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Timestamp: 2016-10-27 16:50:07+00:00

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BrowseBrowseInterestsBiography & MemoirBusiness & LeadershipFiction & LiteraturePolitics & EconomyHealth & WellnessSociety & CultureHappiness & Self-HelpMystery, Thriller & CrimeHistoryYoung AdultBrowse byBooksAudiobooksComicsSheet MusicBrowse allUploadSign inJoinBooksAudiobooksComicsSheet MusicEstatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado do AmazonasUploaded by Lilian Cilza150 viewsDownloadEmbedSee MoreCopyright: Attribution Non-Commercial (BY-NC)Download as DOCX, PDF, TXT or read online from ScribdFlag for inappropriate contentLEI N.º 1.762 DE 14 DE NOVEMBRO DE 1986
O GOVERNADOR DO ESTADO DO AMAZONAS, FAÇO SABER a todos os habitantes que a ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA decretou e eu sanciono a presente LEI: TÍTULO I CAPÍTULO ÚNICO DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 1.º - Esta Lei dispõe sobre o regime jurídico dos Funcionários Públicos Civis do Estado do Amazonas. Parágrafo único - As disposições desta Lei, salvo norma legal expressa, não se aplicam aos servidores regidos por legislação especial. Art. 2.º - Para efeito desta Lei: I - Funcionário é a pessoa legalmente investida em cargo público; II - Cargo é a designação do conjunto de atribuições e responsabilidades cometidas a um funcionário, identificando-se pelas características de criação por lei, denominação própria, número certo e pagamento pelos cofres do Estado; III - Classe é o conjunto de cargos de igual denominação e com atribuições, responsabilidades e padrões de vencimento; IV - Série de Classes é o conjunto de classes da mesma denominação, dispostas, hierarquicamente, de acordo com o grau de complexidade das atribuições, nível de responsabilidade, e constitui a linha natural de promoção do funcionário. V - Lotação é o numero de cargos e funções gratificadas fixado para cada repartição, ou ainda o número de servidores que devem ter exercício em cada unidade administrativa. Art. 3.º - Ao funcionário não serão atribuídas responsabilidades ou cometidos serviços alheios aos definidos em lei ou regulamento como típicos do seu cargo, exceto funções gratificadas, comissões ou mandatos em órgãos de deliberação coletiva do Estado ou de que o Estado participe.
Art. 4.º - É vedada a prestação de serviços gratuítos, salvo no desempenho de função transitória de natureza especial ou na participação em comissões ou grupos de trabalho. TÍTULO II DO PROVIMENTO E DA VACÂNCIA DOS CARGOS PÚBLICOS CAPÍTULO I DO PROVIMENTO SEÇÃO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 5.º - São formas de provimento dos cargos públicos: I - Nomeação; II - Promoção; III - Acesso; IV - Readmissão; V - Reintegração; VI - Reversão; VII - Aproveitamento; VIII - Transferência; e IX - Readaptação. Art. 6.º - Lei ou regulamento estabelecerá as qualificações para o provimento e as atribuições dos cargos públicos em geral. SEÇÃO II DA NOMEAÇÃO Art. 7.º - A nomeação será feita: I - Em caráter efetivo; II - Em comissão, quando se tratar de cargo que, por Lei, assim deva ser provido; III - (Revogado). Nota Remissiva
Art. 8.º - A nomeação em caráter efetivo dependerá, sempre, de prévia habilitação em concurso público de provas ou de provas e títulos, devendo obedecer, obrigatoriamente, à ordem de classificação dos concursados para cada cargo, observados ainda o prazo de validade do concurso e o número de vagas existentes. Art. 9.º - Ressalvados os casos previstos em lei, é exigida a idade mínima de dezoito e a máxima de sessenta anos completos, na data do encerramento da inscrição em concurso público. Parágrafo único - Não dependerá de limite de idade a inscrição em concurso do ocupante de cargo público estadual de provimento efetivo. Art. 10 - Dentre os candidatos aprovados, os classificados até o limite de vagas, existentes à época do edital, têm assegurado o direito à nomeação, no prazo de validade do concurso. Parágrafo único - Os demais candidatos aprovados serão nomeados à medida que ocorrerem vagas, dentro do prazo de validade do concurso. Art. 11 - O regulamento ou edital do concurso indicará o respectivo prazo de validade, que não poderá ser superior a quatro anos, incluídas as prorrogações. Art. 12 - O cargo em comissão será sempre de livre escolha do Governador, dos Presidentes dos Poderes Legislativo ou Judiciário e dos Tribunais de Contas. SEÇÃO III DA PROMOÇÃO Ato Relacionado
Art. 13 - Promoção é a forma pela qual o funcionário progride na série de classes, e consiste na passagem da referência em que se encontra, para a imediatamente superior, observadas as normas constantes de Regulamento próprio. Art. 14 - A promoção pode ocorrer mediante avanço horizontal e vertical. Art. 15 - A promoção horizontal é a mudança de referência dentro da mesma classe e independerá da existência de vaga.
Art. 16 - A promoção vertical consiste na passagem de referência final de uma classe para a inicial da classe imediatamente superior, dentro da mesma série de classes, e dependerá da existência de vaga. Art. 17 - As promoções obedecerão aos critérios de antigüidade e de merecimento, alternadamente, sendo a primeira sempre por antigüidade. Art. 18 - A promoção por antigüidade recairá no funcionário com mais tempo de efetivo exercício na referência, apurado em dias. Parágrafo único - Havendo empate, terá preferência sucessivamente, o funcionário: I - de maior tempo na classe; II - de maior tempo na série de classes; III - de maior tempo no serviço público estadual; IV - de maior tempo no serviço público; V - mais idoso. Art. 19 - O merecimento obedecerá a critérios pelos quais serão aferidos os graus de pontualidade, assiduidade, eficiência, espírito de colaboração ético-profissional e cumprimento dos deveres por parte do funcionário. Art. 20 - O interstício para a promoção horizontal será de dezoito meses. Art. 21 - Para efeito de promoção vertical, o interstício, na classe, será de vinte e quatro meses. Art. 22 - Somente por antigüidade será promovido o funcionário em exercício de mandato legislativo. SEÇÃO IV DO ACESSO Art. 23 - O acesso é o ato pelo qual o funcionário obtém, mediante processo seletivo, elevação de uma série de classes ou classe singular para outra do mesmo ou de outro grupo, na jurisdição do mesmo ou de outro órgão integrante da Administração Direta. § 1.º - Quando se tratar de série de classes, o acesso só poderá ocorrer para a classe inicial de carreira. § 2.º - O acesso precederá ao concurso público. Art. 24 - O processo seletivo exigirá concurso interno, de caráter competitivo e eliminatório no qual serão indispensáveis nível de conhecimento compatível com a
atividade própria do cargo a ser provido, formalidades e condições idênticas às estabelecidas para o concurso público, exceto limite de idade. Nota Remissiva
Parágrafo único - Somente poderá inscrever-se, no concurso interno, funcionário com mais de três anos de serviço público estadual, sob regime deste Estatuto, e com habilitação profissional ou escolaridade exigida para o ingresso na classe em concorrência. SEÇÃO V DA READMISSÃO Art. 25 - Readmissão é o ato pelo qual o funcionário exonerado reingressa no serviço público, sem direito a ressarcimento de qualquer espécie e sempre por conveniência da Administração. Parágrafo único - A readmissão dependerá da existência de vaga e far-se-á no cargo anteriormente ocupado pelo funcionário exonerado ou, se transformado, no cargo resultante da transformação. SEÇÃO VI DA REINTEGRAÇÃO Art. 26 - Reintegração é o ato pelo qual o demitido reingressa no serviço público, em decorrência de decisão administrativa ou judicial transitada em julgado, com o ressarcimento de todos os direitos e vantagens, bem como dos prejuízos resultantes da demissão. Art. 27 - Deferido o pedido por decisão administrativa ou transitada em julgado a sentença, será expedido o ato de reintegração. § 1.º - Se o cargo houver sido transformado, a reintegração dar-se-á no cargo resultante da transformação. § 2.º - Se extinto o cargo antes ocupado, a reintegração ocorrerá no cargo de vencimento equivalente, respeitada a habilitação profissional. § 3.º - Se inviáveis as soluções indicadas nos parágrafos precedentes, será restabelecido automaticamente o cargo anterior, no qual se dará a reintegração. SEÇÃO VII DA REVERSÃO Art. 28 - Reversão é o ato pelo qual o aposentado reingressa no serviço público, a pedido ou "ex-offício".
