Source: http://jornalismojunior.blogspot.com/2011/
Timestamp: 2017-10-21 21:15:44+00:00

Document:
Jornalismo Júnior: 2011
Regulamento Oficial – Concurso fotográfico da 5ª Semana de Fotojornalismo
Artigo 1º - O concurso fotográfico faz parte da programação da 5ª Semana de Fotojornalismo, tendo como finalidade principal desenvolver atividades culturais, bem como congregar estudantes, profissionais de jornalismo e interessados em fotojornalismo de maneira geral.
Artigo 2º - A Saída Fotográfica será realizada no dia 01 de setembro de 2011 às 15 horas, na região da Sé.
§ Único – Data e horário do concurso podem ser alterados pela organização da 5ª Semana de Fotojornalismo desde que com prévio aviso.
Artigo 3º - À Jornalismo Júnior caberá a promoção, organização e execução do concurso fotográfico.
§ Único – A exceção deste artigo é feita aos membros da organização da 5ª Semana de Fotojornalismo.
Artigo 6º - Os interessados deverão se inscrever presencialmente nos dias 29 ou 30 de agosto durante as atividades da 5ª Semana de Fotojornalismo, ou através de e-mail para semanadefotojornalismo.jjr@gmail.com, contendo nome completo, número do Registro Geral (RG) e telefone para contato, durante o período de 29 a 31 de agosto de 2011.
§ Único - A inscrição só será efetivada com a assinatura da lista de presença, que ficará em poder da organização do concurso, no período da saída fotográfica.
Artigo 7º - Os participantes, ao se inscreverem no concurso, concedem à Jornalismo Júnior o direito de uso das suas fotografias para fins de cobertura e divulgação da 5ª Semana de Fotojornalismo ou exposições futuras.
Artigo 8º - Todas as imagens participantes do concurso serão expostas na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo na sexta-feira, dia 02 de setembro de 2011.
Artigo 9º - O Concurso Fotográfico presente na 5ª Semana de Fotojornalismo terá como tema Ícones.
§ 1º - Os critérios de avaliação serão:
§ 2º - Os critérios têm o mesmo peso no julgamento das fotos.
§ 3º - Não será estabelecida qualquer técnica padrão, ficando os participantes livres para escolher sua técnica.
Artigo 10º - O corpo de jurados será formado por palestrantes convidados para a realização das atividades da 5ª Semana de Fotojornalismo.
Artigo 11º - Os participantes deverão entregar à organização do concurso um número máximo de 02 (duas) fotografias.
§ 1º - As fotos deverão ser entregues com um título cada.
§ 2º - Os custos de revelação ou impressão ficam a cargo exclusivamente do participante.
§ 3º - As fotografias deverão estar em papel fosco com bordas brancas, no tamanho de 13X18 cm.
§ 4º - As fotografias entregues fora dos padrões estipulados por este regulamento estarão desclassificadas.
Artigo 12º - As fotografias devem ser entregues a qualquer membro da organização, até às 19 horas do dia 01 de setembro de 2011.
§ Único - As premiações são suscetíveis a alterações pela organização do concurso sem prévio aviso.
Artigo 14º - A Jornalismo Júnior se exime de qualquer responsabilização por eventuais furtos, bem como qualquer infração judicial cometida pelos participantes ou sofrida pelos mesmos durante o período do concurso fotográfico.
Artigo 15º - O presente regulamento entrará em vigor logo após aprovação pela organização da 5ª Semana de Fotojornalismo e, após sua aprovação e publicação, este regulamento não poderá ser alterado.
Artigo 16º - Os casos omissos do presente regulamento deverão ser resolvidos pela organização da 5ª Semana de Fotojornalismo.
Para maiores informações, entrar em contato com Juliana Mendonça Santos.
Contato: julianasantos@jornalismojunior.com.br
(11) 7332-2704
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Wagner Souza e Silva atua como fotógrafo desde 1994 e é Professor Doutor do Departamento de Jornalismo e Editoração da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP) e do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Pela Escola de Comunicações e Artes da USP, concluiu graduação em Rádio e Televisão e fez mestrado e doutorado em Ciências da Comunicação.
