Source: https://pt.scribd.com/doc/3213897/Licenciatura-em-Biologia-Pesquisa-Pratica-e-Pedagogica-Biologia-II
Timestamp: 2015-11-26 12:32:17+00:00

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P. 1Licenciatura em Biologia - Pesquisa Prática e Pedagógica - Biologia IILicenciatura em Biologia - Pesquisa Prática e Pedagógica - Biologia II4.73|Views: 4.937|Likes: 45Publicado porBiologia MarinhaMore info:Published by: Biologia Marinha on Jun 03, 2008Direitos Autorais:Attribution Non-commercialAvailability:Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.download as PDF, TXT or read online from ScribdFlag for inappropriate content|Acrescentar à coleçãoSee moreSee lesshttps://pt.scribd.com/doc/3213897/Licenciatura-em-Biologia-Pesquisa-Pratica-e-Pedagogica-Biologia-II01/11/2013pdftextoriginalPEDAGÓGICA IIP RÁTICA
Pesquisa e Prática Presidente ♦ Gervásio Meneses de Oliveira Vice-Presidente ♦ William Oliveira
♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ Coord. de Softwares e Sistemas ♦ Coord. de Telecomunicações e Hardware ♦ Coord. de Produção de Material Didático ♦ Diretor Geral Diretor Acadêmico Diretor de Tecnologia Diretor Administrativo e Financeiro Gerente Acadêmico Gerente de Ensino Gerente de Suporte Tecnológico Waldeck Ornelas Roberto Frederico Merhy Reinaldo de Oliveira Borba André Portnoi Ronaldo Costa Jane Freire Jean Carlo Nerone Romulo Augusto Merhy Osmane Chaves João Jacomel
Gerente de Ensino ♦ Jane Freire Coordenação de Curso ♦ Letícia Machado Autor (a) ♦ Maria das Graças Cardoso Moura Supervisão ♦ Ana Paula Amorim ♦PRODUÇÃO
Revisão Final ♦ Carlos Magno Brito Almeida Santos Coordenação ♦ João Jacomel Equipe ♦ Ana Carolina Alves, Cefas Gomes, Delmara Brito, Fabio Gonçalves, Francisco França Júnior, Israel Dantas, Lucas do Vale e Mariucha Ponte Editoração ♦ Mariucha Ponte Imagens ♦ Corbis/Image100/Imagemsource Ilustrações ♦ Mariucha Ponte
Estrutura e Organização da Unidade Escolar: a participação dos atores 31 envolvidos na escola. A Formação Continuada de Professores: a função da escola como espaço 43 de formação de seres humanos.
O Projeto Político Pedagógico: metodologia de trabalho para a elaboração 48 deste documento. Projeto de Ensino-Aprendizagem: concepção de Educação, Currículo e Conhecimento. 54 O FUNDEB, o FUNDESCOLA e o PDE: informações e recursos necessários 66 para garantir a autonomia da Escola.
A Gestão da Escola e a Gestão da Sala de Aula: por onde começar? Atividade Orientada
PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO: A GESTÃO DA ESCOLA E DA SALA DE AULA
Gestão Escolar: em busca de uma gestão democrática
A finalidade da Escola: formar seres humanos
GESTÃO ESCOLAR: DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO AO COTIDIANO DA SALA DE AULA
A EDUCAÇÃO E O EXERCÍCIO DA CIDADANIA: A ESCOLA COMO ESPAÇO DE FORMAÇÃO DE SERES HUMANOS
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Caro(a) aluno(a), “Daquilo que eu sei Nem tudo me deu clareza Nem tudo me foi possível Nem tudo foi concebível”... Seja bem vindo(a) à disciplina Pesquisa e Prática Pedagógica II! Trata-se de mais um momento de reflexão e tematização da prática pedagógica, desta vez voltada para a temática “O Papel da Educação no Exercício da Cidadania”. Como exercer este papel, professor de Biologia? Como compartilhar com outros professores e com o Gestor Escolar sobre as questões pedagógicas voltadas para a construção da escola que queremos (e podemos ter), para o Projeto Político Pedagógico, para a cidadania? Devido às situações históricas distorcidas, o ato de Planejar carregou o estigma de “impossível”, “burocrático”, “enfadonho”, “cópia” de documentos e/ou de roteiros disponibilizados nos livros didáticos. Será que estes atos são legítimos quando queremos pensar sobre a formação dos seres humanos que procuram a escola para concretizar saberes presentes no dia-a-dia e que “ganham” na escola outros olhares críticos, reflexivos? Temos um convite para lhe fazer: enfrentar o desafio de definir o Projeto Político Pedagógico, fruto de uma gestão democrática, como necessário e possível. Para tanto, além de “não fechar os olhos” para as questões técnicas, legais, políticas, sociais e pedagógicas, é necessário “não tapar os ouvidos” para escutar o que os gestores e/ou Coordenadores Pedagógicos da Escola em que você fará Pesquisa de Campo têm a dizer sobre a sua ação no contexto educacional, superando a rejeição causada pelo ato de planejar, compreendendo-o como prática humana, como encontro de pessoas ímpares, “usando todos os sentidos” para viabilizar a tarefa urgente de transformar a escola através da reflexão da prática pedagógica, compreendendo-a como ato significativo, crítico, em busca da autonomia, influenciando a organização da gestão escolar. O convite se estende chamando sua atenção para que não lave as mãos diante deste ato mediador próprio para viabilizar a construção da cidadania: a educação. Você, nós, educadores(as), precisamos nos sentir “cada vez mais limpos, cada vez mais limpos!” Sem a sua participação, não é possível fazer uma reflexão política, teórica e pedagogicamente consistente, que confronte duas questões essenciais, mediadoras do nosso processo metodológico, utilizado para a concepção deste Material Impresso: a questão da responsabilidade dos atores envolvidos no processo democrático da gestão escolar (professores, alunos, comunidade, gestor) e a questão das possibilidades e limites desses mesmos atores. É pela análise crítica entre as responsabilidades e possibilidades que construímos e aprofundamos questões que serão aqui compartilhadas com vocês. Muito prazer! Profa. Ms. Maria das Graças Cardoso Moura
GESTÃO ESCOLAR: DO PROJETO POLÍTICOPEDAGÓGICO AO COTIDIANO DA SALA DE AULA
Nossa obrigação é dar conta de um direito cujos contornos não é cada escola que decide. Um direito é inerente à condição humana de cada educando. Diante de direitos sociais, só nos cabe como famílias, comunidades ou profissionais entender suas exigências e garanti-los. Nunca teremos o direito de reduzi-los e menos de negá-los, ou de interpretá-los autonomamente. (ARROYO, s/d).
Escola. Que espaço é este? Certamente é um espaço formal de construção de saberes. A palavra tem sua origem mais próxima no latim clássico schola, que, por sua vez originou-se do grego scholé, e significava ‘lazer’. Para os gregos que viveram um século antes de Cristo, a busca de conhecimento era sinônimo de ócio, papel hoje redefinido pelos jovens como espaço de tormento. Como fazer com que o ato de estudar torne-se uma situação favorável para a aprendizagem? Este é o nosso primeiro ponto de reflexão.
de Nóbrega, quinze dias após a chegada edificaram a primeira escola elementar brasileira, em Salvador, tendo como mestre o Irmão Vicente Rodrigues, contando apenas 21 anos. Irmão Vicente tornou·se o primeiro professor nos moldes europeus e durante mais de 50 anos dedicou·se ao ensino e a propagação da fé religiosa.
Na Grécia Antiga, as pessoas que dispunham de condições sócio-econômicas e tempo livre, nela se reuniam para pensar e refletir. Esta ação era vista como “ócio”. Os primeiros jesuítas chegaram ao território brasileiro em março de 1549 juntamente com o primeiro governador·geral, Tomé de Souza. Comandados pelo Padre Manoel
Fonte de Pesquisa: http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/heb02.htm#texto
Sabe-se que o principal desafio da Escola é garantir o desenvolvimento do ser humano, observando os inúmeros problemas educacionais e o verdadeiro papel da educação formal. Os debates voltados para esta temática têm resultado na compreensão da necessidade de empreender esforços para Pesquisa e Prática vencer os obstáculos que inviabilizam a construção de uma escola pública Pedagógica II que eduque e garanta o exercício pleno da cidadania.
Poderemos indicar alguns procedimentos necessários para esta ação, a saber: I As escolas precisam enfrentar o desafio de oferecer aprendizagens básicas que assegurem a igualdade de oportunidades;
II É necessário considerar as características individuais dos alunos; III É preciso atuar frente às profundas desigualdades sociais, econômicas e culturais de uma parcela significativa da população marginalizada; IV Urge atentar para a não priorização da cultura dominante, configurada como desestímulo à permanência da “população marginalizada”.
Percebam que estas ações apontam para o rompimento com o entendimento de sujeito homogêneo (todos são iguais), de consciência unitária (todos pensam do mesmo jeito) para a construção de um sujeito consciente, crítico, livre e autônomo de fato! Este é o(a) aluno(a) que desejamos e poder ter. A escola, neste contexto, precisa atentar para a proposta formulada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), que traz como princípios fundamentais os quatro pilares da educação: “aprender a conhecer, a fazer, a conviver e aprender a ser” (1999). Com esta nova concepção, a escola passou a ser reconhecida como local de processos formativos que priorizam a coletividade e, conseqüentemente, como um local de afirmação de identidades culturais. A retomada diária, junto aos educadores, do teor dos documentos publicados pela UNESCO auxiliam todos os envolvidos com o processo educativo a compreenderem como deve ser a educação que preparará os cidadãos para o desafio do terceiro milênio. Está preparado, futuro(a) professor(a)? Agora, as discussões e a reflexão da prática devem conduzir à sua inserção e ao seu compromisso pedagógico validado na sala de aula, no dia a dia da escola, associandose às Diretrizes e aos Parâmetros Curriculares. Trata-se de fazê-los acontecer, de fato! Está preparado para assumir este compromisso?
Como fazê-lo? Eis a questão! Pedro Farias Borges (2004) sugere que algumas associações propiciam melhores entendimentos e concretizam as diretrizes e pilares indicados. Algumas sugestões: Aprender a Ser É angustiante como as escolas de educação básica, de modo geral, ignoram totalmente as diferenças entre os alunos. A designação do aluno oculta a origem e a história pessoal de cada um, as questões étnicas, a sexualidade, o meio social, os interesses, os gostos, as preferências e, principalmente, os dons e talentos. Buscam-se turmas homogêneas, com escolas em que predominam o espírito utilitarista dos conteúdos estudados que têm maior ou menor valor, ditados pela cobrança no vestibular(p.74). O que as Diretrizes Curriculares Nacionais indicam em relação a este pilar? Indicam que os projetos do Ensino Fundamental (Parecer CNE 04/98) e Ensino Médio(Parecer CNE 15/98) devem: Parecer 04/98 Reconhecer a identidade pessoal dos alunos, dos professores, da escola e do seu contexto; Abordar temas ligados à vida cidadã, tratando-os contextualmente e interdisciplinarmente. Parecer CNE 15/98 Valorizar aspectos relativos à estética da sensibilidade; À política da igualdade; À ética da identidade.
Estes projetos devem proporcionar aos jovens ocasiões de descobertas, de experimentação e de outras habilidades. Sugerimos as seguintes atividades: experimentação utilizando sucatas; estudo do meio, através de excursões; campanhas solidárias em bairros circunvizinhos, dentre outras. Eis, aqui, professor, a sua participação!
O conhecimento tornou-se fator de produção, mas não será adquirido em situações mecânicas, desligadas da realidade social, sem envolvimento pessoal. É preciso que o conhecimento seja objeto de interesse do educando, da sua curiosidade e da sua atenção, de modo que sempre se esteja pronto a tirar partido de várias ocasiões da vida, com jogos, estágios, viagens, projeto práticos, visitas, excursões, filmes, debates, entrevistas, seminários e jornais. (SALAZAR, 2004, p. 76)
As Diretrizes Curriculares Nacionais, com relação à educação básica, definem que as situações de aprendizagem precisam respeitar as diferenças e tenham como objetivo a formação do ser humano integral, crítico, reflexivo, participante de todo o processo educacional. Ao interagir com seus pares, os alunos terão garantido pela escola a base para que todos estejam sempre mobilizados no processo do conhecimento, através da execução de atividades interdisciplinares e contextualizadas. O convite é para aprender a aprender, através de processos dinâmicos e reais. Como os conteúdos próprios da Biologia poderão ser abordados considerando-se estes aspectos? Para você refletir, aluno(a)!
Não se trata de aparelhar trabalhadores para a execução mecânica de atividades práticas mais ou menos rotineiras. É o compromisso da escola forma pessoas dotadas da capacidade de pensar, de inovar, de criar, de interferir e de raciocinar – capacidades exigidas, hoje, para execução de tarefas de produção cada vez mais intelectualizadas e mentais. (ibid, p. 77)
É necessário informar que aprender a fazer é indissociável do aprender a conhecer. A aprendizagem de trabalhar em grupo se aprende na escola, através de atividades de língua portuguesa, matemática, física, química, biologia, artes, história, geografia, língua estrangeira. É importante destacar que os conhecimentos e habilidades ligados ao saber
fazer juntam-se ao saber ser e ao saber para contemplar as exigências requeridas para o exercício das tarefas complexas, intelectuais, próprias de funções técnicas, junto às que se referem ao trabalho em equipe, capacidade de iniciativa e de sensibilidade.
Será que este aprender é tarefa da escola? É, e constitui um de seus maiores desafios. Compete-lhe ensinar a não-violência e a redução de conflitos que fazem parte da história da humanidade e que, hoje, face aos avanços e progressos tecnológicos, colocam em risco toda a humanidade envolvida em guerras e disputas. (Ibid, p. 79)
Qual é a relação que as Diretrizes Curriculares Nacionais têm com o aprender a conviver? Compreende-se que a descoberta do outro passa pela descoberta de si mesmo, dando espaço para compreender os outros, aprendendo com eles. Aulas expositivas com alunos passivos, abordagens descontextualizadas sem efetivar o “aprender a conviver” provocam a falência da curiosidade dos alunos. A escola, nesse processo de valorização das diferenças, é concebida não apenas como o espaço para a transmissão da cultura e a socialização. Para cumprir a sua função social, deve, também, ser considerada como um dos espaços para a construção da identidade cultural e sobretudo pessoal, a partir do desenvolvimento de uma proposta curricular que privilegie todos os alunos que chegam a este espaço de construção de saberes. Precisa voltar-se para a realização plena do ser humano no seu contexto social, político, econômico e cultural, valorizando as aprendizagens e os conhecimentos prévio construídos ao longo da vida. Esses elementos de sustentação da educação deverão fundamentar a construção da escola para a contemporaneidade. A educação formal, validada pela escola, precisa promover a aceitação e a valorização das diferenças de todos, ou seja, aprender a viver juntos. E esta construção demanda um percurso que se inicia na elaboração do Projeto Político Pedagógico (PPP), visando o fortalecimento dos grupos tradicionalmente marginalizados ( as mulheres, os indígenas, os desempregados,
os analfabetos, os sem-terra), num processo de desenvolvimento que valida a compreensão do outro, proporcionando novas formas de convivência baseadas no pluralismo de idéias, facilitando a compreensão mútua e as Pesquisa relações democráticas na construção de fontes de libertação e autonomia.
A Escola, como espaço social específico, enfrenta o desafio de superar práticas pedagógicas dominantes, conhecidas como pedagogias tradicionais. É convidada a implantar, de fato, uma prática pedagógica voltada para a conscientização e reflexão do sujeito, valorizando o seu saber através do processo de aprendizagem participativo, contextualizado, oferecendo condições para o aluno expressar seu sentimento e pensamento. É papel da escola ensinar, garantir a aprendizagem de certas habilidades e conteúdos que são necessários para a vida em sociedade, contribuindo no e para o processo de inserção social através da criação de instrumentos de compreensão da realidade local, e, também, favorecendo a participação dos educandos nas relações sociais diversificadas.
escola, estratégias de aprendizagem, avaliação. Estes são fatores que favorecem ou não a aprendizagem e a participação dos alunos no processo de desenvolvimento de ensino e aprendizagem.
As necessidades educacionais dos alunos não dependem apenas de suas diferenças. Educar dentro/para a diversidade requer mudança profunda na prática pedagógica, reconhecida através da oferta curricular, clima da
Um dos caminhos para a Escola cumprir com a sua função social pode ser o da efetiva aplicação de uma educação voltada para a liberdade, pautada pela tolerância, pelo respeito à dignidade humana, valores estes que devem considerar as práticas de nossa sociedade, sejam elas de natureza econômica, política, social, cultural, ética ou moral. Há de se considerar também as relações diretas ou indiretas dessas práticas com os problemas específicos da comunidade local. Aqui no Brasil, um defensor contumaz dessa concepção de educação inclusiva e includente foi Paulo Freire (1997, p.79), quando nos informa que :
“(...) Homens e mulheres, negros, brancos, pobres, índios, portadores de deficiências, homossexuais, etc., todos educam, todos ensinam e aprendem. Por isso ninguém educa ninguém, os homens se educam em comunhão”.
