Source: https://pt.scribd.com/document/79137686/Desenho-de-Caldeiraria-Pe
Timestamp: 2016-09-01 02:18:36+00:00

Document:
BrowseBrowseInterestsBiography & MemoirBusiness & LeadershipFiction & LiteraturePolitics & EconomyHealth & WellnessSociety & CultureHappiness & Self-HelpMystery, Thriller & CrimeHistoryYoung AdultBrowse byBooksAudiobooksComicsSheet MusicBrowse allUploadSign inJoinBooksAudiobooksComicsSheet MusicWelcome to Scribd! Start your free trial and access books, documents and more.Find out moreSENAI-PEDesenho de Caldeiraria
Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco Presidente Jorge Wicks Côrte Real Departamento Regional do SENAI de Pernambuco Diretor Regional Antônio Carlos Maranhão de Aguiar Diretor Técnico Uaci Edvaldo Matias Diretor Administrativo e Financeiro Heinz Dieter Loges Ficha catalográfica 532.852 S474r SENAI. DR. PE. Desenho de caldeiraria . Recife, SENAI.PE/DITEC/DET, 2001. 73 p.il. 1. DESENHO DE CALDEIRARIA 2. DESENHO I. Título
SENAI - Departamento Regional de Pernambuco Rua Frei Cassimiro, 88 - Santo Amaro 50l00-260 - Recife - PE Tel.: (081) 3416-9300 Fax: (081) 3222-3837
Introdução Planificação de Sólido, Geométrico e Curvas Desenho Linear Geométrico Normas e Convenções Redução Concêntrica de Duto Redondo para Redondo Transição de Duto Quadrado para Redondo Fabricação de Duto Isometria (Perspectiva) Higiene e Segurança do Trabalho Bibliografia
5 6 14 25 31 32 33 50 53 73
o desenho de caldeiraria é parte integrante desse processo. Para isso. comercial e industrial necessita estar preparado para participar desse mercado competitivo. O técnico em refrigeração domiciliar. desenho técnico e desenho de caldeiraria.SENAI-PE
O desenvolvimento tecnológico predominante em todos os segmentos da sociedade vem buscando a participação de profissionais competentes para o desempenho de suas funções. uma bibliografia específica foi consultada. com conhecimento teórico e prático atualizado. Foi pensando nessa necessidade que selecionamos. possibilitando um melhor desempenho das funções. que contemplam a prática da refrigeração. adaptamos e organizamos conteúdos para a construção de material instrucional direcionado a esse tipo de profissional. abordando informações referentes a desenho geométrico.
. Além dos conhecimentos específicos na área.
As linhas contínuas representam os contornos e as linhas tracejadas representam os lugares das dobras dos modelos. As planificações são feitas com linhas contínuas e com linhas tracejadas. Linhas
.SENAI-PE
A planificação é um tipo de representação em que todas as superfícies de um modelo são desenhadas sobre um plano.
Traçar a mediatriz do segmento AB.
6) Traçar a bissetriz do ângulo α desconhecendo-se o vértice.SENAI-PE
7) Traçar o triângulo equilátero A B C e suas mediatrizes. dado o lado AB.
8) Construir o quadrado A B C D.
10) Dividir a circunferência em 3 e 6 partes iguais. D.SENAI-PE
9) Construir o retângulo B.
12) Dividir a circunferência em 5 partes iguais.SENAI-PE
isto é. 23. 56.
Retificar uma Circunferência dada
Para retificar uma circunferência procede-se da seguinte forma: Processo I Tracem-se os dois diâmetros 602 e 804. dividindo-o em 7 partes iguais. dividindo assim a circunferência em 8 partes iguais. A7 e mais uma sétima parte em que se dividiu o mesmo diâmetro. Sobre uma reta AX e a partir de A marquem-se as medidas 12. perpendicularmente um ao outro e mais os diâmetros 703 e 105 também um perpendicular ao outro. Este total AB é igual a circunferência retificada. 78 iguais às partes em que se dividiu a circunferência e ter-se-á esta retificada pela reta AB.
Processo II: Trace-se o diâmetro A7. 34. 67. 45. sobre uma reta qualquer AX leve-se três vezes o tamanho do diâmetro.
Nota: Este processo é chamado regra de Mascheroni. o total AE é igual a circunferência retificada. mais o dobro da corda AB.SENAI-PE
Processo III: Tome-se seguidamente sobre uma reta qualquer o dobro da corda CD (ligando os raios que limitam o quadrante CD).
Processo IV: Traçado o diâmetro AB. terço da circunferência. dos seus extremos A e B e com o raio igual ao raio do círculo OA. depois com o raio AD e centros em A e depois em B tracem-se dois arcos que se cruzam em E. A reta AF será a quarta parte da retificação pedida. determinam-se os pontos C e D. a qual se faz levando sobre AX quatro vezes AF. de C ou de D como centro e raio CE descreva-se um arco que corte a circunferência em F.
perpendiculares um ao outro. de O trace-se a reta OE. 1-2. isto é. numa circunferência de 5 metros de raio. três vezes a medida igual ao raio OD. ligue-se F a E e ter-se-á assim retificada a meia circunferência dada. ligue-se F a G e temse a medida proximamente igual a meia circunferência.00006 do raio. a partir de D.
Nota: A diferença não chega a 0. ligue-se I a B e trace-se a reta OC perpendicular ao meio de IB. tracem-se as retas XY e DZ. três partes iguais ao raio OB da circunferência e tem-se C1. CB por exemplo.
. 2F. com centro em B e raio BO.00003m. descreva-se o arco OI.SENAI-PE
Processo V: Traçados os diâmetros AB e CD. e ter-se-á DF. em três partes iguais e levem-se sobre a reta DZ. marquem-se a partir de C sobre a reta AX. paralelas uma à outra e perpendiculares ao diâmetro CD. o erro em meia circunferência é aproximadamente de 0. tem-se assim o ponto C na reta AX. divida-se um quadrante qualquer.
Processo VI: Trace-se o diâmetro GB perpendicular à reta indefinida AX que é tangente à circunferência no ponto B. do circulo.
a relação da circunferência para o diâmetro é igual a 22 vezes um sétimo do diâmetro.SENAI-PE
Processo VII: Trace-se o raio AC. dividindo-o em sete partes iguais. o dobro desta medida é igual à circunferência retificada. a semicircunferência é igual a três raios e mais uma sétima parte. AC aplicada sobre uma reta é igual a três raios e uma sua sétima parte. Assim.
o dobro de CDN é igual à circunferência retificada. AM é a retificação do arco AB dado.
Retificar um Arco menor que um Quadrante Para retificar um arco menor que um quadrante. ligue-se D a B e prolongue-se até encontrar M na reta MA perpendicular à extremidade A do diâmetro AC.SENAI-PE
Processo VIII: Desenhada a circunferência dada. trace-se AB igual ao raio. CDN é igual a três vezes o tamanho do raio. prolongue-se OA até C que encontrará a reta CDN perpendicular ao raio DO e paralela à corda AB.
. prolongue-se o diâmetro AC e marquese DC igual a ¾ do raio da circunferência. pois. assim. procede-se da seguinte forma: Seja o arco AB dado para ser retificado. tracese o diâmetro que passe por DO perpendicular a AB. em seguida.
O desenvolvimento total do paralelepípedo retângulo é dado por quatro retângulos correspondentes às dimensões das faces laterais e das outras duas iguais à base. Na recomposição do sólido. ou prisma quadrangular retângulo.
Traçar o desenvolvimento total do paralelepípedo retângulo.
. faz-se todas as faces como se fossem diedros.
O desenvolvimento total do cubo é dado por seis quadrados todos iguais às faces do sólido. Em lugar do desenvolvimento do paralelepípedo retângulo.SENAI-PE
Traçar o desenvolvimento total do cubo ou do hexaedro. pode-se considerar qualquer outro prisma reto de base diferente.
BC. traça-se um arco de centro O e raio igual ao ângulo lateral da pirâmide. trace-se o hexágono. DE.
Em geral. o desenvolvimento total de uma pirâmide é formado por Solução tantos triângulos quantas sejam as faces laterais da pirâmide e por um polígono igual à base. O com A e G. EF. CD.
Traçar o desenvolvimento de uma pirâmide reta de base hexagonal. ligando pois. iguais aos lados da base e sobre um desses. FG. trace-se as cordas consecutivas AB. Assim. começando por um ponto de arco.
Observe-se que as faces laterais são trapézios iguais. que representam a base do poliedro dado. Com centro em O e raios OQ e OP iguais respectivamente a O1E e O1A. porque trataSolução se de tronco de pirâmide regular de bases paralelas. E sobre as duas cordas correspondentes constroem-se os triângulos eqüiláteros.
. A partir dos pontos P e Q fazem-se três cordas consecutivas iguais ao comprimento dos respectivos lados das duas bases. traça-se dois arcos QE1 e PA1.SENAI-PE
Traçar o desenvolvimento de um tronco de pirâmide triangular com bases paralelas. Liga-se O com Q e com P.
Desenvolvimento do tronco de pirâmide regular reta tendo base triangular.
A altura do retângulo é igual à do cilindro e o seu comprimento é igual à circunferência da base do mesmo cilindro.
