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Timestamp: 2015-08-04 20:08:47+00:00

Document:
ISSUU - O Portomosense 676 by Jornal O Portomosense
O Portomosense 676
Edição de 8/11/2010
Medalha de MĂŠrito Cultural, grau Ouro, do Municipio de Porto de MĂłs
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quebra o silĂŞncio:
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PĂĄg. 8 e 9
dose dupla na serra
Juncal ganha centro
de saĂşde renovado
Olaria centenĂĄria
AlqueidĂŁo tropeĂ§a
Nesta ediĂ§ĂŁo:
SĂŁo Bento, pela terceira vez,
e Bezerra, numa estreia,
mostraram o que de melhor
tem a gastronomia serrana.
Dois festivais que juntaram
ainda muita animaĂ§ĂŁo,
dinamizando as duas aldeias.
Os cuidados mĂŠdicos no
Juncal regressaram ao
anterior edifĂ­cio, mas onde
todo o interior cheira a novo.
Desde o inĂ­cio da semana
que estĂĄ a funcionar a
renovada extensĂŁo de saĂşde.
Os 124 anos de histĂłria de
uma olaria na Tremoceira estĂŁo a caminho de se esfumar
no pĂł da demoliĂ§ĂŁo. Ao longo dos anos houve promessas
de criaĂ§ĂŁo de um museu, mas
os proprietĂĄrios preparam-se
para demolir a olaria.
O AlqueidĂŁo da Serra, a
militar numa divisĂŁo acima
do Juncalense, atĂŠ entrou
com estatuto de favorito,
mas ĂŠ a equipa do Juncal,
com um golo de JoĂŁo Vieira,
que segue em frente na TaĂ§a
O Ambiente ĂŠ tema em
destaque nesta ediĂ§ĂŁo de
O Portomosense.
Um olhar sobre bons
exemplos de utilizaĂ§ĂŁo de
energias renovĂĄveis. Saiba
como ajudar o ambiente e
poupar ao mesmo tempo.
PĂĄg. 11 a 13
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NOVAS INSTALAÇÕES AO ENCONTRO DAS EXIGÊNCIAS DOS UTENTES
Extensão de Saúde do Juncal a funcionar
A extensão de saúde do
Juncal já está a funcionar,
nas novas instalações, desde o dia 9 de Novembro
“Finalmente concluimos
as obras para a instalação
da nova extensão de saúde.
Era uma infra-estrutura que
se jusﬁcava, atendendo ao
número de utentes. Efecvamente, as instalações anteriores já não se adequavam. Diria que neste momento são de excelência e
a colaboração da autarquia
foi determinante na sua reconstrução e na aquisição
de novo equipamento”, diz
Isidro Costa, director-execuvo do Agrupamento de
Centros de Saúde do Pinhal
Litoral II, endade responsável pelos centros de saúde de Porto de Mós, Batalha, Marinha Grande, Arnaldo Sampaio e Gorjão
Henriques, em Leiria.
A “nova” extensão de saúde está orçada em cerca de
235 mil euros, sendo totalmente ﬁnanciada. O Plano
de Invesmento e Despesas de Desenvolvimento da
Administração Central (PIDDAC) ﬁnanciou em 30 por
cento e os restantes 70 por
cento foram assegurados
por verbas comunitárias.
Há cerca de 20 anos que
a população da freguesia do
Juncal esperava por mudanças, num espaço acanhado
e sem o mínimo de condições.
Das anteriores instalações apenas restam as paredes. A nova extensão conta agora com três gabinetes
médicos, salas para vacinação, consultas de planeamento familiar e materno-infanl e de espera; secretaria, sanitários e uma
zona para aprovisionamento. Existe uma rampa para
oxigénio, deixando as garrafas de estar na rua, como
ancontecia.
connuam a ser assegurados por dois médicos e, segundo o responsável pelo
ACES Pinhal Litoral II, “nes-
te momento não há possibilidade para mais, mas também não se jusﬁcaria a
intrudução de mais um médico. Está adequado ao número de utentes”.
O clínico acrescenta ainda que o mesmo não se pode dizer dos recursos humanos. “A nível de pessoal
administravo e de enfermagem ainda não é o dese-
jado, mas pode corrigir-se a
Recorde-se que até à
abertura das novas novas
instalações, a população era
atendida numas instalações
provisórias a funcionar num
ediﬁcio parcular, na Rua de
ELEIÇÕES NO PS AINDA NÃO ESTÃO PREVISTAS
Vereadores do PSD contra
cortes no apoio ao associativismo
Carlos Venda é presidente
do PSD de Porto de Mós
Júlio Vieira e Luís Almeida,
vereadores do PSD da autarquia de Porto de Mós estão
contra os cortes nos apoios
ao associavismo cultural e
desporvo do concelho.
Em comunicado, os vereadores consideram que com
a aprovação dos novos regulamentos de apoio ao associavismo a maioria socialista optou pelo “caminho
mais fácil, cortar nos que
menos têm e que todos os
dias têm de inventar novas
formas para manter a sua
acvidade”.
Os vereadores sociais-democratas defendem que os
apoios ao desporto e cultura já sofreram “um corte
violento em 2006” que teve
“consequências graves nos
úlmos quatro anos, ten-
do perdido 25 por cento da
formação desporva que se
fazia no concelho”. Uma realidade que, para Júlio Vieira e Luís Almeida, será “ainda mais grave” com os novos regulamentos.
ao nosso jornal, os vereadores da oposição sustentam
ainda que “os apoios ao movimento associavo não representam mais de dois por
cento do orçamento da câmara” e que “a crise não pode servir de desculpa para
Para os sociais-democratas “é necessário uma nova estratégia, que permita aumentar o nível cultural
e desporvo do concelho”,
defendendo “a criação duma empresa de animação
turísca em parceria com
os agentes culturais e desporvos” que permita ultrapassar as restrições do novo
de Aire e Candeeiros e que
possa representar “uma âncora dum novo paradigma
de desenvolvimento económico, cultural e desporvo”.
O comunicado termina
por defender que “um execuvo, que desperdiça recursos em cruzeiros inúteis
e em rotundas construídas
há meia dúzia de anos, tem
pouca legimidade para cortar ainda mais” nos apoios
às colecvidades.
Carlos Venda, presidente
da junta de freguesia de Serro Ventoso, assume a presidência da Comissão Políca
Concelhia do Pardo SocialDemocrata (PSD) de Porto
de Mós, após as eleições de
Carlos Venda sucede a Olga Silvestre, que passa a liderar a Mesa da Assembleia-Geral. Nas eleições,
parciparam 24 dos 65 militantes do pardo social-democrata.
O novo presidente revelou ao nosso jornal que quer
“movar o maior número de pessoas possível para o debate das causas públicas”. “Queremos explicar
o nosso programa e contribuir com propostas para Porto de Mós. Compete-
nos, também, ser vigilantes
do trabalho do poder local,
e assumindo uma atude
construva e posiva para contribuir da melhor maneira para o crescimento da
nossa terra”, aﬁrma.
Carlos Venda considera
que tem de haver “uma melhor planiﬁcação, a pensar a
médio e longo prazos”. “Custa-me que as ideias eleitorais sejam todas a curto prazo, temos de ter outra visão
e pensar mais longe”, explica.
PS ainda não tem
Quanto a eleições para a Comissão Políca Concelhia do Pardo Socialista
(PS), Rui Neves, actual presidente, disse ao nosso jornal
que ainda não está prevista
qualquer data. Quesonado
sobre uma possível recandidatura, o também actual director do Agrupamento
de Escolas de Porto de Mós,
refere:“para já não manifesto vontade própria para isso, mas logo se vê”.
PĂĄgina do Leitor
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â&#x20AC;&#x153;Espero que nĂŁo seja
preciso ĂŠ o que posso
dizerâ&#x20AC;?
â&#x20AC;&#x153;DNâ&#x20AC;?
â&#x20AC;&#x153;Era um pai normal,
excepto o facto de ser o
melhor pai do mundoâ&#x20AC;?
3PMA?BMNMP,Â´Q
[sobre possivel intervenĂ§ĂŁo do FMI]
As comemoraĂ§Ăľes dos 450 anos do
Juncal tiveram um dos seus momentos altos com o concerto que juntou
no mesmo palco, 170 elementos, entre coralistas, mĂşsicos ďŹ lĂĄrmonicos e
de mĂşsica moderna. Bruno Santos estĂĄ de parabĂŠns pela ideia e pela forma
como soube ensaiar e dirigir um grupo tĂŁo extenso e heterĂłgeneo.
A classiďŹ caĂ§ĂŁo do campo agora chamado de Batalha de Aljubarrota, como monumento nacional, ĂŠ uma boa
notĂ­cia para Porto de MĂłs e uma vitĂłria para a FundaĂ§ĂŁo Batalha de Aljubarrota presidida por Alexandre PatrĂ­cio Gouveia.
LĂĄ diz o povo que â&#x20AC;&#x153;mais vale tarde
que nuncaâ&#x20AC;? e jĂĄ hĂĄ muito que eram
aguardadas explicaĂ§Ăľes ou uma tomada de posiĂ§ĂŁo de JosĂŠ Ferreira sobre tudo aquilo que se passou nas autĂĄrquicas de 2005 e das acusaĂ§Ăľes
que lhe foram feitas Ă forma como
geriu a cĂ˘mara.
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â&#x20AC;&#x153;NĂŁo sinto o meu
lugar tremidoâ&#x20AC;?
treinador do S.L. Benfica
â&#x20AC;&#x153;Solâ&#x20AC;?
â&#x20AC;&#x153;Viemos decidir o tamanho
do nosso caixĂŁo porque a
morte estĂĄ anunciadaâ&#x20AC;?
[depois da reuniĂŁo com a Ministra da Cultura]
Rui Madeira, dir. Companhia de Teatro
de Braga, â&#x20AC;&#x153;Publicoâ&#x20AC;?
â&#x20AC;&#x153;O meu primeiro
namoro durou
quatro diasâ&#x20AC;?
apresentador de televisĂŁo
â&#x20AC;&#x153;Vidasâ&#x20AC;?
O â&#x20AC;&#x153;PĂŁo por Deusâ&#x20AC;? ou o â&#x20AC;&#x153;Bolinhoâ&#x20AC;? ĂŠ uma
tradiĂ§ĂŁo ainda bem viva entre nĂłs, movimentando centenas de crianĂ§as um pouco
A Cincup, proprietĂĄria de O Portomosen-
se e da Dom Fuas FM, tem muito apreĂ§o
por tudo aquilo que tenha a ver com o
patrimĂłnio cultural local e nessa data faz
questĂŁo de dar o â&#x20AC;&#x153;PĂŁo por Deusâ&#x20AC;? ou o
â&#x20AC;&#x153;Bolinho (o nome muda conforme as zonas
,CKÂ´PG?
Hoje publico uma fotografia do ano 1934 do casamento dos meus pais que tem a
particularidade de terem sido convidados trĂŞs portomosenses ilustres como grandes
anti fascistas.
Em cima atrĂĄs do noivo do lado direito, Anibal Ferreira Dias de Abreu, carteiro e
mĂşsico, e de uma educaĂ§ĂŁo fora do normal. Na Ăşltima fila de cima o 1Âş da direita,
AntĂłnio Maria Crachat, um dos melhores acordeonistas daquele tempo a par de
EugĂŠnia Lima sua comadre. Na 1Âş fila agachado, com a mĂŁo na boca, JoĂŁo Alves,
taxista e jogador de futebol com uma tĂŞmpera impressionante.
AntĂłnio Fortunato
do concelho) a todas as crianĂ§as que passam pelas suas instalaĂ§Ăľes como foi o caso
deste grupo de pequenitos da PrĂŠ-PrimĂĄria
de Porto de MĂłs.
O autotanque adquirido pela AssociaĂ§ĂŁo de Bombeiros VoluntĂĄrios
de Porto de MĂłs, na altura presidida por JosĂŠ LuĂ­s Gomes, era o destaque desta ediĂ§ĂŁo.
O autotanque de grande capacidade era um dos desejos do presidente, para ver cumprida a sua missĂŁo.
Outra foto, nesta primeira pĂĄgina mostrava a construĂ§ĂŁo da delegaĂ§ĂŁo da Caixa de CrĂŠdito AgrĂ­cola
de Porto de MĂłs, na Serra de Santo AntĂłnio.
â&#x20AC;&#x153;CampeĂľes Europeus da Pobrezaâ&#x20AC;? era o tĂ­tulo que dava a conhecer as estatĂ­ticas do Eurostast, em
Bruxelas, sobre a pobreza em 1985.
Nessa altura, Portugal seguia na
frente com 33%. Vinte anos depois,
assinala-se o Ano da Luta Contra a
Pobreza e ExclusĂŁo Social, que pretende chamar a atenĂ§ĂŁo para um
problema que afecta um quinto de
toda a populaĂ§ĂŁo europeia. Em Portugal, sem apoios sociais, 41% das
pessoas estĂŁo abaixo do limiar da
pobreza. As instituiĂ§Ăľes de solidariedade social alertam que hĂĄ pouca margem para mais ajudas.
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ENVIE OS SEUS TEXTOS, MEMĂ&#x201C;RIAS OU DENĂ&#x161;NCIAS PARA
O E-MAIL OPORTOMOSENSE@SAPO.PT
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O ponto de vista que estava em falta
Na edição de hoje publicamos um excerto de uma longa entrevista que José
Ferreira, o anterior presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós, concedeu a O Portomosense e à Dom Fuas
FM. A versão integral (e em tamanho
XL) poderá lê-la na íntegra, em breve,
na nossa página na internet (www.cincup.pt).
Depois de inúmeras tentavas e cinco anos depois das autárquicas que
causaram um autênco “tremor de terra”, na políca e sociedade locais, o ango autarca, ﬁnalmente, acedeu quebrar o silêncio a que se nha remedo
desde essa altura (e poucas vezes quebrado até agora), e abriu-nos as portas
de sua casa para a conversa que faltava para percebermos melhor factos e
atudes de um passado recente na vi-
da desta terra e o ponto de vista do úlmo grande “protagonista” que ainda
faltava ouvir.
Tal como se previa, José Ferreira não
poupa crícas ao seu ango “homem
de conﬁança” e actual presidente da
câmara, mas ao contrário do que muitos estarão a contar o discurso é bem
mais suave que a dureza do combate
eleitoral que travou com o seu ango
“vice” ou da mágoa que ainda se pressente.
Acho que conseguimos cumprir algo
que não era, apenas, um desejo nosso jusﬁcado pelo dever de informar
e por senrmos que faltava qualquer
coisa para se completar um puzzle importante, mas também uma “exigência” dos nossos leitores e dos cidadãos
portomosenses em geral.
os protagonistas e correntes
partidárias é um
Se José Ferreira nha obrigação de
dar a conhecer a sua versão dos factos, não só a quem votou nele mas a
todos os outros (e estas explicações só
pecam por tardias), nós nhamos este
compromisso com os leitores e ouvintes e procurámos cumpri-lo o melhor
que sabíamos dentro dos condicionalismos habituais de espaço e tempo,
essas “pragas” que perseguem sempre
Não é numa hora ou duas que se
consegue falar de tudo o que aconteceu em mais de cinco anos e, decerto, cada um de vós teria outras perguntas a fazer ou formas diferentes de
abordar este assunto, mas há uma coisa que nos sasfaz, que é o senr que
cumprimos a nossa obrigação. Quanto à interpretação do que foi dito e daquilo que ﬁcou por dizer, deixamos isso para vós.
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%´PSK
Da Junta de Freguesia de Alvados recebemos o seguinte “direito de resposta”
6XaVhh^ÒXVdYd8VbedB^a^iVg
YZHd?dg\ZigVoWZcZ[X^dh4
Ao abrigo do direito de resposta previsto na Lei de Imprensa, relativamente às declarações proferidas pelo líder da oposição na última edição deste jornal, relacionadas com a actuação do executivo nos últimos anos, o
executivo da Junta de Freguesia de Alvados esclarece o seguinte:
. No úlmo mandato cumprimos 85% dos projectos a que nos propusemos quando nos
candidatámos, tendo alguns destes, elevada ulidade e importância para o desenvolvimento da freguesia, o que fez com que os alvadenses connuassem a depositar conﬁança no
. A execução do Plano Anual de Acvidades e Orçamento do Ano de 2010, aprovado em
Assembleia de Freguesia, está a ser cumprido na integra.
. As declarações prestadas por Hermano Carreira, na edição do jornal “O Portomosense”
de 28 de Outubro de 2010, são assim, incoerentes, incorrectas e revelam pouco conhecimento da realidade da nossa freguesia.
É entre o orgulho e o desânimo que a população de São Jorge encara a classificação do
Campo Militar de São Jorge a monumento nacional. Há feridas entre os moradores e a
Fundação Batalha de Aljubarrota que continuam longe de sarar.
(Técnico de reparações)
Alvados, de 6 de Novembro de 2010,
O Executivo da Junta de Freguesia de Alvados.
"MPPCGMBMQ+CGRMPCQ
Há menos de dez anos, na sequência da decisão mais disparatada alguma vez tomada
por um execuvo municipal, os Portomosenses perderam um jardim singular e um espaço público de caracteríscas únicas. Porto de
Mós ﬁcou mais pobre. Muito mais pobre.
Não vale a pena recordar aqui o que era
aquele jardim, ou o quanto signiﬁcava para
quem ali passou, à conversa, falando de tudo
e de nada, momentos de boa e grata memória. Ver o que ali está agora, um sío ermo e
sem graça, por onde as pessoas passam sem
que algo as convide ou convença a ﬁcar, torna por demais dolorosa a recordação do que
aquele espaço em tempos foi. Assentemos,
pois, os pés no chão. De terra bada ou relva,
A poucos metros dali, na margem esquerda do rio Lena, vai tomando forma outra indizível obra camarária. Nada menos que um
parque. Um Parque Verde, na pitoresca designação adoptada pelos inefáveis crânios que
governam o município.
Pensaram alguns, pobres ingénuos, que naquele espaço poderia, enﬁm, nascer a sonhada zona verde de Porto de Mós, o pulmão de
que a vila precisa e que os Portomosenses
merecem. Com árvores e sombras. Puro engano.
Cedo se percebeu que aquele espaço estava desnado a algo diferente. O lobby do betão e da pedra tem outros planos, e é óbvio
que as árvores não fazem parte desses planos.
Ao que parece, também não fazem parte
dos planos da edilidade portomosense. Pelo menos a julgar pelo que se tem visto: não
existem árvores na Praça Arménio Marques;
na Praça da República fez-se o que está à vista de todos; e não se plantou uma árvore em
todo o vasto recinto da zona desporva. Não
espanta, pois, que exista “arte e engenho” para desperdiçar, de forma tão fria e grosseira, a
oportunidade de oferecer aos Portomosenses
um verdadeiro parque verde. Uma pena.
1CARGDGA?ª©M
Na nossa última edição, a foto que publicámos da audiência do jovem investigador portomosense, Samuel
Martins, com o sr. Presidente da República, não foi identificada com o nome do fotógrafo da Presidência, neste caso, Luís Filipe Catarino.
Pelo lapso involuntário, apresentamos as nossas desculpas a Luís Catarino e aos nossos leitores e aproveitamos a oportunidade para agradecer à Presidência da República a colaboração prestada.
Nos úlmos tempos os benecios não
têm sido nenhuns. Não emprega quase
ninguém da terra.
O Campo Militar desde que passou a
museu começou a ter mais visitantes,
mas sem que haja desenvolvimento no
Não sei, não percebo nada disso.