Na busca de possíveis soluções, o ser humano se relaciona, questiona, busca respostas, dá respostas. Neste movimento, aprende, constrói saberes, faz cultura. É fundamental, portanto, que a escola conheça as expectativas da comunidade, suas necessidades, formas de sobrevivência, valores e manifestações culturais e artísticas. Através desse conhecimento, a escola pode atender a comunidade e auxiliá-la a ampliar seu instrumental de compreensão e transformação do mundo. Nesta articulação se condensa o desafio oficial de promover educação diferenciada, caracterizada por processo complexo de transformação profunda e contraditória. Assim, encontramos nos documentos oficiais a seguinte informação: “ (...) ao longo de nossa história, têm existido preconceitos, relação de discriminação e exclusão social que impedem muitos brasileiros de ter uma convivência plena de sua cidadania” ( PCN, 1997, v. 10, p.15).
O termo exclusão social tem a condição de iluminar justamente o espaço social, jurídico e político perdido frente ao estado de destituição de recursos de toda espécie,ou seja, faltam recursos à disposição de um indivíduo ou de uma família que impede o acesso a bens materiais necessários para sobreviver. Preparar culturalmente os indivíduos significa possibilitar-lhes a compreensão da visão de mundo presente na sociedade, para que possa agir aderindo, transformando e participando da mudança dessa sociedade.
A Escola, o ato de educar, ganha um duplo papel, uma vez que promove a diversidade e contribui para eliminação das desigualdades sociais. Faz-se necessário destacar que diversidade sem diferenciação pedagógica conduz à desigualdade. Estudiosos alertam para os efeitos perversos da construção das chamadas escolas de massas, que não identificam os seres humanos ali acolhidos. Ou seja, um fator importante no e para o desenvolvimento social e pessoal potencializador da igualdade é a defesa de uma educação que
corresponda à diversidade dos sujeitos e das situações. Desta forma, pensar em uma educação escolar que envolve todos os segmentos da população implica em reconhecer que essas diferenças(fala, gestos, estilos)continuam a registrar as situações de preconceitos existentes entre os diferentes povos e variados grupos. Assim, “nossas diferenças não nos podem levar à desigualdade, diminuindo nossos direitos a diferenças que, por conseqüência, anula a possibilidade de igualdade”. (SANTOS, 2002, p.16).
Conforme estudos desenvolvidos por Perrenoud (2000,p.23),
Embora os programas escolares se tenham vindo a tornar progressivamente menos elitistas, eles possuem ainda características de uma cultura de elite, como, por exemplo, dar maior importância ao saber sobre do que ao saber fazer, privilegiar os textos escritos sobre outros tipos de expressão e valorizar de foram distinta o estilo ortográfico.
Assim, a escola poderá cumprir o seu papel de socializar o conhecimento quando e se investir na qualidade do ensino, modificando, para tanto, a sua prática fragmentada e individualista, reflexo da divisão social em que está inserida. Com esse entendimento, a escola que assume as suas atividades num mundo diversificado não pode mais ignorar o direito de expressão que ocorre nos mais diversos modos no seu interior, ou seja, na sala de aula. Faz-se necessário, enquanto processo formativo e transformativo, que se desenvolve na escola, reconhecer as origens, os valores, os sentimentos, fazendo parte do processo de formar e instruir seus alunos e não mais silenciar as vozes que estão em desacordo com o discurso politicamente padronizado. A escola pode ser concebida como um pólo cultural, onde o conhecimento já sistematizado pela humanidade é socializado e trabalhado de forma não fragmentada, vinculado à realidade, proporcionando a ampliação das possibilidades culturais dos alunos e da comunidade, através do debate das principais questões locais e nacionais.
A escola não pode atuar sozinha, ela não existe isoladamente, mas faz parte de um sistema público que tem a responsabilidade de lhe dar sustentação para que possa cumprir a sua função. A escola só pode cumprir seu papel de forma competente se tiver autonomia. Isto é, se os que nela atuam e os que dela se beneficiam puderem definir e construir o seu próprio caminho pedagógico, condição fundamental para que se sintam comprometidos com ele.
Neste contexto, faz-se necessário ter clareza da função social da escola e do tipo de homem que se constrói como princípio fundamental para realizar uma proposta pedagógica socialmente comprometida. O impacto desses processos gera a necessidade de respeitar o outro no contexto escolar, mas vale lembrar que formar cidadão não é tarefa apenas da escola. Aqui cabe as seguintes perguntas para nossa reflexão, destacadas no item seguinte.
Em grupos ( no máximo 05 componentes), façam a montagem do “Retrato da Escola”, enfocando aspectos que julguem mais relevantes. Utilizem recorte e colagem de jornais e revistas. Em seguida, cada grupo apresentará a sua produção, justificando a idéia representada. Após esta etapa, cada grupo indicará o aspecto real e o aspecto ideal presente em cada cartaz produzido. Registrem o texto que será apresentado neste espaço.
Qual é a realidade das escolas do município em que você vive?
O que distingue a prática escolar de outras práticas educativas realizadas em outros espaços como, por exemplo, Igreja, Associações Comunitárias? Qual é o papel do professor de Biologia neste contexto?
Por que é importante articular o saber escolar com o que se aprende fora da escola? Qual é o fundamento deste processo?
A cidadania depende da atuação de todos. Quais capacidades são necessárias a uma pessoa para participar efetivamente como cidadão em nossa sociedade? E você, professor em formação, como pode contribuir para que este processo seja efetivado?
O que os alunos aprendem na escola os capacita a atuarem como cidadãos? É possível, com este aprendizado, melhorar a vida de suas comunidades?
Vamos recuperar a memória do tempo em que você era aluno do Ensino Fundamental (5ª a 8ª) e Ensino Médio? Escreva as suas lembranças, incluindo os seguintes dados: a) O que aprendeu e que até hoje é útil no seu cotidiano. b) Seus sentimentos em relação aos professores. c) Quais eram as disciplinas preferidas, justificando.
Hoje, você está em processo de formação, ou seja, em breve estará exercendo a sua profissão, professor(a). Em que estaria baseada a sua ação pedagógica?
A Escola poderá cumprir o seu papel de socializar o conhecimento e investir na qualidade do ensino. Porém, ela deve modificar a sua prática, fragmentada e individualista. Como a Escola pode legitimar esta premissa?
Hoje o discurso político está voltado para a Educação Para Todos. Pesquise no site do MEC os Projetos e Programas do Governo Federal voltados para esta proposta e verifique a que contempla as especificidades do seu município.
1. É fundamental que o poder público estabeleça uma política educacional clara, com objetivos definidos, que garanta atendimento escolar de boa qualidade a toda população e, ao mesmo tempo, respeitando as diversidades sócio-culturais. É preciso investir nessa política, garantindo infra-estrutura de funcionamento, condições dignas de trabalho, melhores salários para educadores e programas de formação continuada. É necessário que o desenvolvimento desse projeto permita uma ação pedagógica mais realista e democrática. É imprescindível a revisão das estruturas burocrático-administrativas do sistema, que muitas vezes inviabilizam a elaboração de projetos pelas escolas. É papel das comunidades locais participarem nas decisões relativas ao rumo, diretrizes e organização de suas escolas, como forma de garantir educação de qualidade que possa ter continuidade, mesmo com as mudanças que ocorrem no quadro político. É urgente tomar consciência e questionar nossa posição, saindo do lugar de sujeito passivo e ocupando o lugar do sujeito que escolhe, com conhecimento dos vários aspectos envolvidos na situação que se apresenta. É imprescindível trabalhar conteúdos e habilidades necessárias à participação do indivíduo na sociedade. É através do trabalho com o conhecimento que a escola concretiza sua função social, num ato cidadão isso se dá pelo processo ensinoaprendizagem. É importante observar que as aprendizagens são organizadas no currículo escolar. Portanto, o currículo é mais do que uma simples lista de conteúdos. É o instrumento através do qual a escola vai preparar o indivíduo para o exercício da cidadania. É recomendável escolher tanto os conteúdos de ensino quanto à organização de experiências e situações que garantam a aprendizagem, o que significa dizer que inclui conteúdos e metodologias de ensino. Esse percurso não é estabelecido de forma neutra, existem intenções, que estão sempre presentes na concepção que se tem da função social da escola e o tipo de formação que se pretende proporcionar aos educandos.
Revisão !
10. É de fundamental importância reconhecer a escola como um ambiente estimulante, onde os alunos se defrontam com situações-problema que os motivem e desafiem. E o aluno só tem motivação para aprender o que tem significado para ele. A aprendizagem será tanto mais significativa quanto mais relações o aluno conseguir estabelecer com o seu cotidiano, com suas experiências anteriores e com sua própria organização do conhecimento.
É elementar organizar os conteúdos a serem desenvolvidos levando em conta os conhecimentos anteriores, seguindo uma seqüência, facilitando a aprendizagem, pois permite ao aluno estabelecer relações dentro de cada tema e entre os temas. A aprendizagem é mais fácil e duradoura quando o que está sendo aprendido é vivenciado. É recomendável identificar os conteúdos relevantes para a compreensão do mundo. Isso não é uma tarefa tão simples, exige dos professores clareza e domínio de sua área específica, assim como reflexão constante dos grandes desafios presentes na prática social contemporânea que serviram como principais parâmetros para a seleção dos conteúdos curriculares. É de responsabilidade de toda equipe de professores selecionar e organizar os conteúdos de ensino. A transformação do ato de ensinar, da prática pedagógica, precisa ser validada, para que os alunos possam fazer relações entre os conteúdos e as questões mais gerais, construindo gradativamente, sua compreensão de mundo. É importante rever o currículo adotado na escola. A visão crítica dos parâmetros é necessária, assim como os ajustes e as orientações voltadas para a compreensão do mundo. É edificante verificar que a escola tem como principal função propiciar ao aluno a cultura letrada, altamente democrática, onde o educador e educando se articulam. A sala de aula, por sua vez, torna-se um espaço revolucionário, de pluralidade e de diálogo com o mundo e com os outros.
Então, a escola, ao pensar a sua função social, num exercício de cidadania, deve buscar a avaliação constante, redimensionando a sua ação, a sua estrutura organizacional, a formação docente, para que seja, de fato, democrática e universal.
Pesquisa e Prática Nas reflexões que faremos, precisamos ter presente o pano de fundo, o contexto social em que a escola está inserida: a experiência democrática brasileira é ainda muito recente. Assim sendo, as instituições de ensino, naturalmente, sofrem o reflexo desta realidade maior. ( VASCONCELLOS, 2006, p. 51)
Nas últimas décadas do século XX, começa a se configurar no cenário educacional um amplo movimento que introduz mudanças significativas no papel que a instituição escolar deve assumir na contemporaneidade. Esse movimento, orientado por políticas globais e locais, reforça a necessidade de a escola rever sua forma de organizar e lidar com os tempos, espaços, as relações, os métodos de ensino; enfim, a gestão e a prática educativa propriamente dita. A necessidade de a escola rever o seu papel, a sua existência numa sociedade que se transforma com tamanha velocidade é pauta nas orientações das reformas educativas no Brasil, introduzidas a partir da LDB 9.394/96 e do Plano Nacional de Educação aprovado pela Lei 10.172/01. As políticas públicas que essa legislação estabelece apontam o que hoje se espera da escola, visto que é grande a influencia que ela exerce na formação de indivíduos e coletividades e, portanto, na construção da sociedade.
No debate educacional traçado por educadores, gestores e segmentos organizados da sociedade civil tem se tornado evidente essa importância atribuída ao papel que a escola tem a desempenhar no enfrentamento de questões sociais, políticas, econômicas e culturais que surgem na sociedade contemporânea. Os motivos que levam esse tema a assumir tamanha relevância dizem respeito ao período de transformações que hoje a sociedade experimenta, marcado principalmente pela centralidade que o conhecimento assume na organização social, política e econômica.
Em função das mudanças que vêm ocorrendo nas bases sociais e tecnológicas da sociedade, o maior desafio da escola é promover o seu desenvolvimento institucional a partir da redefinição do seu papel, das suas práticas, da sua relação com a cultura, com a cidadania, com a democracia, revendo também, seus limites e possibilidades no enfrentamento das questões que lhes são postas na atualidade.
Qual é o papel do Gestor? É preciso que o gestor desenvolva novas posturas e atitudes que contemplem as necessidades da escola e as necessidades do grupo ao qual ela serve, contribuindo, acima de tudo, para que esse grupo conquiste autonomia e liberdade na construção de vínculos afetivos, culturais e sociais mais sólidos.
Nesse sentido, as políticas públicas educacionais têm apontado a necessidade de mudanças significativas tanto na dimensão pedagógica como na dimensão política e administrativo financeira da educação brasileira, mudanças a serem empreendidas de forma sistemática e articulada, envolvendo a participação da sociedade civil e do governo na organização e direcionamento de ações voltadas para a implementação de um novo padrão de gestão educacional. Nesse contexto, a escola deve ser considerada como espaço legítimo e prioritário das ações educativas com vistas a consolidar processos participativos, democráticos e autônomos que assegurem uma educação de qualidade para todos. A gestão escolar é vista como um processo que exige a apropriação de valores e princípios que, na atualidade, fundamentam um novo padrão de gestão, ou seja, autonomia, participação e democracia, os quais são fundamentais na construção de uma educação de qualidade. Com base nesses valores e princípios, busca-se a ampliação dos espaços decisórios na escola, a formação democrática dos alunos e o envolvimento da sociedade civil na resolução dos problemas relacionados com a educação. Para tanto, faz-se necessário que a gestão escolar seja apoiada por mecanismos e instrumentos como: gestão colegiada, eleição de diretores e um Projeto Político Pedagógico construído através de ações coletivas, assegurados por uma formação continuada que garanta o desenvolvimento das competências necessárias.
e Prática Pesquisa
(processos de ensino e aprendizagem) como na administrativa (estrutura e funcionamento) e política (relações com as esferas econômicas, políticas e culturais em nível local e nacional).
A gestão da escola em uma perspectiva democrática e autônoma é um processo que exige a apropriação de informações essenciais, para que os gestores possam atuar com competência tanto na dimensão pedagógica
Nesse sentido, o gestor escolar deve ter a competência de coordenar um projeto intelectual que possa garantir, acima de tudo, que o aluno realmente aprenda e participe efetivamente da construção do conhecimento. Para que esse novo padrão de gestão seja consolidado, faz-se necessário o desenvolvimento de habilidades, competências, posturas e atitudes profissionais que elevem a qualidade do trabalho dos gestores escolares, através de processos formativos que envolvem conhecimentos da área educacional em suas dimensões cientifica, política, pedagógica e técnica.
O foco da gestão na atualidade é a aprendizagem do aluno, assim, é necessário levar em conta que a atuação do gestor escolar nos campos político e administrativo tem como objetivo o próprio desenvolvimento da dimensão pedagógica da gestão escolar. Por isso, a competência maior do gestor é saber articular diferentes competências pedagógicas, políticas e administrativo financeiras e direcionálas para uma mesma finalidade, ou seja, a elevação da qualidade da educação.
Dessa forma, a qualificação dos gestores escolares deve ser definida com base em três dimensões da gestão, levando-se em consideração que: Na Dimensão Pedagógica, as políticas públicas têm enfatizado a necessidade de compreender a educação como espaço de formação e de construção social, política e cultural, onde se potencializam sujeito e sociedade, para que possam desenvolver novas formas de ser e de conviver na cultura global, sem perder de vista as peculiaridades locais. Torna-se necessário, então, repensar as práticas pedagógicas em atenção à formação de um sujeito que é solicitado a agir e a refletir sobre a sua relação com o mundo e com os outros, e a desenvolver novas posturas e atitudes que possibilitem, também, algum tipo de mudança na sociedade e na cultura.
Na Dimensão Política a maior competência dos gestores escolares é o desenvolvimento de um processo de mobilização e articulação entre a escola e a sociedade civil. É de extrema relevância que o gestor escolar assegure, por meio dos conselhos escolares, dos Conselhos do FUNDEF e de Alimentação Escolar e outros mecanismos de controle social, assim como por meio do Projeto Político Pedagógico, a participação da comunidade na gestão da escola. A Gestão Democrática e Participativa deve ser desenvolvida através de processos coletivos entre a escola, a comunidade e o órgão municipal de educação. Para tanto, o gestor deve ser capaz de criar mecanismos que permitam a articulação entre os diferentes segmentos da sociedade, favorecendo a associação dos esforços dos diversos atores dessa articulação. Na Dimensão Administrativa, inicia-se um processo de gestão compartilhada da escola para o qual é necessário que se promova uma efetiva desburocratização e descentralização da gestão da educação.
A LDB, em seu artigo 15, dispõe que os sistemas de ensino assegurarão às unidades escolares públicas de educação básica que os integram progressivos graus de autonomia pedagógica e administrativa e de gestão financeira, observadas as normas gerais de direito financeiro público. A partir daí a escola tende a adquirir a capacidade necessária de gerenciar diretamente os recursos destinados ao desenvolvimento e manutenção do ensino, bem como a execução dos mesmos. Nesse sentido, a dimensão administrativa ganha ênfase no que diz respeito à gestão de pessoal, planejamento e execução financeira e gestão de material e patrimônio. Veja que a escola tem garantido o direito de exercer a gestão democrática.
