Source: http://docplayer.com.br/2251183-Relatorio-anual-crmprev-exercicio-2007.html
Timestamp: 2017-08-17 06:48:43+00:00

Document:
RELATÓRIO ANUAL CRMPrev - EXERCÍCIO PDF
RELATÓRIO ANUAL CRMPrev - EXERCÍCIO 2007
Download "RELATÓRIO ANUAL CRMPrev - EXERCÍCIO 2007"
Valdomiro Santana Molinari
1 RELATÓRIO ANUAL CRMPrev - EXERCÍCIO 2007 A Fundação CEEE apresenta o parecer atuarial, demonstrações patrimoniais, de resultados, despesas com investimentos, demonstrativo de investimentos e alterações regulamentares referentes ao exercício de 2007, além da política de investimentos para o exercício de PARECER ATUARIAL 1. O CRMPREV, cujas características são de contribuição definida, exceto no que se refere ao Benefício de Aposentadoria por Invalidez, ao Benefício de Auxílio-Doença e a parte do Benefício de Pensão por Morte (e respectivo benefício de abono anual), tem o seguinte Plano de Custeio Atuarial, obtido pela aplicação da correspondente Nota Técnica Atuarial: I) Contribuições Obrigatórias dos Participantes em atividade na Patrocinadora CRM, em Auxílio-Doença, em Aposentadoria por Invalidez, em Autopatrocínio ou em Manutenção Salarial efetuarão contribuição conforme a seguir: Para custeio do Benefício Programável: Percentual, a ser definido anualmente pelo participante que não estiver em gozo de Benefício de Aposentadoria pelo CRMPREV, entre 3% e 10% do Salário de Participação. Para custeio dos Benefícios de Riscos: Percentual, a ser anualmente definido pelo atuário responsável pelo CRMPREV com base nos resultados de avaliações atuariais, inicialmente fixado em 1,77% do Salário de Participação. Para custeio das Despesas Administrativas: Percentual, a ser anualmente definido no Plano de Custeio do CRMPREV, inicialmente fixado em 0,4% do Salário de Participação. II) Contribuições da Patrocinadora CRM em relação aos Participantes em Atividade nessa Patrocinadora, em Auxílio-Doença e em Aposentadoria por Invalidez: Para custeio de Benefício Programável: Igual a 100% da Contribuição do Participante destinada ao custeio de Benefício Programável. Para custeio dos Benefícios de Riscos: Igual a 100% da contribuição do Participante destinada ao custeio de Benefícios de Riscos. Para custeio das Despesas Administrativas: Igual a 100% da Contribuição do Participante destinada ao custeio das Despesas Administrativas. NOTA 1: É facultado ao Participante que estiver realizando contribuições obrigatórias para o custeio do CRMPREV, realizar contribuições adicionais voluntárias, em percentual de até 20% do Salário de Participação. NOTA 2: Nas situações de Autopatrocínio e de Manutenção Salarial, o participante será responsável pelo pagamento das contribuições relativas à Patrocinadora. 2. Devemos destacar que as contribuições previdenciárias apresentadas no item 1 anterior, fixadas com base nos resultados obtidos aplicando a Nota Técnica Atuarial, que apresentamos para a implantação do CRMPREV na ELETROCEEE, adotando as hipóteses atuariais e utilizando os dados cadastrais resumidos no Anexo A deste DRAA, permanecem plenamente compatível com os custos avaliados para o CRMPREV. 3. O Passivo Atuarial (Provisões Matemáticas) e o Ativo Líquido do Plano relativamente a este Plano patrocinado pela Companhia Riograndense de Mineração (CRM), apresentaram, em 31/12/2007, as seguintes aberturas: Provisão de Benefícios Concedidos... Provisão de Benefícios a Conceder *1... Provisão Matemática a Constituir... Provisões Matemáticas (Passivo Atuarial)... Resultado Técnico Acumulado *2... Ativo Líquido do Plano , ,59 ( ) ,82 ( ) ,82 *1 Sendo ,08 o correspondente ao saldo de contas (Contribuição Definida) e ,51 o correspondente ao Fundo de Risco (Benefícios de Risco). *2 Pela concepção deste Plano, em princípio, não haverá Déficit/Superávit Técnico. NOTA: A Tábua Geral de Mortalidade adotada na presente avaliação atuarial q x = ½ x [q x GAM83 + q x AT83] está em conformidade com teste de aderência de Tábuas de Mortalidade realizado em 2007 e representa o último passo antes de se implantar a Tábua Geral de Mortalidade, com sobrevivência não inferior à da AT-83, na forma prevista pela Resolução CGPC/MPS nº 18/2006. FATO RELEVANTE: Pela natureza dos benefícios afetados pelas tábuas de mortalidade no CRMPREV, a repercussão das novas tábuas de mortalidade referidas neste item 3 é pouco significativa, não exigindo ajuste no Plano de Custeio ou nos valores das Provisões Matemáticas. 