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Timestamp: 2019-12-12 13:08:20+00:00

Document:
Voz dos ilustres
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Leis que entraram em vigor nos últimos tempos
Decreto Nº 7.052 23/12/2009
Lei nº. 12.112 de 09/12/2009
Lei nº. 12.016 de 07/08/2009
Lei nº. 12.008 de 29/07/2009
Lei nº. 11.441 de 04/01/2007
Lei nº. 11.419 de 19/12/2006
Lei nº. 11.418 de 19/12/2006
Lei nº. 11.382 de 06/12/2006
Lei nº. 11.341 de 07/08/2006
Altera o parágrafo único do art. 541 do Código de Processo Civil - Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973, para admitir as decisões disponíveis em mídia eletrônica, inclusive na Internet, entre as suscetíveis de prova de divergência jurisprudencial.
Lei nº. 11.280 de 16/02/2006
Altera os arts. 112, 114, 154, 219, 253, 305, 322, 338, 489 e 555 da Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973 - Código de Processo Civil, relativos à incompetência relativa, meios eletrônicos, prescrição, distribuição por dependência, exceção de incompetência, revelia, carta precatória e rogatória, ação rescisória e vista dos autos; e revoga o art. 194 da Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002 - Código Civil
Lei nº. 11.277 de 07/02/2006
Acresce o art. 285-A à Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973, que institui o Código de Processo Civil.
Lei nº. 11.276 de 07/02/2006
Altera os arts. 504, 506, 515 e 518 da Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973 - Código de Processo Civil, relativamente à forma de interposição de recursos, ao saneamento de nulidades processuais, ao recebimento de recurso de apelação e a outras questões.
Lei nº. 11.232 de 22/12/2005
Lei nº. 11.187 de 19/10/2005
Altera a Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973 – Código de Processo Civil, para conferir nova disciplina ao cabimento dos agravos retido e de instrumento, e dá outras providências
Propostas de alterações do CPC
Primeiro anteprojeto
Segundo anteprojeto
Terceiro anteprojeto
Quarto anteprojeto
Quinto anteprojeto
Sexto anteprojeto
Sétimo anteprojeto
Oitavo anteprojeto
Nono anteprojeto
Anteprojeto de Código Brasileiro de Processo Coletivos
Projeto de reforma do processo de execução de título executivo extrajudicial
Altera a Lei n. 5.869, de 11 de janeiro de 1973 - Código de Processo Civil, relativamente à competência, à contagem de prazos e à suspensão de processos, e dá outras providências.
Art. 1º . Os artigos a seguir enumerados, da Lei n. 5.869, de 11 de janeiro de 1973 - Código de Processo Civil, passam a vigorar com a seguinte redação:
II - A. - do domicílio do idoso, nas ações que versem direitos individuais decorrentes da idade e previstos no respectivo estatuto ;
................................................................. ."
" Art. 112. ..................................................................
Parágrafo único. A nulidade da cláusula de eleição de foro, em contrato de adesão, pode ser declarada de ofício pelo juiz, que declinará de competência para o juízo de domicílio do réu."
" Art. 114. Prorrogar-se-á a competência se dela o juiz não declinar na forma do parágrafo único do art. 112, ou o réu não opuser exceção declinatória, nos casos e prazos legais."
"Art. 159. Os tribunais poderão dispor sobre a formação de autos suplementares, preferencialmente mediante meios eletrônicos. "
"Art. 178 ...............................................................
Parágrafo único. Nos prazos de cinco dias, ou de menos de cinco dias, contar-se-ão apenas os dias úteis."
"Art. 188. Computar-se-á em dobro o prazo para contestar, quando a parte for a Fazenda Pública ou o Ministério Público, ou estiver assistida pela Defensoria Pública.
Parágrafo único. O prazo em dobro não se aplica quando houver prazo destinado especificamente à Fazenda, e quando o Ministério Público atuar como fiscal da lei ."
"Art. 253. .........................................................................
I - ........................................................................................;
II- quando, tendo sido extinto o processo sem julgamento de mérito, for reiterado o pedido, ainda que em litisconsórcio com outros autores;
III - quando houver ajuizamento simultâneo de ações idênticas, ao juízo prevento."
"Art. 265 .............................................................
VI - quando a controvérsia a ser decidida na sentença versar matéria pendente de julgamento perante o Supremo Tribunal Federal ou Tribunal Superior, cumprindo ao juiz comunicar a suspensão ao Presidente do tribunal onde está em curso o processo análogo;
VIII - nos demais casos previstos neste Código.
" Art. 305. ...................................................................
Parágrafo único. Na exceção de incompetência (art. 112), a petição pode ser protocolizada no juízo de domicílio do réu, com requerimento de sua imediata remessa ao juízo deprecante da citação."
"Art. 338. A carta precatória e a carta rogatória suspenderão o processo, no caso previsto no art. 265, IV, 'b', quando, tendo sido requeridas antes da decisão de saneamento, a prova nelas solicitada apresentar-se imprescindível.
Parágrafo único. ........................................ ."
Art. 2º. A presente lei entrará em vigor três meses após a data de sua publicação.
Altera a Lei n. 5.869, de 11 de janeiro de 1973 - Código de Processo Civil, com a adoção de medidas tendentes a acelerar o processo.
Art. 1º. Os artigos a seguir enumerados, do Código de Processo Civil, passam a vigorar com a seguinte redação:
" Art. 267. .............................................................
I - quando o juiz indeferir a petição inicial, salvo na hipótese do artigo 295-A.
.................................................................................... "
" Art. 269. ...................................................................
VI - quando o juiz indeferir a petição inicial, com fundamento no artigo 295-A."
" Art. 282. ..........................................................
VIII - o pedido de medidas de urgência, de natureza cautelar ou antecipatória."
"Art. 285 - A. Quando a matéria controvertida for unicamente de direito, em processos repetitivos e sem qualquer singularidade, e no juízo já houver sentença de total improcedência em caso análogo, poderá ser dispensada a citação e proferida sentença reproduzindo a anteriormente prolatada.
§ 1º. Se o autor apelar, é facultado ao juiz , no prazo de cinco dias, cassar a sentença.
§ 2º. Caso mantida a sentença, será ordenada a citação do réu para responder ao recurso."
"Art. 295 - A. Ao juiz é facultado indeferir a inicial quando o pedido manifestamente contrariar súmula do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do Tribunal competente para conhecer do recurso."
"Art. 330 - O juiz conhecerá de imediato do pedido, proferindo sentença :
................................................................................... "
"Art. 331. ...........................................................................
§ 1º. Na audiência, o juiz ouvirá as partes sobre os motivos da demanda e tentará a conciliação, mesmo que já tenha sido realizada mediação prévia ou incidental. Outras formas de solução do conflito poderão ser sugeridas pelo juiz, como a arbitragem e a avaliação neutra de terceiro.
§ 2º. A avaliação neutra de terceiro, a ser realizada no prazo fixado pelo juiz, é sigilosa, inclusive para este, e não vincula as partes, sendo sua finalidade exclusiva a de orientá-las no sentido de uma composição amigável do conflito.
§ 3º. Obtida a conciliação, lavrar-se-á o respectivo termo (art. 449).
