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Timestamp: 2018-03-18 06:38:23+00:00

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Jornal Seha ed 55 by SehaFit - issuu
JOÃO JACOB MEHL “NÃO ENCONTRAMOS QUAL FOI O EMBASAMENTO TÉCNICO PARA DETERMINAR POR LEI A NECESSIDADE DE CONCEDERMOS 10% DE NOSSAS UHS PARA DEFICIENTES.” Pág. 02
Curitiba, fevereiro de 2017 | Edição 55
Federação representa 64% do PIB do Estado, mais de 2,5 milhões de empregos e mais de 540 mil empresas no Paraná Especial da pág. 10 à 15
Participe dos cursos e consulte nosso Banco de Empregos no www.seha.com.br Necessária regulamentação para acessibilidade em hotéis
Curitiba, fevereiro de 2017
Agora só resta aguardar
Caros Hoteleiros, O assunto acessibilidade vem tomando conta do nosso dia a dia. A entrada em vigor da nova lei, dia dois de janeiro, deixou-nos muito preocupados. Como temos assistido, o nosso Congresso Nacional tem se mostrado incompetente e até irresponsável.
Não encontramos qual foi o embasamento técnico para determinar por lei a necessidade de concedermos 10% de nossas UHs para deficientes. Digo isso porque, em pesquisa nacional realizada, descobrimos que apenas 0,43% de nossas hospedagens são procuradas por deficientes.
á está encerrada a votação, pela internet, para o Top Tur/Prêmio Panorama do Turismo/Profissionais e Iniciativas do Ano 2017. Em sua sexta edição, o prêmio vai apontar profissionais e iniciativas que se destacaram em 23 categorias da cadeia produtiva no âmbito do território paranaense. O anúncio dos nomes dos vencedores acontecerá em jantar exclusivo, na noite do dia 1º de março, em Curitiba, cada um receberá um troféu criado pelo escultor Luiz Gagliastri. A iniciativa é uma realização conjunta do Instituto Panorama do Turismo e da Câmara Empresarial de Turismo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Paraná e conta com apoio das principais entidades de classe do setor.
O Ministério Público do Paraná está preocupado em fazer valer a lei em vigor, mas antes precisamos de regulamentação, que esperamos para breve. Precisamos de conscientização nacional para regulamentarmos esta nova lei, de forma a atender não só o cadeirante; mas sim, deficiente visual, auditivo, obeso e idoso. No dia 23 de fevereiro às 9h, estaremos recebendo em Assembleia aqui no SEHA, Orlando de Souza, Diretor Executivo do FOHB. Os hoteleiros não podem perder esta oportunidade de ouvir um especialista, opinar e tirar suas dúvidas. Nesta edição temos muito a comemorar. Pelo aniversário dos 70 anos da Fecomércio-PR prestamos nossas homenagens a edificante e eficaz gestão de Darci Piana. Por isso, nos orgulhamos pela brilhante entrevista que nos concedeu, valorizando muito esta edição. Boa leitura João Jacob Mehl
Nossas felicitações aos associados aniversariantes em janeiro e fevereiro 01.01	01.01	02.01	03.01	04.01	06.01	08.01	09.01	09.01	10.01	12.01	14.01	17.01	21.01	21.01	21.01	22.01	23.01	25.01	27.01	28.01	29.01	01.02	01.02	01.03	02.02	03.02	05.02	07.02	10.02	11.02	13.02	13.02	13.02	17.02	20.02	21.02	21.02	21.02	24.02	25.02	25.02	26.02	27.02	29.02
Orival Ramos Gasparin, da Churrascaria Dom José Suzette Hernandes, do Hotel San Martin Valéria Ferreira Vicenti, do Kandoo Culinária Japonesa Marilisa Bigarella, do Motel Le Nouage Onilso Zanella, do Hotel Caravelle	Gabriele Kelm, do Hotel Estância Betânia José Stromberg, do Bar do Edmundo Orlando Kubo, do Hotel Guaíra Palace Paulo Zanim, da Pastelaria Dom Bolinha Roberto Morita, do Motel Mirai Rubia Semeras Parabere, do Cantinho do Churrasco Claudia Simone Wzorek, do Senhor Divino Dog & Burguer Ivanir Badotti, do Motel Vis a Vis Daniele Cristine de Souza, do Opera House Marcia Lorenzon, do Hotel Lizon Curitiba Edna Figueiredo, da Lanchonete Ederline José Volpato, da Pizzaria Pasta Pizza Ernesto Fone, da Panificadora Flor da Quinze Fábio Lelis, do Restaurante Lellis Tratoria Luiz Fernando Aguiar, do Hotel Saint Emilion Paulo Eduardo Nascimento, do Bangalô dos Pasteis Toshio Ozeki, do América Grill Ernesto Vilella, do Restaurante Scavollo Ivo Hernaski, do Restaurante Sol Nascente Walter Kelm, do Hotel Estância Betânia Siderval Becker de Araújo Júnior, do Le Rechaud Geni Rachelle Piotroski, do Restaurante e Pizzaria Tia Geni Sergio Souto, do Hotel Campo Largo Eduardo Maia, do Hotel Exclusivo Egon Taruhn, do Cantinho do Eisbein Anelisa Sossela, do Hotel San Juan Executive Jorge Francisco Piotroski, do Restaurante e Pizzaria Tia Geni José Soliman, do Costela & Cia Buffet e Grill Tânia Madalozo Laffitte, do Restaurante Madalozo Alfredo Dias Coelho, do Restaurante Mikado Eurico Yasuhiro Iwasa, do Pastel Center Dieter Woltmann, do Kandoo Culinária Japonesa Valdemar Ramos, da La Fanny Pizzas Joaquim Maia, do Restaurante Hotel Exclusivo Jayme Canet Neto, do Deville Hotéis e Turismo	Artagão de Mattos Leão, do Hotel San Martin Rafael Mauro Brandi, do The Fish’n Chips Bar Clarice Gralak, do Hotel Residencial Op Art Neide Mussio, da Santa Grill Churrascaria Guita Grocoske, do Motel Sol
Impactos da economia compartilhada FBHA aponta prejuízos ao turismo e à economia durante Encontro do Setor de Feiras e Eventos
resultado da falta de regulamentação das plataformas de economia compartilhada é a evasão de tributos e, consequentemente, a ausência de contrapartidas tributárias e sociais. Essa foi a defesa feita pelo assessor jurídico da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), Ricardo Rielo, durante o Encontro do Setor de Feiras e Eventos (ESFE), ocorrido no dia 06 de fevereiro, no WTC Events Center, em São Paulo. Ricardo Rielo foi um dos palestrantes do Painel M.I.C.E. e fez uma apresentação sobre os prejuízos ao turismo e a toda economia do país causados pela falta de regulamentação desse tipo de atividade. Segundo ele, em 2017 as hospedagens via Airbnb, por exemplo, cresceram 140%, enquanto
os hotéis encolheram em 6%. Ele argumenta que a Lei do ISS não prevê tributação para locação e isso cria desequilíbrio no mercado, já que os meios de hospedagem de um modo geral, além de serem tributados, ainda são submetidos a uma legislação severa com diversas exigências que encarecem a operação. Rielo lembrou que, de acordo com o artigo 174 da Constituição Federal, o Estado tem o dever de regular todos os setores da economia onde haja interesse público premente, o que segundo ele é o caso. “Defendemos a alteração da Lei de Locações e da Lei do ISS, a instituição de uma contribuição social para fomento do turismo e o enquadramento das plataformas de hospedagem compartilhada no Cadastur”, disse.