Lamento o que se tem passado com a
capela. Estava sempre disponível e agora não podemos usá-la. Sou contra isso.
Acho que não. É a história do monumento, mas não veio trazer nada de novo,
só veio dar prejuízo. Embora seja bom para alguns, para os moradores só veio prejudicar.
Até aqui íamos à câmara tratar directamente do que fosse preciso, agora temos
de ir a Coimbra e de lá mandam alguém
aqui e tem-se de pagar e não e pouco.
Espero bem que sim. É a minha terra e contrariamente ao que gostava, parou. Gostava que deﬁnissem o que querem para São Jorge. Foram adquiridos
terrenos para agora estarem ao abandono. Espero que haja benecios, porque
a terra avançou durante algum tempo,
'JDIB5ÏDOJDB
Fundador: João Matias
Foram directores: João Matias, Faustino
Ângelo, João Neto e Jorge Pereira
Director: Isidro Bento (C. P. nº 9612)
e-mail: oportomosense@sapo.pt
Patrícia Santos (C.P. nº 8092), Luísa
Patrício (C.P. nº 8782), Iolanda Nunes
Ana Narciso, António Alves, Armindo Vieira, Baptista de Matos, Carlos
Pinção, Cátia Costa, Eduardo Biscaia,
Fernando Amado, Filipa Querido, Irene
Cordeiro, João Neto, José Conteiro,
Júlio Vieira, Marco Silva, Maria Alice,
Paulo Andrade, Paulo Jerónimo da
Silva, Paulo Sousa, Sofia Godinho,
Grafismo: Norberto Afonso
Paginação: Ricardo Matias
comercial.vazao@gmail.com
Redacção e Secretariado:
Rua Mestre de Aviz nº1 R/c D • 2480339 Porto de Mós
Tel. 244 491165 - Fax 244 491037
Contribuinte nº 502 248 904
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ISSN: 1646-7442
Tiragem: 3.500 ex.
Composição: CINCUP
Impressão: CIC Centro de Impressão
Coraze - Oliveira de Azeméis - Tel.
256 600580
CINCUP - Cooperativa
de Informação e Cultura
de Porto de Mós, C.R.L.
Direcção da CINCUP:
Eduardo Manuel Ferreira Amaral, Pedro Nuno
Coelho Vazão, Joaquim Jorge Rino da Graça
Santos, Belmiro Silva Ferreira, José Carlos
Dias Vinagre, Marco Paulo Abreu Pereira
Preços de Assinatura: (Portugal 15€ |
Europa 30€ | Resto do Mundo 35€)
Nº de Depósito Legal: 291167/09
FOI UMA DAS MAIS ANTIGAS DO PAÍS
Olaria centenária a caminho da demolição
O número 23 da Rua das Olarias,
na Tremoceira, está prestes a desaparecer do mapa, mas ﬁcará na
história como a olaria mais anga
do distrito de Leiria e das mais angas do país, segundo se conta.
Fará dois anos no próximo mês
de Janeiro que esta olaria cessou a
sua acvidade e, agora, o seu desno está traçado pelas máquinas
que a irão derrubar para dar lugar
a uma habitação.
Em tempos, foram dezenas as
olarias na zona, mas pouco resta
na actualidade, tendo a cerâmica e
as suas técnicas modernas apoderado-se do mercado.
Manuel da Silva foi a úlma pessoa que trabalhou na olaria, onde
as técnicas manuais de trabalhar o
barro imperaram durante 124 anos
para fazer utensílios doméscos. A
data de 1886 está inscrita numa
das paredes exteriores da casa e o
estado desta úlma denuncia bem
a sua “velhice”.
Depois de tanta história se escrever no local, parece custar um
Olaria trabalha peças de barro domésticas
pouco o desaparecimento deste marco na história e ﬁcam apenas na lembrança as pessoas que
um dia disseram que iam fazer algo do espaço. Duas mulheres turis-
tas, fascinadas com a olaria, e até
mesmo o presidente de câmara,
João Salgueiro, que chegou a mostrar interesse em fazer um museu,
segundo Manuel da Silva.
As telhas negras, do fumo do
forno, mostram as horas sem ﬁm
das diversas pessoas que pelo local passaram, sendo que, de entre
elas, até se contam dois jovens da
INAUGURAÇÃO REUNIU CLIENTES E AMIGOS
Fernando Jordão, responsável pelo espaço, refere que o invesmento jusﬁca-se “pela evolução do parque automóvel, cada
vez com mais tecnologia”, o que levantou a necessidade de adquirir
Colaboradores certificam
“meios mais soﬁscados para diagnoscar avarias e repara-las, dando resposta às necessidades dos
clientes e mantendo o padrão de
Com a colaboração do Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Batalha, nove colaboradores da empresa RUIFER, Instalações e Reparações Eléctricas, Lda., sedeada na Ribeira de Baixo, viram recentemente cerﬁcadas as suas competências proﬁssionais
na área de Electricidade de Instalações.
Os colaboradores, acompanhados pela Proﬁssional de Reconhecimento e Validação de Competências, Dr.ª Ana Agrela, bem como pelo Tutor RVC Proﬁssional, Eng.º Joaquim Santos, do Tojal, ﬁzeram, ao
longo de vários meses, um trabalho de balanço e de reconhecimento das competências proﬁssionais numa área em que trabalham há
muitos anos. Este trabalho permiu cerﬁcar oﬁcialmente conhecimentos e competências que os colaboradores da empresa há muitos anos vêm demonstrando e aplicando no seu dia-a-dia mas que
ainda não estava devidamente reconhecida.
Depois desta cerﬁcação, alguns colaboradores da RUIFER vão
prosseguir com o RVCC escolar, de forma a concluírem o 9º ano. Os
que já denham este nível de escolaridade podem, a parr de agora, requerer a sua inscrição na Direcção Geral da Energia.
Recorde-se que o Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Batalha trabalha, há vários anos, com adultos do concelho
de Porto de Mós e desenvolve várias inerâncias. Neste momento,
tem adultos em processo de Reconhecimento, Validação e Cerﬁcação de Competências do 9º e do 12º ano nas freguesias da Mendiga, Arrimal, Serro Ventoso, Juncal e Pedreiras e em algumas empresas do concelho.
*i`ÀiÀ>ÃÊ*À«À>ÃÊUÊÊ-iÀÛXÊ`iÊ/À>Ã«ÀÌiÃ
T e l . 2 4 4 7 6 8 0 3 0 • B AT A L H A
MAIL: marfilpe@clix.pt
Desde o passado dia 23 de Outubro que a Auto Jordão Bosch Car
Service inaugurou um novo espaço
desnado a diagnósco automóvel com uma linha de pré-inspeção, com veriﬁcação da geometria
do veículo, banco de teste de suspensões e veriﬁcação de travões.
O espaço tem ainda uma área para alinhamentos de direcção, equilibragem de rodas, montagem de
pneus. Tudo isto com equipamentos de topo da marca Bosch para
aos seus clientes. As obras incluíram ainda a renovação da área de
recepção da oﬁcina.
Para a inauguração dos novos
espaços e serviços, a Auto Jordão
Bosch Car Service organizou um
beberete, contando com a presença de alguns clientes e amigos, animado ainda pela presença de um
grupo de fadistas que encerraram
Casa Pia. Mas, o início de tudo tem
origem noutro ponto do distrito de
XIX, um elemento da família vivia
na Bajouca – terra com um grande historial ligado ao barro – e acabou por vir para à Tremoceira, fugido da jusça, por ter matado
uma pessoa que certo dia o tentou
assaltar. Assim, a família acabou
por se instalar por ali mesmo, tendo sido o irmão do avô de Manuel
da Silva, “Ti João Oleiro”, a fundar
Todos estes anos, a vida daquela
casa foi manda pela mesma família, ao longo das várias gerações.
Agora, parece ser impossível darlhe connuidade. Quem passa pela rua e sabe a história que guarda
aquela habitação, diﬁcilmente lhe
ﬁca indiferente. Muito em breve,
promete ﬁcar apenas nas páginas
do jornal e na memória de quem a
/iiv°ÊiÃV°ÊÓÈÓÊxänÊxä£ÊUÊiÀiÌiÊÎnÊÎnÎÊÈää
Ê$-
ESPAÇO SOCIAL REGISTA MAIS UMA CAMPANHA DE SUCESSO
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Matar a fome em tempo de crise
A crise económica e o aumento dos números relavos ao desemprego não são
apenas uma ameaça, mas
sim uma realidade que cresce a cada dia que passa. As
instuições de solidariedade
social em todo o país já ﬁzeram saber que não conseguem dar resposta aos inúmeros pedidos de ajuda.
No concelho de Porto de
Mós e para fazer face às solicitações que vão aparecendo, o Pelouro de Acção Social da Câmara Municipal,
desde que colocou a funcionar o Espaço Social há cerca de um ano, já realizou duas recolhas de alimentos nos
supermercados do concelho.
A úlma campanha que
decorreu nos dias 8, 9 e 10
de Outubro superou as expectavas e o número de
alimentos angariados demonstram que nos tempos
que correm, apesar das inúmeras diﬁculdades ainda está bem aceso o espírito de
Durante os três dias foram angariados cerca de
5.670 produtos alimentares
Vereadores participaram na recolha
e de higiene.
A iniciava teve uma vez
mais, o objecvo de angariar produtos básicos que
são armazenados no Espaço
Social e que, após uma avaliação, serão entregues às
famílias consideradas mais
A autarquia faz saber em
comunicado, que “durante
as campanhas o resultado
dessa sensibilização foi bastante posivo se vermos
em conta os donavos recebidos através das Juntas de
Freguesia, o donavo efectuado por uma empresa do
concelho e também dos alunos do 9ºA e 9º D da Escola
Secundária de Porto de Mós
que se mobilizaram e entre eles ﬁzeram uma recolha
de bens que posteriormen-
te doaram, para além de alguns deles terem parcipado na recolha como voluntários”.
residente na Quinta do
Sobrado, Batalha, morreu na madrugada de domingo, em Casais Garridos, Juncal, num acidente de viação.
A vítima frequentava
o curso de paraquedista,
O automóvel despistou-se e embateu num
poste de electricidade.
Uma equipa do Instituto
Médica (INEM) ainda procedeu, no local, a manobras de reanimação, mas
o jovem acabaria por falecer, pouco tempo depois,
sendo transportado para o Gabinete de Medicina Legal do Hospital de
Santo André, em Leiria.
sofreu ferimentos ligeiros
e foi transportado, por
precaução, para a mesma
O despiste está a ser investigado pelo Núcleo de
Investigação Criminal de
Acidentes de Viação (NICAV) da GNR de Leiria.
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Área ardida em São Bento e Serro
Ventoso recebe novas árvores
O concelho vai ganhar novas árvores no âmbito do
Movimento Plantar Portugal (MPP). No dia 25 de Novembro algumas turmas da
EB2 Dr. Manuel Oliveira Perpétua, da Corredoura, vão
fazer uma sementeira de espécies autóctones e planta-
ção simbólica de um carvalho cerquinho.
No sábado seguinte, dia
27, às 10 horas há concentração na Junta de Freguesia de Serro Ventoso para
plantação no parque de merendas da Bezerra em área
ardida em 2006. No mes-
mo dia, às 14 horas, decorre
outra acção em São Bento.
A concentração é na junta
de freguesia para plantação
numa área ardida em 2009,
em Cabeço das Pombas
O MPP é um movimento
de cidadãos, lançado este
ano em Portugal, que procura contribuir para a conservação da natureza, biodiversidade e uso racional dos
recursos naturais. Um movimento que procura dar resposta ao grande desaﬁo de
lançar sementes para um
futuro sustentável para todos e que tem como gran-
de objecvo o
lema: um
movimento basta um
registo como membro em
www.plantarportugal.org.
As acções de reﬂorestação em Porto de Mós inserem-se na Semana da Reﬂorestação Nacional que
decorrerá de 23 a 28 de Novembro.
pelo 91 931 49 45
Rua Serra Frazão, Porto de Mós
(em frente ao notário)
Licenciado e Pós-Graduado
em Acupunctura
Também na Clínica Médica e
Dentária Cruz da Légua
Tel.: 244 482 421
A Farmácia Nogueira,
com o apoio do Extensão
de Saúde de Calvaria de
Cima, organiza uma caminhada para os diabéticos, com o intuito de conhecer melhor esta doença. A caminhada terá
lugar no dia 1 de Dezembro, pelas 9h00 junto à
Farmácia Nogueira, na
Uma equipa pluridisciplinar composta por médico, enfermeira, professor
de educação física, nutricionista e farmacêuticos
irá ajudar todos a compreender melhor a Diabetes. O diagnóstico precoce, a alimentação, o
exercício físico e a higiene constituem as melhores armas para combater
e saber viver com a Diabetes.
O MAIS FAMOSO ALPINISTA NACIONAL
João Garcia dá “aula” a alunos
da Secundária de Porto de Mós
No passado dia 5 de Novembro, no cine-teatro local, os alunos de sete turmas do 8º ano da Escola Secundária de Porto de Mós
veram uma aula de Geograﬁa, diferente, e enriquecedora, com um convidado
de “peso”.
Os alunos conheceram de
perto, João Garcia o mais famoso alpinista português
que lhes veio falar da sua experiência pessoal.
O “bichinho” de escalar
montanhas surgiu com os
primeiros contactos com a
aventura e a natureza, nos
tempos em que era escuteiro, nha apenas 10 anos de
Aos 16 anos esse “bichinho” falou mais alto e deslocou-se, sozinho, de bicicleta, durante quatro dias
à Serra da Estrela para parcipar num encontro de escaladores, e aí juntou-se ao
Clube de Montanhismo da
Guarda e começou a escalar
Desde 1993, altura em integrou uma expedição internacional polaca à montanha
Cho Oyu, o sonho de subir
as 14 montanhas com mais
de 8000 metros falou mais
alto e a 17 de Abril de 2010,
este alpinista conquistou o
cume do Annapurna tornando-se no 10º alpinista em
todo a mundo a cometer a
proeza de conseguir escalar
todas as 14 montanhas mais
altas do mundo sem recorrer a oxigénio arﬁcial.
“O grande gosto de eu me
desaﬁar é escalar montanhas”, disse João Garcia para uma plateia silenciosa e
O alpinista não deixou de
salientar que há três valores
essenciais para alcançar um
sonho com sucesso: o gosto
pelo que se faz, honesdade
Subir ao cume de uma
montanha pode demorar 40
dias, mas com uma boa preparação sica, pode ser feito em 7 dias, o tempo que
demorou na súbida à úlma
montanha em Annapurna,
Nessa tarde, em cerca de
três horas, os estudantes ﬁcaram a conhecer os seus
dezassete anos de conquista, mas também as suas diﬁculdades e perdas.
João Garcia não deixou de
salientar várias vezes, durante a palestra, a mágoa
que sente com os “media”,
ao ter sido capa de jornais
e revistas em 2006, não pelas suas conquistas, mas pela altura mais complicada da
sua vida, quando perdeu o
CONVÍVIO PASSOU PELI CIBA
inteirar do modo como decorreu a Batalha de Aljubarrota e visionaram o ﬁlme da reconstuição da
Já em Porto de Mós, no
restaurante das Piscinas,
teve lugar o almoço, onde
não faltaram as anedotas e
estórias relacionadas com
o Colégio e com o Dr. Perpétua e a animação. Nesta,
contou-se com a parcipação dos angos alunos como, António Sanches, António Alves e João Miguel,
que interpretaram alguns
fados e outros temas mu-
PROMOVIDA PELO ROTARY CLUB DE PORTO DE MÓS
Antigos alunos do
Colégio de Porto de Mós reúnem-se
Cerca de quatro dezenas
e meia de angos alunos e
professores do ango Colégio de Porto de Mós, parciparam no convívio que a
Associação dos Angos Alunos e Professores do Colégio de Porto de Mós (AAAPCPM), promoveu no dia
Apesar do mau tempo e
como estava programado,
o encontro iniciou-se no CIBA (Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota), em São Jorge, onde
alguns dos parcipantes veram oportunidade de se
companheiro de equipa Bruno Carvalho, quando descia
do Shisha Pangma, Tibete.
Mas este não foi o único
companheiro que perdeu
enquanto alpinista. Anos antes, em 1999 outro expedicionário belga e grande amigo de João Garcia caiu numa
ravina durante a descida e
perdeu a vida. Na altura para além de ter perdido o co-
lega de equipa, João Garcia
foi também internado num
hospital de Saragoça em Espanha, onde lhe amputaram alguns dedos das mãos
e pés e recebeu um implante para o seu nariz devido
às queimaduras provocadas
“Não desejo esta vida a
nenhum de vocês, porque é
muito perigosa. Já vi perder
muitos amigos. Quem quiser ter prazeres deste género, basta passear e conhecer clubes ou associações
que podem ensinar e ajudar
a ter outro po de preparação”, aconselhou o alpinista aﬁrmando ainda, que “as
coisas não são fáceis, mas
se fossem fáceis não davam
Um dos alunos quesonou no ﬁnal da palestra,
quais são os seus próximos
objecvos. O alpinista começou por dizer, que “quando angimos o horizonte
dos nossos sonhos aparecenos outro horizonte”.
Apesar das diﬁculdades
João Garcia fez saber, que
anseia por descobrir novas
montanhas e fazer novas
vias nunca antes conquistadas. ”Quero escalar montanhas e fazer coisas que nunca foram feitas por ninguém
sicais. Saliente-se a parcipação de João Miguel que
se fez acompanhar de dois
exímios executantes de guitarra e viola e uma fadista.
No ﬁnal teve lugar a assembleia-geral da AAAPCPM, que nha por ponto
principal a eleição dos novos órgãos sociais, de que
se salientam os nomes de
Ana Marns Narciso, José
Carlos Nogueira e Eduardo Louro, respecvamente,
Geral, Direcção e Conselho
Outros assuntos foram
Sessão de esclarecimento sobre
ainda venlados, sendo
o que se encontra em fase mais adiantada, a realização de uma homenagem
pública, no centro da vila de Porto de Mós, ao Dr.
Manuel de Oliveira Perpétua.
Esta quinta-feira, dia 11 de Novembro, pelas 20 horas, no
Auditório da Caixa de Crédito Agrícola de Porto de Mós, irá
ter lugar uma sessão de esclarecimento sobre a implementação de uma Universidade Sénior Rotary no concelho.
Dar-se-á a conhecer o Rotary Club de Porto de Mós e a
parceria desenvolvida com o Instuto Politécnico de Leiria
(IPL), no âmbito da implementação da Universidade Sénior.
A sessão servirá também para esclarecer acerca dos princípios básicos de funcionamento da Universiadade Sénior.
Como orador principal, estará presente o Professor Luís
Jacob, Presidente da Direcção da RUTIS - Associação Rede
de Universidades da Terceira Idade, desde 2005 e também
o fundador e director da Universidade Sénior de Almeirim,
Recorde-se que a cerimónia de assinatura do protocolo para a criação da Universidade Sénior decorreu a 21 de
Abril do corrente ano, no Auditório da Junta de Freguesia
Uma forma “verde” e rentável de produzir energia
Ajudam o ambiente, mas também
permitem poupar. No uso parcular ou em empresas e instuições, as
energias renováveis têm cada vez mais
uma palavra a dizer quando se procura eﬁciência energéca e redução de
Sistemas de microgeração, que permitem a produção de electricidade a
parr de painéis fotovoltaicos, que é
vendida à rede nacional a preços muitos vantajosos nos primeiros anos de
ulização, painéis solares para aquecimento de águas sanitárias ou mini eólicas para produção de energia eléctrica são algumas das opções que estão
no mercado e que constuem invesmentos com rápido retorno. Produzse energia a parr de fontes não poluentes, melhora-se a auto-suﬁciência
e promove-se a eﬁciência energéca.
