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Timestamp: 2017-05-27 12:36:21+00:00

Document:
inFORMAR 26 by José Alberto Rodrigues - issuu
Nº 26 | Dezembro 2008 | Distribuição Gratuita aos SóciosAssociação Nacional de Professores de Educação Visual e TecnológicainFORMARficha técnica
Directora AdjuntaProjecto Gráfico
Execução e Produção DigitalJosé Alberto Rodrigues
Capa, Ficha técnica e Sumário: Satja
Paulo Fernandes (Colaboração Marta Freitas)
ntsAdministraçãoAPEVT - Associação Nacional de Professores de Educação Visual e Tecnológica
e-mail: apevt@esoterica.pt u website: www.apevt.ptDepósito Legal103793/96ISSN
Tiragem156322-65878
1500 exemplareseditorial
Decorrente de períodos conturbados, mas convictos das nossas capacidades
e, sobretudo, persistência, cá estamos nós com mais uma inFORMAR. Ao
longo do tempo, começámos esta revista com poucas páginas, como boletim informativo. Depois, fomos crescendo, numa revista de referência para
muitas investigações, inclusive. Com um suporte digital mas também impresso, distribuído gratuitamente aos sócios. Mas, em tempos conturbados,
de crise, de crise financeira mas não criativa, tivemos que deixar o suporte
impresso para fazer chegar aos nossos associados a revista em suporte digital, num míni CD, para além da possibilidade de consulta online. No entanto, hoje, a única possibilidade que temos em nos mantermos fica-se pela
publicação online. Disponível para consulta para todos e, para o caso dos
associados que assim o pretendam, o possível envio em formato pdf.
Quanto a este número 26, ele é inteiramente dedicado à nossa delegação
regional da APEVT na Madeira, um verdadeiro exemplo de dinamismo e
associativismo, com forte implementação na RAM e com uma dinâmica
notável. Dedicamos este número a eles, em especial. E seguramente próximos serão a eles dedicados. Merecem-no, sem dúvida.
Nesta edição, todos os artigos e apresentações são decorrentes das I Jornadas da Educação Tecnológica” que decorreram entre os dias 8 e 9 de Maio
de 2008. Um grande encontro de professores, uma mostra absolutamente
fantástica de práticas educativas que mereceu a nossa atenção especial, com
grande destaque e relevo para o concurso Construindo Mecanismos – Modelos didácticos, onde se apresentaram trabalhos absolutamente fantásticos.
No entanto, não nos ficámos por aqui. Há ainda uma grande variedade e
profusão de artigos e apresentações realizadas no âmbito destas jornadas
que são, sem dúvida, uma verdadeira referência para a nossa área científica
e uma mais-valia para a prática pedagógica.
Esperando que a ansiedade de partir à leitura e descoberta de mais uma
InFormar esteja desperta, deixo-vos para que passem às páginas seguintes e
possam fruir e usufruir do que mais uma vez, com todo o empenho e dedicação, vos tentámos oferecer.
Votos de boas leituras e um abraço especial a todos Vós, apelando à vossa
participação neste boletim, que mais uma vez reafirmamos que está aberta
a todos os que queiram divulgar os seus trabalhos e projectos nesta área
página34pรกginaA Educação Tecnológica no Ensino Básico:
uma agenda para o futuro, já hoje
Manuel Porfírio1 - Obstáculos no desenvolvimento da Educação Tecnológica.
Passados quase vinte anos, da criação da disciplina de ET,
persistem teimosamente vários obstáculos ao desenvolvimento qualitativo da Educação Tecnológica.
As dificuldades - são muitas, de diferente gravidade e natureza.
- Enquadramento curricular (carga horária, opcção no 9º
ano,etc).
- Regime de docência nº de alunos por turma.
- Novas concepções para a disciplina. Orientações curriculares e gestão do programa.
- Recursos educativos (materiais de trabalho, equipamentos
e modelos didácticos).
- Transição dos professores para a nova disciplina.
As causas e as origens dos problemas.
- Descontinuidade nas políticas.
- Inconsistência nas decisões curriculares.
- Ausência de enquadramento e apoio a professores e escolas.
- Ausência de acompanhamento – monitorização.
- Natureza das transformações conceptuais na organização
- Uma área educativa / disciplina curricular emergente num
2 - A Educação Tecnológica não é, ainda hoje, uma área
educativa absolutamente consolidada.1 Desenvolvimento dos tópicos da comunicação
página5Tendências e focalizações do curriculum da Educação Tecnológica no plano internacional.
- Enfoque orientado para as artes manuais. (Arts and Craft).
- Enfoque orientado para a produção industrial.26inFORMAR- Enfoque na alta tecnologia.
- Enfoque nas TICs.
- Enfoque na Ciência Aplicada.
- Enfoque nas Ciência, Tecnologia e Sociedade (e Ambiente).
- Enfoque no design (Design and Technology).
- Enfoque em conceitos tecnológicos gerais.
- Enfoque nas competências chave.
3 - A construção do paradigma da Educação Tecnológica emergente.
A nível internacional – principais eventos fundadores do actual paradigma da ET.
INCOTE 92 - International Conference on Technology Education
Technological Literacy, Competence and Innovation in Human Resource
Technical Foundation of América
April 1992, Weimar , Germany
INISTE / PROYECTO 2000 + UNESCO
Formação Cientifica y Tecnológica para todos
JISTEC 96
Conferência de Jerusalén sobre la Ensenanza de la Ciência y la Tecnologia
La ensenanza de la tecnologia para un futuro cambiante: teoria, política
y prática.
Jerusalén, 8 / 11 de Janeiro de 1996
PATT- SUÉCIA
Conferência sobre la tecnologia en la ensenanza general: un elemento
esencial de un desarrollo sostenible?
CETIS / Universidade de Linkoping - Suécia
Technology for All Americans Project (1994 – 2006)
International Technology Education Association http://www.iteaconnect.
6página26inFORMARNSF - National Science Foundation
NASA – National Aeronautics and
Documentos fundamentais do projecto:
Technology for All Americans: A Rationale and Structure for the Study of
Content for the Study of Technology.
Prepared by ITEA- http://www.scholar.lib.vt.edu/TAA/TAA.html
Email standards@itea-tfaap.org
Reforma Roberto Carneiro
Reorganização Curricular dos Ensinos Básico e Secundário
DL Nº 286/ 89, de 29 de Agosto
Revisões Curriculares (XIV aos XVII
Governos Constitucionais)
DL Nº 6 / 2001, de 18 de Janeiro –
Novos currículos do Ensino Básico
DL Nº 209 / 2002 de 17 de Outubro
Programa e orientações curriculares
dos 7º e 8º anos
Educação Tecnológica – Homologado em 2002
do 9º ano – Educação Tecnológica
Homologado em 2003
Competências específicas da Educapágina7ção Tecnológica – 1º, 2º e 3º ciclos.
Formação de Professores para os ensinos básico e secundário
Dl nº43/2007 de 22 de Fevereiro
A reorganização curricular do ensino básico ao introduzir
no 3º ciclo do Ensino Básico (7º e 8º anos) a disciplina de ET
para todos os alunos (DLnº6/2001) vem corrigir parcialmente a grave distorção existente, neste ciclo de ensino, em que
esta disciplina tinha desde 1989 (DL 296/89) um estatuto
opcional, sendo a sua procura induzida, na maior parte das
vezes, pelo fracasso e insucesso pessoal e social.
A situação criada no terreno, nas escolas, junto dos seus
docentes, junto dos pais, junto dos restantes professores e
órgãos de gestão levou a sua guetização. As principais características desta situação podem genericamente ser descritas
- estatuto social desvalorizado da ET;
- reduzida procura educativa da ET ( no modelo opcional);
- procura induzida pelo fracasso escolar ;
- estigmatização da frequência resultando numa imagem de
insucesso escolar e social;
- frequência orientada socialmente para grupos sociais desvalorizados social, económica e culturalmente:
- disciplina desvalorizada objectivamente por pais, professores em geral e pelos próprios orgãos de gestão das escolas;
- visibilidade social desvalorizada;
- ausência de dinâmicas de inovação e actualização pedagógica e didácticas dos seus docentes, consequência da indefinição do seu estatuto, bem como da existência de elevados
horários zero;
- elevada depreciação das instalações e equipamentos afectos
e específicos para esta área , tendo sido desafectadas muitas26inFORMARsalas e dispersos o seu equipamento específico;
- professores das área de ET á largos anos a leccionar outras disciplinas
(Matemática, Áreas de Administração e Secretariado, Informática etc.),
em virtude da inexistência de horários de ET;
- professores de ET envolvidos na animação educativa de outras actividades; escolares o que é positivo, mas teve como consequência directa o
afastamento e desactualização destes professores nesta área educativa;
- ausência completa, ao longo de 10 anos, de orientações educativas ou
apoio metodológico aos professores de ET e ás escolas ;
- ausência de apoio e enquadramento dos professores e das escolas aquando do lançamento dos novos programas de ET ( DL 296/89), situação
grave se considerarmos as alterações de natureza paradigmática introduzidas nesta disciplina;;
- elevados constrangimentos de natureza metodológica que decorrem do
modelo curricular, (sobretudo da reduzida carga horária) adoptado na
actual organização curricular.( DL 6/2001)
Neste quadro, a valorização e renovação desta área educativa não decorrerá, fundamentalmente, da qualidade intrínsecas aos documentos enquadradores da renovação perseguida – Competências essenciais de ET e
Programa de ET – 3º Ciclo do Ensino Básico – sendo por isso necessário
desencadear um plano de apoio, deliberado, sistemático, continuado, de
âmbito nacional e regional para o relançamento desta área educativa onde
a função de monitorização e enquadramento parece ser decisiva.
4 - Tensões nos processos de implementação e desenvolvimento da
Alguns casos que nos são próximos:
Plataforma Estatal de Asociaciones del Professorado de Tecnologia
AEAT – Association des Enseigents d’Activités Tecnologiques
ANIAT – Associazione Nazionale Insegnati Área Tecnológica – Itália
8página26inFORMARhttp://www.aniat.org/
5 - Um quadro mínimo estável e consolidado está já consensualizado a
5.1 - Objecto educativo e invariantes da Educação Tecnológica.
- Sistemas tecnológicos.
- Conceitos matemáticos.
- Conceitos científicos.
- Impactos humanos, sociais e ambientais da tecnologia.
- Higiene e segurança.
- Competências comunicacionais.
- Competências práticas (procedimentais e psicomotoras).
- Resolução criativa de problemas.
- Transferência das aprendizagens.
5.2 - Standards da Educação Tecnológica.Technology and Society
(Tecnologia e sociedade)
Standard 4- Os alunos desenvolvem a compreensão sobre
os efeitos culturais , sociais, económicos e políticos da tecnologia.
Standard 5 - Os alunos desenvolvem o conhecimento sobre
a influência da tecnologia no meio ambiente.
Standard 6 - Os alunos desenvolvem o conhecimento sobre
a influência e as relações entre o uso da tecnologia e o desenvolvimento social.
Standard 7 – Os alunos desenvolvem o conhecimento e compreensão sobre a influência da tecnologia na história.
Standard 8 – Os alunos devem identificar os atributos e factores do design.
Standard 9 – Os alunos devem dominar o processo de desenvolvimento do design industrial.
Standard 10 – Os alunos devem desenvolver a compreensão
e o domínio dos processos de ensaio, pesquisa e desenvolvimento, invenção e inovação e a experimentação na resolução
de problemas.Estados Unidos da América (USA)
The Nature of Technlogy
( A natureza da tecnologia)
Standard 1 – Os alunos devem desenvolver a compreensão do campo da
tecnologia e das suas características.
Standard 2 - Os alunos devem desenvolver a compreensão dos conceitos
centrais da tecnologia.
Standard 3 - Os alunos devem dominar as relações entre a tecnologia e
os outros campos de conhecimento a
partir de uma perspectiva tecnológica.página9Abilities for Technological World
(Competências para o mundo tecnológico)
Standard 11 – Os alunos devem desenvolver as competências
para aplicação do processo de design.
Standard 12 - Os alunos desenvolvem as competências para
seleccionar, usar e avaliar os produtos e sistemas técnicos.
Standard 13 – Os alunos desenvolvem as competências para
avaliar o impacto de produtos e sistemas.
(Tecnologias que configuram o mundo)
Standard 14 – Os alunos devem compreender e ser capazes
de escolher e utilizar as tecnologias médicas.
Standard 15 - Os alunos devem compreender e ser capazes
de escolher e utilizar as tecnologias do domínio agrícola e as
biotecnologias.26inFORMARStandard 16 - Os alunos devem compreender e ser capazes de escolher e
utilizar as tecnologias do domínio da energia.
Standard 17 – Os alunos devem compreender e ser capazes de escolher e
Standard 18 - Os alunos devem compreender e ser capazes de escolher e
utilizar as tecnologias do domínio dos transportes.
Standard 19 - Os alunos devem compreender e ser capazes de escolher e
utilizar as técnicas de fabricação.
Standard 20 - Os alunos devem compreender e ser capazes de escolher e
utilizar as tecnologias da construção.