§ 1.º - A reversão "ex-offício" ocorrerá quando insubsistentes as razões que determinaram a aposentadoria por invalidez. Nota Remissiva
§ 2.º - A reversão somente poderá se efetivar quando, em inspeção médica, ficar comprovada a capacidade para o exercício do cargo. § 3.º - Será tornada sem efeito a reversão "ex-offício" e cassada a aposentadoria do funcionário que não tomar posse ou não entrar no exercício dentro de prazo legal. Nota Remissiva
Art. 29 - A reversão far-se-á no mesmo cargo ou em cargo resultante da transformação. Parágrafo único - Em casos especiais, a juízo da Administração, poderá o aposentado reverter em outro cargo de igual vencimento, respeitados os requisitos para o respectivo provimento. SEÇÃO VIII DO APROVEITAMENTO Art. 30. O retorno à atividade do servidor em disponibilidade far-se-á mediante adequado aproveitamento em cargo de atribuições e vencimentos compatíveis com o anteriormente ocupado, se existente vaga e mediante comprovação, por junta médica oficial, da capacidade física e mental do aproveitando. Nota Remissiva
Art. 31. Será tornado sem efeito o aproveitamento e cassada a disponibilidade se o servidor não entrar em exercício no prazo de trinta dias contados da publicação do ato, salvo doença comprovada por junta médica oficial. Nota Remissiva
Art. 32. O aproveitamento precederá a realização de concurso público destinado ao provimento de cargo que atenda as condições do artigo 30. Nota Remissiva
Art. 33 - Será aposentado no cargo que ocupava o funcionário em disponibilidade que, em inspeção médica, for julgado definitivamente incapaz para o serviço público. SEÇÃO IX DA TRANSFERÊNCIA Art. 34 - Transferência é o ato pelo qual o funcionário estável passa de um cargo para outro, de quadro diverso, ambos de provimento efetivo. Art. 35 - A transferência ocorrerá a pedido do funcionário ou "ex-officio", atendidos, sempre, a conveniência do serviço e os requisitos necessários ao provimento do cargo. Art. 36 - A transferência será feita para cargo de mesmo padrão de vencimento ou de igual remuneração, ressalvados os casos de transferência a pedido, quando o vencimento ou a remuneração poderá ser inferior. SEÇÃO X DA READAPTAÇÃO
Art. 37 - Readaptação é a investidura em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha o funcionário sofrido em sua capacidade física ou mental, apurada por junta médica oficial. Parágrafo único - A redução ou o aumento de vencimento que acaso decorrer da readaptação serão disciplinados em regulamento. CAPÍTULO II DA POSSE Art. 38 - Posse é o ato de investidura em cargo público. § 1.º - A posse será formalizada com a assinatura do termo pela autoridade competente e pelo empossado. § 2.º - Não haverá posse nos casos de promoção, acesso, substituição, reintegração, transferência e readaptação. Art. 39 - A posse em cargo público depende de prévia inspeção médica, para comprovar se o candidato satisfaz os requisitos físicos mentais exigidos para o desempenho do cargo. Art. 40 - Poderá haver posse mediante procuração quando se tratar de funcionário ausente do Estado, em missão da Administração ou ainda em casos especiais, a juízo da autoridade competente. Art. 41 - A posse ocorrerá no prazo de trinta dias, contados da publicação do ato de provimento do Diário Oficial do Estado. § 1.º - O prazo previsto neste artigo poderá ser prorrogado por igual período, a juízo da autoridade competente para empossar. § 2.º - Quando o funcionário não tomar posse no prazo legal, o ato de provimento será tornado sem efeito. Art. 42. São requisitos para a posse: I - nacionalidade brasileira ou estrangeira, esta quando admitida por legislação federal específica; Nota Remissiva
III - Exercício pleno dos direitos políticos; IV - quitação com o serviço militar, quando o empossando for do sexo masculino; Nota Remissiva
V - sanidade física e mental atestada por junta médica oficial; Nota Remissiva
VI - preenchimento das condições especiais prescritas para o cargo; Nota Remissiva
VII - declaração de bens e valores que constituem o patrimônio do empossando; Nota Remissiva
§ 1º - O servidor, no ato de posse, declarará expressamente se ocupa outro cargo ou emprego público, especificando cada um deles com os respectivos horários, se for o caso, ou comprovará haver requerido exoneração ou dispensa, na hipótese de acumulação não-permitida. Nota Remissiva
§ 2º - Na hipótese de o empossando perceber proventos, fará declaração correspondente, indicando o cargo em que se deu a inatividade. Nota Remissiva
Art. 43 - São competentes para dar posse: I - O Chefe do Poder Executivo, aos Secretários de Estado e demais autoridades que lhes sejam diretamente subordinadas, e o responsável pelo órgão de pessoal, nos demais casos; II - Quando se tratar de funcionário dos Poderes Legislativo e Judiciário, dos Tribunais de Contas do Estado e dos Municípios, ou ainda das autarquias, as autoridades designadas em regimento interno, lei orgânica ou regulamento. Parágrafo único - A autoridade que empossar verificará, sob pena de responsabilidade, de forma satisfeitas as condições legais para a investidura no cargo. Nota Remissiva
CAPÍTULO III DO EXERCÍCIO Art. 44 - Exercício é o desempenho das atribuições do cargo. Art. 45 - O exercício começará no prazo máximo de trinta dias, contados da data da posse. Parágrafo único - Tornar-se-á sem efeito o ato de provimento, se o funcionário não entrar em exercício no prazo legal. Art. 46 - O funcionário que deva ter exercício em outro órgão terá quinze dias, contados do desligamento do órgão de origem, para assumir o cargo. CAPÍTULO IV DO ESTÁGIO PROBATÓRIO E DA ESTABILIDADE SEÇÃO I DO ESTÁGIO PROBATÓRIO
Art. 47. Ao entrar em exercício, o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo ficará sujeito a estágio probatório, por período de três anos, durante o qual seu desempenho será avaliado por comissão especialmente constituída para essa finalidade. Nota Remissiva
Parágrafo único - (Suprimido). Nota Remissiva
§ 1.º O estagiário poderá afastar-se do exercício do cargo em caso de férias, nomeação para cargo de provimento em comissão destinado às atribuições de direção, chefia e assessoramento superior ou licença para tratamento de saúde. Nota Remissiva
§ 2.º O servidor público que for nomeado para exercício de cargo de provimento em comissão, destinado às atribuições de direção, chefia e assessoramento superior, em organismo do Poder Executivo Estadual, ficará, automaticamente, à disposição do órgão ou entidade onde tiver exercício, com ou sem ônus para o órgão de origem, observadas as regras de opção e limite remuneratórios. Nota Remissiva
§ 3.º Quando a nomeação decorrer de ato dos Poderes Legislativo e Judiciário, do Ministério Público Estadual, do Tribunal de Contas do Estado, de outros órgãos ou entidades da Administração Federal, de outros Estados, do Distrito Federal ou das Administrações Municipais, as disposições serão concedidas, por ato do Governador, mediante a satisfação dos seguintes requisitos: Nota Remissiva
I - operar-se-ão, como regra geral, sem quaisquer ônus para a repartição de origem e pelo prazo de doze meses, prorrogável a critério do Chefe do Poder Executivo; Nota Remissiva
II - o ato concessivo somente será editado se a requisição se referir ao exercício de cargo de provimento em comissão destinado às atribuições de direção, chefia e assessoramento superior ou função de confiança, estabelecendo-se, no próprio ato, o compromisso de ressarcimento ao Estado do Amazonas, quando o servidor optar pela remuneração de seu cargo efetivo, nos termos do artigo 109, XXIII, da Constituição Estadual, com as alterações promovidas pela Emenda Constitucional n.º 36, de 13 de dezembro de 1999. Nota Remissiva
Art. 48. Cumprido satisfatoriamente o estágio probatório, o servidor adquirirá estabilidade no serviço público após o terceiro ano de efetivo exercício. Nota Remissiva
SEÇÃO II DA ESTABILIDADE Art. 49. O servidor não aprovado no estágio será exonerado, salvo se já estável no serviço público, hipótese em que será reconduzido ao cargo de que era titular ou aproveitado em outro de atribuições e vencimentos compatíveis com o anteriormente ocupado, se aquele se encontrar provido. Ato Relacionado
Art. 50 - O servidor público estável só perderá o cargo: Nota Remissiva
I - em virtude de sentença judicial transitada em julgado; Nota Remissiva
II - mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa; Nota Remissiva
III - mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei complementar federal, assegurada ampla defesa. Nota Remissiva
CAPÍTULO V DA SUBSTITUIÇÃO Art. 51 - Haverá substituição nos casos de impedimento legal ou afastamento de titular de cargo em comissão, função gratificada ou função de confiança. Nota Remissiva
Parágrafo único - (Revogado). Nota Remissiva
§ 1º - A substituição de que trata este artigo será remunerada, qualquer que seja a natureza do afastamento, desde que por período superior a trinta dias consecutivos, paga na proporção dos dias de efetiva substituição que excederem o referido período. Nota Remissiva
§ 2º - Em nenhuma hipótese haverá remuneração por substituição automática, entendida esta como a que integra a função própria do cargo de que o servidor for titular. Nota Remissiva
§ 3º - A substituição prevista no caput deste artigo dar-se-á mediante designação do servidor substituto, por ato do dirigente do órgão ou entidade. Nota Remissiva
CAPÍTULO VI DA REMOÇÃO Art. 52 - Remoção é o ato pelo qual o funcionário é deslocado de um órgão para outro, dentro da mesma repartição. Parágrafo único - A remoção do funcionário será feita a seu pedido, por permuta, ou "ex-officio". Art. 53 - A remoção por permuta ocorrerá a pedido escrito de ambos os interessados.
