Source: https://areasdeintegracao.blogspot.com.br/2017/04/
Timestamp: 2017-11-18 19:22:58+00:00

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Comunidade Áreas de Integração: Abril 2017
Modelo de Maturidade em Governança Corporativa e a Lei das Estatais - Parte 4
No post anterior abordamos algumas práticas do Nível 3 - Institucionalizado de Maturidade em Governança Corporativa, o roteiro de recomendações proposto pela Lei das Estatais, o Decreto nº 47.154 e o FACIN.
Nesta postagem abordaremos o alinhamento das demais práticas do Nível 4 - Aprimorado de Maturidade, com a legislação e com o FACIN, para que possam ser aplicadas nas empresas públicas através do Modelo em Rede de Maturidade em Governança Corporativa.
O mapa com as Práticas do Nível 4 - Aprimorado de Maturidade foi desenhado de acordo com a figura 3.
Figura 3 – Mapa das Práticas do Nível 4 - Aprimorado de Maturidade
O mapa destaca as conexões do Nível 4 - Aprimorado de Maturidade com as seguintes Práticas:
• A composição do CA e a seleção de seus membros são definidas mediante processo estruturado e consideram as necessidades da companhia.
Seção I - Do âmbito de aplicação e das definições
Artigo 2, inciso VII
Artigos 24 e 25
Seção VI - Das vedações para indicação para compor o Conselho de Administração
Seção VII - Da verificação dos requisitos e das vedações para administradores e Conselheiros Fiscais
• As metas, avaliação e remuneração da Diretoria Executiva consideram objetivos de curto a longo prazo, incluindo aspectos socioambientais.
• Cabe ao Diretor-Presidente a indicação dos Diretores e a proposição de suas remunerações para aprovação do CA.
Decreto nº 47.154 - Capítulo VI - DISPOSIÇÕES FINAIS
Artigos 55 ao 60
• Há direito a voto para todas as ações.
Artigo 2, incisos I e III
• O CA estabelece e monitora o plano de sucessão para o Diretor-Presidente da companhia.
• O CA promove sessões executivas e apenas seus membros ficam presentes no momento das deliberações.
• O CA revê, periodicamente, seus comitês de assessoramento e as políticas da companhia.
Artigo 19, inciso II
• O Código da Conduta é abrangente e contempla o relacionamento entre administradores, conselheiros, acionistas, empregados, fornecedores e demais partes interessadas (stakeholders).
• O relatório anual de administração é abrangente, tem padrão internacional e é auditado.
Artigo 13, inciso IX
Artigo 36, inciso VII
• O sistema de controles internos e gestão de riscos são avaliados periodicamente por auditor externo independente.
• Os acordos de acionista arquivados na companhia não restringem os direitos ou competências do CA, CF e/ou Diretoria Executiva.
Seção IV - Do acionista controlador
• Todas as políticas da companhia são deliberadas pelo CA e estão disponíveis publicamente.
Artigo 13, incisos I e III
• Todos os sócios são estimulados a incluir assuntos e participar das AGs.
Governança, Risco e Conformidade: 2, 12, 13, 18 a 26, 34, 55 a 60 e 62
Dados: 12, 13 e 34
Aplicações: 12, 13 e 34
Infraestrutura: 12, 13 e 34
Segurança: 12, 13 e 34
No próximo e último artigo dessa série abordaremos as práticas do Nível 5 - Completo de Maturidade em Governança Corporativa.
Estudo de caso aberto em Mineração de Processos – parte 2
Continuando o último post apresentamos mais detalhes do Business Process Intelligence Challenge - BPIC 2017, que nos propõe atualizar a análise de um caso tratado no desafio de 2012. A organização dona do processo implementou algumas das recomendações recebidas em 2012 e reapresenta o caso para nova análise.
Antes de examinar o log de eventos fornecido, vamos estudar as informações disponíveis para buscar um entendimento preliminar do processo. Na página do BPIC 2017 temos algumas informações e, excepcionalmente este ano, também temos aqui os artigos apresentados no desafio de 2012. Para compensar o fato de não podermos resolver dúvidas e obter esclarecimentos adicionais acessando diretamente a organização dona do processo, o Fórum de Discussões do ProM (Process Mining) abriu aqui um canal de discussão específico para o BPIC 2017. Representantes da organização acompanham este fórum e tentam responder às questões colocadas pelos participantes do desafio.
Pelas informações disponíveis nessas várias fontes verifica-se que o processo a ser analisado tem como objetivo controlar a concessão de empréstimos solicitados por pessoas físicas. O processo é apoiado por um sistema de informação, através do qual são executadas e registradas as ações do processo. O sistema é também responsável por dois artefatos de negócio produzidos pelo processo, a Solicitação de Empréstimo e a Proposta Financeira.