A palestra de Wagner, pela V Semana de Fotojornalismo, ocorrerá no dia 1 de setembro e, juntamente com José Cordeiro, ele abordará o tema “crenças”. Com relação a esse tema Wagner trabalhou por dez anos como fotógrafo do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, registrou artefatos diversos, entre eles objetos de culto e de universos míticos e sagrados. Além dessa documentação do acervo, ele também atuou como fotógrafo em trabalhos arqueológicos de campo no Brasil e no exterior. Com relação ao registro de artefatos, ele foi responsável pelas fotografias do livro “A plumária indígena brasileira”, que foi premiado com o Jabuti na categoria de produção editorial em 2000.
Wagner também abordará na palestra seu trabalho mais recente, que será publicado em breve, que traz fotografias de uma coleção de artefatos da etnia Xikrin.
Wagner, a partir do seu mais novo trabalho, tentará observar as tensões a respeito da crença na objetividade da fotografia, sobretudo em áreas de conhecimento onde a técnica fotográfica é instrumento fundamental em áreas de registro e pesquisa.
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[Fotojornalismo] Como chegar à V Semana de Fotojornalismo
Em todos os casos, você deve descer em frente à Praça do Bancos, dentro da Cidade Universitária, e seguir no mesmo sentido do ônibus e atravessar a rua, a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) fica em frente à Faculdade de Economia e Administração (FEA) . Basta entrar no prédio e descer até o auditório.
Desça na estação Butantã (linha amarela), saia no terminal urbano e pegue o ônibus Cidade Universitária (circular) (8012/10). Desça no ponto FAU II.
Se você preferir ir de trem, desça na Estação Cidade Universitária, na linha 9 – Esmeralda. Atravesse a ponte Cidade Universitária, entre pelo acesso CPTM e pegue qualquer um dos dois circulares que ficam logo na entrada.
Desça no ponto da FEA, atravesse a avenida e suba as escadas da FAU.
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José Cordeiro Albano estará na V Semana de Fotojornalismo falando sobre o registro de crenças como ícones, ao lado de Wagner Souza e Silva, no dia 1 de setembro.
O fotógrafo nasceu em Fortaleza em 1944 e começou a fotografar em 1967, ainda cursando Letras na Universidade Federal do Ceará. Em 1972, terminou o mestrado em fotografia pela Newhouse School of Public Communications da Syracuse University, de Nova York.
Em 1973, ministrou cursos de iniciação à fotografia ao Serviço de Extensão da Universidade Federal do Ceará (Casa Amarela).
Um ano depois, consagrou-se na profissão com De carona na Europa com José Albano, uma série de reportagens publicadas pelo jornal O Povo, de Fortaleza. A partir daí, passou a ser autônomo: fez ilustrações para livros, restauração de fotos antigas, fotografou profissionalmente para o comércio e indústria do Ceará e ainda trabalhava ocasionalmente com fotojornalismo.
Um de seus trabalhos mais conhecidos é a Coleção Tapeba, uma coleção de retratos, que resultou numa exposição individual exibida no Brasil, na Alemanha e na Inglaterra.
José Cordeiro foi premiado diversas vezes, em concursos internacionais como o “Living Together”, em Tokyo, Japão.
Caio Guatelli é um dos grandes nomes do fotojornalismo brasileiro na atualidade. Guatelli é paulista, tem 34 anos e se formou em Fotografia pelo Senac, em 2004.
O fotojornalista possui um currículo amplo. Entre 1996 e 1999 trabalhou para o Estado de São Paulo. Já entre 2000 e 2008 trabalhou para a Folha de São Paulo, jornal que lhe deu a oportunidade de cobrir, como repórter fotográfico e enviado especial, a grande tragédia causada pelo terremoto no Haiti em 2010. Sobre o seu trabalho em solo haitiano, Guatelli afirma: “Fiquei com medo de não aguentar tanta tristeza”. O paulista optou por retratar um viés mais humanístico do ocorrido ao invés de dar enfoque no aspecto trágico.
Outro trabalho notável de Guatelli é relacionado aos esportes. Suas fotos retratam atletas em alta velocidade proporcionando beleza e estilo únicos em fotografia e esporte. Algumas de suas obras desse tipo podem ser vistas no link a seguir: http://www.folhapress.com.br/web/galeria/fotografo.php?cd_galr=197
Caio Guatelli será um dos palestrantes da V Semana de Fotojornalismo. No dia 30/08 ele discutirá a questão dos ícones no que se refere a “Lugares”, juntamente com Dirce Carrion.
As muitas visitas à África subsaariana fizeram com que a fotógrafa gaúcha Dirce Carrion, arquiteta por formação, tivesse uma ideia: promover o conhecimento mútuo entre crianças brasileiras e africanas de comunidades carentes, separadas por um oceano mas unidas pelo modo de vida. Como? Através de cartas e fotografias que elas trocariam umas com as outras, por intermédio da fotógrafa.
