Source: http://consulta.jfse.jus.br/Consulta/lista_publ.asp?CodRelac=2008000038&CodSecao=85&CodLocFis=3
Timestamp: 2014-12-21 22:10:09+00:00

Document:
Publicado no Di�rio da Justi�a de 11/06/2008
Boletim 2008.000038 - 3 a. VARA FEDERAL:
ADELAIDE ELISABETH CARDOSO C. DE FRAN�A 0001632-52.2007.4.05.8500
ADRIANO CARDOSO DE ANDRADE 0001964-53.2006.4.05.8500
0004784-84.2002.4.05.8500
0008499-03.2003.4.05.8500
0003388-72.2002.4.05.8500
0002010-42.2006.4.05.8500
0004147-70.2001.4.05.8500
AGU - PROCURADORIA DA UNIAO NO ESTADO DE SERGIPE 0005014-53.2007.4.05.8500
0001799-79.2001.4.05.8500
0003167-16.2007.4.05.8500
AGU - PROCURADORIA GERAL FEDERAL ESPECIALIZADA INCRA 0000749-81.2002.4.05.8500
AGU - PROCURADORIA GERAL FEDERAL ESPECIALIZADA INSS 0001767-64.2007.4.05.8500
AIDA MASCARENHAS CAMPOS 0000325-39.2002.4.05.8500
0001485-89.2008.4.05.8500
ALDO CARDOSO COSTA 0001350-77.2008.4.05.8500
ANA CRISTINA BARRETO DE CASTRO 0002280-03.2005.4.05.8500
0002453-27.2005.4.05.8500
0001938-26.2004.4.05.8500
ANA CRISTINA CARLOS S. MENESES 0004330-65.2006.4.05.8500
ANA ELISA SOBRAL V N DA C VIEIRA 0004089-91.2006.4.05.8500
0001072-91.1999.4.05.8500
ANA ELISA SOBRAL VILA NOVA DE CARVALHO VIEIRA 0003775-82.2005.4.05.8500
ANDRE LUIZ QUEIROZ STURARO 0003537-34.2003.4.05.8500
ANDREA LICIA OLIVEIRA TEODORO 0000749-81.2002.4.05.8500
ANNA PAULA SOUSA DA FONSECA SANTANA 0004150-25.2001.4.05.8500
ANTONIA MARIA MENEZES OLIVEIRA 0004587-27.2005.4.05.8500
0002289-62.2005.4.05.8500
ANTONIO MAURICIO TELES MACHADO 0005407-17.2003.4.05.8500
ANTONIO SOARES SILVA JUNIOR 0002010-42.2006.4.05.8500
0001767-64.2007.4.05.8500
ARIVALDO BARRETO CONCEICAO JUNIOR 0001350-77.2008.4.05.8500
0001660-83.2008.4.05.8500
ARLINDO VENANCIO DOS SANTOS 0001072-91.1999.4.05.8500
BIANCO SOUZA MORELLI 0003923-93.2005.4.05.8500
0002239-65.2007.4.05.8500
0002823-31.1990.4.05.8500
0002192-91.2007.4.05.8500
BRUNO MARCOS GUARNIERI E OUTROS 0002280-03.2005.4.05.8500
CARLOS ALBERTO RODRIGUES 0004150-25.2001.4.05.8500
0001748-54.1990.4.05.8500
CASSIA SOBRAL DE MELO TELES 0005407-17.2003.4.05.8500
CHRISTIAN ARY DA CRUZ BARBOSA 0005014-53.2007.4.05.8500
0000102-13.2007.4.05.8500
CICERO CORBAL GUERRA NETO 0003715-56.1998.4.05.8500
CL�UDIA TELES DA PAIX�O ARA�JO 0000327-33.2007.4.05.8500
DANIEL FABRICIO COSTA JUNIOR 0001798-50.2008.4.05.8500
DEMOSTENES RAMOS DE MELO 0001412-30.2002.4.05.8500
DIEGO CARNEIRO TEIXEIRA 0001653-91.2008.4.05.8500
EDES SOARES DE OLIVEIRA 0004147-70.2001.4.05.8500
ELIDIO ZANETTE MARIANI 0001798-50.2008.4.05.8500
ELIZABETH ALVES COSTA NETO 0005463-55.2000.4.05.8500
ENEDINA COSTA CARDOSO 0005407-17.2003.4.05.8500
ENILDE SANTOS ALMEIDA 0005407-17.2003.4.05.8500
EVALDO FERNANDES CAMPOS 0000749-81.2002.4.05.8500
FABIO ROSA RODRIGUES 0008499-03.2003.4.05.8500
FERNANDA TEIXEIRA LEITE 0004187-42.2007.4.05.8500
FRANCISCO LUIS GADELHA SANTOS 0001653-91.2008.4.05.8500
GERALDO DE OLIVEIRA 0001412-30.2002.4.05.8500
GICELMA SANTOS DO NASCIMENTO 0001798-50.2008.4.05.8500
0000853-63.2008.4.05.8500
GILMARA CALA�A DIAS 0001660-83.2008.4.05.8500
GILSON LUIS SOUSA DE ARAUJO 0001629-68.2005.4.05.8500
GISELA B CAMPOS FERREIRA 0004629-08.2007.4.05.8500
GISELE LEMOS KRAVCHYCHYN 0002280-03.2005.4.05.8500
HELDER FELIZOLA SOARES (UFS) 0000853-63.2008.4.05.8500
HELIO ROBERTO SILVEIRA PAES(FN) 0006498-65.1991.4.05.8500
HERMOSA MARIA SOARES FRANCA 0005407-17.2003.4.05.8500
ILTON MARQUES DE SOUZA 0004784-84.2002.4.05.8500
ISLA DE OLIVEIRA ALMEIDA 0000260-73.2004.4.05.8500
ISMAEL ALMEIDA SANTOS 0001798-50.2008.4.05.8500
IVAN DE ALMEIDA GOIS JUNIOR 0001798-50.2008.4.05.8500
JACSON FARIAS RODRIGUES 0005407-17.2003.4.05.8500
JAILTON VICENTE DOS SANTOS 0004380-09.1997.4.05.8500
JANE TEREZA VIEIRA DA FONSECA 0003715-56.1998.4.05.8500
JOAO DARIO DA ROCHA FILHO 0008499-03.2003.4.05.8500
JOAO GUILHERME CARVALHO 0004609-27.2001.4.05.8500
JOAO SANTANA FILHO 0004629-08.2007.4.05.8500
0005177-04.2005.4.05.8500
0001798-50.2008.4.05.8500
JOAQUIM DE CALASANS MELO FILHO 0006483-81.2000.4.05.8500
JOAQUIM GONCALVES NETO 0006498-65.1991.4.05.8500
JOICE ANGELI AUGUSTO CAMPOS DOS SANTOS 0004330-65.2006.4.05.8500
JOSE ADILSON CRUZ 0004600-36.1999.4.05.8500
JOSE ALBERTO GOMES VARJAO(FN) 0004609-27.2001.4.05.8500
0002024-26.2006.4.05.8500
JOSE AUGUSTO DOS SANTOS SOBRINHO 0004330-65.2006.4.05.8500
JOSE EDUARDO DE SANTANA MACEDO 0002239-65.2007.4.05.8500
JOSE EDUARDO DORNELAS SOUZA 0000175-82.2007.4.05.8500
JOSE HUMBERTO CARVALHO S. JUNIOR 0000002-78.1995.4.05.8500
JOSE JEFERSON CORREIA MACHADO 0004609-27.2001.4.05.8500
JOSE MELO SANTOS 0000260-73.2004.4.05.8500
0006076-36.2004.4.05.8500
JOSE RILTON TENORIO MOURA 0000175-82.2007.4.05.8500
JOSE SIMPLICIANO FONTES 0003715-56.1998.4.05.8500
JOSE VIVALDO DE MENEZES 0004147-70.2001.4.05.8500
LAERT NASCIMENTO ARAUJO 0000039-95.2001.4.05.8500
LAFAIETE REIS FRANCO 0001485-89.2008.4.05.8500
LEANDRO DOS SANTOS RODRIGUES CAMPOS 0000002-78.1995.4.05.8500
LEAO MAGNO BRASIL JUNIOR 0008499-03.2003.4.05.8500
LE�ZIO MACHADO DANTAS 0001798-50.2008.4.05.8500
LENORA VIANA DE ASSIS 0000710-74.2008.4.05.8500
LISES ALVES CAMPOS 0001485-89.2008.4.05.8500
LUCIANNE LEAL SANTOS 0001798-50.2008.4.05.8500
LUIS ANTONIO SANTANA DA SILVA 0003167-16.2007.4.05.8500
LUIZ EDUARDO AYRES DE FREITAS BRITO 0002823-31.1990.4.05.8500
LUIZ ROBERTO DANTAS DE SANTANA 0001632-52.2007.4.05.8500
0004187-42.2007.4.05.8500
MARCEL COSTA FORTES 0001798-50.2008.4.05.8500
MARCELO HORA PASSOS 0001748-54.1990.4.05.8500
0000260-73.2004.4.05.8500
MARCIA MENEZES NASCIMENTO 0001412-30.2002.4.05.8500
MARCOS ANTONIO RIBEIRO SILVA GALDINO 0006076-36.2004.4.05.8500
MARCOS ROMERO DE MENEZES 0000039-95.2001.4.05.8500
MARIA ALVANDA DE FREITAS 0001798-50.2008.4.05.8500
MARIA DA PURIFICACAO OLIVEIRA SANTOS 0002289-62.2005.4.05.8500
0000325-39.2002.4.05.8500
0001209-63.2005.4.05.8500
0004587-27.2005.4.05.8500
MARIA DO SOCORRO MIRA DE SOUZA 0000567-95.2002.4.05.8500
0004330-65.2006.4.05.8500
MARIA LUCIMAR S. OLIVEIRA 0005407-17.2003.4.05.8500
MARIA LUIZA CARDOSO COELHO 0000002-78.1995.4.05.8500
MARTA ALMEIDA SANTOS 0001209-63.2005.4.05.8500
MIGUEL EDUARDO BRITTO ARAGAO 0000567-95.2002.4.05.8500
NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES 0001653-91.2008.4.05.8500
PAULA GIRON MARGALHO DE GOIS 0006714-69.2004.4.05.8500
0005463-55.2000.4.05.8500
PAULO ANDRADE GOMES 0004380-09.1997.4.05.8500
0003715-56.1998.4.05.8500
PAULO M�RCIO DE N�POLIS 0003775-82.2005.4.05.8500
PEDRO DIAS DE ARAUJO JUNIOR 0005407-17.2003.4.05.8500
PROCURADOR DA UFS 0001798-50.2008.4.05.8500
PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL EM SERGIPE - PGFN/SE 0001653-91.2008.4.05.8500
RAIMUNDO CEZAR BRITTO ARAG�O 0001748-54.1990.4.05.8500
REGES COELHO CORREIA 0003923-93.2005.4.05.8500
RENATA DE OLIVEIRA CARVALHO 0003923-93.2005.4.05.8500
RICARDO MONTEIRO MOTA 0005177-04.2005.4.05.8500
RICARDO TAVARES DE MEDINA SANTOS 0003923-93.2005.4.05.8500
RODRIGO DE LIMA FILHO 0001799-79.2001.4.05.8500
RODRIGO OT�VIO ACCETE BELINTANI 0001653-91.2008.4.05.8500
ROSANGELA OLIVEIRA SOUZA 0001964-53.2006.4.05.8500
SAMUEL SPONTAN DE CARVALHO 0005407-17.2003.4.05.8500
SEM ADVOGADO 0000710-74.2008.4.05.8500
0000749-81.2002.4.05.8500
0000327-33.2007.4.05.8500
SEM PROCURADOR 0000175-82.2007.4.05.8500
0001629-68.2005.4.05.8500
SIDNEY SILVA DE ALMEIDA 0001412-30.2002.4.05.8500
SILAS COUTINHO DE FARIAS ALVES 0003537-34.2003.4.05.8500
SILVIA HELENA PARABOLI M. MALUF 0004600-36.1999.4.05.8500
SONIA MARIA SANTOS 0001072-91.1999.4.05.8500
SONIA RODRIGUES SOARES CALDAS 0002823-31.1990.4.05.8500
0006483-81.2000.4.05.8500
TEREZINHA FRANCISCA OLIVEIRA 0002024-26.2006.4.05.8500
THAIS MAIA DE BRITTO 0003388-72.2002.4.05.8500
THIAGO D'AVILA MELO FERNANDES 0002010-42.2006.4.05.8500
VANIA MARIA PRADO N. SANTOS 0002289-62.2005.4.05.8500
VINICIUS SILVA PRADO 0006714-69.2004.4.05.8500
Y�DA MARIA D�DA PEIXOTO TORRES 0004089-91.2006.4.05.8500
0000853-63.2008.4.05.8500 MINIST�RIO P�BLICO FEDERAL (Adv. GICELMA SANTOS DO NASCIMENTO) x FUNDA��O UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE (Adv. HELDER FELIZOLA SOARES (UFS))
1 - Desnecess�ria a produ��o de provas em audi�ncia, eis que os fatos est�o devidamente demonstrados nos autos e, no mais, a mat�ria � eminentemente de direito.
2 - Est� encerrada a instru��o do feito, motivo pelo qual anuncio o julgamento antecipado da lide.
3 - Voltem-me conclusos para prola��o de senten�a.
0001798-50.2008.4.05.8500 MINIST�RIO P�BLICO FEDERAL (Adv. GICELMA SANTOS DO NASCIMENTO) x FUNDA��O UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE (Adv. PROCURADOR DA UFS) x IGOR CAVALCANTI TEN�RIO BATISTA E OUTROS x SILVIO SOBRAL GARCEZ JUNIOR (Adv. LUCIANNE LEAL SANTOS, ELIDIO ZANETTE MARIANI, LE�ZIO MACHADO DANTAS) x RENATA DE JESUS COSTA (Adv. ISMAEL ALMEIDA SANTOS) x ISIS DE GOES TAVARES E OUTRO (Adv. MARCEL COSTA FORTES, JOAO SANTANA FILHO, DANIEL FABRICIO COSTA JUNIOR, LAERT NASCIMENTO ARAUJO, LUIZ ROBERTO DANTAS DE SANTANA) x WANDERSON DOS REIS SANTOS E OUTROS (Adv. MARIA ALVANDA DE FREITAS, IVAN DE ALMEIDA GOIS JUNIOR)
ADMINISTRATIVO. CONSTITUCIONAL.PROCESSUAL CIVIL. A��O CIVIL P�BLICA. MINIST�RIO P�BLICO FEDERAL. UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE - UFS/SE. CONCURSO P�BLICO PARA O CARGO DE ASSISTENTE EM ADMINISTRA��O - N�VEL D. EXIG�NCIA DE EXPERI�NCIA PROFISSIONAL DE 12 (DOZE) MESES. VIOLA��O AOS PRINC�PIOS DA RAZOABILIDADE, DA PROPORCIONALIDADE, DA ISONOMIA, E DO LIVRE ACESSO AOS CARGOS P�BLICOS. ART. 37, I E II DA CONSTITUI��O FEDERAL. PRESEN�A DOS REQUISITOS QUE AUTORIZAM A CONCESS�O DA TUTELA DE URG�NCIA. TUTELA ANTECIPADA DEFERIDA PARA QUE A R� SUSPENDA A REALIZA��O DO CONCURSO, EXCLUA A EXIG�NCIA DE EXPERI�NCIA PROFISSIONAL DE DOZE MESES E REABRA AS INSCRI��ES PELO PRAZO DE 15 (QUINZE) DIAS.
O MINIST�RIO P�BLICO FEDERAL ingressa com A��O CIVIL P�BLICA em face da UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE, com o fito de assegurar a participa��o de candidatos que n�o possuam experi�ncia profissional de 12 (doze) meses no concurso p�blico para provimento do cargo de Assistente em Administra��o - N�vel D - daquela institui��o, conforme Edital n� 13/2008.
Assevera o Minist�rio P�blico Federal que "a partir de uma an�lise conjunta dos itens 6.2 e 14.1, do j� citado Edital, constata-se que somente ser� investido no cargo de Assistente em Administra��o N�vel "D" o candidato aprovado que, al�m de comprovar a conclus�o do ensino m�dio, demonstrar possuir experi�ncia profissional de 12 (doze) meses."1Concluindo da� que h� ofensa aos princ�pios da proporcionalidade, da razoabilidade, da isonomia e da ampla acessibilidade aos cargos p�blicos, conforme disposto no artigo 37, incisos I e II, da Constitui��o Federal.
Afirma o autor que as fun��es a serem desenvolvidas pelo ocupante do cargo em quest�o s�o de n�vel m�dio, de menor complexidade2, sendo inadequada tal exig�ncia, posto que a sua efetiva��o n�o conduzir�, necessariamente, � sele��o dos candidatos mais experientes para o exerc�cio das tarefas atinentes ao cargo de Assistente de Administra��o, acrescentando que h� v�rios mecanismos, mais eficientes e razo�veis, que poder�o ser adotados pela Administra��o para avaliar a experi�ncia ou inexperi�ncia dos candidatos, lembrando, tamb�m, que igual controle pode ser feito para aqueles nomeados e empossados ao entrarem em exerc�cio, posto que ficam sujeitos ao crit�rios de avalia��o de desempenho para o cargo durante o per�odo do est�gio probat�rio.
Evidencia o postulante que a falta de maiores elementos jur�dicos para identifica��o do conceito de experi�ncia profissional torna invi�vel a sua aplica��o na pr�tica, uma vez que se trata de um conceito eminentemente subjetivo, sobretudo porque n�o especifica qual a natureza da mencionada experi�ncia, especialmente, se na �rea p�blica ou privada.
Argumenta o requerente que o anexo X da Lei n� 11.233/2005, que exige a experi�ncia de 12 meses como requisito indispens�vel � investidura no cargo em quest�o est� tacitamente revogado por lei posterior que alterou a CLT - Consolida��o das Leis do Trabalho.
Argui o Minist�rio P�blico Federal a ocorr�ncia de periculum in mora, vez que j� se encerrou o per�odo das inscri��es do concurso de que trata o cargo em quest�o - Edital n� 13/2008 - e a data de realiza��o das provas � o dia 08.06.2008, al�m do que muitas pessoas n�o se inscreveram no certame em virtude da combatida exig�ncia.
Requer a concess�o de antecipa��o de tutela, em car�ter liminar, inaudita altera pars, nos termos do item 4.1 da exordial.
Junta os documentos de fls. 19 usque 48.
Tendo em vista que o termo final das inscri��es do concurso em exame j� se esgotou, e diante da proximidade da realiza��o das provas, marcadas para o dia 08.06.2008, n�o � razo�vel protelar decis�o urgente e de grande alcance no �mbito da sociedade, para que se evite preju�zos �queles que, efetivamente, aguardam o desfecho da lide, para procederem �s suas inscri��es no reportado concurso � sendo imperioso que se analise o pedido initio litis e inaudita altera pars. Ademais, se a decis�o liminar for desfavor�vel � Universidade Federal de Sergipe, n�o haver� qualquer preju�zo, pois � revers�vel o provimento e, se favor�vel ao Minist�rio P�blico Federal, inexistir�o preju�zos a recompor. Assim, passo ao exame do pedido antecipat�rio da tutela, em car�ter liminar.
A concess�o da tutela antecipada requerida est� condicionada aos pressupostos previstos no art. 273 do C�digo de Processo Civil que, se atendidos, imp�e-se ao magistrado deferi-la, ou neg�-la, se ausentes.
A prop�sito do tema aventado na exordial, disp�e a Carta Magna que:
"Art. 37. A administra��o p�blica direta e indireta de qualquer dos Poderes da Uni�o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic�pios obedecer� aos princ�pios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e efici�ncia e, tamb�m, ao seguinte: (Reda��o dada pela Emenda Constitucional n� 19, de 1998)
II - a investidura em cargo ou emprego p�blico depende de aprova��o pr�via em concurso p�blico de provas ou de provas e t�tulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomea��es para cargo em comiss�o declarado em lei de livre nomea��o e exonera��o; (Reda��o dada pela Emenda Constitucional n� 19, de 1998)".
E, a Lei n� 8.112/90, que:
"Art. 5o S�o requisitos b�sicos para investidura em cargo p�blico: I - a nacionalidade brasileira; II - o gozo dos direitos pol�ticos; III - a quita��o com as obriga��es militares e eleitorais; IV - o n�vel de escolaridade exigido para o exerc�cio do cargo; V - a idade m�nima de dezoito anos; VI - aptid�o f�sica e mental. � 1o. As atribui��es do cargo podem justificar a exig�ncia de outros requisitos estabelecidos em lei. A descri��o sum�ria das atribui��es do Cargo de Assistente de Administra��o consta do anexo V do Edital n� 13/2008, fls. 31, in verbis:
"Dar suporte administrativo e t�cnico nas �reas de recursos humanos, administra��o, finan�as e log�stica; atender usu�rios, fornecendo e recebendo informa��es; tratar de documentos variados, cumprindo todo o procedimento necess�rio referente aos mesmos; preparar relat�rios e planilhas; executar servi�os �reas de escrit�rio. Assessorar nas atividades de ensino, pesquisa e extens�o"
Percebe-se, pela leitura do texto acima transcrito, que a singeleza das tarefas a serem desempenhadas pelos ocupantes do cargo em discuss�o - Assistente de Administra��o da Universidade Federal de Sergipe - n�o justifica a exig�ncia de experi�ncia profissional pr�via de 12 (doze) meses, como requisito para a investidura no cargo. A disposi��o edital�cia impugnada restringe, injustificadamente, a participa��o de pessoas que n�o possuem experi�ncia profissional, a exemplo dos jovens � procura de seu primeiro emprego, em ofensa aos princ�pios da razoabilidade, proporcionalidade, isonomia e do livre acesso aos cargos p�blicos.
Registre-se, por oportuno, que, num pa�s onde � patente a dificuldade em se conseguir um emprego, a exig�ncia de experi�ncia profissional pr�via para desempenho de cargo de n�vel m�dio e de pouca complexidade ofende o princ�pio constitucional do amplo acesso aos cargos p�blicos, esposado no art. 37, I e II da Lei Suprema.
Caracterizada, tamb�m, a ofensa ao princ�pio da igualdade ou isonomia, posto que a lei discrimina os potenciais candidatos ao certame p�blico em debate, impedindo a inscri��o daqueles que n�o t�m a cogitada experi�ncia profissional, ocasionando um tratamento desigual aos iguais, o que � vedado pela Carta Pol�tica. � irrazo�vel exigir a experi�ncia profissional como condi��o para acesso ao cargo de Assistente de Administra��o, face � inadequa��o dos meios aos fins visados, que � o provimento de um cargo cujo exerc�cio n�o exige maior qualifica��o ou experi�ncia profissional ou funcional. A despropor��o tamb�m � flagrante entre a exig�ncia edital�cia e a natureza da atividade a ser desempenhada pelos ocupantes do cargo de Assistente de Administra��o.
