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Timestamp: 2018-07-17 22:11:40+00:00

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Hoje Macau 14 MAR 2018 #4011 by Jornal Hoje Macau - Issuu
Hong Kong | Eleições
Em Macau tocamos uma outra música
Pouca comparação. Somos mesmos diferentes. Da população aos ditos democratas. Aqui não há localistas. Por exemplo. PÁGINAS 4-5
MAIS PROCESSOS CONTRA MEMBROS DA NOVO MACAU
A FORCA ´ TOTAL DA LEI Sulu Sou, Scott Chiang e Paul Chan Wai Chi são acusados de propaganda ilegal e desobediência civil. PÁGINA 6
Não pensei que o dinheiro do jogo fosse uma coisa tão poderosa EVENTOS
h As edições, a desgraça e outros temas
Substância negra assusta autoridades
QUARTA-FEIRA 14 DE MARÇO DE 2018 • ANO XVII • Nº 4011
14.3.2018 quarta-feira
IMPRENSA DE MACAU NO SÉCULO XIX EM ANÁLISE NO ROTA DAS LETRAS
INDA a invasão das tropas napoleónicas, Portugal no início do século XIX abeirava-se de uma viragem política: a Revolução Liberal que terminaria com o absolutismo e traria, anos mais tarde, uma guerra civil. A acompanhar a velocidade da vida na primeira metade do século XIX, as notícias da revolta que eclodiu no Porto só chegou a
Macau dois anos depois, em 1822. Estavam criadas as condições para a fundação do primeiro jornal em língua portuguesa no território. Este será o tópico da palestra ao abrigo do sétima edição do Rota das Letras, que ocorre hoje no Edifício do Antigo Tribunal, às 19h, e que tem como palestrantes João Guedes e Agnes Lam. “Dois anos depois de ser declarada a Constituição e do regime
passar a ser liberal, Macau torna-se, praticamente uma colónia independente e desliga-se de Goa, a quem devia obediência administrativa. Nesse contexto, o centro da propaganda liberal é, precisamente, o jornal Abelha da China”, conta João Guedes, jornalista e autor de livros e documentários sobre a História de Macau e da Imprensa em Macau. O jornal que inaugura as páginas escritas em português surge
num período de pré-guerra civil, mas de viragem liberal que gera condições para a aprovação da Lei de Liberalização da Imprensa. Previamente ao Abelha da China, já circulavam em semiclandestinidade pelo território publicações em inglês. “Antes da revolução liberal não se podia publicar nada em Macau, só a Igreja é que o podia fazer e, mesmo assim, publicava em Lisboa e enviava para cá, mas
quarta-feira 14.3.2018
não eram jornais”, explica João Guedes. O jornalista recorda que, poucos anos antes do Abelha da China, circulava na comunidade anglófona gazetas inglesas, “que funcionavam à revelia da administração portuguesa, mas sem interferência dos Governadores de Macau que não estavam para se meter em encrencas e deixavam a coisa andar”. Estas publicações, quase todas impressas em Macau mostravam no cabeçalho o álibi territorial de uma casa de impressões de Cantão e tinham uma característica algo itinerante entre Macau, Hong Kong e Cantão, uma vez que os seus editores tinham autorização para permanecer no continente apenas seis meses por ano. Entre as publicações, das quais não existem quase vestígios, contam-se o The Canton Register, The Canton Miscellany, The Chinese Courier and Canton Gazette, The Evangelist and Miscellanea Sinica e The Canton Press.
FERROADAS “Cada Governador que vinha para Macau precisava de ter um porta-voz e, como tal, abria um jornal. Por outro lado, quase sempre passou a haver um jornal de oposição, normalmente liderado por um advogado importante.” “No final do século XIX aparecem jornais de características culturais, publicações importantes de índole histórica e pessoas de renome a escrever. Esse período é de refinamento e grande pujança.”
JOÃO GUEDES JORNALISTA
Passado um ano da fundação do Abelha da China, desembarcam em Macau as forças miguelistas vindas de Goa que ocupam a cidade à força, prendem muitos cidadãos e encerram o jornal pioneiro. Aliás, o último número da Abelha da China é queimado em alto de fé à porta do Leal Senado perante uma plateia de leitores. Tombava assim, o primeiro jornal do Extremo Oriente, na eterna batalha entre forças conservadoras e progressistas. Apesar da curta vida, o Abelha da China deixou uma marca conceptual no território. “Os jornais portugueses em Macau tinham um modelo significativamente político, havia jornais que veiculavam as opiniões da oposição”, contextualiza Agnes Lam, deputada e professora de jornalismo na Universidade de Macau com obra publicada sobre a história da imprensa no território. “O jornal era dirigido pelos pró-constitucionalistas e opositores do Governo da altura que também atacavam o reino. O Abelha da China foi uma pedra basilar para esta parte do mundo, porque foi o
primeiro jornal moderno na China. Trouxe muitos conceitos novos, como a liberdade de expressão, liberdade de imprensa”, acrescenta a deputada. Agnes Lam destaca a característica do primeiro jornal de língua portuguesa no território, além de veicular opiniões políticas, dar voz à comunidade e “a pessoas normais”. Nessa altura, no Interior da China a única publicação que se poderia assemelhar a um jornal era uma espécie de boletim oficial que era enviado de Pequim para as províncias contendo as ordens do Imperador e as novas leis promulgadas. “Passou a haver a tradição de ter sempre imprensa aqui por duas razões. A primeira era que cada Governador que vinha para Macau precisava de ter um porta-voz e, como tal, abria um jornal. A segunda, quase sempre passou a haver um jornal de oposição, normalmente liderado por um advogado importante”, conta João Guedes. Sempre foi assim, até que o Governador Ferreira do Amaral chegou ao poder. “Mais ou menos entre 1840 e 1850 não houve jornais porque Ferreira do Amaral não gostava da imprensa e, como tal, mandou-a calar. Durante quase 15 anos, os jornais em português eram publicados em Hong Kong”, explica o jornalista.
“O Abelha da China foi uma pedra basilar para esta parte do mundo, porque foi o primeiro jornal moderno na China. Trouxe muitos conceitos novos, como a liberdade de expressão, liberdade de imprensa.” AGNES LAM DEPUTADA
Findas as duas guerras do ópio, a imprensa em língua portuguesa em Macau continuou a servir de palco para confrontos políticos, mesmo entre vozes mais críticas e a censura das autoridades. Os assuntos mais quentes, que muitas vezes tiveram de ser julgados em tribunal, versavam sobre as guerras do ópio, o nascimento e evolução de Hong Kong e a forma como Macau se posicionava perante Goa, Lisboa e a exposição ao ideário republicano. Destes tempos turbulentos surgiu uma Era que para João Guedes “não é um momento de ouro, mas é quando a imprensa se refina”: os finais do século XIX, profundamente influenciados pelo modernismo que se espalhava pela Europa.
“Aparecem jornais de características culturais, publicações importantes de índole histórica e pessoas de renome a escrever. Esse período é de grande pujança”, refere o jornalista. Durante este período, João Guedes destaca o jornal “O Independente”, a publicação que mais tempo se manteve nas bancas. “Salvo erro, durou 22 anos, algo que vai contra a tradição local. Uma das características dos jornais de Macau é o seu curto prazo de validade que dura, em média, cerca de cinco anos. Neste contexto, João Guedes destaca o facto de Macau eleger deputados à Assembleia Nacional em Portugal, algo que fazia com que “muita gente escrevesse aqui para se fazer aos lugares de deputado em Lisboa”. Ao longo do século XX, até aos anos 1980, João Guedes considera que o jornalismo em Macau seguiu uma certa continuidade. A partir de 1980 “dá-se uma viragem muito grande, que é quando a imprensa de Macau se profissionaliza, rompendo com o que passava nos mais de 100 anos anteriores”. Olhando para trás, Agnes Lam entende que “o que se passou no século XIX explica um pouco o que se passa hoje em dia, em termos de meios de comunicação em Macau. Temos um legado, apesar da população ser muito pequena tínhamos imprensa entre as comunidades chinesas, portuguesa e britânica”. Neste aspecto, a deputada deixa uma crítica à academia, apesar de reconhecer melhoras nos últimos tempos. “Acho que não existem suficientes membros das faculdades que façam investigação histórica focada em Macau, apesar de termos cada vez mais.Ainda assim, a sociedade ainda não tem sensibilidade suficiente para estes assuntos”, comenta. Em relação à oportunidade para dar uma palestra sobre o jornalismo em Macau no século XIX, Agnes Lam entende que “em termos de educação, não se fala muito sobre este assunto, mas é necessário para perceber o nosso legado e a forma de o conseguirmos manter”. João Luz
Não somos Hong Kong ELEIÇÕES CENÁRIO DE BAIXA AFLUÊNCIA ÀS URNAS AFASTADO
LÉM da derrota do campo pró-democrata, as eleições intercalares de Hong Kong para substituir os deputados expulsos do Conselho Legislativo ficaram marcadas por uma quebra na afluência às urnas. Nas eleições de 2016, a afluência tinha sido de 58 por cento do total de votantes, no entanto, no passado fim-de-semana apenas 43 por cento dos 2,1 milhões de eleitores se disponibilizaram
para votar, o que representa uma quebra de 15 por cento. O campo pró-democrata foi o mais afectado com a proporção dos votos a cair de 55 para 47 por cento. Em Macau, o cenário da realização de eleições intercalares poderá ser uma possibilidade no futuro. O deputado Sulu Sou está suspenso para ser julgado pela alegada prática de um crime de desobediência qualificada, mas só se for declarado culpado e julgado com uma pena superior a 30 dias de
RESULTADOS DAS ELEIÇÕES EM HONG KONG ILHA DE HONG KONG	Au Noh-hin (Pan-Democrata)
Judy Chan (Pró-Pequim)
Moderados e outros
NOVOS TERRITÓRIOS ESTE Gary Fan (Pan-Democrata)
Bill Tang (Pró-Pequim)
Christine Fong (Poder Profissional)
KOWLOON OESTE	Edward Yiu (Pan-Democrata)
Vincent Cheng (Pró-Pequim)
CIRCULO DE ARQUITECTURA, TOPOGRAFIA, PLANEAMENTO E PAISAGEM	Tony Tse (Sem filiação)
Paulus Zimmerman (Independente)
prisão é que poderá ser expulso da Assembleia Legislativa. A decisão não é automática e terá de passar, novamente, pelos deputados do órgão legislativo.
Neste contexto, os especialistas ouvidos pelo HM consideram que em Macau não existe o risco de votantes desiludidos com o sistema deixarem de se deslocarem às urnas nas próximas eleições. No centro da argumentação está o facto de considerarem que o caso do pró-democrata Sulu Sou não tem comparação com os localistas da região vizinha. “As situações de Hong Kong e Macau são muito diferentes. As pessoas mais novas que desistiram do sistema em Hong Kong pertencem aos grupos radicais. São pessoas que viram os legisladores que apoiam expulsos do Conselho Legislativo”, disse a deputadaAgnes Lam, ao HM. “É um problema dos localistas e não do campo pró-democrata de Hong Kong. Os mais novos, que são mais radicais face à China, são as pessoas que desistiram do sistema. Foi esse grupo de pessoas que andou a boicotar as eleições e a pedir a outros que não votassem. Não se trata de um problema do campo pró-democrata”, acrescentou. Por outro lado, a deputada moderada defende que em Macau os eleitores de Sulu Sou não deixaram de ser representados. Pelo menos enquanto o deputado ainda mantiver o estatuto, mesmo que de forma suspensa. “O deputado não foi expulso da Assembleia Legislativa. Ele está suspenso para ser julgado e depois vai regressar. Por isso não se pode dizer que os seus eleitores
não estejam representados. Ele vai voltar e é uma questão de tempo”, considerou. “Talvez em Macau haja pessoas que pensem que o sistema não funciona. Mas se formos a ver a proporção da população que tem essa opinião, estamos a falar de um número que nem é representativo”, acrescentou.
