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DIRETRIZES CURRICULARES – ECONOMIA e PROVÃO | Economy and Society II de José Porfiro - Specific
DIRETRIZES CURRICULARES – ECONOMIA e PROVÃO
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Resolução 11/84 (em vigor)
Proposta de Diretrizes (Entidades-2002)
http://www.andifes.org.br/news.php#3790
Parecer sobre as Diretrizes Curriculares de Economia foi aprovado pelo CNE – 15:04 25.10.2005
Uma excelente notícia surpreendeu os participantes do XVI Congresso Brasileiro de Economistas (CBE) na tarde da última quinta-feira (6), no Centro de Cultura e Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), quando da intervenção do professor-doutor José Rubens Damas Garlipp – diretor do Instituto de Economia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) – um dos painelistas do evento, que na ocasião discorria sobre o tema O Futuro dos Cursos de Economia: as mudanças nas Diretrizes Curriculares.
Para alegria e surpresa da audiência, Garlipp informou que o Parecer 054/2004 – que regulamenta as Diretrizes Curriculares do Curso de Ciências Econômicas – finalmente havia sido aprovado no Conselho Nacional de Educação (CNE), em Brasília, nos termos em que a ANGE (Associação Nacional dos Cursos de Graduação de Economia), a ANPEC (Associação Nacional dos Centros de Pós-Graduação em Economia), FENECON (Federação Nacional dos Economistas) e o COFECON (Conselho Federal de Economia) haviam inicialmente proposto.
Sem dúvida, uma vitória e tanto que merece ser comemorada. A decisão foi comunicada a Garlipp, por telefone, pelo presidente da ANGE, Rubens R. Sawaya, que naquele dia se encontrava no CNE, em Brasília. Garlipp também é membro da diretoria da ANGE.
CARGA HORÁRIA E MONOGRAFIA
Na opinião de Garlippp, dois pontos importantes devem ser destacados em relação a esta vitória dos economistas. O primeiro diz respeito ao acolhimento das demandas das entidades de Economia -que preservam aquilo de vitorioso e de positivo que existe na formação do economista e que sempre esteve presente a partir do ano de 1985, com a Resolução 1184.
Garlipp explica que, "fundamentalmente, foram preservados os parâmetros quantitativos dos eixos e dos conteúdos programáticos da nossa formação – naqueles 50% que são permitidos pela LDB (Lei de Diretrizes Básicas) – de modo que toda a construção de uma grade curricular ou, agora, das Diretrizes Curriculares mantem, na verdade, os princípios e o espírito que estão presentes desde a última reforma de 20 anos atrás".
A segunda vitória, de acordo com Garlipp, diz respeito à importância da obrigatoriedade de se preservar a monografia ou do trabalho de conclusão de curso – "por todo o significado que tem, de positivo, na formação do economista". No parecer anteriormente proposto, havia a possibilidade dela ser optativa e não obrigatória.
Segundo Rubens Sawaya, presente ao XVI CBE, esta foi uma vitória memorável – posto que, há dois anos, as entidades de Economia sequer tinham expectativa de que pudesse ocorrer – dada a dureza do embate. O mérito, segundo ele, é todo da FENECON, da ANPEC, da ANGE e do COFECON, que apesar de todas as dificuldades surgidas ao longo do caminho jamais esmoreceram.
"Foi graças ao trabalho construtivo destas entidades que se conseguiu estabelecer bases e princípios importantes para a categoria – via discussão acadêmica – e para a formação do economista", frisou o presidente da ANGE.
Sawaya ressalva, ainda, que o curso de Economia se destacou por ter sido o único que conseguiu levar adiante a discussão em um nível bem mais elevado e conseguiu, também, questionar uma série de posicionamentos referentes ao modo como as coisas estavam sendo conduzidas até então.
ÁRDUA BATALHA
O caso das Diretrizes Curriculares já se arrastava há anos no Ministério da Educação (MEC). No COFECON, a luta pela aprovação do Parecer começou ainda na gestão do ex-presidente do Conselho, Carlos Roberto de Castro, que envidou todos os seus esforços em prol da causa.
Na gestão de Humberto Tannús, a luta se acirrou ainda mais, com diversas idas e vindas de representantes do COFECON, da ANGE, da FENECON e da ANPEC ao MEC, onde no CNE insistentemente tentou-se negociar a questão e chegar a um denominador comum.
Assim também, o presidente do COFECON, Sidney Pascoutto – e o vice Nei Cardim -apoiados pelo Sistema COFECON/CORECONs, continuaram agindo em plena sintonia com as demais entidades representativas da categoria e batalhando em prol da preservação da qualidade do curso de Economia. Como ponto de partida para esse fim, encamparam o Relatório final e a proposta da Comissão de Especialistas, nele contido, encaminhados ao CNE em 1998.