Al�m de tudo isso, haver� consider�vel dificuldade, para a Administra��o mensurar a qualidade da experi�ncia profissional exigida, pois submetida a crit�rios subjetivos, n�o cristalinos e, possivelmente, eivados de distor��es.
Acrescente-se, por oportuno, que a exig�ncia de experi�ncia profissional, prevista no art. 9� da Lei n� 11.091/2005, n�o obriga as Institui��es de Ensino Superior Federais a exigirem tal requiisito nos concursos p�blicos, sendo requisito opcional para investidura em cargo do Plano de Carreira dos Cargos T�cnico Administrativos em Educa��o. Essa exig�ncia deve ser objeto de concursos para cargos cujas atribui��es estejam revestidas de maior complexidade.
Pertinente, ainda, considerar que a Lei n� 11.644/2008 alterou o art. 442-A da CLT para impedir que o empregador exija do candidato ao emprego experi�ncia superior a 6 (seis) meses no mesmo tipo de atividade para a qual se candidata ao emprego.
No caso dos autos, est� comprovada a verossimilhan�a das alega��es para fins de concess�o da tutela antecipada, uma vez que a Constitui��o Federal garante a acessibilidade, aos cargos p�blicos, aos brasileiros que preencham os requisitos previstos em lei e estabelece a proibi��o de qualquer tipo de discrimina��o.
O perigo de dano irrepar�vel ou de dif�cil repara��o tamb�m � evidente, tendo em vista a proximidade da data para a realiza��o das provas do concurso, agendado para o dia 08.06.2008.
Posto isso, concedo a tutela antecipada requerida, liminarmente, para o fim de determinar � Universidade Federal de Sergipe que:
a) exclua a exig�ncia constante no Edital n� 13/2008, dirigida aos candidatos ao cargo de Assistente em Administra��o, para que comprovem, como requisito para a inscri��o no certame e investidura no cargo, experi�ncia profissional de 12 (doze) meses; b) ap�s, eliminada a exig�ncia referida no item anterior, com a publica��o de edital retificador, reabra as inscri��es no concurso p�blico aberto por meio do Edital UFS n� 13/2008 para o cargo de Assistente em Administra��o, pelo prazo de 15 (quinze) dias, suspendendo-se, em rela��o a esse cargo, o concurso previsto para o pr�ximo dia 8 do corrente m�s;
Determino, ainda, � r�, a divulga��o desta decis�o, de maneira ampla e c�lere, nos ve�culos de comunica��o social do Estado de Sergipe, bem assim no site da Universidade Federal de Sergipe, para conhecimento de todos os candidatos inscritos no certame e dos potenciais candidatos que possam dela beneficiar-se.
A imposi��o de san��o pecuni�ria somente se justifica na hip�tese de descumprimento desta decis�o, quando, se for o caso ser�o apuradas as devidas responsabilidades.
Intime-se, com urg�ncia, a r� para cumprir esta decis�o, por mandado, citando-a, em seguida, para oferecer resposta no prazo legal.
Aracaju, 06 de junho de 2008.
1 Fls.7.
2 Descri��o Sum�ria do Cargo, constante do anexo V do Edital n � 13/2008, fls. 31: "Dar suporte administrativo e t�cnico nas �reas de recursos humanos, administra��o, finan�as e log�stica; atender usu�rios, fornecendo e recebendo informa��es; tratar de documentos variados, cumprindo todo o procedimento necess�rio referente aos mesmo; preparar relat�rios e planilhas; executar servi�os �reas de escrit�rio. Assessorar nas atividades de ensino, pesquisa e extens�o.
Processo n� 2008.85.00.001798-2
A��O DE IMISS�O NA POSSE
0000325-39.2002.4.05.8500 CAIXA ECON�MICA FEDERAL - CEF (Adv. AIDA MASCARENHAS CAMPOS, MARIA DA PURIFICACAO OLIVEIRA SANTOS) x ESP�LIO DE MOZART BRANDAO SANTANA E OUTRO (Adv. SEM ADVOGADO) x MARTA CRUZ (Adv. SEM ADVOGADO)
Em face da certid�o de fl. 43, vista ao credor.
M�rcia Rosilda Carvalho Barreto
(Com fulcro no item 19, do artigo 3�. do Provimento n� 2, de 30 de novembro de 2000, do TRF-5�. Regi�o)
0000710-74.2008.4.05.8500 CAIXA ECON�MICA FEDERAL - CEF (Adv. LENORA VIANA DE ASSIS) x MARTA PIERRANGELA LOUREIRO (Adv. SEM ADVOGADO)
Face � peti��o de fls. 23, cancelo a audi�ncia designada �s fls. 23.
Ap�s, voltem-me conclusos.
0001485-89.2008.4.05.8500 CAIXA ECON�MICA FEDERAL - CEF (Adv. AIDA MASCARENHAS CAMPOS, LISES ALVES CAMPOS) x ADEMIRTON BARBOSA DE CERQUEIRA (Adv. LAFAIETE REIS FRANCO)
Em face da certid�o de fl. 28, designo nova data para a audi�ncia de concilia��o: dia 26/08/2008, �s 15h45min.
0003167-16.2007.4.05.8500 ROBERTO RODRIGUES (Adv. LUIS ANTONIO SANTANA DA SILVA) x UNI�O FEDERAL (Adv. AGU - PROCURADORIA DA UNIAO NO ESTADO DE SERGIPE)
Processo n� 2007.85.00.003167-6 - Classe 05019 - 3� Vara
A��o: Usucapi�o
Partes: Reqte: ROBERTO RODRIGUES
Rqdo: Uni�o Federal
CIVIL. PROCESSO CIVIL E ADMINISTRATIVO. USUCAPI�O. TERRENO DE MARINHA. ALTERA��O DO PEDIDO. USUCAPI�O DO DOM�NIO �TIL REFERENTE AO BEM P�BLICO. INADMISSIBILIDADE. ART. 264 DO CPC. LIMITES DA LIDE (ART. 460 DO CPC) IMPOSSIBILIDADE JUR�DICA DO PEDIDO. 1 - Sendo o bem pretendido terreno de marinha, logo, insuscet�vel de usucapi�o, � de se considerar a impossibilidade jur�dica do pedido. 2 - Caracterizada, pois, a aus�ncia de uma das condi��es da a��o, deve-se extinguir o processo sem julgamento do m�rito. S E N T E N � A:
ROBERTO RODRIGUES, qualificado na exordial e por seu Patrono, prop�e perante a Justi�a Estadual, A��O DE USUCAPI�O EXTRAORDIN�RIO, alegando que � leg�timo possuidor, h� mais de 15 (quinze) anos, de um im�vel residencial urbano localizado na Rua Jos� de Melo, n.�110, Jardim Centen�rio, nesta cidade.
Pede a proced�ncia do pedido, com o reconhecimento do seu direito sobre o im�vel mencionado.
Junta documentos de fls. 05/09.
Realizadas as cita��es pessoais e edital�cia aos poss�veis interessados, e intimadas as Fazendas P�blicas Federal, Estadual e Municipal, manifestou a Uni�o Federal o seu interesse, alegando que o im�vel objeto do presente feito � conceituado como terreno de marinha em sua totalidade, pugnando pela remessa dos autos � Justi�a Federal, fls. 98/101.
A Fazenda P�blica Municipal, � fl. 65/67, manifesta o seu desinteresse no presente feito. � fl. 102, o MM. Juiz de Direito declina da compet�ncia para apreciar o feito, determinando a remessa dos autos � Justi�a Federal.
� fl. 108, foi acolhidos validamente todos os atos at� ent�o praticados, determinando a ci�ncia �s partes da chegada dos autos a este ju�zo bem como a abertura de vista ao MPF.
A Uni�o Federal, � fl.111 consigna seu conhecimento a respeito do deslocamento do feito.
O Minist�rio P�blico Federal, �s fls. 113/114, diz que o im�vel usucapiendo � bem pertencente da Uni�o, portanto, imprescrit�vel, opinando desta forma, pela extin��o do processo, sem julgamento do m�rito, por impossibilidade jur�dica do pedido, haja vista tratar-se de �rea relativa � terreno de marinha.
Vieram-me os autos conclusos para senten�a. � O RELAT�RIO.
A doutrina p�tria consagrou a tese de que o usucapi�o � modo origin�rio de adquirir propriedade como resultante da posse mansa e pac�fica ao longo do tempo.
Dessa forma, adquire a propriedade aquele que, por prolongado lapso temporal possui um im�vel com animus domini, sem interrup��o ou oposi��o de qualquer pessoa. Entretanto, os bens p�blicos, em face da natureza da titularidade da propriedade e sua destina��o, sujeitam-se a uma disciplina especial, estando norteados por princ�pios espec�ficos, quais sejam: a imprescritibilidade, a impenhorabilidade, a inalienabilidade e a impossibilidade de onera��o.
A Constitui��o Federal, em seu art. 20, VII, disp�e que s�o bens da Uni�o, dentre outros, os terrenos de marinha e seus acrescidos. Destarte, assim como todos os bens p�blicos, n�o podem ser objetos de usucapi�o, conforme proibi��o contida nos par�grafos 3� e �nico dos artigos 183 e 191, respectivamente, da Carta Magna:
"Os im�veis p�blicos n�o ser�o adquiridos por usucapi�o." Na hip�tese dos autos, vislumbra-se que o im�vel cujo usucapi�o se pretende � constitu�do t�o somente de terreno de marinha, ex vi do documento colacionado � fl. 100, logo, bem da Uni�o, e insuscet�vel, portanto, da aludida prescri��o aquisitiva. Examinando a pretens�o nos termos em que foi deduzida na inicial, revela-se, absolutamente imposs�vel de ser atendido o pleito formulado pelos acionantes, eis que o ordenamento jur�dico-constitucional veda, terminantemente, a aquisi��o de im�veis urbanos ou rurais pertencentes � Uni�o, atrav�s do instituto do usucapi�o. Incide, na hip�tese, causa de extin��o do processo, sem julgamento do m�rito, por n�o concorrer uma das condi��es da a��o, qual seja, a possibilidade jur�dica do pedido. POSTO ISSO, extingo o processo, sem resolu��o do m�rito, nos termos do artigo 267, inciso VI, do C�digo de Processo Civil, determinando o arquivamento dos autos, ap�s a baixa na Distribui��o. Condeno o autor ao pagamento de honor�rios advocat�cios o qual fixo em R$ 100,00(cem) reais.
P.R.I. Aracaju, 25 de Mar�o de 2008.
Juiz Edmilson da Silva Pimenta Processo n� 2007.85.00.003167-6 Classe 05019 - 3� Vara
SENT. TIPO A - Classifica��o conforme Resolu��o n� 535, de 18/12/06.8/8/
Processo n� 2004.85.00.000081-2 - Classe 05019 - 3� Vara
0003775-82.2005.4.05.8500 ROS�NGELA FREITAS SANTOS (Adv. PAULO M�RCIO DE N�POLIS) x UNI�O FEDERAL (Adv. ANA ELISA SOBRAL VILA NOVA DE CARVALHO VIEIRA)
Processo n� 2005.85.00.003775-0 - Classe 05019 - 3� Vara
Partes: Reqte: ROS�NGELA FREITAS SANTOS
ROS�NGELA FREITAS SANTOS, qualificada na exordial e por seu patrono, prop�e perante a Justi�a Estadual, A��O DE USUCAPI�O EXTRAORDIN�RIO, alegando que � leg�tima possuidora, h� mais de 18 (dezoito) anos, de um im�vel residencial urbano localizado na avenida Jos� Oliveira Guedes, n.� 369, bairro Bugio, nesta cidade.
Junta documentos de fls. 11/24.
Realizadas as cita��es pessoais e edital�cia aos poss�veis interessados, e intimadas as Fazendas P�blicas Federal, Estadual e Municipal, manifestou a Uni�o Federal o seu interesse, alegando que o im�vel objeto do presente feito � conceituado como terreno de marinha em sua totalidade, pugnando pela remessa dos autos � Justi�a Federal, fls. 42/44.
A Fazenda P�blica Estadual, � fl. 41, manifesta o seu desinteresse no presente feito. � fl. 45, a MM. Ju�za de Direito declina da compet�ncia para apreciar o feito, determinando a remessa dos autos � Justi�a Federal.
� fl. 48, foram acolhidos validamente todos os atos at� ent�o praticados, deferido o benef�cio da Justi�a Gratuita � parte autora e determinada a ci�ncia �s partes da chegada dos autos a este ju�zo bem como a abertura de vista ao MPF.
�s fls. 53/58, a Fazenda P�blica Municipal manifesta o seu desinteresse no presente feito.
A Uni�o Federal, �s fls.61/64 consigna seu conhecimento a respeito do deslocamento do feito para este Ju�zo, requerendo o julgamento da lide nos moldes do artigo 267 -inciso VI, do CPC.
O Minist�rio P�blico Federal, � fl. 66 consigna estar ciente da decis�o .
"Os im�veis p�blicos n�o ser�o adquiridos por usucapi�o." Na hip�tese dos autos, vislumbra-se que o im�vel cujo usucapi�o se pretende � constitu�do t�o somente de terreno de marinha, ex vi do documento colacionado � fl. 44, logo, bem da Uni�o, e insuscet�vel, portanto, da aludida prescri��o aquisitiva. Examinando a pretens�o nos termos em que foi deduzida na inicial, revela-se, absolutamente imposs�vel de ser atendido o pleito formulado pelos acionantes, eis que o ordenamento jur�dico-constitucional veda, terminantemente, a aquisi��o de im�veis urbanos ou rurais pertencentes � Uni�o, atrav�s do instituto do usucapi�o. Incide, na hip�tese, causa de extin��o do processo, sem julgamento do m�rito, por n�o concorrer uma das condi��es da a��o, qual seja, a possibilidade jur�dica do pedido. POSTO ISSO, extingo o processo, sem resolu��o do m�rito, nos termos do artigo 267, inciso VI, do C�digo de Processo Civil, determinando o arquivamento dos autos, ap�s a baixa na Distribui��o. Deixo de condenar em honor�rios advocat�cios e custas processuais, em face da concess�o do Benef�cio da Justi�a Gratuita � postulante.
P.R.I. Aracaju, 09 de Abril de 2008.
Juiz Edmilson da Silva Pimenta Processo n� 2005.85.00.003775-0 Classe 05019 - 3� Vara
SENT. TIPO B - Classifica��o conforme Resolu��o n� 535, de 18/12/06.8/8/
0004089-91.2006.4.05.8500 MARIA DE DEUS LIMA (Adv. Y�DA MARIA D�DA PEIXOTO TORRES) x UNI�O FEDERAL (Adv. ANA ELISA SOBRAL V N DA C VIEIRA)
Processo n� 2006.85.00.004089-2 - Classe 05019 - 3� Vara
Partes: Reqte: Maria de Deus Lima
MARIA DE DEUS LIMA, qualificada na exordial e por seu Defensor P�blico, prop�e perante a Justi�a Estadual, A��O DE USUCAPI�O ESPECIAL, alegando que � leg�tima possuidora, h� 08 (oito) anos, de um im�vel residencial urbano localizado na Rua 6, n.�115, Bairro Lamar�o , nesta cidade.
Junta documentos de fls. 08/23.
Realizadas as cita��es pessoais e edital�cia aos poss�veis interessados, e intimadas as Fazendas P�blicas Federal, Estadual e Municipal, manifestou a Uni�o Federal o seu interesse, alegando que o im�vel objeto do presente feito � conceituado como terreno de marinha em sua totalidade, pugnando pela remessa dos autos � Justi�a Federal, fls. 43/45.
A Fazenda P�blica Estadual, � fl. 36, manifesta o seu desinteresse no presente feito. � fl. 47, o MM. Juiz de Direito declina da compet�ncia para apreciar o feito, determinando a remessa dos autos � Justi�a Federal.
� fl. 49, foi acolhidos validamente todos os atos at� ent�o praticados, determinando a ci�ncia �s partes da chegada dos autos a este ju�zo bem como a abertura de vista ao MPF.
A Uni�o Federal, em manifesta��o de fls.52, reitera os argumentos da peti��o de fls.43/45.
O Minist�rio P�blico Federal, �s fls. 54/56, diz que o im�vel usucapiendo � bem pertencente da Uni�o, portanto, imprescrit�vel, opinando desta forma, pela extin��o do processo, sem julgamento do m�rito, por impossibilidade jur�dica do pedido, haja vista tratar-se de �rea relativa � terreno de marinha.
"Os im�veis p�blicos n�o ser�o adquiridos por usucapi�o." Na hip�tese dos autos, vislumbra-se que o im�vel cujo usucapi�o se pretende � constitu�do t�o somente de terreno de marinha, ex vi do documento colacionado � fl. 45, logo, bem da Uni�o, e insuscet�vel, portanto, da aludida prescri��o aquisitiva. Examinando a pretens�o nos termos em que foi deduzida na inicial, revela-se, absolutamente imposs�vel de ser atendido o pleito formulado pelos acionantes, eis que o ordenamento jur�dico-constitucional veda, terminantemente, a aquisi��o de im�veis urbanos ou rurais pertencentes � Uni�o, atrav�s do instituto do usucapi�o. Incide, na hip�tese, causa de extin��o do processo, sem julgamento do m�rito, por n�o concorrer uma das condi��es da a��o, qual seja, a possibilidade jur�dica do pedido. POSTO ISSO, extingo o processo, sem resolu��o do m�rito, nos termos do artigo 267, inciso VI, do C�digo de Processo Civil, determinando o arquivamento dos autos, ap�s a baixa na Distribui��o. Deixo de condenar em honor�rios advocat�cios e custas processuais, em face da concess�o do Benef�cio da Justi�a Gratuita aos postulantes.
Juiz Edmilson da Silva Pimenta Processo n� 2006.85.00.004089-2 Classe 05019 - 3� Vara
0004380-09.1997.4.05.8500 JOAO BATISTA DOS SANTOS (Adv. JAILTON VICENTE DOS SANTOS) x UNI�O FEDERAL (Adv. PAULO ANDRADE GOMES)
Processo n.� 97.0004380-0- 3� Vara
Classe: 5019 - A��o Ordin�ria
Partes: Autor: JO�O BATISTA DOS SANTOS
PROCESSUAL CIVIL. PROCEDIMENTO ORDIN�RIO. EXECU��O DE SENTEN�A. CUMPRIMENTO DA OBRIGA��O. EXTIN��O DO PROCESSO, NOS TERMOS DO ART. 794, I, DO C�DIGO DE PROCESSO CIVIL.
A UNI�O FEDERAL promoveu Execu��o da Senten�a em face de JO�O BATISTA DOS SANTOS, visando ao pagamento da import�ncia correspondente aos honor�rios advocat�cios de sucumb�ncia.
� fl. 96, consta o comprovante de pagamento efetuado pela parte sucumbente.
A Uni�o Federal, � fl.115, consigna seu conhecimento acerca do pagamento e requer o arquivamento dos autos.
� fl. 110, consta of�cio da CEF informando a convers�o do dep�sito de fl. 96 em favor da Uni�o, conforme determina��o contida no despacho de fl. 106.
POSTO ISSO, satisfeita a obriga��o, como demonstrado no comprovante de fls. 96 e 110, DECLARO, por senten�a, extinto o presente processo, nos termos do art. 794, I, do C�digo de Processo Civil.
Transitada a senten�a em julgado, arquivem-se os presentes autos, com baixa na Distribui��o.
Aracaju, 14 de Abril de 2008.
Processo n� 97.0004380-0- Classe 1000 - 3� Vara
0001209-63.2005.4.05.8500 CAIXA ECON�MICA FEDERAL - CEF (Adv. MARIA DA PURIFICACAO OLIVEIRA SANTOS) x MARIA DO CARMO MONTEIRO COSTA (Adv. MARTA ALMEIDA SANTOS)
A��O MONIT�RIA PROCESSO: 2005.85.00.001209-0
REQUERIDO: MARIA DO CARMO MONTEIRO COSTA
(PROVIMENTO N�. 02/2000 - CR - TRF - 5� REGI�O)
Vista � CEF, acerca da certid�o de fl. 44.
Aracaju, 06 de maio de 2008.
Tereza Maria Moreira
0000039-95.2001.4.05.8500 ELSON FEITOSA DOS SANTOS (Adv. MARCOS ROMERO DE MENEZES) x CAIXA ECON�MICA FEDERAL - CEF (Adv. LAERT NASCIMENTO ARAUJO)
Processo n� 2001.85.00.000039-2 3� Vara
Partes: Autor: ELSON FEITOSA DOS SANTOS
R�u: CAIXA ECON�MICA FEDERAL - CEF E OUTRO
A CEF informa que creditou os valores relativos � condena��o fixada na senten�a, em conta de FGTS de ELSON FEITOSA DOS SANTOS, vinculada a este processo e � disposi��o do Ju�zo, fls.145, bem como o valor relativo a honor�rios advocat�cio fls.150..
Requer a intima��o do exeq�ente para que se manifeste sobre os c�lculos e o cr�dito realizado, declarando-se solvida a obriga��o.
Intimada, a parte autora n�o apresentou manifesta��o, fls.155.
POSTO ISSO, satisfeita a obriga��o, como demonstrado nos documentos de fls. 145/150 e, ante a concord�ncia t�cita do exeq�ente, fl. 155, DECLARO, por senten�a, extinto o presente processo, nos termos do art. 794, I, do C�digo de Processo Civil.
Caso preencha os requisitos exigidos pela Lei n� 8.036/90, para o saque do valor depositado, deve o exequente dirigir-se � CEF, para as provid�ncias administrativas pertinentes.
Expe�a-se alvar� judicial em favor do ilustre causidico(�) da parte autora, de modo a possibiliotar o saque da import�ncia dep�sitada pela CEF referente a seus honor�rios advocat�cios de fl.150
Autentique-se a c�pia da senten�a a ser fornecida � parte autora.
Transitada em julgado, arquivem-se os presentes autos, com baixa na Distribui��o.
Aracaju, 28 de Abril de 2008.
0001964-53.2006.4.05.8500 ANDRELINA SANTOS DA SILVA (Adv. ROSANGELA OLIVEIRA SOUZA) x INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS (Adv. ADRIANO CARDOSO DE ANDRADE)
Processo n� 2006.85.00.1964-7
Classe: 01000 - A��O ORDIN�RIA
Autor: ANDRELINA SANTOS DA SILVA
PREVIDENCI�RIO. PENS�O POR MORTE. ESPOSA. DEPEND�NCIA ECON�MICA PRESUMIDA. DATA DE DEMISS�O DO �LTIMO V�NCULO EMPREGAT�CIO DO FALECIDO: 29/08/1995. �BITO OCORRIDO EM 24/08/2005. PERDA DA QUALIDADE DE SEGURADO. ALCO�LATRA. DOEN�A INCAPACITANTE. DESCONHECIMENTO DO IN�CIO DA DOEN�A. AUS�NCIA DE PROVAS. IMPROCED�NCIA DO PEDIDO.
