Source: https://pt.scribd.com/doc/173220790/Apostila-Pistola
Timestamp: 2019-05-23 13:30:20+00:00

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Enviado por Jean Oliveira
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Cartilha Armamento Tiro
Apostila de Armas Curtas
Conceitos Básicos Sobre Munição
Manual Pistola Imbel
Pistola Taurus PT
06 - Manual Pistola Glock 19 Calibre 9 mm
Pistola vs Revolver
Militaria Armas
BizúMT40 submetralhadora
Apostila de Armamento e Tiro Policial - Cap PM Vilaça
Municoes - Excelente
ARMAS DE FOGO ARMAS DE FOGO so peas construdas de um ou dois canos, abertos numa das extremidades e parcialmente fechados na parte
de trs, por onde se coloca o projtil, o qual lanado a distncia atravs da fora expansiva dos gases pela combusto de determinada quantidade de plvora. Produzido o tiro, escapam pela boca da arma o projtil ou projteis, gases superaquecidos, chama, fumaa, grnulos de plvora incobusta e, em alguns casos, a bucha. As armas de fogo so classificadas: -De acordo com suas dimenses - portateis, semiportteis e no portteis; -Quanto ao modo de carregar - antecarga (carregadas pela boca) e de retrocarga (munio colocada no carregador, vulgarmente chamado "pente", no tambor ou na parte posterior do cano). -Quanto ao modo de percusso - pederneira, espoleta existente no ouvido ou por espoleta encontrada no estojo. -Quanto ao calibre - a) Nas armas raiadas* o calibre dado em milmetros e em centsimos ou milsimos de polegada (.38 polegadas ou 9 milmetros). Os americanos preferem em centsimos de polegada, os franceses em milmetros e os ingleses em milsimos de polegada. O calibre tomado exatamente nas raias dentro da boca do cano. b) Nas armas de cano liso como, por exemplo, nas armas de caa, o calibre calculado em peso. Uma arma ser calibre 36 se sua carga constar de 36 projteis iguais pesando juntas uma libra. * Raias so salincias encontradas na face interna do cano que imprimem um movimento de rotao ao projtil, dando-lhe uma trajetria estvel. A uma grande variedade de armas de fogo, e a cada dia novos tipos surgem. Para melhor familiarizao identificamos os tipos da seguinte maneira:
REVLVER Arma curta (de pequenas dimenses) que possui um tambor com diversas cmaras onde so colocados os cartuchos. a mais comum das armas encontradas e muito utilizada pelas polcias do Brasil.
PISTOLA Tambm um tipo de arma curta, de construo mais moderna, acondiciona sua munio em carregadores (pentes). arma semi-automtica por ter capacidade de extrair ao
munio disparada e colocar outra na cmara sem interferncia do atirador. Executa disparos em cadncia mais rpida e tem maior capacidade de munio que o revlver, mas a munio de ambos tem potncia semelhante. Podem ser encontradas pistolas automticas, ou seja, podem dar rajadas (tiros consecutivos), mas so raras.
CARABINA Arma longa (com cano mais comprido), que se utiliza de munio de menor potncia, como as utilizadas por revlveres. Mais encontrada na zona rural, destina-se a tiros a maior distncia, principalmente na caa e na defesa de propriedades.
ESPINGARDA Arma longa com cano de alma lisa (sem as ranhuras no interior do cano, comuns nos outros tipos de armas). Utiliza munio prpria, na grande maioria capaz de disparar vrias esferas de chumbo. Destina-se caa ou defesa de propriedade. Nesse grupo inclui-se um nmero vasto de modelos, com as armas de carregar pela boca (ante-carga) e as espingardas "pump" em calibre 12, tambm conhecidas por escopetas.
FUZIL Arma longa de grande potncia, de uso militar ou para caa grande. No Brasil os fuzis militares so os mais conhecidos, muitos podem executar rajadas e utilizam munio de grande capacidade de perfurao, capazes de perfurar placas de ao e vidros prova de balas.
SUBMETRALHADORA Arma capaz de executar tiros em rajadas. Utiliza munio tpica de pistolas. Apesar de sua grande cadncia de tiros e maior capacidade do carregador (em geral, seu carregador comporta mais de 30 cartuchos), seu uso requer muito treinamento pois tende a desviar e espalhar os tiros durante a rajada.
OUTROS TIPOS: Alguns modelos no podem ser includos no grupo acima. So menos comuns por serem de uso
exclusivamente militar, como as metralhadoras pesadas, ou por serem fabricadas em muito pequeno nmero, como as garruchas e pistoles. BALSTICA FORENSE A Balstica Forense uma disciplina integrante da Criminalstica, que estuda as armas de fogo, sua munio e os efeitos dos tiros por elas produzidos, sempre que tiverem uma relao com infraes penais, visando esclarecer e provar sua ocorrncia. A Balstica Forence pode identificar as armas de fogo de duas maneiras: Direta - quando a identificao feita na prpria arma, levando-se em conta os chamados "dados de qualificao", representados pelo conjunto de caracteres fsicos constantes de seus registros e documentos, como tipo da arma, calibre, nmero de srie, fabricante, escudos e brases, entre outros. Indireta - quando feita atravs de estudo comparativo de caractersticas deixadas pela arma nos elementos de sua munio. Na identificao indireta, usam-se mtodos comparativos macro e microscpicos nas deformaes verificadas nos elementos da munio da arma questionada ou suspeita. Dentre eles o mais importante o projtil, quando se trata de arma de fogo raiada, que ao passar pelo cano inevitavelmente deixa-se gravar de "impresses de cheios" e de "raias", sob a forma de cavados e ressaltos, os quais produziro microdeformaes no projtil, conhecidas como "estrias". Desse modo, tais microdeformaes, pelo fato de no se reproduzirem jamais em dois ou mais canos diferentes, ainda que fabricados pelo mesmo fabricante e trabalhados pela mesma broca, contribuem com segurana identificao individual da arma que deflagou i projtil, sendo uma verdadeira "impresso digital" da arma. J nas armas de "alma lisa" no possivel usar este metodo, sendo feita a identificao indireta nas deformaes impressas no estojo e suas espoletas ou cpsulas de espoletamento. Tais deformaes so oriundas da ao do percusor ou das irregularidades da superfcie da culatra. Este tipo de identificao e muito importante quando o projtil no encontrado ou se apresenta muito deformado para uma identificao microcomparativa, tratando-se de arma raiada. Nos casos de armas automticas ou semi-automticas com canos removveis, aconselha-se combinar o exame comparativo das microdeformaes notadas no projtil com as encontradas na cpsula da espoleta e na base dos estojos percutidos existentes no local da ocorrncia. REVLVER X PISTOLA O revlver e a pistola so as armas de fogo mais comuns, utilizadas como armas bsicas das polcias, tambm a
preferida nos meios marginais. Aparecem em mais de 85 % das ocorrncias envolvendo armas de fogo no Brasil. PRINCIPAIS CARACTERSTICAS DE CADA ARMA REVLVER .38 PISTOLA .38O
-Arma curta (pequenas dimenses). -Capacidade de munio de 7 a 15 catuchos em mdia. -Acondiciona sua munio em um -Arma curta (pequenas carregador (pente), colocado no dimenses). da arma. -Capacidade de munio de 5 a 7 cabo cartuchos em mdia. -Aps cada disparo os estojos vazios -Possui um tambor no centro com so arremessados para fora da diversas cmaras onde so arma, atravs da janela de ejeo. colocados os cartuchos. Para se carregar novamente basta -Aps os disparos os estojos se apertar um boto que solta o vazios permanecem na cmara carregator vazio, sendo comum se da arma, sendo seu possuir mais de um carregador, o torna bem rpido o remuniciamento mais demorado, que pois necessrio que se abra o remuniciamento. A pistola, arma mais tambor, retire-se os estojos, *OBS: coloque-se uma a uma a nova sofisticada que o revlver, tem a vantagem da grande capacidade de munio. *OBS: O revlver de manuseio munio, seu manuseio requer mais mais simples, alm de ser mais tcnica por parte do atirador, sendo barato que as pistolas, sendo a um smbolo de poder nos meios arma mais difundida no Brasil, marginais. em conseqncia a arma que aparece em mais de 70% dos casos de homicdios provocados Munio .380 ACP por armas de fogo.
