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Timestamp: 2020-06-03 00:15:16+00:00

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Documentos - Blog do Polibio Braga: Representação do advogado Adão Paiani contra o Santander Cultural e o Queermuseu
Representação do advogado Adão Paiani contra o Santander Cultural e o Queermuseu
ADÃO PAIANI & ADVOGADOS ASSOCIADOS
EXCELENTÍSSIMO SENHOR PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, DOUTOR FABIANO DALLAZEN.
ADÃO JOSÉ CORREA PAIANI, brasileiro, casado, advogado, inscrito na OAB/RS sob o número 62.656, com endereço à Alameda das Acácias, Quadra107, Lote 20, Casa 4, Águas Claras, Brasília/DF, CEP 71.919700, vêm, perante Vossa Excelência, respeitosamente, apresentar a presente NOTICIA-CRIME
em face de GAUDÊNCIO CARDOSO FIDELIS, brasileiro, Curador e Artista Plástico, de endereço ignorado; MARCOS MADUREIRA, vicepresidente executivo de Comunicação, Marketing, Relações Institucionais e Sustentabilidade do Banco Santander Brasil S/A, com endereço à Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 2041 e 2235, Bloco A, Vila Olímpia, São Paulo/SP, CEP 04543-011; ou à Rua Sete de Setembro, 1028, Centro Histórico, em Porto Alegre/RS, CEP 90010-191; e JOSÉ VICENTE COLONA TORRE, presidente da Aliança Francesa-Porto Alegre, sob o nome de Centro Franco-Brasileiro, com sede à Rua Dr. Timóteo, nº 752, em Porto Alegre/RS; base nos artigos 5°, XXXIV, “a”1 e 129, I2, da Constituição da República, c/c o 1
artigo 273 do Código de Processo Penal; pela prática, em tese, dos delitos previstos nos artigos 2084 (Ultraje a culto e impedimento ou perturbação de ato a ele relativo), 234 (exposição obscena) e 287 (apologia a crime), todos do Código Penal Brasileiro, e ainda dos artigos 241, 241-A, parágrafos 1º e 2º; 241-B; 241-C, parágrafo único, e 241-D, parágrafo único, incisos I e II, na forma do artigo 241-E, da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da criança e do Adolescente), pelos fatos e fundamentos que passa a expor:
1.1) Como é de público conhecimento, o Santander Cultural, Centro Cultural mantido pelo Banco Santander Brasil S/A, em prédio localizado no Centro Histórico de Porto Alegre, à Rua 7 de Setembro, 1028, colocou em exposição a mostra denominada “Queermuseu- cartografias da diferença na arte da brasileira”, prevista para se estender desde o dia 15 de agosto até 8 de outubro de 2017, tendo como promotores o artista plástico Gaudêncio Fidelis, além da citada instituição financeira e também a Aliança Francesa de Porto Alegre; o que justifica a inclusão de todos, ou de seus representantes legais, na condição de representados, na presente notitia criminis, face às condutas criminosas praticadas e a seguir descritas.
XXXIV - são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas: a) o direito de petição aos poderes públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder; 2
Art.129. São funções institucionais do Ministério Público: I - promover, privativamente, a ação penal pública, na forma da lei; 3
Art. 27. Qualquer pessoa do povo poderá provocar a iniciativa do Ministério Público, nos casos em que caiba a ação pública, fornecendo-lhe, por escrito, informações sobre o fato e a autoria e indicando o tempo, o lugar e os elementos de convicção. 4
Pena - detenção, de 3 (três) a 6 (seis) meses, ou multa..
1.2) De acordo com seus realizadores, a iniciativa, classificada como “inédita”, teria por objetivo explorar a “diversidade de expressão de gênero e a diferença na arte e na cultura em períodos diversos”, sendo, ainda de acordo com o que lhe é atribuído “uma mostra que busca dar projeção à arte e a cultura por meio de questões artísticas que ultrapassam diversos aspectos da vida contemporânea, na constituição formal dos objetos, nos hábitos, nos costumes, na moda, na diversidade comportamental e geracional e na evolução da estética”. As declarações referidas foram proferidas pelo Curador do evento, GAUDÊNCIO CARDOSO FIDELIS, bem como por MARCOS MADUREIRA, vice-presidente executivo de Comunicação, Marketing, Relações Institucionais e Sustentabilidade do Banco Santander Brasil S/A
1.3) De acordo com declarações do primeiro representado, GAUDÊNCIO CARDOSO FIDELIS, na condição de Curador da Amostra, constantes no próprio site da instituição, a mesma “propõe um diálogo entre as obras e promove o questionamento entre realidade material e conceitual e seus desdobramentos” e ainda “... busca não ditar ou prescrever regras, discute questões relativas à formação do cânone artístico e a constituição da diferença na arte. Para esta plataforma curatorial levei em conta aspectos artísticos, culturais e históricos de cada trabalho”.
