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Timestamp: 2020-07-13 22:40:47+00:00

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dezembro | 2013 | Blog da Livrus
terça-feira | 24 | dezembro | 2013 por Blog do Editor
Público participa sugerindo títulos a serem comprados, escolhendo capas e interferindo até na agenda de lançamento
Capas de livros Montagem sobre fotos de divulgação
RIO – O mercado editorial é como um cassino. Nele, se investe muito dinheiro em leilões acirrados para a compra de títulos, que não passam de apostas, já que ninguém sabe qual livro pode ser o próximo best-seller, e o risco de prejuízo é grande. As editoras, claro, fazem o possível para dar uma forcinha ao imponderável. E a cartada da vez é ouvir quem faz as contas fecharem: os leitores. Pelas redes sociais, as editoras brasileiras têm se dedicado a acolher sugestões, que vão dos títulos a serem publicados, passando pela agenda de lançamentos, a melhor tradução, a melhor capa e até estratégia de divulgação, entre outras etapas do processo editorial.
Pela idade dos leitores, esse tipo de iniciativa se concentra, sobretudo, nas obras infantojuvenis e “young adult” [jovens adultos]. Segmento que está entre os maiores fenômenos de venda no Brasil e no mundo. Para se ter uma ideia, segundo números da GfK, multinacional que pesquisa o mercado livreiro no país, o setor foi o que mais cresceu do ano passado para cá, com um aumento de 24% nas vendas em livrarias. Não à toa, todas as grandes editoras do país têm selos voltados para o gênero.
— Os leitores estão concentrados no que está sendo lançado agora [no exterior]. É bom lembrar que os scouts trabalham com material inédito e muitas vezes sigiloso. Acho que os papéis dos dois se complementam. É ótimo receber uma dica que dá certo — diz Ana Lima, editora do selo Galera, da Record. — E é melhor tomar decisões assim. O livro é lançado com mais respaldo, fica mais interessante para as livrarias, e muitas vezes a expectativa impulsiona a pré-venda.
— Aprendemos muito com o Paulo Coelho [autor da Sextante], que tem uma presença muito forte nas redes sociais. Trata-se de um filtro superespecializado, porque falamos com pessoas que também vão comprar o livro — diz Mariana.
Danielle Machado, editora da Intrínseca, lembra até que já recebeu e-mail com uma tradução prontinha de um livro inteiro. E conta que há casos em que a agenda de lançamentos também é influenciada por pedidos. Com o livro “A casa de Hades”, do americano Rick Riordan [o sexto mais vendido de 2013 entre os infantojuvenis, segundo o portal de notícias do setor Publishnews], a Intrínseca precisou correr para lançar o romance ao mesmo tempo que nos Estados Unidos.
Por Maurício Meirelles | Publicado originalmente em O Globo | 24/12/2013 | © 1996 – 2014. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A.
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Smashwords fecha parceria com Scribd
segunda-feira | 23 | dezembro | 2013 por Blog do Editor
Sempre comparado a indústrias próximas como televisão e música, o mercado digital há tempos espera a expansão do “Netflix/Spotify para livros”, ou seja, modelo de leitura por assinatura. O Oyster, lançado este ano, foi o primeiro serviço que chamou um pouco mais a atenção, principalmente por contar com o catálogo da HarperCollins. E parece que tem futuro: a Perseus anunciou semana passada que seu catálogo também fará parte da biblioteca do Oyster. Outro grande passo do modelo por assinatura foi o acordo entre a gigante da autopublicação Smashwords e a Scribd. O catálogo gargantuesco de 225 mil e-books autopublicados da Smashwords farão parte da biblioteca da Scribd [por US$ 8,99 por mês].
Por Iona Teixeira Stevens | PublishNews | 23/12/2013
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Livro digital deve ter imunidade tributária
sexta-feira | 20 | dezembro | 2013 por Blog do Editor
Por Thiago Zappelini *
A Constituição da República trata, nos artigos 150 ao 152, dos limites do poder de tributar das pessoas políticas [União, Estados, Distrito Federal e Municípios]. Dentre esses limites são estabelecidas algumas imunidades sobre impostos no inciso VI do artigo 150, ou seja, naquela passagem a Constituição veda a cobrança de quaisquer tipos de impostos [I] dos entes federativos entre si, [II] dos templos de qualquer culto, [III] patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei, [IV] livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão e, recentemente com a criação da emenda constitucional 75, [V] fonogramas e videofonogramas musicais produzidos no Brasil contendo obras musicais ou literomusicais de autores brasileiros e/ou obras em geral interpretadas por artistas brasileiros bem como os suportes materiais ou arquivos digitais que os contenham.
Isso quer dizer que nas hipóteses supracitadas não se pode cobrar impostos sob pena de o agente ou o ente público cometer um ato inconstitucional [ilegal]. Por mais que as imunidades, na prática, tenham efeitos idênticos às isenções, elas não se confundem. “Imunidade é o obstáculo criado por uma norma da Constituição que impede a incidência de lei ordinária de tributação sobre determinado fato, ou em detrimento de determinada pessoa, ou categoria de pessoas”[1], enquanto isenção decorre de lei infraconstitucional que desobriga o sujeito passivo ao pagamento do tributo mesmo que este pratique o fato gerador da obrigação tributária. Além disso, isenção é uma forma de exclusão do crédito tributário[2] e pode-se dizer que a imunidade é uma forma qualificada ou especial de não incidência[3].
A imunidade prevista no artigo 150, inciso VI, alínea “d”, da Constituição [sobre livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão] existe no Brasil desde a Constituição de 1946, entretanto ela abrangia apenas o papel destinado à impressão dos livros, jornais e periódicos. A partir da Constituição de 1967 a imunidade ultrapassou o papel e chegou aos próprios livros, jornais e periódicos, o que foi mantido nas Constituições posteriores.
