Source: http://www.europarl.europa.eu/doceo/document/A-8-2018-0218_PT.html
Timestamp: 2020-01-21 13:35:38+00:00

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sobre a proposta de diretiva do Parlamento Europeu e do Conselho que altera a Diretiva 2014/59/UE no respeitante à capacidade de absorção de perdas e de recapitalização das instituições de crédito e empresas de investimento e que altera as Diretivas 98/26/CE, 2002/47/CE, 2012/30/UE, 2011/35/UE, 2005/56/CE, 2004/25/CE e 2007/36/CE
– Tendo em conta a proposta da Comissão ao Parlamento Europeu e ao Conselho (COM(2016)0852),
– Tendo em conta o artigo 294.º, n.º 2, e o artigo 114.° do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, nos termos dos quais a proposta lhe foi apresentada pela Comissão (C8-0481/2016),
ALTERAÇÕES DO PARLAMENTO EUROPEU(1)**
que altera a Diretiva 2014/59/UE no respeitante à capacidade de absorção de perdas e de recapitalização das instituições de crédito e empresas de investimento e que altera as Diretivas 98/26/CE, 2002/47/CE, 2012/30/UE, 2011/35/UE, 2005/56/CE, 2004/25/CE e 2007/36/CE
(1) O Conselho de Estabilidade Financeira (CEF) publicou, em 9 de novembro de 2015, a ficha descritiva da capacidade de absorção total de perdas (TLAC) («norma TLAC»), que foi aprovada pelo G20 em novembro de 2015. A norma TLAC exige que os bancos de importância sistémica global (G-SIB), referidos como instituições de importância sistémica global (G-SII) no enquadramento da União, disponham de um montante mínimo suficiente de passivos com elevada capacidade de absorção de perdas (suscetíveis de recapitalização interna), a fim de assegurar uma ágil e rápida absorção das perdas e recapitalização em caso de resolução. Na sua comunicação de 24 de novembro de 2015(4), a Comissão assumiu o compromisso de apresentar uma proposta legislativa até ao final de 2016 que permita aplicar a norma TLAC até ao prazo internacionalmente acordado de 2019.
(1-A) A fim de facilitar o planeamento a longo prazo e proporcionar segurança no que respeita às reservas necessárias, os mercados precisam de informações oportunas sobre os critérios de elegibilidade exigidos para que os instrumentos possam ser reconhecidos como passivos na aceção do TLAC/MREL.
(2) Na aplicação da norma TLAC na União, é necessário ter em conta o atual requisito mínimo de fundos próprios e passivos elegíveis («MERL») aplicável a todas as instituições de crédito e empresas de investimento da União, conforme previsto na Diretiva 2014/59/UE do Parlamento Europeu e do Conselho(5). Uma vez que a TLAC e o MREL prosseguem o mesmo objetivo de assegurar que as instituições da União tenham suficiente capacidade de absorção de perdas, os dois requisitos devem ser elementos complementares de um quadro comum. Do ponto de vista operacional, o nível mínimo harmonizado da norma TLAC para as G-SII («requisito mínimo da TLAC») deve ser introduzido na legislação da União através de alterações ao Regulamento (UE) n.º 575/2013(6), enquanto o acréscimo específico para as G-SII e o requisito específico para instituições que não sejam G-SII, referido como requisito mínimo de fundos próprios e passivos elegíveis, devem ser aplicados através de alterações específicas à Diretiva 2014/59/UE e ao Regulamento (UE) n.º 806/2014(7). As disposições pertinentes da presente diretiva no que diz respeito à capacidade de absorção de perdas e de recapitalização das instituições devem ser aplicadas de uma forma coerente juntamente com as disposições dos atos legislativos acima referidos e da Diretiva 2013/36/UE(8).
(3) A ausência de regras harmonizadas da União no que diz respeito à implementação da norma TLAC na União poderia gerar custos adicionais e incerteza jurídica ▌e dificultar a aplicação do instrumento de recapitalização interna para instituições transfronteiriças. Esta ausência de regras harmonizadas na União também resulta em distorções da concorrência no mercado interno, uma vez que os custos a suportar pelas instituições para cumprir os atuais requisitos e a norma TLAC podem variar consideravelmente em toda a União. É, por conseguinte, necessário eliminar os obstáculos ao funcionamento do mercado interno e evitar distorções da concorrência resultantes da falta de regras harmonizadas da União no que diz respeito à aplicação da norma TLAC. Consequentemente, a base jurídica adequada para a presente diretiva é o artigo 114.º do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia (TFUE), interpretado à luz da jurisprudência constante do Tribunal de Justiça da União Europeia.
(4) Em consonância com a norma TLAC, a Diretiva 2014/59/UE deve continuar a reconhecer a estratégia de resolução de ponto de entrada único (SPE) e de ponto de entrada múltiplo (MPE). No âmbito da estratégia SPE, apenas uma entidade do grupo (geralmente a sociedade-mãe) é objeto de resolução, ao passo que as outras entidades do grupo (normalmente filiais operacionais) não são abrangidas pela resolução, mas repercutem as suas perdas e necessidades de recapitalização a montante na entidade que será objeto de resolução. No âmbito da estratégia MPE, mais do que uma entidade do grupo pode ser objeto de resolução. Uma identificação clara das entidades que serão objeto de resolução («entidades de resolução») e das suas filiais («grupos de resolução») é importante para aplicar eficazmente a estratégia de resolução pretendida. Esta identificação é igualmente relevante para determinar o nível de aplicação das regras em matéria de capacidade de absorção de perdas e de recapitalização que as empresas do setor financeiro devem cumprir. É, por conseguinte, necessário introduzir os conceitos de «entidade de resolução» e «grupo de resolução» e alterar a Diretiva 2014/59/UE no que diz respeito aos planos de resolução de grupos a fim de exigir expressamente que as autoridades de resolução identifiquem as entidades de resolução e os grupos de resolução no âmbito de um grupo e tenham devidamente em conta as implicações de qualquer resolução planeada no grupo para garantir uma resolução eficaz do grupo.
(5) Os Estados-Membros devem garantir que as instituições disponham de suficiente capacidade de absorção de perdas e de recapitalização, a fim de garantir uma boa e rápida absorção das perdas e recapitalização em caso de resolução, com um impacto mínimo na estabilidade financeira e nos contribuintes. Para esse efeito, cada instituição deve cumprir um requisito mínimo de fundos próprios e passivos elegíveis (MERL) específico, conforme previsto na Diretiva 2014/59/UE.
(6) A fim de alinhar os denominadores que medem a capacidade de absorção de perdas e de recapitalização das instituições pelos previstos na norma TLAC, o MREL deve ser expresso em percentagem do montante total das posições em risco e da medida da exposição do rácio de alavancagem da instituição em causa.
(6-A) A fim de garantir segurança aos mercados e permitir a acumulação das reservas necessárias, os mercados necessitam de informações oportunas sobre os critérios de elegibilidade exigidos para que os instrumentos sejam reconhecidos como passivos na aceção do TLAC/MREL.
(7) Os critérios de elegibilidade dos passivos suscetíveis de recapitalização interna para o MREL devem ser estreitamente alinhados pelos estabelecidos no Regulamento (UE) n.º 575/2013 para o requisito mínimo da TLAC, em conformidade com os ajustamentos complementares e requisitos introduzidos na presente diretiva. Em particular, alguns instrumentos de dívida com um elemento de derivado embutido, tais como determinados títulos estruturados, devem ser elegíveis para cumprir o MREL na medida em que tenham um montante de capital fixo reembolsável à data de vencimento, ao passo que apenas um rendimento suplementar está associado a um instrumento derivado e depende do desempenho de um ativo de referência. Tendo em conta o respetivo montante de capital fixo, estes instrumentos devem ter uma elevada capacidade de absorção de perdas e ser facilmente utilizados para recapitalização interna em caso de resolução. A harmonização dos critérios de elegibilidade para o MREL com os estabelecidos no Regulamento (UE) n.º 575/2013 deve assegurar condições de concorrência equitativas para as instituições da União a nível global, o que significa que o nível dos requisitos a cumprir especificamente no que respeita à dívida subordinada deve ser fixado ao nível dos requisitos da TLAC, tal como incorporados no direito a União.
(8) O conjunto de passivos considerados para o cumprimento do MREL inclui, em princípio, todos os passivos resultantes de pedidos de indemnização apresentados por credores não garantidos e não privilegiados (passivos não subordinados), a não ser que não cumpram os critérios específicos de elegibilidade previstos na presente diretiva. Para melhorar a resolubilidade das instituições através de uma utilização eficaz do instrumento de recapitalização interna, as autoridades de resolução devem poder exigir que o MREL seja cumprido com passivos subordinados, em especial se existirem indicações claras de que os credores envolvidos na recapitalização interna podem vir a suportar perdas na resolução que ultrapassam as suas eventuais perdas em caso de insolvência. A exigência de cumprir o MREL com passivos subordinados só deve ser imposta até ao nível necessário para evitar que as perdas sofridas pelos credores em caso de resolução sejam superiores às perdas que teriam sofrido em caso de insolvência. Qualquer subordinação de instrumentos de dívida exigida pelas autoridades de resolução para o MREL não deve prejudicar a possibilidade de cumprir parcialmente o requisito mínimo da TLAC com instrumentos de dívida não subordinados, em conformidade com o Regulamento (UE) n.º 575/2013, tal como permitido pela norma TLAC. Por outro lado, sempre que as instituições possuam um elevado nível de capitais próprios, esta circunstância deve também ser tida em conta na aplicação e no cálculo do MREL. As instituições devem estar aptas a cumprir os requisitos MREL com fundos próprios principais de nível 1, instrumentos de fundos próprios adicionais de nível 1 ou instrumentos de fundos próprios de nível 2, por forma a que os mesmos requisitos MREL se apliquem às instituições com níveis de capitais próprios mais ou menos elevados. O objetivo a obtenção de condições de concorrência equitativas entre as instituições deve também ser perseguido a nível mundial, em especial no alinhamento dos critérios de elegibilidade para o MREL com os requisitos mínimos da TLAC.
(9) O MREL deve permitir que as instituições absorvam as perdas previstas em caso de resolução e recapitalizem após a resolução. As autoridades de resolução devem, em função da estratégia de resolução escolhida, justificar devidamente o nível exigido para o MREL, em especial no que respeita à necessidade e ao nível do requisito referido no artigo 104.º-A da Diretiva 2013/36/UE, no montante de recapitalização. Como tal, esse nível deve ser a soma do montante das perdas esperadas em caso de resolução que correspondem aos requisitos de fundos próprios da instituição e ao montante de recapitalização que permita à instituição após a resolução cumprir os seus requisitos de fundos próprios necessários para ser autorizada a exercer a sua atividade ao abrigo da estratégia de resolução escolhida. O MREL deve ser expresso em percentagem da exposição total ao risco e das medidas do rácio de alavancagem, devendo as instituições satisfazer simultaneamente os níveis resultantes das duas medições. A autoridade de resolução deve poder ajustar os montantes de recapitalização em casos devidamente justificados de forma a refletir adequadamente os riscos acrescidos que afetam a resolubilidade decorrentes do modelo de negócio, do perfil de financiamento e do perfil de risco global do grupo de resolução e, por conseguinte, deve poder exigir que, nessas circunstâncias limitadas, os montantes de recapitalização referidos no primeiro parágrafo do artigo 45.º-C, n.ºs 3 e 4, sejam excedidos.
(9-A) Concretamente, os passivos elegíveis não devem ser sujeitos a direitos de novação ou a compensações suscetíveis de comprometer a sua capacidade de absorção de perdas no contexto da resolução. É, por conseguinte, necessário que os passivos elegíveis não sejam sujeitos a direitos de novação ou a acordos de compensação, embora as disposições contratuais que regulam os passivos elegíveis não sejam obrigadas a incluir uma cláusula que indique explicitamente que o instrumento não está sujeito a esses direitos. De igual modo, não é necessário que as disposições contratuais que regulam os passivos elegíveis especifiquem que os referidos passivos podem ser objeto de redução ou de conversão. As disposições que regem os passivos elegíveis não devem conter qualquer incentivo ao resgate nem conferir ao respetivo detentor o direito de acelerar o plano de pagamentos futuros de juros ou de capital, a não ser em situação de liquidação.
(9-B) Todos os instrumentos elegíveis disponíveis emitidos antes da data de aprovação dos critérios de elegibilidade devem ser considerados elegíveis para o MREL, sem que tenham de satisfazer os novos critérios de elegibilidade introduzidos com o pacote de redução dos riscos. Esta norma de anterioridade é necessária, uma vez que os participantes no mercado não podiam antecipar essas alterações e necessitam de tempo para adaptar as suas emissões. A cláusula de anterioridade deve abranger todos os novos critérios de elegibilidade, incluindo os direitos de novação e de compensação, bem como os direitos de aceleração.
(10) A fim de melhorar a sua resolubilidade, as autoridades de resolução devem poder impor um MREL específico para as G-SII, para além do requisito mínimo da TLAC estabelecido no Regulamento (UE) n.º 575/2013. Esse MREL específico para as instituições só pode ser imposto se o requisito mínimo da TLAC não for suficiente para absorver as perdas e recapitalizar uma G-SII no âmbito da estratégia de resolução escolhida.
(11) Ao estabelecer o nível do MREL, as autoridades de resolução devem tomar em consideração o grau de relevância sistémica de uma instituição e o potencial impacto negativo que a sua insolvência terá na estabilidade financeira. Devem igualmente ter em conta a necessidade de criar condições de concorrência equitativas entre as G-SII e outras instituições comparáveis com relevância sistémica na União. Assim, o MREL das instituições que não são identificadas como G-SII mas cuja relevância sistémica na União é comparável à importância sistémica das G-SII não deve divergir de forma desproporcionada do nível e da composição do MREL geralmente estabelecido para as G-SII.
(14) As instituições que não são entidades de resolução devem cumprir o MREL a nível individual. As necessidades de absorção de perdas e de recapitalização dessas instituições devem, em geral, ser asseguradas pelas respetivas entidades de resolução através da aquisição de passivos elegíveis emitidos por essas instituições e da sua redução ou conversão em instrumentos de propriedade no momento em que as instituições em causa deixarem de ser viáveis. Como tal, o MREL aplicável às instituições que não sejam entidades de resolução deve ser aplicado em conjunto e de forma coerente com os requisitos aplicáveis às entidades de resolução. Isso deverá permitir que as autoridades de resolução procedam à resolução de um grupo de resolução sem colocar algumas das suas entidades filiais em resolução, evitando assim potenciais efeitos negativos no mercado. ▌ As autoridades de resolução das filiais de uma entidade de resolução também devem poder dispensar completamente a aplicação do MREL aplicável às instituições que não sejam entidades de resolução nos casos em que tanto a entidade de resolução como as suas filiais estejam estabelecidas no mesmo Estado-Membro. A aplicação do MREL às instituições que não sejam entidades de resolução deve, no entanto, respeitar a estratégia de resolução escolhida; em especial, não deve modificar a relação de propriedade entre as instituições e o seu grupo de resolução após a recapitalização de tais instituições.
(15) Para assegurar níveis adequados do MREL para efeitos de resolução, as autoridades responsáveis pela definição do nível do MREL devem ser a autoridade de resolução da entidade de resolução, a autoridade de resolução ao nível do grupo, que é a autoridade de resolução da empresa-mãe final, e as autoridades de resolução de outras entidades do grupo de resolução. Os eventuais litígios entre autoridades devem ser sujeitos aos poderes da Autoridade Bancária Europeia (EBA), nos termos do Regulamento (UE) n.º 1093/2010 do Parlamento Europeu e do Conselho(9), sob reserva das condições e dos limites estabelecidos na presente diretiva.
