Source: https://pt.scribd.com/document/146365764/Apostila-Basica-de-Contabilidade
Timestamp: 2019-10-16 19:59:08+00:00

Document:
Apostila Basica de Contabilidade | Escrituração contábil | Princípios Contábeis Geralmente Aceitos
salvarSalvar Apostila Basica de Contabilidade para ler mais tarde
Contabilidade Geral - 200 Questoes ESAF E CESPE Resolvidas - Missagia e Velter
27331609-Contabilidade-Basica
Resumo Para Estudo - Contabilidade Básica
Contabilidade Societária_Escrituração contabil_10.10
contabilidadebsicaresumo-100604080009-phpapp01
RESUMO CONTABILIDADE BSICA
Contedo 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. Estrutura Conceitual Bsica da Contabilidade Patrimnio Conceitos de Capital Escriturao Contbil Receitas e Despesas Tratamento dos Estoques Contabilizao de algumas contas especficas Depreciao e Amortizao Tratamento de Receitas e Despesas Antecipadas Demonstraes Contbeis Obrigatrias Fatos que Modificam Compras e Vendas pag. 02 pag. 05 pag. 08 pag. 09 pag. 20 pag. 43 pag. 49 pag. 53 pag. 58 pag. 62 pag. 69
Alexandre Jos Granzotto
Julho a Outubro / 2002
RESUMO - CONTABILIDADE BSICA
1. ESTRUTURA CONCEITUAL BSICA DA CONTABILIDADE
Contabilidade: um instrumento da funo administrativa que tem por finalidade controlar o patrimnio, apurar o resultado e prestar informaes sobre o patrimnio das empresas. o conjunto de elementos necessrios existncia de uma entidade (empresa), ou seja, o conjunto de bens, direitos e obrigaes o patrimnio das empresas (entidades)
Patrimnio:
Objeto da Contabilidade: Aziendas:
entidades econmico-administrativas (pessoas fsicas ou jurdicas) que para atingirem seu objetivo, seja ele econmico ou social, utilizam bens patrimoniais e necessitam de um rgo administrativo que pratique atos de natureza econmica necessrios a seus fins. Os elementos constitutivos das aziendas so: pessoas e bens.
Campo de Aplicao da Contabilidade: as Aziendas Empresa ou Entidade: qualquer pessoa fsica ou jurdica detentora de um patrimnio. Resulta da combinao de 3 fatores de produo: Natureza, Capital e Trabalho.
Gesto: o conjunto de eventos ocorridos na entidade, consentidos ou no pela administrao. Gesto de natureza tcnica: realiza o objetivo social da entidade, como a produo de bens e servios.; Gesto de natureza administrativa procura orientar a utilizao dos recursos humanos disponveis em busca dos objetivos sociais da entidade;
Rdito:
o resultado da atividade econmica que provoca variao patrimonial (lucro ou prejuzo) regime pelo qual o rdito apurado pelo confronto entre os recebimentos e os pagamentos no decorrer do perodo administrativo. o regime utilizado pelas entidades sem fins lucrativos. regime pelo qual o rdito apurado pelo confronto entre as receitas e as despesas incorridas durante o exerccio social. o regime utilizado pelas entidades com fins lucrativos.
Regime de Competncia:
Funes da Contabilidade: Administrativa: informaes;
objetiva controlar o patrimnio das entidades e prestar
Econmica: objetiva apurar o Rdito (Lucro ou Prejuzo)
Tcnicas Contbeis Escriturao: registro dos fatos patrimoniais de forma contnua e metdica, tendo como apoio a documentao relativa a estes fatos; Demonstrao: processo de prestao de informaes teis, oportunas e adequadas, conforme a necessidade do usurio; Auditoria ou reviso: a inspeo que se realiza sobre a escriturao contbil com a finalidade de verificar a exatido dos fatos administrativos; Anlise de Balanos: processo de transformao dos dados em informaes teis aos diversos usurios da informao contbil.
Princpios Contbeis Fundamentais So os preceitos fundamentais em que se baseiam a doutrina e a tcnica contbil. PRINCPIO DA ENTIDADE: reconhece o patrimnio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial, onde no se pode confundir o patrimnio da entidade com o patrimnio de seus proprietrios; PRINCPIO DA CONTINUIDADE: . a continuidade ou no da entidade, bem como sua vida estabelecida ou provvel, devem ser considerados quando da classificao e avaliao das mutaes patrimoniais, quantitativas e qualitativas PRINCPIO DA OPORTUNIDADE: refere-se, simultaneamente, tempestividade e integridade do registro das mutaes patrimoniais (deve ser feito no tempo certo e com a extenso correta); PRINCPIO DO REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL: ; os componentes do patrimnio devem ser registrados pelo valor original das transaes, expressos em valor presente na moeda do Pas PRINCPIO DA ATUALIZAO MONETRIA: os efeitos da alterao do poder aquisitivo da moeda nacional devem ser reconhecidos nos registros contbeis atravs do ajustamento da expresso formal dos valores; no representa nova avaliao, mas to somente o ajustamento dos valores originais;
PRINCPIO DA COMPETNCIA: as receitas e as despesas devem ser includas na apurao do resultado do perodo em que ocorrem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independente de recebimento ou pagamento; PRINCPIO DA PRUDNCIA: determina a adoo do menor valor para os componentes do ativo e do maior valor para os componentes do passivo, ou seja, o Princpio da Prudncia impe a escolha da hiptese de que resulte o menor patrimnio lquido.
Exerccio Social:
o espao de tempo (12 meses), findo o qual as pessoas jurdicas apuram seus resultados; ele pode coincidir, ou no, com o anocalendrio, de acordo com o que dispuser o estatuto ou o contrato social.
2. PATRIMNIO
2.1. CONCEITO CONTBIL E COMPONENTES PATRIMONIAIS PATRIMNIO: O CONJUNTO DE BENS, DIREITOS E OBRIGAES.
tudo que pode ser avaliado economicamente e que satisfaa as necessidades humanas; Tangveis: tm existncia fsica, existe como coisa ou objeto. Ex.: Dinheiro, mercadoria p/ revenda, imveis, mquinas, veculos, mveis, equipamentos, etc. Intangveis: Exs.: Marcas e patentes, aes ou Quotas de Capital.
so bens de nossa propriedade que se encontram em poder de terceiros. (valores a receber). Ex.: duplicatas a receber, ttulos a receber, notas promissrias a receber, aluguis a receber, clientes, dinheiro em banco, aplicaes financeiras, etc. so bens de propriedade de terceiros que se encontram em nosso poder. (valores a pagar). Ex.: duplicatas a pagar, ttulos a pagar, notas promissrias a pagar, aluguis a pagar, fornecedores, impostos a recolher, etc.
OBRIGAES:
Propriedade Plena - quando uma entidade tem posse e domnio sobre determinado bem.
2.2. ITENS PATRIMONIAIS ATIVO: PASSIVO: conjunto de bens e direitos (parte positiva). Chamado de Patrimnio Bruto conjunto de obrigaes (parte negativa). Tambm chamado de Capital de Terceiros ou Passivo Exigvel.
PATRIMNIO LQUIDO :
diferena entre o Ativo e o Passivo. Representa as obrigaes da entidade para com os scios ou acionistas. a parte do Patrimnio que vai medir ou avaliar a situao ou condio da entidade; chamado, tambm, de Passivo no exigvel ou Situao Lquida.
2.3. EQUAO PATRIMONIAL E SUAS VARIAES
PATRIMNIO LQUIDO = ATIVO - PASSIVO
Situaes Patrimoniais a) ATIVO Situao Favorvel PL + ou SL + Ocorre quando os bens e direitos (Ativo) excedem o valor das obrigaes com terceiros (Passivo Exigvel)
PASSIVO Patrimnio Lquido POSITIVO / SUPERAVITRIO
b) ATIVO
Situao Desfavorvel PL (-) ou SL (-) ou Passivo a Descoberto Ocorre quando os bens e direitos (Ativo) forem menores que as obrigaes com terceiros (Passivo Exigvel)
PASSIVO Patrimnio Lquido NEGATIVO / DEFICITRIO
c) ATIVO = PASSIVO Patrimnio Lquido NULO / EQUILIBRADO Situao NULA, Equilbrio Aparente A = PE, logo PL = 0 Ocorre quando os bens e direitos (Ativo) forem iguais s obrigaes com terceiros (Passivo Exigvel); nessa hiptese o patrimnio lquido ser nulo. d) ATIVO = PATRIMNIO LQUIDO
Situao Plena ou Propriedade Total
Ocorre quando os bens e direitos (Ativo) forem iguais ao patrimnio lquido; nessa hiptese , as obrigaes com terceiros (Passivo Exigvel) sero nulas.
A = PL, logo PE = 0
e) PASSIVO EXIGVEL = PATRIMNIO LQUIDO Situao de Inexistncia de Ativos
Ocorre quando as obrigaes com terceiros (Passivo Exigvel) for igual ao patrimnio lquido negativo; nessa hiptese, o ativo ser nulo.
PE = ( PL )
2.4. REPRESENTAO GRFICA DOS ESTADOS PATRIMONIAIS
Na representao grfica apresentada temos, de um lado, os Bens e os Direitos, que formam o grupo dos ELEMENTOS POSITIVOS; e, do outro lado, as Obrigaes, que formam o grupo dos ELEMENTOS NEGATIVOS.
Na maioria das empresas comerciais, o Ativo suplanta o Passivo Exigvel (obrigaes). Assim, a representao mais comum do patrimnio de uma empresa comercial assume a forma:
Ativo = Passivo Exigvel + Patrimnio Lquido
Diz-se que a: Situao Lquida Negativa quando o Ativo Total :
menor que o Passivo Exigvel.
Situao Patrimonial inconcebvel quando a:
Situao Lquida maior que o Ativo.
Aumenta o patrimnio lquido quando h:
Recebimento de duplicatas com juros.
Diminui o patrimnio lquido quando h:
Pagamento de duplicatas com juros.
3. CONCEITOS DE CAPITAL
a obrigao da empresa para com os scios originria da entrega de recursos para a formao do capital da entidade. Corresponde ao patrimnio lquido (PL) so os recursos originrios dos scios ou acionistas da entidade ou decorrentes de suas operaes sociais. representam recursos originrios de terceiros utilizados para a aquisio de ativos de propriedade da entidade. Corresponde ao passivo exigvel (PE) corresponde ao valor dos recursos entregues pelos scios e disposio da entidade (em caixa, nos bancos, em imveis, etc). o capital com que a entidade foi registrada mas que por algum motivo ainda no foi colocado totalmente disposio da entidade. Com o desenrolar dos negcios, este capital ser posto disposio da entidade, seja atravs de dinheiro ou outros bens. corresponde soma do capital prprio com o capital de terceiros. tambm igual ao total do ATIVO da entidade.
CAPITAL TOTAL A DISPOSIO DA EMPRESA
DIFERENA ENTRE CAPITAL E PATRIMNIO CAPITAL: o conjunto de elementos que o proprietrio da empresa possui para iniciar suas atividades. Ex.: Lcia vai abrir uma papelaria. Ela possui, para esse fim, R$ 10.000 em dinheiro. Logo, esses R$ 10.000 em dinheiro constituem o seu Capital Inicial. O Capital Inicial pode ser composto por: Dinheiro Mveis Veculos Imveis Promissrias a Receber etc. PATRIMNIO: o conjunto que COMPREENDE os bens da empresa (dinheiro em caixa, contas a receber, imveis, veculos., etc), seus direitos (contas a receber) e suas obrigaes para com terceiros (contas a pagar)
Resumo 4. ESCRITURAO CONTBIL
4.1. CONCEITO DE DBITO E CRDITO
um alerta para no confundir termos da linguagem comum, quando usados na terminologia contbil. na linguagem comum, significa: dvida situao negativa estar em dbito com algum estar devendo para algum etc.
DBITO:
Quando falarmos na palavra dbito, procure no ligar o seu significado do ponto de vista tcnico com o que ela representa na linguagem comum. Na terminologia contbil, essa palavra tem vrios significados, os quais raramente correspondem aos da linguagem comum. Enquanto no se conscientizar disso, dificilmente aceitar que dbito pode representar elementos positivos, o que prejudica sensivelmente a aprendizagem. Portanto, muito cuidado com a terminologia. na linguagem comum, significa: ter crdito com algum, em uma loja etc. situao positiva poder comprar a prazo etc.
Na terminologia contbil, a palavra crdito tambm possui vrios significados. As mesmas observaes que fizemos para a palavra dbito aplicam-se palavra crdito. Portanto importante memorizar : a. b. No grfico das Contas Patrimoniais, o lado direito o lado do Crdito, exceto para as Contas Retificadoras. No grfico das Contas de Resultado, o lado direito o lado do Crdito.
DBITO CRDITO SALDO
uma situao de dvida ou de responsabilidade da conta para com entidade; uma situao de direito ou de haver da conta em relao entidade; a diferena entre o total dos dbitos e o total dos crditos efetuados numa conta; O saldo pode ser:
devedor - quando a soma dos dbitos for maior do que a soma dos crditos; credor - quando a soma dos dbitos for menor do que a soma dos crditos; nulo - quando a soma dos dbitos for igual a soma dos crditos;
4.2. CONTAS CONTBEIS: SUA NATUREZA E SUA MOVIMENTAO Razonete Nome da Conta Dbitos Crditos Devedor
Mecanismo de Dbito e Crdito Contas ATIVO
DESPESAS RECEITAS SITUAO LQUIDA
Dv Cr Dv Cr Cr
D C D C C
Dv Cr Contas -
conta de natureza DEVEDORA; conta de natureza CREDORA;
so denominaes contbeis que identificam e controlam os elementos contbeis de natureza semelhante.
Teoria Personalista BENS Contas dos
CONTAS DE RESULTADO RECEITAS PATRIMNIO & OBRIGAES LQUIDO DESPESAS
Agentes Contas Pessoas Dbito/Crdito Entidade Consignatrios Teoria Materialista
Contas Entidade
Contas dos Agentes Correspondentes
Contas dos Proprietrios
Contas Integrais
Contas Diferenciais
Objeto Patrimnio Finalidade controle, apurao dos resultados e prestao de informaes
Teoria Personalista as contas representam pessoas que se relacionam com a entidade em termos de dbito e crdito; Teoria Materialista as contas e a entidade mantm uma relao material, e no pessoal; Teoria Patrimonialista o objeto da Contabilidade o patrimnio das entidades e a sua finalidade o controle do patrimnio, a apurao dos resultados e a prestao de informaes; Contas de Resultado = compreendem as Receitas e as Despesas, que devem ser encerradas quando da apurao do resultado do exerccio. Este resultado, lucro ou prejuzo, ser incorporado ao patrimnio da entidade atravs da conta do patrimnio lquido Lucros Acumulados ou Prejuzos Acumulados
constitudo pelo conjunto de normas e procedimentos sobre a utilizao das contas integrantes do sistema contbil da entidade. O Plano de Contas composto pelas seguintes partes: Elenco das contas, Codificao das Contas, Funo das Contas e Funcionamento das Contas.
Elenco das Contas conhecido como estrutura do plano de contas, consiste na relao ordenada de todas as contas utilizadas para o registro dos fatos contbeis de uma entidade. Exemplo de Plano de Contas Ativo Ativo Circulante Disponibilidades Direitos Realizveis Estoques Despesas do Exerccio seguinte Ativo Realizvel a Longo Prazo Ativo Permanente Investimento Imobilizado Diferido Passivo Passivo Circulante Passivo Exigvel a Longo Prazo Resultado de Exerccios Futuros Patrimnio Lquido Capital Social Reservas de Capital Reservas de Lucros Lucros ou Prejuzos Acumulados
Codificao das Contas a codificao tem por objetivo simplificar a classificao das contas nos respectivos grupos e subgrupos
Exemplo: arbitramos o cdigo 1 para o Ativo e 2 para o Passivo, o restante ficaria: 1. Ativo 1.1. Ativo Circulante 1.2. Ativo Realizvel a Longo Prazo 1.3. Ativo Permanente 1.3.1. Investimento 1.3.2. Imobilizado
Funo das Contas tem como finalidade explicar a razo da existncia da conta, para que serve, onde se aplica, como se trabalha com ela. Ex.: a conta CAIXA representa o dinheiro, recebendo a dbito os recebimentos e a crdito os pagamentos efetuados em dinheiro; Funcionamento do Plano de Contas a parte do Plano de Contas que demonstra o relacionamento de uma conta com as demais, assim como a sua abertura, movimentao e encerramento.
