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Timestamp: 2014-11-01 13:37:41+00:00

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Jurídico Laboral: FUNDO de GARANTIA do TEMPO de SERVIÇO - FGTS
FUNDO de GARANTIA do TEMPO de SERVIÇO - FGTS:
O FGTS foi criado pela Lei nº 5.107, de 13 de Setembro de 1966, que entrou em vigor no dia 1º de Janeiro de 1967, constituindo, de princípio, norma de efeito optativo, ou seja, o trabalhador poderia optar ou não pelo regime da Lei do FGTS na data da admissão no emprego e, em relação aos trabalhadores com contratos vigentes na data da vigência da Lei, ficou também assegurado o direito de opção, mais tarde aprimorada a norma para assegurar, ainda, direito de opção nos efeitos retroativos da vigência da Lei. O fato jurídico marcante, à época, é que a Lei do FGTS retirou dos trabalhadores a expectativa da estabilidade decenal, garantida na CLT.
Entretanto, registre-se que ao falarmos em “direito de opção” pelo trabalhador ao regime da Lei do FGTS, em verdade, a “escolha” era, de fato, imposta ao empregado pelo empregador no momento da contratação; ou seja, o trabalhador “optava pelo FGTS ou não teria o emprego”. Ora, a Lei do FGTS era mais vantajosa ao empregador porque excluía o empregado do regime da Estabilidade Decenal no Emprego assegurada na CLT, pelo qual o trabalhador que atingisse 10 anos de tempo de serviço na mesma empresa adquiria direito à estabilidade no emprego e assim, somente poderia ser despedido por falta grave. No caso da dispensa do empregado antes de completar 10 anos de Tempo de Serviço na Empresa a Lei assegurava ao trabalhador dispensado uma indenização compensatória no valor de um mês da maior remuneração por ano efetivo de serviço ou fração igual ou superior a seis meses (Cap. VII, artigos 492 a 500 da CLT).
Com a vigência da Lei do FGTS foram reduzidos para as Empresas os custos da dispensa dos empregados e, além disto, com o FGTS os empregadores podiam despedir os empregados sem justa causa, qualquer que fosse o tempo de serviço contado pelo trabalhador na empresa. Assim sendo, ficou facilitada a dispensa dos trabalhadores porque na hipótese de demissão do obreiro o empregador estava isento de qualquer outro ônus além da liberação dos valores depositados na conta vinculada do trabalhador, acrescidos de uma multa rescisória adicional, que na época era de 10% (dez por cento) aplicada sobre o total do valor existente em depósito na conta fundiária na data do desligamento do empregado, na situação de despedida sem justa causa.
A Lei do FGTS importou, na época, em enorme flexibilização da legislação trabalhista em prejuízo de direito dos trabalhadores e, por essa razão, a Lei do FGTS foi fortemente contestada pelos segmentos sindicais mais combativos, sobretudo face ao Projeto oriundo do Regime Militar. Com a promulgação da Constituição Federal de 1988 a opção ao regime da Lei do FGTS deixou de existir e, assim sendo, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço passou a ter efeito como norma de aplicação universalizada em efeitos de incidência sobre os contratos de trabalho; em conseqüência, o recolhimento do FGTS passou a ser devido por todo empregador, urbano ou rural e a multa pela dispensa do trabalhador, sem justa causa, passou a ser de 40% aplicada sobre o total do valor existente em depósito na conta vinculada na data do desligamento do empregado (ADCT, artigo 10 - inciso I). Registre-se que a Lei 5.107/67 foi substituída pela Lei nº 8.036, de 11 de Maio de 1990 (Nova lei do FGTS). O recolhimento mensal do FGTS em conta do trabalhador é feito à base percentual (alíquota geral) de 8%, incidente sobre o quantum total das verbas de natureza salarial, ou seja, sobre a remuneração mensal do empregado, incluindo-se para os efeitos do recolhimento, além do salário fixo contratual, os demais títulos (habituais ou não) que compõem a remuneração do trabalhador a título de Horas Extras; 13º Salário; Adicional Noturno; Adicional de Insalubridade ou de Periculosidade; Adicional de Transferência; etc, em previsão aos artigos 457 e 458 da CLT.
Há casos, entretanto, em que a Lei admite a incidência de uma alíquota reduzida, como no caso dos contratos regidos pela Lei nº 9.601, de 21 de Janeiro de 1998, que instituiu o CONTRATO de TRABALHO por PRAZO DETERMINADO, modalidade contratual esta, em que a alíquota para recolhimento mensal do FGTS é de, no mínimo, 2% (ainda bem que essa Lei não pegou).
