Source: http://culturaafrocristorei.blogspot.com/2012/
Timestamp: 2017-05-24 09:57:29+00:00

Document:
Cultura-afro: 2012
Cultura Afro-brasileira e a Matemática trabalho de proporção realizado pelos alunos do 9º ano
Vídeo de Arthur Bispo de Rosário na 30ª Bienal Internacional de Artes de São Paulo
ARTHUR BISPO ROSÁRIO (O ILUSTRE DESCONHECIDO)
Por Fernando Schubach Ouvindo
vozes do inconsciente, Bispo inicia a construção de um universo e em
suas viagens, em suas lutas o seu cotidiano é retomado com tal
intensidade que transborda e dissipa a esfera pessoal. Da sua vida faz
uma imprevista experiência, produzindo com ela, a partir de seus
fragmentos, uma obra que inaugura discursos para realidades de que nos
faz co-participantes. Produto de sua produção torna-se artista.
Bispo do Rosário criou um universo particular e ao mesmo tempo
universal. É íntimo por partir de motivações profundamente enraizadas
em seu inconsciente e alcança o outro na medida em que se concretiza na
desconstrução e reconstrução de elementos percebidos e incorporados à
vida cotidiana da sociedade de consumo, ao mesmo tempo em que se
origina em códigos incorporados à civilização judaico-cristã. Foi
diagnosticado como portador de esquizofrenia paranóide - caracterizada
pela ocorrência de visões, alucinações, sentimentos de perseguição e em
que é comum o doente escutar vozes. A partir desse período, começa a
produzir seu trabalho artístico, motivado por um pedido de Deus para
que reconstruísse o universo e registrasse a passagem divina pela
terra. Aí, começa a história de Bispo do Rosário como artista plástico.
Estima-se que elaborou cerca de 1.000 peças, que permaneceram como
propriedade da Colônia Juliano Moreira, no Rio de Janeiro, hoje
desativada como instituição manicomial e transformada no Museu Arthur
Bispo do Rosário. Bispo faleceu em 1989.
Bispo do Rosário é considerado pela crítica um dos principais artistas
brasileiros do século XX, saudado nacional e internacionalmente, mas
apreciado por um público ainda restrito a intelectuais. Um dos motivos
mais significativos para o reconhecimento de sua importância é que o
Bispo foi um artista de vanguarda, de forma absolutamente intuitiva,
sem receber qualquer treinamento técnico, conviver com outros artistas,
ler livros especializados ou freqüentar espaços de arte. Começou a
produzir, de forma praticamente ininterrupta, a partir dos anos 40, e
nesse trabalho incluiu elementos pop, movimento estético que só
surgiria na Inglaterra por volta da década de 1960. Sua genialidade se
expressa na forma como trabalha os elementos, os novos suportes
utilizados, a configuração contemporânea de sua arte, a harmonia do
conjunto das peças. Arthur Bispo foi redescoberto a partir do trabalho
do crítico Frederico Morais na década de 80, que organizou uma
exposição e lançou uma possibilidade de compreensão e sistematização do
conjunto da obra. Todavia, Rosário é desconhecido pela maioria do
público brasileiro e, curiosamente, também em sua terra natal, Sergipe.
recolheu e retrabalhou objetos, fragmentos e restos do mundo
industrial. Sua reconstrução era precedida do recolhimento de materiais
descartados, encostados, inservíveis, simplesmente encontrados no lixo
ou da obtenção de linha pelo desfiar de roupas, inclusive dos uniformes
dos internos da instituição psiquiátrica em que vivia, para utilizar em
bordados. Limpava o mundo, reciclava-o e reedificava-o. Reconstruir era
também organizar as coisas. Dessa idéia de ordenamento, decorre muito
da harmonia estética de sua produção.
dos suportes tradicionais, cria objetos tridimensionais, é precursor do
que se chama hoje de instalação. Fez isso sem freqüentar escola de
arte, ir a museus ou exposições, ler livros, aprender a pintar, a
desenhar, a esculpir.
resultado parece simples, decorativo, despretensioso, lúdico, mas é
sempre minuciosamente trabalhado e a concepção é sofisticada e
elaborada. Negando-se a tomar os remédios que lhe entregavam para o
tratamento, ele mergulhou no delírio como opção de criação. O
preconceito criado pela loucura desse artista pode tentar diminuir a
dimensão de sua arte.
A obra de Arthur Bispo do Rosário pode ser apreciada sob diversos pontos de vista. Sob a perspectiva psicológica, possibilita a análise de como as imagens
da loucura do artista transportaram-se para os objetos. Na perspectiva
estética, é possível discutir e avaliar sua contribuição para a arte
brasileira de vanguarda. Pela ótica mítica, pode-se tentar recompor o
seu universo onírico e buscar traduzir sua simbologia e sua cosmovisão,
de significados cristãos e profanos.
Há outras abordagens possíveis. O leigo, talvez, prefira apreciar as
cores, composições, simetrias e os aspectos lúdicos de sua arte. No
entanto, é impossível não ficar curioso e surpreendido pelo
recolhimento e aproveitamento de objetos, pelo esforço colecionador e
pela disposição ordenada de coisas, pela profusão e riqueza de
detalhes, operados com minúcia e cuidado. Não se pode igualmente negar
o seu talento, que se expressa de múltiplas formas e em variados
o impacto inicial das primeiras exposições, foram escritos artigos,
ensaios e trabalhos científicos diversos. Bispo do Rosário virou livro,
peça de teatro e vai virar filme este ano, pelas mãos do cineasta
Geraldo Motta. Muito ainda terá que ser feito para revelar a
grandiosidade de sua produção artística.
Fonte: Fashion Genesis, Moda e Consultoria de Estilo
Publicado em 20/09/2012 por Ubiratan Carlos Machado
Assine meu blog e baixe todas as aulas: http://ubiratangeo.blogspot.com.br/2012/10/assinatura-premium-do-blog-voce-po...