Neste processo, não se pode esquecer de mencionar o apoio recebido do Fórum dos Conselhos das Profissões Regulamentadas (Conselhão) que sempre estive ao lado do COFECON nesta luta.
A questão das Diretrizes Curriculares não estabelecia apenas um currículo mínimo. Mais que isto, estabelecia também carga horária, obrigatoriedade de matérias, tempo mínimo de duração dos cursos, normas, além de resoluções gerais para funcionamento dos cursos de graduação.
Fonte: site do Conselho Federal de Economistas: http://www.cofecon.org.br
Diretrizes do Provão
PROVÃO 1999 – ECONOMIA
PORTARIA Nº 128, de 1º de fevereiro de 1999
Publicada no Diário Oficial de 2 de fevereiro de 1999.
O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO, no uso de suas atribuições e tendo em vista o disposto no artigo 3º da Lei nº 9.131, de 24 de novembro de 1995, e no artigo 3º da Portaria Ministerial n° 963, de 19 de agosto de 1997, e considerando as definições estabelecidas pela Comissão do Curso de Economia, nomeada pela Portaria Ministerial n° 1.127, de 08 de outubro de 1998, resolve:
Art. 1° O Exame Nacional de Cursos, parte integrante de um amplo processo de avaliação das instituições de ensino superior, no caso específico de Economia, terá por objetivos:
contribuir para o processo de avaliação do ensino de graduação em Economia;
apontar alcances e limites do ensino de graduação em Economia, considerando?se o perfil, as habilidades e as competências requeridas do economista;
sinalizar os fundamentos, os princípios e a estrutura que orientam o curso de Economia;
avaliar as dificuldades, os desafios e as potencialidades das instituições e oferecer um referencial para melhoria da qualidade do ensino;
relacionar a formação oferecida nos cursos com as necessidades e desafios da Economia e da sociedade contemporâneas.
Art. 2° O Exame Nacional do Curso de Economia de 1999 tomará como referência o seguinte perfil delineado para o graduando:
sólida formação teórica, histórica e quantitativa;
formação plural;
formação cultural ampla, que possibilite a compreensão das questões econômicas no seu contexto social;
capacidade de tomada de decisões e de resolução de problemas, numa realidade diversificada e em constante transformação;
capacidade analítica, visão crítica e competência para adquirir novos conhecimentos;
capacidade de comunicação e expressão oral e escrita;
consciência de que o senso ético de responsabilidade social deve nortear o exercício da profissão.
Art. 3° O Exame Nacional do Curso de Economia de 1999 avaliará se, no decorrer do curso, o graduando desenvolveu habilidades de:
desenvolver raciocínios logicamente consistentes;
ler e compreender textos econômicos, com capacidade dissertativa;
lidar com conceitos teóricos fundamentais da Ciência Econômica;
utilizar o instrumental econômico para analisar situações históricas;
utilizar formulações matemáticas e estatísticas na análise dos fenômenos socioeconômicos;
diferenciar correntes teóricas a partir de distintas políticas econômicas;
elaborar um projeto de monografia: levantar questões, operacionalizar conceitos e propor um plano de trabalho.
Art. 4° Os conteúdos para o Exame Nacional do Curso de Economia de 1999 serão os seguintes:
Microeconomia: Teoria do consumidor, Teoria da produção e Teoria dos custos, Teoria dos mercados, Equilíbrio geral, Organização industrial, Noções de teoria dos jogos;
Macroeconomia: Contabilidade nacional, Determinação da renda, Princípio da demanda efetiva, Teoria e política monetária, Crescimento e ciclos econômicos, Teorias da inflação;
Economia Internacional: Teorias clássica e neoclássica do comércio internacional, Protecionismo e políticas comerciais estratégicas, Comércio e desenvolvimento: substituição de importações, promoção de exportações e integração econômica, Mercado de divisas e estruturas de balanços de pagamento, Sistema monetário e financeiro internacional, Relações do Brasil com o sistema monetário e financeiro internacional;
Matemática: Funções e limites, Cálculos diferencial e integral, Álgebra linear, Funções de várias variáveis, Equações diferenciais;
Estatística: Estatística descritiva, Números índices, Probabilidade, Funções e distribuição, Inferência estatística;
Econometria: Modelos econômicos e econométricos, Regressões simples e múltiplas, Problemas de análise de regressão, Séries temporais, Sistemas de equações simultâneas;
História Econômica Geral: Formação histórica do capitalismo, Revolução Industrial: padrões de industrialização, As transformações do capitalismo e a Primeira Guerra Mundial, O período entre?guerras, A economia mundial do pós?guerra, A crise da economia mundial, a partir da década de 1970, A reestruturação da economia e a globalização;
