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Timestamp: 2017-11-20 02:44:53+00:00

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Revista Abigraf 042 by Abigraf - issuu
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ANO IV - NÚMERO 42 - MAIO 79
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Corte no combustível abalará a sobrevivência das indústrias Capa: Vista das instalações da Companhia Industrial de Papel Pirahy
A estrutura empresarial gráfica sob o ponto de vista técnico e administrativo
ABIGRAF/SIGESP — Unidades Hospitalar e Ambulatorial da Rede Hospitalar Iguatemi 16 FIESP/CIESP — Autor premiado destaca a importância da adoção do "Projeto Nacional" 18 ABTG — Exportar ou importar
Novo coater aumentará a capacidade produtiva 22 da Cia. Pirahy ISS e IPI?
SENAI — Cursos Noturnos de Qualificação e 26 Especialização Profissional Nossa Impressão
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ABIGRAF EM REVISTA ANO IV — N.' 42 — maio de 1979 Publicação mensal distribuída aos empresários gráficos do Brasil 5/1979
"0 Governo precisa reestudar o corte no fornecimento de óleo combustível reunindo os maiores interessados que são as indústrias. Esse corte vai ser uma calamidade, nem no tempo da guerra aconteceu tuna coisa dessas". A declaração é do presidente do Sindicato da Indústria de Artefatos de Papel, Papelão e Cortiça de São Paulo, Mário Amato. Mário Amato observa que o Governo não devia tomar as medidas assim de forma precipitada porque se cria pânico em combustive l para a indústria todos os setores atingidos. de papel é o insumo quase principal porque toda fábrica de papel é gerada com vapor de óleo. Eles não podem reduzir o consumo porque isso vai provocar uma redução inevitável na produção. E reduzindo a produção o ponto de equilíbrio da empresa vai ficar comprometido". presidente do Sindicato das Indústrias de Artefatos de Papel, Papelão e Cortiça de São Paulo, concorda que o desaquecimento pretendido pelo Governo é uma necessidade da atual conjuntura econômica. Mas não concorda com o tratamento de choque que as autoridades aplicam como nesse caso do corte de óleo combustível para as indústrias. "Para reduzir a febre de um doente o médico receita remédios e não um ¡ato de água fria na cabeça desse doente". ele acrescenta que para fazer a substituição do óleo combustível por uma outra fonte de energia acarretaria uma mudança completa nos equipamentos. "A caldeira teria de ser alimentada por lenha ou carvão. Teríamos que mudar tudo, estudar mil fórmulas, e isso oneraria bastante a empresa privada nacional que já passa por grandes dificuldades". SUGESTÕES
Amato acha que a medida demonstrou uma grande falta de coordenação das autoridades. "Eles deviam de ter chamado as empresas que mais usam combustível e fazer um planejamento global do corte. Poderia haver um diálogo com os sindicatos das indústrias para verificar como reduzir os gastos de combustível em cada setor e daí, sim, tomar uma medida mais consentânea com as necessidades e interesses da economia. Mesmo porque quando se diz de repente, que haverá um corte de 10% no fornecimento de combustíveis, quem gasta 100 toneladas irá sentir de forma diversa de quem gasta 100 mil toneladas. E por isso que acho que devia de haver um tratamento diverso de acordo com as necessidades de cada setor". Ele sugere, indagando: "Para se evitar esse tumulto no futuro não seria melhor tomar medidas mais realistas? O Governo não poderia dialogar com os empresários para evitar esse tumulto todo? Nós estamos dispostos a dialogar e colaborar", disse Amato. CORTE NO CORTE presidente da Associação Paulista dos Fabricantes de Papel e Celulose, Horácio Cherkassky, declarou ontem que é favorável ao fim do subsídio ao óleo combustível como fórmula de se evitar que as indústrias sofram problemas graves corn a redução inevitável que ocorrerá na produção caso se efetive a medida do Governo em reduzir em 10% o fornecimento do óleo. Ele acha que essa fórmula premiaria diretamente as empresas que fizerem espontaneamente a redução no gasto de combustível. "Efetivamente, posso garantir que quase todo o setor industrial está sentindo o problema embora o Governo ache que o caso não é tão sério assim", afirmou Cherkassky. 3
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cartas Prezado senhor: Temos o prazer de encaminhar a V. Sa. um exemplar do Boletim n.° 59, editado pela ABIMAQ-SIMESP em janeiro de 1979, o qual traz as informações colhidas no "Encontro com o INPI", onde foram tratados assuntos pertinentes à importância da tecnologia na sociedade industrial moderna. Atenciosamente. ABIMAQ-SIMESP Viaduto D. Paulina, 80 - 16.° andar Sala 1.608 - São Paulo - SP Tratando-se de uma matéria de suma importância para o setor industrial faremos publicar na íntegra em ABIGRAF EM REVISTA, para conhecimento de nossos leitores, citando, logicamente, a fonte.
Prezados senhores: Através da presente passamos as mãos de V. Sas., a relação dos Postos de Atendimento para todos os funcionários de empresas gráficas associadas a essa entidade, situadas na zona leste de São Paulo. Outrossim, temos a grata satisfação de informar que dessa forma sanamos a única falha que havia quanto ao atendimento referente ao convênio firmado entre a ABIGRAF e Rede Hospitalar Iguatemi, que era a falta de postos de atendimento mais próximos à referida região. Finalizando, lembramos a V. Sas. que aguardaremos com o máximo interesse o envio da circular As empresas associadas, comunicando e sugerindo às mesmas a adesão ao Convênio Médico e ao PRONAM. Sem mais, firmamo-nos, atenciosamente INTERMED - ASSESSORIA E PLANEJAMENTO S/C LTDA. Rua Cons. Crispiniano, 344 - 6.° Conjs. 603/604 - São Paulo - SP Acusamos o recebimento da relação de Postos de Atendimento da Rede Hospitalar Iguatemi para todos os funcionários de empresas gráficas associadas a esta entidade, localizadas na zona leste desta Capital. Frisamos que a mesma já está sendo publicada 5/1979
em ABIGRAF EM REVISTA para facilitar nossos associados e o setor gráfico em geral. E com relação is circulares acerca do Convênio Médico Iguatemi e do Pronam temos a informar que as mesmas já estão sendo ultimadas pela Secretaria Geral desta Entidade.
Prezados senhores: Ref.: ABIGRAF EM REVISTA Publicações Técnicas ABTG Na Revista da ABIGRAF n.° 35 do mês de Outubro/78, tivemos a grata satisfação de apreciar o interessante estudo dos srs. W. P. Jaspert e G. Gianoli sobre a Impressão Hoje e Amanhã, uma síntese da conferência proferida pelo Sr. G. Gianoli na ABTG em colaboração 'com a Abril S/A Cultural e Industrial. Vimos pela presente agradecer a atenção e a fidalguia com que fomos distinguidos pelo sr. Luiz Carlos Cunha Vieira Weiss dessa instituição, por ocasião da nossa consulta telefônica e solicitar a V. Sas. o especial obséquio de nos fornecer uma cópia na Integra desse excepcional trabalho, para servir de subsidio e fonte de pesquisa para nossos funcionários. Aproveitamos o ensejo para expressar nossas congratulações A Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica, pelos trabalhos de alto nível que vêem sendo desenvolvidos para o aprimoramento das atividades ligadas As artes gráficas. Esse esforço de transcendental importância para as indústrias gráficas, seus empresários, técnicos e funcionários em geral, demonstra o dinamismo e o elevado espírito construtivo daqueles que conduzem os destinos dessa atuante entidade de classe. Sem outro propósito para o momento, firmamo-nos atenciosamente LORILLEUX DO BRASIL Rua Com. Mário Gardano, 101 São Bernardo do Campo Agradecemos os elogios em nome da ABTG e solicitamos que o trabalho publicado em ABIGRAF EM REVISTA será enviado o mais breve possível a essa empresa, uma vez que todas as providências nesse sentido já foram tomadas.
Prezados senhores: Devido à inflação, As dificuldades trabalhistas e à restrição de crédito, pode-se prever que somente as sociedades devidamente preparadas estarão em condições de enfrentar com sucesso o ano de 1979. Saberão superar esse ano de transição e essa conjuntura desfavorável às sociedades que já tiverem superado seus problemas societários e organizacionais. Está muito evidente que a coesão interna será, mais que nunca, indispensável para o êxito dos negócios. Em 1979 será necessário promover não só o fortalecimento operacional das empresas, mas também o set; fortalecimento administrativo. Os problemas jurídicos e administrativos das empresas controladoras, a administração dos acionistas, o controle das subsidiárias, a melhor maneira de controlar a prestação de serviços As empresas do conglomerado, são assuntos que já podem e devem ser discutidos com base na experiência brasileira. Para examinar estes e vários outros tópicos de interesse foi organizado o Seminário "HOLDINGS", que será realizado nos dias 29 e 30 de março no Hotel Caesar Park, em São Paulo. Os coordenadores serão o Prof. João Bosco Lodi, autor e Consultor de Organização e Administração muito conhecido nos meios empresariais brasileiros, e o Prof. Pedro Chaves Neto, Consultor Jurídico especializado em matéria societária e com prática de constituição e reestruturação de "holdings". Para garantir um ótimo aproveitamento, haverá um limite máximo de 30 participantes. Queremos, assim, proporcionar oportunidade de debates e de trocas de experiências, o que tem sido sempre um dos pontos fortes dos nossos Seminários. Sua inscrição pode ser feita através do telex (011) 21021, dos telefones (011) 65-3784 e (011) 263-1295, ou remetendo a ficha anexa à Tsukamoto & Associados Consultoria Empresarial. TSUKAMOTO & ASSOCIADOS Consultoria Empresarial Rua Caiubi, 91 - São Paulo - SP 5
A estrutura empresarial gráfica sob o ponto de vista técnico e administrativo Autor: Peter Rohl
Palestra proferida na 6.3 STAG — Semana Tecnológica de Artes Gráficas, realizada pela Escola SENAI "Theobaldo De Nigris", de 16 a 20 de outubro de 1978
Introdução A história da humanidade é, essencialmente, refletida pelo desenvolvimento, pelos avanços tecnológicos e por sua influência sobre a sociedade. Desde que o primeiro homem levantou um objeto natural para usar como ferramenta, através do uso de fogo, da extradição de metais, da domesticação de animais, do plantio de cereais, da invenção da roda, das formas primitivas de escrita, chegando à máquina de vapor e aos tempos atuais, com toda a sua infinidade de descobertas e invenções, vemos o mundo avançar, de forma constante e sempre acelerada, em busca de novas soluções. Não é, em absoluto, um processo harmonioso, nem da forma como se costuma processar, nem na sua progressão ern tempo e espaço. Muitas civilizações têm desaparecido no entretempo, e outras estagnaram. No entanto, mesmo com os desequilíbrios provocados, desde os tempos modernos, as inovações tendem a ser mais universais, isto 6, as desigualdades em tempo e espaço são reduzidas. Tal descrição da situação atual, evidentemente, é extremamente simplificada e, infelizmente, não cabe a esta dissertação aprofundarmos nas suas influências sociais, além do nível empresarial. O mundo divide-se, hoje, entre atitudes vacilantes sobre os temores da Teoria Malthusiana e, de outro lado, sobre o otimismo dos economistas neoclássicos, como Ricardo, Joung e Marshall, para prever os avanços futuros da humanidade. Enquanto um defende a idéia de que a escassez dos fatores vai levar os homens ao abismo, os outros prevêem que os avanços tecnológicos progressivos vão se sobrepor a tais dificuldades. Nossa opinião é que o homem tem toda a capacidade teórica de se sobrepor a qualquer obstáculo. Se o realmente faz, depende de fatores sociológicos. E o fator predominante, para alcançar resultados positivos, é a capacidade empresarial desenvolvida numa sociedade. 6
Muito se tem escrito e falado sobre a evolução das técnicas industriais e sobre o trabalho dos inventores individuais. Há, em essência, duas teorias diferentes do processo de invenção: a "teoria heróica" e a "teoria sistemática". De acordo com a primeira, o crédito de uma invenção em particular pertence completamente, ou principalmente, a um indivíduo, que teve a inspiração única. Assim, a invenção do tear mecânico é atribuída a Crompton; do motor a vapor a Watt, e assim por diante. Mas, pode-se perguntar, no entanto, se o tear mecânico ou o motor a vapor não teriam sido inventados, mesmo que Crompton Watt jamais tivessem existidos. Assim, realmente, não apenas se verificam invenções duplicadas na mesma época, e por soluções idênticas, mas também outras invenções equivalentes, ou seja, pelo emprego de meios diferentes para se lograr o mesmo objetivo. Este fato se apóia na teoria sistemática das invenções. Além do mais, dado que uma invenção pode ser decomposta em elementos constituintes individuais, pode-se argumentar que, quanto mais complexa uma invenção, mais depende proporcionalmente destes elementos que, por sua vez, são dependentes de outros elementos "ad infinitum". Desta forma, por exemplo, no início do século XVIII, todos os elementos do ma derno motor a vapor haviam sido inventados separadamente e colocados em prática, tudo faz crer que a invenção final 6 uma mera culminância de uma cadeia de esforços, iniciada há muito tempo no passado. O progresso técnico não é uma força exógena, mas um processo social que é influenciado pelos valores da sociedade e pelos caracteres culturais. Além do mais, o processo de invenções pode ser encarado como uma corrente continua, consistindo de uma seqüência de atos de percepção que leva a uma síntese acumulativa de elementos individualmente pequenos. O processo tem início com o reconhecimento de uma necessidade nova ou não completamente satisfeita.
O segundo elemento, no estabelecimento de uma nova configuração, consiste na experiência total do inventor individual, ou do grupo de inventores, interesses pessoais, experiências e conhecimentos. Mas, uma simples justaposição da necessidade e da experiência individual não é, por si, suficiente. Uni terceiro elemento assume maior importância: os materiais constitutivos devem estar apropriadamente arranjados e suficientemente reunidos, para facilitar a sua organização em um novo circuito ou uma nova configuração. Finalmente, há o ato de derivação dos elementos constitutivos de um novo conceito individual — desenho, modelo ou nova configuração — que é a invenção. Este ato de invenção não é um item isolado, mas é parte de uma seqüência ordenada. No entanto, não é a descoberta científica de uma nova técnica, mas a utilização do avanço tecnológico que importa. E, mesmo uso, não contribui para nada, se ele não significa aumento de produtividade. Temos de contrapor, portanto, a tecnologia a um fator social extremamente importante: a capacidade empresarial. A tecnologia é, necessariamente, completada pela capacidade empresarial, para se converter em produção e, evidentemente, levar a uma maior produtividade. E a capacidade empresarial que dá it tecnologia a sua real dimensão, em proveito de uma empresa sadia ou uma sociedade em evolução.
