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Timestamp: 2017-08-23 11:58:05+00:00

Document:
CBEE 2012
Tradução e Adaptação do Regulamento Oficial da IFSC (Handbook 2010) – Ricardo Leizer (APEE)
Colaboração – Luis Cesar (AEEP), Marcio Hoepers (FEMESC) e Ígor Tschoepke Goedel (FGM)
1.1. CAMPEONATO BRASILEIRO
1.1.1. De acordo com os estatutos da CBME, uma série de competições para o Campeonato Brasileiro deverá ser realizada a cada ano.
1.1.2. A CBME poderá aprovar um máximo de oito (8) competições do Campeonato Brasileiro para cada modalidade.
1.1.3. Cada competição do Campeonato Brasileiro aprovada pela CBME deverá incluir as categorias Masculino e Feminino. Somente competidores acima de 13 anos, incluindo aqueles que completarem 13 anos no decorrer do ano, poderão participar do Campeonato Brasileiro.
1.1.4. Cada competição do Campeonato Brasileiro deverá incluir uma ou mais das três modalidades. Para cada modalidade, o formato deverá ser como os descritos nas respectivas seções de cada modalidade.
1.1.5. As competições do Campeonato Brasileiro deverão ser realizadas normalmente durante os fins de semana. O tempo máximo de duração de uma competição deverá ser de dois (2) dias para uma modalidade, três (3) dias quando houver duas modalidades, e quatro (4) dias quando houver as três modalidades.
1.1.6. Ao final de cada competição do Campeonato Brasileiro, os vencedores da categoria Masculino e da categoria Feminino das modalidades Dificuldade, Boulder e Velocidade deverão receber um troféu da Federação-Membro/organização.
1.1.7. Ao término da última competição do ano, o competidor que tiver acumulado o maior número de pontos de acordo com as regras deverá receber o título de Campeão Brasileiro.
1.1.8. Ao final da série de competições do Campeonato Brasileiro, os vencedores das categorias Masculino e Feminino deverão receber o troféu de Campeões Brasileiros. Adicionalmente, os primeiros, segundos e terceiros colocados deverão receber as medalhas de ouro, prata e bronze, respectivamente.
1.1.9. Caso uma Federação-Membro decida realizar sua etapa estadual juntamente com a etapa Nacional, com outras categorias, deverá reger seu próprio regulamento para tal.
As regras aqui dispostas somente regem o Campeonato Brasileiro, nas categorias Master Masculino e Master Feminino, e Intermediário Masculino e Interemediário Feminino, quando estas últimas forem aplicadas, nas modalidades Dificuldade, Boulder e Velocidade.
Isto somente poderá ocorrer desde que não interfira com o andamento da etapa do Campeonato Brasileiro.
Todos acontecimentos referentes a estas outras categorias estaduais deverão ser tratados pela Federação-Membro, no âmbito estadual, sem interferência da CBME.
1.2. PONTOS E CLASSIFICAÇÃO – RANKING BRASILEIRO
1.2.1. Ao final de cada competição do Campeonato Brasileiro, os competidores serão pontuados da seguinte forma:
a) quando houver 30 ou mais participantes na primeira etapa do ano:
Do 31o em diante recebem 1 ponto cada.
b) quando houver entre 20 e 29 participantes na primeira etapa do ano:
Do 21o em diante recebem 1 ponto cada.
c) quando houver entre 10 e 19 participantes na primeira etapa do ano:
Do 16o em diante recebem 1 ponto cada.
1.2.2. Os pontos ganhos por competidores empatados em uma das competições será a média dos pontos das colocações referentes aos competidores empatados.
1.2.3. Os pontos ganhos após cada competição do Campeonato Brasileiro deverão ser agregados como especificado no Artigo 1.2.4 abaixo. Os pontos agregados deverão ser recalculados após cada competição do Campeonato Brasileiro e os competidores com pontos no Ranking serão ranqueados na ordem decrescente dos pontos acumulados. O Ranking Brasileiro para cada modalidade deverá ser publicado após cada competição.
1.2.4. O número máximo de pontos que um competidor poderá acumular ao final do ano para o Ranking Brasileiro deverá seguir as seguintes regras:
a) se 4 ou menos competições forem organizadas, todos os resultados contarão.
b) se 5 ou 6 competições forem realizadas, uma etapa deverá ser descartada;
c) se 7 ou mais competições forem realizadas, duas etapas deverão ser descartadas;
1.2.5. O Ranking Geral do Campeonato Brasileiro deverá ser calculado pela soma dos maiores pontos alcançados por cada competidor de acordo com o Artigo 1.2.1. O número máximo de competições que poderão ser usadas para este cálculo deverá ser 5. Somente competidores que acumularam pontos em pelo menos duas modalidades poderão concorrer ao Ranking Geral.
1.2.6. Se houver empate entre dois competidores na primeira colocação ao final do Campeonato Brasileiro ao término da última etapa do ano, o empate deverá ser feito com a comparação de suas colocações nas etapas em que os competidores empatados participaram, isto é, o maior número de melhores colocações em um confronto direto. Se o empate persistir, então o competidor que tiver mais 1os lugares ganha. Se persistir o empate, quem tiver mais 2 os lugares, e assim por diante.
1.3. REGISTRO DOS COMPETIDORES
1.3.1. As Federações-Membro deverão realizar as inscrições de seus atletas em cada etapa até no máximo 1 semana antes da competição ser iniciada.
1.3.2. QUOTA
Cada federação estadual poderá inscrever 10 atletas por categoria por modalidade.
A Federação Membro responsável pela organização e realização da etapa poderá inscrever 20 atletas por categoria por modalidade. Se uma Federação Membro realiza mais de duas etapas por modalidade, esta regra se aplica somente para duas etapas, não mais.
1.3.3. QUOTA EXTRA
Para cada modalidade, os 10 primeiros homens e as 6 primeiras mulheres melhores classificados no Ranking Brasileiro do ano anterior poderão ser inscritos no Campeonato Brasileiro, além daqueles atletas referidos no Artigo 1.3.2 acima.
1.3.4. LISTAS SUPLEMENTARES
Cada Federação Membro poderá registrar competidores adicionais em uma Lista Suplementar. O registro destes atletas será confirmado pela CBME caso o número total de participantes da etapa proposto pela Organização não tenha sido excedido. Em tal caso, as vagas restantes deverão ser igualmente distribuídas a todas Federações Membro requerentes.
1.4. REGISTRO DE ETAPAS
1.4.1. As etapas serão definidas no início do ano pela CBME. Para registrar uma etapa, a Federação-Membro pleiteante deverá pagar R$ 100,00 à CBME a título de taxa de registro de competição do Campeonato Brasileiro.
1.4.2. A etapa deverá ser anunciada oficialmente com pelo menos 60 dias de antecedência.
1.4.3. O cancelamento de uma etapa poderá ser anunciado com pelo menos 30 dias de antecedência, mas a taxa não será reembolsada.