Fonte: International Technology Education Association http://www.iteaconnect.org/
“Design and Technology subjects
Electronic Products (Produtos electrónicos)
Food Technology (Tecnologia da alimentação)
Graphic Products (Produtos gráficos)
Product Design (Design de equipamento)
Resistant Materials Technology (Tecnologias dos matérias resistentes)
Systems and Control Technology (Sistemas e controlo tecnológico)
Textiles Technology ( Tecnologia têxtil)”
Fonte: The Design and Technology Association – UK http://www.data.
“Qué contenidos comprende el Área de Tecnología?
Los contenidos del área son muy diversos, respondiendo a la numerosidad y complejidad de los conocimentos que intervienen en el proceso
10página26inFORMARtecnológico, los principales serían:
Materiales de uso técnico: desde el
papel y los derivados celulósicos, maderas, metales y aleaciones, plásticos
y derivados pétreos hasta los materiales de última generación se estudian para conocer sus propiedades y
Expresión gráfica: dibujo de planos,
perspectivas, acotación, diseño asistido por ordenador (CAD) y todas las
herramientas necesarias para transmitir ideas de forma gráfica.
Estructuras y mecanismos: fuerzas,
tensiones, momentos, equilibrios estáticos y dinámicos para comprender
primero y diseñar después el funcionamiento de máquinas y sistemas.
Electricidad, electromagnetismo y
electrónica: Corriente eléctrica, circuitos y sus elementos, magnitudes,
aplicaciones e instalaciones eléctricas, (en montajes y vivienda). Semiconductores, transistores, diodos,
resistencias variables y circuitos de
control electrónico analógicos y digitales.
Tecnologías de la información: utilización del ordenador como herramienta de trabajo tanto el la redacción de proyectos como elemento de
Tecnologías de la comunicación: teléfono, radio, televisión, transmisiones
por cable y por ondas electromagnéticas, espacio radioeléctrico, satélites,
fenómenos que posibilitan la comunicación a distancia.
Energía y su transformación: energía
y trabajo, fuentes de Energía: renopágina11vables y no renovables, transformación y transporte de la
Control y robótica: automatismos mecánicos, eléctricos y
neumáticos. Sistemas de control electrónicos. Control por
ordenador. Robots: sensores, actuadores y programación.
Análisis crítico del impacto de la tecnología en el mundo:
Desarrollo tecnológico sostenible y responsable.”
Fonte: Sí ! a la Tecnologia - Plataforma Estatal de Asociaciones del Professorado de Tecnologia. http://www.sialatecnologia.org
Orientações Curriculares para Educação Tecnológica – 7º e
8º anos.
Curriculares para Educação Tecnológica – 9º ano.
Competências específicas da Educação Tecnológica – 1º, 2º
Currículo Nacional do Ensino Básico.
Fonte; Ministério da Educação http://www.min-edu.pt
6 - O que podemos e devemos fazer?
Um sentido para a participação nas mudanças sociais:
Nem meramente adaptativos e reactivos às circunstâncias.
Nem ingenuamente voluntaristas.
Partilhar o discurso da possibilidade, intervir e participar activa e criticamente na construção de uma melhor educação
7 - Um programa para a acção:
Conhecer, reflectir e debater
intervir e fazer nos contextos concretos26inFORMAR8 - Mobilização e participação de todos os actores.
- Professores (considerados individualmente.
- Professores e escolas.
- Ministério da Educação / Administração educativa.
- Associações e sociedades científicas de professores.
- Instituições do ensino superior.
8.1 - Professores (considerados individualmente).
Consciência das mudanças que se estão a operar nos planos nacional e
- Conhecimento aprofundadamente do programa e das orientações curriculares para a disciplina.
- Abertura para a mudança e flexibilidade de pensamento.
- Empenhamento no trabalho colectivo com os seus pares.
- Permuta de experiências e projectos entre professores e equipas.
- Clarificar e objectivar as dificuldades.
- Procurar apoio nos seus pares e instituições.
- Não ficar sozinho no seu canto, reagir ao isolamento, integrar e participar na colectividade.
8.2 - Professores e escolas.
Desenvolvimento de dinâmicas de trabalho colectivo, cooperativo e colaborativo.
- Centralidade na gestão dos programas.
Clarificar o essencial e a finalidade educativa da disciplina.
- Desenvolver uma leitura crítica e simplificadora dos programas.
Orientar para o essencial. Clarificar a intencionalidade educativa e de
ensino de cada unidade didáctica.
- Organizar um programa de afectação de meios: (Modelos didácticos;
Unidades didácticas tipo; Guiões e dossiês de apoio ao desenvolvimento
de actividades e projectos.
- Desenvolver uma política de continuidade na organização e afectação de
- Permuta de experiências e projectos entre professores e equipas
- Promoção de actividades de integração, enquadramento e apoio de novos professores.
- Home page da escola – criação de uma área dinâmica para a ET, alojar
conteúdos, guias de actividades e projectos, planos de actividades, iniciativas, etc.
12página26inFORMAR- Criar redes de colaboração interescolas.
8.3 - Ministério da Educação / Administração educativa.
Criação de dispositivos e dinâmicas
de revitalização e monitorização do
processo de desenvolvimento da área
de Educação Tecnológica no Ensino
- Clareza, coerência e continuidade
na política curricular para a Educação Tecnológica.
- Monitorização do processo de desenvolvimento da Educação Tecnológica (1º, 2º e 3º Ciclos do Ensino
- Revitalização desta área educativa
na perspectiva de uma formação tecnológica geral para todos.
- Participar na promoção do desenvolvimento de uma maior visibilidade social da importância social desta
- Promover o desenvolvimento de sinergias entre diferentes instituições (a
nível do estado e da sociedade civil).
- Apoio sistemático, continuado e directo a professores e escolas.
- Programa de monitorização continuado das necessidades das escolas a
nível de Instalações e equipamentos.
- Clarificação, junto das instituições
de formação de professores, dos perfis específicos de formação dos professores desta área educativa.
8.4 - Associações e sociedades científicas de professores.
Organizar –se como um serviço a
página13professores e escolas, enquanto forma privilegiada de servir
a educação, o ensino e os seus profissionais.
- Internacionalização de contactos e actividades.
- Animação de redes de trabalho cooperativo / colaborativo
entre professores e escolas.
- Animação da permuta de materiais pedagógicos e experiências educativas.
- Promoção da produção de conhecimento sobre esta área
- Produção autónoma de materiais pedagógicos e didácticos.
- Recensão e inventário dinâmico de disponibilidades de material didáctico no mercado, escolas e outras instituições.
- Adaptação de produtos pedagógico e didácticos existentes.
- Promoção da concepção de guiões pedagógicos e técnicos
para o desenvolvimento de produtos didácticos.
- Avaliação de material didáctico e software educativo.
- Animação e apoio à criação de um Portal da Educação Tecnológica.
- Exploração de parcerias públicas e privadas para mobilização de todos os actores sociais que podem contribuir para o
desenvolvimento da educação tecnológica em Portugal.
8.5 - Instituições de formação inicial de professores. (Universidades e Politécnicos).
Assunção das responsabilidades sociais na formação de professores e na produção do conhecimento e desenvolvimento
pedagógico e didáctico da Educação Tecnológica.
- Formação de professores para os quadros docentes tendo
em conta as especificidades dos novos perfis de enquadramento.
- Envolvimento na actualização do conhecimento científico
- Incrementar o desenvolvimento da investigação no âmbito
desta área educativa.
- Apoiar e colaborar projectos de pesquisa e desenvolvimento
curricular em desenvolvimento nas escolas.
- Internacionalizar o conhecimento.
- Produção de perfis de formação continua actualizados referenciados ao novo paradigma da Educação Tecnológica.26inFORMAR9 - Uma proposta. Um desafio.
Conferência Nacional Educação Tecnológica no Ensino Básico em Portugal
Uma iniciativa a promover em parceria
(ME / Associações e Sociedades Científicas de Professores / Universidades e
Institutos Politécnicos / Instituições privadas – Empresas, fundações,etc.)
10 – Informação complementar – instituições de referência.
10.1 - Organizações internacionais de referência no desenvolvimento
da Educação Tecnológica
WOCATE – World Council of Associations for Technology Education’s
http://www.wocate.org/home.en
The Design and Technology Association – UK http://www.data.org.uk/
Council on Technology Teacher Education http://teched.vt.edu/
AEET –Association Européenne pour l’Education Technologique	http://www.aeet.fr/
10.2 - Jornais e revistas electrónicas de referência:
Editor-in-Chief: Marc J.d. Vries
http://www.springer.com/education/journal/
http://scholar.lib.vt.edu/ejournals/JOTS/14página26inFORMARJournal of the Japanese Society for
JJSTE/
10.3 - Endereços electrónicos de instituições de referência fundamental
a nível internacional sobre politica
educativa e de desenvolvimento
curricular para a área da Educação
APEVT – Associação Nacional de
Professores de Educação Visual e
APEVT - Madeira
http://www01.madeira-edu.pt/projectos/apevtmadeira/
http://anapet.no.sapo.pt/páginaAPTC - Associació del Professorat de Tecnologia de Catalunya
http://www.aptc.net/aptcnuke/
APTE - Asociación de Profesores y Profesoras de Tecnología
http://es.groups.yahoo.com/group/aptemadrid/
Asociación Profesores de Tecnología de Enseñanza Secundaria en Canarias
http://www.educa.rcanaria.es/usr/gteces/
APETEGA - Asociación do Profesorado de Tecnoloxía Galicia
Asociación del Profesorado de Tecnología de la Comunidad
APTA. - Asociación del Profesorado de Tecnología de Andalucía
http://www.aptandalucia.org
APTA – Aragón
http://www.educa.aragob.es/aptear/ANPEE – Associação Nacional de
Professores de Electrotecia e Electrónica
http://www.anpee.org/AEAETIE / APTCAV (Euskadi)
http://www.euskalnet.net/teknologiaribai/Espanha
Sí ! a la Tecnologia
Plataforma Estatal de Asociaciones
del Professorado de Tecnologia
http://www.sialatecnologia.orgFrança
AEET –Association Européenne pour l’Education Technologique	http://www.aeet.fr/1528
26inFORMARASSETEC – Association pour l’Enseigement de la Technologie
http://www.aniat.org/
A Design and Technology Site – technology student.com
http://www.technologystudent.com/watt/wattex.htm
Design amd Technology on the web
Standard Site –Design and Technology
http://www.standards.dfes.gov.uk/schemes2/secondary_dt/
http://www.eng.uvm.dk/publications/laws.htm?menuid=1515
Finnish Association for research in Technology Education
http://www.teknologiakasvatus.fi/
http://www.mineedu.fi/minedu/education/index.html16página28
26inFORMARIslândia
http://www.raduneyti.is/interpro/
mrn/mrn-eng.nsf/pages/education
http://www.odin.dep.no/ufd/engelsk/
index-b-n-a.html.
http://www.avdeling.nito.no/teknologic/
http://www.skolverket.se/fakta/
faktablad/english/index.shtml
http://www.skolverket.se/english/
publ.shtml,
http://www.skolverket.se/pdf/english/
compsyll.pdf.
http://www.skolverket.se/pdf/fakta/
faktablad/en_grundskola.pdfhttp://www.gov.nl.ca/edu/
TEAM -Technology Educators Assocition of Manitoba
http://www.technologyeducators.mb.ca/
GAET- Grupo Argentino de Educación Tecnológica
http://www.cab.cnea.gov.ar/gaet/homepage.htm
http://www.educaciontecnologica.cl/CETIS- Centre for School Technology Education
http://www.liu.se/org/cetis/indexeng.
htmÁfrica
http://www.wcape.school.za./tassocMagrebe - Tunísia
Le portail éducatif pour l’enseignement
de l’education technique et technologique
http://www.education-technique.
com/Austrália e Nova Zelândia
Technology Education Federation of Austrália
http://www.pa.ash.org.au/Marrocos
Technologies au collège
páginaCanadá
Le Curriculum d LÓntário de la 1º à la 8º anné. Science et
http://www.edu.gov.ca17Nova Zelândia
http://teachers.work.co.nzCiência e Tecnologia
Articulação vertical do 1º ao 3º ciclo
Joaquim NogueiraA Educação em Ciências no 1.º Ciclo EB
As transformações sociais que vão ocorrendo a nível mundial têm reflexos
na vida económica e organizacional;
A necessidade de os jovens terem hoje uma consciência mais alargada e
global do mundo, das necessidades, das suas semelhanças, no que respeita
a recursos disponíveis para uma melhor gestão dos mesmos e a procura de
soluções para problemas de carácter transnacional:
- a perda de recursos ambientais;
- a escassez da produção alimentar, o não acesso universal à água potável,
- a propagação de epidemias;
A Ciência fornece bases que permitem avaliar os efeitos da Tecnologia no
ambiente e ajuda a encontrar soluções para a segurança do planeta;
A necessidade de cada indivíduo dispor de um conjunto de saberes do
domínio científico – tecnológico que lhe permita compreender alguns fenómenos importantes do mundo em que vive.
