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MANUAL DE SINALIZAÇÃO RODOVIÁRIA 2ª edição - PDF
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Lorenzo Costa da Rocha
1 MANUAL DE SINALIZAÇÃO RODOVIÁRIA 2ª edição VOLUME III OBRAS, SERVIÇOS DE CONSERVAÇÃO E EMERGÊNCIA 2006 GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO SECRETARIA DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO DE ESTRADAS DE RODAGEM
2 Manual de sinalização rodoviária. -- São Paulo : Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo, Pág. de rosto: Governo do Estado de São Paulo. Secretaria dos Transportes. Departamento de Estradas de Rodagem. Conteúdo: V. 1 Projeto -- v. 2 Confecções dos sinais -- v. 3 Obras, serviços de conservação e emergência. 1. Sinalização rodoviária - Manuais CDD
3 GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO SECRETARIA DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO DE ESTRADAS DE RODAGEM MANUAL DE SINALIZAÇÃO RODOVIÁRIA VOLUME III OBRAS, SERVIÇOS DE CONSERVAÇÃO E EMERGÊNCIA SÃO PAULO 2006
4 APRESENTAÇÃO Em 1920, Washington Luiz, presidente do Estado de São Paulo, ao proferir sua famosa frase: Governar é abrir estradas., não poderia ter imaginado o imenso desenvolvimento da frota nacional de veículos, nem tampouco a enorme quantidade de rodovias que o Estado de São Paulo viria a ter em pouco mais de oito décadas. O mote agora é mais abrangente, não basta construir, é preciso conservar e, sobretudo, sinalizar o parque rodoviário. Atento não só aos avanços tecnológicos, mas, igualmente, às recomendações da nova edição do Código de Trânsito Brasileiro, o Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo coloca à disposição dos técnicos voltados à engenharia rodoviária e à engenharia de tráfego, a segunda edição do Manual de Sinalização Rodoviária. Os três volumes ora publicados tratam da sinalização vertical e horizontal, sob os seguintes títulos: Projeto; Confecção dos Sinais; Obras, Serviços de Conservação e Emergência. A sinalização rodoviária, quando bem projetada e corretamente implantada, contribui para o conforto e segurança dos motoristas e dos trabalhadores nas estradas. Pela dinamicidade da sua natureza, o DER/SP espera dos técnicos, indústrias e empresas que atuam no setor, as suas inestimáveis e imprescindíveis colaborações na busca de seu aprimoramento. São Paulo, SP 2006 Eng Mário Rodrigues Júnior Superintendente do DER/SP 4
5 RESUMO Esta obra constitui a atualização do Manual de Sinalização Rodoviária, editado em 1971, revisado em 1984 e consolidado em 1993, incorporando novos conceitos, fruto da experiência técnica, de novas tecnologias e dos dispositivos legais atualizados, notadamente o CTB - Código de Trânsito Brasileiro, de 1998 e seus anexos revisados até A atualização do Manual de Sinalização Rodoviária é constituída de três volumes: Volume I - Projeto; Volume II - Confecção dos Sinais e Volume III - Obras, Serviços de Conservação e Emergência. Este Volume III trata exclusivamente da sinalização temporária utilizada em obras, serviços de conservação e emergência. É de uso obrigatório pelas equipes do DER/SP e pelas empresas contratadas para a execução de projetos e serviços rodoviários no Estado de São Paulo. 5
6 EXPLICAÇÕES NECESSÁRIAS As classes de rodovias referidas neste manual estão de acordo com a classificação rodoviária estabelecida nas normas e instruções de projetos rodoviários do DER/SP, como segue: CLASSE O - Vias Expressas: são rodovias com elevado padrão técnico de projeto, pista dupla e controle total de acesso, projetadas para operar a velocidades elevadas, até 120 km/h, com elevado VDM - volume diário médio. CLASSE I: são rodovias com controle parcial de acesso, permitindo maior tolerância no que diz respeito às interferências causadas por acessos freqüentes; projetadas com velocidade