O movimento de qualificação e democratização da educação é amplo e extremamente complexo, tendo como meta a transformação da prática em sala de aula e na escola. Conforme estudos desenvolvidos por Vasconcellos (2006, p. 51), “(...) a equipe diretiva (direção, supervisão, coordenação pedagógica, orientação educacional) tem como importante papel garantir este movimento, dada sua influência na criação de um clima organizacional favorável”. Assim, esta equipe escolar precisa ter clareza de que um dos instrumentos de garantir a democracia passa pela elaboração do Projeto Político Pedagógico (PPP). Esta ação antecede a qualquer decisão política ou legal, uma vez que todos os envolvidos nas práticas escolares precisam compreender que a escola estará a serviço da comunidade, legitimando o seu papel.
O trabalho coletivo é necessário para esta ação. Do ponto de vista legal, a LDB 9.394/96 determina que os estabelecimentos de ensino devem Pesquisa “elaborar e executar sua proposta pedagógica (art. 12, inciso I). Para tanto, é e Prática preciso “articular-se com as famílias e com a comunidade” e criando processos Pedagógica II de integração da sociedade com a escola” (inciso VI). Ao tratar da responsabilidade dos educadores para com a construção do PPP, a Lei 9394/96, em seu art. 13 estabelece: Participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino; Elaborar e cumprir plano de trabalho, segundo a proposta pedagógica do estabelecimento de ensino; [...] Colaborar com as atividades de articulação com as famílias e a comunidade.
Mesmo a LDB oficializando as tarefas das escolas e dos professores em relação à construção do PPP, é preciso emergir do contexto da escola a autonomia construída a partir do diálogo (que se apresenta em muitos casos conflituoso) produzido pelos diversos sujeitos que compõem os diferentes grupos que participam do trabalho pedagógico.
Você já compreendeu como é complexo e ao mesmo tempo encantador o ato de educar? Cabe ao professor de Biologia fazer parte dessa história! Sabe como? Vamos tentar, nesta disciplina, lhe informar! Há bem pouco tempo, o ato de dirigir a escola era considerado uma tarefa rotineira. Cabia aos gestores, então chamado de Diretor, zelar pelo funcionamento da escola, centralizando em si todas as decisões. Essa situação, teoricamente, mudou. As transformações sociais, científicas e tecnológicas exigiram um outro modelo de escola e, conseqüentemente, um outro perfil de dirigente, com formação e conhecimentos específicos para assumir o cargo de diretor-gestor.
Em algumas línguas, como o inglês, a palavra diretor significa professor-chefe. Na maioria dos países onde a educação funciona favoravelmente, os diretores são escolhidos por critério de mérito, a partir de concurso de ingresso e progresso na carreira docente ou numa carreira de adminis-tração escolar. No Brasil, existem inúmeros sistemas de escolha de diretores. Os mais conhecidos são os chamados “de carreira”, a exemplo do que ocorre em São Paulo, os de provas, os de eleição direta, os de indicação política (notadamente nos Estados do Norte e Nordeste e na maioria dos municípios) e os sistemas mistos – prova mais eleição (Minas Gerais) ou prova mais escolha pelo Poder Público (exemplo do Distrito Federal).
Ao substituir a expressão administração escolar, a gestão escolar não valida apenas uma questão semântica, ao contrário, representa uma mudança radical de postura, de organização, questões estas ancoradas nos princípios de participação, autonomia e autocontrole. Estudos realizados por Heloísa Lück (2000) nos informam que a gestão não traz, na sua concepção, a depreciação da administração escolar, mas supera, sim, as suas limitações de enfoque reduzido e simplificado visando atender a realidade cada vez mais dinâmica. Esse enfoque, por sua vez, evidencia o conceito de liderança educacional, concepção indispensável a um bom gestor escolar, despertando o potencial de cada pessoa na instituição, transformando a escola em oficina de trabalho: neste espaço, todos cooperam ao mesmo tempo em que aprendem e ensinam, fazendo com que a instituição funcione com eficiência e eficácia, a partir deste exercício efetivo de liderança.
Pesquisas realizadas por Rosamaria Calaes de Andrade (2004) sugerem, para que a escola legitime a sua função social, que a direção escolar supere o enfoque de administração e construa o de gestão, Pesquisa observando as seguintes transformações:
O conceito de gestão democrática associa-se, pois, à democratização e à participação responsável de todos os sujeitos históricos presentes na comunidade escolar no processo decisório, a partir de ações articuladas em busca de um ensino de qualidade. Estudos realizados por Libâneo (2004, p.26) nos informam que
(...) o centro da organização e do processo administrativo é a tomada de decisão. Os processos intencionais e metódicos de se chegar a decidir alguma coisa e de fazer essa decisão funcionar caracterizam o que podemos chamar de gestão. Sendo assim, gestão é a atividade pela qual são movimentados maneiras e procedimentos para se alcançar os objetivos da organização, especificamente os aspectos gerenciais e técnico-administrativos, apresentados, assim, como sinônimos de administração. Já a direção é um princípio e atributo da gestão, mediante a qual é encaminhado o trabalho coletivo das pessoas, direcionando-as e unindo-as no rumo dos objetivos.
Compreende-se que todos os profissionais envolvidos como ato de educar, incluindo você, futuro professor de Biologia, precisam agir democraticamente tanto na construção do PPP quanto em todas as decisões tomadas no universo da escola. Este é o princípio definido pela concepção de gestão escolar.
Em alguns Estados brasileiros, devido às exigências legais indicadas na LDB 9394/96, um Projeto Político Pedagógico que servia para muitas escolas, encontrava-se à venda em bancas de revistas por valores irrisórios, custando, em média, R$ 30,00. Interessante é identificar que os autores destes projetos eram educadores que pensavam ser mais fácil comprar o referido documento do que construí-lo na escola.
Percebe-se que o Projeto Político Pedagógico servia apenas para cumprir aspectos legais, esquivando-se do que a LDB, no artigo 12, legitima, como incumbência da escola de “elaborar e executar a sua proposta pedagógica e de informar aos pais e responsáveis sobre a sua execução”. Esta atitude acarretaria a necessidade do planejamento, conceito que você já construiu ao participar da disciplina Didática.
A escola e a equipe que a constitui precisam planejar porque a LDB estabeleceu esta exigência? É preciso planejar para cumprir cobranças externas? É legítimo comprar ou copiar projetos para entregar aos órgãos do sistema para cumprir exigências? É de extrema importância implementar a prática do planejamento, da elaboração de projetos porque são processos necessários, parte da caminhada no sentido de resgatar o papel da escola no exercício da cidadania e o trabalho do professor em busca de uma gestão democrática? É com você, aluno(a)! Sua participação na gestão da escola que se diz democrática é fundamental!
A gestão escolar pode ser classificada em três grandes blocos:
GESTÃO AUTORITÁRIA OU AUTOCRÁTICA: é caracterizada pela tomada de decisão por parte da autoridade maior, o Gestor, sem consultar o grupo. As tarefas são definidas e fixadas pelo gestor e determina a forma de execução. Fica vedada a iniciativa pessoal, o que gera conflitos, agressividade, desinteresse, dentre outrOs. No entanto, é notória a elevação da produtividade, não acompanhada pela satisfação dos parceiros. GESTÃO LIBERAL: é também conhecida como não-diretiva. O gestor exerce o papel de membro do grupo e só age quando solicitado. Neste caso, o grupo responsabilizase pelo levantamento de problemas, pelas discussões e tomada de decisões. A ação do gestor limita-se ao fornecimento de informações, caso seja requerida a sua presença. Sem direção, as tarefas podem ser desenvolvidas insatisfatoriamente. GESTÃO DEMOCRÁTICA : nesta classificação, é a decisão do grupo que prevalece. As pessoas participam da programação do trabalho, divisão das tarefas e as decisões tomadas coletivamente. O gestor é o articulador, integrando-se ao grupo, sugerindo e não impondo alternativas.
Um bom gestor é aquele que é capaz de sentir o que está acontecendo no grupo e é capaz de ter atitudes adequadas para ajudar o grupo a ultrapassar os seus problemas. A gestão participativa exige uma mudança de atitude da comunidade escolar, o que implica envolver-se no processo de construção do PPP, promovendo um diálogo permanente com o cotidiano da escola, num exercício pleno de cidadania.
A escola que valoriza a experiência vivida no cotidiano e os seus conteúdos emergentes, ricos de sentidos, é potencialmente capaz de trabalhar também com a perspectiva da valorização humana que pretende atingir. Paulo Freire (1996), ao tratar da ética e da estética no processo de ensino e aprendizagem, compreende não ser possível conviver com seres humanos sem validar a ética, considerando esta situação como transgressora na medida em que desrespeita os direitos do outro em seu próprio benefício. A experiência educativa precisa manter seu caráter formador, uma vez que o ensino do conteúdo não é suficiente para o desenvolvimento moral dos educandos. A educação precisa ser concebida como o ato de formar; e esta formação supõe o exercício ético, apoiado em princípios que critiquem permanentemente os desvios de conduta e de moral com os quais estamos convivendo nos meios social, político e educacional. O ser humano precisa ser capacitado para saber decidir quando deverá transgredir ou não, nas situações do cotidiano. Cabe à Escola construir uma proposta de trabalho que legitime esta premissa. Somos seres humanos carentes de humanidade e de sentido ético e estético em nossas atitudes. E é na interação com o meio social, com o outro, que adquirimos condições para desenvolver os sentimentos mais nobres. A educação é de fundamental importância para nós, pois é responsável pelo processo de humanização do ser em seus aspectos ético e estético.
10. O currículo vivido na escola emerge da necessidade de humanização, valorizada pelas práticas educativas. A discussão pura e simples desses valores, no e entanto, no âmbito da disciplina Biologia, não é o bastante para afastar o risco de cristalização de comportamentos e de atitudes instituídas com status de verdade absoluta.
Com base nos estudos e nas pesquisas realizadas no contexto escolar, indique os valores e princípios próprios da escola que deverão nortear a construção do Projeto Político Pedagógico.
Reflita sobre a seguinte questão: qual a relação entre democratização do ensino e democratização da sociedade? Em que medida esta relação influencia na gestão democrática pretendida pela escola?
Após a realização da entrevista com o gestor, indique quais são as tarefas da escola que pretende primar pela democracia.
Qual a sua opinião sobre a seguinte afirmação: a educação escolar é uma tarefa mediadora que emerge do seio da prática social global.
Você já compreendeu que a gestão escolar é de extrema relevância para edificar uma escola democrática. Quais são as tarefas do professor de Pesquisa e Prática Biologia necessárias para concretizar a prática escolar e o compromisso Pedagógica II social próprios desta escola?
Faça um esquema do conteúdo estudado neste tópico. Caso tenha dúvidas, resgate as informações contidas no Módulo Impresso da disciplina Metodologia do Trabalho Pesquisa Científico. Mãos à Obra!
Estrutura e Organização da Unidade Escolar: a Participação dos Atores Envolvidos na Escola
Gestão democrática implica em compartilhar o “poder”, descentralizando-o, com variada gama de responsabilidades das equipes gestoras da escola e dos sistemas de ensino. ( SALVADOR, 2003)
A escola é uma organização, uma unidade social com identidade própria, portanto, não é um serviço local do Estado. A sua responsabilidade social é de extrema importância para o exercício da cidadania, portanto, não é possível deixar de assumir com seriedade a reflexão em torno dos meios que garantem o seu funcionamento. Desta forma, não basta invocar valores como dignidade, liberdade, solidariedade e justiça, como se de simples slogans se tratasse. Não basta advogar o ideal de uma escola humanista e democrática, é necessário também cuidar da qualidade ética das mediações institucionais que garantem a sua viabilização. Assim, os “quês” e os “porquês” da organização escolar deverão ser articulados numa rede de sentido assente, obrigatoriamente, na primordialidade do “quem”. Onde está a ética neste processo? A ética está presente nos diferentes documentos que traduzem o rumo de cada organização e nos seus modos concretos de viver a tarefa educativa. Observe o seguinte esquema:
Num mundo complexo e carente de referências axiológicas, a escola precisa assumir a sua autonomia, não abdicando de tomar posição sobre o futuro desejado e sobre as condições objetivas que tornem possível os ideais Pesquisa e Prática indicados. Neste contexto, destaca-se a necessidade de estrutura e organizar Pedagógica II a escola, buscando a participação do aluno e a auto-organização. Nesta lógica de preocupações, aponta-se a valorização do Projeto Educativo da Escola que, em articulação dinâmica com outros instrumentos organizacionais, permite dar expressão à singularidade de cada cultura escolar. Ancorada numa consciência profissional exigente, a gestão escolar não pode ficar confinada ao plano das relações interpessoais, ela deverá ser prolongada nos espaços institucionais e normativos que configuram as práticas. Pensamos até que é esse o lugar privilegiado para a afirmação de um perfil profissional, de uma deontologia. Reconhecemos que, por mais relevantes que sejam, não são suficientes os princípios ou a consciência pessoal suficientemente inquieta com os males que dificultam a responsabilidade de ensinar a ser adulto num mundo tão problemático e incerto. É necessário comprometermo-nos no processo permanente de construção de referências balizadoras do viver em comum, persistindo em definir comportamentos considerados moralmente adequados
Esta construção passa, em grande medida, por uma tomada de posição nos diferentes espaços de participação potencializados no âmbito de uma cultura organizacional democrática. Acreditamos que é sobretudo nestes contextos, através de uma decisão partilhada e colegial, tornando explícitos os valores tradicionalmente implícitos, que a ética profissional ganha sentido e credibilidade e não na simples adoção de códigos de conduta de caráter corporativista.
Precisamos de escolas com identidade pautada na aprendizagem voltada para o exercício da cidadania ativa e responsável, reclamada pela sociedade do novo século. Isto depende muito da qualidade relacional e emocional que conseguirmos imprimir nas dinâmicas de participação ao nível da vida escolar.
O bom funcionamento da escola requer, ainda, que suas condições estruturais estejam asseguradas em seus aspectos pedagógicos e administrativos. Assim, a criação de normas de funcionamento, quando editadas e cumpridas pelas pessoas que fazem parte da escola, imprimem um caráter de eficácia e de eficiência ao trabalho administrativo e pedagógico.
No ambiente educacional há um determinado consenso em relação a algumas destas regras, uma certa similaridade em relação a outras e também, uma prática de copiar as normas de uma instituição para outra, numa atitude de simplificação e de vulgarização deste conteúdo. Esta atitude garante o bom funcionamento da escola? Decerto que não! Neste contexto, é preciso que seja levada em consideração as especificidades e as singularidades do contexto educacional, promovendo um estudo cuidadoso das possibilidades de intervenção neste contexto para que sejam criadas normas de funcionamento e de participação pertinentes à sua realidade e às aspirações dos atores envolvidos no processo: alunos, professores, gestores, familiares e a comunidade na qual a unidade escolar está inserida.
Entre as modalidades mais conhecidas de participação estão os Conselhos de Classe e os Conselhos de Escolas, os primeiros desde a década de 80, sendo que o segundo existe em muitos municípios e Estados brasileiros, mas só começa a ganhar corpo a partir da Lei 9394/ 96 - LDB, que manifesta a necessidade de os estabelecimentos escolares terem uma gestão democrática e participativa, referindo-se aos Conselhos de Escolas, sendo que estes devem funcionar de forma paritária e como instâncias máximas de decisão dentro da escola no que diz respeito aos aspectos administrativos e principalmente pedagógicos.
O CONSELHO ESCOLAR tem um papel fundamental, tanto na observação da organização da escola,quanto em relação ao tempo pedagógico.
Cabe ao Conselho ficar atento aos sinais que evidenciam que os estudantes estão sendo respeitados em seu ritmo de aprendizagem e que, de fato, a reorganização do trabalho pedagógico favorece esse ritmo. O Conselho Escolar pode auxiliar a escola na ampliação de sua autonomia em relação à condução das atividades pedagógicas e administrativas sem perder de vista que o objetivo último e mais importante é que tal clima favoreça, de fato, as aprendizagens dos educandos. Constitui o espaço mais adequado para, de forma compartilhada, dirimir as dúvidas, encontrar saídas alternativas e propor novas condutas de participação individual e coletiva. Como implantar o Conselho Escolar? A Escola precisa, e muito, de sua ajuda! Não esqueça: é tarefa do Conselho Escolar acompanhar as formas como se realizam as progressões dos estudantes, verificar de que modo estão se saindo nas recuperações propostas pelos docentes e quais resultados alcançaram, bem como o tempo adequado para as atividades realizadas. Não confunda Conselho de Classe com Conselho Escolar! CONSELHO DE CLASSE é uma organização de natureza técnicopedagógica, em funcionamento na escola, quando previsto no Regimento Escolar. Este Conselho é composto por todos os professores, coordenadores pedagógicos sob a liderança de Gestor Escolar, podendo até ter representatividade discente, se for dispositivo regimental. Compete ao Conselho de Classe socializar informações à família do aluno sobre a sua vida escolar, dar parecer a respeito do desempenho de aprendizagem e de aspectos psicopedagógicos dos alunos, de medidas e intervenções a serem adotadas em prol da integração
Para garantir as normas de funcionamento e de organização são escolhidos os membros do Conselho Escolar: os pais, professores, representantes das comunidades locais e algumas vezes os alunos. O Gestor Escolar também faz parte do Conselho. A maior parte do Conselho Escolar é composta pelos pais e representantes das comunidades. Nenhum grupo, como por exemplo, os representantes das comunidades ou professores, pode perfazer um número que supere os votos do resto do Conselho Escolar. A única qualificação necessária para pertencer ao Conselho Escolar é o desejo de ajudar a escolar. Este desejo, com certeza, você já tem, caro aluno! Contamos com seu discernimento para ajudar a escola a exercer o seu papel!