4. A variação nominal da cota do Plano CRMPREV, obtida de janeiro a dezembro de 2007, foi de 22,42%. 5. Com relação aos valores das Provisões Matemáticas de Benefícios Concedidos e a Conceder, da Provisão Matemática a Constituir e do Resultado Técnico Acumulado (Superávit/Déficit Técnico), atestamos que os mesmos foram avaliados por nossa Consultoria Atuarial Independente, utilizando os mesmos regimes/métodos de financiamentos e as mesmas hipóteses atuariais constantes da Nota Técnica Atuarial, aprovada pela SPC do MPS, por ocasião da implantação deste Plano de Previdência Complementar, a partir das informações cadastrais e contábeis fornecidas pela ELETROCEEE e julgadas lógicas por nossa Consultoria Atuarial. Os dados cadastrais foram objeto de análise de consistência, análise esta que submetemos à consideração da ELETROCEEE para os ajustes necessários e posterior validação, para somente após tal validação serem utilizados na presente avaliação atuarial. Rio de Janeiro, 23 de janeiro de 2008 José Roberto Montello Atuário - MIBA Nº 426 José Marcos Müller Del Fabbro Presidente - Fundação CEEE Telmo Kirst Diretor Presidente - CRM
2 Alterações Regulamentares - Plano CRMPrev Aprovadas pela Secretaria de Previdência Complementar em 07 de agosto de O regulamento do plano CRMPrev está disponível no site CAPÍTULO V - DOS INSTITUTOS Artigo 41 A FUNDAÇÃO CEEE emitirá Extrato de Opções ao Participante que tenha rompido o vínculo empregatício com a patrocinadora. 1º O Extrato de Opções ao Participante será emitido, desde que o participante não tenha requerido o benefício de aposentadoria, em até 30 dias contados a partir do protocolo da comunicação de desligamento de participante emitido pela Patrocinadora e conterá as informações determinadas na legislação pertinente. SEÇÃO III - DO RESGATE Artigo 44 Ressalvada a hipótese prevista no inciso I da alínea a do artigo 10, o Participante que tiver se desligado da Patrocinadora, cancelado sua inscrição no CRMPREV e desde que não esteja em gozo de benefício por este PLANO, fará jus à integralidade da Conta Individual do Participante CIP e a uma parcela da Conta da Patrocinadora Identificada por Participante CPIP, constituída individualmente em nome de cada Participante, na forma deste Regulamento, e correspondente à soma dos seguintes valores, a título de Resgate: 2º Será facultado ao participante resgatar os recursos oriundos de portabilidade constituídos em plano de previdência complementar aberta, administrado por entidade aberta de previdência complementar ou sociedade seguradora, atualizados conforme 2º do artigo 51, caso não tenha optado por portar estes recursos. 3º Não serão objeto de resgate, valores oriundos de portabilidade, constituídos em plano de benefícios administrado por entidade fechada de previdência complementar. 4º, 5º, 6º - indicação de parágrafos renumerados. SEÇÃO V - DA PORTABILIDADE SUB-SEÇÃO I - DA CESSÃO DE DIREITOS E OBRIGAÇÕES DO PLANO Artigo 48 O participante que contar com 3 anos de contribuições ao CRMPREV, cessar o vínculo empregatício com a Patrocinadora, tiver cancelada sua inscrição no CRMPREV e desde que não esteja em gozo de benefício por este PLANO, poderá requerer a portabilidade de seus direitos acumulados no CRMPREV para outro plano de benefícios previdenciários. SUB-SEÇÃO II - DA RECEPÇÃO DE DIREITOS E OBRIGAÇÕES NO PLANO Artigo 51, 2º Os valores recepcionados serão convertidos em cotas na data do depósito em conta corrente da FUNDAÇÃO CEEE. A partir da data de ocorrência da cessação do vínculo empregatício do Participante com a Patrocinadora, os valores recepcionados passam a ser atualizados pela variação do Índice do Plano, definido no item 38 do artigo 3º, relativo ao mês anterior, calculado pro-rata-die, até a data da efetiva transferência. Exclusão do 5º, uma vez que o conteúdo está previsto nos parágrafos 2º e 3º do artigo 44. 5º, 6º - indicação de parágrafos renumerados.
