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Timestamp: 2017-07-26 20:36:54+00:00

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DECRETO Nº 355 DE 02 DE DEZEMBRO DE 1991
(DOU DE 03.12.91)
Promulga a Convenção destinada a Evitar a Dupla Tributação e a Prevenir a Evasão Fiscal em Matéria de Imposto sobre a Renda, entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo do Reino dos Países Baixos.
Art. 1º - A Convenção Destinada a Evitar a Dupla Tributação e Prevenir a Evasão Fiscal em Matéria de Imposto sobre a Renda, entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo do Reino dos Países Baixos, apensa por cópia ao presente Decreto, será executada e cumprida tão inteiramente como nela se contem.
Convenção entre a República Federativa do Brasil e o Reino
dos Países Baixos destinada a evitar a Dupla Tributação e Prevenir
a Evasão Fiscal em Matéria de Imposto Sobre a Renda
O Governo do Reino dos Países Baixos,
Desejando concluir uma Convenção destinada a evitar a dupla tributação e prevenir a evasão fiscal em matéria de impostos sobre a renda,
ABRANGÊNCIA DA CONVENÇÃO
Esta Convenção aplica-se a pessoas que são residentes de um ou de ambos
os Estados Contratantes.
1 - Esta Convenção aplica-se aos impostos sobre a renda estabelecidos por um dos Estados Contratantes, independentemente da maneira pelo qual se efetua a respectiva cobrança.
2 - Os impostos atuais aos quais se aplica a Convenção são:
a) no caso do Brasil
- o imposto federal sobre a renda, excluídos o imposto suplementar de renda e o imposto sobre atividades de menor importância, (doravante designado "imposto brasileiro");
b) no caso da Holanda:
- o imposto de renda;
- o imposto sobre salários;
- o imposto sobre sociedades, inclusive a participação do Governo nos lucros líquidos da exploração de recursos naturais, cobrada conforme o Mijnwet 1810 (Lei de Mineração, de 1980) relativamente a concessão feitas a partir de 1967, ou conforme o Mijnwet Continental Plat 1965 (Lei de Mineração na Plataforma Continental do Reino dos Países baixos de 1965);
- o imposto sobre dividendos (doravante designado como "imposto holandês").
3 - A Convenção aplica-se também a quaisquer impostos idênticos ou substancialmente semelhantes que forem estabelecidos após a data de sua assinatura, adicionalmente ou em substituição aos impostos mencionados no parágrafo 2º. As autoridades competentes dos Estados Contratantes notificar-se-ão mutuamente sobre quaisquer modificações substanciais que ocorram em suas respectivas legislações tributárias.
1 - Para os efeitos desta Convenção, a menos que o seu contexto imponha interpretação diversa:
a) a expressão "Estado Contratante" designa o Brasil ou a Holanda, conforme requeira o contexto; a expressão "Estado Contratantes" designa o Brasil e a Holanda;
b) o termo "Brasil" significa o território continental e insular a República Federativa do Brasil, incluindo seu mar territorial, tal como definido pela Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, e os correspondentes leito do mar e subsolo, assim como qualquer área marítima além do mar territorial, incluindo o leito do mar e o subsolo, na medida em que nessa área o Brasil, de conformidade com o Direito Internacional, exerce direitos em relação à exploração e ao aproveitamento dos recursos naturais;
c) o termo "Holanda" designa a parte do Reino dos Países Baixos situada
na Europa, incluindo a parte do leito do mar e seu subsolo sob o mar do Norte, na medida em que tal área, conforme o direito internacional, tenho sido ou, doravante, nos termos da legislação holandesa, possa ser designada como área sobre o qual a Holanda possa exercer certos direitos a respeito da exploração e exportação dos recursos naturais do leito do mar ou do seu subsolo;
d) o termo "nacionais" designa:
1 - todas as pessoas físicas que possuam a nacionalidade de um Estado Contratante;
2 - todas as pessoas jurídicas, sociedades de pessoas e associações constituídas de acordo com as leis em vigor em um Estado Contratante;
h) a expressão "tráfego internacional" designa qualquer transporte efetuado por navio ou aeronave explorados por uma empresa cuja sede de direção efetiva esteja situada em um Estado Contratante, exceto quando o navio ou a aeronave sejam explorados apenas entre locais situados no outro Estado Contratante;
i) o termo "imposto" designa o imposto brasileiro ou o imposto holandês, consoante o contexto;
1 - no Brasil: o Ministro da Fazenda, o Secretário da Receita Federal, ou seus representantes autorizados;
2 - na Holanda: o Ministro das Finanças ou seu representante devidamente autorizado.
2 - Para a aplicação desta Convenção por um Estado Contratante, qualquer expressão que nela não esteja definida terá o significado que lhe é atribuído pela legislação desse Estado, relativamente aos impostos aos quais se aplica a Convenção, a não ser que o contexto imponha interpretação diversa.
1 - Para os fins desta Convenção, a expressão "residente de um Estado Contratante" designa qualquer pessoa que, em virtude da legislação desse Estado, esteja aí sujeita a imposto em razão do seu domicílio, residência, sede de direção ou qualquer outro critério de natureza análoga.
