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Timestamp: 2018-11-20 09:10:24+00:00

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Pleno jure nº 37 by Curso de Direito Faculdade ICESP de Brasília - Issuu
PLENO JURE Informe Coord. Direito | Semanal | Ano III | nยบ 37| 06 de Abril de 2018
CURSO DE DIREITO NO PLAY NA PAUTA por [Cleiton Almeida]
Curso de Direito foi assunto no Play na pauta News que abordou sobre Guarda Compartilhada na ocasião o Professor Marcelo Batista esclareceu algumas dúvidas pertinentes ao assunto. Na mesma semana o Play na Pauta cobriu o Workshop promovido pelo Centro de Resolução de Conflitos (CRC) do Núcleo de Práticas Jurídicas (NPJ) sobre mediação. Ambas reportagens estão disponíveis nas redes sociais da Faculdade ICESP.
Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) negou, por maioria de votos, o Habeas Corpus (HC) 152752, por meio do qual a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva buscava impedir a execução provisória da pena diante da confirmação pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) de sua condenação pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Também por maioria, os ministros negaram pedido para estender a duração do salvo-conduto concedido a Lula na sessão do último dia 22 de março (vencidos, nesse ponto, os ministros Marco Aurélio e Ricardo Lewandowski). Voto condutor A maioria dos ministros seguiu o voto do relator, ministro Edson Fachin, no sentido da ausência de ilegalidade, abusividade ou teratologia (anormalidade) na decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que aplicou ao caso a atual jurisprudência do STF, que permite o início do cumprimento a pena após confirmação da condenação em segunda instância. Ao votar pelo indeferimento do HC, o ministro Edson Fachin ressaltou que deve haver estabilidade e respeito ao entendimento dos tribunais e que, no caso da execução provisória da pena, não houve até o momento revisão da jurisprudência em sede de controle concentrado. Para Fachin, eventual alteração do entendimento sobre a matéria só pode ocorrer no julgamento de mérito das Ações Declaratórias de Constitucionalidade (ADCs) 43 e 44. Até lá, não se pode se dizer que há ilegalidade na decisão do STJ que negou HC preventivo do ex-presidente. O ministro ainda rebateu argumento trazido pela defesa do ex-presidente no sentido de que as decisões recentes do STF que tratam da possibilidade de execução provisória da pena não teriam força vinculante. De acordo com
Fachin, tal argumento não se aplica ao caso, uma vez que a decisão do TRF-4 sobre esse aspecto não se baseou em decisão do STF, mas em súmula da própria corte federal. O ministro Alexandre de Moraes acompanhou o relator. Segundo seu voto, em quase 30 anos desde a edição da Constituição Federal de 1988, apenas durante sete anos, entre 2009 e 2016, o STF teve entendimento contrário à prisão em segunda instância. “Não há nenhuma ilegalidade ou abuso de poder que permitiria a concessão do habeas corpus”, afirmou. “A decisão do STJ, ao acompanhar e aplicar a decisão do Supremo, agiu com total acerto. A presunção de inocência, todos sabemos, é uma presunção relativa”. Seguindo os fundamentos do relator, o ministro Roberto Barroso destacou os efeitos negativos trazidos pela posição contrária, adotada pelo STF entre 2009 até 2016, sobre o tema da prisão provisória, que, a seu ver, incentivou a interposição infindável de recursos protelatórios para gerar prescrição, impôs a seletividade do sistema ao dificultar a punição dos condenados mais ricos e gerou descrédito do sistema de justiça penal junto à sociedade. Barroso citou números segundo os quais a reversão do resultado em favor do réu em recursos interpostos nos tribunais superiores chega a pouco mais de 1% do total. “É ilógico, a meu ver, moldar o sistema com relação à exceção e não à regra”, afirmou. A ministra Rosa Weber também acompanhou o relator do HC, destacando que prevalece no STF o entendimento de que a execução provisória de acórdão de apelação não compromete a presunção de inocência. Seu voto desenvolveu a questão da importância da previsibilidade das decisões do Judiciário e o local e o momento adequado para a revisão desses posicionamentos. Segundo ela, nem a simples mudança de composição nem os fatores
