Source: https://id.scribd.com/document/147147632/Manual-PAtrimonio-Cultural
Timestamp: 2019-08-23 13:54:17+00:00

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Manual PAtrimonio Cultural | Warisan Budaya | Situs Warisan Dunia
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Patrimnio Cultural O que o patrimnio. Qual a sua definio? O que pode ser considerado Patrimnio?
? Que tipos de patrimnios existem? Qual a sua importncia? Se verificarmos a origem da palavra, esta deriva do Latim Patrimonium, que significa bens de famlia. Se procurarmos num dicionrio observamos que patrimnio refere-se no s aos tais bens de famlia como tambm herana paterna, aos bens indispensveis e ainda a qualquer bem material ou moral que seja pertena de algum, de uma colectividade ou instituio. Esta definio tem mudado com o correr dos tempos como por exemplo, na antiguidade onde a palavra patrimnio significava o conjunto de bens materiais pertencentes a uma pessoa. Durante a revoluo francesa surgiu a necessidade de alargar este conceito aos bens artsticos e aos monumentos pertencentes a uma nao, devido aos conflitos armados que puseram em risco de integridade edifcios, monumentos e obras de arte de grande valor artstico. O sculo XIX trouxe outros tipos de conceitos como monumentos histricos e monumentos nacionais. Os histricos estariam ligados Histria Mundial enquanto que os nacionais estariam ligados apenas historia de um pais. O Sculo XX enriqueceu muito a definio de patrimnio. Passou-se a falar de patrimnio Europeu, para depois se comear a falar em patrimnio Mundial. A criao da Organizao das Naes Unidas para a Educao, Cincia e Cultura (UNESCO) trouxe uma grande pluralidade e uma viso muito mais global ao conceito de Patrimnio. Actualmente bairros antigos, ilhas, urbanizao antiga, aldeamentos, paisagens, bens e stios naturais tambm j so patrimnio juntando-se assim aos monumentos e obras de arte. Outra grande inovao com o avanar dos sculos foi passar a considerar-se as antigas industrias e maquinarias como patrimnio devido s grandes mudanas tecnolgicas e importncia de conservar a histria da indstria. J as Evolues cientificas evidenciam a importncia de espcies para o sistema ecolgico do planeta comeando a preservar-se os locais onde habitam, considerando assim parte fundamental do patrimnio natural. Sendo assim existem diversos tipos de Patrimnio, como: Artstico, natural, Arquitectnico, Cultural. 2.O patrimnio Mundial No ano de 1972, a Unesco redigiu a Conveno Geral para a Proteco do Patrimnio Mundial, Cultural e Natural esta estabelecendo assim os tipos de locais classificados como patrimnio natural ou cultural que pudessem ser inscritos na lista de Patrimnio Mundial criando consequentemente o Fundo do Patrimnio Mundial e o Comit do Patrimnio Mundial. Esta Conveno teve como principal objectivo estipular os deveres dos Estados-membros no que diz respeito identificao e preservao dos locais potencialmente considerados Patrimnio Mundial, Cultural e Natural. Ao assinar esta Conveno, cada pas comprometeu-se a conservar tanto os locais classificados como Patrimnio Mundial situados dentro do seu prprio territrio com tambm a proteger o respectivo patrimnio nacional. Actualmente fazem parte do Patrimnio Mundial da Unesco 28 locais. 3.A Misso da Unesco A misso da Unesco passa por um conjunto de objectivos, tendo em conta o objectivo principal de incentivar todos os pases a preservar todo o tipo de patrimnio, quer seja ele cultural ou natural. Assim sendo, podemos afirmar que a Unesco pretende: -Encorajar os pases a assinar a Conveno de 1972 e garantir a proteco do respectivo patrimnio natural e cultural;
-Encorajar os Estados-membros da Conveno a nomear locais dentro do seu territrio nacional para serem includos na Lista do Patrimnio Mundial; -Encorajar os Estados-membros a implantar sistemas de informao sobre o estado de conservao dos locais classificados como Patrimnio Mundial; -Ajudar os Estados-membros a salvaguardar os locais classificados como Patrimnio Mundial, prestando assistncia tcnica e formao profissional; -Fornecer assistncia de emergncia nos locais classificados como Patrimnio Mundial, prestando assistncia tcnica e formao profissional; -Apoiar os Estados-membros nas actividades de consciencializao pblicas para a conservao do Patrimnio Mundial; -Encorajar a participao da populao local na preservao do seu patrimnio cultural e natural; -Encorajar a cooperao internacional na conservao do patrimnio cultural e natural. 4.Patrimnio Cultural No que diz respeito ao patrimnio cultural, este constitudo por os bens culturais que a histria deixou ao cuidado de uma nao, para aqueles que so criados na nossa sociedade. A fim de dar-lhes um certo valor histrico, cientifico, esttico ou simblico. como uma herana de antepassados, que se torna assim um testemunho da sua existncia, da sua viso do mundo, do seu modo de pensar e ser e que deixado para geraes futuras o poderem conhecer. Este tipo de patrimnio est dividido em dois tipos, os materiais e os imateriais. Ao material pode ser ainda chamado de patrimnio tangvel, ou seja palpvel, a expresso da cultura atravs de valiosas realizaes materiais. Em conseguinte, os bens podem ser classificados como tangveis e reais. Por outras palavras podemos dizer que o Patrimnio Cultural diz respeito aos vestgios de actividade humana num ambiente fsico de um pas. Estes vestgios contem informao acerca das actividades das pessoas, como tambm do desenvolvimento histrico de trabalhos artesanais, artsticos e tcnicos. Os monumentos, locais e ambientes culturais so recursos no renovveis o que faz com que preserva-los seja fundamental para que perdurem por mais tempo. Tanto os monumentos, como locais culturais contem valiosas fontes de experincias emocionais para uma grande parte da populao. Assim, a sociedade moderna pode beneficiar-se se preservar e utilizar activamente o seu patrimnio cultural. A Direco Geral para o patrimnio Cultural que gere todos os monumentos e locais arqueolgicos, arquitectnicos e ambientes culturais com o auxlio do Ministrio do Ambiente que desempenha um papel fundamental na gesto ambiental pblica. Cada pas tem um servio responsvel pela conservao de todo o patrimnio cultural garantindo que os monumentos locais e ambientes culturais sejam levados em conta ao nvel do planeamento dos municpios. A noo de patrimnio tem vindo a evoluir ao longo dos anos no s na sua conceptualizao, mas tambm e sobretudo na perspectiva global da palavra. Dentro desta definio podemos encontrar diversas tipologias a serem consideradas como patrimnio construdo. Assim sendo e como refere a Conveno para a Salvaguarda do Patrimnio Arquitectnico da Europa devemse considerar os seguintes elementos:
1.Monumentos So todas as construes particularmente notveis e de renome em virtude do seu interesse histrico, arqueolgico, artstico, cientfico, social ou tcnico, incluindo instalaes ou elementos decorativos que possam fazer parte integrante das mesmas.
