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Timestamp: 2018-07-21 01:53:33+00:00

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DIRETORIA DO SINPOCI SE REÚNE COM SECRETÁRIO DA SSPDS – SSPC-PB
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Por volta do meio-dia de hoje (04), a diretoria do SINPOCI se reuniu com o delegado-geral, Dr. Luis Carlos Dantas e com o diretor da Coordenadoria Integrada de Planejamento Operacional (COPOL- SSPDS), Dr. Andrade Junior, na sede da Superintendência da Polícia Civil para tratar sobre o fim da paralisação dos policiais civis.
De acordo com o vice-presidente do SINPOCI, Xavier Farias, a diretoria do sindicato elaborou uma pauta de reivindicações com o objetivo de ser atendida, em breve, pelo Governo do Estado.
HOJE À TARDE – REUNIÃO NA SSPDS
Às 16 horas, de hoje (04), a diretoria do SINPOCI juntamente com o delegado-geral da Polícia Civil, representantes da Força Sindical-CE e o presidente da OAB, Dr. Valdetário Monteiro, irão se reunir com o secretário de Segurança Pública e Defesa Social, coronel Francisco Bezerra, para negociar a pauta de reivindicação da categoria para o fim da paralisação.
A pauta consta:
A PAUTA DE NEGOCIAÇÃO DO SINPOCI
ITENS DA PAUTA DO SINPOCI
1. PAGAMENTO DE SUBSÍDIO EQUIVALENTE A CERCA DE 60% DO VALOR DO SUBSÍDIO DE UM DELEGADO DE POLÍCIA DE CLASSE EQUIVALENTE;
1.1. JUSTIFICATIVA: Ao longo dos últimos anos, os Delegados de Polícia tiveram aumentos significativos em seus subsídios, passando um delegado de 1ª Classe de cerca R$ 4.200,00 (quatro mil e duzentos reais) para R$ 7.937,54 (sete mil novecentos e trinta e sete reais e cinqüenta e quatro centavos). No mesmo período, os demais integrantes do Grupo APJ somente ganharam a reposição da inflação dada a todos os servidores públicos estaduais, ou seja, não tiveram qualquer incremento real em seu subsídio e, conseqüentemente, não conseguiram qualquer melhoria em suas condições de vida, mesmo sendo os que mais trabalham na Polícia Civil (carga horária de 40 horas semanais, enquanto um delegado só trabalha 30 horas semanais) e os que menos já ganhavam antes das melhorias concedidas aos delegados de polícia.
Atualmente, o subsídio de um Inspetor ou Escrivão de Polícia de 1ª Classe equivale a cerca de 26,77% do que ganha um delegado de 1ª classe: R$ 2.125,14 (dois mil cento e vinte e cinco reais e quatorze centavos), embora agora se exija nível superior para ingresso e promoção na Polícia Civil, conforme a Lei nº 14.112/08 (Lei que estabeleceu o subsídio). Essa distorção tem causado nos policiais civis em geral uma desmotivação nunca antes vista na história de nossa instituição, o que, somando-se aos reduzido efetivo e às péssimas condições de trabalho, tem gerado um grande número de pedidos de aposentadoria, exonerações e baixa auto-estima na categoria. Com um salário como esse, não tem como um policial civil pagar um aluguel (mesmo na periferia), água, luz, alimentação, vestuário, saúde, educação e dar lazer para sua família. Conseqüentemente, vemos os poucos policiais civis que ainda resistem a tantas adversidades se “atolarem” em empréstimos bancários para cobrir suas dívidas, gerando mais contas, mais desespero e até casos de suicídios.
Fazendo-se uma comparação a nível de Nordeste, em Estados como Sergipe e Rio Grande do Norte, que inclusive têm um PIB bem menor do que o Ceará, um policial civil já ganha cerca 60% do que ganha um delegado de polícia em classes equiparadas, o que, portanto, é a aspiração maior da nossa categoria no tocante ao nosso subsídio.
Em face do acima exposto, visando uma qualidade de vida melhor para toda a categoria policial civil, e em busca de um melhor resultado no nosso trabalho investigativo previsto na Constituição Federal (artigo 144, § 4º, CF/88) – o que só ocorrerá com policiais civis bem pagos e motivados-, solicitamos a REESTRUTURAÇÃO DO GRUPO E TABELA APJ, DE MANEIRA A RESGATAR A AUTO-ESTIMA DE NOSSOS POLICIAIS CIVIS, QUE ARRISCAM SUAS VIDAS DIARIAMENTE DEFENDENDO TODA A SOCIEDADE CEARENSE E OS VISITANTES QUE PASSAM POR NOSSO ESTADO.
