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Timestamp: 2018-06-21 07:27:26+00:00

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Hoje Macau 12 OUT 2011 #2470 by Jornal Hoje Macau - Issuu
DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ • QUARTA-FEIRA 12 DE OUTUBRO DE 2011 • ANO XI • Nº 2470
TEMPO AGUACEIROS OCASIONAIS MIN 24 MAX 28 HUMIDADE 70-95% • CÂMBIOS EURO 10.8 BAHT 0.2 YUAN 1.2
Air Macau | Avião viola normas de segurança nacional chinesa e poderia ter sido abatido
Uma hora de silêncio Durante uma hora inteirinha, um voo Pequim-Hong Kong realizado pela Air Macau não deu sinal de vida, como se não estivesse ninguém a bordo, violando assim as normas de segurança da República Popular da China. Se o destino fosse a capital chinesa, o mais provável era ter sido abatido. A Autoridade de Aviação Civil de Macau confirma o caso e está à espera do relatório final para desencadear eventuais acções junto da companhia. > PÁGINA 6
A DIFÍCIL VIDA DOS SURDOS EM MACAU • Página 7
GOVERNO AVANÇA COM LEI PARA GARANTIR RETORNO • Página 5
GUERRA ABERTA AOS VALORES EXORBITANTES • Página 4
QUARTA-FEIRA 12.10.2011 www.hojemacau.com.mo
China compra acções de bancos para animar mercado
Desenterrar os grandes para não enterrar os pequenos
UMAaparente tentativa de neutralizar a crescente insegurança dos investidores em relação às bolsas chinesas, o fundo soberano da China adquiriu milhões de acções dos combalidos bancos do país, elevando a cotação dos papéis e estimulando uma forte recuperação em Hong Kong. O Central Huijin Investment, braço de investimentos domésticos do fundo soberano chinês, de 400 mil milhões de dólares, anunciou em comunicado ontem que comprou acções dos quatro maiores bancos do país, e vai continuar a comprar essas acções no mercado aberto. Os investidores têm duvidado cada vez mais dos dados empresariais e económicos chineses, inclusive balanços bancários, num momento em que as crescentes preocupações com outra eventual crise financeira provocam uma onda de vendas de acções bancá-
rias no mundo todo. As acções dos quatro grandes bancos chineses, que emprestaram biliões de dólares para ajudar a estimular a economia chinesa, e assim podem enfrentar grandes perdas se houver qualquer desaceleração no país, perderam, em média, quase um quarto do valor na bolsa de Hong Kong desde o início de Setembro. “Ao comprar as acções bancárias peso pesadas, o Governo
enviou uma mensagem clara de que deseja aumentar confiança do mercado”, disse Wu Dazhong, analista da Shenyin Wanguo Securities. “Mas apenas comprar acções dos quatro grandes bancos não pode reverter a escassez de financiamento, que é a culpada pela baixa do mercado nos últimos meses.” O Central Huijin informou que começou a comprar acções do Banco Industrial e Comercial da
China Ltd. (ICBC), Banco Agrícola da China Ltd. (AgBank), Banco da China Ltd. e China Construction Bank Corp. (CCBC). O Banco da China, que abriu capital em 2006, e o AgBank, que estreou na bolsa de Hong Kong no ano passado, viram as suas acções caírem abaixo da cotação da sua oferta inicial. As aquisições ocorreram na segunda-feira, dia em que os mercados chineses reabriram depois de uma semana de feriados. O Central Huijin foi fundado há oito anos para investir nos bancos estatais chineses. Na época, a China iniciou uma reestruturação que desde então transformou os seus bancos, então muito endividados, em grandes financiadores de capital aberto, entre os maiores do mundo. O Central Huijin não revelou o montante de suas aquisições accionárias. Em contraste, os bancos divulgaram detalhes. As aquisições,
feitas por meio da Bolsa de Xangai, aumentaram a participação do Central Huijin nos bancos apenas marginalmente, pois o fundo já possuía entre 35% e mais de 67% das quatro instituições. Segundo informam os bancos, o Huijin comprou 14,58 milhões de acções do ICBC, 39,07 milhões de acções do Agbank, 7,38 milhões de acções do China Construction Bank e 3,51 milhões de acções do Banco da China. O Huijin tem um histórico de tentar elevar as acções dos bancos chineses a pedido do Governo. Dois anos atrás o organismo concluiu um plano de um ano para aumentar a sua participação no ICBC, o maior banco do país em activos, e no Banco da China, depois de uma onda de vendas de acções por parte de investidores estrangeiros. Analistas continuam a expressar preocupação com as perspectivas de bancos chineses. Num relatório de 8 de Outubro, o analista Steven Chan, da MF Global, rebaixou o sector de positivo para negativo, citando factores como um provável aumento dos créditos de liquidação duvidosa, prejuízos graves pela exposição às dívidas europeias, aumentos limitados na margem líquida de juros no segundo semestre de 2011 e uma diluição no retorno sobre o património de uma potencial reposição de capital em 2012.
DALAI LAMA OFENDE GOVERNO DE PEQUIM
PEQUIM VOLTA A ATACAR GOOGLE E BLOQUEIA APLICAÇÕES
Um bando de hipócritas
China está fundamentada em mentiras e os seus governantes são hipócritas, disse o Dalai Lama no fim-de-semana através de uma videoconferência, depois de problemas com o visto terem-lhe impedido de comparecer às celebrações de aniversário do arcebispo Desmond Tutu, na África do Sul. “Alguns membros do Governo chinês descrevem-me como um demónio,” disse o líder espiritual tibetano, sob aplausos, colocando os seus dedos indicadores de cada lado da cabeça para imitar os cornos de um diabo. “Na realidade, para o sistema totalitário comunista (...) a hipocrisia (e) as mentiras infelizmente tornaram-se parte das suas vidas.” O líder espiritual disse
que o Governo chinês “não fica à vontade” com os que dizem a verdade, acrescentando que as pessoas honestas vivem mais e que quer participar do futuro aniversário de 90 anos de Tutu. “Na ocasião, não se esqueça de enviar-me um convite (...), pois assim poderemos testar o seu Governo”, disse a Tutu numa aparente referência à situação de seu visto com as autoridades sul-africanas. O facto de o Governo
não ter permitido que o Dalai Lama entrasse no país tem sido considerado como uma concessão às pressões da China, maior parceiro comercial da África do Sul. Na semana passada, Pequim comprometeu-se a investir 2500 milhões de dólares na maior economia da África. Tutu, que tem 80 anos, reformou-se há um ano da maioria de suas funções públicas, mas mantém-se com uma figura proeminente e ainda é visto como uma voz de integridade.
China começou esta semana a bloquear o acesso à loja de aplicativos do Google no seu território. Sem apresentar justificações, o Governo de Pequim encerrou a conexão com o serviço, deixando usuários sem acesso via site ou dispositivos móveis – como tablets e smartphones. Sites como o Blocked in China e o Great Firewall of China confirmam o bloqueio ao endereço oficial do Android Market em www.market.android. com, acusando falha de comunicação. Essa não é a primeira vez que o Governo chinês toma uma atitude parecida. Em 2009, o país também fechou as portas o site de buscas do Google, o que
causou descontentamento e protestos entre os proprietários de dispositivos com o sistema operacional da empresa. Para garantir que os cidadãos não fiquem sem aplicativos, o país sustenta diversas lojas virtuais próprias, onde os programas são oferecidos gratuitamente aos usuários. A questão é que o material disponibilizado nesses
ambientes nem sempre apresenta o mesmo nível de qualidade ou variedade do serviço original. Curiosamente, o bloqueio acontece ao mesmo tempo em que a gigante das buscas começa a anunciar a sua intenção de ajudar o Dalai Lama a fazer uma “visita virtual” à África do Sul – o líder espiritual defende a autonomia do Tibete em relação a Pequim. A China também está a bloquear acesso à rede Google+, juntamente com sites como Facebook e Twitter. A censura de conteúdo externo é uma prática comum na região, servindo como uma forma de isolar a população e evitar a coordenação de protestos contra o Governo.
NOTIFICAÇÃO EDITAL (Trabalho ilegal – pagamento das multas)
FÓRUM MACAU QUER TRANSFORMAR DISPERSÃO GEOGRÁFICA NUMA FORÇA
Tirar partido da distância A
dispersão geográfica dos membros do Fórum Macau tem limitado a expansão das relações comerciais, mas poderá ser transformada numa força que afirme a China e os países lusófonos nas respectivas sub-regiões, considera o novo secretário-geral adjunto. “O grande ‘handicap’ do Fórum é a dispersão geográfica e esse é o maior entrave em termos do comércio e cooperação, pois limita a circulação de bens e pessoas, mas é essa aparente desvantagem que deverá ser explorada para se tornar numa força”, disse em entrevista à Agência Lusa o secretário-geral adjunto do Secretariado Permanente do Fórum Macau, Marcelo Pedro D’ Almeida. Quadro do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau que dirigia desde 2002 um projeto de reforço das capacidades no seu país, Marcelo D’ Almeida chegou em junho ao Fórum Macau para cumprir um mandato de três anos, rotativo entre os países de língua portuguesa membros da organização. O responsável acredita que o Fórum, criado em 2003 por Pequim para o reforço da cooperação com a lusofonia, apesar de “estar ainda em evolução, tem um potencial enorme e poderá vir a ter um
estatuto próprio e catapultar para outro nível”. “Os objetivos traçados, os planos anuais de atividades vão sendo cumpridos sem problemas, mas há ainda muito trabalho a fazer e vale a pena agora começarmos a pensar em como dar um salto qualitativo para outros horizontes”, apontou. Ao observar que a organização constitui uma “oportunidade de cooperação sobretudo a nível multilateral”, Marcelo Pedro D’ Almeida salienta a sua importância para o reforço das relações dos países de língua portuguesa com a China, a segunda economia mundial. Através da exploração das potencialidades dos mercados lusófonos, o Fórum Macau “pode contribuir para a afirmação da China nas sub-regiões onde aqueles estão inseridos e para a afirmação” dos países lusófonos “no contexto da cooperação económica sub-regional, já que estão espalhados pelos quatro cantos do mundo”, sustentou. Para Marcelo D’ Almeida, a “diversidade [dos países de língua portuguesa] oferece condições de um intercâmbio muito rico”, com que todos “têm a ganhar”. “Penso que o Fórum desempenha um papel importantíssimo, es-
pecialmente para os países economicamente mais fracos”, da África e Ásia, pois ganham “voz para darem a conhecer as suas potencialidades e necessidades e a possibilidade de identificação das oportunidades de cooperação com a China e os outros membros, podendo beneficiar das experiências dos mais desenvolvidos”, explicou. Ao constatar que o caso de “Angola não é, por exemplo, o da Guiné-Bissau, tal como o do Brasil não é o de Portugal”, o responsável considera que os países “mais pequenos precisam dessa solidariedade”, mas sublinha que “todos têm a ganhar”, já que desde a criação da organização o “volume das trocas comerciais tem aumentado com o Brasil, Portugal ou Angola”. Para Marcelo Pedro D’ Almeida, o Fórum Macau deverá apostar em “aprofundar” as missões no interior da China para apresentações dos países lusófonos e das suas oportunidades de negócio “para se criarem condições para que, de facto, haja um entrosamento entre os empresários”. As trocas comerciais entre a China e a lusofonia ascenderam a 62,9 mil milhões de dólares até Julho, mais 27% face a igual período de 2010.