O que é desenvolvimento Desenvolvimento pode ser definido como crescimento de corpos organizados ou a extensão progressiva de estruturas. Podemos ainda acrescentar que é um processo de movimento e de mudança a passagem de estruturas inferiores para superiores e do velho para o novo, na natureza, na sociedade e no pensamento. A onABIGRAF ENCREVISTA
gem do desenvolvimento é a contradição implícita da vida, nas coisas e nos símbolos. No entanto, já que estamos estudando o desenvolvimento, visando as estruturas organizacionais, é interessante analisá-lo do ponto de vista econômico, pelo fato de englobar os conceitos básicos das organizações de forma abrangente. Assim surgem as perguntas: O que é crescimento da economia e quais as suas estruturas, cuja extensão progressiva está em jogo? Como definir o movimento e a mudança de estruturas inferiores para superiores, de uma situação vigente ou velha para uma nova? Qual a contradição implícita na economia que gera o desenvolvimento? Não podemos nos esquecer, no entanto, uma vez definido o desenvolvimento como movimento, que nossa análise cai sempre sobre eventos passados e atuais, aos quais podemos atribuir uma posição futura. O desenvolvimento não é nenhum estágio fixo, mas, uma passagem continua, apresentando a mesma relatividade do tempo nos chamados países subdesenvolvidos, em desenvolvimento e desenvolvidos; expressões, aliás, que contêm em si um sentido contraditório, pois todos os países estão em constante desenvolvimento. Assim o tempo passa, embora em progressão relativa, não só pela velocidade, como também, pela direção. Enquanto não chegamos ao bidimensionalismo, e isso seria a eternidade e, em termos de desenvolvimento, os céus na terra, situação de pura'utopia, continua válido o conceito, que nada se perde, tudo se transforma e que cada efeito tem sua causa. Desta forma sabemos que o desenvolvimento é continuo, embora relativo em velocidade e direção. Fato, aliás, que contradiz a nossa primeira definição, pois, de tal maneira, também pode haver um desenvolvimento para estruturas inferiores. Porém, ignoramos esta última definição, em prol de um conceito geral, que encara o desenvolvimento como movimento positivo. Continuando a nossa análise neste sentido, é importante deixar claro a interligação de desenvolvimento econômico e social, pois, desconsiderando o último, deixaríamos de responder As questões básicas da economia: o que, como e para quem produduzir. O desenvolvimento, outrossim, é uma consideração importante para explicações de mudanças sociais e, muitas vezes, é utilizado como sinônimo de progresso. Enquanto, porém, o progresso significa uma adaptação sempre melhor ao mundo material em que vivemos; em termos técnicos, 5/1979
econômicos, sociais e culturais, o desenvolvimento pressupõe apenas uma lógica de movimentos que levam a novas formas estruturais. Portanto, pouco vale o desenvolvimento apenas, quando não acompanhado pelo progresso respectivo, proporcionando uma adaptação ao mundo e aos fatores ecológicos em evolução. Ao contrário, pode até desmerecer ou prejudicar a vida social. Muitos cientistas tentaram, procurando uma lei de desenvolvimento, estabelecer uma série de graus de desenvolvimento, os quais teriam sua forma inicial na vida primitiva e que se repetem de forma semelhante em todos os povos. No entanto, sabe-se hoje que os povos primitivos também têm sua história. Mesmo vivendo em níveis mais baixos, existe uma estrutura social definida. A idéia romântica de povos primitivos sem males, livres de influências históricas, errônea. Eles têm uma cultura definida, que varia apenas, nas suas estruturas básicas, da de outros povos. Portanto, deve-se rejeitar que o desenvolvimento é uma linha continua, a partir de tempos primitivos até os nossos dias. Tirando uma fotografia do desenvolvimento até hoje, a representação de uma árvore com tronco e diversas ramificações, com extensões variadas, seria a mais exata. Mas, não somente a lógica do processo de movimento decide sobre a extensão dos ramos, ao contrário, existe uma série de motivos exógenos, que influenciam, de maneira mais ou menos acentuada, o desenvolvimento. Assim, observamos influências devido a guerras, epidemias ou catástrofes naturais . O sentido do desenvolvimento apresenta-se, desde os tempos primitivos, como um acúmulo progressivo de técnicas e conhecimentos, que permitem uma adaptação sempre melhor ao meio. Isso favorece a construção de sociedades crescentes e a sua remodelação e readaptação a novas estruturas internas de poderes, economia e classes; em resumo, do estágio do puro desenvolvimento ao progresso. Ao lado do desenvolvimento técnico e cultural verificamos uma adaptação espiritual e social, a qual, normalmente, segue ao desenvolvimento técnico e econômico com algum atraso. Dessa maneira, devemos negar a opinião de que existe um desenvolvimento natural e sincronizado entre as diversas partes de uma sociedade. Isso leva a crises de adaptação, principalmente, quando, devido a invenções e inovações, a economia assinala um desenvolvimento acelerado, o qual, não é acompanhado por outras instituições sociais como: família, educação, direito, religião etc.; em outras palavras, o desenvolvimento econômico é absorvido com dificuldade pela sociedade, que se sente desnorteada e sem defesas e sem princípios diante da nova realidade. Com a adaptação cultural posterior (progresso), o conhecimento racional tende a se sobrepor a explicações irracionais. Ao lado das habilidades técnicas (desenvolvimento) e atitudes primitivas de magia e superstição (cultura não adaptada ao estágio do desenvolvimento), impõe-se a razão, como unidade independente, proporcionando, assim, a possibilidade de um planejamento racional, isto é, provocando um desenvolvimento harmonioso de toda a sociedade e levá-la, realmente, ao progresso. Quando, hoje em dia, aplicamos os conceitos de subdesenvolvimento, desenvolvimento e seus estágios intermediários, temos
de estar cientes de seus significados particulares. De maneira geral, estão totalmente voltados para o mundo materialista. Neste sentido, chamam-se de subdesenvolvidos, países cuja renda per capita esta sensivelmente abaixo da dos Estados Unidos, Canada e maioria dos países da Europa Ocidental. Portanto, podemos dizer que a maioria do mundo atual toma o modelo dos países altamente industrializados e de alto consumo em massa como exemplo das metas de seu desenvolvimento, isto é, alta renda per capita, tecnologia avançada, níveis máximos de escolaridade, assistência social etc. (Definição proposta por W. W. Rostono em "Etapas do Desenvolvimento Econômico", Zahar Euditores, Rio de Janeiro). Não pretendemos, aqui, discutir a validade dos conceitos retrocitados. HA, no entanto, quem se proponha a definir os valores humanos na equação: felicidade —
consumo material desejo
onde a expressão máxima da felicidade seria igual a 1. 0 desejo de consumo material deve ser entendido como procura por bens economicamente significantes. Assim, quando o desejo (procura) é baixo, o consumo material igualmente pode ser baixo, sem afetar o valor máximo de felicidade. Numa ilha isolada, uma tribo indígena pode viver perfeitamente em plena felicidade, dentro da relação apresentada, satisfazendo apenas As suas necessidades primárias de consumo, como alimento, vestimenta e habitação. Ao pisarmos nessa ilha, diríamos ter encontrado um povo subdesenvolvido, embora, em aparente equilíbrio de felicidade. Tais contatos, no entanto, podem levar a um primeiro desequilíbrio. O conhecimento de novos bens vai aumentar os desejos, sem possibilidades imediatas de satisfazê-los por consumo material: provocamos uma contradição implícita na Eca nomia. Basicamente foi colocada a pedra fundamental para o desenvolvimento, pra vocado pelos desejos superiores ao consumo possível. Assim, temos de entender, a partir dessa colocação, que sem o conhecimento não há ação para o desenvolvimento. Para poder consumir mais, precisa-se produzir mais ou melhor, provocando um crescimento econômico. Para, porém, alcançar tais propósitos, torna-se necessário alterar as estruturas sobre as quais a tribo estava solidificada, passando de modelos simples para mais avançados, e a situação vigente se torna inadequada e tem que ceder a uma nova concepção. No entanto, é necessário entender que a felicidade e, portanto, a sua obtenção são conceitos extremamente subjetivos. Por causa disso, manteremos a nossa discussão dentro dos modelos amplamente aceitos, abstendo-nos, inclusive, de uma definição, dentro deste modelo, das delimitações en7
tre as várias modalidades e os vários estágios de desenvolvimento. Afirmamos, apenas, que, dentro dos conceitos aplicados, tomando um país como os Estados Unidos por modelo, existem nações em níveis de desenvolvimento atrasado e adiantado, com uma gama numerosa de estágios intermediários. Finalmente, queremos assinalar que não acreditamos em desenvolvimento, baseado, unicamente, na satisfação crescente de bens de serviço, portanto, em altos indices de desejo e consumo material, mas, que em conjunto deve haver uma ascensão da sociedade para formas de vida mais elevadas, a fim de possibilitar um progresso racional, isto 6, uma melhor adaptação ao novo meio. Junto ao desenvolvimento econômico e material é necessário haver um desenvolvimento espiritual proporcional, para manter a sociedade em harmonia e equilíbrio. As estruturas organizacionais A contraposição "desenvolvimento versus progresso" é um raciocínio que se aplica perfeitamente As empresas, voltado, evidentemente, para um âmbito um pouco mais restrito, da mesma forma que a conjuntura econômica influi diretamente sobre os destinos. Ademais, a empresa como micro-elemento dentro da economia assume uma responsabilidade social muito grande, diante dos objetivos de um país. No entanto, encaramos a empresa como um todo, não separando a organização entre empresários e empregados. O termo organização contém em si dois conceitos básicos, o dinâmico e o estático: como conceito dinâmico, podemos definir que organização 6 a prática consciente e racional de chegar a uma forma pré-determinada, a partir de peças desconexas ou soltas, por intermédio do conhecimento de como conseguir agrupá-las. O conceito estático se refere a uma forma dada, definitiva ou momentânea, de um agrupamento, conseguido por intermédio da prática de organizar. Exemplifiquemos: a) "Esta empresa necessita de uma melhor organizacão" (conceito dinâmico); b) "Esta empresa é uma organização" (conceito estático). Desde que existe o homem, digamos "homo sapiens", existe organização no nosso conceito. A organização 6 uma premissa básica na vida social. Desta maneira não podemos admitir a ausência de organização. Assim, a expressão freqüente de que tal empresa não tem organização, absolutamente, não 6 verdadeira. A organização sempre está presente. Podemos admitir, sim, que ela exista de forma mais ou menos desenvolvida. Portanto, o princípio de qualquer organização 6 o homem. E este o conceito que 8
consideramos de suma importância. O homem é a origem da organização e está acima dela, e não a organização acima do homem. Não podemos considerar a subordinação como processo coercitivo, mas, como voluntário, baseado na necessidade social. E evidente que não se pode eliminar a escala hierárquica, mas, da mesma forma, 6 verdade que esta deve ter um fim específico na organização e se limitar a este fim. A escala hierárquica não forma sentido para relevar ou rebaixar determinados homens diante do todo; mas para estabelecer uma ordem de decisões, responsabilidades e obrigações, sem as quais uma organizacão dificilmente sobreviveria. Assim, a escala hierárquica releva todos os homens de uma organização, dentro das suas atribuições. Nenhuma organização que rebaixa o homem, seja o nível de trabalho que for, pode ser considerada saudável e duradoura. No entanto, existe uma liderança natural que se impõe sem pressão e é aceita com prazer. Tal superioridade é benéfica, pois transmite conhecimentos. Para uma organização, evidentemente, é vantajoso conjugar a escala hierárquica h liderança natural de certas pessoas. Freqüentemente, defrontamo-nos com as expressões eficiência e eficácia. Um dicionário comum, provavelmente, apresentará os dois termos como sinônimos. No entanto, a moderna administração tenta diferenciar com eles duas qualidades bastante distintas. Eficiência 6 executar um trabalho de certa forma, com o máximo de rendimento. Eficácia é encontrar a melhor forma para chegar ao máximo de rendimento. Um homem eficiente utiliza, como premissa intelectual, instrução e memória, e um homem eficaz, instrução, mas principalmente, inteligência. A questão organizacional, muitas vezes, 6 admitir pessoas eficientes ou eficazes. Podemos definir, como principio, que a máquina deve ser eficiente e o homem eficaz. Certamente, encontramos trabalhos quase que automáticos, onde a eficácia teria pouca influência. No entanto, seria contra a natureza humana querer admitir um homem apenas eficiente, pois a criatividade faz parte da natureza humana, O homem necessita dar razão à sua inteligência. Pessoas que não preenchem tais requisitos pouco podem contribuir, além de seu trabalho de rotina, para a organização e, pessoalmente, já se encontram num ponto de estagnação. Prevendo a necessidade de uma constante renovação da organização, 6 importantíssimo preencher o quadro com homens eficazes. Chegando ao ponto da necessidade de renovação da organização, tocamos num ponto de relevância dentro de uma empresa. Sempre existe uma forma melhor de se fazerem as coisas. Nada na nossa vida 6 absoluto, o que hoje é considerado a perfeição, amanhã já pode estar ultrapassado. O mundo está numa constante renovação e não se levar tal fato em consideração significaria desaparecer na poeira do caminho. Os equipamentos e as maquinarias sofrem melhorias constantes. E de vital necessidade, em termos organizacionais, se adaptar a isso, para não arriscar a sobrevivência da empresa. O desenvolvimento e o progresso psicofisiológico do homem o isolaram sempre mais do engrenamento harmonioso da natureza, vendo-se a sós diante dos problemas que o enfrentaram. Desprendendo-se das decisões da natureza, o homem teve a ne-
cessidade de se organizar para poder sobreviver, enfrentar e sobrepor-se h natureza. Quanto mais desenvolvido, tanto mais o homem se distancia das decisões da natureza e tanto mais necessita da organização, uma prática a qual, com cada avanço, tem que se tornar mais eficaz. Planejamento Planejamento é um conceito encaixado nas preocupações organizacionais. O ha mem tem necessidade de pré-determinar o futuro e prever os resultados de suas ações ou quais os passos a tomar, para chegar a uma meta proposta. Definimos planejamento como a ação pré-fixada, baseado no conhecimento daquilo que vai ou deve acontecer, observando os objetivos da organização, que podem ser globais ou específicos, permanentes ou temporais, para conseguir alocar os recursos da maneira mais racional, prevendo um resultado final, baseado no qual são geradas metas e submetas na delegação das responsabilidades para os diversos departamentos. O planejamento é uma prática de extrema importância. Assim, como uma pessoa, individualmente, não se deve deixar levar pelos acontecimentos da vida, mas sim, tentar pré-determinar seu caminho, muito mais uma empresa necessita planejar os acontecimentos futuros, para se precaver de problemas, ou melhor, poder aproveitar as oportunidades. Assim, consideramos o planejamento uma atividade permanente e comum. Os resultados do planejamento ou a falta dele podem ser observados em inúmeros exemplos ao nosso redor. Absolutamente, o planejamento, principalmente numa empresa, não pode ser considerado uma sofisticação administrativa; ao contrário, é uma gestão que freqüentemente decide a sobrevivência de uma empresa e, quanto mais a empresa cresce, se diversifica e sofistica os processos produtivos, tanto mais avançadas devem se tornar as técnicas de planejamento. Uma empresa bem planejada, de certo, 6 menos vulnerável a crises internas e externas, do que outra mal planejada. Costuma-se contrapor a tais argumentos a facilidade de decisão de certos dirigentes e seu "faro" administrativo e mercadológico. Certamente, a ação individual dessas pessoas e sua dinâmica podem favorecer a empresa, sem grandes preocupações em planejamento; porém, deve ficar claro, que tais pessoas já englobam nas suas ações uma certa dose de um setor de planejamento eficaz e que, crescendo a empresa, a visão sobre todo o conjunto se torna sempre mais difícil, as decisões começam a demorar e apresentar falhas e os custos de produção, em conseqüência, se elevam. Além disso, uma análise, igual h. nossa, deve observar, como norma, sempre o desempenho médio dos administradores. De uma maneira geral, planejar 6 decidir antecipadamente o que deve ser feito, ou seja, um plano é uma linha de ação préestabelecida. Todos esses planos, no entanto, se tornam totalmente nulos, quando não englobados num contexto maior, isto ABIGRAF EM REVISTA
IMeah,
é, dentro dos objetivos globais da empresa, obedecendo uma certa hierarquia, limitações de equipamentos e profissionais (pelo menos a médio e curto prazo), um sistema de informação funcional, além de atribuições claras de responsabilidades e funções para que os planos sejam, devidamente, colocados em execução, pois normalmente excedem o âmbito puramente departamental e têm sua influência em todos os departamentos da empresa. Notamos, entre outras coisas, que o planejamento possibilita uma ação constante, integrada e proposital. Mediante cuidadosa planificação, é mais fácil prever as situações de emergência e evitar erros. A ação para um objetivo e a previsão das dificuldades resultam em economia, pois, dispõe-se de tempo para determinação dos métodos eficientes que, uma vez aprovados integrados, podem ser empregados repetidamente. Ademais, por intermédio da fixação de planos, os administradores podem alegar autoridade com menos risco de que ocorram abusos e, sobretudo, os pianos constituem a base do controle racional efetivo. Um outro caso importante a considerar a confiabilidade do planejamento. Sabemos que a confiabilidade é uma função do tempo, porém existem outros variáveis não considerados como levantamentos mais ou menos confiáveis de dados etc. Além disso confrontamo-nos com condições distintas ern previsão. Estas condições devem ser conciliadas a fim de se obter uma confiabilidade média do planejamento. O importante, para melhorarmos os efeitos da falta de confiabilidade, é a realimentação constante de novos dados e novas variáveis, para que o planejamento possa ser acertado de tempo em tempo. Uma gestão expressiva, neste sentido, é a subdivisão convencional do planejamento em três níveis: a longo, médio e curto prazo. A extensão temporal, principalmente, de longo prazo, depende, em primeira linha, da confiabilidade, pois não adianta um planejamento por vários anos, com a confiabilidade tendendo a zero. No caso específico de planejamento industrial, procura-se alcançar uma utilização perfeita da maquinaria existente, prever as cargas de serviço dos diversos setores e tomar providências necessárias; respectivamente, alertar os interessados sobre possíveis problemas de cargas excessivamente altas e baixas. O planejamento considerado ideal, quando se consegue manter uma carga horizontalizada, isto é, sem altas nem baixas, pois existe um nível ótimo de ocupação, que torna a industrialização economicamente mais vantajosa. O limite superior é a própria capacidade produtiva, e o inferior é a produção, a custo de fabricação. A primeira preocupação consiste em eliminar as variações da produção prevista, distribuindo a carga durante o tempo equitativamente, chegando a uma linha horizontal (y1 ). Quanto mais perto a linha horizontalizada (y 1 ) chegar ao nível ótimo (y0), tanto mais sera otimizada a produção, reduzindo-se o custo unitário. 5/1979
O raciocínio baseia-se no fato de que, aumentando a produção, o custo médio por produto se reduz. A partir de um certo nível de produção, teremos um ponto de inflexão, que representa o custo menor possível, a partir do qual o aumento de produção influi num aumento do custo médio, por produto. O ponto "x0" representa a quantidade ideal, pois trabalha-se ao menor custo médio "3/0". Normalmente, a empresa procura situar a sua produção perto de "x 1 ", para garantir uma reserva para possíveis aumentos. Evidentemente, tal análise é válida apenas numa situação de curto prazo, isto é, numa situação, na qual os recursos não podem ser variados. Para mudarmos a situação proposta, o custo médio, a curto prazo, pode sofrer alterações, baseadas em investimentos ou, até, redução da empresa. Vamos supor que uma empresa tem condições de constituir três tamanhos alternativos, representados pelas curvas de custo médio a curto prazo (CMCP). A resposta sobre o tamanho ideal da empresa varia, principalmente, em vista da produção a longo prazo. Para uma produção "x" deveria ser adotado um tamanho correspondente à curva CMCP,, pois o custo "y" é mais baixo que "y' ", referente curva CMCP,. Assim para as quantidades a curva ideal é CMCP, e "x," a curva CMCP,. A linha inteira (não pontilhada) seria a curva do custo médio a longo prazo (CMLP). Assim, podemos dizer que para cada produção existe uma curva ideal e podemos traçar inúmeras curvas. Tangenciando tais curvas, traçamos outra curva, esta de custo médio a longo prazo. A configuração desta curva demonstra as vantagens do crescimento de uma empresa, a partir do custo médio previsto, o qual tende a demonstrar uma configuração semelhante a curto e longo prazo. Portanto, as empresas podem chegar a situações, nas quais seu crescimento vertical não interessa mais, em termos de concorrência de mercado.
