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Relatório e Contas 1º semestre de PDF
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Victor Cabreira Quintanilha
1 Relatório e Contas 1º semestre de 2015
2 INDÍCE Relatório de Gestão Intercalar 3 Disposições Legais 14 Contas Consolidadas 2
4 GRUPO MÉDIA CAPITAL, SGPS, SA O Conselho de Administração do Grupo Média Capital, SGPS, SA, no cumprimento dos preceitos legais e estatutários instituídos, apresenta o Relatório de Gestão Intercalar relativo ao primeiro semestre do exercício de INTRODUÇÃO A sociedade Grupo Média Capital, SGPS, S. A. ( Empresa ou Sociedade ou Media Capital ou Grupo Média Capital ou Grupo ) tem como único investimento, uma participação de 100% na MEGLO Media Global, SGPS, S.A. ( MEDIA GLOBAL ). Através desta participação a Empresa detém, indiretamente, participações nas empresas indicadas nas Notas 3 e 4 do anexo às demonstrações financeiras consolidadas condensadas em 30 de junho de As designações completas das empresas incluídas neste relatório têm a devida correspondência no referido anexo às demonstrações financeiras consolidadas condensadas, que são parte integrante deste Relatório Consolidado de Gestão Intercalar. As Demonstrações financeiras consolidadas condensadas da sociedade Grupo Média Capital, SGPS, S.A., foram preparadas de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS). As informações financeiras contidas no presente Relatório e Contas não foram sujeitas a auditoria ou a revisão limitada por parte de auditor registado na CMVM. 4
5 PRINCIPAIS FATOS NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2015 O Resultado Líquido do Grupo Media Capital subiu 4% face ao período homólogo, atingindo 7,4 milhões. No plano operacional, o EBITDA do Grupo Media Capital recuou 11%, alcançando 16,2 milhões e uma margem de 19,7%. Este desempenho resultou sobretudo do recuo dos outros rendimentos operacionais relacionados com chamadas de tarifa única. No que se refere à publicidade, os rendimentos consolidados de publicidade permaneceram ao nível do verificado na primeira metade de O Grupo estima ter ganho quota no período em análise. A TVI garantiu a liderança de audiências em televisão, registando no primeiro semestre uma média de quota de audiência de 23,2% e de 26,8%, no total do dia e no horário nobre, respetivamente. A diferença face ao segundo canal mais visto foi de 4,0pp no primeiro caso e de 2,6pp no segundo. A liderança da TVI em audiências mantém-se quando a leitura destas é feita por grupos de canais, com 26,1% no total do dia e 28,9% em horário nobre, mais 3,7pp e 2,2pp do que o segundo grupo de canais concorrente. Esta liderança acentuou-se face ao período homólogo. Na vertente financeira, o segmento de Televisão atingiu um EBITDA de 13,4 milhões e uma margem de 19,7%, com a publicidade a ficar ao nível dos primeiros seis meses de Por seu turno, o segmento de Produção Audiovisual registou uma melhoria da rentabilidade, com o EBITDA a atingir 0,3 milhões (vs. 0,2 milhões no período homólogo). O EBITDA do segmento de Rádio ascendeu a 2,4 milhões, a que correspondeu uma margem de 28,6%, melhorando 18% face ao período homólogo. Na terceira vaga de audiências de 2015, o conjunto das rádios do Grupo Media Capital registou uma quota líder de 37,3% (4,1pp acima do segundo grupo e 3,6pp melhor que o valor homólogo de 2014). É de destacar o desempenho da Rádio Comercial, com uma quota de 26,5%, 5,1pp acima do concorrente mais próximo nesta vaga e 3,5pp melhor que o verificado no período homólogo. O primeiro semestre ficou ainda marcado pelo sucesso do lançamento do TVI Player, serviço que consiste numa plataforma própria otimizada para a visualização de programas e vídeos do universo TVI em ambiente digital. Encontra-se disponível de forma gratuita para web, ipad e iphone, bem como smartphone e tablet na plataforma Android. Conta na sua oferta com as emissões em direto dos canais TVI e, de forma diferida, com programas, clipes com os melhores momentos e conteúdos exclusivos. 5
6 Os resultados financeiros melhoraram de forma substancial (37%), devido essencialmente à operação de refinanciamento verificada na segunda metade de 2014, que permitiu reduzir os gastos de financiamento. ANÁLISE DOS RESULTADOS CONSOLIDADOS milhares de 1S S 2014 Var % 2T T 2014 Var % Total de Rendimentos Operacionais % % Televisão % % Produção Audiovisual % % Rádio % % Outros % % Ajustamentos de Consolidação (21.975) (21.053) -4% (11.199) (10.806) -4% Total de Gastos Operacionais ex-d&a % % EBITDA % % Margem EBITDA 19,7% 20,4% -0,7pp 24,0% 26,2% -2,2pp Televisão % % Produção Audiovisual % (369) 479 N/A Rádio % % Outros (164) 468 N/A (20) 422 N/A Ajustamentos de Consolidação % N/A Depreciações e Amortizações % % Resultados Operacionais (EBIT) % % Resultados Financeiros (Líquidos) (2.786) (4.445) 37% (1.661) (2.252) 26% Res. antes de imp. e int. s/ controlo % % Impostos sobre o Rendimento (2.357) (2.273) -4% (1.960) (2.134) 8% Res.Líquido Operações em Continuação % % Resultado líquido do exercício % % No primeiro semestre de 2015 o Grupo Media Capital registou um total de rendimentos operacionais consolidados de 82,3 milhões, valor que corresponde a uma queda de 7%. Os gastos operacionais recuaram 7%, devido sobretudo aos segmentos de produção e televisão. O EBITDA consolidado do Grupo recuou 11% de 18,1 milhões para 16,2 milhões, com uma margem de 19,7%. 6
