Source: http://geografiaconservadora.blogspot.com/2008/
Timestamp: 2018-04-27 02:40:20+00:00

Document:
Geografia Conservadora: 2008
Sem abrir licitação, o Iraque deverá fechar contratos para a exploração de petróleo com quatro empresas internacionais, a americana Exxon Mobil, a anglo-holandesa Shell, a francesa Total e a britânica BP.
O "New York Times", que traz a informação, nota que esses quatro gigantes do setor
energético eram os sócios originais da Iraq Petroleum Company, estatizada há 36 anos pela ditadura de Saddam Hussein.
Os contratos, que deverão ser anunciados no próximo dia 30, foram o resultado de cartas-convites do Ministério do Petróleo, cujos responsáveis as quatro empresas assessoram há dois anos, fornecendo gratuitamente treinamento técnico. Foi por essa razão que se dispensou o procedimento de concorrência pública.
Não está clara a motivação que levou o Iraque a excluir 42 outras companhias petrolíferas, entre elas as gigantes da China, índia e Rússia, empenhadas em tarefas semelhantes. O Iraque possui cerca de 80 campos petrolíferos e com eles obtém 89% de suas receitas.
Segundo a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), em 1989, antes que passasse a vigorar o embargo comercial contra o regime de Saddam, o Iraque exportava 2,9 milhões de barris diários, mesmo volume que o Irã e atrás, dentro do cartel, apenas da Arábia Saudita. No ano passado, o país informou estar produzindo 2 milhões de barris ao dia, pretendendo voltar ao patamar de 2,9 milhões em 2010. Há dois anos, últimos dados divulgados, a receita iraquiana foi de US$ 28,8 bilhões.
Informantes iraquianos citados pelo "New York Times" dizem que as quatro empresas contratadas permitirão a produção, ao dia, de ao menos 500 mil barris suplementares.
Os contratos com as quatro grandes empresas não esperaram pela aprovação da Lei do Petróleo, hoje emperrada no Parlamento iraquiano. As divergências estão em torno da definição de critérios para distribuir a renda do petróleo pelos governos
Os xiitas, ao sul, e os curdos, ao norte, têm a maioria significativa das reservas, deixando desprotegidos os sunitas, que formavam a elite civil e militar do regime deposto pelos Estados Unidos em 2003. As quatro companhias obterão os chamados "no-bid contracts", ou contratos sem licitação, que os governos em geral assinam com empresas que são as únicas capacitadas a fornecer certo tipo de produto ou serviços. Não é o caso das quatro petrolíferas favorecidas.
Elas não terão a concessão a longo prazo para a exploração das reservas. Serão contratadas por dois anos como prestadoras de serviço. A renda do óleo extraído será do governo. Mas os quatro grupos, pelos investimentos a serem feitos, estarão em condições privilegiadas no momento em que a Lei do Petróleo, quando aprovada, fixar as normas de concorrência.
Comentando a informação, o blogueiro Daniel Altman, especialista em globalização, notou a falta de critérios para que fossem escolhidas essas empresas. Mas ele também diz que, mesmo por um período relativamente curto, o equipamento a ser investido precisará de proteção. Foi por não consegui-la que a Shell abandonou um campo de 200 mil barris ao dia que explorava na Nigéria.
Iraque distribui sem concorrência licença de petróleo
Data: 20/06/2008 - Fonte: Folha de SP
Qual deveria ser o procedimento de contratação de empresa petrolífera se não havia lei para licitação? Ou havia tal lei?
Se as companhias formavam um consórcio, cuja estatização (roubo) ocorreu no governo de Saddam, não é justo (do ponto de vista de quem ganhou a guerra) que recebam uma forma de ressarcimento ou indenização por danos sofridos pelo governo que caiu?
China, Índia e Rússia apoiaram a guerra ao Iraque? Se não, não têm do que chiar. A guerra tem custos. Assim como qualquer negócio, a guerra tem custos necessários se alguém acha que pode lucrar com ela. Só o que falta é abrir as portas para quem, justo, criticou a coalizão que fez tudo sozinha. Só o que falta é legitimar “caronas” como chineses, indianos e russos.
