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Timestamp: 2016-12-10 16:08:55+00:00

Document:
Edição 29 - Revista de Agronegócios - Dezembro/2008 by Revista Agronegocios - issuu
- Dez 2008 -
Fone./Fax: (16) 3720-0466
www.lwsequipamentos.com.br - e-mail: lws@lwsequipamentos.com.br
Eurolatte 700 / 1050
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Kit Ordenha Eurolatte
Insuflador, coletor, copos em aço inox e
tubo curto do vácuo Eurolatte
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Capacidade de 300 à 2000 litros
Bomba de vácuo 300 com 2 unidade
Pulsador Simultâneo
INSUFLADOR, MANGUEIRA P/ LEITE, VÁCUO E PEÇAS DE REPOSIÇÃO
DOS MODELOS EUROLATTE,
WEST, BOSIO,
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Pneumático L02 InterPuls
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Venha conhecer a linha de
tratores cafeeiros compactos
Fotos: Nilson Konrad
Novas sinaleiras traseiras
Garantia, Qualidade e Compromisso com o Cliente
• Frota de veículos para assistência tanto no campo como na concessionária
Oimasa Franca
Av. Wilson Sábio de Mello, 1430 - Tel. (16) 3711-7900
37 ANOS EM FRANCA
HÁ 6 ANOS SOB NOVA DIREÇÃO
O empresário e a falta de informação
O ano de 2008 se encerra. Não foi um
ano ruim; mesmo com todas as ‘pré-ocupações’ do segundo semestre. Registraram-se
altas na produção e nas vendas em todos os
setores do agronegócio. Contudo, mais do que
nunca, a ‘esperança de um ano melhor’ não
sai da cabeça de agricultores e empresários.
Alguns setores do agronegócio brasileiro
começam a sentir os reflexos da crise econômica mundial. Os preços dos insumos alternam altos-e-baixos, as indústrias diminuem as
produções, demissões são anunciadas. Com
tudo isto, a palavra-de-ordem é: ‘cautela’.
Participei de uma palestra, no começo de
dezembro, do consultor Marcelo Prado, em
que este abordou o tema gestão empresarial
na propriedade rural. Magistral sua explanação. Segundo ele, se um empresário não
conhecer a fundo o seu negócio, este está
fadado a ‘perder dinheiro’.
De acordo com Prado, a informação é a
principal ‘arma’ de qualquer empresário. Pessoas informadas não são surpreendidas. Assim,
perguntamos: você, produtor rural, tem informação suficiente para gerir o seu negócio? E
você, empresário, utiliza-se dos meios de
comunicação para chegar ao seu cliente?
Crises financeiras sempre existiram e
sempre existirão. Mas a característica principal de quem ‘está em crise’ é a má-gestão dos
Alguns empresários confundem ‘cautela’
com ‘medo’. Outros, com mais visão de
mercado, aproveitam a situação para fixar sua
marca e seus produtos!
A REGIÃO EM FATOS E IMAGENS
A Revista Attalea Agronegócios,
Editora Attalea Revista de
Agronegócios Ltda., com
distribuição gratuita a produtores
rurais, empresários e
85 municípios das regiões
da Alta Mogiana, Sul e
Sudoeste de Minas Gerais.
revistadeagronegocios@netsite.com.br
revistadeagronegocios@hotmail.com
revistadeagronegocios@bol.com.br
(16) 9126-4404
(16) 9967-2486
adrianadias@netsite.com.br
Fazenda tradicional no município de Patrocínio Paulista (SP). Foto: Revista “Cidade
em Revista”, publicado em 1955. (gentilmente autorizada a publicação pelo
Departamento de Imprensa da prefeitura de Patrocínio Paulista)
QUEM TIVER FOTOS ANTIGAS SOBRE O TEMA AGRONEGÓCIOS, DAS REGIÕES DA ALTA
MOGIANA OU SUDOESTE MINEIRO, MANDE-NOS PARA PUBLICARMOS NESTA SEÇÃO.
Córrego com matas ciliares
preservadas. (São Sebastião do
Paraíso/MG)
Na edição anterior (nº 28,
novembro/2008), por falha de
edição, não foi inserido o logotipo da Campagro no evento
de confraternização dos engenheiros agrônomos (págs.
12 a 14).
A Campagro, filial de
Franca (SP) sempre contribuiu para a realização do
evento e é parceira do engenheiro agrônomo.
Acompanhe diariamente as
novidades do agronegócio
regional no novo Blog da Revista Attalea Agronegócios.
www.revistadeagronegocios.zip.net
Participe do Peabirus, fórum gratuito de discussões
sobre agronegócios e visite
a página da Revista Attalea
www.peabirus.com.br/redes/
form/comunidade?id=1470
R. Campos Salles, nº 2385,
Tel (16) 3722-3400
não traduzindo necessariamente a
ATTALEA AGRONEGÓCIOS.
Cartas / Assinaturas
Sami Máquinas inaugura nova
concessionária em Franca
FOTOS: Editora Attalea
Em uma loja ampla,
com fachada de arquitetura
moderna, a Sami Máquinas
inaugurou no final do mês
de novembro sua nova concessionária para a região de
Franca (SP). Para esta inauguração, a diretoria ofereceu durante uma semana
condições especiais para a
aquisição de máquinas e implementos. Um jantar de
confraternização oferecido
aos parceiros e produtores
rurais da região fechou com
brilhantismo a inauguração da nova
Antigamente instalada às margens da
Rodovia Cândido Portinari, a Sami Máquinas passa a ocupar agora uma ampla
área no Distrito Industrial.Além da mar-
ca Yanmar-Agritech, a empresa também é representante das marcas Nogueira, Dria, Kamaq, Husqvarna, Honda e
Dragão-Sol, oferecendo assim uma variedade de opções em tecnologia voltada
à todos os tipos de culturas e atividades
para o agronegócio regional.
Parabéns aos amigos Sami e Maria
Elaine, com votos de muito sucesso e
muitas vendas em 2009! A empresa planeja para breve inauguração de outra
loja em São Sebastião do Paraíso (MG).
Relatório da ANFAVEA - Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, divulgado no começo
de dezembro, informa que o ano de
2008 superou todas as expectativas para
o setor de máquinas agrícolas.
Mesmo recuando cerca de 21% em
novembro frente ao mês anterior, as
vendas de máquinas agrícolas no Brasil
no período de janeiro a novembro
acumularam um aumento de 42,8% na
2007, alcançando a marca de 50.762
Aproveitando o ritmo das vendas, a
indústria de máquinas agrícolas também
registrou alta nos três primeiros
trimestres do ano. Com 79.597 unidades
produzidas neste ano, a indústria
superou o ano anterior em 30,7%.
A ‘cautela’ do mercado nos últimos
dias pode provocar queda nestes
percentuais, mas o volume produzido e
comercializado contribui para que o
setor de máquinas agrícolas esquecesse
as dificuldades de anos anteriores.
Em dezembro aconteceu a assinatura de convênio entre a Secretaria de
Agricultura e Abastecimento do Estado
de São Paulo e o Banco Nossa Caixa
para operacionalização do Programa
Pró-Trator. O programa busca
incentivar a aquisição de tratores novos,
financiados em até cinco anos, com até
três anos de carência (a ser definida pelo
engenheiro agrônomo, com base na
receita da atividade explorada) e juro
zero, subsidiado pelo Governo de São
Paulo, por meio do FEAP - Fundo de
Expansão do Agronegócio Paulista.
Os tratores podem ter faixa de
potência de 50cv, 75cv, 80cv, 100cv,
e 120cv, com índice de nacionalização
mínimo de 60%. Será permitida a
aquisição de apenas um trator por
beneficiário do programa.
Os beneficiários são os produtores
Máquinas Agrícolas LTDA.
email: agroplfranca@agropl.com.br - www.agropl.com.br
Programa Pró-Trator pode
alavancar ainda mais o setor
Consultoria em Mecanização
Vendas e fabricação de máquinas
agrícolas batem recordes em 2008
rurais com renda bruta agropecuária
de até R$ 400 mil /ano que represente
no mínimo 80% da sua renda bruta
anual total.
O Programa Pró-Trator tem o
objetivo de melhorar a produtividade,
competitividade e qualidade dos
produtos agropecuários, e diminuir as
desigualdades sociais para gerar
oportunidades de emprego e renda.
A CATI - Coordenadoria de Assistência Técnica Integral, é a entidade
responsável pela habilitação inicial do
produtor ao programa, através de suas
unidades de atendimento (Escritórios
Regionais e Casas da Agricultura). Caberá à Nossa Caixa a análise do crédito
para aprovação do financiamento.
Para maiores informações, o
agricultor deve procurar a Casa da
Agricultura do seu município.
Organizada pela equipe da Campagro, filial
de Franca (SP), sob a coordenação de José
de Alencar, foi realizada em dezembro,
no Auditório “Fábio de Salles Meirelles”,
no Parque de Exposições “Fernando
Costa”, uma palestra da Compo do Brasil,
abordando o tema: Fertilizantes de Liberação Lenta e Gradual. O engº agrº Edson
de Toledo Oliveira apresentou o
portifólio da empresa em fertilizantes,
orientando cafeicultores e profissionais do
setor quanto à forma de aplicação dos
produtos, bem como as diferenças entre
os fertilizantes especiais de liberação
lenta e controlada. “No processo físico, o
grânulo do fertilizante é recoberto com
uma película de cêra elástica (poligen) e
sua liberação acontece de forma gradual
e lenta quando o grânulo entra em contato
com a umidade do solo. Já no processo
químico, como o próprio nome diz, há
uma reação química e o fertilizante é
liberado de forma gradual, mas um pouco
mais rápida”, explica Oliveira.
Fertilizante de liberação lenta e gradual é tema de palestra da Compo
COCAPEC e SEBRAE apresentam resultados do Diagnóstico 4C
No hotel Shelton Inn, em
Franca (SP), a COCAPEC
- Cooperativa dos Cafeicultores e Agropecuaristas de Franca e Região
apresentou a síntese dos
4C, realizado pelo SEBRAE em 251 propriedades de cafeicultores cooperados, localizados nos
22 municípios da área de
atuação da cooperativa.
evento cerca de 200 pessoas, entre cooperados e Carlos Sato (vice-presidente da COCAPEC), Ricardo
profissionais do setor. Lima Andrade (secretário da COCAPEC), Iroá NoIroá Nogueira Arantes, gueira Arantes (gerente do Escritório Franca do SEgerente do Escritório do BRAE-SP), Marcelo Prado (consultor e palestrante
da noite), Maurício Miarelli (presidente da COCASEBRAE em Franca e o
PEC), Evernon Reigada (gestor de agronegócios do
Engº Agrº Maurício Mia- Escritório Franca do SEBRAE-SP) e Plaucius de
relli, diretor-presidente Figueiredo Seixas (coordenador Programa 4C na
da COCAPEC e vice- C O C A P E C ) .
presidente da OCESP COCAPEC. O consultor Marcelo Prado,
de Uberlândia (MG), abrilhantou o evento
de São Paulo foram os anfitriões do
com uma palestra sensacional, abordando o
tema: “Gestão Empresarial na Propriedade
A síntese dos resultados foi apresentada
Rural”, com ênfase para a atual crise
pelo Engº Agrº Plaucius de Figueiredo
Seixas, responsável pelo Programa 4C na
• Programa de Avicultura Familiar
da Prefeitura de Franca (SP) distribuiu
4.798 dúzias de ovos e 23 mil pintainhos
(corte e postura) em dois anos de projeto.
• CATI comemorou 41 anos com
eventos abordando o tema: projetos para
a agricultura familiar.
Semeando-2008
premiou o aluno Johny Alves dos Santos,
de São Sebastião do Paraíso (MG).
