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Autismo, inclusão escolar e a "pegadinha" do artigo 7º do PL 1631 - Lagarta Vira Pupa
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dezembro 19, 2012 Uncategorized
Autismo, inclusão escolar e a “pegadinha” do artigo 7º do PL 1631
E temos mais um guest post! Nesse texto, a jornalista Silvia Ruiz fala do documentário que está produzindo sobre inclusão no Brasil. E de como a lei recentemente aprovada – teoricamente, em favor dos autistas – é um retrocesso nesse sentido.
Ela, assim como muitas outras mães e entidades, pedem, agora, para que Dilma aprove a lei com veto ao artigo 7.
Quando tivemos o diagnóstico do nosso filho, há seis meses, todos os médicos e terapeutas disseram a mesma coisa: “Fiquem tranquilos. Hoje, temos no Brasil profissionais de ponta. O problema são as escolas. Preparem-se”. Na hora, não entendi direito.
Com dois anos, o Tom não estava na escola ainda, mas a orientação foi para matriculá-lo imediatamente – a socialização é parte do tratamento. Pensei: mas existem escolas legais, minha filha e meu enteado estudaram em escolas bacanas.
Fizemos a matrícula numa conceituada escolinha de Higienópolis. Na conversa com a diretora para explicar a condição do meu filho e passar orientações sobre algumas adaptações para ele, ela ficou uma hora tentando me convencer de que eu deveria procurar uma psicanalista parceira da escola e optar por um tratamento na linha freudiana em vez de já “sair rotulando” meu filho como autista. E que o tratamento comportamental que estávamos fazendo não tinha alinhamento com a filosofia da escola. Expliquei que psicanálise era totalmente equivocada para o autismo, mas ela não entendia.
Ao ver o tamanho da resistência que teria que enfrentar, cancelei a matrícula e fui em busca de outra escola que aceitasse o Tom e topasse fazer algumas adaptações necessárias para ele ser incluído (coisas simples como criar fichas com imagens das atividades e permitir a entrada da terapeuta uma vez por semana para treinar as professoras). Não foi fácil. E comecei a entender aquele alerta.
Foi então que comecei a pesquisar o assunto a fundo. Se com o Tom, um pequeno de 2 anos com um quadro razoavelmente leve no espectro do autismo, foi assim, imagine como é por aí… Falei com dezenas de mães e ouvi histórias dramáticas. Tristes, de virar o estômago.
Resolvi usar minha profissão de jornalista para fazer um documentário sobre autismo e inclusão (já em produção). Por isso quase caí dura quando li o texto da PL 1631 (Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista). E quando vi vários pais comemorando sua aprovação na câmara. Será que eles não perceberam a pegadinha no artigo 7? E como a Mara Gabrilli, conhecida por batalhar pelos direitos dos deficientes, se prestou a escrever um texto com esse artigo?
Quer dizer que há inclusão A MENOS que se comprove que a criança não tem condições? E quem vai fazer essa avaliação? A escola? E quais são as condições para o aluno ser recusado e encaminhado para uma instituição especial? Pois é, a lei não responde nada disso. Só deixa, ali, em aberto, a possibilidade da recusa.
Escrevi para a Mara Gabrilli em sua página no Facebook, questionando o tal artigo. Ela me deu uma longa resposta (vi que a mesma resposta foi dada a todos os pais que a procuraram) que não esclareceu nada sobre as dúvidas que coloquei acima.
Conversei com a advogada Claudia Grabois, especializada em Direito Educacional Brasileiro e uma das maiores especialistas em inclusão do País para o meu documentário. Ela está de cabelo em pé com o Artigo 7. Me explicou que ele abre, sim, precedente para as escolas recusarem as crianças. E que trata-se de um retrocesso para a luta pela inclusão escolar no Brasil.
Eu me pergunto: esse artigo 7 serve aos interesses de quem? Talvez das instituições especializadas? Talvez das escolas particulares que vão ter um argumento para recusar crianças “comprovadamente inaptas”? Porque aos interesses das crianças certamente não serve.
Pelo que pude perceber, boa parte dos pais que fazem lobby para a aprovação dessa lei já não têm mais filhos em idade escolar. E, no Brasil, vence quem grita mais alto, não necessariamente o que é mais justo.
Em tempo: minha filha mais velha estudou em uma das melhores escolas dos EUA numa classe com um autista clássico não-verbal (que emitia sonzinhos quase o tempo todo), um menino com Síndrome de Down e outro com paralisia cerebral. Será que, aqui, eles seriam considerados aptos para uma escola regular? Ou deveriam ir para uma instituição especial? Eles tinham acompanhantes terapêuticos na classe. E as crianças se revezavam em duplas nos recreios para brincar com a menino com paralisia cerebral, que não falava e mal se movia na cadeira de rodas. Mas nunca ficou sem a companhia dos amigos.
“Art. 7º O gestor escolar, ou autoridade competente, que recusar de maneira discriminatória a matrícula de aluno com transtorno do espectro autista, ou qualquer outro tipo de deficiência, será punível com multa de três a vinte salários mínimos e, em caso de reincidência, perderá o cargo, por meio de processo administrativo, assegurado o contraditório e a ampla defesa.”Parágrafo Único. Ficam ressalvados os casos em que, comprovadamente, e somente em função das especificidades do aluno, o serviço educacional fora da rede regular de ensino for mais benéfico ao aluno com transtorno do espectro autista.“
Tom, na escola, com sua amiguinha Aurora (arquivo pessoal)
Categories: Uncategorized Tags: andrea werner, autismo, autismo e inclusão, autismo infantil, criança autista, inclusão escolar, o autismo, PL1631, silvia ruiz, sobre autismo
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Simone Terra Sant´Ana says
dezembro 19, 2012 at 3:27 pm
Conforme seu comentário pertinente ” E, no Brasil, vence quem grita mais alto, não necessariamente o que é mais justo.” Que a bandeira seja erguida em nome daqueles que não podem ” gritar ” !
dezembro 21, 2012 at 9:38 am
É, Simone. Tá difícil. Ainda mais porque tem PAIS apoiando a aprovação como está. 🙁
dezembro 19, 2012 at 3:47 pm
Andreia, tô compartilhando todas essas informações sobre o veto no face pedindo que as pessoas assinem e façam algo para mudar isso!
