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Timestamp: 2017-04-28 12:04:50+00:00

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ONU Brasil: A intolerância contra as religiões de matrizes africanas no Brasil | Observatório de Relações Internacionais da UFOP
ONU Brasil: A intolerância contra as religiões de matrizes africanas no Brasil
Publicado em 07/09/2015 por Luiz Albuquerque	Publicado em 18 de ago de 2015
Esse post foi publicado em Relações Internacionais e marcado 2015, Candomblé, Direitos Humanos, ONU, Religião, Umbanda por Luiz Albuquerque. Guardar link permanente.	Sobre Luiz Albuquerque
O Núcleo de Estudos sobre Cooperação e Conflitos Internacionais (NECCINT) da Universidade Federal de Ouro Preto , sob a coordenação do professor Luiz Albuquerque, criou o Observatório de Relações Internacionais para servir como banco de dados e plataforma de pesquisas sobre relações internacionais e direito internacional . O site alimenta nosso trabalho de análise de conjunturas, instrumentaliza nossas pesquisas acadêmicas e disponibiliza material para capacitação profissional. Mas, além de nos servir como ferramenta de trabalho, este site também contribui para a democratização da informação e a promoção do debate acadêmico via internet.	Ver todas as mensagens por Luiz Albuquerque →	65 respostas em “ONU Brasil: A intolerância contra as religiões de matrizes africanas no Brasil”	André Câmara em 09/09/2015 às 23:52 disse:
O documentário produzido pela ONU Brasil foi incisivo em apontar as injustiças e intolerâncias cometidas contra as religiões de matrizes africanas. Existe, até os dias de hoje, uma infeliz cultura de menosprezo e de desconhecimento dessas religiões, a exemplo dos contínuos ataques à centros de umbanda e candomblé. É importante que haja uma conscientização ao caráter inconteste de religião destas duas que são provenientes das matrizes africanas. O que se observa, no entanto, é a perpetuidade do preconceito. A título de exemplo, vale lembrar que muitas pessoas utilizam-se da expressão ”macumba” para caracterizar essas religiões.
O documentário fez bem em citar o Art. XVIII da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que diz que “todo ser humano tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião.” Ainda existem os princípios constitucionais que trazem consigo uma ideia de respeito aos direitos humanos. Não obstante, ainda sim há um enorme menosprezo e desrespeito que atingem diariamente os praticantes dessas religiões.
O papel da ONU, portanto, é fundamental, uma vez que o que se busca é justamente neutralizar o mais rápido possível esse preconceito.
Comentar ↓	Carolina caldeira em 10/09/2015 às 7:34 disse:
O documentário produzido pela ONU Brasil mostra o preconceito ,ainda existente na sociedade brasileira , com as religiões de matriz africana, as quais vale destacar o candomblé e a umbanda. Essas religiões , como mostra o documentário e um outro , produzido por Darcy Ribeiro, foram essenciais para miscigenação que ocorreu em nossa cultura , uma das mais diversificadas no mundo.
Ao apontar o preconceito ainda existente , a ONU procura pacificar as injustiças e intolerâncias cometidas contra religiões africanas através do conhecimento, permitindo que as pessoas possam entender essa cultura antes de julga- lá , como por exemplo, chamando-as de macumba.
Como bem dito no documentário , o art XVIII da Declaração UNiversal de Direitos Humanos declara que “todo ser humano tem direito à liberdade de pensamento,consciência e religião” . Além disso ,nossa própria constituição em seu art 5 proclama esse mesmo direito. Portanto , é fundamental o papel da ONU no combate ao preconceito. Este documentário foi mais uma bela iniciativa com este intuito , para que haja maior harmonia entre as diferentes religiões existentes no Brasil.
Comentar ↓	Júlia Figueiredo Junqueira em 10/09/2015 às 15:52 disse:
Como a própria declaração dos direito humanos explícita, todo mundo tem o direito de seguir a religião que bem entender não cabendo aos demais impor a este o que julga certo. O povo brasileiro é completamente miscigenado, sendo assim podemos notar em nosso território uma vasta manifestação cultural. A intolerância que ocorre com as religiões de origem africanas poderiam ocorrer com outras origens, porém é justamente com os que mais sofreram desde a descoberta do Brasil; quando eram escravos não podiam manifestar sua cultura e depois de tantos anos, e tantas conquistas enfrentam novamente a hipocrisia de alguns em acreditar que mandam nas ações e sentimentos de outrem. Cada um tem o direito a se manifestar e ser feliz a sua maneira, não cabe a ninguém decidir pelo outro e muito menos julga-lo por isso.
Comentar ↓	Amanda em 23/09/2015 às 10:05 disse:
Primeiramente, insta salientar que o respectivo documentário trata com veemência a liberdade que todos nos temos em seguir a religião que entendermos ser melhor para com a nossa vida, sendo este um direito e garantia humano fundamental. No entanto, não cabe aos demais, de forma alguma, se insurgirem contra, vez que trata-se de uma liberdade. O Brasil é um país de miscigenação, com uma grande manifestação de culturas diferentes, cada um seguindo a sua crença.
Fato é que, quando se trata das religiões africanas, há ainda uma grande intolerância, o que acaba por causar maiores sofrimentos aos seguidores das religiões citadas, quais sejam o candomblé e umbanda. Portanto, percebe-se que a ONU procura de certa forma amenizar essa intolerância que gera várias injustiças. Valendo, por fim, ressaltar o artigo XVII da Declaração Universal de Direitos Humanos “todo ser humano tem direito à liberdade de pensamento,consciência e religião” , sendo assim não cabe a ninguém interferir nesta decisão, muito menos fazer julgamentos quanto a isto.
Comentar ↓	Pedro Henrique Porto em 10/09/2015 às 16:48 disse:
Podemos dizer que o Brasil é um dos países com maior diversidade cultural do mundo – se não a maior – , não é segredo para ninguém que somos fruto de uma miscigenação entre índios, africanos e europeus, e, considerando este fato o respeito a todas as culturas deve ser pregado como um fator determinante para o bom convívio. Em pleno século XXI ainda existem discriminações contra as religiões africanas, sendo vistas por muitas outras igrejas como uma religião que prega um “satanismo”, algo que não condiz com a realidade.
Cada religião possui seus símbolos, suas imagens, e deveríamos respeita-los e não julga-los, ainda mais sem ter conhecimento sobre oque realmente pregam. Mesmo sendo um pais predominantemente católico, isso não nos impede de respeitar outras crenças, outras culturas. A luta contra o racismo ganhou muita força em nosso momento contemporâneo, mas devemos nos atentar para combater o preconceito em todos os pontos, não basta parar de discriminar pelo tom de pele sem que respeitemos sua cultura
Comentar ↓	Rodrigo Ferreira em 10/09/2015 às 19:56 disse:
O Brasil teve mais de 350 anos de escravidão, portanto a influência Africana no país é grande. Com isso, crenças religiosas que tem sua origem/fonte na África, foram constituídas aqui no Brasil, consequentemente, cultuando divindades africanas.
Desde antigamente, pessoas que professavam sua crença sofriam perseguição pela população, mas, lamentavelmente, ainda hoje no ano de 2015, há casos de intolerância religiosa. Entre as principais crenças africanas estão a Umbanda e o Candomblé, que são as mais comuns, e que todos já ouvimos falar. Pessoas que praticam crenças de origem africana no Brasil são criminalizados pela população, intolerantes religiosos dizem que quem pratica são macumbeiros. Praticantes de outras religiões gostam de demonizar as religiões de matrizes africanas, há aqui uma incoerência por parte dessas pessoas, pois independente da religião, ensina-se a amar ao próximo, respeitar.
A CF. no seu artigo 3, inciso IV declara: “Art 3º – IV – Promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”
Ainda, o Art 5º, inciso VI, referentes aos direitos e garantias individuais. “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”
É notável que o direito dessas pessoas está sendo violado, um absurdo, pois se a constituição da república assegura a prática religiosa independente de qual for, tem de ser cumprido. E se eles estão sofrendo interferência externa de pessoas não praticantes, algo tem que ser feito. A lei deve ser respeitada, não importa o número de pessoas praticantes!
De acordo com o senso de 2010, apenas 1% da população praticam religião de matriz africana. Mas, de acordo com especialistas, esse número deve estar subestimado, pois há pouca pesquisa sobre essas religiões, sendo necessário um estudo mais profundo.
Comentar ↓	silveirafreitas em 11/09/2015 às 23:26 disse:
O Brasil é um país de diversidade cultural enorme e isso é algo super positivo. Pode-se ver no sul do país nos pampas gaúchos a bombacha, o lenço, o chimarrão e que acabou se tornando uma sociedade extremamente influenciada pela cultura dos imigrantes europeus. Ao mesmo tempo, percebe-se os deliciosos ares da cultura amazônica, a qual possui lendas de solo puramente tupiniquim (boto, vitória-régia, curupira, Iara) e a espetacular e múltipla população nordestina, a qual possui música, culinária, religião e festas totalmente diversas das outras regiões do solo brasileiro.
Assim, a preservação e o incentivo dessas riquezas populares devem ser o foco atual. Felizmente a cultura africana está arraigada em todos os cantos brasileiros, sendo na região sul, norte, nordeste, sudeste ou centroeste. E isso é mais que positivo, tendo em vista o ganho social e reconhecedor produzido na interação a esses diferentes cantos.
Além disso, o vídeo detalha muito bem sobre a grande intolerância que possui na coletividade brasileira, a qual começa desde um pequeno ato velado em uma piada e que se transforma em desrespeito a uma crença religiosa africana. Contudo, é sempre importante, nós como produtores desse mundo de conflitos sociais, combater a todo esse tipo de conduta que desonra e desconhece a integração humana social.