As razões a favor da Educação em Ciências desde os primeiros anos de
- Responder e alimentar a curiosidade das crianças, fomentando um sentimento de admiração, entusiasmo e interesse pela Ciência e pela actividade
dos cientistas;
- Ser uma via para a construção de uma imagem positiva e reflectida acerca da Ciência (as imagens constroem-se desde cedo e a sua mudança não
é fácil);
- Promover capacidades de pensamento (criativo, crítico, metacognitivo,…) úteis noutras áreas curriculares e em diferentes contextos e situ18página28
26inFORMARações, por exemplo, na tomada de
decisões e de resolução de problemas
pessoais, profissionais e sociais;
- Promover a construção de conhecimento científico útil e com significado social, que permita às crianças e
aos jovens melhorar a qualidade da
interacção com a realidade natural.
Finalidades da Educação em Ciências para todas as crianças
- Promover a construção de conhecimentos científicos e tecnológicos que
resultam úteis e funcionais em diferentes contextos do quotidiano;
- Fomentar a compreensão de maneiras de pensar científicas e quadros explicativos da Ciência que tiveram (e
têm) um grande impacte no ambiente
material e na cultura em geral;
- Contribuir para a formação democrática de todos, que lhes permita a
compreensão da Ciência e da Tecnologia e da sua natureza, bem como
das suas inter - relações com a sociedade e que responsabilize cada indivíduo pela sua própria construção
pessoal ao longo da vida;
- Desenvolver capacidades de pensamento ligadas à resolução de problemas, aos processos científicos, à
tomada de decisão e de posições baseadas em argumentos racionais sobre questões sócio – científicas;página19- Promover a reflexão sobre os valores que impregnam o conhecimento científico e sobre atitudes, normas e valores culturais e sociais que, por um lado, condicionam, por exemplo,
a tomada de decisão grupal sobre questões tecnocientíficas
e, por outro, são importantes para compreender e interpretar resultados de investigação e saber trabalhar em colaboração.
Temas a desenvolver na Educação em Ciências no 1.º Ciclo
Explorando Objectos …. Flutuação em líquidos;
Explorando Materiais….. Dissolução em líquidos;
Explorando Plantas….Sementes, germinação e crescimento;
Explorando a Luz…..Sombras e imagens;
Explorando Materiais e Objectos….Fenómenos eléctricos;
Explorando Transformações……Mudanças de estado
O Meio pode ser entendido como um conjunto de elementos,
fenómenos, acontecimentos, factores e ou processos de diversa índole que ocorrem no meio envolvente e no qual a vida e
a acção das pessoas têm lugar e adquirem significado;28
26inFORMARO Meio desempenha um papel condicionante e determinante na vida,
experiência e actividades humanas, ao mesmo tempo que sofre transformações contínuas como resultado dessa mesma actividade.
É, por natureza, uma Área curricular interdisciplinar e globalizadora, estruturada em torno de três domínios temáticos que constituem o objecto
de estudo e os eixos organizadores da aprendizagem das crianças.O Mundo físico e social envolvente
Organiza um eixo estruturador da relação da criança com o mundo tecnológico que a rodeia.
Assim, o ensino e a aprendizagem deve ,nesta fase de escolaridade, organizar-se em actividades de observação, de descoberta e de concretização,
situações que enquadrem as referências do mundo dos OBJECTOS TÉCNICOS e TECNOLOGIAS de contacto quotidiano com a criança.
O movimento CTS – Ciência, tecnologia e sociedade, em expansão nos
últimos anos nos países anglo saxónicos, tem procurado a mudança do
ensino básico das ciências, no sentido de o aproximar dos problemas do
dia a dia e da sociedade contemporânea, ou seja, de uma mais afectiva
contribuição para a literacia científica dos futuros cidadãos.20página28
26inFORMARApesar do grande entusiasmo que
a perspectiva CTS tem despertado, ainda não foi possível estabelecer um consenso sobre o seu
conceito. Geralmente admite-se
(AIKENHEAD,G.,1992:4) que o ensino CTS é um “ensino numa perspectiva da integração das interacções
entre as ciências, as tecnologias e as
Em Portugal, pensamos que o papel
da Educação em ciências é subestimado em relação ao da matemática,
ao do português e, até, ao do Inglês.
A sociedade portuguesa parece considerar que o ensino das Ciências
Experimentais serve menos as necessidades dos cidadãos do que o ensino
do Português, da Matemática ou do
PARA A MUDANÇA E VALORIZAÇÃO DAS CIÊNCIAS, IMPORTA
APROXIMAR O ENSINO DESTAS
À TECNOLOGIA, SOBRETUDO
O ensino para ser considerado CTS
deve ter dez características básicas:
1 - Identificação de problemas com
interesses e impacto local;
2 - Utilização de recursos locais (humanos e materiais) para encontrar a
informação a ser usada na resolução
de problemas da vida real;
3 - Envolvimento activo dos estudantes para encontrar informação que
página21deve ser aplicada na resolução de problemas da vida real:
4 - Extensão das aprendizagens para além do tempo das aulas, da sala de aula, da escola;
5 - Focagem do impacto da ciência individualmente sobre
cada estudante;
6 - Visão de que o conteúdo cientifico não é qualquer coisa
que existe para os estudantes saberem nos testes;
7 - Desvalorizar a ideia de que competências processuais se
justificam por si mesmos, ao representarem competências
atraentes da pratica dos cientistas;
8 - Promover o conhecimento das carreiras futuras, especialmente de carreiras relacionadas com a Ciência e a Tecnologia;
9 - Oferecer oportunidades aos estudantes para desempenhar
papeis de cidadania e também para tentar resolver os problemas que eles identificarem;
10 - Procurar as vias pelas quais a Ciência e a Tecnologia
possivelmente podem ter impacto no futuro;
“Ciência é uma investigação sistemática e objectiva para a
compreensão do mundo natural e humano. Um corpo de conhecimentos formado por um meio de uma pesquisa contínua. A ciência é caracterizada por uma abordagem empírica,
estabelecimento de generalizações (leis, princípios e teorias)
e experimentação para confirmar, refutar ou modificar o conhecimento acerca dos fenómenos naturais” R.W.BYBEE
“ A Ciência é um processo de conhecimentos. Este processo depende, simultaneamente, de uma observação cuidadosa
dos fenómenos e da descoberta de teorias que confiram sentido àquelas observações…”
(RUTHERFORD, F.J. & AHLGREN, A., 1995)
A Tecnologia é um corpo de conhecimentos desenvolvidos
por uma cultura que fornece meios para controlar o meio
envolvente, extrair recursos, produzir bens e serviços e melhorar a qualidade de vida. (BYBEE, R., 1986)
A Tecnologia é um saber fazer e um processo criativo dos28
26inFORMARaparelhos, recursos, sistemas ou mecanismos para resolver problemas e
dominar situações naturais ou construídas pelo Homem, tendo em vista
melhorar a qualidade de vida. (UNESCO, 1985)
Articulação das Ciências - ET nos 2.º e 3.º Ciclos
Para uma articulação vertical
Em departamentos curriculares – analisar os diferentes programas disciplinares, num trabalho de identificação e sistematização do essencial,
estabelecendo relações intrínsecas ao próprio saber disciplinar, por anos
de escolaridade e ciclos de estudo.
Para uma articulação horizontal
Em conselhos de turma, a partir dos temas/conteúdos essenciais de cada
programa, procurar identificar as articulações possíveis com os restantes
A articulação das Ciências (CN e FQ) com a ET – 3.º Ciclo
Estrutura interna da Terra > desenho e construção de modelos da estrutura do interior da Terra, usando diferentes materiais (CN)
Planeta Terra – Terra e Sistema Solar – Movimento e Forças > construção
de um globo terrestre e de modelos do sistema Sol – Terra – Lua. (FQ)
Terra em Transformação – Materiais > Materiais: misturas e substâncias;
utilização de diferentes materiais para produzir utensílios/instrumentos
Terra em Transformação – Energia – Fontes e formas de energia – Transferências de energia > Construção de maquetas de casas ecológicas (FQ)24
22páginaExpressão Plástica no Ensino BásicoHelena BerenguerCOORDENAÇÃO REGIONAL NA ÁREA DA EXPRESSÃO PLÁSTICA
Promoção de Formação Contínua para o 1.º Ciclo do EB
e Pré-EscolarAs formações nesta área são Validadas e/ou Acreditadas e
decorrem durante todo o ano lectivo.
3.ª feira – Educadores de Infância
4.ª feira – Professores do 1.º ciclo do EB
5.ª feira – Formações Acreditadas
6.ª feira – Formações nos Municípios mais distantes
Promoção e divulgação de Concursos Regionais – 1.º Ciclo
1.º Ciclo - 9.ª Edição
Pré-Escolar - 2.ª Edição
Concursos Regionais 2007/2008página25
26inFORMARDivulgação do Concurso Internacional de Arte para Crianças e Jovens
2007 – 13.º Concurso sob o tema: “Quem sou eu?”17 Escolas participantes
187 trabalhos enviados (em Dezembro de 2007)
7 trabalhos de alunos da RAM premiados em 2007
Exposição Regional de Expressão Plástica (9.ª Edição em 2008)
Coordenação da Modalidade de Artes Plásticas (desde 2006/2007)24página28
26inFORMAREscolas a Tempo Inteiro abrangidas
pela Coordenação:Em 2000/ 2001, 50 ETI’s com 100 professores a leccionar Expressão Plástica.
Em 2007/ 2008, 105 ETI’s com 170 professores a leccionar Expressão Plásticapágina2528
26inFORMARFORMAÇÃO CONTÍNUA DE PROFESSORESHoras anuais de formação: 394
Participantes/Formandos: 512
Suplentes: cerca de 200A Expressão Plástica permite à criança:Manipular directamente os materiais
Adquirir competências básicas essenciais
Desenvolver o sentido crítico e autocrítico
Interagir/socializar
Fazer novas ilações e conexões
(…)A Coordenação:Tem vindo a modificar gradual e positivamente o papel da Expressão Plástica como Área de Enriquecimento Curricular, nas Escolas do 1.º Ciclo do Ensino Básico, através do trabalho de formação contínua;
26página28
26inFORMARTem proporcionado instrumentos e conhecimentos suficientes
aos professores para orientarem e
valorizarem, coerente e conscientemente, o trabalho e a liberdade
expressiva da criança;
O papel da Coordenação nesta
área é feito essencialmente ao nível
da formação contínua de professores, não havendo um acompanhamento in loco da actividade.
Para aproximar a Coordenação
aos professores e Escolas:
Promove e solicita o preenchimento de um inquérito para aferir
sobre quem lecciona a actividade
pela 1.ª vez ou há mais anos, para
constatar as dificuldades sentidas
e aceitar sugestões à Coordenação
(para um melhor conhecimento
do trabalho efectuado);
Solicita uma Planificação Anual
de Actividades (por professor ou
escola) no início do ano e um
Verifica os Conteúdos abordados,
Estratégias do processo Ensino/
Aprendizagem, Recursos e Avaliação, para poder propor e orientar formações que vão de encontro às suas necessidades;página27Aconselha e intervém (caso necessário ou solicitado) em
Uma das maiores dificuldades sentidas na orientação
dos ateliês e respectivo acompanhamento do trabalho
dos professores nas escolas é o facto de muito deles leccionarem esta área pela primeira vez e não terem formação base na área nem conhecimentos essenciais.
(cerca de 36% leccionam pela primeira vez nesta área).
Este facto implica um reajuste sistemático dos planos
de formação, no sentido de proporcionar a todos uma
experimentação adequada ao seu desenvolvimento pessoal.
Aos professores é colocado um desafio sistemático de
actualização de conhecimentos, para que possam diversificar as estratégias de Ensino/Aprendizagem e proporcionar à criança a aquisição de competências essenciais
nos vários domínios.28
26inFORMARTodo o trabalho de formação contínua na área da Expressão Plástica parte da premissa da experimentação e partilha de ideias por
parte dos professores/formandos, para posterior orientação consciente da actividade na Escola.
“O QUE EU OUÇO, ESQUEÇO.
O QUE EU FAÇO, APRENDO” (Confúcio)
Objectivos principais dos ateliês de formação:Experimentar;
Criar modelos lúdico / didácticos
Construir / desconstruir
Utilizar linguagem e terminologia específica trocando
experiências de aprendizagens vivenciadas no contexto escolar.
Os temas das formações procuram abranger todos os conteúdos e
meios da Expressão Plástica:
(técnicas de desenho, pintura, colagem, fotocolagem, técnicas de
impressão e decalque, frottage e técnicas mistas);
(construções e mecanismos lúdico-didácticos, construções com materiais de desperdício e técnicas de modelação com pastas caseiras
e industriais);
(fotografia e informática - sempre que a escola disponha de meios).
28página28
26inFORMAROs ateliês:São constituídos por demonstração prática das técnicas
de expressão plástica, seguidas de exploração, experimentação e concretização de objectos e composições
plásticas, num ambiente de cooperação e colaboração
entre todos os intervenientes.
