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Timestamp: 2018-12-15 10:26:38+00:00

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Mnemônicos de Direito: OAB e concursos | Renato Alves Memorização
Renato Alves 3 comentários Concurso Público, Técnicas de Estudo
Você sabe como criar Mnemônicos de Direito e acelerar os estudos?
Existe uma enorme diferença entre usar memória, e usar a memória com inteligência.
Para a maioria das pessoas, a memória trabalha no modo padrão, isto é, quando algo interessa, memoriza.
Uma forma de detectar a maneira como você utiliza sua memória, é perceber qual é o resultado que você obtém ao término dos estudos.
Nesse sentido cabe a pergunta:
Quando você termina de ler um texto, você consegue se lembrar facilmente do que aprendeu?
A resposta mais comum para esse tipo de pergunta é:
“Não me lembro de quase nada”.
É uma resposta comum de 9, em cada 10 estudantes.
Todavia, existem leitores que ao terminarem um texto, não só conseguem se lembrar, como narram detalhadamente aquilo que leram. Portanto, para esses leitores, seria precipitado atribuir um QI acima da média.
Tratam-se apenas de pessoas que em algum momento, aprenderam técnicas de memorização para os estudos. Ou seja, pessoas que aprenderam como usar a memória com inteligência.
Num mundo de muita informação e pouco tempo, é realmente frustrante para um estudante de Direito (ou qualquer outra área acadêmica) terminar de ler um texto, assistir a uma vídeo aula ou participar de um congresso, e horas depois não se lembrar de nada.
Por mais que você se esforce e consiga um espaço em sua agenda para se dedicar a leitura, gastará muita energia caso não consiga reter o conteúdo na memória.
Nesse caso, como fazer para aproveitar o tempo dedicado ao estudo para concursos?
Bom, existem algumas técnicas de memorização bem interessantes que podem te auxiliar nesse processo. Visto que, uma das mais criativas são os mnemônicos.
Mnemônicos são recursos que servem para fortalecer sua memória e facilitar a memorização de resumos de textos.
Sua origem vem do grego mnemonikós, e se refere ao uso correto da memória.
Em outras palavras, é a estratégia utilizada para tornar a memorização mais eficaz. Só para ilustrar, pode ser realizada por meio de:
– Criação de músicas;
– Rimas e
– Associação de imagens relacionadas ao tema que você está tentando aprender.
Um bom exemplo (praticamente inconsciente) da aplicação de mnemônicos, é quando você faz desenhos. Assim como quando você utiliza gráficos para estudar ou fica repetindo a mesma informação várias vezes em voz alta.
Como os mnemônicos funcionam?
A memória é uma das funções mais admiráveis e importantes do ser humano. Ou seja, você não consegue realizar nada, absolutamente nada, sem a participação da memória.
A propósito, é comum encontrarmos informações na memória que nem sabíamos que estavam lá. Assim, imagine que você entra num local e sente um cheiro familiar. Por analogia, sua memória ativará lembranças do dia em que sua avó fez bolinhos de chuva para você. Isto é um exemplo claro de um mnemônico, mesmo que inconsciente.
Se você tentasse, conscientemente, se lembrar desse dia em especial, provavelmente não se recordaria. Decerto, chamamos este fenômeno de paralisia por análise.
No entanto, estímulos nos bombardeiam o tempo todo. E o fato de entrar num local que estimula, por exemplo, nossa memória olfativa, pode nos trazer lembranças de eventos inusitados do passado.
Isso acontece, porque a nossa memória é baseada em estímulos e associações que criamos inconscientemente. Posto que tais coisas nos levam a recordações em nosso subconsciente.
Os mnemônicos, quando usados de forma conscientes, funcionam como facilitadores para um estudante. Por exemplo, recordar o conteúdo necessário para resolver uma questão de Direito Constitucional.
Para exemplificar, imagine que você precisa memorizar os princípios administrativos expressos na Constituição Federal no artigo 37. É provável que nesse caso, bastaria você utilizar o acrônimo [ L.I.M.P.E ] para se lembrar facilmente de:
Como criar mnemônicos de Direito poderosos?