É preciso atentar para a necessidade de atender às demandas das políticas educacionais e sociais estabelecidas pela sociedade contemporânea. Uma preocupação vem sendo observada: os sistemas de ensino público municipal e estadual têm buscado desenvolver um sistema de gestão que os tornem competentes na aquisição das habilidades necessárias para garantir a gestão democrática. Observe, como exemplo, a Estrutura Organizacional da Secretaria Municipal de Educação da Prefeitura de Salvador:
Vejam que, com esta Estrutura Organizacional, busca-se garantir a missão de
formular, coordenar e executar políticas de Educação e Cultura em articulação interinstitucional, de modo a construir uma escola pública municipal: plural em sua natureza, universal em seu compromisso com a democratização de oportunidades socioeducativas, e ética na responsabilidade de formação de valores para uma educação socialmente inclusiva.(ibid)
É nesse contexto que se encontram o sistema e o subsistema educativos, significando para Libâneo (2004, p. 40) que:
a escola necessária para fazer frente a essas realidades é a que provê formação cultural e científica, que possibilita o contato dos alunos com a cultura, aquela cultura provida pela ciência, pela técnica, pela linguagem, pela estética, pela ética. Especialmente, uma escola de qualidade é aquela que inclui, uma escola contra a exclusão econômica, política, cultural, pedagógica.
Corroborando esta premissa, percebemos que desde a promulgação da Constituição Federal do Brasil, indica-se que a gestão democrática do ensino público é um dos sete princípios a serem observados ao se ministrar o ensino (Inciso VI do Artigo 206). Assim, a tal propagada gestão democrática da escola pública requer a participação coletiva: a) das comunidades escolar e local na gestão dos recursos financeiros; b) de pessoal/patrimônio, na construção e na implementação de projetos educacionais,; c) na elaboração e implementação do Regimento Escolar, do PDE; d) na construção e implementação da Proposta Pedagógica . Esta participação requer normas e instrumentos legais que a auxiliem. Conheça estes instrumentos para poder, inclusive, auxiliar os professores que farão parte da escola em que você desenvolverá atividades pedagógicas, caro(a) aluno(a)!
Regimento Escolar Instrumento legal que indica as diretrizes técnicas, administrativas, pedagógicas e disciplinares da Unidade Escolar (U.E.). O Regimento Escolar precisa ser elaborado pelos atores partícipes da U.E. com a participação do Conselho Escolar. Deve ser analisado e aprovado pelo Conselho Municipal de Educação, coordenado pelo Gestor Escolar, adequando-o às características e peculiaridades da U.E. Plano de Desenvolvimento da Escola - PDE Processo gerencial de planejamento estratégico desenvolvido pela escola visando a melhoria da qualidade do ensino. Também é elaborado com a comunidade escolar, de forma participativa. Para a elaboração do PDE necessário se faz: criar um grupo de sistematização formado pelo diretor e representantes dos diversos segmentos da U.E. que, junto ao Conselho Escolar, constituem o Comitê Estratégico responsável pelas decisões projetadas para execução do plano. Projeto Político-Pedagógico É o plano global da U.E. Refere-se à sistematização do processo de planejamento participativo definindo o tipo de ação educativa que se quer realizar, definindo a intencionalidade dos sujeitos que representam a escola e da leitura da realidade.
Conheça a Base Legal para garantir a Gestão Escolar Democrática legitimada pela Prefeitura Municipal de Salvador. Procure saber no seu município quais procedimentos foram adotados para este mesmo fim. GESTÃO DEMOCRÁTICA: Constituição Federal / 88 LDB/96 Plano Nacional de Educação/2000 CONSELHO ESCOLAR Lei Municipal 4940/94 Decreto 10.895/94 Resolução do CME nº 005/99 REGIMENTO ESCOLAR Constituição Federal / 88 Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9394/96 Estatuto da Criança e do Adolescente – Lei Federal 8.069/90 PDE Convênio firmado entre o FUNDESCOLA/MEC e o Município de Salvador, renovado anualmente. ORGANIZAÇÕES ASSOCIATIVAS DOS ALUNOS Lei Federal nº 7398 de 14 de novembro de 1985; Constituição Estadual Artigo 249; Regimento Escolar; Lei nº 8069 de 13 de julho de 1990 – Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente; Capítulo IV, Artigo 53.
ASSOCIAÇÃO DE PAIS DE ALUNOS - APA Regimento da Escola. Regimento da Associação de Pais dos Alunos. CONSELHO DE CLASSE Lei nº 9394/1996 – Estabelece diretrizes e bases da Educação Nacional. Título IV, Artigo 12 Inciso V, VI e Artigo 13 Inciso VI. Regimento Escolar
É de responsabilidade da escola fazer com que os alunos tenham condições de continuarem estudando e aprendendo durante toda a vida, divulgando valores e convicções democráticas necessárias para viver em comunidade. Assim, os objetivos, conteúdos e métodos da escola democrática devem observar as exigências econômicas, sociais e políticas de cada época histórica, validando a conquista da democracia efetiva. A democratização do ensino requer sólido domínio das áreas de conhecimento, observando que a leitura e a escrita é compromisso de todas as áreas. Este ensino, associado ao desenvolvimento de competências e habilidades intelectuais, contribui para estabelecer o vínculo entre o indivíduo e a sociedade e vice-versa. Amplia a compreensão das tarefas do homem integral e alarga os horizontes para que todo os sujeitos reconheçam seu papel como membro de uma coletividade mais ampla, para além da vivência individual e regional.
É chegado o momento de destacar o ensino de Ciências para a efetivação desta tarefa, contando com o seu auxílio efetivo, aluno(a): Este ensino compreende o estudo da natureza e do ambiente, observando-se as relações do homem com o meio físico, social e ambiental, além da compreensão das propriedades existentes entre os fatos e fenômenos e a apropriação de métodos e hábitos científicos, dentre outros. Veja que o trabalho docente constitui o que chamamos de exercício profissional do professor como compromisso social. Então, sua responsabilidade é formar alunos para que estes sejam cidadãos ativos e participantes na família, no trabalho, nas associações de classe, na vida cultural e política. Trata-se de uma atividade de cunho fundamentalmente social, uma vez que contribui para a formação cultural e científica de um povo. Aceita este convite?
Por onde começar? Partindo do seu compromisso, professor(a), em educar seus (uas) alunos(as), organizando situações de aprendizagem para que estes se apropriem dos conhecimentos, desenvolvam suas forças para enfrentar os desafios da vida no trabalho, nas lutas sociais . (LIBÂNEO, 2004)
A disciplina Pesquisa e Prática Pedagógica II o convida a realizar uma investigação a respeito das práticas administrativas e pedagógicas de uma determinada escola e refletir sobre suas finalidades. A pesquisa sugerida constitui-se como processo de construção de conhecimento sobre um objeto ou problema que se considera relevante e precisa estar fundamentada em proposições teóricas, seguir um método com rigor científico, produzir novos conhecimentos e divulgá-los para torná-los públicos; necessitando de um tempo mais ou menos longo de imersão do pesquisador no campo. No caso específico da atividade que lhe sugerimos, trata-se de realizar uma visita para verificar como a escola se organiza e se normatiza pedagógica e administrativamente.
Vamos resgatar os questionamentos que levantamos ao longo do texto dedicado a este conteúdo? “Quem” é a escola, qual a sua identidade, a sua memória e o seu projeto? Assim como o mundo vem sofrendo mudanças nos setores econômicos, políticos, culturais, geográficos, entre outros, a escola também foi afetada por uma série de fatores: mudança nas organizações da gestão escolar, nos currículos, na concepção de avaliação, na utilização de novos recursos didáticos (como as novas tecnologias, por exemplo), na desvalorização da profissão docente, dentre outros. Essas transformações estão refletidas no cotidiano escolar, uma vez que mudanças rápidas de paradigmas interferem no interior da escola, ressignificando o seu saber, fazer e pensar. A Escola que temos hoje passa por um momento de crise no entendimento e na implementação de conceitos teóricos e práticos com relação à sua organização, ao processo de ensino-aprendizagem e a rápida transformação dos conhecimentos científicos e técnicos, princípios pelos quais o processo educacional se estrutura.
“Quem” são os sujeitos que lhe dão vida? Todos aqueles que chegam à escola, mediados pela ação do Gestor. O compromisso social, expresso principalmente na competência profissional é exercido na vida social e política. Assim, a profissão-professor (o chamado magistério) constitui-se em ato político porque se realiza no contexto das relações sócias, espaço onde de manifestam os interesses das classes sociais. Faz-se necessário uma sólida preparação profissional face às exigências colocadas pelo trabalho docente.
“Quem” a dirige, “quem” a gere e “quem” a avalia? Todos aqueles que fazem parte da escola. A avaliação da aprendizagem no cenário da educação escolar esteve por muito tempo como única forma de avaliação, fundamentada pela Pedagogia do Exame, sem que se pensasse em avaliar outros processos da ação escolar, tendo como únicos atores, os alunos. Sousa (1995, 43-49), faz reflexões importantes em torno da atuação da psicologia na avaliação da aprendizagem, e da influência exercida pelos estudos realizados nos Estados Unidos nas duas primeiras décadas do século vinte. Destes estudos surge a convicção de que se conhecendo a natureza do desenvolvimento do aluno, abre-se caminho para a compreensão e aperfeiçoamento da educação escolar. Para “quem” se destinam as diferentes propostas de trabalho? Para todos aqueles que fazem parte da escola. Para proporcionar a todas as crianças e jovens o acesso e a permanência na escola básica, provendo-lhe de excelente formação cultural e científica.
Libâneo (2004, p.29) afirma que a educação é um fenômeno e um processo social. O que você pode concluir a partir desta afirmativa?
Por que é importante para o profissional de Biologia compreender os fundamentos conceituais voltados para a temática “Estrutura e Organização da Unidade Escolar”?
Analise as permanências e mudanças presentes na estrutura administrativa e pedagógica da escola investigada como proposta da disciplina PPPII e a escola em que você estudou.
Você escolheu a profissão de educador. Quais saberes serão necessários para que você assuma, com dignidade e coerência, este privilegiado papel de formar seres humanos?
Faça um resumo informativo do texto lido. Este resumo deverá ser construído em um parágrafo, contendo, no máximo, 500 palavras e, no mínimo, Pesquisa e Prática 350. Boa leitura!
A Formação Continuada de Professores: A Função da Escola como Espaço de Formação de Seres Humanos.
(...) ser cidadão significa ser sujeito de direitos e deveres. Cidadão é, pois, aquele que está capacitado a participar da vida da cidade literalmente e, extensivamente, da vida da sociedade (...); ser cidadão significa, portanto, participar ativamente da vida da sociedade moderna, isto é, da sociedade cujo centro de gravitação é a cidade. SAVIANI (1986, p. 73-76).
Estudos desenvolvidos por Saviani (ibid) nos informam que a educação escolar forma o sujeito para que este possa realizar o exercício consciente (direitos e deveres) da cidadania. A escola, neste contexto, tem a tarefa de democratizar, com qualidade e “para todos”, os conhecimentos construídos historicamente pela e para humanidade.
O que significa a expressão Formação de professores Formação e capacitação são as mesmas coisas
Estes conteúdos construídos historicamente precisam ser apropriados pelos sujeitos que fazem parte da vida em sociedade, independente da sua história pessoal. A proposta curricular da Escola precisa validar o princípio da identidade, buscando, em sua concepção filosófica, política, metodológica, acolher o aluno com suas especificidades, assumindo o compromisso de torná-lo mais cidadão, mais humano.
Será que os professores de Biologia compreendem a importância de abordar o conteúdo tomando como base a idéia de identidade? Os professores desta área de conhecimento foram formados para compreenderem esta questão?
A biologia é a ciência da vida (do grego bios= vida e logos = estudo). O Biólogo é o profissional que debruça-se sobre as características e o comportamento dos organismos, a origem de espécies e indivíduos, e a forma como estes interagem uns com os outros e com o seu ambiente. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Biologia)
O ensino de Biologia tem sido alvo, principalmente nas últimas décadas, de análises e críticas por aqueles que se preocupam com a qualidade e a importância de uma educação que leve em consideração a realidade sociocultural em que os alunos estão inseridos. Como enfrentar as dificuldades Pesquisa e Prática relacionadas à formação do professor para atuar no ensino de Biologia? Pedagógica II Discutir a formação dos profissionais da educação escolar no cotidiano da Escola Básica significa colocar realidade no contexto mais amplo da democratização do ensino e da própria sociedade brasileira. Isto significa assumir a formação do educador como um meio e não como um fim em si. Contudo, vale destacar que a formação do educador não vai resolver, por si só, a questão da democratização do ensino, mas, certamente, terá uma função importante no processo de construção da Escola que se quer democrática. Esta Escola necessita de educadores mais competentes para que cumpra, de maneira diferenciada, para melhor, a sua função social.
Mas quem é este professor de Biologia? Qual a sua formação? Este profissional tem conhecimentos necessários para participar da gestão escolar?
Segundo autores como Pereira (1999), os currículos de formação de professores baseados no modelo da racionalidade técnica mostram-se inadequados à realidade da prática profissional docente.
As principais críticas atribuídas a esse modelo dizem respeito à separação entre teoria e prática na preparação profissional, a prioridade dada à formação teórica em detrimento da formação prática e a concepção da prática como simples espaço de aplicação de conhecimentos teóricos. Você concorda que esta separação é inadequada?
Reconhece-se que o caráter pedagógico da formação do professor ultrapassa a dimensão técnica, que é considerada insuficiente para responder aos dilemas e ambigüidades presentes no processo educativo, dando relevância à multiplicidade que compõe sua dimensão humana (ESTEBAN, 2001). Um modelo alternativo de formação de professores que vem conquistando um espaço cada vez maior na literatura especializada é o da racionalidade prática (RP), o qual se contrapõe ao modelo da racionalidade técnica (RT). Estudos desenvolvidos por Pereira (1999) informam que no modelo da RP o professor é considerado um profissional autônomo, que reflete, toma decisões e cria durante sua ação pedagógica, a qual é entendida como um fenômeno complexo, singular, instável e carregado de incertezas e conflitos de valores. A prática pedagógica do professor de Biologia, segundo o modelo da RP, “não é apenas locus de aplicação de um conhecimento científico e pedagógico, mas espaço de criação e reflexão, em que novos conhecimentos são, constantemente, gerados e modificados”. (PEREIRA, 1999, p. 113).
Porém, o autor alerta para que também não ocorra uma supervalorização da prática em detrimento da teoria: “ a prática pedagógica não é isenta de conhecimentos teóricos e que estes, por sua vez, ganham novos significados quando diante da realidade escola “(PEREIRA, 1999, p.114). É possível perceber, diante do exposto, que o modelo da RP nos indica que a ação pedagógica ganha um espaço que se destaca muito mais quando comparado ao modelo anterior, no qual a teoria é concebida como o eixo da formação: enquanto a RT valoriza demasiadamente a formação teórica da área específica de referência, acreditando que isso seja suficiente para se formar um bom professor, a RP propõe que a prática seja o eixo da formação docente. Em qual modelo está baseado o seu curso?
Um outro limite deste modelo consiste em acreditar que o domínio dos conteúdos específicos que se vai ensinar é suficiente para ser um bom professor. Isso significa, por exemplo, que, para ser um bom professor de Biologia, basta o domínio dos conhecimentos específicos dessa área do conhecimento. Com os conhecimentos que você já construiu ao longo do seu curso de Biologia, é possível validar esta afirmativa?
Este mesmo autor enfatiza que, por essa via, o contato com a prática docente aparece desde os primeiros momentos do curso de formação. Você percebeu agora a importância da disciplina Pesquisa e Prática Pedagógica para o seu curso?
A institucionalização dos cursos superiores de formação de professores começou efetivamente no Brasil na década de 1930, apresentando como referencial a criação da Universidade do Distrito Federal, instituída em 1935 por Anísio Teixeira, onde se propôs uma escola de nível superior para formar todos os professores, inclusive aqueles voltados à escolarização inicial. Essa proposta foi extinta em 1939, tomando espaço a formação de professores para o ensino básico (SCHEIBE; DANIEL, 2002).
