Source: http://sindromepospolio.blogspot.com/2013/04/
Timestamp: 2017-11-18 02:39:28+00:00

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SINDROME POS POLIO- SPP-paulocadaval@gmail.com: 04/01/2013 - 05/01/2013
Postado por PAULO CADAVAL às terça-feira, abril 30, 2013
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Postado por PAULO CADAVAL às segunda-feira, abril 29, 2013
Postado por PAULO CADAVAL às quinta-feira, abril 25, 2013
CONVITE EVENTO SÍNDROME PÓS POLIO EM SÃO PAULO
Qua, 24 de Abr de 2013 8:56 am
Fórum Síndrome Pós Poliomielite
Doenças Raras acometem pessoas em todo o mundo, todos os anos, no próximo dia 27 de abril um grupo vai se reunir para apresentar uma destas doenças desconhecidas.
A Síndrome Pós-Pólio representa um conjunto de sintomas resultantes dos efeitos tardios da Poliomielite. Cerca de 70% das pessoas que ficaram com sequelas da paralisia infantil, passam a apresentar, depois de décadas de estabilidade física e funcional, novas atrofias musculares, dores, intolerância ao frio, fadiga, ansiedade e depressão, entre outros sintomas de degeneração neuromuscular.
Trata-se de uma condição de saúde ainda pouco conhecida pela Medicina e pelos próprios pacientes A ABRASPP se constituiu como uma entidade sem fins lucrativos, composta por pessoas que desejam difundir os conhecimentos sobre a doença e buscar melhor qualidade de vida para os sobreviventes da Pólio, através de aconselhamento e de terapias adequadas.
Convite aberto ao público em geral. Entrada gratuita.
Dia 27/04/2013 das 9 horas as 14:00
Câmara Municipal de São Paulo Viaduto Jacareí , 100
Primeiro andar - Bela Vista São Paulo –Próximo Metro Anhangabaú – Local com acessibilidade
9h – Abertura ABRASPP ,Dr MARCO AURELIO CUNHA ,SECRETARIA MUNICIPAL DA PESSOA COM DEFICIECIA E MOBILIDADE REDUZIDA ,CONSELHO ESTADUAL DE FISIOTERAPIA , NUCLEO I CONSELHO ESTADUAL PARA ASSUNTO DAS PESSOA COM DEFICIENCIA.
A partir das 9:30 Fórum com palestrantes da área cientifica
*Mestre Ft. Abrahão Augusto Juviniano Quadros Fisioterapeuta que defendeu a tese da SPP
*(Mestre Ft. Tatiana Mesquita e Silva Fisioterapeuta que defendeu tese sobre o tratamento de Hidroginástica em pacientes com SPP,
Informações estudandoraras@hotmail.com
Postado por PAULO CADAVAL às quarta-feira, abril 24, 2013
Câmara não possui acessibilidade para deficientes
Reunião na Assembleia Legislativa prevê revisão da lei de acessibilidade
Isis Colissi | Diário de Viamão
A Câmara de Vereadores de Viamão não possui acessibilidade para deficientes físicos no espaço interno, além de não possuir intérprete de libras nas sessões e não disponibilizar áudio no site. O mestre em educação, Jorge Amaro, esteve em uma reunião na Assembleia Legislativa (AL), na última quarta-feira (10), juntamente com o deputado estadual Jeferson Fernandes (PT), representantes do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Coepede), representantes da Assessoria de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência da Secretaria da Justiça e dos Direitos Humanos (SJDH), para discutir e planejar uma possível revisão da legislação dos direitos dos deficientes.
O viamonense Amaro, fala que a iniciativa em adequar e atualizar a legislação surgiu a partir da dificuldade de acessibilidade, encontrada por muitos cadeirantes e demais deficientes, em órgãos públicos e demais empresas. "Criamos um grupo dentro da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa para discutir as políticas de direitos dos deficientes e instituir uma revisão e atualização da legislação, pois muitos órgãos públicos desrespeitam o acesso de deficientes. Em Viamão, por exemplo, a Câmara de Vereadores está quase totalmente irregular, nada é acessível", destaca.
Conforme Amaro, a Câmara de Vereadores deveria se adequar a legislação federal e a prefeitura tem a obrigação de fiscalizar isso. "Está faltando na Câmara rampas mais adequadas para o acesso de cadeirantes, as sessões deveriam ser disponibilizadas no site em áudio e falta também um intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras) na sessão. Além disso, o púlpito é muito alto, tem gabinetes de vereadores com degraus e não tem espaço para cadeirante", observa.