CAPÍTULO VII DA VACÂNCIA Art. 54 - A vacância de cargo público decorrerá de : I - Exoneração; II - Demissão; III - Acesso; IV - Promoção; V - Transferência; VI - Readaptação; VII - Aposentadoria; e VIII - Falecimento. Art. 55 - Dar-se-á exoneração: I - A pedido do funcionário; II - "Ex-Officio". a) quando se tratar de cargo em comissão e não ocorrer a hipótese do item I; b) quando o funcionário não entrar em exercício dentro do prazo legal; c) quando não satisfeitas as condições do estágio probatório. TÍTULO III CAPÍTULO ÚNICO DO TEMPO DE SERVIÇO Art. 56 - Será considerado como de efetivo exercício o afastamento do funcionário em virtude de: I - Férias; II - Casamento, até oito dias; III - Falecimento do cônjuge ou parente consangüíneo ou afim, até o segundo grau, não excedente a oito dias; IV - Serviços obrigatórios por lei; V - Licença, salvo a que determinar a perda do vencimento;
VI - Faltas justificadas, até o máximo de três por mês, na forma prevista no artigo 86 deste Estatuto; VII - Missão ou estudo fora da sede de exercício, quando autorizado o afastamento pela autoridade competente; VIII - Trânsito em decorrência de mudança da sede de exercício, até quinze dias; IX - Competições esportivas em que represente o Brasil ou o Estado do Amazonas; X - Prestação de concurso público; XI - Disposição ou exercício de cargo de confiança no serviço público. Ato Relacionado
Art. 57 - O tempo de serviço do funcionário afastado para exercício de mandato eletivo federal, estadual ou municipal, será contado para todos os efeitos legais, exceto para promoção por merecimento. Art. 58 - Para efeito de aposentadoria, disponibilidade e adicional, será computado integralmente: I - O tempo de serviço federal, estadual ou municipal; II - O tempo de serviço ativo nas Forças Armadas prestado durante a paz, computado em dobro quando em operação de guerra. III - O tempo de serviço prestado em autarquia; IV - O tempo de serviço prestado à instituição ou empresa de caráter privado, que houver sido transformada em estabelecimento de serviço público VETADO. V - O tempo de licença especial não gozada, contada em dobro; e VI - O tempo de licença para tratamento de saúde. Parágrafo único - VETADO. Art. 59 - O tempo em que o funcionário esteve em disponibilidade ou aposentado será considerado, exclusivamente, para nova aposentadoria ou disponibilidade. Art. 60 - O cômputo do tempo de serviço será feito em dias.
§ 1.º - O número de dias será convertido em anos, considerado o ano como de trezentos e sessenta e cinco dias. § 2.º - Para efeito de aposentadoria ou disponibilidade, a fração do ano superior a cento e oitenta dias será arredondada para um ano. § 3.º - O tempo de serviço será computado à vista de documentação expedida na forma da lei, incluindo o prestado à União, Estados, Municípios VETADO, bem como o relativo a mandato eletivo. § 4.º - Somente após verificada a inexistência de documentos bastantes na repartição do interessado e no Arquivo Geral correspondente, admitir-se-á a comprovação de tempo de serviço através de justificação judicial. Art. 61 - É vedada a acumulação de tempo de serviço prestado concorrente e simultaneamente em dois ou mais cargos ou funções da União, dos Estados, do Distrito Federal, Territórios, Municípios e Autarquias. TÍTULO IV DOS DIREITOS E VANTAGENS CAPÍTULO I DAS FÉRIAS Atos Relacionados
Art. 62 - O funcionário gozará férias anuais de trinta dias, percebendo, sem qualquer prejuízo financeiro, um valor correspondente a um terço da remuneração mensal. Nota Remissiva
§ 1.º - Somente depois do primeiro ano de exercício, o funcionário terá direito a férias. § 2.º - É vedado levar à conta de férias qualquer falta ao serviço. § 3.º - O órgão de pessoal de cada repartição organizará, no mês de novembro, a escala de férias para o exercício seguinte.
§ 4.º - Atendida a conveniência do serviço público, observar-se-á na organização da escala, quando possível, o interesse do funcionário. § 5.º - A escala de férias poderá ser alterada por necessidade do serviço. Art. 63 - Poderão ser acumuladas até três períodos de férias, por imperiosa necessidade do serviço, declarada por escrito pelo chefe imediato do funcionário e, quando for o caso, reconhecida pelo titular da Secretária de Estado ou da Autarquia competente, ou ainda, pelo Presidente do Poder Legislativo ou do Judiciário e dos Tribunais de Contas. § 1.º - A declaração constante do "caput" deste artigo será formulada até dez dias antes da data prevista para início do gozo de férias. § 2.º - A acumulação de períodos de férias não autoriza a acumulação do valor das férias anuais remuneradas a que se refere o "caput" do artigo anterior, que será pago obedecendo rigorosamente a escala antes obedecida. Nota Remissiva
§ 3.º - O período de férias acumuladas com base neste artigo será incluído na escala do ano seguinte, imediatamente após o período normal, VETADO. Art. 64 - Durante as férias o funcionário terá direito a todas as vantagens do cargo, como se em efetivo exercício estivesse. CAPÍTULO II DAS LICENÇAS SEÇÃO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 65 - Conceder-se-á, nos termos e condições de regulamento, licença: I - Para tratamento de saúde; II - Por motivo de doença em pessoa da família; III - À gestante; IV - Por motivo de afastamento do cônjuge, funcionário civil, militar, ou servidor de autarquia; V - Para tratamento de interesse particular;
VI - Para serviço militar obrigatório; e VII - Especial. Art. 66 - A licença, concedida dentro de sessenta dias, após o término da anterior, será considerada como prorrogada. Parágrafo único - Para efeito do disposto neste artigo, somente serão levadas em consideração as licenças da mesma espécie. Art. 67 - O funcionário não poderá permanecer licenciado por prazo superior a vinte e quatro meses, consecutivos, salvo nos casos dos itens IV, V e VI do artigo 65. SEÇÃO I DA LICENÇA PARA TRATAMENTO DE SAÚDE Nota Remissiva
Art. 68 - A licença para tratamento de saúde depende de inspeção médica e será concedida sem prejuízo da remuneração. Nota Remissiva
Art. 69 - Quando a inspeção médica verificar redução da capacidade física do funcionário, ou estado de saúde a impossibilitar ou desaconselhar o exercício das funções inerentes ao seu cargo, e não se configurar necessidade de aposentadoria nem licença, poderá o funcionário ser readaptado na forma do artigo 37. Nota Remissiva
Art. 70 - O funcionário licenciado para tratamento de saúde não poderá dedicarse a qualquer atividade remunerada, sob pena de imediata suspensão da licença, com perda total de vencimento e vantagens, até reassumir o cargo. Nota Remissiva
Art. 71 - (Revogado). Nota Remissiva
SEÇÃO III DA LICENÇA POR MOTIVO DE DOENÇA EM PESSOA DA FAMÍLIA Art. 72 - O funcionário poderá obter licença por motivo de doença em parente consangüíneo ou afim até segundo grau, e do cônjuge ou companheiro, quando provado que a sua assistência pessoal é indispensável e não pode ser prestada sem se afastar da repartição. Parágrafo único - A licença dependerá de inspeção por junta médica oficial e será concedida com vencimento ou remuneração integral até um ano, reduzida para dois terços quando exceder esse prazo. SEÇÃO IV DA LICENÇA À GESTANTE Art. 73 - (Revogado). Nota Remissiva
§ 1.º - (Revogado). Nota Remissiva
§ 2.º - (Revogado). Nota Remissiva
SEÇÃO V DA LICENÇA PARA ACOMPANHAR O CÔNJUGE Art. 74 - O funcionário terá direito à licença, sem remuneração, para acompanhar o cônjuge removido ou transferido para outro ponto do território nacional ou para o exterior, ou eleito para exercer mandato eletivo. Parágrafo único - Existindo no novo local de residência, repartição estadual, o funcionário nele terá exercício, enquanto perdurar aquela situação. SEÇÃO VI DA LICENÇA PARA TRATAMENTO DE INTERESSES PARTICULARES Art. 75 - A critério da Administração, ao servidor poderá ser concedida licença para tratar de interesses particulares, por período fixado no ato concessivo e sempre sem remuneração. Nota Remissiva
§ 1º - O servidor aguardará em exercício a concessão da licença. Nota Remissiva
§ 2º - A licença de que trata este artigo poderá ser interrompida a qualquer tempo, a pedido do servidor ou a critério da Administração. Nota Remissiva
§ 3º - A licença poderá ser prorrogada por requerimento do servidor interessado, pessoalmente ou por procurador com poderes especiais, observado o disposto no caput deste artigo. Nota Remissiva
§ 4º - A licença suspende o vínculo do servidor com a Administração, não se computando o tempo correspondente para qualquer efeito, inclusive o de estágio probatório. Nota Remissiva
Art. 76 - Ao funcionário convocado para o serviço militar e outras obrigações de segurança nacional será concedida licença remunerada. § 1.º - Da remuneração descontar-se-á a importância que o funcionário perceber pelo serviço militar. § 2.º - A licença será concedida à vista de documento que prove a incorporação. § 3.º - Ocorrido o desligamento do serviço militar o funcionário terá prazo de trinta dias para reassumir o exercício do cargo. Art. 77 - Ao funcionário oficial da reserva das Forças Armadas será concedida licença remunerada, durante os estágios previstos pelos regulamentos militares quando pelo serviço militar não perceber vantagem pecuniária. Parágrafo único - Quando o estágio for remunerado, assegurar-se-á ao funcionário o direito de opção. SEÇÃO VIII DA LICENÇA ESPECIAL Art. 78 - Após cada qüinqüênio de efetivo exercício, o funcionário fará jus à licença especial de três meses, com todos os direitos e vantagens do seu cargo efetivo, podendo acumular o período de dois qüinqüênios. § 1.º - Não será concedida licença especial se houver o funcionário, no qüinqüênio correspondente: I - Sofrido pena de multa ou suspensão; II - Faltado ao serviço sem justificação; III - Gozado licença: a) Para tratamento de saúde, por prazo superior a cento e oitenta dias, consecutivos ou não; b) Para tratamento de saúde em pessoa da família, por prazo superior a cento e vinte dias, consecutivos ou não; c) Para tratamento de interesses particulares; d) Por motivo de afastamento do cônjuge, funcionário civil ou militar, por prazo superior a sessenta dias, consecutivos ou não. § 2.º - Cessada a interrupção prevista neste artigo, recomeçará a contagem de qüinqüênio, a partir da data da reassunção do funcionário ao exercício do cargo. § 3.º - As faltas injustificadas ao serviço retardarão a concessão da licença prevista neste artigo, na proporção de um (01) mês para cada falta.