de projeto de até km/h, para operar com elevado VDM. São divididas em: CLASSE IA: rodovias com pista dupla e CLASSE IB: rodovias com pista simples. CLASSE II: rodovias projetadas com velocidade de projeto de até km/h, para operar com VDM moderado, da ordem de até 1400 veículos. CLASSE III: rodovias projetadas com velocidade de projeto de até 80 km/h, para operar com VDM da ordem de até 700 veículos. As rodovias vicinais, vias rurais municipais pavimentadas pelo DER/SP, se enquadram nesta categoria CLASSE IV: rodovias projetadas com velocidade de projeto de até 80 km/h, com VDM de até 200 veículos. Geralmente não são pavimentadas, fazendo parte do sistema viário local. Os sinais com o propósito de regulamentar, advertir e orientar os usuários somente poderão ser colocados na via por determinação ou autorização da Autoridade com jurisdição sobre ela. Todo sinal colocado na faixa de domínio de rodovias estaduais sem prévia autorização deve ser removido, exceto nos casos de emergência, quando a sinalização temporária será admitida, desde que esteja em conformidade com este Manual. 6
7 ÍNDICE A - CONSIDERAÇÕES GERAIS...11 A.1 - Função da Sinalização Temporária...12 A.2 - Diretrizes para o Projeto de Sinalização Temporária...12 A Duração dos serviços...12 A Mobilidade dos serviços...13 A Características da sinalização...13 A.3 - Responsabilidades Legais...13 A.4 - Etapas de Implantação...14 B - CRITÉRIOS DE PROJETO...15 B.1 - Caracterização da Zona de Controle de Tráfego...16 B Área de advertência...16 B Área de transição...17 B Área de proteção...18 B Área dos serviços, obras ou interferências...18 B Área de retorno à situação normal...18 B.2 - Considerações Complementares...19 B Equipamentos e atitudes em emergências...19 B Entrada e saída de veículos do canteiro...19 B Obras e serviços de conservação junto a aclives, declives, curvas e túneis...19 B Desvios pelo canteiro central...20 B Rodovias com alto volume de tráfego ou com número elevado de veículos comerciais B Sinalização no período noturno...21 B Visibilidade dos trabalhadores...21 B.3 - Procedimentos de Execução da Sinalização...21 B Implantação...21 B Manutenção...22 B Desativação...22 B Fiscalização...22 C - ELEMENTOS DE SINALIZAÇÃO...23 C.1 - Sinalização Vertical...24 C Classificação...24 C Cores...24 C Dimensões...25 C Refletorização e iluminação
8 C Materiais...25 C Fixação e suportes...26 C Posicionamento...26 C Sinais de regulamentação...27 C Sinais de advertência...30 C Sinais de indicação...33 C Mensagem complementar de distância...36 C.2 - Sinalização Horizontal...37 C Classificação...37 C Regras gerais de instalação e desativação...37 C Cores...37 C Escolha dos materiais...38 C Manutenção...38 C Marcas viárias...39 C.3 - Dispositivos de Canalização...47 C Dispositivos de apoio à sinalização horizontal...47 C Dispositivos de direcionamento ou bloqueio...49 C Dispositivos de alerta e advertência...57 C.4 - Dispositivos e Procedimentos de Segurança...59 C Bandeiras...59 C Sinal "PARE" portátil...60 C Acessórios de segurança individual...61 C Amortecedor de impacto montado em caminhão...61 C.5 - Dispositivos Luminosos...62 C Cúpulas luminosas...62 C Luzes intermitentes...63 C Painel com seta iluminada...63 C Painel de mensagens variáveis PMV móvel...65 C Semáforos...65 D - PROJETOS - TIPO...66 Projeto-tipo 1: sinalização de emergência pista simples bloqueio no acostamento...69 Projeto-tipo 2: sinalização de emergência pista simples bloqueio de meia pista circulação alternada...70 Projeto-tipo 3: sinalização de emergência pista simples bloqueio de meia pista desvio para o acostamento...71 Projeto-tipo 4: sinalização de emergência pista dupla bloqueio no acostamento