Por sua vez, José Sales Marques, antigo presidente do Leal Senado, recusa qualquer tipo de comparação, que define como “perigosas”. O agora presidente dos Instituto de Estudos Europeus vai mais longe e diz que os pró-democratas em Hong Kong estão a pagar o preço da sua irresponsabilidade, uma conduta que o campo pró-democrata local nunca teve, defende. “É extremamente perigoso e desnecessário fazer comparações
entre Macau e Hong Kong. Na minha opinião não se devem fazer estas comparações, porque os democratas acabaram por ser penalizados pela sua atitude irresponsável em Hong Kong, uma atitude que nunca houve em Macau”, afirmou José Sales Marques, ao HM. “Foi uma atitude completamente irresponsável que não só prejudicou a evolução do sistema político
“Os pró-democratas em Hong Kong estão a pagar o preço da sua irresponsabilidade, uma conduta que o campo pró-democrata local nunca teve.” JOSÉ SALES MARQUES
em Hong Kong, como pode ter tido efeitos em eventuais evoluções do sistema político de Macau. Em Hong Kong, os democratas perderam porque se comportaram de forma irresponsável”, acusou. Sales Marques recusou que alguma vez Sulu Sou tivesse tido algum tipo de comportamento semelhante aos radicais de Hong Kong: “Até ao momento não vejo qualquer paralelo em Macau, inclusive na atitude do Sulu Sou. Não vejo paralelo com o território”, frisou.
Para o antigo deputado e advogado Miguel de Senna Fernandes, os resultados em Hong Kong e a abstenção registada são uma punição para o campo pró-democrata, por ter demonstrado um comportamento “infantil” na altura do juramento. O advogado recusa a ideia que em
Hong Kong a abstenção se tenha ficado a dever a uma descrença no sistema, mas antes à intenção de punir os pró-democratas. Por essa razão, Miguel de Senna Fernandes não acredita que o cenário se repita em Macau e faz
“Talvez em Macau haja pessoas que pensem que o sistema não funciona. Mas se formos a ver a proporção da população que tem essa opinião, estamos a falar de um número que nem é representativo.” AGNES LAM
questão de frisar que a conduta de Sulu Sou não pode ser comparada ao que acontece em Hong Kong. “Ele contesta de outra maneira. A Novo Macau mudou de estratégia e joga muito com a mentalidade política local, dentro do sistema. É uma estratégia em que o público se pode rever”, começou por dizer. “Mas não acredito que sejam situações comparáveis. Ele não fez nada que justificasse ser expulso imediatamente da posição de deputado, ao contrário dos outros catraios em Hong Kong. E o que ele fez, foi antes de ter sido eleito. As pessoas também sabem ver isso”, defendeu. Por último, Miguel de Senna Fernandes sublinha que mesmo que Sulu Sou seja expulso da Assembleia Legislativa, de acordo com os procedimentos legais, que poderá voltar a candidatar-se ao lugar. Um cenário que não se verificou em muitos dos casos em
Hong Kong, devido à diferente natureza dos actos praticados.
Em relação a explicações para a redução do número de votantes em Hong Kong, Agnes Lam recusa que se possa explicar apenas com o desencantamento com o sistema, da parte dos radicais. A
“Ele [Sulu Sou] não fez nada que justificasse ser expulso imediatamente da posição de deputado, ao contrário dos outros catraios em Hong Kong.” MIGUEL DE SENNA FERNANDES
deputado justifica que as pessoas estiveram mais interessadas no acompanhamento da Assembleia Popular Nacional e na questão da eliminação do limite de mandatos para o cargo de Presidente da República Popular da China. “Desta vez em Hong Kong houve um conjunto de factores que contribuiu para que a afluência fosse mais. A sociedade esteve a prestar mais atenção à eliminação do limite de mandatos do Presidente da China. Acho que foi o grande tópico, mesmo entre os órgãos de comunicação social”, disse. “Por outro lado, acho que não houve uma cobertura suficientemente profunda das eleições, mesmo nos órgãos de comunicação social de Hong Kong. Isso também pode ter contribuído para que menos gente tenha saído de casa”, apontou. João Santos Filipe
Novo Macau revelou ontem que pelo menos três membros da maior associação pró-democracia se encontram sob investigação por crimes relacionados com a campanha para as eleições à Assembleia Legislativa, classificando as acusações de “irrazoáveis”. Sem facultar detalhes sobre os novos casos, a Novo Macau adiantou apenas que “há pelo menos três” membros a serem investigados por propaganda ilegal e desobediência, mas admitiu a possibilidade de o número aumentar. Um dos casos seguiu entretanto para o Ministério Público. “As autoridades abusam do poder que têm para investigar os cidadãos que se envolvem no movimento democrático. Os dados apresentados pelo Secretário para a Segurança Wong Sio Chak também demonstram que, nos últimos anos, houve um aumento significativo do número de acusações por desobediência”, afirmou o vice-presidente da Novo Macau, Sulu Sou, em conferência de imprensa, descrevendo uma tendência “preocupante” que exerce “uma grande pressão” para uma organização política como a Novo Macau. Com efeito, Sulu Sou é um dos membros que está a ser alvo de uma nova investigação criminal, revelou o próprio à Rádio Macau, numa informação posteriormente confirmada ao HM. Assim, arrisca um segundo processo além daquele por desobediência qualificada que culminou na suspensão do seu mandato há precisamente 100 dias e que aguarda julgamento. Já o caso que seguiu entretanto para o Ministério Público diz respeito a Paul Chan Wai Chi, número dois da lista de Sulu Sou, indicou o próprio à TDM. Sobre Scott Chiang, ex-presidente da Novo Macau, recaem também dois processos. Além do caso em que é arguido com Sulu Sou por desobediência qualificada devido ao protesto de Maio de 2016 contra o subsídio concedido à Universidade de Jinan, é acusado pelos crimes de introdução em lugar vedado ao público e dano, devido à faixa afixada no antigo
NOVO MACAU PELO MENOS TRÊS MEMBROS SOB INVESTIGAÇÃO DEVIDO A ACTIVIDADES ELEITORAIS
Hotel Estoril a criticar o Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, estando o julgamento agendado para o próximo mês de Setembro.
A Novo Macau manifestou ainda preocupação relativamente à proposta de lei que prevê que a PSP passe a receber directamente os
avisos de manifestação, substituindo o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) nas funções. “Não aceitamos o argumento do [porta-voz do Conselho Executivo], Leong Heng Teng, de mais eficácia”. “Há uma razão para que os pedidos de manifestação sejam entregues ao IACM [que depois notifica a PSP], mas não directamente à
PSP. Trata-se de um assunto civil e não de segurança”, afirmou Sulu Sou, antecipando “problemas” devido à transferência do poder para a PSP, como a rejeição por “motivos irrazoáveis”. Neste sentido, como sintetizou Alexis Chan, também presente na conferência, há receio de que a principal preocupação seja a segurança em vez do direito à manifestação. “Preocupamo-nos com isso [e] eles podem mudar de alguma maneira os procedimentos no futuro”, afirmou. Andrew Cheung complementou: “Normalmente, da experiência que temos, quem obstrói as actividades é a PSP e não o IACM, pelo que se dependermos deles para aceitarem [a sua realização], obviamente vai aumentar a obstrução”. “Quando tudo fica eficaz, a supervisão pode ficar de fora. Preocupa-nos que a PSP seja muito forte neste caso e possa ser um bocado ditadora”, argumentou. Apesar de a Novo Macau não organizar protestos desde a manifestação de Maio de 2016 contra o subsídio concedido à Universidade de Jinan, a organização entende também que as associações deviam ter sido ouvidas. Na ordem do dia figura também a utilização de câmaras nos equipamentos da polícia, uma medida que começa a funcionar a partir
de hoje. “Preocupa-nos se é só para [combaterem o] crime ou se para supervisionarem toda a gente”, sublinhou Andrew Cheung. A Novo Macau comentou ainda a breve referência a Macau no relatório da Amnistia Internacional sobre o estado dos direitos humanos no mundo que enuncia apenas dois casos: a suspensão do mandato dos mais jovem deputado e a proibição de entrada no território de quatro jornalistas de Hong Kong. “Para mim não foi surpresa o relatório incluir esses dois episódios, mas antes que haja apenas dois”, observou Sulu Sou. “O panorama dos direitos humanos em Macau está a deteriorar-se. A autocensura e o abuso do poder executivo continua a ser frequente, especialmente por parte da polícia”, avaliou. “Os residentes têm medo de falar, porque podem ser demitidos no trabalho ou sofrer pressões na escola”, enfatizou o jovem activista.
ROTA DAS LETRAS MAIS UM ATAQUE AOS DIREITOS
A Novo Macau lamentou ontem o cancelamento da vinda de três escritores ao Festival Literário de Macau – Rota das Letras, por não estar garantida a sua entrada no território, considerando que se trata de mais um caso que belisca os direitos. “Não temos informações detalhadas sobre o assunto”, mas “é um assunto sério que afecta os direitos humanos em Macau. A Novo Macau vai comunicar com o director do festival para saber mais pormenores”, afirmou Sulu Sou. O Tribunal Judicial de Base (TJB) ainda não decidiu se marca nova data para o julgamento de Sulu Sou, pelo crime de desobediência qualificada, que foi adiado em Janeiro. Sulu Sou considera que o processo-crime pode avançar, tendo o advogado pedido, na semana passada, nova marcação. No entanto, o Ministério Público entende que o julgamento só deve ter início depois de haver uma decisão do Tribunal de Última Instância sobre o recurso interposto pelo deputado. Diana do Mar
ROTA DAS LETRAS ESCRITORA JUNG CHANG EM SILÊNCIO
escritora Jung Chang, convidada do festival literário Rota das Letras que acabou por não estar presente devido ao facto do Gabinete de Ligação do Governo Central na RAEM ter considerado a sua visita inoportuna, não quis comentar ao HM o caso em que se viu envolvida. Depois de receberem o aviso, a direcção do festival decidiu cancelar a presença da escritora, uma vez que não era garantida a sua entrada no território. Tal como Jung Chang, também os escritores Suki Kim e James Church viram cancelada a sua participação pelos mesmos motivos. Ouvido ontem pela TDM, o académico Malte Kaeding, da Universidade de Surrey, em Inglaterra, disse estar “chocado” com o ocorrido, considerando o facto “preocupante”. “No passado vimos que Macau era sempre muito mais cuidadoso, e muito mais restritivo em deixar os radicais ou democratas activistas entrar no território, o que em si já é bastante problemático. Mas, agora estender isto ao sector cultural, penso que é um novo nível, e penso que é algo que temos de monitorizar com muito cuidado”, afirmou.
DSEJ Subdirector e chefe de departamento tomaram posse
Decorreu ontem a tomada de posse de Kong Chi Meng como novo subdirector da Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ), bem como do novo chefe de departamento de ensino, Kong Ngai. De acordo com um comunicado oficial, o novo subdirector da DSEJ defendeu que “é necessário estar sempre vigilante durante o processo de execução das políticas, tendo como base a população e acompanhar as opiniões dos cidadãos”, além de “aumentar a capacidade de execução” dessas mesmas políticas. Relativamente ao futuro, o novo subdirector frisou que vai ouvir “atentamente as sugestões dos cidadãos, encarregados de educação e alunos, reforçar a boa comunicação e cooperação com o sector educativo”, para que se possa “melhor concretizar e implementar as políticas de educação e de juventude” em Macau.
