Source: http://adolfolona.blogspot.com/
Timestamp: 2014-04-18 16:13:38+00:00

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Dedicado exclusivamente a elaborar espumantes a prática diária da enologia não teria sido completa sem minhas consultorias. Tenho a sorte de participar de dois empreendimentos vitivinícolas na Campanha, a Vinícola Peruzzo em Bagé e a Vinícola Batalha em Candiota através dos quais posso manter atualizada a enologia prática. Ambas vinícolas possuem vinhedos na propriedade que abastecem as cantinas pequenas, bem dimensionadas, com instalações e equipamentos modernos.
Praticamos a enologia não intervencionista, aquela que nossa ação é restrita a conduzir o fenômeno natural da transformação da uva em vinho, maturação e envelhecimento. Sabemos todos que a qualidade bem da uva e do processo cuidadoso que respeita a natureza e os tempos.
A época da safra e elaboração é aguardada com ansiedade porque somos conscientes da sua importância. É nesse momento que nasce o estilo do vinho. Na elaboração dos vinhos tintos, sejam para serem bebidos em curto tempo ou os de guarda, todo cuidado é pouco.
Na primeira remontagem, que é a operação que procura macerar o suco com as cascas, já temos uma ideia do potencial da uva, da sua capacidade de “entregar” toda sua força através da cedência de seus componentes, os antocianos e os taninos. Uvas maduras possuem maior quantidade de antocianos e taninos mais “doces”. Os antocianos são retirados de imediato, já nas primeiras horas porque são solúveis em água. A intensidade de cor do vinho irá depender muito deles.
Já os taninos, que são responsáveis pelo “esqueleto” do vinho, de sua estrutura, de sua força, são retirados posteriormente quando o processo da fermentação começa porque são solúveis em álcool. Este comportamento dos diferentes componentes explica porque os vinhos jovens são feitos com macerações curtas e os de guarda com macerações longas. Entender estes fenômenos, comprova-los ao longo dos anos e poder aproveita-los para moldar o estilo do vinho é a magnífica experiência que nós enólogos vivemos a cada ano. Temos a sorte e o privilégio de poder iniciar tudo de novo a cada ciclo anual, a cada colheita, a cada elaboração. O saudoso Padre Salesiano Francisco Oréglia definia a enologia como sendo a “Ciência e a arte de elaborar vinhos”. Ciência porque é fundamental conhecer e aplicar todos os recursos científicos disponíveis. Arte porque o vinho se elabora, se molda, se cria e para isso o profissional deve conhecer a capacidade da matéria prima que gera o produto, transforma-la, conduzi-la, imprimir sua cara. É uma profissão apaixonante e desafiadora.
Em ambas já houve iniciativas importantes que infelizmente pouco ajudaram. Me refiro especificamente a Almadén que investiu em vinhedos e cantina em Santana do Livramento e que perdeu o rumo adquirindo uvas na Serra e comercializando seus vinhos sem nenhuma referencia à região, e a Companhia Vinícola Riograndense que fez um investimento pioneiro no município de Pinheiro Machado na Serra do Sudeste, com excelente potencial, que posteriormente foi abandonado e vendido a vinícola Terrasul de Flores da Cunha que nunca o desenvolveu.
Houve sim alguns investimentos em vinhedos feitos por vinícolas da Serra que em nada contribuíram para desenvolver a vitivinicultura regional. Ficaram somente como pontos de fornecimento de matéria prima. Agora a situação está mudando, em especial na Campanha.
Tenho o privilegio e a sorte de acompanhar como consultor dois deles, a vinícola Peruzzo de Bagé e a vinícola Batalha de Candiota e posso testemunhar todo o esforço e empenho que existe para fazer as coisas adequadamente, sem desvios, sem pressa. Sempre afirmo que vinhedos de qualidade e cantinas modernas são “construídos” com algo de paciência e bastantes recursos. O problema começa quando os vinhos estão prontos e precisam ser colocados no mercado.
