Source: https://pt.scribd.com/presentation/181433374/Contabilidade-Gerencial-Extra-Mba-2007
Timestamp: 2017-09-21 12:33:16+00:00

Document:
Prof. Carlos UBIRATAN Da Costa Schier, MSc.
Experiência em empresas de grande. médio e pequeno porte. Comércio e Prestação de Serviços.ATUAÇÃO PROFISSIONAL  Mais de 30 anos de experiência nas áreas: Controladoria. . Contabilidade e Gestão Administrativa e Financeira. Custos.   Em Indústria.
LIVROS EDITADOS  Controladoria como instrumento de gestão (Juruá) Gestão Prática de custos (Juruá) Custos Industriais (1 e 2 edições – IBPEX) Gestão de custos ( IBPEX)    .
br ubiratanschier@hotmail.com.CONTATOS E-mails: ubiratanschier@ig.com Profubiratanschier@yahoo.com.br  Fones: (41) 2102-3378 (41) 8845-8185  .
Aprofundar conhecimentos para o uso de ferramentas que permitem reduzir a incerteza e o risco da atividade empresarial para o processo de tomada de decisões. através do uso da informação contábil.    . a otimização dos recursos organizacionais. Analisar o desempenho da empresa. Interpretar as demonstrações contábeis.OBJETIVOS DO MÓDULO  Evidenciar.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO  Contabilidade gerencial: origem e pressupostos básicos Contabilidade financeira e gerencial: diferenças e abordagens Contabilidade financeira Demonstrativos contábeis e sua análise através de indicadores econômico-financeiros     Comparação: contabilidade contabilidade financeira gerencial e .
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO  Contabilidade gerencial: como sistema de informação contábil Visão geral do balanced scorecard Resultado contábil e resultado gerencial Relação e análise: custo x volume x lucro Planejamento orçamentário     .
PROCESSO DE AVALIAÇÃO  Avaliações em EQUIPE: 100%. – CADA UMA COM VALOR DE 25% DA NOTA TOTAL. – 4 AVALIAÇÕES. .
Contabilidade gerencial: origem e pressupostos básicos  Sérgio de Iudícibus nos ensina que “a Contabilidade Gerencial pode ser caracterizada. na análise financeira e de balanços. na contabilidade de custos. etc. . num grau de detalhe mais analítico ou numa forma de apresentação e classificação diferenciada. de maneira a auxiliar os gerentes das entidades em seu processo decisório”.. colocados numa perspectiva diferente. como um enfoque especial conferido a várias técnicas e procedimentos contábeis já conhecidos e tratados na contabilidade financeira. superficialmente.
” . análise. interpretação e comunicação de informações financeiras utilizadas pela administração para planejamento. avaliação e controle dentro de uma organização e para assegurar e contabilizar o uso apropriado de seus recursos. • Para a Associação Nacional dos Contadores dos Estados Unidos “Contabilidade Gerencial é o processo de identificação. preparação. Já Robert N. mensuração. acumulação. Anthony define Contabilidade Gerencial como “A Contabilidade que preocupa-se com a informação contábil útil à administração”.
.Estágios de evolução e mudança na Contabilidade Gerencial 1 Antes de 1950 Foco na determinação do custo e controle financeiro. através do uso de tecnologias de orçamento e contabilidade de custos.
2 Meado Fornecimento de s de informação para o 1965 controle e planejamento gerencial. . através do uso de tecnologias tais como análise de decisão e contabilidade por responsabilidade.
3 Por Redução de desperdício volta de de recursos usados nos 1985 processos de negócios. . através do uso das tecnologias de análise do processo e administração estratégica de custos.
4 Após 1995 Geração ou criação de valor através do uso efetivo dos recursos. valor para o acionista. . através do uso de tecnologias tais como exame dos direcionadores de valor ao cliente. e inovação organizacional.
CONTABILIDADE FINANCEIRA E GERENCIAL: DIFERENÇAS E ABORDAGENS CCONTABILIDADE FINANCEIRA: Conceito: ·É uma ciência que possibilita através de suas técnicas o controle do Patrimônio das organizações e indica a situação atualizada desse patrimônio. .
cooperativas. . municípios. entidades com ou sem fins lucrativos). ONGs. etc). estados. autarquias. médio e grande portes. de direito privado (empresas de pequeno. de direito público (união.CAMPO DE APLICAÇÃO E USUÁRIOS DA CONTABILIDADE: O campo de aplicação da Contabilidade abrange todas as entidades econômicoadministrativas. fundações.
principalmente da legislação do imposto de renda. . FISCO E LEGISLAÇÕES ESPECÍFICAS •A Contabilidade sofre muita influência dos limites e critérios fiscais.CONTABILIDADE. •O que dificulta o desenvolvimento e aplicação de critérios contábeis corretos ante os preceitos emanados pelos Princípios Fundamentais de Contabilidade que ficam limitados. em que pese sua contribuição para a Contabilidade seja relevante.
A Lei 6. •Para atender à legislação tributária ou outras exigências feitas pelo fisco que demandem em divergência com os critérios contábeis constantes na Lei das S/A. devem ser adotados registros auxiliares à parte. Lei das S/A. que a escrituração contábil deve ser feita seguindo-se os preceitos da Lei das S/A e os princípios de contabilidade geralmente aceitos.404/76. •Esse ato foi uma tentativa de diminuir a discrepância entre a legislação e os registros contábeis. . dita em seu artigo 177.
classificam-se em categorias básicas: Postulados.PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DE CONTABILIDADE Os Princípios Fundamentais Contabilidade. Princípios e Convenções. de três .
POSTULADOS São os elementos vitais. . elementos básicos na estrutura da Contabilidade.
.” . para efeito contábil. os sócios ou quotistas não se confundem. “A Contabilidade é mantida para as Entidades. recursos e organizações capazes de exercer atividade econômica.Postulado da Entidade Contábil Entidades são conjuntos de pessoas. como meio ou como fim.. com aquelas.
•A Contabilidade de uma Entidade não pode ser confundida com a contabilidade dos membros que a possuem. •A escrituração contábil de uma empresa tem de ser completamente dissociada da escrituração dos seus proprietários.•Representa a diferenciação necessária que deve ser feita entre as pessoas jurídicas e/ou físicas controladoras de uma outra pessoa jurídica. .
visam gerar riqueza por prazo indeterminado. num processo contínuo. a Entidade é um organismo vivo que irá viver (operar) por um longo período de tempo (indeterminado) até que surjam fortes evidências em contrário. supondo-se que a mesma nunca se extinguirá... ·Os Contadores das sociedades cujas existências encontram-se ameaçadas devem evidenciar tal fato.Postulado da Continuidade das Entidades “Para a Contabilidade. . quando criadas.” ·As Entidades.
daí serem conhecidos como Princípios de Contabilidade Geralmente Aceitos. Há consenso de que os princípios são a expressão de critérios aceitos pela maioria dos contadores.PRINCÍPIOS Os princípios são o núcleo central da doutrina contábil. .
