Source: http://planejamentourbano.cimcatarina.sc.gov.br/default.aspx?municipio=joacaba&type=list&idref=1156
Timestamp: 2018-12-13 18:52:36+00:00

Document:
Art. 1º - Este Código, parte integrante do Plano Diretor de Desenvolvimento Municipal, estabelece normas de projeto e construção em geral no Município de Joaçaba, Estado de Santa Catarina.
Art. 2º - Toda construção, reconstrução, reforma, ampliação ou demolição efetuadas por particulares, entidades ou órgãos públicos no Município de Joaçaba, é regulamentada por este Código, obedecidas às normas Federais e Estaduais relativas à matéria.
Parágrafo Único - Para o licenciamento das atividades de que reza este Código, serão observadas as disposições da Lei de Zoneamento de Uso e Ocupação do Solo, incidentes sobre o imóvel.
Art. 3º - Este Código tem como objetivos:
Art. 4º - Para efeito deste Código, são adotadas as seguintes definições:
- ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas. Aclividade - diferença altimétrica entre dois pontos, em que o segundo ponto está acima do ponto de referência. Afastamento - distância entre o limite externo da projeção horizontal da edificação e a divisa do lote, não considerada a projeção dos beirais, podendo ser: a) frontal; b) lateral; c) fundos. Alinhamento - linha divisória legal entre o lote e a via ou logradouro público. Alpendre - área coberta saliente da edificação, cuja cobertura é sustentada por colunas, pilares ou área em balanço. Alvará de Construção - documento expedido pela Municipalidade que autoriza a execução de obras sujeitas a sua fiscalização. Alvará de Localização e Funcionamento - documento expedido pela Municipalidade que autoriza o funcionamento de uma determinada atividade ou serviço. Canteiro - área destinada a ajardinamento junto ou não com passeios públicos. Caramanchão - construção em ripas, canos ou estacas com o objetivo de sustentar vegetação. Casas Geminadas - edificações unifamiliares situadas no mesmo lote, possuindo uma parede divisória comum, compondo uma unidade arquitetônica única.
- Centro Comercial - áreas destinadas a espaços comerciais compostos por um conjunto de lojas ou salas, também entendido como shopping center quando de grande porte. Certificado de Conclusão da Obra - documento expedido pela Municipalidade, que autoriza a ocupação de uma edificação (habite-se). Cisterna - reservatório de água inferior. Conservação - obra de reparo, visando apenas conservar o valor de uma construção ao longo do tempo, não importando em acréscimo de área construída. Construção - é de modo geral, a realização de qualquer obra. Construção Clandestina - obra feita sem prévia aprovação do projeto ou sem alvará de licença. Consulta de Viabilidade - documento indispensável, prioritário de encaminhamento à Municipalidade, buscando informações de uso, ocupação e parâmetros de construção, definidos para cada zona. Compartimento - cada uma das divisões de uma edificação. Corrimão - peça ao longo e ao(s) lado(s) de uma escada ou rampa, que serve de resguardo, ou apoio para a mão, de quem sobe ou desce. Cumeeira - a parte mais alta de uma edificação. CREA - Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia. Croqui - esboço preliminar de um projeto. Declividade - diferença altimétrica entre dois pontos em que o segundo ponto está abaixo do ponto de referência. Decibel - (dB): unidade de intensidade física relativa a som. Degradação Ambiental - é a alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causado por qualquer forma de energia ou substância sólida, gasosa ou combinação de elementos produzidos por atividades humanas ou delas decorrentes em níveis capazes de direta ou indiretamente: a) prejudicar a saúde, a segurança e o bem estar da população; b) criar condições adversas às atividades sociais e econômicas; c) ocasionar danos relevantes à flora, à fauna e outros recursos naturais. Dejetos - resíduos, excrementos, restos. Demolição - deitar abaixo, deitar por terra qualquer construção. Dependência de Uso Comum - conjunto de dependências da edificação que poderão ser utilizadas em comum por todos ou por parte dos titulares de direito das unidades de moradia.
- Dependência de Uso Privativo - conjunto de dependências de uma unidade de moradia, cuja utilização é reservada aos respectivos titulares de direito. Duto de Ventilação - área de ventilação interna ao corpo de uma edificação que circunscreva um raio de no mínimo 0,70 m (setenta centímetros), destinado a ventilar somente compartimentos não habitáveis. Edícula - denominação genérica para compartimento acessório da habitação, separado da edificação principal. Edifício Garagem - construção destinada ao estacionamento de veículos. Elevador - equipamento que executa transporte em altura, de pessoas e/ou mercadorias. Embargo - ato administrativo que determina a paralisação de uma obra. EMBRATUR - Empresa Brasileira de Turismo. (Redação dada pela Emenda 06/2006) Equipamentos Comunitários - são os equipamentos públicos de educação, cultura, saúde, lazer, área verde, segurança e assistência social. Equipamentos Urbanos - são os equipamentos públicos, como por exemplo, os de abastecimento de água, esgoto, energia elétrica, coleta de água pluvial, rede telefônica e gás canalizado. Escala - relação constante entre as dimensões do desenho e a do que ele representa. Especificações - discriminação dos materiais e serviços empregados numa construção. Estabelecimento - local onde se fabrica, produz, manipula, beneficia, acondiciona, conserva, transporta, armazena, deposita para venda, distribui ou vende produtos ou presta serviços. Estacionamento - espaço reservado para um ou mais veículos. Fachada - elevação das paredes externas de uma edificação. Faixa de Domínio - é a área do terreno destinado ao poder público para a implantação e proteção de uma rodovia e seus acessórios. Faixa "non aedificandi" - área do terreno onde não é permitida a construção. FATMA - Fundação do Meio Ambiente do Estado de Santa Catarina. Feira Livre - local ao ar livre que funciona, mediante prévia autorização da Municipalidade, com objetivo de facilitar aos produtores a venda de sua produção. Festejos Públicos - são os que se realizam nas vias públicas, com o acesso do público. Fiança - obrigação acessória assumida por terceira pessoa, que se responsabiliza, total ou parcialmente, pelo cumprimento da obrigação do devedor caso este não cumpra a obrigação. Filtro Anaeróbio - unidade de tratamento biológico do efluente da fossa séptica de fluxo ascendente em condições anaeróbias, cujo meio filtrante mantém-se afogado. Fossa Séptica - unidade de sedimentação e digestão de fluxo horizontal, destinada ao tratamento de esgotos.
- Fundações - parte da construção destinada a distribuir as cargas da edificação sobre um terreno. Gabarito - é o número máximo de pavimentos permitidos em uma edificação. Galeria - corredor interno de um edifício que faz ou não ligação entre duas ruas e que comporte, além da circulação de pessoas, comércio. Galeria Comercial - conjunto de lojas voltadas para passeio coberto, interligando duas vias públicas. Galpão - construção constituída por uma cobertura fechada, total ou parcialmente, pelo menos em três de suas faces por meio de paredes ou tapumes, não podendo servir para uso residencial. Garagem Bloqueada - garagem ligada à circulação de veículos através de outra garagem. Garagem Livre - garagem ligada diretamente à circulação interna de veículos. Guarda Corpo - é a vedação de proteção contra quedas. Gêneros Alimentícios - substância ou mistura de substâncias no estado sólido, líquido, pastoso ou qualquer outra forma adequada destinada a fornecer ao organismo humano os elementos normais a sua formação, manutenção e ao seu desenvolvimento. Habite-se - documento expedido pela Municipalidade, que autoriza a ocupação de uma edificação. Habitação - lugar ou casa onde se habita, morada ou residência. Hachura - raiado, que no desenho produz efeitos de sombra ou meio tom. Hall - dependência de uma edificação que serve de ligação entre outros compartimentos. Índice de Aproveitamento - é calculado para expressar a área máxima da construção permitida; relação entre a soma das áreas construídas sobre um terreno e a área desse mesmo terreno. Infração da Lei - violação da lei. Infrator - todo aquele que, cometer, mandar ou auxiliar a praticar infração. Jirau - piso intermediário dividindo compartimento existente com área até 1/4 (um quarto) da área do compartimento. Kit - pequeno compartimento de apoio aos serviços de copa de cada pavimento nas edificações comerciais. Kitchenete - unidade residencial formada de sala, quarto, banheiro e pequena cozinha, não necessariamente separada da sala. Ladrão - tubo de descarga colocado nos reservatórios de água, banheiro, pias, para escoamento automático do excesso de água. Lavabo - instalação sanitária composta de pia e vaso sanitário. Lavatório - cuba para lavar as mãos, com água encanada e esgoto pluvial. Licença - é ato administrativo vinculado e definitivo. A licença, quando concedida regularmente, gera direito subjetivo à continuidade da atividade licenciada nas condições estabelecidas em lei. Licenciamento da obra - ato administrativo que concede licença e prazo para início e término de uma obra. Lindeiro - limítrofe. Logradouro Público - toda parcela de território de propriedade pública e de uso comum da população.
- Loja - espaço reservado a comercialização de produtos. Lote - porção de terreno, com testada para logradouro público. Loteamento - subdivisão de gleba em lotes destinados à edificações, com abertura, modificação ou prolongamento de vias e logradouros. Marquise - cobertura em balanço sobre o logradouro. Meio-fio - peça de pedra ou de concreto ou similar que separa em desnível o passeio da pista de rolamento. Memorial Descritivo - texto contendo especificações sobre materiais e técnicas construtivas a serem utilizadas numa edificação ou parcelamento de solo. Mezanino - pavimento situado no interior de outro compartimento com acesso exclusivamente através deste e pé direito reduzido. Nível de Som - dB (A) intensidade de som medido na curva de ponderação "A" definido na NBR 10.151 - ABNT. Mobiliário Urbano - são equipamentos de uso comercial de serviços, localizados em logradouro público. N.D.A. - Nível de Degradação Ambiental. Parapeito - é a vedação de proteção de sacadas. Pára-raios - dispositivo destinado a proteger as edificações contra os efeitos dos raios. Parede Cega - parede sem abertura. Passeio - é a parte da calçada ou pista de rolamento, neste último caso, separada por pintura ou elemento físico separador, livre de interferências, destinada à circulação exclusiva de pedestres e, excepcionalmente de ciclistas. Patamar - superfície intermediária entre dois lances de escada. Pavimento - conjunto de compartimentos situados no mesmo nível, de uma edificação, entre piso de uma edificação, desconsiderados os mezaninos ou sobre lojas. Pavimento Térreo - Piso ao nível da rua. Pavimento térreo: Acesso principal da edificação. (Redação dada pela Lei Complementar nº 203/2011) Pé Direito - distância vertical entre o piso e o forro de um compartimento. Penalidade - conjunto ou sistema de penas impostas pela lei. Play-ground - local destinado à recreação infantil, aparelhado com brinquedos e/ou equipamentos de ginástica. Perímetro Urbano - linha que separa a zona urbana da área ou zona rural. Plano Diretor - conjunto de leis, que dispõe sobre o Zoneamento de Uso e Ocupação do Solo, Parcelamento do Solo Urbano, Perímetro Urbano e pelos Códigos de Posturas e Edificações. Poluição Ambiental - qualquer alteração das características físicas, químicas e/ou biológicas do meio ambiente, que possa importar em prejuízo a saúde e a segurança da população. Poço de Iluminação - área interna na edificação, destinada a iluminação e ventilação de compartimentos.
- Prisma Interno de Iluminação e Ventilação - poço de iluminação - área interna na edificação, destinada a iluminação e ventilação de compartimentos não habitáveis, também conhecido como poço de iluminação e ventilação. Prisma Externo de Iluminação e Ventilação - área destinada a iluminação e ventilação de compartimentos quando localizada na face externa das edificações. Produto Perigoso - toda a substância que possa ser considerada combustível, inflamável, explosiva, tóxica, corrosiva ou radioativa. Profundidade de um Compartimento - é a distância entre a face que dispõe de abertura para insolação à face oposta. Reconstrução - construir de novo, no mesmo lugar e na forma primitiva qualquer obra em parte ou no todo. Reconstrução - construir de novo, no mesmo lugar, qualquer obra em parte ou no todo. (Redação dada pela Lei Complementar nº 248/2013) Recuo - reserva ao logradouro público de uma área pertencente à propriedade particular e destinada a futura ampliação deste logradouro. Reforma - obra em que altere a edificação em parte essencial por supressão, acréscimo ou modificação. Reincidente - é quem violar os preceitos das leis, por cuja infração já tenha sido autuado e punido. Ruído - qualquer som que cause ou tenda a causar perturbações do sossego público ou produzir efeitos psicológicos e/ou fisiológicos negativos em seres humanos e animais. Sacada - construção que avança da fachada de uma parede. Saguão - sala de entrada da edificação onde se encontra o hall e a circulação principal. Sala Comercial - unidade autônoma para comércio e prestação de serviços. Sarjeta - escoadouro nos logradouros públicos para as águas das chuvas. Sobreloja - pavimento situado acima da loja, com acesso exclusivo através desta e sem numeração independente. Sótão - compartimento de edificação situado no interior do volume formado pelo telhado com inclinação máxima de 45º (quarenta e cinco graus). Subsolo - pavimento total ou parcialmente situado em nível inferior do pavimento térreo ou ao terreno natural, medido no ponto médio da fachada perpendicular às curvas de nível. Sumidouro - poço destinado a receber o efluente da fossa séptica e a facilitar sua infiltração. Tapume - vedação provisória feita em tábuas ou material similar para proteção de obras. Taxa Ocupação - a relação percentual entre a projeção horizontal da edificação e a área total do terreno. Telheiro - superfície coberta e sem paredes em todas as faces. Terreno Baldio - terreno não edificado, sem proveito ou uso definido. Terraço - espaço descoberto sobre edifício ou ao nível de um pavimento desse. Testada - é a linha divisória que separa o logradouro público do lote. Unidade de Moradia - conjunto de compartimentos de uso privativo de uma família, no caso de edifícios coincide com apartamento.