Escolas dão exemplo
Cooperativa amiga do ambiente
Há vários meses que nove escolas do concelho de
Porto de Mós ulizam a energia solar para aquecer
águas sanitárias e para produzir energia eléctrica.
Albino Januário, vice-presidente da autarquia, mostra-se sasfeito com a instalação de equipamentos nas
escolas que permitem o aquecimento de águas, através de painéis solares, e através da microgeração. “É
um projecto relevante em termos ambientais, por permir ter energia a parr de fontes não poluentes, mas
também em termos ﬁnanceiros”, destaca o autarca,
sublinhando no campo da rendibilidade económica a
aposta na microgeração.
Albino Januário refere que por estes dias deve ter o
primeiro estudo dos custos e proveitos mensais, mas
mesmo sem números concretos, adianta que os primeiros meses têm sido “extremamente posivos”.
Pavilhões gimnodesporvos, cine-teatro ou piscinas
municipais são outros equipamentos públicos onde a
autarquia pretende aproveitar as energias renováveis
para produção de energia.
Também a Cooperava Agrícola de Porto de Mós
tem a funcionar há cerca de um ano painéis solares para aquecimento de águas e painéis fotovoltaicos para
produção de electricidade que é vendida à rede nacional de energia.
Para o presidente Mário Loureiro é uma aposta que
vem no seguimento do compromisso assumido pela cooperava: redução de consumos energécos e aumento da eﬁciência. Em termos prácos, é o sol que aquece
agora parte das águas usadas para lavagens dos muitos
recipientes. A auto-suﬁciência ainda está longe, com
Mário Loureiro a admir que o reﬂexo na factura energéca não é muito elevado. Ainda assim, trata-se de
um invesmento de 25 mil euros que será amorzado
num período entre seis e oito anos e um compromisso
importante com o meio ambiente, defende Mário Loureiro. O objecvo da Cooperava passa por ir alargando o uso de fontes não poluentes para a produção de
energia, garante o presidente.
Porto de Mós reciclou 627 toneladas em 2009
Reciclagem poupa 150 mil árvores em dois anos
Nos anos de 2008 e 2009 foram
recolhidas quase 10 mil toneladas
de cartão na área de inﬂuência da
Valorlis (concelhos de Batalha, Leiria, Marinha Grande, Ourém, Pombal e Porto de Mós). A reciclagem
deste papel e cartão permiu poupar cerca de 150 mil árvores. Só no
concelho de Porto de Mós foram
recolhidas cerca de 490 toneladas de papel, permindo “salvar”
Mas a poupança de recursos
através da recolha selecva nos
vários concelhos servidos pela Valorlis não se ﬁcou pelo papel. Em
2008 e 2009 foram recolhidas 25
toneladas de alumínio, o equivalente a mais de 600 anos de televisão ligada, 357 toneladas de aço,
suﬁcientes para produzir quase 21
milhões de latas de 0.33 litros. A
reciclagem na região permiu ainda produzir quase dez milhões de
t-shirt´s XL a parr das cerca de
1300 toneladas de plásco recolhi-
do nos ecopontos, e produzir cerca
de 25 milhões de garrafas, a parr
das cerca de nove toneladas de vidro reciclado.
Números impressionantes e que
registaram ainda aumentos em todos os resíduos entre 2008 e 2009.
Só no úlmo ano a recolha selecva de resíduos aumentou em todos os materiais, angindo núme-
ros recorde.
Regressando às árvores, apenas
no úlmo ano foi possível “salvar”
cerca de 80 mil, a parr do papel e
cartão recolhidos na região.
Reciclagem a crescer em
Como em toda a região, também
o concelho de Porto de Mós acompanha a tendência de aumento da
recolhe selecva de resíduos. Em
2008 os portomosenses reciclaram cerca de 589 toneladas de papel, embalagens de plásco e metal e vidro. Um valor que subiu para cerca de 627 toneladas no ano
passado, representando um aumento de cerca de 7 por cento no
lixo reciclado.
À medida que os números da reciclagem crescem, os resíduos sólidos urbanos depositados em aterro descem. Em 2008 do concelho
de Porto de Mós foram 7958 toneladas para o aterro sanitário, um
valor que desceu para 7913 toneladas no ano passado. Ainda assim, em 2009, os produtos reciclados não foram além de 7 por cento do lixo total produzido em Porto
Aterro da Valorlis já produziu 25 milhões de kWh
ajudam a poupar
nasce do lixo
O lixo depositado em
aterro é o ﬁm da linha no
tratamento do lixo, ou o
inicio de um novo processo? No caso do aterro da
Valorlis, desde 2004 que
o lixo é fonte de matériaprima para a produção de
energia eléctrica. Entre Fevereiro de 2004 e Setembro deste ano, o biogás gerado pelo lixo já permiu a
produção de 25 milhões de
kWh, energia suﬁciente para abastecer a população
de Porto de Mós pelo período de um ano. Uma produção que permiu uma
poupança de 7,3 toneladas
de petróleo e as respecvas emissões.
Uma parte da energia
produzida no aterro sanitário é consumida nas próprias instalações da Valorlis, sendo a restante depositada na rede eléctrica.
No próximo ano espera-se que entre em funcionamento a Central de Valorização Orgânica, que
terá capacidade para receber cerca de 50 mil toneladas de resíduos sólidos.
Em relação a previsões futuras de produção de biogás, a Valorlis refere que,
está dependente da degra-
dação da matéria organiza dos resíduos, à medida
que o tempo passa a tendência é para haver diminuição da produção de biogás, devido à diminuição da
matéria orgânica disponível. Ainda assim, sublinhase a importância do projecto, que permite poupanças
signiﬁcavas quer em termos económicos quer em
termos ambientais, já que
permite reduzir a produção
de energia eléctrica a parr de combusveis fósseis,
diminuindo as emissões de
Que potência de electricidade devo contratar?
Qual o melhor tarifário para o meu consumo? Como
posso diminuir o consumo
de água? A resposta a estas
e outras questões está disponível à distância de um
clique, permindo aos consumidores melhorar o consumo energéco, ao mesmo tempo que poupam dinheiro.
No sío da Endade Reguladora dos Serviços Energécos (www.erse.pt), existe uma área dedicada aos
simuladores. A potência a
contratar, comparação de
preços no mercado e facturação das tarifas reguladas
são as áreas em que a ERSE disponibiliza simulações
para ajudar os consumidores do mercado de electricidade, que desde 2006 podem escolher o fornecedor
No sio da Quercus (Associação Nacional de Conservação da Natureza),
através do projecto Ecocasa (www.ecocasa.pt) é possível simular o consumo de
água, as emissões de CO2
nas deslocações, comparar tarifas de electricidade,
potencialidade de poupan-
ça na iluminação, comparar máquinas e equipamentos, entre muitas outras
São duas opções que ajudam a adoptar comportamentos mais amigos do
ambiente, ao mesmo tempo que permitem deixar
mais alguns euros na carteira.
Enerdura desenvolve projecto de eﬁciência energética
Autarquias “aprendem” a poupar energia
Por as escolas do 1.º ciclo a consumir menos energia e da melhor
forma é o que se pretende com o
estudo de “Opmização Energéca em Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico”, promovido pela Enerdura (Agência Regional de Energia
da Alta Estremadura).
O projecto começou com os municípios de Leiria, Marinha Grande, Ourém e Porto de Mós, onde
foram analisados três edicios por
O estudo vai já na segunda fase e conta com a adesão de novos concelhos: Alvaiázere, Ansião,
Batalha, Pombal e Porto de Mós,
agora com a análise alargada a vinte edicios por município.
A parr dos dados recolhidos
nos quatro concelhos pioneiros foi
elaborado um relatório, apontando medidas para melhorar a eﬁciência energéca.
Miguel Lacerda, responsável pela Enerdura, refere ainda que foram idenﬁcadas várias falhas nos
edicios analisados. Caixilharia de
janelas em mau estado, consumos
em equipamentos que não estão a
ser ulizados, tubagens de aquecimento em mau estado, má iluminação, torneiras em mau estado
e maus comportamentos dos u-
Instalar vidros duplos pode reduzir até cerca de
10% o consumo em energia;
O isolamento das paredes, tecto e chão pode
reduzir até 10% o consumo em energia;
Isolar janelas e portas pode reduzir até 5% do
consumo em energia;
Reduzir um grau centígrado a temperatura de
aquecimento pode equivaler a uma economia de
5% do consumo;
lizadores são algumas das falhas
que foram encontradas nos quatro
concelhos analisados, na primeira
fase do estudo.
A ulização de lâmpadas ﬂuorescentes compactas, a colocação
de sensores de presença, a colocação de vidros duplos, isolamento
dos tubos de água quente ou substuição de caixilharia de portas e
janelas são algumas as medidas,
simples, que podem contribuir pa-
ra uma redução do desperdício no
consumo de energia, emagrecendo ainda as facturas a pagar ao ﬁnal do mês.
Além de um diagnósco às condições dos edicios, Miguel Lacerda refere ainda a importância do
estudo, que permiu sensibilizar
educadores, professores e toda a
comunidade escolar para a adopção de comportamentos mais amigos do ambiente.
A utilização de lâmpadas ﬂuorescentes compactas, quando comparadas com lâmpadas incandescentes, reduz o consumo em cerca de 80%;
As lâmpadas ﬂuorescentes compactas têm uma
duração de cerca de 8 vezes mais, quando
comparadas com as lâmpadas incandescentes;
Fonte: Enerdura
Almoço da
No próximo domingo, dia 14 de Novembro
os “Quarentões de Setenta” levam novamente até
à Baiuca da Piação o já habitual “Almoço da Morcela”, com as iguarias típicas
à moda de Mira de Aire.
Neste evento a morcela é a
rainha, acompanhada com
couve e batata cozida.
Feira de stocks este
ﬁm-de-semana
Utilidades, decoração,
roupa, artesanato ou electrodomésticos. Estes são
alguns dos produtos que
este ﬁm-de-semana (dias
13 e 14 de Outubro) estão
na Feira de Stocks, no Fórum Cultural, em Porto de
Além de produtos a preços mais baixos, há ainda
ﬁlhós e café d´avó. A entrada é livre e a organização do Fórum Cultural de
Na Corredoura e Fonte
de Oleiro celebra-se este
ﬁm-de-semana o Dia de S.
Martinho, que hoje se assinala.
Amanhã, dia 12, O São
Martinho é celebrado com
música. As bandas Dostene& Fami e Original
Fakers, além do dj TypeR,
animam a noite, regada
Na Fonte de Oleiro há
festa do Magusto no dia
13, sábado, a partir das 21
horas. A animação é feita pelo grupo de jovens
da Fonte do Oleiro. Castanhas, água-pé, café d´avó
e coscorões fazem parte da ementa da festa que
pretende “reviver os velhos tempos”.
NO ÂMBITO DAS COMEMORAÇÕES DOS 450 ANOS DA FREGUESIA
e arte encantam Juncal
Foi com entusiasmo que
os juncalenses receberam
um ﬁm-de-semana repleto
de arte, conversa e música,
nos dias 5 e 6 de Novembro.
A iniciava foi da Comissão
da Organização das Comemorações dos 450 anos do
Juncal e foi um sucesso.
No dia 5 foi inaugurada
uma exposição com diversos
trabalhos do pintor leiriense, Artur Franco, que têm
como tema o Juncal. A exposição está patente na Escola de Música do Juncal até
ao próximo domingo. Nessa noite, decorreu mais uma
tertúlia, desta vez intulada
“Os padres que marcaram a
cultura do Juncal”. O orador
convidado foi o padre Luciano Crisno.
Filomena Marns, da Comissão da Organização das
anos do Juncal, revela-se sasfeita com a noite. A tertúlia decorreu num ambiente
informal e revelou a importância que diversos padres
veram na dinamização cultural e social do Juncal.
“Na conversa, surgiu o
nome do padre Benevenuto Dias, que esteve cerca de
40 anos na paróquia, tendo
colocado em práca projectos que enriqueceram culturalmente a população e ajudaram os mais carenciados.
Criou, por exemplo, a sopa
dos pobres e conseguiu formar um grupo de teatro. De
entre muitas outras iniciavas, construiu o centro infanl (que faz agora 50 anos)
e o salão paroquial”.
No sábado, 6, o salão dos
170 elementos encheram o auditório dos Bombeiros do Juncal (foto Boaventura Virgílio)
Juncal foi pequeno para acolher todos aqueles que quiseram assisr ao mega-concerto com a parcipação de
170 elementos, entre músicos e coralistas, que, juntos,
tocaram e cantaram para
uma plateia que não lhe regateou aplausos.
O mega coro era constuído por representantes dos
Grupos Corais de São Miguel
(Juncal), Vila Forte (Porto de
Mós), USALCOA (Alcobaça),
Calçada Romana (Alqueidão
da Serra), Gaudia Vitae (Mira de Aire), Paróquia Santa Catarina (Caldas da Rainha), Obra Social do Pousal
SML (Malveira) que foram
mente pela Banda Recreava Portomosense e Sociedade Filarmónica Catarisense.
De salientar, que, a banda
de garagem EisenKraut e o
cantor Rui Silva acompanharam os coros e as bandas
num tema dos Xutos & Pontapés.
A forma como decorreu o
concerto foi muito elogiada,
bem como o papel do maestro Bruno Santos, que teve
de conciliar tantos elementos. O vereador da Cultura,
Albino Januário, disse na altura, que é pena não exisr
no Juncal, uma sala de espectáculos com condições
e capacidade para receber um evento como aquele, mas referiu que não fal-
ta vontade da autarquia para tal acontecer. O vereador
recorda que esteve prevista no orçamento para 2010
uma verba para o projecto de recuperação do salão
paroquial para esse efeito,
mas, como isso não se realizou, connua disponível,
no orçamento para o próximo ano. No entanto, o res-
Porto de Mós recebe,
nos dias 27 e 28 de Novembro a Campanha Nacional
de Recolha de Alimentos,
numa iniciativa do Banco
Os voluntários vão estar
em alguns supermercados
do concelho para angariar
alimentos para 53 instituições particulares de solidariedade social da região
A organização espera a
1400 voluntários.
ponsável pediu que os juncalenses e as várias endades do Juncal se unam para
que a ideia de ter um espaço
em condições para acolher
manifestações culturais, se
concreze.
Luísa Patrício/ Isidro Bento
Três dias de petiscos e tradição
Se o ditado diz que não há duas
sem três, em São Bento não houve três sem se chegar ao IV Fesval Gastronómico e Cultural, que
voltou a agitar a freguesia entre
30 de Outubro e 1 de Novembro.
A tasquinha regional voltou a
estar em destaque com as iguarias que começam a atrair visitantes a São Bento. Filhós de chouriço, Bacalhau à Lagareiro, migas à
serrana, coelho à caçador, acompanhados pelo pão e broa caseiros, terminando com o arroz doce foram alguns dos pratos em
destaque. Além da festa que se
fez à mesa, houve também a feira de acvidades económicas que
mostrou alguns dos negócios da
região, como trapologia, bordados ou outros artefactos feitos à
Bailes, animação infanl, jogos
tradicionais, torneio de matraquilhos, o bar jovem, danças de salão ou animação musical com as
concernas da Barrenta foram
outros dos momentos que passa-
ram pelo Salão Paroquial ao longo dos três dias de fesval.
De regresso esteve também o
baile à moda anga, animado pelo acordeonista natural da freguesia, Daniel Valente, e onde
não faltaram vários elementos
trajados a rigor.
O fesval englobou ainda a realização do I Raid Fotográﬁco, onde parciparão oito fotógrafos,
que percorreram vários pontos
da freguesia, captando imagens
de uma serra agreste de início de
cargo do Clube Desporvo de São
Bento e Associação Cultural e Recreava Pedras Soltas, a aﬂuência à maioria das acvidades correspondeu às expectavas, com
um balanço ﬁnal global posivo
numa acvidade que está já a ganhar tradição em São Bento.
ASSOCIAÇÃO POPULAR DA BEZERRA E FIGUEIRINHAS ESTREIA EVENTO
1.ª Mostra de Artesanato e Gastronomia da Bezerra
Os bons pescos da região voltaram à mesa do concelho a 6 e 7 de
Novembro, na 1.ª Mostra de Artesanato e Tasquinhas, organizada
pela Associação Popular da Bezerra e Figueirinhas (Serro Ventoso).
As saborosas moelas, as migas,
a morcela e o chouriço caseiro foram os pratos que mais saíram da
cozinha durante os dois dias, segundo revelou ao nosso jornal, Célia Rosa, membro da direcção da
associação e uma das cozinheiras
O balanço desta primeira edição
é posivo, apesar da fraca adesão
da população, diz Célia Rosa.
“É um balanço posivo, mas ao
mesmo tempo não é, porque vemos pouca gente. Temos que
ter em conta, que a fraca aderência deve-se sobretudo ao facto
de ter sido a primeira realização e
também porque não quisemos ter
muita despesa com a publicidade”,
O pavilhão da associação foi preenchido também com a cor e arte
de cinco artesãos da região.
Trapologia, bijuteria, pintura e
esculturas em madeira, entre outros argos estavam em exposição, mas também disponíveis para venda.
Este é mais um evento que promete vincar a programação do
concelho nos próximos anos, em
prol daquilo que de melhor se faz
“Não vamos desisr! O evento
vai regressar no próximo ano, porque apesar de não ter do grande
aﬂuência da população, não correu mal em termos ﬁnanceiros”,
O Natal está a aproximar-se e
com ele regressa o Concurso de
Presépios, organizado pela autarquia de Porto de Mós e que vai para a 20.ª edição.
decorrem até ao dia 16 de Dezembro e os trabalhos devem ser entregues no Espaço Jovem, no Jardim Municipal, durante o horário de funcionamento. A concurso
voltam a estar quatro categorias:
Adultos, 3.º Ciclo, 1.º e 2.º Ciclo e
Após a classiﬁcação dos premiados, os melhores trabalhos a
concurso, estarão em exposição
de 18 de Dezembro a 22 de Janeiro do próximo ano, no Espaço Jovem.
salienta Célia Rosa.
A 1ª. Mostra de Artesanto e
Gastronomia contou também com
a animação. “ Os mal esmados”
Festa dos Avós do Pólo Educativo
As educadoras e Professoras
A Autoridade Nacional de Protecção Civil atribuiu uma medalha
à Rádio Dom Fuas, alusiva ao Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais. A rádio de Porto de Mós foi uma das sete rádios
locais, a nível nacional, que aderiu
à campanha de prevenção de incêndios ﬂorestais. A medalha foi
atribuída como forma de agradecimento pela “divulgação de mensagens de sensibilização dos cidadãos, durante este Verão”.
Natal Bombeiro
Como já vem sendo hábito, o Pólo Educavo de Serro Ventoso, realizou no dia 5 de Novembro a festa dos
avós que decorreu em ambiente de
saudável confraternização.
Os avós parciparam em grande
número e os netos presentearam-nos
com canções, danças, quadras e uma
pequena lembrança comemorava
No ﬁnal, todos puderam apreciar as
iguarias trazidas pelos meninos e meninas deste pólo educavo.
foram o grupo convidado para dar
ritmo a esta edição.