2.Conjuntos Arquitectnicos So considerados conjuntos arquitectnicos os grupos homogneos de construes urbanas ou rurais, notveis pelo seu interesse histrico, arqueolgico, artstico, cientfico, social ou tcnico 3.Locais e ambientes Obras resultantes da interaco entre o homem e a natureza, parcialmente construdas constituindo espaos extremamente caractersticos e homogneos de modo a tornaremse objecto de uma limitao topogrfica, notveis pelo seu interesse histrico, arqueolgico, artstico, cientfico, social ou tcnico. O conceito em anlise, associado ao valor de bens materiais, to antigo como a nossa civilizao, confundindo-se com um sentimento de posse que se acumula e transmite de gerao em gerao. Neste sentido a herana est directamente relacionada com a histria, transmitindo testemunhos e memrias. Hoje em dia a palavra adquiriu, tal como o conceito, outros valores que o ligam inteiramente cultura, ao patrimnio edificado e ao habitat que se impe deforma imediata. Todos estes bens materiais ou imateriais realizam tambm uma dupla viagem passado / presente na medida em que nos trazem o passado e nos transportam de volta ao mesmo. O patrimnio desempenha assim um papel importante na formao da nossa memria colectiva. 5.Patrimnio Oral e Imaterial da Humanidade Depois da adopo da Conveno para a Proteco do Patrimnio Mundial, Cultural e Natural no ano de 1972, alguns estados membros que j tinham aderido a esta conveno demonstraram uma enorme vontade de criar um instrumento para proteco de todo o patrimnio Imaterial. Como consequncia a Unesco, adoptou a Recomendao para salvaguarda da cultura tradicional e do folclore. No seguimento deste acto, foram lanadas vrias iniciativas dentro do mbito deste projecto de modo a proteger todo o patrimnio imaterial de uma determinada regio denominadas Tesouros Humanos Vivos, Lnguas em Perigo no Mundo e Msica Tradicional. As iniciativas continuaram e no ano de 1999, o conselho executivo da Organizao decidiu criar algo que distinguisse o patrimnio oral e imaterial de cada pas. Assim surgiu a Proclamao das Obras-primas do Patrimnio Oral e Imaterial da Humanidade, que se comprometia a distinguir os mais notveis exemplos de espaos culturais ou formas de expresso popular e tradicional tais como as lnguas, a literatura oral, a msica, a dana, os jogos, a mitologia, os rituais, os costumes, o artesanato, a arquitectura entre outras formas de arte. Fazem ainda parte deste leque de bens patrimoniais algumas formas tradicionais de comunicao e informao. Depois da proclamao surgiu ento a Conveno para Salvaguarda do Patrimonial Cultural Imaterial aprovada em Outubro de 2003, mas que s viria a entrar em vigor no ano de 2006 com alguns objectivos de destaque: -A salvaguarda do patrimnio cultural imaterial; -O respeito pelo patrimnio cultural imaterial das comunidades, dos grupos e dos indivduos em causa; -A sensibilizao, a nvel local, nacional e internacional, para a importncia do patrimnio cultural imaterial e do seu reconhecimento mtuo; -A cooperao e o auxlio internacionais, no quadro de um mundo cada vez mais globalizado, que ameaa uniformizarem as culturas do mundo aumentando simultaneamente as desigualdades sociais. No enquadramento desta Conveno, considerado patrimnio cultural imaterial todas as prticas, representaes, expresses, conhecimentos e aptides. Por associao esto implicados nesta definio instrumentos, objectos, artefactos e espaos culturais associados a este tipo de patrimnio. De notar que todas as comunidades, grupos e se for o caso, alguns
indivduos so reconhecidos como parte integrante do seu patrimnio cultural. Assim podemos dizer que este tipo de patrimnio manifesta-se da seguinte forma: -Tradies e expresses orais, incluindo a lngua como vector do patrimnio cultural imaterial; -Artes do espectculo; -Prticas sociais, rituais e eventos festivos; -Conhecimentos e prticas relacionadas com a natureza; -Aptides ligadas ao artesanato tradicional. 6.Patrimnio Natural Patrimnio natural diz respeito s variadssimas paisagens que compem a fauna e a flora de certa regio. Quanto a UNESCO define patrimnio natural como os recursos naturais, formaes geolgicas lugares e paisagens, que so muitssimo relevantes do ponto de vista esttico, cientfico ou ambiental. O patrimnio natural evolve as reservas da biosfera, monumentos naturais, reservas e parques nacionais e santurios da vida selvagem. 7.Patrimnio Cultural Subaqutico Nem s de patrimnio Material e Imaterial terrestre vivem as regies e muitos dos pases do mundo. Contrariando a tendncia dos ltimos anos onde o patrimnio cultural em terra foi alvo de vrias medidas de proteco nacional e internacional, o patrimnio cultural sub aqutico passou tambm a ser alvo de alguma notoriedade atravs de um instrumento internacional de proteco adoptada mais uma vez pela entidade responsvel pelo patrimnio mundial, ou seja, a Unesco. Assim, a conveno sobre proteco do patrimnio cultural subaqutico facilitou nos ltimos anos um acesso sem precedentes ao fundo do mar e ao patrimnio cultural a depositado, tornando-o em contrapartida um alvo fcil de vulnerabilidade, pilhagem e destruio. Este tipo de patrimnio constitui parte da herana cultural da humanidade e como tal deve ser alvo de proteco e preservao por todos aqueles que esto em contacto comeste. De notar ainda que se torna um elemento extremamente valioso na reconstruo do passado e dos modos de vida de outrora demonstrando a vida a bordo de embarcaes, a construo naval e as rotas de comrcio. 