Art. 5º - São considerados profissionais legalmente habilitados para projetar, orientar, administrar e executar obras no Município de Joaçaba, os registrados no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia e inscrito no Município de Joaçaba.
Art. 6º - Somente os profissionais inscritos como determina o artigo anterior, poderão ser responsáveis por projetos, cálculos e memoriais apresentados a Municipalidade ou assumir a responsabilidade pela execução de obras.
Art. 7º - A execução de quaisquer das atividades citadas no artigo 2º deste Código, com exceção de demolição será precedida dos seguintes atos administrativos :
Art. 8º - Antes de solicitar aprovação do projeto o requerente deverá efetivar a Consulta de Viabilidade Técnica através do preenchimento de formulário próprio cedido pela Municipalidade.
a) - título de propriedade do imóvel;
b) - nome e endereço do proprietário;
c) - endereço da obra (logradouro, quadra, lote, bairro);
d) - destinação da obra (residencial, comercial, industrial e outros);
e) - materiais construtivos (alvenaria, madeira ou mista);
f) - croqui de situação do lote.
§ 2º - À Municipalidade cabe as indicações por escrito: das normas urbanísticas incidentes sobre o lote (zona de uso, taxa de ocupação, coeficiente de aproveitamento, gabarito de alturas, recuos e afastamentos mínimos).
Art. 9º - A partir das informações prestadas pela Municipalidade na Consulta de Viabilidade Técnica, o requerente poderá solicitar a análise prévia do Projeto Arquitetônico, mediante requerimento e Plantas exigidas nos itens III, IV, V e VII do artigo 10 deste Código. (Redação dada pela Lei Complementar nº 155/2007)
Art. 10 - Após a Consulta de Viabilidade Técnica e da análise prévia do Projeto Arquitetônico, o requerente apresentará o Projeto Arquitetônico Definitivo composto e acompanhado de:
a) - orientação do Norte (Verdadeiro ou Magnético);
b) - indicação do lote na quadra (amarração com a respectiva distância a uma esquina);
c) - dimensões do lote;
d) - entrada de veículos;
e) - posição do posteamento em relação ao lote;
f) - projeção da edificação ou edificações dentro do lote, localizando rios, mananciais, córregos ou outros elementos que possam orientar a decisão das autoridades competentes;
g) - posição da edificação ou edificações em relação às linhas divisórias do lote (afastamentos) e a outras construções nele existente.
a) - as dimensões e áreas de todos os compartimentos, inclusive dimensões dos vãos de iluminação, garagens, áreas de estacionamento;
b) - destinação ou finalidade de cada compartimento, bem como outras informações necessárias a perfeita compreensão do projeto;
c) - indicação das espessuras das paredes e dimensões internas e externas totais da obra;
d) - indicação dos cortes longitudinais e transversais.
§ 1º - Em todas as peças gráficas dos itens IV , V, VI e VII deverão constar as especificações dos materiais utilizados.
§ 2º - A escala não dispensará a indicação de cotas que prevalecerão no caso de divergência com as medidas tomadas no desenho e havendo divergência entre a soma das cotas parciais e total, prevalecerá a cota total.
§ 3º - Nos casos de projetos para construção de edificações de grandes proporções, as escalas mencionadas poderão ser alteradas devendo contudo ser consultado previamente o órgão competente da Municipalidade.
Art. 11 - As edificações para habitações populares poderão utilizar projeto padrão disponíveis na Municipalidade, ficando sujeitas ao atendimento no disposto em regulamento específico.
Art. 12 - Os Projetos Complementares citados no Item VIII do artigo 10 para atendimento deste Código são os seguintes: Hidro-Sanitário, Elétrico, Estrutural e Prevenção Contra Incêndio.
I - Os Projetos Complementares citados no Item VIII do artigo 10 para atendimento deste Código são os seguintes: Hidro-Sanitário, Elétrico, Estrutural e Prevenção Contra Incêndio.
a) - ser apresentado em conformidade com as Normas Técnicas estabelecidas pela ABNT;
b) - atender ao que dispõe o Regulamento de Serviços de Água e Esgoto Sanitário da Concessionária local - SIMAE.
II - o Projeto Elétrico obedecerá as normas estabelecidas pela ABNT e Concessionária local de energia elétrica - CELESC, sendo exigido para todas as edificações industriais e demais edificações com área igual ou superior a 70m² (setenta metros quadrados).
a) - tratar-se de edifício com 4 (quatro) ou mais pavimentos;
b) - tratar-se de área construída igual ou superior a 1000 m² (um mil metros quadrados);
c) - a seu entendimento se julgar necessário.
Art. 13 - Após a análise dos elementos fornecidos e, se os mesmos estiverem de acordo com a legislação pertinente, a Municipalidade aprovará o Projeto e fornecerá ao requerente o Alvará de Construção mediante:
II - título de propriedade ou se o proprietário da obra não for o proprietário do terreno, uma prova do acordo entre ambos, por escrito; (Redação dada pela Lei Complementar nº 229/2012)
Parágrafo Único - Deverá constar do Alvará de Construção:
a) - nome do proprietário;
b) - número do requerimento solicitando aprovação do Projeto;
c) - descrição sumária da obra, com indicação da área construída, finalidade e materiais construtivos;
d) - local da obra;
e) - profissional responsável pelo projeto e pela execução devidamente inscrito nos órgãos competentes;
f) - nome e assinatura da autoridade da Municipalidade, assim como qualquer outra indicação que for julgada necessária.
Art. 14 - O alvará de construção será válido pelo prazo de 03 (três) anos contados da data de sua expedição. Porém, se a obra não for iniciada dentro do prazo de um ano, o Alvará perderá sua validade. (Redação dada pela Lei Complementar nº 155/2007)
§ 2º - Considera-se decadente do primeiro alvará de construção que após ser iniciada a obra, sofrer interrupção superior a 01 (um) ano. (Redação dada pela Lei Complementar nº 155/2007)
§ 3º - Após a decadência do primeiro alvará, se a parte interessada quiser iniciar a obra, deverá requerer e pagar novo licenciamento, desde que ainda válido o Projeto aprovado. (Redação dada pela Lei Complementar nº 155/2007)
§ 4º - Esgotado o prazo de validade do alvará de construção e não estando concluída a obra, será renovado o mesmo sem ônus para o proprietário, dispensada a nova aprovação do projeto, exceto quando existir alteração em sua execução. (Redação dada pela Lei Complementar nº 155/2007)
Art. 15 - Depois de aprovado o Projeto Definitivo e expedido o Alvará de Construção, se houver alteração no Projeto, o interessado deverá requerer nova aprovação, conforme Seção II, do Capítulo III, do Título II, deste Código.
Art. 16 - A fim de comprovar o licenciamento da obra para efeito de fiscalização, o alvará de construção será mantido no local da obra, juntamente com o projeto aprovado.
Art. 17 - Salvo a necessidade do andaime ou tapume, hipótese em que será obrigatória a licença, ficam dispensados de apresentação de projeto e requerimento para expedição de alvará de construção :
II - construção de muros de divisa até altura de 1,80 mts;
Parágrafo Único - A Municipalidade reserva-se o direito de exigir o projeto das obras especificadas neste artigo, sempre que julgar necessário.
Art. 18 - Nas construções existentes nos logradouros para os quais seja obrigatório o afastamento do alinhamento, não serão permitidas obras de construção, reconstrução parcial ou total, modificações e acréscimos que não respeitem o afastamento do alinhamento.
Art. 19 - A Municipalidade terá o prazo máximo de 15 (quinze) dias para aprovação do Projeto Definitivo e expedição do Alvará de Construção, a contar da data de entrada do requerimento no protocolo da Municipalidade ou da última chamada para esclarecimento, desde que o Projeto apresentado esteja em condições de aprovação.
Art. 20 - A construção dentro das especificações deste Código, mas sem alvará de construção, está sujeita a multa conforme Seção I, Capítulo Único, Título V deste Código.
Parágrafo Único - A construção fora das especificações do Plano Diretor está sujeita à demolição por ato do Executivo Municipal, podendo ser concedido um prazo de até 90 (noventa) dias para sua legalização, sem dispensa de multa correspondente.
Art. 21 - Ficarão suspensos os alvarás de construção das obras que não tenham sido iniciadas até a data de publicação deste Código e que estejam com seu prazo de validade vencido.
Parágrafo Único - Para reavaliação dos projetos e alvarás de construção acima citados, não serão cobradas as taxas desde que as áreas sejam equivalentes.
Art. 22 - Os Projetos somente serão aceitos quando legíveis e de acordo com as Normas usuais de desenho arquitetônico, estabelecidas pela ABNT.
§ 2º - No canto inferior direito da (s) folha (s) do Projeto será delimitado um quadro legenda com 17,5cm de largura e 29,7cm de altura (tamanho A4), reduzidas as margens, onde constarão :
I - representação gráfica ocupando o extremo inferior com dimensões de 17,5 cm de largura x 9,0 cm de altura, especificando :
a) - natureza e destino da obra;
b) - referência da folha (conteúdo, plantas, cortes e elevações e etc.);
c) - tipo de Projeto (arquitetônico, estrutural, elétrico, hidro-sanitário, etc.);
d) - indicação do nome e assinatura do requerente, do autor do projeto e do responsável técnico pela execução da obra sendo estes últimos, com indicação dos números dos Registros no CREA e na Municipalidade;
e) - data;
f) - escala;
g) - nome do desenhista;
h) - no caso de vários desenhos de um Projeto que não caibam em uma única folha será necessário numerá-las em, ordem crescente.
a) - em traço cheio, as partes conservadas (existentes);
b) - em hachurado, as partes a construir ou renovar;
c) - em tracejado, as partes a demolir ou retirar.
a) - em traço cheio (azul ou preto), as partes conservadas (existentes);
b) - em hachurado (vermelho), as partes a construir ou renovar;
c) - em tracejado (amarelo), as partes a demolir ou retirar.
Art. 23 - Para modificações em projeto, assim como para alteração do destino de qualquer compartimento constante do mesmo, será necessária a aprovação de projeto modificado.
§ 2º - aprovação do projeto modificado será anotada no alvará de construção se anteriormente aprovado, que será devolvido ao requerente juntamente com o Projeto.
Art. 24 - Nenhuma edificação poderá ser ocupada sem que seja procedida a vistoria da Municipalidade e expedido o respectivo habite-se.
§ 4º - habite-se somente será expedido se o proprietário do imóvel localizado em vias dotadas de pavimentação, executar o passeio público, conforme padrão determinado pela municipalidade. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 177/2009)
Art. 25 - Poderá ser concedido o habite-se parcial, ou seja, a autorização para utilização das partes concluídas de uma obra em andamento desde que atendido o que segue:
II - quando estiverem concluídas a estrutura, a alvenaria os fechamentos, os revestimentos externos, instalações elétricas e hidráulicas comuns a todas as unidades e que permitam o uso da unidade objeto do habite-se parcial;
V - quando se tratar de unidade habitacional parte de um conjunto habitacional, deverá toda a infra estrutura comum estar concluída;
Art. 26 - Terminada a obra de construção, modificação ou acréscimo, deverá ser requerida sua aceitação, pelo proprietário ou responsável pela execução, através do requerimento do habite-se.
§ 1º - A Municipalidade só fornecerá o habite-se à obras regularizadas através de aprovação de projeto e alvará de construção.
Art. 27 - A Municipalidade fiscalizará as diversas obras requeridas, a fim de que as mesmas estejam de acordo com disposições deste Código, demais leis pertinentes e de acordo com os projetos aprovados.
§ 1º - Os fiscais do Município de Joaçaba terão ingresso a todas as obras mediante a apresentação de prova de identidade, independentemente de qualquer outra formalidade
Art. 28 - Em qualquer período da execução da obra, o órgão competente da Municipalidade poderá exigir que lhe sejam exibidos as plantas, cálculos e demais detalhes que julgar necessário.
Art. 29 - Se, por ocasião da vistoria, for constatado que a edificação não foi construída, ampliada, reconstruída ou reformada de acordo com o projeto aprovado o responsável técnico e o proprietário serão notificados, de acordo com as disposições deste Código e intimados a legalizar as obras, caso as alterações possam ser executadas ou a fazer a demolição ou modificações necessárias para regularizar a situação da obra, de acordo com o projeto.
Parágrafo Único - A vistoria para expedição da Certidão de Vistoria Sanitária deverá ser solicitada pelo proprietário junto ao Departamento de Vigilância Sanitária Municipal, enquanto os elementos que compõem o quadro sanitário estejam a descoberto e possibilitem perfeita identificação das soluções propostas no projeto.
Art. 30 - No caso de se verificar a paralisação de uma obra por mais de 180 (cento e oitenta) dias, deverá ser feito o fechamento do terreno no alinhamento do logradouro, dotado de portão de entrada.
Parágrafo Único - No caso de continuar paralisada a obra, depois de decorridos mais de 180 (cento e oitenta) dias, será feito pelo órgão competente da Municipalidade o exame do local, a fim de verificar se a construção oferece perigo e promover as providências julgadas convenientes, nos termos do Capítulo único, do Título V deste Código, que trata das penalidades.
Art. 31 - As disposições desta Seção serão aplicadas também as obras que já se encontram paralisadas na data de vigência deste Código, contando-se o prazo do artigo anterior a partir da data de vigência do presente Código.
Art. 32 - A responsabilidade pelos projetos cabe exclusivamente aos profissionais que os assinarem como autores e a execução das obras os que tiverem assinado como seus responsáveis, não assumindo a Municipalidade, em conseqüência da aprovação qualquer tipo de responsabilidade.
Art. 33 - As penalidades impostas aos profissionais de Engenharia e Arquitetura pelo CREA serão observadas pela Municipalidade no que lhe couber.