conjunturais são fatores suficientes para legitimar a mudança de jurisprudência, e não há como reputar ilegal, abusiva ou teratológica a decisão que rejeita habeas corpus, “independentemente da minha posição pessoal quanto ao ponto e ressalvado meu ponto de vista a respeito, ainda que o Plenário seja o local apropriado para revisitar tais temas”. Também para o ministro Luiz Fux, a presunção de inocência prevista no artigo 5º, inciso LVII, da Constituição Federal não impede a execução provisória da pena. “A presunção de inocência cessa a partir do momento em que, por decisão judicial, se considera o réu culpado”, disse. A necessidade de trânsito em julgado para que se possa efetivar uma prisão, segundo Fux, não está contemplada na Constituição. “Interpretar de forma literal o dispositivo, é negar o direito fundamental do Estado de impor a sua ordem penal”. A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, manteve a posição que manifestou em 2009, quando o Tribunal mudou seu entendimento para adotar a necessidade de trânsito em julgado para se admitir a execução da pena. Segundo ela, o que se discute nesse tema é a chamada antecipação da execução penal quando já esgotados os recursos ordinários. “O processo penal possui fases, e o que se admite no caso é que haja também uma gradação na forma de execução”, observou. O cumprimento da pena após o duplo grau de jurisdição não representa, no seu entendimento, ruptura ou afronta ao princípio da não culpabilidade, uma vez que atende ao desafio de não criar um déficit judicial sem prejudicar as garantias da ampla defesa. “Admitir que a não culpabilidade impossibilita qualquer atuação do Estado pode levar à impunidade”, afirmou, observando que se, por um lado, a Constituição Federal assegura direitos fundamentais, por outro garante a efetividade do direito penal e da aplicação da pena de prisão. Recursos no STJ Abrindo divergência parcial em relação ao relator, o ministro Gilmar Mendes se manifestou
no sentido de conceder a ordem para que eventual cumprimento da pena contra o expresidente Lula ocorra somente a partir do julgamento da matéria pelo STJ. Ao contrário do relator, ele entendeu que, do ponto de vista processual e constitucional, não faz diferença se o Supremo está discutindo o tema em HC ou ADC, e ressaltou a necessidade de pacificação do tema. O ministro disse que a decisão do STF no julgamento do HC 126292, realizado em fevereiro de 2016, vem sendo aplicada pelas instâncias anteriores automaticamente, independente do crime ou da pena aplicada. “A possibilidade virou obrigação”, ressaltou, citando exemplos nos quais se comprovou ter sido indevida a execução provisória da pena, uma vez que condenações acabaram reformadas pelo STJ. Por isso, considera o marco do julgamento de recurso especial pelo STJ se mostra como medida mais segura, seguindo assim a posição apresentada do ministro Dias Toffoli no julgamento das medidas cautelares nas ADCs 43 e 44. Para o ministro, fora deste marco fixado, a possibilidade de antecipação do cumprimento da pena se restringe a poucas situações, explicitadas em seu voto – entre elas no caso de condenação, confirmada em segunda instância, por crimes graves, para a garantia da ordem pública ou da aplicação da lei penal. O ministro Dias Toffoli reiterou os fundamentos apresentados em seu voto no julgamento da medidas cautelares nas ADCs 43 e 44 no sentido de aguardar o julgamento no STJ de recurso especial. Isso porque, para ele, a necessidade de demonstração de repercussão geral como requisito para o recebimento de recurso extraordinário pelo STF dificulta a admissão no caso de matéria penal, pois pressupõe a transcendência dos interesses subjetivos do recorrente. “Como o recurso extraordinário não se presta à correção de ilegalidades de cunho meramente individual, não há razão para se impedir a execução da condenação na pendência de seu julgamento”, afirmou.
