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Timestamp: 2019-12-10 16:29:49+00:00

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DECRETO N. 82.385 – DE 5 DE OUTUBRO DE 1978 – Sated-RJ – Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado do Rio de Janeiro
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DECRETO N. 82.385 – DE 5 DE OUTUBRO DE 1978
Presidente da República, usando da atribuição que lhe confere o artigo 8º ítem ITT, da Constituição e tendo em vista o disposto no artigo 36 da Lei n. 6.533, de 24 de maio de 1978, decreta:
Art.1° O exercício das profissões de Artista e de Técnico em Espetáculos de Diversões é disciplinado pela Lei n. 6.533, de 24 de maio de 1978, e pelo presente Regulamento.
Art. 2° Para os efeitos da Lei n. 6.533, de 24 de maio de 1978, é considerado:
I – Artista, o profissional que cria, interpreta ou executa obra de caráter cultural de qualquer natureza para eleito de exibição ou divulgação pública, através de meios de comunicação de massa ou em locais onde se realizam espetáculos de diversões públicas;
II – Técnico em Espetáculos de Diversões o profissional que, mesmo em caráter auxiliar, participa, individualmente ou em grupo, de atividade profissional ligada diretamente à elaboração, registro, apresentação nu conservação de programas, espetáculos e produções.
Parágrafo único. As denominações e descrições das funções em que se desdobram as atividades de Artista e de Técnico em Espetáculos de Diversões constam do Quadro anexo a este Regulamento.
Art. 3° Aplicam-se as disposições da Lei n. 6.533, de 24 de maio de 1978, às pessoas físicas ou jurídicas que tiverem a seu serviço os profissionais definidos no artigo anterior, para realização e espetáculos, programas produções ou mensagens publicitárias.
Art. 4° Para inscrição das pessoas físicas e jurídicas de que trata o artigo anterior é necessário a apresentação de:
Parágrafo único. O Ministério do Trabalho fornecerá, a pedido da empresa interessada cartão de inscrição que lhe faculte instruir pedido de registro de contrato de trabalho de Artista e Técnico em Espetáculos de Diversões.
Art. 5° Aplicam-se, igualmente, as disposições da Lei n. 6.533, de 24 de maio de 1978, ás pessoas físicas ou jurídicas que agenciem colocação de mão-de-obra de Artista e Técnico em Espetáculos de Diversões.
Parágrafo único. Somente as empresas organizadas e registradas no Ministério do Trabalho, nos termos da Lei n. 6.019 , de 3 de janeiro de 1974, poderão agenciar colocação de mão-de-obra de Artista e de Técnico em Espetáculos de Diversões.
I – diploma de curso superior de Diretor de Teatro, Coreógrafo Professor de Arte Dramática, ou outros cursos semelhantes, reconhecidos na forma da lei;
II – diploma ou certificado correspondente às habilitações profissionais de 2º Grau de Ator, Contra-Regra, Cenotécnico, Sonoplasta, ou outros semelhantes, reconhecidos na forma da lei;
Art. 9° O atestado mencionado no ítem III do artigo anterior deverá ser requerido pelo interessado, mediante preenchimento de formulário próprio fornecido pela entidade sindical, e instruído com documentos ou indicações que comprovem sua capacitação profissional.
Art.10°. O sindicato representativo da categoria profissional constituirá comissões, integradas por profissionais de reconhecidos méritos, às quais caberá emitir parecer sobre os pedidos de atestado de capacitação profissional.
Art.11°. Os Sindicatos e Federações de empregados, objetivando adotar critérios uniformes para o fornecimento do atestado de capacitação profissional poderão estabelecer acordos ou convênios entre entidades sindicais, bem como Associações de Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões.
Art. 12°. As entidades sindicais encarregadas de fornecimento de atestado de capacitação profissional deverão elaborar instruções contendo requisitos, tais como documentos e provas de aferição de capacidade profissional, necessários para obtenção, pelos interessados, do referido atestado.
Parágrafo único. As entidades sindicais enviarão cópia das instruções, mencionadas neste artigo, ao Ministério do Trabalho.
Art. 13°. A entidade sindical deverá decidir sobre o pedido de atestado de capacitação profissional no prazo de 3 (três) dias úteis, a contar da data em que se completar a apresentação da documentação necessária ou a diligência exigida pela mesma entidade.
Art. 14°. Da decisão da entidade sindical, que negar fornecimento de atestado de capacitação profissional, caberá recurso ao ministério do Trabalho, no prazo de 30 (trinta) dias a contar da ciência.
Art.15°. Poderá ser concedido registro provisório, caso a entidade sindical não se manifeste sobre o atestado de capacitação profissional no prazo mencionado no artigo 13.