Dezesseis produtores da Campanha criaram a Associação Vinhos da Campanha e começam a trabalhar para obter uma Indicação de Procedência. Por conhecer a região e alguns dos integrantes desta Associação tenho certeza que não cometerão os mesmos erros de outras velhas instituições. Atuei em muitas delas e a guerra de egos e a influencia negativa de algumas "grandes" produtoras impediam executar um bom trabalho. Tanto é verdade que até na maior entidade do setor na atualidade, o Ibravin, esta influencia quase colocou tudo a perder.
Espero que os associados desta entidade lembrem sempre que unidos são mais fortes que sozinhos, que ninguém e mais importante que outro, que ninguém faz o melhor vinho, que tamanho não é documento, que erros isolados comprometem o grupo e que os interesses coletivos devem prevalecer sobre os individuais. Espero que se preocupem em criar uma identidade coletiva com seus produtos para que sejam diferentes, para que se destaquem no mercado. Espero que fiquem atentos para que o marketing imediatista não influencie suas decisões e sua comunicação.
. Espero que evitem comparações bobas e inocentes do tipo “Aqui produzimos vinhos tintos melhores que a Serra”, “Somos melhores que eles”, etc. Não há melhor nem pior. Há excelentes produtos que preservam suas características assim como há produtos abomináveis em todas as regiões do mundo. Na Serra há produtores que fazem vinhos excepcionais, únicos e também ha aqueles que ainda não conseguiram sair do garrafão. Espero que lembrem que o fantástico potencial do mercado brasileiro de vinhos reservará um lugar de honra para todos os que ofereçam produtos dignos, típicos, com estilo próprio. Não é nem será necessário brigar por espaço, haverá para todos. Basta cada um achar o seu. Postado por
Conhecida é a situação do setor produtivo de vinhos e espumantes brasileiros no mercado nacional. Enquanto os espumantes ocupam e mantêm mais de três quartos do mercado, os vinhos sofrem para manter-se acima dos vinte por cento.
Contrariamente ao que dizem alguns “especialistas” não se trata de preconceito e sim de confiança. O brasileiro confia na qualidade dos espumantes e não confia na qualidade dos vinhos aqui produzidos. Na realidade a produção de vinhos passou por fases complicadas onde podemos destacar uma fase de preços exageradamente altos, outra de forte influencia da parkerização, outra de casa as bruxas com os importados, etc. Agora parece que as coisas começam a caminhar rumo a uma recuperação lenta e gradual. Estou animado, acho que o vinho nacional está iniciando uma fase de crescimento de confiança, de mercado e de reconhecimento. O Ibravin está realizando ações promocionais inteligentes como o Circuito de degustação, os convites a jornalistas brasileiros e estrangeiros para visitarem a região, etc. A maior entidade vitivinícola brasileira deve se preocupar em aumentar mercado e não em dividi-lo. Acho que deveria ter mais empenho em conseguir parcerias com os produtores de outros países, em especial argentinos e chilenos, para formar um fundo importante para mídia e promoções institucionais do vinho, sem marcas, sem fronteiras, somente vinho.
Quero destacar o maior motivo de minha confiança em dias melhores: os novos produtores de algumas regiões não tradicionais que com entusiasmo, seriedade e esforço estão contribuindo para o bem da uva e do vinho gaúchos. Vinícolas como Guatambu, Peruzzo, Campos de Cima, Batalha e Dunamis são alguns exemplos de iniciativas de empresários que decidiram com coragem diversificar seus negócios e abraçar a causa do vinho. É inegável a importância das grandes vinícolas que ocupam rapidamente qualquer espaço no mercado devido a sua eficiente rede de distribuição, mas também é inegável que estas vinícolas situadas em novas regiões estão dando um resultado “institucional” importantíssimo. Expandem a cultura da uva e do vinho pela influencia que possuem em cidades da Campanha pouco habituadas a este produto transmitindo seu entusiasmo, destinam recursos humanos e financeiros para divulgar seus produtos e consequentemente a região, se agrupam em novas associações, em fim, ajudam o setor a erguer-se.