ANDRELINA SANTOS DA SILVA, j� devidamente qualificada nos autos, representada por patrono judicial oportunamente habilitado, move contra o INSS - INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL a presente A��O ORDIN�RIA, objetivando a consecu��o de amparo jurisdicional garantidor do direito � concess�o do benef�cio de pens�o por morte decorrente do falecimento de seu esposo, com o pagamento das presta��es vencidas e vincendas, acrescidos de juros e corre��o monet�ria.
Alega a requerente que era casada com o Sr. Jos� Heribaldo Alves da Silva e, ap�s o seu passamento, requereu o benef�cio da pens�o por morte, o qual foi indeferido sob a escusa da perda da qualidade de segurado do falecido, conforme documento juntado na fl. 18 dos autos.
Acrescenta que ap�s o �ltimo v�nculo empregat�cio do de cujus, este passou a trabalhar informalmente, mas que, devido ao uso contumaz de bebida alco�lica, deixou de trabalhar e conseq�entemente de contribuir para a Previd�ncia Social.
Junta procura��o e documentos (fls. 14/37).
Tutela antecipada indeferida (fls. 38/39).
A autarquia previdenci�ria oferta pe�a defens�ria (fls. 42/44), requerendo a improced�ncia do pleito, por n�o ter restado comprovado o requisito da depend�ncia econ�mica.
A autora apresenta r�plica (fls. 48/55), retorquindo os argumentos do INSS no sentido de n�o se fazer necess�ria a prova de depend�ncia econ�mica no caso dos autos, j� que a autora era casada com o falecido. Acrescenta que, embora tenha perdido a qualidade de segurado, contribuiu por 156 (cento e cinq�enta e seis) meses e se encontrava acometido de doen�a cr�nica que o impedia de exercer atividades laborativas.
Audi�ncia de instru��o realizada (fls. 77/80).
Esse, o panorama dos autos. Passo a decidir.
A pens�o por morte, segundo a defini��o de Daniel Machado da Rocha e Jos� Paulo Baltazar J�nior1, � um "benef�cio pago aos dependentes em virtude do falecimento do segurado; � devida ao conjunto de dependentes do segurado falecido - a chamada fam�lia previdenci�ria - no exerc�cio de sua atividade ou n�o, ou, ainda, quando ele j� se encontrava em percep��o de aposentadoria".
No bojo da Lei 8.213/91, encontramos tal benef�cio mencionado nos seguintes termos:
"Art. 74. A pens�o por morte ser� devida ao conjunto dos dependentes do segurado que falecer, aposentado ou n�o, a contar da data:
A concess�o deste benef�cio sujeita-se ao preenchimento de alguns requisitos no caso pr�tico.
Quanto � car�ncia, ocioso fazer refer�ncia com o benef�cio em tela, porquanto este � um dos poucos benef�cios que n�o reclama o atendimento de car�ncia pr�via, justamente porque visa esta ajuda pecuni�ria apaziguar toda a pen�ria trazida pela fatalidade. O objetivo � ser um benef�cio mais c�lere que os demais, por conta do estado de fragilidade em que os dependentes, que ser�o os potenciais benefici�rios, encontram-se.
Em princ�pio, no que concerne a especifica��o de dependentes, o art. 16, caput, inciso I I, e �4� daquela mesma lei vem a lume, trazendo a rela��o daqueles que podem figurar como tais, dando, pois, o norte para a cess�o do benef�cio �queles que s�o seus merecedores, nos seguintes lindes:
"Art. 16 S�o benefici�rios do Regime Geral de Previd�ncia Social, na Condi��o de dependentes do segurado:
I - o c�njuge, a companheira, o companheiro e o filho n�o emancipado, de qualquer condi��o, menor de 21 (vinte e um) anos ou inv�lido (...)
�4�- A depend�ncia econ�mica das pessoas indicadas no inciso I � presumida e a das demais deve ser comprovada."
Como se depreende do comando normativo acima, por se tratar a autora de esposa do falecido, n�o h� que se perquirir acerca da depend�ncia econ�mica, pois � presumida.
Ocorre que, para que os dependentes possam fazer jus ao benef�cio, faz-se necess�rio que o falecido n�o tenha perdido a qualidade de segurado.
Assim disp�e o art. 15 da Lei n� 8.213/91:
II - at� 12 (doze) meses ap�s a cessa��o das contribui��es, o segurado que deixar de exercer atividade remunerada abrangida pela Previd�ncia Social ou estiver suspenso ou licenciado sem remunera��o;
III - at� 12 (doze) meses ap�s cessar a segrega��o, o segurado acometido de doen�a de segrega��o compuls�ria;
V - at� 3 (tr�s) meses ap�s o licenciamento, o segurado incorporado �s For�as Armadas para prestar servi�o militar; VI - at� 6 (seis) meses ap�s a cessa��o das contribui��es, o segurado facultativo.
� 1� O prazo do inciso II ser� prorrogado para at� 24 (vinte e quatro) meses se o segurado j� tiver pago mais de 120 (cento e vinte) contribui��es mensais sem interrup��o que acarrete a perda da qualidade de segurado.
� 2� Os prazos do inciso II ou do � 1� ser�o acrescidos de 12 (doze) meses para o segurado desempregado, desde que comprovada essa situa��o pelo registro no �rg�o pr�prio do Minist�rio do Trabalho e da Previd�ncia Social.
� 3� Durante os prazos deste artigo, o segurado conserva todos os seus direitos perante a Previd�ncia Social.
� 4� A perda da qualidade de segurado ocorrer� no dia seguinte ao do t�rmino do prazo fixado no Plano de Custeio da Seguridade Social para recolhimento da contribui��o referente ao m�s imediatamente posterior ao do final dos prazos fixados neste artigo e seus par�grafos.(grifei)
Voltando ao caso concreto e conforme documenta��o juntada aos autos referente aos v�nculos empregat�cios do falecido, percebo que a �ltima rela��o de emprego se deu em 29/08/1995, isto �, quase 10(dez) anos antes do seu passamento, o que acarreta, segundo o inciso II, do artigo acima, a perda da qualidade de segurado. Por outro lado, somando todo o tempo de servi�o, perfaz-se 7(sete) anos, 8(oito) meses e 28(vinte e oito) dias, ou seja, 93(noventa e tr�s) contribui��es recolhidas para a Previd�ncia Social.
Mesmo que a situa��o f�tica, que ora se discute, se encaixasse nos �� 1� e 2� do artigo supratranscrito, o que n�o � o caso, ainda assim n�o mais gozaria de tal qualidade.
O art. 102 da lei multirreferenciada diz:
Art. 102. A perda da qualidade de segurado importa em caducidade dos direitos inerentes a essa qualidade. � 1� A perda da qualidade de segurado n�o prejudica o direito � aposentadoria para cuja concess�o tenham sido preenchidos todos os requisitos, segundo a legisla��o em vigor � �poca em que estes requisitos foram atendidos. � 2� N�o ser� concedida pens�o por morte aos dependentes do segurado que falecer ap�s a perda desta qualidade, nos termos do art. 15 desta Lei, salvo se preenchidos os requisitos para obten��o da aposentadoria na forma do par�grafo anterior
A jurisprud�ncia � firme no sentido de que n�o perde a qualidade de segurado aquele que deixa de contribuir em raz�o de estar incapacitado para o trabalho, isso porque a incapacidade � conting�ncia com cobertura previdenci�ria. Logo, se tinha direito a cobertura previdenci�ria no per�odo, n�o pode perder a qualidade de segurado enquanto estiver incapacitado para o trabalho.
� bem verdade que a morte do Sr. Jos� Heribaldo ocorreu por se tratar de pessoa alco�latra, consoante atesta a certid�o de �bito na fl. 31. Mas, faz-se imperioso verificar se a incapacidade para o trabalho se instalou durante o per�odo de 12 (doze) meses posteriores � cessa��o de suas atividades.
N�o h� nos autos nenhum documento que noticie tivesse a doen�a ou a incapacidade se iniciado no per�odo de gra�a. Os depoimentos testemunhais, por sua vez, tamb�m n�o foram elucidativos nesse sentido, n�o sendo suficiente para afirmar que a qualidade de segurado restou mantida.
De outra banda, na �poca em que perdeu a qualidade de segurado tamb�m n�o detinha quaisquer dos requisitos necess�rios para a sua aposenta��o, seja por idade ou por tempo de contribui��o.
Como se v�, o caso em tela amolda-se ao � 2� do artigo acima transcrito, n�o merecendo respaldo a pretens�o autoral.
Diante do exposto, julgo IMPROCEDENTE o pedido deduzido na inicial, com fulcro no art.269, I, do C�digo de Processo Civil. Deixo de condenar a autora ao pagamento de honor�rios advocat�cios e custas processuais por ser benefici�ria da justi�a gratuita.
Aracaju, 27 de mar�o de 2008.
EDMILSON DA SILVA PIMENTA Juiz Federal 1 Coment�rios � lei de benef�cios da previd�ncia social. 2.ed. ver. Atual.- Porto Alegre: Livraria do Advogado: Esmafe, 2002. p.326. ??
2006.85.00.1964-7(IRF)
Se��o Judici�ria do Estado de Sergipe __________________________________________________________________________________________________
0002280-03.2005.4.05.8500 PEDRO ROLEMBERG FARIAS (Adv. BRUNO MARCOS GUARNIERI E OUTROS, GISELE LEMOS KRAVCHYCHYN) x UNIAO FEDERAL(FAZENDA PUBLICA) (Adv. ANA CRISTINA BARRETO DE CASTRO)
PROCESSO N�: 2005.85.00.002280-0
CLASSE: 1000 - A��ES ORDIN�RIAS
AUTOR(A): PEDRO ROLEMBERG FARIAS
CONSTITUCIONAL. TRIBUT�RIO. PROCESSUAL CIVIL. REGIME DE TURNO ININTERRUPTO DE TRABALHO. INDENIZA��O POR HORA TRABALHADA. VERBA DE NATUREZA INDENIZAT�RIA. ENTENDIMENTO PAC�FICO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTI�A. N�O INCID�NCIA DE IMPOSTO DE RENDA. PROCED�NCIA DO PEDIDO.
PEDRO ROLEMBERG FARIAS, j� devidamente qualificado nos autos, intenta a presente A��O ORDIN�RIA em face da UNI�O FEDERAL, objetivando provimento jurisdicional que declare que a Indeniza��o de Horas Trabalhadas (IHT) n�o se sujeita � incid�ncia de Imposto de Renda e, por conseguinte, a condena��o da Uni�o � restitui��o dos valores recolhidos indevidamente.
Alega o autor que trabalhava para a PETROBR�S, sob o regime de turno ininterrupto de revezamento e, ap�s mudan�a da jornada de trabalho, determinada pelo art. 7�, inciso XIV, da Carta Pol�tica, a aludida empresa somente conseguiu implantar turmas de servi�o, de acordo com o novo regime de trabalho, 2(dois) anos ap�s a promulga��o da CF/88.
Acrescenta que, diante do ocorrido, a PETROBR�S comprometeu-se a indenizar os per�odos de folgas n�o gozados, cuja base de c�lculo seria o valor da hora extra do turno respectivo, tendo pago o montante devido com incid�ncia do Imposto de Renda.
Junta procura��o e documentos (fls. 10/29).
A Uni�o, em pe�a contestat�ria (fls. 36/61), afasta a tese do autor, sob o argumento de que o que foi pago foram horas efetivamente trabalhadas, ou seja, horas-extras, devendo incidir, portanto, o Imposto de Renda, por se amoldar perfeitamente ao inciso I, do art. 43 do CTN. Em r�plica (fls. 65/71), o demandante reitera os pedidos da peti��o inicial e requer o julgamento antecipado da lide.
� o breve relato dos autos. Decido.
A quest�o de m�rito � unicamente de direito, tornando-se perfeitamente aplic�vel � esp�cie o julgamento antecipado da lide, nos moldes do artigo 330, I, do CPC.
PRESCRI��O - APRECIA��O EX OFFICIO. Quanto � prescri��o dos valores a serem restitu�dos, n�o ficou delimitada pelo pedido autoral. Sobre ela, tamb�m ficou silente a Uni�o em sede de contesta��o. Segundo a nova reda��o do art. 219, � 5�, do CPC, o juiz pode conhecer, de of�cio, a prescri��o. � o que fa�o agora.
Em se tratando de tributo sujeito a lan�amento por homologa��o, e havendo sil�ncio do Fisco, a 1� Se��o do Superior Tribunal de Justi�a - STJ uniformizou o entendimento de que o prazo prescricional s� se inicia ap�s decorridos 5 (cinco) anos da ocorr�ncia do fato gerador, acrescidos de mais um q�inq��nio, a partir da homologa��o t�cita do lan�amento, sen�o vejamos:
"TRIBUT�RIO. REPETI��O DE IND�BITO. TRIBUTO SUJEITO A LAN�AMENTO POR HOMOLOGA��O. PRESCRI��O. NOVA ORIENTA��O FIRMADA PELA 1� SE��O DO STJ NA APRECIA��O DO ERESP 435.835/SC. LC 118/2005: NATUREZA MODIFICATIVA (E N�O SIMPLESMENTE INTERPRETATIVA) DO SEU ARTIGO 3�. INCONSTITUCIONALIDADE DO SEU ART. 4�, NA PARTE QUE DETERMINA A APLICA��O RETROATIVA. ENTENDIMENTO CONSIGNADO NO VOTO DO ERESP 327.043/DF. CORRE��O MONET�RIA. LIMITES PERCENTUAIS � COMPENSA��O. INAPLICABILIDADE. RESSALVA DO PONTO DE VISTA DO RELATOR. JUROS. 1. A 1� Se��o do STJ, no julgamento do ERESP 435.835/SC, Rel. p/ o ac�rd�o Min. Jos� Delgado, sess�o de 24.03.2004, consagrou o entendimento segundo o qual o prazo prescricional para pleitear a restitui��o de tributos sujeitos a lan�amento por homologa��o � de cinco anos, contados da data da homologa��o do lan�amento, que, se for t�cita, ocorre ap�s cinco anos da realiza��o do fato gerador - sendo irrelevante, para fins de c�mputo do prazo prescricional, a causa do ind�bito. Adota-se o entendimento firmado pela Se��o, com ressalva do ponto de vista pessoal, no sentido da subordina��o do termo a quo do prazo ao universal princ�pio da actio nata (voto-vista proferido nos autos do ERESP 423.994/SC, 1� Se��o, Min. Pe�anha Martins, sess�o de 08.10.2003). 2. O art. 3� da LC 118/2005, a pretexto de interpretar os arts. 150, � 1�, 160, I, do CTN, conferiu-lhes, na verdade, um sentido e um alcance diferente daquele dado pelo Judici�rio. Ainda que defens�vel a "interpreta��o" dada, n�o h� como negar que a Lei inovou no plano normativo, pois retirou das disposi��es interpretadas um dos seus sentidos poss�veis, justamente aquele tido como correto pelo STJ, int�rprete e guardi�o da legisla��o federal. Portanto, o art. 3� da LC 118/2005 s� pode ter efic�cia prospectiva, incidindo apenas sobre situa��es que venham a ocorrer a partir da sua vig�ncia. 3. O artigo 4�, segunda parte, da LC 118/2005, que determina a aplica��o retroativa do seu art. 3�, para alcan�ar inclusive fatos passados, ofende o princ�pio constitucional da autonomia e independ�ncia dos poderes (CF, art. 2�) e o da garantia do direito adquirido, do ato jur�dico perfeito e da coisa julgada (CF, art. 5�, XXXVI). Ressalva, no particular, do ponto de vista pessoal do relator, no sentido de que cumpre ao �rg�o fracion�rio do STJ suscitar o incidente de inconstitucionalidade perante a Corte Especial, nos termos do art. 97 da CF. 4. Est� assentada nesta Corte a orienta��o segundo a qual s�o os seguintes os �ndices a serem utilizados na repeti��o ou compensa��o de ind�bito tribut�rio: (a) IPC, de mar�o/1990 a janeiro/1991; (b) INPC, de fevereiro a dezembro/1991; (c) UFIR, a partir de janeiro/1992; (d) taxa SELIC, exclusivamente, a partir de janeiro/1996. 5. Est� pacificado nesta Corte o entendimento de que � inaplic�vel o IGP-M nos meses de julho e agosto de 1994, devendo ser utilizada, no per�odo, a UFIR. 6. Restou pacificado, no �mbito da 1� Se��o, no julgamento do ERESP 432.793/SP, Min. Pe�anha Martins, em 11.06.2003, o entendimento segundo o qual os limites estabelecidos pelas Leis 9.032/95 e 9.129/95 n�o s�o aplic�veis quando se tratar de compensa��o de cr�ditos por indevido pagamento de tributos declarados inconstitucionais pelo STF, como � o caso das contribui��es em exame. Ressalva do posicionamento pessoal do relator. 7. Nos casos de repeti��o de ind�bito tribut�rio, a orienta��o prevalente no �mbito da 1� Se��o quanto aos juros pode ser sintetizada da seguinte forma: (a) antes do advento da Lei 9.250/95, incidia a corre��o monet�ria desde o pagamento indevido at� a restitui��o ou compensa��o (S�mula 162/STJ), acrescida de juros de mora a partir do tr�nsito em julgado (S�mula 188/STJ), nos termos do art. 167, par�grafo �nico, do CTN; (b) ap�s a edi��o da Lei 9.250/95, aplica-se a taxa SELIC desde o recolhimento indevido, ou, se for o caso, a partir de 1�.01.1996, n�o podendo ser cumulada, por�m, com qualquer outro �ndice, seja de atualiza��o monet�ria, seja de juros, porque a SELIC inclui, a um s� tempo, o �ndice de infla��o do per�odo e a taxa de juros real. 8. Recurso especial a que se d� parcial provimento. (STJ - Resp 711964 - 1� T/SP - Rel. Teori Albino Zavascki - DJU 27.06.2005, p�g. 271)
"TRIBUT�RIO.PRESCRI��O. REPETI��O DE IND�BITO. VERBAS INDENIZAT�RIAS.1. O prazo para que seja pleiteada a restitui��o de imposto de renda incidente sobre valores referentes �s verbas de car�ter indenizat�rio come�a a fluir decorridos 5(cinco) anos, contados a partir da ocorr�ncia do fato gerador, acrescidos demais um quinq��nio, computados desde o termo final do prazo atribu�do ao Fisco para verificar o quantum devido a t�tulo de tributo.2. Recurso a que se nega provimento". (STJ. REsp495826/MG. Rel. Min. Jo�o Ot�vio de Noronha. DJ 30.06.2003, p. 231)."
Assim, como a presente demanda foi proposta antes da vig�ncia da LC n� 118/2005 - 28/04/2005, a prescri��o se deve operar sobre os valores retroativos a 10 (dez) anos, a partir da data da �ltima reten��o do imposto de renda na fonte sobre os valores questionados, fazendo jus o autor � repeti��o de ind�bito da quantia n�o alcan�ada pelo prazo prescricional. Passo ao m�rito.
A demanda � de f�cil deslinde, m�xime por j� ter o Egr�gio Superior Tribunal de Justi�a colocado uma p� de cal nessa mat�ria, firmando maci�a jurisprud�ncia.
O cerne da quest�o envolve a natureza jur�dica das verbas recebidas a t�tulo de Indeniza��o de Horas Trabalhadas, se indenizat�rias ou n�o. Sobre tais verbas, por serem indenizat�rias, n�o deve incidir o Imposto de Renda, j� que n�o houve a aquisi��o de disponibilidade econ�mica ou jur�dica de renda ou proventos de qualquer natureza, n�o se configurando o fato gerador, conforme preconizado no art. 43 do C�digo Tribut�rio Nacional, que agora transcrevo: Art. 43. O imposto, de compet�ncia da Uni�o, sobre a renda e proventos de qualquer natureza tem como fato gerador a aquisi��o de disponibilidade econ�mica ou jur�dica:
I - da renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combina��o de ambos;
A indeniza��o visa ressarcir o preju�zo sofrido, isto �, restaurar a perda patrimonial, n�o sendo considerada como rendimento, mas repara��o em pec�nia, por perda de direito.
Segundo o insigne jurista Roque Ant�nio Carraza1, na indeniza��o, como � pac�fico e assente, h� compensa��o em pec�nia por dano sofrido. Noutros termos, o direito ferido � transformado em sua quantia em dinheiro. O patrim�nio da pessoa lesada n�o aumenta de valor, mas simplesmente � reposto no estado em que se encontrava antes do advento do gravame (status quo ante).
Antes da Constitui��o Federal de 1988, para cada dia de trabalho, dispunham os petroleiros do direito a um dia de folga. Assim, trabalhavam 14 (quatorze) dias e folgavam outros 14 (quatorze) dias. Com o advento da Carta Magna, o regime de 'turno ininterrupto de revezamento' passou a obedecer, na aus�ncia de conven��o coletiva, � jornada m�xima de 6 horas di�rias. A partir de ent�o, os petroleiros passaram a ter direito, em virtude de conven��o coletiva, a um regime de labor no qual trabalham durante 14 (quatorze) dias, folgando nos 21 (vinte e um) dias subseq�entes. Entretanto, at� a celebra��o do acordo coletivo de trabalho em 1990, por necessidade do servi�o e at� que fossem contratados funcion�rios em n�mero suficiente para suprir a demanda, os trabalhadores tiveram, apenas, 14 (quatorze) dias de folga. Com o fim das negocia��es coletivas de 1994, passaram a receber, de forma parcelada, a indeniza��o pelas folgas n�o gozadas.
A Indeniza��o de Horas Trabalhadas paga aos trabalhadores n�o teve por objetivo remunerar servi�o prestado em prorroga��o da jornada de trabalho, j� que esta sempre foi de 12 (doze) horas, n�o tendo sofrido qualquer prorroga��o. Houve, em verdade, indeniza��o � categoria pelos 7 (sete) dias de descanso n�o gozados. Em outros termos, houve a compensa��o do preju�zo decorrente de folgas n�o aproveitadas por imposi��o do empregador.
Assim, n�o se pode atribuir � aludida verba natureza salarial. N�o houve pagamento de horas extras, j� que a jornada de trabalho dos petroleiros, fixada em 12 (doze) horas di�rias, n�o sofreu prorroga��o. Apenas n�o houve a frui��o do per�odo de folga na extens�o devida. Nesse sentido, a remansosa jurisprud�ncia do Superior Tribunal de Justi�a:
Ac�rd�o Origem: Superior Tribunal de Justi�a
Classe: Resp 905427/RN Data da Decis�o: 20/03/2007 DJ DATA: 29/03/2007 PAGINA: 255
Relator(a) Ministro Castro Meira
Ementa: TRIBUT�RIO. VERBAS PAGAS PELA PETROBRAS A T�TULO DE "INDENIZA��O POR HORAS TRABALHADAS" - IHT. NATUREZA JUR�DICA. IMPOSTO DE RENDA. N�O-INCID�NCIA.
1. Se o recorrente se limita a aduzir viola��o sem, contudo, declinar os motivos pelos quais entende que os dispositivos da lei federal foram contrariados, incide o �bice da S�mula 284/STF.