Se a matéria pretendeu criticar o embargo, comete um rotundo equívoco. O embargo (governo Clinton) foi adotado como medida paliativa para pressionar o governo de Saddam ao invés de uma ação mais enérgica. Tem que se decidir, ou a guerra ou o embargo e este não estava sendo eficaz devido ao programa da ONU – Óleo por Comida – que permitia o contrabando pela fronteira jordaniana.
Se os governos regionais estão divergindo, ao ponto de emperrar a aprovação da lei, as empresas têm que fazer algo mesmo: do contrário, a economia iraquiana padece.
Sim, os curdos e os xiitas detêm maiores reservas, mas, a reportagem erra, pois os sunitas também têm (embora menos) e não é pouco:
Veja vários campos “em produção” (azuis) no centro do país, a área sunita.
Isto, no entanto, é muitíssimo mais justo que a situação pretérita, na qual os lucros apenas iam para os sunitas, etnia de Saddam. Curdos e xiitas eram freqüentes alvos de limpeza étnica.
Como as companhias citadas sem capacidade de prestar certos serviços ou produtos (não citados, apenas aventados... imaginariamente na reportagem) estariam em condições vantajosas com a promulgação de uma lei de concorrência se a própria matéria diz que as empresas citadas não se enquadram dentro da situação de prestadoras capacitadas? Se uma futura lei for aprovada, como executarão os serviços (não descritos)? Algo não fecha e a matéria não explica, apenas acusa.
Como uma reportagem tão fraca da Falha de São Paulo com opinião de um “blogueiro (sic) especialista em globalização” pode ter coerência em acusar privilégios corporativos de empresas incapazes de garantir a segurança (caso da Shell), enquanto que esta mesma segurança é feita diretamente pelo Exército dos EUA?!
Os documentos do Deptº de Defesa dos EUA[1] descrevem as operações, inclusive os dispositivos de segurança, que já estão garantidos.
[1] Em http://www.mnf-iraq.com/images/CGs_Messages/strategic_framework_agreement.pdf , Seção I: Princípios de Cooperação; Seção V: Cooperação Econômica e Energética; Seção VI: Cooperação Ambiental e de Saúde; dentre outros.
Em http://www.mnf-iraq.com/images/CGs_Messages/security_agreement.pdf , Artigo 5: Propriedade Comum; Artigo 6: Acordos sobre Instalações e Áreas; Artigo 8: Proteção Ambiental; Artigo 12: Jurisdição; Artigo 15: Importação e Exportação; Artigo 16: Taxas; Artigo 17: Licenças ou Autorizações; Artigo 20: Moeda e Câmbio; Artigo 30: Período de Efetividade do Acordo; dentre outros.
Marcadores: EUA, Iraque, petróleo, Shell
Amos Yadlin, major-general israelense disse que não considera um diálogo entre EUA e Irã como negativo porque “diálogo não é apaziguamento”. Como o Irã está bastante fragilizado com a crise internacional, as sanções podem inclusive recrudescer. Não só se percebe uma mudança na postura israelense sobre o tema, como também o avanço nas negociações e intensificação das conversações da administração Bush com o governo iraniano. E a mudança pode ser duradoura se o aceno de Barack Obama se mantiver neste sentido. Do outro lado interessa aos iranianos que as negociações avancem. Não há nada de proveitoso em se tornar outro “estado-pária”, tal como o Iraque no passado recente ou a Coréia do Norte na atualidade. E, por mais paradoxal que possa parecer, não interessa aos israelenses, um conjunto árabe fortalecido. Para evitar isto, o contrapeso iraniano se faz necessário.
O seqüestro do superpetroleiro saudita Sirius Star no último fim de semana é o ápice da escalada de ataques piratas na costa leste africana, considerada uma das rotas mais perigosas para navegação no mundo. Atualmente, os piratas mantém dezenas de navios seqüestrados, com mais de 200 tripulantes reféns.
