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Timestamp: 2017-04-30 16:33:07+00:00

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Nos usos
e costumes provados e testados anos a fio, nas consequências do
isolamento desses morros que nos cercam, no talento latente dentro de
cada um de nós, enfim nasce a cultura do folclore abençoado. E
seguem os anos, que se juntam em décadas, que se amontoam em
séculos, e a repetição talha na alma a espontânea alegria de
reviver nossos festejos, nossas celebrações, neste modo de ser que
é tão pirenopolino. Hoje estamos com o bastão da história, mas
amanhã teremos de entregá-lo a quem nos suceder, para que nunca se
apague a chama da tradição.
Regulamenta a Festa do Divino
Espírito Santo de Pirenópolis e dá outras providências.
A CÂMARA MUNICIPAL DE PIRENÓPOLIS
Festa do Divino de Pirenópolis pertence ao povo, sendo o seu auge o
Domingo do Divino, que ocorrerá, todos os anos, 50 (cinquenta) dias
após a Sexta-Feira Santa, no denominado Dia de Pentecostes.
único – A Festa do Divino começará
sexta-feira, 10 (dez) dias antes do Domingo do Divino, e
terminará oficialmente no último dia das Cavalhadas.
2º A Festa do Divino de
Pirenópolis divide-se em duas partes independentes:
– festa profana.
3º A festa religiosa é de
responsabilidade da Autoridade Eclesiástica, a quem cabe organizar
as novenas e missas solenes, sendo que a Prefeitura Municipal
contribuirá para o bom êxito dos trabalhos religiosos.
festa profana será administrada pelo Imperador do Divino e pelo
Conselho da Festa, com a contribuição da Prefeitura Municipal e
participação de qualquer do povo, de acordo com os termos desta
principais acontecimentos da Festa do Divino serão registrados em um
livro de atas, que será aberto para esse fim e que ficará guardado
sob a responsabilidade do Imperador do Divino.
6º Fica
proibido o uso de som automotivo na cidade de Pirenópolis, conforme
artigo 228 do Código de Trânsito brasileiro, regulamentado pela
Resolução nº 204, de 20 de outubro de 2006, do Conselho Nacional
7º Os
ranchões destinados a danças e bailes serão instalados fora do
Centro Histórico de Pirenópolis e terão seu funcionamento
previamente autorizado por alvará da Prefeitura Municipal, devendo
ser observado o limite de decibéis estabelecido em legislação
Prefeitura Municipal poderá alugar calçadas e outras partes do
logradouro público, em área previamente determinada, desde que fora
do Centro Histórico, devendo o numerário advindo desse aluguel ser
pago diretamente na Coletoria Municipal, que fará plantão durante
toda a Festa do Divino.
1º Ninguém
está autorizado a receber, sob qualquer pretexto, o valor descrito
do artigo, fora da Coletoria Municipal, ainda que preste contas
posteriormente, sob pena de responsabilidade;
interessados em alugar um espaço descrito no caput
deste artigo deverão procurar a Coletoria Municipal, com
antecedência de uma semana antes do início da Festa do Divino, e
pagar o valor estipulado, recebendo em troca um comprovante com
espaços mencionados no caput
serão distribuídos a critério da Prefeitura Municipal, desde que
fora do Centro Histórico e em áreas que não atrapalhem serviços
9º O Imperador do Divino,
também denominado Festeiro, é o administrador máximo da parte
profana da Festa do Divino e a ele cabe decidir sobre todos os
assuntos referentes ao bom desempenho do seu cargo, ressalvadas as
10. O Imperador do Divino
será escolhido por sorteio, dentre os pirenopolinos que tenham
voluntariamente apresentado seu nome até o início dos trabalhos,
sendo os papéis com o prenome dos candidatos devidamente dobrados e
colocados no interior de uma urna. Será convidada uma criança que
sorteará, respectivamente, o Mordomo do Mastro, o Mordomo da
Bandeira, o Mordomo da Fogueira, o Mordomo dos Fogos e, por último,
o Imperador do Divino.
sorteio do Imperador do Divino ocorrerá em local aberto ao público,
com ampla divulgação nos meios de comunicação local, logo após a
cerimônia religiosa no Domingo do Divino.
efeito do sorteio de que trata o caput
artigo, será considerado pirenopolino o nascido no Município de
Pirenópolis, o filho de pirenopolino nato ou aquele que resida na
cidade há mais de 05 (cinco) anos ininterruptos.
principais acontecimentos durante o sorteio deverão constar na ata
de que trata o artigo 5º, que será lavrada por um secretário
indicado pelo Imperador do Divino em exercício, assinada por todos
pirenopolino será impedido de apresentar seu nome, visando
participar do sorteio, por preconceito de origem, raça, sexo, cor,
direitos do Imperador do Divino:
ser tratado com respeito e urbanidade por todos que participem da
II – ter a última palavra na
decisão do Conselho da Festa;
cheques, juntamente com o Tesoureiro, visando a quitar as despesas.
