Source: http://centralizadosemcristo.blogspot.com/2012/08/
Timestamp: 2017-07-22 06:53:16+00:00

Document:
.... Centralizados Em Cristo.... : Agosto 2012
palavra de Deus diz que aqueles que estão em pé cuidem para que não caia, e que
muitos por não darem frutos são cortados, que todo aquele que não esta nele é
cortado e lançado no fogo.
existe a possibilidade dos homens se afastarem de Deus o que leva ele a sofrer
isso. 1. Eles se
afastam por que não experimentaram uma verdadeira conversão:
aqueles que se afastaram por que na verdade eles nunca nasceram de novo.
3.1-7; Rm. 6.4-6).
2. Eles se
afastam por falta de vigilância, e caem em tentação e em laços do diabo.
oração é o recurso principal para não cairmos em tentação ".... e não nos deixei cair
em tentação mas livra nos do mal" (Mt. 6.13). Jesus advertiu os
seus discípulos por causa da insistência em dormir, no momento em que eles
deveriam esta vigiando em oração (Mt. 40,41; Lc. 21.36) (Ef. 5.14; 1Co. 6.13).
3. Eles se
afastam por que escandalizam e são escandalizados:
não podemos nos envolver em escândalos, não estando em nosso devido lugar ou
não fazendo as coisas como convém, se colocando como obstáculos para os novos
convertidos, parar os fracos na fé e para aqueles que ainda não aceitaram a
Cristo, muito menos nos escandalizarmos com nada.
Divino Mestre nos advertiu acerca dessas coisas (Mt. 13.20,21; 18.7-9;
24.10-13; Lc. 17.1).
escândalos causados por comportamentos contrários a santidade requerida por
Deus em sua palavra (Hb.12.14; 1Pe. 1.15,16); e por falsos mestres e falsos
profetas (2Pe. 2.1; Jd.4; 1Jo. 2.8; 2Tm. 3–4; 1Tm. 4.1-3; Lc. 12.42-48).
4. Eles se
afastam por falta de crescimento (retardamento espiritual).
vida Cristã quem não cresce (Os. 6.3), regride (Hb. 6.1,2).
que tanto o Senhor Jesus (Lc. 1.80; 2.52,40), como o apostolo Paulo (Fl. 3.14,15;
1Co. 13.11), cresceram em todas as áreas de sua vida.
5. Eles se
afastam por causa da contaminação das heresias:
exemplo do mal que a heresias podem causar estar registrado na epístola aos
(Gl. 1.1) o apóstolo se descreve tão admirado de como tão depressa os crentes
da Galáxia se deixaram contaminar por heresias pregada por falsos irmãos, que
pervertiam evangelho (1.7); segundo Paulo os Gálatas não souberam resistir aos
falsos irmãos (2.4), e se deixaram fascinar por falsas doutrinas (3.1).
são poucos que se deixam enganar por falsos irmãos e doutrinas estranhas (2Tm.
3.6; 2Pe. 2.1,2; Jd. 4).
isso não podemos nos deixar enganar (Hb. 13.9; Mt. 24. 4,24;
At. 20.30; Rm. 16.17,18; Ef. 5.6; Cl. 2.4,8; 2Ts. 2.2; 1Tm. 4.1-3; 6.3-5,20; 1Jo.
4.1; Jd. 1.3).
6. Eles se afastam
por causa da soberba:
orgulho excessivo é considerado por Deus como uma abominação.
tira o homem do monturo, do charco de lodo, e lhe dar dons e honra, ele se
apodera disso com se fosse dele e se esquece de Deus, e passa a se achar
superior aos seus semelhantes, se torna soberbo, e por isso caem pó que são
entregue as suas próprias paixões (Rm. 1.21,22,25), se tornando um maldito por.
· Passarem
a confiar em suas próprias necessidades (Jr. 17.5); · Indo
além do que esta escrito (1Co. 4.6).
· Pregam
outras doutrinas (2Tm. 4.6), · Arrastam
pessoas após se.
abomináveis aos olhos de Deus quem faz tais coisas e por isso não ficaram
impunes (Pv. 16.5), e serão abatidos pelo Onipotente (Jó. 40.11,12; Pv. 8.3;
29.23; Lc. 14.11; 18.14; At. 12.23; Tg. 4.6; 1Pe. 5.5).
chamou a todos quanto quis, para receberem a salvação, não fazendo distinção de
raça, língua, tribo ou nação (Mt. 11.28; 1Tm. 2.4; Ez. 18.32; Jo. 3.16;
At.17.30; Tt. 2.11; 2Pe. 3.9), a ultima
mensagem evangelística da Bíblia deixa bem claro isso (Ap. 22.17), mas não são
poucos que viram as costas para Cristo, que Deus nos abençoe e nos guarde
disso. Amem!
de sermos lavados remidos pelo sangue do cordeiro existe alguma coisa que pode
fazer Deus se afastar de nós, capaz de fazer com que o homem não tenha comunhão
santidade é a única coisa capaz de fazer com que um ser humano convertido tenha comunhão e intimidade com Deus. Quem ouve a
palavra de Deus e a guarda, cumprindo o que nela esta escrito o Senhor se
revela a ele “Aquele
ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele. João
14:21 . É por isso que as escrituras enfatizam tanto que nós devemos
ser santos, por que a santidade nos aproxima de Deus. “Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao
diabo, e ele fugirá de vós. Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Alimpai
as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai os corações.