Como estão bem armados, com metralhadoras, granadas e lançadores de foguetes, as forças estrangeiras na área evitam o confronto direto, enquanto os proprietários negociam o pagamento de resgates. O caos na Somália, onde forças islâmicas combatem o governo apoiado pelo Ocidente, permitiu o desenvolvimento da pirataria na região. No último dia 10, a União Européia aprovou a primeira operação naval de sua história para lutar contra os piratas em plena atividade na Somália e no golfo de Áden, onde aconteceram 63 dos 199 ataques de piratas registrados no mundo entre janeiro e setembro de 2008. Em 25 de setembro passado, piratas seqüestraram na costa da Somália o cargueiro ucraniano Faina, carregado com 33 tanques e diversos armamentos a bordo. O navio e a tripulação permanecem em poder dos seqüestradores, que exigem US$ 20 milhões para liberá-los.
http://www.videversus.com.br/index.asp?SECAO=80&SUBSECAO=0&EDITORIA=10912
Quanto querem apostar que os EUA serão chamados ou será insinuado que devem colocar ordem na região para depois os criticarem por um "injustificado intervencionismo"?
Marcadores: Golfo de Áden, Oriente Médio, piratas, Somália, terrorismo
Parece-me uma frase mais adequada aos dias de hoje:
Petróleo fecha em queda e perdas chegam a 62% desde
O preço do petróleo cru recuou 3,7% nesta segunda-feira, até US$ 55,00 por barril, seu menor nível em 22 meses, entre expectativas de uma redução da demanda pela matéria-prima e após ser divulgado que o Japão entrou em recessão.
Os contratos futuros do petróleo cru com vencimento em dezembro fecharam em baixa de US$ 2,09 na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York), até US$ 54,95 por barril (159 litros). O petróleo do Texas já está US$ 92,32 mais barato (62,68%) que em 11 de julho, quando alcançou um preço recorde de US$ 147,27 por barril. O preço dos contratos de gasolina para entrega em dezembro caiu US$ 0,04 o galão (3,78 litros), até US$ 1,17, enquanto o do combustível para calefação diminuiu US$ 0,04, até US$ 1,79 por galão. Por outro lado, o gás natural para entrega em dezembro terminou o pregão a US$ 6,53 por mil pés cúbicos, US$ 0,22 mais caro que no fechamento de sexta-feira. O petróleo cru fechou pelo segundo dia consecutivo em baixa depois que a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) reduziu, pela sexta vez seguida, sua previsão sobre o crescimento da demanda mundial de petróleo em 2008 e 2009 devido ao efeito da crise financeira e econômica e o situou em 0,33% e 0,57%, respectivamente.
http://www.videversus.com.br/index.asp?SECAO=98&SUBSECAO=0&EDITORIA=10906
Costa Rica y China inician negociaciones para TLCEl presidente asiático visitará Centroamérica para suscribir 11 acuerdos políticos, económicos y deportivos con ese país, e iniciar las conversaciones para la firma de un TLC.
http://beta.americaeconomia.com/177937-Costa-Rica-y-China-inician-negociaciones-para-TLC.note.aspx
Approves the Dominican Republic-Central America-United States-Free Trade Agreement entered into on August 5, 2005, with the governments of Costa Rica, the Dominican Republic, El Salvador, Guatemala, Honduras, and Nicaragua (CAFTA-DR), and the statement of administrative action proposed to implement the Agreement. Voting YES would: Progressively eliminate customs duties on all originating goods traded among the participating nations Preserve US duties on imports of sugar goods over a certain quota
Remove duties on textile and apparel goods traded among participating nations Prohibit export subsidies for agricultural goods traded among participating nations Provide for cooperation among participating nations on customs laws and import licensing proceduresRecommend that each participating nation uphold the Fundamental Principles and Rights at WorkUrge each participating nation to obey various international agreements regarding intellectual property rightsReference: Central America Free Trade Agreement Implementation Act; Bill HR 3045 ; vote number 2005-209 on Jul 28, 2005
Marcadores: América Latina, China, EUA, globalização
Adaptado de http://www.pime.org.br/mundoemissao/atualidadesafricamal.htm
Aos que asseguram que as mazelas africanas decorrem do colonialismo europeu alegando o “peso das instituições” caberia a pergunta: quais instituições, cara-pálida? A da escravidão, praticada muito antes dos europeus aportarem por lá?
Isto soa como aquele batido argumento de que o subdesenvolvimento brasileiro é conseqüência da colonização portuguesa. Ora! Séculos se passara e os portugueses já estão ‘noutra’... E mesmo o Brasil, que teve uma colonização muito mais duradoura que as colônias portuguesas na África já pôde auferir os frutos de um desenvolvimento ancorado por uma economia muito mais diversificada que todo aquele continente. Logo se vê que o argumento do “legado colonialista”, em grande medida, não passa de um sofisma barato.