4.3. MTODOS DE ESCRITURAO
MTODO DAS PARTIDAS DOBRADAS -
o mtodo pelo qual cada dbito efetuado em uma ou mais contas, deve corresponder um crdito em uma ou mais contas, de tal forma que o total debitado seja sempre igual ao total creditado.
PARTIDAS MENSAIS:
admite-se a escriturao resumida no dirio, por totais que no excedam ao perodo de um ms, relativamente a contas cujas operaes sejam numerosas ou realizadas fora da srie do estabelecimento, desde que utilizados livros auxiliares para registro individualizado e conservados os documentos que permitam sua perfeita verificao.
Escriturao:
o conjunto de lanamentos contbeis. A Escriturao completa composta pelos lanamentos contbeis e pelas demonstraes financeiras elaboradas no encerramento de cada exerccio social.
Funo da Escriturao: Histrica = consiste no registro dos fatos na ordem cronolgica (Livro Dirio); Sistmica = consiste na organizao dos elementos contbeis de acordo com sua natureza e valores respectivos (Livro Razo);
Processo de Escriturao:
Pode ser manual, mecanizado ou por processamento de dados; Todo lanamento deve estar apoiado em documentos hbeis e idneos e adequados ao tipo de operao. Ex.: compra de mercadorias documento hbil a nota fiscal; Registro dos fatos no livro Dirio; Transcrio dos registros para o livro Razo; Elaborao do Balancete de Verificao; Apurao do Resultado e elaborao das demonstraes contbeis (Balano Patrimonial e Demonstrao do Resultado do Exerccio), transcrevendo-se estas demonstraes no livro Dirio.
4.3.1. LANAMENTOS Lanamento Ex.: Compra de um veculo vista, no dia 01/04/02, conforme NF n 51, no valor de $ 700.000, emitida pela MARELA. S J Rio Preto, 01 de abril de 2002 Veculos Caixa ......................... $ 700.000
a Frmulas de Lanamento 1 - Frmula Simples
apenas uma conta debitada e uma nica conta creditada. Ex.: compra de uma bicicleta, vista, por $ 1.000 a Veculos Caixa ......................... $ 1.000 apenas uma conta debitada e mais de uma conta creditada. Ex.: compra de uma bicicleta por $ 1.000, pagando-se $ 500 com cheque do Banco do Brasil e aceitando uma duplicata pelo restante, $ 500. Veculos Diversos Banco c/ Movimento .. $ 500 Duplicatas a Pagar...... $ 500
2 - Frmula Composta -
3 - Frmula Composta -
mais de uma conta debitada e uma nica conta creditada. Ex.: Integralizao do capital Social no valor de $ 15.000, sendo $ 5.000 em mveis e $ 10.000 em dinheiro.
Diversos Capital Social Caixa ........................... $ 10.000 Mveis e Utenslios.... $ 5.000
4 - Frmula Complexa -
mais de uma conta debitada e mais de uma conta creditada. Ex.: pagamento do aluguel do ms no valor de $ 40.000 e de uma duplicata no valor de $ 90.000, com a utilizao de $ 30.000 em dinheiro e $ 100.000 em cheque. Dbito a Crdito
Diversos Diversos Despesa de Aluguel .......... $ 40.000 Duplicatas a Pagar............. $ 90.000 Caixa ....................................................... $ 30.000 Bancos c/ Movimento .............................. $ 100.000
Partcula a apenas indicadora da contra creditada, sendo seu uso facultativo.
4.4. PRINCIPAIS LIVROS CONTBEIS Dos vrios livros usados pelas empresas, vamos mencionar apenas os utilizados pela contabilizao dos atos e fatos administrativos. Os principais livros utilizados pela Contabilidade so: Livro Dirio Livro Razo Livro Caixa Livro Contas-Correntes
4.4.1. LIVRO DIRIO O Dirio um livro obrigatrio pela legislao comercial. Por ser obrigatrio, o Dirio est sujeito s formalidades legais extrnsecas e intrnsecas. cumprimento da funo histrica da Contabilidade (ordem cronolgica dos fatos ocorridos). O livro Dirio o mais importante livro contbil. Caso haja extravio dos demais livros fiscais, com o livro Dirio possvel a recuperao dos mesmos.
Formalidades do Livro Dirio Formalidades extrnsecas ( ou externas): o livro Dirio deve ser encadernado com folhas numeradas em seqncia, tipograficamente. Deve conter, ainda, os termos de abertura e de encerramento e ser submetido autenticao do rgo competente do Registro do Comrcio.
Formalidades intrnsecas ( ou internas ):
a escriturao do Dirio deve ser completa, em idioma e moedas nacionais, em forma mercantil, com individuao e clareza, por ordem cronolgica de dia, ms e ano, sem intervalos em branco nem entrelinhas, borraduras, rasuras, emendas e transportes para as margens.
O livro Dirio tradicional pode ser substitudo por fichas ( contnuas, em forma de sanfona, soltas ou avulsas ).Porm, a adorao desse sistema no exclui a empresa de obedincia aos requisitos intrnsecos, previstos na lei fiscal e comercial para o livro Dirio. As empresas que utilizam fichas so obrigadas a adotar o livro prprio para a inscrio das demonstraes financeiras.
Os Termos de Abertura e de Encerramento devem ser transcritos na primeira e na ltima pgina do livro Dirio, respectivamente. Esses termos so colocados na poca da abertura dos livros, conforme o seguinte modelo:
Elementos Essenciais do Lanamento no Livro Dirio 1 2 3 4 5 local e data; conta ou contas debitadas; conta ou contas creditadas, precedida(s) da partcula a; Histrico da operao; valor da operao.
4.4.2. Livro Razo O Razo um livro de grande utilidade para contabilidade porque registra o movimento de todas as contas. A escriturao do livro Razo passou a ser obrigatria a partir de 1991. Na Contabilidade moderna, o Razo escriturado em fichas.
4.4.3. LIVRO CONTAS-CORRENTES O Contas-Correntes o livro auxiliar do Razo. Serve para controlar as contas que representam Direitos e Obrigaes para a empresa.
4.4.4. LIVRO CAIXA O livro Caixa tambm auxiliar. Nele so registrados todos os fatos administrativos que envolvam entradas e sadas de dinheiro.
4.5. ATOS E FATOS ADMINISTRATIVOS 4.5.1. CONCEITOS Atos Administrativos:
so os atos que no provocam alteraes nos elementos do Patrimnio ou do Resultado, portanto no interessam a Contabilidade. so os acontecimentos que de alguma forma alteram o patrimnio das entidades, quer sob o aspecto qualitativo, quer sob o aspecto quantitativo. So chamados, tambm, de Fatos Contbeis. Ex.: emisso de cheques, depsitos bancrios, compra de veculos, compra de materiais, pagamento de obrigaes, recebimentos de direitos, venda de mercadorias, etc.
Fatos Administrativos :
4.5.2. CLASSIFICAO DOS FATOS ADMINISTRATIVOS Fatos Permutativos: so fatos que alteram o patrimnio da entidade sem alterar o seu patrimnio lquido. Refletem trocas entre os elementos patrimoniais. Ex.: compra de mercadorias vista (bens por bens); compra de mercadorias a prazo (bens por obrigaes); recebimento de valor pela quitao de uma duplicata; aumento do capital social com lucros acumulados; so aqueles que alteram o patrimnio da entidade e o patrimnio lquido, aumentando (fato modificativo aumentativo) ou diminuindo (fato modificativo diminutivo) a riqueza prpria do patrimnio.
Fatos Modificativos:
fato modificativo aumentativo = qualquer tipo de receita quando lanada ao Resultado, aumento do Capital Social; fato modificativo diminutivo = qualquer tipo de despesa quando lanada ao Resultado, Distribuio de lucros ou dividendos;
Fatos Mistos ou Compostos:
aqueles que combinam fatos contbeis permutativos e modificativos. Podem ser aumentativos ou diminutivos, conforme alterem para maior ou menor o patrimnio lquido.
Misto aumentativo = venda de mercadorias com lucro; recebimento de uma duplicata com juros; Misto diminutivo = venda de mercadorias com prejuzo; pagamento de uma duplicata com juros;
Registro dos Fatos Contbeis Passos
1 passo identificar as contas envolvidas (pelo menos duas contas); 2 passo identificar a que grupo cada conta pertence. Uma conta s pode pertencer a um determinado grupo, tais como: ATIVO PASSIVO PATRIMNIO LQUIDO RECEITA DESPESA 3 passo identificar qual o efeito do fato sobre cada conta envolvida, ou seja, qual elemento contbil aumenta ou diminui devido a este fato; 4 passo efetuar o lanamento, segundo o mecanismo de dbito e crdito.
Balancete de Verificao Aps efetuarmos todos os lanamentos nos razonetes, devemos apurar os saldos de todas as contas. Balancete de Verificao Contas
Saldos Devedores Credores (D) (C)
Total BALANO PATRIMONIAL ATIVO:
No Ativo, as contas sero dispostas em ordem decrescente do grau de liquidez, em 3 grandes grupos: Ativo Ativo Circulante Ativo Realizvel a Longo Prazo Ativo Permanente
Ativo Circulante representa os valores passveis de serem transformados em dinheiro a curto prazo, ou seja, tudo o que for se realizar dentro do exerccio social seguinte. Exs.: dinheiro em Caixa, contas corrente em Banco, Aplicaes Financeiras de curto prazo, Estoques de mercadorias, Duplicatas a Receber, Clientes, etc. Exerccio Social - o espao de 12 meses, findo o qual as pessoas jurdicas apuram os seus resultados. Ativo Realizvel a Longo Prazo so os valores passveis de transformaes em moeda a Longo Prazo, ou seja, aps o decurso do exerccio social subseqente ao da elaborao do Balano Patrimonial. Exs.: direitos a Longo Prazo, emprstimos compulsrios Unio, adiantamentos ou emprstimos a scios, acionistas e despesas antecipadas.
Ativo Permanente representa aplicao permanente ou fixa dos recursos da empresa e, a princpio, no esto destinados venda ou realizao. Investimentos - Exs.: participaes permanentes em outras sociedades e os imveis de renda; Imobilizado bens e direitos necessrios manuteno das atividades produtivas da empresa. Exs.: mquinas, equipamentos, veculos, imveis de uso, marcas e patentes, fundo de comrcio, etc. Diferido compreende as aplicaes de recursos em despesas que contribuiro para a formao do resultado em mais de um exerccio social. Exs.: despesas incorridas na fase pr-operacional da empresa, despesas com pesquisas cientficas ou tecnolgicas, etc.
as contas sero dispostas em ordem decrescente do grau de exigibilidade, e se dividem em 4 grandes grupos: Passivo Passivo Circulante Passivo Exigvel a Longo Prazo Resultado de Exerccios Futuros Patrimnio Lquido
Passivo Circulante compreende as obrigaes ou dvidas a curto prazo. Exs.: Duplicatas a Pagar, Fornecedores, Obrigaes Fiscais, Trabalhistas e Sociais, Aluguis, Impostos a Recolher, etc. Passivo Exigvel a Longo Prazo compreende as: Obrigaes a Longo Prazo, inclusive emprstimos recebidos de scios e acionistas, etc. Resultado de Exerccios Futuros compreende as: receitas de exerccios futuros, diminudas dos custos e despesas a elas correspondentes; Patrimnio Lquido corresponde diferena entre os valores que compem o Ativo, o Passivo Exigvel e o Resultado de Exerccios Futuros. Divide-se em: Capital Social - divide-se em: Capital Subscrito - compromisso assumido pelos scios ou acionistas; Capital Realizado - pagamento efetivo do compromisso pelos scios ou acionistas; Capital a Realizar - parcela do compromisso assumido pelos proprietrios e ainda no quitada.
Reservas so parcelas do patrimnio lquido que excedem o valor do Capital Social integralizado: Reservas de Lucros so obtidas pela apropriao dos Lucros, de acordo com exigncia legal;
Reservas de Capital so contribuies recebidas dos proprietrios ou de 3s, que nada tm a ver com as receitas ou ganhos. Reservas de Reavaliao indicam acrscimos de valor ao custo de aquisio de Ativos baseados em preos de mercado;
Lucros ou Prejuzos Acumulados ficam em destaque, legalmente; enquanto no so distribudos ou capitalizados so considerados como reserva de lucros, tecnicamente. Contas Retificadoras so contas redutoras do Patrimnio Lquido. Exs.: Capital Social a Realizar (integralizar), Aes em Tesouraria ou quotas, Dividendos distribudos antecipadamente;
Resumo 5. RECEITAS E DESPESAS
5.1. CONCEITOS RECEITAS:
so ingressos patrimoniais decorrentes da utilizao dos recursos da empresa e que geram gastos para a mesma. As receitas aumentam a riqueza prpria do patrimnio. so gastos executados com a finalidade de gerar receitas. As despesas podem diminuir o ativo ou aumentar o passivo, mas sempre provocam diminuies no patrimnio lquido. As despesas reduzem a riqueza prpria do patrimnio.
a) LUCRO b) PREJUZO c) NULO Despesas < Receitas Despesas Despesas
Operaes Financeiras so aquelas realizadas com a finalidade de CAPTAR ou APLICAR recursos financeiros Dividem-se, portanto, em OPERAES ATIVAS (destinadas aplicao de recursos) e OPERAES PASSIVAS (praticadas com a finalidade de captao de recursos financeiros)
RECEITAS FINANCEIRAS:
correspondem aos ingressos patrimoniais originados das aplicaes de recursos financeiros, tais como:
receitas de juros; descontos condicionais obtidos; variaes monetrias pr-fixadas ativas (excedentes s ps-fixadas)
obedecendo ao regime de competncia do exerccio, quando derivadas de operaes ou ttulos com vencimento posterior ao encerramento do exerccio social, as receitas financeiras podem ser distribudas proporcionalmente aos perodos-base a que competirem, podendo tambm, a critrio da empresa, ser apropriadas integralmente no perodo-base correspondente realizao da operao.
DESPESAS FINANCEIRAS:
correspondem aos gastos incorridos nas operaes de captao de recursos financeiros, tais como:
despesas de juros; descontos condicionais concedidos; correo monetria pr-fixada;
as despesas financeiras pagas antecipadamente DEVERO ser apropriadas, pr rata tempore, por exerccios sociais a que competirem. J as despesas financeiras incorridas na fase pr-operacional sero registradas como ativo diferido, para posterior amortizao.
Contabilizao: Ex.: Aquisio de um CDB em 01/11/X1, com vencimento em 01/02/X2, no valor de $ 7.000, com ganho pr-fixado de $ 2.100. 1. antecipando o reconhecimento da receita a a a Aplicaes Financeiras CDB Diversos Caixa / Bancos .................................. Receitas Financeiras ........................
$ 7.000 $ 2.100
neste caso, a receita financeira foi apropriada integralmente ao resultado do exerccio social X1
2. apropriando a receita segundo o regime de competncia - quando da operao (01/11/X1): a a a Aplicaes Financeiras CDB Diversos Caixa / Bancos ................................... $ 7.000 Receitas Financeiras a Apropriar ....... $ 2.100 - em 31 de dezembro de X1: a Receitas Financeiras a Apropriar Receitas Financeiras ............................ $ 700
5.2. RESULTADO COM MERCADORIAS, PRODUTOS E SERVIOS Mercadorias so os bens que as empresas comerciais adquirem com a finalidade de revenda, sem industrializ-las. So revendidas da mesma forma como foram adquiridas.
Compreendem: o registro dos fatos envolvendo as mercadorias: estoque inicial, compras, vendas e estoque final; apurao do custo das mercadorias vendidas (CMV); apurao do resultado com mercadorias (RCM);
Ei Estoque Inicial C Compras Lquidas EF Estoque Final
Resultado com Mercadorias = LUCRO BRUTO
V Vendas Lquidas CMV Custo das Mercadorias Vendidas
Inventrio a verificao de existncias patrimoniais por meio de levantamento individualizado e completo dos bens e valores ativos e passivos de uma empresa. Pode ser Peridico ou Permanente. Inventrio Peridico ocorre quando os estoques existentes so avaliados na data de encerramento do balano, atravs de contagem fsica, obtendo-se o valor do estoque final (Ef). O preo utilizado para sua avaliao o de custo ou de mercado, dos dois o menor. o Estoque Final (Ef) de um exerccio o Estoque Inicial (Ei) do exerccio seguinte, e assim por diante.3 Utiliza-se a conta Mercadorias Mista
Conta Mercadorias Mista no incio do exerccio esta conta patrimonial (reflete o valor do estoque inicial). No decorrer do exerccio social, com entradas e sadas, esta conta passa a ser conta de resultado. Aps o registro do inventrio final, o saldo desta conta representa o RCM.