Organização e planejamento Muitas idéias se confrontam quando falamos de administração, em geral, e organização e planejamento, em específico. A maior oposição existe entre as soluções de bom senso e as de métodos científicos sofisticados. São preocupações vagas e inúteis. O problema maior disso está na natureza do homem, que favorece esquemas abstratos e a simplificação dos símbolos e conceitos. Dessa maneira é mais fácil agir em nome de definições dogmáticas. Quando não se possui as ferramentas científicas, o bom senso é visto como uma boa saída; quando se tem as ferramentas científicas, é cômodo não precisar-se utilizar do bom senso. Assumimos um caminho intermediário: cada problema peculiar tem sua solução própria. Podemos encontrar o caminho certo, desde a simples utilização do bom senso, até os métodos científicos mais sofisticados, dependendo do problema a resolver. Porém, observamos que um problema grande, não necessariamente, necessita de uma solução sofisticada, nem um problema pequeno, de uma solução simples. A questão realmente, é como encarar os problemas, os quais, de uma ou de outra forma, sempre se apresentam de maneira subjetiva. Muitas vezes verificamos que o valor principal de um bom administrador não se encontra nas soluções grandiosas, que podiam ser tomadas, em termos de complexidade, por qualquer administrador médio, mas sim, na maneira simples e clara de encarar o problema, que o simplifica de maneira considerável, tornando as soluções grandiosas, muitas vezes, de uma simplicidade espantosa. O bom administrador, quando entende que a complexidade é um problema subjetivo e que tem como obrigacão principal, não enfrentar uma empresa, mas sim, uma vida a viver e veneer, pode considerar a grande parte dos seus problemas profissionais bem encaminhados. Acreditamos ter respondido, até este ponto, a questão: por que organizar? Entraremos agora, especificamente, em algumas questões organizacionais. Em primeiro plano colocamos a determinação dos níveis
CONFIABILIDADE DE PLANEJAMENTO 100
%de conf iabilidode
Condições controláveis 50-
Elementos Intermediários 'confiabilidode méclla Condições Externos
Tempo de previsão em meses 9
Produçeio A -Limite Superior
Nível ótimo de produção
de autoridade e algumas ponderações em volta dela. Os níveis superiores em uma empress implicam em mais autoridade e, proporcionalmente, em maiores responsabilidades e mais poderes de decisão. Invariavelmente proporcional deve ser a quantidade de pessoal empregado e a execução de serviços de rotina. Assim, nos níveis inferiores, encontramos o maior grau de especialização e de automatização. Tais proporcionalidades variam, evidentemente, de empresa, mas a tendência geral se confirma. A grande controvérsia, no entanto, se desenrola em torno da base larga nos níveis inferiores. O administrador, costumeiramente, se defronta com forte resistência, quando procura substituir a automatização e rotina humana por máquinas. A objeção se mantém, normalmente, na idéia que as máquinas tirariam o pão de cada dia da boca dos colaboradores menos qualificados. Essa colocação 6 efetivamente errônea, embora, a curto prazo, possa dar a impressão pretendida. O fato deve ser visto de maneira global e no contexto social de uma nação. A substituição de rotinas humanas por máquinas é um processo gradativo e não repentino, sem fim aparente, que se processa desde a primeira utilização de uma ferramenta, para auxílio nas suas tarefas. Dois fatores são extremamente importantes e que devem ser analisados: 1 — O Custo Social 2 — A Especialização O Custo Social: Toda uma nação se beneficia com a maior produtividade. O aumento de produtividade vai das microunidades econômicas As empresas. Portanto, se uma empresa produz melhor, toda a nação se beneficia com isso. Nesse sentido não se pode dizer que a mecanizacão é prejudicial. O que realmente acontece é uma transferência de tarefa. A máquina necessita do homem em outro lugar. Outrossim, pode surgir maior tempo de lazer para o colaborador. A tendência tem demonstrado uma redução gradativa do tempo de trabalho, fato que somente é possível a partir de um aumento de produtividade global, isto é, redução do custo social. O homem gasta menos para a mesma produção, portanto sobra mais para ele. A Especialização: A mecanização aumenta a complexidade do trabalho de maneira geral. A tendência é especializar os colaboradores nas suas tarefas. As faixas inferiores se transferem para cima e provocam um achatamento da pirâmide de autoridade. O nosso mundo não cria mais "Leonardos da Vinci". Os grandes homens se destacam. hoje em dia, em campos específicos. Evidentemente, tais alterações trazem influências sociais. Não queremos nos isentar da responsabilidade nas soluções desses problemas, porém, queremos assinalar que, em nome da especialização, existem outras cierLias para resolver casos, como: a dis10
Nível de carga horizontalizado
Tempo 2 3 4 5
tribuição do menor custo social; o aumento do lazer; a transferência de tarefas; e a especialização. A empresa pode e tem ajudado neste sentido, no preenchimento do lazer e em cursos internos de especialização. Assinalamos, neste ponto, a importância do treinamento interno de uma empresa, para proporcionar a seus colaboradores a execução melhor de suas tarefas e também preparálos, dentro das possibilidades individuais, para um estágio superior na escala hierárquica ou, até, aumentar seus cpnhecimentos gerais e treiná-los para outras funções. O homem médio necessita evadir a sua inteligência, e a simples rotina profissional, muitas vezes, não o satisfaz plenamente. Para isso, deve-se criar perspectivas de progresso, a possibilidade de criação dentro da sua especialidade e de ampliar a curiosidade geral diante das coisas da vida. Isso, ao contrário do que muitos pensam, não dispersa a capacidade de trabalho, mas, criando uma satisfação pessoal maior, contribui para melhor produtividade, sem nenhuma medida coercitiva; aguça a inteligência, aumenta a curiosidade e a criatividade, fatores favoráveis tanto aos colaboradores como As empresas. A maior produtividade, no entanto, não depende somente da mecanização ou da modernização do equipamento. A ação organizacional, igualmente, pode criar tais vantagens, e a vantagem da aquisição de equipamento moderno pode tornar-se nula,
muitas vezes negativa, se não acompanhada de uma organização adequada. A organização, em termos estruturais, é e deve ser bastante flexível. Os organogramas, normalmente ensinados como padrões, não passam, na maioria das vezes, de idealizações impraticáveis. E evidente que uma empresa familiar deve ser encarada diversamente de uma sociedade anônima. O homem é parte integrante da estrutura e suas aptidões podem e, is vezes, devem ser levadas em conta. Assim, um departamento financeiro, administrativo, industrial etc., nem sempre deve ter as mesmas seções subordinadas em conjunto, como dificilmente são transferíveis exemplos de uma empresa para outra. O mais importante é que as responsabilidades estejam claramente definidas, não haja choques ou sobreposições de serviços entre um e outro setor e os fluxos de serviços e informações fluam adequadamente. Uma vez convictos da necessidade de organizar, deve-se tentar responder As seguintes perguntas: 1 — Como delegar autoridade? 2— Que espécie de autoridade deve ser conferida a todos na estrutura da organização? 3 — Quanta autoridade deve ser conferida na estrutura da organização? e ampliando a organização a seu relacionamento de produção: 4 — Qual 6 a configuração estrutural da empresa?
CUSTO MÉDIO POR PRODUTO Custo Cr$
Quontidade
x4 ABIGRAF EM REVISTA
5 — Qual deve ser a disposição física (layout) da empresa? 6— Como deve fluir o serviço e suas informações? Tendo respondido As seis perguntas retrocitadas, certamente teríamos organizado a empress nos detalhes mais importantes. Responder, aqui, As questões, infelizmente não é possível, pois significaria quase um curso completo de administração. Porém, neste ponto, querendo levantar um problema crucial: nenhuma organização se mantém, por melhor que seja a sua estrutura, sem constantes controles, vigilância sobre o cumprimento dos esquemas, e realimentação de dados, para atualização de conceitos: I — Deve-se evitar desvios, conscientes ou inconscientes, por partes isoladas da estrutura; 2— A organização segue uma finalidade que necessita de uma engrenagem intersetorial perfeita. 3 — A estrutura, como um todo, tem que ser flexível para adaptar-se a novas situações (observando que, erroneamente, a flexibilidade é colocada como um fim organizacional. Deve ser encarada como meio, aplicado proporcionalmente As necessidades reais de novas situações ou eventuais instabilidades de mercado. No último caso, deve-se analisar também, se a instabilidade pretendida não se confunde com falta de planejamento, falta de objetivos claros ou falta de decisão). Toda organização deve iniciar suas atividades a partir de metas claramente estabelecidas, conhecidas a partir do presidente até o colaborador mais simples. O primeiro passo são os objetivos amplos expressos em termos genéricos para toda a empresa. Estes objetivos são representados pelos alvos, com exemplificações mais minuciosas. No entanto, a empresa pode ter múltiplos objetivos que faz necessária a harmonização, para evitar conflitos. Além disso, freqüentemente, os objetivos amplos nem sempre são expressos de maneira clara, revestidos de uma filosofia empresarial, social ou de comportamento. Tal fato obriga colocar estes objetivos em termos tangíveis, para a fácil compreensão de todos. Os objetivos amplos são os fundamentos para o estabelecimento de submetas mais específicas e, a partir dessas, para os diversos objetivos departamentais. E importante observar que todas as metas devem ser transformadas em termos mensuráveis, que constituiriam, em parte, as metas de tem5/1979
po e de operação e, derivado das previsões, os orçamentos. As metas são influenciadas por planos específicos, expressos em programas gerais, que se subdividem nos diversos projetos previstos dentro de uma empresa. Tais projetos devem ser definidos em programas especiais e planos detalhados, para que possam ser interligados, convenientemente, nas previsões. Os planos permanentes constituem, de um lado, os conhecimentos acumulados no decorrer do tempo e, de outro lado, o comportamento pré-estabelecido da empresa de maneira geral e especificamente, diante das Metas 'e dos Pianos. Assim se subdividem em: Políticas (Políticas de Vendas, de Marketing, de Pessoal), Procedimentos-Padrão e Métodos-Padrão.
Entendemos por tecnologia os conhecimentos sobre a utilização racional das possibilidades oferecidas pela natureza, para obter uma meta qualquer. A idéia da tecnologia não se restringe exclusivamente As ferramentas e As máquinas, mas, engloba também sentidos mais amplos como matemática, física etc., e o próprio pensamento. Assim, num primeiro período, o homem desenvolveu ferramentas para sua própria manipulação, como martelo, formão e assim por diante. Já, neste período, podemos observar realizações surpreendentes como as pirâmides egípcias, os templos talhados nas rochas pelos hindus, os templos
Todo esse complexo de metas e planos é influenciado, diretamente, pela atuação dos dirigentes da empresa, tendendo, dentro de uma certa incerteza, diante do futuro, a metas mais corajosas ou mais seguras. Sobre tal procedimento, a favor ou contra, pouco se pode dizer. Os dois podem apresentar resultados positivos ou negativos, embora, por obrigação, o resultado sempre deva ser positivo. E evidente, no entanto, que, tendendo a metas corajosas, deve-se incluir uma cláusula de segurança no planejamento financeiro e industrial. O sucesso das metas e dos pianos, seu acompanhamento e seu controle devem ser supervisionados pelo Planejamento, isto 6, já devem integrar o planejamento financeiro e industrial, para garantir uma perfeita observância e uma integração de empenho, já que o sucesso da empresa está diretamente ligado ao sucesso de suas metas e seus pianos.
maias no México e a Muralha Chinesa. No entanto, tais construções foram feitas a base de esforços sobre-humanos de verdadeiros exércitos de escravos, portanto são realizações feitas em condições sociais diferentes dos modernos estados industriais. O segundo período iniciou-se com a utilização de máquinas, isto 6, ferramentas não ma vidas pela força muscular, mas, por forças naturais. Tal etapa já se iniciou na Antigüidade com a utilização das forças da água e do vento. Mas, praticamente só a partir do século XIX, é que o homem construiu máquinas independentes de sua localização física, isto é, máquinas que trabalham com forças próprias, convertendo recursos naturais em energia. A tecnologia moderna se fundamenta nos resultados das pesquisas científicas e se desenvolve graças A atomização e descentralização dos trabalhos e dos esforços. Toda a alteração na precisão das máquinas, toda
Tecnologia e capacidade empresarial
despendidos para alcançá-los, pois, quanto menor o esforço, quanto mais reduzido o custo social de uma empresa ou de uma obra, tanto mais eficiente considera-se a ação do empresário. A sua eficácia é medida pela realidade, originalidade e efeito social de suas metas. a melhoria nos instrumentos de medição, todas as novas conclusões científicas, principalmente da química e da física, se refletem, diretamente, sobre todo o desenvolvimento da tecnologia. Em conseqüência, o cunho internacional de tal desenvolvimento o conduz a limites desconhecidos, a velocidade sempre maior. Isso levou a reflexões sobre a verdadeira meta da tecnologia. Não há definições claras, apenas análises de sociólogos, filósofos, teólogos e politicos sobre os efeitos positivos ou negativos da tecnologia. E verdade que o mundo, recentemente, dobrou sua população, em menos de cem anos, e está dobrando novamente em tempo bem mais curto. Sem o desenvolvimento da tecnologia, não teria sido possível observar todos esses homens. E nossa convicção, no entanto, que a tecnologia não tem fim em si própria, mas, é apenas efeito dentro do contexto de toda a sociedade. O sucesso da sua aplicação racional depende fundamentalmente de um fator social de grande importância: a capacidade empresarial criada dentro de uma sociedade. A sociedade revela pessoas com capacidade de empreender uma série de atividades. A qualidade dessas pessoas e a sua quantidade é proporcional ao progresso obtido pela sociedade, a partir do desenvolvimento da tecnologia. O empresário (no sentido mais lato: aquele que empreende) é o criador e o líder de uma empresa ou de uma obra. Em primeira linha, ele deve analisar a empresa ou a obra em termos de sua aceitação ou suas condicionantes dentro da sociedade, elaborar um plano correspondente, colocar h disposição os meios necessários e regular seu uso e fazer funcionar a organização técnica das disponibilidades, liderar a realização dos planos elaborados e exercer os controles necessários, para que a empresa ou a obra cheguem a alcançar as suas finalidades definidas. A sua atividade entende, inclusive, toda a responsabilidade sobre os resultados finais e os riscos implícitos, e sua qualidade costuma ser medida pelos resultados positivos que a empresa e a obra alcançar, para garantir sua realização e seu crescimento e, principalmente, seus efeitos sobre a sociedade. Assim, podemos definir que as análises sociais sobre a tecnologia não têm sentido; mas sim, da qualidade e quantidade de seus empresários importa o sentido das suas metas e sua realização efetiva e os esforços
ESPE CIA LIZAçÃO 12
feitos "Dom Quixotes" da mercadologia, glorificando o cavalheirismo, após a invenção da pólvora. Em falar de marketing, não queremos Situação de mercado mais um de tantos modismos que e marketing relevar já tomaram posse da vida administrativa. Não estamos dando uma solução mágica Uma das condicionantes que pode levar para salvar as indústrias, mas sim, uma atualizar seu uma indústria a renovar e ferramenta de grande utilidade, quando equipamento são os fatores de mercado. Evidentemente, tudo isso deve ser feito convenientemente aplicada. Os administradores já procuraram a solução na progradentro de um planejamento cuidadosamenmação linear, no controle estatístico de te elaborado. na pesquisa operacional e no Assim, podemos nos confrontar com duas qualidade, planejamento a longo prazo, na diversifisituações distintas: a evolução de novos pesquisa motivacional e, tamprocessos e de novos equipamentos dentro cação, na pouco, o último grito da mentalidade de do ramo industrial em que a empresa se vai surtir o efeito esperado, se encontra, e novas situações no mercado marketing não aplicado de maneira certa e dentro dos comprador dos nossos produtos, seja por limites adequados. As ferramentas adminispura mudança de preferências do consutrativas que surgiram, estão surgindo, ou midor ou pela evolução do mercado para vão surgir, não podem ser encaradas como formas superiores e mais racionais. modas passageiras das confecções femiPretendemos advertir, aqui, para não as ninas, pois, não maléficos em si, podem dormir em cima de um bom negócio, que custar muito dinheiro. amanhã, de repente, pertencerá à história. O marketing, antes de mais nada, não é de suma importância acompanharmos o apenas um departamento, mas um esdesenrolar de novas descobertas e tendên- tado demais espírito, dirigido ao consumidor, cias de mercado, não só estritamente no nosso ramo, mas sim, em tudo que pode, dentro de toda a empresa: é o "marketing de uma ou de outra forma, influenciar os integrado". Não apresenta ele fórmulas de pré-fabricados, mas pressupõe que nossos negócios e antecipar-nos com deci- êxito funções estejam integradas a um essões corajosas e precisas, para depois não suas emtermos de culpar a conjuntura econômica pírito coordenado em todas as Areasedaoutros presa: produção, pessoal, finanças por nosso fracasso. importantes. Portanto, as funções preciso acreditar que o futuro está ga- setores de marketing não terão sucesso, sem a corantido, por pertencer a um setor de ráconsciente de todos, e não só pida expansão. Na verdade, o que deve laboração de um departamento estanque. Requerem, existir são empresas bem organizadas, dirido mais, habilidades profissionais e gidas de forma a aproveitar as oportunida- além administrativas de alta categoria, dirigidas des de mercado. Não podemos nos dar ao luxo de pensar que a simples expansão para um lucro otimizado a longo prazo, conforme estabelecido. Dizer que a empredemográfica garanta uma crescente demanestá voltada para o freguês, está longe de da, o que nos levaria, apenas, ao único sa significar marketing. Deve-se evitar incorrer ponto tratado com alguma relevância na e não recomaioria das empresas: o de um custo uni- em simplificações exageradas, do funcionaas implicações básicas tário o menor possível. E importante visar nhecer a custos reduzidos, porém pouco adianta, mento de uma mentalidade de marketing se não conseguirmos colocar o produto. total. Entrar, simplesmente, em mais uma onda pode trazer exageros que fazem perAssim, se hoje não existe substituto para nosso produto e não nos precavemos que der as reais oportunidades, e até, piorar a situação da empresa. ele possa surgir, podemos incorrer num Existem, no entanto, uma série de difierro fatal para a empresa. Também não constitui solução aperfeiçoar os produtos culdades com que as empresas se confronem termos técnicos e científicos, sem co- tam. A mais grave, de certo, provém dos próprios dirigentes, cuja maioria vem da nhecer as influências de mercado. A nossa intenção é ressalvar a importân- produção e tem dificuldade de entender a psicologia aplicada em marketing. Assim, cia do marketing, isto é, conhecer as reais preferências do público, em vez de perder rejeitam gastos necessários em publicidade, nossos esforços em vender produtos que promoções de venda, acordos comerciais pouco interessam. Estamos preocupados em etc. Chegam a definir o montante a ser apontar que teremos que deixar de ser per- gasto em promoções pelas vendas realize-
PODER DE DECISÃO AUTOMATI Z AÇÃO
NNEIS INFERIORES ABIGRAF EM REVISTA
das e não pelas vendas que poderiam ser realizadas. Os serviços prestados aos consumidores são fracos e parece não existir vontade de melhorá-los. Além disso, temos as promoções internas de pessoal, normalmente subjetivas, existindo uma certa dose de favoritismo ou, ate, receio por se sentir dependente do serviço de certos colaboradores. Dessa forma encontramos os tão freqüentes "homens certos nos lugares errados" e, em decorrência, as inseguranças evidentes. Um bom gerente de vendas, publicidade e de produto, não necessariamente é um bom gerente de marketing. Não raro, confrontamo-nos com os dirigentes autocratas, que não devem ser confundidos com dirigentes decididos. Tal atitude autocrata prejudica muito a harmonia da empresa, principalmente, a integração entre os diversos departamentos. Numa administração moderna não podemos aceitar um culto it personalidade, seja ele em qualquer nível. O que deve prevalecer numa empress é a equipe. Assim, um departamento de marketing não integrado com outros setores como vendas, publicidade, estudo de mercado, produto, planejamento etc., não vai assinalar os efeitos. Em outros casos, realmente chegamos a encontrar situações, em que todos fazem o melhor que lhes compete e, mesmo assim, não se chega ao resultado esperado. E que não se faz o melhor ao mesmo tempo: falta integração e coordenação entre os diversos departamentos, portanto, uma boa parte dos esforços é desperdiçada. Outros fatores são a mi diversificação, correndo atrás de fatias insignificantes de mercado, fundindo-se com empresas fracas, adquirindo empresas vendíveis, com bons ganhos no passado, e adquirindo linhas de produção, incompatíveis com o ponto de vista de marketing. Podemos enumerar, sucintamente, quatro pantos que levam ao fracasso no marketing: a) a falta de compreensão das funções altamente profissionais de marketing, exigidas pelo mercado competitivo de hoje; b) a má estruturação orgânica da empresa, que impossibilita uma integração e coordenação adequada dos diversos departamentos; c) a falta de capacidade dos dirigentes máximos, sem visão mercado16gica, autocratas ou preocupados com vaidades pessoais; d) o excesso de preocupacão com a valorização profissional, promoções erradas e inseguranças pessoais. Para equilibrar tais tendências negativas, é importante observar que exista um estado de espírito e uma organização adequados, além de procurar um equilíbrio das habilidades e aperfeiçoar controles diretos e indiretos. A maior parte das indústrias enfrenta problemas, conscientemente ou não, de linhas de fabricação de produtos fracas ou obsoletos, produtos estes com baixa aceitação pelo mercado ou geradores de custos indiretos. De qualquer maneira parece que, enquanto se aumenta os produtos e as linhas de fabricação em progressão aritmética, a quantidade dos problemas conseqüentes aumenta em progressão geométrica. Esse fato deve ser encarado como bastante natural, pois, além das dificuldades nor5/1979
mais que um produto pode gerar, surgem as interferências de produto para produto, aumentando rapidamente com a quantidade. Um fator bastante relevante constitui a subdivisão necessária, por um maior número de produtos, dos recursos aplicados em finanças, marketing, estudo de produtos, vendas, controle de qualidade, planejamento. e administração. A previsão de vendas a cotação de preços são extremamente dificultadas pelas crescentes interferências reciprocas entre os produtos. Em conseqüência, o planejamento de produção, o planejamento financeiro, o cálculo de custos, a compra de equipamentos e de matéria-prima são prejudicados. Funções, como controle de qualidade e de produção, apontamento de produção e contabilidade, têm seus trabalhos aumentados e desdobradas as suas atenções. Além do mais, surgem dificuldades enfrentadas pela direção, ao destinar recursos e traçar objetivos políticas adequadas. Portanto, é de suma importância que as empresas se preocupem em eliminar os produtos atingidos pelo mercado com altos custos comparados a uma pequena receita. Mas não basta acordar de um belo sonho, para cair na realidade. 8 necessário rever os produtos periodicamente, para não levar prejuízos em mante-los, ou em ter que encerrá-los abruptamente. As providências devem ser tomadas antes de enfrentar uma crise. De maneira geral, um produto normal atravessa quatro fases, com duração indefinida: introdução, ascensão, maturidade declínio. Desta feita, pode-se afirmar que sempre tem uma vida limitada e, é fácil inferir que os lucros produzidos tendem a seguir um curso previsível. Isso facilitaria extremamente a análise dos produtos em termos financeiros e os quais, em cada uma das suas fases, requerem programas diferentes de marketing, produção e finanças. Os produtos fracos tendem a consumir uma parte grande do tempo dos administradores e exigem freqüentes reajustes de HIERARQUIA E
PAITPLDS oBjeTwos
A L V OS
1 OBJETIVOS AMPalas
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OBJETIVOS AMPLOS
Conforme exposto no parágrafo anterior, fácil desenvolver a idéia de que determinadas situações de mercado podem chegar a criar novos investimentos. No entanto, com isso estamos longe de responder a como investir, em que tipo de máquina etc. uma tendência natural, quando se pensa em investimento, de pensar nas máquinas mais sofisticadas, dentro dos limites das disponibilidades financeiras. Tal raciocínio pode ser um largo passo para a falência, pois não são as máquinas bonitas, mas o lucro que finalmente determina o sucesso de uma empress. E errôneo pensar que uma máquina mais sofisticada, automaticamente, ofereça possibilidades maiores que uma máquina mais simples. Em primeira linha, vamos supor que, realmente, devemos tender a comprar as máquinas mais sofisticadas possíveis. Aqui surge uma advertência importante. Deve. mos ter o máximo cuidado em saber o que estamos comprando, verificando onde tal máquina já está produzindo e, em que condições. Na situação atual, com constantes melhorias no equipamento, é muito fácil comprar protótipos, cuja validade ainda não foi testada adequadamente nas indústrias. Principalmente, quando o fornecedor do equipamento não tem a infra-estrutura necessária, ou por falha ou por se situar fora do país, não fornecendo assistência técnica ao comprador. E, como regra geral, um novo equipamento, logo de início, sempre DE METAS, PLANOS
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preços e estoques. Além disso, com preparativos proporcionalmente longos e caros, apresentam curtos períodos de produção e tomam tempo e atenção de vendas, publicidade e outros setores. Os produtos fracos têm, como inconveniente evidente, tendência a piorar no futuro e, não sendo retirados na hora certa, além de todos os problemas, dificultam a introdução de substitutos sadios.