(16) Quaisquer situações de incumprimento do requisito mínimo da TLAC e do MREL deverão ser devidamente analisadas e corrigidas pelas autoridades de resolução competentes. Uma vez que o incumprimento destes requisitos pode constituir um impedimento à resolubilidade de uma instituição ou grupo, o atual procedimento para eliminar os impedimentos à resolubilidade deve ser abreviado de modo a resolver com celeridade quaisquer casos de incumprimento dos requisitos. As autoridades de resolução também devem poder exigir às instituições que alterem os perfis de vencimento dos instrumentos e elementos elegíveis e que elaborem e apliquem planos para restabelecer o nível desses requisitos.
(17) A fim de garantir uma aplicação transparente do MREL, as instituições devem comunicar às suas autoridades de resolução competentes e divulgar regularmente ao público os níveis de passivos elegíveis e a composição desses passivos, incluindo o respetivo perfil de vencimento e classificação nos processos normais de insolvência. Deve haver coerência na frequência de apresentação de relatórios de supervisão sobre a conformidade com os requisitos de fundos próprios e com o MREL.
(18) A exigência de incluir um reconhecimento contratual dos efeitos do instrumento de recapitalização interna nos acordos ou instrumentos que originam passivos regidos pela legislação de países terceiros deve garantir que estes passivos possam ser objeto de recapitalização interna em caso de resolução. Enquanto não forem adotados quadros de reconhecimento legal que permitam uma resolução eficaz a nível transfronteiriço em todas as jurisdições de países terceiros, os acordos contratuais, quando redigidos de forma adequada e amplamente reconhecidos, devem oferecer uma solução viável. Mesmo que existam quadros de reconhecimento legal, os acordos de reconhecimento contratual devem contribuir para reforçar a segurança jurídica e a previsibilidade do reconhecimento transfronteiras das medidas de resolução. No entanto, poderá haver casos em que seja impraticável para as instituições a inclusão desse tipo de cláusulas contratuais nos acordos ou instrumentos que originam certos passivos, sobretudo passivos que não estão excluídos do instrumento de recapitalização interna previsto na Diretiva 2014/59/UE, depósitos cobertos ou instrumentos de fundos próprios. É, nomeadamente, impraticável para as instituições a inclusão, nos acordos ou instrumentos que originam passivos, de cláusulas contratuais relativas ao reconhecimento dos efeitos do instrumento de recapitalização interna, quando essas cláusulas contratuais são ilegais nos países terceiros em causa ou as instituições não têm poder de negociação para impor essas cláusulas contratuais. As autoridades de resolução devem, por isso, poder dispensar a aplicação do requisito de incluir essas cláusulas contratuais, quando as mesmas impliquem custos desproporcionados para as instituições e os passivos daí resultantes não proporcionem uma capacidade significativa de absorção de perdas e de recapitalização em caso de resolução. Esta derrogação não deve, no entanto, ser invocada quando diversos acordos ou passivos proporcionam, coletivamente, uma capacidade significativa de absorção de perdas e de recapitalização em caso de resolução. Além disso, a fim de garantir que a resolubilidade das instituições não é afetada, os passivos que beneficiam de derrogações não devem ser elegíveis para o MREL.
(19) A fim de preservar a estabilidade financeira, é importante que as autoridades competentes sejam capazes de corrigir a deterioração da situação financeira e económica de uma instituição antes que a mesma chegue a um ponto em que as autoridades não tenham outra alternativa que não seja a resolução. Para o efeito, as autoridades competentes devem ser dotadas de adequados poderes de intervenção precoce. Os poderes de intervenção precoce deverão incluir o poder de suspender, durante o tempo mínimo necessário, determinadas obrigações contratuais. Esse poder de suspensão deve ser estritamente enquadrado e só deve ser exercido quando for necessário para verificar a necessidade de medidas de intervenção precoce ou para determinar se a instituição está em situação ou em risco de falência. Esse poder de suspensão não deve, contudo, aplicar-se a obrigações que digam respeito à participação nos sistemas designados ao abrigo da Diretiva 98/26/CE do Parlamento Europeu e do Conselho(10), a contrapartes centrais (CCP) e a bancos centrais, incluindo CCP de países terceiros reconhecidas pela Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e dos Mercados (ESMA). Também não deve ser aplicável aos depósitos cobertos. Os poderes de intervenção precoce devem incluir os poderes já previstos na Diretiva 2013/36/UE para circunstâncias que não sejam consideradas uma intervenção precoce, bem como para situações em que se considere necessário restabelecer a solidez financeira de uma instituição.
(20) Para que a resolução seja eficaz, nomeadamente para evitar conflitos jurisdicionais, é conveniente que não sejam iniciados ou continuados processos de insolvência em relação à instituição em situação de insolvência enquanto a autoridade de resolução estiver a exercer os seus poderes de resolução ou a aplicar os instrumentos de resolução, exceto por iniciativa ou com o consentimento da autoridade de resolução. Será útil e necessário suspender, por um período limitado, determinadas obrigações contratuais para que a autoridade de resolução disponha de tempo suficiente para realizar a avaliação e aplicar os instrumentos de resolução. Esse poder deve ser estritamente enquadrado e só deve ser exercido durante o tempo mínimo necessário para a avaliação ou para aplicar os instrumentos de resolução. Esse poder não deve, contudo, aplicar-se a depósitos cobertos ou a obrigações que digam respeito à participação nos sistemas designados ao abrigo da Diretiva 98/26/CE, a contrapartes centrais (CCP) e a bancos centrais, incluindo CCP de países terceiros reconhecidas pela ESMA. A Diretiva 98/26/CE reduz o risco associado à participação em sistemas de pagamento e de liquidação de valores mobiliários, nomeadamente através da redução de perturbações em caso de insolvência de um participante desse sistema. A fim de assegurar que tais salvaguardas se apliquem devidamente em situações de crise, mantendo ao mesmo tempo uma segurança apropriada para os operadores de sistemas de pagamentos e de valores mobiliários e outros participantes no mercado, a Diretiva 2014/59/UE deve ser alterada no sentido de assegurar que uma medida de prevenção ou de gestão de crises não deva, em si, ser considerada um processo de insolvência, na aceção da Diretiva 98/26/CE, desde que as obrigações substantivas nos termos do contrato continuem a ser realizadas. Contudo, nenhuma disposição da Diretiva 2014/59/UE deve prejudicar o funcionamento de um sistema designado ao abrigo da Diretiva 98/26/CE ou o direito a garantias constituídas assegurado pela mesma diretiva.
(21) A fim de evitar uma duplicação de requisitos e aplicar as regras adequadas para a eficaz recuperação e resolução das CCP nos termos do Regulamento (UE) [relativo a um enquadramento para a recuperação e resolução das contrapartes centrais], a Diretiva 2014/59/UE deve ser alterada por forma a excluir do seu âmbito de aplicação as CCP relativamente às quais, em conformidade com o Regulamento (UE) n.º 648/2012(11), os Estados-Membros aplicam certos requisitos para a autorização prevista na Diretiva 2013/36/UE e que, por conseguinte, são também autorizadas enquanto instituições de crédito.
(22) A exclusão de determinados passivos das instituições de crédito ou empresas de investimento do âmbito de aplicação do instrumento de recapitalização interna ou dos poderes para suspender determinadas obrigações, restringir a execução de penhoras de títulos ou suspender temporariamente direitos de rescisão previstos na Diretiva 2014/59/UE deve igualmente cobrir passivos relativos a CCP estabelecidas na União e a CCP de países terceiros reconhecidas pela ESMA.
(23) A fim de garantir um entendimento comum dos termos utilizados em diversos instrumentos jurídicos, é conveniente incorporar na Diretiva 98/26/CE as definições e os conceitos introduzidos pelo Regulamento (UE) n.º 648/2012 no que diz respeito a uma «contraparte central» ou «CCP» e a um «participante».
(24) Para uma resolução eficaz das CCP, as salvaguardas previstas na Diretiva 2002/47/CE(12) não devem aplicar-se a qualquer restrição da execução de um acordo de garantia financeira ou dos efeitos de cláusulas de um acordo de garantia financeira com constituição de penhor, de compensação com vencimento antecipado ou de compensação recíproca impostas em virtude do Regulamento (UE) [relativo a um enquadramento para a recuperação e resolução das contrapartes centrais].
(25) As Diretivas 2012/30/UE(13), 2011/35/UE(14), 2005/56/CE(15), 2004/25/CE(16) e 2007/36/CE(17) contêm regras para a proteção dos acionistas e dos credores das CCP que se inscrevem no âmbito de aplicação dessas diretivas. Numa situação em que as autoridades de resolução precisem de atuar rapidamente ao abrigo do Regulamento (UE) [relativo a um enquadramento para a recuperação e resolução das contrapartes centrais], essas regras podem dificultar uma ação de resolução eficaz e a utilização dos instrumentos e poderes de resolução pelas autoridades de resolução. Por conseguinte, as derrogações previstas na Diretiva 2014/59/UE devem ser alargadas aos atos adotados em conformidade com o Regulamento (UE) [relativo a um enquadramento para a recuperação e resolução das contrapartes centrais]. A fim de garantir o mais elevado grau de segurança jurídica para as partes interessadas, as derrogações devem ser definidas de forma clara e limitada, e só devem ser aplicadas em defesa do interesse público e caso se verifiquem os fatores de desencadeamento da resolução. A utilização dos instrumentos de resolução pressupõe o respeito dos objetivos da resolução e o cumprimento das condições de desencadeamento da resolução, previstos no Regulamento (UE) [relativo a um enquadramento para a recuperação e resolução das contrapartes centrais]. A fim de assegurar que as autoridades podem impor sanções em caso de infração às disposições do Regulamento (UE) [relativo a um enquadramento para a recuperação e resolução das contrapartes centrais] e que esses poderes sancionatórios são compatíveis com o quadro jurídico de recuperação e resolução de outras instituições financeiras, o âmbito de aplicação do título VIII da Diretiva 2014/59/UE também deve abranger as infrações às disposições do Regulamento (UE) [relativo a um enquadramento para a recuperação e resolução das contrapartes centrais].
(26) Atendendo a que os objetivos da presente diretiva, nomeadamente a definição de regras uniformes relativas ao quadro de recuperação e resolução, não podem ser suficientemente alcançados pelos Estados-Membros mas podem, devido à dimensão da ação prevista, ser mais bem alcançados ao nível da União, esta pode adotar medidas em conformidade com o princípio da subsidiariedade consagrado no artigo 5.º do Tratado da União Europeia. Em conformidade com o princípio da proporcionalidade consagrado no mesmo artigo, a presente diretiva não excede o necessário para alcançar esses objetivos.
(27) A fim de permitir um período de tempo adequado para a transposição e a aplicação da presente diretiva, os Estados-Membros devem dispor de um prazo de doze meses para transpor a presente diretiva para as respetivas legislações nacionais, a contar da data da sua entrada em vigor, e as instituições em causa devem cumprir as novas disposições no prazo de seis meses a contar da data de transposição,
(27-A) Os Estados-Membros devem assegurar que as suas disposições nacionais em matéria de insolvência reflitam corretamente a hierarquia da absorção das perdas em caso de resolução, a fim de evitar grandes desfasamentos entre os quadros regulamentares aplicáveis à resolução e à insolvência e a garantir que os instrumentos de fundos próprios regulamentares absorvam as perdas, quer em caso de resolução, quer de insolvência, antes dos restantes créditos subordinados.
Artigo 1.ºAlterações da Diretiva 2014/59/UE
1. Ao artigo 1.º, é aditado o seguinte n.º 3:
«3. A presente diretiva não é aplicável às contrapartes centrais relativamente às quais, em conformidade com o artigo 14.°, n.º 5, do Regulamento (UE) n.º 648/2012, os Estados-Membros aplicam determinados requisitos para autorização ao abrigo da Diretiva 2013/36/UE.
No entanto, o disposto no título VIII da presente diretiva é igualmente aplicável no que se refere às sanções aplicáveis em caso de infração ao Regulamento relativo a um enquadramento para a recuperação e resolução das contrapartes centrais.».
1-A. No artigo 2.º, n.º 1, o ponto 2) passa a ter a seguinte redação:
«2) «Instituição de crédito», uma instituição de crédito na aceção do artigo 4.º, n.º 1, ponto 1, do Regulamento (UE) n.º 575/2013, excluindo as entidades referidas no artigo 2.º, n.ºs 5, 5-A e 5-B, da Diretiva 2013/36/UE;»
2. No artigo 2.°, n.º 1, ponto 71), a expressão «passivos elegíveis» é substituída por «passivos suscetíveis de recapitalização interna».
3. Ao artigo 2.°, n.º 1, é aditado o seguinte ponto:
«(71-A) «Passivos elegíveis», os passivos suscetíveis de recapitalização interna que cumprem, consoante o caso, as condições do artigo 45.°-B ou da alínea a) do artigo 45.°-G, n.º 3.».
4. Ao artigo 2.°, n.º 1, são aditados os seguintes pontos 83-A) e 83-B), 109) e 110):
«83-A» «Entidade de resolução», uma entidade estabelecida na União que é identificada pela autoridade de resolução em conformidade com o artigo 12.° como uma entidade em relação à qual o plano de resolução prevê medidas de resolução;
83-B) «Grupo de resolução»:
(a) uma entidade de resolução e as suas filiais que não sejam:
(i) elas próprias entidades de resolução;
(ii) filiais de outras entidades de resolução; ou
(iii) entidades estabelecidas num país terceiro que não estejam incluídas no grupo de resolução de acordo com o plano de resolução e as suas filiais;
(b) instituições de crédito associadas a um organismo central, o organismo central e qualquer instituição sob o controlo do organismo central sempre que, pelo menos, uma dessas entidades seja uma entidade de resolução.
«109)» «Membro compensador», um membro compensador na aceção do artigo 2.°, ponto 14, do Regulamento (UE) n.º 648/2012;
(110) «Conselho de Administração», o órgão de administração ou de supervisão, ou ambos, constituído nos termos da lei nacional das sociedades, de acordo com o artigo 27.°, n.º 2, do Regulamento (UE) n.º 648/2012.».
5. No artigo 12.°, o n.º 1 passa a ter a seguinte redação:
«1. Os Estados-Membros asseguram que as autoridades de resolução a nível do grupo, juntamente com as autoridades de resolução das filiais e após consulta às autoridades de resolução das sucursais significativas, na medida em que tal seja relevante para essas sucursais, elaborem planos de resolução de grupo. O plano de resolução de grupo deve identificar medidas a adotar em relação:
(a) À empresa-mãe na União;
(b) Às filiais que fazem parte do grupo, localizadas na União;
(c) Às entidades referidas no artigo 1.°, n.º 1, alíneas c) e d); e
(d) Sem prejuízo do título VI, às filiais que fazem parte do grupo, localizadas fora da União.
Em conformidade com as medidas a que se refere o primeiro parágrafo, o plano de resolução deve identificar para cada grupo:
(b) Os grupos de resolução.».
6. No artigo 12.°, n.º 3, as alíneas a) e b) passam a ter a seguinte redação:
«(a) Definir as medidas de resolução a adotar relativamente às entidades de resolução nos cenários referidos no artigo 10.°, n.º 3, e as implicações de tais medidas de resolução para as outras entidades do grupo a que se refere o artigo 1.°, n.º 1, alíneas b), c) e d), para a empresa-mãe e as instituições filiais;
(b) Analisar em que medida os instrumentos e poderes de resolução podem ser aplicados e exercidos de forma coordenada a entidades de resolução localizadas na União, incluindo medidas para facilitar a aquisição por terceiros do conjunto do grupo, de linhas de negócio ou atividades separadas desenvolvidas por várias entidades do grupo ou por determinadas entidades do grupo ou grupos de resolução, bem como identificar qualquer potencial impedimento a uma resolução coordenada;».
7. No artigo 12.°, n.º 3, a alínea e) passa a ter a seguinte redação:
«(e) Definir medidas suplementares, não previstas na presente diretiva, que as autoridades de resolução relevantes tencionem aplicar em relação às entidades de resolução;».
8. Ao artigo 12.°, n.º 3, é aditada a seguinte alínea a-A):
«a-A) Caso um grupo seja constituído por mais do que um grupo de resolução, definir as medidas de resolução previstas em relação às entidades de resolução de cada grupo de resolução e as implicações dessas medidas para:
i) outras entidades do grupo que pertençam ao mesmo grupo de resolução;
ii) outros grupos de resolução.».