O processo inicia quando o Cliente submete uma Solicitação de Empréstimo. Após avaliação preliminar, a Organização rejeita o pedido ou oferece uma Proposta. Se o Cliente aceitar a Proposta, uma nova avaliação é realizada que, mais uma vez, pode resultar numa aprovação ou rejeição. Na mesma Solicitação o Cliente pode receber múltiplas Propostas, mas pode aceitar apenas uma. O processo pode encerrar de várias formas, pela aprovação da Solicitação após o aceite de uma Proposta, pela rejeição da Solicitação pela Organização ou pela desistência do Cliente.
O Log de eventos fornecido para o desafio contém 3 fluxos de eventos distintos interligados. Dois fluxos tratam de eventos associados a mudanças de estado dos artefatos sistêmicos: Solicitação e Proposta. Ou seja, os eventos registram o resultado de ações ou decisões que determinam os estados da Solicitação de Empréstimo e da Proposta Financeira. O terceiro fluxo trata dos eventos associados às atividades executadas no processamento da Solicitação, em geral corresponde às ações manuais executadas pelos funcionários da organização que participam do processo.
Os nomes dos eventos no Log são identificados por um prefixo associado a cada fluxo. Os eventos referentes aos estados da Solicitação são identificados pelo prefixo “A” de Application e os referentes aos estados da Proposta são identificados pelo prefixo “O” de Offer. Os eventos que se referem às atividades executadas no tratamento da Solicitação são identificados pelo prefixo “W” de Workflow.
Neste ponto, já podemos arriscar uma primeira tentativa de modelo descrevendo os passos do processo e estados da Solicitação e Proposta:
Cliente faz uma Solicitação de empréstimo através de uma página web. A Solicitação é criada no estado A_Submitted
Sistema faz primeira checagem e Rejeita ou Aceita a Solicitação. Uma Solicitação pode ser criada pela organização ser avaliada diretamente sem passar pelo estado A_Submitted
No caso de rejeição, a Solicitação é automaticamente encerrada com estado A_Denied
No caso de aceite, a Solicitação passa para estado A_Concept e continua sendo processada
Funcionário analisa a Solicitação e verifica as informações registradas. Se necessário, contata Cliente para pedir informações adicionais
Funcionário avalia a Solicitação e conclui pela rejeição ou aprovação
No caso de rejeição, a Solicitação é encerrada com estado A_Denied
No caso de aprovação, a Solicitação passa para o estado A_Accepted
Funcionário cria uma ou mais Propostas de Empréstimo no estado O_Created
Funcionário envia Proposta ao Cliente (e-mail e/ou correio), a Solicitação passa para o estado A_Complete e a Proposta para o estado O_Sent
Caso o Cliente não aceite nenhuma Proposta a Solicitação é encerrada no estado A_Denied
Caso o Cliente desista da Solicitação ou abandone sem dar retorno, a Solicitação é encerrada no estado A_Cancelled
Caso o Cliente aceite, devolve a Proposta assinada junto com documentos necessários (identificação, renda, etc.). A Solicitação passa para o estado A_Validating, a Proposta é marcada como O_Selected e colocada no estado O_Sent Back
A Solicitação é novamente analisada e, se necessário, o Cliente é contatado para prestar informações adicionais. Havendo pendências do Cliente a Solicitação é colocada no estado A_Incomplete
Funcionário avalia a Solicitação para decidir pela rejeição ou aprovação
No caso de rejeição, a Solicitação é encerrada com estado A_Denied e a Proposta passa para o estado O_Declined
No caso de aprovação, o Valor do empréstimo é disponibilizado ao Cliente e a Solicitação passa para o estado A_Pending, a Proposta passa para o estado O_Accepted
As intervenções manuais no processo acontecem através de atividades criadas pelo Sistema quando a Solicitação é colocada em determinados estados, e disponibilizadas para serem executadas pelos Funcionários participantes do processo:
W_Handle leads – é a primeira verificação automática realizada no registro da Solicitação. Se aprovada aciona Complete application. Na ocorrência de problema técnico esta atividade é redirecionada para execução manual
W_Complete application, W_Call incomplete files – correspondem a contatos com o Cliente para completar informações e documentação necessários para a Solicitação