Art. 34 - Se no decurso da obra o responsável técnico quiser dar baixa de responsabilidade assumida por ocasião da aprovação do projeto, deverá comunicar por escrito a Municipalidade essa pretensão, a qual só será concedida após vistoria procedida pela Municipalidade e se nenhuma infração for verificada.
Art. 35 - Poderá, ainda, ser concedida a exoneração de qualquer responsabilidade do autor do projeto, desde que este o requeira, fundamentado em alteração feita ao projeto à sua revelia ou contra sua vontade, com os serviços suspensos de imediato.
Art. 36 - A demolição de qualquer edificação, excetuados apenas os muros de fechamento até 3,00 m (três metros) de altura, só poderá ser executada mediante licença expedida pela Municipalidade.
§ 4º - Em qualquer demolição o profissional responsável ou o proprietário, conforme o caso, providenciará a construção de tapumes e demais medidas necessárias e possíveis para garantir a segurança dos proprietários e do público, das benfeitorias do logradouro e propriedades vizinhas.
Art. 37 - Para fins de documentação e fiscalização, os alvarás de alinhamento, nivelamento e licença para obras em geral, deverão permanecer no local das mesmas, juntamente com o projeto aprovado.
Parágrafo Único - Esses documentos deverão ser protegidos contra a ação do tempo e facilmente acessíveis à fiscalização da Municipalidade, durante as horas de trabalho.
Art. 38 - Salvo o disposto no artigo 17, desta lei, todas as obras deverão ser executadas de acordo com o projeto aprovado nos seus elementos geométricos essenciais, a saber:
II - os pé-direitos;
Art. 39 - Durante a execução das obras, o profissional responsável e/ou proprietário deverá por em prática todas as medidas necessárias para garantir a segurança dos operários, do público e das propriedades vizinhas e providenciar para que o leito do logradouro no trecho abrangido pelas mesmas obras seja permanentemente mantido em perfeito estado de limpeza.
Art. 40 - Para fins deste Código, uma construção é caracterizada pela existência do conjunto de elementos construtivos contínuos em suas 3 (três) dimensões, com um ou vários acessos às circulações ao nível do pavimento de acesso.
Art. 41 - Dentro de um lote, uma construção ou edificação é considerada isolada das divisas quando a área livre, em torno do volume edificado é contínua em qualquer que seja o nível do piso considerado.
Art. 42 - Dentro de um lote, uma construção ou edificação é considerada contígua a uma ou mais divisas, quando a área deixar de contornar, continuamente, o volume edificado no nível de qualquer piso.
Art. 43 - Quando num lote houver duas edificações, formar-se-á o " Grupamento de Edificações", que, conforme suas utilizações, poderá ser residencial ou não residencial.
Art. 44 - Conforme a utilização a que se destina, as edificações classificam-se em:
Art. 45 - Segundo o tipo de utilização, as edificações residenciais subdividem-se em :
Parágrafo Único - Toda unidade residencial será constituída de no mínimo 1 (um) compartimento habitável, desde que tenha área não inferior à 20,00m² (vinte metros quadrados), com instalações sanitárias e uma cozinha.
Art. 46 - Uma edificação é considerada unifamiliar quando nela existir uma única unidade residencial, podendo ser:
Art. 47 - Uma residência é considerada isolada quando sozinha ocupar o interior de um lote.
Art. 48 - Consideram-se residências geminadas, duas unidades de residências contíguas, que possam usar uma parede comum em alvenaria, alcançando até a altura da cobertura, constituindo no seu aspecto externo uma unidade arquitetônica homogênea, não implicando simetria bilateral.
a) - cada unidade deverá ter acesso independente;
b) - ter no máximo 2 (dois) pavimentos por unidade residencial, sendo permitido 1 (um) subsolo;
c) - ter instalações elétricas, hidrosanitárias e complementares independentes.
§ 2º - O lote das residências geminadas, só poderá ser desmembrado quando cada unidade tiver dimensões de lote estabelecidas pela Lei de Parcelamento do Solo Urbano e as residências, isoladamente estejam de acordo com este Código e a Lei de Zoneamento de Uso e Ocupação do Solo.
Art. 49 - Uma edificação é considerada multifamiliar, quando existem na mesma edificação duas ou mais unidades residenciais, podendo ser:
Art. 50 - São consideradas neste caso as edificações que comportam duas ou mais unidades residenciais autônomas, agrupadas vertical e/ou horizontalmente, com áreas comuns de circulação interna e acesso ao logradouro público e estas possuirão sempre: (Redação dada pela Lei Complementar nº 155/2007)
I - portaria com caixa de distribuição de correspondência em local centralizado.;
Art. 51 - As edificações residenciais multifamiliares permanentes podem apresentar-se sob forma de conjuntos habitacionais. Os conjuntos habitacionais são constituídos por dois ou mais blocos de edifícios de habitação, com área de uso comum, implantados no mesmo terreno.
Art. 52 - Qualquer conjunto habitacional deverá estar de acordo com o traçado do sistema viário básico, com as diretrizes urbanísticas e de preservação ambiental, determinadas pelo Município com a Lei de Zoneamento e Uso e Ocupação do Solo, disposições relativas ao Parcelamento de Solo e demais parâmetros estabelecidos por regulamento específico, de modo a garantir a adequada integração com a estrutura urbana existente.
Parágrafo Único - Os conjuntos habitacionais de que trata o artigo 51 deverão observar o que dispõe este Código sobre estacionamento de áreas residenciais.
Art. 53 - Entende-se por edificações residenciais multifamiliares transitórias, as edificações destinadas a hotéis, motéis, apart-hotéis e congêneres, sendo que existirão sempre, como parte comuns obrigatórias:
Art. 54 - A adaptação de qualquer edificação para sua utilização como hotel, motel, apart-hotel e congêneres terá que atender integralmente todos os dispositivos do presente Código.
Art. 55 - Deverá ser previsto o local para embarque e desembarque de usuários, bem como estacionamento de veículos, segundo capítulo específico deste Código que trata dos estacionamentos.
Art. 56 - Edificações residenciais multifamiliares coletivas são aquelas nas quais as atividades residenciais se desenvolvem em compartimentos de utilização coletiva, como dormitórios, salões de refeições, sanitários comuns, podendo ser: internatos, pensionatos, asilos ou orfanatos, e congêneres.
Art. 57 - As edificações não residenciais são aquelas destinadas a:
Art. 58 - As unidades destinadas a comércio, negócios e atividades profissionais são as lojas, salas e escritórios sendo que:
Art. 59 - As edificações destinadas ao comércio, negócios ou atividades profissionais além dos demais dispositivos deste Código, terão obrigatoriamente marquise quando no alinhamento, definidas em Seção especial deste Código, devendo também atender as exigências contidas na legislação sanitária estadual e outras legislações específicas.
Art. 60 - As edificações destinadas ao comércio em geral deverão obedecer aos seguintes requisitos quanto ao pé direito:
§ 1º - Para as edificações já existentes que forem objeto de obras de reforma ou mudança de uso, não será exigido as dimensões de pé direito mínimo requisitados no inciso I e II do presente artigo. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 345/2017)
§ 2º - Para as edificações que utilizem materiais alternativos tais como madeira, aço e vidro, ou novas tecnologias pré-fabricadas ou industrializadas, poderão adotar dimensões inferiores ao previsto no inciso I e II, respeitando no mínimo de 2,30m de pé direito e as demais questões de ventilação e iluminação na legislação. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 345/2017)
Art. 61 - O hall das edificações comerciais, observará:
Art. 62 - Todas as unidades das edificações comerciais deverão dispor de instalações sanitárias nas seguintes quantidades mínimas:
I - para áreas construídas de até 150,00m² (cento e cinquenta metros quadrados) será obrigatória a construção de, no mínimo, 01 (um) sanitário (sendo 01 (um) vaso sanitário e 01 (um) lavatório);
II - para áreas construídas acima de 150,00m² (cento e cinquenta metros quadrados) será obrigatória a construção de, no mínimo, 02 (dois) sanitários (sendo 01 (um) vaso sanitário e 01 (um) lavatório por sanitário), constituindo 01 (um) de uso masculino e 01 (um) de uso feminino;
III - quando se tratar de conjunto de lojas ou salas comerciais autônomas em um mesmo pavimento poderá ser feito um agrupamento das instalações sanitárias, observando a obrigatoriedade de no mínimo 02 (dois) sanitários (sendo 01 (um) vaso sanitário e 01 (um) lavatório), constituindo 01 (um) de uso masculino e 01 (um) de uso feminino;
Parágrafo único. - As instalações sanitárias atenderão às condições relativas à acessibilidade universal e cumprirão as exigências dispostas nas normas técnicas de acessibilidade da ABNT, assim como deve ser atendida a legislação federal específica em vigor. (Redação dada pela Lei Complementar nº 348/2017)
Art. 63 - As galerias comerciais além das disposições do presente Código que lhes forem aplicáveis, deverão:
II - ter largura mínima igual 3,00m (três metros), para extensão de no máximo l5,00 m (quinze metros) e para cada 5,00 m (cinco metros) ou fração de excesso, essa largura será aumentada em 10 % (dez por cento);
Art. 64 - Nas farmácias, os compartimentos destinados à guarda de drogas, aviamentos de receitas, curativos e aplicação de injeção, os pisos e as paredes deverão ter revestimento com material liso, resistente, lavável e impermeável até a altura de 1,50m (um metro e cinqüenta centímetros).
Parágrafo Único - As farmácias, além do disposto neste artigo, deverão atender a legislação sanitária estadual.
Art. 65 - Os açougues e peixarias deverão ter:
Parágrafo Único - As açougues e peixarias, além do disposto neste artigo, deverão atender a legislação sanitária estadual.
Art. 66 - Nos supermercados, mercados e estabelecimentos do gênero, além das normas municipais pertinentes, o acondicionamento, a exposição e a venda dos gêneros alimentícios estarão sujeitos a normas de proteção à higiene e à saúde, dos órgãos estaduais e federais.
Art. 67 - As edificações destinadas a comércio, serviços ou atividades profissionais deverão ter dispositivo de prevenção contra incêndio de conformidade com as determinações deste Código e normas específicas do Corpo de Bombeiros.
Art. 68 - As edificações tratadas nesta Subseção deverão observar, no que couber, as disposições da Seção I deste Capítulo, que trata das edificações comerciais.
Art. 69 - Nos locais onde houver preparo, manipulação ou depósito de alimentos, os pisos e as paredes até 1,50m (um metro e cinqüenta centímetros) deverão ser revestidos com material liso, resistente, lavável e impermeável.
Art. 70 - As salas de refeições não poderão ter ligação direta com os compartimentos sanitários.
Art. 71 - Os compartimentos sanitários destinados ao público deverão obedecer as seguintes condições:
Art. 72 - As edificações destinadas a oficinas mecânicas deverão obedecer as seguintes condições:
Art. 73 - Nas edificações onde houver produção de ruídos intensos, estes deverão ser tecnicamente isolados não podendo haver propagação de ruídos para o exterior.
Art. 74 - Nas edificações onde houver produção de ruídos intensos, estes deverão ser tecnicamente isolados não podendo haver propagação de ruídos para o exterior.
Art. 75 - edificações destinadas a indústrias em geral, fábricas e oficinas, deverão:
III - ter sanitários, conforme descrito no art. 71 desta; (Redação dada pela Lei Complementar nº 359/2018)
IV - quando seus compartimentos forem destinados à manipulação ou depósito de inflamáveis, os mesmos deverão localizar-se em lugar convenientemente separados, de acordo com as normas específicas relativas a segurança na utilização de inflamáveis líquidos ou gasosos, ditados pelos órgãos competentes;
Art. 76 - Os fornos, máquinas, caldeiras, estufas, fogões ou quaisquer outros aparelhos onde se produza ou concentre calor deverão ser dotados de isolamento térmico, admitindo-se:
Art. 77 - As edificações destinadas ao uso industrial terão tratamento especial para os efluentes líquidos e gasosos, quando apresentarem características físico-químicas, biológicas ou bacteriológicas agressivas, obrigando-se as indústrias a esgotarem seus efluentes líquidos e/ou gasosos dentro dos padrões exigidos pela legislação Municipal, Estadual e Federal vigente.
§ 6º - Nas indústrias a serem instaladas e nas indústrias existentes que passem a possuir lançamento de efluentes industriais, este deverá ser feito à montante de captação de água da própria indústria quando ambos se derem em cursos d`água.
Art. 78 - Toda a indústria já instalada em que for constatado o lançamento de efluente líquido, sólido e/ou gasoso com carga considerada poluente, deverá apresentar dentro do prazo estipulado pela Municipalidade, sendo no máximo de 180 (cento e oitenta dias) e órgãos competentes, uma solução que satisfaça a condição infringida.
Art. 79 - As edificações de que tratam esta seção nunca poderão ser construídas nos limites laterais. Deverão sempre estar recuadas pelo menos 1,50m (um metro e cinqüenta centímetros) das extremidades.
Art.80 - A construção de residência em lotes industriais não altera o seu uso que é preferencialmente industrial, cabendo ao morador da residência, total adaptação ao uso industrial preferencial.
Art. 81 - Consideram-se edificações para uso de saúde as destinadas à prestação de assistência médico-cirúrgica e social, com ou sem internamento de pacientes, podendo ser:
Art. 82 - As edificações para uso de saúde deverão obedecer além das normas deste Código, as condições estabelecidas pelas legislações Federal, Estadual e Municipal pertinentes a matéria.
Art. 83 - A edificação para posto de saúde - estabelecimento de atendimento primário, destinado à prestação de assistência médico-sanitária a uma população pertencente a um pequeno núcleo - deverá ter no mínimo, compartimentos, ambientes ou locais para:
Art. 84 - A edificação para centro de saúde - estabelecimento de atendimento primário, destinado à prestação de assistência médico-sanitária a uma população determinada, tendo como característica o atendimento permanente por clínicos gerais - deverá ter, no mínimo, compartimentos, ambientes ou locais para:
II - sanitário público e de funcionários
Art. 85 - A edificação para clínica sem internamento - aquela destinada a consultas médicas, odontológicas ou ambas, com dois ou mais consultórios sem internamento - deverá ter, no mínimo, compartimentos, ambientes ou locais para:
Art. 86 - A edificação para clínica com internamento - destinada a consultas médicas, odontológicas ou ambas, com internamento e dois ou mais consultórios - deverá ter, no mínimo, compartimentos, ambientes ou locais para:
V - acesso e estacionamento de veículos.