N.º 260/11
Considerando que se revela ser impossível notificar, nos termos do artigo 14.º do Decreto-Lei n.º 52/99/M, de 4 de Outubro, do artigo 68.º e do n.º 1 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo (CPA), aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, LAM YUK TUNG (titular do bilhete de identidade de residente permanente de Hong Kong), GU KAIFANG (titular do passaporte da República Popular da China), CHONG KWOK YUNG (titular do bilhete de identidade de residente permanente de Hong Kong), NGUYEN THI PHUONG (titular do título de identificação de trabalhador não-residente), NGUYEN THI OANH (titular do título de identificação de trabalhador não-residente), TA THI YEN (titular do título de identificação de trabalhador não-residente), LAM SAM POU (titular do bilhete de identidade de residente permanente da Região Administrativa Especial de Macau), MA YUBAO (titular de Salvo Conduto para Hong Kong e Macau da República Popular da China), DANG THI GIOI (titular do título de identificação de trabalhador não-residente), 李小平 (romanizado em Lei Sio Peng) (titular da Autorização dos Serviços de Alfândega da Região Administrativa Especial de Macau), 祝成妹 (romanizado em Chok Seng Mui) (titular da Autorização dos Serviços de Alfândega da ��������������� Região Administrativa Especial de Macau), 吳瑞生 (romanizado em Ng Sua Sun) (titular da Autorização dos Serviços de Alfândega da Região Administrativa Especial de Macau), 張春濃 (romanizado em Cheong Chon Long) (titular da Autorização dos Serviços de Alfândega da Região Administrativa Especial de Macau) e YI YANLI (titular do passaporte da República Popular da China), pessoalmente, por ofício, telefone, ou outra forma, sobre a matéria acusada pela infracção do Regulamento Administrativo n.º 17/2004 – Regulamento sobre a Proibição do Trabalho Ilegal, de 14 de Junho, e para o efeito do regime de procedimento da aplicação da respectiva multa, Raimundo Vizeu Bento, Chefe do Departamento de Inspecção do Trabalho (DIT), da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL), notifica, nos termos do n.º 2 do artigo 72.º do CPA, os aludidos infractores, do teor da decisão sancionatória em causa, no seguinte: 1.	Dado exposto por ter comprovado a acção de LAM YUK TUNG, GU KAIFANG e CHON KWOK YUNG, bem como a culpa dos infractores, ao abrigo da alínea 1) do artigo 2.º Regulamento Sobre a Proibição do Trabalho Ilegal, nos termos da alínea 4) do n.º 1 do artigo 9.º do mesmo regulamento administrativo, foram aplicadas a cada infractor, a pena de multa de MOP$ 5.000,00; 2.	Dado exposto por ter comprovado a acção de NGUYEN THI PHUONG, NGUYEN THI OANH e TA THI YEN, bem como a culpa das infractoras, ao abrigo da alínea 1) do artigo 2.º Regulamento Sobre a Proibição do Trabalho Ilegal, nos termos da alínea 4) do n.º 1 do artigo 9.º do mesmo regulamento administrativo, foram aplicadas a cada infractora, a pena de multa de MOP$ 5.000,00; 3.	Dado exposto por ter comprovado a acção de LAM SAM POU, bem como a culpa do infractor, ao abrigo da alínea 3) do artigo 2.º Regulamento Sobre a Proibição do Trabalho Ilegal, nos termos da alínea 3) do n.º 1 do artigo 9.º do mesmo regulamento administrativo, foi aplicada, a pena de multa de MOP$ 5.000,00; 4.	Dado exposto por ter comprovado a acção de MA YUBAO (titular de Salvo Conduto para Hong Kong e Macau da República Popular da China), DANG THI GIOI (titular do título de identificação de trabalhador não-residente), 李小平 (romanizado em Lei Sio Peng) (titular da Autorização dos Serviços de Alfândega da Região Administrativa Especial de Macau), 祝成妹 (romanizado em Chok Seng Mui) (titular da Autorização dos Serviços de Alfândega da Região Administrativa Especial de Macau), 吳瑞生 (romanizado em Ng Sua Sun) (titular da Autorização dos Serviços de Alfândega da Região Administrativa Especial de Macau) e 張春濃 (romanizado em Cheong Chon Long), bem como a culpa dos infractores, ao abrigo do artigo 3.º Regulamento Sobre a Proibição do Trabalho Ilegal, nos termos da alínea 1) do n.º 1 do artigo 9.º do mesmo regulamento administrativo, foram aplicadas a cada infractor, a pena de multa de MOP$ 20.000,00; 5.	Dado exposto por ter comprovado a acção de YI YANLI, bem como a culpa da infractora, ao abrigo do artigo 3.º Regulamento Sobre a Proibição do Trabalho Ilegal, nos termos da alínea 1) do n.º 1 do artigo 9.º do mesmo regulamento administrativo, foi aplicada, a pena de multa de MOP$ 30.000,00; 6.	Mais, foi aplicada aos infractores LAM YUK TUNG, GU KAIFANG, CHONG KWOK YUNG, NGUYEN THI PHUONG, NGUYEN THI OANH, TA THI YEN, MA YUBAO, DANG THI GIOI, 李 小平 (romanizado em Lei Sio Peng), 祝成妹 (romanizado em Chok Seng Mui), 吳瑞生 (romanizado em Ng Sua Sun), 張春濃 (romanizado em Cheong Chon Long) e YI YANLI, a sanção acessória prevista, no artigo 10.º do aludido regulamento administrativo, impedindo-os de exercer qualquer atividade laboral na RAEM por um período de dois anos, a contar do primeiro dia útil seguinte ao da publicação da presente notificação edital; 7.	Informa-se ainda que, nos termos do n.º 2 do artigo 17.º do Regulamento Administrativo n.º 26/2008 Normas de Funcionamento das Acções Inspectivas do Trabalho, conjugado com as alíneas a) e b) do n.º 2 do artigo 145.º e 155.º do CPA, os actos administrativos em causa podem ser impugnados, no seguinte: a) Mediante reclamação para o autor do acto (Chefe do DIT), no prazo de 15 (quinze) dias, a contar do dia seguinte ao da presente notificação; ou b) Mediante recurso hierárquico necessário para o superior hierárquico do autor do acto (Subdirector da DSAL), no prazo de 30 (trinta) dias, a contar do dia seguinte ao da presente notificação edital. Por outro lado, nos termos do n.º 4 do artigo 150.º, conjugado com o n.º 1 do artigo 156.º do CPA, o direito acima referido é exercido por meio de requerimento, no qual devem ser expostos os fundamentos (de facto e de direito), juntando os documentos considerados convenientes, não sendo o acto acima mencionado susceptível de recurso contencioso. 8.	Mais ficam notificados que, nos termos do artigo 12.º do Regulamento sobre a Proibição do Trabalho Ilegal, e da alínea e) do artigo 14.º do Decreto-Lei n.º 52/99/M, conjugado com os n.os 1 e 2 do artigo 15.º do Regulamento Administrativo n.º 26/2008 - Normas de Funcionamento das Acções Inspectivas do Trabalho, os aludidos infractores devem, no prazo de 15 (quinze) dias, a contar da data da publicação da presente notificação edital, comparecer na DSAL para o levantamento da guia de pagamento da multa e proceder ao seu pagamento na Repartição de Finanças de Macau da Direcção dos Serviços de Finanças. Ficam ainda notificados que, nos 5 (cinco) dias subsequentes aos do prazo acima referido deverão entregar nestes serviços, o documento comprovativo desse pagamento, sob pena das cópias de todos os documentos acompanhadas do comprovativo de cobrança coerciva serem remetidos à Repartição das Execuções Fiscais da Direcção dos Serviços de Finanças para, ser efectuada a cobrança coerciva nos termos legais. Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais – Departamento de Inspecção do Trabalho, aos 4 de Outubro de 2011.
O Chefe do DIT
IH responde a dúvidas do público sobre habitação económica do Hipódromo
Combate à especulação com Tranquilidade Virginia Leung
NUNCIADA a distribuição de apartamentos económicos no Edifício da Tranquilidade a 880 famílias, o presidente do Instituto de Habitação (IH), Tam Kuong Man, veio ontem a público reiterar a verdadeira função da habitação económica: ajudar as famílias menos abastadas a comprarem casa para morar, e não proporcionar-lhes oportunidades de investimento. Por isso é que esses imóveis não poderão ser revendidos durante 16 anos; e por isso é que, mesmo após esse período, metade do preço da casa vai para o Governo. Tudo para evitar que a iniciativa redunde em mais especulação no mercado imobiliário. Os preços entre 565.100 e 1.679.200 patacas (para apartamentos de um a quatro quartos) das fracções na Rua da Tranquilidade correspondem a praticamente metade do preço médio por metro quadrado praticado no mercado privado em Macau. “O
Governo apenas está a proporcionar habitação económica como forma de ajudar as famílias de baixos rendimentos a resolverem os seus problemas habitacionais, e não oferecer-lhes oportunidades de negócio ou investimento”, reiterou Tam Kuong Man, durante uma sessão de esclarecimento sobre a “Lei da Habitação Económica”. Por essa razão, não interessa se, com o fim do período de proibição da revenda passados 16 anos, as casas terão desvalorizado ou encarecido – se o proprietário a vender, “terá automaticamente de pagar ao Governo um prémio de 50% do valor do imóvel na altura da compra inicial, isto para garantir que a habitação económica não é alvo de abusos”, explicou o presidente do IH. Comprar casa é um passo sério na vida das pessoas que devem “medir bem o que isso significa” e assumir o risco de que o imóvel possa desvalorizar ao longo dos anos.
ENTRE A HIPOTECA E A PAREDE
Há sete anos à espera de uma unidade de habitação económica, com um número na lista de espera na
casa dos 700, o senhor Chang ainda tem dúvidas sobre se terá ou não capacidade para se mudar para um desses apartamentos no Edifício da Tranquilidade. “Inscrevi-me para um T3 e o preço mais baixo é de mais de 800 mil patacas, o que ainda é para mim difícil de reembolsar a hipoteca”, revelou Chang, explicando que, apesar das previsíveis dificuldades em cumprir com as mensalidades, não considerava ter alternativa. “Não tenho casa e é impossível conseguir pagar os preços do mercado imobiliário privado. Por isso, se eu tiver a hipótese de me mudar para uma destas, irei fazê-lo apesar de ser difícil.” Alguns outros participantes na sessão de esclarecimento revelaram o mesmo tipo de preocupações. “Se finalmente tivermos a hipótese de ter uma habitação económica, mas não tivermos como fazer o pagamento inicial, o Governo irá ajudar?”, houve quem perguntasse. Nada feito, respondeu Tam Kuong Man: “O Governo não irá ajudar nessa situação”. Se os inscritos na habitação económica não têm capacidade para pagar a habitação
económica, porque é que não se candidataram à habitação social? Sobre a eventual abertura de uma nova fase de candidaturas à habitação económica, Tam explicou que a prioridade do Governo era tratar da lista de espera mais antiga, pelo que a reabertura das candidaturas não deverá estar para muito breve.
PRÓ-DEMOCRATAS ATENTOS
Em declarações ao Hoje Macau, o deputado da Assembleia Legislativa (AL) Au Kam San não deixou de lembrar o importante papel da habitação económica no presente contexto. “Actualmente, o mercado imobiliário está a oferecer apenas habitação de luxo, e as esperanças do público estão centradas na habitação económica para satisfazer a excessiva procura por apartamentos de gama média”, afirmou o representante da Associação Novo Macau Democrático. “A função da intervenção do Governo deveria ser a de resolver os problemas habitacionais, mas não fará sentido se essa intervenção não estiver a ajudar”, considera. Au Kam San considera que os
preços anunciados para o Edifício da Tranquilidade não deixam de estar ligados ao mercado privado de imóveis, e sublinha que actualmente, o mercado privado está a desenvolver-se de forma pouco salutar, com preços irrazoavelmente elevados, que os residentes têm dificuldade em suportar. “Mesmo um casal em que ambos trabalhem em casinos, com rendimentos totais à volta das 30 mil patacas, terá dificuldade em conseguir pagar uma casa no mercado imobiliário privado”, observou. Seja como for, Ho Ion Sang considera que os preços no Edifício da Tranquilidade, tendo em conta a localização do prédio, estão até bastante aceitáveis, com o Governo a subsidiar, ao fim e ao cabo, cerca de metade do valor dos imóveis. O responsável do IH sugeriu que o Executivo, daqui para a frente, deveria vir a focar-se no estabelecimento de mais algumas medidas a tomar com incidência sobre o funcionamento do mercado imobiliário privado, de forma a obter um maior controlo sobre o desenvolvimento pouco saudável de que falava Au Kam San.
SECTOR HOTELEIRO SOMA E SEGUE
Os Serviços de Estatística e Censos revelaram que em 2010 as receitas totais do sector hoteleiro atingiram os 14,24 mil milhões de patacas, resultando num de 29,2%, relativamente a 2009. No ano passado existiam 91 hotéis e estabelecimentos similares em actividade, dos quais 60 eram hotéis e 31 pensões. O número de quartos atingiu 20.174, ou seja, aumentou 2,4%. Relativamente à mão-de-obra no sector, até ao final de 2010 havia 26.721 empregados nos estabelecimentos hoteleiros, isto é, mais 1,5%, quando comparado com os do ano anterior. As despesas totais do sector hoteleiro situaram-se nos 15,65 mil milhões de patacas, traduzindo um acréscimo de 12,9% em relação a 2009. O contributo económico do sector atingiu 7,08 mil milhões de patacas, 36,4% que em 2009.
