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Timestamp: 2020-01-21 18:03:05+00:00

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USAR EXTENSORES DE CAÇAMBA PARA PICAPES É PERMITIDO?
© 2017 por Itamarati Autopeças.
Orgulhosamente por AGWS.
Uso de extensores de caçamba é aceito pela legislação brasileira, mas há regras que as picapes precisam seguir na hora de ganhar alguns litros a mais para levar cargas
EXTENSORES DE CAÇAMBA (FOTO: AUTOESPORTE)
As picapes compactas e intermediárias são as mais vendidas no Brasil, e não é difícil entender o porquê. O preço baixo é o grande atrativo, afinal as médias são bem mais caras, mas o tamanho reduzido das caçambas é um problema para quem precisa transportar objetos maiores. A fim de ampliar a capacidade de carga, os extensores de caçamba podem ser uma boa opção para quem necessita, por exemplo, levar uma motocicleta de forma segura sem fazer grandes adaptações.
Para regulamentar essa prática, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran), por meio da Resolução nº 349 de 2010, estabeleceu algumas regras para o uso desses acessórios. Ou seja, os extensores são permitidos pelo Código Nacional de Trânsito. Alguns fabricantes, como Fiat e Renault, comercializam os próprios produtos, feitos sob medida para seus modelos. Há ainda um mar de fabricantes independentes, alguns até licenciados. E existem algumas armadilhas também.
DIMENSÕES PERMITIDAS
Com os extensores, é permitido levar cargas que excedam o comprimento da caçamba, já que a função é justamente essa. Porém, o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) informa que o artigo 6º, sobre o balanço traseiro, determina que "a medida do centro da roda traseira até o final da tampa da caçamba aberta não pode exceder o valor de 60% da distância entre-eixos".
Veja o caso da Renault Duster Oroch: são 2,82 metros de entre-eixos, que resultam no valor máximo do balanço traseiro de 1,69 m. Esta é a medida-limite. Já a Fiat Toro tem 2,99 m de entre-eixos e um balanço traseiro máximo de 1,79 m. E na compacta Fiat Strada, são 2,71 m e balanço traseiro de 1,62 m. A conta é fácil: para descobrir o valor basta multiplicar a distância entre-eixos por 0,6. O resultado será o máximo permitido pela lei.
Já quanto à largura não há meio-termo. Qualquer carga transportada não pode exceder a dimensão do veículo. O regulamento é taxativo, conforme destacou o Denatran, e consta no artigo 3º da resolução.
Sobre a altura, o regulamento explica que o objeto pode ter até 0,5 metro acima do teto do veículo. Essa medida está no artigo 5º e vale para os bagageiros dos veículos de passeio instalados no teto. Porém, de acordo com o Denatran, a altura máxima para cargas na caçamba não pode ultrapassar 0,5 m além do teto. A exceção é para o transporte de bicicletas, quando levadas sobre os automóveis — pelas regras do Contran, as "magrelas" são liberadas.
Para reforçar esse ponto, os técnicos do Denatran explicaram que o artigo 1º "estabelece critérios para o transporte eventual de cargas e de bicicletas nos veículos classificados na espécie automóvel, caminhonete, camioneta e utilitário".
Por lei é permitido rodar com a tampa da caçamba aberta. Contudo, o artigo 7º diz que, nessas condições, só é possível transportar cargas indivisíveis — ou seja: uma motocicleta, pode; uma bicicleta, também; mas frutas ou malas, não. Vale lembrar que não é permitido o transporte de pessoas ou animais na caçamba. Isso infringe o artigo 235 do Código de Trânsito Brasileiro, que proíbe o uso da caçamba para este fim. Trata-se de infração grave, passível de multa — no valor de R$ 195,23 — e perda de cinco pontos na carteira de habilitação.
Entretanto, o artigo 4º afirma que a placa de identificação do veículo deve estar sempre visível. Dessa forma, torna-se necessário instalar uma nova identificação no lado direito da traseira ou do para-choque. Alguns extensores oferecem espaço para placas no próprio suporte. O Contran também exige que o acessório tenha iluminação na cor vermelha, além de refletor da mesma tonalidade, para circular à noite de maneira mais segura.
"Deve-se ter muita atenção com relação a esses pontos quando se transporta carga utilizando um extensor de caçamba", destaca Leonardo Cavaliere, gerente de Planejamento e Desenvolvimento de Acessórios da Mopar, marca do grupo FCA. "Os proprietários de motos têm usado muito esse acessório."
A Renault também notou o crescimento da demanda pelo extensor. Segundo a marca francesa, o acessório era pouco difundido no Brasil, mas tem enorme potencial de sucesso. O da picape Duster, por exemplo, também se transforma em rampa, assim como o da Strada.
O uso dos extensores foi regulamentado justamente para facilitar o transporte de determinadas cargas em picapes pequenas. Porém, é necessário ficar atento ao que diz a resolução do Contran. Se tudo estiver de acordo com a lei, os "puxadinhos" nas caçambas estão liberados.
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References: artigo 6
 artigo 3
 artigo 5
 artigo 1
 artigo 7
 artigo 235
 artigo 4