Estoque Inicial corresponde ao saldo da conta Mercadorias em estoque no encerramento anterior. Mercadorias Mista Mercadorias em Estoque
Compras de Mercadorias lanadas a dbito da conta Mercadorias Mista, tendo como contrapartida lanamentos a crdito das contas Caixa, Bancos, Contas a Pagar, etc. Mercadorias Mista .a Caixa / Bancos / Contas a Pagar Venda de Mercadorias lanadas a crdito da conta Mercadorias Mista, tendo como contrapartida lanamentos a dbito das contas Caixa, Bancos, Contas a Receber, etc. Caixa / Bancos / Contas a Receber .a Mercadorias Mista Estoque Final no encerramento do exerccio, faz-se o inventrio das mercadorias que se encontram em estoque e o valor ser lanado a dbito da conta patrimonial Mercadorias em Estoque, e em contrapartida a crdito da conta Mercadorias Mista .a Mercadorias em Estoque Mercadorias Mista
Mercadorias Mista Compras Vendas Redutores de Vendas Redutores de Compras Aumentos de Compras Estoque Inicial (EI) Estoque Final (EF)
Resultado Final o saldo da conta Mercadorias Mista ser o RCM Obs.: a apurao contbil do CMV obrigatria; a apurao do RCM facultativa
5.3. APURAO DO RESULTADO LQUIDO DO EXERCCIO Demonstrao do Resultado do Exerccio (DRE) o objetivo dessa demonstrao fornecer o resultado lquido do exerccio, ou seja, as Receitas e Despesas do Exerccio apuradas segundo o regime de Competncia (as receitas e despesas so consideradas independentemente de seus recebimentos ou pagamentos). (-) (=) (-) (=) (-) (+-) (=) (+) (-) (=) (-) (-) (=) (-) (=) VENDAS BRUTAS DEDUES DE VENDAS VENDAS LQUIDAS CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS (CMV) LUCRO BRUTO / LUCRO OPERACIONAL BRUTO (LOB) DESPESAS OPERACIONAIS RESULTADO FINANCEIRO (Receitas + Despesas Financeiras) RESULTADO OPERACIONAL RECEITAS NO OPERACIONAIS DESPESAS NO OPERACIONAIS LUCRO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA CONTRIBUIO SOCIAL S/LUCRO PROVISO PARA IMPOSTO DE RENDA LUCRO ANTES DAS PARTICIPAES PARTICIPAES LUCRO LQUIDO (LL)
5.4. RESULTADO OPERACIONAL BRUTO Operaes com mercadorias Como vimos, as mercadorias compreendem todos os Bens que as empresas comerciais compram para revender. As operaes que envolvem as compras e as vendas de mercadorias constituem a atividade principal das empresas comerciais. Como contabilizar as operaes com mercadorias? Para contabilizar as operaes com mercadorias existem dois mtodos:
MTODO DA CONTA MISTA: consiste em utilizar uma nica conta, que poder ser chamada de Mercadorias, ou Estoque de Mercadorias, ou outra similar, para registrar todas as operaes com mercadorias (estoques inicial e final, compras, vendas, devolues de compras e devolues de vendas). MTODO DA CONTA DESDOBRADA: consiste em utilizar as trs contas bsicas: Estoque de Mercadorias (para registrar os estoques inicial e final), Compras de Mercadorias e Vendas de Mercadorias. Podem, ainda, ser utilizadas as contas Compras Anuladas (para registrar as devolues de compras) e Vendas Anuladas (para registrar as devolues de vendas).
A empresa poder optar por um dos dois mtodos, mas no poder utilizar ambos ao mesmo tempo, para no prejudicar a uniformidade de seus registros contbeis. Seja qual for o mtodo utilizado, a empresa poder, ainda, adotar um dos seguintes sistemas: INVENTRIO PERMANENTE: consiste em controlar permanentemente o valor do estoque de mercadorias. Assim, a cada compra efetuada, seu custo includo no estoque; e a cada venda efetuada, seu custo diminudo do estoque, permitindo que o estoque de mercadorias fique atualizado constantemente. INVENTRIO PERIDICO: por este sistema, o valor do estoque s conhecido no final do perodo, mediante levantamento (inventrio) fsico realizado.
Fizemos estas consideraes porque, a partir de agora, adotaremos o mtodo da conta desdobrada com inventrio peridico Registro das compras e das vendas de mercadorias durante o ano
a) Compras de mercadorias Exemplo: Compra de mercadorias, conforme Nota Fiscal n. 85, do fornecedor Luzeletrica Ltda., no valor de R$ 10.000, vista. Registro no livro Dirio: Compras de Mercadorias a Caixa Nota Fiscal n. 85, de Luzeletrica Ltda ......................................... 10.000 Desta forma, toda vez que a empresa comprar mercadorias, a conta a ser debitada ser Compras de Mercadorias e a conta a ser creditada poder ser Caixa, Bancos Conta Movimento, Fornecedores ou Duplicatas a Pagar, conforme o caso.
b) Fatos que alteram o valor das compras COMPRAS ANULADAS: consistem na devoluo total ou parcial das mercadorias adquiridas, tendo em vista fatos desconhecidos no momento da compra. Exemplo: Nossa devoluo de parte da compra de mercadorias do fornecedor All-Pack Ltda., conforme nossa Nota Fiscal n. 323, no valor de R$ 2.000. O fornecedor nos devolveu a importncia em dinheiro. Registro no livro Dirio: Caixa a Compras Anuladas Nossa devoluo de parte das mercadorias adquiridas do Fornecedor All-Pack Ltda., conf. N/ NF n. 323 ...................... 2.000
DESCONTOS OU ABATIMENTOS INCONDICIONAIS OBTIDOS: consistem nos descontos obtidos do fornecedor no momento da compra das mercadorias, os quais vm destacados na prpria Nota Fiscal de compra, desde que no dependam, para sua concesso, de eventos posteriores emisso da Nota Fiscal. Exemplo: Compra de mercadorias, vista, do fornecedor Monitor S/A, conforme Nota Fiscal n. 9730, no valor de R$ 4.000. Houve desconto destacado na Nota Fiscal no valor de R$ 400. Registro no livro Dirio: A contabilizao desse tipo de desconto, do ponto de vista tcnico, desnecessria, sendo a compra registrada pelo seu valor lquido. Entretanto, havendo interesse, a contabilizao poder ser feita da seguinte maneira: Compras de Mercadorias a Diversos Nossa compra, conf. NF n. 9730 do fornecedor Monitor S/A, como segue: a Caixa Valor lquido pago .............................................................. 3.600 a Descontos Incondicionais Obtidos 10% destacados na NF supra ........................................ 400
FRETES E SEGUROS SOBRE COMPRAS: correspondem importncia paga diretamente ao fornecedor ou a uma empresa transportadora, referente a despesas com seguros e transporte. Exemplo: Paga empresa Transportadora Conde S/A a importncia de R$ 3.000, referente a fretes e seguros, conforme Nota Fiscal de Servio de Transporte n. 475. Pelo sistema que estamos adotando para registro das operaes com mercadorias, esse fato poder ser contabilizado da seguinte maneira: Registro no livro Dirio: Fretes e Seguros sobre Compras a Caixa Fretes e seguros pagos Transportadora Conde S/A, conf. NF de Servio de Transporte n. 475 ........................ 3.000 c) Vendas de mercadorias Exemplo: Nossas vendas de mercadorias, vista, conforme nossas Notas Fiscais n.os 725 a 786, no valor de R$ 15.000. Registro no livro Dirio: Caixa a Vendas de Mercadorias Vendas de mercadorias, conforme nossas Notas Fiscais n.os 725 a 786 ...................................................... 15.000
Assim, toda vez que ocorrer vendas de mercadorias durante o ano, a conta a ser creditada ser sempre Vendas de Mercadorias e a conta a ser debitada poder ser Caixa, Clientes ou Duplicatas a Receber, conforme o caso.
d) Fatos que alteram o valor das vendas VENDAS ANULADAS: comum as empresas receberem de seus clientes mercadorias em devoluo total ou parcial, por motivos tambm desconhecidos no momento da venda.
Exemplo: Recebemos do cliente Forte S/A, em devoluo, mercadorias no valor de R$ 6.000, referentes parte de nossa venda atravs da nossa NF n. 4475. Foi restitudo ao cliente o valor em dinheiro. Registro no livro Dirio: Vendas Anuladas a Caixa Devoluo de vendas recebida do cliente Forte S/A ref. parte de nossa NF n. 4475 .......................................... 6.000 DESCONTOS OU ABATIMENTOS INCONDICIONAIS CONCEDIDOS: independentemente de qualquer condio posterior emisso da Nota Fiscal, nossa empresa tambm poder oferecer descontos, destacando-os nas Notas Fiscais de venda. Exemplo: Venda de mercadorias a Matheus & Lucas Ltda, conforme nossa Nota Fiscal n. 230, no valor de R$ 8.000, tendo sido concedido desconto incondicional, destacado na prpria NF, igual a R$ 800. Registro no livro Dirio: Diversos a Vendas de Mercadorias Nossa NF n. 230, ref. venda a Matheus & Lucas Ltda, Como segue: Caixa Valor lquido da Nota ............................................. 7.200 Descontos Incondicionais Concedidos 10% destacados na NF supra ............................... 800 e) Imposto e contribuies incidentes sobre as vendas
ICMS: o Imposto sobre Operaes Relativas Circulao de Mercadorias e sobre
Prestaes de Servios de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicao um imposto de competncia estadual, incidente sobre a circulao de mercadorias e sobre a prestao de alguns servios, como o fornecimento de energia eltrica, transporte e comunicaes. At agora, quando no referimos a compras e vendas de mercadorias, no nos preocupamos com o ICMS, mas esse imposto incide sobre a maioria dessas operaes.
O valor do ICMS j vem includo no valor das mercadorias constantes da Nota Fiscal.
ICMS incidente nas compras Vamos citar o exemplo de uma Nota Fiscal no valor de R$ 1.000 de mercadorias incluindo R$ 180 de ICMS (calculado com base em uma alquota de 18 %) Registro no livro Dirio: Diversos a Caixa Nota Fiscal n 345, de Gabriel S/A em geral: Compras de Mercadorias Valor lquido da compra ................................... 820 ICMS a recuperar 18% sobre a NF supra ...................................... 180
1.000 Compras de Mercadorias
Compras de Mercadorias 820
ICMS a Recuperar 180
820 Observaes: A conta Compras de Mercadorias, que de apurao do Resultado Bruto, foi debitada pelo valor lquido da compra, ou seja, pelo valor pago, menos o valor do ICMS. O saldo desta conta ser transferido para a conta Custo das Mercadorias Vendidas no momento da apurao do Resultado Bruto. Conta ICMS a Recuperar, do Ativo Circulante, foi debitada pelo valor do ICMS incidente nessa compra. Esse valor representa Direito para a empresa, que poder compens-lo no valor do ICMS devido nas vendas efetuadas no mesmo ms.
ICMS incidente nas vendas Exemplo: Nota Fiscal, referente venda de mercadorias vista com n. 4521 da empresa Luzeletrica S/A, no valor de R$ 500 (alquota do ICMS = 18 %) Registro no livro Dirio: Caixa a Venda de Mercadorias Nossa Nota Fiscal n. 4521, ref. venda de Mercadorias .............................................................................. 500 ICMS sobre Vendas a ICMS a Recuperar Valor do ICMS incidente sobre a venda supra ......................
Veja a posio das contas envolvidas nos respectivos Razonetes, aps os trs lanamentos efetuados: Compras de Mercadorias 820 ICMS a Recuperar 180 90
Vendas de Mercadorias 500
ICMS sobre Vendas 90
500 Observaes:
A conta vendas de Mercadorias foi creditada no lanamento n. 2 por R$ 500, correspondentes ao valor da venda bruta. Essa conta representa Receita Bruta de Vendas e seu saldo ser transferido para a conta Resultado da Conta Mercadorias no momento da apurao do Resultado Bruto. A conta ICMS sobre Vendas foi debitada no lanamento n. 3 por R$ 90, correspondente ao valor do ICMS incidente sobre a venda. Essa conta redutora da Receita Bruta de Vendas e seu saldo ser transferido para a conta Resultado da Conta Mercadorias no momento da apurao do Resultado Bruto. No lanamento n. 1, a conta ICMS a Recuperar foi debitada pelo valor do ICMS incidente sobre a compra (Direito da empresa), e no lanamento n. 3 foi creditada pelo valor do ICMS incidente sobre a venda (Obrigao da empresa). Como voc pode observar, nas compras de mercadorias com incidncia do ICMS basta um lanamento para registrar o valor lquido das compras de mercadorias e o valor do ICMS a dbito da conta ICMS a Recuperar. Por outro lado, nas vendas de mercadorias com incidncia do ICMS so necessrios dois lanamentos: um para registrar o valor da venda bruta e outro para registrar o valor do ICMS incidente na venda. Voc pode notar, ainda, que a conta ICMS a Recuperar foi debitada no lanamento n. 1 pelo valor do ICMS incidente sobre a compra e creditada no lanamento n. 3 pelo ICMS incidente sobre a venda. Veja novamente o respectivo Razonete: ICMS a Recuperar 180 saldo: 90 90
Essa conta funciona como conta corrente do ICMS, j que o valor desse imposto pertence ao Governo do Estado. Assim, nas compras a empresa tem o direito de recuperar o valor do ICMS pago ao fornecedor, e nas vendas, tem a obrigao de recolher ao Governo do Estado o respectivo valor do ICMS incidente. No final de cada ms, as empresas devero apurar o saldo da conta corrente do ICMS (que estamos chamando de ICMS a Recuperar) para verificar se a movimentao das mercadorias durante o ms acarretou direito ou obrigao da empresa para com o Governo do Estado. Se, no ltimo dia do ms, a conta ICMS a Recuperar apresenta saldo devedor, significa que a empresa teve direito no referido ms; caso contrrio, o valor deve ser recolhido ao Governo do Estado, j que representa obrigao. Dessa forma, sendo o saldo credor, no ltimo dia do ms dever ser feito o seguinte lanamento no livro Dirio:
ICMS a Recuperar a ICMS a Recolher Transferncia ref. saldo credor do perodo .................................... R$ 90 Com esse lanamento, a conta ICMS a Recuperar fica com saldo igual a zero, e a conta ICMS a Recolher, sendo creditada, representa a obrigao que a empresa ter que recolher ao Governo do Estado nos primeiros dias do ms seguinte. Quando, no final do ms, o saldo da conta ICMS a Recuperar for devedor, no haver ajuste contbil a ser feito, pois esse saldo representa direito da empresa, e a referida conta, sendo do Ativo Circulante, reflete tal situao.
PIS SOBRE FATURAMENTO: o Plano de Integrao Social uma contribuio que
as empresas comerciais devem efetuar mensalmente ao Governo Federal, com base em seu faturamento, e destina-se ao pagamento do seguro-desemprego e do abono anual que a Caixa Econmica Federal paga aos trabalhadores cadastrados. Atualmente, a alquota de 0,65%, calculada sobre o faturamento.
CONTRIBUIO SOCIAL: a Contribuio Social sobre o Faturamento COFINS tambm uma contribuio que as empresas comerciais devem efetuar mensalmente ao Governo Federal, com base no faturamento, e destina-se ao financiamento da seguridade social. Atualmente, a alquota de 2%, calculada sobre o valor da receita bruta das vendas de mercadorias, de mercadorias e servios e de servios de qualquer natureza, menos as vendas anuladas, menos os descontos incondicionais concedidos e menos as vendas anuladas, menos os descontos incondicionais concedidos e menos o valor do Imposto sobre Produtos Industrializados, quando integrar o valor da receita bruta das vendas (empresas industriais).
5.4.1. RESULTADO DA CONTA MERCADORIAS LUCRO BRUTO LUCRO BRUTO: a diferena entre a receita lquida de vendas de bens ou servios e o custo das mercadorias vendidas ou dos servios prestados.
Para apurarmos no final do ano o resultado da conta Mercadorias, precisamos, inicialmente, verificar no livro Razo os saldos das contas utilizadas durante o ano para o registro das operaes com mercadorias.