Procuram facultar aos docentes os conhecimentos essenciais de conteúdos, materiais e técnicas de expressão
plástica que, depois de experimentadas, auxiliarão a
uma maior diversidade de modelos de Ensino/Aprendizagem;
Permitem a criação de métodos de resolução de problemas (metodologia projectual) que serão depois implementados na sala de aula para a motivação da criança
(para esta interagir, relacionar conceitos, compreender
o funcionamento das coisas e a evolução tecnológica,
adaptar-se a novas situações, observar e fruir uma manifestação artística, analisar e criticar construtivamente).
Alguns temas de formações já foram orientados:“Aprender brincando com lápis e tintas”;
“Planificações e Práticas Pedagógicas no 1.º Ciclo do
EB”;
“Construções e mecanismos no âmbito da área da Expressão Plástica do 1.º Ciclo do EB”;
“Técnicas de modelação adaptadas ao 1.º Ciclo do
“Aprender brincando com materiais de desperdício”;
“Mãos que falam: manusear, manipular e modelar em
Expressão Plástica”;
página2926
28inFORMAR“Actividades Criativas com papel”;
“Expressão Plástica: Actividades, brincadeiras e jogos interdisciplinares”;
“A recuperação criativa de materiais de desperdício no 1.º Ciclo do
EB”.
ALGUMAS REFLEXÕESAinda há muito trabalho a ser feito nesta área e mudanças que a
cada ano se revelam necessárias para que a Actividade de Expressão
Plástica tenha o reconhecimento e valorização merecidas.
Muita coisa tem sido repensada e melhorada de forma gradual,
mas há ainda uma dificuldade imensa que é a de chegar a todos os
professores que precisam orientação e formação.
Muitas vezes as formações estão cheias de gente interessada, muitos
deles não estando a leccionar esta área e os que estão pela 1.ª vez
nem chegam a frequentar acções do GCEA, durante o ano lectivo.
Este facto é devido ao carácter facultativo de frequência das acções,
mesmo sendo estas fortemente aconselhadas.
Sendo esta uma actividade eminentemente prática, ainda se confunde com uma acção de puro entretenimento da criança e este
facto aliado à inexperiência de muito professores, ao horário reduzido atribuído à disciplina e aos Grupos/Turmas muito numerosas,
implicam que, por vezes, o reconhecimento da Expressão Plástica
como actividade de Enriquecimento do Currículo fique comprometido.
Daí o reforço da importância da formação contínua de professores
nesta área, que tenta promover o gosto pelas artes, e uma aprendizagem experimental que se revela fulcral.
30página28
26inFORMARTudo aquilo que aprendemos através da experimentação prática e visual poderá ser motor para uma maior
motivação, que faz de nós seres ávidos de saber e compreensão das coisas, tornando-nos melhores orientadores e melhores alunos.
É esse o desafio que nos propomos vencer e para o qual
temos de trabalhar todos os dias!página31Energias Limpas, Que Futuro?João José CorreiaUtilização de Combustíveis FosseisO homem, através da utilização de energia, meios de transportee
produtos industriais, induzà queimade combustíveis fósseis responsáveis pela libertação de grandes quantidades de gases e de partículas poluentes na atmosfera que degradam a qualidade do ambiente
e provocam a poluição do ar.
Emissão de Gases Com Efeito de Estufa (CO2;CH4;Nox)
Projectos e Instrumentos de Várias Escalas cujo objectivo é minimizar as emissões de CO2
PQuioto, PNAC, etc.
Poluentes dos Combustíveis FósseisOutros poluentes que advêm da queima de combustíveis fósseis:
SO2 (Dióxido de Enxofre);
NOx (Óxidos de Azoto);
CO(Monóxido de Carbono);
O3 (Ozono).32 página
26inFORMARSO2 (Dióxido de Enxofre)
Descargas eléctricas na atmosfera;
como o fuel óleo e o carvão;
Sector industrial (refinarias, caldeiras que queimam combustíveis
com altos teores de enxofre-indústria química e pastas de papel).
Alteração dos processos metabólicos das plantas;
Corrosão dos edifícios, acelerando
a sua degradação;
Gás irritante para as mucosas dos
Poluente acidificante;
Problemas no tracto respiratório.
NOx(ÓxidosdeAzoto)
Sector industrial (queima de combustíveis a temperaturas mais ou
menos elevadas);
Com elevados teores, os doentes
com asma podem sofrer dificulpágina33
33dades respiratórias adicionais ;
Doenças respiratórias como asma ou tosse convulsa, especialmente, emcrianças ;
Edema pulmonar (altas concentrações);
Poluente acidificante, envolvido em fenómenos como as
CO(MonóxidodeCarbono)
Combustão incompleta de combustíveis fósseis
Transportes Rodoviários (é o sector que mais contribui).
Afecta o sistema nervoso e cardiovascular;
Diminui a capacidade de trabalho;
Diminui a percepção visual;
Provocadores de cabeça, tonturas e fadiga;
Provoca o efeito de estufa;
Pode gerar problemas cardio vasculares;
Impossibilita a troca de oxigénio com os tecidos vitais;
Origina problemas respiratórios.
- Acção do vento sobre o solo;
- Aerossóis marinhos;
- Vulcões.
- Meios de transporte e obras de construção civil;
- Processos industriais;28
26inFORMAR- Queima de combustíveis fósseis, processos industriais e transportes.
Afecta a penetração da luz solar;
Danifica o património construído, especialmente tintas;
Provoca doenças pulmonares;
Podem ser responsáveis pela diminuição da troca gasosa em espécies
Provoca problemas de respiração.
CH4(Metano)
Cultivo de arroz;
Queima de Biomassa;
Sistema cardio-vascular e sistema nervoso;
Gás potenciador do efeito de estufa.
Forma-se ao nível do solo, com a presença da luz solar, como resultado de reacções químicas que se estabelecem entre alguns poluentes primários, tais como os NOx, COVs ou o CO. Os poluentes
primários provêm do tráfego, indústrias, aterros sanitários, tintas
e solventes, florestas (principalmente COV) e de pequenas fontes
como estações de serviço.
Causa irritações nos olhos, nariz e garganta;
Provoca manchas nas folhas;
Pode irritar o tracto respiratório, podendo provocar dificuldades
26inFORMARProvoca problemas de respiração;
Provoca a degradação em materiais como a borracha (dos limpa
pára-brisa).Energia da Biomassa
A Biomassa é utilizada na produção de energia a partir
de processos como a combustão de material orgânico
produzida e acumulada em um ecossistema.Fontes de Energia RenováveisEnergia das Ondas e Correntes Marinhas
A energia obtida através da oscilação das ondas, de
modo semelhante ao de energia hidroeléctrica.Utilização de Fontes de Energia
Mais valia para a Região Autónoma da Madeira porque possui
uma grande vulnerabilidade no
que respeita ao sector energético.
Possibilidades de utilização de energia renovável na RAMEnergiasRenováveiscompotencialdeutilizaçãonaRAM:
- EnergiaHidráulica;
- EnergiadaBiomassa;
- Energia das Ondas e Correntes
- EnergiaEólica;
- EnergiaSolarTérmica;
- EnergiaFotovoltaica.
É a energia obtida a partir da
energia potencial de uma massa
de água. A forma na qual ela se
manifesta na natureza é nos fluxos
de água, como nas ribeiras e pode
ser aproveitada por meio de um
desnível ou queda de água.página35
35Energia Eólica
É a energia que provém do vento. Na actualidade utilizase a energia eólica para mover aerogeradores -grandes
turbinas colocadas em lugares de muito vento. Essas
turbinas têm a forma de um catavento o um moinho.
Esse movimento, através de um gerador, produz energia
A designação dada a qualquer tipo de captação de energia luminosa (e, em certo sentido, da energia térmica)
proveniente do Sol, e posterior transformação dessa energia captada em alguma forma utilizável pelo homem,
seja directamente para aquecimento de água ou ainda
como energia eléctrica ou mecânica.
Energia captada através de Células fotoeléctricas ou
fotovoltaicas que são dispositivos capazes de transformar a energia luminosa, proveniente do Sol ou de outra
fonte de luz, em energia eléctrica. Uma célula foto eléctrica pode funcionar como geradora de energia eléctrica
a partir da luz, ou como um sensor capaz de medir a
intensidade luminosa.28
26inFORMARUtilização Racional de EnergiaConjunto de acções e medidas, que têm como objectivo a melhor
Existe uma série de medidas emanadas, quer a nível da UE, quer
a nível nacional, entre as quais distingue-se o Sistema Nacional de
Certificação Energética e da Qualidade do Ar (SCE) estabelecido
pelo Decreto-Lei nº78/2006.
Decreto-Lein.º78/2006
Nos Edifícios Existentes:
- Proporcionar informação sobre as medidas de melhoria de desempenho, com viabilidade económica, que o proprietário pode implementar para reduzir as suas despesas energéticas.
Nos Edifícios Novos e nos existentes sujeitos a grandes intervenções:
- Permite comprovar a correcta aplicação da regulamentação térmica em vigor para o edifício e para os seus sistemas de energias.
Energia Proveniente da ETRS/Meia SerraA ETRS é a principal infra-estrutura do Sistema de Transferência,
Triagem, Tratamento e Valorização da Região Autónoma da Madeira.
É composta por várias instalações de gestão de resíduos:
- Incineração de Resíduos Sólidos Urbanos (IIRSU);
- Incineração de Resíduos Hospitalares e de Matadouro (IIRHM);
- Compostagem de Resíduos Sólidos Urbanos (ICRSU);
- AterrosSanitários(AS).36página28
26inFORMAROs processos de tratamento de resíduos sólidos urbanos instalados na Meia Serra permitem, por um lado,
a valorização, por compostagem, de parte da matéria
fermentável dos resíduos, e por outro lado, avalorização energética dos restantes resíduos sólidos urbanos,
através da sua incineração com produção de energia.
Energias Limpas, Que Futuro?O Governo Regional da Madeira tem vindo a desenvolver um conjunto de acções e projectos com o intuito
de minimizar e prevenir os possíveis impactos causdos
pela queima de combustíveis fósseis:
- Projecto CLIMAAT_II
- Rede de Estações de Monitorização da Qualidade do
- Plano Regional de Politica do Ambiente
- Plano de Politica Energética da RAM.página37Certificação EnergéticaSusana FernandesIntroduçãoAlguns factores que contribuíram para as alterações de âmbito, legal e regulamentar, no panorama da Eficiência Energética de Edifícios:
O R C C TE (1990) e o RSE CE (1997), são regulamentos desactualizados de Eficiência Energética de Edifício.
Requisitos da Directiva Europeia 25/11/2002 sobre o desempenho
Norma ISO 13790 (AQS)
Politica Energética Nacional – Programa 3E – P3E, promovido pela
DGE, visa a melhoria da Eficiência Energética dos Edifícios em Portugal.
A crise energética mundial, face á grande dependência de fontes de
energia tais como o petróleo, carvão, gás e as reservas mundiais que
estão a se esgotar.
Tornou-se um dos objectivos para Portugal, o cumprimento do
Protocolo de Quioto que determina para cada estado membro
da União Europeia metas relativamente à redução de emissões de
GEE- gases do efeito de estufa (CO2 (dióxido de carbono), N2O38página28
26inFORMAR(oxido nitroso), CH4 (metano),
H F Cs (hidrofluorcarbonetos),
P F C s (perfluorcarbonetos),
SF6(hexafluoreto de enxofre) ).
Sector dos Edifícios - Responsável por 40% (aprox.) da energia
final na Europa, no entanto, 50%
(aprox.) deste consumo, pode ser
reduzido com as medidas de EEEficiência Energética, representa
uma redução anual de 400 milhões de toneladas de CO2.
Representação da variação do
Consumo de Energia Final por Sectores em Portugal (2005)DGGE
Sector dos Edifícios – Responsável
por 62% do consumo de Energia
Eléctrica em Portugal.
por Sectores em Portugal (2005)
DGGEpágina39Enquadramento do Sistema de Certificação Energética e
da Qualidade do Ar Interior nos Edifícios - SCELegislação:
O S CE, enquadra-se no âmbito da Directiva 2002/ 9
1/CE, do Parlamento Europeu e do Concelho de 16 de
Dezembro, relativa ao desempenho energético dos edifícios e estabelece que os Estados - Membros da União
Europeia devem implementar um sistema de certificação
energética, com os seguintes objectivos:
-O enquadramento geral para uma metodologia de cálculo do desempenho energético integrado nos edifícios.
-A certificação Energética dos Edifícios.
-A inspecção e a avaliação das instalações de caldeiras
de ar condicionado e de aquecimento, que tenham mais
-A implementação de um Sistema de Certificação Energética que informe o cidadão sobre a qualidade térmica dos edifícios, aquando da construção, da venda,
ou do arrendamento dos mesmos, permitindo que os
utilizadores obtenham a informação relativa aos consumos de energia.
-A aplicação de requisitos mínimos para o desenvolvimento energético dos Novos Edifícios assim como dos
Grandes Edifícios existentes, sujeitos a grandes obras de
renovação.28
26inFORMARA resolução do Conselho de Ministros nº 16 9/2005 de 24 de Outubro, que aprova a Estratégia Nacional para a Energia, no respeitante à orientação politica sobre eficiência energética.