8.Tipos de bens considerados patrimnio 8.1Folclore Folclore um tipo de cultura de origem popular, constitudo por costumes, lendas, tradies e festas populares transmitidos por imitao e via oral de gerao em gerao .Cada povo tem a suas prprias tradies, crenas, supersties, que por sua vez, so transmitidas atravs de lendas, contos, provrbios e canes. Um acontecimento folclrico quando apresenta caractersticas como: a tradicionalidade (vem se transmitindo de gerao em gerao), a Oralidade (transmitido pela palavra falada), o Anonimato (no tem autoria), a Funcionalidade (existe uma razo para o fato acontecer), a Aceitao Colectiva (h uma identificao de todos com o fato), a Vulgaridade (acontece nas classes populares), a Espontaneidade (no pode ser oficial, nem institucionalizado). Campos do Folclore e Msica, Danas e festas, Linguagem, Usos e costumes, Brinquedos e brincadeiras, Lendas, mitos e contos, Crenas e supersties, a Arte e artesanato 8.2Msica
Quanto msica, tem como base a simplicidade, monotonia e lentido. A origem depende, pode ser ligada a um autor que foi esquecido ou ser criada de uma forma espontnea pelo povo. Habitualmente observamos a msica folclrica em brincadeiras infantis, cantos religiosos, ritos, danas e festas. 8.3Linguagem As principais manifestaes do folclore na linguagem popular so as seguintes: -Adivinhaes: tambm chamados de adivinhas. Consistem em perguntas com contedo dbio ou desafiador. -Parlenda: so palavras ordenadas de forma a ritmar, com ou sem rima. -Provrbios: ditos que contm ensinamentos. Dinheiro compra po, mas no compra gratido. A fome o melhor tempero. Ladro que rouba a ladro tem cem anos de perdo. Pagar e morrer a ltima coisa a fazer. -Quadras: estrofes de quatro versos sobre o amor, um desafio ou saudao. -Piadas: fatos narrados humoristicamente. -Literatura de Cordel: livrinhos escritos em versos, sobre assuntos que vo desde mitos a situaes sociais, polticas e econmicas da actualidade. -Frases prontas: frases consagradas de poucas palavras com significado directo e claro -Frases de pra-choque de caminho: frases humorsticas ou religiosas que pintam em seus pra-choques. -Trava-Lngua: um pequeno texto, rimado ou no, de pronunciao difcil. 9.Arte e Artesanato O artesanato refere-se ao trabalho manual ou produo realizada por uma pessoa denominado arteso. O arteso considerado como aquele que produz objectos pertencentes chamada cultura popular. As tcnicas utilizadas so habitualmente de matria-prima natural como, a madeira, ossos, couro, tecido, pedras, sementes, etc. O artesanato por tradio uma arte de geraes e de carcter familiar, na qual o produtor, ou seja, o arteso possui todos os meios de produo essenciais, o proprietrio da oficina e das ferramentas trabalhando a partir da prpria casa e passando por todas as etapas da produo que vo desde o preparo da matria-prima at ao acabamento final, sendo que no existe uma diviso especfica do trabalho ou algum tipo de especializao para a execuo do mesmo. Historicamente, os primeiros objectos feitos pelo homem foram artesanais. Desde o perodo neoltico, quando aprendeu a polir pedra ou a fabricar cermica como utenslios para os alimentos passando pela tecelagem entre outras, o homem deixou um rasto artesanal marcante transportando at aos dias de hoje bens que so agora considerados patrimnio. A partir do sculo XI, o artesanato comeou a concentrar-se em oficinas, onde os aprendizes viviam e aprendiam como o mestre arteso esta arte do artesanato, visto que este era detentor de todo o conhecimento tcnico. Era um trabalho com troca de favores visto que o mestre arteso ensinava em troca demo de obra barata e cumpridora de trabalho, sendo que o empregado recebia ainda a comida e as roupas necessrias ao ofcio. Assim podemos dizer que o artesanato se distingue por ser um trabalho unicamente feito mo. 10.O patrimnio Mundial em Portugal. Tambm em Portugal existe Patrimnio reconhecido pela Unesco a nvel mundial com importncia suficiente no s para ser considerada por esta Organizao de renome e de extrema importncia como tambm por ser necessrio a sua preservao que vai desde patrimnios histricos e naturais. Portugal j um dos pases com maior nmero de
monumentos no mundo dos classificados como Patrimnio da Humanidade demonstrando assim a amplitude e o seu peso a nvel mundial. Sendo eleito em 1999, Portugal conta com 690 bens, de 122 Estados, inscritos pelo Comit lista do patrimnio mundial (529 bens culturais, 138 bens naturais e 23 bens mistos) 12 esto localizados em territrio nacional. Patrimnio da Unesco em Portugal
Centro Histrico de Angra do Herosmo nos Aores. 1983 Critrios: excelente exemplo de um tipo de construo ou um conjunto arquitectnico ou tecnolgico ou paisagstico ilustrando um ou mais perodos significativos da histria da humanidade, directa ou materialmente associado a acontecimentos ou tradies, ideias, crenas ou obras artsticas e literrias com um significado universal. Breve descrio: Esta cidade, situada numa das ilhas do Arquiplago dos Aores, foi um porto de escala obrigatrio desde o sculo XV at ao aparecimento dos barcos a vapor, no sculo XIX. As suas imponentes fortificaes de So Sebastio e de So Joo Baptista, construdas h cerca de 400 anos, so um exemplo nico de arquitectura militar.