Iolanda Nunes/ Isidro Bento
Porto de Mós iniciaram no passado domingo, 7 de Novembro, o
tradicional “Peditório de Natal”.
À semelhança dos anos anteriores, este peditório será feita nos
na área geográﬁca abrangida por
este corpo de bombeiros.
Os “soldados da paz” irão percorrer as várias localidades aos domingos e feriados, no período das
09 às 13 horas e durante os dias
de semana, das 18h30 às 21h30,
agradecendo, desde já, a habitual
generosidade da população.
3º Aniversário dos
No dia 1 de Dezembro irá realizarse o 3º convivio da malta de 43.
Se é nascido em 1943, reside no
concelho de Porto de Mós e quer passar momentos agradáveis com pessoas nascidas no mesmo ano, pode inscrever-se para o almoço convivio a ter
lugar no restaurante O Cannho da
Saudade em Porto de Mós. As inscrições podem ser feitas para os números de telemóvel 918914729 (António
Fortunato) ou 963392083 (Manuel de
Ao Divino Espiríto Santo, ao Menino Jesus e
Sua Santissima Mãe e Santo António. Ó Jesus
que disseste: Pede e receberás, procura e acharás, bate e a porta se abrirá. Por intermédio de
Maria Vossa Mãe Santíssima eu bato, procuro e
vos rogo que minha prece seja atendida. (Menciona-se o pedido); Oh! Jesus que disseste:
Tudo o que pedires ao Pai em Meu nome Ele
atenderá. Com Maria, Vossa Santa Mãe, humildemente rogo ao Pai, em Vosso nome, que a
minha prece seja seja ouvida. Menciona-se o
pedido. Oh! Jesus que disseste: O céu e a terra
passarão mas a minha palavra não passará. Com
Maria, Vossa Mãe bendita, eu confio que a
minha oração seja ouvida. Menciona-se o pedido. Rezar 3 Avé-Marias e uma Salvé-Rainha.
Em casos urgentes esta novena deverá ser feita
em 9 horas seguidas. Publicar a Oração assim
Agradeço a graça recebida. A.S.
Centro Cultural Gonçalves
Sapinho | Benedita | 21h30
revelações do fado em
Portugal vem à Benedita
apresentar o mais recente
trabalho “Fado”, que é já
Clube União Mirense | Mira
de Aire | 22h
Os Desbundixie estão em
Mira de Aire para uma Noite
de Jazz tradicional, que
promete glamour dos anos
60 e 70. Bilhetes no local ou
por reserva (969 802 034,
917 209 133, 919 177 145).
Teatro José Lúcio da Silva |
Leiria | 21h30
André Sardet apresenta um
espectáculo com temas dos
álbuns “Mundo de Cartão”
e “Acústico”. Um espectáculo que visita alguns dos
êxitos do cantor, de forma
– Abel Marcelino
Porto de Mós | Até 30 de
Abel Ferreira Marcelino
nasceu no Juncal em 1943
e tem dedicado parte do
seu tempo a recuperar e
emoldurar pagelas de cariz
religioso, criando bonitos
quadros de arte sacra. O
resultado pode ser visto este
mês na Biblioteca de Porto
Muita música para comemorar
O Coral Calçada Romana, de Alqueidão da Serra, festejou os seus
17 anos de acvidade com uma
festa, que juntou vários talentos
da freguesia, e com um concerto.
No dia 23, sábado, teve lugar a
2ª Festa Popular da Música, evento que reuniu cerca de meia centena de músicos amadores da freguesia de Alqueidão da Serra e
que, a solo ou em pequenos grupos, entreveram, durante mais
de três horas, o público que enchia
por completo o salão da Casa do
Povo local. Foi, por assim dizer, um
“abraço” da Freguesia ao seu coral
e à associação a que pertence. Tal
como na primeira edição, foram
várias as surpresas que mostraram
os seus talentos em palco, surpreendendo os seus conterrâneos, até
aí desconhecedores de tais dotes.
“Arstas” dos 7 aos 70 anos protagonizaram um salutar encontro de
gerações que também se veriﬁcou
entre o público.
Na abertura desta festa, o presidente da Associação Coral Calçada Romana, Jorge Pereira, congratulou-se com a presença de tanto
público e com o facto de esta associação conseguir reunir a população do Alqueidão em torno do
aniversário do seu coral. Desejou
ainda que esta capacidade de unir
esforços possa reper-se quando
da organização das comemorações
dos 400 anos da Freguesia, que devem começar a ser pensadas den-
Apartamento T3, amplas divisões,
terraço e garagem individual, na
Rua de Baixo, Juncal.
Telem. 968 025 467
tro de dois ou três anos.
No dia seguinte, realizou-se um
concerto comemoravo do 17º
aniversário do Coral Calçada Romana. Abriu o coral aniversariante,
que estreou dois temas, “Te Quiero” e “Canção dos Mineiros de Aljustrel”. O espectáculo contou ainda com a parcipação do Coro da
Sociedade Recreava e Musical da
Pedreira (Tomar). Após o concerto
realizou-se um pequeno convívio
onde foram cantados os parabéns
e cortado o bolo de aniversário.
Calçada Romana anima
missa em honra do Infante
No próximo domingo, dia 14, o
Coral Calçada Romana fará a animação litúrgica da Missa de Sufrágio em honra do Infante D. Henri-
que, nas comemorações dos 550
anos da sua Morte. Estas comemorações envolvem vários concelhos
ligados à vida e à gesta do Infante.
A eucarisa terá lugar no Mosteiro
ESPECTÁCULO DE SOLIDARIEDADE DO O2 NA 3.ª EDIÇÃO
Danças em troca de brinquedos
A ideia é simples: ver um
espectáculo de dança, onde
o bilhete de entrada é substuído pela entrega de um
brinquedo. O espectáculo
“Solidariedade com Ritmo”
nasceu há 3 anos, pela mão
do Ginásio O2, e procura angariar brinquedos para distribuir pelas crianças mais
desfavorecidas do concelho.
Podem ser doados brinquedos novos ou usados, desde
que em bom estado. As danças sobem ao placo do cine-teatro de Porto de Mós
no dia 21 de Novembro, às
Se a causa solidária já pode ser movo suﬁciente para parcipar, as presenças
em palco ajudam ainda mais
a despertar o interesse. Pelo “Solidariedade com ritmo” passam os grupos do
Ginásio O2, Academia Vanda
Costa, Unexpected, Primos
Perfeito e o Grupo de Dança
Há ainda a parcipação especial dos LEGACY, um grupo composto por três ﬁna-
listas do programa “Achas
Que Sabes Dançar” da SIC
(Tiﬀanie Jorge, Tiago Careto
e Inês Aﬂallo).
Carlos Pinção
Se não me encontrares;
Procura-me além na praia
Estarei na brisa do mar;
Procura-me na tua solidão
Nas tuas canções românticas
Eu virei na música...
Procura-me à noite nas estrelas
Que teus olhos vêem:
Serei o luar que te ilumina.
Encontrarás uma criança sorrindo,
Sou eu para te fazer feliz.
Senão me encontrares;
Serei calma, ternura, carinho...
E do mar, ouvirás
Uma voz dizer-te:
“Anjo Branco” é o mais recente livro do jornalista
da RTP, José Rodrigues dos Santos. Conta a vida de José Branco numa aldeia perdida, no coração de África,
onde se deparou com um terrível segredo. No seu pequeno avião, José cruza diariamente um vasto território para levar ajuda aos recantos mais longínquos da
província. Chamam-lhe o Anjo Branco. A guerra colonial rebenta e José cruza-se com aquele que se vai
tornar o mais aterrador segredo de Portugal no Ultramar.
promove serão cultural
Retomadas as acvidades
a 16 de Setembro, após merecidas férias, o Coro Gaudia
Vitae teve a sua primeira actuação a 2 de Outubro, na
Guia/Pombal, tendo sido recebido de forma muito calorosa pelo coro anﬁtrião, na
comemoração do Dia Mundial da Música.
A 5 de Outubro teve lugar
uma animada tarde de confraternização entre coralistas e familiares a marcar o
início do ano de acvidade
Para o dia 13 de Novembro estamos a preparar um
O PORTOMOSENSE 11/11/2010 - 8757/676
CARTÓRIO NOTARIAL DE MANUEL
FONTOURA CARNEIRO - PORTO DE MÓS
Notarial, no dia vinte e sete de Outubro de dois
mil e dez, exarada a folhas duas do livro de Notas para Escrituras Diversas Duzentos e Dezassete – A;
JOSÉ ROSA VIRTUDES e cônjuge MARIA DO
ROSÁRIO DOS SANTOS VAZÃO VIRTUDES, sob
o regime da comunhão geral de bens, naturais
ele da freguesia de Juncal, ela da freguesia de
Pedreiras, ambas do concelho de Porto de Mós,
residentes na Rua Vale Cheiro, em Pedreiras,
Porto de Mós, Nifs: 173 616 305 e 219 542 511,
Que são donos e legítimos possuidores, com
exclusão de outrem, do prédio rústico, sito em
S. Miguel, freguesia de Juncal, concelho de Por-
serão/convívio cultural pelas 20h00 nas instalações da
de Aire, que incluirá a parcipação do Grupo de Gaiteiros “OS DIVERTIDOS” de Vila Nova de Famalicão e também muita animação com
música e outras surpresas,
para além dos pescos que
serão servidos.
É nossa intenção dar a conhecer um Artesão Mirense.
Verdadeiro arsta, de grande sensibilidade, cujos dotes
raiam a perfeição, este Mirense constuirá para todos
to de Mós, composto de cultura arvense sob coberto, com a área de mil e duzentos metros quadrados, a confrontar do norte com Manuel Silva
Ascenso, sul com Herdeiros de Adolfo Chavinha
Grazina, nascente com Francisco Rosa Coelho e
de poente com Herdeiros de José Rosa Virgílio,
inscrito na matriz sob o artigo 171 secção 016,
com o valor patrimonial de IMT 107,00;
O imóvel não está descrito na Conservatória
do Registo Predial de Porto de Mós.
Que adquiriram o referido prédio por compra verbal de Maria da Piedade Rosa Virtudes
dos Santos Penedo, viúva, residente em Almada, compra essa que teve lugar no ano de mil
novecentos e sessenta e oito, já no seu estado de casados.
Não obstante não terem título formal de aquisição do referido prédio, foram eles que sempre o possuíram, desde aquela data até hoje,
logo há mais de vinte anos, em nome próprio,
A 21 de Novembro, o Coro
desloca-se a Almada para a
solenização da Festa a Cristo
Rei, onde actuará conjuntamente com outros coros de
Já a 28 de Novembro pelas 15h00, o Coro actuará no
Congresso Eucarísco Diocesano do Apostolado da
Oração da Diocese de LeiriaFáma, no Centro Pastoral
Direcção do Gaudia Vitae
defenderam a sua posse, pagaram os respectivos impostos, gozaram todas as utilidades por
ele proporcionadas, cuidaram da sua limpeza
e colheram os seus frutos, sempre com o ânimo de quem exerce direito próprio, sendo reconhecidos como seus donos por toda a gente,
posse essa de boa fé, por ignorarem lesar direito alheio, pacífica, porque sem violência, contínua e pública, por ser exercida sem interrupção e de modo a ser conhecida por todos os interessados.
Tais factos integram a figura jurídica da usucapião, que os justificantes invocam, como causa de aquisição do referido prédio, por não poderem comprovar a sua aquisição pelos meios
Cartório Notarial de Manuel Fontoura Carneiro,
vinte e sete de Outubro de dois mil e dez.
Frank é um ex-agente de operações secretas da
CIA a tentar viver tranquilamente a sua reforma.
Um dia percebe que está a ser perseguido pela própria CIA e, decidido a escapar com vida, reúne as
únicas pessoas em quem pode conﬁar: Joe, Marvin
e Victoria, os membros da sua anga equipa, igualmente reformados e com diﬁculdade em lidar com
a monotonia do dia-a-dia. E é assim que se apercebem que são todos alvos de uma enorme conspiração. Estes ex-agentes, sedentos de aventura, vão
redescobrir o prazer de uma boa conspiração. Um
ﬁlme realizado por Robert Schwentke, com Bruce
Willis, Morgan Freeman, Karl Urban e Helen Mirren.
“World Massala”
Juntos desde o ano 2000, são uma das bandas portuguesas com maior reconhecimento no panorama de
«World Music» (ou Músicas do Mundo).
A sonoridade dos Terrakota vai muito para além das
fronteiras da nossa cultura e da nossa língua. Misturase um pouco do fado moderno, com um toque africano e uma pitada do Oriente.
Neste novo disco, os Terrakota contam com a colaboração de vários convidados como Paulo Flores, Vassundara Das, os Rajasthan Roots, Kumar e os Cool Hipnoise. O videoclip do single que dá nome ao álbum já
está disponível no espaço da banda em www.myspace.com/terrakota.
Amanhã, dia 12, o grupo vai estar no Centro Cultural de Alcobaça. Hoje (11) a rádio Dom Fuas Fm está a
oferecer bilhetes para este concerto, aproveite!
Beba com a cabeça é um sío criado pela Associação Nacional de Empresas de Bebidas Espirituosas. Entre a informação disponível destaque para
um teste que permite calcular a taxa de alcoolemia
a que corresponde um determinado consumo.
de advogar
(programador CNC)
Está a decorrer o mais mediáco julga- uma estratégia de inquirição que baralha
mento no Tribunal da Comarca de Porto os inquiridos. Ora os confrontam assentes
de Mós, o qual, tenho acompanhado des- em astutos rodeios de raposa manhosa,
de a primeira hora.
ora de forma matreiramente repeva,
Desde inicio, e como leigo, sen que havendo pelo meio alguma perspicácia,
durante a fase de interrogatório por par- sublinhada por suposições e contradições,
te dos advogados de acusação e de defe- de modo a tentarem apanhar em falso as
sa, por vezes se suscitava alguma estupe- testemunhas durante o decorrer dos defacção na assembleia, pelo facto de serem poimentos. Para tal, esmiuçam os factos,
aparentemente tão primárias e inadequa- indo desde o mais ínﬁmo pormenor até à
das as inquirições
mais disparatada
para a resolução de A advocacia é a arte subtil, suposição, que poum caso tão comderão ser ou não replexo que vimou capaz até de ser defensora levantes para a remortalmente um cisolução dos factos.
Perante tal cenáDurante a audiência, tanto nos depoi- rio, enquanto o tribunal, após pedir jura
mentos como nas alegações ﬁnais, os ad- das testemunhas, apenas lhes exige verdavogados de acusação e de defesa, veram de e rigor de exacdão nas declarações, a
como objecvo, “tocar” a sensibilidade ﬁm de obter a clareza dos factos, ainda asdos colecvos de juiz e júri, logo, obrigan- sim, as testemunhas vêem-se à mercê dos
do-os a ponderarem em prol dos seus pró- advogados que enveredam por arrogância
prios clientes, havendo por vezes, uma no- exagerada e por vezes abrupta, de modo a
tória crispação entre os magistrados, in- pôr em causa a postura e os senmentos
trometendo-se nos inquéritos alheios dos inquiridos.
desrespeitando-se mutuamente perante o
Na verdade, a advocacia é a arte subl,
repleto tribunal, obrigando prontamente o capaz até de ser defensora do diabo. A sêMerissimo a intervir com constantes ad- lo, que o faça de forma imparcial e condivertências verbais aos magistrados como cionalmente aliada da tão implorada jusforma de apaziguar as hostes.
Tanto a acusação como a defesa, condicionam os depoimentos, regendo-se por
O Centro de Interpretação da Bata- souros esperam pelo empenho e dedicalha de Aljubarrota (CIBA) foi considera- ção de um visionário, da vontade políca
do Monumento Nacional. Uma boa no- de um execuvo e do invesmento ﬁnancia! Mais um factor forssimo para es- ceiro de um ﬁlantropo?
mular o Turismo no Concelho. A começar
Temos dois monumentos classiﬁcados,
pelos residentes e escolas com um núme- uma das maravilhas nacionais, fauna e
ro, ainda, mido de visitas. Seria interes- ﬂora únicas na Península Ibérica como tal
sante averiguar quais as razões que jus- temos o dever de, não só saber preserﬁcam esta atude de alheamento; aﬁ- var o que herdámos, como também de
nal como vemos este Centro (CIBA)? Que dar a conhecer este património históripotencial está por
co e natural invuldescobrir para o
“Vemos o que vemos
comércio, restauA História juspelo que somos”
ração e cultura?
ﬁca Aljubarrota e
Já ouvimos peBatalha como póFernando Pessoa
ritos e estrategas;
los de atracção tusabemos que está em construção um ro- rísca consolidados; o presente exige
teiro de iniciava da Câmara e um “ pla- que Porto de Mós integre este triânguno de pormenor” que tarda em sair da lo de interesses comuns que a divisão de
gaveta… alguns anos depois do lança- território e a incapacidade de parlhar,
mento da primeira pedra, os sinais de geraram ao longo dos séculos. Nós podemudança e de consequências são ainda mos mudar.
ténues, (pese embora o esforço notável
Com vontade políca séria, envolvide quem lidera o CIBA). Contudo, a mu- mento colecvo e lideranças esclarecidança não se executa sozinha ; as parce- das, só podemos esperar um ﬁnal feliz.
rias com outros concelhos são vitais pa- Quando?
ra o crescimento de um projecto que valorize não só Porto de Mós como toda
esta região. Parece, hoje , incompreensível , como durante mais de seis séculos,
o planalto de S. Jorge guardou o seu testemunho em silêncio. Quantos outros te-
República (Parte II)
Monarquia/
(investigador universitário)
Em 1910, o povo português queria uma até a esmularam, através da oferta de carRepública no sendo da adopção de um Es- gos públicos a certos caciques locais inﬂuentado com os valores democrácos, fruto tes, pois necessitavam de “republicanizar” o
da propaganda republicana que promea a resto do país que ainda era monárquico. A
constuição desse mesmo Estado. Promes- tudo isto se pode somar a instabilidade parsas de sufrágio universal, de descentraliza- dária e políca que grassou no novo regição administrava e eleitoral, do ﬁm da cor- me. Os primeiros sinas de instabilidade surrupção e da instabilidade políca atraíram a giram no próprio Pardo Republicano, que
pequena burguesia urbana e alguns sectores a seguir à revolução se dividiu em três pardo operariado oﬁcinal.
dos. O grupo liderado por António José de AlPortugal (entenda-se Lisboa) aceitou a re- meida constuiu o Pardo Evolucionista, em
volução republicana com algum entusias- torno de Brito Camacho formou-se o Pardo
mo. No entanto, esse entusiasmo foi paulaUnionista, e os parnamente substudários de Afonso
ído pela indiferença
Costa formaram o
e por alguma revolPardo Republicano
ta em geral contra os realidade, já tinha tombado antes ou Democráco. Durepublicanos e, nos
rante os 16 anos da
anos subsequentes a
I República, realiza1910, tornou-se claram-se 7 eleições gero que o povo não queria a República que - rais para o Parlamento, 8 eleições para a Prenha sido materializada. O Pardo Republica- sidência da República e formaram-se 45 mino, esquecendo as suas promessas eleitorais, nistérios, com uma durabilidade média de 4
nunca lutou pela descentralização eleitoral e meses apenas.
administrava nem decretou o sufrágio uniA I República caiu formalmente no dia 26
versal. Além de ter destruído o liberalismo de Maio de 1926 mas, na realidade, já nha
da Monarquia, o novo regime revelou-se tombado antes, a parr do momento em
ainda intolerante e radical. Perseguiu o cle- que os seus dirigentes viraram as costas ao
ro português, assaltou os conventos, encar- povo. Personalidades polícas como Antócerou os sacerdotes e bispos e conﬁscou os nio José de Almeida, Afonso Costa, Brito Cabens da Igreja. Além dos católicos, também macho, Bernardino Machado ou Manuel de
os movimentos autónomos de trabalhadores Arriaga ﬁcaram dessa forma esquecidas peforam alvo da repressão republicana.
lo povo português, que curiosamente ainda
Os republicanos também não combate- hoje demonstra afecto por alguns dos seus
ram a corrupção políca. Em certos casos opositores como por exemplo Sidónio Pais.
