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Timestamp: 2020-02-19 13:45:52+00:00

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TST 2/09/2019 - Pg. 6595 - Judiciário | Tribunal Superior do Trabalho | Diários Jusbrasil
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Página 6595
Página 6595 da Judiciário do Tribunal Superior do Trabalho (TST) de 2 de Setembro de 2019
Processo Nº ED-AIRR-0000938-40.2013.5.09.0009
Relator Min. Evandro Pereira Valadão Lopes
Embargante ANDRÉ VIEIRA DA SILVA NETO
Advogado Dr. João Teixeira Fernandes Jorge(OAB: 52577/PR)
Advogada Dra. Renata Berti Valente(OAB: 60337/PR)
Advogado Dr. Roberto Reis Messaggi(OAB: 60160/PR)
Embargado (a) GOOD FOOD - COMÉRCIO DE ALIMENTOS SA
Advogada Dra. Marilia Bugalho Pioli(OAB: 36498/PR)
- ANDRÉ VIEIRA DA SILVA NETO
- GOOD FOOD - COMÉRCIO DE ALIMENTOS SA
1. Trata-se de embargos de declaração interpostos contra decisão monocrática proferida com fundamento no art. 932, III e IV, do CPC de 2015.
2. Foram atendidos os pressupostos extrínsecos de admissibilidade.
3. A parte embargante alega que houve omissão na decisão ora embargada, porquanto não houve pronunciamento deste Tribunal Superior no tocante ao tópico "3 - Ausência de Prestação Jurisdicional - Danos Morais - Causas de Pedir - Dispositivos Legais - Trabalhador Menor" constante em suas razões de Agravo de Instrumento, bem como do respectivo pedido de acolhimento da arguição de negativa de prestação jurisdicional formulada.
Consta da decisão ora embargada:
"1. Trata-se de agravo de instrumento interposto pela parte acima nominada contra decisão em que se denegou seguimento a seu recurso de revista.
Recurso tempestivo (decisao publicada em 20/05/2016 - fl. 476; recurso apresentado em 30/05/2016 - fl. 477).
Representação processual regular (fl. 26 e 484).
Observe-se também que ainda não está regulamentada a sua aplicabilidade por aquela Corte Superior.
- violação do (s) artigo 7º, inciso XXIII; artigo 7º, inciso XXXIII, da Constituição Federal.
- violação da (o) Consolidação das Leis do Trabalho, artigo 136, § 2º; artigo 193, inciso I; artigo 404; artigo 413; artigo 427.
O recorrente pede a condenação da ré em indenização por danos morais decorrentes da exposição ao trabalho em condições insalubres e perigosas.
Alega que era submetido a trabalho noturno quando menor; que havia exposição a agente insalubre e perigoso enquanto adolescente; e que trabalhava de forma exposta a oscilação térmica.
"A Constituição Federal assegura o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem (art. 5º, V, CF). São invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação (art. 5º, X, CF), competindo à Justiça do Trabalho julgar a lide (art. 114, VI, CF).
Para que se configure o dever da empresa de ressarcir o dano moral ocasionado ao trabalhador, devem estar presentes todos os elementos configuradores da responsabilidade civil, quais sejam, conduta humana culposa, dano psicológico e nexo de causalidade (art. 186, CC). Ausente qualquer desses requisitos essenciais, não há que se falar em indenização por dano moral (art. 927, CC).
(...) A prova do dano moral está mais relacionada à comprovação do fato, havendo casos em que o dano se presume. Em poucas hipóteses se exigirá a prova do dano como requisito para o percebimento da indenização correspondente. Nesse passo, a alegação de trabalho em atividade insalubre e perigosa não prospera. Consoante analisado em tópico pretérito ("adicional de insalubridade e periculosidade"), estas circunstâncias não foram detectadas no local de trabalho do Autor . Por conseguinte, eventuais resfriados sofridos pelo Reclamante não podem ser atribuídos à oscilação de temperatura, mas sim à própria condição física do obreiro. Ademais, "é notório que a população em geral está sujeita a contrair resfriado, gripe e outras complicações por contaminação de vírus" (sentença - fl. 334).
Finalmente, embora a cópia da Carteira de Identidade colacionada à fl. 210 indique que a data de nascimento do Reclamante é 01/09/1994 e o Réu tenha reconhecido o início do vínculo em 10/03/2011 (fl. 78), nota-se que o labor noturno ocorreu apenas uma única vez e por cinquenta minutos (abril/2011 - fl. 134). O Autor, nessas condições, teria de demonstrar o trauma psicológico para fazer jus à indenização (arts. 818 do CLT e 333 do CPC), o que não ocorreu. Mantém-se."
Considerando as premissas delineadas no acórdão, não se vislumbra possível violação literal e direta aos dispositivos da legislação federal invocados.
Andamento do Processo n. 0000938-40.2013.5.09.0009 - ED / AIRR - 02/09/2019 do TST

References: artigo 7
 artigo 7
 artigo 136
 artigo 193
 artigo 404
 artigo 413
 artigo 427