Direcção de Serviços de Assuntos Marítimos e de Água (DSAMA) apela aos cidadãos que não entrem na areia das praias do território, devido à existência do que afirma ser “substâncias pretas” nos areais. O caso foi divulgado por um cidadão que, na segunda-feira, partilhou fotografias dos pés do filho todos negros, após ter brincado no areal da Praia de Hác Sac. Neste momento as autoridades ainda não sabem do que se trata a substância, mas prometem uma investigação. Na rede social, o pai da criança apontava para que se tratasse de óleo. “Hoje ainda houve as substâncias pretas que fluíram até à areia da praia de Há Sac, por isso, a empresa concessionária de limpeza procedeu à limpeza [do local] rapidamente. Os funcionários da DSAMA também viram substâncias pretas na praia de Cheoc Van e limparam-nas imediatamente”, explicaram as autoridades, em resposta às questões do HM. “A DSAMA afixou avisos nas referidas duas praias, apelando aos cidadãos e turistas que prestem atenção a esta situação e não entrem nas areias das praias. Esta Direcção já notificou a Direcção do Serviços de Protecção Ambiental e o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais para que seja efectuada uma inspecção
DSAMA GOVERNO APELA A CIDADÃOS QUE EVITEM AREAIS DAS PRAIAS
Paraíso negro in situ e que sejam recolhidas amostras”, é acrescentado. Num outro comunicado em chinês, o Executivo recorda que por não se tratar da época balnear que não existem nadadores-salvadores nas praias e que se os cidadãos se depararem com condições anormais, que devem informar a DSAMA por telefone.
Também ontem a DSAMA explicou a situação das manchas negras que surgiram, na segunda-feira, junto à ponte que liga a zona norte
de Macau à aos aterros da Zona A e, mesmo ontem de manhã, na zona do Porto Interior. De acordo com as autoridades, e ao contrário do que a cor indica, no Porto Interior não há sinais de derrames de petróleo ou combustíveis, tratando-se de lama.
“O trem naval da DSAMA procede diariamente à fiscalização no mar, sendo o mar do Porto Interior a zona com mais frequência de fiscalização. Hoje [ontem] de manhã e à tarde, esta Direcção também enviou o trem naval para fiscalização, não se verificando
“Hoje [ontem] de manhã e à tarde, esta Direcção [DSAMA] também enviou o trem naval para fiscalização, não se verificando combustíveis no mar do Porto Interior.”
combustíveis no mar do Porto Interior”, é explicado. “Relativamente ao vídeo sobre uma parte negra e longa no mar do Porto Interior publicado na rede social, foi a fuga das lamas de uma draga enquanto navegava no mar do Porto Interior esta [ontem] manhã.Até agora, não se verificou poluente no mar do Porto Interior”, é sublinhado. Em relação ao incidente na segunda-feira, junto à ponte de acesso à Zona A, é defendido que a movimentação da embarcação levantou as areias, causando o surgimento de uma mancha negra. Neste caso, as investigações da DSAMA também chegaram à conclusão que não se trata de uma descarga ilegal de combustível. João Santos Filipe
GAES CRIADA “ALIANÇA PARA FORMAÇÃO DE QUADROS BILINGUES”
OI assinado, há cerca de duas semanas, o protocolo que institui a “Aliança para Formação de Quadros Bilingues Qualificados nas Línguas Chinesa e Portuguesa”, apesar de só ontem o acto ter sido divulgado através de um comunicado oficial. Esta aliança é fruto de um trabalho de muitos anos e representa uma parceria entre o Governo, através do Gabinete de Apoio do Ensino Superior (GAES), e cinco instituições do ensino superior públicas e privadas: a Universidade de Macau, a Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau, a Universidade da Cidade de Macau e a Universidade de São José (USJ) e Instituto Politécnico de Macau. O objectivo desta plataforma, que começou a ser pensada e discutida em 2014 depois da criação de um grupo de trabalho, é “reforçar os trabalhos de formação de quadros qualificados bilingues em chinês e português”, para que Macau possa ser uma “Base de Formação de Quadros Qualificados Bilingues em chinês e português”. O novo protocolo visa “promover a cooperação em diversos aspectos”, tais como a “formação de docentes das línguas chinesa e portuguesa e cursos de formação de docentes para o ensino de chinês como língua estrangeira”. Além disso, estão a ser pensadas formas de fomentar a “pesquisa e investigação no ensino de língua portuguesa, a formação de quadros
que “todos estão a colaborar [com este projecto] e é um protocolo bom para o Governo”. O reitor não quis fazer mais comentários por não ter acompanhado o processo de perto. O comunicado oficial do GAES aponta para o facto deste protocolo representar “um novo marco dos trabalhos das instituições na formação de quadros qualificados bilingues em chinês e português”, que “favorece a integração das forças das instituições e a complementaridade de vantagens”. O objectivo é formar bilingues que possam dar resposta às recentes políticas que a China tem para o território, nomeadamente o Fórum Macau e a abertura de um edifício sede, “Uma Faixa, Uma Rota” e o desenvolvimento do projecto da Grande Baía Guandgong-Hong Kong-Macau.
O novo protocolo visa “promover a cooperação em diversos aspectos”, tais como a “formação de docentes das línguas chinesa e portuguesa e cursos de formação de docentes para o ensino de chinês como língua estrangeira”
qualificados bilingues em chinês e português no sector do turismo”, bem como “cursos fornecidos em conjunto pelas instituições do ensino superior projectos e acordos de cooperação específicos, apresentados pelos membros da Aliança”.
O HM tentou chegar à fala com Maria Antónia Espadinha, vice-reitora da USJ que acompanhou este processo desde o início. Contudo, a docente esteve incontactável até ao fecho desta edição. Peter Stilwell, reitor da USJ, disse apenas
A assinatura do protocolo contou com as contribuições de representantes das restantes instituições do ensino superior, tal como Fanny Vong, presidente do Instituto de Formação Turística, Hoi Sio Iong, director da Escola Superior das Forças de Segurança de Macau, Xing Zhi Hong, subdirectora do Instituto de Enfermagem de Kiang Wu de Macau, Cheng Hin Wan, director substituto do Instituto de Gestão de Macau, Kai Cheong Fok, presidente do Instituto Milénio de Macau e os Coordenadores-Adjuntos do GAES, Sílvia Ribeiro Osório Ho e Chang Kun Hong. A.S.S.
ASSEMBLEIA SETE PROPOSTAS ADMITIDAS PARA CONSTRUIR ESTACIONAMENTO
EALIZOU-SE ontem o acto público da abertura das propostas para a “empreitada de concepção e construção do parque de estacionamento da Assembleia Legislativa”, tendo sido admitidas pela Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) um total de sete propostas, além de que foram rejeita-
das duas. De acordo com um comunicado oficial, os valores das propostas a concurso variam entre 81 e 150 milhões de patacas. A obra será realizada no relvado, actualmente sem utilização, localizado ao lado do hemiciclo, estando a ser planeada a construção de um “auto-silo subterrâneo misto para o uso exclusivo da Assembleia
Legislativa”, composto por dois pisos. A obra deverá começar no segundo semestre deste ano, esperando-se que dure cerca de um ano. A DSSOPT acredita que o novo parque de estacionamento disponibilize 200 lugares de estacionamento para veículos ligeiros e 50 para motociclos. É também esperada a criação de 80 postos de trabalho. De frisar
que, aquando da discussão deste projecto no Conselho de Planeamento Urbanístico, não houve consensos quanto à utilização do parque. Chan Tak Seng, um dos membros, lembrou que “os funcionários do tribunal não têm um local para estacionar”. “Com um parque tão grande, não me parece que seja nem justo, nem razoável não ser aberto
aos moradores da zona e aos funcionários dos serviços”, acrescentou. Li Canfeng, director da DSSOPT, frisou que “a AL não tem lugares de estacionamento suficientes”, além de que “não há muitos moradores ali e, como os funcionários da AL vão começar a usar o novo parque, os lugares de estacionamento no exterior ficarão vagos”.
Empréstimos para habitação sobem
S novos empréstimos para a compra de casa em Macau aumentaram, em Janeiro passado, 14,9% relativamente ao mês anterior, indicaram dados oficiais ontem divulgados. De acordo com a Autoridade Monetária de Macau (AMCM), os bancos concederam em Janeiro 3,6 mil milhões de patacas em empréstimos, dos quais 97,5% aos residentes de Macau, mais 15,2% em relação ao mês anterior. Em Janeiro, os empréstimos a não-residentes subiram 5,5% para 89,9 milhões de patacas. No período entre Novembro de 2017 e Janeiro último, os novos empréstimos para habitação registaram uma subida de 8,2%, numa média mensal de 3,6 mil milhões de patacas, em relação ao período anterior, entre Outubro e Dezembro de 2017. Os novos empréstimos comerciais para actividades imobiliárias aprovados em Janeiro atingiram os 13 mil milhões de patacas, mais 135% em relação ao mês anterior, indicou a AMCM. No final de Janeiro deste ano, o saldo bruto dos empréstimos hipotecários para habitação registou uma ligeira subida de 0.1% em relação ao mês anterior para 189,7 mil milhões de patacas, enquanto o dos comerciais alcançou 183,3 mil milhões de patacas, mais 2,6% comparativamente a Dezembro de 2017.
GDI Coordenador faleceu por motivo de doença
Chau Vai Man, coordenador do Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas (GDI), faleceu no passado dia 6 de Março por motivos de doença. Numa nota emitida ontem, o GDI afirma que todos os seus trabalhadores “expressam os mais profundos pêsames pelo falecimento e dirigem as suas sinceras condolências aos seus familiares”. O website do GDI estará a preto e branco até esta sexta-feira como sinal de pesar. O mesmo comunicado aponta que Chau Vai Man “foi um trabalhador da Função Pública com profissionalismo e capacidade de liderança, possuindo em simultâneo licenciaturas nas áreas profissionais de engenharia civil e Direito”. O trabalho na Administração começou em Junho de 1999 no GADA - Gabinete para Apoio ao Desenvolvimento dos Aterros Taipa-Coloane, serviço que daria origem ao actual GDI.
Saúde Fevereiro registou mais casos de escarlatina
WYNN PALACE GOVERNO AINDA NÃO AUTORIZOU SALAS E ÁREAS DE FUMO
Os Serviços de Saúde (SS) emitiram ontem um comunicado onde apontam para uma “subida exponencial” de casos de escarlatina em Fevereiro último. “Em média têm sido registados sete casos por semana, sendo que na última semana o número de casos subiu para uma média de 16, um número similar ao registado no período homólogo do ano passado.” Até ontem tinham sido registados 133 casos de escarlatina, quando, no mesmo período do ano passado, foram registados 83 casos. Os SS explicam ainda que “os casos detectados em crianças representam 86,6 por cento dos casos de escarlatina registados em Macau”. Em 14 casos foi necessário internamento hospitalar, tendo os pacientes recebido alta. Não houve casos graves ou mortais.
S Serviços de Saúde (SS) emitiram ontem um comunicado onde afirmam que ainda não autorizaram a criação de salas ou áreas de fumo no Wynn Palace. Esta garantia é dada depois de a Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) ter acusado a operadora de jogo de avisar os trabalhadores para deixar os clientes
fumarem onde quiserem, noticiou o jornal Ponto Final. “Os SS tomaram conhecimento que está em curso uma recolha de assinaturas, promovida por funcionários de um casino, relativas às acções de controlo de tabagismo nas áreas de jogo com salas VIP e nas zonas de apostas elevadas do Wynn Palace.” O mesmo comunicado
esclarece também que “até ao momento, para aquele casino, não foi emitida nenhuma autorização para a criação de salas de fumadores nem de áreas para fumadores”. Os SS referiram também que estão a trabalhar em conjunto com a Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos e a direcção do Wynn Palace, para “executar a lei de forma rigorosa e
para reduzir a ocorrência de situações ilegais”. Relativamente ao consumo de tabaco no território, os SS adiantam que uma redução da taxa de consumo para jovens acima dos 15 anos, tendo passado dos 15 por cento em 2015 para 12,2 por cento o ano passado. Os SS consideram que este é um “resultado óbvio das acções desenvolvidas”.
Sobre as acções de fiscalização foram realizadas 138 inspecções ilegais nos primeiros dois meses desde a entrada em vigor da nova lei, o que mostra que houve um aumento de 50 por cento das acções de fiscalização. O número de acusações também aumentou em 188 por cento, com mais 171 acusações face ao período homólogo do ano passado.
