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Timestamp: 2017-09-21 23:03:01+00:00

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Milton Marchioli | Médico e advogado. Professor universitário. Um blog de um ultraliberal sem medo de polêmica ou da censura da esquerda “politicamente correta”, que analisa os principais acontecimentos do país com independência, focando em saúde, economia, política e direito. Mora em Curitiba- Estado do Paraná. | Página 85
Aprender e ensinar na escola vestida de branco – Uma obra pífia !
9 de maio de 2010 marchioli	Deixe um comentário
Os docentes da Famema (Faculdade de Medicina de Marília) Hissachi Tsuji (foto à esquerda) e Rinaldo Henrique Aguilar da Silva (foto à direita) lançaram em março o livro “Aprender e ensinar na escola vestida de branco: Do modelo biomédico ao humanístico”.
Segundo os autores do livro a Faculdade de Medicina de Marília (Famema) é a pioneira em mudanças da escola médica brasileira.
Falso: Para os defensores desse modelo de ensino PBL foi na Universidade de Londrina, e não na Famema !
Há ainda, de acordo com os ilustres autores, um novo olhar sobre a formação de médicos mais críticos, criativos e competentes, e tornando-se uma referência para o movimento de transformação da educação médica brasileira.
A obra conclui que “o desafio da educação médica do novo milênio é contribuir para processar a mudança de postura de inquisidor para ouvinte, de tratador de doenças para cuidador de processo saúde-doença das pessoas”.
Na verdade é o mesmo discurso de Paulo Freire, de que o professor é o opresssor, e o aluno é o oprimido, o aluno deve se tornar mais crítico da realidade na qual está inserido, e o aluno será o “ator social de transformação da saúde pública”.
É a mesma tese da obra da “Pedagogia do Oprimido” de Paulo Freire.
O ensino baseado em competências, e não existindo aulas, nem laboratórios funcionantes, o aluno é inserido na rede de atenção básica e será supervisionado por médicos da prefeitura do município na qual a faculdade está inserida.
Muitos desses médicos são recém-formados e nem têm Residência Médica.
Portanto é uma tremenda perda de qualidade em conteúdos temáticos na graduação dos cursos de medicina.
E mais, os alunos ficam fazendo “visitas domiciliárias” sem docentes da instituição, mas sim com profissionais da rede de atenção básica.
Os autores não são pedagogos, e portanto não têm competência para serem paradigmas da Educação Médica brasileira.
Por fim, a obra conclui o mais do mesmo: de que o médico deve ser acolhedor no processo saúde-doença, e de que se deve tratar doentes e não doenças.
“Aprender e ensinar na escola vestida de branco” é obra que despreza o ensino de conteúdos temáticos, o que é extremamente necessário para a formação médica e a boa prática médica.
Verdade: Uma obra literária pífia.
Será uma obra literária para a divulgação desse modelo de ensino PBL pelas faculdades de medicina a serem implantadas no Brasil com grave prejuízo na formação médica, e naquelas que querem mudar o modelo de ensino tradicional para o modelo PBL.
Os Diretores de Graduação que irão “comprar e bancar” esse modelo de ensino em suas faculdades de medicina, deverão pagar bem caro pelo “pacote pedagógico” desenvolvido pelos autores.
Daqui a pouco começarão as primeiras aquisições pelos diretores de graduação das faculdades de medicina, e pelos defensores do modelo PBL.
Nada de novo na obra literária, já que Hipócrates afirmava que:
“Curar quando possível
Cuidar quase sempre
Acolher sempre”
Talvez o melhor título da obra seja: aprender a aprender no ensino vestido de negro !
Concluo: uma obra pífia!
aprender e ensinar na escola vestida de brancoHISSACHI TSUJIRinaldo Henrique Aguilar
Direito e Saúde, Economia, Educação, OPINIÃO, POLÍTICA, Saúde Pública
Quem são os sócios fundadores da Famar ?
4 de maio de 2010 marchioli	Deixe um comentário
Segundo dados levantados no 1º Cartório de Imóveis de Marília os fundadores da Famar (Fundação de Apoio à Faculdade de Medicina de Marília ) são: César Emile Baaklini, José Augusto Alves Ottaiano, Francisco Venditto Soares, Ludvig Hafner, João Alberto Salvi, Alfredo Rafael Dell’Aringa, Júlio Cezar Zorzetto, Rubens Augusto Brazil Silvado (já falecido) e Luis Carlos de Paula e Silva.
O que o blog insiste em apontar do porquê da criação de outra fundação, além da Fumes, se a melhor saída seria desde logo lutar pela sanção da lei 12.188/2006- Lei Estadual pela encampação da Famema pela Unesp.
O governo do Estado queria encampar a Famema, e nesse momento quer se criar outra fundação ?
Os recursos orçamentários pela lei 12.188 viriam da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico.
LEI Nº 12.188,
DE 6 DE JANEIRO DE 2006
Autoriza o Poder Executivo a extinguir a Faculdade de Medicina de Marília – FAMEMA, e dá outras providências correlatas.
Artigo 1º – Fica o Poder Executivo autorizado a extinguir a Faculdade de Medicina de Marília – FAMEMA, incorporada ao Sistema Estadual de Ensino Superior pela Lei nº 8.898, de 27 de setembro de 1994.
Artigo 2º – Os atuais servidores da FAMEMA passarão a integrar Quadro Especial em Extinção, vinculadoà Secretaria da Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico, mantendo-se o regime jurídico a que estavam submetidos na entidade a ser extinta.
Parágrafo único – As funções-atividades ocupadaspelos integrantes do Quadro a que se refere o “caput”serão extintas na vacância.
