Source: https://www.ifap.pt/madeira11
Timestamp: 2018-10-17 10:53:30+00:00

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Atualizado a 2018/07/27
RGL 1 - Diretiva n.º 91/676/CEE, de 12 de dezembro, relativa à proteção das águas contra a poluição causada por nitratos de origem agrícola (Decreto-Lei n.º 235/97 de 3 de setembro alterado pelo Decreto-Lei n.º 68/99 de 11 de março e Portaria n.º 259/2012):
1. Controlo das parcelas adjacentes às captações de água quando não se destina a consumo humano:
1.1. Deposição de estrumes a mais de 15 metros, contados da linha de limite do leito dos cursos de água;
1.2. Deposição de estrumes a mais de 25 metros, contados de uma fonte, nascente, poço, furo ou mina;
2. Controlo das infra-estruturas de armazenamento de efluentes pecuários:
2.1 Existência de infra-estrutura de armazenamento de efluentes pecuários, caso a exploração detenha atividade pecuária;
2.2 As infra-estruturas destinadas ao armazenamento de efluentes pecuários encontram-se impermeabilizadas.
3. Controlo ao nível da parcela:
3.1 Boletins de análise (designadamente análise aos efluentes orgânicos(*), solo(*), água(*) e foliar (*)) e respetivos pareceres técnicos.
(*) Se aplicável, consoante o plano de ação e orientação agronómica..
RLG 2 e RLG 3 - Diretiva n.º 2009/147/CE, de 30 de novembro, relativa à conservação das aves selvagens e Diretiva n.º 92/43/CEE, de 31 de maio, relativa à preservação dos habitats naturais e da fauna e da flora selvagens (Decreto-Lei n.º 140/99, de 24 de abril, republicado pelo Decreto-Lei n.º 49/2005, de 24 de fevereiro).
1.5 Instalação de infra-estruturas de eletricidade e telefónicas, aéreas ou subterrâneas, de telecomunicações, de transporte de combustíveis, de saneamento básico e de aproveitamento de energias renováveis ou similares.
2.1 Alteração do tipo de uso agro-florestal (culturas anuais, culturas permanentes, prados e pastagens e floresta) ou outros usos.
3.1 Alteração da topografia do terreno (aterros, taludes, perfurações, escavações ou terraplanagens);
3.2 Destruição de sebes, muros e galerias ripícolas;
3.3 Extração de inertes;
4.1 Deposição de sucatas, ferro-velho, inertes e entulhos; (4)
4.2 Recolha e concentração de resíduos provenientes da atividade agrícola (5)
Instalação de infra-estruturas de eletricidade e telefónicas, aéreas ou subterrâneas, de telecomunicações, de transporte de gás natural ou de outros combustíveis, de saneamento básico e de aproveitamento de energias renováveis ou similares, fora dos perímetros urbanos.
A alteração do uso atual do solo que abranja áreas contínuas superiores a 1 ha;
As modificações de coberto vegetal resultantes da alteração entre tipos de uso agrícola e florestal, em áreas contínuas superiores a 1 ha, considerando-se continuidade as ocupações similares que distem entre si menos de 500 m;
(5) É obrigatório fazer a recolha e concentração dos materiais plásticos, relativos ao processo produtivo agrícola e pneus.
RGL 4 - Regulamento (CE) n.º 178/2002, de 28 de janeiro, que determina os princípios e normas gerais da legislação alimentar, cria a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos e estabelece procedimentos em matéria de segurança dos géneros alimentícios.(1)
Estão excecionados deste registo os produtos que são transacionados diretamente ao consumidor final.