Suponhamos que os saldos dessas contas em uma determinada empresa, em 31 de dezembro, tenham sido os seguintes: Estoque de Mercadorias 5.000 Compra de Mercadorias
20.000 Vendas de Mercadorias
23.000 Pelo mtodo por ns adotado, ou seja, conta desdobrada com inventrio peridico, para apurarmos o resultado da conta Mercadorias em 31 de dezembro, alm das contas acima (que representam o estoque inicial e as compras e as vendas de mercadorias efetuadas no perodo), precisamos conhecer o valor das mercadorias em estoque no ltimo dia do ano. Com esse objetivo, feita uma contagem fsica (inventrio) das mercadorias. Supondo que o inventrio fsico realizado em 31 de dezembro tenha sido de R$ 12.000, vamos estudar dois processos de apurao: extracontbil e contbil.
APURAO EXTRACONTBIL 1 frmula:
CMV Ei C Ef
= Custo das Mercadorias Vendidas = Estoque Inicial de mercadorias = Compras de mercadorias = Estoque Final de mercadorias
CMV = 5.000 + 20.000 12.000 = 13.000
2 frmula:
RCM V CMV
= Resultado da Conta Mercadorias = Vendas de mercadorias = Custo das Mercadorias Vendidas, apurado pela primeira frmula
RCM = 23.000 13.000 = 10.000 Sendo o RCM positivo (o valor das vendas supera o valor do custo), ele corresponde a lucro. Esse o Lucro Bruto do Exerccio, ou seja, o lucro apurado nas vendas.
APURAO CONTBIL Para contabilizar o Resultado da Conta Mercadorias, tanto no Dirio como no Razo ou Razonete, vamos tomar como roteiro as duas frmulas apresentadas e proceder aos lanamentos, seguindo a ordem em que as contas aparecem nas respectivas frmulas. Comecemos pelo Custo das Mercadorias Vendidas (CMV). Como essa conta no foi movimentada durante o ano, vamos abrir um Razonete para ela:
Seguindo a primeira frmula, temos:
CMV = Ei + ...
A primeira conta que aparece na frmula o Ei (Estoque Inicial) e seu valor est registrado, na Contabilidade, na conta Estoque de Mercadorias, que apresenta saldo devedor de R$ 5.000. A transferncia do saldo dessa conta para a conta CMV feita atravs do seguinte lanamento:
Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) a Estoque de Mercadorias Valor que se transfere para apurao do CMV, ref. ao Estoque Inicial .............................................................................. 5.000
Veja como ficaram as contas envolvidas neste lanamento em seus respectivos Razonetes: Estoque de Mercadorias
Custo de Mercadorias Vendidas (CMV) 5.000
Note que, aps o lanamento, a conta Estoque de Mercadorias ficou com saldo igual a zero, j que seu valor foi transferido para a conta CMV.
Continuando a frmula, temos:
CMV = Ei + C
A transferncia do saldo da conta Compras de Mercadorias para a conta CMV feita atravs do seguinte lanamento: Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) a Compras de Mercadorias Transferncia do valor das compras para Apurao do CMV ...................................................................... 20.000 Veja a posio das contas envolvidas em seus respectivos Razonetes: Compras de Mercadorias
Custo de Mercadorias Vendidas (CMV) 5.000 20.000
20.000 Note que a conta Compras de Mercadorias ficou com saldo igual a zero, pois seu saldo, de R$ 20.000, devedor, do transferido para a conta CMV.
Continuemos com a frmula:
O valor do Estoque Final, conforme dissemos, apurado mediante levantamento fsico efetuado em 31 de dezembro; logo, at o presente, esse valor no foi registrado pela Contabilidade. Porm, o seu registro simples: Estoque de Mercadorias a Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) Registro do Estoque Final, conforme inventrio Fsico realizado ............................................................................. 12.000
Veja a posio das contas envolvidas em seus respectivos Razonetes: Estoque de Mercadorias 5.000 12.000 5.000 Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) 5.000 20.000 12.000
Note que a conta Estoque de Mercadorias, que teve seu saldo inicial de R$ 5.000 transferido para a conta CMV atravs do lanamento n. 1, foi reaberta neste lanamento pelo valor do Estoque Final. Custo de Mercadorias Vendidas (CMV) 5.000 20.000 soma: 25.000 saldo: 13.000 12.000
Chegamos, assim, ao final da frmula do CMV; no h mais nenhuma conta a ser lanada. Vamos, ento, apurar o saldo da conta CMV, que dever coincidir com o valor apurado extracontabilmente: O prximo passo proceder da mesma maneira com a segunda frmula (do RCM). Essa conta tambm no foi movimentada durante o ano; por isso, vamos abrir um Razonete para ela neste momento: Resultado da Conta Mercadorias (RCM)
Seguindo a frmula do RCM, temos:
RCM = V - ...
A primeira conta que aparece na frmula Vendas de Mercadorias. A transferncia do saldo desta conta para a conta RCM feita atravs do seguinte lanamento: Vendas de Mercadorias a Resultado da Conta de Mercadorias (RCM) Transferncia do valor das vendas para apurao do RCM ................................................................................. 23.000
Veja a posio das contas envolvidas em seus respectivos Razonetes: Resultado da Conta Mercadorias (RCM) 23.000
Venda de Mercadorias 23.000
23.000 Note que, aps este lanamento, a conta Vendas de Mercadorias ficou com saldo igual a zero, pois teve seu valor transferido para a conta RCM.
RCM = V- CMV
A transferncia do CMV para o RCM feita atravs do seguinte lanamento: Resultado da Conta Mercadorias (RCM) a Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) Transferncia do CMV para apurao do RCM ................. 13.000 Veja a posio das contas envolvidas em seus respectivos Razonetes: Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) 13.000 13.000 Resultado da Conta Mercadorias (RCM) 13.000 23.000
Note que, aps este lanamento, a conta Custo das Mercadorias Vendidas, tendo seu saldo transferido para a conta Resultado da Conta Mercadorias, ficou com saldo igual a zero. Como na frmula no h mais nenhuma conta para ser lanada, vamos, agora, apurar o saldo da conta RCM, o qual dever coincidir com o valor apurado atravs dos clculos extracontbeis. Se o saldo da conta RCM dor devedor, corresponder a PREJUZO BRUTO, ou seja, Prejuzo sobre Vendas; se for credor, corresponder a Lucro Bruto, ou seja, Lucro sobre Vendas. Vejamos: Resultado da Conta Mercadorias (RCM) 13.000 23.000 10.000
Com este lanamento n. 5, encerramos os procedimentos necessrios apurao do RESULTADO DA CONTA MERCADORIAS. Note que, aps esse procedimento, permaneceram abertos, com saldos, apenas os Razonetes das seguintes contas: com dbito de R$ 12.000, cujo valor corresponde ao Estoque Final de mercadorias existente em 31 de dezembro; com saldo credor de R$ 10.000, cujo valor corresponde ao Lucro Bruto.
Estoque de Mercadorias:
Resultado da Conta Mercadorias (RCM):
A conta Estoque de Mercadorias representa Bens; portanto, conta Patrimonial e deve constar do Balano Patrimonial no grupo do Ativo Circulante. A conta Resultado da Conta Resultado (RCM), que representa o LUCRO BRUTO DO EXERCCIO, ter o seu saldo transferido para a conta Resultado do Exerccio no momento da Apurao do Resultado Lquido do Exerccio. Entretanto, para fixar melhor o resultado apurado nas operaes com mercadorias, didaticamente podemos transferi-lo para uma conta que reflita o respectivo resultado. Assim, como no nosso caso o resultado foi lucro, podemos efetuar o seguinte lanamento:
Resultado da Conta Mercadorias (RCM) a Lucro sobre Vendas Lucro bruto apurado ................................................................. 10.000 5.4.2. RESULTADO OPERACIONAL LQUIDO Resultado Operacional Lquido: o resultado do Lucro Bruto menos as Despesas Operacionais, menos o Resultado Financeiro (Receitas Despesas Financeiras)
DESPESAS E RECEITAS OPERACIONAIS DESPESAS OPERACIONAIS: so aquelas decorrentes do desenvolvimento das atividades normais da empresa. Elas podem ser agrupadas do seguinte modo: DESPESAS COM VENDAS Pessoal . Comisses sobre Vendas . Encargos Sociais . Salrios Outras . Despesas com Crditos de Liquidao Duvidosa . Fretes e Carretos . Material de Embalagem . Propaganda e Publicidade
DESPESAS FINANCEIRAS . Descontos Concedidos . Despesas Bancrias . Juros Passivos DESPESAS ADMINISTRATIVAS Pessoal . Caf e Lanches . Conduo e Transporte . Encargos Sociais . Honorrios da Diretoria . Pr-labore . Salrios Gerais . gua e Esgoto . Aluguis Passivos . Amortizao . Combustveis . Depreciao . Luz e Telefone . Material de Expediente . Prmios de Seguro . Despesas Eventuais Tributrias . Impostos e Taxas Outras . Servios de Terceiros . Despesas Eventuais OUTRAS DESPESAS OPERACIONAIS . Multas Fiscais . Variaes Monetrias Passivas . Perdas No-cobertas por Seguros
Receitas Operacionais: so tambm aquelas decorrentes do desenvolvimento das atividades normais da empresa. As mais comuns so: RECEITA BRUTA . Vendas de Mercadorias . Receitas de Servios RECEITAS FINANCEIRAS . Descontos Obtidos . Juros Ativos . Rendimentos sobre Aplicaes Financeiras OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS . Aluguis Ativos . Perdas recuperadas . Variaes Monetrias Ativas . Receitas Eventuais
DESPESAS E RECEITAS NO-OPERACIONAIS DESPESAS NO-OPERACIONAIS:
so aquelas decorrentes de transaes noincludas nas atividades principais ou acessrias da empresa, como, por exemplo, o custo (valor contbil) de Bem do Ativo Permanente que deve ser apurado quando este for alienado, baixado ou liquidado.
Quando o resultado apurado nessas transaes for negativo, ele poder ser representado pela conta Perdas em Transaes do Ativo Permanente. so aquelas provenientes de transaes noincludas nas atividades principais ou acessrias que constituem objeto da empresa, como, por exemplo, o montante obtido na alienao de Bens ou Direitos integrantes do Ativo Permanente.
RECEITAS NO-OPERACIONAIS:
Quando o resultado dessas transaes for positivo, ele poder ser registrado na conta Ganhos em Transaes do Ativo Permanente
5.3.4. APURAO DO RESULTADO DO EXERCCIO RESULTADO LQUIDO Voc deve ter percebido que, aps os lanamentos exemplificativos apresentados neste captulo, quase sempre inserimos esta frase: O saldo desta conta ser transferido para a conta Resultado do Exerccio no momento da apurao do Resultado Lquido. Quando chegamos a este ponto, aps termos efetuados todos os ajustes e apropriaes necessrios, para apurar o Resultado do Exerccio, basta transferir todas as despesas e encargos do perodo, bem como todas as receitas, para a conta Resultado do Exerccio. Se o saldo desta conta for devedor, corresponder a PREJUZO LQUIDO; se for credor, corresponder a Lucro Lquido. Isso ocorre porque esta conta recebe a dbito todas as despesas e encargos e a crdito o Resultado da Conta Mercadorias (saldo credor), bem como todas as demais receitas do perodo.
Esse procedimento compem, basicamente, de dois lanamentos: a. Debita-se a conta Resultado do Exerccio e creditam-se todas as Contas de Despesas e encargos do perodo. b. Debitam-se a conta Resultado da Conta Mercadorias (se credor) e todas as demais receitas do perodo e credita-se a conta Resultado do Exerccio. Suponhamos que a conta Resultado do Exerccio, aps efetuado os dois lanamentos acima, tenha apresentado a seguinte situao: Resultado do Exerccio
1.712.500 R$ 414.300
Observe que o saldo da conta RESULTADO DO EXERCCIO credor de R$ 414.300. Esse saldo representa LUCRO, pois as receitas superaram as despesas. Sobre esse lucro, as empresas devem calcular e contabilizar a PROVISO para Pagamento da Contribuio Social e a PROVISO para Pagamento do Imposto de Renda.
PROVISO PARA CONTRIBUIO SOCIAL Trata-se de uma contribuio destinada ao financiamento da seguridade social devida pelas empresas ao Governo Federal, com base no Resultado do Exerccio apurado no final de cada perodo, que poder ser um ms, de um ano ou outro, conforme estabelea a legislao. Normalmente, a base para o clculo desta proviso o Resultado do Exerccio antes de calculada a Proviso para o Imposto de Renda, ajustado conforme determina a legislao. Portanto, para se calcular adequadamente o valor a ser provisionado, preciso efetuar clculos extracontbeis para se ajustar o Resultado do Exerccio e, em seguida, aplicar, nesse Resultado ajustado, a alquota que estiver em vigor no respectivo ano.
PROVISO PARA IMPOSTO DE RENDA Com base no Resultado do Exerccio apurado no final de cada perodo, que poder ser de um ms, de um ano ou outro, conforme estabelea a legislao, as empresas esto obrigadas a pagar ao Governo Federal uma importncia a ttulo de Imposto de Renda. Para fazer face a esse compromisso fiscal, como ocorre com a Contribuio Social, no momento da apurao do Resultado do Exerccio, criada uma proviso, contabilizada na conta Proviso para Imposto de Renda.
Exclusivamente para fins didticos, o seguinte: alquota igual a 25%; base de clculo igual ao Resultado do Exerccio antes das provises (a mesma base de clculo da Proviso para Contribuio Social). Entretanto, importante saber que esta proviso deve ser calculada, legalmente, com base no Lucro Real. o Lucro Lquido do Exerccio, ajustado pelas adies, excluses ou compensaes prescritas ou autorizadas pela legislao tributria. O Lucro Real determinado com base na escrita que o contribuinte deve manter, observando as leis comerciais e fiscais, e demonstrado no Livro de Apurao do Lucro Real LALUR.
Assim, no LALUR o LUCRO LQUIDO DO EXERCCIO ( LL ) ajustado observando as adies, excluses e compensaes.
Devem ser ADICIONADOS: custos, despesas, encargos, perdas, provises, participaes e quaisquer outros valores DEDUZIDOS na apurao do Lucro Lquido que, de acordo com a legislao tributria, no sejam dedutveis na determinao do Lucro Real; resultados, rendimentos, receitas e quaisquer outros valores NO-INCLUDOS na apurao do Lucro Lquido que, de acordo com a legislao tributria, devem ser computados na determinao do Lucro Real.
Devem ser EXCLUDOS: valores cuja DEDUO seja autorizada pela legislao tributria e que no tenham sido computados na apurao do Lucro Lquido do perodo-base; resultados, rendimentos, receitas e quaisquer outros valores INCLUDOS na apurao do Lucro Lquido que, de acordo com a legislao tributria, no sejam computados no Lucro Real. Podero ser compensados, total ou parcialmente, vontade do contribuinte, os prejuzos fiscais de exerccios anteriores, LIMITADOS AO LUCRO REAL do exerccio da compensao, observados os prazos previstos no Regulamento do Imposto de Renda. O prejuzo fiscal o apurado na demonstrao do Lucro Real e registrado no LALUR.
PREJUZOS ACUMULADOS Os Prejuzos Acumulados correspondem a prejuzos apurados pela contabilidade em exerccios anteriores, que estejam devidamente contabilizados a dbito da conta Lucros ou Prejuzos Acumulados. Esses prejuzos devero ser compensados pelo lucro apurado no exerccio atual, aps as dedues da Proviso para Contribuio Social e da Proviso para o Imposto de Renda.
PARTICIPAES Conforme a legislao atual, aps apurado o Resultado do Exerccio e calculadas as Provises para Contribuio Social e para pagamento do Imposto de Renda, devero ser calculadas e contabilizadas as participaes: Debntures; Empregados; Administradores; Partes beneficirias; contribuies para instituies ou fundos de assistncia ou previdncia de empregados.
Assim, o Resultado do Exerccio, aps a Proviso para o Imposto de Renda, menos as participaes, denomina-se Lucro Lquido do Exerccio.