9 Projeto-tipo 5: sinalização de emergência pista dupla bloqueio na faixa da direita...73 Projeto-tipo 6: sinalização de emergência pista dupla bloqueio nas faixas da direita e adjacente...74 Projeto-tipo 7: sinalização de emergência pista dupla bloqueio na faixa da esquerda...75 Projeto-tipo 8: sinalização de emergência pista dupla bloqueio nas faixas da esquerda e adjacente...76 Projeto-tipo 9: sinalização de serviços de conservação pista simples serviços no acostamento móveis ou continuamente em movimento...77 Projeto-tipo 10: sinalização de serviços de conservação pista simples serviços na pista continuamente em movimento pré-marcação de sinalização horizontal...78 Projeto-tipo 11: sinalização de serviços de conservação pista simples serviços na pista continuamente em movimento pintura de solo e implantação de tachas...79 Projeto-tipo 12: sinalização de serviços de conservação pista simples serviços na pista móvel topografia na pista...80 Projeto-tipo 13: sinalização de serviços de conservação pista simples serviços na pista móvel bloqueio de meia pista circulação alternada...81 Projeto-tipo 14: sinalização de serviços de conservação pista dupla serviços móveis na pista bloqueio na faixa da direita...82 Projeto-tipo 15: sinalização de serviços de conservação pista dupla serviços móveis na pista bloqueio na faixa da esquerda...83 Projeto-tipo 16: sinalização de obras pista simples serviços no acostamento...84 Projeto-tipo 17: sinalização de obras pista simples bloqueio de meia pista desvio para o acostamento...85 Projeto-tipo 18: sinalização de obras pista simples bloqueio de meia pista passagem alternada...86 Projeto-tipo 19: sinalização de obras pista simples bloqueio total desvio para os acostamentos...87 Projeto-tipo 20: sinalização de obras pista simples bloqueio na faixa adicional...88 Projeto-tipo 21: sinalização de obras pista simples com três faixas bloqueio de duas faixas desvio para faixa de fluxo oposto...89 Projeto-tipo 22: sinalização de obras pista dupla serviços no acostamento...90 Projeto-tipo 23: sinalização de obras pista dupla serviços na faixa da direita...91 Projeto-tipo 24: sinalização de obras pista dupla serviços na faixa da direita e adjacente...92 Projeto-tipo 25: sinalização de obras pista dupla serviços no canteiro central...93 Projeto-tipo 26: sinalização de obras pista dupla bloqueio na faixa da esquerda...94 Projeto-tipo 27: sinalização de obras pista dupla bloqueio nas faixas da esquerda e adjacente
10 Projeto-tipo 28: Projeto-tipo 29: sinalização de obras pista dupla bloqueio de uma pista desvio para a outra pista...96 sinalização de obras pista dupla bloqueio de uma pista desvio para fora da pista
11 CONSIDERAÇÕES GERAIS A - CONSIDERAÇÕES GERAIS 11
12 CONSIDERAÇÕES GERAIS A.1 - FUNÇÃO DA SINALIZAÇÃO TEMPORÁRIA Intervenções temporárias ou fatores anormais na rodovia, como a realização de obras, serviços de conservação e situações de emergência, podem ocasionar problemas à segurança e fluidez do tráfego. Por isso, as áreas afetadas exigem sinalização específica, com cuidados criteriosos de implantação e manutenção. A sinalização dos serviços temporários na rodovia deve: fornecer informações precisas, claras e padronizadas aos usuários; advertir corretamente da existência de obras, serviços de conservação ou situações de emergência e das novas condições de trânsito; regulamentar a circulação, a velocidade e outras condições para a segurança local; posicionar e ordenar adequadamente os veículos, para reduzir os riscos de acidentes e congestionamentos; delinear o contorno da obra e suas interferências na rodovia. A.2 - DIRETRIZES PARA O PROJETO DE SINALIZAÇÃO TEMPORÁRIA O projeto de sinalização deve levar em conta a natureza dos trabalhos que afetarão o trânsito e as características da rodovia que irá receber a sinalização. Devem ser considerados a duração e a mobilidade dos serviços, o posicionamento do trabalho na pista, as particularidades físicas do