2. As verbas pagas pela Petrobras a t�tulo de "Indeniza��o por Horas Trabalhadas" nos anos de 1995 e 1996 por for�a de Conven��o Coletiva de Trabalho corresponderam � indeniza��o das folgas n�o gozadas, e n�o ao pagamento de horas extras, de modo que n�o constituem acr�scimo patrimonial a ensejar a incid�ncia do tributo nos termos do artigo 43 do C�digo Tribut�rio Nacional.
3. Recurso especial conhecido em parte e provido.
Desse modo, os valores recebidos a t�tulo de indeniza��o de horas trabalhadas n�o podem ser considerados acr�scimo patrimonial, mas sim verbas indenizat�rias, n�o ensejando, portanto, a incid�ncia do Imposto sobre a Renda. D I S P O S I T I V O
Isso posto, JULGO PROCEDENTE O PEDIDO AUTORAL para declarar que a Indeniza��o de Horas Trabalhadas n�o est� sujeita � incid�ncia de Imposto de Renda e, por conseq��ncia, condeno a Uni�o a restituir os valores recolhidos a t�tulo de Imposto de Renda que incidiram sobre a Indeniza��o de Horas Trabalhadas, observando o prazo prescricional de 10 (dez) anos, devidamente corrigidos, em conformidade com o que determina o Manual de Orienta��o de Procedimentos para os C�lculos na Justi�a Federal (Resolu��o n� 242/CJF, de 03/07/2001), e a partir de janeiro de 1996 dever� incidir a taxa SELIC, que � composta de juros e corre��o monet�ria e n�o pode ser cumulada com qualquer outro �ndice de atualiza��o.
Condeno a Uni�o Federal no pagamento de honor�rios advocat�cios, os quais fixo em 10% (dez por cento) sobre o valor a ser restitu�do, nos termos do art. 20, �4�, do C�digo de Processo Civil, deixando de conden�-la em custas em face da isen��o legal.
Aracaju, 03 de mar�o de 2008.
EDMILSON DA SILVA PIMENTA Juiz Federal 1 IR. Indeniza��o, RDT 52/179.
Proc. 2005.2280-0(IRF)
0002453-27.2005.4.05.8500 JOSE EULER ALVES (Adv. BRUNO MARCOS GUARNIERI E OUTROS, GISELE LEMOS KRAVCHYCHYN, MIGUEL EDUARDO BRITTO ARAGAO) x UNI�O FEDERAL (Adv. ANA CRISTINA BARRETO DE CASTRO)
PROCESSO N�: 2005.85.00.002453-5
AUTOR(A): JOS� EULER ALVES
JOS� EULER ALVES, j� devidamente qualificado nos autos, intenta a presente A��O ORDIN�RIA em face da UNI�O FEDERAL, objetivando provimento jurisdicional que declare que a Indeniza��o de Horas Trabalhadas (IHT) n�o se sujeita � incid�ncia de Imposto de Renda e, por conseguinte, a condena��o da Uni�o � restitui��o dos valores recolhidos indevidamente, bem como do valor da multa, juros e encargos aplicados no procedimento fiscal instaurado pela Secretaria da Receita Federal.
Afirma que, na ocasi�o, consultou a Receita Federal e foi orientado a fazer uma declara��o retificadora para que os valores tributados fossem restitu�dos. Posteriormente, informa o autor, a Uni�o iniciou procedimento fiscal com o objetivo de cobrar o imposto que lhe foi restitu�do, oportunidade em que preferiu quitar o suposto d�bito constitu�do pelo auto de infra��o em anexo. Assim, recorre � via judicial para buscar a restitui��o dos valores indevidamente cobrados.
Junta procura��o e documentos (fls. 10/32).
A Uni�o, em pe�a contestat�ria (fls. 37/67), afasta a tese do autor, sob o argumento de que o que foi pago foram horas efetivamente trabalhadas, ou seja, horas-extras, devendo incidir, portanto, o Imposto de Renda, por se amoldar perfeitamente ao inciso I, do art. 43 do CTN. Em r�plica (fls. 70/76), o demandante reitera os pedidos da peti��o inicial e requer o julgamento antecipado da lide.
PRESCRI��O - APRECIA��O EX OFFICIO. Quanto � prescri��o dos valores a serem restitu�dos, n�o ficou delimitada pelo pedido autoral, bem como ficou silente a Uni�o em sede de contesta��o. Segundo a nova reda��o do art. 219, � 5�, do CPC, o juiz pode conhecer, de of�cio, a prescri��o. � o que fa�o agora.
Assim, como a presente demanda foi proposta antes da vig�ncia da LC n� 118/2005 - 09/06/2005, a prescri��o se deve operar sobre os valores retroativos a 10 (dez) anos, a partir da data da �ltima reten��o do imposto de renda na fonte sobre os valores questionados, fazendo jus o autor � repeti��o de ind�bito da quantia n�o alcan�ada pelo prazo prescricional. Passo ao m�rito.
Isso posto, JULGO PROCEDENTE O PEDIDO AUTORAL para declarar que a Indeniza��o de Horas Trabalhadas n�o est� sujeita � incid�ncia de Imposto de Renda e, por conseq��ncia, condeno a Uni�o a restituir os valores recolhidos a t�tulo de Imposto de Renda que incidiram sobre a Indeniza��o de Horas Trabalhadas, observando o prazo prescricional de 10(dez) anos, devidamente corrigidos, em conformidade com o que determina o Manual de Orienta��o de Procedimentos para os C�lculos na Justi�a Federal (Resolu��o n� 242/CJF, de 3.07.2001), e a partir de janeiro de 1996 dever� incidir a taxa SELIC, que � composta de juros e corre��o monet�ria e n�o pode ser cumulada com qualquer outro �ndice de atualiza��o
Condeno ainda a Uni�o Federal na restitui��o do valor da multa, dos juros e dos encargos aplicados no procedimento fiscal instaurado pela Secretaria da Receita Federal, devidamente corrigidos nos termos acima expostos, bem como no pagamento de honor�rios advocat�cios, os quais fixo em 10% (dez por cento) sobre o valor a ser restitu�do, nos termos do art. 20, � 4�, do C�digo de Processo Civil, deixando de conden�-la em custas em face da isen��o legal.
Aracaju, 3 de mar�o de 2008.
Proc. 2005.2453-5(IRF)
0003715-56.1998.4.05.8500 JOSE BOMFIM DE LIMA FILHO (Adv. JANE TEREZA VIEIRA DA FONSECA, JOSE SIMPLICIANO FONTES) x CAIXA ECON�MICA FEDERAL - CEF (Adv. CICERO CORBAL GUERRA NETO) x UNI�O FEDERAL (Adv. PAULO ANDRADE GOMES)
Proc. N� 98.0003715-2
Fa�o conclus�o dos presentes autos a Dr. Edmilson da Silva Pimenta, Juiz Federal da 3� Vara.
L�cia Maria Oliveira do Nascimento
Supervisora Assistente
Ante ao requerimento de fl. 230, publique-se a senten�a �s fl. 223, bem como republique-se a senten�a de fls. 226/227.
Intime-se a Procuradora da Uni�o, Dra. Adelaide Elisabeth Cardoso Carvalho de Fran�a para que subscreva a peti��o de fl. 232.
Edmilson da Silva Pimenta Juiz Federal DATA
Aracaju, ___/___/2008.
0004330-65.2006.4.05.8500 MARIA VANDORA SOARES ALVES (Adv. JOICE ANGELI AUGUSTO CAMPOS DOS SANTOS, JOSE AUGUSTO DOS SANTOS SOBRINHO, ANA CRISTINA CARLOS S. MENESES) x INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS (Adv. MARIA DO SOCORRO MIRA DE SOUZA)
1. Suscitou o r�u preliminar de incompet�ncia absoluta do Ju�zo, que, entretanto, n�o merece acolhimento, uma vez que o valor atribu�do � causa supera sessenta sal�rios m�nimos, ultrapassando, dessa forma, a al�ada do Juizado Especial Federal.
2. Em se tratando de benef�cio previdenci�rio de aux�lio-doen�a a trabalhador rural, � imprescind�vel a realiza��o de exame m�dico pericial para comprova��o da incapacidade para o trabalho, bem como do momento em esta se verificou. Por tal raz�o, converto o julgamento em dilig�ncia..
3. Nomeio como perito o Dr. ANTONIO CARLOS FREITAS MOURA, com endere�o na AVENIDA SILVIO TEIXEIRA, 230, Apt�. 1103, ED. BIARRITZ, JARDINS, TELEFONE:3224-2831, nesta capital.
4. Fixo os honor�rios periciais no valor m�ximo da Tabela II, da Resolu��o n�. 558-CJF de 22 de maio de 2007 (R$ 234,80 - duzentos e trinta e quatro reais e oitenta centavos), os quais dever�o ser pagos em conformidade com o art. 3� da aludida Resolu��o. 5. Intime-se, pessoalmente, o "expert", para dizer se aceita o encargo, no prazo de 05 (cinco) dias, cientificando-o de que, em virtude da gratuidade da Justi�a, o pagamento dos honor�rios periciais dar-se-� ap�s o t�rmino do prazo para que as partes se manifestem sobre o laudo, ou, havendo solicita��o de esclarecimentos, depois de serem prestados, o que, desde logo, fica autorizado.
6. Aceita a nomea��o, dever�o ser designados local, data e hor�rio para a realiza��o da per�cia, comunicando-se a este Ju�zo, com anteced�ncia m�nima de 30 (trinta) dias, a fim de que sejam as partes intimadas da prova, consoante disp�e o artigo 431-A, do CPC.
7. Intimem-se as partes para que, em 5 (cinco) dias, manifestem-se acerca da nomea��o do perito, bem como para que indiquem assistentes t�cnicos e formulem quesitos. 8. Fixo o prazo de 30 (trinta) dias, contados da data do exame pericial, para apresenta��o do laudo.
9. Ap�s, intimem-se as partes para, no prazo de 10 (dez) dias, manifestarem-se acerca do laudo pericial.
0005177-04.2005.4.05.8500 CONCORDE VEICULOS LTDA (Adv. JOAO SANTANA FILHO, RICARDO MONTEIRO MOTA) x UNI�O FEDERAL (Adv. PAULO ANDRADE GOMES)
Se��o Judici�ria de Sergipe - 3a Vara Federal
PROCESSO N� 2005.85.00.005177-0
CLASSE 1000 - A��ES ORDIN�RIAS
REQUERENTE: CONCORDE VE�CULOS LTDA
REQUERIDO: UNI�O FEDERAL SENTEN�A
CONSTITUCIONAL. TRIBUT�RIO. SUBSTITUI��O TRIBUT�RIA. LEGITIMIDADE ATIVA DA AUTORA. CONTRIBUINTE SUBSTITU�DO. �NUS DO TRIBUTO. PIS E COFINS. CONCESSION�RIAS DE VE�CULOS. BASE DE C�LCULO. INCLUS�O DO IPI. MP N� 2.158-35/2001. IN SRF 54/2000. PEDIDO IMPROCEDENTE.
CONCORDE VE�CULOS LTDA ingressa com a presente a��o em face da UNI�O, requestando provimento jurisdicional que determine a restitui��o de toda import�ncia recolhida a maior de PIS e COFINS, entre junho de 2000 e outubro de 2002, bem como a compensa��o do montante apurado com quaisquer contribui��es administradas pela Secretaria da Receita Federal.
Diz, que no per�odo acima referenciado, recolheu a maior as contribui��es do PIS/PASEP e COFINS, devido � equivocada orienta��o contida na Instru��o Normativa n� 54/2000, cuja base de c�lculo dos referidos tributos, antecipados pela substitui��o tribut�ria, compreendia o pre�o da venda do fabricante acrescido do valor do IPI (art. 3�, �1� da IN n� 54/2000).
Argumenta que o referido ato administrativo transbordou os limites da legisla��o espec�fica ao caso, especialmente o disposto no art. 43 da MP n� 2.158-35/2001 e o art. 3�, �2�, I da Lei 9.718/98, para os quais a base impon�vel das referidas contribui��es era, apenas e t�o-somente, o pre�o de venda da pessoa jur�dica fabricante.
Junta procura��o e documentos (fls. 10/56).
A Uni�o apresenta contesta��o (fls. 60/70) alegando, preliminarmente, a ilegitimidade da autora para figurar no p�lo ativo da demanda, j� que o recolhimento tribut�rio � feito pelas empresas montadoras e as importadoras de ve�culos e, no m�rito, contradiz a tese autoral afirmando que a base de c�lculo do PIS e da COFINS fora feita em estrita obedi�ncia � legisla��o em vigor e a IN 54/2000 est� devidamente respaldada pela MP n� 1.991/2000.
R�plica apresentada (fls. 72/77), ratificando o pedido contido na peti��o inicial e pugnando pelo julgamento antecipado da lide.
Inicialmente, analiso a preliminar de ilegitimidade ativa levantada pela Uni�o.
Diferentemente do que defende a r�, no regime de substitui��o tribut�ria o substitu�do � quem suporta efetivamente o �nus financeiro do tributo, n�o desnaturando esta condi��o o fato do recolhimento ocorrer de forma antecipada. Isto quer dizer que a concession�ria, ora autora, � o contribuinte de fato e de direito, sendo as montadoras e importadoras de ve�culos meras intermedi�rias e repassadoras do tributo ao er�rio. Dessa forma, tem pleno interesse processual e legitimidade para discutir em ju�zo a legalidade da referida exa��o.
Assim, rejeito a preliminar e passo � an�lise do m�rito.
N�o merece respaldo a pretens�o autoral. Sen�o vejamos.
A EC n� 3/93 acrescentou ao art. 150 da CF um s�timo par�grafo, com o seguinte teor:
Esse dispositivo constitucional instituiu um tipo novo de substitui��o tribut�ria, "para frente", superando o �bice de se cobrar imposto antecipadamente de um substituto, por fato gerador de terceiro ainda n�o praticado.
Nesses termos, foi editada a MP n� 1.991-15, de 10/03/2000, atualmente reeditada sob o n� 2.158-35, de 24/08/2001, que no seu art. 43 disp�e:
Art. 43. As pessoas jur�dicas fabricantes e os importadores dos ve�culos classificados nas posi��es 8432, 8433, 8701, 8702, 8703 e 8711, e nas subposi��es 8704.2 e 8704.3, da TIPI, relativamente �s vendas que fizerem, ficam obrigadas a cobrar e a recolher, na condi��o de contribuintes substitutos, a contribui��o para o PIS/PASEP e COFINS, devidas pelos comerciantes varejistas. Par�grafo �nico. Na hip�tese de que trata este artigo, as contribui��es ser�o calculadas sobre o pre�o de venda da pessoa jur�dica fabricante.
Como se v�, a aludida MP estabeleceu o regime de substitui��o tribut�ria para o pagamento do PIS/PASEP e da COFINS, devidos pelos comerciantes varejistas de ve�culos ali discriminados, responsabilizando os fabricantes e os importadores pelo respectivo recolhimento e determinando que o c�lculo das contribui��es dever� ser feito com base no pre�o da venda efetuada por estas pessoas jur�dicas.
Em seguida, a Instru��o Normativa da Secretaria da Receita Federal n� 54, de 19/05/2000, disciplinou, em seu art. 3�, � 1�, que o pre�o da venda corresponde ao pre�o do produto acrescido do valor do IPI incidente na opera��o.
A base de c�lculo do PIS/PASEP e da COFINS � o faturamento, j� que o �1�, do art. 3�, da Lei n� 9.718/98, que definiu o conceito de faturamento para a incid�ncia do PIS e da COFINS, foi declarado inconstitucional pelo Plen�rio do STF. No caso em tela, o autor insiste em defender que o inciso I, do �2� do art. 3� da Lei n� 9.718/98 determina a exclus�o do IPI da base de c�lculo das contribui��es em comento e que a Instru��o Normativa da SRF n� 54/00 inovou no mundo jur�dico sem a devida compet�ncia para tanto.
Na hip�tese sub examine, percebe-se que o PIS/PASEP e a COFINS devidos pelas concession�rias incidem sobre o valor do IPI, pois a exclus�o estabelecida no artigo citado acima refere-se � base de c�lculo das contribui��es devidas pelos fabricantes e importadores, j� que o comerciante varejista n�o � contribuinte do IPI, visto que n�o faz parte da cadeia de industrializa��o do produto, de modo que o mencionado imposto integra o custo do ve�culo, o qual ser� repassado ao consumidor final, quem verdadeiramente arcar� com o �nus financeiro.
Sobre a mat�ria j� se pronunciou o egr�gio Superior Tribunal de Justi�a, em decis�o deveras elucidativa ao caso em an�lise, que abaixo transcrevo:
TRIBUT�RIO. PIS. COFINS. REGIME DE SUBSTITUI��O TRIBUT�RIA. FABRICANTES E IMPORTADORES DE VE�CULOS (SUBSTITUTOS) E COMERCIANTES VAREJISTAS (SUBSTITU�DOS). BASE DE C�LCULO. VALORES DEVIDOS A T�TULO DE IPI DESTACADOS NA NOTA FISCAL. INCLUS�O NO CONCEITO DE "PRE�O DE VENDA" EX VI DA INSTRU��O NORMATIVA SRF 54/2000. LEGALIDADE. LEI 9.718/98 (ARTIGO 3�, � 2�, I). DEDU��ES DA BASE DE C�LCULO. INAPLICABILIDADE AO CASO CONCRETO.
1. A Instru��o Normativa SRF n� 54/2000, revogada pela IN SRF n� 247, de 21.11.2002, dispunha sobre o recolhimento da contribui��o para o PIS/PASEP e da COFINS, devidas pelos fabricantes (montadoras) e importadores de ve�culos, na condi��o de substitutos dos comerciantes varejistas (regime de substitui��o tribut�ria institu�do pela Medida Provis�ria n� 1.991-15/2000, atual MP n� 2.158-35/2001, editada antes da Emenda Constitucional n� 32).
2. A base de c�lculo das aludidas contribui��es, cujos contribuintes de fato s�o os comerciantes varejistas, � o pre�o de venda da pessoa jur�dica fabricante ou do importador (artigo 44, par�grafo �nico, da MP 1.991-15/2000, e artigo 3�, caput, da IN SRF 54/2000), sendo certo que o ato normativo impugnado limitou-se a defini-lo como o pre�o do produto acrescido do valor do IPI incidente na opera��o.
3. A insurg�ncia especial dirige-se ao reconhecimento da ilegalidade do artigo 3�, da Instru��o Normativa SRF n� 54/2000, em virtude do disposto no inciso I, do � 2�, do artigo 8�, da Lei n.� 9.718/98, verbis:
� 2� Para fins de determina��o da base de c�lculo das contribui��es a que se refere o art. 2�, excluem-se da receita bruta: I - as vendas canceladas, os descontos incondicionais concedidos, o Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI e o Imposto sobre Opera��es relativas � Circula��o de Mercadorias e sobre Presta��es de Servi�os de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunica��o - ICMS, quando cobrado pelo vendedor dos bens ou prestador dos servi�os na condi��o de substituto tribut�rio;" 4. A base de c�lculo da COFINS e do PIS restou analisada pelo Eg. STF que, na sess�o plen�ria ocorrida em 09 de novembro de 2005, no julgamento dos Recursos Extraordin�rios n.�s 357.950/RS, 358.273/RS, 390840/MG, todos da relatoria do Ministro Marco Aur�lio, e n.� 346.084-6/PR, do Ministro Ilmar Galv�o, consolidou o entendimento da inconstitucionalidade da amplia��o da base de c�lculo das contribui��es destinadas ao PIS e � COFINS, promovida pelo � 1�, do artigo 3�, da Lei n.� 9.718/98, o que implicou na concep��o da receita bruta ou faturamento como o que decorra quer da venda de mercadorias, quer da venda de mercadorias e servi�os, quer da venda de servi�os, n�o se considerando receita bruta de natureza diversa.
5. Na mesma assentada, afastou-se a arg�i��o de inconstitucionalidade do artigo 8�, da Lei n.� 9.718/98, mantendo-se a higidez das dedu��es da base de c�lculo das contribui��es em tela, elencadas em seu � 2�.
6. Deveras, � luz do supracitado dispositivo legal, as "vendas canceladas", os "descontos incondicionais", o "IPI" e o "ICMS" cobrado pelo vendedor do bem ou pelo prestador do servi�o, na condi��o de substituto tribut�rio, n�o integram a base de c�lculo da COFINS e da contribui��o destinada ao PIS.
7. Entrementes, as informa��es prestadas pelo �rg�o local da Secretaria da Receita Federal, coerentemente, elucidam a quaestio iuris:
"... o regime de substitui��o tribut�ria envolve uma presun��o de fato gerador. O fato gerador presumido diz respeito �s contribui��es devidas pela concession�ria, n�o se confundindo, pois, com as contribui��es do pr�prio fabricante, a que alude o art. 3�, � 2�, I, da Lei n� 9.718/98, especialmente no que diz respeito � exclus�o do IPI. Este dispositivo trata da base de c�lculo usual do PIS e da COFINS vinculada a fato gerador praticado pelo fabricante ou importador, na condi��o de contribuinte do IPI. Exemplificando: o fabricante, contribuinte do IPI, tem de apurar o que ele - fabricante - deve a t�tulo de PIS e COFINS. Para isso, ele - fabricante - deve determinar o valor do seu faturamento, que � a base de c�lculo dessas contribui��es. Ora, por certo que o IPI devido pelo fabricante n�o poderia ser considerado para fins de determina��o do faturamento dele (o valor destacado em nota fiscal � repassado aos cofres p�blicos), donde a exclus�o prevista pelo tal dispositivo da Lei 9.718/98 que, repito, � comando dirigido ao fabricante (contribuinte do IPI). (...) tanto � verdade que o IPI est� inclu�do no pre�o de venda do fabricante que o legislador teve de expressamente exclu�-lo, para fins de determinar o faturamento do fabricante, pois, de outra forma, estar-se-ia a considerar o IPI destacado na nota fiscal pelo fabricante como se fosse receita dele. Situa��o totalmente diversa � a apura��o do faturamento do revendedor, que n�o � contribuinte do IPI (n�o h� destaque na nota fiscal). Assim, esque�amos, por ora, o regime de substitui��o tribut�ria. Na situa��o acima proposta (sem substitui��o), o revendedor de autom�veis n�o tem nem de pensar no IPI, que est� embutido no custo da mercadoria e, ademais, ser� integralmente repassado ao consumidor final. Logo, quando se pergunta qual o faturamento do revendedor (base de c�lculo do que ele - revendedor - deve a t�tulo de PIS e COFINS), � obvio que a resposta somente poder� ser o pre�o de venda do ve�culo ao consumidor final. Dizer, ou reclamar, que nesse pre�o est� inclu�do o IPI � algo de t�o esclarecedor quanto dizer que nele est� inclu�do o custo do motor do carro e de todas as demais pe�as que o comp�e. Ou seja, n�o � preciso dizer, � �bvio que todo o custo do produto, somado � margem de lucro do revendedor, integra o seu pre�o final, pago pelo consumidor. (...)