2 - Quando, por força do que dispõe o parágrafo 1º, uma pessoa física for residente de ambos os Estados Contratantes, sua situação será assim determinada:
a) será considerada residente do Estado em que disponha de moradia permanente; se dispuser de moradia permanente em ambos os Estados, será considerada residente do Estado com o qual suas relações pessoais e econômicas forem mais estreitas (centro de interesses vitais);
b) se o Estado no qual tiver o seu centro de interesses vitais não puder ser determinado, ou se não dispuser de moradia permanente em um ou outro Estado, será considerada residente do Estado em que permanecer habitualmente;
c) se permanecer habitualmente em ambos os Estados, ou se não permanecer habitualmente em nenhum deles, será considerado residente do Estado de que for nacional;
d) se for nacional de ambos os Estados ou se não o for de nenhum deles, as autoridades competentes dos Estados Contratantes resolverão a questão de comum acordo.
3 - Quando, por força do disposto no parágrafo 1º, uma pessoa, que não seja uma pessoa física, for residente de ambos os Estados Contratantes, será considerada residente do Estado no qual estiver situada a sua sede de direção efetiva.
1 - Para os efeitos desta Convenção, a expressão "estabelecimento
permanente" designa uma instalação fixa de negócios em que a empresa exerça toda ou parte de sua atividade.
2 - A expressão "estabelecimento permanente" abrange especialmente;
f) uma mina, um poço de petróleo ou gás, uma pedreira, ou qualquer
outro local de extração de recursos naturais.
3 - Um canteiro de edificação, uma construção, um projeto em montagem
ou instalação, constituem um estabelecimento permanente apenas se tiverem
duração superior a seis meses.
4 - Não obstante o que dispões este artigo nos parágrafos procedentes,
a expressão "estabelecimento permanente" não compreende:
b) a manutenção de um estoque de bens ou mercadorias pertencentes à
empresa unicamente para fins de armazenagem, exposição ou entrega;
c) a manutenção de estoque de bens ou mercadorias pertencentes à
empresa unicamente para fins de transformação por outra empresa;
d) a manutenção de uma instaladora fixa de negócios unicamente para
fins de comprar bens ou mercadorias, ou obter informações para a empresa;
e) a manutenção de uma instalação fixa de negócios unicamente para fins de levar a cabo qualquer outra atividade de caráter preparatório ou auxiliar para empresa.
5 - Não obstante o disposto nos parágrafos 1º e 2º, quando uma pessoa desde que não seja um agente independente de que trata o parágrafo 7º - agir num Estado Contratante por conta de uma empresa do outro Estado Contratante, e se tiver, e exercer habitualmente, no Primeiro Estado Contratante, poderes para celebrar contratos em nome da empresa, considera-se que esta empresa possui estabelecimento permanente naquele Estado Primeiramente mencionado relativamente a quaisquer atividades exercidas por aquela pessoa, no interesse da empresa; a menos que tais atividades se limitem àquelas mencionadas no parágrafo 4º, as quais, se exercidas por meio de uma instalação fixa de negócios, não transformariam esta instalação fixa de negócios, conforme dispõe aquele parágrafo, num estabelecimento permanente.
6 - Não obstante o que dispõe este artigo nos parágrafos anteriores, considera-se que exceto nos casos de resseguros, uma empresa seguradora de um Estado Contratante se ela cobrar prêmios no território daquele outro Estado Contratante se ela cobrar prêmios no território daquele outro Estado, ou se segurar riscos, ali situados, por intermédio de pessoa diversa do agente independente de que trata o parágrafo 7º.
7 - Não se considera que uma empresa de um Estado Contratante possui estabelecimento permanente no outro Estado Contratante apenas pelo fato de realizar negócios, naquele outro Estado, por intermédio de corretor, comissário geral ou qualquer outro agente de situação independente, de que tais pessoas atuem no âmbito de suas atividades normais.
8 - O fato de uma sociedade residente de um Estado Contratante
controlar ou ser controlado por sociedade residente no outro Estado
Contratante, ou exercer suas atividades naquele outro Estado (quer por meio
de um estabelecimento permanente, ou por outro modo), não será, por si só,
bastante para fazer de uma dessas sociedades estabelecimento permanente da outra.
1 - Os rendimentos obtidos por residente de um Estado Contratante
provenientes de bens imobiliários (inclusive rendimentos provenientes da
exploração agrícola ou florestal) situados no outro Estado Contratante,
podem ser tributados neste outro Estado.
2 - A expressão "bens imobiliários" tem o sentido dado pela legislação
do Estado Contratante em que os bens em questão estiverem situados. A expressão abrange, em qualquer caso, a propriedade acessória à propriedade imóvel, o gado e o equipamento utilizado na exploração agrícola florestal, os direitos aos quais se apliquem as disposições do direito Privado relativos à propriedade territorial o usufruto de bens imobiliários e os direitos a pagamentos variáveis ou fixos pela exploração ou pela concessão da exploração de jazidas minerais, fontes e outros recursos naturais. Os navios e aeronaves não são considerados bens imobiliários.
3 - O disposto no parágrafo 1 aplica-se aos rendimentos derivados da exploração direta, do arrendamento ou de qualquer outra forma de exploração dos bens imobiliários.
4 - O disposto nos parágrafos 1º e 3º aplica-se igualmente aos rendimentos de bens imobiliários de um empresa e aos rendimentos de bens imobiliários utilizados para o exercício de profissão liberal.