Art. 79 - O funcionário efetivo, ocupante de cargo em comissão ou função gratificada, terá direito à percepção, durante o período de licença especial, das vantagens financeiras do cargo em comissão ou da função gratificada que ocupar. CAPÍTULO III DO VENCIMENTO E A REMUNERAÇÃO SEÇÃO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Ato Relacionado
Art. 80 - Considera-se: Nota Remissiva
I - vencimento, a retribuição pecuniária mensal, com valor fixado em lei, devida na Administração Pública Direta, Autárquica e Fundacional de qualquer dos Poderes do Estado, pelo efetivo exercício de cargo público; Nota Remissiva
II - vencimentos, a soma do vencimento básico com as vantagens permanentes relativas ao cargo público. Nota Remissiva
Art. 81 - Remuneração é a soma do vencimento com as vantagens criadas por lei, inclusive as de caráter individual e as relativas à natureza ou ao local de trabalho. Ato Relacionado
Parágrafo único - Em se tratando de cargo comissionado ao qual seja atribuída gratificação distinta da de representação, o servidor que o ocupar optará por uma delas Nota Remissiva
Art. 82 - (Revogado). Atos Relacionados
I - (Revogado). Ato Relacionado
§ 3.º - (Revogado). Nota Remissiva
§ 4.º - (Revogado). Nota Remissiva
Art. 83 - Perderá o vencimento do cargo efetivo o funcionário. I - Nomeado para cargo em comissão, salvo se por ele optar ou acumular legalmente; Atos Relacionados
II - Cumprindo mandato eletivo remuneração federal, estadual ou municipal, ressalvado, em relação ao último, o direito de opção ou de acumulação legal; Nota Remissiva
III - Licenciado na forma do artigo 65, itens IV e V. Art. 84 - O funcionário perderá: I - O vencimento ou remuneração do dia, se não comparecer ao serviço, salvo por motivo legal ou por doença comprovada, de acordo com as disposições deste Estatuto; II - Um terço do vencimento ou remuneração do dia, se comparecer ao serviço na hora seguinte ao início do expediente ou dele se retirar antes da hora regulamentar, ou ainda, ausentar-se, sem autorização, por mais de sessenta minutos; III - Um terço do vencimento ou remuneração durante o afastamento por motivo de prisão preventiva, pronúncia por crime comum ou denúncia por crime funcional, ou, ainda, condenação por crime inafiançável em processo em que não haja pronúncia, tendo direito à diferença se absolvido; IV - Um terço do vencimento ou remuneração, durante o período de afastamento em virtude de condenação, por sentença definitiva, à pena que não acarrete a perda do cargo.
Parágrafo único - Para efeitos deste artigo, serão levadas em conta as gratificações percebidas pelo funcionário. Art. 85 - Nenhum funcionário perceberá vencimento inferior ao salário-mínimo fixado para o Estado do Amazonas. Ato Relacionado
Art. 86 - Serão abonadas até três faltas, durante o mês, por motivo de doença comprovada mediante atestado passado por médico ou dentista do serviço oficial ou particular. Parágrafo único - (Suprimido). Nota Remissiva
§ 1º - Sem prejuízo no disposto do "caput " do presente artigo 86, todo funcionário que doar sangue à Fundação Hemoam terá direito à folga no dia correspondente à sua doação, desde que, porém, apresente no dia posterior, o respectivo atestado da doação, fornecido pela Hemoam. Nota Remissiva
§ 2º - Para os efeitos deste artigo, o funcionário apresentará o atestado no primeiro dia em que retornar ao serviço. Nota Remissiva
Art. 87 - O vencimento, as gratificações e os proventos não sofrerão descontos além dos previstos em lei, nem serão objeto do arresto, sequestro ou penhora, salvo quando se tratar de: Nota Remissiva
I - Prestação de alimentos determinada judicialmente; II - Reposição ou indenização devida à Fazenda do Estado. Art. 88 - As reposições e as indenizações à Fazenda do Estado serão descontadas em parcelas mensais e sucessivas, aquelas não excedentes da décima parte do valor da remuneração e as outras, em no máximo seis vezes. Nota Remissiva
Art. 89 - Os vencimentos e proventos devidos ao funcionário falecido não serão considerados herança, devendo ser pagos, independentemente de ordem judicial, ao cônjuge ou companheiro ou, na falta deste, aos legítimos herdeiros. SEÇÃO II DAS GRATIFICAÇÕES Ato Relacionado
Art. 90 - Poderão ser concedidas ao funcionário, na forma regulamentar, as seguintes gratificações: I - De função; II - De representação; Atos Relacionados
III - (Revogado). Ato Relacionado
IV - De produtividade ou de prêmio por produção; Atos Relacionados
V - Pela prestação de serviços extraordinários; Atos Relacionados
VI - Pela execução de trabalhos de natureza especial, com risco de vida ou de saúde; Atos Relacionados
VII - Pela participação em órgão de deliberação coletiva; Ato Relacionado
VIII - Pela participação como membro ou auxiliar de comissão examinadora de concurso; IX - Pela prestação de serviço em regime de tempo integral ou tempo integral com dedicação exclusiva; Atos Relacionados
X - Pela participação em comissão, grupo de trabalho ou grupo especial de assessoramento técnico, de caráter transitório; Atos Relacionados
XI - Pelo exercício em determinadas zonas ou locais; e Atos Relacionados
XII - Pelo exercício do magistério em cursos especiais de treinamento de funcionários, se realizado o trabalho fora das horas de expediente. § 1.º - Os percentuais de atribuição das gratificações previstas nos incisos deste artigo, a serem fixados por ato legal, somente incidirão, para efeito de cálculo das referidas vantagens, sobre o valor do vencimento do cargo efetivo do funcionário. Nota Remissiva
§ 2.º - O percentual para percepção da gratificação pela prestação de serviço em regime de tempo integral ou tempo integral com dedicação exclusiva, não poderá ser superior a 60% (sessenta por cento) e a gratificação pela participação em comissão, grupo de trabalho ou grupo especial de assessoramento técnico, de caráter transitório, não poderá ter percentual de atribuição acima de 100% (cem por cento). Nota Remissiva
§ 3º - (Revogado). Nota Remissiva
Art. 91 - A função gratificada é a vantagem pecuniária atribuída pelo exercício de encargos de chefia, assessoramento ou secretariado e outros julgados necessários. § 1.º - Em havendo recursos orçamentários, o Poder Executivo poderá criar funções gratificadas, previstas em regulamento próprio, onde se estabelecerá também competência para designação. Ato Relacionado
§ 2.º - A dispensa da função gratificada cabe à autoridade competente para a designação. Art. 92 - A gratificação por serviço extraordinário destina-se a remunerar o trabalho executado fora do período normal de expediente. Ato Relacionado
§ 1.º - A gratificação será paga por hora de trabalho, prorrogado ou antecipado, na mesma razão de cada hora do período normal de trabalho. § 2.º - Ressalvados os casos de convocação de emergência, o serviço extraordinário não excederá de noventa horas mensais.