O que parece ocorrer � que existe uma enorme dificuldade, por parte das impetrantes, em perceber a diferen�a entre as situa��es, deveras d�spares, do fabricante (contribuinte do IPI) e do revendedor (n�o contribuinte do IPI), para fins de determinar o faturamento (base de c�lculo) de cada um deles. (...)
Nesse sentido, considerando o disposto no art. 3�, � 1�, I, da Lei 9.718/98, � importante, no caso em tela, ter em mente dois pontos b�sicos, a saber: 1. Os revendedores varejistas de ve�culos n�o s�o contribuintes de IPI, quer dizer, n�o destacam o valor do mesmo nas notas fiscais de venda; e 2. A exclus�o do valor do IPI prevista no art. 3�, � 1�, I, refere-se apenas a pessoas jur�dicas que s�o contribuintes do IPI, posto que apenas pode ser exclu�do o valor do IPI quando destacado em separado no documento fiscal." (fls. 71/73).
8. Destarte, a exclus�o do IPI da base de c�lculo do PIS e da COFINS somente aproveita o contribuinte do aludido imposto (o fabricante), quando da apura��o de seu pr�prio faturamento, a fim de efetuar o recolhimento das contribui��es devidas pelo mesmo.
9. Consectariamente, a referida dedu��o, prevista no artigo 3�, � 2�, I, da Lei 9.718/98, n�o se aplica aos comerciantes varejistas, n�o contribuintes do IPI, donde se dessume a legalidade da IN SRF 54/2000.
(STJ - SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTI�A. RESP - RECURSO ESPECIAL - 665126/SC. PRIMEIRA TURMA. Rel. Luiz Fux. DJ 01/10/2007, p. 214).
Portanto, � devida a cobran�a das contribui��es sociais para o PIS/PASEP e a COFINS com a inclus�o na base de c�lculo do valor correspondente ao IPI, uma vez que prevista constitucionalmente a substitui��o tribut�ria "para frente", em que, ante a impossibilidade de se aferir o faturamento ou a receita do contribuinte, o tributo � calculado por estimativa, com base em presun��o de fato gerador futuro.
Ante o exposto, julgo IMPROCEDENTE o pedido, condenando a autora no pagamento das custas processuais e de honor�rios de advogado, esses �ltimos fixados em R$ 500,00 (quinhentos reais), de acordo com o art. 20, � 4�, do CPC.
Aracaju, 25 de mar�o de 2008.
EDMILSON DA SILVA PIMENTA JUIZ FEDERAL
Processo n� 2005.5177-0(irf)
0005463-55.2000.4.05.8500 JOSE ALVES DE OLIVEIRA (Adv. ELIZABETH ALVES COSTA NETO) x CAIXA ECON�MICA FEDERAL - CEF (Adv. PAULA GIRON MARGALHO DE GOIS)
Processo n.� 2000.85.00.005463-3 - Classe 1000 - 3� Vara
Partes: Autor(es): JOS� ALVES DE OLIVEIRA
R�us: CAIXA ECON�MICA FEDERAL - CEF ADMINISTRATIVO. PROCESSUAL CIVIL. FGTS. CORRE��O MONET�RIA. EXPURGOS INFLACION�RIOS. PEDIDO DE EXTIN��O DO FEITO, EM FACE DE TRANSA��O CELEBRADA ENTRE CREDOR E DEVEDOR. EXTIN��O DO PROCESSO, NOS TERMOS DO ARTIGO 269, III, DO CPC.
SENTEN�A DE HOMOLOGA��O DE ACORDO
Requereu a Caixa Econ�mica Federal - CEF homologa��o da transa��o decorrente da ades�o do autor acima mencionado ao acordo previsto na Lei Complementar n.� 110/01, nos termos constantes dos documentos juntados aos autos pela institui��o banc�ria antefalada.
A transa��o � a forma de extin��o do lit�gio que se opera mediante concess�es m�tuas entre as partes, constituindo-se em autocomposi��o bilateral da lide.
O acordo assim celebrado somente ter� efic�cia se se tratar de direito dispon�vel e se for homologado pelo Juiz, atrav�s de senten�a.
Na hip�tese dos autos, o direito � dispon�vel e o acordo celebrado � l�cito, pois tutelado pela lei.
POSTO ISSO, em face da composi��o amig�vel da lide pela CEF e o autor, homologo a transa��o entre eles celebrada, extinguindo o presente feito, nos termos do artigo 269, inciso III, do C�digo de Processo Civil.
Sem custas e sem honor�rios advocat�cios, em face da natureza da demanda.
Ap�s o tr�nsito em julgado, arquivem-se os autos, com baixa na Distribui��o.
0006483-81.2000.4.05.8500 LUIS SOARES MACHADO (Adv. JOAQUIM DE CALASANS MELO FILHO) x CAIXA ECON�MICA FEDERAL - CEF (Adv. SONIA RODRIGUES SOARES CALDAS)
Processo n.� 2000.85.00.006483-3 3� Vara
Partes: Autor: LUIZ SOARES MACHADO
R�u: CAIXA ECON�MICA FEDERAL - CEF PROCESSUAL CIVIL. PROCEDIMENTO ORDIN�RIO. EXECU��O DE SENTEN�A. CUMPRIMENTO DA OBRIGA��O. EXTIN��O DO PROCESSO, NOS TERMOS DO ART. 794, I, DO C�DIGO DE PROCESSO CIVIL.
A CEF informa que creditou os valores relativos � condena��o fixada na senten�a, em conta de FGTS de LUIZ SOARES MACHADO, vinculada a este processo e � disposi��o do Ju�zo, fls.155, bem como o valor relativo a honor�rios advocat�cios fls.167.
Requer a intima��o do exeq�ente para que se manifeste sobre os c�lculos e sobre o cr�dito realizado, declarando-se solvida a obriga��o.
Intimada, a parte autora apresentou manifesta��o concordando com os valores depositados fls.169/169v.
POSTO ISSO, satisfeita a obriga��o, como demonstrado nos documentos de fls. 155 e 167 e, ante a concord�ncia expressa do exeq�ente, fls.169/169v, DECLARO, por senten�a, extinto o presente processo, nos termos do art. 794, I, do C�digo de Processo Civil.
Expe�a-se alvar� judicial em favor do ilustre causidico da parte autora, de modo a possibilitar o saque da import�ncia dep�sitada pela CEF referente a seus honor�rios advocat�cios de fl.167.
Aracaju, 08 de Maio de 2008.
0000102-13.2007.4.05.8500 MARCOS MARTINS DOS SANTOS (Adv. CHRISTIAN ARY DA CRUZ BARBOSA) x CAIXA ECON�MICA FEDERAL - CEF (Adv. PAULA GIRON MARGALHO DE GOIS)
1. Em face da peti��o de fl. 171, substituo o perito nomeado nestes autos, em decis�o de fls. 158/159, pelo Sr. F�BIO JOS� DA SILVA, com endere�o � AVENIDA FRANKLIN DE CAMPOS SOBRAL, 1623, Apt. 404, BLOCO B, BAIRRO GRAGERU, CEP: 49027-000, TELEFONES:3232-2294 E 9979-4455, nesta capital.
2. Fixo os honor�rios periciais no valor m�ximo da Tabela II, da Resolu��o n�. 558-CJF de 22 de maio de 2007 (R$ 234,80 - duzentos e trinta e quatro reais e oitenta centavos), os quais dever�o ser pagos em conformidade com o art. 3� da aludida Resolu��o. 3. Intime-se, pessoalmente, o "expert", para dizer se aceita o encargo, no prazo de 05 (cinco) dias, cientificando-o de que, em virtude da gratuidade da Justi�a, o pagamento dos honor�rios periciais dar-se-� ap�s o t�rmino do prazo para que as partes se manifestem sobre o laudo, ou, havendo solicita��o de esclarecimentos, depois de serem prestados, o que, desde logo, fica autorizado.
4. Aceita a nomea��o, dever�o ser designados local, data e hor�rio para a realiza��o da per�cia, comunicando-se a este Ju�zo, com anteced�ncia m�nima de 30 (trinta) dias, a fim de que sejam as partes intimadas da prova, consoante disp�e o artigo 431-A, do CPC.
5. Fixo o prazo de 30 (trinta) dias, contados da data do exame pericial, para apresenta��o do laudo.
6. Ap�s, intimem-se as partes para, no prazo de 10 (dez) dias, manifestarem-se acerca do laudo pericial.
0008499-03.2003.4.05.8500 JOSE ALMEIDA (Adv. LEAO MAGNO BRASIL JUNIOR, JOAO DARIO DA ROCHA FILHO, FABIO ROSA RODRIGUES) x INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS (Adv. ADRIANO CARDOSO DE ANDRADE)
Processo n� 2003.8499-7 - Classe 10000 - 3� Vara.
Autor: Jos� Almeida
PROCESSUAL CIVIL. PREVIDENCI�RIO. A��O DE INDENIZA��O POR DANO MORAL. AUX�LIO-DOEN�A INDEFERIDO EM RAZ�O DA CAPACIDADE LABORATIVA DO SEGURADO. PER�CIA OFICIAL. PRESUN��O DE LEGITIMIDADE. DANO MORAL. INEXIST�NCIA DO NEXO DE CAUSALIDADE ENTRE O ATO DO AGENTE P�BLICO - NEGATIVA DO BENEF�CIO - E ABALO PS�QUICO SUPOSTAMENTE SUPORTADO PELO DEMANDANTE. IMPROCED�NCIA DO PEDIDO
JOS� ALMEIDA, qualificado na exordial, por seu advogado regularmente constitu�do, prop�e A��O DE INDENIZA��O POR DANOS MORAIS em face do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, pretendendo repara��o pelo sofrimento f�sico e constrangimento moral suportado por haver a institui��o previdenci�ria se demorado a conceder o benef�cio do aux�lio-doen�a a que tinha direito.
Afirma que, tendo sofrido acidente de trabalho que o incapacitou para a atividade de rodovi�rio, protocolou requerimento em 27.12.2002 junto ao INSS pleiteando o aludido benef�cio, o qual foi indeferido sob o argumento de que estava apto para o trabalho.
Esclarece que at� obter o benef�cio do aux�lio-doen�a em 07.07.2003, o que somente aconteceu 7 (sete) meses depois do acidente, viveu em plena mis�ria haja vista que a empresa para a qual trabalhava, atento a sua situa��o de sa�de e � integridade f�sica dos passageiros, recusou-se a coloc�-lo de volta �s suas atividades rotineiras.
Defende que o reconhecimento da sua incapacidade deveria retroagir � data do sinistro ou, ao menos, � data em que o INSS foi acionado administrativamente, a fim de reparar todos os danos morais que sofreu com o atraso na concess�o do benef�cio e no tempo de servi�o que n�o foi contado durante esses 7 (sete) meses. Requer a proced�ncia do pedido com a condena��o do INSS ao pagamento de indeniza��o por danos morais em valor n�o inferior a 3.120 (tr�s mil, cento e vinte) sal�rios m�nimos.
Pugna pelo benef�cio da justi�a gratuita.
Junta procura��o de fl. 09 e documentos de fls. 10/20.
� fl. 25, o demandante demonstra que regularizou a representa��o processual trazendo aos autos a procura��o de fl. 26, em atendimento ao despacho de fl. 24.
Deferi o benef�cio da justi�a gratuita ao autor, fl. 28 e designei data para a realiza��o de audi�ncia de concilia��o e julgamento.
Realizada a audi�ncia, o autor requereu prazo para manifestar-se acerca da contesta��o que foi protocolada em cart�rio em data anterior.
Em contesta��o de fls. 32/37, o INSS recha�a o pedido deduzido na exordial, alegando que cumpriu fielmente as disposi��es contidas nos artigos 71 a 80 do Decreto 3.048/99, que regulamenta a previd�ncia e trata da concess�o do benef�cio do aux�lio-doen�a.
Assevera que, de acordo com seus registros, o autor sofreu o acidente em 12.12.2002 e somente deu entrada no requerimento do benef�cio em 07.07.2003, passando a submeter-se ao procedimento administrativo, no qual a per�cia concluiu, naquele momento, pela capacidade do autor para o trabalho.
Refuta a ocorr�ncia do dano moral pleiteado, argumentando que o indeferimento do benef�cio se deu em conformidade com a lei, atrav�s de conclus�o obtida em regular procedimento, baseado em laudo t�cnico pericial, n�o se podendo atribuir ao Poder P�blico qualquer les�o ao direito do autor.
Afirma que, se preju�zo houve, este foi apenas de ordem material, imposto ao autor em raz�o da lei, haja vista que n�o se configurou qualquer viola��o � esfera �ntima do benefici�rio.
Acrescenta que o autor n�o apresentou qualquer excludente de responsabilidade que justifique a atribui��o da responsabilidade civil do �rg�o previdenci�rio, especialmente no que se refere ao dano moral.
Pede a improced�ncia do pedido.
Na hip�tese de proced�ncia do pedido, requer a fixa��o dos honor�rios advocat�cios consoante o disposto no artigo 20, par�grafos 3�, 4� e 5� do CPC, em percentual inferior a 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, n�o devendo, tamb�m, incidir sobre presta��es vincendas, a teor da S�mula 111 do Superior Tribunal de Justi�a - STJ.
Em peti��o de fl. 42, pede a juntada dos documentos de fls. 43/61.
R�plica apresentada �s fls. 65/69, fazendo acompanhar os documentos de fls. 70/79.
As partes n�o quiseram produzir provas em audi�ncia.
Pretende o demandante indeniza��o, a t�tulo de danos morais, em raz�o de n�o lhe ter sido concedido, imediatamente, o benef�cio do aux�lio doen�a a que tinha direito em face da sua incapacidade para desenvolver atividades laborativas.
Extrai-se dos autos que o postulante protocolou pedido de concess�o do benef�cio previdenci�rio pretendido, junto ao INSS, em 23.01.2003, o qual foi indeferido porquanto a Per�cia M�dica do �rg�o, fl. 13, n�o constatou a alegada incapacidade, decis�o esta proferida em primeira inst�ncia e confirmada, em grau de recurso, pelo Conselho de Recursos da Previd�ncia Social, em 06.05.2003.
Inconformado, o suplicante ingressou com novo requerimento, em 07.07.2003, que foi julgado procedente, em 18.08.2003, baseado, dessa vez, em nova per�cia que reconheceu a sua incapacidade para o trabalho.
Observa-se que, apesar do curto lapso temporal entre a decis�o que denegou o benef�cio ao autor e aquela que lhe concedeu, � de salientar que ambas foram lastreadas em prova pericial realizada por M�dico Oficial que, a partir de exame realizado no segurado, concluiu de forma divergente, nas duas ocasi�es, acerca das condi��es f�sicas e da possibilidades de retorno do postulante ao trabalho.
A per�cia m�dica realizada pelo INSS possui o car�ter p�blico de presun��o de legitimidade e s� pode ser afastada por vigorosa prova em sentido contr�rio. No caso dos autos, o autor limitou-se a dizer que, ap�s haver sofrido acidente de trabalho, ficou incapacitado para exercer suas atividades como rodovi�rio e sequer juntou atestados m�dicos que comprovassem tal condi��o, devendo prevalecer, portanto, a conclus�o administrativa da primeira per�cia realizada, ainda que seu efeito tenham sido demasiadamente transit�rio. � nesse sentido a decis�o do Tribunal Regional Federal da 3� Regi�o, a seguir colacionada:
"PREVIDENCI�RIO. RESTABELECIMENTO DE AUX�LIO-DOEN�A. ANTECIPA��O DE TUTELA. AUS�NCIA DOS REQUISITOS. - Inexist�ncia de prova apta a abalar a conclus�o da per�cia m�dica realizada pelo INSS, que indeferiu o restabelecimento do benef�cio de aux�lio-doen�a. - Apesar dos exames e declara��es m�dicas demonstrarem ser a agravante portadora de enfermidades, n�o comprovam a sua incapacidade laborativa e necessidade de afastamento de suas atividades. - � de se dar cr�dito � per�cia m�dica realizada pelo INSS, que concluiu pela inexist�ncia de incapacidade, porquanto goza da presun��o de legitimidade inerente aos atos administrativos. - Agravo de instrumento a que se nega provimento." (AG 282929 - 8� T/SP - Rel�. Ju�za Ana Pezarini - DJU 12.09.2007, p�g. 351)
A presun��o de legitimidade de tal ato administrativo se coaduna perfeitamente com a norma do artigo 333, I, do C�digo de Processo Civil, que incumbe � parte autora o �nus da prova, quanto aos fatos constitutivos do seu direito. N�o sendo infirmada tal presun��o pelos elementos trazidos aos autos, h� de prevalecer o ato administrativo.
Ademais, para que se configure a responsabilidade civil das pessoas jur�dicas de direito p�blico - responsabilidade objetiva - h� necessidade da presen�a de tr�s requisitos b�sicos, quais sejam, o dano, a a��o administrativa e o nexo causal entre eles. Ausente um dos tr�s elementos, n�o se configura a responsabilidade e, em conseq��ncia, indevida a indeniza��o do dano moral alegado.
No caso dos autos, n�o restou configurada a presen�a de todos estes requisitos, eis que o ato administrativo denegat�rio do benef�cio pugnado foi praticado em harmonia com o princ�pio da legalidade norteador do Direito Administrativo. O r�u, ao negar o aludido benef�cio, o fez baseado em per�cia m�dica que atestou a capacidade laborativa do autor, agindo, dessa forma, em conformidade com a lei e nos limites do exerc�cio regular de seu direito.
Verifico, outrossim, que n�o h� nexo de causalidade entre o ato do agente p�blico - negativa do benef�cio do aux�lio-doen�a - e o abalo ps�quico supostamente suportado pela recorrente. O indeferimento do benef�cio na via administrativa, por si s�, n�o implica direito � indeniza��o.
Destarte, ausente a comprova��o de ofensa ao patrim�nio subjetivo da autora, bem como do ato administrativo ter sido desproporcionalmente desarrazoado, inexiste direito � indeniza��o por dano moral.
POSTO ISSO, julgo improcedente o pedido formulado pelo autor, na forma da fundamenta��o acima esposada.
Deixo de conden�-lo ao pagamento de custas processuais e de honor�rios advocat�cios, em face do benef�cio da gratuidade da justi�a que lhe foi deferido � fl. 28.
Aracaju, 24 de Abril de 2008.
Senten�a Tipo "A".
0001799-79.2001.4.05.8500 UNI�O FEDERAL (Adv. AGU - PROCURADORIA DA UNIAO NO ESTADO DE SERGIPE) x NILSON DE SOUZA GAMA E OUTRO (Adv. RODRIGO DE LIMA FILHO)
Processo n.� 2001.85.00.001799-9 - Classe 05019 - 3� Vara.
Autor: NILSON DE SOUZA GAMA
R�u: UNI�O FEDRAL PROCESSUAL CIVIL. EXECU��O DE SENTEN�A. PEDIDO DE DESIST�NCIA EQUIVALENTE � REN�NCIA AO CR�DITO. APLICA��O DO ART. 794, III, c/c ART. 795, DO CPC. EXTIN��O DA EXECU��O.
Promoveu a UNI�O FEDRAL a Execu��o da Senten�a em face de NILSON DE SOUZA GAMA, relativa � condena��o da verba honor�ria firmada na senten�a de fls. 87/90.
� fl. 115, a UNI�O FEDERAL requer a desist�ncia da presente execu��o.
O pedido de desist�ncia formulado pela UNI�O FEDERAL equivale � ren�ncia ao cr�dito decorrente da sucumb�ncia, direito que lhe assiste, como postulado na peti��o de fls. 96/97.
POSTO ISSO, declaro extinta a execu��o, ex vi do art. 794, inciso III, combinado com o art. 795, do C�digo de Processo Civil. Senten�a Tipo "B".
Transitada em julgado esta senten�a, arquivem-se os autos, com baixa na Distribui��o.
Aracaju, 07 de Abril de 2008.	Juiz Edmilson da Silva Pimenta
0006498-65.1991.4.05.8500 JOSE ALVES LINS (Adv. JOAQUIM GONCALVES NETO) x UNI�O (FAZENDA NACIONAL) (Adv. HELIO ROBERTO SILVEIRA PAES(FN))
Processo n� 91.6498-0 - 3� Vara
Classe: 1000 - A��o Ordin�ria
Partes: Autora: Jos� Alves Lins
PROCESSUAL CIVIL. EXECU��O DE SENTEN�A. CUMPRIMENTO DA OBRIGA��O. EXTIN��O DO PROCESSO, NOS TERMOS DO ART. 794, I, DO C�DIGO DE PROCESSO CIVIL.
JOS� ALVES LINS promoveu Execu��o da Senten�a em face da UNI�O FEDERAL, visando ao pagamento do valor relativo � condena��o principal e aos honor�rios de sucumb�ncia, fls. 62.
Julgados os Embargos � Execu��o promovidos pela Uni�o e fixado o valor da execu��o, foi expedida a Requisi��o de Pequeno Valor - RPV, fl. 99, tendo ocorrido o efetivo pagamento, conforme documentos fls. 105/106.
Intimada, a parte autora nada mais requereu, fl. 110.
POSTO ISSO, satisfeita a obriga��o, como demonstrado nos comprovantes de fls. 105/106, DECLARO, por senten�a, extinto o presente processo, nos termos do art. 794, I, do C�digo de Processo Civil.
Aracaju, 30 de abril de 2008.
EXECU��O DE T�TULO EXTRAJUDICIAL 0000327-33.2007.4.05.8500 CAIXA ECON�MICA FEDERAL - CEF (Adv. CL�UDIA TELES DA PAIX�O ARA�JO) x ORLANDO RODRIGUES DOS SANTOS (Adv. SEM ADVOGADO)
EXECU��O DE T�TULO EXTRAJUDICIAL PROCESSO: 2007.85.00.000327-9
R�U: ORLANDO RODRIGUES DOS SANTOS
Vista � CEF, acerca da certid�o de fl. 21.
0000175-82.2007.4.05.8500 COMERCIAL SANTO AGOSTINHO LTDA (Adv. JOSE EDUARDO DORNELAS SOUZA, JOSE RILTON TENORIO MOURA) x DELEGADO DA RECEITA FEDERAL ARACAJU/SE (Adv. SEM PROCURADOR)
Processo n� 2007.85.00.000175-1- Classe 126 - 3� Vara
Partes: Impetrante: Comercial Santo Agostinho
TRIBUT�RIO. PROCESSUAL CIVIL. MANDADO DE SEGURAN�A. PIS E COFINS. ICMS. BASE DE C�LCULO. INCLUS�O. LEGALIDADE. PRELIMINAR DE COISA JULGADA. ACOLHIMENTO. EXTIN��O SEM JULGAMENTO DO M�RITO.