1 - Os lucros das empresas de um Estado Contratante só são tributáveis nesse Estado, a não ser que a empresa exerça sua atividade no outro Estado Contratante, por meio de um estabelecimento permanente alí situado. Se a empresa exerçe suas atividades na forma indicada, seus lucros podem ser tributados no outro Estado, mas unicamente na medida em que forem atribuíveis àquele estabelecimento permanente.
2 - Ressalvado o disposto no parágrafo 3º, quando uma empresa de um Estado Contratante exercer sua atividade no outro estado Contratante por meio de um estabelecimento permanente alí situado, serão atribuídos, a esse estabelecimento permanente, em cada Estado Contratante, os lucros que obteria se fosse uma empresa distinta, e separada, exercendo atividades iguais ou similares, sob condições iguais ou similares transacionado com absoluta independência com a empresada qual é estabelecimento permanente.
3 - Na determinação dos lucros de um estabelecimento permanente, é permitido deduzir as despesas incorridas para a consecução dos seus objetivos, inclusive as despesas de direção e os encargos gerais de administração assim realizados.
4 - Nenhum lucro está atribuído a um estabelecimento permanente pelo simples fato de comprar bens ou mercadorias para a empresa.
5 - Quando os lucros compreenderem elementos de rendimentos disciplinados separadamente em outros artigos desta Convenção, o disposto em tais artigos não é prejudicado pelo que dispõe este artigo.
1 - Os lucros provenientes da exploração, no tráfego internacional, de navios ou aeronaves só são tributáveis no Estado Contratante em que estiver a sede da direção efetiva da empresa.
2 - Se a sede da direção efetiva da empresa estiver situada a bordo de um navio considera-se situada no Estado Contratante em que for matriculado o navio ou, não havendo matrícula, no Estado Contratante em que residir o armador do navio.
3 - O disposto no parágrafo 1 aplica-se aos lucros provenientes da participação em um "pool", uma associação ou em uma agência de operação internacional.
a) uma empresa de um Estado Contratante participa direta ou
indiretamente da direção, controle ou capital de uma empresa de outro
Estado Contratante, ou
b) as mesmas pessoas participam direta ou indiretamente da direção,
controle ou capital de uma empresa de um Estado Contratante e de uma
empresa do outro Estado Contratante e, em ambos os casos, as duas empresas estão ligadas, nas suas relações comerciais ou financeiras, por condições aceitas ou impostas que difiram das que se estabeleceriam, entre empresas independente, os lucros que, na ausência dessas condições, teriam sido obtidos por uma dessas empresas, mas que não o foram devido a tais condições, podem ser incluídos nos lucros dessa empresa, e como tais tributados.
1 - Os dividendos pagos por uma sociedade residente em um Estado Contratante a um residente no outro Contratante podem ser tributados nesse outro Estado.
2 - Todavia, esses dividendos podem também ser tributados no Estado Contratante onde reside a sociedade que os paga, e nos termos da lei desse Estado; mas, se a pessoa que os receber for o beneficiário efetivo dos dividendos, o imposto assim incidente não poderá exceder 15% (quinze por cento) do montante bruto dos dividendos. O disposto neste parágrafo não prejudica dos quais se originaram os dividendos pagos.
3 - O termo "dividendo", empregado no presente artigo, designa os rendimentos provenientes de ações ou direitos de fruição: ações de empresas minedoras; partes de fundador ou outros direitos de participação em lucros, com exceção de créditos, bem como rendimentos de outras participações de capital assemelhados,aos rendimentos de ações pela legislação tributária do Estado em que reside a sociedade que realiza a distribuição.
4 - Não se aplica o disposto nos parágrafos 1º e 2º se o beneficiário dos dividendos, residente em um Estado Contratante, realiza negócio no outro Estado Contratante em que reside a sociedade que paga os dividendos, por intermédio de estabelecimento permanente ali situado, e se a participação, em virtude da qual os dividendos são pagos, se relaciona efetivamente ao estabelecimento permanente. Nesse caso aplica-se o disposto no art. 7º.
5 - Quando um residente em um Estado Contratante tiver um estabelecimento permanente no outro Estado Contratante, este estabelecimento permanente pode estar, ali, sujeito a imposto retido na fonte, termos da legislação daquele Estado. Todavia, tal imposto não excederá 15% (quinze por cento) do montante bruto dos lucros do estabelecimento permanente, apurado após o pagamento do imposto de renda de sociedades, incidente sobre aqueles lucros.
6 - Quando uma sociedade residente em um Estado Contratante recebe lucros ou rendimentos do outro Estado Contratante, esse outro Estado Contratante, não poderá cobrar qualquer imposto sobre os dividendos pagos pela sociedade, exceto se tais dividendos forem pagos a residente desse outro Estado, ou se a participação em virtude da qual os dividendos são pagos, relacionar-se efetivamente a um estabelecimento permanente situado nesse outro Estado; nem poderá sujeitar os lucros não distribuídos da sociedade a imposto sobre lucros não distribuídos, ainda que os dividendos pagos os lucros não distribuídos consistam, no total ou parcialmente, de lucros ou rendimentos proveniente desse outro Estado.