Tiago 4:7-8 . Vejam também (1Pe. 1.15,16; Hb. 3.14,; 2.10,11). Porém
a falta de santidade nos afasta de Deus “Cobiçais, e
nada tendes; matais, e sois invejosos, e nada podeis alcançar; combateis e
guerreais, e nada tendes, porque não pedis. Pedis, e não recebeis, porque pedis
mal, para o gastardes em vossos deleites. Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós
ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus. Tiago 4:2-4 . Vejam
também (Is. 59.1,2; Rm. 3.23).
1. Vejamos alguns
casos em que santidade mantinha a comunhão com Deus, e a falta dela resultou na
separação com o Senhor.
1.1. O caso de Adão
eles viviam no Éden, por serem santos e perfeitos “E criou Deus o homem à sua imagem: à
imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Gênesis 1:27”.
“Eis aqui, o
que tão somente achei: que Deus fez ao homem reto, porém eles buscaram muitas
astúcias.” Eclesiastes 7:29 , por isso usufruíam da presença de Deus
“E ouviram a voz do SENHOR Deus, que passeava no
jardim pela viração do dia...” Gênesis 3.8a. Porém quando
pecaram, perdeu aquela comunhão, aquela intimidade que possuíam “O SENHOR Deus,
pois, o lançou fora do jardim do Éden, para lavrar a terra de que fora tomado. E
havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden, e uma
espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vida.”
Gênesis 3:23-24 .
1.2. O caso do povo de Israel.
o Senhor prometeu a eles que se andassem em santidade estaria no meio deles (Lv.
11.44; Nm. 16.3), porém o povo não andou em santidade, por isso o Senhor se
afastou deles. “E
naqueles dias fizeram o bezerro, e ofereceram sacrifícios ao ídolo, e se
alegraram nas obras das suas mãos. Mas Deus se afastou, e os abandonou a que
servissem ao exército do céu, como está escrito no livro dos profetas: Porventura
me oferecestes vítimas e sacrifícios No deserto por quarenta anos, ó casa de
Israel?” Atos 7:41-42
1.3. O caso dos
Crentes hoje.
nós retivermos a nossa comunhão, sendo pessoas santas estaremos com o senhor e
Ele conosco, disse Jesus: “Se me amais, guardai os meus mandamentos. E eu rogarei ao
Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre;” João
14:15-16. “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e
ele. Disse-lhe Judas (não o Iscariotes): Senhor, de onde vem que te hás de
manifestar a nós, e não ao mundo? Jesus respondeu, e disse-lhe: Se alguém me
nele morada.” João 14:21-13. Porém se não andarmos em santidade
seremos separados de Cristo “Portanto,
qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu
Pai, que está nos céus. Mas qualquer que me negar diante dos homens, eu o
negarei também diante de meu Pai, que está nos céus.” Mateus 10:32-33
. “Considera,
pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas
para contigo, benignidade, se permaneceres na sua benignidade; de outra maneira
também tu serás cortado.” Romanos 11:22
quer se afastado de Deus, ver a sua mão recolhida e os seus ouvido tampado,
então saiba. “Eis
que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem agravado
o seu ouvido, para não poder ouvir. Mas as vossas iniquidades fazem separação
entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para
que não vos ouça. “
Em certa ocasião, desejando dar aos discípulos uma lição sobre humildade (Mt 18.1), o Senhor Jesus chamou uma criança para perto de si (v. 2) e ensinou aos discípulos a necessidade de alguém se tornar como uma delas para entrar no Reino (v. 3-4). Receber uma criança no nome do Senhor significa receber ao próprio Senhor (v. 5). Em seguida, o Senhor falou do castigo dos que colocam tropeços diante dos “pequeninos” que crêem nEle (v. 6-9) e advertiu os discípulos a que não os desprezassem, diante do cuidado vigilante de Deus por eles, através dos anjos (v. 10). Este dito é difícil porque sugere a existência de “ anjos da guarda” de crianças, que estariam constantemente na presença de Deus, velando e cuidando das crianças. O conceito de que cada crente tem um anjo da guarda enviado por Deus sempre foi popular entre os cristãos, e tem se tornado ainda mais popular com a crescente onda de fascínio pelos anjos que tem invadido as igrejas evangélicas, acompanhando o aumento do misticismo e do ocultismo no mundo. Há várias interpretações para este dito difícil de Jesus. 