Art. 16°. O registro de Artista e de Técnico em Espetáculos de Diversões será efetuado pela Delegacia Regional do Trabalho, do Ministério do Trabalho, a requerimento do interessado, instruído com os seguintes documentos:
I – diploma, certificado ou atestado mencionado nos ítens I, II e III do artigo 8°;
II – Carteira de Trabalho e Previdência Social ou, caso não a possua o interessado, documentos mencionados no artigo 16, parágrafo único da Consolidação das Leis do Trabalho.
Art. 17°. O Ministério do Trabalho efetuará registro provisório de Artista e Técnico em Espetáculos de Diversões, com prazo de validade de 1 (um) ano, sem direito a renovação, com dispensa do atestado de que trata o item III do artigo 8º, mediante indicação conjunta dos sindicatos de empregados e empregadores.
Art.18°. Os critérios de indicação para o registro provisório de que trata o artigo anterior serão estabelecidos por acordo entre os sindicatos e federações dos profissionais e Empregadores interessados.
Art. 19°. O exercício das profissões de que trata este regulamento exige contrato de trabalho padronizado, nos termos de instruções a serem expedidas pelo Ministério do Trabalho.
Art. 20°. O contrato de trabalho será visado pelo sindicato representativo da categoria profissional e, subsidiariamente, pela federação respectiva, como condição para registro no Ministério do Trabalho até a véspera da sua vigência.
Art. 21°. O sindicato representativo da categoria profissional e, subsidiariamente, a federação respectiva, verificará a observância da utilização do contrato de trabalho padronizado, de acordo com instruções expedidas pelo Ministério do Trabalho e das cláusulas constantes de Convenções coletivas de Trabalho acaso existentes, como condição para apor o visto no contrato de trabalho.
Art. 22°. A entidade sindical deverá visar ou não o contrato de trabalho, no prazo máximo de 2 (dois) dias úteis, a contar da data da sua apresentação, findos os quais ele poderá ser registrado no Ministério do Trabalho, se faltar a manifestação sindical.
Art. 23°. A entidade sindical deverá comunicar á Delegacia Regional do Trabalho do Ministério do Trabalho as razões pelas quais não visou o contrato de trabalho no prazo de 2 (dois) dias úteis.
Art. 24°. Da decisão da entidade sindical, que negar o visto, caberá recurso para o Ministério do Trabalho no prazo de 30 (trinta) dias contados da ciência.
Art. 25°. O contrato de trabalho conterá obrigatoriamente:
XI – período de realização de trabalhos complementares, inclusive dublagem, quando posteriores á execução do trabalho de interpretação, objeto do contrato de trabalho;
Art. 26°. Nos contratos de trabalho por tempo indeterminado deverá constar, ainda, cláusula relativa ao pagamento de adicional devido em caso de deslocamento para prestação de serviço fora da cidade ajustada no contrato de trabalho.
Art. 27°. A cláusula de exclusivamente não impedirá o Artista ou Técnico em Espetáculos de Diversões de prestar serviços a outro empregador em atividade diversa na ajustaria no contrato de trabalho, desde que em outro meio de comunicação, e sem que se caracterize prejuízo para o contratante com o qual foi assinada a cláusula de exclusividade.
Art. 28°. O registro do contrato de trabalho deverá ser requerido pelo empregador à Delegacia Regional do Trabalho do Ministério do Trabalho.
Art. 29°. O requerimento do registro deverá ser instruído com os seguintes documentos:
III – comprovante da inscrição de que trata o artigo 4°.
Art. 30°. O empregador poderá utilizar trabalho de profissional, mediante nota contratual, para substituição de Artista ou de Técnico em Espetáculos de Diversões, ou para prestação de serviço caracteristicamente eventual, por prazo não superior a 7 (sete) dias consecutivos, vedada a utilização desse mesmo profissional, nos 60 (sessenta) dias subseqüentes, por essa forma, pelo mesmo empregador.
Art. 31°. O Ministério do Trabalho expedirá instruções sobre a utilização nota contratual e aprovará seu modelo.
Art. 32°. O contrato de trabalho e a nota contratual serão emitidos com numeração sucessiva e em ordem cronológica.
Art. 33°. Não será permitida a cessão ou promessa de cessão de direitos autorais e conexos decorrentes da prestação de serviços profissionais.
Art. 34°. Os direitos autorais e conexos dos profissionais serão devidos em decorrência de cada exibição da obra.
Art. 35°. Não será liberada, pelo órgão federal competente, a exibição da obra ou espetáculo, sem comprovação de ajuste quanto ao valor e á forma do pagamento dos direitos autorais e conexos.
§1° No ajuste os Artistas deverão ser representados velas associações representativas autorizadas a funcionar pelo Conselho Nacional de Direito Autoral.