§ 4º. Caso não obtida a conciliação e não adotado outro meio de solução do conflito, o juiz de imediato fixará os pontos controvertidos, decidirá as questões processuais pendentes e determinará as provas a serem produzidas, designando audiência de instrução e julgamento, se necessário.
§ 5º. Poderá o juiz dispensar a produção de prova requerida pela parte cujo advogado, sem justa causa, deixar de comparecer à audiência.
§ 6º. Se o direito em litígio não admitir transação, ou se as circunstâncias da causa evidenciarem ser improvável sua obtenção, o juiz poderá desde logo sanear o processo e proceder nos termos do parágrafo quarto." "Art. 331-A. Em qualquer tempo e grau de jurisdição, poderá o juiz ou tribunal adotar, no que couber, as providências previstas no artigo anterior."
".Art. 410. .......................................................................................
§ 1º. Mesmo se residente em outra comarca, dispensar-se-á a precatória e a testemunha prestará depoimento perante o juiz da causa nos casos de comarcas contíguas e de fácil comunicação, devendo a parte que a arrolou facilitar-lhe os meios de transporte, se necessário (art. 20, § 2º).
§ 2º. O juiz poderá, ouvidas as partes, permitir a inquirição da testemunha por videoconferência ou meio análogo, quando estiver presa ou for residente em outra comarca."
"Art. 475. ......................................................................................
§ 2º. Não se aplica o disposto neste artigo sempre que a condenação, ou o direito controvertido, for de valor certo não excedente a quinhentos salários mínimos, bem como no caso de procedência dos embargos do devedor na execução de divida ativa de valor não superior àquele limite."
“Art. 1.053 . Efetuada a citação do embargado na pessoa de seu advogado, os embargos poderão ser contestados no prazo de dez dias, findo o qual proceder-se-á de acordo com o disposto no art. 803.
“ Art. 2º. A epígrafe da Seção II, do Capítulo V, do Título VIII do Livro I, passa a ter a seguinte redação ' Seção II - Do julgamento imediato da lide'.
Art. 3º. A presente lei entra em vigor três meses após a data de sua publicação.
Altera a Lei n. 5.869, de 11 de janeiro de 1973 - Código de Processo Civil, no referente à impugnação de decisões.
Inicialmente foram ponderadas as propostas encaminhadas, no alusivo ao Capítulo dos Recursos, pelo eminente professor Cândido Dinamarco ( que as apresentou a pedido do Secretário de Reforma do Judiciário, do MJ), cumprindo manifestar parcial concordância com as sugestões por ele, e pelo eminente prof. Paulo Henrique Lucon, apresentadas.
Todavia, não se apresenta a necessidade de aumento dos prazos recursais, com a conseqüente revogação do art. 191. A duplicação dos prazos em nada contribuirá para acelerar o andamento dos feitos, nem é notável aspiração dos operadores do Direito. Não será demasia anotar que no moderno 'Código General del Proceso' do Uruguai (1988), que representa consagração legislativa do Código Modelo para a Iberoamérica, o prazo para apelar é de quinze dias, art. 253.1.
Problemas existem, apenas, quanto aos prazos curtos, de três ou cinco dias, com tanta freqüência 'absorvidos' pelos feriados, recessos, Carnavais, etc. É proposto, então, sejam para tais prazos contados apenas os dias úteis, como aliás já constava, com maior amplitude, de projeto anterior (oriundo da Comissão do IBDP), em artigo aprovado pelo Congresso mas vetado pelo Executivo.
A sugestão de simplesmente extinguir os 'prazos majorados' da Fazenda não parece conveniente ao interesse público, diante dos notórios problemas burocráticos da administração; melhor, então, razoavelmente limitá-los, conforme previsto em outro projeto, e outrossim esclarecer os casos (dúvidas jurisprudenciais) em que a majoração não ocorrerá.
O eminente professor Dinamarco propôs, também, a extinção do recurso de embargos infringentes. No entanto, esta sugestão apresenta-se inconveniente, rogada a devida vênia. O recurso, singular em direito comparado mas de velha tradição brasileira e muito útil na prática, vem de ser fundamente remodelado pela recente Lei 10.352/2001; assim, cumpre quando menos aguardemos os resultados práticos da modificação. De qualquer forma: a) o número de recursos é pequeno, e assim em visão de conjunto pouco contribui para as delongas processuais; b) qualitativamente, é sem dúvida o recurso melhor julgado nos tribunais, como é da experiência de todos os que atuam como juizes de segundo grau ou como advogados ( a propósito, Barbosa Moreira, 'Coment. ao CPC'. Forense, v. V, 11ª ed., n. 282, p. 516 ) ; c) contribui para a formação de jurisprudência dominante em questões controvertidas no âmbito dos tribunais, notando-se aqui que a previsibilidade e a a estabilidade jurisdicional são valores apreciáveis.
Quanto ao 'reexame necessário', cuja extinção foi igualmente sugerida, ainda existem motivos suficientes contrários à sua revogação, pois em muitos lugares deste imenso Brasil a defesa do erário (ou seja, do patrimônio do povo, não do Governo) aconselha a manutenção do sistema atual.
Melhor, por enquanto, aumentar os casos de isenção de reexame, e assim é proposto o aumento do limite da 'alçada', e adotar uma série de medidas tendentes a melhor regulamentar o grave problema, onde as opiniões tanto divergem - e onde o ótimo é o maior inimigo do bom - a respeito da impugnação das decisões judiciais. Assim, vejamos medidas que se afiguram oportunas.
De início, uma nova redação ao artigo 489, de forma a incorporar a jurisprudência dominante quanto à possibilidade de medidas de urgência concomitantes com o ajuizamento de demanda rescisória.
No artigo 504 é aperfeiçoada a atual redação: não há despachos de 'mero' expediente. Ou o provimento é 'de expediente', ou então terá conteúdo decisório.
O projeto busca solucionar o grave problema, para as partes e para os advogados, do preparo dos recursos sob a gravíssima penalidade de deserção, consoante o atual artigo 511. É notório, milhares de agravos surgem em conseqüência de tais deserções, e se alternam decisões 'liberais', concedendo dilação de prazos, e decisões 'severas', pela estrita observância da letra da lei. Fato é que não se compreende, nos tempos atuais, que alguém veja perecer seu (alegado) direito porque, simplesmente, uma pequena quantia não foi paga, em tempo hábil, ao erário ou a algum serventuário. Observado o critério de proporcionalidade dos interesses envolvidos, e até a lógica do razoável, não faz sentido a deserção em tais casos. Solução alvitrada: a pena pelo não cumprimento do preparo passa a ser de natureza patrimonial, pelo seu posterior pagamento em triplo.
Igualmente é proposto um 'depósito', até determinado limite, para que o litigante, vencido em ação condenatória em quantia certa, possa apelar ( 'novo' art. 514-A ). O limite do depósito será maior em se tratando de indenizações por ato ilícito, com danos pessoais, até pela conveniência em facilitar a execução provisória, ante a freqüente situação de pobreza da vítima. O depósito também servirá ao propósito de criar um contra-incentivo ao uso das apelações com o intuito de demorar o pagamento. É aditado um § 4º ao artigo 515, dentro da orientação de evitar a decretação de nulidades, conjugando o princípio da economia processual e o de efetividade do processo. O 'recurso ordinário' previsto na Constituição Federal (- art. 102,II, a ; art. 105,II, b e c) , passa a ser designado no artigo 539 tendo em consideração sua real natureza, ou seja, como apelação, ficando assim inclusive 'simplificado' o elenco de recursos previsto no art. 496 do CPC (nova redação ao art. 496 consta de outro anteprojeto simultaneamente apresentado pelo IBDP). Como disse Barbosa Moreira; "...aí, na verdade, o que há é uma apelação sem o nome" ( 'Coment. ao Código de Processo Civil', Forense, v. V, 11ª ed., 2003, n. 315, p. 572). Em conseqüência, é alterada a redação do artigo 508.