Espero que todo este entusiasmo e orgulho que possuem pelos produtos que elaboram não se transforme em cegueira e divisão. É natural que haja tendência a criar ambientes de competição levando alguns a crer que são os melhores, os inovadores, os únicos e lamento disser que a roda já foi inventada.
Todos poderão fazer produtos de boa qualidade, dignos. Poucos poderão fazer produtos com estilos marcantes, diferenciados. O caminho é longo e lento. Acredito que chegará mais longe quem concentrar seus esforços no vinhedo. Ele é a bola da vez. Cantinas modernas e novas tecnológicas são “compradas” com recursos, tanto mais rapidamente quanto maior o volume de investimento.
O motivo da minha fé em dias melhores é justamente por acreditar que os novos empreendimentos, que estão sendo feitos desde o vinhedo, darão magnificas respostas ao mercado com produtos típicos e representativos das regiões. Postado por
Era uma proposta de autocontrole através da Marca Coletiva com o mesmo nome. Marca coletiva é a marca ou símbolo criado por um grupo de pessoas que desempenham uma atividade comum e que podem utilizar a citada marca DESDE QUE CUMPRAM AS DETERMINAÇÕES DO REGULAMENTO DE AVALIAÇÃO DE CONFORMIDADE - RAC. O cumprimento das regras é auditorado por empresa credenciada e reconhecida para tal finalidade.
Diferentemente à Indicação de Procedência que garante origem do produto, a Marca Coletiva garante PROCEDIMENTOS ou seja COMO É FEITO O PRODUTO. Os espumantes de Garibaldi mereciam isto: regulamentar como devem ser feitos os espumantes em cada método, ciclos de produção, denominações, etc. A legislação brasileira infelizmente é totalmente omissa. É bom disser que esta iniciativa não teve absolutamente nenhum apoio do IBRAVIN que negou verba para ações de divulgação, material técnico, etc. Hoje dão gordas verbas para todas as entidades novas que se criam. Quem apoiou desde os inícios foi a Embrapa de Bento Gonçalves (em especial Mauro Zanuz) e o Sebrae.
Veja abaixo a totalidade do RAC e observe o rigor de algumas determinações. Foi fruto de demoradas e repetidas reuniões e discussão entre um grupo de produtores que incessantemente buscam a qualidade superior. Capítulo 1
O INPI – Instituto Nacional de Propriedade Intelectual define assim a Marca Coletiva. É marca utilizada pelos membros de uma associação, desde que cumpram o regulamento estabelecido para o uso da marca. A escolha pela Marca Coletiva resultou de longo estudo sobre a forma que melhor se adaptasse à finalidade do projeto. Indicação de Procedência exige que toda a matéria prima seja originária da região indicada. O Consórcio achou que esta exigência retira do produtor a possibilidade de criar seu “assemblage”, verdadeira arte dos espumantes, com uvas provenientes de outras regiões produtoras do Rio Grande do Sul devidamente reconhecidas pelo Ministério da Agricultura.
Capítulo 2 Condições de Adesão
Artigo 4: A empresa interessada deverá assinar o Termo de Adesão do RAC do Espumante Certificado de Garibaldi. Artigo 5: A empresa interessada assegurará aos executores do Programa de Certificação o acesso às suas instalações, documentos e registros pertinentes para as verificações necessárias ao cumprimento deste RAC. Artigo 6: Nos casos de terceirização, a empresa solicitante da certificação somente poderá ter certificados espumantes com produção inicial em empresas associadas ao CPEG, credenciadas para a finalidade específica do produto proposto e, no caso de existência de tomada de espuma, com atestado de conformidade deste processo em cada lote.
A adesão é voluntária e o participante se compromete a cumprir as determinações do Regulamento e abrir suas instalações para serem auditadas a qualquer momento. É permitida a terceirização desde que em empresas credenciada para esse fim.
Capítulo 3 Processo de Certificação
Artigo 9: O processo de certificação iniciará com a Auditoria Inicial da Empresa. Esta auditoria tem por objetivo verificar a conformidade dos equipamentos e do sistema da qualidade da empresa com as normas do presente RAC. Não existindo não conformidades, a empresa estará habilitada a encaminhar os pedidos de certificação dos lotes de produção. Artigo 10: O Processo de Certificação cumprirá as etapas descritas nos quadros 1 e 2 deste RAC. Artigo 11: Quando da apresentação do pedido de adesão a empresa deverá informar:
Capítulo 4 Auditoria Inicial
Artigo 12: Somente poderão ter produtos certificados as empresas vinícolas associadas ao CPEG. Artigo 13: As empresas interessadas em certificar seu produto deverão:
b) Informar caso desejem atuar como prestadoras de serviços a terceiros. c) Dispor suas instalações para a auditoria inicial e manifestar-se de acordo com este RAC através da assinatura do Termo de Adesão. Artigo 14: A Auditoria Inicial é uma auditoria “in loco”, que terá como objetivo constatar a conformidade em relação aos requisitos obrigatórios e recomendados de suas instalações e processos detalhados neste RAC. O custo de esta auditoria será arcado pela empresa solicitante e pago diretamente a Certificadora conforme tabela de preços acordada com o Consórcio para sua categoria.
Artigo 15: A Auditoria Inicial será realizada em data previamente acordada entre empresa e certificadora. Artigo 16: Habilitação/Credenciação de empresas: As empresas poderão ser habilitadas/credenciadas como:
a) Processo: Inicio ou procedimentos para inicio de fermentação, tomada de espuma, estabilização, tratamentos finais, engarrafamento, maturação e acabamento. a. Inicio do processo: metodologia de preparação e proporções dos componentes:
ii. Licor de tirage: Composto de vinho base e açúcar super refinado na concentração de 50%. iii. Leveduras: liofilizadas e autorizadas pelo Ministério da Agricultura.
iv. Coadjuvantes: Permitidos pela legislação vigente em dose adequada. b. Tomada de espuma: i. Duração: Deve acontecer num prazo mínimo de 30 dias.
iii. Temperatura de trabalho: Citar como é controlada c. Estabilização: i. Procedimento: Informar o procedimento através do qual é garantida a estabilidade tartárica: equipamento, duração, temperatura.
d. Tratamentos finais: i. Filtração: Através de filtro de placas de celulose ou de membrana.
e. Engarrafamento: i. Equipamento: Enchedoras isobarométricas com uso exclusivo de nitrogênio com descrição de velocidade e procedência. ii. Controles finais: Microbiologia e químicos. f. Maturação: Nas garrafas ou em container ou nas próprias caixas podendo estar rotuladas, em local fresco e ao abrigo da luz.
h. Acabamento: i. Descrever equipamentos, velocidade, características e controles. b) Autoclaves: a. Deverão ser confeccionados totalmente em aço inoxidável e resistentes às pressões mínimas exigidas para cada produto.
b. Deverão dispor de todos os acessórios necessários para o bom controle de temperatura de trabalho e pressão, isobarometria, agitação, adição de insumos ou licor. c) Instalações: a. Água: Fornecimento público ou tratada em equipamentos específicos.
c. Nitrogênio: Aprovado para uso alimentício com todos os dispositivos de segurança e controle necessário para o bom uso dos mesmos. d. Salas de maturação: Deverão estar abrigadas da luz natural e o sol em locais frescos acondicionados a temperatura inferior a 22º C.
O Memorial Descritivo deve mostrar em detalhes o roteiro completo dos procedimentos de elaboração. Artigo 18: Produtoras de espumantes naturais pelo método tradicional:
iv. Coadjuvantes: clarificantes autorizados pelo Ministério da Agricultura. b. Tirage: Equipamentos: 1. Tanque em aço inoxidável com dispositivo para manter a mistura homogênea.
c. Tomada de espuma: i. Duração: Deve acontecer num prazo mínimo de 30 dias.
iv. Forma de disposição das garrafas e identificação dos lotes: Em pilhas ou container com fácil identificação dos lotes. d. Maturação:
iv. Forma de disposição das garrafas e identificação dos lotes: Em pilhas ou container com fácil identificação dos lotes. e. Removido (remuage):
f. Conservação em pilha de boca: Em pilhas ou container com fácil identificação do lote nas mesmas condições de temperatura e luz das fases de tomada de espuma, maturação e removido de impurezas. g. Separação das borras: i. Equipamentos: Industriais ou artesanais que garantam a perfeita retirada dos resíduos de fermentação.