Uma das medidas previstas não Programa Nacional para as Alterações Climáticas, aprovado pela Resolução do Concelho de Ministros nº 1 1 9/2004 de 3 1 de Julho, relativa à eficiência energética.
A União Europeia, impõe a emissão de certificados e determina que
cada pais membro proceda à implementação das medidas regulamentares adequadas ao cumprimento das Directivas Comunitárias
O âmbito de aplicação do S C E, está definido no artigo 3º do diploma Legal que assegura a sua aplicação regulamentar.
Transposição da Directiva para a Ordem Nacional:A Legislação relativa à qualidade térmica dos edifícios em Portugal
é transposta para a ordem jurídica nacional a partir da Directiva
comunitária nº 2002/9 1/CE e assenta em 3 Diplomas:
Decreto - Lei nº 78/2006, de 4 de Abril - Sistema Nacional da Certificação Energética e da Qualidade do Ar Interior nos Edifícios
– SCE. Este diploma assegura a aplicação regulamentar, nomeadamente:
-Á s condições de Eficiência Energética – EE
-Á utilização de sistemas de energias Renováveis
-Às condições de garantia do ar interior de acordo com as exigências e disposições no RC C TE e no RSECE.
-Certifica o desempenho Energético e a Qualidade do Ar interior
-Identifica as medidas correctivas ou de desempenho aplicáveis aos
edifícios e respectivos sistemas energéticos ( caldeiras e equipamento de ar condicionado), quer no que respeita ao desempenho energético e à QAI.40página28
26inFORMARLegislação:
Decreto-lei nº 79/2006 de 4 de
Abril - Regulamento dos Sistemas
Energéticos e de Climatização dos
Edifícios - RSCECE.
Define as condições a observar
no projecto de novos sistemas de
climatização, nomeadamente os
requisitos de conforto térmico,
renovação, tratamento e QAI, que
devem ser assegurados em condições de EE, através da selecção
adequada de equipamentos e sua
organização em sistemas.
Os limites máximos de consumo
de energia nos grandes edifícios de
serviços existentes e para todo o
edifício em particular para a climatização, previsíveis sob condições
nominais de funcionamento para
edifícios novos ou para grandes
intervenções de reabilitação de
edifícios existentes que venham a
ter novos sistemas de climatização
abrangidos pelo presente regulamento, assim como os limites de
potencia aplicáveis aos limites de
climatização a instalar nesses edifícios.
Os termos de concepção da instalação e do abastecimento das
condições de manutenção a que
devem obedecer os sistemas de climatização, para garantir a qualidade e a segurança durante o seu
funcionamento normal, incluindo
os requisitos, em termos de forpágina41mação profissional a que devem obedecer os principais
intervenientes e a observância dos princípios da utilização de materiais tecnologias adequados em todos os
sistemas energéticos do edifício, no principio da sustentabilidade ambiental.
C ondições de monitorização e de auditoria de funcionamento dos edifícios em termos de consumos energéticos e de QAI.
Decreto – Lei nº 80/2006, de 4 de Abril - Regulamento
das Características de Comportamento Térmico dos
Edifícios – R C C TE- Indica as regras a observar no
projecto de todos os edifícios de habitação e de serviços,
sem sistemas de climatização centralizados de modo
Exigências de conforto térmico, aquecimento/arrefecimento, ventilação, para garantir a QAI, bem como as
necessidades de águas quentes sanitárias, que possam
vir a ser satisfeitas sem despendido excessivo de energia.
Minimizar situações patológicas nos elementos de
construção, os designados SED- Síndrome do Edifício
Faseamento da aplicação do SCE28
26inFORMARA aplicação do Sistema Nacional de Certificação Energética e da
Qualidade do Ar Interior nos Edifícios de Serviços e de Habitação,
definidos na Portaria 46 1/2007 de 5 de Junho, teve inicio a 1 de
Junho de 2007 e prevê que a aplicação do S C E seja faseada e previsto no artigo 3º ponto 2 do D-L 78/2006.
O Faseamento previsto legalmente tem por base a Tipologia, o Fim
e a Área Útil dos Edifícios.
A portaria define que ficam abrangidos pelo S C E:
Os Novos edifícios destinados à habitação com área útil superior a
1.000,0m2 e os Edifícios de Serviços, Novos ou que sejam objecto
de grandes obras de Remodelação, cuja área útil seja superior aos
limites mínimos estabelecidos nos números 1 ou 2 do artigo 27ºdo
RSECE, de 1.000,0m2 ou de 500,00m2 consoante a respectiva tipologia, cujos pedidos de licenciamento ou autorização de edificação
sejam apresentados às entidades componentes a partir do dia 1 de
Todos os Edifícios Novos, independentemente da sua área ou uso,
cujos pedidos de licenciamento ou autorização de edificação sejam
apresentados às entidades competentes a partir de 1 de Julho de
Todos os Edifícios a partir de 1 de Janeiro de 2009.
Estão previstas no artigo 3º ponto 3, do D- L 78/2006, e exclui
todas as infra-estruturas militares, imóveis afectos ao Sistema Nacional de Informações ou a Forças de Segurança, por estarem sujeitos a regras de controle e confidencialidade.
Para efeitos de aplicação do S C E, considera-se:
-Edifício, a totalidade de um imóvel, ou cada uma das suas fracções
autónomas, já juridicamente constituídas ou susceptíveis de virem
a sê-lo.42página28
26inFORMAR-Grandes edifícios, são os edifícios de serviços com uma área útil,
de pavimento, superior a 1.000,0
m2, ou 500,0 m2 no caso de centros comerciais, supermercados,
hipermercados e piscinas aquecidas cobertas.de ambientes normalmente não climatizados, tais como
garagens ou armazéns, bem como de outras fracções autónomas adjacentes em edifícios vizinhos.-Pequenos edifícios, são todos os
edifícios com área útil igual ou inferior a 1.000,00m2.
Por força do disposto no n.º2 do artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 78/2006
de 4 de Abril e dos números 1.º e
3.º da Portaria 461/2007, o limite
mínimo da área útil relevante para
a verificação da aplicabilidade do
sistema de certificação é verificado
relativamente à totalidade do edifício, i. e., tendo em conta a soma
das áreas úteis das fracções que o
compõem (excluindo-se apenas as
áreas que nos termos do disposto
no Anexo I do R C C TE são considerados não úteis), sendo, no
entanto, os requisitos regulamentares, aplicáveis a cada uma das
fracções autónomas.Grandes intervenções de reabilitação, é uma intervenção
na envolvente ou nas instalações energéticas ou outras,
do edifício, cujo custo seja superior a 25% do valor do
edifício, nas condições definidas no RC C TE.Certificado, é o documento codificado que quantifica o
desempenho energético e da qualidade do ar interior no
edifício.O papel das Câmaras Municipais:A entidade pública que primeiro se confronta com a necessidade da exigência dos comprovativos do cumprimento dos novos requisitos energéticos aplicáveis aos
edifícios, são as Câmaras Municipais, no âmbito de
processos de licenciamentos, comunicações e autorizações.
A entidade licenciadora tem o papel de exigir que os
Pedido sejam instruídos com os elementos referidos no
n.º2 do artigo 23.º do RSECE ou no artigo 12.º n.º2o
do RCCTE,
Os comprovativos exigidos por lei para a Certificação
A Declaração de Conformidade Regulamentar -DCREnvolvente exterior, é o conjunto
dos elementos do edifício ou da
fracção autónoma que estabelecem a fronteira entre o espaço
interior e o ambiente exterior.
Envolvente interior, é a fronteira
que separa a fracção autónoma
página43O Certificado Energético e da Qualidade do Ar Interior
Apresentação do SCE:
O sistema Nacional de Certificação Energética e da
Qualidade do Ar Interior nos Edifícios –S C E- instituído pelo Decreto - Lei nº 78/2006, de 4 de Abril, tem os28
26inFORMARseguintes objectivos:
1-Assegurar as Condições de Eficiência Energética –EEE
2-A utilização de Sistemas de Energia Renováveis
3-Qualidade do Ar Interior dos Edifícios.
No âmbito do S C E, é certificado o Desempenho Energético e a
Qualidade do Ar Interior nos Edifícios.
Também são identificadas e registadas, as medidas correctivas ou
de melhoria de desempenho, aplicáveis aos edifícios e respectivos
O S C E, inicialmente aplicar-se-á aos edifícios de maiores dimensões, e gradualmente será aplicado a quase todos os edifícios, não
só aos novos, mas também aos já existentes de acordo com o faseamento estabelecido( Portaria 461/2007, de 5 de Junho).
Direcção Geral de Energia e Geologia(DGEG) - Certificação e
Eficiência Energética e Contra-Ordenações nesta área.
Agencia Portuguesa do Ambiente (APA) – Qualidade do Ar Interior.
Inspecção – Geral do Ambiente e do Ordenamento do Território –
Contra - Ordenações na área da QAI.
ADENE- Entidade Gestora e Fiscalizadora ou entidades mandatadas.
Peritos Qualificados –PQ
AO, OE e ANET – Reconhecimento dos PQ´s
Promotores e Proprietários de Edifícios e de equipamentos – Cumprimento das obrigações resultantes do R C C TE, RSECE e SCE.
Comissão responsável pelo reconhecimento dos técnicos de instalação e manutenção de SAC e responsáveis pelo seu funcionamento
– DGEG, APA, APIRAC (Associação Portuguesa da Industria de
Refrigeração e Ar Condicionado), EFRIARC (Associação Portuguesa dos Engenheiros de Frio Industrial e Ar Condicionada), APIEF
( Centro de Formação Profissional para a Industria Térmica e Energia).
44página28
26inFORMARNa RAM as atribuições da
ADENE estão delegadas na AREAM – Agencia Regional de Energia e Ambiente da Região Autónoma da Madeira.
Cabe ao perito propor as medias de melhoria ou correctivas
necessárias. Resultando desta
análise e avaliação, o perito pode
emitir a Declaração de Conformidade Regulamentar – DCR- documento necessária para obter a licença de construção.
O Certificado Energético e da
Qualidade do Ar Interior – CE também é da competência do perito e necessário para a obtenção
da Licença ou autorização de Utilização ou em caso de edifícios existentes para venda ou aluguer do
O processo de certificação energética, na prática é conduzido
por perito/s qualificado/s, sendo da
responsabilidade deste/s a emissão
dos documentos exigidos. Para a
emissão do C E e D C R que comprove a conformidade regulamentar do edifico, no âmbito do R C
C TE e/ou RSE C E, o edifício é
classificado de acordo com o seu
desempenho energético tendo por
base uma escala de A + a G ou seja
página45de melhor desempenho a pior desempenho.
Classes de desempenho Energético:
Existem 7+2 classes energéticas, que constam na etiqueta do CE ( semelhante à dos electrodomésticos).
A metodologia de cálculo para a determinação da classe
energética de um edifico depende da sua tipologia.
Edifício de Habitação ( com e sem SAC) e pequenos edifícios de serviços sem SAC ou com SAC com Potencia
Instalada < 25 K W
A potencia Instalada, é calculada a partir da expressão:
R= Ntc/Nt
Ntc - necessidades globais anuais, para climatização e
Nt - o valor limite predefinido em Portaria para as
referidas necessidades
Escala Utilizada para este tipo de Edifícios:28
26inFORMARPrazo de validade do CE:
Este Documento tem prazos de validade diferentes consoante se
trate de edifícios sujeitos ao RC C TE ou RSECE, previstos no artigo 10º do D-L nº 78/2008 e D-L nº 80/2006.
RCCTE- 10 anos
RSECE- válido até à data a que fica sujeito a nova auditoria à QAI,
sendo variável conforme a tipologia do edifício
Edifícios ou locais que funcionem como estabelecimentos de ensino ou de qualquer tipo de formação, desportivos, centros de lazer,
creches, infantários ou instituições e estabelecimentos para permanência de crianças, idosos, lares, hospitais, clínicas e similares
Edifícios ou locais que alberguem actividades comerciais, serviços,
turismo, transportes, culturais, escritórios ou similares – 3 anos.
Todos os restantes casos – 6 anos.
Existem 2 modelos de certificados, cuja estrutura varia consoante se
trate de Edifícios abrangidos pelo RC C TE ou pelo RSECE, dada a
especificidade de cada situação.
Etapas da Certificação: Projecto - Construção - UtilizaçãoNa concepção do projecto, devem ser cumpridas as normas técnicas
regulamentares. Consta do processo de licenciamento ou autorização de construção, a DECLARAÇÃO DE CONFORMIDADE
REGULAMENTAR (pré-certificado) - DCR, para a emissão da licença ou autorização de construção.
Após a construção do edifício, juntamente com o pedido de licença
ou autorização de utilização, tem que constar o CERTIFICADO
ENERGETICO E DA QUALIDADE DO AR INTERIOR-CE.
Na utilização do edifício, quando se verifiquem operações de venda, locação ou arrendamento, terá que existir uma RENOVAÇ ÂO
DO CERTIFICADO e o PRIMEIRO CERTIFICADO DO EDIFICIO EXISTENTE.