• Cobrança pelo uso de água na
zona rural foi tema de reunião de trabalho do Comitê de Bacias Hidrográficas
dos Rios Sapucaí-Mirim e Grande em
• CAROL inaugurou filial em
Uberaba (MG) ampliando sua atuação na
captação de soja e comercialização de
• Jussara inaugura laticínio em Araxá
(MG), com investimento de R$ 30
milhões e geração de 150 empregos.
Rua Campos Salles, 2385
Tel. (16) 3722-3400 - Fax (16) 3722-4027
Rua José de Alencar, 1951
Tel. (16) 3722-2125 - Fax (16) 3722-4938
ABERTURA DE FIRMAS, ESCRITAS FISCAIS E
FAFRAM festeja 21 anos entre as melhores
Vinicius A. M. Junior 1
de extensão rural ligados ao
treinamento de uso correto de
Em 25 de janeiro de
defensivos e uma moderna
1971, foi constituída a Funcentral de recebimento de
dação Educacional de Ituveembalagens de agrotóxicos
rava - FEI, para gerir, admipara serem encaminhados a
nistrar e manter a Faculdade
de Filosofia, Ciências e Letras
O campo de atuação do
de Ituverava, uma Instituiengenheiro agrônomo é vasto
ção de Ensino Superior que
podendo atuar em univerhá mais de trinta anos vem
sidades e faculdades como
sendo responsável pela for(professor e pesquisador),
mação de professores nas Vista aérea do bloco de salas de aulas da FAFRAM
centros de pesquisa em agriáreas de Matemática, Letras, História e de pesquisa. Para o ensino prático a fa- cultura e pecuária, propriedades
culdade possui um setor de produção e agrícolas (agricultura, fibras e
A experiência no ensino superior da desenvolvimento, localizada numa área zootecnia), empresas ligadas ao
FEI aliada à necessidade de suporte téc- de 246,34 ha, no município vizinho de agronegócio, prestação de serviços em
nico-científico para sustentar o desen- Buritizal (SP).
meio ambiente (APPs, RIMA, Refloresvolvimento agroindustrial da região
O curso de Agronomia da FAFRAM tamento, Etc), bancos (financiamentos
norte do Estado de São Paulo, uma das tem o objetivo de capacitar o formando da produção, CPR, etc), seguradoras
mais ricas, diversificadas e avançadas do em nossa instituição a atuar com compe- (seguros agrícolas), bolsa de mercapaís no setor de produção agropecuária, tência científica, tecnológica e de forma dorias e de futuros, perito judicial na
mobilizou os agricultores, pecuaristas e criativa de modo a atender às neces- área de agronomia, cooperativas e assoempresários dessa região e resultou, em sidades da sociedade na produção de ciações de agricultores, empresas de
1987, na criação da Faculdade de Agro- alimentos, energia e fibras de maneira insumos (adubos e defensivos agrícolas),
nomia “Dr. Francisco Maeda” – FA- sustentável com respeito integral ao portos e empresas de exportação e
FRAM/FE, reconhecida pela Portaria meio ambiente, propondo soluções e importação de produtos agropecuários,
Ministerial n º 1.456 de 01/10/92, publi- alternativas aos consumidores dos colégio agropecuários e de meio
cada no D.O.U. de 05/10/92, hoje deno- serviços de agronomia. Nosso curso ambiente, setor de produção florestal e
minada de Faculdade “Dr. Francisco tem a duração de quatro anos e meio, empresas produtoras de papel e celulose,
Maeda”, conforme Portaria nº. 1.389- sendo o ultimo semestre dedicado ao setor de produção de agroenergia
MEC, de 3 de junho de 2003, publicada estágio curricular supervisionado e (álcool e biodiesel) e agricultura orno D.O.U. de 4 de junho de 2003.
durante os períodos finais do curso o gânica, biodinâmica e alternativa, entre
Nesse pequeno período, a FAFRAM/ aluno tem que desenvolver um projeto outras opções de trabalho.
FE, alinhou-se com as melhores do país, de pesquisa e defender sua monografia
Portanto o mercado de trabalho
o que pode ser comprovado pela atua- de trabalho de conclusão de curso para o Engenheiro Agrônomo é extenso
ção e prestígios conquistados pelos seus (TCC). Além do estágio supervisionado e amplo, com inúmeras oportunidades
formandos em Instituições Públicas e o aluno em nossa instituição tem opor- futuras, pois o consumo de alimentos,
Privadas, além da nota quatro obtida tunidade de atuar em monitorias em fibras e energia têm lugar em todo o
no ultimo ENADE.
disciplinas e projetos de pesquisa e ex- mundo e esta na pauta de desenvolA FAFRAM conta com uma Fazen- tensão, para aprimoramento do proces- vimento de todos os países em relação
da de Ensino e Pesquisas de 71,13 ha. so de ensino e aprendizagem. Atual- ao bem estar e segurança da população.
Dispõe de excelente infra-estrutura em mente contamos com um quadro doNos últimos anos o perfil dos cursos
salas de aulas teóricas e práticas, em cente qualificado e experiente com 90 de Engenharia Agronômica (Agronolaboratórios didáticos, de pesquisa e de % de mestres ou doutores, que além de mia) vem se adaptando a novas realidaextensão, além de prédios de Departa- experiência acadêmica e de pesquisa, des do mercado e evoluindo para valomentos, compreendendo os Núcleos de conta com experiência em empresas e rizar áreas como meio ambiente, sustenConteúdo Básicos, de Conteúdos Essen- propriedades agropecuárias.
tabilidade, agroenergia e genética. Mas
ciais e de Conteúdos Específicos, e uma
A FAFRAM conta com modernos é certo que na FAFRAM além das novas
biblioteca em constante atualização de laboratórios e Fazendas de pesquisa e tendências o tradicional é valorizado
livros e revistas técnico-científicas espe- produção comercial para oferecer su- pois os conhecimentos básicos subsistem
cializadas. Nessa fazenda, os alunos porte ao aprendizado prático. Outro as mudanças e dão sustentabilidade ao
acompanham e desenvolvem projetos aspecto importante são os convênios novo modelo de profissional, mais
- Professor e Coordenador Curso de
com empresas em todo o país para o eclético e focado nos grandes desafios
Agronomia da FAFRAM – Ituverava (SP).
desenvolvimento de pesquisa e estágios, relacionados no trinômio: alimentação
Fone/PABX (16) 3729-9000. E-mail
fafram@feituverava.com.br.
além de uma forte tradição em projetos – energia - sustentabilidade.
Qualidade de Ensino, Pesquisa e Extensão
RESULTADO ENADE 2007
de IMÓVEIS URBANOS e RURAIS
AGROENERGIA e
PRODUÇÃO AGROPECUÁRIA e
(IAC, ESALQ/USP, IEA, UNESP, FAFRAM/FE, FFLC/FE)
Como manejar sua capineira de forma correta
A capineira como forma
de suplementação volumosa
do rebanho leiteiro ainda se
constitui em alimento tradicional como complemento da
pastagem na estação chuvosa
e o principal volumoso, durante o período seco do ano, na
maioria das propriedades que
desenvolvem a atividade leiteira. No entanto, os resultados
leite são bastante variáveis.
Essa variação na produção
animal, é causada, quase
sempre, pela utilização de forragem com diferentes idades, e que
apresentam valores nutritivos muito
diferentes, afetando, conseqüentemente
o consumo diário dos animais.
O capim-elefante é considerado
uma das mais importantes forrageiras
tropicais devido ao seu elevado potencial de produção de biomassa, boa adaptação aos diversos ecossistemas e boa
aceitação pelo animal, sendo largamente utilizado na alimentação de rebanhos
leiteiros sob diversas formas como:
capineira, feno, silagem e, também, sob
É a forrageira mais indicada para a
formação de capineiras, para corte e
fornecimento de forragem verde picada
no cocho, pois, além de uma elevada
produtividade, apresenta as vantagens
de propiciar maior aproveitamento da
forragem produzida e uma redução de
perdas no campo. Como desvantagem,
apresenta uma rápida perda de qualidade decorrente do aumento da idade
da planta, fator observado na maioria
das forrageiras tropicais.
Existem diversas cultivares de capim-elefante sendo utilizadas para corte
e fornecimento no cocho, mas tanto a
produtividade como a qualidade da
forragem estão mais relacionadas com
o manejo adequado do que com a cultivar utilizada. Entre as cultivares mais
utilizadas para corte em propriedades
produtoras de leite, pode-se citar a ‘Mineiro’, a ‘Napier’, a ‘Taiwan’, a ‘Cameroon’ e a cultivar ‘Roxo’, com plantas
que apresentam diferentes tipos morfológicos. No entanto, certos produtores
têm usado características individuais da
planta para orientar a melhor forma de
uso das cultivares. Como exemplo,
variedades com elevado grau de pilosidade não tem sido utilizadas na formação de capineiras, em face do desconforto pelo seu manuseio.
Outros capins, como o ‘Venezuela’,
o ‘Guatemala’ e o ‘Colonião’, têm sido
utilizados, porém em menor escala e
com produtividade mais baixa que a
observada em capim-elefante.
Utilização da capineira como
forragem - Em geral, na maioria das
propriedades leiteiras, as capineiras são
mal manejadas; entretanto, quando manejada corretamente, poderá possibilitar utilização mais eficiente desse recurso forrageiro. É preciso, no entanto,
relacionar a área disponível de capineira
com o número de animais a serem arraçoados, devendo-se manejá-la durante
todo o ano. Para tanto, a capineira deve
ser manejada em talhões com diferentes
alturas do capim, o que facilita o seu
manejo, permite ao produtor estabelecer comparações entre os talhões e,
também, possibilita estimar a quantidade de capim disponível a curto prazo.
Em geral, com um hectare de capineira
bem formada e manejada pode-se alimentar dez vacas de leite durante aproximadamente 120 dias, com uma produção diária de leite em torno de 6 kg/
vaca, exclusivamente com forragem da
capineira. A inclusão de outros ingredientes na dieta, como os concentrados,
dependerá do nível de produção do
rebanho e do estágio de lactação dos
Quando e como cortar
- Os cortes podem ser realizados manual ou mecanicamente, quando o capimelefante estiver com 1,80
metros de altura ou a cada 60
dias, na época chuvosa; na
época seca, cortá-lo com 1,50
metros. Esse manejo visa
obter a melhor relação entre
a quantidade e a qualidade da
forragem, uma vez que tanto
o rendimento forrageiro
quanto o valor nutritivo são
afetados pela idade da capineira e, conseqüentemente,
influenciando o desempenho animal.
Dessa maneira, quando a forragem
verde é a única ou a principal fonte de
alimento, esta deve apresentar elevada
qualidade, propiciando ao animal consumir quantidades de energia e proteína
que possibilitem bom desempenho em
ganho de peso ou produção de leite.
O capim-elefante deve ser cortado
em quantidade suficiente para dois dias
de fornecimento aos animais, para maior racionalidade no uso da mão-deobra da fazenda, mas nunca deixá-lo
“passar” para cortá-lo no ano seguinte.
Em caso de sobra de capim de um talhão, este deve ser cortado e fornecido
para categorias animal menos exigentes.
Uma outra alternativa seria cortá-lo e
utilizá-lo para ensilagem, caso haja
previsão de sobra de capim no período
de maior crescimento.