Munio .38 O REVLVER E AS SUAS PRINCIPAIS DVIDAS fcil perceber, mesmo para o observador mais distrado, que a principal Arma Curta do cidado brasileiro ainda o revlver. Ao contrrio do consumidor europeu, mais afeito pistolas semiautomticas, ou o norte-americano, acostumado a possuir sem problemas qualquer tipo de armamento que deseja, ns, os brasileiros, temos uma longa convivncia com, basicamente, um s tipo de Arma Curta. As razes para isso possuem origens econmicas, tecnolgicas e sociais, necessitando muito papel e tinta (ou bits) para ser razoavelmente explicada ao Leitor. Mas, de maneira simplificada, pode-se afirmar que por falta de opes o consumidor brasileiro se "acostumou" ao revlver e adquiriu, a princpio, certa "resistncia" em se adaptar s armas semi-automticas. Para isso contribui fortemente o fato das empresas nacionais de Armas Curtas s recentemente se interessarem por pistolas semi-automticas e apresentarem uma longa tradio na confeco de revlveres, mais fceis e baratos de produo. de se notar que no histrico de quase todas as empresas nacionais de Armas Curtas consta que elas foram fundamentadas na produo de revlveres, a maioria cpias diretas de modelos norte-americanos. Do ponto de vista tcnico, o revlver tambm tem a sua preferncia nacional calada na maior facilidade de adestramento e emprego frente s pistolas semi-automticas, a princpio mais complexas de manejo e disparo. Deve-se sempre notar que poucos so os que lucidamente procuram cursos de Tiro para aprender corretamente o uso de sua arma pessoal e, nesse caso, o revlver se apresenta como mais passvel de favorecer o "auto-aprendizado". Recentemente, o mercado de Armas & Munies tem visto o fortalecimento da posio de algumas pistolas semi-automticas, notadamente a linha das Forjas Taurus, as pistolas argentinas Bersa e a austraca Glock, ambas em calibre .380 ACP. Atendendo, ento, a j comentada "preferncia nacional", procurarei responder a maioria das expectativas dos Leitores a respeito do revlver, esse nosso velho conhecido. Evoluo GradualOficialmente, o primeiro revlver prtico e funcional foi desenvolvido pelo clebre Samuel Colt em 1836 com o seu modelo "Paterson", ao qual se seguiu uma infindvel srie de outros produtos, numa evoluo contnua e segura. Samuel Colt teve a feliz idia de criar uma arma onde diversas cmaras dispostas num tambor eram automaticamente alinhadas para disparo pela rotao deste. O
sistema de municiamento ainda era a antecarga e o disparo se efetuava por intermdio de espoletas colocadas em "ouvidos" aparafusados no fundo das cmaras. Mas, o usurio de um revlver do tipo criado por Samuel Colt, pela maior capacidade de fogo oferecida pelo alinhamento automtico das cmaras, no mais ficaria restrito a apenas 1 ou 2 tiros, fato muito apreciado numa poca em que os combates geralmente eram sangrentos corpo a corpo. Com o pleno advento da munio metlica, por volta de 1865, muitas firmas, hoje grandes e slidas companhias, comearam a conquista de um vasto mercado vido por Armas Curtas prticas e confiveis para emprego principalmente na defesa pessoal. Smith & Wesson, Colt, Remington e Melvin & Huebert, entre outras, foram empresas que muito floresceram nesse perodo e concorreram fortemente para oferecer cada vez mais produtos que conquistassem maior parcela de consumidores. Na virada do sculo XX, o revlver como Arma Curta de uso pessoal comeou a sentir os efeitos de uma crescente concorrncia de outro tipo de armamento com princpios mecnicos mais elaborados e complexos: a pistola semi-automtica. Por outro lado, as Armas Curtas comeavam a ser empregadas em outras atividades tais como Tiro ao Alvo e a Caa de pequeno e mdio porte. Assim, o revlver teve de sofrer aprimoramentos, no somente para atender a evoluo tecnolgica, mas tambm para obedecer aos novos empregos que as Armas Curtas teriam com seus consumidores. No advento da gerao Magnum, com o lanamento do .357 Magnum pouco antes do incio da 2a Guerra Mundial, o revlver teve grande fortalecimento em sua posio perante as pistolas, pois a potncia de sua munio era algo extraordinrio para a poca e difcil de ser empregada em mecanismos do tipo semi-automtico. Assim, os revlveres novamente tomavam a dianteira na preferncia do mercado, principalmente aps a criao de outras munies de nvel Magnum, tais como o .44 Magnum e .41 Magnum. A partir dos anos 80 essa hegemonia de emprego de calibres Magnum seria ameaada pelo aparecimento de pistolas especialmente desenvolvidas para receber munies de grande potncia. Ao revlver restaria a simplicidade de manuseio e a versatilidade de poder operar normalmente com uma mesma munio em diferentes nveis de potncia, algo problemtico para as armas semi-automticas, pois estas dependem da energia de recuo de sua munio para operarem. O aparecimento do primeiro revlver em ao inoxidvel, o Smith & Wesson Modelo 60 em 1964, foi outra inovao tecnolgica de "peso" e a evoluo dos mecanismos de disparo, aperfeioados com sistemas de bloqueio automtico de percusso, trouxeram maior segurana no emprego desse tipo de arma. Como derradeiro avano tecnolgico, pode-se considerar o revlver em titnio como a ltima fronteira, embora eu considere as armas da Wesson Firearms (Dan Wesson), com seus poderosos calibres, estrutura modular e canos removveis, como o mximo em termos de evoluo.
Mas o revlver possui excelentes predicados e mesmo sofrendo concorrncia das armas semi-automticas certamente ir permanecer em slida preferncia, principalmente quando suas caractersticas de funcionamento e emprego so bem compreendidas. Apesar do forte crescimento na preferncia das Armas Curtas semi-automticas em nosso mercado, percebo, no contato com amigos e leitores, um permanente interesse nos revlveres. Atravs de e-mails, telefonemas e conversas em clubes pude formar uma lista das principais dvidas existentes quanto ao emprego adequado desse tipo de arma e sua posio frente s pistolas. Muitas dessas dvidas so tambm de interessados em adquirir uma pistola semiautomtica, os quais procuram se informar se sua deciso ser correta ou mesmo se encontrar desvantagens na troca. Ento, vamos as dvidas.... 1- Quais as vantagens e desvantagens do revlver?Apesar de ser um mecanismo j prximo do mximo em termos de desenvolvimento tecnolgico, o revlver apresenta inmeras vantagens que o fazem presente em qualquer sria lista de opes de compra. Algumas das principais vantagens residem na j comentada facilidade de manejo, versatilidade de emprego, rapidez de aprendizado e na intrnseca segurana para o usurio novato. Por apresentar um mecanismo mais simples e de fcil operao, o revlver o ponto bsico de todo incio de aprendizado com Armas de fogo. Iniciar um novato na prtica do Tiro, defensivo ou mesmo desportivo, atravs de pistolas semi-automticas, representa dispndio de maior esforo na compreenso do manejo seguro de uma arma e o correto uso desta. J o revlver, em calibres de baixa e mdia potncia, facilita o aprendizado de conceitos bsicos de segurana e manejo de Armas de fogo e os rudimentos das tcnicas de Tiro. Em termos de segurana, o revlver possibilita a rpida conferncia de estar carregado ou no e, graas aos mecanismos de barra de transferncia e/ou bloqueio, o disparo da arma s se dar caso o gatilho seja efetivamente acionado. Esse fator, mais a facilidade de empunhadura e disparo, facilitam o emprego do revlver mesmo por pessoas recm iniciadas no Tiro ou em situaes de excessivo "stress". Outro fator de vantagem para o revlver sua inerente "condescendncia" no uso de munies de potncias e projteis diferentes. Como esse tipo de arma no depende da munio para operar a seqncia de disparo, qualquer padro de combinao aceita sem problemas de funcionamento. Isto confere suficiente versatilidade para, num mesmo revlver, colocar-se munio de Tiro ao Alvo, portanto de baixa potncia, em conjunto com cargas bem mais "quentes" destinadas ao uso defensivo. O fato de o revlver no depender da munio para operar seu mecanismo de disparo o faz sensata escolha quando o assunto Segurana pessoal. Embora nos presentes dias o foco das atenes sejam as semi-automticas de grande capacidade de munio, o revlver, com apenas 6 tiros, possui a virtude de no deixar o seu
proprietrio com uma arma "travada" por mal funcionamento durante uma condio de extremo perigo. Se, quando acionado, o revlver percutir uma munio que no dispare, somente ser necessrio acionar novamente o gatilho para se alinhar outra munio pronta para uso. Em tal situao, muitas armas semi-automticas podem tomar preciosos segundos para se sanar a falha e estar novamente em condio de emprego. Por esse motivo que muitos dos policiais veteranos ainda optam pelo revlver por sentirem mais confiana no seu mecanismo e funcionamento. certo que a pouca capacidade de munio dos revlveres, frente s pistolas semi-automticas, os fazem alvo de algumas crticas em termos de emprego ttico em defesa. As condies de Tiro Defensivo so as mais variadas possveis e muitos preferem confiar em armas de grande capacidade de munio ao invs de enfrentar situaes com a "desvantagem" de possurem apenas 6 tiros. Outro ponto de crtica quanto ao volume apresentado pelo revlver frente a nova gerao de pistolas semi-automticas super compactas. Neste ponto, no h muito o que fazer, pois no se pode reduzir mais o perfil de um revlver sem reduzir tambm o nmero de tiros em seu tambor. 2- Qual tipo de arma mais segura: revlver ou pistola?Em toda a longa historia de desenvolvimento do revlver seu mecanismo interno sofreu aperfeioamento gradual no sentido de torna-lo cada vez mais um mecanismo confivel e seguro de emprego. Mas nem sempre foi assim e muitos revlveres de concepo e projeto mais antigos eram verdadeiras "armadilhas" em termos de disparos acidentais. Com o aparecimento das armas semi-automticas no incio do sculo, o revlver tradicional comeou a ser comparado perante um mecanismo de operao mais sofisticado e ao mesmo tempo complexo de manejo, mas que possua diversos sistemas de segurana. Esses sistemas de segurana em armas semi-automticas expunham mais as falhas do revlver quanto a ser mecanismo confivel para o usurio, forando uma efetiva evoluo. Diversos sistemas de bloqueio do mecanismo de disparo foram desenvolvidos ao longo dos anos visando evitar o acionamento do revlver por crianas ou pessoas desautorizadas. Desde travas de mo, do tipo empregada nas pistolas Colt, at fechaduras especiais, vrios sistemas bloqueadores foram sendo lanados para tornar a guarda e manuseio de revlveres mais seguro. O mais recente desenvolvimento apresentado pelas Forjas Taurus, que bloqueia o co do revlver pelo simples travamento do acionamento do co da arma, fazendo uso de uma chave especial. O mecanismo de disparo de um revlver moderno hoje tido como algo altamente desenvolvido em termos de segurana, pois em seu projeto so estudados formas de bloquear o disparo da arma em caso de queda acidental ou percusso da munio sem que seja intencionalmente acionado o gatilho. Com isso, o revlver pode ser considerado um mecanismo de emprego seguro, desde que sempre mantido em suas caractersticas originais e em bom estado de conservao.