. “Toda despesa diretamente delineável com as receitas reconhecidas em determinado período.” . deverão ser descarregados como despesa do período em que ocorrerem .Princípio do Confronto das Despesas com as Receitas e Com os Períodos Contábeis. realizados em determinado período e que não puderam ser associados a receita do período nem às dos períodos futuros . os consumos ou sacrifícios de ativos (atuais e futuros). com as mesmas deverá ser confrontada..
a aplicação deste princípio é essencial para determinação do correto resultado contábil do período. com as despesas que geraram.Quer dizer que as receitas realizadas no período devem ser confrontadas. no mesmo período. As informações contábeis somente serão úteis se forem consistentes. .
em conjunto.Observações: • É importante esclarecer que os princípios da realização da receita e de confrontação das despesas são. independentemente de seu pagamento ou recebimento. • As despesas e receitas devem ser contabilizadas como tais. no momento de sua ocorrência. também conhecidos como Regime de Competência. .
. de receita ou de despesa. tais ajustes devem ser feitos direto no resultado do exercício em que se descobre o erro. • Existem precedentes de lançamentos diretamente na conta do Patrimônio Líquido como ajuste do exercício anterior.404/76 (Lei das S/A).• Há situações em que se têm valores. que competem a exercício anterior mas não foram contabilizados: • De acordo com a Lei 6.
• São consideradas como normas de caráter prático que devem ser observadas.CONVENÇÕES • As Convenções são conhecidas também como restrições aos princípios e representam o complemento dos princípios e postulados. atribuições e direções a seguir. no sentido de delimitar-lhes conceitos. . como guias facilitando o trabalho do Contador.
. resultantes da aplicação dos Princípios.Convenção da Objetividade “Para procedimentos igualmente relevantes.” .. b) b) os que puderem ser corroborados por consenso de pessoas qualificadas da profissão. em ordem decrescente: a) os que puderem ser comprovados por documentos e critérios objetivos. preferir-se-ão. reunidas em comitês de pesquisa ou em Entidades que têm autoridades sobre princípios contábeis.
. •O valor deve ter um documento hábil que avalize o lançamento. deverá ser preferida a alternativa que esteja melhor documentada e que. de preferência. o Contador precisa alicerçar-se de elementos objetivos.•Quando efetuar a escrituração de um fato. já tenha sido objeto de estudo por experts no assunto. ou seja. para escrituração contábil.
Convenção da Materialidade “O Contador deverá sempre. levando em conta aspectos internos do sistema contábil. que podem ser tratados de forma mais simples. Valores relevantes devem ter análise muito mais apurada do que os valores pequenos. desde que o custo desta exatidão não seja prejudicial à empresa..” O Contador deve sempre buscar a exatidão numérica no lançamento.. avaliar a influência e materialidade da informação evidenciada ou negada para o usuário à luz da relação custo X benefício.   .
na dúvida o Contador deve registrar o valor maior.Convenção do Conservadorismo  “Entre conjuntos alternativos de avaliação para o patrimônio.  .. na dúvida o Contador deve lançar o valor menor. No cumprimento das obrigações. igualmente válidos.” Na dúvida o Contador deve optar pela forma mais conservadora de escrituração:   Na realização de Ativos (Receitas).. a Contabilidade escolherá o que apresentar o menor valor atual para o ativo e o maior valor para as obrigações. segundo os Princípios Fundamentais.
.” Essa convenção informa que depois que o Contador adotou determinado critério de avaliação de um ativo ou passivo.Convenção da Consistência ou Uniformidade  “A Contabilidade de uma Entidade deverá ser mantida de forma tal que os usuários das demonstrações contábeis tenham possibilidade de delinear a tendência da mesma com menor grau de dificuldade possível.  .. ele deverá adotar esse critério uniformimente ao longo dos exercícios.
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DO PATRIMÔNIO ELEMENTOS POSITIVOS ELEMENTOS NEGATIVOS ATIVO BENS · Caixa (dinheiro) · Estoque de Mercadorias · Móveis e Utensílios PASSIVO OBRIGAÇÕES · Duplicatas a Pagar · Aluguéis a Pagar · Impostos a Pagar · Salários a Pagar .
o Patrimônio Líquido representa a situação patrimonial atual da empresa.SITUAÇÕES PATRIMONIAIS LÍQUIDAS  Situação Líquida Patrimonial é a diferença entre o Ativo (Bens e Direitos) e o Passivo (Obrigações). A equação do Patrimônio é: Ativo menos Passivo igual a Patrimônio Líquido (A-P=PL)    . A denominação utilizada usualmente para identificar a situação líquida patrimonial é Patrimônio Líquido. Em conjunto com o Ativo e o Passivo.
aval de títulos. assinatura de contratos de compra. etc. de vendas.ATOS E FATOS ADMINISTRATIVOS   ATOS ADMINISTRATIVOS: São os acontecimentos que ocorrem na empresa e que não provocam alterações no Patrimônio. Alguns atos administrativos poderão no futuro se constituir em alterações no Patrimônio e são denominados atos relevantes.   . fianças em favor de terceiros. Exemplos: admissão de funcionários.
  FATOS ADMINISTRATIVOS: São os acontecimentos que provocam variações nos valores patrimoniais. esses fatos devem ser contabilizados em contas patrimoniais ou contas de resultados. Por implicarem em modificação do Patrimônio. podendo ou não alterar o Patrimônio Líquido.  .
ESCRITURAÇÃO • É uma técnica contábil que consiste em registrar nos livros próprios. . todos os acontecimentos que ocorrem na empresa e que provocam modificações ou não no Patrimônio.
na Legislação Tributária (artigo 258 do Regulamento do Imposto de Renda – RIR/99) e nas Normas Brasileiras de Contabilidade (item 2.1.Livros utilizados na Escrituração Contábil    LIVRO DIÁRIO: É um livro obrigatório. . Seu uso está previsto na Legislação Comercial ( artigo 11 do Código Comercial Brasileiro – Lei nº 556 de 25/06/1850).5 da NBC –T-2 – da Escrituração Contábil).
 LIVRO CONTAS CORRENTES:  É um livro facultativo que funciona como auxiliar do livro Razão. É utilizado para controle da movimentação das contas que representam Direitos e Obrigações.  .
auxiliar das operações financeiras e que pode ser utilizado para facilitar a contabilização das movimentações em dinheiro ocorridas na empresa.  .  LIVRO CAIXA OU BOLETIM DE CAIXA: O livro Caixa é também um livro facultativo. Nele são registradas todas as movimentações de entradas e saídas de dinheiro.