Mosteiro dos Jernimos e Torre de Belm em Lisboa. 1983 Critrios: proporciona um testemunho nico ou pelo menos excecional sobre uma tradio cultural ou de uma civilizao mesmo que desaparecida, directa ou materialmente associado a acontecimentos ou tradies, ideias, crenas ou obras artsticas e literrias com um significado universal. Breve descrio: Mosteiro dos Jernimos: Data de 1496 o pedido feito pelo rei D. Manuel Santa S, no sentido de lhe ser concedida autorizao para se erigir um grande mosteiro entrada de Lisboa, perto das margens do Tejo. Em 1501 comearam os trabalhos e aproximadamente um sculo depois as obras estavam concludas. O Mosteiro dos Jernimos habitualmente apontado como a "jia" do estilo manuelino. Este estilo exclusivamente portugus, integra elementos arquitectnicos do gtico final e do renascimento, associando-lhe uma simbologia rgia cristolgica e naturalista, que o torna nico e digno de admirao. Para ocupar o Mosteiro, D. Manuel escolheu os monges da Ordem de S. Jernimo, que teriam como funes, entre outras, rezar pela alma do rei e prestar assistncia espiritual aos mareantes e navegadores que da praia do Restelo partiam descoberta de outros mundos. Hoje revisto por cada um de ns no apenas como uma notvel pea de arquitectura mas como parte integrante da nossa cultura e identidade. Foi declarado Monumento Nacional em 1907 e em 1984 a UNESCO inscreveu-o como "Patrimnio Cultural de toda a Humanidade". Torre de Belm: Proteger Lisboa e a sua barra tornou-se uma necessidade na poca dos Descobrimentos. Teve o rei D. Joo II (1455-1495) a iniciativa de traar um plano inovador e eficaz, que consistia na formao de uma defesa tripartida entre o baluarte de Cascais, a fortaleza de S. Sebastio da Caparica, na outra margem do rio, e uma terceira fortaleza, a Torre de Belm, que, devido sua morte, coube a D. Manuel I, seu sucessor, a tarefa de mandar construir. Francisco de Arruda foi nomeado Mestre do Baluarte de Belm. A construo iniciou-se em 1514 e ficou concluda em 1520. Como smbolo do prestgio do Rei, a sua decorao ostenta a simbologia prpria do Manuelino - calabres que envolvem o edifcio, rematando-o com elegantes ns, esferas armilares, cruzes da Ordem Militar de Cristo e elementos naturalistas. Na estrutura da Torre podemos distinguir duas partes: a torre, mais esguia e com quatro salas abobadadas, e o baluarte, de concepo moderna, mais largo e com a sua casamata onde, a toda a volta, se dispunha a artilharia. Actualmente um referente cultural, um smbolo da especificidade do pas que passa pelo dilogo privilegiado com outras culturas e civilizaes.
Mosteiro da Batalha. 1983 Critrios: Representativa de uma obra prima do gnio criativo da humanidade, testemunho de uma troca considervel de influncias durante um dado perodo ou numa determinada rea cultural, sobre o desenvolvimento da arquitectura, ou da tecnologia das artes monumentais, do ordenamento das cidades ou da formao das paisagens. Breve descrio: O Mosteiro de Santa Maria da Vitria, erguido por voto de D. Joo I, como agradecimento pela vitria dos Portugueses em Aljubarrota no ano de 1385, o grande monumento do gtico final portugus, onde tambm nasceu o estilo manuelino, e um dos mais belos conjuntos monacais da Europa do fim da Idade Mdia. O edifcio monumental, cuja construo se iniciou por volta de 1386/87 sob a orientao do mestre portugus Afonso Domingues, compreende a Igreja em forma de cruz latina, com trs naves e cinco capelas absidais, a Capela do Fundador, a Sacristia, o Claustro Real, a Sala do Captulo, o Dormitrio primitivo, o Claustro de D. Afonso V e o Panteo de D. Duarte ou Capelas Imperfeitas. Ainda em 1388 o rei D. Joo I entregou o Mosteiro Ordem de S. Domingos de Gusmo, a qual at 1834 veio a prestigiar a Batalha. Devido a vicissitudes diversas e, no obstante algumas campanhas de restauro, muito pouco o acervo conservado que completava a obra arquitectnica, merecendo especial meno o que resta dos vitrais medievais, expostos na Igreja, Capela do Fundador e Sala do Captulo. Dotado o Mosteiro, em 1980, de uma estrutura administrativa prpria e j na dependncia do Ministrio da Cultura, a sua aco visa contribuir para o estudo, compreenso e salvaguarda do Monumento, atravs de actividades de investigao, de divulgao e de conservao. Neste mbito a funciona o Centro de Conservao e Restauro da Batalha, formando tcnicos para posterior interveno na rea especfica do vitral. Pelo seu significado histrico e importncia artstica, o Mosteiro de Santa Maria da Vitria foi classificado como Monumento Nacional em 1907 e, em 1983, e inscrito, pela UNESCO, na Lista de Patrimnio Mundial.