1. Os anjos no céu são as almas das crianças quando morrem. De acordo com este entendimento, Jesus ensinou que as almas das crianças (os “anjos” delas) vão para o céu após a morte das crianças, e ficam continuamente na presença de Deus. De acordo com esta interpretação, Jesus mandou que os discípulos não desprezassem as crianças pois elas, quando morrem, vão, na forma de anjos, morar na presença de Deus. Alegam que Jesus se referiu aos “seus anjos no céu”, indicando que se refere ao que acontece após a morte. A dificuldade óbvia com esta interpretação é que identifica alma com anjo, uma associação impossível à luz do Novo Testamento. A alma faz parte da personalidade humana, enquanto que um anjo é um ser distinto do homem. As pessoas não se transformam em anjos quando morrem, conforme a crendice popular, mas suas almas comparecem, como almas, à presença de Deus. 2. Cada criança tem um anjo da guarda. Outra interpretação entende que a expressão “seus anjos” se refere a anjos destacados por Deus para guardar cada criança, e que neste labor, eles ficam subindo constantemente ao céu, na presença de Deus, para dar relatórios de suas atividades e interceder em favor das crianças. Esta doutrina é defendida pela Igreja Católica, que diz que no batismo cada criança recebe seu anjo da guarda, que é enviado por Deus para proteger e aconselhar esta criança toda a sua vida. Esse anjo é também chamado, na teologia católica, de "anjo custódio". Há várias passagens bíblicas usadas para defender esta interpretação. “O anjo do SENHOR acampa-se ao redor dos que o temem e os livra” (Salmo 34:7) é uma das mais conhecidas. Também Gênesis 48.16, onde Jacó se refere a um anjo que o teria livrado de todo o mal (na verdade, refere-se ao anjo do Senhor). Menciona-se também o anjo que veio em socorro de Daniel (Dn 6.22). Estas e outras passagens entretanto não provam o ponto, apenas mostram que Deus envia anjos para proteger e salvar seus servos em determinados momentos. A idéia de “ anjo da guarda” para cada criança é bastante estranha à luz da doutrina bíblica, muito embora esteja claro que uma das funções dos anjos é proteger os filhos de Deus. Nenhuma das passagens geralmente usadas para provar a existência de “anjo da guarda” realmente prova coisa alguma. Ao final, existe muita influência da crendice e da superstição popular sobre o assunto. 3. Os “pequeninos” são os crentes em Jesus Cristo. A outra interpretação defende que a chave para entendermos este dito difícil de Jesus é a palavra “pequeninos”. A quem Jesus se refere? O termo pode ser tomado literalmente como se referindo às crianças, como as duas interpretações acima o fazem, ou figuradamente, como se referindo aos discípulos de Jesus. Esta última possibilidade resolve o problema e tem apoio bíblico. Primeiro, Jesus usa regularmente o termo “pequeninos” para se referir aos discípulos, cf Mt 10.42; 18.6; Mc 9.42; Lc 17.2. Note que nos versos 1-5 Ele se referiu claramente às “crianças”, e nos versos 6-10 Ele menciona os “pequeninos”. Segundo, os discípulos são comparados com crianças, no que diz respeito à confiança em Deus. Terceiro, a passagem se encaixa no ensino geral do Novo Testamento sobre o ministério dos anjos em favor dos filhos de Deus, como Hebreus 1.14. Portanto, a melhor explicação para esta passagem é que Jesus está ensinando que Deus envia seus anjos para assistir aos “pequeninos”, que são os seus discípulos, os filhos de Deus pela fé, comparados a crianças, e que, portanto, nós não devemos desprezar estes “pequeninos”. Esse ministério angélico para com os “pequeninos” faz parte do cuidado geral que os anjos desempenham, pelo povo de Deus (cf. Sl 91.11; Hb 1.14; Lc 16.22). Conclusão A passagem não está ensinando que cada crente ou criança tem seu próprio “anjo da guarda”, como era crido popularmente entre os judeus na época da igreja primitiva. Fazia parte desta crença que o “anjo guardião” poderia tomar a forma do seu protegido (cf. At 12.15). Ela simplesmente expressa o cuidado geral de Deus por seu povo através dos anjos. Por Augustus Nicodemus Lopes
1. Santidade posicional. Neste caso a nossa santificação é completa e perfeita, por que em Cristo Jesus nós somos santos (Ef. 2.6; Cl. 2.10), ou seja a santidade do Senhor Jesus passa a ser a nossa santidade (1Jo. 4.17b), assim nós somos visto por Deus como um "Povo Santo" (1Pe. 2.9). 2. Santificação progressiva: É a santidade alcançada com o novo viver diário. É passar a ter uma vida separada e irrepreensível, é ter uma vida no altar, ser puro, é ser afastado do pecado do erro e do mundanismo. • santidade progressiva é o processo em que o crente gradual e continuamente, é conduzido ao aperfeiçoamento do seu caráter, para que ele seja cada vez mais parecido com Cristo (Pv. 4.18; 2Co. 3.18). 3. A santificação futura: Nesta ocasião a nossa santificação será completa e final (1Jo. 3.2), e ocorrerar na ocasião do arrebatamento da Igreja e da ressurreição dos mortos, quando todos os santos terão os seus corpos transformados (1Ts. 4.16-18; 1Co. 15.53). E assim estaremos para sempre com o Senhor e assim como Ele é, nos seremos.
é um processo provido por Deus, em que o crente fica cada vez mais parecido com
Cristo, ou sja, santo. Esta é a única coisa que juntamente com a fé
possibilitar ao crente ter a certeza da salvação, e que as suas orações estão
sendo ouvidadas e por fim alcançar a vida eterna.
