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Timestamp: 2019-09-22 16:25:15+00:00

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Imprensa Oficial - Ordem Executiva n.º 10/2009
Ordem Executiva n.º 10/2009
Aprova o regulamento específico do concurso público para apresentação de candidaturas para o licenciamento de operação de redes públicas de telecomunicações móveis terrestres de terceira geração e prestação dos correspondentes serviços de telecomunicações de uso público móveis terrestres na Região Administrativa Especial de Macau.
Ordem Executiva n.º 15/2006 - Aprova o regulamento específico do concurso público para apresentação de candidaturas para o licenciamento de operação de redes públicas de telecomunicações móveis terrestres de terceira geração e prestação dos correspondentes serviços de telecomunicações de uso público móveis terrestres na Região Administrativa Especial de Macau da República Popular da China.
SERVIÇO TELEFÓNICO MÓVEL - DIRECÇÃO DOS SERVIÇOS DE CORREIOS E TELECOMUNICAÇÕES -
COMPANHIA DE TELECOMUNICAÇÕES DE MACAU, S.A.R.L. - HUTCHISON - TELEFONE (MACAU), LDA. - SMARTONE - COMUNICAÇÕES MÓVEIS, S.A. - SOCIEDADE DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS KONG SENG PAGING LDA. -
1. É aprovado o regulamento específico do concurso público para apresentação de candidaturas para o licenciamento de operação de redes públicas de telecomunicações móveis terrestres de terceira geração e prestação dos correspondentes serviços de telecomunicações de uso público móveis terrestres na Região Administrativa Especial de Macau da República Popular da China.
Regulamento específico do concurso público para apresentação de candidaturas para o licenciamento de operação de redes públicas de telecomunicações móveis terrestres de terceira geração e prestação dos correspondentes serviços de telecomunicações de uso público móveis terrestres na Região Administrativa Especial de Macau da República Popular da China
1.1. Numa primeira fase, o Governo da Região Administrativa Especial de Macau, adiante designada por RAEM, emitiu três licenças de operação de redes públicas de telecomunicações móveis terrestres de terceira geração e prestação dos correspondentes serviços de telecomunicações de uso público móveis terrestres, adiante designada por licença de 3G. Desde então, foram instaladas duas redes 3G que adoptam o sistema WCDMA e uma rede 3G que adopta o sistema CDMA2000 1X EV-DO, acrescendo às três redes do sistema GSM e a uma rede do sistema CDMA2000 1X já existentes.
1.2. Conforme o ponto 1.4. da secção 1 do regulamento anexo à Ordem Executiva n.º 15/2006, o Governo da RAEM pode proceder à emissão da última licença de 3G durante os dois anos posteriores à emissão das licenças atribuídas na fase inicial, isto é, antes de 5 de Junho de 2009, e pode seleccionar um sistema técnico específico, em conformidade com o desenvolvimento internacional, bem como com a necessidade do mercado local à altura.
1.3. A partir da aprovação, no ano 2000, pela União Internacional das Telecomunicações, adiante designada por UIT, do padrão técnico de IMT-2000, iniciou-se formalmente o desenvolvimento da era das telecomunicações móveis de terceira geração, sendo adoptado esse padrão técnico da UIT como requisito básico para o licenciamento a que se refere o presente regulamento.
1.4. Considerando o desenvolvimento da respectiva tecnologia e a situação prática do mercado local das telecomunicações móveis de 3G, o Governo da RAEM vai emitir uma licença de 3G, adoptando um princípio de neutralidade no que se refere à escolha da tecnologia a adoptar pelos concorrentes, no âmbito do padrão técnico referido no ponto 1.3.
1.5. O titular da licença a emitir pode estabelecer o seu próprio gateway para o serviço internacional de telecomunicações móveis, através de infra-estruturas de telecomunicações externas instaladas pelas concessionárias ou pelos titulares de licenças apropriadas, de forma a assegurar os meios necessários para as comunicações no serviço itinerante de telecomunicações móveis.
1.6. O titular da licença não pode prestar o serviço de refiling através do gateway para o serviço internacional de telecomunicações móveis, sem que tenha obtido o consentimento prévio, por escrito, do Governo da RAEM.