O corte manual deve ser feito rente
ao solo, de preferência com enxada bem
afiada, facilitando os cortes seguintes, o
que não é conseguido quando se faz o
corte a 10 ou 20 cm de altura. O corte
baixo facilita a entrada de carroças e
carretas na área para recolher o capim,
além de propiciar brotação mais robusta. Numa capineira cujo manejo de
cortes é alto, com cortes a 10 ou 20 cm,
podem ocorrer problemas de esmagamento de plantas pelo tráfego de carroças ou carretas, prejudicando as gemas
acima do nível do solo e, em conseqüência, à rebrota seguinte, com redução drástica na sua produtividade e
No corte mecanizado, a colhedeira
tipo TAARUP ou similar deve ser aco-
plada ao trator, com engate para
carreta ou vagão. Este equipamento,
além do corte, faz uma picagem
grosseira do material cortado, que é
conduzido à carreta ou vagão forrageiro por meio de um tubo. No
entanto, equipamentos do tipo TAARUP possuem um mecanismo de
corte que abala a base da touceira,
comprometendo a rebrota do capim-elefante e sua produtividade a
médio prazo, devendo ser preteridos
em relação àqueles que trabalham
com sistemas de facas oscilantes, hoje
os mais recomendados para essa
Transporte, picagem e fornecimento aos animais - O material
cortado manualmente pode ser transportado por carroça ou carreta até o
local onde se encontra a picadeira de
O manejo da carreta ou carroça para
recolhimento do capim cortado deverá
ser orientado no sentido de evitar a
entrada de máquinas nas áreas recémcortadas e em fase de rebrota. Dessa
maneira, o corte deverá ser iniciado do
fundo para a frente da capineira.
Em seguida processa-se a picagem
do material, tendo-se o cuidado de verificar se as facas estão afiadas e a picadeira
regulada de modo que pique o material
no tamanho de 1-2 cm, considerado o
ideal e que possibilita aos animais um
aumento no consumo de forragem.
Facas desreguladas e cegas permitem
o corte do material em pedaços muito
grandes, desfibrados e desuniformes,
fazendo que o consumo pelo animal seja
reduzido e haja sobra de forragem no
cocho. Além disso, prejudica o equipamento com desgastes e aumento no
consumo de combustível ou energia.
No caso do corte mecanizado, o capim é picado pela própria máquina na capineira, não
necessitando fazer a operação
anterior. Os mesmos cuidados no
procedimento da regulagem e
afiação das facas devem ser observados antes de cada corte mecânico de forragem na capineira. Para evitar problemas com o desgaste das facas e com a regulagem da
picadeira, o proprietário deve
seguir as recomendações de uso
Uma vez cortada, a forragem
deve ser colocada no cocho para os animais, em balaios ou material similar, em
quantidade suficiente para que o consumo animal não seja restringido, podendo ser administrada em uma ou duas
porções diárias. O consumo de forragem verde pelo animal é variável e dependente do seu teor em matéria seca e
do uso ou não de alimento concentrado
ou pasto, entre outros fatores. Um animal adulto consome entre 25 e 35 kg/
dia de forragem verde como alimento
exclusivo, além do concentrado.
(FONTE: Embrapa Gado de Leite)
Nos últimos anos, as plantações de eucaliptos no Brasil têm
enfrentado problemas com pragas exóticas, como o psilídeo de
concha, identificado em 2003 e
que até hoje vem dando dor de
cabeça aos produtores.
No final de 2007, outra praga foi encontrada em plantações
brasileiras de eucaliptos: a vespa-de-galha. Trata-se de uma
outra espécie da praga chamada
Leptocybe invasa, que ataca
especificamente Eucalyptus
camaldulensis, mais usado para
a produção de madeira e carvão
vegetal e também o principal alvo do
psilídeo de concha.
A vespa de galha mede cerca de meio
milímetro, é difícil de ser visualizada a
olho nu e tem preferência por atacar as
partes novas da planta, principalmente
a gema apical e as folhas em início de
desenvolvimento. Sua reprodução
ocorre por partenogênese, ou seja, todos
os insetos que nascem são fêmeas que
vão continuar a atacar a planta e a se
Seu potencial de ataque é muito
grande. Ela põe os ovos dentro da planta
que, com o passar do tempo, começam
a formar o que se chama da galha, uma
espécie de tumor que deforma as folhas
e ramos, prejudica a circulação da seiva
e leva a queda de folhas e secamento de
ponteiras. Toda a parte apical da planta
pode secar, impedindo o crescimento e
reduzindo significativamente a
Somente em 2008 foi feita a identificação e a confirmação da ocorrência
pelo professor Evoneo Berti Filho, da
Esalq. “É uma das pragas do eucalipto
de mais rápida disseminação no mundo”,
afirma o professor Carlos Frederico Wilcken, da área de Defesa Fitossanitária
da Faculdade de Ciências Agronômicas
da Unesp, campus de Botucatu.
O inseto é originário da Austrália e
se disseminou pela Ásia. Atualmente,
gera problemas na Índia e na China, dois
países que têm se destacado na produção
de eucalipto. A praga também chegou
ao Oriente Médio, em Israel, subiu até
a Europa e já é encontrada na Espanha,
no norte da África, em Marrocos e, de
maneira bastante intensa, na África do
A ocorrência da vespa de galha no
Brasil, mais especificamente no nordeste
FOTO: Editora Attalea
da Bahia, é o primeiro registro feito no
continente americano. Apesar de haver
outros meios os especialistas entendem
que há uma probabilidade alta de essa
introdução ter ocorrido de modo acidental por estrangeiros que visitam as
Como a detecção foi restrita a uma
área experimental, foi recomendada a
erradicação das plantas. Todas as árvores
e mudas, independentemente do valor
do experimento, foram cortadas e a
queimadas. Atualmente, estão sendo
feitas as avaliações para saber se a
medida foi suficiente e monitoramentos
na região para investigar a possibilidade
da disseminação para outras áreas.
Existe a suspeita de que a vespa de
galha esteja presente na região de Piracicaba. O professor Evoneo Berti Filho
da Esalq/ USP estuda diretamente o
problema, em busca da confirmação da
Percevejo BronzeadoBronzeado-Também
da Austrália vem o mais novo inimigo
das florestas brasileiras de eucalipto: o
percevejo bronzeado. O inseto foi encontrado na África em 2004 e só agora
estão acontecendo os problemas mais
sérios de desfolha e clorose nas árvores.
Em 2005, o inseto foi encontrado na
Argentina e depois no Uruguai. Em fevereiro deste ano um alerta fitossanitário
foi encaminhado para várias empresas
sobre um possível risco de introdução
nas plantações localizadas em regiões
O percevejo bronzeado mede cerca
de três milímetros e coloca seus ovos
sobre as folhas. Quando eles eclodem as
ninfas passam a sugar a seiva da planta.
Inicialmente, as folhas atingidas ficam
esbranquiçadas. Com o tempo, a planta
passa a ficar com tons marrons
ou avermelhados. Daí o nome
do inseto de percevejo “bronzeado”. Finalmente, ocorre a
queda de folhas, que pode ser
total nas plantas mais suscetíveis.
A espécie mais suscetível é o
Eucalyptus camaldulensis, mas
o percevejo se adaptou muito
bem aos clones híbridos como
o urograndis, muito plantado no
Brasil. Responsável pela detecção do psilídeo de concha em
2003, o professor Wilcken detectou o percevejo em dois municípios do Rio Grande do Sul.
“Durante o inverno a praga foi vista,
ainda sem provocar danos às plantas.
Mas a tendência é que ela se espalhe
durante o verão”, alerta o professor.
A preocupação aumenta em razão
da comprovação da ocorrência da praga
também no Estado de São Paulo. “O
ponto zero da ocorrência foi em Jaguariúna. Hoje, depois de dois meses de detecção, as árvores daquela região estão
inteiramente desfolhadas. O dano é muito rápido”, relata o professor Wilcken.
Combate - No momento da detecção de cada uma das pragas foi feito um
comunicado oficial para a divisão de
sanidade vegetal do Ministério da Agricultura. “Temos mantido contato freqüente com os técnicos do Ministério”,
conta o professor. “Estamos elaborando
programas para treinamento dos fiscais
do Ministério da Agricultura para a
detecção da praga”.
Certamente, as medidas deverão envolver ações de fiscalização nas rodovias, consideradas os melhores canais para a disseminação do percevejo bronzeado. O inseto se instala nas folhas e
nas cascas da madeira e seus ovos podem
permanecer vivos durante um tempo
considerável e serem transportados
juntamente com a madeira.
O transporte de mudas também
pode colaborar para a disseminação. O
ideal seria plantar mudas obtidas de
viveiristas dentro de cada Estado, de
forma a restringir a circulação de mudas
dos locais em que o problema existe para
outras regiões. Medidas de controle químico e biológico devem ser adotadas,
mas ainda requerem estudos mais
aprofundados. No início de setembro,
um evento na Esalq/USP voltado para
as novas pragas do eucalipto, convidou
pesquisadores para comentar a
situação das plantações de Pinus que,
em outros tempos, tiveram sua
produtividade reduzida em razão de
pragas exóticas.
Segundo o professor Wilcken,
durante o evento foi discu-tida a
possibilidade de elaboração de um
projeto cooperativo envolvendo
empresas e pesquisadores ligados a
instituições como a FCA/UNESP, a
ESALQ/USP, a Embrapa Meio
Ambiente e a Embrapa Florestas. “São
pragas presentes em regiões isoladas e
razoavelmente distantes umas das
outras, como Bahia, São Paulo e Rio
Grande do Sul. Por isso precisamos
trabalhar do ponto de vista cooperativo para alcançar uma solução”.
Uma das propostas para o combate das pragas é o controle biológico.
“Vamos buscar informações de outros
países, principalmente no país de
origem das pragas, para fazer os estudos iniciais e a avaliação do risco da
introdução dos inimigos naturais de
cada inseto”, revela Wilcken. “Como
são insetos não pertencentes à nossa
fauna é difícil encontrarmos inimigos
naturais nativos do Brasil que possam
controlar esse tipo de praga”.
A África do Sul já está importando
da Austrália o inimigo natural do percevejo bronzeado. O professor Wilcken foi conhecer a experiência sulafricana e tem mantido contato freqüente com pesquisadores de lá para
acompanhar os resultados das medidas de controle.
Com relação à vespa de galha, Israel já fez a introdução dos inimigos
naturais. Ainda em 2008, pesquisadores brasileiros devem fazer uma visita
para conhecer os resultados lá obtidos
e avaliar a possibilidade de adotar as
mesmas medidas no Brasil.
A extensão territorial e as variações
climáticas do Brasil não permitem ter
certeza do sucesso das medidas de
Para combater o psilídeo de concha também foi utilizada a introdução
de um inimigo natural. Em algumas
regiões, como em São Paulo, a medida funcionou bem. Por outro lado,
em Minas Gerais a praga continuou
com infestações altas.
parece ser a melhor estratégia. “Estamos estudando vários métodos de
controle e a possibilidade de integração entre eles”, explica o professor
Wilcken. Os métodos potencias de
controle são a resistência das plantas,
através da seleção de clones de eucaliptos resistentes, avaliação de inseticidas
químicos para uso em situações emergenciais e avaliação de inseticidas
O professor Wilcken anunciou o
início de estudos do uso de fungos
entomopatogênicos, ou seja, fungos que
causam doenças em insetos. “Vamos
buscar selecionar cepas desses fungos que
sejam capazes de controlar essas pragas,
com maior potencial para o percevejo
bronzeado”.
Produção em risco - Atualmente, a espécie de eucalipto com
maior destaque no Brasil são os híbridos
de Eucalyptus urophylla e de E. grandis,
também conhecido por “urograndis”. É
um material híbrido, de rápido crescimento, grande uniformidade. “Teremos que fazer os estudos para verificar
a suscetibilidade de cada clone a cada
uma dessas novas pragas. É um trabalho
que vai levar cerca de dois anos para
nos dar uma idéia geral dos riscos que
estamos correndo”, afirma o professor
Wilcken.
Embora ainda não seja possível prever
o potencial dos danos causados pelas novas
pragas, os pesquisadores do setor têm uma
certeza: o Eucalyptus camaldulensis muito
plantado na região central do Brasil,
devido à qualidade da madeira para
produção de lenha e carvão, além de ser
resistente à seca, é considerada hoje uma
espécie condenada por essas pragas.
A principal recomendação é evitar
plantios com essa espécie, porque há alto
risco grandes infestações, gerando perdas
significativas aos produtores rurais.
Os produtores terão que evitar a
espécie até obterem material resistente ou
conseguirem um inimigo natural eficiente.