Conselho da Festa
Conselho da Festa, órgão de consulta do Imperador do Divino, será
formado 50 (cinquenta) dias antes da Festa do Divino, em reunião que
constará resumidamente no livro de atas de que trata o artigo 5º, e
composto pelo Rei Mouro, Rei Cristão, Maestro da Banda Fênix, um
representante da Câmara Municipal e Secretário Municipal de
Parágrafo único – O Imperador do
Divino é o Presidente do Conselho da Festa e a ele caberá a última
palavra sobre os assuntos debatidos.
Art. 13. São
atribuições do Conselho da Festa:
I – auxiliar o Imperador do Divino
na organização dos festejos, na busca de recursos públicos e
privados, nos requerimentos aos Poderes Públicos e no auxílio
II – nomear um secretário e um
III – dar efetividade às suas
Secretário será responsável pela lavratura da ata de que trata o
artigo 5º e organização em arquivo dos documentos referentes à
Tesoureiro será responsável por gerir os recursos públicos e
privados angariados para a Festa do Divino, que serão depositados em
conta corrente em nome do Imperador do Divino, de tudo prestando
contas até 15 (quinze) dias depois do fim desta.
Banda Fênix, entidade de interesse público, terá preferência para
participar das manifestações artísticas da Festa do Divino, pela
qual será devidamente remunerada e o dinheiro repartido entre os
músicos, a critério do Maestro.
Art. 17. Em
caso de desacordo quanto ao acerto financeiro com a Banda Fênix, o
Conselho da Festa tudo fará para dirimir o problema e somente como
exceção se admitirá que outra corporação musical a substitua.
pagamento da Banda de Música far-se-á com parte da verba, pública
ou privada, arrecadada pelo Conselho da Festa e será entregue ao
Maestro até o Sábado do Divino.
Todas as apresentações da Banda de Música serão
pormenorizadamente descritas em um contrato a ser assinado entre o
Maestro e o Imperador do Divino, onde obrigatoriamente deverá
constar horários, tempo de duração e formas de apoio aos músicos.
único. A forma de apoio aos músicos de que trata o caput
deste artigo será lanches, refeições, água, transporte e outras
que se fizessem necessárias.
O Maestro tem a discricionariedade de determinar o percurso que a
Banda de Música percorrerá nas alvoradas, bem como o repertório a
ser executado durante as mesmas, podendo inclusive cancelar a
qualquer momento o evento, caso constate que não haja segurança
para os músicos e o público, ou que inexista condições climáticas
único. Ainda que o Maestro decida cancelar qualquer alvorada,
conforme o disposto no caput
deste artigo, fará jus ao percebimento integral do valor contratado
com o Imperador de Divino, salvo se houver comprovado dolo.
Cavalhadas de Pirenópolis, patrimônio imaterial do povo, é a
encenação teatral da luta entre Mouros e Cristãos, e ocorrerão
anualmente no Domingo do Divino e na segunda-feira e terça-feira
posteriores, a partir das 14:00, e são compostas por músicas
específicas, carreiras equestres coreografadas, diálogos,
exercícios e torneios à moda medieval.
§ 1º As Cavalhadas de Pirenópolis
serão encenadas preferencialmente no Campo das Cavalhadas.
§ 2º Na composição das Cavalhadas
de Pirenópolis, será obedecida a seguinte hierarquia,
respectivamente: Rei Mouro, Rei Cristão, Embaixador Mouro,
Embaixador Cristão e demais soldados.
3º Terão
preferência de participação nas Cavalhadas de Pirenópolis os
cavaleiros veteranos.
§ 4º Participarão das Cavalhadas
de Pirenópolis os candidatos que se apresentarem aos cavaleiros
veteranos e for por estes escolhidos.
§ 5º Qualquer desavença entre os
cavaleiros será decidida da seguinte forma:
I - pelo Rei Mouro e Rei Cristão,
que deliberarão sobre o assunto e decidirão;
II - permanecendo, no entanto, o
entrave, prevalecerá a decisão do Rei Mouro.