Segundo Esteban (2001), a relação teoria/prática é fundamental para a construção da autonomia docente. No entanto, ela é considerada como um dos seus entraves, em especial pelo distanciamento existente entre a reflexão e a ação e pela dificuldade de colocar em prática as discussões teóricas. A idéia de autonomia apresentada pela autora refere-se à capacidade do professor, individual ou coletivamente, criar alternativas para a sua ação. A construção de uma prática nova e de melhor qualidade depende da conquista dessa autonomia. Até agora tratamos apenas da formação inicial do professor. Mas será que ela se esgota na graduação? Decerto que não! Para conquistar esta almejada autonomia, aluno(a), é necessário investir na formação continuada. Este deve ser um espaço que possibilite ampliar os conhecimentos da área em que o professor atua, além de proporcionar discussões teóricas sobre problemas práticos do cotidiano escolar. Concordamos com Libâneo (2000) quando posiciona-se acerca da formação continuada, ao considerar que esta formação deveria proporcionar aos professores a ampliação do seu campo de atividade, por meio da atualização sobre os avanços da sua disciplina e no seu campo de ensino, tanto no que tange aos conteúdos quanto aos métodos.
a burocracia intransponível que impede os afastamentos para a freqüência em cursos de atualização e/ou formação continuada, além da falta de material alternativo ao livro didático e de boa qualidade.
Para que a escola seja edificada como espaço de formação de seres humanos, associada ao cotidiano escolar, é preciso superar as dificuldades que interferem na condução das suas aulas, como o excesso de trabalho,
Vamos resgatar os questionamentos que levantamos ao longo do texto dedicado a este conteúdo? Veja que em alguns tópicos inserirmos uma numeração (1 a 7). Estas questões precisam ser refletidas por você. Mãos à Obra! Registro das reflexões
Pedagógica II O Projeto Político-Pedagógico da Escola: Metodologia de Trabalho para Elaboração Deste Documento.
Pensar em planejar a educação é parte essencial da reflexão sobre como realizar e organizar o trabalho escolar, o que significa encarar os problemas dessa instituição e do sistema educacional como um todo, compreendendo as relações institucionais, interpessoais e profissionais nela presentes, avaliando e ampliando a participação de diferentes atores em sua administração, em sua gestão, assumindo-a enquanto instância social de contradições, propícia ao debate construtivo e, sobretudo, enquanto entidade que tem por principal tarefa propiciar atividades e formar cidadãos. (GADOTTI; ROMÃO, 2004, p.80)
Estes tão conhecidos autores, discípulos de Paulo Freire, nos alertam que a elaboração de um Projeto Político-Pedagógico (PPP) ultrapassa a mera elaboração de planos, que só se prestam a cumprir exigências burocráticas. Este conteúdo, para ser compreendido por você, caro(a) aluno(a), precisa antes ter estudado os fundamentos indicados no TEMA 1 deste Módulo Impresso e os seus desdobramentos. Por que o nome Projeto Político-Pedagógico? Vamos entender o que alguns autores compreendem acerca deste conteúdo: Veiga (2000) nos informa que o termo político aparece para destacar que a ação pedagógica é um ato político, assim caracterizado por estar formando cidadãos para determinada sociedade, que exige da escola uma formação escolar que propicie competência profissional e vivência democrática, participativa, crítica, responsável e ética. Desta forma, compreende-se que o Projeto Político-Pedagógico configura-se como uma ação intencional, que tem sentido claro: trata-se de um documento que reflete a identidade da escola. Todo Projeto Pedagógico da escola é político por sua característica democrática e por estar intimamente articulado ao compromisso sócio - político e com os interesses reais da população que faz parte daquela U.E. Refletir acerca do papel político e pedagógico que a escola assume na sociedade historicamente dividida em classes sociais, dentro de um modo de produção capitalista, nos impulsiona a reconhecer a educação como um ato político, intencional. É justamente esta característica que vem contribuindo ou para reforçar o modelo de sociedade, sua ideologia, a cultura e os saberes que são considerados relevantes para os grupos que
possuem maior poder, ou para desvelar a própria forma como a escola se articula com a sociedade e seu projeto político. A Escola é, pois, um espaço emancipatório, caracterizado como locus de construção de uma contra-ideologia, espaço em que a cultura e os saberes dos grupos sociais discriminados,com a sua historia negada e distorcida, esteja em constante diálogo com outros saberes acumulados e sistematizados historicamente. Todo Projeto Político da Escola possui uma dimensão pedagógica, uma vez que reflete a intencionalidade da escola, define as ações educativas e as características próprias de um determinado contexto para que a escola possa cumprir seus propósitos, validando suas intenções.
Qual é, na sua opinião, a intencionalidade da escola? Veiga (ibid) acredita que é a formação do cidadão participativo, responsável, compromissado, crítico e criativo. E você?
Com tal compreensão e, consequentemente, prática, estaremos desvelando a idéia ou o mito do planejamento como documento meramente burocrático e compreendendo o seu caráter político e ideológico, pois, ao definir objetos, metas, metodologias de ação, forma de avaliação do trabalho escolar, fazendo ações, atribuímos às nossas ações educativas ou um caráter conservador ou caráter transformador. Vasconcellos (2006) compreende que o PPP é “o plano global da instituição, entendido como sistematização, nunca definitiva, de um processo de planejamento participativo” (p.17)
O PPP configura-se como instrumento teórico-metodológico de suma importância para servir como indicador da realidade vivenciada em determinado contexto escolar, transformando-a. Este instrumento é resultante da interação entre os objetivos e prioridades estabelecidas pela sujeitos que representam a escola, indicando, após reflexão, as ações necessárias para a construção de uma escola que atenda às exigências próprias para construção de uma nova sociedade. A elaboração deste instrumento requer, antes de tudo, um trabalho comprometido de todos os envolvidos no processo educativo: professores, equipe técnica, alunos, seus pais e a comunidade. Para Diogo (1998, p. 17), o Projeto Educativo é, claramente, um documento de planificação escolar que poderíamos caracterizar do seguinte modo: de longo prazo quanto à sua duração; integral quanto à sua amplitude, na medida em que abraça todos os aspectos da realidade escolar; flexível e aberto; democrático porque é elaborado de forma participada.
A prática de construção de um projeto precisa estar amparada por concepções teóricas sólidas e supõe o aperfeiçoamento e a formação das pessoas envolvidas neste processo. Neste caso, os Conselhos Escolares Pesquisa e Prática precisam ser atuantes e esta atuação será percebida no interior da Escola e Pedagógica II das comunidades diretamente envolvidas. O resultado desta ação influencia e provoca transformações nas instâncias educacionais que, historicamente, têm ditado o como, o porquê, o para quê, o quando e o onde planejar. Observe, pois, que a atividade de planejar é científica, sistemática, com objeto de estudo definido, apresenta método, critérios necessários para viabilizar a ação de quem planeja, notadamente quando se trata de uma ação coletiva, além de viabilizar a execução e avaliação do que foi planejado. O Projeto Político-Pedagógico pode ser considerado como a síntese de um processo permanente de discussão para definir, coletivamente, as diretrizes, prioridades e metas da escola e, ao mesmo tempo, traçar os caminhos para alcançá-los. O professor precisa interagir de forma participativa na elaboração do Projeto Político-Pedagógico, pois o processo de construção e implantação dará identidade não só à escola, mas também ao professor no que diz respeito à sua prática educativa.
Oliveira (1990) compreende que o PPP Retrata a cara da escola, sua identidade. Por isso mesmo, a elaboração do PPP é sempre um processo inconcluso, uma etapa em direção a uma finalidade que permanece como horizonte da escola. Conforme este autor, termo Projeto Político-Pedagógico nasce nos anos 80, com o intuito de se contrapor a uma visão burocrática e técnica e afirmar a natureza política do projeto.
É necessário, segundo Veiga (2000) considerar três pontos básicos na especificidade do projeto, a saber: o projeto é uma antecipação do futuro, portanto, deve orientar e conduzir a ação presente; é utópico, caracteriza-se como idéia em processo para transformar-se em ação, o que reforça o caráter político da educação. O papel do PPP está voltado para o desenvolvimento de um projeto que se pretende histórico em busca da transformação social. O PPP, após a sua concepção, acompanhamento e avaliação constante, numa prática coletiva, legitima a identidade da Escola.
Neves (1995) identificou as seguintes características do PPP: Porque engloba toda a ação da escola, seus fundamentos filosóficos, objetivos e metas e o mecanismo de gestão. Identidade: Porque explicita com clareza a missão social, princípios, valores e compromissos, além da organização em nível material e financeiro para consecução dos objetivos indicados. Dinamismo: Porque é um processo contínuo de construção. Transparência: Porque está aberto à comunidade escolar.
Para elaborar este documento, necessário se faz atentar para os seguintes procedimentos, interligados e ordenados, seguindo um método, a saber: Justificativa: contextualiza e descreve a U.E, informando a sua história, a sua realidade, as questões que precisam ser analisadas. Contexto referencial: informa as ações que serão implementadas para solucionar os problemas levantados. Ainda neste espaço, são indicados o sentido do trabalho que será realizado, além do diagnóstico, partindo do levantamento de dados sistemáticos retirados da realidade, indicando as Forças, as Possibilidades e a Situação da Escola. Este diagnóstico cobrirá as dimensões externas (família e comunidade) e internas (todos aqueles que encontram-se diretamente ligados à escola). Há ainda necessidade de definir o ideal de homem, de cidadão, de educação e sociedade que se pretende edificar, apontando o perfil institucional, seu compromisso com a formação de seres humanos. Por fim, programam-se as linhas de ação, definindo a metodologia de trabalho, combinando a ação individual, grupal (com representantes de cada segmento) e plenário (reunindo todos os membros da escola). Programação: é a etapa que indica as ações que serão executadas, diminuindo a distância entre o diagnóstico e a realidade pretendida. As Metas são traçadas, indicando o que se quer alcançar, integrando os membros da U.E. que deverão nortear as atividades que serão desenvolvidas na Escola: corpo docente; corpo discente; pais e comunidade. Os objetivos da U.E, de cada nível e curso ministrado também são apontados, definindo a estrutura curricular. Enfim, concluindo este tópico, as ações são programadas, especificando as atribuições dos envolvidos. Observe o esquema: Metas Ações/Atividades Responsável Cronograma de execução Avaliação: não é preciso aguardar a conclusão do Projeto para avaliar os resultados pois a avaliação se faz presente e necessária ao longo do processo, de caráter permanente, combinando dois momentos indissociáveis:produtos e processos. É preciso identificar a metodologia de avaliação do projeto, realizando atividades dinâmicas, tais como: reunião para avaliação, supervisão dos resultados das atividades, entrevistas para elaborar diagnóstico, programação com pais e comunidade, dentre outros. Conclusão: algumas considerações precisam ser registradas, tendo em vista o aprimoramento do Projeto: é preciso observar a coerência entre os planos da U.E e o de cada professor em sua proposta de trabalho; destacar a teoria pedagógica que dará suporte ao processo ensino-aprendizagem. O Regimento Escolar deverá ser elaborado simultaneamente ao PPP e precisa ser avaliado com periodicidade, pois depende de processos legitimadores juntos à U.E.
Não existe um único modelo para tornar exitosa a ação educativa da Escola. Cada U.E é fruto de suas contradições e o caminho que pode ser coerente numa determinada conjuntura, num determinado local, pode não o ser em outro contexto.
Os estabelecimentos de ensino elaboram, executam e informam os pais e responsáveis sobre a execução da proposta pedagógica;
Os docentes devem participar da elaboração e implementação de um plano de trabalho que concretize a proposta pedagógica da escola; Deve haver a participação de todos os profissionais da escola na elaboração do projeto: este é um dos princípios da gestão democrática; As instâncias superiores à escola devem adotar coordenação dos sistemas educativos, prestando apoio e incentivo às escolas, abandonando práticas autoritárias. O PPP é importante para a escola e sua gestão porque possibilita implementar ações, metas e estratégias na configuração de um projeto político-pedagógico, no qual a integração entre a escola e a comunidade e os agentes educativos entre si é a base fundamental para sua sustentação. A construção coletiva do PPP permite que os sujeitos envolvidos assumam um compromisso sócio-político com os interesses reais e coletivos da população local, a partir da intencionalidade na formação do cidadão para um determinado tipo de sociedade, primando sempre pela qualidade, eficiência e eficácia do ensino. O Projeto Político-Pedagógico, na concepção oficial, deve criar as condições para que se ultrapasse os baixos índices de desempenho apresentados pelo sistema de ensino, e ao mesmo tempo, ampliar as condições de permanência do aluno na escola. E, ainda, demonstrar que é indispensável garantir às escolas os meios favoráveis à construção desse projeto, calcado nos princípios de qualidade, eqüidade, autonomia, participação democrática e valorização do magistério. A elaboração do PPP pela escola, envolvendo todos os atores educacionais e a comunidade, é a expressão do processo de descentralização no âmbito pedagógico que é bastante enfatizado nos documentos oficiais a partir da década de noventa. De um modo geral, a descentralização implica a existência de uma pluralidade de níveis de decisão exercida de forma autônoma. O processo de construção do PPP deve estar em consonância com o planejamento escolar, considerando que estas atividades refletem as práticas sociais e educativas vivenciadas na escola.
Analise atentamente o texto construído para validar os princípios indicados no conteúdo proposto. Como o professor de Biologia pode auxiliar na elaboração do PPP?
Como tornar o PPP legítimo e tradutor dos anseios da equipe escolar?
Como acompanhar a sua implementação no interior das escolas?
Considerando a inter-relação entre os conhecimentos filosóficos e políticos da educação, analise os princípios do PPP e suas implicações na prática pedagógica.
Reportando-nos aos quatro pilares da educação que ressaltamos na construção do Projeto (aprender a conhecer, a fazer, a conviver e aprender a Pesquisa ser), qual a sua importância na efetivação de uma prática educativa a serviço e Prática das aprendizagens dos alunos?
Projeto de Ensino-Aprendizagem: Concepção de Educação, Currículo e Conhecimento.
O Projeto de Ensino-Aprendizagem é uma síntese que o educador faz dos apelos da realidade, das expectativas sociais, de seus compromissos e objetivos, das condições concretas do trabalho. ( VASCONCELLOS, 2006, p. 147)
Antes de abordamos o tema objeto de análise deste conteúdo, convidamos você, aluno(a), para refletir acerca das seguintes questões: Quem educa o educador?1 Educa-o a vida, que é construção de quem vive. A vida humana, dupla construção de si mesma e do mundo, ensina a ensinar quem, na vida, aprende a aprender. Quem educa o educador? Educa-o quem o precedeu em seu labor. Porque nossa vida é construção histórica e a missão de educar se funda na elaboração de outras experiências, na história do educar. Educar exige teoria. Reconhece-se, no espaço de formação, conceitos esquecidos ou não percebidos de fundamental importância para a construção de uma proposta de trabalho coerente, resgatando nos alunos assistidos o desejo de aprender. Quem educa o educador? Educa-o seu trabalho, sua meta de formar, recíproca e coletiva, partindo do diálogo permanente no espaço escolar e em outros espaços. A escola é o lugar onde educadores e educandos trocam seus papéis continuamente, questionando e sendo questionado. Só ensina quem aprende e, porque aprende, aprende a ensinar. Esta compreensão é de extrema necessidade para que possamos iniciar o nosso diálogo acerca dos princípios pedagógicos e critérios metodológicos necessários para a construção de uma proposta de trabalho a ser realizada no contexto escolar. Compreendemos que este ato só é produtivamente possível se realizado como um dos elementos de um processo de ensino e aprendizagem que estejam claramente definidos por uma proposta pedagógica.
WARSCHAUER, Cecília. Rodas em Rede. Oportunidades Formativas na Escola e fora dela. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2001.
Por isso, para falarmos do Projeto de Ensino-Aprendizagem, é preciso nos referir ao PPP elaborado pelo atores partícipes de uma determinada U.E. para que a proposta a ser construída pelo professor não seja vista de forma desvinculada dos demais elementos indicados no plano maior (PPP), pois as mudanças na forma de desenvolvimento desse processo implicam, necessariamente, mudanças nas formas da ação avaliativa e, do mesmo modo, as alterações no processo de avaliação poderão conduzir a uma transformação no processo de ensino. Veja, então, a importância da sua participação na elaboração deste documento institucional.