Apaixonada pelos projetos nos quais se envolve, Dirce Carrion chegou a oferecer as máquinas fotográficas e oficinas de fotografia e redação para as crianças, com recursos tirados do próprio bolso. O resultado foi uma exposição no Fórum Social Mundial de Porto Alegre, em 2005, e a publicação do livro “Brasil-África Olhares Cruzados”.
Desde então, o que era apenas um título de livro virou um grande projeto. O “Olhares Cruzados” criou forma, conseguiu parceiros e hoje está espalhado por 22 comunidades no Brasil e pela África e América Latina. Dirce Carrion publicou uma série de livros com esse título, nos quais ela mostra que as semelhanças entre diferentes países de diferentes culturas são bem maiores do que se imagina.
A fotógrafa estará presente na V Semana de Fotojornalismo, no dia 30/08, apresentando palestra sobre os lugares como ícones, junto com Caio Guatelli, às 15h.
10 motivos para NÃO perder a Semana de Fotojornalismo
A Semana de Fotojornalismo está chegando e você profissional, estudante ou aspirante a fotógrafo não pode ficar de fora! Seguindo sempre o objetivo da empresa, a 5º Semana promete trazer muito conteúdo pra quem curte o assunto. Se você nunca participou de nenhuma edição, a Jornalismo Júnior te dá 10 motivos para não ficar de fora! Se você já conhece as edições anteriores, não deixe de se inscrever e participar de novo. Entre os dias 29 de agosto a 2 de setembro, o tema será “Ícones” e o ambiente será fotográfico!
10 ótimos motivos para participar:
1. Assistir fotógrafos profissionais como Marcio Scavone, Caio Guatelli e muito outros dando dicas, contando histórias e debatendo a profissão cara a cara com os participantes.
2. Ouvir professores e profissionais e debater na nossa Mesa Redonda o tema: “O Poder do Fotojornalismo para formar ícones”. Já pensou na importância disso?
3. Participar de um verdadeiro workshop e poder aperfeiçoar ainda mais suas habilidades de fotógrafo. Você nunca mais tirará fotos como antes!
4. Andar pelo centro de São Paulo, mas sem pressa para pegar o ônibus ou chegar ao trabalho. Dessa vez o passeio será com o seu olhar de fotógrafo, então escolha o melhor ângulo, o melhor momento e capriche!
5. Poder sair da 5ª Semana de Fotojornalismo com prêmios na mochila! Vamos premiar com livros, máquina fotográfica e cursos de fotografia.
6. Tirar todas aquelas suas dúvidas que pintavam na hora de fotografar. O espaço para perguntas e dúvidas estará sempre aberto.
7. Encontrar pessoas com gostos em comum. Fazer novos amigos profissionais ou amadores da fotografia, trocar idéias, contatos. O velho e bom network.
8. Compartilhar suas opiniões, experiências e histórias como fotógrafo com os participantes e com a Jornalismo Júnior. Opinar para que as próximas Semanas de Fotojornalismo sejam sempre melhores.
9. Ganhar um certificado, se você comparecer a pelo menos 3 dias de palestras.
10. Poder participar de tudo isso gratuitamente.
Convenceu? Então clique aqui e faça já a sua inscrição! A Jornalismo Júnior dá as boas vindas a todos os participantes. Não esqueça que a inscrição para o workshop é feita separadamente, aqui. Solte o seu lado fotógrafo nessa Semana feita especialmente para isso. Nos vemos lá!
Helouise Costa, docente e curadora do Museu de Arte Contemporânea (MAC) desde 1993, é uma das palestrantes da mesa redonda “O poder do Fotojornalismo para formar ícones” , que acontece no dia 29 de agosto, parte da V Semana de Fotojornalismo.
O contato de Helouise com o fotojornalismo está aliado a sua formação acadêmica. Sua tese de mestrado sob o tema “Aprenda a ver as coisas: fotojornalismo e modernidade na revista O Cruzeiro” e seu doutorado em Arquitetura e Urbanismo sobre “Um olho que pensa: estética moderna e fotojornalismo” ilustram algumas das incursões da convidada no mundo da fotografia.
Atualmente ela é chefe da divisão de pesquisa em arte pelo MAC abarcando principalmente a parte de teoria e crítica. Atua também na área de artes com ênfase em diversos temas como fotojornalismo, fotografia moderna e contemporânea, museologia entre outros.
Helouise é autora do livro “Arte Concreta Paulista: Waldemar Cordeiro e a Fotografia e, juntamente com Renato Rodrigues da Silva, publicou “A Fotografia Moderna no Brasil”.