§ 6º Antes de as Cavalhadas
começarem, os Cavaleiros se reunirão da seguinte forma: primeiro
parte de sua residência o último Cavaleiro dos doze de cada
exército e, seguindo uma hierarquia, vão de casa em casa, agrupando
o resto da tropa, até que, por último, junta-se à tropa o Rei.
7º Os Cavaleiros devem
se reunir, com pelo menos 10 (dez) dias de antecedência das
Cavalhadas, num campo fora do Campo das Cavalhadas, para ensaios das
corridas que executarão nos três dias do evento.
8º Nos
dias de ensaio, às 04:00, sairá pelas ruas do Centro Histórico da
cidade um caixeiro, cuja remuneração será feita com a verba da
festa, que tocando ritmado conclamará os Cavaleiros das Cavalhadas a
se dirigirem ao campo.
São direitos dos Reis Mouro e Cristão:
I – ter segurança, apoio tático e
orientação para o desempenho de suas funções;
II – receber, até o Sábado do
Divino, a verba pública a que fazem jus para arcar com os custos do
III – não sofrer qualquer espécie
de influência externa no desempenho de suas funções;
IV – ter respeitada a hierarquia
sobre a tropa.
São deveres dos Reis Mouro e Cristão:
I – acatar as decisões do Conselho
da Festa, exceto na administração das Cavalhadas de Pirenópolis,
onde prevalecerá o disposto no art. 20;
II – repassar a cada cavaleiro
subordinado o percentual da verba pública a que faz jus;
III – manter a disciplina entre
23. São
direitos do Cavaleiro das Cavalhadas:
I – ser tratado com respeito e
urbanidade por todos que participem da Festa do Divino;
II – manifestar, de forma livre e
desembaraçada, seus dons artísticos no Campo das Cavalhadas, dentro
do papel que lhe cabe na coreografia;
III – receber água e alimentação
durante a encenação das Cavalhadas de Pirenópolis e seus ensaios;
IV – ter seu cavalo tratado com
água durante a encenação das Cavalhadas de Pirenópolis e em seus
São deveres do Cavaleiro das Cavalhadas:
I – respeitar a hierarquia nas
Cavalhadas de Pirenópolis, conforme consta no parágrafo 5º do art.
20, sob pena de expulsão;
II – apresentar-se no horário
estipulado para as Cavalhadas de Pirenópolis, inclusive com
observância do disposto no § 6º do art. 20;
III – manter bem cuidadas suas
25. Os Mascarados são
personagens essenciais à Festa do Divino de Pirenópolis, dela
fazendo parte como elemento cultural incorporado às Cavalhadas,
amparados pelo anonimato e sendo intocáveis durante suas
26. Consideram-se
Mascarados, para efeitos desta Lei, as pessoas que participam das
Cavalhadas de Pirenópolis com o rosto encoberto por uma máscara ou
similar, seja a cavalo ou a pé, preferencialmente que se vestem com
roupas coloridas, luvas, botas e mudam de voz ao falar.
único – Equipara-se aos Mascarados descritos no caput,
para efeito desta Lei, qualquer pessoa que se desloque por
Pirenópolis a cavalo no período dos festejos, ainda que sem
máscara, desde que não esteja em trânsito pela cidade.
Todo aquele que desejar participar da Festa do Divino de Pirenópolis
como Mascarado é livre para fazê-lo sem prévia inscrição em
qualquer órgão público e independentemente de pagamento, sendo
absolutamente proibido exigir prévio cadastramento ou numeração.
São direitos dos Mascarados:
I – serem tratados com respeito e
urbanidade por todos que participam da Festa do Divino;
II – manifestar de forma livre e
desembaraçada seus dons artísticos, tanto no Campo das Cavalhadas
quanto nas ruas de Pirenópolis;
III – adentrar no Campo das
Cavalhadas no intervalo das carreiras das Cavalhadas;
IV – poder circular livremente pelas
ruas da cidade, inclusive fora do Centro Histórico, sem horário
para começar ou encerrar suas apresentações;
V – não ter sua identidade
VI – não sofrer qualquer tipo de
discriminação e nem violência.