7 O resultado operacional (EBIT) consolidado ascendeu a 12,5 milhões (comparando com 13,8 milhões em 2014), enquanto que o resultado líquido foi de 7,4 milhões, 4% superior ao verificado a idêntico período do ano anterior, beneficiando da melhoria do resultado financeiro. milhares de 1S S 2014 Var % 2T T 2014 Var % Rendimentos Operacionais % % Publicidade % % Outros Rendimentos Operacionais % % Os rendimentos de publicidade ficaram em linha com o valor do ano transato. No segmento de Televisão, a publicidade teve igualmente uma variação nula. No segmento de Rádio verificou-se uma subida de 8%, enquanto que no segmento Outros (que inclui as áreas do Digital, Música e Eventos, assim como a holding e os serviços partilhados do Grupo), houve uma queda de 11%. O Grupo estima ter ganho quota no período em análise. Os outros rendimentos operacionais, compostos essencialmente por rendimentos de produção audiovisual, serviços multimédia e rendimentos de cedência de sinal, recuaram 21%, com o impacto a advir sobretudo do segmento de televisão, em concreto no que refere a serviços multimédia. Esta redução é originária quer do impacto da autorregulação nos concursos de chamada de tarifa única, a qual entrou em vigor em julho de 2014, quer do barramento de chamadas efetuado por operadores de telecomunicações. TELEVISÃO milhares de 1S S 2014 Var % 2T T 2014 Var % Rendimentos Operacionais % % Publicidade % % Outros Rendimentos % % Gastos Operacionais, ex D&A % % EBITDA % % Margem EBITDA 19,7% 21,1% -1,4pp 24,1% 25,8% -1,7pp Depreciações e Amortizações % % Resultado Operacional (EBIT) % % 7
8 O conjunto dos canais da Media Capital composto pela TVI, TVI24, TVI Ficção, +TVI e TVI Direct liderou o primeiro semestre de 2015 com uma quota de audiência de 26,1% no total do dia e 28,9% no horário nobre (20h-24h). Esta liderança estendeu-se ao target comercial Adultos. Acresce ainda que a liderança da TVI alargou-se face ao período homólogo quer no target Universo, quer no target Adultos em all day e prime time. All Day (%) UNIVERSO ADULTOS Grupo TVI 26,1 26,8 Grupo SIC 22,4 23,0 Grupo RTP 18,4 19,4 Prime Time (%) UNIVERSO ADULTOS Grupo TVI 28,9 29,4 Grupo SIC 26,7 27,4 Grupo RTP 16,4 17,3 Relativamente ao canal generalista, no período em análise a TVI confirmou a posição de canal mais visto da televisão portuguesa. De acordo com a GfK, a estação obteve um share de audiência de 23,2% em total de indivíduos (Universo), 4,0 pontos percentuais acima do seu concorrente mais próximo, e com uma diferença de 8,0 pontos para o terceiro canal mais visto. Em 2015, a TVI é igualmente líder destacada no principal target comercial - indivíduos com idade igual ou superior a 15 anos (Adultos) - no qual regista 23,8%, o que equivale a 4,1 e 7,5 pontos percentuais acima dos dois concorrentes mais próximos. Para o horário nobre, a TVI garantiu igualmente a primeira posição, com uma quota reforçada de 26,8%, ou seja uma vantagem de 2,6 pp de share sobre o segundo canal. Situação equivalente verificou-se no target comercial Adultos, no qual a TVI captou 27,2% da audiência, com a segunda e a terceira posição a registarem 24,7% e 14,7% respetivamente. No período em análise, a TVI apresentou a estrutura usual nos grandes géneros televisivos, predominando a ficção, seguida do entretenimento e da informação, tal como do desporto. Desempenho Financeiro Em termos de desempenho financeiro, o segmento de Televisão viu os seus rendimentos operacionais totais recuarem 7% (-9% no 2T 15). Os rendimentos de publicidade ficaram estáveis face ao período homólogo (-1% no 2T 15). O Grupo estima ter ganho quota no período em análise. Os outros rendimentos, que englobam entre outros, proveitos de cedência de sinal e serviços multimédia, recuaram 19% (-27% no 2T 15). Conforme referido anteriormente, esta redução deveuse sobretudo a dois efeitos: a autorregulação nos concursos de chamada de tarifa única (a qual entrou em vigor em julho de 2014), assim como o barramento de chamadas efetuado por 8
9 operadores de telecomunicações, situação esta ultrapassada no segundo trimestre, mas que não impediu que o decréscimo de atividade persistisse. Os gastos operacionais tiveram um decréscimo de 5% face ao ano anterior (-7% no 2T 15), associado sobretudo a uma redução dos custos de programação, bem como à menor atividade de serviços multimédia. A evolução combinada entre rendimentos e gastos resultou num EBITDA de 13,4 milhões ( 8,8 milhões no 2T 15), que compara com 15,4 milhões no 1S 14 ( 10,4 milhões no 2T 14), com uma margem de 19,7% (24,1% no 2T 15). PRODUÇÃO AUDIOVISUAL milhares de 1S S 2014 Var % 2T T 2014 Var % Rendimentos Operacionais % % Publicidade 0 0 0% 0 0 0% Outros Rendimentos % % Gastos Operacionais, ex D&A % % EBITDA % (369) 479 N/A Margem EBITDA 1,7% 0,9% 0,8pp -3,8% 4,5% -8,3pp Depreciações e Amortizações % % Resultado Operacional (EBIT) (1.059) (1.408) N/A (1.195) (312) -282% O segmento de produção audiovisual atingiu um total de rendimentos operacionais de 19,7 milhões, recuando 2%. Em Portugal, os rendimentos operacionais recuaram 2%, com menor atividade relacionada com o aluguer de meios de produção e com a construção de cenários (sobretudo a última). Relativamente ao negócio em Espanha, os rendimentos operacionais refletiram uma melhoria da faturação para clientes daquele país. No trimestre as dinâmicas de evolução foram semelhantes. Não obstante a redução dos rendimentos operacionais, tal foi compensado pela redução dos gastos (-3%), pelo que o EBITDA melhorou 93%, de 0,2 milhões, para 0,3 milhões. 9
10 RÁDIO milhares de 1S S 2014 Var % 2T T 2014 Var % Rendimentos Operacionais % % Publicidade % % Outros Rendimentos % % Gastos Operacionais, ex D&A % % EBITDA % % Margem EBITDA 28,6% 25,8% 2,8pp 37,5% 34,4% 3,1pp Depreciações e Amortizações % % Resultado Operacional (EBIT) % % Os dados relativos às audiências continuaram a evidenciar o excelente desempenho dos formatos explorados pela MCR, dados que atingiram valores máximos históricos. Com efeito, na terceira vaga de audiências de 2015, o conjunto das rádios do Grupo Media Capital registou um share de audiência líder de 37,3% (4,1pp acima do segundo grupo e 3,6pp melhor que o valor homólogo de 2014). É de destacar o desempenho da Rádio Comercial com um share de 26,5%, 5,1pp acima do concorrente mais próximo nesta vaga e 3,5pp melhor que o verificado no período homólogo. A Rádio Comercial liderou em todas as regiões do painel à exceção de uma, sendo igualmente de destacar o share obtido no período