Observe-se em primeiro lugar que o desenvolvimento do cilindro reto Solução é dado por um retângulo. tangente às bases do lado externo. são assinaladas sobre os comprimentos AB e CD.14 D.SENAI-PE
Desenvolvimento do Cilindro
Traçar o desenvolvimento do cilindro reto. que representa a superfície lateral e por dois círculos iguais que constituem as bases. Ao retângulo assim construído acrescente-se. a qual dividida em um dado número de partes iguais (o que torna mais fácil) por exemplo em 13 partes. construa-se um retângulo ABCD cujas medidas dos lados AB e CD sejam iguais ao comprimento da circunferência C = 3. dois círculos de base. Assim.
Com centro em O e raio igual ao apótema AO do cone. divida-se pois a circunferência de base C = 2 X 3. obtendo-se o setor circular que representa o desenvolvimento da superfície lateral do cone. por exemplo em 16 pequenos arcos e marque-se sobre esse arco A’ B’. ao qual se junta a base de raio R para ter o desenvolvimento da superfície total do cone. una-se os extremos A1 e B1 do arco com O. trace-se Solução um arco.
Traçar o desenvolvimento do cone reto.14 X R em um certo número de partes iguais.
obtém-se o setor de coroa circular que representa o desenvolvimento da superfície lateral do tronco de cone. Juntando a esta os dois círculos da base. Problema _______
(1) Cortando-se um cone circular reto com um plano paralelo a base dividimo-lo em duas partes: uma das quais é um outro cone. O círculo da secção que forma o tronco de cone e a base do cone original (círculo maior) é chamada do tronco de cone. por exemplo em oito partes cada uma. trace-se respectivamente os arcos A1 B1 e C1 D1. Divida-se então as duas circunferências de base em um certo número de partes iguais.SENAI-PE
Desenvolvimento do Tronco de Cone
Traçar o desenvolvimento do tronco de cone de bases paralelas (1). ligando A1 com C1 e B1 com D1. e marque-se sobre o arco A1 B1 oito partes iguais pelas quais foi dividida a circunferência de base maior. obtém-se o desenvolvimento da superfície total do tronco de cone. faz-se centro em O1 Solução com raio O1 A1 e O1C1. a outra é chamada tronco de cone.
Para obter-se o desenvolvimento lateral do tronco de cone. Faça-se o mesmo com o arco menor C1 D1.
Retângulo de 841mm x 1189mm com área de 1m2
2. sistemas de representação. Formatos derivados do formato básico: . escalas.SENAI-PE
São normas determinadas pela ABNT que procuram unificar os diversos elementos do Desenho Técnico de modo a facilitar a execução (uso). . O número 8 é referente a Desenho Técnico A NB-8R trata dos assuntos como: legendas. a consulta (leitura) e a classificação. linhas e formato do papel Formato do Papel 1. segundo uma linha paralela ao menor lado do retângulo bipartido. A norma brasileira de Desenho Técnico é a NB-8R. Formato básico A0: .Cada formato se obtém pela bipartição do anterior. cotas. convenções de traços.
.Os formatos são geometricamente semelhantes entre si.
Podem ser usados formatos compostos obtidos pela conjugação de formatos iguais ou consecutivos.: 210 mm x 297 mm ou A4 3.720 x 2.720 880 x 1.230 625 x 880 450 x 625 330 x 450 240 x 330 165 x 240 120 x 165
4.As áreas dos formatos derivados são múltiplas e submúltiplas da área do formato básico (1m2).Cada formato é representado pelas dimensões de seus lados em milímetro ou pelo respectivo símbolo.189 594 x 841 420 x 594 297 x 420 210 x 297 148 x 210 105 x 148 Margem “m” mm 20 15 10 10 10 10 5 5 5 Folha não cortada (medida mínima) mm 1. Ex. .682 841 x 1.
.Os lados de um formato qualquer guardam entre si a mesma razão que existe entre o lado de um quadrado e sua diagonal.189 x 1.SENAI-PE
. Tabela Formato Série A 4 A0 2 A0 A0 A1 A2 A3 A4 A5 A6 Linha de corte mm 1.230 x 1.378 1.682 x 2.
.420 1.
No lado vertical esquerdo, recomenda-se uma margem de 25 mm, no caso de arquivamento do desenho em classificados. Formato segundo a ASA Formato Linha de Corte pol. 1 8–½ 2 11 x 17 3 17 x 22 4 22 x 34 5 25 – ½ x 44 6 34 x 55 Linhas As linhas utilizadas em desenho técnico são: grossa, média e fina. Margem pol. ½ ½ ½ ½ ½ ½
Quando necessário podem ser utilizados outros tipos de linhas. Recorrer a representação de arestas e contornos invisíveis (tracejado) apenas nos casos de maior clareza do desenho. 27
Nos cruzamentos de linhas devem ser observadas as seguintes indicações:
Escala A escala do desenho deve, obrigatoriamente, ser indicada na legenda. Constando na mesma folha desenhos em escalas diferentes, estas devem ser indicadas tanto na legenda como junto aos desenhos a que correspondem. As escalas recomendadas, além da natural (1:1), são:
Para Redução 1 : 2,5 1 : 100 1:5 1 : 200 1 : 10 1 : 500 1 : 20 1 : 1000
Para Ampliação 2:1 100 : 1 5:1 200 : 1 10 : 1 500 : 1 20 : 1 1000 : 1
Legenda A legenda deve ficar no canto inferior direito nos formatos, A3, A2, A1 e A0, ou ao longo da largura da folha de desenho no formato A4.
. firma ou empresa. quantidade. 5. material e dimensões em bruto. Exemplo: 1. denominação.SENAI-PE
Legendas Industriais As legendas nos desenhos industriais variam de acordo com as necessidades internas de cada empresa. 4. Número da peça. Titulo do desenho. 6. mas deverá conter obrigatoriamente: Nome da repartição. 2. Escala. verificação e aprovação. Datas e assinaturas dos responsáveis pela execução. 3. Número do desenho.
REDUÇÃO REDONDO
Redução Concêntrica é um diâmetro menor concentrada nas linhas de eixo de simetria em relação ao diâmetro maior.
É o desenvolvimento de uma chapa de quadrado para redondo.
dá um meio de especificar a espessura. todos os três possuem o mesmo diâmetro externo. para se executar os desenhos de máquinas. Também é essencial o conhecimento sobre as roscas feitas em canos. destinados a receber canos para linhas de alimentação de líquidos ou gases. para dadas condições e escolhe entre os valores tabelados aquele que mais se aproxima dos valores calculados. São de uso corrente três pesos de canos: o padrão. American Standard Code for Pressure Piping (ANSI. que diferem um tanto dos diâmetros internos reais. aquele do cano de peso padrão.10 – 1959. para evitar a modificação do tamanho das conexões. o do duplo (XX) é 0. muitas vezes. freqüentemente torna-se necessário representar e especificar furos roscados. (300mm) de diâmetro são designados por seus diâmetros internos nominais. Com a mesma bitola nominal. o de um cano extrapesado é 0.1).000 X (P/S).951 pol..SENAI-PE
Considerações Gerais sobre Canalizações
O conhecimento sobre canos e suas conexões é necessário não apenas para fazer os desenhos correspondentes.315 pol. A norma ANSI em B36. mas porque. é 1. Canos metálicos Canos padronizados de aço ou de ferro forjado até 12 pol. Os antigos fabricantes de canos fabricavam os tamanhos menores com paredes muito grossas. No sistema ANSI. porque. corrigindo este erro do projeto pela remoção do excesso da parte interna. o diâmetro externo de um cano de 1 pol. Valores recomendados para S podem ser obtidos em ASME Boiler Code. O projetista calcula o valor exato requerido para a espessura da parede. O diâmetro interno de um cano padrão de 1 pol. em todos os três pesos é de 1. os canos são usados como materiais de construção. B31. em que P é a pressão e S a tensão permissível. o cano é identificado pelo seu diâmetro nominal
.. por meio de uma série de números tabelados que indicam os valores aproximados da expressão 1. o extrapesado e o extrapesado duplo. o acréscimo de espessura para os tipos extrapesados e extrapesado duplo é feito no interior.05 pol.587 pol. Assim. etc.
a classe M é o tipo duro padrão (médio). Os detalhes encontramse nos catálogos dos fabricantes. Os canos de latão. canos API (American Petroleum Institute). L. ou as saídas não estão alinhadas ou quando existem partes móveis. como cano hidráulico. Há dois pesos padrões: regular e extraforte.. prensas hidráulicas. em edifícios e indústrias. tubos para revestimento de poços. Tubulações Tubulações de metal flexível sem costura são usadas para o transporte de vapor.SENAI-PE
e espessura da parede. são designados por seus diâmetros externos. cobre. são designados pelo diâmetro externo e especificados por este diâmetro e pela espessura do metal. A classe K é o tipo duro e extrapesado.