Enviado por isaude2010 em 07/12/2011
do Profº. Dr. Kabengele Munanga, da Universidade de São Paulo, no
Seminário Juventude Negra: Preconceito e Morte, realizado no Memorial
Neste vídeo, você vai conhecer uma parte do núcleo Religiosidade
Afrobrasileira que integra a exposição permanente do Museu Afro Brasil,
Neste vídeo, você vai conhecer uma parte do núcleo Artes Plásticas
que integra o acervo do Museu Afro Brasil, em São Paulo. Neste núcleo
estão quadros, esculturas e instalações de artistas negros brasileiros,
representantes do período barroco, da arte acadêmica, moderna e
SEGREGAÇÃO DOS NEGROS
Entrada do Apartheid Museum, em Joanesburgo,
África do Sul: "brancos" e "não brancos". Foto: The Africa Fellowship/Creative Commons. CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR
Mais sobre África e diversidade
Nelson Mandela deixou a prisão há 20 anos, no dia 11 de fevereiro de
1990. A liberdade do líder foi o mais forte sinal do fim do regime de
segregação racial na África do Sul, o apartheid.
Colonizada a partir de 1652 por holandeses e tendo recebido
imigrantes de outras partes da Europa e da Ásia, a África do Sul
tornou-se, em 1910, uma possessão britânica. Desde a chegada dos
primeiros europeus, há mais de três séculos, a história do país
africano, que será a sede da Copa do Mundo em 2010, foi marcada pela
discriminação racial, imposta pela minoria branca.
Como protesto a essa situação, representantes da maioria negra
fundaram, em 1912, a organização Congresso Nacional Africano (CNA) à
qual Nelson Mandela, nascido em 1918, se uniu décadas depois. No CNA,
Mandela se destacou como líder da luta de resistência ao apartheid.
O pai de Mandela era um dos chefes da tribo Thembu, da etnia Xhosa
e, por isso, desde cedo, o garoto foi educado e preparado para assumir
a liderança de seu povo. "Ele recebeu o melhor da Educação de sua tribo
e foi iniciado em todos os rituais. Mas também teve o melhor da
Educação europeia, estudando em bons colégios", explica Carlos
Evangelista Veriano, professor de História da Pontifícia Universidade
Católica de Minas Gerais (PUC Minas).
O apartheid oficializou-se em 1948 com a posse do primeiro-ministro
Daniel François Malan, descendente dos colonizadores europeus - também
chamados de africâners. "Embora a história oficial omita, sabemos que
os ingleses foram os financiadores do apartheid, já que o Banco da
Inglaterra custeava todos os atos do governo sul-africano", afirma
Veriano.
Com o novo governo, o apartheid foi colocado em prática, instituindo
uma série de políticas de segregação. Os negros eram impedidos de
participar da vida política do país, não tinham acesso à propriedade da
terra, eram obrigados a viver em zonas residenciais determinadas. O
casamento inter-racial era proibido e uma espécie de passaporte
controlava a circulação dos negros pelo país. "É importante lembrar que
essa política teve clara inspiração nazista", diz o professor.
Embora tenha sido preso diversas vezes antes, Mandela já cumpria
pena desde 1963 quando recebeu a sentença de prisão perpétua. Porém,
com o passar dos anos, o mundo passou a se importar mais com a
inadmissível situação da África do Sul, que começou a receber sanções
econômicas como forma de pressão para acabar com o apartheid. Em 1990,
com o regime já enfraquecido, Mandela foi solto, depois de 27 anos no
cárcere. O governo, liderado por Frederik De Klerk, revogou as leis do
apartheid. Três anos depois, Mandela e Klerk dividiram o Prêmio Nobel
Em 1994, nas primeiras eleições em que os negros puderam votar, Mandela foi eleito presidente do país. O filme Invictus,
dirigido por Clint Eastwood, em cartaz atualmente nos cinemas, tem como
foco a história de Mandela (interpretado por Morgan Freeman) logo que
ele assume a presidência. A obra mostra como o líder governou não com a
intenção de se vingar dos brancos, mas sim de realmente transformar o
país em uma democracia para todos.
Consultoria Carlos Evangelista Veriano
Professor de História da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas)
TRABALHO ESCRAVO Perguntas e respostas sobre trabalho escravo e a PEC 57A/199 (ex-PEC 438/2001)
Produzido pela Repórter Brasil a pedido da Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae). 1) Em poucas palavras, o que é trabalho escravo?
quando o trabalhador não consegue se desligar do patrão por fraude ou
violência, quando é forçado a trabalhar contra sua vontade, quando é
sujeito a condições desumanas de trabalho ou é obrigado a trabalhar
tanto e por tantas horas que seu corpo não aguenta. 2) O conceito de trabalho escravo é frágil?
não é. O artigo 149 do Código Penal, que prevê de dois a oito anos de
cadeia para quem se utilizar dessa prática, é de 1940 e foi reformado
em 2003 para ficar mais claro. Ele prevê o crime em quatro situações:
cerceamento de liberdade de se desligar do serviço, servidão por
dívida, condições degradantes de trabalho e jornada exaustiva. 3) Quem concorda que o conceito atual é bom?
Tribunais já
utilizam, sem problemas, o conceito de trabalho escravo. A maioria dos
ministros do Supremo Tribunal Federal tem aceitado processos por esse
crime com base no artigo 149. A Organização Internacional do Trabalho
reconhece o conceito brasileiro. A relatora para formas contemporâneas
de escravidão das Nações Unidas, Gulnara Shahinian, elogia o conceito
brasileiro (ao contrário do que querem fazer crer algumas declarações
de parlamentares que distorceram suas palavras). O governo federal, as
empresas do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo (que
reúne as maiores empresas do país) e organizações sociais brasileiras
defendem a manutenção do atual conceito de trabalho escravo.