“Com três pragas diferentes é muito difícil
obter resistência e leva-se tempo até que
tenhamos todo um manejo para manter a
produção sem o ataque das pragas”.
(FONTE: FEPAF - Fundação de Estudos
e Pesquisas Agrícolas e Florestais)
Adubação em Tempos de Crise
Heitor Cantarella, Bernardo van
Raij e José Antônio Quaggio 1
Nutrientes minerais tais como
nitrogênio (N), fósforo (P), potássio (K),
cálcio (Ca), magnésio (Mg), enxofre (S)
etc, são essenciais para a produção
agrícola, pois eles compõem cerca de
5% da massa seca das plantas. Assim, a
cada colheita de grãos, frutas, hortaliças,
fibras, madeira etc, parte dos elementos
minerais retirados do solo é transportada para fora da fazenda. Como exemplo, uma tonelada de milho contém
cerca de 30 kg nos nutrientes mais caros,
N, P e K.
Se os nutrientes removidos pelas
colheitas não forem repostos, ocorre
um declínio gradativo da fertilidade do
solo e, em conseqüência, da produtividade. Esses elementos devem ser repostos na forma de fertilizantes minerais
ou orgânicos para manter a capacidade
produtiva do solo. O nitrogênio é um
caso especial. Para algumas culturas,
especialmente as leguminosas como a
soja e o feijão, parte do N pode vir da
atmosfera por meio da fixação biológica
promovida por microrganismos associados às plantas. Mas, para a maioria
das plantas cultivadas, também o N tem
que ser fornecido na forma de fertilizantes minerais ou orgânicos.
Para o bom aproveitamento dos
nutrientes aplicados ou presentes no
solo, o solo não pode ser muito ácido.
Assim, além da adubação, é necessário
fazer a calagem quando a acidez do solo
é excessiva. O calcário, que tem a função
de corrigir a acidez dos solos, tornando
os nutrientes mais facilmente disponíveis para as plantas, também fornece
nutrientes, tais como cálcio e magnésio.
Além disso, o gesso, um produto que
serve para atenuar os efeitos da acidez
do subsolo sob as raízes das plantas,
fornece cálcio e enxofre.
A agricultura moderna, pelos custos
envolvidos para altas produtividades,
não pode mais ser realizada sem a
aplicação de elevadas quantidades de
nutrientes e corretivos. O consumo do
Brasil em fertilizantes do Brasil em 2007
foi, segundo a ANDA, de 11,0 milhões
de toneladas de nutrientes. Isso representa em torno de 50,9 kg de nutrientes
NPK por tonelada de produto agrícola,
incluindo grãos, cana-de-açúcar, tubérculos, fibras e frutas.
O crescimento vertiginoso da demanda por fertilizantes nos últimos
anos, puxado pelo consumo crescente
da China, Índia, Brasil e vários outros
países asiáticos fez com os preços desses
produtos aumentasse muito no mundo
todo. O reequilíbrio entre oferta e procura deve levar algum tempo, pois a
fabricação de fertilizantes requer grandes investimentos industriais com longo
tempo de maturação uma vez que os
insumos utilizados para a produção de
fertilizantes são rochas ou minerais
naturais processados (para P e K, por
exemplo) ou gás natural ou outros derivados de petróleo (para o N). Isso significa que os preços dos adubos devem
continuar altos pelo menos por mais
uma ou duas safras.
Apesar dos preços das principais
commodities estarem em patamares
elevados, com algumas exceções como
a cana-de-açúcar, a relação de troca
entre fertilizantes e insumos versus
produtos agrícolas se tornou desfavorável para os agricultores. Assim, muitos
agricultores deverão cortar custos, especialmente com fertilizantes. Mas como
reduzir o uso de um insumo essencial
para o desenvolvimento das plantas
como os fertilizantes sem prejudicar a
Sem calcário
Fazer análise do solo - O primeiro passo é fazer a análise do solo para
ter um diagnóstico das necessidades
específicas para produzir em cada gleba
da propriedade e priorizar a aplicação
dos nutrientes mais limitantes à produtividade, que são aqueles que darão os
maiores retornos ao capital investido e,
consequentemente lucro. Há muitos
laboratórios de análise qualificados para
oferecer um bom serviço, com métodos
apropriados para os solos tropicais. A
página do IAC na internet (www.iac.
sp.gov.br) dispõe de uma lista de laboratórios que participam do Programa
Interlaboratorial coordenado por aquele instituto e também tem detalhes sobre
os métodos de análise e o modo de
realizar a amostragem.
Corrigir a acidez do solo - O
segundo passo é fazer calagem se o solo
estiver ácido. A análise do solo também
permite a obtenção de indicações seguras sobre o tipo e a quantidade de calcário a aplicar para as diferentes
Há dois aspectos importantes relativos à calagem: a) o preço do calcário,
produzido e consumido localmente,
Tabela 2. - Limites de interpretação de teores de potássio, magnésio, fósforo e de
enxofre em solos.
Florestais P e r e n e s Anuais Hortaliças t r o c .
- - - - - - - - - - - - - - - - - m g / d m 3- - - - - - - - - - - - - - - - -
Tabela 3. - Limites de interpretação dos teores de micronutrientes em solos.
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - m g / d m 3- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
- Pesquisadores do Centro de Solos e
Recursos Ambientais, IAC - Instituto
Agronômico, Campinas (SP). Emails:
cantarella@iac.sp.gov.br, bvanraij@iac.sp.
gov.br e quaggio@iac.sp.gov.br,
Tabela 1. - Produtividade de algodão (kg/
ha de algodão em caroço) em função da
aplicação de calcário e fósforo.
Figura 1. Aumento de produção de milho em
resposta à adubação com KCl em solos com
diferentes teores de K.
Aumento da Produção de Milho, t/ha
Figura 2. Em solos com baixa disponibilidade
de fósforo há resposta do milho à adubação, mas
o patamar de produtividade é relativamente
limitado. Em solos ricos (teores altos) as respostas
são pequenas e a produtividade, mesmo sem
adubo, tende a ser maior.
algodoeiro foi muito boa, porque a
correção da acidez do solo libera o
fósforo nativo do solo que até então
estava indisponível às plantas.
Porém, o melhor resultado econômico foi obtido com a correção
adequada do solo e doses ajustadas
Existem vários outros exemplos
da importância da calagem nos ganhos de eficiência da adubação que
não podem ser esquecidos, especialmente neste momento delicado que
vive a agricultura brasileira em função do aumento acentuado nos custos dos fertilizantes.
Resultado marcante foi observado em outro ensaio conduzido pelo
IAC com a cultura de milho em solo
ácido do sul do Estado de São Paulo.
Na ausência da calagem, ou seja com
restrição ao crescimento do sistema
radicular devido à acidez do solo, o
milho não conseguiu absorver o
nitrogênio aplicado reduzindo muito
a eficiência do fertilizante.
Teor de P no Solo
não foi muito afetado pela crise dos fertilizantes e continua muito acessível ao produtor; b) o calcário ajuda a maximizar a
eficiência de uso dos nutrientes pelas plantas.
Desse modo, as plantas aproveitam melhor
os adubos em solos com a acidez corrigida.
Exemplo marcante da importância da
calagem para o aumento da eficiência dos
fertilizantes pode ser vista na Tabela 1 que
reporta os resultados de ensaio de longa
duração conduzido pelo IAC nos anos 80
com a cultura do algodão em solos de cerrado.
Sem a calagem a produtividade de algodão não foi suficiente para viabilizar economicamente a atividade, mesmo com doses
muito elevadas de fósforo. Por outro lado,
somente com a calagem a produtividade do
Economizar adubo apenas
com nutrientes menos limitantes - Está bem estabelecido pela
pesquisa que solos nos quais a análise
revela teores médios ou altos de um
determinado nutriente, respondem
Fipouco ou nada à sua aplicação (Figura 11).
Por exemplo, a produção de
milho praticamente não foi altera-da
com a aplicação de potássio nos solos
com teores altos ou médios des-se
nutriente. Isso significa que o agricultor poderá diminuir a aplicação
do elemento com teor alto, sem
prejuízos na produtividade, e reduzir
seu investimento ou direcioná-lo
para a aquisição de nutrientes mais
críticos para aquele solo específico.
O contrário acontece se o solo
estiver deficiente (teores baixos ou
muito baixos). Nesse caso, a aplicação
do elemento em questão é importante para o aumento da produtividade e das chances de lucratividade
com a atividade agropecuária.
Em médio prazo manter a
fertilidade do solo - É preciso deixar claro, no entanto, que o agricultor
que reduzir a adubação em solos com
teores médios ou altos estará sacando
de sua poupança de fertilidade do solo,
ou seja, dos nutrientes acumulados
devido a adubações feitas em anos
Porém, em anos de custos desfavoráveis, essa é uma opção perfeitamente válida. No futuro, com preços
de fertilizantes mais acessíveis, ele
poderá recompor a fertilidade a níveis
adequados pois, produzir em solos
muito pobres não só requer maiores
doses de insumos como também os
patamares de produtividade serão
menores, mesmo com adubações
mais pesadas, como ilustram os dados
da Figura 22, derivado de pesquisa
conduzida no IAC.
A análise do solo realizada periodicamente permite que o agricultor
ajuste o manejo da adubação e da
calagem de modo a não deixar a fertilidade do solo se deteriorar (os teores
devem ser mantidos nas faixas médias
e/ou altas) ou não desperdiçar recursos
em insumos desnecessários (teores na
faixa “muito alta” indicam que doses
excessivas podem estar sendo aplicadas). Veja tabela 2 e 33. Assim, a
análise do solo facilita a tomada de
decisão para a compra de insumos de
modo a otimizar a produtividade e a
lucratividade da lavoura, sem comprometer a fertilidade do solo.
Efeito do zinco no desenvolvimento inicial de
cafeeiros em diferentes modos de fornecimento
André Luis Alvarenga Garcia 1
Antônio Wander Rafael Garcia 1
O zinco é um micronutriente que
atua na planta como ativador ou componentes de muitas enzimas (Raven et
al., 1996). Está entre os seis micronutrientes considerados essenciais para
o cafeeiro, sendo considerado o mais
limitante à produção de café no Brasil
(Malavolta et al., 1983).
As plantas com deficiência de Zn
apresentam atrofiamento dos cloroplastos, com interferência na formação
da clorofila e do triptofano, que é o precursor do ácido indol-acético, hormônio de crescimento vegetal (Laun,
1975). Os sintomas visuais de deficiência são caracterizados pela redução dos
internódios, folhas pequenas e estreitas,
formação de rosetas, morte de gemas
terminais, menor vingamento floral,
seca de ponteiros, superbrotamento,
folhas mais novas coriáceas e quebradiças, frutos menores, queda de frutos
antes do amadurecimento e produção
reduzida (Malavolta, Haag e Johnson,
- Engenheiro Agrônomo, Bolsista Consórcio
Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do
- Engenheiro Agrônomo, Fiscal Federal
Agropecuário, Pesquisador da Fundação ProCafé.
Problemas com deficiência de Zinco
tem sido observado em função de diferentes fatores como solos com pH
elevado, adubação fosfatada excessiva,
de pobreza do material de origem ou
devido à extração ou remoção pelas
colheitas. Franco (1982) esclarece que
a carência de Zn no cafeeiro não é devido apenas à sua falta no solo. Resultados
em diferentes condições de solo mostram que o zinco é fortemente adsorvido a argila e também a outros minerais
do solo, ocorrendo sua deficiência mesmo em níveis adequados em solos
O Zn é absorvido pelas raízes do
cafeeiro na forma de cátion ou como
parte de quelatos, sendo também
possível sua absorção pelas folhas nas
mesmas formas. Mediante as quantidades exigidas e a velocidade de absorção,
sua correção é mais fácil e rápida pela
adubação foliar com ZnSO4. Entretanto, alguns trabalhos têm evidenciado
a ação positiva da aplicação de sulfato
de zinco via solo em cafeeiros durante
a fase de formação mesmo em solos
Este trabalho foi realizado com o
objetivo de avaliar o desenvolvimento
inicial de cafeeiros mediante o fornecimento de doses de Zinco sob diferentes
formas de aplicação.