A partir de agosto de 1991. através do artigo 14 da Lei nº 8.218 de 29/08/1991.  LIVRO RAZÃO: Até julho de 1991.   . Registra o movimento individualizado de cada uma das contas com movimentação no período. esse livro passou a ser de escrituração obrigatória. o Livro Razão era facultativo.
também são lançados somente os direitos ou somente as obrigação para fins de controle. o que não implica em contrapartida.MÉTODOS DE ESCRITURAÇÃO   Método das Partidas Simples: Esse método consiste no registro de operações específicas envolvendo o controle de um só elemento. No livro Caixa. pois não permite o controle global do patrimônio. No livro de Contas Correntes. são registrados somente entradas e saídas de dinheiro.    . Esse método é ineficiente e incompleto. não importando a contrapartida ou o controle patrimonial.
 Foi divulgado inicialmente em meados do século XV (1494). em Veneza. após ele ter estudado minuciosamente a forma como os mercadores da época controlavam seu patrimônio. O Método das Partidas Dobradas significa:  “Não há devedor sem que haja credor e não há credor sem que haja devedor. pelo Frade Franciscano Frei Luca Pacioli.  Método das Partidas Dobradas: Esse método é utilizado de forma universal. corresponde um crédito de igual valor” . sendo que para cada débito.
Conta a ser creditada. .  Histórico e Valor.  Os elementos essenciais para o processo de lançamento são: Documentação registro. Conta a ser debitada. idônea comprobatória para     Local e data da ocorrência do fato.LANÇAMENTO  É o meio pelo qual se processa a Escrituração.
DEBITAR a respectiva conta. DEBITAR a respectiva conta. CREDITAR a respectiva conta. Toda vez que DIMINUIR o Passivo. Toda vez que AUMENTAR o Passivo. Toda vez que DIMINUIR o Ativo. CREDITAR a respectiva conta.DICAS AUXILIARES PARA ESCRITURAÇÃO: PARA ELEMENTOS PATRIMONIAIS Toda vez que AUMENTAR o Ativo. .
CREDITAR a respectiva conta.PARA ELEMENTOS DE RESULTADO Toda vez que OCORRER uma Despesa. . Toda vez que se REALIZAR uma Receita. DEBITAR a respectiva conta.
As contas podem ser classificadas Patrimoniais e Contas de Resultado. direitos. . Direitos. Obrigações e Patrimônio Líquido) e aos elementos de Resultado (Despesas e Receitas). dividem-se em Ativas e Passivas e representam o Patrimônio da empresa mediante levantamento do Balanço Patrimonial.CONTAS E PLANO DE CONTAS   CONTA: É o nome técnico dado aos componentes patrimoniais (Bens. obrigações e patrimônio líquido. em: Contas    As contas patrimoniais representam os bens. É por meio das contas que a contabilidade registra a movimentação patrimonial da empresa.
mas na apuração resultado são zeradas. mas é por meio delas que sabemos se houve lucro ou prejuízo. o do   Não fazem parte do Balanço Patrimonial. São movimentadas durante exercício. . As Contas de Resultado dividem-se em contas de despesas e contas de receitas.
404/76.   . Cada empresa deve elaborar seu Plano de Contas sempre obedecendo aos seus interesses e. O Plano de Contas deve obedecer às disposições legais contidas na Lei nº 6. principalmente à legislação pertinente. PLANO DE CONTAS:  O Plano de Contas é um conjunto de Contas. diretrizes e normas que disciplina as tarefas do Setor de Contabilidade. objetivando a uniformização dos regimes contábeis.
2 Transferir os saldos das contas de resultado (Despesas e Receitas). para a conta transitória Resultado do Exercício.ROTEIRO PARA APURAÇÃO DO RESULTADO SIMPLIFICADO DE UMA EMPRESA DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS  1 Elaborar um Balancete de Verificação. com as contas que apresentam saldo ao final do exercício.  . zerando todas as contas de despesas e receitas do exercício.
se for devedor é prejuízo). efetuar a transferência do resultado para a conta de patrimônio Líquido (lucros ou prejuízos acumulados). 3 Apurar o saldo da conta Resultado do Exercício.  4 De acordo com o resultado (se for credor é lucro. 6 Transcrever o Balanço Patrimonial para o Livro Diário. através do livro razão ou de razonetes.   . zerando a conta Resultado do Exercício. 5 Elaborar o Balanço Patrimonial.
131). ESTUDOS DE CASO Nº 03 (PÁG. 162) Valor: 25% da nota total. DESENVOLVER O EXERCÍCIO Nº 01FASE 01 (PÁG. 157) E Nº 05 (PÁG. 150).    . 04 (PÁG. EM EQUIPE.
“no balanço.º 6. .  Em conformidade com o artigo 178 da Lei n. e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação financeira da companhia”. as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio que registrem.404/76.DEMONSTRATIVOS CONTÁBEIS E SUA ANÁLISE ATRAVÉS DE INDICADORES ECONÔMICO-FINANCEIROS  DEMONSTRATIVOS CONTÁBEIS 1 Balanço Patrimonial  A finalidade do balanço é apresentar a posição financeira e patrimonial da empresa em um momento estático.
tais como: Contas a Pagar.    . etc). duplicatas a receber.compreende as exigibilidades e as obrigações da empresa. O balanço compõe-se de três elementos básicos: Ativo – é o conjunto de bens e direitos da empresa e compreende as aplicações de recursos (aquisição de ativo imobilizado. Patrimônio Líquido – reflete o resultado das operações da empresa. etc. Salários a Pagar. é a diferença líquida entre o Ativo e o Passivo da empresa. ou seja. Passivo .
• O Ativo deve ser classificado em ordem decrescente de grau de liquidez. . foi definida a disposição das contas do balanço. classificando-se primeiramente as contas cujo vencimento ocorre antes. apresentando primeiramente as contas que se convertem em disponibilidades de uma forma mais rápida.404/76.º 6. • O Passivo classifica-se em ordem decrescente de prioridade de pagamento.• Através dos artigos 178 e 179 da Lei n. com vistas a que os usuários pudessem efetuar uma análise e interpretação adequadas da situação patrimonial e financeira da empresa.
Ativo e o Passivo subdividem-se nos seguintes grupos: BALANÇO PATRIMONIAL ATIVO PASSIVO ATIVO CIRCULANTE ATIVO REALIZÁVEL LONGO PRAZO ATIVO PERMANENTE INVESTIMENTOS ATIVO IMOBILIZADO ATIVO DIFERIDO A PASSIVO CIRCULANTE PASSIVO EXIGÍVEL A LONGO PRAZO RESULTADOS DE EXERC. FUTUROS PATRIMÔNIO LÍQUIDO CAPITAL SOCIAL RESERVAS DE CAPITAL RESERVAS DE REAVALIAÇÃO RESERVAS DE LUCROS LUCROS OU PREJ. ACUMULADOS .
 O conteúdo da Demonstração de Resultados do Exercício. despesas.º 6.”    .R.Demonstração do Resultado do Exercício – D. que indica em seu parágrafo primeiro: “Na determinação do resultado do exercício serão computados: a) as receitas e os rendimentos ganhos no período. encargos e perdas. correspondentes a essas receitas e rendimentos. pagos ou incorridos. mais especificamente em seu artigo 187.E. e B) os custos.404/76. independentemente de sua realização em moeda. fundamenta-se na Lei n.