Para finalizar, ressaltamos que estamos abertos ao diálogo com a atual gestão estadual, inclusive, compartilhando do pensamento de sentarmos à mesa e apresentarmos um planejamento distribuído ao longo de todo o quatriênio administrativo, de forma a não gerar um impacto muito grande, de uma só vez, na folha de Pagamento da Polícia Civil.
2. CRIAÇÃO DE MAIS 04 (QUATRO) CLASSES PARA O GRUPO APJ E AUMENTO DO PERCENTUAL DE 10% ENTRE UMA CLASSE E OUTRA PARA 20%;
2.1 JUSTIFICATIVA: Diferentemente do que vemos nas outras carreiras do serviço público estadual, onde certas categorias têm 10, 15 e até mais classes, os integrantes do GRUPO APJ somente possuem a 1ª, 2ª, 3ª e a Classe Especial. Como o inciso III do artigo 14 da Lei 14.112/2008 prevê um interstício mínimo de dois anos em uma classe para promoção, temos servidores que, com apenas 08 (oito) anos de serviço (fora os três do estágio probatório), poderão estar na última classe e ficarão impossibilitados de novas promoções, causando desestímulo e mesmo pedidos de exoneração, notadamente porque o servidor busca estudar para ingressar em cargos mais vantajosos em relação ao subsídio e também ao plano de cargos e carreira.
3. PAGAMENTO DE SERVIÇO EXTRAORDINÁRIO REMUNERADO (HORA-EXTRA) DE ACORDO COM O PREVISTO NO ARTIGO 7º, INCISOS XVI E IX, DA CF/88, NÃO COMO PREVISTO NO DECRETO LEI 13.789 DE 2006, QUE REDEFINIU E INSTITUIU A GRATIFICAÇÃO DE SERVIÇO EXTRAORDINÁRIO PREVISTA NOS ARTIGOS 73, INCISO XII, E ARTIGO 80 DA LEI 12.124/90 (ESTATUTO DA POLÍCIA CIVIL);
3.1. JUSTIFICATIVA: adequar o referido decreto à Constituição, pois, embora o decreto em referência fale em gratificação por serviço extraordinário, na verdade os policiais civis estão, na prática, trabalhando horas-extras e, assim sendo, devem receber 50% a mais por cada hora normal e, se a hora-extra for noturna, o acréscimo correspondente.
4. ALTERAÇÃO DO ARTIGO 35 DA LEI 14.112/08, QUE ESTABELECEU A EXIGÊNCIA DE NÍVEL SUPERIOR PARA PROMOÇÃO, MESMO PARA OS SERVIDORES DA POLÍCIA CIVIL E DA PEFOCE QUE INGRESSARAM NA INSTITUIÇÃO SOMENTE COM O NÍVEL MÉDIO, BEM COMO DOS ARTIGOS 1º E 4º DA MESMA LEI, QUE PREJUDICARAM OS OPERADORES DE TELECOMUNICAÇÕES POLICIAIS E TÉCNICOS DE TELECOMUNICAÇÕES POLICIAIS;
4.1. JUSTIFICATIVA: cerca de 50% do efetivo da Polícia Civil está impossibilitado de participar de processos de promoção após a edição de tal lei, tendo este Sindicato, somente este ano, ingressado com processos judiciais para promoção de cerca de 250 policiais civis.
A exigência de curso superior para promoção de policiais que ingressaram na instituição somente com o nível médio gera flagrante discriminação entre os policiais, além de ter fortes indícios de que referida norma reveste-se de latente inconstitucionalidade, ferindo de morte o princípio da isonomia e do direito adquirido.
Somente para se ter uma idéia, policiais civis novatos estão sendo promovidos e outros, com cerca de vinte, vinte e cinco anos de carreira, estão – e ficarão- sem qualquer promoção até a aposentadoria.
Vale ressaltar, por oportuno, que o Estado passou a exigir nível superior para promoção, mas não deu nenhuma contrapartida pecuniária para o servidor custear uma faculdade.
Ora, com o subsídio recebido por um policial civil atualmente, mal se consegue comprar alimentos, quanto mais pagar uma faculdade para se formar e ser promovido.
Quanto aos operadores de telecomunicações policiais e técnicos de telecomunicações policiais, os mesmos estão impossibilitados de qualquer ascensão funcional, simplesmente porque o cargo, de acordo com o governo, será extinto quando vagar, embora os demais cargos do Grupo APJ (inspetores, escrivães, peritos, delegados, etc) possuam 1ª, 2ª, 3ª e Classe Especial. A categoria em apreço, portanto, é a única do referido grupo a não ter possibilidade de galgar qualquer ascensão, e ainda não tiveram o direito ao auxílio alimentação porque foram excluídos nos artigos 1º e 4° da Lei 14.112/2008 (Lei do Subsídio).