Convento de Cristo em Tomar.1983 Critrios: Representativa de uma obra prima do gnio criativo da humanidade, direta ou materialmente associado a acontecimentos ou tradies, ideias, crenas ou obras artsticas e literrias com um significado universal. Breve descrio: Considerado patrimnio mundial pela UNESCO, desde Dezembro de 1983, o Convento da Ordem de Cristo e Castelo Templrio, em Tomar, formam um conjunto monumental nico no seu gnero: O Castelo foi fundado em 1160 por Dom Gualdim Pais, Mestre provincial da Ordem do Templo em Portugal. Dentro das suas muralhas viveram as primeiras gentes de Tomar. O corao da fortaleza, a Alcova, com a torre de menagem, foi construda a Oriente; o lugar mstico, a Igreja octogonal Templria, foi construda a Ocidente. Com o extermnio da Ordem pelas perseguies de Filipe o Belo, Rei de Frana, os Templrios encontraram, em Portugal, a continuidade da sua sagrada misso de Cavalaria. Sob os auspcios de D. Dinis, fundada a "Ordem dos Cavaleiros de Cristo", a qual foi durante quatro anos negociada pelo monarca com a Santa S, e veio a integrar pessoas e bens da extinta Ordem do Templo. com a Ordem de Cristo que a nao portuguesa se abre para a empresa das descobertas martimas do sc. XV. Tomar ento sede da Ordem, e o Prncipe Henrique o Navegador, o seu mestre. Com a expanso da f crist e do reino, tambm a sede da Ordem de Cristo se dilata. Os sculos e a histria de Portugal vo deixando, na arquitectura do Convento, testemunhos do tempo e dos homens que lidaram, bem ou mal, com os destinos da Ptria Portuguesa. Durante o governo do infante D. Henrique foram construdos dois claustros gticos no Convento. Com D. Manuel, a igreja Templria prolongada para Ocidente por uma construo que serviria o Captulo da Ordem. Profusamente impregnada pela simblica dos Cavaleiros de Cristo, esta construo aloja na sua fachada ocidental a famosa Janela do Captulo. D. Joo III que herda de D. Manuel, seu pai, o trono de Portugal pretende fazer profundas mudanas na Ordem, alterando as suas Regras e transformando os Cavaleiros em Monges. a partir deste reinado que se iniciam importantes trabalhos de ampliao do Convento, com vista a consumar a Reforma da Ordem. Esses trabalhos vo continuar atravs de vrios reinados e at ao sculo XVIII, deixando marcas de rara beleza das tendncias artsticas que esses tempos viveram. assim que o Convento de Cristo encerra no seu conjunto arquitectnico testemunhos da arte romnica com os Templrios, do gtico e do manuelino com as descobertas, prosseguindo com a arte do renascimento durante a reforma da Ordem,
depois o maneirismo nas suas vrias facetas para se confinar no barroco em ornamentos arquitectnicos. Da estrutura arquitectural do Convento, alm das edificaes construdas em torno da igreja Templria, h a salientar o conjunto de quatro grandes claustros articulados por dois eixos em cruz latina, e tambm um aqueduto com 6 Km de extenso mandado edificar por Felipe II. Integra o domnio do Convento uma rea de floresta e cultivo conhecida por Mata dos Sete Montes, porque est confinada por sete colinas de relevo acentuado. Foi o mais alto destes montes que os Templrios escolheram para a edificao do seu templo octogonal.
Centro Histrico de vora.1988 Critrios: Testemunho de uma troca considervel de influncias durante um dado perodo ou numa determinada rea cultural, sobre o desenvolvimento da arquitectura, ou da tecnologia das artes monumentais, do ordenamento das cidades ou da formao das paisagens, excelente exemplo de um tipo de construo ou um conjunto arquitectnico ou tecnolgico ou paisagstico ilustrando um ou mais perodos significativos da histria da humanidade. Breve descrio: Esta vila-museu, que remonta poca romana, teve a sua idade de ouro no sculo XV, quando foi residncia dos reis de Portugal. O seu carcter nico vem das suas casas esbranquiadas caiadas e decoradas de azulejos e balces de forja que datam dos sculos XVI a XVIII. Os seus monumentos tiveram uma influncia decisiva na arquitectura portuguesa no Brasil.
Mosteiro de Alcobaa. 1989 Critrios: Representativa de uma obra prima do gnio criativo da humanidade, excelente exemplo de um tipo de construo ou um conjunto arquitectnico ou tecnolgico ou paisagstico ilustrando um ou mais perodos significativos da histria da humanidade. Breve descrio: A Abadia de Alcobaa, inscrita na Lista de Patrimnio Mundial, pela UNESCO, uma das mais importantes abadias cistercienses europeias, atendendo ao seu estado de conservao e sua arquitectura, smbolo de Cister. Fundada em 1153, por doao de D. Afonso Henriques a Bernardo de Claraval, a actual abadia s comeou a ser construda em 1178. A Igreja, iniciada como era prtica corrente pela cabeceira, com trs naves mesma altura, o transepto de duas naves e o deambulatrio, formam um conjunto que impressiona pela simplicidade, grandeza e austeridade. A Abadia de Alcobaa, inscrita na Lista de Patrimnio Mundial, pela UNESCO, uma das mais importantes abadias cistercienses europeias, atendendo ao seu estado de conservao e sua arquitectura, smbolo de Cister. Fundada em 1153, por doao de D. Afonso Henriques a Bernardo de Claraval, a actual abadia s comeou a ser construda em 1178. A Igreja, iniciada como era prtica corrente pela cabeceira, com trs naves mesma altura, o transepto de duas naves e o deambulatrio, formam um conjunto que impressiona pela simplicidade, grandeza e austeridade.