º 6.” .Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados – D.404/76 estabelece que: “A demonstração de lucros e prejuízos acumulados discriminará: I – o saldo do início do período e os ajustes de exercícios anteriores.A.  O artigo 186 da Lei n. os dividendos.P. a parcela dos lucros incorporada ao capital e o saldo final do período. II – as reversões de reservas e o lucro líquido do exercício.    III – as transferências para reservas.L.
P. exigindo a publicação da demonstração.L • De acordo com Lei das Sociedades por Ações em vigência. emanou a Instrução n.Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido – D. (Comissão de Valores Mobiliários). . em 22/12/86. essa demonstração não é obrigatória. a C.V.º 59.M.M. mas para as sociedades anônimas de capital aberto.
 As variações das contas que formam o Patrimônio Líquido podem ocorrer em virtude de: 1. Itens que afetam o patrimônio total: 2. Itens que não afetam o total do patrimônio: .
Acréscimos por subscrição e integralização de capital. Redução por dividendos.      . Acréscimo por doações e subvenções para investimentos recebidos.Itens que afetam o patrimônio total:  Acréscimo por lucro ou redução pelo prejuízo líquido do exercício. Redução por pagamento ou crédito de juros sobre o capital próprio. Acréscimo por reavaliação de ativos.
Acréscimo ou redução exercícios anteriores. por adquiridas ajustes ou de   . Acréscimo pelo valor da alienação de partes beneficiárias e bônus de subscrição. Redução por ações próprias acréscimo por sua venda. Acréscimo pelo recebimento de valor que exceda o valor nominal das ações integralizadas ou o preço de emissão das ações sem valor nominal.   Acréscimo por prêmio recebido na emissão de debêntures.
Reversões de reservas patrimoniais para a conta de Lucros ou Prejuízos Acumulados. Apropriações do lucro líquido do exercício.Itens que não afetam o total do patrimônio:  Aumento de capital com utilização de lucros e reservas. como Reserva Legal.    . Compensação de Prejuízos com Reservas. Reserva de Lucros a Realizar. reduzindo a conta de Lucros Acumulados para a formação de reservas. Reserva para Contingências e outras.
objetiva apresentar ordenadamente. .R A Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos.A.O.Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos – D. bem como indica as alterações na posição financeira da empresa. principalmente as informações referentes às operações de financiamento e investimento da organização durante o exercício.
. mas sim o capital de giro líquido. Investimentos Temporários. que na forma da Lei foi denominado de Capital Circulante Líquido. •Os recursos neste caso não significam as disponibilidades da empresa. Estoques e Despesas Pagas Antecipadamente) menos o Passivo Circulante (Fornecedores. •O Capital Circulante Líquido.•As origens de recursos representam os financiamentos e os investimentos são representados pelas aplicações de recursos. é representado por: Ativo Circulante (Disponível. Contas a Receber. Contas a Pagar e outras exigibilidades do exercício seguinte).
•Provavelmente a normatização da Demonstração dos Fluxos de Caixa seguirá as premissas e orientações ditadas pelo Financial Accounting Standards Board (FASB). no Brasil. •Reitera-se que essa demonstração tende a substituir a Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos.C. . órgão que estabelece normas internacionais de contabilidade. órgão que rege as práticas contábeis americanas e do International Accounting Standards Committee (IASC).F.Demonstração do Fluxo de Caixa – D.
tratadas em conformidade com as premissas contábeis. extrair o máximo possível de informações.ANÁLISE DE BALANÇOS E ÍNDICES ECONÔMICO-FINANCEIROS •A Análise de Balanços tem como maior objetivo. •A Análise de Balanços trata os dados transformando-os em informação consistente que sirva de base para a tomada de decisões. . através da interpretação dos dados disponibilizados pelas demonstrações contábeis e financeiras.
organizar. . a Análise de Balanços a partir dessas demonstrações efetua a análise propriamente dita. •Extraindo as informações possíveis e necessárias para avaliação de desempenho e perspectivas de futuro da empresa em questão. compilar e tratar dados que serão transformados em demonstrações contábeis.•Enquanto a contabilidade preocupa-se em captar. através da interpretação dos resultados evidenciado pela análise feita.
na medida do possível a utilização de gráficos auxiliares para simplificar as conclusões e facilitar a interpretação dos resultados obtidos na análise. •Recomenda-se ainda.•A Análise de Balanços deve desempenhar o papel de traduzir os dados contidos nas demonstrações financeiras. de forma que seu resultado seja inteligível para pessoas sem um conhecimento técnico muito profundo sobre as demonstrações financeiras. .
embora tenham a sua importância e utilidade ressaltadas em estudos feitos no que tange a insolvência de pequenas e médias empresas. .Análise Vertical e Horizontal As Análises Vertical e Horizontal não tem a devida atenção por parte dos analistas.
•Essa análise quando feita em períodos sucessivos pode fornecer base para projeção de uma demonstração de resultados. . em relação a um valor adotado como base (100%). além de ser importante para avaliação da estrutura da composição dos itens da demonstração financeira e de sua evolução no tempo. mostra a composição percentual e a participação de cada conta da demonstração em análise.•A Análise Vertical.
•A Análise Horizontal das contas das demonstrações financeiras evidencia as variações ocorridas nos itens monetários com relação a períodos anteriores ou subseqüentes em determinado momento. . •A Análise Horizontal enfatiza as modificações ou evoluções ocorridas em cada conta das demonstrações em relação a uma demonstração básica geralmente a mais antiga de forma a evidenciar as tendências existentes.
Análise Através de Índices EconômicoFinanceiros A análise de índices EconômicoFinanceiros. presente e futuro de uma organização. que são calculados basicamente a partir das demonstrações financeiras é uma das principais ferramentas para avaliação do desempenho passado. .
•Análise da situação econômica. . que analisa a estrutura financeira e a liquidez da organização e.A Análise das Demonstrações Financeiras pode ser subdividida em: • Análise da situação financeira. que verifica a lucratividade e a atividade (prazos médios).
.DESCRIÇÃO DETALHADA DOS ÍNDICES ECONÔMICO-FINANCEIROS  ÍNDICES DE ESTRUTURAS DE CAPITAIS  Os índices do grupo de estrutura de capitais evidenciam as linhas de decisões financeiras no que tange a captação e aplicação de recursos.