O povo passou pelo centenário da Repú- iliteracia. Não sabemos culvar couves sem
blica com um enorme bocejo. Não aderiu químicos e temos pouca água para as regar.
aos festejos oﬁciais. Em Porto de Mós não
Quem defende a República não estará
fugiu à regra apesar de ter havido um en- muito à vontade para explicar porque estacontro com convidados de alto gabarito. Foi mos nesta situação após vinte presidentes.
E houve-os para todos os gostos. Tivemos
Em 1910 a Monarquia legou-nos um pa- em Sidónio Pais um presidente assassinado
ís sem dinheiro, sem indústria, com os par- no exercício do cargo e tal como no regicídos divididos e uma população com 75% de dio ter-se-á seguido o esquema de A insgar
analfabetos. Sabíamos apenas culvar cou- B para matar C. Depois A mata B para eleves sem químicos e nhamos água para as minar provas. Houve uma noite sangrenta
com uma camioneta
Quem defende a Apesar de tudo somos cidadãos fantasma circulanmonarquia tem die não subditos e isso poderá do por Lisboa e com
ﬁculdade em fazer
base no Arsenal da
compreender a lóMarinha. Tivemos
gica da condenação
o monárquico Candum pobre diabo que terá que suportar, du- to e Castro, um Gomes Costa e muito mais
rante toda a sua vida, as condições exigidas tarde Costa Gomes e pelo meio um Cabeçapara a condução dum povo. Pior ainda é ex- das, o Carmona absensta que apenas corplicar como esse povo se poderá livrar de- tava ﬁtas para gaudio dos salazaristas. Tivele se ele virar um rico diabo. As crises dinás- mos um Tomás que não foi um pai como o
cas podem, contudo, ser resolvidas num da cabana. Em Humberto Delgado vemos
processo semelhante à eleição dum presi- um presidente eleito que não deixaram todente da República, mas, conviria, sem os mar posse e mataram a seguir. Parcipámos
cercos militares dos Pereiras, nem as espa- numa guerra mundial, ﬁzemos uma guerra
das desembainhadas dos Pais.
colonial, uma revolução e caiu uma avioneta
O centenário da República também é fes- com um primeiro ministro e comiva.
tejado em má situação. Estamos sem dinheiApesar de tudo somos cidadãos e não
ro, com as fábricas fechadas os pardos di- subditos e isso poderá fazer toda a diferenvididos e dois terços da populção a sofrer de ça.
Resumo da Acta de ReuniĂŁo de CĂ˘mara nÂş 20 / 2010
ReuniĂŁo de 21 de Outubro de 2010
PROC.Âş N.Âş 452/2001 â&#x20AC;&#x201C; REQUERENTE â&#x20AC;&#x201C; Encosta da Eira â&#x20AC;&#x201C; Empreendimentos ImobiliĂĄrios, Lda., requer
a recepĂ§ĂŁo provisĂłria das obras
de urbanizaĂ§ĂŁo do loteamento sito em Escorial, freguesia de S. JoĂŁo
Deliberado, face ao exposto, proceder Ă recepĂ§ĂŁo provisĂłria.
PROC.Âş N.Âş 435/2008 â&#x20AC;&#x201C; REQUERENTE â&#x20AC;&#x201C; ConstruĂ§Ăľes Jesus & Pedro,
Lda., requer a recepĂ§ĂŁo provisĂłria
das obras de urbanizaĂ§ĂŁo do loteamento sito em Corredoura, freguesia de S. Pedro.
PROC.Âş N.Âş 15/1996 â&#x20AC;&#x201C; REQUERENTE
â&#x20AC;&#x201C; Carlos Alberto de Sousa PinĂ§ĂŁo,
requer a caducidade do processo
de loteamento sito em Outeiro das
Abertas, freguesia de S. Pedro, em
virtude de as obras de urbanizaĂ§ĂŁo
nĂŁo terem sido concluĂ­das.
Deliberado proceder Ă audiĂŞncia prĂŠvia para declarar a caducidade do alvarĂĄ de loteamento nÂş
1/98, com a abstenĂ§ĂŁo do Vereador Senhor JĂşlio Vieira.
PRESTAĂ&#x2021;Ă&#x192;O DE SERVIĂ&#x2021;OS DE RECOLHA DE RSU E LIMPEZA URBANA
â&#x20AC;&#x201C; REVISĂ&#x192;O DE PREĂ&#x2021;OS PARA 2010 â&#x20AC;&#x201C;
Foi presente uma informaĂ§ĂŁo da
Chefe de DivisĂŁo Economia e FinanĂ§as, Dra. Neuza Morins, informando que na sequĂŞncia da adjudicaĂ§ĂŁo Ă empresa Suma da
PrestaĂ§ĂŁo de ServiĂ§os de recolha e
transporte a destino final de resĂ­duos sĂłlidos urbanos e limpeza urbana no concelho de Porto de MĂłs e
de acordo com o previsto no ponto
quatro das Clausulas TĂŠcnicas do
Caderno de Encargos Ă lugar Ă revisĂŁo de preĂ§os a partir do mĂŞs de
Junho de 2010 Ă taxa de inflaĂ§ĂŁo
mĂŠdia verificada nesse mĂŞs que
foi de - 0,2 %, conforme dados do
Instituto Nacional de EstatĂ­stica.
Deliberado concordar com a informaĂ§ĂŁo e proceder em conformidade.
AQUISIĂ&#x2021;Ă&#x192;O DE TERRENOS DESTINADOS Ă&#x20AC; ZONA INDUSTRIAL DE PORTO DE MĂ&#x201C;S â&#x20AC;&#x201C; 3.ÂŞ FASE â&#x20AC;&#x201C; Foi presente uma carta de Fernando da Silva Brogueira, a informar que se
encontra a aguardar resposta por
parte desta CĂ˘mara Municipal referente Ă aquisiĂ§ĂŁo do prĂŠdio rĂşstico inscrito na matriz predial da freguesia de S. Pedro sob o artigo n.Âş
0016, secĂ§ĂŁo 005, do qual ĂŠ proprietĂĄrio.
Deliberado manter a deliberaĂ§ĂŁo tomada em reuniĂŁo de nove
de Setembro de dois mil e dez e
propor uma indemnizaĂ§ĂŁo de vinte e cinco euros por cada oliveira perfazendo o montante de mil,
duzentos e cinquenta euros, com a
abstenĂ§ĂŁo dos Senhores Vereadores do Partido Social Democrata.
PRĂ&#x2030;DIO EM RUĂ?NAS NA RUA MANHOSA â&#x20AC;&#x201C; RIBEIRA DE CIMA â&#x20AC;&#x201C; Foi presente uma carta da Freguesia de S.
Pedro, a alertar para o facto de se
encontrar em risco de derrocada
eminente o prĂŠdio em ruĂ­nas, sito
na Rua da Manhosa, Ribeira de Cima, propriedade dos herdeiros do
Senhor Joaquim Morgado.
Deliberado proceder Ă vistoria
ACTA NUMERO QUARENTA E OITO
DA VALORLIS â&#x20AC;&#x201C; VALORIZAĂ&#x2021;Ă&#x192;O E TRATAMENTO DE RESĂ?DUOS SĂ&#x201C;LIDOS,
S.A. - Foi presente um e-mail da
Valorlis, a enviar a acta da referida
reuniĂŁo, realizada em vinte e sete
Deliberado tomar conhecimento.
FIXAĂ&#x2021;Ă&#x192;O DA TAXA MUNICIPAL SOBRE DIREITOS DE PASSAGEM PREVISTA
NA LEI NÂş 5/2004, DE 10 DE FEVEREIRO â&#x20AC;&#x201C; LEI DAS COMUNICAĂ&#x2021;Ă&#x2022;ES ELECTRĂ&#x201C;NICAS â&#x20AC;&#x201C; Foi presente uma informaĂ§ĂŁo do Presidente da CĂ˘mara,
Senhor JoĂŁo Salgueiro, informando de acordo com o artigo 106.Âş
da lei n.Âş 5/2004, de 10 de Fevereiro, os MunicĂ­pios podem estabelecer uma taxa pela passagem a
atravessamento do domĂ­nio pĂşblico e privado municipal, por sistemas, equipamentos e demais recursos destinados ao estabelecimento de redes de comunicaĂ§Ăľes
electrĂłnicas.
Nestes termos e de acordo com
a alĂ­nea a) do nÂş 6 do artigo 64Âş e
a alĂ­nea e) do nÂş 2 do artigo 53Âş
da Lei 169/99, de 18 de Setembro,
com a redacĂ§ĂŁo conferida pela
Lei 5-A/2002, de 11 de Janeiro, propĂľe ao executivo municipal que
delibere submeter Ă apreciaĂ§ĂŁo e
decisĂŁo da Assembleia Municipal
a fixaĂ§ĂŁo da Taxa Municipal de Direitos de Passagem em 0,25% para
o prĂłximo ano de 2011.
Deliberado propor Ă Assembleia
Municipal a fixaĂ§ĂŁo da taxa Municipal de Direitos de Passagem em
0,25 %, para o prĂłximo ano de
AQUISIĂ&#x2021;Ă&#x192;O DE UMA PARCELA DE
TERRENO DESTINADA Ă&#x20AC; CONSTRUĂ&#x2021;Ă&#x192;O DO CENTRO ESCOLAR DE PEDREIRAS â&#x20AC;&#x201C; Foi presente uma carta
de LuĂ­s Almeida Vieira, a informar
que aceita vender uma parcela de
terreno com a ĂĄrea de 4.480 metros quadrados, naturalmente separada pela Rua do SelĂŁo, a desanexar de um prĂŠdio rĂşstico, sito
em Outeiro de S. SebastiĂŁo, inscrito na matriz predial rĂşstica da freguesia de Pedreiras sob o artigo n.Âş
0267, secĂ§ĂŁo 005, do qual ĂŠ proprietĂĄrio, pelo montante de noventa mil euros.
Deliberado adquirir o terreno inscrito no artigo matricial nÂş
005.0267.0000, com a ĂĄrea de
4.480 mÂ˛, sito em outeiro de SĂŁo
SebastiĂŁo, freguesia de Pedreiras,
pelo montante de noventa mil euros.
Mais foi deliberado autorizar o Senhor Presidente da CĂ˘mara a outorgar a escritura de compra e venda.
Com a abstenĂ§ĂŁo do Senhor Vereador JĂşlio Vieira, que apresentou
uma declaraĂ§ĂŁo de voto no seguinte teor:
DECLARAĂ&#x2021;Ă&#x192;O DE VOTO
Tendo em consideraĂ§ĂŁo que nĂŁo
existe nenhum estudo prĂŠvio e que
esta nova escola nĂŁo estĂĄ prevista
na Carta Educativa.
Tendo em consideraĂ§ĂŁo que
nunca foi presente a reuniĂŁo de
CĂ˘mara qualquer concordĂ˘ncia
com esta soluĂ§ĂŁo e nova localizaĂ§ĂŁo para esta escola, por parte da
DirecĂ§ĂŁo Regional de EducaĂ§ĂŁo.
agora vamos passar a ter vĂĄrios tipos de opĂ§Ăľes para o reordenamento do Parque Escolar, Numas
freguesias a opĂ§ĂŁo ĂŠ acrescentar
salas, noutras freguesias ĂŠ de concentraĂ§ĂŁo numa Ăşnica escola;
Tendo em consideraĂ§ĂŁo que nos
Ăşltimos 5 anos foi prometido pelo
Senhor JoĂŁo Salgueiro, Senhor Presidente da CĂ˘mara e restantes eleitos do Partido Socialista uma nova
escola na Cruz da LĂŠgua;
Tendo em consideraĂ§ĂŁo o investimento feito de vĂĄrios milhares de
euros em terrenos na Cruz da LĂŠgua.
Tendo em consideraĂ§ĂŁo o exposto e toda a confusĂŁo criada, que
sĂł demonstra como sĂŁo decididos
e tratados assuntos desta importĂ˘ncia, o meu voto ĂŠ de AbstenĂ§ĂŁo.
Porto de MĂłs, 21 de Outubro de
O Vereador do Partido Social Democrata, Senhor JĂşlio Vieira.
PROTOCOLO ESTABELECIDO ENTRE O MUNICĂ?PIO DE PORTO DE
MĂ&#x201C;S E A EMPRESA CINE-PORTOMOSENSE, LDA. â&#x20AC;&#x201C; Foi presente uma informaĂ§ĂŁo do Vice-Presidente da
CĂ˘mara, Senhor Albino JanuĂĄrio, informando a CĂ˘mara Municipal do incumprimento por parte
da empresa Cine-Portomosense,
Lda. do estabelecido na clausula 3ÂŞ do protocolo celebrado em
A CĂ˘mara Municipal deliberou
por unanimidade desencadear o
processo tendente Ă denĂşncia do
Protocolo estabelecido entre o MunicĂ­pio de Porto de MĂłs e a empresa Cine-Portomosense, Lda., nos
termos da Clausula 9Âş do mesmo.
Mais foi deliberado nomear os
Vereadores Senhores Albino JanuĂĄrio, Dra. Rita Cerejo e LuĂ­s Almeida, para conduzir as negociaĂ§Ăľes
com vista Ă negociaĂ§ĂŁo da dĂ­vida
vencida e vincenda referente ao
referido protocolo, e a continuidade da actividade.
ALTERAĂ&#x2021;Ă&#x192;O POR ADAPTAĂ&#x2021;Ă&#x192;O DO
PDM â&#x20AC;&#x201C; Presente uma informaĂ§ĂŁo
da TĂŠcnica do Gabinete do SIG,
Dr.ÂŞ Helena Oliveira, informando
que de acordo com o preceituado
nos artigo 93Âş e 97Âş do Regime JurĂ­dico dos Instrumentos de GestĂŁo
Territorial (Decreto-Lei n.Âş 380/99, de
22 de Setembro com a redacĂ§ĂŁo
dada pelo Decreto-Lei n.Âş 46/2009,
de 20 de Fevereiro), deve esta CĂ˘mara Municipal proceder Ă AlteraĂ§ĂŁo por AdaptaĂ§ĂŁo do PDM, por
forĂ§a da entrada em vigor de um
Plano Especial de Ordenamento do TerritĂłrio cuja ĂĄrea de intervenĂ§ĂŁo abrange o territĂłrio municipal â&#x20AC;&#x201C; Plano de Ordenamento do
Parque Natural das Serras de Aire e
Candeeiros (RCM n.Âş 57/2010, de
12 de Agosto).
Deliberado proceder Ă alteraĂ§ĂŁo
O Pelouro da AcĂ§ĂŁo Social e Juventude vem, por este
 2**
**<*
meio, agradecer publicamente a todas as pessoas que,
4* **
**
**! $	*
de alguma forma, colaboraram nas nossas campanhas
de recolha de bens realizadas em Agosto e Setembro e nos
dias 8, 9 e 10 de Outubro, nomeadamente: Ă s 13 Juntas de Freguesia do Concelho; Ă Casema â&#x20AC;&#x201C; Casas Especiais de Madeira, Lda; a todos os voluntĂĄrios que participaram; aos alunos
do 9Âş A e do 9ÂşD da Escola SecundĂĄria de Porto de MĂłs; aos supermercados Pingo Doce, IntermarchĂŠ e Mini PreĂ§o; e a toda a comunidade que deu o seu contributo.
Porto de MĂłs, 3 de Novembro de 2010
por adaptaĂ§ĂŁo do Plano Director
FINANĂ&#x2021;AS MUNICIPAIS
TESOURARIA â&#x20AC;&#x201C; A CĂ˘mara tomou
conhecimento do movimento dos
fundos, por intermĂŠdio do Resumo
DiĂĄrio da Tesouraria.
COMPARTICIPAĂ&#x2021;Ă&#x192;O FINANCEIRA
A ATRIBUIR Ă&#x20AC; SANTA CASA DA MISERICĂ&#x201C;RDIA DE PORTO DE MĂ&#x201C;S â&#x20AC;&#x201C; Foi
presente uma carta da entidade
mencionada em epĂ­grafe, a solicitar a disponibilizaĂ§ĂŁo de uma
parte do subsĂ­dio atribuĂ­do para a
construĂ§ĂŁo da Unidade de Cuidados Continuados.
Deliberado atribuir o apoio financeiro no montante de vinte e cinco
mil euros, mediante assinatura de
protocolo conjunto.
A ATRIBUIR Ă&#x20AC; ASSOCIAĂ&#x2021;Ă&#x192;O CORAL
CALĂ&#x2021;ADA ROMANA â&#x20AC;&#x201C; Foi presente uma carta da AssociaĂ§ĂŁo Coral CalĂ§ada Romana, a solicitar um
apoio suplementar no Ă˘mbito da
actividade cultural 2010, destinado
a fazer face Ă s despesas com diversas actividades a realizar atĂŠ ao
Deliberado atribuir o apoio financeiro no montante de mil euros.
GRANDE PRĂ&#x2030;MIO DE CICLISMO DE
S. MIGUEL â&#x20AC;&#x201C; Foi presente uma carta do Conselho EconĂłmico da FĂĄbrica da Igreja Paroquial do Juncal
a solicitar a atribuiĂ§ĂŁo de um subsĂ­dio para a prova de Ciclismo que
se realizou em Agosto de 2010.
Deliberado atribuir o apoio financeiro no montante de quinhentos
A ATRIBUIR Ă&#x20AC; ASSOCIAĂ&#x2021;Ă&#x192;O DE ARTESĂ&#x192;OS DAS SERRAS DE AIRE E CANDEEIROS - POIO PARA REALIZAĂ&#x2021;Ă&#x192;O DE
UM MERCADO DE NATAL â&#x20AC;&#x201C; Foi presente uma carta da AssociaĂ§ĂŁo
de ArtesĂŁos das Serras de Aire e
Candeeiros, a solicitar um apoio financeiro, destinado a fazer face Ă s
despesas com a realizaĂ§ĂŁo de um
mercado de Natal a ter lugar de
um a cinco de Dezembro inclusive,
entre as dez e as vinte e duas horas, na PraĂ§a ArmĂŠnio Marques em
Porto de MĂłs.
Deliberado atribuir o apoio financeiro no montante de duzentos e
DEVIDO Ă&#x20AC; URGĂ&#x160;NCIA, FOI
DELIBERADO DISCUTIR OS
PROTOCOLO DE COLABORAĂ&#x2021;Ă&#x192;O
A ESTABECER ENTRE O MUNICIPIO
DE PORTO DE MĂ&#x201C;S, A ASSOCIAĂ&#x2021;Ă&#x192;O
RECREATIVA E CULTURAL E DESPORTIVA DA MENDIGA E O AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE PORTO DE MĂ&#x201C;S,
COM OBJECTO DO TRANSPORTE DOS ALUNOS DA ESCOLA BĂ SICA DO ARRIMAL, BEM COMO, ASSISTĂ&#x160;NCIA NOS ESTABELECIMENTOS DE
EDUCAĂ&#x2021;Ă&#x192;O POR DUAS FUNCIONĂ -
RIAS - Deliberado aprovar e autorizar o Senhor Presidente da CĂ˘mara a outorgar o protocolo de colaboraĂ§ĂŁo.
presente um oficio da Santa Casa
da MisericĂłrdia de Porto de MĂłs, a
solicitar um apoio financeiro ao investimento efectuado pela instituiĂ§ĂŁo.