Notificação edital (11/FGCL/2018) No de pedido: 4/2018
Nos termos da alínea 1) do n.º 1 do artigo 9.º da Lei n.º 10/2015 (Regime de garantia de créditos laborais), conjugado com o n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, vem o Conselho Administrativo deste Fundo notificar o devedor do pedido acima referido, “Jin Long – Titular do Estabelecimento Jin Ying Hui”, com sede na Avenida da Amizade, Starworld Hotel, 6º andar, Macau, o seguinte: Relativamente à ex-trabalhadora (Cheong Ian), no que diz respeito ao requerimento junto deste Fundo de pagamento dos créditos emergentes das relações de trabalho, o Conselho Administrativo deste Fundo, em 7 de Fevereiro de 2018, deliberou, nos termos do artigo 6.º da Lei n.º 10/2015 (Regime de garantia de créditos laborais), efectuar o pagamento dos créditos em causa à ex-trabalhadora acima referida, no valor
Notificação edital (12/FGCL/2018)
total de $71 771,30 (setenta e uma mil, setecentas e setenta e uma patacas e trinta avos). Mais se informa o devedor que este Fundo irá efectuar o pagamento dos créditos àquela ex-trabalhadora, oito dias após a data da publicação da presente notificação. De acordo com o artigo 8.º da referida Lei, após efectuado o pagamento dos créditos, este Fundo fica sub-rogado naqueles créditos. O devedor pode, durante as horas de expediente, deslocarse à sede da DSAL, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado nos 221 a 279, Edifício Advance Plaza, Macau, para consultar o referido processo. 9 de Março de 2018 O Presidente do Conselho Administrativo do Fundo de Garantia de Créditos Laborais, Wong Chi Hong
Nº de pedido: 166/2017
Nos termos da alínea 1) do n.º 1 do artigo 9.º da Lei n.º 10/2015 (Regime de garantia de créditos laborais), conjugado com o n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo DecretoLei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, vem o Conselho Administrativo deste Fundo notificar o devedor do pedido acima referido, “Nest Beauty Macau Limitada”, com sede na Avenida da Praia Grande, nº 759, 2º andar, fracção 2006, Macau, o seguinte: Relativamente à ex-trabalhadora (Fan Un Kei), no que diz respeito ao requerimento junto deste Fundo de pagamento dos créditos emergentes das relações de trabalho, o Conselho Administrativo deste Fundo, em 7 de Fevereiro de 2018, deliberou, nos termos do artigo 6.º da Lei n.º 10/2015 (Regime de garantia de créditos laborais), efectuar o pagamento dos créditos em causa à ex-trabalhadora acima
referida, no valor total de $24 409,30 (vinte e quatro mil, quatrocentas e nove patacas e trinta avos). Mais se informa o devedor que este Fundo irá efectuar o pagamento dos créditos àquela ex-trabalhadora, oito dias após a data da publicação da presente notificação. De acordo com o artigo 8.º da referida Lei, após efectuado o pagamento dos créditos, este Fundo fica sub-rogado naqueles créditos. O devedor pode, durante as horas de expediente, deslocarse à sede da DSAL, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado nos 221 a 279, Edifício Advance Plaza, Macau, para consultar o referido processo. 9 de Março de 2018 O Presidente do Conselho Administrativo do Fundo de Garantia de Créditos Laborais, Wong Chi Hong
ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.o 16/P/18
Faz-se público que, por despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 13 de Fevereiro de 2018, se encontra aberto o Concurso Público para «Substituição e Testes de uma Unidade Resfriadora de Líquido «Chiller» no Edifício da Clínica Médico-Cirúrgica», cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 14 de Março de 2018, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita no 1.º andar, da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de MOP46,00 (quarenta e seis patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria dos Serviços de Saúde) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet na página electrónica dos S.S. (www.ssm.gov.mo). Os concorrentes devem estar presentes no Departamento de Instalações e Equipamentos do Centro Hospitalar Conde de São Januário, no dia 19 de Março de 2018, às 10,00 horas para visita
“O que realmente me interess
“Tinha lido sobre uma Macau com resquícios misturados de China e de Portugal e, depois, depareime com arranhacéus completamente histriónicos e com aquelas imitações um bocadinho grotescas.”
Os romances “Que Importa a Fúria da Mar” (2013) e “Não se Pode Morar nos Olhos de Um Gato” (2016), premiados com o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (APE), foram escritos ainda quando era jornalista. Como foi o processo de transição para a literatura? Fui jornalista durante 25 anos, portanto, sempre me adaptei a uma linguagem que tem de ser funcional, denotativa, directa. O que conta no jornalismo é a eficiência, transmitir a verdade mas, conhecendo o cânone, sempre tentei fazer a escrita jornalística de uma forma um pouco diferente, pelo que a minha transição não foi uma coisa abrupta de maneira nenhuma. Além disso, sempre fiz muitas reportagens longas em que a parte formal era muito importante e, portanto, sempre tive isso em conta. Por outro lado, trabalhei em géneros híbridos como a crónica ou a crítica cinematográfica em que o nosso lado subjectivo está muito lá. O que realmente me interessa é contar histórias e isso faz-se em ambos os registos. Só que no jornalismo temos um pacto de verdade com o leitor, enquanto na ficção temos um da verosimilhança. Além disso, simultaneamente escrevia guiões. Sempre tive um lado meu muito virado para a ficção, pelo que não senti que tivesse de fazer uma adaptação interior. Depois de sair da revista Visão, em Dezembro de 2016, nunca mais pensou em regressar ao jornalismo? Eu fui mandada fora, considerada dispensável e despedida. Não só eu, mais outros dez colegas. Curiosamente foram pinçados os que teriam mais a ver com o ADN da revista e um carácter mais jornalístico e menos tarefeiro, pessoas que pensavam mais pela sua própria cabeça talvez e não tanto executantes. Talvez fosse esse o critério – não percebi, nunca nos foi explicado. Mas o jornalismo demora muito tempo a sair-nos da cabeça. Estou sempre com apelos de reportagens, de entrevistas, mas depois paro e penso que isso já não tem nada a ver comigo. O meu olhar jornalístico ainda existe – essa transição é que eu tenho de fazer. Tenho de voltar a ter um olhar mais estético, que seria mais interessante para uma ficcionista. Embora também haja curiosidade pessoal, tantos anos de jornalismo não passam por nós sem deixar marcas. Quão distinto foi o primeiro romance do segundo? Há uma Ana Margarida de Carvalho diferente?
É de contar histórias que Ana Margarida de Carvalho gosta. Primeiro fê-lo como jornalista, ao longo de uma carreira de 25 anos, agora como escritora a tempo inteiro. Sem rotinas, pouco dada e até avessa à disciplina, prepara uma nova obra, após ter conquistado, com apenas dois romances um lugar na ficção portuguesa
Achei que no primeiro [“Que Importa a Fúria da Mar”] auto-impus-me mais constrangimentos. O livro encontra-se dividido em duas partes, têm o mesmo número de capítulos, tudo converge para o mesmo ponto. Em “Não se Pode Morar nos Olhos de Um Gato” há um turbilhão ou vários turbilhões em simultâneo que se vão enrodilhando. O primeiro, apesar de ter uma mistura entre tempos e espaços, não é um livro linear, escrevi-o se calhar com mais alguma contenção. Este foi escrito com uma maior sensação de liberdade, talvez seja essa a diferença. Eu se pudesse, se não tivesse que haver este cuidado para comodidade dos leitores e alguma pressão por parte das editoras, nem tinha posto capítulos. Sinto que no segundo romance são um bocadinho artificiais.
O que se segue agora? Há um novo romance em preparação? Sim. Recebi uma bolsa do Estado português para escrever um romance e, portanto, é isso que que tenho de fazer em 2018. [O livro] está numa fase inicial, mas passa-se num Alentejo um bocado profundo e ambíguo antes do 25 de Abril, talvez nos anos 1950/60 numa aldeia onde se vive uma ambivalência: a de ajudar os resistentes a passarem a fronteira e de, ao mesmo tempo, e a de denunciar ou entregar à polícia política. Depois gostava de introduzir também o ambiente fechado que se vivia nos arrais de pesca de atum no Algarve e vou cruzar esses dois ambientes. O seu pai, Mário de Carvalho, serve-lhe de referência, inspiração
ou, em certa medida, acaba por ser um fardo? Sim, talvez mais fardo, embora não seja algo muito simpático de dizer [risos], porque a quota literária familiar já estava preenchida, mas também não foi algo que me perturbasse particularmente. Ele é uma referência, claro, mas é-me difícil distinguir a referência paterna da referência literária. Teve outras referências? Tantas. A história não tem rigorosamente nada a ver, mas quando penso num livro referencial para a primeira obra penso em “AAmante do Tenente Francês”, de John Fowles, um livro de culto de que gosto muito, que foi uma referência formal, mas também um pouco mais do que isso. A referência para o segundo seria “A Nave
sa é contar histórias” dos Loucos”, de Katherine Anne Porter, porque me fez pensar que é possível fazer um livro em que não há nenhuma personagem principal, em que o leitor sinta empatia, em que as pessoas são todas odiosas e estão todas fechadas. E na literatura portuguesa? Gosto muito de José Saramago, que é daqueles autores que quase que li a obra toda, de José Cardoso Pires e também do António Lobo Antunes, um escritor a sério, porque consegue olhar para uma coisa vulgar com assombro. E como foi a experiência de escrever para crianças, com o livro infantil “A Arca do É”? A repetir? Gostava muito, mas aí já não depende só de mim. Já é preciso um ilustrador, é um trabalho a meias. Até tenho uma ideia para fazer, mas o ilustrador, entretanto, também me se tornou muito requisitado e tem projectos PUB
próprios, portanto, teria que encontrar outro disponível, mas este ano está reservado para o romance. Mas com esse livro, destinado a crianças ainda não autónomas na leitura, houve duas partes muito boas: por um lado, ter um ilustrador a interpretar o texto que escrevi, que é bastante simples, e, por outro, as sessões com crianças. Isto porque quando não têm maus professores – aqueles que lhes impõe uma maneira de pensar e regras estereotipadas – permitem sessões interessantíssimas, porque os miúdos têm ainda uma liberdade de pensamento e uma falta de autocensura que lhes permitem fazer perguntas muito estimulantes. O livro tem a ver com a arca de Noé, imaginei que ele tinha um irmão que era completamente o oposto dele – o “É” – , numa brincadeira com o ‘é’ e o ‘não é’. Era uma espécie de Epimeteu, por contraponto ao Prometeu. Uma vez, quando estava a explicar a um grupo de meninos,
que inventamos as histórias, que podemos fazer tudo o quisermos, como se fossemos uma espécie de Deus, uma menina perguntou: ‘Ai é? Então porque não puseste uma senhora? Realmente fui apanhada. Tinha dito que podiam fazer tudo à vontade, enfrentar tudo, pôr o céu a amarelo e o mar a roxo, quebrar os estereótipos e depois aquela menina apanhou-me [risos]. Por falar no feminino, olhando para a literatura houve evolução na forma como são vistas?
“Tenho de deixar de ter um olhar jornalístico e voltar a ter olhar mais estético, que seria mais interessante para uma ficcionista.”
Uma vez estive numa mesa, num evento deste género, com outro escritor, em que ele começou a enumerar escritores de quem gostava e não enunciou um único nome feminino. Foi, de facto, uma coisa que me chocou bastante. Acho que foi um esquecimento um pouco selectivo demais. É um sinal de que nada mudou em termos genéricos? Até temo que tenha piorado. Como atravessamos uma crise muito dura, atrás dessa crise veio também uma crise de costumes e civilizacional – porque vem sempre. Economicamente estamos a recuperar mas até recuperarmos a outra parte, da mentalidade, se calhar demora mais tempo. Tenho essa sensação que houve um retrocesso em termos da forma como se olha a mulher. E Macau? Que sensações lhe despertou a primeira visita?