O FGTS, nos dias atuais, constituiu também um Fundo de natureza social. Os depósitos nas contas vinculadas do FGTS são corrigidos monetariamente com base nos parâmetros fixados para atualização dos saldos dos depósitos de Poupança e capitalizam juros de 3% ao ano (artigo 13 e incisos da Lei nº 8.036/90). A Lei exige a regularidade dos depósitos do FGTS para gestão de interesse em negócios com o Poder Público, conforme artigo 27 e alíneas da Lei 8036/1990. Conforme disciplina contida na Lei 8.036/1990, em seu artigo 20 e incisos, a conta vinculada do trabalhador no FGTS poderá ser movimentada nas seguintes situações:
1) despedida sem justa causa, inclusive a indireta, por culpa recíproca ou por força maior;
2) extinção total da empresa, fechamento de quaisquer de seus estabelecimentos, filiais ou agências, supressão de parte de suas atividades, declaração de nulidade do contrato de trabalho celebrado com a Administração Pública sem prévio concurso público ou ainda falecimento do empregador individual, sempre que qualquer dessas ocorrências implique extinção de contrato de trabalho, comprovada por declaração escrita da empresa, suprida, quando for o caso, por decisão judicial transitada em julgado;
3) aposentadoria concedida pela Previdência Social (inclusive Aposentadoria por Invalidez);
4) falecimento do trabalhador, sendo o saldo pago a seus dependentes, para esse fim habilitados perante a Previdência Social, segundo o critério adotado para a concessão de pensões por morte (na falta de dependentes, farão jus ao recebimento do saldo da conta vinculada os seus sucessores previstos na lei civil, indicados em alvará judicial, expedido a requerimento do interessado, independentemente de inventário ou arrolamento);
5) pagamento de parte das prestações decorrentes de financiamento habitacional concedido no âmbito do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), desde que o mutuário conte com o mínimo de três anos de trabalho sob o regime do FGTS, na mesma empresa ou em empresas diferentes, que o valor sacado seja utilizado, no mínimo, durante o prazo de 12 meses, condicionado o valor do abatimento ao máximo, 80% do montante da prestação;
6) liquidação ou amortização extraordinária do saldo devedor de financiamento imobiliário, observadas as condições estabelecidas pelo Conselho Curador do FGTS, dentre elas a de que o financiamento seja concedido no âmbito do SFH e haja interstício mínimo de dois anos para cada movimentação;
7) pagamento total ou parcial do preço da aquisição de moradia própria, desde que o mutuário conte com o mínimo de três anos de trabalho sob o regime do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, na mesma empresa ou empresas diferentes, e que seja a operação financiável nas condições vigentes para o SFH;
8) quando o trabalhador permanecer três anos ininterruptos fora do regime do Fundo de Garantia de Tempo de Serviço, podendo o saque, neste caso, ser efetuado a partir do mês de aniversário do titular da conta;
9) extinção normal do contrato a termo, inclusive o dos trabalhadores temporários regidos pela Lei nº 6.019/1974;
10) suspensão total do trabalho avulso por período igual ou superior a noventa dias, comprovada por declaração do sindicato representativo da categoria profissional;
11) quando o trabalhador ou qualquer de seus dependentes for acometido de neoplasia maligna;
12) aplicação em quotas de Fundos Mútuos de Privatização regidos pela Lei nº 6.385, de 07/12/76;
13) quando o trabalhador ou qualquer de seus dependentes for acometido de neoplasia maligna;
14) quando o trabalhador ou qualquer de seus dependentes for portador do vírus HIV;
15) quando o trabalhador ou qualquer de seus dependentes estiver em estágio terminal, em razão de doença grave;
16) quando o trabalhador tiver idade igual ou superior a 70 anos; e
17) necessidade pessoal, cuja urgência e gravidade ocorram em conseqüência de desastre natural, comprovada a residência do trabalhador nas áreas atingida pelo fenômeno.
Ocorrendo a dispensa do trabalhador, sem justa causa, o empregado tem direito ao recebimento de uma indenização compensatória (multa pela dispensa), no valor equivalente a 40% do total existente em depósito na conta vinculada do FGTS na data demissional. ATENÇÃO: A indenização prevista na Lei (ou multa de 40% pela dispensa sem justa causa) incide sobre o valor total dos recolhimentos efetuados pelo empregador na conta vinculada do empregado na vigência do contrato de trabalho; assim sendo, caso o empregado tenha realizado saques na conta nas hipóteses previstas na Lei, o valor correspondente aos saques deverá ser calculado e atualizado para os fins do pagamento da multa de 40% pela dispensa.
Veja, a respeito, a edição pelo TST, da OJ SBDI-1 42. FGTS. Multa de 40% (nova redação em decorrência da incorporação das Orientações Jurisprudenciais nºs 107 e 254 da SBDI-1). DJ 20.04.2005, que assim preceitua:
I: É devida a multa do FGTS sobre os saques corrigidos monetariamente ocorridos na vigência do contrato de trabalho. Art. 18, § 1º, da Lei nº 8.036/1990 e art. 9º, § 1º, do Decreto nº 99.684/1990. (ex-OJ 107 da SBDI-1 - inserida em 01.10.1997).