Os estigmas da divisão, do ódio e da auto-exclusão não são legados europeus, mas produtos endógenos da própria cultura política gerada pelos africanos. Tal é o caso de um país, dentre tantos outros, a Costa do Marfim.
Atualmente, aquele país é um mosaico de 61 tribos de povos imigrados de países vizinhos (Burkina Faso, Mali, Gana, Guiné-Bissau etc.) que viviam, se não em harmonia, pelo menos com certo grau de tolerância. Soma-se a eles, cerca de ¼ do contingente total provenientes de outras regiões africanas. Como a maioria corresponde a região saheliana – a mais pobre do mundo – não é de estranhar que continuem migrando para um país pobre, mas relativamente melhor do que as regiões vizinhas. Consequentemente, um dos motivadores dos conflitos etno-tribais está na situação do ‘estrangeiro’, sem perspectivas de obter a nacionalidade marfiniana e, portanto, sem direitos de qualquer espécie.
Não é a toa que a Costa do Marfim atraia tanta gente... Até pouco tempo atrás, era uma referência aos povos vizinhos com sua estabilidade econômica, política e social. Grande parte disto se deve atribuir ao carismático ex-presidente da república Félix Houphouet Boigny, tido como o “velho sábio” quem soube integrar todas as tribos nacionais.
Se o retorno ao tribalismo vigente tivesse alguma correspondência com a Europa, particularmente a dominação francesa que se encerrou em 1960, ele viria logo após a emancipação política do país. E não a partir de 1993, com o falecimento do estimado líder. A crise econômica também veio a partir daí, quanto mais se distanciava do período colonial. E o legado tribalista, com conflitos entre autóctones e alógenos: pescadores do sul com criadores de gado ao norte, cacaueiros a oeste, comerciantes no centro e gangues na capital.
Na tentativa de estabilizar o país, em 1999 foi dado um golpe militar que trouxe um general reformado ao poder. Este logo organizou eleições e entregou o poder aos civis. Quando se pensou que teríamos a estabilização política, em 2002, um grupo de 800 rebeldes tomou a cidade de Bouaké e, desde então temos uma guerra civil.
Um dos presidentes que sucederam ao “velho sábio”, Henri Konan Bedié introduziu o neologismo de ‘marfinidade’, ou seja, apelou para o nacionalismo que destituiu o mérito e lugar do mosaico de tribos. O tênue equilíbrio dos diversos povos foi ameaçado e, como se não bastasse, a assembléia legislativa aprovou o novo código eleitoral (após um plebiscito condicionado) onde se assegurava que para um cidadão ser candidato à presidência tinha que ser filho de pai e mãe marfinianos. Ou seja, a base dos atuais conflitos no país foi criado pelos próprios africanos com seu nacionalismo anacrônico.
Candidatos como Alassane Dramane Outtara, filho de pai ‘marfiniano’, mas de mãe burkinabé foram excluídos de qualquer tentativa de serem eleitos. Consequentemente, os protestos tomaram corpo. Como se não bastasse, o argumento religioso tomou corpo, pelo fato de que Alassane fosse muçulmano. Hoje é acusado de autoria de tentar um golpe de estado, com apoio de tribos do norte e do centro do país, assim como dos governos de países limítrofes e outros mais ao norte, como a Líbia e outros, mais distantes, como a Arábia Saudita. Se for verdade, outro elemento entra no jogo geopolítico, um “imperialismo árabe” na região com seu conflito secular contra os karfirs (infiéis).
Hoje, a Costa do Marfim está dividida em duas porções nitidamente polarizadas. O sul e o centro-leste (cristãos) com um governo legitimamente eleito, e o norte e o centro-oeste (islâmico) com a população rebelde. Se for justo alegar a pretérita influência européia na religião, não se pode deixar de lado o avanço muçulmano com apoio externo recente e atuante. A Europa, ao contrário dos que a acusam injustamente, até tenta colaborar para o cessar-fogo, como o acordo assinado em Paris para aplacar a guerra entre as diversas regiões e suas populações. No entanto, os militantes do partido dos rebeldes e os militares fiéis ao partido governista não o acataram. A paz acabaria por lesá-los de alguma forma diminuindo seu poder. Detalhe: o acordo determinava que os ministérios da defesa e do interior seriam atribuídos aos rebeldes.