1.7. As definições dos termos técnicos usados no presente regulamento são as referidas nos documentos, regulamentos e recomendações da UIT.
1.8. O presente regulamento pretende fornecer informações e explicar os procedimentos a seguir para a apresentação das candidaturas à licença. O cumprimento do que nele é estipulado não vincula o Governo da RAEM à emissão de qualquer licença.
2.1. Na apresentação das propostas deve ser tida em consideração a legislação e os principais regulamentos relacionados com os serviços de telecomunicações móveis a seguir discriminados:
Regulamento Administrativo n.º 16/2002 Estabelece o regime de instalação e operação de infra-estruturas externas de telecomunicações
Ordem Executiva n.º 15/2006 Aprova o regulamento específico do concurso público para apresentação de candidaturas para o licenciamento de operação de redes públicas de telecomunicações móveis terrestres de terceira geração e prestação dos correspondentes serviços de telecomunicações de uso público móveis terrestres na Região Administrativa Especial de Macau da República Popular da China
Regulamento Administrativo n.º 22/2007 Aprovação da Tabela Geral de Taxas e Multas Aplicáveis aos Serviços Radioeléctricos
Regulamento Administrativo n.º 21/2008 Alterações à Tabela Geral de Taxas e Multas Aplicáveis aos Serviços Radioeléctricos
2.2. Enumeração dos principais contratos de concessão e licenças relativos aos serviços móveis de telecomunicações:
Revisão do Contrato de Concessão do Serviço Público de Telecomunicações celebrado com a CTM
Despacho do Chefe do Executivo n.º 157/2002 Confere à «Companhia de Telecomunicações de Macau, S.A.R.L.» o direito de instalar e operar uma rede pública de telecomunicações e prestar serviços de telecomunicações de uso público móveis terrestres, nos termos e condições constantes da Licença n.º 1/2002
Despacho do Chefe do Executivo n.º 158/2002 Confere à «Hutchison — Telefone (Macau), Limitada» o direito de instalar e operar uma rede pública de telecomunicações e prestar serviços de telecomunicações de uso público móveis terrestres, nos termos e condições constantes da Licença n.º 2/2002
Despacho do Chefe do Executivo n.º 159/2002 Confere à «SmarTone — Comunicações Móveis, S.A.» o direito de instalar e operar uma rede pública de telecomunicações e prestar serviços de telecomunicações de uso público móveis terrestres, nos termos e condições constantes da Licença n.º 3/2002
Despacho do Secretário para os Transportes e Obras Públicas n.º 96/2002 Autoriza a Sociedade de Prestação de Serviços Kong Seng Paging Limitada, a prestar serviços de telecomunicações de uso público móveis terrestres, sem rede pública de telecomunicações própria e frequências próprias (operador móvel virtual) nos termos e condições constantes da Autorização de Operador Móvel Virtual n.º 1/2002
Despacho do Chefe do Executivo n.º 235/2006 Confere à «Companhia de China Unicom (Macau) Limitada» o direito de operar uma rede pública CDMA2000 1X de telecomunicações móveis terrestres e prestar os correspondentes serviços de telecomunicações de uso público móveis terrestres, nos termos e condições constantes da Licença n.º 1/2006
Despacho do Chefe do Executivo n.º 171/2007 Autoriza a Companhia de Telecomunicações de Macau, S.A.R.L., a instalar e operar uma rede pública WCDMA de telecomunicações móveis terrestres e a prestar os correspondentes serviços de telecomunicações de uso público móveis terrestres, nos termos e condições constantes da Licença n.º 1/2007
Despacho do Chefe do Executivo n.º 172/2007 Autoriza a Hutchison — Telefone (Macau), Limitada, a instalar e operar uma rede pública WCDMA de telecomunicações móveis terrestres e a prestar os correspondentes serviços de telecomunicações de uso público móveis terrestres, nos termos e condições constantes da Licença n.º 2/2007
Despacho do Chefe do Executivo n.º 173/2007 Autoriza a Companhia de China Unicom (Macau) Limitada, a instalar e operar uma rede pública CDMA2000 1X EV-DO de telecomunicações móveis terrestres e a prestar os correspondentes serviços de telecomunicações de uso público móveis terrestres, nos termos e condições constantes da Licença n.º 3/2007
3.1. Podem concorrer ao concurso todas as sociedades comerciais ou consórcios, constituídos ou a constituir.
3.2. Os sócios das sociedades ou os membros dos consórcios concorrentes devem estar constituídos, devendo apresentar documento comprovativo do respectivo registo comercial na Conservatória dos Registos Comercial e de Bens Móveis ou, no caso de sociedades ou consórcios constituídos no exterior da RAEM, cópia do registo no exterior, devidamente certificada notarialmente.