Precisamos pensar em Cristo em termos elogiosos. Irmãos, é adequado que vocês pensem em Cristo como pensam em Deus — como o Juiz dos vivos e dos mortos. E não nos convém pensar levianamente de nossa salvação; se pensamos pouco nEle, também esperaremos obter senão pouco dEle. E aqueles de nós que ouvem falar negligentemente destas coisas, como se fossem de pequena monta, pecam, não sabendo de onde fomos chamados, por quem e para que lugar, e o quanto Jesus Cristo se submeteu para sofrer por nossa causa. Que retorno lhe daremos, ou que fruto será digno do que Ele nos deu? Pois quão grandes são os benefícios que lhe devemos! Ele nos tem dado luz graciosamente; como Pai, Ele nos chamou de filhos; Ele nos salvou quando estávamos prestes a perecer. Que louvor lhe ofereceremos, ou que lhe daremos pelas coisas que recebemos?Éramos deficientes no entendimento, adorando pedras, madeira, ouro, prata e metal, trabalhos das mãos de homens; e nossa vida era nada mais que morte. Envolvidos em cegueira e com tais trevas diante dos olhos, recebemos visão e, por sua vontade, pusemos de lado aquela nuvem em que estávamos envolvidos. Ele teve compaixão de nós e misericordiosamente nos salvou, observando os muitos erros nos quais estávamos emaranhados, bem como a destruição a qual estávamos expostos e da qual não tínhamos esperança de salvação, exceto a que nos deu. Ele nos chamou quando ainda não existíamos e nos quis para que do nada alcançássemos uma existência real. Segunda Epístola de Clemente
Crescer no Conhecimento Sem Esquecer o Poder do Alto Antes crescei na graça e conhecimento de Nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A Ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém”, 2 Pe 3.18. O apóstolo Pedro teve suas dificuldades no início da sua fé em Cristo, e também ao longo dela, como registra o Novo Testamento. Jesus, antes do calvário, chegou a adverti-lo de que Satanás estava a tramar contra os Doze, inclusive ele, Pedro, para arruinar a sua fé. “Disse-lhe também o Senhor: Simão, Simão, eis que Satanás vos pediu para vos cirandar como trigo; mas eu roguei por ti, para que tua fé não desfaleça; e tu, quando te converteres, confirma teus irmãos”, Lc 22.31,32. O texto bíblico que abre este artigo mostra-nos que na vida espiritual, do crente mais simples ao líder cristão mais destacado, o elemento basilar é a fé em Cristo, priorizada, mantida, fortalecida, purificada, renovada e, ao mesmo tempo, seguida do conhecimento de Deus. “Crescei na graça e conhecimento”, diz o texto sagrado. Essa ordem jamais deve ser invertida. Cuidar da nossa fé é cuidar do nosso crescente relacionamento e comunhão com Deus. Estamos falando da fé como elemento da natureza divina, como atributo de Deus (Atos 16: “...a fé que é por Ele...”; Gálatas 5.5: “...pelo Espírito da fé...”). A fé em Deus, basilar e primacial como é na vida do cristão, deve ser seguida do conhecimento espiritual. “Criado com as palavras da fé e da boa doutrina”, 1 Tm 4.6. Veja também 2 Pedro 1.5, onde o conhecimento deve seguir-se à fé. Fé sem conhecimento, segundo as Escrituras, leva ao descontrole, ao exagero, ao misticismo, ao sectarismo e ao fanatismo final e fatal. Sobre isso adverte-nos o versículo 17, anterior ao que abre o presente artigo, que os leitores farão bem em lê-lo. É oportuno observarmos que o dito versículo remete-nos claramente ao versículo 18, que estamos destacando. “Antes” é um termo conclusivo; refere-se a uma conclusão à qual se chega. “Antes crescei” – A vida cristã normal deve ser um crescer constante para a maturidade espiritual, como mostra 2 Coríntios 3.18: “Somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.” Esse crescimento transformador deve ser homogêneo, uniforme, simétrico; caso contrário virão as anormalidades com suas consequências. Lembremo-nos do testemunho do apóstolo Paulo sobre si mesmo em 1 Coríntios 13.11, e o comparemos com o depoimento bíblico de Atos 9.19-30 e 11.25-30.
Um crente sempre imaturo na graça e conhecimento de Deus é também um problema contínuo para ele mesmo, para outros à sua volta e para a sua congregação como um todo. E pior ainda é quando o cristão desavisado cuida apenas de seu conhecimento secular, terreno, humano, social, e também quando cuido do conhecimento bíblico e teológico sem antes e ao mesmo tempo renovar-se no poder do Alto, o poder do Espírito Santo, que nos vem pela imensurável graça de Deus em suas riquezas (Ef 2.7). Tudo mediante Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Crescimento do crente na graça de Deus – A graça de Deus é seu grandioso favor imerecido por todos nós pecadores. Essa maravilhosa graça divina é multiforme e abundante (1Pe 4.10; Ef 2.7). Nosso Deus é “o Deus de toda a graça” (1Pe 5.10). Menosprezar essa inefável graça divina é insultar o Espírito Santo, “o Espírito da graça” (Hb. 10.29). Só haverá crescimento na graça de Deus por parte do crente se este invocá-la, apoderar-se dela pela fé e cultivá-la em sua vida. “Minha graça te basta”, disse o Senhor a Paulo quando este orava por livramento (2 Co 12.8-10). Crescimento do crente no conhecimento – Esse conhecimento do crente na esfera da salvação, de que nos fala a Escritura, nos vem pelo Espírito Santo (Ef. 1.17, 18; Cl 1.9; 1Co 12.8). Cristo é a fonte e manancial da graça de Deus (Jo. 1.16, 17) e também o alvo do nosso conhecimento (Fp. 1.8,10). O conhecimento de Deus nos vem também pela comunhão com Ele, é óbvio, sendo um meio de usufruirmos mais de Sua graça (2Pe 1.2). Quem está crescendo na graça e no conhecimento de Deus ainda tem muito a crescer. Afirma o texto de João 1.17 “...e graça por graça...”. Se alguém estacionar no desenvolvimento de seu andar com Deus, virá o colapso. É como alguém sabiamente disse: “A verdadeira vida cristã é como andar de bicicleta; se você parar de avançar, você cai!”.
O Senhor Jesus ensinou, dizendo: “Se permanecerdes na minha Palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”, Jo. 8.31,32. Não é, portanto, o conhecimento em si que liberta; ele é um meio provido por Deus para chegarmos à verdade. Há muitos na igreja com vasto conhecimento secular, teológico e bíblico, contudo repletos de dúvidas, interrogações, suposições e enganos quanto a Deus, quanto à salvação, quanto às Sagradas Escrituras etc. Como pode o crente crescer na graça e no conhecimento de Deus:
Primeiro: Orando sem cessar (1Ts 5.17; 2Co 12.8, 9; Jr 33.3). A oração é um precioso e eficaz meio de comunhão com Deus. Segundo: Lendo e estudando a Bíblia continuamente (At 17.11; 1Pe 2.2; Sl 1.2, 3), e obedecendo a Deus, a partir da Sua Palavra (Sl 119.9. 11; Jo 14.21, 23). E também vivendo de modo agradável a Deus (e não somente em obediência a Deus) (Cl 1.10; 1Jo 3.22); testemunhando de Cristo e de Sua salvação (At 1.8; 5.42); permanecendo na doutrina do Senhor (At 2.42; Rm 6.17; 3Jo vv.3,4).