Art. 87 - Os laboratórios de análises clínicas, edificações nas quais se fazem exames de tecidos ou líquidos do organismo humano, deverão ter, no mínimo, compartimentos, ambientes ou locais para:
Art. 88 - A edificação destinada à fabricação ou manipulação de produtos farmacêuticos deverá ter, no mínimo, compartimentos para:
VII - instalações sanitárias
Art. 89 - A edificação para hospital - estabelecimento de saúde, de atendimento de nível terciário, de prestação de assistência médica em regime de internação e emergência nas diferentes especialidades médicas - deverá ter, no mínimo, compartimentos, ambientes ou locais para:
Art. 90 - Os estabelecimentos educacionais, além das disposições da legislação Municipal cabível, obedecerão às condições estabelecidas pela legislação educacional.
Art. 91 - Todo profissional responsável pela construção, reconstrução e/ou reforma de edificações destinadas ao ensino no que diz respeito à orientação da construção, deverá fazê-la preferencialmente de forma que as salas de aula, de leitura, salas ambiente, biblioteca e similares não tenham suas aberturas externas voltadas para o sul, e situadas na face da edificação que faça ângulo menor que 45º (quarenta e cinco graus) com a direção leste - oeste.
Parágrafo Único - Quando as aberturas estiverem situadas entre os rumos nordeste e noroeste, deverão ser providas de elementos quebra-sol, exceto quando o beiral avançar 1,00m (um metro) no mínimo.
Art. 92 - Todo estabelecimento de ensino deverá ter seus equipamentos, revestimentos interno e externo, instalações e mobiliários de material inócuo, a fim de garantir a segurança de seus usuários.
Art. 93 - Todo ambiente de ensino deverá proporcionar volume de ar equivalente a 4,00m³ (quatro metros cúbicos) por aluno.
Parágrafo Único - Quando o volume de ar por aluno for abaixo deste valor deverão ser adotadas soluções de ventilação cruzada.
Art. 94 - As edificações destinadas a estabelecimentos escolares de qualquer natureza, deverão dispor de salas destinadas às aulas, correspondendo a cada aluno área não inferior a 1,30m² (um metro e trinta centímetros quadrados), excluídos os corredores, áreas de circulação interna e áreas destinadas a professores e equipamentos didáticos.
Art. 95 - Na existência de salas destinadas à aula prática, especialmente de química, física e biologia, deverão as mesmas possuir dispositivos apropriados para refrigeração, circulação, renovação e filtração de ar.
Art. 96 - As salas ambientes, quando existirem, deverão seguir as normas da ABNT, de acordo com os cursos a que se destinarem.
Art. 97 - O pé direito mínimo das salas de aula em geral, nunca poderá ser inferior a 3,00m (três metros), com o mínimo, em qualquer ponto de 2,50m (dois metros e cinqüenta centímetros), incluindo vigas ou luminárias, devendo ser aumentado sempre que as condições de iluminação natural assim exigirem.
Art. 98 - A iluminação das salas de aula em geral, será sempre natural, predominando a unilateral esquerda, não se dispensando a iluminação artificial para as condições climatológicas peculiares e para aulas noturnas.
Art. 99 - Os auditórios dos estabelecimentos de ensino terão área útil não inferior a 0,80m² (oitenta centímetros quadrados) por pessoa, observando-se ventilação adequada e perfeita visibilidade da mesa, quadros ou telas de projeção, para todos os espectadores.
Art. 100 - Todo estabelecimento de ensino deverá atender às seguintes condições em relação a área de circulação geral:
a) - largura mínima de 1,50m (um metro e cinqüenta centímetros) para corredores e passagens de uso coletivo;
b) - nas áreas de circulação que servem às salas de aula deverá haver um acréscimo na largura de 0,20m (vinte centímetros) por sala, até o máximo de 3,50m (três metros e cinqüenta centímetros);
c) - acréscimo de 0,50m (cinqüenta centímetros) por lado utilizado, caso seja instalado armário ou vestiário.
a) - as portas de comunicação dos ambientes com as circulações deverão ter largura mínima de 0,90m (noventa centímetros);
b) - as portas de salas - ambientes deverão ser duplas com a largura total não inferior a 1,40m (um metro e quarenta centímetros);
c) - as aberturas de entrada e saída do estabelecimento deverão ter largura mínima de 3,00m (três metros).
a) - terão passagem livre com altura não inferior a 2,20m (dois metros e vinte centímetros).
b) - terão largura mínima de 1,50m (um metro e cinqüenta centímetros);
c) - o dimensionamento dos degraus será feito de acordo com a fórmula: 2E + P = 0,631964 onde "E" é altura ou espelho do degrau e "P" é a profundidade do piso, obedecendo aos seguintes limites: altura máxima de 0,18m (dezoito centímetros) e profundidade mínima de 0,27m (vinte e sete centímetros);
d) - terão o piso revestido com material antiderrapante e adequado à sua finalidade;
e) - terão corrimão com altura de 0,85m (oitenta e cinco centímetros );
f) - terão seus lances retos, números de degraus não superior a 10 (dez);
g) - terão patamares planos entre os andares, quando necessário, de no mínimo 1,50m (um metro e cinqüenta centímetros);
h) - terão corrimão intermediário para escadas com largura superior a 2,50m (dois metros e cinqüenta centímetros), não ultrapassando as subdivisões de 1,50m (um metro e cinqüenta centímetros) de largura;
i) - terão iluminação natural, direta ou indireta;
j) - não apresentarão trechos em leques.
a) - serão construídas de material resistente e incombustível;
b) - terão passagens livres com altura não inferior a 2,10m (dois metros e dez centímetros);
c) - terão largura mínima de 1,50m (um metro e cinqüenta centímetros);
d) - terão declividade não superior a 10% (dez por cento) do seu comprimento;
e) - terão piso revestido com material antiderrapante e adequado à sua finalidade;
f) - terão balaustre ou corrimão com altura de 0,85m (oitenta e cinco centímetros);
Parágrafo Único - O acesso nos estabelecimentos de ensino deverá ser facilitado para deficientes físicos, mediante rampas ou planos inclinados de materiais especiais, conforme o estabelecido pela ABNT.
Art. 101 - Toda pessoa para construir, reconstruir, adaptar, reformar ou ampliar edificações destinadas ao ensino de qualquer natureza, tipo ou finalidade, deverá atender às seguintes condições em relação às instalações sanitárias:
VIII - os "box" sanitários deverão ter largura mínima de 0,90m (noventa centímetros) por 1,25m (um metro e vinte e cinco centímetros) ou o equivalente em área para larguras maiores, com portas de largura não inferior a 0,60m (sessenta centímetros) e suspensa dos pisos deixando vãos livres de 0,15m (quinze centímetros) de altura na parte inferior e 0,30m (trinta centímetros), no mínimo, na parte superior.
Art. 102 - Toda pessoa, proprietária de/ou responsável por estabelecimento de ensino na parte correspondente a cozinhas, refeitórios, cantinas, lanchonetes e congêneres, além de atender às disposições regulamentares dos Decretos que dispõe sobre os Estabelecimentos Industriais, Comerciais, Agropecuários, de Alimentos e Bebidas, deverá obedecer ao seguinte:
a) - paredes revestidas com material liso, lavável resistente e impermeável, até o mínimo de 2,00m (dois metros) de altura;
b) - forro de material adequado, podendo ser dispensado em caso de cobertura que ofereça proteção suficiente;
c) - piso revestido com material resistente, liso, impermeável e lavável;
d) - ventilação e iluminação de acordo com as normas fixadas no presente regulamento;
e) - água potável;
f) - lavatórios;
g) - não haver comunicação direta da cozinha com instalações sanitárias e com locais insalubres ou perigosos.
Art. 103 - Todo estabelecimento de ensino deverá atender às seguintes condições em relação a locais de recreio, esporte, parques infantis e congêneres:
Parágrafo Único - As escolas ao ar livre, parques infantis e congêneres obedecerão às exigências deste código no que lhes forem aplicáveis, obedecendo às especificações contidas no regulamento referente a locais de lazer.
Art. 104 - Nos estabelecimentos de ensino escolar é obrigatória a existência de local coberto para recreio, com área mínima de 1/3 da soma das áreas das salas de aula.
Art. 105 - São considerados locais de reunião:
Art. 106 - As partes destinadas ao público, em geral, terão que prever:
Art. 107 - Toda a regulamentação e fiscalização em relação a Subseção I, será de acordo com a normatização e fiscalização do Corpo de Bombeiro Miliar do Estado de Santa Catarina, ficando suprimido os demais artigos desta Subseção. (Redação dada pela Lei Complementar nº 359/2018)
Art. 109 - Os espaçamentos entre as séries, bem como o número máximo de assentos por fila, obedecerá à legislação vigente do corpo de bombeiros. (Redação dada pela Lei Complementar nº 359/2018)
Parágrafo Único - Não serão permitidas séries de assentos que terminem junto às paredes.
Art. 115 - A armação e montagem dos parques de diversões atenderão as seguintes condições :
II - haverá obrigatoriedade de vãos de "entrada" e "saída" independentes;
IV - a capacidade máxima de público permitida no interior dos parques de diversões, será proporcional a uma pessoa para cada metro quadrado de área livre reservada a circulação;
Art. 116 - Os interessados deverão apresentar ART da estrutura metálica quando houver, da parte elétrica, de montagem e da prevenção de incêndios para evitar riscos à população.
Parágrafo Único - Os parques de diversões somente serão liberados para funcionamento após vistoria pelo Órgão Sanitário Municipal competente, demais órgãos municipais envolvidos e fiscais do Corpo de Bombeiros e se for o caso, da Polícia Civil e Militar.
Art. 117 - A armação e montagem de circos e feiras de exposições atenderão as seguintes condições:
I - haverá obrigatoriedade de vãos de "entrada" e "saída" independentes;
Art. 118 - Os cemitérios, deverão ser construídos em áreas elevadas, na contravertente das águas que possam alimentar poços e outras fontes de abastecimento.
§ 2º - Os projetos para implantação de cemitérios, deverão atender ainda as exigências da legislação federal, estadual e municipal.
Art. 119 - A área edificada do abatedouro deverá corresponder a área livre e ser proporcional a quantidade de animais abatidos.
Art. 120 - O piso e as paredes deverão ter revestimento cerâmico.
Art. 121 - Toda a carga e descarga de animais, bem como a manutenção dos mesmos deverá acontecer dentro dos limites do lote.
Art. 122 - As edificações destinadas a abatedouros deverão enquadrar-se também nas disposições do Código de Posturas, e atender as exigências de legislações específicas.
Art. 123 - Os abatedouros deverão ser providos de local específico destinado a pré-lavação dos caminhões utilizados em suas atividades.
Art. 124 - Serão exigidos sanitários e vestiários na proporção estabelecida pelo artigo 62, deste Código.
Art. 125 - Enquadram-se neste Capítulo as edificações destinadas a:
Art. 126 - Todas as edificações citadas no artigo anterior deverão observar as exigências quanto a estacionamento especificada neste Código e legislação correlata.
Art. 127 - As edificações para depósito de explosivos e munições obedecerão as normas estabelecidas em regulamentação própria do Ministério do Exército, e para inflamáveis, as normas dos órgãos Federais e Estaduais competentes.
Art. 128 - As edificações de que trata esta seção, só poderão ser construídas em zonas para esse fim destinadas, fora das zonas urbanizadas ou de expansão urbana, a não ser em casos especiais, em instalações militares.
Art. 129 - O pedido de aprovação do projeto deverá ser instruído com a especificação da instalação, mencionando o tipo do produto, a natureza e capacidade dos tanques ou recipientes, aparelhos de sinalização, assim como todo aparelho ou maquinário a ser empregado na instalação.
§ 1º - São considerados como inflamáveis, para efeito da presente lei, os líquidos que tenham seu ponto de inflamabilidade acima de 93ºC (noventa e três graus centígrados), entendendo-se como tal a temperatura em que o líquido emite vapores em quantidade em que possam inflamar-se em contato da chama.
Art. 130 - Em todas as áreas de armazenamento de recipientes transportáveis de GLP, deverão ser observadas as condições de segurança da norma de segurança contra incêndios do Corpo de Bombeiros e condições a seguir:
Art. 131 - Toda a área do depósito deverá ser delimitada por cerca de arame, muro ou similar.
Art. 132 - São estabelecimentos de comércio varejista de combustíveis e serviços correlatos:
Art. 133 - As instalações de abastecimento deverão distar, no mínimo 4,00m (quatro metros) do alinhamento do logradouro público ou de qualquer ponto das divisas laterais e de fundos dos lotes, observadas as exigências de afastamentos maiores contidas na Lei de Zoneamento de Uso e Ocupação do Solo.
Parágrafo Único - As bombas de combustíveis não poderão ser instaladas nos passeios e logradouros públicos.
Art. 134 - Os postos de serviços e abastecimento de veículos, só poderão ser instalados em edificações destinadas exclusivamente para esse fim.
Art. 135 - Nas edificações para postos de abastecimento de veículos, além das normas que lhes forem aplicáveis por este código, serão observadas as concernentes a legislação sobre inflamáveis e no que couber, as referentes aos regulamentos de despejo industrial.
Art. 136 - A autorização com prazo preestabelecido, para construção de postos será concedida pela Municipalidade, estudadas as características peculiares a cada caso.
