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Timestamp: 2017-08-21 21:38:19+00:00

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IV EXAME DE ORDEM UNIFICADO – PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL – DIREITO PENAL 2011 | Assessoria Jurídica.
IV EXAME DE ORDEM UNIFICADO – PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL – DIREITO PENAL 2011
IV EXAME DE ORDEM UNIFICADO – PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL – DIREITO PENAL
—– PEÇA
Tício foi denunciado e processado, na 1ª Vara Criminal da Comarca do Município X, pela prática de roubo qualificado em decorrência do emprego de arma de fogo. Ainda durante a fase de inquérito policial, Tício foi reconhecido pela vítima. Tal reconhecimento se deu quando a referida vítima olhou através de pequeno orifício da porta de uma sala onde se encontrava apenas o réu. Já em sede de instrução criminal, nem vítima nem testemunhas afirmaram ter escutado qualquer disparo de arma de fogo, mas foram uníssonas no sentido de assegurar que o assaltante portava uma. Não houve perícia, pois os policiais que prenderam o réu em flagrante não lograram êxito em apreender a arma. Tais policiais afirmaram em juízo que, após
escutarem gritos de “pega ladrão!”, viram o réu correndo e foram em seu encalço. Afirmaram que, durante a perseguição, os passantes apontavam para o réu, bem como que este jogou um objeto no córrego que passava próximo ao local dos fatos, que acreditavam ser a arma de fogo utilizada. O réu, em seu interrogatório, exerceu o direito ao silêncio. Ao cabo da instrução criminal, Tício foi condenado a oito anos e seis meses de reclusão, por roubo com emprego de arma de fogo, tendo sido fixado o regime inicial fechado para cumprimento de pena. O magistrado, para fins de condenação e fixação da pena, levou em conta os depoimentos testemunhais colhidos em juízo e o reconhecimento feito pela vítima em sede policial, bem como o fato de o réu ser reincidente e portador de maus antecedentes, circunstâncias comprovadas no curso do processo.
VOCÊ, NA CONDIÇÃO DE ADVOGADO(A) DE TÍCIO, É INTIMADO(A) DA DECISÃO. COM BASE SOMENTE NAS INFORMAÇÕES DE QUE DISPÕE E NAS QUE PODEM SER INFERIDAS PELO CASO CONCRETO ACIMA, REDIJA A PEÇA CABÍVEL, APRESENTANDO AS RAZÕES E SUSTENTANDO AS TESES JURÍDICAS PERTINENTES. (VALOR: 5,0)
MARIA, jovem extremamente possessiva, comparece ao local em que Jorge, seu namorado, exerce o cargo de auxiliar administrativo e abre uma carta lacrada que havia sobre a mesa do rapaz. Ao ler o conteúdo, descobre que Jorge se apropriara de R$ 4.000,00 (quatro mil reais), que recebera da empresa em que trabalhava para efetuar um pagamento, mas utilizara tal quantia para comprar uma jóia para uma moça chamada Júlia. Absolutamente transtornada, Maria entrega a correspondência aos patrões de Jorge.
CAIO É DENUNCIADO PELO MINISTÉRIO PÚBLICO PELA PRÁTICA DO CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO POR MOTIVO FÚTIL.
De acordo com a inicial, em razão de rivalidade futebolística, Caio teria esfaqueado Mévio quarenta e três vezes, causando-lhe o óbito. Pronunciado na forma da denúncia, Caio recorreu com o objetivo de ser impronunciado, vindo o Tribunal de Justiça da localidade a manter a pronúncia, mas excluindo a qualificadora, ao argumento de que Mévio seria arruaceiro e, portanto, a motivação não poderia ser considerada fútil. No julgamento em plenário, ocasião em que Caio confessou a prática do crime, a defesa lê para os jurados a decisão proferida pelo Tribunal de Justiça no que se refere à caracterização de Mévio como arruaceiro. Respondendo aos quesitos, o Conselho de Sentença absolve Caio.
B) CASO O MINISTÉRIO PÚBLICO TIVESSE INTERPOSTO RECURSO DE APELAÇÃO COM FUNDAMENTO EXCLUSIVO NO ARTIGO 593, III, “D”, DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL, PODERIA O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DECLARAR A NULIDADE DO JULGAMENTO POR RECONHECER A EXISTÊNCIA DE NULIDADE PROCESSUAL? (VALOR: 0,6)
COM BASE NO CENÁRIO ACIMA, INDIQUE DUAS NULIDADES QUE PODEM SER ARGUIDAS EM FAVOR DE ARMÊNIO.JUSTIFIQUE COM BASE NO CPP E NA CRFB. (VALOR: 1,25)
JOÃO E MARIA, CASADOS DESDE 2007, estavam passando por uma intensa crise conjugal. João, visando tornar nsuportável a vida em comum, começou a praticar atos para causar dano emocional a Maria, no intuito de ter uma partilha mais favorável. Para tanto, passou a realizar procedimentos de manipulação, de humilhação e de ridicularização de sua esposa.
