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Timestamp: 2018-10-20 08:11:56+00:00

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A empresa como sujeito ativo de crime ambiental . JURÍDICO - HIGH TECH
O artigo visa estudar à temática do meio ambiente, com enfoque na condenação de uma empresa, no Estado do Amazonas, por crime ambiental, que se materializou com o aterro de uma área de preservação permanente. A problemática da pesquisa debate a pessoa jurídica como sujeito ativo de crime ambiental, com fulcro na Lei 9.605/1998.
PALAVRAS-CHAVE: Meio Ambiente. Crime Ambiental. Pessoa Jurídica.
A Constituição Federal de 1998 prevê vários princípios ambientais dentre os quais: Princípio do Direito Humano Fundamental, esse inovador princípio teve inspiração na Conferência do Ambiente Humano, Estocolmo, Suécia, 1972. Princípio do equilíbrio: informa que determinada medida deve ser tomada pelo Poder Público dentro do Direito Ambiental, para tal medida ser dotada de ampla eficácia.
A Lei nº 9.605 de 13 de fevereiro de 1988 instrumentalizou e regulamentou o preceito constitucional da criminalização da pessoa jurídica, previsto no artigo 225, §3º, prevendo no artigo 3º e parágrafo único, a responsabilização criminal do ente coletivo, havendo a possibilidade da aplicação do concurso de pessoas aos coautores e partícipes, que juntamente com uma empresa praticar crime ambiental. Há também na lei criminal ambiental a possibilidade da desconsideração da personalidade jurídica, que é um instituto eminentemente cível, previsto no artigo 4°, da lei em epígrafe. Na reparação do dano ambiental pode o juiz decretar a desconsideração da personalidade jurídica alcançando os bens dos sócios, das pessoas físicas sempre que a personalidade jurídica causar dificuldade à reparação do dano. Claro está que a finalidade maior da Constituição Federal é trazer efetividade e utilidade para o direito criminal ambiental bem como para o direito penal ambiental estabelecendo sanções penais concretas [1].
Nos dias atuais defende-se a ideia de desenvolvimento sustentável cuja definição foi apresentada na Conferência Mundial do Meio Ambiente, realizada em 1972, Estocolmo – capital da Suécia. Objetiva-se um desenvolvimento que responda às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras sem comprometer os bens ambientais, às suas próprias necessidades.
No Brasil a matéria do Direito Ambiental propriamente dita consta no Capítulo VI, dentro do Título VIII, da Ordem Social. Este capítulo como bem ressalva José Afonso da Silva é um dos mais importantes e modernos capítulos da Constituição Federal de 1988, [2].
No artigo 186, parágrafo 2º fica estabelecido que a propriedade rural só cumpra sua função social quando fizer a utilização adequada dos recursos naturais disponíveis e a preservação do meio ambiente. O Direito Ambiental brasileiro toma vida autônoma com a promulgação da Constituição Federal de 1988, previsto no artigo 225, impondo ao poder público e à coletividade sua preservação para as presentes e futuras gerações, prevendo ainda medidas assecuratórias para sua efetividade, impondo de forma implícita o desenvolvimento sustentável.
O parágrafo 1º, do arrolado artigo 225, da Constituição Federal de 1988 descreve as medidas e as providências que incumbem ao Poder Publico para se assegurar à efetividade do direito . Além destes meios de atuação do Poder Público previsto em nossa Constituição Federal, outras condutas protecionistas do meio ambiente poderão ser utilizadas para evitar geração de danos ao meio ambiente.
O meio ambiente é o conjunto de condições naturais em determinada região ou globalmente, em todo o planeta, e da influência delas decorrentes que, atuando sobre os organismos vivos e os seres humanos, condicionam sua preservação, saúde e bem-estar à luz das leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas, Lei 6.938 de 1981, Lei da Política nacional do Meio Ambiente, artigo 3º, I, dessa forma o crime ambiental está inserido dentro da disciplina meio ambiente, que é sinônimo da matéria direito ambiental, como bem disciplina a doutrina e a legislação nacional e estrangeira.
Como bem se pode notar, a terminologia “ambiente”, é ampla e pode abrigar inúmeras realidades que se encontram no interior da legislação ambiental. Com o passar dos anos foi se entendendo que o termo citado era dotado de uma abrangência bem maior. Meio ambiente nada mais é do que a expressão do patrimônio natural e suas relações com o ser vivo, [3].