Toda prática pedagógica ser partilhada e construída por todos precisa estar consubstanciada com os sujeitos que atuam e dão sentido uma teoria ou teorias. Elas devem ser e significado à U.E. coerentes com as intenções educativas a que correspondem. Uma unidade pedagógica é fundamental para que o sistema reflita tais intenções. Faz-se necessário uma concepção que deve
Se o fazer e as intenções educativas integram e concretizam um Currículo, devem ser compartilhadas por todos aqueles que atuam e que vierem a atuar nas Escolas.. O Currículo expressa a vida escolar, devendo ser documentado, mas se concretiza nos espaços escolares: sala de aula, reuniões, corredores. Portanto, dinâmico, o currículo deve ser visto como processo, mesmo que necessário como produto. Uma UE é formada essencialmente por Diretor(a), Coordenador(a), Secretário(a), apoio administrativo, família, professores(as) e alunos(as). Podemos dizer que os protagonistas do processo ensinoaprendizagem são essencialmente os dois últimos (professores e alunos). Porém, essas pessoas mudam constantemente: os alunos, pela continuidade dos estudos em outros contextos, e os professores, por condições sociais, econômicas e pessoais. Portanto, um sistema de ensino deve ter minimamente documentadas as suas intenções educativas, expressadas no Planejamento (Unidade e Quinzenal) que, por serem momento de estudo e tematização da prática, deverão ser concretizadas por essas pessoas. O coração da vida escolar, o currículo, deve estar documentado e servir como referencial para os profissionais da escola. Estas informações você já construiu ao estudar Didática, caro(a) aluno(a)!
O Projeto Pedagógico da Escola, documento que revela a sua proposta curricular, procura consolidar uma base técnica-científica que viabilize aos alunos o desenvolvimento de um processo de aprendizagem, possibilitando a interpretação, a compreensão, a assimilação e a internalização individual e coletiva das organizações e das mudanças indispensáveis a estas e ao contexto sócio-econômico, habilitando-os a implementar e adequar as modificações necessárias.
estímulo à criatividade e ao permanente exercício do raciocínio crítico, analítico e sistêmico, consolidando o desenvolvimento de saberes, conforme estudos realizados por Paulo Freire (1996).
À luz dessa filosofia, o processo de ensino-aprendizagem permite ao aluno construir, em parceria com o professor, a sua formação intelectual. Contextualiza-se, sob esta ótica, o crescente
O compromisso da U.E. reside no acompanhamento do aluno, garantindo-lhe a compreensão e o entendimento das premissas da formação pessoal, através da averiguação das potencialidades individuais e coletivas e da orientação para a aprendizagem, a autoavaliação e questionamento permanentes, assegurando a sua própria formação e desenvolvimento.
Um dos aspectos mais complexos do Currículo Escolar é a definição das intenções educativas de forma coerente, concreta, para nortear a prática docente, permitindo ajustes mediante a diversidade de situações e de contextos nos quais se forma o processo de ensino e de aprendizagem. As atividades educativas escolares caracterizam-se por serem atividades intencionais, o que significa que tratam de responder a alguns propósitos (objetivos) e a perseguir a consecução de algumas metas (resultados).
A expressão “intenções educativas” (COLL, 2004) é utilizada para designar os resultados esperados da aprendizagem, indicando o que o aluno deve aprender até o final do processo educativo.
IMPORTANTE! Não serão abordados, neste nosso Módulo de PPPII, a indicação dos objetivos comportamentais, conforme concepção psicológica dominante na década de 1970, que enunciava as transformações que deveriam ser observadas no comportamento do aluno como indicadores de que os resultados foram alcançados. Ao contrário, a definição de intenções educativas requer a substituição dos objetivos comportamentais por objetivos cognitivos, que podem ser concretizados em função do conteúdo aprendido pelos alunos de forma contextualizada, estabelecendo as atividades de ensino e aprendizagem das quais irão participar.
Os conteúdos curriculares têm valores importantes para a formação dos alunos. Devem ser o ponto de partida tanto para selecionar quanto para planejar as atividades realizadas nos espaços de aprendizagem e indicar os resultados esperados da aprendizagem dos educandos (marcos de aprendizagem). De acordo com esta proposta, a meta da educação escolar é desenvolver saberes que permitirão que os alunos continuem aprendendo e utilizando o que sabem para viver e conviver com os outros, melhorando o ambiente natural e social de que fazem parte. Mas para que serve a Proposta Curricular? · Para tomar decisões coletivas coerentes; · Para melhorar a qualidade do ensino: análise e reflexão sobre a própria prática; · Para orientar a formação em serviço dos professores; · Para registrar a história da Escola: memória coletiva; · Para elaborar um Projeto Pedagógico adequado e coerente à realidade da instituição e à filosofia educativa da equipe docente, assegurando ao mesmo tempo o acesso de todos os alunos às experiências educativas essenciais para seu desenvolvimento e socialização. Quais são os ELEMENTOS que compõem um PROJETO CURRICULAR? a) O que ensinar · Objetivos Gerais da Educação (Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio); · Objetivos gerais das disciplinas e áreas de conhecimento; · Conteúdos das disciplinas e áreas de conhecimento; · Conteúdos interdisciplinares. b) Quando ensinar · Seleção e seqüênciação dos conteúdos (Planejamento da Unidade/Quinzenal) c) Como ensinar · Critérios e opções metodológicas; · Decisões sobre agrupamentos de alunos; · Decisões sobre organização de tempo e espaço; · Materiais curriculares e recursos didáticos. d) O que, quando e como avaliar · Procedimentos e instrumentos para avaliar o progresso das aprendizagens dos alunos; · Elaboração de critérios para avaliação; · Elaboração de programa específico de acompanhamento do aluno com dificuldade de aprendizagem (Conselho de Classe – diagnósticos e prognósticos). Para que estes elementos ganhem sentido, necessário se faz definir DIRETRIZES PARA O DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO PEDAGÓGICO
necessárias para assegurar o desenvolvimento harmônico dos alunos. Por outro lado, uma boa prática docente será aquela em que essa variedade de intenções educativas se reflita claramente nas atividades de ensino e de aprendizagem, realizadas na sala de aula.
As referências que alimentam a Proposta Curricular são sócio-ideológicas, antropológicas, psicológicas e pedagógicas. O Currículo Escolar desempenhará melhor sua função se levar em conta, com equilíbrio exigido pelas características de cada etapa, todas as capacidades
Mas, o que significa a expressão INTENÇÕES EDUCATIVAS? As intenções educativas alicerçam a prática dos professores e, ao mesmo tempo, permitem um ajuste à diversidade de situações e de contextos nos quais se forma o processo de ensino-aprendizagem. Conforme estudos desenvolvidos por Coll (1987), optamos por definir as intenções educativas respeitando as características de um currículo democrático, observando os resultados esperados da aprendizagem dos alunos e os conteúdos que deverão ser abordados, mediante escolaridade, por segmento, área de conhecimento. Assim, as intenções educativas dependem dos saberes enunciados nos objetivos gerais de cada etapa educativa: educação infantil, ensino fundamental, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos. Este conteúdo será abordado de forma mais densa na próxima disciplina, Pesquisa e Prática Pedagógica III. Iniciamos este Módulo falando sobre PLANEJAMENTO. Vamos agora entender elementos que fazem parte deste documento, assim como fizemos ao tratarmos do PPP.
O papel dos objetivos educacionais. O que significa isto? Os objetivos educacionais devem ser estabelecidos em relação aos saberes que se pretende desenvolver junto aos alunos a partir da intervenção específica e devem ser referendados pela tipologia dos conteúdos. Até hoje a literatura referenda que o papel atribuído à educação escolar tem priorizado as capacidades cognitivas, mas nem todas, e sim aquelas que têm considerado os mais relevantes: as que se referem às disciplinas tradicionais dos currículos. Você deve ter visto esta situação ao realizar a Pesquisa de Campo, notadamente ao observarem a sala de aula.
Consideramos que a Escola também deve se ocupar dos saberes necessários para a formação integral da pessoa. Educar, neste contexto, traduz-se em formar pessoas que não estão parceladas em compartimentos estanques, em capacidades isoladas. Quando se tenta potencializar certo tipo de saber cognitivo, ao mesmo tempo se está influindo no saber fazer, saber ser, saber conviver. A capacidade de uma pessoa para se relacionar depende das experiências vivenciadas e a escola é um lugar preferencial para se estabelecer vínculos e relações que definem e condicionam as próprias concepções pessoais sobre si e sobre os outros. É preciso compreender que tudo quanto o professor promove, por menor que seja, incide em maior ou menor grau de formação dos alunos. A maneira de conduzir a aula, os tipos de incentivos, as expectativas depositadas, os materiais utilizados, cada uma dessas decisões veicula determinadas experiências educativas. O papel dos saberes. O que são saberes? Como podemos conceituar como sendo um ensino por saberes? Podemos conceituar saber como o ato de pensar com entendimento, ação própria do ser humano, fundamentada na ética, na visão de mundo alicerçada em rigorosidade, pesquisa, criticidade, risco, humildade, bom senso, tolerância, alegria, curiosidade, esperança, competência, generosidade, disponibilidade. Para Freire (1996), a Pedagogia não está mais centrada apenas na Didática, mas também na ética e na filosofia. O que faz a diferença, neste contexto, é a vivência do estudante, sua capacidade de adaptar-se a novas situações, seu espírito crítico, facilidade de comunicar-se, capacidade de lidar com pessoas e de trabalhar em equipe.
Entendemos que os saberes relacionam-se a três elementos importantes. O primeiro seria a condição do sujeito em aprender, no sentido de ser consciente de sua capacidade de. O segundo estaria relacionado à mobilização de situações e recursos necessários para abordar questões complexas, compreendendo os conteúdos específicos para a sua resolução. O terceiro refere-se aos recursos cognitivos/intelectuais, emocionais, éticos e criativos do sujeito. Estes saberes são aprendidos. Aprendemos a identificar, correlacionar, analisar, avaliar, manipular, realizar pesquisas, organizar. Para que tais saberes sejam aprendidos, é necessário que durante as aulas, os alunos realizem
atividades e tarefas que proporcionem tais saberes. A pergunta implícita que se faz neste espaço de organização do planejamento é “o que o aluno precisa saber para...”. É fundamental e de extrema relevância que os planejamentos dos professores contemplem tais saberes e que sejam propostas atividades e tarefas que corroborem para tal formação. No âmbito de um ensino voltado para o desenvolvimento de saberes, no entanto, não basta que sejam desenvolvidas as habilidades (o fazer), mas que seja pedido que os alunos sejam criativos, autônomos, para que, de fato, estejamos formando “gente mais gente”.2
O papel dos Conteúdos. Que conteúdo ensinar? Os conteúdos escolares são compreendidos a partir da tipificação relativa a conteúdos factuais (relativos a fatos), conteúdos conceituais Pesquisa e Prática (relativos a conceitos e princípios), conteúdos procedimentais Pedagógica II (relativos a procedimentos) e conteúdos atitudinais (relativos a valores, normas e atitudes).3 Entende-se por conteúdos o conjunto de formas culturais e saberes selecionados para formar parte das diferentes áreas curriculares em função dos Objetivos Gerais de Área4. Os conteúdos podem ser fatos, conceitos, princípios, procedimentos, valores, normas e atitudes. Um conceito designa um conjunto de objetos ou símbolos que têm certas características comuns. Exemplo: mamíferos, número primo, triângulo. Um princípio somente descreve relação causa-efeito. Geralmente usam os termos “regra” ou “lei” como sinônimos de princípio. Na medida em que os princípios descrevem relações entre conceitos, constituem verdadeiros sistemas conceituais. Exemplo: a lei da gravidade, o ciclo natural da água. Um procedimento é um conjunto de ações ordenadas e finalizadas, quer dizer, orientadas para a consecução de uma meta. Para que um conjunto de ações constitua um procedimento, é necessário que esteja orientado até uma meta e que as ações ou situações didáticas se sucedam em uma certa ordem. A complexidade dos procedimentos varia em função do número de ações ou situações implicadas em sua realização. Geralmente utilizamse os termos “destreza”, “técnica”, “método”, ou ainda “estratégia” como sinônimo de procedimento. Exemplo: construir um plano, fazer um resumo, confeccionar um plano de observação. Um valor é um princípio normativo que preside e regula o comportamento das pessoas em qualquer momento e situação. Exemplo: respeito à vida, respeito à natureza, a solidariedade. Os valores se concretizam em normas, que são regras de conduta que devem respeitar as pessoas em determinadas situações: compartilhar, ajudar, ordenar, respeitar. Uma atitude é uma tendência a comportar-se de uma forma consistente e persistente ante determinadas situações, objetos, ou pessoas. As atitudes traduzem, no nível comportamental, um maior ou menor respeito a determinados valores e normas: conduta de compartilhar, de respeitar, de ordenar, de ajudar, de cooperar.
Partindo do pensamento Freireano, pode-se afirmar, pelo menos, sete teses sobre a construção do conhecimento: a) o que é conhecer; b) como se conhecer c) o que conhecer; d) por que conhecer;
e) conhecimento e interesse; f ) todos podem conhecer; g) só é válido o conhecimento compartilhado.
COLL, César, 1992. ZABALA, Antoni, 1998. PCN/MEC, 1996 Conforme PCN Ensino Fundamental 5ª a 8ª
O papel da seqüência didática. Como organizar uma seqüência didática? Ensinar envolve estabelecer uma série de relações que devem conduzir à elaboração, por parte do aluno, de representações pessoais sobre o objeto de conhecimento. Quem aprende utiliza sua experiência e os instrumentos cognitivos que possui para dar uma interpretação pessoal e subjetiva do novo conhecimento que se apresenta. Portanto, podese concluir que em cada pessoa o resultado desse processo de conhecimento será diferenciado. Apesar de possuir elementos compartilhados com os outros, terá determinadas características únicas e pessoais, posto que a diversidade é inerente à natureza humana e qualquer ação educativa deve se adaptar a essa característica. Sendo assim, pode-se falar na diversidade de seqüências que os professores podem utilizar na concretização das intenções educativas com seus alunos. Esta interação direta tem que permitir o acompanhamento dos processos que os alunos vão realizando. O acompanhamento e uma intervenção diferenciada, coerente com os objetivos estabelecidos, tornam necessária a observação do que acontece em sala de aula.
A Proposta Pedagógica definida nos documentos divulgados pelo MEC pauta-se no princípio da atividade mental do aluno – e, portanto, também da diversidade. Apesar disso, situar o eixo no aluno ativo não significa promover uma atividade compulsiva, reativa, nem tampouco atribuir aos professores um papel secundário. Promover a atividade mental do aluno significa que ele deve entender o que faz e porquê faz, tendo consciência do processo que está seguindo. Isto vai lhe permitir dar-se conta de suas dificuldades e, se for necessário, pedir ajuda. Também vai lhe permitir experimentar, o que o motiva a seguir tentando.
Para que o aluno compreenda o que faz, depende, em grande medida, que seu professor seja capaz de ajudá-lo a compreender a dar sentido ao que tem em mãos, isto é, depende de como se apresenta, de como tenta motivá-lo, na medida em que o faz sentir que sua contribuição será necessária para aprender. Outrossim, para que os alunos possam seguir o processo e situar-se nele, depende também do grau de contribuição do professor com sínteses e recapitulações, com referências ao que já se fez e ao que resta por fazer; os critérios que pode transmitir acerca do que constitui uma relação adequada entre alunos e professores, avaliar o próprio saber, aproveitar as ajudas que lhes são oferecidas e, se for necessário, pedi-las. A atuação do professor deve ser no sentido de contar com as contribuições e os conhecimentos prévios dos alunos, tanto no início das atividades, quanto durante sua realização. O professor deve potencializar progressivamente a autonomia dos alunos com o propósito de ajudá-los a encontrar sentido no que estão fazendo, criando um sentimento de compromisso e responsabilidade com a própria aprendizagem e trabalho em sala de aula. Deve, também, estabelecer determinadas relações pautadas no respeito mútuo e no sentimento de confiança, promovendo a auto-estima e o auto-conhecimento.
O papel da avaliação. Como avaliar? O ato de avaliar se dá a todo instante no próprio processo da vida. Se a escola não está isolada da sociedade, apesar de sua especificidade, não Pesquisa e Prática pode continuar insistindo numa prática de avaliação mecânica, sem perceber Pedagógica II que as pessoas que fazem parte do cotidiano escolar são as mesmas pessoas que fazem parte do cotidiano da vida. Uma prática com ênfase no processo e não somente no aproveitamento final do aluno, que não utiliza a prova como o seu único instrumento, coloca a avaliação a serviço do crescimento do aluno e não de sua exclusão, não devendo ser confundida apenas como momento de teste ou prova. Provas e testes não são sinônimos de avaliação, mas são instrumentos que ajudam no processo de avaliação do aluno. Avaliar é preciso e necessário. O aluno deve ter continuamente avaliada a sua capacidade de observar, refletir e intervir nas atividades desenvolvidas em sala de aula, bem como nos seus processos de construção dos conhecimentos. Segundo ESTEBAN (2001), assumindo-se como objetivo nuclear da escola o ensino e, portanto, o processo de apropriação e construção do conhecimento pelo aluno, são destacadas como funções da avaliação o diagnóstico do processo de ensino e aprendizagem, permitindo o seu contínuo aprimoramento. Portanto, seus resultados devem servir para orientação da aprendizagem, cumprindo uma função eminentemente educacional, rompendo-se com a falsa dicotomia entre ensino e avaliação, subsidiando professores, alunos e a escola na transformação do trabalho escolar.