Comentar ↓	Karina Lobato Mattar em 12/09/2015 às 22:00 disse:
O nosso país é reconhecido por sua diversidade cultural e pela facilidade de aceitação do outro em seu território. Mas não é bem assim. Quando se trata de cultura religiosa praticada pelas matrizes africanas que vivem nele, os relatos que temos é de intolerância. É triste ver que mesmo conhecendo a historia da escravidão, sabendo que os escravos sofreram por mais de 300 anos, existam pessoas que possuem preconceito contra estes cidadãos e suas crenças. O papel da ONU é exatamente acabar com esse preconceito, que muitas vezes ocorre por desconhecimento,
tentando pacificar as injustiças e intolerâncias cometidas contra religiões africanas através do conhecimento, permitindo que as pessoas possam entender essa cultura antes de julga-la, como por exemplo, chamando-as de macumba. Como dito no documentário, o art. 5º, VI, aduz que “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias”. Portanto, o papel da ONU e trazer esse conhecimento aos que veem essas religiões com preconceito. Cada um tem a sua crença, e todas devem ser respeitadas.
Comentar ↓	Gustavo Alvarenga em 13/09/2015 às 12:58 disse:
Apesar do Brasil ser conhecido por suas diversas raízes culturais e étnicas que vem desde a época do descobrimento,infelizmente vem ocorrendo bastante ,algo que não é de agora, que é a grande negação e discriminação da cultura afrodescendente.Temos na nossa própria Constituição Federal de 1988, dispositivos que protegem (ou deveriam proteger) a liberdade religiosa,independente de qual seja a crença,mas tal fato não ocorre na realidade.Outro fator que impressiona é que no Poder Legislativo,existe a famosa “Bancada Evangélica” que ignora os preceitos de laicicidade do Estado e acabam legislando em favor do seu próprio culto religioso,o que agrava ainda mais a intolerância,uma vez que a “bancada” vota contra qualquer tipo de projeto que promova a proteção e divulgação de cultos de origem Africana. Desta forma,cabe a nós,o povo cada dia mais combater esse preconceito e intolerância,uma vez que toda pessoa tem a liberdade de ter a sua própria crença e dever de respeitar a identidade religiosa do outro.
Comentar ↓	Alberto Mateus Sábato e Sousa em 15/09/2015 às 18:42 disse:
O Brasil, país miscigenado que é desde sua criação, tem hoje em dia cidadãos das mais diferentes etnias e descendências, e com elas vêem seus costumes e práticas. A Umbanda, conforme é demonstrado pelo vídeo em questão é uma religião “nova” porém de fontes antigas, enquanto o Candomblé tem suas raízes milenares em religiões africanas pouco conhecidas, que foram trazidas para o Brasil e se adequaram a essa terra, a nossa própria cultura no que Oswald de Andrade chamaria de Canibalismo Cultural (Antropofagia no movimento modernista).
Porém a intolerância tem crescido, e se chegado a uma intolerância tão grande que já não é mais um espanto quando um terreiro é violado, quando um pai de santo é agredido. O que se tem visto é que a intolerância religiosa daqueles que pregam um “amor incondicional para com o próximo” e também enfatizam com tanta força o perdão, crescentemente rancorosos e violentos.
O vídeo faz bem em seu início de salientar o Art. XVIII da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que fala que “todo ser humano tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião.”, pois o que o cenário social tem mostrado é uma vista grossa para com esses atos de vandalismo e agressão física daqueles que são até mesmo incentivados por seus líderes de culto (na falta de um eufemismo melhor) a não tolerar, a não buscar a paz.
E são os representantes destes que estão no poder. E talvez seja isso que torne o cenário tão preocupante.
Comentar ↓	Isabella Resende Macedo em 17/09/2015 às 15:12 disse:
O Brasil é uma antiga colônia portuguesa, e como tal é de maioria católica. O Brasil foi colonizado por jesuítas e houve uma enorme tentativa de converter os índios em católicos.
Diante deste panorama de intolerância religiosa, nota-se que a prática da imposição do pensamento e religião da maioria é antiga.
É preciso que sejam criados mecanismos que assegurem a todas as religiões e a seus praticantes iguais direito. O direito brasileiro tipifica como crime qualquer tipo de descriminação, é necessário que a legislação seja efetivamente cumprida e que todos possam defender suas crenças, sem ter receio de represália.
Comentar ↓	Yuri Paulino da Costa Valladão em 18/09/2015 às 16:28 disse:
A miscigenação de culturas no Brasil, não pode ser considerada com uma característica atual, ela vem sendo consolidada desde a descoberta desse território pelos portugueses. É importante lembrar, que desde essa época, é visível um forte sentimento de desprezo, e até certo ponto, preconceito referente a determinadas culturas. Podemos indagar que houve uma forte “mistura continental” naquela época, envolvendo não só culturas europeias, mas também africanas e indígenas, fazendo com que hoje, uma distinção cultural, seja pequena. Na verdade, quem faz esse tipo de distinção, muitas das vezes, tem um sentimento repugnante por trás, onde evidencia um forte preconceito, não só com a etnia, mas com determinadas culturas, e religiões advindas de outros povos. É necessário mostrar que, de acordo com nossa Constituição, é estabelecido a liberdade religiosa, e portanto, não necessita uma imposição, e sim um mero respeito. Talvez, como sendo considerado como um dos países mais diversificados, em termos de cultura, e posteriormente religiões, do mundo, caberia uma certa atenção por parte das entidades federais.
Comentar ↓	Vitória Gomes em 18/09/2015 às 17:56 disse:
O Brasil é visto como um país de paz religiosa. Esta visão não é tão clara quando observamos religiões sendo, frequentemente, discriminadas por membros de religiões diferentes, as religiões de ancestralidades africanas são os mais atacados, indicando que a intolerância religiosa é, sim, uma questão a enfrentar grandes desafios na sociedade brasileira. A intolerância religiosa é caracterizada pelo desrespeito à liberdade de expressão, proibição de roupas específica em público, agressões físicas a pessoas e a monumentos religiosos, além do uso inadequado de símbolos de outra religião com o fim de ridicularizar, demonizar a mesma.
A função da ONU Brasil nesse caso é abrir os olhos de quem/grupos religiosos que ainda praticam este desrespeito absurdo porque a religião é diferente da que certa pessoa/certo grupo é adepto e aliviar o preconceito das pessoas no que diz respeito as religiões de matrizes africanas conhecidas como “macumbeiros, feiticeiros, bruxos, demônios, etc.”
Devemos então, nos conscientizar que há diferentes religiões em nosso país e o respeito é o ponto fundamental para a condução de uma sociedade harmônica, porém isto não acontece na realidade, e caberá ao Judiciário frear estas atitudes desrespeitosas e ridículas e por em prática o que está positivado na Constituição da República.
Comentar ↓	Déborah Velloso de c em 18/09/2015 às 22:08 disse:
O Brasil caracteriza-se por ser um país extremamente miscigenado. Dentre as culturas responsáveis por constituir nossa nação, está a africana. Os africanos vêm de um passado marcado pelo preconceito e pela escravidão. Na época da colonização do Brasil havia uma ideia de superioridade da raça ariana, de eugenia, e uma constante tentativa de branqueamento da população. Apesar disso, a contribuição africana foi inevitável e é inegável.
O documentário da ONU em questão demonstra, que apesar de dezenas de décadas terem passado desde a abolição da escravidão e de tanto a Constituição Federal de 1988, quanto a Declaração Universal de Direitos Humanos defenderem a liberdade a religiosa, o preconceito para com as religiões africanas, tais como a umbanda e o candomblé, ainda está inerente na população brasileira. Há um estigma para com essas religiões das matrizes africanas, que acabam fugindo ao Cristianismo, que predomina no Brasil.
Ainda que tal preconceito seja mais discreto e silencioso se comparado com os séculos anteriores, ele ainda existe e deve ser combatido, a intolerância religiosa e os discursos de ódio direcionados à essa parte da cultura, representam um retrocesso. Muitos criticam os praticantes dessas religiões e os pré julgam como macumbeiros e diversos outros adjetivos ofensivos, fato que mostra a necessidade de se propagar o respeito para com aquilo que é diferente e que foge à regra.
Comentar ↓	Zaiah Loren Cafiero Soeiro em 19/09/2015 às 23:19 disse:
O Brasil é constituído de diversos tipos de cultura, entre elas a deixada pelos africanos. As matrizes da nossa cultura passam pela cultura africana, sendo deixado como herança cultural diversas crenças, costumes e uma grande influência na religião, como a Umbanda e o Candomblé que são religiões que cultuam divindades africanas, tendo relação também com outras religiões, como a dos indígenas.
Por vivermos em um estado laico, onde a Constituição Federal não intitula uma religião oficial, todas as formas de crenças devem ser respeitadas, independente de sua origem. “Todo indivíduo têm direito de manifestar a sua religião ou crença”, de forma a serem respeitados e garantidos a todo e qualquer indivíduo esse direito.
Desde muito tempo atrás, quando o Brasil foi descoberto, para alguns estudiosos e pesquisadores do assunto, a intolerância religiosa iniciou-se com as missões, logo após o descobrimento do Brasil, que tinham como objetivo catequizar/converter índios e escravos. Para muitos, essa intolerância não é apenas ligada a questão religiosa, mas sim a questões envolvendo poder e política.
Há também certo receio por ser uma religião trazida pelos africanos escravizados, sendo repudiada, assim como a própria cultura. Devemos pensar que o Brasil teve diversas influências, não somente dos africanos mas também dos índios, e cada um tem sua contribuição para essa diversidade cultural presente em nosso país. O que nos torna diferentes é essa mistura, uma miscigenação que faz parte da riqueza cultural do Brasil.