Advogado da Federação defendeu a alteração da Lei de Locações e da Lei do ISS, a instituição de uma contribuição social para fomento do turismo e o enquadramento das plataformas de hospedagem compartilhada no Cadastur
Continua Obrigatório A
Contribuição Sindical está prevista nos artigos 578, 579, 580 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), bem como no art. 217, I, do Código Tributário Nacional. Ela possui natureza tributária e tem sua cobrança obrigatória, independentemente de autorização da empresa e de filiação sindical. O artigo 8º, IV, in fine, da Constituição determina o recolhimento anual da contribuição por todos aqueles que participem de uma categoria econômica, independentemente de serem ou não associados a um sindicato, sendo distribuída aos sindicatos, federações, confederações e à “Conta Especial Emprego e Salário”, administrada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A Contribuição Sindical tem por objetivo custear as atividades do sindicato e os valores destinados à “Conta Especial Emprego e Salário” integram os recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). A Lei n° 13.467, de 13 de julho de 2017, que instituiu a chamada Reforma Trabalhista, alterou dispositivos da CLT visando tornar facultativa uma verba dos sindicatos que sempre foi compulsória, inerente à sua natureza jurídica tributária. Nesse contexto, sobreveio o equivocado entendimento de que a Contribuição Sindical havia sido extinta. Dentre as inovações trazidas pela
Reforma Trabalhista, foi atribuído maior valor e eficácia às negociações coletivas, permitindo que o negociado entre entidades sindicais nas Convenções ou Acordos Coletivos, em determinados temas, prevaleça sobre o legislado. É o que consta no artigo 611-A da CLT. Quanto à nova redação do artigo 579 da CLT, que estabelece a prévia autorização de qualquer representado para que seja feita a cobrança da Contribuição Sindical, o que se verifica mais adiante, no artigo 611-B da mesma CLT, é que essa obrigatoriedade cabe somente à categoria profissional. A confusão sobre o suposto fim da Contribuição Sindical Patronal reside aí, pois em relação à Contribuição Sindical Profissional está prevista a impossibilidade de cobrança ou desconto de valores não autorizados expressamente pelo trabalhador representado, ainda que haja previsão contrária nos instrumentos coletivos de trabalho. Essa ressalva, contudo, não é feita em relação à classe econômica, ou seja, os empregadores. A redação do artigo 611-B da CLT é restritiva às hipóteses literalmente arroladas em seus incisos. Se o legislador não fez qualquer ressalva expressa em relação à cobrança sindical para categoria econômica (empresarial), é forçoso concluir como válida a Contribuição Sindical, custeada
pelas empresas em favor de sua entidade representativa. A CONSTITUIÇÃO FEDERAL A Constituição Federal de 1988 recepcionou a Contribuição Sindical de que trata o Capítulo III da CLT e, colocando-a em patamar constitucional, teve o legislador constituinte a intenção de preservá-la de ataques motivados por conveniências políticas ou ideológicas momentâneas e que pudessem ser modificadas por maioria simples no Congresso Nacional, por meio de lei ordinária. Assim, a Contribuição Sindical/Negocial só pode ser suprimida, revogada ou ter sua natureza jurídica tributária modificada por meio de emenda constitucional. Ou seja, ainda que se pudesse admitir a possibilidade de acabar com a Contribuição Sindical, não seria jamais por simples lei ordinária, como é o caso da Lei 13.467/2017, evidenciando, ao menos nesse ponto, sua inconstitucionalidade. O texto constitucional abarca uma série de situações em que a atuação sindical é essencial e obrigatória, entre elas as que envolvam as negociações coletivas de trabalho, e a Reforma Trabalhista instituiu tratamento desigual entre os contribuintes titulares de uma mesma relação jurídica, pois ao tornar facultativo o recolhimento
do tributo promoverá o enriquecimento ilícito daqueles que serão beneficiados pela atuação do Sindicato sem nada contribuir para o seu custeio no âmbito judicial, administrativo, político e social.
A ASSEMBLEIA GERAL Outro importante esclarecimento que deve ser prestado consiste na validação ou ratificação da cobrança das Contribuições Sindicais mediante aprovação em Assembleia Geral do Sindicato. Assim, sabendo-se que o órgão máximo do Sindicato é a Assembleia de Associados/Filiados, todas as matérias submetidas e aprovadas são extensivas e compulsórias a toda a categoria abrangida pela representação sindical, dando à diretoria executiva do sindicato patronal o respaldo legal para adotar as medidas que a categoria econômica aprovou.
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Instituto Municipal de Turismo cria guia para eventos em Curitiba Material está disponível na internet e mostra as características de cada local: capacidade de público, metragem, número de salas e auditórios e quantidade de vagas no estacionamento
Instituto Municipal de Turismo de Curitiba elaborou um “guia” para produtores de eventos, que lista todos os espaços para congressos e shows da cidade. O documento mostra as características de cada local, como capacidade de público, metragem, número de salas e auditórios e quantidade de vagas no estacionamento. A presidente do Instituto, Tatiana Turra, conta que o material é inédito em Curitiba. “Estamos trabalhando para tornar a cidade mais atraente e contribuir para o mercado de eventos”, diz. O documento ficará disponível para consulta em www.turismo. curitiba.pr.gov.br. Em 2017, Curitiba teve mais de 330 shows, congressos profissionais e técnico-científicos, eventos esportivos e festas
religiosas. Importante para o turismo e a economia local, o setor de eventos encontra na cidade um ótimo local para seus profissionais trabalharem. São 158 espaços, que juntos têm capacidade para atender 245 mil pessoas. Segundo Tatiana, a infraestrutura de Curitiba comporta eventos de diversos perfis e tamanhos. “Esse levantamento é parte de uma iniciativa para organizar a demanda e facilitar o trabalho dos produtores que, em muitos casos, são de outras cidades”, explica ela. O diretor executivo dos espaços de eventos do Grupo Positivo, Marcelo Bueno Franco, explica que Curitiba tem grandes diferenciais competitivos. “O custo-benefício da nossa cidade é muito interessante
para qualquer organizador”, afirma Franco. O grupo tem cinco espaços para eventos, entre centros de convenções e teatros. Além das redes hoteleiras, de restaurantes e shoppings e do aeroporto, Franco considera a cadeia de serviços – segurança, recepcionistas, produção - que cerca os eventos, um aspecto positivo. “Damos um excelente serviço por um custo menor que outras cidades”, diz ele. No fim do ano passado, organizadores de eventos celebraram uma novidade: a redução da alíquota do ISS de 5% para 2%, medida que visa fortalecer o setor, que tem impacto direto no turismo. O assunto foi amplamente debatido pelo trade turístico no ano passado no auditório do SEHA.