A doutrina nacional, assim como os dispositivos legas usam o termo “meio ambiente”, como nota-se do artigo 225 da Carta Magna brasileira, as leis extravagantes como a da Política Nacional do Meio Ambiente, Lei nº 6.938/1981, também faz uso das palavras compostas meio ambiente. Os doutrinadores nacionais e estrangeiros utilizam-se da expressão “Direito Ambiental” daí concluir-se que os termos são sinônimos, não havendo dicotomia entre eles.
Cabe aqui ressaltar outro dispositivo constitucional, qual seja o artigo 173 parágrafo 5º, onde prevê a possibilidade de se responsabilizar as pessoas jurídicas, independentemente da responsabilidade de seus representantes ou de seus dirigentes por atos praticados.
§ 5º A lei, sem prejuízo da responsabilidade individual dos dirigentes da pessoa jurídica, estabelecerá a responsabilidade desta, sujeitando-a as punições compatíveis com sua natureza, nos atos praticados contra a ordem econômica e financeira e contra a economia popular.
O artigo 225, parágrafo 4º, declara como “patrimônio nacional”: A Floresta Amazônica; A Mata Atlântica; A Serra do Mar; O Pantanal Mato-Grossense; A Zona Costeira.
A constituição Federal de 1988 não teve a intenção de tornar as áreas ambientais imutáveis, mas utilizadas de forma sustentável.
Este preceito de proteção difusa do meio ambiente, é mais avançado do que àquelas Constituições até então existentes, em outros países, que adotam a preservação ambiental no texto constitucional.
No artigo 31 parágrafo 3º, inciso II, traz referência relevante às terras ocupadas pelos índios imprescindíveis à preservação dos recursos ambientais necessários a seu bem estar.
Modernamente a doutrina majoritária brasileira adota o conceito analítico de crime, com a adoção da Teoria Tripartida do crime, que assim define o crime como fato típico antijurídico e culpável, aplicável também aos crimes ambientais praticados por pessoa jurídica. Entende Rogério Greco que a: “A função do conceito analítico de crime é a de analisar todos os elementos ou características que integram o conceito de infração penal sem que com isso se queira fragmentá-lo. O crime é, certamente, um todo unitário e indivisível. Ou o agente comete o delito (fato típico, ilícito e culpável) ou o fato por ele praticado será considerado um indiferente penal. O estudo estratificado ou analítico permite-nos, com clareza, verificar a existência ou não da infração penal; daí a sua importância.” [4]. O crime é divido em três partes fundamentais, conforme a teoria do crime, tendo como partes integrantes a tipicidade, antijuridicidade e culpabilidade. Tipicidade é o fato típico, previsto em lei, derivada da conduta humana ou da empresa, no tocante à criminalidade ambiental praticada por pessoa jurídica, positiva ou negativa que resulta em infração penal. Antijuridicidade é a conduta em desacordo com o dispositivo criminal. Culpabilidade é a censura do ordenamento jurídico a um caso concreto que seja típico e também antijurídico.
A realidade dos crimes econômicos e ambientais relativos às pessoas jurídicas trouxe a discussão mundial sobre a necessidade de sua responsabilização penal. [5].
A empresa A. Gurgel do Carmo e Cia Ltda. foi condenada por ter cometido crime contra o meio ambiente, consistindo no desflorestamento e aterro de uma área de buritizal, que é considerada área de preservação permanente, pois no local existe uma nascente de Igarapé (curso d, água), olho d, água, com buritizais em sua margem, além de ser uma área encharcada, que segundo o novo Código Florestal é considerada área de preservação permanente – APP, conforme disciplina o artigo 3º, inciso II, da Lei 12.651/2012. A sentença que serviu de base para a pesquisa não se debruçou quanto à área desmatada e tão pouco o quantum, tamanho, atentando apenas ao crime ambiental ocorrido. Houve no caso em tela alterações no meio ambiente provocadas pela conduta da empresa, assim como de seu mandatário, decorrente de suas atividades, conforme Resolução nº 01/1986, do Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA, que conceitua o que seja impacto ambiental. O magistrado entendeu que o responsável pelo empreendimento também havia cometido crime ambiental, condenando-os em concurso material, a luz da Teoria da Dupla Imputação.
