Source: https://br.123dok.com/document/q2m99kjy-v-evento-institucional-do-pibid-32.html
Timestamp: 2020-03-28 20:25:25+00:00

Document:
– campus Jacarezinho - PR
A ESCOLA COMO ESPAđO DE CONSOLIDAđấO DOS DIREITOS
Maria Augusta Cássia de Aguiar, Valéria da Silva Ramos Felix, Alef Eduardo de Souza, Elizabethe Aparecida Borges, Eduardo Sae Bonoto, Ana Paula
1 Altvater, Rafael da Silva Quirino, Felipe da Silva Mendonça(PIBID) , Marilúcia
dos Santos Domingos Striquer (Orientadora), e-mail:
1 marilucia@uenp.edu.br. Bolsista de Iniciação à DocênciaPIBID/UENP.
Universidade Estadual do Norte do Paraná/ Campus de Jacarezinho/ Centro de Letras, Comunicação e Artes.
Ensino, SubprojetoLetras/Português-CJ. Palavras-chave: direitos humanos, PIBID, práticas sociais de linguagem. Introdução
De acordo com a Diretriz Curricular para a Educação Básica do Estado do Paraná
– Língua Portuguesa (DCE-LP (PARANÁ, 2009), “é na escola que o aluno, e mais especificamente o da escola pública, deveria encontrar o espaço para as práticas de linguagem que lhe possibilitem interagir na sociedade, nas mais diferentes circunstâncias de uso da língua, em instâncias públicas e privadas” (p. 38). É nesse sentido que o subprojeto PIBID Letras/Português, campus Jacarezinho, atua nas salas de aula do último ano do Ensino Médio e do Ensino Profissionalizante, promovendo atividades para que o aluno possa participar das mais diferentes situações comunicativas que constituem a sociedade, por meio do uso da produção e da leitura de textos, escritos e orais. Para tanto, o subprojeto toma como norte os princípios estabelecidos nas Diretrizes Nacionais para a “Educação em Direitos Humanos” (BRASIL, 2013), uma vez que, conforme o documento, a educação formal é um importante lugar de debate, estudo e promoção da consolidação dos direitos humanos, da democracia, da paz e do desenvolvimento socioeconômico. De acordo com a diretriz,
As instituições de ensino, desde escolas básicas as de ensino superior, devem direcionar seus projetos pedagógicos para os direitos humanos, preocupando-se não só com os conteúdos voltados para o letramento, mas também com a formação do caráter e da personalidade das pessoas (BRASIL, 2013, p. 11).
É nesse sentido que, preocupados com a formação do aluno para a vida e para convivência em sociedade, a equipe do subprojeto trabalha para que o discente da educação básica possa e saiba construir e interpretar textos argumentativos, momento em que o homem ocupa posição de sujeito de
específico, nosso objetivo é apresentar uma das atividades realizadas em sala de aula com 123 alunos do ensino médio e do ensino profissionalizante de 4 escolas parceiras do subprojeto das cidades de Jacarezinho e Santo Antônio da Platina/PR. A referi da atividade recebeu o título de “Direitos Humanos”, visto que o objetivo foi o de trabalhar esse princípio de forma direta e específica com os alunos.
Para a realização da atividade “Direitos Humanos” a equipe do subprojeto solicitou aos alunos a produção de um texto dissertativo-argumentativo, na formatação estrutural exigida pela Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) (a redação do ENEM é um dos gêneros textuais tomados como objeto de ensino e aprendizagem pelo subprojeto). Os temas propostos foram: a) a persistência da cultura do machismo no Brasil; b) o preconceito linguístico presente na sociedade brasileira; c) o conceito de família no século XXI e na sociedade brasileira; d) a educação na ressocialização de detentos.
Foi, então, a partir de situações constatadas nos textos produzidos pelos alunos que a atividade dos “Direitos Humanos” foi elaborada, a saber:
1.Exposição de pontos de vistas e de argumentos preconceituosos, discriminatórios instituídos nos referidos textos; 2. Quando confrontados sobre suas opiniões, muitos dos 123 os alunos explicitaram que não sabiam o que são direitos humanos, quem os criou, se é um documento, uma lei; 3. Os alunos alegaram não saber o porquê ao produzir a redação do ENEM o autor do texto não pode ferir os direitos humanos (este é um dos aspectos que podem zerar a redação), uma vez que cada um pode ter uma opinião.
Para a atividade foram selecionados os textos: a Declaração Universal dos Direitos Humanos, notícias e reportagens de jornais regionais e de circulação nacional.
A primeira ação da equipe para realização da atividade “Direitos humanos” foi oferecer uma cópia para cada um dos 123 alunos da Declaração Universal dos
Direitos Humanos (DUDH) e, então, a promoção da contextualização do documento. Na sequência, realizada a leitura e o debate dos princípios que regem a DUDH e dos trinta artigos que a constitui, os alunos receberam uma série de recortes de notícias e reportagens publicadas em diferentes mídias nos anos de 2015 e 2016 que relatam acontecimentos em diferentes regiões do país.