. etc. Os maiores comprimentos encontrados no comércio são de 5 metros. mais longos são feitos sob encomenda. a classe L é o tipo duro e pesado. para transporte de água fria e quente. Os canos de chumbo ou com partes compostas de chumbo são usados nos trabalhos químicos. e O. Todos os canos de diâmetro superior a 12 pol. e a classe O é o tipo duro e leve. A maioria das instalações sanitárias de pequenas linhas domésticas. de qualquer diâmetro. Canos de ferro fundido são usados para transporte de água e de gás nos condutos principais subterrâneos e nos esgotos de edifícios. Muitos outros tipos de canos são de uso mais ou menos geral e conhecidos por suas marcas comerciais. M. Tubos de caldeiras de todos os tamanhos são conhecidos por seus diâmetros externos. Todos os tubos de caldeiras. gases e líquidos em todos os tipos de equipamento. motores diesel. mas alguns têm as paredes mais delgadas. ou pelo diâmetro nominal e peso por unidade de comprimento. tais como locomotivas. aço inoxidável e alumínio têm os mesmos diâmetros nominais dos canos de ferro.. empregam canos de cobre com conexões ligadas por solda. A tubulação de cobre se encontra em diâmetros nominais de 1/8 a 12 pol. etc.onde existe vibração. em quatro pesos conhecidos como classes K.
são usados extensivamente em lugar dos canos metálicos. é antimagnético e antignição. além de ser montado por cimentação com solvente ou. Suas principais limitações são o custo mais elevado (compensado pelo custo mais baixo de instalação). nos mais pesados. asbesto. Canos plásticos Uma vez que os canos plásticos não sofrem corrosão e têm uma elevada resistência a um grande grupo de produtos químicos industriais.SENAI-PE
Os tubos são feitos de uma grande variedade de materiais – vidro. em sua seção mecânica. relaciona os fabricantes que mantêm à disposição catálogos e informações especiais. não resiste a todos os solventes e exige mais suportes que o aço. bronze de alumínio. O catálogo da American Society of Mechanical Engineers. Os materiais plásticos básicos são cloreto polivinílico. Os canos metálicos revestidos com plástico têm a vantagem de combinar a resistência do metal com a resistência química do plástico. cobre. latão ou bronze são normalmente roscados e aparafusados numa luva (ou numa conexão–união) como mostra abaixo a figura (a). tem baixa resistência ao fluxo. baixo limite térmico (65oC) em serviço contínuo e baixos limites de pressão. Os canos de ferro 35
. Em (c) é mostrada uma junta soldada permanente. O catálogo mecânico da American Society of Mechanical Engineers. esta junta é facilmente desmontada para limpeza ou conserto. resiste à intempérie e pode ser dobrado com facilidade. relaciona os fabricantes. alumínio. por roscamento. Juntas para canos Os canos podem ser unidos por métodos que dependem do material e das exigências do serviço. o cloreto polivinílico (pvc) é o mais largamente empregado. Destes. aço. Em (b) está ilustrado um flange roscado. de Nova Iorque. estas juntas são parafusadas no conjunto. usam-se juntas flangeadas (d). chumbo e outros mais. Quando um cano soldado deve ser desmontado periodicamente. Também. latão. Ele não suporta combustão. não comunica cheiro nem gosto ao material contido. quando necessário. contraindose e expandindo-se mais do que este (cerca de 5 vezes). fibras. ferro forjado. Canos de aço. A borracha seran também é usada para revestir canos metálicos. polietileno e estireno. é leve (50% do peso do alumínio).
Estas são usadas para canos metálicos.
Juntas para canos.
Juntas para tubos. como em (e).
Juntas para tubos Os tubos são empregados para ligar pequenos componentes nos serviços de líquidos e gases. Tanto o de alargamento como o de alargamento invertido podem ser desmontados sem sério dano à junta.
. usa-se uma junta de ponta e bolsa. e podem ser usados com pressões relativamente altas. A junta para compressão é usada para pressões mais baixas e quando não se espera desmontá-la e montá-la novamente. calafetada e chumbada. As figuras a seguir ilustram três métodos comuns de ligação.SENAI-PE
fundido não podem ser soldados ou roscados de maneira satisfatória. Estas são usadas para tubulação metálica. assim.
As conexões de ferro fundido ou ferro maleável são geralmente usadas para canos de ferro forjado roscados.SENAI-PE
Conexões para canos As conexões para canos são os componentes usados para ligar e compor os sistemas de canos.
Com os canos de aço usam-se conexões de aço.
. usa-se latão e outras ligas (figura). Para fins especiais.
Com canos de cobre usam-se conexões que serão ligadas por solda fraca.
Conexões de topo a serem ligadas com solda autógena. Com canos de ferro fundido usam-se conexões do mesmo material do tipo ponta e bolsa (figura). que são unidas com solda de topo (figura).
A redução é semelhante à luva.
Os cotovelos (joelhos) são usados para modificar a direção de um encanamento.SENAI-PE
Conexões para serem ligadas com solda fraca. Para fechar um sistema de canalização. algumas vezes se usa uma luva com roscas à esquerda e à direita. O joelho roscado macho-fêmea tem rosca macho numa extremidade. As seções retas dos canos têm até 6m de comprimento e são conectadas por luvas. que são cilindros curtos. Uma luva à direita tem roscas direitas em ambas as extremidades. Os três ligam três canos e as cruzetas. tanto de 90o como de 45o. embora seja preferível uma união. roscados na parte interna. Os ípsilons são feitos tendo uma terceira abertura em ângulo de 45o ou 60o com a parte reta. mas as duas extremidades tem roscas para canos de diferentes diâmetros. eliminando assim uma junta se for usado numa conexão. Usam-se principalmente para ligação de linhas pequenas. quatro.
. as conexões flangeadas são recomendadas para todos os sistemas que exijam canos com mais de 4 polegadas (100mm) de diâmetro. Os canos também são conectados por aparafusamento a flanges de ferro fundido e prendendo os flanges entre si por parafusos. A menos que as pressões sejam muito baixas.
O tampão é usado para fechar a extremidade de um cano. As uniões também são feitas com juntas esmerilhadas ou com juntas metálicas especiais. tem-se um niple duplo (ou curto). Se as partes roscadas se encontram. As uniões são usadas para reunir sistemas de canalização e para conectar canos que precisem ser desmontados de vez em quando. Uma bucha é utilizada para reduzir o tamanho de uma abertura.SENAI-PE
Os niples são peças curtas de cano roscadas em ambas as pontas. se houver uma curta porção não roscada. que pode ser aberto e fechado com um quarto de volta. são mostradas várias formas de uniões roscadas e de conexões com uniões. (c) é uma válvula de retenção com esfera. em lugar das gaxetas. (b) é um registro macho. C. diz-se que a conexão é um niple simples. duas das quais A e B. são roscadas firmemente nas extremidades dos canos a serem conectados. obriga-se a se manterem juntas. e (e) é uma válvula de 39
. enquanto que a gaxeta D garante a vedação da junta. Um bujão é usado para fechar uma abertura numa conexão. Os comprimentos dos niples longos extralongos alcançam até 24 pol. A terceira peça. Usam-se para fechar um sistema de cano
Válvulas e registros A figura a seguir mostra alguns tipos de válvulas usadas em canalizações: (a) é um registro de gaveta para água e outros líquidos. Na figura abaixo. A união roscada compõe-se de três peças. pois permite um fluxo reto. usadas para os canos de grandes diâmetros. (600mm).
Uniões roscadas e conexões com uniões.
usado. (f) é um registro borboleta.SENAI-PE
retenção com portinhola. usada para estrangular uma corrente de fluido. a dimensão da abertura maior é dada em primeiro lugar. Para líquidos pesados é preferível a válvula de retenção com esfera. material e nome. que é aberto e fechado com um quarto de volta..
. seguida do tamanho da extremidade oposta da parte reta.. Os desenhos em corte mostram sua construção
Especificação das conexões As conexões são especificadas pelo diâmetro nominal do cano. apenas como elemento de regulagem ou retenção de fluxo. por exemplo: tê de ferro maleável de 2 X 1 (macho) X ¾ . por exemplo: joelho de ferro maleável de 2 pol. Quando uma conexão une canos de mais de um diâmetro. se se desejar uma rosca externa. As válvulas são designadas por seu diâmetro nominal. material e tipo. mas que não veda o vapor. Se for necessário um tipo particular de válvula. por exemplo: válvula globo de corpo de ferro montagem em latão. O termo “macho” deve seguir ao diâmetro da abertura. é aconselhável fornecer também a especificação “número do fabricante .
Válvulas. tê de latão de 1 ½ pol. nesse caso. de 1 pol. (d) é uma válvula globo. ou similar”. que permite o fluxo num sentido. A figura abaixo mostra a ordem de especificação de reduções.
tem o comprimento real de E = 0. Esta rosca (originada em 1882. como Padrão Briggs) ilustrada abaixo. O tipo normal emprega uma rosca interna e outra externa cônicas.SENAI-PE
Ordem de especificação dos orifícios das conexões de redução
Roscas de canos Quando se usam conexões roscadas. o cano é roscado nas duas extremidades para tal fim. cônica e cilíndrica.8) P. ou quando uma conexão deve ajustar-se a um furo cônico. A ação de “cunha” da conicidade produz um vedamento estanque
.80 D + 6. A norma ANSI fornece dois tipos de roscas de canos.
Rosca cônica (gás) segundo a norma americana.