ESPELHO – PENAL – PEÇA
O EXAMINANDO DEVE REDIGIR UMA APELAÇÃO, com fundamento no artigo 593, I, do Código de Processo Penal. A petição de interposição deve ser endereçada ao juiz de direito da 1ª vara criminal da comarca do município X. Nas razões de apelação o candidato deverá dirigir‐se ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, argumentando que o reconhecimento feito não deve ser considerado para fins de condenação, pois houve desrespeito à formalidade legal prevista no art. 226, II, do Código de Processo Penal.
Dessa forma, inexistiria prova suficiente para a condenação do réu, haja vista ter sido feito somente um único reconhecimento, em sede de inquérito policial e sem a observância das exigências legais, o que levaria à absolvição com fulcro no art. 386, VII, do mesmo diploma (também aceita‐se como fundamento do pedido de absolvição o art. 386, V do CPP). Outrossim, de maneira alternativa, deverá postular o afastamento da causa especial de aumento de pena decorrente do emprego de arma de fogo, pois esta deveria ter sido submetida à perícia, nos termos do art. 158 do Código de Processo Penal, o que não foi feito, de modo que não há como ser comprovada a potencialidade lesiva da arma. Ademais, sequer foi possível a perícia indireta (art. 167 CPP), pois nenhuma das testemunhas disse ter escutado a arma disparar, de modo que o emprego de arma somente poderia servir para configurar a grave ameaça, elementar do crime de roubo.
ESTRUTURA CORRETA (DIVISÃO DAS PARTES / INDICAÇÃO DE LOCAL, DATA, ASSINATURA) 0 / 0,25
INDICAÇÃO CORRETA DO PRAZO E DISPOSITIVOS LEGAIS QUE DÃO ENSEJO À
APELAÇÃO, NA PETIÇÃO DE INTERPOSIÇÃO (ART. 593, I, DO CPP)
ENDEREÇAMENTO CORRETO DA INTERPOSIÇÃO – 1ª VARA CRIMINAL DO MUNICÍPIO X
ENDEREÇAMENTO CORRETO DAS RAZÕES – TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO 0 /
DESENVOLVIMENTO JURÍDICO ACERCA DA FALTA DE OBSERVÂNCIA DA FORMALIDADE
LEGAL (0,8) / PREVISTA NO ART. 226, II, DO CPP.
DESENVOLVIMENTO JURÍDICO ACERCA DA AUSÊNCIA DA APREENSÃO DA ARMA (OU
DE AUSÊNCIA DE POTENCIALIDADE LESIVA), O QUE IMPEDE O EXAME PERICIAL DA
ARMA, NOS TERMOS DO ART. 158 DO CPP. (0,6) / NINGUÉM AFIRMOU QUE A ARMA
TENHA EFETUADO QUALQUER DISPARO (PERÍCIA INDIRETA) (0,4).
ABSOLVIÇÃO + ARGUMENTO + BASE LEGAL
‐ REDUÇÃO DA PENA + BASE LEGAL
‐ MUDANÇA DE REGIME + BASE LEGAL
‐ NULIDADE DA PROVA + BASE LEGAL
‐ AFASTAMENTO DA AGRAVANTE + ARGUMENTO + BASE LEGAL
ESPELHO – PENAL – QUESTÃO 1
A) SIM. Apropriação indébita qualificada (ou majorada) em razão do ofício, prevista no art. 168, parágrafo 1º, III do CP.
A) SIM. / Apropriação indébita qualificada (ou majorada) em razão do ofício, (0,2) / art. 168, § 1º, III, do CP (0,15).
B) FALTA DE JUSTA causa para a instauração de ação penal, (0,3) / já que a denúncia se encontra lastreada exclusivamente em uma prova ilícita, (0,3)/ porquanto decorrente de violação a uma norma de direito material (art. 151 do CP OU art. 395, III, do CPP OU art. 5º, XII e LVI, da CRFB) (0,3).
ESPELHO – PENAL – QUESTÃO 2
A) SIM. A esposa da vítima deveria constituir advogado para que ele se habilitasse como assistente de acusação e interpusesse recurso de apelação, com fundamento nos artigos 598 e 593, III, “a” e “d”. Afinal, a defesa violou a proibição expressa contida no artigo 478, I, do CPP, ao ler trecho de decisão que julgou admissível a acusação e manteve a pronúncia do réu. Além disso, tendo o réu confessado o homicídio, a absolvição se mostrou manifestamente contrária à prova dos autos.