Estou um bocado assoberbada de estímulos, é uma cidade que parece que não pára, parece que toda a gente está com pressa de ir para todo o lado em sentidos divergentes, o que me causa certa confusão. Tenho uma vida bastante pacata, estou quase todos os dias sozinha, e, de repente, há todos este estímulos visuais e pessoas a movimentarem-se, os carros e a poluição. Perdi-me naqueles casinos loucos onde até há cheiro, sons, imagens e tudo ao mesmo tempo. Tudo isto causa-me um certo atordoamento. Até achei que havia mais velha Macau do que nova, mas logo na Taipa tive o meu choque de artificialismo, porque é disso que se trata: pessoas encafuadas, pouquíssima natureza (...). Não pensei que dinheiro do jogo fosse uma coisa tão poderosa, mas devia ter pensado. Tinha lido sobre uma Macau com resquícios misturados de China e de Portugal e, depois, deparei-me com arranha-céus completamente histriónicos e com aquelas imitações um bocadinho grotescas. Diana do Mar
CONVOCATÓRIA Nos termos do n.º 1 do artigo 14.º dos Estatutos de Matadouro de Macau, S.A.R.L., convoco todos os membros da Assembleia Geral, para reunir no dia 29 de Março de 2018, à tarde 15H00, para a realização da reunião da Assembleia Geral, a ter lugar na sede da Sociedade, sita na Estrada Marginal da Ilha Verde, s/n, Macau. Ordem de trabalhos 1.	Deliberar sobre o relatório do Conselho de Administração, do Conselho Fiscal e as contas relativos ao ano de exercício de 2017; 2.	Outros assuntos de interesse para a sociedade. Macau, 07 de Março de 2018 Presidente da Mesa da Assembleia Geral Zhang Haipeng
PLP BEM POSICIONADOS PARA BENEFICIAREM DA INICIATIVA CHINESA
S países de língua portuguesa estão bem posicionados para partilharem dos benefícios económicos associados à iniciativa “Uma faixa, uma rota” anunciada pela China, pode ler-se no Clbrief (https://clbrief. com/), um serviço de informação reservada especializado no mundo de língua portuguesa e na China. O texto publicado afirma que as autoridades chinesas deixaram claro que a inclusão dos países de língua portuguesa naquela iniciativa é possível e acrescenta que estes países têm muito a ganhar do alargamento pela China do âmbito geográfico original das iniciativas da Nova Rota da Seda e da Rota da Seda Marítima do Século XXI. O interesse por esta iniciativa tem sido notório tanto em Cabo Verde como em Portugal, países que se encontram mais próximos do traçado original em termos geográficos e que têm importantes ligações estratégicas com a China. “Na realidade, os países de língua portuguesa partilham um conjunto de características que faz com que estejam particularmente bem posicionados para beneficiarem da iniciativa, como seja disporem de aeroportos internacionais e de acesso directo ao mar, de já terem ou de deverem vir a ter portos de águas profundas.” Em São Tomé e Príncipe, por exemplo a China Road and Bridge Corporation (CRBC) deverá vir a construir um porto de águas profundas, que o governo local pretende transformar num centro de navegação regional e na Guiné-Bissau, outro país de língua portuguesa, a China Ma-
UMA FAIXA, UMA ROTA UM IMPORTANTE PASSO EM FRENTE
China tomará mais medidas para impulsionar a cooperação sob a iniciativa Uma Faixa, Uma Rota, afirmou o ministro do Comércio, Zhong Shan, delineando as tarefas para a próxima etapa. Assim, a China lançará novas plataformas de cooperação, incluindo a primeira edição da Exposição Internacional de Importações da China, zonas-piloto de livre comércio e zonas de desenvolvimento e cooperação, disse Zhong numa conferência de imprensa. Prioridades serão dadas a grandes projectos de investimento e assistência estrangeira, para garantir que gerarão impactos sócio-económicos positivos e “serão bem aceites como pérolas brilhantes ao longo de Uma Faixa, Uma Rota”, disse o ministro. A China facilitará o comércio electrónico via serviços de big data e inteligência artificial para ajudar os países participantes a desenvolver a economia digital e adaptarem-se à globalização económica. O país também trabalhará
para promover a liberalização e a facilitação de comércio e investimento, enquanto executa importantes projectos de assistência estrangeira incluindo os Projectos de Lar Feliz, os Projectos contra a Pobreza e os de Recuperação de Saúde, disse. Zhong acrescentou que a iniciativa Uma Faixa, Uma Rota deve ser construída como “uma rota de paz, prosperidade, abertura e também inovação e que conecta diferentes civilizações”. Mais de 140 países participaram ou responderam à iniciativa desde que foi proposta pela China, em 2013, segundo o ministro. Em 2017, o volume de comércio entre a China e os países ao longo do Cinturão e Rota somou 7,4 biliões de yuans, aumentando 17,8% em termos anuais e ultrapassando o crescimento de 14,2% no comércio exterior total da China no ano passado, segundo dados publicados pelo Departamento Nacional de Estatísticas em 28 de Fevereiro.
LISBOA ECONOMIA VERDE ATRAI DELEGAÇÃO DO SUL DA CHINA
chinery Engineering Corporation assinou em 2016 um acordo com o governo para iniciar a construção de uma infra-estrutura semelhante em Buba, a sul da capital Bissau. As trocas comerciais entre a China e os oito países de língua portuguesa cresceram muito rapidamente na última década e meia, tendo passado de 11 mil milhões de dólares em 2003, ano de constituição do Fórum de Macau, para 117 mil milhões de dólares em 2017, além do que cerca de 400 empresas chinesas aplicaram naqueles países capitais que excederam 6000 milhões de dólares.
ais de 60 responsáveis e empresários do sul da China visitam, de quarta a sexta-feira, agências e empresas portuguesas para fomentar a rede de ligações com os países lusófonos e a cooperação na área da proteção ambiental. A delegação da região do Pan-delta do Rio das Pérolas vai visitar a Associação das Empresas Portuguesas para o Setor do Ambiente, a Agência Portuguesa do Ambiente, a Águas de Portugal, e as empresas Ecoserviços-Gestão de Sistemas Ecológicos e BEWG, esta do grupo chinês liderado pela Beijing Enterprises Water Group, indicou, numa nota enviada hoje à Lusa, o Instituto de Promoção do Comércio e Investimento de Macau (IPIM), que organizou a visita. A iniciativa “Visita Verde” visa permitir “aos governos das nove províncias e regiões do Pan-delta do Rio das
Pérolas e às empresas do setor da proteção ambiental um intercâmbio de ideias e de cooperação no âmbito da transformação, elevação do nível e diversificação das tecnologias de proteção ambiental”, acrescentou. A região é composta pelas províncias de Fujian, Jiangxi, Hunan, Cantão, Guangxi, Hainan, Sichuan, Guizhou, Yunnan e pelas regiões administrativas especiais chinesas de Hong Kong e Macau. Antes da chegada a Portugal, o grupo, liderado pelo presidente do IPIM, Jackson Chang, vai passar por Frankfurt, na Alemanha, para uma visita idêntica. Desde 2016 que o Governo de Macau tem vindo a aprofundar a cooperação regional na zona do Pan-delta do Rio das Pérolas, através da constituição de delegações de representantes destas províncias para a cooperação com os mercados lusófonos e europeus.
Governo chinês vai criar dois novos ministérios, parte de um plano apresentado hoje ao órgão máximo legislativo do país e que prevê ainda a fusão dos reguladores da banca e dos seguros, informou a imprensa oficial. Segundo o plano, apresentando aos cerca de 3.000 delegados da Assembleia Nacional Popular (ANP), o ministério de Supervisão deixará de existir, dado que será elevado a Comissão Nacional de
Supervisão, acumulando poderes comparados aos do executivo, legislativo ou judicial. No total, o Governo chinês passa a ter 26 ministérios, segundo a agência noticiosa oficial Xinhua. Os novos órgãos ministeriais são dos Assuntos dos Veteranos, que “visa proteger os direitos e interesses legítimos do pessoal militar”, e de Gestão de Emergências (resposta a desastres naturais ou acidentes laborais). O ministério da Cultura
passa a incluir também o turismo, enquanto o ministério da Terra e Recursos será designado de Recursos Naturais. O plano apresentado à ANP prevê ainda reforçar as competências do ministério da Ciência e Tecnologia. As comissões reguladoras da banca e dos seguros serão fundidas num só organismo, para “reduzir os riscos financeiros e proteger os direitos dos consumidores”, lê-se na proposta apresentada aos delegados.
dentro da urbe, como o sol na nuvem há um coracão de luz aprisionado ´ António Garcia Pereira
Não destruas os teus amigos A banalização da eliminação física ou cívica daqueles de que discordamos ou de que não gostamos, a apresentação da sociedade como um conjunto atomístico de pessoas das quais só sobreviverão os mais fortes e os mais “puros” que tiverem a capacidade de afastar todos os que estão a seu lado, a normalização do “vale tudo” para atingir um dado objectivo e a permanente pregação de que “a sociedade é assim” e nada podemos fazer para a alterar, constituem assim o cimento ideológico justificador da humilhação, da submissão e da sujeição às mais violentas formas de opressão e de exploração. Já não estamos de facto no Portugal dos anos 30 ou 40 do século XX em que, por lei, se impunha a obrigação de os livros da instrução primária conterem frases tão significativas como estas: “É Deus quem nos manda respeitar os superiores e obedecer às autoridades”, “Na família, o chefe é o Pai; na escola, o chefe é o Mestre; no Estado, o chefe é o Governo” ou “se tu soubesses o que custa mandar, gostarias mais de obedecer toda a vida”. Como também já não estamos no tempo de Goebbels, o ministro da Propaganda de Hitler que proclamava que “uma mentira mil vezes repetida acaba por se tornar verdade”, e que em Junho de 1941 escreveu: “O Führer disse que temos de vencer, seja justo ou não. É o único meio, e é justo, moral e necessário. E quando tiveres vencido, ninguém nos pedirá contas”. Mas, por exemplo e mesmo nos dias de hoje, as cerimónias iniciáticas de grande parte das praxes universitárias (significativamente ressuscitadas ou mesmo criadas a partir dos anos 80) não representam qualquer mecanismo de integração social, mas antes são a iniciação à sujeição, sem reservas nem protestos, à prepotência hierárquica e a toda a sorte de abusos e humilhações. Um autêntico treino para os aceitar na Escola, no trabalho e na sociedade em geral. Por outro lado, revela-se igualmente bastante interessante constatar como as grandes inovações tecnológicas, precisamente porque apropriadas por uma ínfima minoria (em 2017, 1% da população mundial arrecadou 80% de toda a riqueza produzida, enquanto 50% da população mundial ficou com 0%!…), são HUMAN ODDITY, JOEL-PETER WITKIN, 1985
NCONTRA-SE hoje em muito lado (cartazes de rua, facebook, etc.) uma promoção publicitária de um jogo (Clash Royale) disponibilizado pela empresa de telecomunicações Moche, a qual reza assim: “Destrói os teus amigos sem gastar net”. Ora, esta campanha de publicidade, dirigida essencialmente aos mais jovens, é bem representativa dos dias de hoje e diz muito mais do que à primeira vista poderia parecer. Com efeito, sob a capa de um “inocente” jogo, o que aqui se divulga é a ideologia e a corrosão do carácter (de que fala Richard Sennett), próprias da época do grande capitalismo financeiro e que se caracterizam pela individualização máxima, pela desvalorização e negação do colectivo, da solidariedade, da amizade e, entre outros, pela substituição dos ideais mais nobres pelos conceitos do poder, da fama e do dinheiro. Trata-se de uma verdadeira “missa hipnótica” com que todos os dias somos lambuzados e narcotizados, designadamente através dos grandes órgãos de comunicação e instrumentos de publicidade de massa (como as televisões, as redes sociais, etc.) e dos quais, precisamente devido ao seu importante papel de “acarneiramento” e de adormecimento da grande massa dos cidadãos, o grande capital não abre mão, mesmo que não sejam imediatamente lucrativos. Essa ideologia pegajosa e entorpecente prega pelas mais variadas formas, das mais directas às mais subtis, a substituição dos ideais e dos princípios (apresentados como coisa ultrapassada pelos novos tempos) pelo “pragmatismo”, leia-se oportunismo mais repugnante. A substituição da atenção e consideração para com o outro (que fez Gabriel Garcia Marquez escrever no seu “testamento político” essa frase magnífica de que um homem só tem o direito de olhar para outro de cima para baixo quando o ajuda a levantar-se) pelo individualismo mais feroz. A substituição do respeito pela verdade pelo uso mais descarado e pérfido da mentira. A substituição da elevação dos meios pela tese de que a pretensa legitimidade dos fins justificaria todos os meios, mesmo os mais reprováveis e ignóbeis. A substituição da amizade pela actuação interesseira e pelo rasteirar ou acotovelar do colega mais próximo para assim conseguir ultrapassá-lo. A substituição dos sentimentos mais nobres e elevados pelo apelo aos instintos mais baixos e primários. Enfim, a contínua habituação à ideia do atropelo da cidadania e da sã convivência entre iguais pela política do medo e do apelo à eliminação do “concorrente”. A questão é, pois, bem mais séria e profunda do que poderia à primeira vista parecer.
