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Timestamp: 2018-07-19 15:02:54+00:00

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Médicos da idoneidade e da capacidade formativa para ministrar o Ciclo de Estudos Especiais de Neonatologia. - PDF
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Armando Gonçalves Santana
1 Regulamento do Colégio de Subespecialidade de Neonatologia da Ordem dos Médicos para reconhecimento de Idoneidade e Capacidade Formativa para ministrar o Ciclo de Estudos Especiais de Neonatologia - Versão 1.3 Contexto O desenvolvimento da Medicina Perinatal, em geral, e da Neonatologia, em particular, traz à prática clínica mais competências e responsabilidades técnicas que requerem formação científica e treino específicos e uma certificação técnica adequada. O reconhecimento pela Ordem dos Médicos da Subespecialidade de Neonatologia, dentro da Especialidade de Pediatria, e a constituição do seu próprio Colégio vieram criar condições para a Ordem dos Médicos poder desempenhar para a sua função de estruturação e certificação da especialização dos médicos em Portugal. O Colégio da Subespecialidade de Neonatologia é a comissão técnica da Ordem dos Médicos encarregue de supervisionar e certificar a formação e a prática da Neonatologia em Portugal. Cabe ao Colégio propor critérios técnicos de reconhecimento do Pediatra como Neonatologista, as condições em que essa formação deve ser feita e os critérios para recertificação da Subespecialidade. O Conselho Nacional Executivo da Ordem dos Médicos aprovou a 5 de Abril de 2012 a proposta de critérios curriculares para admissão por consenso ao Colégio da Subespecialidade de Neonatologia (Revista Ordem dos Médicos 2012, Abril:27). Estes critérios reconhecem a frequência do Ciclo de Estudos Especiais de Neonatologia como o modo preferencial de adquirir formalmente as competências que constituem a diferenciação do Pediatra como Neonatologista; a formação informal em serviço é reconhecida como uma forma alternativa de aquisição de competências técnicas, a considerar caso a caso. O Ciclo de Estudos Especiais de Neonatologia foi criado em 1990 para garantir a assistência pediátrica adequada em todos os locais do País onde ocorressem partos programados. A evolução do Sistema Nacional de Saúde e o desenvolvimento técnico na Perinatologia conduziram inexoravelmente à evolução natural do Ciclo de Estudos Especiais de Neonatologia para a formação de subespecialistas em Neonatologia, deixando de ser apenas uma forma de treino específico de estabilização neonatal avançada, função que passou a estar integrada no programa de formação da Especialidade de Pediatria. Esta evolução das necessidades curriculares de formação específica em Neonatologia exige condições adequadas para a sua aquisição. Assim, o Colégio da Subespecialidade de Neonatologia estabelece o regulamento para reconhecimento pela Ordem dos 1
2 Médicos da idoneidade e da capacidade formativa para ministrar o Ciclo de Estudos Especiais de Neonatologia. Artigo 1. Reconhecimento pela Ordem dos Médicos da idoneidade e da capacidade formativa para ministrar o Ciclo de Estudos Especiais de Neonatologia. A Ordem dos Médicos reconhece a idoneidade e atribui a capacidade formativa para ministrar o Ciclo de Estudos Especiais de Neonatologia após parecer técnico do Colégio da Subespecialidade de Neonatologia. Artigo 2. Requerimento do reconhecimento pela Ordem dos Médicos da idoneidade e da capacidade formativa para ministrar o Ciclo de Estudos Especiais de Neonatologia. O pedido à Ordem dos Médicos de reconhecimento da idoneidade para ministrar o Ciclo de Estudos Especiais de Neonatologia e a atribuição da capacidade formativa é feito pela tutela administrativa da entidade clínica responsável pelo Ciclo de Estudos Especiais de Neonatologia. Artigo 3. Critérios para reconhecimento da idoneidade formativa: 3.1 A formação específica para a diferenciação do Pediatra como Neonatologista deve decorrer em Hospitais de Apoio Perinatal Diferenciado. 3.2 O corpo clínico das unidades de cuidados intensivos neonatais formadoras deve: Ser coordenado por um pediatra com a subespecialidade de Neonatologia; Contar com suficiente número de pediatras com a subespecialidade de Neonatologia para haver um neonatologista sempre presente na instituição; todos os pediatras com a subespecialidade de Neonatologia devem estar formalmente inscritos no Colégio da Subespecialidade de Neonatologia da Ordem dos Médicos; Contar com neonatologistas com competência em ecografia transfontanelar e em ecografia cardíaca. 3.3 O Hospital de Apoio Perinatal Diferenciado formador deve garantir ao formando as seguintes valências ao longo do Ciclo de Estudos Especiais de Neonatologia: Maternidade; Unidade de cuidados intensivos neonatais, com pelo menos 30 recémnascidos de grande prematuridade (idade gestacional inferior a 32 semanas), dos quais 15 recém-nascidos de extrema prematuridade (idade gestacional inferior a 28 semanas) admitidos anualmente nas primeiras 24 horas de vida, com a possibilidade de ventilação invasiva em modo sincronizado e em alta frequência e de ventilação não invasiva; 2