A avaliação deve ser discutida no âmbito do Projeto Pedagógico, buscando coerência entre teoria e prática. O processo de avaliação pode ser compreendido em duas dimensões que ocorrem paralelamente ao longo do ano letivo. A 1ª dimensão centra-se no âmbito da sala de aula e podemos chamá-la de avaliação de aprendizagem dos alunos. Esta dimensão deve estar prevista nos planejamentos das aulas e tem por função avaliar o “rendimento” do aluno em relação aos conteúdos trabalhados, bem como sua participação em sala de aula e assiduidade com as tarefas, sem indicação de nota. Sendo um processo contínuo, a avaliação da aprendizagem auxilia o professor no planejamento e replanejamento de suas aulas e de suas intervenções em sala de aula e em relação aos seus alunos.
Indicamos algumas questões, baseados nos estudos realizados por Hoffman (2005), que devem orientar o professor a realizar uma avaliação mais formativa, no sentido de colaborar para o replanejamento de sua prática e para a formação de seus alunos: Quais devem ser os meus critérios de avaliação? Quais os saberes da área de conhecimento que precisam ser contemplados no período? Quais os instrumentos que devem guiar a minha prática avaliativa? Como corrigir as tarefas? O que entendo por “erro”? O que devo quantificar? Como discutir os resultados da avaliação com os alunos? Como acompanhar os alunos que apresentaram dificuldades? A 2ª dimensão é chamada de institucional e tem como propósito avaliar se as práticas dos docentes e da organização pedagógica-administrativa da U.E. A avaliação interna é concretizada através de questionários, elaborados a partir de critérios que são coerentes com tais fundamentos e que serão respondidos pelos atores envolvidos no processo: Professor, Aluno, Coordenador, Diretor.
A efetivação da prática democrática e da construção de um ambiente educativo propício à articulação de saberes para a elaboração do planejamento participativo, requer atitudes concretas, tanto de resistências positivas, quanto de abertura para a criação de uma pressão institucional para a mudança dos vários sujeitos que dela participam. A mudança é necessária para a busca da qualidade e não de mudança no sentido de exclusão de pessoas. Aquele que ainda não se comprometeu com a atitude colaborativa, vai se dando conta, progressivamente, da mudança que já está em curso. Uma das maiores preocupações na construção do PPP é garantir o envolvimento e o comprometimento da equipe escolar em seu processo de elaboração. Por outro lado, pode-se apresentar um paradoxo: Por que “perder tempo” na construção e na elaboração do Projeto, quando se pode delegar a outros esta tarefa? Isto acontece quando a equipe escolar vê o PPP apenas como um documento exigido pelo Sistema Educacional e não como uma ferramenta pedagógica que norteia a ação educativa em todos os âmbitos; e que dá segurança aos atores institucionais no seu fazer cotidiano. É importante reunir os professores e toda a equipe escolar para que juntos possam discutir a importância do Projeto na construção da identidade e autonomia da escola, analisar os objetivos e finalidades do projeto; refletir sobre a clareza dos fundamentos teóricos e metodológicos que embasarão o projeto; discutir a proposta metodológica em construção do projeto.
Para operacionalizar o PPP são imprescindíveis algumas ações: discutir com a comunidade escolar o significado do PPP; constituir uma Comissão composta por segmentos da comunidade escolar que organize e coordene o processo na escola, em sintonia com os outros colegiados escolares; Criar espaços para que toda a comunidade escolar possa discutir e decidir ações priorizadas nos fóruns promovidos pela escola, dentre outras.
O projeto não pode ser uma camisa de força para a escola e para o professor. Com o crescimento da autonomia escolar, a avaliação Institucional tornou-se uma ação indispensável para a garantia da efetivação dos princípios basilares de uma educação de qualidade, evidenciada na proposta pedagógica da escola. É importante questionar: como sustentar um projeto educacional que articule o compromisso com a finalidade da ordem social, com a cidadania coletiva, em uma sociedade submetida a processo de mudanças aceleradas e atravessadas por uma crise ética? O Projeto deve refletir o movimento de busca da ressignificação do real, do instituído, com força de instituinte de novas possibilidades de dinamização da praxis, baseada na ação-reflexão-ação sobre as ações realizadas na escola, utilizando a avaliação como elemento retroalimentador do PPP. O Projeto Pedagógico é um instrumento de luta por melhores condições educativas. E através disto, permitir o diálogo consistente e fecundo com a comunidade, e mesmo com os órgãos dirigentes.
Elabore um Mapa Conceitual a partir das considerações e reflexões realizadas. Não esqueça de consultar o Módulo Impresso da disciplina Metodologia do Trabalho Científico.
FUNDEB Fundo de Desenvolvimento e Manutenção da Educação Básica
A educação básica - que compreende a educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio em todas as suas modalidades - deverá contar com um fundo de financiamento próprio a partir da aprovação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
O Fundeb, Fundescola e o Pde: Informações e Recursos Necessários Para Garantir a Autonomia da Escola
www.mec.gov.br/sef/fundeb
Qual a importância do FUNDEB? O FUNDEB tem um profundo significado, que é o de financiar todos os níveis da educação básica, buscando reduzir as disparidades entre Estados e municípios, bem como entre grupos sociais. Este programa é fruto de um acordo financeiro realizado entre o Banco Mundial e o MEC e os recursos são destinados às regiões consideradas mais pobres do Brasil: Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
O FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) terá a duração de 14 anos (2006-2019), com o intuito de atender os alunos da educação infantil, do ensino fundamental e médio e da educação de jovens e adultos. Sua implantação foi O FUNDEB terá a finalidade de programada de maneira gradativa aumentar os recursos aplicados pela nos quatro primeiros anos.Está União, estados e municípios na previsto no quarto ano de vigência educação básica pública e melhorar a atender 47,2 milhões de alunos com formação e o salário dos profissionais investimentos públicos anuais de R$ da educação. 50,4 bilhões, dos quais R$ 4,3 bilhões serão provenientes da União . www.brasilescola.com/pedagogia/fundeb-fundef.htm
FUNDESCOLA Fundo de Fortalecimento da Escola
O Fundo de Fortalecimento da Escola (Fundescola) é um programa do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC), com a interface das secretarias estaduais e municipais de Educação das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e financiamento proveniente do Banco Mundial (Bird). Tem por objetivo promover um conjunto de ações para a melhoria da qualidade das escolas do ensino fundamental, ampliando a permanência das crianças nas escolas públicas, assim como a escolaridade nessas regiões do país.
É papel do FUNDESCOLA viabilizar, em regime de parceria e responsabilidade social, a eficácia, eficiência e eqüidade no ensino fundamental público notadamente nas regiões Norte, Nordeste e CentroOeste, através da oferta de serviços, produtos e assistência técnico-financeira criativas e pedagogicamente bem fundamentadas, que tem como meta o ensino-aprendizagem além das práticas gerenciais das escolas e secretarias de educação. Além disso, o Fundescola promove, mediante transferência de recursos financeiros, por meio de convênios com os municípios, estados ou órgão do MEC, as seguintes ações: - Aquisição de equipamento e mobiliário escolar para salas de aula; - Projeto de Melhoria da Escola -PME; - Adequação física de prédios escolares - PAPE; - Construção de escolas em assentamentos rurais e áreas de comunidades indígenas com atendimento educacional do programa; - Formação e titulação de professores não habilitados para o ensino nas séries iniciais do Ensino Fundamental, por meio do Programa Proformação; - Capacitação de docentes da Escola Ativa; - Plano de Desenvolvimento da Escola - PDE. www.fnde.gov.br/home/index.jsp?arquivo=/fundescola/fundescola.html Para que você precisa saber sobre estes dois Programas do Governo Federal, futuro(a) professor(a) de Biologia? Para saber de onde vêm os recursos que chegam à Escola Básica. E saber, também, como desenvolver Projetos para trazer estes recursos para a U.E.
Sabe por quê? Com destes programas surge o Plano de Desenvolvimento Escolar (PDE), que tem como objetivo a melhoria da gestão Pesquisa escolar em seu contexto global, uma vez que abraça questões pedagógicas, e Prática administrativas e financeiras.
O PDE é coordenado pela diretoria da instituição e desenvolvido de maneira participativa pela comunidade escolar.
O PDE atende a 4,5 milhões de estudantes em 7.300 escolas de 347 municípios dos 19 estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Os recursos financeiros que chegam à Escola via PDE são utilizados na promoção de cursos voltados para a formação de professores, gestores e funcionários. Este documento configura-se com instrumento de planejamento estratégico plurianual direcionado a melhorar a qualidade e a eficiência da escola.
Recebem recursos financeiros e apoio técnico para elaborar o PDE, as escolas que tenham a partir de 100 alunos, organizem unidades executoras, disponham de condições mínimas de funcionamento e possuam liderança forte. Por meio do PDE, a escola faz: a) um diagnóstico de sua situação; b) define seus valores e sua missão; c) elabora objetivos, estratégias, metas e planos de ação. A metodologia para elaboração e implementação do Plano segue o modelo de planejamento estratégico, segundo manual que descreve o processo passo a passo, incluindo conceitos, princípios e instrumentos necessários ao gerenciamentodo Plano. Visite o site do MEC e veja como este documento é estruturado. Na primeira etapa do processo – visão estratégica – a comunidade escolar define: a) seus valores; b) sua visão de futuro; c) missão e objetivos estratégicos ou grandes alvos a serem alcançados. A partir dos objetivos, a escola define o conjunto de ações e metas que transformarão sua visão de futuro em realidade. A autonomia escolar será assegurada pela destinação de recursos diretos, geridos pelo conselho escolar.
didáticos e tecnológicos; igualmente importante é a adoção de medidas de manutenção e melhoria da gestão e autonomia das escolas, além do treinamento prático e no serviço para docentes e direção da escola. Você concorda com esta afirmativa?
Afirma-se que a autonomia financeira fortalece a identidade da escola e incentiva a participação da comunidade em seu apoio. A melhoria da qualidade do ensino será assegurada também pela otimização de recursos e pelo investimento em insumos e inovações, como materiais
O objetivo do FUNDESCOLA é incentivar a adoção de um novo modelo de gestão na escola fundamental pública. Sua missão é promover um conjunto de ações para a autonomia e melhoria da qualidade do ensino fundamental e para a garantia da permanência das crianças nas escolas públicas. A estratégia principal do FUNDESCOLA é incrementar o desempenho dos sistemas de ensino público, fortalecendo a capacidade técnica das secretarias de educação, a gestão das escolas e a participação da comunidade na vida escolar. O FUNDESCOLA compõe-se de diferentes projetos voltados para planejamento, adequação de prédios, equipamentos e mobiliários escolares e formação de professores. O Plano de Desenvolvimento da Escola(PDE) é projeto principal do FUNDESCOLA, visando à modernização da gestão e ao fortalecimento da autonomia da escola, mediante a adoção do modelo de planejamento estratégico, que se apóia na racionalização e na eficiência administrativa. O PDE busca elevar o grau de conhecimento e o compromisso de diretores, professores e outros funcionários da escola com os resultados educacionais; melhorar as condições de ensino e estimular o acompanhamento dos pais na aprendizagem de seus filhos.
Você é membro do Conselho Escolar de uma determina U.E. Os membros do referido Conselho o indicaram para fazer uma palestra para a Plenária, ou seja, as pessoas que fazem parte diretamente da escola (funcionários, professores, pais, alunos e comunidade). A palestra tem como tema O FUNDEB, FUNDESCOLA E O PDE: INFORMAÇÕES E RECURSOS NECESSÁRIOS PARA GARANTIR A AUTONOMIA DA ESCOLA. Quais seriam as informações que você traria para este público? Faça um roteiro da sua palestra.
A Gestão da Escola e a Gestão da Sala de Aula: Por onde Começar?
[...] que alternativas a escola deve buscar para organizar o trabalho pedagógico numa perspectiva crítica e democrática, visando, efetivamente, a contribuir para a formação de um cidadão autônomo e reflexivo, sem a perda dos laços de solidariedade social? (SOUSA; CORRÊA, 2002, p. 23)
Qual é a escola temos? Qual é o modelo de Gestão ainda presente nesta escola? Como os professores participam desta gestão? O PPP é um documento real, ou faz parte do ato burocrático ainda presente nos órgãos federais, municipais e estaduais? Os Cursos de Formações de Professores, sobretudo as Licenciaturas, estão contemplando, em sua proposta curricular, situações problematizadoras que convidem os alunos a refletirem sobre as mazelas próprias da gestão escolar que interferem diretamente na sala de aula ou ainda reservam-se ao ensino exclusivo de métodos e técnicas? A escola que ainda temos enfrenta, no seu cotidiano, a diversidade de concepções e práticas pedagógicas que interferem no planejamento escolar. Então, ao pensarmos na gestão escolar, via PPP, necessário s faz encarar como desafio o trabalho coletivo, democratizando o espaço escolar, escutando, acolhendo e respeitando a diversidade de concepções expressas pelos diferentes atores envolvidos na prática pedagógica. Estudos desenvolvidos por Sousa e Correa(2002) nos informam que a reflexão sobre a prática pode ser alicerçada por questões próprias da gestão escolar, a organização do trabalho pedagógico de forma democrática, a gestão da sala de aula, espaço em que o pedagógico e o administrativo se confrontam em vários aspectos. Então, a sala de aula denuncia se as intenções, metas e ações indicadas no PPP são palavras vãs ou retratam a identidade da escola. Sabemos que na escola, existem, e são claros, os problemas econômicos, políticos, sociais, demonstrados nas relações interpessoais entre alunos, professores, funcionários e corpo diretivo. A sala de aula está conectada com estes s problemas e com os do seu entorno social.
Afinal, o que são Projetos Didáticos? Você já estudou este conteúdo em Didática. Vamos apenas pontuar alguma questões necessárias para nossa reflexão.
Como agir numa situação tão complexa e, ao mesmo tempo, desafiadora? Uma das indicações é o trabalho com Projetos Didáticos, promovendo a aprendizagem numa perspectiva interdisciplinar, globalizada, contextualizada e organizada a partir de problemas reais dos alunos na sala e fora dela, e da escola.
presentaram este movimento. Os dois últimos (Dewey e Klpatrick) foram os idealizadores do chamado criadores do “método de projetos”. Suas propostas pedagógicas foram disseminadas no Brasil por Lourenço Filho e Anísio Teixeira. Esta proposta não é nova, como podemos concluir.
O “método de projetos” surgiu no Brasil no bojo do movimento conhecido como escolanovista, oriundo da “Escola Nova”, caracterizado pela posição aos princípios e métodos da Escola Tradicional. Os educadores Maria Montessori, Ovídio Decroly, Edouard Claparède John Dewey William Kilpatrick re-
O então denominado método de projetos de Dewey e Kilpatrick, ao buscar compreender situações próprias do ato pedagógico do ensinar e do aprender, é considerado como uma mudança na maneira de pensar na proposta pedagógica da escola, a proposta curricular e, conseqüentemente, a prática pedagógica. Com os Projetos Didáticos, a aprendizagem passa a ser compreendida da seguinte forma: a) um processo complexo e global, b) a teoria e prática não se dissociam c) o conhecimento da realidade e a intervenção nesta realidade é a pauta de trabalho do professor que compreende a necessidade da contextualização dos conteúdos específicos d) aprendizagem é desencadeada a partir de um problema que surge e que conduz à investigação, à busca de informações, à construção de novos conceitos, à seleção de procedimentos adequados.
portuguesa, ciências etc. Você ainda lembra de algum conceito abordado na disciplina Biologia, quando você ainda era estudante do Ensino Médio? Havia alguma relação com a Química e a Física? E hoje, como está esta abordagem?
Na Pedagogia Tradicional os conteúdos escolares eram abordados de forma fragmentada, o que conduziu a uma organização segmentada do conteúdo e tempo escolares. Por esta razão, ainda temos hoje em nossa escola os horários específicos para língua
Você, em breve, estará assumindo uma sala de aula. Como será a sua pratica? Por onde começar? Vamos, de forma objetiva, indicar algumas questões que consideramos de suma importância para que você possa, com competência, assumir a sua profissão. Vamos lá?
Como elaborar um Projeto? Primeiro, você e seu grupo precisam definir qual a finalidade do projeto. É resolver um problema de ordem prática? É o estudo de algum assunto atual, de interesse dos alunos? É para melhorar algum saber (leitura, escrita) que os alunos apresentam dificuldade? Como selecionar os conteúdos? Depende da proposta do grupo envolvido e das questões surgidas no desenvolvimento do projeto. Quanto tempo? Pode ser de horas, dias ou meses, dependendo da complexidade do tema. Como escolher o tema do Projeto? Precisa observar os interesses dos alunos , mas não se limitar a este aspecto, ou seja, o professor que indicar um tem para estudo por perceber a sua necessidade, deve provocar a motivação necessária, envolvendo os alunos em todas as fases do projeto. Como avaliar? Cabe ao professor orientar, planejar, discutir e mediar os conhecimentos que serão abordados nos projetos, escolher os procedimentos didáticos mais adequados, fomentar a pesquisa e garantir a sistematização dos diferentes tipos de conteúdos. A avaliação deverá contemplar os conteúdos abordados, observando o processo de construção de conhecimento de cada aluno e do grupo, indicando atividades de sistematização desafiadoras, criativas e contextualizadas.