3.3. Estão impedidas de participar, directa ou indirectamente, no presente concurso as sociedades comerciais ou os membros dos consórcios que possuam licenças de 3G emitidas pelo Governo da RAEM.
3.4. Os concorrentes têm que possuir capacidades financeiras e técnicas adequadas. Para demonstração destes requisitos, os concorrentes têm que apresentar relatórios financeiros relativos a anos anteriores, bem como os relatórios anualmente auditados e indicar a experiência que possuem na instalação e operação de sistemas de telecomunicações.
3.5. Os concorrentes não podem, aquando da apresentação das propostas, ser detentores de qualquer participação social ou interesse em outra sociedade igualmente concorrente.
4.1. As propostas devem ser redigidas em língua oficial da RAEM ou em língua inglesa e apresentadas em triplicado, devendo ser encerradas em envelope lacrado e opaco e entregues, contra documento comprovativo de entrega, até às 17 horas do próximo dia 30 de Abril de 2009, na seguinte morada:
Avenida da Praia Grande, n.os 789 - 795, 1.º andar
4.2. Serão rejeitadas as propostas apresentadas fora de prazo.
4.3. Os concorrentes podem solicitar, até ao próximo dia 31 de Março de 2009, o esclarecimento de quaisquer dúvidas que o presente regulamento lhes suscite e que respeitem ao objecto do concurso.
4.4. Os eventuais pedidos de esclarecimentos devem ser apresentados na morada referida no ponto 4.1., por escrito, contra recibo comprovativo de entrega, ou enviados por carta registada com aviso de recepção ou através de fax para o número +853 28356328.
4.5. Os esclarecimentos serão prestados pela Direcção dos Serviços de Regulação de Telecomunicações, adiante designada por DSRT, até ao dia 17 de Abril de 2009.
4.6. Aquando da formulação dos projectos das redes e da preparação das propostas, deve ser tido em consideração o espectro radioeléctrico disponível na RAEM, a seguir indicado:
• 825 – 845MHz / 870-890 MHz;
• 1920-1980MHz / 2110-2170 MHz;
• 1885-1920MHz ; 2010-2025MHz ; 2300-2400MHz.
4.7. A proposta deve, explicitamente, indicar a capacidade do sistema e a capacidade de expansão.
4.8. Devem ser fornecidas as especificações sobre o interface utilizado no sistema proposto.
4.9. Devem, igualmente, ser fornecidos o projecto e a configuração da rede e, entre outros, o número e a posição das estações base, o número e a posição dos centros de comutação do serviço móvel, o ponto da interligação, o arranjo de canais, os tipos de antena, a potência efectiva de radiação, as funções que a rede pode suportar, bem como a lista de equipamentos.
4.10. A proposta deve ser instruída com a orgânica do concorrente e uma estimativa das oportunidades que este criará no mercado local de trabalho.
4.11. No que concerne aos aspectos operacionais dos concorrentes, é necessário que estes apresentem, pelo menos, um plano de exploração para o primeiro ano de actividade e um plano para o triénio seguinte.
4.12. Juntamente com o plano de exploração, deve ser apresentado um plano de investimentos, no qual deve, necessariamente, ser tido em consideração o prazo estipulado no ponto 4.24. do presente regulamento.
4.13. No plano de investimentos devem ser considerados os custos da interligação com as redes dos demais operadores existentes, incluindo o operador de rede telefónica fixa, e os custos derivados do serviço de portabilidade dos números para clientes móveis locais.