iii. Forma de disposição das garrafas e identificação dos lotes: Em pilhas ou container com fácil identificação dos lotes. i. Acabamento: Acabamento: i. Descrever equipamentos, velocidade, características e controles.
d) Salas de tomada de espuma, removido, pilha de boca e maturação: Poderá ser única desde que observadas as condições de temperatura e luz e a fácil identificação dos lotes. Comentário explicativo:
Artigo 21: As não conformidades levantadas na Auditoria Inicial deverão ter a concordância do responsável pela empresa e serem registradas nos formulários de não conformidade da certificadora com a assinatura do auditor líder e do responsável pela empresa. Artigo 22: Caso a empresa credenciada deseje fazer alterações, ampliações ou modificações em suas instalações deverá encaminhar uma Solicitação de Alteração de Instalações acompanhada de Memorial Descritivo com as justificativas e detalhes técnicos da nova situação para sua aprovação que deverá ter um parecer do Consórcio num prazo máximo de 30 dias. Capítulo 5 Certificação de produtos
Artigo 23: Somente poderão certificar produtos empresas vinícolas que sejam associadas ao CPEG e estejam credenciadas para elaborar espumantes num dos métodos autorizados: tradicional e charmat. Artigo 24: As empresas que solicitarem certificação de produtos deverão:
iii. Auditoria de liberação: transcorridos cem dias da primeira auditoria e recebidos os resultados do Painel de Avaliação Organoléptica e da Análise Química a certificadora deverá fazer a análise crítica dos resultados e, se atendidos os requisitos proceder a certificação do lote. Comentário explicativo:
iii. Auditoria de liberação: transcorridos vinte e quatro meses da primeira auditoria e recebidos os resultados do Painel de Avaliação Organoléptica e Análise Química a certificadora deverá fazer a análise crítica dos resultados e, se atendidos os requisitos proceder a certificação do lote. f. Tradicional 36: Ciclo total 36 meses
Artigo 28: As empresas produtoras de espumantes pelo método tradicional podem, ao fim de cada ciclo e com a aprovação da certificadora baseada em avaliação do Painel de Avaliação Sensorial e Análise Química, solicitar a certificação do lote em andamento ou parte dele em outra modalidade com ciclo maior. Comentário explicativo:
Neste método foram adotados os critérios das regiões européias de produção de espumantes nas quais é exigido o prazo mínimo de doze meses de ciclo de elaboração para o clássico. O produtor, passado o prazo mínimo, poderá optar em continuar com todo ou parte do lote, para os prazos de dezoito, vinte e quatro ou trinta e seis meses. Artigo 29: Conforme os cronogramas constantes no artigo 24, os produtos em Processo de Certificação serão submetidos à Análise Química por laboratório credenciado pelo Consórcio e a Avaliação Organoléptica pelo Painel de Avaliação Sensorial criado para tal fim que emitirão parecer sobre o atendimento dos requisitos estabelecidos para o tipo de produto. Os resultados das análises serão apresentados à certificadora para análise crítica.
c) Os resultados da Avaliação Organoléptica e da Análise Química deverão ser entregues à Certificadora num prazo máximo de quinze dia úteis. Artigo 30: O Painel de Avaliação Sensorial será formado por sete pessoas, técnicos ou pessoas preparadas na degustação de espumantes. a) O Painel de Avaliação Sensorial será constituído por:
a. A unidade da EMBRAPA de Bento Gonçalves fará a avaliação e aprovação das pessoas ou técnicos indicados para a Painel de Avaliação Sensorial. g) Todos os lotes de espumantes certificados ou em processo de certificação serão avaliados pelo Painel de Avaliação Sensorial nas seguintes fases de sua elaboração:
f. Método Charmat: i. Clássico: Quarenta dias após o início do ciclo de produção.
É proibido o uso em produtos não certificados, apresentações semelhantes à usadas nos certificados. Esta medida impede enganos ao consumidor. O RAC contempla a certificação de Frisante desde que o gás carbônico seja obtido naturalmente através de uma segunda fermentação no vinho base. Neste produto é proibido o uso de expressões próprias dos espumantes clássicos. Artigo 33: Métodos de elaboração: charmat e tradicional (champenoise)