BARTENDER II 27/02/2018 à 02/03/2018- final das inscrições 22/02/2018 CARGA HORÁRIA: 16h - das 13h30 às 17h30 - Instrutor: Marcelo Rocha FAÇA E VENDA PÁSCOA 21 à 23/03/2018- final das inscrições 15/03/2018 CARGA HORÁRIA: 9h - das 14:00 às 17:00 – Instrutora: Cristiane Bertho
Organizadores de eventos celebraram uma novidade em 2017, a redução da alíquota do ISS de 5% para 2%
ESPANHOL APLICADO A SERVIÇOS DE ATENDIMENTO 20, 22,27 e 29/03/2018 final das inscrições 15/03/2018 CARGA HORÁRIA: 12h das 09:00h às 12:00h - Instrutor: Vavo Krieck SALGADOS E VITRINE 18 à 20/04/2018- final das inscrições 12/04/2018 CARGA HORÁRIA: 9h - das 14:00 às 17:00 - Instrutora: Cristiane Bertho
LIGUE (41) 3323-8900
Um dos marcos da história da entidade foi a construção do Sesc Caiobá, em 2011
A história do Sesc é sua também O Serviço Social do Comércio do Paraná comemora 70 anos, com um saldo superior a 800 milhões de atendimentos à população paranaense ao longo do período
om seus serviços, desde 1948 o Sesc faz parte da vida dos paranaenses representados por comerciários, empresários do comércio e população em geral, especialmente a mais carente. Quando foi fundado no Paraná, o estado ainda passava pelo seu processo de colonização. Na década seguinte o sistema agrícola baseado na produção do café chegaria ao auge. “De lá para cá, nessas sete décadas, seria quase imensurável cercar as mudanças ocorridas no mundo, aí incluídos o Brasil e o Paraná. Nossa agricultura foi se mecanizando e grandes contingentes populacionais foram se transferindo para as cidades, ampliando a presença e a importância do comércio como locomotiva da economia; comércio que foi se segmentando de modo a atender a novas e específicas demandas”, pondera o diretor regional do Sesc PR, Emerson Sextos. O Sesc participou dessa história ao construir uma rede com forte capilaridade no estado, capaz de atender a população de todos os seus municípios. Isso proporcionou ao comerciário, empresário e comunidade ações essenciais para o desenvolvimento social e para a justiça social. O presidente do Sistema Fecomércio Sesc Senac, Darci Piana, relembra que em 1964 o Sesc entrou em sua vida, em Curitiba,
quando foi apresentado à entidade por amigos gaúchos em um campeonato de futebol de Salão. “Era o Sesc da Rua José Loureiro, em um evento de grande repercussão e participação de várias empresas. Gostei muito do que fui vendo ali”, conta. Nessa época, ele atuava no ramo de autopeças, área que lhe permitiu conhecer todo o Paraná. Tempo depois, no início da década de 1990, como empresário, o Sesc PR passou a tomar uma ampla dimensão em sua vida. Eleito presidente do Sindicato Varejista de Veículos, Peças e Acessórios para Veículos no Estado do Paraná (Sincopeças), passou a participar da Fecomércio-PR. “Fui observando então como o Sesc e o Senac chegavam ao comércio e à sociedade paranaense”. Em 2004 tornou-se presidente do Sistema Fecomércio, responsável pela administração das três casas – Federação do Comércio, Sesc e Senac. Trouxe com ele um novo olhar para as instituições, uma visão empreendedora e de inovação. De lá para cá, os anos foram marcados pelo aprimoramento da gestão e ampliação dos serviços, com novas unidades em todas as regiões do estado. “É para isso que existimos: para aproximar entidades e comunidades”, ressalta. Entre os grandes feitos de sua gestão, há destaques que permanecerão como patrimônio dos paranaenses. O ano de 2009 foi marcado
pela implantação do Programa de Comprometimento e Gratuidade (PCG), criado em conformidade a uma demanda federal. A decisão resultou na ampliação dos serviços do Sesc PR na área da Educação. No ano seguinte foi inaugurado na capital o Sesc Paço da Liberdade, após processo de restauração da antiga sede da Prefeitura, transformado em unidade cultural e hoje uma das maiores atrações turísticas de Curitiba, além de palco de ações de forte impacto na vida cultural da cidade. Em 2011 um novo marco, dessa vez voltado ao Turismo e Lazer. A inauguração do Sesc Caiobá, com seus 23 mil m² passou a oferecer uma estrutura complexa e aconchegante para veranistas, além de servir de sede para grandes eventos corporativos. Em 2018, o Sesc segue empenhado em construir novas unidades e revitalizar espaços existentes, levando serviços para municípios que ainda não contavam com instalações fixas. “O Sesc já está em todo o Paraná, de uma ponta a outra: de Paranaguá (Leste) a Marechal Cândido Rondon (Oeste), de União da Vitória (Sul) a Jacarezinho (Norte). Com tamanha presença, deslocar-se entre as unidades Sesc-PR é transitar pelo Estado, percorrer o nosso chão”, apontam os autores do livro Sesc 70 Anos, Georgeana França, Márcio Norberto e Renato Gomes.
Hotéis curitibanos entre os 25 melhores Lista divulgada pelo site de turismo TripAdvisor, para o ano de 2018, apresenta os 25 melhores hotéis do Brasil. Entre eles estão dois estabelecimentos curitibanos. o Nomaa Hotel na 19ª posição e o Four Points by Sheraton Curitiba, na 25ª. A escolha foi feita por uma seleção de hóspedes. Os três primeiros hotéis colocados estão localizados na cidade de Gramado, no Rio Grande do Sul.
Você sabia? Uma pesquisa feita pelo Instituto Municipal do Turismo mostra que 60,2% dos passageiros que embarcam na Linha Turismo vem a Curitiba motivados pelo lazer, apesar de a cidade ter tradição no turismo de negócios. A pesquisa com usuários da Linha Turismo foi feita em 2017 em duas etapas: no mês julho, alta temporada, e em agosto e setembro, baixa temporada. De acordo com o levantamento, 70,4% dos entrevistados ficaram em hotéis e o tempo médio de estadia foi de quatro dias.
Desembarques domésticos e internacionais têm alta em 2017 No total, foram 102,7 milhões de chegadas nos aeroportos brasileiros em voos nacionais e vindos do exterior
número de desembarques de passageiros de voos nacionais e internacionais nos aeroportos brasileiros cresceu em 2017. Na movimentação doméstica o aumento registrado foi de 2% e na internacional de 4,4%, comparado aos resultados de 2016. No acumulado de janeiro a dezembro foram 92,15 milhões de desembarques domésticos. Deste total, 88,4 milhões são relativos a passageiros desembarcados de voos regulares e 3,7 milhões de voos não regulares. Janeiro foi o mês com o melhor desempenho no indicador, 8,66 milhões. Já as chegadas internacionais, que abrangem estrangeiros e brasileiros residentes, somaram 10,6 milhões. A maioria deles, 10,2 milhões, utilizaram voos regulares. No quesito desembarque estrangeiro, julho foi o mês de melhor
performance no ano, quando alcançou a marca de 1 milhão, cerca de 10% do total de passageiros desembarcados no Brasil. “Esse é mais um resultado positivo para o turismo brasileiro. Mostra que as pessoas estão viajando mais e esse é um objetivo que perseguimos com a adoção de políticas de facilitação de viagens, como a implantação do visto eletrônico, e de incentivo para o aumento da oferta de voos”, comenta o ministro do Turismo, Marx Beltrão. O indicador trata do número de desembarques e não de pessoas, já que um mesmo passageiro é contado toda vez que desce de um voo doméstico ou internacional. As informações sobre embarques e desembarques nos aeroportos brasileiros são da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).