4.14. Com fundamento no princípio geral adoptado pelo Governo da RAEM, os modelos e taxas de interligação entre as redes do novo operador e as dos operadores já existentes, incluindo o operador de rede telefónica fixa, devem ser estabelecidos entre as partes, com base em negociações comerciais, que devem estar em conformidade com a legislação vigente e ter em consideração as directrizes emanadas pelo Governo da RAEM.
4.15. Nenhuma medida discriminatória pode ser tomada por parte dos operadores existentes no que concerne às taxas de interligação a cobrar aos titulares das licenças dos novos serviços de telecomunicações móveis.
4.16. O acordo alcançado deve ser submetido à aprovação do Governo da RAEM. Em caso de falta de acordo entre as partes, é aplicável o disposto no Regulamento Administrativo n.º 41/2004.
4.17. Deverá ser demonstrada a capacidade financeira para o desenvolvimento da rede.
4.18. A proposta deve conter a descrição, de forma pormenorizada, dos sistemas de facturação e de suporte de operação, incluindo os serviços de atendimento ao cliente.
4.19. Na proposta deverá ser referida a proposta tarifária, suficientemente fundamentada, sobre os serviços locais, internacionais e itinerantes.
4.20. Devem ser claramente indicados os tipos de serviços a prestar.
4.21. Caso tenham sido realizados testes in loco, deverão os resultados desses testes ser anexados à proposta.
4.22. Os itens inscritos na proposta devem ser fundamentados com base em factos ligados aos estudos de fundo e investigações ampla e independentemente feitas ao mercado.
4.23. Os concorrentes devem, ainda, descrever os potenciais benefícios, sociais e económicos, que o seu projecto de investimento pode trazer para a RAEM.
4.24. Os concorrentes devem apresentar um plano de construção de um sistema que tenha como objectivo a cobertura da totalidade do território da RAEM, com boa qualidade, no prazo de 15 meses, a contar da data de início da prestação comercial dos seus serviços.
4.25. Os concorrentes devem apresentar um plano concreto relativo à promoção, durante os futuros exercícios, da exploração de softwares de aplicação e conteúdos de telecomunicações móveis da terceira geração pelo círculo académico, instituições de estudos científicos e entidades comerciais locais.
4.26. As propostas devem ser assinadas por pessoas com poderes para vincularem os concorrentes, com as assinaturas reconhecidas notarialmente nessa qualidade.
4.27. O prazo de validade das propostas é de 240 dias, a contar da data referida no ponto 5.1.
Secção 5 — Abertura das propostas
5.1. Todas as propostas, validamente recebidas e apresentadas dentro do prazo, serão abertas às 15 horas do dia 4 de Maio de 2009, na DSRT.
5.2. Poderão intervir na sessão de abertura das propostas representantes dos concorrentes, desde que se encontrem devidamente credenciados para os representar.
5.3. O Governo da RAEM reserva-se o direito de não divulgar os nomes dos sócios ou membros dos concorrentes.
Secção 6 — Avaliação das propostas
6.1. Após a abertura das propostas decorrerá a fase da sua avaliação.
6.2. Para efeitos de avaliação das propostas, o Governo da RAEM pode, quando considere necessário, solicitar aos concorrentes a prestação de informações suplementares ou explicações sobre os elementos já fornecidos.
6.3. As propostas serão avaliadas pela DSRT, tendo em consideração os seus próprios méritos e as informações prestadas, quando tenham sido solicitadas, e as situações e critérios de selecção referidos no ponto seguinte da presente secção, não se excluindo, porém, o recurso a outros padrões de avaliação que se coadunem com aspectos pertinentes aos interesses da RAEM.
6.4. Na avaliação das propostas, serão tidos em consideração, como base prioritária de selecção, as seguintes situações e critérios:
— Concorrentes que detenham experiência na indústria das telecomunicações;
— Tratando-se de sociedades ou consórcios constituídos ou a constituir para apresentação ao concurso, quando o accionista ou membro que detiver uma participação social igual ou superior a 51% do capital, tiver experiência na indústria das telecomunicações;
— Compromisso de fornecimento do sistema com capacidade mais actualizada e sofisticada;
— Compromisso de investimento e situação financeira;
— Aspectos técnicos das infra-estruturas da rede que se pretende utilizar;
— Quadro de implementação de uma boa cobertura em todo o território da RAEM;
— Qualidade do serviço a prestar e padrões de desempenho do sistema;
— Conhecimentos periciais de gestão e técnicos da sociedade;
— Tarifário a praticar para os serviços propostos;
— Programas de formação e instalações a serem concedidas ao pessoal local;
— Planos práticos e viáveis para incentivar a exploração local de softwares de aplicação e conteúdo dos respectivos serviços;
— Benefícios económicos e sociais a conceder à RAEM;
— Orgânica dos concorrentes.