Segundo a referida teoria, em princípio só seria possível à aplicação de penalização criminal ambiental à pessoa jurídica, caso também se imputasse pena ao seu responsável legal era o que entendia a doutrina e a jurisprudência até então, que preconiza a imposição de pena ao ente coletivo e também ao responsável direto pelo ato causador do crime ambiental simultaneamente. A pessoa jurídica jamais poderia figurar no polo passivo de uma ação penal ambiental sozinho, à semelhança do entendimento do Superior Tribunal de Justiça – STJ e do Supremo Tribunal Federal - STF, de acordo com entendimento preconizado pelos Ministros Cesar Peluso, aposentado e Ricardo Lewandowski, que entendem condenada um ente societário, também será condenado o sócio, gerente, responsável pela empresa, em concurso material de pessoas. Embora a decisão que embasou a pesquisa tenha ocorrido no ano de 2014, desde ano de 2011 reiteradas decisões do Supremo Tribunal Federal acabaram por mudar o entendimento até então vigorante, ou seja, para condenação de uma empresa por crime ambiental haveria de ser condenar também o responsável pela empresa, não mais prevalece esse entendimento. O novo entendimento preconiza que a empresa poderá figurar sozinha no polo ativo de crimes ambientais. Caso o sócio, gerente ou responsável utilizar o ente coletivo para cometer crime ambiental responderá em concurso material de pessoas à semelhança do caso concreto comentado e o preconizado na Teoria da Dupla Imputação, condena-se o ente coletivo e em concurso material também o seu representante legal causador do delito ambiental. As empresas possuem sanções específicas levando-se em consideração o seu caráter diferenciado A previsão desta diretiva está expressa nos artigos: 18, 21, 22 e 23, da Lei nº 9.605/1998, que tem como cominação: multa, restrição de direitos e prestação de serviços à comunidade. A aplicação da pena à empresa no universo do meio ambiente se pautará na gravidade da infração e aos antecedentes do infrator, segundo o que preceitua o artigo 6º, incisos I, II e III, da Lei de reprimenda aos crimes ambientais. Fica, portanto patente o concurso de pessoas, na modalidade comissiva e omissiva subdividindo-se ainda em omissivo próprio e impróprio. Segundo Damásio Evangelista de Jesus “Nos delitos omissivos não há coautoria ou participação mediante omissão às contribuições individuais completam num todo unitário, devendo o resultado final ser imputado a todos os participantes [6]”. É impossível, portanto, o concurso de pessoas em crimes omissivos.
O Superior Tribunal de Justiça - STJ entendia só ser possível a criminalização da pessoa jurídica, quando também condenado fosse à pessoa física, representante legal ou contratual, entendimento preconizado no julgamento STJ - RECURSO EM HABEAS CORPUS Nº 19.734 - RO (2006/0131414-7) - Relator: Ministro Gilson Dipp – Julgamento: 23 de setembro 2006 - Publicação: DJ 23/10/2006; STJ – HABEAS CORPUS Nº 86.259 – MG (2007/0154492-9) – Relator: Ministro Napoleão Nunes Maia – Julgamento: 10 de junho de 2008 - Publicação: DJ 18/06/2008, 4026257; STJ - RECURSO ESPECIAL Nº 800.817 – Relator: Ministro Celso Limogi (Desembargador Convocado Do TJ/SP - Julgado: 04 De Fevereiro De 2010 – Publicação: DJe 22/2/2010; STJ - RECURSO EM HABRAS CORPUS Nº 24.239 – ES (2008/0169113-5) – Relator: Ministro Og Fernandes – Julgamento: 10 De Junho De 2010 – Publicação: dj: 01/07/2010. No final do ano de 2011, no mês de setembro surge uma nova posição defendida pelo Ministro Dias Toffoli, do STF - Supremo Tribunal Federal, que afirmava textualmente ser possível a penalização criminal nos delitos cometidos contra o meio ambiente, pelo ente coletivo, mesmo que o seu responsável legal fosse absolvido. STF - RECURSO EXTRAORDINÁRIO – RE Nº 628582 RS – Relator: Ministro Dias Toffoli – Julgamento: 22 De Fevereiro De 2011 - Publicação: dje 03/03/ 2011, que segui a diversas decisões no mesmo sentido, mudando, por conseguinte o entendimento até então dominante, para prevalecer o entendimento que a empresa poderá figurar no polo ativo de crimes contra o meio ambiente independentemente de seu representante legal ou contratual. A Teoria da Dupla Imputação estaria, por