Art. 137 - Aos postos de abastecimento serão permitidas as seguintes atividades:
a) - acessórios e peças de pequeno porte e fácil reposição;
b) - utilidades relacionadas com higiene e segurança dos veículos;
c) - pneus, câmara de ar e prestação de serviços de borracharia;
d) - jornais, revistas, mapas, roteiros turísticos e souvenirs;
e) - lanchonete, sorveteria e restaurante.
Art. 138 - Aos postos de serviços, além das atividades previstas no artigo anterior, serão permitidos os seguintes:
Art. 139 - Aos postos garagens, além das atividades previstas nos artigos 137 e 138 desta Seção, serão permitidos:
Art. 140 - Nas edificações, para postos de abastecimento de veículos além das normas que forem aplicáveis por este código, serão observadas as concernentes à legislação sobre inflamáveis.
Art. 141 - Os postos de serviço e abastecimento deverão dispor de equipamentos contra incêndio, de conformidade com este Código, e demais normas aplicáveis.
Art. 142 - As instalações para depósito de combustível de pessoas jurídicas que o tenham para consumo próprio deverão observar as disposições definidas por esta Seção.
Art. 143 - A limpeza, lavagem e lubrificação de veículos devem ser feitas em boxes isolados, de modo a impedir que a poeira e as águas sejam levadas para o logradouro ou neste se acumulem. As águas de superfície serão conduzidas para caixas de decantação separadas das galerias, antes de serem lançadas na rede geral, obedecidas às normas do órgão competente.
Art. 144 - As instalações para limpeza de carros, lubrificação e serviços correlatos não poderão ficar a menos de 4,00m (quatro metros) de afastamento dos prédios vizinhos.
Parágrafo Único - Quando os serviços de lavagem e lubrificação estiverem localizados a menos de 4,00m (quatro metros) das divisas deverão os mesmos estarem em recintos cobertos e fechados nessas divisas.
Art. 145 - Os equipamentos para abastecimento deverão atender as seguintes condições:
Art. 146 - Os postos de serviços e de abastecimento de veículos deverão possuir instalações sanitárias com chuveiro para uso dos empregados.
Art. 147 - As instalações nos estabelecimentos de comércio varejista de combustível mineral, álcool etílico hidratado, combustíveis e serviços correlatos obedecerão as prescrições fixadas pela ABNT.
Art. 148 - As instalações nos estabelecimentos de comércio varejista de combustível mineral e serviços correlatos obedecerão às prescrições fixadas pela ABNT, e mais as seguintes:
IV - o tanque metálico subterrâneo destinado exclusivamente a armazenar óleo lubrificante usado, não computado no cálculo de armazenagem máxima, poderá ter capacidade unitária inferior a 10.000 (dez mil) litros respeitadas as demais condições deste artigo;
Art. 149 - Os estabelecimentos de comércio varejista de combustível, álcool etílico hidratado e serviços correlatos, são obrigados a manter:
Art. 150 - O requerimento para instalação de estabelecimento de comércio de combustível deverá ser acompanhado de planta de localização dos aparelhos, devidamente cotados.
Art. 151 - Somente serão aprovados projetos para a construção de estabelecimento de comércio varejista de combustíveis e serviços na área urbana se atendidas as seguintes exigências:
Art. 152 - Quando não houver muros no alinhamento do lote, este terá uma mureta com 0,30 m (trinta centímetros) de altura para evitar a passagem de veículos sobre o passeio.
Art. 153 - O rebaixamento dos meios-fios para o acesso aos postos será executado mediante alvará a ser expedido pela Municipalidade.
Art. 154 - Não será concedido alvará de licença para as atividades mencionadas neste Código sem que o requerente tenha o seu projeto de edificação aprovado pela Municipalidade.
Art. 155 - As transgressões às exigências prescritas nesta Subseção sujeitarão os infratores à multa por infração, prevista por este Código, acrescida em 20% (vinte por cento) em caso de reincidência.
Art. 156 - Não se aplicam as normas estabelecidas no presente Código, exceto o definido na Subseção IV, Seção III, deste Capítulo, aos estabelecimentos em funcionamento, na data de publicação desta.
Art. 157 - Se a multa revelar-se inócua para fazer cessar a infração, o órgão competente poderá efetuar cassação de licença para localização do estabelecimento.
Art. 158 - O mobiliário urbano deverá ser construído atendendo normas técnicas da ABNT, que trata da adequação das edificações e do mobiliário urbano à pessoa deficiente.
Parágrafo Único - A instalação de equipamentos ou mobiliário de uso comercial ou de serviços, em logradouro público reger-se-á pelo Código de Posturas, obedecidos aos critérios de localização e uso aplicáveis a cada caso.
Art. 159 - As edificações mistas são aquelas destinadas a abrigar as atividades de diferentes usos.
Art. 160 - Nas edificações mistas onde houver uso residencial serão obedecidas as seguintes normas:
Parágrafo Único - Será permitido o uso de um único acesso e uma única circulação vertical, quando não exceder a 4 (quatro) pavimentos, e as unidades residenciais estiverem localizadas nos últimos pavimentos, os quais deverão ter uso exclusivamente residencial.
Art. 161 - Os materiais de construção, seu emprego e técnica de utilização deverão satisfazer as especificações e normas oficiais da ABNT.
Art. 162 - Para efeito deste Código consideram-se "Materiais Incombustíveis": o concreto simples ou armado, peças metálicas, tijolos, pedras, materiais cerâmicos ou de fibrocimento e outros cuja incombustibilidade seja reconhecida pelas especificações da ABNT.
Art. 163 - Todo movimento de terra, tais como, cortes, escavações, aterros e terraplanagens, será precedido de projetos específicos, executado por profissional habilitado, mediante autorização da Municipalidade.
Art. 164 - Os proprietários de terrenos ficam obrigados a fixação, estabilização ou sustentação das respectivas terras ou de terceiros se colocadas em risco, por meio de obras e medidas de precaução contra erosão do solo, desmoronamento de terras, escoamento de materiais, detritos e lixo para as valas, sarjetas e canalizações, pública ou particular, e logradouros públicos.
Art. 165 - Deverá ser observado ainda a Lei de Parcelamento do Solo Urbano e a Lei de Zoneamento de Uso e Ocupação do Solo nos artigos que dispõe sobre o assunto.
Art. 166 - A responsabilidade das obras de movimento de solo efetuadas por máquinas de terraplanagem é do proprietário do imóvel. (Redação dada pela Lei Complementar nº 155/2007)
Art. 167 - É expressamente proibida a abertura de ruas quando não previstas pelo Plano Diretor ou não pertencerem a projetos de loteamentos aprovados pela Municipalidade.
Art. 168 - O projeto e execução de uma fundação, assim como as respectivas sondagens, o exame de laboratório, provas de carga e outras que se fizerem necessárias, serão feitas de acordo com as normas adotadas ou recomendadas pela ABNT e por profissionais devidamente habilitados.
Art. 169 - O projeto e a execução de uma estrutura obedecerá às normas da ABNT.
Art. 170 - A movimentação dos materiais e equipamentos necessários à execução de uma estrutura deverá ser sempre feita dentro do espaço aéreo delimitado pelas divisas do lote, ou em lotes de terceiros quando por eles autorizado.
Art. 171 - Aplica-se nesta seção o artigo 12, III, deste Código.
Art. 172 - As paredes internas e externas, quando executadas em alvenaria deverão seguir as normas técnicas da ABNT relativas ao material utilizado. (Redação dada pela Lei Complementar nº 155/2007)
Art. 173 - Quando forem empregadas paredes autoportantes em uma edificação, serão obedecidas as respectivas normas da ABNT, para os diferentes tipos de material utilizado.
Art. 174 - Todas as paredes das edificações serão revestidas internamente de emboço e reboco.
Parágrafo Único - O revestimento será dispensado:
a) - Quando a alvenaria for convenientemente rejuntada e receber cuidadosamente acabamento;
b) - em se tratando de parede de concreto que haja recebido tratamento de impermeabilidade;
c) - quando convenientemente justificado no projeto;
d) - quando for empregado tijolo a vista tratado;
e) - quando se tratar de outro material adequado para divisórias.
Art. 176 - As paredes cegas que constituírem divisões entre habitações distintas, ou estejam nas divisas do lote deverão ter no mínimo 0,20m (vinte centímetros) de espessura.
Parágrafo Único - As espessuras poderão ser alteradas quando forem utilizados materiais de natureza diversa, desde que possuam comprovadamente, no mínimo, os mesmos índices de resistência, impermeabilidade, isolamento térmico e acústico, conforme o caso.
Art. 177 - As coberturas das edificações serão construídas com materiais que permitam:
Art. 178 - Nas edificações destinadas a locais de reunião e trabalho, as coberturas serão construídas em material incombustível.
Art. 179 - As águas pluviais provenientes das coberturas serão esgotadas dentro dos limites do lote, não sendo permitido o deságüe sobre os lotes vizinhos ou sobre o passeio.
Art. 180 - As portas de acesso às edificações, bem como as passagens ou corredores, terão largura suficiente para o escoamento dos compartimentos ou setores da edificação a que se dá acesso, exceto para as atividades específicas detalhadas na própria Seção:
Parágrafo Único - As portas de acessos a sanitários e banheiros, terão largura mínima de 0,60m (sessenta centímetros).
Art. 181 - As circulações em um mesmo nível, de utilização privativa em uma unidade residencial ou comercial, seguirão a normatização e fiscalização do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Santa Catarina. (Redação dada pela Lei Complementar nº 359/2018)
Art. 183 - O hall é o elemento de circulação que estabelece a conexão das circulações verticais com as de um mesmo nível e apresenta-se como:
Art. 184 - Nos edifícios de uso comercial o hall do pavimento de acesso e o hall de cada pavimento deverão ter área proporcional ao mínimo de elevadores de passageiros e ao número de pavimentos da edificação. Essa área "S" deverá ter uma dimensão linear mínima "D", perpendicular às portas dos elevadores e que deverá ser mantida até o vão de acesso do hall.
Art. 185 - As áreas e distâncias mínimas a que se refere o artigo anterior atenderão ao seguinte:
Parágrafo Único - Para as edificações até 8 pavimentos em lotes com área máxima de 150,00 m² (cento e cinqüenta metros quadrados), os valores "S" e "D" serão 4,00 m² (quatro metros quadrados) e 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros), respectivamente.
Art. 186 - Nos edifícios residenciais dotados de elevadores, o hall do pavimento de acesso poderá ter área igual a do hall de cada pavimento. Essa área "S2" e sua dimensão "D2" linear perpendicular às portas dos elevadores, não poderão ter dimensões inferiores às estabelecidas na seguinte tabela:
Parágrafo Único - Para as edificações até 8 (oito) pavimentos em lotes com área máxima de 150,00 m² (cento e cinqüenta metros quadrados), os valores de "S2" e "D2" serão 3,00 m² (três metros quadrados) e 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros), respectivamente.
Art. 187 - No caso das portas dos elevadores serem frontais umas às outras, as distâncias "D" e "D2" estabelecidas nos artigos 190 e 191, serão acrescidas de 50% (cinqüenta por cento).
Art. 188 - Nos edifícios servidos apenas por escadas e/ou rampas, serão dispensados dos halls em cada pavimento e o hall de acesso não poderá ter largura inferior a 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros).
Art. 189 - Nos edifícios, seja de uso residencial, seja de uso comercial, haverá, obrigatoriamente, interligação entre o hall de cada pavimento e circulação vertical, seja esta por meio de escada, seja por meio de rampas.
Art. 190 - As dimensões mínimas dos halls e circulações estabelecidas nesta Seção e Subseção, determinarão espaços livres e obrigatórios, não sendo permitida a existência de qualquer obstáculo de caráter permanente ou transitório.
Art. 191 - Os elementos de circulação que estabelecem a ligação de dois ou mais níveis consecutivos são :
Art. 192 - As escadas podem ser privativas quando adotadas para acesso interno das residências e de uso exclusivo de uma unidade autônoma ou coletiva quando adotadas para acesso às diversas unidades autônomas e acessos internos de uso comum.
Art. 193 - As escadas de uso privativo, dentro de uma unidade familiar, bem como as de uso nitidamente secundário e eventual, como as de adega, pequenos depósitos e casas de máquinas, poderão ter sua largura reduzida para um mínimo de 0,70m (setenta centímetros).
Art. 194 - As escadas de uso coletivo nas edificações em geral, terão largura mínima de 1,20m (um metro e vinte centímetros) e deverão ser construídas com material incombustível.
§ 2º - As escadas de acesso às localidades elevadas nas edificações que se destinam a locais de reunião deverão atender as seguintes normas:
a) - ter largura mínima de 2,00m (dois metros);
b) - o lance extremo que se comunicar com a saída deverá estar orientado na direção desta.
§ 4º - Nas escadas de uso coletivo, sempre que o número de degraus consecutivos exceder de 16 (dezesseis) será obrigatório intercalar um patamar com extensão mínima de 0,80m (oitenta centímetros) e com a mesma largura do degrau.
Art. 195 - As dimensões dos degraus deverá satisfazer, em conjunto, a relação: 0,63 m < 2E + P < 0,64m onde "E" equivale a altura ou espelho e "P" a profundidade do piso obedecendo os seguintes limites:
Art. 196 - As escadas do tipo "marinheiro", "caracol" ou "leque" só serão acessos a torres, adegas, mezaninos, casa de máquinas, sobrelojas ou antepisos de uma mesma unidade residencial.
Art. 197 - As escadas deverão oferecer passagem livre com altura nunca inferior a 2,10m (dois metros e dez centímetros).
Art. 198 - As escadas de uso comum ou coletivo terão obrigatoriamente corrimão (mesmo entre paredes) de ambos os lados, obedecendo aos requisitos seguintes:
Art. 199 - Os edifícios com 04 (quatro) ou mais pavimentos deverão dispor de:
Art. 200 - As escadas deverão ainda observar todas as exigências das normas pertinentes ao Corpo de Bombeiros.