9. No artigo 13.°, n.º 4, após o primeiro parágrafo, é inserido o seguinte parágrafo:
«Caso um grupo seja constituído por mais do que um grupo de resolução, o planeamento das medidas de resolução a que se refere o artigo 12.°, n.º 3, alínea a-A), assume a forma de uma decisão conjunta tal como previsto no primeiro parágrafo.».
10. No artigo 13.°, n.º 6, o primeiro parágrafo passa a ter a seguinte redação:
«Na falta de uma decisão conjunta das autoridades de resolução no prazo de quatro meses, cada autoridade de resolução responsável por uma filial que discordar do plano de resolução do grupo adota a sua própria decisão e, se for caso disso, identifica a entidade de resolução e elabora e atualiza um plano de resolução para o grupo de resolução constituído por entidades sob a sua jurisdição. Cada uma das decisões individuais das autoridades de resolução discordantes deve ser cabalmente fundamentada, nomeadamente expondo os motivos do desacordo com o plano de resolução do grupo proposto e tendo em conta os pareceres e as reservas das outras autoridades de resolução e autoridades competentes. Cada autoridade de resolução notifica os outros membros do colégio de resolução da sua decisão.».
11. No artigo 16.°, n.º 1, o segundo parágrafo passa a ter a seguinte redação:
«Um grupo é considerado passível de resolução se for exequível e credível que as autoridades de resolução procedam à liquidação de entidades do grupo ao abrigo dos processos normais de insolvência ou à resolução desse grupo através da aplicação dos instrumentos e poderes de resolução às entidades de resolução desse grupo, evitando ao máximo quaisquer consequências adversas significativas para os sistemas financeiros, incluindo em situações de instabilidade financeira generalizada ou eventos sistémicos, dos Estados-Membros em que as entidades do grupo estão localizadas ou de outros Estados-Membros ou da União, e tendo por objetivo assegurar a continuidade das funções críticas das entidades desse grupo, caso sejam facilmente separáveis de forma atempada ou por outros meios. As autoridades de resolução a nível do grupo devem notificar atempadamente a EBA caso um grupo não seja considerado suscetível de resolução.».
12. Ao artigo 16.°, é aditado o seguinte n.º 4:
"4. Os Estados-Membros devem assegurar que, caso um grupo seja constituído por mais do que um grupo de resolução, as autoridades referidas no n.º 1 avaliam a resolubilidade de cada grupo de resolução em conformidade com o presente artigo.
A avaliação referida no primeiro parágrafo deve ser realizada para além da avaliação da resolubilidade do conjunto do grupo.».
13. Ao artigo 17.º, n.º 3, é aditado o seguinte parágrafo:
«Sempre que um impedimento significativo à resolubilidade é devido a uma das situações referidas no artigo 141.º-A, n.º 2, da Diretiva 2013/36/UE, a instituição deve, no prazo de duas semanas a contar da data da receção de uma notificação nos termos do n.º 1, propor à autoridade de resolução possíveis medidas para assegurar que a instituição cumpre os artigos 45.º-F ou 45.º-G e o requisito referido no artigo 128.º, n.º 6, da Diretiva 2013/36/UE.».
14. No artigo 17.º, n.º 5, é inserida a seguinte alínea h-A):
«h-A) Exigir que uma instituição ou uma entidade referida no artigo 1.º, n.º 1, alíneas b), c) ou d), apresente um plano para restabelecer a conformidade com os artigos 45.º-F e 45.º-G e com o requisito referido no artigo 128.º, n.º 6, da Diretiva 2013/36/UE;».
15. No artigo 17.º, n.º 5, é inserida a seguinte alínea j-A):
«j-A) Exigir que uma instituição ou uma entidade referida no artigo 1.º, n.º 1, alíneas b), c) ou d), altere o perfil de vencimento de elementos referidos no artigo 45.°-B ou no artigo 45.º-G, n.º 3, alíneas a) e b), para assegurar a conformidade contínua com o artigo 45.º-F ou com o artigo 45.º-G.».
16. Nas alíneas i) e j) do artigo 17.º, n.º 5, a expressão «artigo 45.º» é substituída por «artigo 45.º-F e artigo 45.º-G».
17. No artigo 18.º, os n.ºs 1 a 7 passam a ter a seguinte redação:
«1. A autoridade de resolução a nível do grupo, juntamente com as autoridades de resolução das filiais, após consulta ao colégio de supervisão e às autoridades de resolução das jurisdições em que estejam situadas sucursais significativas, na medida em que tal seja relevante para essas sucursais, deve ponderar a avaliação exigida no artigo 16.° no âmbito do colégio de resolução e adotar todas as medidas razoáveis para chegar a uma decisão conjunta sobre a aplicação das medidas identificadas nos termos do artigo 17.º, n.º 4, em relação a todas as entidades de resolução e suas filiais que sejam entidades pertencentes ao grupo referido no artigo 1.º, n.º 1.
2. A autoridade de resolução a nível do grupo, em cooperação com a autoridade responsável pela supervisão em base consolidada e com a EBA nos termos do artigo 25.º, n.º 1, do Regulamento (UE) n.º 1093/2010, deve elaborar e apresentar um relatório à empresa-mãe na União, às autoridades de resolução das filiais, que o apresentam às filiais sob a sua supervisão, e às autoridades de resolução das jurisdições em que estejam situadas sucursais significativas. O relatório deve ser elaborado após consulta às autoridades de resolução e deve analisar os impedimentos significativos à aplicação efetiva dos instrumentos de resolução e ao exercício dos poderes de resolução em relação ao grupo e aos grupos de resolução, caso o grupo seja constituído por mais do que um grupo de resolução. O relatório deve considerar o impacto no modelo de negócio da instituição e deve recomendar medidas proporcionadas e especificamente orientadas que, no parecer da autoridade, sejam necessárias ou apropriadas para eliminar esses impedimentos.
Sempre que o impedimento à resolubilidade do grupo é devido a uma das situações referidas no artigo 141.º-A, n.º 2, da Diretiva 2013/36/UE, a autoridade de resolução a nível do grupo deve notificar a sua avaliação desse impedimento à empresa-mãe na União após consulta à autoridade de resolução da entidade de resolução e às autoridades de resolução das suas instituições filiais.
3. No prazo de quatro meses a contar da data de receção do relatório, a empresa-mãe na União pode apresentar observações e propor à autoridade de resolução a nível do grupo medidas alternativas para a correção dos impedimentos identificados no relatório.
Sempre que esses impedimentos são devidos a uma das situações referidas no artigo 141.º-A, n.º 2, da Diretiva 2013/36/UE, a empresa-mãe na União deve, no prazo de duas semanas a contar da data de receção de uma notificação nos termos do n.° 2, propor à autoridade de resolução a nível do grupo possíveis medidas para eliminar ou fazer face a esses impedimentos.
4. A autoridade de resolução a nível do grupo deve comunicar as medidas propostas pela empresa-mãe na União à autoridade responsável pela supervisão em base consolidada, à EBA, às autoridades de resolução das filiais e às autoridades de resolução das jurisdições em que estejam situadas sucursais significativas, na medida em que tal seja relevante para essas sucursais. As autoridades de resolução a nível do grupo e as autoridades de resolução das filiais, após consulta às autoridades competentes e às autoridades de resolução das jurisdições em que estejam situadas sucursais significativas, fazem tudo o que estiver ao seu alcance para chegar a uma decisão conjunta no âmbito do colégio de resolução no que respeita à identificação dos impedimentos significativos e, se necessário, à avaliação das medidas propostas pela empresa-mãe na União e das medidas exigidas pelas autoridades para reduzir ou eliminar os impedimentos, que devem ter em conta o impacto potencial das medidas em todos os Estados-Membros em que o grupo opera.
5. A decisão conjunta é tomada no prazo de quatro meses a contar da apresentação das observações pela empresa-mãe da União ou no termo do prazo de quatro meses referido no n.º 3, consoante o que ocorrer primeiro.
A decisão conjunta sobre o impedimento à resolubilidade devido a uma das situações referidas no artigo 141.º-A, n.º 2, da Diretiva 2013/36/UE é tomada no prazo de duas semanas a contar da apresentação das observações pela empresa-mãe na União, de acordo com o disposto no n.º 3.
A decisão conjunta é fundamentada e inscrita num documento que deve ser transmitido à empresa-mãe na União pela autoridade de resolução a nível do grupo.
A pedido de uma autoridade de resolução, a EBA pode assistir as autoridades competentes na tentativa de chegar a uma decisão conjunta nos termos do artigo 31.º, alínea c), do Regulamento (UE) n.º 1093/2010.
6. Na falta de uma decisão conjunta no prazo referido no n.º 5, a autoridade de resolução a nível do grupo deve tomar a sua própria decisão sobre as medidas adequadas a adotar nos termos do artigo 17.º, n.º 4, ao nível do grupo ou da resolução do grupo.
A decisão deve ser cabalmente fundamentada e deve ter em conta os pareceres e as reservas das outras autoridades de resolução. A decisão deve ser comunicada à empresa-mãe na União pela autoridade de resolução a nível do grupo.
Se, no final do prazo relevante referido no n.º 5, uma das autoridades de resolução tiver submetido uma das questões referidas no n.º 9 do presente artigo à EBA nos termos do artigo 19.º do Regulamento (UE) n.º 1093/2010, a autoridade de resolução a nível do grupo deve adiar a sua decisão, enquanto aguarda que a EBA tome uma decisão nos termos do artigo 19.º, n.º 3, do referido regulamento, e deve adotar a sua decisão de acordo com a decisão da EBA. O prazo relevante referido no n.º 5 deve ser considerado o prazo de conciliação na aceção do referido regulamento. A EBA deve tomar a sua decisão no prazo de um mês, ou no prazo de uma semana, se a questão submetida à EBA estiver relacionada com um impedimento à resolubilidade devido a uma das situações referidas no artigo 141.º-A, n.º 2, da Diretiva 2013/36/UE. A questão não pode ser submetida à EBA após o termo do prazo relevante referido no n.º 5 ou depois de ter sido adotada uma decisão conjunta. Na falta de uma decisão da EBA, aplica-se a decisão da autoridade de resolução a nível do grupo.
7. Na falta de uma decisão conjunta, as autoridades de resolução das filiais devem adotar as suas próprias decisões sobre as medidas adequadas a adotar por cada filial nos termos do artigo 17.º, n.º 4. A decisão deve ser cabalmente fundamentada e deve ter em conta os pareceres e as reservas das outras autoridades de resolução. A decisão é comunicada à filial em causa e à autoridade de resolução a nível do grupo.
Se, no final do prazo relevante referido no n.º 5, uma autoridade de resolução tiver submetido uma das questões referidas no n.º 9 do presente artigo à EBA nos termos do artigo 19.º do Regulamento (UE) n.º 1093/2010, a autoridade de resolução da filial deve adiar a sua decisão, enquanto aguarda que a EBA tome uma decisão nos termos do artigo 19.º, n.º 3, do referido regulamento, e deve adotar a sua decisão de acordo com a decisão da EBA. O prazo relevante referido no n.º 5 deve ser considerado o prazo de conciliação na aceção do referido regulamento. A EBA deve tomar a sua decisão no prazo de um mês, ou no prazo de uma semana, se a questão submetida à EBA estiver relacionada com um impedimento à resolubilidade devido a uma infração aos artigos 45.º a 45.º-I. A questão não pode ser submetida à EBA após o termo do prazo relevante referido no n.º 5 ou depois de ter sido adotada uma decisão conjunta. Na falta de uma decisão da EBA, aplica-se a decisão da autoridade de resolução da filial.».
20. No artigo 32.º, n.º 1, a alínea b) passa a ter a seguinte redação:
Tendo em conta os prazos e outras circunstâncias relevantes, não existe nenhuma perspetiva razoável de que uma ação alternativa do setor privado, incluindo medidas tomadas por um SPI, ou uma ação de supervisão, incluindo medidas de intervenção precoce, de redução ou de conversão de instrumentos de capital relevantes ou passivos elegíveis, nos termos do artigo 59.º, n.º 2, realizadas em relação à instituição, impediriam a situação de insolvência da instituição num prazo razoável;».
20-A. É inserido o seguinte artigo 32.º-A:
«Artigo 32.º-AProcesso de insolvência em relação a instituições que não estão sujeitas a medidas de resolução
Os Estados-Membros devem assegurar que, na legislação nacional reguladora dos processos normais de insolvência, uma instituição que satisfaça todas as seguintes condições esteja sujeita a um processo normal de insolvência:
(a) Está em situação ou em risco de insolvência nos termos do artigo 32.º, n.º 1, alínea a); e
(b) Tendo em conta os prazos e outras circunstâncias relevantes, não existe nenhuma perspetiva razoável de que uma ação alternativa do setor privado realizada em relação à instituição, incluindo medidas tomadas por um SPI, ou uma ação de supervisão, incluindo medidas de intervenção precoce, de redução ou de conversão de instrumentos de capital relevantes, nos termos do artigo 59.º, n.º 2, impediriam a situação de insolvência da instituição num prazo razoável, na aceção do artigo 32.º, n.º 1, alínea b); e
(c) A autoridade de resolução determinou que a medida de resolução não é do interesse público nos termos do artigo 32.º, n.º 1, alínea b).»
21. No artigo 33.º, os n.ºs 2, 3 e 4 passam a ter a seguinte redação:
2. «Os Estados-Membros devem assegurar que as autoridades de resolução adotem uma medida de resolução em relação a uma entidade referida no artigo 1.º, n.º 1, alíneas c) ou d), quando essa entidade preencher as condições previstas no artigo 32.º, n.º 1.
3. Quando as instituições filiais de uma companhia financeira mista são direta ou indiretamente detidas por uma companhia financeira intermediária, o plano de resolução deve prever a identificação da companhia financeira intermediária como entidade de resolução, e os Estados-Membros devem garantir que as medidas de resolução para efeitos da resolução do grupo sejam tomadas em relação à companhia financeira intermediária. Os Estados-Membros devem assegurar que as autoridades de resolução não tomam medidas de resolução para efeitos da resolução do grupo em relação à companhia financeira mista.
4. Sem prejuízo do disposto no n.º 3 do presente artigo, e não obstante o facto de uma entidade referida no artigo 1.º, n.º 1, alíneas c) ou d), não cumprir as condições estabelecidas no artigo 32.º, n.º 1, as autoridades de resolução podem adotar medidas de resolução em relação a uma entidade referida no artigo 1.º, nº 1, alíneas c) ou d), quando estiverem preenchidas todas as condições seguintes:
(a) A entidade é uma entidade de resolução;
(b) Uma ou mais filiais dessa entidade que são instituições, mas não entidades de resolução, cumprem as condições estabelecidas no artigo 32.º, n.º 1;
(c) Os ativos e passivos dessas filiais são tão significativos que a sua insolvência ameaça o grupo de resolução no seu todo, e as medidas de resolução em relação à entidade referida no artigo 1.º, n.º 1, alíneas c) ou d), são necessárias para a resolução dessas filiais que são instituições ou para a resolução do grupo de resolução relevante no seu todo.».
21-A. É inserido o seguinte artigo 33.º-A:
Poderes para suspender determinadas obrigações
1. Os Estados-Membros devem assegurar que as autoridades de resolução, após consulta à autoridade competente, disponham de poderes para suspender obrigações de pagamento ou de entrega nos termos de um contrato em que uma instituição a que se refere o artigo 1.º, n.º 1, alíneas b), c) ou d), seja parte, sempre que estejam preenchidas as seguintes condições:
(a) Foi determinado que a instituição está em situação ou em risco de insolvência nos termos do artigo 32.º, n.º 1, alínea a);
(b) Não está imediatamente disponível qualquer ação alternativa do setor privado, na aceção do artigo 32.º, n.º 1, alínea b), que impeça a situação de insolvência da instituição;
(c) O exercício do poder de suspensão é simultaneamente:
(1) necessário a fim de evitar a maior deterioração das condições financeiras da instituição ou entidade referida no artigo 1.º, n.º 1, alíneas b), c), ou d); e
(2)(i) necessário para proceder à determinação prevista no artigo 32.º, n.º 1, alíneas b) e c); ou
(2)(ii) necessário para decidir sobre as medidas de resolução adequadas ou para garantir a aplicação efetiva de um ou mais instrumentos de resolução.