3- Disparos em "seco" afetam o mecanismo?Houve pocas em que o co de um revlver tinha o pino de percusso como uma extenso fixa de seu corpo. Assim, o impacto da percusso era transferido diretamente para a espoleta da munio, garantindo mais confiabilidade de sua ignio. Isso tambm significava que, sem munio na cmara, o co e seu pino percussor batiam por inteiro no chassi da arma, muitas vezes quebrando-se em partes devido as precrias tcnicas de tmpera daquelas pocas. As tcnicas de tmpera e a qualidade dos materiais mudaram muito durante os quase 160 anos de desenvolvimento do revlver, mas o medo de se disparar em "seco" e ter uma arma danificada permaneceu at os dias de hoje. Com os excelentes sistemas de disparo e a qualidade dos materiais encontrados nos dias de hoje na maioria das armas, revlveres ou mesmo pistolas, plenamente seguro o disparo em "seco" sem o comprometimento da integridade do mecanismo. O nico seno feito quanto as armas em calibre .22 de fogo lateral (rimfire) pois nesse tipo de munio a forma de ignio da espoleta se d na lateral do estojo e o pino percussor deve "picotar" a borda do mesmo tendo a beirada da cmara como anteparo. Repetidos disparos em "seco" com armas em .22 "Rimfire", nos tradicionais calibres .22 Short, .22 Long Rifle ou .22 Magnum, resultaro, invariavelmente, em deformao da lateral da cmara pela "batida" direta do percussor sem o amortecimento da borda do estojo. Quanto aos revlveres de fogo central, o disparo em "seco" at recomendado por alguns especialistas tais como o famoso Atirador John Saw e o articulista Dick Metcalf, da conceituada revista norteamericana "Shooting Times". De acordo com essas abalizadas opinies, o tiro em "seco" indicado como a forma mais racional de "acomodar" o mecanismo de disparo em armas novas alm de servir como excelente treino para o Atirador ao habitua-lo com o "peso" e curso de acionamento do gatilho. Mesmo assim, deve-se recomendar parcimnia nesse tipo de atividade, pois o mecanismo de disparo e a estrutura da arma estaro sendo exigidos de uma forma para a qual no foram necessariamente preparados. 4- O que melhor: percussor fixo ao co ou flutuante?Nos presentes dias existem dois sistemas de percusso num revlver: o direto, representado por armas do tipo Smith & Wesson e Rossi, e o sistema de percusso indireta ou flutuante, encontrado em armas da Taurus, Colt e Ruger, por exemplo. No sistema de percusso direta, o pino percussor localiza-se no co, como nas antigas armas do sculo passado, mas possui movimento suficiente para impedir que se quebre quando percutir uma cmara vazia. Quando liberado pelo gatilho, o co e seu percussor atingem diretamente a espoleta. No caso do sistema de percusso indireta o co atinge uma barra de transferncia a qual faz um pino percussor flutuante detonar a espoleta. O sistema de percusso direta confivel quanto a poder atingir a espoleta mesmo quando a arma estiver com excessiva sujeira e o sistema indireto se apresenta como mais lgico de construo e
menos sujeito a quebras. Ambos so sistemas igualmente confiveis de emprego e convivem em paralelo, de acordo com a filosofia tecnolgica adotado pelas empresas que o usam em seus projetos. 5- Devo amaciar o gatilho de meu revlver?Ajustar o gatilho de qualquer arma para atender preferncias pessoais algo plenamente possvel e justificvel. Como toda mquina de uso individual, o revlver pode receber "afinamentos" que o tornam mais adaptveis s necessidades de seu usurio, facilitando o emprego. Contudo, certas regras de bom senso devem ser seguidas no "amaciamento" de um gatilho visando garantir resultado positivo, no prejudicar a arma e nem causar acidentes irreparveis. Diversos especialistas em Armas curtas recomendam que no se inicie nenhum tipo de "amaciamento" antes da arma disparar aproximadamente 500 tiros. Esses tiros podem ser substitudos por algumas centenas de disparos "em seco" pois a inteno desse trabalho fazer com que o mecanismo interno da arma se movimente repetidamente, perdendo aquela "dureza" e rebarbas de pea nova recm sada da linha de montagem. Partir para "amaciar" gatilhos de revlveres sem uma etapa de acomodao do mecanismo de disparo pode trazer decepes quanto ao resultado final. O passo seguinte ser estudar junto a um armeiro competente os "pesos" de gatilho desejados sempre tendo em mente que gatilhos excessivamente "leves" so mais adequados prtica de Tiro ao Alvo e podem causar acidentes quando indevidamente empregados. Tambm deve-se alertar que cortar aleatoriamente e sem conhecimento alguns elos das molas internas do mecanismo de disparo pode ser uma fonte segura de dor de cabea. Como as molas trabalham em equilbrio, somente um armeiro experiente poder saber como "aliviar" o peso do gatilho e polir as peas internas de maneira correta. Pessoalmente prefiro gatilhos com 900 a 1000 gramas para ao simples e algo em torno de 4500 gramas para ao dupla. 6- Porque tiros com munies diferentes causam variaes no alvo?As Armas Curtas reagem imediatamente e em proporo energia de recuo produzida pela sua munio. Esse fenmeno j foi assunto de extenso artigo com o ttulo "Administrando o recuo" na edio no 31 de MAGNUM. Naquele artigo foi explicado que a variao de concentraes dos impactos com uma mesma arma e munies diferentes est relacionada ao do recuo. Como o revlver comea a se movimentar to logo a munio disparada, o projtil mais pesado leva maior frao de tempo para sair do cano e deixa-lo quando o mesmo estiver em movimento de ascenso. Por outro lado, projteis mais leves deixam o cano mais rapidamente e tendem, por esse motivo, a se concentrar em pontos mais baixos dos agrupamentos obtidos pelos projteis pesados. Esse efeito mais aparente nos revlveres pois eles possuem uma maior diferena entre a linha imaginria do centro do cano e o eixo do brao do Atirador. Como num mesmo revlver possvel empregar inmeras variantes de munies em diferentes nveis de potncia, tambm
recomendado que o usurio treine constantemente com sua arma, principalmente se esta for utilizada em Defesa Pessoal e possuir miras fixas. 7- Cano maior tem vantagem?Essa questo ser sempre relacionada ao emprego destinado a determinada arma. Ningum deve esperar que aquele seu revlver de 4 polegadas seja um "ferramenta de mltiplo uso" e sirva para a prtica de todas as atividades do Tiro. Mesmo os revlveres de constituio equilibrada como aqueles em calibres Magnum e cano de 6 polegadas, tero mais vantagens de emprego em determinadas atividades do que em outras. Todos sabem que o comprimento de cano pode favorecer o aproveitamento da potncia da munio por oferecer mais espao para a expanso dos gases e acelerao do projtil. Mas da a pensar que um revlver com cano de 8 polegadas de comprimento pode ser a resposta definitiva como armamento de Segurana Pessoal, se afigura como um exagero sem propsito. Mesmo sendo compactos e de fcil porte e dissimulao, revlveres com comprimento de 2, 2 1/2 e 3 polegadas de cano no conseguem acelerar plenamente sua munio. Por esse motivo no se deve esperar que certas munies do tipo "ponta oca" funcionem com eficincia total, pois esses projteis necessitam atingir determinada faixa de velocidade para se expandir. O comprimento de 4 polegadas se aproxima da medida ideal para emprego em situaes de Defesa por favorecer um equilbrio entre aproveitamento de munio, relativa facilidade de porte e maleabilidade. Embora apresentem desembarao em ao, armas com canos de 4 polegadas de comprimento somente sero eficientes em caa de mdio porte se forem em calibres Magnum. Para Tiro de preciso ento, os revlveres de 4 polegadas de cano no conseguem apresentar os mesmos resultados que armas com comprimento superior. Canos de 6 e 8 polegadas so mais indicados para a prtica de Tiro Desportivo e Caa, por favorecer a preciso e aproveitamento da potncia da munio. Em Defesa, esses comprimentos de cano tornam-se desconfortveis e de emprego desajeitado. 8- Empunhaduras anatmicas valem a pena?Como acontece com o "amaciamento" do gatilho, a empunhadura de uma arma pode se escolhida ou adaptada para se ajustar s exigncias ou ergonomia de seu proprietrio. Para isso existem diversos fabricantes e artesos especializados em empunhaduras, oferecendo uma vasta gama de produtos de forma a atender qualquer gosto e oramento. O assunto foi extensamente comentado na edio no 31 de MAGNUM no artigo "Empunhaduras de Armas Curtas", onde procurei descrever todos os pontos e detalhes desse tipo de componente e apresentar os seus principais fabricantes. Empunhaduras em plstico, borracha ou neoprene so ideais em "peas de servio" por resistir maus tratos e favorecer a aderncia na mo da pessoa, mesmo em situaes de umidade e "stress". Por outro lado, empunhaduras de madeira so imbatveis em beleza e acabamento, apresentando ainda a vantagem, nas mos um bom