Ótimo, Mayra! Precisamos de ajuda!!
dezembro 19, 2012 at 4:23 pm
Pois é, Silvia – e Andrea –, não me manifestei muito quanto a essa lei também por esse motivo. Não sou pai ou professor; sou autista mesmo, e o que noto observando os grupos nas redes sociais é que a maioria dos pais, infelizmente, ainda vê o autismo como uma doença. Sei que há casos e casos, e que há crianças com mais dificuldades por estarem mais “profundamente” no espectro, mas a forma como os próprios pais as veem acaba sendo um problema, por mais estranho que pareça. É por isso que eles não notaram a “pegadinha”. Na verdade, para eles, inclusão inexiste (e eu li vários questionando se realmente deveriam matricular os filhos em escolas regulares e declarando preferência por escolas especiais). O retrocesso persiste na mentalidade e se reflete em outras coisas. O que é muito triste..
abril 24, 2013 at 3:16 pm
Eu sou mãe de um menino Aspie e eu o considero doente. Não pelo autismo em sí mas pq ele tem Toc e depressão e nos ultimos meses vem apresentando epilepsia. Seg. o neuro. é chamada narcolepsia (disturbio do sono). Então, eu vejo alguns médicos falando sobre os autistas agora terem os mesmos direitos de uma pessoa deficiente “apenas” seg. alguns médicos, para efeito de lei. Mas, eu como mãe e cuidadora desde q meu filho nasceu, ele agora tem 15 anos, sei q ele tem algum grau de deficiência, quer seja na interpretação, na coordenação motora, na socialização como um todo. Uma vez q ele tem problemas para me interpretar imagine com outras pessoas. Eu nunca ví um autista q não tenha algum problema de linguagem ou comunicação ou socialização, então, concluo q seja uma espécie de deficiencia, sim. Isso não significa q ele não tenha várias eficiências e seja muito inteligente. Porém ele tem q ter vários tratamentos, com médicos, professores devem ser esclarecidos e a escola tb. O q não impede q ele estuda e tenha os planos dele e sonhos e eu tb como mãe estou sempre apoiando-o.
dezembro 19, 2012 at 4:27 pm
Pois é, Silvia – e Andrea –, não me manifestei muito quanto a essa lei também por esse motivo. Não sou pai ou professor; sou autista mesmo, e o que noto observando os grupos nas redes sociais é que a maioria dos pais, infelizmente, ainda vê o autismo como uma doença. Sei que há casos e casos, e que há crianças com mais dificuldades por estarem mais “profundamente” no espectro, mas a forma como os próprios pais as veem acaba sendo um problema, por mais estranho que pareça. É por isso que eles não notaram a “pegadinha”. Na verdade, para eles, inclusão inexiste (e eu li vários questionando se realmente deveriam matricular os filhos em escolas regulares e declarando preferência por escolas especiais). O retrocesso persiste na mentalidade e se reflete em outras coisas. O que é muito triste.
dezembro 21, 2012 at 9:42 am
É, Jacob. Tem pais que eu já vi dizendo que os filhos são muito felizes na escola especial e querem que fique assim. Não duvido que sejam mesmo, mas isso é solução temporária. As pessoas estão pensando muito no curto prazo e esquecendo o futuro. Como vamos deixar nossos filhos na sociedade sem estarem inseridos de verdade nela?
dezembro 19, 2012 at 4:54 pm
Pois é Jacob. Eu também tenho medo que meu filho não seja incluído, que a escola deixe ele de lado. É o drama de todos os pais. Mas vou lutar por isso até onde for preciso. Aliás, passo o tempo todo em cima da escola pressionando e cobrando inclusão de fato da parte deles. Não é fácil, não! E explico o que é autismo para os pais das outras crianças, peço a ajuda deles para pressionar a escola. Escola inclusiva é bom para todos, para a sociedade. Não adianta a gente fugir para uma escola especial onde nossos filhos estariam mais seguros. Parece mais confortável, mas no futuro eles vão ter que ir para o mundo. E o mundo vai ser inclusivo quando a escola for primeiro. A gente tem que entrar na escola, envolver a comunidade, fazer o que estamos fazendo aqui. Falar sobre o assunto incansavelmente. E lutar na justiça, se necessário. Bj
dezembro 19, 2012 at 6:04 pm
Esta situação não me parece muito diferente às situações vividas diariamente com pais e responsáveis de crianças diagnosticadas como PC (paralisia cerebral). Existe a “tal” incluso para “tentarem “justificar a falta de escolas e/ou estabelecimentos capacitados para atendê-los. Tentam “jogá-las em qualquer lugar, sem o mínimo preparo de profissionais capacitados. Para pior mais do que já está, corremos o risco de deixarmos nossas crianças e um lugar duvidoso e, sem a mínima chance de se defenderem, pois na maioria das vezes, ou não falam, ou não andam, ou não ouvem, ou não enxergam, ou não caminham. Me parece que as tratam com “estátuas” ou “fantoches” sociais. Inclusão sim, Mas com capacitação profissional. Observando-se cada caso.
dezembro 21, 2012 at 9:43 am
Tadeus, a bandeira da inclusão só pode vir junta da bandeira da capacitação. Mas, infelizmente, parece que as coisas, por aqui, só funcionam na marra.
Avanilda Melo says
Maio 5, 2013 at 12:18 pm
Andrea,li o que a Maria Gabriela escreveu,e gostaria de saber qual a sua opiniao,sobre as nossas crianças estudarem em duas escolas:na regular e na especial.
Maio 5, 2013 at 5:48 pm
Eu acho que a especial não substitui a regular, mas funciona muito bem como “complementar” a ela!
dezembro 19, 2012 at 8:57 pm
A falta de preparo é o primeiro empecílio à inclusão e isso não é exclusivo aos autistas, a questão é que também há falta de preparo nas escolas especiais e eu já vi casos de pessoas com autismo serem “suspensas” da escola especial até que seus comportamentos melhorassem. Sim, os especialistas esperam que a família resolva para então aceitar a pessoa de volta na escola, mas se a família tenta opinar em algo é ignorada por não ser especialista no assunto.