Paisagem Cultural de Sintra.1995 Critrios: Testemunho de uma troca considervel de influncias durante um dado perodo ou numa determinada rea cultural, sobre o desenvolvimento da arquitectura, ou da tecnologia das artes monumentais, do ordenamento das cidades ou da formao das paisagens, excelente exemplo de um tipo de construo ou um conjunto arquitectnico ou tecnolgico ou paisagstico ilustrando um ou mais perodos significativos da histria da humanidade, excelente exemplo da criao humana ou da ocupao do territrio, representativa de uma cultura tradicional (ou de culturas), principalmente quando se tornam vulnerveis sob os efeitos de mutaes irreversveis. Sintra foi, no sculo XIX, o primeiro foco da arquitectura romntica europeia. Fernando II aqui transformou as runas de um mosteiro em castelo onde a nova sensibilidade se exprimiu pela utilizao de elementos gticos, egpcios, islmicos e da Renascena, e pela criao de um parque conjugando essncias locais e exticas. Outras residncias de prestgio foram construdas segundo o mesmo modelo na serra e fizeram de este local um exemplo nico de parques e jardins que influenciou diversas paisagens na Europa. Breve descrio: Sintra foi, no sculo XIX, o primeiro foco da arquitectura romntica europeia. Fernando II aqui transformou as runas de um mosteiro em castelo onde a nova sensibilidade se exprimiu pela utilizao de elementos gticos, egpcios, islmicos e da Renascena, e pela criao de um parque conjugando essncias locais e exticas. Outras residncias de prestgio foram construdas segundo o mesmo modelo na serra e fizeram de este local um exemplo nico de parques e jardins que influenciou diversas paisagens na Europa.
Centro Histrico do Porto. 1996 Critrios: Excelente exemplo de um tipo de construo ou um conjunto arquitectnico ou tecnolgico ou paisagstico ilustrando um ou mais perodos significativos da histria da humanidade. Breve descrio: Na desembocadura do Douro, a cidade do Porto desenvolve-se nas colinas que dominam o rio e forma uma paisagem urbana excepcional, herdeira de uma histria milenar. O seu crescimento continua, ligado actividade martima - foram os romanos que a baptizaram como Portus, ou seja, o Porto -, e insere-se na profuso de monumentos que se dispem harmoniosamente, desde a sua Catedral com coro romnico Bolsa neoclssica, passando ainda pela igreja de Santa Clara, de estilo manuelino tpico de Portugal.
Stios Arqueolgicos no Vale do Rio Ca. 1998 Critrios: Representativa de uma obra prima do gnio criativo da humanidade. A arte rupestre do Paleoltico superior do Vale do Ca uma ilustrao excepcional da expanso repentina do gnio criador, nos alvores do desenvolvimento cultural do
homem, proporciona um testemunho nico ou pelo menos excepcional sobre uma tradio cultural ou de uma civilizao mesmo que desaparecida. A arte rupestre do Vale do Ca expe, de forma excepcional, a vida social, econmica e espiritual dos primeiros ancestrais da humanidade. Breve descrio: Esta excepcional concentrao de gravuras rupestres do Paleoltico superior (de 22000 a 10000 anos a C.) constitui o exemplo mais importante das primeiras manifestaes da criao artstica humana, at agora desconhecido a um nvel semelhante em qualquer outra parte do mundo.
Floresta Laurissilva na Madeira.1999 Critrios: Exemplar eminentemente representativo do processo ecolgico e biolgico em curso na evoluo e desenvolvimento de ecossistemas e comunidades de plantas e animais terrestres, aquticos, costeiros e marinhos. Abrange habitats naturais verdadeiramente representativos e de reconhecida importncia para a conservao in situ da diversidade biolgica, incluindo aqueles onde sobrevivem espcies ameaadas de valor universal excecional sob o ponto de vista da cincia ou da conservao. Breve descrio: A floresta Laurissilva da ilha da Madeira, constitui na actualidade o remanescente de um coberto florestal primitivo que resistiu a cinco sculos de humanizao. Segundo narrativas contemporneas da descoberta da Madeira (1420), toda a ilha era coberta de extenso e denso arvoredo, razo pela qual os navegadores portugueses atriburam o nome de "Madeira", ilha. Trata-se de uma floresta com caractersticas subtropicais, hmida, cuja origem remonta ao Tercirio onde chegou a ocupar vastas extenses do Sul da Europa e da bacia do Mediterrneo. As ltimas glaciaes levaram ao seu desaparecimento no continente europeu, sobrevivendo apenas nos arquiplagos atlnticos dos Aores, da Madeira e das Canrias. A Laurissilva madeirense ocupa uma superfcie de 15000 hectares(representando 20% do total da ilha), nas encostas viradas a Norte, revestindo de forma luxuriante as
ngremes vertentes e os profundos e alcantilados vales do remoto interior, representando nos nossos dias a mais extensa e a melhor conservada Laurissilva das ilhas atlnticas. Toda a rea de ocorrncia de Laurissilva integra o Parque Natural da Madeira, conferindo-lhe assim um forte estatuto de proteco. Em 1992 foi incorporada na rede de Reservas Biogenticas do Conselho da Europa e constitui Zona de Proteco Especial-ZPE, no mbito da Directiva Aves. A Laurissilva da Madeira ascendeu qualidade de Patrimnio Mundial Natural da UNESCO em Dezembro de 1999. A floresta Laurissilva apresenta um aspecto uniforme, sempre verde, ao longo de todo o ano, dado que a quase totalidade das rvores e dos arbustos que a compem, nunca perdem a folha. Entre as rvores especial destaque merecem o Til, o Vinhtico, o Loureiro e o Barbusano, todas da famlia das Laurceas. A Laurissilva d abrigo a numerosos endemismos principalmente a nvel dos estratos arbustivos e herbceos. de realar tambm a grande diversidade e desenvolvimento que as comunidades de lquenes e de brifitos, principalmente as epfitas, apresentam. As humidades trazidas pelos ventos dominantes de Nordeste, so retidas e condensadas pela Laurissilva que proporciona, assim, abundantes caudais de que dependem a irrigao dos campos agrcolas e o abastecimento de gua aos centros urbanos. O Tentilho da Madeira (Fringilla coelebs maderensis), faz parte da peculiar avifauna da Laurissilva, onde abundante. A par das aves, merece destaque a presena de inmeros moluscos e insectos endmicos. Desde os primrdios da colonizao da ilha da Madeira, os caudais que a "floresta produtora de gua" proporciona foram vitais para a economia da ilha. A partir da segunda metade do sculo XX, as guas, transportadas por extensas "levadas", passaram a produzir energia nas centrais hidroelctricas.