O experimento foi instalado em
dezembro de 2006, em casa de
vegetação, na Fazenda Experimental de
Varginha (MG), MAPA/Fundação
Procafé.
Foram testados três doses de sulfato
de zinco via solo (0,025; 0,05 e 0,1 g /L
de solo); sulfato de zinco à 0,5% da
solução de água somente via folha sendo
2, 3 e 4 aplicações e 0,05 g de ZnSO4 / l
de solo mais 2, 3 e 4 foliares a 0,5% de
concentração. Estas dosagens foram
definidas mediante as reco-mendações
de nutrição mineral para cafeeiros da
5aAproximação, a partir dos teores observados no substrato utilizado. O ensaio
continha um total de dez tratamentos,
onde a testemunha consistiu de um
tratamento sem fornecimento de zinco.
O experimento foi montado em
vasos, de nove litros, preenchidos com
terra de subsolo retirada abaixo de uma
camada superficial de 20 cm e encaminhada para análise laboratorial, onde
apresentou 1,1 ppm de Zn em sua
A correção com calcáreo e cloreto
de potássio foi realizada segundo análise
do solo, seguindo as recomendações da
5ª Aproximação. Mudas da cultivar
Catuai Amarelo IAC62 foram transplantadas para o vaso no estágio do 3°
par de folhas. Foi realizado duas foliares
com ácido bórico na concentração de 0,5% de solução e
três adubações de cobertura
com o fertilizante granulado
25-00-25 na dose de 6 g/
O fornecimento das diferentes doses de ZnSO4 foram
realizadas mediante diluição
do fertilizante em burrifador
com água e aplicação em um
volume determinado de substrato, visando melhor uniformidade de mistura. Já as foliares foram realizadas a cada 30
dias para quatro aplicações, a
cada 45 dias para três aplicações e com um intervalo de
60 dias para a de duas aplicações, iniciadas 60 dias após o
Tabela 1. - Quantidade de Matéria seca, Zn analisado e mobilizado em plantas de coffea arabica cultivadas em vasos,
mediante diferentes doses e modos de fornecimento de Zn. Varginha, 2007.
MAT. SECA (g)
Zn ANALISADO (ppm)
Zn MOBILIZADO (mg)
0,025 g ZnSO 4 /l solo
0,05 g ZnSO 4 /l solo
0,1 g ZnSO 4 /l solo
4 foliares 0,5% ZnSO 4
3 foliares 0,5% ZnSO 4
2 foliares 0,5% ZnSO 4
As avaliações foram realizadas 4
meses após a última aplicação dos
fertilizantes. As plantas de cada parcela
foram retiradas dos vasos, lavadas e
analisadas para as seguintes características: altura de plantas, diâmetro de
caule, matéria seca total, análise mineral
da planta inteira. As análises minerais
foram realizadas no laboratório de
analises químicas de solos e folhas da
Fundação Procafé.
inteiramente casualizado, com três repetições. Cada parcela foi constituída de
tres vasos de nove litros com três plantas
cada. Foi utilizado o teste Scott-Knott
para comparação das médias, considerando 5% de significância.
Resultados - Dentre as variáveis
avaliadas não foi constatado diferença
significativa apenas na matéria seca da
parte aérea e do sistema radicular, para
os diferentes modos de fornecimento e
doses de Zinco, inclusive em relação a
A análise química da parte aérea das
plantas apresentou uma maior concentração de Zn (31 ppm) nas plantas que
receberam 0,05g ZnSO4 /l solo com
mais 4 foliares, superiores as plantas do
tratamento que receberam zn somente
via folha em 4 foliares (24,3
ppm)(Tabela
Os demais tratamentos foram estatisticamente inferiores sem diferen-ça
entre os mesmos para a análise química
de Zn na parte aérea das plantas. Já no
sistema radicular, os elevados teore de
Zn observados nas plantas dos tratamentos que receberam 0,05 e 0,1 g
ZnSO4 /l solo foram estatisticamente
iguais e superiores a todos os demais
tratamentos, que por sua vez não diferiram entre si.
As maiores quantidades de Zn mobilizado foram observados nas plantas
dos tratamentos que receberam 4 foliares com ou sem adição de Zn no solo
Tabela 11), diferindo significativa(Tabela
mente dos demais tratamentos que foram considerados semelhantes. Novamente, as maiores quantidades de Zn
mobilizado foram observados nas plantas dos tratamentos que receberam 0,05
e 0,1 g ZnSO4 /l solo sendo estes considerados estatisticamentesiguais e superiores a todos os demais tratamentos, que
por sua vez não diferiram entre si. Considerando toda a planta, a quantidade
de zinco mobilizado pelas plantas foi
maior nos tratamentos que receberam
0,05 e 0,1 g ZnSO4 /l solo, somente 4
foliares e 0,05 g ZnSO4 com duas e 4
foliares. Os demais tratamentos não
diferiram significativamente entre si.
A reduzida quantidade de zinco que
um cafeeiro necessita durante os primeiros meses de crescimento explica o
fator de não haver diferença significativa em resposta aos diferentes incrementos analisados em laboratório.
A quantidade de Zn presente no solo
provavelmente tenha suprido as necessidades das plantas. Entretanto, há de se
observar uma tendência de menor desenvolvimento do sistema radicular das
plantas da testemunha, onde não se
aplicou o micronutriente (Tabela
Conclusão - O fornecimento de
Zn não influenciou na formação de
matéria seca. A absorção de Zn ocorre
mediante fornecimento via solo ou
folha, com incremento nos teores da
planta mediante fornecimento via solo
e folha. (FONTE: Publicado nos Anais
do 34º Congresso Brasileiro de Pesquisas
Cafeeiras, de 4 a 7 de novembro, em
Caxambu/MG).
Mercado Físico Café Arábica - Fonte Gazeta Mercantil
e Café & Mercado. (Média mensal, R$ /sc 60kg)
- Fino/Extra Fino
- Bica Dura 6
• Marília/Garça
- Bica Dura/Riada
- Bica Rio 7
• Sul/Sudoeste
- Bica Fina
- Cereja Desc.
Preços de Insumos Cafeicultura - Fonte IEA (Em R$)
Out/07 Jan/08 Ago/08 Out/08
• INSETICIDAS DE SOLO
Verdadero 600WG (1kg) 424,31
Baysiston GR (20kg)
Temik 150 (20kg)
Actara 250WG (100g)
256,00 249,78 264,84 260,28
251,83 245,88 261,53 257,29 262,00
267,06 252,31 269,67 264,58 273,10
• FERRUGEM, PHOMA e CERCOSPORA
Priori Xtra (1L)
124,33 124,45
Opera (1L)
Alto 100 (1L)
Folicur 200CE (1L)
Amistar (100g)
Opus (1L)
255,92 250,43 265,24 260,68
252,25 246,27 261,63 257,41 262,30
270,33 265,61 273,56 270,83 276,45
Roundup (1L)
Goal BR (1L)
Trop (5L)
254,83 249,83 254,94 260,58 265,80
252,33 245,70 261,63 257,44 262,65
• BICHO-MINEIRO
Decis 25CE (1L)
Polytrin 400/40 CE (1L)
245,00 242,50 259,46 255,53 257,15
234,57 231,05 241,45 236,09 237,35
223,92 219,65 224,45 216,99
Principais Países Importadores - Fonte MIDC, ABIC e Café & Mercado
Jan a Out 2007
volume1 preço2 receita3
Jan a Out 2008
volume preço receita
4.093.715
3.742.739
2.158.056
967.749
1.590.868
3.970.383
3.565.600
2.142.183
1.768.867
1.359.550
- Preços em US$/sc de
60kg; 3
21,12% 17,48%
23,71% 17,86%
23,16% 22,25%
18,41% 116,42%
16,15% 43,77%
30,85% 42,43%
12,95% -14,32%
19,40% 34,36%
16,55% 10,04%
17,11% 58,46%
30,97% 19,70%
2.445 213,51%
- Receita em mil US$
13,31% 72,95%
15,25% 14,84%
-24,58% 136,45%
13,46% 102,05%
23,37% 33,63%
36,99% 84,36%
Particip. Volume
-Volume em sacas de 60kg;
FERTILIZANTES LONDRINA LTDA.
TURFA MASTER
TURFA - Ideal para plantio e produção de café.
Matéria Orgânica humificada, com liberação
A Turfa potencializa o adubo químico (NPK).
Tel. (43) 3025-5242 / (43) 9978-1121 / (43) 9980-3877
(16) 9999-6087 c/ Álvaro
Cafés derivados de Híbrido de Timor
surpreendem pela qualidade de bebida
O híbrido natural entre as espécies
Coffea arabica e Coffea canephora encontrado na Ilha de Timor - localizada
entre o sudeste da Ásia e a Austrália - foi
decisivo e valioso para os programas de
melhoramento visando à resistência a
Hemileia vastatrix, agente causador da
ferrugem alaranjada do cafeeiro.
Desde que introduzido no Brasil, no
final da década de 60, numerosas progênies derivadas dos mais diversos cruzamentos resultaram no desenvolvimento
de cultivares resistentes à ferrugem, selecionadas nas principais instituições de
Agora, com o aprimoramento de
análises de avaliação da qualidade da
bebida e a intensificação de concursos,
cultivares derivados de Híbrido de Timor têm surpreendido provadores e
Os resultados de pesquisas desmistificam a idéia de que cultivares derivados
destes cruzamentos não teriam potencial para o mercado de cafés especiais.
Destacam-se os estudos realizados na
Empresa de Pesquisa Agropecuária de
Minas Gerais (Epamig), Universidade
Federal de Viçosa (UFV), Universidade
Federal de Lavras (Ufla), Instituto
Agronômico de Campinas (IAC) e Instituto Agronômico do Paraná (Iapar),
todas instituições fundadoras do Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café (CBP&D/Café),
coordenado pela Embrapa Café.
Potencial para Especiais - Tese
defendida por Marcelo Cláudio Pereira
na Ufla concluiu que a ascendência das
cultivares e progênies testadas, oriundas
ou não do Híbrido de Timor, não apresentaram o desempenho qualitativo afetado. O trabalho analisou as características químicas, físico-químicas e sensoriais de 21 cultivares de cafeeiro arábica.
A análise sensorial, realizada na Epamig,
evidenciou como potenciais produtores
de cafés especiais 11 materiais entre
cultivares e progênies, sendo seis destes
derivados de Híbrido de Timor. A análise seguiu a metodologia proposta pela
(BSCA), tendo como atributos avaliados:
bebida, doçura, corpo, acidez, sabor,
gosto remanescente, balanço e aspecto.
Foco de Estudos - Pesquisador
da Epamig, Antônio Alves Pereira, o
Tonico, é um dos grandes nomes do melhoramento do cafeeiro com ênfase na
seleção de progênies derivados do Híbrido de Timor. A equipe coordenada
por ele foi responsável pelo lançamento
de oito cultivares de café.
No Centro Tecnológico da Zona da
Mata (CTZM) e na UFV são desenvolvidos projetos de pesquisa pertencentes
ao Programa Nacional de Pesquisa e
Desenvolvimento do Café (PNP&D/
Café), coordenado pela Embrapa Café.
Resultados de um desses estudos foram
apresentados na última Conferência
Internacional do Café (ASIC).
Trabalho desenvolvido por pesquisadores da Epamig e UFV concluiu que
novas cultivares derivadas de Híbrido
de Timor, conduzidas em Três Pontas,
São Sebastião do Paraíso e Patrocínio,
em Minas Gerais, apresentam potencial
para o mercado de cafés especiais.