Só um completo tolo pode atribuir uma “relação institucional” ao drama africano esquecendo-se (talvez por conveniência) que a principal se dá com a estrutura tribal da maioria dos países do continente. A guerra tribal e flagrantemente genocida em Ruanda e Burundi a partir de 1994 atesta isto. Cabe lembrar as palavras do “velho sábio” na Costa do Marfim que, nos anos 80 com o advento da democracia, vaticinava “cada tribo deve fundar o seu partido político”. Ou seja, a democracia rejeitada pelos próprios governos e movimentos subseqüentes seria a única solução possível. Acaso as instituições européias, como é a própria democracia, fossem acatadas não teríamos o absurdo que se assomou naquelas plagas a partir dos anos 90.
As tribos são o problema, mas podem ser administradas compondo um tipo de solução. Antes dos golpes em 1999 e em 2002, mais de 40 partidos foram inscritos no país, como resultado da proposta anterior de estabilização e desenvolvimento institucional (sim, instituições, para desagrado de mentes fatalistas não só mudam como podem ser criadas). A aliança entre os membros de uma mesma tribo ou entre tribos vizinhas consiste numa estratégia de sobrevivência das mesmas. É normal que se tratem por ‘irmãos’ ou ‘irmãs’ entre si, mesmo sem ter relações de parentesco, tamanha é sua ligação. O problema é o que mesmo conceito não foi estendido aos residentes de outras tribos fora da composição governamental e, muito menos, com os imigrantes e seus descendentes.
Animais e humanos já não precisam disputar água em Moçambique
Impressionante! Graças a uma companhia de mineração em Moçambique, a Rovuma Resources, humanos e animais têm maior disponibilidade de água agora:
http://macua.blogs.com/moambique_para_todos/2008/11/nairoto-homem-e-feras-param-de-disputar-a-%C3%A1gua.html
Marcadores: África, Água, Moçambique
http://macua.blogs.com/moambique_para_todos/2008/11/onu-reduz-ajuda-alimentar-ao-zimbabwe.html
Marcadores: África, ONU, Zimbábue
Produção alimentícia/população por continente (%)
África: 6,7 - 12,6
América do Norte: 13,8 - 8,0
América do Sul: 6,5 - 5,6
Ásia: 44,3 - 60,4
Europa: 27,5 - 12,9
Oceania: 1,2 - 0,5
Percentual populacional que trabalha na agricultura
Quanto menor o índice de trabalhadores agrícolas, tendencialmente maior será o desenvolvimento econômico-social.
Aqui estão apenas exemplos extremos.
Menos de 10%: Austrália, Nova Zelândia, Argentina, Venezuela, Canadá, EUA, Japão, Israel, Jordânia, E.A.U., Armênia, Bósnia, Iugoslávia, Macedônia, R.U., Espanha, França, Islândia, Noruega, Suécia, Finlândia, Dinamarca, Países Baixos, Luxemburgo, Bélgica, Alemanha, França, Itália, Suíça, Áustria, Hungria, República Tcheca.
Mais de 75%: Papua Nova-Guiné, Laos, Nepal, Mali, Níger, Burkina Faso, Guiné, Guiné-Bissau, Gâmbia, Chade, República Centro-Africana, Etiópia, Quênia, Tanzânia, Ruanda, Burundi, Uganda, Malawi, Moçambique, Madagascar.
Não obtive dados da participação do setor primário no PIB de cada país, mas eles, normalmente, acompanham o índice da população empregada por setor, i.e., mais gente num setor específico, maior produção equivalente e valor gerado. Logo, quando menor o índice de produção relativa na agropecuária, maior na indústria e nos serviços. A maior urbanização corresponde, genericamente, a uma sociedade mais rica e afluente. Portanto, não há vantagem nenhuma em deter um maior percentual do PIB agropecuário porque isto significa pobreza na economia urbana.
Exportações 50% maiores que as importações: Brasil, Argentina, Chile...
Exportações 10% maiores que as importações: Austrália, Canadá, EUA...