prime em rádio: 06h00-10h00, que foi de 29,8%, o segundo mais elevado de sempre do setor e o melhor dos últimos 13 anos. Por seu turno, a m80 a rádio dos êxitos dos anos 70, 80 e 90 obteve um share de 6,2% (+0,8pp vs o período homólogo). É a rádio com mais quota entre as que não possuem rede de cobertura nacional. É a terceira rádio mais ouvida na região de Lisboa. Relativamente aos outros formatos, a Cidade obteve uma quota de 3,2%, reforçando a liderança no segmento das rádios cujo principal alvo é a população mais jovem. Os rendimentos de publicidade da MCR melhoraram 8% relativamente ao período comparável. O Grupo estima ter ganho quota no período em análise. Os outros rendimentos operacionais recuaram 21%, embora em termos absolutos essa redução seja reduzida. Quanto aos gastos operacionais deste segmento, estes aumentaram 3% face ao nível de Face ao descrito, o EBITDA do segmento foi de 2,4 milhões (+18% face a 2014), com uma margem de 28,6% (+2,8pp). 10
11 OUTROS milhares de 1S S 2014 Var % 2T T 2014 Var % Rendimentos Operacionais % % Publicidade % % Outros Rendimentos Operacionais % % Gastos Operacionais, ex D&A % % EBITDA (164) 468 N/A (20) 422 N/A Margem EBITDA -2,0% 5,2% -7,2pp -0,5% 9,3% -9,8pp Depreciações e Amortizações % % Resultado Operacional (EBIT) (312) 293 N/A (101) 333 N/A Este segmento inclui as áreas do Digital, Música e Eventos, assim como a holding e os serviços partilhados do Grupo. Não obstante o forte ambiente competitivo existente na área do Digital, a MCD tem conseguido registar bons níveis de adesão aos seus conteúdos e serviços, o que se reflete positivamente nos indicadores de performance. A título de exemplo, o grupo de sites da TVI chega ao final de junho de novo na liderança do seu segmento (referente a sites de canais de TV), com um share de 45% em visitas e de 40% em páginas vistas. O primeiro semestre ficou ainda marcado pelo sucesso do lançamento do TVI Player, serviço que consiste numa plataforma própria otimizada para a visualização de programas e vídeos do universo TVI em ambiente digital. Encontra-se disponível de forma gratuita web, ipad e iphone, bem como smartphone e tablet na plataforma Android. Conta na sua oferta com as emissões em direto dos canais TVI, bem como, de forma diferida, programas, clipes com os melhores momentos e conteúdos exclusivos. A mobilidade é um aspeto chave da oferta, com o consumo mobile a representar mais de 40% do total desde o seu início, excedendo no total mais de 2,5 milhões de vídeos vistos. Na componente financeira, os rendimentos de publicidade recuaram 11% no comparativo homólogo, enquanto que os outros rendimentos operacionais tiveram uma queda de 8%. O EBITDA do segmento foi assim negativo em 164 milhares, que compara com um valor positivo de 468 milhares no período homólogo. 11
12 CASH FLOW milhares de 1S S 2014 Var % 2T T 2014 Var % Recebimentos % % Pagamentos (96.668) ( ) 10% (48.937) (50.870) 4% Fluxos das atividades operacionais (1) % % Recebimentos % % Pagamentos (5.192) (3.818) -36% (1.798) (2.122) 15% Fluxos das at. de investimento (2) (1.695) (2.158) 21% (511) N/A Recebimentos % % Pagamentos (78.578) (57.375) -37% (31.161) (31.494) 1% Fluxos das at. de financiamento (3) (15.838) (7.431) -113% (13.226) (12.412) N/A Caixa e equivalentes no início do período % % Var. caixa e seus equivalentes (4)=(1)+(2)+(3) (136) (3.126) 96% 317 (968) N/A Efeito das variações de câmbios 3 (5) N/A (0) (1) 86% Caixa e equivalentes no final do período % % O cash flow das atividades operacionais foi de 17,4 milhões, comparando com 6,5 milhões no 1S 14 (+169%). A melhoria foi transversal à maioria dos segmentos, embora mais notável no de televisão. O cash flow das atividades de investimento foi de -1,7 milhões, quando o ano passado havia sido de -2,2 milhões. Analisando o cash flow respeitante a pagamentos de ativos fixos tangíveis e intangíveis, este ascendeu a -5,1 milhões, o que compara com -2,8 milhões no período homólogo. Esta variação deve-se, por um lado, ao reduzido capex verificado no primeiro semestre de 2014 e, sobretudo, à concentração do capex de 2014 nos últimos meses desse ano (com respetivos pagamentos já em 2015). Assim sendo, não se perspetiva que os valores anuais de 2015 sejam proporcionais aos verificados nos primeiros seis meses. O cash flow das atividades de financiamento foi de -15,8 milhões, refletindo os movimentos verificados nas atividades operacionais e de investimento, bem como o montante de dividendos distribuídos (igualmente 15,8 milhões). 12
13 ENDIVIDAMENTO milhares de Jun 14 Dez 13 Var Abs Var % Dívida financeira % Empréstimos bancários / Papel comercial % Outro endividamento (431) -17% Caixa & equivalentes (3.130) -60% Dívida líquida % No que diz respeito ao endividamento líquido, registou-se um decréscimo de 1% ( -1,7 milhões) face a dezembro de 2014, situando-se no final de junho de 2015 em 114,0 milhões. De salientar que o valor da dívida inclui os leasings, que ascendem no total a 1,1 milhões no final do período em análise. Conforme decorre da explicação constante no ponto de análise ao cash flow, a redução da dívida líquida ocorreu não obstante o montante de dividendos distribuídos ( 15,8 milhões), sem os quais a dívida líquida teria recuado de forma mais acentuada. O Grupo Media Capital mantém assim uma confortável estrutura de capital. EVOLUÇÃO ESPERADA DA ATIVIDADE PARA O SEGUNDO SEMESTRE DE 2015 Atendendo aos desenvolvimentos recentes relativamente à degradação da situação económica de economias emergentes, com especial destaque para a China e da continuação de incertezas quanto ao futuro da Grécia e seus impactos na zona euro como um todo, não se perspetivam condições para uma rápida recuperação económica em Portugal, até porque o país continua a debater-se com um ajustamento macroeconomico que deverá prolongar-se por vários anos. A realização de eleições legislativas e o facto de não se antecipar uma maioria absoluta poderá também implicar