7 - As limitações de alíquota do imposto previstas nos parágrafos 2 e 5 não se aplicam aos dividendos ou lucros pagos antes do final do primeiro ano calendário seguinte ao ano de assinatura desta Convenção.
1 - Os juros provenientes de um Estado Contratante e pagos a um
residente do outro Estado Contratante podem ser tributados nesse outro
2 - Todavia, esses juros podem ser também tributados no Estado de que provêm e nos termos, das leis desse Estado; mas se quem os receber for o beneficiário efetivo dos juros, o imposto assim incidente não poderá exceder:
a) 10% (dez por cento) do montante bruto dos juros, se quem os receber for um banco e se o empréstimo for concedido por um prazo de mínimo de 7 anos e relacionado com a compra de equipamentos industrial, com estudo, compra ou instalação de unidades industriais ou científicas, bem como com o financiamento de obras públicas;
b) 15% (quinze por cento) do montante bruto dos juros, nos demais casos.
3 - Não obstante o que dispõem os parágrafos 1º e 2º, os juros proveniente de um Estado Contratante e pagos ao Governo do outro Estado Contratante a uma sua subdivisão política, ou a qualquer agência (inclusive uma instituição financeira) pertencente aquele Governo ou subdivisão política, são isentos do imposto no primeiro Estado.
4 - O termo "juros" empregado neste artigo designa os rendimentos de
títulos da dívida pública; de títulos ou debêntures, com ou sem garantia hipotecária e com ou sem direito a participação em lucros, e de créditos de qualquer natureza, bem como qualquer outro rendimento que, nos termos da lei tributária do Estado Contratante de que provenha, se assemelhe aos rendimentos do empréstimo.
5 - Não se aplica o disposto nos parágrafos 1º e 2º se o beneficiário efetivo dos juros, residente em um Estado Contratante, realizar negócios no outro Estado Contratante de onde provêm os juros, por intermédio de um estabelecimento permanente ali situado, e se a dívida, em virtude da qual os juros são pagos, se relacionar efetivamente ao estabelecimento permanente. Nesse caso, aplica-se o disposto no art. 7º.
6 - A limitação de alíquota do imposto prevista no parágrafo 2º não se aplica aos juros proveniente de um Estado Contratante, pago a estabelecimento permanente de empresa do outro Estado Contratante, situado em terceiro Estado.
7 - Consideram-se provenientes de um Estado Contratante os juros pagos por esse próprio Estado, uma sua subdivisão política, uma autoridade local ou um residente desse Estado. Todavia, se o devedor dos juros, residente em um Estado Contratante ou não, tiver num Estado Contratante estabelecimento permanente pelo qual tenha sido contraída a obrigação que dá origem aos juros, e estes são pagos por esse estabelecimento permanente, tais juros consideram-se provenientes do Estado em que o estabelecimento permanente estiver situado.
8 - Se, em conseqüência de relações especiais existentes entre o devedor e o beneficiário efetivo, ou entre ambos e terceiros, o montante dos juros, tendo em conta o crédito pelo qual são pagos, exceder o que teria sido acordado entre o devedor, e o credor na ausência de tais relações, o disposto neste artigo não se aplica a este último montante. Neste caso, a parte excedente dos pagamentos é tributável nos termos das leis de cada Estado Contratante, observadas as demais disposições desta Convenção.
1 - Os "royalties" provenientes de um Estado Contratante e pagos a um residente no outro Estado Contratante podem ser tributados nesse outro Estado.
2 - Todavia, esses "royalties" podem ser também tributados no Estado Contratante de que provém, e nos termos da lei desse Estado; mas se a pessoa que os receber for o beneficiário efetivo dos "royalties", o imposto incidente não poderá exceder a:
a) 25% (vinte e cinco por cento) do montante bruto dos "royalties" provenientes do uso ou do direito de usar marcas de indústria ou de comércio;
b) 15% (quinze por cento) do montante bruto dos "royalties" nos demais casos.
3 - O termo "royalties", empregado neste artigo, designa pagamentos de qualquer natureza efetuados em contrapartida pelo uso ou pelo direito ao uso de direitos autorais sobre obra literária, artística ou científica (inclusive filmes cinematográficos, filmes ou fitas para transmissão de rádio ou televisão); sobre qualquer patente, marca de indústria ou de comércio, desenho ou modelo, plano, fórmula ou processo secretos, ou pelo uso ou pelo direito ao uso de equipamento industrial, comercial ou científico, ou pela informação relativa à experiência industrial, comercial ou científica.
4 - Não se aplica o disposto nos parágrafos 1º e 2º se o beneficiário efetivo dos "royalties", residente em um Estado Contratante, realizar negócios no outro Estado Contratante, de onde provêm os "royalties", por intermédio de um estabelecimento permanente ali situado, e se o direito ou a propriedade, a cujo respeito os "royalties" são pagos, se relacionar efetivamente ao estabelecimento permanente. Nesse caso aplica-se o disposto no art. 7º.
5 - Consideram-se provenientes de um Estado Contratante os "royalties" pagos por esse próprio Estado, em sua subdivisão política, uma autoridade local ou um residente naquele Estado. Todavia, se o devedor dos "royalties", sendo ou não residente em um Estado Contratante, tiver, num Estado Contratante, um estabelecimento permanente em relação ao qual haja sido contraída a obrigação de pagar os "royalties", e caiba a esse estabelecimento permanente a obrigação de fazê-lo, consideram-se tais "royalties" provenientes do Estado em que o estabelecimento permanente estiver situado.