Art. 201 - As escadas de uso coletivo deverão observar as exigências das normas da ABNT.
Art. 202 - No emprego de rampas, em substituição às escadas da edificação, aplicam-se as mesmas exigências ao dimensionamento e especificações de materiais fixadas para as escadas.
Art. 203 - As rampas para pedestres não poderão apresentar declividade superior a 12% (doze por cento).
§ 5º - Nenhuma porta poderá abrir de forma à obstruir o movimento nos patamares intermediários iniciais ou finais de uma rampa.
Art. 204 - As rampas para acesso de veículos não poderão ter inclinação superior a 30% (trinta por cento). (Redação dada pela Lei Complementar nº 155/2007)
Art. 205 - As escadas rolantes estarão sujeitas às normas técnicas da ABNT e não serão computadas no cálculo do escoamento de pessoas da edificação, nem no cálculo de largura mínima das escadas fixas.
Art. 206 - Qualquer edifício que contenha um número maior que 04 (quatro) pavimentos, contados o pavimento térreo e 03 (três) acima deste, deverá ser provido de elevador.
§ 1º - O número de elevadores de cada prédio e sua capacidade deverá estar de acordo com as normas da ABNT em vigor na ocasião da aprovação do projeto pela Municipalidade, seja em relação ao seu dimensionamento, instalação ou utilização, cálculo, tráfego e intervalo de tráfego comprovados através de laudo emitido pelo responsável técnico da obra.
§ 2º - O térreo contará como 02 (dois) pavimentos quando seu pé direito for superior a 6,50m (seis metros e cinquenta centímetros). (Redação dada pela Lei Complementar nº 155/2007)
§ 3º - Sempre que o pé direito por pavimento ultrapassar a 4,00m (quatro metros) será contado como novo pavimento. (Redação dada pela Lei Complementar nº 155/2007)
a) - mais de 4 (quatro) pavimentos acima do nível do logradouro;
b) - mais de 3 (três) pavimentos abaixo do nível do logradouro.
Art. 207 - Excluem-se do cálculo da altura para instalação do elevador :
Art. 208 - Quando a edificação possuir mais de um elevador as áreas de acesso aos mesmos devem estar interligadas em todos os pavimentos.
Parágrafo Único - Excluem-se desta exigência os elevadores digitados através de senha ou com usos diferenciados.
Art. 209 - Será exigido elevador em edifício garagem sempre que ele for constituído de térreo com mais 03 (três) lajes.
§ 1º - O subsolo deve ser servido mas não entra no cômputo gera.
§ 2º - Somente será dado o desconto referido no parágrafo anterior a um nível de subsolo. Os
Art. 210 - Os elevadores não poderão ser o único meio de acesso aos pavimentos superiores ou inferiores da edificação.
Art. 211 - A construção de mezaninos ou jiraus só será permitida, quando satisfazer as seguintes condições:
Art. 212 - A chaminé de qualquer natureza, em uma edificação terá altura suficiente para que a fumaça, a fuligem ou resíduos que possam expelir, não incomodem a vizinhança.
Parágrafo Único - Independente da exigência do parágrafo anterior, ou no caso da impossibilidade de seu cumprimento, deverá ser obrigatória a instalação de aparelho fumívoro conveniente.
Art. 213 - Será obrigatória a colocação de tapume em toda a testada do lote, sempre que se execute obras de construção, reforma, ampliação ou demolição, nos seguintes casos:
II - para todos os edifícios com mais de 2 (dois) pavimentos, qualquer que seja o afastamento.
a) - a faixa compreendida pelo tapume não poderá ter largura superior à metade da largura do passeio (não computada a área do canteiro quando existir), nem exceder a 2,00m (dois metros);
b) - quando for construído em esquinas de logradouros, as placas existentes indicadoras do tráfego de veículos e outras de interesse público, serão, mediante prévio entendimento com o órgão competente em matéria de trânsito transferidas para o tapume e fixadas de forma a serem bem visíveis;
c) - a sua altura não poderá ser inferior a 3,00m (três metros) e terá bom acabamento;
d) - quando executado formando galerias para circulação de pedestres, será permitida a existência de compartimentos superpostos, como complemento da instalação do canteiro da obra, respeitada sempre a norma contida na alínea "a" deste parágrafo, desde que os limites destes compartimentos fiquem contidos até 0,50m (cinqüenta centímetros) de distância do meio-fio.
Art. 214 - Nas edificações afastadas mais de 3,00m (três metros) em relação ao alinhamento do logradouro, o tapume não poderá ocupar o passeio.
Art. 215 - Os tapumes deverão apresentar perfeitas condições de segurança em seus diversos elementos e garantir efetiva proteção às árvores, aparelhos de iluminação pública, postes e outros dispositivos existentes, sem prejuízo da completa eficiência de tais aparelhos.
Art. 216 - Para as obras de construção, elevações, reparos e demolições de muros até 3,00m (três metros) não há obrigatoriedade de colocação de tapume.
Art. 217 - Os tapumes deverão ser periodicamente vistoriados pelo construtor, sem prejuízo de fiscalização pela Municipalidade, a fim de ser verificada sua eficiência e segurança.
Art. 218 - Durante a execução da obra será obrigatório a colocação de andaime de proteção do tipo "bandeja salva-vidas", para edifícios de três pavimentos ou mais.
§ 2º - As "bandejas salva-vidas" constarão de um estrado horizontal de 1,20m (um metro e vinte centímetros) de largura mínima com guardacorpo até a altura de 1,00 m (um metro), este tendo inclinação aproximada de 135º (cento e trinta e cinco graus), em relação ao estrado horizontal.
Art. 219 - No caso de emprego de andaimes mecânicos suspensos, estes deverão ser dotados de guarda-corpo com altura de 1,20m (um metro e vinte centímetros).
Art. 220 - Após o término das obras ou no caso de sua paralisação por prazo superior a 180 (cento e oitenta) dias, os tapumes deverão ser recuados até o alinhamento e os andaimes retirados.
Art. 221 - Será obrigatório o uso de tela de proteção para construções acima de 2 (dois) pavimentos, quando construídas no alinhamento e/ou nas suas divisas.
Art. 222 - Os tapumes, andaimes e telas de proteção, além das normas estabelecidas nesta Seção, deverão atender o disposto no Código de Posturas do Município de Joaçaba.
Art. 223 - Para efeito do presente Código, o destino dos compartimentos não será considerado apenas pela denominação em planta, mas também pela sua finalidade lógica decorrente da sua disposição no projeto.
Art. 224 - Os compartimentos das edificações, conforme a sua utilização pelos seres humanos, são classificados em:
Art. 225 - Os compartimentos habitáveis são:
Art. 226 - Os compartimentos não habitáveis são:
XII - subsolo;
XIII - Salas de ginástica e jogos (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 155/2007)
XIV - Salas de vídeo e cinema. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 155/2007)
Art. 227 - Compartimentos com outras destinações ou particularidades especiais serão classificados com base na similaridade com os usos listados nos artigos 225 e 226 e observadas as exigências de higiene, salubridade e conforto de cada função e atividade.
Art. 228 - Os compartimentos obedecerão aos limites mínimos para os seguintes elementos da construção:
Parágrafo Único - Os limites mínimos dimensionados para cada tipo de utilização e referidos neste artigo, são estabelecidos nas tabelas desta subseção.
Art. 229 - A dimensão estabelecida como altura mínima de um compartimento, quando houver rebaixamento de forro, ou forro inclinado, será aquela tomada pela média da altura máxima e mínima.
Art. 230 - A subdivisão do compartimento, com paredes que cheguem até o teto será permitida quando os compartimentos resultantes atenderem, total e simultaneamente, a todas as normas deste Código no que lhes forem aplicáveis.
Art. 231 - Os compartimentos habitáveis obedecerão às condições seguintes, quanto às dimensões mínimas:
Art. 232 - Os compartimentos não habitáveis obedecerão às seguintes condições, quanto às dimensões mínimas:
a) - as cozinhas, banheiros, lavatórios, instalações sanitárias e locais para despejo do lixo terão paredes até a altura mínima de 1,50m (um metro e cinqüenta centímetros) e o piso, revestido de material impermeável com as características de impermeabilização dos azulejos ou ladrilhos cerâmicos;
b) - será permitido nas garagens, terraços e casas de máquinas o piso em cimento, devidamente impermeabilizado.
Art. 233 - Os prismas externos de iluminação e ventilação terão suas faces verticais definidas:
Art. 234 - As dimensões da seção horizontal dos prismas a que se referem esta seção terão que ser constantes em toda altura da edificação.
Art. 235 - As Seções horizontais mínimas dos prismas a que se refere esta Seção serão proporcionais ao número de pavimentos, conforme tabela:
Parágrafo Único - As dimensões mínimas da Tabela deste artigo são válidas para as alturas de compartimentos de até 2,75m (dois metros e setenta e cinco centímetros). Quando essas forem superiores a 2,75m (dois metros e setenta e cinco centímetros) para cada metro de acréscimo na altura do compartimento, as dimensões mínimas estabelecidas neste artigo serão aumentadas de 10% (dez por cento).
Art. 236 - Todos os compartimentos deverão ter comunicação com o exterior podendo ser:
Art. 237 - Os compartimentos habitáveis definidos nesta seção, deverão possuir vãos de iluminação de forma direta.
Art. 238 - Os compartimentos não habitáveis poderão receber ventilação e iluminação de forma indireta.
Parágrafo Único - As cozinhas poderão receber iluminação e ventilação de forma indireta através de uma área de serviço.
Art. 239 - Somente poderão comunicar-se com o exterior com dutos de ventilação, os seguintes compartimentos:
a) - auditórios e centros de convenção;
b) - cinemas;
c) - teatros;
d) - salas de exposições;
e) - boates e salões de danças;
f) - bancos e lojas comerciais.
a) - circulações;
b) - banheiros, lavatórios e instalações sanitárias;
c) - salas de espera em geral;
d) - subsolos.
Parágrafo Único - Os locais de reunião mencionados neste artigo deverão prever equipamentos mecânicos de renovação ou condicionamento de ar, quando se comunicarem com o exterior através de dutos horizontais ou verticais.
Art. 240 - Os vãos de iluminação e ventilação quando vedados, deverão ser providos de dispositivos que permitam a ventilação permanente dos compartimentos.
Art. 241 - Quando a ventilação e/ou iluminação se derem de forma indireta deverá ser observado:
a) - ter proteção contra alojamento de animais;
b) - ter abertura mínima para o exterior igual à sua seção;
c) - ter altura mínima de 0,20 m (vinte centímetros);
d) - ter comprimento máximo de 6,00 (seis metros), exceto no caso de abrir para o exterior em extremidades opostas.
Art. 242 - O vão que ventila um terraço coberto terá sua largura igual a dimensão desse terraço, adjacente ao prisma de ventilação que com ele se comunica. A largura mínima desse vão será de 1,50m (um metro e cinqüenta centímetros) e sua altura não poderá ser inferior a 1,50m (um metro e cinqüenta centímetros).
Art. 243 - Nenhum vão de iluminação ou duto de ventilação que se comunique com o exterior, através de terraços cobertos, poderá distar-se mais de 2,00m (dois metros) dos limites da largura estabelecida pelo artigo anterior.
Art. 244 - Nenhum vão será considerado como iluminando e ventilando pontos de compartimentos que dele distem mais de duas vezes e meia o valor da altura desse compartimento, quaisquer que sejam as características dos prismas de iluminação e ventilação ou só de ventilação.
Art. 245 - A soma total das áreas dos vãos de iluminação de um compartimento, assim como a seção dos dutos de ventilação, terão seus valores mínimos expressos em fração desse compartimento, conforme tabela seguinte:
Parágrafo Único - Nenhum vão destinado a iluminar um compartimento poderá ter área inferior a 0,20m² (vinte centímetros quadrados), quaisquer que sejam as características dos prismas de iluminação e ventilação, ou só de ventilação.
Art. 246 - Toda edificação deverá possuir pelo menos um reservatório de água própria.
Parágrafo Único - Nas edificações em mais de uma unidade independente que tiverem reservatórios de água comum, o acesso aos mesmos e ao sistema de controle de distribuição, se fará obrigatoriamente através de partes comuns.
Art. 247 - Os reservatórios de água serão dimensionados pela estimativa de consumo mínimo de água por edificação, conforme norma técnica da ABNT.
Art. 248 - Os reservatórios deverão possuir:
Art. 249 - Será adotado reservatório inferior quando as condições de abastecimento do órgão distribuidor forem insuficientes para que a água atinja o reservatório superior e ainda nas edificações de 4 (quatro) ou mais pavimentos, as quais deverão ter seu reservatório tipo cisterna.
Parágrafo Único - As cisternas deverão ser construídas com paredes impermeabilizadas e com todas as demais condições para evitar a contaminação da água.
Art. 250 - Quando instalados reservatórios inferior e superior, o volume de cada um será, respectivamente de 60 % (sessenta por cento) e 40 % (quarenta por cento) do volume total calculado.
Art. 251 - Os motores e/ou bombas de recalque não poderão emanar ruídos que prejudiquem, principalmente no horário noturno, populações vizinhas.
Art. 252 - As instalações e equipamentos abrangem os conjuntos de serviços complementares executados durante a construção de um edifício, os quais deverão ser projetados, calculados e executados visando a segurança, a higiene e o conforto dos usuários, de acordo com as normas e especificações da ABNT, salvo os casos previstos nas Seções deste Capítulo, onde prevalecerá o determinado por este Código.
Art. 253 - Este Capítulo trata das instalações e equipamentos :
Parágrafo Único - As entradas, tomadas e dimensões das instalações prediais referidas no caput deste artigo, deverão obedecer às normas técnicas exigidas pelas concessionárias locais.
Art. 254 - O escoamento de águas pluviais do lote edificado para a sarjeta será feito em canalização construída sob o passeio.