2.1 Os produtos vegetais devem ser armazenados separadamente, de forma a prevenir qualquer contaminação com resíduos e substâncias perigosas;
2.2 Os biocidas são utilizados corretamente, de acordo com as instruções de utilização;
2.3 Sempre que aplicável, consideram os resultados de todas as análises relevantes de amostras colhidas em produtos primários ou de outras amostras relevantes para a segurança de alimentos para animais;
2.4 As situações detetadas no último controlo oficial(6) foram corrigidas.
3.1 Existência de processo de infração relativamente à não comunicação à autoridade competente da existência de género alimentício de origem vegetal que não esteja em conformidade com os requisitos de segurança alimentar, no ano a que diz respeito;
(1) Regulamento (CE) n.º 852/2004, de 29 de abril, relativo à higiene dos géneros alimentícios; Regulamento (CE) n.º 853/2004, de 29 de abril, que estabelece regras específicas de higiene aplicáveis aos géneros alimentícios de origem animal; Regulamento (CE) n.º 183/2005, de 12 de janeiro, relativo a requisitos de higiene dos alimentos para animais; Regulamento (UE) n.º 37/2010, de 22 de dezembro de 2009, relativo a substâncias farmacologicamente ativas e respetiva classificação no que respeita aos limites máximos de resíduos nos alimentos de origem animal; Regulamento n.º 470/2009, de 06 de maio, que prevê procedimentos comunitários para o estabelecimento de limites máximos de resíduos de substâncias farmacologicamente ativas nos alimentos de origem animal; Regulamento (CE) n.º 396/2005, de 23 de fevereiro, relativo aos limites máximos de resíduos de pesticidas no interior e à superfície dos géneros alimentícios e dos alimentos para animais, de origem vegetal ou animal.
Produto / descrição;
(3) Qualquer produto vegetal primário ou transformado produzido na exploração e que foi transacionado (exemplo: grãos de cereais, produtos hortícolas ou frutícolas, milho silagem, vinho, compotas, etc.)
(4) Cópia da notificação, anexo II do Decreto-Lei n.º 160/2005 de 21 de setembro, entregue na organização de agricultores ou na Direção Regional de Agricultura.
Identificação da Autorização Provisória de Venda (APV), Autorização de Venda (AV), Autorização de Comércio Paralelo (ACP) ou Autorização Extraordinária Emergente (AEE) que consta no rótulo do produto fitofarmacêutico;
Concentração / dose aplicada do produto fitofarmacêutico;
Data(s) de aplicação do produto fitofarmacêutico;
Número do aplicador(es) habilitado(s) responsável pela aplicação de produtos fitofarmacêuticos.
Área n.º 2 – Requisitos relativos à produção primária animal
1. Utilização e distribuição de alimentos para animais:
1.1 Utilizam alimentos para animais e alimentos medicamentosos provenientes de estabelecimentos registados e ou aprovados;
1.2 Os aditivos, as pré-misturas de aditivos destinados à alimentação animal, bem como os medicamentos veterinários são utilizados correctamente;
1.3 O sistema de distribuição de alimentos para animais assegura que os alimentos certos são enviados para os destinos certos;
2.1 Existência de registo (1) atualizado de tipo documental, manual ou informático, que permita a identificação do fornecedor ou cliente a quem compram e/ou a quem forneçam determinado produto(2).
2.2 Existência de registo de medicamentos e medicamentos veterinários atualizado (3), no ano a que diz respeito.
2.4 No caso de terem sido realizadas quaisquer análises de amostras colhidas aos animais ou de outras relevantes para a saúde humana são mantidos os respetivos registos ou resultados de análises, durante 3 anos.
2.5 Manutenção de relatórios de controlo oficial ou outros efetuados nos animais ou nos produtos de origem animal, durante 3 anos.
3.1 É evitada a introdução e a propagação de doenças contagiosas transmissíveis ao homem através de alimentos, incluindo a tomada de precauções aquando da introdução de novos animais na exploração e avisando a autoridade competente no caso de suspeita de existência dessas doenças. Esta medida inclui o cumprimento das regras de sequestro sanitário determinadas pela entidade sanitária competente;
4.1 Os alimentos para animais, os produtos vegetais e os produtos animais devem ser armazenados e manuseados separadamente, de forma a prevenir qualquer contaminação com resíduos, substâncias perigosas, produtos químicos e produtos proibidos para consumo animal;
4.2 As sementes são corretamente armazenadas, por forma a não serem acessíveis aos animais;
4.3 Os alimentos medicamentosos devem estar armazenados, devidamente identificados e ser manuseados separadamente dos restantes alimentos, por forma a reduzir o risco de contaminação;
5. Processo de infração no âmbito do Plano Nacional de Pesquisa de Resíduos:
5.1 – Existência de processo de infração por deteção de resíduos de substâncias proibidas nos animais vivos ou nos géneros alimentícios de origem animal no âmbito do Plano Nacional de Pesquisa de Resíduos, no que diz respeito ao quadro II - substâncias proibidas do Regulamento (UE) n.º 37/2010, da Comissão, de 22 de dezembro de 2009, no ano a que diz respeito;
5.2 - Existência de processo de infração por exceder os limites máximos de resíduos de medicamentos veterinários nos géneros alimentícios de origem animal no âmbito do Plano Nacional de Pesquisa de Resíduos, do Regulamento (UE) n.º 37/2010, da Comissão, de 22 de dezembro de 2009, no ano a que diz respeito.
