Source: https://www.conjur.com.br/2016-jan-12/sociedade-unipessoal-advogado-acesso-inquerito-viram-lei/c/1
Timestamp: 2019-12-12 11:59:58+00:00

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ConJur - Sociedade unipessoal de advogado e acesso a inquérito viram lei - Comentários (página 1 de 2)
Conquistas de Classes
WashJr (Outros - Administrativa) 14 de janeiro de 2016, 16h11
Caríssimos, para quem não é da área jurídica talvez seja válido asseverar que a Constituição da República de 1988, que é a Lei Maior de onde surgem todas as demais leis que regulam as diversas relações, direitos e deveres dos que residem em nosso país (resumindo bastante), foi o resultado de um grande movimento democrático que resultou na Assembleia Nacional Constituinte de 1987-88. Ali, após debates amplos e intensos, os representantes políticos eleitos pelo povo aprovaram o texto que deu a forma ao nosso Estado Democrático de Direito. Assim, cada direito, cada garantia fundamental, cada cláusula pétrea e direito social contidos naquela Carta Magna, nela não se encontram por acaso ou lá foram colocados despretensiosamente, mas sim às expensas de uma atividade política intensiva por parte dos diversos grupos sociais, culturais, econômicos, religiosos, profissionais, etc, que compunham a nossa Nação naquele momento histórico. Portanto, "data venia", mas desmerecer a conquista noticiada acima, simplesmente por ter sido resultado de atividade política dos que militam em favor de melhores condições para a própria classe, é fechar os olhos à realidade e negar validade à democracia, em si - além de ser de uma ingenuidade que beira o desconhecimento propriamente dito! Quanto a vincular uma lei a um acontecimento negativo, mais precisamente a um processo em que agentes políticos de alto escalão são réus ou indiciados, é desconhecer o processo legislativo e não saber com propriedade por quais fases cada norma deve passar antes de ser sancionada e que, quem a sanciona, em pouco costuma ter contribuído para a sua existência.
Parabéns à combatente classe dos advogados pela merecida conquista!
Dr. Luiz Riccetto Neto (Advogado Sócio de Escritório - Criminal) 14 de janeiro de 2016, 14h41
Conforme nosso comentário abaixo, sob o título ´DIREITO DE REQUERER DILIGÊNCIAS` (em 13/01/2016, 13h27min), aqui se reproduz que "é de se lembrar que o artigo 14 do Código de Processo Penal estabelece que "o ofendido, ou seu representante legal, e o indiciado poderão REQUERER QUALQUER DILIGÊNCIA, que será realizada, ou não, a juízo da autoridade". Assim, com o devido respeito a entendimento diverso, tal dispositivo conjugado com o artigo 6º do mesmo CPP, implicam na sua realização pela autoridade policial, sob pena de incorrer no CRIME DE PREVARICAÇÃO e INFRAÇÃO DISCIPLINAR. Portanto, s.m.j., pouco importa o veto nesse sentido!". Outrossim, ressalta que o poder discricionário da autoridade policial deve observar o princípio da motivação e eficiência, não podendo ser imotivadamente indeferidas as diligências pertinentemente requerida por Advogados, notadamente quando previstas no artigo 6º do Código de Processo Penal, pois evidenciará o dolo específico do CRIME DE PREVARICAÇÃO.
Carga dos autos?
Júlio Piegat (Escrivão) 14 de janeiro de 2016, 13h47
Será que a alteração contempla o direito a carga dos autos? Sou escrivão e acho terrível a peregrinação de advogados para obtenção de cópias. Não entendo os motivos de não haver carga se no Fórum há, mormente porque se juntou a denúncia e foi trocada a capa.
No tocante a diligências requeridas pelo investigado, nunca vi delegado indeferir, a menos que fossem manifestadamente procrastinatorias. A imensa maioria dos delegados que trabalhei tem interesse na verdade real e sabem que deixar de atender pleitos razoáveis da defesa só faz que os pedidos voltem como cotas do MP, dando mais trabalho.
Aristóteles (Administrador) 14 de janeiro de 2016, 4h18
Nada justifica advogado ter esse verdadeiro privilégio de tributação favorecida em início de carreira. E os demais profissionais, como contadores, médicos, engenheiros? São menos importantes? Isso somente foi aprovado pelo lobby da OAB, à míngua da Constituição.
Revanche contra a Lava-Jato
Péricles (Bacharel) 13 de janeiro de 2016, 20h58
Ninguém duvide que essa aprovação feita na surdina foi proposta pela turma envolvida, como defensores e indiciados pela Operação Lava -Jato. Vão melar tudo!!!