• Sob a ótica financeira. • Do ponto de vista de lucratividade.• O índice de Participação de Capitais de Terceiros relaciona os Capitais Próprios aos Capitais de terceiros e indica o grau de risco ou de dependência a terceiros por parte da empresa e também é chamado de Grau de Endividamento. se a remuneração paga aos capitais de terceiros for menor que o lucro conseguido com sua aplicação nos negócios. . é vantagem a empresa operar com esses recursos. quanto maior a dependência de terceiros por parte da empresa. menor a liberdade sobre a tomada de decisões financeiras da mesma.
porque indica que a empresa tem um Patrimônio Líquido maior que o Ativo Permanente. menos recursos próprios sobrarão para o Ativo Circulante. Quanto menor esse índice. e maior será a dependência a capitais de terceiros para o financiamento do Ativo Circulante. •O percentual restante refere-se ao montante do Patrimônio Líquido aplicado no Ativo Circulante e denomina-se de Capital Circulante Próprio.Imobilização do Patrimônio Líquido •Significa quanto a empresa aplicou no Ativo Permanente para cada $100 de Patrimônio Líquido. •Quanto mais a empresa investir no Ativo Permanente. melhor. .
. •Pode-se utilizar recursos de longo prazo desde que o prazo seja suficiente para a empresa gerar recursos para resgate das dívidas de longo prazo.Imobilização dos Recursos não Correntes •Seu resultado indica que percentual de Recursos Não Correntes a empresa aplicou no Ativo Permanente e quanto menor esse índice melhor a situação da empresa. •Como os elementos do Ativo Permanente têm uma vida útil variável. não existe a necessidade de se financiar todo o imobilizado com recursos próprios.
Esses índices confrontam os Ativos Circulantes com as Dívidas. procurando medir a solidez da base financeira da organização. • Se os índices de liquidez da empresa forem bons.ÍNDICES DE LIQUIDEZ • Os índices componentes desse grupo evidenciam a base da situação financeira da empresa. significa que a mesma tem boa capacidade de quitar suas dívidas. .
   . LIQUIDEZ GERAL Ativo Circulante + Realizável a Longo Prazo Passivo Circulante + Exigível a Longo Prazo LIQUIDEZ CORRENTE Ativo Circulante Passivo Circulante LIQUIDEZ SECA Ativo Líquido Passivo Circulante Ativo líquido é: Ativo Circulante menos Estoque.
sob a ótica dos sócios. Para os credores estes índices indicam qual a capacidade de pagamento das dívidas assumidas por parte da empresa. em virtude de que eles proporcionam a verificação da remuneração do capital investido e conseqüentemente qual o grau de êxito econômico na gestão dos negócios. são os mais importantes.ÍNDICES DE RENTABILIDADE  Os índices de rentabilidade.  .
 GIRO DO ATIVO Vendas Líquidas Ativo MARGEM LÍQUIDA Lucro Líquido X 100 Vendas Líquidas RENTABILIDADE DO ATIVO Lucro Líquido X 100 Ativo RENTABILIDADE DO PL Lucro Líquido X 100 PL Médio    .
diante disso há a necessidade de estabelecimento de parâmetros para que se proceda a avaliação dos índices apurados com vistas a consistir o seu resultado. •Isto significa estabelecer índices padrão de acordo com o ramo de atividade. .Índices-Padrão •A análise das Demonstrações Contábeis preocupa-se com a qualificação dos índices extraídos das mesmas. mercado e tamanho das empresas.
 Para a obtenção de índices-padrão. elencamos um determinado índice financeiro. b) Em um mesmo ramo de cada empresa. c) Os índices obtidos devem ser colocados em ordem crescente de grandeza.    . devese obedecer a seguinte seqüência: a) Deve-se separar as organizações em ramos de atividade.
avaliação de desempenho e tomada de decisão internamente . controle.COMPARAÇÃO ENTRE A CONTABILIDADE GERENCIAL E A CONTABILIDADE FINANCEIRA FATOR CONTABILIDADE FINANCEIRA CONTABILIDADE GERENCIAL Usuários dos relatórios Objetivos dos relatórios Externos e internos Internos Facilitar a análise financeira para as necessidades dos usuários externos Objetivo especial de facilitar o planejamento.
Demonstração dos Resultados. trimestral ocasionalmente mensal e . Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos e Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido Orçamentos.Forma dos relatórios Balanço Patrimonial. contabilidade por responsabilidade. relatórios especiais não rotineiros para facilitar a tomada de decisão Quando necessário pela administração Freqüência dos relatórios Anual. relatórios de desempenho relatórios de custo.
medidas físicas. índices) .Custos ou Primariamente valores históricos utilizados (passados) Históricos esperados (previstos) e Bases de Moeda corrente mensuraçã o usadas para quantificar os dados Várias bases (moeda corrente. moeda estrangeira – moeda forte.
finanças.Restrições nas informações fornecidas Princípios contábeis geralmente aceitos Nenhuma restrição. estatística. como economia. pesquisa operacional e comportamento organizacional . exceto as determinadas pela administração Arcabouço teórico e prático Ciência Contábil Utilização pesada de outras disciplinas.
verificável. podendo ser subjetiva. possuindo menos verificabilidade e menos precisão .Característi cas da informação fornecida Deve ser objetiva (sem viés). relevante e a tempo Deve ser relevante e a tempo.
controle e avaliação de desempenho antes do fato (para impor metas.Perspectiva dos relatórios Orientação histórica Orientada para o futuro para facilitar o planejamento. acoplada com uma orientação histórica para avaliar os resultados reais (para o controle posterior do fato) .
CONTABILIDADE GERENCIAL COMO SISTEMA DE INFORMAÇÃO CONTÁBIL  CONTABILIDADE GERENCIAL E SISTEMA DE INFORMAÇÃO • A maior parte dos temas da disciplina contabilidade gerencial é tomada de outras disciplinas das áreas de ciências contábeis ou administração financeira. . • Ponto fundamental da contabilidade gerencial é o uso da informação contábil como ferramenta para a administração.
uma informação.•Para que a informação contábil seja usada no processo de administração. só é desejável se conseguida a um custo adequado e interessante para a entidade. •Para os administradores que buscam a excelência empresarial. . é necessário que essa informação contábil seja desejável e útil para as pessoas responsáveis pela administração da entidade. mesmo que útil. •A informação não pode custar mais do que ela pode valer para a administração da entidade.
é um sistema de • O que vemos. . é a construção de sistemas de informação contábil voltados basicamente para a escrituração e registro contábil e contabilidade financeira.• É possível fazer e é possível ter contabilidade gerencial dentro de uma entidade. • Outro ponto observado na construção dos sistemas de informação contábil é que as áreas de abrangência da ciência contábil são trabalhadas de forma não integradas. • A própria contabilidade informação. desde que se construa um Sistema de Informação Contábil. porém.
ou partes que interagem formando um todo unitário e complexo. ou um todo organizado. • O funcionamento de um sistema configura-se a um processamento de recursos ( entradas do sistema ).SISTEMA E SISTEMAS DE INFORMAÇÃO • Sistema pode ser definido como um complexo de elementos em interação. obtendo-se. as saídas ou produtos do sistema ( entradas. saídas ). processamento. com esse processamento. • Sistema é um conjunto de elementos interdependentes. .