3 Disponibilidade de realização de ecografias transfontanelar e cardíaca na unidade neonatal; Administração de óxido nítrico; Cirurgia neonatal geral; Monitorização cerebral neonatal; Consulta de diagnóstico prénatal; Consulta de seguimento de crianças com risco neurobiológico. 3.4 A frequência das valências descritas no ponto 3.3 pode ser garantida pelo próprio Hospital de Apoio Perinatal Diferenciado formador ou através de protocolos de formação com outros Hospitais de Apoio Perinatal Diferenciado. 3.5 O treino adequado para a execução das técnicas inerentes às valências descritas no ponto 3.3 pode ser garantida através de treino em centro de simulação de técnicas, da responsabilidade do próprio Hospital de Apoio Perinatal Diferenciado formador ou através de protocolos de formação com outros Hospitais de Apoio Perinatal Diferenciado. 3.6 O Hospital de Apoio Perinatal Diferenciado formador deve participar activamente nos seguintes estudos nacionais: Registo Nacional de Recémnascidos de Muito Baixo Peso, Vigilância Epidemiológica da Infecção nas Unidades de Cuidados Intensivos Neonatais, Registo Nacional de Anomalias Congénitas e Estudo Nacional da Mortalidade Perinatal. Artigo 4. Critérios para reconhecimento da capacidade formativa: 4.1 Os Hospitais de Apoio Perinatal Diferenciado responsáveis pela formação específica para a diferenciação do Pediatra como Neonatologista devem garantir ao formando a possibilidade de adquirir a experiência prática adequada aos objectivos do programa de formação. 4.2 O corpo clínico das unidades de cuidados intensivos neonatais formadoras deve garantir que os orientadores de formação sejam pediatras com a subespecialidade de Neonatologia. 4.3 O Hospital de Apoio Perinatal Diferenciado formador deve garantir, ao longo do Ciclo de Estudos Especiais de Neonatologia, a seguinte casuística anual mínima para cada pediatra em formação: pelo menos 750 partos; pelo menos 15 recém-nascidos de grande prematuridade (idade gestacional inferior a 32 semanas), dos quais 7 recém-nascidos de extrema prematuridade (idade gestacional inferior a 28 semanas) admitidos anualmente nas primeiras 24 horas de vida; uso de ventilação não invasiva e de ventilação invasiva em modo sincronizado e em alta frequência; administração de óxido nítrico em pelo menos dois recém-nascidos. 3
4 4.4 A casuística anual mínima descrita no ponto 4.3 pode ser garantida pelo próprio Hospital de Apoio Perinatal Diferenciado formador ou através de protocolos de formação com outros Hospitais de Apoio Perinatal Diferenciado, com reconhecida idoneidade formativa. Artigo 5. Independência entre o reconhecimento de idoneidade e a atribuição da capacidade formativa. O reconhecimento da idoneidade de um Hospital de Apoio Perinatal Diferenciado para ministrar o Ciclo de Estudos Especiais de Neonatologia é independente da atribuição da capacidade formativa; i.e. a idoneidade não garante atribuição de capacidade formativa mas apenas pode ser atribuída capacidade formativa se for reconhecida idoneidade. Artigo 6. Elementos documentais necessários ao reconhecimento de idoneidade e à atribuição da capacidade formativa. O Colégio da Subespecialidade de Neonatologia analisa a idoneidade e a capacidade formativa de um Hospital de Apoio Perinatal Diferenciado para ministrar o Ciclo de Estudos Especiais de Neonatologia com base na análise dos seguintes elementos documentais, que devem ser remetidos à Ordem dos Médicos: 6.1 Relatório de actividades clínicas e científicas relativo ao triénio precedente, no qual constem elementos que permitam verificar a adequação aos critérios de idoneidade enumerados no artigo 3 e aos critérios de capacidade enumerados no artigo Proposta de Programa de formação do Ciclo de Estudos Especiais de Neonatologia, no qual conste a previsão da adequação aos critérios de idoneidade enumerados no artigo 3 e aos critérios de capacidade enumerados no artigo Proposta de constituição do Corpo Docente responsável pela formação no Ciclo de Estudos Especiais de Neonatologia, no qual constem as habilitações profissionais e as competências técnicas dos formadores. Artigo 7. Reconhecimento pela Ordem dos Médicos da formação recebida no Ciclo de Estudos Especiais de Neonatologia. Os pediatras que completem com aprovação o Ciclo de Estudos Especiais de Neonatologia ministrado num Hospital de Apoio Perinatal Diferenciado ao qual foi reconhecida idoneidade e atribuída capacidade formativa pela Ordem dos Médicos podem ser admitidos no Colégio da Subespecialidade de Neonatologia nos dois anos que se seguem à conclusão do Ciclo de Estudos Especiais, devendo fazer entrega de requerimento para o efeito à Ordem dos Médicos, acompanhado dos elementos documentais pertinentes. 4
5 Artigo 8. Vigência do presente Regulamento para reconhecimento pela Ordem dos Médicos da idoneidade e da capacidade formativa para ministrar o Ciclo de Estudos Especiais de Neonatologia. O presente Regulamento entra em vigor após a publicação da sua aprovação pelo Conselho Nacional Executivo da Ordem dos Médicos e cessa a sua vigência no caso de que ocorra alteração das condições preferenciais de diferenciação do Pediatra como Neonatologista, após a publicação da sua revogação pelo Conselho Nacional Executivo da Ordem dos Médicos. 5

References: Artigo 1
 Artigo 2
 Artigo 3
 Artigo 4
 Artigo 5
 Artigo 6
 artigo 3
 artigo 3
 Artigo 7
 Artigo 8