(2) Qualquer alimento ou ingrediente destinado a ser incorporado num alimento para animais produtores de géneros alimentícios, bem como produtos primários de origem animal nomeadamente ovos, leite cru e mel. Excluem-se os medicamentos veterinários.
(3) De acordo com o artigo 82.º do Decreto-Lei n.º 148/2008, de 29 de julho, e o Despacho n.º 3277/2009, de 26 de janeiro.
(4) No âmbito do Regulamento (CE) n.º 852/2004, de 29 de abril, relativo à higiene dos géneros alimentícios.
1.2 São cumpridos os requisitos aplicáveis aos equipamentos e às instalações de ordenha;
1.3 São cumpridos os requisitos aplicáveis aos locais de armazenamento do leite;
1.4 A ordenha é efetuada de forma higiénica respeitando as boas práticas;
RLG 5 - Diretiva n.º 96/22/CE, de 29 de abril, relativa à proibição de utilização de certas substâncias com efeitos hormonais ou tireostáticos e de substâncias beta-agonistas em produção animal (Decreto-Lei n.º 185/2005, de 4 de novembro)
1. Existência de processo de infração por deteção de resíduos de substâncias proibidas nos animais vivos ou nos géneros alimentícios de origem animal no âmbito do Plano Nacional de Pesquisa de Resíduos, no ano a que diz respeito;
RLG 6 – Identificação e registo de suínos (Diretiva n.º 2008/71/CE, de 15 de julho e Decreto-Lei n.º 142/2006, de 27 de julho)
1. Mapa de registo de existências e deslocações de suínos (RED-SN):
1.1 Existência de RED-SN;
3.1 Existência de processo de infração por irregularidades na marcação dos suínos ao abandonarem a exploração de nascimento e ou de origem..
RLG 7 – Identificação e registo de bovinos (Regulamento (CE) n.º 1760/2000, de 17 de julho, e Regulamento (CE) n.º 911/2004, de 29 de abril e Decreto-Lei n.º 142/2006, de 27 de julho)
1.1 Detentor e exploração registados na base de dados SNIRA;
2. Identificação dos bovinos
2.1 Os bovinos presentes na exploração apresentam-se devidamente identificados.
RLG 8 – Identificação e registo de ovinos e caprinos (Regulamento (CE) n.º 21/2004, do Conselho, de 17 de dezembro e Decreto-Lei n.º 142/2006, de 27 de julho)
2.1 Os ovinos e caprinos presentes na exploração apresentam-se devidamente identificados conforme o previsto no Regulamento (CE) n.º 21/2004.
RLG 9 - Regulamento (CE) n.º 999/2001, de 22 de maio, que estabelece regras para a prevenção, o controlo e a erradicação de determinadas encefalopatias espongiformes transmissíveis.
1.1 Existência, durante o presente ano, de processo de infração levantado pelos serviços oficiais no âmbito do Controlo Oficial de Alimentação Animal, no que respeita às proibições relativas à alimentação de animais de exploração com proteínas animais transformadas;
1.2 Cumprimento de boas práticas de armazenagem/acondicionamento de alimentos destinados a ruminantes e a não ruminantes, de forma a evitar riscos de alimentação cruzada;
2. Movimentações dos animais durante o período de sequestro/vigilância:
3.1 Existência de mortes de animais que não foram comunicadas ao SIRCA;
4. Exportações e trocas intracomunitárias (saídas de animais, sémen, óvulos e embriões):
4.1 O movimento dos animais, sémen, óvulos e embriões foi realizado acompanhado de certificado sanitário (n.º e data de emissão do certificado que suportou o movimento dos animais, sémen, óvulos e embriões).