Art. 255 - Nas edificações construídas no alinhamento, as águas pluviais provenientes de telhados, balcões e marquises deverão ser captadas por meio de calhas e condutores.
Parágrafo Único - Os condutores nas fachadas lindeiras à via pública serão embutidos até altura mínima de 2,50m (dois metros e cinqüenta centímetros) acima do nível do passeio.
Art. 256 - Não será permitida a ligação de condutores de águas pluviais à rede de esgotos.
Art. 257 - As águas provenientes das coberturas e dos aparelhos de ar condicionado serão esgotadas dentro dos limites do lote, não sendo permitido o deságue sobre lotes lindeiros ou no passeio da via de circulação.
Art. 258 - Todas as edificações em lotes com testada para logradouros que possuam redes de água potável e de esgoto, deverão, obrigatoriamente servir-se dessas redes.
Art. 259 - Quando não existir rede de abastecimento de água na via pública, a edificação deverá possuir poço adequado para seu abastecimento, devidamente protegido contra as infiltrações de águas servidas.
Art. 260 - Quando não existir rede de esgotamento sanitário na via pública, a edificação deverá ser dotada de fossa séptica cujo, efluente será lançado em poço absorvente (sumidouro) ou outra forma de tratamento mais adequado, levando-se em consideração a capacidade de absorção do solo, bem como o nível do lençol freático existente.
Art. 261 - Será exigido fossa séptica na forma da ABNT e para tal, o efluente poderá ser tratado através de: (Redação dada pela Lei Complementar nº 155/2007)
Art. 262 - Toda unidade residencial deverá possuir, no mínimo, um vaso sanitário, um chuveiro, um lavatório, uma pia de cozinha que deverão ser ligados à rede geral de esgotos (se existir).
Parágrafo Único - Os vasos sanitários e mictórios serão providos de dispositivos de lavagem para sua perfeita limpeza.
Art. 264 - Os compartimentos sanitários terão uma caixa auto-sifonada provida de inspeção, que receberá as águas servidas dos lavatórios, bidês, banheiras e chuveiros, não podendo estes aparelhos ter comunicação com as tubulações dos vasos e mictórios.
Parágrafo Único - Será obrigatório o uso de tubo de ventilação nos vasos sanitários e mictórios, com diâmetro mínimo de 40mm (quarenta milímetros).
Art. 265 - Deverá ser elaborado teste de percolação do solo visando definir a capacidade de absorção do mesmo nas diferentes regiões da área urbana, para a indicação da medida correta no que se refere a tratamento de dejetos.
Art. 266 - Toda tubulação de esgoto em contato com o solo deverá ser feita com PVC, manilhas cerâmicas ou material equivalente.
Art. 267 - Em edificações com mais de um pavimento os ramais de esgoto serão ligados à rede principal por canalização vertical (tubo de queda).
Parágrafo Único - Os ramais de esgoto dos pavimentos superiores e de tubo de queda deverão ser de material impermeável, resistente e com paredes internas lisas, não sendo permitido o emprego de manilhas cerâmicas.
Art. 268 - A declividade mínima dos ramais de esgoto será de 2% (dois por cento).
Art. 269 - É vedada, em qualquer hipótese a utilização das galerias das águas pluviais, bem como o sistema de drenagem pluvial (sarjetas e vias públicas) para o escoamento do esgoto sanitário "in natura".
Art. 270 - A concessão de Certificado de Vistoria de Conclusão da Obra (Habite-se) deverá ser antecedida de vistoria da execução do sistema de tratamento de esgotamento sanitário, deixado a descoberto afim de comprovação da solução exigida pela Municipalidade.
Art. 271 - A instalação de equipamento de distribuição interna de gás canalizado obedecerá ao disposto nas normas técnicas oficiais em vigor no país, bem como as normas de segurança contra incêndio da ABNT.
§ 1º - É obrigatória a instalação de chaminés para descarga dos gases de combustão dos aquecedores a gás.
Art. 272 - Nas edificações com obrigatoriedade de instalação de Central de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) - tipo de instalação em que os recipientes são situados num ponto centralizado e o gás é distribuído através de tubulações, medidores, posição (construção) de instalação, recuos, ventilação, sinalização e demais equipamentos de segurança necessários, deverão atender as normas de segurança contra incêndio do Corpo de Bombeiros.
Art. 273 - A instalação dos equipamentos de distribuição de energia elétrica nas edificações estará sujeita às normas da ABNT e regulamentação específica da concessionária local de energia.
Art. 274 - A instalação de equipamentos da rede telefônica estará sujeita às normas da concessionária local de telefonia.
Art. 276 - Toda edificação, independente de sua destinação deverá ter local apropriado, desimpedido e de fácil acesso com capacidade adequada e suficiente para acomodar os diferentes componentes do resíduo sólido, obedecendo as normas estabelecidas pela autoridade competente.
Art. 277 - Nas edificações multifamiliares e mistas, haverá local para depósito de lixo situado no térreo ou subsolo para acondicionamento geral.
Art. 278 - Não será permitida a colocação de suporte para lixo sobre os passeios públicos.
Parágrafo Único - O suporte para colocação de lixo deve ser alocado sempre dentro do lote, no alinhamento, ou em reentrâncias criadas para este fim.
Art. 279 - Os resíduos sólidos depois de recolhidos serão depositados em local ou locais indicados pela Municipalidade.
Art. 280 - Conforme a natureza e volume do lixo ou resíduos sólidos, serão adotadas medidas especiais para sua remoção, obedecendo as normas estabelecidas pela Municipalidade, nos termos da regulamentação específica.
§ 2º - Os compartimentos destinados a incineração de resíduos hospitalares e congêneres deverão obedecer as normas específicas estabelecidas pelo órgão competente para sua construção e operação.
Art. 281 - Toda edificação destinada à instalação de indústria poluente ficará obrigada à implantação de medidas para eliminar ou reduzir a níveis toleráveis o grau de poluição com o reaproveitamento de resíduos e subprodutos, obedecida a regulamentação pertinente.
Art. 282 - Nos locais onde não houver coleta de lixo pela Municipalidade cada residência deverá apresentar uma solução individual para o lixo, sempre considerando a distância mínima recomendável de poços de abastecimentos de água da própria residência, como também de outras unidades, no que se refere ao isolamento dos resíduos e contaminação das águas subterrâneas.
Art. 283 - Nos edifícios residenciais, com mais de um pavimento e que não disponham de portaria, é obrigatória a instalação de caixas individuais para o depósito de objetos de correspondência.
Art. 284 - Nos estabelecimentos bancários, hospitalares e de ensino, empresas industriais e comerciais, escritórios, repartições públicas, associações e outros edifícios não residenciais de ocupação coletiva, deve ser instalado, obrigatoriamente, local destinado ao recebimento de objetos de correspondência.
Art. 285 - As caixas receptoras de correspondências serão instaladas nos muros, nos portões ou grades dos imóveis ou ainda, suportadas em pedestais, necessariamente em locais facilmente acessíveis da rua, evitando-se sua instalação em lugares onde forem de difícil acesso do carteiro.
Art. 286 - Independente do número de pavimentos ou área construída todas as edificações deverão ter sistema de segurança contra incêndios de acordo com as disposições técnicas e normas do Corpo de Bombeiros, exceto as edificações residenciais.
Art. 287 - Em qualquer caso, deverão ser atendidos os detalhes construtivos e colocação de peças especiais do Sistema Preventivo de Incêndio de acordo com as normas e padrões fornecidos pelo Corpo de Bombeiros.
Art. 288 - Independente das exigências deste Código, em relação à instalações preventivas de incêndio os edifícios existentes destinados à utilização coletiva, tais como escolas, hospitais, hotéis, motéis, casas de diversão, fábricas, grandes estabelecimentos comerciais e outros, ficam sujeitos a adotar em benefício da segurança do público, as medidas que forem julgadas convenientes pelo Corpo de Bombeiros ou pela Municipalidade.
Art. 289 - Será obrigatória a instalação de pára-raios, conforme as normas estabelecidas pela ABNT e pelo órgão responsável.
Parágrafo Único - O sistema de pára-raios, deve ser parte integrante do projeto das instalações elétricas, contendo sua especificação, localização, área de atuação e aterramento. (Redação dada pela Lei Complementar nº 155/2007)
Art. 290 - A fiscalização da correta execução da instalação de pára-raios será feita pelo Corpo de Bombeiros ou pela Municipalidade.
Art. 291 - A instalação do equipamento de condicionamento de ar está sujeito às normas técnicas oficiais.
Art. 292 - É obrigatória a canalização dos fluidos condensados nos aparelhos de ar condicionado e similares, quando voltados para as vias ou logradouros públicos.
Parágrafo Único - A canalização deverá ser compatível com a potência do equipamento, podendo ser aparente, conectada por tubos de queda ou às galerias de águas pluviais ou ainda lançadas nas sarjetas, por sob o passeio.
Art. 293 - As edificações deverão receber tratamento acústico adequado, de modo a não perturbar o bem estar público ou particular, com sons ou ruídos de qualquer natureza, que ultrapassem os níveis máximos de intensidade permitidos pela legislação específica.
Parágrafo Único - Instalações causadoras de vibrações ou choques deverão ter tratamento acústico para prevenir incômodos a vizinhança.
Art. 294 - São considerados vedações no alinhamento predial dos logradouros públicos, os muros, muretas, gradis, floreiras, cercas vivas, ou qualquer outro elemento que defina o alinhamento predial do imóvel.
Art. 295 - As vedações situadas no alinhamento do logradouro público, em terrenos de esquina, deverão estar em consonância com as curvas de concordância horizontal.
Art. 296 - Em terrenos com edificações de uso residencial é facultativo a construção de vedação no alinhamento dos logradouros públicos e nas divisas laterais, na faixa do recuo frontal, devendo o recuo ser ajardinado.
Art. 297 - Em terrenos com edificações de uso não residencial é obrigatória a construção de vedação no alinhamento dos logradouros públicos, exceto no caso em que o recuo obrigatório seja totalmente ajardinado com tratamento paisagístico, e com acessos de veículos e pedestres definidos, de forma a não permitir a utilização desta área para qualquer atividade.
Art. 298 - Em terrenos sem vedação, as divisas e o alinhamento do logradouro público deverão ser demarcados com elementos que permitam a identificação de todos os seus limites.
Art. 299 - Em casos especiais, envolvendo segurança pública, a altura e o tipo de vedação serão definidos pelos órgãos competentes da Municipalidade.
Art. 300 - Nas zonas em que forem permitidas construções no alinhamento predial, os terrenos com suas testadas parcialmente edificadas, ou sem edificação deverão obedecer o disposto nesta seção, exceto os arts. 296 e 297.
Art. 301 - Fica limitada a 3,50m (três metros e cinqüenta centímetros), por setor rebaixado, a extensão do rebaixamento do meio fio para acessos e saídas de veículos.
§ 3º - Fica permitido o rebaixamento do meio fio em vias com "caixa" menor ou igual a 7,00m (sete metros) de largura e sem estacionamento público, em lotes onde o recuo frontal não seja livre o estacionamento deverá ser considerado a partir do recuo frontal obrigatório. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 203/2011)
§ 4º - Fica permitida uma variação de até 10% na largura limite do § 3º do art. 301. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 215/2011)
Art. 302 - Os meios-fios e calçadas serão rebaixados da seguinte forma:
Parágrafo Único - Nas esquinas, rebaixamento em rampa com largura mínima de 1,20m (um metro e vinte centímetros), feita na direção das faixas de pedestres, formando um refúgio de proteção com largura mínima de 1,20m (um metro e vinte centímetros).
Art. 303 - É obrigatória a construção e reconstrução, pelos proprietários dos terrenos edificados ou não, das calçadas de logradouros dotados de meio-fio, em toda a extensão das testadas.
Art. 304 - A calçada em logradouro público, na frente de terrenos edificados ou não, obedecerá ao padrão definido pelo órgão competente e às seguintes disposições:
Art. 305 - Os casos omissos nesta Seção, bem como, o rebaixamento do meio-fio em áreas comerciais, industriais e outros, deverão ser estudados pelo órgão competente da Municipalidade, mediante apresentação de projeto pelo requerente.
Art. 306 - Nos casos de inobservância do que trata o artigo 303, a Municipalidade fará a notificação ao proprietário, para que no prazo de 30 (trinta) dias proceda a regularização.
Parágrafo Único - Esgotado o prazo, sem que sejam tomadas as devidas providências pelo proprietário, a Municipalidade executará a obra, sendo que os custos da referida execução serão cobrados do proprietário do imóvel.
Art. 307 - Os afastamentos das edificações nas áreas com parcelamento aprovado, deverão estar de acordo com o disposto na Lei de Zoneamento de Uso e Ocupação do Solo. (Redação dada pela Lei Complementar nº 155/2007)
Art. 308 - Os edifícios construídos nos cruzamentos dos logradouros públicos, aonde não houver afastamento frontal, o pavimento térreo deverá ser de forma chanfrada ou semicircular respeitando o raio interno de concordância prevista entre as vias.
Parágrafo Único - Os muros de vedação de qualquer edificação nos cruzamentos dos logradouros públicos também estão sujeitos a exigência deste artigo.
Art. 309 - A construção de marquises, na fachada das edificações obedecerá as seguintes condições:
Parágrafo Único - Entende-se por marquise somente o avanço da laje que cobre parte do passeio e não do avanço do corpo da edificação (podendo sobre as mesmas ser locadas floreiras e/ou vitrinas para exposição comercial).
Art. 310 - Será obrigatória a construção de marquises em toda a fachada nos seguintes casos:
I - em qualquer edificação de mais de 1 (um) pavimento a ser construída nos logradouros de uso predominante comercial, quando no alinhamento ou dele recuado menos de 4,00m (quatro metros);
II - nos edifícios de uso comercial cujo pavimento térreo tenha essa destinação, quando construídos no alinhamento;
Art. 311 - As fachadas dos edifícios, quando construídos no alinhamento predial, poderão ter sacadas, floreiras, caixas para ar condicionado e brises, se:
Parágrafo Único - Os elementos mencionados no caput deste artigo poderão projetar-se além do alinhamento predial a distância máxima de 0,60m (sessenta centímetros).