São propostas alterações ao artigo 555, no concernente ao julgamento nos tribunais, a fim de, aliás na linha da recente Resolução n. 278 do STF ( publ. DJU de 18.12.2003, regulamentando o art. 134 do RISTF), abreviar a tramitação nos casos de 'vista'.
Igualmente, a previsão de prazo para a lavratura dos acórdãos, e devolução de votos, impondo-se assim modificação ao artigo 564. Todos conhecemos casos de extrema demora na prática de tais atos processuais. A proposta inclui nova redação ao art. 557, procurando aprimorar sua redação e, inclusive, expungir a anomalia do § 1º-A antes do § 1º; note-se, ainda, a substituição da palavra 'confronto', um tanto imprópria para significar 'contrariedade'. O disposto no § 4º é vinculado ao projeto que redefine a natureza dos 'embargos de declaração', que passam a constituir um simples 'pedido de correção', sem natureza recursal.
"Art. 489. O ajuizamento da ação rescisória não impede o cumprimento da sentença ou acórdão rescindendo, ressalvada a concessão, caso imprescindíveis e sob os pressupostos previstos em lei, de medidas de natureza cautelar ou antecipatória de tutela."
"Art. 504. Dos despachos não cabe recurso."
"Art. 508. Na apelação, nos embargos infringentes, no recurso especial, no recurso extraordinário e nos embargos de divergência, o prazo para interpor e para responder é de quinze dias."
"Art. 511. No ato de interposição do recurso, o recorrente comprovará, quando exigido pela legislação pertinente, o respectivo preparo, que inclui o porte de remessa e retorno.
§ 2º. A pena pelo não cumprimento do preparo consiste na obrigação de pagamento em triplo do preparo omitido, ou da diferença a menor, conforme cálculo a ser incluído na primeira conta de custas que deva ser lançada nos autos. A pena será relevada em caso de justo impedimento. "
"Art. 514-A. No caso de sentença condenatória ao pagamento de quantia líquida, o apelante comprovará, no ato de apresentação do recurso ou nos três dias úteis subsequentes, sob pena de deserção, o depósito em juízo do valor da condenação, até um limite de sessenta salários mínimos.
§ 1º. Tratando-se de indenização por danos pessoais decorrentes de ato ilícito, o depósito terá por limite máximo cem salários mínimos.
§ 2º. Provando o apelante justo impedimento, o juiz relevará a pena de deserção, fixando-lhe prazo para efetuar o depósito.
§ 3º. Não se aplica o disposto no presente artigo às pessoas relacionadas no artigo 511, parágrafo primeiro."
" Art. 515. ................................................................
§ 4º. Constatando a ocorrência de nulidade sanável, o tribunal poderá determinar a realização ou renovação do ato processual, intimadas as partes; cumprida a diligência, sempre que possível prosseguirá o julgamento da apelação."
"Art. 539. Serão julgados em apelação:
............................................................ ".
"Art. 553. Devolvidos os autos pelo relator, a secretaria do tribunal distribuirá cópias do relatório e de outras peças que o relator indicar, e as distribuirá aos juizes que componham o órgão julgador, podendo fazê-lo por meio eletrônico."
"Art. 555. ......................................................................
§ 2º. Não se considerando habilitado a proferir imediatamente seu voto, a qualquer juiz é facultado pedir vista do processo, devendo devolvê-lo no prazo de dez dias, contados da data em que o recebeu; o julgamento prosseguirá na primeira sessão ordinária subsequente à devolução, dispensada nova publicação em pauta. § 3º. No caso do parágrafo anterior, não devolvidos os autos no prazo, nem solicitada expressamente sua prorrogação pelo juiz, o presidente do órgão julgador requisitará o processo e reabrirá o julgamento na sessão ordinária subsequente, com publicação em pauta."
"Art. 557. O relator negará seguimento a recurso ou pedido inadmissível ou prejudicado, e negará provimento a recurso manifestamente improcedente ou que contrarie súmula ou jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal ou de Tribunal Superior.
§ 1º. O relator poderá dar imediato provimento ao recurso quando a decisão recorrida manifestamente contrariar súmula ou jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal ou de Tribunal Superior.
§ 2º. Da decisão do relator caberá, no prazo de cinco dias, agravo interno ao órgão competente para o julgamento do recurso. Se não houver retratação, o relator pedirá a inclusão do processo em pauta; caso provido o agravo, o recurso terá seguimento.
§ 3º. Quando considerar manifestamente inadmissível ou improcedente o agravo interno, o tribunal condenará o agravante a pagar ao agravado multa em valor não excedente a dez por cento do valor atualizado da causa ou da condenação, ficando condicionada a interposição de qualquer outro recurso ao depósito do valor respectivo.
§ 4º. O disposto no caput não se aplica aos pedidos de correção e aos agravos internos."
" Art. 564. Lavrado o acórdão no prazo máximo de trinta dias, será sua conclusão publicada de imediato no órgão oficial.
§ 1º. O voto ainda não revisado por seu prolator no prazo acima previsto, será incluído no acórdão com a nota de ausência de revisão, cumprindo ao presidente requisitar os autos, se for caso.
§ 2º. Antes da publicação, o tribunal comunicará o teor da decisão a quem deva desde logo cumpri-la."
Art. 2º. É revogado o artigo 519 do Código de Processo Civil.
Art. 3º. A presente lei entrará em vigor três meses após a data de sua publicação.
Altera o Código de Processo Civil no alusivo ao recebimento da apelação, e dá outras providências.
Adotando em linhas gerais posições de Cândido Dinamarco e proposta antiga de Ada Pellegrini Grinover, no sentido de que urge alterar o Código de Processo Civil, artigo 520, no alusivo aos efeitos em que a apelação é recebida e, ainda :
a) tendo em consideração que as antecipações de tutela, tomadas sob cognição não exauriente, merecem imediata efetivação;
b) ponderando que a sentença resulta de cognição plena, e assim existe uma incongruência na situação atual;
c) pela conveniência em prestigiar a decisão do juiz de primeiro grau, adotada sob o princípio da imediação, e desestimular as apelações procrastinatórias,
é considerado altamente conveniente que a lei processual passe a adotar, como regra, o efeito apenas devolutivo para as apelações. Cumpre excetuar, todavia, certos casos, a serem enumerados no art. 520, e nos quais a execução provisória seria inadequada.
O anteprojeto igualmente adota, aditando o artigo 518, a 'súmula impeditiva de recursos', que se espera venha a contribuir para a redução no número excessivo de impugnações sem possibilidades reais de êxito. Evidente que à parte fica ressalvado o uso de agravo de instrumento contra a decisão tomada nesse sentido pelo magistrado, pois é sempre possível que eventualmente o caso não se enquadre na previsão da súmula invocada.
"Art. 518. ...............................................................