Eu já ouvi do secretário de educação da minha cidade que no Brasil criam-se Leis quando há um problema, mas isso não quer dizer que será cumprida, para isso, depende mesmo da política pública.
O artigo 7 só é justo caso especifique que a FAMÍLIA tem o direito de escolher entre a escola regular ou especial, da decisão da família os profissionais é que tem que fazer adapações e se capacitarem.
dezembro 21, 2012 at 9:44 am
dezembro 19, 2012 at 9:27 pm
Silvia, adorei o seu texto…. e olha só q incrível coincidência, conheci o Tom na praça Buenos ayres no sábado dia 08, lindo…. 🙂 mas sobre o assunto da inclusão, estou passando por isso, meu filho de 3 anos já saiu de duas escolas esse ano, vamos começar o ano batalhando por uma nova escola. É muito triste… :/
dezembro 20, 2012 at 9:28 am
Ah, que legal, Danielle! A babá do Tom me contou. Se quiser conversar comigo sobre essa questão das escolas, por favor, me envie um email. bj silvia.ruiz@corp.virgula.com.br
dezembro 20, 2012 at 7:06 am
Oi, Silvia. Você tem um site ou uma fanpage para que possamos ficar sabendo do lançamento do documentário, quando ele ficar pronto?.
dezembro 22, 2012 at 11:47 am
Oi, Marcia. Ainda não, mas quando estiver pronto a Andrea com certeza vai falar por aqui, vamos divulgar bastante. Mas vai demorar ainda para ficar pronto, acabamos de começar a filmar.
dezembro 21, 2012 at 1:45 am
Silvia, tenho passado um pouco pelo que você passa com o Tom, a minha filha Bianca também esta no espectro de altista, bem leve, e quando tive que contar na escola não fui compreendida, apesar de existir hoje um apoio mínimo a minha filha, continuo tendo a impressão que a escola não entende o diagnostico e que me acham louca! A falta de informação e monstruosa, as pessoas não entendem os diversos graus do espectro. Com tratamento as características sao amenizadas e as pessoas não conseguem perceber as dificuldades reais que essas crianças passam todos os dias.
dezembro 22, 2012 at 11:45 am
Sim, é uma luta. A gente tem que acabar fazendo o papel de educador da escola. Eu mando videos, textos etc. para as professoras e para as coordenadoras da escola do Tom. Vou escolhendo os que acho bem simples e que ajudam a explicar o que é o espectro.
Luciana Audrey Monteiro says
dezembro 21, 2012 at 12:32 pm
Olá. Moro em SP, na zona sul e tenho um filho “normal” (???). Mas o Lucca estuda numa escola- particular- que aceita crianças especiais. Desde os 5 anos o Lucca tem contato com crianças com os mais diversos diagnósticos: paralisia cerebral leve, síndrome de Down, autismo, etc. Essas crianças aprendem em salas separadas com professores especializados, psicólogos e terapeutas, mas muitas atividades como educação artística, música e outras eles ficam todos juntos e misturados. Isso foi decisivo para que eu escolhesse esta escola para o Lucca, aliada a ênfase em artes. Foi incrível para o meu filho ter contato com essas crianças. Lucca é um menino tolerante, atencioso e livre de preconceitos. Não sabe o que é bullying, pois como são muitas crianças especiais convivendo com as “normais”, a escola não tolera esse comportamento MESMO. Eu acho lindo o Lucca nunca se referir a eles como “retardados”, “Down” ou “tem problema”. Ele diz “ESPECIAL” E “MEUS AMIGOS”. Ah!! O nome da escola é Carneiro Ribeiro. :-).
Lui Omena says
abril 9, 2013 at 3:49 pm
É exatamente o que o Governo não está di$po$to à pagar: por SALAS ESPECIAS nas Escolas Regulares!! E apenas um professor com 15 alunos deficientes e 15 neurotípicos, com lápis, caderno, giz e quadro, não está resolvendo em nada, essa bendita INCLUSÃO..
Vanessa Quadrado Lunkes says
dezembro 22, 2012 at 10:31 am
Olá, meu nome é Vanessa, moro em Osório/RS, sou mãe de um menino de 9 anos com diagnóstico de Asperger. Ele estuda desde o pré na mesma escola (municipal). Já passamos por vários conflitos na escola. Quando ele começou no pré foi bem complicado, ele fugia da sala, passeava pela escola na hora que ele queria. Enfim, esse ano de 2012 foi o ápice das complicações com relação à agressividade, dando pauladas nas cabeças dos colegas até o dia em que ele deu uma cabeçada no nariz de uma professora. Mas em todas essas situações segundo relatos dele próprio algum colega sempre “o provocou”. Ele toma algumas medicações desde os 4 anos pelo que me recordo e desde julho ele está sendo acompanhado por um monitor na escola. Vejo que os conflitos melhoraram muito quando ele começou a ser acompanhado pelo monitor, ele realiza as tarefas da aula antes dos outros colegas e sai para jogar bola, basquete, ler livros na biblioteca, brincar com alguns jogos na sala AEE. São adequações que vamos fazendo ao longo da nossa caminhada com nossos anjinhos especiais, e assim vamos aprendendo e superando barreiras todos os dias… Adorei o blog e vou continuar acompanhando sempre, beijos e fiquem com Deus
dezembro 22, 2012 at 4:34 pm
Tenho um filho aspie de 12 anos. Nem preciso dizer que també enfrento os mesmos problemas com as escolas. Ele irá mudar de escola no próximo. Uma característica dele é se incomodar com barulhos. Ele diz que os ouvidos doem. Remédio não resolve, apenas a falta de barulho alto. Não chega a ponto de privá-lo de frequentar escola e lugares públicos, mas existem crianças que simplesmente não suportam tais barulhos. A dor nos ouvidos é muito grande. Eles seriam obrigados a frequentarem a escola regular, caso o artigo seja vetado ou então jamais poderiam frequentar escola alguma. Acho que antes de pedirem o veto, situações assim, deveriam ser analisasdas.
abril 10, 2013 at 6:30 am
Acho que nesse caso a escolha pode ser da familia, uma crianca aspie dessa idade pode decidir por si so onde se sente mais a vontade.