II: O cálculo da multa de 40% do FGTS deverá ser feito com base no saldo da conta vinculada na data do efetivo pagamento das verbas rescisórias, desconsiderada a projeção do aviso prévio indenizado, por ausência de previsão legal. (ex-OJ 254 da SBDI-1 - inserida em 13.03.2002).
Súmula nº 305, do TST firma a incidência do FGTS sobre o Aviso Prévio trabalhado ou não.
Registramos, por fim, que o Decreto nº 3.361/2000, editado em regulamento a Lei nº 5.859/1972 (regulamentou a Profissão de Empregado Doméstico), facultou ao empregador doméstico integrar seu empregado no sistema do FGTS e no Programa do Seguro-Desemprego.
VEJA AGORA a LEI do FGTS na ÍNTEGRA
LEI Nº 8.036, DE 11 de MAIO de 1990 - (DOU 14.05.1990, ret. DOU 15.05.1990).Dispõe sobre o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e dá outras providências
OBS: A Lei está Regulamentada pelo Decreto nº 99.684, de 08.11.1990, DOU 12.11.1990.
Art. 1º. O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS, instituído pela Lei nº 5.107, de 13 de setembro de 1966, passa a reger-se por esta Lei. Art. 2º. O FGTS é constituído pelos saldos das contas vinculadas a que se refere esta Lei e outros recursos a ele incorporados, devendo ser aplicados com atualização monetária e juros, de modo a assegurar a cobertura de suas obrigações.
Art. 3º. O FGTS será regido por normas e diretrizes estabelecidas por um Conselho Curador, composto por representação de trabalhadores, empregadores e órgãos e entidades governamentais, na forma estabelecida pelo Poder Executivo. § 1º. A Presidência do Conselho Curador será exercida pelo representante do Ministério do Trabalho e da Previdência Social.
§ 3º. Os representantes dos trabalhadores e dos empregadores e seus respectivos suplentes serão indicados pelas respectivas centrais sindicais e confederações nacionais e nomeados pelo Ministro do Trabalho e da Previdência Social, e terão mandato de 2 anos, podendo ser reconduzidos uma única vez.§ 4º. O Conselho Curador reunir-se-á ordinariamente, a cada bimestre, por convocação de seu Presidente. Esgotado esse período, não tendo ocorrido convocação, qualquer de seus membros poderá fazê-la, no prazo de quinze dias. Havendo necessidade, qualquer membro poderá convocar reunião extraordinária, na forma que vier a ser regulamentada pelo Conselho Curador.
§ 5º. As decisões do Conselho serão tomadas com a presença da maioria simples de seus membros, tendo o Presidente voto de qualidade. § 6º. As despesas porventura exigidas para o comparecimento às reuniões do Conselho constituirão ônus das respectivas entidades representadas.
§ 9º. Aos membros do Conselho Curador, enquanto representantes dos trabalhadores, efetivos e suplentes, é assegurada a estabilidade no emprego, da nomeação até um ano após o término do mandato de representação, somente podendo ser demitidos por motivo de falta grave, regularmente comprovada através de processo sindical. Art. 4º. A gestão da aplicação do FGTS será efetuada pelo Ministério da Ação Social, cabendo à Caixa Econômica Federal - CEF o papel de Agente Operador. Art. 5º. Ao Conselho Curador do FGTS compete:
XI - divulgar, no Diário Oficial da União, todas as decisões proferidas pelo conselho, bem como as contas do FGTS e os respectivos pareceres emitidos. XII - fixar critérios e condições para compensação entre créditos do empregador, decorrentes de depósitos relativos a trabalhadores não optantes, com contratos extintos, e débitos resultantes de competências em atraso, inclusive aqueles que forem objeto de composição de dívida com o FGTS. XIII - em relação ao Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FI-FGTS:
a) aprovar a política de investimento do FI-FGTS por proposta do Comitê de Investimento;b) decidir sobre o reinvestimento ou distribuição dos resultados positivos aos cotistas do FI-FGTS, em cada exercício;
d) estabelecer o valor da remuneração da Caixa Econômica Federal pela administração e gestão do FI-FGTS, inclusive a taxa de risco;e) definir a exposição máxima de risco dos investimentos do FI-FGTS;
i) autorizar a integralização de cotas do FI-FGTS pelos trabalhadores, estabelecendo previamente os limites globais e individuais, parâmetros e condições de aplicação e resgate. Art. 6º. Ao Ministério da Ação Social, na qualidade de gestor da aplicação do FGTS, compete:
VII - definir as metas a serem alcançadas nos programas de habitação popular, saneamento básico e infra-estrutura urbana. Art. 7º. À Caixa Econômica Federal, na qualidade de Agente Operador, cabe:
VIII - (VETADO na Lei nº 9.491, de 09.09.1997, DOU 10.09.1997, republicado DOU 11.09.1997). IX - garantir aos recursos alocados ao FI-FGTS, em cotas de titularidade do FGTS, a remuneração aplicável às cotas vinculadas, na forma do caput do art. 13 desta Lei. Parágrafo único. O Ministério da Ação Social e a Caixa Econômica Federal deverão dar pleno cumprimento aos programas anuais em andamento, aprovados pelo Conselho Curador, sendo que eventuais alterações somente poderão ser processadas mediante prévia anuência daquele colegiado. Art. 8º. O Ministério da Ação Social, a Caixa Econômica Federal e o Conselho Curador do FGTS serão responsáveis pelo fiel cumprimento e observância dos critérios estabelecidos nesta Lei. Art. 9º. As aplicações com recursos do FGTS poderão ser realizadas diretamente pela Caixa Econômica Federal e pelos demais órgãos integrantes do Sistema Financeiro da Habitação - SFH, exclusivamente segundo critérios fixados pelo Conselho Curador do FGTS, em operações que preencham os seguintes requisitos: I - garantias:
n) outras, a critério do Conselho Curador do FGTS. I – revogado.