Desde a explosão da crise económica mundial, em 2008, que o Governo da RAEM impôs medidas para que esta não afecte o território. Agora, uma dessas medidas tornouse efectiva, com a aplicação da Lei do Regime de Garantia de Depósitos – todos os bancos contribuirão para um fundo de reembolso, que actua em caso de falência Joana Freitas
TÉ 500 mil patacas por instituição bancária, os clientes dos bancos de Macau podem estar descansados relativamente aos seus depósitos. Em caso de falência dos bancos, o Governo da RAEM, em contribuição com as entidades bancárias, garante o reembolso do dinheiro lá colocado. Foi finalizada ontem pelo Executivo e está já pronta para ser analisada pela Assembleia Legislativa (AL), a proposta de Lei do Regime de Garantia dos Depósitos. Assegurada por um fundo autónomo com o mesmo nome – Fundo de Garantia de Depósitos -, a lei obriga a que todos os bancos com sede em Macau ou sucursais
Governo envia para AL proposta de lei de garantia de depósitos
Dinheiro sempre a salvo de bancos com sede no exterior, que exerçam actividade no território, contribuam para a entidade, que funciona como fonte de eventuais reembolsos. De fora, ficam os três bancos offshore a funcionarem em Macau. Segundo Leong Heng Teng, porta-voz do Conselho Executivo, o Governo vai contribuir inicialmente para o fundo com uma dotação inicial de 150 milhões de patacas. Posteriormente, todos os 25 bancos que integram o fundo contribuirão primeiramente com um montante anual, que atingirá os 150 milhões de patacas “entre três a quatro anos”, segundo os cálculos de Anselmo Teng, presidente da Autoridade Monetária de Macau (AMCM). A contribuição foi contabilizada tendo em conta a base de depósitos actuais dos bancos de Macau e representa 0,05% do total desses depósitos. O principal objectivo da nova lei, frisa o porta-voz, “é que as entidades bancárias assumam as suas responsabilidades, reduzindo os encargos financeiros do Governo”. Criado tendo em conta as recentes recomendações do Fundo Monetário Internacional, prescritas pelo relatório de avaliação de centros financeiros offshore, o fundo assegura “mais estabilidade no sistema financeiro de Macau”, diz Leong Heng Teng. O FMI recomenda que o fundo consiga cobrir entre 80 a 90% dos depósitos. Anselmo Teng garante que, em Macau, 95% dos clientes
estejam seguros até ao limite máximo de 500 mil patacas por banco – o que significa que, caso tenha depósitos em três contas diferentes, o cliente estará seguro em 1,500,000 patacas. Anselmo Teng garante ter feito comparações com a região vizinha para delimitar a percentagem de contribuição dos bancos, que acabaram por sair inúteis, já que “Macau deve seguir o mais indi-
cado para si”. Em Hong Kong, os bancos contribuem com 0,14% do total dos depósitos devido à RAEHK ser um centro financeiro que conta com mecanismos de rating bancário, algo que não acontece em Macau. Ainda assim, frisa o presidente da AMCM, poderá surgir mais tarde na RAEM que sejam cobradas taxas diferentes consoante a classificação dada ao banco. Para
já, frisa Anselmo Teng, “optamos por algo mais simples”. O Fundo de Garantia de Depósitos entra em funcionamento depois de aprovado por despacho do Chefe do Executivo e está sob a tutela da AMCM, ainda que com administração e entidade de fiscalização próprias. Caso o fundo falhe – hipótese muito remota, diz Leong Heng Teng – os bancos poderão pedir empréstimo ao Governo.
AUTORIDADE MONETÁRIA NÃO COMENTA RECOMENDAÇÕES DO FMI
Igual às outras E
M Setembro, o Fundo Monetário Internacional publicou um relatório de avaliação sobre os centros financeiros offshore, onde frisava a falta de independência da Autoridade Monetária de Macau (AMCM) no respeitante às decisões financeiras do território. Ontem, em conferência de imprensa, instado a comentar sobre tal avaliação do FMI, Anselmo Teng
escusou-se a falar. O presidente da AMCM disse apenas que a entidade “corresponde aos padrões internacionais” de autonomia e que, “de acordo com a legislação actual tinha competências próprias”. Não é, no entanto, o que afirma o FMI que considera que o Executivo é quem mais ordena na supervisão das actividades financeiras da RAEM.
Em 2002, já tinha sido feita recomendação semelhante para a revisão do Regime Jurídico do Sistema Financeiro do território, onde o FMI pedia também que fosse retirado “o papel do Chefe do Executivo” em dois dos artigos. Ontem, Anselmo Teng afirmou que todas os comentários já tinham sido feitos na altura apropriada. - J.F.
OMEMORAVA-SE o Dia Nacional da República Popular da China e o voo CCA101 de Pequim para Hong Kong – operado pela Air China em ‘wet-lease’ com a Air Macau – colocou em perigo a segurança nacional com a perda de comunicações em fase de voo cruzeiro. A Autoridade de Aviação Civil de Macau (AACM) confirmou tudo. “A Air Macau comunicou à AACM que o voo CCA101 de Pequim para Hong Kong perdeu comunicação com o controlo de tráfego aéreo de Zhengzhou e Cantão durante aproximadamente uma hora e na fase de voo de cruzeiro”, disse a entidade ao Hoje Macau. Passageiros que estavam nesse voo confirmaram ao Hoje Macau que tudo o que aconteceu depois da aterragem em Hong Kong foi digno de filme de Hollywood. Avião selado, autoridades em polvorosa, tripulação escoltada pela
Air Macau | Companhia coloca em questão segurança nacional da China
A história do avião fantasma Aconteceu no dia 1 de Outubro e é muito grave. A Air Macau esteve envolvida numa falha de comunicações no voo de ‘wet-lease’ Pequim – Hong Kong, que colocou em questão a segurança nacional da China. Tanto a CAAC como a AACM já pediram à companhia o gravador de comunicações do cockpit. A tripulação do voo CCA101 está agora apeada e surge a forte possibilidade de a Air China saltar do barco polícia. “Parecia algo só visto num filme. O avião chegou e foi logo alvo das autoridades. Assustei-me e nem percebi o que se possa ter passado”, referiu um dos passageiros, desconhecendo o porquê da azáfama. O Hoje Macau pediu mais esclarecimentos à AACM e, nesse sentido, a autoridade explicou como tudo se passou depois do
incidente. “A pedido da Administração da Aviação Civil da China [CAAC, na sigla inglesa] e da AACM, a Air Macau enviou o gravador de comunicações da cabina de pilotagem [Cockpit Voice Recorder – CVR] e o registador digital de parâmetros de voo [Digital Flight Data Recorder – DFDR] à CAAC para fins de descodificação.” Pessoas ligadas ao meios
aeronáuticos afirmaram, entretanto, que se tal acontecesse no sentido contrário – Hong Kong para Pequim - o avião podia até ter sido abatido. Um ex-piloto foi mais longe e referiu que “a Air China já está a rever muito seriamente a sua parceria com a Air Macau”.
TRIPULAÇÃO APEADA
Alegadamente a tripulação
envolvida no incidente está impedida de voar, pelo menos até findas as investigações. O avião em questão teria de voltar a Pequim com a mesma tripulação e as autoridades chinesas impediram que isso acontecesse, o que fez com que a Air Macau tivesse de enviar nova tripulação de Macau para Hong Kong, atrasando o voo. A AACM não se alongou muito nesta questão apenas referindo que “a Air Macau informou ainda que a respectiva tripulação permanecerá em terra a fim de prestar todo o apoio na investigação”. O relatório da descodificação do CVR e o DFDR foi entretanto finalizado e enviado pela Air Macau à AACM, que está agora a analisar o mesmo.
A AACM acrescentou ainda que “a comunicação desta ocorrência foi feita de acordo com o Sistema de Comunicação Obrigatória de Ocorrências. Uma vez que o relatório final da investigação ainda não está concluído, não é possível ainda apresentar conclusões quanto às causas e factores contributivos desta ocorrência. A AACM irá solicitar à Air Macau a continuação da investigação e a submissão do relatório final da investigação dentro de um mês ou, se tal não for possível, a submissão de informação actualizada sobre esta ocorrência dentro do mesmo prazo.” AAir Macau foi contactada durante a tarde de ontem mas até ao final do dia ficou de enviar uma resposta o que não aconteceu.
“SEMANA DOURADA” RENDE MAIS DE 10 MIL MILHÕES A CASINOS
Os casinos de Macau encerraram os primeiros nove dias de Outubro com receitas brutas superiores a 10.800 milhões de patacas, indicam dados dos operadores a que a Agência Lusa teve acesso. De acordo com operadores como a Sociedade de Jogos de Macau (SJM) e a MGM Macau, cerca de 50% das receitas dos casinos foram conquistadas pela SJM e pela Galaxy Resorts. Os mesmos dados indicam que a SJM - empresa fundada por Stanley Ho - encerrou os primeiros nove dias de Outubro com uma quota de mercado de cerca de 26%, seguida da Galaxy Resorts com uma quota de mercado acima dos 23,5% e da Sands China com uma quota ligeiramente acima dos 15%.
Um deficiente auditivo, um Centro e o Governo
QUARTA-FEIRA 12.10.2011
ORQUE é que eu sou surdo?”. Foi esta a pergunta que assolou a infância de Richard – um jovem que aos três anos perdeu o sentido da audição depois de uma febre que não sabe até hoje explicar. Ir à escola não ajuda a sentir-se confortável, nem na vida e muito menos com a deficiência, apesar de ter frequentado uma escola de ensino especial. “Quando era mais novo sentia-me infeliz. Tinha inveja das outras crianças”, declara. O porquê tem duas respostas: o apoio por parte da escola era pouco, porque os professores eram ouvintes e nem sempre sabiam lidar com alunos surdos e, consequentemente, o ensino era fraco. “Nem sempre havia um entendimento e a língua gestual dos professores era fraca. Nas aulas o material que nos davam era demasiado simples e a nossa deficiência não é mental, só não conseguimos ouvir”, conta o jovem. Richard recorda que queria aprender inglês e não conseguia e mesmo o chinês que lhe era ensinado era o mais básico. Mas o menino que sen-
Os sons que são gestos tia inveja de quem ouve cresceu e tornou-se um homem. Agora com 25 anos diz sentir-se feliz, contudo reclama respeito por parte da sociedade e do Governo. “Às vezes as pessoas ficam a olhar, mas temos que nos impor, não ter vergonha, até que as pessoas se habituem”. Em entrevista ao Hoje Macau, Richard expressou uma vontade: uma maior mistura entre as pessoas surdas e os ouvintes. Apesar desta dificuldade, rodeado de amigos, também eles portadores de deficiência auditiva, considera ter uma vida social preenchida e com eles foi aprendendo a língua gestual – que não é universal, por cá “fala-se” o cantonês através das mãos e das expressões faciais.
OS GESTOS QUE IMPORTAM O Centro de Apoio aos Surdos foi criado em Agosto de 1999, como subunidade da Associação de Surdos de Macau, e tem vindo a desenvolver um serviço de apoio a
Em resposta ao Hoje Macau, o Instituto de Acção Social (IAS) revela que a população com deficiência em Macau era de 8298 em 2006 – da qual 987 pessoas com deficiência auditiva e 364 de incapacidade total de audição - perfazendo um total de 1351 deficientes auditivos. Para números mais actualizados encontra-se em curso novos censos e a avaliação do tipo e grau da deficiência.
vários níveis: disponibilização de intérpretes, promoção e divulgação do ensino da língua gestual, assistentes sociais que tentam ajudar na integração na sociedade e no mercado de trabalho, e psicólogas a quem podem recorrer para apenas uma conversa. “Tentamos fornecer este tipo de serviços, porque a comunicação para eles é tão difícil. Mesmo no seio familiar não há uma possibilidade de uma conversa profunda ou fluente”, explica Cathy Chan, supervisora do Centro. Richard confirma a ajuda dada, porque em casa apenas têm conversas superficiais – “Os meus pais apenas me perguntam: já co-
AS MÃOS QUE SE ESTENDEM
O IAS atribui um subsídio ao Centro de Educação para Crianças com Problemas de Audição “Kai Chong”, para ser dados treinos da fala às crianças e jovens entre um e os 18 anos e assim, através da intervenção precoce, se desenvolva a expressão verbal dos alunos, de modo a que possam regressar às escolas regulares. A instituição de solidariedade financia ainda a promoção do ensino da língua gestual e apoia entidades para que sejam implementados serviços de apoio ao emprego e à orientação profissional. E porque não basta dar só dinheiro, desde 2009 passou a haver um noticiário matinal em chinês da TDM com tradução gestual simultânea, sob a coordenação do IAS e em colaboração com o Centro de Apoio a Surdos.
meste? Vais para o trabalho? Não dá para mais”. O jovem descobriu o Centro aos 16 anos através de amigos. “Primeiro juntei-me por causa das aulas de hip-hop. Mais tarde fiquei a
conhecer os serviços disponíveis e comecei a frequentar mais assiduamente. Até hoje o frequenta e foi assim que consegui tirar a carta de condução. Estranho? Richard explica: “Antes não estávamos
autorizados a conduzir, mas depois da ajuda dada pelo Centro foi permitido. Utilizando um aparelho auditivo podemos ouvir alguns sons”, explica Richard, acrescentando que o aparelho permite sentar-se ao volante de um carro e deslocar-se de forma autónoma. Independência pode ser adjectivo a este jovem, apesar de muitas das empresas locais acharem que se alguém é surdo não consegue trabalhar. Depois de terminar o 11.º ano, o jovem encontrou emprego como bibliotecário. A falta de gestos vem do Governo, que de acordo com o jovem “não sabe como lidar com este grupo, talvez porque aparentemente são normais”. O apoio dado chega em forma de dinheiro, tal como a todas a outras pessoas com deficiência. Richard considera que o Executivo devia contratar e promover mais junto das empresas as contratações a pessoas com deficiência, “para dar o exemplo e mostrar à sociedade que é um Governo com mente aberta”. Um dia como governante, o rapaz de 25 anos mudaria algumas coisas que facilitassem a vida do dia-a-dia, como as barreiras que contaminam a cidade, que os impede de viver uma vida acessível. “Os ouvintes mais facilmente têm acesso à informação. Nós dependemos dos olhos, talvez pôr as coisas mais visíveis nas ruas ou nos hospitais”, exemplifica.