Trabalhador resgatado em fazenda no Pará 4) Vale a pena ceder um pouco no conceito para aprovar a PEC?
Todo o sistema de combate ao trabalho escravo no país está fundamentado
no atual conceito de trabalho escravo. Se ele for alterado, o sistema
desmorona e milhares de trabalhadores ficarão sem receber seus
direitos. Além disso, pela Constituição, o Brasil não pode retirar
proteção do trabalhador - o que aconteceria com mudanças no conceito
como querem alguns parlamentares.
5) "Condições degradantes de trabalho" e "jornada exaustiva" são termos imprecisos, não?
forma alguma. O que está tutelado no artigo 149 não é apenas a
liberdade, mas sim a dignidade da pessoa humana. Ou seja, é
importantíssimo que se mantenha a punição para quem desrespeita a
dignidade do trabalhador, sujeitando-o a condições de alojamento,
alimentação, trabalho, saúde, segurança desumanas. Ou que o obrigue a
trabalhar tanto e por tantas horas que o seu corpo não suporte e ele
acabe morrendo. Os auditores fiscais do trabalho utilizam instruções
normativas e normas regulamentadoras para cumprir seu papel. Mas a
Justiça utiliza a CLT e a Constituição para julgar se o trabalho é
degradante ou não e se a jornada é exaustiva ou não. Ou seja, leis mais
do que consolidadas no país.
6) O atual conceito causa insegurança jurídica no campo porque ninguém sabe o que é trabalho escravo.
é uma falácia. A tentativa de mudar um conceito conhecido e aplicado é
que vai levar à insegurança jurídica, com milhares de processos tendo
que tomar um novo rumo, trabalhadores desconhecendo seus direitos,
produtores rurais na dúvida de que decisões tomar. Até porque qualquer
mudança, seja no artigo 149, seja em lei específica, será questionado
não apenas junto ao STF, por reduzir a proteção do trabalhador, mas
também nas Naçnoes Unidas e na OIT. O que é melhor? Um produtor
reconhecer esse conceito como válido e se adequar ou uma guerra
jurídica de anos, sendo que certamente o Supremo concederia liminar
para que a definição do 149 seguisse valendo até uma decisão final? Os parlamentares consideram o conceito inseguro porque, na verdade, não concordam com ele. Água utilizada por trabalhadores resgatados 7)
Há produtores rurais que foram autuados por trabalho escravo devido à
distância entre beliches, espessura do colchão, falta de copos para
beber água, de carteira assinada e de um local adequado para refeições.
é um argumento facilmente desconstruído. Quando um auditor fiscaliza um
produtor, ele emite autos de infração sobre todos os problemas
encontrados. Mas não é auto de infração de colchão fino que configura o
trabalho escravo. Quando ouvir um produtor ou parlamentar dizer isso,
pergunte sobre os outros autos de infração recebidos, sobre os quais
nunca alguém quer falar. Além do mais, não é apenas um auto que
caracteriza trabalho escravo, mas um pacote deles, mostrando as
péssimas condições dos trabalhadores.
8) Gostaria de alguns números sobre trabalho escravo.-
Desde 1995, quando o governo federal criou o sistema público de combate
a esse crime, mais de 42 mil pessoas foram libertadas do trabalho
escravo no Brasil;- No mundo, a estimativa da OIT é que sejam, pelo menos, 12 milhões de escravos;- Não há estimativa confiável do número de escravos no país. Por isso, o governo não usa nenhum número;-
Na zona rural, as principais vítimas são homens, entre 18 e 44 anos; Na
zona urbana, há também uma grande quantidade de sul-americanos,
principalmente bolivianos. Nos bordéis, há mais mulheres e crianças
nessas condições;-
Dos libertados entre 2003 e 2009, mais de 60% eram analfabetos ou
tinham apenas o quarto ano incompleto. Ou seja, eram adultos que não
estudaram quando crianças. Trabalho escravo também é filho do trabalho
infantil;- O Maranhão é o principal fornecedor de escravos e o Pará é o principal utilizador;-
As atividades econômicas em que trabalho escravo mais tem sido
encontrado na zona rural são: pecuária bovina, desmatamento, produção
de carvão para siderurgia, produção de cana-de-açúcar, de grãos, de
algodão, de erva-mate, de pinus. Também há importante incidência em
oficinas de costura e em canteiros de obras nas cidades;
9) Por que se usa a expressão "trabalho análogo ao de escravo"?
o trabalho escravo foi formalmente abolido em 13 de maio de 1888 e o
Estado passou a considerar ilegal um ser humano ser dono de outro. O
que permaneceram foram situações semelhantes ao trabalho escravo, tanto
do ponto de vista de cercear a liberdade quanto de suprimir a dignidade
do trabalhador. Mão de trabalhador machucada pelo trabalho e água que ele bebia 10)
Em caso de aprovação da PEC 57A/1999 (que na Câmara estava sob o número
438/2001), a decisão de confisco da terra ficará na mão dos auditores
fiscais do trabalho.
Não. O processo que
levará ao confisco terá início após decisão judicial transitada em
julgado na esfera criminal ou trabalhista. Ou seja, a operação de
fiscalizacão será avaliada pela Justiça em primeira instância e,
provavelmente, em segunda instância e por tribunais superiores. O que pode levar anos para acontecer.
11) Por que a PEC 57A/1999 (ex-438/2001) não diz nada sobre como ocorrerá o confisco de terras?
isso fica a cargo de lei que regulamentará todo o processo. Uma
proposta de rascunho dessa lei foi organizada pelos parlamentares
favoráveis à PEC.
12) Confiscar propriedades está previsto na Constituição?
está. A PEC inclui o trabalho escravo no artigo 243 da Constituição,
que já prevê o confisco de terras com plantações de psicotrópicos. Além
disso, a Constituição prevê que toda a propriedade deve ter função
social. Trabalho escravo é uma das maiores negações aos direitos
humanos, repudiado em todo o mundo. Portanto, quem usa trabalho escravo
não está cumprindo a função social de sua propriedade.