São deveres dos Mascarados:
I – conduzir sua montaria de forma a
não apresentar perigo aos pedestres, motoristas e outros Mascarados;
II – manifestar-se ao público de
forma respeitosa e elegante;
III – evitar ataques pessoais e
manifestações político-partidárias em faixas, cartazes e
IV – sair do Campo das Cavalhadas
quando lhe for solicitado, no intervalo das carreiras das Cavalhadas;
Nenhum Mascarado poderá se deslocar pelas ruas de Pirenópolis
portando armas de fogo, ainda que réplicas ou de brinquedo, drogas
ilícitas, insinuando atos obscenos, nudez, atacando a honra de
pessoas ou entidades, ou mesmo praticando atos que possam causar
danos ao animal, sob pena de não se ver amparado pelo disposto no
art. 25 desta Lei.
semanas anteriores ao Domingo
sexta-feira, 10 (dez) dias antes do Domingo do Divino, haverá:
04:00 – Alvorada com a
II - 05:00 – Alvorada com a Banda de
III - 12:00 – Repique de sinos,
descarga de roqueiras e tocata da Banda de Música ao lado da Igreja
IV - 19:00
– Início da Novena do Divino Espírito Santo e, após, tocata com
a Banda de Couro próximo à Igreja Matriz e principais ruas da
No sábado, 09 (nove) dias antes do Domingo do Divino, haverá:
I - 04:00 – Alvorada com a Banda de
Couro e descarga de roqueiras.
12:00 – Repique de
sinos e descarga de roqueiras.
III - 19:00 – Novena do Divino
IV - 22:00 – Apresentação de
grupos folclóricos na residência do Imperador.
No domingo, 08 (oito) dias antes do Domingo do Divino, haverá:
I - 4:00 – Alvorada com a Banda de
sino e descarga de roqueiras.
III - 15:00 – Chegada da Folia da
Cidade e da Zona Rural, com desfile pelas ruas até a casa do
Imperador do Divino.
IV - 19:00 – Novena do Divino
Espírito Santo, seguida de procissão até a Igreja do Bonfim,
levando as bandeiras de São Benedito e de Nossa Senhora do Rosário,
para levantamento de mastro e queimas de fogos e fogueira,
acompanhada pela Banda de Couro.
Da segunda à sexta-feiras anteriores ao Domingo
do Divino, haverá:
I – 04:00 – Alvorada com a Banda
II - 12:00 – Repique de sinos e
descarga de roqueiras;
III - 19:00
– Novena, seguida da benção do Santíssimo Sacramento e tocata
com a Banda de Couro ao lado da Matriz.
§ 1º Na quinta-feira
anterior ao Domingo
do Divino, às
17:00, ocorrerá a entrega de lanças pelos Cavaleiros das Cavalhadas
ao Imperador do Divino em sua residência.
§ 2º Na sexta-feira
do Divino, ocorrerá
peça teatral “As Pastorinhas”, evento incorporado à Festa do
Divino de Pirenópolis, que será apresentada preferencialmente no
prédio do Teatro de Pirenópolis, localizado no Largo da Matriz, no
Sábado do Divino começará, às 04:00, com a Alvorada da Banda de
Couro, e, às 05:00, dar-se-á a Alvorada com a Banda de Música, e,
em seguida, a seguinte programação:
I - às 12:00 ocorrerá tocata da
Banda de Música na lateral da Matriz, seguida de repique de sinos,
descarga de roqueiras e saída dos Mascarados pelas ruas da cidade;
II - às 18:30 ocorrerá a Procissão
com a Bandeira do Divino Espírito Santo, seguida da benção à
III - logo após o último dia de
Novena, ocorrerá procissão acompanhada pelos Irmãos do Santíssimo
Sacramento, para levantamento do Mastro e a queima de fogos;
fogueira será construída, preferencialmente, na frente da Igreja
Matriz, devendo seu Mordomo observar itens de segurança, inclusive
com consulta ao Corpo de Bombeiros Militar;
§ 2º A queima de fogos ocorrerá na
beira do Rio das Almas, devendo-se observar itens de segurança,
inclusive com consulta ao Corpo de Bombeiros Militar, sendo
obrigatório o disparo de roqueira ao final do show pirotécnico;
§ 3º A peça teatral “As
Pastorinhas” poderá ser reapresentada, preferencialmente no prédio
do Teatro de Pirenópolis.
36. O Domingo do Divino,
Dia de Pentecostes, é o auge da Festa do Divino de Pirenópolis,
conforme estipulado no caput
do artigo 1º, e começará às
04:00, com Alvorada da Banda de Couro e, às 05:00, dar-se-á a
Alvorada da Banda de Música,
sendo considerados profanos os eventos do Cortejo do Imperador, da
tocata da Banda de Música na porta lateral da Igreja Matriz, da
participação dos Mascarados e as Cavalhadas.