COMERCIAL SANTO AGOSTINHO impetrou o presente Mandado de Seguran�a Preventivo contra ato coativo na imin�ncia de ser praticado pelo DELEGADO DA RECEITA FEDERAL EM ARACAJU, postulando a compensa��o dos cr�ditos acumulados com os d�bitos vencidos e/ou vincendos da COFINS, do PIS, da CSSL e do IRPJ, decorrentes da exclus�o do ICMS da base de c�lculo do PIS e da COFINS.
Informa a Impetrante que recolhe COFINS e PIS, estando nas bases de c�lculos de tais tributos o Imposto de Circula��o de Mercadorias e Servi�os - ICMS, o que n�o poderia ocorrer, j� que tal imposto n�o pode ser enquadrado no conceito de faturamento.
Sustenta, valendo-se de ensinamentos doutrin�rios e precedentes jurisprudenciais, ser indevida tal inclus�o.
Requer provimento jurisdicional que declare o direito � compensa��o dos seus cr�ditos acumulados decorrentes da exclus�o do ICMS da base de c�lculo do PIS e da COFINS nos �ltimos dez anos.
Juntou procura��o e documentos de fls. 27/59.
Custas pagas � fl. 60.
Reservei-me, � fl. 61, para apreciar a medida liminar ap�s as informa��es do impetrado.
Nas fls. 68/79, a autoridade dita coatora prestou suas Informa��es, arg�indo, preliminarmente, a coisa julgada em rela��o ao processo n� 2002.85.000.5075-2 que tramitou nesta 3� Vara; aus�ncia de prova pr�-constitu�da, devendo o processo ser extinto, sem julgamento do m�rito, quanto ao pedido de compensa��o, uma vez que a impetrante n�o acostou aos autos os DARF's de recolhimentos das contribui��es PIS/COFINS.
No m�rito, alega que o ICMS integra o conceito de faturamento e, via de conseq��ncia, a base de c�lculo do PIS e da COFINS, bem assim que n�o h� possibilidade de compensa��o sem o crivo do Judici�rio ou da administra��o, antes do tr�nsito em julgado.
Junta os documentos de fls. 81/120.
Medida liminar indeferida � fl. 121.
Instado a se manifestar, o ilustre representante do Minist�rio P�blico Federal pugna, � fls. 137, pelo prosseguimento do feito.
De in�cio, examinarei a preliminar de coisa julgada suscitada pela impetrada em suas Informa��es de fls. 68/79.
Colho da ilustre senten�a prolatada pelo MM. Juiz Carlos Rebelo Junior no processo n� 2002.85.00.005075-2, in verbis:
"Em suma, pretende a impetrante a exclus�o do ICMS da base de c�lculo da contribui��o para o PIS e para a COFINS.
A contribui��o pra o Programa de Integra��o Social e para o financiamento da seguridade social elegeu o faturamento como base de c�lculo, tendo seu conceito delimitado na lei:
considera-se faturamento a receita bruta, como definida pela legisla��o do imposto de renda, proveniente da venda de bens nas opera��es de conta pr�pria, do pre�o dos servi�os prestados e do resultado auferido nas opera��es de conta alheia.
ICTU OCULI, os valores que adentrarem na contabilidade da empresa pela venda de mercadorias e/ou presta��o de servi�os comp�em a base de c�lculo do PIS e da COFINS, inexistindo previs�o legal que autorize a exclus�o da import�ncia destinada ao pagamento do ICMS da referida base de c�lculo. (...)" (fl.93)
V�-se, ainda, que o relator do ac�rd�o da AMS n� 89783/SE, Desembargador Federal Francisco Wildo, resume o pleito da Comercial Santo Agostinho Ltda. de forma id�ntica ao pedido formulado no presente writ, como se v� a seguir:
"COML SANTO AGOSTINHO LTDA interp�e apela��o de senten�a denegat�ria da seguran�a pretendendo ver reconhecido o direito de n�o se submeter � incid�ncia do PIS e da COFINS sobre o valor do ICMS incidente sobre as opera��es de venda e a conseq�ente compensa��o dos valores que foram recolhidos indevidamente. Sustenta que o valor relativo ao ICMS destacado em suas notas fiscais de venda n�o � receita sua, mas do Estado. (...)" (fl.82)
Decidiu o colendo tribunal, no processo acima referido, pela legalidade da inclus�o do ICMS na base de c�lculo do PIS e da COFINS, restando prejudicado a an�lise da compensa��o pleiteada.
Verifica-se, assim, a ocorr�ncia da coisa julgada, uma vez que a causa de pedir e o objeto do pedido do presente mandamus constituem repeti��o de id�ntico pedido e causa de pedir formulados no Mandado de Seguran�a n� 2002.5075-2, julgada improcedente e j� acobertada pela coisa julgada material, porquanto a decis�o proferida neste feito j� transitou em julgado, conforme senten�a, ac�rd�o e certid�o transladada � fl. 149 dos referidos autos.
Pelo exposto, e ante aos argumentos expendidos, extingo o processo, sem julgamento de m�rito, com fulcro no art. 267, inciso V, do C�digo de Processo Civil.
Sem honor�rios advocat�cios, consoante entendimento do Supremo Tribunal Federal na S�mula n.� 512.	Publique-se. Registre-se. Intimem-se. Aracaju, 25 de abril de 2008.
PROCESSO N� 2006.85.00.004468-0 2007.175-1
Senten�a Tipo "C".
0000749-81.2002.4.05.8500 EMPRESA NOSSA SENHORA DE FATIMA LTDA (Adv. ANDREA LICIA OLIVEIRA TEODORO, EVALDO FERNANDES CAMPOS) x DIRETOR DE ARRECADACAO E FISCALIZACAO DO INSS-SE (Adv. SEM ADVOGADO) x INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZACAO E REFORMA AGRARIA - INCRA (Adv. AGU - PROCURADORIA GERAL FEDERAL ESPECIALIZADA INCRA)
Em face da descida dos autos, aguarde-se a iniciativa da parte interessada por at� 15 (quinze) dias. Inexistindo manifesta��o, d�-se baixa na distribui��o e sejam os autos arquivados, at� ulterior delibera��o, certificando-se.
0001350-77.2008.4.05.8500 J C COMERCIO DE RA��ES LTDA (Adv. ARIVALDO BARRETO CONCEICAO JUNIOR) x CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA VETERIN�RIA DO ESTADO DE SERGIPE -CRMV-SE (Adv. ALDO CARDOSO COSTA)
Processo n� 2008.85.00.001350-2- Classe 126 - 3� Vara.
Partes:	Impte.: J. C. COM�RCIO DE RA��ES LTDA
Impdo: PRESIDENTE DO CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA VETERIN�RIA DO ESTADO DE SERGIPE
ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURAN�A. CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA VETERIN�RIA. EMPRESA QUE ATUA NO COM�RCIO VAREJISTA DE ANIMAIS VIVOS E DE ARTIGOS PARA ANIMAIS DE ESTIMA��O. REGISTRO DE ESTABELECIMENTO E CONTRATA��O DE M�DICO VETERIN�RIO. DESNECESSIDADE. LEI N. 5.517/68, ARTS. 5�, 6� E 28. ART. 1�. DA LEI N. 6.839/80. MEDIDA LIMINAR DEFERIDA PARA PROIBIR ESSAS EXIG�NCIAS E VEDAR AUTUA��ES E IMPOSI��ES DE MULTA.
J. C. COM�RCIO DE RA��ES LTDA, qualificada na exordial e por seu advogado regularmente constitu�do, ingressa com Mandado de Seguran�a com pedido de medida liminar, contra ato do PRESIDENTE DO CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA VETERIN�RIA DO ESTADO DE SERGIPE-CRMV/SE, que vem exigindo, � impetrante, a manuten��o de um m�dico veterin�rio em seu estabelecimento e inscri��o no referido �rg�o, com recolhimento de anuidades.
Esclarece a impetrante que � uma empresa que atua no com�rcio varejista de animais vivos e de artigos e alimentos para animais de estima��o.
Alega que a Lei n� 5.517/68 imp�e �s empresas que exercem atividades atinentes � medicina veterin�ria a obrigatoriedade de se registrarem no CRMV respectivo, bem como a manuten��o de um m�dico veterin�rio como respons�vel t�cnico pela atividade, sob pena de autua��o, com imposi��o de multa.
Sustenta que n�o exerce fun��o compat�vel com a medicina veterin�ria, n�o se enquadrando, portanto, na exig�ncia legal �s empresas que exercem atividades peculiares � medicina veterin�ria. Requer a concess�o de medida liminar para que a autoridade coatora abstenha-se de exigir a inscri��o da requerente no aludido Conselho, cancelando qualquer inscri��o realizada pelo pr�prio �rg�o de classe que porventura exista, bem como de exigir a contrata��o de profissional habilitado no CRMV/SE, declarando nulos quaisquer autos de infra��o que, eventualmente, tenham sido expedidos com fundamento na Lei n� 5.517/68.
Junta a procura��o e os documentos de fls. 16/29.
Custas pagas, � fl. 30.
Cumpre-me examinar se a impetrante est� ou n�o obrigada a manter, em seu estabelecimento, um m�dico-veterin�rio para exercer as suas atividades comerciais, ou seja, na compra e venda de diversos produtos, entre eles, ra��es para uso animal e de se registrar perante o CRMV, efetuando o recolhimento das anuidades pertinentes a tal registro.
Analisando o texto da Lei n� 5.517, de 23.10.68, n�o vislumbro � primeira vista, a obrigatoriedade da suplicante ter em seu quadro de pessoal o mencionado profissional, haja vista que a exig�ncia nele reportada limita-se a estabelecimentos que tenham por objetivo exclusivo a ind�stria animal, categoria na qual n�o est� inserida a empresa requerente.
Por sua vez, a Lei n.� 5.634, de 2 de dezembro de 1970, alterou a reda��o do art. 27 da lei anteriormente citada, dispondo: "As firmas, associa��es, companhias, cooperativas, empresas de economia mista e outras que exercem atividades peculiares � medicina veterin�ria previstas pelos artigos 5� e 6� da Lei n.� 5.517, de 23 de outubro de 1968, est�o obrigadas a registro nos Conselhos de Medicina Veterin�ria das regi�es onde funcionarem." Entendo que a acionante est� desobrigada do cumprimento das exig�ncias acima mencionadas, eis que n�o se caracteriza como entidade que exerce atividades peculiares � medicina veterin�ria. A esse respeito, em recente decis�o, assim se posicionou o Egr�gio TRF da 5�. Regi�o:
"ADMINISTRATIVO. CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA VETERIN�RIA. EMPRESA DO COM�RCIO VAREJISTA DE ANIMAIS, RA��ES E PRODUTOS VETERIN�RIOS. DESNECESSIDADE DE REGISTRO.
1. Nos termos do art. 27, da Lei n. 5.517/68, com a reda��o dada pela Lei n. 5.634/70, s�o obrigadas a efetivar registro no Conselho de Medicina Veterin�ria as empresas "que exercem atividades peculiares � medicina veterin�ria", assim entendidas as descritas nos arts. 5o e 6o da lei em comento. 2. O com�rcio de animais, de ra��es e de produtos veterin�rios n�o � atividade privativa de m�dico veterin�rio, pois n�o se confunde com o exerc�cio da cl�nica m�dica veterin�ria. Precedentes do STJ. 3. O art. 9� do Decreto n. 64.704, de 17 de junho de 1969, ao determinar o registro, no CRMV, das empresas "cuja atividade requer a participa��o de m�dico veterin�rio" exorbitou os limites da regulamenta��o. 4. Resta igualmente eivada de ilegalidade a Resolu��o n. 592 - CFMV, de 26 de junho de 1992, ao considerar atividade peculiar � medicina veterin�ria, para fins de registro nos respectivos Conselhos Regionais, a comercializa��o de produtos de uso animal, de ra��es para animais, de peixes ornamentais, de animais dom�sticos etc. 5. N�o obstante os Decretos n. 1.662/95 e n. 5.053/2004 imponham aos comerciantes de medicamentos veterin�rios a supervis�o de respons�vel t�cnico, m�dico veterin�rio, n�o determina que se registrem no Conselho da categoria. 6. Apela��o e remessa oficial improvidas.- TRIBUNAL - QUINTA REGIAO - AMS - 89007 - Processo: 200480000010879 UF: AL �rg�o Julgador: Segunda Turma - TRF500091783 - DJ -14/03/2005 - P�gina::802 - N�::49 - Relator(a) Desembargador Federal Francisco de Barros e Silva"
Tamb�m o Colendo Superior Tribunal de Justi�a assim decidiu:
"ADMINISTRATIVO - CONSELHO PROFISSIONAL - ARMAZ�M DE MERCADORIAS DIVERSAS, DENTRE AS QUAIS ARTIGOS AGROPECU�RIOS. 1. A Lei 6.839/80 e a jurisprud�ncia entendem que o registro em Conselho Profissional observa a atividade preponderante em cada caso. 2. A Lei 5.517/68, nos artigos 5� e 6�, elenca as atividades privativas do m�dico veterin�rio, n�o estando ali inclu�dos os estabelecimentos que vendem mercadorias agropecu�rias. . Recurso especial improvido. - Relator(a): ELIANA CALMON STJ - SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTI�A - RESP - 447844 - Proc: 200200797473 - UF:RS-SEGUNDA TURMA - Documento: STJ000513433 - DJ DATA:03/11/2003 P�GINA:298"
Presente, assim, a relev�ncia do fundamento do pedido, � luz dos argumentos expendidos pela autora e da jurisprud�ncia p�tria, al�m de concorrer o perigo na demora da decis�o, uma vez que a impetrante estar� sujeita � fiscaliza��o e imposi��o de multas, defiro a medida liminar requestada, para determinar ao impetrado que se abstenha de exigir o registro da empresa acionante no CRMV/SE, bem assim a contrata��o de m�dico-veterin�rio, e o pagamento de anuidades, vedada a imposi��o de multas baseadas nas exig�ncias aqui guerreadas.
Notifique-se a autoridade coatora para que cumpra, imediatamente, esta decis�o e preste as Informa��es de estilo, no prazo e na forma do art.7�, incisos I e II, da Lei n. 1.533/51.
Com a chegada das informa��es, vista ao Minist�rio P�blico Federal, para o seu douto pronunciamento.
Aracaju, 26 de maio de 2008
Juiz Edmilson da Silva Pimenta.
Processo n� 2008.85.00.001350-2 - Classe126 - 3� Vara.
0001653-91.2008.4.05.8500 CENTRAL REFRIGERA��O LIMITADA E OUTRO (Adv. NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES, RODRIGO OT�VIO ACCETE BELINTANI, FRANCISCO LUIS GADELHA SANTOS, DIEGO CARNEIRO TEIXEIRA) x DELEGADO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL - DRF - EM ARACAJU/SE (Adv. PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL EM SERGIPE - PGFN/SE)
Por cautela, reservo-me para apreciar a medida liminar requerida ap�s as informa��es do impetrado, quando melhor delineado estar� o panorama da lide, ensejando o exame dos requisitos que a autorizam e, sobretudo, em homenagem ao Princ�pio do Contradit�rio.
Notifique-se a autoridade coatora para que preste as informa��es de estilo, no prazo e na forma do art. 7�, inciso I, da Lei n� 1.533/51. Intimem-se.
0001660-83.2008.4.05.8500 SINDSFUSE - SINDICATO DOS SERVIDORES DA FUNDACAO NACIONAL DE SAUDE NO ESTADO DE SERGIPE (Adv. ARIVALDO BARRETO CONCEICAO JUNIOR, GILMARA CALA�A DIAS) x DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE ADMINISTRA��O DA FUNASA - FUNDA��O NACIONAL DE SAUDE (Adv. SEM ADVOGADO)
PROCESSO N� 2008.85.00.001660-6
IMPETRANTE: SINDSFUSE - SINDICATO DOS SERVIDORES DA FUNDA��O NACIONAL DE SA�DE NO ESTADO DE SERGIPE
IMPETRADO: DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE ADMINISTRA��O DA FUNASA
PROCESSUAL CIVIL. MANDADO DE SEGURAN�A. COMPET�NCIA ABSOLUTA, ESTABELECIDA EM RAZ�O DA CATEGORIA FUNCIONAL E DA SEDE FUNCIONAL DA AUTORIDADE COATORA. DECL�NIO DA COMPET�NCIA.
O SINDICATO DOS SERVIDORES DA FUNDA��O NACIONAL DE SA�DE - SINDSFUSE ingressa com o presente mandamus em face do DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE ADMINISTRA��O DA FUNASA, requestando, em sede de liminar, o pagamento da ajuda de custa nominada "indeniza��o de campo", institu�da pelo Decreto n� 99.632/90 e consolidada pela Lei n� 8.216/91.
Junta procura��o e documentos1.
� um breve relato. Decido.
Como ponto primordial que � para o v�lido e eficaz desenrolar da marcha processual, a fixa��o da compet�ncia, nos casos em que a lei autorize a sua aprecia��o de of�cio, pode se dar em qualquer fase do processo.
Pois bem. A compet�ncia para processar e julgar o writ � estabelecida em raz�o da categoria funcional da autoridade impetrada e da sede funcional da aludida autoridade.
Na hip�tese dos autos, a autoridade coatora possui domic�lio em Bras�lia/DF, sendo imperiosa a remessa dos autos para Se��o Judici�ria do Distrito Federal.
Eis o entendimento jurisprudencial dos nossos Tribunais: "PROCESSUAL CIVIL. MANDADO DE SEGURAN�A. COMPET�NCIA ABSOLUTA. AUTORIDADE IMPETRADA.
A compet�ncia para julgamento de mandado de seguran�a � definida de acordo com a categoria e a sede funcional da autoridade impetrada, tratando-se, nestes termos, de compet�ncia absoluta e, como tal, improrrog�vel. Recurso conhecido e provido. STJ - Classe RESP - 257556 - Processo 200000426296 - UF: PR - Quinta Turma - Data da decis�o - 11/09/2001 - Data DJ: 08/10/2001 - P�g. 239 - Relator: F�lix Fisher."
� vista dessas raz�es, declino da compet�ncia em favor de uma das varas da Justi�a Federal - Se��o Judici�ria do Distrito Federal. Remetam-se os autos � Distribui��o para a devida baixa, encaminhando-se o feito a douta Se��o Judici�ria do Distrito Federal. Publique-se. Intimem-se.
Aracaju, 02 de junho de 2008. Edmilson da Silva Pimenta
1 Fls. 19/53.
Proc. 2008.85.00.001660-6
0000002-78.1995.4.05.8500 ROSANGELA MARIA DANTAS (Adv. MARIA LUIZA CARDOSO COELHO, JOSE HUMBERTO CARVALHO S. JUNIOR) x FUNDACAO NACIONAL DE SAUDE - FUNASA (Adv. LEANDRO DOS SANTOS RODRIGUES CAMPOS)
1. Traslade-se, para o presente feito, c�pia da certid�o de tr�nsito em julgado da senten�a proferida nos autos de embargos � execu��o (proc. n� 2001.85.00.005476-5).
2. D�-se vista � parte executada para, em cinco dias, manifestar-se acerca da atualiza��o dos c�lculos constantes das planilhas de fls. 389/392. 3. Ap�s, expe�a-se o requisit�rio, com as cautelas de praxe, enviando-o ao egr�gio TRF da 5� Regi�o, intimando-se as partes para acompanh�-lo, querendo.
4. Aguarde-se o pagamento.
0000260-73.2004.4.05.8500 ANTONIO CARDOSO DE OLIVEIRA FILHO (Adv. JOSE MELO SANTOS, ISLA DE OLIVEIRA ALMEIDA) x INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS (Adv. MARCELO HORA PASSOS)
Recebo a(s) apela��o(�es), declarando-lhe(s) �nsitos os efeitos suspensivo e devolutivo.
Intime(m)-se o(s) apelado(s) para apresentar(em) suas contra-raz�es, querendo, no prazo de quinze dias. Com ou sem resposta, certificando-se, remetam-se os autos ao Egr�gio TRF da 5� Regi�o, com as cautelas de praxe. Intimem-se.
0002010-42.2006.4.05.8500 MARIA AUXILIADORA VIEIRA LIMA (Adv. THIAGO D'AVILA MELO FERNANDES, THAIS MAIA DE BRITTO, ANTONIO SOARES SILVA JUNIOR, ANTONIO SOARES SILVA JUNIOR) x INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS (Adv. ADRIANO CARDOSO DE ANDRADE)
1. Em face da certid�o acima, substituo o perito nomeado nestes autos, na fl. 82, pelo Dr. ANT�NIO CARLOS FREITAS MOURA, com endere�o na AVENIDA SILVIO TEIXEIRA, 230, Ed. BIARRITZ, Apt.1104, JARDINS, TEL.: 3224 2831, nesta capital.
2. Fixo os honor�rios periciais no valor m�ximo da Tabela II da Resolu��o n�. 558-CJF, de 22 de maio de 2007 (R$ 234,80 - duzentos e trinta e quatro reais e oitenta centavos), os quais dever�o ser pagos em conformidade com o art. 3� da aludida Resolu��o. 3. Intime-se, pessoalmente, o "expert", para dizer se aceita o encargo, no prazo de 05 (cinco) dias, cientificando-o de que, em virtude da gratuidade da Justi�a, o pagamento dos honor�rios periciais dar-se-� ap�s o t�rmino do prazo para que as partes se manifestem sobre o laudo, ou, havendo solicita��o de esclarecimentos, depois de serem prestados, o que, desde logo, fica autorizado.
4. Aceita a nomea��o, dever�o ser designados local, data e hor�rio para a realiza��o da per�cia, comunicando-se a este Ju�zo, com anteced�ncia m�nima de 30 (trinta) dias, a fim de que sejam as partes intimadas da prova, consoante disp�e o artigo 431-A do CPC.
0004600-36.1999.4.05.8500 INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS (Adv. SILVIA HELENA PARABOLI M. MALUF) x JOSE PEREIRA DE ANDRADE (Adv. JOSE ADILSON CRUZ)
EMBARGOS A EXECU��O PROCESSO: 99.0004600-5
EMBARGADO: JOSE PEREIRA DE ANDRADE
Vista �s partes, acerca da certid�o e dos c�lculos de fls. 77/78, no prazo de 05 (cinco) dias.
Aracaju, 30 de maio de 2008.
0004784-84.2002.4.05.8500 REINALDO RABELO DE MORAES (Adv. ILTON MARQUES DE SOUZA) x INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS (Adv. ADRIANO CARDOSO DE ANDRADE)
Intime-se o(a) apelado(a) para contra-arrazoar, querendo, no prazo legal. Transcorrido o prazo supra, com ou sem resposta, subam os autos ao Egr�gio TRF da 5� Regi�o com as nossas homenagens.
0006076-36.2004.4.05.8500 LUIZ ALBERICO NUNES DA CONCEICAO (Adv. JOSE MELO SANTOS) x INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS (Adv. MARCOS ANTONIO RIBEIRO SILVA GALDINO)
0001632-52.2007.4.05.8500 UNI�O FEDERAL (Adv. ADELAIDE ELISABETH CARDOSO C. DE FRAN�A) x SINDICATO DOS TRABALHADORES DO SERV PUBL FEDERAL NO EST DE SE-SINTSEP (Adv. LUIZ ROBERTO DANTAS DE SANTANA)
Processo n� 2007.85.00.001632-8
Fa�o estes autos conclusos ao MM. Juiz Federal da 3a. Vara, Dr. Edmilson da Silva Pimenta, do que, para constar, lavro este termo.