5. Importações e trocas intracomunitárias (entradas de animais, sémen, óvulos e embriões):
O movimento dos animais, sémen, óvulos e embriões foi realizado acompanhado de certificado sanitário (n.º e data de emissão do certificado que suportou o movimento dos animais, sémen, óvulos e embriões);
RLG 10 – Regulamento (CE) n.º 1107/2009, de 21 de outubro relativo à colocação dos produtos fitofarmacêuticos no mercado que revoga as Diretivas 79/117/CEE e 91/414/CEE do Conselho
1. Controlo de produtos fitofarmacêuticos usados na exploração agrícola:
1.1 Uso de produtos fitofarmacêuticos autorizados no território nacional;
1.2 O uso de produtos fitofarmacêuticos é efectuado de acordo com as condições previstas para a sua utilização.
3.1 O aplicador de produtos fitofarmacêuticos está devidamente habilitado/certificado (2)
(2) De acordo com o Despacho n.º 89/2017, de 10 de fevereiro, até, no máximo, 31 de dezembro de 2018 considera-se que o aplicador de produtos fitofarmacêuticos está devidamente habilitado/certificado desde que, pelo menos, apresente a “Declaração de Frequência da Ação de Sensibilização em Aplicação de Produtos Fitofarmacêuticos”, emitida pela Direção Regional de Agricultura, que atesta que o aplicador em causa frequentou com aproveitamento a referida ação de sensibilização.
1.1 Os equipamentos e circuitos elétricos devem ser instalados em conformidade com a legislação em vigor para evitar qualquer choque elétrico;
1.2 São cumpridas as normas definidas na legislação em vigor relativamente às instalações, pavimentos e às áreas de repouso para os vitelos;
1.3 Os vitelos com menos de 2 semanas de idade dispõem de cama;
1.4 As instalações, compartimentos, equipamentos e utensílios destinados aos vitelos devem ser regularmente limpos e desinfetados e as fezes e a urina, bem como os alimentos não consumidos ou derramados devem ser eliminados tão frequentemente quanto possível, para reduzir ao mínimo os cheiros e não atrair moscas e roedores;
1.5 São cumpridas as normas definidas na legislação em vigor em matéria de contenção dos vitelos;
1.6 Os vitelos não devem ser açaimados;
2.1 São cumpridas as normas definidas quanto à administração de matérias fibrosas;
2.2 São cumpridas as normas definidas na legislação em vigor quanto à frequência de alimentação e o acesso à água dos vitelos;
RLG 12 - Diretiva 2008/120/CE, de 18 de dezembro, re-lativa às normas mínimas de proteção de suínos (Decreto-Lei n.º 135/2003, de 28 de junho)
1.1 Os alojamentos dos suínos são construídos de modo a que cada animal veja os outros animais, disponha de uma área de repouso física e termicamente confortável e que permita que os animais repousem e se deitem em simultâneo;
1.2.1 São cumpridas as normas relativas às medidas específicas dos parques destinados aos leitões desmamados e aos suínos de criação;
1.2.2 São cumpridas as normas relativas aos alojamentos de porcas em grupo e às dimensões dos compartimentos.
1.3 São cumpridas as normas definidas na legislação em vigor, relativamente à instalação elétrica e aos pavimentos;
1.4 São cumpridas as normas definidas na legislação em vigor, relativamente às disposições específicas para varrascos, porcas e marrãs, leitões, leitões desmamados e porcos de criação;
1.5 São cumpridas as normas definidas na legislação em vigor, relativamente à utilização de amarras;
2. Maneio
2.1 Se os suínos forem criados em grupo são tomadas medidas para evitar lutas que ultrapassem o comportamento normal e os animais agressores, ou os animais vítimas dessa agressividade, são devidamente isolados;
2.2 Nos alojamentos dos suínos devem ser evitados ruídos constantes ou súbitos, assim como níveis de ruído continuo superior a 85 dB;
2.3 São cumpridas as normas definidas na legislação em vigor, relativamente ao fornecimento de materiais manipuláveis aos suínos (materiais de investigação e manipulação).