W_Call after offers – atividade realizada após envio da Proposta ao Cliente para reiterar oferta, esclarecer dúvidas, etc.
W_Validate application – atividade de avaliação do Cliente e Solicitação
W_Assess potential fraud – atividades adicionais de avaliação do Cliente e Solicitação
W_Shortened completion – é uma atividade acionada quando o Cliente tem perfil de baixo risco que justifica uma avaliação mais simples e rápida
W_Personal loan collection - é uma atividade acionada em determinados casos para definição de data de pagamento das prestações
O Log contém todos os eventos referentes às solicitações de empréstimos registradas em 2016 e seu processamento até fevereiro de 2017. No total, contém 1.202.267 eventos, distribuídos nos 3 tipos de fluxos, que se referem a 31.509 Solicitações e 42.995 Propostas. No total, existem 36 eventos distintos distribuídos entre os 3 fluxos.
No Log, os eventos do tipo “A” e “O” registram a data/hora da mudança de estado e seu nome está sempre marcado pelo complemento “complete”, sinalizando que o evento registra o final de uma ação. Os eventos do tipo “W” registram a data/hora de 3 situações possíveis, a colocação da atividade em uma fila (“schedule”), o início de execução da atividade (”start”) e sua finalização (“complete”).
Os dados de cada Evento são:
Etapa do ciclo de vida (ex.: ”start” ,“complete”, “schedule”,...)
Recurso responsável pelo evento
Data/hora da ocorrência do evento
Os dados da Solicitação são:
Identificador da solicitação (ID)
Valor solicitado pelo Cliente (euros)
Os dados da Proposta são:
Identificador da proposta (ID)
Valor da retirada inicial
Número de parcelas para pagamento
Pontuação de crédito do cliente
Funcionário responsável pela proposta
Indicação de que a Proposta foi “selecionada”
Indicação de que a Proposta foi aceita pelo cliente
No próximo post veremos mais detalhes do Log de eventos e padrões de formato para leitura pelas ferramentas de mineração.
Postado por Tales Costa às 11:00 Nenhum comentário :
Marcadores: BPM , modelagem de processos
Marcadores: e-ping , FACIN , Governo , integração , interoperabilidade
Aqui eu comento sobre a arte de pintar e finalizo questionando sobre a analogia entre a pintura e a modelagem da arquitetura corporativa.
O ponto é que quando desejamos modelar algo, como, por exemplo, a arquitetura corporativa de uma empresa, primeiro é necessário saber sobre qual realidade o modelo será construído, ou seja, a “coisa” existente na realidade que será representada. Depois precisamos ter o conceito, ou seja, a abstração que será feita para traduzirmos a realidade. E por último, o símbolo que utilizaremos nessa representação, ou seja, os instrumentos que serão utilizados.
Esses três aspectos estão totalmente interligados em qualquer modelagem que façamos. Outra analogia que podemos utilizar é a fala, visto que esta também pode ser vista como uma forma de modelagem. Nela temos o “do que” estamos falando – a realidade –, o conceito que ele representa e o símbolo que utilizamos que é o idioma, ou seja, as palavras em si. Repare que quando fazemos uma tradução, estamos mudando apenas os símbolos. Os conceitos e a coisa continuam os mesmos e é justamente por isso que conseguimos nos comunicar.
Arquitetura Corporativa é, em essência, os modelos que representam uma organização. É claro que temos todas as práticas associadas à construção e uso desses modelos, mas não temos como praticar Arquitetura Corporativa sem modelagem.
Analise, por exemplo, o diagrama abaixo:
Essa imagem, apresentada dessa forma, sem que digamos sobre qual realidade ela está se referindo, sem indicarmos os conceitos que estão sendo abstraídos e sem identificarmos a linguagem que utilizamos, tem seu poder de representatividade reduzido a retângulos coloridos!
Essa é a Arte de Modelar!
Postado por Hadeliane Iendrike às 09:30 Nenhum comentário :
Postado por Valéria Nigri Musafir às 08:30 Nenhum comentário :
Marcadores: Gestão , modelagem de decisões , processos
Transparência e Dados Abertos - Como estímulo a uma Sociedade mais participativa
Hoje vou falar sobre como a Transparência Pública e os Dados Abertos estimulam uma sociedade mais participativa.
Na minha série de artigos sobre Transparência e Arquitetura Corporativa em 2016, eu discuti o poder de análise, que é provido à Sociedade de maneira geral no que tange o entendimento de serviços, uso de informações, planejamento e investimento em ações, projetos, sistemas, infraestrutura, pessoal, entre outros.