PROJE TO A
11 PROJETO N
I SUBMETAS MA 6 ESPECtICAS
PROCEDI NTO PADR 0
0113JETVOS OBJETIVOS DEPT() A DEPTO. 8
OBJETIVOS OBJETIVOS DEPTO. C DEPTO. N
METL PADR 0
Tecnologia aplicada versus estruturas organizacionais
deve ser submetido a testes de produção variados e abragentes, para que possíveis reclamações possam ser encaminhadas imediatamente ao fabricante. Quando nós nos equipamos com máquinas modernas, devemos estar cientes de que, possivelmente, precisamos mudar o nosso raciocínio, tanto administrativo, como financeiro e de produção. As máquinas são mais modernas porque, evidentemente, oferecem uma série de vantagens sobre as velhas. Para que a máquina possa produzir conforme enunciado, temos de nos adaptar às melhorias, a fim de que, em termos administrativos, possamos chegar a rever os fluxos, subordinação, conceitos de treinamento e de venda, alocação de matériaprima etc. Maior ou menor gasto com pessoal, maior custo fixo, menor custo variável, mudança nos lotes econômicos de compra, estoque e venda devem ser revistos em termos financeiros. A produção deve se precaver com outros requisitos como: controle de qualidade, manutenção, novos indices de produção e assim por diante. Tudo isso e outros itens são de extrema importância, para que a máquina realmente chegue a produzir o que vale. No entanto, não necessariamente é bom investir no ültimo grito do equipamento existente. Confrontamo-nos, freqüentemente, com uma série de variáveis que devem ser analisadas cuidadosamente: Organização: A organização está preparada para absorver o novo equipamento, isto é, tirar dele as vantagens que realmente oferece. Se não, os possíveis investimentos nas estruturas organizacionais ainda tornam viável o projeto? Estrutura de produção: A produção tem condições de absorver o novo equipamento, sem que surjam problemas de fornecimento de produtos intermediários e serviços? Pessoal técnico: Que tipos de treinamento se farão necessários, para que o novo equipamento seja manejado de maneira Adequada? Planejamento: Um novo equipamento pode provocar uma cadeia sem-fim de outros equipamentos. Assim deve surgir a pergunta: até que ponto o novo equipamento está encaixado num raciocínio de crescimento progressivo? Mercado: O mercado está preparado para aceitar o novo equipamento, em termos técnicos? Mercado de trabalho: Existem técnicos, no mercado, para manejar tal equipamento ou, pelo menos, possam chegar a manejá-lo com um mínimo de investimentos? Fornecedores de matéria-prima e serviços: Certas deficiências de fornecimento de matéria-prima e de serviços podem chegar a anular vantagens do novo equipamento? As perguntas acima podem parecer evidentes. No entanto, as fizemos, pois, verificamos que muitas vezes não são feitas de maneira adequada ou que são, parcial ou totalmente, esquecidas na análise econômica de certos projetos. 14
No início, levantamos que a tecnologia não tem fim em si própria, mas que é interligada a fatores sociais mais amplos. Também demonstramos que o desenvolvimento pode chegar a ser, nos seus conceitos, imitado conforme exemplos externos. Outrossim, ficou clara a interligação existente, hoje em dia, entre as diversas civilizações da terra. Portanto, certas necessidades tecnológicas podem ser de valor reduzido para uma sociedade, a qual, neste caso, dificilmente estaria preparada em absorvê-las, pois trata-se de modelos trazidos de fora, sem necessidade aparente para a sociedade e, com certeza, sem preparo e estrutura para tirar de certos conhecimentos tecnológicos as vantagens reais. Não cabe aqui discutir a validade ideológica de certas mudanças, mas sim, as providências estruturais que devem ser tomadas, para que tais mudanças tenham condições de funcionamento, providências que, freqüentemente, dependem de análises matriciais, para serem detectadas na sua totalidade. Assim, analisando esses problemas de maneira mais ampla ou mais restrita, tropeçamos constantemente em empresas, cujo orgulho, sobre os modernas equipamentos, contrariado pelas estruturas organizacionais existentes, fator que leva a um mau aproveitamento, As vezes, pelo menos em termos de custo, pior do que certas máquinas mais velhas. Portanto, o primeiro passo, ao pensar em investimento, é melhorar a estrutura organizacional da empresa, o que pode tornar desnecessários os investimentos. Claro é que a estrutura organizacional deve estar capacitada em absorver os novos investimentos, como todas as vantagens que oferece, para que esses não se tornem problemas de difícil solução, dentro da empresa. A produção deve estar tecnicamente capacitada em absorver novos equipamentos. Uma máquina pode ser alimentada pela produção de outras, e não adianta uma máquina mais veloz, se as outras ou setores anteriores não conseguem alimentá-la. Da mesma forma, podem surgir problemas de manutenção, controle de qualidade, layout devido a estoques intermediários etc. Certamente, o fator mais importante é o treinamento e a conscientização do pessoal. As inovações nem sempre são vistas com bons olhos pelos colaboradores de uma empresa; portanto é básico que estes estejam convencidos da validade do novo equipamento e, que este não se reflita negativamente sobre a segurança de seu emprego. Outrossim, os operadores devem estar devidamente treinados para manejar, conhecer e entender o equipamento novo. Mas, não só os operadores, destinados a uma nova máquina, devem receber treinamentos, também as pessoas que fazem parte da estrutura de apoio ern volta dela. Retroceder numa mudança feita, normalmente, é mais difícil do que instituir uma nova. Assim, uma vez efetuada uma mudança de processo, surge a pergunta sobre os investimentos futuros: "A máquina grande demais ou pequena demais?" E importante que a sua compra seja efetuada, já pensando em ampliação do processo. Muitas empresas não foram A falência pela compra de um novo equipamento, mas,
devido A avalancha de novas necessidades depois de algum tempo. Um grande problema de novos equipamentos não se situa dentro, mas, fora da empresa. Certos equipamentos mais modernos funcionam baseados em premissas, que o mercado desconhece. Assim, uma nova máquina pode mudar critérios de comercialização e de prazos, exigir outras especificações (desenhos técnicos, originais, etc.) e mudar critérios de custos, pois, o mercado se acostumou a pedir os produtos da forma mais barata possível, forma que, com um novo equipamento, aumentando ou reduzindo os custos, não é mais válida. Tal fato pode levar uma empress a não ganhar uma concorrência, com a qual se calculava a partir do novo equipamento ou, até, perder uma concorrência já habitual. Determinados equipamentos, quando não existam profissionais aptos a operá-los, tornam-se extremamente onerosos para que sejam introduzidos dentro de uma Empresa. Ademais, quando mesmo assim efetuados, envolvem preparativos minuciosos em treinamento ou retreinamento de pessoal, para que se possa esperar retornos compensadores. Uma variável que já anulou as vantagens de muitos investimentos novos, é o fornecimento de matéria-prima e de serviços. Não tanto a existência de certas matérias-primas, mas a qualidade, exerce maior influência. Certas máquinas, para poderem utilizar todo o seu potencial, necessitam de matériaprima de alta qualidade ou de qualidade específica, que nem sempre está disponível no mercado a custos compensadores, anulando uma série de vantagens propostas. Da mesma forma, podemos chegar a depender de serviços, na praça, que não correspondem As necessidades. Todas essas variáveis, evidentemente, não foram enumeradas para sugerir às empresas investir menos em equipamento sofisticado. A intenção foi apenas alertar, para que não ocorram falhas de análise. Outra preocupação foi para que se volte os olhos mais para o dia de hoje, sonhando menos com as belas máquinas, e pensando um pouco mais nas estruturas empresariais, fator que consideramos mais importante do que qualquer renovação de equipamento. Somente pode-se pensar em construir empresas sadias, a partir de organizações funcionais e dirigidas para uma finalidade claramente estabelecida. A partir de tal situação, virão as renovações das empresas, não como fim, mas como resultado de uma empresa bem organizada.
BIOGRAFIA Peter Rohl Técnico Gráfico, formado pela Escola de Artes Gráficas de Essen, na Alemanha. Formou-se em Economia, pela Faculdade de Ciências Econômicas de São Paulo, da Fundação Escola de Comércio Alvares Penteado. Atualmente ocupa os cargos de gerente de Engenharia de Produto, da Abril S/A. Cultural e Industrial, e de Diretor Executivo da Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica. ABIGRAF EM REVISTA
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Urologia (marcar hora): De 3.as feiras, das 10 às 12 horas. UNIDADE III - PARI Avenida Vauticr, 388 Telefones: 228-6533 e 228-6746
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horas. Pediatria - De 2.as às 6.as feiras, das 8 às 11,30 horas. Ginecologia - De 2.as às 6.as feiras, das 13 às 17 horas. Serviços de enfermagem (curativos/inaloterapia/injeções, etc.) - De 2.as às 6.as feiras, das 8 às 17 horas. Coleta de material para Análise Clinica - De 2.as às 6.as feiras, das 8 às 11 horas. UNIDADE V - CERQUEIRA CÉSAR Avenida Rebouças, 701 Telefone: 282-0862 ESPECIALIDADES Endocrinologia (marcar hora) - Horário de atendimento: de 3.as e 5.as feiras, das 14 às 17 horas; 6.as feiras, das 12 às 15 horas.
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Jantar Dançante de Confraternização dos Gráficos será realizado pela ABIGRAF neste mês de junho, comemorando o seu 14.° aniversário, guando serão homenageados os "MELHORES COMPANHEIROS DE TRABALHO" escolhidos por seus colegas nas respectivas firmas. CONTAMOS COM O PRESTÍGIO DE TODOS. DATA E HORA SERÃO COMUNICADAS POR CARTA-CIRCULAR.
AGUARDEM 16
abigraf/sigesp Empresários mineiros temem ampliação de parques gráficos estatais A indústria gráfica 6. a primeira categoria econômica de Minas Gerais a fazer um apelo em favor da iniciativa privada, ao governador Francelino Pereira
vada nacional, disse que a orientação do governo federal é no sentido de evitar a proliferação de oficinas gráficas em setores governamentais". E mais, "recentemente, o presidente João Batista de Figueiredo, renovou sua promessa de privatizar as empresas e serviços estatais não estritamente indispensáveis à correção de imperfeições do mercado, ou atender As exigências da segurança nacional". Constituição Federal
A Indústria Gráfica de Minas Gerais, solicita a interferência do governador mineiro, no sentido de evitar a ampliação do parque gráfico da Caixa Econômica Estadual, que abriu concorrência para a compra de rháquinas impressoras importadas. O setor de indústria gráfica, inclusive, está entrando na Justiça para impugnar tal concorrência. Demonstrando que a atividade econômica do ramo gráfico é privativo de empresas privadas, conforme define a política do governo federal, o Sindicato das Indústrias Gráficas no Estado de Minas Gerais — Sigemg, e a Associação Brasileira da Indústria Gráfica — Abigraf — regional de Minas Gerais, em memorial a Francelino Pereira, esclarecem que "a estatização crescente da indústria gráfica, está a merecer atenções especiais do governo e de tantos quantos se interessem pela prevalência dos postulados da livre iniciativa na atividade econômica". Promessa de privatizaçáo
Continuando seu memorial, o Sigemg e a Abigraf explicam que o "ex-presidente Ernesto Geisel, em documento que definiu a função da empresa pri5/1979
Prosseguindo, o memorial esclarece que "distanciados destas orientações, órgãos públicos têm promovido processos para a aquisição de máquinas impressoras gráficas, como é o caso da Caixa Econômica Estadual, que abriu tomada de preços para a compra de uma máquina impressora offset formato "2"; uma máquina de cortar papel eletrônica programática e uma máquina impressora offset formato "8". Além disso, em dezembro de 1976, segundo o memorial, a Caixa Econômica Estadual deu início A ampliação de seu departamento gráfico. Naquela época, em correspondência dirigida ao então presidente da Caixa, Hélio Garcia, estas entidades — Sigemg e Abigraf — manifestaram a estranheza dos empresários gráficos pela decisão da Caixa Econômica de adquirir novos equipamentos para produzir os seus próprios impressos. Na correspondência foi assinalado que a Constituição Federal, coma redação dada pela Emenda Constitucional n.° 01, de 17 de outubro de 1969, diz expressamente em seu artigo 170, que As empresas privadas compete a organização e exploração da atividade económica, cabendo ao poder público explorar a atividade econômica apenas em caráter suplementar.
Contrariando decisão
Esclarece também o memorial a Francelino Pereira que "diante de tais argumentos, Hélio Garcia sustou o processo de compra de novos equipamentos gráficos, atendendo As aspirações de nossa categoria econômica em favor das medidas destinadas ao fortalecimento da iniciativa privada". Acrescenta ainda que "contrariando esta decisão e a própria orientação governamental, vem a atual diretoria da Caixa Econômica Estadual tentar promover novamente a ampliação do setor gráfico do órgão, com a aquisição de equipamentos importados já referidos nesta correspondência e relacionados na Tomada de Preços 008/79". Por estes motivos apresentados e justificados as duas entidades solicitam ao governador Francelino Pereira que seja sustada a Tomada de Preços, e atualmente encontra-se em exame na Assessoria Técnica do Governo, um estudo visando a adoção de medidas corretivas destinadas a disciplinar a atividade gráfica nos órgãos públicos, conforme Decreto n.° 18.391, publicado no Minas Gerais do dia 17 de fevereiro de 1977. Concluindo o seu memorial, os empresários gráficos confiam no espírito de justiça do governador e nas imediatas providências que o caso exige, para o bem e ânimo das empresas. 17
fiesp/ciesp Autor premiado destaca a importância da adoção do "Projeto Nacional" Octavio Gaspar S,. Ricardo, com livro "Teoria das Estruturas", editado por McGraw-Hill e Editora da Universidade de São Paulo foi vencedor do Prêmio "Roberto Simonsen" de Tecnologia - 1978 entregue em solenidade realizada no Palácio Maui, sede da Federação e Centro das Indústrias de S. Paulo
A láurea, que substitui ao Prêmio "Roberto Simonsen" concedido a profissionais e a estudantes de grau universitário que apresentassem monografias abordando temas relacionados com a indústria, é de âmbito nacional se destina a premiar livros de autores brasileiros ou radicados no País, que abordem assuntos ligados à Engenharia e Tecnologia Industrial e que tenham sido editados no ano que se refere o Prêmio ou nos dois anos imediatamente anteriores. O Prêmio "Roberto Simonsen" de Tecnologia, criado o ano passado, outorgado pelo Instituto "Roberto Simonsen" (IRS), entidade de promoções culturais da Indústria de São Paulo, que, nessa primeira versão, distinguiu com menções honrosas os seguintes autores: Ademaro A. M. B. Cotrim, com o livro Instalações Elétricas, editado pela McGraw-Hill do Brasil Ltda.; João Antonio Zuffo, com a obra Circuitos Integrados em Média Escala e em Larga Escala, editado pela Edgard Bliicher Ltda., em convênio com o Ministério da Educação Cultura e Secretaria do Planejamento da Presidência da República; e Armando L. de Souza Mesquita, Nelson Nefussi e Fernando de Araújo Guimarães, com o livro Engenharia de Ventilação Industrial, editado pela Edgard Bliicher Ltda. e CETESB.
técnicos que já se dedicam a este campo para redobrarem a sua capacidade criadora", afirmou o presidente da FIESP-CIESP e do IRS, sr. Theobaldo De Nigris, ao abrir o encontro, durante a primeira parte da reunião plenária das diretorias das entidades, às 17 hs. Frisou De Nigris que o Instituto almeja incentivar os estudiosos a pesquisarem corn maior dedicação e objetividade no seu campo profissional, oferecendo-lhes, em retribuição, o Prêmio que "dignifica quem o recebe, quer pelo nome do Patrono Roberto Simonsen, quer pela rigorosa seleção procedida pela Comissão Julgadora." Segundo De Nigris, a Comissão Julgadora, encarregada de analisar os livros, considerou na sua avaliação os seguintes requisitos: contribuição para a difusão de conhecimentos de interesse para a indústria no campo da Engenharia e da Tecnologia; originalidade da forma e conteúdo das informações; extensão e fundamentação teórica das informações contidas. Tecnologia nacional
Após a outorga do Prêmio ao 1.0 classificado e as menções honrosas, o
agraciado Octavio Gaspar Ricardo, falando em nome dos autores distinguidos, agradeceu aos promotores do Prêmio. "Este propósito, além de altamente louvável, é bastante oportuno, pois a minha experiência profissional de quase 35 anos, posso dizer hoje que a tecnologia nacional, em todas as especialidades, passou a ser uma alternativa presente nas decisões empresariais", observou, assinalando que "este caminho não foi fácil, pois havia empecilhos". Entende o 1. 0 colocado no Prêmio "Roberto Simonsen" de Tecnologia que cabe, agora, consolidar essa política, prestigiando sempre mais o projeto nacional. "Há alguns anos, julgavam-no uma utopia. Hoje, nossos engenheiros sentem-se cada vez mais capazes de executá-lo, os administradores, mais propensos a aceitá-lo e, mesmo, a propiciá-lo", enfatizou. Algumas outras colocações de Gaspar Ricardo: "Em minha opinião a adoção do "projeto nacional" pelo empresariado paulista chega a ser uma condição de sobrevivência, pois, em caso contrário, nosso empresariado seria irremediavelmente ultrapassado pelas iniciativas das administrações
"Com a nova dimensão dada a este Prêmio, espera a Diretoria do Instituto "Roberto Simonsen" estar colaborando mais intensamente para o surgimento de novos escritores que se dediquem aos problemas da tecnologia nacional, bem como a estimular os 18
Gaspar Ricardo agradece a preiniaç5o de sua obra. ABIGRAF EM REVISTA
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estatais. Porém, as administrações estatais dispõem, em geral, de recursos mais amplos, os quais podem ser aplicados com maior largueza; o projeto nacional, no setor privado, deve ser economicamente viável e, por isso, mais objetivo". Outra opinião: "Exerço minhas atividades entre o mundo acadêmico e o mundo tecnológico. Ê inegável que a cooperação entre ambos *6 vital. Nosso mundo econômico, por sua tradição e por seu contato com a vida universitária de países muito mais avançados, tende a sobrepor a pesquisa ao projeto, invertendo a ordem natural das coisas. O projeto precisa preceder à pesquisa. O projeto é muito mais rentável, a curto prazo".