3 Ativo Contas a Receber Aplicações /Financiamentos DEMONSTRAÇÃO PATRIMONIAL Exercício Atual , , , , , , , ,41 Exercício Anterior , ,26 450, , , , , ,72 Passivo Contas a Pagar Valores em Litígio Compromissos com Participantes e Assistidos Fundos ,37 18, , ,82 266, ,95 29, , ,55 231,09 Descrição ( + ) Contribuições ( - ) Benefícios (+/ -) Rendimentos das Aplicações ( = ) Recursos Líquidos ( - ) Despesas com Administração (- /+) Formação (utilização) de Valores em Litígio (- /+) Formação (utilização) dos Compromissos com Participantes e Assistidos (- /+) Formação (util.) De Fundos p/riscos Futuros DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS Exercício Atual ,32 (17.402,48) , ,41 (62.810,74) (1.015,61) ( ,27) (35,79) Exercício Anterior ,54 (41.554,76) , ,78 (55.128,87) (351,75) ( ,09) (49,07) Rentabilidade do Plano No ano de 2007, a rentabilidade auferida na carteira de investimentos da Fundação CEEE, relativa a este Plano, foi de 22,42%, superando a meta global da Política de Investimentos de 14,62% e o mínimo atuarial de 11,47%. A principal contribuição para este desempenho veio do segmento de renda variável, que apresentou uma boa performance no período, refletindo os bons resultados do mercado acionário brasileiro em No exercício anterior, a rentabilidade auferida foi de 20,15%, superando também as metas estabelecidas. Essa superação da meta em 2006 ocorreu devido a estratégia de elevação gradual, dos investimentos no segmento de renda variável, além da mudança no perfil de aplicações em renda fixa, reduzindo-se a parcela de títulos pós fixados para a conseqüente elevação em títulos indexados por índices de inflação. Custeio Administrativo do Plano Em 27 de janeiro de 2004, Ata 396, o Conselho Deliberativo aprovou a criação do Plano de Gestão Administrativa-PGA, que tem por objetivo a consolidação dos recursos e despesas administrativas dos planos de benefícios, mantendo-se os registros e controles de forma segregada. A despesa administrativa previdenciária é coberta por contribuições paritárias dos participantes e patrocinadoras a uma taxa de 0,4%, calculada sobre o salário de participação. A diferença entre as contribuições administrativas e respectivas despesas é constituído ou revertido o fundo administrativo que é registrado no PGA por planos de benefícios. Serviços de Terceiros (Consultorias Atuariais) Resolução CGPC N 23, de 06/12/06 e Resolução CGPC n 13, de 01/10/04 DESPESAS ADMINISTRATIVAS Despesas Gerais Total... DESPESAS COM INVESTIMENTOS Custódia... Corretagem... Taxa de Risco/Controladoria... Total
4 PLANO CRMPrev DEMONSTRATIVO DE INVESTIMENTOS - Dezembro 2007 Instrução Normativa n 14, de 18/01/2007, da Secretaria de Previdência Complementar. Fundação CEEE de Seguridade Social - ELETROCEEE. Sede: Porto Alegre - RS Fone: (51) Administrador Responsável: Ivan Giordani Auditores: Exacto Auditores S/S Controle de Risco: Banco Itaú S/A Aplicados por segmentos em reais Percentuais por segmentos Total dos Investimentos Gestão Terceirizada com Diretrizes Definidas pela ELETROCEEE , , , , ,03% 10 75,86% Fundos Exclusivos de Banco do Brasil - Sul Energia Safra - Sul Energia Pactual - Sul Energia Sul América - Sul Energia , , , , , , , , , , , , , ,57 65,39% 15,36% 11,17% 10,72% 11,20% 7,36% 9,59% 70,74% 13,20% 12,25% 11,74% 10,33% 11,64% 11,59% Fundos Exclusivos de Unibanco - Sul Energia Investidores Institucionais - FIA , , , , , , , , , ,32 5,64% 1,86% 1,83% 1,86% 0,09% 5,12% 1,67% 1,72% 1,67% 0,06% Gestão