DISTRIBUIO E DESTINAO DO RESULTADO DO EXERCCIO
5.5.1. TRANSFERNCIA PARA LUCROS OU PREJUZOS ACUMULADOS
O Lucro do Exerccio, que no nosso exemplo foi igual a R$ 282.478, ser transferido para a conta Lucros ou Prejuzos Acumulados atravs do seguinte lanamento:
Resultado do Exerccio a Lucros ou Prejuzos Acumulados Transferncia que se processa referente ao Lucro Lquido do Exerccio ....................................................................... 282.478 Veja a posio das contas envolvidas em seus respectivos Razonetes: Resultado do Exerccio 282.478 Observaes: A conta Resultado do Exerccio, sendo debitada por R$ 282.478, fica com saldo igual a zero, encerrando-se, pois seu saldo foi transferido para a conta Lucros ou Prejuzos Acumulados. A conta Lucros ou Prejuzos Acumulados recebeu a crdito o Lucro Lquido do Exerccio, o qual ter as destinaes constantes dos itens a seguir. O Lucro Lquido do Exerccio poder se destinar formao de Reservas, distribuio aos scios ou, ainda, parte dele poder permanecer na prpria conta Lucros ou Prejuzos Acumulados. 282.478 Lucros ou Prejuzos 282.478
RESERVAS As reservas podem ser dos seguintes tipos: a. Reservas de Lucros: so extrados do Lucro Lquido apurado pelas empresas e podem ser: Reserva Legal: segundo artigo 193 da Lei n. 6.404/76
Do lucro lquido do exerccio, 5% (cinco por cento) sero aplicados, antes de qualquer outra destinao, na constituio da reserva legal, que no exceder de 20% (vinte por cento) do capital social. 1 A companhia poder deixar de constituir a reserva legal no exerccio em que o saldo dessa reserva, acrescido do montante das reservas de capital de que trata o 1 do art. 182, exceder de 30% (trinta por cento) do capital social. 2 A reserva legal tem por fim assegurar a integridade do capital social e somente poder ser utilizada para compensar prejuzos ou aumentar o capital.
Reservas Estatutrias:
so aquelas criadas em virtude de disposies contidas nos estatutos (sociedades por aes), os quais fixaro seus limites e destinao. Nos demais tipos de sociedades, essas reservas so conhecidas por Reservas Contratuais. so aquelas criadas livremente pela assemblia geral (sociedades por aes), por proposta dos rgos da administrao com fins especficos, como, por exemplo, as Reservas para Contingncias e as Reservas de Lucros a Realizar.
Reservas Livres:
b. Reservas de Capital: so aquelas constitudas pelos gios obtidos na colocao de aes da empresa, pelo produto da alienao de partes beneficirias e bnus de subscrio, pelo prmio recebido na emisso de debntures bem como as constitudas pelo recebimento de doaes e as subvenes para investimentos (art. 182 da Lei n. 6.404/76). A Reserva de Correo Monetria do Capital tambm Reserva de Capital. c. Reservas de Reavaliao: so constitudas pelos aumentos de valor atribudos aos elementos do Ativo em virtude de novas avaliaes, desde que superiores aos acrscimos decorrentes da correo monetria das demonstraes financeiras.
DIVIDENDOS Os dividendos correspondem parte do Lucro Lquido que distribuda aos acionistas. As sociedades por aes so obrigadas a distribuir anualmente dividendos aos seus acionistas, conforme determina o artigo 202 da Lei n. 6.404/76:
Os acionistas tm direito de receber como dividendo obrigatrio, em cada exerccio, a parcela dos lucros estabelecia no estatuto, ou, se este for omisso, metade do lucro lquido do exerccio diminudo ou acrescido dos seguintes valores: I quota destinada constituio da reserva legal (art.193); II importncia destinada formao de reservas para contingncia (art.195), e reverso das mesmas reservas formadas em exerccios anteriores; III lucros a realizar transferidos para a respectiva reserva (art.197), e lucros anteriormente registrados nessa reserva que tenham sido realizados no exerccio. 1 O estatuto poder estabelecer o dividendo como porcentagem do lucro ou do capital social, ou fixar outros critrios para determin-lo, desde que sejam regulados com preciso e mincia e no sujeitem os acionistas minoritrios ao arbtrio dos rgos de administrao ou da maioria.
Os critrios para distribuio dos dividendos devem constar dos estatutos da companhia, pois a lei assim determina. Desse modo, a porcentagem, bem como a base sobre a qual sero calculados os dividendos, podero ser diferentes em cada empresa, porm, quando nos estatutos no constarem critrios para a distribuio, os ACIONISTAS TERO DIREITO DE RECEBER 50% do Lucro Lquido, conforme consta do artigo 202, transcrito anteriormente.
Resumo 6. TRATAMENTO DOS ESTOQUES
6.1. CONCEITOS CONTBEIS APLICADOS E PRINCIPAIS CONTAS Custos so gastos incorridos na aquisio de bens ou servios. Quando se adquire um bem, no h movimentao no ativo da empresa, visto que a mesma no teve diminuda sua riqueza patrimonial. um fato permutativo bens x bens
Inventrio Permanente
quando acompanhamos passo a passo todos os fatos que envolvem mercadorias; podemos saber a qualquer momento o valor das mercadorias em estoque. A conta Mercadorias em Estoque essencialmente PATRIMONIAL.
Para se efetuar este controle, indispensvel a utilizao de um sistema extracontbil, a Ficha de Controle e Avalizao de Estoque, ou Ficha de Estoque.
Mercadoria: Data
Mtodo: Entrada Qtd. PU Total Qtd. Sada PU Saldo Total Qtd. PU Total
Mtodo CMPM Custo Mdio Ponderado Mvel consiste em se atribuir s mercadorias vendidas o preo mdio das mercadorias em estoque Mtodo PEPS Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair consiste em se atribuir ao CMV os preos das primeiras compras, ficando o estoque remanescente avaliado pelo valor das ltimas aquisies; Mtodo UEPS ltimo a Entrar, Primeiro a Sair consiste em se atribuir ao CMV os preos das ltimas compras, ficando o estoque remanescente avaliado pelo valor das primeiras aquisies; Mtodo CMPF - Custo Mdio Ponderado Fixo consiste em se identificar o custo real para cada unidade vendida. Este mtodo somente aplicvel em produtos de valor significativo. Ex.: automveis, terrenos, etc.
1. Mtodo do Custo Mdio Ponderado Mvel (CMPM) Exemplo: Compras 1. 2. 3. Valor Total $ 6.341,46 Valor Total $ 10.670,73 Valor Total $ 8.033,05 ICMS $ 1.141,26 ICMS $ 1.920,73 ICMS $ 1.440,25 = = =
Lquido $ 5.200,00 Lquido $ 8.750,00 Lquido $ 6.562,50
Vendas 4. 5. 6. Valor Total $ 13.800,00 Valor Total $ 10.600,00 Valor Total $ 3.000,00 ICMS $ 2.484,00 ICMS $ 1.908,00 ICMS $ 540,00 = = = Lquido $ 11.316,00 Lquido $ 8.692,00 Lquido $ 2.460,00
Data Hist.
Entrada Qtd. PU
13,00 17,50 18,75 -
Sada Total
5.200,00 8.750,00 6.562,50 -
Mtodo: CMPM Saldo Total
9.300,00 7.762,50 1.725,00
600 450 100
400 900 300 650 200 100
13,00 15,50 15,50 17,25 17,25 17,25
5.200,00 13.950,00 4.650,00 11.212,50 3.450,00
400 500 350 -
15,50 17,25 17,25
MERCADORIAS 1 2 3
5.200,00 9.300,00 8.750,00 7.762,50 6.562,50 1.725,00 1.725,00
C/C ICMS 4 5 6 ( S) 1 2 3
1.141,26 2.484,00 1.920,73 1.908,00 1.440,55 540,00 429,46
Caixa / Fornecedores 4 5 6 (S)
6.341,46 10.670,33 8.003,05 25.014,84
1 2 3 (S)
CAIXA / CLIENTES 4 5 5 (S)
13.800,00 10.600,00 3.000,00 27.400,00
11.316,00 8.692,00 2.460,00 22.468,00
C.M.V. 4 5 6 (S) 4 5 6 (S)
9.300,00 7.762,50 1.725,00 18.787,50
RCM (Lucro Bruto) = Vendas Lquidas - CMV RCM = 22.468,00 18.787,50 = $ 3.680,50 RCM/Vendas = 16.38 %
2. Mtodo PEPS Primeiro que entra / Primeiro que sai Exemplo: Compras 1. Valor Total $ 6.341,46 2. Valor Total $ 10.670,73 3. Valor Total $ 8.033,05 Vendas 4. Valor Total $ 13.800,00 5. Valor Total $ 10.600,00 6. Valor Total $ 3.000,00 ICMS $ 1.141,26 ICMS $ 1.920,73 ICMS $ 1.440,25 = = =
Lquido $ 5.200,00 Lquido $ 8.750,00 Lquido $ 6.562,50 Lquido $ 11.316,00 Lquido $ 8.692,00 Lquido $ 2.460,00
ICMS $ 2.484,00 ICMS $ 1.908,00 ICMS $ 540,00
13,00 17,50 -
5.200,00 8.750,00 -
Mtodo: PEPS Saldo Total
5.200,00 3.500,00 8.700,00 300 350 17,50 18,75 18,75 18,75 5.250,00 6.562,50 3.750,00 1.875,00
13,00 17.50 17,50
5.200,00 8.750,00 5.250,00
400 500 -
13,00 17,50
6.562,50
300 150 450 100
17,50 18,75
5.250,00 2.812,50 8.062,50 1.875,00
5.200,00 8.700,00 8.750,00 8.062,50 6.562,50 1.875,00 1.875,00
8.700,00 8.062,50 1.875,00 18.637,50
RCM (Lucro Bruto) = Vendas Lquidas - CMV RCM = 22.468,00 18.637,50 = $ 3.830,50 RCM/Vendas = 17.05 %
3. Mtodo UEPS ltimo que entra / Primeiro que sai Exemplo: Compras 1. Valor Total $ 6.341,46 2. Valor Total $ 10.670,73 3. Valor Total $ 8.033,05 Vendas 4. Valor Total $ 13.800,00 5. Valor Total $ 10.600,00 6. Valor Total $ 3.000,00 Mercadoria:
ICMS $ 1.141,26 ICMS $ 1.920,73 ICMS $ 1.440,25
Mtodo: UEPS Saldo Total
8.750,00 1.300,00 10.050,00 300 350 17,50 18,75 13,00 13,00 5.250,00 6.562,50 2.600,00 1.300,00
500 100 600
350 100 450 100
18,75 13,00 13,00
6.562,50 1.300,00 8.062,50 1.300,00
5.200,00 12.250,00 8.750,00 7.862,50 6.562,50 1.300,00 1.300,00
12.250,00 7.862,50 1.300,00 21.412,50
RCM (Lucro Bruto) = Vendas Lquidas - CMV RCM = 22.468,00 18.637,50 = $ 21.412,50 RCM/Vendas = 4.70 %
4. Mtodo do Custo Mdio Ponderado Fixo (CMPF) Exemplo: Compras 1. 2. 3. Valor Total $ 6.341,46 Valor Total $ 10.670,73 Valor Total $ 8.033,05 ICMS $ 1.141,26 ICMS $ 1.920,73 ICMS $ 1.440,25 = = =
Mtodo: CMPF Saldo Total
600 450 100 1150
400 900 300
13,00 15,50 15,50 17,25 17,25 17,25 16,41
650 200 100
1.725,00 1.641,00
20.512,50
16,41 18.871,50
20.512,50 22.468,00
C/C ICMS
4.502,54 4.932,00
Caixa / Fornecedores
25.014,84
1.955,50
CAIXA / CLIENTES
18.871,50
Clculo Toma-se o total financeiro das Entradas ($ 20.512,50), divide-se pelo total fsico das Entradas (1.250) e multiplica-se pelo total fsico das sadas (1.150) = $ 18.871,50
RCM (Lucro Bruto) = Vendas Lquidas - CMV RCM = 22.468,00 18.871,50 = $ 3.596,50 RCM/Vendas = 16.01 %
Resumo dos Mtodos
o Mtodo PEPS subavalia o CMV e superavalia o estoque final; o Mtodo UEPS superavalia o CMV e subavalia o estoque final (no aceito pela Legislao do Imposto de Renda); o Mtodo do Custo Mdio Ponderado CMP, mantm o CMV e o estoque final (Ef) entre os valores obtidos atravs dos mtodos anteriores; Observe que as nicas alteraes existentes nos trs mtodos esto no valor do estoque final (Ef) e no valor do custo das mercadorias vendidas (CMV); No inventrio peridico, o estoque final (Ef) avaliado ao preo de custo das ltimas unidades adquiridas, partindo do pressuposto que as primeiras unidades compradas, foram vendidas tambm em primeiro lugar. No inventrio permanente mtodo PEPS os pressupostos so idnticos, logo os inventrios se eqivalem, o que nos fora a concluir que o resultado final obtido no PEPS do inventrio permanente o mesmo obtido no inventrio peridico. No inventrio permanente a cada operao de venda, imediatamente, possvel identificar o CMV; enquanto que no perodo-base, quando da apurao do CMV atravs de contagem fsica do estoque final e uso da frmula (CMV = Ei + C Ef), motivo pelo qual a conta Mercadorias Mista utilizada apenas no inventrio peridico; Representam mercadorias disponveis para venda durante o perodo o valor do estoque inicial mais o valor das compras Mercadorias = Ei + C Seja qual for o inventrio utilizado, peridico ou permanente, o valor correspondente ao estoque existente no final do perodo-base, dever ser registrado em livro fiscal denominado Registro de Inventrio.
7. CONTABILIZAO DE ALGUMAS CONTAS ESPECFICAS
OPERAES COM DUPLICATAS Nas operaes mercantis de venda, existe uma transferncia de bens do vendedor para o comprador. Logo, o comprador assume uma obrigao (de pagar) com o vendedor, e este, por sua vez, adquire um direito (de receber) com o comprador. vendedor considerado Emitente, Sacador, Cedente, Credor comprador considerado Aceitante, Sacado, Devedor, Cliente
I. COBRANA SIMPLES Com a cobrana simples o Banco apenas recepciona as duplicatas recebidas atravs de border pela empresa (emitente). Para o registro da cobrana, a empresa poder manter um controle extra-contbil das duplicatas enviadas ou utilizar CONTAS DE COMPENSAO dentro da prpria contabilidade. Conta de Compensao so contas de uso paralelo e optativo, sendo criadas contas no Ativo e no Passivo, somente para controle dos ttulos que esto em cobrana, no afetando o Patrimnio da empresa. Ex.: Utilizando a Conta de Compensao a) Remessa ao Banco conforme border: Dbito Crdito Banco Conta Cobrana Simples Efeitos para Cobrana (ATIVO) (PASSIVO)
Obs.: se no optar pela Conta de Compensao no se deve proceder a nenhum lanamento b) Pelo recebimento das duplicatas pelo Banco: Dbito Crdito Dbito Crdito Banco Conta Movimento Clientes (Duplicatas a Receber) Efeitos para Cobrana Banco Conta Cobrana Simples
(PASSIVO) (ATIVO)
Obs.: no caso de cobrana de duplicatas com juros, proceder o lanamento dos juros na conta Juros Ativos Na empresa devedora dever ser processado o seguinte lanamento: Dbito Crdito Fornecedores Disponvel (CAIXA / BANCO)
Obs.: no caso de pagamento com juros, proceder o lanamento na conta Juros Passivos
II. DESCONTO DE DUPLICATAS uma operao onde a empresa detentora dos ttulos recebe os valores dos ttulos antecipadamente, como se o banco estivesse fazendo um emprstimo empresa e esta tivesse dado as duplicatas como garantia. Quando do envio dos ttulos para desconto, a empresa transfere os direitos de recebimento para a entidade financeira que a descontou. Entretanto, caso o devedor no honre o pagamento do ttulo, a solidariedade entre devedor e credor d instituio financeira o direito de receber do credor. a Conta Duplicatas Descontadas deve ser classificada como REDUTORA no AC - Ativo Circulante ou ARLP Ativo Realizvel a Longo Prazo, dependendo do vencimento das duplicatas. Os encargos financeiros decorridos da transao representam DESPESAS ANTECIPADAS e tambm devem ser classificadas no AC ou ARLP, e, sendo apropriados em contas de resultado medida que forem sendo incorridos, proporcionalmente ao prazo de vencimento das duplicatas. Quando do desconto, ocorrem 3 etapas, a saber: desconto, quando o cliente paga a duplicata e quando o cliente no paga a duplicata.