6.5. Antes de ser emitida a licença, os concorrentes vencedores deverão reunir o requisito consagrado na alínea 1) do artigo 6.º do Regulamento Administrativo n.º 7/2002.
Secção 7 — Decisão final
7.1. A decisão sobre o licenciamento será proferida dentro do prazo estabelecido no n.º 3 do artigo 5.º do Regulamento Administrativo n.º 7/2002.
7.2. A decisão sobre a atribuição das licenças é comunicada pela DSRT a todos os concorrentes, por carta registada com aviso de recepção.
Secção 8 — Cauções
8.1. Para garantia do vínculo assumido com a apresentação das propostas e das obrigações inerentes ao concurso, os concorrentes devem prestar uma caução provisória a favor do Governo da RAEM no valor de $ 200 000,00 (duzentas mil patacas).
8.2. Ao abrigo do artigo 7.º do Regulamento Administrativo n.º 7/2002, o concorrente a quem for atribuída a licença fica obrigado a proceder ao reforço da caução referida no número anterior para o montante de $ 2 000 000,00 (dois milhões de patacas).
8.3. As cauções devem ser prestadas mediante garantia bancária ou seguro-caução, em regime de primeira solicitação (first demand), contratados em banco ou seguradora a operar na RAEM.
8.4. Decorrido o prazo de validade das propostas, ou logo que, antes do termo daquele prazo, seja emitida a licença, poderão os restantes concorrentes solicitar o cancelamento da garantia bancária ou seguro-caução.
8.5. Os concorrentes têm igualmente direito ao cancelamento da garantia bancária ou seguro-caução, quando as suas propostas não vierem a ser admitidas a concurso.
8.6. Todas as despesas que resultem da prestação das cauções ou seu levantamento serão da conta dos concorrentes.
8.7. Se o concorrente ou o titular, por qualquer razão, desistir do concurso ou da licença por sua própria vontade, a caução já prestada reverterá a favor do Governo da RAEM, excepto quando as razões invocadas para a desistência sejam aceites, por escrito, pelo Governo da RAEM.
Secção 9 — Emissão da licença
9.1. Ao abrigo do disposto no n.º 2 do artigo 4.º do Regulamento Administrativo n.º 7/2002, a licença será atribuída pelo prazo de oito anos, podendo ser renovada por períodos iguais ou inferiores, a pedido dos titulares apresentado com a antecedência mínima de 2 anos sobre o termo da respectiva licença.
9.2. O Governo da RAEM, atenta a situação de desenvolvimento do mercado, poderá recusar a renovação da licença, não sendo, por força dessa recusa, devida qualquer compensação ao respectivo titular.
Secção 10 — Outros termos e condições
10.1. Os recursos de numeração necessários ao funcionamento efectivo da rede e à prestação dos serviços serão atribuídos e administrados de acordo com o disposto no Regulamento Administrativo n.º 15/2002.
10.2. O titular da licença deverá observar o disposto na Constituição e Convenção da UIT, bem como as recomendações e relatórios do Sector da Normalização das Telecomunicações (UIT-T) e do Sector das Radiocomunicações (UIT-R) da UIT.
10.3. Se o titular mudar unilateralmente as especificações técnicas do sistema, durante o período de validade da licença, o Governo da RAEM tem o direito de proceder à sua revogação.
10.4. O titular da licença deverá iniciar a prestação comercial dos seus serviços dentro do prazo de um ano, contado a partir da data de emissão da licença.