Própria , ,98 28,97% 24,14% 6.907, ,05 0,24% 0,37% Títulos de - Públicos Letras Financeiras do Tesouro - Estadual Notas do Tesouro Nacional , , , , , ,50 11,42% 0,85% 10,57% 10,48% 0,82% 9,66% Títulos de - Privados Fundo Invest. Direitos Creditórios - FIDC Certificado de Recebíveis Imobiliários - CRI Debêntures , , , , , , ,95 1,45% 0,61% 0,84% 3,84% 2,38% 0,72% 0,75% Carteira de Ações , , , ,08 13,82% 13,82% 8,16% 8,16% Uso Próprio Locados a Patrocinadora Locados a Terceiros Alienações a Receber , , , , , , , , , ,19 1,37% 0,05% 0,11% 0,54% 0,81% 0,04% 0,05% 0,18% 0,54% Pessoal a Participantes , , , ,23 0,49% 0,49% Obrigações Tributárias (4,36) Meta de Gestão ,62% SEGMENTOS Total de Recursos Garantidores ,54 em ,98 percentuais por segmento Rentabilidade Acumulada do Plano ,42% a Participantes , , , , , , , , , ,05 78,26% 19,46% 1,37% 0,24% 85,06% 13,28% 0,81% 0,49% 0,37% Rentabilidade dos Investimentos Segmento de Aplicação Rentabilidade 12,57% 45,30% 15,59% 6,84%
5 PLANO CONSOLIDADO DEMONSTRATIVO DE INVESTIMENTOS - Dezembro 2007 Administrador Responsável: Ivan Giordani Auditores: Exacto Auditores S/S Controle de Risco: Banco Itaú S/A Instrução Normativa n 14, de 18/01/2007, da Secretaria de Previdência Complementar. Fundação CEEE de Seguridade Social - ELETROCEEE. Sede: Porto Alegre - RS Fone: (51) Aplicados por segmentos em milhões de reais Percentuais por segmentos Total dos Investimentos Gestão Terceirizada com Diretrizes Definidas pela ELETROCEEE 2.833, , , , ,22% 10 68,88% Fundos Exclusivos de Banco do Brasil - Sul Energia Safra - Sul Energia Pactual - Sul Energia Sul América - Sul Energia 1.570,86 368,94 268,28 257,43 269,05 176,87 230, ,09 370,31 343,79 329,36 289,90 326,55 325,18 55,43% 13,02% 9,47% 9,08% 9,49% 6,24% 8,13% 58,64% 10,94% 10,16% 9,73% 8,56% 9,65% 9,61% Fundos Exclusivos de Unibanco - Sul Energia Investidores Institucionais - FIA 249,03 82,00 80,76 82,29 3,98 346,57 113,27 116,04 113,26 4,00 8,79% 2,89% 2,85% 2,90% 0,14% 10,24% 3,35% 3,43% 3,35% 0,12% Gestão Própria 1.014, ,31 35,78% 31,12% 3,39 10,28 0,12% 0,30% Títulos de - Públicos Letras Financeiras do Tesouro - Estadual Notas do Tesouro Nacional 274,28 20,45 253,83 294,18 23,03 271,15 9,68% 0,72% 8,96% 8,69% 0,68% 8,01% Títulos de - Privados Fundo Invest. Direitos Creditórios - FIDC Certificado de Recebíveis Imobiliários - CRI Debêntures 34,85 14,76 20,09 107,76 66,69 20,15 20,92 1,23% 0,52% 0,71% 3,18% 1,97% 0,60% 0,62% Carteira de Ações 610,78 610,78 552,00 552,00 21,55% 21,55% 16,31% 16,31% Uso Próprio Locados a Patrocinadora Locados a Terceiros Alienações a Receber 60,32 2,16 4,72 23,67 29,77 54,41 2,38 3,43 12,06 36,54 2,13% 0,08% 0,17% 0,84% 1,05% 1,61% 0,07% 0,10% 0,36% 1,08% Pessoal a Participantes 30,42 30,42 34,67 34,67 1,07% 1,07% 1,02% 1,02% Obrigações Tributárias 0,01 SEGMENTOS em milhões de percentuais por segmento Rentabilidade consolidada Total de Recursos Garantidores a Participantes 2.833, ,99 859,81 60,32 30,42 3, , ,02 898,57 54,41 34,67 10, ,34% 30,34% 2,13% 1,07% 0,12% 10 70,52% 26,55% 1,61% 1,02% 0,30% Plano de Benefícios CEEE Único AES SUL RGE CGTEE CeeePrev CRMPrev SENGE Previdência Rentabilidade 20,69% 20,82% 20,90% 20,11% 21,25% 22,42% 21,95% Desenquadramentos na Política de Investimentos O rating do papel LFTE-RS não foi providenciado pela Secretaria da Fazenda do Estado do RS. Dessa forma, o papel está classificado na carteira da FCEEE como de médio-alto risco de crédito, encontrando-se portanto desenquadrado na Política de Investimentos 2007, que não prevê papéis deste tipo de risco. De acordo com a ata nº 461, de 12/12/06, o Conselho Deliberativo decidiu pela manutenção do papel LFTE-RS na carteira da Fundação CEEE até o seu vencimento ou modificação no mercado. 