Comentar ↓	Gabriela Zambiazi em 20/09/2015 às 8:30 disse:
O documentário da ONU Brasil apresenta o Brasil a uma verdade há muito ignorada: somos um país institucionalmente racista e preconceituoso. A ideia de democracia racial que construímos, de país de três raças, mente. A verdade é que o negro sofre atentados racistas em cada rua que anda, em cada loja que entra. A umbanda e o candomblé são exemplos constantes desta intolerância que insistimos em camuflar. Criou-se, ao longo de séculos, um estereótipo a respeito das religiões de origem africana, e de sua cultura como um todo.
Ao mencionar um terreiro, são tantas as pessoas que automaticamente o relacionam com macumba e magia negra. Resultado de uma ignorância massificada. Sendo um povo majoritariamente cristão, pouco sabe o brasileiro sobre os preceitos e princípios da religião do outro. É mais fácil aceitar o pré-conceito que nos é entregue do que tentar se desvincular dos paradigmas que nos cegam.
O interesse por trás de tais absurdos não poderia ter sido melhor indicado: foram razões políticas no passado, e são razões políticas hoje. O cenário político atual brasileiro é especialmente preocupante, tendo em vista que os setores mais reacionários da sociedade vêm ganhando cada vez mais força e espaço, usando de escada, principalmente, a crescente população evangélica.
Comentar ↓	Nathalia da Silva França de Oliveira em 20/09/2015 às 20:02 disse:
A diversidade cultural no Brasil pode ser observada em diferentes formas. Desde sua colonização, a multiplicidade de povos aumenta e, junto a eles, suas tradições, religiões, entre outros aspectos são incorporados à identidade do povo brasileiro. Segundo o artigo 216 da Constituição Federal, configuram patrimônio brasileiro “as formas de expressão; os modos de criar; as criações científicas, artísticas e tecnológicas; as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais;[…]”. Além disso, na Declaração Universal de Direitos Humanos, nos Artigos I “Todas os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos.[…] e XVIII “Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião[…]”, prova-se, portanto, que existem normas que asseguram aos cidadãos o pleno direito a se expressarem através de suas crenças. No entanto, resquícios da intolerância que perdurou por longos anos na história nacional são óbices a concretização de uma sociedade em que direitos são respeitados e a liberdade impera. As discriminações arbitrárias devem ser suprimidas pois, enquanto comunidades se sentem oprimidas e impedidas de professarem suas religiões, não há que se falar em democracia.
Comentar ↓	Luiza Góis em 20/09/2015 às 20:28 disse:
O Brasil tem uma enorme diversidade étnica, pois é composto pela miscigenação de vários povos que juntos formaram a identidade do país. Assim como os índios e Portugueses, os Africanos nos deixaram uma grande herança cultural e religiosa e é lamentável que ainda hoje, em 2015, haja intolerância e preconceito com as religiões de descendência Africana.
O Brasil é um país predominantemente católico e não é de hoje que existe intolerância contra religiões não-cristãs. Na verdade, existe uma grande negação da religião e das tradições Africanas.
O brasil é um estado laico e como falado no documentário, tem princípios Constitucionais vigentes que dizem respeito a liberdade religiosa e a liberdade de manifestar sua crença. Porém, diariamente, os praticantes dessas religiões africanas sofrem com o preconceito e discriminação.
Como esse preconceito ainda é silencioso,”menor” do que os que vemos no cenário internacional, não vemos e/ou escutamos sobre isso à todo momento. Porém, tem que tentar acabar com essa grave e lamentável situação. A função da ONU, é tentar minimizar ao máximo as demonstrações intolerantes através da informação, para que as pessoas possam conhecer antes de julgar.
Comentar ↓	Matheus Gomes Rocha em 21/09/2015 às 14:34 disse:
Excelente atitude tomada pela ONU, de nos mostrar a realidade absurda pelo qual o Brasil (um dos países com o maior numero de miscigenações) em pleno século XXI passa.
Já se passaram 127 da abolição da escravatura e as pessoas continuam com os mesmo preconceitos, um exemplo disso são os diversos atos racistas que vivemos nas partidas de futebol.
A ONU faz um importante papel para tentar acabar com os conflitos e o preconceito racial é um dos motivos que mais geram conflito em todo o mundo.
”O Secretário-Geral, Ban Ki-moon, sublinha que a discriminação racial tem sido usada como arma para gerar medo e até “incitar ao genocídio”. A Alta Comissária para os Direitos Humanos, Navi Pillay, apela aos Estados que fiquem alerta aos primeiros sinais de preconceito e discriminação racial porque estes alimentam “as narrativas que geram conflitos em países desenvolvidos e em desenvolvimento”.”.
O vídeo divulgado pela ONU é muito importante para que as pessoas que ainda tem preconceito aprenderem de uma vez por todas que todos são iguais e merecem o livre direito de escolher sua religião. As religiões afrodescendentes tem um grande valor cultural e religioso e não tem nada de ”macumba” como uma grande parte da população acha.
Comentar ↓	Hector Andrade Tavares em 21/09/2015 às 17:19 disse:
Preceitua o Art. XVIII da Declaração Universal dos Direitos Humanos, como destacou o vídeo, que “todo ser humano tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião.” Além disso, conforme se depreende da Constituição Federal de 1988 em seu art.5º, a liberdade de pensamente aduz que todo indivíduo tem o direito de externalizar e expressar seus pensamentos, convicções e principalmente suas crenças religiosas.
Visando o direito à liberdade de crença, a Constituição da República aduz não somente o direito à liberdade de crença, mas também protege o local destinado ao culto religioso.
Pelo exposto, é de suma importância o papel da ONU Brasil, uma vez que visa a pacificação dos abusos e intolerâncias cometidas contra a religião africana. Intolerância estas que demonstram um necessidade precípua de propagar um real conhecimento a respeito das religiões africanas, visando assim o abono da ignorância e consequentemente do preconceito.
Com a ajuda da ONU Brasil será possível fazer com que direitos individuais e coletivos, propagados pela Declaração Universal dos Direitos Humanos e pela Constituição Federal possam, de fato, se concretizar.
Comentar ↓	Alicia Reis em 21/09/2015 às 20:32 disse:
Sendo o Brasil considerado um país laico, qualquer pessoa que aqui adentre tem o direito de profetizar e acreditar em qualquer religião. O número de denuncias relacionados a intolerância religiosa aumenta a cada ano no Brasil. As mais atacadas são as de matriz africana, umbanda e candomblé.A pessoas que profetizam alguma religião de matriz africana percebem que a intolerância recebe uma outra dimensão resultando até mesmo em violência, como no depredamento de casas, espancamento de pessoas e até mesmo assassinatos.
É de suma importância que as pessoas procurem se informar melhor sobre tais religiões, pois como todas as outras estas merecem ser respeitadas porque inúmeras pessoas que vivem no Brasil aderem-na. Diante disto é necessário uma sanção maior para as pessoas que praticam tais atos, mesmo que estes sejam feitos por meio virtual. A impunidade é um grande problema: “Quanto maior a dificuldade de punir esses crimes, maior é a tendência de uma parcela da comunidade de internautas de querer utilizar a rede para essa finalidade. A impunidade é o combustível da criminalidade”, declarou Professor da PUC-SP.
O vídeo propagado pela ONU é importante para que as pessoas possam se conscientizar e quem sabe assim comecem a respeitar o disposto no artigo 5º da CF.
Comentar ↓	Rebecca Filgueiras Ramos em 21/09/2015 às 23:13 disse:
A intolerância religiosa se dá no Brasil desde o tempo de sua colonização pelos europeus. As primeiras missões cristãs enviadas da Europa vieram com a intenção de converter e impor a sua religião aos índios e escravos aqui presentes. É um exemplo claro de discriminação e desrespeito que vem se perpetuando ao longo dos anos. Infelizmente, a convivência pacifica entre as religiões não é presente na realidade brasileira. As principais vítimas são os praticantes das religiões de matriz africana, como candomblé e a umbanda.
Este preconceito se dá pela ignorância da população brasileira em reconhecer sua história. O Brasil de hoje é um reflexo das 3 matrizes que lhe deram origem: matriz luso, matriz tupi e matriz africana. Trata-se de um país completamente diversificado. Não somente no âmbito religioso, mas aspectos como a culinária, danças, música, modo de se vestir são elementos que integram a cultura brasileira e tem sua origem em países diversos. A questão em debate não diz respeito a tolerância propriamente dita, mas sim ao respeito que toda e qualquer religião deve ter. A fé se consubstancia no íntimo de cada um. Definir uma crença como certa ou errada é um ponto muito ignorante que o individuo pode chegar. As pessoas deveriam compreender que cada um tem o direito de existir e de pensar diferente, inclusive (e principalmente) no ponto de vista religioso.
Comentar ↓	Luciana Oliveira em 22/09/2015 às 9:17 disse:
As diversas religiões matrizes africanas são parte da cultura religiosa brasileira, vindas das culturas trazidas pelos africanos durante mais de 300 anos de escravidão. No Brasil a que popularizou com mais intensidade pelo Brasil foram o Umbanda e Candomblé.
Desde a chegada ao Brasil foram alvo de discriminação e perseguições e que ainda são realidade na sociedade, pois até hoje são sofrem horrorosos ataques de intolerância religiosa, e esses episódios estão diretamente ligados com a diversificação do campo religioso brasileiro. A liberdade de pensamento, consciência e religioso é livre e de direito de todos, consagrados na Declaração Universal dos Direitos Humanos e na Carta Magna Brasileira.
Os seguidores das religiões afro descendentes e outras que também sofrem com os ataques de intolerância lutam por sua liberdade de convicção e religiosa, produzindo uma caminhada anualmente em prol dessa liberdade. Buscando produzir um clicar harmônico na sociedade onde todos possam viver juntos com suas diversidades, respeitando as peculiaridades de todas as pessoas.
Comentar ↓	Isadora rainsi Araújo dias em 22/09/2015 às 9:52 disse:
Este tema de valor moral e cultural extremamente importante de ser ratificado pela ONU deve se tornar assunto cada vez mais explorado e “superado”.