Toffoli ressaltou, entretanto, que o fato de se aguardar o julgamento de recurso especial pelo STJ não estabelece a possibilidade de prescrição. “O sistema processual penal, endossado pela jurisprudência do STF, dispõe de mecanismos hábeis para obstar o uso abusivo ou protelatório dos recursos criminais”, observou. Trânsito em julgado O ministro Ricardo Lewandowski votou pela concessão do habeas corpus para que o expresidente Lula permaneça em liberdade até o trânsito em julgado da sentença penal condenatória. Para ele, as decisões do TRF-4 e do STJ que admitem a execução provisória da pena são ilegais por falta de fundamentação adequada e motivação. A prisão, afirma, foi determinada automaticamente pelos tribunais, em afronta ao que dispõe o artigo 288 do Código de Processo Penal, que exige a fundamentação. O ministro destacou ainda que, em caso de reforma da sentença condenatória, não é possível restituir a liberdade de alguém preso ilegalmente. “A vida e a liberdade não se repõem jamais”, afirmou. A presunção de inocência, enfatizou, “representa a mais importante salvaguarda dos cidadãos, considerado o congestionadíssimo e disfuncional sistema judiciário brasileiro”. O ministro Marco Aurélio votou pela concessão da ordem nos termos propostos pelo ministro
Lewandowski. Para ele, o trânsito em julgado de sentença penal condenatória é condição para se chegar à execução da pena. “É necessário que a culpa esteja extreme de dúvidas”, explicou. A possibilidade de cumprimento de pena antes do trânsito em julgado, no seu entendimento, é medida precoce, e a garantia constitucional da presunção de inocência não é letra morta. “Meu dever maior não é atender a maioria indignada, mas tornar prevalecente”, concluiu. Ao também votar pela concessão do habeas corpus, o decano do Tribunal, ministro Celso de Mello, enfatizou que há quase 29 anos tem julgado que as sanções penais somente podem ser executadas após o trânsito em julgado da sentença condenatória. Ele afirmou que o julgamento transcende a pessoa do expresidente Lula, pois o que se discute – a presunção de inocência – constitui garantia fundamental assegurada pela Constituição Federal aos cidadãos. Para o ministro, o princípio da presunção de inocência não é absoluto e encontra limite temporal no trânsito em julgado de sentença condenatória. Trata-se, segundo ele, de limitação constitucional ao poder do Estado de investigar, processar e julgar. “Ninguém pode ser tratado pelo Poder Público como se culpado fosse sem que haja como fundamento uma sentença condenatória transitada em julgado”, afirmou. “O direito de ser presumido inocente é um direito fundamental”.. FONTE: STF
NEGADO RECURSO QUE BUSCAVA INVALIDAR TESTAMENTO RETIFICADO 20 ANOS DEPOIS quase
or unanimidade de votos, a Terceira
20 anos depois da sua primeira
manifestação de vontade.
De acordo com o processo, um primeiro
(STJ) negou provimento a recurso
testamento foi lavrado em 1987, mas, em 2006,
especial que buscava evitar a revogação de
a testadora fez novo testamento no qual foi
testamento que foi retificado pela testadora
consignada, de forma expressa, a revogação de “ todo e qualquer outro testamento que haja
anteriormente feito, para que só este tenha
A relatora, ministra Nancy Andrighi, destacou
inteira e plena validade, como manifestação de
que, no caso julgado, houve cláusula expressa
sua última vontade”.
de revogação do testamento anterior. Ela também considerou o longo intervalo existente
Familiares que tinham sido beneficiados no primeiro
entre os dois testamentos.
