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Timestamp: 2018-02-26 01:25:55+00:00

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Constituição da República Dominicana de 1994
Território. Direitos e deveres. Poder legislativo, executivo e judicial. Organização territorial. Forças armadas. Reforma constitucional
CONSTITUCION DA REPUBLICA DOMINICANA
Votada e proclamada pela Assembleia Nacional
em data 14 de agosto de 1994.
EM NOME DA REPUBLICA
Constituída em Assembleia Revisora da Constituição,
declara em vigor o seguinte texto da
Da Nação, de sua Soberania e de seu Governo.
ART. 1.- O povo dominicano constitui uma Nação organizada em Estado livre e independente, com o nome de República Dominicana.
ART. 2.- A soberania nacional corresponde ao povo, de quem emanam todos os poderes do Estado, os quais se exercem por representação.
ART. 3.- A Soberania da Nação dominicana, como Estado livre e independente é inviolable. A República é e será sempre livre e independente de todo poder estrangeiro. Portanto, nenhum dos poderes públicos organizados pela presente Constituição poderá realizar ou permitir a realização de atos que constituam uma intervenção direta ou indireta nos assuntos internos ou externos da República Dominicana ou uma ingerência que atente contra a personalidade e integridade do Estado e dos atributos que se lhe reconhecem e consagram nesta Constituição. O princípio da não intervenção constitui uma norma invariável da política internacional dominicana.
A República Dominicana reconhece e aplica as normas do Direito Internacional general e americano na medida em que seus poderes públicos as tenham adotado, e se pronuncia em favor da solidariedade econômica dos países da América e apoiará toda iniciativa que propenda à defesa de seus produtos básicos e matérias prima.
ART. 4.- O governo da Nação é essencialmente civil, republicano, democrático e representativo.
Divide-se em Poder Legislativo, Poder Executivo e Poder Judicial. Estes três poderes são independentes no exercício de suas respetivas funções. Seus encarregados são responsáveis e não podem delegar suas atribuições, as quais são unicamente as determinadas por esta Constituição e as leis.
ART. 5.- O território da República Dominicana é e será inalienable. Está integrado pela parte oriental da Ilha de Santo Domingo e suas ilhas adjacentes. Seus limites terrestres irreductibles estão fixados pelo Tratado Fronteiriço de 1929, e seu Protocolo de Revisão de 1936.
Divide-se politicamente em um Distrito Nacional, no qual estará compreendida a capital da República, e nas províncias que determine a lei. As províncias, a sua vez dividem-se em municípios.
São também partes do território nacional, o mar territorial e o chão e subsolo submarinos correspondentes, bem como o espaço aéreo sobre eles compreendido. A extensão do mar territorial, do espaço aéreo e da zona contígua e seu defesa, o mesmo que as do chão e subsolo submarinos e seu aproveitamento, serão estabelecidos e regulados pela lei.
A lei fixará o número das províncias, determinará seus nomes e os limites destas e do Distrito Nacional, bem como os dos municípios em que aquelas se dividem, e poderá criar também, com outras denominações, novas divisões políticas do território.
ART. 6.- A cidade de Santo Domingo de Guzmán é a capital da República e o assento do governo nacional.
DO REGIMEN ECONOMICO E SOCIAL FRONTEIRIÇO
ART. 7.- É de supremo e permanente interesse nacional o desenvolvimento econômico e social do território da República ao longo da linha fronteiriça, bem como a difusão no mesmo da cultura e a tradição religiosa do povo dominicano. O aproveitamento agrícola e industrial dos rios fronteiriços se continuará regulando pelos princípios consagrados no Artigo 6to. do Protocolo de Revisão de 1936 do Tratado de Fronteira de 1929, e no Artigo 10 do Tratado de Paz, Amizade e Arbitragem de 1929.
DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E SOCIAIS
ART. 8.- Reconhece-se como finalidade principal do Estado a proteção efetiva dos direitos da pessoa humana e a manutenção dos meios que lhe permitam se aperfeiçoar progressivamente dentro de uma ordem de liberdade individual e de justiça social, compatível com a ordem pública, o bem-estar geral e os direitos de todos. Para garantir a realização desses fins fixam-se as seguintes normas:
1. A inviolabilidade da vida. Em consequência não poderá ser estabelecido, se pronunciar nem aplicar em nenhum caso a pena de morte, nem as torturas, nem nenhuma outra pena ou procedimento vejatorio ou que implique a perda ou a diminuição da integridade física ou da saúde do indivíduo.
2. A segurança individual. Em consequência:
a. Não se estabelecerá à urgência corporal por dívida que não provier de infração às leis penais.
b. Ninguém poderá ser reduzido a prisão nem coibido em sua liberdade sem ordem motivada e escrita de servidor público judicial competente, salvo o caso de flagrante delito.
c. Toda pessoa privada de sua liberdade sem causa ou sem as formalidades legais, ou fora dos casos previstos pelas leis, será posta imediatamente em liberdade a requisito seu ou de qualquer pessoa.
d. Toda pessoa privada de sua liberdade será submetida à autoridade judicial competente dentro das quarenta e oito horas de sua detenção ou posta em liberdade.
e. Toda detenção se deixará sem efeito ou se elevará a prisão dentro das quarenta e oito horas de haver sido submetido o preso à autoridade judicial competente, devendo ser notificado ao interessado dentro do mesmo prazo, a providência que ao efeito se ditar.
f. Fica terminantemente proibido o translado de qualquer detento de um estabelecimento carcelario a outro local sem ordem escrita e motivada da autoridade judicial competente.
g. Toda pessoa que tenha baixo seu guarda a um detento estará obrigada ao apresentar tão cedo como lho requeira a autoridade competente.
A Lei de Habeas Corpus, determinará a maneira de proceder sumariamente para o cumprimento das prescrições contidas nas letras a), b), c), d), e), f) e g) e estabelecerá as sanções que proceda.
h. Ninguém poderá ser julgado duas vezes por uma mesma causa.
i. Ninguém poderá ser obrigado a declarar contra si mesmo.
j. Ninguém poderá ser julgado sem haver sido ouvido ou devidamente citado nem sem observancia dos procedimentos que estabeleça a lei para assegurar um julgamento imparcial e o exercício do direito de defesa. As audiências serão públicas, com as exceções que estabeleça a lei, nos casos em que a publicidade resulte perjudicial à ordem pública ou aos bons costumes.
3. A inviolabilidade de domicílio.
Nenhuma visita domiciliária pode ser verificado senão nos casos previstos pela lei e com as formalidades que ela prescreve.
4. A liberdade de trânsito, salvo as restrições que resultarem das penas impostas judicialmente, ou das leis de polícia, de imigração e de previdência.
5. A ninguém se lhe pode obrigar a fazer o que a lei não manda nem lhes lhe impedir o que a lei não prohibe. A lei tanto faz para todos: não pode ordenar mais que o que é justo e útil para a comunidade nem pode proibir mais que o que lhe prejudica.
6. Toda pessoa poderá, sem sustentação a censura prévia, emitir livremente seu pensamento mediante palavras escritas ou por qualquer outro médio de expressão, gráfico ou oral. Quando o pensamento expresso seja atentatorio à dignidade e à moral das pessoas, à ordem pública ou aos bons costumes da sociedade, se imporão as sanções ditadas pelas leis.
Se prohibe toda propaganda subversiva, já seja por anônimos ou por qualquer outro médio de expressão que tenha por objeto provocar desobediencia às leis, sem que isto último possa coartar o direito a análise ou a crítica dos preceitos legais.
7. A liberdade de associação e de reunião sem armas, com fins políticos, econômicos, sociais, culturais ou de qualquer outra índole, sempre que por sua natureza não sejam contrárias nem atentatorias à ordem pública, a segurança nacional e os bons costumes.
8. A liberdade de consciência e de cultos, com sustentação à ordem pública e com respeito aos bons costumes.
9. A inviolabilidade da correspondência e demais documentos privados, os quais não poderão ser ocupados nem registrados senão mediante procedimentos legais na substanciación de assuntos que se ventilem na justiça. É igualmente inviolable o segredo da comunicação telegráfica, telefônica e cablegráfica.
10. Todos os meios de informação têm livre acesso às fontes noticiosas oficiais e privadas, sempre que não vão na contramão da ordem pública ou ponham em perigo a segurança nacional.