Mesmo no Brasil do século XXI de cultura mestiça e junções de raças (africanos, portugueses, índios entre outros) existe muito PRÉ conceito acerca das religiões africanas, de forma principal. A falta de conhecimento e a barreira criada nas pessoas para conhecerem e se aprofundarem nas matérias religiosas tratadas como na umbanda e no candomblé fazem com que o preconceito se perpetue e ultrapasse gerações. Como dito no vídeo o texto de declaração dos direitos humanos proclama a liberdade religiosa e em nossa Constituição Federal como constituição cidadã também tem o dever de garantir a liberdade das pessoas se unirem em cultos pra discutirem acerca da religião que bem entenderem (sem que sejam pre julgados por isso)
Por fim, e de importante papel a expansão da idéia de aceitação pela ONU que deve unir os países soberanos para que estes façam recai sobre seus países uma mente aberta e limpa para o respeito ser propagado em sede mundial, até.
Comentar ↓	Ana Paula Badaró em 22/09/2015 às 14:03 disse:
A ONU Brasil em virtude da comemoração da Década Internacional de Afrodescentes produziu um documentário em que discorre a respeito da intolerância, bem como injustiça para com as religiões de matrizes africanas. Além disso, destaca a riqueza da cultura afrodescente no país. O Brasil é considerado um país laico, não existindo, portanto, qualquer religião oficial da República Federativa do Brasil. Ainda, o art. 5.º, VIII da Constituição Federal estabelece que ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei. Sendo assim, a liberdade religiosa é um direito fundamental previsto pela constituição brasileira. O preconceito, a discriminação e a intolerância com a religião alheia encontra-se presente na história do Brasil e perpetua-se até os dias atuais. ’’Os direitos de criticar dogmas e encaminhamentos de uma religião são assegurados pelas liberdades de opinião e expressão. Todavia, isso deve ser feito de forma que não haja desrespeito e ódio ao grupo religioso a que é direcionada a crítica.” O documentário produzido pela ONU Brasil é importante, pois, ao destacar a riqueza da cultura afrodescente reafirma a ideia de que o Brasil é um país rico em diversidade e que tal diversidade deve ser respeitada por todos.
Comentar ↓	Sofia Brunner em 22/09/2015 às 16:16 disse:
O documentário produzido pela ONU trata acerca das religiões de origem africana que, ao longo dos anos, desde o descobrimento, propagaram-se por todo o Brasil e que ganharam diversos adeptos ao longo dos anos. Contudo, ainda hoje, há intolerância religiosa em relação às religiões de matriz africana, sobretudo em relação ao Candomblé e Umbanda. Há uma criminalização das religiões e da cultura africana, sobretudo devido a intensa diversificação do campo religioso e com a diminuição significativa do número de adeptos da religião hegemônica ( católica). A discriminação, intolerância e preconceito religioso são uma afronta a um direito constitucionalmente garantido, o direito à liberdade de consciência, crença religiosa, convicção filosófica ou política e escusa de consciência. Sendo assim, ninguém poderá ser privado de exercer pública e livremente seu culto, associando-se para esse fim e adquirindo bens. Além de ser uma afronta ao texto constitucional, é previsto na Declaração Universal de Direitos Humanos que “ Todo ser humano tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; esse direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença pelo ensino, pela prática, pelo culto em público ou em particular”, sendo uma violação aos direitos humanos, os quais devem ser resguardados pela ONU.
Comentar ↓	Antonio Tadeu França Costa Filho em 22/09/2015 às 17:01 disse:
O artigo XVIII da Declaração Universal dos Direitos Humanos é bem claro em dizer : ‘’ todo ser humano tem direito a liberdade de pensamento, consciência e religião. Apesar disso, vemos no documentário produzido pela ONU Brasil, que ainda existe muito preconceito, discriminação, intolerância com religiões de matriz africana, como por exemplo o Candomblé e a Umbanda, sendo que essas religiões tiveram um papel importantíssimo no Brasil, fazendo com que adquiríssemos uma das mais diversificadas culturas do mundo.
O papel da ONU é tentar acabar com esse preconceito, transmitindo conhecimento ( muitas vezes a intolerância ocorre por desconhecimento ), para que as pessoas antes de julgar essas religiões possam conhecê-las. Devemos como cidadãos nos conscientizar da existência de diversas religiões, crenças diferentes da que seguimos e acreditamos, e nem por isso devemos mudar, mas respeitá-las é uma atitude não só louvável e necessária, mas como uma ordem constitucional.
Comentar ↓	Igor em 22/09/2015 às 19:15 disse:
Com o crescimento de grupos religiosos conservadoras no cenário político brasileiro, o respeito à diferença vem sendo ameaçado quando não desrespeitado. Torna-se imprescindível que a sociedade brasileira passe a enxergar as religiões de matrizes africanas como produtoras de conhecimento e não mais como mantenedores de práticas primitivas. Desta maneira, poderíamos experimentar um cenário pelo menos mais tolerante, visto que, está implícito nas religiões de matriz africana o respeito à diferença.
Comentar ↓	Júlia Andere em 22/09/2015 às 20:52 disse:
Pesquisas mostram indícios de que é crescente a violência contra fieis do candomblé e umbandistas. Há um aumento da mobilização contra a intolerância, que vem se fortalecendo desde 2008, quando quatro pessoas invadiram o Centro Cruz de Oxalá, no Catete. Diversas denúncias são feitas à Secretaria de Direitos Humanos que vão desde à violência física, até a recusa de frequentar determinados lugares. Tais movimentos preconceituosos afrontam a própria Lei Mãe do Sistema Jurídico brasileiro, que protege a liberdade religiosa.
As intolerâncias perturbam à sociedade, uma vez que estas são oriundas de um sentimento de superioridade de um grupo em relação a outro. No Brasil, sempre houve uma certa tolerância religiosa, e o que vem acontecendo nos últimos tempos é uma postura fundamentalista em detrimento ao respeito à liberdade de outros.
O antropólogo Vagner Gonçalves da Silva, professor da Universidade de São Paulo (USP), diz que a discriminação de religiões de origem africana nasce da tentativa de inferiorizar negros, índios e mestiços.Ele relaciona o preconceito pelo motivo de essas crenças terem originados por populações marginalizadas. O candomblé, por exemplo, foi incorporado ao Brasil no auge da escravidão africana, na busca de mão-de-obra para as plantações canavieiras. Esta religião passou por diversas transformações e influências do catolicismo. Hoje, tal fator, por muitos, principalmente historiadores e sociólogos é vista com” bons olhos”, uma vez que representa a origem do povo brasileiro: a miscigenação de etnia, cultura, língua, etc. Todavia, na época ocorreu tal confluência, a fim dos seguidores (negros marginalizados) desta religião, poderem, de certa forma, continuar a praticar sua crença.
Comentar ↓	Letícia Simões em 22/09/2015 às 20:54 disse:
O Brasil é um país composto por muitas culturas diferentes, e uma que se destaca bastante por ter nos fornecido diversas contribuições culturais é a Africana. Os africanos infelizmente passaram por muita discriminação durante toda a evolução da nação, sendo feitos de escravos e sendo rebaixados em relação as demais culturas. No Brasil não foi diferente, o preconceito para com a população africana, infelizmente, sempre existiu. Por mais que essa situação tenha melhorado um pouco com o passar dos anos, o preconceito em relação à algumas práticas Africanas, por exemplo práticas religiosas, como mostrado no documentário produzido pela ONU, continuam presentes. Há uma intolerância religiosa, que priva a liberdade de expressão, e faz com que os praticantes da religião que não é bem aceita, sejam alvo de insultos e até agressões. O que não deveria ocorrer de jeito nenhum.	A ONU, tem o intuito, com o documentário, de mostrar que esse tipo de preconceito não pode ocorrer de maneira alguma. O Brasil é um país multicultural e isso não vai mudar, portanto temos necessariamente que respeitar todo tipo de prática cultural, pois todas tem seu valor, importância e história a ser respeitada. Temos que abrir os olhos para esse tipo de preconceito, reconhecer que ele, infelizmente, existe, e assim buscar formas de acabar com ele, pois todos somos iguais.
Comentar ↓	Lucas Reis Cunha em 22/09/2015 às 21:43 disse:
O Brasil, devido à toda sua história de colonização, exploração e domínio pelos portugueses, é um dos países mais miscigenados de todo o mundo. A diversidade de etnias, religiões, culturas, concentradas em um mesmo território, dá uma riqueza única e peculiar ao país.
Porém, esta colonização violenta e exploratória trouxe uma série de consequências negativas para o cenário do Brasil relacionado à forma com que essas diversidades conversam. Apesar da Constituição Federal de 1988 afirmar a laicidade do Estado e a liberdade de crença a qualquer cidadão, a predominância da cultura lusitana sobre as africanas, indígenas etc. É observada claramente em nossa sociedade. Este “domínio´´ da cultura lusitana está fortemente associado ao lugar onde o poder econômico se concentra, e concentrou durante a historia do país. O fato dos portugueses serem a classe economicamente dominante, criou um ambiente propício para a erradicação de culturas diferentes da católica, gerando preconceito e aversão a culturas diversas. Tal prática acabou por se perpetuar ao longo dos anos.
Porém, atendendo às normas e princípios de nossa constituição, não há mais espaço para que tal cenário se perpetue. O respeito à diversidade é essencial para a harmonia da sociedade de qualquer país , e qualquer forma de preconceito e aversão ao diferente deve ser abolida.