diferença substancial de conteúdo entre o
“É absolutamente impossível realizar qualquer
testamento lavrado em 1987 (em que se deu
dedução ou ilação sobre o que efetivamente
certa destinação a uma série de imóveis) e o
ocorreu na relação existente entre a testadora e
testamento de 2006 (que tratou especificamente
os recorrentes neste longo período – pode ter
sobre saldo de conta corrente e aplicações
ocorrido tudo ou pode não ter acontecido nada”,
financeiras). Para eles, isso demonstraria que a
relação existente entre um e outro não seria de
Desse modo, segundo Nancy Andrighi, só
exclusão, mas de complementação.
apenas o saldo em conta e as aplicações financeiras forem destinadas a quem ela indicou
entanto, a revogação parcial não pode ser uma
cumprimento da última vontade da testadora se
Para os ministros da Terceira Turma, no presumida,
no segundo testamento, “submetendo-se todos
os demais bens e direitos de sua propriedade à
obrigatoriamente, de declaração no sentido de
partilha na forma da lei”.
que o testamento posterior é apenas parcial ou,
ainda, da inexistência de cláusula revogatória expressa. COMPANHEIRA TEM DIREITO À TOTALIDADE DA HERANÇA NA FALTA DE FILHOS OU ASCENDENTES
os casos de ausência de descendentes ou ascendentes, é garantido à companheira o direito de recebimento dos bens deixados pelo companheiro falecido, ressalvada a existência de manifestação de última vontade. Portanto, o direito da companheira sobrevivente prepondera em relação aos parentes colaterais, como irmãos, tios e sobrinhos, em virtude da ordem legal prevista pelo Código Civil.
. O entendimento foi fixado pela Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) ao negar provimento ao recurso especial de parentes de quarto grau contra acórdão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) que reconheceu à companheira o direito à totalidade da herança do falecido, incluídos os bens adquiridos antes do início da união estável. “Não há mais que se considerar a concorrência do companheiro com os parentes colaterais, os quais somente herdarão na sua ausência. O artigo 1.790, III, do Código Civil de 2002, que inseria os colaterais em terceiro lugar na ordem
de vocação hereditária, não subsiste mais no sistema”, apontou o relator do recurso especial, ministro Villas Bôas Cueva. Norma geral e especial Após reconhecer a existência de união estável, o juiz de primeiro grau resolveu a questão do direito sucessório da companheira com base no artigo 1.790, inciso III, do CC/2002, concluindo que ela deveria concorrer com os outros parentes do falecido – irmãos e sobrinhos, especificamente – no processo de sucessão, com direito a um terço da herança. Todavia, o TJMG reconheceu o direito da companheira à sucessão integral com base no artigo 2º, inciso III, da Lei 8.971/94, que prevê ao companheiro o direito à totalidade da herança, na falta de descendentes ou ascendentes. Para o tribunal, a norma especial não foi revogada pela legislação geral – o Código Civil – e teria prevalência sobre ela. Por meio de recurso especial, os parentes do falecido argumentaram violação do artigo 1.790 do Código Civil, ao argumento de que a companheira deveria concorrer com os parentes colaterais até o quarto grau nos direitos hereditários do autor da herança. Para os recorrentes, deveriam ser garantidos à companheira os direitos sucessórios, mas apenas em relação aos bens adquiridos onerosamente na vigência da união estável, na proporção de um terço da herança. Dispositivo inconstitucional O ministro Villas Bôas Cueva lembrou que, em maio de 2017, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu incidentalmente a inconstitucionalidade do artigo 1.790 do Código Civil, dispositivo que estabelecia a diferenciação dos direitos de cônjuges e companheiros para fins sucessórios. Para o STF – em entendimento também adotado pelo STJ –, deveria ser
aplicado em ambos os casos o regime estabelecido pelo artigo 1.829 do CC/2002. De acordo com o artigo 1.829, a sucessão legítima é estabelecida, em ordem, aos descendentes, em concorrência com o cônjuge sobrevivente; aos ascendentes, em concorrência com o cônjuge; ao cônjuge sobrevivente; e aos parentes colaterais. Já de acordo com o artigo 1.839 do Código Civil, incidente por analogia aos companheiros, será deferida a sucessão por inteiro ao cônjuge sobrevivente no caso de ausência de descendentes e ascendentes. “Logo, é possível concluir que o companheiro, assim como o cônjuge, não partilhará herança legítima com os parentes colaterais do autor da herança, salvo se houver disposição de última vontade, como, por exemplo, um testamento”, concluiu o ministro, ainda que por fundamentos diversos, ao manter o acórdão do TJMG.