Para a obtenção do certificado de participação na V Semana de Fotojornalismo, é necessário o comparecimento em pelo menos três dias, em qualquer uma das atividades ou nas duas (workshop e palestra). A quarta-feira (Saída Fotográfica) não é considerada.
Os certificados serão entregues no dia 02 de setembro, durante o coffee end. Caso você não possa retirar o seu nessa ocasião, enviaremos para o e-mail que você usou para se inscrever na Semana. Se preferir, você poderá buscá-lo na Jornalismo Júnior. É necessário ligar antes para ter certeza de que o responsável estará presente.
Bloco A - Sala 33
Mayra Rodrigues Gomes, Professora Titular do Departamento de Jornalismo e Editoração da ECA-USP, possui Bacharelado e Licenciatura em Filosofia, Mestrado e Doutorado em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo, Pós-Doutorado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e Livre Docência em Ciências da Comunicação também pela Universidade de São Paulo.
Sua atuação tem sido ampla em relação às áreas de Comunicação, Linguagem, Psicanálise e Filosofia. Seus estudos levam em conta a produção midiática e o jornalismo como temas principais, realizando reflexões e projeções no que concerne a área. Mayra ainda tem algumas obras publicadas sobre o jornalismo. Dois exemplos são os títulos: “Poder no jornalismo” e “Ética e jornalismo”. Além disso é líder de três grupos de pesquisa na Universidade de São Paulo: “Comunicação e censura”, “Liberdade de expressão: Manifestações no jornalismo” e “Midiato – Grupos de estudos de linguagem: Práticas Midiáticas”.
Mayra Rodrigues Gomes participará da mesa redonda cujo tema será “O poder do fotojornalismo para formar ícones”. Juntamente dela, estarão presentes no debate Helouise Costa e Atílio Avancini. A discussão ocorrerá no primeiro dia da V Semana de fotojornalismo, dia 29/08, às 15h.
O último dia da V Semana de Fotojornalismo não só dos autores das três fotos vencedoras receberão prêmios! Nós vamos sortear diversos livros de fotografia e um curso.
Para participar você tem que comparecer a pelo menos três dos quatro dias de palestras (a saída fotográfica não conta), sendo que um deles precisa ser a sexta-feira. Quem cumprir esse requisito vai receber um número, que será usado para o sorteio.
Caso a pessoa sorteada não esteja presente no momento do sorteio, um novo número será chamado.
Os premiados pela saída fotográfica não poderão participar dos sorteios.
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Fotógrafo e professor dos cursos de Editoração e Jornalismo na ECA/USP, Atílio Avancini participará da Mesa Redonda “O poder do fotojornalismo para formar ícones”, no dia 28 de agosto, e do Workshop, no dia 30, ambos durante a 5ª Semana de Fotojornalismo.
Avancini nasceu em 1953 na cidade de São Paulo. Formou-se em Engenharia Civil pela FAAP em 1977, mas iniciou uma especialização em Arte e Educação em 1995. Mais tarde, seguindo o caminho da Comunição, tornou-se mestre e doutor em Ciências da Comunicação – Jornalismo pela USP. Tem em seu currículo trabalhos como: fotografias e registros da dança do professor e dançarino alemão Rolf Gelewski (1930-1988); participação no grupo de fotógrafos FotoViva, em Salvador, e Museu Lasar Segall, em São Paulo; atuação na agência Angular de Fotojornalismo (SP); fotografias de Budapeste, capital da Hungria, que renderam uma exposição no MASP, em 1989, além de outros inúmeros trabalhos e projetos acadêmicos. Seu livro Atílio Avancini – Coleção Artistas da USP mostra em 72 fotografias preto-e-brancas o cotidiano de 12 cidades do mundo. Em Entre Gueixas e Samurais: Fotografias e Relatos de Viagens, Atílio conta sua experiência de um ano pelo Japão, através de textos e fotos.
Para se inscrever na V Semana de Fotojornalismo, clique aqui
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A Jornalismo Júnior gostaria de convidá-lo para a V Semana de Fotojornalismo.
A Semana de Fotojornalismo é um evento anual que se alia ao objetivo da empresa de promover e compartilhar conhecimento entre profissionais e estudantes.
Nesta edição, o tema principal é “Ícones”. O evento ocorrerá do dia 29 de agosto a 02 de setembro no Auditório Ariosto Mila, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (FAUUSP).