janeiro 8, 2013 at 12:32 pm
Eu já tive experiência como prof. auxiliar da educação infantil da rede particular…infelizmente,a inclusão realmente fica prejudicada,pois as professoras não recebem a qualificação necessária…pelo pouco que eu conhecia sobre o autismo…pesquisei e utilizei a técnica comportamental e deu certo!Devemos ter uma lei que assegure as auxiliares terapêuticas (estagiárias de Psicologia) e que se permita a ajuda de profissionais qualificados.O que não pode é continuar como é:as crianças autistas ou com outras necessidades especiais,recebem a mesma aula…não tem diferença…como se eles fossem aprender do mesmo jeito!!Não são feitas as adequações apropriadas…isso me preocupa muito!
janeiro 27, 2013 at 3:35 pm
Andrea, que linda sua historia, parece que está realmente contando minha historia. Meu filho tem 2 anos e 8 meses, foi diagnosticado com espectro em novembro de 2012 fiquei anestesiada sem saber como agir ele está fazendo fono e TO, mas sinto que ainda não é o bastante, a médica aconselhou a coloca-lo numa escola, ele fica muito tempo comigo precisa interagir, fico até envergonhada de te pedir mas gostaria que me auxiliasse de como devo proceder na busca de uma escola pra meu filho, por onde começar?
Surgem situações novas a cada dia que eu não sei como lidar em relação as atitudes, estou um pouco perdida não sei por onde começar, qual é o primeiro passo devo ir na secretria de educação e procurar uma escola regular é isso? Por favor me ajude
Fabiola Sartini says
fevereiro 5, 2013 at 4:47 pm
OLA ANDREA! MEU NOME E FABIOLA E SOU MAE DO GIANLUCA, QUE HOJE ESTA COM 03 ANOS! MORAMOS EM BELO HORIZONTE E EM AGOSTO DE 2012, ELE FOI DIAGNOSTICADO COM AUTISMO. HOJE TENHO PROCURADO SABER MAIS SOBRE TUDO E ME DEPAREI COM SEU BLOG!
COMECEI A LER POIS ACHEI MUITO INTERESSANTE… E A CADA DIA POSTADO E A CADA PEDACINHO QUE LEIO, TENHO A IMPREENSAO QUE ESTOU REVIVENDO TODOS OS MOMENTOS, DESDE O NASCIMENTO DO GIAN ATE OS DIAS DE HOJE! FIQUEI SURPEENDIDA COM O NARRAR DE TUDO, E UM ALIVIO, POIS PARECE QUE VOCE ESTA DESCREVENDO OS MEUS DIAS COM O GIAN.OS DIAS QUE AINDA NAO TIVE CORAGEM DE ESCREVER, POIS ACHO QUE NAO ESTOU PRONTA PARA FALAR! COMO VOCE MESMO JA DISSE CADA UM DELES TEM SUA PARTICULARIDADE, MAS POSSO DIZER O QUANTO O GIAN SE PARECE COM O THEO. AS RODINHAS DOS CARRINHOS, OS BEIJOS ESTALADOS E ABRACOS APERTADOS QUE NAO PARAM, A DIFICULDADE NA FALA, O DIAGNOSTICO QUE NAO FOI PERCEBIDO PELA PEDIATRA, OS EXAMES PARA CERTEZA DE QUE ELE NAO ERA SURDO E A PROCURA DE UM ESPECIALISTA QUE ME DESSE O DIAGNOSTICO DO QUE JA SABIAMOS!!!
OBRIGADO PELOS POSTS, QUE ESTAO ME AJUDANDO MUITO!!!!!
valeria de oliveira da silva says
abril 9, 2013 at 12:45 pm
ola Silvia… Em uma busca incansavel por informaçoes a respeito do AUTISMOS, encontrei o seu blog.Nao podia ficar indiferente quanto a esta pegadinha… meu nome e Valeria e, eu sou mae do JOAO E DO PEDRO. Hoje eles tem 3 anos e 11 meses… foram diagnosticados com autismo dia 28 de dezembro de 2012. Pois bem. Por ordens medicas, eu coloquei meus filhos em uma escola regular com uma munitora para cada um assim, como manda a lei mais, tive serios problemas de recusa por parte de alguns profissionais da escola que foram ate a APAE e conseguiram com q eles ficassem em tempo integral nesta entidade sem o meu conscentimento. entao em um belo dia fui surpreendida com a noticia de que eles queriam que eles ficassem la na minha opiniao por muita comodidade afinal, as outras crianças com sindrome e baixa visao que na escola estavam foi retirada e levada para a APAE. So que eu como toda mae do mundo inteiro quer o melhor p meus filhos. Bati o pe, disse que a APAE me deu a opiçao de as crianças fazerem tratamentos especializados e assim continuar na regular e e aonde eles estao ate hoje, graças a Deus…. Depois de quase 3 meses de adaptaçao, hoje eles estao ficando na escola sem dar as crises e outra, as crianças das salas deles, adoram meus filhos…. Ainda temos muito que lutar contra esta falta de informaçao por parte das escolas e tambem os preconceitos mais…… SE DEUS ABENÇOAR, ESTA VITORIA NAO VAI DEMORAR MUITO A CHEGAR….
Maria Gabriela Menezes de Oliveira says
abril 9, 2013 at 3:35 pm
Então vamos gritar BEM ALTO!!!! Imagina a seguinte situação: a escola até aceita o aluno… alguns meses, sem mudar nada na forma como tratam os alunos em sala de aula (apenas exigindo, ou esperando, que o aluno autista se adapte ao sistema de ensino que já é o usual da escola)… o menino autista não conseguindo se adaptar por falta de interesse da escola… a escola conclui: melhor para ele estar em um ensino especializado. A única opção que vejo para uma criança não estar em um ensino regular é quando os pais ou responsáveis ou as próprias crianças assim o quiserem. Mesmo assim tem o problema da escola não promover a inclusão adequada que leve os pais, para evitar maiores sofrimentos, a retirar os filhos da escola. Eu fui constrangida a tirar meu filho da escola antiga dele. Sei que, quando eles acharam que não sabiam mais como lidar com ele (por puro despreparo para lidar com o diferente em termos de comportamento), acabaram criando condições impossíveis de convivência que fizeram meu filho andar constantemente irritado e explosivo. Ele não era mais feliz. Ainda assim, busquei uma escola regular mais preparada. A at que acompanhava meu filho lá (na escola antiga), chegou a ouvir a conversa de uma professora com a orientadora pedagógica: – AQUI NÃO É ESCOLA PARA ELE! Isso em off. Tenho medo que as escolas façam isso se não ficarmos de olho. Sinceramente, acho que um esquema misto beneficiaria a todos. Escola regular e no período-oposto escola especial para que eles aprendam o que é peculiar a eles (isso não só para os autistas). Neste período poderia ter reforço, treinamento de habilidades sociais e o que mais for necessário.