A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a prisão de uma mulher, mãe de criança de dois anos, por se enquadrar nas hipóteses de exceção à conversão de prisão preventiva em domiciliar, conforme recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) no HC 143.641. Presa preventivamente desde junho de 2017, a mulher é suspeita de cometer crimes de roubo circunstanciado, receptação e porte ilegal de arma de fogo e de participar de organização criminosa. A acusada já havia pedido o benefício ao STJ por meio de habeas corpus, o qual foi indeferidoliminarmente no início de março pelo ministro Joel Ilan Paciornik, relator do caso, ao fundamento de que a concessão de prisão domiciliar às mães de crianças pequenas não se aplica em caso de crime praticado mediante violência ou grave ameaça, como na hipótese dos autos. Ao recorrer com agravo regimental contra a decisão do relator, a acusada alegou que deveria ficar em regime domiciliar para prestar assistência ao filho, pois sua situação estaria enquadrada no entendimento do STF, que concedeu habeas corpus coletivo para as presas gestantes ou com filhos de até 12 anos,
determinando a substituição da prisão preventiva pela domiciliar, sem prejuízo da aplicação concomitante de medidas cautelares alternativas. Ela argumentou que o STF teria imposto restrição apenas aos crimes praticados mediante violência e grave ameaça contra os descendentes. Três exceções De acordo com o ministro Paciornik, o entendimento do STJ acerca da decisão do STF no habeas corpus coletivo – e isso resulta da interpretação em vários julgados – reconhece a existência de três exceções: crimes cometidos mediante violência ou grave ameaça; crimes perpetrados contra os próprios descendentes ou situações excepcionalíssimas, que devem ser verificadas caso a caso. “Dizer que o Supremo Tribunal Federal limitouse a obstar o benefício às mulheres que tenham praticado crimes mediante emprego de violência ou grave ameaça contra os menores viabilizaria, absurdamente, a prisão domiciliar às mães acusadas de corrupção de menores, por exemplo”, concluiu Joel Paciornik. De forma unânime, a Quinta Turma acompanhou o voto do relator e negou provimento ao agravo regimental, mantendo a decisão monocrática que havia indeferido o habeas corpus.
INTERNACIONAL POR QUE INTERESSA À CHINA EVITAR UMA GUERRA COMERCIAL COM OS EUA
alumínio chineses. Mesmo assim, a Casa Branca criticou a retaliação.
As num conflito comercial em grande escala entre China e Estados Unidos, o gigante asiático pode sair mais "machucado", já que as exportações aos norte-americanos são chave para o modelo de crescimento chinês.