2. A duração da suspensão referida no n.º 1 não pode exceder o período mínimo de tempo que a autoridade de resolução considere necessário para efeitos dos motivos indicados nesse número e não pode, em caso algum, ser superior a dois dias úteis.
3. No termo do período de suspensão a que se refere o n.º 2, a suspensão será levantada.
4. Sempre que uma suspensão seja determinada em conformidade com o n.º 1 do presente artigo, o exercício do poder referido no artigo 69.º no que respeita à mesma entidade apenas se deve realizar, no mínimo, 10 dias úteis após o final da suspensão referida no n.º 1 do presente artigo.
5. Uma suspensão nos termos do n.º 1 do presente artigo não é aplicável às obrigações de pagamento e entrega devidas a sistemas ou operadores de sistemas designados em conformidade com a Diretiva 98/26/CE, às CCP e às CCP de países terceiros reconhecidas pela ESMA nos termos do artigo 25.º do Regulamento (UE) n.º 648/2012, nem aos bancos centrais.
6. Ao proceder à determinação relativa ao exercício de um poder previsto no presente artigo, a autoridade de resolução deve tomar uma decisão com base numa avaliação do impacto potencial do exercício desse poder no bom funcionamento dos mercados financeiros. A autoridade de resolução deve determinar o âmbito do poder de suspensão com base nas circunstâncias de cada caso. Em especial, a autoridade de resolução deve examinar cuidadosamente a conveniência de incluir os depósitos cobertos no âmbito do poder de suspensão.
7. Sempre que o poder para suspender obrigações de pagamento ou de entrega nos termos do presente artigo seja exercido em relação a depósitos cobertos, estes não devem ser considerados indisponíveis para efeitos do artigo 2.º, n.º 1, ponto 8, da Diretiva 2014/49/UE.
8. Os Estados-Membros podem prever que, sempre que o poder de suspender obrigações de pagamento ou de entrega for exercido em relação a depósitos cobertos, as autoridades de resolução autorizam os depositantes a levantar um montante diário de ajudas de custo adequado durante o período de suspensão.
9. Uma obrigação de pagamento ou de entrega que seria devida durante o período de suspensão é devida imediatamente após o termo desse período.
10. Se as obrigações de pagamento ou de entrega ao abrigo de um contrato forem suspensas nos termos do n.º 1, as obrigações de pagamento ou de entrega das contrapartes da entidade ao abrigo desse contrato ficam suspensas pelo mesmo período de tempo.
11. Para uma instituição ou entidade referida no artigo 1.º, n.º 1, alíneas b), c) ou d), em relação às quais o plano de resolução prevê que a instituição ou entidade deve ser liquidada ao abrigo dos processos normais de insolvência, os Estados-Membros podem manter ou adotar normas que excedam o âmbito de aplicação e a duração da suspensão dos poderes previstos no presente artigo. As condições estabelecidas no presente artigo no que respeita ao exercício do poder de suspensão não prejudicam as condições para tais normas nacionais de maior alcance.
22. No artigo 44.º, n.º 2, a alínea f) passa a ter a seguinte redação:
«f) Passivos com um prazo de vencimento restante inferior a sete dias, devidos a sistemas ou a operadores de sistemas designados nos termos da Diretiva 98/26/CE ou aos seus participantes, e decorrentes da participação nesses sistemas, ou a CCP de países terceiros reconhecidas pela ESMA;».
22-A. No artigo 44.º, são inseridos o n.º 2-A e o n.º 2-B seguintes:
«2-A. Os Estados-Membros devem proibir as instituições ou entidades referidas no artigo 1.º, n.º 1, alíneas b), c) ou d), de formular qualquer sugestão, comunicação ou alegação segundo a qual um passivo distinto dos enumerados no n.º 2, alíneas a) a g), do presente artigo escaparia aos poderes de redução ou de conversão. O incumprimento de tal proibição está sujeito à aplicação de sanções administrativas e outras medidas administrativas, nos termos dos artigos 110.º e 111.º.
2-B. Os Estados-Membros asseguram que, para efeitos da aplicação do artigo 25.º da Diretiva 2014/65/UE, os instrumentos de dívida a que se refere o artigo 108.º, n.º 2, são considerados complexos e que as disposições desta diretiva relativas a conflitos de interesses são rigorosamente aplicadas em relação à venda desses instrumentos aos clientes já existentes da instituição emitente. Os Estados-Membros asseguram que as empresas de investimento sejam consideradas como estando em situação de incumprimento relativamente às suas obrigações nos termos da Diretiva 2014/65/UE sempre que paguem ou recebam honorários ou comissões, ou concedam ou recebam qualquer benefício não pecuniário, ou sempre que não divulguem orientações de vendas internas específicas no contexto da comercialização de dívida da classe sénior não privilegiada a investidores não elegíveis como profissionais na aceção dessa diretiva.»
23. O artigo 45.º é substituído pelos seguintes artigos:
«Artigo 45.ºAplicação e cálculo do requisito mínimo de fundos próprios e passivos elegíveis
1. Os Estados-Membros devem assegurar que as instituições e as entidades referidas no artigo 1.º, n.º 1, alíneas b), c) e d), cumpram, permanentemente, um requisito de fundos próprios e passivos elegíveis estabelecido nos termos dos artigos 45.º a 45º-I.
2. O requisito referido no n.º 1 deve ser calculado em conformidade com o artigo 45.º-C, n.ºs 3 ou 4, conforme o caso, como montante de fundos próprios e de passivos elegíveis e expresso em percentagem:
(a) do montante total das posições em risco da entidade relevante referida no n.º 1, calculado em conformidade com o artigo 92.º, n.º 3, do Regulamento (UE) n.º 575/2013,
2-A. As instituições e entidades referidas no artigo 1.º, n.º 1, alíneas b), c) e d), podem satisfazer qualquer parte do requisito referido no n.º 1 do presente artigo com fundos próprios principais de nível 1, fundos próprios adicionais de nível 1 ou instrumentos de fundos próprios de nível 2.
2-B. Em derrogação do disposto no n.º 1 do presente artigo, as autoridades de resolução determinam um período de transição adequado para que uma instituição ou entidade referida no artigo 1.º, n.º 1, alíneas b), c) e d), cumpra os requisitos previstos nos artigos 45.º-F ou 45.º-G ou um requisito decorrente da aplicação do artigo 45.º-B, n.º 3, consoante o caso. O prazo para o cumprimento dos requisitos previstos nos artigos 45.º-F ou 45.º-G, ou um requisito decorrente da aplicação do artigo 45.º-B, n.º 3, é fixado em 1 de janeiro de 2024.
A autoridade de resolução determina uma meta intermédia para os requisitos previstos nos artigos 45.º-F ou 45.º-G, ou para um requisito decorrente da aplicação do artigo 45.º-B, n.º 3, consoante o caso. Uma instituição ou entidade referidas no artigo 1.º, n.º 1, alíneas b), c) e d), deve respeitar essa meta intermédia em 1 de janeiro de 2022. A meta intermédia deve assegurar um aumento linear dos passivos elegíveis e dos fundos próprios, tendo em vista o cumprimento desse requisito.
Artigo 45.º-AA isenção do requisito mínimo de fundos próprios e passivos elegíveis
1. Sem prejuízo do disposto no artigo 45.º, as autoridades de resolução devem dispensar da obrigação prevista no artigo 45.º, n.º 1, as instituições de crédito hipotecário financiadas por obrigações cobertas que, nos termos da legislação nacional, não estão autorizadas a receber depósitos se estiverem preenchidas todas as condições seguintes:
(a) Essas instituições serão liquidadas através de processos nacionais de insolvência ou de outros tipos de processo aplicados nos termos dos artigos 38.º, 40.º ou 42.º, previstos para essas instituições;
2. As instituições isentas do requisito estabelecido no artigo 45.º, n.º 1, não devem fazer parte da consolidação referida no artigo 45.º-F, n.º 1.
Artigo 45.º-BPassivos elegíveis para as entidades de resolução
1. Os passivos elegíveis só são incluídos no montante de fundos próprios e passivos elegíveis das entidades de resolução se preencherem as condições referidas nos seguintes artigos do Regulamento (UE) n.º 575/2013:
1-A. Em derrogação ao disposto no n.º 1, os passivos emitidos antes de... [data de entrada em vigor da presente diretiva] que não satisfaçam as condições estabelecidas no artigo 72.º-B, n.º 2, alíneas g) a o), do Regulamento (UE) n.º 575/2013, podem ser incluídos no montante de fundos próprios e de passivos elegíveis de entidades de resolução incluídas no MREL.
(b-A) A entidade tem demonstrado de forma satisfatória para a autoridade de resolução que o instrumento possui suficiente capacidade de absorção de perdas e pode ser facilmente usado para a recapitalização interna sem complexidade injustificada, tendo em conta os princípios da avaliação prudente previstos na presente diretiva e no Regulamento (UE) n.º 575/2013.
Os passivos referidos no primeiro parágrafo só são incluídos no montante de fundos próprios e passivos elegíveis na parte que corresponde ao montante referido na alínea a) do primeiro parágrafo.
3. Após consulta às autoridades competentes, as autoridades de resolução devem avaliar e decidir se, e em que medida, o requisito referido no artigo 45.º-F deve ser cumprido pelas entidades de resolução com instrumentos que preenchem todas as condições referidas no artigo 72.º-A do Regulamento (UE) n.º 575/2013, a fim de assegurar que a entidade de resolução possa ser resolvida de forma adequada para a consecução dos objetivos da resolução.
A decisão da autoridade de resolução adotada em conformidade com o presente número deve incluir fundamentos da decisão. Esses fundamentos devem ter por base os seguintes elementos:
(a) O facto de os passivos não subordinados referidos nos n.ºs 1 e 2 terem a mesma posição de prioridade, na hierarquia nacional de insolvências, que certos passivos excluídos da aplicação dos poderes de redução ou de conversão nos termos do artigo 44.º, n.º 2 ou n.º 3;
(b) O risco de que, em consequência de uma aplicação prevista dos poderes de redução e de conversão a passivos não subordinados que não estejam excluídos da aplicação dos poderes de redução ou de conversão nos termos do artigo 44.º, n.º 2 ou n.º 3, os credores de créditos decorrentes de tais passivos sofram perdas superiores às que teriam sofrido em caso de liquidação ao abrigo dos processos normais de insolvência.
O montante dos fundos próprios e passivos elegíveis exigido por uma decisão tomada ao abrigo do presente número e que deva ser alcançado com instrumentos que satisfaçam todas as condições referidas no artigo 72.º-A do Regulamento (UE) n.º 575/2013 não deve exceder o valor mais elevado entre:
(a) Um rácio baseado no risco de 18 %, que representa os fundos próprios e os passivos elegíveis da instituição expressos em percentagem do montante total das posições em risco calculado de acordo com o artigo 92.º, n.ºs 3 e 4 do referido regulamento;
(b) Um rácio não baseado no risco de 6,75 %, representando os fundos próprios e os passivos elegíveis da instituição expressos em percentagem da medida de exposição total referida no artigo 429.º, n.º 4, do referido regulamento,
sem prejuízo do disposto no artigo 72.º-B, n.ºs 3 e 4, do Regulamento (UE) n.º 575/2013 e das disposições transitórias especificadas no artigo 494.º desse regulamento.
Sob reserva do disposto no terceiro parágrafo, o montante dos fundos próprios e dos passivos elegíveis exigidos por uma decisão tomada ao abrigo do presente número deve ser suficiente para assegurar que os credores referidos na alínea b) do segundo parágrafo não sofram perdas acima do nível das perdas que teriam sofrido em caso de liquidação ao abrigo dos processos normais de insolvência.
4. A Comissão fica habilitada a adotar atos delegados, nos termos do artigo 115.º no que diz respeito a medidas para especificar mais pormenorizadamente as condições referidas no n.º 2, primeiro parágrafo, alínea a).
Artigo 45.º-CDeterminação do requisito mínimo de fundos próprios e passivos elegíveis
1. O requisito referido no artigo 45.º, n.º 1, de cada entidade é determinado pela autoridade de resolução, em cooperação com a autoridade competente, com base nos seguintes critérios:
(b) A necessidade de assegurar, nos casos pertinentes, que a entidade de resolução e as suas filiais que sejam instituições, mas não entidades de resolução, disponham de passivos elegíveis em quantidade suficiente para garantir que, caso o instrumento de recapitalização interna ou os poderes de redução e conversão lhes sejam aplicados, respetivamente, as perdas possam ser absorvidas e os rácios de fundos próprios totais e de alavancagem, sob a forma de fundos próprios principais de nível 1, das entidades em causa possam ser repostos no nível necessário para que estas possam continuar a satisfazer as condições de autorização e continuar a exercer as atividades para as quais foram autorizadas nos termos da Diretiva 2013/36/UE ou da Diretiva 2014/65/UE;
(c) A necessidade de assegurar que, se o plano de resolução previr que certas classes de passivos elegíveis podem ser excluídas da recapitalização interna nos termos do artigo 44.º, n.º 3, ou integralmente transferidas para um destinatário no quadro de uma transferência parcial, a entidade de resolução disponha de outros passivos elegíveis em quantidade suficiente para garantir que as perdas possam ser absorvidas e que os requisitos de fundos próprios ou, conforme o caso, o rácio de alavancagem sob a forma de fundos próprios principais de nível 1 da entidade de resolução possam ser repostos no nível necessário para que esta possa continuar a satisfazer as condições de autorização e continuar a exercer as atividades para as quais foi autorizada nos termos da Diretiva 2013/36/UE ou da Diretiva 2014/65/UE;
(f) A medida em que a situação de insolvência da entidade teria um efeito adverso na estabilidade financeira, nomeadamente por via da interligação da entidade com outras instituições ou entidades e com o resto do sistema financeiro através do contágio de outras instituições ou entidades.
A autoridade de resolução deve assegurar que o nível do requisito referido no artigo 45.º, n.º 1, seja proporcional às especificidades dos modelos de negócio e de financiamento da entidade de resolução, tendo em conta:
(i) a prevalência dos depósitos na estrutura de financiamento;
(ii) a falta de experiência na emissão de instrumentos de dívida devido ao acesso limitado aos mercados de capitais transfronteiriços e de grandes operações;
(iii) o facto de que a instituição assentará principalmente em instrumentos de fundos próprios principais de nível 1 e instrumentos de capital para satisfazer o requisito referido no artigo 45.º, n.º 1.
2. Se o plano de resolução previr que a medida de resolução deve ser tomada de acordo com o cenário de resolução relevante referido no artigo 10.º, n.º 3, o requisito referido no artigo 45.º, n.º 1, deve corresponder a um montante suficiente para assegurar que:
(a) As perdas que a entidade possa vir a sofrer sejam totalmente absorvidas («absorção de perdas»);
Se o plano de resolução previr que a entidade deve ser liquidada ao abrigo do processo normal de insolvência, o requisito referido no artigo 45.º, n.º 1, para essa entidade não deve exceder um montante suficiente para absorver as perdas, em conformidade com o primeiro parágrafo, alínea a).
2-A. As autoridades de resolução devem assegurar que o montante de absorção de perdas referido no n.º 1, alínea a), não seja automaticamente considerado superior ou igual ao nível efetivo dos fundos próprios da entidade.