AVISO COBRANÇA DA CONTRIBUIÇÃO ESPECIAL 1.	Faço saber que, o prazo de concessão por arrendamento dos terrenos da RAEM abaixo indicados, encontra-se terminado, e, que de acordo com o artigo 3.º da Lei nº. 8/91/M de 29 de Julho, conjugado com o artigo 2.º e o artigo 4.º da Portaria n.º 219/93/M, de 2 de Agosto, foi o mesmo automaticamente renovado por um período de dez anos a contar da data do seu termo, pelo que, deverão os interessados proceder ao pagamento da contribuição especial liquidada pela Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes. Localização dos terrenos: - Rua de Henrique de Macedo, n.os 2A a 2C (Edifício Lai Fong); -	Rua de Francisco Xavier Pereira, n.os 163 a 165B e Pátio dos Cavaleiros, n.os 11 a 13 (Edifício Mei Lam Garden); -	Rua das Lorchas, n.os 142 a 178; -	Rua dos Artilheiros, n.os 15 a 15B (Edifício Meng Yuen). 2.	Agradecemos aos contribuintes que, no prazo de 30 dias após a recepção da notificação do pagamento, ou, até 31/10/2011, se dirijam ao Núcleo da Contribuição Predial e Renda, situado no rés-do-chão do Edifício Finanças, ao Centro de Serviços da RAEM, ou, ao Centro de Atendimento Taipa, para levantamento da guia de pagamento M/B, destinada ao respectivo pagamento nas Recebedorias dos referidos locais. 3.	Na falta de pagamento da contribuição no prazo estipulado, proceder-se-á à cobrança coerciva da dívida, de acordo com o disposto no artigo 6.º da Portaria acima mencionada. Aos, 9 de Setembro de 2011. A Directora dos Serviços de Finanças, Vitória da Conceição
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO Nº
-----Considerando que não é possível notificar directamente a interessada, pelo presente notifique-se, nos termos do nº 2 do art.º 72º do Código do Procedimento Administrativo, o Sr. David, Jaime Eduardo, titular da licença do Bar com Karaoke “Gato de Noite”, em chinês “夜貓卡拉OK酒廊”, sito na Rua de Roma, nºs 26 e 30, r/c e s/l, Macau, que na sequência do Auto de Notícia n.º 010/B/2009-Pº.225.48 levantado pela C.P.S.P. em 4.6.2009, bem como, por despacho do signatário de 06.12.2010, exarado no Relatório nº 249/DI/2010, de 19.11.2010, foi desencadeado procedimento sancionatório.-----------Nos termos do nº 3 do artº 95º do Decreto-Lei nº 16/96/M, de 1 de Abril, pode, no prazo de 5 dias úteis, contados da data de notificação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito sobre a matéria do referido Auto, oferecendo nessa altura todos os meios admitidos em Direito.--------------------------------------------------------------------------------------------------------------A matéria daquele Auto de Notícia constitui infracção ao disposto na alínea b) do nº 1 do artº 81º - “Existência de extintores fora de prazo de validade.” do Decreto-Lei n.º 16/96/M, de 1 de Abril, punível no nº 2 do artº 81º com multa de $15,000.00 a $35,000.00 (quinze mil patacas a trinta e cinco mil patacas) do mesmo diploma.------------------------------O processo administrativo poderá ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção.--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 6 de Outubro de 2011. O Director dos Serviços, João Manuel Costa Antunes
8 PODE SER O COMBUSTÍVEL DO FUTURO
Captar ar quente para fazer luz A
ideia de Davey é alojar, no deserto do Arizona, nos Estados Unidos, uma estrutura com mais de 790 metros de altura que capte o ar quente. À medida que o ar quente se iria mover dentro da torre, a força de 32 turbinas em rotação iria criar energia mecânica que, através de geradores, seria convertida em energia eléctrica. Segundo a empresa de Davey, a EnviroMission, a estrutura teria capacidade para gerar cerca de 200 megawatts de energia, suficientes para fornecer 100 mil habitações. Citada pela estação televisiva CNN, a empresa esclarece que pretende ser uma fonte suplementar de energia, livre de emissões de carbono. “Uma das coisas mais importantes que diferencia isto de qualquer outra coisa é a habilidade de produzir energia quando for necessário”, explica Davey. Segundo os especialistas, esta nova fonte eléctrica apresenta-se em
vantagem perante a energia solar (que não é produzida durante a noite) e a energia eólica (que não é produzida em dias sem vento). A EnviroMission afirma que, caso o projecto avance, a torre irá manter-se activa por 80 anos, um limite que ultrapassa em larga escala o tempo de funcionamento de um campo de painéis solares. Davey adianta que a estrutura irá ter um custo total de 750 milhões de dólares, algo como 551 milhões de euros. Por outro lado, Mohammad Taslim, professor de Engenharia Mecânica na Northeasten University, refere que é preciso ter em conta se a estrutura vai ser, ou não, economicamente viável, e se é possível o alcance dos 200 megawatts de produção. Por agora, Davey sublinha que a concretização do projecto depende da combinação de factores políticos, políticas ambientais e do baixo custo dos combustíveis fósseis.
S estudos mais recentes têm mostrado que as estradas são uma das fontes principais de ruído nas cidades, mas a Universidade do Minho (UM) encontrou uma solução para o problema, como noticia o jornal “Público”. Um grupo de investigadores está a desenvolver um novo piso, que é mais silencioso e pode ser aplicado de forma económica. A solução já foi testada em Braga e os responsáveis acreditam que pode ter um impacto positivo na qualidade de vida das zonas urbanas. A solução proposta pelo Centro de TerritórioAmbiente e Construção (C-TAC), do Departamento de Engenharia Civil da UM, é relativamente simples. Os pavimentos das estradas são constituídos por agregados - pequenas pedras com tamanhos variáveis - e betão asfáltico. O tamanho do agregado confere determinadas características à camada de desgaste - que está em contacto com o pneu e é a principal responsável pelo ruído provocado. O que os investigadores da UM estão a fazer é a optimizar os tamanhos dos agregados, trabalhando com materiais mais pequenos do que o habitual. A técnica utiliza os mes-
SALVAMENTO COM ESFORÇO • Uma vaca na França mergulhou num lamaçal, de onde teve de ser resgatada pelos bombeiros. O animal ficou preso numa região lamacenta de uma floresta no norte de França e foi preciso uma equipa de profissionais para desatolá-la. Mergulhadores e bombeiros demoraram várias horas para trazer o animal de volta a terra firme.
SOL É O “CULPADO” DOS ÚLTIMOS INVERNOS
Investigadores britânicos coligiram dados sobre os ultravioletas registados pelo satélite SORCE . Os uma regularidade de 11 anos, podem ser integrados nos modelos de previsão climática com maio ainda. É a tese de um grupo de investigadores britânicos, que modelou aquela actividade e a incluiu no investigadores conseguiram explicar melhor os invernos mais rigorosos que se fizeram sentir desde 2
Investigadores desenvolveram piso que perm
Um paraíso de ruas mos materiais que habitualmente são usados na pavimentação das estradas. “Assim, permite ao construtor uma solução mais barata, sem ter de reformular os equipamentos utilizados”, explica Elisabete Freitas, professora que coordena o estudo. A variante Sul de Braga, que faz a ligação entre as saídas das auto-estradas e uma zona habitacional, foi o primeiro local a receber este novo tipo de piso. A rodovia atravessa uma zona densamente povoada, bem perto de urbanizações, e o ruído foi, durante vários anos, um problema apontado pelos moradores. Numa recente repavimentação, a autarquia chamou a UM para analisar o problema, tendo acabado por aceitar a colocação daquele piso ainda em fase de testes. “Tivemos óptimos resultados e um feedback muito bom das pessoas daquela zona”, conta Elisabete Freitas. O exemplo pode agora ser
prova surgiu em laboratório e corrobora o que as mulheres explicam desde sempre: que não é a mesma coisa estimular o clítoris ou a vagina. Cientistas norte-americanos conseguiram visualizar e localizar com exactidão as partes do cérebro activadas pelo prazer feminino. Onze mulheres foram seguidas por uma equipa de investigadores da Universidade de Rutgers, nos Estados Unidos, que registou a actividade cerebral enquanto se masturbavam. Os resultados, publicados no “Journal of Sexual Medicine”, mostram que diferentes áreas do cérebro são activadas pela estimulação do clítoris e da vagina. “Demonstrámos, pela primeira vez, que a estimulação da vagina, do colo do útero e do clítoris activa três locais distintos e separados no córtex sensorial. As três representações agrupam-se na mesma região do
replicado noutras zonas do país, especialmente no acesso a grandes centros urbanos. A investigadora acredita que esta inovação “pode ter um impacto positivo na vida das zonas urbanas”, ainda para mais quando os mapas do ruído apontam as estradas como a principal fonte de barulho nas cidades, especialmente no período nocturno.
Para Elisabete Freitas, o piso desenvolvido pela sua equipa pode fazer especial sentido nas vias de acesso a Lisboa e ao Porto, cujo volume de tráfego e a velocidade dos automóveis é uma grande fonte de ruído. A inovação permitiria, por exemplo, reduzir a altura das barreiras sonoras existentes, o que teria impacto positivo
CIENTISTAS DEFINEM ÁREAS DO CÉREBRO
O mapa da córtex sensorial, tal como a estimulação dos genitais no homens activa zonas desta área. O que foi surpreendente é que a auto-estimulação do mamilo não só activa a região do córtex sensorial que esperávamos, como também activa as mesmas zonas que a região genital, o que explica por que é que algumas mulheres podem ter orgasmos através da estimulação da área mamária”, explicou Barry Komisaruk, que liderou a investigação, citado pelo “El Mundo”. “Alguns especialistas afirmaram que na sexualidade feminina, a principal fonte de prazer é o clítoris e que este gozo é relativamente menor com a estimulação vaginal ou do colo uterino. No entanto,
os nossos resultados mostram que existe uma forte activação sensorial produzida pela estimulação destas duas últimas zonas. Esta é a base para um melhor entendimento de como a manipulação genital se propaga de forma sequencial através do cérebro a partir da activação inicial do córtex sensorial, para ‘acender’ a
Sabia que. • Cinco
mil espécie extintas na Terra em cad
S FRIOS
A diminuição do gelo oceânico no Árctico já está a permitir às baleias-da-Groenlândia (Balaena mysticetus) fazer a travessia do Atlântico para o oceano Pacífico, através da chamada Northwest Passage. O que era até hoje uma mera possibilidade - o encontro entre diferentes populações de organismos marinhos dos dois oceanos, devido ao degelo naquela região polar - foi agora pela primeira vez documentado com estes cetáceos.
ciclos de actividade solar, que têm or rigor, e com melhores resultados os modelos climáticos. Com isso, os 2008 até agora, no hemisfério Norte.
mite reduzir ruído do trânsito
conclusões estão na base do piso entretanto desenvolvido.
sobre a paisagem, argumenta. Mesmo dentro das cidades, onde se anda “muito depressa” em Portugal, considera a especialista, esta fórmula pode ter resultados positivos. A solução tem merecido a atenção da empresa Estradas de Portugal, responsável pela maioria das estradas portuguesas, e do Laboratório Nacional de Engenharia
Civil. “Esta é uma solução possível e quem está a decidir poderá decidir de acordo com o que descobrimos”, salienta a investigadora. O interesse dessas entidades tem também a ver com um outro contributo desta investigação. Durante os últimos anos, a equipa esteve a estudar as características das estradas do país, das auto-estradas às nacionais, quer em áreas urbanas quer rurais. E, até agora, não existia informação relativamente às características das camadas de desgaste usadas em Portugal. O trabalho permitiu esse mapeamento e foi o ponto de partida para uma equipa multidisciplinar de oito colaboradores, provenientes de áreas tão diversas como a Engenharia Civil, a Física e a Música. Numa segunda fase, a equipa teve ainda contributos da Psicologia, para um estudo, envolvendo 100 pessoas, dos 6 aos 85 anos, acerca das percepções do ruído rodoviário, cujas
O ESSENCIAIS PARA O PRAZER FEMININO
a excitação tempo as regiões cerebrais que produzem o orgasmo”. “O córtex sensorial, o sistema motosensorial, processa a informação a partir das células nervosas ligadas a partes diferentes do corpo”, acrescentou o investigador. As 11 participantes auto-estimularam-se recebendo instruções através de auricula-
es de animais e plantas são da ano que passa?
res que as mantiveram em contacto com os investigadores. Durante o processo de masturbação, activaram-se até quase 30 áreas do cérebro, incluídas as que estão relacionadas com o tacto, a memória, a sensação de recompensa e, inclusive, a dor. Estes resultados podem ajudar a reconhecer que o orgasmo é um poderoso analgésico, como se afirma há já algum tempo. O estudo de Komisaruk coloca, ainda, em causa a tese defendida por alguns especialistas que argumentam que as mulheres que obtêm prazer da estimulação vaginal “conseguem-no porque o clítoris é estimulado indirectamente”. E explica o cientista: “Tal como concluiu o estudo, a
vagina e o clítoris são fontes directas de prazer sexual, tal como o colo uterino, já que estas zonas erógenas têm as suas próprias terminações nervosas que transportam as sensações ao córtex cerebral”.