Comentar ↓	Álvaro Guilherme Santa Bárbara em 22/09/2015 às 21:58 disse:
De acordo com o artigo XVIII da Declaração Universal dos Direitos Humanos, ‘ todo ser humano tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião’, contudo, essa não é a realidade que temos no mundo, e muito menos no Brasil, onde é notório o preconceito para com as diversas religiões que existem em nosso país. Vivemos em um país laico, mas que a maioria da população segue as religiões católicas e evangélicas. E grande parte desses seguidores são religiosos com um pensamento extremista, que não admitem o pensamento alheio ao seu, e possuem um grande preconceito com as religiões, em especial as que tem origem africana, contudo, mal sabem eles, que a religião católica tem uma grande derivação do candomblé, a principal religião africana no Brasil. O artigo supracitado nos permite então a liberdade de mudar, expressar, cultuar e propagar, qualquer que seja a religião escolhida, e permite também a não aderência à nenhuma religião. A não aceitação dessa livre escolha é uma afronta aos direitos humanos garantidos a nós pela Declaração Universal de Direitos Humanos e pela Constituição Federal em seu artigo 5°, VI, sendo assim, deve ser respeitada, qualquer que seja a religião escolhida, ou até mesmo a escolha de não seguir nenhumas das religiões existentes.
Comentar ↓	Karen em 22/09/2015 às 22:34 disse:
A ONU através desse documentário tem como intuito ressaltar a influência da cultura africana no Brasil e que apesar disso sofreram e até hoje sofrem da intolerância religiosa, cometidas principalmente contra as religiões de matrizes africanas. Dentre elas podemos destacar a Umbanda e o Candomblé, que foram as que mais se destacaram.
Observa-se que muito desse preconceito se origina do desconhecimento. Muitas pessoas pelo fato de simplesmente de não conhecerem tais religiões criam uma espécie de bloqueio, menosprezo, intolerância pelo desconhecido, que na verdade deveriam conhecer para depois expressar algo sobre. Todas as religiões de um modo geral possuem suas imagens, seus símbolos e devemos respeita-los ou pelo menos conhece-los melhor para fazer algum tipo de critica .
O Acordo Universal de Direitos Humanos consagra em seu artigo XVIII que todo ser humano tem direito a liberdade de pensamento, consciência e religião, ou seja não será privado ou reprimido ao professar o que acredita. Independente da religião ,independente de suas raízes ou membros. É necessário entender que o Brasil é um País muito diversificado em praticamente todas as áreas .Portanto, conclui-se que para uma boa convivência ,uma convivência harmônica entre as pessoas de diferentes crenças faz-se necessário sem duvidas o uso do respeito mútuo e maior informação sobre certos pontos que dizem respeito a esses assuntos.
Comentar ↓	Elis Titonelli Ferreira Donato em 23/09/2015 às 8:08 disse:
O documentário produzido pela ONU se refere a um assunto extremamente delicado e que, infelizmente, é motivo de constrangimento para as pessoas que encontram, em alguma das religiões de matriz africana, rituais e ideais que acreditam e querem seguir. Apesar do Brasil ser um país extremamente miscigenado, apresentando uma cultura muito diversificada, a convivência pacífica entre as diferenças não está presente em todos os espaços da realidade brasileira, frisando, no momento, a intolerância a diversidade religiosa, sendo registrados constantemente, de acordo com os dados do sistema de denúncia vinculado a Secretária de Direitos Humanos da Presidência da República, casos tendo como vítimas praticantes das religiões de matriz africana. A situação é tão desconfortável, que para assumir a crença em tais religiões, o seguidor se mune de inúmeros cuidados, por temer o julgamento desconhecido da maioria, sendo tal quadro evidenciado nos números que indicam a realidade religiosa brasileira, como se apenas 1% seguisse alguma das religiões de origem africana, número que provavelmente não está perto da realidade. A liberdade religiosa é um direito garantido pela Constituição Brasileira, assim como por acordos internacionais, não podendo ser permitido que simples tensões religiosas extrapolem o normal e atinjam o campo da violência simbólica ou física.
Comentar ↓	Rafael Faria Gomes em 23/09/2015 às 11:55 disse:
Não somente a religião, mas também a cultura como um todo do Brasil é o resultado de uma mistura de diversos povos ao longo de séculos de construção do país. Essa união de costumes, crenças, tradições e até de genes, dentro do critério biológico, compõem o povo brasileiro.
Esse documentário mostra nada além da realidade vivida no Brasil, na qual determinados grupos sofrem um forte preconceito, como é o caso das religiões de matriz africana muitas vezes incompreendidas e menosprezadas. O fato é que essas religiões possuem uma contribuição muito valiosa para a composição da cultura brasileira, uma vez que enorme parte da população é descendente direta dos africanos vindos para o país a partir do século XVI que praticavam essas religiões.
Além do argumento histórico, há também que lembrar da declaração dos direitos humanos que traz em seu texto o direito de cada ser humano ter o direito de seguir a religião que desejar e de se identificar ou não com suas crenças, ainda que opte por não seguir nenhuma das religiões existentes, seguindo os próprios dogmas ou nenhum deles. A partir daí torna-se fundamental o respeito em relação a todas as religiões e escolhas individuais ligadas a religiosidade ou falta dela.
Comentar ↓	Elisa Portela em 23/09/2015 às 12:16 disse:
O Brasil é, sem dúvidas, um dos países com a maior diversidade cultural do mundo. Possuímos influências de 3 das principais matrizes, a europeia, africana e indígena, portanto somos um povo que prega diversos costumes, religiões, crenças. O documentário produzido pela ONU, aborda exatamente este tema e aponta as injustiças e preconceitos sofridos, especialmente, pelos povos mais influenciados pela matriz africana. É muito triste perceber que, em pleno século XXI ainda existem esse tipo de preconceito racial, completamente improcedentes. A religião pregada por essas pessoas é um dos focos deste menosprezo, que, muitas vezes é proferido por pessoas que nem se quer conhecem ou entendem algo sobre esse tipo de crença. Vale ressaltar a importância da ONU , uma vez que a mesma procura amenizar tamanha intolerância, pautada na Declaração Universal dos Direitos Humanos, e até mesmo em nossa Constituição Federal, que assegura a liberdade de pensamento, crença, religião. Devemos ser mais tolerantes, respeitar o espaço e a escolha do outro, para evitarmos o desnecessário constrangimento que algumas pessoas, que assumiram tais crenças, vêm passando em relação ao julgamento errôneo e preconceituoso de algumas pessoas. Não é correto ter que passar por tamanho desconforto sendo que o direito a liberdade de crença, de escolha da religião , é garantido pela Constituição.
Comentar ↓	Júlia Jacinto de Faria em 23/09/2015 às 13:37 disse:
Após a colonização do Brasil, com o advento do tráfico negreiro milhões de africanos vieram para o Brasil trazendo seus hábitos e cultura, sabe-se que o Brasil tem suas matrizes culturais bastantes miscigenadas. Além das comidas típicas , danças, e etc, uma aspecto muito característico dos africanos que foi por eles introduzida no Brasil é a religião. O documentário produzido pela ONU Brasil teve o importante papel de relatar o preconceito e discriminação ainda existentes no Brasil para com essas religiões africanas, em especial com o candomblé e a umbanda. O documentário produzido pela ONU Brasil vem com um importante meio de amenizar a intolerância e as injustiças cometidas muitas vezes por pessoas que sequer sabem em que consiste a religião e já discriminam antes mesmo de entende-la , alegando ser macumba as práticas realizadas por essas religiões que não passam de costumes e cultura de casa povo que deve ser respeitado. A liberdade de crença é principio Constitucional , e além de previsto na Constituição brasileira, também se faz presente na Declaração Universal de Direitos Humanos onde estabelece que “todo ser humano tem direito à liberdade de pensamento,consciência e religião”. O documentário é muito interessante e valioso no que tange a questão da tolerância religiosa, estimulando para a criação de uma aceitação de todos os tipos de religião no Pais, não é preciso ser um adepto e concordar com tudo que se prega, mas respeitar é preciso sempre .
Comentar ↓	Amanda Pereira em 23/09/2015 às 18:20 disse:
O documentário feito pela ONU Brasil denuncia um velho problema conhecido do brasileiro, mas pouco discutido, a intolerância religiosa do candomblé, que é de origem africana trazida para o Brasil com os escravos e passou a ser elemento da cultura brasileira. O preconceito sofrido por esses religiosos está ligado a sua origem, escravos africanos, negros, que eram perseguidos por sua pratica e hoje sofre com a discriminação de forma mais sutil ou então não divulgada. Um dos causadores de tamanha indiferença se encontra na falta de conhecimento do candomblé que quase sempre vem associado a “macumba”, “terreiro”, “magia negra” e tantas outras expressões preconceituosas.
Apesar da produção deste documentário, uma das grandes criticas feitas a ONU é justamente a respeito da intolerância religiosa, com foco nos países do oriente médio, onde tem como religião predominante o islamismo, que assim como o candomblé, possui costumes típicos que causam estranheza em quem os vê de fora, suas regras, vestimentas, cultura, entre tantos outros e que são fortemente criticados pela própria ONU, alegando violação da liberdade das mulheres ou incentivado a proibição de burcas em certos países. Se de um lado possui a violação de certos direitos, de outro se tem a liberdade de um povo para expressar sua crença. É preciso trazer mais conhecimento dessas religiões diferentes do cristianismo, para que então se possa entender seu fundamento, seus porquês e consequentemente, diminuindo o preconceito. Algo que precisa ser feito primeiro por aqueles que defendem fielmente os direitos humanos.
Comentar ↓	Luíza Ferrão Gonçalves Artimos da Matta em 23/09/2015 às 22:58 disse:
Quando chegaram no Brasil, aqueles de matriz africana precisaram encontrar formas de estarem em casa, formas prazerosas e descontraídas de passar o tempo uma vez que eles eram fortemente violentados tanto físico quanto psicologicamente. Desde sua chegada ao Brasil, os praticantes de religiões de matrizes africanas foram alvo de perseguições por manifestarem a sua fé. Mas ainda hoje, em 2015, os episódios de intolerância religiosa fazem parte do cotidiano. No contexto da Década Internacional de Afrodescendentes, a ONU destaca essas manifestações brasileiras e de forte ligação com a África. É importante ressaltar a importância da ONU nesse aspecto visto que o objetivo da mesma é trabalhar pela paz e o desenvolvimento mundiais.