11. A liberdade de trabalho. A lei poderá, segundo requeira-o o interesse geral, estabelecer a jornada máxima de trabalho, nos dias de descanso e férias, os salários e salários mínimos e suas formas de pagamento, os seguros sociais, a participação dos nacionais em todo trabalho, e de modo geral, todas as providências de proteção e assistência do Estado que se considerem necessárias em favor dos trabalhadores, já sejam manuais ou intelectuais.
a. A organização sindical é livre, sempre que os sindicatos, grêmios ou outras associações da mesma índole ajustem-se em seus estatutos e em sua conduta a uma organização democrática compatível com os princípios consagrados nesta Constituição e para fins estritamente trabalhistas e pacíficos.
b. O Estado facilitará os meios a seu alcance para que os trabalhadores possam adquirir os úteis e instrumentos indispensáveis a seu labor.
c. O alcance e a forma da participação dos trabalhadores permanentes nos benefícios de toda empresa agrícola, industrial, comercial ou mineira, poderão ser fixados pela lei de acordo com a natureza da empresa e respeitando tanto o interesse legítimo do empresário como o do operário.
d. Admite-se o direito dos trabalhadores à greve e dos patronos ao desemprego nas empresas privadas, sempre que exerçam-se com arranjo à lei e para resolver conflitos estritamente trabalhistas. Se prohibe toda interrupção, entorpecimiento, paralisação de atividades ou redução intencional de rendimento nos labores das empresas privadas ou do Estado. Será ilícita toda greve, para, interrupção, entorpecimiento ou redução intencional de rendimento que afetem a Administração, os serviços públicos ou os de utilidade pública. A Lei disporá as medidas necessárias para garantir a observancia destas normas.
12. A liberdade de empresa, comércio e indústria. Só poderão ser estabelecido monopólios em proveito do Estado ou de instituições estatais. A criação e organização desses monopólios se farão por lei.
13. O direito de propriedade. Em consequência, ninguém pode ser privado dela senão por causa justificada de utilidade pública ou de interesse social, prévio pagamento de seu justo valor determinado por sentença de tribunal competente. Em casos de calamidad pública, a indenização poderá não ser prévia. Não poderá ser imposto a pena de arresto geral de bens por razões de ordem político.
a. Declara-se de interesse social a dedicação da terra a fins úteis e a eliminação gradual do latifundio. Destinam-se aos planos da Reforma Agrária as terras que pertençam ao Estado ou as que este adquira de grau a grau ou por expropriação, na forma prescrita por esta Constituição, que não estejam destinadas ou devam ser destinado pelo Estado a outros fins de interesse geral. Declara-se igualmente como um objetivo principal da política social do Estado o estímulo e cooperação para integrar efetivamente à vida nacional a população camponesa, mediante a renovação dos métodos da produção agrícola e a capacitação cultural e tecnológica do homem camponês.
b. O Estado poderá converter suas empresas em propriedades de cooperação ou economia cooperativista.
14. A propriedade exclusiva pelo tempo e na forma que determine a lei, dos inventos e descobertas, bem como das produções científicas, artísticas e literárias.
15. Com o fim de robustecer sua estabilidade e bem-estar, sua vida moral, religiosa e cultural, a família receberá do Estado a mais ampla proteção possível.
a. A maternidade, seja qual for a condição ou o estado da mulher, desfrutará da proteção dos poderes públicos e tem direito à assistência oficial em caso de desamparo. O Estado tomará as medidas de higiene e de outro gênero tendientes a evitar no possível a mortalidade infantil e a obter o são desenvolvimento dos meninos. Declara-se, assim mesmo, de alto interesse social, a instituição do bem de família. O Estado estimulará a poupança familiar e o estabelecimento de cooperativas de crédito, de produção, de distribuição, de consumo ou de quaisquer outras que forem de utilidade.
b. Declara-se de alto interesse social o estabelecimento da cada lar dominicano em terreno ou melhorias próprias. Com esta finalidade, o Estado estimulará o desenvolvimento do crédito público em condições socialmente ventajosas, destinado a fazer possível que todos os dominicanos possuam uma morada cômoda e higiênica.
c. Reconhece-se o casal como fundamento legal da família.
d. A mulher casada desfrutará de plena capacidade civil. A lei estabelecerá os meios necessários para proteger os direitos patrimoniais da mulher casada, baixo qualquer regime.
16. A liberdade de ensino. A educação primária será obrigatória. É dever do Estado fornecer a educação fundamental a todos os habitantes do território nacional e tomar as providências necessárias para eliminar o analfabetismo. Tanto a educação primária e secundária, como a que se ofereça nas escolas agronômicas, vocacionales, artísticas, comerciais, de artes manuais e de economia doméstica serão gratuitas.
O Estado tentará a mais ampla difusão da ciência e a cultura, facilitando de maneira adequada que todas as pessoas se beneficiem com os resultados do progresso científico e moral.
17. O Estado estimulará o desenvolvimento progressivo da segurança social, de maneira que toda pessoa chegue a desfrutar de adequada proteção contra a #desemprego, a doença, a incapacidade e a velhice.
O Estado prestará sua proteção e assistência aos idosos na forma que determine a lei, de maneira que se preserve sua saúde e se assegure seu bem-estar.
O Estado prestará, assim mesmo, assistência social aos pobres. Dita assistência consistirá em alimentos, vestimenta e até onde seja possível, alojamento adequado.
O Estado velará pelo mejoramiento da alimentação, os serviços sanitários e as condições higiênicas, tentará os meios para a prevenção e o tratamento das doenças epidémicas e @endémico e de toda outra índole, bem como também dará assistência médica e hospitalaria gratuita a quem por seus escassos recursos econômicos, assim o requeiram.
O Estado combaterá os vícios sociais com medidas adequadas e com o auxílio das convenções e organizações internacionais. Para a correção e erradicación de tais vícios, se criarão centros e organismos especializados.
ART. 9.- Atendendo a que as prerrogativas reconhecidas e garantidas no artigo precedente desta Constituição supõem a existência de uma ordem correlativo de responsabilidade jurídica e moral que obriga a conduta do homem em sociedade, se declaram como deveres fundamentais os seguintes:
a. Acatar e cumprir a Constituição e as leis, respeitar e obedecer as autoridades estabelecidas por elas.
b. Todo dominicano hábil tem o dever de prestar os serviços civis e militares que a Pátria requeira para seu defesa e conservação.
c. Os habitantes da República devem ser abstido de todo ato perjudicial a sua estabilidade, independência ou soberania e estarão, em caso de calamidad pública, obrigados a prestar os serviços de que sejam capazes.
d. Todo cidadão dominicano tem o dever de votar, sempre que esteja legalmente capacitado para o fazer.
e. Contribuir em proporção a sua capacidade contributiva para as cargas públicas.
f. Toda pessoa tem a obrigação de dedicar a um trabalho de sua eleição com o fim de fornecer dignamente a seu sustento e ao de sua família, atingir o mais amplo aperfeiçoamento de sua personalidade e contribuir ao bem-estar e progresso da sociedade.
g. É obrigação de todas as pessoas que habitam o território da República Dominicana, assistir aos estabelecimentos educativos da Nação para adquirir, pelo menos, a instrução elementar.
h. Toda pessoa está no dever de cooperar com o Estado quanto a assistência e segurança social de acordo com suas possibilidades.
i. É dever de todo estrangeiro se abster de participar em atividades políticas em território dominicano.
ART. 10.- A enumeração contida nos artigos 8 e 9 não é limitativa, e portanto, não exclui outros direitos e deveres de igual natureza.
T I T Ou L Ou I I I
ART. 11.- São dominicanos:
1. Todas as pessoas que nascerem no território da República, com exceção dos filhos legítimos dos estrangeiros residentes no país em representação diplomática ou os que estão de trânsito nele.
2. As pessoas que ao presente estejam investidas desta qualidade em virtude de constituições e leis anteriores.
3. Todas as pessoas nascidas no estrangeiro, de pai ou mãe dominicanos, sempre que, de acordo com as leis do país de seu nascimento, não adquirir uma nacionalidade estranha; ou que, em caso da ter adquirido, manifestarem, por ato ante um oficial público remetido ao Poder Executivo, após atingir a idade de dez e oito (18) anos, sua vontade de optar pela nacionalidade dominicana.
4. Os naturalizados. A lei disporá as condições e formalidades requeridas para a naturalización.
Alínea I. Reconhece-se aos dominicanos a faculdade de adquirir uma nacionalidade estrangeira.
Alínea II. A mulher dominicana casada com um estrangeiro poderá adquirir a nacionalidade de seu marido.
Alínea III. A mulher estrangeira que contrai casal com um dominicano seguirá a condição de seu marido, a não ser que as leis de seu país lhe permitam conservar sua nacionalidade, caso no qual terá a faculdade de declarar, na ata de casal, que declina a nacionalidade dominicana.
Alínea IV. A aquisição de outra nacionalidade não implica a perda da nacionalidade dominicana. No entanto, os dominicanos que adquiram outra nacionalidade não poderão optar pela Presidência ou Vicepresidencia da República.
DA CIUDADANIA
ART. 12.- São cidadãos todos os dominicanos de um e outro sexo que cumpra 18 anos de idade, e os que sejam ou for casados, embora não cumpra essa idade.