3. Sem prejuízo do disposto no último parágrafo do presente número, para as entidades de resolução, a fim de determinar o montante referido no n.º 2 a autoridade de resolução deve calcular o valor mais elevado entre:
(i) do montante das perdas a serem absorvidas no âmbito da resolução, que corresponde aos requisitos referidos no artigo 92.º, n.º 1, alíneas a), b) e c), do Regulamento (UE) n.º 575/2013 e no artigo 104.º-A da Diretiva 2013/36/UE, da entidade de resolução ao nível do grupo de resolução em base consolidada, e
(ii) de um montante de recapitalização que permita ao grupo de resolução resultante da resolução restabelecer o cumprimento do seu requisito de rácio de fundos próprios totais referido no artigo 92.º, n.º 1, alínea c), do Regulamento (UE) n.º 575/2013 e o requisito referido no artigo 104.°-A da Diretiva 2013/36/UE, ao nível do grupo de resolução em base consolidada, após aplicação das medidas de resolução preferidas;
(i) do montante das perdas a serem absorvidas no âmbito da resolução, que corresponde ao requisito de rácio de alavancagem da entidade de resolução referido no artigo 92.º, n.º 1, alínea d), do Regulamento (UE) n.º 575/2013, ao nível do grupo de resolução em base consolidada; e
(ii) de um montante de recapitalização que permita ao grupo de resolução resultante da resolução restabelecer o cumprimento do seu requisito de rácio de alavancagem referido no artigo 92.º, n.º 1, alínea d), do Regulamento (UE) n.º 575/2013, ao nível do grupo de resolução em base consolidada, após aplicação das medidas de resolução preferidas;
Para efeitos da alínea a), subalínea ii), e da alínea b), subalínea ii), do primeiro parágrafo, o montante de recapitalização deve também ser complementado por um montante adicional que a autoridade de resolução considerar necessário para manter um nível suficiente de confiança do mercado após a resolução, tendo em conta o modelo de negócio, o modelo de financiamento e o perfil de risco da entidade de resolução.
O montante das reservas previstas no segundo parágrafo do presente número não deve exceder o montante do requisito combinado de reservas de fundos próprios referido no artigo 128.º, n.º 6, da Diretiva 2013/36/UE, excluindo o requisito referido na alínea a) desta disposição, a menos que seja necessário um nível mais elevado para assegurar que, na sequência da resolução, a entidade continue a cumprir as condições de autorização durante um período de tempo adequado, que não deve ser superior a um ano.
Para efeitos do artigo 45.º, n.º 2, alínea a), o requisito previsto no artigo 45.º, n.º 1, deve ser expresso em termos percentuais, como o montante calculado em conformidade com a alínea a) do presente número dividido pelo montante total das posições em risco.
Para efeitos do artigo 45.º, n.º 2, alínea b), o requisito previsto no artigo 45.º, n.º 1, deve ser expresso em termos percentuais, como o montante calculado em conformidade com a alínea b) do presente número dividido pela medida da exposição do rácio de alavancagem.
A autoridade de resolução deve determinar os montantes de recapitalização referidos nos parágrafos anteriores, em conformidade com as medidas de resolução previstas no plano de resolução e pode ajustar esses montantes de recapitalização de forma a refletirem adequadamente os riscos que afetam a resolubilidade decorrentes do modelo de negócio, do perfil de financiamento e do perfil de risco global do grupo de resolução.
3-A. Se a autoridade de resolução considerar que uma instituição, em caso de insolvência, deve ser liquidada ou submetida a um processo de insolvência, o requisito a que se refere o artigo 45.º, n.º 1, da presente diretiva não deve exceder os requisitos enunciados no artigo 92.º, n.º 1, alíneas a), b) e c), do Regulamento (UE) n.º 575/2013 e no artigo 104.º-A da Diretiva 2013/36/UE.
4. Sem prejuízo do disposto no último parágrafo do presente número, para as entidades que não sejam elas próprias entidades de resolução, a fim de determinar o montante referido no n.º 2, a autoridade de resolução deve calcular o valor mais elevado entre:
(i) do montante das perdas a serem absorvidas no âmbito da resolução, que corresponde aos requisitos referidos no artigo 92.º, n.º 1, alíneas a), b) e c), do Regulamento (UE) n.º 575/2013 e no artigo 104.º-A da Diretiva 2013/36/UE, da entidade, e
(ii) de um montante de recapitalização que permita à entidade restabelecer o cumprimento do seu requisito de rácio de fundos próprios totais referido no artigo 92.º, n.º 1, alínea c), do Regulamento (UE) n.º 575/2013 e o requisito referido no artigo 104.º-A da Diretiva 2013/36/UE, após exercício do poder de redução ou de conversão dos instrumentos de capital e dos passivos elegíveis relevantes, de acordo com o artigo 59.º da presente diretiva;
(i) do montante das perdas a serem absorvidas no âmbito da resolução, que corresponde ao requisito de rácio de alavancagem da entidade referido no artigo 92.º, n.º 1, alínea d), do Regulamento (UE) n.º 575/2013, e
(ii) de um montante de recapitalização que permita à entidade restabelecer o cumprimento do seu requisito de rácio de alavancagem referido no artigo 92.º, n.º 1, alínea d), do Regulamento (UE) n.º 575/2013, após exercício do poder de redução ou de conversão dos instrumentos de capital e dos passivos elegíveis relevantes, de acordo com o artigo 59.º da presente diretiva;
Para efeitos da alínea a), subalínea ii), e da alínea b), subalínea ii), do primeiro parágrafo, o montante de recapitalização deve também ser complementado por um montante adicional que a autoridade de resolução considerar necessário para manter um nível suficiente de confiança do mercado após a resolução, tendo em conta o modelo de negócio, o modelo de financiamento e o perfil de risco.
Para efeitos do artigo 45.º, n.º 2, alínea a), o requisito previsto no artigo 45.º, n.º 1, deve ser expresso em termos percentuais, como o montante calculado em conformidade com a alínea a) dividido pelo montante total das posições em risco.
Para efeitos do artigo 45.º, n.º 2, alínea b), o requisito previsto no artigo 45.º, n.º 1, deve ser expresso em termos percentuais, como o montante calculado em conformidade com a alínea b) dividido pela medida da exposição do rácio de alavancagem.
A autoridade de resolução deve determinar os montantes de recapitalização referidos nos parágrafos anteriores, em conformidade com as medidas de resolução previstas no plano de resolução e pode ajustar esses montantes de recapitalização de forma a refletirem adequadamente os riscos que afetam as necessidades de recapitalização decorrentes do modelo de negócio, do perfil de financiamento e do perfil de risco global da entidade.
5. Se a autoridade de resolução previr que certas classes de passivos elegíveis podem ser excluídas da recapitalização interna nos termos do artigo 44.º, n.º 3, ou integralmente transferidas para um destinatário no quadro de uma transferência parcial, o requisito referido no artigo 45.º, n.º 1, não deve exceder um montante suficiente para:
(a) Cobrir o montante de passivos excluídos identificados em conformidade com o artigo 44.º, n.º 3;
(b) Assegurar que as condições referidas no n.º 2 se encontram satisfeitas.
6. A decisão da autoridade de resolução de impor um requisito mínimo de fundos próprios e passivos elegíveis ao abrigo do presente artigo deve conter os fundamentos da decisão, incluindo uma avaliação completa dos elementos referidos nos n.ºs 2 a 5.
8. A EBA deve elaborar projetos de normas técnicas de regulamentação a fim de especificar mais pormenorizadamente os critérios referidos no n.º 1, com base nos quais deve ser determinado o requisito de fundos próprios e passivos elegíveis em conformidade com o disposto no presente artigo.
A EBA deve apresentar esses projetos de normas técnicas de regulamentação à Comissão até [1 mês após a entrada em vigor].
Artigo 45.º-DDeterminação do requisito mínimo de fundos próprios e passivos elegíveis para entidades de G-SII
1. O requisito referido no artigo 45.º, n.º 1, de uma entidade de resolução que seja uma G-SII ou faça parte de uma G-SII deve consistir no seguinte:
(a) Sem prejuízo do disposto no artigo 72.º-B, n.ºs 3 e 4, e das disposições transitórias especificadas no artigo 494.º do Regulamento (UE) n.º 575/2013, o valor mais elevado entre:
(i) Um rácio baseado no risco de 18 %, que representa os fundos próprios e os passivos elegíveis da instituição expressos em percentagem do montante total das posições em risco calculado de acordo com o artigo 92.º, n.ºs 3 e 4 do referido regulamento;
(ii) Um rácio não baseado no risco de 6,75 %, representando os fundos próprios e os passivos elegíveis da instituição expressos em percentagem da medida de exposição total referida no artigo 429.º, n.º 4, desse regulamento; e
(b) Qualquer requisito adicional de fundos próprios e passivos elegíveis determinado pela autoridade de resolução especificamente para a entidade, em conformidade com o n.º 2, que deve ser cumprido com passivos que satisfaçam as condições do artigo 45.°-B, n.ºs 1 e 2.
2. A autoridade de resolução só pode impor um requisito adicional de fundos próprios e passivos elegíveis referido no n.º 1, alínea b):
(b) Na medida em que o montante de fundos próprios e passivos elegíveis exigidos não exceda um nível que seja necessário para preencher as condições do artigo 45.º-C.
3. Se mais do que uma entidade G-SII pertencente à mesma G-SII da UE forem entidades de resolução, as autoridades de resolução em causa devem calcular o montante a que se refere o n.º 2,
(a) Para cada entidade de resolução;
(b) Para a entidade-mãe na União como se fosse a única entidade de resolução da G-SII da UE.
4. A decisão da autoridade de resolução de impor um requisito mínimo de fundos próprios e passivos elegíveis ao abrigo do n.º 1, alínea b), deve conter os fundamentos da decisão, incluindo uma avaliação completa dos elementos referidos no n.º 2.
Artigo 45.º-FAplicação do requisito mínimo de fundos próprios e passivos elegíveis às entidades de resolução
1. As entidades de resolução devem cumprir os requisitos estabelecidos nos artigos 45.º-C a 45.º-E em base consolidada ao nível do grupo de resolução.
2. O requisito referido no artigo 45.º, n.º 1, de uma entidade de resolução a nível do grupo de resolução em base consolidada é determinado em conformidade com o artigo 45.º-H, com base nos requisitos estabelecidos nos artigos 45.º-C a 45.º-E e no facto de as filiais do grupo em países terceiros deverem ou não ser resolvidas separadamente de acordo com o plano de resolução.
2-A. Relativamente aos grupos de resolução, tal como definidos no artigo 2.º, n.º 1, ponto 83-B), alínea b), a autoridade de resolução relevante deve decidir que entidades do grupo de resolução identificadas nos termos dessa disposição cumprem o requisito referido no artigo 45.º-C, n.º 3, a fim de garantir que o grupo de resolução, no seu conjunto, cumpre o requisito referido nos n.ºs 1 e 2 do presente artigo.
Artigo 45.º-GAplicação do requisito mínimo de fundos próprios e passivos elegíveis a entidades que não sejam, elas próprias, entidades de resolução
1. As instituições filiais de uma entidade de resolução que não sejam, elas próprias, entidades de resolução devem cumprir os requisitos estabelecidos no artigo 45.º-C ▌numa base individual. Uma autoridade de resolução pode, após consulta à autoridade competente, decidir aplicar o requisito estabelecido no presente artigo a uma entidade referida no artigo 1.º, n.º 1, alíneas b), c) ou d), que seja uma filial de uma entidade de resolução e não seja, ela própria, uma entidade de resolução.
O requisito referido no artigo 45.º, n.º 1, de uma entidade referida no primeiro parágrafo é determinado em conformidade com o artigo 45.º-H e com base nos requisitos estabelecidos no artigo 45.º-C ▌.
2. O requisito referido no artigo 45.º, n.º 1, das entidades referidas no primeiro parágrafo está sujeito às seguintes condições:
(a) A entidade de resolução cumpre o requisito consolidado referido no artigo 45.º-F;
(b) A soma de todos os requisitos a aplicar às filiais do grupo de resolução deve ser coberta pelo requisito consolidado referido no artigo 45.º-F, e não deve exceder esse requisito, a menos que se deva apenas aos efeitos da consolidação a nível do grupo de resolução em conformidade com o artigo 45.º-F, n.º 1;
(c) O requisito deve ser definido fixado entre 75 % a 90 % dos requisitos calculados em conformidade com o artigo 45.º, n.º 1 e não deve exceder a contribuição dessa filial para o requisito consolidado referido no artigo 45.º-F, n.º 1;
(d) Deve cumprir os critérios de elegibilidade previstos no n.º 3.
3. O requisito deve ser cumprido com um ou mais dos seguintes elementos:
(i) são emitidos e adquiridos pela entidade de resolução direta ou indiretamente através de outras entidades do mesmo grupo de resolução que adquiriu os passivos da entidade sujeita ao disposto no presente artigo, ou por um acionista existente que não faz parte do mesmo grupo de resolução, desde que o exercício do poder de redução ou de conversão previsto nos artigos 59.º a 62.º, não afete o controlo da filial pela entidade de resolução;
(ii) satisfazem os critérios de elegibilidade referidos no artigo 72.º-A, com exceção do artigo 72.º-B, n.º 2, alínea b), do Regulamento (UE) n.º 575/2013,
(iii) têm uma classificação nos processos normais de insolvência inferior aos passivos que não sejam elegíveis para os requisitos de fundos próprios emitidos e adquiridos por outras entidades que não a entidade de resolução,
(iv) estão sujeitos ao poder de redução ou de conversão em conformidade com os artigos 59.º a 62.º que seja coerente com a estratégia de resolução do grupo de resolução, nomeadamente na medida em que não afeta o controlo da filial pela entidade de resolução.
(b) Instrumentos de fundos próprios emitidos e adquiridos por outras entidades que não sejam a entidade de resolução quando o exercício do poder de redução ou de conversão em conformidade com os artigos 59.º a 62.º não afeta o controlo da filial pela entidade de resolução.
3-A. Em derrogação do n.º 3, alínea a), subalínea ii) do presente artigo, os passivos emitidos antes de... [data de entrada em vigor da presente diretiva] que não satisfaçam as condições estabelecidas no artigo 72.º-B, n.º 2, alíneas g) a o), do Regulamento (UE) n.º 575/2013, podem ser incluídos no montante de fundos próprios e de passivos elegíveis.
5. A autoridade de resolução de uma filial que não seja uma entidade de resolução pode dispensar totalmente essa filial da aplicação do presente artigo, caso:
(a) Tanto a filial como a entidade de resolução estejam sujeitas a autorização e supervisão pela mesma autoridade competente, ou ambas estejam situadas em Estados-Membros participantes, na aceção do Regulamento (UE) 1024/2013;
(b) A entidade de resolução cumpra numa base subconsolidada o requisito referido no artigo 45.º-F;
(c) Não exista nem esteja previsto nenhum impedimento material prático ou legal à rápida transferência de fundos próprios ou ao pronto reembolso de passivos pela entidade de resolução à filial relativamente à qual foi efetuada uma determinação em conformidade com o disposto no artigo 59.º, n.º 3, em especial, quando é adotada uma medida de resolução em relação à entidade de resolução;
(d) A entidade de resolução assegure, a contento da autoridade competente, a gestão prudente da filial e tenha declarado, com o consentimento da autoridade competente, que garante os compromissos assumidos pela filial ou que os riscos na filial não são significativos;
(e) Os procedimentos de avaliação, cálculo e controlo de riscos da entidade de resolução abranjam a filial;
(f) A entidade de resolução detenha mais de 50 % dos direitos de voto associados às ações detidas no capital da filial ou tenha o direito de nomear ou de destituir a maioria dos membros do órgão de administração da filial;
5-A. A autoridade de resolução de uma entidade do grupo de resolução que não seja uma entidade de resolução pode, após uma análise, dispensar parcial ou totalmente essa entidade da aplicação dos n.ºs 1 a 5, se estiverem preenchidas todas as condições seguintes:
(a) A entidade de resolução do grupo de resolução é o organismo central de uma rede ou de um grupo cooperativo;
(b) A entidade é uma instituição de crédito associada de modo permanente a esse organismo central;
(c) Os membros da rede estão sujeitos a um mecanismo de solidariedade interna legalmente estabelecido.