Esta imunidade tributária foi criada pelo constituinte originário com a intenção de promover a cultura, educação, liberdade de expressão e comunicação, incentivar a leitura, entre outras no mesmo sentido. Ocorre que nem sempre é fácil estabelecer os limites da referida imunidade. Com relação aos livros, quais deles seriam alcançados por ela? Defende-se que quaisquer livros devem ser imunizados, independente do seu conteúdo, mas para isso eles devem conter algum conteúdo que transmita informações e/ou ideias. Dessa forma, os livros de ponto, livros fiscais, livro-razão, livro de atas, não estão protegidos pela aludida imunidade[4].
O Supremo Tribunal Federal parece concordar com essa tese, pois já decidiu no sentido de, inclusive, as listas telefônicas[5] e até mesmo álbum de figurinhas[6] estarem imunes ao pagamento de impostos, já que transmitem informações e/ou ideias.
Trata-se de imunidade, tipicamente, objetiva, pois ela recai sobre o livro, o jornal ou o periódico, ou seja, recai no objeto, não na pessoa que o produz. Para Hugo de Brito Machado[7], essa imunidade deve se estender à todos os materiais necessários à confecção do livro, jornal ou periódico. Segundo ele, “nenhum imposto pode incidir sobre qualquer insumo, ou mesmo sobre qualquer dos instrumentos ou equipamentos, que sejam destinados exclusivamente à produção desses objetos”[8], inclusive a venda ou distribuição não poderiam ser tributadas.
Entretanto, para o STF a imunidade analisada não possui tanta abrangência. Quanto aos insumos destinados à impressão dos referidos objetos, o Supremo entende que estão agasalhados pela imunidade, pois já proferiu decisão no sentido de que ela se estende “a materiais que se mostrem assimiláveis ao papel, abrangendo, em consequência, para esse efeito, os filmes e papéis fotográficos[9]”, inclusive na sua fase de comercialização[10]. Contudo, com relação à tinta destinada a sua impressão[11] e os serviços de distribuição[12], entende que estes devem ser tributados.
Outro ponto interessante sobre o tema é com relação a quais tributos os livros, jornais e periódicos estão imunes. Segundo a letra fria da Constituição Federal apenas os impostos não são devidos. Há, entretanto, quem entenda que também são vedadas as cobranças de taxas e contribuições de melhoria ou quaisquer outras espécies de tributos[13] [empréstimos compulsórios e contribuições sociais]. Na visão da Suprema Corte somente os impostos estão abrigados pela imunidade. Em decisão a respeito do Finsocial [contribuição social] firmou opinião no sentido de restringir a imunidade do artigo 150, VI, “d”, apenas aos impostos[14].
Hodiernamente o Poder Judiciário tem assistido algumas batalhas entre contribuintes e fisco com relação ao livro eletrônico. A tendência seria aceitar sua imunidade, pois os mesmos são livros que transmitem ideias/informações, e como prevê a Constituição os livros estão imunes a impostos. Entretanto, há quem entenda que a Constituição ao tratar “do papel destinado à sua impressão” limitou a imunidade aos livros impressos. As decisões estão divididas no sentido de imunizar e não imunizar o livro eletrônico. O STF reconheceu a repercussão geral do tema[15], mas até o momento não proferiu acórdão, apenas decisões monocráticas que, lamentavelmente, afastaram a imunidade tributária dos livros eletrônicos[16].
Com relação aos e-books [livros eletrônicos] o operador do direito deve interpretar a norma da constituição de forma teleológica, ou seja, da forma que o fim para o qual a norma foi elaborada seja atingido, mesmo diante das transformações da sociedade. No referido caso é exatamente isso que deve ser feito. O Constituinte de 1988 não tinha como prever a criação dos livros eletrônicos, por isso não os mencionou na carta magna. Entretanto referiu-se aos livros, jornais e periódicos de forma genérica e por isso os livros eletrônicos devem ser abrigados pela imunidade mesmo que o constituinte faça menção ao papel destinado à sua impressão, já que os e-books não deixam de ser livros.
Há quem afirme, ainda, que pelo princípio da capacidade contributiva os livros eletrônicos não devem ser agasalhados pela imunidade de impostos. Segundo essa corrente, os contribuintes que têm acesso a esses livros possuem maior poder aquisitivo e por isso devem se submeter ao pagamento de impostos sobre os e-books. Data máxima vênia, essa corrente não pode prosperar. Os livros eletrônicos, em sua maioria, são mais baratos que os livros impressos e alguns deles podem ser adquiridos de forma gratuita. Além disso, afirmar ser a capacidade contributiva dos indivíduos que possuem acesso aos livros virtuais maior que a dos demais é extremamente duvidoso, é um critério obscuro que nem sempre condiz com a realidade. Ademais, o STF já entendeu que até os álbuns de figurinhas estão imunes a impostos e, como é de conhecimento popular, um indivíduo que adquire um álbum de figurinhas gastará muito mais do que aquele que comprou uma obra literária virtual, pois, o primeiro terá vários gastos com as “figurinhas” que deverá adquirir para completar o álbum. Assim, deve-se afastar esse argumento.
Vale mencionar que o livro eletrônico, via de regra, é um arquivo virtual. Para acessá-lo deve-se executá-lo em um aparelho eletrônico [um leitor]. Por fruto da interpretação teleológica já há quem sustente que até mesmo os leitores que se destinem exclusivamente à execução desses arquivos estão abrigados pela imunidade do artigo 150, VI, “d”[17]. E essa interpretação já foi aceita pela Justiça Federal do Estado de São Paulo, em decisão que o magistrado deferiu o pedido de imunidade tributária ao contribuinte na aquisição de um leitor eletrônico que possui função exclusiva de reproduzir os arquivos dos livros eletrônicos, com fundamento no artigo 150, VI,”d” da Constituição[18].
A imunidade tributária analisada possui inúmeras dúvidas, discussões e questionamentos que talvez jamais desapareçam na vida dos juristas. Por força do artigo 5º, parágrafo 1º, da Constituição essas dúvidas não podem ser regulamentadas através de lei complementar ou ordinária, deve o intérprete analisar o caso concreto a aplicar a norma de acordo com a sua finalidade primordial. E para isso deve, preferencialmente, interpretá-la pelo método teleológico.