ART. 13.- São direitos dos cidadãos:
1. O de votar com arranjo à lei para eleger os servidores públicos a que se refere o Artigo 90 da Constituição.
2. O de ser elegíveis para exercer os mesmos cargos a que se refere a alínea anterior.
ART. 14.- Os direitos de cidadania perdem-se por condenación irrevocable por traição, espionagem ou conspiração contra a República, ou por tomar as armas, prestar ajuda ou participar em qualquer atentado contra ela.
ART. 15.- Os direitos de cidadania ficam suspensos nos casos de:
a. Condenación irrevocable a pena criminosa, até a reabilitação.
b. Interdição judicial legalmente pronunciada, enquanto esta dure.
c. Por admitir em território dominicano função ou emprego de um governo estrangeiro sem prévia autorização do Poder Executivo.
ART. 16.- O Poder Legislativo exerce-se por um Congresso da República, composto de um Senado e uma Câmera de Deputados.
ART. 17.- A eleição de Senadores e de Deputados se fará por voto direto.
ART. 18.- Os cargos de Senador e de Deputado são incompatíveis com qualquer outra função ou emprego da administração pública.
ART. 19.- Quando ocorram vagas de Senadores ou de Deputados, a Câmera correspondente escolherá o substituto da terna que lhe apresentará o organismo superior do partido que o postuló.
ART. 20.- A terna deverá ser submetida à Câmera onde se tenha produzido a vaga, dentro dos trinta dias seguintes a sua ocorrência, se estiver reunido o Congresso, e em caso de não o estar, dentro dos trinta primeiros dias de sua reunião. Decorrido o prazo assinalado sem que o organismo competente do partido submetesse a terna, a Câmera correspondente fará livremente a eleição.
ART. 21.- O Senado se comporá de membros eleitos a razão de um pela cada província e um pelo Distrito Nacional, cujo exercício durará um período de quatro anos.
ART. 22.- Para ser Senador requer-se ser dominicano em pleno exercício dos direitos civis e políticos, haver cumprido vinte e cinco anos de idade e ser nativo da circunscrição territorial que o eleja ou haver residido nela pelo menos cinco anos consecutivos.
Alínea.- Os naturalizados não poderão ser eleitos Senadores senão dez anos após haver adquirido a nacionalidade, e sempre que residir dentro da jurisdição que os eleja durante os cinco anos que precedam a sua eleição.
ART. 23.- São atribuições do Senado:
1. Eleger o Presidente e demais membros da Junta Central Eleitoral e seus substitutos.
2. Eleger os membros da Câmera de Contas.
3. Aprovar ou não as nomeações de servidores públicos diplomáticos que expida o Poder Executivo.
4. Conhecer das acusações formuladas pela Câmera de Deputados contra os servidores públicos públicos eleitos para um período determinado, por má conduta ou faltas graves no exercício de suas funções. Em matéria de acusação, o Senado não poderá impor outras penas que as de destituição do cargo. A pessoa destituída ficará no entanto sujeita, se tivesse local, a ser acusada e julgada com arranjo à lei.
O Senado não poderá destituir a um servidor público senão quando o lembrar pelo menos o voto das três quartas partes da totalidade de seus membros.
DA CAMARA DE DEPUTADOS
ART. 24.- A Câmera de Deputados se comporá de membros eleitos a cada quatro anos pelo povo das províncias e do Distrito Nacional, a razão de um pela cada @cincuenta mil habitantes ou fração a mais de vinte e cinco mil, sem que em nenhum caso sejam menos de dois.
ART. 25.- Para ser Deputado requer-se as mesmas condições que para ser Senador.
Alínea.- Os naturalizados não poderão ser eleitos Deputados senão dez anos após haver adquirido a nacionalidade e sempre que residir dentro da jurisdição que os eleja durante os cinco anos que precedam a sua eleição.
ART. 26.- É atribuição exclusiva da Câmera de Deputados exercer o direito de acusar ante o Senado aos servidores públicos públicos nos casos determinados pelo Acápite 5 do Artigo 23. A acusação não poderá ser formulado senão com o voto das três quartas partes da totalidade dos membros da Câmera.
DISPOSIÇÕES COMUNS A AMBAS CAMARAS
ART. 27.- As Câmeras se reunirão em Assembleia Nacional nos casos indicados pela Constituição, devendo estar presente mais da metade dos membros da cada uma delas.
As decisões se tomarão por maioria absoluta de votos.
ART. 28.- A cada Câmera regulamentará o concerniente a seu serviço interior e ao despacho dos assuntos que lhe são peculiares, e poderá, no uso de suas faculdades disciplinares, estabelecer as sanções que procedam.
ART. 29.- O Senado e a Câmera de Deputados celebrarão suas sessões separadamente, exceto quando se reúnam em Assembleia Nacional.
Alínea.- Poderão também se reunir conjuntamente para receber a mensagem do Presidente da República e as memórias do Secretário de Estado, a que se refere o Artigo 55, Inciso 22, e para a celebração de atos conmemorativos ou de outra natureza que não se relacionem com o exercício das atribuições legislativas da cada Câmera nem das que estão assinaladas por esta Constituição como exclusivas da cada uma delas.
ART. 30.- Na cada Câmera será necessária a presença a mais da metade de seus membros para a validade das deliberaciones. As decisões se tomarão por maioria absoluta de votos, salvo os assuntos declarados previamente de urgência, em que decidirão as duas terceiras partes dos votos, em sua segunda discussão.
ART. 31.- Os membros de uma e outra Câmera desfrutarão da mais completa inmunidad penal pelas opiniões que expressem nas sessões.
ART. 32.- Nenhum Senador ou Deputado poderá ser privado de sua liberdade durante a legislatura, sem a autorização da Câmera a que pertença, salvo o caso de que seja preso no momento da comissão de um crime. Em todos os casos, o Senado ou a Câmera de Deputados, ou se estes não estão em sessão ou não constituem quórum, qualquer membro poderá exigir que seja posto em liberdade pelo tempo que dure a legislatura ou uma parte dela, qualquer de seus membros que for parado, preso, preso ou privado em qualquer outra forma de sua liberdade. A este efeito se fará um requisito pelo Presidente do Senado ou o da Câmera de Deputados, ou pelo Senador ou Deputado, segundo o caso, ao Solicitador Geral da República; e se fosse necessário, dará a ordem de liberdade diretamente, para o qual poderá requerer e deverá ser-lhe prestado, por todo depositario da força pública, o apoio desta.
ART. 33.- As Câmeras se reunirão ordinariamente o 27 de fevereiro e o 16 de agosto da cada ano e a cada legislatura durará noventa dias, a qual poderá ser prorrogado até por mais sessenta dias.
Alínea.- Se reunirão extraordinariamente por convocação do Poder Executivo.
ART. 34.- O 16 de agosto da cada ano o Senado e a Câmera de Deputados elegerão seus respetivos Bufetes Diretivos, integrados por um Presidente, um Vice-presidente e dois Secretários.
Alínea I. A cada Câmera designará seus empregados auxiliares.
Alínea II. O Presidente do Senado e o da Câmera de Deputados terão durante as sessões poderes disciplinares e representarão a sua respetiva Câmera em todos os atos legais.
ART. 35.- Quando as Câmeras se reúnam em Assembleia Nacional ou em reunião conjunta, assumirá a Presidência o Presidente do Senado; a Vicepresidencia a ocupará a pessoa a quem corresponda nesse momento presidir a Câmera de Deputados, e a Secretaria as pessoas a quem corresponda nesse momento as funções de Secretários da cada Câmera.
Alínea I. Em caso de falta temporária ou definitiva do Presidente do Senado, e enquanto não seja eleito o novo Presidente de dita Câmera Legislativa, presidirá a Assembleia Nacional ou a reunião conjunta o Presidente da Câmera de Deputados.
Alínea II. Em caso de falta temporária ou definitiva do Presidente do Senado e do Presidente da Câmera de Deputados, presidirá a Assembleia ou a reunião conjunta o Vice-presidente do Senado, e, em seu defeito, o Vice-presidente da Câmera de Deputados.
ART. 36.- Corresponde à Assembleia Nacional examinar as atas de eleição do Presidente e do Vice-presidente da República, proclamá-los e, se for o caso, receber-lhes juramento, aceitar-lhes ou recusar-lhes as renúncias e exercer as faculdades que lhe confere a presente Constituição.
ART. 37.- São atribuições do Congresso:
1. Estabelecer os impostos ou contribuições gerais e determinar o modo de sua arrecadação e investimento.
2. Aprovar ou desaprovar, com vista do relatório da Câmera de Contas, o estado de arrecadação e investimento das rendas que deve lhe apresentar o Poder Executivo.
3. Conhecer das observações que às leis faça o Poder Executivo.
4. Fornecer à conservação e frutificação dos bens nacionais, e à enajenación dos bens do domínio privado da Nação, exceto o que dispõe o Inciso 10 do Artigo 55 e o Artigo 110.