COMPLEMENTOS VITAMÍNICOS SÃO INÚTEIS OU PERIGOSOS
Taxa de mortalidade aumenta com consumo
PORTUGAL É UM PAÍS “RELATIVAMENTE RUIDOSO”
A primeira fase da investigação do departamento de Engenharia Civil da Universidade do Minho tratou de fazer o reconhecimento dos pisos existentes nas estradas portuguesas e do ruído provocado por cada um deles. A partir dessa análise, os especialistas concluíram que Portugal é um país “relativamente ruidoso” quando comparado com outros parceiros europeus. “Estamos ao nível da Espanha, por exemplo, mas vamos atrás da França, Alemanha e Holanda, para quem estas questões do ruído são uma preocupação há muito tempo”, explica a investigadora Elisabete Freitas. Nesta escala, os pior classificados são os países nórdicos, por causa do clima. A neve e o gelo obrigam ao uso de correntes e pneus pitonados no Inverno, que são mais agressivos para o asfalto, o que obriga à utilização de misturas mais ruidosas, por uma questão de durabilidade. Pelo contrário, o clima de Portugal é ameno, o que, para a especialista da UM, “dá ao país condições para utilizar camadas de desgaste mais silenciosas nas estradas”.
S complementos vitamínicos são inúteis para a maioria das pessoas e alguns podem mesmo acarretar risco de vida para mulheres mais velhas, segundo um estudo publicado na segunda-feira nos Estados Unidos e citado pela AFP. Os complementos de ferro figuram entre os que mais preocupam os investigadores, enquanto os de cálcio parecem estar ligados a uma redução do risco de mortalidade refere o estudo dos Archives of Internal Medecine, uma publicação da Associação Médica Americana. “Descobrimos que diversos complementos vitaminados ou minerais frequentemente utilizados, como os produtos multivitaminados, as vitaminas B6, ácido fólico, ferro, magnésio, zinco e cobre, estão relacionados com riscos mais elevados de mortalidade”, dizem os autores. As conclusões foram obtidas por uma investigação realizada no Estado de Iowa, no centro dos Estados Unidos, incluindo questionários
preenchidos por 38.772 mulheres com uma idade média de 62 anos. Depois de consumirem complementos vitamínicos em 1986, 1997 e 2004, a taxa de mortalidade passou de 66% em 1986 para 85% em 2004. De acordo com o estudo, o ferro está “fortemente” ligado ao aumento da mortalidade, em função das doses absorvidas. Os autores notam, no entanto, que não têm condições para determinar se as razões que levaram estas mulheres a absorver ferro podem explicar o aumento da taxa de mortalidade e adiantam que são necessárias mais investigações. O cálcio, em contrapartida, esteve ligado a uma redução da mortalidade. Estas descobertas “reforçam a [nossa] convicção que certos complementos antioxidantes, como a vitamina E, e vitamina A ou de betacaroteno, podem ser perigosos”, referem os médicos num comentário que acompanha o estudo.
ANÚNCIO “Prestação de serviços de máquinas e equipamentos e de pessoal auxiliar no aterro para resíduos de materiais de construção”
“Aquisição, pelo IACM, do Sistema de gestão de multas do RGEP” Concurso Público no 002/DI/2011 Faz-se público que, por deliberação do Conselho de Administração do IACM, tomada em sessão de 19 de Agosto de 2011, se acha aberto concurso público para a “Aquisição, pelo IACM, do Sistema de gestão de multas do RGEP”. Os interessados ao concurso podem, todos os dias úteis e dentro do horário normal de expediente, obter o Programa de Concurso e o Caderno de Encargos no Núcleo de Expediente e Arquivo do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), sito na Avenida de Almeida Ribeiro nº 163, r/c, Macau, pelo preço de MOP80,00 (oitenta patacas) por exemplar, nos termos do nº 3 do artigo 10º do Decreto-Lei nº 63/85/M. O prazo para a entrega das propostas termina às 17:00 horas do dia 14 de Novembro de 2011. Os concorrentes ou seus representantes legais devem entregar as propostas e os documentos no Núcleo de Expediente e Arquivo do IACM e prestar uma caução provisória no valor de MOP150.000,00 (cento e cinquenta mil patacas). A caução provisória pode ser efectuada na Tesouraria da Divisão de Contabilidade e Assuntos Financeiros do IACM, sita no rés-do-chão do mesmo edifício, por depósito em dinheiro, cheque ou garantia bancária em nome do IACM ou seguro-caução, cujo beneficiário seja o IACM. O acto público de abertura das propostas realizar-se-á no auditório da Divisão de Formação e Documentação do IACM, sita na Avenida da Praia Grande nº 762-804, Edifício China Plaza, 6º andar, pelas 10:00 horas do dia 15 de Novembro de 2011. O IACM realizará uma sessão de esclarecimento às 10:00 horas do dia 24 de Outubro de 2011 no mesmo auditório. Macau, aos 06 de Outubro de 2011. O Presidente do Conselho de Administração Tam Vai Man www. iacm.gov.mo
NOTIFICAÇÃO EDITAL (Trabalho ilegal – Exercício do direito de defesa)
N.º 259/11
Considerando que se revela ser impossível notificar, nos termos dos artigos 10.º e 58.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, os indivíduos abaixo mencionados, pessoalmente, por ofício, telefone, ou outra forma, sobre a matéria acusada pela eventual infracção ao Regulamento Administrativo n.º 17/2004 – Regulamento sobre a Proibição do Trabalho Ilegal, de 14 de Junho, Raimundo Vizeu Bento, Chefe do Departamento de Inspecção do Trabalho (DIT), manda que proceda, nos termos do n.º 2 do artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 52/99/M, de 4 de Outubro, conjugado com o artigo 94.º do mesmo código, à notificação dos indivíduos abaixo mencionados, para no prazo de 15 (quinze) dias, a contar do 1.º dia útil seguinte ao da publicação do presente édito, exercerem por escrito o seu direito de defesa, em virtude de terem eventualmente cometido infracção ao disposto no Regulamento Administrativo n.º 17/2004 – Regulamento sobre a Proibição do Trabalho Ilegal. Os eventuais infractores abaixo mencionados poderão levantar a respectiva nota de culpa no DIT, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado, n.os 221-279, edifício “Advance Plaza”, 1.º andar, em Macau, dentro das horas de expediente, sendo também facultada a consulta do respectivo processo. Finda o prazo anterior seguirá a tramitação do processo da presente infracção administrativa nos termos do Decreto-Lei n.º 52/99/M. 1.	Relativamente ao processo n.º 732/2010, TAHTONGJAI JAREERAT (titular do título de identificação de trabalhador não-residente), JAKKAEW PHAIWAN (titular do título de identificação de trabalhador não-residente) e SUTEN SAICHON (titular do título de identificação de trabalhador não-residente), suspeitos de exercerem actividade para entidade diversa da que requererem a sua contratação, apesar de possuírem a necessária autorização para trabalhar por conta de outrem e cometendo eventualmente infracção ao disposto na alínea 2) do artigo 2.º do Regulamento Administrativo n.º 17/2004 – Regulamento sobre a Proibição do Trabalho Ilegal. 2.	Relativamente ao processo n.º 885/2011, HE ZHI (titular de Salvo Conduto para Hong Kong e Macau da República Popular da China), suspeito de ter exercido actividade em proveito próprio, sem a competente autorização administrativa para esse efeito, cometendo eventualmente infracção ao disposto na alínea 4) do artigo 2.º, conjugado com o n.º 1 do artigo 3.º do Regulamento Administrativo n.º 17/2004 – Regulamento sobre a Proibição do Trabalho Ilegal. 3.	Relativamente ao processo n.º 4287/2011, 劉樂華 (romanizado em Lao Lok Va) (titular da Autorização dos Serviços de Alfândega da Região Administrativa Especial de Macau), suspeito de ter exercido actividade em proveito próprio, sem a competente autorização administrativa para esse efeito, cometendo eventualmente infracção ao disposto na alínea 4) do artigo 2.º, conjugado com o n.º 1 do artigo 3.º do Regulamento Administrativo n.º 17/2004 – Regulamento sobre a Proibição do Trabalho Ilegal. 4.	Relativamente ao processo n.º 4289/2011, 李玉蘭 (romanizado em Lei Iok Lan) (titular da Autorização dos Serviços de Alfândega da Região Administrativa Especial de Macau), suspeito de ter exercido actividade em proveito próprio, sem a competente autorização administrativa para esse efeito, cometendo eventualmente infracção ao disposto na alínea 4) do artigo 2.º, conjugado com o n.º 1 do artigo 3.º do Regulamento Administrativo n.º 17/2004 – Regulamento sobre a Proibição do Trabalho Ilegal. 5.	Relativamente ao processo n.º 5036/2011, XIE YUDI (titular de Salvo Conduto para Hong Kong e Macau da República Popular da China), suspeito de ter exercido actividade em proveito próprio, sem a competente autorização administrativa para esse efeito, cometendo eventualmente infracção ao disposto na alínea 4) do artigo 2.º, conjugado com o n.º 1 do artigo 3.º do Regulamento Administrativo n.º 17/2004 – Regulamento sobre a Proibição do Trabalho Ilegal. Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais – Departamento de Inspecção do Trabalho, aos 4 de Outubro de 2011. O Chefe do DIT Raimundo Vizeu Bento
Concurso Público 1.	Entidade que põe os serviços a concurso: Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental. 2.	Modalidade de concurso: público. 3.	Local de trabalho: aterro para resíduos de materiais de construção, junto ao Terminal de Carga do Aeroporto, Lote VR2, na Avenida Wai Long, Taipa, Macau 4.	Objecto de empreitada: prestação de serviços de máquinas e equipamentos e de pessoal auxiliar no aterro para resíduos de materiais de construção. 5.	Prazo de prestação de serviços: um ano (com início em 01 de Março de 2012). 6.	Prazo de validade das propostas: o prazo de validade das propostas é de 90 (noventa) dias, a contar da data do acto público do concurso, prorrogável, nos termos previstos no programa de concurso. 7.	Caução provisória: MOP$150 000,00 (cento e cinquenta mil patacas), a prestar mediante depósito em dinheiro ou garantia bancária aprovado nos termos legais. 8.	Caução definitiva: o adjudicatário deve prestar uma caução equivalente a 4% do preço total do contrato, para garantir o cumprimento do contrato. 9.	Preço base: Não há. 10.	Condições de admissão: O concorrente pode ser uma sociedade ou um consórcio. O seu objecto comercial deve estar relacionado com as obras de construção. O concorrente deve possuir experiência especializada relativa ao fornecimento de máquinas e equipamentos. A experiência mencionada deve ter sido adquirida directamente ou através de sociedade subsidiária na qual o concorrente seja sócio maioritário. No caso de o concorrente ser um consórcio de sociedades, pelo menos uma das sociedades que formam o consórcio deve satisfazer os requisitos acima referidos e, também, deve deter pelo menos uma posição não inferior a 50% do consórcio. 11.	Local, dia e hora limite para entrega das propostas: Local: Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental, sito na Alameda Dr. Carlos D’ Assumpção, N.os 393 a 437, Edifício “Dynasty Plaza”, 10.º andar, Macau; Dia e hora limite: dia 17 de Novembro de 2011 (quinta-feira), até às 17H00 horas. 12.	Local, dia e hora do acto público de abertura de propostas: Local: Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental, sito na Alameda Dr. Carlos D’ Assumpção, N.os 393 a 437, Edifício “Dynasty Plaza”, 10.º andar, Macau; Dia e hora: dia 18 de Novembro de 2011 (sexta-feira), pelas 09H30 horas. Os concorrentes ou seus representantes deverão estar presentes ao acto público de abertura de propostas para os efeitos previstos no artigo 27.º do DecretoLei n.º 63/85/M, de 6 de Julho, e para esclarecer as eventuais dúvidas relativas aos documentos apresentados no concurso. 13.	Local, hora e preço para obtenção da cópia e exame do processo: Local: Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental, sito na Alameda Dr. Carlos D’ Assumpção, N.os 393 a 437, Edifício “Dynasty Plaza”, 10.º andar, Macau; Hora: Horário de expediente; Preço: MOP$1 000,00 (mil patacas). 14.	Critérios de apreciação das propostas e os respectivos factores de ponderação: -	O preço proposto – 70%; -	A experiência profissional do concorrente e do seu pessoal na manobra – 10%; - Máquinas e equipamentos fornecidos pelo concorrente – 10%; -	Projecto de prestação de serviço elaborado pelo concorrente – 5%; -	Plano de disponibilidade de pessoal e equipamento de reserva, elaborado pelo concorrente – 5%. 15.	A proposta, assim como os documentos que a instruem, deve ser redigida numa das línguas oficiais da Região Administrativa Especial de Macau. 16.	Junção de esclarecimentos: Os concorrentes deverão comparecer na Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental, sito na Alameda Dr. Carlos D’ Assumpção, N.os 393 a 437, Edifício “Dynasty Plaza”, 10.º andar, Macau, a partir de 12 de Outubro de 2011 (inclusive) e até à data limite para a entrega das propostas, para tomar conhecimento de eventuais esclarecimentos adicionais.