B) NÃO, pois a Súmula 160 do STF proíbe que o Tribunal conheça de nulidade não argüida no recurso de acusação. Assim, a violação ao artigo 478, I, do CPP, por parte da defesa não poderia ser analisada se a acusação não lhe tivesse feito menção no recurso interposto.
A) SIM. / A esposa da vítima poderia constituir advogado para que ele se habilitasse como assistente de acusação e interpusesse recurso de apelação, (0,35) / com fundamento no artigo 598 (0,3).
B) NÃO,/ pois a Súmula 160 do STF proíbe que o Tribunal conheça de nulidade não argüida no recurso de acusação. (0,3) / Assim, a violação ao artigo 478, I, do CPP, por parte da defesa não poderia ser analisada se a acusação não lhe tivesse feito menção no recurso interposto (0,3)
ESPELHO – PENAL – QUESTÃO 3
PRIMEIRAMENTE há que ser arguida nulidade por incompetência absoluta (art. 564, I, do CPP), pois no caso não há incidência de nenhuma das hipóteses mencionadas no art.
109 da CRFB que justifiquem a atração do processo à competência da Justiça Federal. Ademais, o fato de os agentes serem ex‐deputados federais não enseja deslocamento de competência. Nesse sentido, competente é o Tribunal do Júri da Comarca onde se deram os fatos, pois, cessado o foro por prerrogativa de função, voltam a incidir as regras normais de competência para o julgamento da causa, de modo que, dada à natureza da infração (crime doloso contra a vida), a competência é afeta ao Tribunal do Júri de Arsenal.
A) Nulidade por incompetência absoluta com base no art. 564, I, do CPP e ausência de qualquer das hipóteses mencionadas no art. 109 da CRFB que justifiquem a atração do processo à competência da Justiça Federal. (0,3)
O fato de os agentes serem ex‐deputados federais não enseja deslocamento de competência, inclusive porque o direito ao foro por prerrogativa de função já havia cessado, já que os réus não se reelegeram. Assim, competente é o Tribunal do Júri da comarca onde se deram os fatos. (0,3)
B) Nulidade com base no art. 564, IV, do CPP (0,3) A nomeação de somente um advogado para ambos os réus, feita pelo juízo deprecado, não respeita o princípio da ampla defesa consagrado no art. 5º, LV, da CRFB. (0,3)
C) Nulidade pela ausência da apreciação da causa pelo juiz natural do feito. Fundamentar COM BASE NO ART. 5º, LIII, DA CRFB OU ART. 413/414 DO CPP.
ESPELHO – PENAL – QUESTÃO 4
TRATA‐SE DE CRIME CAPITULADO NA LEI MARIA DA PENHA (LEI 11.340/2006), CONFORME TRANSCRITO ABAIXO:
II ‐ A violência psicológica, entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação;” Além disso, o Código Penal assim dispõe:
PENA ‐ DETENÇÃO, DE TRÊS MESES A UM ANO.
§ 9º Se a lesão for praticada contra ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou companheiro, ou com quem conviva ou tenha convivido, ou, ainda, prevalecendo‐se o agente das relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade: (Redação dada pela Lei nº 11.340, de 2006)
PENA ‐ DETENÇÃO, DE 3 (TRÊS) MESES A 3 (TRÊS) ANOS. (REDAÇÃO DADA PELA LEI Nº 11.340,
§ 10. Nos casos previstos nos §§1º a 3º deste artigo, se as circunstâncias são as indicadas no §9º deste artigo, aumenta‐se a pena em 1/3 (um terço). (Incluído pela Lei nº 10.886, de 2004)” Sendo assim, de acordo com a Lei supracitada, a renúncia à representação só é admitida na presença do Juiz, em audiência especialmente designada para esta finalidade, nos termos do art. 16 da lei 11.340/2006 e, de acordo com o artigo 17 da referida lei, a prestação pecuniária é vedada.
A) NÃO, / de acordo com o art. 16 da Lei 11.340, renúncia à representação só é admitida na presença do Juiz, em audiência especialmente designada para esta finalidade (0,65).
B) NÃO, / de acordo com o artigo 17 da Lei 11.340, a prestação pecuniária é vedada (0,6).
FONTE: http://oab.fgv.br/upload/157/Penal%20-%20segunda%20fase.pdf
Publicado por César. on 25/10/2011 em Provas de Concursos anteriores..

References: ARTIGO 593
 artigo 593
 artigo 478
 artigo 478
 artigo 598
 artigo 478
 artigo 17
 artigo 17