cautelas adicionais por parte dos agentes económicos privados, nomeadamente famílias e empresas. Estes condicionalismos deverão refletir-se na evolução da publicidade, cujo mercado registou oscilações mensais homólogas (positivas e negativas) menos padronizadas durante a primeira metade do ano. O Conselho de Administração da Media Capital, juntamente com as equipas de gestão de cada uma das suas unidades de negócio acompanhará, como habitualmente, de forma atenta e detalhada, a evolução das suas atividades e dos respetivos mercados. Pretende-se desta forma identificar e antecipar comportamentos e tendências, intervir e implementar as medidas de gestão que se entendam como as mais adequadas em cada momento, procurando assegurar a rentabilidade de cada uma suas das operações, a criação de valor para os seus acionistas e a proteção de interesses de todos aqueles que se relacionam com as atividades do Grupo. 13
15 Transações relevantes entre partes relacionadas Durante o 1.º Semestre do exercício de 2015 não foram realizados negócios ou operações entre a Media Capital e os membros dos seus órgãos de administração e fiscalização. Relativamente a negócios ou operações relevantes realizados entre a Media Capital e os titulares de participações qualificadas ou sociedades que se encontram em relação de domínio ou de grupo, foram realizadas as seguintes operações durante o 1.º Semestre do exercício de 2015: Contrato de serviços de gestão celebrado com a Promotora de Informaciones, S.A. tendo durante o 1.º Semestre do exercício de 2015 sido faturado um montante global de aproximadamente Euro ,00. Contrato de cash pooling celebrado entre a Plural España e a Promotora de Informaciones, S.A. de 5 de janeiro de 2009 no montante global de Euro , o qual foi reembolsado durante o 1º Semestre do exercício No dia 11 de dezembro de 2013 entraram em vigor as condições aplicáveis aos vários contratos destinados a regulamentar a prorrogação do processo de refinanciamento entre a Promotora de Informaciones S.A. ( PRISA ) e um sindicato integrado por um conjunto de instituições bancárias e financeiras. A Media Capital, tendo em conta a relação de domínio indireto entre a PRISA e esta sociedade, aderiu como obligor à gestão de negócios descrita no âmbito da reestruturação financeira da PRISA, sendo assim prorrogado o prazo e as condições dos anteriores contratos assinados pela Media Capital em 26 de dezembro de Adicionalmente, na nota 24 do Anexo às demonstrações financeiras consolidadas em 30 de junho de 2015, são apresentados em detalhe os saldos e transações efetuados com empresas relacionadas. Lista de Participações Qualificadas Nos termos e para os efeitos do disposto na alínea c) do n.º 1 do artigo 9.º do Regulamento da CMVM N.º 5/2008, comunicamos a lista de participações qualificadas conhecidas a 30 de junho de 2015: Accionista Nº de ações detidas Percentagem do capital social Percentagem de direitos de voto Vertix SGPS, S.A. (a) ,69% 94,69% (a) Ncg Banco, S.A. (b) ,05% 5,05% (a) A Vertix SGPS, SA é detida a 100% pela sociedade Promotora de Informaciones., S.A., sociedade de direito espanhol. (b) Anteriormente denominado NCG Banco, S.A. conforme informação recebida e divulgada ao mercado em 29 de dezembro de 2014, o qual, por sua vez, e conforme informação recebida e divulgada ao mercado em 24 de abril de 2014, agregou a Caixa de Aforros de Galicia, Vigo, Ourense e Pontevedra. 15
16 Valores mobiliários emitidos pela sociedade ou por sociedades com as quais esteja em relação de domínio ou de grupo, detidos por titulares dos órgãos sociais Nos termos e para os efeitos do disposto na alínea a) do n.º 1 do artigo 9.º do Regulamento da CMVM N.º 5/2008,e com referência a 30 de junho de 2015, comunicamos não terem sido emitidas nem existirem ações detidas pelos membros dos órgãos de administração e fiscalização da sociedade. Membros do Conselho de Administração Movimentos no 1º semestre de 2014 Ações Nº Títulos Aquisições Alienações Preço Unitário ( ) Data Miguel Pais do Amaral 0 Rosa Cullell 0 Jaime Roque de Pinho D Almeida 0 Javier Lázaro Rodríguez 0 Manuel Polanco 0 Miguel Gil 0 Pedro Garcia Guillén 0 Tirso Olazábal Cavero 0 Revisor Oficial de Contas Movimentos no 1º semestre de 2014 Ações Nº Títulos Aquisições Alienações Preço Unitário ( ) Data Deloitte & Associados, SROC 0 Transações efectuadas por dirigentes Nos termos e para os efeitos do disposto nos números 6 e 7 do artigo 14.º do Regulamento da CMVM N.º 5/2008, e com referência a 30 de junho de 2015, os dirigentes da Sociedade ou de sociedades que a dominem e pessoas estreitamente relacionadas com aqueles não comunicaram à Sociedade quaisquer transações efetuadas durante o 1.º Semestre do exercício de 2015 relativas às ações da Sociedade ou a instrumentos financeiros com elas relacionados. Ações próprias Nos termos do disposto nos artigos 66.º e 324.º do Código das Sociedades Comerciais, com as necessárias adaptações, informamos que durante o 1.º Semestre do exercício de 2015 não foram 16
17 adquiridas ou alienadas ações próprias, pelo que em 30 de junho de 2015 não eram detidas quaisquer ações próprias. Contas individuais Nos termos e para os efeitos do disposto no artigo 246º, n.º 3 do Código dos Valores Mobiliários, pelo presente declaramos que não são divulgadas as contas individuais da Sociedade por as mesmas não conterem informação significativa. Intervenção do Auditor Nos termos e para os efeitos do disposto no artigo 8.º, n.º 3 do Código dos Valores Mobiliários, pelo presente declaramos que as contas semestrais consolidadas da Sociedade não foram sujeitas a auditoria ou a revisão limitada. Declaração de responsabilidade De acordo com o disposto no artigo 246.º, n.º1 alínea c) do Código dos Valores Mobiliários, os membros do Conselho de Administração declaram que, tanto quanto é do seu conhecimento, a informação constante das demonstrações financeiras foi elaborada em conformidade com as normas contabilísticas aplicáveis, dando uma imagem verdadeira e apropriada do ativo e do passivo, da situação financeira e dos resultados da Sociedade e das empresas incluídas no perímetro da consolidação. Mais declaram que o relatório de gestão intercalar expõe fielmente os acontecimentos importantes que ocorreram durante o 1º Semestre de 2015, o seu impacto nas demonstrações financeiras e contém uma descrição dos principais riscos e incertezas com que se defronta nos próximos seis meses. 17