1º O Cortejo do Imperador, mencionado no caput
deste artigo, dar-se-á entre a casa do Imperador do Divino e a
Igreja Matriz, com a participação da Banda de Música, devendo todo
o trajeto ser enfeitado de bandeirolas brancas e vermelhas, às
custas do mencionado Imperador, e a Prefeitura Municipal cuidará de
interromper o trânsito de veículos automotores, nos termos do
artigo 45, bem como de solicitar o apoio da Polícia Militar.
§ 2º Logo após a Missa Solene,
será feito o sorteio do novo Imperador do Divino, preferencialmente
na sacristia da Igreja Matriz, sendo considerado tal sorteio, para
efeitos desta Lei, evento profano da Festa do Divino, organizado pelo
Conselho da Festa, com supervisão da Autoridade Eclesiástica.
§ 3º Findo o sorteio do novo
Imperador do Divino, o atual ocupante do cargo será levado de volta
à sua residência, em Cortejo Solene, ficando a seu critério a
distribuição de alfenins e outras guloseimas.
§ 4º As Cavalhadas terão início
às 14:00 e seus organizadores devem se empenhar para que não
ultrapassem as 18:00.
segunda-feira posterior ao
37. A segunda-feira
posterior ao Domingo
do Divino começará, às
08:00, com o Reinado de Nossa Senhora do Rosário, composto pelo
Cortejo conduzindo Rei e Rainha de suas residências até a Igreja do
Bonfim, acompanhados pela Banda de Música, pela Banda de Couro e
pelo grupo de Congo, onde ocorrerá a Missa Solene.
1º Logo após a missa, ocorrerá o Cortejo conduzindo Rei e Rainha
de volta às suas residências.
2º As Cavalhadas terão início conforme o disposto no § 4º do
terça-feira posterior ao Domingo
começará, às 08:00, com o Juizado de São Benedito, composto pelo
Cortejo conduzindo os Juízes de suas residências até a Igreja do
§ 1º Logo após a missa, ocorrerá
o Cortejo conduzindo os Juízes de volta às suas residências.
§ 2º As Cavalhadas terão início
conforme o disposto no § 4º do art. 36.
39. O Campo das Cavalhadas
é um espaço onde ocorrerá a apresentação das Cavalhadas de
Pirenópolis, sendo livre e gratuita a entrada no mesmo, por qualquer
pessoa do povo, durante a apresentação das Cavalhadas de
40. No Campo das Cavalhadas
serão disponibilizados, gratuitamente, pela Prefeitura Municipal,
lotes com metragens idênticas aos interessados em construir
camarotes e que assim o manifestem em prazo previamente determinado.
1º Terão preferência nos lotes descritos no caput
as pessoas que já os tenham utilizado no ano anterior, devendo
preferencialmente ocupar o mesmo endereço.
§ 2º Aquele que deixar de utilizar
seu lote, ou de nele construir seu camarote, perderá a preferência
de que trata o parágrafo anterior.
§ 3º A Prefeitura Municipal deverá
emitir um alvará, que será entregue ao utilizador do lote, e será
apresentado aos fiscais, no momento da apresentação das Cavalhadas
de Pirenópolis, servindo inclusive como título hábil para
desocupar o camarote, quando nele permanecerem pessoas estranhas.
§ 4º Os camarotes são construções
rústicas e provisórias, feitas de tábuas ou varas, com telhados de
palha ou tecido e na frente um pano colorido ou estampado.
§ 5º Fica proibida a utilização
de faixas, cartazes, outdoors ou qualquer outro meio que cause
poluição visual no Campo das Cavalhadas, durante a apresentação
das mesmas, devendo os fiscais municipais fazerem cumprir as
determinações deste parágrafo, sob pena de responsabilidade.
A ninguém será permitido ultrapassar, sem prévio consentimento, a
divisão que separa o público da encenação das Cavalhadas, ainda
que no intervalo destas, sendo que os membros da imprensa farão
prévio cadastramento e assinarão termo de responsabilidade por
eventuais acidentes, caso haja necessidade de adentrar no campo.
Na prestação de contas do tesoureiro do Conselho da Festa, nos
termos do artigo 9º desta Lei, que será pública e feita perante a
Câmara Municipal, serão convidados a testemunhar o ato e nele
intervir, representantes do Governo do Estado, do Ministério
Público estadual e da Prefeitura Municipal.
único. Toda a prestação de contas, com os principais eventos
ocorridos, deverá constar
na ata de que trata o artigo 5º.
Art. 43. Visando
a resguardar o patrimônio imaterial da Festa do Divino de
Pirenópolis, não será admitido o acréscimo de inovações, quer
incorporando figuras novas às Cavalhadas, quer introduzindo eventos
que não sejam os já taxativamente enumerados acima.