O superávit comercial a favor da China (calculado em cerca de US$ 347 bilhões por ano) seria duramente afetado por uma escalada protecionista entre as duas maiores economias do mundo. Por isso, alguns especialistas alertam que Pequim teria mais a perder que Washington. "Potencialmente, a China está muito mais exposta. Por isso, quer negociar uma saída a este enfrentamento", diz Stephen McDonell, correspondente da BBC em Hong Kong. Até agora, China e Estados Unidos parecem estar jogando as cartas previstas num conflito que, se continuar a se agravar, pode detonar uma recessão econômica global, segundo advertiu o diretor-geral da Organização Mundial de Comércio (OMC), Roberto Azevedo. A China anunciou, na segunda-feira, tarifas de entre 15% e 25% a 128 produtos norteamericanos, entre os quais alumínio, carne de porco, nozes, vinho e frutas. As novas taxas afetam um valor total de US$ 3 bilhões em produtos exportados à China pelos EUA. A medida veio em resposta à decisão do governo Donald Trump de aumentar tarifas sobre aço e
Ela ainda acrescentou que com subsídios aos produtores de aço e o excesso de oferta a China estão criando uma crise no setor. Antes de anunciar o aumento das tarifas, a China disse que gostaria de evitar uma guerra comercial, mas destacou que reagiria à altura se sua economia fosse atacada pelos EUA. Trump, por sua vez, usou o Twitter para dizer que guerras comerciais podem ter efeitos positivos e afirmar que os Estados Unidos têm condição de se sair bem dessas disputas. A China tem mais a perder Segundo William Alan Reinsch, pesquisador do Centro de Estudos Estratégicos Internacionais, com sede em Washington, e ex-presidente do Conselho de Comércio Exterior dos EUA, a China prefere negociar porque "potencialmente tem mais a perder" numa Guerra comercial já que "vende mais aos Estados Unidos do que compra". "A China é uma economia mais dependente das exportações e, portanto, teme pela estabilidade do sistema comercial global", complementa Barry
Eichengreen, professor de Economia e Ciência Política da Universidade da Califórnia. Segundo ele, o país asiático está mais vulnerável a uma guerra comercial "estilo olho a olho" que acabe freando o comércio bilateral entre os dois países. Isto explicaria os aparentes esforços de Pequim para convencer os demais atores econômicos a preservar o atual sistema e evitar uma batalha comercial de proporções internacionais. Em um terreno mais político, Eichengreen comenta que convém à China conseguir frear a guerra comercial, para demonstrar sua "liderança global" e reputação como "um sócio confiável". O fator de consenso entre os especialistas, porém, é a dependência da economia chinesa ao mercado consumidor norte-americano. "Pelo menos até que a China consiga encontrar mercados alternativos para suas exportações", comenta Raj Bhala, da escola de Direito da Universidade do Kansas. "As consequências econômicas negativas para a China significam consequências políticas negativas para o Partido Comunista chinês", acrescenta. O roubo de propriedade intelectual
Nesta semana, a Casa Branca tornará pública uma lista com produtos chineses que serão afetados por novas taxas. A taxação servirá para "punir Pequim" pelo que Trump classificou de "tremendo roubo de propriedade intelectual". Nesta lista, estariam, principalmente, "produtos de alta tecnologia". A China advertiu os Estados Unidos para que não "abra a caixa de Pandora" e gere uma onda de práticas protecionistas ao redor do mundo. É provável que o governo de Xi Jinping faça tudo o que estiver ao seu alcance para esfriar as tensões antes de responder com medidas de maior alcance. Outra via diplomática corre em paralelo às negociações bilaterais. Segundo especialistas, a China está apostando as cartas em juntar esforços com outros países para deter a explosão protecionista que Trump parece empenhado em promover. A questão é que qualquer movimento em falso pode ter repercussões em diferentes partes do planeta, considerando que a arquitetura econômica e financeira do mundo hoje está cada vez mais interdependente e sincronizada. FONTE: http://www.bbc.com/portuguese/internacional43629715 acesso em 06/04/18
“A justiça atrasada não é justiça, senão injustiça qualificada e manifesta.” (Ruy Barbosa, jurista brasileiro).
PLENO JURE é uma publicação semanal, destinados à comunidade acadêmica. Produção: Coordenação do Curso de Direito. Coordenador: Prof João Marcelo Dantas. Coordenadora Adjunta: Ana Cecília Melo. Textos: Cleiton Almeida, Fotos: ASCOM ICESP. Projeto Gráfico e Diagramação: Cleiton Almeida (61) 3035-9522
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