IV - prazo máximo de trinta anos. § 1º. A rentabilidade média das aplicações deverá ser suficiente à cobertura de todos os custos incorridos pelo Fundo e ainda à formação de reserva técnica para o atendimento de gastos eventuais não previstos, sendo da Caixa Econômica Federal o risco de crédito.
§ 3º. O programa de aplicações deverá destinar, no mínimo, sessenta por cento pra investimentos em habitação popular.
§ 5º. As garantias, nas diversas modalidades discriminadas no inciso I do caput deste artigo, serão admitidas singular ou supletivamente, considerada a suficiência de cobertura para os empréstimos e financiamentos concedidos. § 6º. Mantida a rentabilidade média de que trata o § 1º, as aplicações em habitação popular poderão contemplar sistemática de desconto, direcionada em função da renda familiar do beneficiário, onde o valor do benefício seja concedido mediante redução no valor das prestações a serem pagas pelo mutuário ou pagamento de parte da aquisição ou construção de imóvel, dentre outras, a critério do Conselho Curador do FGTS. § 7º. Os recursos necessários para a consecução da sistemática de desconto serão destacados, anualmente, do orçamento de aplicação de recursos do FGTS, constituindo reserva específica, com contabilização própria. § 8º. É da União o risco de crédito nas aplicações efetuadas até 1º de junho de 2001 pelos demais órgãos integrantes do Sistema Financeiro da Habitação - SFH e pelas entidades credenciadas pelo Banco Central do Brasil como agentes financeiros, sub-rogando-se nas garantias prestadas à Caixa Econômica Federal. Art. 10. O Conselho Curador fixará diretrizes e estabelecerá critérios técnicos para as aplicações dos recursos do FGTS, visando a:
III - evitar distorções na aplicação entre as regiões do País, considerando para tanto a demanda habitacional, a população e outros indicadores sociais. Art. 11. Os depósitos feitos na rede bancária, a partir de 1º de outubro de 1989, relativos ao FGTS, serão transferidos à Caixa Econômica Federal no segundo dia útil subseqüente à data em que tenham sido efetuados. Art. 12. No prazo de um ano, a contar da promulgação desta Lei, a Caixa Econômica Federal assumirá o controle de todas as contas vinculadas, nos termos do item I do artigo 7º, passando os demais estabelecimentos bancários, findo esse prazo, à condição de agentes recebedores e pagadores do FGTS, mediante recebimento de tarifa, a ser fixada pelo Conselho Curador.
§ 5º. Após a centralização das contas vinculadas, na Caixa Econômica Federal, o depósito realizado no prazo regulamentar passa a integrar o saldo da conta vinculada do trabalhador a partir do dia dez do mês de sua ocorrência. O depósito realizado fora do prazo será contabilizado no saldo no dia dez subseqüente, após atualização monetária e capitalização de juros. Art. 13. Os depósitos efetuados nas contas vinculadas serão corrigidos monetariamente com base nos parâmetros fixados para atualização dos saldos dos depósitos de poupança e capitalizarão juros de três por cento ao ano.
§ 4º. O saldo das contas vinculadas é garantido pelo Governo Federal, podendo ser instituído seguro especial para esse fim. Art. 14. Fica ressalvado o direito adquirido dos trabalhadores que, à data da promulgação da Constituição Federal de 1988, já tinham o direito à estabilidade no emprego nos termos do Capítulo V do Título IV da CLT.
§ 1º. O tempo do trabalhador não optante do FGTS, anterior a 5 de outubro de 1988, em caso de rescisão sem justa causa pelo empregador, reger-se-á pelos dispositivos dos artigos 477, 478 e 497 da CLT.
§ 4º. Os trabalhadores poderão a qualquer momento optar pelo FGTS com efeito retroativo a 1º de janeiro de 1967 ou à data de sua admissão, quando posterior àquela. Art. 15. Para os fins previstos nesta Lei, todos os empregadores ficam obrigados a depositar, até o dia sete de cada mês, em conta bancária vinculada, a importância correspondente a oito por cento da remuneração paga ou devida, no mês anterior, a cada trabalhador, incluídas na remuneração as parcelas de que tratam os artigos 457 e 458 da CLT e a gratificação de Natal a que se refere a Lei nº 4.090, de 13 de julho de 1962, com as modificações da Lei nº 4.749, de 12 de agosto de 1965.