46página28
26inFORMARpรกgina4728
26inFORMAREmbora o DCR e o CE, sejam 2 documentos distintos, a informação
contida na DCR, com carácter provisório, passa a definitiva com a
emissão do CE, após verificação pelo Perito Qualificado - PQ.
As intervenções relativas ao novo certificado energético após auditoria energética periódica a as inspecções periódicas só se aplicam
a edifícios abrangidos pelo RSECE.
Aplicação do RCCTE e principais objectivos:
A todos edifícios de habitação e dos edifícios de serviços sem sistemas de climatização centralizados, de modo a que as exigências de
conforto térmico bem como as necessidades de águas quentes sanitárias, possam ser satisfeitas sem dispêndio excessivo de energia.
Este regulamento visa, ainda, minimizar as situações patológicas –
SED - Síndrome de Edifício Doente - nos elementos de construção,
com potencial impacte negativo na durabilidade dos mesmos, na
qualidade do ar interior e na saúde das populações.
Estes diplomas vigoram desde 3 de Julho de 2006.
Aplicação do RSECE:
A certos edifícios (novos e/ou grandes edifícios existentes de serviços)
e estabelece as regras relativas aos sistemas activos de climatização
e aos consumos de energia.
Fixa as condições de manutenção dos sistemas de climatização e os
requisitos para a concepção dos sistemas.
Igreja ou local de culto, um edifício industrial ou agrícola destinado
a actividades de produção, ou uma garagem, armazém, oficina ou
equivalente (desde que, nestes últimos casos, não climatizados) está
excluído da aplicação dos regulamentos.
Um edifício situado em zonas históricas, sempre que se verifiquem
incompatibilidades com as exigências do RSECE, o edifício está
isento da aplicação do regulamento.48página28
26inFORMARHabitaçãoSujeitos a licenciamento municipal e a processo de Certificação
sem sistemas de climatização ou Pr* ≤ 25
RSECE e RC C TE
com sistemas de climatização Pr * > 25
* Potência nominal de aquecimento ou arrefecimento
Âmbito de Aplicação dos RegulamentosServiços
Novos EdifíciosSujeitos a licenciamento municipal e a processo de Certificação
Requisitostodos os pequenos edifícios sem sistemas
de climatização ou P ≤25 KwRC C TEEnergéticosPequenos Áreas < 1000/500 m² todos os
edifícios com P >25 KwRSECEEnergéticos e Qualidade do
arGrandes: Áreas > 1000/500 m² todos os
Edifícios Serviços Existentes
Pequenos: Áreas < 1000/500 m²RSECEEnergéticos e Qualidade do
arProcedimentosRequisitosAuditoria QAIQAIAuditoria Energética e QAIEnergéticos e Qualidade do
arGrandes: Áreas > 1000/500 m ²Âmbito de Aplicação dos RegulamentospáginaEnergéticos e Qualidade do
26inFORMARConclusão:A energia é um factor importante para o crescimento da economia e
um elemento vital para o desenvolvimento sustentável de um país.
A certificação Energética é prioritária e obrigatória, e tem como
objectivo o aumento da eficiência energética dos edifícios, através
da redução das emissões de GEE.
Com o Sistema de Certificação Energética, no futuro, todos os novos
edifícios terão um certificado, que os vai caracterizar relativamente
ao consumo energético, necessário para o seu funcionamento.
A certificação energética de edifícios tem como objectivo principal
informar o utilizador final sobre a prestação energética dos edifícios
e desta forma instituir um novo elemento de informação qualitativa
no mercado de venda e aluguer de edifícios.
A certificação será exigida de uma forma faseada para os edifícios
existentes, sujeitos a importantes intervenções de reabilitação, edifícios públicos e frequentemente utilizados pelo público, bem como
para todos os de venda, locação e50páginaMarco histórico/Museu Casa da Luz1Luísa Garrido1 Apresentação dos diapositivos que passaram na comunicação da Drª Luísa Garrido
página5128
26inFORMAR52pรกgina28
26inFORMARpรกgina5328
26inFORMAR54pรกgina28
26inFORMARpรกgina55O Papel Pedagógico
da Visita de Estudo
Carla QuintiãoA IMPORTÂNCIA DAS VISITAS DE ESTUDOA visita de estudo tem múltiplas potencialidades pedagógicas e
formativas e é uma das estratégias que mais estimula os alunos,
dado o carácter motivador que constitui a saída do espaço escolar.
A visita de estudo é mais do que um passeio, é uma situação de
aprendizagem que favorece a aquisição de conhecimentos:
promove a interligação entre a teoria e a prática, a escola e a realidade;
- tem uma forte componente lúdica;
- proporciona o desenvolvimento de técnicas de trabalho;
facilita a sociabilidade;
- é complemento para os conhecimentos adquiridos na sala de
- pode acentuar o carácter interdisciplinar;
- torna mais fácil para os alunos compreender, no concreto, que os
conhecimentos não são compartimentados;
- favorece a compreensão do carácter total da realidade;
- estabelece relações de proximidade entre professores/alunos e alunos/alunos.
As visitas de Estudo são estratégias que podem ser divertidas e constituem uma forma diferente de aprender.
Uma visita de estudo pode ter inúmeras facetas: Desde ver um filme
no cinema até fazer um acantonamento.
A definição dos objectivosDevem definir-se os objectivos de carácter geral e específico, planificá-los e integrados no processo ensino-aprendizagem.
Objectivos podem ser:
de carácter fundamentalmente cognitivo;
56página28
26inFORMARcomo forma de motivar e sensibilizar os alunos para a abordagem
de um tema, de uma questão;
como função concretizar e aplicar
conhecimentos já adquiridos, culminando o estudo de um tema.
Não esquecer que as Visitas de
Estudo têm por função:
- a recolha de dados e informações
que esclareçam e motivem um trabalho em curso;
- conclusão ou síntese final de um
- estudo de um assunto através da
observação dos elementos durante
A visita de estudo deve passar por
três etapas:1- Preparação da visita de estudo:
definição de objectivos desde o
domínio cognitivo aos das capacidades e competências, valores e
fornecimento de informação sobre o assunto aos alunos através
de textos ou folhetos impressos
sobre o local a visitar ou uma aula
audio-visual que servirá de motivação para a visita de estudo;
tentar a multidisciplinaridade, se
página572 - Realização da visita de estudo. Esta pode ser de dois
A visita guiada, ou dirigida por professores ou por
- valoriza, sobretudo, a transmissão de conhecimentos;
- remete os alunos para um papel passivo;
- utilizado para ilustrar um tema já leccionado;
- os resultados são pobres;
- grupo deve ser pequeno.
A visita de descoberta:
- os alunos têm um papel activo: orientados por um
guião, por fichas com informação;
- os alunos progridem no local a visitar;
- o aluno assume um papel activo, tornando-a mais motivadora;
- os professores são elementos disponíveis, a quem os
alunos recorrem para tirar dúvidas e pedir esclarecimentos.
3 -A avaliação
Ficha guião (deve conter os objectivos);
publicação de artigos no jornal escolar;
afixação de cartazes com textos e fotografias;
passagem de filmes feitos pelos alunos;
a realização e projecção de diapositivos, etc.
Informações úteis:Ficha de Avaliação da visita de estudo
http://www.netprof.pt/pdf/QuintaStoInacio.pdf
http://www.netprof.pt/pdf/QuintaStoInacio.pdfFormação inicial e contínua de Professores em Educação Tecnológica
Carlos A S GomesIntrodução
A problemática da Formação de Professores remonta à proposta de alterações à Lei de Bases do Sistema Educativo e que, desde então, até aos
nossos dias desencadeou uma acesa polémica sobre as instituições onde
deve ser realizada a formação de professores e para que ciclos de estudo,
ou ainda, sobre a postura das instituições na defesa dos seus próprios
interesses em vez da consideração do que é realmente mais importante na
formação de futuros docentes.
Com a expansão e generalização da escolaridade obrigatória vivemos em
Portugal, nas décadas de 60, 70 e 80, um período de grande carência de
professores. A formação, o recrutamento intensivo de professores e o declínio da taxa de natalidade nos últimos anos, deu lugar à reflexão sobre
os padrões desejáveis de qualidade da formação, currículos e modalidades
apropriados, tanto dos novos docentes - Formação Inicial (que, embora
em menor número, continuarão a ser necessários) como dos docentes já
em serviço - Formação Contínua (que, em muitos casos, não puderam
desenvolver a sua formação profissional na totalidade).
No nosso país, a formação de professores tem seguido, na generalidade,
um de dois modelos:
- Cursos específicos, com entrada directa no início do ensino superior,
como são o caso dos cursos de educadores de infância, de professores do
1º ciclo do ensino básico (EB) e de alguns cursos de formação de professores dos outros ciclos e níveis de ensino;
- Cursos de formação de professores associados a outros cursos, uns com
comum com outras licenciaturas, explícito ou implícito, situação frequente nas áreas de ciências, em especial nas Universidades de Lisboa, Porto
e Coimbra, e outros como cursos complementares de formação que se
seguem a uma licenciatura inicial, situação frequente nas áreas de letras,
tecnologias e artes.
A formação de professores é uma tarefa que em muitos países desenvolvi1
dos é cometida às Universidades .
58página28
26inFORMARTambém em Portugal tem cabido às
Universidades uma importante inter2
venção neste domínio . No entanto,
há que reconhecer que, em diversas
Universidades, não houve preocupações em criar uma organização
adequada à realização desta formação nos domínios de ciências e letras
e que, só com raras excepções, se
considerou seriamente a questão da
formação de professores para outras
áreas — de que é exemplo flagrante o
caso da educação artística e da educação tecnológica. Por outro lado,
também deve reconhecer-se que a acção das Escolas Superiores de Educação, nos domínios para que foram especialmente direccionadas (educação
pré-escolar, 1º e 2º ciclo do ensino
básico), tem ficado aquém das expectativas na formação administrada.”
Os países signatários do chamado
Processo de Bolonha propõem-se
adoptar um sistema de diplomas claros e compatíveis, organizar os estudos superiores em três ciclos de formação correspondentes aos graus de
bachelor, master e doctor.
Para dar resposta às exigências que
se apresentam à profissão docente, o
mestrado passa a ser o grau mínimo
de qualificação para acesso à carreira
docente, estruturando-se a formação
inicial de professores em dois ciclos:
- Um primeiro ciclo de formação (licenciatura) incide sobre as áreas científicas específicas de cada domínio de
habilitação para a docência, de modo
a assegurar o domínio do conteúdo
página59científico, humanístico ou tecnológico das disciplinas a leccionar.
- Um segundo ciclo de formação (mestrado) engloba a prática pedagógica supervisionada, as didácticas específicas e a
formação educacional geral, conferindo habilitação profissional.
Para os professores do 2º ciclo do ensino básico prevê-se uma
diversidade de vias de formação . Na verdade, a promoção
da flexibilidade de percursos e formações subjacente ao Processo de Bolonha sugere que podem existir vias diferenciadas
para a formação destes profissionais. Em nenhum caso o 1º
ciclo de estudos superiores forma directamente professores.
Formará pessoas com qualificação de técnicos de educação
ou com qualificação numa área específica (Matemática, Ciências, Português, Língua Estrangeira, Artes Plásticas, Ciências do Desporto, etc)
A formação dos professores do 3º ciclo do EB e do ES deve
continuar a ser feita, como até aqui, em estabelecimentos de
ensino universitário, dada a importância da formação nas
áreas de especialidade da docência, que encontra nestes estabelecimentos condições favoráveis de realização.
A formação dos professores passa a de ter uma vertente científica, tecnológica, humanística ou artística, como prevê o
ordenamento jurídico da formação de professores4. Partindo do princípio que a identificação do perfil profissional dos
docentes define a especificidade da profissão, cabe às instituições do ensino superior, no quadro da sua autonomia, definir
os planos de estudo que considerem mais adequados ao seu
projecto de formação, respeitando os limites gerais relativos
a cada vertente de formação em cada nível de ensino. Todos
os cursos de formação inicial devem compreender um currículo que inclua as componentes de formação, devidamente
articuladas entre si5.
O problema da formação de professores feita pelas Universidades e Escolas Superiores de Educação, sem uma ligação
estreita com as Escolas do mesmo nível dos formandos e com
formadores, que ignoram os contextos reais onde os futuros
professores vão exercer a sua profissão. A maior parte dos
formadores pouco ou nenhum contacto com a realidade e
a única preocupação que têm é fornecerem alguns modelos28
26inFORMARteórico. Perrenoud (s/d: 156) retrata esta situação com as seguintes palavras: “ Os procedimentos universitá¬rios de nomeação e promoção privilegiam os trabalhos científicos reconhecidos pela respeitável comunidade
de investigadores e erudi¬tos e não atribuem nenhum peso às práticas de
formação. Trabalhar sobre as competências e os dispositivos que as constroem não é a via real de uma carreira académica”.
A experiência de várias décadas de formação de professores em Portugal
e a investigação educacional mostram que esta formação não se pode
reduzir à sua dimensão académica mas tem de integrar uma componente
prática e reflexiva que proporcionam o desenvolvimento da sua capaci6
dade de compreensão do real através da observação e da intervenção .
A competência do professor não se constrói por justaposição, mas por
integração entre o saber académico, o saber prático e o saber transversal.