Mas podemos ir bem mais além. Já existe um movimento no sentido de transformar o cidadão em coprodutor de serviços.
Antes de tudo, e somente relembrando...
Transparência Organizacional vai além de tornar pública as informações! Consiste em permitir o acesso, facilitar o uso, garantir a qualidade, melhorar o entendimento e garantir a auditabilidade de processos e informações.
Bem, com relação ao tema “coprodução de serviço” existe toda uma área de estudo, discussão e pesquisa[1] sobre o que é importante levar em consideração, modelos de desenvolvimento, participação e cooperação, etc. Simplificando, a coprodução de serviços está relacionada ao maior envolvimento e cooperação entre quem oferta o serviço e quem o consome, onde ambas as partes participam ativamente da decisão de como vai ser ofertado/entregue o serviço e da entrega em si.
Nessa linha totalmente colaborativa ou em um cenário intermediário, como o que vemos atualmente, onde uma série de pessoas (cidadãos) tem investido em aplicativos e sites que oferecem formas diferentes de visualizar combinações de informações que respondem a questionamentos da Sociedade, percebemos como questões relacionadas à transparência e dados abertos representam o caminho crucial para atingir uma completa integração entre cidadão e governo.
Exemplos bastante interessantes são:
O Desafio de aplicativos cívicos reconhece que “Um número crescente de comunidades e empreendedores têm investido esforços no desenvolvimento de ferramentas digitais que, servindo-se de dados abertos, buscam aumentar o bem-estar das suas comunidades e aumentar a transparência da administração pública”.
Na sua edição de 2016, através de uma “Nuvem Cívica” de dados, o TCU promoveu o concurso nacional voltado aos desenvolvedores de tecnologias móveis com premiações em dinheiro para os 3 primeiros lugares. Os dados disponibilizados estavam relacionados aos temas de educação, saúde ou assistência social (ainda estamos falando de dados que foram selecionados especificamente para o concurso e não dados “vivos” publicados ao cidadão, mas este é um grande passo).
Apesar de não ter uma grande explicação (leia-se: um bom marketing) sobre os ganhadores, foram eles: MINHA ESCOLHA, MAPA ESCOLAR e SAÚDE LOCAL. Espero que a competição seja repetida este ano. E os aplicativos ganhem mais visibilidade.
Essa iniciativa vem no rastro de competições de mais curta duração conhecidas como hackathons. Tratam-se de maratonas de programação onde desenvolvedores (ou hackers) se reúnem por horas ou alguns dias a fim de desenvolver soluções que explorem dados, códigos e sistemas.
Diversos órgãos de governo tem promovido hackathons como o Ministério da Educação (Hackathon Dados Educacionais), Ministério da Justiça e Segurança Pública (Hackathon – Participação no Combate à Corrupção), Secretaria-Geral da Presidência da República (Hackathon das OSCs - Maratona Hacker das Organizações da Sociedade Civil), Governo do Paraná (Hackathon Paraná), Prefeitura de São Paulo (Hackathon da Saúde), etc.
O Laboratório Hacker da Câmara dos Deputados realizou no ano passado o 1º Hackathon Legislativo Mundial. Os objetivos principais eram: Transparência e Participação. A Câmara inclusive comenta que foi o primeiro Parlamento a realizar um hackathon nacional nas Américas em 2013 que contou com 183 inscritos e 24 projetos finalistas. Em 2014 o Laboratório Hacker (LabHacker) organizou a segunda maratona que contou com 165 candidatos, com o desenvolvimento de 19 projetos. Ambos os eventos estão publicados em: http://labhackercd.net/hackathon.html#hackathons
Estas são algumas das iniciativas que estimulam o interesse dos cidadãos, os mais jovens em especial, em participar mais ativamente do seu país ou da sua comunidade de interesse.
Nas próximas semanas vou falar de mais algumas iniciativas específicas que estudam modelos e apresentar, trabalhar e engajar pessoas.
[1] Verschuere, Bram; Brandsen, Taco; Pestoff, Victor, “Co-production: The State of the Art in Research and the Future Agenda”, Voluntas, 23(4):1083, 2012. DOI 10.1007/s11266-012-9307-8
Postado por Vanessa Nunes às 10:54 Nenhum comentário :
Marcadores: Dados Abertos , e-participação ou participação eletrônica , Transparência
Postado por Thiago Ávila às 11:00 Nenhum comentário :
Marcadores: Big Data , Dados Abertos , Dados Conectados , interoperabilidade

References: Artigo 2

Artigo 2

Artigo 19

Artigo 13

Artigo 36

Artigo 13