5. Dispor todo o concerniente à conservação de monumentos e objetos antigos e à aquisição destes últimos.
6. Criar ou suprimir províncias, municípios ou outras divisões políticas do território e determinar todo o concerniente a seus limites e organização, prévio estudo que demonstre a conveniência social, política e econômica justificativa da mudança.
7. Em caso de alteração da paz ou no de calamidad pública, declarar o estado de sítio ou suspender somente onde aquelas existam, e pelo termo de sua duração, o exercício dos direitos individuais consagrados no Artigo 8, em seus Incisos 2, letras b), c), d), e), f), g), e 3, 4, 6, 7 e 9.
8. Em caso que a soberania nacional encontre-se exposta a um perigo grave e iminente, o Congresso poderá declarar que existe um estado de emergência nacional, suspendendo o exercício dos direitos individuais, com exceção da inviolabilidade da vida, tal como o consagra o Inciso 1) do Artigo 8 desta Constituição. Se não estivesse reunido o Congresso, o Presidente da República poderá ditar a mesma disposição, que implicará convocação do mesmo para ser informado dos acontecimentos e as disposições tomadas.
9. Dispor todo o relativo à migração.
10. Aumentar ou reduzir o número dos Cortes de Apelação e criar ou suprimir tribunais ordinários ou de exceção.
11. Criar ou suprimir tribunais para conhecer e decidir os assuntos contencioso-administrativos e dispor todo o relativo a sua organização e concorrência.
12. Votar o Orçamento de Rendimentos e Lei de Despesas Públicos e aprovar ou não as despesas extraordinárias para os quais solicite um crédito o Poder Executivo.
13. Autorizar ou não empréstitos sobre o crédito da República por médio do Poder Executivo.
14. Aprovar ou desaprovar os tratados e convenções internacionais que celebre o Poder Executivo.
15. Legislar quanto concierne à dívida nacional.
16. Declarar por lei a necessidade da reforma constitucional.
17. Conceder autorização ao Presidente da República para sair ao estrangeiro quando seja por mais de quinze dias.
18. Examinar anualmente todos os atos do Poder Executivo e os aprovar, se são ajustados à Constituição e às leis.
19. Aprovar ou não os contratos que lhe submeta o Presidente da República de conformidade com o Inciso 10 do Artigo 55 e com o Artigo 110.
20. Decretar o translado das Câmeras Legislativas fosse da capital da República, por causa de força maior justificada ou mediante convocação do Presidente da República.
21. Conceder anistia por causas políticas.
22. Interpelar aos Secretários de Estado e aos Diretores ou Administradores de Organismos Autônomos do Estado, sobre assuntos de sua concorrência, quando assim o lembrarem as duas terceiras partes dos membros presentes da Câmera que o solicite, a requisito de um ou vários de seus membros.
23. Legislar a respeito de toda matéria que não seja da concorrência de outro Poder do Estado ou contrária à Constituição.
DA FORMACION E EFEITO DAS LEIS
ART. 38.- Têm direito a iniciativa na formação das leis:
a. Os Senadores e os Deputados.
b. O Presidente da República.
c. O Suprema Corte de Justiça em assuntos judiciais.
d. A Junta Central Eleitoral em assuntos eleitorais.
Alínea.- O que exerça esse direito poderá sustentar sua moção na outra Câmera, se é o caso do Inciso a) deste artigo, e em ambas Câmeras mediante representante se se trata de um qualquer dos outros três casos.
ART. 39.- Todo projeto de lei admitido em uma das Câmeras se submeterá a duas discussões diferentes, com um intervalo de um dia pelo menos entre uma e outra discussão. Em caso que for declarado previamente de urgência deverá ser discutido em duas sessões consecutivas.
ART. 40.- Aprovado um projeto de lei em qualquer das Câmeras, passará à outra para sua oportuna discussão, se observando nela as mesmas formas constitucionais. Se esta Câmera fizer-lhe modificações, devolverá dito projeto com observações à Câmera em que se iniciou, e, em caso de ser aceites, enviará a lei ao Poder Executivo. Mas se aquelas forem recusadas, será devolvido o projeto à outra Câmera com observações; e se esta as aprova, enviará a sua vez a lei ao Poder Executivo. Se forem recusadas as observações, se considerará eliminado o projeto.
ART. 41.- Toda lei aprovada em ambas Câmeras será enviada ao Poder Executivo. Se este não a observarem, a promulgará dentro dos oito dias de recebida e a fará publicar dentro dos quinze dias da promulgação. Se observá-la, a devolverá à Câmera de onde procedeu no termo de oito dias a contar da data em que lhe foi enviada, se o assunto não foi declarado de urgência, pois neste caso fará suas observações no termo de três dias. A Câmera que receber as observações as fará consignar na ordem do dia da próxima sessão e discutirá de novo a lei. Se após esta discussão, as duas terceiras partes do número total dos membros de dita Câmera aprovarem-na de novo, será remetida à outra Câmera; e se esta a aprovar por igual maioria, se considerará definitivamente lei. O Presidente da República estará obrigado a promulgar e publicar a lei nos prazos indicados.
Alínea I. Os projetos de lei que ficarem pendentes em qualquer das duas Câmeras ao se fechar a legislatura, deverão seguir os trâmites constitucionais na legislatura seguinte, até ser convertidos em lei ou ser recusados. Quando isto não ocorrer assim, se terá o projeto como não iniciado.
Alínea II. Todo projeto de lei recebido em uma Câmera, após haver sido aprovado na outra, será afixado na ordem do dia.
ART. 42.- Quando for enviada uma lei ao Presidente da República para sua promulgação e o tempo que faltar para o termo da legislatura for inferior ao que se determina no precedente artigo para a observar, seguirá aberta a legislatura para conhecer das observações até o esgotamento dos prazos e do procedimento estabelecido pelo Artigo 41.
As leis, após publicadas, são obrigatórias para todos os habitantes da República, se decorreu o tempo legal para que se reputen conhecidas.
ART. 43.- Os projetos de lei recusados em uma Câmera não poderão ser apresentado na outra, nem novamente em nenhuma das duas, senão na legislatura seguinte.
ART. 44.- As leis se encabeçarão assim: "O Congresso Nacional. Em Nome da República".
ART. 45.- As leis, após promulgadas, se publicarão na forma que pela lei se determine, e serão obrigatórias uma vez que decorra os prazos indicados pela lei para que se reputen conhecidas na cada parte do território nacional.
ART. 46.- São nulos de pleno direito toda lei, decreto, resolução, regulamento ou ato contrários a esta Constituição.
ART. 47.- A lei só dispõe e se aplica para o porvenir. Não tem efeito retroactivo senão quando seja favorável ao que esteja sub-judice ou cumprindo condenação. Em nenhum caso a lei nem poder público algum poderão afetar ou alterar a segurança jurídica derivada de situações estabelecidas conforme a uma legislação anterior.
ART. 48.- As leis relativas à ordem pública, a polícia, a segurança e os bons costumes, obrigam a todos os habitantes do território e não podem ser derogadas por convenções particulares.
ART. 49.- O Poder Executivo exerce-se pelo Presidente da República, quem será eleito a cada quatro anos por voto direto, não podendo ser eleito para o período constitucional seguinte.
ART. 50.- Para ser Presidente da República requer-se:
1. Ser dominicano de nascimento ou origem.
2. Haver cumprido 30 anos de idade.
3. Estar em pleno exercício dos direitos civis e políticos.
4. Não estar em serviço militar ou policial ativo, pelo menos durante o ano que preceda à eleição.
ART. 51.- Terá um Vice-presidente da República, que será eleito na mesma forma e por igual período que o Presidente e conjuntamente com este. Para ser Vice-presidente da República requerem-se as mesmas condições que para ser Presidente.
ART. 52.- O Presidente e o Vice-presidente da República, eleitos nas eleições gerais, prestarão juramento de seus cargos o 16 de agosto seguinte a sua eleição, data em que deverá terminar o período dos salientes. Quando o Presidente da República eleito não puder o fazer por se encontrar fosse do país ou por doença ou por qualquer outra causa de força maior, exercerá as funções de Presidente da República interinamente o Vice-presidente da República eleito, e, a falta deste, o Presidente do Suprema Corte de Justiça.
ART. 53.- Se o Presidente da República eleito faltar definitivamente sem prestar juramento de seu cargo, o Vice-presidente da República eleito o substituirá e, a falta deste, se procederá na forma indicada no Artigo 60.
ART. 54.- O Presidente e o Vice-presidente da República, antes de entrar em funções, prestarão ante a Assembleia Nacional ou ante qualquer servidor público ou oficial público, o seguinte juramento:
"Juro por Deus, pela Pátria e por minha honra, cumprir e fazer cumprir a Constituição e as leis da República, sustentar e defender sua independência, respeitar seus direitos e encher fielmente os deveres de meu cargo".