Na prática diária. Quando for necessário.. tipo 3. A conicidade é tão pequena que só é percebida quando exagerada. com porcas de fixação. tipo 2. Presume-se que todas as roscas sejam cônicas. juntas mecânicas de conexão livre para montagem. As roscas cônicas são recomendadas pelo ANSI para todos os usos. tipo 5. como na figura abaixo. juntas mecânicas de conexão frouxa para união de mangueira e tubos flexíveis. fixando assim a distância que um cano penetra na conexão e assegurando uma junta estanque. medida no diâmetro. juntas estanques à pressão para uniões de encanamentos. Para estas juntas podem ser usadas roscas cilíndricas dos canos. conexões para canalizações de combustível e para óleo. o número de filetes por polegadas é o mesmo. juntas mecânicas de conexão frouxa. eles poderão ser obtidos nos boletins do ANSI. juntas estanques à pressão para graxeiras.SENAI-PE
As roscas são abertas com uma conicidade de 1/16 pol. a menos que se deseje chamar atenção para ela. desde que os materiais sejam suficientemente dúcteis para permitir que as roscas se ajustem entre si. com exceção dos seguintes cinco tipos de juntas: tipo 1. o círculo interrompido deverá ser o diâmetro externo real do cano especificado. Tanto nas roscas cilíndricas quanto cônicas. (c) furo cônico para cano. As roscas dos canos são representadas pelos mesmos símbolos convencionais usados para as roscas de parafusos.
. usa-se uma rosca cônica externa com uma cilíndrica. por polegada. a não ser que se especifique diferentemente. Não precisa ser indicada. Os diâmetros reais variam para os diferentes tipos de juntas. tipo 4.
Métodos convencionais de desenhar rosca de canos (a) método regular. (b) método simplificado. Na vista em planta (c).
Na figura a seguir observa-se um exemplo de esquema em escala. 43
. São usados os seguintes símbolos ANSI: NPT = rosca cônica (gás) NPTF = rosca cônica (vedamento a seco) NPS = rosca cilíndrica (reta) NPSC = rosca cilíndrica em uniões NPSI = rosca cilíndrica interna intermediária (vedamento a seco) NPSF = rosca cilíndrica interna (vedamento a seco) NPSM = rosca cilíndrica para juntas mecânicas NPSL = rosca cilíndrica para contraporcas NPSH = rosca cilíndrica para uniões de tubos flexíveis e bocais NPTR = rosca cônica para conexões de peitoris Exemplos: ½ .1 e nos catálogos dos fabricantes.8NPTR A especificação para um furo cônico (rosca de cano) deve incluir o diâmetro da broca da tarraxa. como nos trabalhos com caldeiras e em usinas geradoras. 59/64 Broca. em que os comprimentos são críticos e especialmente quando a canalização não é cortada e montada na própria obra. Esquema em escala 2. Diagramático Os esquemas em escala são usados principalmente para canos grandes (em geral flangeados).14NPT 2 ½ .SENAI-PE
Especificação das roscas As roscas dos canos são especificadas dando-se o diâmetro nominal do cano. por exemplo. quando as peças são cortadas e roscadas. As cotas das roscas cônicas (NPT) dadas pelo ANSI encontram-se no apêndice. ou numa lista de materiais. Desenhos das canalizações São usados dois sistemas gerais: 1. As cotas de outras roscas são dadas no ANSI B2. Canos menores também podem ser detalhados desse modo. As conexões podem ser especificadas no desenho.14NPT. ¾ . para então serem enviadas ao local de montagem. número de filetes de rosca por polegada e a letra-símbolo padrão para designar o tipo de rosca.
. As conexões são indicadas por símbolos padronizados. . Os canos e conexões são desenhados a partir de especificações dimensionais. ou em esboços. qualquer que seja o diâmetro do cano. conforme mostra a figura abaixo. usa-se o sistema diagramático. tais como as plantas arquitetônicas.SENAI-PE
Desenho em escala de uma canalização. De acordo com este sistema. as conexões são representadas por símbolos e as linhas de canalizações são representadas por uma linha única. esquemas de fábricas. etc.
Desenho diagramático de uma canalização.
Nos desenhos em escala reduzida.
(e) perspectiva paralela. entretanto. como vemos em (a) na figura abaixo. A linha única deverá ser desenhada mais grossa do que as outras linhas do desenho. isoladas ou em combinação com desenhos ortográficos ou desenvolvidos.
. (b). vapor. em geral. O código padrão para água quente. A disposição das vistas. são identificadas por símbolos codificados das linhas. Certas vezes. usam-se com freqüência perspectivas isométricas e cavaleiras. água fria. (b) desenvolvido. Para representar as canalizações. é traçada em perspectiva cavaleira. é dado no final desse capítulo. A representação em (c). é em projeção ortográfica. fica mais claro representar toda a canalização em um único plano e fazer apenas uma “vista desenvolvida”..SENAI-PE
Quando as canalizações transportam diferentes líquidos ou diferentes estados de um líquido.
Métodos diagramáticos: (a) ortográfico. etc.
Os diâmetros dos canos deverão ser especificados por notas.
. Os pendurais e suportes para canos encontram-se à disposição em quase todos os tamanhos e para todo tipo de instalação. Quando for necessário dimensionar o comprimento real de um pedaço de cano. Um anel fendido (a) é usado junto com uma haste roscada ligada à própria construção. sendo todas feitas em relação às linhas centrais. Ao se fazer um desenho de uma canalização. a distância deve ser calculada usando-se as dimensões totais das conexões e levando em conta o desconto no comprimento das penetrações das roscas dos canos. colunas. exige contraventos transversais. tetos. Na figura abaixo são apresentados alguns pendurais e suportes usados correntemente. tanto nos diagramas de uma linha como nos desenhos em escala com linha dupla. conforme está demonstradas nas figuras. O dispositivo de travamento assegura a modificação no ajuste devido à vibração e assegura a devida passagem da linha. em todos os sistemas de canalização. e nunca por linhas de cotas no desenho. Usam-se braçadeiras de vários tipos para fixar os canos a postes.SENAI-PE
Cotagem de um desenho de canalizações As cotas sobre um desenho de canalizações são principalmente de locação. As válvulas e conexões são locadas por medidas até seus centros e são deixadas folgas para as uniões dos canos. desenho em escala de uma canalização e desenho diagramático de uma canalização. Notas bem completas fazem parte essencial de todos os desenhos e esboços de canalizações.1 O código para canalização sob pressão. é preciso tomar cuidado para localizar as válvulas em pontos onde sejam facilmente acessíveis e tenham espaço amplo para movimento das manoplas de acionamento. de acordo com o ANSI B31. paredes. dando os diâmetros nominais. guias e suportes. etc. As conexões são especificadas por notas. Pendurais e suportes para canos Canos pequenos e tubulação leve em pedaços curtos podem ser apoiados por meio de ligações a várias máquinas ou a conexões.
destina-se ao serviço em que se torne desejável o dispositivo de fixação por fora da cobertura da canalização. O arco de segurança ou presilha (e) pode ser usado para canos pequenos. São mostrados três tipos para condições de apoio variáveis.SENAI-PE
Uma braçadeira de parafuso duplo.
Pendurais e suportes de canos
. O pendural de mola variável (g) pode ser obtido em diferentes tamanhos e disposições. é apropriada para fixar flanges cuja largura varie de 2 a 6 ½ pol. este tipo é usado quando o cano deve ficar rente ao teto ou à parede. bem como pendurados nela. mostrada em (b). A braçadeira de viga I. A cantoneira de aço ou “mão francesa” (d) pode ser aparafusada a uma parede e os canos apoiados sobre ela. em sua parte horizontal. Os rolos para canos (f) são projetados para suportar a canalização de modo que possa ter lugar o movimento longitudinal resultante de expansão e contração. cujos dois tipos são mostrados em (c).
Norma ANSI para Símbolos Gráficos de canalizações e Aquecimento
Símbolos para Canalizações e Aquecimento
É a imagem determinada a partir do ponto de fuga.
Isométrica e Bimétrica
Perspectiva Cavaleira.
Perspectivas de Circunferências
se não houver motivação visando a conscientização do empregador e do empregado. máscaras. 1º). nem sempre é cumprida e fiscalizada no seu cumprimento e aplicação. esta nem sempre é aplicada. especialmente o tato e a visão. conseqüentemente. é.SENAI-PE
A portaria 319. calçados e roupas especiais e outros. Apesar da excelência de nossa legislação. ninguém usa E.P. a observação das mesmas. destinado a preservar a incolumidade do empregado no exercício de suas funções (Art. que serão de uso obrigatório por parte dos empregados”.I.P. Art. por prazer ou esporte. cintos de segurança. 165 DLT modificado pelo Decreto-lei 229 de 28-02-67: “Quando as medidas de ordem geral não oferecerem completa proteção contra os riscos de acidentes e danos à saúde dos empregados. rejeita o uso de qualquer peça que venha tolher a sua liberdade de movimentos e deformar a plena utilização dos seus sentidos. assim define o equipamento individual de proteção: É todo meio ou dispositivo de uso pessoal.