§ 2° No caso de ajuste direto pelo Artista, sua validade dependerá de prévia homologação pelo Conselho Nacional de Direito Autoral.
§ 3° O Conselho Nacional de Direito Autoral não homologará qualquer ajuste direto que importe em fixar valor de direitos autorais e conexos, inferior ao estabelecido em ajuste feito, com o mesmo empregador, através da participação das associações referidas no § 1°.
Art. 36°. Nas mensagens publicitárias filmadas para cinema, televisão ou para serem divulgadas para o público por outros veículos, constará do contrato de trabalho obrigatoriamente:
Art. 37°. O profissional não poderá recusar-se à auto-dublagem , quando couber, o que deve constar do respectivo contrato de trabalho.
Art. 38°. Na hipótese de o empregador ou tomador de serviços preferir a dublagem por terceiros, ela só poderá ser feita com autorização, por escrito, do profissional, salvo se for realizada em língua estrangeira.
Art. 39°. A utilização de profissional contratado por agência de locação de mão-de-obra obriga o tomador de serviço, solidariamente, pelo cumprimento das obrigações legais e contratuais, se caracterizar a tentativa, pelo tomador de serviço, de utilizar a agência para fugir a essas responsabilidades e obrigações.
Art. 40°. O comparecimento do profissional na hora e no lugar da convocação implica na percepção integral do salário, mestra que o trabalho não se realize por motivos independentes de sua vontade.
Art. 41°. O profissional contratado por prazo determinado não poderá rescindir o contrato de trabalho sem justa causa, sob pena de ser obrigado a indenizar o empregador dos prejuízos que desse fato lhe resultarem.
Art. 42°. A indenização de que trata o artigo anterior não poderá exceder àquela que teria direito o empregado em idênticas condições.
Art. 43°. Na rescisão sem justa causa, no distrato e na cessação do contrato de trabalho, o empregado poderá ser assistido pelo sindicato representativo da categoria e, subsidiariamente, pela federação respectiva, respeitado o disposto no artigo 477 da Consolidação das Leis do Trabalho.
Art. 44°. A jornada normal de trabalho dos profissionais de que trata este Regulamento terá, nos setores e atividades respectivos, as seguintes durações:
III – teatro: a partir da estreia do espetáculo terá a duração das sessões, com 8 (oito) sessões semanais;
IV – circo e variedades: 6 (seis) horas diárias, com limitação de 36 (trinta e seis) horas semanais
V-dublagem: 6 (seis) horas diárias, com limitação de 40 (quarenta) horas semanais.
§ 1° O trabalho prestado além das limitações diárias nu das sessões previstas neste artigo será considerado extraordinário, aplicando-se-lhe o disposto nos artigos 59 a 61 da Consolidação das Leis do Trabalho.
§ 2° A jornada normal será dividida em 2 (dois) turnos, nenhum dos quais poderá exceder de 4 (quatro) horas, respeitado o intervalo previsto na Consolidação das Leis do Trabalho.
§ 3° Nos espetáculos teatrais e circenses, desde que sua natureza ou tradição o exijam, o intervalo poderá, em beneficio do rendimento artístico, ser superior a 2 (duas) horas.
Art. 45°. Será computado como trabalho efetivo o tempo em que o empregado estiver à disposição do empregador, a contar fie sua apresentação no local de trabalho, inclusive o período destinado a ensaios, gravações, dublagens, fotografias, caracterização, e todo aquele que exija a presença do Artista, assim como o destinado á preparação do ambiente, em termos de cenografia, iluminação e montagem de equipamento.
Art. 46°. Para a Artista integrante de elenco teatral, a jornada de trabalho poderá ser de 8 (oito) horas, durante o período de ensaio e reensaio, respeitado o intervalo previsto na Consolidação das Leis do Trabalho.
Art. 47°. A jornada normal de trabalho do profissional de teatro, a partir da estreia, terá a duração das sessões e abrangerá o tempo destinado à caracterização e todo aquele que exija sua presença para preparação do ambiente.
Art. 48°. Considera-se estúdio para os efeitos do item II do artigo 44, o palco construído e utilizado exclusivamente para filmagens e gravações, em caráter permanente.
Art. 49°. Na hipótese de exercício concomitante de funções dentro de uma mesma atividade, será assegurado ao profissional um adicional mínimo de 40% (quarenta por cento), pela função acumulada, tomando-se por base a função melhor remunerada.
Art. 50°. É vedada a acumulação de mais de 2 (duas) funções em decorrência ,do mesmo contrato de trabalho.
Art. 51°. Na hipótese de trabalho a ser executado tora do local constante do contrato de trabalho, correrão á conta do empregador, além do salário, as despesas de transporte e de alimentação e hospedagem, até o respectivo retorno.