18 15 de julho de 2015 O Conselho de Administração, Miguel Pais do Amaral (Presidente) Rosa Maria Cullell Muniesa (Administradora Delegada) Jaime Roque de Pinho D'Almeida (Vogal) Javier Lázaro Rodríguez (Vogal) Manuel Polanco Moreno (Vogal) Miguel Gil Peral (Vogal) Pedro Garcia Guillén (Vogal) Tirso Olazábal Cavero (Vogal) 18
20 DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS CONDENSADAS DA POSIÇÃO FINANCEIRA EM 30 DE JUNHO DE 2015 E 31 DE DEZEMBRO DE 2014 ATIVO Notas ATIVOS NÃO CORRENTES: Goodwill Ativos intangíveis Ativos fixos tangíveis Investimentos em associadas Ativos financeiros disponíveis para venda Direitos de transmissão de programas de televisão Outros ativos não correntes Ativos por imposto diferido ATIVOS CORRENTES: Direitos de transmissão de programas de televisão Inventários Clientes e outras contas a receber Ativos por imposto corrente Outros ativos correntes Caixa e seus equivalentes CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO TOTAL DO ATIVO CAPITAL PRÓPRIO: Capital Reservas Resultado líquido consolidado do período Capital próprio atribuível aos acionistas da empresa-mãe TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO PASSIVO: PASSIVOS NÃO CORRENTES: Financiamentos obtidos Provisões Passivos por imposto diferido PASSIVOS CORRENTES: Financiamentos obtidos Fornecedores e outras contas a pagar Passivos por imposto corrente Outros passivos correntes TOTAL DO PASSIVO TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO E DO PASSIVO O anexo faz parte integrante da demonstração consolidada condensada da posição financeira em 30 de junho de O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
21 DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS CONDENSADAS DOS RESULTADOS DOS SEMESTRES E TRIMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2015 E 2014 Semestre findo em Trimestre findo em Notas RENDIMENTOS OPERACIONAIS: Prestações de serviços 6 e Vendas 6 e Outros rendimentos operacionais 6 e Total de rendimentos operacionais GASTOS OPERACIONAIS: Custo dos programas emitidos e das mercadorias vendidas 6 e 8 ( ) ( ) ( ) ( ) Fornecimentos e serviços externos 6 e 9 ( ) ( ) ( ) ( ) Gastos com o pessoal 6 ( ) ( ) ( ) ( ) Amortizações e depreciações 6 ( ) ( ) ( ) ( ) Provisões e perdas por imparidade ((reforços) / reversões) 6 e 20 ( ) (93.747) ( ) Outros gastos operacionais 6 ( ) ( ) ( ) ( ) Total de gastos operacionais ( ) ( ) ( ) ( ) Resultados operacionais RESULTADOS FINANCEIROS: Gastos financeiros 10 ( ) ( ) ( ) ( ) Rendimentos financeiros (90.303) Gastos financeiros, líquidos ( ) ( ) ( ) ( ) Ganhos em empresas associadas, líquidos (5.601) ( ) ( ) ( ) ( ) Resultado antes de impostos Impostos sobre o rendimento do período ( ) ( ) ( ) ( ) Resultado consolidado líquido das operações em continuação Atribuível a: Acionistas da empresa-mãe Resultado por ação das operações em continuação: Básico 12 0,0870 0,0839 0,0601 0,0755 Diluído 12 0,0870 0,0839 0,0601 0,0755 O anexo faz parte integrante da demonstração consolidada condensada dos resultados do semestre e trimestre findo em 30 de junho de O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
22 DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS CONDENSADAS DOS RENDIMENTOS INTEGRAIS DOS SEMESTRES E TRIMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2015 E 2014 Semestre findo em Trimestre findo em Resultado consolidado líquido do período Itens que poderão vir a ser reclassificados subsequentemente para resultados: Efeito da conversão cambial de operações sediadas no estrangeiro ( ) (12.519) (31.567) Rendimentos integrais consolidados Atribuível a: Acionistas da empresa-mãe O anexo faz parte integrante da demonstração consolidada condensada dos rendimentos integrais do semestre e trimestre findo em 30 de junho de O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
23 DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS CONDENSADAS DOS FLUXOS DE CAIXA DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2015 E 2014 ATIVIDADES OPERACIONAIS: Notas Recebimentos de clientes Pagamentos a fornecedores ( ) ( ) Pagamentos ao pessoal ( ) ( ) Fluxos gerados pelas operações (Pagamento) / recebimento de imposto sobre o rendimento ( ) Outros pagamentos relativos à atividade operacional ( ) ( ) Fluxos das atividades operacionais (1) ATIVIDADES DE INVESTIMENTO: Recebimentos provenientes de: Alienação de investimentos financeiros detidos em associadas Venda de ativos fixos tangíveis, intangíveis e disponíveis para venda Dividendos Juros e rendimentos similares Reembolso de financiamentos concedidos Pagamentos respeitantes a: Concentrações empresariais - ( ) Aquisição de ativos fixos tangíveis ( ) ( ) Aquisição de ativos intangíveis (38.776) ( ) Financiamentos concedidos 24 (54.353) ( ) ( ) ( ) Fluxos das atividades de investimento (2) ( ) ( ) ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO: Recebimentos respeitantes a: Financiamentos obtidos Pagamentos respeitantes a: Financiamentos obtidos ( ) ( ) Amortização de contratos de locação financeira ( ) ( ) Juros e gastos similares ( ) ( ) Dividendos 18 ( ) ( ) Outras despesas financeiras ( ) ( ) ( ) ( ) Fluxos das atividades de financiamento (3) ( ) ( ) Caixa e seus equivalentes no início do exercício Variação de caixa e seus equivalentes (4) = (1) + (2) + (3) ( ) ( ) Efeito das diferenças de câmbio (4.841) Caixa e seus equivalentes no fim do período O anexo faz parte integrante da demonstração consolidada condensada dos fluxos de caixa do semestre findo em 30 de junho de O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