Formação Econômica do Brasil: O império colonial português e o debate sobre a herança colonial brasileira, A crise do sistema colonial e a formação do Estado nacional, A economia brasileira no Século XIX: 1808 a 1889, Os complexos agroexportadores regionais, Nascimento e consolidação da indústria no Brasil, A economia cafeeira e a política econômica na República Velha, A crise de vinte e nove e os mecanismos de superação;
Economia Brasileira Contemporânea: Vargas e a construção do Estado Moderno no Brasil, O contexto internacional e a política econômica: 1945 a 1955, O Governo Kubitschek e o Plano de Metas, Da crise dos anos sessenta ao fim do regime militar, Ajuste externo e desequilíbrio interno nos anos oitenta, Os planos de estabilização econômica: da nova república ao Governo Collor, Plano Real: reformas estruturais e desequilíbrio externo no Governo Fernando Henrique Cardoso;
Economia Política: A crítica ao mercantilismo e as origens do pensamento clássico, Smith: valor, distribuição e acumulação de capital, Ricardo: a questão do desenvolvimento econômico e da distribuição da renda, A Lei de Say: a polêmica Ricardo versus Malthus, Marx: valor, dinheiro e capital;
História do Pensamento Econômico: A escola marginalista: os métodos de Marshall e Walras, A revolução keynesiana e a crítica ao pensamento marginalista, A economia do desenvolvimento e o pensamento cepalino: origens e desdobramentos, Tendências recentes do pensamento econômico: monetaristas, novos clássicos, novos keynesianos e pós?keynesianos, Globalização e liberalismo no fim do século;
Evolução das Idéias Sociais e Metodologia Econômica: Modelos de explicação científica: dedução e indução, O método nas Ciências Sociais: A identidade sujeito-objeto, O pensamento iluminista e o utilitarismo, A constituição da sociedade moderna e o surgimento da Ciência Econômica, Pressupostos econômicos: realismo versus instrumentalismo.
Art. 5° A prova do Exame Nacional do Curso de Economia, com 4 (quatro) horas de duração, constará de 4 (quatro) questões discursivas e 60 (sessenta) questões de múltipla escolha. Parágrafo único. As 4 (quatro) questões discursivas serão obrigatoriamente uma para cada área de conteúdo. O graduando deverá escolher essas questões dentre duas de cada área que lhe serão apresentadas. As áreas a que se refere este parágrafo são: Teoria Econômica, que engloba Macroeconomia, Microeconomia e Economia Internacional; Métodos Quantitativos aplicados à Economia, que engloba Matemática, Estatística e Econometria; História Econômica, que engloba História Econômica Geral, Formação Econômica do Brasil e Economia Brasileira Contemporânea; e Cultura Econômica, que engloba Economia Política, História do Pensamento Econômico, Evolução das Idéias Sociais e Metodologia.
Art. 6º Fará parte, também, do Exame Nacional do Curso de Economia um questionário-pesquisa, que será enviado previamente aos graduandos, e cujo cartão-resposta deverá ser entregue, já preenchido, no dia da prova.
Art. 7° Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
PROVÃO 2000 – ECONOMIA
PORTARIA Nº 1.783, de 17/12/99
Publicada no D.O. de 20/12/99, pág. 27, Seção I-E
O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, no uso de suas atribuições e tendo em vista o disposto no artigo 3º da Lei nº 9.131, de 24 de novembro de 1995, e no artigo 3º da Portaria Ministerial nº 963, de 19 de agosto de 1997, e considerando as definições estabelecidas pela Comissão do Curso de Economia, nomeada pela Portaria Ministerial nº 1.566, de 27 de outubro de 1999, resolve:
Art. 1º O Exame Nacional de Cursos, parte integrante de um amplo processo de avaliação das instituições de ensino superior, no caso específico de Economia, terá por objetivos:
apontar alcances e limites do ensino de graduação em Economia, considerando se o perfil, as habilidades e as competências requeridas do economista;
fornecer parâmetros para estabelecer relações entre a formação oferecida nos cursos e as necessidades e desafios da Economia e da sociedade contemporâneas.
Art. 2º O Exame Nacional do Curso de Economia de 2000 tomará como referência o seguinte perfil delineado para o graduando:
capacidade de tomada de decisões e de resolução de problemas e competência para adquirir novos conhecimentos, em uma realidade diversificada e em constante transformação;
capacidade analítica e visão crítica;
capacidade de comunicação e expressão;
Art. 3º O Exame Nacional do Curso de Economia de 2000 avaliará se, no decorrer do curso, o graduando adquiriu habilidades para:
ler e compreender textos econômicos;
dissertar sobre temas econômicos;
elaborar projetos e monografias.