1.4.4. Cancelamentos com menos de 30 dias de antecedência deverão imputar em multa de R$ 500,00, pagos à CBME.
2.REGRAS GERAIS
2.1. MODALIDADES, CATEGORIAS E TIPOS DE VIAS
2.1.1. Competições Nacionais de Escalada Esportiva incluem as seguintes modalidades:
a) Dificuldade: as vias são escaladas guiadas, com segurança feita a partir do solo, com as costuras feitas em seqüência e com determinação da Classificação de acordo com a maior distância atingida pelo competidor na linha da via.
b) Boulder: um número definido de problemas curtos e técnicos é tentado sem o uso de corda de escalada para proteção contra quedas mas com colchões nas bases dos problemas para este fim. A somatória dos pontos conseguidas pelo competidor juntamente com o número de tentativas para conseguir estes pontos determinam a sua classificação.
c) Velocidade: as vias são tentadas em “top-rope”, com a segurança feita a partir do solo. O tempo usado pelo competidor para completar a via determina sua classificação.
2.1.2. Competições nacionais podem consistir de eventos separados para Dificuldade, Boulder e Velocidade. Não é necessário que as três modalidades façam parte de um evento.
2.1.3. Toda competição Nacional inclui duas categorias: Master Masculino e Master Feminino.
2.1.4. Em casos específicos para promoção do esporte, pode-se considerer outras categorias.
2.1.5. Quando houver outras categorias no entanto, estas deverão respeitar as mesmas regras.
2.1.6. Competições Nacionais incluem vias/boulders que podem ser tentados:
a) 'à vista': após um período autorizado de Observação da via, onde os competidores não podem ver os outros competidores na via/boulder antes de sua própria tentativa;
b) 'em flash': após demonstração da via/boulder por um Route-Setter e/ou após verem outros competidores escalando.
2.1.7. As vias e os boulders de uma competição Nacional deverão ser tentadas 'à vista' a menos que especificado de outra forma (como nos casos dos Opens – Festivais).
2.2. MURO DE ESCALADA
2.2.1. Toda s superfície do muro pode ser usada para a escalada , com as seguintes exceções:
a) Os furos existentes para a colocação de pontos de proteção não devem ser usados com as mãos para progressão;
b) As bordas laterais e a borda superior do muro.
2.2.2. Se houver necessidade de marcar agarras, determinadas áreas ou partes específicas do muro proibidas para uso para progressão, isto deverá ser feito com uma marcação clara e contínua de cor preta.
Se qualquer outra marcação diferente das descritas acima forem feitas, isto deverá ser anunciado aos competidores.
2.3.1. A organização é responsável por todos os aspectos referentes à segurança na área de competição, na arena do público e em relação a todas atividades referentes à realização da competição.
2.3.2. O Presidente do Júri, após consulta ao Chefe de Route-Setters, tem autoridade para tomar decisões sobre qualquer aspecto referente à segurança na área de competição, inclusive podendo interromper a competição caso necessário. Qualquer pessoa da organização que, conforme opinião do Presidente do Júri, tiver desrespeitado qualquer procedimento de segurança deverá parar de exercer suas funções e poderá ser retirada da área de competição.
2.3.3. Os seguradores designados pela organização deverão ter sido treinados para dar segurança de competição. O Juiz da CBME poderá pedir os organizadores que substituam qualquer segurador a qualquer momento da competição. Se um segurador for substituído, ele não poderá mais dar segurança durante a competição.
2.3.4. As vias e os problemas de boulder deverão ser projetados de forma a evitar qualquer risco de lesão após uma queda, tanto para o competidor que sofrer a queda como para qualquer outra pessoa da organização e/ou outros competidores.
2.3.5. O Presidente do Júri, o Juiz da CBME e o Chefe de Route-Setters deverão inspecionar as vias e/ou os problemas de boulder antes do início de cada fase da competição de forma a assegurar que todos os equipamentos e todos os procedimentos de segurança estejam de acordo com as normas de segurança da CBME (normas EN ou normas internacionais equivalentes).
2.3.6. Todo equipamento usado em uma competição deverá respeitar as normas da CBME (normas EN ou normas internacionais equivalentes) a menos que especificado de outra forma pela CBME, ou, sob circunstâncias especiais, pelo Presidente do Júri que detém autoridade para tal outorgada pela própria CBME. Com estes requerimentos gerais, os competidores de eventos de Dificuldade e de Velocidade deverão escalar com cordas simples que respeitem as normas da CBME (normas EN ou normas internacionais equivalentes) fornecidas pela organização. A frequência com que as cordas devem ser trocadas deverá ser definida pelo Juiz da CBME.
2.3.7. Os seguintes procedimentos de segurança deverão ser observados durante a montagem das vias:
a) Cada ponto de proteção deverá ser equipado com uma malha rápida e um mosquetão para clipagem da corda de escalada, ambos unidos por uma fita tubular de 8mm a 10mm de comprimento. Todos estes equipamentos deverão respeitar as normas requeridas pela CBME (normas EN ou normas internacionais equivalentes). A possibilidade de impacto cruzado no mosquetão deverá ser minimizada.
b) Caso uma extensão da fita tubular normal de uma costura seja necessária, esta deverá ser feita com a substituição da fita normal por uma mais comprida com as mesmas especificações descritas no Artigo acima. Poderão ser usadas fitas adesivas para unir as duas partes de uma fita tubular de forma que ela fique fechada. Sob nenhuma circunstância as costuras poderão ser aumentadas com o uso união de duas fitas por meio de malha rápida e/ou mosquetões com ou sem trava. Cordins e fitas tubulares com nós não poderão ser usados.
2.3.8. O Presidente do Júri deverá inspecionar a qualificação da equipe médica da organização, ou um enfermeiro qualificado, ou uma ambulância em eventos maiores, e verificar que estejam aptos a dar pronto atendimento em qualquer circunstância referente a acidentes e lesões a um competidor e ao pessoal da organização dentro da área de competição.
2.3.9. Se houver razões para se acreditar que um competidor esteja inapto para competir, tais como lesões e/ou enfermidades, o Presidente do Júri deverá requerer um teste físico realizado pelo competidor e inspecionado pelo médico da organização:
a) Membros inferiores: o competidor deverá ser capaz de dar cinco saltos consecutivos com cada perna.
b) Membros superiores: o competidor deverá ser capaz de fazer 5 barras com as duas mãos juntas.
Se após os resultados deste teste, o profissional da organização responsável pela parte médica decidir que o competidor está inapto para competir, o Presidente do Júri deverá impedir sua participação. Se, mais tarde, o competidor achar que está melhor, ele poderá requerer um novo teste físico. Caso constate-se que ele está apto para competir, o Presidente do Júri deverá permitir sua participação.
2.3.10. Sob nenhuma circunstância a organização deverá acatar solicitações especiais de competidores tais como pedir uma escada para descer do topo de um problema de boulder.