No entanto, algumas ideias preconceituosas já estão enraizadas no brasileiro, o que impede a visualização desse problema e consequentemente os métodos que podem ser usados para o reconhecimento e posterior tentativa de extinguir esse comportamento. É necessário a compreensão de que o candomblé e outras manifestações de matriz africana fazem parte do Brasil.
Comentar ↓	Natalia Fernandes da Silva em 23/09/2015 às 23:02 disse:
O preconceito a religiao do camdoble esta intimamente ligada ao preconceito que ha contra o negro africano. Mesmo depois que a Constituicao da Republica instituiu como principio a livre manifestacao religiosa, pode-se dizer, que efetivamente este principio nao obteve o resultado desejado pois o preconceito e a discriminacao continuam forte com o negro e toda sua cultura e religiao. Nao se pode ignorar a influencia que o negro africano trouxe para o Brasil com sua cultura e seus habitos, que estao misturados nesse pais miscigenado. Despeitar uma religiao e uma forma de tentar apagar um pouco da historia do Brasil e, principalmente, um desrespeito aos direitos do cidadao.
Comentar ↓	Ana Paula Resende Novais em 24/09/2015 às 0:03 disse:
Com a vinda dos escravos para o Brasi, o país se tornou extremamente povoado por negros trabalhadores de fazendas de café e exploração de qualquer riqueza nativa que fosse. Os portugueses com o seu “descobrir”, entenderam que as terras até então não civilizadas, lhes pertenciam podendo eles comandar seu povoamento e exploração da maneira que quisessem.
Com seu ar de superioridade, os portugueses deixaram como herança, aos seus descendentes, o enorme preconceito com a culinária e principalmente religião negras, trazidas da áfrica, junto de seus pátrios.
Até os dias de hoje ainda pode ver em casa brasileiro, geralmente algum tipo de preconceito conta a raça das pessoas e, com certeza, os que ainda mais sofrem são os negros que ainda hoje não possuem a mesma oportunidade e respeito tidos pelos brancos.
Comentar ↓	Breno Luis Silva Maia em 24/09/2015 às 1:05 disse:
A diversidade cultural é uma marca muito forte no Brasil,devido a todo seu processo de colonização.Somos uma mistura bela de povos o que faz com que toda diversidade devesse ser respeitada e não olhada com maus olhos pelo simples fato de ser diferente.
Dentre essas diversidades existentes temos a religiosa,são várias as religiões presentes em nosso país,sendo a Católica;a Evangélica e a Espirita as mais fortes e comuns de se ver.
O Candomblé e a Umbanda,são religiões africanas , elas não são muito comuns, por isso sofrem com o preconceito e o estranhamento de muitos,diante de seus ritos diferenciados.
É de suma importância relembrar que apesar de o Estado Brasileiro ser laico , ele tem o dever de garantir a liberdade religiosa. O artigo 5º, inciso VI, da Constituição deixa bem claro que : “É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias.”
Além disso, a liberdade religiosa é um dos direitos fundamentais da humanidade, como afirma a Declaração Universal dos Direitos Humanos, da qual somos signatários. O que reforça o fato de ser extremamente absurda qualquer forma de demonstração de preconceito quanto a qualquer tipo de religião, por mais diferente que esta seja,como ocorre com as africanas. Tal preconceito é tão absurdo como qualquer outro (sexo/racial/…) e deve ser tratado com a mesma atenção e relevância com que estes são tratados,para que dessa forma possamos, de verdade , dar fim por completo a esta pratica tão cruel .
BRENO LUIS MAIA
Comentar ↓	Umberto Magalhaes Bizzo em 24/09/2015 às 3:16 disse:
Interessante documentário produzido pela ONU, apontando a intolerância religiosa no Brasil desde tempos remotos ate os dias atuais , de religiões de matrizes africanas como o Catimbo, Ubanda e Candomble. Sendo que o artigo 18 da declaração de universal de direitos humanos, garante a todo ser humano o direito a liberdade de pensamento, consciência e religião, incluindo a liberdade de mudar de religião ou crença ou a liberdade de manifestar essa religião ou crença pelo eisno, pela pratica , culto em publico ou particular. Tal intolerância e devida ao desconhecimento destas religiões , pensando ser macumba as praticas realizadas por essas religiões, que não passam da cultura que deve ser respeitada. Alem disso, a intolerância e devido aos tempos de colonização que propagou um sentimento de superioridade dos europeus aos africanos, pois estes eram escravos a época. O Brasil de hoje e um pais laico como mostrado nos artigos 3 inciso IV da CF (“Promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor , idade, e quaisquer outras formas de discriminacao”) e também no artigo 5 inciso IV, (“ e inviolavel a liberdade de consciencia e de crenca, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias”), e por isso toda religião deve ser tratada como igual . O que se espera e que com a manifestacao dessa minoria, mostrando o desconhecido as pessoas que evitam conhecer o desconhecido, esse preconceito diminua e se torne realmente um pais laico, e o objetivo da ONU nesse documentario foi mais uma bela iniciativa com esse intuito.
Comentar ↓	Brissya Reis em 24/09/2015 às 6:03 disse:
A África e o Brasil se casaram e tiveram dois filhos: candomblé e umbanda. O candomblé é uma religião de matriz africana, a sua origem está na África, sobretudo no sudoeste da África. É uma religião brasileira e que se constituiu não só com essa matriz, mas com o sincretismo a partir da relação com o cristianismo, com cultos e vivências indígenas. A umbanda tem outra forma de sincretizar além dessa construção africanista porque promove outras relações com o misticismo, valores ciganos, kardecistas e hinduístas.
Do sincretismo estão a indumentária e as louças que foram acrescentadas ao culto, como referência aos costumes portugueses.
Comentar ↓	Matheus França em 24/09/2015 às 8:52 disse:
O racismo ainda tenta impedir o culto à ancestralidade negra tornando seus adeptos vítimas recorrentes do preconceito e da intolerância. Visando coibir outras atitudes discriminatórias e, como um ato em homenagem a Mãe Gilda, símbolo de um dos casos mais marcantes de preconceito religioso no país, em 2007 foi sancionada a Lei nº 11.635 que faz do 21 de janeiro o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. A data, que é celebrada por todos os praticantes das religiões de matriz africana, serve ainda como reflexão e motivação na busca pela liberdade do culto religioso e combate ao racismo.
Comentar ↓	Luan Almada em 24/09/2015 às 11:40 disse:
Há intolerância religiosa sim, e não só às religiões de matriz africana. Àqueles que tem sua fé em um Deus, deuses ou entidades, acreditam que o sustentáculo da sua fé é único e exclusivo. Na verdade há um embate de fé, como por exemplo: Cristãos e Muçulmanos; Católico e Evangélico; Cristãos e Espíritas; Cristão e Religiões de Matriz Africana em geral.
É exatamente esse embate entre doutrinas o estopim da intolerância!
No Brasil, o art. 5º, VI da Constituição da República assegura: “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”.
Desta feita, por estarmos sob o império das leis – Estado Democrático de Direito -, em um Estado Laico, toda e qualquer discriminação religiosa tem que ser afastada.
Contudo, a intolerância religiosa não se dá apenas com religiões de matriz africana. A intolerância é fruto de um fundamentalismo extremo que coloca toda e qualquer religião diferente da sua como inimiga.
Comentar ↓	BRUNO DIAS VIEIRA MARQUES em 24/09/2015 às 12:40 disse:
INTERESSANTE COMO A ONU SE CONSOLIDA CADA VEZ MAIS COMO UMA ORGANIZAÇÃO RESPEITADA. O BRASIL TENTA UMA VAGA NO CONSELHO DE SEGURANÇA, QUE DÁ DIREITO A VOTO, MAS DIFICILMENTE CONSEGUIRÁ, POIS TRATA-SE DE UM GRUPO RESTRITO QUE POSSUI BASTANTE PODER E QUE SÓ TEM PODER POR SER UM GRUPO RESTRITO. UMA MEDIDA QUE O BRASIL ENCONTROU PARA SE SUSTENTAR COMO PAÍS ESTRATÉGICO É PARTICIPAR DE MISSÕES DE PAZ, PRINCIPALMENTE NO HAITI. NO ENTANTO, É UM PAÍS QUE NAO CONSEGUE RESOLVER PROBLEMAS INTERNOS. PENSO QUE PARA SER RESPEITADO, O PAÍS DEVERIA FOCAR NO SEU CRESCIMENTO E NO DESENVOLVIMENTO DE SUAS INSTITUIÇÕES PARA ENTÃO PODER PLEITEAR PARTICIPAR DE FORMA ESTRATÉGICA.
Comentar ↓	Renata Monteiro em 24/09/2015 às 15:15 disse:
Sabemos que um dos maiores motivos de guerra nos dias de hoje é a religião, no Brasil não existe um radicalismo como em outros países, mas o preconceito existe! Estar mais implícito ou as vezes bem direto. O catolicismo pode-se dizer que é a principal religião o que faz com que algumas pessoas não aceitem as demais ou as vejam de maneira ruim.
As religiões africanas são as que mais sofrem, o candomblé por exemplo é visto por muitas pessoas de forma pejorativa ou outras afirmações do mesmo gênero, obviamente são leigos que afirmam isso pois a religião tem todos os fundamentos como qualquer outra, ela é uma mistura do cristianismo com a cultura indígena.
Deve-se excluir aquele pensamento que “só os valores brancos de civilização da Europa tem a ver com cristianismo” porque são eles que geram o preconceito.
Comentar ↓	André Fernandes em 24/09/2015 às 15:24 disse:
Os episódios de intolerância religiosa tornam-se cada vez mais recorrentes no Brasil que, inequivocamente, é marcado por uma diversidade cultural.