Deliberado atribuir um apoio financeiro no montante de seis mil
COMPARTICIPAĂ&#x2021;Ă&#x192;O
FINANCEIRA A ATRIBUIR Ă&#x20AC; ASSOCIAĂ&#x2021;Ă&#x192;O HUMANITĂ RIA DOS BOMBEIROS VOLUNTĂ RIOS DO JUNCAL â&#x20AC;&#x201C; Foi presente
uma carta da AssociaĂ§ĂŁo HumanitĂĄria dos Bombeiros VoluntĂĄrios do
Juncal a solicitar um apoio destinado Ă s ComemoraĂ§Ăľes do seu 25Âş
aniversĂĄrio.
Deliberado atribuir o apoio financeiro no montante de dois mil euros.
NĂŁo tomou parte da deliberaĂ§ĂŁo
a Vereadora Dra. Rita Cerejo que
se ausentou da sala.
TOPONĂ?MIA E NUMERAĂ&#x2021;Ă&#x192;O DE
POLICIA â&#x20AC;&#x201C; Foi presente uma carta
da Junta de Freguesia de AlqueidĂŁo da Serra, a informar das alteraĂ§Ăľes sobre a toponĂ­mia e numeraĂ§ĂŁo de policia de algumas ruas
Deliberado aprovar.
Belmira da Assunção Costa
Belmira da Assunção Costa faleceu no dia
cinco de Novembro no hospital de Abrantes,
com 86 anos. Era residente em Cabeço das
Pombas freguesia de São Bento.
Era viúva de José da Silva Valente.
Era mãe de Maria Alice da Costa Valente
Damião e de Lúcio da Costa Valente.
O funeral realizou-se no dia sete saindo
da casa velório de São Bento para a igreja
paroquial onde foi celebrada missa de corpo
presente, seguindo para o cemitério local
onde foi a sepultar.
A família na impossibilidade de o fazer
pessoalmente vem agradecer a todas as
pessoas que participaram no funeral ou que
de alguma forma manifestaram o seu pesar.
Joaquim Gomes Cordeiro
Joaquim Gomes Cordeiro faleceu no dia
21 de Outubro de 2010, com 82 anos. Era
residente em Calvaria de Cima.
Era casado com Piedade Cordeiro Gomes.
Era pai de Maria Luísa Gomes Cordeiro
O funeral realizou-se na igreja de Calvaria
de Cima, seguindo para o cemitério local.
Seus familiares, na impossibilidade de o
fazerem pessoalmente, como era seu desejo, vêm de forma reconhecida, agradecer
todas as manifestações de carinho e apoio
nesta altura de profunda dor e sentimento
Agradecem ainda a todos os que acompanharam o seu querido familiar até à última
morada, esperando agora que descanse em
Por tudo e a todos, bem-haja.
Manuel da Costa dos Reis
Manuel da Costa dos Reis Calvário faleceu
no dia três de Novembro no hospital de
Santo André em Leiria, com 93 anos. Era
residente em Alqueidão da Serra.
Era casado com Ilda Correia Saragoça.
Era pai de João Alberto Saragoça Calvário,
Inocêncio Saragoça Calvário, Ezequiel Saragoça Calvário, Maria Regina Saragoça Calvário, Orlando Saragoça Calvário, Maria Silvina
Saragoça Calvário, Ilidio Saragoça Calvário,
Purificação Saragoça Calvário, Maria Albertina Saragoça Calvário, Luís Saragoça Calvário,
Salvador Saragoça Calvário, Ana Paula Saragoça Calvário, Emília Saragoça Calvário, José
Saragoça Calvário este último já falecido.
Tinha 33 netos e 22 bisnetos.
O funeral realizou-se no dia seguinte saindo
da sua residência para a igreja paroquial de
Alqueidão da Serra onde foi celebrada missa
de corpo presente seguindo para o cemitério
local onde foi a sepultar.
A família na impossibilidade de o fazer pessoalmente vem agradecer a todas as pessoas
que participaram no funeral do seu ente querido ou que de alguma forma manifestaram
1º Aniversário do seu falecimento
no dia 10 de Novembro de 2010
Que essas palavras, Pai, te confortam lá
onde tu estás. Faz um ano que foste para
o mundo do Senhor Deus. Um ano sem ti,
sem a tua voz e os teus abraços... falta-nos
muito... mas a lembrança do teu sorriso, do
teu amor da vida e da tua bondade, dá-nos
coragem para continuar. Sempre ficarás
connosco no nosso coração.
Com amor e paz da tua esposa, filha, genro
e netos, familiares e amigos
O PORTOMOSENSE 11/11/2010 - 8760/676
DO CONCELHO DE PORTO DE MÓS
Faz saber que por este Serviço de Finanças, nos termos do Artº 192º e para os efeitos do artº 203º do Código de Procedimento e de Processo Tributário, correm
éditos de 30 (trinta) dias, citando:
Maria da Conceição Cardoso, que teve residência em Corredoura, e hoje ausente em parte incerta, executada no Processo de execução fiscal nº
1457200301001060 e Aps, para, no prazo de 30 dias
subsequentes aos dos éditos, contados da afixação do
mesmo, querendo, pagar na Tesouraria da Fazenda Pública deste concelho, mediante guias a solicitar previamente nesta Repartição de Finanças, a quantia de €
258,54 (duzentos e cinquenta e oito euros e quatro cêntimos), proveniente de dívida de C.A. e de IMI, e bem
assim, dos juros de mora e custas que se mostrem devidos à data do pagamento.
Para garantia da dívida encontra-se penhorado
Prédio não licenciado, em condições muito deficientes
de habitabilidade, destinado à habitação, composto de
R/c e 1º andar, com 3 divisões, com a área bruta privativa de 48 m2, área bruta dependente de 48 m2 e area
total do terreno de 66 m2, com o valor patrimonial de
11.200,00 €, avaliado nos termos de CIMI, inscrito na
matriz predial urbana sob o artigo n.º 1886, da freguesia de São Pedro, concelho de Porto de Mós, penhorado em 2010-04-15.
Descrito na Conservatória do Registo Predial sob o nº
2976, da freguesia de São Pedro
É fiel depositário, o Sr. Presidente da Junta da freguesia de São Pedro, o Sr. José Carlos Fiel Amado Miguel,
com residência em Rua da Amara, Tourões, Porto de
Mós, que deverá mostrar os bens.
Mais se cita a executada de que no mesmo prazo, poderá, querendo, deduzir oposição ou requerer o
pagamento em prestações ou a dação em pagamento,
nos termos dos artºs. 203º e 196º do Código de Procedimento e Processo Tributário. Não o fazendo, proceder-se-á à venda do mencionado bem por proposta
em carta fechada, nos termos dos artigos 248º do Código de Processo Tributário e 893º do Código de Processo Civil.
Para a abertura das quais foi já designado o dia
18 de Março de 2011, pelas 10 horas, neste Serviço de Finanças.
Valor atribuído – € 11.200,00 (onze mil e duzentos euros), sendo o valor base para a venda de 70% do citado valor – € 7.840,00, de acordo com o disposto no nº2
do artº 250º do Código de Procedimento e de Processo Tributário.
São assim convidadas todas as pessoas interessadas
a apresentarem as suas propostas em carta fechada,
nesta Repartição de Finanças, até às 10 horas do dia 18
de Março de 2011, não podendo nenhuma oferta ser inferior ao valor base para a venda.
(No caso de as propostas serem enviadas pelo correio,
as mesmas deverão dar entrada nestes serviços até às
16 horas do dia anterior e dentro de outro envelope,
acompanhado de fotocópia do bilhete de identidade e
número de contribuinte).
Esclarece-se de igual modo que no canto superior esquerdo do envelope deverá indicar-se o número do processo a que se destina.
Informa-se que no acto da venda, deverá ser depositada a quantia mínima de um terço (1/3) do preço, sendo
restante depositado no prazo de 15 dias.
Declara-se, por último, que se o preço mais elevado
for oferecido por dois ou mais proponentes, abrir-se-á,
logo, licitação entre eles, salvo se declararem que pretendem adquirir os bens em co-propriedade. Se estiver
presente apenas um, este pode cobrir a proposta dos
outros, e se nenhum deles estiver presente, ou estando
não pretender licitar, proceder-se-á a sorteio.
Ficam, por este meio, citados quaisquer credores incertos e desconhecidos que gozem de garantia real sobre os bens penhorados, bem como os sucessores dos
credores preferentes para, reclamarem os seus créditos, no prazo de quinze dias imediatos aos 20 da dilação contados da ultima publicação, nos termos do nº 1
do art. 240º do CPPT.
E para constar se passou o presente e outros, de igual
teor, que vão ser afixados nos lugares públicos do costume.
Porto de Mós, 5 de Novembro de 2010
E eu, Rui Pedro Matos Modesto, Técnico da Admin.Trib.
servindo de escrivão o subscrevi.
Carlos M. Rebelo Machado – IT2
O PORTOMOSENSE 11/11/2010 - 8756/676
Sara Alexandra Bispo
Processo Nº -47/08.9TBPMS - lº Juízo
Valor - € 57.975,10
Exequente - Banco Espírito Santo, S.A
Executado - Humberto Manuel da Silva Cardoso e
Processo Interno Nº PE/0006/2008
VENDA judicial DE BEM IMÓVEL MEDIANTE
Sara Alexandra Bispo, Agente de Execução, faz;
saber que nos autos acima identificados, encontrase designado o dia 23 de Novembro de 2010 pelas
10:00 horas, no Tribunal Judicial de Porto de Mós,
para abertura de propostas, que sejam entregues
até esse momento; na Secretaria do referido Tribunal, pelos interessados na compra do seguinte bem:
Fracção Autónoma designada pela leira “I”, do prédio urbano sito na Av. Santo António, 15-2° B, freguesia e concelho de Porto de Mós, composto de
apartamento T2 para habitação, inscrito na matriz
sob o artigo 1087-I, da referida freguesia de Porto de Mós (S. Pedro) e descrito na Conservatória
do Registo Predial de Porto de Mós sob o n.º 400-I/
Porto de Mós (S. Pedro).
O bem indicado pertence ao executado Humberto Manuel da Silva Cardoso, solteiro. Maior, residente na Rua Av. D. Nuno Alvares Pereira- Beco da Rita,
1 A2, 248O-062 S. Jorge. Valor base: € 35 000,00
(Trinta e Cinco mil euros)
Será aceite a proposta de melhor preço acima do
valor de € 24.500.00. correspondente a 70% do valor base. É fiel depositário do prédio indicado o executado, Humberto Manuel da Silva Cardoso, que o
deve mostrar a pedido de qualquer interessado.
Não se encontra pendente qualquer oposição à
execução. Não foram reclamados créditos na presente execução.
Nota: Os proponentes devem juntar à sua proposta, como caução, um choque visado à ordem da
Agente de Execução, no montante correspondente a
20% do valor base dos bens ou garantia bancária no
A Agente de Execução,
D EdgidbdhZchZ VegZhZciV |h [Vba^Vh ZcajiVYVh hZci^YVh XdcYdacX^Vh
A 1 KM DE ALCOBAÇA
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Sede: Rua 5 de Outubro, 13A 2480-326 PORTO DE MÓS
244 402090
Telemóvel 91 9941707-Telef.
Escritório 244 491650
ARMANDO E FILHOS, LDA.
O PORTOMOSENSE 11/11/2010 - 8758/676
Certifico, para fins de publicação, que por escritura lavrada hoje, exarada de folhas dezasseis a folhas dezassete verso, do Livro Cento e Sessenta e
Oito – B, deste Cartório.
Manuel Santiago Lopes, NIF 147 727 952 e mulher Irene Coelho de Sousa Lopes, NIF 135 008
611, casados sob o regime da comunhão geral, ambos naturais da freguesia de Juncal, concelho de
Porto de Mós, onde residem na Rua dê Baixo, n°4,
declaram que, com exclusão de outrem, são donos
e legítimos possuidores do prédio rústico, composto de terra de vinha, com a área de três mil duzentos e quarenta metros quadrados, sito em Freixo, freguesia de Juncal, concelho de Porto de Mós,
a confrontar de norte e de poente com caminho,
de sul com Joaquim Marques Amaro e de nascente
com José da Cruz Júnior e outros, não descrito na
Conservatória do Registo Predial de Porto de Mós,
e inscrito na matriz predial rústica em nome do justificante, sob o artigo 260 da secção 013, com o
valor patrimonial de €386,07, para efeitos de IMT e
atribuído de €683,34;
Que, o marido adquiriu o identificado prédio no
ano de mil novecentos e cinquenta e seis por doação verbal de seus pais Francisco Ascenso Ferreira
Lopes e mulher Adelaide Coelho Santiago, residentes que foram no lugar de Juncal, Porto de Mós,
não dispondo de qualquer titulo formal para o registar na Conservatória, mas desde logo entrou na
posse e fruição do mesmo.
Que em consequência daquela doação verbal,
possuem o identificado prédio em nome próprio há
mais de vinte anos sem a menor oposição de quem
quer que seja desde o seu inicio, posse que sempre exerceram sem interrupção e ostensivamente com o conhecimento de toda a gente e a prática reiterada dos actos habituais de um proprietário
conservação e defesa da propriedade, pagamento das contribuições e demais encargos, pelo que,
boa fé durante aquele período de tempo, adquiriram o referido prédio por usucapião.
Batalha, oito de Outubro de dois mil e dez.
(art° 8° do Dec/Lei 26/2004 de 4 de Fevereiro)
Liliana Santana Santos
O PORTOMOSENSE 11/11/2010 - 8761/676
Ao abrigo do disposto na Alínea C do Artigo 28.° dos Estatutos, venho por este meio convocar a Assembleia Geral do Centro de Apoio Social Serra D’ Aire e Candeeiros - CASSAC, a realizar no próximo dia 19 de Novembro, pelas 21 horas, na sede
da Instituição, com a seguinte ordem de trabalhos:
1. Apreciação do orçamento e programa de acção para o ano
2. Apreciação do relatório emitido pelo Conselho Fiscal sobre
o orçamento e programa de acção para o ano 2011;
3. Votação do orçamento e programa de acção para o ano
Se à hora marcada não estiverem presentes mais de metade dos sócios com direito a voto, a Assembleia terá inicio trinta
minutos depois com qualquer número de associados, conforme
disposto no Artigo 30.° dos Estatutos.
Marinha da Mendiga, 05 de Novembro de 2010
Nos termos dos estatutos, convoco
todos os sócios da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários
do Juncal (AHBVJ), a reunir em Sessão Ordinária
da Assembleia Geral, na sede social, no próximo
dia 19 de Novembro de 2010 (sexta –feira), pelas
21 horas, com a seguinte ordem de trabalhos:
1 – Eleição dos novos corpos gerentes para o triénio 2010 a 2013.
Não havendo número legal de sócios para deliberar em primeira convocatória, convoco, a mesma Assembleia Geral para reunir, em segunda convocatória, com a mesma ordem de trabalhos, no
mesmo local, meia hora mais tarde, deliberando
NOTA: Só os sócios com as quotas em dia estão
em pleno uso dos seus direitos
Juncal, 05 de Novembro de 2010
Cristina Maria Braz Ferreira Rosa
2SBMIS
Amor: Procure
ser mais coerente nas
suas ideias e senmentos!
Saúde: Procure ter mais
Dinheiro: Haverá um
aumento nos seus
Tel: 244 499 130
Amor: Não seja
demasiado possessivo e
controlador pois essa
atude poderá conduzi-lo
a alguns problemas.
Saúde: Relaxe o corpo e a
mente. Faça exercícios
Dinheiro: evite acumular demasiadas responsabilidades.
Amor: Não tenha
compromissos. Mantenha
presente que é possível
conciliar amor e liberdade.
Saúde: Controle o stress e
assegurada devido à sua
capacidade de poupança.
Amor: Controle os
ciúmes e evite que a
monotonia se instale na
sua relação afecva.
Saúde: Espere uma fase
Dinheiro: Poderão surgir
novos projectos que lhe
trarão perspecvas mais
Tel: 244 491 470
Amor: Estará mais
suscepvel e exigente
para com a pessoa amada.
Seja mais tolerante e
Saúde: A sua vitalidade
Dinheiro: Aproveite as
crie falsas expectavas.
Saúde: Evite o stress e o
nervosismo pois poderá
Dinheiro: Seja prudente
relavamente a possíveis
invesmentos.
Amor: Tente
promover o entendimento
com os que o rodeiam.
Saúde: Mantenha o
Dinheiro: Jogue pelo
seguro e não invista em
negócios duvidosos.
Amor: Modere algum comportamento
intempesvo.
Saúde: Vigie o aparelho
digesvo. Faça uma dieta.
Dinheiro: Páre com
despesas desnecessárias e
Amor: Não deixe a
monotonia tomar conta
da sua relação afecva.
Saúde: Bem-estar sico
e mental assegurado
Dinheiro: Connue a
trabalhar e alcançará os
seus objecvos.
reencontro com um velho
amigo irá proporcionar-lhe
momentos de bem-estar.
Saúde: Enverede por um
eslo de vida mais saudável.
Dinheiro: Use de contenção
nos gastos para não ser
Amor: Senrá
necessidade de se isolar e de
pensar na sua vida. Aproveite para tomar decisões
importantes para o futuro.
Saúde: Não se deixe
dominar pelo cansaço.
Dinheiro: Novas ideias
poderão trazer-lhe benecios, mas aja com prudência.
Amor: Pense com
calma qual será a
melhor atude a tomar
para resolver as situações
Saúde: Pede cuidados
Dinheiro: Boa altura
para se lançar em
Tel: 244 479 250
Tel: 244 499 607
Tel: 244 499 609
CAJ – Centro de Atendimento a
Tel: 244 499 200
Bombeiros Voluntários de Porto
Tel: 244 491 115
Tel: 244 480 080
Tel: 244 491 351
Tel: 244 403 676
Tel: 244 481 610
Tel: 244 470 015
Farmácia Mariângelo
Tel: 244 450 156
Farmácia Mirense
Tel: 244 440 213/033/039
Tel: 244 440 237
Tel: 244 440 485
1 chávena (chá) de doce alperce
a colher (chá) de canela
geleia para pintar
5G?ECKNCJ?,?RCK¤RGA?
__ = 2 / 22 = 30 - __ + 0
3 = __ - __ = 21 + __
__ = 5 / __ = 2 x 40
16 = ___ + ___ = 100
Começa no zero e resolve as contas até
chegares ao fim. Se no final a tua viagem
pela Matemática resultar no número 100,
então és um Ás da Matemática!
Amasse o açúcar com a margarina, depois junte a farinha e a seguir o ovo, amasse, forme uma bola com a massa e deixe repousar 10 minutos.
Descasque as maçãs e corte-as aos gomos ﬁnos. Unte
uma forma de tarte. Estenda a massa, forre com ela a forma, alise bem e pique a massa. Espalhe o doce em cima
da massa e a seguir os gomos de maçã. Derreta a margarina, misture-lhe 75 g de açúcar, a canela e 2 ovos, bata
bem, espalhe este preparado sobre as maçãs e leve a cozer em forno médio 30 a 40 minutos.