3. Alimentação e abeberamento
3.1 Os suínos criados em grupo são alimentados através de um sistema que permite a todos os animais terem acesso simultâneo aos alimentos;
3.2 Todos os suínos com idade superior a duas semanas têm acesso permanente a uma quantidade suficiente de água fresca;
3.3 Para diminuir a fome e responder à necessidade de mastigação de todas as porcas e marrãs secas e prenhes, são fornecidos alimentos volumosos ou com elevado teor de fibra, assim como alimentos com alto teor energético.
RLG 13 - Diretiva 98/58/CEE, de 20 de julho, relativa à proteção dos animais nas explorações pecuárias (Decreto-Lei n.º 64/2000, de 22 de abril)
2.1 Os animais, cujo bem-estar dependa de cuidados humanos frequentes, são inspecionados, pelo menos, uma vez por dia e os mantidos noutros sistemas são inspecionados com a frequência necessária para evitar qualquer sofrimento desnecessário;
2.2 Para efeitos de inspeção existe uma fonte de iluminação artificial (fixa ou portátil);
3.1 Existe registo de mortalidade onde conste, a espécie, o número de animais e a data da morte (1);
4.1 Atendendo à espécie, a liberdade de movimentos própria dos animais é respeitada, não estando a mesma a ser restringida ao ponto de lhes causar lesões ou sofrimentos desnecessários e permitindo que os animais se levantem, deitem e virem sem qualquer dificuldade;
4.2 Quando os animais estão permanente ou habitualmente presos ou amarrados, dispõem do espaço adequado às suas necessidades fisiológicas e comportamentais.
5.1 As instalações e os compartimentos, bem como os materiais e equipamentos com que os animais possam estar em contacto não lhes devem causar danos e devem poder ser limpos e desinfetados;
5.2 Os alojamentos e dispositivos necessários para prender os animais não possuem arestas ou saliências suscetíveis de provocar ferimentos aos animais;
5.3 Os parâmetros ambientais, nas instalações fechadas, encontram-se dentro dos limites não prejudiciais para os animais (temperatura, circulação de ar, humidade relativa, concentração de gases, teor de poeiras);
5.4 A luminosidade nas instalações fechadas deve respeitar o fotoperíodo natural;
6.1 O equipamento automático ou mecânico indispensável para a saúde e o bem-estar dos animais é inspecionado pelo menos uma vez ao dia e sempre que sejam verificadas anomalias são tomadas as medidas adequadas para salvaguardar a saúde e o bem-estar dos animais;
6.2 Caso a saúde e bem-estar dos animais, em instalações fechadas, dependam de um sistema de ventilação artificial, deve existir um sistema de recurso adequado que garanta uma renovação do ar suficiente, bem como um sistema de alarme que advirta de qualquer avaria e que seja testado regularmente.
7.1 Os animais são alimentados com uma dieta equilibrada, adequada à idade e à respetiva espécie e em quantidade suficiente para os manter em bom estado de saúde e para satisfazer as suas necessidades nutricionais;
7.2 Os alimentos são fornecidos de um modo, ou contêm substâncias tais, que não possam causar sofrimento ou lesões desnecessárias aos animais;
7.3 Os animais têm acesso a alimentação a intervalos apropriados às suas necessidades fisiológicas;
7.4 A água é suficiente e de qualidade adequada às necessidades dos animais;
7.5 O equipamento de fornecimento de alimentos e de água é concebido, construído, colocado e mantido de modo a minimizar os riscos de contaminação dos alimentos e da água destinada aos animais e os efeitos lesivos que possam resultar da luta entre os animais para o acesso aos mesmos;