i. Para o Espumante Moscatel o ciclo completo será de 70 dias com maturação na garrafa de 30 dias. Charmat longo: Ciclo mínimo: 220 dias.
Maturação na garrafa: 60 dias b) Tradicional: Processo no qual a tomada de espuma é feita na própria garrafa de comercialização. Conforme a duração do ciclo total de produção o espumante tradicional poderá ser:
Tomada de espuma: 30 dias Maturação sobre leveduras: 240 dias
Maturação na garrafa: 105 dias Tradicional 24: Ciclo mínimo: 720 dias.
Tomada de espuma: 30 dias Maturação sobre leveduras: 540 dias
Maturação na garrafa: 105 dias ii. No período de maturação sobre leveduras está incluída a fase em pilha de boca. Artigo 34: Elaboração dos vinhos base: Os vinhos base para espumantes, que também farão parte do processo de certificação, poderão ser elaborados nas sedes produtivas das empresas certificadas ou adquiridos de terceiros desde que certificados pelo CPEG para tal fim sendo que neste caso a responsabilidade técnica serão da empresa contratante. a) Uvas permitidas: conforme o tipo de espumante a ser certificado.
d. Prosecco: Vitis vinífera da variedade Prosecco. b) Regiões de origem das uvas: As uvas poderão ser originárias de regiões produtoras do Rio Grande do Sul devidamente reconhecidas pelo Ministério da Agricultura.
c) Técnicas de elaboração: i. Prensagem: Na prensagem das uvas para a vinificação do vinho base deverá ser observado:
2) O rendimento será de até 100 litros de suco a cada 160 quilos de uva prensada. ii. Limpeza dos mostos prévia à fermentação: Por decantação natural ou com a utilização de coadjuvantes e enzimas.
1) Ser chaptalizados até uma graduação alcoólica máxima de 11% em volume com açúcar de cana super-refinada observado a quantidade máxima de 2% para os vinhos base para charmat clássico e de 1% para os base de charmat longo e tradicional. 2) Ser inoculados com leveduras selecionadas.
Artigo 35: Para iniciar o processo de certificação de produtos, a empresa interessada deverá encaminhar a solicitação do Certificado de Aprovação do Vinho Base ao Consórcio. Artigo 36: Junto à solicitação do Certificado de Aprovação do Vinho Base a empresa enviarão laudo técnico e químico do vinho base a serem credenciados assim como os volumes produzidos para cada classe e o local de estocagem.
Artigo 40: O Consórcio encaminhará à empresa certificadora os resultados das solicitações de Certificado de Aprovação do Vinho base que servirão como base para o inicio dos processos de Certificação de Produtos. Artigo 41: Terceirização da produção: Entende-se como terceirização da produção a contratação de serviços de produção de espumantes por empresas credenciadas para tal fim.
b) Se comprometem a não comercializar com a mesma apresentação um espumante do mesmo tipo que o certificado pelo Consórcio. Artigo 43: Os serviços de terceirização poderão ser:
b) De Processo: É quando a prestação de serviços compreende somente o uso das instalações cabendo ao contratante o fornecimento do vinho base e dos insumos. i. A prestação de serviços de processo será permitida a todos os associados do Consórcio desde que cumpram o disposto nos artigos 36 e 37. ii. Os espumantes certificados produzidos através da prestação de serviços de processo ficarão isentos de declará-lo no contra-rótulo.
Artigo 49: Os símbolos com identificação destinados a lotes que obtiveram a certificação serão confeccionados em local credenciado pelo CPEG que receberá o número de símbolos sem identificação correspondente ao volume do lote liberado e colocará os dados de identificação conforme determina este RAC. Artigo 50: Os símbolos sem identificação serão armazenados na sede do Consórcio de Produtores de Espumantes de Garibaldi e liberados para impressão dos dados referentes à classe, método de elaboração e lote quando informados da conformidade pela empresa Certificadora. Artigo 51: Os custos de impressão dos dados referidos no artigo 50 nos símbolos sem identificação, serão arcados pelas empresas destinatárias. Artigo 52: Nas Ordens de Compra emitidas pelo Consórcio para confecção dos símbolos com identificação deverá constar:
- Tradicional = Brut : BT – Nature: NT Exemplos: Peterlongo Brut Charmat: PE-BC
Artigo 55: Os símbolos de certificação deverão ser fixados na cara frontal da garrafa podendo serem fixados sobre o rótulo ou sobre o colarinho. Capítulo 7
Artigo 61: O CPEG manterá sigilo e confidencialidade, independente do resultado, de todas as informações colhidas durante o processo de certificação. Artigo 62: O símbolo de identificação das marcas certificadas não fornece garantia de que o produto será isento de falhas ou problemas no futuro, nem o CPEG assume responsabilidade sobre eventuais exigências legais aplicadas a clientes da vinícola usuária do símbolo.
Artigo 63: A vinícola que adere ao uso da Marca Coletiva “Consórcio de Produtores de Espumantes de Garibaldi” através dos Símbolos de Certificação não poderá utilizar nos rótulos de seus produtos não certificados, expressões, palavras, desenhos ou símbolos que possam criar confusão ou dúvidas em relação aos certificados. Artigo 64: A vinícola que adere ao uso da Marca Coletiva “Consórcio de Produtores de Espumantes de Garibaldi” tem consciência que este Regulamento poderá ser revisado e alterado a qualquer momento a partir da adesão e que as eventuais alterações que afetarem a empresa terão prazo de implementação definido pela comissão Técnica.
Vinho de mesa e fino: Seco: O que contêm até quatro (4) gramas de açúcar por litro.
O teor máximo permitido anteriormente era de cinco (5) gramas. A classificação seguia o critério de “sabor percebido” e por isso permitia esta quantidade. O umbral que separa a sensação de seco e doce se encontra próximo das cinco gramas. Não entendi o motivo de diminuir uma grama. Talvez tivesse sido interessante impedir a adição de açúcares ao vinho seco e fixado o máximo permitido em 2 gramas por litro. Se for para ser seco porque permitir adicionar açúcares?
Nesse caso o tipo demi-sec que hoje começa com quatro gramas, começaria com 2 gramas até um máximo de 20 gramas. Espumantes naturais:
Este tipo de espumante que nunca esteve contemplado na legislação brasileira, foi reconhecido até fins da década de noventa quando, absurdamente, não foi mais aceito para registros. O tipo Nature foi aprovado nas discussões que harmonizaram as legislações dos países membros do Mercosul nas quais tive o privilégio de participar e que finalizaram na assinatura do Regulamento Vitivinícola do Mercosul no dia 21 de junho de 1996. No período no qual o Regulamento percorreu os caminhos da burocracia para ser internalizado, os espumantes nos quais não se adiciona açúcar no licor de expedição foram registrados como Extra-brut que podiam conter até 6 gramas por litro de açúcar.
As três gramas fixadas como máximo no Nature não foram estipuladas para permitir colocação de açúcar no licor de expedição mas para servir como tolerância para eventual resíduo deixado pela levedura. É bom lembrar que no momento do tirage (fechamento da garrafa com tampa metálica) são colocadas ao redor de 24 gramas de sacarose que servirão de alimento das leveduras formando gás carbônico na proporção de 1 litro a cada 4 gramas fermentadas. É possível que a levedura não consuma totalmente os açúcares e deixe algum resíduo. Este é o motivo da tolerância de até 3 gramas.
O Decreto agora coloca as coisas nos devidos lugares. Muitos produtos registrados como Extra-brut poderão a partir de agora mudar para Nature que sem dúvida nenhuma é um nome mais atrativo.

References: Artigo 4
 Artigo 5
 Artigo 6

Artigo 9
 Artigo 10
 Artigo 11

Artigo 12
 Artigo 13
 Artigo 14

Artigo 15
 Artigo 16
 Artigo 18

Artigo 21
 Artigo 22

Artigo 23
 Artigo 24

Artigo 28
 Artigo 29
 artigo 24
 Artigo 30
 Artigo 33
 Artigo 34

Artigo 35
 Artigo 36

Artigo 40
 Artigo 41
 Artigo 43

Artigo 49
 Artigo 50
 Artigo 51
 artigo 50
 Artigo 52

Artigo 55

Artigo 61
 Artigo 62

Artigo 63
 Artigo 64