Ex.: A empresa envia ao banco uma duplicata de $ 10.000 com vencimento em 10/01/2002; o banco realiza o desconto em 21/12/2001, cobrando juros de $ 600. Juros p/ dia de atraso: $ 5 Clientes 10.000 10.000 Banco 9.400 10.000 50 (-) Duplicatas Descontadas 2 10.000 10.000 1 3 10.000
Encargos Financeiros 1 600 4 50 1. No momento do Desconto na contabilidade do emitente: DEBITA-SE a conta BANCO pelo valor lquido; DEBITA-SE a conta ENCARGOS FINANCEIROS pelo valor dos juros; CREDITA-SE a conta DUPLICATAS DESCONTADAS pelo valor bruto; 2. No recebimento da Duplicata descontada quando a Duplicata Descontada PAGA pelo devedor, no vencimento. na contabilidade do emitente: DEBITA-SE a conta DUPLICATAS DESCONTADAS; CREDITA-SE a conta CLIENTES; na contabilidade do devedor: DEBITA-SE a conta FORNECEDOR; CREDITA-SE a conta CAIXA ou BANCO 3. Quando o devedor no paga a duplicata e a mesma debitada pelo banco na contabilidade do emitente: DEBITA-SE a conta DUPLICATAS DESCONTADAS; CREDITA-SE a conta BANCO 4. Se o banco cobrar juros pelos dias de atraso = 10 dias aps o vencimento DEBITA-SE a conta ENCARGOS FINANCEIROS CREDITA-SE a conta BANCO
No caso em questo, foi descontada uma duplicata no dia 21/12/2001 e o seu vencimento era para 10/01/2002. Logo devemos considerar como despesas 10 dias para o exerccio de 2001 e 10 dias para o exerccio de 2002. No encerramento do ms de dezembro/2001, a empresa dever proceder ao seguinte lanamento: DBITO Encargos Financeiros CRDITO Juros a Vencer .................. $ 300 (600/20 x 10 = 300) No encerramento do ms de janeiro/2002, a empresa dever apropriar o restante (10 dias) em conta de resultado: DBITO Encargos Financeiros CRDITO Juros a Vencer .................. $ 300 (600/20 x 10 = 300)
III. ADIANTAMENTOS DIVERSOS no considerado despesa nem receita;
Adiantamento concedido DIREITO; Adiantamento recebido OBRIGAO; 3 CAIXA 100 500 100 Despesas de Viagem 1 600 2 500 3 400
Adiantamento Viagens 500 500 1 500 2 500 3
Ex.: feito um adiantamento para despesas de viagem no valor de R$ 500 DEBITA-SE a conta ADIANT. VIAGENS pelo valor do adiantamento CREDITA-SE a conta CAIXA pelo valor do adiantamento;
Quando do acerto, podem ocorrer 3 momentos 1. o valor gasto em despesas de viagem foi maior que o adiantamento DEBITA-SE a conta DESP. VIAGEM pelo valor correto das despesas; CREDITA-SE a conta CAIXA pelo valor da diferena que sobrou; CREDITA-SE a conta ADIANT. VIAGENS pelo valor do adiantamento; 2. O valor gasto em despesas de viagem foi igual ao valor do adiantamento; DEBITA-SE a conta DESP. VIAGEM pelo valor correto das despesas; CREDITA-SE a conta ADIANT. VIAGENS pelo valor do adiantamento; 3. O valor gasto em despesas de viagem foi menor que o valor do adiantamento; DEBITA-SE a conta DESP. VIAGEM pelo valor correto das despesas; DEBITA-SE a conta CAIXA pelo valor da diferena que faltou; CREDITA-SE a conta ADIANT. VIAGENS pelo valor do adiantamento;
IV. ALUGUIS A VENCER mais uma situao em que a conta se encontra no ATIVO, sub-grupo DESPESAS DO EXERCCIO SEGUINTE. Geralmente devemos pegar o valor total da despesa e dividir pelo perodo em que esta despesa ser realizada. Ex.: A empresa XYZ aluga um imvel comercial de outra empresa, a BOA VIDA Ltda. O prazo de vigncia do aluguel ser 3 meses. O contrato assinado em 30/11/2001. O valor do aluguel seria R$ 1.200 mensais, pagveis todo dia 30 do ms. Mas a empresa XYZ consegue um desconto de R$ 600 para pagamento vista. Como ser a situao em 31/12/2001 ( a ) para a contabilidade da empresa XYZ e da BOA VIDA ? XYZ - LOCATRIO ( pagador ) 1 Aluguel a Vencer 3.000 1.000 a Caixa ou Banco 3.000 1 Despesas de Aluguel a 1.000
. BOA VIDA LOCADOR ( recebedor ) REF (Result. Exerc. Futuros) a 1.000 3.000 1 1 Caixa ou Banco 3.000 Aluguis Ativos 1.000 a
No contabilidade do LOCATRIO (Pagador empresa XYZ) DEBITA-SE a conta ALUGUEL A VENCER no valor total do aluguel; DEBITA-SE a conta DESP. DE ALUGUEL no valor da parcela rateada; CREDITA-SE a conta ALUGUEL A VENCER no valor da parcela rateada; CREDITA-SE a conta CAIXA ou BANCO no valor total do aluguel; No contabilidade do LOCADOR (Recebedor) DEBITA-SE a conta RES. EXERC. FUTURO no valor da parcela rateada; DEBITA-SE a conta CAIXA ou BANCO no valor total do aluguel; CREDITA-SE a conta ALUGUIS ATIVOS no valor da parcela rateada; CREDITA-SE a conta RES. EXERC. FUTURO no valor total do aluguel;
Resumo 8. DEPRECIAO E AMORTIZAO
8.1. DEPRECIAO
A depreciao dos Bens materiais do Ativo Imobilizado corresponde diminuio do valor dos elementos ali classificveis, resultante do desgaste pelo uso, ao da natureza ou obsolescncia normal. Os bens materiais que comumente aparecem no Ativo Imobilizado e esto sujeitos depreciao so: . Computadores . Imveis ( construes) . Instalaes . Mveis e Utenslios . Veculos Por que DEPRECIAR? Quando a empresa compra bens para o uso prprio, ela efetua um gasto. Esse gasto, por ser considerado investimento, no pode ser contabilizado como despesa. Entretanto, esses bens, sendo utilizados pela empresa, desgastam-se e perdem o valor. Por esse motivo feito a depreciao. Atravs dela, a empresa pode considerar como despesa o valor gasto na aquisio dos seus bens de uso. evidente que para se depreciar o valor gasto na aquisio de um bem preciso atender a algumas exigncias legais, tendo em vista, principalmente, o tempo de vida til do bem. Os bens no duram eternamente; eles tm um tempo de vida til o qual, desgastados pelo uso ou em funo da natureza ou mesmo pela obsolescncia, deixam de ser convenientes para a empresa.
Veja: Desgaste pelo uso: voc compra um automvel hoje. Daqui a cinco ou seis anos esse automvel, sendo usado diariamente, no ter o mesmo rendimento de quando novo.
Ao do tempo: Obsolescncia:
o prprio automvel acima citado, por ficar exposto ao sol, chuva, sofre essas influncias climticas e se desgasta. por exemplo, antigamente existiam as calculadoras manuais, grandes, de difcil manejo e transporte. Hoje, com os novos inventos, temos calculadoras muito mais eficientes e em tamanhos incomparavelmente menores.
Alm desses motivos, e por tais bens servirem s empresas em vrios exerccios sociais, correto que se incorpore ao custo de cada exerccio uma parcela do valor desses bens, ao longo do perodo estimado de sua vida til. Sendo assim, todas as empresas procedem, no final de cada exerccio social, depreciao dos Bens materiais constantes do Ativo Imobilizado.
Quais os procedimentos que devem ser tomados para se contabilizar a depreciao? O primeiro passo estimar o tempo de vida til para o bem e, consequentemente, fixar a taxa anual de depreciao. Os prazos anualmente admitidos, bem como as respectivas taxas de depreciao, so:
CONTAS Computadores Imveis, exceto terrenos Instalaes Veculos
TAXAS ANUAIS 20 % 4% 10 % 10 % 20 %
Mveis e Utenslios
Depois de estabelecidos o tempo de vida til e a respectiva taxa anual de depreciao, vamos verificar qual mtodo de depreciao de vemos adotar. Existem vrios mtodos de depreciao, como mtodo linear ou em linha reta, mtodo da soma dos dgitos, mtodo do saldo decrescente etc. O mais usado o mtodo linear ou em linha reta, que consiste em aplicar taxas constantes durante o tempo de vida til estimado para o bem. Por exemplo, se o tempo de vida til de um bem foi determinado em 10 anos, a taxa anual de depreciao ser de 10%. A depreciao pode ser anual ou mensal. anual quando calculada e contabilizada uma nica vez ao ano. O valor da quota anual obtido aplicando-se a taxa normal de depreciao sobre o valor do bem. mensal quando calculado e contabilizado mensalmente. O valor da quota mensal obtido dividindo-se o valor da quota anual por 12. A depreciao pode ser, ainda, normal ou acelerada, diferenciando-se tosomente em relao taxa aplicada, que poder variar conforme o nmero de turnos de utilizao do bem a ser depreciado (cada turno corresponde a um perodo de oito horas). Assim, se o bem for utilizado durante um nico turno, a ele ser aplicada a taxa normal; se for utilizado durante dois turnos, ser aplicada a taxa multiplicada pelo coeficiente 1,5; e se for utilizado durante trs turnos, ser aplicada a taxa multiplicada pelo coeficiente 2,0. Para se conhecer o valor da depreciao do bem em cada exerccio, basta aplicar a taxa sobre o valor desse bem. Veja como fcil:
Temos: Taxa x valor do bem = 100 Veja os clculos: 10 x 50.000 100 = R$ 5.000
Vamos calcular o valor da quota de depreciao da conta Mveis e Utenslios, sabendo que o saldo da conta de R$ 50.000 e a taxa anual de 10%.
quota de depreciao
A contabilizao da quota de depreciao feita atravs do seguinte lanamento: Depreciao a Depreciao Acumulada de Mveis e Utenslios Depreciao anual sobre Mveis e Utenslios pela taxa De 10% a.a., ref. a esse perodo ........................................................ 5.000
Observaes: A conta debitada, Depreciao, corresponde despesa ou ao custo do perodo; portanto, seu saldo ser transferido para a conta Resultado do Exerccio, no momento da apurao do Resultado Lquido. A conta creditada, Depreciao Acumulada de Mveis e Utenslios, patrimonial e representar, sempre, o valor acumulado das depreciaes efetuadas durante o tempo de vida til do bem. No Balano Patrimonial, a conta Depreciao Acumulada de Mveis e Utenslios aparecer do lado do Ativo como conta retificadora da conta do Ativo Permanente que serviu de base para seu clculo. Quando o bem for adquirido durante o ano, a taxa de depreciao do referido ano dever ser proporcional ao nmero de meses durante o qual o bem foi utilizado.
Vamos falar sobre o mtodo de depreciao da soma dos dgitos: Este mtodo consiste em somar os dgitos da vida til do bem. O valor assim encontrado ser o denominador. O numerador ser o dgito do ano ou o inverso, conforme se est em quotas crescentes ou decrescentes.
Por exemplo, uma mquina com o valor de R$ 30.000,00 ser depreciada em 5 anos. Assim: Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5 Soma = 15
Como a depreciao crescente, ser ela, ento de: 1 ano 2 ano 3 ano 4 ano 5 ano ( 1 / 15 ) x R$ 30.000,00 ( 2 / 15 ) x R4 30.000,00 ( 3 / 15 ) x R$ 30.000,00 ( 4 / 15 ) x R$ 30.000,00 ( 4 / 15 ) x R$ 30.000,00 = R$ 2.000,00 = R$ 4.000,00 = R$ 6.000,00 = R$ 8.000,00 = R$ 10.000,00
Dessa forma, o valor contbil dessa mquina, ao fim do terceiro ano, ser de R$ 18.000,00. Caso a depreciao fosse decrescente, os valores por ano seriam invertidos, isto , teramos R$ 10.000,00 de depreciao no 1 ano, R$ 8.000,00 no 2, R$ 6.000,00 no 3, R$ 4.000,00 no 4 e R$ 2.000,00 no 5 ano.
8.2. AMORTIZAO AMORTIZAO a diminuio do valor dos Bens imateriais em razo do tempo. Enquanto a depreciao usada para os bens materiais (tangveis), a amortizao usada para os Bens imateriais (intangveis), como Benfeitorias em Imveis de Terceiros, Marcas e Patentes, Despesas de Organizao etc.
Contabilizao Como ocorre com a depreciao, a contabilizao da amortizao poder ser efetuada debitando-se a conta Amortizao e creditando-se a conta Amortizao Acumulada, englobando as amortizaes efetuadas, ou creditando-se contas especficas correspondentes a cada bem amortizado.
8.4. PROVISO PARA CRDITOS DE LIQUIDAO DUVIDOSA No final de cada exerccio social permitido que as empresas criem a Proviso para Crditos de Liquidao Duvidosa, aplicando um percentual sobre o montante dos direitos existentes nesta data. Somente podero compor a base de clculo dessa proviso os direitos oriundos da explorao da atividade econmica da empresa, decorrentes da venda de bens nas operaes de contas prprias, dos servios prestados e das operaes de conta alheia, normalmente contabilizados nas contas Duplicatas a Receber, ou Clientes.
Por que criar a Proviso? sabido que no final do exerccio social as empresas possuem Direitos a receber de terceiros, geralmente provenientes de vendas de mercadorias a prazo (se a empresa for comercial). Para cobrir possveis no-recebimentos desses Direitos criada a Proviso para Crditos de Liquidao Duvidosa.
Sendo assim, essa Proviso tem por finalidade absorver as perdas que provavelmente ocorrero no recebimento desses Direitos existentes no final de cada exerccio. O percentual a ser aplicado sobre os direitos citados SER OBTIDO pela relao entre a soma das perdas efetivamente ocorridas nos ltimos trs exerccios, relativas aos direitos decorrentes do exerccio da atividade econmica, e a soma dos direitos da mesma espcie existente no incio dos exerccios correspondentes, observando-se que no podero ser computadas as perdas relativas a direitos constitudos no prprio exerccio.
Ano X1 X2 Totais X3
Saldos da Conta Duplicatas a Receber em 1 de Janeiro 10.000 20.000 30.000 60.000
Perdas Valores no Recebidos 500 3.000 4.200 700
Clculo do percentual: 60.000 = 100% 4.200 = x Logo: 4.200 x 100 = 60.000 7%
Neste caso, em 31 de dezembro de x3, o percentual para fins de clculo da proviso ser de 7%.
9. TRATAMENTO DE RECEITAS E DESPESAS ANTECIPADAS
Para que os resultados dos exerccios apurados pelas empresas estejam de acordo com os Princpios Fundamentais de Contabilidade, preciso proceder s apropriaes e aos ajustes em Contas de Despesas e de Receitas. Existem APROPRIAES que, por sua natureza, precisam ser feitas mensalmente. Entretanto, algumas podem ser feitas uma nica vez ao ano, por ocasio da apurao dos resultados anuais. Segundo a Resoluo CFC n. 750/93, so sete os Princpios Fundamentais de Contabilidade, entre os quais destacamos o Princpio da Competncia: as receitas e despesas devem ser reconhecidas na apurao do resultado do perodo a que pertencerem e de forma simultnea quando se correlacionarem. As despesas devem ser reconhecidas independentemente do seu pagamento e as receitas, somente quando de sua realizao. Assim, as despesas sero consideradas no exerccio a que pertencerem, tenham ou no sido pagas; e as receitas sero consideradas no exerccio em que forem realizadas (geradas), tenham ou no sido recebidas.