Tal intolerância pode ser vista contra qualquer religião. Porém, este documentário da ONU trouxe uma explicação pertinente quanto ao preconceito ao Candomblé.
Para compreender, é necessário olhar a história desta religião, marcada pela informalidade. Os cultos do candomblé tem origem africana e desde sua chegada ao Brasil é criminalizada tão somente pela sua origem. Não somente o candomblé é rechaçado, como também toda cultura africana é estigmatizada, como a capoeira e as músicas de origem africana.
Portanto, o preconceito ao Candomblé é, em análise mais cuidadosa, uma intolerância a cultura africana. Tal preconceito, enraizado na mentalidade da população, sobretudo pelo conservadorismo, vem desde os primórdios do Brasil colônia. Sob a influência europeia, culturas que se diferenciam do cristianismo eram demonizadas e consideradas ilícitas.
Porém, a nossa Constituição Federal não comporta esse tipo de comportamento. Está expresso no artigo 5º, VI: “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”.
Sendo assim, a intolerância religiosa afronta a Constituição Federal e os Direitos humanos, claramente assegurados pela carta magna.
Comentar ↓	Yago Reis em 24/09/2015 às 16:36 disse:
Esse documentário produzido pela ONU nos mostra alguns dados interessantes, que retratam a sociedade brasileira como um todo.
Podemos perceber claramente as raízes africanas em nossa sociedade, sejam elas culturais ou religiosas.
O fato de termos religiões predominantemente europeias retrata um fato histórico cultural onde o brasileiro se espelhava nos costumes europeus, sejam esses religiosos ou fatos comuns do dia-a-dia como por exemplo o modo de vestir.
Hoje o Brasil tem cerca de 1% da população que se declara pertencente à religiões africanas.
O que não pode ser aceito é o fato de haver um descriminação por parte do restante da sociedade pelo fato de ter-se uma religião e é ai que a ONU através desse documentário nos mostra que a liberdade religiosa é um direito inerente ao ser humano.
Não há o porque de demonizar outras religiões pelo fato de serem diferentes da sua e o que marca nas falas é principalmente que, atos como de descriminação, não são atos religiosos e sim políticos, pois em seu ideal as religiões não descriminadoras e sim o contrario.
Comentar ↓	Kênia Silva Caetano em 24/09/2015 às 17:03 disse:
O documentário realizado pela ONU devido á Década Internacional de Afrodescedentes serviu para alertar sobre o descontrolado preconceito enraizado, pelo brasileiro contra religiões de origem africana. As matrizes africanas tem até hoje demonstrado vestígios e indícios de sua marca no Brasil em severas características como no carnaval e nos cultos religiosas, devido a miscigenação das etnias. A constituição garante a todo ser humano o direito constitucional à liberdade de pensamento, de expressão, consciência e religião, para praticar suas ideologias. Esses direitos são garantidos para serem exercidos da forra que desejar sem restrições contanto que não viole direito alheio, sendo assim permitido que religiões como candoblé e ubanda sejam cultuadas sem que seja necessário julgá-las por exercerem aquilo que elas acreditam e tem fé.
É necessário fazer com que cresça a mobilização contra intolerância sobre as culturas e religiões de influência africana bem como qualquer outra religião marginalizada, divergente, vista como inimiga, a sociedade atual deveria evoluir para um conceito de igualdade de direitos que apenas está existindo na teoria, não tendo sido praticada hoje no Brasil.
Comentar ↓	Lucas Carvalho em 24/09/2015 às 17:52 disse:
Comentar ↓	Isabella Freitas em 24/09/2015 às 18:40 disse:
A intolerância religiosa é presente no Brasil. A mesma tornou-se uma mazela social a partir do momento que fez com que as pessoas perdessem o respeito pela escolha umas das outras. Não obstante, ainda existem religiões que respeitam a decisão de quem adere a outras; porém, a maioria julga negativamente as crenças alheias, criando, até mesmo, confrontos. As causas dessa intolerância são diversas, destacando-se o julgamento de superioridade de uma religião à outra e de má fé; tendo como consequências o desrespeito dentro da sociedade e uma disputa acirrada pela maior obtenção de crentes em suas igrejas ou templos.
Embora a intolerância religiosa seja bastante recorrente e, até mesmo, comum hoje, existem medidas que podem vir a proporcionar melhorias na convivência social. As escolas poderiam disponibilizar aulas de Ensino Religioso, nas quais seria abordado o estudo das mais diversas religiões, proporcionando conhecimento e criando maiores chances de pessoas tolerantes, independentemente de sua escolha religiosa; entretanto, para essa ideia se fixar, é necessária a participação ativa familiar, reforçando as propostas escolares, formando cidadãos, de fato, conscientes.
Comentar ↓	Staél Bárbara Penido em 27/09/2015 às 12:05 disse:
O documentário produzido pela ONU salientou as intolerâncias e injustiças cometidas contra as religiões de matrizes africanas. Desde que chegaram ao Brasil, as religiões da ubanda e candomblé sofre intolerância religiosa e certo preconceito por parte da população. Estando presentes no país há mais de 200 anos, essas religiões de matrizes africanas também têm como referência a música, os tecidos e até mesmo as comidas dos escravos. Apesar de estar presente até mesmo na Constituição Federal, muitos não respeitam essas religiões, sendo elas mal vistas perante a sociedade. Apesar de haverem pesquisas sobre a porcentagem de pessoas que seguem tais religiões, as mesmas não têm em uma porcentagem correta em relação ao número de pessoas que frequentam, pois é um número subestimado.
Muitos são os casos de intolerância religiosa. Alguns desses casos levam a destruição dos chamados terreiros ou agressão física à pessoas que frequentam ou são seguidores do candomblé ou ubanda. A intolerância religiosa mostra que a sociedade atualmente não tem respeitado as diversidades ou até mesmo a liberdade de escolha. Muitos acham que tudo tem que ter uma igualdade, não podendo haver diferenças. A ignorância e a falta de bom senso fazem com que cada vez mais crimes como estes ocorram. A liberdade de seguir uma ou mais religiões, sejam elas quais forem, muitas vezes não são aceitas ou vistas por bons olhos por determinadas pessoas. Por não serem comuns ou, talvez, por serem cultos praticados de formas diferentes e em lugares, muitas vezes considerados impróprios, os adeptos as religiões de matrizes africanas são considerados como pessoas que não seguem ao deus que a sociedade acredita. A ONU fazendo esse vídeo, mostra como há a intolerância da sociedade e como resposta, mostra um pesquisa e a opinião de adeptos as essas religiões.
Comentar ↓	Ângelo Tadeu Filho em 29/09/2015 às 9:38 disse:
Desde muito tempo atrás, quando o Brasil foi descoberto, para alguns estudiosos e pesquisadores do assunto, a intolerância religiosa iniciou-se com as missões, logo após o descobrimento do Brasil, que tinham como objetivo catequizar/converter índios e escravos. Para muitos, essa intolerância não é apenas ligada a questão religiosa, mas sim a questões envolvendo poder e política.Como dito no documentário, o art. 5º, VI, aduz que “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias”. Portanto, o papel da ONU e trazer esse conhecimento aos que veem essas religiões com preconceito.
Comentar ↓	Samuel Paiva Cota em 22/10/2015 às 20:38 disse:
O documentário produzido pela ONU Brasil na Década Internacional de Afro-descendentes é extramente elucidativo da situação de marginalização e de preconceito que sofrem os afro-descendentes, e até os que não os são, que professam as religiões de matriz africana no nossa país, em razão da construção social e cultural de parte de nossa sociedade, voltada ao ideal eugenista e católico, que busca por meio da intolerância abafar a cultura africana e suas enormes contribuições para a construção da cultura brasileira. Importante ressaltar que o art. XVIII da Declaração Universal de Direitos Humanos é claro ao afirmar: “Todo o homem tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular”. A nossa Constituição também é pródiga ao aduzir a liberdade religiosa e a proteção aos cultos, sem qualquer distinção, conforme preceitua o art. 5º, VI. Assim, a construção de uma sociedade plural e democrática perpassa essencialmente pela reconstrução da nossa cultura e das nossa pré-concepções, que não podem pautar-se por ideias excludentes e que buscam diminuir as contribuições e a legitimidade de outras culturas. É mister apontar que a intolerância que afeta esses grupos é algo que afronta diretamente a nossa constituição e os direitos humanos, devendo ser combatida, por meio de campanhas de conscientização, de acesso a informação, entre outros, com o fito de promover uma mudança de paradigma, a fim de respeitar a diversidade e reconhecer o outro como uma pessoa livre, digna e possuidora de direitos.
Comentar ↓	Ramos em 14/11/2015 às 13:52 disse:
Eu não gosto Estado Islâmico, eu está inimigo ignora Estado Islâmico. Eu queria fechadas religiões no Brasil. Justiça Devem fechadas contra a religiosas. Concordo de você governo Federal já foram fechadas religiões no africana.
Tribuna Ao Racismo combate fechadas contra a religiões no Brasil em 2016 ou 2017.