Art. 4º Os conteúdos para o Exame Nacional do Curso de Economia de 2000 serão os seguintes:
Microeconomia: Teoria do Consumidor; Teoria da Produção e Teoria dos Custos; Teoria dos Mercados: Concorrência Perfeita, Oligopólio e Monopólio; Formação de Preços e Incidência de Impostos; Equilíbrio Geral e Parcial; Organização Industrial; Noções de Teoria dos Jogos;
Macroeconomia: Contabilidade Nacional, Contas Nacionais do Brasil e Indicadores Sociais; Determinação da Renda: Modelos Clássico, Keynesiano, Novo Clássico e Novo Keynesiano; Princípio da Demanda Efetiva; Demanda e Oferta Agregadas; Teoria e Política Monetária; Sistema Monetário e Mercado Financeiro; Modelos de Crescimento e Ciclos Econômicos; Teorias da Inflação;
Economia Internacional: Teorias Clássica e Neoclássica do Comércio Internacional; Protecionismo e Políticas Comerciais Estratégicas; Comércio e desenvolvimento: substituição de importações, promoção de exportações e integração econômica; Mercado de divisas e estruturas de balanço de pagamentos; Sistema monetário e financeiro internacional; Relações do Brasil com o sistema monetário e financeiro internacional;
Matemática: Funções e limites; Cálculos diferencial e integral; Álgebra linear; Funções de várias variáveis; Equações diferenciais;
Estatística: Estatística descritiva; Números índices; Probabilidade; Funções e distribuição; Inferência estatística;
Econometria: Modelos econômicos e econométricos; Regressões simples e múltiplas; Problemas de análise de regressão; Séries temporais; Sistemas de Equações Simultâneas;
História Econômica Geral: Formação histórica do capitalismo; Revolução Industrial: padrões de industrialização; As transformações do capitalismo e a Primeira Guerra Mundial; O período entre guerras; A Economia mundial do pós guerra; A crise da Economia mundial, a partir da década de 1970; A reestruturação da Economia e a globalização;
Formação Econômica do Brasil: O império colonial português e o debate sobre a herança colonial brasileira; A crise do sistema colonial e a formação do Estado nacional ; A Economia brasileira no Século XIX: 1808 à 1889; Os complexos agro-exportadores regionais ; Nascimento e consolidação da indústria no Brasil; A Economia cafeeira e a política econômica na República Velha; A crise de 1929 e os mecanismos de superação;
Economia Brasileira Contemporânea: Vargas e a construção do Estado Moderno no Brasil; O contexto internacional e a Política econômica: 1945 a 1955 ; O Governo Kubitschek e o Plano de Metas; Da crise dos anos sessenta ao fim do regime militar; Ajuste externo e desequilíbrio interno nos anos oitenta; Os planos de estabilização econômica: da Nova República ao Governo Collor; Plano Real: reformas estruturais e desequilíbrio externo no Governo Fernando Henrique Cardoso;
Economia Política: A crítica ao mercantilismo e as origens do pensamento clássico; Smith: valor, distribuição e acumulação de capital; Ricardo: a questão do desenvolvimento econômico e da distribuição da renda; A Lei de Say: a polêmica Ricardo versus Malthus; Marx: valor, dinheiro e capital;
História do Pensamento Econômico: A escola marginalista: os métodos de Marshall e Walras; A revolução keynesiana e a crítica ao pensamento marginalista; A Economia do desenvolvimento e o pensamento cepalino: origens e desdobramentos; Tendências recentes do pensamento econômico: monetaristas, novos clássicos, novos keynesianos e pós keynesianos; Globalização e liberalismo no fim do século;
Evolução das Idéias Sociais e Metodologia Econômica: Modelos de explicação científica: dedução e indução; O método nas Ciências Sociais: a identidade sujeito-objeto; O pensamento iluminista e o utilitarismo; A constituição da sociedade moderna e o surgimento da Ciência Econômica; Pressupostos econômicos: realismo versus instrumentalismo.
Art. 5º A prova do Exame Nacional do Curso de Economia, com 4 (quatro) horas de duração, constará de 60 (sessenta) questões de múltipla escolha e 4 (quatro) questões discursivas, uma para cada área de conteúdo, a serem escolhidas dentre duas questões que serão apresentadas para cada área.
Parágrafo único. As áreas a que se refere este artigo são: Teoria Econômica, que engloba Macroeconomia, Microeconomia e Economia Internacional; Métodos Quantitativos aplicados à Economia, que engloba Matemática, Estatística e Econometria; História Econômica, que engloba História Econômica Geral, Formação Econômica do Brasil e Economia Brasileira Contemporânea; e Cultura Econômica, que engloba Economia Política, História do Pensamento Econômico, Evolução das Idéias Sociais e Metodologia.