Seguindo a metodologia proposta
pela BSCA, as cultivares ‘Catiguá
MG2’, ‘Catiguá MG1’, ‘Araponga
MG1’, ‘Sacramento MG1’ e a progênie ‘H419-6-2-5-3’ receberam
pontuação acima de 90 numa escala
Nova Imagem - Um dos juízes
da Speciality Coffee Association of
America (SCAA), Jorge Hiroki Wada,
se surpreendeu ao provar uma
amostra de ‘Catiguá MG2’, cultivado
na Fazenda Experimental da Epamig,
em Patrocínio (MG), em 2007. “Foi
o melhor café que bebi durante todo
o ano”, enfatiza. Seguindo a metodologia americana, a cultivar recebeu
pontuação em torno de 90 pontos,
que segundo o provador é algo extraordinário para um café cultivado nas
condições do cerrado. Ele acrescentou que a amostra tinha acidez típica
do Sul de Minas e aroma cítrico
parecido com a laranja Bergamota.
A boa impressão da cultivar
‘Catiguá MG2’ também foi sentida
pelo instrutor e chairman do comitê
de normas técnicas da SCAA, Manuel Alves. “Esta foi a primeira vez
em que um híbrido provou a um
nível sensorial acima da média”, comenta o instrutor, lembrando que
novas análises sensoriais devem ser
realizadas para confirmação dos
atributos de qualidade.
Para Ensei Neto, engenheiro químico e consultor em Marketing e
Qualidade de Cafés Especiais, em todo cruzamento há uma mescla das
diferentes características inerentes a
cada linha-mãe, sendo que uma mesma cultivar possui desempenho diferente em localidades distintas; sobremaneira com cultivares híbridos.
Manejo Adequado - O programa de melhoramento do Iapar
também utiliza uma linha de ‘Sarchimores Villa Sarchi’ x ‘Híbrido de
SILVA & DINIZ COMÉRCIO E
Av. Wilson Sábio de Mello, 1490, São Joaquim
3402-7028 / 3402-7029
Timor’ para o desenvolvimento de novas
variedades, como foi o caso do ‘Iapar 59’,
‘IPR 98’, ‘IPR99’, ‘IPR 104’, ‘IPR107’ e ‘IPR
108’. De acordo com o pesquisador Tumoru
Sera, para se obter o potencial de qualidade
das cultivares com ascendência híbrida, devem ser respeitadas suas características fisiológicas, com cuidados especiais no manejo,
utilização racional do espaçamento e adubação equilibrada. Segundo ele, materiais que
levaram 30 anos de seleção muitas vezes não
apresentam o potencial de qualidade esperado
devido a manejos inadequados.
Resgate Genealógico - O IAC acaba
de lançar a publicação “Melhoramento
Genético de Coffea Arabica: Transferência de genes de resistência a Hemileia vastrix do Híbrido de Timor para a
cultivar Villa Sarchi de Coffea arabica”,
de autoria do pesquisador do IAC, Luiz Carlos
Fazuoli e do pesquisador do Centro de Investigação das Ferrugens do Cafeeiro (CIFC),
Aníbal Jardim Bettencourt. A publicação faz
um resgate histórico da população originada
do Híbrido de Timor, com destaque para as
cultivares desenvolvidas nos centros experimentais do IAC, EPAMIG, UFV, Iapar e
Fundação Procafé/MAPA.
O IAC recebeu do CIFC, a partir de 1968,
numerosas progênies F2 e F3, derivadas dos
mais diversos cruzamentos de Híbrido de
Timor com cultivares de Coffeea arabica, que
resultaram, em 2000, no lançamento das
cultivares ‘Tupi’ e ‘Obatã’. No IAC, muitos
cruzamentos foram também realizados entre
‘Híbrido de Timor CIFC 832/1’ e ‘CIFC 832/
2’ com as cultivares ‘Catuaí’, ‘Mundo Novo’,
‘Acaiá’ e ‘Icatu’.
A cultivar ‘Obatã’ mereceu destaque em
trabalho desenvolvido pela estudante da Université de Rennes (França), Vanessa Paulain,
orientada pelos pesquisadores do IAC, Therezinha de Jesus Salva e Oliveiro Guerreiro
Filho. Em análise das variavéis que influenciam a qualidade do café em concursos
promovidos pela BSCA, o ‘Obatã’ apresentou
ótimo desempenho, com lotes finalistas em
duas das três edições analisadas (2004 e 2006).
Das amostras de ‘Obatã’ selecionadas nas primeiras fases dos concursos, grande porcentagem permaneceram até a fase final, com a
chancela de um juri internacional.
Para adquirir a publicação do IAC, os
interessados podem ligar pra o Centro de
Comunicação e Transferência de Conhecimento, no telefone (19) 32315422 ou acessar
a página www.iac.sp.gov.br . (FONTE:
Embrapa/Café)
Ruralistas vencem outra batalha ambiental
punir os produtores que descumprissem
a Lei de Crimes Ambientais, de 1998,
com multas de até R$ 100 mil, a apreensão de animais, equipamentos e produtos, além da proibição da concessão de
crédito rural - o item que mais incomodou o setor. “Sem averbação não há licença ambiental. E sem licença não tem
financiamento rural”, afirmou o deputado federal Valdir Colatto (PMDB/SC).
O recuo do governo abre brecha
também para a ampliação das demandas dos ruralistas, que devem aproveitar o momento para emplacar algumas alterações na medida provisória que
revisa o Código Florestal do país. “Hoje,
a legislação não permite que o agricultor
continue plantando. Por isso, este prazo
maior para a averbação da Reserva
Legal será propício para discutirmos o
Código Florestal brasileiro, que deve ser
uma lei mais abrangente”, disse Colatto.
Os produtores queixam-se sobretudo do percentual de preservação verde
exigido pelo Código, de 20%. Ele estabelece, entre outros pontos, a Reserva
Legal, mecanismo de proteção ao ambiente e garantia da biodiversidade. São
obrigatórias ainda as Áreas de Preservação Permanente, que prevêem cobertura florestal em margens de rios (para evitar a erosão e o assoreamento),
áreas de várzeas, encostas com declividade superior a 45 graus e topos de
Para os produtores rurais, no entanto, o cumprimento da medida inviabiliza a atividade agrícola, sobretudo em
São Paulo e no Paraná. Estudo recente
da Embrapa, diz o deputado, aponta que
dos 280 milhões de hectares destinados
hoje à agricultura e à pecuária cerca de
110 milhões teriam de ser convertido
em florestas se o Código fosse cumprido
à risca. “Sobrariam quase nada para a
agricultura”, afirma Colatto.
Para os ambientalistas, a discussão
sobre o Código Florestal é infundada e
a decisão desta semana do governo,
errada. “É um governo esquizofrênico”,
disse Sérgio Leitão, diretor de campanhas do Greenpeace Brasil. “O governo Lula agiu como sempre faz com
as questões ambientais. A proteção do
ambiente fica só no discurso”, disse.
Silva assinou nesta semana o texto que
substitui o decreto nº 6.514/2008, que
trata dos crimes ambientais no país.
O novo decreto, nº 6.686, publicado
na primeira semana de dezembro no
Diário Oficial, aumenta para um ano o
prazo para a averbação em cartório de
20% da cobertura florestal das propriedades rurais, a chamada Reserva
Legal. Os proprietários que já haviam
recebido multas e sanções com a entrada
em vigor da determinação, em julho
passado, serão anistiados.
As modificações no texto original são,
acima de tudo, uma vitória da bancada
ruralista no Congresso. Pressionado, o
Minc, já havia anunciado alterações no
conteúdo do texto apenas um mês após
sua publicação. “Quando a gente erra a
mão, tem que consertar”, afirmou à época o ministro, durante audiência pública
convocada para debater o tema com os
deputados da Comissão de Agricultura.
O decreto inicial instituía a obrigatoriedade da averbação da Reserva
Legal em 120 dias e ainda ameaçava
RUA CÔNEGO PEREGRINO, Nº 1354/1375, CENTRO,
PATROCÍNIO PAULISTA (SP) - (16) 3145-1015 / 3145-1016
A questão ambiental converte-se
cada vez mais em elemento determinante da produção agropecuária. De um
lado têm o crescimento da consciência
ambiental de uma população majoritariamente urbanizada, gerando pressões
fortes para alteração de procedimentos
sobre como produzir no campo. De outro a expressão da classe média formadora de opinião publica pelo acesso
constante aos meios de comunicação de
massa induzem debates e comportamentos que afetam de maneira cada vez
mais decisiva a produção agropecuária.
E tais efeitos não estão restritos às exigências de qualidade, dada a busca por
alimento seguro – livre de resíduos químicos indesejáveis ou de contaminação
biológica –, mas passa a conduzir a adoção de procedimentos sobre a regulação
Numa economia globalizada tais
esses efeitos derivadas da manifestação
da opinião pública não decorrem apenas
da sociedade brasileira e dos movimentos ambientalistas internos, mas de manifestações tomadas em escala mundial.
A discussão sobre o efeito estufa e as
mudanças climáticas globais representa
a grande pauta do momento atual,
gerando principalmente pressões para
o controle do desmatamento amazônico e para a sustentabilidade ambiental
dos processos produtivos agropecuários.
Em função disso, a resposta governamental tem sido no sentido da
criminalização de dadas práticas consideradas incorretas do ponto de vista
ambiental, o que acaba por erigir um
arcabouço regulatório cada vez mais
restritivo levando a relevante impacto
econômico e social. Nesse caso o que se
coloca para os estudiosos da agropecuá1
- Engenheiro Agrônomo, Doutor em
Ciências Econômicas, Pesquisador Científico
do Instituto de Economia Agrícola (IEA) da
Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) da Secretaria de Agricultura
e Abastecimento do Estado de São Paulo (email: sydy@iea.sp.gov.br)
- Economista, Pesquisadora Científica do
IEA/APTA (e-mail:sueli@iea.sp.gov.br).
FOTO: Fernando Ayres Rodrigues
Reserva seria legal? Os impactos na
agropecuária das recentes medidas federais
de combate às infrações ambientais
Além das matas ciliares, conhecidas como APP - Área de Proteção Permanente
(também importantes na preservação ambiental), a legislação ambiental brasileira
exige a manutenção de áreas de reserva legal em cada propriedade.
ria, em especial para quem milita na
economia aplicada à agricultura, consiste na busca de analisar os efeitos na
estrutura produtiva desses novos instrumentos normativos e, propor outros
caminhos que garantam a continuidade
do cumprimento do papel central da
econômico, qual seja de propiciar oferta
crescente de alimentos, energia e outras
matérias-primas a preços cadentes.
Dessa maneira, não há como deixar de
levar em conta as mudanças nas normas
de regulamentação da política ambiental, dados seus corolários produtivos.
Nesse escopo se insere o recente
Decreto Federal nº 6.514 de 22 de julho
de 2008 que “dispõe sobre as infrações e
sanções administrativas ao meio ambiente, estabelece o processo administrativo
federal para apuração destas infrações”1.