Frequentando a Casa de Deus (Hb 10.25; Lc 2.37; Sl 27.4); sendo ativo no serviço do Senhor (Mt 21.28).
vivendo continuamente em santidade (Lc 1.75; 2Co 7.1); mantendo-se renovado espiritualmente (2Co 4.17; Ef 5.18) e experimentando a progressiva transformação espiritual pelo Espírito Santo, tendo Ele em nós plena liberdade para isso (2Co 3.18). Sinais de “meninice” (não-crescimento) espiritual – Os cristãos da igreja de corinto tiveram este problema (1 Co 3.1, 2). Ver também Hebreus 5.12- 14. Crianças, no sentido físico, são fáceis de detectar; no sentido espiritual, também – havendo exceções, é evidente. A criança fala muito, mas não diz nada ou quase nada. A criança, por natureza, é egoísta. Tudo sou “eu” e o todo é “meu”. A criança brinca muito e também “briga” muito. A criança normal dorme muito – e dorme em qualquer lugar! A criança gosta muito de ruído, de barulho, e geralmente no momento e no lugar impróprios para os adultos. Quanto mais barulho, mais a criança gosta! A criança gosta muito de doces (Ler Provérbios 25.16,27 e Levítico 2.11). Doces engordam, mas engordar não é crescer, e nem sempre é sinal de saúde. A criança é muito sentimentalista. Ela vive pelo que sente. Por coisa mínima, a criança chora, amua-se e some da cena. A criança é muito crédula. Ela não discute nem questiona as coisas da vida em geral. Ela crê em tudo, sem argumentar. Ela aceita praticamente tudo sem averiguar, sem filtrar, sem discutir. A criança não gosta de disciplina. Ela não gosta de obedecer. Também a criança é fantasiosa. Ela exagera as coisas. Ela cria o seu próprio mundo de fantasia para si e vive esse seu mundo. A criança pequena não tem equilíbrio. Não tem firmeza. Com facilidade, ela tropeça, escorrega, cai e levanta-se. A criança é imitadora. Ela, se puder, imita tudo, inclusive o ato de trabalhar dos adultos, mas tudo imitação, e às vezes machuca-se por isso. A criança, em geral, é fraca; ela não tem a resistência dos adultos. Finalmente, a criança não entende coisas difíceis, coisas de gente grande. Essas verdades e realidades devem ser aplicadas à nossa vida cristã para vermos se estamos crescendo para a maturidade ou se ainda permanecemos quais criancinhas incipientes e crédulas. O procedimento correto para o crente evitar um colapso na sua vida espiritual é “crescer na graça e no conhecimento de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”. Artigo publicado no jornal Mensageiro da Paz - Número 1513 - Junho de 2011, CPAD Postado por
Paulo deixa esse ministério de intercessão subentendido em Romanos 5:9, 10. Não apenas somos salvos por sua morte, mas também por sua vida. "Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles" (Hb 7:25). Pedro pecou contra o Senhor, mas foi perdoado e restaurado à comunhão por causa de Jesus Cristo."Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo! Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos" (Lc 22:31,32). Ele está rogando por todos nós, e esse ministério garante que estamos seguros.
E dizia esta parábola: Um certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha, e foi procurar nela fruto, não o achando; E disse ao vinhateiro: Eis que há três anos venho procurar fruto nesta figueira, e não o acho. Corta-a; por que ocupa ainda a terra inutilmente? E, respondendo ele, disse-lhe: Senhor, deixa-a este ano, até que eu a escave e a esterque; E, se der fruto, ficará e, se não, depois a mandarás cortar. E ensinava no sábado, numa das sinagogas.(Lc. 13:6-8) Introdução: Tudo aquilo em que não há vida, que não produz, que não fecunda para gerar outras vidas, que é ingrato é estéril, e no Reino de Deus para nada mais presta. 1. O significado da parábodo da parábola:la:1.1. O contexto da parábola Jesus ensinava a muitas pessoas quando o interromperam para falar-lhe de um trágico acontecimento (Lc. 13:1). Como resposta a aquela referencia Cristo lhe disse que se eles não se arrependessem todos de igual modo pereceriam (Lc. 13:3); e para reforça a sua tese Jesus fez uma pergunta alusiva a outro fato igualmente trágico (Lc. 13:4), diante dos dois acontecimentos Jesus indagou se os vitimados nos dois casos eram mais culpados que os habitantes de Jerusalém, sem esperar por qualquer resposta o mestre concluiu (Lc. 13:5). 1.2. A figueira e seu significado: (v.6) Ao analisar o texto, no contexto em que estar inserido, segundo os estudiosos das santas escrituras, conclui-se que a “figueira” representa a Israel. (Jr. 24:1-7)1.3. A vinha e seu significado: (v.6) A vinha simboliza as outras nações; a figueira no meio da vinha, simboliza Israel no meio das outras nações. (são todas as árvores dita por Jesus em Lc. 21:29). Uma figueira plantada em sua “vinha”; é porque, “do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam” (Sl. 24:1). 1.4. O dono da vinha e seu significado: (v.6a)“Um certo homem...” este personagem representa a Deus.1.5. O vinheiro e seu significado: (v.7)Por analogia e com base bíblica esse personagem representa Jesus, que foi enviado paracuidar de Israel, a figueira no meio da vinha (Mt. 15:24; Jo. 1:11).1.6. A paciência do vinheiro: (vs. 8,9)O dono da oliveira ia procurar nela fruto e não encontrava, por isso deu ordem para o corte da figueira para que não ocupasse a terra inutilmente mais o vinheiro recebendo a ordem pediu a desse mais uma chance (v.8) e se ela nem assim desse fruto seria cortada (v.9) 2. O corte da figueira: E a figueira realmente foi cortada. E tudo isso foi predito pelo Senhor Jesus ( Lc. 19:41; Mt 23:37,38; Lc. 19:42,44). para que nós a igreja viéssemos a dar os seus frutos. 