Amaro diz ainda que a prefeitura deveria fiscalizar essas irregularidades e criar adaptações para deficientes terem acesso. "A prefeitura não poderia liberar o alvará da Câmara sem fazer ajustes de acessibilidade no prédio. Os vereadores também deveriam observar isso", reflete.
De acordo com o capítulo dois, artigo quinto do decreto federal n° 5296/2004, os órgãos de administração pública direta, indireta, as empresas prestadoras de serviços públicos e as instituições financeiras devem dispensar atendimento prioritário às pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. O artigo sexto prevê serviços de atendimento para pessoas com deficiência auditiva, prestado por intérpretes ou pessoas capacitadas em Libras. O artigo oitavo prevê a eliminação de qualquer barreira ou entrave que limite ou impeça o acesso.
A Comunicação da prefeitura informou que os prédios novos possuem acessibilidade, porém os antigos, a prefeitura tentou ajustar criando rampa de acesso, como no caso da Câmara. Ao indagar sobre os espaços internos que não possuem acessibilidade, a Comunicação diz que a prefeitura não pode fazer muita coisa para se adaptar, porém irá analisar o espaço interno da Câmara.
Pessoa com deficiência deve ter acesso a concurso
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, afirmou, em resposta à petição da Advocacia-Geral da União, que deve ser assegurado o acesso da pessoa com deficiência ao concurso público da Polícia Federal. A AGU pediu esclarecimentos sobre decisão expedida no Recurso Extraordinário 676.335 sobre a possibilidade de reserva de vagas para pessoas com deficiência no concurso. O posicionamento foi ao encontro da tese apresentada pelos advogados da União de que as funções exercidas exigem atividades incompatíveis com alguns tipos de limitação.
No entanto, a ministra destacou que os candidatos precisam observar as instruções da Lei 8.112/1990 no trecho que afirma que "às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o direito de se inscrever em concurso público para provimento de cargo cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência de que são portadoras".
No posicionamento apresentado, Cármen Lúcia defendeu que as exclusões de candidatos inabilitados deverão, todavia, estar pautadas pelos princípios do concurso público, da legalidade, da igualdade e da impessoalidade, visando, também, assegurar a eficácia da prestação do serviço público e do interesse social.
Cármen Lúcia também informou que é certo que os cargos oferecidos pela Polícia Federal não podem ser desempenhados por portadores de limitação física ou psicológica que não disponham das condições necessárias ao pleno desempenho das funções para as quais concorrem. Segundo o esclarecimento, dependendo da natureza e da intensidade da limitação apresentada pelo pretenso candidato, poderá haver comprometimento das atividades a serem desempenhadas, próprias do cargo, o que impede que ele seja admitido ou aprovado na seleção pública.
A resposta destacou que cabe à Administração Pública avaliar e resolver as questões do concurso, analisar, seguindo critérios objetivos previstos em lei e reproduzidos no edital, as limitações físicas ou psicológicas das pessoas com deficiência que efetivamente comprometem o desempenho.
Em 2012, a Polícia Federal abriu concurso para os cargos de escrivão, perito criminal e delegado. A Procuradoria-Geral da República, então, entrou com uma ação (Reclamação 14.145) pedindo a suspensão do concurso e o lançamento de novo edital com reserva de vagas a portadores de necessidades especiais. Segundo a Procuradoria, o certame contrariava decisão do STF no Recurso Extraordinário 676.335, analisado pela ministra Cármen Lúcia, que teria assentado a obrigatoriedade da destinação de vagas em concursos públicos às pessoas com deficiência, nos termos do artigo 37, inciso VIII, da Constituição.
Em decisão liminar, o então presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Carlos Ayres Britto, determinou a suspensão do certame, determinando que fosse cumprido o posicionamento estabelecido pela ministra Cármen Lúcia no Recurso Extraordinário 676.335.
Diante disso, a Advocacia-Geral da União solicitou esclarecimentos da ministra sobre a decisão no Recurso Extraordinário a fim de saber se ele abrangia qualquer concurso público ou se foi uma decisão para o caso específico. Após serem respondidos os questionamentos, a AGU desistiu de dar continuidade ao caso, já que estavam sanadas as preocupações sobre habilitação para o cargo.
O caso foi acompanhado pela Secretaria-Geral de Contencioso da AGU, órgão responsável pelo assessoramento do Advogado-Geral da União nas atividades relacionadas à atuação da União perante o STF. Com informações da Assessoria de Imprensa da AGU.