Centro Histrico de Guimares.2001 Critrios: Guimares de um considervel significado universal, na medida em que aqui se desenvolveram tcnicas especializadas de construo de edifcios durante a Idade Mdia que depois foram exportadas para as colnias portuguesas, na frica e no Novo Mundo, transformando-se, mesmo, em caractersticas essenciais. A histria de
Guimares est intimamente associada com o estabelecimento da identidade nacional portuguesa e da lngua portuguesa no sculo XII. Guimares, uma cidade excepcionalmente bem preservada, reflecte a evoluo de alguns edifcios particulares desde os tempos medievais at ao presente, com particular incidncia entre os sculos XV e XIX. Breve descrio: O Centro Histrico de Guimares encerra nas suas eclcticas edificaes parte significativa da Histria do nosso territrio. Desde as habitaes "terreiras", s de um e dois sobrados, a par de edifcios medievais to emblemticos, como o do Pao Condal, passando pela edificao das caractersticas residncias nobilirquicas - as denominadas "Casas-Torre" -, tudo contribuiu para o carcter verdadeiramente mpar deste conjunto arquitectnico, evidenciado por uma intensa construo de "paos" urbanos a partir do sculo XV. Ao longo do sculo XVI foram-se criando outras tipologias habitacionais aristocrticas, que, no seu conjunto, conferiram uma imagem muito prpria a este centro, e das quais se destaca a singularidade formal e decorativa das suas fachadas, o cuidado aposto no aparelho das suas cantarias, bem como a frequente colocao de pedras de armas. E, se o sculo XVII se pautou por uma diversificao tipolgica residencial, tambm se assistiu a uma acentuada uniformizao da altura dos edifcios, com a presena de um piso trreo e de dois sobrados, bem como a ausncia de cornijas e consequente assentamento da cobertura directamente sobre o topo das fachadas e avano dos beirais sobre os arruamentos. Entretanto, foi com o derrube sistemtico das muralhas da cidade ao longo do sculo XIX que se criaram diferentes conjuntos urbanos em conjugao com os novos ideais burgueses, enquanto no sculo XX se assistiu edificao de infraestruturas imprescindveis s novas vivncias quotidianas, sempre com o cuidado de as integrar harmoniosamente na malha urbana pr existente.
Alto Douro Vinhateiro.2001 Critrios: Testemunhe um importante intercmbio de valores da humanidade durante um perodo determinado ou numa dada rea cultural, tendo influenciado o desenvolvimento da arquitectura ou da tecnologia, das artes monumentais, da planificao das cidades ou da criao de paisagens; C iv: se apresente como exemplo eminente de um tipo de construo ou de um tipo de conjunto arquitectnico ou de paisagem ilustrando um perodo ou perodos significativos da histria da humanidade; constitua um exemplo tradicional iminente de estabelecimento humano ou de ocupao do territrio (solos/mar), representativo de
uma cultura (ou de culturas), sobretudo se se tornar vulnervel sob o efeito de mutaes irreversveis. Breve descrio: O Alto Douro Vinhateiro uma zona particularmente representativa da paisagem que caracteriza a vasta Regio Demarcada do Douro, a mais antiga regio vitcola regulamentada do mundo. A paisagem cultural do Alto Douro combina a natureza monumental do vale do rio Douro, feito de encostas ngremes e solos pobres e acidentados, com a aco ancestral e contnua do Homem, adaptando o espao s necessidades agrcolas de tipo mediterrneo que a regio suporta. Esta relao ntima entre a actividade humana e a natureza permitiu criar um ecossistema de valor nico, onde as caractersticas do terreno so aproveitadas de forma exemplar, com a modelao da paisagem em socalcos, preservando-a da eroso e permitindo o cultivo da vinha. A regio produz o famoso vinho do Porto, representando o principal vector de dinamizao da tecnologia, da cultura, das tradies e da economia locais. O grande investimento humano nesta paisagem de singular beleza tornou possvel a fixao das populaes desde a longnqua ocupao romana, e dele resultou uma realidade viva e em evoluo, ao mesmo tempo testemunho do passado e motor do futuro, solidamente ancorado na optimizao dos recursos naturais e na preservao das ambincias.
Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico. 2004 Critrios: Um exemplo notvel de paisagem que ilustra uma resposta nica da vinicultura que transforma numa pequena ilha vulcnica aps a chegada dos primeiros colonos no sculo XV, os colonos transformaram uma paisagem rochosa e aparentemente improdutiva, numa extraordinria paisagem de pequenos talhes cintados de muros de pedra talhada pelo homem testemunho do trabalho de geraes de pequenos agricultores que, num ambiente hostil, conseguiram criar um modo de vida e um vinho de grande qualidade. Breve descrio: A paisagem da cultura da vinha da ilha do Pico, ocupa uma rea total de 154,4 ha, envolvida por uma zona tampo de 2445,3 ha e composta por dois stios o lajido da Criao Velha e o lajido de Santa Luzia. Estes stios foram eleitos por
constiturem excelentes representaes da arquitectura tradicional, do desenho da paisagem e dos elementos naturais, partes integrantes da Paisagem Protegida de Interesse Regional da Cultura da Vinha da Ilha do Pico (PPIRCVIP). Os lajidos da Criao Velha e de Santa Luzia, esto implantados em extensos campos de lava caracterizados por uma extrema riqueza e beleza geolgica e paisagstica. A diversidade faunstica e florstica a presente est associada a uma abundncia de espcies e comunidades endmicas, raras e com estatuto de proteco. As vinhas que produzem o vinho do Pico, eram e so plantadas nas fendas existentes em finas bancadas de basalto, o que confere paisagem da resultante um carcter nico. Como j foi referido anteriormente, com rduo labor e muito esforo o Homem introduziu bacelos numa vastido de rocha negra e dura, at ento considerada totalmente improdutiva. Devido ocorrncia de ventos fortes provenientes de todos os quadrantes