Como você pôde notar no exercício anterior, o segredo para criar mnemônicos simples e poderosos é a criatividade. Além disso, existe uma sequência poderosa de etapas no Curso Avançado de Memorização que defino como diretrizes da memorização.
1 – Estudar meticulosamente o texto jurídico;
2 – Validar o aprendizado (garantir que você o compreendeu);
3 – Organizar (preparar o conteúdo para memorização);
4 – Memorizar (transferir para a memória de longo prazo);
5 – Manutenção (garantir que lembrará por muitos anos).
Os mnemônicos são eficientes e se aplicam a qualquer tipo de matéria. Dessa forma, você pode usá-lo da geografia a matemática, das regras gramaticais a formação óssea do esqueleto. Eventualmente, até no texto de Direito.
Aliás, quando relacionados ao estudo do Direito, os mnemônicos fornecem abreviações inteligentes através de sufixos e prefixos. Em suma, os resultados são impressionantes.
Veja o depoimento de um dos alunos do curso avançado, que passou em 3 concursos para Magistratura:
Para criar mnemônicos de Direito eficiente é necessário ter imaginação e criatividade. Já que é preciso abstrair das palavras, abreviações prefixais que juntas formem uma frase que remeta ao conteúdo.
Em meu sétimo livro, O Cérebro com Foco e Disciplina, batizo este processo como “construção de andaimes”. Em suma, ele consiste em utilizar um conteúdo existente na memória como “suporte” para o novo conteúdo que desejamos memorizar.
Motivos para usar mnemônicos de Direito
Uma das maiores queixas dos estudantes de Direito é o grande volume de matérias para pouco tempo disponível. Em virtude disso, muitos recorrem a aplicativos para treinar o cérebro. Porém, o problema é que tais aplicativos não resolvem o problema de ler, processar, compreender e memorizar. Em síntese, as etapas: livro > cérebro > prova.
Outro fato inegável, é que por mais que se desenvolvam aplicativos para treinar a memória, para estimular o cérebro, agendas inteligentes e outras parafernálias eletrônicas, mais e mais estudantes reclamam que estão se esquecendo das coisas.
Entenda: nada pode substituir uma memória forte, utilizada com inteligência. Mas calma, a boa notícia é que fortalecer a memória é mais fácil do que você imagina. Nesse sentido, os mnemônicos constituem uma ferramenta auxiliar nos estudos.
Quer aprender como montar mnemônicos de maneira rápida e fácil?
Confira a seguir algumas dicas que criei para você aplicar hoje mesmo nos seus estudos.
Observação: vamos partir da premissa que você aplicou as diretrizes de estudos que expliquei anteriormente e que, portanto, compreendeu os textos que pretende memorizar.
Para lembrar rapidamente das características que devem estar presentes nos costumes que podem ser aceitos futuramente como fontes do Direito Administrativo, memorize o acrônimo RUCO.
R – Reiterado
C – Contínuo
O – Obrigatório
Para se lembrar facilmente deles, memorize a frase [ iPod divino ]. Nesse sentido, esta frase será um gatilho para ativar a lembrança HI-PO-DI DI-VI-NO, que, por conseguinte, lembrará:
HI – Hierárquico
PO – Polícia
DI – Disciplinar
DI – Discricionário
VI – Vinculado
NO – Normativo
Você saberia dizer rapidamente quais são os atributos do poder da polícia?
É muito fácil se lembrar. Para que seja possível, memorize o acrônimo DIS-CO-AUTO, que forma a base para você se lembrar:
DIS – Discricionariedade
CO – Coercibilidade
AUTO – Autoexecutoriedade
Você sabe que o agente público irresponsável sofre as consequências dos atos de improbidade administrativa para o agente público. Em princípio, para lembrar quais são, memorize: SU-PER-I-RES.
SU – Suspensão dos direitos políticos
PER – Perda da função pública
I – Indisponibilidade dos bens
RES – Ressarcimento ao erário
Você conhece as finalidades dos atos jurídicos em relação aos direitos?