Anedota do André
Pergunta um miúdo à mãe:
“Por que é que a noiva está
vestida de branco?”
“Porque é o momento mais
feliz da vida dela”
Tel: 244 440 115
Tel: 244 499 060
Tel.: 244 470 115/128
O PORTOMOSENSE 11/11/2010 - 8759/676
PASTILHAS ELÁSTICAS NA ROUPA
Para retirar as pastilhas elásticas da roupa é muito simples!
Coloque um pedaço de papel branco sobre a pastilha e passe com o ferro de engomar bastante quente. (Atenção: nunca com a roupa vestida).
“Ah, entao já percebi por
que é que o noive está
vestido de preto!”
â&#x2014;&#x2DC; FUTEBOL
TAĂ&#x2021;AS
DivisĂŁo de Honra
Portomosense sobe ao segundo lugar
Na Ăşltima jornada o Portomosense foi atĂŠ Pataias vencer a equipa da casa
por 3-1, uma vitĂłria que permitiu Ă equipa de Rui Bandeira subir ao segundo
lugar, beneďŹ ciando dos empates de Leiria e Marrazes, Nazarenos e AlcobaĂ§a. O AlcobaĂ§a que empatou na visita ao campo do AlqueidĂŁo da Serra, que
chegou a estar a vencer na primeira parte, concedeu o empate no segundo
tempo. Em declaraĂ§Ăľes ao programa da RĂĄdio Dom Fuas Fm, â&#x20AC;&#x153;Fora de Jogoâ&#x20AC;?,
Francisco Mota, tĂŠcnico do AlqueidĂŁo, considera que a equipa fez uma boa
primeira parte, admitindo que o AlcobaĂ§a acabou por se superiorizar na segunda parte, com o empate a acabar por ser um resultado justo.
AlqueidĂŁo
Foi uma das surpresas
da eliminatĂłria da taĂ§a do
distrito, jĂĄ que em teoria, o
AlqueidĂŁo se apresentava
no campo da Pinhoca como favorito Ă passagem,
uma vez que milita numa
divisĂŁo acima.
JoĂŁo Vieira assinou o golo que permiu ao Juncalense, no dia 7, afastar o AlqueidĂŁo da Serra da taĂ§a
Franciso Mota, tĂŠcnico
do AlqueidĂŁo da Serra, admiu diďŹ culdade na adaptaĂ§ĂŁo ao terreno e Ă forma de jogo do Juncalense,
em declaraĂ§Ăľes ao programa â&#x20AC;&#x153;Fora de Jogoâ&#x20AC;?, da RĂĄdio Dom Fuas FM. Um golo sofrido â&#x20AC;&#x153;relavamente
cedoâ&#x20AC;? foi outro dos movos que acabou por ditar a
O Portomosense foi ao
campo do Arcuda carimbar
a passagem Ă fase seguinte com uma goleada por 81. Afonso (hat-trick), Cedric
(bis), Gigas, Pedro Vindima
e Hugo Almeida marcaram
os golos do Portomosense.
futsal na fase
A eliminatĂłria da TaĂ§a
Distrital de Futsal correu
bem para todas as equipas
do concelho em prova, que
passaram Ă fase seguinte.
A Mendiga esteve a perder por 3-0 no recinto do
SĂŁo Bento, no entanto protagonizou uma reviravolta.
Conseguiu chegar ao empate na segunda parte e acabou por marcar mais dois
golos no prolongamento,
passando a eliminatĂłria.
O Portomosense teve
de sofrer na â&#x20AC;&#x153;lotariaâ&#x20AC;? das
grandes penalidades para
garanr a vitĂłria ďŹ nal por
4-1. JosĂŠ Salgueiro admite
que foi um â&#x20AC;&#x153;jogo com muitas diďŹ culdadesâ&#x20AC;?, mas ainda que tenha sido apenas
decidido nas grandes penalidades, o tĂŠcnico considera justa a vitĂłria da equipa.
O CCR D. Fuas foi ao recinto do Casal Anja vencer
por 4-2, da mesma divisĂŁo,
zona norte, passando Ă prĂłxima fase, onde jĂĄ estava o Ribeirense, que ďŹ cou
isento nesta eliminatĂłria.
â&#x2014;&#x2DC; FUTSAL
Ribeirense continua
I DivisĂŁo
Juncalense sem derrotas
O Juncalense estĂĄ a registar o melhor arranque de campeonato das Ăşltimas
temporadas. Ă&#x20AC; passagem pela quinta jornada venceu em casa a Maceirinha,
por 3-2, e beneďŹ ciou da derrota do Outeirense, subindo ao segundo lugar da
sĂŠrie sul da I DivisĂŁo.
A jornada adivinhava-se difĂ­cil para
o Ribeirense, com a deslocaĂ§ĂŁo ao recinto do Casal Velho, que apĂłs vencer
a equipa da Ribeira de Cima subiu ao
A equipa orientada por Zeca VigĂĄrio foi para o intervalo a vencer por 10. No segundo tempo esteve a vencer
por 3-1, mas o Casal Velho acabou por
dar a volta ao marcador e vencer o encontro. O tĂŠcnico, em declaraĂ§Ăľes ao
programa â&#x20AC;&#x153;Fora de Jogoâ&#x20AC;?, da RĂĄdio
Dom Fuas Fm, considerou que a equipa fez uma boa primeira parte, mas
que nos Ăşltimos dez minutos nĂŁo teve â&#x20AC;&#x153;a experiĂŞnciaâ&#x20AC;? para resistir Ă inves-
tida do Casal Velho, defendendo que
apesar da derrota o Ribeirense fez â&#x20AC;&#x153;um
grande jogoâ&#x20AC;?.
A Mendiga venceu na Ăşltima jornada, o que lhe permitiu subir ao sexto lugar da tabela. A Mendiga entrou
no jogo a perder, mas virou o resultado, vencendo por 4-1. Em duas semanas, a Mendiga jogou duas vezes com
o SĂŁo Bento (para a taĂ§a e campeonato), vencendo ambos os encontros.
II DivisĂŁo
D. Fuas dĂĄ goleada
Quatro jornadas, quatro derrotas
para o Mirense na I DivisĂŁo de Futsal.
Um mau arranque da equipa de Mira de Aire, a contrastar com o Portomosense, a outra equipa do concelho,
O CCR D. Fuas regista a terceira vitĂłria consecutiva na II DivisĂŁo de Futsal. A equipa da Fonte de Oleiro goleou o Vinhais por 6-0 e mantĂŠm a lideranĂ§a. Na prĂłxima jornada recebe o
Concha Azul.
Mirense a zero
5ÂŞ JORNADA
Alq. Serra - AlcobaĂ§a
AlvaiĂĄzere - Guiense
Fig.Vinhos - Biblioteca
Gaeirense - Beneditense
Nazarenos - AnsiĂŁo
Pedroguense - Marrazes
SL.Marinha - GRAP Pousos
Atouguiense - Moitense
Caranguejeira - Vidreiros
Juncalense - Maceirinha
Outeirense - Vieirense
Nadadouro - Unidos
Praia Vieira - Pilado
Santo Amaro - Ă&#x201C;bidos
C.B. Caldas Rainha - Arnal
PocariĂ§a - Caranguejeira
Planalto - Mata dos Milagres
S.Bento Arrabal - Mendiga
AnĂ§os - Santa EufĂŠmia
Casal Velho - Ribeirense
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3ÂŞ JORNADA
Estrada - Ferraria
Olho Marinho - Mirense
Biblioteca - MartinganĂ§a
Portomosense - Landal
Bombarralense - AlcobaĂ§a
HĂłquei Turquel - Catarinense 2-3
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que continua no encalĂ§o do Sp. Estrada. Na Ăşltima jornada venceu o Landal
por 4-0, em casa. JosĂŠ Salgueiro, tĂŠcnico do Portomosense, em declaraĂ§Ăľes ao programa â&#x20AC;&#x153;Fora de Jogoâ&#x20AC;?, da
RĂĄdio Dom Fuas Fm, considera que a
vantagem de trĂŞs golos conseguida na
primeira parte foi importante para que
a equipa tenha conseguido gerir o jogo
 5-5 Gaeirense - Ribafria
Vidais - D.Fuas/F. Oleiro
Ferrel - Raposos
Foz Arelho - Casal Pardo
Beneditense - QÂŞ do Sobrado
Concha Azul - Alverninha
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DIVISĂ&#x192;O DE
JSE?KQC
Loja com 150 m2, para comĂŠrcio
e/ou ServiĂ§os, na Rua de Baixo,
no Centro do Juncal.
Contacto: Manuel Coelho
969 490 218
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Atletismo e doces
regressam à Mendiga
Cem atletas em
torneio no Juncal
Regressa à estrada uma das provas que é já uma tradição na região, o Grande Prémio de Atlesmo de Mendiga, que vai para a sua
23.ª Edição.
Centenas de atletas são esperados para cumprirem um percurso
de 16,6 quilómetros entre as localidades de Mendiga e Serro Ventoso.
A compeção irá premiar os seniores (feminino e masculino), assim como sete escalões de veteranos (um escalão feminino e seis
masculinos, a parr dos 40 anos).
Na Mendiga há ainda muitos
prémios para atribuir. A nível individual serão premiados os primeiros vinte classiﬁcados, assim como as primeiras dez equipas. Há
troféu e taça para os cinco primeiros atletas de cada escalão, prémio
de presença e t-shirt para todos os
parcipantes que cheguem à meta
e ainda um prémio monetário para a maior equipa que corte a meta com um tempo inferior a 1h10.
Os parcipantes no Grande Prémio de Atlesmo que cortem a
meta habilitam-se ainda a um sorteio que irá distribuir vários prémios: GPS, bicicleta de montanha,
bicicleta de ginásio, impressora ou
Além da prova de atlesmo decorre ainda um passeio pedestre,
com uma extensão de cinco quilómetros.
Mais informações ou inscrições podem ser solicitadas à Associação Recreava, Cultural e
Desporva da Mendiga ou através dos contactos: 213 616 160 ou
xistarca1986@sapo.pt.
Almoço tradicional e
doces para recuperar
No ﬁnal da prova há sempre um
almoço tradicional que reúne os
vários atletas. Para sobremesa nada melhor que um doce regional.
A par do atlesmo, a sede da associação da Mendiga recebe a 7ª
Mostra de Doces Regionais, que
apresenta alguma da doçaria mais
tradicional da freguesia.
O Judo Clube do Juncal organizou, com a colaboração
da junta de freguesia e do Município, no passado dia 23
de Outubro, um Torneio de Judo, no âmbito das comemorações dos 450 anos da freguesia do Juncal.
O torneio decorreu no Pavilhão Gimnodesportivo do
Juncal, para as categorias de Benjamins, Infantis, Iniciados
e Juvenis, envolvendo a participação de aproximadamente 100 atletas, provenientes de 11 clubes, das associações
de Leiria, Santarém e Setúbal.
De acordo com uma nota enviada pelo Judo Clube do
Juncal, o torneio procurou divulgar a modalidade e promover o convívio entre os atletas dos diferentes clubes. A
organização destaca a presença dos respectivos treinadores, árbitros e muitos acompanhantes e público, que contribuíram para o “sucesso de um evento no qual foi também significado o nome do Juncal”.
O Judo Clube do Juncal terminou a competição com nove atletas no pódio.
Guilherme Bernardo (-26 Kg) ficou em primeiro lugar
na categoria Benjamins, assim como Francisco Ascenso
(-55 Kg), que também foi o primeiro em Juvenis, mostrando, mais uma vez, uma boa exibição. No segundo lugar ficaram Simão Pereira e Rodrigo Guiomar (-38 kg), João Ascenso (-34 kg) e Noel Botelho (-26 kg), todos na categoria
de Benjamins, assim como Miguel Faria (- 46 kg) e Tomás
Santos (-55 kg), nos Infantis. O Judo Clube do Juncal registou ainda três terceiros lugares na categoria Benjamins,
com as prestações de Bruno Bernardo e Francisco Santos
(ambos -38 kg) e Marcelo Santos e Tomás Ribeiro (ambos
-30 kg).
ÓRIAS DA MINHA BURRA
Miquelina, a minha burra, regressada à última página do
jornal, voltou às suas lides políticas. Nas suas mais que normais abordagens, não deixou de comentar:
- A malta dos laranjinhas foi a votos para nova comissão
política e, como seria de esperar, lá foi o Carlitos para a liderança, uma vez que, como eu havia anunciado, há dois
anos, o Julinho, depois da cabazada, tipo Porto-Benﬁca,
desta minha mais que triste semana desportiva, não teria
os ditos para assumir a direção…. Mas não vai ser fácil para
o Carlitos pôr o Salgueirinho a andar… É que esse rapazito
vai lá outra vez, à falta de melhor…
E, num repasto castanhal, quase sem se deter, continuou:
- O que não se percebe de todo é que, tenha tido pouco
mais que uma vintena de votos… num universo de pouco
mais de seis dezenas de militantes com capacidade de o
poder fazer…
Mais séria, depois de tratar de aconchegar o corpo ao frio
que se fazia sentir:
- Como poderá, esta gaijada, querer o poder com um por
mil, repito, um por mil, da conﬁança marcada da malta cá
da terra. Parece pouco! Muito pouco! Nem deveriam poder candidatar-se se não representassem, à partida, muito,
mas mesmo muito mais gente.
Mas, não se ﬁcou por aqui:
- Os encarnados há muito que bateram asa, os azulinhos,
ao que parece, já morreram e os rosinhas, sem os naturais
e rejeitados sem-abrigo, não têm mais gente a apoiá-los,
por dentro e, quando forem a votos, não se esqueçam que
já anunciei o vencedor… Só se houver louça, pouco tradicional…
Numa sábia conclusão, bem sentida:
- Que pena conﬁar em partidos de meia dúzia de gatos
pingados…
As castanhas estavam quentes e saltavam-lhe da boca,
na ânsia de mamar mais umas tantas que os vizinhos de
A minha burra parecia meditar, de tão compenetrada.
Não foi preciso grande tempo, numa molhada água-pé,
para saber de tão profundas cogitações:
- Tão fantástica quanto a assustadoramente baixa representatividade das forças partidárias, no concelho, é a be-
leza e a congruência dos mecos, tipo
menhires, que prantaram na 5 de Outubro e na Mestre de
Avis… Devem tratar-se
de monumentos funerários, para recompor a falta de jeito na localização da
Casa Velório, com espessura
quase semelhante à largura
dos passeios que delimitam...
UM POR MIL
- ao abrigo do novo acordo ortográﬁco –
424 | S.N.
CAPELA DE SÃO JORGE RECEBEU MESMA CLASSIFICAÇÃO EM 1910
Campo Militar da Batalha de
Aljubarrota é monumento nacional
O Campo da Batalha de Aljubarrota foi classiﬁcado como monumento nacional na
passada quinta-feira, dia 4
de Novembro, em Conselho
de Ministros. Só falta mesmo a publicação do decretolei em Diário da República para efecvar a decisão, o que,
ainda não nha acontecido.
A jusﬁcação, para a classiﬁcação, prende-se com a importância histórica do espaço, onde decorreu a Batalha
de Aljubarrota, disputada entre os exércitos português e
castelhano, no planalto entre
a ponte do Boutaca, concelho
da Batalha, e o Chão da Feira,
concelho de Porto de Mó, no
dia 14 de Agosto de 1385.
Para Alexandre Patrício
Gouveia, presidente da Fundação Batalha de Aljubarrota, “este era o passo que faltava”. “Com esta classiﬁcação, o campo militar passa a
ter um tratamento especíﬁco
e um objecvo que é transversal a todos os portugueses: a preservação paisagísca deste espaço”, aﬁrma. “É
de salientar que o Plano de
Pormenor vai sofrer alterações, depois desta decisão”,
O historiador Saúl António
Gomes aﬁrma ao nosso jornal que a classiﬁcação chegou “em boa hora”, ﬁcando,
assim “reconhecido o elevado interesse público do conjunto patrimonial histórico e
cultural” do Campo Militar da
Real Batalha de Aljubarrota e
“reforçado o quadro normavo ou legal de protecção em
toda aquela área”. “Qualquer
intervenção terá de respeitar
um conjunto de exigências
mais rigorosas, cujo objecvo
é o de garanr a preservação
e valorização do campo militar”, explica. “Tudo isto, não
faz piorar quaisquer restrições ao desenvolvimento local, antes pelo contrário, au-
CIBA supera expectativas
no número de visitas
Mais uma vez foram superadas as expectativas
quanto ao número de visitantes do Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota (CIBA). O balanço é positivo, segundo Alexandre Patrício Gouveia,
que acredita que o número de visitas vai aumentar
ainda mais, depois da classiﬁcação do campo militar
Dois anos depois da abertura ao público, Alexandre
Patrício Gouveia revela que, para este ano, as expectativas apontavam para a visita de 60 mil pessoas,
mas a verdade é que o número já ronda os 65 mil.
Já no primeiro ano, o CIBA tinha como objectivo receber 40 mil visitantes e conseguiu atingir 50 mil.
menta a exigência da qualidade do que se faz ou se passa
a oferecer em termos de desenvolvimento económico no
espaço em causa”, conclui.
O espaço classiﬁcado, segundo o historiador, deverá
ser gerido, agora, “no quadro
de um diálogo sempre aberto e construvo” pelo Ministério da Cultura, através do
IGESPAR (Instuto de Gestão
do Património Arquitectónico e Arqueológico), em parceria com o poder autárquico e Fundação Batalha de Aljubarrota.
Helder Paulino, presidente da Junta de Freguesia de
Calvaria, mostra-se sasfeito
com a classiﬁcação, dizendo
que é uma mais-valia que pode atrair mais visitantes a São
Jorge. O autarca refere, ainda, que espera “bom senso
de todas as endades competentes” na gestão do espaço.
Segundo o comunicado do
Conselho de Ministros de 4
de Novembro, o Campo Militar da Real Batalha de Aljubarrota “representa um momento decisivo de aﬁrmação
de Portugal como reino independente, marcando o imaginário de muitas gerações”.
Recorde-se que, no campo da Batalha de Aljubarrota,
há já um monumento nacional desde 1910. A classiﬁcação foi atribuída à Capela de
São Jorge, mandada construir
por Nuno Álvares Pereira em
1388, três anos depois da Batalha de Aljubarrota, como
de Portugal diante dos castelhanos.
O nosso jornal tentou contactar, ainda, o presidente
de câmara de Porto de Mós,
João Salgueiro, para obter algumas declarações sobre a
classiﬁcação, mas sem sucesso.
0CSBTEF4BMHVFJSPTĂ?PDPNPVN
iTPVGMĂ?wNVJUPCPOJUBTNBT
FTQFUBTFPHBSGPFFTWB[JBNTF
JOSĂ&#x2030; FERREIRA
Nesta ediĂ§ĂŁo, JosĂŠ Ferreira quebra o longo silĂŞncio a que se remeteu depois de ter perdido a cĂ˘mara para o seu antigo homem de
confianĂ§a, dĂĄ a sua versĂŁo dos factos que fizeram â&#x20AC;&#x153;estremecerâ&#x20AC;?
o concelho em 2005 e lanĂ§a um olhar crĂ­tico Ă actual situaĂ§ĂŁo
socio-econĂłmica.
O antigo autarca acusa JoĂŁo Salgueiro de ser um
excelente actor e diz que a sua governaĂ§ĂŁo ĂŠ feita,
apenas, de aparĂŞncias. JosĂŠ Ferreira diz que foi
alvo de muitas mentiras e calĂşnias nestes Ăşltimos
anos e garante que nĂŁo voltarĂĄ a candidatar-se
Ă cĂ˘mara.