 Os sistemas fechados. • Sistema de Informação é um conjunto de recursos humanos. materiais. componentes do sistema. administração ou controle de avaliação do sistema. saídas do sistema. classificam-se em sistemas abertos e  Os sistemas fechados não interagem com o ambiente externo. permitir às organizações o cumprimento de seus objetivos principais. tecnológicos e financeiros agregados segunda uma seqüência lógica para o processamento dos dados e tradução em informações. . recursos ou as entradas do sistema. para com seu produto. enquanto que os sistemas abertos caracterizamse pela interação com o ambiente externo. ambiente do sistema ou processamento. • Os elementos básicos que compõem um sistema são: objetivos do sistema.
ATIVIDADE 2 .
   . Valor: 25% da nota total. 131) RESOLVER ESTUDOS DE CASO Nº 06 (PÁG. DESENVOLVER EXERCÍCIO Nº 01 – FASE 02 (PÁG. 172) E Nº 09 (PÁG. 179) EM EQUIPE. Nº 08 (PÁG. 167).
RESULTADO CONTÁBIL E RESULTADO GERENCIAL RELAÇÃO E ANÁLISE: CUSTO X VOLUME X LUCRO  CONCEITOS E ELEMENTOS BÁSICOS DE CUSTOS .
CONCEITOS E ELEMENTOS BÁSICOS Terminologia Aplicada na Contabilidade de Custos  Classificação dos Gastos  Objetivos da Apuração do Custo  Custo de Aquisição  Métodos de Avaliação de Estoques  Departamentalização  Centro de Custos  Rateio de Custos  .
Desembolso – Pagamento resultante da aquisição de bem ou serviço.TERMINOLOGIA  Gastos – Compra de um produto ou serviço qualquer. que gera sacrifício financeiro para a entidade (desembolso).  .
TERMINOLOGIA  Investimento – Gasto ativado em função de sua vida útil ou de benefícios atribuíveis a futuro(s) período(s).  . Custo – Gasto relativo a bem ou serviço utilizado na produção de outros bens e serviços.
 . Perda – Bem ou serviço consumidos de forma anormal e involuntária.TERMINOLOGIA  Despesa – Bem ou serviço consumido direta ou indiretamente para a obtenção de receitas.
serviços ou receitas geradas.TERMINOLOGIA  Desperdícios – são os gastos incorridos nos processos produtivo ou de geração de receitas e que possam ser eliminados sem prejuízo da qualidade ou quantidade dos bens.  . Custo de aquisição ou de produção – é o valor de entrada pela aquisição ou produção de bens ou serviços.
 . acrescido dos demais gastos incorridos na produção. subtraído dos impostos recuperáveis e acrescidos dos valores em que a empresa incorrer para colocar esses materiais em condições de uso. Custo de produção – inclui o custo de aquisição de materiais.TERMINOLOGIA  Custo de aquisição de materiais – inclui o valor pago a fornecedor.
Insumos .  .TERMINOLOGIA  Centro de custo – é a menor unidade de acumulação de custos.bens adquiridos para consumo no processo de produção de novos bens ou prestação de serviços.
aluguel. Exemplos: salários das chefias. etc . independentemente do volume de produção.CLASSIFICAÇÃO DOS GASTOS  Custos fixos – – São os custos que permanecem constantes dentro de determinada capacidade instalada. seguros.
– Despesas diretas. – Despesas Indiretas. – Custos indiretos. centros de custos e resultados os gastos classificam-se em: – Custos diretos. .CLASSIFICAÇÃO DOS GASTOS  Com relação a forma de distribuição e apropriação aos produtos.
 Otimização de resultados.  Auxílio na tomada de decisões gerenciais.  Melhoria de processos e eliminação de desperdícios.  .  Atendimento às exigências contábeis.  Atendimento às exigências fiscais.  Controle de custos de produção.OBJETIVOS DA APURAÇÃO DO CUSTO Apuração do custo dos produtos e dos departamentos.
Exemplo: 5.CUSTO DE AQUISIÇÃO  O custo das mercadorias e materiais adquiridos deve incluir todos os gastos necessários para que a mercadoria ou material chegue ao estabelecimento da empresa.600 .000 500 Valor pago ao fornecedor Fretes pagos ao transportador Prêmio de seguro Custo de aquisição 100 5.
– UEPS (Último que Entra. – Custo específico. – PEPS (Primeiro que Entra. Primeiro que Sai). Os métodos mais comuns utilizados no Brasil são: – Custo médio ponderado (móvel e fixo). – Método do varejo. Primeiro que Sai).MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DE ESTOQUES   São os procedimentos necessários ao registro e controle da movimentação dos estoques. .
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DE ESTOQUES  Baseados nas informações do quadro a seguir.000 2.000 5.000 13 26.000 4.000 60.000 10 12 30.000 .000 10 21 31 3. exemplificaremos cada um dos métodos supra citados: COMPRAS CONSUMO Custo unitário Custo total Quantidade kg DIA Quantidade kg 02 06 3.
75 116000 . COMPRAS DIA KG C.75 11. 02 06 10 21 31 3000 5000 10 12 30000 60000 10.UN V.T.00 11.25 3000 33750 3000 8000 5000 7000 4000 47000 80750 3000 30000 90000 56250 82250 35250 35250 2000 13 26000 11. SALDO KG V.M CONSUMO KG V.T. C.CUSTO MÉDIO PONDERADO MÓVEL  Cada entrada por custo diferente do custo médio anterior.T.25 11. altera o custo médio e cada saída altera o fator de ponderação.
M CONSUMO KG V.25 11.T. 02 06 21 31 3000 5000 2000 10 12 13 30000 60000 26000 10.T.CUSTO MÉDIO PONDERADO FIXO COMPRAS DIA KG C UN V. KG SALDO V.T. C.60 11.60 7000 81200 3000 8000 10000 3000 30000 90000 116000 34800 116000 81200 34800 .00 11.
00 12.00 3000 30000 3000 8000 5000 7000 4000 48000 78000 3000 30000 90000 60000 86000 38000 38000 2000 13 26000 13.T.00 10.00 12. 02 06 10 21 31 3000 5000 10 12 30000 60000 10.PEPS – PRIMEIRO QUE ENTRA PRIMEIRO QUE SAI COMPRAS DIA KG C.00 116000 .UN V.T. KG SALDO V. C.M CONSUMO KG V.T.
T.00 116000 .M.00 12.00 3000 36000 3000 8000 5000 7000 2000 2000 26000 24000 86000 5000 3000 30000 90000 54000 80000 54000 30000 30000 2000 13 26000 13. SALDO KG V.UN V.00 12.00 12. 02 06 10 21 31 31 3000 5000 10 12 30000 60000 10.T.T. C. CONSUMO KG V.00 13.UEPS – ÚLTIMO QUE ENTRA PRIMEIRO QUE SAI COMPRAS DIA KG C.
como no caso de concessionárias de veículos. onde o controle item a item é mais fácil de ser implantado. .CUSTO ESPECÍFICO  Normalmente este tipo de custo é utilizado pelas empresas que tem poucos itens em estoque e que demandam em valor muito alto.