[1] MACHADO, Hugo de Brito. Curso de Direito Tributário. 33ª ed. rev. atual. e ampl. Saraiva, São Paulo: 2012. p. 234.
[2] Artigo 175, inciso I, Código Tributário Nacional.
[3] SABBAG, Eduardo. Manual de Direito Tributário. 1ª Ed. – São Paulo: Saraiva, 2009. pp. 240-241.
[4] CARRAZZA, Roque Antonio. Curso de direito constitucional tributário. 24 ed. São Paulo: Malheiros, 2008. p. 779.
[5] RE 134071, Relator[a]: Min. ILMAR GALVÃO, Primeira Turma, julgado em 15/09/1992, DJ 30-10-1992 PP-19516 EMENT VOL-01682-02 PP-00410.
[6] RE 221239, Relator[a]: Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, julgado em 25/05/2004, DJ 06-08-2004 PP-00061 EMENT VOL-02158-03 PP-00597 RTJ VOL-00193-01 PP-00406.
[7] MACHADO, Hugo de Brito. Curso de Direito Tributário. 33ª ed. rev. atual. e ampl. Saraiva, São Paulo: 2012. p. 295.
[9] RE 495385 AgR, Relator[a]: Min. EROS GRAU, Segunda Turma, julgado em 29/09/2009, DJe-200 DIVULG 22-10-2009 PUBLIC 23-10-2009 EMENT VOL-02379-07 PP-01514 RT v. 99, n. 891, 2010, p. 226-229.
[10] RE 278636 AgR, Relator[a]: Min. MAURÍCIO CORRÊA, Segunda Turma, julgado em 27/03/2001, DJ 01-06-2001 PP-00082 EMENT VOL-02033-06 PP-01207.
[11] RE 265025, Relator[a]: Min. MOREIRA ALVES, Primeira Turma, julgado em 12/06/2001, DJ 21-09-2001 PP-00054 EMENT VOL-02044-02 PP-00445.
[12] RE 568454 AgR, Relator[a]: Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 11/06/2013, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-148 DIVULG 31-07-2013 PUBLIC 01-08-2013.
[13] MACHADO, Hugo de Brito. Curso de Direito Tributário. 33ª ed. rev. atual. e ampl. Saraiva, São Paulo: 2012. p. 295.
[14] RE 278636 AgR, Relator[a]: Min. MAURÍCIO CORRÊA, Segunda Turma, julgado em 27/03/2001, DJ 01-06-2001 PP-00082 EMENT VOL-02033-06 PP-01207.
[15] RE 330817 RG, Relator[a]: Min. DIAS TOFFOLI, julgado em 20/09/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-192 DIVULG 28-09-2012 PUBLIC 01-10-2012.
[16] Por todas cita-se: RE 330817, Relator[a]: Min. DIAS TOFFOLI, julgado em 04/02/2010, publicado em DJe-040 DIVULG 04/03/2010 PUBLIC 05/03/2010.
[17] CARVALHO, Lucas de Lima. A imunidade tributária dos leitores eletrônicos no Brasil. Revista Tributária e de Finanças Públicas. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, ano 20, n.107, p.15-45, nov./dez. 2012.
[18] MS 0025856-62.2009.4.03.6100 – 22ª Vara Federal Cível de São Paulo.
* Por Thiago Zappelini, graduando em Direito na Unisul [Universidade do Sul de Santa Catarina]
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Manifesto diz que inovação está no livro físico, não em eBooks
terça-feira | 17 | dezembro | 2013 por Blog do Editor
Ao mesmo tempo em que o universo dos textos impressos encolhe, o livro -ou, pelo menos, algumas de suas características mais conhecidas – revela uma capacidade notável de continuar vivo on-line.
Parece que a ideia do livro está tão profundamente enraizada no inconsciente coletivo que ninguém suporta deixá -la para trás.
A Amazon alega que, em seu mais recente e -reader, “as páginas são virtualmente indistinguíveis de um livro físico“. Estantes de livros em salas de estar podem estar virando coisa do passado, mas compre um e -book do iBooks e a Apple prometerá “descarregar livros para sua estante” imediatamente.
Algumas funções dos livros físicos que não parecem ter lugar na era digital estão sendo conservadas, mesmo assim. As editoras ainda encomendam capas para e-books, apesar de a função delas -atrair a atenção de leitores numa loja repleta de títulos – ter deixado de existir.
Peter Meyers, autor de “Breaking the Page”, sobre o futuro dos livros, em seu escritório, em Nova York | Photo: Hiroko Masuike – 27.nov.13/The New York Times
“Muitas dessas soluções nasceram da capacidade de um programador de criar alguma coisa, mais do que do entusiasmo dos leitores por coisas de que precisam“, disse Peter Meyers, autor de “Breaking the Page”, análise ainda inédita da transformação digital dos livros.
O inovador digital Bob Stein escreveu recentemente que “as pessoas com frequência me pedem reflexões sobre ‘o futuro do livro’“. Como ele é fundador do Instituto para o Futuro do Livro, seria lógico imaginar que ele pudesse prever e até saudar a pergunta. “Francamente, não a suporto“, escreveu.
Existe até um movimento que proclama que os mecanismos mais inovadores para a reprodução e a leitura de histórias estão sendo desenvolvidos não nos e -books, mas em livros físicos.
“O livro físico tinha se tornado algo bastante limitado, avesso ao design fora de sua capa“, comentou Peter Brantley, que administra a conferência Books in Browsers, em San Francisco.
Algumas start -ups optaram por uma abordagem básica: pegam um texto e o dividem em partes. O serviço Safari Flow, da Safari Books, oferece capítulos de manuais técnicos por uma assinatura mensal de US$ 29. A Inkling faz o mesmo com títulos voltados ao consumidor geral. Se você quiser comprar apenas o capítulo sobre massas, pode adquiri -lo por US$ 4,99, em vez de ter a obrigação de comprar o livro de receitas na íntegra.
“A decisão de dedicar 10 ou 15 horas de tempo à leitura de um livro será cada vez mais difícil de ser tomada“, explicou Meyers, vice -presidente de inovação editorial e de conteúdo da Citia. “Por isso, precisamos libertar as ideias presas dentro dos livros.”