2.4. ORDEM DE ESCALADA
2.4.1. Uma Ordem de Escalada dos competidores inscritos em uma competição deverá ser organizada e publicada no site oficial da CBME pelo menos 2 dias antes do início da competição. Esta Ordem de Escalada provisória deverá ser preparada e publicada logo após a reunião técnica que antecede a competição. A Ordem de Escalada definitiva, em que foram retirados os competidores que faltaram e adicionados por sorteio outros competidores presentes, deverá ser publicada imediatamente após o registro dos competidores antes do início da competição. Esta Ordem de Escalada definitiva deverá ser colocada no Quadro de Notas Gerais da Competição e na Zona de Isolamento, assim como deverá estar disponível para os membros do Júri, os chefes de equipe, o locutor da competição e o pessoal da mídia.
2.4.2. Todas outras Ordens de Escalada da competição deverão ser preparadas e publicadas de acordo com o que foi descrito no Artigo 2.4.1 acima após a publicação oficial dos resultados, e também após terminados todos os processos de apelação. Adicionalmente, ela deverá, quando pertinente, ser publicada em outros quadros de avisos relacionados ao evento, por exemplo, nos principais hotéis em que os chefes de equipe e os competidores estiverem hospedadas.
2.4.3. As listas de Ordem de Escalada deverão conter as seguintes informações:
a) A ordem de escalada;
b) O nome da Federação Membro de cada competidor;
c) A Classificação no Ranking Brasileiro de cada competidor;
d) A hora de abertura e fechamento da Zona de Isolamento;
e) A hora do início do Período de Observação ou Demonstração, e a hora do início da fase;
f) Qualquer outra informação aprovada pela CBME ou pelo Presidente do Júri.
Todas listas de Ordem de Escalada deverão ser preparadas em formato estipulado pela CBME e publicadas em seu site.
2.4.4. O método de preparo das listas de Ordem de Escalada de cada modalidade podem ser encontrados nos regulamentes específicos de dada modalidae, de Dificuldade, Boulder e Velocidade.
2.5. REGISTRO E ISOLAMENTO
2.5.1. Todos competidores inscritos para participarem de uma fase de uma competição deverão reconfirmar sua presença no Balcão de Registros dentro do prazo determinado pelo Presidente do Júri e publicado/anunciado pela organização.
2.5.2. Todos competidores inscritos para participarem de uma fase de uma competição deverão entrar na Zona de Isolamento dentro do limíte de horários publicado/anunciado pela organização. Aqueles que não entrarem até o horário limíte não poderão participar da competição
2.5.3. Somente as pessoas especificadas abaixo poderão entrar na Zona de Isolamento:
a) Delegados da CBME;
b) Delegados da Organização;
c) Competidores que tomarão parte na atual fase da competição;
d) Oficiais de equipe autorizados;
e) Qualquer outra pessoa autorizada pelo Presidente do Júri. Tais pessoas deverão, durante o sua estada dentro da Zona de Isolamento, ser acompanhadas e supervisionadas por um delegado nomeado para garantir a segurança da Zona de Isolamento e prevenir qualquer distração indevida ou interferência com qualquer competidor.
2.5.4. Animais não poderão entrar na Zona de Isolamento. Exceções a essas regras poderão ser autorizadas pelo Presidente do Júri.
2.5.5. Fumar será permitido apenas em áreas especificas para tal, normalmente a área externa contígua à entrada da Zona de Isolamento mas nunca dentro ou perto da Zona de Trânsito ou da Área de Competição. Quando estiverem em alguma área de fumo, os competidores ou outras pessoas ainda assim deverão respeitar as regras da Zona de Isolamento.
2.5.6. Os competidores deverão respeitar as regras de Isolamento durante sua estada dentro da Área de Competição, inclusive dentro da Zona de Trânsito. Isto significa que eles não poderão obter nenhuma informação de pessoas que estejam fora destas áreas, a não ser se especificamente autorizado pelo Presidente do Júri. Qualquer infração desta regra resultará em desqualificação do competidor.
2.5.7. Nenhum competidor ou membro da equipe poderá usar nenhum instrumento eletrônico de comunicação enquanto estiver na Área de Competição a não ser que o uso de tal equipamento tenha sido permitido pelo Presidente do Júri.
2.5.8. O competidor não poderá usar nenhum equipamento de áudio durante a observação e a escalada.
2.6. OBSERVAÇÃO
2.6.1. Antes do início de uma fase ou de uma escalada, ambas 'à vista', os competidores registrados em uma determinada fase da competição terão direito a um Período de Observação durante o qual eles poderão estudar a(s) via(s) ou problema(s). As regras específicas para tal observação estão definidas nas respectivas seções de Dificuldade, Boulder e Velocidade.
2.6.2. Dentro da Zona de Observação, os competidores deverão respeitar as regras de Isolamento. Outros delegados de equipes não poderão adentrar a Zona de Observação. Os competidores deverão respeitar os limites físicos da Zona de Observação durante este período. Eles não poderão escalar a via e nem subir em objetos que estejam dentro da Zona de Observação. Os competidores não poderão, sob nenhuma circunstância, se comunicar com pessoas que estejam fora da Zona de Observação. Eles poderão esclarecer suas dúvidas somente com o pessoal da organização.
2.6.3. Durante o Período de Observação, os competidores poderão usar binóculos para observar as vias ou os problemas, e fazer desenhos e anotações. Nenhum outro aparelho de observação ou gravação será permitido.
2.6.4. Os competidores não poderão obter informações a respeito das vias ou problemas além daquelas obtidas durante o Período de Observação ou aquelas comunicadas pelo Presidente do Júri ou pelos juízes.
2.6.5. É responsabilidade de cada competidor informar-se a respeito de todas instruções referentes à(s) via(s) ou problema(s).
2.7. PREPARAÇÃO ANTES DA ESCALADA
2.7.1. Após ter recebido a instrução oficial para sair da Zona de Isolamento e entrar na Zona de Trânsito, os competidores não poderão estar acompanhados de nenhuma outra pessoa a não ser por delegados da Organização.
2.7.2. Ao chegar à Zona de Trânsito, cada competidor deverá finalizar seus preparativos para a tentativa, tais como vestir suas sapatilhas, atar-se à corda, etc., de acordo com o tipo de competição.
2.7.3. Todo equipamento de escalada usado, incluindo os nós em competições de Dificuldade, deverão ser inspecionados e aprovados por um delegado oficial da Organização para fins de segurança e para que respeitem as normas da CBME referentes a equipamentos, antes de que o competidor possa iniciar suas tentativas. Cada competidor deverá ser considerado o único responsável pelo equipamento e pela vestimenta que ele pretende usar durante sua escalada.
2.7.4. Cada competidor deverá estar pronto para escalar ao deixar a Zona de Trânsito e entrar na Área de Competição quando instruído para tal. Qualquer atraso indevido poderá resultar em Cartão Amarelo. Qualquer atraso posterior a isto deverá resultar em desqualificação do competidor conforme descrito na Seção 6.