2. Informamos que, em 12/12/06, o Fundo Exclusivo BB - Sul Energia fez operação de venda 25 contratos de Futuro - DI como hedge de posição de LTN (pré-fixada), correspondentes ao valor de mil. Foi solicitado ao Gestor o encerramento destas posições, pois a mesma não foi autorizada pela FCEEE. A operação foi encerrada em 08/01/2007. Este tipo de operação é permitida pela Resolução 3121/03 e pelo regulamento do Fundo. No entanto, a nossa Política de Investimentos exige que a mesma seja recomendada pelo CCI e, posteriormente, autorizada pela Diretoria Executiva, desde que inferior ao limite de 3% do Fundo Garantidor.
6 POLÍTICA DE INVESTIMENTOS A política de investimentos para o exercício 2008 é aplicada na administração dos recursos do patrimônio dos planos de benefícios das patrocinadoras da Fundação CEEE (CEEE, CGTEE, CRM, AES SUL, RGE) e do instituidor SENGE-RS. A política de investimentos foi aprovada pelo Conselho Deliberativo, em 14 de dezembro de A meta de rentabilidade é de 9% acima da variação do INPC. SEGMENTO DE RENDA VARIÁVEL Este segmento envolve a Carteira de Ações em Mercado (própria e fundos exclusivos) e Carteira de Participações. Carteira de Ações em Mercado A carteira própria deverá ter, no mínimo 15 empresas, e, no máximo, 35 empresas, onde os seguintes setores deverão ser priorizados nos trabalhos de prospecção e análise: Alimentos Madeira e Papel Intermediários Financeiros Holdings Diversificadas Mineração Transporte Comércio Energia Elétrica Petróleo/Gás Saneamento Siderurgia Telefonia Fixa e Móvel Construção e Engenharia Químico Para habilitar-se a administrar recursos da Fundação CEEE em Fundos Exclusivos, a empresa deverá ter sob sua responsabilidade volume mínimo de 1,5 bilhão de recursos de terceiros. Nenhum fundo poderá ter patrimônio superior a 40% dos recursos destinados para gestão externa no segmento de renda variável. Carteira de Participações Os investimentos serão realizados preferencialmente no setor de energia elétrica e poderão ser realizados através de aportes em quotas de Fundos de Participação (FIP) ou Fundos Private Equity ou através de Sociedade de Propósito Específico (SPE). Os investimentos classificados nesta carteira deverão ser submetidos à aprovação do Conselho Deliberativo, independentemente de seu valor. SEGMENTO DE RENDA FIXA As aplicações neste segmento poderão ser realizadas em: Títulos Públicos Federais, de emissão do Tesouro Nacional e/ou Banco Central do Brasil Pré-fixados, Pós-fixados e indexados à inflação. Títulos Públicos de emissão de estados e municípios classificados como baixo risco de crédito por agências nacionais de classificação de rating. Títulos Privados de emissão de instituições financeiras e empresas não financeiras com risco de crédito aprovado pelo comitê de crédito e de investimentos do gestor. Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) Recibos de Depósitos Bancários (RDBs) Debêntures por emitente financeiro e não financeiro Títulos Privados indexados a índices de inflação Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) Quotas de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) Outros Ativos de Não são permitidas aquisições de cotas de Fundos Abertos, exceto de FIDCs A Carteira Própria de poderá ter em sua composição títulos públicos e/ou privados classificados como baixo risco de crédito conforme regras, critérios de seleção e limites recomendados pelo Comitê Consultivo de Investimentos (CCI) e aprovados pela Diretoria Executiva dentro de sua competência de atuação. Nos Fundos Exclusivos de, o patrimônio líquido de cada fundo será limitado a 15% da carteira de investimentos da Fundação CEEE, por instituição administradora. Fica vedada a aquisição de comercial papers tanto na Carteira Própria como nos Fundos Exclusivos. SEGMENTO DE IMÓVEIS A decisão de compra ou venda de ativos imobiliários baseiase na avaliação das oportunidades que se apresentarem e a rentabilidade das mesmas relativamente ao custo de oportunidade de outras opções de investimento. Na carteira de aluguéis e renda, a meta de sucesso no gerenciamento será medida considerando-se o período de ocupação (locação) e deverá atingir 90% de ocupação média. SEGMENTO DE EMPRÉSTIMOS E FINANCIMENTOS A Fundação CEEE alocará recursos somente na Carteira de a Participantes e Assistidos. A Diretoria Executiva definirá os critérios de cálculo do custo do empréstimo para o tomador, de maneira a atender legislação vigente e atingir as metas estabelecidas, atuarial e de gestão. OPERAÇÕES COM DERIVATIVOS Os mercados de derivativos (mercados de futuros, de opções, de juros, etc), serão utilizados somente para a realização de operações de proteção (hedge) às carteiras de ativos da Fundação CEEE e/ou como estratégia de renda fixa. Estas operações deverão ser recomendadas pelo CCI e autorizadas pelos órgãos competentes da Fundação CEEE, Diretoria Executiva e Conselho Deliberativo, se for o caso. Os resultados alcançados deverão ser apresentados e analisados pelos mesmos órgãos após o encerramento de cada operação. CRITÉRIOS DE CONTRATAÇÃO DE FORNECEDORES DE SERVIÇOS A Fundação CEEE entende que a terceirização da gestão de uma parcela de seus recursos agrega expertise e aprimora conceitos de gestão e de controles internos à qualificação da Gestão Própria da Entidade. Assim, o Conselho Deliberativo da Entidade julgou eficiente a contratação de Administradores de recursos para administrar os recursos da entidade nos segmentos de e. O estilo de gestão adotado possui como meta a obtenção dos retornos necessários aos objetivos definidos nesta Política de Investimentos, levando-se em consideração o nível de tolerância a risco da entidade. AVALIAÇÃO DE RISCOS Para gerenciar os riscos decorrentes das atividades de investimentos da Fundação CEEE serão usados instrumentos de mensuração para: Risco de mercado: calculado pela diferença entre a rentabilidade do segmento de investimento e a meta atuarial e a meta de gestão (divergência não planejada) e pelo Value at Risk (VaR), medido pelo agente custodiante. Risco de crédito: rating efetuado por agências classificadoras de risco em funcionamento no país. Risco de liquidez: é mitigado pela composição da carteira da Fundação CEEE que privilegia títulos públicos. É controlado pela metodologia do Asset Liability Management (ALM) e cálculo de duration da carteira de títulos. CONSIDERAÇÕES FINAIS A Política de Investimentos considera a diversificação um ponto chave para compensação de riscos e aumento da eficiência na composição de seus portfólios. Suas aplicações devem ser consistentes com a filosofia de preservação do capital com retornos diferenciados, dando ênfase na busca por qualidade de gestão e redução dos custos administrativos.