Artigo 45.º-HProcedimento para determinar o requisito
1. A autoridade de resolução da entidade de resolução, a autoridade de resolução a nível do grupo, caso seja diferente da primeira, e as autoridades de resolução responsáveis pelas filiais do grupo de resolução numa base individual fazem tudo o que estiver ao seu alcance para chegar a uma decisão conjunta sobre:
(a) O montante do requisito aplicado ao nível consolidado para cada entidade de resolução;
(b) O montante do requisito aplicado a cada uma das filiais da entidade de resolução a nível individual.
A decisão conjunta deve garantir o cumprimento do disposto nos artigos 45.º-F e 45.º-G, deve ser cabalmente fundamentada e ser fornecida:
(a) À entidade de resolução pela sua autoridade de resolução;
(b) Às filiais da entidade de resolução pelas respetivas autoridades de resolução;
(c) À empresa-mãe na União do grupo pela autoridade de resolução da entidade de resolução, caso essa empresa-mãe na União não seja ela própria uma entidade de resolução do mesmo grupo de resolução.
2. Se mais do que uma entidade G-SII pertencente à mesma G-SII da UE forem entidades de resolução, as autoridades de resolução referidas no primeiro parágrafo devem discutir e, se tal for adequado e coerente com a estratégia de resolução da G-II, chegar a acordo quanto à aplicação do artigo 72.º-E do Regulamento (UE) n.º 575/2013 e a qualquer ajustamento para minimizar ou eliminar a diferença entre a soma dos montantes referidos no artigo 45.º-D, n.º 3, alínea a), e no artigo 12.° do Regulamento (UE) n.º 575/2013 para entidades de resolução individuais e a soma dos montantes referidos no artigo 45.º-D, n.º 3, alínea b), e no artigo 12.° do Regulamento (UE) n.º 575/2013.
Esse ajustamento pode ser aplicado nas seguintes condições:
(a) O ajustamento pode ser aplicado em relação às diferenças no cálculo do montante total das posições em risco entre os Estados-Membros em causa, ajustando o nível do requisito;
(b) O ajustamento não deve ser aplicado para eliminar diferenças resultantes de posições em risco entre grupos de resolução.
A soma dos montantes referidos no artigo 45.º-D, n.° 3, alínea a), e no artigo 12.° do Regulamento (UE) n.º 575/2013 para entidades de resolução individuais não deve ser inferior à soma dos montantes referidos no artigo 45.º-D, n.º 3, alínea b), e no artigo 12.º do Regulamento (UE) n.º 575/2013.
3. Na falta dessa decisão conjunta no prazo de quatro meses, deve ser tomada uma decisão em conformidade com o disposto nos n.ºs 4 a 6.
4. Se uma decisão conjunta não for tomada num prazo de quatro meses devido a um desacordo em relação ao requisito consolidado, a autoridade de resolução da entidade de resolução deve tomar uma decisão sobre o requisito consolidado, após ter ponderado devidamente:
(a) As avaliações das filiais realizadas pelas autoridades de resolução relevantes;
(b) O parecer da autoridade de resolução a nível do grupo, caso seja diferente da autoridade de resolução da entidade de resolução.
Se, no final do prazo de quatro meses, uma das autoridades de resolução em causa tiver submetido a questão à EBA nos termos do artigo 19.º do Regulamento (UE) n.º 1093/2010, a autoridade de resolução da entidade de resolução deve adiar a sua decisão, enquanto aguarda que a EBA tome uma decisão nos termos do artigo 19.º, n.º 3, do referido regulamento, e deve adotar a sua decisão de acordo com a decisão da EBA.
A decisão da EBA deve ter em conta as alíneas a) e b) do primeiro parágrafo.
O prazo de quatro meses é considerado o prazo de conciliação na aceção desse regulamento. A EBA deve tomar a sua decisão no prazo de um mês.
A questão não pode ser submetida à EBA uma vez decorrido o prazo de quatro meses ou depois de adotada uma decisão conjunta.
Na falta de uma decisão da EBA no prazo de um mês, aplica-se a decisão da autoridade de resolução da entidade de resolução.
5. Se uma decisão conjunta não for tomada num prazo de quatro meses devido a um desacordo em relação ao nível do requisito a aplicar às filiais do grupo de resolução numa base individual, a decisão deve ser tomada pelas respetivas autoridades de resolução das filiais, quando estiverem preenchidas todas as condições seguintes:
(a) Os pareceres e as reservas expressos pela autoridade de resolução da entidade de resolução foram devidamente ponderados; e
(b) O parecer da autoridade de resolução a nível do grupo foi devidamente ponderado, caso esta autoridade seja diferente da autoridade de resolução da entidade de resolução;
(c) O cumprimento do artigo 45.º-G, n.º 2, foi avaliado.
Se, no final do prazo de quatro meses, a autoridade de resolução da entidade de resolução ou a entidade de resolução a nível do grupo tiver submetido a questão à EBA nos termos do artigo 19.° do Regulamento (UE) n.° 1093/2010, as autoridades de resolução responsáveis pelas filiais numa base individual devem adiar as suas decisões, enquanto aguardam que a EBA tome uma decisão nos termos do artigo 19.°, n.° 3, do referido regulamento, e devem adotar as suas decisões de acordo com a decisão da EBA. A decisão da EBA deve ter em conta as alíneas a), b) e c) do primeiro parágrafo.
Na falta de uma decisão da EBA no prazo de um mês, aplicam-se as decisões das autoridades de resolução das filiais.
As decisões conjuntas e as decisões tomadas na falta de uma decisão conjunta são regularmente reexaminadas e, se necessário, atualizadas.
6. Se uma decisão conjunta não for tomada num prazo de quatro meses devido a um desacordo em relação ao nível do requisito consolidado e ao nível do requisito a aplicar às filiais do grupo de resolução numa base individual, deve aplicar-se o seguinte:
(a) Deve ser tomada uma decisão sobre o requisito consolidado em conformidade com o n.º 4;
(b) Deve ser tomada uma decisão sobre o nível do requisito a aplicar às filiais do grupo de resolução numa base individual, em conformidade com o n.º 4, depois de:
(i) devidamente considerada a decisão referida na alínea a),
(ii) avaliada a conformidade com o artigo 45.º-G, n.º 2.
7. A decisão conjunta referida no n.º 1 e as decisões adotadas pelas autoridades de resolução referidas nos n.ºs 4, 5 e 6 na falta de uma decisão conjunta são vinculativas para as autoridades de resolução em questão.
8. As autoridades de resolução, em coordenação com as autoridades competentes, devem exigir que as entidades cumpram o requisito referido no artigo 45.º, n.º 1, e verificar o cumprimento desse requisito e tomar uma decisão nos termos do presente artigo paralelamente à elaboração e manutenção dos planos de resolução.
9. A autoridade de resolução da entidade de resolução deve informar a EBA do requisito mínimo de fundos próprios e de passivos elegíveis que tenha sido estabelecido:
(a) Ao nível do grupo de resolução em base consolidada;
(b) Ao nível das filiais do grupo de resolução numa base individual.
Artigo 45.º-IRelatórios de supervisão e divulgação pública do requisito
1. As entidades referidas no artigo 1.º, n.º 1, devem comunicar, mediante pedido e pelo menos uma vez por ano, às suas autoridades competentes e autoridades de resolução as seguintes informações:
(a) Os níveis de elementos disponíveis que preenchem as condições estabelecidas nos artigos 45.º-B ou 45.º-G, n.º 3, e os montantes de fundos próprios e passivos elegíveis expressos em conformidade com o artigo 45.º, n.º 2, após a aplicação das deduções em conformidade com os artigos 72.º-E a 72.º-J do Regulamento (UE) n.º 575/2013, bem como os níveis de passivos que não estão excluídos do âmbito de aplicação do artigo 44.º, nos termos do n.º 2 do referido artigo;
(b) A composição dos elementos referidos na alínea a), incluindo o seu perfil de vencimento e classificação nos processos normais de insolvência.
2. As entidades referidas no artigo 1.º, n.º 1, devem, pelo menos uma vez por ano, divulgar publicamente as seguintes informações:
(a) Os níveis de elementos disponíveis que preenchem as condições estabelecidas nos artigos 45.º-B ou 45.º-G, n.º 3;
2-A. Os n.ºs 1 e 2 do presente artigo não são aplicáveis a entidades que preencham as seguintes condições:
(a) Se a entidade for uma instituição, respeita um rácio de alavancagem de, pelo menos, 10 %, na aceção do Regulamento (UE) n.º 575/2013; e
(b) o plano de resolução prevê que a entidade deve ser liquidada ao abrigo do processo normal de insolvência.
3. A EBA deve elaborar projetos de normas técnicas de execução para especificar os formatos normalizados, os modelos e a frequência e os modelos para a apresentação dos relatórios de supervisão e a divulgação pública referidas nos n.ºs 1 e 2 do presente artigo.
A EBA deve apresentar esses projetos de normas técnicas de execução à Comissão até [12 meses após a data de entrada em vigor].
A Comissão fica habilitada a adotar as normas técnicas de execução a que se refere o primeiro parágrafo, nos termos do artigo 15.º do Regulamento (UE) n.º 1093/2010.
4. Os Estados-Membros devem aplicar o n.º 2, a partir de 1 de janeiro de 2025.
Artigo 45.º-JComunicação de informações à EBA
1. As autoridades de resolução, em coordenação com as autoridades competentes, devem informar a EBA do requisito mínimo de fundos próprios e passivos elegíveis que tenha sido estabelecido para cada instituição sob a sua jurisdição.
2. A EBA deve elaborar projetos de normas técnicas de execução para especificar os formatos normalizados, os modelos e as definições relativos às informações que as autoridades de resolução devem identificar e transmitir-lhe, em coordenação com as autoridades competentes, para efeitos do disposto no n.º 1.
A EBA deve apresentar esses projetos de normas técnicas de execução à Comissão até [12 meses após a data de entrada em vigor] ...(18)*.
Artigo 45.º-KIncumprimento do requisito mínimo de fundos próprios e passivos elegíveis
1. Qualquer incumprimento do requisito mínimo de fundos próprios e passivos elegíveis por parte de uma entidade deve ser resolvido pelas autoridades competentes com base, pelo menos, num dos seguintes elementos:
(a) Os poderes para reduzir ou eliminar os impedimentos à resolubilidade, nos termos dos artigos 17.º e 18.º;
(b) As medidas referidas no artigo 104.º da Diretiva 2013/36/CE;
(c) As medidas de intervenção precoce, nos termos do artigo 27.º;
(d) As sanções administrativas e outras medidas administrativas, nos termos dos artigos 110.º e 111.º;
1-A. As autoridades de resolução devem controlar trimestralmente o cumprimento do requisito mínimo para os fundos próprios e os passivos elegíveis e informar a autoridade competente de qualquer violação que ocorra ou outros eventos relevantes que possam afetar o cumprimento do requisito mínimo.
2. As autoridades de resolução e as autoridades competentes devem consultar-se mutuamente quando exercerem os respetivos poderes referidos no n.º 1, alíneas a) a d).
2-A. Em derrogação ao disposto no artigo 141.º-A, n-º 1, da Diretiva 2013/36/CE, não se considera que uma instituição não cumpre o requisito combinado de reserva de fundos próprios para efeitos do artigo 141.º dessa diretiva se preencher as condições do artigo 141.º-A, n. 2, alíneas a) e b), dessa diretiva, se o incumprimento desse requisito disser respeito apenas ao requisito mínimo para os fundos próprios e para os passivos elegíveis, tal como especificados nos artigos 45.º-C e 45.º-D da presente diretiva, e se o incumprimento desses requisitos não se prolongar por mais de 12 meses.
Artigo 45.º-LRelatórios
1. A EBA, em cooperação com as autoridades competentes e com as autoridades de resolução, deve apresentar à Comissão um relatório de avaliação que inclua, pelo menos, os seguintes elementos:
(a) A forma como o requisito de fundos próprios e passivos elegíveis foi aplicado a nível nacional e, nomeadamente, se existiram divergências nos níveis estabelecidos para entidades comparáveis nos Estados-Membros;
(b) A forma como as competências para exigir que as instituições cumpram o requisito através de instrumentos referidos no artigo 45.º-B, n.º 2, foram exercidas pelas autoridades de resolução, e se existiram divergências no exercício dessas competências entre os Estados-Membros.
2. O relatório referido no n.º 1 deve ter em conta o seguinte:
(a) O impacto do requisito mínimo e dos níveis harmonizados propostos do requisito mínimo:
(i) nos mercados financeiros em geral e nos mercados da dívida e dos derivados não garantidos em particular,
(ii) nos modelos de negócio e na estrutura do balanço das instituições, nomeadamente no perfil de financiamento e na estratégia de financiamento das instituições, e na estrutura jurídica e operacional dos grupos,
(iii) na rendibilidade das instituições, nomeadamente nos seus custos de financiamento,
(iv) na migração de posições em risco para entidades que não estejam sujeitas a supervisão prudencial,
(v) na inovação financeira,
(vi) na prevalência de instrumentos contratuais de recapitalização interna e na natureza e viabilidade comercial desses instrumentos,
(vii) no comportamento das instituições em matéria de assunção de riscos,
(viii) no nível de ativos onerados das instituições,
(ix) nas medidas tomadas pelas instituições para cumprirem os requisitos mínimos, nomeadamente até que ponto os requisitos mínimos foram cumpridos por desalavancagem de ativos, emissão de dívida a longo prazo e aumento de capital, e e
(x) no nível de crédito concedido pelas instituições de crédito, com particular destaque para a concessão de crédito às micro, pequenas e médias empresas, às autoridades locais, às administrações regionais e às entidades do setor público, e para o financiamento do comércio, incluindo a concessão de empréstimos no âmbito de regimes oficiais de seguro de crédito à exportação;
(b) A interação dos requisitos mínimos com os requisitos de fundos próprios, o rácio de alavancagem e os requisitos de liquidez previstos no Regulamento (UE) n.º 575/2013 e na Diretiva 2013/36/UE;
(c) A capacidade das instituições para mobilizarem de forma independente capital ou financiamento a partir dos mercados a fim de cumprirem os requisitos mínimos harmonizados propostos.
3. O relatório referido no n.º 1 deve abranger dois anos civis e deve ser comunicado à Comissão até 30 de setembro do ano civil seguinte ao último ano civil abrangido pelo relatório. "
23-A. Ao artigo 48.º é aditado o seguinte n.º 6-A:
«6-A. A fim de permitir a aplicação do instrumento de recapitalização interna e/ou os poderes de redução ou conversão sem violar o princípio geral estabelecido no artigo 34.º, n.º 1, alínea g), os Estados-Membros asseguram que na legislação nacional reguladora dos processos normais de insolvência os instrumentos de fundos próprios (instrumento de fundos próprios de nível 1, instrumentos adicionais de nível 1 e instrumentos de nível 2), em caso de insolvência, são classificados num nível inferior às restantes dívidas subordinadas que não são instrumentos de fundos próprios.»
24. O artigo 55.º passa a ter a seguinte redação:
«Artigo 55.ºReconhecimento contratual da recapitalização interna
1. Os Estados-Membros devem exigir que as instituições e as entidades referidas no artigo 1.º, n.º 1, alíneas b), c) e d), incluam uma cláusula contratual nos termos da qual o credor ou a parte no acordo ou no instrumento que cria o passivo reconhece que o mesmo pode ser objeto da aplicação dos poderes de redução e de conversão, e aceita ficar vinculado pela redução do montante de capital ou do montante em dívida, e pela conversão ou pela extinção decorrente do exercício desses poderes por uma autoridade de resolução, desde que o passivo cumpra todas as seguintes condições:
(a) O passivo não está excluído ao abrigo do artigo 44.º, n.º 2;
(b) O passivo não é um depósito referido no artigo 108.º, alínea a);
(c) O passivo é regido pelo direito de um país terceiro;
(d) O passivo é emitido ou contraído após a data em que um Estado-Membro aplica as disposições adotadas para transpor a presente secção.