6 - Se, em conseqüência de relações especiais existente entre o devedor e o beneficiário efetivo, ou entre ambos e terceiros, o montante dos "royalties", relativo ao uso, direito ou informação em razão dos quais são pagos, exceder o montante que teria sido acordado entre o devedor e o beneficiário efetivo na ausência de tais relações, o disposto neste artigo só se aplica a este último montante. Neste caso, a parte excedente dos pagamentos é tributável segundo as leis de cada estado Contratante, observadas as demais disposições desta Convenção.
7 - A limitação da alíquota do imposto no sub-parágrafo b do parágrafo 2º, deste artigo, não se aplica aos "royalties" pagos antes do final do primeiro ano calendário, seguinte ao ano da assinatura desta Convenção, quando pagos a um residente de um Estado contratante que detenha, direta ou indiretamente, no mínimo cinqüenta por cento do capital votante da sociedade que efetua o pagamento dos "royalties".
1 - Os ganhos obtidos por um residente em um Estado Contratante na alienação de bem imobiliário, dos que trata o art. 6º, situado no outro Estado Contratante, podem ser tributados naquele outro Estado.
2 - Os ganhos provenientes da alienação de bem mobiliário que faça parte do ativo de um estabelecimento permanente que uma empresa de ganhos proveniente de alienação desse estabelecimento permanente (isoladamente ou com o conjunto da empresa), podem ser tributados naquele outro Estado. Todavia, os ganhos provenientes da alienação de navios ou aeronaves operados no tráfego internacional, ou da propriedade móvel relacionada à operação de tais navios ou aeronaves, só serão tributados no Estado Contratante em que estiver situada à sede da direção efetiva da empresa.
3 - Os ganhos provenientes da alienação de qualquer bem diverso daqueles a que se referem os parágrafos 1º e 2º podem ser tributados em ambos os Estados Contratantes.
1 - Os rendimentos obtidos por um residente em um Estado contratante, pelo exercício de profissão liberal ou por outras atividades de natureza independente, só são tributados nesse Estado; a sociedade residente do outro Estado Contratante, ou caiba a estabelecimento permanente ali situado. Nesse caso, os rendimentos podem ser tributados nesse outro Estado.
2 - A expressão "profissão liberal" abrange, em especial, atividades independente de caráter científico, literário, artístico, educacional ou pedagógico, bem como as atividades independente de médicos, advogados, engenheiros, arquitetos, dentistas e contadores.
1 - Ressalvado o que dispõem os arts. 16, 18, 19 e 20, os salários, ordenados e outras remunerações recebidas por um residente em um Estado Contratante em razão de emprego, só são tributáveis neste Estado, salvo se o emprego for exercido no outro Estado. Nesse caso, a remuneração assim recebida pode ser tributada nesse outro Estado.
2 - Não obstante o que dispõe o parágrafo 1º, a remuneração recebida por um residente em um Estado Contratante, em razão de emprego exercido no outro Estado Contratante, só é tributada no primeiro se;
a) o beneficiário permanecer no outro Estado por um período ou períodos que não excedam, no total, a 183 dias no ano fiscal em questão;
b) a remuneração for paga por um empregador ou em nome de um empregador que não é residente no outro Estado, e
c) a remuneração não recair sobre estabelecimento permanente que o empregador tenha no outro estado.
3 - Não obstante as disposições precedentes deste artigo, a remuneração recebida por emprego exercido a bordo de navio ou aeronave operada no tráfego internacional pode ser tributada no Estado Contratante em que estiver situada a sede da direção efetiva da empresa.
Remuneração de Diretor
As remunerações de diretores e outros pagamentos regulares recebidos por um residente em um Estado Contratante na condição de membro do conselho de administração ou de qualquer outro conselho de uma sociedade residente no outro Estado Contratante, podem ser tributados nesse outro Estado.
1 - Não obstante o disposto nos arts. 14 e 15, os rendimentos obtidos por um residente em um Estado Contratante na condição de profissional de espetáculos, tal como um artista de teatro, de cinema, de rádio ou de televisão, ou um músico, ou como um atleta, e em razão podem ser tributados nesse outro Estado.
2 - Quando os rendimentos provenientes de atividades pessoais, exercidas por um profissional de espetáculos ou por um atleta no desempenho de suas funções, não são atribuídos ao próprio profissional de espetáculo ou ao próprio atleta, mas a outra pessoa, aqueles rendimentos podem ser tributados no Estado Contratante em que as atividades do profissional de espetáculos ou do atleta foram exercidas, não obstante o que dispõe os arts. 7º, 14 e 15.
1 - Ressalvado o que dispõe o parágrafo 2º do art. 19, qualquer pensão ou outra remuneração semelhante, paga em razão de emprego pretérito, em montante não superior a US$ 5,000 durante um ano calendário, e qualquer anuidade ou pensão alimentícia paga a residente de um Estado Contratante, só são tributados nesse Estado o montante dessa remuneração que exceda o supra-mencionado limite pode também ser tributado no outro Estado Contratante, se for proveniente daquele Estado.