§ 3º. Os trabalhadores domésticos poderão ter acesso ao regime do FGTS, na forma que vier a ser prevista em lei. § 4º. Consideram-se remuneração as retiradas de diretores não empregados, quando haja deliberação da empresa, garantindo-lhes os direitos decorrentes do contrato de trabalho de que trata o artigo 16. § 5º. O depósito de que trata o caput deste artigo é obrigatório nos casos de afastamento para prestação do serviço militar obrigatório e licença por acidente do trabalho. § 6º. Não se incluem na remuneração, para os fins desta Lei, as parcelas elencadas no § 9º do artigo 28 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991. § 7º. Os contratos de aprendizagem terão a alíquota a que se refere o caput deste artigo reduzida para dois por cento. Art. 16. Para efeito desta Lei, as empresas sujeitas ao regime da legislação trabalhista poderão equiparar seus diretores não empregados aos demais trabalhadores sujeitos ao regime do FGTS. Considera-se diretor aquele que exerça cargo de administração previsto em lei, estatuto ou contrato social, independente da denominação do cargo. Art. 17. Os empregadores se obrigam a comunicar mensalmente aos trabalhadores os valores recolhidos ao FGTS e repassar-lhes todas as informações sobre suas contas vinculadas recebidas na Caixa Econômica Federal ou dos bancos depositários. Art. 18. Ocorrendo rescisão do contrato de trabalho, por parte do empregador, ficará este obrigado a depositar na conta vinculada do trabalhador no FGTS os valores relativos aos depósitos referentes ao mês da rescisão e ao imediatamente anterior, que ainda não houver sido recolhido, sem prejuízo das cominações legais. § 1º. Na hipótese de despedida pelo empregador sem justa causa, depositará este, na conta vinculada do trabalhador no FGTS, importância igual a quarenta por cento do montante de todos os depósitos realizados na conta vinculada durante a vigência do contrato de trabalho, atualizados monetariamente e acrescidos dos respectivos juros.
§ 3º. As importâncias de que trata este artigo deverão constar da documentação comprobatória do recolhimento dos valores devidos a título de rescisão do contrato de trabalho, observado o disposto no artigo 477 da CLT, eximindo o empregador, exclusivamente, quanto aos valores discriminados. Art. 19. No caso de extinção do contrato de trabalho prevista no artigo 14 desta Lei, serão observados os seguintes critérios:
II - não havendo indenização a ser paga, ou decorrido o prazo prescricional para a reclamação de direitos por parte do trabalhador, o empregador poderá levantar em seu favor o saldo da respectiva conta individualizada, mediante comprovação perante o órgão competente do Ministério do Trabalho e da Previdência Social. Art. 19-A. É devido o depósito do FGTS na conta vinculada do trabalhador cujo contrato de trabalho seja declarado nulo nas hipóteses previstas no art. 37, § 2º, da Constituição Federal, quando mantido o direito ao salário.
Parágrafo único. O saldo existente em conta vinculada, oriundo de contrato declarado nulo até 28 de julho de 2001, nas condições do caput, que não tenha sido levantado até essa data, será liberado ao trabalhador a partir do mês de agosto de 2002. Art. 20. A conta vinculada do trabalhador no FGTS poderá ser movimentada nas seguintes situações:
I - despedida sem justa causa, inclusive a indireta, de culpa recíproca e de força maior; II - extinção total da empresa, fechamento de quaisquer de seus estabelecimentos, filiais ou agências, supressão de parte de suas atividades, declaração de nulidade do contrato de trabalho nas condições do art. 19-A, ou ainda falecimento do empregador individual sempre que qualquer dessas ocorrências implique rescisão de contrato de trabalho, comprovada por declaração escrita da empresa, suprida, quando for o caso, por decisão judicial transitada em julgado; III - aposentadoria concedida pela Previdência Social;
VII - pagamento total ou parcial do preço de aquisição de moradia própria, ou lote urbanizado de interesse social, não construído, observadas as seguintes condições: a) o mutuário deverá contar com o mínimo de três anos de trabalho sob o regime do FGTS, na mesma empresa ou empresas diferentes;
VIII - quando o trabalhador permanecer três anos ininterruptos, a partir de 1º de junho de 1990, fora do regime do FGTS, podendo o saque, neste caso, ser efetuado a partir do mês de aniversário do titular da conta. IX - extinção normal do contrato a termo, inclusive o dos trabalhadores temporários regidos pela Lei nº 6.019, de 3 de janeiro de 1979;
XI - quando o trabalhador ou qualquer de seus dependentes for acometido de neoplasia maligna. XII - aplicação em quotas de Fundos Mútuos de Privatização, regidos pela Lei nº 6.385, de 07 de dezembro de 1976, permitida a utilização máxima de 50% (cinqüenta por cento) do saldo existente e disponível em sua conta vinculada do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, na data em que exercer a opção. XIII - quando o trabalhador ou qualquer de seus dependentes for portador do vírus HIV; XIV - quando o trabalhador ou qualquer de seus dependentes estiver em estágio terminal, em razão de doença grave, nos termos do regulamento; XV - quando o trabalhador tiver idade igual ou superior a setenta anos; XVI - necessidade pessoal, cuja urgência e gravidade decorra de desastre natural, conforme disposto em regulamento, observadas as seguintes condições: a) o trabalhador deverá ser residente em áreas comprovadamente atingidas de Município ou do Distrito Federal em situação de emergência ou em estado de calamidade pública, formalmente reconhecidos pelo Governo Federal;
c) o valor máximo do saque da conta vinculada será definido na forma do regulamento. XVII - integralização de cotas do FI-FGTS, respeitado o disposto na alínea i do inciso XIII do art. 5º desta Lei, permitida a utilização máxima de 30% (trinta por cento) do saldo existente e disponível na data em que exercer a opção. § 1º. A regulamentação das situações previstas nos incisos I e II assegurará que a retirada a que faz jus o trabalhador corresponda aos depósitos efetuados na conta vinculada durante o período de vigência do último contrato de trabalho, acrescida de juros e atualização monetária, deduzidos os saques.