Em linhas gerais, esse novo instrumento
legal não altera os elementos normativos
das diversas faces de interação entre o
meio ambiente e a produção agropecuária, conquanto endureça a punição de
infrações e crimes ambientais, elevando
de forma substancial os valores das multas
e criando ordenamento de tramitação
processual com maior diligência na aplicação das penalidades. Noutras palavras,
o “espírito” do referido instrumento legal
para a questão ambiental segue na linha
correta de que “o crime não compensa”
ao impingir pesadas perdas econômicas e
punições para o não cumprimento de
No caso da produção agropecuária,
que se realiza em constante interação com
a questão ambiental, há que se atentar
para as “sanções restritivas de direitos”. Elas
estão previstas no artigo 20 do referido
Decreto Federal nº 6.514/2008, aplicáveis às pessoas físicas ou jurídicas e constituem-se na: “I - suspensão de registro,
licença, permissão ou autorização; II cancelamento de registro, licença,
permissão ou autorização; III - perda
ou restrição de incentivos e benefícios
fiscais; IV - perda ou suspensão da
participação em linhas de financiamento
em estabelecimentos oficiais de crédito;
e V - proibição de contratar com a
administração pública” O Parágrafo único desse artigo determina que “a
autoridade ambiental fixará o período
de vigência da sanção restritiva de
direitos, que não poderá ser superior a
três anos”. Assim, a existência de infração ambiental pode conduzir a medidas
mais duras que alijam o infrator da
prática de atividade econômica e nesse
escopo enquadram-se as atividades
Muitos dos dispositivos do Decreto
Federal nº 6.514/2008 impactam de
forma profunda as práticas da atividade
econômica da produção agropecuária
e, por isso mesmo, devem ser objetos de
atenção dos agentes produtivos. A
Situação típica em muitas propriedades brasileiras: ausência
total de APP em um curso d´água.
magnitude das multas e a celeridade dos
procedimentos e, principalmente, o
amplo apoio da população urbanizada
a tais medidas preservacionistas
produzem a necessidade de que todos
devem estar atentos, notadamente nos
efeitos econômicos e sociais decorrentes
das medidas preconizadas. Não que o
referido Decreto tenha trazido algo
novo no tocante ao conteúdo das
normas legais, mas em função de que
indica, tipifica como infração e impõe
sanções elevadas para efeitos ambientais
decorrentes de diversas práticas
agropecuárias. Em poucas palavras,
caminha-se para o confronto com o
endurecimento da fiscalização.
Isso mesmo para medidas
controversas como as relativas às
Reservas Legais. O artigo 55 fixa multa
para quem “deixar de averbar a reserva
legal”. Isso logo após outras normas
ampliarem o controle sobre o uso da
propriedade, uma que o artigo 51 prevê
multa para quem “destruir, desmatar,
danificar ou explorar floresta ou
qualquer tipo de vegetação nativa ou
de espécies nativas plantadas, em área
de reserva legal ou servidão florestal, de
domínio público ou privado, sem
aprovação prévia do órgão ambiental
competente ou em desacordo com a
aprovação concedi, inclusive em planos
de manejo florestal sustentável”. Isso
literalmente torna praticamente
intocáveis do ponto de vista do uso
econômico os espaços das propriedades
rurais co0nstiotuídos como Reserva
Mesmo fora dos limites da Reserva
Legal, no artigo 52 há multa para quem
“desmatar, a corte raso, florestas ou
demais formações nativas, fora da
reserva legal, sem autorização da
Área de mata nativa bem preservada. A lei ambiental agora
estabelece prazo para a averbação da Reserva Legal .
autoridade competente” e o artigo 53
também considera infração passível de
multa “explorar ou danificar floresta, ou
de espécies nativas plantadas, localizada
fora de área de reserva legal averbada,
de domínio público ou privado, sem
concedida ”. E mais ainda, o
Parágrafo único do mesmo artigo 53
determina que “incide nas mesmas penas
quem deixa de cumprir a reposição
florestal obrigatória”. Em linhas gerais
está consumado o cerco jurídico para
que seja possível ação governamental
de recomposição e preservação da
Reserva Legal nas propriedades rurais,
Mais ainda, o Parágrafo Primeiro do
artigo 55 constitui-se num dispositivo
que impinge o cumprimento das
normas relativas à Reserva Legal, uma
vez que “no ato da lavratura do auto de
infração, o agente autuante assinará
prazo de sessenta a noventa dias para o
autuado promover o protocolo da
solicitação administrativa visando à
efetiva averbação da reserva legal junto
ao órgão ambiental competente, sob
pena de multa diária de R$ 50,00
(cinqüenta reais) a R$ 500,00
(quinhentos reais) por hectare ou fração
da área da reserva”. Noutras palavras,
isso conduz ao fato de que, uma vez
autuado, nada mais resta ao proprietário
rural senão o cumprimento da legislação
ambiental sobre Reserva Legal.
Dessa maneira, ainda que não tenha
criado novo conteúdo normativo no
que diz respeito ao instituto da Reserva
Legal, o Decreto Federal nº 6.514 de 22
de julho de 2008 representa passo
decisivo no sentido do cumprimento das
normas em vigor. Isso a despeito de
que, em regiões de colonização antiga
como a maior parte do território
paulista, o próprio Código Florestal (Lei
Federal n. 4.771, de 15 de setembro de
1965, denominada Código Florestal,
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alterada pela Lei Federal
n. 7.803, de 18 de junho
de 1989) seja posterior
à ocupação produtiva
dos espaços que deveriam ser destinados à
preservação enquanto
Reserva Legal. Portanto, as medidas referentes à Reserva Legal
inseridas no Decreto
Federal nº 6.514/2008,
se for objeto de aplicação via fiscalização,
ensejarão renhida
resistência dos agropecuaristas e uma enorme gama de questionamentos jurídicos.
à recomposição da Reserva Legal, na
ótica da agropecuária paulista, há
importantes questões territoriais,
econômicas e sociais a considerar, conforme demonstram trabalhos do Instituto de Economia Agrícola (IEA) apresentados recente conclave nacional de
economia e sociologia aplicada á agricultura.
Impactos da recoO primeiro, “Impactos
mposição da reserva legal nas unidades hidrográficas, nas unidades
de gerenciamento de recursos hídricos e nos vários perfis de municípios paulistas segundo a atividade agropecuária principal” 2 ,
mostra “que os impactos da recomposição da reserva legal não se distribuem de forma uniforme no território
paulista, nem da ótica das unidades
hidrográficas cada qual com características físicas peculiares. Também
entre municípios há diferenças expressivas, dada a especialização regional que
conduz a estruturas de produção
agropecuária diferenciadas. Assim, não
há como aplicar essa medida enquanto
pressuposto genérico que ignora as
diferenças geográficas e da produção
agropecuária”.
A visualização espacial dos impactos
no uso do solo das grandes bacias hidrográficas paulista mostra que há uma
enorme diferença entre as mesmas. Na
Unidade Hidrográfica do Ribeira, que
abrange todos os rios atlânticos do Litoral Sul incluindo a Baixada Santista, concentra a maior área de vegetação nativa
preservada do Estado de São Paulo,
somando 1,0 milhão de hectares num
universo de 1,4 milhão de hectares, o
que corresponde a 75,5% da superfície
ocupada pelas propriedades rurais. Essa
vegetação nativa regional corresponde
a pouco menos de um terço de toda
vegetação nativa estadual existente em
propriedades rurais, representando o
grande pulmão paulista. Os demais uso
do solo incluem principalmente pastagens com 228,1 mil hectares, o
reflorestamento com 52,4 mil hectares
e as lavouras perenes (destaque para a
banana) com 38,4 mil hectares. Quanto
aos impactos da obrigatoriedade da
recomposição da vegetação nativa
verifica-se no Vale do Ribeira que dada
a estrutura de ocupação do solo pelas
propriedades rurais, seriam necessários
apenas 409 hectares, o que teria impactos reduzidos no uso do solo da agropecuária regional, principalmente se
ocorressem nas áreas de pastagens que
em muitos espaços regionais ainda
mantêm-se como de baixa produtividadeii.
Na Unidade Hidrográfica do Paraíba, que abrange a parcela paulista da
Bacia do Rio Paraíba do Sul e dos rios
da Serra da Mantiqueira que fluem para
o território mineiro, além dos rios atlânticos do Litoral Norte, também concentra expressiva área de vegetação nativa
(336,1 mil hectares) como proporção
da área total das propriedades rurais (1,1
milhão de hectares), com a cobertura
natural correspondendo a 29,4% da área
das propriedades, ou seja, compatível
com o nível determinado pelo cumprimento da legislação (20% de Reserva
Legal mais 7 a 10% de Áreas de Preservação Permanente). A recomposição
das áreas de Reserva Legal nesse caso
também poderão se dar em áreas de
pastagens de baixa produtividade, sem
maiores impactos na
renda e no emprego
regionaisii.
Na Unidade Hidrográfica do Paraná, que
compreende toda a Bacia
do Rio Paraná e e seus
afluentes e subafluentes,
concentra-se a maior
parte do território paulista sendo também aquela
em que o uso do solo pela
agropecuária configurase como mais intenso.
Nesse território, as propriedades rurais ocupam
19,4 milhões de hectares,
dos quais 9,2 milhões
com pastagens, 3,8 milhões com lavouras semiperenes (toda a área de cana e laranja),
2,6 milhões de hectares de lavouras
anuais, 1,0 milhão de lavouras perenes
e 936 mil hectares de reflorestamento.
A vegetação nativa ocupa 1,8 milhão
de hectares, ou seja a menor proporção
da área total das propriedades rurais
(9,1%), ensejando a ocorrência dos
maiores impactos da obrigatoriedade de
recomposição das Reservas Legais nas
propriedades rurais. Nesse território
agropecuário paulista, pela obrigatoriedade inserida no Decreto n° 50.889/
2006, deveriam ser recompostas as
Reservas Legais num total de 3,6 milhões
de hectares, o que corresponde a 20,5%
da área agropecuária e 18,6% da área
das propriedades rurais. São limites
impraticáveis que afetarão o espaço
geográfico que concentra quase a
totalidade da produção agropecuária
paulistaii.
Impactos da recomO segundo, “Impactos
posição da reserva legal nas receitas tributárias estaduais e municipais
cipais”3, mostra “que se aplicada tal
como está desenhada haverá importantes impactos negativos na área agropecuária destinada a atividades econômicas e, por conseguinte, nas receitas
estaduais e municipais, penalizando
principalmente os municípios mais
pobres”. Isso porque “ há um aprofundamento da disparidade de tratamento
entre os municípios. Isso porque os 152
municípios com melhores indicadores do
IPRS, no seu conjunto, passam a receber
repasses que somam em 2005 o valor de
R$ 7,7 bilhões, atingindo 80,3% dos
valores repassados, enquanto que os 493
municípios com piores indicadores do
IPRS passam a receber 19,7% dos
recursos, ou seja, numa
nítida transferência de
mais carentes para os com
E “essa amplitude pode ser maior ainda se levar-se em conta que as
recomposições da Reserva Legal tendem a concentrar-se nos municípios
mais pobres que ficariam
com menor espaço de
uso econômico e com a
perda de empregos., para
que sejam mantidos a
atividade econômica e os
empregos dos municípios
com melhores indicadores econômicos e sociais. ...Isso porque a
medida de recomposição das áreas de
Reserva Legal aprofunda essa iniqüidade
latente” ii.
Ademais, o conceito de reserva legal
no Código Florestal referia-se a essa área
como aquela ainda coberta por florestas
ou vegetação nativa em 1965 que não
poderiam ser suprimidas. O artigo 16
da Lei Federal 4.771/1965 tem a seguinte
redação original: “As florestas e outras
formas de vegetação nativa, ressalvadas
as situadas em área de preservação
permanente, assim como aquelas não
sujeitas ao regime de utilização limitada
ou objeto de legislação específica, são
suscetíveis de supressão, desde que sejam
mantidas, a título de reserva legal, no
mínimo: III - vinte por cento, na propriedade rural situada em área de floresta ou outras formas de vegetação nativa localizada nas demais regiões do
País”. Fica nítido que a norma sobre a reserva legal em nenhum
momento estava referenciada à
área da propriedade rural, pois
tratava de forma explícita da
obrigatoriedade de manutenção
de 20% da área coberta por vegetação que se pretendesse desmatar.