Evocação a Roberto Simonsen
"Permitam-me prestar, de público, homenagem a todos aqueles com quemaprendi. Eles estão nas páginas de meu livro", afirmou Gaspar Ricardo, lembrando de seu genitor: "Meu pai, o grande engenheiro que viveu pelo menos 50 anos à frente de sua época foi, por isso, várias vezes, incompreendido. Não por Roberto Simonsen, que o chamou para trabalhar consigo no Departamento Central de Munições, durante a epopéia de 1932". Citou, ainda, os nomes de sua mãe, do prof. Telêmaco Van Langendonck, David Williams e tantos outros estudiosos. Além do presidente Theobaldo De Nigris, prestigiaram a solenidade os srs. Nadir Dias de Figueiredo e Humberto Reis Costa, presidentes Eméritos da FIESP-CIESP; Prof. Vicente Chiaverini, representante do secretário da Indústria, Comércio, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo, Oswaldo Palma; Homero Villela de Andrade, diretor tesoureiro da FIESPCIESP e do IRS; Octávio Mendes Filho, diretor da FIESP-CIESP e membro do Conselho de Orientação Geral do IRS; Fernando Dória Passos, membro deste Conselho e representante do Instituto de Engenharia; Prof. José Tomáz Senise, membro do Conselho e chefe do Departamento de Engenharia Elétrica da Escola de Engenharia Matiá; Paulo Ernesto Tolle, diretor regional do SENAI; e Virgílio Lopes da Silva, superintendente do IRS. 5/1979
Exportar ou importar Questões sobre o Comércio Internacional — Conferência de Peter Rohl
(realização da Associação Brasileira da Indústria Gráfica ern colaboração com a Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica)
Normalmente sabemos, que exportar é bom para as empresas, que exportar é importante para a economia do país. Tendemos a encarar a importação, pelo menos, em níveis nacionais, como um mal necessário. Esquecemos, freqüentemente, que em comércio internacional existem inúmeros fatores a serem analisados, cuja complexidade chega a ser desconsiderada por uma grande parte dos industriais e, que, se o país, atualmente, não só procura o equilíbrio, mas, até um superávit no comércio internacional, defrontamo-nos com uma situação específica, a qual, amanhã, poderia ser diferente. Portanto, exportar é algo mais do que garantir as vendas, um mercado diversificado ou captar incentivos fiscais, importar vai além da procura por produtos mais modernos, mais sofisticados ou inexistentes. Considerações básicas sobre o comércio internacional
E extremamente importante, para um país como o Brasil, analisar a configuração e as tendências do comércio internacional, principalmente, em termos do terceiro mundo, pois, ainda sofremos efeitos e dificuldades idênticos. Ressalta, que esses grupos se encontram em franca desvantagem diante 20
dos países desenvolvidos, principalmente, devido uma pauta de exportação baseada em produtos primários, com pouca diversificação e um intercâmbio mantido com um número pequeno de países e, mesmo assim, o comércio internacional constitui a fonte essencial da renda nacional, onde o Brasil é uma grande exceção. Assim, se o comércio internacional foi um fator importante durante a revolução industrial, a partir dos anos trinta se mantém a tendência, ao contrário da posição de muitos economistas da época, que o comércio exterior não chegou ser um fator da aproximação de rendas entre os países mais ricos e mais pobres. Verificamos, apenas, alguns avanços isolados em toda a configuração do Terceiro Mundo. O modelo econômico de um país, baseado num desenvolvimento acelerado, fundamentalmente se relaciona com uma intensificação do comércio internacional, diversificação dos produtos industrializados e exportados e, além disso, de uma diversificação dos mercados. No entanto, o conceito da vantagem comparativa nas trocas internacionais deve ser analisado, de país para país, conforme suas peculiaridades sociais e econômicas. Mesmo assim, os problemas de inflação interna, de importação de tecnologia, os déficits na balança comercial e um elevado endividamento, são tendências normais em países a partir do "take off". Desta forma é importante assumir riscos calculados. Deve-se conscientizar que um país, em certos níveis, pode absorver todos os problemas de inflação, dívida externa, déficits na balança comercial, etc., no entanto, dentro de limites aceitáveis, conforme as tendências globais da economia. Outrossim, igual ao conceito de mar-
keting integrado, onde, em todos os níveis da empresa, deve existir uma consciência sobre a importância do produto colocado no mercado, em termos nacionais, a população deve agir de forma idêntica. Em resumo, o modelo econômico deve atender aos ensejos reais da população e, esta deve estar ciente deste fato, pois, normalmente, não hesita em analisar o modelo econômico, pela quantidade de impostos que paga. Decisões empresariais sobre o comércio internacional
Normalmente, a decisão de exportar ou importar é praticada nas micro-unidades de um sistema de mercado de livre iniciativa. O governo apenas entra como regulador dessas atividades, baseado nos seus objetivos globais da política econômica. No entanto, sempre mais parece, que a exportação e a importação são problemas de âmbito governamental. Definimos, que o governo apenas deve-se restringir ao controle da balança comercial e de pagamentos e colocar, dentro das necessidades, os apoios logísticos à disposição das empresas, isso é, abrir novos mercados, atando e aprofundando ligações com outras nações, etc. E necessário que o industrial se compenetre, que incentivos fiscais e barreiras alfandegárias, só devem ser medidas temporárias, para o próprio bem do intercâmbio internacional. Um país em desenvolvimento pode querer, durante algum tempo, proteger sua indústria incipiente ou, um país já desenvolvido ajudar a uma indústria, que se vê envolvida numa crise repentina. Essas medidas apenas devem ter cunho social, para garantir o emprego da mão-de-obra. ABIGRAF EM REVISTA
Se prolongadas, normalmente, levam tais ramos industriais à ineficiência. Além disso, costumam ter efeitos inflacionários. O grande problema da economia mundial, atualmente, é o fato que os governos se vêem obrigados, em geral, por pressões políticas, a manter e até fomentar ramos industriais ineficientes, trabalhando a custos de produção altíssimos. E obrigação dos industriais, dos técnicos e dos simples trabalhadores, de levar às suas empresas a maior eficiência possível, em termos de economia nacional e mundial, procurando o desafio de um confronto livre no mercado internacional, para que se coloque, realmente, à disposição um intercâmbio com vantagens recíprocas; no entanto, infelizmente, mais fácil de escrever do que executar, enquanto o mundo aumenta constantemente as diferenças de distribuição de renda familiar, regional ou entre países, além de outras desvantagens coligadas.
Análise interne para exportação A primeira obrigação de uma empresa, exceto que foi construída especialmente para exportar, é com o abastecimento do mercado interno. Além disso, quando existe ociosidade, em primeira linha, deve-se analisar se esta não é fator de falhas no marketing ou falta de agressividade de venda. Um dos motivos, realmente 5/1979
saudáveis de procurar o mercado externo, é querer trabalhar num segundo ou terceiro turno para amortizar os custos fixos. De maneira geral, antes de decidir exportar, a empresa deve rever a sua estrutura organizacional e de produção, para certificar-se que, realmente, consiga se impor num mercado externo, normalmente, muito mais disputado que o mercado interno, pois, além do fato, que possa perder para sempre esses mercados, ainda pode prejudicar outras empresas — penetrar no mesmo mercado. As empresas que apóiam suas exportações, baseadas, exclusivamente, em incentivos fiscais, devem se conscientizar dos grandes riscos que correm, pois, numa situação normal, certamente não seriam competitivas. Análise interna para importação
Da mesma forma que se espera das empresas que, em primeira linha, tentem atender ao mercado nacional, sua obrigação procurar abastecer-se, de preferência no mercado interno. O conceito de similar nacional pode ser uma expressão perigosa, mantendo, não somente os fornecedores nacionais a uma produtividade baixa, resguardadas pelas barreiras à importação, como impossibilitando aos compradores equipar as suas indústrias de forma competitiva. O importante é que o equipamento adquirido atenda a uma qualidade econômica bem definida, isso é, apelar para o equipamento importado, quando a configuração da produção exigir tais tipos de máquinas. Além disso, é obrigação das indústrias tirar dos equipamentos importados a sua real produtividade. Assim, conjugado esses esforços com um atendimento adequado das empresas fornecedoras no mercado interno, configuraria-se uma atitude de responsabilidade social das empresas, em ajudar a normalizar os problemas da balança comercial. Como último ponto, antes de importarmos equipamento, devemos colocar uma série de perguntas sobre a
organização da empresa, a estrutura de produção, o pessoal técnico, o planejamento, o mercado consumidor, o mercado de trabalho, os fornecedores de matéria e de serviços. Essas questões devem ter respostas favoráveis para garantirmos uma boa produtividade no nosso equipamento. Exportação e importação de produtos gráficos e afins
Em termos gerais, podemos prever um comportamento bastante semelhante no fornecimento das matériasprimas neste ano. O fornecimento de óleo combustível às fábricas de papel nacionais pode criar alguns impasses, no entanto, deve-se forçar a utilização de papéis e gramagens mais econômicas. No setor de equipamentos gráficos existe um avanço acentuado nos fornecedores nacionais, possibilitando um melhor suprimento do mercado nacional e, inclusive, prevendo a viabilidade de acelerar exportações, pois, como o mercado mundial das indústrias gráficas apresenta uma configuração de uma altíssima percentagem de empresas médias e pequenas, poderíamos, a partir de um bom esforço comercial, atingir resultados bastante favoráveis. Em termos de produtos impressos, considerando que o ramo gráfico brasileiro, em termos comparativos com outras atividades industriais, se encontra numa situação muito menos favorecida que empresas gráficas em outros países, devemos prever, salvo exceções, um esforço para atingir uma faixa mais expressiva do mercado nacional. A situação das embalagens, pelo menos indiretamente, deve ter uma configuração um pouco diferente, tendo os industriais de se conscientizarem sobre os problemas específicos de legislação de cada país e as exigências gerais, bastante elevadas. 21
Novo coater aumentará a capacidade produtiva da Cia. Pirahy A implantação do novo coater aumentará substancialmente a capacidade de produção da Companhia Pirahy, proporcionando a ampliação de suas exportações, principalmente de papéis gomados
No dia 18 de agosto de 1978, quando foi cravada a primeira estaca para a construção do novo coater, a Fábrica não estava apenas iniciando mais uma obra em suas dependências. Ela estava, na verdade, iniciando uma nova época em sua longa existência. Oficialmente, no entanto, esta nova época foi inaugurada em meados de novembro, quando homens bem treinados e máquinas sofisticadas começaram a produzir, em alta escala, as três linhas de papéis revestidos: couché, auto-adesivo e gomados especiais. Atendendo o mercado O consumo per capita brasileiro de papel está, atualmente, em torno de 24 kg por ano, índice que tem aumentado a cada ano. No caso dos papéis revestidos, o potencial do mercado brasileiro, segundo informações do nosso gerente de Produto, Sr. Matathia Politi, as perspectivas que se abrem para a Companhia Industrial de Papel Pirahy são as mais otimistas. Nos últimos 10 anos, o mercado brasileiro de papéis comerciais apresentou um crescimento de 8%, considerado bastante elevado em relação ao índice de aumento verificado em outros países, em virtude de suas limitações em crescimento populacional conforme informações do Departamento de Marketing. Nestes países, ainda segundo nossos especialistas, o número de consumidores não tem apresentado um aumento relevante a cada ano, devido a uma natural saturação do mercado. 22
Este fato não acontece no Brasil, afirma o Sr. Matathia: — Nós sabemos que a população brasileira, que hoje está em torno dos 115 milhões de habitantes, cresce a uma taxa de 2,7% ao ano e que temos um total de 45 a 50 milhões de pessoas no rol dos consumidores ativos. Portanto, podemos estimar que certamente ocorrerá um aumento substancial a cada ano de novos consumidores, o que resultará um maior consumo de papel. No caso específico de papel couché, diz o gerente, é bem provável que ocorra um aumento de consumo superior aos oito por cento na procura do mercado interno (os consumidores do país), "pois estes produtos têm um caráter especial no grupo de papéis comerciais e o seu crescimento se encontrava freado nos últimos anos pela falta de novos projetos de máquinas de revestimento". — Um fato também importante a se considerar — diz o gerente de Produto
da CIP — são as perspectivas de exportação que a Companhia terá, pois é sabido que existe atualmente uma procura maior que a oferta de papel couchá no mercado mundial. Auto-adesivos e gomados O brasileiro, em média, consome cerca de 50 g deste produto por ano. Mas, segundo um levantamento de mercado realizado pela Filial - Rio, existe a perspectiva deste número aumentar a cada ano. Um fator que estimulará este crescimento, segundo o estudo, são as aplicações que os papéis auto-adesivos possuem e que ain-
Em dezembro de 1978, a obra em andamento. ABIGRAF EM REVISTA
Após ter seu novo coater em plena atividade, a Cia. Industrial de Papel Pirahy iniciará novo desafio: a continua melhoria da qualidade e o real atendimento das necessidades de papéis revestidos no mercado gráfico brasileiro
papéis gomados especiais, sendo que este último já produzimos para a Casa da Moeda do Brasil. A obra
da não são totalmente conhecidas pelos consumidores brasileiros. Com vistas a este esclarecimento, a CIP tem executado insistentes pesquisas de mercado, trabalhos de promoção de vendas e veiculado propagandas em revistas especializadas, além de fornecer um apoio maciço à criação da Associação Brasileira das Indústrias de Produtos Auto-Adesivos — ABIPA. Todos estes esforços têm o objetivo de divulgar as vantagens dos produtos auto-adesivos nas mais variadas aplicações. Com o novo coater, que aumentará substancialmente a capacidade produtiva da nossa Fábrica, a CIP vai poder exportar também estes produtos e os
Sólida construção pré-moldada em concreto armado, o novo coater será dividido em três blocos: um destinado armazenagem de matéria-prima, terá cerca de mil metros quadrados. Outra área, com 1.750 metros quadrados, será reservada para a Produção (tratamento de papel, sanitários, escritórios de supervisores, laboratório, oficina de manutenção, painéis elétricos e central de utilidades, onde estarão os compressores, equipamentos de ar condicionado, etc.). A área do Acabamento terá 1.200 metros quadrados. De 18 de agosto de 1978 — quando foi encravada a primeira estaca — até o dia 22 de setembro, segundo informações do engenheiro Antônio Teixeira, foram fixadas nada menos de Durante o trabalho foram cravadas 67 estacas por dia.
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Grupo de trabalho reunido, vendo-se 5/1979
esquerda o Eng." Antimio Teixeira.