trecho em obras, além do volume e classificação do tráfego da rodovia. Analisados estes fatores, a sinalização será implantada com características adequadas à sua função temporária ou emergencial. A DURAÇÃO DOS SERVIÇOS São considerados serviços de curta duração aqueles que se realizam durante o dia, no período de luz natural, e cujos dispositivos são desativados à noite, voltando o tráfego à situação normal. Utilizam-se, nesses casos, dispositivos de sinalização de transporte fácil e instalação simples. Praticamente todos os serviços de conservação de rotina incluem-se nesta categoria. Quando exigem mais de um dia, os serviços são considerados de média ou longa duração. Nesses casos, a sinalização tem caráter mais permanente e a facilidade de transporte e instalação dos dispositivos não é o fator preponderante. Os dispositivos devem ser obrigatoriamente retrorrefletivos, seguindo as normas da ABNT. Para os serviços de longa duração deve ser prevista a implantação de sinalização horizontal específica, além dos dispositivos de canalização e da sinalização vertical necessários. 12
13 CONSIDERAÇÕES GERAIS A MOBILIDADE DOS SERVIÇOS Para efeito da sinalização, consideram-se os seguintes tipos de serviços na rodovia: serviços móveis - são aqueles que se realizam em períodos curtos e freqüentes, como operação "tapa-buraco", varredura de pistas, reparo ou limpeza de placas, situações emergenciais naturais ou do tráfego; serviços continuamente em movimento - são aqueles em que trabalhadores e equipamento se deslocam constantemente ao longo da rodovia, como levantamento topográfico, demarcação e pintura de faixas, reconformação ou reposição de revestimento primário no acostamento e serviços rotineiros de manutenção no acostamento ou no canteiro central; serviços fixos - são os que ocupam a mesma posição na rodovia por mais de um dia, como obras de reparo na estrutura do pavimento e em obras de arte ou obras de alterações geométricas da pista. A CARACTERÍSTICAS DA SINALIZAÇÃO Para possibilitar aos usuários a mais rápida e segura compreensão às novas condições operacionais da rodovia em obras, conservação ou estado de emergência, a sinalização temporária deve: ser colocada sempre de forma a favorecer sua visualização; ter dimensões e elementos gráficos padronizados; ser implantada de acordo com critérios uniformes; estar sempre bom estado de conservação física e funcional. A.3 - RESPONSABILIDADES LEGAIS Qualquer interferência na rodovia configura um evento inesperado constituindo-se em risco potencial aos usuários. Por esta razão o Código de Trânsito Brasileiro - CTB, estabelece a obrigatoriedade de implantação da sinalização ao órgão com circunscrição sobre a via, que responderá, civil e criminalmente, pela falta, insuficiência ou incorreta colocação da mesma, conforme consta do artigo 90 1º, sujeitando-se ainda, pelo artigo 1º 3º, à responsabilização objetiva por danos causados pelos cidadãos em virtude da ação, omissão ou erro na execução e manutenção de programas, projetos e serviços que garantam o direito ao trânsito seguro. Assim, preconiza o artigo 94 que, qualquer obstáculo à livre circulação e à segurança de veículos e pedestres, seja na pista ou no acostamento, caso não possa ser retirado, deve ser devidamente e imediatamente sinalizado. Em complementação, o artigo 95 estabelece que nenhuma obra ou evento que possa perturbar ou interromper a livre circulação de veículos e pedestres, ou colocar em risco sua segurança, será iniciada sem permissão prévia do órgão ou entidade de trânsito com circunscrição sobre a 13