2.8. VESTIMENTAS E EQUIPAMENTO
2.8.1. Todo equipamento usado por um competidor deverá estar de acordo com as normas da CBME (normas EN ou normas internacionais equivalentes) a não ser se especificado de outra forma pela mesma. O uso de equipamentos, nós ou vestimentas não aprovados, ou qualquer modificação não aprovada, ou qualquer desrespeito às regras de publicidade, ou qualquer infração de regras da CBME referentes a vestimentas e equipamentos, resultarão em possível ação disciplinar conforme descritas na Seção 4.
2.8.2. Uma camiseta oficial da etapa ou uma tarjeta com o número de escalada serão fornecidas pela Organização. Elas não podem ser cortadas e/ou modificadas. A tarjeta deverá ser colocada na parte das costas da camiseta. O tamanho desta tarjeta deverá ser de no máximo 18x24 centímetros (orientado horizontalmente). A Organização poderá vir a fornecer outras tarjetas para serem usadas nas pernas da calça do uniforme.
2.8.3. Cada competidor deverá usar uma cadeirinha que respeite as normas da CBME (normas EN ou norma internacional equivalente); o uso da cadeirinha é obrigatório em competições de Dificuldade e de Velocidade. Os competidores podem escolher seu saquinho de magnésio, capacete, e sua roupa (fora a camiseta oficial da etapa). Todos equipamentos e roupas usados devem respeitar as seguintes regras de publicidade:
a) Cabeça: somente o nome ou logo do fabricante;
b) Camiseta: Marca do Patrocinador – no máximo com 300 cm quadrados;
c) Cadeirinha: O nome ou logo do fabricante e a marca do patrocinador – no máximo com 200 cm quadrados;
d) Saquinho de magnésio: A marca e o logo do fabricante e a marca do patrocinador – com no máximo 100 cm quadrados;
e) Pernas: O nome e logo do fabricante e a marca do patrocinador – com no máximo 300 cm quadrados para cada perna;
f) Sapatilhas e meias: Somente o nome e logo do fabricante.
Frases e logos referentes à federação e/ou ao estado que o competidor representa serão permitidos em todos os itens acima, adicionalmente aos limites de tamanho especificados.
Qualquer nome ou logo usado diretamente no corpo do competidor, por exemplo uma tatuagem, deverá ser contado dentro dos limites de tamanho especificados para a respectiva parte do corpo, conforme os itens acima descritos.
Qualquer desrespeito a estas regras poderá resultar em ação disciplinar de acordo com a Seção 6.
2.8.4. Em cerimônias de abertura e encerramento do evento, de premiação, e durante sua escalada, os competidores deverão usar a camiseta da competição;
2.8.5. Durante suas tentativas em uma via ou um problema, os competidores poderão usar magnésio (seco ou líquido) somente para suas mãos.
2.9. MANUTENÇÃO DO MURO
2.9.1. O Chefe de Route-Setters deverá coordenar um time de manutenção, que deverá ficar disponível em todas as fases da competição para fins de realizar qualquer tipo de manutenção e reparos ordenados pelo Juiz da CBME, de forma eficiente e segura. Regras de segurança deverão ser sempre reforçadas.
2.9.2. Sob comando do Juiz da CBME, o Chefe de Route-Setters deverá providenciar imediato reparo. Ao finalizar o reparo, este deverá ser inspecionado pelo Chefe de Route-Setters que avisará o Presidente do Júri caso haja qualquer vantagem ou desvantagem para os próximos competidores. A decisão do Presidente do Júri por parar ou continuar a fase será final, e nenhuma apelação referente a tal decisão será aceita.
2.10. INCIDENTES TÉCNICOS
2.10.1. Um Incidente Técnico se define como qualquer fato que resulte em desvantagem ou vantagem injusta para um competidor que não seja resultado de uma ação por parte deste competidor. Os tipos de Incidente Técnico, e os procedimentos a serem seguidos após a ocorrência de um, estão especificados nas regras específicas de Dificuldade, Boulder e Velocidade.
2.10.2. Geralmente, deve-se lidar com um Inícidente Técnico da seguinte forma:
a) Incidente Técnico quando o competidor estiver em uma posição não-legítima.
Se o competidor se encontrar em uma posição não-legítima devido a um possível incidente Técnico, a sua tentativa deverá ser interrompida. O Juiz da CBME deverá tomar uma decisão imediata para declarar o Incidente Técnico procedente, e então definir que o competidor que sofreu o Incidente Técnico terá permissão para escalar novamente de acordo com as regras referentes a Incidentes Técnicos para a devida modalidade.
b) Incidente Técnico quando o competidor se encontra em posição legítima
(i) Se um competidor estiver ainda em uma posição legítima após a ocorrência de um Incidente Técnico indicado pelo Juiz da CBME, o competidor poderá decidir por continuar a escalar ou parar. Se ele decidir continuar, não poderá fazer futuras apelações referentes a este Incidente Técnico.
(ii) Se o competidor ainda estiver em posição legítima após a ocorrência de um possível Incidente Técnico indicado pelo próprio competidor, ele deverá indicar a natureza do Incidente Técnico e, com o consentimento do Juiz da CBME, poderá continuar ou interromper sua escalada. Se o competidor escolher continuar, futuras apelações referentes a tal Incidente Técnico não serão aceitas.
2.10.3. A confirmação ou não-confirmação de um Incidente Técnico será feita pelo Juiz da CBME, se necessário após consulta com o Chefe dos Route-Setters. Esta decisão será final.
2.11. USO DE GRAVAÇÕES DE VÍDEO PELO JÚRI
2.11.1. Deve-se gravar vídeos das escaladas em todas modalidades.
2.11.2. Pelo menos uma câmera de vídeo, e preferencialmente duas, por via em uma competição de Dificuldade, e pelo menos duas câmeras cobrindo todos os boulders em uma competição de boulder e em todas vias de uma competição de velocidade, deverão ser usadas. Recomenda-se que os operadores de vídeo, que devem ter experiência em competições, sejam auxiliados por um Juiz Nacional. Antes do início de uma fase, o Juíz da CBME deverá brifar os operadores de câmera sobre as técnicas e os procedimentos adequados. A posição das câmeras deverá ser determinada pelo Presidente do Júri após consulta com o Juiz da CBME e com o chefe de Route-Setters. Deve-se tomar especial cuidado para que os operadores de câmera não sejam incomodados e ninguém poderá obstruir a visão da câmera.
2.11.3. Um monitor de TV conectado a um sistema de vídeo deve ser colocado à disposição do Júri. Este monitor deve estar em um lugar que permita aos juízes analisarem as gravações e discutirem qualquer Incidente Técnico sem interferência por pessoa não autorizada, mas relativamente perto da mesa dos juízes.
2.11.4. Somente os vídeos oficiais devem ser usados para fins de julgamento, e isto pode ser feito somente pelo Presidente do Júri, pelo Juiz da CBME, pelos Juízes de Via, pelo Chefe de Route-Setters e pelo Delegado da CBME.