Os alunos, então, formaram grupos, fizeram a leitura das notícias e das reportagens (cada grupo recebeu um conjunto de notícias e reportagens diferentes dos demais grupos), e em seguida foram debatendo identificando qual(is) artigo(s) da DUDH o fato noticiado feria.
A título de exemplificação, sintetizamos a atividade em questão com a apresentação da manchete de algumas das notícias e de quais artigos foram relacionados pelos alunos:
Notícia ou reportagem publicada em mídia jornalística Artigo relacionado pelos alunos para indicação de como o acontecimento fere os direitos humanos
Assaltante é amarrado em poste e espancado até a morte por moradores do bairro São Cristóvão, em São Luís, no Maranhão.
Artigo 3° - Todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal. Artigo 5° - Ninguém será submetido a tortura nem a penas ou tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes. Artigo 11° - Toda a pessoa é inocente até que a sua culpa seja estabelecida pelo judiciário. A justiça de São Paulo condenou um homem a 3 anos de prisão por tortura contra a esposa.
– ninguém será mantido em escravatura Artigo 5° - Ninguém será submetido a tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes.
Fiscalização libertou
47 trabalhadores de garimpo clandestino em Ourilândia do Norte (PA). Trabalhadores não recebiam salário e corriam risco de morte por soterramento, por inundação ou por choque.
Artigo 3° - Todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal. Artigo 4
– ninguém será mantido em escravatura Artigo 5° - Ninguém será submetido a tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes. Artigo 23° - quem trabalha tem direito a remuneração satisfatório Artigo 24° - Toda a pessoa tem direito ao repouso e a férias quando trabalha
Menina de 11 anos é apedrejada por evangélicos na saída de culto de candomblé no RJ
Artigo 5° - Ninguém será submetido a tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes. Artigo 18° - toda pessoa tem direito à liberdade de religião
Rede pública de saúde de Anápolis (GO) não oferece tratamento para crianças com esquizofrenia e mães passam a manter os filhos amarrados dentro de casa.
Artigo 3° - Todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal. Artigo 4° - ninguém será mantido em servidão Artigo 5° - Ninguém será submetido a tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes. Salário das mulheres ainda é Artigo 23° - todos têm direito a salário
Escola de Belo Horizonte é fechada e crianças não têm onde estudar
Artigo 26° - toda pessoa tem direito à educação Adolescente de 14 anos é torturada até a morte no Morro dos Macacos (RJ), diz polícia
Artigo 5° - Ninguém será submetido a tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes. Comida de presos vem até com bicho: deputado diz que empresas fornecem alimentação ruim, azeda e abaixo do peso especificado para delegacias e penitenciárias do Paraná
Artigo 7° - Todos são iguais perante a lei
e, sem distinção, têm direito a igual proteção da lei Aposentado de Canoas, portador de reumatismo, aguarda consulta no SUS há um ano
Artigo 25° - 1.Toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente para lhe assegurar e à sua família a saúde e o bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e ainda quanto aos serviços sociais necessários, e tem direito à segurança no desemprego, na doença, na invalidez, na viuvez, na velhice ou noutros casos de perda de meios de subsistência por circunstâncias independentes da sua vontade. Negra Li foi vítima de ataques racistas nas redes sociais e presta queixa na Delegaria de Repreensão a Crimes de Informática, em São Paulo
Artigo 12° - Ninguém sofrerá intromissões arbitrárias na sua vida privada, na sua família, no seu domicílio ou na sua correspondência, nem ataques à sua honra e reputação. Contratais intromissões ou ataques toda a pessoa tem direito a proteção da lei.
Atividade ora apresentada, mesmo que simples, é considerada pela equipe do subprojeto Letras/Português-CJ como uma ação concreta para: a) garantir as condições necessárias para assegurar as liberdades fundamentais como a ausência de discriminação, de medo, de injustiça, de violação ao estado de direito; b) a luta por: uma vida digna, condições de desenvolvimento do potencial humano de cada pessoa, de liberdade de pensamento e de opinião; c) defesa do PIBID como importante instrumento para a formação docente inicial, continuada e dos alunos da educação básica.
– campus Jacarezinho - PR Agradecemos a CAPES e as escolas parceiras.
Referências BRASIL. Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.
Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos. Educação em Direitos Humanos: Diretrizes Nacionais. Brasília, 2013. PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes Curriculares da Educação Básica: Língua Portuguesa. Paraná: 2009.

References: Artigo 3
 Artigo 5
 Artigo 11
 Artigo 5

Artigo 3
 Artigo 4
 Artigo 5
 Artigo 23
 Artigo 24

Artigo 5
 Artigo 18

Artigo 3
 Artigo 4
 Artigo 5
 Artigo 23

Artigo 26

Artigo 5

Artigo 7

Artigo 25

Artigo 12