. Evidentemente. De nada valerão as leis. O homem.I. Os fatores que determinam tal rejeição têm sua origem em situações consideradas as mais simples. É necessário que os empresários se conscientizem de que proteger o trabalhador não é apenas um dever de humanidade mas a defesa do seu próprio patrimônio. ligadas a problemas pessoais até os mais complexos. caberá à empresa fornecer gratuitamente equipamentos de proteção individual tais como óculos. de 30-12-60. luvas. O uso do E. uma educação orientada a fim de valorizar as normas de segurança e. capacetes. em verdade incômodo e só deve ser exigido quando as medidas de ordem geral não possam ser efetuadas. naturalmente.
pequenas porém importantes filigranas na especificação podem alterar a adequação de uso ao risco que se deseja anular. e a fiscalização. etc. vestiários. além de parte de higiene propriamente dita. atividades insalubres ou com substâncias perigosas. através de providências generalizadas. Tais medidas prioritárias dizem respeito ao exame médico pré-admissional. instalações sanitárias. incêndio. 54
. instalações de máquinas e equipamentos.I. podem fazer a administração da empresa recuar ao primeiro pedido. por vezes grandes. ruído e vibrações. pois o art. estamos obrigados por lei à verificação da possibilidade de eliminação dos riscos. refeitórios. Antes de ser fornecido o E. instalações elétricas. bebedouros.I. como também não é suficiente ter o melhor equipamento se não se ensina ao homem o seu uso correto.P. trabalhos a céu aberto. escavações. caldeiras e fornos.I. 162 determina que: “Nenhum estabelecimento industrial poderá iniciar a sua atividade sem haverem sido previamente inspecionadas e aprovadas as respectivas instalações pela autoridade competente em matéria de segurança e higiene”. iluminação.P. pois somente ele é capaz de indicar o equipamento adequado.I. Muitas vezes o operário deixa de usar o equipamento por ignorar como deva fazê-lo e porque deve usá-lo. construções.P. ventilação. combustíveis. no sentido de orientar o usuário é indispensável como complementação do treinamento.SENAI-PE
Os E. muitos E. Os preços não são baixos e as quantidades necessárias. trabalhos sob ar comprimido.P. deixariam de ser adquiridos e fornecidos. higiene pessoal.P. Indicação do E. O treinamento é uma fase importante no processo de utilização do E. túneis e pedreiras. inflamáveis e explosivos. distribuídos e usados criteriosamente. guardados. Não basta tê-los para satisfazer a Lei. reconhecendo. mesmo para um tipo idêntico. Exclusivamente o técnico em higiene e segurança deve escolher o E. A variedade dos equipamentos é enorme e. devem ser adquiridos. Se na prática sempre ocorresse o atendimento legal.P. transportes de todo tipo. Nossa legislação é previdente embora sua aplicação pouco eficiente. radiações ionizantes.I.I. avaliando e controlando os fatores ambientais. resíduos.
padronizar. eletricidade.I. Os óculos possuem vários tamanhos.I. redutores. conforme o tipo de equipamento a proteger. tipos de lentes. Podem ser classificados quanto a: 1 . alturas. luminosidade. hastes fixas ou não.parte do corpo a proteger.Tipo de agressor Impacto de objetos que caem.P. classificar os E. Aconselha-se para perfeita indicação do E. calor.necessidade de uso. que obrigam uma especificação exata para o uso indicado. 3 . necessita ter sob seu controle o conhecimento dos riscos. calor irradiado.tipo de risco a evitar. o qual antes de fazer a indicação do E. Como se vê não é assunto para mero curioso e sim de técnico. água. produtos químicos e tudo mais que possa agredir a higidez e integridade do trabalhador. formato. umidade. pontes diferentes. Um extintor de incêndio tem indicações precisas. conhecer o ritmo de trabalho e produção.: 1º 2º 3º 4º 5º conhecer o tipo de agressor ou agressores. atrito constante.
. 4 . frio. necessários. poeira e aerodispersóides.I. 2 .tipo de agressor. pisos.P.I.SENAI-PE
A NB-122 da Associação Brasileira de Normas Técnicas relaciona 35 tipos de luvas.P. proteções laterais. 1 .
Classificação dos E.P. O mesmo se verifica quanto às máscaras. analisar o tempo de exposição ao risco. o método de trabalho e a formação do trabalhador.
não raro.P. Como exemplo: as máscaras dos soldadores.I. é um ato inseguro.
. Devemos ter muito cuidado para não transformar uma proteção supletiva em principal. porém.P. se o piso é defeituoso e passagem obrigatória do trabalhador? A falta do uso do E. 3 . tórax. os escafandros e equipamentos de mergulhadores.P. lança-se mão de um equipamento de proteção. pois o E. preferindo-se outras medidas. aparelho respiratório. Por exemplo: o uso de máscara com filtro para gases tóxicos. aparelho ou órgão do corpo a proteger teremos os E. em última instância. a falta de medidas materiais de segurança do equipamento ou do ambiente são condições inseguras. os macacões de amianto ou aluminizados.Parte do corpo a proteger Segundo a parte do corpo. 2º Proteção complementar – é a proteção individual usada em conjunto com outros meios de ordem geral tais como piso antideslizante. devem os responsáveis pela segurança de qualquer fábrica. membros inferiores e superiores. envidar esforços para utilizar os E.. luvas em conjunto com transportadores de material escoriante. Entretanto. isolando-se os riscos. sistema. sapato antiderrapante. quando todas as outras formas de proteção foram tentadas.P.I.I.Necessidade de uso: 1º Proteção principal – é o equipamento indispensável e único capaz de proteger o homem na função. segundo a própria lei. De que valerá enluvar-se um operário. se a proteção da máquina não existe ou não está no lugar? De que serve um capacete. 3º Proteção supletiva – é aquela usada em determinado momento de falta ou falha da medida principal ou usual.I. não é uma vedete da segurança e só é eficaz quando outras medidas de ordem geral não oferecerem proteção total ao trabalhador. enquanto se corrige um vazamento e as medidas gerais não funcionam. a fim de que o homem possa trabalhar desarmado. A própria lei preconiza as correções de ordem geral.SENAI-PE
2 . olhos. para crânio. quando se poderia evitá-lo. Portanto. abrasivo ou cortante. abdômen etc. face.
os E. c) como medida de proteção.P. em razão da natural recusa do homem em usá-lo e por questões de produtividade. Não basta comprar equipamentos para satisfazer a lei. b) seleção do tipo adequado.I.P. Por outro lado. os dirigentes não podem pensar apenas em termos de obrigação legal. por ignorar como deva fazê-lo e porque deve usá-lo. No que diz respeito à sua utilização. O E. Resumindo o que acabamos de expor podemos dizer que: 1. O artigo 166 do 57
. ele deve ser de tal forma construído e tratado. no sentido de orientar o usuário. se não se ensina o homem a usá-lo bem.I. três fatores devem ser considerados: a) determinar a necessidade do uso. b) conforto. quando em ocorrência de emergência em que o tempo de exposição é curto.P. a fiscalização. se o equipamento tem por objetivo proteger o indivíduo contra os riscos de acidentes. Em matéria de segurança. devem ser os mais confortáveis possíveis. c) uso correto do equipamento. não se pode negligenciar na escolha de um bom equipamento. que não venha a falhar durante o seu uso.I. Seleção A seleção do equipamento de proteção individual se impõe por duas razões: a) segurança real. Muitas vezes o operário deixa de usar o equipamento. única. é indispensável como complementação do treinamento. 2. O homem está em primeiro lugar na ordem das coisas. Portanto. Logicamente. Além disso. b) como medida normal de proteção quando o tempo de exposição for curto. deve ser considerado: a) como medida complementar a uma medida de proteção coletiva contra acidentes e doenças. O treinamento é uma fase importante no processo de utilização do E.SENAI-PE
Também não é suficiente ter o melhor equipamento.
Para tal. se cumprido à risca. oferecendo proteção contra ruídos menos intensos.P. Egydio Regis – Refinaria Presidente Bernardes). sem abas laterais. Proteção da cabeça Capacete – de alumínio. Com aba ou tipo jóquei. fica a critério dos homens de segurança selecioná-los de acordo com a necessidade de trabalho.
. cobrindo toda a orelha e é indicado para ruídos mais intensos. é preciso que os homens de segurança fiscalizem o cumprimento do dispositivo legal. etc. capuzes. com abas ou sem abas. são as peças fundamentais de segurança oferecida pelo capacete.
* (Adaptado do trabalho do Prof.I. O segundo é usado internamente. O primeiro é de uso externo. Quanto aos tipos de material com que é fabricado o capacete e ao modelo.SENAI-PE
referido Decreto-lei 229. Ressalte-se que a coroa e a carneira. comprando equipamentos das firmas que apresentem os respectivos certificados a que se refere o artigo 166 acima citado. fibra ou material plástico. Relacionaremos a seguir aqueles que nos parecem mais usados. Proteção de ouvido Protetores auriculares – tipo concha e tampão obturador. Tipos mais comuns* Vários são os tipos e modelos de equipamentos existentes nos mais diversos centros industriais do mundo. variando de indústria para indústria. plugueando o ouvido. Outros equipamentos são usados para proteger a cabeça de riscos específicos tais como: gorros. facilitará em muito a compra do E. de acordo com o tipo de atividade.