PROVÃO 2001 – ECONOMIA
Portaria nº 05, de 04 de janeiro de 2001.
O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, no uso de suas atribuições e tendo em vista o disposto no artigo 3º da Lei n° 9.131, de 24 de novembro de 1995, e nos artigos 4o e 6o da Portaria Ministerial n° 1.843, de 31 de outubro de 2000, e considerando as definições estabelecidas pela Comissão do Curso de Economia, nomeada pela Portaria Ministerial n° 1.786, de 31 de outubro de 2000, resolve
Art. 1° O Exame Nacional de Cursos, parte integrante de um amplo processo de avaliação das instituições de ensino superior, no que se refere a Economia, terá por objetivos:
apontar alcances e limites do ensino de graduação em Economia, considerando-se o perfil, as habilidades e as competências requeridas do economista;
avaliar as dificuldades, os desafios e as potencialidades das instituições e oferecer umr eferencial para melhoria da qualidade do ensino;
Art. 2° O Exame Nacional do Curso de Economia de 2001 tomará como referência o seguinte perfil delineado para o graduando:
Art. 3° O Exame Nacional do Curso de Economia de 2001 avaliará se o graduando desenvolveu, ao longo do curso, competências e habilidades para:
Art. 4° Os conteúdos para o Exame Nacional do Curso de Economia de 2001 serão:
Microeconomia: Teoria do Consumidor; Teoria da Produção e Teoria dos Custos; Teoria dos Mercados: Concorrência Perfeita, Oligopólio e Monopólio; Formação de Preços e Incidência de Impostos; Equilíbrio Geral e Parcial; Organização Industrial; Noções de Teoria dos Jogos, de Mercados Contestáveis, de Custos de Transação e de Regulação;
História Econômica Geral: Formação histórica do capitalismo; Revolução Industrial: padrões de industrialização; As transformações do capitalismo e a Primeira Guerra Mundial; O período entre-guerras; A Economia mundial do pós-guerra; A crise da Economia mundial, a partir da década de 1970; A reestruturação da Economia e a globalização;
Formação Econômica do Brasil: O império colonial português e o debate sobre a herança colonial brasileira; A crise do sistema colonial e a formação do Estado nacional ; A Economia brasileira no Século XIX: 1808 à 1889; Os complexos agro-exportadores regionais; Nascimento e consolidação da indústria no Brasil; A Economia cafeeira e a política econômica na República Velha; A crise de 1929 e os mecanismos de superação;
Economia Brasileira Contemporânea: Vargas e a construção do Estado Moderno no Brasil; O contexto internacional e a Política econômica: 1945 a 1955 ; O Governo Kubitschek e o Plano de Metas; A crise dos anos sessenta, o PAEG, o Milagre Econômico e o II PND; Fim do regime militar, ajuste externo e desequilíbrio interno nos anos oitenta; Os planos de estabilização econômica: da Nova República ao Governo Collor; Plano Real: reformas estruturais e desequilíbrio externo no Governo Fernando Henrique Cardoso;
História do Pensamento Econômico: A escola marginalista: os métodos de Marshall e Walras; A revolução keynesiana e a crítica ao pensamento marginalista; A Economia do desenvolvimento e o pensamento cepalino: origens e desdobramentos; Tendências recentes do pensamento econômico: monetaristas, novos clássicos, novos keynesianos e pós-keynesianos; Globalização e liberalismo no fim do século XX;
Art. 5° A prova do Exame Nacional do Curso de Economia de 2001, com 4 (quatro) horas de duração total, será constituída de 50 (cinqüenta) questões de múltipla escolha e 4 (quatro) questões discursivas, uma para cada área de conteúdo, a serem escolhidas dentre duas questões que serão apresentadas para cada área.
Parágrafo Único. As áreas a que se refere o caput deste artigo são: Teoria Econômica, que engloba Macroeconomia, Microeconomia e Economia Internacional; Métodos Quantitativos aplicados à Economia, que englobam Matemática, Estatística e Econometria; História Econômica, que engloba História Econômica Geral, Formação Econômica do Brasil e Economia Brasileira Contemporânea; e Cultura Econômica, que engloba Economia Política, História do Pensamento Econômico, Evolução das Idéias Sociais e Metodologia.