Para as palestras, contamos com a presença de fotógrafos como Marcio Scavone, Caio Guatelli e Dirce Carrion.
No dia 31 de agosto, ocorrerá a saída fotográfica. As fotos tiradas pelos participantes participam de um concurso e são premiadas no último dia. Outras informações sobre a saída serão dadas no começo da Semana.
Para fazer sua inscrição para a semana, clique aqui e preencha o formulário. As inscrições são gratuitas e obrigatórias para os interessados em ganhar o certificado, que será entregue a todos que compareçam a pelo menos três dias de palestras (a saída fotográfica não está inclusa).
Como o workshop tem vagas limitadas, para participar dele você deve se inscrever aqui (mesmo que você já esteja inscrito para a semana).
15h Mesa redonda “O poder do fotojornalismo para formar ícones”, com Mayra Rodrigues Gomes, Helouise Costa e Atílio Avancini
14h Workshop de fotografia – vagas limitadas
15h Palestra “Lugares”, com Dirce Carrion e Caio Guatelli
15h Palestra “Crenças”, com José Cordeiro e Wagner Souza e Silva
15h Palestra “Pessoas”, com Marcio Scavone e Priscila Prade
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João Vitor Oliveira jvascon.oliveira@gmail.com
Em 1984, Nasi, vocalista do Ira, foi à Folha de São Paulo e tentou agredir o jornalista Pepe Escobar, após crítica feita por este ao rock paulista. Ninguém gosta de ser julgado negativamente, ninguém gosta de ver seu cantor favorito mal falado, mas a crítica musical vai muito além da mera opinião do jornalista. “Não é a simples exposição do gosto”, é o que diz Carlos Calado, no ramo desde a década de 1980, em entrevista concedida por telefone.
Não é a toa que os jornais impressos abrem espaço para a crítica musical, afinal, ela é, antes de tudo, jornalismo. Seu texto deve ser atraente do ponto de vista jornalístico. Não se pode desvincular dessa área de atuação, por exemplo, o valor da imparcialidade. O crítico musical, segundo Calado, deve analisar as obras sem quaisquer preconceitos, transmitindo ao leitor seus principais aspectos. “A função é, antes de tudo, respeitar o público, não menosprezá-lo, fornecer elementos para ele tomar suas decisões”.
Atualmente, porém, a área sofre mudanças significativas, assim como todo o jornalismo cultural do meio impresso. “O espaço para a crítica tem sido reduzido radicalmente (...) Isso está ligado com uma redução que o próprio espaço dos cadernos culturais tem nos jornais. Um caderno cultural como a Ilustrada chegou a ter, 20 anos atrás, 50% a mais de espaço”, estima Calado.
Essa redução acaba distorcendo as formas e funções da crítica. Com menos espaço, elas passam a ter menos conteúdo, passam a ser mais “ralas”, como o próprio entrevistado define. Ao invés de análises trabalhadas, os jornais têm preferido adotar o modelo americano da prática de atribuir estrelinhas, avaliações numéricas às obras, somente classificando-as como boas, ruins ou regulares. Para Calado, isso faz com que cada vez mais o crítico tenha o simples papel de dizer para o leitor: “eu estou decidindo para você se você deve ou não comprar este produto”.
Além disso, a diminuição do espaço repercute sobre o trabalho do próprio crítico musical. Se em décadas passadas já era difícil encontrar alguém que se ocupasse somente disso, hoje é praticamente impossível. O jornalista, atualmente, faz um pouco de tudo. Assim, não é possível definir o cotidiano de um crítico de música, a área é somente uma das várias ocupações dele.
Outra mudança relatada por Calado é a crescente especialização dos jornalistas da área. Não raro vemos aqueles que se definem como “crítico de rock”, ou “crítico de MPB”, por exemplo. “Eu venho de uma geração eclética, que ouvia praticamente todos os tipos de música”, comenta, explicando a importância maior que o rádio tinha na sua juventude.
Carlos Calado já cobriu shows e festivais de música em diversos países e escreveu vários livros sobre música. Trabalhou como crítico musical na Folha Ilustrada, de onde saiu em 1994, mas continua exercendo o papel em casa. Para quem se interessar em conhecer seu trabalho, ele reproduz boa parte de seus textos (críticas, reportagens, entrevistas) em seu blog Música de Alma Negra.
Postado às 17:50 0 comentários

References: Artigo 1

Artigo 2

Artigo 3

Artigo 6

Artigo 7

Artigo 8

Artigo 9

Artigo 10

Artigo 11

Artigo 12

Artigo 14

Artigo 15

Artigo 16