. borracha. usados para diversos trabalhos. Para evitar esse incômodo. Proteção do tronco Utiliza-se aventais. asbesto. Proteção das mãos e braços Para a proteção das mãos contra as mais diversas agressividades do trabalho podem ser usadas luvas de lonas. Segurança do Trabalho. pano. nº 18 de 1968 – 2ª edição. com exceção dos que envolvem intensidade luminosa e respingos de produtos químicos. avental de lona para trabalhos secos. que visam evitar cortes. e de armações inteiramente fechadas. etc.Viseiras que cobrem a parte frontal do rosto ou elmos que protegem parte da cabeça e todo o rosto incluindo as partes laterais.. usa-se um líquido ou cera antiembaçante. O maior problema no uso de óculos consiste no embaçamento das lentes. avental de plástico para manuseio de ácidos ou outros produtos químicos corrosivos. avental de asbestos para trabalhos quentes. couro. Para esses trabalhos são usados modelos especiais com lentes verdes filtrantes para o caso de raios luminosos. plástico. Há protetores que combinam duas proteções: contra raios luminosos e contra raios caloríficos. Alguns para uso geral e outros para usos específicos. poderão ser conseguidas na excelente publicação do SESI: Equipamento de Proteção Pessoal – Luvas – Coleção SESI. roupa completa de pvc. paletós e roupas que podem variar em modelos e tipos: avental de roupa para soldador. Protetores faciais . abrasivos ou corrosivos. São também muito usados os protetores de tela metálica. para proteção contra respingos. Os mais comuns são aqueles dotados de lentes claras endurecidas.SENAI-PE
Proteção dos olhos e do rosto Óculos – Vários são os empregados. abrasões e queimaduras provocados pelo contato direto com materiais cortantes. São revestidos de alumínio polido e seu visor é de plástico ou vidro verde. energia elétrica. Informações mais detalhadas sobre luvas. etc.
de metal ou de fibra. Perneiras – de couro. Nenhuma ação contra gases ou vapores. Consideramos a mais importante e a mais difícil das proteções. podendo ser destacados os seguintes: Sapato de segurança – para trabalhos pesados dotados de biqueira de aço ou fibra de vidro. de plástico. 2. Botas de borracha ou de pvc – para trabalhos úmidos ou em contato com produtos químicos (ácidos. de mangas compridas e capuz para trabalhos no interior de equipamentos de processamento. tendo em vista a função vital que representa a respiração para o homem. estão relacionados os chamados respiradores contra pó e os filtros contra neblinas. etc. quanto ao risco. Proteção respiratória Este tipo de proteção constitui praticamente um capítulo à parte. podendo ser de cano curto ou longo até a virilha. alcalinos).
. em duas classes: 1. botas e perneiras para essa finalidade. Pode-se dividir a proteção respiratória. Trata-se de ação puramente mecânica. por intermédio de filtros de algodão. feltro. No primeiro caso. esponja de borracha.SENAI-PE
macacões de pano. papel. Proteção contra aerodispersóides e sólidos.
Proteção dos pés e das pernas Existem vários tipos de sapatos. Proteção contra gases e vapores e os tipos mistos.
ainda que seja sumamente variável. como número médio. com suprimento de oxigênio ou ar comprimido. sem um prévio controle. é calculado em 2% em volume de ar. aplicáveis em qualquer emergência de gases tóxicos. os quais têm a finalidade de purificar o ar ambiente mediante a eliminação de eventuais venenos. impedindo sua passagem pela ação tamisadora e absorção ou tornando-os quimicamente inofensivos. segundo os diferentes tipos de filtros e as características do gás venenoso. consiste em que o ar a ser purificado contenha cerca de 17% de oxigênio. Em muitos casos. não há um tempo previsto para a duração eficiente de um filtro químico. indicativas dos tipos de gás ou vapor para os quais são fabricados.Máscara de ar injetado.SENAI-PE
A proteção contra gases e vapores é efetuada com o emprego de máscaras especiais que se classificam em três tipos fundamentais: 1 . motivo pelo qual os filtros a serem empregados devem ser dotados de combinação dos elementos de absorção dos filtros contra gás e de um filtro contra poeiras. O filtro purifica o ar aspirado. pois essa condição depende de uma série de fatores. A rigor. Os filtros geralmente se diferenciam pelas suas cores e letras. 1 . somente existe ao ar livre ou em locais perfeitamente ventilados. para cujas eventualidades empregamse os aparelhos autônomos. Em vista disso a condição prévia para a sua eficiência. por exemplo. Outro cuidado que deve ser observado no uso de filtros. 2 .Máscara autônoma. Os filtros respiratórios não são aparelhos de proteção universal.Máscara de filtros químicos. Assim. o ar filtrado não deve conter porcentagem tóxica superior à capacidade purificadora do filtro.Máscara de filtros químicos Este tipo de máscara utiliza a ação de filtros respiratórios. Essa
. O limite percentual da concentração de gases para utilização de filtros. 3 . Além disso. mas não produz oxigênio. A garantia de que a atmosfera reúne as condições necessárias. os venenos respiráveis apresentam-se ao mesmo tempo em forma de gases ou vapores e de substâncias sólidas flutuantes. consiste na duração útil do mesmo. como o aumento repentino da concentração do gás. um filtro pode durar minutos ou horas.
portanto. é a perfeita aderência da peça facial ao rosto. oferece maior conforto respiratório. ou quanto ao ar ambiente. principalmente de ordem econômica.
. encerrando o nariz. a boca e o queixo. é denominado autônomo. São encontrados cilindros de 1 (um) a 7 (sete) litros de capacidade física. 2 . independente. especialmente as de filtro. tornando o aparelho mais leve sem diminuir o tempo útil de duração. sob pressão. em cilindros ou garrafas metálicas portáteis.Máscara de ar injetado Aquela cuja fonte de alimentação é o ar atmosférico captado por um compressor ou ventoinha manual e levado ao homem por meio de mangueira. Os aparelhos autônomos são indicados especialmente para emergências. cobrindo todo o rosto ou apenas a metade. do ar atmosférico livre. Entretanto. variando a sua capacidade. Os filtros são adaptados em peças faciais que podem ser inteiriças. O oxigênio puro (pureza máxima) possibilita o emprego de cilindros menores. proporcionando completa hermeticidade. modernamente. na utilização desses aparelhos. Essa reserva ou suprimento é armazenado. Assim o indivíduo equipado penetra num determinado ambiente. 3 . A experiência nos tem demonstrado que o ar atmosférico comprimido. fechado e recebe o ar do lado externo da atmosfera livre. por razões várias. Não há restrições quanto ao local. Há vantagens e desvantagens de uma máscara em relação à outra.Máscara autônoma Todo aparelho que contém um suprimento próprio de ar atmosférico ou de oxigênio comprimido.SENAI-PE
combinação existe e são vários os modelos de filtros que apresentam as duas possibilidades. especialmente nos períodos de uso prolongado do aparelho autônomo. Passo importante no uso da máscara contra gazes. há uma preferência acentuada pela de ar comprimido.
somente poderão ser usadas quando o risco estiver enclausurado. algumas vezes anulando-os e. que a evolução e as blindagens 63
. Tipo de risco a evitar O problema dos E. A evolução que o trabalho do homem vem sofrendo. o motor de combustão interna. nos trabalhos em postes. as máscaras de ar de linha etc. atualmente. Usado com cabo especial de nylon ou de manila. os inúmeros produtos químicos. Cinto com travessão . é constante e os tipos de proteção oferecidos pelas firmas especializadas surgem diariamente.SENAI-PE
Estão incluídos neste tipo as chamadas máscaras de ar fresco de ventoinha manual. a eletricidade. excesso de água e até mesmo contaminação de CO. portátil. para trabalhos gerais em lugares altos desprotegidos. a fim de evitar a captação de ar contaminado. por vezes criando outros. mormente as de ventoinha manual. Uma das condições fundamentais do emprego dessas máscaras é manter a fonte de suprimento afastada da área perigosa.I. tendo em vista a possibilidade de infiltração de óleo. numa variedade considerável. Da introdução do vapor como força motriz. Por isso.P. as radiações e a energia nuclear. É ponto pacífico. penetrando o homem em seu interior e ficando a fonte de alimentação no lado externo. nasce a mecanização. tem trazido mudanças na natureza dos riscos. que o captam nas proximidades da área perigosa. uma regra já pode ser estabelecida: as máscaras de ar injetado. Diversos: Cinto de Segurança Tipo alpinista .é o tipo usado para equilibrar o trabalhador e evitar sua queda. Filtros apropriados devem ser usados para purificar o ar.de lona trançada. Cuidado especial deve ser dado à qualidade do ar proveniente de compressor. também. Nesses séculos de evolução surgiram muitos riscos novos e outros desapareceram. depois do carvão. cuja locação depende de um rigoroso exame da situação da atmosfera.
incutir-se no educando a noção básica de que deve proteger a sua integridade física. esquecer-se de alguma coisa. podem estar sendo usado de modo incorreto. seleção e instrução dos empregados não só quanto á produção. Está nas mãos do empregador – que detém o poder de comando – traçar normas de prevenção. fiscalização da ordem e do asseio dos locais de trabalho. Segurança e Higiene do Trabalho nas Empresas A previsão de acidente compreendida em sua finalidade educativa e de tratamento técnico dos problemas de segurança. Em qualquer tempo pode um trabalhador vir a distrair-se. O importante é. A direção que se imprime aos programas de segurança é norteada pelos princípios adotados pela administração. o calçado antideslizante pode ser inadequado e os próprios E. de outras atribuições será incumbido esse responsável. além das normais. aquisição de material de proteção individual. perder a concentração.SENAI-PE
podem retirar-se. procurando utilizar-se dos melhores meios disponíveis. De acordo com o porte da empresa. Na empresa. quanto á segurança.P.I. integrá-las nos processos de trabalho da empresa e estimular a participação de todos os elementos desta na tarefa de evitar os acidentes. variará a organização de segurança.