arteso, de serem adaptadas s necessidades ergonmicas de seu usurio. Pessoalmente, tenho preferncia para desenhos do tipo "Combat", com entalhe para dedos, pelo fato dessa empunhadura ser de fcil emprego em qualquer atividade do Tiro. 9- Devo portar uma cmara vazia como forma de segurana?Isso ainda um assunto polemico, com razes na poca em que os revlveres tinham percussor fixo no co e no possuam sistema de travamento no mecanismo de disparo. Em revlveres "antigos", de fabricao antes dos anos 70, era mais seguro portar uma cmara vazia, na posio do percussor, de maneira a se evitar que este ficasse em contato com a espoleta da munio e viesse a disparar acidentalmente em caso de queda da arma. Hoje em dia esse tipo de procedimento dispensvel, pois todos os revlveres modernos saem de fabrica com um aperfeioado sistema de disparo, portando bloqueadores de percusso, os quais impedem o disparo acidental, a no ser que se esteja pressionando o gatilho. Algumas instituies policiais do Brasil exigem dos seus membros o porte de suas armas com uma cmara vazia para preveno de acidentes, visto que esse fato j foi ocorrncia relativamente comum no passado. de se adiantar que em muitos desses casos de disparos acidentais, a maioria por queda das armas, se deu com revlveres em m conservao, modelos antigos ou com adiantado desgaste. certo que, para essas instituies, o uso de uma cmara vazia aumenta a segurana do revlver, mas por outro lado, deixa o policial em situao de desvantagem em questo de volume de fogo frente a bandidagem. 10- Quantos tiros meu revlver "aguenta"? comum surgir perguntas tais como "quantos mil tiros posso dar?" ou "meu revlver agenta tantos mil tiros?". Como qualquer outra ferramenta, o revlver tem um nvel de desgaste de acordo com a forma de emprego e grau de conservao. Se o proprietrio de uma Arma de fogo somente fizer uso de munio "soft" para Tiro ao alvo, seu revlver (ou pistola) poder disparar dezenas de milhares de tiros antes de comear a sair dos padres de tolerncia. Se, no entanto, o atirador somente fizer uso de munies "quentes" em sua arma, esta certamente ter um tempo de vida til menor e dever ser avaliada periodicamente quanto exatido de seu funcionamento. Esse desgaste ser mais agravado se o atirador conservar mal sua arma, por desleixo ou por erros nas etapas de limpeza. Num revlver, o desgaste pode ser observado nas folgas entre o tambor e o cano, alm de uma excessiva eroso no cone de foramento do cano. Outras partes podem ser afetadas, tais como a fora de ao das molas e a condio fsica do pino percussor. No entanto, mesmo com o emprego de munies de alto desempenho, somente ser aparente alguma forma de desgaste aps 4 ou 5 mil tiros, valor raramente alcanado pelo cidado comum. E qual o limite de uma Arma de fogo? O limite de emprego, ou seja, quando uma arma deve ser analisada quanto ao seu desgaste, se dar no momento em que as suas principais partes comearem a
apresentar folgas e desalinhamento, comprovando que as tolerncias normais encontram-se comprometidas. Nesse estgio, alcanado aps milhares de tiros, o proprietrio deve levar sua arma a um competente armeiro para avaliao, possveis ajustes e reparos. Como forma de ilustrao, j tive em mos um bem conservado revlver Smith & Wesson com mais de 145.000 tiros, o qual, aps o devido recondicionamento, pde continuar atirando normalmente. De uma maneira razovel, pode-se considerar algo entre 5.000 e 10.000 tiros como um tempo de vida normal para uma Arma de fogo, o mesmo que rodar 100.000 km com um automvel. Verso atualizada de artigo originalmente publicado na Revista Magnum edio no 42. ABC DA ESPINGARDA
Conceito de Espingarda So armas de fogo portteis, de cano longo e sem raiamento (alma lisa), com ampla gama de utilizao na caa, tiro ao vo, defesa, combate, etc. Na matria, o autor enfatiza suas aplicaes esportivas e de caa, mas, as informaes nela contidas tambm sero de grande valia para os usurios de outras reas. Calibre Os calibres (dimetro interno do cano) das armas bala so usualmente denominados em milmetros ou polegadas. Exemplo: o calibre .45 ACP, na denominao americana, significa que o dimetro do cano (e do projtil) de 45 centsimos de polegada, o que corresponde a 11,43 mm. Entretanto, os calibres das espingardas de chumbo foram estabelecidos h muitos anos e no foram baseados em qualquer sistema convencional de medida. Tomou-se, como base, o nmero de esferas de chumbo que perfazem uma libra. Converteu-se uma libra (453,6 g) de chumbo puro em 12 esferas de iguais peso e dimetro. Se uma dessas esferas se encaixava perfeitamente num determinado cano, o calibre deste era "12". Estas esferas tinha 0,730 polegada de dimetro, ou seja, 18,5 mm. De igual peso de chumbo (1 libra), foram feitas 16 esferas e chegou-se ao calibre 16, assim procedendo-se com os demais calibres, com excesso do 36, pois, segundo esse critrio, seria o calibre 67. O calibre 36 corresponde, na realidade, a 0,410 polegada, ou seja, 10,414 mm. A medida do dimetro da alma do cano pode variar em 0,40 mm, dependendo da broca usada na perfurao, se nova ou usada, conforme ficou estabelecido na Conveno de Stutgart, em 1913:
Calibre 10 12 16 20 24 28 32 36 (410)
Dimetro em mm 19,3 - 19,7 18,2 - 18,6 16,8 - 17,2 15,6 - 16,0 14,7 - 15,1 14,0 - 14,4 12,75 - 13,15 10,414
"Choke" De incio, as primeiras espingardas eram de cano cilndrico, ou seja, com o mesmo dimetro interno. Com o passar dos anos, foi introduzido o "choke", que um ligeiro estreitamento do dimetro interno do cano, junto ou prximo boca da arma. No nosso caso, a palavra "choke" ser traduzida como "estrangulamento". Damos, a seguir, tabelas que mostram os estrangulamentos, com as medidas em milmetros, os grupamentos dos chumbos e as denominaes normalmente usadas. Queremos assinalar que o "choke" pleno estrangulamento total ou "full choke" - pode variar (no caso do calibre 12, por exemplo) de 0,9 a 1,1 mm, ocorrendo o mesmo para os demais "chokes" e calibres, nesta proporo. "Choke 12 " Pleno 3/4 1/2 14 1,00 mm 0,75 mm 0,50 mm 0,25 mm 16 0,85 mm 0,65 mm 0,45 mm 0,25 mm 20 0,75 mm 0,55 mm 0,35 mm 0,20 mm 24 0,75 mm 0,55 mm 0,35 mm 0,15 mm 28 0,65 mm 0,45 mm 0,30 mm 0,15 mm 32 0,55 mm 0,45 mm 0,20 mm 0,10 mm 36 0,45 mm 0,30 mm 0,20 mm 0,10 mm -
Cilindro "Skeet"
0,20 0,17 0,15 0,12 0,10 0,10 mm mm mm mm mm mm O estrangulamento, em dcimos de milmetro, diminui de acordo com o dimetro do cano = calibre. Se uma espingarda calibre 12, cujo cano tem um dimetro interno de 18,5 mm, tem um estrangulamento de 1 mm no "choke" pleno (reduzindo o dimetro para 17,5 mm na boca), numa espingarda calibre 36, cujo dimetro interno do cano de 10,4 mm, o estreitamento para se conseguir o "choke" pleno ser, conseqentemente, menor, de aproximadamente 0,5 mm. Grupamento
Os "chokes" dos canos controlam o grupamento da chumbada, que usualmente determinado pela procentagem de bagos de chumbo que atingem um alvo (placa) de 75 cm de dimetro a uma distncia convencional de 35 metros (27 metros, para os calibres 28, 32 e 36). Esta porcentagem pode variar muito pouco com uma mesma arma, dependendo, em linhas gerais, do tamanho do cartucho, da carga de plvora e do tamanho e nmero de bagos de chimbo usados no carregamento do cartucho. Mais importante que a porcentagem de chumbos que atingem o alvo a distribuio uniforme dos mesmos dentro da rea de impacto (alvo). Estrangulamentos Grupame ("chokes") nto Total pleno) 3/4 1/4 Cilndrico "Skeet" ("choke" 70 - 75 % 60 - 65 % 40 - 45 % 35 - 40 %
1/2 (meio "choke") 50 - 60 %
60 % (a 20 m) Os resultados com uma arma de qualidade e cartuchos de boa procedncia so, normalmente, os assinalados na tabela e devem apresentar uma distribuio (disperso) uniforme. Num cano cilndrico, a disperso do chumbo inicia-se ao sair do mesmo. No "choke" pleno, a carga de chumbo sai comprimida e a disperso ser menor, e, como lanam a carga a uma distncia um pouco maior do que as outras formas de estrangulamento do cano, para o mesmo calibre, conclui-se que o grau do "choke" determina o alcance mximo da arma. O grupamento do cano de "choke" pleno, a 35 metros, tambm pode ser conseguido com o cano de meio "choke", a 30 metros, e pelo de 1/4 de "choke", a 25 metros. Como se pode observar nos desenhos ao lado (Fig. A), os bagos de chumbo (ou ao) se deslocam no ar de modo semelhante a um enxame de abelhas, de forma ovalada. O cone de disperso (Fig. B) ir aumentando no espao, ao se afastar da arma. Esta disperso, maior ou menor, ser determinada pelo "choke" da espingarda.
Um cartucho Velox (nacional) calibre 20 carregado com 22,5 g de chumbo no. 7 (dimetro de 2,5 mm) comporta aproximadamente 248 bagos. Portanto, se disparado de um cano de "choke" pleno, de acordo com as normas adotadas, teria que contar de 171 a 186 impactos dentro do crculo de 75 cm de dimetro. Se o cano usado for de 1/2 "choke", sero aproximadamente 136 impactos (55%). O mesmo deve ocorrer, se usados outros tamanhos de chumbo. Os chumbos utilizados para carregar cartuchos variam, normalmente, de 1,25 a 5,50 mm de dimetro, sendo usados, ainda, balotes: um nico projtil de chumbo de dimetro equivalente ao calibre da espingarda.