Mas, desde que surgiu, em 2012, a empresa criou fichas de apenas quatro livros. Ela está em negociações com agências de publicidade e talentos, empresas de serviços financeiros e de produtos ao consumidor. “Todas as empresas estão se tornando empresas de mídia“, disse Meyers. “Todas precisam contar histórias sobre seus produtos.”
Quando um livro é colocado on -line, pode ser apenas por saudosismo que ele continue a ser conhecido por seu nome antigo. “Vamos continuar a reconhecer e -books como sendo livros, mas nossa visão do trabalho de contar histórias vai se ampliar, inevitavelmente“, disse Brantley.
POR DAVID STREITFELD | DO “NEW YORK TIMES”, EM SAN FRANCISCO | Clipado à partir de Folha de S.Paulo | 17/12/2013, às 02h30
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Mercado de direitos
Inicialmente, Rights Data Integration durará 27 meses
A União Europeia lançou o projeto piloto de um “Copyright hub”, um centro online de compra e vendas de direitos de conteúdo. Segundo o próprio site, o Rights Data Integration é “uma demonstração de como administrar e comercializar direitos de propriedade online de forma eficiente e para todos os tipos de conteúdo, utilização e mídias”. A ideia principal é permitir a comercialização, mas também fornecer informações sobre quem detém os direitos de algum conteúdo – facilitando, e muito, o trabalho do editor, no caso do mercado editorial. Além de livros de texto, o RDI contempla também obras musicais, notícias, fotografias e conteúdo audiovisual. Financiado em parte pela Comissão Europeia e em parte pelos parceiros da indústria, o RDI já possui nomes de peso como Pearson, Reed Elsevier, Getty Image UK, British Library e a alemã Axel Springer.
Por Iona Teixeira Stevens | PublishNews | 16/12/2013
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Novo Kindle Paperwhite promete leitura confortável
A Amazon lançou no Brasil o seu e-reader mais avançado, o Novo Kindle Paperwhite. O dispositivo, que conta com um acervo de mais de 1 milhão de livros, dos quais mais de 14 mil são em português, custa 480 reais na versão Wi-Fi.
A nova geração do gadget conta com novidades em relação à anterior e promete trazer mais conforto e praticidade para a sua leitura. Isso porque, segundo a Amazon, a tela do e-reader, que tem 6 polegadas, tem contraste maior e sua bateria é capaz de durar até 8 semanas com uma única carga.
Pesando apenas 213 gramas, o gadget também oferece novas funções. Uma delas é a Page Flip, que permite ao usuário navegar pelas páginas do livro sem perder o ponto no qual parou a leitura. Com o Construtor de Vocabulário, é possível ainda armazenar as palavras pesquisadas.
Lançado em setembro nos Estados Unidos, o Novo Kindle Paperwhite foi bem recebido pela crítica. Para o The Verge, por exemplo, “ele não apenas é um ótimo e-reader como é o único que vale a pena levar em conta”. A CNET também elogiou o dispositivo, mas observou, contudo, que a Amazon não trouxe nada de novo em relação às suas dimensões.
Exame | 16/12/13
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A palestra Cenário Político e Perspectivas para 2014, promovida pela Abrelivros e CBL, apresentada pelo jornalista Rui Nogueira na última segunda-feira, 9/12, mostrou que 2014 será um ano atípico. Será um ano cujas agendas política, esportiva e cultural brasileiras estarão repletas de eventos. Teremos a Copa do Mundo, Carnaval, Bienal do Livro de São Paulo, as Eleições, só para citar os mais significativos, sem deixar de lado a agenda de manifestações que também podem ocorrer.
2014 será um ano em que certamente teremos dezenas de lançamentos editoriais voltados ao mundo dos esportes, principalmente livros falando da história do futebol, biografias, negócios e marketing esportivo. É um campo promissor. O mercado editorial brasileiro precisa perceber esta agenda nacional, para dela fazer uso, e estrategicamente se beneficiar.
Mesmo com agenda lotada, a Bienal do Livro, que ocorre no segundo semestre, por exemplo, não deve sofrer com a falta de audiência e público, uma vez que já faz parte da agenda oficial da cidade. O ideal, no entanto, é que consiga, com a participação do próprio mercado, superar o glamour daquelas edições com centenas de lançamentos exclusivos e com aqueles descontos irresistíveis para os consumidores e leitores.
Ações para promover a leitura são sempre bem vindas, mas o que falta, no entanto, para o mercado editorial alcançar níveis mais surpreendentes no consumo da leitura, é que o livro, enquanto suporte básico da educação, entre de vez na agenda política brasileira. Com um projeto engajado, a médio e longo prazos, tanto do ponto de vista empresarial, quanto do ponto de vista do serviço público.
O livro está para a educação, como a bola está para o futebol, assim como o voto está para a democracia. O Governo, na verdade o Estado, como bem frisou o jornalista Rui Nogueira, e a sociedade brasileira como um todo, deve colocar o livro no centro de suas atenções se quiser realmente melhorar o nível de acesso à informação, elevar a qualidade de conteúdo na educação, e se pretende reduzir o déficit literário, e cultural, que já se tornou histórico em nosso país.
Ednei Procópio, 37 anos, é empresário e um dos maiores especialistas em livros digitais no Brasil, atuando na área desde 1998. Seu mais novo trabalho “A Revolução dos eBooks”, será publicado pela Editora do Senai no início de 2014. Procópio fundou a LIVRUS [www.livrus.com.br], uma empresa que tem como objetivo levar os autores e as suas obras para a era digital.