§ 3.º - É vedado conceder gratificações por serviços extraordinários com o objetivo de remunerar outros serviços ou encargos. § 4.º - O exercício de cargo em comissão ou função gratificada impede o pagamento de gratificação por serviços extraordinários. Art. 93 - Para o serviço extraordinário noturno, o valor da gratificação será acrescido de vinte e cinco por cento. Art. 94 - (Revogado). Ato Relacionado
SEÇÃO III DA AJUDA DE CUSTO Art. 95 - A administração pagará ajuda de custo ao funcionário que, no interesse do serviço, passar a ter exercício em nova sede. § 1.º - A ajuda de custo destina-se a indenizar ao funcionário as despesas de viagem e de nova instalação. § 2.º - O transporte do funcionário, sua família e um serviçal, ocorrerá por conta do Estado. § 3.º - O nomeado para cargo em comissão, que não seja funcionário do Estado e não resida na sede designada, também fará jus aos benefícios deste artigo. Art. 96 - A ajuda de custo é calculada sobre a remuneração do cargo efetivo ou do cargo em comissão.
Parágrafo único - A ajuda de custo não excederá a importância correspondente a três meses de remuneração. Art. 97 - Não será concedida ajuda de custo: I - Quando o funcionário for posto à disposição de outro órgão; Ato Relacionado
II - Quando o funcionário for transferido ou removido a pedido, mesmo por permuta; e III - Quando o funcionário deixar a sede ou voltar em virtude de mandato eletivo. Art. 98 - Restituirá a ajuda de custo, sem prejuízo da pena disciplinar cabível: I - O funcionário que não se deslocar para a nova sede dentro do prazo fixado, salvo por motivo devidamente comprovado; II - Quando retornar ou pedir exoneração antes de completar cento e oitenta dias de exercício na nova sede. Parágrafo único - Se o funcionário regressar por ordem superior, ou por comprovado motivo de força maior, não haverá restituição. Art. 99 - O transporte do funcionário inclui as passagens e, no limite estabelecido em regulamento próprio, as bagagens. Parágrafo único - O funcionário será obrigado a repor a importância correspondente ao transporte irregularmente requisitado, além de sofrer a pena disciplinar cabível. SEÇÃO IV DAS DIÁRIAS Atos Relacionados
Art. 100 - O funcionário, que a serviço se deslocar da sede em caráter eventual e transitório, fará jus a diárias correspondentes ao período de afastamento, para cobrir as despesas de alimentação e pousada. § 1.º - Entende-se por sede o lugar onde o funcionário reside. § 2.º - Não serão pagas diárias ao funcionário removido ou transferido, quando designado para função gratificada ou nomeado para cargo em comissão. § 3.º - Não caberá pagamento de diárias quando a viagem do funcionário constituir exigência inerente ao cargo ou função. Art. 101 - Será paga diária especial ao funcionário designado para serviços intensivos de campo, em qualquer lugar do Estado. Parágrafo único - A diária especial de campo é devida a partir da entrada em serviço, obedecendo seu pagamento aos valores fixados por ato governamental. Art. 102 - O funcionário que, indevidamente, receber diárias, restituirá de uma só vez igual importância, sujeito ainda à punição disciplinar. Ato Relacionado
Art. 103 - Será punido com suspensão e, na reincidência, com demissão, o funcionário que, indevidamente, conceder diárias. SEÇÃO V DO SALÁRIO-FAMÍLIA Art. 104 - O salário-família é devido por dependente, menor de 21 anos, do funcionário, ativo ou inativo. Atos Relacionados
§ 1.º - A cada dependente corresponderá uma cota de salário-família. § 2.º - A cota do salário-família destinada a dependente inválido será paga em dobro. Art. 105 - Não será devido o salário-família quando o dependente passar a perceber qualquer rendimento, em importância igual ou superior à do salário-mínimo.
Art. 106 - Quando o pai e a mãe forem funcionários e viverem em comum, o salário-família será pago a um deles apenas; se não viverem em comum, será pago ao que tiver os dependentes sob sua guarda ou; se ambos os tiverem, será concedido a um e a outro, de acordo com a distribuição dos dependentes. Art. 107 - O salário-família é devido mesmo quando o funcionário não receber vencimentos ou proventos. Art. 108 - O salário-família não está sujeito a qualquer imposto ou taxa, nem servirá de base para qualquer contribuição, mesmo para a previdência social. Art. 109 - (Revogado). Nota Remissiva
Art. 110 - Quando o funcionário, em regime de acumulação legal, ocupar mais de um cargo , só perceberá o salário-família por um dos cargos. SEÇÃO VI DO AUXÍLIO-DOENÇA Art. 111 - (Revogado). Nota Remissiva
Art. 112 - (Revogado). Nota Remissiva
Art. 113 - Será pago auxílio-funeral correspondente a um mês de vencimento, remuneração ou provento, mediante prova da despesa, a quem providenciou o sepultamento do funcionário falecido. § 1.º - O vencimento, remuneração ou provento corresponderá àquele do funcionário, no momento do óbito. § 2.º - Em caso de acumulação legal de cargos do Estado, o auxílio-funeral corresponderá ao pagamento do cargo de maior vencimento ou remuneração do funcionário. § 3.º - A despesa com auxílio-funeral correrá à conta da dotação orçamentária própria do cargo, que não será provido antes de decorridos trinta dias da vacância. CAPÍTULO IV DAS CONCESSÕES Art. 114 - Sem prejuízo da remuneração e qualquer outro direito ou vantagem, o funcionário poderá faltar ao serviço até oito dias consecutivos, por motivo de : I - Casamento; ou II - Falecimento do cônjuge ou companheiro, pais, filhos ou irmãos. Art. 115 - Ao funcionário estudante será permitido ausentando-se do serviço, sem prejuízo do vencimento, remuneração ou vantagem, para submeter-se a prova ou exame, mediante apresentação de atestado fornecido pelo estabelecimento de ensino. Nota Remissiva
Art. 116 - Poderá o servidor público ser autorizado a se afastar de suas atividades funcionais para frequentar curso de aperfeiçoamento profissional, pelo prazo máximo de 04 (quatro) anos, sem prejuízo do vencimento e remuneração. Nota Remissiva
§ 2.º - O servidor ficará obrigado a prestar serviço ao Estado por período igual ao de seu afastamento, sob pena de indenização aos cofres públicos da importância despendida pelo Estado. Nota Remissiva
§ 3.º O prazo de afastamento previsto no "caput" deste artigo poderá ser estendido quando devidamente justificado pela Instituição de Ensino e ratificado pelo Titular do órgão ou entidade, que demonstrará a importância para o Estado e a boa-fé do servidor público. Nota Remissiva
§ 4.º Fica expressamente proibido o desvio de finalidade, sob as penas da lei, devendo ser observado os termos do ato autorizativo. Nota Remissiva
§ 5.º Somente será concedida nova autorização para afastamento, após o cumprimento da obrigação prevista no § 2.º deste artigo. Nota Remissiva
Art. 117 - O Estado prestará assistência ao funcionário e à sua família através de instituição própria criada por lei. CAPÍTULO VI DO DIREITO DE PETIÇÃO Art. 118 - É assegurado ao funcionário o direito de requerer, representar, pedir reconsideração e recorrer, desde que o faça dentro das normas de urbanidade. Art. 119 - O requerimento é cabível para defesa de direito ou de interesse legítimo e será dirigido à autoridade competente em razão da matéria. Art. 120 - A representação é cabível contra abuso de autoridade ou desvio de poder e, encaminhada pela via hierárquica, será obrigatoriamente apreciada pela autoridade superior àquela contra a qual é interposta. Art. 121 - Caberá pedido de reconsideração dirigido à autoridade que houver expedido o ato ou proferido a primeira decisão, quando contiver novos argumentos. Parágrafo único - O prazo para apresentação do pedido de reconsideração é de quinze dias a contar da ciência do ato, da decisão ou da publicação oficial. Art. 122 - O recurso é cabível contra indeferimento de pedido de reconsideração e contra decisões sobre recursos sucessivamente interpostos. Art. 123 - O recurso será dirigido à autoridade imediatamente superior à que tiver expedido o ato ou proferido a decisão recorrida. § 1.º - O recurso será interposto por intermédio da autoridade recorrida, que poderá reconsiderar a decisão, ou, mantendo-a, encaminhá-la à autoridade superior. § 2.º - É de trinta dias o prazo para a interposição de recurso, a contar da publicação ou ciência, pelo interessado, da decisão recorrida. Art. 124 - O direito de pleitear na esfera administrativa prescreverá: I - Em cinco anos, quando aos atos de demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade e aos referentes a matéria patrimonial; II - Em cento e vinte dias, nos demais casos. Art. 125 - Os prazos de prescrição estabelecidos no artigo anterior, contar-se-ão da data da publicação, no órgão oficial, do ato impugnado, ou da data da ciência pelo interessado. Art. 126 - Os pedidos de reconsideração e os recursos, quando cabíveis, e apresentados dentro do prazo, interrompem a prescrição até duas vezes, determinando a contagem de novos prazos a partir da data da publicação de despacho denegatório ou restritivo ao pedido.