8.1 São cumpridas as disposições nacionais sobre a matéria.
9.1 São cumpridos os requisitos legalmente estabelecidos em matéria de processos de reprodução;
II — Outros requisitos que se aplicam apenas aos beneficiários de pagamentos previstos nos artigos 28.º e 29.º do Regulamento n.º 1305/2013
RLG 14 — Requisitos das zonas classificadas como de proteção às captações de águas subterrâneas para abastecimento público (Decreto-Lei n.º 382/99, de 22 de setembro e diplomas legais específicos que determinam os condicionamentos dos perímetros de proteção para cada captação de águas subterrâneas para abastecimento público)
1. Zonas de proteção das captações de águas subterrâneas para abastecimento público:
1.1 São cumpridas as restrições definidas na legislação em vigor relativamente às zonas de protecção imediata e zona de proteção intermédia das captações de águas subterrâneas para abastecimento público;
1.2 São cumpridas as restrições definidas na legislação em vigor relativamente às zonas de protecção alargada das captações de águas subterrâneas para abastecimento público.
Anexo II da Portaria n.º 448/2017, de 23 de novembro
Boas condições Agrícolas e Ambientais aplicáveis a partir de 1 de janeiro de 2017
Sem prejuízo do disposto na legislação comunitária, nacional e regional relativamente ao ambiente, os beneficiários que recebem pagamentos diretos ao abrigo do Regulamento (UE) n.º 1307/2013, de pagamentos ao abrigo dos artigos 46.º e 47.º do Regulamento (UE) n.º 1308/2013 e prémios anuais ao abrigo das alíneas a) e b) do n.º 1 do artigo 21.º e dos artigos 28.º a 31.º, 33.º e 34.º do Regulamento (UE) n.º 1305/2013, devem cumprir as seguintes normas:
1. “Faixa de proteção ao longo dos cursos de água” - a aplicação de fertilizantes nas parcelas de superfície agrícola, com exceção dos prados e pastagens permanentes com predominância de vegetação arbustiva(1), adjacentes a cursos de água e águas de transição, definidos como massas de água superficiais no âmbito da Lei n.º 58/2005, de 19 de dezembro (Lei da Água), alterada pelos Decretos-Lei n.ºs 245/2009, de 22 de setembro, e 130/2012, de 22 de junho, albufeiras de águas públicas de serviço público e lagoas ou lagos de águas públicas, deve cumprir o disposto nos n.ºs 1 e 2 e nas alíneas a) e b) do n.º 5 do artigo 7.º da Portaria n.º 259/2012, de 28 de agosto.
1. “Utilização dos recursos hídricos” – os agricultores que estejam abrangidos pelo Decreto-Lei n.º 226- -A/2007, de 31 de maio, e pela Portaria n.º 1450/2007, de 21 de dezembro, devem possuir, em alternativa, a partir de 1 de junho de 2010:
1. “Gestão de resíduos de produtos fitofarmacêuticos” - é obrigatória a recolha e concentração de resíduos de embalagens de produtos fitofarmacêuticos e de resíduos de excedentes de produtos fitofarmacêuticos, devendo obedecer às seguintes regras:
Os resíduos de embalagens de produtos fitofarmacêuticos devem ser colocados nos sacos de recolha;
Os resíduos de excedentes de produtos fitofarmacêuticos devem ser mantidos na embalagem de origem;
Os resíduos de embalagens e os resíduos de excedentes de produtos fitofarmacêuticos devem ser guardados nos espaços destinados ao armazenamento de produtos fitofarmacêuticos para entrega, posterior, nos locais que venham a ser definidos para o efeito.
2. “Gestão de óleos usados resultantes da atividade agrícola” - é proibido o abandono dos óleos usados resultantes da atividade agrícola, sendo obrigatório proceder ao armazenamento adequado dos mesmos, com vista ao seu posterior encaminhamento para o circuito de gestão de óleos usados.
3. “Armazenamento de produtos fitofarmacêuticos” - o armazenamento dos produtos fitofarmacêuticos, em particular os que contêm substâncias perigosas, designadamente as substâncias enunciadas no anexo da Diretiva 80/68/CEE, de 17 de dezembro de 1979, na versão em vigor no último dia da sua validade, deve obedecer às seguintes regras:
4. “Armazenamento de fertilizantes” - o armazenamento de fertilizantes químicos deve ser efetuado em local utilizado para o efeito, em espaço fechado, coberto, seco, ventilado e sem exposição direta ao sol e a mais de 10 metros de cursos de água, valas, condutas de drenagem, poços, furos, fontes, minas e nascentes. Não estão abrangidas pelo disposto nesta norma os depósitos de fertirrega que tenham um sistema de proteção contra fugas.