Como escolher os "chokes" O "choke" dever ser escolhido de acordo com a distncia a que se pretende fazer o tiro de caa. Se o tiro , normalmente, feito distncia de 35 metros ou mais, o ideal o "choke" pleno ("full"). Para distncias inferiores a 35 metros, "full" ou 3/4 o recomendado. Em torno de 30 metros, 1/2 "choke", e 1/4, para distncias em torno de 20 metros. Estudos tm demonstrado que a maioria das peas so abatidas a distncias inferiores a 35 metros. As armas muito "chokeadas" no devem ser usadas para caa ao vo, curta distncia, a no ser por atiradores hbeis e experimentados. Em mos inexperientes, tiro perdido. Cmara o local, na culatra, onde se alojam os cartuchos. Existem dois tamanhos de cmaras, 70 mm (2 3/4 pol) e 75 mm (3 pol), sendo que as de 65 mm no so mais encontradas em armas de fabricao recente. A maioria das espingardas possui cmara 70, mas as adotadas para alvos distantes (por exemplo, ganso voando a grande altura) tm a cmara mais extensa, capaz de alojar os cartuchos Magnum mais potentes. Os cartuchos no ocupam todo o espao interno das cmaras. O espao excedente permite a expanso do estojo, por ocasio do disparo. Comprimento do cano Com as modernas plvoras, o tiro alcana o mximo de velocidade muito rapidamente. Por isso, o comprimento do cano - respeitadas medidas no inferiores a 500 mm ou de comprimentos exagerados tem pouca influncia sobre sobre a velocidade do tiro, alcance, penetrao, grupamento, disperso ou energia de uma carga de
chumbo. Independentemente do calibre, tudo se altera em funo do "choke" ou da prpria carga. O comprimento do cano deve ser escolhido de acordo com a proficincia pessoal do atirador e tipo de tiro a ser feito. Um cano longo tende a aumentar o peso da arma, porm, aumenta a sua linha de visada. Um cano curto torna a arma mais fcil de manuseio, podendo ser usada com maior liberdade de ao para tiros seguidos e que exijam viradas constantes ("swing"). Um cano de 700 mm de tamanho ideal para os diversos tipos de caa e "skeet", enquanto que, para "trap" e tiro ao pombo, 760 mm o recomendado. "A coronha que atira!" Esta mxima, de princpios do Sculo 19, se tornou base fundamental do tiro com espingardas, principalmente, no tiro ao vo. As coronhas devem ser de adaptao individual (pois " ela que atira"), enquanto que os canos e "chokes" apenas executam as ordens por ela emanadas. Uma coronha apropriada substitui a ala de mira. Existem trs medidas importantes (mostradas no desenho ao lado) para qualquer coronha e que tm um efeito definitivo para o sucesso do tiro: A) Comprimento: deve ser de acordo com a largura do peito e o tamanho dos braos de cada um. Superficialmente, o comprimento pode ser determinado com o brao dobrado em ngulo de 90 graus, colocando-se a coronha junto ao antebrao, de modo que a soleira apoie-se no brao (na juno deste com o antebrao) e a falanjeta do dedo indicador envolva o gatilho. Uma coronha comprida pode machucar a axila ou os msculos do peito, no conduzindo a um tiro eficiente. Por outro lado, uma coronha curta produz um "coice" mais forte e poder causar danos bochecha do atirador. B) Altura de crista: se a crista muito baixa, o olho do atirador tambm ficar baixo quando a arma for apontada e o tiro ir atingir abaixo do alvo. Se a crista muito alta, o oposto verdadeiro. Certamente, o atirador estar colocando a arma de encontro sua bochecha, sempre do mesmo modo e mesmo local, para todos os tiros. C) Caimento na altura da soleira: do caimento da coronha depender a inclinao do(s) cano(s). Um caimento correto contribui para um correto alinhamento da visada e obedece necessidade de no permitir tiros altos ou baixos. A altura de crista de 41 mm e o caimento na soleira de 63 mm so mdidas consideradas ideais por, pelo menos, 95% dos caadores. Para o tiro de "skeet", os bsicos so 39,5 e 63,5 mm, respectivamente. Para "trap", fossa olmpica e pombo, a coronha deve ser mais reta, com menos caimento na crista e na soleira (36,5 e 41 mm, respectivamente). Como os alvos devem ser atingidos enquanto subindo na trajetria, essas medidas reduzem o risco de mirar baixo.
Algumas coronhas tm um desvio lateral ("cast off"), de 4 a 6 mm, que permite apontar e visar mais rapidamente. Usa-se faz-lo em coronhas de espingardas para tiro de "skeet", armas de caa para tiro ao vo e "pombeiras". Quaisquer alteraes nas medidas da coronha somente devem ser executadas aps algum tempo de uso da arma. Para cada tipo de tiro, dever ser usado um determinado tipo de coronha. Escolha certa para um tiro certo Existem seis tipos bsicos de espingardas: Tiro Simples (um cano), de Ferrolho (um cano), Mecanismo de Corredia (um cano), Semiautomtica (um cano), Canos Duplos Paralelos (normalmente, dois canos) e Canos Duplos Sobrepostos (dois canos). Para uma boa escolha, alm dos tipos rapidamente mencionados, deve-se observar o calibre, formato da coronha, comprimento do cano, "choke", cmara, peso, equilbrio, sistema de gatilho, extratores, preo e, principalmente, o uso que se pretende fazer da arma.
Se o seu caso for adquirir uma s espingarda para diversas modalidades de tiro, voc deve atentar que isto s possvel com restries. Em princpio, para o tiro ao vo, a espingarda "12" a mais indicada por seu alcance de tiro e pela quantidade de chumbo que comporta, podendo ser usada, em alguns casos, para o tiro de caa ao vo e esportivo. Quando usada para caa de pelo de pequeno porte, pode-se adaptar um redutor para calibre 20, por exemplo, apesar de no apresentar o mesmo desempenho de uma arma deste calibre, com desvantagens quanto ao tamanho e peso. Para algumas caadas nas montanhas, por exemplo, a espingarda "20", compacta, leve e manejvel com rapidez, ideal para tiro a curta distncia sobre alvos em rpido deslocamento, como as codornas. Para caa pequena, de pio, a curta distncia, o ideal o calibre 36. bom lembrar que, quanto maior o dimetro interno do cano, mais plvora e chumbo podero ser usados. Assim, uma arma calibre 12 pode disparar mais chumbo a maiores distncias do que outra de menor calibre. Uma espingarda "36" comporta uma quantidade de chumbo 25% menor do que uma de calibre 20 e seu alcance til de pouco mais de 27 metros. O tipo de espingarda mais usado atualmente a de dois canos sobrepostos, monogatilho, extratores automticos e seletor de cano, podendo, ainda, ter um par de canos extras. Cartuchos
Infelizmente, no temos condies de falar muito detalhadamente sobre a munio de espingardas, mas, informamos que, para um mesmo calibre, existem diversos tipos de cartuchos (carregamentos), que podero influir decisivamente no desempenho da arma. Alm do tipo do cartucho, propriamente dito (de plstico, metal, papelo, de fundo chato ou redondo), do chumbo usado (uniforme em peso, dimetro e forma - comum, endurecido ou cromado), existem as espoletas, plvoras, buchas e muitos outros fatores que alteram o tiro. Sobre as buchas, vamos mencionar apenas trs detalhes que podem modificar o tiro: a bucha resistente, mas elstica e leve (de feltro), abandona o chumbo logo ao sair do cano e no perturba sua distribuio; a bucha dura, espessa e pesada, acompanha o chumbo muito alm do cano e com velocidade suficiente para perturbar sua distribuio normal; e a bucha quebradia, que esmaga-se no cano e esfacela-se ao sair dele, misturando-se os seus fragmentos com o chumbo, diminuindo-lhe o alcance, penetrao e distribuio. As buchas mais usadas, atualmente, so as de plstico. Cargas de chumbo e de plvora Um livro sobre o assunto seria pouco, mas, vamos dar um s exemplo: o excesso de chumbo, em relao polvora, faz um tiro compacto e sem eficincia; muita plvora, em relao ao chumbo, produz disperso irregular e desordenada.
LEMBRETES TEIS * Faa a pontaria com os dois olhos abertos. * Leve a arma de encontro face (bochecha) e, depois, coloque-a no ombro, sempre do mesmo modo e no mesmo local. * Faa a visada "pegando" toda a fita da espingarda. * No olhe por cima, para ver se voc est mirando certo. Lembre-se que os seus olhos esto funcionando como ala de mira. Quando voc pressiona a arma contra a bochecha, ela deve permanecer ali. * No tiro ao vo, mantenha sempre o curso de movimento durante e aps o tiro ("follow
through"). * Evite atirar tenso - relaxe-se.