Embratur projeta forte crescimento do turismo em 2018
Criação do Polo Gastronômico do Água Verde
Expectativas ainda recaem sobre a aprovação no Congresso Nacional de medidas para o setor
Compreendendo a Rua Chile e a
O Ministério do Turismo projetou mais de 400 mil turistas internacionais neste Carnaval, além de 10,7 milhões de nacionais, representando um aumento de 15% em relação aos números do ano passado. Na avaliação do Governo, o de 2017 foi o melhor carnaval dos últimos cinco anos. Os bons resultados no crescimento do fluxo turístico internacional em direção ao Brasil neste Carnaval, aliado às medidas de alavancagem do setor como a emissão de vistos eletrônicos para norte-americanos, canadenses, japoneses e australianos estão levando a Embratur a acreditar que o Brasil terá ano de forte crescimento do setor. Presente no desfile das escolas de samba do grupo especial do Rio de Janeiro, o presidente da Embratur, Vinicius Lummertz, acompanhado do ministro do Turismo, Marx Beltrão, destacou ainda a possiblidade de melhores dias para o setor a partir da aprovação, pelo Congresso Nacional, de medidas sugeridas pelo Governo dentro do programa + Turismo, como a abertura do capital das empresas aéreas para estrangeiros, mudanças na Lei Geral do Turismo e a transformação da Embratur em agência. Outros indicadores demonstram melhora no cenário. A Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) estima que 2,6 milhões de viajantes tenham passado pelos principais aeroportos durante
Av. Água Verde, no trecho entre a avenida Marechal Floriano Peixoto e a rua Cel. Dulcídio
Aumento é baseado em medidas sugeridas pelo governo dentro do programa + Turismo, como a abertura do capital das empresas aéreas para estrangeiros e mudanças na Lei Geral do Turismo o Carnaval deste ano. Este número representa um crescimento de 4,7% em relação à movimentação registrada no mesmo período de 2017, quando o fluxo foi de 2,5 milhões de embarques e desembarques.
A estimativa da Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV) é de que as vendas dos pacotes de viagens aumentaram 15% em relação ao mesmo período de 2017.
quinto polo gastronômico da cidade deve ser o do Água Verde, compreendendo a Rua Chile e a Avenida Água Verde, no trecho entre a avenida Marechal Floriano Peixoto e a rua Coronel Dulcídio. A matéria, de iniciativa do vereador Bruno Pessuti, foi analisada dia 19 de fevereiro, em primeiro turno, na Câmara Municipal de Curitiba. Segundo o artigo 121 do Plano Diretor de Curitiba, incluído na lei municipal 14.771/2015 por meio de emenda assinada por diversos vereadores, os polos gastronômicos podem receber incentivos como a flexibilização de projetos de caráter provisório que utilizem o passeio (respeitada a circulação de pedestres e a acessibilidade); a autorização simplificada para eventos realizados por associação regularmente constituída para representar seus estabelecimentos; a permissão simplificada para intervenções decorativas temporárias; a realização de treinamento e qualificação de mão de obra; a preferência para fechamento de ruas em datas comemorativas; e estudos para ampliação de linhas e horários do transporte coletivo.
CURITIBA, ANO 4, EDIÇÃO N. 61
Fecomércio-PR completa 70 anos, uma história de trabalho e sucesso Entidade conta com dois importantes braços que também comemoram a data, o Sesc e o Senac
O primeiro grande mote disso tudo é eu estar aqui no momento de 70 anos. É uma vida! Quantas pessoas desaparecem antes dos 70 anos? E uma entidade desse porte, que representa 64% do PIB do Estado, mais de 2,5 milhões de empregos, mais de 540 mil empresas no Paraná, é uma estrutura extraordinariamente grande.”
arci Piana é um visionário embasado. Prevê o futuro econômico rodeado por informações, números e pesquisas. Planeja a entidade que preside, que representa 64% do PIB do Estado, mais de 2,5 milhões de empregos e mais de 540 mil empresas no Paraná, sempre projetando dez anos para frente. Com isso transformou a Fecomércio-PR em exemplo para Federações de todo país. É citado por muitos como a maior e mais respeitada representação empresarial do Estado. Em sua terceira entrevista ao Jornal do SEHA, demonstrou otimismo na economia, preocupação com os sindicatos patronais e com o ano eleitoral. Falou também sobre o ex-presidente Lula, o atual Michel Temer, reforma previdenciária, entre outros. Uma visão bastante clara do que a Fecomércio-PR quer para o futuro do Brasil. Vale muito conferir! Jornal do SEHA - Quantos anos à frente da Fecomércio no Paraná? Darci Piana - Estou à frente da Fecomércio há doze anos, sempre como presidente. Vim para cá primeiro participando do Sincodiv, que é o sindicato da Sincopeças, do comércio de veículos e peças, com base estadual do Paraná. Como presidente do sindicato fiquei um mandato e acabei sendo eleito para presidir a Federação do Comércio, isso faz já doze anos. E, durante estes doze anos, que completa nesse mês de janeiro os 70 anos da Federação do Comércio. O primeiro grande mote disso tudo é eu estar aqui no momento de 70 anos. É uma vida! Quantas pessoas desaparecem antes dos 70 anos? E uma entidade desse porte que representa 64% do PIB do Estado, mais de 2,5 milhões de empregos, mais de 540 mil empresas no Paraná é uma estrutura extraordinariamente grande. Temos um braço de ensino que é o Senac, que tem também uma história de 70 anos servindo o empresariado do comércio, de serviço e do turismo, preparando a mão-de-obra para essas empresas e, principalmente, se atualizando e fazendo uma base livre de Estado. Ou seja, nós conseguimos ampliar de 16 unidades quando assumimos há doze anos para 44 unidades hoje, com mais nove em construção. Praticamente dá para se dizer hoje que o Senac está em todo o Estado do Paraná. Cada unidade dessas atende uma região, ou seja, a gente conseguiu chegar com 70 anos nos 399 municípios fazendo nossos serviços, dando resposta ao empresariado do comércio, serviços e turismo, justamente porque são eles que sustentam essa estrutura. Por outro lado, temos um braço social que é o Sesc. Já ti-
nha 26 unidades e hoje possui 46, também praticamente em todo o Estado, chegando a mais de 50 milhões de atendimentos em 2017: em educação, esporte, lazer, cultura e assistência social. Um pequeno exemplo disso tudo, só na área de assistência social e alimentação nós conseguimos fornecer 27,8 milhões de complemento de refeições para aquelas entidades que são carentes e atendem seguimentos das pessoas do Paraná em nove unidades no Estado. É um trabalho extraordinariamente grande que temos realizado. Por dentro do Sesc passam mais de 470 mil pessoas por mês e mais de 100 mil pessoas pelo Senac. Estamos falando de quase 600 mil todos os meses, mais 6 milhões por ano. Toda essa estrutura está sob o controle da Federação do Comércio. E a Federação em si tem a obrigação de dar sustentabilidade, dar suporte e amparo aos nossos comerciantes em todos os sentidos. Quer seja na esfera municipal, quer seja na esfera estadual, quer seja na esfera federal. Com cursos, preparação, palestras, suporte jurídico, suporte técnico, com mais de 570 cursos diferentes do Senac atingindo todos os segmentos da economia do Estado. É um gigantesco conglomerado de atividades que fazem parte desta estrutura da Fecomércio-PR. Temos hoje no Paraná 64 sindicatos patronais filiados ao nosso sistema que abrangem essas 540 mil empresas que estão dentro deste conjunto todo. É um mundo que passa aqui por dentro todos os dias e com orgulho desses 70 anos pelos bons serviços que foram prestados, não só na nossa gestão, mas como nas anteriores também. O que o fim da contribuição sindical representa para a Fecomércio-PR? Essa situação pode ter algum retorno ou ser criada outra maneira para os sindicatos sobreviverem? DP - Veja bem, a Federação tem outras rendas, não é só imposto sindical. Mas, com certeza absoluta, se o imposto sindical não for entendido pelos empresários e deixarem de contribuir, vai ser um desmonte da estrutura sindical num momento crucial do país. Eu quero falar do desmonte dos sindicatos patronais, porque há uma diferença entre uma coisa e outra. As nossas receitas são muito menores do que as receitas dos empregados. Nós temos 64 sindicatos que recebem muito menos do que muitas vezes um único sindicato de empregados. E, no momento em que o país muda uma legislação trabalhista em que prevalece o acordado sobre o legislado, é exatamente o momento em que o sindicato tem que estar estruturado, forte, prepa-