Art. 44. Ocorrendo
dolo, fraude, desvio ou simulação na aplicação das verbas
públicas ou privadas direcionadas para a Festa do Divino de
Pirenópolis, a Câmara Municipal não homologará o ato e
encaminhará cópia de todos os documentos ao Ministério Público
A Prefeitura Municipal deverá, obrigatoriamente, fechar com
antecedência de pelo menos 01 (uma) hora, as ruas onde houver
cortejos, trajeto de ida e volta, e quando e onde as bandas de Música
e de Couro passarem.
Banda de Couro será formada, por ocasião da Festa do Divino, por
ordem do Imperador do Divino, que nela intervirá diretamente,
responsabilizando-se pela remuneração dos percursionistas.
lei entrará em vigor na data de sua publicação.
Art. 46. Revogam-se
tantos nomes grandiosos que nasceram em Pirenópolis, está entre os
de maior destaque o General Joaquim Xavier Curado (Pirenópolis,
2.12.1746 – Rio de Janeiro, 15.9.1830), primeiro e único barão
com grandeza e conde de São João das Duas Barras. Nasceu o
General Curado na Fazenda Santa Rita, distante 18 quilômetros de
Meia Ponte (nome da época), onde seu pai era juiz ordinário, e foi
batizado na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, 10 dias
depois. (1)
biografia é muito rica em detalhes e a exploraremos aqui em postagem
distinta. Mas por agora adianto que foi ele grande militar e
administrador público que muito engrandeceu o Brasil.
renomado escritor Bernardo Élis nos ensina: “Também em Meia Ponte
aportou o jovem Tenente José Gomes Curado, português, homem de
certa cultura, educado, que em 1750 era juiz ordinário no Julgado.
Com ele se casou, em 1740, a moça Maria Cerqueira de Assunção,
segunda filha do Tenente-Coronel Costa Abreu, que foi morar no solar
que o marido construiu na fazenda 'Santa Rita', a 3 léguas da Vila,
onde possuía grande casa residencial, com senzalas e casa de
engenho. Os escombros provam as dimensões afidalgadas do
estabelecimento rural. Aí nasceram seus filhos:
Timótea (20-VIII-1741)
XAVIER CURADO (2-XII-1746/15-IX-1830)
Xavier Curado (20-IV-1750)
Antônia Curado (20-V-1752/12-V-1811)
Josefa Curado (3-V-1754/3-IX-1806)” (2)
completar, publicamos seu termo de batismo, com a ortografia da época:
doze de Dezembro de mil sette centos e quarenta e seis, nesta Matriz
Fonte: (1) JAYME, Jarbas. Cinco vultos meiapontenses. Goiânia, Edição Revista Genealógica de São Paulo. 1943
General Joaquim Xavier Curado,
ponto do telhado da Igreja Matriz está faltando uma fileira de telha
que caiu recentemente e por pouco não atingiu a cabeça de uma
senhora que visitava Pirenópolis. Já é a segunda carreira que cai.
Se a senhora tivesse sido atingida, com certeza ela poderia ter um
traumatismo craniano, pois as telhas são grandes e a altura
agravaria mais a situação. Qual
seria o motivo dessas telhas caírem assim? Para mim o que está
ocasionando isto são os carros com som automotivos, que passam por
ali e por todo Centro Histórico abalando as casas, nosso
patrimônio arquitetônico. Os donos desses carros não têm juízo
nem educação, numa total falta de respeito com moradores e
visitantes. Para quem quer ver as consequências de som altíssimo,
note na casas próximas da igreja, observem o alinhamento das telhas
da beirada do telhado, elas estão escorregando.”
Cristiano Costa, publicado no Facebook
de quase todos os instrumentos da Banda de Música Fênix, na
histórica Pirenópolis, ocorrido na madrugada do dia 21 de setembro
passado, expõe dois problemas graves e urgentes. O
primeiro se refere à segurança pública na cidade, que padece com a
falta de uma cadeia há muitos anos, o que dá uma sensação de
impunidade ao infratores da lei. A cadeia pública que ali existia
foi transformada no Museu do Divino, com a promessa de breve
construção de um pequeno presídio na imediações da cidade, ainda
na administração estadual passada. A promessa nunca se converteu em
realidade, e os presos locais, provisórios ou com condenação
definitiva, são instalados em celas noutras comarcas da vizinhança.