ENTENDENDO OS CALIBRES DAS ARMAS DE FOGO Nada mais fcil que entender o calibre de revlveres, pistolas, rifles, carabinas, metralhadoras, etc. Quando no diretamente em milmetro o calibre (dimetro da bala) dado em frao decimal de polegada. Exemplo: Pistola 45 dispara uma bala cujo dimetro 0.45 ou seja, 11,43mm. O revolver 357 calibre .357 polegadas e assim dispara projtil de dimetro 9mm. A pistola 9mm (9mm Luger ou 9mm parabelum) dispara obviamente projtil de dimetro 9mm tambm. O calibre 22 .22 e assim corresponde a 5,6mm. Infelizmente o calibre 38 bem como o 380 (9mm browning curto) correspondem tambm a 9mm e no a 9,65mm! Isso por razes histricas. Pessoalmente acho que devamos banir em definitivo o sistema ingls e usar somente o mtrico! Se para revolveres e pistolas a coisa j um pouco confusa para as espingardas a coisa pior ainda. O primeiro calibre foi o 12. Ele foi calculado da seguinte forma. Pegou-se uma libra de chumbo e fizeram-se 12 esferas iguais de chumbo com ela. O dimetro de cada esfera corresponde ao dimetro interno do cano de uma espingarda calibre 12. Fazendo 16 esferas com uma libra de chumbo voc tem o calibre 16 e assim por diante. Os calibres 20, 24, 28, 32 tambm foram obtidos assim. Existe comercialmente tambm (pelo menos nos EUA) o calibre 10 que maior que o 12. J os calibres 36 e 40 fogem a regra. O 36, por exemplo, corresponde a .410 (10,4mm). AO SIMPLES E AO DUPLA Quase todas as armas de fogo de tiro simples, repetio ou semiautomticas podem ser classificadas em ao simples ou ao dupla. As armas de ao simples funcionam da forma mais lgica possvel. Primeiro voc arma ela (ou ela se arma sozinha se semi-automtica) e dai voc a dispara puxando o gatilho que s serve para disparar (eventualmente para acionar travas tambm). Se a arma for semiautomtica ter que ser armada manualmente para o primeiro tiro mas depois se arma automaticamente aps cada tiro bem como ejeta o cartucho usado e pem um novo na cmara. Todas as armas longas (rifles, carabinas, espingardas) so de ao simples. As armas de tiro simples como as garruchas, pistolas de competio, alguns revolveres de competio e revolveres muito antigos, etc tambm so de ao simples. Diversas pistolas baseadas na colt 1911 como as IMBEL e muitas outras so de ao simples. Uma caracterstica da ao simples a simplicidade e em geral o curto percurso do gatilho. Armas de ao dupla so armas que como a maioria dos revolveres aps o tiro voc puxa o gatilho e o movimento do gatilho faz com que a arma recue rapidamente o co para disparar novamente e no caso do revolver tambm faz com que o tambor rode e uma nova bala
fique pronta para o tiro. Nas pistolas ditas de dupla ao (o termo correto seria ao mista) o mesmo ocorre no primeiro tiro sendo que depois funciona de forma semi-automtica normal. Na minha opinio so armas muito estranhas uma vez que basta puxar o gatilho que dispara, mesmo estando com o co desarmado! ATENO: Armas de dupla ao no chegam a armar o co ao disparar em dupla ao! Uma vez o ento dono da bersa abaixo tentou armar ela puxando o gatilho bem devagarzinho e descobriu isso que acabou de escrever! Sorte que ele fez isso com ela totalmente descarregada!:) Existe tambm algumas pistolas chamadas de Somente Dupla Ao ou Double action only que disparam sempre em dupla ao e no s no primeiro tiro e portanto nunca ficam armadas. o caso da Taurus Milenium. A vantagem que elas so mais simples de se usar que as de dupla ao convencionais (ao mista), e portanto mais seguras que aquelas. Existe outros tipos de ao como a da glock que fica sempre meia armada, etc. Eu que vos escrevo gosto mais das pistolas de ao simples. REVISO DA PISTOLA BERSA THUNDER 380 A bersinha foi minha primeira arma de fogo comprada logo depois que fiz 21 anos (agora subiram o limite de idade para 25) pouco tempo depois de eu ter sido assaltado pela primeira vez. No tenho mais ela uma vez que num momento de burrice vendi ela para minha irm que nunca quis desfazer o negcio. A Bersa argentina e um modelo de dupla ao blowback inspirada na famosa Walter PPK (l do 007). O modelo que eu tinha era oxidado com carregador monofilar com capacidade para 7+1 cartuchos. Nunca acertei um alvo que tivesse me proposto a acertar com ela!:) Trata-se de uma arma muito compacta ideal para defesa mas de preciso limitada. VANTAGENS: Preo, Tamanho, Bom acabamento. DESVANTAGENS: Preciso, capacidade (mas existe as bifilares), No tem inox. REVISO DA ESPINGARDA BOITO PUMP CALIBRE 12 A Boito (ER Amantino) e a CBC so as nicas empresas nacionais a fabricar a espingarda modelo bomba ou pump. A outra fabricante de espingardas (Rossi) no tem esse modelo. Em particular a boito a empresa nacional com o maior nmero de modelos de espingarda tendo alm do modelo pump modelos de um cano, dois canos laterais e at mesmo dois canos um sobre o outro. A pump da boito pode ser encontrada tanto com coronha de madeira de lei, com pistol grip ou ainda com pistol grip e coronha retrtil e bandoleira. Diferente da CBC que tem cmara de 3 ela aceita apenas o cartucho padro de 70mm (23/4) e mais barata que as pump da CBC. Com capacidade para 7+1 cartuchos um detalhe interessante a culatra de alumnio. Curiosamente nenhuma PUMP de que j tive noticia possui co externo. VANTAGENS: Preo, Tamanho, Peso, Capacidade. DESVANTAGENS: Acabamento, Sistema de mira, No indica se esta armada. REVISO DA PISTOLA IMBEL .380 GC MD1 A2
A IMBEL MD1 uma pistola semi automtica de ao simples baseada na muito venervel colt M1911. Os modelos GC (grande capacidade) possuem carregadores bifilares e que levam muito mais cartuchos que os modelos tradicionais (7 cartuchos). A pistola .380 GC tem capacidade para 17/19+1 tiros chegando portanto at 20 tiros com a bala na cmera (o +1). O carregador padro comporta 17 cartuchos de .380 (9mm browning curto) mas ela j vem com prolongadores para ambos os carregadores que aumentam em 2 cartuchos a capacidade alm de fazer a arma ficar maior e mais feia.:) No modelo 380 a arma funciona por recuo simples (blowback) com cano fixo. Possui miras fixas sistema 3 pontos, cano de 4 polegadas e pesa cerca de 1kg (mais que algumas 45!). Possui 4 travas. 1-Trava manual que permite manter o co armado para portar em Condition One (armada e com bala na cmera mas travada) que se faz preciso em armas de ao simples. (na IMBEL, se no tiver armada no d para travar) 2-Trava do percursor-3-Trava-posio intermediaria do co e 4-A famosa trava de empunhadura das M1911. A empunhadura so talas de plstico de alta dureza e as opes de acabamento so ao carbono com cobertura epxi no modelo MD1, MD1 A1 que sai e blusa quer dizer armao em ao carbono com revestimento epxi preto e ferrolho inox, MD1 A2 que tem armao e ferrolho inox e MD1 A3 que epxi mas com armao em alumnio (igual as taurus). VANTAGENS: Acabamento, preciso, mira, capacidade, preo, resistncia. DESVANTAGENS: Caixa de isopor, peso nos modelos de ao. REVISO DA CARABINA DE PRESSO CBC MONTENEGRO Se no se pode com eles junte-se a eles! Meu sonho era ter uma CBC 7022 mas agora com essa piada de 50 cartuchos por ano o calibre 22 perdeu sua unica vantagem! Assim sendo por hora me contentei com uma carabina (mais conhecida como espingarda) de presso CBC montenegro com luneta. (modelo simples, no a super) que atira o chumbinho de 0,5g e 4,5mm a 183m/s com portanto insignificantes 8,4J de energia (A super chega a 244m/s e 14,9J) *. Para minha alegria ela vem com a mesma luneta 4x20 que equipa algumas 7022. Tambm tem coronha em madeira de lei estilo monte carlo como a 7022. Alias muito parecida com a 7022 sendo inclusive maior e mais pesada! O peso incrvel! So 2,8kg no modelo simples (o meu) e 3kg no modelo super. Para voc ter uma idia minha Montenegro mais pesada que minha boito calibre 12 com pistol grip! Claro que esse peso devido a fatores como coronha de madeira e cano extremamente reforado (para agentar o processo de armar com a mola que pesadssima). Claro que por ser de tiro nico se trata de uma arma de ao simples, ento eu pergunto, por que cargas d'gua o percurso do gatilho to longo? Segurana?:) VANTAGENS: Acabamento, Preo, Trava, Mira, Luneta. DESVANTAGENS: Tamanho, Peso, No desmonta, Encaixe da luneta com parafuso Allen, No tem opo inox.
* O modelo Taurus/Gamo Hunter 440 chega a respeitveis 305m/s com o chumbinho de 4,5mm (0,5g). Mesmo assim a energia muito baixa 23,2J Agora a grande novidade a CBC F22 calibre 22 (5,5mm) que chega a 20,3J com 213m/s que perde ligeiramente para a Hunter 440 em termos de energia mas que tem a vantagem de um calibre maior e de um fator potncia (massa*velocidade) maior devido ao chumbinho de cerca de 0,9g. Assim a CBC F22 a carabina de presso mais potente do mercado! S para voc ter uma idia o 22 curto standart de fogo tem 93J com um projtil de 1,9g (29 grains).(1 grain=64,79891mg) Eu ainda prefiro os quase 3000J e 32g tipicos da minha 12.:) As armas Imbel tm sido uma alternativa para os brasileiros interessados em adquirir armas de fogo de uso restrito, notadamente os policiais que visam a aquisio de pistolas calibre .40, e que no se afeioam pelos modelos oferecidos pela Taurus (no Brasil, a aquisio de as armas de calibre restrito s pode ser realizada quando a fabricante atuar em territrio nacional).
Atualmente com cinco unidades produtoras no Brasil (duas em Minas, duas no Rio e uma em So Paulo), a Imbel est comeando a se tornar mais competitiva no mercado, principalmente com o recente lanamento do sistema de segurana ADC para as pistolas .40, que compreende os registros de segurana (trava do ferrolho), o dispositivo de segurana da tecla do gatilho (beavertail), alm da trava do percussor. As pistolas Imbel esto gerando confuses tcnicas em alguns policiais brasileiros, pois a grande maioria das polcias utiliza o armamento Taurus .40, principalmente a PT 100, que trabalha em ao simples e ao dupla. As pistolas Imbel trabalham APENAS em ao simples, sendo necessrio, sempre antes de efetuar o primeiro disparo, que o co seja recuado. Para fazer isso, basta o operador da pistola acionar qualquer um dos registros de segurana (trava) laterais para que o co seja jogado para trs. Por vezes, pasmem, policiais fazem carga do armamento Imbel sem conhecimento dessa peculiaridade, e tentam manuse-lo como se uma PT 100 fosse. Os usurios das pistolas Imbel costumam dizer que trata-se de um armamento mais resistente que as demais opes do mercado brasileiro, alm de elogiarem sua preciso. O grande problema se refere ao condicionamento necessrio para manusear uma pistola com esse tipo de mecanismo. J ouvi falar de alguns acidentes de tiro envolvendo policiais que se atrapalharam no manuseio da Imbel .40.