Congresso terá de reformar norma da Loas, que limitou os valores
O Supremo Tribunal Federal decidiu, nesta quinta-feira, por maioria de seis votos, que a concessão do benefício de um salário mínimo mensal a deficientes ou idosos que tenham provado a condição de miserabilidade, previsto na Constituição (artigo 203), deve prevalecer em face da Lei Orgânica da Previdência Social (Loas), que limitou tal prestação aos que recebem até um quarto de salário mínimo.
Mas – pelo menos até que o Congresso modifique o dispositivo legal – os juízes devem examinar caso por caso, a fim de que o “critério de miserabilidade” não fique amarrado ao percentual do salário mínimo previsto na lei vigente. Tecnicamente, o STF declarou a “inconstitucionalidade incidental” do parágrafo 3ª do artigo 20 da Loas, mas “sem pronúncia de nulidade”.
Da mesma forma, a maioria declarou a inconstitucionalidade do artigo 34 do Estatuto do Idoso (Lei 10.741/2003): “Aos idosos, a partir de 65 anos, que não possuam meios para prover sua subsistência, nem de tê-la provida por sua família, é assegurado o benefício mensal de um salário mínimo, nos termos da Lei Orgânica da Assistência Social (Loas)”.
No entanto, o plenário não obteve a maioria de seis votos – proposta por Gilmar Mendes – para que fosse aprovada uma “modulação temporal” no sentido de que o Congresso aprovasse, até 31/12/2005, uma revisão da Loas, a fim de que se adapte ao preceito constitucional do artigo 203.
O STF levou ao todo três sessões – desde o início do julgamento dos dois recursos e de uma reclamação sobre o mesmo assunto, em junho do ano passado – nesta discussão sobre o choque ainda existente entre o artigo 203, inciso 5, da Constituição, e o parágrafo 3º do artigo 20 da Lei Orgânica da Assistência Social.
O dispositivo da Carta de 1988 prevê “a garantia de um salário mínimo mensal à pessoa portadora de deficiência física e ao idoso”, desde que “comprovem não possuir meios de prover à própria manutenção ou tê-la provida por sua família, conforme dispuser a lei”. Já a Loas, de 1993, dispõe: “Considera-se incapaz de prover a manutenção da pessoa com deficiência ou idosa a família cuja renda mensal per capita seja inferior a um quarto do salário mínimo”.
No julgamento encerrado nesta quinta-feira, o voto-condutor foi o de Gilmar Mendes, logo seguido pelo ministro Luiz Fux (que havia pedido vista) e pelos ministros Rosa Weber, Cármen Lúcia e Celso de Mello. O ministro Joaquim Barbosa – último a votar – aderiu ao voto de Mendes (com exceção à proposta de modulação).
Mendes destacou que o próprio legislador tem revelado a intenção de tornar mais “elásticos” os critérios fixados pela Constituição (art. 203) para a concessão de benefícios assistenciais, como as leis que instituíram os programas Bolsa Família, de Acesso à Alimentação, Bolsa Escola, Estatuto do Idoso e outros. “O STF parece caminhar no sentido de se admitir que o critério de um quarto do salário mínimo pode ser conjugado com outros fatores indicativos do estado de miserabilidade do indivíduo e de sua família para concessão do benefício assistencial”, afirmou o relator do RE 580.963.
O INSS estava empenhado na declaração de constitucionalidade do parágrafo 3º do artigo 20 da Loas, tendo em vista a possibilidade de uma decisão do STF contra os recursos provocar um “prejuízo” de cerca de R$ 20 bilhões nos cofres da Previdência Social. E questionava decisões judiciais de instâncias inferiores segundo as quais o chamado benefício assistencial de prestação continuada ao idoso ou deficiente deve ser pago, também, mesmo quando um outro membro da família receber aposentadoria ou benefício de outra ordem.
Concessão de aposentadoria especial à pessoa com deficiência filiada ao Regime Geral de Previdência Social.
Concessão de aposentadoria especial à pessoa com deficiência filiada ao Regime Geral da Previdência Social, submetida a condições próprias de tempo de contribuição ou de idade, conforme o caso; critérios de cálculo para definição da renda mensal da aposentadoria devida ao segurado com deficiência; definição de pessoa com deficiência para os fins da lei.