PROVÃO 2002 – ECONOMIA
PORTARIA Nº 279, de 30/01/2002
Publicada no D.O. de 04/02/2002
O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, no uso de suas atribuições e tendo em vista o disposto no artigo 3º da Lei nº 9.131, de 24 de novembro de 1995, e nos artigos 4o e 6o da Portaria Ministerial nº 1.843, de 31 de outubro de 2000, e considerando as definições estabelecidas pela Comissão de Avaliação do Curso de Economia, nomeada pela Portaria Ministerial nº 2.405, de 09 de novembro de 2001, resolve:
Art. 1º O Exame Nacional de Cursos, parte integrante de um amplo processo de avaliação das instituições de educação superior, no que se refere aos cursos de Economia, terá por objetivos:
Contribuir para o processo de avaliação do ensino de graduação em Economia.
Apontar alcances e limites do ensino de graduação em Economia, considerando se o perfil, as habilidades e as competências requeridas do economista.
Sinalizar os fundamentos, os princípios e a estrutura que orientam o curso de Economia.
Avaliar as dificuldades, os desafios e as potencialidades das instituições e oferecer um referencial para melhoria da qualidade do ensino.
Art. 2º O Exame Nacional dos Cursos de Economia de 2002 tomará como referência que o graduando deve apresentar um perfil com as seguintes características:
formação humanística e cultural ampla, que possibilite a compreensão das questões econômicas no seu contexto social;
Art. 3º O Exame Nacional dos Cursos de Economia de 2002 avaliará se o graduando desenvolveu, ao longo do curso, competências e habilidades para:
Art. 4º Os conteúdos para o Exame Nacional dos Cursos de Economia de 2002 serão:
Macroeconomia: Contabilidade Nacional, Contas Nacionais do Brasil e Indicadores Sociais; Determinação da Renda: Modelos Clássico, Keynesiano, Novo Clássico e Novo Keynesiano; Modelos de Macroeconomia Aberta; Princípio da Demanda Efetiva; Demanda e Oferta Agregadas; Teoria e Política Monetária; Sistema Monetário e Mercado Financeiro; Modelos de Crescimento e Ciclos Econômicos; Teorias da Inflação;
Economia Internacional: Teorias Clássica e Neoclássica do Comércio Internacional; Protecionismo, Políticas Comerciais Estratégicas e Negociações Internacionais; Comércio e desenvolvimento: substituição de importações, promoção de exportações e integração econômica; Mercado de divisas e estruturas de balanço de pagamentos; Regimes Cambiais; Sistema monetário e financeiro internacional; Relações do Brasil com o sistema monetário e financeiro internacional;
Formação Econômica do Brasil: O império colonial português e o debate sobre a herança colonial brasileira; A crise do sistema colonial e a formação do Estado nacional; A Economia brasileira no Século XIX: 1808 à 1889; Os complexos agro-exportadores regionais; Nascimento e consolidação da indústria no Brasil; A Economia cafeeira e a política econômica na República Velha; A crise de 1929 e os mecanismos de superação;
Economia Brasileira Contemporânea: Vargas e a construção do Estado Moderno no Brasil; O contexto internacional e a Política econômica: 1945 a 1955; O Governo Kubitschek e o Plano de Metas; A crise dos anos sessenta, o PAEG, o Milagre Econômico e o II PND; Fim do regime militar, ajuste externo e desequilíbrio interno nos anos oitenta; Os planos de estabilização econômica: da Nova República ao Governo Collor; Plano Real: reformas estruturais e desequilíbrio externo no Governo Fernando Henrique Cardoso;
História do Pensamento Econômico: A escola marginalista: os métodos de Marshall e Walras; A revolução keynesiana e a crítica ao pensamento marginalista; A Economia do desenvolvimento e o pensamento cepalino: origens e desdobramentos; Tendências recentes do pensamento econômico: monetaristas, novos clássicos, novos keynesianos, pós-keynesianos e institucionalistas; Globalização e liberalismo no fim do século XX;
Art. 5º A prova do Exame Nacional dos Cursos de Economia de 2002, com 4 (quatro) horas de duração total, será constituída por 50 (cinqüenta) questões de múltipla escolha e 4 (quatro) questões discursivas, uma para cada área de conteúdo, a serem escolhidas dentre 2 (duas) questões que serão apresentadas para cada área.
Parágrafo único. As áreas a que se refere este artigo são: Teoria Econômica, que engloba Macroeconomia, Microeconomia e Economia Internacional; Métodos Quantitativos aplicados à Economia, que englobam Matemática, Estatística e Econometria; História Econômica, que engloba História Econômica Geral, Formação Econômica do Brasil e Economia Brasileira Contemporânea; e Cultura Econômica, que engloba Economia Política, História do Pensamento Econômico, Evolução das Idéias Sociais e Metodologia.
Art. 6º Fará parte, também, do Exame Nacional dos Cursos de Economia um questionário-pesquisa, que será enviado previamente aos graduandos, e cujo cartão-resposta deverá ser entregue, já preenchido, no dia da prova.