Veja abaixo as especificaes tcnicas da pistola Imbel GC .40 MD1, indicada para o uso policial:
No Dirio oficial da Unio N 1, desta segunda-feira, 3 de janeiro de 2011, h a publicao da PORTARIA INTERMINISTERIAL N 4.226, DE 31 DE DEZEMBRO DE 2010, a qual Estabelece Diretrizes sobre o Uso da Fora pelos Agentes de Segurana Pblica, direcionando seu teor ao Departamento de Polcia Federal, pelo Departamento de Polcia Rodoviria Federal, pelo Departamento Penitencirio Nacional e pela Fora Nacional de Segurana Pblica. Em meio a artigos relevantes e algumas obviedades, certas passagens so dignas de realce, como: 8. Todo agente de segurana pblica que, em razo da sua funo, possa vir a se envolver em situaes de uso da fora, dever portar no mnimo 2 (dois) instrumentos de menor potencial ofensivo e equipamentos de proteo necessrios atuao especfica, independentemente de portar ou no arma de fogo. H quem j siga tal premissa por deciso prpria, a Portaria aparenta ter a inteno de obrigar as polcias a adotar tal procedimento em sua plenitude, o que seria bem interessante do ponto de vista tcnico, porm esbarrando em dificuldades como a carncia de meios ou ainda a resistncia de parte dos agentes quanto ao porte de tais dispositivos. 11. h. afastar temporariamente do servio operacional, para avaliao psicolgica e reduo do estresse, os agentes de segurana pblica envolvidos diretamente em ocorrncias com resultado letal. Do ponto de vista dos cuidados com os recursos humanos uma medida interessante, apesar de soar como constrangimento para alguns, e de possivelmente gerar desfalques incmodos nos parcos efetivos de diversas unidades. 14. As atividades de treinamento fazem parte do trabalho rotineiro do agente de segurana pblica e no devero ser realizadas em seu horrio de folga, de maneira a serem preservados os perodos de descanso, lazer e convivncia scio-familiar. Medida justa e necessria, evidenciando o carter de servio das instrues, que devem ser contabilizadas como trabalho na carga horria do policial. Em sendo necessrio, meios de compensao como folga ou pagamento de hora extra podem ser viveis. A Portaria curta e objetiva, apesar de repetir ditames que j deveriam ser do conhecimento de todos, como a proibio de disparo de advertncia, disparo contra veculo que transponha bloqueio ou pessoa que esteja somente fugindo, ainda que armada, alm de
exigir critrio para nveis mais elevados de abordagem, entre outras questes. J divulgamos aqui o Cdigo de Conduta para os Encarregados da Aplicao da Lei (CCEAL), documento das Naes Unidas que versa sobre tica profissional e direitos humanos, uma norma orientadora das prticas policiais em todo o mundo. Um documento tambm de importncia mpar o que traz os Princpios Bsicos sobre a Utilizao da Fora e de Armas de Fogo pelos funcionrios responsveis pela aplicao da lei (PBUFAF), notadamente os policiais, adotado no Oitavo Congresso das Naes Unidas para a Preveno do Crime e o Tratamento dos Delinquentes realizado em Havana, Cuba, de 27 de Agosto a 7 de Setembro de 1990. Abaixo todos os 26 princpios: Disposies Gerais 1. Os Governos e os organismos de aplicao da lei devem adotar e aplicar regras sobre a utilizao da fora e de armas de fogo contra as pessoas, por parte dos funcionrios responsveis pela aplicao da lei; 2. Os Governos e os organismos de aplicao da lei devem desenvolver um leque de meios to amplo quanto possvel e habilitar os funcionrios responsveis pela aplicao da lei com diversos tipos de armas e de munies, que permitam uma utilizao diferenciada da fora e das armas de fogo; 3. O desenvolvimento e utilizao de armas neutralizadoras no letais deve ser objeto de uma avaliao cuidadosa, a fim de reduzir ao mnimo os riscos com relao a terceiros, e a utilizao dessas armas dever ser submetida a um controlo estrito; 4. Os funcionrios responsveis pela aplicao da lei, no exerccio das suas funes, devem, na medida do possvel, recorrer a meios no violentos antes de utilizarem a fora ou armas de fogo. S podero recorrer fora ou a armas de fogo se outros meios se mostrarem ineficazes ou no permitirem alcanar o resultado desejado; 5. Sempre que o uso legtimo da fora ou de armas de fogo seja indispensvel, os funcionrios responsveis pela aplicao da lei devem: a) Utiliz-las com moderao e a sua ao deve ser proporcional gravidade da infrao e ao objetivo legtimo a alcanar; b) Esforar-se por reduzirem ao mnimo os danos e leses e respeitarem e preservarem a vida humana; c) Assegurar a prestao de assistncia e socorro mdicos s pessoas feridas ou afetadas, to rapidamente quanto possvel; d) Assegurar a comunicao da ocorrncia famlia ou pessoas prximas da pessoa ferida ou afetada, to rapidamente quanto possvel. 6. Sempre que da utilizao da fora ou de armas de fogo pelos funcionrios responsveis pela aplicao da lei resultem leses ou a morte, os responsveis faro um relatrio da ocorrncia aos seus superiores, de acordo com o princpio 22;
7. Os Governos devem garantir que a utilizao arbitrria ou abusiva da fora ou de armas de fogo pelos funcionrios responsveis pela aplicao da lei seja punida como infrao penal, nos termos da legislao nacional; 8. Nenhuma circunstncia excepcional, tal como a instabilidade poltica interna ou o estado de emergncia, pode ser invocada para justificar uma derrogao dos presentes Princpios Bsicos; Disposies Especiais 9. Os funcionrios responsveis pela aplicao da lei no devem fazer uso de armas de fogo contra pessoas, salvo em caso de legtima defesa, defesa de terceiros contra perigo iminente de morte ou leso grave, para prevenir um crime particularmente grave que ameace vidas humanas, para proceder deteno de pessoa que represente essa ameaa e que resista autoridade, ou impedir a sua fuga, e somente quando medidas menos extremas se mostrem insuficientes para alcanarem aqueles objetivos. Em qualquer caso, s devem recorrer intencionalmente utilizao letal de armas de fogo quando isso seja estritamente indispensvel para proteger vidas humanas; 10. Nas circunstncias referidas no princpio 9, os funcionrios responsveis pela aplicao da lei devem identificar-se como tal e fazer uma advertncia clara da sua inteno de utilizarem armas de fogo, deixando um prazo suficiente para que o aviso possa ser respeitado, exceto se esse modo de proceder colocar indevidamente em risco a segurana daqueles responsveis, implicar um perigo de morte ou leso grave para outras pessoas ou se se mostrar manifestamente inadequado ou intil, tendo em conta as circunstncias do caso; 11. As normas e regulamentaes relativas utilizao de armas de fogo pelos funcionrios responsveis pela aplicao da lei devem incluir diretrizes que: a) Especifiquem as circunstncias nas quais os funcionrios responsveis pela aplicao da lei sejam autorizados a transportar armas de fogo e prescrevam os tipos de armas de fogo e munies autorizados; b) Garantam que as armas de fogo sejam utilizadas apenas nas circunstncias adequadas e de modo a reduzir ao mnimo o risco de danos inteis; c) Probam a utilizao de armas de fogo e de munies que provoquem leses desnecessrias ou representem um risco injustificado; d) Regulamentem o controle, armazenamento e distribuio de armas de fogo e prevejam nomeadamente procedimentos de acordo com os quais os funcionrios responsveis pela aplicao da lei devam prestar contas de todas as armas e munies que lhes sejam distribudas; e) Prevejam as advertncias a efetuar, sendo caso disso, se houver utilizao de armas de fogo; f) Prevejam um sistema de relatrios de ocorrncia, sempre que os funcionrios responsveis pela aplicao da lei utilizem armas de fogo no exerccio das suas funes.