10.5. Antes do início da prestação comercial de serviços ao público, o titular da licença não está autorizado a transmiti-la a um terceiro. Caso pretenda transmiti-la após o início dessa prestação, deve actuar em conformidade com o estipulado no artigo 10.º do Regulamento Administrativo n.º 7/2002.
10.6. Se, por qualquer motivo, o titular da licença decidir não prosseguir com o projecto, assiste ao Governo da RAEM, antes de expirar o prazo referido no ponto 4.27. do presente regulamento, o direito de atribuir a respectiva licença a um dos concorrentes preteridos.
10.7. O titular da licença está sujeito ao pagamento ao Governo da RAEM de uma taxa anual de exploração, correspondente a 5% das receitas brutas de exploração dos serviços prestados no âmbito das actividades licenciadas. A taxa é liquidada trimestralmente e paga nos 30 dias seguintes ao trimestre a que respeitar.
10.8. O titular da licença está ainda sujeito ao pagamento de uma taxa de emissão no montante de $ 100 000,00 (cem mil patacas), a qual deve ser paga no prazo de 15 dias, após a emissão da respectiva licença.
10.9. Os pagamentos mencionados nos pontos 10.7. e 10.8., não isentam o titular da licença da obrigação do pagamento de quaisquer outras taxas ou impostos, incluindo as taxas relativas à utilização do espectro radioeléctrico.
10.10. Constitui responsabilidade do titular da licença a prestação de serviços de boa qualidade aos seus clientes, em conformidade com os padrões de qualidade do serviço e desempenho do sistema geralmente aceites.
10.11. É obrigação do titular da licença assegurar que as chamadas de emergência e as chamadas de auxílio feitas pelos utilizadores não sejam alvo de qualquer cobrança.
10.12. A licença confere ao seu titular todos os direitos e obrigações relacionadas com o serviço indicado neste regulamento, bem como os direitos e obrigações estipulados no Regulamento Administrativo n.º 7/2002. As condições especiais mencionadas na proposta serão consideradas como termos e circunstâncias excepcionais.
10.13. O titular da licença indemnizará a RAEM dos prejuízos que esta vier a sofrer em consequência das suas actividades relacionadas com o fornecimento de serviços ou instalação, manutenção e operação das redes.
10.14. O titular da licença deve cooperar com os serviços públicos da RAEM quando estes, por força das suas competências, impuserem determinadas exigências ou regras específicas quanto à rede instalada ou a instalar.
Secção 11 — Disposições especiais
11.1. Caso o titular da licença ou algum dos membros do consórcio titular da mesma for ao mesmo tempo titular de licença de Serviços de Telecomunicações de Uso Público Móveis Terrestres (sistema GSM) emitida pelo Governo da RAEM, deverá o mesmo renunciar ao prazo desta última licença que se prolongue a partir de 9 de Julho de 2012, de modo a assegurar o desenvolvimento saudável do mercado das telecomunicações móveis.
11.1.1. Para os efeitos do disposto no ponto 11.1., o titular da licença de Serviços de Telecomunicações de Uso Público Móveis Terrestres (sistema GSM) deverá proceder ao pedido de alteração da mesma nos termos do disposto na alínea 2) do n.º 1 do artigo 9.º do Regulamento Administrativo n.º 7/2002, no prazo de 30 dias a contar da data da publicação da licença de 3G, sob pena de revogação desta licença de 3G.
11.1.2. No caso de revogação da licença de 3G, nos termos do ponto anterior, assiste ao Governo da RAEM, antes de expirar o prazo referido no ponto 4.27. do presente regulamento, o direito de atribuir a respectiva licença a um dos concorrentes preteridos.
11.2. Considerando a evolução acelerada das tecnologias de transmissão móvel de dados, é permitido ao titular da licença, caso as tecnologias sejam compatíveis, a utilização de outras redes de radiocomunicações, tal como a rede Wi-Fi, IEEE802.11, para a prestação de serviços, de forma complementar e não substituída, a fim de assegurar a prestação de mais serviços de valor acrescentado. No entanto, a construção e funcionamento da rede complementar deve ser previamente autorizada pelo Governo da RAEM, nos termos da legislação aplicável.

References: artigo 6
 artigo 5
 artigo 7
 artigo 4
 artigo 10
 artigo 9