PROVÃO 2003 – ECONOMIA
Portaria no. 3817de 24 de dezembro de 2002
Publicada no Diário da União de 26 de dezembro de 2002
O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, no uso de suas atribuições e tendo em vista o disposto no artigo 3o da Lei no 9.131, de 24 de novembro de 1995, e nos artigos 4o e 6o da Portaria Ministerial no 1.843, de 31 de outubro de 2000, e considerando as definições estabelecidas pela Comissão de Avaliação do Curso de Economia, nomeada pela Portaria Ministerial no 3.166, de 13 de novembro de 2002, resolve:
Art. 1o O Exame Nacional de Cursos, como parte integrante do sistema de avaliação da educação superior, no que se refere aos cursos de Economia, terá por objetivos: I. Contribuir para: a) o processo de avaliação dos cursos de graduação em Ciências Econômicas, com o intuito de promover a melhoria da qualidade da formação oferecida; b – a identificação de alcances e limites do ensino de graduação em Economia, considerando se o perfil, as habilidades e as competências requeridas do economista; c) a sinalização de fundamentos, princípios e estrutura que orientam o curso de Ciências Econômicas; d) a construção e a utilização de parâmetros que possibilitem estabelecer relações entre a formação oferecida nos cursos e as necessidades e desafios da Economia e da sociedade contemporânea; e) a identificação de dificuldades, desafios e potencialidades dos cursos de graduação em Ciências Econômicas, ao longo do tempo, a partir do levantamento de informações e dados quantitativos e qualitativos, por meio da análise dos resultados de prova escrita e questionários. II. Oferecer subsídios para: a) a formulação de políticas públicas para a melhoria do ensino de graduação no País; b – a sociedade dispor de um referencial da qualidade do ensino oferecido aos graduandos pelos cursos de Ciências Econômicas; c) as instituições de educação superior avaliarem e aprimorarem seus projetos pedagógicos, visando à melhoria da qualidade do ensino de Economia; d) as instituições de educação superior aprimorarem as condições do processo de ensino-aprendizagem e o ambiente acadêmico dos cursos de Ciências Econômicas; e) as instituições de educação superior formularem políticas e programas voltados para a melhoria da qualidade do ensino de graduação em Economia.
Art. 2o O Exame Nacional dos Cursos de Economia de 2003 tomará como referência que o graduando deve apresentar o seguinte perfil: a) sólida formação teórica, histórica e quantitativa; b – formação plural coerente com o pluralismo da Ciência Econômica, caracterizada por correntes de pensamento e paradigmas diversos; c) formação humanística e cultural ampla, que possibilite a compreensão das questões econômicas no seu contexto social; d) visão crítica, global e atualizada da economia e sociedade contemporâneas e competência para adquirir novos conhecimentos, em uma realidade diversificada e em constante transformação; e) consciência de que o senso ético de responsabilidade social deve nortear o exercício da profissão.
Art. 3o O Exame Nacional dos Cursos de Economia de 2003 avaliará se o conjunto de graduandos desenvolveu, ao longo do curso: I. Competências e habilidades gerais de: a) utilização da língua portuguesa, com correção, clareza, precisão e propriedade, na comunicação escrita e oral; b – organização, expressão e comunicação do pensamento; c) raciocínios logicamente consistentes; d) reflexão crítica, análise e síntese; e) tomada de decisões e de resolução de problemas, em uma realidade diversificada e em constante transformação. II. Habilidades específicas para: a) ler e compreender textos econômicos; b – dissertar sobre temas econômicos; c) lidar com conceitos teóricos fundamentais da Ciência Econômica; d) utilizar o instrumental econômico para analisar situações históricas; e) utilizar formulações matemáticas e estatísticas na análise dos fenômenos socioeconômicos; f) diferenciar correntes teóricas a partir de distintas políticas econômicas; g) assimilar, articular e sistematizar conhecimentos teóricos, históricos, quantitativos e metodológicos para elaboração de Projetos e Monografias.