5. “Descarga direta de substâncias perigosas nas águas subterrâneas” - é proibida a descarga direta nas águas subterrâneas das substâncias perigosas enunciadas no anexo da Diretiva 80/68/CEE, de 17 de dezembro de 1979, relativa à proteção das águas subterrâneas contra a poluição causada por certas substâncias perigosas, na versão em vigor no último dia da sua validade, na medida em que diga respeito à atividade agrícola.
6. “Descarga indireta de substâncias perigosas no solo” - a descarga indireta de substâncias perigosas no solo, não é permitida, devendo ser adotadas as seguintes regras:
É obrigatório fazer a recolha de embalagens e/ou recipientes que contém ou já contiveram as substâncias perigosas enunciadas no Anexo da Diretiva 80/68/CEE, de 17 de dezembro de 1979, relativa à proteção das águas subterrâneas contra a poluição causada por certas substâncias perigosas, na versão em vigor no último dia da sua validade, na medida em que diga respeito à atividade agrícola. Não estão abrangidos por esta alínea os produtos mencionados nas normas “gestão de resíduos de produtos fitofarmacêuticos” e “gestão de óleos usados resultantes da atividade agrícola”;
2. “Ocupação cultural das parcelas com IQFP 5” - nas parcelas com IQFP 5, exceto em parcelas armadas em socalcos ou terraços e nas áreas integradas em várzeas, não é permitida a instalação de culturas temporárias nem a instalação de novos prados permanentes, sendo apenas permitida a melhoria dos prados e pastagens permanentes naturais sem mobilização do solo, e a instalação de novas culturas permanentes apenas nas situações em que a DRA as considere tecnicamente adequadas.
3. “Controlo da vegetação arbustiva(1) nas parcelas com IQFP igual ou superior a 4” - nas parcelas com IQFP igual ou superior a 4, de pousio, de prados e pastagens permanentes, o controlo da vegetação arbustiva só pode ser realizado sem reviramento do solo, exceto em parcelas armadas em socalcos ou terraços e nas áreas integradas em várzeas;
1. “Queimadas para renovação de pastagens e eliminação de restolhos” - o uso do fogo para renovação de prados e pastagens permanentes e eliminação de restolho deve cumprir o disposto no Decreto Legislativo Regional n.º 18/98/M, sendo que o uso do fogo para eliminação de restolho só é permitido por razões fitossanitárias devidamente comprovadas pela autoridade competente.
BCAA 7 – Manutenção das caraterísticas das paisagens
1. “Parcelas armadas em socalcos ou terraços” - nas parcelas armadas em socalcos ou terraços, caso não tenham muro de suporte, é proibida a destruição do talude que deverá apresentar vegetação de cobertura no período de 15 de novembro a 1 de março, podendo o controlo desta vegetação de cobertura ser realizado sem reviramento do solo fora deste período.
2. “Manutenção de elementos da paisagem” - é proibida a remoção dos seguintes elementos de paisagem:
Árvores de interesse público localizadas nas parcelas de superfície agrícola.
4. Não estão abrangidas pelo disposto na norma “Manutenção de elementos da paisagem”, as situações em que o agricultor detém uma autorização por parte da autoridade competente na matéria, que permita a remoção dos elementos de paisagem referidos nas alíneas a) e b) do n.º 2.
5. São proibidas, no período de maior concentração da avifauna, compreendido entre março e abril:
A remoção dos elementos de paisagem abrangidos pelo n.º 4;
As operações de limpeza conducentes à manutenção e preservação dos elementos de paisagem referidos nas alíneas a) e b) do n.º 2.
6. “Manutenção de sebes e árvores” - é proibida a remoção ou a limpeza de sebes e árvores localizadas nas parcelas de culturas temporárias e prados e pastagens permanentes no período de maior concentração da avifauna, compreendido entre março e abril.