rado para fazer um bom acordo para que o empresário tenha suporte necessário e não carregue um passivo trabalhista ao longo do tempo, que vai custar caro lá na frente e pode até desmontar e acabar com muitas empresas que aí estão. É um contrassenso você ter uma legislação que diz que prevalece o acordado quando esse acordo não poderá ser feito porque o sindicato não tem estrutura. A estrutura é feita por receitas. Muita gente diz: “a Federação pode suportar tudo isso”. Vocês já imaginaram 168 acordos coletivos de trabalho em todo o Estado do Paraná que são feitos hoje, como que a Federação poderia estar em todo o Paraná simultaneamente num período que tivesse 80, 90, 100 acordos, principalmente no mês de maio. É impossível isso acontecer. E outra, não teria estrutura financeira para suportar tudo isso. Esperamos que o empresariado tenha consciência disso e que contribua espontaneamente como acontece no mundo inteiro. A Federação vai evidentemente fazer sua parte, mas os sindicatos terão que “descer a escada”, buscar prestação de serviços, fazer as coisas bem-feitas para ter o respeito do empresariado para que ele contribua. Só os sindicatos mais fortes e atuantes irão sobreviver? DP - Em tese, sim. Agora, àqueles que hoje não fazem muita coisa em benefício do empresariado vão perecer. Se não fizerem o seu papel como é que o empresário vai acreditar e continuar pagando por uma coisa que não tem retorno? Há necessidade dos sindicatos patronais de se prepararem, fazerem seu papel, buscarem essa aproximação com o empresariado para ele também entender que estas mudanças que aconteceram foram fruto desse trabalho feito pelas entidades que são seus representantes de classe junto ao Governo, junto ao Ministério do Trabalho, junto aos deputados e senadores, para se aconteça essa transformação. Hoje nós estamos igualados ao resto do mundo sem a obrigatoriedade de se fazer o pagamento. Agora, não foi dispensado o pagamento no resto do mundo. Graças a este pagamento são realizados bons acordos. Creio que isso deverá prevalecer aqui no Brasil e esperamos que a maior parte de nossos sindicatos sejam competentes para fazer a sua parcela. Ano de eleição. A política vai atrapalhar a economia novamente? DP - É uma incógnita. Normalmente, numa época convencional de eleições,
“ corre mais dinheiro, como estávamos acostumados. Agora há uma restrição sobre isso e um período muito mais curto de eleição, ou seja, um prazo menor do que os 90 dias. Antigamente desde janeiro já se saia pagante gente para trabalhar, Kombi para cima e para baixo, brindes, canetas, camisetas, etc., criava um clima de trabalho para muitas pessoas, umas diretamente e outras produzindo. Isso acabou. Mas vinham os 90 dias de trabalho. Podemos não ter isso esse ano, pois agora esse tempo reduziu para 45 dias. Por outro lado, vai depender muito dos candidatos que vierem. Este caso, por exemplo, da decisão de Porto Alegre, deu um certo ânimo ao empresariado de um modo geral, mas depende dos candidatos que vierem. Se há certa tendência de alguns problemas que este país tem passado, o empresariado de fora do país pode retirar o dinheiro que está aplicado nas nossas bolsas e que sustenta a economia deste país. E os próprios empresários brasileiros que hoje começam a entender de que ele pode investir, que vai melhorar, barrar a recontratação de trabalhadores. Ou seja, mesmo com a flexibilização que houve na questão trabalhista, os empresários podem se assustar e parar de contratar. Nós estamos na eminência de se tudo correr bem ter um boom e começar a melhorar, mas se as coisas andarem para determinados candidatos, não importa aqui o partido, vai depender muito das pessoas que estão por trás dessas siglas, isso pode assustar e diminuir ainda o número de empregos. Infelizmente, num período eleitoral, estamos sujeitos a essas coisas. Sua referência sobre o que aconteceu em Porto Alegre, “bem avaliada pelos empresários”, é a condenação do ex-presidente Lula em 2ª instância? Acredita na sua prisão? Necessária ou somente não deveria participar da eleição à presidente? DP - Nós não temos uma opinião formada sobre se deveria ou não ser candidato, se pode ou não ser candidato. Isso vai depender da legislação brasileira. Quem
somos nós para dizer se ele poderia ou não ser candidato? O que nós temos que entender é o seguinte: a credibilidade pública do que aconteceu no período que todo mundo sabe e que trouxe as dificuldades que estamos vivendo hoje. Toda essa dificuldade do país, a questão da ética, esse desmonte empresarial que houve em função desses desvios de conduta, tanto da área política como da área empresarial. Isso é uma aberração que não têm precedentes. Em todos os segmentos da economia hoje, onde você mexer, você encontra dificuldades. Isso não pode continuar, o país não tem suporte para tudo isso. Tem que acabar. O eleitorado vai ter que decidir que país ele quer e encontrar candidatos que sejam àqueles que colocarem confiança que aquilo que o povo precisa seja aplicado na política. É um ano bastante temeroso por um lado, mas de bastante esperança por outro, pois a gente pode mudar tudo dependendo do voto que fizermos. Sua terceira entrevista ao Jornal do SEHA. Na primeira, no fim de 2014, o senhor trouxe um retrato da economia bastante triste e complicada. Tudo acabou acontecendo como descreveu. Qual sua avaliação para os próximos três anos? DP - Eu diria que, se não fosse um ano político, a esperança é muito boa. As pesquisas que nós temos nos dá uma amostragem de que há um otimismo no empresariado do comércio e serviços do nosso Estado e do país. Tivemos até outubro do ano passado, relação ao mesmo período do ano anterior, um crescimento. Subimos perto de 0,48%, o que já deu um alento. Depois, em novembro e dezembro, tivemos um Natal muito melhor do que o ano anterior. De novo mostra que o empresariado e as próprias pessoas passaram a ter uma expectativa melhor. Se a eleição não atrapalhar eu tenho a impressão que o país deve crescer entre 1,5 a 2%. O que, provavelmente, vai abraçar mais quatro ou cinco milhões de empregos. Essas pessoas voltando a consumir, voltando a
receber, a ter um salário, vão gastar, vão comprar no comércio e o comércio vai contratar, vai comprar o produto da indústria, que terá que comprar mais matéria prima da indústria de base, e assim por diante. Nós temos o exemplo da agricultura que, apesar de todas as dificuldades, deu uma demonstração de competência. Claro que teve alguns problemas, mas também em função da situação do país, mas ela deu uma demonstração de capacidade produtiva, de não se amedrontar com as coisas que aconteceram, manter o crescimento. Isso se não tiver uma trapalhada por conta da eleição, com determinados candidatos que possam puxar isso para algumas situações que são semelhantes àquelas que passamos agora, sem citar nomes, pois isso pode vir tanto do lado “esquerdo” como do lado “direito”, como costumam mencionar, o que poderá levar o país a uma desconfiança. Temos que ter um equilíbrio nisso tudo e poder afirmar aquilo que está se mostrando nas pesquisas. Que a possamos crescer, mesmo que não seja com muita ênfase, mas já seria o suficiente para dar um alento importante para o país. Esse comentário que o “mal” pode vir tanto da “direita” como da “esquerda” é uma referência à candidatura de Jair Bolsonaro? DP - É mais ou menos isso. Um demonstra uma euforia na extrema direita, trazendo muitas vezes até a expectativa de dizer aquilo que o povo gosta de ouvir, mas precisa saber se quando está no poder isso se concretiza dessa forma como está sendo colocado. Pode trazer aborrecimentos sérios. Tivemos exemplo disso na própria Europa, na década de 1940, quem fez tudo que aconteceu foi a extrema direita do Hitler. Ou seja, não foi um partido de esquerda que levou a uma II Guerra Mundial. Nem a extrema direita nem a extrema esquerda são o ideal. O ideal seria você ter o equilíbrio entre o social e aquilo que seria a bonança. Ter um governo que pudesse equilibrar para que os empresários acreditem e invistam, pois só terá emprego e salários se houver
O país muda uma legislação trabalhista em que prevalece o acordado sobre o legislado, é exatamente o momento em que o sindicato tem que estar estruturado, forte, preparado para fazer um bom acordo... É um contrassenso você ter uma legislação que diz que prevalece o acordado quando esse acordo não poderá ser feito porque o sindicato não tem estrutura. A estrutura é feita por receitas.”