ART. 55.- O Presidente da República é o chefe da administração pública e o chefe supremo de todas as forças armadas da República e dos corpos policiais.
Corresponde ao Presidente da República:
1. Nomear os Secretários e Subsecretarios de Estado e os demais servidores públicos e empregados públicos cuja nomeação não se atribua a nenhum outro poder ou organismo autônomo reconhecido por esta Constituição ou pelas leis, lhes aceitar suas renúncias e os remover.
2. Promulgar e fazer publicar as leis e resoluções do Congresso Nacional e cuidar de sua fiel execução. Expedir regulamentos, decretos e instruções quando for necessário.
3. Velar pela boa arrecadação e fiel investimento das rendas nacionais.
4. Nomear, com a aprovação do Senado, os membros do Corpo Diplomático, aceitar-lhes suas renúncias e removê-los.
5. Receber aos Chefes de Estado estrangeiros e a seus representantes.
6. Presidir todos os atos solenes da Nação, dirigir as negociações diplomáticas e celebrar tratados com as nações estrangeiras ou organismos internacionais, devendo submeter à aprovação do Congresso, sem o qual não terão validade nem obrigarão à República.
7. Em caso de alteração da paz pública, e se não se encontrar reunido o Congresso Nacional, decretar, onde aquela exista, o estado de sítio e suspender o exercício dos direitos que segundo o Artigo 37, Inciso 7 desta Constituição se permite ao Congresso suspender. Poderá também, em caso que a soberania nacional se encontre em perigo grave e iminente, declarar o estado de emergência nacional, com os efeitos e requisitos indicados no Inciso 8 do mesmo artigo. Em caso de calamidad pública poderá, ademais, decretar zonas de desastres aquelas em que se tiverem produzido danos, já seja por causa de meteoros, sismos, inundações ou qualquer outro fenômeno da natureza, bem como em consequência de epidemias.
8. Em caso de violação das disposições contidas nos apartados a) e d) do Inciso 10 do Artigo 8 desta Constituição, que perturbem ou ameacem perturbar a ordem pública, a segurança do Estado ou o funcionamento regular dos serviços públicos ou de utilidade pública, ou impeça o desenvolvimiento das atividades econômicas, o Presidente da República adotará as medidas provisórias de polícia e segurança necessárias para conjurar a emergência, devendo informar ao Congresso dessa emergência e das medidas adotadas.
9. Encher interinamente as vagas que ocorram entre os Juízes do Suprema Corte de Justiça, dos Cortes de Apelação, do Tribunal de Terras, dos Tribunais de Primeira Instância, dos Juízes de Instrução, dos Juízes de Paz, do Presidente e demais membros da Junta Central Eleitoral, bem como os membros da Câmera de Contas, quando esteja em receso o Congresso, com a obrigação de informar ao Senado de ditos nomeações na próxima legislatura para que este forneça os definitivos.
10. Celebrar contratos, submetendo à aprovação do Congresso Nacional quando contenham disposições relativas à afetação das rendas nacionais, à enajenación de imóveis cujo valor seja maior de vinte mil pesos oro ou ao levantamento de empréstitos ou quando estipulem isenções de impostos de modo geral de acordo com o Artigo 110; sem tal aprovação nos demais casos.
11. Quando ocorram vagas nos cargos de Governantes ou Síndicos Autárquicos ou do Distrito Nacional, e se tenha esgotado o número de Substitutos eleitos, o Poder Executivo escolherá o substituto, da terna que lhe submeterá o partido que postuló o Governante ou Síndico que originou a vaga. A terna deverá ser submetida ao Poder Executivo dentro dos 15 dias seguintes ao da ocorrência da vaga; de não ser submetida dita terna no indicado prazo, o Poder Executivo fará a designação correspondente.
12. Expedir ou negar patentes de navegação.
13. Regulamentar quanto convenha ao serviço das Alfândegas.
14. Dispor, em todo tempo, quanto concierna às Forças Armadas da Nação, as mandar por si mesmo ou por médio da pessoa ou pessoas que designe para o fazer, conservando sempre sua condição de Chefe Supremo das mesmas; fixar o número de ditas forças e dispor delas para fins do serviço público.
15. Tomar as medidas necessárias para fornecer à legítima defesa da Nação em caso de ataque armado atual ou iminente de parte de nação estrangeira, devendo informar ao Congresso sobre as disposições assim adotadas.
16. Fazer prender ou expulsar aos estrangeiros cujas atividades, a seu julgamento, forem ou puderem ser perjudiciales à ordem pública ou aos bons costumes.
17. Nomear ou revogar os Membros dos Conselhos de Guerra das Forças Armadas e da Polícia Nacional.
18. Dispor todo o relativo a zonas aéreas, marítimas, fluviais e militares.
19. Determinar todo o relativo à habilitação de portos e costa marítima.
20. Proibir, quando o estime conveniente ao interesse público, a entrada de estrangeiros no território nacional.
21. Mudar o local de sua residência oficial quando o julgue necessário.
22. Depositar ante o Congresso Nacional, ao iniciar-se a primeira Legislatura Ordinária o 27 de fevereiro da cada ano, uma mensagem acompanhada das memórias dos Secretários de Estado, no qual dará conta de sua administração do ano anterior.
23. Submeter ao Congresso, durante a segunda legislatura ordinária, o projeto de Orçamento de Rendimentos e Lei de Despesas Públicos correspondentes ao ano seguinte.
24. Conceder ou não autorização aos cidadãos dominicanos para que possam exercer cargos ou funções públicas de um governo ou organizações internacionais em território dominicano, e para que possam aceitar e usar condecoraciones e títulos outorgados por governos estrangeiros.
25. Anular por Decreto motivado os arbitrios estabelecidos pelas prefeituras.
26. Autorizar ou não às prefeituras a enajenar imóveis, e aprovar ou não os contratos que façam quando constituam em garantia imóveis ou rendas autárquicas.
27. Conceder indulto, total ou parcial, charuto e simples ou condicional, nos dias 27 de fevereiro, 16 de agosto e 23 de dezembro da cada ano, com arranjo à lei.
ART. 56.- O Presidente da República não poderá sair ao estrangeiro por mais de quinze dias sem autorização do Congresso.
ART. 57.- O Presidente e o Vice-presidente da República não poderão renunciar senão ante a Assembleia Nacional.
ART. 58.- Em caso de falta temporária do Presidente da República, após haver prestado juramento, exercerá o Poder Executivo, enquanto dure essa falta, o Vice-presidente da República; e a falta deste, o Presidente do Suprema Corte de Justiça.
ART. 59.- Em caso de falta definitiva do Presidente da República, após haver prestado juramento, desempenhará a Presidência da República pelo tempo que falte para a terminação do período, o Vice-presidente da República.
ART. 60.- Em caso que o Vice-presidente da República faltar definitivamente, assumirá o Poder Executivo interinamente o Presidente do Suprema Corte de Justiça, quem, dentro dos 15 dias que sigam à data de haver assumido estas funções, convocará à Assembleia Nacional para que se reúna dentro dos 15 dias seguintes e eleja o substituto definitivo, em uma sessão que não poderá ser clausurado nem se declarar em receso, até haver realizado a eleição. No caso de que, por qualquer circunstância, não puder ser feito tal convocação, a Assembleia Nacional se reunirá de plano direito, imediatamente, para levar a cabo a eleição na forma acima prevista.
ART. 61.- Para o despacho dos assuntos da administração pública, terá as Secretarias de Estado que sejam criadas pela lei. Também poderão ser criado pela lei as Subsecretarias de Estado que se considerem necessárias, e que atuarão baixo a subordinación e dependência do Secretário de Estado correspondente. Para ser Secretário ou Subsecretario de Estado requer-se ser dominicano no pleno exercício dos direitos civis e políticos e haver cumprido a idade de 25 anos.
Alínea.- Os naturalizados não poderão ser Secretários nem Subsecretarios de Estado senão dez anos após haver adquirido a nacionalidade.
ART. 62.- A lei determinará as atribuições dos Secretários de Estado.
ART. 63.- O Poder Judicial exerce-se pelo Suprema Corte de Justiça e pelos demais Tribunais da Ordem Judicial criados por esta Constituição e as leis. Este poder desfrutará de autonomia administrativa e orçamental.
Alínea I. A lei regulamentará a carreira judicial e o regime de aposentações e pensões dos juízes, servidores públicos e empregados da ordem judicial.
Alínea II. Os servidores públicos da ordem judicial não poderão exercer outro cargo ou emprego público, salvo o que se dispõe no Artigo 108.
Alínea III. Os juízes são inamovibles, sem prejuízo do disposto no Acápite 5 do Artigo 67.
Alínea IV. Uma vez vencido o período pelo qual foi eleito um juiz, permanecerá em seu cargo até que seja designado seu substituto.