13) A verdadeira intenção dessa lei é a reforma agrária, pois muitas terras serão confiscadas.
Considerando o confisco de terras com psicotrópicos, já em vigor, de
2003 a 2007, 18 propriedades nessas condições - todas elas no Nordeste
e com uma área total aproximada de 5.200 hectares - foram destinadas a
assentamentos. De acordo com a Coordenação Geral de Polícia de
Repressão aos Entorpecentes da Polícia Federal, apenas em 2004, 36
plantações de maconha foram destruídas em todo o país. Repare que o
número de confiscos é pequeno se considerada a quantidade de plantações
encontradas e destruídas devido ao rigor das decisões judiciais. Ou
seja, apenas um número reduzido daqueles que forem flagrados é que
devem perder efetivamente suas terras.
14) Não é justo apenas produtores rurais perderem suas propriedades. Por que a PEC não passa a valer também para o meio urbano?
ela vale. Devido a um pedido de parlamentares ligados aos produtores
rurais, o texto da PEC incorporou os imóveis urbanos em 2004.
15) O condenado por trabalho escravo irá perder todas as terras que possui por conta da lei?
Não. Apenas aquela em que trabalho escravo foi encontrado. 16) Para que criar mais uma lei para combater trabalho escravo?
leis existentes não têm sido suficientes para resolver o problema.
Mesmo com a aplicação de multas, o corte do crédito, a perda de
clientes, os processos trabalhistas e criminais, usar trabalho escravo
ainda é um bom negócio para muitos empresários porque barateia os
custos com mão de obra. A prática tem demonstrado que uma medida
drástica, que coloque em risco a perda da propriedade em que foi
utilizado trabalho escravo, ajudará a coibir com eficiência esse crime.
Motosserra encontrada em propriedade flagrada com trabalho escravo usado para desmatar a área 17) O que vocês chamam de trabalho escravo é apenas a cultura da região. A
justificativa é falsa, embora seja comumente usada por alguns
produtores rurais. Mesmo que a prática fosse comum em determinada
região – o que não é verdade, pois é utilizada por uma minoria dos
produtores rurais – jamais poderia ser tolerada. Todo e qualquer crime
deve ser combatido, com maior força exatamente onde for mais usual a
sua prática. O desrespeito à dignidade ou o cerceamento da liberdade
não podem ser encarados como manifestação cultural de um povo, mas sim
como a imposição histórica da vontade dos mais poderosos. Além do mais,
essa suposta “cultura da região” é compartilhada apenas por aqueles que
concordam com o trabalho escravo, uma vez que a população mais pobre,
vítima da escravidão, tem lutado desde a década de 70 para que seus
direitos sejam efetivados.
18) A fiscalização abusa do poder e é guiada por um viés ideológico. A Polícia Federal entra armada nas fazendas.As
equipes móveis de fiscalização (compostas por auditores do Ministério
do Trabalho e Emprego, procuradores do Ministério Público do Trabalho,
policiais federais ou policiais rodoviário federais) devem ir
prevenidas às ações de fiscalização uma vez que muitos seguranças,
gatos, prepostos, gerentes e vaqueiros das fazendas andam armados para
intimidar trabalhadores. De revólveres a rifles, o arsenal de algumas
fazendas não é pequeno. Muitas vezes as equipes de fiscalização têm
suas vidas ameaçadas, tendo sido recebidas a bala. Além disso, cabe
também à Polícia Federal abrir inquéritos e, se necessário, prender os
culpados quando confirmado o flagrante do crime. 19)
A culpa não é do fazendeiro e sim de gatos, gerentes e prepostos. O
empresário não sabe dos fatos que ocorrem dentro de sua fazenda e por
isso não pode ser responsabilizado.
empresário é o responsável legal por todas as relações trabalhistas de
seu negócio. A Constituição Federal de 1988 condiciona a propriedade ao
cumprimento de sua função social, sendo de obrigação de seu
proprietário tudo o que ocorrer nos domínios da fazenda. Por isso, o
fazendeiro tem o dever de acompanhar com frequência a ação dos
funcionários que a administram para verificar se eles estão
descumprindo alguma norma da legislação trabalhista, além de
orientá-los no sentido de contratar trabalhadores de acordo com as
normas estabelecidas pela CLT.
Para mais informações sobre a PEC do Trabalho Escravo, acesse trabalhoescravo.org.br. Fotos: Leonardo Sakamoto, no banco de imagens do Especial PEC do Trabalho Escravo. Reprodução autorizada desde que citada a fonte.
Qui, 24 de Março de 2011 20:19
Toneladas de lixo eletrônico vindos de países ricos estão envenenando crianças africanas, segundo reportagem recente do site ABC News.com. A região do despejo é Acra, capital de Gana. Lá, o “e-lixo” (como é denominado o lixo proveniente de restos de produtos eletrônicos) contaminado por substâncias tóxicas é reaproveitado e comercializado pelas crianças, que vêem no mercado das peças eletrônicas uma forma de sobrevivência. Como acontece, por exemplo, com Bismark, um menino de 14 anos que trabalha revendendo as sucatas que encontra ali. Por falta de espaço em casa – uma pequena cabana que abriga os pais e quatro irmãos – ele dorme em meio a um amontoado de computadores, cobres e materiais plásticos queimados, na luta diária para sobreviver e para garantir a alimentação da família.