Anexo III da Portaria n.º 448/2017, de 23 de novembro
(a que se refere a alínea r) do artigo 2.º)
1. “Elementos lineares e ou de paisagem com largura inferior ou igual a 2 metros a integrar na área útil da parcela”:
1.1) “Linha de água”, curso de água temporário ou permanente que permite o escoamento das águas superficiais dentro da mesma bacia hidrográfica;
1.2) “Conduta de água”, estruturas que permitem a distribuição de água a todos os pontos da zona a regar;
1.3) “Galeria ripícola”, de acordo com a alínea f) do artigo 2.º da presente portaria;
1.4) “Sebe e corta-ventos”, de acordo com a alínea s) do artigo 2.º da presente portaria;
1.5) “Muro”, estrutura artificial de pedra posta ou alvenaria que tem como função suportar a terra ou delimitar a parcela;
1.6) “Cerca”, vedação artificial fixa que tem como função a delimitação de parcelas;
1.7) “Caminho agrícola ou caminho vicinal”, caminhos necessários ao desenvolvimento da atividade agrícola, dentro da exploração agrícola.
2. “Elementos lineares e ou de paisagem com largura superior a 2 metros e inferior a 6 metros a integrar na área útil da parcela”:
2.1) “Muro”, estrutura artificial de pedra posta ou alvenaria que tem como função suportar a terra ou delimitar a parcela (RLG 2 e 3, Aves e Habitats: 3.2 - destruição de sebes, muros e galerias ripícolas) - apenas aplicável nas superfícies localizadas em área de Rede natura 2000.
3. “Elementos lineares e ou de paisagem com largura superior a 2 metros e inferior a 8 metros a integrar na área útil da parcela”:
3.1) “Linha de água”, curso de água temporário ou permanente que permite o escoamento das águas superficiais dentro de uma mesma bacia hidrográfica (RLG 2 e 3, Aves e Habitats: 3.4 - alteração da rede de drenagem natural) - - apenas aplicável nas superfícies localizadas em área de Rede natura 2000.
4. “Elementos lineares e ou de paisagem com largura superior a 2 metros e inferior a 12 metros a integrar na área útil da parcela”:
4.1) “Sebe e corta-ventos”, de acordo com a alínea s) do artigo 2.º da presente portaria (RLG 2 e 3, Aves e Habitats: 3.2 - destruição de sebes, muros e galerias ripícolas) - apenas aplicável nas superfícies localizadas em área de Rede natura 2000;
4.2) “Galeria ripícola”, de acordo com a alínea f) do artigo 2.º da presente portaria (RLG 2 e 3, Aves e Habitats: 3.2 - destruição de sebes, muros e galerias ripícolas) - apenas aplicável nas superfícies localizadas em área de Rede natura 2000;
A largura da galeria ripícola pode atingir até um máximo de 12 metros, sendo contabilizada a partir de cada uma das margens do curso de água para o interior da parcela onde se encontra localizada;
A largura da galeria ripícola pode atingir até um máximo de 24 metros quando não é possível identificar o curso de água por este se encontrar coberto pelas copas da vegetação associada à galeria ripícola, sendo contabilizada pelo limite exterior definido pela galeria ripícola.
4.3) “Talude”, de acordo com a alínea d) do artigo 2.º da presente portaria (BCAA 7: aplicação da norma «parcelas em terraços»).
5. “Elementos lineares e ou de paisagem a integrar na área útil da parcela, cuja superfície ocupa 20% da superfície da parcela onde se encontram localizados”:
5.1) “Galeria ripícola”, de acordo com a alínea f) do artigo 2.º da presente portaria (BCAA 7: aplicação da norma «Manutenção de elementos da paisagem»);
5.2) “Bosquete”, de acordo com a alínea g) do artigo 2.º da presente portaria (BCAA 7: aplicação da norma «Manutenção de elementos da paisagem»);
6. “Elementos lineares e ou de paisagem a integrar na área útil da parcela sem limite”:
6.1) “Árvores de interesse público” de acordo com a alínea h) do artigo 2.º da presente portaria (BCAA 7: aplicação da norma «Manutenção de elementos da paisagem»).

References: artigo 82
 artigo 21
 artigo 7
 artigo 2
 artigo 2
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 artigo 2
 artigo 2
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