2.11.5. Ao término de cada fase da competição, as gravações de vídeo deverão ser encaminhadas ao Presidente do Júri. Não devem ser feitas cópias destas gravações, exceto se autorizado pela CBME. Estas gravações devem ser usadas somente para fins de julgamento da competição e para cursos e treinamentos da CBME. Sob nenhuma circunstância eles devem ser disponibilizados para quem não seja da CBME.
2.12. LISTAS DE RESULTADOS
2.12.1. Ao final de cada fase da competição, um resultado provisório com o ranking e o resultado de cada competidor deverá ser preparado, baseado no trabalho dos juízes. Este resultado provisório deverá ser publicado como informação não oficial à espera de finalização do resultado final, e comentários não oficiais poderão ser feitos pelos chefes de equipe e pelos competidores. Recomenda-se que todos resultados provisórios sejam projetados em telões durante todas as fases da competição.
2.12.2. Depois que esta lista provisória tiver sido conferida, com os necessários acréscimos feitos, e oficialmente aprovada pelo Juiz da CBME, ela deverá ser publicada.
2.12.3. Ao final de uma competição, um resultado oficial definitivo mostrando a classificação final de todos os competidores, assim como seus resultados em cada fase da competição, deverá ser preparado, assinado pelo Juiz da CBME e pelo Presidente do Júri, e publicado.
2.12.4. Todas listas oficiais deverão ser preparadas em um formato definido pela CBME, publicadas no quadro de avisos oficial da competição, e cópias deverão ser colocadas à disposição dos membros do Júri, dos chefes de equipe, do porta voz da competição e dos representantes da mídia.
2.13. CLASSIFICAÇÃO E RECORDES
2.13.1. Os procedimentos para definição do ranking individual dos competidores durante as competições estarão explicados em cada seção respectiva de Dificuldade, Boulder e Velocidade.
2.13.2. Rankings Nacionais individuais e por equipes para todas modalidades de uma competição, deverão ser preparados, conforme sua relevância, para o Campeonato Brasileiro.
2.13.3. O Ranking da equipe Nacional deverá ser calculado pela adição dos pontos de Classificação (conforme o Artigo 1.2.1) do membro do time com maior pontuação em cada modalidade. O número de competidores cujos pontos serão usados para o cálculo do ranking da equipe deverá se limitar à quota da equipe para cada competição.
2.13.4. Uma Classificação Geral incluindo todas modalidades realizadas em uma competição poderá ser preparada através da soma dos resultados individuais (conforme o artigo 1.2.1) para cada modalidade para os competidores que participarem de mais de uma modalidade. A decisão por preparar uma Classificação Geral deverá ser anunciada com antecedência pela Organização ou pela CBME.
2.13.5. A CBME publicará os seguintes rankings definitivos:
a) Rankings Brasileiro;
b) Ranking Brasileiro Juvenil.
Os procedimentos para o cálculo dos Rankings estão descritos no Artigo 1.2 da Seção 1.
2.13.6. A CBME publicará os recordes dos Brasileiros de Velocidade.
2.14. CERIMÔNIAS
2.14.1. A menos que espeficicamente autorizado pelo Presidente do Júri, todos os competidores deverão participar da Cerimônia de Abertura. Ao desrespeitar esta regra, o competidor estará sujeito a ações disciplinares conforme a Seção 6.
2.14.2. A Cerimônia de Premiação ao Término de uma competição, que deverá ser realizada assim que terminar a fase Final, deverá respeitar o protocolo da CBME para tais cerimônias.
2.14.3. A menos que especificado e autorizado pelo Presidente do Júri, os 3 finalistas deverão comparecer à Cerimônia de Premiação. Ao não respeitar esta regra, o competidor estará sujeito a Ação Disciplinar conforme a Seção 6.
3.1.1. Estas regras devem ser lidas em conjunto com as Seções Introdução e Regras Gerais, respectivamente.
3.1.2. Competições de boulder consistem de uma série de vias curtas, chamadas problemas. Todos os problemas devem ser escalados sem o uso de corda. Cada problema deve ter um número máximo de 12 agarras de mão para, com uma média de 4 a 8 agarras.
3.1.3. Competições nacionais de boulder (festival) consistem de duas fases: Festival e Finais.
3.2. REGISTRO DOS COMPETIDORES
3.2.1. Os atletas deverão realizar as inscrições em cada etapa de acordo com cronograma a ser divulgado.
Os atletas das Categorias IFSC previstas no Artigo 1.2.2 deverão ser obrigatoriamente filiados a entidades filiadas a CBME. Caso o estado de residência do atleta não possua nenhuma entidade filiada a CBME, o mesmo poderá se filiar a entidade em outro estado.
A organização ficará responsável por verificar a autenticidade da informação prestada pelo atleta quanto a sua filiação. Caso seja constado que o atleta não esteja filiado a entidade que ele mencionou, o mesmo será desclassificado, sem direito a recursos e devolução da taxa de nscrição.
3.2.2. As categorias para o CAMPEONATO BRASILEIRO DE BOULDER – 2012 serão:
a)Categorias IFSC:
- Master – qualquer idade
- Júnior – Nascidos em 1993 e 1994
- Juvenil A – Nascidos em 1995 e 1996
- Juvenil B – Nascidos em 1997 e 1998
b)Categorias Amadoras.
- Sênior – Nascidos até 1972
- Adulto B – Nascidos entre 1973 e 1982
- Adulto A – Nascidos entre 1983 e 1992
c)Paraclimbing – qualquer idade, masculino e feminino juntos
3.2.3. Os atletas podem escolher participarem da Categoria Master.
3.2.4. Atletas das outras categorias terão sua classificação determinada no Festival.
3.2.5. As Finais serão realizadas somente para as categorias Master Masculino e Master Feminino.
3.2.6. O atleta que não é da categoria Master, e que, ao término do Festival, estiver colocado entre os finalistas, automaticamente passará para a categoria Master.
3.3. BOULDERS
3.3.1. Toda a superfície dos boulders poderá ser utilizada para a escalada, exceto as extremidades laterais e superiores dos mesmos, a não ser que façam parte do boulder, e qualquer outra indicação feita pelos route-setters. Essas informações serão completadas pelos FISCAIS em caso de dúvida.
3.3.2. Esta competição de boulder consiste de uma série de “problemas de boulder”. Todos os problemas deverão ser escalados sem cordas.
3.3.3. Todos os problemas deverão ser protegidos por colchões.
3.3.4. Não haverá seguradores fornecidos pela organização. Caso queira, qualquer atleta pode trazer um segurador de sua preferência.
3.3.5. Altura dos problemas: por razões de segurança, a queda possível de um atleta não poderá passar dos 3 metros até o colchão, tomados da parte mais baixa do corpo. Pelas mesmas razões, saltos para baixo não deverão ser desenhados nas vias.
3.3.6. Cada problema deverá ter a posição de início de escalada designada para as duas mãos, e poderá ter a posição dos pés marcada também caso o route-setter assim determinar. A critério do route-setter, as agarras de início poderão ser marcadas com “direita” e “esquerda”.