Segundo apurou a reportagem, a história de Bismark é marcada por trapaças e violências que dinamizam o mercado de lixo eletrônico. Um comércio protagonizado por jovens de olhos vermelhos afetados pela fumaça que vem da queima de materiais plásticos para aproveitamento dos metais. A ardência nos olhos e a respiração dificultada pelo ar contaminado são comuns naquela região, conhecida como Sodoma e Gomorra (cidades bíblicas que foram castigadas por Deus com uma chuva de enxofre). Assim como os moradores da região, rios e ecossistemas africanos sofrem as consequências da contaminação desses resíduos, vindos em grande maioria de países como Alemanha, Inglaterra e Estados Unidos. De acordo com análise realizada pelo Greenpeace no ano passado, o solo e o rio desta região têm níveis extremamente elevados de poluentes como: chumbo, cádmio, mercúrio, arsênico, dioxinas e outros. Em longo prazo, essas substâncias comprometem o sistema nervoso, os rins, o sangue e principalmente o cérebro das crianças. Como por exemplo, a inalação ou ingestão de chumbo pela água pode encolher o cérebro delas.
O custo desse mercado ainda é vantajoso para os países desenvolvidos. De acordo com a reportagem, a Alemanha gasta mais da metade do preço para dispensar um monitor de CPU velho em navios para Gana, que em seu próprio território. Segundo estimativa das Organizações das Nações Unidas (ONU), cerca de 50 milhões de lixo eletrônico são jogados fora por ano, entre outros muitos destinos, estes resíduos vão parar em países como a Nigéria, Vietnã, Índia, China e Filipinas.
Encontro debate inclusão da arte e cultura africana e afrobrasileira
Educadores de todo o Paraná reuniram-se no Centro Estadual Profissional
Newton Freire Maia, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba,
para debater formas de implantar efetivamente a Lei 10639/2003, que
trata sobre a inclusão da arte e cultura africana e afrobrasileira nos
currículos das escolas paranaenses. O 9º Encontro de Educadores Negros
do Paraná durou três dias e terminou nesta quarta-feira (29).
Cerca de 400 pessoas, entre professores, pedagogos e funcionários das
escolas estaduais e representantes de movimentos sociais, religiosos e
de 36 comunidades quilombolas participaram dos debates.
“Discutimos formas de combater o racismo dentro das nossas escolas e o
trato positivo dessa diversidade etnicorracial que encontramos nas
nossas escolas paranaenses”, explica, Luciane Fagundes, diretora do
Departamento da Diversidade da Secretaria de Estado da Educação.
O resultado das discussões levantadas terá reflexo nas escolas
estaduais. “Estamos muito contentes com um espaço como este. Temos que
reconhecer que caminhamos a passos lentos, mas que as mudanças em
relação à implantação da lei estão acontecendo. Principalmente pela
educação, que é um ponto chave para que as mudanças todas aconteçam”,
comentou a pedagoga Maria Isabel Cabral da Silva, do Colégio Estadual
Quilombola Maria Joana Ferreira, de Palmas, no Sul do Paraná.
Para a pedagoga, a aplicação da lei garante a visibilidade do papel do
negro na sociedade brasileira. “É preciso trazer o negro para a
sociedade deu uma maneira positiva, com um olhar do próprio negro, como
protagonista da sua história”, disse Maria Isabel.
AVANÇOS De acordo com a coordenadora da Educação das Relações da Diversidade
Etnicorracial da Secretaria da Educação, Tânia Aparecida Lopes, houve
importantes avanços na área devido aos encontros que estão sendo
promovidos. “A partir desses encontros, a Secretaria percebeu algumas
demandas do movimento negro e já deu algumas respostas, como a formação
da equipes multidisciplinares nas escolas, abriu um espaço de discussão
para promover ações de enfrentamento ao racismo, e de ação para
formação da educação etnicorracial”, disse ela. “O governo do Estado
tem uma marca de enfrentamento a situações de discriminação e uma
posição positiva com relação à população negra do Paraná”, afirmou a
NOVAS ESCOLAS Além dos cursos de formação continuada para profissionais da educação,
outra conquista significativa foi o mapeamento das comunidades
quilombolas em todo o Paraná, que permitiu a criação de novas políticas
públicas para atender a essas pessoas.
Durante o evento, a diretora da Diversidade, Luciane Fagundes,
comunicou que duas escolas quilombolas mantidas pela rede estadual de
ensino, o Colégio Estadual Quilombola Diogo Ramos, em Adrianópolis, e a
Escola Estadual Quilombola Maria Joana Ferreira, em Palmas – vão
receber novos prédios escolares. A construção deve ser iniciada em 2013.
Os recursos para a construção das novas sedes das escolas virão de
parcerias com dois programas federais – o Programa Nacional de Educação
do Campo (Procampo) e Plano Brasil Quilombola (PBQ). As novas unidades
ainda estão em fase de elaboração de projetos. O Governo do Paraná
planeja construir mais cinco escolas quilombolas.
Fonte: Giuliano Gomes/SEED
avalia implantação da Lei 10639/2003, que trata sobre inclusão da arte
e cultura africana e afrobrasileira nos currículos escolares.
Fonte :www.geledes.org.br Planos de Aula - Lei 10.639/03 Plano de Aula - A história da África em sala
Publicado em Domingo, 23 Outubro 2011 13:37 Twittar
bem pouco tempo atrás, o Brasil, conhecido internacionalmente por sua
diversidade cultural e pela mistura de raças que formam o seu povo, não
tinha as diferentes etnias representadas nos currículos escolares do
País. A situação mudou com duas leis, sancionadas nos anos de 2003 e
2008, que tornaram obrigatório no Ensino Fundamental e Médio o estudo
da História e Cultura afro-brasileira e indígena.
A lei mais antiga 10.639/2003 não previa o ensino da cultura
Indígena nas escolas brasileiras. O texto estabelece que o conteúdo
programático inclua diversos aspectos da história e da cultura dos
povos que formaram a população brasileira. "As políticas e programas
que começaram a ser praticados desde então são fundamentais para
valorizar a diversidade dentro das escolas e para incentivar mudanças
nas práticas pedagógicas", afirma Viviane Fernandes Faria, Diretora de
Políticas para Educação do Campo e Diversidade do Ministério da
Aspectos como o estudo da história da África e dos africanos, a luta
dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena
brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional foram
incorporados aos currículos depois da aprovação da Lei 11.645. "Por
meio do resgate da contribuição de negros e índios nas áreas social,
econômica e política da história do Brasil, os professores podem
desenvolver ações voltadas para a construção de uma escola
multirracial", diz Sobrinho.