Art. 127 - O ingresso em juízo não implica necessariamente suspensão, na instância administrativa, de pleito formulado pelo funcionário. CAPÍTULO VII DA DISPONIBILIDADE Art. 128 - Disponibilidade é o ato pelo qual o funcionário estável fica afastado de qualquer atividade, no serviço público em virtude da extinção ou declaração da desnecessidade do seu cargo. Parágrafo único - O funcionário em disponibilidade perceberá proventos proporcionais ao seu tempo de serviço, mais as vantagens incorporáveis à data da inativação e o salário-família. Art. 129 - Restabelecido o cargo, mesmo modificada a sua denominação, será nele aproveitado, com prioridade, o funcionário em disponibilidade. Art. 130 - O funcionário em disponibilidade poderá ser aposentado, preenchidos os requisitos legais. CAPÍTULO VIII DA APOSENTADORIA Ato Relacionado
Art. 131 - (Revogado). Nota Remissiva
I - (Revogado). Nota Remissiva
a) (Revogada). Nota Remissiva
b) (Revogada). Nota Remissiva
III - (Revogado). Nota Remissiva
Art. 132 - (Revogado). Nota Remissiva
II - (Revogado). Nota Remissiva
Art. 133 - (Revogado). Nota Remissiva
Art. 134 - (Revogado). Nota Remissiva
Art. 135 - (Revogado). Nota Remissiva
Art. 136 - (Revogado). Nota Remissiva
Art. 137 - (Revogado). Nota Remissiva
Art. 138 - (Revogado). Ato Relacionado
Art. 139 - (Revogado). Ato Relacionado
Art. 140 - (Revogado). Nota Remissiva
Art. 141 - (Revogado). Nota Remissiva
Art. 142 - (Revogado). Nota Remissiva
Art. 143 - (Revogado). Nota Remissiva
Art. 144 - É vedada a acumulação remunerada de cargo com outro cargo, emprego ou função públicos, abrangendo a Administração Direta, autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista, suas subsidiárias, e sociedades controladas, direta ou indiretamente, pelo poder público, exceto, quando houver compatibilidade de horários: Ato Relacionado
I - a de dois cargos ou empregos de professor; Nota Remissiva
II - a de um cargo ou de emprego de professor com outro técnico ou científico; Nota Remissiva
III - a de dois cargos ou empregos privativos de médico. Nota Remissiva
IV - (Suprimido) Nota Remissiva
§ 1.º - (Suprimido). Nota Remissiva
§ 2.º - (Suprimido). Nota Remissiva
§ 3.º - (Suprimido). Nota Remissiva
Parágrafo único - É vedada a percepção simultânea de proventos com a remuneração de cargo, emprego ou função pública, ressalvadas as hipóteses de acumulação permitida na atividade, de exercício de mandato eletivo, de cargo em comissão ou de contrato para a prestação de serviços de natureza técnica ou especializada. Nota Remissiva
Art. 145 - O reconhecimento da licitude da acumulação de cargos fica condicionado à comprovação da compatibilidade de horários a ser declarada pelo servidor em ato próprio perante os órgãos ou entidades a que pertencer. Nota Remissiva
I - (Suprimido). Nota Remissiva
II - (Suprimido). Nota Remissiva
III - (Suprimido). Nota Remissiva
Parágrafo único - A qualquer tempo a Administração poderá solicitar declaração do servidor atestando que não acumula cargos, empregos ou funções em órgão da União, Estado e Municípios. Nota Remissiva
Art. 146 - As acumulações e a percepção de proventos vedadas pelo art. 144 serão apuradas em processo sumário, nos termos do artigo 174 deste Estatuto, por meio de comissão constituída em caráter transitório ou permanente. Nota Remissiva
Art. 147 - Transitada em julgado a decisão do processo sumário que concluir pela acumulação ou pela percepção de proventos vedadas pelo art. 144, o servidor: Nota Remissiva
I - optará, no prazo de 05 (cinco) dias, por um dos cargos, empregos ou funções exercidos, ou pelos proventos, se patenteada a boa fé; Nota Remissiva
II - será demitido do cargo ou cargos estaduais ilegalmente ocupados, ou terá cassada a aposentadoria ou a disponibilidade, nos casos de má-fé comprovada. Nota Remissiva
Art. 148 - As autoridades que tiverem conhecimento de qualquer acumulação indevida, comunicarão o fato, sob pena de responsabilidade, ao órgão de pessoal, para os fins indicados no artigo 146. CAPÍTULO II DOS DEVERES Art. 149 - Além do exercício das atribuições do cargo, são deveres do funcionário: I - Lealdade e respeito às instituições constitucionais e administrativas; II - Assiduidade e pontualidade; III - Cumprimento de ordens superiores, representando quando manifestamente ilegais; IV - Desempenho, com zelo e presteza, dos trabalhos de sua incumbência; V - Sigilo sobre os assuntos da repartição; VI - Zelo pela economia do material e pela conservação do patrimônio sob sua guarda ou para sua utilização. VII - Urbanidade com companheiros de serviços e o público geral; VIII - Cooperação e espírito de solidariedade com os companheiros de trabalho; IX - Conhecimento das leis, regulamentos, regimentos, instruções e ordens de serviços referentes às suas funções; e X - Procedimento compatível com a dignidade da função pública. CAPÍTULO III DAS PROIBIÇÕES Art. 150 - Ao funcionário é proibido: I - Referir-se de modo depreciativo ou desrespeitoso em informação, parecer ou despacho, às autoridades e a atos da Administração Pública, podendo, parém, em trabalho assinado, criticá-los do ponto de vista doutrinário ou da organização do serviço;
II - Censurar, por qualquer órgão de divulgação pública, as autoridades constituídas; III - Pleitear, como procurador ou intermediário junto às repartições públicas, salvo quando se tratar de percepção de vencimentos e proventos do cônjuge, companheiro ou parente consangüíneo ou afim, até segundo grau; IV - Retirar, modificar ou substituir, sem prévia autorização, qualquer documento de órgão estadual; V - Empregar materiais e bens do Estado em serviço particular ou, sem autorização superior, retirar objetos de órgãos oficiais; VI - Valer-se do cargo para lograr proveito pessoal; VII - Coagir ou aliciar subordinados com objetivo de natureza partidária; VIII - Receber propinas, comissões, presentes e vantagens de qualquer espécie, em razão do cargo; IX - Praticar a usura, em qualquer de suas formas; X - Promover manifestações de apreço ou desapreço, mesmo para obsequiar superiores hierárquicos, e fazer circular ou subscrever lista de donativos na repartição; XI - Cometer a pessoa estranha à repartição, fora dos casos previstos em lei, o desempenho de encargos de sua competência ou de seus subordinados. XII - Participar da diretoria, gerência, administração, conselho-técnico ou administrativo de empresa ou sociedade: a) Contratante ou concessionária de serviço público; b) Fornecedora de equipamento ou material de qualquer natureza ou espécie, a qualquer órgão estadual; c) Com atividades relacionadas à natureza do cargo ou função pública exercida; XIII - Exercer o comércio ou participar de sociedade comercial, exceto como acionistas, cotistas ou comanditário; XIV - Entreter-se, nos locais e horas de trabalho, em palestras, leituras ou atividades estranhas ao serviço;
XV - Atender pessoas estranhas ao serviço no local de trabalho, para tratar de assuntos particulares; XVI - Incitar greves ou delas participar ou praticar atos de sabotagem contra o serviço público; XVII - Fundar sindicato de funcionário ou dele participar; e XVIII - Ausentar-se do Estado, mesmo para estudo ou missão oficial de qualquer natureza, com ou sem ônus para os cofres públicos, sem autorização expressa do Chefe do Poder a cujo Quadro de Pessoal integre. Atos Relacionados
CAPÍTULO IV DAS RESPONSABILIDADES Art. 151 - (Revogado). Nota Remissiva
Art. 152 - A responsabilidade civil decorre de procedimento doloso ou culposo, que importe em prejuízo à Fazenda Pública ou a terceiros. § 1.º - A indenização de prejuízo causado à Fazenda Pública será liquidada mediante desconto em prestações mensais, não superiores à décima parte do vencimento ou remuneração, à falta de outros bens que respondam pela reposição. § 2.º - Tratando-se de danos causado a terceiros, responderá o funcionário perante a Fazenda Pública, em ação regressiva, proposta depois de transitada em julgado a decisão que houver condenado a Fazenda a indenizar o prejudicado. Art. 153 - A responsabilidade penal abrange os crimes e contravenções imputados ao funcionário, nesta qualidade.
Art. 154 - A responsabilidade administrativa resulta de omissões ou atos praticados no desempenho do cargo ou função. Art. 155 - As sanções civis, penais e disciplinares poderão acumular-se, umas e outras, independentes entre si, bem assim as instâncias cível, penal e administrativa. CAPÍTULO V DAS PENALIDADES Art. 156 - São penas disciplinares: I - Reprensão; Nota Remissiva
II - Suspensão; III - Demissão; e IV - Cassação de aposentadoria ou disponibilidade. Art. 157 - Na aplicação das penas disciplinares serão consideradas a natureza e a gravidade da infração, os danos que dela resultarem para o serviço público e os antecedentes funcionais do culpado. Art. 158 - A pena de repreensão será aplicada por escrito, nos casos de indisciplina ou falta de cumprimento dos deveres funcionais. Art. 159 - A pena de suspensão, que não excederá a noventa dias, será aplicada em casos de falta grave ou de reincidência. Parágrafo único - O funcionário suspenso perderá, durante o período de cumprimento da pena, todos os direitos e vantagens decorrentes do exercício do cargo. Art. 160 - As penas de repreensão e suspensão até cinco dias serão aplicadas de imediato pela autoridade que tiver conhecimento direto de falta cometida. § 1.º - O ato punitivo será motivado e terá efeito imediato, mas provisório, assegurando-se ao funcionário o direito de oferecer defesa por escrito, no prazo de três dias. § 2.º - A defesa prevista no parágrafo anterior é independente de autuação e será apresentada mediante recibo, diretamente pelo funcionário à autoridade que aplicou a pena.