§ 5º. O pagamento da retirada após o período previsto em regulamento, implicará atualização monetária dos valores devidos. § 6º. Os recursos aplicados em quotas de fundos Mútuos de Privatização, referidos no inciso XII, serão destinados, nas condições aprovadas pelo CND, a aquisições de valores mobiliários, no âmbito do Programa Nacional de Desestatização, de que trata a Lei nº 9.491, de 1997, e de programas estaduais de desestatização, desde que, em ambos os casos, tais destinações sejam aprovadas pelo CND. § 7º. Ressalvadas as alienações decorrentes das hipóteses de que trata o § 8º, os valores mobiliários a que se refere o parágrafo anterior só poderão ser integralmente vendidos, pelos respectivos Fundos, seis meses após sua aquisição, podendo ser alienada em prazo inferior parcela equivalente a 10% (dez por cento) do valor adquirido, autorizada a livre aplicação do produto dessa alienação, nos termos da Lei nº 6.385, de 7 de dezembro de 1976. § 8º. As aplicações em Fundos Mútuos de Privatização e no FI-FGTS são nominativas, impenhoráveis e, salvo as hipóteses previstas nos incisos I a XI e XIII a XVI do caput deste artigo, indisponíveis por seus titulares. § 9º. Decorrido o prazo mínimo de doze meses, contados da efetiva transferência das quotas para os Fundos Mútuos de Privatização, os titulares poderão optar pelo retorno para sua conta vinculada no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. § 10. A cada período de seis meses, os titulares das aplicações em Fundos Mútuos de Privatização poderão transferi-las para outro fundo de mesma natureza. § 11. O montante das aplicações de que trata o § 6º deste artigo ficará limitado ao valor dos créditos contra o Tesouro Nacional de que seja titular o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. § 12. Desde que preservada a participação individual dos quotistas, será permitida a constituição de clubes de investimento, visando à aplicação em quotas de Fundos Mútuos de Privatização. § 13. A garantia a que alude o § 4º do art. 13 desta Lei não compreende as aplicações a que se referem os incisos XII e XVII do caput deste artigo. § 14. Ficam isentos do imposto de renda:
II - os ganhos do FI-FGTS e do Fundo de Investimento em Cotas - FIC, de que trata o § 19 deste artigo. § 15. A transferência de recursos da conta do titular no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço em razão da aquisição de ações, nos termos do inciso XII do caput deste artigo, ou de cotas do FI-FGTS não afetará a base de cálculo da multa rescisória de que tratam os §§ 1º e 2º do art. 18 desta Lei. § 16. Os clubes de investimento a que se refere o § 12 poderão resgatar, durante os seis primeiros meses da sua constituição, parcela equivalente a 5% (cinco por cento) das cotas adquiridas, para atendimento de seus desembolsos, autorizada a livre aplicação do produto dessa venda, nos termos da Lei nº 6.385, de 07 de dezembro de 1976. § 17. Fica vedada a movimentação da conta vinculada do FGTS nas modalidades previstas nos incisos V, VI e VII deste artigo, nas operações firmadas, a partir de 25 de junho de 1998, no caso em que o adquirente já seja proprietário ou promitente comprador de imóvel localizado no Município onde resida, bem como no caso em que o adquirente já detenha, em qualquer parte do País, pelo menos um financiamento nas condições do SFH. § 18. É indispensável o comparecimento pessoal do titular da conta vinculada para o pagamento da retirada nas hipóteses previstas nos incisos I, II, III, VIII, IX e X deste artigo, salvo em caso de grave moléstia comprovada por perícia médica, quando será paga a procurador especialmente constituído para esse fim. § 19. A integralização das cotas previstas no inciso XVII do caput deste artigo será realizada por meio de Fundo de Investimento em Cotas - FIC, constituído pela Caixa Econômica Federal especificamente para essa finalidade. § 20. A Comissão de Valores Mobiliários estabelecerá os requisitos para a integralização das cotas referidas no § 19 deste artigo, devendo condicioná-la pelo menos ao atendimento das seguintes exigências:
II - declaração por escrito, individual e específica, pelo trabalhador de sua ciência quanto aos riscos do investimento que está realizando. § 21. As movimentações autorizadas nos incisos V e VI do caput serão estendidas aos contratos de participação de grupo de consórcio para aquisição de imóvel residencial, cujo bem já tenha sido adquirido pelo consorciado, na forma a ser regulamentada pelo Conselho Curador do FGTS. Art. 21. Os saldos das contas não individualizadas e das contas vinculadas que se conservem ininterruptamente sem créditos de depósitos por mais de cinco anos, a partir de 1º de junho de 1990, em razão de o seu titular ter estado fora do regime do FGTS, serão incorporados ao patrimônio do Fundo, resguardado o direito do beneficiário reclamar, a qualquer tempo, a reposição do valor transferido.