A proposta do MEC é incluir no currículo temáticas que façam os
alunos refletir sobre a democracia racial e a formação cultural
brasileira. "Só assim será possível romper com teorias racistas e
diminuir o preconceito", afirma Juliano Custódio Sobrinho, professor de
História da Universidade Nove de Julho, em São Paulo. "Os educadores
têm um papel fundamental nesse processo, o de mostrar aos alunos que
todas as raças presentes no Brasil têm e tiveram importâncias iguais na
formação da cultura brasileira", diz.
Para ajudar os professores a selecionar alguns aspectos que podem
ser trabalhados nas diferentes etapas de ensino no decorrer de todo o
ano, o MEC elaborou alguns materiais de apoio que estão disponíveis
para consulta no site oficial do Ministério, assim como as Orientações
e Ações para a Educação das Relações Étnico-Raciais.
Abaixo, veja algumas sugestões de como e quando abordar alguns dos
conteúdos relacionados à cultura afro-brasileira em diferentes etapas
de ensino:
O essencial: Apresentar a diversidade
Durante o período em que frequentam a creche ou a pré-escola, as
crianças estão construindo suas identidades. Por isso, desde os
primeiros anos de escolaridade, os alunos já precisam entender que são
diferentes uns dos outros e que essa diversidade decorre de uma ideia
de complementaridade. "É função do educador ajudar as crianças a lidar
com elas mesmas e fortalecer a formação de suas próprias identidades",
explica Clélia Cortez, Coordenadora do Programa Formar em Rede do
Instituto Avisa Lá e selecionadora do Prêmio Victor Civita. "Ele deve
atuar como um verdadeiro agente de promoção da diversidade", diz.
Para que isso aconteça, a creche precisa ser transformada em um
ambiente de aprendizagem da diversidade étnico-racial, que estimule os
pequenos a buscar suas próprias histórias e a conhecer as origens dos
colegas. "Estimular a participação das crianças em atividades que
envolvam brincadeiras, jogos e canções que remetam às tradições
culturais de suas comunidades e de outros grupos são boas estratégias",
diz Clélia. Segundo a educadora, a organização os espaços também deve
valorizar a diversidade. Ações simples como pendurar imagens de
personagens negros nas paredes, adquirir alguns livros com personagens
de origens africanas, ter bonecos negros na brinquedoteca e passar
filmes infantis com personagens negros para as crianças podem ajudar na
formação de cidadãos mais conscientes e agentes no combate ao
O essencial: valorizar as culturas indígena e africana
No Ensino Fundamental 1, os professores já podem levar para a sala
de aula algumas noções do que vem a ser a cultura afro-brasileira, com
base na realidade dos alunos. É o momento de falar sobre a colonização
portuguesa no país e traçar um paralelo com a realidade social dos
negros hoje. "Se o aluno entender o processo histórico que desencadeou
a desigualdade entre negros e brancos, ele não vai reforçar
preconceitos", diz Sobrinho.
Propor projetos e atividades permanentes que valorizem as culturas
indígena e africana - como apresentações teatrais de histórias da
literatura africana ou lendas indígenas -; trabalhar os elementos de
ritmos como o samba e o maracatu nas aulas de Música; ou explorar
alguns elementos da capoeira nas aulas de Educação Física são boas
formas de abordar os conteúdos no decorrer do ano. "Apesar da inclusão
do ensino da cultura afro-brasileira e indígena ter sido imposta por
uma legislação, não é preciso forçar a barra para incluí-los nas
aulas", explica Sobrinho. "Esses elementos sempre fizeram parte da
cultura brasileira e não podem ser ensinados como se fossem conteúdos à
parte, descontextualizado da realidade do nosso país", afirma ele.
O essencial: discutir o preconceito
O Ensino Fundamental 2 é o período ideal para o professor explicar
aos alunos que o Brasil foi um país escravocrata e que a abolição da
escravidão não veio acompanhada de um processo de inclusão dos negros
na sociedade brasileira. "No Brasil, a escravidão foi abolida em 1888,
porém, mantivemos o estigma da cor", afirma Sobrinho. Por isso,
promover debates sobre as causas do preconceito contra os negros é
fundamental, bem como ensinar os alunos a buscar respostas no processo
histórico brasileiro. "Os estudantes precisam conhecer os motivos pelos
quais os negros ainda lutam pela igualdade de direitos e
oportunidades", diz Sobrinho.
Nas aulas de Ciências, os professores podem trabalhar as teorias
raciais do século 19, que queriam acabar com a miscigenação e pregavam
a necessidade do branqueamento da população. "A ideia errônea da
existência de uma 'raça pura' permitiu a legitimação do preconceito com
relação à diversidade de raças e a crença em uma suposta superioridade
da raça branca", diz Sobrinho.
O essencial: debater o preconceito de raça
Nesta etapa os professores de Sociologia podem trabalhar o próprio
conceito de "raça", sempre com o objetivo de discutir a valorização das
diferentes manifestações culturais com base nas representações do
outro. A existência de cotas raciais nas universidades públicas e os
motivos pelos quais elas se fazem necessárias no Brasil também podem
gerar debates interessantes com a turma. É uma boa oportunidade para
esclarecer aos estudantes que as cotas, por exemplo, fazem parte de um
longo plano de ações que visa incluir os negros dignamente na sociedade.