9.1. AJUSTES EM CONTAS DE DESPESAS Os ajustes nas Contas de Despesas devem ser feitos para apropriar tanto as despesas pertencentes ao ms (ou ao ano) e no-pagas como as que foram pagas antecipadamente. Existem despesas que ocorreram dentro do ms mas que sero pagas somente no ms seguinte. As mais comuns so: DESPESAS com a folha de pagamento (salrios, contribuies de previdncia, FGTS etc.), ICMS sobre vendas, PIS sobre faturamento, COFINS, aluguis etc. A APROPRIAO dessas despesas feita debitando-se uma Conta de Despesa que represente o referido encargo e creditandose uma conta que represente a respectiva Obrigao. As contas que representam as DESPESAS podem ser: Salrios, Contribuies de Previdncia, FGTS, ICMS sobre Vendas, PIS sobre Faturamento, COFINS, Aluguis Passivos etc. As contas que representam as OBRIGAES podem ser: Salrios a pagar, Contribuies de Previdncia a Recolher, FGTS a Recolher, ICMS a Recolher, PIS sobre Faturamento a Recolher, COFINS a recolher, Aluguis a Pagar etc.
a. DESPESAS INCORRIDAS E NO-PAGAS Suponhamos que o aluguel do perodo onde est instalada a nossa empresa, referente ao ms de maio, no valor de R$ 5.000, deva ser pago no dia 10 de junho de acordo com o contrato de locao. No dia 31 de maio, ser feita a apropriao da referida despesa atravs do seguinte lanamento: Aluguis Passivos a Aluguis a Pagar Pela apropriao do aluguel deste ms a ser pago Em 10 de junho p.f. ......................................................................... 5.000
Atravs desse lanamento, fica apropriada a despesa de aluguel no ms de maio, isto , dentro do ms de sua ocorrncia. Como o pagamento somente ser efetuado no dia 10 do ms seguinte, foi creditada a conta Aluguis a Pagar para registrar a referida Obrigao.
b. DESPESAS PAGAS ANTECIPADAMENTE As despesas do ms que foram pagas antecipadamente esto registradas em Contas do Ativo Circulante. A apropriao no ltimo dia do ms feita debitando-se uma conta que representa a referida despesa e creditando-se a Conta do Ativo Circulante que registrou a despesa paga antecipadamente. A mais comum dessas despesas a despesa com seguro, a qual, no dia do pagamento, registrada a dbito da conta Prmios de Seguro a Vencer; mensalmente, ou no ltimo dia do ano, deve ser apropriada a importncia correspondente despesa do ms ou do ano. Suponhamos que no dia 4 de agosto a empresa tenha efetuado um pagamento no valor de R$ 36.500 para a Companhia Seguradora, referente a seguro contra incndio, pelo perodo de um ano. (Geralmente, os seguros contra incndio so feitos pelo perodo de um ano, isto , uma vez que paga a despesa de seguro, o Patrimnio segurado fica coberto contra o risco durante 365 dias.) Assim, no dia 4 de agosto, a empresa efetuou o seguinte registro no livro Dirio: Prmios de Seguro a Vencer a Caixa (ou Bancos ou outra conta) Paga Companhia Seguradora X, referente aplice de Seguro n. x, cobertura contra incndio pelo perodo de 1 ano ......... 36.500
A conta debitada (Prmios de Seguro a Vencer) Conta do Ativo Circulante que registra a despesa paga antecipadamente. No final de cada ms, a empresa dever apropriar o valor da despesa de seguro do referido ms, debitando uma conta que representa a despesa de seguro e creditando a Conta do Ativo Circulante que registrou a despesa paga antecipadamente. Para se conhecer o valor da despesa de seguro de cada ms, feito o seguinte clculo: divide-se o valor da despesa paga por 365 dias, obtendo-se, assim, o valor da despesa de seguro corresponde a um dia. A partir da, basta multiplicar o nmero de dias do ms pelo valor da despesa diria para se conhecer o valor a ser apropriado naquele ms. Se a apropriao for feita somente no final do ano, basta multiplicar o nmero de dias contados a partir do dia do pagamento da despesa (4 de agosto) at o ltimo dia do ano (31 de dezembro) pelo valor dirio do seguro. Veja: R$ 36.500 = 365 dias R$ 100 por dia
150 dias x R$ 100 = R$ 15.000 Esses R$ 15.000 sero considerados como despesa desse exerccio.
Assim a contabilizao a seguinte:
Prmios de Seguro a Prmios de Seguro a Vencer Pela apropriao de despesa de seguro referente ao Perodo de 4 de agosto a 31 de dezembro .......................................... 15.000 Veja a posio das contas envolvidas nos respectivos Razonetes, antes do lanamento: Prmios de Seguro a Vencer B 36.500
Prmios de Seguro
A posio aps o lanamento acima : Prmios de Seguro a Vencer B 36.500 S 21.500 Observaes: A conta debitada (Prmios de Seguro) conta de Despesa Operacional deste exerccio, cujo salrio ser transferido para a conta Resultado do Exerccio, no momento da apurao do Resultado Lquido. A conta creditada ( Prmios de Seguro a Vencer ) conta que registra o valor da despesa diferida (antecipada) que passar para o exerccio seguinte, referente aos 215 dias que restam para o vencimento do seguro (de 1 de janeiro a 3 de agosto). 15.000
Prmios de Seguro 15.000
9.2. AJUSTES EM CONTAS DE RECEITAS Os ajustes nas Contas de Receitas tambm devem ser feitos para registrar tanto as receitas realizadas (geradas) e no-recebidas como as recebidas e ainda norealizadas.
a. RECEITAS REALIZADAS (GANHAS) E NO-RECEBIDAS Para apropriao das receitas ganhas e ainda no-recebidas debita-se uma conta do Ativo que representa o referido Direito (Duplicatas a Receber, Aluguis a Receber etc.) e credita-se uma conta que representa a receita respectiva (Vendas de Mercadorias, Aluguis Ativos etc.).
Exemplo: Nossa empresa tem um imvel alugado para o Sr. Rafael, o qual, conforme consta do contrato de locao, paga o aluguel do ms sempre no dia 10 do ms seguinte. Assim, o aluguel do ms de dezembro, que de R$ 8.000 e deve ser recebido no dia 10 de janeiro do ano seguinte, ser contabilizado no dia 31 de dezembro atravs do seguinte lanamento: Aluguis a Receber a Aluguis Ativos Pela apropriao do aluguel ref. ao ms de Dezembro, a ser recebido em 10 de janeiro p.f. ................................ 8.000 Com esse lanamento, registramos a receita no valor de R$ 8.000 no ms de sua realizao (dezembro). Como a respectiva receita ser recebida somente no dia 10 do ms seguinte, foi debitada a conta Aluguis a Receber, que representa Direito da empresa.
b. RECEITAS RECEBIDAS ANTECIPADAMENTE No dia 19 de dezembro, nossa empresa recebeu a importncia de R$ 15.000 de aluguis referentes ao ms de janeiro do ano seguinte. Nesse caso, no dia 19 de dezembro, data do recebimento da receita antecipada, fazemos o seguinte: Caixa a Aluguis Ativos a Vencer Recebido nesta data, ref. ao aluguel de janeiro do Ano seguinte .................................................................................... 15.000 Com esse lanamento, a importncia recebida de R$ 15.000 fica devidamente registrada na conta Caixa. A receita, sendo creditada na conta Aluguis Ativos a Vencer, que representa a receita antecipada, no ser considerada na apurao do resultado do ano. No ms de janeiro do ano seguinte, quando a referida receita estiver realizada, ser feita a respectiva apropriao atravs do seguinte lanamento: Aluguis a Ativo a Vencer a Aluguis Ativos Pela apropriao da receita recebida antecipadamente 15.000
Com esse lanamento, feito no ms da realizao da receita, creditando a conta Aluguis Ativos, estaremos incluindo a receita no ms de sua competncia. O dbito na conta Aluguis Ativos a Vencer feito para dar baixa na respectiva conta.
10. DEMONSTRAES CONTBEIS OBRIGATRIAS
10.1. BALANO PATRIMONIAL Balano Patrimonial: a demonstrao financeira que evidencia, resumidamente, o Patrimnio da entidade, QUANTITATIVA E QUALITATIVAMENTE
O artigo 178 da Lei n. 6.404/76 evidencia o seguinte:
No balano, as contas sero classificadas segundo os elementos do patrimnio que registrem e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e anlise da situao financeira da companhia. 1 - No ativo, as contas sero dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez dos elementos nelas registrados, nos seguintes grupos: a) ativo circulante; b) ativo realizvel a longo prazo; c) ativo permanente, dividido em investimentos, ativo imobilizado e ativo diferido. 2 - No passivo, as contas sero classificadas nos seguintes grupos: a) passivo circulante; b) passivo exigvel a longo prazo; c) resultados de exerccios futuros; d) patrimnio lquido, dividido em capital social, reservas de capital, reservas de reavaliao, reservas de lucros e lucros ou prejuzos acumulados. 3 - Os saldos devedores e credores que a companhia no tiver direito de compensar sero classificados separadamente.
As Contas do Ativo sujeitas a depreciao, amortizao, exausto e proviso para crditos de liquidao duvidosa aparecero, no BALANO PATRIMONIAL, DEDUZIDAS das respectivas depreciaes, amortizaes, exaustes ou provises para crditos de liquidao duvidosa.
Veja, na pgina seguinte, um modelo de Balano Patrimonial:
10. ATIVO CIRCULANTE 100 DISPONVEL Dinheiro em Caixa e em Bancos Aplicaes de Liquidez Imediata 101 CONTAS A RECEBER (-) Duplicatas Descontadas (-) Proviso para Crditos de Liquidao Duvidosa 102 IMPOSTOS A COMPENSAR ICMS, IPI, ISS etc. 103 INVESTIMENTOS TEMPORRIOS A CURTO PRAZO (-) Proviso para Reduo ao Valor de Mercado 104 ESTOQUES (-) Proviso para Perdas (-) Proviso para Reduo ao Valor de Mercado 105 DESPESAS DO EXERCCIO SEGUINTE 11. ATIVO PRAZO REALIZVEL A LONGO 1* 2*
MODELO DE BALANO PATRIMONIAL
200 OBRIGAES A FORNECEDORES 201 OBRIGAES FINANCEIRAS 202 OBRIGAES FISCAIS 20. PASSIVO CIRCULANTE 1* 2*
203 OBRIGAES TRABALHISTAS 204 OUTRAS OBRIGAES 205 PROVISES
210 OBRIGAES A FORNECEDORES 211 OBRIGAES FINANCEIRAS 212 OUTRAS OBRIGAES FUTUROS
21. PASSIVO EXIGVEL A LONGO PRAZO
22. RESULTADOS DE EXERCCIOS
220 RECEITAS ANTECIPADAS (-) Custos Correspondentes 23. PATRIMNIO LQUIDO (-) Capital a Realizar
230 CAPITAL SOCIAL
110 CONTAS A RECEBER (-) Proviso para Crdito de Liquidao Duvidosa 111 INVESTIMENTOS TEMPORRIOS A LONGO PRAZO (-) Proviso para Perdas Proviso para Reduo ao Valor de Mercado
231 RESERVAS DE CAPITA 232 RESERVAS DE REAVALIAO 233 RESERVAS DE LUCRO 234 LUCROS OU PREJUZOS ACUMULADOS Lucros Acumulados (-) Prejuzos Acumulados
112 DESPESAS ANTECIPADAS 12. ATIVO PERMANENTE 120 INVESTIMENTOS Participaes Permanente em Outras Empresas Participaes em Fundos de Investimento Outros Investimentos em Bens ( -) Proviso para Perdas (-) Depreciao Acumulada 121 ATIVO IMOBILIZADO Bens Materiais (de uso) Imobilizado em Andamento (-) Depreciao Acumulada (-) Exausto Acumulada Bens Imateriais (-) Amortizao Acumuladas 122 ATIVO DIFERIDO (-) Amortizao Acumuladas 235 ( - ) AES EM TESOURARIA
* 1 - Colunas referentes aos valores deste exerccio, 2 Colunas referentes aos valores do exerccio anterior
Neste modelos de Balano Patrimonial voc encontra um roteiro com informaes para facilitar a classificao das contas no Balano. Como vimos anteriormente, o Ativo composto por contas de saldo devedor e o Passivo, por contas de saldo credor. Entretanto, existem determinadas contas que, embora com saldo devedor, aparecem no lado do Passivo e vice-versa.
As Contas Retificadoras do Ativo que aparecem com mais freqncia so: Duplicatas Descontadas; Proviso para Crditos de Liquidao Duvidosa; Depreciao Acumulada; Amortizao Acumulada.
Aes em Tesouraria ocorrem quando a empresa adquire de seus acionistas aes dela prpria. No Balano, ser subtrado da conta Capital o valor correspondente ao Capital ainda no integralizado, que, de acordo com a forma jurdica da empresa, poder estar representado por Acionistas Conta Capital a Integralizar, Quotistas Conta Capital a Integralizar ou outra. A conta Aes em Tesouraria ser destacada, no Balano, como deduo da Conta do Patrimnio Lquido que registra a origem dos recursos aplicados na sua aquisio. Alm disso, do total do grupo do Patrimnio Lquido ser subtrada a conta Prejuzos Acumulados.
DEMONSTRAO DO RESULTADO DO EXERCCIO Essa demonstrao evidencia o resultado que a empresa obteve (lucro ou prejuzo) no desenvolvimento de suas atividades durante um determinado perodo, geralmente igual a um ano. Segundo o artigo 187 da Lei n. 6.404/76
A demonstrao do resultado do exerccio discriminar: I receita bruta das vendas e servios, as dedues das vendas, os abatimentos e os impostos; II a receita lquida das vendas e servios, o custo das mercadorias e servios vendidos e o lucro bruto; III as despesas com as vendas, as despesas financeiras, deduzidas das receitas, as despesas gerais e administrativas, e outras despesas operacionais; IV o lucro ou prejuzo operacional, as receitas e despesas nooperacionais e o saldo da conta de correo Monetria (art. 185, 3); V o resultado do exerccio antes do imposto de renda e a proviso para o imposto; VI as participaes de debntures, empregados, administradores e partes beneficirias, e as contribuies para instituies ou fundos de assistncia ou previdncia de empregados;
VII o lucro ou prejuzo lquido do exerccio e o seu montante por ao do capital social. 1 - Na determinao do resultado do exerccio sero computados: a) as receitas e os rendimentos ganhos no perodo, independentemente da sua realizao em moeda; e b) os custos, despesas, encargos e perdas, pagos ou incorridos, correspondentes a essas receitas e rendimentos. 2 - O aumento do valor de elementos do ativo em virtude de novas avaliaes, registrado como reserva de reavaliao (art. 182, 3), somente depois de realizado poder ser computado como lucro, para efeito de distribuio de dividendos ou participaes.
Veja um modelo de Demonstrao do Resultado do Exerccio: MODELO DE DEMONSTRAO DO RESULTADO DO EXERCCIO
1 RECEITA OPERACIONAL BRUTA Venda de Mercadorias e/ou Prestao de Servios ........................................... 1 2 DEDUES E ABATIMENTOS Vendas Anuladas .......................................................... X Descontos Incondicionais Concedidos .......................... X ICMS sobre Vendas ...................................................... X PIS s/ Faturamento ........................................................ X COFINS ......................................................................... X ..................................... 2 3 RECEITA OPERACIONAL LQUIDA (1 2) ................................................................ 3 4 CUSTOS OPERACIONAIS Custo das Mercadorias Vendidas e/ou Custo dos Servios Prestados .................. 4 5 LUCRO OPERACIONAL BRUTO (3 4) ................................................................ 5 6 DESPESAS OPERACIONAIS Despesas com Vendas .................................................. X Despesas Financeiras .................. X) ( - ) Receitas Financeiras ............. (X) ........................... X Despesas Administrativas .............................................. X Outras Despesas Operacionais ..................................... X ..................................... 6 7 OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS ........................................................................ 7 8 LUCRO (PREJUZO) OPERACIONAL (5 6 + 7) ....................................................... 8 9 RECEITAS NO-OPERACIONAIS ............................................................................... 9 10 DESPESAS NO-OPERACIONAIS ............................................................................ 10 11 RESULTADO DA CORREO MONETRIA (+ OU -) .............................................. 11 12 RESULTADO DO EXERCCIO ANTES DA CONTRIBUIO SOCIAL (8 + 9 10 + ou 11) ..................................................... 12 13 PROVISO PARA CONTRIBUIO SOCIAL ............................................................ 13 14 RESULTADO DO EXERCCIO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA (12 13) .................................................................................................. 14 15 PROVISO PARA O IMPOSTO DE RENDA .............................................................. 15 16 RESULTADO DO EXERCCIO APS O IMPOSTO DE RENDA (14 15) ................................................................................................... 16 17 PARTICIPAES* Debntures ................................................................... X Empregados ................................................................. X Administradores ............................................................ X Partes Beneficirias ...................................................... X Contribuies para Instituies ou Fundos de Assistncia ou Previdncia de Empregados .................................................................. X .................................... 17 18 LUCRO LQUIDO DO EXERCCIO (16 17) ............................................................ 19 LUCRO LQUIDO POR AO DO CAPITAL ................................................................. 18 19
De acordo com disposies legais, havendo participaes no Capital da empresa por Debntures (ttulos de crditos emitidos pelas Sociedades por Aes), por empregados, administradores etc., estas participaes tm preferncia sobre o Lucro Lquido e devero ser deduzidas antes que se conhea o Lucro Lquido final.