Conteúdo	AbrelivrosCBL
IPA parabeniza Turquia pela redução de impostos sobre eBooks
Imposto sobre valor agregado vai cair de 18% para 8%
A Associação Internacional do Editores [IPA] comemorou ontem a decisão do governo da Turquia de reduzir o imposto sobre valor agregado [chamada VAT] dos e-books, alinhando-o com a taxa cobrada no caso dos livros impressos: passou de 18% para 8%. Em nota, no site, o secretário geral da IPA Jens Bammel parabenizou a Turquia “por ter se juntado ao pequeno, porém crescente, grupo de países que reconhecem que ambos os formatos do livro, digital e impresso, devem ter a mesma taxa VAT. Do contrário, o governo interfere na escolha do leitor de passar para o formato digital”. A Turquia saiu na frente do Brasil e Europa nessa questão. Por aqui, o debate sobre a harmonização dos impostos entre e-books e livros físicos ainda tramita pelos corredores do congresso. Em maio deste ano, um seminário na Câmara dos Deputados reuniu editores e representantes da indústria para apoiar a isenção de impostos sobre e-books. Na ocasião, a deputada Fátima Bezerra [PT-RN] esperava ter um projeto de lei pronto para a votação ainda no primeiro semestre. Na Europa, a harmonização do VAT também é ainda motivo de debate junto ao Conselho Europeu.
Por Iona Teixeira Stevens | PublishNews | 13/12/2013
Conteúdo	Associação Internacional do EditoresIPA
O Natal francês da Kobo e brasileiro da Amazon
Kobo expande na França e Amazon lança novo Kindle no Brasil
A Kobo anunciou ontem a expansão dos canais de disribuição na França, fechando parceria com as redes Pixmania, Cora, Casino, Auchan e Boulanger. A empresa canadense, que estreou na França em parceria com a rede Fnac, venderá agora seus e-readers e e-books nas quatro redes de varejo geral e a de supermercado Casino. Por aqui, a aposta do natal da Amazon foi a chegada da nova leva de Kindles Paperwhite – o aparelho é novo, mas o preço é o mesmo, R$ 479,00.
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Reddit atrai leitores, autores e editores
O site Reddit, lançado em 2005 pelos empreendedores Steve Huffman e Alexis Ohanian, possui hoje mais de 5 bilhões de acessos e mais de 90 milhões de visitantes únicos por mês. A categoria dedicada aos livros, chamada pelos “Redditeiros” como /r/books, é hoje um dos principais canais do site, com 40 mil novos assinantes por semana. “/R/books está realmente se tornando uma das maiores comunidades de livros da Internet”, afirmou Victoria Taylor, diretora de comunicação do Reddit. A subcomunidade não é apenas um ponto de encontro para amantes do livro; está se tornando também um importante canal de promoção e local de engajamento de fãs para autores e editores. A série de entrevistas conduzidas por membros do site ‘Pergunte-me Qualquer Coisa’ (AMA, sigla em inglês), já entrevistou até Barack Obama. Elda Rotor, diretora editorial da Penguin Classics também já participou de um AMA, ajudando aspirantes a escritor. A entrevista de Dan Brown gerou mais de 1.500 perguntas e comentários e a de Khaled Hosseini quase 2.600. Como os AMAs buscam promover projetos, como livros novos e promoções, cada autor pode indicar um site oficial ou livrarias que vendem o livro.
Por Clare Swanson | Publishers Weekly | 13/12/2013
Conteúdo	Reddit
Noruega irá digitalizar e disponibilizar de graça todo seu acervo de livros
Até 2020, a Biblioteca Nacional da Noruega pretende digitalizar todo o seu acervo e oferecer o conteúdo de forma gratuita para qualquer pessoa no território do país
A BIBLIOTECA NACIONAL DA NORUEGA (FOTO: WIKIMEDIA COMMONS)
Pode-se dizer que a Noruega planeja digitalizar todos os livros em norueguês. Isso porque, até 2020, a Biblioteca Nacional do país, deverá criar versões eletrônicas para todo seu acervo – e, por lei, todo livro publicado [e todo conteúdo midiático] no país deve ter uma cópia na instituição.
Mas não é só isso. Todo esse conteúdo será disponibilizado gratuitamente não apenas para quem está nas instalações da biblioteca, mas para qualquer um que acesse o sistema de dentro da Noruega. Se seu IP indicar que você está no país, voilá, as portas norueguesas do conhecimento se abrem.
“Quando vocês dizem que todo o acervo da biblioteca será aberto digitalmente, isso inclui obras que ainda estão protegidas pelas leis de copyright?“, você pode perguntar. E a resposta é um sonoro SIM. Enquanto no Brasil temos sérias restrições pelos direitos autorais, regulamentados em 1998, antes da era da informação na nuvem, a Noruega quebra as paredes impostas pelos monopólios intelectuais. E, enquanto isso, nossas leis permitem que obras entrem em domínio público apenas 70 anos depois do ano subsequente da morte do autor.
A medida não só estimula uma maior distribuição da cultura, como também a sua preservação. Como aponta este artigo do The Atlantic, quando os futuros arqueólogos da internet buscarem entender a nossa civilização, encontrarão imagens de celebridades, Tumblrs engraçadinhos e GIFs. E, quando forem estudar os noruegueses, terão acesso à toda literatura produzida no país. Tudo porque nossa arte estava restrita ao meio físico, ou protegida por leis muito severas. Nesse sentido, a Noruega poderá ser, no século XVII, o que a Grécia antiga foi para o Renascimento: fonte de inspiração por sua riqueza de registros.
POR LUCIANA GALASTRI | Publicado originalmente e clipado à partir de 12/12/2013, às 15H12
Conteúdo	Biblioteca Nacional da NoruegaBibliotecas DigitaisDigitalização
Ipea abre edital de livro digital
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada [Ipea] abriu ontem [11/12] processo seletivo para contratação de consultor individual na área de livros digitais [eBooks] em formato ePub. O edital da contratação pode ser acessado no website do próprio instituto e, segundo aquela fonte, é voltado para treinamento e capacitação da equipe do editorial do Ipea, de forma a habilitá-la a produzir eBooks, além da produção e entrega, de um Manual de Produção de eBooks, voltado às necessidades do instituto.