24 DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS CONDENSADAS DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2015 E 2014 Capital próprio atribuível aos acionistas da empresa-mãe Resultado Total do Capital Reservas líquido consolidado capital Nota (Nota 18) (Nota 18) do período próprio Saldo em 31 de dezembro de Aplicação dos resultados ( ) - Distribuição de dividendos - - ( ) ( ) Diferenças de conversão cambial - (12.519) - (12.519) Resultado consolidado líquido do período Saldo em 30 de junho de Saldo em 31 de dezembro de Aplicação dos resultados: ( ) Distribuição de dividendos ( ) ( ) Diferenças de conversão cambial - ( ) - ( ) Resultado consolidado líquido do período Saldo em 30 de junho de O anexo faz parte integrante da demonstração consolidada condensada das alterações no capital próprio do semestre findo em 30 de junho de O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
25 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS CONDENSADAS EM 30 DE JUNHO DE 2015 NOTA INTRODUTÓRIA A Grupo Media Capital, SGPS, S.A. ( Empresa ou Media Capital ), é uma sociedade anónima, foi constituída em 1992, tem a sua sede em Portugal, na Rua Mário Castelhano, nº 40, Barcarena, matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Cascais com o número de matrícula e pessoa coletiva único ( NIPC ) e, através das suas empresas participadas e associadas (em conjunto com a Empresa designadas por Grupo ou Grupo Media Capital ), desenvolve as atividades de difusão e produção de programas televisivos e outras atividades de media, realização, produção e difusão de programas radiofónicos e produção e exploração de atividades cinematográficas e videográficas. A Empresa tem como acionista principal a Vertix, SGPS, S.A. ( VERTIX ), que tem sede em Barcarena, sendo as demonstrações financeiras consolidadas do Grupo incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas da Promotora de Informaciones, S.A. ( Prisa ), empresa mãe da VERTIX, sediada em Madrid, cujas ações se encontram cotadas em Espanha. As presentes demonstrações financeiras consolidadas condensadas foram aprovadas pelo Conselho de Administração em 15 de julho de As ações da Media Capital encontram-se cotadas na Euronext Lisbon Sociedade Gestora de Mercados Regulamentados, S.A.. O Grupo opera essencialmente no setor de media, no mercado português, espanhol e latino-americano. A TVI Televisão Independente, S.A. ( TVI ), no âmbito da licença de exploração da atividade de televisão, difunde programas televisivos através da emissão de um canal generalista. Adicionalmente, a TVI através de contratos de distribuição celebrados com operadores, emite o referido canal generalista, emite o TVI 24, um canal de informação por cabo, o TVI Ficção, um canal dedicado a conteúdos de ficção portuguesa, o TVI Internacional e o canal de entretenimento por cabo, o +TVI. A MCP Media Capital Produções, S.A. ( MCP ) é a empresa do Grupo que desenvolve o negócio de produção audiovisual assegurado pela PLURAL Entertainment Portugal, S.A. ( PLURAL ) no mercado português, cuja atividade é a criação, produção, realização e exploração de conteúdos televisivos, bem como o apoio à produção de conteúdos e eventos. Adicionalmente, a MCP detém a PLURAL Entertainment España, S.A. ( PLURAL España ), que opera no mercado espanhol e latino-americano. A atividade desta área de negócio é a produção, serviços de apoio à produção, realização e exploração de conteúdos televisivos, obras cinematográficas e audiovisuais, bem como outros serviços relacionados. A MCR II Media Capital Rádios, S.A. ( MCR II ) é a empresa do Grupo que desenvolve a atividade radiofónica. As suas participadas detêm os alvarás para o exercício da radiodifusão sonora e difundem, em Portugal, a Rádio Comercial, a CidadeFM e a M80, entre outras. A MCME Media Capital Música e Entretenimento, S.A. ( MCME ) é a empresa que desenvolve o negócio de música, tendo as suas participadas a atividade de produção de fonogramas, produção audiovisual e multimédia, compra e venda de discos e equiparados, produção de eventos e agenciamento de artistas. A CLMC Multimédia, S.A. ( CLMC ) explora a atividade de aquisição e distribuição de direitos cinematográficos, essencialmente, em meios como cinema e televisão. A Media Capital Digital, S.A. ( Digital ) é a empresa que desenvolve o negócio de Internet que é suportado através do portal que apresenta uma vasta rede de conteúdos próprios, um extenso diretório de classificados e publicidade online. 1
26 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS CONDENSADAS EM 30 DE JUNHO DE PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS 2.1 Bases de apresentação As demonstrações financeiras consolidadas condensadas do Grupo Media Capital, do período findo em 30 de junho de 2015, foram elaboradas de acordo com o International Accounting Standard 34 Interim Financial Statements. Na preparação das referidas demonstrações financeiras consolidadas foram utilizadas as mesmas políticas contabilísticas e apresentação adotadas na preparação das demonstrações financeiras consolidadas do Grupo do exercício findo em 31 de dezembro de 2014 e não foram reconhecidos erros materiais relativos a períodos anteriores. Adicionalmente, não ocorreram alterações significativas nas principais estimativas utilizadas pelo Grupo na preparação das demonstrações financeiras consolidadas condensadas. 