Equilibradas: Espanha, Polônia, Suriname...
Importações 10% maiores que as exportações: México, Venezuela, Paquistão...
Importações 50% maiores que as exportações: Rússia, Irã, Arábia Saudita (a maior parte do mundo islâmico)...
Fonte: Philip’s. Modern School Atlas. 92nd edition.
Marcadores: agricultura, economia, pecuária
Por ordem do presidente da Venezuela, o tiranete caribenho Hugo Chávez, as Forças Armadas ocuparam nesta segunda-feira um aeroporto no nordeste do país. Chávez justificou a medida dizendo que a petrolífera estatal PDVSA teve acesso negado ao aeroporto pelo governador regional de Sucre, Ramón Martínez. O presidente acusou Martínez de pretender desrespeitar o resultado da eleição regional de 23 de novembro e ameaçou-o, durante um comício de candidatos do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), em Sucre.
"Vai terminar na prisão este asqueroso, traidor, mafioso!", gritou Chávez em seu discurso. José Ramón Regnault, prefeito de Carúpano, onde se encontra o aeroporto, no Estado de Sucre, disse aos jornalistas que a ordem presidencial foi executada sem incidentes por soldados da Guarda Nacional. "Deploramos que em uma democracia se imponha desta forma", disse o prefeito, acrescentando que qualquer transferência do aeroporto "deve passar por um processo administrativo prévio". Chávez também acusou Ramón Martínez de pretender não entregar o cargo se perdê-lo nas próximas eleições. Martínez rejeitou a ameaça e negou que pretenda desrespeitar o resultado eleitoral porque, segundo ele, as pesquisas asseguram que a candidatura opositora a Chávez tem no Estado "uma vantagem incontornável" de mais de 15%. Hugo Chávez está armando um golpe militar, em face das projeções das eleições, que devem mostrar o tamanho do descontentamento popular no país com o seu governo.
http://www.videversus.com.br/index.asp?SECAO=80&SUBSECAO=0&EDITORIA=10702
Os candidatos partidários do presidente da Venezuela, o tiranete caribenho Hugo Chávez, perderão nas eleições regionais de 23 de novembro em pelo menos oito Estados, segundo uma pesquisa feita pela empresa Interlace divulgada nesta segunda-feira. A pesquisa foi feita em 15 dos 22 Estados do país em que se elegerá um governador, disse hoje o diretor da firma, Oscar Schemel.
Nos Estados de Bolívar, Carabobo, Guárico, Nueva Esparta, Sucre, Táchira, Yaracuy e Zulia "é clara" a preferência eleitoral por opositores a Chávez, disse Schemel em declarações à televisão privada "Globovisión". Segundo ele, nos Estados de Aragua, Falcon, Mérida, Miranda, Lara e Vargas acontece o mesmo com os chavistas, que nas eleições de 2004 ganharam em 20 de 22 Estados, na maioria das 328 prefeituras e 233 legislaturas provinciais, assim como na prefeitura de Caracas.
http://www.videversus.com.br/index.asp?SECAO=80&SUBSECAO=0&EDITORIA=10703
O presidente da Venezuela, o tiranete caribenho Hugo Chávez, afirmou no sábado que pode acabar lançando mão dos tanques se a oposição vencer nas eleições regionais de 23 de novembro no estado de Carabobo (norte), nas quais, segundo ele, está em jogo seu próprio futuro. "Se permitirem que a oligarquia volte ao governo de Carabobo, vou acabar mandando os tanques da brigada blindada para defender o governo revolucionário e para defender o povo”, afirmou Chávez ao lado do candidato oficial do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) em um comício nesse estado.
Em 25 de outubro Chávez já havia dito que consideraria preparar um "plano militar" contra o líder opositor e atual governador do estado de Zulia (noroeste), Manuel Rosales, se este e seus partidários ganhassem o governo e as prefeituras da eleição de 23 de novembro. "Trata-se do futuro da pátria. Em 23 de novembro está em jogo o futuro da revolução, o futuro do socialismo, o futuro da Venezuela, o futuro do governo revolucionário, e também o futuro de Hugo Chávez. Está em jogo tudo isso", afirmou ele. Atualmente, Caracas e 17 estados do país são governados pelo oficialismo. Em outros quatro há dissidentes do chavismo e dois estão em mãos da oposição.