3.3.7. Todos os problemas deverão ser finalizados com domínio da última agarra COM AS DUAS MÃOS.
3.3.8. Caso necessário, uma sinalização deverá ser usada para delimitar a área do problema.
3.3.9. O Festival será constituído de pelo menos 27 problemas.
3.3.10. As Finais do Master Masculino e do Master Feminino serão realizadas em 3 ou 4 problemas cada, dependendo do número de finalistas.
3.3.11. O tempo de duração das Finais será informado pela organização, antes do inicio da fase.
3.4. ZONA DE ISOLAMENTO
3.4.1. Não haverá Zona de Isolamento para o Festival.
3.4.2. Para a fase Final haverá uma Zona de Isolamento.
3.4.3. Somente os atletas poderão ficar dentro da Zona de Isolamento. Não serão permitidos acompanhantes.
3.4.4. Uma vez na Zona de Isolamento, o atleta não deverá sair até ser chamado para observar a via ou escalar.
3.4.5. Não será permitido o uso de telefones celulares, palmtops, rádios, ou qualquer outro tipo de aparelho eletrônico dentro da Zona de Isolamento.
3.4.6. Ao serem chamados, os atletas deverão estar prontos para escalar, sob pena de desclassificação.
3.5. OBSERVAÇÃO:
3.5.1. No Festival não haverá período de observação. A observação fará parte do período estipulado para a escalada.
3.5.2. Na fase Final, os atletas terão um período estipulado pela organização, de 2 minutos por via, para observarem todos os problemas.
3.5.3. Eles não poderão estar acompanhados durante este período.
3.5.4. Nenhuma agarra dos problemas, a não ser as iniciais, podem ser tocadas durante a observação, sob pena de desclassificação.
3.6. COMPETIÇÃO
3.6.1. FESTIVAL
O Festival terá 3 ou 4 horas de duração. Este tempo será informado pela organização, antes no início do Festival.
3.6.2. Todos os atletas poderão escalar quaisquer problemas que quiserem.
3.6.3. Entrada nos problemas:
a) A entrada em cada problema é livre. Porém, todos devem respeitar os outros atletas sem atrapalhar sua entrada nos problemas, ou seja, ninguém deverá forçar sua entrada antes de outros que já estiverem na fila para entrar.
b) Esta fila será controlada pelos fiscais, mediante a entrega da identificação do atleta ao mesmo.
c) Caso haja um caso de excessivo desrespeito por parte de um atleta em relação à esta fila de entrada, haverá interferência do fiscal do boulder, podendo o atleta em questão ser desclassificado.
d) Cada um tem direito a uma entrada por vez em cada problema, devendo deixar outros atletas entrarem depois de cada tentativa.
3.6.4. Um problema será considerado realizado e terminado se o atleta fizer TOP, ou seja, dominar a ultima agarra com as duas mãos.
3.6.5. Cada problema só poderá ser realizado e terminado uma vez. (não é possível o acúmulo de pontos ao fazer-se o TOP de um só problema diversas vezes).
3.7. MARCAÇÃO DOS PONTOS
3.7.1. Os pontos dos atletas em cada problema serão marcados por seus respectivos fiscais. Cada problema terá um fiscal responsável.
3.7.2. Aconselha-se que o atleta cheque a marcação antes de dirigir-se a outro problema.
3.7.3. Os pontos seguirão os parâmetros indicados abaixo, no ítem 1.8.2.
3.7.4. Após isso, o total de pontos dos 05 melhores resultados deverá ser somado e marcado pelo competidor no espaço correspondente, na ficha.
3.7.5. Feito isto, a ficha deverá ser entregue a qualquer um dos FISCAIS da prova.
3.8. CLASSIFICAÇÃO APÓS O FESTIVAL
3.8.1. Cada problema terá dois valores demarcados em sua base, para fins de pontuação.
3.8.2. O valor maior é para TOP à vista, e o menor valor para TOP a partir da segunda tentativa.
a) Caso o atleta faça TOP à vista, o valor maior será computado.
b) Caso ele não faça TOP, a tentativa à vista será eliminada e nenhum ponto será computado. Neste caso, o atleta poderá realizar nova tentativa posteriormente.
c) Caso em uma tentativa posterior, ele faça TOP, o valor menor será computado.
d) Os pontos de um boulder não podem ser computados duas vezes, ou seja, uma vez feito o TOP, não adianta fazê-lo novamente.
3.8.3. Ao término do período do Festival, os pontos dos 05 (CINCO) melhores TOPS de cada participante serão somados e dar-se-á a classificação geral do Festival.
3.8.4. Ganha o atleta com mais pontos.
3.8.5. Para fins de classificação de acordo com os resultados, caso haja empate, o oitavo melhor resultado será usado para desempate. Persistindo o empate, o nono melhor resultado contará para desempate, e assim por diante, até que se esgotem os números de melhores resultados de um ou mais atletas empatados.
3.8.6. Neste caso, persistindo o empate, será considerado para desempate o número de tentativas no problema de pontuação mais alto comum aos atletas empatados, e em que eles tenham feito TOP. Vence o que tiver menos tentativas para TOP.
3.8.7. Persistindo o empate ainda assim, os atletas em questão serão considerados empatados.
3.8.8. O começo e o fim de cada período será anunciado por um sinal claro e alto. Ao sinal, os atletas que estiverem escalando deverão interromper sua subida e serão encaminhados para o problema seguinte.
3.8.9. A quota de atletas que passam para as finais será anunciada a todos pela organização, antes do início do Festival.
3.9. FINAIS
3.9.1. As Finais do Master Masculino e do Master Feminino se darão em três ou quatro problemas cada uma;
3.9.2. Os problemas serão numerados de 1 a 3 (ou 4);
3.9.3. Todos atletas escalarão os problemas simultaneamente, e terão um tempo estipulado pela organização para tal. Este tempo será informado a todos antes do início das finais.
3.9.4. Dentro deste período, o atleta pode realizar quantas tentativas quiser. (vide ítem 3.9.1. abaixo para classificação);
3.9.5. Caso o atleta faça TOP, ele deverá sair imediatamente e dar lugar aos outros atletas;
3.9.6. Caso necessário, os atletas poderão ser alocados em uma segunda Zona de Isolamento, pela organização;
3.9.7. Todos atletas deverão seguir instruções dos FISCAIS quanto ao seu posicionamento antes e depois das tentativas em cada problema.
3.10. CLASSIFICAÇÃO APÓS A FINAL
3.10.1. Após as rodadas da Final, os atletas deverão ser classificados de acordo com os seguintes critérios:
e) MAIOR NÚMERO DE TOPS (problemas bem sucedidos);
f) MAIOR NÚMERO de TOPS À VISTA;
g) MENOR NÚMERO total de TENTATIVAS para TOPS (somente no caso de haver TOP);
h) MAIOR NÚMERO total de pontos BÔNUS;
i) MENOR NÚMERO total de TENTATIVAS para obter pontos BÔNUS.