5. PAGAMENTO DE AJUDA DE CUSTO PARA OS SERVIDORES MOVIMENTADOS PARA O INTERIOR DO ESTADO E ENTRE MUNICÍPIOS DO INTERIOR, NOS TERMOS DOS ARTIGOS 82 E 83 DA LEI 12.124/93 (ESTATUTO DA POLÍCIA CIVIL);
5.1 JUSTIFICATIVA: Com o advento da Lei 14.112/08, que estabeleceu a exigência de nível superior para ingresso na Polícia Civil e implantação do subsídio como forma de pagamento, entre outras inovações, o Estado simplesmente deixou de pagar as ajudas de custo mencionadas nos dispositivos legais acima referidos, embora a nova lei não os tenha revogado, prejudicando, dessa forma, todos os policiais civis, que, quando são designados para delegacias do interior do Estado, têm que arcar com todas as despesas de mudança, mesmo que estejam sendo transferidos a bem do serviço público e em nome dele.
6. PROJETO DE REESTRUTURAÇÃO DO QUADRO DE APOIO GAAP-GRUPO DE APOIO ADMINISTRATIVO DA POLÍCIA JUDICIÁRIA (PENDENTE NA SEPLAG);
6.1. JUSTIFICATIVA: Como os agentes administrativos da Polícia Civil não integraram o grupo APJ, os mesmos sempre ficam de fora das melhorias conseguidas pelos demais integrantes da nossa instituição, embora também integrem e colaborem com o bom andamento das questões administrativas de nossa instituição.
Ressaltamos que um anteprojeto de lei tratando do assunto já está na SEPLAG (SPU Nº 05428714-6) desde 2006, estando, portanto, a tabela nele constante desatualizada.
7. GRATIFICAÇÃO DE TITULAÇÃO AO SIMILAR PARA QUEM RECEBE POR SUBSÍDIO (PENDÊNCIA DA MENP E JÁ LEVADA AO GOVERNADOR);
7.1 JUSTIFICATIVA: trata-se de item já levado ao Governador quando da última reunião da qual ele participou, somente queremos lembrar ao Procurador do Estado que, quando da elaboração do projeto de lei, não esqueça do “Similar” (como vantagem pessoa, por exemplo), para quem recebe por subsídio, que é o caso da Polícia Civil.
8. PAGAMENTO DE ADICIONAL NOTURNO PARA OS POLICIAIS CIVIS E SERVIDORES DA PEFOCE QUE TRABALHAM DURANTE A NOITE, SEJA EM SERVIÇO EXTRAORDINÁRIO OU NAS ESCALAS NORMAIS DE PLANTÃO, NOS TERMOS DO ARTIGO 7º, INCISO IX, DA CF/88.
8.1. JUSTIFICATIVA: cumprimento do dispositivo constitucional supracitado, pois é direito dos trabalhadores em geral, inclusive dos servidores públicos.
9. REDUÇÃO DA CARGA HORÁRIA DE 08 PARA 06 HORAS DIÁRIAS, TANTO PARA INSPETORES E ESCRIVÃES COMO PARA OS SERVIDORES DA PEFOCE
9.1. JUSTIFICATIVA: Igualar à carga horária de um Delegado de Polícia, até mesmo porque o trabalho de um inspetor, que passa o dia na rua, enfrentando toda sorte de adversidades e perigos, é bem mais estressante e cansativo do que o de um Delegado, que trabalha suas seis horas e vai embora descansar.
Quanto aos Escrivães, a situação é ainda pior, pois passam 08:00hs e até 24:00hs digitando ininterruptamente (quando de um plantão), o que gera grande número de lesões por esforço repetitivo, ocasionando vários afastamentos para tratamento de saúde.
Frisamos que chaga a ser desumano vermos um Escrivão, após 08:00hs ou mais de digitação, pois o cansaço e o estresse são visíveis. Imagine essa rotina diariamente.
10. PAGAMENTO DE INSALUBRIDADE E PERICULOSIDADE PARA OS SERVIDORES DA PEFOCE E PARA INSPETORES E ESCRIVÃES
10.1 JUSTIFICATIVA: Atender ao disposto no inciso XXIII do artigo 7° da CF/88.
11. AGILIZAÇÃO DOS PROJETOS DE REESTRUTURAÇÃO DE TABELAS DOS AUXILIARES DE PERÍCIA (ESTÁ NA SSPDS) E DOS PERITOS DA PEFOCE.
11.1 JUSTIFICATIVA: Dar andamento às negociações dos Peritos e Auxiliares de Perícia da PEFOCE
FIM DA GREVE NA PM/CE: REAJUSTE SALARIAL, ANISTIA, CARGA HORÁRIA E CÓDIGO DE ÉTICA

References: artigo 14
 ARTIGO 7
 ARTIGO 80
 ARTIGO 35
 ARTIGO 7
 artigo 7