Macau, aos 10 de Outubro de 2011 O Director, Cheong Sio Kei
CULTURA Sony quer adaptar biografia de Steve Jobs ao cinema
Do papel para o ecrã
estúdio que produziu “A Rede Social”, sobre a fundação do Facebook, está a tentar comprar os direitos cinematográficos da biografia autorizada de Steve Jobs, que morreu há uma semana. A Sony Pictures está disposta a pagar três milhões de dólares (cerca de 220 milhões de patacas) para poder avançar com a adaptação. O livro ainda não chegou às livrarias. Steve Jobs é assinado pelo jornalista Walter Isaacson, antigo editor executivo da revista “Time” e director-geral da CNN, que actualmente preside ao Instituto Aspen. A biografia tem lançamento agendado para 24 de Outubro, com o selo da Simon & Schuster. O co-fundador da Apple colaborou activamente com Isaacson, que o entrevistou cerca de 40 vezes e conversou com mais de uma centena de familiares, amigos e concorrentes. O resultado é um volume de 448 páginas, que chegou a estar na lista dos 50 mais vendidos da Amazon em meados de Agosto, quando nem sequer estava acabado.
O Deadline, um site norte-americano especializado em cinema, adianta que a Sony Pictures está a fazer todos os esforços para adquirir os direitos do livro e que será Mark Gordon (“O Código Base”, “Golpe Quase Perfeito”, “O Resgate do Soldado Ryan”) o produtor responsável pelo projecto. O acordo deve render já um milhão de dólares (7 milhões de patacas) a Walter Isaacson e à Simon & Schuster. No entanto, o valor pode crescer para os três milhões de dólares caso o filme seja mesmo feito. A acontecer, esta será a segunda vez que Steve Jobs surge, enquanto personagem, no grande ecrã – a primeira foi em “Pirates of Silicon Valley”, telefilme de 1999 que não chegou a ser exibido em Portugal e que retrata o nascimento da Apple e da Microsoft; Noah Wyle interpretou o papel de Jobs e Anthony Michael Hall o de Bill Gates. Steve Jobs, o génio visionário que ajudou a criar a indústria dos computadores pessoais, morreu aos 56 anos, na sequência de
HM-1ª vez 12-10-11 Execução Ordinária n.º
vários problemas de saúde, incluindo um tipo raro de cancro no pâncreas. Não chegou a ler a sua biografia, inicialmente intitulada
“iSteve: The Book of Jobs” (a mudança é obra de Isaacson). Mas assegurou de antemão que não tinha “esqueletos no armário”.
BEYONCÉ ACUSADA DE PLAGIAR COREOGRAFIA
Já viu esta dança antes? A
coreógrafa belga Anne Teresa De Keersmaeker acusou a cantora norte-americana Beyoncé de plágio pela coreografia do seu mais recente vídeo, “Countdown”. De acordo com o site de entretenimento AceShowbiz, o vídeo de Beyoncé, que se estreou na semana passada, mostra uma série de semelhanças a uma coreografia de Anne Teresa De Keersmaeker, que garante que não sabia de nada, visto que nenhuma permissão lhe foi pedida. “Não estou zangada, mas isto é plágio”, disse a coreógrafa ao AceShowbiz. Num vídeo do publicado no Youtube, os movimentos de dança de Beyoncé são comparados aos de Anne Teresa De Keersmaeker. Em “Countdown”, Beyoncé aparece a dançar com os seus bailarinos
num prédio abandonado, uma cena semelhante àquela que se pode ver no vídeo de Anne Teresa De Keermaeker, realizado com a empresa Rosa Danst Rosas, para o filme “Achterland”, que ganhou o prémio de Dance Screen, em 1994. Beyoncé ainda não respondeu às acusações, mas a responsável pela realização do vídeo, Adria Petty, explicou que os passos utilizados foram uma inspiração da dança contemporânea europeia. “Eu dei alguns passos de dança de referência a Beyoncé e em conjunto escolhemos alguns. A maioria eram referências da dança moderna alemã, acreditem ou não”, disse à MTV News, acrescentando que se tratou de um processo que foi “evoluindo espontaneamente”.
Esta é a segunda vez este ano que Beyoncé é acusada de plágio. No vídeo “Run the World”, dado a conhecer em Maio, a artista apresenta uma coreografia parecida com um trabalho da autoria da cantora Lorella Cuccarini, que acusou Beyoncé de plágio. No entanto, a cantora negou que tivesse plagiado, explicando que se tinha apenas inspirado nos movimentos de Lorella Cuccarini. “É um bocado grosseiro, devo dizer. Nem sequer se deram ao trabalho de esconder. Parece que pensaram que podiam fazê-lo porque é um trabalho conhecido”, disse a coreógrafa belga, reconhecida internacionalmente. “Se me sinto honrada? Já vi crianças fazerem isto nas escolas. É muito mais bonito”, concluiu Anne Teresa De Keersmaeker.
ANÚNCIO CV2-09-0130-CEO
EXEQUENTE: Hang Seng Bank Limited, com sede em Hong Kong e sucursal em Macau, na Avenida do Infante D. Henrique, nºs 43-53A, Edifício Macau Square, 11º andar H, I, J e K, registo comercial nº 17558. EXECUTADA: Fábrica de Malhas Três Estrelas (Macau) Limitada, com sede em Macau, na Rua Dois do Bairro da Concórdia, nº 62, Edifício Industrial Vang Tai, 6º andar, “A6”, “B6”, “D6”, “E6” e “F6”, registo comercial nº 2516. Nos autos supre identificados, foi designado o dia 25 de Outubro de 2011, pelas 09:30 horas, neste Tribunal, para a venda por meio de propostas em carta fechada, os bens penhorados abaixo identificados. Imóveis penhorados Verba 1 Denominação: Fracção autónoma “A6” do 6º andar “A”. Situação: Macau, na Rua Um do Bairro da Concórdia, nºs 57 a 77, na Rua do Conselheiro Borja, nºs 12 e 14 e na Rua Dois do Bairro da Concórdia nºs 58 a 80. Fim: Para indústria. Número de matriz: 37953. Número de descrição na Conservatória do Registo Predial: 21533 a fls. 29 do Livro B51. Número de inscrição da propriedade horizontal: 644 a fls. 127v do Livro F20A. O valor da base da venda: MOP3.700.000,00 (Três milhões e setecentas mil patacas). O preço da proposta dever ser superior ao valor da base da venda acima indicado. Verba 2 Denominação: Fracção autónoma “B6” do 6º andar “B”. Situação: Macau, na Rua Um do Bairro da Concórdia, nºs 57 a 77, na Rua do Conselheiro Borja, nºs 12 e 14 e na Rua Dois do Bairro da Concórdia nºs 58 a 80. Fim: Para indústria. Número de matriz: 37953. Número de descrição na Conservatória do Registo Predial: 21533 a fls. 29 do Livro B51. Número de inscrição da propriedade horizontal: 644 a fls. 127v do Livro F20A. O valor da base da venda: MOP2.000.000,00 (Duas milhões patacas). O preço da proposta dever ser superior ao valor da base da venda acima indicado. Verba 3 Denominação: Fracção autónoma “D6” do 6º andar “D”. Situação: Macau, na Rua Um do Bairro da Concórdia, nºs 57 a 77, na Rua do Conselheiro Borja, nºs 12 e 14 e na Rua Dois do Bairro da Concórdia nºs 58 a 80. Fim: Para indústria. Número de matriz: 37953. Número de descrição na Conservatória do Registo Predial: 21533 a fls. 29 do Livro B51. Número de inscrição da propriedade horizontal: 644 a fls. 127v do Livro F20A. O valor da base da venda: MOP2.000.000,00 (Duas milhões patacas). O preço da proposta dever ser superior ao valor da base da venda acima indicado. Verba 4 Denominação: Fracção autónoma “E6” do 6º andar “E”. Situação: Macau, na Rua Um do Bairro da Concórdia, nºs 57 a 77, na Rua do Conselheiro Borja, nºs 12 e 14 e na Rua Dois do Bairro da Concórdia nºs 58 a 80. Fim: Para indústria. Número de matriz: 37953. Número de descrição na Conservatória do Registo Predial: 21533 a fls. 29 do Livro B51. Número de inscrição da propriedade horizontal: 644 a fls. 127v do Livro F20A. O valor da base da venda: MOP2.000.000,00 (Duas milhões patacas). O preço da proposta dever ser superior ao valor da base da venda acima indicado. Verba 5 Denominação: Fracção autónoma “F6” do 6º andar “F”. Situação: Macau, na Rua Um do Bairro da Concórdia, nºs 57 a 77, na Rua do Conselheiro Borja, nºs 12 e 14 e na Rua Dois do Bairro da Concórdia nºs 58 a 80. Fim: Para indústria. Número de matriz: 37953. Número de descrição na Conservatória do Registo Predial: 21533 a fls. 29 do Livro B51. Número de inscrição da pro priedade horizontal: 644 a fls. 127v do Livro F20A. O valor da base da venda: MOP4.300.000,00 (Quatro milhões e trezentas mil patacas). O preço da proposta dever ser superior ao valor da base da venda acima indicado. *** Os interessados na compra devem entregar a sua proposta em carta fechada, com indicação nos envelopes das propostas, a seguintes expressão “proposta em carta fechada”, “2º Juízo Cível” e o “Processo Número: CV2-09-0130-CEO”, na Secção Central deste Tribunal, até o dia 24 de Outubro de 2011, até 17:45 horas, podendo os proponentes assistir ao acto da abertura das propostas. É fiel depositária o Sr. Lok Chung Kim, com domicílio profissional na Avenida do Infante D. Henrique, nº 43, Macau Square, 11º andar, Macau, que está obrigado, durante o prazo do edital e anúncio, a mostrar o bem imóvel a quem pretenda examiná-lo, podendo fixar as horas em que, durante o dia, facultará a inspecção.	Quaisquer titulares de direito de preferência na alienação dos imóveis supra referidos, podem, querendo, exercerem o seu direito no próprio acto da abertura das propostas, se alguma proposta for aceite, nos termos do artº 787º do C.P.C.M. Macau, em 04 de Outubro de 2011.
12 Marco Carvalho info@hojemacau.com.mo
MBREIA com a tri-atleta Hoi Long pelo estatuto de principal referência do desporto da RAEM e na segunda-feira voltou a provar, em Ancara, que o seu nome vale literalmente ouro. A 11.ª edição dos Campeonatos do Mundo de Wushu arrancou no domingo na capital turca e, em apenas dois dias de competição, a comitiva que representa Macau no evento já conquistou duas medalhas, mas foi o suspeito do costume que subiu por ambas as ocasiões ao pódio. Menos de um ano depois de ter oferecido ao desporto do território a sua primeira medalha de ouro no âmbito dos Jogos Asiáticos, Jia Rui volta a elevar o nome de Macau a um patamar de excelência, ao levar a melhor sobre a concorrência na prova masculina da categoria de gunshu.