Aracaju, 28/04/2008
S�lvia Patr�cia C. P. Paix�o
Analista Judici�rio.
Manifeste-se a embargante, no prazo de 5 (cinco) dias, quanto � peti��o de fls. 32/33.
Havendo diverg�ncia de c�lculos, encaminhem-se ao Contador do Ju�zo, devendo apresentar os demonstrativos necess�rios, para dirimir a controv�rsia, intimando-se as partes para se manifestarem em 5 (cinco) dias, sobre os c�lculos do Contador Oficial.
Aracaju, 28 / 04 / 2008.
Juiz Federal - 3� Vara
Foram-me entregues estes autos com o respeit�vel despacho supra.
Aracaju, _____ de _______________ de 2008.
Servidor da 3� Vara.
0004187-42.2007.4.05.8500 UNI�O FEDERAL (Adv. FERNANDA TEIXEIRA LEITE) x IZABEL FONSECA SANTOS (Adv. LUIZ ROBERTO DANTAS DE SANTANA)
Processo n� 2007.85.00.004187-6 Classe 05005 - 3� Vara
Partes: Embargante: UNI�O FEDERAL
Embargado: IZABEL FONSECA SANTOS
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS � EXECU��O. C�LCULOS APRESENTADOS PELO EMBARGANTE E ACATADOS PELO EMBARGADO. PROCED�NCIA DO PEDIDO.
A UNI�O FEDERAL op�e EMBARGOS � EXECU��O que lhe promove IZABEL FONSECA SANTOS, qualificada nos autos, visto que n�o concorda com o valor objeto da execu��o por ser excessivo, devendo ser fixado o valor de R$ 3.478,45 (tr�s mil, quatrocentos e setenta e oito reais e quarenta e cinco centavos), conforme planilha acostada nas fls. 05/13 dos autos.
A embargada, ao se manifestar � fl. 17, aduz que concorda com os c�lculos apresentados pela Embargante.
A Uni�o Federal alegou, �s fls. 02/04, incorre��o nos c�lculos apresentados pela exeq�ente/embargada. Esta, por sua vez, concorda expressamente com o valor proposto pela Embargante, restando pacificada a quantia a ser executada.
Posto isso, fixo o valor objeto da execu��o da senten�a em R$ 3.478,45 (tr�s mil, quatrocentos e setenta e oito reais e quarenta e cinco centavos), sendo R$ 3.162,23 (tr�s mil, cento e sessenta e dois reais e vinte e tr�s centavos), referentes ao principal, e R$ 316,22 (trezentos e dezesseis reais e vinte e dois centavos) referentes aos honor�rios advocat�cios.
Condeno a embargada ao pagamento da verba honor�ria advocat�cia, que arbitro em 5% (cinco por cento) sobre a diferen�a apurada entre os valores oferecidos � execu��o e o montante final apurado como devido.
Sem condena��o ao pagamento das custas processuais, nos termos do art. 7�, da Lei n� 9.289/96.
Traslade-se c�pia desta senten�a, dos c�lculos apresentados �s fls. 05/13 e da certid�o do tr�nsito em julgado, quando houver, para o feito principal.
Aracaju, 27 de mar�o de 2008
0004629-08.2007.4.05.8500 CEFET/SE (Adv. GISELA B CAMPOS FERREIRA) x SINTSEP (Adv. JOAO SANTANA FILHO)
Processo n� 2007.85.00.004629-1 Classe 05005 - 3� Vara
Partes: Embargante: Escola T�cnica Federal de Sergipe - CEFET/SE
Embargado: Sindicato dos Trabalhadores do Servi�o P�blico Federal de Sergipe- SINTSEP/SE
A CEFET/SE, qualificada na proemial, op�e EMBARGOS � EXECU��O que lhe promove o SINTSEP/SE, tamb�m qualificado nos autos, visto que n�o concorda com o valor objeto da execu��o por ser excessivo, devendo ser fixado o valor de R$ 833,47 (oitocentos e trinta e tr�s reais e quarenta e sete centavos), conforme c�lculo de liquida��o de senten�a acostado na fl. 04 dos autos.
O embargado, ao se manifestar � fl. 07, aduz que concorda com os c�lculos apresentados pela Embargante.
Vieram-me os autos para senten�a.
A CEFET/SE alegou, �s fls. 02/03, incorre��o nos c�lculos apresentados pelo exeq�ente/embargado. Este, por sua vez, concorda expressamente com o valor proposto pela Embargante, restando pacificada a quantia a ser executada.
Posto isso, fixo o valor objeto da execu��o da senten�a em R$ 833,47 (oitocentos e trinta e tr�s reais e quarenta e sete centavos), referentes aos honor�rios advocat�cios.
Sem condena��o em honor�rios advocat�cios, vez que a diferen�a entre o valor requerido pelo exeq�ente e o ofertado pela embargante � insignificante.
Traslade-se c�pia desta senten�a, dos c�lculos apresentados � fl. 04 e da certid�o do tr�nsito em julgado, quando houver, para o feito principal.
0000567-95.2002.4.05.8500 INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS (Adv. MARIA DO SOCORRO MIRA DE SOUZA) x ILARIO CRISPIM DOS SANTOS (Adv. MIGUEL EDUARDO BRITTO ARAGAO)
Processo n� 2002.85.00.000567-9 - Classe 05005 - 3� Vara
Partes: Embargante: Instituto Nacional do Seguro Social - INSS
Embargado: IL�RIO CRISPIM DOS SANTOS
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS � EXECU��O. EQU�VOCO NOS C�LCULOS APRESENTADOS PELAS PARTES. MANIFESTA��O DO CONTADOR DO JU�ZO DIRIMINDO A CONTROV�RSIA. PARCIAL PROCED�NCIA DOS EMBARGOS.
O Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, qualificado na exordial, op�e EMBARGOS � EXECU��O que lhe promove IL�RIO CRISPIM DOS SANTOS, tamb�m qualificado nos autos, alegando que os valores apresentados pelo exeq�ente seriam excessivos.
Pede a proced�ncia dos embargos, para que seja fixado o valor a executar em R$138.314,42 (cento e trinta e oito mil, trezentos e quartoze reais e quarenta e dois centavos).
�s fls. 08/10, junta os c�lculos que entende devido.
O embargado manifesta-se �s fls. 18/19, afirmando que os c�lculos por ele apresentados foram elaborados em conformidade com o comando sentencial, postulando que a execu��o seja mantida e incida sobre o valor de R$ 377.023,68 (trezentos e setenta e sete mil, vinte e tr�s reais e sessenta e oito centavos), consoante planilha anexada nas fls. 59/62 dos autos principais.
Remetidos os autos ao Contador do Ju�zo, este certifica, � fl. 21, que os c�lculos de ambas as partes apresentam imprecis�es, e elabora planilha de c�lculo que entende ser correta, fls. 22/28.
Instados a se manifestarem acerca das conclus�es do Contador Judicial, o embargado se op�e aos c�lculos apresentados, fls. 33/35, pleiteando que a execu��o incida sobre o valor de R$ 308.622,13 (trezentos e oito mil, seiscentos e vinte e dois reais e treze centavos), conforme planilha acostada nas fls. 36/38, ao passo que o INSS n�o se manifestou sobre os c�lculos elaborados pelo Contador, de fls. 21/28. � fl. 47, face � discrep�ncia entre os valores apresentados pelo Contador Judicial e aqueles apresentados pelo embargado, os autos foram remetidos novamente � Contadoria. Este, �s fls. 48/50, ratifica os c�lculos de fls. 22/28, por estarem em conformidade com a senten�a, ora em execu��o.
Exsurge dos autos, como demonstrado pelo Contador do Ju�zo, que os c�lculos de ambas as partes apresentam incorre��es. Ap�s rigorosa apura��o efetivada pelo Contador Judicial, este concluiu que o valor da d�vida a executar � aquele apurado na planilha de fls. 22/28.
Destarte, julgo a presente lide baseado nos c�lculos apresentados pelo Contador Judicial, a quem compete, como �rg�o auxiliar do ju�zo, oferecer subs�dios � solu��o da controv�rsia, cujo car�ter � eminentemente aritm�tico, homologando a conta de liquida��o por ele elaborada, haja vista que pautada nos crit�rios especificados no julgado exeq�endo.
Posto isso, fixo o valor objeto da execu��o da senten�a em R$ 68.327,66 (sessenta e oito mil, trezentos e vinte e sete reais e sessenta e seis centavos), sendo R$ 62.116,06 (sessenta e dois mil, cento e dezesseis reais e seis centavos) referentes ao principal, e R$ 6.211,60 (seis mil, duzentos e onze reais e sessenta centavos) referentes aos honor�rios advocat�cios.
Sem condena��o em honor�rios advocat�cios, face � sucumb�ncia rec�proca.
Traslade-se c�pia desta senten�a, dos c�lculos apresentados �s fls. 22/28 e da certid�o do tr�nsito em julgado, quando houver, para o feito principal.
Aracaju, 31 de mar�o de 2008
0001072-91.1999.4.05.8500 MANOEL DE OLIVEIRA E OUTRO (Adv. ARLINDO VENANCIO DOS SANTOS) x UNI�O FEDERAL (Adv. ANA ELISA SOBRAL V N DA C VIEIRA) x ASSOCIACAO ARACAJUANA DE BENEFICENCIA (Adv. SONIA MARIA SANTOS)
Manifestem-se os requerentes, em cinco dias, acerca da peti��o/documentos de fls. 215/216.
0001412-30.2002.4.05.8500 CAIXA ECON�MICA FEDERAL - CEF (Adv. SIDNEY SILVA DE ALMEIDA, GERALDO DE OLIVEIRA) x GERALDO JOAQUIM DE SOUZA (Adv. MARCIA MENEZES NASCIMENTO, DEMOSTENES RAMOS DE MELO)
0001629-68.2005.4.05.8500 MANOEL FRANCISCO DOS SANTOS (Adv. GILSON LUIS SOUSA DE ARAUJO) x UNI�O FEDERAL (Adv. SEM PROCURADOR)
0001938-26.2004.4.05.8500 INACIO JOSE DE MENEZES PORTUGAL (Adv. GISELE LEMOS KRAVCHYCHYN, MIGUEL EDUARDO BRITTO ARAGAO, BRUNO MARCOS GUARNIERI E OUTROS) x UNI�O FEDERAL (Adv. ANA CRISTINA BARRETO DE CASTRO)
0002289-62.2005.4.05.8500 CAIXA ECON�MICA FEDERAL - CEF (Adv. MARIA DA PURIFICACAO OLIVEIRA SANTOS, ANTONIA MARIA MENEZES OLIVEIRA, VANIA MARIA PRADO N. SANTOS) x WALTER LUIZ DOS SANTOS (Adv. SEM ADVOGADO)
A��O MONIT�RIA PROCESSO: 2005.85.00.002289-7
REQUERIDO: WALTER LUIZ DOS SANTOS
Vista � CEF, acerca da certid�o de fl. 25v.
0002823-31.1990.4.05.8500 JERSON MACENA ALBUQUERQUE E OUTROS (Adv. LUIZ EDUARDO AYRES DE FREITAS BRITO) x CAIXA ECON�MICA FEDERAL - CEF (Adv. SONIA RODRIGUES SOARES CALDAS, BIANCO SOUZA MORELLI)
DESPACHO DE FLS.215: "Em face da documenta��o acostada em fls. 213/214, dando conta da ren�ncia do Direito das autoras GERLANE DE SOUZA ALBUQUERQUE E TALITA CUMI DE SOUZA ALBUQUERQUE, em favor do autor JERSON MACENA DE ALBUQUERQUE, determino que seja expedido alvar� de levantamento em favor do �ltimo autor, cujo valor devido dever� ser atualizado pela Contadoria do Ju�zo.
Ap�s, digam as partes se h� algo mais a requerer.
0003537-34.2003.4.05.8500 UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE (Adv. SILAS COUTINHO DE FARIAS ALVES) x IARA MENEZES DE MELO E OUTROS (Adv. ANDRE LUIZ QUEIROZ STURARO)
0003923-93.2005.4.05.8500 REJANE HELENA RIBEIRO RODRIGUES (Adv. REGES COELHO CORREIA, RICARDO TAVARES DE MEDINA SANTOS, RENATA DE OLIVEIRA CARVALHO) x CAIXA ECON�MICA FEDERAL - CEF (Adv. BIANCO SOUZA MORELLI)
1. Defiro o pedido de per�cia cont�bil de fl. 129 e nomeio como Perito do Ju�zo o(a) Dr(�). F�bio Jos� da Silva, inscrito no CRC/SE sob o n� 4.687, com endere�o � Av. Franklin de Campos Sobral, 1623, Bloco B - Apt.404, Grageru, Tel.: 3232-2294, nesta capital, que deve ser intimado a cumprir o encargo independentemente do termo de compromisso.
2. Intime-se o Dr. Perito para se escusar ou apresentar proposta de honor�rios, no prazo de 05 (cinco) dias.
3. Intime(m)-se a(s) parte(s), para em 5 (cinco) dias, indicar o(s) assistente(s) t�cnico(s) e apresentar quesitos.
0004587-27.2005.4.05.8500 CAIXA ECON�MICA FEDERAL - CEF (Adv. MARIA DA PURIFICACAO OLIVEIRA SANTOS, ANTONIA MARIA MENEZES OLIVEIRA, VANIA MARIA PRADO N. SANTOS) x LILIANA CRUZ LEVENDAKOS (Adv. SEM ADVOGADO)
A��O MONIT�RIA PROCESSO: 2005.85.00.004587-3
REQUERIDO: LILIANA CRUZ LEVENDAKOS
Vista � CEF, acerca da certid�o de fl. 50.
0005014-53.2007.4.05.8500 JUCUNDINO DE OLIVEIRA SANTOS (Adv. CHRISTIAN ARY DA CRUZ BARBOSA) x UNI�O FEDERAL (Adv. AGU - PROCURADORIA DA UNIAO NO ESTADO DE SERGIPE)
Ci�ncia �s partes da decis�o do Egr�gio Tribunal Regional Federal da 5� Regi�o, de fls. 71/75, para que se efetive a decis�o do AGTR 85291/SE.
Digam as partes se pretendem produzir provas em audi�ncia, especificando-as, ou se o processo j� pode ser julgado no estado em que se encontra.
0005407-17.2003.4.05.8500 MARIA JOSE DINIZ DE MENDONCA ALVES E OUTROS (Adv. ENILDE SANTOS ALMEIDA, PEDRO DIAS DE ARAUJO JUNIOR) x UNI�O FEDERAL (Adv. ENEDINA COSTA CARDOSO) x MUNICIPIO DE ARACAJU (Adv. SAMUEL SPONTAN DE CARVALHO, HERMOSA MARIA SOARES FRANCA, ANTONIO MAURICIO TELES MACHADO, JACSON FARIAS RODRIGUES) x EMPRESA MUNICIPAL DE OBRAS E URBANIZACAO - EMURB (Adv. CASSIA SOBRAL DE MELO TELES, MARIA LUCIMAR S. OLIVEIRA, HERMOSA MARIA SOARES FRANCA)
Defiro o pedido de fls. 1206/1207, dispensando a presen�a dos autores M�RCIO DINIZ MENDON�A DE ANDRADE e M�NICA DINIZ ALVES FONSECA, da audi�ncia designada para o dia 25/06/2008, �s 15:00 horas.
Intimem-se, com urg�ncia.
0006714-69.2004.4.05.8500 MARCOS WILLYANS MONTEIRO DE MELO (Adv. VINICIUS SILVA PRADO) x CAIXA ECON�MICA FEDERAL - CEF (Adv. PAULA GIRON MARGALHO DE GOIS)
Processo n� 2004.85.00.006714-1 - Classe 1000 - 3� Vara.
Partes: Autor: MARCOS WILLYANS MONTEIRO DE MELO
CONSUMIDOR. PROCESSUAL CIVIL. INDENIZA��O POR DANOS MORAIS. INSTITUI��O FINANCEIRA. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. ENVIO DE TAL�ES DE CHEQUE, PELO CORREIO, SEM SOLICITA��O PR�VIA DO CLIENTE. EXTRAVIO DOS CHEQUES. UTILIZA��O INDEVIDA POR ESTELIONAT�RIO. NEGATIVA��O DO NOME NO SPC E NO CHECK CHECK. EXIST�NCIA DO DANO.. PROCED�NCIA, PARCIAL, DO PEDIDO.
MARCOS WILLYANS MONTEIRO DE MELO, devidamente qualificado na inicial, aju�za a presente A��o de Indeniza��o por Danos Morais em face da Caixa Econ�mica Federal - CEF, em raz�o do extravio de tal�o de cheques, enviado para sua resid�ncia anterior, sem pr�via solicita��o do mesmo, e dos constrangimentos sofridos ao ter seu nome inclu�do, por terceiros, no CHECK CHECK, bem como negativado perante o servi�o de prote��o ao cr�dito- SPC (fls. 02/14).
Preliminarmente, foi requerido o benef�cio da assist�ncia judici�ria gratuita.
Relata o autor, em suma, que, ao receber um telefonema do Sr. Roberto - gerente da Caixa Econ�mica Federal - o informando sobre a chegada de v�rios cheques, alguns ainda bloqueados, disse ao gerente mencionado, imediata e pessoalmente, que jamais havia recebido, nem sequer passado, nenhum destes cheques, posto que extraviados. Diante disto, pediu o autor, ao gerente, que fornecesse o protocolo de recebimento dos tal�es, o que foi negado, para tentar descobrir quem seria o terceiro a utilizar-se dos cheques e, consequentemente, facilitar o trabalho da pol�cia, haja vista queixa prestada pelo autor, conforme se verifica no Boletim de Ocorr�ncia acostado na fl. 17 dos autos. Ademais, salienta o autor, ter sido mal atendido pelo gerente supramencionado, bem como afirma a desconfian�a do mesmo de que alguns cheques poderiam ter sido assinados por algu�m muito pr�ximo ao autor, uma vez que as assinaturas eram bastante semelhantes a deste �ltimo. Al�m do mais, ressaltou o autor que, face aos cheques terem sido carimbados pela CEF com a al�nea 22, que significa diverg�ncia de assinatura, restou insinuado que o autor passou, de fato, os cheques ou estaria, pelo menos, envolvido na falcatrua. Esclarece que os tal�es de cheque teriam sido enviados para o endere�o que tinha h� dois anos atr�s e que j� havia sido mudado na CEF.
Tendo em vista os fatos alegados, afirmou o autor ter procurado o gerente geral da CEF- o Sr. Cl�udio - o qual forneceu uma declara��o informando que os talon�rios de cheques de seq��ncia 001301 a 001340, enviados pelo Correio ao autor, titular da conta 2405.001.1831-2, foram extraviados e, portanto, nem sequer desbloqueados pelo mesmo, consoante fl. 16 dos autos.
Ressalta o autor a responsabilidade da CEF por todos os constrangimentos e demais danos sofridos, uma vez que, devido � irresponsabilidade da r�, dois tal�es de cheque em seu nome foram extraviados, al�m do que o seu nome est� incluso no SPC e no CHECK CHECK. Salienta, ainda, que se sentiu muito envergonhado n�o s� quando seu pedido de cart�o de cr�dito foi negado pelo GBarbosa, bem como no dia em que n�o foi aceito seu cheque, no valor de R$ 30,00 (trinta reais), quando tentava pagar uma pe�a de seu autom�vel. Por fim, destaca que foi bastante importunado, por v�rias empresas, a exemplo do Mist�o e do Botic�rio, a fim de tentar resolver os d�bitos efetuados por terceiros que est�o a utilizar-se dos cheques extraviados. Requer a condena��o da r� pelos danos morais sofridos, no valor de R$ 100.000,00 (cem mil reais), al�m dos honor�rios advocat�cios.
Requer, ainda, os benef�cios da Justi�a Gratuita, bem como que a r� junte aos autos qualquer documento, assinado pelo autor, que demonstre a rela��o negocial entre as partes.
Junta procura��o e documentos de fls. 15/20.
� fl. 21, deferi o pedido de benef�cio da justi�a gratuita, determinado a cita��o da r�.
�s fls. 27/30, ao apresentar a sua contesta��o, requer a CEF a total improced�ncia da a��o, bem como sua ilegitimidade passiva, posto que n�o incluiu o nome do autor no SPC, mas sim terceiros. No m�rito, aduz que as argumenta��es autorais s�o fr�geis, uma vez que o recebimento de talon�rios de cheques em domic�lio, devidamente bloqueados, cujo desbloqueio se faz unicamente pelo titular da conta, impossibilita qualquer preju�zo ao cliente. No mais, o envio de talon�rios de cheques, pelo Correio, a bons clientes, com movimenta��o banc�ria consider�vel, tem o �nico prop�sito de conceder-lhes maior comodidade, sem contar que o servi�o em quest�o j� faz parte da pr�xis banc�ria. Suscita a CEF, tamb�m, em sua contesta��o, que n�o s� inexiste nexo de causalidade entre a atitude da r� e os danos alegados pelo autor, como tamb�m afirma que os documentos carreados na inicial n�o provam a ocorr�ncia dos danos sofridos, muito menos a sua extens�o.
Por fim, impugna a r� o valor da causa, cabendo ao Judici�rio arbitrar a condena��o, posto que o contr�rio encorajaria o enriquecimento sem causa, de modo a agredir o princ�pio da razoabilidade jur�dica e da justi�a.
�s fls. 31/66, junta procura��o e demais documentos.
Manifesta-se o autor, �s fls. 70/73, acerca da contesta��o apresenta pela CEF, impugnando a preliminar de ilegitimidade passiva da r�, pois a mesma n�o prestou seus servi�os com qualidade e presteza.
No m�rito, aduz que as argumenta��es da r� s�o fr�geis, uma vez que a CEF, por se tratar de uma institui��o banc�ria, deve tomar todas as cautelas ao prestar seus servi�os, face o regramento destes pelo C�digo de Defesa do Consumidor - CDC. Impugna, ainda, a alega��o da r� de inexistir comprova��o do dano moral, posto que a farta documenta��o trazida pela pr�pria CEF aos autos, bem como a negativa��o do nome do autor perante o SPC j� ocasiona um dano � sua honra. No tocante ao valor da indeniza��o constante na exordial, alega o autor s�-lo justo, visto que o dano moral exerce duas n�tidas fun��es: de expia��o (em rela��o ao culpado ou a quem causa a les�o) e de satisfa��o (em rela��o � v�tima ou ofendido). Vieram-me os autos conclusos para prola��o de senten�a.