Interessante, só que um dos problemas que percebi no edital é que o Ipea não dá ao consultor a liberdade de trabalhar com suas próprias ferramentas, utilizando softwares e programas alternativos [por exemplo] para a manutenção dos códigos HTML e CSS [base do empacotamento ePub]. Segundo o próprio edital, o consultor é obrigado a trabalhar com a suíte da empresa Adobe Systems [especificamente com os softwares InDesign, Illustrator e Photoshop] como se estas fossem as únicas ferramentas usadas pera se obter um bom ePub.
Deve ser por causa da saída que já se faz para os arquivos em formato PDF [geralmente usados na impressão dos materiais]. Quem pensou o edital, porém, não inseriu nele itens bem mais relevantes como a validação do arquivo ePub segundo o padrão estabelecido pelo consórcio IDPF [International Digital Publishing Forum]. A validação de um arquivo ePub é mais importante do que as ferramentas usadas para criá-lo. De que adianta exportar um ePub à partir da suíte Adobe, se o colaborador [da equipe do editorial] que irá colocar a mão na massa não compreender os códigos internamente usados? Quem vai alterar o código HTML interno se houver erro? A Adobe? Não seria o caso então de deixar os arquivos em PDF, como estão, que é um formato bem mais popular e acessível, e não necessita da validação da Adobe [sua criadora].
Amazon completa um ano no Brasil e lança novo leitor Kindle
Após ter completado, na última sexta-feira [6], seu primeiro ano de operação no Brasil, a Amazon lançou por R$ 479 nesta quinta-feira [12] a segunda versão do Kindle Paperwhite, topo da sua linha de e-readers, leitores de livro eletrônico.
A primeira versão do aparelho, que está sendo substituída hoje, chegou ao Brasil em março por R$ 479 na versão sem conectividade 3G – a única que será vendida, a princípio. É o mesmo preço pelo qual chegou seu antecessor, que também tem uma versão com internet, que continuará sendo vendida por R$ 699.
O leitor Kindle Paperwhite de segunda geração, lançado no Brasil nesta quinta [12] por R$ 479
E-readers são dispositivos semelhantes a tablets que tem tela desenvolvida para textos longos [têm legibilidade melhor e iluminação menos agressiva] e com duração de bateria mais longa. O principal rival do Paperwhite no Brasil é o Kobo Aura HD, que custa R$ 659.
“Um tablet é como um canivete e, um e-reader, uma chave de fenda”, diz à Folha Alex Szapiro, diretor de operação da Amazon no Brasil. “Você pode ter um canivete, mas se quiser só apertar parafuso, uma chave de fenda é melhor. Por isso o leitor aficionado tem uma experiência tão positiva com um e-reader.”
Nos EUA, onde foi lançado no dia 30 de setembro, o novo Paperwhite de segunda geração é vendido por US$ 139 e US$ 199, cerca de R$ 324 e de R$ 464, respectivamente nas versões sem e com 3G.
A opção com anúncios, US$ 20 mais barata em cada uma das versões, não está disponível no Brasil.
A Amazon não revela números, mas diz que o crescimento nas vendas de livros digitais e de seus Kindle é constante. “Toda semana é semana de recorde, e isso não só para a Amazon, mas todo o segmento de livro eletrônico no Brasil”, afirma Szapiro.
O número de títulos disponíveis em português no país dobrou da inauguração da loja virtual da Amazon no país para hoje, para 26 mil obras. Dessas, 3.000 são gratuitas.
Recentemente, a empresa lançou no país sua loja de aplicativos para Android, que concorre com a Play, do Google. A principal vantagem são os pagamentos, que dispensam cartão de crédito internacional e são feitos em reais.
Com tela de seis polegadas, o Kindle Paperwhite é mais pesado que seu “irmão” básico que custa R$ 299 aqui e que carece de tela iluminada :são 206 g ante 170 g. Por outro lado, é mais leve que qualquer tablet –o iPad mini, por exemplo, pesa 331 g, e, o iPad Air, 478 g.03
Entre suas novidades, estão seu novo processador, que torna a virada de página mais rápida e contraste superior em relação à primeira geração do dispositivo. Entre suas capacidades, estão pesquisa no dicionário embutido e na Wikipédia se houver conexão com a internet.
A bateria dura 28 horas de uso contínuo, segundo a empresa –o cálculo que a Amazon faz é que, lendo meia hora diária, o Kindle Paperwhite é descarregado completamente depois de oito semanas, com o wi-fi e o 3G desligados.
O aparelho é distribuído pelas parceiras da companhia americana no país, como Ponto Frio e Livraria da Vila.
POR YURI GONZAGA | Publicado originalmente em TEC | 12/12/2013 – 03h30
Hardware	Amazone-ReadersiPad AirKindle PaperwhiteKobo Aura HDWikipédia
Juiz rejeita processo de livreiros contra a Amazon
terça-feira | 10 | dezembro | 2013 por Blog do Editor
O juíz Jed Rakoff rejeitou o processo dos livreiros independentes contra a Amazon e as seis maiores editoras do Estados Unidos, que alegava conspiração para restringir o comércio com o uso do DRM na plataforma de leitura do Kindle. Em 18 páginas, o relatório do juíz indicou que a acusação não havia evidência, nem motivo plausível. “Essa alegação é notavelmente evasiva”, escreveu Rakoff. “A acusação não alega um acordo ilegal, apenas ‘discussões orais ou acordos em relação ao uso restritivo do DRM’ vagos. Não alegam nem que tais discussões ou acordos de fato ocorreram, apenas a sua possibilidade. E não especificam quem teria participado dessas discussões ou acordos hipotéticos, apenas que podem ter envolvido ‘uma ou mais’ editoras e a Amazon”.
Por Andrew Albanese | Publishers Weekly | 10/12/2013
Conteúdo	AmazonDRMKindle
Guia de compras: e-readers
segunda-feira | 9 | dezembro | 2013 por Blog do Editor
Os formatos e as lojas de e-books devem guiar a escolha do seu aparelho. Confira dois dos melhores modelos disponíveis para cada situação.