Maio 5, 2013 at 12:10 pm
Oi Maria,tudo bem?Sou Avanilda mãe de Samuel com 4 anos,com o diagnostico de autismo,Sou da mesma opiniao que voce:que as nossas crianças fiquem em escola regular em um periodo,e em outro em escola especial.
SANDRA MARIA LOPES says
abril 27, 2013 at 12:33 pm
SOU PROFESSORA DE UM CRIANÇA COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA DE UMA ESCO LA PUBLICA DE EDUCAÇAO INFANTIL DE SP.ACOLHEMOS VÁRIAS CRIANÇAS PORTADORAS DE DIFERENTES NECESSIDADES ESPECIAIS,PORÉM CONTAMOS COM POUQUISSIMOS ESPECALISTAS PARA ATENDER AS UNIDADES ESCOLARES E ATÉ ISSO ACONTECER OU ÁS VEZES NEM OCORRE NO MESMO ANO E QUANDO VEM A ACONTECER ALGUMAS CRIANÇAS JÁ ESTÃO EM OUTRA ESCOLA.ESTOU RELATANDO UM POUCO DO QUE VIVEMOS NESSE PROCESSO DE INCLUSÃO, APÓIO ESSE MOVIMENTO.OBSERVEI NOS RELATOS QUE A MAIORIA DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO NÃO SÃO CAPACITADOS PARA A INCLUSÃO,QUANDO O SÃO BUSCARAM POR SI PRÓPRIO ESSE CONHECIMENTO.NÃO POSSO DIZER QUE NÃO SÃO OFERCIDO DECURSOS CAPACITAÇÃO PARA OS PROFESSORES QUE POSSUEM CRIANÇAS ESPECIAIS ,MAS NA MAIORIA DAS VEZES OCORREM EM HORÁRIOS E LOCAIS QUE IMPOSSIBILITAM NOSSA PARTICIPAÇÃO,NESTE ANO AINDA NÃO FOMOS CONVOCADAS.HÁ A PRESENÇA DE ALGUNS ESTÁGIARIOS E DA AVE QUE NOS AUXILIAM NA QUESTÃO DOS CUIDADOS MAS OS MESMOS NÃO SÃO CAPACITADOS PARA LIDAR ESPECIFICAMENTE COM CADA CASO.NO CASO DA ESCOLA EM QUE TRABALHO NO ANO ANTERIOR ,DESENVOLVEMOS ESTUDOS NOS QUAIS NOS AUXILIASSEM NO PROCESSO DE INCLUSÃO.DIFERENTE DO RELATO DE ALGUMAS MÃES QUE POSUEM CONHECIMENTO E ACEITAÇÃO DA ESPECIALIDADE DO FILHO PROCURANDO ORIENTAR A ESCOLA ,TEMOS MÃES QUE NÃO SABEM LIDAR E ESPERAM ISSO DA ESCOLA. DENTRO DAS POSSIBILIDADESPROCURAMOS APERFEIÇOAMENTE PARA LIDAR COM O PROCESSO DE INCLUSÃO E ORIENTAR ESSAS FAMÍLIAS.NO CASO DESTA UNIDADE ESCOLAR , AMAIORIA DOS PROFISSIONAIS E DA COMUNIDADE HÁ A ACEITAÇÃO
DAS CRIANÇAS PORTADORAS DE NECESSIDADES EDUCACIONAI ESPECIAIS,HAVENDO CARINHO ,ATENÇAO NO ATENDIMENTO,APESAR DA POUCO CONHECIMENTO.JUSTAMENTE COM ESSE COMPROMISSO DE INCLUSÃO QUE RELATEI MINHA VIVENCIA PROFISSIONAL,CONTO COM A ORIENTAÇAO DE VOCÊS PARA QUE EU POSSA LIDAR COM ESTA CRIANÇA QUE ATÉ O MOMENTO CONTRIBUI POUQUISSÍMO CO O SEU DESENVOLVIMENTO,FOI DADO O DIAGNOSTICO A POUCOS DIAS E O MESMO APRESENTA UM COMPORTAMRNTO BEM DIFERENTE DAS OUTRAS CRIANÇAS AUTISTAS QUE TIVEMOS.BEIJOS SANDRA!!! CONTINUEM COM ESSE TRABALHO PARA NOS AUXILIAREM NESTE PROCESSO…VOCÊS E´QUE SÃO ESPECIAIS POR RECEBEREM ESSES PRESENTE DAS MÃOS DO NOSSO SENHOR!!!
Maio 17, 2013 at 7:29 pm
Ao meu ver o que vai garantir o sucesso da criança é o bom profissional que o acompanha, seja ele o que for, professor, fono, to, terapeuta, entre outros …Temos em primeiro lugar tratar as cranças como CRIANÇAS,,, isso é fundamental ACREDITAR… é necessário!!! Quem não traça um caminho, uma meta nao sab onde quer chegar, por isso ao meu ver o que garante o progresso de uma criança é o acreditar nela, no seu potencial, independentemente de qualquer diagnóstico, já assisti diversos filmes na area de crianças com necessidades especiais e todas, sem nenhuma excessao, tem progresso por menor que seja mais tem, portanto quero dizes aos pais, professores e pessoas envolvidas na area de educação que seu filho ou seu aluno pode ter uma deficiência multipla e nem por isso vai deixar se ser criança, de ser um pessoa cheia de desejos e vontades,,,,, se seu filho ou seu estudante for surdo e cego ao mesmo tempo ( surdocegueira) , essa deficiencia multipla não será um impensilho para que ele possa ser feliz… Portanto eu, como psicopedagoga, professora do AEE e professora de apoio acredito sim em uma escola inclusiva de qualidade é lei que as crianças troquem com seus pares.,… não vamos discriminá-las vamos dar a elas o direito de troca o direito a vida!!!