Artigo 3º – Os servidores integrantes do Quadro referido no artigo 2º poderão exercer suas atribuições atuais mediante afastamento para a entidade autárquica integrante do Sistema Estadual de Ensino Superior a que se refere o artigo 5º.
Artigo 4º – A Fazenda do Estado assumirá as obrigações e os encargos trabalhistas relativos aos atuais servidores da FAMEMA reconhecidos pelo Poder Judiciário.
Artigo 5º – Fica o Poder Executivo autorizado a transferir, para entidade autárquica integrante do Sistema Estadual de Ensino Superior, os bens móveis da FAMEMA e as áreas acadêmicas e de pesquisa sob sua responsabilidade, compreendendo todos os seus cursos.
Artigo 6º – As despesas resultantes da aplicação desta lei correrão à conta de verbas consignadas no orçamento da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico, suplementadas, se necessário.
Parágrafo único – Os recursos orçamentários correspondentes às rubricas da FAMEMA serão remanejados para a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico, para pagamento das despesas com pessoal decorrentes do artigo 2º, sendo a diferença resultante destinada à entidade a que se refere o artigo 5º desta lei.
Artigo 7º – Esta lei entra em vigor na data de suapublicação.
Fábio Augusto Martins Lepique Secretário-Adjunto, Respondendo pelo Expediente da Casa Civil
Ora o que é mais fácil ?
Criar a Famar e lutar por recursos públicos incertos e escassos, ou aceitar a proposta do governo do Estado de São Paulo ?
Hermenêutica simples…
Aceitar a extinção da Famema, como faculdade isolada, e desvinculá-la da Secretariada Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico, e encampação pela Unesp.
Por que não ocorreu ?
FamemaLei 12.188-2006SÓCIOS FUNDORES DA FAMAR
Direito e Saúde, POLÍTICA, Saúde Pública
Por que surgiu a Famar ? Onde está sediada a Famar?
7 de fevereiro de 2010 marchioli	Deixe um comentário
Sem a necessidade de passar por processo de aprovação na Câmara Municipal de Marília, a recém- criada Fundação de Apoio à Faculdade de Medicina de Marília (Famar) mantém há 24 meses as atividades da Fundação Municipal de Ensino Superior de Marília (Fumes) com verbas do Sistema Único de Saúde (SUS) para gerir o Complexo Famema.
A mudança na gestão financeira do Complexo Famema foi autorizada em convênio válido por 60 meses – válido até 2.012 – assinado em 11 de janeiro de 2008 entre Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo e a Famema, representada pela Famar.
A proposta da criação da Famar foi feita pelo Diretor de Departamento Regional de Saúde IX do Estado de São Paulo , Maurício Egydio Bertolino, e confirmada pelo Secretário Estadual da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, no processo de convênio da Famar-SUS.
Questões cruciais a serem respondidas:
Inabilitada a Fumes para receber verbas SUS.
Inabilitada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) para receber os recursos do SUS desde janeiro de 2007, a Fumes não deixou de participar do novo convênio de assistência à Saúde.
Ainda no nome da Fumes estão as licenças de funcionamento e os relatórios de inspeção de dependências hospitalares da Vigilância Sanitária e as listas patrimoniais, de funcionários e serviços prestados e encaminhado à SES.
A Famar, criada em agosto de 2007, apenas quatro meses antes da celebração do convênio em 2008, restou apenas anexar as certidões negativas de débitos relativos às contribuições previdenciárias e de terceiros na Receita Federal, na Caixa Econômica Federal (CEF) e no Ministério da Fazenda.
Verba garantida para a Famar
Assinado o convênio, a Famar garantiu o fluxo de dinheiro público aos seus cofres. Pelo convênio, o governo estadual comprometeu-se em repassar mensalmente do Fundo Nacional de Saúde quase R$ 2,5 milhões.
Os valores foram corrigidos após um processo de ‘reti-ratificação’, que incrementou mais R$ 1,5 milhão à soma anterior, reservados às ações de média complexidade, cujas cifras saltaram de R$ 1.498.258,23 para R$ 3.002.685,37 por mês.
Segundo o Orçamento Geral do Município de Marília para o exercício financeiro de 2.010 (projeto de lei 167/2009, a Fumes – e não a Famar – receberá pelo menos R$ 86.761.200,00.
Mas o convênio com o SUS não é agora com a Famar ?
Por que a Fumes, e não a Famar, recebeu verbas do Orçamento Geral do Município em 2010 ?
A administração municipal não reconhece a Famar como mantenedora do complexo administrado pela Fumes – Ambulatório de Saúde Mental, Centro de Atendimento Psicoterápico, Hemocentro e as Unidades I e II do Hospital das Clínicas.
Certidão expedida em em 2009 pela Secretaria Municipal da Administração informa que “não há qualquer legislação municipal que esteja vinculada à Famar, seja relacionada a autorização para celebração de convênio ou qualquer outra finalidade”.
A inabilitação da Fumes e a criação da Famar para substituí-la levou a Câmara a criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), em outubro de 2009, para fiscalizar as entidades.
A ação durou pouco: uma liminar favorável à Famar interrompeu a CPI, que recorreu da decisão.
A Famar tem sua sede na Rua Carlos Botelho 246, Jardim Maria Izabel, na cidade de Marília, e segundo o Google Maps trata-se de um consultório médico em pleno funcionamento e atividades de consulta médica.
Fundação de Apoio à Faculdade de Medicina de MaríliaSede da Famar- Rua Carlos Botelho 246

References: Artigo 1

Artigo 2

Artigo 3
 artigo 2
 artigo 5

Artigo 4

Artigo 5

Artigo 6
 artigo 2
 artigo 5

Artigo 7