2.1. E que frutos são esses? são os frutos dignos de arrependimento, os espirituais (Mt.3:8; Gl. 5:22; Ef. 4:32,5,9)É dessa maneira que Cristão é, e deve ser conhecido pelos frutos. (Mt. 7: 15-20; 12:33,34) OBS: (1) – Se uma bananeira pudesse falar e lhe dissesse que é um coqueiro, você acreditaria ?OBS: (2) – Quem é que diz que o fruto da árvore é bom, apropria árvore ou quem colhe e come dos seus frutos ?OBS: (3) – Para quem serve o fruto da árvore? ou quem se delicia nela? Á árvore ou o fruto da árvore?OBS: (4) – Existem árvores que os seus frutos é desprezado, mas o produto derivado deste fruto é muito almejado: A amêndoa. Se dermos bons frutos, seremos agradáveis ao Senhor e se formos agradáveis ao Senhor, a palavra de Deus nos diz que nós teremos uma vida triunfante (Jo 15:7; 2Co 2:14-16) e cheia de bênçãos; Isso se continuar dando bons frutos, porque se não também seremos cortados. (Rm. 11:19b-22; Jo. 15:2a; Mt. 7: 18-19)3. O segredo para se dar bons frutos:• É estar enxertado na videira, ou seja estar em Jesus (Jo15:1-5)• Porém é importante que o nosso fruto permaneça (Lc 8:15)• Aqueles que foram cortados, mais se arrependerem, Deus é poderoso para de novo enxertá-los na videira (Rm 11:23), E para essas coisas não há acepção de pessoas (Rm. 2:11). Conclusão A parábola da figueira refere-se primeiramente a Israel, mais suas verdades aplica-se a qualquer pessoa que professa seguir ao senhor Jesus e não abandonam o pecado, embora Deus de a todos ampla oportunidade de se arrependerem, Ele não tolera para sempre o pecado a falta de bons frutos.O Senhor nos dá vitória, por amor de Seu nome, por amor as Suas palavras e por amor a nós mesmos, nos admoestam para que venhamos a produzir aquilo que o agrada, para que nunca nos afastemos Dele, a misericórdia do Senhor está sobre nós, aproveitemos esse tão glorioso momento. Amém !
A Lei 10.406, de 10 de janeiro 2002, que institui o novo Código Civil Brasileiro, traz várias mudanças que, de forma geral, só vêm reafirmar o que os tribunais brasileiros já aplicavam na prática, devido a desatualização do atual código em relação À realidade dos nossos tempos. No entanto, há nele algumas modificações que merecem toda a atenção dos pastores e igrejas de todo o Brasil. São as que dizem respeito ao regime jurídico das associações. As igrejas passam a ser associações A partir de 11 de janeiro de 2003, quando o novo Código Civil entrará em vigor, todas as igrejas passarão a ser associações. A antiga lei as denominava "sociedade pias e religiosas", se bem que os juristas e tribunais já costumavam a tratar as igrejas como associações. Até aí, tudo bem. No entanto, com a cristalização dessa compreensão, algumas mudanças vieram. A principal mudança é a limitação do poder de auto-regulação por parte das associações. Isso significa que, a exemplo do que já acontece com outros tipos de sociedades e de comunhão de interesses - como os condomínios de edifícios, por exemplo -, a nova lei traz, do seu artigo 53 até o 61, uma série de regras que devem ser observadas obrigatoriamente pelas associações em seus estatutos. Se essas regras não forem adotadas pelas igrejas, elas estarão em situação de ilegalidade irregularidade perante os órgãos competentes, comprometendo a validade de todos os seus atos. O novo código em seu artigo 2.031, estabelece um prazo improrrogável de um ano para que as associações que já existiam ao tempo da entrada em vigor da nova lei adaptem seus estatutos às novas regras. ou seja, as igrejas terão até janeiro de 2004 para mudar seus estatutos. Segundo os juristas, essa modificação se deve ao fato de que, nos últimos anos, as igrejas despertaram o interesse do administrador público. E a atenção não se dá apenas na área cívil, mas também nas demais áreas do Direito, em especial nas questões administrativas, tributária e penais. "Constitui-se imperioso que os administradores eclesiásticos entendam que não se admite mais que as igrejas vivam na busca de grandes conquistas e realizações no que tange a construção de magníficos templos e insistência em isenções e tratamentos especiais. Procurar atalhos é se expor ao crivo dos poderes públicos constituídos, cujo risco vai de uma simples multa ou a punição alternativa, com cumprimento de obrigações de entidades beneficentes, até uma pena de reclusão para os seus dirigentes As igrejas devem ter uma contabilidade formal e real de seu movimento financeiro; filiação de seus empregados ao INSS e dos ministros com dedicação integral à igreja, pois são considerados contribuintes obrigatórios; elaboração e entrega anuais de Imposto de Renda da igreja, de seu pastor e dos membros da diretoria; atas em livros próprios e registros equivalentes; escritas públicas e registros dos bens imóveis Notarial de Registros de imóveis; inventário e controle dos bens móveis e imóveis e semoventes (animais); controle pessoal e direto da guarda de veículos deixados no estacionamento da igreja por ocasião dos cultos; plantas dos templos de acordo com o CREA - Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura, com o objetivo de atender às exigências relativas à construção civil e aos direitos de vizinhança e impacto ambiental; e reforma adequação do estatuto. Disciplina e exclusão nas igrejas Uma outra novidade diz respeito à exclusão e disciplinas nas igrejas. O artigo 57 do novo código concede direitos ao associado (membro da igreja) que está para ser excluído. A exclusão só é admitida "havendo justa causa, obedecido o disposto no estatuto; sendo este omisso, poderá também ocorrer, se for reconhecida a existência de motivos graves, em deliberação fundamentada, pela maioria absoluta dos presentes à assembléia-geral, especialmente convocada para este fim". Em outras palavras, antes de excluir algum de seus membros, as igrejas devem observar agora três coisas:
a) O motivo da exclusão deve estar expressamente previsto Para que haja justa causa, é preciso que o fato que deu ensejo à exclusão já esteja previsto no estatuto da igreja. Cada igreja deve apresentar em seu estatuto, ou em um regimento disciplinar que seja elaborado e aprovado conforme se dispuser no estatuto, quais serão as transgressões que darão ensejo à exclusão ou à aplicação de penalidade ao membro. É preciso que sejam relacionadas todas as transgressões. Não se pode aceitar cláusulas genéricas como "pecados", "transgressões contra a Palavra de Deus", "condutas contrárias a Bíblia Sagrada" ou similares. Além disso, nas definições das transgressões, devem ser adotados, tanto quanto possível, termos técnicos jurídicos, para que se possa evitar no futuro eventuais questões que sejam levadas ao Poder Judiciário por conta dessas imprecisões terminológicas. "Deve se evitar, por exemplo, o uso de termos como "adultério", que tem um conceito técnico -jurídico bem restrito e diferente do adotado nas igrejas locais", exemplifica o Presbítero Caramuru Afonso Francisco, da Assembléia de Deus no Belenzinho, SP, e doutor em Direito Civil pela Universidade de São Paulo (USP). b) Definir com clareza as penalidades que poderão ser aplicadas e em que casos deverão ser aplicadas, devendo sempre ser observado o princípio da proporcionalidade. A desproporção de uma penalidade pode ser questionada nos tribunais. Porém, isso não significa que caso um membro pratique uma transgressão que não seja prevista no estatuto e constitua-se uma infração à sã doutrina, ele não possa ser disciplinado. Será preciso, no entanto, que haja uma assembléia-geral especialmente convocada para este fim e que a maioria absoluta da assembléia seja favorável à disciplina. Se aprovada, ainda será necessário instaurar-se um processo legal, com a oportunidade para que o acusado possa se defender.
c) O Novo Código Civil prevê a possibilidade de recurso à assembléia-geral sempre que for decretada a exclusão. Em outras palavras, é instituído o direito de defesa ao excluído. "Foi tirado o direito de auto-regulação das normas referentes à exclusão, fazendo com que, obrigatoriamente, haja um procedimento que prime pela possibilidade de defesa e pelo duplo grau de julgamento garantindo às associações aquilo que é próprio do domínio privado: o processo legal", esclarece Caramuru.
Outros detalhes a serem observados são a entrega, por escrito, a cada membro, do regimento disciplinar da igreja, para que não possa alegar desconhecimento das normas da igreja perante a justiça; e o uso do AR/MP (Aviso de Recebimento em Mãos Próprias), o que significa que o acusado deverá ser informado do processo de suspensão da Santa Ceia através de notificação via postal, executada pelos correios. Os bens dos administradores Pela norma do artigo 50 do novo Código Civil, os bens particulares dos administradores - no caso, os pastores de igrejas - respondem pelos prejuízos causados às igrejas no caso de desvio de finalidade. Esse artigo não tem correspondente no Código Civil em vigor, é inovação. "Um exemplo de desvio de finalidade é usar o dinheiro ou outro bem da igreja em benefício próprio ou de outrem, sem autorização da igreja. Pela confusão patrimonial, significa dizer colocar um bem da igreja em seu nome", explica desembargador Júlio Aires, da Assembléia de Deus no Maranhão. Pareceres de Juristas das Assembléias de Deus indicam que não haverão mudanças radicais Nas palavras do Desembargador Júlio Aires, da Assembléia de Deus no Maranhão, as igrejas não têm muito o que se preocupar com a entrada em vigor do novo Código Civil. "De forma geral, os direitos, deveres e garantias fundamentais dos membros das igrejas, tanto individuais como coletivos, são os constantes da Constituição Federal em vigor, em seu artigo 5°. As conquistas obtidas até agora - liberdade de consciência e de crença, livre exercício de culto e proteção aos locais de sua celebração, entre outras - estão todas garantidas na Constituição Federal. Quanto aos estatutos das igrejas, acredito deverão continuar essencialmente como estão. Se necessário reformá-los, a reforma será de conformidade com os interesses peculiares de cada igreja. A meu ver, o novo Código Civil e o em vigor não disciplinam essa questão que é matéria de interesse interna corporis, ou seja, de interesse privativo das igrejas", argumenta. Apesar de ser positivo quanto às implicações, o desembargador só faz uma ressalva: "Ao elaborar seus estatutos, as associações, o que inclui as igrejas, devem fazê-lo nos moldes do artigo 54 do novo Código Civil, cujo artigo não tem correspondente