transformadas em terríveis instrumentos de violenta exploração e opressão contra os quais a ideologia peganhenta e retrógrada, mas omnipresente, do capitalismo financeiro prega a impotência e a inacção. Um jovem jornalista e escritor inglês, James Bloodworth, está a editar um interessante livro – de que o “New York Times publicou entretanto uns excertos – intitulado “Hired: six months in undercover low-wage Britain” (“Contratado: seis meses infiltrado na Grã-Bretanha dos baixos salários”). Tendo trabalhado durante meio ano em várias empresas, como a Uber, mas sobretudo durante um mês na gigante Amazon, ele descreve o ambiente de exploração e de terror extremos vividos na dita empresa, como por exemplo: os cerca de 1200 trabalhadores, quase todos bastante jovens, recebem salários muito baixos e vivem numa autêntica prisão; os tempos para se deslocarem à cantina para tomarem as refeições não contam como tempo de trabalho e são controlados ao segundo; chegam a levar 15 minutos para passarem por gigantescos detectores de metais; são obrigados a usar um aparelho electrónico que regista todos os passos no interior da empresa; estão sujeitos, a todo o momento, a humilhantes revistas pessoais levadas a cabo por seguranças. O conjunto de mudanças tecnológicas que estão hoje em curso, e que se baseiam sobretudo em inteligência artificial, robótica e novas tecnologias de comunicação e informação (tal como sucedeu no início do século XIX com a introdução das
máquinas a vapor, em particular no sector da fiação e tecelagem) decerto que irá fazer desaparecer diversas profissões, mas decerto também que irá contribuir para a criação de outras, mais qualificadas e complexas. E deveriam permitir a criação de uma relação bem menos dura e violenta com o trabalho, possibilitando, desde logo, a redução do número de horas diárias e semanais e o aumento das condições de segurança, saúde e dignidade no desenvolvimento da actividade produtiva humana, quando estão é a conduzir à crescente expropriação dos saberes mais qualificados e à crescente proletarização dos seus titulares. Mas, para isso, as relações sociais de produção não poderão ser mais aquelas que precisamente permitem a brutal acumulação de riqueza por parte de quem tudo tem e nada faz, ou seja, relações de escravidão do trabalho assalariado. E eis que regressamos ao ponto inicial. É que é exactamente para reproduzir e perpetuar essas mesmas relações de produção que serve a afirmação, tão aparentemente “neutral” quanto eficaz, da ideologia do individualismo, do oportunismo, do golpe baixo e da negação do colectivo, da solidariedade e da amizade. Não! Não queiramos destruir os nossos amigos e os nossos companheiros! Não aceitemos vê-los como concorrentes que deveremos eliminar a todo o custo e por qualquer meio, mesmo que traiçoeiro e ignóbil, para assim podermos alcançar sucesso. Não ponhamos o joelho em terra perante a humilhação, a barbárie e a malfeitoria, nem aceitemos que nos imponham o estatuto de carneiros a caminho do açougue. O Mundo pode e deve ser melhor! E se nos unirmos e nos batermos por ideais justos e correctos será possível alcançá-lo. Recordemos que quando em 12 de Outubro de 1936, na abertura oficial do ano lectivo da Universidade de Salamanca, o General fascista Milán Astray gritou o atroz lema da Legião “Viva a morte!”, o poeta e Reitor Miguel Unamuno respondeu-lhe com estas imortais palavras: “Vencereis porque tendes força bruta de sobra. Mas não convencereis, porque para convencer há que persuadir. E para persuadir necessitais de algo que vos falta: razão e direito na luta!” E a História demonstrou quem tinha afinal razão…
Papéis no parapeito HORTA SECA, LISBOA, 3 MARÇO O fecho da Pó dos Livros, em Lisboa, e da transferência da livraria do Miguel Carvalho do centro de Coimbra para o nenhures da internet, anunciados no mesmo dia, suscitaram intervenções abrindo talvez um debate. O tom de Pacheco Pereira (https://www.publico.pt/2018/03/03/ culturaipsilon/opiniao/o-combate-civilizacional-pelos-livros-e-pela-leitura-1805167) vem tintado de catastrofismo, a que António Guerreiro (https:// www.publico.pt/2018/03/09/culturaipsilon/opiniao/o-saudavel-odio-aos-livros-1805548) acrescenta uma pincelada de tremendismo anarquista. Muitos assuntos se embrulham neste, a suposta morte do objecto livro, a crise da leitura ou uma indústria escrava das armadilhas económicas em que se deixou enredar. Dou-lhes razão aqui e ali, sobretudo na crítica às análises preguiçosas, à ausência de estratégias colectivas, do estado e não apenas, às ideias feitas que se propagam à velocidade da luz. «O problema não é substituir os livros por um ecrã de um telefone inteligente ou de um tablet – o problema é o mito perigoso de que a “leitura”, mesmo numa forma diferente, está a emigrar de um meio para outro, porque não está», diz Pacheco, que continua. «O que se está é a ler diferente, pior e menos, como se está a “saber” demasiado lixo – meia dúzia de performances rudimentares com as novas tecnologias – e pouco saber. A morte das livrarias é um aspecto desse soçobrar no lixo, mas infelizmente estão demasiado acompanhadas pela morte de muitas outras coisas, do valor do conhecimento, do silêncio, do tempo lento, da leitura, da verdade factual, e da usura da democracia.» Contudo, a democracia deu passos importantes para ir apagando o ódio à cultura da ditadura. Basta pensar na rede pública de bibliotecas, ou na outra de bibliotecas escolares, que deram passos enormes na defesa daquilo a que Pacheco chama valor civilizacional: «caminhar do fim do analfabetismo para uma qualificação da leitura como modo de dominar melhor o mundo e a vida de cada um.» Perdida que foi a lentidão e o silêncio, editam-se títulos de mais, com tiragens cada vez mais reduzidas. Tem razão, Guerreiro: «não é o livro que está em perigo (esse, é produzido em abundância); o que está em perigo (e não faltam no últimos anos os gritos de alarme, um pouco por todo o lado) é precisamente o sector da literatura, do ensaísmo, da ciência e das humanidades, que foi, até ao momento em que a edição seguiu o modelo do consumo e da produção industrial, o tronco da
actividade editorial. Tanto livro, tanto livro, mas a maior parte do património literário está completamente ausente da edição e, ainda mais, das livrarias. Podemos dizer que os livros gozam hoje de um prestígio que, na generalidade, já não merecem; e que não há maior injustiça do que o triunfo deste canibalismo do lixo editorial que, ainda por cima, se alimenta do capital simbólico daqueles que ele devora.» E sugere então, à maneira de Bakunine, «destruição que faça tábua rasa da ordem existente. Aguardamos com impaciência e pouca esperança um assalto total perpetrado por grandes destruidores.» Contudo, ainda há quem se esforce por construir património e memória, mesmo sendo difícil colocá-lo nas livrarias-vampiros de novidades, que são sempre a mesma habitualidade. E a edição tem conseguido manter-se algures lugar de resistência e laboratório de pensamento. Ainda que se esteja a ler pior, em país que não
A edição tem conseguido manter-se algures lugar de resistência e laboratório de pensamento. Ainda que se esteja a ler pior, em país que não ama os livros, não creio que a solução seja baixar os braços
ama os livros, não creio que a solução seja baixar os braços, mas procurar criativamente, e usando as tecnologias, formas de encontrar leitores para os livros que interessam. Sim, não basta ser livro para ser bom. O embaratecimento da oficina gráfica e a democratização do ensino fez explodir a vontade de cada um se ver publicado. Eis um dos múltiplos charmes do livro, a ilusão de posteridade. Por outro lado, têm surgido algumas livrarias, apesar dos pesares, como a Leituria, a Tigre de Papel, a Menina e Moça ou a da Cossoul, para citar quatro, só em Lisboa, de personalidades bem distintas. Será um combate, e, por mim, destruía já a figura da consignação, mas também não acredito na ideia romântica de grandes destruidores. Não me rendo e por isso continuarei a contar a anedota da diferença entre o optimista e o pessimista. O primeiro acredita que este é o melhor dos mundos. O segundo também teme que sim. HORTA SECA, LISBOA, 5 MARÇO Pela mão amiga da Ana [Matos] sou recebido por um pequeno catálogo cheio de céu azul. E nuvens! «Luz Cega», do Cláudio [Garrudo], catálogo da exposição homónima na Travessa da Ermida, traz ainda uma edição especial, a 13/50, de um altocumulus a estender-se horizonte sobre o qual projectarei os dias seguintes. Este azul contém uma intensidade que nos interroga, que nos perturba, que nos humaniza. Nem o céu nos limita. A matéria da nuvem toca-me, de tão concreta. CASA FERNANDO PESSOA, LISBOA, 7 MARÇO Esperava pela reunião e o dia estava chuvoso, mas o relâmpago aconteceu ali dentro. A meu lado, com a discrição
e minúcia do ourives, brilhava o pequeno desenho no qual Mário Botas faz atravessar banqueiro careca e caixa d’óculos de anarquismos vários, um cavalo, uma casa, a cadeira de cerimónia, documento ou jornal debaixo do braço, um chapéu-de-chuva, inclinando-o em resposta à gravidade da situação. Veio do passado o momento em que conheci o anartista, em exposição de Pessoas seus, na Biblioteca Nacional onde entrei clandestino, por ser menor, para me extasiar a ponto de pedir autógrafo. Anda por perto, o singelo postal, cópia do original que agora me perturba. Por, de súbito, me surgir como possível retrato meu no papel de doido empreendedor? Espreitei outras peças do acervo da casa múltipla escolhidas pelo António Viana para «Os Deuses Debruçam-se do Parapeito da Escada», mas só aquela continuou a vibrar em mim. CASA DA CULTURA, SETÚBAL, 9 MARÇO Antes de subir à sala José Afonso, para conversa animada pela Rosa [Azevedo] sobre as quedas para dentro do Valério [Romão], tive tempo para experimentar a peça que a Estelle [Valente] encenou para rosto-palco da Carla [Maciel]. Não custa explicar a ideia por detrás de «Carla no Papel»: a actriz faz de outras actrizes, Marilyn, Marlene e Greta, personagens suas. (Exemplos nesta página.) Diz a Carla que foi «procurar nestes rostos míticos, que ascendem ao inatingível, a verdadeira essência destas heroínas.» Custa um pouco mais explicar a beleza explosiva disto. Os grandes formatos apresentam-se muito simplesmente, em jogo de espelhos, como ícones: estão ali os corpos e as almas daquelas figuras. Não tanto por força da máscara, da pose ou de qualquer outro artifício, mas pelo trabalho de personagem e a entrega da Carla que o olhar cúmplice da Estelle captou para esculpir com luz. Uma actriz pode bem ser fotografia, o papel onde deixa que se imprima o rosto das suas personagens, um céu de ler destinos. Carla no papel de Greta, de Marlene ou de Marilyn diz ainda que o abstracto tende a acontecer onde menos se espera.