Mariana Rodrigues Graciano
cristiane vasconcelos says
Maio 20, 2013 at 11:46 pm
tenho um sobrinho de 4 anos,e desde que ele começou andar,que desconfiamos que havia algo errado com ele,mais meu irmão sempre quis acreditar que ele não tinha nada,mais ai o tempo foi passando,e vimos que ele não falava,e só andava de pontas de pé!!!e tbm muito nervoso,foi qndo meu irmão começou leva-lo para medicos,e todos diziam que ele é uma criança normal,que com tempo ele iria falar normal,mas de tanto falar-mos para meu irmão,ele resolveu procurar novos medicos,foi qndo ano pssado um desses medicos dignosticou que ele é altista,e orientou meu irmão a procurar,uma escola especializada,APAE,estamos na fila de espera…mais eu gostaria de saber de vcs mães,que já passam por isso,e tem um conhecimento maior,o que é melhor para meu sobrinho?o que devemos fazer por ele?por onde começar?meu irmão não tem condiçoes de procurar bons especialistas,ou pagar escolas particulares!!!!aguardo uma orientação de umas de vcs!!!com muito carinho,bjks!!!
Maio 21, 2013 at 3:27 pm
Gostaria de informações sobre o documentário e cursos para inclusão de crianças autistas
CÉLIA ROSA FERREIRA DE SOUZA PEREIRA says
junho 14, 2013 at 12:41 pm
BOA A TARDE MEU NOME É CÉLIA TENHO UM FILHO AUTISTA GOSTARIA DE SABER AONDE TEM ESCOLA PARA PESSOAS ASSIM O GRAU DELE É LEVE MORO EM SÃO PAULO MEU TELEFONE É 27310049 OBRIGADA…..
junho 17, 2013 at 6:10 pm
Célia, vc procura escola regular? Dá uma olhada na nossa lista de escolas amigas: https://www.lagartavirapupa.com.br/escolas-amigas
novembro 13, 2013 at 2:13 pm
Olá Boa Tarde! Estou na cidade de Rio grande no RS tenho um filho de 12 anos aspie, e como é louco essa estória de inclusão, ele chegou aqui com 11 anos vindo de escola regular no RJ, nunca tinha perdido um ano está no sexto ano e sempre foi um aluno MB (muito bom), só que aqui ele não gostou de nada, pois eles acham que ele deve copiar fazer tudo que eles mandam.Só que assim não funciona, ele não copia mas presta atenção, não atrapalha a aula e fica em seu cantinho, e isso incomoda alguns professores da tal turma de inclusão. Senhores hoje ele não vai a escola, pois alem de tudo o colocaram em uma turma de alunos repetentes, com 18 anos, com filhos e que não se interessam por nada, só pelas suas baladas.Ele não se achou nesta escola que a secretaria de Educação fala que é inclusiva.O que a Lei pode me ajudar? obrigada
março 7, 2014 at 10:20 am
Olá sugiro escolas que seguem a linha Waldorf para seu pequeno, estas escolas respeitam as individualidades, incentivam a criatividade e a aprendizagem de forma lúdica, valorizam o atendimento individualizado. O inconveniente é que são todas particulares e que não estão presentes em todas as cidades, mas vale a pena conferir se não existe alguma em Rio Grande. bjo e sorte para vcs…
março 6, 2014 at 5:55 pm
Meu filho não é autista, mas tem sequelas de malformação genética cerebral, que envolve o equilíbrio e o comportamento. Apesar de não ser diagnosticado como autista, os sintomas são praticamente os mesmos. Ele tem 3 anos e 9 meses. Já não é a primeira vez que enfrento problemas de adaptação nas escolas (da rede particular), diretoras, coordenadoras reagem em pensar na possibilidade de acolher alguém diferente (ah como se todos os outros alunos tivessem exatamente o mesmo DNA – em outras palavras: nenhum aluno/criança é igual ao outros – seres humanos são únicos). Neste início de ano mudou de escola, pois infelizmente a que ele estava fechou. A diretora da escola atual sugeriu uma pessoa para acompanhar meu filho, que passa o dia inteiro na escola, pois trabalho o dia inteiro. Como a escola é particular, GOSTARIA DE SABER SE ALGUÉM TEM EXPERIÊNCIA PARA COMPARTILHAR, NO SENTIDO DE TER UMA PESSOA QUE ACOMPANHE A CRIANÇA NA ESCOLA? NESTE CASO, QUEM CONTRATA A AUXILIAR?
Gostaria muito de uma resposta, pois nos ajudando ficamos mais fortes!!!
março 7, 2014 at 10:15 am
Olá também gostaria de ter notícias a este respeito, procurei escolas que tem fama de acolher sem restrições todos os tipos de criança e vi que as coisas na verdade não são bem assim, as escolas realmente acolhem bem as crianças com autismo, mas se negam a aceitar minha filha sob a alegação que não é possível ter mais de um autista por sala de aula e a “vaga” por óbvio já está preenchida. Não lido muito bem com esta idéia de colocar uma pessoa exclusivamente para minha pequena, acho que ela deve seguir com suas particularidade orientada pela mesma professora que cuida das particularidades e individualidades de cada uma das crianças da turma. Mas aceito com carinho aconselhamentos e vivências para que possamos direcionar melhor a vida escolar de minha Gabi. Aguardo noticias sobre as experiências vividas.
abril 18, 2014 at 1:35 am
Vi tantas escolas amigas dos autistas pelo Brasil todo e em Curitiba, uma capital, nenhuma. Meu filho tem 5 anos e está em uma escola particular que a princípio não se opôs a matricula dele, mas agora após 2 meses de aula, nos chama a cada movimento que meu filho faz na escola. Ele tem autismo leve, toma ansiolitico e Concerta e ainda não tá bom prá escola. Querem q eu dope a criança, pois o tratam como um delinquente. Eles não mudam nada no tratamento com ele, querem q ele se adapte igual a todos e admitem não ter experiência com autista e nem querem ouvir opiniões. O diretor acha que sabe tudo e que se meu filho for castigado ou de preferência levado embora da escola ele vai aprender a lição e se comportar. Mas não é assim, cadê a inclusão? o respeito pelas diferenças? A escola não atrai a criança e a culpa é da criança? Qual o papel da escola? Aprendizado não devia ser prazeroso? Peço que se alguém possui uma experiência positiva com alguma escola, me conte. Precisamos de ajuda de verdade.