DO SUPREMA CORTE DE JUSTIÇA
ART. 64.- O Suprema Corte de Justiça se comporá de, pelo menos, onze juízes, mas poderá ser reunido, deliberar e falhar validamente com o quórum que determine a lei, a qual regulamentará sua organização.
Alínea I. Os juízes do Suprema Corte de Justiça serão designados pelo Conselho Nacional da Magistratura, o qual estará presidido pelo Presidente da República e, em ausência deste, será presidido pelo Vice-presidente da República, e a falta de ambos, o presidirá o Solicitador Geral da República. Os demais membros serão:
1. O Presidente do Senado e um Senador escolhido pelo Senado que pertença a um partido diferente ao partido de o
2. O Presidente de Câmera de Deputado e um Deputado escolhido pela Câmera de Deputados que pertença a um Partido diferente ao partido do Presidente da Câmera de Deputados;
3. O Presidente do Suprema Corte de Justiça;
4. Um Magistrado do Suprema Corte de Justiça escolhido por ela mesma, quem fungirá de Secretário.
Alínea II. Ao eleger os Juízes do Suprema Corte de Justiça, o Conselho Nacional da Magistratura disporá qual deles deverá ocupar a Presidência e designará um primeiro e segundo substitutos para substituir ao Presidente em caso de falta ou impedimento.
Alínea III. Em caso de cessação de um Juiz investido com uma das qualidades acima expressas, o Conselho Nacional da Magistratura elegerá um novo juiz com a mesma qualidade ou atribuirá esta a outro dos juízes.
ART. 65.- Para ser Juiz do Suprema Corte de Justiça requer-se:
1. Ser dominicano por nascimento ou origem e ter mais de 35 anos de idade.
2. Achar-se no pleno exercício dos direitos civis e políticos.
3. Ser licenciado ou doutor em Direito.
4. Haver exercido durante, pelo menos, 12 anos a profissão de advogado; ou haver desempenhado, por igual tempo, as funções de Juiz de um Corte de Apelação, Juiz de Primeira Instância ou Juiz do Tribunal de Terras, ou representante do Ministério Público ante ditos tribunais. Os períodos em que se tivessem exercido a advocacia e as funções judiciais poderão ser acumulado.
ART. 66.- O Ministério Público ante o Suprema Corte de Justiça estará representado pelo Solicitador Geral da República, pessoalmente ou por médio dos substitutos que a lei possa lhe criar. Terá a mesma categoria que o Presidente de dita Corte e as atribuições que lhe conferem as leis.
Para ser Solicitador Geral da República requerem-se as mesmas condições que para ser Juiz do Suprema Corte de Justiça.
ART. 67.- Corresponde exclusivamente ao Suprema Corte de Justiça, sem prejuízo das demais atribuições que lhe confere a lei:
1. Conhecer em única instância das causas penais seguidas ao Presidente e ao Vice-presidente da República, aos Senadores, Deputados, Secretários de Estado, Subsecretarios de Estado, Juízes do Suprema Corte de Justiça, Solicitador Geral da República, Juízes e Solicitadores Gerais dos Cortes de Apelação, Advogado do Estado ante o Tribunal de Terras, Juízes do Tribunal Superior de Terras, aos membros do Corpo Diplomático, da Junta Central Eleitoral e da Câmera de Contas e os Juízes do Tribunal Contencioso Tributário; e da constitucionalidad das leis, a instâncias do Poder Executivo, de um dos Presidentes das Câmeras do Congresso Nacional ou de parte interessada.
2. Conhecer dos recursos de casación de conformidade com a lei.
3. Conhecer, em último recurso das causas cujo conhecimento em primeiro lugar competa aos Cortes de Apelação.
4. Eleger os Juízes dos Cortes de Apelação, do Tribunal de Terras, dos Tribunais de Primeira Instância, os Juízes de Instrução, os Juízes de Paz e seus substitutos, os Juízes do Tribunal Contencioso Tributário e os Juízes de quaisquer outros tribunais da ordem judicial criados pela lei, de conformidade ao estabelecido na Lei de Carreira Judicial.
5. Exercer a mais alta autoridade disciplinar sobre todos os membros do Poder Judicial, podendo impor até a suspensão ou destituição na forma que determine a lei.
6. Transladar provisório ou definitivamente, de uma jurisdição a outra, quando o julgue útil, os Juízes dos Cortes de Apelação, os Juízes de Primeira Instância, os Juízes de Jurisdição Original do Tribunal de Terras, os Juízes de Instrução, os Juízes de Paz e os demais juízes dos tribunais que forem criados pela lei.
7. Criar os cargos administrativos que sejam necessários para que o Poder Judicial possa cumprir cabalmente as atribuições que lhe confere esta Constituição e as leis.
8. Nomear todos os servidores públicos e empregados que dependam do Poder Judicial.
9. Fixar os salários e demais remunerações dos juízes e do pessoal administrativo pertencente ao Poder Judicial.
DOS CORTES DE APELACION
ART. 68.- Terá, pelo menos, nove Cortes de Apelação para toda a República. O número de juízes que devem as compor, bem como os distritos judiciais que à cada Corte correspondam, se determinarão pela lei.
Alínea I. Ao eleger os Juízes dos Cortes de Apelação, o Suprema Corte de Justiça disporá qual deles deverá ocupar a Presidência e designará um primeiro e segundo substitutos para substituir ao Presidente em caso de falta ou impedimento.
Alínea II. Em caso de cessação de um juiz investido com uma das qualidades acima expressas, o Suprema Corte de Justiça elegerá um novo juiz com a mesma qualidade ou atribuirá esta a outro dos juízes.
ART. 69.- Para ser juiz de um Corte de Apelação requer-se:
4. Haver exercido durante quatro anos a profissão de advogado, ou haver desempenhado por igual tempo, as funções de Juiz de Primeira Instância, de representantes do Ministério Público ante os tribunais de Juiz de Jurisdição Original do Tribunal de Terras. Os períodos em que se tivessem exercido a advocacia e as funções judiciais poderão ser acumulado.
ART. 70.- O Ministério Público está representado na cada Corte de Apelação por um Solicitador Geral, ou pelos substitutos que a lei possa lhe criar, todos os quais deverão reunir as mesmas condições que os juízes desses Cortes.
ART. 71.- São atribuições dos Cortes de Apelação:
1. Conhecer das apelações das sentenças ditadas pelos Tribunais de Primeira Instância.
2. Conhecer em primeiro lugar das causas penais seguidas aos Juízes de Primeira Instância, Juízes de Jurisdição Original do Tribunal de Terras, Juízes de Instrução, Solicitadores Fiscais e Governadores provinciais.
3. Conhecer dos demais assuntos que determinem as leis.
DO TRIBUNAL DE TERRAS
ART. 72.- As atribuições do Tribunal de Terras estarão determinadas pela lei.
Alínea.- Para ser Presidente ou Juiz do Tribunal Superior de Terras requerem-se as mesmas condições que para ser Juiz de um Corte de Apelação, e para desempenhar o cargo de Juiz de Jurisdição Original, as mesmas condições que para ser Juiz de Primeira Instância.
DOS TRIBUNAIS DE PRIMEIRA INSTÂNCIA
ART. 73.- Na cada distrito judicial terá um Tribunal de Primeira Instância, com as atribuições que lhe confere a lei.
Alínea.- A lei determinará o número dos distritos judiciais, o número dos Juízes de que devem ser composto os Tribunais de Primeira Instância, bem como o número de câmeras em que estes possam ser dividido.
ART. 74.- Para ser Juiz de Primeira Instância requer-se ser dominicano, achar-se no pleno exercício dos direitos civis e políticos, ser licenciado ou doutor em Direito, e haver exercido a profissão de advogado durante dois anos ou haver desempenhado por igual tempo as funções de Juiz de Paz ou de Fiscalizador.
ART. 75.- Para ser Solicitador Fiscal ou Juiz de Instrução requerem-se as mesmas condições exigidas para ser Juiz de Primeira Instância.
DOS TRIBUNAIS DE PAZ
ART. 76.- No Distrito Nacional e na cada município terá os Tribunais de Paz que forem necessários de acordo com a lei.
ART. 77.- Para ser Juiz de Paz ou Fiscalizador ou Substituta de um ou outro, se requer ser dominicano, ser advogado e estar no pleno exercício dos direitos civis e políticos. Terão as atribuições que determine a lei.
Não será necessária a condição de advogado para desempenhar as antedichas funções nos municípios onde não seja possível eleger ou designar advogados para as mesmas, exceto no Distrito Nacional e nos municípios cabeceiras de províncias onde estas funções deverão ser desempenhadas por advogados.
DA CAMARA DE CONTAS
ART. 78.- Terá uma Câmera de Contas permanente composta de cinco membros pelo menos, elegidos pelo Senado das ternas que lhe apresente o Poder Executivo.