Muito mais do que leis que incentivem o combate ao preconceito
racial, é fundamental que as mudanças da forma de ensinar a História e
a Cultura afro-brasileira e indígena partam do engajamento, do
aprendizado e do comprometimento pessoal dos educadores, professores e
gestores escolares, que devem estar preocupados em construir uma
política educacional igualitária, que prepare crianças e jovens para
valorizar a diversidade e construir uma sociedade em que a democracia
racial, de fato, se torne uma realidade.
Implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação das
Relações Etnicorraciais e para o Ensino de História e Cultura
Afrobrasileira e Africana
Título: Diversidade na Educação Reflexões e Experiências
Autor: SEMTEC
Editora: Programa Diversidade na Universidade.
Coordenação: Marise Nogueira Ramos, Jorge Manoel Adão, Graciete
Maria Nascimento BarrosÉ indubitável o fato de que nós, brasileiros,
vivemos numa sociedade complexa, plural, diversa e desigual. A nossa
diversidade e pluralidade, contudo, não se exibe só através das
diferentes culturas contituintes da população. A nossa diversidade...
Título: Superando o Racismo na Escola
Autor: SECAD, Kabengele Munanga (organizador)
Editora: SECAD.
Edição: 2ª Edição Revisada.
Resenha: A reedição de Superando o Racismo na Escola dá-se no
contexto aberto pela sanção da Lei no 10.639/2003, que alterou a Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional e tornou obrigatório o ensino
de história e cultura afro-brasileiras nos estabelecimentos de ensinos
fundamental e médio, oficiais e particulares. A reflexão sobre o lugar
das tradições africanas no redesenho cultural da escola brasileira
incentiva professores e professoras a relacionarem-se com o mundo de
possibiliddes que a sociabilidade negra criou, para além das
referências e práticas eurocêntricas, cujas reiteração e reprodução na
escola brasileira ainda fazem desta mais um problema do que uma solução
para os desafios de nossa sociedade.
Título: Quilombos - Espaço de resistência de homens e mulheres negros
Autor: Schuma Schumaher (Coord.)
Editora: MEC/SECAD.
Edição: 1. Edição.
Páginas: 0.
Resenha: Este livro se destina especialmente aos professores e às
professoras das comunidades quilombolas do Rio de Janeiro e das demais
escolas do Sistema Educacional Brasileiro. Ademais, contribuirá,
seguramente, para o cumprimento do que determina a legislação - "...o
estudo da História da África e dos africanos, a luta dos negros no
Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade
nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social,
econômica e política, pertencentes à História do Brasil" (§ 1°, artigo
26 A da LDB) - e para a efetivação de dois olhares: um olhare
nriquecedor das comunidades do Rio de Janeiro sobre si mesmas, da
recuperação de sua história, dos seus valores, de sua resistência, e
outro de todo o Brasil sobre as comunidades quilombolas.
Atenção: O arquivo em PDF tem uma tamanho de cerca de 220 MB, o que faz com que o download se torne extremamente demorado!
Título: GIBI Quilombos
Autor: SECAD
Resenha: O Gibi Quilombos: Espaço de Resistência de Crianças,
jovens, mulheres e homens negros, criado pela REDEH – Rede de
Desenvolvimento Humano - ,apresenta a história de todas as meninas(os),
jovens, homens e mulheres quilombolas que, espalhados pelo país, lutam
há muito tempo pela preservação de sua cultura, seus valores e
principalmente, pelo direito de contar sua verdadeira história. É um
convite à reflexão, aumentando ainda mais a auto-estima dos cerca de
49.722 alunos(as) quilombolas, segundo dados no INEP, matriculados em
364 escolas localizadas em áreas de remanescentes de quilombos.
Plano de aula: Gibi Quilombo
Título: Salto para o futuro
Editora: TVE.
Resenha: Série SALTO PARA O FUTURO da TVE.
Título: Diretrizes
Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e
para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana
Páginas: 35.
Resenha: A obrigatoriedade de inclusão de História e Cultura
Afro-Brasileira e Africana nos currículos da Educação Básico trata-se
de decisão política, com fortes repercussões pedagógicas, inclusive na
formação de professores. Com esta medida, reconhece-se que, além de
garantir vagas para negros nos bancos escolares, é preciso valorizar
devidamente a história e cultura de seu povo, buscando reparar danos,
que se repetem há cinco séculos, a sua identidade e a direitos seus. A
relevância do estudo de temas decorrentes da história e cultura
afro-brasileira e africana não se restringem à população negra, ao
contrário dizem respeito a todos os brasileiros, uma vez que devem
educar-se enquanto cidadãos atuantes no seio de uma sociedade
multicultural e pluriétnica, capazes de construir uma nação democrática.
Título: Orientações e Ações para a Educação das Relações Étnico-Raciais
Autor: MEC / SECAD
Editora: MEC / SECAD.
Resenha: Todo o material apresentado nessa obra busca detalhar uma
política educacional que reconheça a diversidade étnico-racial, em
correlação com a faixa etária e com situações específicas de cada nível
de ensino, possibilitando a reelaboração das relações que se
estabelecem dentro e fora do ambiente escolar. Esse exemplar é
resultado de grupos de trabalhos constituídos de estudiosos das
questões étnico-racial que elaboram textos para cada nível ou
modalidade de ensino na perspectiva de fornecer subsídios para o
tratamento da diversidade na educação de forma contextualizada.
Esta atividade pode ser trabalhada pelo professor para compreender os termos usados na Internet NAVEGANDO NA REDE1 Objetivos
 pesquisar vocabulário específico de informática apresentada na música pela Internet de Gilberto Gil
 Dialogar sobre a função da internet na atualidade
 Pesquisar palavras de origem africana destacada pela música.
 Possibilitar aos alunos o acesso as tecnologias (internet e ferramentas) para construção de conhecimentos sobre a história e cultura afro-brasileira e africana.