grande problema da cidade é tão sério quanto o anterior, pois diz
respeito à falta de apoio aos músicos e carência de atenção para
com a própria Banda Fênix. Cito o exemplo da ameaça de “greve”
da corporação musical, por ocasião da Festa do Divino deste ano,
porque seus integrantes não haviam ainda recebido o pagamento pela
participação na festa do ano passado. O músico tem família para
cuidar, dedica-se com afinco aos ensaios, deixa de se divertir nos
festejos, tudo para que a tradição pirenopolina seja levada
adiante, mas no momento combinado de receber, fica de mãos vazias.
furto ocorreu porque a Banda Fênix, infelizmente, não tem uma sede
própria moderna e segura. Sobrevive da boa vontade do dr. Pompeu
Christóvam de Pina, seu diretor, que altruisticamente cede vários
cômodos do seu casarão colonial para os ensaios e guarda dos
instrumentos, sem receber sequer o pagamento de um aluguel. Esse
prédio está localizado no centro histórico, em uma das ruas de
maior valorização imobiliária, mas ainda assim ele não cobra pelo
enorme espaço ocupado. Dr.
Pompeu faz isso porque é um pirenopolino que ama sua terra acima dos
interesses mundanos e quer ver a história continuar com seus filhos
e netos. Ocorre que o já centenário casarão é inseguro para os
padrões atuais, não tem sistema de alarme e nem segurança noturna.
Ainda assim, se não fosse a benevolência alheia, a Fênix não
teria sequer onde ensaiar.
de dez anos, entretanto, a banda conseguiu a doação de uma área
pública e criou-se um projeto arquitetônico moderno para a
construção da nova sede. Mas a falta de verba impossibilitou o
início das obras e os ensaios continuaram no casarão antigo. Não
houve um patrocinador interessado em melhorar as condições físicas
da velha banda, nem sequer um gestor público com visão de
de Pirenópolis, tão afamada pela quantidade de turistas que atrai e
sendo palco de tantas manifestações culturais goianas, clama mais
atenção para com a Banda Fênix, corporação fundada em 23 de
julho de 1893 pelo esforço individual do maestro Joaquim Propício
de Pina. Abrilhantadora de tantas festas e comemorações, a Fênix
sempre teve o poder de hipnotizar sua assistência e fazê-la subir e
descer ladeiras pelas ruas históricas, através das tantas alvoradas
pulverizadas na memória coletiva.
não furtou apenas os instrumentos musicais, levou também a
oportunidade de os alunos adolescentes da escolinha de música,
talentos do amanhã, ocuparem o tempo com estudos valorosos que
poderão lhes dar uma profissão.
será preciso uma campanha para conseguir comprar novos instrumentos
para a Banda Fênix. Mas só isso não basta. É preciso também
alterar a maneira como toda a corporação é vista e tratada. Que esse
triste acontecimento acenda um alerta e seja um marco de renovação
para Pirenópolis. Precisamos de uma cidade mais segura, com uma
política a longo prazo voltada para os empreendimentos turísticos e
uma gestão cultural que valorize o pirenopolino e sua arte.
lástima a furto dos instrumentos da Banda Fênix de Pirenópolis,
ocorrido entre os dias 20/21 de setembro de 2012. São peças caras,
obtidas através de doações de particulares ou leis de incentivo à
cultura. Não é
fácil nem barato montar e manter uma banda de música, mormente nos
dias atuais, em que essas corporações musicais estão “fora de
moda”, só persistindo em cidades do interior e em organizações
militares. Realidade diferente de muitos anos atrás, quando
Pirenópolis possuía duas bandas – a Fênix e a Euterpe.
furto ocorreu porque grande é o descaso para com nossa centenária
corporação musical. Até hoje ela não tem uma sede própria,
precisa da benevolência dos outros para continuar seus ensaios. A
área pública que lhe foi destinada, há dez anos atrás, caducou
porque ninguém quis investir no projeto criado.
à própria sorte, a Fênix tenta sozinha ressurgir das próprias
cinzas a cada desafio. Na Festa do Divino deste ano, por exemplo, foi
preciso uma ameaça de “greve” para receber o pagamento pela
participação na festa do ano passado. Não
seria agora o instante de Pirenópolis cuidar melhor desse seu
patrimônio histórico imaterial?
na zona rural de Pirenópolis, exatamente a 23 quilômetros do então
arraial de Meia-Ponte, fica a Fazenda Babilônia, uma autêntica
preciosidade nascida com o nome batismal de Engenho São Joaquim, no
período colonial (1798), pelas mãos do Comendador Joaquim Alves de
Engenho São Joaquim tornou-se por décadas o maior produtor de
algodão e derivados da cana de açúcar em toda terra goiana. Para
se ter ideia da grandiosidade operacional do Engenho nada menos que
200 escravos lá trabalhavam.