Não? Então vou facilitar sua vida mandando você para M-A-R-T-E, um dos mnemônicos de Direito criativo para você se lembrar de:
R – Resguardar
T – Transferir
E – Extinguir
Exemplo nº 6:
“Vai ser bom em atos administrativos lá na casa da nona”.
Ops… Casa da nona, não! Casa do N-O-N-E-P.
N – Normativos
O – Ordinatórios
N – Negociais
E – Enunciativos
P – Punitivos
Agora vamos conhecer e nos inspirar nos mnemônicos de Direito Constitucional.
Mnemônicos de Direito Constitucional
Você saberia dizer de memória os fundamentos da República, contidos no primeiro artigo da Constituição?
É fácil, basta memorizar a palavra SO-CI-DI-VA-PLU.
É uma palavra estranha, mas funciona bem.
Di – Dignidade da pessoa
É comum os baderneiros nas manifestações caírem no CAPACETE de PM.
Calma, é apenas uma forma criativa que encontrei para memorizar as competências legislativa privativa da União, contidas no artigo 20 da Constituição:
Você conhece as ações que levam a perda ou suspensão dos direitos políticos?
No artigo 16 da Constituição você pode organizar as informações de forma a compor a palavra R-I-C-C-I.
Este acrônimo irá te ajudar a se lembrar de:
R – Recusa a cumprir obrigação imposta a todos
Você quer empreender e precisa saber quais são os princípios gerais da atividade econômica, contidos no artigo 170 da Constituição?
Basta você se lembrar de dar um SO-PRO LI-DE-RE BU-TRA
Pro – Propriedade privada
Li – Livre concorrência
Existem alguns cargos que são privativos de brasileiros natos. Visto que eles constam no artigo 12, parágrafo terceiro da Constituição.
Para memorizar rapidamente, basta você se lembrar do MP3-COM.
Neste exemplo abordo a competência legislativa concorrente, que consta no artigo 24, inciso 1 da Constituição.
Um mnemônico criativo é PEN-EU-TRI-FISSURADO, que remete respectivamente:
Gostou dessas dicas de memorização?
Talvez você pense:
“Renato, parece complicado esse sistema de memorização com mnemônicos de Direito, não sou tão criativo (a) assim! ”
Permita-me dizer que a criatividade é uma função presente em seu cérebro. Contudo, é preciso dar asas a sua imaginação para criar um mnemônico de direito que atenda suas necessidades.
Vale a pena investir algum tempo nesta habilidade!
Veja o caso do aluno do meu curso de memorização online, Luiz Alfredo. Mesmo com apenas 23 anos, ele já passou no concurso do TRE-SP.
Obviamente, as técnicas de memorização serão inúteis caso você não souber a matéria, ou até mesmo fazer uma prova discursiva. Por isso, listei lá no início as etapas corretas de estudo.
É muito, mas muito importante primeiro entender e aprender o assunto que você deseja memorizar. Sem dúvida, só depois será possível fazer os mnemônicos.
Como resultado disso tudo, o seu estudo será muito mais proveitoso e você evitará os temidos lapsos de memória.
Ah, mais uma coisa: você sabia que o Concurso PRF 2018 teve seu edital liberado? Dê uma olhada neste artigo e quem sabe você não seja o próximo aprovado!
Veja também Como Passar na OAB de Primeira sem estresse.
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Fazendo isso você os ajuda a aproveitar os estudos com essas técnicas.
O que eu acabei de ler? Leio e não consigo memorizar
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Eu ralei muito para passar em concursos. Na minha época não haviam as facilidades da internet e informações tão importantes como estas para nos organizarmos. Era uma corrida maluca! Acho difícil uma pessoa com foco de verdade e força de vontade não conseguir seu objetivo com este tipo de mentoria, mesmo online.
Eliana, muito obrigado! Fico feliz que tenha gostado do conteúdo. Abraços!!

References: artigo 37
 artigo 20
 artigo 16
 artigo 170
 artigo 12
 artigo 24