“Por que essa diferença de aposentadoria do privado para o público? Por que esses privilégios onde um consegue se aposentar com no máximo R$ 4.500 na iniciativa privada e no poder público pode se aposentar por R$ 17 mil, R$ 22 mil, etc. É impossível continuar dessa forma. Imagine quantas pessoas estão se aposentando por ano com privilégios onde alguém terá de trabalhar para pagar essa conta.”
“Um governo que pudesse equilibrar para que os empresários acreditem e invistam, pois só terá empregos e salários se houver investimento. Se tiver emprego, tem ganho. Tendo ganho, melhora a saúde, a aquisição de bens, melhora a educação. Tudo isso precisa ter equilíbrio. O equilíbrio é o miolo. Precisamos de pessoas com equilíbrio para comandar.”
investimento. Se tiver emprego, tem ganho. Tendo ganho, melhora a saúde, a aquisição de bens, melhora a educação. Tudo isso precisa ter equilíbrio. O equilíbrio é o miolo, como a gente diz. Precisamos de pessoas com equilíbrio para comandar. E, tudo aquilo que a gente vê que há bom senso e diálogo leva a um bem comum. Qual avaliação da Fecomércio do governo Temer? DP - É difícil até fazer comentário, pois é um governo diferente. Não é um governo que veio com uma eleição e que disse aquilo que faria. Ele está sobrevivendo no meio de uma crise política e financeira sem precedentes, além de uma crise ética extraordinariamente grande. Qualquer governo que aí estivesse no meio disso tudo teria grandes dificuldades. É um momento de um final de mandato que todo mundo procurar tirar benefício, pois pode não conseguir se reeleger depois. Fica difícil você ter estes embates com dois lados se digladiando para poder mostrar quem pode ser o futuro governo. Tem demonstrado que tem boa vontade de acertar, mas tem dificuldade dentro do Congresso. Por outro lado, a maior parte dos políticos que fazem parte do Governo estão envolvidos de uma forma ou de outra com os problemas que aí estão. Se você troca, o outro que vem está no mesmo caminho. Fica difícil de encontrar uma solução. Você pode pensar: “eu vou trocar todo mundo, encontrar outros ministros e com isso vou resolver”. Quem são os outros ministros? Quem são essas pessoas que não estão envolvidos com esses problemas ou os partidos dessas pessoas? É muito difícil poder avaliar um governo que é transitório, com espaço curto de tempo e na atual situação que nós vivemos. A Reforma Previdenciária como está apresentada é certa? É urgente? DP - Ela é mais que urgente. Esse país não vai suportar. E, mesmo que você comece a ter alguma preocupação com o que pode acontecer, eu faço uma pergunta muito mais longa e mais grave do que todas as outras. E se o país não tiver sustentabilidade para pagar aqueles que hoje estão aposentados ou aqueles que estão se aposentando? Como vai sair a solução para isso tudo? Tínhamos uma aposentadoria aonde as pessoas tinham uma média de 68 a 70 anos de expectativa de vida. Hoje nós chegamos a média de 80 anos. Quem paga esses dez anos a mais? Quem paga esse ônus desse processo todo? E outra muito pior: por que essa diferença de aposentadoria do privado para o público? Por que esses privilégios onde um consegue se aposentar com no máximo R$ 4.500 na iniciativa privada e no poder público pode se aposentar por R$ 17 mil, R$ 22 mil, etc. É impossível continuar dessa forma. Imagine quantas pessoas estão se aposentando por ano com privilégios onde alguém terá de trabalhar para pagar essa conta. Quantas pessoas recebem o salário da iniciativa privada para pagar conta de um funcionário público ou de um aposentado do Poder Judiciário, do Ministério Público e assim por diante, que tem privilégios e que são extraordinariamente diferenciados dos outros? Na medida em que equilibrar para todo mundo e passar a ter uma idade média maior do que essa que está nós vamos poder ter um equilíbrio nas nossas contas do governo e aí o país pode ter dinheiro para investir em saúde, educação, esportes, etc e tal. Não adianta ter uma parcela do país recebendo enormes somas de aposentadorias e a outra morrendo de fome lá embaixo. Por que eu, empresário, que pago durante todos os meus 35 anos de vida consigo me aposentar com cerca de R$ 5 mil e um outro que trabalha
somente 25 anos pode se aposentar com mais de R$ 20 mil? E esse valor é atualizado todo o ano, enquanto o da iniciativa privada vem decrescendo. São dois “Brasils” diferentes. O dos políticos e servidores públicos e o Brasil da iniciativa privada. DP - Exatamente. Tive a oportunidade de dizer no Conselho de Desenvolvimento do Estado do Paraná, e veja bem, estamos falando de um Estado que está equilibrado, mas se não fizerem nada daqui a cinco ou seis anos, 95% dos paranaenses estarão trabalhando para sustentar à cinco. Porque, como o funcionário público se aposenta pelo salário que ele está na ativa e continua recebendo os aumentos, pois continua aposentado para receber o salário daquele que está na ativa na função que ele tinha quando se aposentou. Ter um aumento é natural, a gente respeita isso, mas do índice da inflação do ano. Nós que não somos do sistema público recebemos aquela aposentadoria seca e o aposentado não tem o mesmo índice da inflação dada ao salário mínimo. Você tem aí um decréscimo! Cito o meu exemplo: estou aposentado com 9,14 salários mínimos que deveria estar recebendo em torno de R$ 4.700 a R$ 4.800 até R$ 5 mil, mas recebo R$ 1.480. Ou seja, mais três ou quatro anos vou receber um salário mínimo. Eu paguei durante 35 anos sobre o teto máximo. Por que essa diferença? E o Poder Judiciário? Como acabar com todos esses privilégios e regalias que tem direito? DP - O país precisa ser passado a limpo. Precisa ter equilíbrio nisso tudo. Ninguém deixar de reconhecer que um Juiz, um Promotor Público, o Poder Judiciário de um modo geral, tem muito trabalho e grande responsabilidade. Agora não pode haver diferença muito grande entre ele e os outros. Eu não sou contra que o salário seja bom, pois um juiz tem que ser independente. Ele não tem que ficar dependente. Ele tem que julgar com seriedade, com responsabilidade e com ética. Se perecer com salário lá embaixo não vai conseguir ter essa tranquilidade para fazer isso. Também não pode ter essas diferenciações que existem hoje entre um poder e outro. Quando falamos de poder público inserimos todos os poderes que fazem parte do sistema público. Há uma diferença extraordinariamente grande entre um e outro. E principalmente entre a iniciativa privada e o poder público. Isso precisa