Parágrafo único. O valor, quando reclamado, será pago ao trabalhador acrescido da remuneração prevista no § 2º do artigo 13 desta Lei. Art. 22. O empregador que não realizar os depósitos previstos nesta Lei, no prazo fixado no artigo 15, responderá pela incidência da Taxa Referencial - TR sobre a importância correspondente. § 1º. Sobre o valor dos depósitos, acrescido da TR, incidirão, ainda, juros de mora de 0,5% a.m. (cinco décimos por cento ao mês) ou fração e multa, sujeitando-se, também, às obrigações e sanções previstas no Decreto-lei nº 368, de 19 de dezembro de 1968. § 2º. A incidência da TR de que trata o caput deste artigo será cobrada por dia de atraso, tomando-se por base o índice de atualização das contas vinculadas do FGTS.
§ 3º. Para efeito de levantamento de débito para com o FGTS, o percentual de 8% (oito por cento) incidirá sobre o valor acrescido da TR até a data da respectiva operação. Art. 23. Competirá ao Ministério do Trabalho e da Previdência Social a verificação, em nome da Caixa Econômica Federal, do cumprimento do disposto nesta Lei, especialmente quanto à apuração dos débitos e das infrações praticadas pelos empregadores ou tomadores de serviço, notificando-se para efetuarem e comprovarem os depósitos correspondentes e cumprirem as demais determinações legais, podendo, para tanto, contar com o concurso de outros órgãos do Governo Federal, na forma que vier a ser regulamentada.
§ 1º. Constituem infrações para efeito desta lei: I - não depositar mensalmente o percentual referente ao FGTS, bem como os valores previstos no art. 18 desta Lei, nos prazos de que trata o § 6º do art. 477 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT; II - omitir as informações sobre a conta vinculada do trabalhador;
b) de dez a cem BTN, no caso dos incisos I, IV e V.§ 3º. Nos casos de fraude, simulação, artifício, ardil, resistência, embaraço ou desacato à fiscalização, assim como na reincidência, a multa especificada no parágrafo anterior será duplicada, sem prejuízo das demais cominações legais.
§ 4º. Os valores das multas, quando não recolhidas no prazo legal, serão atualizados monetariamente até a data de seu efetivo pagamento, através de sua conversão pelo BTN Fiscal.
§ 7º. A rede arrecadadora e a Caixa Econômica Federal deverão prestar ao Ministério do Trabalho e da Previdência Social as informações necessárias à fiscalização. Art. 24. Por descumprimento ou inobservância de quaisquer das obrigações que lhe compete como agente arrecadador, pagador e mantenedor do cadastro de contas vinculadas, na forma que vier a ser regulamentada pelo Conselho Curador, fica o banco depositário sujeito ao pagamento de multa equivalente a dez por cento do montante da conta do empregado, independentemente das demais cominações legais.
Parágrafo único. A CEF e o Ministério do Trabalho e da Previdência Social deverão ser notificados da propositura da reclamação. Art. 26. É competente a Justiça do Trabalho para julgar os dissídios entre os trabalhadores e os empregadores decorrentes da aplicação desta Lei, mesmo quando a Caixa Econômica Federal e o Ministério do Trabalho e da Previdência Social figurarem como litisconsortes.
Parágrafo único. Nas reclamatórias trabalhistas que objetivam o ressarcimento de parcelas relativas ao FGTS, ou que, direta ou indiretamente, impliquem essa obrigação de fazer, o juiz determinará que a empresa sucumbente proceda ao recolhimento imediato das importâncias devidas a tal título. Art. 27. A apresentação do Certificado de Regularidade do FGTS, fornecido pela CEF, é obrigatório nas seguintes situações:
e) registro ou arquivamento, nos órgãos competentes, de alteração ou distrato de contrato social, de estatuto, ou de qualquer documento que implique modificação na estrutura jurídica do empregador ou na sua extinção. Art. 28. São isentos de tributos federais os atos e operações necessários à aplicação desta Lei, quando praticados pela Caixa Econômica Federal, pelos trabalhadores e seus dependentes ou sucessores, pelos empregados e pelos estabelecimentos bancários.