§ 1º. O juiz não receberá o recurso de apelação quando a sentença estiver em conformidade com súmula do Tribunal competente para julgá-la, do Superior Tribunal de Justiça ou do Supremo Tribunal Federal.
§ 2º. Apresentada a resposta, é facultado ao juiz, em cinco dias, o reexame dos pressupostos de admissibilidade do recurso."
"Art. 520. A apelação será recebida no efeito devolutivo. Será, no entanto, recebida também no efeito suspensivo quando disposição expressa de lei assim o determinar, ou quando interposta de sentença:
I - proferida em ação relativa ao estado ou capacidade da pessoa;
II - diretamente conducente à alteração em registro público;
III - cujo cumprimento necessariamente produza conseqüências práticas irreversíveis ;
IV - que substitua declaração de vontade;
V - sujeita a reexame necessário.
"Art. 521. Recebida a apelação em ambos os efeitos, o juiz não poderá inovar no processo; recebida só no efeito devolutivo, o apelado poderá promover, desde logo, a execução provisória da sentença (art. 475-O, parágrafo único). "
Art. 2º. É revogado o parágrafo único do artigo 558 do Código de Processo Civil.
Art. 3º. Esta lei entrará em vigor três meses após a data de sua publicação.
Altera o Código de Processo Civil no relativo ao processamento do recurso de agravo, e dá outras providências.
No alusivo aos agravos, não vemos conveniência pragmática no retorno ao sistema de 1939, ou em limitar as decisões passíveis do recurso. O problema em si, aliás, não está no número excessivo de agravos, mas no número cada vez maior, inevitável ante as características do processo civil moderno, das decisões agraváveis, aliás inerentes a uma prestação jurisdicional eficiente !
Lembremos, no azo, Afonso IV (1325-1357) de Portugal : proibiu as apelações das interlocutórias, e então a prática forense, através das 'querimas', fez surgir os agravos. Na atualidade, caso venham a ser proibidos ou drasticamente limitados os agravos de instrumento, por certo teremos um surto de mandados de segurança contra ato jurisdicional, voltando-se à prática vitanda de deturpação do writ.
Pareceu preferível, então, apenas restringir os casos de agravos por instrumento, conforme os sugeridos § § 3º e 4º do art. 523, que consoam com a faculdade atualmente prevista no art. 527, § 2º.
Das decisões dos relatores, ao mandar converter os agravos de instrumento em retidos, ou em deferir ou indeferir o chamado 'efeito ativo', não caberá agravo interno, sem prejuízo da faculdade de o relator reconsiderar sua decisão. Cumpre evitar a 'superposição' de recursos, que ao fim e ao cabo importa no retardamento processual, em prejuízo do litigante a quem assiste razão.
Art. 1º. Os artigos a seguir enumerados, da Lei n. 5.869, de 11de janeiro de 1973 - Código de Processo Civil, passam a vigorar com a seguinte redação:
" Art. 506 ...............................................................
Parágrafo único. No prazo para interposição do recurso, a petição será protocolada em cartório ou segundo a norma de organização judiciária, ressalvado o disposto no art. 525, § 2º."
" Art. 523. .............................................................
§ 3º. Das decisões interlocutórias proferidas na audiência de instrução e julgamento admitir-se-á apenas o agravo retido, que deverá ser interposto imediatamente e constar do respectivo termo (art. 457), nele expostas sucintamente as razões do agravante.
§ 4º. Será também retido o agravo das decisões:
a) não suscetíveis de causar à parte lesão grave e de difícil reparação;
b) posteriores à sentença, salvo nos casos de não admissão da apelação ou relativas aos efeitos em que a apelação é recebida."
"Art. 527. ..........................................................................
II - poderá converter o agravo de instrumento em agravo retido, nos casos previstos no art. 523, mandando remeter os respectivos autos ao juiz da causa;
V - mandará intimar o agravado, na mesma oportunidade, por ofício dirigido ao seu advogado, sob registro e com aviso de recebimento, para que responda no prazo de dez dias (art. 525, § 2º), facultando-lhe juntar a documentação que entender conveniente; nas comarcas sede de tribunal e naquelas cujo expediente forense for divulgado no diário oficial, a intimação far-se-á mediante publicação neste órgão ;
VI - ultimadas as providências referidas nos incisos III a V, mandará ouvir o Ministério Público, se for o caso, para que se pronuncie no prazo de dez dias.
Parágrafo único. A decisão liminar, proferida nos casos dos incisos II e III, somente é passível de reconsideração pelo próprio relator.
Altera a Lei n. 5.869, de 11 de janeiro de 1973 - Código de Processo Civil, extingue o recurso de embargos de declaração e institui o pedido para correção de decisões judiciais.
Os projetos e sugestões até agora apresentados não abordaram um dos piores 'pontos de estrangulamento' do processo: os embargos declaratórios, antigamente pouco usados, mas na atualidade objeto de uso e de manifesto abuso, principalmente face ao formalismo dos Tribunais Superiores em tema de prequestionamento.
Os tribunais recebem sucessivos embargos de declaração, ou com intento procrastinatório ou por compreensível cuidado dos advogados em evitar futura alegação de ausência de prequestionamento. O trabalho dos tribunais de segundo grau está sendo, a bem dizer, 'duplicado', diante dos embargos que (quase sempre) antecedem os recursos de natureza extraordinária, e o mesmo acontece no STF e no STJ..
Pareceu assim adequado, em primeiro lugar, retirar dos embargos seu 'status' (sempre objeto de dúvida doutrinária) de recurso propriamente dito, e, ainda, vetar sua reiteração.
Como esclarece Antônio Carlos Silva, os embargos de declaração, embora de origem lusitana, não figuram como recurso no CPC de Portugal e nem nos códigos das principais nações estrangeiras, embora neles existam instrumentos, de caráter não recursal, para alcançar o mesmo fim (Embargos de declaração no processo civil', Ed. Lumen Juris, 2000, p. 85).
Sérgio Bermudes afirma que "não se trata de um recurso, embora o art. 496 do Código os inclua entre as espécies recursais, no seu inc. IV. Cuida-se, na verdade, de um incidente, destinado ao aperfeiçoamento da fórmula pela qual a decisão se materializou. Como lembra Pontes de Miranda, 'não se pede que se redecida, pede-se que se reexprima'. Não raramente, o aperfeiçoamento, obtido através dos embargos, leva à alteração objetiva da decisão (diz-se, nesse caso, que os embargos são modificativos).Deve-se entender, no entanto, que, nessa hipótese, apenas se alterou a vontade aparente do ato decisório e não a sua vontade intrínseca..."('Introdução ao Processo Civil', Forense, 1995, p. 160).
Para Barbosa Moreira, "cabe ao legislador optar, e ao interprete respeitar-lhe a opção, ainda que, de lege ferenda, outra lhe pareça mais aconselhável. Cumpre reconhecer que, nas mais importantes legislações estrangeiras, os remédios análogos aos de que aqui se trata ficam fora do elenco dos recursos, tendo sido essa a orientação abraçada entre nós, por alguns códigos estaduais, como o gaúcho e o paulista" ('Coment. ao CPC', Forense, 11ª ed., 2003, n. 297, p. 542).