ter equilíbrio! Precisa ter bom senso. Se fosse para elencar, nesses 70 anos, cinco marcos da história da Fecomércio, quais seriam? DP - Primeiro a sustentabilidade. Ela passa pelos mesmos problemas que todas as outras empresas passam. Agora, a Federação do Comércio do Paraná trabalha com 10 anos na frente. Ou seja, trabalhamos planejando o que pode acontecer em dez anos num cenário normal, no que pode acontecer de crescimento e o que pode acontecer de decréscimo. E, nesse caminho, cada vez que vai acontecendo, nós vamos mudando o planejamento, aumentando e diminuindo nossos serviços de acordo com a nossa entrada de recursos e previsão orçamentária. O segundo grande mote disso tudo é o Senac, nosso braço de ensino. Como o empresariado precisa ter mão-de-obra qualificada a preocupação da Federação do Comércio é fazer com que o Senac também tenha sua sustentabilidade, mas não pode perder de vista a tecnologia. Por exemplo, daqui seis ou oito anos, 20 ou 30% das profissões que hoje existem não vão mais existir. Daqui 20 anos, provavelmente, 60 ou 70%
das profissões que hoje existem não existirão mais. Com essas novas profissões que vem chegando, a gente tem que estar preparado para isso tudo. Por exemplo, um tênis, um sapato, uma camisa, são produzidos hoje em 3D, dentro de uma loja de varejo. Como o empresário pode receber essa tecnologia? Essa é uma questão que o Senac tem que estar preparado, o Sistema S de um modo geral tem que estar preparado. Hoje, com um veículo elétrico, quantas empresas de autopeças vão desaparecer? Quanto consumo de petróleo vai diminuir? Quanto seguro de veículo vai diminuir? Com os carros autônomos, reduzindo a zero os acidentes, o que seguradoras vão fazer? Tudo isso está numa tecnologia que nós precisamos acompanhar. Os investimentos que o Senac está fazendo em tecnologia de 3D, lousas de LED, de todos os sistemas de inovação que estão acontecendo no mundo, esse é outro marco que o Senac tem que estar atualizado e estamos fazendo isso. Da mesma forma, o Sesc na área social, de saúde. Dar tranquilidade às famílias em saber que nós, mesmo com a crise, nunca diminuímos de fazer. Pelo contrário! Nessas horas é que mais trabalhamos, que mais atuamos, pois é nesse momento que ele mais precisa do Sesc, que ele mais precisa de um atendimento de saúde, de uma comida barata com substância. E a outra é mostrar aos empresários de que os cursos que a Federação está promovendo, a estrutura da Federação colocada à disposição dos empresários nos mais de 25 cursos que nós temos de aperfeiçoamento de gestão são fundamentais, porque trazem junto a tecnologia e a união de esforços, mostrando para eles qual é o caminho da modernização, da onde ele pode se preparar para poder sobreviver. São todos esses fatores reunidos. E o quinto grande mote seria a União que temos com os sindicatos, com a estrutura que temos, desse diálogo constante que temos com o Governo e com os empresários para que possamos produzir mais. Esses seriam os principais eixos de fundamentação de tudo. Vai ter programação especial alusiva aos 70 anos da Fecomércio-PR? DP - Estamos na iminência de ter três livros diferentes. Um livro da Federação pela sua função dedicada ao empresário; temos um livro do Senac dos 70 anos mostrando o que está sendo feito na questão da educação para o conhecimento do trabalho; e temos um do Sesc também dos 70 anos. Podemos até imaginar um evento para que isso seja entregue a comunidade de um modo geral, mas não temos nada marcado para isso. Como temos uma crise aí, estamos economizando e fazendo com que as despesas sejam menores. Assim, podemos entregar esses livros sem fazer um evento que seja representativo ou, quem sabe, junto com o prêmio Guerreiro do Comércio, no mês de julho, fazer uma homenagem aos 70 anos dessas três instituições quer tem feito muito pelo comércio, serviços e turismo do Paraná. O que mais dizer aos empresários e comerciantes paranaenses? DP - Eu gostaria que a gente pudesse levar a todo o empresariado a confiança em nosso país. Mesmo com todas as dificuldades que temos, tanto na questão política, na questão econômica, na questão da ética. Já tivemos outras épocas com dificuldades enormes e conseguimos superar. Temos que ter fé e confiança no futuro, trabalhar bastante, se preocupar com o nosso negócio, cuidar das nossas empresas, que vamos superar tudo isso. Que todos tenham um ano de 2018 com a esperança necessária, mas que tenham tranquilidade para fazer frente a essas dificuldades que atravessamos.
Sobre a Fecomércio...
Nestes 70 anos de trajetória, a Federação do Comércio se firmou como uma das mais relevantes entidades representativas do setor produtivo paranaense, contribuindo substantivamente para o desenvolvimento do Estado. Além disso, a Fecomércio é uma importante parceira de nossa gestão no governo estadual. Uma sinergia que se iniciou no período em que tive a honra de exercer o mandato de prefeito de Curitiba e que, desde então, se sustenta na confiança recíproca e no propósito comum de fortalecer o ambiente de negócios no Estado do Paraná.
O Sebrae congratula a Fecomércio PR pelos 70 anos de trabalho em favor do desenvolvimento do Estado por meio do setor do comércio. Sem dúvida, é uma entidade que orgulha o Paraná e um modelo para o Brasil.
A Fecomércio, entidade digna de todo o respeito e admiração pelo vigor e alcance de suas ações a favor da operosa comunidade comercial paranaense, muito bem presidida por Darci Piana, tem lugar assegurado entre os principais operadores do desenvolvimento e progresso do Paraná.
Vitor Roberto Tioqueta, DiretorSuperintendente do Sebrae/PR
É motivo de alegria ver uma instituição chegar aos 70 anos sendo cada vez mais presente na nossa Curitiba e em todo o Paraná. Como voz altiva do empresariado, tão bem representado pelo vigor do presidente Darci Piana, a Fecomércio é uma luz a iluminar a economia da nossa terra, contribuindo para gerar mais empregos e riqueza para todos. Vida longa à Fecomércio!
Ter a Fecomércio-PR como parceira do SEHA nos honra muito. A entidade é motivo de orgulho para todos no Paraná. Darci Piana é o maior líder empresarial do Estado e homem forte na CNC. São sete décadas de muito trabalho desenvolvido em prol de comerciantes, empresários e do turismo. Parabéns a todos que trabalham na Fecomércio-PR e contribuem para o desenvolvimento das empresas do Estado. O SEHA agradece a ótima receptividade e gentileza com que sempre foi tratado e deseja à Federação vida longa.