Art. 4o Os conteúdos para o Exame Nacional dos Cursos de Economia de 2003 serão: a) Microeconomia: Teoria do Consumidor; Teoria da Produção e Teoria dos Custos; Teoria dos Mercados: Concorrência Perfeita, Oligopólio e Monopólio; Formação de Preços e Incidência de Impostos; Equilíbrio Geral e Parcial; Organização Industrial; Noções de Teoria dos Jogos, de Mercados Contestáveis, de Custos de Transação e de Regulação. b – Macroeconomia: Contabilidade Nacional, Contas Nacionais do Brasil e Indica-dores Sociais; Determinação da Renda: Modelos Clássico, Keynesiano, Novo Clássico e Novo Keynesiano; Modelos de Macroeconomia aberta; Princípio da Demanda Efetiva; Demanda e Oferta Agregadas; Teoria e Política Monetária; Sistema Monetário e Mercado Financeiro; Modelos de Crescimento e Ciclos Econômicos e Teorias da Inflação. c) Economia Internacional: Teorias Clássica e Neoclássica do Comércio Internacional; Protecionismo, Políticas Comerciais Estratégicas e Negociações Internacionais; Comércio e desenvolvimento: substituição de importações, promoção de exportações e integração econômica; Mercado de divisas e estruturas de balanço de pagamentos; Regimes Cambiais; Sistema monetário e financeiro internacional e Relações do Brasil com o sistema monetário e financeiro internacional. d) Matemática: Funções e limites; Cálculos diferencial e integral; Álgebra linear; Funções de várias variáveis e Equações diferenciais. e) Estatística: Estatística descritiva; Números índices; Probabilidade; Funções e distribuição e Inferência estatística. f) Econometria: Modelos econômicos e econométricos; Regressões simples e múltiplas; Problemas de análise de regressão; Séries temporais e Sistemas de Equações Simultâneas. g) História Econômica Geral: Formação histórica do capitalismo; Revolução Industrial: padrões de industrialização; As transformações do capitalismo e a Primeira Guerra Mundial; O período entre-guerras; A Economia mundial do pós-guerra; A crise da Economia mundial, a partir da década de 1970 e A reestruturação da Economia, globalização e liberalismo no fim do século XX. h) Formação Econômica do Brasil: O império colonial português e o debate sobre a herança colonial brasileira; A crise do sistema colonial e a formação do Estado nacional; A Economia brasileira no Século XIX: 1808 a 1889; Os complexos agro-exportadores regionais; Nascimento e consolidação da indústria no Brasil; A Economia cafeeira e a política econômica na República Velha e A crise de 1929 e os mecanismos de superação. i) Economia Brasileira Contemporânea: Vargas e a construção do Estado Moderno no Brasil; O contexto internacional e a Política econômica: 1945 a 1955; O Governo Kubitschek e o Plano de Metas; A crise dos anos sessenta, o PAEG, o Milagre Econômico e o II PND; Fim do regime militar, ajuste externo e desequilíbrio interno nos anos oitenta; Os planos de estabilização econômica: da Nova República ao Governo Collor; Plano Real: reformas estruturais e desequilíbrio externo no Governo Fernando Henrique Cardoso e Tendências recentes da economia brasileira. j) Economia Política: A crítica ao mercantilismo e as origens do pensamento clássico; Smith: valor, distribuição e acumulação de capital; Ricardo: a questão do desenvolvimento econômico e da distribuição da renda; A Lei de Say: a polêmica Ricardo versus Malthus e Marx: valor, dinheiro e capital k) História do Pensamento Econômico: A escola marginalista: os métodos de Marshall e Walras; A revolução keynesiana e a crítica ao pensamento marginalista; A Economia do desenvolvimento e o pensamento cepalino: origens e desdobramentos; Tendências recentes do pensamento econômico: monetaristas, novos clássicos, novos keynesianos, pós-keynesianos e institucionalistas. l) Evolução das Idéias Sociais e Metodologia Econômica: Modelos de explicação científica: dedução e indução; O método nas Ciências Sociais: a identidade sujeito-objeto; O pensamento iluminista e o utilitarismo; A constituição da sociedade moderna e o surgimento da Ciência Econômica e Pressupostos econômicos: realismo versus instrumentalismo.
Art. 5o A prova do Exame Nacional dos Cursos de Economia de 2003, com 4 (quatro) horas de duração total, será constituída por 50 (cinqüenta) questões de múltipla escolha e 4 questões discursivas, uma para cada área de conteúdo, a serem escolhidas dentre 2 questões que serão apresentadas para cada área. Parágrafo único. As áreas a que se refere este artigo são: Teoria Econômica, que engloba Macroeconomia, Microeconomia e Economia Internacional; Métodos Quantitativos aplicados à Economia, que englobam Matemática, Estatística e Econometria; História Econômica que engloba História Econômica Geral, Formação Econômica do Brasil e Economia Brasileira Contemporânea; Cultura Econômica, que engloba Economia Política, História do Pensamento Econômico e Evolução das Idéias Sociais e Metodologia.
Art. 6o Fará parte, também, do Exame Nacional dos Cursos de Economia um questionário, que será enviado previamente aos graduandos, e cujo cartão-resposta deverá ser entregue, já preenchido, no dia da prova.
Art. 7o Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

References: artigo 3
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