3.10.2. Caso haja empate em qualquer colocação, será considerada a pontuação do Festival para desempate.
3.10.3. Caso persista o empate na primeira colocação, uma Superfinal deverá ser realizada em um problema.
j) Os competidores empatados deverão realizar uma tentativa na mesma ordem em que competiram.
k) Um tempo de escalada pré-fixado deverá ser determinado após consulta com o Chefe de Route-Setters e a tentativa deverá ser iniciada dentro de um intervalo de 40 segundos.
l) A escalada de cada competidor será julgada conforme as regras de Competições de Dificuldade: agarra tocada (-), dominada(0) ou usada(+). Após suas tentativas, os competidores serão classificados.
m) Se vários competidores tiverem feito TOP, eles serão considerados empatados e este será o resultado final.
n) Se ninguém fizer TOP, e se ainda houver empate na primeira colocação, os competidores empatados na primeira colocação deverão realizar uma nova tentativa seguindo o mesmo procedimento até que haja desempate, com um máximo de 6 tentativas.
o) Se o empate persistir após a 6a tentativa, os competidores serão considerados empatados.
3.11. INCIDENTE TÉCNICO
3.11.1. São incidentes técnicos:
p) Agarra girando ou quebrando.
q) Partes do muro se quebrando.
r) Qualquer incidente que obstrua a escalada do atleta que não seja por sua própria falta.
3.11.2. Se o incidente técnico puder ser reparado antes do término do período de cada fase, a tentativa em que o atleta foi prejudicado, não será computada como tal. Ou seja, se for a primeira tentativa e ocorrer o incidente técnico, a via será reparada e o atleta reiniciará a tentativa como sendo sua primeira. (chance de TOP à vista).
3.12. FALTAS
3.12.1. No Festival, os atletas perderão 250 (duzentos e cinqüenta) pontos, nos seguintes casos:
s) Ultrapassar os limites da via.
t) Não respeitar a fila de ordem de escalada.
u) Qualquer infração disciplinar não grave.
Obs: caso os atletas usem agarras de outras vias e/ou ultrapassem os limites da via, serão penalizados conforme as regras acima, suas tentativas serão paradas, e será considerado o desempenho até o momento da infração.
3.12.2. Nas Finais e Superfinais, os atletas terão suas tentativas paradas nos seguintes casos:
a)Tocar as agarras que não sejam as iniciais, a partir do solo, durante a observação(Finais).
b)Ultrapassar os limites da via.
c)Não respeitar a fila de ordem de escalada.
d)Qualquer infração disciplinar não grave.
3.13. DESCLASSIFICAÇÃO
3.13.1. O atleta será desclassificado se ocorrer um ou mais dos seguintes eventos:
a)Não respeitar as regras de Observação e Isolamento.
b)Adquirir mais informações sobre as vias do que as permitidas.
c)Atrapalhar algum atleta durante sua escalada.
d)Cortar ou deixar de usar a camiseta ou tarjeta com o número de escalada fornecido pela Organização.
e)Qualquer infração disciplinar grave.
4.PROCEDIMENTOS DISCIPLINARES
4.1.1. O Presidente do Júri tem completa autoridade sobre todas as atividades e decisões que afetem a competição, dentro da área de competição; isto é, a área de registro da competição, as áreas de transito e de isolamento, a área de competição imediatamente em frente ao muro de escalada e também o muro de escalada.
4.2. ATLETAS
4.2.1. O Presidente do Júri e o Juiz da CBME estarão autorizados a tomar as seguintes iniciativas, especificadas abaixo, relativas às infrações dos regulamentos de competições e em relação à indisciplina por parte de qualquer atleta:
a) Aviso verbal informal;
b) Aviso oficial acompanhado de um Cartão Amarelo.
4.2.2. Um aviso com um Cartão Amarelo, Artigo 4.2.1(b) acima, pode ser mostrado em cada uma das seguintes infrações dos regulamentos:
Em relação a instruções dadas pelo Presidente do Júri ou pelo Juiz da CBME:
a) Não respeitar qualquer instrução do Presidente do Júri ou do Juiz da CBME, tais como:
(i) Atraso sem razão para entrar na Zona de Isolamento de acordo com os horários fornecidos pela Organização;
(ii) Atraso sem razão ao retornar à Zona de Isolamento de acordo com ordem do Juiz da CBME ou do Presidente do Júri;
(iii) Atraso sem razão para deixar a Zona de Trânsito e entrar na Área de Competição ao ser instruído para tal;
(iv) Falha para iniciar a escalada conforme pedido do Juiz da CBME;
Em relação a equipamentos e cerimônias:
b) Recusa de respeitar as regras e regulamentares da CBME referentes à equipamentos e a vestimentas.
c) Não usar o número de atleta fornecido pela organização;
d) Não participar da cerimônia de abertura da competição, quando houver uma;
e) Não participar, no caso dos 3 primeiros colocados, da cerimônia de premiação.
f) Uso de linguagem ou atitudes abusivas e/ou obscenas de natureza relativamente amena.
g) Comportamento antiesportivo de natureza relativamente amena;
Apelos referentes a tais decisões devem ser de acordo com os procedimentos especificados abaixo.
4.2.3. Um Segundo Cartão Amarelo mostrado em uma competição, deve determinar a desqualificação do atleta da competição.
Um terceiro Cartão Amarelo mostrado na mesma temporada resultara em:
a) Se o(a) atleta já estiver inscrito(a) para uma próxima competição oficial CBME, contando para o Ranking Brasileiro, então o(a) atleta não poderá participar de tal evento.
b) Se a) não for aplicável, então o(a) atleta não poderá participar na próxima competição oficial da CBME, contando para o Ranking Brasileiro, na mesma disciplina em que o Cartão Amarelo foi mostrado.
4.2.4. O Presidente do Júri deverá ter autoridade para desqualificar um atleta de uma competição. Esta desqualificação deverá ser acompanhada de um Cartão Vermelho.
Desqualificação sem sanções posteriores
As seguintes infrações dos regulamentos devem resultar em um Cartão Vermelho e na imediata desqualificação do atleta da competição sem sanção posterior:
a) Não entrar na Zona de Isolamento até o prazo publicado/anunciado pela Organização;
b) Observar as vias de uma área for a da Zona de Observação;
c) Uso de equipamento não autorizado;
d) Uso sem autorização de qualquer meio de comunicação durante sua permanência na Zona de Isolamento ou em qualquer área restrita.
Apelos referentes a tais decisões serão dirimidas após petição por escrito à CBME.