2 - O termo "anuidade" designa uma quantia determinada, pagável periodicamente, em prazos determinados, durante a vida ou durante período específico ou determinável, em decorrência de compromisso de efetuar tais pagamentos em contrapartida a um pleno e adequado valor em dinheiro ou avaliável em dinheiro.
3 - Qualquer pagamento, efetuado conforme as disposições de um sistema de seguridade social de um Estado Contratante a um residente no outro Estado Contratante, só é tributável no primeiro Estado.
1 - a) As remunerações, exceto pensões, pagas por um Estado Contratante ou uma sua subdivisão política ou autoridade local a uma pessoa física, em decorrência de serviços prestados a esse Estado, subdivisão ou autoridade, só são tributáveis nesse Estado.
b) Todavia, tais remunerações são tributáveis apenas no outro Estado Contratante se os serviços forem prestados nesse outro Estado, e a pessoa física beneficiária for um residente naquele Estado, que
1 - seja nacional daquele Estado, ou
2 - não se tenha tornado um residente daquele Estado unicamente com a finalidade de prestar tais serviços.
2 - a) Qualquer pensão paga, a uma pessoa física, por um Estado Contratante, uma sua subdivisão política ou autoridade local, quer diretamente, quer com recursos de fundos por eles constituídos, em conseqüência de serviços prestados a esse Estado, subdivisão ou autoridade, só é tributável nesse Estado.
b) Todavia, tal pensão só é tributada no outro estado Contratante se a pessoa física for residente e um nacional desse outro Estado.
3 - Aplica-se o disposto nos arts. 15, 16 e 18 às remunerações e pensões pagas em conseqüência de serviços prestados relativamente a negócios praticados por um Estado Contratante, uma sua subdivisão política ou autoridade local.
1 - Os pagamentos recebidos por um professor, que é residente em um Estado Contratante e que esteja presente temporariamente no outro Estado Contratante por um período máximo de dois anos, com a finalidade de lecionar ou pesquisar em uma universidade, escola ou outro estabelecimento voltado, nesse outro Estado, ao ensino ou pesquisa científica, não é tributado nesse outro Estado, desde que os pagamentos sejam feitos pelo primeiro Estado ou por uma pessoa residente nesse primeiro Estado.
2 - O disposto neste artigo não se aplica a rendimentos relacionados a pesquisa que não seja realizada no interesse público, mas em benefício de pessoa ou pessoas específicas.
Os pagamentos que, receba para fins de manutenção, educação e treinamento, um estudante ou um estagiário que é, ou foi imediatamente antes de visitar um dos Estados Contratantes, um residente no outro Estado, e que está no primeiro Estado apenas com o propósito de educação ou treinamento, não são tributados naquele Estado, desde que esses pagamentos provenham de fontes situadas fora daquele Estado.
Os rendimentos de um residente em um Estado Contratante, provenientes do outro Estado Contratante e não disciplinados nos artigos precedentes desta Convenção, podem ser tributados nesse outro Estado.
ELIMINAÇÃO DA DUPLA TRIBUTAÇÀO
1 - Ao tributar os seus residentes, a Holanda pode incluir na base de cálculo os rendimentos que, nos termos desta Convenção, podem ser tributados no Brasil.
2 - Todavia, quando um residente na Holanda receber rendimentos que, nos termos do que dispõem o art. 6º, o art. 7º, o parágrafo 4º do art. 10, o parágrafo 5º do art. 11, o parágrafo 4º do art. 12, os parágrafos 1ºe 2º do art. 13, o art. 14, o art. 15, o art. 16 e art. 19 desta Convenção, podem ser tributados no Brasil e integram a base de cálculo de que trata o parágrafo 1º, a Holanda isentará de impostos tais rendimentos, conforme as acima mencionadas disposições desta Convenção, e nos termos das normas relativas à forma de aplicação, inclusive as relativas à compensação de prejuízos, constantes de seus regulamentos internos destinados a evitar a dupla tributação.
3 - Além disso, a Holanda permitirá uma dedução do imposto holandês calculado sobre os rendimentos que podem ser tributados no Brasil e de que trata o parágrafo 2º do art. 10, o parágrafo 2º do art. 11, o parágrafo 2º do art. 12, o parágrafo 3º do art. 13, o art. 17, o parágrafo 1º do art. 18 e o art. 22 desta Convenção, desde que tais rendimentos sejam incluídos na base de cálculo de que trata o parágrafo 1º. O montante dessa dedução será igual ao valor do imposto pago no Brasil sobre aqueles rendimentos, mas não excedera o montante da redução que seria permitida se tais rendimentos fossem os únicos isentos do imposto holandês, nos termos do que dispõe a lei holandesa destinada a evitar a dupla tributação.
4 - Para os efeitos do que dispõe o parágrafo 3º, o imposto pago no Brasil será considerado:
a) relativamente aos dividendos de que trata o parágrafo 2º do art. 10, 25% (vinte e cinco por cento) de tais dividendos se forem pagos a uma sociedade holandesa que detenha no mínimo 10% (dez por cento) do capital votante da sociedade brasileira, e 20% (vinte por cento) nos demais casos;
b) relativamente aos juros de que trata o parágrafo 2º do art. 11, 20% (vinte por cento) de tais juros;
c) relativamente aos "royalties" de que trata o subparágrafo b, do parágrafo 2º, do art. 12, 25% (vinte e cinco por cento) de tais "royalties", se forem pagos a uma sociedade holandesa que detenha, direta ou indiretamente, no mínimo 50% (cinqüenta por cento) do capital votante de uma sociedade brasileira, desde que não sejam dedutíveis na apuração do lucro tributável da sociedade que efetua o pagamento, e 21% (vinte um por cento) nos demais casos.