14 CONSIDERAÇÕES GERAIS via. O parágrafo 1º do artigo 95 diz que a obrigação de sinalizar é do responsável pela execução ou manutenção da obra ou evento. Igualmente, o servidor público que não tenha observado os dispositivos constantes no CTB poderá ser responsabilizado, ficando sujeito a procedimentos disciplinares nos termos do Estatuto do Servidor, do contrato de trabalho ou das normas específicas da empresa. Pode, ainda, sujeitar-se a multa, conforme previsto no artigo 95 4º do CTB, bem como a ação regressiva interposta pelo órgão público que tenha respondido pela falha ocorrida. Na desativação do desvio e da sinalização provisória, versa o artigo 88 que a rodovia só poderá ser liberada à circulação normal quando estiver devidamente sinalizada, verticalmente e horizontalmente. Responsabilizam-se pela elaboração, implantação e desativação dos projetos de sinalização de obras, serviços de conservação e emergência: o projetista da sinalização, que tem a responsabilidade de seguir as normas contidas neste Manual e submeter o projeto à aprovação do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo - DER/SP; o DER/SP, que tem a responsabilidade de aprovar os projetos de sinalização temporária que estejam de acordo com as normas estabelecidas e de fiscalizar sua correta implantação, manutenção e desativação; as entidades encarregadas de implantar a sinalização, que têm a responsabilidade de seguir as diretrizes e especificações constantes no projeto ou determinadas pelo DER/SP e providenciar sua correta implantação, manutenção e desativação. A.4 - ETAPAS DE IMPLANTAÇÃO Antes de dar início ao desenvolvimento dos projetos de sinalização temporária o projetista deve tomar conhecimento das características das intervenções a serem executadas, principalmente com relação a: extensão da ocupação; seqüência e duração das intervenções na rodovia; interferências adicionais em função do trânsito da obra ou métodos construtivos. Conhecedor das características físicas e operacionais da rodovia e do plano de ataque às obras, o projetista deve definir as etapas de implantação da sinalização temporária. A adoção de diversas etapas de implantação permite menores áreas de ocupação da rodovia. No entanto, cada nova implantação provoca novos impactos aos usuários. Nos serviços de recuperação de pavimento ou recapeamento, conforme os serviços progridem e são reabertos trechos ao tráfego, a sinalização de obras deve acompanhar esta progressão, devendo ser deslocada de modo a atender as novas frentes de serviço. Nota: Os critérios de projeto detalhados a seguir, bem como os itens subseqüentes referem-se a uma etapa de implantação. 14
15 CRITÉRIOS DE PROJETO B - CRITÉRIOS DE PROJETO 15
16 CRITÉRIOS DE PROJETO B.1 - CARACTERIZAÇÃO DA ZONA DE CONTROLE DE TRÁFEGO Os dispositivos usados para sinalizar trechos de rodovias em obras, serviços de conservação ou em caso de emergência devem ser adequados às diferentes situações ao longo do trecho, desde a passagem do estado normal para a área em obra até a volta à condição normal. Chama-se zona de controle de tráfego o trecho entre o primeiro sinal de advertência e o ponto, após a área dos serviços, em que o trânsito deixa de ser afetado. Pode ser dividida em: área de advertência; área de transição; área de proteção; área dos serviços, obras ou interferências; área de retorno à situação normal. A Figura B-1 representa as áreas que compõem a zona de influência dos serviços ou obras. Área de advertência Área de trasnsição Área de proteção Área dos serviços ou das obras Área de retorno à situação normal Legenda Dipositivo de canalização Circulação normal Circulação temporária Velocidade (km/h) < < v < 150 v > 200 Figura B-1 B ÁREA DE ADVERTÊNCIA Neste trecho, o usuário deve ser informado sobre as condições anormais da rodovia e preparado para as alterações à frente, através de sinas de advertência de obra e de mudança da condição da pista, além dos sinais que regulamentam os comportamentos obrigatórios. A distância entre o início desta área e o início da próxima, área de transição, deve ser de: 500 m, quando a obra for executada no acostamento; 1 km para obras na pista; 1500 m para obras na pista, em rodovias de classes 0 e IA com três ou mais faixas de trânsito por sentido. 16