conseguinte superada, para fazer valer os ditames Constitucionais previstos o artigo 225, § 3º e artigo 3º, parágrafo único da Lei nº 9.605/1998, não fazendo nenhuma ressalva quanto à simultaneidade do ente coletivo e seu representante legal para serem penalizados criminalmente terem que compulsoriamente participar de concurso necessário de pessoas, quando da pratica de ambientais. A constituição Federal não confere só ao cidadão individualmente, bem jurídico, de natureza ambiental e direito subjetivo público, mas também é um direito difuso, coletivo e individual homogêneo quando se refere ao meio ambiente, bem coletivo que deve ser ecologicamente equilibrado. O ente coletivo à luz do Direito Internacional Público como sujeito ativo da penalização criminal ambiental, existe uma pluralidade reduzida de estados membros da Organização das Nações Unidas - ONU, que adotam a criminalização da pessoa jurídica tais como: Segundo, (CABETTE, 2003) Inglaterra, Estados Unidos, Holanda, Dinamarca, Finlândia, Noruega, Islândia, Portugal, França, Áustria, Japão, China, Venezuela, México e Cuba [7].
O presente artigo embasou-se no método de abordagem Hipotético-Dedutivo, quanto à abordagem por trazer um entrelaçamento, uma união entre o método dedutivo, pois traz uma racionalização do método dedutivo. O método indutivo é o que representa a generalização, inicia-se do particular para uma questão mais ampla, em termos de fatos concretos. No tocante à natureza foi utilizado o método qualitativo. Quanto ao objetivo a metodologia utilizada foi à exploratória, por permitir uma sondagem familiar. No que diz respeito à análise teórica, o método empregado foi à análise teórica. A metodologia de procedimento utilizado foi o bibliográfico, como principal, com análise teórica, por sugerir ao pesquisador captar as perspectivas e interpretações diretamente da fonte utilizando-se de bibliografia especializada no tocante ao objeto para a elaboração do artigo, sendo, portanto a predominante, enquanto as demais: legislação, jurisprudência e doutrina foram complementares.
O tema referente à responsabilização penal de uma empresa, pessoa jurídica veio inovar o nosso arcabouço jurídico penal, que encontra suporte na doutrina e na jurisprudência pátria sob vários aspectos. É um tema bastante controvertido. Somente em 1998 veio a lume a Lei nº 9.605/1998 que estabeleceu sanção administrativa, civil e penal, a pessoa jurídica regulamentando a Constituição federal de 1988. A partir de então, com os poderes atribuídos, pela Carta Magna, pelo Código de Defesa do Consumidor, somado- se à atividade dos órgãos ambientais de fiscalização começa a haver efetividade desta lei, passando as empresas a responder por danos ambientais, que vão desde a interrupção das suas atividades, suspensão de direitos, ou ainda prestação de trabalhos comunitários, culminando em tese com a prisão de todos que em concurso de agentes contribuíram para o crime, dirigentes ou responsável, além de multa, independentemente do dever de reparar os danos. Foi o que ocorreu com a empresa A. Gurgel do Carmo & Cia Ltda. e Antônio Gurgel do Carmo, com atuação varejista no ramo de material de construção foram denunciados pelo Ministério Público do Estado Amazonas na Ação Penal nº 0226546-40.2011.8.04.0001, no ano de 2011, por terem depositado sucata metálica em área de buritizal e aterrado parte de uma área de preservação permanente sem licença ambiental, no Bairro Santa Etelvina, zona Norte de Manaus. A condenação foi pela prática dos crimes previstos nos artigos 60 e 68 da Lei n.º 9.605/1998 ocorreu no ano de 2014, à empresa a pena fixada foi de interdição temporária de seis meses e o pagamento de 200 dias-multa (um salário mínimo cada dia, o que equivaleu a R$ 144.800,00, no ano de 2014) e a pessoa física a pena definitiva foi de dois anos e quatro meses de detenção, em regime aberto e cem dias-multa (no valor de 1/30 do salário mínimo cada dia). A degradação ambiental é um atentado ao direito à vida, prejudica os presentes e as futuras gerações. As consequências dos danos ambientais causados pela empresa causou desequilíbrio ambiental afetando, assim a sadia qualidade de vida dos moradores, do Bairro.