5 - Quando um residente no Brasil receber rendimento que, nos termos desta Convenção, possam ser tributados na Holanda, o Brasil permitirá, com dedução do imposto de renda dessa pessoa, um valor igual ao imposto de renda pago na Holanda. Todavia, a dedução não será maior do que a parcela do imposto que seria devido antes da inclusão do crédito correspondente aos rendimentos que podem ser tributados na Holanda.
DISPOSIÇOES ESPECIAIS
1 - Os nacionais de um Estado Contratante não estão sujeitos, no outro Estado Contratante, a nenhuma tributação ou obrigação correspondente, diferente ou mais onerosa do que aquelas a que estiverem ou puderem estar sujeitos os nacionais desse outro Estado, mas mesmas circunstâncias.
2 - A tributação de um estabelecimento permanente que uma empresa de um Estado Contratante tiver no outro Estado Contratante não será menos favorável, nesse outro Estado, do que das empresas desse outro Estado que exerçam as mesmas atividades. Esta norma não será interpretada no sentido de obrigar um Estado Contratante a conceder, às pessoas residentes do outro Estado Contratante as deduções pessoais, abatimentos e redução para efeitos fiscais, atribuídos aos seus próprios residentes, em função do estado civil e encargos familiares.
3 - As empresas de um Estado Contratante cujo capital, no todo ou em parte, pertença a um ou mais residentes no outro Estado Contratante, ou seja por eles direta ou indiretamente controlado, não estarão sujeitas, no Estado primeiramente mencionado, a qualquer tributação o ou obrigação correspondente, diferente ou mais onerosa do que aquelas a que estiverem ou puderem estar sujeitas as empresas similares desse primeiro Estado.
4 - O termo "tributação" abrange, neste artigo, os tributos aos quais se aplica esta Convenção.
1 - Quando um residente em um Estado Contratante considerar que as medidas tomadas por um ou por ambos os Estados Contratantes resultem ou possam resultar em tributação em desacordo com o que dispõe esta Convenção, pode, independentemente das medidas previstas pela Lei doméstica desses Estados, apresentar o seu caso à apreciação da autoridade competente do Estado Contratante de que é um residente o caso deve ser apresentado dentro de cinco anos contados da data da primeira notificação do ato do qual resulta a tributação em descordo com as disposições desta Convenção.
2 - Se a reclamação se lhe afigurar justificada e não estiver em condições de lhe dar solução satisfatória, a autoridade competente esforçar-se-á resolver a questão de comum acordo com a autoridade competente do outro Estado Contratante, como o objetivo de evitar a tributação que esteja em desacordo com esta Convenção.
3 - As autoridades competentes dos Estados Contratantes esforçar-se-ão por resolver de comum acordo quaisquer dificuldades ou dúvidas relativas à interpretação ou aplicação desta Convenção, inclusive seu art. 9º.
4 - As autoridades competentes dos Estados Contratantes poderão comunicar-se diretamente, a fim de chegarem a acordo, nos termos dos parágrafos anteriores.
1 - As autoridades competentes dos Estados Contratantes intercambiarão as informações necessárias para aplicar esta Convenção. Todas as informações trocadas serão consideradas secretas e trocadas como tal, e só poderão ser comunicadas às pessoas ou autoridades (inclusive tribunais) encarregadas do lançamento e cobrança dos impostos visados por esta Convenção ou dos procedimentos referentes à apuração de infração ou da apreciação dos respectivos recursos.
2 - O disposto no parágrafo 1º não poderá, em caso algum, ser interpretado no sentido de impor a um Estado Contratante a obrigação de:
a) adotar medidas administrativas contrárias às leis e às práticas administrativas, suas ou do outro Estado Contratante;
b) fornecer informações que não possam ser obtidas com base nas leis ou no âmbito normal da prática administrativa, suas ou do outro Estado Contratante;
c) fornecer informações reveladora de segredos comerciais, empresariais, industriais ou profissionais, ou processos comerciais, ou informações cuja revelação seja contrária à ordem pública.
Nada na presente Convenção prejudicará os privilégios fiscais dos funcionários diplomáticos ou consulares, decorrentes de regras gerais do direito internacional ou de disposições de acordo especiais.
1 - Esta Convenção será ratificada, e os Instrumentos de Ratificação serão trocados tão logo quanto possível.
2 - Esta Convenção entrará em vigor na data da troca dos Instrumentos de Ratificação, e suas disposições serão aplicadas pela primeira vez:
a) com relação aos impostos retidos na fonte, às importâncias pagas ou creditadas a partir de 01 de janeiro do ano calendário imediatamente seguinte ao da entrada em vigor desta Convenção.
b) com relação aos demais impostos de que trata esta Convenção, ao período-base iniciado a partir de 01 de janeiro do ano calendário imediatamente seguinte ao da entrada em vigor desta Convenção.