O saudoso Wellington Moreira Pimentel negou peremptoriamente aos embargos declaratórios a natureza de recurso ('Coment. ao CPC', RT, v. III, 2ª ed., 1979, p. 546), lembrando o magistério de Pedro Baptista Martins, o qual os considerava como "um recurso sui generis contra a forma pela qual o Estado se desobriga, em determinados casos, da prestação jurisdicional a que está adstrito" ('Recursos e Processos da Competência Originária dos Tribunais', 1957, p,. 361.)
Rodrigo Reis Mazzei estuda o tema com excelência, afirmando, ao fim, que "neste contexto, o ato judicial derivado que nasce em decorrência dos embargos de declaração não tem natureza autônoma, sendo um complemento do primitivo" (coletânea 'Dos Recursos', Ed. I.C.E. - Vitória - ES, p. 299 e passim). Em direito comparado, vemos que, v.g. no Código do Uruguai está dito que a 'aclaracion' poderá ser usada "por una sola vez por cada una de las partes" - art. 244.4, a exemplo do recomendado, art. 214.4, no 'Código Modelo para Iberoamérica' ; também na moderna 'Ley de Enjuiciamiento Civil' da Espanha -7 de janeiro de 2000, a decisão que provê sobre a 'subsanación y complemento de sentencias' não admite recurso algum, sem prejuízo, no entanto, dos recursos cabíveis contra a sentença, posteriormente interpostos.
Na Argentina, o Código processual civil "de la Nación" prevê que as omissões da sentença podem ser supridas no tribunal "aunque no se hubiese pedido aclaratoria, siempre que se solicitare el respectivo pronunciamiento al expresar agravios"; diga-se que a 'aclaratoria' de sentença tem o prazo de três dias - art. 166, § 2º.
Em Portugal, os embargos de declaração não estão incluídos entre os recursos - art. 676 ; e o art. 669 dispõe sobre o 'pedido de esclarecimento'. Cabendo recurso da decisão, o requerimento será feito na própria alegação, aplicando-se "o disposto no n. 4 do artigo 668" ; ou seja, é lícito ao juiz suprir as omissões - art. 744.
Nesses termos, o anteprojeto prevê que a matéria (em tese) atualmente admissível em 'segundos embargos' possa ser suscitada, como questão preliminar, na própria apelação. Pareceu, ainda, conveniente explicitar que no 'pedido de correção' não poderá a parte postular o reexame de questão jurídica já decidida, nem pretender efeitos infringentes outros que não os naturalmente decorrentes de provimento que venha a suprir omissão, ou corrigir contradições, ou afastar erros formais.
Estas providências, ou seja, a descaracterização do pedido declaratório como 'recurso' e a proibição de sua 'reiteração' , poderão constituir motivos bastantes a que os Tribunais Superiores modifiquem a rigidez de sua atual orientação quanto ao prequestionamento ( a respeito, aliás, notoriamente dissentem o Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça, este menos formalista que aquele) .
IV - recurso especial;
V - recurso extraordinário;
VI - embargos de divergência em recurso especial e em recurso extraordinário."
"Art. 463. ..............................................................
II - por meio de pedido de correção." "Art. 463- A. Cabe pedido de correção quando:
a) houver, na decisão, na sentença ou no acórdão, manifesta obscuridade ou contradição;
b) omitido ponto sobre o qual deveria ter-se pronunciado expressamente o juiz ou tribunal;
c) o julgamento houver sido proferido com manifesto erro formal.
§ 1º. Não cabe pedido de correção visando a reforma da decisão em seu mérito, ou o reexame de questões jurídicas já decididas ( art. 17, IV ) ;
§ 2º. A mesma parte não poderá apresentar segundo pedido de correção, sem prejuízo de a matéria poder ser renovada, como preliminar, no recurso que venha a interpor."
"Art. 463- B. O pedido de correção será formulado no prazo de cinco dias úteis e conterá indicação precisa do ponto obscuro, contraditório ou omisso, ou do erro formal cometido. Nos casos em que se alegue que o dispositivo foi contraditório ou omisso, será aberta vista à parte contrária por igual prazo.
Parágrafo único. O juiz apreciará o pedido em cinco dias; nos tribunais, o relator apresentará o pedido ao colegiado na sessão subsequente, proferindo voto."
"Art. 463 -C. O pedido de correção interrompe o prazo para a interposição de recurso por qualquer das partes.
Parágrafo único. Quando o pedido for manifestamente protelatório, o juiz ou o tribunal, assim o qualificando, condenará a parte ao pagamento, em favor da parte contrária, de multa não excedente a cinco por cento sobre o valor da causa.
Art. 2º. São revogados os artigos 535, 536, 537 e 538 do Código de Processo Civil.
Altera a Lei n. 5.869, de 11 de janeiro de 1973 - Código de Processo Civil, dispondo sobre o procedimento a ser adotado nos recursos extraordinário e especial, em causas repetitivas.
.............. Art. 1º. Ao Código de Processo Civil é acrescido o artigo 543-A, com a seguinte redação:
"Art. 543 - A. Nos casos de multiplicidade de recursos com fundamento em idêntica controvérsia, o recurso extraordinário será processado nos termos do presente artigo.
§ 1º. Caberá ao Presidente do tribunal de origem selecionar um ou mais recursos representativos da controvérsia, os quais serão encaminhados ao Supremo Tribunal Federal, ficando suspensos os demais processos até o pronunciamento definitivo dessa Corte.
§ 2º. O relator poderá solicitar informações, a serem prestadas no prazo de quinze dias, aos tribunais superiores, tribunais federais ou tribunais estaduais, a respeito da controvérsia constitucional, no âmbito das respectivas jurisdições.
§ 3º. O relator, conforme dispuser o Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal e considerando a relevância da matéria, poderá admitir, por despacho, a manifestação sucinta de pessoas, órgãos ou entidades, inclusive partes que tiveram seus processos sobrestados.
§ 4º. Recebidas as informações e, se for caso, após cumprido o disposto no parágrafo anterior, terá vista o Ministério Público, pelo prazo de quinze dias.
§ 5º. Transcorrido o prazo para o Ministério Público, e lançado relatório, com cópia para os demais Ministros, o relator pedirá a inclusão do processo em pauta, devendo ser julgado com preferência sobre os demais feitos, ressalvados os 'habeas corpus' e os processos com réus presos.
§ 6º. Publicado o acórdão do Supremo Tribunal Federal, os recursos sobrestados serão novamente apreciados na instância de origem: a) quando a decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal coincidir com a decisão recorrida, o recurso sobrestado terá seu seguimento denegado ;
b) quando a decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal divergir da decisão recorrida, os processos serão novamente examinados pelo tribunal de origem, o qual poderá exercer o juízo de retratação, ou manter a decisão já proferida.
§ 7º. Se a instância de origem mantiver sua decisão, processar-se-á o recurso extraordinário, que será então processado nos termos previstos no Regimento do Supremo Tribunal Federal.
§ 8º. O Supremo Tribunal Federal, o Superior Tribunal de Justiça e os Tribunais de segunda instância regulamentarão, no âmbito de suas competências, os atos internos a serem adotados para processamento e julgamento do recurso extraordinário nos casos previstos neste artigo.