O número de moradores em áreas urbanas que comprometem mais de 30% de sua renda mensal com o pagamento de aluguel alcança 5,4 milhões, o que equivale a 3,4% da população dessas áreas. O dado foi extraído da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2007 e divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Segundo o órgão, o percentual da população urbana que sofre com o ônus do aluguel teve um ligeiro aumento em relação aos valores observados em 2006, que era de 3,2%. Segundo o instituto, isso mostra que "a moradia ficou relativamente menos acessível financeiramente para a população no último ano, acompanhando uma tendência crescente desde 1992".
http://www.videversus.com.br/index.asp?SECAO=58&SUBSECAO=0&EDITORIA=10209
Se são menos de 4% que gastam 30% do orçamento familiar com aluguel, isto sugere que o índice de moradias irregulares seja grande. Duvido que a maioria porte casa própria com o devido registro de imóvel.
Uma das questões que marca nosso subdesenvolvimento - e a dificuldade de formar capitais ativos - é a falta de regularização fundiária, da qual se insere a casa própria.
A ironia da crise econômica*
Como a China e os exportadores de petróleo têm salvo a economia americana.
Apesar da crise, os mercados e a economia continuam funcionando. Números catastróficos não foram divulgados pelas agências de risco à economias emergentes. Tampouco, nenhuma crise de liquidez se formou, na qual a demanda por dinheiro não é suprida. As ações do FED, p.ex., não se identificam por taxas de interesse de curto prazo. Para falar que houve ou não impacto de suas ações, só no longo prazo.
Muitas pessoas, no entanto, avaliam que estamos vendo somente “a ponta do iceberg”, “o início de uma reação em cadeia” e que “a economia iniciará um processo recessivo”. Acontece que os mercados agem com base na antecipação de eventos futuros e não no passado. Historicamente, os mercados declinam seis meses antes da recessão iniciar. Entretanto, uma crise de liquidez não reflete o longo prazo das taxas de investimento e, a recessão percebida não tem correspondido a um declínio significativo nos mercados globais.
Os preços do barril de petróleo salvaram os investimentos na década de 70, assim como boa parte foi transferida para os países em desenvolvimento incentivando a exportação de commodities. Como conseqüência, o custo de implantação de plantas industriais nos EUA aumentou em dois dígitos, o que favoreceu a expansão capitalista mundial.
Parte desta resposta se refere aos últimos cinco anos, dos quais a China tem recebido montanhas de dinheiro. O país tem mais dinheiro do que seu mercado é capaz de metabolizar. As massivas reservas de dólares chinesas impelem os chineses a investir fora do país em mercados financeiros. Dado que os EUA são o principal consumidor chinês e a única economia mundial capaz de absorver tais reservas - não só por sua magnitude, mas também pela sua estabilidade -, podemos prever um novo fluxo de investimentos e financiamentos do mercado financeiro americano. Este é um dos fatores que mantém as taxas de investimento baratas e o mercado funcionando. Tampouco, se trata de nenhuma novidade: o fluxo de dinheiro asiático ao mercado americano remonta ao início dos anos 80.
Outra parte da resposta se refere na auto-estabilização dos preços do petróleo, cuja ascensão deveria devastar os mercados americanos em primeira instância. Os preços atuais sugerem que a estabilidade da demanda criaria excedente para ser absorvida somente em seus países exportadores. Os Emirados Árabes Unidos, por exemplo, produziram muito dinheiro, particularmente em 2007, que foi investido em mercados estrangeiros.
E não importa de onde o dinheiro vêm. Dinheiro, óleo são fungíveis, o que significa que se todos os petrodólares que foram para a Europa migrassem para os EUA como investimentos, os europeus, provavelmente, se beneficiariam. Os produtores de petróleo do Golfo Pérsico e os chineses têm algo em comum - eles estão ligados ao dólar. Se o dólar baixa, investir em outros países se torna mais caro. Assim, é perceptível dois grandes movimentos de investimentos para os EUA, um da China e outro da indústria energética. As reservas de dólar chinesas derivam das vendas para os EUA e sua moeda, o yuan está atrelado ao dólar. A indústria energética, também inserida na zona do dólar, precisa encontrar um porto-seguro para seu dinheiro - e o maior, com maior liquidez de mercado do mundo ainda são os EUA.