Manuteno da ordem em caso de reunies ilegais 12. Dado que a todos garantido o direito de participao em reunies lcitas e pacficas, de acordo com os princpios enunciados na Declarao Universal dos Direitos do Homem e no Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Polticos, os Governos e os servios e funcionrios responsveis pela aplicao da lei devem reconhecer que a fora e as armas de fogo s podem ser utilizadas de acordo com os princpios 13 e 14; 13. Os funcionrios responsveis pela aplicao da lei devem esforar-se por dispersar as reunies ilegais mas no violentas sem recurso fora e, quando isso no for possvel, limitar a utilizao da fora ao estritamente necessria; 14. Os funcionrios responsveis pela aplicao da lei s podem utilizar armas de fogo para dispersarem reunies violentas se no for possvel recorrer a meios menos perigosos, e somente nos limites do estritamente necessrio. Os funcionrios responsveis pela aplicao da lei no devem utilizar armas de fogo nesses casos, salvo nas condies estipuladas no princpio 9. Manuteno da ordem entre pessoas detidas ou presas 15. Os funcionrios responsveis pela aplicao da lei no devem utilizar a fora na relao com pessoas detidas ou presas, exceto se isso for indispensvel para a manuteno da segurana e da ordem nos estabelecimentos penitencirios, ou quando a segurana das pessoas esteja ameaada; 16. Os funcionrios responsveis pela aplicao da lei no devem utilizar armas de fogo na relao com pessoas detidas ou presas, exceto em caso de legtima defesa ou para defesa de terceiros contra perigo iminente de morte ou leso grave, ou quando essa utilizao for indispensvel para impedir a evaso de pessoa detida ou presa representando o risco referido no princpio 9; 17. Os princpios precedentes entendem-se sem prejuzo dos direitos, deveres e responsabilidades dos funcionrios dos estabelecimentos penitencirios, tal como so enunciados nas Regras Mnimas para o Tratamento de Presos, em particular as regras 33, 34 e 54; Habilitaes, formao e aconselhamento 18. Os Governos e os organismos de aplicao da lei devem garantir que todos os funcionrios responsveis pela aplicao da lei sejam selecionados de acordo com procedimentos adequados, possuam as qualidades morais e aptides psicolgicas e fsicas exigidas para o bom desempenho das suas funes e recebam uma formao profissional contnua e completa. Deve ser submetida a reapreciao peridica a sua capacidade para continuarem a desempenhar essas funes; 19. Os Governos e os organismos de aplicao da lei devem garantir que todos os funcionrios responsveis pela aplicao da lei recebam formao e sejam submetidos a testes de acordo com normas de avaliao adequadas sobre a utilizao da fora. Os funcionrios responsveis pela aplicao da lei que devam transportar armas de fogo devem ser apenas autorizados a faz-lo aps recebimento de formao especial para a sua utilizao;
20. Na formao dos funcionrios responsveis pela aplicao da lei, os Governos e os organismos de aplicao da lei devem conceder uma ateno particular s questes de tica policial e de direitos do homem, em particular no mbito da investigao, aos meios de evitar a utilizao da fora ou de armas de fogo, incluindo a resoluo pacfica de conflitos, ao conhecimento do comportamento de multides e aos mtodos de persuaso, de negociao e mediao, bem como aos meios tcnicos, tendo em vista limitar a utilizao da fora ou de armas de fogo. Os organismos de aplicao da lei deveriam rever o seu programa de formao e procedimentos operacionais, em funo de incidentes concretos; 21. Os Governos e os organismos de aplicao da lei devem garantir aconselhamento psicolgico aos funcionrios responsveis pela aplicao da lei envolvidos em situaes em que sejam utilizadas a fora e armas de fogo. Procedimentos de comunicao hierrquica e de inqurito 22. Os Governos e os organismos de aplicao da lei devem estabelecer procedimentos adequados de comunicao hierrquica e de inqurito para os incidentes referidos nos princpios 6 e 11. Para os incidentes que sejam objeto de relatrio por fora dos presentes Princpios, os Governos e os organismos de aplicao da lei devem garantir a possibilidade de um efetivo procedimento de controle e que autoridades independentes (administrativas ou do Ministrio Pblico), possam exercer a sua jurisdio nas condies adequadas. Em caso de morte, leso grave, ou outra consequncia grave, deve ser enviado de imediato um relatrio detalhado s autoridades competentes encarregadas do inqurito administrativo ou do controle judicirio; 23. As pessoas contra as quais sejam utilizadas a fora ou armas de fogo ou os seus representantes autorizados devem ter acesso a um processo independente, em particular um processo judicial. Em caso de morte dessas pessoas, a presente disposio aplica-se s pessoas a seu cargo; 24. Os Governos e organismos de aplicao da lei devem garantir que os funcionrios superiores sejam responsabilizados se, sabendo ou devendo saber que os funcionrios sob as suas ordens utilizam ou utilizaram ilicitamente a fora ou armas de fogo, no tomaram as medidas ao seu alcance para impedirem, fazerem cessar ou comunicarem este abuso; 25. Os Governos e organismos responsveis pela aplicao da lei devem garantir que nenhuma sano penal ou disciplinar seja tomada contra funcionrios responsveis pela aplicao da lei que, de acordo como o Cdigo de Conduta para os Funcionrios Responsveis pela Aplicao da Lei e com os presentes Princpios Bsicos, recusem cumprir uma ordem de utilizao da fora ou armas de fogo ou denunciem essa utilizao por outros funcionrios; 26. A obedincia a ordens superiores no pode ser invocada como meio de defesa se os responsveis pela aplicao da lei sabiam que a ordem de utilizao da fora ou de armas de fogo de que resultaram a morte ou leses graves era manifestamente ilegal e se tinham uma
possibilidade razovel de recusar cumpri-la. Em qualquer caso, tambm existe responsabilidade da parte do superior que proferiu a ordem ilegal. Cdigo de Conduta para os Encarregados da Aplicao da Lei: ARTIGO 1: Os funcionrios responsveis pela aplicao da lei devem cumprir, a todo o momento, o dever que a lei lhes impe, servindo a comunidade e protegendo todas as pessoas contra atos ilegais, em conformidade com o elevado grau de responsabilidade que a sua profisso requer; ARTIGO 2: No cumprimento do seu dever, os funcionrios responsveis pela aplicao da lei devem respeitar e proteger a dignidade humana, manter e apoiar os direitos fundamentais de todas as pessoas; ARTIGO 3: Os funcionrios responsveis pela aplicao da lei s podem empregar a fora quando tal se afigure estritamente necessrio e na medida exigida para o cumprimento do seu dever; ARTIGO 4: As informaes de natureza confidencial em poder dos funcionrios responsveis pela aplicao da lei devem ser mantidas em segredo, a no ser que o cumprimento do dever ou as necessidades da justia estritamente exijam outro comportamento; ARTIGO 5: Nenhum funcionrio responsvel pela aplicao da lei pode infligir, instigar ou tolerar qualquer ato de tortura ou qualquer outra pena ou tratamento cruel, desumano ou degradante, nem invocar ordens superiores ou circunstanciais excepcionais, tais como o estado de guerra ou uma ameaa segurana nacional, instabilidade poltica interna ou qualquer outra emergncia pblica como justificao para torturas ou outras penas ou tratamentos cruis, desumanos ou degradantes; ARTIGO 6: Os funcionrios responsveis pela aplicao da lei devem assegurar a proteo da sade das pessoas sua guarda e, em especial, devem tomar medidas imediatas para assegurar a prestao de cuidados mdicos sempre que tal seja necessrio; ARTIGO 7: Os funcionrios responsveis pela aplicao da lei no devem cometer qualquer ato de corrupo. Devem, igualmente, opor-se rigorosamente e combater todos os atos desta ndole; ARTIGO 8: Os funcionrios responsveis pela aplicao da lei devem respeitar a lei e o presente Cdigo. Devem, tambm, na medida das suas possibilidades, evitar e opor-se vigorosamente a quaisquer violaes da lei ou do Cdigo. Os funcionrios responsveis pela aplicao da lei que tiverem motivos para acreditar que se produziu ou ir produzir uma violao deste Cdigo, devem comunicar o fato aos seus superiores e, se
necessrio, a outras autoridades com poderes de controle ou de reparao competentes. Das atuais pistolas fabricadas pelas Forjas Taurus, a 24/7 sua menina dos olhos. Criada com a ambio de se tornar a arma policial por excelncia, a 24/7 j foi adotada por algumas corporaes policiais brasileiras inclusive a Polcia Militar de So Paulo e outras estrangeiras, notadamente nos Estados Unidos, onde ganhou o prmio Golden Bullseye Award, pela mais importante publicao da Associao Nacional do Rifle (NRA), a American Rifleman. A denominao j quer expressar a peculiaridade necessria a qualquer arma que se disponha a ser utilizada no trabalho policial: 24/7 remete a uma expresso comum nos Estados Unidos que significa que ela estar sempre com voc, 24 horas por dia e 7 dias por semana. Possui a armao em polmero, e o cabo emborrachado, mudanas que trouxeram mais durabilidade, leveza e funcionalidade em comparao com os outros modelos da Taurus. O calibre o j clssico para a atividade policial, o .40, trabalhando apenas em ao dupla, atravs dum mecanismo de percusso interna, similar ao utilizado pelas famosas pistolas Glock. Veja as especificaes tcnicas da Pistola Taurus 24/7: Calibre: .40; N de Tiros: 15 + 1; Peso: 800g; Ao: Somente dupla; Comprimento do Cano: 108,6mm; Comprimento Total: 182mm; - Miras: Massa e ala metlicas e fixas, com sistema de 3 pontos; - Segurana: Trava do gatilho, Trava do percussor, Indicador de cartucho na cmara; - Acabamento: Teniferizado. Arma de fogo: aquela que utiliza exploso de plvora para provocar disparo de projteis. Armas automticas: com sistema de tiro em que a munio disparada continuamente enquanto o gatilho pressionado, ao mesmo tempo em que os cartuchos so descartados sem operao manual. Armas semiautomticas: com sistema de tiro em que a munio recarregada automaticamente, ainda que seja preciso pressionar o gatilho para se efetuar cada disparo. Arma de repetio: com sistema de tiro em que preciso acionar manualmente um mecanismo para carregar a munio e efetuar o disparo. A retirada dos cartuchos descartados tambm manual. Pistola: arma de cano curto que geralmente usa sistema semiautomtico; em alguns casos, automtica. Revlver: arma de cano curto com sistema de tiro de repetio. Calibre: medio do tamanho e impacto de penetrao da munio usada na arma de fogo. Porte de arma: direito ou licena de um cidado de possuir uma arma de fogo. Magistrados, militares, policiais, promotores, procuradores e defensores pblicos tm direito garantido a porte de
arma. Profissionais de segurana privada tm direito ao porte em servio. Posse de arma: ter arma de fogo, legal ou no, ao alcance e disponvel para uso. No caso da posse ilegal de arma, o usurio fica sujeito priso. Estatuto do Desarmamento: conjunto de leis que restringem a a comercializao, o porte e a posse de armas de fogo no Brasil. O estatuto foi aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado pela Presidncia no fim de 2003. Referendo: consulta popular em que a populao convocada a opinar sobre uma legislao j aprovada; a votao ratifica ou no essa legislao. A votao sobre a proibio da venda de armas um referendo, e no um plebiscito, em que a consulta ocorre antes da aprovao da legislao.
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