§ 9º. Verificada a plausibilidade do direito invocado e havendo fundado receio da ocorrência de dano de difícil reparação, em especial quando a decisão recorrida contrariar súmula ou jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal, poderá o relator conceder, de ofício ou a requerimento do interessado, e 'ad referendum' do Plenário, medida liminar para determinar a suspensão, na origem, dos processos nos quais idêntica controvérsia esteja estabelecida, até o pronunciamento dessa Corte sobre a matéria;
§ 10. O disposto neste artigo aplica-se ao recurso extraordinário interposto de decisão de Turma Recursal em Juizado Especial, e de decisão de Turma de Uniformização;
§ 11. Aplicam-se ao recurso especial, no que couber, as disposições deste artigo."
Art. 2º. A presente lei entra em vigor três meses após a data de sua publicação.
Altera a Lei n. 5.869, de 11 de janeiro de 1973 - Código de Processo Civil, relativamente aos atos atentatórios ao exercício da jurisdição e aos honorários de advogado, e acrescenta artigo ao Código Penal relativamente à desobediência a ordem judicial.
........................... Art. 1º. Os artigos 14 e 20 do Código de Processo Civil passam a vigorar com a seguinte redação:
§ 1º. A violação do disposto no inciso V deste artigo constitui ato atentatório ao exercício da jurisdição, podendo o juiz, sem prejuízo das sanções criminais, civis e processuais cabíveis, aplicar ao responsável multa em montante a ser fixado de acordo com a gravidade da conduta e não superior a vinte por cento do valor da causa ou, se já existir, da condenação.
§ 2º. A decisão impositiva da multa constitui título executivo judicial e, não paga no prazo estabelecido, dela será expedida certidão e de imediato remetida à Fazenda Pública, a qual desde logo promoverá sua execução no juízo competente."
"Art. 20. .............................................................
§ 3º. Os honorários serão fixados entre o mínimo de dez por centro e o máximo de vinte por cento sobre o valor atualizado da condenação ou, no caso de improcedência do pedido, sobre o valor pretendido pelo autor, atendidos:
§ 4º Os honorários serão fixados mediante apreciação eqüitativa do juiz, atendidas as normas das alíneas a, b e c do parágrafo anterior, e sempre que possível tendo por parâmetro o benefício econômico pretendido ou obtido na causa:
a) nas causas de pequeno valor ou de valor inestimável;
b) quando vencida a Fazenda Pública;
c) nas ações que versem obrigação de fazer ou não fazer, ou de entregar coisa;
d) nas execuções por título extrajudicial, embargadas ou não;
e) quando o processo for extinto sem julgamento do mérito.
§ 5º Nas ações de indenização por ato ilícito contra pessoa, será considerado valor da condenação a soma das prestações vencidas com o montante correspondente a doze meses de prestações vincendas.
§ 6º. O relator, ou o julgador em decisão monocrática, condenará o sucumbente em honorários correspondentes ao recurso, fixados segundo apreciação eqüitativa, sempre que o recurso não for conhecido, ou ao mesmo for negado seguimento ou provimento.
§ 7º. Quando reformada a sentença, o tribunal inverterá a condenação em honorários, mantendo o valor fixado originariamente, salvo se fixados em valor ínfimo ou manifestamente excessivo. " Art. 2º. O Decreto Lei n. 2.848, de 7.12.1940 - Código Penal, passa a vigorar com o acréscimo do art. 350-A, com a seguinte redação: "Art. 350-A. Não cumprir com exatidão os provimentos mandamentais ou criar embaraços à efetivação dos provimentos judiciais de natureza antecipatória ou final.
Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa. Parágrafo único. A pena é acrescida de um terço, além das sanções de ordem administrativa, se o agente for magistrado, membro do Ministério Público ou servidor da Justiça."
Art. 3º - A presente lei entrará em vigor três meses após a data de sua publicação.
Altera o Código de Processo Civil, permitindo a realização de inventários e partilhas por escritura pública.
Não existe nenhum motivo razoável de ordem jurídica, de ordem lógica ou de ordem prática que indique a necessidade de que atos de disposição de bens, realizados entre pessoas capazes - tais como inventários e partilhas decorrentes de óbitos e de divórcios consensuais, devam ser necessariamente realizados em juízo, ainda mais agravando o acúmulo de serviço perante as repartições forenses. Daí a presente proposta, que permite a realização de tais atos por pública escritura, com a presença das partes assistidas por advogado.
Art. 1º. Os artigos 982 e 983 da Lei n. 5.869, de 11 de janeiro de 1973 - Código de Processo Civil, passam a vigorar com a seguinte redação, acrescido o art. 982-A :
"Art. 982. Havendo testamento ou interessado incapaz, proceder-se-á ao inventário judicial; se todos forem capazes e concordes, poderá fazer-se o inventário e a partilha por escritura pública, a qual constituirá título hábil para o registro imobiliário."
"Art. 982 - A. O tabelião somente lavrará a escritura pública se todas as partes interessadas estiverem assistidas por advogado, cuja qualificação constará do ato notarial, e que igualmente deverá assiná-lo.
Parágrafo único . É dever do tabelião exigir a comprovação da inexistência de débito do espólio para o fisco, ou de sua dispensa, bem como providenciar no recolhimento dos impostos devidos, e expedir a declaração de operação imobiliária para o órgão competente de arrecadação federal, tudo fazendo constar no ato notarial."
"Art. 983. O processo de inventário e partilha deve ser aberto dentro de sessenta dias a contar da abertura da sucessão, ultimando-se nos doze meses subsequentes, podendo o juiz prorrogar tais prazos, de ofício ou a requerimento de parte."
Art. 2º . São acrescentados ao Código de Processo Civil o artigos 1.124-A e 1.124-B, com a redação seguinte:
"Art. 1.124-A - A separação consensual e o divórcio consensual, não havendo filhos menores do casal e observados os requisitos legais quanto aos prazos, poderão ser realizados por escritura pública, da qual constarão as disposições relativas à descrição e partilha dos bens comuns e à pensão alimentícia e, ainda, o acordo dos cônjuges quanto à retomada pela mulher de seu nome de solteira ou à manutenção do nome adotado quando do casamento.
§ 2º. O tabelião somente lavrará a escritura se os contratantes estiverem assistidos por advogado comum, ou advogados de cada um deles, cuja qualificação constará do ato notarial e que igualmente deverão assiná-lo.
§ 3º. É dever do tabelião exigir o cumprimento das normas tributárias e expedir a declaração de operação imobiliária, se for o caso."
"Art. 1.124-B. O disposto no artigo anterior aplica-se igualmente aos acordos para partilha do patrimônio comum, em caso de término de união estável."
Art. 3º - A presente lei entrará em vigor dentro de três meses da data de sua publicação.
projeto de lei nº 4.497-a, de 2004
Altera dispositivos da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 - Código de Processo Civil, relativos ao Processo de Execução e a outros assuntos.
À redação final da proposição em epígrafe foram oferecidas 5 emendas de redação a fim de deixar clara a intenção do legislador quanto à redação de dispositivos (emendas nºs 1 e 2) e quanto à correta remissão de Capítulo renomeado (emenda nº 3); e de adequar o texto à técnica legislativa (emenda nº 4) e de corrigir lapso de revogação indevida de dispositivo ora alterado (emenda nº 5).
EMENDA DE REDAÇÃO nº 1
Dê-se ao caput do § 1º do art. 694 da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, constante do art. 1º do projeto (art. 2º da Redação Final) a seguinte redação:
“Art. 694............................