§ 3.º - As penalidades aplicadas nas condições deste artigo, somente serão confirmadas mediante novo ato, após a apreciação da defesa, ou pelo decurso do prazo para tanto estabelecido, se tal direito não for exercido pelo funcionário. § 4.º - Somente se confirmada a penalidade constará no assentamento individual do funcionário. Art. 161 - A pena de demissão será aplicada nos casos de: I - Crime contra a administração pública, assim definido na Lei Penal; II - Abandono de cargo; III - Inassiduidade habitual; IV - Incontinência pública ou escandalosa e prática de jogos proibidos; V - Insubordinação grave em serviço; VI - Ofensa física em serviço contra funcionário ou particular, salvo em legítima defesa e em estrito cumprimento do dever legal; VII - Aplicação irregular de dinheiro público; VIII - Revelação de fato ou informação de natureza sigilosa que o funcionário conheça em razão do cargo; IX - Corrupção passiva, nos termos da Lei Penal; X - Lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio estadual; XI - ocorrência de qualquer das vedações previstas no, art. 144, se provada a má-fé; Nota Remissiva
XII - Transgressão de quaisquer dos itens IV, V, VI, VII e IX do artigo 150. § 1.º - Considera-se abandono de cargo a ausência ao serviço, sem justa causa, por mais de trinta dias consecutivos. § 2.º - Entende-se comao inassiduidade habitual a falta ao serviço sem causa justificada, por sessenta dias intercalados durante o período de doze meses.
Art. 162 - O ato de imposição de penalidade mencionará sempre a causa da sanção e o fundamento legal. Art. 163 - São competentes para aplicação das penalidades disciplinares: I - Governador; II - O Secretário de Estado ou autoridade diretamente subordinada ao Governador e os dirigentes de autarquias, nos casos de suspensão por mais trinta dias; e III - Os chefes de unidades administrativas, na forma regimental, nos casos de repreensão ou suspensão até trinta dias. Parágrafo único - Quando se tratar de funcionário dos Poderes Legislativo e Judiciário, e dos Tribunais de Contas do Estado e dos Municípios, as penalidades serão aplicadas pelas autoridades designadas em regimento interno, lei orgânica ou regulamento. Art. 164 - Constarão obrigatoriamente do seu assentamento individual as penalidades disciplinares impostas ao funcionário. Art. 165 - Além da pena judicial cabível, serão consideradas como de suspensão os dias em que o funcionário deixar de atender, sem motivo justificado, à convocação do júri e outros serviços obrigatórios previstos em lei. Art. 166 - Será cassada a aposentadoria ou a disponibilidade do inativo que praticou, quando em atividade, falta punível com demissão. Art. 167 - Será cassada a disponibilidade quando o funcionário, nessa situação, investiu-se ilegalmente em cargo ou função pública, ou aceitou comissão, emprego ou pensão de Estado estrangeiro, sem prévia e expressa autorização do Presidente da República. Parágrafo único - Será igualmente cassada a disponibilidade do funcionário que não assumir no prazo legal o exercício do cargo em que for aproveitado. Art. 168 - Prescreverá: I - Em dois meses, a falta sujeita à repreensão; II - Em dois anos, a falta sujeita à pena de suspensão; e III - Em cinco anos, a falta sujeita às penas de demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade.
Parágrafo único - Também a falta, prevista em Lei Penal como crime, prescreverá juntamente com ele. Art. 169 - A prescrição começa a contar da data em que a autoridade tomar conhecimento da existência da falta. Parágrafo único - O curso de prescrição interrompe-se pela abertura do competente procedimento administrativo. CAPÍTULO VI DA PRISÃO ADMINISTRATIVA E DA SUSPENSÃO PREVENTIVA Art. 170 - Cabe dentro das respectivas competências ao Secretário de Estado e demais chefes de órgãos diretamente subordinados ao Governador, ordenar a prisão administrativa, mediante despacho fundamentado, de todo e qualquer responsável por dinheiro ou valores pertencentes à Fazenda Estadual ou que se acharem sob sua guarda, nos casos de alcance, remissão ou omissão em efetuar as entradas nos devidos prazos. § 1.º - Em se tratando de funcionário dos Poderes Legislativo e Judiciário, e dos Tribunais de Contas do Estado e dos Municípios, a prisão administrativa será ordenada pelas autoridades designadas em regimento interno, lei orgânica ou regulamento. § 2.º - Ordenada a prisão, será ela comunicada imediatamente à autoridade judiciária competente. § 3.º - A prisão administrativa não excederá de noventa dias, podendo, no entanto, ser revogada, a critério da autoridade que a decretou, sem prejuízo do processo disciplinar e penas cabíveis, se o funcionário ressarcir os danos causados ao erário público ou oferecer garantia idônea. § 4.º - No curso do processo disciplinar compete ao Presidente da Comissão suscitar a prisão administrativa do indiciado, perante a autoridade competente para decretá-la, nos casos legalmente cabíveis. Art. 171 - A suspensão preventiva até trinta dias será ordenada pelo chefe da unidade administrativa, mediante despacho fundamentado, se o afastamento do funcionário for necessário, para que não venha a influir na apuração da falta cometida. § 1.º - Caberá ao Secretário de Estado ou às autoridades designadas em regimento interno, lei orgânica ou regulamento, prorrogar, até noventa dias, o prazo de suspensão já ordenada, mas cumprida a penalidade, cessarão os respectivos efeitos, ainda que o processo disciplinar não esteja concluso. § 2.º - A suspensão preventiva do funcionário não impede a decretação de sua prisão administrativa. Art. 172 - Durante o período da prisão administrativa ou da suspensão preventiva, o funcionário perderá um terço do vencimento ou remuneração.
Parágrafo único - Reconhecida sua inocência, o funcionário terá direito à diferença de remuneração e à contagem, para todos os efeitos, do período correspondente à prisão administrativa ou suspensão preventiva. CAPÍTULO VII DO PROCESSO DISCIPLINAR SEÇÃO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 173 - A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público é obrigada a tomar providências para apurar os fatos e responsabilidades. § 1.º - As providências de apuração começarão logo após o conhecimento dos fatos e serão tomadas na unidade onde eles ocorreram, devendo consistir, no mínimo, em relatório circunstanciado sobre as possíveis irregularidades. § 2.º - A averiguação preliminar será cometida a um só funcionário ou a uma comissão. SEÇÃO II DO PROCESSO SUMÁRIO Art. 174 - Instaura-se o processo sumário quando a falta disciplinar, pela gravidade ou natureza, não motivar demissão, ressalvado o disposto nos artigos 146 e 160. Nota Remissiva
Parágrafo único - Concluída a instrução, a decisão do processo sumário será tomada após 05 (cinco) dias do prazo para o servidor apresentar a sua defesa. Nota Remissiva
Art. 175 - A sindicância constitui a peça preliminar e informativa do inquérito administrativo, devendo ser instaurada quando os fatos não estiverem definidos ou faltarem elementos indicativos da autoria. Art. 176 - A sindicância não comporta o contraditório e tem caráter sigiloso, devendo obrigatoriamente serem ouvidos, no entanto, os envolvidos nos fatos. Art. 177 - O relatório da sindicância conterá descrição articulada dos fatos e proposta objetiva ante as ocorrências verificadas, recomendando o arquivamento do feito ou a abertura do inquérito administrativo. Parágrafo único - Quando recomendar abertura do inquérito administrativo, o relatório deverá apontar os dispositivos legais infringidos e a autoria do infrator. Art. 178 - A sindicância deverá estar conclusa dentro de trinta dias, prazo prorrogável mediante justificação fundamentada. SEÇÃO IV DO INQUÉRITO ADMINISTRATIVO Art. 179 - Instaura-se inquérito administrativo quando a falta disciplinar, por sua gravidade ou natureza, possa determinar a aplicação da penas de suspensão, por mais de trinta dias, demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade. Ato Relacionado
Parágrafo único - No inquérito administrativo é assegurado o amplo e irrestrito exercício do direito de defesa. Art. 180 - Além do Governador, dos Presidentes dos Poderes Legislativo, Judiciário, dos Tribunais de Contas e do Secretário de Estado, são competentes para determinar a instauração do inquérito disciplinar os dirigentes dos órgãos diretamente subordinados ao Chefe do Poder Executivo e os dirigentes de autarquias, respeitadas as atribuições estabelecidas em regulamento, regimento interno ou lei orgânica. Art. 181 - O inquérito administrativo será conduzido por uma Comissão, permanente ou especial, composta por cinco funcionários estáveis. § 1.º - Entre os membros da Comissão, dois, no mínimo serão Bacharéis em Direito. § 2.º - A Comissão obedecerá a regimento próprio e o mandato de seus membros será de dois anos, admitida a recondução por uma única vez. § 3.º - A Comissão procederá a todas as diligências necessárias, recorrendo, quando aconselhável, a técnicos ou peritos.