Pede o autor indeniza��o por danos morais, em virtude do extravio, e consequente utiliza��o indevida, por terceiros, de dois tal�es de cheques enviados pela CEF, mediante o Correio e sem pr�via autoriza��o do demandante, ao endere�o errado, resultando na negativa��o de seu nome no Servi�o de Prote��o ao Cr�dito - SPC e no CHECK CHECK.
Antes de adentrar na preliminar de ilegitimidade passiva ad causam alegada pela CEF em sua contesta��o (fl. 28), bem como no m�rito, de modo a julgar se � cab�vel ou n�o responsabilizar civilmente a CEF pelos supostos danos morais causados ao autor, � imprescind�vel saber qual o entendimento majorit�rio da doutrina e jurisprud�ncia p�tria quanto � natureza jur�dica da responsabilidade civil dos bancos.
Aduz o jurista, professor e desembargador do Tribunal de Justi�a do Rio de Janeiro - S�rgio Cavalieri Filho - que a natureza da responsabilidade banc�ria deve ser analisada por seu duplo aspecto, in verbis:
"(...) em rela��o aos clientes, a responsabilidade dos bancos � contratual; em rela��o a terceiros, a responsabilidade � extracontratual." (Programa de Responsabilidade Civil, 7� ed., S�o Paulo: Atlas, 2007, p. 385).
Logo, restando incontroverso que havia de fato uma rela��o contratual entre as partes, posto que ambas afirmaram ser o autor cliente da r�, conclui-se que a responsabilidade da CEF � contratual. � de bom alvitre ressaltar que, por ser contratual, a responsabilidade da CEF tem mais aspectos, quanto a sua natureza jur�dica, a serem analisados. Indaga-se se � ou n�o regida pelo C�digo de Defesa do Consumidor (Lei n� 8.078/90), ou, ainda, se � subjetiva ou objetiva. Carlos Roberto Gon�alves - jurista, professor e desembargador do Tribunal de Justi�a de S�o Paulo - ao comentar a responsabilidade dos bancos em face do C�digo de Defesa do Consumidor - CDC, assim se posicionou:
"(...) a responsabilidade dos bancos, como prestadoras de servi�os, � objetiva. Disp�e, com efeito, o art. 14 do aludido diploma que o "fornecedor de servi�os responde, independentemente da exist�ncia de culpa, pela repara��o dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos � presta��o dos servi�os, bem como por informa��es insuficientes ou inadequadas sobre frui��o e riscos".
O C�digo de Defesa do Consumidor incluiu expressamente as atividades banc�rias, financeiras, de cr�dito e securit�rias no conceito de servi�o (art. 3�, � 2�)." (Direito civil brasileiro, volume IV; responsabilidade civil, 2� ed., S�o Paulo: Saraiva, 2007, p.236.).
Tal como a doutrina, a jurisprud�ncia tem primado tamb�m pela aplica��o do CDC nas rela��es jur�dicas entre os bancos e seus clientes, como se v� deste aresto, do Superior Tribunal de Justi�a, da lavra do Ministro Ruy Rosado de Aguiar J�nior, in verbis:
"Os bancos como prestadores de servi�os especialmente contemplados no art. 3�, � 2�, est�o submetidos �s disposi��es do C�digo de Defesa do Consumidor.(...)" (REsp 57.974-0-RS, 4� T., rel. Min. Ruy Rosado de Aguiar J�nior.)
Esta orienta��o encontra-se hoje consolidada na S�mula 297 do STJ, do seguinte teor: "O C�digo de Defesa do Consumidor � aplic�vel �s institui��es financeiras". Id�ntico � o entendimento do Supremo Tribunal Federal que, ao julgar a ADin 2.591, afirmou a submiss�o das institui��es financeiras �s regras do CDC.
Diante do exposto, n�o resta a menor d�vida de que � a responsabilidade do banco r�u - CEF, por ser contratual, no caso sub judice, objetiva e disciplinada pelo CDC. No caso dos autos, resta incontroverso que a CEF enviou dois tal�es de cheques, mediante o Correio e sem pr�via solicita��o ou autoriza��o do demandante, ao endere�o errado sem se certificar que havia o mesmo mudado de domic�lio, e que embora bloqueados resultou o envio no extravio e na consequente utiliza��o indevida dos referidos tal�es por outrem, bem como na negativa��o do nome do autor, por terceiros, no Servi�o de Prote��o ao Cr�dito e no CHECK CHECK, conforme comprovam os documentos juntados aos autos na fls. 16/20.
� imprescind�vel, ent�o, apreciar a preliminar de ilegitimidade passiva ad causam alegada pela CEF em sua contesta��o (fl. 28), posto que prejudicial � an�lise do m�rito que reside em saber se o envio de tais tal�es de cheque, sem a autoriza��o pr�via do demandante, ao anterior domic�lio deste, isto �, ao endere�o errado, foi devido ou n�o. Isto porque o autor afirma, categoricamente, que desta atitude da CEF resultou em extravio e utiliza��o indevida de dois tal�es de cheque por outrem, bem como na negativa��o do nome do autor, por terceiros, no Servi�o de Prote��o ao Cr�dito e no CHECK CHECK.
� curial ressaltar que a sistem�tica legal consumeirista, ao considerar o banco como fornecedor de servi�os, nos termos do art. 3�, � 2�, classifica a responsabilidade banc�ria pelo fato do servi�o, nos moldes do art. 14, in verbis:
"O fornecedor de servi�os responde, independentemente da exist�ncia de culpa, pela repara��o dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos � presta��o dos servi�os, bem como por informa��es insuficientes ou inadequadas sobre frui��o e riscos".
Depreende-se do dispositivo acima que fato do servi�o � o acontecimento que causa dano material e/ou moral ao consumidor, decorrente de um defeito do servi�o, ou seja, da viola��o, pelo fornecedor, do dever de seguran�a que � o de prestar servi�os com a seguran�a legitimamente esperada ou esper�vel pelo consumidor. Em outros termos, est� pacificado na doutrina e na jurisprud�ncia que a interpreta��o de tal dispositivo deve ser feita � luz da Teoria do Risco do Empreendimento ou Empresarial, conforme disp�e o jurista S�rgio Cavalieri Filho em sua obra supracitada:
"Pela teoria do risco do empreendimento, todo aquele que se disponha a exercer alguma atividade no mercado de consumo tem o dever de responder pelos eventuais v�cios ou defeitos dos bens e servi�os fornecidos, independentemente de culpa. Este dever � imanente ao dever de obedi�ncia �s normas t�cnicas e de seguran�a, bem como aos crit�rios de lealdade, quer perante os bens e servi�os ofertados, quer perante os destinat�rios dessas ofertas. A responsabilidade decorre do simples fato de dispor-se algu�m a realizar atividade de produzir, estocar, distribuir e comercializar produtos ou executar determinados servi�os. O fornecedor passa a ser o garante dos produtos e servi�os que oferece no mercado de consumo, respondendo pela qualidade e seguran�a dos mesmos.
O consumidor n�o pode assumir os riscos das rela��es de consumo, n�o pode arcar sozinho com os preju�zos decorrentes dos acidentes de consumo, ou ficar sem indeniza��o. (...)" (ob. cit., ps. 459/460). Tem se posicionado a doutrina e a jurisprud�ncia, portanto, que os fatos geradores da responsabilidade do fornecedor (a CEF, no caso dos autos) s�o: a viola��o do dever de seguran�a e o conseq�ente defeito do servi�o, prestado numa rela��o de consumo, contratual ou n�o, que d� causa a danos de ordem material e/ou moral. Assim, entendo que � ineg�vel a legitimidade da CEF para figurar no p�lo passivo da demanda, posto que configurado o nexo causal entre o servi�o prestado pelo banco r�u e o dano moral sofrido pela v�tima ao ter seus cheques extraviados, utilizados por estelionat�rio e, por fim, seu nome negativado no SPC e no CHECK CHECK por terceiros.
Por conseguinte, embora n�o tenha inserido o nome do demandante no SPC, conforme consta e resta provado na fl. 28 dos autos, � indubit�vel que a CEF deu causa ao evento danoso, posto que ao prestar o servi�o defeituoso, faltou com a garantia de seguran�a e lealdade. Tornou-se, ent�o, imposs�vel a incid�ncia de quaisquer excludentes de responsabilidade do fornecedor, seja porque existente o liame causal, pressuposto da responsabilidade, seja porque fracassou a CEF na tentativa de provar a culpa exclusiva dos terceiros que negativaram o nome do autor no SPC e no CHECK CHECK. N�o obstante o meu entendimento sobre a legitimidade passiva da CEF, estou convicto de que h�, de fato, culpa concorrente entre o banco r�u e os terceiros que negativaram o nome do autor no SPC, uma vez que estes foram negligentes ao se omitirem de conferir a assinatura daquele que passava os cheques, quer atrav�s da apresenta��o do cart�o, quer por interm�dio da carteira de identidade. Logo, por serem tamb�m fornecedores de produtos e/ou servi�os, os terceiros violaram o dever de seguran�a e lealdade. Isto porque embora fosse, a priori, tarefa praticamente imposs�vel, tal confer�ncia transformou-se em um dever ap�s a devolu��o dos cheques sob a forma da al�nea 22, que significa diverg�ncia de assinatura.
N�o resta d�vida, ent�o, de que o fato de a CEF devolver os cheques com base na diverg�ncia de assinatura, tendo em vista que o correto seria fundamentar a devolu��o com a justificativa de bloqueio dos cheques, prova o nexo causal entre a conduta da CEF e o dano moral sofrido pelo autor, bem como deixaria claro para os terceiros sobre a possibilidade de extravio dos cheques e utiliza��o indevida destes por outrem. Os terceiros, todavia, n�o s�o partes no processo e n�o podem ser condenados � qualquer indeniza��o. Aplica-se ao caso o disposto no art. 39, inciso III, do CDC:
III - enviar ou entregar ao consumidor, sem solicita��o pr�via, qualquer produto, ou fornecer qualquer servi�o."
Observa-se que o envio dos tal�es de cheque sem a solicita��o pr�via do autor - cliente e consumidor - configura pr�tica abusiva da institui��o banc�ria equivalente ao fato do servi�o. Isto porque na tentativa da CEF em proporcionar ao demandante maior comodidade, conforme disp�e a r� em sua contesta��o, na fl. 29 dos autos, embora tenha provado que n�o agiu com culpa, contribuiu na verdade para os danos morais sofridos pelo autor, na medida em que seus cheques foram extraviados, utilizados por estelionat�rio e, por fim, seu nome negativado no SPC e no CHECK CHECK por terceiros. Ademais, quanto � alega��o da CEF, em sua contesta��o (fl. 29), de que faz parte da pr�xis banc�ria o fornecimento de servi�os como o envio de cheques, cart�es de cr�dito e extratos de conta corrente e de poupan�a, pelo Correio, estou convicto de que foi infeliz tal alega��o, posto que as normas consumeiristas, por serem de prote��o e defesa do consumidor, s�o de ordem p�blica e interesse social e, portanto, de observ�ncia obrigat�ria e aplica��o necess�ria. Deste modo, estou convicto de que cometeu a CEF pr�tica abusiva, em sua rela��o de consumo com o cliente demandante, uma vez que prestou um servi�o com defeito e riscos para este, causando-lhe o fato do servi�o ao faltar com a garantia de seguran�a legitimamente esperada ou esper�vel pelo consumidor. Logo, est� proibida a CEF de afastar a incid�ncia de quaisquer princ�pios e normas do C�digo de Defesa do Consumidor, neste caso o art. 39, inciso III. No tocante � alega��o da CEF, em sua contesta��o (fl. 29), de que h� total aus�ncia de provas quanto aos supostos danos morais sofridos pelo autor, sigo o posicionamento majorit�rio na doutrina e na jurisprud�ncia p�tria, consoante aduz o eminente jurista Carlos Roberto Gon�alves em sua obra supracitada, in verbis: "O dano moral, salvo casos especiais, como o de inadimplemento contratual, por exemplo, em que se faz mister a prova da perturba��o da esfera an�mica do lesado, dispensa prova em concreto, pois se passa no interior da personalidade e existe in re ipsa. Trata-se de presun��o absoluta. (...)" (ob. cit. p. 369).
Dessume-se do exposto que o dano moral existe in re ipsa, ou seja, deriva do pr�prio ato ofensivo, de modo que basta provar a ofensa para que o dano moral reste demonstrado ipso facto, atrav�s das regras da experi�ncia comum, isto �, mediante uma presun��o hominis ou facti. Quanto � fixa��o e apura��o do dano moral, o valor da repara��o deve atender, simultaneamente, ao car�ter compensat�rio, visando recompensar a dor, a ang�stia e o sofrimento suportados, sem, entretanto, produzir o enriquecimento sem causa, e � sua fun��o penal, no escopo de, aplicando-se grave �nus econ�mico ao ofensor, desencorajar a repeti��o de atos dessa natureza no futuro.
Quanto ao tema, a jurisprud�ncia assim se posiciona: "No dano moral, o pretium doloris compensat�rio da dor sentimento - por sua pr�pria incomensurabilidade, n�o pode ficar � liquida��o por arbitramento, mas sim, a crit�rio do Juiz, que fixar� seu valor". (Ac. un. Da 1� T Civ do TJDF, j. 18/11;93). A indeniza��o, portanto, n�o ser� t�o baixa nem t�o elevada que se torne simb�lica ou conduza ao enriquecimento indevido da v�tima. Deve-se apurar o valor da indeniza��o mediante c�lculo de razoabilidade. Este � o entendimento do Tribunal Regional Federal da 5a Regi�o: "Processual civil. Indeniza��o por danos morais. Registro no SPC durante a negocia��o da d�vida. Demora na retirada de nome inclu�do no SPC. Responsabilidade civil. Configurada. Obriga��o de indenizar. 1. A Constitui��o Federal de 88 elenca como garantia individual o direito de ser indenizado quando sofrer por parte de algu�m uma a��o ou omiss�o que atinja seja moralmente seja materialmente o indiv�duo. 2. Provada a exist�ncia de dano moral, em face da CEF ter efetuado o registro de seu correntista no SPC, em plena negocia��o da d�vida, e ainda, n�o procedendo �quela, a retirada do registro ap�s conclu�da a negocia��o, n�o h� como afastar-se a pretendida indeniza��o. 3. No que se refere ao quantum do valor fixado � t�tulo de indeniza��o, de modo a que esta n�o leve a um enriquecimento sem causa, nem tampouco ao arbitramento de quantia irris�ria, � de elevar-se o valor fixado na decis�o singular de R$ 5.000,00, para R$ 11.110,53, valor este que corresponde o valor negativado no SPC. 3. Apela��o da CEF improvida. 4. Apela��o do particular provida". (TRF 5a Regi�o. AC 282495. Rel. Des. Petr�cio Ferreira. DJ 27.01.2003, p. 633). POSTO ISSO, e ante os argumentos expendidos, julgo procedente, em parte, o pedido, para fins de condenar a CEF a indenizar o autor na quantia de R$ 15.000,00 (quinze mil reais), valor que considero razo�vel e proporcional � les�o moral sofrida.
Condeno a r� ao pagamento de 50% (cinq�enta por cento) das custas processuais e de honor�rios advocat�cios, que fixo, atendendo as diretrizes contidas no art. 20, � 3�, do C�digo de Processo Civil, em 5% (cinco por cento) sobre o valor da indeniza��o, em face da sucumb�ncia rec�proca.
Aracaju, 30 de abril de 2008
0002024-26.2006.4.05.8500 UNI�O FEDERAL (Adv. JOSE ALBERTO GOMES VARJAO(FN)) x ANA RITA DE ALCANTARA SOUZA (Adv. TEREZINHA FRANCISCA OLIVEIRA)
Processo n� 2006.85.00.002024-8 - Classe 05005 - 3� Vara
Embargado: ANA RITA DE ALCANTARA SOUZA
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS � EXECU��O. ARGUI��O DE EXCESSO DE EXECU��O PELA EMBARGANTE. MANIFESTA��O DO CONTADOR DO JU�ZO DIRIMINDO A CONTROV�RSIA. ACATAMENTO DO VALOR INDICADO PELA EMBARGADA. IMPROCED�NCIA DOS EMBARGOS.
A Uni�o Federal, qualificada na proemial, op�e EMBARGOS � EXECU��O que lhe promove ANA RITA DE ALCANTARA SOUZA, tamb�m qualificada nos autos, por n�o concordar com o valor objeto da execu��o por entender ser excessivo, bem como incompat�vel com o julgado exeq�endo e com o ordenamento processual civil p�trio.
Pede a proced�ncia dos embargos, para que seja fixado o valor de R$ 639,20 (seiscentos e trinta e nove reais e vinte centavos), conforme planilha de c�lculo anexa, fls. 10/15.
A embargada apresenta, �s fls. 19/21, impugnando os embargos. Concorda, inicialmente, com o Embargante no que tange aos crit�rios a serem adotados e a data de in�cio para cobran�a dos juros morat�rios. Salienta, entretanto, que os c�lculos apresentados nos autos principais (fl. 137) est�o em conformidade com a senten�a exeq�enda, descaracterizando, assim, a hip�tese de excesso de execu��o. Postula, portanto, a homologa��o da Planilha de C�lculo de fls. 137 dos autos principais.
Remetidos os autos ao Contador do Ju�zo, este certifica, � fl. 24, a corre��o dos c�lculos de fl. 137 dos autos principais, apresentados pela embargada, vez que conforme com o Manual de c�lculos da Justi�a Federal. Instados a se manifestarem acerca das conclus�es do Contador Judicial, a embargada permanece silente, ao passo que a Uni�o (Fazenda Nacional) discorda, postulando o julgamento antecipado da lide, posto que o caso sub judice se trata, apenas, de mat�ria de direito, consoante fl. 26.
Exsurge dos autos, como demonstrado pelo Contador do Ju�zo, que assiste raz�o � embargada. Ap�s rigorosa apura��o efetivada pelo Contador Judicial, este concluiu que o valor da d�vida a executar � aquele apurado pela exeq�ente/embargada na Planilha de C�lculos de fl. 137 dos autos principais.
Posto isso, fixo o valor objeto da execu��o da senten�a em R$ 770,75 (setecentos e setenta reais e setenta e cinco centavos), sendo R$ 700,68 (setecentos reais e sessenta e oito centavos) referentes ao principal, e R$ 70,07 (setenta reais e sete centavos) referentes aos honor�rios advocat�cios.
Condeno a embargante ao pagamento da verba honor�ria advocat�cia, que arbitro em 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do � 4�, do art. 20, do C�digo de Processo Civil.
Traslade-se c�pia desta senten�a, dos c�lculos apresentados � fl. 137 dos autos principais e da certid�o do tr�nsito em julgado, quando houver, para o feito principal.
Aracaju, 01 de abril de 2008.
0002192-91.2007.4.05.8500 ROSALVO GERMANO GOIS E OUTRO (Adv. JOSE EDUARDO DE SANTANA MACEDO) x CAIXA ECON�MICA FEDERAL - CEF (Adv. BIANCO SOUZA MORELLI)
Ap�s, digam as partes se pretendem produzir provas em audi�ncia, especificando-as, ou se o processo j� pode ser julgado no estado em que se encontra.
0002239-65.2007.4.05.8500 IB�RIA GUIMAR�ES FIGUEIREDO LIMA E OUTROS (Adv. JOSE EDUARDO DE SANTANA MACEDO) x CAIXA ECON�MICA FEDERAL - CEF (Adv. BIANCO SOUZA MORELLI)
0001748-54.1990.4.05.8500 ANDRELINA JANUARIA NOGUEIRA E OUTRO (Adv. RAIMUNDO CEZAR BRITTO ARAG�O, MIGUEL EDUARDO BRITTO ARAGAO) x INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS (Adv. CARLOS ALBERTO RODRIGUES, MARCELO HORA PASSOS)
Levo ao conhecimento das partes de que foi expedido o requisit�rio n� 2008.85.00.003.00072, a fim de que sejam cientificadas de seu inteiro teor, conforme preceitua o art. 12, da resolu��o n� 559/2007, do Conselho da Justi�a Federal.
Aracaju, 04 de junho de 2008.
0003388-72.2002.4.05.8500 MILTON CESAR SANTOS (Adv. THIAGO D'AVILA MELO FERNANDES, THAIS MAIA DE BRITTO) x INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS (Adv. ADRIANO CARDOSO DE ANDRADE)
Levo ao conhecimento das partes de que foi expedido o requisit�rio n� 2008.85.00.003.00074, a fim de que sejam cientificadas de seu inteiro teor, conforme preceitua o art. 12, da resolu��o n� 559/2007, do Conselho da Justi�a Federal.
Aracaju, 05 de junho de 2008.
0004147-70.2001.4.05.8500 MARIA IRACI MATIAS ROCHA (Adv. EDES SOARES DE OLIVEIRA, JOSE VIVALDO DE MENEZES) x INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS (Adv. ADRIANO CARDOSO DE ANDRADE)
Levo ao conhecimento das partes de que foi expedido o requisit�rio n� 2008.85.00.003.000070, a fim de que sejam cientificadas de seu inteiro teor, conforme preceitua o art. 12, da resolu��o n� 559/2007, do Conselho da Justi�a Federal.
Aracaju, 28 de maio de 2008.
0004150-25.2001.4.05.8500 ARTUR GOIS LOBO (Adv. ANNA PAULA SOUSA DA FONSECA SANTANA) x INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS (Adv. CARLOS ALBERTO RODRIGUES)
Levo ao conhecimento das partes de que foi expedido o requisit�rio n� 2008.85.00.003.00076, a fim de que sejam cientificadas de seu inteiro teor, conforme preceitua o art. 12, da resolu��o n� 559/2007, do Conselho da Justi�a Federal.
0004609-27.2001.4.05.8500 JOAO GUILHERME CARVALHO (Adv. JOSE JEFERSON CORREIA MACHADO, JOAO GUILHERME CARVALHO) x FAZENDA NACIONAL (Adv. JOSE ALBERTO GOMES VARJAO(FN))
Levo ao conhecimento das partes de que foi expedido o requisit�rio n� 2008.85.00.003.00079, a fim de que sejam cientificadas de seu inteiro teor, conforme preceitua o art. 12, da resolu��o n� 559/2007, do Conselho da Justi�a Federal.
0001767-64.2007.4.05.8500 CLARICE NASCIMENTO DOS SANTOS (Adv. THIAGO D'AVILA MELO FERNANDES, THAIS MAIA DE BRITTO, ANTONIO SOARES SILVA JUNIOR) x INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS (Adv. AGU - PROCURADORIA GERAL FEDERAL ESPECIALIZADA INSS)
TOTAL DE SENTENCA: 20
TOTAL DE DESPACHO: 21

References: artigo 37
 artigo 3
 artigo 267
 artigo 267
 artigo 267
 artigo 267
 artigo 330
 ARTIGO 3
 artigo 4
 artigo 43
 artigo 431
 artigo 3
 artigo 3
 artigo 8
 artigo 3
 artigo 8
 artigo 3
 ARTIGO 269
 artigo 269
 artigo 431
 artigo 20
 artigo 333
 artigo 431