Em função disso na esmagadora
maioria das propriedades rurais paulistas
ocorreu o estrito cumprimento da
legislação, dada a ocupação da fronteira
agropecuária estar consolidada nos anos
1970. Noutras palavras, o desmatamento realizado até então foi feito
dentro das normas legais em vigor e,
desde então, na agropecuária paulista,
a reserva legal prevista no Código
Florestal que incluía o que restava de
vegetação nativa passível de ser suprimida nessa época acabou sendo preservada. Desde logo, não é demais reprisar que não há na esmagadora
maioria das propriedades rurais
paulistas o descumprimento do
que está previsto no Código
Florestal. Essa Lei Federal 4.771/
1965 no período histórico em que
foi sancionada reconheceu de
forma explícita e coerente o direito
adquirido dos proprietários rurais
e, dado não haver sentido em
legislação retroativa nesse caso, não
há reserva legal passível de exigência de
recomposição, a não
ser em casos isolados
e irrelevantes em dimensão, na agropecuária paulista.
Alterações posteriores não devem ferir
esse direito adquirido
que garante o não efeito
retroativo da legislação.
A primeira alteração relevante do Código Florestal veio por conta da
Lei Federal n° 7.803, de
18 de junho de 1989, a
qual além de introduzir o
mecanismo de averbação, diferenciou o aludido limite mínimo elevando os percentuais para a região amazônica, com a manutenção ao limite de 20% de reserva
legal de cada propriedade na realidade
paulista. Sem entrar no mérito das disposições dessa mudança normativa sobre
a reserva legal, o primeiro fato a ser considerado consiste em que a obrigatoriedade de averbação aplica-se às áreas
de reserva legal existentes as quais, pelo
princípio do valor adquirido pela não
retroação dos dispositivos legais, tal como
determina o artigo 16 da Lei Federal
4.771/1965 correspondem a 20% das
matas existentes nas propriedades rurais
na metade dos anos 1960, ou seja, a
parcela muito reduzida do espaço
territorial ocupado pela agropecuária
paulista. Em função disso, há que se
fazer minucioso estudo de recomposição das matas existentes à
época de edição do Código Florestal
para que se dê cumprimento da
averbação exigida nos limites dos
direitos adquiridos pelos proprietários rurais paulistas. Qualquer ato
em sentido diferente implicaria em
atuar desrespeitando direitos.
Mais explicita alteração do conceito
de reserva legal veio com a Medida
Provisória n° 2.166-67, cuja primeira
edição foi realizada em 24 de agosto de
2001 desde quando vem sendo objeto
de sucessivas reedições, que, a pretexto
de aperfeiçoar o Código Florestal, criou
uma nova figura legal. O Inciso III do
artigo 1° da Lei Federal n° 4.771, de 15
de setembro de 1965 pela MP n° 2.16667 passou a ter a seguinte redação:
“Reserva Legal: área localizada no interior de uma propriedade ou posse rural,
excetuada a de preservação permanente, necessária ao uso sustentável dos
recursos naturais, à conservação e
reabilitação dos processos ecológicos, à
conservação da biodiversidade e ao
abrigo e proteção de fauna e flora
A questão consiste no fato de que
essa nova redação introduz a associação
da reserva legal à propriedade rural
(“área localizada no interior de uma
propriedade ou posse rural”), o que não
constava da redação original do Código
Florestal que regulava o processo de
incorporação de novas glebas à produção agropecuária (“ As florestas e
outras formas de vegetação
nativa, ressalvadas as situadas em área
de preservação permanente, assim
como aquelas não sujeitas ao regime de
utilização limitada ou objeto de legislação específica,, são suscetíveis de
supressão, desde que sejam mantidas, a título de reserva legal”.
Fica nítido pelas redações, que se
tratam de dispositivos jurídicos muito
diferentes e, dado que não há sustentação para efeito retroativo de normas
legais, apenas as ocorrências a partir de
24 de agosto de 2001 podem ser submetidas ao novo disciplinamento jurídico pois as reservas legais preconizadas
em cada texto têm conteúdos técnicos
e legais distintos, o que exclui desde logo
a esmagadora maioria das propriedades
rurais paulistas que não podem ser
alcançadas pela nova norma pois isso
representa uma afronta ao direito
Assim, no tocante á Reserva Legal face
aos questionamentos jurídicos e aos
elevados reflexos de regressividade
embutidos na aplicação da norma para
propriedades rurais de zonas de ocupação
antiga como a agropecuária paulista, a
opção pela lógica da atuação com base na
fiscalização e punição vai produzir o
acirramento dos conflitos sem que se
obtenha os desejados progressos em ter-
mos de ampliação da cobertura com
vegetação nativa. Isso se mostra contraproducente no caso paulista onde, há mais
de três décadas, não há fronteira agropecuária a ser ocupada para a expansão
da produção agropecuária. Ao contrário,
o que tem ocorrido é um lento processo
de aumento da cobertura com vegetação
Há que se discutir com mais seriedade
para as zonas de colonização antiga como
o território paulista, os atuais e inaplicáveis
limites da Reserva Legal. Nesses casos, a
indução via mecanismos econômicos que
ao menos amenizem os custos que a
sociedade impinge aos proprietários rurais
ao determinar níveis de preservação. Um
dos mecanismos à disposição do Estado
poderia ser a revisão do Imposto Territorial Rural (ITR), atualmente de inexpressiva
importância fiscal, mas que revisto poderia ser um poderoso instrumento de indução de desejado perfil de ocupação do
solo4. E com certeza seria mais eficaz que
a opção pelo confronto entre a política
ambiental e a produção agropecuária.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS - ENDNOTES
- Ver o DECRETO Nº 6.514, DE
22 DE JULHO DE 2008 pode ser
obtido na íntegra em http://legislacao.
planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/
Viw_Identificacao/DEC6.514-2008
- GONÇALVES, José Sidnei; CASTANHO FILHO, Eduardo Pires &
SOUZA, Sueli Alves Moreira. Impactos da recomposição da reserva legal
nas unidades hidrográficas, nas unidades de gerenciamento de recursos hídricos e nos vários perfis de municípios
paulistas segundo a atividade agropeANAIS DO XLVI
cuária principal.ANAIS
BRASILEIRA DE ECONOMIA,
ADMINISTRAÇÃO E SOCIOLOGIA RURAL , realizado em Rio Branco
(AC), de 20a 23/07/2008, pela Sociedade
Brasileira de Economia, Administração
e Sociologia Rural (SOBER) (Resumos e
integra em CD). (Publicado na íntegra
em ftp://ftp.sp.gov.br/ftpiea/noticia/
sober/Sober7.pdf
GONÇALVES, José Sidnei; CASTANHO FILHO, Eduardo Pires &
nas receitas tributárias estaduais e
municipais. ANAIS DO XLVI CONGRESSO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E SOCIOLOGIA
RURAL, realizado na cidade de Rio
Branco (AC), de 20 a 23 de julho de
2008, pela Sociedade Brasileira de
Rural (SOBER) (Resumos e íntegra em
CD). (Publicado na íntegra em ftp://
ftp.sp.gov.br/ftpiea/noticia/sober/
Sober6.pdf
- GONÇALVES, José S.. Reservas:
Incentivo a matas nativas em
rurais. IEA- APTA,
São Paulo, agosto de 2006. (publicado
na home-page http//www.iea.sp.
Parceria institucional viabiliza
projeto de melhoramento genético
de ovinos da raça Morada Nova
para a região de Franca (SP)
Autora: José Antônio Marques Pereira, Carlos Augusto Rosa e João
Bosco Faria.
Contato: www.
lkeditora. com.br.
Tel. (61) 33495107
Olivardo Facó (EMBRAPA-Caprinos), Gustavo Rodrigues Alves (engenheiro
agrônomo), Élbio Rodrigues Alves Filho (criador), Emílio Augusto e seu filho
(criador), Márcio Beretta (criador), Sérgio Berteli (consultor agronegócios),
Sérgio Novita (EMBRAPA-Sudeste), Márcio Armando Oliveira (ASPACO),
Fernando Ubiali (criador), Milton Eugênio (criador) e Roberto Franco (criador).
No início de dezembro, no auditório
“Fábio de Salles Meirelles”, no Parque
de Exposições “Fernando Costa”, em
Franca (SP), aconteceu uma reunião de
trabalho envolvendo criadores de ovinos da raça Morada Nova, a EMBRAPA – Empresa Brasileira de Pesquisa
Agropecuária; o SEBRAE-SP – Serviço
de São Paulo; e a ASPACO – Associação
Paulista de Criadores de Ovinos.
O encontro de trabalho iniciou-se
com uma série de visitas para uma préavaliação do plantel feita do pesquisador Olivardo Facó, da EMBRAPACaprinos, de Sobral (CE) e do diretor
técnico da ASPACO, Márcio Armando
Gomes de Oliveira, de São Manuel (SP),
nas propriedades de seis criadores da
região: Élbio Rodrigues Alves Filho (de
Restinga/SP), Emílio Augusto Jorge
Monteiro (Patrocínio Paulista/SP), Fernando Ubiali Jacinto (Itirapuã/SP), Milton Eugênio Jorge Monteiro (Patrocínio
Paulista/SP), Márcio Beretta Gonzalez
(Franca/SP) e Roberto Franco (Sales
Oliveira/SP).
A visita do pesquisador foi organizada pelo Escritório Regional do Sebrae
de Franca,pelo Parcintec-Franca e pela
EMBRAPA-Sudeste, de São Carlos (SP).
Olivardo Facó apresentou a todos a
proposta de implantação do GENECOC
– Programa de Melhoramento Genético de Caprinos e Ovinos de Corte,
implantado pela EMBRAPA-Caprinos
no Ceará a partir de 2003. “O GENECOC é um serviço de assessoria genética.
A base do programa é estimular e assessorar os participantes na escrituração
zootécnica de seus rebanhos, gerando
informações seguras e confiáveis que
possam ser utilizadas na seleção de seus
animais. Para isto o programa utiliza
um sistema de gerenciamento on-line,
por meio de um software em rede, via
internet. Este sistema permite aos
criadores, o acesso aos dados de seu
rebanho em qualquer computador
com acesso a internet”, explicou Facó.
mesmo tendo havido na região muitos
cruzamentos com ovinos de outras
raças, muitos exemplares mantiveram
os padrões raciais característicos. “Com
isto, nossa proposta não é ‘importar’
nenhum reprodutor ou matriz do Nordeste. Pretendemos iniciar o trabalho
com os exemplares já adaptados aqui”,
analisa Facó.
Os criadores elogiaram a proposta e
se mostraram muito interessados em
aderir ao programa. Para tanto, devido
aos recessos de final de ano, definiram a
segunda quinzena de janeiro como o
Os autores apresentam um trabalho
inédito - o único com metodologia
passo-a-passo existente no mercado
- que vai orientar os leitores sobre os
processos para a fabricação da cachaça de alambique, desde o conhecimento da matéria-prima, a determinação do ponto de maturação
da cana, a higienização dos equipamentos, utensílios e instalações, a
obtenção da cana, a extração do caldo, a preparação do fermento, a fermentação do mosto, a destilação do
vinho, o armazenamento, envelhecimento, padronização e engarrafamento da cachaça até o controle
de qualidade da bebida.
Autor: Aurora Maria
G. Gouveia, João
Paulo A.H. e Juliana G.B.L. Ribeiro
O livro apresenta um trabalho
inédito, o único com metodologia
passo-a-passo existente no mercado,
que vai orientar os leitores sobre os
processos necessários para se fazer
um projeto de viabilidade econômica
da criação de ovinos de corte, desde
o conhecimento da ovinocultura de
corte nas regiões Centro-Oeste e
Sudeste, a identificação da sua cadeia
produtiva, o conhecimento dos tipos
de custo, a elaboração do fluxo de
caixa até a avaliação financeira e
econômica do projeto.
Escritório de Contabilidade Rural
33 ANOS PRESTANDO
AOS EMPRESÁRIOS RURAIS
Rua Gonçalves Dias, 2258, Vila Nicácio - Franca (SP)
PABX (16) 3723-5022 - Email: ruralalvorada@netsite.com.br
Edição 29 - Revista de Agronegócios - Dezembro/2008

References: artigo 20
 artigo 55
 artigo 51
 artigo 52
 artigo 53
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artigo 55
 artigo 16
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