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Timestamp: 2019-04-21 11:05:50+00:00

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Comissão julga casos de jogada violenta - Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol do Rio de Janeiro
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Comissão julga casos de jogada violenta
Todos os processos da pauta envolvendo expulsões traziam o artigo 254 do CBJD
A Segunda Comissão Disciplinar se reuniu, excepcionalmente nesta quarta-feira (27), para julgar uma pauta repleta de jogada violenta. Sob a presidência do Dr. Wanderley Rebello, os auditores analisaram cinco processos de 254 e um de 206, por atraso. Confira como foram os casos.
Americano x Resende – Carioca Série A Profissional – 10 de março
O Resende ficou com um a menos após Rhayne receber o cartão vermelho direto. De acordo com a súmula, o jogador atingiu com a sola do pé o abdômen do adversário, com uso de força excessiva, durante disputa de bola. Leonardo, do Americano, igualou o número de atletas em campo quando deu um carrinho frontal que acertou o tornozelo do oponente.
Ambos foram denunciados nos termos do artigo 254 § 1º I II do CBJD, que fala em “praticar jogada violenta: qualquer ação cujo emprego da força seja incompatível com o padrão razoavelmente esperado para a respectiva modalidade; a atuação temerária ou imprudente na disputa da jogada, ainda que sem a intenção de causar dano ao adversário”.
Por maioria de votos, Rhayne foi suspenso em dois jogos e Leonardo teve pena mínima convertida em advertência.
Boavista x Madureira – Carioca Série A Profissional – 23 de fevereiro
Aos 29 minutos da etapa final, Vinícius Silva, do Boavista, recebeu o segundo cartão amarelo, em consequência o vermelho, por ter dado um carrinho e acertado as pernas do adversário.
O atleta foi incurso no artigo 254 § 1º I do CBJD, mas o relator, Julião Vasconcelos, desclassificou para o artigo 250, “praticar ato desleal ou hostil”, e converteu em advertência. Os demais auditores acompanharam o voto.
Vasco x Boavista – Carioca Série A Profissional – 2 de março
O jogo já estava nos acréscimos, quando Thiago Rodrigues foi expulso por, segundo a súmula, ter acertado as travas da chuteira no joelho do vascaíno Raul, que foi atendido e não retornou ao campo.
O atleta do Boavista foi denunciado no artigo 254 § 1º I do CBJD e, por unanimidade, Thiago foi absolvido. Os auditores entenderam que o jogador não teve a intenção de acertar o oponente.
Fluminense x Cabofriense – Carioca Série A Profissional – 10 de março
A equipe da Cabofriense demorou a voltar para o campo após o intervalo e atrasou o reinício do jogo em dois minutos, de acordo com a súmula. Pela infração, o clube foi incurso no artigo 206 do CBJD, por “dar causa ao atraso do início da realização de partida, prova ou equivalente, ou deixar de apresentar a sua equipe em campo até a hora marcada para o início ou reinício da partida, prova ou equivalente”.
A advogada de defesa, Anália Chagas, sustentou que não é habitual da Cabofriense atrasar e relatou que faz mais de três anos que o clube não é julgado pelo TJD-RJ. A Comissão aplicou a pena mínima de R$ 100 por minuto, totalizando R$ 200.
Volta Redonda X Bangu – Carioca Série A Profissional – 8 de março
Daniel Felipe foi advertido por atingir com força excessiva as pernas do oponente. O jogador do Volta Redonda recebeu o cartão vermelho direto aos 31 minutos de bola rolando.
Respondendo pelo artigo 254 I do CBJD, Daniel foi punido com a pena mínima da imputação, uma partida, mas convertida em advertência.
Advogado Mauro Chidid
Advogado Pedro Henrique Moreira
Auditor José Ricardo de Brito
Auditora Christiane D’Elia
Advogado Marcelo Mendes
Procurador Leonardo Rogel
Presidente Wanderley Rebello
Auditor Leonardo Rangel
Auditores Christiane D’Elia e Leonardo Rangel
Auditor Julião Vasconcelos
Presença ilustre de Tibério José de Melo, pai do auditor Julião Vasconcelos

References: artigo 254
 artigo 254
 artigo 254
 artigo 250
 artigo 254
 artigo 206
 artigo 254