DESPORTO Macau já soma duas medalhas nos Mundiais de Wushu
O suspeito do costume O atleta, de 24 anos, não se ficou pela medalha de ouro e brilhou também no torneio de wushu changquan, tendo falhado o assalto ao primeiro lugar do pódio por muito pouco. A prova, que pautou o arranque da edição de 2011 dos Mundiais de Wushu, foi ganha por Zhang Kai. Com uma exibição mais tranquila e convincente, o atleta da República Popular da China somou uma pontuação de 9.85, relegando Jia Rui para a segunda posição, a uma décima de distância do vencedor. Colvin Wang, estrela em ascensão do wushu norte-americano, encerrou as contas do pódio com um veredicto de 9.70, cinco centésimos de ponto mais que
a prestação obtida por Wu Nok In. O companheiro de Jia Rui na selecção do território terminou o certame na sexta posição, dez posições acima do terceiro representante da RAEM, Chu Chi Wai (9.56). Se nas lides da categoria de changquan, Jia Rui não conseguiu fazer melhor do que repetir o segundo lugar conquistado há dois anos em Toronto, na prova de gunshu a história escreveu-se com outros argumentos. O atleta era visto como um dos principais candidatos à vitória no certame e acabou por não deixar créditos por mãos alheias, ao triunfar no evento de forma quase imperturbável com um desempenho seguro que lhe
valeu uma pontuação de 9.80 pontos. No segundo lugar do pódio, a oito centésimos de distância, quedou-se o vietnamita Nguyen Manh Quyen, ao passo que o japonês Daisuke Ichikizaki teve de se contentar com a terceira posição da tribuna de honra, depois de ter perdido a prata para Nguyen por um unha negra. Wu Nok In seguiu as pisadas do companheiro de selecção e depois de ter competido na categoria de changquan, tentou a sorte também na prova de gunshu, ainda que com uma margem mais pálida de sucesso. Des-
gastado, o atleta terminou o certame sensivelmente a meio da tabela, assinando um décimo quarto lugar como resultado final. Macau encerrou a primeira jornada da edição de 2011 dos Campeonatos do Mundo de Wushu com duas medalhas, mas até poderiam ter sido mais. Na prova feminina de wushu nangun, uma falta técnica empurrou Tan Dong Mei para fora do pódio, ainda que a atleta do território tenha terminado o evento com a mesma pontuação que a malaia Diana Bong Siong Lin. As duas adversárias terminaram o evento com 9.66
pontos, atrás da russa Tatiana Ivshina, num certame ganho pela japonesa Erika Kojima. Perto do bronze esteve também Hsung Hun Hua. O atleta terminou a prova masculina de Nangun na quarta posição, a apenas um centésimo de ponto da medalha de bronze. O galardão foi conquistado pelo japonês Koki Nakata, com um desempenho premiado pelo júri com uma pontuação de 9.72. He Jing De, da vizinha Região Administrativa Especial de Hong Kong, levou a melhor sobre o iraniano Farshad Arabi para levar a melhor na competição. Com as duas medalhas conquistadas por Jia Rui, Macau passa a somar 43 galardões na principal prova mundial de wushu. A RAEM tem agora no palmarés onze medalhas de ouro, 19 de prata e 13 de bronze.
AVISO COBRANÇA DO IMPOSTO PROFISSIONAL (DIFERENÇA DO ANO DE 2010)
Avisa-se os Srs. contribuintes que a única prestação do referido Imposto(diferença do ano de 2010) será cobrada durante o mês de Outubro do corrente ano. No mês de pagamento, se os contribuintes não tiverem ainda recebido o conhecimento de cobrança, agradecemos que se dirijam ao Núcleo de Informações Fiscais, situado no r/c do Edifício “Finanças”, ao Centro de Atendimento Taipa ou ao Centro de Serviços da RAEM, trazendo consigo conhecimento de cobrança ou fotocópia do ano anterior, para efeitos de emissão de 2.ª via do conhecimento de cobrança. 3.	O pagamento pode ser efectuado, até ao último dia do mês de Outubro, nos seguintes locais: - Nas Recebedorias do Edifício “Finanças”, dos Centros de Atendimento Taipa ou do Centro de Serviços da RAEM; Os impostos/contribuições poderão ser pagos por intermédio de cartão de crédito ou de débito emitidos pelo Banco da China ou pelo Banco Nacional Ultramarino (incluindo “Maestro” e “UnionPay”). O montante total de pagamento não pode ser inferior a MOP200.00 (duzentas patacas), nem superior a MOP100,000.00 (cem mil patacas). O pagamento, através de cartão de crédito ou de débito, deve ser efectuado pelo montante total da dívida, sendo apenas permitido utilizar na operação um único cartão. - Nos balcões dos Bancos a seguir discriminados: Banco da China; Banco Comercial de Macau; Banco Delta Ásia; Banco Industrial e Comercial da China; Banco Luso Internacional; Banco Nacional Ultramarino; Banco Tai Fung e Banco Weng Hang. - Nas máquinas ATM da rede Jetco de Macau, assinaladas com a indicação «Jet payment»; - Por pagamento electrónico [“banca-on-line”], no Banco da China, no Banco Nacional Ultramarino ou no Banco Tai Fung, através dos endereços: www.bocmacau.com, www.bnu.com.mo e www.taifungbank.com, respectivamente; - Por pagamento telefónico “banca por telefone”, no Banco da China ou no Banco Tai Fung. 4.	Se o pagamento for efectuado por meio de cheque, a data de emissão não poderá ser anterior, em mais de três dias, à da sua entrega nas Recebedorias da DSF, devendo ser emitido a favor da «Direcção dos Serviços de Finanças», nos termos das alíneas 2) e 3) do n.º 1 do Artigo 4.º do Regulamento Administrativo n.º 22/2008. Se o valor do cheque for igual ou superior a MOP50,000.00, deverá o mesmo ser avisado, nos termos do n.º 4 do Artigo 5.º do Regulamento Administrativo acima mencionado. 5.	Os contribuintes podem também efectuar o pagamento através do envio de ordem de caixa ou cheque por correio registado para a Caixa Postal 3030. Note-se que não se pode enviar dinheiro, mas apenas ordem de caixa, cheque bancário ou cheque, devendo incluir-se um envelope devidamente selado e endereçado ao próprio contribuinte, a fim de se enviar posteriormente o respectivo conhecimento, comprovando o pagamento. Lembra-se que devem ser respeitadas as regras descritas no ponto 4, relativamente aos cheques. - O envio para a caixa postal deve ser feito 5 dias úteis antes do termo do prazo de pagamento indicado no conhecimento de cobrança. 6.	Nenhum dos métodos acima mencionados acarreta quaisquer encargos adicionais aos contribuintes pela prestação do serviço de cobrança. 7.	Para a sua comodidade, evite pagar os impostos nos últimos dias do prazo.
Aos 30 de Setembro de 2011.
A Directora dos Serviços, Vitória Conceição
JOGADOR PORTUGUÊS ETERNIZADO NO MÓNACO
Figo pé de ouro D
EPOIS de Eusébio, é o segundo português eternizado no Champions Promenade do Mónaco. Madjer, Gullit e Abedi Pelé também homenageados. Noite de gala em Monte Carlo, com o principado a cair aos pés de Luís Figo. Literalmente. Na presença do príncipe Alberto do Mónaco, o ex-jogador português alcançou a imortalidade. Numa homenagem só ao alcance dos maiores da história do futebol, Figo entrou, ontem, no restrito lote das lendas de todos os tempos, tornando-se no segundo português (Eusébio foi o primeiro) a colocar a marca dos seus pés no The Champions Promenade, o passeio da fama dos futebolistas onde já moram as pegadas de gigantes como Maradona, Platini, Di Stéfano, Puskas, George Best, Beckenbauer, Zidane ou, como já referimos, Eusébio. A consagração de Figo aconteceu já a noite caíra sobre as águas cristalinas que
banham o Mónaco, durante o jantar de gala promovido pelo World Champions Club. E foi sob enorme ovação que Luís Figo subiu ao palco e, ao lado de Madjer, Gullit e Abedi Pelé (os outros homenageados da noite), colocou finalmente os pés no molde a partir do qual será feita a placa de bronze Golden Foot (em português: pés de ouro) que o eternizará numa das principais zonas de passeio da luxuosa cidade do Mónaco. “É uma honra e um enorme prazer estar incluído neste lote maravilhoso de antigos jogadores. Para mim, é como um momento mágico. Estão aqui Beckenbauer, Maradona... Alguns vi jogar e eram os meus ídolos quando comecei a pensar que, quando fosse grande, queria ser jogador de futebol. E agora estou aqui, parece um sonho, algo que nunca pensei ser possível quando comecei a jogar. Estou muito, muito emocionado”, disse Luís Figo ao jornal A Bola.
JOHNNY ENGLISH REBORN [B] Um filme de: Oliver Parker Com: Rowan Atkinson, Dominic West 14.30, 16.30, 19.30, 21.30 SALA 2
THE SORCERER AND THE WHITE SNAKE [B] FALADO EM CANTONÊS LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Siu-Tung Ching Com: Jet Li, Shengyi Huang, Raymond Lam 14.30, 16.30, 19.30, 21.30
[ ] Cinema Um filme de: James Wan, Leigh Whannell Com: Patrick Wilson, Rose Byrne, Barbara Hershey 14.30, 16.30, 21.30
ONE DAY [B] Um filme de: Lone Scherfig Com: Emma Morley, Jim Sturgess, Patricia Clarkson 19.30
SOLUÇÕES DO PROBLEMA HORIZONTAIS: 1-AGUDA. RASAR. 2-U. RILHADURA. 3-ANAFORA. RS. 4-ALABAMA. CAT. 5-CE. OCO. PESE. 6-AGA. ELA. MAL. 7-NOCA. ORA. DA. 8-ARA. AGARRAR. 9-LI. ARABIAS. 10-ACABARIAS. C. 11-ROCAS. ASADO. VERTICAIS: 1-AU. ACANALAR. 2-G. ALEGORICO. 3-URNA. ACA. AC. 4-DIABO. A. ABA. 5-ALFACE. ARAS. 6-HOMOLOGAR. 7-RARA. ARABIA. 8-ADA. P. ARIAS. 9-SU. CEM. RASA. 10-ARRASADAS. D. 11-RASTELAR. CO.
VERTICAIS: 1-Ouro (s.q.). Fazer estrias. 2-Que encerra alegoria. 3-Caixão mortuário. Árvore silvestre do Brasil. Antes-de-Cristo (abrev.). 4-Demónio. Parte da espira que prende no eixo do hélice. 5-Planta hortense de que se faz salada. Pedras de altar. 6-Confirmar por autoridade judicial ou administrativa. 7-Que não é abundante, exótica. Península da Ásia e o maior do mundo. 8-Nome de mulher. Canções, cantigas. 9-Sigla, automobilística da URSS. Um cento. Espalmada, rasteira. 10-Fatigas, extenuadas (Fig.). 11-Assedar. Cobalto (s.q.).
INSIDIOUS [C]
HORIZONTAIS: 1-Terminada em ponta. Arrasar. 2-Efeito de rilhar. 3-Repetição da mesma palavra no começo de várias frases. Estado do Rio Grande do Sul, Brasil (abrev.). 4-Brilhante vistoso, mas de qualidade inferior (Bras.). Catálogo (abrev.) 5-Estado do Ceará, Brasil (abrev.). Sem nada dentro . Tenha certo peso. 6-Dignidade militar entre os turcos. A terceira pessoa gramatical. De modo irregular. 7-Nó dos dedos (Prov.). Implora. Imprime. 8-Altar. Deitar a garra. 9-Lítio (s.q.). O m. q. aravias. 10-Terminarias. 11-Vara em que se enrola a estriga que se quer fiar (pl.). Alado.