17 CRITÉRIOS DE PROJETO B ÁREA DE TRANSIÇÃO É aquela em que se dá o deslocamento dos veículos da trajetória normal para faixas ou áreas contíguas, quando a interferência exigir o bloqueio da pista de rolamento ou parte dela. As faixas de transição de pista, tapers, são implantadas de acordo com a velocidade regulamentada da rodovia e o avanço do bloqueio na pista. Utilizam-se os dispositivos de canalização e os elementos de sinalização necessários para a indicar os desvios ou regulamentar os comportamentos obrigatórios. Para o fechamento de uma faixa de trânsito, adota-se os seguintes comprimentos de tapers: m, no mínimo, quando a velocidade regulamentada da rodovia for de até 60 km/h; 150 m, no mínimo, quando a velocidade regulamentada da rodovia for entre 70 e 90 km/h; 200 m, no mínimo, quando a velocidade regulamentada da rodovia for igual ou superior a km/h. Casos que requerem tratamentos diferenciados: em obstruções no acostamento, sem ocupação da pista, a área de transição deve ter extensão mínima de 50 m; na ocorrência de interrupção do fluxo para alternância da passagem, a área de transição deve se estender por no máximo 60 m; nos casos em que for necessária a transferência do fluxo para duas ou mais faixas de trânsito contíguas, deve-se implantar uma faixa de acomodação entre duas transferências, de maneira que o fluxo não faça a transposição diretamente da primeira para a terceira faixa. O comprimento desta faixa de acomodação deverá ser igual ao utilizado nas faixas de transição. A Figura B-2 mostra a implantação da faixa de acomodação. L L L Faixa de transição Faixa de acomodação Faixa de transição Legenda Dipositivo de canalização Circulação normal Circulação temporária Figura B-2 17
18 CRITÉRIOS DE PROJETO B ÁREA DE PROTEÇÃO É a área que antecede o trecho em obras. Sua função é garantir condições de segurança tanto para os trabalhadores quanto para o tráfego. É importante que esta área fique livre de equipamentos, veículos e materiais. São utilizados dispositivos de canalização delimitando a área de proteção e os elementos de sinalização necessários para indicar e regulamentar os comportamentos obrigatórios. A área de proteção deve ter extensão de 30 a 60 m. B ÁREA DOS SERVIÇOS, OBRAS OU INTERFERÊNCIAS É a área em que se desenvolvem os trabalhos. Deve ser delimitada e protegida, com acesso permitido exclusivamente a trabalhadores e veículos de serviço. Sua extensão é determinada pela própria extensão dos serviços, buscando compatibilizar a garantia de espaço suficiente para a realização segura dos trabalhos com o espaço necessário à movimentação do tráfego geral de forma satisfatória. São utilizados dispositivos de canalização delimitando a área dos serviços e os elementos de sinalização adequados para indicar e regulamentar os comportamentos obrigatórios. B ÁREA DE RETORNO À SITUAÇÃO NORMAL É a área em que os usuários são reconduzidos às faixas de tráfego normais da via, através de faixa de transição de pista, taper, e de informações sobre o final das restrições de trânsito. O comprimento do taper é de, no mínimo, 30 m. Utilizam-se dispositivos de canalização demarcando a faixa de transição e os sinais Fim das Obras (IO-12) e de regulamentação da velocidade normal na pista (R-19). 18