23/04/2013 - SECRETARIA DE EXPEDIENTE
10/04/2012 - REMETIDA À CÂMARA DOS DEPUTADOS
Postado por PAULO CADAVAL às terça-feira, abril 23, 2013
http://folha.com/no1262857
O estudante G.P., 17, na academia onde treina, na Grande São Paulo
http://folha.com/no1266844
Uma rede de pesquisadores e instituições de vários Estados do Brasil permitiu ao país montar a maior base de dados existente sobre pacientes com TOC.
O ginasta Diego Hypólito conta como criava rituais para aliviar o estresse
Empresário com TOC passava desifentante nos pés e nas mãos
Completando dez anos de atividade, o C-TOC (Consórcio Brasileiro de Pesquisa em Transtornos do Espectro Obsessivo-Compulsivo) chegou a conclusões importantes sobre as características e as formas de tratar o problema.
"Temos evidências de que tanto a terapia cognitivo-comportamental quanto os medicamentos, usados de forma independente, são igualmente eficazes para os casos leves e moderados", diz a psiquiatra Roseli Shavitt, do Instituto de Psiquiatria da USP.
Em casos mais graves, é preciso combinar a psicoterapia com uma classe de antidepressivos, os inibidores de recaptura de serotonina.
"Os medicamentos não mudam o comportamento diretamente, mas diminuem a ansiedade e o desconforto causados pelos medos. Já a terapia incentiva o paciente a enfrentar a situação ou pensamento amedrontador sem recorrer aos rituais", diz a psiquiatra Albina Rodrigues Torres, da Unesp.
Estudos também mostram que 5% dos pacientes têm melhora completa e espontânea sem tratamento e 20% alternam períodos sem aparecimento de sintomas com fases agudas da doença.
O que os pesquisadores ainda não sabem precisar são as causas do transtorno.
"Cerca de 60% dos casos têm origem genética, mas ainda não descobrimos quais são os genes envolvidos", diz a psiquiatra Christina Hajaj Gonzales, da Unifesp.
Isso não significa que a transmissão seja sempre direta, embora a hereditariedade também conte: filhos de pais com TOC têm 10% mais risco de ter o transtorno, segundo Shavitt.
Para os médicos, o transtorno é causado pela interação de fatores genéticos, neurobiológicos e ambientais.
Em pessoas com predisposição, algumas situações podem desregular o funcionamento de circuitos que conectam duas áreas cerebrais: a região ligada a processamentos de emoções, planejamento e controle das respostas de medo e a área relacionada a informações emocionais, cognitivas e motoras.
As pesquisas no Brasil e no mundo mostram que o TOC atinge entre 3% e 4% da população em geral, mas a proporção cresce em alguns grupos. Um estudo recente, da Northwestern University, em Chicago, diz que 11% das mulheres que acabaram de dar à luz desenvolvem o transtorno. É uma taxa tão alta quanto a da depressão pós-parto, que atinge 10% das mães.
O estudo incluiu 461 mulheres que tiveram filhos no hospital da universidade.
"O parto pode ser um estímulo emocional forte o suficiente para desencadear os sintomas. Além disso, é um período de mudanças hormonais que, em teoria, também podem estar relacionadas ao surgimento do problema", diz Shavitt.
7/04/2013 - Câmara dos Deputados aprova aposentadoria especial para trabalhadores com deficiência
Como Coordenador-Geral da Frente Parlamentar do Congresso Nacional em Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência informo, com satisfação, que o Plenário da Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade, nesta tarde de quarta-feira (17), o Projeto de Lei Complementar que assegura a aposentadoria especial a pessoas com deficiência que trabalham na iniciativa privada (PLP 277/2005), e contou com o meu apoio.
“A pessoa com deficiência tem um desgaste diferenciado. Por exemplo, muitos dos cadeirantes têm problemas circulatórios e infecção urinária, os deficientes visuais têm uma exigência maior em relação a outros sentidos, alguns casos de deficiência intelectual têm envelhecimento precoce, enfim, é importante ter esse olhar diferenciado para esse segmento da população garantindo-lhe uma aposentadoria especial, que até hoje vem obtendo apenas a aposentadoria por invalidez”, ressaltou o Deputado Eduardo Barbosa, autor de um dos projetos que tramitaram em conjunto com o PLP 277/2005 e inspiraram o texto final aprovado nesta data.
Para os casos de deficiência grave, o limite de tempo de contribuição para aposentadoria integral de homens será de 25 anos; e de mulheres, 20 anos. Quando a deficiência for moderada, as condições para aposentadoria por tempo de contribuição passam a ser de 29 anos para homens e de 24 para mulheres. Caso a deficiência seja leve, esse tempo será de 33 anos para homens e 28 para mulheres.