Daí decorre a importância da prática pedagógica como um tempo de vivência, acompanhada, do processo de consciencialização e integração dos
vectores da competência profissional .
Para tal, é também necessário respeitar o quadro legal em vigor que defi8
ne um perfil desejável dos professores orientadores cooperantes , contrariando a constituição de protocolos com as escolas cooperantes na base
de interesses alheios a uma competente prática pedagógica.
A prática profissional garantida pelo Estágio Pedagógico foi feita nos últimos vinte anos em Portugal segundo padrões nunca unificados, avaliados
ou aperfeiçoados.
Existem até 2007 dois formatos de iniciação à prática profissional:
- Um formato para os educadores de infância e professores do Ensino
Básico (1º e 2º ciclos), baseado numa formação completamente integrada,
inclusiva e gerida de forma homogénea (concurrent model);
- Um formato para os Ensinos Básico (3º ciclo) e Secundário baseado
num formato que consiste numa formação integrada (na maior parte das
instituições universitárias) ou numa formação não integrada (combinação
entre uma licenciatura e uma pós-graduação),conhecido por consecutive
model. Este segundo formato não é homogéneo e envolve modelos de
formação muito diversificados, mas em todos os casos sem promover a integração formal dos professores das escolas cooperantes, que não perdem
o seu vínculo institucional de origem.
A prática pedagógica adoptada nas universidades com modelos integrados ou com modelos de pós-graduação profissionalizante, porque era entendida como um momento crucial de aprendizagem das competências
essenciais para o desempenho docente, e porque era realizada durante um
ano lectivo em situação real, assumindo o estagiário o papel de professor
60página28
26inFORMARa tempo inteiro que cumpre as mesmas tarefas de um professor profissionalizado, era uma prática efectiva
da função docente.
Para o sistema integrado ou não integrado adoptado nas universidades
para os Ensinos Básico (3º ciclo) e
Secundário, quaisquer que venham
a ser as transformações curriculares
concretizadas a curto ou médio prazo
por força da introdução dos 2º ciclos
de Bolonha seria desejável garantir
que todos os estagiários leccionassem
em turmas próprias e apenas leccionasse em turmas do supervisor cooperante ou orientador de estágio
Hoje, ao quadro legal que orienta
e estrutura a política de formação
contínua de professores preside uma
lógica de intenções teóricas pertinentes, assente em inovadores paradigmas de formação. O próprio quadro
legal sobre a formação contínua de
professores expressava que “(...) os
professores deixem de ser meros consumidores ou executores passivos ....
assumindo um papel activo na concepção, implementação e avaliação
de projectos educativos, adequados
aos contextos em que desenvolvem a
sua actividade”.
Após uma fase inicial promissora,
não se registou uma intervenção sustentada, Apesar da militância de muitos directores dos CFAEs e de outras
instituições, os planos de actividades
de formação não têm sido desenhados a partir do diagnóstico de cada
página61situação concreta, dos constrangimentos organizacionais e
das necessidades dos professores, valorizando os planos de
formação das escolas, consubstanciados nos projectos educativos.
Por outro lado, as dificuldades em recrutar formadores e os
efeitos perversos que os créditos introduziram no processo de
formação, não têm permitido a criação de grupos de trabalho
munidos de metodologias de investigação - acção com vista à
compreensão, melhoria e transformação da vida das escolas.
As modalidades de círculo de estudos, oficinas de formação e
outras relativas à formação centrada na escola, embora legitimadas, não têm conseguido construir a formação como um
elemento estruturante da vida das escolas.
Apesar dos avanços ocorridos na formação contínua dos professores, pesa sobre eles o estigma da obtenção de créditos
indispensáveis para a progressão na carreira, acontecendo,
frequentemente, o desencontro entre as necessidades sentidas pelos formandos e as ofertas dos CFAEs, conduzindo ao
descrédito das instituições formadoras e à desmotivação dos
Esperar-se-ia que a formação se organizasse segundo um
“paradigma investigativo”, concretizado por situações onde
os professores assumissem o papel de agentes de investigação
inseridos em comunidades críticas e reflexivas.
Boaventura S. Santos, numa obra publicada no final dos anos
90 (SANTOS, 1999) em que analisa o social e o político na
pós-modernidade, refere-se às pressões sociais que ocorreram
nos anos 60 (do séc. XX) para que a Universidade mudasse
e que conduziram à reconfiguração da missão que até aí este
sector do sistema educativo desempenhava, passando a associar às missões do ensino e da investigação também a missão
de prestação de serviços à comunidade. É apoiada portanto a
ideia de que as Universidades, não podendo deixar de ser “o
conservatório vivo do património da humanidade, património sem cessar renovado pelo uso que dele fazem professores
e investigadores” (DELORS e al., 1996), têm de se abrir à
comunidade e de participar nos processos de transformação
positiva da sociedade.28
26inFORMARUma análise da situação actualmente existente revela que, apesar de nestes últimos anos terem sido ampliadas as redes de interacção e parceria
entre as instituições de ensino universitário e as instituições e serviços
da comunidade, continua a ser necessário desenvolver uma cultura universitária fundada no reconhecimento da importância do uso social do
conhecimento produzido e distribuído no interior deste sector do Sistema
Por esta e outras razões referidas, a formação contínua dificilmente está a
tocar no “habitus” dos professores, ou seja, tem tido talvez poucos efeitos
na alteração das suas práticas.
Refira-se, por último, que algumas das alterações introduzidas ao Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores pelo Decreto-Lei n.o
15/2007 de 19 de Janeiro, nomeadamente, no artigo 14º “Só podem ser
creditadas as acções de formação realizadas com avaliação e que estejam
directamente relacionadas com a área científico-didáctica que o docente
lecciona, bem como as relacionadas com as necessidades de funcionamento do agrupamento de escolas ou escola não agrupada definidas no
respectivo projecto educativo ou plano de actividades”, e “das acções de
formação contínua a frequentar pelos docentes passíveis de ser creditadas, pelo menos dois terços são na área científico-didáctica que o docente
lecciona”.
1 - Em todos os países da Europa comunitária é nas Universidades que se faz a formação
de professores do ensino secundário (que, como se pode ver em Estruturas dos Sistemas
Educativos da Comunidade Europeia (1992), Lisboa, GEP, na maior parte dos casos, começa bem antes do 10º ano de escolaridade). A formação dos professores dos outros ciclos
de ensino é feita nas Universidades na Alemanha, Espanha, Finlândia, França, Grécia,
Reino Unido e Suécia (7 países), e em instituições não universitárias na Áustria, Bélgica,
Dinamarca, Holanda, Irlanda, Itália, e Luxemburgo (7 países), sendo Portugal o único
país que tem os dois sistemas.
2 - O Instituto Nacional de Educação Física (INEF, posteriormente ISEF e, hoje, Faculdade de Motricidade Humana) criou cursos pioneiros. Na sequência da criação dos Ramos
Educacionais, algumas Faculdades de Ciências (como a de Lisboa) organizaram-se especificamente para a formação de professores. Algumas das Universidades Novas (particularmente Aveiro, Évora e Minho) assumiram como um dos seus grandes objectivos a
renovação da formação de professores. Mais tarde, as Faculdades de Letras passaram a
consagrar a formação de professores como uma das suas vertentes de intervenção
3 - Uma delas, será a realização de uma formação por uma via idêntica à dos educadores
de infância e professores do 1º ciclo do EB, fazendo depois um 2º ciclo de estudos superiores orientado para a docência numa das áreas disciplinares do 2º ciclo do EB. Outra
62página28
26inFORMARvia será a realização de um 1º ciclo de estudos
superiores numa área com especial afinidade
com uma área disciplinar do 2º ciclo do EB
(por exemplo, Educação Física ou Educação
Musical), fazendo depois um 2º ciclo de estudos superiores com uma orientação profissional.
4 - O regime de habilitação profissional para
a docência, publicado no Decreto-Lei n.o
43/2007 de 22 de Fevereiro, assenta num conjunto de princípios fundamentais: a valorização da componente do conhecimento disciplinar, da componente de prática profissional e
de uma prática de ensino fundamentada na
5 - Por exemplo: …” O número de créditos
dos ciclos de estudos conducentes ao grau de
mestre nas especialidades a que se refere o n.o
4 (professor do 1º e 2ºciclo Todas as áreas do
1.o ciclo do ensino básico e Língua Portuguesa, Matemática, História e Geografia de Portugal, Ciências da Natureza do 2.o ciclo do
ensino básico) situa-se entre 90 e 120. sendo
os crédito distribuídos pelas componentes de
formação, de acordo com as seguintes percentagens mínimas: a) Formação educacional
geral—5 %; b) Didácticas específicas—20 %;
c) Prática de ensino supervisionada—45%; d)
Formação na área de docência—25%.
O número de créditos dos ciclos de estudos
conducentes ao grau de mestre nas especialidades a que se referem os n.os 5 a 17, (15 e
16 professor de Artes Visuais e professor de
EVT) situa-se entre 90 e 120. Sendo os créditos distribuídos pelas componentes de formação, de acordo com as seguintes percentagens
mínimas: a) Formação educacional geral—25
%; b) Didácticas específicas—25%; c) Iniciação à prática profissional, incluindo a prática
de ensino supervisionada—40%;d) Formação
na área de docência—5%....”
6 - Este elemento essencial da formação inicial dos professores é concretizado em muitos
modelos de formação existentes em Portugal
não só pelo estágio pedagógico (com a duração de um ano), como por outras disciplinas
que possibilitam o contacto directo com os
página63problemas da prática profissional (denominadas por Prática Pedagógica e/
ou Acções Pedagógicas de Observação e Análise).
7 - Estudos de Shulman (1986, 1993) e Clandinin (1986) sobre o conhecimento profissional do professor identificam as seguintes componentes: conhecimento profundo das matérias a leccionar, conhecimento pedagógico
geral, conhecimento científico-pedagógico ou didáctico (também chamado
“conhecimento pedagógico do conteúdo), conhecimento do currículo, conhecimento dos contextos em que se ensina, conhecimento dos alunos, das
suas características e dos seus processos de aprendizagem, conhecimento
dos fins e objectivos educativos, conhecimento de si mesmo e da sua actuação.
8 - 3.Na escolha do orientador cooperante é dada preferência aos docentes
que sejam portadores de formação especializada em supervisão pedagógica e formação de formadores e ou experiência profissional de supervisão.REFERÊNCIAS
CRUZ, I., BRANCO, A., LEITE, C., FERREIRA, I., PONTE,
J., TRINDADE, V. A Declaração de Bolonha e a formação
inicial de professores nas Universidades Portuguesas. Lisboa,
Setembro, doc. Policopiado, 2002.
CUNHA, Maria Isabel. O professor universitário na transição de paradigmas Araraquara: JM Editora 1998.
ALARCÃO, Isabel; FREITAS, Cândido Varela de; PONTE,
João Pedro da; ALARCÃO, Jorge & TAVARES, Maria José
Ferro (1997). A formação de professores no Portugal de hoje
(Documento de um grupo de trabalho do CRUP,
CAMPOS, Bártolo P. Formação de professores em Portugal,
Lisboa: I.I.E, 1995.
PERRENOUD, Philipe. Práticas Pedagógicas, Profissão docente e Formação. Publicações Dom Quixote/IIE, 1993.Papel da APEVT – Madeira na formação contínua de professores1
João Baptista1 Apresentação dos diapositivos que passaram na comunicação do professor João Baptista
64página28
26inFORMARpรกgina6528
26inFORMAR66pรกgina28
26inFORMARpรกgina6728
26inFORMAR68pรกgina28
26inFORMARpรกgina691A Casa SustentávelFilipe Oliveira1 Apresentação dos diapositivos que passaram na comunicação do Engenheiro Filipe
70página28
26inFORMARpรกgina7128
26inFORMAR72pรกgina28
26inFORMARpรกgina7328
26inFORMAR74pรกgina28
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26inFORMAR80pรกgina28
26inFORMARpรกgina8128
26inFORMAR82pรกgina28
26inFORMARpรกgina8328
26inFORMAR84pรกginaCONSTRUINDO MECANISMOS
Concurso de modelos didácticos
A APEVT – Madeira, Direcção Regional da Associação de Professores
de Educação Visual e Tecnológica,
no âmbito do seu plano de actividades para o ano lectivo 2007/2008,
promoveu um concurso de modelos
didácticos inserido nas Jornadas de
Educação Tecnológica para o 2º e 3º
- Inventar, conceber, transformar e
controlar Objectos Técnicos/Tecnológicos;
- Articular os diferentes saberes, conhecimentos e conceitos específicos
comuns das várias áreas do saber e
os modos de operar, através de actividades lúdico – didácticas;
- Aprender a resolver problemas,
partindo das situações e dos recursos
- Aprofundar o significado social das
aprendizagens disciplinares.páginaEducação Tecnológica – 3º Ciclo.
APRESENTAÇÃO DO PROJECTO À COMUNIDADE
- A apresentação do projecto deverá ser organizada nos termos do Dossiê de Apresentação dos modelos didácticos, que
será fornecido pela Comissão Organizadora a todos os concorrentes que se inscreverem.