João Jacob Mehl, presidente do SEHA
“ Gláucio Geara, presidente da ACP
A Fecomércio-PR, que completa 70 anos em 2018, presta um importante papel de liderança no Estado. Representada pelo seu presidente, Darci Piana, a entidade virou exemplo de administração no país. Motivo de orgulho para todos os comerciantes e empresários paranaenses. Em nome da ABIH-PR, felicito a Federação pelas suas sete décadas, sempre pensando à frente e de forma pró-ativa, levando à discussão e debate importantes temas nacionais que precisam ser amadurecidos.
A Fecomércio ampliou a representatividade dos setores sindicalizados e associados de maneira exponencial e crescente. Isto se deu com uma atuação em defesa dos interesses empresariais de maneira profissional e com competência, reconhecida não só no território paranaense, mas tornando-se referência para todo o Brasil. Não esquecendo que o Sesc e Senac PR, desenvolvem igualmente brilhante trabalho em prol dos comerciários e de toda população do Estado.
Ao longo dessa trajetória de sete décadas, a FecomércioPR mostrou-se eficaz no fortalecimento do comércio paranaense. Quero parabenizar a excelente gestão comandada pelo presidente Darci Piana, e reafirmar nossa parceria com a entidade em estimular o comércio local e valorizar as tradições dos municípios.
A Fecomércio para o Turismo cumpre missão de parceria pelos negócios. No Paraná contamos com o suporte técnico da Fecomércio para viabilizar o Masterplan 2026.
“ Ney Leprevost, deputado estadual e presidente da Comissão de Turismo na Assembleia Legislativa
Há 70 anos a Fecomércio-PR representa com excelência os interesses dos empresários do comércio de bens, serviços e turismo do Paraná. Destaco e parabenizo a atuação do Presidente Darci Piana, que comanda essa Federação com os olhos sempre voltados para o futuro da comunidade empresarial e para o essencial desenvolvimento econômico e social do Estado do Paraná.
Jacó Gimmenes, presidente da Paraná Turismo
A Fecomércio é uma das entidades mais representativas do país e que desempenha importante papel pra sociedade. Sempre ativos e parceiros do município se fazem presentes nos principais debates a respeito do futuro de Curitiba, trazendo um olhar inovador, empreendedor e produtivo para o desenvolvimento da cidade. Parabéns à todos que fazem parte dessa história.
“ Vereador Professor Euler
A Fecomércio, que já era exemplo de organização e trabalho sério em favor da comunidade paranaense, através do SESC e do SENAC, é, também um dos principais pontos de apoio do turismo no Estado. Em razão disso e por entender que a Federação chega aos 70 anos com a revigorada disposição de continuar fiel aos princípios que nortearam sua criação, a Abrajet-PR sente-se honrada em poder saudar a Fecomércio, na qual vê a síntese do que a iniciativa privada pode fazer em prol do fortalecimento do turismo no Paraná.”
Antônio Claret de Rezende, presidente da Abrajet-PR
A Fecomércio Paraná, ao longo dos seus 70 anos, tem exercido seu papel de incontestável liderança empresarial. Sob a liderança do Presidente Darci Viana, o Turismo tem sido acolhido e valorizado, sendo fundamental a sua atuação para o crescimento sustentável deste setor e da economia paranaense. A ABAV-PR parabeniza esta valorosa entidade e também destaca o papel social exercido pelo Sesc e Senac Paraná, integrantes que complementam as ações do Sistema Fecomércio.
“ Antonio Azevedo, presidente ABAV-PR
O turismo em Curitiba e no Paraná deve muito à atuação da Fecomércio pelo papel que desempenha na articulação, fomento, qualificação, promoção e até mesmo no desenvolvimento de produtos. As iniciativas culturais pela Fecomércio incrementam a oferta turística dos nossos destinos, a exemplo do Paço da Liberdade, que se tornou importante atrativo e contribuiu para uma nova experiência dos turistas em Curitiba.
Tatiana Turra Presidente do Instituto Municipal de Turismo
“Quando a formação e a boa informação se unem, o sucesso vem em benefício de todos. O Sistema Fecomércio promove o bem social!” Jilcy Rink, presidente da Abrasel-PR
Os 70 anos da Fecomércio tem que ser muito comemorados. A entidade, presidida por Darci Piana, é uma das molas propulsoras da economia paranaense. Suas ações desencadeiam informação e orientação precisa aos comerciantes e empresários do Estado. Com visão de futuro, trabalha ativamente também em prol do turismo, fomentando e incrementando o trade, contribuindo para desenvolver a atividade em todo Paraná.
Marco Antônio Fatuch, vicepresidente da FBHA
Necessária regulamentação para acessibilidade em hotéis “A regulamentação nacional no que se refere à acessibilidade aos meios de hospedagem da pessoa portadora de deficiência é necessária para unificar o entendimento sobre a questão e para dar segurança jurídica aos empreendimentos hoteleiros”. Esse foi o posicionamento da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA) exposto pela consultora jurídica Lirian Cavalhero, durante audiência pública promovida pela Casa Civil da Presidência da República em conjunto com a Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, do Ministério dos Direitos Humanos, e Ministério do Turismo, dia 16 deste mês, que discutiu a proposta de regulamentação do Artigo 45 da Lei nº 13.146/2015, conhecidas como Lei Brasileira de Inclusão.
O coordenador geral de acessibilidade da Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Ministério dos Direitos Humanos, Rodrigo Abreu de Freitas Machado, fez um panorama sobre a lógica por traz da proposta de regulamentação, esclarecendo diversos pontos para o início dos debates. Ele explicou que a proposta dispõe que hotéis, pousadas e similares, ou seja, todos os meios de hospedagem devem ser construídos observando-se os princípios do desenho universal, além de dotar de todos os meios de acessibilidade conforme a legislação em vigor. O mesmo dispositivo prevê ainda que os estabelecimentos já existentes deverão disponibilizar pelos menos 10% dos dormitórios acessíveis, garantindo, no mínimo, uma unidade acessível.
Sobre o desenho universal, ele esclareceu a lógica é materializar para os projetos de estabelecimentos de hospedagem os princípios da convenção sobre os direitos da pessoa com deficiência, que pressupõe que esses estabelecimentos devem ser concebidos para serem usados na maior medida possível por todas as pessoas sem necessidade de adaptação ou projeto específico. O assessor especial do Ministério do Turismo, Maurício Rasi, observou que dentro das premissas da Lei Geral do Turismo está a garantia de buscarmos da melhor maneira possível a acessibilidade. Ele chamou a atenção para o fato da lei trazer dentro dela situação implícitas que fazem com que o subjetivismo possa ocorrer na aplicação, principalmente na questão dos meios de hospedagem.
Posicionamento da FBHA foi exposto pela consultora jurídica Lirian Cavalhero Hotéis que se estabeleceram antes de 2004, quando a norma da ABNT passou a vigorar, aqueles de 2004 até a entrada em vigor dessa lei e os novos empreendimentos. “Nós não podemos ter um mercado de investimento com uma legislação dúbia. O MTur produziu notas técnicas, fez vários estudos sobre a lei acompanhou a formatação do
decreto e é favorável ao decreto porque traz um regulamento, uma clareza necessária que faz com que a garantia plena da acessibilidade possa ter uma aplicação direta”, defendeu. A posição do SEHA sobre o assunto está expressada através das palavras do presidente João Jacob Mehl, no Editorial, na página 2.
CURITIBA, ANO 4, EDIÇÃO N. 62
Jornal Seha ed 55

References: artigo 174
 artigo 8
in fine
 artigo 611
 artigo 579
 artigo 611
 artigo 611
 artigo 121
 Artigo 45