10.3. DEMONSTRAO DE LUCROS OU PREJUZOS ACUMULADOS A Demonstrao de Lucros ou Prejuzos Acumulados evidencia o lucro apurado no exerccio e sua destinao, bem como os eventos que modificaram o saldo da conta Lucros ou Prejuzos Acumulados, como correo monetria, ajustes e reverses de reservas. Segundo o artigo 186 da Lei n.6.404/76:
A Demonstrao de Lucros ou Prejuzos Acumulados discriminar: I o saldo do incio, os ajustes de exerccios anteriores e a Correo Monetria do saldo inicial; II as reverses de reservas e o lucro lquido do exerccio; III as transferncias para reservas, os dividendos e a parcela incorporada ao capital e o saldo ao fim do perodo. 1 Como ajustes de exerccios anteriores sero considerados apenas os decorrentes de efeitos da mudana de critrio contbil, ou da retificao de erra imputvel a determinado exerccio anterior, e que no possam ser atribudos a fatos subseqentes. 2 A demonstrao de lucros ou prejuzos acumulados dever indicar o montante do dividendo por ao do capital social e poder ser includa na demonstrao das mutaes do patrimnio Lquido, se elaborada e publicada pela companhia.
MODELO DE DEMONSTRAO DE LUCROS E PREJUZOS ACUMULADOS
1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. Saldo no incio do perodo ............................................................................. 1 Ajustes de exerccios anteriores (+ ou - ) ...................................................... 2 Correo monetria do saldo inicial (+) ......................................................... 3 Saldo ajustado e corrigido ............................................................................. 4 Lucro ou prejuzo do exerccio (+ ou -) .......................................................... 5 Reverso de reservas (+) .............................................................................. 6 Saldo disposio ......................................................................................... 7 Destinao do exerccio Reserva Legal ............................................. X Reserva Estatutria ...................................... X Reserva para Contingncia .......................... X Outras Reservas ........................................... X Dividendos obrigatrios (R$ por ao) .......... X ....................................... 8 Saldo no fim do exerccio .............................................................................. 9
10.4. DEMONSTRAO DAS MUTAES DO PATRIMNIO LQUIDO A Demonstrao das Mutaes do Patrimnio Lquido mostra as variaes ocorridas nas Contas do Patrimnio Lquido, evidenciando os saldos iniciais, os ajustes de exerccios anteriores, a correo monetria, os aumentos do Capital, as reverses de reservas, o Lucro Lquido do Exerccio e sua destinao, alm dos saldos finais das respectivas contas que compem o Patrimnio Lquido da empresa.
Essa demonstrao financeira est prevista no pargrafo segundo do artigo 186 da Lei n. 6.404/76:
2 - A demonstrao de lucros ou prejuzos acumulados dever indicar o montante do dividendo por ao do capital social e poder ser includa na demonstrao das mutaes do patrimnio lquido, se elaborada e publicada pela companhia.
Como vemos, a Lei das Sociedades por Aes permite que a empresa opte por elaborar a Demonstrao das Mutaes do Patrimnio Lquido em substituio Demonstrao de Lucros ou Prejuzos Acumulados. Entretanto, a partir de 1985, as sociedades annimas de capital aberto ficaram obrigadas, por resoluo da Comisso de Valores Mobilirios CVM, a elaborar essa demonstrao, ficando dispensadas da elaborao da Demonstrao de Lucros ou Prejuzos Acumulados. Os dados para a elaborao dessa demonstrao so extrados do livro Razo.
10.5. DEMONSTRAES DAS ORIGENS E APLICAES DE RECURSOS Esta demonstrao tem por objetivo identificar as modificaes ocorridas na posio financeira da empresa. A posio financeira, conforme definida na Lei das Sociedades por Aes, o CAPITAL CIRCULANTE LQUIDO (CCL) da empresa. O CCL, tambm conhecido por Capital Circulante Prprio, igual ao Ativo Circulante (AC) menos Passivo Circulante (PC):
CCL = AC PC
. Essa demonstrao no obrigatria para todas as empresas; ESTO OBRIGADAS a elabor-las todas as sociedades annimas de capital aberto e as de capital fechado que possuam Patrimnio Lquido superior a R$ 1.000.000 (um milho de Reais) na data do Balano. Veja o que dispe o artigo 188 da Lei n. 6.404/76:
A demonstrao das origens e aplicaes de recursos indicar as modificaes na posio financeira da companhia, discriminando: I as origens dos recursos, agrupadas em: a) lucro do exerccio, acrescido de depreciao, amortizao ou exausto e ajustado pela variao nos resultados de exerccios futuros; b) realizao do capital social e contribuies para reservas de capital; c) recursos de terceiros, originrios do aumento do passivo exigvel a longo prazo, da reduo do ativo realizvel a longo prazo e da alienao de investimentos e direitos do ativo imobilizado;
Todos os fatos que modificam o Capital Circulante Lquido da empresa fazem parte da Demonstrao das Origens e Aplicaes de Recursos.
II as aplicaes de recursos, agrupadas em: a) dividendos distribudos; b) aquisio de direitos do ativo imobilizado; c) aumento do ativo realizvel a longo prazo, dos investimentos e do ativo diferido; d) reduo do passivo exigvel a longo prazo; III o excesso ou insuficincia das origens de recursos em relao s aplicaes, representando aumento ou reduo do capital circulante lquido; IV os saldos, no incio e no fim do exerccio, do ativo e passivo circulantes, o montante do capital circulante lquido e o seu aumento ou reduo durante o exerccio.
MODELO DE DEMONSTRAO DAS ORIGENS E APLICAES DE RECURSOS
1 ORIGENS DOS RECURSOS
a. Lucro Lquido do Exerccio (+) Depreciao, amortizao ou exausto (+ ou -) Variao nos Resultados de Exerccios Futuros (+ ou -) Resultado da Correo Monetria das Demonstraes Financeiras b. Realizao do Capital Social c. Contribuies para Reservas de Capital d. Aumento do Passivo Exigvel a Longo Prazo e. Reduo do Ativo Realizvel a Longo Prazo f. Alienao de Investimentos e Direitos do Ativo Permanente TOTAL DAS ORIGENS
2 APLICAES DE RECURSOS a. Dividendos distribuies b. Aumentos de Bens ou Direitos do Ativo Permanente c. Aumento do Ativo Realizvel a Longo Prazo d. Reduo do Passivo Exigvel a Longo Prazo TOTAL DAS APLICAES 3 AUMENTO OU DIMINUIO DO CAPITAL CIRCULANTE LQUIDO ( 1 2) 4 VARIAO DO CAPITAL CIRCULANTE LQUIDO Ativo Circulante Inicial (-) Passivo Circulante Inicial a. Capital Circulante Lquido Inicial Ativo Circulante Inicial (-) Passivo Circulante Inicial b. Capital Circulante Lquido Final c. Variao do Capital Circulante Lquido (b a)
10.6. NOTAS EXPLICATIVAS As notas explicativas so informaes que visam complementar as demonstraes financeiras e esclarecer os critrios contbeis utilizados pela empresa, a composio dos saldos de determinadas contas, os mtodos de depreciao, os principais critrios de avaliao dos elementos patrimoniais etc.
11. FATOS QUE MODIFICAM COMPRAS E VENDAS
FATOS QUE ALTERAM COMPRAS quando a empresa adquire mercadorias para revenda, podem acontecer certos fatos que resultam num custo de aquisio, acrescentados ao valor pago ao fornecedor. Tais como: fretes, seguros, descontos, devolues e impostos incidentes sobre compras.
O custo das mercadorias ou matrias primas adquiridas para revenda ou industrializao, compreende:
o preo da aquisio, o custo do transporte e o respectivo seguro; os tributos devidos na aquisio ou importao exceto o ICMS e o IPI, quando recuperveis. as devolues de compras, compras anuladas, devolvidas ou canceladas; os descontos incondicionais obtidos e/ou abatimentos sobre compras.
(-) (-) (-) (-) (-) (-) (+) (+) (+) (+) (+)
COMPRAS BRUTAS ICMS / Impostos Recuperveis Devolues de compras Compras canceladas Descontos Comerciais Descontos Incondicionais Abatimentos IPI Outros Impostos incidentes Fretes s/ compras Seguros s/ compras Embalagem COMPRAS LQUIDAS
Contabilizao os registros contbeis so feitos de 2 maneiras: quando diminuem o valor da compra (descontos, compras canceladas, abatimentos, ICMS) e quando aumentam o valor da compra (fretes, IPI, seguros, embalagem).
Quando aumentam o valor da compra
Ex.: compra de mercadorias no valor de $ 200, com frete (a pagar) de $ 10 e seguro (a pagar) de $ 15. a a a
Compras/Mercadorias Diversos Fornecedores ............. Contas a Pagar ,,,,,,,,,,
$ 200 $ 25
onde Contas a Pagar engloba o frete ($ 10) e o seguro ($ 15).
Quando diminuem o valor da compra
Compras/Mercadorias Diversos Fornecedores ............. $ 180 Descontos s/Compras,,,, $ 20
Ex.: compra de mercadorias no valor de $ 200, com desconto de 10 % a a a
onde Fornecedores creditado pelo valor lquido, j com o desconto de $ 20 (10 %) .
Quando sobre as compras incidem Impostos no cumulativos (ICMS e IPI)
Estes impostos so tambm, dependendo a forma de aquisio (se para revenda ou para consumo), recuperveis (caso do ICMS para revenda e do IPI para empresas que industrializam). Estes impostos so cobrados do adquirente (pelo vendedor) que, posteriormente, recolhe aos cofres pblicos a diferena entre o imposto cobrado na revenda e o imposto pago na aquisio. Os impostos recuperveis so registrados em contas representativas de DIREITOS REALIZVEIS, enquanto que os impostos no recuperveis integram o CUSTO DAS MERCADORIAS. Ex.: compra de mercadorias, adquiridas a prazo no valor de $ 120.000, com alquota de IPI de 10 %. O ICMS, alquota de 18 % j est includo no preo da mercadoria (sem o IPI). a) Compra de mercadoria para REVENDA o ICMS e o IPI incidem sobre as compras, porm apenas o ICMS incide sobre as vendas. Portanto, o ICMS recupervel. $ 120.000 $ 12.000 $ 132.000
Mercadorias adquiridas a Prazo ........ ( + ) IPI alquota de 10 % ................. ( = ) Total da Nota Fiscal ....................
ICMS j incluso no preo alquota de 18 % $ 21.600 a Diversos Fornecedores Compras/Mercadorias....... ICMS a recuperar..............
$ 110.400 $ 21.600
Compra de matrias primas para INDUSTRIALIZAO o ICMS e o IPI incidem sobre as compras, e tambm incidem sobre as vendas. Portanto, ambos so recuperveis. a Diversos Fornecedores Compras Mat.Primas....... IPI a recuperar ................ ICMS a recuperar..............
$ 98.400 $ 12.000 $ 21.600
Compra de mercadorias para CONSUMO ou IMOBILIZAO como estas mercadorias no sero objeto de revenda, nem integraro a produo para venda, no h o que se falar em recuperao de impostos. a Mat.Consumo/Maqs. Fornecedores .................. $ 132.000
FATOS QUE ALTERAM VENDAS da mesma forma que o custo de aquisio de mercadorias pode ser diferente do valor pago ao fornecedor, nas VENDAS de mercadorias a receita lquida nem sempre corresponde ao valor recebido dos clientes.
Os fatos que modificam ou alteram as VENDAS BRUTAS (Receita Operacional Bruta) so: as devolues de vendas; vendas anuladas, devolvidas ou canceladas; os descontos incondicionais concedidos e/ou abatimentos sobre vendas; impostos incidentes sobre vendas e servios (ISS, ICMS, PIS, COFINS).
VENDAS BRUTAS ICMS / Impostos Recuperveis Devolues de vendas Vendas canceladas Descontos Concedidos Descontos Incondicionais Abatimentos Outros Impostos incidentes ISS COFINS PIS VENDAS LQUIDAS
Fretes e Seguros s/ vendas quando o comerciante entrega as mercadorias vendidas, incorrendo nos gastos com fretes e seguros, estes fatos no alteram as VENDAS porque so considerados como DESPESAS OPERACIONAIS. Desconto sobre Vendas no momento da venda o comerciante poder conceder algum desconto ao cliente. Se este desconto for imediatamente utilizado pelo cliente, diz-se que o desconto DESCONTO INCONDICIONAL, ficando definido o valor da operao. Se o desconto ficar pendente de algum evento futuro, como desconto para pagamento na pontualidade, trata-se de DESCONTO CONDICIONAL. somente o DESCONTO INCONDICIONAL altera o valor da VENDA o DESCONTO CONDICIONAL ser considerado como DESPESA Ex.: venda de mercadorias, a prazo, no valor de $ 400, com desconto incondicional de 10 % a Diversos Vendas Clientes ......................... $ 360 Descontos s/Vendas ......$ 40 Clientes Vendas .........................
Impostos sobre Vendas so aqueles que guardam proporcionalidade com o preo de venda, mesmo que o montante integre as respectivas bases de clculo, tais como o ICMS, ISS e as contribuies ao PIS e COFINS.
No so considerados como incidentes sobre vendas os impostos no cumulativos cobrados destacadamente do comprador, e do qual o vendedor mero depositrio. Portanto, o IPI, por no ser cumulativo e cobrado em adio ao preo, no considerado como imposto sobre vendas e nem integra o valor da RECEITA OPERACIONAL BRUTA os impostos incidentes sobre vendas so registrados, obrigatoriamente, em contas especficas, redutoras de vendas, tendo como contrapartida crditos de contas do passivo IMPOSTOS A RECOLHER. O IPI , por no integrar a Receita Operacional Bruta, registrado apenas sob o aspecto patrimonial.
Ex.: venda de mercadorias a prazo no valor de $ 800.000, com IPI alquota de 15 %. ICMS j incluso no preo de venda. Venda de Mercadorias a prazo ............... $ 800.000 ( + ) IPI alquota de 15 % ..................... $ 120.000 ( = ) Total da Nota Fiscal ........................ $ 920.000 ICMS j incluso no preo alquota de 18 % $ 144.000 Temos ainda os impostos PIS (com alquota 0.65 %) e COFINS (com alquota de 2 %) a a a a a a Clientes Diversos Vendas ............................. IPI a recolher ...................
$ 800.000 $ 120.000
$ 920.000 $ 144.000 $ 5.200 16.000
ICMS s/ Vendas ICMS a recolher ....................................... PIS s/ Vendas PIS a recolher .......................................
COFINS s/ Vendas COFINS a recolher ....................................... $
Devoluo de Vendas tambm conhecida como VENDAS ANULADAS ou VENDAS CANCELADAS, as devolues de vendas correspondem s mercadorias recebidas em devoluo.
Ex.: Mercadorias recebidas em Devoluo .... ( + ) IPI alquota de 15 % ..................... ( = ) Total da Nota Fiscal ........................ ICMS j incluso no preo alquota de 18 % a
sobre as devolues incidem os mesmos impostos no cumulativos que incidiram quando da sada das mercadorias. $ 400.000 $ 60.000 $ 460.000 $ 72.000
Diversos Clientes Devoluo de Vendas .............. $ 400.000 IPI a recuperar ...................... $ 60.000 ICMS a recuperar ICMS s/Vendas...........................$ 72.000 FIM
Documentos semelhantes a Apostila Basica de Contabilidade
juniorjp87
Hell Sales
Camila Veiga
raphaelrdz
Apostila de Contabilidade Resumão
atps contabilidade passo 3, 4.docx
raimundo_brito_ma
Resumo Basico de Contabilidade Basica
Esquema de resposta para a qualificação e estatuto do comerciante
joaoblablabla
CDC e CFC 1
Primeira Republica Um Periodo de Reformas
02-romana
A AÇÃO INVESTIGATIVA NA PRÁTICA COTIDIANA DO ASSISTENTE SOCIAL 27.08.16.pdf
Conceitos, Pluralidade, Cultura de Massa,
BoletoGRU Emerson
Plano Estadual de Cultura MS
Mandado de injunção.docx
NOÇÕES DE LOGICA E EPISTEMOLOGIA

References: artigo 193
 artigo 202
 artigo 202
 artigo 178
 artigo 187
 artigo 186
 artigo 186
 artigo 188