3. EMPRESAS INCLUÍDAS NA CONSOLIDAÇÃO As empresas incluídas na consolidação, suas sedes sociais, método de consolidação adotado e proporção do capital efetivamente detido, em 30 de junho de 2015 e 31 de dezembro de 2014, são as seguintes: Denominação social Percentagem efetiva Método do capital detido Sede Consolidação Grupo Media Capital, SGPS, S.A. Barcarena Global Mãe Mãe MEGLO - Media Global, SGPS, S.A. ("MEGLO") Barcarena Global MEDIA CAPITAL - Serviços de Consultoria e Gestão, S.A. ( MC SERVIÇOS ) Barcarena Global Publipartner - Projectos de Media e Publicidade, Unipessoal, Lda. ("Publipartner") Barcarena Global CLMC Multimedia, S.A. ( CLMC ) Barcarena Global MCR II - Media Capital Rádios, S.A. ("MCRII") Barcarena Global R. CIDADE Produções Audiovisuais, S.A. ( CIDADE ) Lisboa Global Flor do Éter Radiodifusão, Lda. ("Flor do Éter") Lisboa Global Drums Comunicações Sonoras, S.A. ("Drums") Lisboa Global RVA - Rádio Voz de Alcanena, Lda. ("Rádio Voz de Alcanena") Lisboa Global R2000 Comunicação Social, Lda. ("R2000") Lisboa Global RÁDIO REGIONAL DE LISBOA Emissões de Radiodifusão, S.A. ( REGIONAL ) Lisboa Global Rádio Litoral Centro - Empresa de Radiodifusão, Lda. ("Rádio Litoral Centro") Lisboa Global Leirimédia Produções e Publicidade, Lda. ("Leirimédia") Lisboa Global Rádio Sabugal - Radiodifusão e Publicidade, Lda. ("Rádio Sabugal") Lisboa Global Penalva do Castelo FM - Radiodifusão e Publicidade, Lda. ("Penalva do Castelo") Lisboa Global Rádio Manteigas - Radiodifusão e Publicidade, Lda. ("Rádio Manteigas") Lisboa Global P.R.C. - Produções Radiofónicas de Coimbra, Lda. ("P.R.C.") Lisboa Global Polimedia - Publicidade e Publicações, Lda. ("Polimedia") Lisboa Global Moliceiro - Comunicação Social, Lda. ("Moliceiro") Lisboa Global RÁDIO COMERCIAL, S.A. ( COMERCIAL ) Lisboa Global Rádio XXI, Lda.("XXI") Lisboa Global Rádio Nacional - Emissões de Radiodifusão, S.A. ("Rádio Nacional") Lisboa Global Rádio do Concelho de Cantanhede, Lda. ("Rádio Concelho de Cantanhede") Coimbra Global Sirpa - Sociedade de Imprensa Rádio Paralelo, Lda. ("Sirpa") Lisboa Global MCME - Media Capital Música e Entretenimento, S.A. ("MCME") Barcarena Global FAROL MÚSICA Sociedade de Produção e Edição Audiovisual, Lda. ( FAROL ) Barcarena Global MEDIA CAPITAL ENTERTAINMENT - Produção de Eventos, Lda. ("ENTERTAINMENT") Barcarena Global TVI Televisão Independente, S.A. ( TVI ) Barcarena Global MEDIA CAPITAL DIGITAL, S.A. ( DIGITAL ) Barcarena Global IOL NEGÓCIOS - Serviços de Internet, S.A. ("IOL Negócios") Barcarena Global MCP - MÉDIA CAPITAL PRODUÇÕES, S.A. ("MCP") Barcarena Global MEDIA CAPITAL PRODUÇÕES INVESTIMENTOS - SGPS, S.A. ("MCP INVESTIMENTOS") Barcarena Global PLURAL Entertainment Portugal, S.A. ("PLURAL") Barcarena Global NBP Ibérica - Producciones Audiovisuales, S.A. Madrid (ESP) Global CASA DA CRIAÇÃO Argumentos para Audiovisual, Lda. ( CASA DA CRIAÇÃO ) Lisboa Global EMAV Empresa de Meios Audiovisuais, Lda. ( EMAV ) Vialonga Global EPC Empresa Portuguesa de Cenários, Unipessoal, Lda. ( EPC ) Vialonga Global PLURAL Entertainment España, S.L. ("PLURAL España") Madrid (ESP) Global PLURAL Entertainment Canarias, S.L. ("PLURAL Canarias") San Andrés (ESP) Global PLURAL Entertainment Inc. ("PLURAL Entertainment") Miami (EUA) Global TESELA Producciones Audiovisuales, S.L. ("TESELA") Madrid (ESP) Global
27 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS CONDENSADAS EM 30 DE JUNHO DE EMPRESAS ASSOCIADAS As empresas nas quais é mantida influência significativa são consideradas associadas, sendo as respetivas sedes e a proporção do capital efetivamente detido, em 30 de junho de 2015 e 31 de dezembro de 2014, como segue: Percentagem efetiva do capital detido Denominação social Sede Plural Entertainment Brasil - Produção de Video, Ltda. ("Plural Brasil") São Paulo Sociedad Canária de Televisión Regional, S.A. ("SOCATER") Tenerife (ESP) Productora Canária de Programas, S.A. ("PCP") San Andrés (ESP) Plural - Jempsa, S.L. ("Jempsa") (a) Madrid (ESP) - 19 Factoría Plural, S.L. ("Factoría") (b) Zaragoza (ESP) Chip Audiovisual, S.A. ("CHIP") (b) Zaragoza (ESP) 7,5 7,5 Isla Audiovisual, S.L. (b) Zaragoza (ESP) 7,2 7,2 a) Em 8 de janeiro de 2015, o Grupo alienou a participação anteriormente detida nesta sociedade tendo obtido uma mais-valia de Euros resultante do valor de venda acordado, no montante de Euros, o qual foi integralmente recebido em Aquela alienação originou uma redução na rubrica Investimentos em associadas, no montante de Euros (Nota 14). b) O Grupo detém influência significativa nestas sociedades uma vez que tem o direito a nomear um administrador com assento no seu Órgão de Gestão, o que lhe permite ter influência na decisão sobre políticas financeiras e operacionais destas sociedades. As empresas associadas foram incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas pelo método de equivalência patrimonial. 5. ALTERAÇÕES OCORRIDAS NO PERÍMETRO DE CONSOLIDAÇÃO Durante o semestre findo em 30 de junho de 2015 não ocorreram alterações no perímetro de consolidação do Grupo. Durante o semestre findo em 30 de junho de 2014, as alterações ao perímetro de consolidação do Grupo foram conforme segue: Concentrações empresariais: Entidade Atividade principal Data de aquisição Percentagem Custo de de controlo adquirida aquisição Moliceiro Exploração de emissores de rádio % Sirpa Exploração de emissores de rádio % A aquisição do capital das entidades acima referidas inseriu-se na estratégia do Grupo relativa ao desenvolvimento do negócio de radiodifusão. No âmbito das referidas concentrações, foram identificados ativos intangíveis adquiridos relativos a alvarás, que permitem às empresas adquiridas desenvolver a sua atividade de radiodifusão, tendo estes sido reconhecidos como um ativo intangível a amortizar pelo período estimado remanescente de vigência dos referidos alvarás. 3
28 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS CONDENSADAS EM 30 DE JUNHO DE 2015 Os ativos e passivos adquiridos, bem como o valor da sua aquisição, é conforme segue: Moliceiro Sirpa Total Ativos e passivos adquiridos (4.484) ( ) ( ) Ativos intangíveis identificados Justo valor a pagar pela aquisição Os ativos e passivos adquiridos são como segue: Moliceiro Sirpa Total ATIVOS NÃO CORRENTES: Ativos fixos tangíveis ATIVOS CORRENTES: Clientes e contas a receber Outros ativos correntes Caixa e seus equivalentes PASSIVOS CORRENTES: Fornecedores e contas a pagar (17.435) (8.055) (25.490) Outros passivos correntes (7.694) ( ) ( ) (25.129) ( ) ( ) ATIVOS E PASSIVOS ADQUIRIDOS (4.484) ( ) ( ) Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2014, o Grupo registou dividendos no montante de Euros (Nota 14), referente ao investimento detido na Factoría. Durante o semestre findo em 30 de junho de 2015, esse montante foi recebido. 4