Art. 312 - Nos pavimentos térreos construídos no alinhamento será permitido o uso de toldos protetores localizados nas extremidades das marquises, desde que abaixo de sua extremidade inferior deixe espaço livre com altura mínima de 2,20m (dois metros e vinte centímetros).
Art. 313 - Deverão ser obedecidas normas estabelecidas pela concessionária local de energia.
Art. 314 - Toldos, coberturas leves removíveis, sem vedações laterais, ligando blocos ou prédios entre si ou cobrindo acesso entre o alinhamento e as entradas da edificação, em zonas onde é exigido o afastamento obrigatório, deverão satisfazer os seguintes requisitos:
Art. 315 - Em zonas onde são permitidas edificações no alinhamento predial, os toldos poderão estender-se em toda a testada do lote.
§ 1º - Os toldos quando fixos deverão atender ao disposto na Seção IV deste Capítulo - Marquises e Saliências.
§ 2º - Os toldos, deverão ainda, estar em conformidade com o previsto no Código de Posturas do Município de Joaçaba.
Art. 316 - As piscinas deverão ter:
II - paredes e fundo revestidas com material impermeável e de superfície lisa;
Parágrafo Único - Aplicam-se às piscinas no que couber as disposições determinadas pelo Código de Posturas.
Art. 317 - A colocação de anúncios e letreiros só será feita mediante prévia licença da Municipalidade, se estiver de acordo com o Código de Posturas do Município, e não interferindo:
Parágrafo Único - Os anúncios e letreiros sobre as marquises somente serão licenciados mediante prévia autorização do condomínio do respectivo prédio ou do proprietário.
Art. 318 - Na zona urbana serão destinados locais para estacionamento, embarque e desembarque, carga e descarga.
Parágrafo Único - Os locais para estacionamento serão:
a) - proporcionais as áreas edificadas;
b) - cobertos ou descobertos.
Art. 319 - A fração excedente a 50,00m² (cinqüenta metros quadrados) de área construída, no cálculo exigido para vaga de estacionamento, corresponderá sempre a mais uma vaga.
Art. 320 - Quando no mesmo terreno coexistirem usos e atividades diferentes, o número de vagas exigidas será igual a soma das vagas necessárias para cada uso e atividade.Quando no mesmo terreno coexistirem usos e atividades diferentes, o número de vagas exigidas será igual a soma das vagas necessárias para cada uso e atividade.
Art. 321 - Os espaços destinados a garagens ou estacionamentos não poderão sofrer modificações de uso.
Parágrafo Único - Nos casos de desobediência a este artigo será aplicada multa de 100 (cem) URs.
Art. 322 - Os casos não mencionados serão tratados por analogia aos usos previstos.
Art. 323 - Nos casos de acréscimos em edificações existentes o cálculo da reserva de estacionamento ou guarda de veículos considerará a área de acréscimo quando este aumento representar unidades residenciais e comerciais.
Art. 324 - Não serão computadas para o cálculo do índice de aproveitamento máximo as áreas ocupadas pelas garagens.
Art. 325 - As áreas de estacionamento descoberto deverão obedecer aos mesmos critérios definidos para as áreas cobertas. (Redação dada pela Lei Complementar nº 359/2018)
Parágrafo Único - Não será permitido que as vagas de estacionamento ocupem a faixa correspondente ao afastamento obrigatório do alinhamento frontal, podendo ocupar as faixas de afastamento das divisas laterais e de fundos, exceto nas vias com "caixa" menor ou igual a 7,00m (sete metros) de largura e sem estacionamento público, em lotes onde o recuo frontal não seja livre o estacionamento deverá ser considerado a partir do recuo frontal obrigatório. (Redação dada pela Lei Complementar nº 203/2011)
Art. 326 - As dependências destinadas a estacionamento deverão atender as seguintes exigências:
II - ter sistema de ventilação permanente representando 1/12 (um doze avos) da área do piso, (neste item poderá ser incluído as portas de acesso); (Redação dada pela Lei Complementar nº 155/2007)
V - ter vagas de estacionamento para cada veículo locado em planta, com largura mínima de 2,50m (dois metros e cinquenta centímetros) e comprimento mínimo de 5,00m (cinco metros); (Redação dada pela Lei Complementar nº 359/2018)
VII - as paredes que as delimitarem serão incombustíveis;
XI - quando tratar-se de edificação multifamiliar não será permitido rampa com inclinação superior a 30% (trinta por cento);
§ 2º - Os locais cobertos para estacionamento ou guarda de veículos, para fins privativos, unidade residencial unifamiliar, só poderão ser construídos no alinhamento frontal quando a rampa de acesso for obrigatoriamente superior a 15% (quinze por cento). As disposições deste artigo aplicam-se quando a capacidade máxima for de até 2 (dois) veículos.
§ 3º - Quando parcialmente encravados nas divisas e na laje do teto, será permitida ventilação mecânica para complementação daquela a que se refere o inciso II deste artigo. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 155/2007)
Art. 327 - Em todo estacionamento devem ser reservadas vagas preferenciais para estacionamento de veículos pertencentes à pessoa portadora de deficiência física.
Parágrafo Único - As normas relativas à localização e demarcação das vagas devem atender ao disposto nas normas da ABNT.
Art. 328 - Em qualquer edificação, a exceção das habitações unifamiliares, deverá ser garantido o acesso aos deficientes físicos em cadeiras de rodas ou com aparelhos ortopédicos, observadas as disposições da ABNT, que dispõe sobre a adequação das edificações e do mobiliário urbano à pessoa deficiente (Redação dada pela Emenda 06/2006.).
Parágrafo Único - Nas edificações não residenciais já existentes, a que se refere este artigo, o acesso ao deficiente físico deverá ser garantido pelo menos até o pavimento térreo. Se houver necessidade de rampa, essa deverá ser executada conforme o estabelecido pela ABNT.
Art. 329 - Quando existir desnível entre o piso e o passeio, ou quando houver desníveis internos, será obrigatória a utilização de rampas de acesso e locomoção de pessoas deficientes(Redação dada pela Emenda 06/2006.)..
Parágrafo Único - Quando não houver rampas, o acesso dos deficientes físicos a outros pavimentos deverá ser feito através de elevador com largura mínima de 1,40m (um metro e quarenta centímetros).
Art. 330 - Nas edificações citadas neste Capítulo deverá haver pelo menos uma instalação sanitária para deficientes físicos.
Art. 331 - Nos cinemas, auditórios, templos, teatros, estádios, ginásios esportivos e congêneres deverão existir espaços para espectadores portadores de deficiência física ao longo dos corredores, na proporção de 1% (um por cento) da lotação do estabelecimento.
Art. 332 - Às infrações às disposições deste Código serão aplicadas as seguintes penas :
Parágrafo Único - A aplicação de uma das penas previstas neste artigo, não prejudica a de outra, se cabível.
Art. 333 - O procedimento legal para a verificação das infrações e aplicação das penalidades é o regulado no Código de Posturas do Município de Joaçaba.
Art. 334 - Pelas infrações as disposições deste Código serão aplicadas ao construtor, ou profissional responsável pela execução das obras, ao autor do projeto e ao proprietário, conforme o caso, as seguintes multas:
Art. 335 - Na imposição da multa e para graduá-la, ter-se-á em vista:
Art. 336 - A multa será imposta pela autoridade municipal competente, à vista do auto de infração lavrado pelo funcionário habilitado, que apenas registrará a falta ou infração verificada, indicando o dispositivo infringido.
Art. 337 - O auto de infração em 4 (quatro) vias, deverá ser assinado pelo funcionário que tiver constatado a existência da irregularidade e também, sempre que possível, pelo próprio autuado; na sua ausência, poderá ser colhida a assinatura de representante, proposto, ou de quem lhe fizer às vezes.
Art. 338 - O auto de infração deverá conter:
Art. 339 - Lavrado o Auto de Infração, o infrator poderá apresentar defesa escrita dirigida a autoridade municipal competente no prazo máximo de 10 (dez) dias, a contar de seu recebimento, findo o qual será o auto encaminhado para a imposição da multa e cobrança.
Art. 340 - Imposta a multa, será dado o conhecimento da mesma ao infrator, mediante a entrega da terceira via do auto de infração, na qual deverá constar o despacho da autoridade municipal que a aplicou.
Art. 341 - Na reincidência a multa será aplicada com acréscimo de 20% (vinte por cento).
Parágrafo Único - Considera-se reincidência para acréscimo da multa, outra infração da mesma natureza.
Art. 342 - Terá andamento sustado o processo de aprovação de projeto ou licenciamento de construção cujo responsável técnico, ou empresa construtora, esteja em débito com a Municipalidade.
Art. 343 - O pagamento da multa não isenta o requerente da regularização da infração, que deverá ser atendida de acordo com o que dispõe este Código.
Art. 344 - As obras em andamento, sejam elas construções ou reformas, serão embargadas, nas situações abaixo descritas, ou em outras ocorrências em que essa medida se fizer necessária, sem prejuízo das multas, quando:
Art. 345 - Ocorrendo as hipóteses do artigo anterior, a autoridade municipal competente fará notificação por escrito ao infrator, dando ciência da mesma à autoridade superior.
Art. 346 - Verificada a procedência na notificação pela autoridade municipal competente, esta determinará o embargo em termo próprio que mandará lavrar, e no qual fará constar as exigências a serem cumpridas para o prosseguimento da obra, sem prejuízo da imposição de multas.
Art. 347 - O Termo de Embargo será apresentado ao infrator para que o assine e, no caso deste não ser encontrado, será o termo encaminhado via postal, com aviso de recebimento, ao responsável pela empresa construtora, seguindo-se o processo administrativo para a respectiva paralisação da obra.
Art. 348 - O embargo só será levantado após o cumprimento das exigências consignadas no respectivo termo e satisfeito o pagamento dos tributos e multas em que haja o responsável incidido.
Art. 349 - Se não houver alternativa de regularização da obra, após o embargo seguir-se-á demolição total ou parcial da mesma.
Art. 350 - Uma edificação ou qualquer uma de suas dependências, poderá ser interditada em qualquer tempo, com impedimento de sua ocupação, quando oferecer iminente perigo de caráter público.
Art. 351 - A interdição será imposta, por escrito, após vistoria efetuada pela autoridade competente.
Parágrafo Único - Não atendida a interdição, e não interposto recurso ou indeferido este, a Municipalidade tomará as medidas legais cabíveis.
Art. 352 - A demolição parcial ou total da edificação será imposta quando:
IV - construção que ameace ruír e que o proprietário não queira demolir ou não possa reparar, por falta de recursos, ou disposição regulamentar.
Art. 353 - A demolição será precedida de vistoria por uma comissão composta por 03 (três) engenheiros ou arquitetos, designados pelo Chefe do Poder Executivo, pertencentes ou não ao quadro de servidores da Municipalidade.
Parágrafo Único - A comissão designada procederá da seguinte forma:
a) - determinará dia e hora para vistoria, fazendo intimar o proprietário para assistir a mesma; não sendo o mesmo encontrado, far-se-á intimação por edital com prazo de 10 (dez) dias;
b) - não comparecendo o proprietário ou seu representante, a comissão fará exame da construção, e, se verificar que a vistoria pode ser adiada, mandará fazer nova intimação ao proprietário;
c) - não podendo fazer adiamento, ou se o proprietário não atender a segunda intimação, a comissão fará os exames que julgar necessários, concluídos os tais dará seu laudo dentro de 3 (três) dias, devendo constar no mesmo o que for verificado, o que o proprietário deve fazer para evitar a demolição e o prazo para isso julgado conveniente, salvo caso de urgência, esse prazo não poderá ser inferior a 3 (três) dias e nem superior a 90 (noventa) dias;
d) - do laudo se dará cópia para o proprietário e aos moradores do prédio, se for alugado, acompanhado aquele da intimação para o cumprimento das decisões nela contidas;
e) - a cópia do laudo e intimação do proprietário serão entregues mediante comprovante de recebimento, e se não for encontrado ou recusar recebê-los, serão publicados em resumo, por 3 (três) vezes, pela imprensa local, e afixados no mural de publicações ou boletim oficial;
f) - no caso de ruína eminente, a vistoria será feita logo, dispensando-se a presença do proprietário se não puder ser encontrado, levando-se ao conhecimento do Chefe do Poder Executivo as conclusões do laudo, para que ordene a demolição.
Art. 354 - Dado ciência ao proprietário do resultado da vistoria e feita a devida intimação, seguir-se-ão as providências administrativas.
Art. 355 - Se não forem cumpridas as decisões do laudo nos termos do artigo anterior serão adotadas as medidas judiciais cabíveis.
Art. 356 - A Municipalidade poderá cancelar a inscrição de profissionais (Pessoa Física ou Jurídica), e comunicar ao CREA especialmente os responsáveis técnicos que:
VI - cometerem por imperícia, imprudência ou negligência, faltas que venham a comprometer a segurança da obra.
Art. 357 - Os casos omissos no presente Código, serão analisados pela Municipalidade observando-se os princípios no Plano Diretor e a legislação vigente.
Art. 358 - Os valores constantes no presente Código, serão corrigidos anualmente na forma da legislação Municipal.
Art. 359 - O Poder Executivo Municipal regulamentará as disposições deste Código em 180 dias.
Art. 360 - Este Código entrará em vigor na data de sua publicação.
Art. 361 - Ficam revogadas as disposições em contrário, em especial as Leis Municipais nº 1.732/91, 1.866/92, 2.243/95, 2.744/2001, Lei Complementar nº 26/97 e suas alterações.

References: artigo 2
 artigo 10
 artigo 10
 artigo 10
 artigo 17
 artigo 51
 artigo 62
 artigo 12
 artigo 303