19 CRITÉRIOS DE PROJETO B.2 - CONSIDERAÇÕES COMPLEMENTARES Além do adequado planejamento da sinalização temporária, são necessárias providências complementares para garantir a segurança do tráfego e dos trabalhadores. B EQUIPAMENTOS E ATITUDES EM EMERGÊNCIAS A condição de imprevisibilidade de uma situação de emergência exige tomada de decisões e ações rápidas, principalmente no procedimento operacional. Dessa maneira, os órgãos operacionais com jurisdição sobre cada rodovia devem contar com dispositivos de sinalização de fácil transporte e colocação, tais como cones, barreiras, luzes piscantes, lanternas, coletes refletivos para uso noturno, enfim, um conjunto de equipamentos que permita efetivo e imediato controle do tráfego. Deve-se ressaltar, porém, que, quando a situação de emergência perdurar por mais tempo, deve-se projetar e implantar a sinalização de obra, após os procedimentos iniciais. No Capítulo D - Projetos-Tipo estão apresentados esquemas de colocação de dispositivos em situações de emergência. B ENTRADA E SAÍDA DE VEÍCULOS DO CANTEIRO Os movimentos de máquinas e outros veículos em serviço devem ser realizados com segurança, para que não ocorram conflitos com o fluxo de tráfego da rodovia. Caso não seja possível eliminar o conflito, devem ser utilizados dispositivos de sinalização que auxiliem o controle das manobras, como bandeiras e sinal "Pare" portátil, ver C.4 Dispositivos e Procedimentos de Segurança. B OBRAS E SERVIÇOS DE CONSERVAÇÃO JUNTO A ACLIVES, DECLIVES, CURVAS E TÚNEIS Os dispositivos de canalização, as bandeiras e os sinais "PARE" portáteis devem ser visualizados pelo usuário a uma distância tal que permita, independentemente da sinalização de advertência, alterar com segurança a trajetória do veículo e preparar-se para as novas condições de tráfego. Assim, não devem ser posicionados nas curvas verticais após os aclives, em curvas acentuadas ou logo após curvas ou dentro de túneis. Nestes casos, a canalização deve ser prolongada, ou seja, antecipada para locais de melhor visibilidade. Nos declives acentuados deve-se, também, prolongar em 50% a extensão das áreas de transição de proteção, para proporcionar maior segurança às novas condições de tráfego. 19
20 CRITÉRIOS DE PROJETO B DESVIOS PELO CANTEIRO CENTRAL Quando houver necessidade de desviar o trânsito cruzando o canteiro, os locais de transposição devem ser corretamente dimensionados e sinalizados para que não se tornem áreas de risco, ver figuras B-3 e B-4. Legenda Dipositivo de canalização Circulação normal Circulação temporária Figura B-3 Legenda Dipositivo de canalização Circulação normal Circulação temporária Figura B-4 Nota: As adequações de geometria que se fizerem necessárias em virtude da implantação de desvios de tráfego deverão ser projetadas de acordo com as normas e instruções de projeto de geometria do DER/SP, levando-se em consideração a característica do tráfego, a velocidade a regulamentar no trecho e o caráter provisório de obras. Da mesma forma os projetos de pavimentação e de drenagem de águas pluviais deverão considerar esses fatores. 20
21 CRITÉRIOS DE PROJETO B RODOVIAS COM ALTO VOLUME DE TRÁFEGO OU COM NÚMERO ELEVADO DE VEÍCULOS COMERCIAIS Quando a obra ou serviço de conservação é realizada em rodovias de tráfego intenso ou com elevado número de veículos comerciais, os sinais da área de advertência podem ser repetidos no lado esquerdo da rodovia, tanto nas de pista simples quanto nas de pista dupla, para garantir suas visibilidades. B SINALIZAÇÃO NO PERÍODO NOTURNO Todos os sinais e dispositivos de canalização devem manter inalteradas suas características de forma e cor, tanto no período diurno quanto no noturno. Portanto, devem ser obrigatoriamente retrorrefletivos e, quando necessário, iluminados. Os dispositivos de iluminação e os sinais luminosos estão apresentados no Capítulo C - Elementos de Sinalização. No Capítulo D - Projetos-Tipo, estão representados em conjunto com os demais dispositivos de sinalização. B VISIBILIDADE DOS TRABALHADORES Por motivo de segurança, os trabalhadores e operadores de tráfego em serviço devem vestir roupas ou marcações nos padrões adotados pelo DER/SP e, à noite, usar acessórios ou roupas