2.300 metros de estacas, numa média de 67 estacas por dia. Durante as obras, o Departamento de Desenvolvimento de Projetos teve de enfrentar algumas dificuldades que chegaram a promover um atraso no andamento dos trabalhos, como o tempo chuvoso, que prejudicava o rendimento dos serviços. Além disso, as peças, com cerca de 20 metros de comprimento, tiveram problemas de tráfego e chegaram até mesmo a requerer transporte especial. Com a segurança com que sempre enfrentou os problemas, a Fábrica deverá ter o seu novo coater em plena atividade em outubro próximo. Aí então começará um novo desafio: a melhoria da operação, com maior rentabilidade, a continua melhoria da qualidadee principalmente o real atendimento das necessidades de papéis revestidos do mercado gráfico brasileiro. 23
ISS e IPI? A partir de 1969, com a vigência do Decreto-Lei n.° 834/69 foi abolida a operação mista. Assim sendo, nas operações em que o ISS é devido, não dever-se-ia pagar o IPI. No setor de composição gráfica, muitas das conhecidas Linotipadoras de São Paulo recolhem o IPI "Ad Cautelam" devido à falta de esclarecimentos da Receita Federal. Em 1969, a ABIGRAF atenta ao problema, enviou consulta que publicamos e cuja resposta de 1978 continua a gerar dúvidas quanto à correta tributação de tão importante setor do Universo Gráfico
prios clientes, as Linotipadoras cobram,
EXMO. SR. COORDENADOR DO SISTEMA DE TRIBUTAÇÃO DA FAZENDA NACIONAL A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA INDDSTRIA GRÁFICA, com sede A Rua Marquês de Itu, 70, 12.° andar, em São Paulo, Estado de São Paulo, entidade que congrega a quase totalidade das indústrias gráficas do país, dentre as quais as empresas LINOTIPADORAS, por seu presidente infra-assinado, vem mui respeitosamente A presença de V. Excia. a fim de expor e consultar o seguinte: As empresas Linotipadoras têm por atividade, a composição de linotipos, os quais se constituem de pequenos lingotes de metal (linhas vide amostra anexa), feitos de uma liga de chumbo, estanho e antimônio, apresentando, gravados numa de suas faces, caracteres escritos, correspondendo ao texto a ser impresso pelas Tipografias, Empresas jornalísticas, Editoras, Indústrias Gráficas e outras afins. A máquina de compor os linotipos (linhas), também chamada LINOTYPE, exerce dupla função, a saber: primeiro, derrete e funde os linotipos (linhas) já usados, e, em seguida, por meio de teclas que possui, acionadas por operários especializados (linotipistas), grava nas referidas linhas, preparadas nas dimensões necessárias, a composição da matéria a ser impressa. Eis, resumidamente, como se processa o mecanismo técnico e harmonioso da máquina (Linotipo). LINOTIPO — é a palavra composta: linha de tipos. Ao invés dos tipos móveis, compõe linhas inteiras de matrizes (molde de letras); quando a linha está completa, um jato de metal em fusão, é injetado ao molde, formado pela reunião das matrizes e sai, assim, a linha completa. Após, um mecanismo distribuidor leva as matrizes para o seu local de origem (depósito de matrizes), ou seja, cada letra volta para o seu canal e assim sucessivamente. Vide anexo n.° 1 e 2. A matéria-prima (liga de metal), empregada na composição de linotipos (linhas), é de custo elevadíssimo, sendo geralmente fornecida pelas Linotipadoras, as quais, ao estabelecerem com as empresas gráficas e demais clientes afins, o preço referente A Prestação de Serviço (mão-deobra), obrigam-nas como condição expressa (Sine qua non), A devolução desses mencionados linotipos (linhas), após sua utilização, em trabalhos de impressão, uma vez que o metal empregado na composição das referidas linhas, é de inteira propriedade das 24
apenas e tão somente, o valor da mão-deobra pelo serviço de composição dos lino-
Linotipadoras, sendo apenas fornecido ao cliente, a título de empréstimo provisório,
SEM ONUS DE QUALQUER ESPÉCIE.
também de fundamental importância, esclarecer-se que, para a refundição dessas linhas devolvidas pelo cliente, após terem já sido usadas em trabalhos de impressão, NADA é adicionado a esta liga metálica, que permanece sempre na sua composição original inalterado. Mais explicitamente: as Linotipadoras fornecem, portanto, Prestação de Serviço de composição de linhas (linotipos), não locando e nem vendendo qualquer produto, de vez que os mesmos linotipos (linhas) lhe são devolvidas após o uso. O objeto da operação praticada pelas Linotipadoras, é então, a simples e única Prestação de Serviço de Composição, e não a venda e nem a locação das linhas, pois o Código Civil Brasileiro em seu artigo 1188, é bem claro ao conceituar a locação de coisas. "Na locação de coisas, uma das partes se obriga a ceder a outra, por tempo determinado, ou não, o uso e gozo de coisa não fungível mediante certa retribuição". Além da remuneração e do consentimento, a coisa é elemento fundamental do contrato em apreço. E nas operações praticadas pelas Linotipadoras, não há coisa dada em locação. O objeto do contrato não é uma coisa material e sim a composição que se materializa na liga metálica, a qual depois de utilizada nos trabalhos de impressão pelos clientes das Linotipadoras, geralmente empresas jornalísticas, editoras, tipografias, é devolvida por estes, vindo o material a ser novamente derretido e fundido, a fim de atender-se aos novos pedidos de composição. Assim, na operação praticada pelas linotipadoras, a prestação a que se obriga junto aos seus clientes não é a da entrega de uma coisa, mas sim a da prestação de um serviço: a composçião de linotipo (linhas). E de ver, entretanto, que em face da natureza mesma das prestações de serviços a que se obriga perante seus clientes, há necessidade da mesma se corporificar, se materializar, uma vez que a composição de linotipos (linhas) é efetuada em metal (liga de chumbo), estanho e antimônio. Igualmente, nos casos em que o material (liga metálica), é fornecido pelos pró-
tipos (das linhas). Os linotipos (linhas) compostos pelas firmas Linotipadoras até o advento dos Regulamentos do Imposto de Consumo e do Imposto Sobre Produtos Industrializados, não incidiam ao pagamento do imposto, conforme Circular Ministerial n.° 12 de 31-05-1948 e o Parecer da junta Consultiva do Imposto de Consumo abaixo transcritos: "Circular n.° 12 — 31-05-1948
SC-231.285.47 — "De acordo com o Resolvido no Processo n.° 231.285 de 1947, declaro que não estão sujeitos ao Imposto de Consumo as composições de linotipos (linhas) feitas pars terceiros, que, depois de utilizá-las, devolvem o metal, pagando apenas a Prestação de Serviço". "Parecer 10.213 — Processo n.° 939/59
SG-236.085 — de São Paulo 28-08-61 — Não estão sujeitas ao Imposto de Consumo as composições de linotipos (linhas) feitas para terceiros, que depois de utilizá-las devolvem o metal, pagando apenas a prestação de serviço". A partir da vigência do RIC e a seguir, do RIPI, ficaram as Linotipadoras h mercê de um generalizado desconhecimento de sua real situação, perante aquelas legislações, eis que os linotipos não estão mencionados especificamente em nenhuma das posições, incisos e capítulos da tabela anexa aos referidos Regulamentos. As atividades das Linotipadoras permanecem inalteradas. Todas as suas operações são as mesmas. Houve apenas a alteração da designação do Imposto de Consumo por Imposto Sobre Produtos Industrializados. Face As características que envolvem a atividade exercida pelas Linotipadoras, em que o preço dos linotipos (linhas) cobrado em função apenas do valor da mão-de-obra (tempo/hora gasto pelo profissional linotipista), estão as empres, daquela categoria econômica em dúvida quanto à sua situação perante o vigente RIPI — Regulamento do Imposto Sobre Produtos Industrializados (Decreto n.° 61.514 de 12-10-67). Isto posto, consulta: 1. Na saída dos linotipos (linhas), com matéria-prima fornecida pelas LinotipadoABIGRAF EM REVISTA
ras, a titulo de empréstimo provisório, SEM ONUS, mediante a cobrança apenas do valor da mão-de-obra, estão elas (Linotipadoras) obrigadas ao recolhimento do IPI? 2. Ern caso afirmativo: Qual a posição na Tabela do RIPI em que se classificariam as Linotipadoras? Sobre qual valor deverá ser calculado o imposto, sabendo-se que as Linotipadoras apenas cobram o preço da mão-de-obra, de vez que o material não é locado e nem passa para a propriedade dos clientes? Considerando a circunstância de não ocorrer a locação e/ou a transferência da propriedade do material, qual o efeito fiscal que deverá ser emitido pelas Linotipadoras nas saídas dos linotipos (linhas) e quais os esclarecimentos e demais elementos que dele deverão constar? 3. Afirmativa ou negativa a resposta ao item I.°, qual o efeito fiscal que as Linotipadoras deverão exigir de seus clientes quando receberem de volta os linotipos (as linhas) por eles utilizados? 4. Nas saídas de linotipos (linhas) com matéria-prima (liga de metal) fornecido pelos clientes, cobrando as Linotipadoras apenas a prestação de serviço (mão-deobra) haverá incidência do IN? Em caso afirmativo, qual o valor tributável? Sem mais, no aguardo de sua consideração, apresentamos nesta oportunidade nossos protestos de elevada estima. Damiro de Oliveira Volpe
Processo n.° 0768-88.391/69 Parecer CST (SIPE) N.° 3161 Interessada: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA INDÚSTRIA GRÁFICA Assunto: Consulta sobre IPI EMENTA: IPI. Incidência. Para efeito de incidência do imposto, a operação realizada através de máquinas especiais, que consiste em fundir ligas metálicas e em transformá-las em lingotes que apresentem, numa de suas faces, caracteres escritos, destinados a impressão em geral, caracteriza-se como
industrialização. Fato gerador é a saída do estabelecimento desses lingotes, denominados de "linotipos" ou "linhas de tipo", mesmo que os destinatários, posteriormente, devam devolver à origem os referidos produtos, utilizados ou não.
A base de cálculo do tributo é o valor tributável definido no inciso III do artigo 22 do RIP!, inclusive na devolução supracitada. Valor da operação, no caso, será o somatório do preço de custo dos metais e da mão-de-obra agregada no processo de fabricação, bem como da parcela de lucro atribuida a operação; bu apenas o preço de custo dos metais, na devolução deles as Linotipadoras.
A nota fiscal modelo 1 é o documento hábil para acompanhar os produtos, nas respectivas saídas dos esta5/1979
belecimentos executor da encomenda e encomendante.
Na industrialização por encomenda, com fornecimento dos metais (matéria-prima) pelo encomendante, proceder-se-á conforme as regras do artigo 7.0, incisos I e II, do RIPI. A interessada, entidade representativa de categoria econômica de âmbito nacional, consultou, em instância única, se: há fato gerador do IPI na saída de linotipos fabricados sob encomenda, tanto com matéria-prima fornecida pelo estabelecimento executor como fornecida pelo encomendante, considerando que, no primeiro caso, a matéria-prima é cedida a título de empréstimo gratuito, cobrando-se apenas a mão-de-obra, fato que também ocorre no segundo caso; em caso positivo (havendo incidência) qual a classificação fiscal dos produtos; qual o valor tributável em ambas as hipóteses; e qual o efeito fiscal que deve ser emitido para acompanhar os produtos, inclusive na devolução deles as Linotipadoras. 2. A interessada alegou que a situação das Linotipadoras era original, tanto que, antes da vigência do regulamento aprovado pelo Decreto n.° 61.514/67, era pacífico o entendimento da Administração de que aquela atividade, fabricação de linotipos por encomenda, mediante empréstimo da matéria-prima, não estava sujeita ao Imposto de Consumo. 1. A interessada considerou referida atividade como simples prestação de serviço e que, se configurada a tributação, o instituto da não cumulatividade do imposto estará ferido, porque haverá conflito entre tal instituto e a situação examinada (I Is. 11 a 13). 0 processo foi primeiro ao Serviço de Nomenclatura, onde os produtos foram classificados (f Is. 19), ficando a consulta, nessa parte, respondida. Quanto a parte da consulta que nos compete, passaremos agora ao seu exame. 0 IPI, como sabemos, incide sobre os produtos industrializados, considerando-se como de industrialização as opera cães que, exercidas sobre matérias-primas ou produtos intermediários, importarem na obtenção de espécie nova. E o que se define como a opera cão industrial de transformação. No caso destes autos, é o que acontece: em máquina especial, denominada "linotipo", é colocada a matéria-prima, uma liga de metal, que é fundido e transformado em lingotes, nos quais uma das faces apresenta caracteres escritos, próprios para serem usados na impressão em geral. Aí está: duma simples liga metálica, sem nenhuma finalidade específica, obtémse um novo produto, pronto para uso, denominado de "linotipo" ou "linha de tipo" de larga aplicação na indústria gráfica. Na hipótese de que se trata, tal industrialização é realizada sempre por encomenda, mas a matéria-prima é ora fornecida pelo estabelecimento executor da industrialização ora pelo encomendante.
Em ambos os casos, como vimos, ocorre a industrialização a que já nos referimos, razão pela qual, uma vez saídos do estabelecimento industrial os "linotipos", terá ocorrido o fato gerador do imposto, sendo irrelevante indagar, tratando-se de uma situação de fato, a que titulo se deu a circulação dos produtos. Quanto ao valor tributável sobre o qual deva a all quota ser aplicada, a dificuldade apontada na consulta é apenas aparente. Na verdade, mesmo que a matériaprima seja fornecida, por empréstimo gratuito, pelo executor da industrialização, ela terá sempre um valor, ainda que simbólico, mas facilmente identificável. Sendo assim, esse valor, acrescido do da mão-de-obra aplicada no processo de industrialização e também do relativo ao lucro atribuído a operação, se for o caso, é que terá de constituir o valor tributável, conforme, aliás, está definido no inciso III do artigo 22 do RIPI vigente. Valor tributável, então, será o valor da operação de que• decorrer o fato gerador. E o valor da operação, como estamos vendo, será, pois, de acordo com o caso, isto é: ou o somatório dos metais e da mão-deobra agregada no processo de fabricação dos linotipos, bem como do lucro atribuído a operação, se o metal houver de ser fornecido pelo executor da encomenda; ou somente o preço de custo dos metais, na devolução dales a origem. Esta sistemática, além de correta, não causa nenhum problema contábil, nem outras implicações tributárias, porque está resguardado o instituto da não cumulatividada, tanto no IPI como no ICM, e porque não produz reflexos na legislação do Imposto de Renda. Com efeito, isso é possível pelo simples fato de que a liga metálica é sempre, indistintamente, bem de produção: para a Linotipadora, matéria-prima; para o estabelecimento encomendante, produto intermediário utilizável no processo industrial, gerando crédito fiscal tanto para um quanto para outro. Na industrialização por encomenda, com fornecimento dos metais pelo estabelecimento encomendante, não há nenhum problema. A matéria está clara e expressamente regulada nos incisos do artigo 7.° do RIPI.
Finalmente, a nota fiscal modelo I será o documento hábil para acompanhar os produtos, nas respectivas saídas. Com estas considerações, opinamos no sentido de que se responda a consulta como ficou resumido na ementa deste parecer.
A consideração superior. Coordenação do Sistema de Tributação Antonio Barbosa Concordo com o parecer, submetendo-o a apreciação do Coordenador. Coordenação do Sistema de Tributação Eduardo Teixeira Nos termos do parecer do SIPE, que aprovo, soluciono a consulta feita neste processo pela ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA INDÚSTRIA GRÁFICA. A SRRF-8.° RF, para as providências cabíveis.
Coordenação do Sistema de Tributação Alfredo Dias Guimarães 25
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O Departamento Regional do SENAI em São Paulo desenvolverá, até julho próximo, uma série de programas de treinamento para Especialistas em Desenvolvimento de Recursos Humanos. Essa programação visa preparar o pessoal responsável pelo desenvolvimento e treinamento de recursos humanos das empresas, dotando-o de processos e técnicas de caráter científico, para garantia de melhores resultados na formação e aperfeiçoamento da mão-de-obra. Tais programas poderão ser ministrados tanto a grupos abertos, integrados por elementos de diversas empresas, como a outros grupos especiais, em data, local e horário preestabelecidos, de condum acordo, entre eles e o SENAI.
Com duração de 20 a 50 horas, para 15 ou 20 treinandos com experiência profissional ou curso superior, os programas a serem ministrados até julho são os seguintes: Levantamento de Necessidades de Treinamento; Análise Ocupacional; Iniciação â Dinamica de Grupo; Programador de Treinamento; Noções e Montagem de Projetos de Treinamento. "Programador de Treinamento"
De 12 a 28 de março, a equipe técnica da Divisão de Assistência as Empresas (DAE) do Departamento Regional do SENAI em São Paulo desenvolveu mais um treinamento para "Programador de Treinamento", na Escola SENAI "Francisco Matarazzo", no Brás, nesta Capital. Seu objetivo foi dar aos participantes condições para conduzir com acerto, em suas empresas, os programas e atividades de desenvolvimento de recursos humanos, utilizando processos racionais e obtendo, assim,
SENAI pagará Cr$ 100 mil por símbolo gráfico Através de um concurso nacional, que foi lançado no dia 3 de abril, na sede da Confederação Nacional da Indústria, no Rio, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial escolherá um novo símbolo gráfico que identique suas realizações e sua participação na vida brasileira. O concurso destina-se aos profissionais e estudantes de comunicação social, da área de desenho industrial e de artes gráficas. Os participantes deverão entregar seus trabalhos até o dia 4 de junho na sede do Departamento Nacional do 5/1979
Senai, no Rio de Janeiro. Os candidatos do Interior deverão remeter seus projetos pelo correio, em envelope lacrado, mediante registro postal. O regulamento está sendo entregue aos interessados em todas as unidades operacionais do Senai, nas sedes dos Departamentos Regionais da instituição e nas Federações das Indústrias, em todos os Estados. Uma comissão julgadora, composta de sete membros, representará as áreas de desenho industrial, publicidade, relações públicas, indústria e aprendizagem industrial.
resultados positivos nos vários treinamentos. Todos esses programas foram gratuitos, sendo fornecidos Certificados aos treinandos que cumpriram mais de 80% das atividades previstas.
Treinamento em Análise Ocupacional O Departamento Regional do SENAI em São Paulo coordenou e desenvolveu recentemente um programa de preparação de especialistas em treinamento, visando à sua capacitação como Analistas Ocupacionais. Incluído no Plano Trienal de Treinamento do Departamento Nacional do SENAI, esse programa foi realizado nas dependências da Escola SENAI "Almirante Tamandate, em São Bernardo do Campo (SP), com a participação de representantes de várias empresas — Scania Vabis do Brasil S/A, Borg Warner do Brasil Indústria e Comércio Ltda., Motores Perkins S/A e Irmãos Mazzaferro & Cia. Ltda., e de elementos pertencentes aos quadros de pessoal dos Departamentos Regionais do SENAI nos Estados de São Paulo, Amazonas, Goiás e Distrito Federal. Na parte prática do Treinamento, os participantes analisaram três tipos de ocupações industriais: Operador de Tornos Mecânicos, Operador de Máquinas e Operador da Seção de Monofilamento de Nylon. Os trabalhos de estudos e análise desta última ocupação — Operador da Seção de Monofilamento de Nylon, registrados em mais de 300 laudas, foram realizados nas dependências da Irmãos Mazzaferro & Cia. Ltda., em São Bernardo do Campo. Além de pioneira, essa análise propiciará o surgimento de mão-de-obra para uma faixa de mercado de trabalho sensivelmente carente de profissionais. 27
nossa impressão senai
COMUNICAÇÃO SENAI Publicação interna bimestral, editada pelo SENAI — Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial — Departamento Regional de São Paulo. Divulga todas as atividades do SENAI em nosso Estado, mostrando o grande potencial desenvolvido por essa organização de Ensino Prof issionalizante nos meios industriais de nosso país. Recomendamos essa publicação a todos aqueles, direta ou indiretamente, ligados aos diversos setores industriais do Brasil.
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Órgão oficial da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos e Sindicato da Indústria de Máquinas do Estado de São Paulo. Publicação que retrata de forma genérica tudo o que acontece no setor de maquinarias e equipamentos, com dados atualizados sobre investimentos internacionais dentro do setor. Destacamos nessa publicação a seção de legislação e de comércio exterior, como duas grandes fontes de consultas para os leitores. Maiores informações poderão ser colhidas no endereço a seguir: ABIMAQ/ SIMESP — Viaduto D. Paulina, 80, 16.° andar, São Paulo.