Não somente a China e o Golfo Pérsico são carreados para a moeda americana, produtores de energia como a Rússia, Nigéria e Venezuela utilizam, sem problemas, seus dólares internamente. Mesmo que pague mais pelo petróleo, a dependência chinesa ao dólar lhe confere estabilidade. Complementarmente, a Península Arábica vende petróleo em dólares e contratos feitos em euros são, particularmente, difíceis de converter. Contratos feitos em outras moedas enfrentam um desafio e os árabes não poderão controlar outras moedas e cessar com contratos apertando um interruptor.
Esta situação sugere uma explicação para a resiliência dos mercados americanos. Toda vez que notícias da situação do subprime soam horrendas e os mercados americanos ameaçam quebrar, o contrário ocorre. De fato, os mercados americanos levantaram-se e estão se reagrupando. De onde vem o dinheiro?
No momento, da zona do dólar, do imenso caixa chinês e da Península Arábica. Este influxo acontece anonimamente através de ações ordinárias no mercado, embora ocasionalmente pareçam grandes, são simples operações que permanecem abertas. Nas últimas semanas, por exemplo, Dubai investiu USD 7 bilhões no Citigroup, ajudando a arrumar o balanço da companhia e, não por acaso, deixando claro que os dólares acumulados no Golfo Pérsico serão usados para estabilizar os mercados americanos.
Não se trata de caridade. Dubai e o resto da Península Arábica, assim como a China, têm que desovar suas gigantescas reservas de dólares e a última coisa que querem fazer é vender dólares em quantidade suficiente para baixar mais seu valor. Tampouco lhes interessa uma crise financeira nos mercados americanos. Ambos os chineses e árabes teriam muito a perder com uma crise destas. Um incontável número de transações de mercado aberto, assim como investimentos públicos, são movidos para apoiar os mercados americanos, muito embora por suas próprias razões não-filantrópicas.
Os especuladores devem estar loucos de investir numa hora destas, dado os problemas financeiros. Mas, não estão. Eles mantêm suas operações, não importando quanto foram duramente atingidos. O dinheiro não está vindo de instituições financeiras e fundos de pensão que foram estripados em hipotecas, mas sim de algum outro lugar. Está vindo da terra do barril de petróleo a USD 90,00 e dos brinquedos baratos.
Muitos enxergam nesta crise (por que desejam assim enxergar...), os suspiros de uma potência mundial em decadência. Mas, enquanto investirem nos mercados americanos, não são eles que têm o poder e sim quem os atrai, ou seja, os Estados Unidos da América. Para chineses e árabes há poucas opções de investimentos para reciclar seus dólares fora dos EUA e mesmo outras moedas que não o dólar também estão ligadas a esta. Estas são as duas fontes que mantêm o funcionamento do sistema financeiro mundial - China e Península Arábica. Portanto, chineses e árabes podem sair e especular ou manterem-se seguras investindo no mercado americano.
Assim como qualquer commodity, o petróleo não é exceção para o inerente ciclo de alta e queda dos preços. Tão logo o preço do barril caia, somado ao montante de dinheiro árabe e chinês que flui para os EUA, o sistema internacional produzirá um retorno agregado na distribuição de capital. Dado o tamanho da economia americana e a dinâmica do dólar, grande parte deste capital voltará aos EUA. A situação é relativamente simples: os Estados Unidos podem ter sua crise financeira que forças globais surgem para estabilizá-lo.
Chineses e árabes não estão investindo nos mercados americanos porque gostam dos EUA. Eles estão presos dentro do mercado americano. Não obstante os boatos de alianças contra os EUA, a história tem suas ironias. Quem diria que os mercados americanos seriam salvos por “rivais geopolíticos”, como a China e o mundo árabe? Esta têm sido sua missão e, até agora, têm feito um bom trabalho.
* China and the Arabian Peninsula as Market Stabilizers, www.stratfor.com.
Marcadores: China, EUA, Oriente Médio

References: Artigo 5
 Artigo 6
 Artigo 8
 Artigo 12
 Artigo 15
 Artigo 16
 Artigo 17
 Artigo 20
 Artigo 30