No tocante a requisição de diligências
Ariane Diniz Garcia (Advogado Autônomo) 13 de janeiro de 2016, 16h33
O texto do artigo 14 do CPP ao mencionar a possibilidade do advogado de requerer diligências condiciona sua execução a discricionariedade da autoridade policial. Por outro lado , a lei em questão inclui o direito de requisitar diligências, de modo que estas não poderiam ser indeferidas pelo delegado de polícia , se tornando obrigatórias. Logo , há uma diferença relevante entre o direito que o CPP em seu artigo 14 prevê e o que o estatuto definia em seu projeto de lei.
Ariane Diniz Garcia (Advogado Autônomo) 13 de janeiro de 2016, 16h29
O artigo 14 do CPP já menciona a palavra requerer para sinalizar que as diligencias solicitadas podem ser ou não deferidas. Assim, será realizada se a autoridade policial, discricionariamente , admitir. O projeto por outro lado trazia o direito de ''requisitar diligências'' , diferentemente do CPP
Algo está fora da ordem
DPF Falcão - apos (Delegado de Polícia Federal) 13 de janeiro de 2016, 16h17
Se as diligências requeridas estão sujeitas a um juízo de valor, podendo ou não ser realizadas, como imputar à Autoridade Policial o crime de prevaricação?
Responsabilidade Ilimitada ou Limidada?
marlonlinecwb (Administrador) 13 de janeiro de 2016, 14h46
O texto da matéria diz a Sociedade Individual de Advocacia, ora criada pela Lei nº 13.247, seria uma EIRELI, sendo sigla de "Empresa Individual de Responsabilidade Ilimitada". Porém, o CC/02, sem seu Art. 980-A, §1º, determina que tal sigla significa "Empresa Individual de Responsabilidade Limitada". Por outro lado, vale verificar que na nova lei em comento na matéria no novo tipo de sociedade o sócio ou titular da sociedade tem responsabilidade solidária e ilimitada pelos danos causados aos clientes por ação ou omissão no exercício da advocacia, sem prejuízo da responsabilidade disciplinar em que possam incorre (na nova redação do art.17, do Estatuto da Advocacia).
Início da justiça policial ????
Macaco & Papagaio (Outros) 13 de janeiro de 2016, 14h10
O inquérito é, tradicionalmente, concebido e planejado para apoiar o Direito Punitivo. ´Mas, por pior que sejam os crimes, em um Estado Democrático, qualquer sistema não deve abrir mão da Teoria Geral dos Direitos Fundamentais.
A nossa Constituição, aliás, não abrigou a inquisitividade dos modelos e procedimentos policialescos. Vejam que até à edição da Lei 12.850/13, o indiciamento sequer era previsto na nossa ordem jurídica; mas este instrumento atávico foi e aidna é hoje usado, como ranço do autoritarismo imperial e com base na ideia da ditadura do sujeito como "objeto de investigação". Para a mídia e o Estado, o indivíduo indiciado é previamente "culpado".
Essas modificações no art. 7°, inciso XIV, da Lei n° 8.906/94, são ainda tímidas para a defesa concreta do cidadão ante os abusos nos atos de condução da Polícia Judiciária.
Cientificamente, já se provou que os Juizados de Instrução seriam uma alternativa racional e mais eficaz para verter a mentalidade policial retrógrada e defasada que, além de lenta, muitas vezes, acaba com a vida e honra dos inocentes.
Melhor seria a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional apresentada pela OAB que introduz a noção de dialeticismo e do contraditório nos inquéritos policiais.
Afinal, já é tempo da criação de um processo administrativo policial; necessário, sobretudo, para que haja possibildaide de uma Justiça em sua feição real.
Mudanças que nada mudam
Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária) 13 de janeiro de 2016, 13h47
Fiz muitas contas, e ainda não encontrei nenhuma vantagem real em uma sociedade unipessoal de advogado se filiar ao SIMPLES. As contribuições patronais para o INSS continuam a ser devidas, assim como as contribuições do advogado. Já em relação à obrigatoriedade dos advogados em inquéritos, também não vejo nenhuma mudança concreta. As leis no Brasil, principalmente as que falam de prerrogativas da advocacia, são sistematicamente descumpridas. Tanto faz estar dito se é preciso ou não advogado no inquérito, porque não há meios efetivos ou atuação da OAB para fazer a previsão legal se tornar realidade. Nada muda para advocacia ou para os acusados.
Dr. Luiz Riccetto Neto (Advogado Sócio de Escritório - Criminal) 13 de janeiro de 2016, 13h27
É de se lembrar que o artigo 14 do Código de Processo Penal estabelece que "o ofendido, ou seu representante legal, e o indiciado poderão REQUERER QUALQUER DILIGÊNCIA, que será realizada, ou não, a juízo da autoridade". Assim, com o devido respeito a entendimento diverso, tal dispositivo conjugado com o artigo 6º do mesmo CPP, implicam na sua realização pela autoridade policial, sob pena de incorrer no CRIME DE PREVARICAÇÃO e INFRAÇÃO DISCIPLINAR. Portanto, s.m.j., pouco importa o veto nesse sentido!