no Código Civil vigente. Nesse ponto, vejo, sim, algo novo. Merece destaque aqui os requisitos para admissão e exclusão dos associados, que são os membros; a especificação de direitos e deveres dos associados; e a clarificação das fontes de recursos para sua manutenção. Ocorre que esses requisitos já constam praticamente em todos os estatutos das igrejas, pelo menos as Assembléias de Deus. Se não constar, deverão ser alterados", esclarece. Sobre as novas competências privativas das assembléias das associações, o desembargador Júlio Aires também analisa alguns pontos: "Lendo-se os artigos 57 e 59 do novo Código Civil, vemos que os motivos para exclusão de um membro deverão estar previsto no estatuto. Caso haja omissão quanto aos motivos para exclusão, a assembléia-geral poderá excluir o membro, desde que saiba tratar-se de um motivo grave. Acredito, à luz do segundo inciso do artigo 59, que uma igreja reunida possa, em assembléia geral, destituir seu pastor, desde que se tenha assegurado o direito de ampla defesa. Mas não só isso. A destituição também poderá se dar por decisão judicial em ação proposta por qualquer membro da igreja, mas sempre assegurado o direito de defesa. Essa questão poderá ou não constar do estatuto. Se o estatuto for omisso, mesmo assim poderá ocorrer a destituição pela assembléia regularmente convocada, a qual tem competência para isso". A questão da exclusão O Pr Humberto Schmitt, da justiça federal no Rio Grande do Sul e membro da Assembléia de Deus gaúcha, chama atenção para as más interpretações que alguns irmãos estão fazendo do texto da lei. "A gente ouve muitos boatos, frutos de uma leitura apressada e de má interpretação. Dentre elas está a idéia de que, a a partir da vigência do novo Código Civil, as igrejas não mais poderão excluir o membro apóstata", destaca. É oportuno lembrar que, acima da lei, está a Constituição federal. Toda lei que contrariar a Constituição poderá ser declarada inconstitucional. Antes de analisar a legislação que nos afeta como membros de uma igreja, é preciso ver o que a Constituição nos garante. Esse assunto é tratado no seu artigo 5°, que fala dos direitos individuais e coletivos fundamentais", argumenta o Pastor Schimitt. "É vedada a interferência estatal no funcionamento de qualquer associação religiosa. A impossibilidade da exclusão do membro apóstata, ferindo a liberdade de crença da coletividade, estaria interferindo diretamente no funcionamento da associação religiosa, caracterizando-se como reprovável interferência estatal. Se a igreja é uma associação de pessoas que comungam da mesma crença, vedar que essa associação desligue o indivíduo que não compartilha dos mesmos princípios seria negar o próprio direito de associação, que é pleno, nos dizeres do inciso 15 do artigo 5° da Constituição", conclui Schimitt. Pastor Schimitt atenua também a preocupação com as hipoteses de exclusão no estatuto das igrejas. "A enumeração das hipóteses não precisa ser exaustiva, mas aberta, permitindo a aplicação da analogia e da interpretação extensiva. Uma enumeração com interpretação extensiva seria: - São causas de exclusão do membro a prática de apostasia; atitudes que ofendam aos princípios bíblicos ou que, mesmo não sendo ofensas aos princípios bíblicos, impliquem ilícito penal, com condenação com trânsito em julgado a moral e os bons costumes, impliquem escândalo ou prejuízo à imagem e bom nome da igreja". Abner Apolinário, juiz e membro da Assembléia de Deus em Recife-PE, também analisa a exclusão afirmando que torna-se plenamente justificável a proteção dos direitos dos integrantes da comunidade societária. Ocorre, no entanto, que na dimensão espiritual, a igreja se pauta nos ditames da Bíblia. Logo a conduta que no texto sagrado se configura pecado e motiva o desligamento do membro algumas vezes despe-se de relevância jurídica. Por exemplo, a mentira, exceto no caso de falso testemunho, não tem importância jurídica. A prática sexual entre duas pessoas adultas desimpedidas de casar não tem repercussão no direito. Contudo, nno prisma espiritual, são condutas pecaminosas ensejadoras do desligamento do rol de membros. Situação mais delicada se configura quando ocorre um relacionamento extraconjugal", argumenta. "Os delitos espirituais devem receber a reprimenda ou sansão na esfera da igreja, desapartada do poder temporal. Se na administração da sansão for atingida a dignidade do cultuante, poderá se fazer o reparo pelos meios-jurídicos processuais. A excomunhão, no traçado da nova lei, torna-se inexequível. A meu ver, o disciplinamento da exclusão dos membros na nova legislação deve ser rechaçado, por ser inconstitucional. Aos pastores cabe amadurecer o entendimento, juntamente com o rebanho e, assim, definirem se ficarão sujeitos à legislação ou, de outro lado, procurarão o Poder Judiciário, foro apropriado para a discussão", esclarece Abner.
Artigo estraido do site: http://www.jesussite.com.br/acervo.asp?Id=471
Curiosidades Introdução:
Nada que vai fazer de você um conhecedor Bíblico, usar isso
como respaldo de conhecimento é inútil, mas são curiosidades bíblicas que
descontrai e a vista de alguns pode acrescentar algo ao conhecimento.
http://www.evangelismoemslides.com.br/?p=564

References: artigo 53
 artigo 2
 artigo 57
 artigo 50
 artigo 5
 artigo 54
 artigo 59
 artigo 5
 artigo 5