POR EMERSON KIMURA | COLABORAÇÃO PARA A FOLHA | 09/12/2013, às 03h03
Hardware	Amazon Kindle PaperwhiteKobo Aura HD
domingo | 8 | dezembro | 2013 por Blog do Editor
Gospel Prime | 08/12/13
Conteúdo	Biblioteca BodleianBiblioteca do Vaticano
quinta-feira | 5 | dezembro | 2013 por Blog do Editor
O braço editorial da Amazon lançou ontem o selo digital StoryFront, de contos. O selo também publicará a revista digital semanal Day One, voltada a contos e poesia de novos autores. O StoryFront já estreia com 43 contos, inclusive de autores brasileiros. Em nota, a Amazon disse que irá publicar contos de autores do mundo inteiro, com uma seleção inicial do Brasil. ‘A Little Death’, de Claudia Lage; ‘I Speak of Women’, de Ivan Arruda Leita; ‘Spore & Unruly Roger’, de Ana Paula Maia e ‘Beatriz and the Old Lady’, de Cristovão Tezza, que disse em nota: “StoryFront é uma ideia simples e maravilhosa; uma revolução dentro da revolução do e-book”.
PublishNews | 05/12/2013
Conteúdo	AmazonAmazon PublishingDay OneStoryFront
quarta-feira | 4 | dezembro | 2013 por Blog do Editor
Obras da Eduel são disponibilizadas pela plataforma iba
A plataforma iba, da Abril, está disponibilizando, gratuitamente, diversos e-books da Editora da Universidade Estadual de Londrina [Eduel]. As obras abrangem várias áreas, como história, geografia, linguística e saúde, escritos por autores do campo acadêmico. As obras podem ser lidas gratuitamente no iba por meio do aplicativo iba e-books.
PublishNews | 04/12/2013
Conteúdo	Iba
terça-feira | 3 | dezembro | 2013 por Blog do Editor
Fewer than 50 copies of Gutenberg’s Bible survive today, and the Bodleian’s copy is one of only seven complete examples in the British Isles
The Hebrew Kennicott Bible owes its name to the English Hebraist Benjamin Kennicott, who was the librarian of the Radcliffe Library in Oxford
BBC | 03/12/2013
Conteúdo	DigitalizaçãoGutenberg
A Biblioteca Nacional da Noruega está planejando digitalizar todos os livros até os anos 2020. Sim. Todos. Os. Livros. Em norueguês, pelo menos. Centenas de milhares. Todos os livros da biblioteca. Se por acaso você estiver na Noruega [visto pelo IP do computador], você poderá acessar todas as obras do século 20, inclusive as sob copyright. Obras sem copyright estarão disponíveis para download.
Por Alexis C. Madrigal | The Atlantic | 03/12/2013
O projeto Bibliotech foi desenvolvido pelo juiz Nelson Wolff, um amante da literatura e colecionador de obras raras, também responsável por levar ao condado uma biblioteca com livros impressos de US$ 38 milhões na década de 1990. A nova empreitada custou apenas US$ 2,4 milhões. “Eu olho hoje para aquela biblioteca e fico orgulhoso, mas penso: o que vamos fazer com ela?”, disse Wolff sobre sua antiga obra, em entrevista ao site CNet.
O prédio físico da Bibliotech se localiza na cidade de San Antonio. Para funcionar durante 8 horas diárias, a biblioteca tem apenas duas funcionárias, as jovens Ashley Eklof e Catarina Velasquez. “Nós podemos focar nas necessidades da comunidade e não temos que lidar com os processos físicos dos livros”, explicou Ashley.
Para ter acesso ao acervo, os moradores do condado podem se registrar online e baixar os títulos em seus próprios tablets e computadores. Caso a pessoa não tenha acesso à internet ou precise de leitores, pode se dirigir à sede física da biblioteca.
Observatório da Imprensa | 03/12/13
Conteúdo	Bibliotecas DigitaisBibliotech
segunda-feira | 2 | dezembro | 2013 por Blog do Editor
Profissional deve ter boa base teórica e de leitura, além de conhecimentos de tecnologia
O mercado de livros digitais, os chamados e-books, vem crescendo no Brasil e, com ele, a necessidade de profissionais especializados.
O estudo anual sobre o setor livreiro, realizado pela Fipe/USP [Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, da Universidade de São Paulo], divulgado no início de agosto, mostra que em 2012 as editoras faturaram R$ 3,85 milhões com a venda de e-books e aplicativos de conteúdo. O número de títulos digitais comercializados passou de 200 mil.
Até 2011, o cenário era outro. A reduzida venda de livros digitais nem era contabilizada na pesquisa.
Para o especialista em livros digitais Ednei Procópio, autor e integrante da Comissão do Livro Digital da Câmara Brasileira do Livro, a formação em comunicação ou letras é o ponto de partida para quem quer ser um editor de livros digitais.
“A bagagem cultural serve tanto para trabalhar no mercado impresso quanto no digital. É muito importante ter uma boa base teórica e de leituras“, destaca.
É preciso também, segundo o especialista, ter algum conhecimento sobre tecnologia para entender como esse formato funciona na prática. São muitas questões sobre aplicativos e formatos, conversão e digitalização que o editor deve conhecer mesmo que trabalhe ao lado de um profissional de tecnologia.
Procópio explica que uma editora voltada para o mercado digital também precisa, além de bons editores, de profissionais de design, marketing e comercial para compor a equipe.
“O marketing, por exemplo, é necessário em qualquer formato, mas, como o catálogo digital costuma ser menor, exige-se muito mais criatividade na hora de divulgá-lo“, afirma.
Ele acrescenta que o design é importante, pois, ao contrário do que muita gente pensa, o livro digital também precisa de capa e diagramação.
Com os mecanismos de busca sempre atentos às palavras-chave, criar um bom título também é fundamental no trabalho de edição digital. E da mesma maneira que o editor de livros de papel, o editor de livros digitais também precisa pensar em como um livro vai chamar a atenção do leitor, se as imagens e a diagramação são de qualidade e se houve uma revisão bem feita.
Com relação aos direitos autorais, Procópio explica que os e-books seguem a mesma lei dos livros impressos e a dica é conhecê-la bem. Os autores, no entanto, ainda precisam ser estimulados a migrar para o meio digital. É esse o objetivo da startup Livrus Negócios Editoriais, criada por ele há 2 anos. “O nosso foco é o escritor e já temos 80 no nosso casting“, diz.