e ao rossio do mar, foram elevados muros de abrigo com a pedra basltica retirada do prprio local, que deram origem a uma estrutura reticulada, planeada para tirar o mximo proveito do terreno e para facilitar o transporte e armazenamento das colheitas, bem como o escoamento do produto final. Bem junto linha da costa, um longo e acidentado caminho foi sendo definido no basalto pela passagem do rodado dos carros de bois. Outro, com alinhamento aproximadamente equidistante do primeiro, a atravessar mais elevadas cotas do interior, delimitava superiormente a rea de produo, para cima do qual se via obrigada a morar a maior parte dos trabalhadores. Segundo a Conveno para proteco do Patrimnio Mundial, Cultural e Natural da Unesco, I - Definies do patrimnio cultural e natural ARTIGO 1. Para fins da presente Conveno sero considerados como patrimnio cultural: Os monumentos. Obras arquitectnicas, de escultura ou de pintura monumentais, elementos de estruturas de carcter arqueolgico, inscries, grutas e grupos de elementos com valor universal excepcional do ponto de vista da histria, da arte ou da cincia; Os conjuntos. Grupos de construes isoladas ou reunidos que, em virtude da sua arquitectura, unidade ou integrao na paisagem tm valor universal excepcional do ponto de vista da histria, da arte ou da cincia; Os locais de interesse. Obras do homem, ou obras conjugadas do homem e da natureza, e as zonas, incluindo os locais de interesse arqueolgico, com um valor universal excepcional do ponto de vista histrico, esttico, etnolgico ou antropolgico . ARTIGO 2. Para fins da presente Conveno sero considerados como patrimnio natural: Os monumentos naturais constitudos por formaes fsicas e biolgicas ou por grupos de tais formaes com valor universal excepcional do ponto de vista esttico ou cientfico; As formaes geolgicas e fisiogrficas e as zonas estritamente delimitadas que constituem habitat de espcies animais e vegetais ameaadas, com valor universal excepcional do ponto de vista da cincia ou da conservao; Os locais de interesse naturais ou zonas naturais estritamente delimitadas, com valor universal excepcional do ponto de vista a cincia, conservao ou beleza natural. ARTIGO 3.
Competir a cada Estado parte na presente Conveno identificar e delimitar os diferentes bens situados no seu territrio referidos nos artigos 1 e 2 acima. II - Proteco nacional e proteco internacional do patrimnio cultural e natural ARTIGO 4. Cada um dos Estados parte na presente Conveno dever reconhecer que a obrigao de assegurar a identificao, proteco, conservao, valorizao e transmisso s geraes futuras do patrimnio cultural e natural referido nos artigos 1. e 2. e situado no seu territrio constitui obrigao primordial. Para tal, dever esforar-se, quer por esforo prprio, utilizando no mximo os seus recursos disponveis, quer, se necessrio, mediante a assistncia e a cooperao internacionais de que possa beneficiar, nomeadamente no plano financeiro, artstico, cientfico e tcnico. ARTIGO 5. Com o fim de assegurar uma proteco e conservao to eficazes e uma valorizao to activa quanto possvel do patrimnio cultural e natural situado no seu territrio e nas condies apropriadas a cada pas, os Estados parte na presente Conveno esforar-seo na medida do possvel por: a)Adoptar uma poltica geral que vise determinar uma funo ao patrimnio cultural e natural na vida colectiva e integrar a proteco do referido patrimnio nos programas de planificao geral; b)Instituir no seu territrio, caso no existam, um ou mais servios de proteco, conservao e valorizao do patrimnio cultural e natural, com pessoal apropriado, e dispondo dos meios que lhe permitam cumprir as tarefas que lhe sejam atribudas; c)Desenvolver os estudos e as pesquisas cientficas e tcnica e aperfeioar os mtodos de interveno que permitem a um Estado enfrentar os perigos que ameaam o seu patrimnio cultural e natural; d)Tomar as medidas jurdicas, cientficas, tcnicas, administrativas e financeiras adequadas para a identificao, proteco, conservao, valorizao e restauro do referido patrimnio; e e)Favorecer a criao ou o desenvolvimento de centros nacionais ou regionais de formao nos domnios da proteco, conservao e valorizao do patrimnio cultural e natural e encorajar a pesquisa cientfica neste domnio. ARTIGO 6. 1 Com pleno respeito pela soberania dos Estados no territrio dos quais est situado o patrimnio cultural e natural referido nos artigos 1. e 2., e sem prejuzo dos direitos reais previstos na legislao nacional sobre o referido patrimnio, os Estados parte na presente Conveno reconhecem que o referido patrimnio constitui um patrimnio universal para a proteco do qual a comunidade internacional no seu todo tem o dever de cooperar. 2 Em consequncia, os Estados parte comprometem-se, em conformidade com as disposies da presente Conveno, a contribuir para a identificao, proteco, conservao e valorizao do patrimnio cultural e natural referido nos pargrafos 2 e 4 do artigo 11. se o Estado no territrio do qual tal patrimnio se encontra o solicitar. 3 Cada um dos Estados parte na presente Conveno compromete-se a no tomar deliberadamente qualquer medida susceptvel de danificar directa ou indirectamente o patrimnio cultural e natural referido nos artigos 1. e 2. situado no territrio de outros Estados parte na presente Conveno.
ARTIGO 7. Para fins da presente Conveno, dever entender-se por proteco internacional do patrimnio mundial, cultural e natural a criao de um sistema de cooperao e de assistncia internacionais que vise auxiliar os Estados parte na Conveno nos esforos que despendem para preservar e identificar o referido patrimnio.
Dokumen Serupa dengan Manual PAtrimonio Cultural
Política Nacional de Gestão Turística Dos Patrimônios Mundiais
2009 - Carta de Curitba
Inclusao Da Pessoa Com Deficiencia

References: ARTIGO 1
 ARTIGO 2
 ARTIGO 3
 ARTIGO 4
 ARTIGO 5
 ARTIGO 6
 artigo 11

ARTIGO 7