Revista técnica de comunicação de marketing, que representa o surgimento de mais uma publicação especializada na área de propaganda e o indicio seguro do alto grau de profissionalização desse setor no Brasil. Apresenta elevado padrão gráfico, condizente com o setor a que se propõe atuar, além de excelentes entrevistas com renomados experts no campo da publicidade. Recomendamos essa publicação a todas as agências de propaganda e a todos aqueles ligados a esse setor. Informações mais detalhadas para o recebimento dessa publicação poderão ser obtidas no seguinte endereço: GEP — Gráfica, Editora e Publicidade — Rua Oiapoque, 94-A. Tel. 229-1103, São Paulo - SP.
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ASIMPRES INFORMA Publicação bimestral, órgão oficial da Associação de Impressores do Chile. Neste exemplar vamos encontrar um retrospecto das atividades desempenhadas por essa entidade durante o ano de 1978, além de interessantes artigos sobre atividades diversas dentro do setor gráfico, como, por exemplo, um artigo sobre o desempenho da muffler na Indústria Gráfica Chilena e outros de real importância. Para o recebimento dessa publicação os interessados deverão escrever para: Associación de Impressores de Chile — Canada 253, Oficina C, Santiago, Chile.
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OPINIAO: Mino Carta /PING-PONG: Midia em debate /CRIAPAO: Enio Basilio / Grupo de Atendimento / RE LAPOES PUBLI CAS: Nemércio Nogueira /PLA NEJAMENTO: Mtnos Cali! / PRODUÇÃO GRAFICA: Antônio Carlos e Edison de Souza/DESENHO ANIMADO: Walbercy Ribas Camargo / PROMOÇA0 DE VENDAS: J. Simoni Ferraciú ABIGRAF
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No modelo I-1-80 o aperto do balancim é hidráulico com pressão regu• 161/4,0 de 800 a 3.000 kg. Possue ainda "indicador ótico de corte" dispositivo que projeta uma linha de luz sobre o material a ser cortado. Corte ate 80 cm. - Largura min. da última tira 23 mm.
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flashes Furadora de papel para serviços múltiplos Uma máquina furadora de papel colocada no mercado por uma firma britânica aceita sistemas de punções intercambiáveis para serviços múltiplos, tanto de tipo padrão como para obras especiais que produzem uma grande variedade de orifícios redondos ou de feitios irregulares requeridos pelas indústrias de tipografia, de acabamento e de papelaria para a produção de livros de contabilização de folhas soltas, pastas e sistemas de fichários. A máquina satisfaz também as necessidades de vastas organizações comerciais e de outra natureza que necessitam de serviços de impressão próprios. Podem ser puncionados simultaneamente tantos orifícios quantos se desejam em folhas de papel, cartão ou materiais plásticos até uma largura máxima de 810 mm. Duas ou mais folhas (dependente da qualidade e da espessura) podem ser perfuradas numa operação até a uma espessura máxima de 3 mm. Operada por meio de um pedal, a máquina está equipada com urn motor de 3/4 kW que trabalha com corrente da rede geral de 220 V, monofásica, ou de 380 V — 440 V, trifásica. A transmissão, completamente blindada para segurança, é por correia trapezoidal tripla que opera através de urna caixa de engrenagens a um regime de 95 cursos/min.
Empilhamento Para facilitar empilhamento, a superfície superior da mesa de trabalho da máquina e a mesa de empilhamento são acabadas em plásticos laminados. Existem calibradores traseiro e lateral para monitorar constantemente o trabalho e existem guardas de segurança transparentes sobre a zona de furação. A máquina tem uma bandeja para desperdícios, removível, onde é recolhido o papel cortado pelo punção.
Sistema de ferramenta Os sistemas de ferramentas para serviços múltiplos para uso na máquina são oferecidos em duas dimen30
sões padrão para folhas com larguras de 510 mm e de 810 mm. As configurações dos orifícios cortados por estas unidades a passos diferentes incluem orifícios pouco ou muito intervalados redondos, ranhuras alongadas ou oblongas e orifícios para pastas com sustentadores de arame ou plásticos.
ampliada As capacidades da máquina podem ser ampliadas pela aplicação de um pertence para corte de etiquetas classificadoras permitindo que as etiquetas sejam cortadas em qualquer posição desejada nas pastas ou nos cartões de sistemas de fichários até 410 mm de largura. Tanto os sistemas de ferratnentas de puncionamento múltiplo como os pertences para corte de etiquetas podem ser fornecidos em especificações diferentes de molde a satisfazer as necessidades individuais dos clientes. Podem ser fornecidas também em medidas imperiais ou métricas.
Fabricantes Worsley-Brehmer Ltd. — Philay Works — Charnock Road — Aintree — Liverpool L9 7EQ — Inglaterra. Telefone: 051-525 7468.
I FENAE - Feira Nacional de Alimentação e Embalagem A Diretriz Empreendimentos S/A promoverá a I FINAME — Feira de Alimentação e Embalagem, de âmbito nacional e que terá por local o Centro de Exposições de Curitiba, de 24 de agosto a 2 de setembro de 1979.
Participação Estarão participando do evento os vários segmentos ligados ao setor, tais como, Alimentação, Tecnologia de Alimentos, Comercialização de Alimentos, Pack & Print — Embalagem e Artes Gráficas.
Público-alvo A Feira terá como expositores as indústrias do setor e como público-
alvo a rede de revenda e distribuição de produtos alimentares, e, também, sera aberta ao grande público consumidor final. Configura-se numa excelente oportunidade para campanhas de lançamentos de novos produtos ou para intensificar o consumo de produtos já consagrados.
Informações Maiores dados serão fornecidos aos interessados em participar desse evento pela DIRETRIZ EMPREENDIMENTOS S/A — Rua Coronel Dulcídio, 333 — Telefone: 22-3793 — Caixa Postal 1425 - 80000 - Curitiba - PR. ABIGRAF EM REVISTA
flashes Linha nacional de papéis correspondência
com "status" internacional Nos últimos anos é cada vez maior
o interesse despertado por papéis correspondência e papéis personalizados. Tais itens passaram a ser obrigatórios na bagagem daqueles que retornam do exterior. Pensando nesta faixa de mercado e ampliando este conceito de forma a abranger também empresas, artistas e outras camadas da população, a Fase-Feffer Artigos e Serviços Especiais, lançou a linha que leva o mesmo nome.
Aceitação Dividida em Fase cartões, Fase correspondência e personalizados, e Fase utilidades, a linha vai desde cartões com relevo seco e papéis monogramados, passando pelo exclusivo papel Executivo para correspondência comercial ou empresarial, até pastas com requintado acabamento e blocos de anotação de bolso. Testes efetuados em lojas do Rio de Janeiro e São Paulo revelaram uma aceitação enorme do público, uma vez que, apesar de sua aparência de "importados", os produtos Fase têm um preço bastante acessível
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"Aqui na Marie Papier, (Ipanema-RJ) ficamos surpreendidas com a venda da linha Fase, principalmente do papel personalizado com monograma, que foi o carro chefe das vendas de Natal" — diz Maria Cristina Laet, uma das proprietárias. "Iniciamos algumas vendas-piloto para pontos selecionados no Rio, São Paulo e outras capitais, mas com aumento de pedidos face ao Natal, transformamos as vendas-teste em vendas institucionais, uma vez que a reação do consumidor foi instantânea" — declara Fanny Feffer, criadora e diretora da Fase. — "Esperávamos lançar nossos produtos "oficialmente" na FIEPAG em
março, no Anhembi, mas tivemos que antecipar todo programa devido a essa demanda precoce".
Vendas Um dos nossos distribuidores nacionais, a Sociedade Paulista de Papéis, está aumentando seu quadro de vendas para que, a partir da Feira, pudessemos atender racionalmente ao mercado. Estivemos na FIEPAG com um pequeno stand, onde tentamos um melhor contato com nossos intermediários e consumidores para, então, podermos obter uma melhor visão deste mercado, que desde o princípio nos surpreendeu com perspectivas mui to promissoras.
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flashes DSV está usando a fotografia aérea para estudar o trânsito Como alternativa aos métodos convencionais, o DSV — Departamento de Operação do Sistema Viário de São Paulo — está usando a fotografia aérea para desenvolvimento de um novo instrumento de pesquisa da circulação urbana de veículos e pedestres. Anualmente, o Departamento pesquisa, utilizando avião, uma área média de 400 km2 do município, e estuda aproximadamente doze pontos críticos, através de helicóptero. As vantagens desse método aerofotográfico podem ser definidas em três pontos: perspectiva aérea de observação, registro fotográfico das imagens e deslocamento aéreo do elemento observado. Embora sejam muitas as técnicas, aparelhos de vôo, equipamentos e materiais fotográficos que podem ser usados, duas das técnicas representam, de modo significativo, o universo de possibilidades existentes e se diferenciam, basicamente, pelo tipo de equipamento que utilizam: o avião, com equipamento fotográfico especial para aerofotogrametria, e o helicóptero, com equipamento fotográfico convencional. No aerolevantamento por avião, a área é sobrevoada em faixas, para ob-
tenção de uma sucessão de fotos a intervalos de tempo pré-estabelecidos. No caso de helicóptero, o método quase o mesmo, com algumas diferenças: o helicóptero paira sobre a região de pesquisa, obtendo uma seqüência mais numerosa e contínua de imagens fotográficas, conduzindo a uma maior riqueza de informações,
sendo portanto utilizado um equipamento fotográfico de menor porte, com quadros menores do que os utilizados em avião, limitando a extensão da pesquisa. A medida em que regiões menores e mais críticas são localizadas, o número de informações é muito maior. E dessa forma, pode-se ter exata noção do problema. Isso é conseguido através de sucessivo níveis de estudo, com a pesquisa regional e aérea (ambas por avião), e de ponto crítico, por helicóptero.
GEC'79 apresentada no Extremo Oriente Um plano articulado de ação de diferentes níveis foi preparado para a promoção da GEC'79 no Extremo Oriente (Mostra Internacional de Impressão, Publicação e Processos Industriais de Papel). A 1.8 ação vai realizar-se em setembro por ocasião da mais importante exibição japonesa dentro do campo de embalagens e campo gráfico: A TOKYOPACK e a JGAS, as quais acontecerão em Tóquio e Osaka respectivamente. Material de propaganda e informação preparado pela organização para a GEC'79 serão distribuídos para os numerosos operadores do campo, os quais che-
garão de todos os países do Extremo Oriente para comparecer às feiras. Esta ação será baseada em uma série de encontros que o Sr. Guido Corbella, Secretário Geral da ACIMGA (Associação de Impressos e Máquinas de Conversão e Manufatura de Papel) terá com a imprensa especializada, os representantes de associações locais e operadores turistas de Tóquio, Osaka, Singapura e Sydney. ACIMGA é o corpo promocional para a GEC'79. Este encontro, evidentemente, f avorecerá a presença de visitantes qualificados do Extremo Oriente para GEC'79, que representa o mais importante encontro de relevância mundial no próximo ano.
Reunião da A.B.I.P.A. para consolidação da nova associação Prosseguindo em suas atividades, a Diretoria da A.B.I.P.A. — Associação Brasileira das Indústrias de
Produtos Auto-Adesivos, reuniu-se mais uma vez sob a presidência do sr. Ernst Dafferner para consolidar e desenvolver a nova Associação. A A.B.I.P.A. tem por finalidade promover e incentivar o uso de materiais auto-adesivos e abrir as portas a todos os fabricantes nacionais para resolverem problemas comuns, de interesse da classe. O endereço para correspondência da A.B.I.P.A. 6. : R. Elysio Leal, 44 - CEP 07054 - S. Paulo, SP - Tel.: 291-4914, onde poderão ser solicitadas maiores informações sobre seus objetivos e onde os interessados poderão filiar-se à nova Associação. 32
Na foto, da esquerda para a direita, Diretores e Conselheiros da A.B.I.P.A.: Srs. Arthur Barroso, Diretor Regional-Rio (Argus-RD; André Majoni (Fasson-SP); Alberto Cavagnera (Fasson-SP); Eduardo Quartim Chede, Diretor Vice-Presidente (Art Print Color-SP); Ernst Dafferner, Diretor-Presidente (Ibirama-SP); Roberto Brandão (Shellmar-SP); Matathia Politi, Diretor Conselheiro (Pirahy-RI) e J. K. Hirschberger, Diretor Conselheiro (IAC-SP). ABIGRAF EM REVISTA
flashes Os industriais gráficos do Rio denunciaram no dia 7 de março do corrente ano, em assembléia geral da categoria, o processo de crescente estatização a que vem sendo submetido o setor nos últimos anos, e aprovaram uma proposta reivindicando do próximo Governo uma definição clara sobre o problema que possa garantir a sobrevivência das gráficas particulares. Segundo o presidente do sindicato, Roberto Correia Lima, 80% do mercado gráfico nacional já se encontra atualmente em poder do Estado, englobando órgãos federais e estaduais e aí incluindo ministérios, bancos oficiais, secretarias de governo, órgãos do poder Legislativo e instituições como o IBGE, que está concorrendo efetivamente com as empresas privadas.
Estatização no setor gráfico Correia Lima advertiu que há cinco anos o Estado tinha 60 a 70% do mercado gráfico, participação que atinge hoje mais de 80%, numa tendência de crescimento que, se não for interrompida, acabará por inviabilizar o setor privado. Os industriais sugeriram ao Governo que ao invés de financiar a montagem de gráficas por parte das empresas estatais libere esse financiamento para as empresas particulares que se encontram em dificuldades. Para Roberto Correia Lima, é inadmissível que casas legislativas mantenham enormes parques gráficos quando podem perfeitamente contratar serviços das gráficas particulares.
Unitype lança linha Univers em caracteres tipográficos Atuando com exclusividade nos mercados de São Paulo, Paraná, Goiás e Mato Grosso do Sul, a Unitypc está lançando em caracteres tipográficos o estilo Univers e todas suas variações. O lançamento do Univers em tipos metálicos abre novas alternativas ao mercado gráfico brasileiro, principalmente aos produtores de agências publicitárias, uma vez que essa linha modernizada só era encontrada, no mercado nacional, em processos de fotocomposição ou letras auto-adesivas. Proporciona ainda sensível redução nos custos finais em artes gráficas, já que a família Univers vem sendo adotada por inúmeras grandes empresas na padronização de seus impressos, demandando serviços em escalas incompatíveis com o custo representado pelos processos de fotocomposicão e auto-adesivos. A Unitype apresenta seu produto em grande variação, com tamanhos que variam desde o corpo 8 até o 72, nos estilos claro, estreito-claro, preto e estreito preto. Dentro dessas opções, além de sua forma normal, os tipos Univers da Unitype são apresentados também em grifo.
Exportação de papel serão menores com o racionamento "A conseqüência imediata da quebra de produção pelo corte no fornecimento de oleo combustível será a redução das exportações, pelo menos no nosso setor", disse o presidente da Associação Paulista dos Fabricantes de Papel e Celulose, Horácio Cherkassky. Segundo ele, um levantamento das indústrias do setor indicou a diminuição da produção, além da redução no consumo de combustível desenvolvido pelas empresas "estando a maioria delas em seus limites". Horácio Cherkassky afirmou concordar corn a retirada dos subsídios dados ao óleo combustível, ao invés do corte puro e simples. Conforme disse, a retirada dos subsídios constitui melhor solução, de vez que limitará o consumo pela pressão dos preços mais altos e não significará punição ãs empresas que realizaram programas de economia". 5/1979
A assembléia aprovou por unanimidade a criação de uma comissão paritária, a ser formada por representantes das indústrias e do Governo, com o objetivo de estudar e pesquisar o mercado gráfico, propondo soluções que possam ser adotadas imediatamente. Segundo o presidente do sindicato, os objetivos dessa comissão é mostrar que o setor privado ficou apenas com 20 a 15% do mercado, propor a retirada do Governo e demonstrar ao mesmo tempo que as empresas particulares estão aptas a ocupar o seu espaço. Para Roberto Correia Lima, o Estado poderia no máximo ficar com alguns setores nos quais a atividade gráfica seja indispensável, como a Casa da Moeda e áreas ligadas à segurança nacional. Nos demais, a empresa particular está em condições de assumir.
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flashes Fábrica Goebel na 'GEC'79 de Milão
A Fábrica GOEBEL MASCHINENFABRIK, Alemanha, irá mostrar, na GEC'79, que se realizará em Milão, Itália, de 19 a 27 de maio de 1979, as seguintes máquinas: A máquina para confeccionar e imprimir formulários continuos, a GOEBEL OPTIFORMA, está sendo exposta pela segunda vez numa feira internacional. Ë construída em duas larguras: de 520 e 840 mm. A de 520 mm conforme foto anexa, é de formato variável de 13 a 25" em escala de 1/3". Trabalha com papel nas gramaturas de 30 a 180 g/m 2 . Trabalha de bobina a bobina ou de bobina para sanfonado produzindo 350 dobras por minuto. O diâmetro de bobina original pode ter até 1270 mm no máximo
Uma GOEBEL OPTIFORMA para impressão de formulários continuos.
A alceadeira de bobinas WORSCH/ GOEBEL trabalha com uma largura máxima de papel de 150 mm. Suporta bobinas originais no diâmetro máximo de 1000 mm. O comprimento mínimo da dobra é de 177,8 mm e o máximo de 431,8 mm. O comprimento mínimo de formulários a jato (SNAP-OUT) é de 88,9 mm e o má-
Uma GOEBEL PRACT1CA 4 para cortar e rebobinar bobinas. 34
ximo de 431,8 mm. Dependendo do fator papel e o tipo de trabalho, a produção da máquina é de 250 m/min. A máquina rebobinadeira e cortadeira GOEBEL PRACTICA 4 é a concepção mais atualizada e versátil das máquinas da linha PRACTICA: construída para trabalhar com papel de gramatura de 40 a 90 g/m2, numa largura máxima de trabalho de 1320 mm. 0 diâmetro máximo da bobina original é de 1250 mm e o diâmetro máximo de rebobinamento é de 400 mm. A velocidade, dependendo da qualidade do papel e do diâmetro da bobina original, é de 300 m/min. A máquina é provida de regulador automático de tensão da banda. Os dispositivos de corte trabalham pelo conhecido sistema da GOEBEL de facas circulares. Com dispositivos para troca de sabugos e outras facilidades que racionalizam o trabalho manual, a PRACTICA 4 tem se mostrado bastante produtiva, sem ser totalmente automatizada. No Brasil, as máquinas GOEBEL são representadas pela GUTENBERGMáquinas e Materiais Gráficos Ltda., com sede em São Paulo, e filiais no Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte e Recife. ABIGRAF EM REVISTA
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INCORPORAÇÃO — Não hi 'incidência do tributo no caso de incorporação de estabelecimento.
Em recurso, decidiu o Tribunal de Impostos e Taxas, unanimemente: "Não obstante a orientação jurisprudencial desta Corte reiterar que a incorporação não equivale a um ato de compra e venda de mercadorias, e nem se poder falar em "encerramento de atividades" do estabelecimento da incorporada, teima a Fiscalização em exigir tributo sobre o estoque remanescente da firma incorporada, como se tivesse ocorrido um encerramento (cf. ementas ns. 235 (CC.RR), 667 e 734 (CJ), do "Boletim TIT" e decisão na íntegra, no "Boletim TIT" n.° 34) (cf., também, ementas ns. 365 e 366, do "Ementário do TIT", ed. de 1977). Mediante levantamento fiscal, apuram-se, normalmente, saídas de mercadorias. No caso, usa-se o levantamento fiscal para se exigir imposto sobre mercadorias que não teriam sido objeto de saídas".