-Sob o tema “Construindo mecanismos” os alunos poderão
concorrer com projectos a seu gosto tendo por base operadores mecânicos e aplicações tecnológicas.
2º Ciclo, Educação Visual e Tecnológica:
- Recorrer à reutilização e reciclagem de materiais;
- Construir objectos tridimensionais;
- Utilizar a cor na conversão de elementos tridimensionais.
3º Ciclo, Educação Tecnológica:
- Maquetas;
- Portfólio (preferencialmente em suporte informático).DESTINATÁRIOS
- O concurso “Construindo Mecanismos” dirige-se aos alunos do 2º e 3º
Ciclos do Ensino Básico, das escolas
do ensino público e privado.CRITÉRIOS DE PREMIAÇÃO
- Indicar elevada participação criativa, activa e autónoma
por parte dos alunos no desenvolvimento do projecto (individual ou em grupo);
- Integrar componentes de desenvolvimento da formação
global do aluno.
- Os critérios específicos são definidos pelo júri.OBJECTO DO CONCURSO
- Concretiza-se num projecto desenvolvido nas disciplinas de Educação
Visual e Tecnológica – 2º Ciclo eJÚRI
Adriana Fernandes - Coordenadora; Luísa Garrido; Diamantino Ramos; António Rodrigues; Luísa Correia; Salvador
Garcia; Fátima Teles; Rui Anacleto Alves.8528
26inFORMAR“Carros a energia solar”APRESENTAÇÃO
Alguns alunos do 8º 3 e do 8º 4 da Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos do
Caniço, no intuito de participar no concurso decidiram construir carrinhos solares em Educação Tecnológica. Os objectivos implicados nestes
projectos de grupo foram os seguintes:
• Incutir nos alunos o gosto pelas energias alternativas;
• Transmitir e sensibilizar para uma lítica de reutilização;
• Compreender a conversão da energia solar em energia eléctrica, utilizando a energia fotovoltaica para movimentar carrinhos;
• Promover a interdisciplinaridade, através da aplicação dos conhecimentos adquiridos em Educação Tecnológica e nas diversas disciplinas; nomeadamente ciências da natureza, Geografia e Físico-química;
• A participação activa e afectiva dos alunos na construção e utilização
dos MODELOS DIDÁCTICOS contribuirá para o aumento do interesse
pela actividade experimental, para a compreensão de certos fenómenos
físicos, e ainda, para a sensibilização de futuros utilizadores dessas tecnologias;
• O modelo didáctico visa ser funcional, através da energia fotovoltaica
(solar), convertida em energia eléctrica, mecânica e cnética.
MODELOS DIDÁCTICOS FUNCIONAIS
Pretende-se converter a energia fotovoltaica (solar), em energia eléctrica,
mecânica e cinética.86página28
26inFORMAR“Dinossauros”APRESENTAÇÃO
Projecto interdisciplinar: Ciências da Natureza e EVT.
A turma 3 do 6º Ano de escolaridade foi motivada a participar neste concurso, inserido na temática da Área Curricular
Não Disciplinar (Área de Projecto) da Escola Básica 2º/3º
Ciclos Dr. Alfredo F.N. Júnior – A Terra, os alunos foram
sensibilizados para a preservação dos recursos naturais através da reutilização de materiais resultantes do consumismo.
No sentido de aplicarem os conceitos adquiridos, os alunos
para desenvolver um projecto que envolvesse a interdisciplinaridade entre as Ciências e a Educação Visual e Tecnológica
optaram por escolher – As Catástrofes Naturais e a Extinção
A turma foi subdividida em pequenos grupos de cinco alunos, após realizadas pesquisas sobre algumas das espécies
extintas, cada grupo escolheu um desses animais extintos.
Os alunos aplicando o método de resolução de problemas,
aprenderam alguns conteúdos da disciplina de Educação Visual e Tecnológica (Forma, Cor, Energia, Movimento - Operadores mecânicos, Materiais, Trabalho, Geometria, etc.)
de modo a serem capazes de articular as figuras construídas
com materiais essencialmente reutilizados (cartão, tampas
de plástico, pauzinhos de madeira, arame, entre outros). Ao
longo de todo o processo os alunos exploraram várias técnicas e experimentaram/testaram os operadores mecânicos na
transformação da energia muscular em diferentes formas de
movimento, depois de testadas as figuras, cada grupo redigiu
o seu projecto e construiu o seu dinossauro.página8728
26inFORMAR“Biopermutador - termoacumulador”APRESENTAÇÃO
1.1 – DESIGNAÇÃO DO PRODUTO:
Biopermutador – Termoacumulador
1.2 – DIMENSÕES: 60 CM X 60 CM X 50 CM
1.3 – MATERIAIS:
1.3.1- REUTILIZADOS: contentor de resíduos hospitalares (bacio), madeira e plantei (restos recolhidos numa firma de materiais de construção),
motor eléctrico CC, torneiras de garrafão de vinho,
1.3.2 – OUTROS: tubo de cobre, fios de cobre (condutores),cola branca,
tintas, lixa, silicone, estanho
1.4 – TÉCNICAS EXPLORADAS: desenhar, pirogravura, medir, cortar,
serrar, colar, furar, lixar, limar, grosar, pintar, soldar…
1.5 – UTENSÍLIOS E FERRAMENTAS: lápis e borracha, ferro de soldar,
régua, esquadro, paquímetro, esquadro metálico, serrote, serra de rodear,
serra tico-tico, serra radial, grosa, lima, maço de madeira, pincéis, pistola
para silicone…
1.6 – CONTEÚDOS ABORDADOS: Planeamento e desenvolvimento de
produtos e sistemas técnicos; Acumulação e transformação de energia;
Estruturas resistentes; Medição/Metrologia; Materiais, Fabricação Construção; Informação, Comunicação e representação Gráfica.
1.7 – ETAPAS REALIZADAS NO DESENVOLVIMENTO DO PROJECTO:
Produzir água quente através de energias renováveis.
- Energias Renováveis e não Renováveis;
- Condições Indispensáveis à Fermentação;
88página28
26inFORMAR- Estudar as características e propriedades dos materiais;
- Definição de silo de Compostagem e
processo de produção de energia;
- Relação de escalas / desenho técnico;
- Estruturas resistentes;
- Ferramentas, utensílios e técnicas de
transformação a aplicarem aos materiais que serão utilizados no projecto;
- Reutilização de materiais;
- Fornecimento de água através da
energia da biomassa fazendo o aproveitando do composto como fertilizante orgânico;
- Utilização de sistema vibratório
para “sacudir” os resíduos de modo
a obter a melhor condição à fermentação e remover os resíduos já em
forma de composto.
- Construção da maqueta dinâmica
do Biopermutador-Termoacumulador.
- Testagem dos trabalhos realizados,
(funcionamento, ligação de elementos
e processo geral de funcionamento).
1.8 - OUTROS DADOS QUE CONSIDERA RELEVANTES: este é um
projecto que está a ser desenvolvido desde o ano lectivo transacto. O
projecto sofreu alterações no intuito
de optimizar o seu funcionamento.
O objectivo do “BiopermutadorTermoacumulador” é fornecer água
quente a uma entidade pública (escopágina89la) através da energia da biomassa. O objecto é constituído
por um biodigestor com entrada de água fria e saída água
quente que circula através uma serpentina de cobre. O seu
funcionamento é o seguinte: sendo o “Biopermutador-Termoacumulador” colocado numa escola serão recolhidos os
resíduos orgânicos da cantina (cascas de batata, cebolas…) e
os resíduos do jardim (relva, folhas…) e serão colocados no
interior do biodigestor pela parte superior. A Biomassa neste
caso é transformada em energia térmica através do processo
de fermentação. Este processo é uma reacção em ambiente
anaeróbico donde resultam a produção de metano e a libertação de energia térmica (reacção exotérmica). É esta energia
térmica resultante da fermentação que aquecerá a água existente dentro do tubo de cobre (serpentina). Para acelerar este
processo vamos procurar que os resíduos introduzidos não
fiquem compactados. Para isso surge o mecanismo vibratório
existente no projecto, que tem o objectivo de agitar o tubo
de cobre de modo a remexer os resíduos, permitindo assim
a sua uniforme distribuição e também facilitar a remoção do
composto após a sua utilização.
Ano – 8º
Daniel da Silva Nº – 5
Débora Castro Nº – 8
João Igor Freitas Nº – 15
Natacha Sargo Nº – 17
Escola – Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos de Santo António28
26inFORMAR“Porta CD mecanizado”APRESENTAÇÃO
A turma do 7º E da Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos do Estreito Câmara
de Lobos, subdividida em dois grupos semestrais, desenvolveu o projecto
de um Porta CD´s mecanizado. Os alunos explanaram vários conteúdos
e técnicas ao longo de todo o processo criativo. Os conteúdos explorados
•	Planeamento e desenvolvimento de produtos
•	Pesquisa técnica e tecnológica
•	Resolução de problemas e tomada de decisões
•	Utensílios, ferramentas e máquinas ferramentas
•	Medida e medição
•	Procedimentos mais correntes nos processos de construção
•	Articulações mecânicas
Na construção da peça foi reutilizado madeira, molas, roldanas e outros
materiais tais como chapa metálica, tubos, pregos e tintas.90página28
26inFORMAR“Barco solar”APRESENTAÇÃO
A turma E do 7º Ano da Escola
Básica do 2º e 3º Ciclos de Santo
António desenvolveu um projecto enquadrado na temática dos
meios de transporte. Os alunos
desenvolveram os trabalhos em
Educação Tecnológica com vista
a contribuir para a Área Curricular Não Disciplinar designadamente na Área de Projecto.
Os alunos escolheram os transportes marítimos para realizar
o seu trabalho didáctico, sendo
o objectivo principal a motorização de um meio de transporte
marítimo recorrendo ao aproveitamento da energia fotovoltaica.
Para efectuar a peça foram reutilizados alguns materiais e equipamentos (barco miniatura, motor CC, tanque de banho, fios,
arame de cabide, porcas parafusos, fita adesiva, manga retráctil, terminais eléctricos) e outros
adquiridos (porcas, parafusos,
anilhas, fita isoladora, estanho,
chumbo). Ao longo do processo
os alunos exploraram algumas
técnicas tais como: desenhar,
medir, cortar, serrar / colar, furar, lixar, pintar, soldar…página9128
26inFORMAR“O Barco”APRESENTAÇÃO
A turma A do 8º Ano da Escola Básica e Secundária da Ponta de Sol, subdividida em dois grupos semestrais, desenvolveu em Educação Tecnológica o projecto de um mecanismo construído em cartão canelado endurecido com verniz, designado «O Barco». A peça apresentada reúne aspectos
cénicos uma vez que uma figura de caravela reproduz um movimento oscilatório que por sua vez é reforçado pelo movimento ondulatório de um
conjunto de planos sucessivos que imitam o mar. A natureza dos materiais
reutilizados apesar de “pobres” elucidam valores ambientais e visam sobretudo enriquecer o conhecimento do aluno.92página28
26inFORMAR“Carro solar”APRESENTAÇÃO
A turma E do 7º Ano da Escola Básica 2º e 3º Ciclos de Santo António
desenvolveu em Educação Tecnológica um veículo de transporte terrestre
recorrendo a células fotovoltaicas. Os
materiais reutilizados na construção
do chassis desta peça foram: esponja
de embalagens (para a absorção dos
impactos), calhas de plástico, restos
de tubo em latão, buchas, rebites,
restos de contraplacado, também foram empregues materiais adquiridos
tais como: porcas, parafusos, anilhas,
fita isoladora e condutores eléctricos.
Para concretizar este trabalho os alunos tiveram que abordar os seguintes
Conteúdos Tecnológicos: Planeamento e desenvolvimento de produtos e
sistemas técnicos; Movimento e mecanismos; Acumulação e transformação de energia; Estruturas resistentes; Medição; Materiais, Fabricação
Construção.página9328
26inFORMAR“Jardim em movimento”APRESENTAÇÃO
A turma CA do 6º Ano da Escola Básica 2º e 3º Ciclos Dr. Alfredo Ferreira Nóbrega Júnior desenvolveu em Educação Visual e Tecnológica o
projecto de um objecto de carácter estético-decorativo. A realização desta
peça «Jardim em Movimento» envolveu uma abordagem de conteúdos
muito rica e implicou a exploração de variadas técnicas. Ao longo de
todo o processo criativo, os alunos aplicaram o método de resolução de
problemas na aquisição das competências específicas da disciplina. Foram
muitos os materiais reutilizados neste trabalho (aglomerados, placas de
vinil, garrafas e tampas plásticas, latas de conserva, PVC, rolamentos de
esfera, rodas dentadas, entre outros), para transformar todos os materiais
envolvidos foram aplicadas as seguintes técnicas: desenhar, traçar, medir,
cortar / serrar, soldar, pintar, lixar, unir e aparafusar.94páginaO ENCONTRO EM IMAGENSpรกgina9528
26inFORMAR96pรกgina28
26inFORMARpรกgina9728
26inFORMAR98pรกginasumário
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References: artigo 3
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 artigo 27
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 artigo 23
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