. Neste caso a empresa mantém o controle de estoque pelo valor da venda e determina o custo contábil através da subtração desse valor da margem média de lucratividade.MÉTODO DE VAREJO  É comumente utilizado em empresas comerciais que trabalham com uma quantidade grande de itens em estoque. que efetuam compras geralmente em lotes e com valores unitários pequenos de cada item.
ATIVIDADE 3 .
137) RESOLVER ESTUDOS DE CASO Nº 01 (PÁG. 136 e 137) E Nº 13 (PÁG. 147) EM EQUIPE. 144) E Nº 02 (PÁG. DESENVOLVER OS EXERCÍCIOS Nº 01 ao 10 (PÁGS.   Valor: 25% do valor total da nota .
unidade mínima Contabilidade de por pessoas e se desenvolvem  Diz-se unidade mínima administrativa porque sempre há para cada departamento um responsável. Esse conceito que liga a atribuição de cada Departamento à responsabilidade de uma pessoa dará origem a uma das formas de uso da Contabilidade de Custos como forma de controle.DEPARTAMENTALIZAÇÃO  Departamento é a administrativa para a Custo. . em que atividades homogêneas. representada máquinas.
Exemplo: Usinagem RH  INDUSTRIAIS ADMINISTRATIVOS Montagem Contábil Manutenção Tesouraria COMERCIAIS Vendas Marketing Expedição . comercial e financeira. pode ser aplicada nas áreas de administração.DEPARTAMENTALIZAÇÃO  A divisão dos departamentos não se restringe somente à área industrial.
das vezes é um seja. nele são Indiretos para produtos ou a  . ou acumulados os Custos posterior alocação aos outros Departamentos.CENTRO DE CUSTOS  Centro de Custos é a unidade mínima de acumulação de Custos Indiretos. Departamento na maioria Centro de Custos.
RATEIO DE CUSTOS  Os custos indiretos somente podem ser apropriados. por sua própria definição. . critérios e rateio. ou seja. previsão de comportamento de custos. de forma indireta aos produtos. mediante estimativas.
RATEIO DE CUSTOS  Todas estas formas de rateio são subjetivas. Não existe um critério que possa ser adotado como sendo o ideal e absoluto. pois não garantem certeza absoluta (100% de acerto) na alocação do custo correspondente. Todos os critérios de rateio devem ser avaliados de forma a serem adotados os que melhor refletirem a realidade de cada unidade produtiva.  .
RATEIO DE CUSTOS  Sempre. . para que se proceda o rateio dos custos é necessário que se determine qual a base mais adequada e menos injusta de distribuição dos custos entre os departamentos.
para posterior alocação desse custo aos centros de custos correspondentes. XX YY ZZ Total Área ocupada 100m 250m 150m 500m Percentual 20% 50% 30% 100% Valor $ 200 $ 500 $ 300 $1000 . Efetuaremos neste caso um rateio com base na área de ocupação de cada unidade.  DEPTO. O valor total do aluguel é de $ 1000. Como resultado temos os valores que correspondem a cada unidade de acordo com o critério estipulado.EXEMPLO DE RATEIO  Suponhamos que o custo total da empresa com aluguel é lançado no departamento administrativo da fábrica. que foi julgado ser o mais justo na oportunidade.
Integrar e coordenar um sistema de custos ao restante da escrituração significa.  . torná-lo parte do sistema contábil. de forma que os valores extraídos da contabilidade de custos possam ser facilmente identificados na escrituração mercantil.CUSTO INTEGRADO E COORDENADO COM A CONTABILIDADE  A integração e coordenação da contabilidade de custos requer que os lançamentos dos custos de produção coincidam com a escrituração mercantil.
Servir de instrumento para controle e gestão das organizações com vistas a otimização de resultados.598/77). do Decreto-Lei nº 1.OBJETIVOS DA INTEGRAÇÃO  Atender aos princípios contábeis e atender à legislação pertinente (artigo 14. parágrafo 1º.  .
sendo sua utilização recomendável apenas para análises internas decorrentes da contabilidade gerencial. O sistema de custeio variável ou direto. e também não atende os princípios fundamentais de contabilidade.Sistema de Custeio Direto ou Variável e Custo Fixo  É o sistema fundamentado na separação dos gastos variáveis e fixos.  . não é permitido pela legislação.
onde existe o equilíbrio entre as receitas totais e as despesas e custos totais.Análise do Ponto de Equilíbrio e Margem de Contribuição  A expressão ponto de equilíbrio refere-se ao nível de venda em que não há lucro nem prejuízo. .
200./mês .000.Exemplo Preço de Venda Custos mais Despesas Variáveis $1000/un $700/un Custos mais Despesas Fixas $1.
200.000/UN = quantidade vezes $700/UN mais $1.200.000/UN menos $700/UN ) = $1.000/Mês Quantidade vezes ($1.  Exemplo de cálculo: Quantidade vezes $1.000/UN menos $700/UN ) = Margem de Contribuição Unitária ($300/UN)   .000/Mês ($1.
000 un/mês  .200.  Ponto de equilíbrio = CUSTOS + DESPESAS FIXAS / MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO UNITÁRIA $1.000/Mês dividido por $300/Un = 4.
 Isto significa que quando a organização atingir a produção de 4. ela atingirá seu ponto de equilíbrio. .000 unidades no mês. as variações acima dessa produção passam a contribuir para a formação do lucro.
DV = Soma das despesas variáveis. . A margem de contribuição unitária é dada pela fórmula:  MC = PV – (CV + DV)  – – – – MC = Margem de contribuição. CV = Soma dos custos variáveis. é o valor com que cada unidade efetivamente contribui para a formação do lucro.Margem de Contribuição por unidade  É a diferença entre o preço de venda e o custo variável de cada produto. PV = Preço de venda.
Preços de Venda e Custo Meta  O custo-meta é o custo obtido pela subtração de um preço estimado (ou de mercado) da margem de lucratividade desejada. com o objetivo de atingir um custo de produção igualmente desejado. Para sua determinação utiliza-se basicamente a análise das condições mercadológicas. através de estimativas. .
deixar de consumir ou adquirir produtos substitutos que custem menos. pois em decorrência de majoração de preços. a tendência é de que o preço seja menor do que se não houvesse competição. Clientes: o cliente é fator constante de preocupação por parte das organizações no que tange a fixação de preços.Alguns fatores influenciam a formação do preço de venda de produtos ou serviços:  Concorrência: nos mercados onde há oferta de produtos semelhantes por muitas empresas. eles podem diminuir o consumo.  .
quer seja de forma negativa através da majoração de impostos. etc. Gastos: o empresário espera recuperar todos os gastos efetuados para produzir seu produto e ainda auferir lucros. criação de novos impostos. diminuição de prazos de recolhimento de impostos. através de subsídios. incentivos.  . quer seja de forma positiva. Governo: o governo influencia sobremaneira a política de preços.
despesas de comercialização. . considerando-se as despesas de funcionamento. margem de lucro. mark up (taxa de marcação).Custo e Formação de Preço de Venda no Comércio  Partiremos para um exemplo prático para fins de cálculo de preço de venda. custos de aquisição de mercadorias.