Alínea.- A Câmera de Contas terá caráter principalmente técnico.
ART. 79.- Suas atribuições serão, além das que lhe confere a Lei:
1. Examinar as contas gerais e particulares da República.
2. Apresentar ao Congresso na primeira legislatura ordinária da cada ano o relatório respeito das contas do ano anterior.
ART. 80.- Os membros da Câmera de Contas durarão quatro anos em suas funções.
ART. 81.- Para ser membro da Câmera de Contas requer-se ser dominicano no pleno exercício dos direitos civis e políticos, haver cumprido a idade de 25 anos e ser doutor ou licenciado em Direito, licenciado em Finanças, ou Contador Público Autorizado. A lei determinará as demais condições para ser membro de dito organismo.
DO DISTRITO NACIONAL E DOS MUNICÍPIOS
ART. 82.- O Governo do Distrito Nacional e o dos municípios estarão a cada um a cargo de uma prefeitura, cujos governantes, bem como seus substitutos, no número que será determinado pela lei proporcionalmente ao de habitantes, sem que em nenhum caso possam ser menos de cinco, serão eleitos, ao igual que o Síndico do Distrito Nacional e dos Síndicos Autárquicos e seus substitutos, pelo povo de dito Distrito e dos municípios, respetivamente, a cada quatro anos, na forma que determinem a Constituição e as leis, mediante candidaturas que poderão ser propostas por partidos políticos ou por agrupamentos políticos regionais, provinciais ou autárquicos.
ART. 83.- As prefeituras bem como os Síndicos, são independentes no exercício de suas funções, com as restrições e limitações que estabeleçam a Constituição e as leis, as quais determinarão suas atribuições, faculdades e deveres.
ART. 84.- A lei determinará as condições para exercer os cargos indicados nos Artigos 82 e 83. Os estrangeiros maiores de idade poderão desempenhar ditos cargos nas condições que prescreva a lei, sempre que tenham residência a mais de 10 anos na jurisdição correspondente.
ART. 85.- Tanto na formulação como na execução de seus orçamentos, as prefeituras estarão obrigadas a manter as apropriações e as erogaciones destinadas à cada classe de atenções e serviços. As prefeituras poderão, com a aprovação que a lei requeira, estabelecer arbitrios, sempre que estes não colidan com os impostos nacionais, com o comércio intermunicipal ou de exportação, nem com a Constituição ou as leis.
DO REGIMEN DAS PROVÍNCIAS
ART. 86.- Terá na cada província um Governador Civil, designado pelo Poder Executivo.
Alínea.- Para ser Governador requer-se ser dominicano, maior de vinte e cinco anos de idade e estar no pleno exercício dos direitos civis e políticos.
ART. 87.- A organização e regime das províncias, bem como as atribuições e deveres dos Governadores Civis, serão determinados pela lei.
- É obrigatório para todos os cidadãos exercer o sufragio.
O voto será pessoal, livre e segredo.
1. Os que perca os direitos de cidadania e aqueles a quem se lhes tenham suspendido tais direitos, por virtude dos Artigos 14 e 15 desta Constituição.
2. Os pertencentes às forças armadas e corpos de polícia.
ART. 89.- As Assembleias Eleitorais se reunirão de pleno direito o 16 de maio da cada quatro anos para eleger o Presidente e Vice-presidente da República; assim mesmo para eleger os demais servidores públicos electivos, mediando dois anos entre ambas eleições. Nos casos de convocação extraordinária, se reunirão no mais tardar sessenta dias após a publicação da lei de convocação.
Alínea.- As Assembleias Eleitorais funcionarão em Colégios Eleitorais fechados, os quais serão organizados conforme à lei.
ART. 90.- Corresponde às Assembleias Eleitorais eleger ao Presidente e ao Vice-presidente da República, os Senadores e os Deputados, os Governantes das Prefeituras e seus substitutos, o Síndico do Distrito Nacional e os Síndicos Autárquicos e seus substitutos, bem como qualquer outro servidor público que se determine pela lei.
Alínea.- Quando nas eleições celebradas para eleger ao Presidente e Vice-presidente da República, nenhuma das candidaturas obtenha a maioria absoluta dos votos válidos emitidos, se efetuará uma segunda eleição quarenta e cinco dias após celebrada a primeira. Nesta última eleição participarão unicamente as duas candidaturas que obtenha maior número de votos na primeira eleição.
ART. 91.- As Eleições se farão segundo as normas que assinale a lei, por voto direto e segredo, e com representação das minorias quando tenha de se eleger duas ou mais candidatos.
ART. 92.- As eleições serão dirigidas por uma Junta Central Eleitoral e por juntas dependentes desta, as quais têm faculdade para julgar e regulamentar de acordo com a lei.
Alínea.- Para os fins deste artigo, a Junta Central Eleitoral assumirá a direção e o comando da força pública nos locais em onde ditas votações se verifiquem.
ART. 93.- As Forças Armadas são essencialmente obedientes e apolíticas e não têm, em nenhum caso, faculdade para deliberar. O objeto de sua criação é defender a independência e integridade da República, manter a ordem pública e sustentar a Constituição e as leis. Poderão intervir, quando assim o solicite o Poder Executivo, em programas de ação cívica e em planos destinados a promover o desenvolvimento social e econômico do país.
ART. 94.- As condições para que um cidadão possa ser membro das Forças Armadas estão contidas na lei de sua criação.
ART. 95.- A bandeira nacional compõe-se das cores azul ultramar e vermelho bermellón, em quartéis alternados, colocados de tal modo que o azul fique para a parte superior da haste, separados por uma cruz branca do largo da metade da altura de um quartel e que leve no centro o escudo de armas da República. A bandeira mercante é a mesma que a nacional sem escudo.
ART. 96.- O escudo de armas da República terá as mesmas cores da bandeira nacional dispostos em igual forma. Levará no centro o livro dos Evangelhos, aberto, com uma cruz em cima surgindo ambos entre um troféu integrado por dois lança e quatro bandeiras nacionais, sem escudo, dispostas a ambos lados; levará um ramo de loureiro do lado esquerdo e um de palma ao lado direito; estará coroado por uma fita azul ultramar na qual se lerá o lema: Deus, Pátria e Liberdade, e na base terá outra fita de cor vermelho bermellón com as palavras: República Dominicana. A forma do escudo nacional será de um cuadrilongo, com os ângulos superiores salientes e os inferiores arredondados, o centro de cuja base terminará em ponta, e estará disposto em forma tal que se se traça uma linha horizontal que uma as duas verticais do cuadrilongo desde onde começam os ângulos inferiores, resulte um quadrado perfeito.
Alínea.- A lei regulamentará o uso e dimensões da bandeira e do escudo nacionais.
ART. 97.- O Hino Nacional é a composição musical consagrada pela Lei Nº 700, de data 30 de maio de 1934 e é invariável, único e eterno.
ART. 98.- Nos dias 27 de fevereiro e 16 de agosto, aniversários da Independência e a Restauração da República, respetivamente, são de Festa Nacional.
ART. 99.- Toda autoridade usurpada é ineficaz e seus atos são nulos. Toda decisão lembrada pela requisición da força armada é nula.
ART. 100.- A República condena todo privilégio e toda situação que loja a quebrantar a igualdade de todos os dominicanos, entre os quais não devem contar outras diferenças que as que resultem dos talentos ou das virtudes e em consequência, nenhuma entidade da República poderá conceder títulos de nobreza nem distinções hereditarias.
ART. 101.- Toda a riqueza artística e histórica do país, seja quem for seu dono, fará parte do patrimônio cultural da Nação e estará baixo a salvaguarda do Estado. A lei estabelecerá quando seja oportuno para sua conservação e defesa.
ART. 102.- Será sancionado com as penas que a lei determine, todo aquele que, para seu proveito pessoal, substraiga fundos públicos ou prevalecendo de suas posições dentro dos organismos do Estado, suas dependências ou instituições autônomas, obtenha proveitos econômicos. Serão igualmente sancionadas as pessoas que forneça vantagens a seus sócios, familiares, allegados, amigos ou relacionados. Ninguém poderá ser penalmente responsável pelo fato de outro nem nestes casos nem em qualquer outro.
ART. 103.- Os jazigos mineiros pertencem ao Estado e só poderão ser explodidos por particulares em virtude das concessões ou os contratos que se outorguem nas condições que determine a lei.
ART. 104.- É livre a organização de partidos e associações políticas de acordo com a lei, sempre que suas tendências conformem-se aos princípios estabelecidos nesta Constituição.
ART. 105.- Sem prejuízo do disposto pelo Artigo 23, Inciso 5, desta Constituição, o Presidente e Vice-presidente da República eleitos ou em funções não poderão ser privados de sua liberdade antes ou durante o período de seu exercício.