Já a aposentadoria por idade será de 60 anos, no caso dos homens, e de 55 anos, no caso das mulheres, independentemente do grau de deficiência. A condição é o cumprimento de um tempo mínimo de 15 anos de contribuição e comprovada a deficiência por igual período.
O PLP 277/2005 regulamenta o art. 201 da Constituição Federal que, através da Emenda Constitucional n° 47, de 2005, garantiu o direito à aposentadoria especial para as pessoas com deficiência, seguradas do Regime Geral da Previdência Social.
Enfim, a aprovação do Projeto de Lei, consolida o reconhecimento da capacidade laboral da pessoa com deficiência e sua efetiva participação no mercado de trabalho.
Postado por PAULO CADAVAL às segunda-feira, abril 22, 2013
19/04/2013 - 03h30
Feira para pessoas com deficiência traz cadeira de rodas 'off-road'
Enquanto a Prefeitura de São Paulo exibiu uma cidade acessível e sustentável, e o governo do Estado mostrou um projeto de transporte totalmente inclusivo, a iniciativa privada apostou na realidade urbana; criou, entre outras invenções, uma cadeira de rodas "off-road".
Com suspensão eletrônica inspirada na Ferrari para superar calçadas esburacadas e obstáculos em vias públicas, a cadeira high-tech e outros equipamentos para pessoas com deficiência foram apresentados na Reatech, maior feira de reabilitação do país, aberta ontem na capital.
A "Strix" foi testada em Parati (RJ), cidade histórica conhecida pelas ruas de pedra.
"Quando eu ia para o trabalho [em São José dos Campos, SP], sempre via um cadeirante parado na porta de casa. Perguntei a ele porque não saía e ele respondeu que era impossível devido à qualidade das calçadas. Isso mexeu comigo", disse o engenheiro Breno Horta, um dos três idealizadores do projeto.
Com o sistema eletrônico, a cadeira vai se moldando ao relevo e evita que o cadeirante fique parado no buraco e tenha seu corpo projetado para a frente, caindo no chão.
A "Strix" teve apoio de R$ 1,4 milhão da Finep (Agência Brasileira da Inovação), levou dois anos para ficar pronta e deve estar no mercado até o segundo semestre, com preço equivalente ao de cadeiras importadas, avaliadas de R$ 8 mil a R$ 12 mil.
"Todo cadeirante tem receio ir para a rua com medo de cair em buracos. É uma invenção útil", diz o esportista Evandro Bonocchi, tetraplégico.
A prefeitura paulistana levou à Reatech estandes que simulavam uma cidade ideal.
Os custos da instalação de 400 m² não haviam sido fechados até ontem, mas envolveram uma réplica do Masp, de uma área verde, de um rio limpo e de outras estruturas urbanas que estariam preparada a atender a todos os públicos de forma sustentável.
"Sou otimista para fazermos uma cidade assim. Está na hora de uma virada na realidade das pessoas com deficiência", diz a secretária municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Marianne Pinotti.
Ela anunciou na feira a criação de uma "central de libras"(língua brasileira de sinais), que deverá ter cerca de 50 postos na cidade.
Por meio da central, uma pessoa surda que fale a língua brasileira de sinais poderá encontrar um intérprete que irá apoiá-lo em atividades pontuais, como registrar um boletim de ocorrência ou marcar uma consulta médica.
O governo de São Paulo está representado na feira com duas estruturas: uma institucional e outra exibindo réplicas de vários meios de transporte públicos que permitem acesso a todos, como vagões de metrô, balsas, ônibus.
Sistema instalado em cadeira de rodas funciona como motor para auxiliar cadeirante em subidas e rampas
Postado por PAULO CADAVAL às sexta-feira, abril 19, 2013
http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude
O Ministério da Saúde publicou no dia 11 de abril consulta pública do documento que estabelece diretrizes para a atenção integral e acolhimento às pessoas com doenças raras na rede pública. As Doenças Raras são geralmente crônicas, progressivas, degenerativas e até incapacitantes,
afetando a qualidade de vida das pessoas e de suas famílias
Postado por PAULO CADAVAL às quarta-feira, abril 17, 2013
Dicas de acessibilidade: os sites da Internet já estão prontos para todos?
Em fevereiro deste ano fizemos uma matéria aqui no Canaltech sobre as opções de acessibilidade para usuários com deficiencia visual disponíveis no Android e no iOS. Constatamos que, apesar dos avanços de ambos os sistemas, algumas dificuldades ainda são enfrentadas por estes usuários no dia-a-dia da vida digital. Resolvemos ir além do mundo mobile para descobrir em que pé a questão da acessibilidade está em uma das plataformas mais utilizadas do mundo.