1-A. O n.º 1 do presente artigo não é aplicável aos passivos de instituições ou entidades relativamente às quais o requisito nos termos do artigo 45.º, n.º 1, seja igual ao montante de absorção de perdas, tal como definido nos termos do artigo 45.º-C, n.º 2, alínea a), desde que os referidos passivos não sejam contabilizados para fins desse requisito.
2. O requisito referido no n.º 1 pode não ser aplicável se:
(a) Os passivos ou os instrumentos ▌podem ficar sujeitos aos poderes de redução e de conversão pela autoridade de resolução de um Estado-Membro ao abrigo do direito do país terceiro ou de uma convenção vinculativa celebrada com esse país terceiro; ou se estiverem preenchidas as duas condições seguintes:
(b) É impraticável, do ponto de vista legal▌ou de outro tipo uma instituição ou entidade referida no artigo 1.º, n.º 1, alíneas b), c) ou d), incluir essa cláusula contratual em determinados passivos; e
(c) A não aplicação do requisito referido no n.º 1 para esses passivos não impede a resolubilidade das instituições ou da entidade referidas no artigo 1.º, n.º 1, alíneas b), c) e d).
Os passivos referidos nas alíneas b) e c) não devem incluir ▌instrumentos de fundos próprios adicionais de nível 1 e instrumentos de fundos próprios de nível 2. Além disso, devem ter prioridade sobre os passivos que cumprem as condições estabelecidas no artigo 108.º, n.º 2, alíneas a), b) e c), e, caso sejam instrumentos de dívida, devem ser garantidos. A soma dos passivos sujeitos a isenção ao abrigo das alíneas b) e c) não deve exceder 15 % do total dos passivos que têm prioridade sobre os passivos que cumprem as condições estabelecidas no artigo 108.º, n.º 2, alíneas a), b) e c), e que preenchem as condições do n.º 1, alíneas a), b) e c), do mesmo artigo.
Os passivos que não incluam a cláusula contratual exigida nos termos do n.º 1, ou relativamente aos quais, em conformidade com as alíneas b) e c), não seja obrigatório incluir a cláusula contratual referida no n.º 1, não devem ser contabilizados para efeitos do requisito mínimo de fundos próprios e passivos elegíveis.
As autoridades de resolução controlam a utilização da isenção de reconhecimento contratual ao abrigo das alíneas b) e c) do primeiro parágrafo. Para tal, as autoridades de resolução devem ter o direito de inspecionar os contratos relativamente aos quais uma instituição ou uma entidade tenha determinado que as alíneas b) e c) do primeiro parágrafo são aplicáveis.
Caso as autoridades de resolução considerem que as condições para a isenção ao abrigo das alíneas b) e c) do primeiro parágrafo não se encontram preenchidas, podem enviar uma decisão à instituição ou entidade em causa e obrigá-la a alterar as respetivas políticas relativas à aplicação da isenção de reconhecimento contratual de recapitalização interna.
3. Os Estados-Membros devem assegurar que as autoridades de resolução possam exigir às instituições e entidades referidas no artigo 1.º, n.º 1, alíneas b), c) e d), que facultem às autoridades um parecer jurídico relativo ao caráter juridicamente vinculativo e à eficácia da cláusula contratual referida no n.º 1.
4. O facto de uma instituição ou uma entidade referida no artigo 1.º, n.º 1, alíneas b), c) ou d), não incluir nas disposições contratuais que regem um passivo relevante uma cláusula contratual como a que é exigida nos termos do n.º 1 não impede a autoridade de resolução de exercer os poderes de redução e de conversão em relação a esse passivo.
5. A EBA deve elaborar projetos de normas técnicas de regulamentação para determinar mais pormenorizadamente a lista de passivos aos quais se aplica a exclusão prevista no n.º 1 e o teor da cláusula contratual exigida nesse número, tendo em conta os diversos modelos de negócio das instituições.
A EBA apresenta esses projetos de normas técnicas de regulamentação à Comissão até ... [... um ano após a data de entrada em vigor da presente diretiva modificativa].
A Comissão fica habilitada a adotar as normas técnicas de regulamentação a que se refere o primeiro parágrafo nos termos dos artigos 10.° a 14.° do Regulamento (UE) n.º 1093/2010.
6. A EBA deve elaborar projetos de normas técnicas de regulamentação para especificar as condições em que seria impraticável, do ponto de vista legal▌ou de outro tipo, uma instituição ou entidade referida no artigo 1.º, n.º 1, alíneas b), c) ou d), incluir a cláusula contratual referida no n.º 1 em certos passivos, e em que a não aplicação do requisito a que se refere o n.º 1 não obsta à resolubilidade dessa instituição ou entidade.
A EBA deve apresentar esses projetos de normas técnicas de regulamentação à Comissão até ... [.... um ano após a data de entrada em vigor da presente diretiva modificativa].
6-A. A Comissão fica habilitada a adotar atos delegados nos termos do artigo 115.º relativamente à alteração da percentagem, especificada no segundo parágrafo do n.º 2 do presente artigo, da soma dos passivos sujeitos a isenção ao abrigo das alíneas b) e c) do primeiro parágrafo do n.º 2 do presente artigo.»
27. Nos títulos dos artigos 59.º e 60.º, é inserida a expressão «e de passivos elegíveis».
28. No artigo 59.º, o n.º 1 passa a ter a seguinte redação:
"1. O poder de redução ou de conversão dos instrumentos de capital e dos passivos elegíveis relevantes pode ser exercido:
(a) Independentemente de medidas de resolução; ou
(b) Em combinação com uma medida de resolução, desde que estejam satisfeitas as condições de resolução especificadas nos artigos 32.º e 33.º.
O poder de redução ou de conversão dos passivos elegíveis independentemente de medidas de resolução só pode ser exercido em relação a passivos elegíveis que preenchem as condições referidas no artigo 45.º-G, n.º 3, alínea a), com exceção da condição relativa ao prazo de vencimento restante dos passivos.».
29. No artigo 59.º, n.ºs 2 e 3, a expressão «instrumentos de capital» é substituída pela expressão «instrumentos de capital e passivos referidos no n.º 1».
30. No artigo 59.º, n.ºs 4 e 10, a expressão «instrumentos de capital» é substituída pela expressão «instrumentos de capital ou passivos referidos no n.º 1».
31. Ao artigo 60.º, n.º 1, é aditada a seguinte alínea d):
"(d) O montante de capital dos passivos elegíveis a que se refere o artigo 59.º, n.º 1, é reduzido e/ou convertido em instrumentos de fundos próprios principais de nível 1, na medida do necessário à consecução dos objetivos da resolução definidos no artigo 31.º ou na medida da capacidade dos passivos elegíveis relevantes, consoante o que for menor.».
32. No artigo 60.º, o n.º 2 passa a ter a seguinte redação:
"2. Caso o montante de capital de um instrumento de capital ou de um passivo elegível relevante seja reduzido:
(a) A redução do montante de capital é permanente, sob reserva de aumentos do valor nominal de acordo com o mecanismo de reembolso previsto no artigo 46.º, n.º 3;
(b) Não subsiste qualquer obrigação relativamente ao detentor do instrumento de capital e do passivo relevante a que se refere o artigo 59.º, n.º 1, no âmbito ou em relação com o montante do instrumento objeto de redução, com exceção das obrigações já vencidas, e de qualquer obrigação de indemnização que possa resultar de recurso interposto contra a legalidade do exercício do poder de redução;
(c) Não é paga qualquer compensação aos detentores dos instrumentos de capital e dos passivos relevantes a que se refere o artigo 59.º, n.º 1, para além das previstas nos termos do n.º 3.».
33. No artigo 60.º, n.º 3, a expressão «instrumentos de capital relevantes» é substituída pela expressão «instrumentos de capital e passivos relevantes referidos no artigo 59.º, n.º 1».
34. No artigo 69.º, n.º 4, a alínea b) passa a ter a seguinte redação:
Às obrigações de pagamento e entrega devidas a sistemas ou operadores de sistemas designados para efeitos da Diretiva 98/26/CE, a contrapartes centrais e contrapartes centrais de países terceiros reconhecidas pela ESMA nos termos do artigo 25.º do Regulamento (UE) n.º 648/2012 e a bancos centrais;».
35. No artigo 70.º, o n.º 2 passa a ter a seguinte redação:
«2. As autoridades de resolução não devem exercer o poder referido no n.º 1 em relação a uma garantia de sistemas ou operadores de sistemas designados para efeitos da Diretiva 98/26/CE, a contrapartes centrais e contrapartes centrais de países terceiros reconhecidas pela ESMA nos termos do artigo 25.º do Regulamento (UE) n.º 648/2012 e a bancos centrais sobre os ativos entregues a título de margem ou de garantia pela instituição objeto de resolução;».
36. No artigo 71.º, o n.º 3 passa a ter a seguinte redação:
«3. As suspensões nos termos dos n.ºs 1 ou 2 não são aplicáveis aos sistemas ou operadores de sistemas designados para efeitos da Diretiva 98/26/CE, às contrapartes centrais e contrapartes centrais de países terceiros reconhecidas pela ESMA nos termos do artigo 25.º do Regulamento (UE) n.º 648/2012 ou a bancos centrais.».
37. No artigo 88.º, a expressão «artigo 45.º» é substituída por «artigos 45.º a 45.º-I».
38. No artigo 88.º, n.º 1, o primeiro parágrafo passa a ter a seguinte redação:
«Sem prejuízo do disposto no artigo 89.°, as autoridades de resolução a nível do grupo devem estabelecer colégios de resolução para executar as tarefas referidas nos artigos 12.°, 13.°, 16.°, 18.°, 45.° a 45.º-I, 91.° e 92.°, e, se adequado, para garantir a cooperação e a coordenação com as autoridades de resolução de países terceiros.».
39. O artigo 89.° passa a ter a seguinte redação:
«Artigo 89.ºColégios de resolução europeus
1. Caso uma instituição ou uma empresa-mãe num país terceiro tenha filiais na União ou empresas-mãe na União estabelecidas em dois ou mais Estados-Membros, ou duas ou mais sucursais na União consideradas significativas por dois ou mais Estados-Membros, as autoridades de resolução dos Estados-Membros em que essas entidades estão estabelecidas ou em que essas sucursais consideradas significativas estão localizadas devem criar um único colégio de resolução europeu.
2. O colégio de resolução europeu referido no n.° 1 deve desempenhar as funções e executar as tarefas especificadas no artigo 88.° no que diz respeito às entidades referidas no n.° 1 e, na medida em que essas tarefas sejam relevantes, às sucursais.
As tarefas a executar pelo colégio de resolução europeu referido no n.° 2 devem incluir a fixação do requisito referido nos artigos 45.° a 45.°-I.
Ao fixarem o requisito referido nos artigos 45.° a 45.°-I, os membros do colégio de resolução europeu devem ter em consideração a estratégia de resolução global, se for caso disso, adotada pelas autoridades de países terceiros.
Se, em conformidade com a estratégia de resolução global, as filiais na União ou uma empresa-mãe na União e as suas instituições filiais não forem entidades de resolução e os membros do colégio de resolução europeu concordarem com esta estratégia, as filiais na União ou a empresa-mãe na União devem cumprir o requisito previsto no artigo 45.°-G, n.° 1, numa base consolidada através da emissão de instrumentos elegíveis a que se refere o artigo 45.°-G, n.° 3, alíneas a) e b), à entidade de resolução do país terceiro.
3. Quando uma única empresa-mãe da União detém todas as filiais na União de uma instituição de um país terceiro ou de uma empresa-mãe de um país terceiro, o colégio de resolução europeu é presidido pela autoridade de resolução do Estado-Membro em que a empresa-mãe na União está estabelecida.
Caso não se aplique o primeiro parágrafo, a autoridade de resolução de uma empresa-mãe na União ou uma filial na União detentora do mais elevado valor do total dos ativos patrimoniais deve presidir ao colégio de resolução europeu.
4. Os Estados-Membros podem, por mútuo acordo entre todas as partes relevantes, dispensar a exigência de criar um colégio de resolução europeu se outros grupos ou colégios desempenharem as mesmas funções e realizarem as mesmas tarefas especificadas no presente artigo e cumprirem todas as condições e procedimentos, incluindo os relativos à adesão e participação em colégios de resolução europeus, estabelecidos no presente artigo e no artigo 90.°. Nesse caso, todas as referências a colégios de resolução europeus na presente diretiva entendem-se também como sendo referências a esses outros grupos ou colégios.
5. Sob reserva dos n.ºs 3 e 4 do presente artigo, os colégios de resolução europeus funcionam nos termos do artigo 88.º.».
40. O artigo 110.º é alterado do seguinte modo:
(a) No n.º 1, o primeiro período passa a ter a seguinte redação:
«Sem prejuízo do direito que lhes assiste de preverem e aplicarem sanções penais, os Estados-Membros devem estabelecer regras em matéria de sanções e outras medidas administrativas aplicáveis em caso de infração às disposições nacionais adotadas em transposição da presente diretiva ou às disposições do Regulamento [relativo a um enquadramento para a recuperação e resolução das contrapartes centrais], e devem tomar todas as medidas necessárias para garantir que essas regras sejam aplicadas.»;
ʻ2. Os Estados-Membros devem assegurar que, sempre que as obrigações a que se refere o n.º 1 se aplicarem a instituições, a instituições financeiras ou a empresas-mãe na União, na aceção da presente diretiva, ou a CCP, membros compensadores de CCP ou empresas-mãe na aceção do Regulamento [relativo a um enquadramento para a recuperação e resolução das contrapartes centrais] ou, em caso de infração, possam ser aplicadas sanções administrativas, nas condições estabelecidas no direito nacional, aos membros do órgão de administração, na aceção da presente diretiva, ou aos membros do conselho de administração, na aceção do Regulamento [relativo a um enquadramento para a recuperação e resolução das contrapartes centrais], e a outras pessoas singulares que, ao abrigo do direito nacional, sejam responsáveis pela infração.»;
(c) No n.º 3, o primeiro período passa a ter a seguinte redação:
«Os poderes sancionatórios administrativos previstos na presente diretiva devem ser atribuídos às autoridades de resolução ou, se forem diferentes, às autoridades competentes, consoante o tipo de infração. »;
41. O artigo 111.º é alterado do seguinte modo:
(a) No n.º 1, as alíneas a), b) e c) passam a ter a seguinte redação:
Não elaboração, manutenção e atualização de planos de recuperação e planos de recuperação do grupo, em violação dos artigos 5.º ou 7.º da presente diretiva ou do artigo 9.º do Regulamento [relativo a um enquadramento para a recuperação e resolução das contrapartes centrais];
(b) Não notificação de uma intenção de prestar apoio financeiro intragrupo à autoridade competente, em violação do artigo 25.º da presente diretiva;
(c) Não transmissão de todas as informações necessárias ao desenvolvimento de planos de resolução, em violação do artigo 11.º da presente diretiva ou do artigo 14.º do Regulamento [relativo a um enquadramento para a recuperação e resolução das contrapartes centrais];
c-A) Formulação de sugestão, comunicação ou alegação de que um passivo distinto dos enumerados no artigo 44.º, n.º 2, alíneas a) a g), não está sujeito aos poderes de redução ou de conversão, violando assim o n.º 2-A do mesmo artigo;
(d) Não notificação da autoridade competente pelo órgão de administração de uma instituição ou de uma entidade referida no artigo 1.º, n.º 1, alíneas b), c) ou d), da presente diretiva ou pelo conselho de administração de uma CCP na aceção do Regulamento [relativo a um enquadramento para a recuperação e resolução das contrapartes centrais] de que a instituição ou entidade referida no artigo 1.º, n.º 1, alíneas b), c) ou d), da presente diretiva ou a CCP se encontra em situação ou em risco de insolvência, em violação do artigo 81.º da presente diretiva ou do artigo 68.º, n.º 1, do Regulamento [relativo a um enquadramento para a recuperação e resolução das contrapartes centrais].»;
(b) O n.º 2 é alterado do seguinte modo:
Uma declaração pública que identifique a pessoa singular, a instituição, a instituição financeira, a empresa-mãe na União, a CCP ou outra pessoa coletiva responsável, e a natureza da infração;»;
(ii) A alínea c) passa a ter a seguinte redação:
Uma proibição temporária de exercer funções em instituições ou entidades referidas no artigo 1.º, n.º 1, alíneas b), c) ou d), da presente diretiva ou nas CCP relativamente a qualquer membro do órgão de administração ou da direção de topo da instituição ou da entidade referida no artigo 1.º, n.º 1, alíneas b), c) ou d), da presente diretiva ou ao conselho de administração da CCP ou qualquer outra pessoa singular responsável por uma infração; »
42. O artigo 112.º é alterado do seguinte modo:
«Os Estados-Membros devem assegurar que as autoridades de resolução e as autoridades competentes publiquem no seu sítio Web oficial, pelo menos, as sanções administrativas por si impostas em caso de infração às disposições nacionais de transposição da presente diretiva ou às disposições estabelecidas no Regulamento [relativo a um enquadramento para a recuperação e resolução das contrapartes centrais], caso essas sanções não tenham sido objeto de recurso ou caso o direito de recurso tenha prescrito.»;
Caso a publicação possa, tanto quanto pode ser determinado, causar danos desproporcionados às instituições ou entidades referidas no artigo 1.º, n.º 1, alíneas b), c) ou d), da presente diretiva ou à CCP ou às pessoas singulares envolvidas.»;
(c) O n.º 4 é alterado do seguinte modo:
(i) O primeiro período passa a ter a seguinte redação:
«Até 3 de julho de 2016, a EBA deve apresentar à Comissão um relatório sobre a publicação, pelos Estados-Membros, de forma anonimizada nos termos do n.º 2, de sanções em caso de incumprimento das disposições nacionais adotadas em transposição da presente diretiva, especialmente caso se tenham verificado divergências significativas entre os Estados-Membros sobre a matéria.»;
«Até […], a ESMA deve apresentar à Comissão um relatório semelhante sobre a publicação de sanções em caso de incumprimento das disposições estabelecidas no Regulamento [relativo a um enquadramento para a recuperação e resolução das contrapartes centrais].».