ART. 106.- A pessoa designada para exercer uma função pública deverá prestar juramento de respeitar a Constituição e as leis, e de desempenhar fielmente seu cometido. Este juramento se prestará ante qualquer servidor público ou oficial público.
ART. 107.- O exercício de todos os servidores públicos electivos, seja qual for a data de sua eleição, terminará o 16 de agosto da cada quatro anos, data em que se inicia o correspondente período constitucional.
Alínea I. Quando um servidor público electivo qualquer cessação no exercício do cargo por morte, renúncia, destituição, inabilitação ou outra causa, o que o substitua permanecerá no exercício até completar o período.
Alínea II. Uma vez vencido o período para o qual foram designados os Membros da Câmera de Contas e o Presidente e demais membros da Junta Central Eleitoral, permanecerão em seus cargos até que o Senado faça as novas designações para o período que se inicia.
ART. 108.- Nenhuma função ou cargo público a que se referem esta Constituição e as leis, serão incompatíveis com cargos honoríficos e os docentes, sem prejuízo do Artigo 18.
ART. 109.- A justiça se administrará gratuitamente em todo o território da República.
ART. 110.- Não se reconhecerá nenhuma isenção, nem se outorgará nenhuma exoneração, redução ou limitação de impostos, contribuições ou direitos fiscais ou autárquicos, em benefício de particulares, senão por virtude da lei. No entanto, os particulares podem adquirir, mediante concessões que autorize a lei, ou mediante contratos que aprove o Congresso Nacional, o direito irrevocable de se beneficiar, pelo tempo todo que estipule a concessão ou o contrato, e cumprindo com as obrigações que a uma e o outro lhes imponham, de isenções, exonerações, reduções ou limitações de impostos, contribuições ou direitos fiscais ou autárquicos incidentes em determinadas obras ou empresas de utilidade pública ou em determinadas obras ou empresas para as que convenha atrair, para o fomento da economia nacional, ou para qualquer outro objeto de interesse social, o investimento de novos capitais.
ART. 111.- A unidade monetária nacional é o peso oro.
Alínea I. Só terão circulação legal e força liberatoria os bilhetes emitidos por uma entidade emissora única e autônoma, cujo capital seja da propriedade do Estado, sempre que estejam totalmente respaldados por reservas em ouro e por outros valores reais e efetivos, nas proporções e condições que assinale a lei e baixo a garantia ilimitada do Estado.
Alínea II. As moedas metálicas serão emitidas a nome do Estado por mediação da mesma entidade emissora, e se porão em circulação só em substituição de um valor equivalente de bilhetes. A força liberatoria das moedas metálicas em curso e das que se emitirem no adiante será determinada pela lei.
Alínea III. A regulação do sistema monetário e bancário da Nação corresponderá à entidade emissora, cujo órgão superior será uma Junta Monetária, composta de membros que serão designados e só poderão ser removidos de acordo com a lei e responderão do fiel cumprimento de suas funções de conformidade com as normas estabelecidas na mesma.
Alínea IV. Fica proibida a emissão ou a circulação de papel moeda, bem como de qualquer outro signo monetário não autorizado por esta Constituição, já seja pelo Estado ou por qualquer outra pessoa ou entidade pública ou privada.
ART. 112.- Toda modificação no regime legal da moeda ou da banca requererá o apoio dos dois terços da totalidade dos membros de uma e outra Câmera, a não ser que seja iniciada pelo Poder Executivo a proposta da Junta Monetária ou com o voto favorável desta.
ART. 113.- Nenhuma erogación de fundos públicos será válida, se não estiver autorizada pela lei e ordenada por servidor público competente.
ART. 114.- Anualmente, no mês de abril, se publicará a conta geral dos rendimentos e egresos da República feitos no ano anterior.
ART. 115.- A Lei de Despesas Públicos se dividirá em capítulos que correspondam aos diferentes ramos da administração e não poderão ser transladado suma de um capítulo a outro nem de uma partida orçamental a outra, senão em virtude de uma lei. Esta lei, quando não seja iniciada pelo Poder Executivo, deverá ter o voto das duas terceiras partes da totalidade dos membros da cada Câmera.
Alínea I. Não terá efeito nem validade nenhuma lei que ordene ou autorize um pagamento ou engendre uma obrigação pecuniaria a cargo do Estado, senão quando essa mesma lei acha fundos especiais para sua execução ou disponha que o pagamento se faça das entradas calculadas do ano, e destas fique no momento da publicação da lei uma proporção disponível suficiente para o fazer.
Alínea II. O Congresso não poderá votar validamente nenhuma erogación, a não ser que esteja incluída no projeto de Lei de Despesas Públicos submetido pelo Poder Executivo, em virtude do Artigo 55 desta Constituição, ou que seja solicitada pelo Poder Executivo após haver enviado dito projeto, senão no caso de que a lei que ordene essa erogación seja apoiada pelas duas terceiras partes da totalidade dos membros da cada Câmera; e tudo sem derrogação da regra geral estabelecida na alínea primeira do presente artigo.
Alínea III. O Congresso não poderá modificar as partidas que figurem nos projetos de lei que eroguen fundos ou na Lei de Despesas Públicos submetidos pelo Poder Executivo, senão com o voto das duas terceiras partes da totalidade dos membros da cada Câmera; e de acordo com as disposições contidas na alínea primeira deste artigo. O Congresso poderá, no entanto, modificar as referidas partidas com a maioria ordinária quando seja a iniciativa do Poder Executivo.
Alínea IV. Quando por qualquer circunstância o Congresso feche a legislatura sem haver votado o orçamento de Rendimentos e Lei de Despesas Públicos, continuará regendo a Lei de Despesas Públicos do ano anterior.
Alínea V. Quando o Congresso esteja em receso, o Poder Executivo poderá dispor por médio de decreto os traslados ou transferências de somas dentro da Lei de Despesas Públicos que exijam as necessidades urgentes do serviço administrativo, bem como as criações ou supressões de cargos administrativos ou serviços públicos que afetem aquela lei, com a obrigação de submeter ao Congresso na próxima legislatura, para sua aprovação, as referidas disposições. Poderá, assim mesmo, no caso previsto por esta alínea, do mesmo modo, erogar os fundos necessários para atender despesas da administração pública, dando conta ao Congresso quando este se reúna.
ART. 116.- Esta Constituição poderá ser reformada se a proposição de reforma se apresenta no Congresso Nacional com o apoio da terceira parte dos membros de uma ou outra Câmera, ou se é submetida pelo Poder Executivo.
ART. 117.- A necessidade da reforma se declarará por uma lei. Esta lei, que não poderá ser observada pelo Poder Executivo, ordenará a reunião da Assembleia Nacional, determinará o objeto da reforma e indicará os artigos da Constituição sobre os quais versará.
ART. 118.- Para resolver a respeito das reformas propostas, a Assembleia Nacional se reunirá dentro dos quinze dias seguintes à publicação da lei que declare a necessidade da reforma, com a presença a mais da metade dos membros da cada uma das Câmeras. Uma vez votadas e proclamadas as reformas pela Assembleia Nacional, a Constituição será publicada integralmente com os textos reformados.
Por exceção do disposto no Artigo 27, as decisões se tomarão neste caso, pela maioria das duas terceiras partes dos votos.
ART. 119.- Nenhuma reforma poderá versar sobre a forma de Governo, que deverá ser sempre civil, republicano, democrático e representativo.
ART. 120.- A reforma da Constituição só poderá ser feito na forma que indica ela mesma, e não poderá jamais ser suspensa nem anulada por nenhum poder nem autoridade nem também não por aclamaciones populares.
>Disposições Transitórias
ART. 121.- O período presidencial que se inicia o 16 de agosto de 1994 concluirá, por exceção, o 16 de agosto de 1996.
ART. 122.- As próximas eleições presidenciais serão celebradas o 16 de maio de 1996 e o Presidente e o Vice-presidente da República eleitos assumirão suas funções o 16 de agosto de 1996. As próximas eleições congresionales e autárquicas terão local o 16 de maio do 1998 e os servidores públicos que resultem eleitos assumirão cargos o 16 de agosto de 1998.
DADA E PROCLAMADA na cidade de Santo Domingo de Guzmán, Capital da República Dominicana, no Palácio do Congresso Nacional, sito no Centro dos Heróis de Constanza, Maimón e Estero Fundo, hoje em dia catorze do mês de agosto do ano mil novecentos noventa e quatro; anos 151 da Independência e 131 da Restauração.

References: Artigo 6
 Artigo 10
 Artigo 90
 Artigo 23
 Artigo 55
 Artigo 55
 Artigo 110
 Artigo 8
 Artigo 8
 Artigo 55
 Artigo 110
 Artigo 41
 Artigo 60
 Artigo 37
 Artigo 8
 Artigo 110
 Artigo 108
 Artigo 67
 Artigo 23
 Artigo 18
 Artigo 55
 Artigo 27