............................................ “
Para dar maior clareza ao texto.
EMENDA DE REDAÇÃO nº 2
Substitua-se a expressão “à disposição do executado” pela expressão “ficando esta à disposição do executado”, no § 1º do art. 685-A da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, constante do art. 2º do projeto (art. 3º da Redação Final), ficando o referido artigo assim redigido:
“Art. 685-A..........................
EMENDA DE REDAÇÃO nº 3
Substitua-se a expressão “Título II” pela expressão “Título III” no inciso I do caput do art. 3º do projeto (art. 4º da Redação Final), ficando o referido inciso assim redigido:
........................................... “
A referência ao Título II é um erro manifesto, reconhecido pelo autor do projeto, pois o Capítulo III a ser renomeado é o constante do Título III e não o do Título II como mencionado na redação original do inciso I.
EMENDA DE REDAÇÃO nº 4
Dê-se aos incisos I e II do art. 6º do projeto (art. 7º da Redação Final) a seguinte redação:
“Art. 7º.............................
Para adequar o texto à técnica legislativa.
EMENDA DE REDAÇÃO nº 5
Suprima-se a referência ao art. 698 do inciso IV do art. 6º do projeto (art. 7º da Redação Final), ficando o referido inciso assim redigido:
IV - os arts. 583, 669, 697,699, 700, 725, 726, 727, 728, 729, 737, 744.”
A menção ao art. 698 na cláusula de vigência é um erro manifesto, reconhecido pelo autor do projeto, pois o art. 698 da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, está sendo alterado pelo projeto, portanto não pode ser revogado como pretende a redação original do inciso IV.
projeto de lei nº 4.497-B, de 2004
Art. 1º Esta Lei altera dispositivos da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 – Código de Processo Civil, relativos ao processo de execução e dá outras providências.
Art. 2º A Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 - Código de Processo Civil, passa a vigorar com as seguintes alterações:
“Art. 143............................
V - efetuar avaliações.”(NR)
“Art. 238. ..........................
Parágrafo único. Presumem-se válidas as comunicações e intimações dirigidas ao endereço residencial ou profissional declinado na inicial, contestação ou embargos, cumprindo às partes atualizar o respectivo endereço sempre que houver modificação temporária ou definitiva.”(NR)
“Art. 365............................
IV - as cópias reprográficas de peças do próprio processo judicial declaradas autênticas pelo próprio advogado sob sua responsabilidade pessoal, se não lhes for impugnada a autenticidade.”(NR)
“Art. 411............................
“Art. 493............................
“Art. 580. A execução pode ser instaurada caso o devedor não satisfaça a obrigaçãocerta, líquida e exigível, consubstanciada em título executivo.
“Art. 585. ..........................
“Art. 586. A execução para cobrança de crédito fundar-se-á sempre em títulode obrigação certa, líquida e exigível.
“Art. 587. É definitiva a execução fundada em título extrajudicial; é provisória enquanto pendente apelação da sentença de improcedência dos embargos do executado, quando recebidos com efeito suspensivo (art. 739).”(NR)
“Art. 592............................
IV - intimado, não indica ao juiz, em 5 (cinco) dias, quais são e onde se encontram os bens sujeitos à penhora e seus respectivos valores.”(NR)
“Art. 614. ..........................
§ 1º O exeqüente deverá comunicar ao juízo as averbações efetivadas, no prazo de 10 (dez) dias, contados da averbação.
§ 4º O exeqüente que promover averbação manifestamente indevida indenizará a parte contrária, nos termos do § 2º do art. 18 desta Lei, processando-se o incidente em autos apartados.
§ 5º Os tribunais poderão expedir instruções sobre o cumprimento deste artigo.”
“Art. 618. ..........................
“Art. 634. Se o fato puder ser prestado por terceiro, é lícito ao juiz, a requerimento do credor, decidir que aquele o realize à custa do executado.
“Art. 637. ..........................
Parágrafo único. O direito de preferência será exercido no prazo de 5 (cinco) dias, contados da apresentação da proposta pelo terceiro (art. 634, parágrafo único).”(NR)
“Art. 647. ..........................
IV - no usufruto de bem móvel ou imóvel.”(NR)
“Art. 649. ..........................
§ 3º Na hipótese do inciso IV do caput deste artigo, será considerado penhorável até 40% (quarenta por cento) do total recebido mensalmente acima de 20 (vinte) salários mínimos, calculados após efetuados os descontos de imposto de renda retido na fonte, contribuição previdenciária oficial e outros descontos compulsórios.”(NR)
Parágrafo único. Também pode ser penhorado o imóvel considerado bem de família, se de valor superior a 1.000 (mil) salários mínimos, caso em que, apurado o valor em dinheiro, a quantia até aquele limite será entregue ao devedor, sob cláusula de impenhorabilidade.”(NR)
“Art. 651. Antes de adjudicados ou alienados os bens, pode o devedor, a todo tempo, remir a execução, pagando ou consignando a importância atualizada da dívida, mais juros, custas e honorários advocatícios.”(NR)
“Art. 652. O devedor será citado para, no prazo de 3 (três) dias, efetuar o pagamento da dívida.
§ 1º Não efetuado o pagamento, munido da segunda via do mandado, o oficial de justiça procederá de imediato à penhora de bens e sua avaliação, lavrando-se o respectivo auto e de tais atos intimando-se incontinenti o executado.
§ 5º Se não localizar o executado para intimá-lo da penhora, o oficial certificará detalhadamente as diligências realizadas, caso em que o juiz poderá dispensar a intimação ou determinará novas diligências.”(NR)
“Art. 652-A. Ao despachar a inicial, o juiz fixará, de plano, os honorários de advogado a serem pagos pelo executado (art. 20, § 4º).
§ 2º Recaindo a penhora em bens imóveis, será intimado também o cônjuge do executado.”(NR)
§ 3º Na penhora de percentual do faturamento da empresa executada, será nomeado depositário, com a atribuição de submeter à aprovação judicial a forma de efetivação da constrição, bem como de prestar contas mensalmente, entregando ao exeqüente as quantias recebidas, a fim de serem imputadas no pagamento da dívida.”
“Art. 655-B. Tratando-se de penhora em bem indivisível, a meação do cônjuge alheio à execução recairá sobre o produto da alienação do bem.”(NR)
§ 3º O executado somente poderá oferecer bem imóvel em substituição caso o requeira com a expressa anuência do cônjuge.”(NR)
Parágrafo único. O juiz decidirá de plano quaisquer questões suscitadas.”(NR)
§ 6º Obedecidas as normas de segurança que forem instituídas, sob critérios uniformes, pelos Tribunais, a penhora de numerário e as averbações de penhoras de bens imóveis e móveis podem ser realizadas por meios eletrônicos.”(NR)
§ 3º A prisão de depositário judicial infiel será decretada no próprio processo, independentemente de ação de depósito.”(NR)
V - atribuir valor aos bens indicados à penhora.”(NR)
“Art. 680. A avaliação será feita pelo oficial de justiça (art. 652), ressalvada a aceitação do valor estimado pelo executado (art. 668, parágrafo único, inciso V); caso sejam necessários conhecimentos especializados, o juiz nomeará avaliador, fixando-lhe prazo não superior a 10 (dez) dias para entrega do laudo.”(NR)
Parágrafo único. Quando o imóvel for suscetível de cômoda divisão, o avaliador, tendo em conta o crédito reclamado, o avaliará em partes, sugerindo os possíveis desmembramentos.”(NR)
III - houver fundada dúvida sobre o valor atribuído ao bem (art. 668, parágrafo único, inciso V).”(NR)
“Art. 684............................