Desqualificação com referencia imediata à Comissão Disciplinar
As seguintes infrações dos regulamentos oficiais devem resultar em Cartão Vermelho e a imediata desqualificação do atleta da competição acompanhado de referencia à Comissão Disciplinar da CBME:
Infrações dos regulamentos cometidas nas Zonas de competição, Isolamento ou Transição:
e) Obtenção de informações referentes às vias de escalada em que o atleta irá competir, alem das permitidas pelos regulamentos;
f) Obtenção e divulgação de informações a outros atletas além dos permitidos pelos regulamentos;
g) Distração ou interferência com qualquer atleta que esteja se preparando para tentar uma via, ou mesmo em sua tentativa;
h) Desrespeito às instruções dos juízes oficiais e ou pessoal da organização;
i) Recusa de respeitar as determinações regulamentares referentes à publicidade em suas vestimentas e equipamentos.
j) Atitude antiesportiva ou qualquer outra interferência de natureza grave na competição;
k) Qualquer outra interferência e/ou palavras ou atitudes obscenas, abusivas e/ou violentas ao se dirigir aos oficiais da CBME, Organização e/ou membros de outras equipes (inclusive atletas) e a qualquer outra pessoa.
Infrações cometidas for a da área de competição, mas na arena do público:
l) Atitude antiesportiva ou qualquer outra interferência perniciosa de natureza grave;
m) Qualquer outra interferência e/ou palavras ou atitudes obscenas, abusivas e/ou violentas ao se dirigir aos oficiais da CBME, Organização e/ou membros de outras equipes (inclusive atletas) e a qualquer outra pessoa.
4.2.5. Em momento apropriado, após o Cartão Amarelo ou Vermelho terem sido mostrados, o Presidente do Júri deverá:
a) Submeter um documento escrito ao treinador da equipe (ou na ausência de tal oficial da equipe, ao próprio atleta) referente à infração cometida e informando se o Presidente do Júri propõe referir o caso para consideração para fins de decisão sobre posteriores ações disciplinares de acordo com os regulamentos.
b) Submeter uma cópia desse documento acompanhado de um relatório detalhado da infração aos regulamentos, qualquer evidência, e quaisquer recomendações referentes à consideração de sanção adicional da CBME para referência à Comissão Disciplinar.
4.3. OFICIAS DE EQUIPE
4.3.1. Os oficiais de equipe devem ser considerados como os atletas e tratados como tal.
4.4. OUTRAS PESSOAS
4.4.1. O Presidente do Júri está autorizado a requerer a imediata retirada da área de competição (inclusive das Zonas de Isolamento e de Transito) de qualquer pessoa em contravenção com os regulamentos e, se necessário, suspender todas as atividades da competição até que seis requerimentos tenham sido respeitados.
5.PROCEDIMENTOS DE APELAÇÃO
5.1.1. Todas as apelações verbais ou por escrito e as respostas oficiais às apelações deverão ser feitas em Português.
5.1.2. Uma apelação somente deverá ser aceita se vier acompanhada da taxa de apelação.
5.2. JÚRI DE APELAÇÃO DA COMPETIÇÃO
5.2.1. No caso de uma apelação por escrito, ou no caso de uma apelação verbal e no caso de acordo com os Artigos 5.3.1 e 5.4.2 b) abaixo, o Presidente do Júri deverá convocar um Júri de Apelações. Os membros deste Júri de Apelações serão o Presidente do Júri, e o delegado da CBME. Se o Presidente do Júri estiver envolvido na decisão original o Juiz da CBME não, então este ultimo substituirá o Presidente do Júri. Se o Júri não puder chegar a uma decisão unânime sobre a apelação, a decisão original prevalecerá e a taxa de apelação deverá ser devolvida. Uma decisão deverá ser tomada tão rápido quanto as circunstancias permitirem. No caso de apelações por escrito, a decisão do Júri de Apelações deverá ser redigida e entregue pelo Presidente do Júri para a pessoa que oficialmente entregou a apelação ou, no caso de uma apelação referente ao artigo 5.4.2. abaixo, o treinador e o atleta deverão ser informados.
5.2.2. A decisão do Júri de Apelações em relação aos artigos 5.3 e 5.4 abaixo deverão ser finais e não sujeitas a apelações posteriores.
5.3. APELAÇÕES CONTRA UMA DECISÃO REFERENTE A UMA TENTATIVA DE UM ATLETA
5.3.1. Em relação a uma apelação referente ao Artigo 3.11.2 das regras de Dificuldade, ela deverá ser feita ao Juiz da CBME, que imediatamente informará ao Presidente do Júri, para que sejam tomadas providências de acordo com o procedimento acima.
5.4. APELAÇÕES APÓS A PUBLICAÇÃO DOS RESULTADOS
5.4.1. Uma apelação contra o ranking de um atleta após o término de uma fase da competição que não seja a fase Final e nem a Superfinal, e após a divulgação oficial dos resultados deverá ser feita dentro do prazo de 20 minutos após tal divulgação. No caso de ser referente à fase Final ou Superfinal, dentro do prazo de 10 minutos após a divulgação do resultado. A apelação deverá ser feita somente após a divulgação oficial dos resultados após cada fase da competição. A apelação deverá ser feita por escrito e entregue ao Presidente do Júri pelo treinador da equipe ou (no caso de sua ausência) pelo atleta em questão.
5.4.2. Competições de Velocidade:
a) No caso de uma apelação referente ao resultado oficial do atleta, esta deverá ser feita de acordo com o Artigo 5.4.1 acima.
b) No caso da fase final com eliminação simples, uma apelação deverá ser feita imediatamente após a divulgação dos resultados oficiais. O Juiz da CBME deverá imediatamente informar o Presidente do Júri sobre a apelação. A próxima fase da competição não deverá iniciar até que o Presidente do Júri anuncie sua decisão. Nenhuma taxa deverá ser paga para tais apelações.
5.5. APELAÇÃO APÓS UMA APELAÇÃO
5.5.1. Apelações contra as conseqüências de uma decisão do Júri de Apelações deverão ser feitas dentro de um prazo de 10 minutos após a informação oficial da decisão do Júri de Apelações. Nas fases Final e Superfinal tal apelação deverá ser feita imediatamente após seu anúncio.
5.6. RECLAMAÇÕES PARA A COMISSÃO DISCIPLINAR
5.6.1. Nos casos em que o Presidente do Júri determinar que seja necessária uma analise pelo Comitê Disciplinar da CBME, o assunto deverá ser direcionado ao referido comitê juntamente com um relatório do Presidente do Júri, cópias das comunicações por escrito entre o Presidente do Júri e o treinador/atleta da equipe em questão, e todas as evidências relevantes.
5.7. COMITÊ DISCIPLINAR
5.7.1. A composição e os procedimentos do Comitê Disciplinar estão definidos nos documentos da CBME relativos ao comitê.
5.8. TAXAS DE APELAÇÃO
5.8.1. As apelações deverão vir acompanhadas de um pagamento de R$ 50,00.
5.8.2. A taxa de apelação será reembolsada somente no caso de procedência da apelação. As apelações serão analisadas tão rapidamente quanto as circunstâncias permitirem.
5.8.3. Quaisquer dúvidas serão dirimidas após petição por escrito à CBME.

References: Artigo 1
 Artigo 1
 Artigo 1
 Artigo 2
 Artigo 1
 artigo 1
 Artigo 1
 Artigo 1
 Artigo 4
 artigo 5
 Artigo 3
 Artigo 5