Como sempre, esta ĂŠ a versĂŁo curta da
entrevista porque o texto na Ă­ntegra estarĂĄ disponĂ­vel brevemente na nossa
pĂĄgina na internet e aĂ­ hĂĄ
HĂĄ cinco anos, apesar nĂŁo
contar com JoĂŁo Salgueiro
na sua lista Ă cĂ˘mara,
sentiu-se atraiĂ§oado quando
ele apareceu como seu
adversĂĄrio directo?
O senhor JoĂŁo Salgueiro exerce cargos polĂ­cos de forma ininterrupta pelo menos desde 1986.
Foi vereador e presidente, por impedimento do presidente da altura, depois fez um mandato na Assembleia Municipal e trĂŞs como
vice-presidente. As desavenĂ§as
todos as temos e eu tambĂŠm as
ve com Gomes Afonso mas por
trĂŞs vezes ve a coragem de votar contra. Em 12 anos nunca ve tal atude por parte do senhor
Salgueiro. No dia 1 de Julho pedilhe para vir ao meu gabinete e disse-lhe que me estavam a chegar
uns â&#x20AC;&#x153;zunzunsâ&#x20AC;? de que haveria algum namoro com o PS. Disse-me
para ďŹ car descansado, que fora
abordado mas que estaria comigo atĂŠ ao ďŹ nal do mandato e que
nha um projecto em arculaĂ§ĂŁo
com a esposa, ao qual se iria dedicar. Quinze dias depois era apresentado oďŹ cialmente como candidato do PS.
Ficou magoado com a
Ă&#x2030; preciso ter uma resistĂŞncia
muito grande para enfrentar, em
silĂŞncio, as aleivosias e disparates que foram ditos de lĂĄ para cĂĄ.
HaverĂĄ alguĂŠm que nĂŁo se sinta
depois de um relacionamento de
tantos anos em que tudo o que se
passava na cĂ˘mara era do seu conhecimento e sendo seu vice-presidente?
Entretanto, vĂŞm as eleiĂ§Ăľes
e perde a cĂ˘mara para
aquele que tinha sido o seu
â&#x20AC;&#x153;braĂ§o direitoâ&#x20AC;? durante 12
anos. Outro momento difĂ­cil?
FaĂ§o um paralelo com a actualidade nacional. Hoje vemos o primeiro-ministro dizer bem da Dra.
Manuela Ferreira Leite reconhecendo que se vessem sido ouvidos os seus avisos o paĂ­s nĂŁo estaria como estĂĄ. Pois bem, estĂŁo
aqui em confronto dois pos de
personalidade exactamente como nessa altura estavam em Porto de MĂłs. De um lado alguĂŠm
que pugnava pelo rigor, pela seriedade, que nĂŁo alimentava polĂŠmicas, que nha uma palavra e
que quando decidia estava decidido, e do outro uma pessoa com
uma postura simpĂĄca, bonacheirona, agradĂĄvel. Mas o eleitorado
faz estas escolhas.
Como conseguiram trabalhar
tanto tempo juntos?
A vida ĂŠ um teatro e, de facto,
hĂĄ excelentes actores. HĂĄ pessoas que enquanto estĂŁo em palco
conseguem aguentar duas ou trĂŞs
personalidadesâ&#x20AC;Śe nĂŁo digo mais.
AlĂŠm de nĂŁo ter uma
personalidade tĂŁo popular,
que outras razĂľes encontra
para ter perdido?
Se calhar conďŹ ei demais. Pensei sempre que ele seria penalizado por aquela â&#x20AC;&#x153;cambalhotaâ&#x20AC;?. A divisĂŁo dentro do PSD ĂŠ outra coisa
que me espanta e tem a ver como
as pessoas, por vezes, sĂŁo incapazes de ter o mĂ­nimo de memĂłria
e de dignidade. Em 2000/01 nĂŁo
hĂĄ um Ăşnico processo de obras
sem a abastenĂ§ĂŁo dos vereadores do PS. Argumentavam (Dr. JosĂŠ Carlos Ramos, Dr. Rui Neves e
Dra. Ana Paula Noivo) que nĂŁo
punham a sua assinatura em nenhum processo trazido pelo senhor Salgueiro porque duvidavam
da forma como eram organizados.
Como se consegue passar uma esponja sobre tudo isso e de um
momento para o outro passarmos
de uma relaĂ§ĂŁo de conďŹ&#x201A;itualidade
para uma de amor e ternura?
Nada dessa derrota lhe pode
ser atribuĂ­do a si?
Se calhar nĂŁo fui muito feliz na
escolha do meu â&#x20AC;&#x153;nĂşmero 2â&#x20AC;?, apesar do Eng. AntĂłnio JosĂŠ Ferreira
ser um excelente tĂŠcnico. Talvez
nĂŁo trouxesse aquilo que as pessoas estavam Ă espera (embora
depois tenha feito um bom mandato). AlĂŠm dele havia uma pessoa promissora, o Dr. Nuno Salgueiro, um jovem economista que
podia ser uma mais-valia e que
por onde tem passado tem feito obra e deixado marca. Com a
entrada destes dois jovens poderĂ­amos ďŹ car com um conjunto de
quadros importantes para o futuro.
Encontra mais algum factor
que tenha contribuĂ­do para
que tivesse perdido?
Tentou-se passar a ideia de que
estava tudo mal feito e que era
tudo uma cambada de incapazes e
incompetentes e que [se JoĂŁo Salgueiro ganhasse] Cristo ia nascer
naquele dia e vinha aĂ­ um mundo
novo. Essa mensagem passou graĂ§as a uma excelente campanha de
markeng dirigida por JoĂŁo Gabriel que posteriormente nĂŁo escondeu o seu profundo arrependimento. Os pecados pagam-se tarde e quando jĂĄ nĂŁo hĂĄ remĂŠdio.
Como analisa o primeiro
mandato de JoĂŁo Salgueiro?
Faz-me lembrar aquele ďŹ lme do
CanďŹ&#x201A;as em que estĂĄ a varrer e
pĂľe o lixo debaixo do tapete. Faz
coisinhas que se vĂŞem e pouco
mais, excepto a intervenĂ§ĂŁo nas
ruas 5 de Outubro e Mestre de
Avis. NĂŁo se limitou a lavar a cara Ă s ruas mas introduziu o sistema separador dos esgotos pluviais dos domĂŠscos. Foi um bom
trabalho porque nĂŁo connuamos
a pagar Ă Simlis, ĂĄgua da chuva
como sendo esgoto. HĂĄ intervenĂ§Ăľes que considero esbanjamento
de dinheiros pĂşblicos porque se
tratou simplesmente de cosmĂŠca. Faz-me lembrar o souďŹ&#x201A;ĂŠ, vem
na taĂ§a, muito bonito mas quando se mete o garfo aquilo esvazia-se.
HĂĄ quem diga que
JoĂŁo Salgueiro tem
procurado apagar da
memĂłria dos portomosenses
o seu trabalho enquanto
presidente da CĂ˘mara.
A histĂłria mostrou-nos que os
piores lĂ­deres foram aqueles que
ďŹ zeram tudo para apagar a memĂłria dos seus antecessores. Em
Porto de MĂłs isso tem sido tentado. NĂŁo esqueĂ§o a memĂłria do
PSD nem de quem me antecedeu
no cargo. O concelho deve muito
ao Dr. Silva Marques, ao Dr. LicĂ­nio, ao Eng. Trindade, ao Eng. Gomes Afonso e tambĂŠm me deve qualquer coisa a mim. A estratĂŠgia â&#x20AC;&#x153;antes de mim era o caosâ&#x20AC;?
nĂŁo ĂŠ fĂĄcil de compreender. Este
â&#x20AC;&#x153;mimâ&#x20AC;? esteve no poder 20 anos
a parlhar esse mesmo caos. Esta estratĂŠgia de apagar o passado revela ou amnĂŠsias sucessivas
ou um narcisismo tĂŁo grande que
faz ter esses lapsos de memĂłria e
pretender esquecer o passado.
Foi acusado de ter feito
â&#x20AC;&#x153;obras fantasmaâ&#x20AC;?.
Em nenhum desses casos me
podem acusar de beneďŹ cio prĂłprio ou de familiares, de preĂ§os
anormalmente altos em termos
de mercado ou de pagamentos indevidos. Eram obras do conhecimento de todos porque eu nha o
hĂĄbito de reunir com os vereadores em regime de permanĂŞncia,
com os encarregados e os engenheiros. AtĂŠ 16 de Julho de 2005
eram do conhecimento de todo o
execuvo municipal. Algumas foram mandadas fazer, com o meu
conhecimento e com a minha autorizaĂ§ĂŁo, pelo actual presidente
da cĂ˘mara. A Ăşnica desculpa poderĂĄ ser de 16 de Julho a 30 de
Setembro, mas nesse perĂ­odo estaremos a falar de obras que nĂŁo
tĂŞm nada a ver com os valores referidos.
Acusam-no, ainda, de
deixar a cĂ˘mara bastante
endividadaâ&#x20AC;Ś
Ă&#x2030; normal que as pessoas assumam as dĂ­vidas que vĂŞm de trĂĄs.
Eu ainda paguei algumas coisas
do tempo do Dr. Silva Marques
e do Eng. Gomes Afonso e nunca me queixei porque a minha assinatura estava lĂĄ. A nĂŁo ser que
o senhor Salgueiro assinasse de
cruz ou de olhos fechados, a sua
assinatura tambĂŠm estĂĄ nas dĂ­vidas que o meu execuvo deixou.
No relatĂłrio de contas relavo ao
meu Ăşlmo ano de gestĂŁo a dĂ­vida
a curto prazo era de 3,64 milhĂľes
de euros (650 mil contos). Com
aquelas obras que seria necessĂĄrio regularizar aumentaria ligeira-
mente. De 2008 para 2009 a dívida de curto prazo aumentou em
20 por cento. No espaço de quatro anos, vai no dobro daquilo em
que a deixei, a que deverão acrescer os emprésmos que todos os
anos têm vindo a ser autorizados.
Já este ano foi um emprésmo de
1,6 milhões de euros.
Há a hipótese do actual
executivo ser acusado
do mesmo de que o
acusaram a si?
Fizeram-me uma acusação infundada e quem for para lá a seguir vai ser real. As dívidas a curto
prazo vão em 6,3 milhões de euros. Connua-se a gastar dinheiro
em obras de imagem, mas as de
fundo, essas não são feitas.
Quer exempliﬁcar?
Com a economia a dar o estouro, seria o momento indicado para lançar uma obra como o cinema de Mira de Aire? Numa população que luta com problemas
sociais complicadíssimos jusﬁ-
ca-se um invesmento de 3 milhões de euros? Não seria melhor
aumentar os reforços sociais nas
crianças carenciadas porque há
muita gente que chega ao ﬁnal do
mês e não tem dinheiro? Estaremos numa altura para fazer essas
obras de “regime”?
Como é que explica a
derrota do PSD nestas
segundas eleições?
Tanto após as primeiras eleições como agora houve um divórcio e falta de estratégia conjunta entre quem estava nos órgãos
e a estrutura políca, quer ao nível da assembleia quer ao nível do
execuvo camarário.
Isso manteve-se nos
Acho que começa a haver alguma inﬂexão. O PSD perdeu algumas juntas e isso foi também
porque não soube apoiar os presidentes. O actual presidente da
câmara é um indivíduo muito habilidoso a dar o dito pelo não dito
mildes para falar com quem tem
mais experiência. O PSD tem de
ter uma postura mais intervenva
que obrigue o senhor presidente a responder a tempo e horas
aos requerimentos e a agendar
as propostas do PSD respeitando,
assim, o estatuto da oposição. Pelo que leio, por vezes, há comportamentos ostensivos para com as
propostas que vêm da oposição
e esta de vez em quando faz ﬁnca-pé em pequenas coisas como
aconteceu com o folhem do voto de louvor às Grutas. Estar lá a
palavra “autarquia” o que é que
isso aquecia ou arrefecia? Não é
por aí que se derruba quem está
no poder. Quer queiramos, quer
não, a câmara também esteve envolvida.
e a dizer que sim e que não e foi
assim que conseguiu entrar nas
freguesias. Era um combate muito
dicil até porque para quem está
na câmara vencer do primeiro para o segundo mandato é sempre
fácil. O pior foi aquele prospecto com o programa eleitoral. Era
extensíssimo, maçudo e numa letra pequenina. Foi um documento que não “passou” apesar de
ter lá meia dúzia de ideias bastante interessantes. Há também uma
coisa a ter em conta: não se pode
estar permanentemente a dizer
mal. Quando se acerta devemos
ter a humildade de dizer que se
acertou. A estratégia do “diz que
disse”, do “ouvi dizer”, do “parece que”, conduz sempre a maus
resultados porque quando somos
confrontados com os documentos
nunca bate certo uma coisa com
Sente que está a ser bem
aproveitado pelo PSD?
Qual deve ser a postura
dos vereadores PSD na
actual câmara?
O PSD sabe que quando precisar da minha ajuda bate à porta.
Que sejam suﬁcientemente hu-
Há hipótese de o
voltarmos a ver como
Mas ainda é muito novo…
Está bem, mas não. O eleitorado entendeu que eu não era a
pessoa mais indicada e decidiu fazer uma outra opção e eu respeito-a.
E se mudarem os actuais
actores políticos?
Eu só encararia um retrocesso
se houvesse circunstâncias quase do outro mundo mas como eu
não acredito no outro mundo…
Não digo como o prof. Marcelo Rebelo de Sousa, que nem que
Deus venha à terra voltarei a concorrer à câmara, mas o meu “não”
é a 99,9999 por cento.
Mantém algum
João Salgueiro?
De vez em quando, bom dia ou
boa tarde… ◘
Há cerca de 2 000 ramais de saneamento
que não estão ligados por falta de vontade política
aponta-o como um dos
responsáveis pelo atraso
no PDM dizendo que o pôs
na gaveta por motivações
eleitorais…
É mais uma menra. Na campanha eleitoral eu disse que daí
a uns seis meses o PDM poderia ser posto em discussão pública faltando fazer apenas pequenas delimitações de alguns lugares em zona do PNSAC e uma
nova carta da REN porque a que
nhamos apresentado fora chumbada. Em Setembro de 2007 a lei
foi “recauchutada” no entanto eu
saí da câmara a 2 de Novembro
de 2005... Ora, se dizia que o PDM
estaria pronto dentro de seis meses e o senhor Salgueiro garana que estava pronto, não percebo como esveram durante dois
anos e meio sem fazer nada. Será que apesar da lei ter mudado
ainda não houve tempo? Era bom
confrontar o anterior vereador
que denha esse pelouro e saber
do esforço que teve e porque não
conseguiu fazê-lo.
Outra obra que nunca mais
avança é a do hotel…
O hotel é um dos meus maiores
erros como presidente da câmara. De acordo com o primeiro Plano de Pormenor da Várzea, todo
aquele quarteirão onde estão os
prédios amarelos e o hotel comportava cinco moradias e todo o
resto era para uma unidade hoteleira. Como o terreno era bastante grande para um hotel que
fosse rentável em Porto de Mós
foi-nos apresentado um ante-projecto que contemplava três lotes
de construção e uma unidade hoteleira substancialmente mais reduzida. A câmara achou as razões
compreensíveis e fez-se a alteração do plano. Há uma pessoa que
diz a obra está a decorrer mas
aquele ritmo o homem há-de fazer mil anos até conseguir acabar
o hotel. Não sei como é que ainda
é possível renovar as licenças.
Neste contexto económico
e partindo do pressuposto
que concordaria com as
quatro ou cinco grandes
obras que estão previstas
para o actual mandato,
de qual prescindiria?
O Parque Verde podia ser feito por metade do dinheiro. O betão que lá está é todo a mais. Só
isso custará 10 ou 20 vezes mais
que o resto do espaço. A central
é uma obra que não se devia deixar cair, mas já me chegou aos ouvidos que é o que vai acontecer
em sede de contratualização. Era
bom que fosse feita, não por ser
uma “obra de regime” mas porque preservava a nossa memória colecva em termos da industrialização do concelho e permia
resolver dois problemas. Hoje temos um museu municipal morto
e com um espólio riquíssimo em
grande degradação e faz-nos falta um arquivo municipal já que
80% está medo nas celas da anga cadeia.
Surpreende-o que o diferendo a propósito da renda da
exploração do parque eólico
do Alqueidão da Serra tenha
chegado aos tribunais?
É mais uma trapalhada do se-
nhor presidente. Se vesse vontade de entregar a renda à junta de freguesia, bastava alterar
o contrato. Só que a câmara não
quer perder aquele dinheiro e então encontrou uma solução engraçadíssima: cumpre aquilo que
o tribunal decidir. Mas vai decidir
o quê? Se a câmara quiser abdicar da renda, altera o contrato em
vez de arranjar este subterfúgio e
de andar a gastar dinheiro nos tribunais.
em termos de saneamento
básico. O que tem a dizer
Se fosse ligado tudo aquilo que
existe enterrado, Porto de Mós ﬁcava com cerca de 80 por cento
da população servida. Há cerca
de 2 000 ramais de saneamento
executados mas que não estão a
funcionar. O concelho só tem esta taxa de cobertura porque não
há vontade políca, devido aos in-
cómodos que isso traz, nomeadamente, obras na casa, pagar taxas
e todos os meses pagar a conta…
Se houver vontade em muito pouco tempo podemos angir um nível interessanssimo de saneamento básico. Agora não se pode
é dizer que não está nada feito. Isso é menra e revela ignorância,
desconhecimento e má fé.
A Câmara de Porto de Mós
foi a única que não aderiu
ao consórcio com a Águas
de Portugal. Foi a opção
Quando saí da câmara estava
previsto Porto de Mós e Batalha
poderem vir a ligar-se ao sistema
em alta que fornece Leiria através
da Águas do Centro. Quem conhece a Azóia que é de onde é distribuída, sabe que é sempre a descer
até à Batalha, então nós dissemos
que também queríamos entrar no
negócio. A conduta era prolongada mais quatro ou cinco quilómetros e a Fonte dos Vais funcionaria como um ponto de recepção
e distribuição. Depois comprávamos uma determinada quandade de água por dia e daqui a
20 anos renegociava-se o contrato. Era a solução economicamente mais viável e não nos deixava
dependentes da Águas do Centro
porque só comprávamos água em
alta. Se não foram por este caminho ﬁzeram um grande disparate.
mostrou-se chocado pelos
baixos níveis de cobertura
|| PERFIL
osé Maria Oliveira Ferreira, 54 anos, natural do Porto. É casado
e tem duas ﬁlhas. Licenciado em Filosoﬁa, deu aulas durante vários anos até se dedicar de corpo e alma à política e ao poder
autárquico em particular. Efectuou dois mandatos como vereador e
três como presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós.
Em 2005 perde a câmara para João Salgueiro que após 12 anos como seu “homem de conﬁança” e vice-presidente decidiu defrontálo nas autárquicas, correndo agora pelo PS.Presidiu a Federação dos
Bombeiros do Distrito de Leiria bem como a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Porto de Mós. Actualmente, é vogal do Conselho Executivo da Liga dos Bombeiros Portugueses.

References: artigo 171
 artigo 106
 artigo 64
 artigo 53
 artigo 93
 artigo 1087
 artigo 260
 Artigo 28
 Artigo 30