com elementos retrorrefletivos, conforme as normas da ABNT. No Capítulo C - Elementos de Sinalização estão descritos os procedimentos de proteção aos operadores de bandeiras. B.3 - PROCEDIMENTOS DE EXECUÇÃO DA SINALIZAÇÃO B IMPLANTAÇÃO Nesta fase do trabalho devem ser levados em conta os seguintes critérios básicos: toda a sinalização deve ser implantada antes do início da execução dos serviços; a implantação deve ser iniciada na área de advertência, depois passar para a área de transição e assim sucessivamente, até a área de retorno à situação normal; nas rodovias de pista simples exigem-se cuidados adicionais para evitar o conflito de fluxos opostos sem a devida proteção; os sinais só devem ter validade durante a efetiva realização dos serviços. Assim, devem ser cobertos enquanto a canalização não estiver implantada; se a sinalização temporária entrar em conflito com a sinalização normal da rodovia, esta deve ser coberta ou removida até a desativação dos serviços. 21
22 CRITÉRIOS DE PROJETO Serviços próximos a aglomerados urbanos exigem providências adicionais que atenuem a interferência no tráfego da rodovia e local. Deve-se: divulgar o evento pelos meios de comunicação, informando a população sobre a natureza e a duração dos serviços, desvios e caminhos alternativos; manter contato com as autoridades municipais para melhor integração dos trabalhos, principalmente se os serviços na rodovia exigirem intervenções nas redes locais de água, luz, telefone, circulação do tráfego local etc. B MANUTENÇÃO Cabe à entidade executora da sinalização a responsabilidade, durante a execução dos serviços, pela manutenção, limpeza, reposição e correto posicionamento dos sinais e dispositivos implantados. Cabe às equipes operacionais do DER/SP fiscalizar e fazer o monitorar os locais das obras quanto à manutenção da sinalização implantada, bem como às adequações necessárias em função de eventuais alterações no comportamento de tráfego e na natureza da intervenção no corpo estradal. B DESATIVAÇÃO A operação de desativação da sinalização temporária deverá seguir a ordem inversa da implantação, ou seja, iniciando pela liberação da área de retorno à situação normal e terminando pela área de advertência. Todo trecho desativado deverá estar devidamente sinalizado antes da liberação ao tráfego e livre da sinalização temporária. B FISCALIZAÇÃO Cabe ao Departamento de Estradas e de Rodagem do Estado de São Paulo - DER/SP, órgão com jurisdição sobre as rodovias estaduais, manter fiscalização periódica e documentada sobre os locais em obras, com o objetivo de garantir a correta execução das disposições contidas neste Manual. A fiscalização será realizada por meio de vistorias, quando serão verificadas: a exatidão da implantação dos sinais e dispositivos, com base no projeto aprovado pelo DER/SP; a implantação das alterações ou complementações solicitadas pelo DER/SP na sinalização determinada para o local; as condições de limpeza e de conservação do leito viário e da sinalização de obras. 22
23 ELEMENTOS DE SINALIZAÇÃO C - ELEMENTOS DE SINALIZAÇÃO 23
Publicação IPR 738 MANUAL DE SINALIZAÇÃO DE OBRAS E EMERGÊNCIAS EM RODOVIAS 2010 MINISTRO DOS TRANSPORTES Dr. Paulo Sérgio Oliveira Passos DIRETOR GERAL DO DNIT Dr. Luiz Antonio Pagot DIRETOR EXECUTIVO
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ SETOR DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE TRANSPORTES SINALIZAÇÃO RODOVIÁRIA CURSO: ENGENHARIA CIVIL DISCIPLINA: TT-401 - TRANSPORTES A PROFESSORES: Djalma Martins Pereira Eduardo
DEPARTAMENTO AUTÔNOMO DE ESTRADAS DE RODAGEM DIRETORIA DE GESTÃO E PROJETOS SUPERINTÊNDENCIA DE ESTUDOS E PROJETOS INSTRUÇÕES PARA SINALIZAÇÃO RODOVIÁRIA EQUIPE DE SINALIZAÇÃO E PAISAGISMO ESP NOVEMBRO/2013

References: artigo 90
 artigo 1
 artigo 94
 artigo 95
 artigo 95
 artigo 95
 artigo 88