000 100 9.000 2.200 .000 500 200 100 50 50 200 1.ESTRUTURA ADMINISTRATIVA DESPESAS FIXAS DESCRIÇÃO Salários e Encargos Pró-labore Aluguel Telefone/Fax Água e Energia Elétrica Correios e Telégrafos Material de Expediente Limpeza e Conservação Honorários Profissionais Copa e Cozinha TOTAL VALOR 5.
) ICMS ( + ) Frete Custo Líquido das Mercadorias Crédito s/compra Sobre compra .Custo de Aquisição das Mercadorias Descrição Custo Bruto Unitário ( + ) IPI Observações Conforme NF % Valor 80 8 18 14 5 79 Sobre compra 10 ( .
Esse índice pode ser obtido através da multiplicação ou da divisão. despesas de comercialização (DC) e margem de lucro (ML).Mark-up ou Taxa de Marcação  É o índice que calcula o preço de venda. Para formação do mark up consideramos os seguintes elementos: incidência administrativa (IA).  .
FÓRMULAS  MULTIPLICAÇÃO: – 1 / 1 – (IA + DC + ML)  DIVISÃO: – 1 – (IA + DC + ML) .
20% ou 0. Cálculo do Mark Up:  Despesa de comercialização(DC): 28.0920 Margem de lucro(ML): 10% ou 0.2893 Incidência administrativa(IA): 9.10 (atribuição hipotética)   .93% ou 0.
2893 + 0.927896 Mark up divisor:  1 – (0.  Aplicação das fórmulas: Mark up multiplicador:  1 / 1 – (0.0920 + 0.2893 + 0.5187  .0920 + 0.10)  = 0.10)  = 1.
Preço de Venda  Através do Mark up multiplicador: PV = $79 (custo líquido unitário da mercadoria) X 1.927896 = $ 152.30  .5187 = $ 152.30 Através do Mark up divisor: PV = $79 / 0.
Total Tecido Aviamentos Etiqueta 2 Estimado 1 m Um $30 $ 5 $ 1 Zíper Botão de Pressão 1 1 Um Um $ 3 $ 1 $60 $ 5 $ 1 $ 3 $ 1 Embalagem 1 Um $ 2 Total $72 . Unit. Unidade C.CUSTO E FORMAÇÃO DE PREÇO DE VENDA NA INDÚSTRIA  Cálculo do custo unitário dos materiais diretos: Materiais Qtde. C.
298 Memória de cálculo da mão-de-obra por unidade produzida: Quantidade de funcionários utilizados na produção: 02 Horas trabalhadas no mês: 360 Custo/hora da mão-de-obra: $3.298 dividido pelas horas trabalhadas) Tempo gasto para produzir uma unidade: 1 hora .61 ($1.Cálculo do custo unitário da mão-deobra: DADOS Salários dos funcionários Encargos Sociais Total VALOR $ 800 $ 498 $1.
61 .61 $75.00 $ 3.Cálculo do custo direto por unidade produzida CUSTOS DIRETOS Materiais Diretos Mão-de-Obra Direta Total CUSTO UNITÁRIO $72.
200 .Levantamento dos gastos administrativos (custo indireto) DESCRIÇÃO Salários e Encargos Pró-labore Honorários Profissionais Água e Energia Elétrica Telefone e Fax Material de Expediente Correios e Telégrafos Aluguel Total VALOR $ 800 $1.000 $ 500 $ 100 $ 200 $ 50 $ 50 $ 500 $3.
200 dividido pelo número de horas trabalhadas para a produção (360)).Custo fixo indireto por hora: 8.50 .  Cálculo do custo unitário total da produção: CUSTOS VALOR Materiais Diretos Mão-de-obra Direta Custo Indireto Total $72.89 ($3.89 $84.00 $ 3.61 $ 8.
65% Cofins Icms Total 3.Custos de Comercialização: CUSTO Comissões IRPJ Contribuição Social PIS PERCENTUAL 3.00% 18.00% 26.00% 1.20% 1.93% .08% 0.
Cálculo da Taxa de Marcação (Mark Up):       Fórmula: TM (Taxa de Marcação) = 100 / [ 100 – (CC (Custo de Comercialização + ML (Margem de Lucro definida hipoteticamente. no nosso caso 10%) ] Cálculo: TM = 100 / [ 100 – (26.93 + 10) ] TM = 100 / [ 100 – 36.93] TM = 100 / 63.5855 .07 TM = 1.
50 X 1.Determinação do preço unitário de venda PV (Preço de Venda) = CP (Custo de Produção) X TM (Taxa de Marcação)  PV = $84.97 .5855   PV = $133.
000 $ 75.63 6.00 26.078.61 1.970.00 100. Unit Valor % Venda Estimada Custos de Comercialização Custos Diretos Resultado Bruto Custos Indiretos 1.281.000 unidades e venda todo o estoque acabado: Descrição Qtde C.44 16.000 $133.00 .93 56.97 $133.000 $ 8.88 10.890.89 1.12 $ 75.391.610.00 $ 22.Comprovação do cálculo do custo: Supondo-se que a indústria produza 1.00 $ 36.63 Resultado Líquido $ 13.88 $ 8.
na elaboração dos relatórios decorrente da Análise de Custos. é torná-los compreensíveis para todos os usuários e não somente para quem entende finanças e contabilidade. .RELATÓRIOS GERENCIAIS  Uma das principais preocupações.
não ter um custo de apuração maior que o benefício disponibilizado.  As informações devem ser oportunas. consistência. antecipando-se ao momento da tomada de decisão. economia e objetividade. concisão.  Devem ter um nível de detalhamento que proporcione a leitura da situação com consistência. oportunidade. rigor e independência.  . de forma resumida um bom conjunto de relatórios deve possuir: utilidade. As principais características dos relatórios gerenciais são: As informações devem ser contidas num sistema de relatórios periódicos definido.  Finalizando.  As informações devem ainda ser econômicas. isto é. clareza.
Valor 25% da nota total  . 141 E 142) RESOLVER ESTUDO DE CASO Nº 10 (PÁG. 184)   EM EQUIPE. 37 E 38 (PÁGS. DESENVOLVER OS EXERCÍCIOS Nº 36.
EXERCÍCIO TEORIA DAS RESTRIÇÕES   Assista o filme “A META” Responda as questões da pág.  . 161 EM DUPLA.
 . BOA SORTE E SUCESSO. À TODOS VOTOS DE MUITA SAÚDE.GRATO PELA ATENÇÃO DE TODOS!  SOMENTE QUEM BUSCA UMA CONDIÇÃO MELHOR SABE O CUSTO DE SE OBTER SUCESSO.
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 artigo 186