29 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS CONDENSADAS EM 30 DE JUNHO DE RELATO POR SEGMENTOS A identificação dos segmentos reportáveis pelo Grupo é consistente com a forma como o Conselho de Administração gere e controla os negócios do Grupo e baseia-se, essencialmente, na combinação da natureza dos processos de produção, tipo de clientes e gestão de recursos disponíveis. Assim, o Grupo apresenta os seguintes segmentos reportáveis: a) Televisão O segmento Televisão envolve fundamentalmente a emissão de um canal de TV generalista (TVI), a difusão por cabo de um canal de informação (TVI 24), de um canal de ficção nacional (TVI Ficção), de um canal internacional (TVI Internacional) e de um canal de Entretenimento (+TVI). b) Produção O segmento Produção refere-se à produção, realização e distribuição audiovisual e à produção de programas/séries e programas de televisão, realizados e/ou emitidos em Portugal e Espanha. c) Rádio O segmento Rádio envolve a emissão da programação das rádios, através de antenas próprias e contratos de utilização de espaço publicitário celebrados com terceiros. d) Outros Nos Outros incluem-se, essencialmente, o negócio da Internet ( DIGITAL ), o negócio de produção e venda de CD s de música, agenciamento de artistas e promoção de eventos ( ENTRETENIMENTO ) bem como a atividade da holding e serviços partilhados do Grupo, a qual inclui ativos e passivos não alocados aos segmentos por não serem monitorizados pela Gestão para efeitos de mensuração da performance dos mesmos. O contributo dos principais segmentos de negócio para as demonstrações consolidadas dos resultados, dos semestres findos em 30 de junho de 2015 e 2014, é como segue: Televisão Produções Rádio Outros Total Eliminações Consolidado Rendimentos operacionais: Prestações de serviços Prestações de serviços internas ( ) - Vendas de mercadorias e produtos Outros rendimentos operacionais Outros rendimentos operacionais internos ( ) - Total de rendimentos operacionais ( ) Gastos operacionais: Custo dos programas emitidos e das mercadorias vendidas ( ) (82.947) - (15.999) ( ) ( ) Fornecimentos e serviços externos ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Gastos com o pessoal ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) - ( ) Amortizações e depreciações ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) - ( ) Provisões e perdas por imparidade ( ) (23.545) (976) ( ) - ( ) Outros gastos operacionais ( ) ( ) (51.133) ( ) ( ) - ( ) Total gastos operacionais ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Resultados operacionais ( ) ( ) Resultados financeiros ( ) Resultado antes de impostos Impostos sobre o rendimento ( ) Resultado consolidado líquido das operações em continuação
30 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS CONDENSADAS EM 30 DE JUNHO DE Televisão Produções Rádio Outros Total Eliminações Consolidado Rendimentos operacionais: Prestações de serviços Prestações de serviços internas ( ) - Vendas de mercadorias e produtos Vendas de mercadorias e produtos internas Outros rendimentos operacionais Outros rendimentos operacionais internos ( ) - Total de rendimentos operacionais ( ) Gastos operacionais: Custo dos programas emitidos e das mercadorias vendidas ( ) ( ) - (12.096) ( ) ( ) Fornecimentos e serviços externos ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Gastos com o pessoal ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) - ( ) Amortizações e depreciações ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) - ( ) Provisões e perdas por imparidade (31.796) (26.921) (61.714) (93.747) - (93.747) Outros gastos operacionais ( ) ( ) (49.585) (23.318) ( ) - ( ) Total gastos operacionais ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) - Resultados operacionais ( ) Resultados financeiros ( ) Resultado antes de impostos Impostos sobre o rendimento ( ) Resultado consolidado líquido das operações em continuação A informação adicional relevante em termos de relato por segmentos, é conforme segue: Televisão Produções Rádio Outros (a) Total Eliminações Consolidado Ativo líquido ( ) Passivo ( ) Outras informações: Investimento em ativos fixos tangíveis Investimento em ativos intangíveis Indemnizações - incluídas em "Gastos com o pessoal" Reforços de provisões (Nota 20) Reversão de provisões (Nota 20) ( ) ( ) - (18.500) ( ) - ( ) Perdas por imparidade (Nota 20) Reversão de perdas por imparidade (Nota 20) - (947) (8.982) (21.633) (31.562) - (31.562) Televisão Produções Rádio Outros (a) Total Eliminações Consolidado Ativo líquido ( ) Passivo ( ) Outras informações: Investimento do ano em ativos fixos tangíveis Investimento do ano em ativos intangíveis Indemnizações - incluidas em "Gastos com o pessoal" Reforços de provisões (Nota 20) Reversão de provisões (Nota 20) (76.684) - - (14.964) (91.648) - (91.648) Perdas por imparidade (Nota 20) Reversão de perdas por imparidade (Nota 20) - - (5.956) (12.225) (18.181) - (18.181) Televisão Produções Rádio Outros (a) Total Eliminações Consolidado Ativo líquido ( ) Passivo ( ) Outras informações: Investimento em ativos fixos tangíveis Investimento em ativos intangíveis (a) Os Outros incluem ativos e passivos não alocados aos segmentos operacionais, por não serem monitorizados pela Gestão para efeitos de mensuração da performance dos mesmos. Esses ativos e passivos dizem essencialmente respeito a empréstimos intra-grupo concedidos pela holding às suas subsidiárias, os quais são integralmente eliminados nas operações de consolidação do Grupo. 6

References: artigo 9
 artigo 9
 artigo 14
 artigo 246
 artigo 8
 artigo 246