2 Metodologias Pela Internet — Criar meu web site — Fazer minha home-page — Com quantos gigabytes — Se faz uma jangada — Um barco que veleje — Que veleje nesse infomar — Que aproveite a vazante da infomaré — Que leve um oriki do meu velho orixá — Ao porto de um disquete de um micro em Taipé — Um barco que veleje nesse infomar — Que aproveite a vazante da infomaré — Que leve meu e-mail até Calcutá — Depois de um hot-link — Num site de Helsinque — Para abastecer — Eu quero entrar na rede — Promover um debate — Juntar via Internet — Um grupo de tietes de Connecticut
Cópia parcial da música de Gilberto Gil 1996. Disponível no site www.gilbertogil.com.br.
1. Essa música do Gilberto Gil fala sobre um assunto cada vez mais presente na vida de todos nós: a Internet. Atualmente a Internet também está sendo usada por vários segmentos da sociedade. Você considera importante que a escola desenvolva projetos utilizando o computador e a Internet? 2. A música De Gilberto Gil fala sobre o grupo étnico Ioruba. Faça uma pesquisa na Internet sobre as principais características dessa população. 3. A internet rompeu fronteiras. De que forma Gilberto Gil reafirma essa frase na letra da música Pela Internet? 4. A revolução digital trouxe um grande impacto em nossas vidas. O computador conectado em rede simplificou tarefas, abriu perspectivas e tornou possível o acesso por meio da Internet, a um mundo de informações. Faça um relato de como é a sua relação com o computador e como você avalia essa tecnologia? 5. Selecione algumas palavras utilizadas na música de Gilberto Gil pela internet que você desconhece e pesquise em dicionários, internet ou livros o seu significado. Alguns termos são atualmente muito utilizados no mundo tecnológico. A seguir destacamos algumas palavras como sugestão de pesquisa.
chat download e-mail excel hyperlinksfront page gifs hardware hipertextos home-pageinternet layout links messenger off-lineon-line sites smyles software web-chatword world-wide-web gif software forum
FONTE: A INTERNET E O ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA E AFRICANA
Sonia Augusta de Moraes
4 - Colson Whitehead: Autor de 5 livros aclamados o americano nascido em Manhanttan, entre eles um de meditação cujo estilo foi comparado a E. B. White. 5 - Manoel Soares: é um daqueles caras que vem com a palavra "engajado" na testa. Líder comunitário, e repórter da RBS TV, seu primeiro livro chama a atenção para o problema do Crack. Zumbis da Pedra escrito junto com Marco Cena faz um alerta, e uma analogia bem perspicaz. 6 - Celso Athayde: Produtor que cuida da carreira de vários nomes do Hip Hop nacional, como MV Bill, é co-autor dos livros, Falcão - Meninos de tráfico, e Cabeça de porco;
7 - Walter Mosley: É reconhecido por sua literatura policial, cuja principal série trás Easy Rawlins, um investigador privado negro da II Guerra mundial que vive em Watts, Los Angeles; 8 - James Baldwin: Foi o primeiro escritor a dizer aos brancos o que os negros americanos pensavam e sentiam. Chegou no auge de sua fama durante a luta dos direitos civis no início da década de 1960. Tornou-se mais famosos pelos ensaios do que pelos romances e peças teatrais, mas apesar disso queria se tornar um ficcionista, considerando seus ensaios um trabalho menor. 9 - Zora Neale Husrton: Antropóloga e folclorista, e escritora americana é uma dos expoentes da literatura negra nos Estados Unidos. Seu trabalho por um bom tempo foi relegado ao esquecimento, que obteve apenas postumamente;
FONTE: www.listasliterarias.blogspot.com.br Postado por Douglas Eralldo às 13:41 Complementamos com:
LIMA BARRETO Características e estilo literário:- Escreveu romances, sátiras, contos, textos jornalísticos e críticas.- Abordou em suas obras as grandes injustiças sociais;- Fez críticas ao regime político da República Velha.- Possuía um estilo literário fora dos padrões da época. Seu estilo era despojado, coloquial e fluente.- É um escritor de transição entre o Realismo e o Modernismo. Principais obras- Recordações do escrivão Isaías Caminha (1909)- Triste fim de Policarpo Quaresma (1915)- Numa e ninfa (1915)- Os bruzundangas (1923)- Clara dos Anjos (1948)- Diário Íntimo (1953)
Antônio Frederico de Castro Alves foi um importante poeta brasileiro do século XIX. Nasceu na cidade de Curralinho (Bahia) em 14 de março de 1847.No período em que viveu (1847-1871), ainda existia a escravidão no Brasil. O jovem baiano, simpático e gentil, apesar de possuir gosto sofisticado para roupas e de levar uma vida relativamente confortável, foi capaz de compreender as dificuldades dos negros escravizados.Manifestou toda sua sensibilidade escrevendo versos de protesto contra a situação a qual os negros eram submetidos. Este seu estilo contestador o tornou conhecido como o “Poeta dos Escravos”.Aos 21 anos de idade, mostrou toda sua coragem ao recitar, durante uma comemoração cívica, o “Navio Negreiro”. A contra gosto, os fazendeiros ouviram-no clamar versos que denunciavam os maus tratos aos quais os negros eram submetidos.Além de poesia de caráter social, este grande escritor também escreveu versos líricos-amorosos, de acordo com o estilo de Vítor Hugo. Pode-se dizer que Castro Alves foi um poeta de transição entre o Romantismo e o Parnasianismo.Este notável escritor morreu ainda jovem, antes mesmo de terminar o curso de Direito que iniciara, pois, vinha sofrendo de tuberculose desde os seus 16 anos.Poesias de Castro Alves: - Espumas Flutuantes, 1870 - A Cachoeira de Paulo Afonso, 1876 - Os Escravos, 1883 - Hinos do Equador, em edição de suas Obras Completas (1921) - Navio Negreiro (1869) - Tragédia no lar Postado por

References: artigo 149
 artigo 149
 artigo 149
 artigo 149
 artigo 243
 artigo
26