Para usuários cegos ou de baixa visão que utilizam desktops para navegar na internet, softwares chamados de "leitores de tela" são utilizados para transformar o conteúdo do display em áudio, permitindo a navegação do usuário, geralmente através das setas e de combinações de comandos do teclado. Programas como o NVDA e o JAWS, para Windows, e o VoiceOver, nativo no Mac OS, são os mais utilizados, mas ainda dependem de uma série de funcionalidades nas próprias plataformas, como sites que prevêem esse tipo de recurso, para auxiliarem os usuários sem problemas.
Os problemas para usuários de leitores de tela começaram por volta do final da década de 90, quando ferramentas começaram a se popularizar como modo de tornar os sites mais atrativos. "Quando começaram a aparecer novas tecnologias, como o Flash, JavaScript e animações, elas interferiam de forma negativa nos leitores de tela. Foi aí que a gente começou a ter uma preocupação muito mais séria com a Internet", conta Leonardo Gladson, consultor do Laratec, colaborador de acessibilidade do W3C e também portador de deficiência visual.
Gladson explica que o cursor dos leitores de tela é invidual e separado do cursor do sistema operacional. É como se o leitor para os cegos carregasse uma tela invisível, que acabava sempre sendo deslocada sem o comando do usuário por causa das animações em Flash. "No momento que eu estava lendo um texto, por exemplo, eu estava na décima linha da notícia, daqui a pouco a animação em flash se mexia e o cursor era puxado para o começo ou empurrado para o final da matéria. E aí você não conseguia ler absolutamente nada, era um caos", explica.
A situação só começou a mudar muito recentemente, com a investida da Apple contra o Flash em seus dispositivos como o iPhone e iPad. O consultor conta que a plataforma da Adobe se tornou "persona non grata" na web e foi aos poucos perdendo espaço em sites com o avanço do acesso mobile. Isso acabou favorecendo os usuários que utilizavam leitores de tela para acessar a web. "Está tendo uma mudança porque as pessoas estão começando a querer programar sites que sejam acessíveis para dispositivos móveis. E se a pessoa quer isso, ela precisa ter um pensamento de um pouco de acessibilidade", afirma. Atualmente, diversos usuários com deficiência visual preferem acessar sites como o Facebook em sua versão mobile mesmo em navegadores, já que a versão simplificada do site tem uma navegação bem mais tranquila.
Ainda assim, alguns problemas de design persistem e continuam a atrapalhar o acesso, como javascripts, menus em cascata, imagens sem descrição e os chamados "menus up/down". "É muito a questão do empresário ter o pensamento para desenhar o produto para a maioria das pessoas", afirma Gladson.
Criada para promover ações de padronização da linguagem da Internet ao redor do mundo, a W3C possui um grupo de trabalho no Brasil debruçado somente sobre o tema da acessibilidade. "Nós queremos mostrar que a web pode ser mais acessível, por isso promovemos ações na sociedade e com empresas para mostrar que acessibilidade é algo que está aí", explica Leonardo, membro do grupo há dois anos.
A discussão internacional do tema gerou, em 2008, os chamados WCAG e WCAG 2.0 (Web Content Acessibility Guidelines, ou Diretrizes de Acessibilidade de Conteúdo Web), que funcionam como "guias" para desenvolvedores e webdesigners de como criar sites mais inclusivos e de fácil navegação. A iniciativa também já foi tomada pelo governo brasileiro, que em 2005 lançou a primeira versão do e-MAG (Modelo de Acessibilidade de Governo Eletrônico), focado principalmente em sites de governo do país para que eles tragam uma navegação mais acessível.
Entre as diversas medidas que esses guias indicam para facilitar o acesso, estão ações como deixar o conteúdo do site "limpo", sem uma grande quantidade de links antes do conteúdo principal da página, a utilização de links de salto para facilitar a localização do conteúdo, o uso de descrição nas imagens, entre outros.
"Fora isso, é preciso que as pessoas tenham bom senso e pensem que além das pessoas que enxergam, existem as que não enxergam, que não ouvem corretamente, que não têm o movimento dos membros. É importante a gente pensar nessa parcela da população que poderia ser beneficiada por uma web mais acessível", conclui Leonardo.

References: artigo 37
 artigo 20
 artigo 34
 artigo 203
 artigo 203
 artigo 20
 artigo 20