Art. 52°. É livre a criação interpretativa do Artista e do Técnico em Espetáculos de Diversões, respeitado o texto da obra.
Art. 53°. Para contratação de estrangeiro, domiciliado no exterior, exigir-se-á prévio recolhimento de importância equivalente a 10% (dez por cento) do valor total do ajuste à Caixa Econômica Federal em nome da entidade sindical da categoria profissional.
Art. 54°. O fornecimento de guarda-roupa e demais recursos indispensáveis ao cumprimento das tareias contratuais será de responsabilidade do empregador.
Art. 55°. Nenhum Artista ou Técnico em Espetáculos de Diversões será obrigado a interpretar ou participar de trabalho passível de pôr em risco sua integridade física ou moral.
Art. 56°. A contratação de figurante não qualificado profissionalmente, para atuação esporádica, determinada pela necessidade de características artísticas da obra, poderá ser feita mediante indicação conjunta dos sindicatos de empregados e empregadores.
Art. 57°. Considera-se figurante a pessoa convocada pela produção para se colocar a serviço da empresa, em local e horário determinados, para participar, individual ou coletivamente, como complementação de cena.
Art. 58°. Ao figurante não se exigirá prévio registro no Ministério do Trabalho, devendo os originais dos documentos de indicação conjunta permanecerem em poder de empregador e cópias desses mesmos documentos em poder dos sindicatos de empregados e empregadores.
Art. 59°. Os filhos de profissionais de que trata este Regulamento, cuja atividade seja itinerante, terão assegurada a transferência da matricula e conseqüente vaga nas escolas públicas locais de 1° e 2° Graus, e autorizada nas escolas particulares desses níveis, mediante apresentação de certificado da escola de origem.
Art. 60°. Os textos destinados á memorização, juntamente com o roteiro de gravação ou plano de trabalho, deverão ser entregues ao profissional com antecedência mínima de 72 (setenta e duas) horas, em relação ao inicio dos trabalhos.
Art. 61°. Os profissionais de que trata este Regulamento têm penhor legal sobre o equipamento e todo o material de propriedade do empregador, utilizado na realização de programa, espetáculo ou produção, pelo valor das obrigações não cumpridas pelo empregador.
Art. 62°. É assegurado o direito do atestado de que trata o item III do artigo
8°, ao Artista ou Técnico em Espetáculos de Diversões que, até a data da publicacão da Lei n. 6.533, de 24 de maio de 1978, tenha exercido, comprovadamente, a respectiva profissão.
Art. 63°. As infrações ao disposto na Lei n. 6.533, de 24 de maio de 1978 e neste Regulamento, serão punidas com multa de 2 (duas) a 20 (vinte) vezes o Maior Valor de Referência previsto no artigo 2°, parágrafo único, da Lei n, 6205, de 29 de abril de 1975, calculada à razão de um valor de referência por empregado em situação irregular.
§ 1º Em caso de reincidência, embaraço ou resistência à fiscalização; emprego de artifício ou simulação com o objetivo de fraudar a lei, a multa será aplicada em seu valor máximo.
§ 2° O Ministério do Trabalho expedirá Portaria dispondo sobre a gradação e o recolhimento das multas de que trata este artigo.
§ 3° É competente para aplicar as multas de que trata este artigo o Delegado Regional do Trabalho do Ministério do Trabalho.
Art. 64°. O empregador punido na forma do artigo anterior, enquanto não regularizar a situação que deu causa à autuação, e não recolher a multa aplicada, após esgotados os recursos cabíveis, não poderá:
I – receber qualquer beneficio, incentivo ou subvenção concedidos por órgãos públicos;
Parágrafo único. Caberá ao Ministério do Trabalho, através da Delegacia Regional do Trabalho, a iniciativa de comunicar ao órgão ou autoridade competente para liberação de programa, espetáculo ou produção, e aos órgãos públicos que concedem beneficio, incentivo ou subvenção às pessoas físicas ou jurídicas referidas no artigo 3°, a situação irregular do empregador que não houver regularizado a situação que deu causa à autuação e não houver recolhido a multa. aplicada, após esgotados os recursos cabíveis.
Art. 65°. Aplicam-se ao Artista e Técnico em Espetáculos de Diversões as normas da legislação do trabalho exceto naquilo que for regulado de forma diferente na Lei n. 6.533, de 24 de maio de 1978.
Art. 66°. Este Decreto entrará em vigor na data da sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
Ernesto Geigel – Presidente da República.
Euro Brandão.
Arnoldo Prieto.
Rômulo Villar Furtado.

References: artigo 8
 artigo 36
 artigo 13
 artigo 8
 artigo 16
 artigo 8
 artigo 4
 artigo 477
 artigo 44
 artigo
8
 artigo 2
 artigo 3