Juliana Alves says
janeiro 30, 2015 at 7:44 am
Posso ser crucificada aqui, mas a criança autista exige cuidados que as escolas no Brasil infelizmente não estão preparadas. O professor mal ganha para sobreviver e até onde eu sei como Educadora, dificilmente a escola investe tão a fundo no profissional em um assunto como a Inclusão Social. A Inclusão hoje existe sim. Para um cadeirante, uma pessoa sem um membro. Porém, para um autista, eu ainda não ouvi falar de um colégio normal em que tenha dado a estrutura que a criança precisa. Talvez, e digo isso talvez por não ter filhos e não entender a situação tão a fundo. Mas talvez, o melhor para a criança no Brasil ainda seria uma educação especial, com pessoas preparadas.
janeiro 30, 2015 at 2:43 pm
Olá Juliana, devo dizer que realmente não fiquei surpresa com a sua resposta, pois, infelizmente muitos “educadores” mantém um discurso como o seu. Sou professora, pedagoga, não tive formação em Ed. Especial na faculdade, trabalho na rede estadual de São Paulo, tenho um aluno autista e discordo totalmente de você: é direito de todos estar na escola e aprender de acordo com o seu ritmo. Posso afirmar categoricamente que a inclusão funciona, mas para que isto ocorra é preciso vontade e dedicação do “educador”. Passei por muitas dificuldades, mas observei avanços enormes no meu aluno e por causa de “educadores” como você irei acompanhá-lo por mais um ano, pois eu quero que ele se sinta acolhido e possa sempre evoluir e aprender. Espero que você tenha a chance de conhecer e conviver com uma criança com necessidades especiais, seja ela qual for, quem sabe você reveja suas ideias sobre inclusão. Eu garanto que todo professor diante desta experiência, no mínimo, se torna uma pessoa melhor.
janeiro 30, 2015 at 9:05 pm
E como você lidou com os outros alunos e como os pais dos alunos e os alunos lidaram com a situação e também qual era a faixa etária? O método utilizado era o mesmo aplicado nas outras crianças ou era diferente? Um método individualizado? Você teve o apoio de uma auxiliar? Além do desenvolvimento do aluno autista, que você citou que foi muito bom, qual foi o nível de desenvolvimento das outras crianças?
janeiro 30, 2015 at 10:31 pm
Olá, respondendo suas questões. Eu o acompanho desde o primeiro ano do EF e agora ele irá para o 3º ano. Realizei um trabalho de conscientização com as crianças e as famílias que respeitam e valorizam o meu trabalho. Tive que realizar muitas adequações no currículo, mas o método utilizado com todos é o mesmo, sigo a linha sócio-construtivista. Nunca tive auxiliar em sala e nunca terei de acordo com a minha escola. Todos os alunos avançaram de acordo com as expectativas e minha sala é uma das que conquista os melhores resultados dentro das avaliações oficiais. Meu aluno nunca foi retirado de nenhuma atividade, ao contrário, fomos nos adaptando as necessidades dele: se ele estava muito ansioso ou desconfortável falávamos mais baixo, íamos brincar no pátio, pintar no jardim. Ele também participou das atividades extra classe: visita ao Museu de Arte Sacra e a Sala São Paulo, shows de mágica, gincanas, festas à fantasia… resumindo, nenhuma escola está preparada e nunca vai estar…acredito que cabe a nós dar o primeiro passo. Eu tive muita sorte e sou muito feliz por fazer parte da história de uma criança tão especial e de ter a ajuda de alunos e familiares tão maravilhosos. Caso você queira nos visitar um dia, estaremos esperando de braços abertos.
Maio 26, 2015 at 11:18 am
Queria, em tempo, parabeniza-la pela atitude e conduta. Quem dera Deus tivéssemos mais educadores com esse pensamento humano. Mas meu coração já se encheu de alegria em ler suas respostas. Deus a abençoe sempre! Já esta em minhas orações. Com amor, Angela (mãe do Miguel 4 anos, autista e a criança mais doce que já conheci)
Maio 26, 2015 at 2:17 pm
Agradecida Angela, também gostaria de ter mais colegas solidários e humanos, que se colocassem no lugar do outro e vissem a inclusão como desafio não fardo. Bjão e um maior ainda no seu pequeno
setembro 11, 2017 at 11:51 am
Parabéns Pablia, estou lendo a sua “discussão” com a Juliana, emocionado. São esses educadores que precisamos para os nossos filhos seja ele especial ou não. Parabéns e Deus te ilumine e proteja.
Obrigada! Este aluno não está mais em minha escola, mas ontem me ligou, convidando para seu aniversário de 11 anos. É muito amoor!
janeiro 30, 2015 at 9:12 pm
Quando você diz que vai acompanha-lo você quer dizer que avançou uma série com ele ou ele continuou na mesma série? A realidade que vejo é os alunos serem excluídos de algumas atividades por não se adaptarem. Ex. aluno portador de autismo é muito sensível a barulho e num exato momento as crianças brincaram em sala de aula, ele teve que ser retirado, ou seja, não participou da atividade. O autista precisa muito de atividades lúdicas e em determinadas séries elas não são aplicadas. E aí não existe um método, um material individual, feito de acordo com a necessidade do aluno. Quando menciono o despreparo, me refiro a isso e não a boa vontade. Boa vontade todos tem. Todos possuem o mesmo direito. O que eu acredito é que as escolas não estão preparadas. Isso é a realidade que eu assisto todos os dias. Inclusão social não é só inserir a criança numa escola regular e achar que está tudo bem, inclusão social é repensar o modo de ensino, é trabalhar de acordo com a criança. Só que em muitas e na maioria das escolas isso não acontece.
fevereiro 4, 2015 at 10:33 am
Olá, minha filha tem 7 anos, estuda em escola Waldorf, não é autista, mas na sala dela com 20 alunos, tem uma menininha de 08 anos que é. Ela grita bastante, bate a cabecinha… sei que a inclusão é importante, fundamental, porém na prática envolve muitas ações. Quero contribuir, pois tenho uma outra filha que foi um caso de inclusão escolar e sofri muito ( eu e ela) por falta de compreensão dos pais e alunos da sala em relação ao problema.