§ 4.º - Os órgãos estaduais responderão com a máxima presteza às solicitações da Comissão, devendo comunicar a impossibilidade de atendimento, em caso de força maior. § 5.º - Terá caráter urgente e prioritário e expedição de documentos necessários à instrução do inquérito administrativo. Art. 182 - O inquérito administrativo começará no prazo de cinco dias, contados do recebimento dos autos pela Comissão e terminará no prazo de noventa dias. Parágrafo único - O prazo para conclusão do inquérito poderá ser prorrogado, mediante justificação fundamentada e a juízo da autoridade competente. Art. 183 - Recebidos os autos, a Comissão formalizará o indiciamento do funcionário, apontado o dispositivo legal infringido. § 1.º - A citação será pessoal e contará com a transcrição do indiciamento, bem como data, hora e local marcados para o interrogatório. § 2.º - Não sendo encontrado o indiciado, ou ignorando-se o seu paradeiro, a citação será feita por editais, publicados no órgão oficial, durante três dias consecutivos. § 3.º - Se o indiciado não comparecer, será decretada a sua revelia e designado um defensor dativo, de preferência Bacharel em Direito, ou funcionário da mesma classe e categoria, para a promoção da defesa. Art. 184 - Nenhum funcionário será processado sem assistência de defensor habilitado. Parágrafo único - Se o funcionário não constituir advogado, ser-lhe-á designado um defensor dativo, na forma do disposto no artigo anterior. Art. 185 - O indiciado estará presente a todas as diligências do inquérito e poderá intervir em qualquer ato da Comissão. Art. 186 - Para todas as provas e diligências será intimada a defesa, com antecedência mínima de quarenta e oito horas. Art. 187 - Realizadas as provas da Comissão, a defesa será intimada para apresentar, em três dias, as provas que pretender produzir. Art. 188 - Encerrada a instrução, dar-se-á vista ao defensor para apresentação, por escrito e no prazo de dez dias, das razões de defesa do indiciado. § 1.º - Havendo dois ou mais indiciados, o prazo será comum de vinte dias. § 2.º - O prazo de defesa será prorrogado pelo dobro, para diligências reputadas imprescindíveis.
§ 3.º - Compete ao Presidente da Comissão indeferir, mediante despacho fundamentado, as diligências de caráter procrastinatório ou manifestamente desnecessárias. Art. 189 - As certidões de repartições públicas, necessárias à defesa, serão fornecidas sem qualquer ônus, a requerimento do defensor, dirigido ao Presidente da Comissão. Art. 190 - Produzida a defesa escrita, a Comissão apresentará o relatório no prazo de dez dias. Art. 191 - No relatório da Comissão serão apreciadas, em relação a cada indiciado, as irregularidades imputadas, as provas colhidas e as razões da defesa, justificando-se, com fundamento objetivo, a absolvição ou punição, e indicando-se, neste caso, a pena cabível e seu embasamento legal. Parágrafo único - A Comissão poderá sugerir outras medidas que se fizerem necessárias à defesa do interesse público. Art. 192 - Recebidos os autos com o relatório, a autoridade competente proferirá a decisão por despacho fundamentado. Art. 193 - O funcionário só poderá requerer exoneração após a conclusão do processo disciplinar, e se reconhecida a sua inocência. Art. 194 - As decisões serão publicados no Diário Oficial, dentro do prazo de oito dias, a contar da data do despacho final. Nota Remissiva
Art. 195 - Quando ao funcionário se imputar crime praticado na esfera administrativa, a autoridade que determinou a instauração do inquérito administrativo providenciará para se instaurar, simultaneamente, o inquérito policial. CAPÍTULO VIII DA REVISÃO DO PROCESSO Art. 196 - A qualquer tempo poderá ser requerida a revisão do processo administrativo de que haja resultado pena disciplinar, quando forem aduzidos fatos ou circunstâncias suscetíveis de justificar a inocência do punido. § 1.º - Não constitui fundamento para revisão a simples alegação de injustiça da penalidade. § 2.º - A revisão não autoriza a agravação da pena.
§ 3.º - Ocorrendo o falecimento do punido, o pedido de revisão poderá ser formulado pelo cônjuge ou parente até segundo grau. Art. 197 - A revisão processar-se-á apensa ao processo original. Art. 198 - O pedido de revisão será dirigido à autoridade que tiver proferido a decisão. § 1.º - A revisão será realizada por uma Comissão composta de três funcionários estáveis, de categoria igual ou superior à do punido. § 2.º - Estarão impedidos de integrar a Comissão revisora os funcionários que constituíram a Comissão que concluiu pela aplicação da penalidade ao requerente. Art. 199 - Conclusos os trabalhos da Comissão, em prazo não excedente a sessenta dias, será o Processo, com o respectivo relatório, encaminhado à autoridade competente para julgamento. Parágrafo único - Caberá, entretanto, aos Chefes dos Poderes o julgamento, quando do processo revisto houver resultado pena de demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade. Art. 200 - Julgada procedente a revisão, a autoridade competente determinará a redução ou anulação da pena. Parágrafo único - A decisão será sempre fundamentada e publicada no órgão oficial do Estado. Art. 201 - Aplicam-se ao processo de revisão, no que couberem, as disposições concernentes ao processo disciplinar. TÍTULO VI DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS Art. 202 - O Dia do Funcionário Público será comemorado a 28 de outubro. Art. 203 - Salvo disposição em contrário, a contagem do tempo e dos prazos previstos neste Estatuto será feita em dias corridos, excluindo-se o dia do começo e incluindo-se o do seu término. Parágrafo único - Considerar-se-á prorrogado o prazo até o primeiro dia útil, se o término coincidir com sábado, domingo, feriado ou dia em que não haja expediente, ou este não prossiga até a hora normal do encerramento. Art. 204 - São isentos de quaisquer tributos as certidões e outros documentos relacionados com o serviço público e de interesse do funcionário. Art. 205 - O Governador determinará o número de horas diárias de trabalho das várias categorias de funcionários nas repartições estaduais.
Parágrafo único - Em se tratando de funcionários dos Poderes Legislativo e Judiciário, a providência de que trata este artigo constará de regulamento administrativo. Art. 206 - Nos dias úteis somente por decreto do Governador deixarão de funcionar as repartições públicas estaduais ou será suspenso o expediente. Atos Relacionados
Art. 207 - Os atos de provimento de cargos públicos, das designações para funções gratificada, bem como todos os demais relativos a direitos, vantagens, concessões e licenças, só produzirão efeitos após publicados no órgão oficial. Nota Remissiva
Art. 208 - Para os efeitos desta Lei, e quando nela não definida, é considerada pessoa da família do funcionário quem viva às suas expensas e conste de seu assentamento individual. Art. 209 - Para fins de percepção dos benefícios previstos na legislação, obrigatoriamente são contribuintes da previdência social do Estado os funcionários regidos por este Estatuto, ressalvados os ocupantes de cargo em comissão vinculados a outro sistema previdenciário público. Art. 210 - (Revogado). Nota Remissiva
Art. 211 - O Poder Executivo expedirá os atos complementares necessários à plena execução das disposições da presente Lei. Art. 212 - Ficam revogados o artigo 12 da Lei nº 1221, de 30/12/1976, a Lei nº 701, de 30/12/1967, com suas alterações, e demais disposições em contrário. Art. 213 - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, e terá efeitos a partir de 28 de outubro de 1986. GABINETE DO GOVERNADOR DO ESTADO DO AMAZONAS, em Manaus, 14 de Novembro de 1986. GILBERTO MESTRINHO DE MEDEIROS RAPOSO Governador do Estado João Felix Toledo Pires de Carvalho Secretário de Governo do Estado Arlindo Augusto dos Santos Porto Secretário de Estado da Administração Ozias Monteiro Rodrigues Secretário de Estado da Fazenda Mario Essashika Secretário de Estado da Produção Rural e Abastecimento Euler Esteves Ribeiro Secretário de Estado da Saúde Waldyr José da Silva Pimenta Secretário de Estado dos Transportes e Obras
Roberto Cohen Secretário de Estado da Indústria, Comércio e Turismo Rosa Pontes dos Santos Secretária de Estado do Planejamento e Coordenação Geral Francisca Matos Secretária de Estado da Educação e Cultura José Sodré dos Santos Secretário de Estado do Interior e Justiça Mário Seixas de Melo Secretário de Estado do Trabalho e Bem Estar Social Manoel Fausto Primavera Lima Secretário de Estado de Comunicação Social Henrique Lustosa Cavalcante Secretário de Estado da Segurança Sérgio Ferraz Frota Secretário Especial de Promoção e Desenvolvimento Econômico Iomar Cavalcante de Oliveira Secretário de Estado para Assuntos Fundiários e Projetos Especiais Publicação: D.O.E. de 17/11/1986
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References: artigo 30
 artigo 109
 artigo 86
 artigo 65
 artigo 37
 artigo 65
 artigo 86
 artigo 174
 artigo 146
 artigo 150
 artigo 12