43. O artigo 113.° passa a ter a seguinte redação:
«Artigo 113.ºManutenção de bases de dados centrais pela EBA e pela ESMA
1. Sob reserva dos requisitos de sigilo profissional referidos no artigo 84.º, as autoridades de resolução e as autoridades competentes devem enviar à EBA informações sobre todas as sanções administrativas por si impostas ao abrigo do artigo 111.º para as infrações às disposições nacionais adotadas em transposição da presente diretiva, e sobre a situação dos recursos e o respetivo resultado.
Sob reserva dos requisitos de sigilo profissional referidos no artigo 71.º do Regulamento [relativo a um enquadramento para a recuperação e resolução das contrapartes centrais], as autoridades de resolução e as autoridades competentes devem informar de igual forma a ESMA sobre as sanções administrativas impostas em caso infração ao referido regulamento.
2. A EBA e a ESMA devem manter bases de dados centrais das sanções que lhes são comunicadas exclusivamente para efeitos de intercâmbio de informações entre as autoridades de resolução, as quais só são acessíveis às autoridades de resolução e devem ser atualizadas com base nas informações fornecidas pelas autoridades de resolução.
3. A EBA e a ESMA devem manter bases de dados centrais das sanções que lhes são comunicadas exclusivamente para efeitos de intercâmbio de informações entre as autoridades competentes, as quais só são acessíveis às autoridades competentes e devem ser atualizadas com base nas informações fornecidas pelas autoridades competentes.
4. A EBA e a ESMA devem manter um sítio com ligações às publicações de sanções feitas pelas autoridades de resolução e pelas autoridades competentes ao abrigo do artigo 112.º, com a indicação do período para o qual os Estados-Membros publicam as sanções.».
Alteração da Diretiva 98/26/CE
O artigo 1.º é alterado do seguinte modo:
(a) É inserida a seguinte alínea:
«(a-A) Um sistema de um país terceiro, tal como definido no artigo 2.º, alínea m-A), regulado pela legislação de um país que não um Estado-Membro;»
(b) A alínea b) passa a ter a seguinte redação:
«(b) Qualquer participante nesse sistema;»
No artigo 2.º, a alínea c) passa a ter a seguinte redação:
«c) «Contraparte central» ou «CCP»: uma CCP na aceção do artigo 2.º, ponto 1, do Regulamento (CE) n.º 648/2012;».
No artigo 2.º, a alínea f) passa a ter a seguinte redação:
(f) «Participante»: uma instituição, uma contraparte central, um agente de liquidação, uma câmara de compensação, um operador de um sistema ou um membro compensador de uma CCP autorizada nos termos do artigo 17.º do Regulamento (UE) n.º 648/2012;».
No artigo 2.º, é aditada a seguinte alínea:
«(m-A) «Sistema de um país terceiro»: um sistema instituído num país que não um Estado-Membro e que satisfaz as condições estabelecidas no artigo 10.º, n.º 2-A.»
Ao artigo 10.º é aditado o seguinte n.º 2-A:
«Um sistema de um país terceiro e o respetivo operador do sistema devem ser incluídos no âmbito de aplicação da presente diretiva ao abrigo do n.º 1, sempre que todas as condições seguintes se encontrem preenchidas:
(a) Pelo menos um dos participantes diretos, efetivo ou potencial, no sistema de um país terceiro tem a sua sede na União;
(b) No caso de um sistema de um país terceiro para a liquidação e a compensação de instrumentos financeiros, a ESMA estiver satisfeita quanto à adequação das regras do sistema desse país terceiro
(c) No caso de um sistema de um país terceiro para o processamento de pagamentos, tenha sido criado um mecanismo de supervisão cooperativo entre o banco central da União de emissão de cada moeda da União processada nesse sistema e as autoridades competentes responsáveis pela supervisão desse sistema no país terceiro em causa.
O banco central emitente deve notificar a ESMA do mecanismo de supervisão a que se refere a presente alínea.
A ESMA deve publicar no seu sítio Internet uma lista dos sistemas de um país terceiro incluídos no âmbito de aplicação da presente diretiva.»
Alteração da Diretiva 2002/47/CE
A Diretiva 2002/47/CE é alterada do seguinte modo:
No artigo 1.º, o n.º 6 passa a ter a seguinte redação:
‘6. Os artigos 4.º a 7.º da presente diretiva não são aplicáveis a qualquer restrição da execução de acordos de garantia financeira, nem a qualquer restrição dos efeitos de cláusulas de acordos de garantia financeira com constituição de penhor, de compensação com vencimento antecipado ou de compensação recíproca impostas em virtude do título IV, capítulo V ou VI, da Diretiva 2014/59/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, ou do título V, capítulo IV, do Regulamento (UE) [relativo a um enquadramento para a recuperação e resolução das contrapartes centrais], nem a qualquer restrição imposta por poderes análogos previstos na legislação de um Estado-Membro para facilitar a resolução ordenada de qualquer entidade referida no n.º 2, alínea c), subalínea iv), que seja objeto de salvaguardas pelo menos equivalentes às estabelecidas no título IV, capítulo VII, da Diretiva 2014/59/UE e no título V, capítulo V, do Regulamento (UE) [relativo a um enquadramento para a recuperação e resolução das contrapartes centrais].»
O artigo 9.º-A passa a ter a seguinte redação:
Diretivas 2008/48/CE e 2014/59/UE e Regulamento (UE) [relativo a um enquadramento para a recuperação e resolução das contrapartes centrais]
A presente diretiva aplica-se sem prejuízo das Diretivas 2008/48/CE e 2014/59/UE e do Regulamento (UE) [relativo a um enquadramento para a recuperação e resolução das contrapartes centrais].»
Alteração da Diretiva 2004/25/CE
No artigo 4.º, o n.º 5 passa a ter a seguinte redação:
"5. Os Estados-Membros devem assegurar que o artigo 5.º, n.º 1, da presente diretiva não se aplique em caso de recurso aos instrumentos, poderes e mecanismos de resolução previstos no título IV da Diretiva 2014/59/UE do Parlamento Europeu e do Conselho ou no título V do Regulamento (UE) [relativo a um enquadramento para a recuperação e resolução das contrapartes centrais].».
Alteração da Diretiva 2005/56/CE
No artigo 3.º, o n.º 4 passa a ter a seguinte redação:
"4. Os Estados-Membros devem assegurar que a presente diretiva não se aplique à empresa ou às empresas que sejam objeto da aplicação dos instrumentos, poderes e mecanismos de resolução previstos no título IV da Diretiva 2014/59/UE do Parlamento Europeu e do Conselho ou no título V do Regulamento (UE) [relativo a um enquadramento para a recuperação e resolução das contrapartes centrais].».
Alteração da Diretiva 2007/36/CE
A Diretiva 2007/36/UE é alterada do seguinte modo:
(a) No artigo 1.º, o n.º 4 passa a ter a seguinte redação:
«4. Os Estados-Membros devem assegurar que a presente diretiva não é aplicável em caso de recurso aos instrumentos, poderes e mecanismos de resolução previstos no título IV da Diretiva 2014/59/UE do Parlamento Europeu e do Conselho ou no título V do Regulamento (UE) [relativo a um enquadramento para a recuperação e resolução das contrapartes centrais].».
(b) No artigo 5.º, o n.º 5 passa a ter a seguinte redação:
«5. Os Estados-Membros asseguram que, para efeitos da Diretiva 2014/59/UE e do Regulamento (UE) [relativo a um enquadramento para a recuperação e resolução das contrapartes centrais], a assembleia geral possa, por maioria de dois terços dos votos validamente expressos, convocar uma assembleia geral ou alterar os estatutos para estabelecer que seja convocada uma assembleia geral, num prazo mais curto do que o previsto no n.º 1 do presente artigo, para determinar um aumento de capital, desde que essa assembleia seja realizada mais de dez dias após a data da convocatória, que estejam preenchidas as condições previstas nos artigos 27.° ou 29.° da Diretiva 2014/59/UE ou no artigo 19.º do Regulamento (UE) [relativo a um enquadramento para a recuperação e resolução das contrapartes centrais], e que o aumento de capital seja necessário para evitar as condições para resolução previstas nos artigos 32.º e 33.º da Diretiva 2014/59/UE ou no artigo 22.º do Regulamento (UE) [relativo a um enquadramento para a recuperação e resolução das contrapartes centrais].».
Alteração da Diretiva 2011/35/UE
No artigo 1.º, o n.º 4 passa a ter a seguinte redação:
«4. Os Estados-Membros devem assegurar que a presente diretiva não seja aplicável à empresa ou empresas que sejam objeto da aplicação dos instrumentos, poderes e mecanismos de resolução previstos no título IV da Diretiva 2014/59/UE do Parlamento Europeu e do Conselho ou no título V do Regulamento (UE) [relativo a um enquadramento para a recuperação e resolução das contrapartes centrais].».
Alteração da Diretiva 2012/30/UE
No artigo 45.º, o n.º 4 passa a ter a seguinte redação:
«4. Os Estados-Membros devem assegurar que o artigo 10.º, o artigo 19.º, n.º 1, o artigo 29.º, n.ºs 1, 2 e 3, o artigo 31.º, n.º 2, primeiro parágrafo, e os artigos 33.º a 36.º, 40.º, 41.º e 42.º da presente diretiva não sejam aplicáveis em caso de recurso aos instrumentos, poderes e mecanismos de resolução previstos no título IV da Diretiva 2014/59/UE do Parlamento Europeu e do Conselho ou no título V do Regulamento (UE) [relativo a um enquadramento para a recuperação e resolução das contrapartes centrais].».
Artigo 9.ºTransposição
1. Os Estados-Membros devem adotar e publicar, até [data 12 meses após a data de entrada em vigor], as disposições legislativas, regulamentares e administrativas necessárias para dar cumprimento à presente diretiva. Os Estados-Membros devem comunicar imediatamente à Comissão o texto das referidas disposições.
Os Estados-Membros devem aplicar essas disposições a partir de [data – 6 meses a contar da data de transposição].
2. Quando os Estados-Membros adotarem as disposições referidas no n.º 1, estas devem incluir uma referência à presente diretiva ou ser acompanhadas dessa referência aquando da sua publicação oficial. As modalidades da referência são estabelecidas pelos Estados-Membros.
3. Os Estados-Membros devem comunicar à Comissão e à EBA o texto das principais disposições de direito interno que adotarem nas matérias abrangidas pela presente diretiva.
O artigo 1.º, n.ºs 1, 40, 41, 42 e 43, e os artigos 2.º, 3.º, 4.º, 5.º, 6.º, 7.º e 8.º entram em vigor em [data em que o Regulamento [relativo a um enquadramento para a recuperação e resolução das contrapartes centrais] entra em vigor].
Artigo 11.ºDestinatários
Comunicação da Comissão ao Parlamento Europeu, ao Conselho, ao Banco Central Europeu, ao Comité Económico e Social Europeu e ao Comité das Regiões, «Rumo à conclusão da União Bancária», de 24.11.2015, COM(2015) 587 final.
Regulamento (UE) n.º 1093/2010 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 24 de novembro de 2010, que cria uma Autoridade Europeia de Supervisão (Autoridade Bancária Europeia), altera a Decisão n.º 716/2009/CE e revoga a Decisão 2009/78/CE da Comissão, JO L 331 de 15.12.2010, p. 12.
Diretiva 98/26/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 19 de maio de 1998, relativa ao caráter definitivo da liquidação nos sistemas de pagamentos e de liquidação de valores mobiliários (JO L 166 de 11.6.1998, p. 45).
Regulamento (UE) n.º 648/2012 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 4 de julho de 2012, relativo aos derivados do mercado de balcão, às contrapartes centrais e aos repositórios de transações, JO L 201 de 27.7.2012, p. 1.
Diretiva 2004/25/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 21 de abril de 2004, relativa às ofertas públicas de aquisição (JO L 142 de 30.4.2004, p. 12).
Diretiva 2007/36/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 11 de julho de 2007, relativa ao exercício de certos direitos dos acionistas de sociedades cotadas (JO L 184 de 14.7.2007, p. 17).
* JO, inserir a data: 12 meses após a data de entrada em vigor da presente diretiva.
Capacidade de absorção de perdas e de recapitalização das instituições de crédito e das empresas de investimento e alteração das diretivas 98/26/CE, 2002/47/CE, 2012/30/UE, 2011/35/UE, 2005/56/CE, 2004/25/CE e 2007/36/CE

References: artigo 294
 artigo 114
 artigo 114
 artigo 104
 artigo 45
 artigo 5

Artigo 1
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 artigo 14
 artigo 2
 artigo 4
 artigo 2
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 artigo 45
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 artigo 16
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 artigo 128
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 artigo 16
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 artigo 25
 artigo 141
 artigo 141
 artigo 141
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 artigo 17
 artigo 19
 artigo 19
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 artigo 17
 artigo 19
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 artigo 59
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 artigo 33
 artigo 1
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 artigo 32
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 artigo 25
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 artigo 44
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Artigo 45
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Artigo 45
 artigo 72
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 artigo 72
 artigo 44
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 artigo 72
 artigo 92
 artigo 429
 artigo 72
 artigo 494
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Artigo 45
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 artigo 92
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Artigo 45
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Artigo 45
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 artigo 27
 artigo 141
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Artigo 45
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 artigo 48
 artigo 34
 artigo 55
 artigo 1
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 artigo 108
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 artigo 1
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 artigo 115
 artigo 59
 artigo 45
 artigo 59
 artigo 59
 artigo 60
 artigo 59
 artigo 31
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 artigo 46
 artigo 59
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 artigo 59
 artigo 69
 artigo 25
 artigo 70
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 artigo 71
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 artigo 88
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 artigo 89
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 artigo 45
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 artigo 110
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 artigo 11
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 artigo 44
 artigo 1
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 artigo 112
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 artigo 10
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 artigo 1
 artigo 5
 artigo 19
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 artigo 10
 artigo 19
 artigo 29
 artigo 31

Artigo 9
 artigo 1

Artigo 11