Acredito na competência da professora, mas me preocupa (por falta de conhecimento, não pre-conceito) se a condução do processo de alfabetização dos demais alunos pode ser afetado.
Que ações podemos fazer para aja de fato uma inclusão onde todos saem ganhando? Afinal as crianças, nós pais teremos a oportunidade de aprender algo muito importante em nossas vidas: respeitar as diferenças, aprender e ensinar com elas, fazendo de nós seres humanos melhores…
Que ações podem ser estimuladas nos pais e filhos para que a comunidade escolar participe e contribua de forma eficaz nesse processo? Tenho certeza que não se trata só do trabalho da mãe, professora e criança… o processo é muito maior e quero que dê certo. A inclusão é LINDA quando bem conduzida!
Patrícia Dias Abdala Tauil says
Maio 7, 2015 at 1:24 pm
Olá, minha filha tem 4 anos e este ano passou a estudar com um colega autista, ontem este colega fugiu da escola e foi encontrado dois quarteirões adiante, a escola em questão é particular porém não promove a inclusão, eu, como mãe não sei lidar com a situação pois muitas vezes os amiguinhos dizem que o colega não aprende, que não adianta ensinar, que tem problema de cabeça. Ao questionar a coordenação me disseram que não é permitido informar os outros pais sobre a entrada desse coleguinha na escola e nem abordar o assunto, mas em contrapartida levaram uma psicológa para conversar com as crianças, e o que foi dito é que ele tem problema na cabeça, que não ia conseguir aprender como eles.
Sou totalmente a favor de uma inclusão real, não apenas colocar a criança na sala e esperar que ela acompanhe como os outros,mesmo porque cada aluno é diferente. Hoje, ao pesquisar sobre o assunto lí que a escola particular não é obrigada a oferecer um monitor especializado nos casos necessários, alguém sabe me informar sobre isso?
Maio 26, 2015 at 2:28 pm
Patr[icia que coisa séria. Realmente a escola só pode dar esta informação com autorização da família. Quanto ao cuidador ou auxiliar, o sindicato das escolas particulares diz que a legislação atual só é válida para as escolas públicas. Muitas vezes a família paga o auxiliar a parte. Imagino sua angustia, mas se for possível tente se aproximar da família, para ouvir e conversar e incentive sua filha a interagir de uma outra forma com o coleguinha. Meu coração está apertadinho, espero que esta situação melhore.
Dani Gui says
junho 16, 2015 at 10:56 am
Bom dia me chamo Daniele e tenho um lindo filho de 8 anos que é autistas. Fico muito vezes revoltada pois essa história de inclusão é muito bonita no papel porque na realidade é triste. Meu filho foi matriculado com 5 anos da escola municipal desde então começou a exclusão, onde era chamada diariamente na escola para ouvir até que meu filho tinha espíritos, quando estava com 6 anos a professora o colocava de castigo a frente da sala de aula, piorou a situação onde nem a professora nem mesmo as crianças se aproximavam do meu filho o deixando agressivo pois ele tentava de todas as formas chamar a atenção. O mudei para escola particular onde também ha dificuldades, pois poucos profissionais se desempenham a abraçar a causa. Eu como mãe leio muito, pesquiso muito e auxilio muito a escola, porém chega uma hora que cansa, pois buscamos ajudas e parcerias onde haja tratamento família e profissionais da saúde e inclusão escola, mas é triste a cada bilhete que recebo pois vejo que algumas professoras não sabem e não conhecem o mundo dos autistas, o mundo mágico do meu pequeno anjo que Deus me enviou.
Roberta Barbosa says
agosto 4, 2015 at 8:05 pm
Ola, já li algumas matérias sua. Não sou especialista mais gostaria de dar minha opinião. Meu filho tem 12 anos é autista e já estudou em todas escolas possíveis. Já foi excluído na municipal, não aguentei pagar estagiária a parte na particular e o estado sem condições. Hj ele esta na escola especial, tinha mil ideias a respeito, mais confesso que estou gostando muito. Meu filho esta alfabetizado e é autodidata, aprendeu por exemplo inglês sozinho, mais embora seja muito inteligente existem outras condições do autismo q o impede de desenvolver na escola regular. E penso que o paragrafo que vc cita, abre precedentes pra que haja no Brasil escolas especiais e que os pais possam optar onde acreditam ser melhor pros seus filhos, pois o medo de que essas escolas deixem de existir assombra muitos pais!!!
Amanda Penido says
novembro 2, 2015 at 12:25 pm
Concordo com você Roberta e digo mais: Nossas escolas não tem a menor condição de atender aos alunos com transtornos… É uma inclusão que exclui se pensarmos que esses alunos precisarão receber tratamento diferenciado numa classe regular com média de 25 a 30 alunos… Fico preocupada quando comparam o atendimento dado as crianças nos EUA com o atendimento oferecido nas escolas brasileiras. Ao menos compararam o número de crianças por sala? E o tempo que ficam na escola? Antes de criticar é preciso verificar as condições. A inclusão de um modo geral também é uma pegadinha para fecharmos os olhos para a questão da extinção das escolas especiais, essas sim merecem mais atenção e apoio… E voltados para as escolas regulares damos as costas para aquelas que tem condições reais!
Juliana Yatsu says
novembro 15, 2015 at 5:40 pm
conheço um rapaz de 21 ano com autismo, ele se matriulou em um curso de espanhor particular, no entanto, no decorrer do curso ele queria por tudo custoa beijar a professora na boca, agarrava, inclusive passava suas mãos em partes do corpo da professe. A escola pode pedir para que ele não frequente mais o curso?

References: artigo 7
 artigo 7
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 Artigo 7
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