“Art. 685............................
Parágrafo único. Uma vez cumpridas essas providências, o juiz dará início aos atos de expropriação de bens.”(NR)
§ 3º Quando o valor dos bens penhorados não exceder 60 (sessenta) vezes o valor do salário mínimo vigente na data da avaliação, será dispensada a publicação de editais; nesse caso, o preço da arrematação não será inferior ao da avaliação.”(NR)
“Art. 687............................
§ 5º O executado terá ciência do dia, hora e local da alienação judicial por intermédio de seu advogado ou, se não tiver procurador constituído nos autos, por meio de mandado, carta registrada, edital ou outro meio idôneo.”(NR)
Parágrafo único. O Conselho da Justiça Federal, relativamente à Justiça Federal, e os Tribunais de Justiça regulamentarão essa modalidade de alienação, atendendo os requisitos de ampla publicidade, autenticidade e segurança, com observância das regras estabelecidas na legislação sobre certificação digital.”
§ 1º Tratando-se de bem imóvel, quem estiver interessado emadquiri-lo a prestações poderá apresentar por escrito sua proposta, nunca inferior à avaliação, propondo pelo menos 30% (trinta por cento) a vista, sendo o restante garantido por hipoteca sobre o próprio imóvel.
III - revogado).
§ 4º No caso de arrematação a prazo, os pagamentos feitos pelo arrematante pertencerão ao exeqüente até o limite de seu crédito, e os subseqüentes ao executado.”(NR)
“Art. 693. A arrematação constará de auto que será lavrado de imediato, nele mencionadas as condições pelas quais foi alienado o bem; a ordem de entrega do bem móvel ou a carta de arrematação do bem imóvel será expedida depois de efetuado o depósito ou prestadas as garantias pelo arrematante.”(NR)
§ 2º No caso de procedência dos embargos, o executado terá direito a haver do exeqüente o valor por este recebido como produto da arrematação; caso inferior ao valor do bem, haverá do exeqüente também a diferença.”(NR)
§ 3º (revogado).”(NR)
“Art. 698. Não se efetuará a adjudicação ou alienação de bem do executado sem que da execução seja cientificado, por qualquer modo idôneo e com pelo menos 10 (dez) dias de antecedência, o senhorio direto, o credor com garantia real ou com penhora anteriormente averbada, que não seja de qualquer modo parte na execução.”(NR)
“Art. 703. A carta de arrematação conterá:
“Art. 704. Ressalvados os casos de alienação de bens imóveis e aqueles de atribuição de corretores da Bolsa de Valores, todos os demais bens serão alienados em leilão público.”(NR)
“Art. 706. O leiloeiro público será indicado pelo exeqüente.”(NR)
“Art. 707. Efetuado o leilão, lavrar-se-á o auto, que poderá abranger bens penhorados em mais de uma execução, expedindo-se, se necessário, ordem judicial de entrega ao arrematante.”(NR)
“Art. 713. Findo o debate, o juiz decidirá.”(NR)
“Art. 716. O juiz pode conceder ao exeqüente o usufruto de móvel ou imóvel, quando o reputar menos gravoso ao executado e eficiente para o recebimento do crédito.”(NR)
“Art. 717. Decretado o usufruto, perde o executado o gozo do móvel ou imóvel, até que o exeqüente seja pago do principal, juros, custas e honorários advocatícios.”(NR)
“Art. 718. O usufruto tem eficácia, assim em relação ao devedor como a terceiros, a partir da publicação da decisão que o conceda.”(NR)
“Art. 720. Quando o usufruto recair sobre o quinhão do condômino na co-propriedade, o administrador exercerá os direitos que cabiam ao executado.”(NR)
“Art. 722. Ouvido o executado, o juiz nomeará perito para avaliar os rendimentos do bem e calcular o tempo necessário para a liquidação da dívida.
Parágrafo único. Havendo discordância, o juiz decidirá a melhor forma de exercício do usufruto.”(NR)
Parágrafo único. Os embargos à execução serão distribuídos por dependência, autuados em apartado, e instruídos com cópias (art. 544, § 1º, in fine) das peças processuais relevantes.”(NR)
§ 3º Aos embargos do executado não se aplica o disposto no art. 191 desta Lei.”(NR)
“Art. 739. O juiz rejeitará liminarmente os embargos:
§ 3º Quando os embargos ou as circunstâncias indicadas no caput deste artigo disserem respeito apenas a parte do objeto da execução, essa prosseguirá quanto à parte restante.
§ 6º A concessão de efeito suspensivo não impedirá a efetivação dos atos de penhora e de avaliação dos bens.”
Parágrafo único. No caso de embargos manifestamente protelatórios, o juiz imporá, em favor do exeqüente, multa ao embargante em valor não superior a 20% (vinte por cento) do valor em execução.”(NR)
§ 2º O exeqüente poderá, a qualquer tempo, ser imitido na posse da coisa, prestando caução ou depositando o valor devido pelas benfeitorias ou resultante da compensação.”(NR)
§ 2º O não pagamento de qualquer das prestações implicará, de pleno direito, o vencimento das subseqüentes e o prosseguimento do processo, com o imediato início dos atos executivos, imposta ao executado multa de 10% (dez por cento) sobre o valor das prestações não pagas e vedada a oposição de embargos.”
§ 2º No caso do § 1º deste artigo, o juiz deferirá de plano o requerimento, com a imediata liberação do depósito feito pelo adquirente (art. 694, § 1º, inciso IV).
§ 3º Caso os embargos sejam declarados manifestamente protelatórios, o juiz imporá multa ao embargante, não superior a 20% (vinte por cento) do valor da execução, em favor de quem desistiu da aquisição.”(NR)
“Art. 791. ..........................
Art. 3º O Livro II da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 - Código de Processo Civil, passa a vigorar acrescido das seguintes Subseções:
§ 3º Os Tribunais poderão expedir provimentos detalhando o procedimento da alienação prevista neste artigo, inclusive com o concurso de meios eletrônicos, e dispondo sobre o credenciamento dos corretores, os quais deverão estar em exercício profissional por não menos de 5 (cinco) anos.”
Art. 4º Os seguintes agrupamentos de artigos do Livro II da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 - Código de Processo Civil, passam a ter a seguinte denominação:
Art. 5º Fica transferido o art. 746 para o Capítulo III do Título III do Livro II da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 - Código de Processo Civil, excluindo-se o Capítulo IV desse Título.
Art. 7º Ficam revogados na Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 - Código de Processo Civil:
IV - os arts. 583, 669, 697,699, 700, 725, 726, 727, 728, 729, 737, 744.
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References: artigo 295
 artigo 295
 artigo 489
 artigo 504
 artigo 511
 artigo 515
 artigo 539
 artigo 508
 artigo 555
 artigo 564
 artigo 511
 artigo 519
 artigo 520
 artigo 518
 artigo 558
de lege ferenda
sui generis
 artigo 668
 artigo 543
in fine