Parágrafo único. Aplica-se o disposto neste artigo às importâncias devidas, nos termos desta Lei, aos trabalhadores e seus dependentes ou sucessores. Art. 29. Os depósitos em conta vinculada, efetuados nos termos desta Lei, constituirão despesas dedutíveis do lucro operacional dos empregadores e as importâncias levantadas a seu favor implicarão receita tributável.
Art. 29-A. Quaisquer créditos relativos à correção dos saldos das contas vinculadas do FGTS serão liquidados mediante lançamento pelo agente operador na respectiva conta do trabalhador. Art. 29-B. Não será cabível medida liminar em mandado de segurança, no procedimento cautelar ou em quaisquer outras ações de natureza cautelar ou preventiva, nem a tutela antecipada prevista nos artigos 273 e 461 do Código de Processo Civil que impliquem saque ou movimentação da conta vinculada do trabalhador no FGTS. Art. 29-C. Nas ações entre o FGTS e os titulares de contas vinculadas, bem como naquelas em que figurem os respectivos representantes ou substitutos processuais, não haverá condenação em honorários advocatícios. Art. 29-D. A penhora em dinheiro, na execução fundada em título judicial em que se determine crédito complementar de saldo de conta vinculada do FGTS, será feita mediante depósito de recursos do Fundo em conta vinculada em nome do exeqüente, à disposição do juízo.
Parágrafo único. O valor do depósito só poderá ser movimentado, após liberação judicial, nas hipóteses previstas no art. 20 ou para reversão ao Fundo. Art. 30. Fica reduzida para um e meio por cento a contribuição devida pelas empresas ao Serviço Social do Comércio e ao Serviço Social da Indústria e dispensadas estas entidades da subscrição compulsória a que alude o artigo 21 da Lei nº 4.380, de 21 de agosto de 1964. Art. 31. O Poder Executivo expedirá o Regulamento desta Lei no prazo de sessenta dias a contar da data de sua promulgação. Art. 32. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogada a Lei nº 7.839, de 12.10.1989, e as demais disposições em contrário. Brasília, em 11.05.1990; 169º da Independência e 102º da República. FERNANDO COLLOR de MELLO.
FGTS - PRINCIPAIS NORMAS VINCULADAS:PARA PESQUISAR
Decreto nº 99.684, de 08.11.1990, DOU 12.11.1990 – REGULAMENTO da LEI do FGTS.
Lei nº 11.491, de 20.06.2007, DOU 21.06.2007, que institui o Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FIFGTS e altera a Lei nº 8.036, de 11.05.1990.
Decreto nº 6.827, de 22.04.2009, DOU 23.04.2009, que dispõe sobre a composição do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador - CODEFAT e do Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - CCFGTS.
Decreto nº 99.684, de 1990, DOU 12.11.1990, que consolida as normas regulamentares do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS.
Decreto nº 5.113, de 22 de Junho de 2004, que Regulamenta o Artigo 20, inciso XVI, da Lei nº 8.036/90, sobre a liberação do FGTS para ocorrências de necessidades pessoais nos casos de desastre natural.
Decreto nº 85.845, de 26 de Março de 1981, que Regulamenta sobre o pagamento do FGTS aos dependentes ou sucessores, de valores não recebidos em vida pelos respectivos titulares.
Portaria nº 60, de 04/02/1999, do M.T.E. - Ministério do Trabalho e Emprego, de disciplina sobre procedimentos, fiscalização e ressalvas do órgão homologador do TRCT (Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho) em referencia ao pagamento da Multa Rescisória do FGTS (de 40%) devida pelo empregador. Instrução Normativa SIT nº 84, de 13.07.2010, DOU 15.07.2010, que dispõe sobre a fiscalização do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS e das Contribuições Sociais instituídas por esta Lei Complementar nº 110, de 29 de junho de 2001.
Circular CAIXA nº 321, de 20.05.2004 - DOU 25.05.2004, dos procedimentos pertinentes aos recolhimentos Mensais e Rescisórios ao FGTS e das Contribuições Sociais. Circular CAIXA nº 487, de 18.09.2009 - DOU 21.09.2009, dos procedimentos para movimentação das contas vinculadas do FGTS e disciplina instruções complementares. Circular CAIXA nº 537, de 17.01.2011 - DOU 18.01.2011, dos procedimentos para movimentação das contas vinculadas do FGTS e disciplina instruções complementares. Postado por

References: artigo 10
 artigo 27
 artigo 20
 artigo 7
 artigo 16
 artigo 28
 artigo 477
 artigo 14
 artigo 13
 artigo 15
 artigo 21
 Artigo 20