Do exposto conclui-se que a pessoa jurídica comete e poderá ser apenada pela pratica de crimes contra o meio ambiente. Existem diversas teorias que tentam explicitar a existência da personalidade jurídica como sujeito ativo de crimes contra o meio ambiente, As principais e mais importantes são a Teoria da Ficção e a Teoria da Realidade. A Teoria da Ficção Jurídica de Savigny muito utilizada, principalmente no Direito Penal, nega que o ente coletivo possa cometer crime e ser apenada: “Os entes coletivos ou pessoas jurídicas são criações artificiais do Direito, por uma ficção legal; isto é: o Direito trata as pessoas jurídicas (entes fictícios) como se fossem pessoas reais, atribuindo-lhes direitos e obrigações, por razões de ordem prática...”, [8]. A Teoria da Realidade é a que mais se aproxima da realidade dos crimes cometidos por pessoa jurídica contra o meio ambiente, afirmando que: As pessoas jurídicas não são meras abstrações ou ficções legais, mas entes reais, com capacidade e vontade próprias (...) e, portanto, podem cometer crimes¸ (...) e sofrer penas, [9]. As empresas poderiam responder criminalmente e integralmente por diversos outros crimes previstos no Código Penal, Legislações Penais e Processuais Penais Extravagantes, o rol atual é taxativo e restritivo, apenas crimes cometidos contra o meio ambiente, contra o consumidor, contra a Administração Pública, Lei nº 12.846/2013 - Lei Anticorrupção e contra a ordem financeira e a economia popular poderão ser objeto de criminalização do ente coletivo, como é o caso dos delitos contra o meio ambiente. As sociedades empresarias cometem cada vez mais crimes de corrupção, tanto ativa quanto na modalidade passiva, sem contar os inúmeros crimes eleitorais, que são cometidos nas campanhas eleitorais, pelas pessoas jurídicas, portanto, facilmente poderiam ser objeto de criminalização.
[1]FIORILLO, Celso Antonio Pacheco. Curso de Direito Ambiental Brasileiro. São Paulo: Saraiva 2006;
[2]SILVA, José Afonso da. Direito Ambiental Constitucional. 5. ed. São Paulo: Malheiros, 2004;
[3]CONSTANTINO, Carlos Ernani. Delitos Ecológicos. 3ª ed. Franca-SP: Lemos & Cruz,2005;
[4]GRECO, Rogério. Curso de Direito Penal Parte Geral. 2ª ed. Rio de Janeiro: Editora Impetus;
[5]POGGIO SMANIO, Giapaolo. Caderno Jurídico. Novas Formas de Criminalidade. São Paulo: Imprensa Oficial – SP. Escola Superior do Ministério Público de São Paulo. Ano I – nº 3 outubro de 2001;
[6]Direito Penal: Parte Geral. 28ª. ed. São Paulo Saraiva, 2005. v.1;
[7]CABETTE, Eduardo Luiz Santos Responsabilidade Penal da Pessoa Jurídica Breve Estudo Crítico. Juruá, Curitiba-PR 2003;
[8]GOMES; MACIEL, Luiz Flávio; Silvio. Lei de Crimes Ambientais Comentários à Lei 9.605/1998. São Paulo: Editora Método, 2015;
[9]CAPPELLI, Sílvia Responsabilidade penal da pessoa jurídica em matéria ambiental: uma necessária reflexão sobre o disposto no art. 225, §3º da Constituição Federal. Revista de direito ambiental, v. 1, p. 100-106, 1996.
* Agradeço a Universidade Federal do Pará – UFPA. Agradeço a todos que direta ou indiretamente tornaram possível esse projeto.

References: artigo 225
 artigo 3
 artigo 4
 artigo 186
 artigo 225
 artigo 225
 artigo 3
 artigo 225
 artigo 173
 artigo 225
 artigo 31
 artigo 3
 artigo 6
 artigo 225
 artigo 3