O salário inicial de um editor pode variar de R$ 1.800,00 a R$ 3.000,00 e as oportunidades de trabalho se concentram principalmente no Rio e em São Paulo, onde está instalada a maior parte das empresas de comunicação e editoras existentes no País.
Uma dica para quem quer entrar no universo dos livros digitais é se especializar. Existem alguns cursos, como os da Universidade do Livro http://www.editoraunesp.com.br/unil-home.asp da Editora Unesp, da Escola do Escritor http://www.escoladoescritor.com.br e da Escola do Livro da Câmara do Livro http://www.cbl.org.br/telas/escola-do-livro/default.aspx.
Por Andréa Maia
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Livia Airoldi não sabe bem se fazia isso por obrigação ou por sugestão da escola, mas quando era “criancinha”ela costumava fazer resumos ilustrados de tudo o que lia. O caderninho de anotações ainda está no seu quarto [hoje abarrotado de livros] para contar essa história.
Filha de engenheiro nuclear e economista, ela não credita seu gosto pela leitura só aos pais ou à escola, geralmente os heróis e vilões dessa batalha. “Acho que é uma coisa minha mesmo. Eu me achei ali“, conta a garota de 17 anos, aluna do Cervantes, que não sai de uma livraria sem um livro embaixo do braço. As leituras deram uma desacelerada este ano por causa das obrigações escolares e do vestibular – ela quer ser advogada. Mas só um pouco. Depois das férias, resolveu encarar o complexo Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa. Uma atividade com contador de histórias e uma posterior explicação do professor João Jonas despertaram o interesse da aluna. “No começo, era estranho, mas fui adaptando as palavras e fui lendo mais rápido.” Ainda não terminou, como também não terminou Anna Karenina, de Tolstoi, que estava lendo em inglês. O ano está puxado.
A estudante não está inserida nesta estatística, assim como não estão os milhares de jovens que vêm movimentando as listas de mais vendidos ao comprarem obras de autores como Jeff Kinney, Rick Riordan, John Green, Suzanne Collins etc. São pessoas que não leem apenas o que a escola indica, que estão em contato direto com as editoras pedindo tradução de obras que já leram em inglês, que escrevem blogs e lotam livrarias em sessões concorridíssimas de autógrafos, como foi a da americana Kiera Cass, autora da trilogia A Seleção [Seguinte], sobre o universo de aspirantes a princesas. Numa noite de outubro, ela levou mais de 500 meninas à Livraria Cultura.
Durante os autógrafos, a autora ficou no Twitter orientando as fãs sobre filas e senhas. Um pouco antes, respondeu a uma leitora que mandou a foto da roupa que estava planejando usar: “É incrível, mas vista-se confortavelmente. Ouvi dizer que as filas são longas“.
A musa teen Thalita Rebouças participou de 36 eventos literários este ano. A fila por um autógrafo seu chega a durar três horas, tem gente que viaja horas e horas por um segundo ao lado dela e quando ela aparece a gritaria é geral. “Nunca se leu tanto no Brasil. Não dá mais para repetir que adolescente não lê. Quando lancei meu primeiro livro, Harry Potter estava começando. O que essa série fez pela literatura juvenil é inacreditável“, diz a escritora, que tem 286 mil seguidores no Twitter, 161 mil pessoas em sua página do Facebook e que já vendeu quase 1,5 milhão de livros. A maior mudança desde que começou, há 13 anos, diz ela, foi justamente o aparecimento das redes sociais.
A Intrínseca não levou nenhum autor à Bienal do Livro do Rio este ano e mesmo assim seu estande foi concorrido. “Tinha dia que a fila dava sete voltas no estande. E algumas pessoas entravam e queriam abraçar as pessoas que trabalham na editora“, conta Jorge Oakim, proprietário da casa famosa entre os leitores mais jovens desde que publicou, em 2008, o primeiro volume da saga Crepúsculo [5 milhões de exemplares comercializados]. Um decisão simples pode justificar tanta cumplicidade. Desde o final de 2010, quem digita o endereço da editora na internet é direcionado para o perfil dela no Facebook. “Queríamos que os livros se tornassem virais. Percebemos que o leitor está on-line e que ele gosta e precisa de interação“, explica Juliana Cirne, gerente de comunicação e responsável pela produção de conteúdo e contato com os leitores. Mais de 350 mil pessoas curtiram o perfil da editora do Facebook. No Twitter, são 67 mil.
Os lançamentos também mudaram. O americano Rick Riordan [3 milhões de exemplares vendidos], por exemplo, não veio autografar A Casa de Hades, mas a Intrínseca e o fã-clube Olimpianos organizaram um dia de atividades para 500 adolescentes no Rio, com brincadeiras e concurso de fantasias inspiradas na série Os Heróis do Olimpo e em mitologia greco-romana.
De números mais modestos [6 mil no Facebook e 5 mil no Twitter], a Valentina, que estreou há um ano, também está tirando proveito das redes. Um de seus seguidores do Twitter sugeriu que a editora traduzisse Forbidden, uma história de incesto escrita por Tabitha Suzuma. Os proprietários Marcelo Fraga e Rafael Goldkorn pagaram para ver. Ao anunciarem na Bienal do Livro que editariam a tal obra, houve torcida e ouviram de um leitor animado com a notícia: “Não acredito que vocês vão ter coragem de lançar esse livro”. E mais e mais fãs foram chegando.
A WMF Martins Fontes também está às voltas com leitores. Há um abaixo-assinado on-line, com mais de 7.200 assinaturas, pedindo que ela publique a série de 12 volumes História da Terra Média, de Tolkien. “Entramos em contato com a HarperCollins e estamos considerando seriamente a possibilidade de publicar a série. Ainda precisamos calcular os custos da enorme empreitada, mas não estaríamos fazendo nada disso se não fosse a iniciativa dos fãs“, diz o diretor Alexandre Martins Fontes.
O Estado de S. Paulo | 02/12/13
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