Novo carnê....
Toní Guimarães (Advogado Sócio de Escritório - Administrativa) 13 de janeiro de 2016, 12h36
A despeito da boa nova, não há qualquer menção acerca da novo anuidade que a sociedade unipessoal, eventualmente, tenha de pagar, tal qual as sociedades tradicionais... Assim, questiono, mesmo desconfiando já saber a resposta, a sociedade individual terá de pagar anuidade também, vale dizer, o mesmo advogado arcará com duas anuidades....
Caio Arantes - www.carantes.com.br (Advogado Sócio de Escritório - Criminal) 13 de janeiro de 2016, 12h19
**NÚMEROS DAS LEIS:
Ref.: Investigação Criminal: LEI 13.245/2016
http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13245.htm
Ref.: Sociedade Unipessoal: LEI 13.247/2016
http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13247.htm
Helder Kuiawinski da Silva (Advogado Autônomo) 13 de janeiro de 2016, 10h27
Em que pese o texto aduzir "A nova figura societária dá as mesmas proteções que têm as pessoas jurídicas — como responsabilidade limitada ao valor do capital social em caso de dívidas e menor carga sobre ganhos...", em verdade devemos lembrar que por disposição expressa no Estatuto da Advocacia e OAB, Lei nº 8.906/94, a responsabilidade da sociedade de advocacia, do advogado autônomo, e agora do titular de sociedade individual, é ilimitada!
É o que dispõe o art. 17 da Lei:
"Art. 17. Além da sociedade, o sócio e o titular da sociedade individual de advocacia respondem subsidiária e ilimitadamente pelos danos causados aos clientes por ação ou omissão no exercício da advocacia, sem prejuízo da responsabilidade disciplinar em que possam incorrer."
Vence o estado de direito
Dr. Josedeo (Advogado Autônomo - Administrativa) 13 de janeiro de 2016, 10h26
A advocacia, é "munos público".
Em tempos onde o direito a defesa, enfrenta difícil quadra, o legislador, demonstra o compromisso com o Estado de Direito.
Com a lei, acaba as alegações de tortura e vícios de vontade.
Os abusos de Autoridade nas investigações, sofrem duro golpe, todavia, será o exercício altivo das autoridades responsáveis e dos advogados, que porão fim, ou ao menos mitigarão, tal prática, tanto nefasta, quanto, corriqueira.
Julio Campos. (Advogado Autônomo - Internacional) 13 de janeiro de 2016, 9h17
Já que mediram esforços para mudar o texto da Lei 8.906/94, no assunto da sociedade unipessoal, que tal trabalharem para regularem EM FORMA DE LEI o advogado associado, ESTAMPANDO os direitos dessa figura, já que os donos das bancas fazem pouco caso?
o mais importante é filmar...., mas não ficou obrigatório
daniel (Outros - Administrativa) 13 de janeiro de 2016, 8h44
deveria ser obrigatória a filmagem das oitivas do suspeito.
Menos fraudes?
MACUNAÍMA 001 (Outros) 13 de janeiro de 2016, 8h16
Quem sabe a presença do advogado impedirá a ocorrência das inúmeras fraudes nos inquéritos policiais, fraudes essas consubstanciadas na prática de o escrivão ouvir algo do depoente e inserir outra nos autos. Espera-se também que os delegados façam a oitiva das pessoas e se acabe com a ilegal prática de se permitir que os escrivães tomem depoimentos, façam perguntas, em suma, atuem como se delegados fossem. Aliás, os depoimentos de todos na esfera policial deveriam ser filmados e gravados em DVD, como já ocorre na Justiça.
Direito do investigado - paridade de armas
DPF Falcão - apos (Delegado de Polícia Federal) 13 de janeiro de 2016, 7h58
Concordo com a presença do advogado no IPL, dentre outras vantagens, acabará a alegação de vontade viciada em depoimentos e interrogatórios, por pressão (tortura) feita na Delegacia.
Pode atrasar a conclusão das investigaçôes? Pode, mas é uma garantia a mais para o cidadão e a sociedade.
No inquérito, o Delegado não é parte, e visa a apurar os fatos e a identificar seus autores, com isenção e imparcialidade.
Com a presença do advogado, busca-se a paridade de armas entre "defesa e acusação", antes de se levar alguém às "barras dos tribunais", que pode nem acontecer, desafogando a Justiça.

References: artigo 14
 artigo 6
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