Sabemos que você, aluno(a), está muito bem orientado sobre o seu papel na formação de seres humanos. A escola deve formar para a cidadania, então, o exemplo precisa começar neste espaço (ESCOLA) e você é um dos representantes desta idéia. A gestão que se quer democrática pode melhorar o que é definido como papel da escola no exercício da cidadania, ou seja, o ENSINO. Assim, o convite realizado pela disciplina Pesquisa e Prática Pedagógica II de participar da/na gestão da escola proporcionará um melhor conhecimento do funcionamento da escola e do papel de cada pessoa partícipe deste processo, através, sobretudo, do contato permanente entre professores e alunos, aproximando as necessidades dos alunos, oriundas do seu contexto de vivência, dos conteúdos que serão mediados por vocês, caros(as) alunos(as), futuros professores de Biologia. Mãos à Obra!
Amigo(a), Estamos vencendo mais uma etapa de nossa caminhada acadêmica! Inicialmente, lembremos que a disciplina Pesquisa e Prática Pedagógica II – PPP II é uma oportunidade de você estar desenvolvendo o exercício da crítica e da reflexão acerca da Gestão Escolar e do Projeto Político-Pedagógico à medida que se processa a sua formação acadêmica. Objetivamos vislumbrar mudanças no processo ensino-aprendizagem, tornando-o essencial à efetiva promoção da cidadania. Finalizando essa parte da caminhada, estaremos direcionando para a confecção da Atividade Orientada que visa o desenvolvimento de competências e habilidades para a execução de um seminário cujo tema transversal é “A Educação no exercício da Cidadania”. A Atividade Orientada deve ser realizada em três etapas que estão descritas logo abaixo. Lembre-se de que, essa atividade pertence à disciplina, tem caráter obrigatório, devendo ser realizada e direcionada para a construção do seminário.
Elaboração do Relatório O relatório é um documento muito comum em todas as profissões. De um modo geral, podemos dizer que ele é uma exposição escrita que tem por finalidade descrever alguma situação anteriormente pesquisada ou vivenciada. O nosso relatório deverá expor fatos e situações levantadas e/ou analisadas na atividade de observação já realizada ao longo das disciplinas oferecidas neste Circuito. Estamos, portanto, em fase de elaboração de um Relatório, cujo modelo se encontra no ANEXO A. Lembramos mais uma vez que sua observação já foi norteada pela entrevista e pela análise documental do Projeto Político-Pedagógico.
Elaboração do Cartaz O cartaz é uma forma de comunicação visual que deve expor a quem o observa e analisa todas as informações que se pretende transmitir de forma clara, organizada, coerente e com bom aspecto. O cartaz não deve deixar dúvidas quanto às informações transmitidas e deve nortear a apresentação da equipe no seminário. Deve ser ilustrado, instigante, sem perder o caráter acadêmico. Consulte as orientações dadas para a construção do cartaz, em PPPI. A seguir daremos as orientações para a realização das etapas.
Elaboração do Folder O folder é um material impresso e que deverá apresentar resumidamente os dados de identificação dos colaboradores, da Faculdade, da Disciplina e do seminário que será apresentado. Ele deverá ser distribuído para a apresentação do seminário; portanto ele norteará os observadores no acompanhamento e desenvolvimento do mesmo. Para a confecção do Folder siga o modelo que se encontra no anexo 02. Este modelo encontra-se disponível para download no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA). Dessa forma, você poderá baixá-lo e preenchê-lo com as informações referentes ao seminário.
ORIENTAÇÕES PARA REALIZAÇÃO DA ATIVIDADE ORIENTADA
Caro(a) educando(a), Como é do seu conhecimento, já destinamos 12 (doze) horas de PPP II nas disciplinas anteriores. Agora você dispõe de mais um momento para a elaboração da atividade orientada, que é a culminância do material impresso. Lembramos que a atividade orientada deve ser realizada no ambiente de tutoria, mas algumas atividades essenciais à elaboração do seminário deverão ser realizadas fora do ambiente de tutoria, durante as duas semanas letivas da disciplina, observando a seguinte carga horária: · 3 horas de pesquisa; · 3 horas de elaboração do relatório; · 2 horas de reuniões.
Quanto à construção do seminário:
Como aconteceu em Pesquisa e Prática Pedagógica I, pudemos ver, anteriormente, que a linha de base da orientação se processará em 03 (três) etapas:
Etapa 01: Elaboração do relatório de observação Etapa 02: Elaboração do cartaz Etapa 03: Elaboração do folder
Você já realizou uma entrevista e a observação, uma análise documental do Projeto Político-Pedagógico (ou, em caso de inexistência ou impossibilidade, do Plano de Desenvolvimento da Escola), bem como a observação do ambiente escolar. Todas essas atividades constituem-se, naturalmente, em atividades de pesquisa, mas não se esgotam nelas.
Em relação à pesquisa, o material impresso de PPP I nos diz que “constitui-se em requisito indispensável à elaboração do seminário”. Então, esperamos de você responsabilidade com a construção do seu próprio conhecimento. Pesquisa Utilize os momentos fora da tutoria para ampliar o seu conhecimento e Prática com pesquisas que enriqueçam a sua formação e a construção do seminário. Pedagógica II Busque aprofundar-se mais sobre o papel da entrevista, da análise documental e da observação numa pesquisa científica. Busque também conhecer mais sobre o papel do relatório como instrumento de comunicação de resultados de pesquisas. Entendam melhor a técnica de estudo do seminário. Para tal, você dispõe, nas referências deste material impresso, de alguns autores que tratam de abordagens qualitativas da pesquisa e metodologia do trabalho científico. Lancem mão desses, de outros autores e também da Internet, afinal, você já recebeu no AVA do PPP I orientação sobre “como fazer uma pesquisa inteligente na Internet”. Aqui, você e sua equipe deverão estar elaborando um relatório, um cartaz, um folder e um seminário, buscando estabelecer relações com os dados levantados e registrados na entrevista e na análise documental e na observação. Agora, mãos à obra!
Quanto à realização das etapas
Paute a primeira reunião com sua equipe para organização, leitura e análise coletiva de todo material desenvolvido e trabalhado nas disciplinas anteriores. Todo este material se constitui num processo evolutivo de construção do seminário que culminará em uma apresentação presencial. Assim, tudo isto lhe servirá de norte ao desenvolvimento desta atividade. Juntos, façam registros dos pontos que a equipe julga mais relevante. Comecem a exercitar pensamentos e atitudes coletivas. Isto é muito favorável ao êxito de um trabalho de grupo. Neste momento, remeta-se ao seu material impresso de Pesquisa e Prática I, pois ele lhe servirá de apoio para a construção do seminário, do cartaz e do folder, além de oferecer orientações importantes à produção do relatório. Esteja atento às orientações e realize as atividades com compromisso. Além disso, participe ativamente nos encontros de equipe e mantenha um bom relacionamento com seus colegas. Atitudes como essas (atenção, compromisso, participação, boa relação interpessoal), associadas ao exercício da pesquisa teórica e prática, em muito lhe serão úteis ao desenvolvimento de suas habilidades e competências para exercer a sua profissão de educador-pesquisador crítico e reflexivo, não somente em relação à sala de aula, mas também em relação às dinâmicas de uma escola comprometida com a formação de cidadãos e cidadãs.
Elaboração do Relatório de Observação
Tratamos aqui, de um relatório como instrumento de uma comunicação do trabalho científico. Buscaremos, por enquanto, uma execução simples de relatório por ser esta, provavelmente, a sua primeira experiência. Convém que estejamos reunindo documentos utilizados na entrevista, na análise documental e na observação. Isto é muito importante porque além de demonstrarem e ilustrarem as situações e os fatos relatados, são comprobatórios do que está sendo relatado. Em resumo, parta do princípio de que a construção do relatório tem por maior objetivo divulgar os dados obtidos em suas “andadas” na escola, orientadas nesta disciplina. Por este motivo, você e sua equipe têm que se organizar no sentido de realmente selecionar e ordenar os fatos e situações que foram mais relevantes na sua atividade de observação. Isto é fundamental para o desenvolvimento da escrita do relatório. Para facilitar o seu trabalho, estaremos disponibilizando um modelo simplificado de Relatório, no Centro de Recursos do Serviço de Atendimento ao Estudante (SAE). Você deve fazer o download do documento, salvá-lo, abri-lo, imprimi-lo e utilizá-lo na escrita do seu relatório. Ações importantes e preliminares à escrita do relatório: - análise profunda e coletiva dos registros da atividade de observação; - registro de outros fatos que foram percebidos durante a observação e que sejam relevantes à elaboração do relatório; - estabelecimento de relações entre a observação, a entrevista e a análise documental; - realização de um breve estudo bibliográfico sobre ENTREVISTA, ANÁLISE DOCUMENTAL, OBSERVAÇÃO e RELATÓRIO; - estudo coletivo do modelo de relatório que ora apresentamos. Conheça melhor a estrutura básica do modelo sintético de relatório que está publicado no SAE: CAPA, contendo: ·Nome da instituição responsável; ·Título; ·Local; ·Ano de publicação, em algarismo arábico. CONTRA-CAPA, contendo: ·nome da instituição, curso, disciplina, orientador(a); ·título; ·nome do relator; ·local; ·ano da publicação em algarismos arábicos.
SUMÁRIO: relação das etapas do trabalho, na ordem em que aparecerão no desenvolvimento do relatório. RESUMO: síntese do conteúdo do relatório, destacando os aspectos mais relevantes. O resumo não deve ultrapassar 10 (dez) linhas. Ao final do resumo, Pedagógica II deve-se listar até 03 (três) palavras-chave do trabalho. TEXTO: é o corpo e deve conter as seguintes seções: Introdução, que é a apresentação do assunto. Aqui, vocês devem ter a preocupação de oferecer ao leitor uma idéia do todo a ser relatado, sem entrar em maiores detalhes. Desenvolvimento: Nesta parte vocês deverão apresentar os pressupostos teóricos que nortearão o desenvolvimento do trabalho, fazendo citações que levarão à conclusão final; para tanto, busque, pesquise, para se fundamentar em bases sólidas e científicas. Neste espaço você também informará os resultados levantados e obtidos ao longo da pesquisa. Conclusões: Onde deve ser feita uma revista crítica e reflexiva no corpo do desenvolvimento para expor as conquistas alcançadas, as conseqüências e implicações dos fatos e situações levantadas, as limitações, as expectativas, etc. Aqui, é importante você estar revendo a etapa número 01 de PPP I, Produção Textual, porque valem muito a qualidade do texto produzido e o modo como vocês utilizam este texto para argumentar, justificar, ilustrar suas conclusões. REFERÊNCIAS: relação das referências utilizadas pelo(s) autor(es) para a execução do relatório. Você já deve ter observado que existe uma padronização para essas referências. Elas seguem às normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. Busque a ABNT em bibliotecas. Conhecer a ABNT é extremamente importante para o desenvolvimento deste e de qualquer trabalho científico. ANEXOS: têm por finalidade esclarecer ou documentar o que foi exposto no corpo do relatório. Devem ser enumerados e receber títulos.
Atenção: Sumário, Resumo, Introdução, Desenvolvimento, Conclusão, Referências e Anexos devem ser utilizados como títulos, no início da página destinada a cada um deles. E aí, já começaram?!
Inicialmente, torna-se importante uma releitura da elaboração do cartaz. Alguns aspectos que devem ser considerados para o cartaz: - tratando-se de um recurso didático, deve ter uma organização que lhe confira clareza e objetividade dos conteúdos; - tratando-se de um recurso pedagógico, deve servir de apoio à apresentação de toda a equipe; - tratando-se de um material ilustrativo, deve ter uma diagramação com capacidade de provocar fruição, mas sem perder de vista o seu caráter acadêmico; - tratando-se de um recurso complementar à exposição oral, deve manter uma coerência com o que está sendo exposto oralmente. Dicas para a melhor qualidade estética e acadêmica do cartaz: - mandar fazê-lo numa gráfica; - enriquecê-lo com pequenos textos e chamadas que explicite ao leitor alguns argumentos teóricos importantes ao conteúdo exposto.
Para a elaboração do folder, você pode seguir a orientação dada em PPP I e que consta no modelo que está no anexo 02.
Em PPP I, você já obteve orientação acerca de Seminário. Viu que ele abraça as atividades de pesquisa, discussão e debate. Releia as orientações para construção do seminário, no material impresso de PPP I, e as utilize para a construção deste. Fique ligado(a) na importância da clareza e objetividade com que você e sua equipe tratarão os fatos e situações levantadas, discutidas e analisadas!
Caprichem no cartaz! Ele vai expressar a qualidade do seu trabalho coletivo, antes, durante e mesmo depois da exposição oral do seu seminário presencial.
ORIENTAÇÃO PARA O SEMINÁRIO PRESENCIAL
O relatório construído se constitui no eixo norteador da apresentação oral do seminário. Tenham como objetivo do grupo a sua compreensão e visão global por todos os membros da equipe. O fato da exposição oral se caracterizar pelo trabalho colaborativo é o fato de que NÃO deve ser traduzido como trabalho fragmentado. Deste modo, Pedagógica II busquem uma estratégia de apresentação oral que garanta a unidade do trabalho, a clareza das informações e a postura crítica e reflexiva dos apresentadores. A esta altura, vocês já têm conhecimento da importância de estar utilizando um recurso didático visual como fonte de ilustração e enriquecimento da sua apresentação, que no nosso caso se trata de um painel. O seminário é instrumento muito valioso na exposição de informações acerca de uma determinada pesquisa. Alguns aspectos relevantes ao êxito da apresentação do seminário: - planejamento criterioso; -competência (entenda como estudo crítico e reflexivo do(s) conteúdo(s) abordado(s)); - organização global da apresentação do grupo; - organização esquemática das falas individuais; - organização da sala de apresentação, garantindo a todos as mesmas condições de participação (semi-círculo é uma forma interessante de dispor a sala de aula!); - expressão oral dos apresentadores; - qualidade dos recursos materiais, que no nosso caso é o painel; - clareza e objetividade na exposição (afinal, o público ouvinte deve desenvolver aprendizagens com a exposição!) Colocar os anexos dos modelos sugeridos abaixo: ANEXO A - MODELO DE RELATÓRIO Arquivo anexado ANEXO B - MODELO DE FOLDER PARA O SEMINÁRIO PRESENCIAL II Já existe em PPPI – é só anexar
ETHOS - O ethos é a maneira como cada homem e cada cultura vivem o ser. DEMOCRACIA - Democracia vem da palavra grega “demos” que significa povo. Nas democracias é o povo que detém o poder soberano sobre o poder legislativo e executivo PARTICIPAÇÃO - É um dos cinco princípios da democracia. Estamos falando de participação em todos os níveis, sem exclusão prévia de nenhum grupo social, sem limitações que restrinjam o direito e o dever de cada pessoa tomar parte e se responsabilizar pelo que acontece no planeta, consequentemente, na escola. POLÍTICAS PÚBLICAS - São aquelas ações continuadas no tempo, financiadas principalmente com recursos públicos, voltadas para o atendimento das necessidades coletivas. Resultam de diferentes formas de articulação entre Estado e sociedade. A tomada de decisão quanto à direção da ação de desenvolvimento, sua estruturação em programas e procedimentos específicos (fundos de apoio, serviços, pesquisa, etc.), bem como a dotação de recursos é sancionada, na maioria das vezes, por intermédio de atores governamentais. A política pública pretende universalizar o acesso a direitos sociais como é o caso da educação. Envolve um conjunto de ações diversificadas e continuadas no tempo, voltadas para manter e regular a oferta de um determinado bem ou serviço, envolvendo, entre estas ações, projetos sociais específicos. GESTÃO PARTICIPATIVA - Modelo de organização das relações escolares que resulte de uma boa articulação entre a escola, a sociedade civil (organizações nãogovernamentais, associações, conselhos, movimentos e lideranças locais, etc.) e o Estado (Secretarias de Educação, MEC, outros serviços públicos presentes na comunidade). Numa gestão participativa, a sociedade civil compartilha não apenas da execução de ações, mas, sobretudo, dos espaços de tomada de decisão, atuando no planejamento, monitoramento e avaliação da escola e dos projetos por ela desenvolvidos. Um modelo participativo é uma escolha feita pela gestão da escola e é desejável que envolva, em diferentes níveis, toda a comunidade escolar no seu planejamento e execução. PROJETO DE TRABALHO - Corresponde a uma unidade menor do que o projeto político-pedagógico da escola e do que a política pública de educação em que o sistema escolar se insere. Os projetos de trabalho contribuem para a dinamização da escola, favorecendo sua atualização e abertura para os temas culturais e socioambientais relevantes, a partir de uma ação geralmente mais localizada no tempo e focalizada em seus resultados.
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 artigo 12
 Artigo 206
 Artigo 249
 Artigo 53
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 Artigo 13