de Pilar de Goiás (1770), o então futuro Comendador recebeu esse
título honroso, diga-se merecido, por sua atuação filantrópica e
cultural. Órfão desde cedo foi criado pelos padres jesuítas que o
levaram para cidade do Rio de Janeiro onde iniciou a carreira sacra
como seminarista. Sem vocação para vestir batina deixou o seminário
para se envolver com muito talento no mundo dos negócios com
empresas comerciais de exportação que operavam no Rio de Janeiro.
trajetória cultural do Comendador foi marcada, principalmente, por
ter sido o financiador do jornal A Matutina Meiapontense - um dos
primeiros do país- que circulou em Pirenópolis, entre 1830 a 1834,
também por ter criado a primeira biblioteca da província, por ter
financiado a maior reforma da igreja do Rosário e ainda ter sido
merecedor dos primeiros versos do primeiro poeta goiano Florêncio
Antônio da Fonseca Grostom, por causa da sua atuação contra a
epidemia de sarampo que em 1811 assolou o arraial de Meia-Ponte.
Famílias Pirenopolinas, de Jarbas Jayme - Padre Simeão Estelita
Lopes Zedes, além dos altares, bom de grana, adquiriu o Engenho São
Joaquim, atual Fazenda Babilônia
entanto, a vida do Comendador Joaquim Alves de Oliveira que recebeu
em seu Engenho os mais importantes viajantes, naturalistas europeus,
entre os quais: William John Burchell, August de Saint-Hilaire e
Johann Emanuel Pohl, de todos recebeu elogios pela sua arrojada
atividade econômica e padrão arquitetônico diferenciado da sede,
respectivamente, maior casa de fazenda e maior engenho de cana de
toda capitania, foi palco de uma tragédia familiar que mudou a sua
vida. Ana Joaquina Alves de Oliveira, filha do Comendador, casada com
Joaquim da Costa Teixeira foi flagrada por sua mãe, Ana Maria
Moreira, na noite de 1º de maio de 1833, em pleno ato de adultério
e morta pelo amante de sua filha, chamado Justiniano, feitor no
Engenho, com um tiro de pistola.
1864, decorridos 13 anos da morte do Comendador, uma parte de terras
do Engenho que pertencia ao coronel Joaquim da Costa Teixeira, genro
Comendador foi vendida ao Padre Simeão Estelita Lopes Zedes.
Novamente em 1875, a outra parte de terras do Engenho que abrigava a
sede da fazenda foi também adquirida pelo Padre Simeão Estelita que
mudou o nome do Engenho São Joaquim para Fazenda Babilônia.
Simeão além de possuir um bom capital para adquirir o valorizado
Engenho São Joaquim era também possuidor de uma farta prole de
filhos gerada com Margarida Gonçalves do Amor Divino (sua
conterrânea de Santa Luzia, atual Luziânia) com quem teve nove
filhos. Dessa geração descende a sua simpática bisneta Telma Lopes
que desde 1997 recebe na Fazenda Babilônia turistas para
degustarem um farto café colonial e interessados na historiografia
na rural para uma saborosa viagem no tempo.
senzala que abrigava os duzentos escravos do Comendador e a igreja
dos pretos desapareceram. Porém, a capela construída por ele está
lá e bela, como também a estrutura principal da casa-sede (cenário
de novela global e do filme O Tronco, do cineasta João Batista de
Andrade) e vários utensílios da sua época.
fundo da casa-sede descendo as escadas que deixam a cozinha a uns 40
metros de distância está montado um bucólico cenário da
engenharia rural para fabricação de melado, pinga, farinha, máquina
de tear e além de outras engenhocas, um sonoro monjolo.
o Engenho São Joaquim nos livros é muito interessante. Porém,
visitar a hoje fazenda Babilônia é um passeio imperdível para os
amantes gastroculturais.”
do escritor Ubirajara
Galli publicado no Cardeno DM Revista do Jornal Diário da Manhã,
Ubirajara Galli - Telma Lopes,
guardiã dedicada de uma bela herança
brisa costumeira traz
correr dos fatos faz
igreja ainda de pé,
nem estarei aqui,
igreja não terá fim,
percorrerá as andanças infinitas
nas lembranças finitas

References: artigo 228
 artigo 5
 artigo 5

artigo 5
 artigo 1

artigo 45
 artigo 9
 artigo 5