Qualquer dos Estados Contratantes pode denunciar esta Convenção após decorrido um período de 5 anos, contados a partir da entrega ao outro Contratante por via diplomática, desde que tal aviso somente seja dado até o trigésimo dia de junho de qualquer ano calendário.
Neste caso, esta Convenção será aplicada pela última vez:
a) com relação aos impostos retidos na fonte, às importâncias pagas ou creditadas antes do final do ano calendário em que for feita a notificação;
b) com relação aos demais impostos de que trata esta Convenção, às importâncias recebidas durante o período-base iniciado durante o ano calendário em que o aviso de denúncia foi entregue.
Em testemunho do que, os abaixos assinados, para isso devidamente autorizado, firmaram a presente Convenção e a ela afixaram seus selos.
Feito em Brasília, aos 08 dias do mês de março de 1990, em dois exemplares em português, holandês e inglês, sendo os três textos igualmente autênticos. Em caso de divergência de interpretação, prevalecerá o texto em inglês.
RAINIER FLASH
Por ocasião da assinatura da Convenção entre a República Federativa do Brasil e o Reino dos Países Baixos, Destinada a Evitar a Dupla Tributação e Prevenir a Evasão Fiscal em Matéria de Imposto sobre a Renda, os abaixo assinados, para isso devidamente autorizados, convierem nas seguintes disposições, que constituem parte integrante da Convenção.
1 - Com referência ao art. 7º
Fica entendido que se aplica o disposto no parágrafo 3º do art. 7º se as despesas ali mencionadas ocorrerem, quer no Estado Contratante em que situa o estabelecimento permanente, quer em outro local.
2 - Com referência aos arts. 10, 11 e 12
a) Quando ocorrer retenção na fonte, em valor superior ao previsto nos arts. 10, 11 e 12, os pedidos de restituição do montante do imposto pago em excesso devem ser formulados à autoridade competente do Estado Contratante em que se deu a retenção, no período de até 5 anos contados do final do ano calendário em que se deu a retenção.
b) A autoridade competente de um Estado Contratante pode estabelecer o processo de aplicação dos arts. 10, 11 e 12.
3 - Com referência aos arts. 10 e 23
Fica entendido que o valor das ações emitidas por uma companhia de um Estado Contratante, e recebidas por um residente no outro Estado Contratante, não está sujeito a imposto de renda em qualquer dos Estados.
4 - Com referência ao art. 11
a) Fica entendido que as comissões pagas por um residente do Brasil a um banco ou instituição financeira, relativamente a serviços prestados por esse banco ou instituição financeira, são considerados juros e, como tal, sujeitos ao que dispõem os parágrafos 2º e 3º do art. 11.
b) Com relação ao parágrafo 3º do art. 11, as autoridades competentes podem designar, de comum acordo, outras instituições governamentais às quais aquele dispositivo se aplica.
5 - Com referência ao art. 12, parágrafo 3º
Fica entendido que o disposto no parágrafo 3º do art. 12 aplica-se a qualquer espécie de pagamento recebido em contraprestação de serviços e assistência técnica.
6 - Com referência ao art. 19
Fica entendido que o disposto no subparágrafo a, do parágrafo 1º, e subparágrafo a do parágrafo 2º do Artigo 19 não impedem a Holanda de aplicar o disposto nos parágrafos 1º e 2º do Artigo 23 desta Convenção.
7 - Com referência ao Artigo 24, parágrafo 2
Fica entendido que o disposto no parágrafo 5º do Artigo 10 não está em desacordo com o disposto no parágrafo 2º do Artigo 24.
8 - Com referência ao Artigo 24, parágrafo 3
a) o disposto na lei brasileira, proibindo que os "royalties", tais como definidos no parágrafo 3º do Artigo 12, pagos por uma sociedade residente do Brasil a um residente na Holanda, que detenha no mínimo 50% (cinqüenta por cento) do capital votante daquela sociedade, sejam deduzidos por ocasião da apuração do lucro tributável da sociedade residente do Brasil, não está em desacordo com o que dispõe o parágrafo 3º do Artigo 24 desta Convenção;
b) na eventualidade do Brasil, após a assinatura desta Convenção, permitir, quer em virtude de sua lei interna, quer mediante convenção internacional tributária, que os "royalties" pagos por empresa residente no Brasil a empresa residente em terceiro Estado situado fora da América latina, a qual detenha, no mínimo, 50% (cinqüenta por cento) do capital votante da empresa residente no Brasil, sejam deduzidos por ocasião da apuração do lucro tributável dessa empresa, uma igual dedução será automaticamente aplicável, em condições similares, a uma igual dedução será automaticamente aplicável, em condições similares, a uma empresa residente no Brasil que pague "royalties" a uma empresa residente na Holanda.
Em testemunho do que, os abaixo assinados, para isso devidamente autorizados, assinaram o presente Protocolo, apondo-lhe seus selos.
Feito em Brasília, aos 08 dias do mês de março do ano de 1990, em dois exemplares, em português, holandês e inglês, sendo os três textos igualmente autênticos. Em caso de divergência da interpretação, prevalecerá o texto em inglês.

References: Artigo 19
 Artigo 23
 Artigo 24
 Artigo 10
 Artigo 24
 Artigo 24
 Artigo 12
 Artigo 24