[Tele]visão www.macaucabletv.com TDM 13:01 13:30 17:00 18:30 19:00 19:30 20:25 20:30 21:00 21:30 22:15 22:55 23:00 23:30 01:10 01:40
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15 f ol h a sol t a Gonçalo Alvim*
O exemplo de Sadik-Khan A
senhora Janette Sadik-Khan foi nomeada em 2007 responsável pelo Departamento de Transportes da cidade de Nova Iorque. Para além de gerir um orçamento de dois biliões de dólares e ter a seu cargo milhares de trabalhadores qualificados, é responsável por cerca de 10.000 km de vias, 800 pontes e, entre muitos outros encargos, o ferry de Staten Island – o mais movimentado do país, transportando aproximadamente 21 milhões de passageiros por ano. No entanto, apesar das responsabilidades e dificuldades que acarreta um trabalho desta dimensão, soube ter uma visão de futuro para a cidade e o seu exemplo começa a ser divulgado em todo o mundo. Vale a pena conhecê-lo. Desde a sua nomeação, Sadik-Khan tem implementado um ambicioso programa de segurança, mobilidade e sustentabilidade em Nova Iorque e, não por acaso, o seu primeiro plano estratégico, publicado em 2008, denominou-se ‘Sustainable Streets’. Foi o início de uma “revolução” numa das cidades mais cosmopolitas do mundo! Em quatro anos à frente do departamento, Sadik-Khan conquistou fama nacional e internacional por transformar as ruas congestionadas da cidade – tal como Rudolph Giuliani a havia alcançado por reduzir drasticamente o crime. Até ao momento, ela já mandou instalar mais de 440 km de
ciclovias; transformou partes da Broadway em praças pedonais; eliminou centenas de lugares de estacionamento no centro cidade; e, entre muitas outras medidas, tem cortado algumas ruas ao tráfego nos fins-de-semana e meses de Verão. A cidade ganhou uma nova vida e os comerciantes lucraram com isso, como aconteceu na conhecida Times Square, agora transformada em extensa área pedonal. Paralelamente, promoveu a publicação de um novo ‘Street Design Manual’, com exigências acrescidas no design das ruas de Nova Iorque. Vale a pena fazer o seu download na internet e aprendermos um pouco com ele. (www.nyc.gov) Antes de Sadik-Khan aparecer, o trabalho no departamento de transportes tinha objectivos muito balizados: manter o tráfego a circular. Mas ela assumiu objectivos mais latos e, para além de responsável pelos transportes, é também promotora do desenvolvimento urbano e do embelezamento da cidade, defensora do transporte por bicicletas e ambientalista. Apesar de não estar imune a diferenças de opinião, até os seus críticos reconhecem o trabalho desenvolvido e a rapidez com que o conseguiu. Podemos perguntar: Mas quem é ela? Uma super-engenheira? Uma urbanista com especialização em ambiente? Uma gestora vocacionada para a engenharia urbana?
Ao longo da Rua Central encontramos um valioso património histórico que devia ser conhecido de todos os seus visitantes e residentes. No entanto, esta importante rua, de enorme significado histórico e que deveria ser valorizada como percurso pedonal, tem um tráfego intenso ao longo do dia, por um lado, e passeios estreitos e de difícil passagem, por outro. Os transeuntes que se atrevem a percorrê-la vêm-se muitas vezes em apuros e a ter de andar em “fila indiana” para não serem abalroados Uma doutorada em transportes públicos e mobilidade pedonal? Não. Sadik-Khan tem um bacharelato em Ciência Política e um curso de Direito. Tão simples como isso. O que permite concluir que, antes de tudo, está a “vontade” em percorrer um determinado caminho. E talvez muitos cursos, muitas especializações mal digeridas, sirvam por vezes como amarras
à realização de objectivos, fazendo ver aos seus detentores mais obstáculos no caminho do que metas a ultrapassar. Também por isso, temos nela um bom exemplo. Olhemos agora para a realidade de Macau. Por exemplo, é sabido que entre o Leal Senado e o Templo de A-Má, ao longo da Rua Central, encontramos um valioso património histórico que devia ser conhecido de todos os seus visitantes e residentes. Entre outros monumentos localizados nas imediações, é de realçar o Teatro D. Pedro V, a Igreja de São Lourenço e a de Sto. Agostinho, a Praça do Lilau, o Castelo dos Mouros ou a Casa do Mandarim, para além do próprio Templo de A-Má. No entanto, esta importante rua, de enorme significado histórico e que deveria ser valorizada como percurso pedonal, tem um tráfego intenso ao longo do dia, por um lado, e passeios estreitos e de difícil passagem, por outro. Os transeuntes que se atrevem a percorrê-la vêm-se muitas vezes em apuros e a ter de andar em “fila indiana” para não serem abalroados. Como tendemos a sobrevalorizar aquilo que nos falta, fixei a atenção nesta senhora de Nova Iorque. E pensei: Fazia-nos cá falta alguém como ela! Nem que fosse por pouco tempo… * Arquitecto Paisagista folhasolta.ga@gmail.com
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Vanessa Amaro Redacção Gonçalo Lobo Pinheiro; Joana Freitas; Lia Coelho; Rodrigo de Matos; Virginia Leung Colaboradores António Falcão; Carlos M. Cordeiro; Carlos Picassinos; José Manuel Simões; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Correia Marques; Gilberto Lopes; Hélder Fernando; Jorge Rodrigues Simão; José I. Duarte, José Pereira Coutinho, Marinho de Bastos; Paul Chan Wai Chi; Pedro Correia Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; António Mil-Homens; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Laurentina Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@ hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
c a r t o on por Steff MACAU RESOLVIDO CASO DA MULHER MORTA DEBAIXO DA CAMA O Ministério Público já concluiu a sua investigação acerca do caso da mulher encontrada morta debaixo de uma cama, na zona do Zape na semana passada. A PJ capturou o suspeito, de apelido Xing, 42 anos e com permanência ilegal em Macau, durante o fim-de-semana, depois de ter encontrado pistas que o liga ao local do crime. O homem já está detido em Coloane e aguarda agora pelo julgamento. Através de um vídeo da televisão de circuito fechado e resultados obtidos na investigação, a PJ conseguiu recolher várias provas que incriminam o homem – inclusive o ADN dele. A mulher, de apelido Chen, foi encontrada morta no gavetão de arrumação de uma cama, no apartamento arrendado no mesmo edifício onde o suspeito estava a morar. A polícia acredita que a vítima terá sido estrangulada e classificou o caso como roubo, seguido de homicídio por estrangulamento. TELECOMUNICAÇÕES RAEM AJUDA PORTUGAL TELECOM A Portugal Telecom (PT) encaixou no primeiro semestre cerca de 146 milhões de euros em dividendos das operações angolana e macaense. De Macau, a empresa portuguesa recebeu no primeiro semestre deste ano um dividendo de 19,9 milhões de euros da Companhia de Telecomunicações de Macau (CTM), onde controla uma participação de 28%. O valor recebido este semestre, relativo ao exercício de 2010, compara com os 8,3 milhões de euros de dividendos pagos no primeiro semestre de 2010, relativos ao exercício de 2009. FC PORTO JOGADORES ACUSADOS DE AGREDIR SEGURANÇAS O Ministério Público deduziu acusação contra cinco jogadores do FC Porto (Hulk, Sapunaru, Fucile, Cristian Rodríguez e Helton), por agressões a dois seguranças no túnel do Estádio da Luz, em Dezembro de 2009. Sapunaru foi acusado por dois crimes, incorrendo numa pena até cinco anos de prisão, enquanto os restantes estão acusados de um crime de ofensa à integridade física, punido com pena até três anos de prisão. Foi dado como provado que os jogadores agrediram os seguranças Ricardo Silva e Sandro Correia no final do encontro Benfica-FC Porto, que terminou com a vitória “encarnada”, por 1-0.
GRÉCIA NOVA TRANCHE DE AJUDA APROVADA A missão externa da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu e do FMI em Atenas confirmou ontem que a Grécia vai receber a sexta tranche do empréstimo financeiro, no montante de 8000 milhões de euros, previsivelmente no início de Novembro. O prosseguimento do financiamento de 110 mil milhões de euros acordado para três anos acontece depois de mais uma avaliação intermédia feita pela troika. O processo terminou ontem com um acordo com as autoridades políticas do país em relação ao que ainda é necessário fazer.
Manuel Barbosa treina o Shandong Luneng
Da formação para o topo Gonçalo Lobo Pinheiro glp@hojemacau.com.mo
Á foi jogador, treinador, director-executivo para o futebol profissional e administrador da SAD do Boavista mas agora está a treinar o Shandong Luneng da China. Manuel Barbosa foi o português escolhido para assegurar, a meio do campeonato, pelo menos o terceiro lugar. Durante quase 40 anos Manuel Barbosa esteve ligado ao Boavista, mas isso não o impediu de, a seu tempo, ter os seus projectos pessoais treinando o Desp. Chaves, o Leixões, o Penafiel e até o Felgueiras. Nos últimos 11 anos, tem estado mais na sombra com papéis como treinador adjunto ou como treinador de formação. Devido a situações que lhe foram alheias, conseguiu chegar a treinador principal do campeão chinês em título, o Shandong Luneng. “Estava na formação mas o treinador dos seniores teve um problema de saúde e convidaram-me para levar a equipa a bom porto”, referiu Manuel Barbosa ao Hoje Macau.
O Shandong ocupa o sexto lugar e ainda não perdeu com Barbosa no leme. Duas vitórias e outros tantos empates têm levado a equipa a estabilizar-se na tabela, contudo os adeptos e os administradores ainda sonham com o terceiro lugar. “Matematicamente é possível, mas os meus 60 anos já me fazem ver as coisas de uma forma mais calma. É preciso ter os pés bem assentes no chão e, jogo após jogo, vamos tentar chegar lá, só que não é fácil”, explicou o treinador português. Depois de treinar jogadores como o Bosingwa, Raul Meireles, Petit, Nuno Gomes, Martelinho ou Ricardo Costa, agora a aventura é outra a cerca de 15 mil quilómetros de distância de Portugal. “Estou a gostar. Já no ano passado estava longe, como adjunto de Acácio Casimiro na Arábia. Agora estou num país que tem óptimas condições para a prática do futebol e estar outra vez no topo é algo estimulante apesar da minha idade já não me permitir iludir”, disse. E como é que tudo surgiu? Manuel Barbosa tem um amigo chinês de longa data, “ainda do tempo em que estava no Boavista e ele apareceu para meter lá alguns jogadores chineses”. A amizade perdurou e mais tarde surgiu a possibilidade de Barbosa vir treinar a formação do Shandong. “O futebol chinês está a crescer, tal como o país, e estão a trazer cada vez melhores jogadores. É uma aventura que quero viver pois sou um apaixonado do futebol.” Com Jaime Pacheco no comando do Beijing Guo’An e Nelo Vingada no Dalian Shide, Manuel Barbosa é o
terceiro treinador português a chegar ao campeonato principal da China este ano. É um orgulho para o técnico mas as saudades também apertam. “A minha mulher chega hoje [ontem] para estar comigo. Não é fácil estar longe mas, apesar de tudo, aqui a vida é mais fácil. Tenho a tranquilidade necessária para estar concentrado no meu trabalho”, atirou o treinador, que terá brevemente a companhia de um preparador físico português. “O José Martins, com quem trabalhei no Boavista, vem ajudar-me nesta aventura.” Como bom português define-se como “um bom garfo” e não se assusta com a comida chinesa. “Gosto da comida. Já comi de tudo, aliás, como sempre o que os outros comem. Se não lhes faz mal, a mim também não fará.” O treinador tem um contrato de três anos com o Shandong mas apenas para a formação. “Não estou obcecado por ficar na equipa principal. Se acabarem que sou útil ficarei muito feliz e claro que é sempre melhor começar o campeonato no início do que apanhá-lo a meio”, afirmou Barbosa. Para já os desafios são o de fazer o melhor possível e tentar chegar ao terceiro lugar. Paralelamente, o Shandong pode chegar até à final da Taça da China, basta que para isso derrote o Beijing Guo’An de Jaime Pacheco nas meias-finais. “Pelo menos está garantida a presença de um português na final da Taça e isso é importante. O prestígio do Shandong obriga-me a responder de forma capaz àqueles que acreditaram em mim. Apesar de ter 60 anos quero sair valorizado desta experiência.”
STEVE JOBS MORREU DE PARAGEM RESPIRATÓRIA O co-fundador da Apple Steve Jobs morreu de “paragem respiratória causada por cancro no pâncreas”, de acordo com a sua certidão de óbito. A certidão foi passada pelo departamento de saúde pública do condado de Santa Clara, na Califórnia. Jobs - que morreu na sua casa de Palo Alto, aos 56 anos de idade - foi enterrado na passada sexta-feira. UCRÂNIA TIMOCHENKO CONDENADA A SETE ANOS O Tribunal Petcherski condenou Iúlia Timochenko, antiga primeira-ministra ucraniana, a sete anos de prisão por “abuso de poder” aquando da assinatura de contratos de fornecimento de gás russo em 2009. O juiz considerou ter ficado provado que Timochenko provocou prejuízos no valor de 150 milhões de euros. A antiga primeira-ministra ucraniana já anunciou que vai recorrer às instâncias europeias e fez um apelo contra o “autoritarismo”.
BIRMÂNIA AMNISTIA A 6300 PRISIONEIROS A televisão estatal da Birmânia anunciou ontem uma amnistia de mais de 6300 prisioneiros. As primeiras libertações acontecerão hoje. Apesar de não se saber quantos prisioneiros políticos constam neste grupo, os responsáveis governamentais confirmaram ontem à AFP que uma amnistia incluiria detidos políticos. A Comissão Nacional para os Direitos do Homem, criada no mês passado pelo governo, reclama a libertação de “prisioneiros de consciência” que não representem uma ameaça para a estabilidade nacional, a fim de o país poder dar resposta aos insistentes pedidos da comunidade internacional.
Hoje Macau 12 OUT 2011 #2470
Edição do Hoje Macau de 12 de Outubro de 2011 • Ano X • N.º 2470

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 Artigo 5