O QUE FAZER ESTA SEMANA Hoje ROTA DAS LETRAS | PALESTRA “A LITERATURA 31 CHINESA DO SÉCULO XX”
7 2 3 4 1 6 5 3 1 6 7 2 5 4 1 5 4 2 7 3 6 ROTA DAS LETRAS | PALESTRA 6LITERATURA 7 PARA 5 O CINEMA” 3 4 2 1 “DA Antigo Tribunal | 19h00 2 3 1 6 5 4 7 LANÇAMENTO DO LIVRO “O ATAQUE DE UM SUBMARINO ALEMÃO 5 NO4PORTO2GRANDE1DE SÃO6VICENTE 7 DURANTE 3 A GRANDE GUERRA (1914-18)” DE JORGE MORBEY Fundação 4 6Rui Cunha 7 | 18h30 5 3 1 2 Antigo Tribunal | 18h00
ROTA DAS LETRAS | PALESTRA “A IMPRENSA DE MACAU NO SÉCULO XIX”, COM AGNES LAM E JOÃO GUEDES Antigo Tribunal | 19h00
Amanhã REFLEXÕES AO CAIR DA TARDE – OS FILHOS DA CIÊNCIA 33 Fundação Rui Cunha | 18h30
3 7 2 1 4 6 5 4 6 1 3 7 5 2 Sexta-feira 1 2 5 6 3 7 4 ROTA DAS LETRAS | DEBATE “CIDADES-RIO CRUZANDO FRONTEIRAS: 5 4 HISTÓRIA 7 E ESTRATÉGIAS” 2 1 3 6 Antigo Tribunal | 18h00 7 3 4 5 6 2 1 Sábado TOGETHER WE DANCE WITH JAMES WHAT 2 1 6 7 5 4 3 Club Legend Macau | 22h00 6 5 3 4 2 1 7 ROTA DAS LETRAS | FILME “POET ON A BUSINESS TRIP”
EXPOSIÇÃO “PAST IS FUTURE: BLACK AND WHITE OLD MACAU PHOTOS” | 1844 MACAU PHOTOGRAPHY ART SPACE Rua do Infante, No. 17, Edf. Loi Fat, Lojas A e B, R/C | 18h30
DE JU ANQI Consulado | 20h00
5 2 4 7 3 1 6 1 7 3 5 6 2 4 ROTA DAS LETRAS | PALESTRA “A EUROPA AO ESPELHO”, COM RUI TAVARES 3 4 6 2 5 7 1 Antigo Tribunal | 19h00 7 5 1 6 4 3 2 Diariamente MULHERES ARTISTAS - 1ª BIENAL INTERNACIONAL DE MACAU 4| Até113/5 7 3 2 6 5 MAM 2 DE4MACAU1 5 7 11ª6BIENAL3 DE DESIGN Museu de Arte de Macau (MAM) | Até 31/3 2 6 5 1 7 4 3 ROTA DAS LETRAS | CONCERTO COM ZHOU YUNPENG Teatro D.Pedro V
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34 PELA ESTRADA 3 7 FORA
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Num coluna canina escrevo-vos sobre um gato, a expressão usada para designar os ziguezagues de um felino que anda ao ritmo do beat do jazz. Há dois dias, Jack Kerouac faria anos. Nascido Jean-Louis, aquele que ficou conhecido como o Rei da Geração Beat, ocupou um trono por falta de comparência numa corrente que desprezou realezas, hierarquias de poder e leis no geral. Jack foi o coração desbragado que escreveu odes à beleza por polir, à estrada por percorrer, aos abraços dos amigos separados por quatro dígitos de quilómetros. Sempre ébrio, com um ar arruaceiro e selvagem, Jack foi um dínamo de afectos, um ávido investigador da espiritualidade do pós-guerra norte-americano que originou a revolução sexual dos anos 1960. Jack é da estrada, das ruas, um poeta dos 36 destituídos, dos drogados, dos oprimidos, da livre boémia dos indigentes. Escrevia com toda a vulnerabilidade de quem sente o mundo a pulsar, acompanhado por uma garrafa de rum e imagens de Buda. Andou pelas ruas com brusquidão etílica e um esgar trocista nos lábios, viveu para os amigos, para Old Billy e Allen, para os gurus, para as mulheres que o amaram de volta. Foi um dos maiores do século passado, virou a página da literatura para algo mais próximo e empático com a luta de quem procura um pão e um tecto. Demonstrou que o amor a um país não pode ser acrítico e conformista. Um brinde a ti, Jackie Boy! Manda cumprimentos meus ao Neal Cassady. João Luz
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Lançado em 1960, “Tristessa” é um pequeno romance de Jack Kerouac que tem como cenário os bairros de lata da Cidade do México, palco de uma avassaladora paixão do escritor por uma prostituta heroinómana chamada Esperanza. As circunstâncias em que vivia, de dose em dose, valeram-lhe a mudança de nome no livro para Tristessa. A descrição da mexicana envolve um imaginário beatífico, sacrossanto, onde não faltam as habituais referencias budistas do autor. “Tristessa” é uma ode ao amor inalcançável, à miséria que se engrandece com sonhos de optimismo, aos vícios antagónicos, à morfina e à tequila. Uma das obras menos conhecidas de Jack Kerouac e que mais vale a pena descobrir. João Luz
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UM LIVRO 4 3 7 5HOJE 2 1 6
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Lupita Nyong’o 19.00
truação ainda suscita algum horror, alguma vergonha, algum desconforto. Os mais variados eufemismos servem para evitar o confronto menstrual. No mundo anglo-saxónico tudo que seja relativamente vermelho serve para falar ‘da chegada’ sangrenta: o comunismo, o Drácula, o Arsenal (em Portugal fala-se do Benfica), a Bloddy Mary ou Mar Vermelho. Só para enumerar uns quantos, porque dizem os que se dedicam a isto que devem existir 5000 expressões para evitar dizer uma palavra relativamente inocente como ‘período’. Não estou de todo a defender que a menstruação se deva tornar num tópico de conversa à mesa de jantar, eu tenho mais decência que isso. Mas porque não discutí-la de forma ponderada fora da hora das refeições? A menstruação não é só o sangue que cai entre as pernas de 3 a 5 dias por mês. A menstruação acompanha-se de todo um conjunto de sintomas (chatos) que variam de pessoa para pessoa. Como se costuma achar que ‘tudo é normal’ aquando da menstruação (‘Ah, estás com dores? É normal’; ‘Ah estás mais irritadiça? É normal) ninguém pára para pensar que há coisas que não são tão normais quanto isso. Saiu estes
ELVIRA, THE GODESS
OIS que o dia 8 de Março já passou, com greves, celebrações, rosas, pedidos de igualdade, e o já clássico ‘dia das mulheres é todos os dias, não é só hoje!’. Pronto, já sabemos - neste 2018 houve celebrações de todos os tipos. Para uma celebração à la sexanálise, achei adequado inserir novamente um tópico clássico à condição feminina: a menstruação. Vou desde já partir do princípio que todos estão conscientes de que a menstruação ainda é um tabu social, em algumas zonas do globo mais do que outras. Rebobinem nas vossas cabeças os anúncios de tampões e pensos higiénicos que já viram, o que é que aparece? Close-ups de rabos de miúdas e quiçá um pensinho onde vertem um líquido azul – que se parece bastante com a menstruação, não é? Not. E sabem porquê? Porque a mens-
Como a sociedade acredita que a menstruação é o fardo feminino da impureza e do desconforto, as ferramentas médicas e tecnológicas para mudar o paradigma (da menstruação) deixam-nos muito aquém do que merecíamos dias um artigo em que um médico chegou à conclusão que as dores menstruais podem ser tão intensas quanto um ataque cardíaco. Um ataque cardíaco, pessoal! A Dismenorreia (a forma mais médica de dizer dores menstruais) pode dar cabo da vida das pessoas detentoras de um útero. As dores, que são fruto de contracções uterinas, podem não ter uma razão aparente. Quando têm, é provavelmente causada por Endometriose, que é basicamente o endométrio a crescer em lugares atípicos, que pode ser até na bexiga, nos pulmões e no cérebro (!!!!)... Pois, este é o tipo de informação que nem sempre chega a todos.
Há pessoas e pessoas que vão a médicos, que se queixam e que opinam sobre o seu desconforto menstrual, e que não chegam a conclusão nenhuma. Como a menstruação é tópico candidato ao evitamento, e como a sociedade acredita que a menstruação é o fardo feminino da impureza e do desconforto, as ferramentas médicas e tecnológicas para mudar o paradigma (da menstruação) deixam-nos muito aquém do que merecíamos. Se existe activismo menstrual (sim, isto é mesmo um conceito) é por estas e por outras mais. Fica por discutir os transtornos pré-menstruais, os preços absurdos dos produtos de higiene feminina, os impostos que lhes exigem quando é um produto de necessidade básica, a poluição associada aos produtos descartáveis, o estigma de que a menstruação está sujeita ou às exigências sociais/familiares quando uma rapariga está menstruada e pode ‘manchar’, ainda que de uma forma abstracta, tudo à sua volta. Ser mulher, perdão, ter um útero (porque ser mulher é uma categoria muito mais inclusiva) e ter a menstruação é, a maior parte das vezes, difícil. De que nos vale arrastar os preconceitos de muitos em detrimento de uma menstruação feliz?
N medium stat virtus é uma conhecida expressão Latina que significa “a virtude está no meio”, ou seja – a virtude, ou a verdade, está afastada dos extremos. Uma frase que pode cheirar a certa tibieza, a querer estar bem “com Deus e com o Diabo”, mas que de facto encerra provada sabedoria. De facto qualquer “verdade” levada às últimas consequências - é disparate. Demonstrando – é verdade que temos que trabalhar? Sim. Então – trabalhemos 24 horas por dia! (disparate!). E não é também verdade que precisamos de descansar? Sim. Então durmamos todo o dia! (arre, até nos fazia mal!). E assim por diante. Ah – mas poderá dizer o leitor – isso é só a nível fisiológico! Sim – mas não só. A nível psicológico o mesmo se passa. Observemos, por exemplo, uma criança de uns dois anos. Se sair à rua com a mãe, a criança (se não se deparar com algo que lhe faça medo) afasta-se dela a correr uns metros – mas logo olha para trás para ver se a mãe ainda ali está. A criança não escolhe entre aventura e protecção – ela quer aventura e protecção. O mesmo se verifica com as necessidades, ou impulsos, artísticos – que alguns dizem só terem lugar quando outras necessidades, mais básicas, estejam satisfeitas. Mas a realidade desmente esta visão: as cangas que sujeitam as vacas são finamente esculpidas, o homem da Idade Média, no meio dos “4 cavaleiros do Apocalipse” (a fome, a guerra, a peste e a morte) levantava maravilhosas catedrais – e, indo ainda mais longe, o homem pré-histórico já fabricava instrumentos musicais e objectos artísticos. A fome não seca a Arte.