Comentar ↓	Brenda Bueno Albertini em 20/11/2015 às 14:05 disse:
O documentário produzido pela Organização das Nações Unidas- ONU faz um reflexão acerca das religiões de matrizes africanas no Brasil e a visão preconceituosa que a sociedade tem em relação aos praticantes destas. O art. XVII da Declaração de direitos humanos, como já dito no documentário, declara que “todo ser humano tem direito a liberdade de pensamento, consciência e religião, corroborando com este dispositivo temos também o art. 5º, inciso VI da Constituição Federal que diz: “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”. Entretanto, em detrimento dos dispositivos citados, é fácil perceber que na realidade, ainda nos dias atuais, as pessoas são alvo de perseguições por manifestarem sua cultura, tendo seus direitos fundamentais violados. Fato é que, apesar do Brasil ser um país miscigenado, composto por diversos povos e culturas, o preconceito e a intolerância encontra-se enraizado no pensamento majoritário o que, por consequência, leva a discriminação dos demais membros da sociedade que não se enquadram no padrão cultural considerado “normal” pela maioria da população. Outro fator interessante e essencial que deve ser levado em consideração ao se discutir o respeito a religiões diversas é a laicidade do estado, prevista constitucionalmente mas constantemente violada por políticos, quando aprovam leis que impõe visões de determinadas religiões a todos os cidadãos, por juízes, quando sentenciam utilizado argumentos religiosos para a punição de determinadas condutas e também por profissionais da educação, quando aplicam o ensino religioso nas escolas como uma maneira de doutrinação dos alunos e não como um mecanismo para demonstrar as diferentes manifestações religiosas e as contribuições que cada uma delas trás para a cultura nacional.
Comentar ↓	Flávia Maciel da Silva Barcelos em 13/12/2015 às 18:46 disse:
A ONU tem como principais objetivos a busca da paz mundial, do equilíbrio geopolítico, da segurança internacional, além de tratar de assuntos relacionados aos direitos humanos e outros de cunho social.
Tendo em vista a realidade de intolerância religiosa presente no cenário social brasileiro, a produção deste documentário pela ONU é de fundamental importância, uma vez que a conscientização é um meio eficaz para o combate à recorrência desses episódios lamentáveis de preconceito contra as religiões afro-brasileiras. Geralmente, é a falta de conhecimento que induz à formação dos discursos de ódio e da ideia equivocada de que tais religiões tem fins satânicos, sendo que seus cultos são pejorativamente chamados de macumba.
As pessoas adeptas às religiões de origem africana foram alvo de perseguição desde que chegaram ao Brasil e, infelizmente, é perceptível que até hoje esse grupo minoritário ainda é alvo da intolerância.
O documentário retratou de forma clara como o Candomblé e a Umbanda (as mais propagadas nos terreiros) são religiões diversificadas, marcadas pelo sincretismo religioso. Levando-se em conta que o Brasil é um país laico e que o texto constitucional do artigo 5, VI, preceitua a regra da liberdade de crença, deve ser garantido a todo indivíduo o direito de expressar livremente suas convicções, caminhando em defesa da liberdade religiosa. Essa iniciativa da ONU é apenas mais um mecanismo de luta pelo respeito à diferença.
Comentar ↓	Juliana Eugênio Ferreira em 14/12/2015 às 0:29 disse:
De matriz essencialmente miscigenada historicamente, o Brasil hodierno, apesar de laico constitucionalmente, possibilita a coexistência de várias religiões em seu território nacional.
Entretanto, embora a livre expressão da religião esteja prevista no artigo XVII da Declaração de Direitos Humanos, bem como no artigo 5º, inciso VI da Constituição Federal, as crenças de cunho africano, a exemplo do Candomblé e da Ubanda, e seus adeptos, sofrem relevante intolerância e perseguição, devido ao histórico cultural e social em que se fundamenta acentuada parte de nossa sociedade basicamente católica.
A Organização das Nações Unidas- ONU, qual seja, tem como objetivo a segurança internacional, o equilíbrio geopolítico, além da proteção dos direitos humanos, em comemoração à Década Internacional de Afrodescendentes, produziu o documentário acima exposto, relatando os motivos desta intolerância religiosa, assim como expõe a riqueza da cultura afrodescendente no país.
Assim, faz-se mister destacar tamanha pertinência dessa produção, visto que, ademais as informações expostas no vídeo, este também tenta conscientizar o brasileiro à cerca das religiões afro-descendentes, a fim de promover o respeito e a pacifica convivência no tocante à diferença religiosa do outro.
Comentar ↓	Ana Paula Rocha Paes em 14/12/2015 às 10:30 disse:
A intolerância religiosa é insustentável em nosso ordenamento jurídico pautado nos princípios de um Estado Democrático de Direito, que prega a pluralidade, a liberdade de culto e a igualdade de tratamento entre as religiões. Ressalta-se que a intolerância em relação às religiões de matrizes africanas, como foi exposta no vídeo, é histórica, já que os negros trazidos para o Brasil para serem escravos na época do Brasil colônia eram tratados da pior forma possível pelos brancos. Consequentemente as manifestações espirituais dos negros, marcadas, principalmente, por cerimônias do candomblé e umbanda, eram estigmatizadas e tratadas como algo do demônio para os cristãos que aqui residiam e dominavam o Brasil.
Observa-se dessa forma, que os negros e suas religiões até hoje se deparam com essa repressão, que tem origens históricas, e comumente são vítimas do discurso de ódio e da violência de pessoas radicais.
Comentar ↓	Matheus Augusto de Jesus Starling em 15/12/2015 às 14:27 disse:
A intolerância em qualquer uma de suas faces é algo inaceitável, os direitos internacionais juntamente com os direitos humanos foram criados de forma a garantir a livre manifestação e a igualdade entre todos. O Brasil é um país historicamente miscigenado, dada a sua colonização ter sido responsável pela vinda de diferentes tipos étnicos e culturais.
A raiz africana no Brasil é muito forte, em sua colonização, com a vinda de negros para serem escravos, eles compunham a maior parte da população. Com isso, as manifestações de fé e culturais vieram junto, sento estigmatizadas pelos seus senhores e tomando essa conotação pejorativa.
O ordenamento jurídico brasileiro vem de encontro aos direitos humanos e direito internacional, garantindo a liberdade de expressão e a liberdade religiosa de todos os cidadãos, porém ainda não é o bastante para evitar episódios de intolerância como vistos no vídeo acima, a conscientização da população, infelizmente, não se faz só com sanções e criação de leis especificas, é algo cultural que tem que começar a ser mudado no berço para que as pessoas passem a se enxergar como seres humanos independente de raças, credos, cor e ideologia.
Comentar ↓	Tandara Martins em 17/12/2015 às 9:44 disse:
Cumpre ressaltar que o respectivo documentário trata com veemência a liberdade que todos os cidadãos têm em proferir a religião que entender ser melhor para com a própria vida, sendo este um direito de garantia fundamental. No entanto, não cabe aos demais, de forma alguma, se insurgirem contra, vez que trata-se de uma liberdade. O Brasil é um país de grande miscigenação e diversidades, com uma grande manifestação de culturas diferentes, com raízes e origens de mais de um continente e mais de uma cultura. É natural que haja tamanha heterogeneidade.
Em consonância a isso, é, portanto, inadmissível que ao se tratar das religiões de origem africana, exista tamanha intolerância. A ONU, de maneira acertada procura amenizar tal intolerância por meio de diversos mecanismos sociais.
Insta por fim, salientar a seguinte disposição da Declaração Universal de Direitos Humanos “todo ser humano tem direito à liberdade de pensamento,consciência e religião”.
Comentar ↓	Hanna Abdo Mansur em 17/12/2015 às 10:57 disse:
Apesar de representarem menos de 1% nas estatísticas oficiais, as religiões de matriz africana atingem uma quantidade muito maior de pessoas no Brasil. O que se observa é que as pessoas só podem declarar-se como praticantes de uma religião, mas, na prática, há muitos que frequentam cultos diversos, seja o candomblé, a umbanda, as igrejas neopentecostais ou mesmo a igreja católica, entre outros. Diante desse cenário, a intolerância religiosa perde quaisquer fundamentos que almejassem justificar o injustificável. Principalmente no Brasil, onde os processos colonizadores, migratórios e escravagistas geraram grande diversidade cultural e populacional, a intolerância religiosa se faz incompreensível, porém, existente. Nota-se que as religiões de matriz africana são acompanhadas por estigmas e preconceitos, sendo associadas, muitas vezes, àquilo que não é sagrado. Ressalta-se que, na verdade, o que ocorre é uma verdadeira “disputa de mercado” entre as religiões, muitas vezes levada para o campo político. Desse modo, cria-se um inimigo comum aos fiéis, aquele que deve ser combatido e odiado. O cristianismo – pregado por muitos, praticado por poucos –, porém, tem como base o amor, não o ódio. O ódio se baseia em questões meramente políticas. Como exemplo, o documentário apresenta a “Caminhada em defesa da liberdade religiosa”, na qual diversas pessoas, de diversas religiões mostram que é possível conviver em comunidade, respeitando as crenças uns dos outros, que é possível praticar o amor em todas as suas formas e independente de religião.
Comentar ↓	Arthur Araújo em 17/01/2016 às 17:15 disse:
Desde o descobrimento do Brasil vivenciamos casos de intolerância religiosa, quando os jesuítas chegaram práticas indígenas foram coibidas. Da mesma forma, os africanos tiveram seus hábitos religiosos tolhidos, tais fatos demonstram que, historicamente, o Brasil é um país intolerante.
Experiências vivenciadas por ”adeptos” das religiões de matrizes africanas revelam o quanto é difícil promover eventos religiosos, ao passo que outras religiões ditas cristãs gozam do apoio do poder público. Portanto, a discriminação brota do próprio poder que deveria zelar pela convivência harmônica entre as religiões, bem como garantir manifestações de qualquer crença.
No Rio de Janeiro, traficantes que se converteram para religiões evangélicas foram acusados de proibir terreiros de umbanda. Tal repressão é observada por outros membros da comunidade civil. Há casos em que os repressores incendiaram terreiros na Baixada Fluminense.
Diante desse cenário temos que lutar contra qualquer tipo de opressão para que esses lamentáveis fatos não se repitam em nossa sociedade.
Nas palavras de Nelson Mandela: ”Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, ou por sua origem, ou sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se elas aprendem a odiar, podem ser ensinadas a amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que o seu oposto. A bondade humana é uma chama que pode ser oculta, jamais extinta”.

References: artigo 3
 artigo 216
 artigo 5
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 artigo 18
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