7 POLÍTICA DE INVESTIMENTOS Ata do Conselho Deliberativo n 481, de 14/12/2007 Período de referência: 01/2008 a 12/2008 PLANOS DE BENEFÍCIOS PLANO ÚNICO DA AES SUL PLANO ÚNICO DA CEEE PLANO ÚNICO DA CGTEE PLANO ÚNICO DA RGE PLANO DE BENEFÍCIOS CEEEPREV PLANO DE BENEFÍCIOS CRMPREV SENGE/RS TAXA MÍNIMA ATUARIAL / INDEXADOR Indexador dos Planos de Benefícios Segmento Percentual 6 3 Indexador IMA-S IMA-B Tx. juros 10 IBOV.Médio 10 CDI * 10 INPC 10 INPC *Indexador: dos dois o maior CONTROLE DE RISCOS 6,00% 6,00% Mínimo Atuarial dos Planos de Benefícios: INPC + Taxa de Juros de 6%. Observações 1) Para os planos SENGE Previdência e CRMPrev aplicam-se somente os indexadores, pois estes planos não apresentam mínimo atuarial. 2) Para o SENGE Previdência, os recursos serão rentabilizados somente pelos segmentos de renda fixa e renda variável. 3) Para o CRMPrev, a meta de gestão ponderada é de INPC + 9%. DERIVATIVOS Risco de mercado, legal, de liquidez, de contraparte e operacional Limite máximo para proteção Limite máximo para exposição 10 Planos (exceto SENGE) Segmento ALOCAÇÃO DOS RECURSOS Investimentos Baixo Risco de Crédito Empresas com IGC/Bovespa Empresas não abrangidas pelo IGC/Bovespa Sociedade de Propósito Específico - SPE Investimentos Visando Aluguéis e Renda Outros Investimentos Imobiliários Mínimo 5 2 Máximo 8 3 Alvo 7 2 LIMITES MÁXIMOS DE DIVERSIFICAÇÃO Em Pessoas Jurídicas ou conglomerados Em Patrocinadoras e ligadas COMPANHIAS ABERTAS Por Capital Votante Dos Recursos Garantidores Por Capital Total SENGE/RS Segmento Investimentos Baixo Risco de Crédito Empresas com IGC/Bovespa Empresas não abrangidas pelo IGC/Bovespa Sociedade de Propósito Específico - SPE Mínimo 5 2 Máximo 8 3 Alvo 7 2 SOCIEDADES DE PROPÓSITOS ESPECÍFICOS Por projeto Por projeto + Inversões das Patrocinadoras 2 4 IMÓVEIS Pessoa Jurídica não financeira Instituição Financeira FIDC ATIVOS DE RENDA FIXA Baixo Risco Médio Risco Alto Risco Planos (exceto SENGE) Por imóvel PL do Fundo SENGE/RS Por imóvel PL do Fundo 2 CRITÉRIOS PARA CONTRATAÇÃO Qualitativos Histórico da empresa e dos controladores, capacitação técnica e estrutura de suporte e de controle. Quantitativos Rentabilidade histórica auferida, custos e total de recursos administrados. Estratégia de formação de preço Externa, sem acompanhamento das estratégias formuladas ou desempenhadas GESTÃO DOS RECURSOS Tipo/Forma Periodicidade da avaliação Quantidade de gestores Critérios de avaliação Externa 1 mês 10 Em relação aos objetivos do segmento CENÁRIO MACROECONÔMICO, OBSERVAÇÕES E JUSTIFICATIVAS A conjugação do regime de metas de inflação, de câmbio flutuante e do compromisso de forte controle fiscal e superávits primários reforçam a credibilidade do governo e traçam um horizonte mais estável para os próximos anos.

References: Artigo 41
 Artigo 44
 artigo 10
 artigo 51
 Artigo 48
 Artigo 51
 artigo 3
 artigo 44