IMPORTAÇÃO — BASE DE CALCULO — Set integram a base de cálculo do imposto as despesas de natureza tributária pagas à repartição alfandegária até o momento do desembaraço das mercadorias.
CONSERTO OU RESTAURAÇÃO — O conserto ou restauração de bens, inclusive máquinas industriais, constitui operação tributável pelo ISS. O fornecimento de partes e peças de máquinas sujeita-se ao ICM.
Em recurso, decidiu o Tribunal de Impostos e Taxas, unanimemente: "No vigente Regulamento, a definição de base de cálculo se contém no inc. IV, do art. 24, por reprodução integral do texto do Regulamento anterior, enquanto que o conceito de "demais despesas aduaneiras" está expresso no § 10, do mesmo dispositivo, mediante reprodução das Instruções CAT n.° 12/69. Os textos transcritos deixam claro que, para serem consideradas parte integrante da base de cálculo, as despesas em causa não apenas devem apresentar conotação de natureza tributária, mas também devem ter sido pagas h repartição alfandegária até o momento do desembaraço das mercadorias. Como alega a recorrente e se comprova por meio de documentos aos autos juntados, as despesas consideradas pelo Fisco dizem respeito a: frete rodoviário ou aéreo, taxa de marinha mercante, previdência social e SDA, armazenagem, impressos, visto em cheques, fotocópias, impressos e. guias, comissões devidas a despachante, etc. Ora, não há dúvida de que essas despesas não se identificam com as de que cuida a legislação".
Respondendo a consulta, decidiu a Consultoria Tributária: "Finalizando, diremos que, em inúmeras manifestações, esta Consultoria exarou entendimento no sentido de que o conserto ou restauração de bens, inclusive máquinas industriais, constitui operação tributável pelo ISS, item 41 da Lista de Serviços já referida). Assim, desde que realizada para usuário final, a operacão ficará sujeita apenas ao imposto municipal, exceto quanto ao fornecimento de peças e partes de máquinas decorrente do conserto, cujo valor sujeita-se ao pagamento do ICM". Resposta à Consulta 11.928, de 11-5-78, da Consultoria Tributária da CAT de São Paulo (Nilo Louzano, Consultor Tributário). Boletim Tributário 138/78, págs. 587/591. OPERAÇÃO TRIANGULAR DE INDUSTRIALIZAÇÃO — Procedimento a ser observado pelo autor da encomenda.
Ern remessa "ex officio", a que o Tribunal deu provimento, por maioria, foi a seguinte a ementa: "Execução Fiscal — Imposto de Renda. Embargos. 1.°) Os livros destinados aos assentamentos deverão ser registrados e autenticados pelas repartições do Imposto de Renda ou na falta destas, pela repartição local arrecadadora do tributo (Decreto-lei n.° 5.844, art. 23, parágrafo único, de 21-9-43). 2.°) O livro "Registro Diário da Receita e Despesas" autenticado pelo Corregedor Geral do Estado, não substitui o livro "Caixa", para o efeito de comprovar deduções".
Respondendo a consulta, decidiu a Consultoria Tributária: "0 primeiro caso (letra "a") é típico de elaboração de produtos sob encomenda, em que a peticionária, conforme suas próprias palavras, "transforma" chapas, barras e tubos de aço, ferro e bronze em "novos produtos" (porcas, eixos, engrenagens, roldanas e outros). Nesta hipótese, compete ao industrializador, no caso a consulente, o pagamento do ICM incidente sobre o valor total cobrado do autor da encomenda, pois, em se tratando de bem destinado ao ativo imobizilizado do estabelecimento encomendante (a mercadoria não vai ser objeto de "subseqüente", saída deste estabelecimento), não pode ser aplicado o diferimento do pagamento do imposto previsto no § 5.° do artigo 53 do Regulamento do ICM ("correspondente ao valor dos serviços prestados a que se refere o artigo 29")".
Respondendo a consulta, decidiu a Consultoria Tributária: "A consulente, na qualidade de adquirente de matéria-prima a ser industrializada em estabelecimento de terceiro... indaga qual o procedimento a adotar, com referência h mencionada operacão..." "Da leitura do dispositivo, resulta que a disciplina nele prevista estaria a possibilitar apenas o lançamento das operações de entrada, para as quais, diga-se, há previsão de emissão de documento fiscal, vale dizer seriam passíveis da escrituração a aquisição da matéria-prima (item 1 do § 1.°) e o retorno do produto industrializado (item 1 do § V), restando sem registro a operação intermediária concernente à saída ficta da mercadoria com destino ao industrializador. A conclusão acima... obviamente há que ser arredada. Destarte, tendo em vista que o artigo 92 do RICM, fora dos casos previstos na legislação, veda a emissão de Nota Fiscal que não corresponda a uma saída efetiva de mercadoria e objetivando, por outro lado, solução de forma a possibilitar a correta informação econômico-fiscal, cumpre concluir que a consulente deverá escriturar no livro R.S., a mencionada saída ficta da matéria-prima com destino ao industrializador, mediante utilização das seguintes colunas: "Data", "Valor Contábil", "Codificação", "ICM — Valores Fiscais — Operações sem Débito do Imposto — Outras" e "Observações". Nesta última coluna, além da indicação do número da Nota Fiscal correspondente it aquisição da matéria-prima, fará a consulente menção ao art. 260 do RICM".
Acórdão de 26-5-78, da 2.• Turma do TFR, no REO 46.490, de São Paulo (Moacir Catunda, Rel.). Ementa publicada no DJU de 26-10-78, pág. 8.464.
Resposta it Consulta 11.928, de 11-5-78, da Consultoria Tributária da CAT de São Paulo (Nilo Louzano, Consultor Tributário). Boletim Tributário 138/78, págs. 587/591.
Resposta it Consulta 12.437, de 4-10-78, da Consultoria Tributária da CAT de São Paulo (Sérgio Vergani, Consultor Tributário). Boletim Tributário 141/78, págs. 613/615.
Ementa 1.306, de 16-1-78, da 4.° Câm. do TIT de São Paulo, no Proc. DRT5-7.166/74 (Paulo Celso Bergstrom Bonilha, Rel.). Boletim TIT 68, de 16-8-78, pág. 8. CÉDULA "D" — LIVRO CAIXA — O livro "Registro Diário da Receita e Despesas", autenticado pelo Corregedor Geral do Estado, não substitui o livro Caixa.
Decisão de 5-12-77, da 2.° Ulm. do TIT de São Paulo, no Proc. DRT-44.672/76 (Levy Ramos, Rel.). Boletim TIT 66, de 19-7-78, págs. 5/6. INDUSTRIALIZAÇÃO POR CONTA DE TERCEIROS — A elaboração de produtos sob encomenda, para o ativo imobilizado do encomendante, sujeita-se ao ICM sobre o valor total cobrado.
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jurídico FGTS: opção retroativa Trabalhista
A Lei n.° 5.107, de 13 de setembro de 1966, que criou o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, estabeleceu, no parágrafo 1.°, do artigo 1.°, para a opção pelo respectivo sistema, o prazo de 365 dias, contados de 1.0 de janeiro de 1967, isto é, quando entrou em vigor aquele diploma
legal. Quanto aos empregados admitidos depois, o referido prazo de opção pelo FGTS começa a correr na data da admissão. Vencido o prazo, ao empregado é facultado manifestar a sua opção, a qual-
Férias proporcionais: quando são devidas aos empregados As férias proporcionais constituem-se numa verba a ser paga ao empregado, quando da rescisão do contrato de trabalho. Se em vigor o contrato, não há falarse em referido pagamento, pois somente a rescisão o enseja. Não é, porém, devido em todas as hipóteses de rescisão. E justamente neste ponto que residem inúmeras dúvidas. Visando dirimi-las, verificaremos, neste artigo, cada uma das hipóteses de rescisão do contrato de trabalho, expondo quando cabível ou não o pagamento das férias proporcionais. Em primeiro lugar, analisando-se o parágrafo único do art. 146 do Decreto-Lei 1535/77, depreende-se que todo empregado cujo contrato de trabalho seja rescindido
depois de um ano de vigência, tem direito às férias proporcionais, exceto aqueles cuja dispensa se deu por justa causa. Mesmo nos casos de aposentadoria, as férias proporcionais são devidas. Quanto aos empregados cujo contrato de trabalho for rescindido antes de um ano, s6 farão jus As férias proporcionais nas seguintes hipóteses: dispensa sem justa causa ou extinção de contrato por prazo determinado. E o que se conclui, verificando-se o artigo 147. Para aplicação prática do Decreto-Lei 1535/77, no que concerne às férias proporcionais, elaboramos a seguinte tabela prática:
Dispensa com justa causa de empregado com mais de um ano
Art. 146, parágrafo único do D.L. 1535/77
Dispensa sem justa causa de empregado com mais de um ano
Dispensa com justa causa de empregado com menos de um ano
Dispensa sem justa causa de empregado com menos de um ano
Pedido de demissão de empregado com mais de um ano
Pedido de demissão de empregado com menos de um ano
Art. 147 D.L. 1535/77
Extinção de contrato em virtude de aposentadoria de empregado com mais de um ano
Extinção de contrato em virtude de aposentadoria de empregado com menos de
Artigo elaborado pela "Mapa Fiscal", publicado no Jornal Diário do Comércio Indústria (Edição de 10-08-78) 5/1979
quer tempo, mas em declaração que precisa ser homologada pela Justiça do Trabalho, consoante prescreve o parágrafo 3.° do mencionado artigo I.°. O enquadramento do optante no sistema do FGTS s6 se verifica a partir do momento ern que expressa sua opção, ou em que esta *6 homologada pela Justiça do Trabalho, conforme o caso. O tempo anterior de serviço na empresa, permanece subordinado ao regime da C.L.T. A Lei n.° 5.985, de 10 de dezembro de 1973, veio, entretanto, permitir a retroatividade da opção pelo regime do FGTS. Assim é que os atuais empregados não optantes é assegurado o direito de optarem com efeitos retroativos a 1.° de janeiro de 1967, ou à data de sua admissão no emprego, se posterior àquela, desde que, no entanto, haja concordância do empregador. Aos empregados que tenham optado posteriormente a 1. 0 de janeiro de 1967 é facultado fazer nova opção, retroagindo os seus efeitos a essa data ou A da admissão, dependendo do caso. Estatui, ainda, a referida Lei n.° 5.958 que os efeitos da opção exercida por empregado com dez ou mais anos de serviço poderão retroagir apenas à data em que completou o decênio na empresa. Ficou, dessa forma, adotada a opção pelo FGTS com efeitos retroativos (a 1.°/1/67 ou A data da admissão no emprego, se posterior a essa), bem como, se o empregado já é optante, a apresentação de nova opção, cujos efeitos retroagirão a 1.°/1/67, ou à data da admissão. Em qualquer das três hipóteses (o empregador ainda não é optante, já é optante e empregado com dez ou mais anos de serviço) impõe-se a aquiescência do empregador, valendo a retroatividade relativamente ao atual.
ABIGRAF EM REVISTA PUBLICAÇÃO MENSAL DISTRIBUÍDA AOS EMPRESÁRIOS GRÁFICOS DO BRASIL 39
Charles (Carl) L. Haze1ton, Consultor da Hollingsworth & Vose Company, foi indicado para receber o Prêmio da Divisão de Papéis Sintéticos da Associação Técnica da Indústria de Papel e Celulose. O prêmio da Divisão de Papéis Sintéticos que foi dado ao Sr. Hazelton por suas contribuições à indústria de papéis será entregue durante as cerimônias da recepção oficial da Conferência do Papel Sintético de 1978. Mr. Hazelton formou-se no Colégio Williams com um grau A.B. em 1936 e recebeu seu título M.S. (Mestrado) na mesma faculdade em 1938. Enquanto cursava o Williams College trabalhou como professor-estudante. Mais tarde em sua carreira profissional, Mr. HazeIton deu um curso de papéis "não tecidos" na Faculdade Clemson (Clemson College).
Mr. Haze1ton começou sua carreira profissional como Químico Consultor nos Laboratórios New England em 1938. De 1940 a 1951 esteve associado a American Optical Company como engenheiro de pesquisa. Durante os dez anos seguintes filiou-se a The Fetters Company como gerente da divisão de fabricação de "papéis não tecidos". Em 1960 passou para a Hollingsworth & Vose como Diretor Técnico e trabalhou lá até 1976 quando se tornou consultor da Companhia. Mr. Hazelton, detentor da patente de um filtro de linha de ar ("Air Line Filter") desenvolveu técnicas especiais com "não tecidos" cardados de bobina ("carded web nonwovens") e foi o pioneiro em bobinas de "não tecidos" "wet-laid". Também desenvolveu um filtro respirador ("respirator filter media") com alta eficiência ern quedas de baixa pressão. Tornou-se membro da TAPPI em 1966 e serviu como Presidente do Comitê de Fibras Sintéticas naquele ano. Mr. Hazelton foi membro do Comitê da Divisão de Direção e foi
Presidente do Comitê de Papéis Sintéticos de 1973-1975. Também serviu como Vice-Presidente do Comitê de Fibras Sintéticas e "não tecidos" em 1970. Presidiu duas sessões no 25.° aniversário da Divisão de Papéis Sintéticos em Syracuse, New York, em 1970. E membro da Secção TAPPI do Empire State. Mr. Haze1ton é autor de vários trabalhos que foram publicados no Jornal da American Chemical Society. Foi co-autor em 1968 da TAPPI CA32, "Summary of Paper and Textile Test Methods." E membro da Associação Americana de Químicos Têxteis e de Tinturaria e Membro Emérito da "American Chemical Society" (Associação Americana de Química). Mr. Haze1ton serviu como Presidente do Sub-Comitê dos Métodos de Teste da INDA de 1970 a 1972. Carl Hazelton recebeu o maior prêmio por seus ideais profissionais, sua conduta e suas contribuições ao seu empregador, TAPPI e a indústria de papéis não tecidos.
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(GUTENBERG
Sistemas de fotocomposicão para jornais - A HARRIS tem desenvolvido nos últimos anos uma série de sistemas de fotocomposição para jornais, adequados para jornais de grande, médio e pequeno porte. 0 lançamento mais recente neste setor, corresponde á série HARRIS 2530, o modelo 2531, menor, corresponde a um computador de controle com capacidade de 128K, uma reserva "fria" de igual capacidade, 4 terminais de controle com visor (HARRIS 1700) para a composição de textos e classificados, duas bases de dados com 66 megabytes cada. O modelo HARRIS 2532 já comporta 8 terminais HARRIS 1700, possuindo computador de controle de 128K e uma reserva "quente" de 128k, 2 entradas para OCR e o sistema de "lay-out" (composição de página inteira) HARRIS 2200. Os modelos HARRIS 2533 e 2534 permitem cada um deles uma produção cada vez maior, incluindo terminais remotos para repórteres (a informação chega ao computador por telefone). Alem desta série nova, 2530, há ainda os sistemas de fotocomposição para jornais da HARRIS já consagrados há algum tempo, que culminam com o modelo 2570 para jornais de grandíssimo porte. Sistema de fotocomposicão lay-out: HARRIS 2200 - O sistema HARRIS 2200 compreende um terminal de video e um computador que podem trabalhar isolados ou conectados a um sistema de fotocomposição. O sistema 2200 permite compor na tela do video um anúncio completo, com linhas verticals e horizontals. Por simples aperto de tecla os elementos do anúncio podem ser remanejados de qualquer forma. Sômente quando o anúncio esta completo na tela e em def nitivo, um comando inicia a perfuração da fita devida ou então o armazenamento de todos os comandos no computador central. O operador não se precisa preocupar em definir distâncias, corpos, entrelinhamentos etc. pois pode compor todo o anúncio de forma visual. O computador calcula ele mesmo todos os parâmetros de composição. As fotocompositoras FOTOTRONIC - Há dois modelos de fotocompositoras convencionais (fotográficas com discos de tipos) no programa HARRIS: o modelo FOTOTRONICTXT
que mistura 10 fontes em 12 corpos e compõe ate 42 paicas e o modelo FOTOTRONIC 4000 que mist ura 15 fontes em 24 corpos e compõe ate 54 paicas. Há também a série FOTOTRONIC 7000 que corresponde a fotocompositoras CRT ( tubo de raio catódico) onde as fontes não são matrizes fotográficas, mas sim programações eletrônicas para o tubo de raios catódicos. Há o modelo FOTOTRONIC 7400 para linhas de 68 paicas e o modelo 7600 para 100 paicas. Linha computype- Porfim, o programa de fotocompositoras HARRIS ainda compreende a linha de produtos computype. Nesta linha se destacam os terminais de edição e composição CompuEdit com tela de video, de baixíssimo custo e compatíveis com todos os sistemas de fotocomposição no código US. Também merece destaque a unidade de processamento MicroStor com uma base de memória de 600 KB formada por um disco magnético (floppy disc) de densidade dupla. O MicroStor permite a conexão direta de 6 terminais compuEdit, podendo funcionar isoladamente, isto é, acoplada diretamente a umafotocompositora, ou então, em conjunto com um sistema de fotocomposição amplo, onde tem a função de aumentar a capacidade. O sistema CompuEdit com MicroStor também pode ser utilizado para a composição comercial. Assistência técnica e garantia HARRIS - A HARRIS fornece com cada sistema de fotocomposição toda a "software" (programação) para a utilização prática e racional do sistema. Os programas da HARRIS são todos amplamente testados e se encontram em uso nos maiores jornais de todo o mundo. A HARRIS garante também a assistência técnica de todos os seus equipamentos por técnicos especializados. No Brasil os equipamentos de fotocomposição HARRIS são representados pela firma GUTENBERG - Máquinas e Materiais Gráficos Ltda., sita à Rua Conselheiro Nébias, São Paulo; e com filiais no Rio de Janeiro, recife, Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre, e que possui técnicos treinados na própria fábrica HARRIS para garantir a assistência técnica. No Brasil, muitos jornais e editora de grande porte trabalham com sistemas de fotocompositoras HARRIS.
Escritório Central: Rua Conselheiro blébias, 1111 01203 São Paulo' Caixa Postal 30.650
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Telefone: PABX 221-9244 End. Telegrafico "Gutenberg" Telex n. 1.121.170 GMMG/BR
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Filiais: RECIFE SALVADOR BELO HORIZONTE RIO DE JANEIRO CURITIBA
Fabricado Par.
aRasii_co -rE Indústria de Papéis Ltda. Caixa Postal NI? 30.652 S.P. Fone: 445-1211 PBX
Revista Abigraf 042

References: artigo 170
 artigo 1188
 artigo 22
 artigo 7
 artigo 22
 artigo 7
 artigo 53
 artigo 29
 artigo 92
 artigo 1
 artigo 147