NORMALIZANDO AS MEDIDAS, NORMALIZANDO AS IDEIAS
Infelizmente a cultura, sobretudo a jurídica – talvez a que mais obrigações teria de entender a alma humana – orienta-se por “princípios”, a partir dos quais diz como se deve proceder – é verdade que também diz que se devem tratar com igualmente as coisas iguais, e desigualmente as desiguais, mas na prática tem dificuldade em aplicar este princípio. Esta forma de pensar é relativamente recente – instalou-se com a revolução francesa e a noção de que “todos os homens nascem livres e iguais” e da “liberdade de comércio” inglesa. Até aí não fazia confusão aos homens que cada cidade tivesse o seu foral, que as Universidades, a Igreja ou o Exército tivesse leis próprias…mas tudo isso foi varrido - não foram só as medidas (o metro, o quilo,...) que foram normalizadas. Um exemplo da
In medium stat virtus ERRAR DIZENDO A VERDADE
livre - “esquecendo-se” que os Estados têm direito a existir, e que entre esses direitos está o de escolher quem neles possa entrar. O comércio entre as nações tem de ser livre – “esquecendo-se” que numa competição, todos os concorrentes devem obedecer a regras iguais, situação que não se verifica na prática, pois os salários e as leis, nomeadamente os impostos e as leis de protecção ambiental, são diferentes de país para país. Há o princípio de respeitar quem cometeu um crime, mas esse princípio não pode pôr em causa o dos cidadãos poderem viver sem medo, e terem direito aos seus bens. E no meio de tantos esquecimentos não se esquecem os praticantes dessa forma de pensamento de apelidar quem põe em causa estes princípios de estúpido, ou mal informado - como no caso do Brexit e da eleição de Trump – “esquecendo-se” que tais opções políticas resultaram de eleições – outro princípio sagrado dos nossos dias.
VERONESE, INFEDILIDADE,1570
ESTÁ A DEMOCRACIA ACIMA DA LEI?
“normalização” foi considerar o casamento, até aí um sacramento, uma doação mútua de duas pessoas uma à outra, um “contrato” – pois havia que “encaixar” o casamento num qualquer esquema, e foi a gaveta” que se achou mais adequada. Da ordem jurídica esta forma de pensar invadiu a política, e aqui os seus efeitos são ainda mais negativos.
Exemplos de ideias levadas às suas últimas consequências, esquecendo-se de “olhar para o lado”, foi a revolução dos Khmers vermelhos no Camboja, ou nos nossos dias o Estado Islâmico, com as consequências infelizmente conhecidas por todos. Exemplos extremos – dir-se-á. Mas, ainda nos Estados ditos civilizados, e em pessoas civilizadas, impera essa forma de pensamento. Procura-se uma lei, um princípio, para autorizar ou negar qualquer coisa – e achado esse princípio parece justificada a decisão.
Entretanto com tal forma de pensar esquece-se que há “outros princípios”, e que um ou mais desses “outros” podem ser opostos ao “princípio” invocado. Há o “princípio” que as nações têm de ser mantidas unas, que qualquer cedência nessa área abriria uma “caixa de Pandora”, isto é, um nunca acabar de dissolução dos Estados – e assim foi tratada a Catalunha, “esquecendo-se” o direito à autodeterminação. A circulação de pessoas tem de ser
Todos os raciocínios baseados num único “princípio” (ainda que válido) têm de ser rejeitados por incompletos, ou dito de outra forma - por não respeitarem a complexidade da alma (ou das pulsões) humanas
Mas também poderemos discutir se o princípio “eleições” pode ser aplicado de forma cega, ou única. De facto os críticos da Democracia invocam que esta não é um bom sistema, pois o Povo é influenciável, e não sabe o suficiente para decidir assuntos de certa complexidade. E o facto é que, para não naufragar em tais escolhos, mesmo nas democracias, as regras de determinado desporto, ou os princípios de determinada ciência, não resultam de uma votação aberta, ou dos “conhecimentos médios”, mas de um “conselho” de mestres nesse desporto ou nessa área científica. O aplicar o princípio “democracia” como regra única, traduz-se em contínuos a tomarem parte nos Conselhos Directivos das Faculdades, Politécnicos a conferir doutoramentos, reformas ortográficas “porque o povo escreve assim”, etc.
Significa o acima dito que a independência de um povo deve ser proclamada de ânimo leve? Que não exista comércio entre as nações? Que não se acolham, enquanto melhor solução não se encontra, quem foge da guerra ou da fome? Que não se respeite a dignidade dos presos? Que a Democracia é para deitar fora? Não! E quem minimamente me conhece sabe que nunca advoguei, e espero nunca advogar, tais ideias. Significa apenas que todos os raciocínios baseados num único “princípio” (ainda que válido) têm de ser rejeitados por incompletos, ou dito de outra forma - por não respeitarem a complexidade da alma (ou das pulsões) humanas. Soluções estudadas/equilibradas, precisam-se. In medium stat virtus.
Quanto mais um lugar é pequenito, maior o tamanho da obediência. Mia Couto
IMPARÁVEL DONALD TRUMP SUBSTITUI REX TILLERSON POR MIKE POMPEO O
presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou no Twitter a saída de Rex Tillerson do Departamento de Estado e a sua substituição pelo até agora director da CIA, Mike Pompeo. Os serviços secretos externos dos EUA serão pela primeira vez liderados por uma mulher, Gina Haspel, que Trump tinha nomeado em Fevereiro de 2017 como subdirectora da CIA. Haspel trabalha na agência desde 1985. “Mike Pompeo, director da CIA, vai ser o nosso novo secretário
de Estado. Ele vai fazer um trabalho fantástico! Obrigado a Rex Tillerson pelos seus serviços! Gina Haspel vai ser a nova directora da CIA e a primeira mulher a ser escolhida. Parabéns a todos!”, escreveu Trump no Twitter. Tillerson é afastado após 14 meses no cargo, sendo uma saída de que já se falava há meses. A 30 de Novembro o The New York Times tinha escrito que a Casa Branca estava a tentar forçar a sua saída, prevendo substituí-lo por Pompeo. No entanto, um
porta-voz de Tillerson disse que Trump ainda não tinha falado com o secretário de Estado. “O secretário tinha toda a vontade de ficar por causa do progresso importante feito na segurança nacional e outras áreas”, disse Steve Goldstein, de Departamento de Estado, citado pelo Washington Post. “O secretário não falou com o presidente, e não tem conhecimento da razão. Está grato pela oportunidade de servir, e acredita firmemente que o serviço público
é um nobre chamamento.” O agora ex-chefe da diplomacia, que deixou o cargo como director executivo da Exxon Mobil para se juntar à Administração, estaria descontente com o ambiente da Casa Branca, mas também era criticado pela forma como desempenhava o cargo e os cortes que implementou no Departamento de Estado. Nos últimos tempos houve várias ocasiões em que Tillerson pareceu não estar ao corrente do que se passava, como na semana
passada, em relação à Coreia do Norte, quando foi surpreendido pelo anúncio do presidente norte-americano de que tinha aceitado um encontro com o líder norte-coreano Kim Jong-Un. Pompeo, que antes de ser nomeado director da CIA foi congressista por Wichita (Kansas), tem sido um dos principais aliados de Trump. A nomeação ainda tem que ser confirmada pelo Senado. Pompeo tem “uma energia tremenda, um intelecto tremendo”, disse Trump
Remos e minchi
em curtas declarações na Casa Branca. “Estamos sempre na mesma onda”, acrescentou o presidente, referindo estar a chegar a um ponto onde está próximo de ter a equipa e “outras coisas” que eu quero. Nas mesmas declarações Trump disse que se dava bem com Tillerson, mas ambos estavam em desacordo em temas chave, como o acordo nuclear iraniano. “Eu e o Pompeo temos uma forma de pensamento semelhante”, acrescentou.
edição deste ano das Regatas Internacionais de Barcos-Dragão vai decorrer entre 16 e 18 de Junho e vai ter um custo de 1,2 milhões de patacas. Na apresentação do evento, que decorreu ontem na sede do Instituto do Desporto (ID), o presidente Pun Weng Kun traçou como objectivo afirmar o carácter cultural e turístico das regatas. “O orçamento para o evento vai ser de 1,2 milhões patacas, o que significa um montante semelhante ao da edição anterior. Vamos controlar todas as despesas com muito rigor”, prometeu, ontem, Pun Weng Kun. “O nosso objectivo é que o evento não se fique apenas pela vertente desportiva, mas se complemente com uma forte componente turística e cultural”, acrescentou. No que diz respeito à vertente desportiva, não há limite de inscrições e a organização vai aceitar tantos participantes quanto possível: “Não temos um limite máximo de inscritos. Pretendemos abarcar mais equipas para se tratar de uma grande festa tradicional. Vamos aceitar o número máximo de equipas”, justificou o presidente do ID. Nesse sentido as inscrições são feitas em três fases, a primeira, que envolve o preenchimento dos formulários, vai decorrer entre amanhã e 6 de Abril, tendo de ser feita junto da Associação de Barcos de Dragão de Macau China, com sede no Centro Náutico da Praia Grade.
BARCOS-DRAGÃO GOVERNO QUER APOSTAR NA VERTENTE TURÍSTICA E CULTURAL DO EVENTO
Pratos de Macau em Lisboa a 10 euros
O restaurante Bistrô & Tapas, no Parque das Nações, vai ter uma nova semana gastronómica com sabores internacionais. As viagens do Bistrô & Tapas não acabam — e ainda bem. Depois do México, Marrocos e a mais recente até à Madeira, o hotel Tryp Lisboa Oriente volta a receber uma nova semana gastronómica. Desta vez o destino é Macau. Vão ser 10 dias para provar os melhores pratos da região com o preço amigo do costume: 10 euros. A sopa de ovo com sagu, chutney de bacalhau, gambas panadas, carne de vaca com pimentos, carne de porco com ananás, cabidela de pato e o minchi são algumas das sugestões que pode provar. Os pratos vão estar disponíveis de 21 de Março a 1 de Abril. O menu não inclui bebidas e há ainda entradas a 3,50 euros cada uma, como o arroz xau xau ou chintoi. Os pratos foram inspirados no livro “Cozinha de Macau na Casa do Meu Avô”, de Graça Pacheco Jorge. A semana gastronómica é patrocinada pelo turismo de Macau.
Vítor Pereira nos ‘oitavos’ da Liga dos Campeões Também nesta altura o ID está em negociações com formações do Interior da China e Indonésia, para que participem nas provas de Macau: “Estamos em conversações. Queremos convidá-los e estamos negociações. A presença vai também depende da disponibilidade deles. Mas temos todo o interesse que venham a Macau”, referiu.
DESPORTO E... COMIDA
Ao longo dos três dias de prova, a vertente cultural não vai ser esquecida e vários grupos locais vão
ser convidados para se exibirem perante a audiência e os competidores participantes. “Vamos convidar grupos locais que durante os três dias de prova vão realizar actividades no recinto. Haverá também um desfile não só para os cidadãos mas também para os estrangeiros, que assim podem apreciar a actividade cultural local, além do desporto”, justificou o membro do Governo. Também o facto de Macau ter sido admitida como Cidade Criativa da Unesco devido à
gastronomia vai ser realçado durante o evento. “Vamos apostar mais na gastronomia pelo facto de Macau também ter sido reconhecida como Cidade Criativa da UNESCO. Vamos investir neste aspecto. Queremos fortalecer a ligação entre desporto, turismo e cultural”, avançou Pun Weng Kun. O presidente do Instituto do Desporto frisou ainda esperar um aumento não só no número de participantes mas também de pessoas a assistir. J.S.F.
O Shanghai SIPG, treinado pelo português Vítor Pereira, qualificou-se hoje para os oitavos de final da Liga dos Campeões asiática de futebol, ao vencer em casa dos sul-coreanos do Ulsan Hyundai, por 1-0. O brasileiro Elkeson marcou, aos 50 minutos, o único golo da partida da quarta jornada do Grupo F, após uma assistência do compatriota Hulk, ex-FC Porto. Com dois encontros por disputar, o conjunto chinês tem 10 pontos, mais cinco do que o Ulsan Hyundai e do que o Melbourne Victory, equipas que se defrontam na próxima jornada, enquanto o Kawasaki Frontale tem apenas um ponto.
Hoje Macau 14 MAR 2018 #4011
N.º 4011 de 14 de MAR de 2018

References: artigo 9
 artigo 72
 artigo 6
 artigo 8
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 artigo 8
 artigo 14