. requer total apoio da administração da empresa. sentir-se por demais seguro. mas também. Tais atribuições serão: solução dos problemas de segurança. natureza de atividade e número de empregados. responsável pela prevenção de acidentes. Pequenas empresas Em pequenas empresas. durante a fase de formação profissional. sobre as quais não recaia a exigência de organização de CIPA é essencial que haja um elemento de preferência com função hierárquica superior. predispondo-se assim ao acidente.
Elaboração de regulamentos internos com meios de efetivar o cumprimento das normas de segurança. serviço especializado em segurança. conseqüentemente. Manutenção – é praticamente a base da estrutura de segurança. ao risco e ao número total de empregados. Serviço de Pessoal – a seleção rigorosa no processo de admissão de pessoal para encaminhamento à função adequada. ainda não foi amplamente reconhecida entre nós. e outras existem que possuem CIPAs. mas estas se limitam apenas a atender a requisitos legal. quer por trabalhadores. Infelizmente. na prevenção dos acidentes do trabalho e.
É indispensável uma coordenação perfeita entre a direção da empresa.SENAI-PE
prescrição de medidas de segurança adequadas ao tipo de serviço executado. onde não há uma verdadeira 65
. Há inúmeras empresas com mais de 100 trabalhadores. no bem estar do trabalhador. nas quais haja obrigatoriedade. sem nenhuma motivação por parte da gerência da empresa e com o total desinteresse dos empregados. o espírito de empresa e o espírito prevencionista ainda não fazem parte de muitas organizações industriais. que não têm CIPAs instaladas. Treinamento – um entrosamento perfeito deve existir com esse serviço para se conseguir que os trabalhadores apliquem a forma correta de fazer as suas tarefas com segurança. CIPA e o Serviço de Segurança e Higiene do trabalho. A extraordinária importância das CIPAs. qualificações e aptidões.
Empresa de Porte Médio Nas empresas de porte médio. Estes serviços estão em relação com: Serviço médico da empresa – para exame médico pré-admissional que encaminhará o empregado para a função adequada ao seu físico. Exame médico periódico para profilaxia e manutenção das condições de higidez dos empregados. quer por empregadores. A obrigatoriedade de manutenção destes serviços nos estabelecimentos é vinculada à exposição. higiene e medicina do trabalho. nos termos da Portaria 3237 de 27/07/72.
A implantação da CIPA. educando seus companheiros de trabalho no uso adequado dos dispositivos de proteção. as incompreensões. constitui um imperativo para sua maior prosperidade. em meio das suas atribuições. em favor das quais a Prevenção de Acidentes é bastante proveitosa e econômica. vaidade e ambição. Uma coletividade. e comprovou-se que esse fator é mais complexo e mais importante que qualquer outro.
A Organização Internacional do Trabalho. nas grandes ou médias indústrias. quer no campo doutrinário. normalmente heterogênea. gerando irritação. o maior progresso da indústria. em que o sentimento de solidariedade humana nem sempre consegue sobrepor-se à insensatez. assim. de ambientes intoleráveis acidentes. envenenadoras das relações humanas. possa humanizar essa coletividade e torná-la tão compreensiva quanto eficiente. O resultado disso são os agressividade e insolência.SENAI-PE
compreensão de que a prevenção de acidentes e o bem estar social do trabalhador concorrem para uma maior produtividade por parte dos trabalhadores. pelo alheamento choques.
. em sua publicação Aumento da Produtividade nas Indústrias Manufatureiras. Quer no campo prático. discutindo e aplicando os conhecimentos adquiridos. criadoras nos locais do trabalho e de clima propício a e a fadiga adicional que provocam. carece consequentemente de uma CIPA que. proporcionando. afirma que nos últimos anos. mais se robustece e acentua a atividade de uma CIPA devidamente organizada e prestigiada por efetivo apoio das indústrias. através de reuniões e palestras. se dedicou uma atenção crescente ao elemento humano como causa dos acidentes.
Em nossa opinião. para que o trabalho de uma CIPA seja coroado de êxito. atividades afins e reuniões de CIPAs de outras empresas. e) convites a técnicos em assuntos de prevenção de acidentes. Os seus membros devem ser escolhidos entre os mais interessados e humanos da direção e entre os mais interessados e humanos da direção e entre os mais dedicados dos trabalhadores. a) b) c) d)
. uma CIPA só pode ser bem sucedida se a direção da empresa acreditar no seu trabalho e apoiá-la moral e materialmente. é imprescindível que a empresa lhes dê todo o apoio para a consecução de seus objetivos. privando-se a empresa durante algumas horas da atividade rotineira desses elementos para que eles possam realmente se dedicar à tarefa de prevenção de acidentes. fornecimento de local e material adequado a reuniões. aluguel de filmes e aquisição de literatura especializada. o apoio do empregador o fator primordial no sucesso das atividades de uma CIPA. o mais rápido atendimento. As solicitações e recomendações da CIPA devem ter. participação de membros das CIPAs em congressos. são necessárias determinadas providências que somente poderão ser executadas com plena aquiescência do empregador. Isso porque. bem como de sua aquisição. por parte da Diretoria. O apoio da direção às atividades das CIPAs pode se dar por: seleção de elementos capazes para comporem a CIPA. para sugerir medidas e colaborar com a CIPA. de tal maneira que os trabalhadores aprendam a confiar nela e acatar as suas recomendações. representantes da empresa e dos empregados. f) facilitação de lugares para a afixação de cartazes.SENAI-PE
É sem dúvida. Reunidos em uma só mesa de trabalho. com o fim de prevenir os acidentes do trabalho. estudo e realização imediata das sugestões que impliquem em despesas.
de 28 de fevereiro de 1967. à Confederação Nacional do Comércio (1º grupo – Comércio atacadista e 4º grupo .SENAI-PE
Portaria nº 32. relativos à segurança e higiene do trabalho. estabelece que compete a este Departamento expedir normas referentes ao capítulo V daquela Consolidação. 11. Artigo 2º A CIPA . 13 da Lei nº 4. aprovado pelo Decreto número 56. de 11 de dezembro de 1964. com a nova redação introduzida pelo art. em número igual. Artigo 1º As empresas vinculadas à Confederação Nacional das Indústrias. à Confederação dos Trabalhadores Marítimos. de 6 de maio de 1965. segurança e higiene do trabalho. 5º do Decreto – Lei nº 229. aprovada pelo Decreto-lei nº 5. no uso das atribuições que lhe confere o art. do Regimento do DNSHT. Comissões Internas de Prevenção de Acidentes – CIPAs nas Empresas. que possuam 100 (cem) ou mais empregados. O Diretor – Geral do Departamento Nacional de Segurança e Higiene do Trabalho.Comércio armazenador). ficam obrigadas a organizar Comissões Internas de Prevenção de Acidentes – CIPA – com a finalidade de cuidar de prevenção de acidentes.589. de representantes de empregadores e empregados. Considerando que o Departamento Nacional de Segurança e Higiene do Trabalho é o órgão de orientação e fiscalização da legislação e dos assuntos em geral. item I. conforme o disposto no art. de 1º de maio de 1943. 158 e seus itens e 164 e seus parágrafos da Consolidação das Leis do Trabalho.
. de 29 de novembro de 1968 Expede instruções para a organização e o funcionamento de Comissões Internas de Prevenção de Acidentes e dá outras providências. Considerando que os arts.será constituída. Fluviais e Aéreos e à Confederação Nacional dos Transportes Terrestre. Resolve: Expedir as Instruções para a organização e o funcionamento de Comissões Internas de Prevenção de Acidentes – CIPAs.452. bem como do estudo de todos os problemas e aspectos inerentes à medicina e à engenharia do trabalho.263.
de preferência dentre os pertencentes aos setores de maior risco de acidentes e que mais se destacarem pela capacidade de liderança construtiva. quando houver o médico. o engenheiro e o assistente social. ou se mostrarem desinteressados pela função. Serão designados um suplente para representante do empregador e um suplente para representante de empregados. cujo efetivo atinja a 100 (cem) empregados. para substituí-los. A administração designará um quinto membro para presidente da CIPA e um secretário. em número não inferior a 4 (quatro). a empresa organizará. sendo substituídos os que faltarem por três vezes consecutivas sem justificativa. espírito prevencionista e de observação. inteligência. O mandato dos membros da CIPA será de um ano.SENAI-PE
Os representantes de empregadores serão designados pela administração da empresa. em número não inferior a 4 (quatro). em cada um.
. Parágrafo único . Quando houver departamentos em localidades diferentes.No caso de não existir médico. disciplina. uma CIPA. incluindo o gerente e. outros representantes que possuam qualificação e interessados nos problemas atinentes à CIPA. engenheiro e assistente social. A administração indicará os substitutos eventuais do presidente e do secretário. assiduidade ao trabalho. serão designados.
Os representantes de empregados serão eleitos pelos mesmos.
Das atribuições Artigo 8º As CIPAs terão normalmente as seguintes atribuições: a) Investigar as circunstâncias e as causas dos acidentes. a documentação referente às suas atividades. m) Remeter. o uso de equipamentos de proteção e o emprego de dispositivos de segurança.
. c) Inspecionar. as instalações da empresa. mensalmente. propondo medidas de prevenção de acidentes. periodicamente. segurança e higiene do trabalho.T. notadamente no que se refere à ação educativa. i) Realizar reuniões. combate ao fogo e primeiros socorros. à D. h) Promover a divulgação de regulamentos. j) Propor a concessão de prêmios aos que se distinguirem pelas sugestões sobre assuntos de atribuições da CIPA. palestras e projeção de filmes sobre prevenção de acidentes. segurança e higiene do trabalho julgadas necessárias. g) Cooperar para o cumprimento dos regulamentos e instruções de caráter oficial ou internas. l) Analisar os acidentes ocorridos e as estatísticas que deverão constar de atas das reuniões. e) Instruir equipes encarregadas do serviço de prevenção de incêndio. segurança e higiene do trabalho. b) Submeter ao empregador recomendações. relativos à prevenção de acidentes. instruções. f) Propor a aplicação de medidas de ação disciplinar aos que infrigirem regulamentos e regras de segurança.R. d) Promover o interesse do pessoal para as questões de prevenção de acidentes. segurança e higiene do trabalho. segurança e higiene do trabalho. avisos e outros meios de propaganda educativa referentes à prevenção de acidentes. verificando o cumprimento das determinações legais e o estado de conservação dos equipamentos de proteção e dispositivos de segurança.
apresentando sugestões para evitar a repetição. quando. segurança e higiene do trabalho. e) Médico – acompanhar os casos de acidentes e doenças do trabalho. visando a prevenção de acidentes. preencher quadro de estatística de acidentes (Modelo B). f) Assistente Social – pesquisar as causas sociais que por ventura tenham relação com o acidente ocorrido. investigar as causas dos acidentes. encarregar-se da correspondência. b) Dar imediato cumprimento às recomendações aprovadas pela CIPA.dirigir e orientar os trabalhos. para esse fim designados. c) Gerente . diretamente ao encarregado. estudar e projetar a execução. colhendo os dados e informações necessárias ao esclarecimento de suas causas. quando cabível. encaminhando à administração as recomendações aprovadas e acompanhar sua execução.proceder ao levantamento das necessidades de segurança do trabalho. b) Secretário . Do empregador Artigo 10º Compete ao empregador: a) Dar integral apoio à CIPA. zelar pelas condições de higiene dos locais de trabalho. d) Engenheiro .representar a administração da empresa junto à CIPA. Dos empregados
. em caso de urgência. g) Representantes dos empregados – Comunicar à CIPA e. distribuir o material de propaganda educativa e outros relativos à prevenção de acidentes. concedendo a seus representantes facilidades para o desempenho das respectivas atribuições. providenciar o envio à Delegacia Regional do Trabalho de cópias de atas.redigir e transcrever atas. as necessidades e falhas observadas que possam ocasionar acidentes. fichas de análise de acidentes (Modelo A) e quadro de estatística de acidentes (Modelo B).SENAI-PE
Dos representantes Artigo 9º Os representantes da CIPA terão as seguintes atribuições: a) Presidente . das recomendações aprovadas nas reuniões.
b) Verificação do andamento das recomendações aprovadas. d) Análise do quadro de estatística de acidentes. Das reuniões Artigo 12º O aviso de convocação para a reunião da CIPA deverá ser feito com antecedência mínima de oito dias e enviado. por escrito. intoxicações e doenças do trabalho. em local apropriado e em horário normal de trabalho da empresa. f) Encerramento. e) Apresentação dos assuntos gerais relacionados com a prevenção de acidentes. com a análise das causas e providências a serem tomadas a respeito.
. a CIPA se reunirá. obrigatoriamente. Das sessões Artigo 15º A título de uniformidade geral. Artigo 14º Em caso de acidente grave. visando a prevenção de acidentes. c) Exame dos casos de acidentes. segurança e higiene do trabalho. a cada um dos representantes. extraordinariamente. b) Usar. Artigo 13º A CIPA deverá se reunir uma vez por mês. g) Assinatura da ata pelos representantes da CIPA. ordens. regras e regulamentos de prevenção de acidentes. com a presença do mestre ou encarregado do setor de ocorrência. o equipamento de proteção individual. c) Apresentar sugestões para a melhoria das condições de segurança e higiene dos locais de trabalho.SENAI-PE
Artigo 11º Compete aos empregados: a) Obedecer às normas. segurança e higiene do trabalho. os trabalhos das sessões da CIPA deverão obedecer à seguinte ordem: a) Leitura da ata da sessão anterior.
Editora Globo S/A. Ed. 1977. Desenhista de máquinas. Desenho técnico fundamental. SCHMIDTT. São Paulo.. Alexander. Editora Pedagógica e Universitária Ltda. GIONGO. Escola Prot – Tec. Rio de Janeiro. José de Arruda. Livraria Nobel S/A. revisada. 1975. MEC . 1970. Rio de Janeiro. São Paulo. Desenho mecânico. Thomas E. FRENCH. São Paulo. Desenho geométrico. BAPTISTA. Curso de desenho geométrico.
. 1967. Rio de Janeiro. Higiene e segurança do trabalho.SENAI-PE
PENTEADO. SENAI Departamento Nacional.Ministério da Educação e Cultura. 1970. 1983. Companhia Editora Nacional. Hilton. Desenho técnico e tecnologia gráfica. 1989. PROVENZA. São Paulo. Affonso Rocha.
Editoração Divisão de Educação e Tecnologia – DET.SENAI-PE
Elaboração Israel Gomes Coutinho
Diagramação Anna Daniella C.
Maria Geovania Lima Manos
Desenho de Caldeiraria Pe by Odair Dias1,1K viewsEmbedDownloadRead on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.Copyright: Attribution Non-Commercial (BY-NC)List price: $0.00Download as PDF, TXT or read online from ScribdFlag for inappropriate contentMore informationShow less
RelatedCaldeirariaby Aislan PedroManual Tecnico de Caldeiraria - Parte 2by Walmir JuniorCaldeiraria-FerramentaseseusAcessoriosby brunocqCALDEIRARIA - MÓDULO DE TRAÇAGEM E PLANIFICAÇÃO DE CHAPASby pauloedcostaCurso Internacional Em Encanador Industrialby andreborges61Caldeiraria Traçadosby sancosta7772 - TRAÇADOS PARA CALDEIRARIAby Fernando SilvaDESENHO E TRAÇADO CALDEIRARIAby Giovana Leão LacerdaTecnologia de Caldeiraria 104 PGby Reginaldo Dias62571876-apostilaby Marcio VarottoApostila de Calderariaby hebert10caldeiraria__planificaçôesby Tiago LalierApostila cálculos de caldeirariaby Nazareno FragaApostila de Métodos e Processos de Caldeirariaby Claudio RodriguesCaldeiraria (Chapéu chinês)by anjmendesApostila do Curso de Caldeireiroby DarlanBoca de Lobo Inclinadaby tecnicocncDESENHOS TÉCNICOS CALDEIRARIAby Jonatas SilvaCalculo IIby Walney Machado Francocaldeiraria_ planificaçôesby Joerbet Araujo GarcesCaldeiraria-MetrologiaBasicaby Cristhian GraefCALDEIRARIAby Wanderson Trindadecaldeirariaby Hellman CastCaldeirariaby pgmazTraçados de Caldeiraria Funilaria e Encanador Industrialby Bruno CoelhoCALDEIRARIA-SOLDAGEMby Dener TelliniManual Tecnico de Caldeiraria - Parte 1by Walmir Junior20-Caldeiraria Transicao Cone Gomos Heliceby rodrigontheroadSimilar to Desenho de Caldeiraria PeCaldeirariaManual Tecnico de Caldeiraria - Parte 2Caldeiraria-FerramentaseseusAcessoriosCALDEIRARIA - MÓDULO DE TRAÇAGEM E PLANIFICAÇÃO DE CHAPASCurso Internacional Em Encanador IndustrialCaldeiraria Traçados2 - TRAÇADOS PARA CALDEIRARIADESENHO E TRAÇADO CALDEIRARIATecnologia de Caldeiraria 104 PG62571876-apostilaApostila de Calderariacaldeiraria__planificaçôesApostila cálculos de caldeirariaApostila de Métodos e Processos de CaldeirariaCaldeiraria (Chapéu chinês)Apostila do Curso de CaldeireiroBoca de Lobo InclinadaDESENHOS TÉCNICOS CALDEIRARIACalculo IIcaldeiraria_ planificaçôesCaldeiraria-MetrologiaBasicaCALDEIRARIAcaldeirariaCaldeirariaTraçados de Caldeiraria Funilaria e Encanador IndustrialCALDEIRARIA-SOLDAGEMManual Tecnico de Caldeiraria - Parte 120-Caldeiraria Transicao Cone Gomos HeliceIniciando a Cal Der AriaApostila - Qualificação do Encanador - Parte I

References: artigo 166
 artigo 166
 Artigo 2
 Artigo 1
 Artigo 8
 Artigo 10
 Artigo 9
 Artigo 12
 Artigo 15
 Artigo 14
 Artigo 13

Artigo 11