1.4) Ocorre, na realidade, para além do discurso pretensamente intelectual de seus organizadores, a referida amostra, aberta ao público em geral; inclusive, dadas às características do próprio centro cultural, à visitação de professores e alunos de diferentes faixas etárias, oriundos de escolas publicas e privadas da capital gaúcha e de todo o estado; demonstrou-se um festival de horrores, com uma exposição pública de caráter eminentemente sexual, nas suas mais diferentes formas, incluindo a pedofilia e o sexo com animais, bem como vilipendiando, de forma bizarra e escatológica, a fé cristã, de um modo geral, e particularmente a católica.
1.5) As imagens expostas mostram, além das mais engenhosas, perversas e degradantes formas de abusos sexuais, envolvendo, como já dito, adultos, crianças e animais; também imagens de Jesus Cristo e de sua mãe, Maria, bem como de santos católicos e de hóstias sendo profanadas mediante pinturas, maquiagens e outros símbolos ultrajantes.
1.6) A exposição causou profunda comoção social, tendo obtido o repúdio até mesmo de pessoas não cristãs, ou que não possuem qualquer vinculação ou sentimento religioso, tendo sido cancelada pela instituição ainda na data de ontem (10/09), o que de forma alguma poderá ter o condão de isentar os seus autores da responsabilidade penal, uma vez que durante todo o período em que a mesma esteve em funcionamento, possibilitou o acesso irrestrito tanto a pessoas que sentiram-se ultrajadas em seus conceitos éticos e morais, quanto em seu sentimento religioso, como a crianças e adolescentes que foram colocadas em contato com conteúdo ilícito e inadequado à sua faixa etária.
1.7) A gravidade dos fatos relatados expõe um ataque despropositado à fé e ao sentimento religioso de milhões de gaúchos e brasileiros, sendo uma violência contra o nosso modo de vida, e as bases fundadoras do Estado brasileiro, inequivocamente cristãs, mas também lastreadas em uma profunda diversidade religiosa e cultural, com respeito e tolerância entre todas as manifestações de fé, o que não permite o escárnio de qualquer uma delas, sem a menor exceção.
1.8) Permitir o vilipendio de símbolos religiosos tão caros a cristãos abriria precedentes perigosos e intoleráveis, vedados pela nossa própria Constituição da República. Se hoje tolerarmos estas práticas nefastas em relação aos cristãos, ignorando as disposições legais e constitucionais, nada poderá assegurar que amanhã gestos similares de profanação e vilipêndio não sejam dirigidos a professantes de outros cultos ou denominações, como espíritas, judeus, evangélicos, budistas, muçulmanos ou religiões de matriz
africana, todos profundamente arraigados, em maior ou menor grau, na cultura brasileira, onde gozam de tolerância, respeito e consideração de parte da sociedade.
1.9) De igual sorte, a apologia de um delito gravíssimo como a pedofilia, vedado e combatido com veemência pelo nosso ordenamento jurídico, e ainda da bestialidade, a prática de sexo com animais, que atinge seres em situação de absoluta vulnerabilidade frente aos seres humanos, é algo que, além de capaz de repugnar à mais bárbara das consciências, igualmente constitui-se num ataque violento à ordem jurídica e social, merecendo a busca da persecução penal em relação aos seus autores, a ser demandada pelo Ministério Público, fiel à sua função constitucional e condição de custus legis.
1.10) As imagens juntadas a essa exordial dão conta da prática, pelos representados, ou à sua ordem, mas ainda sob sua responsabilidade, dos delitos de previstos nos artigos 208 (Ultraje a culto e impedimento ou perturbação de ato a ele relativo); 234 (exposição obscena); e 287 (apologia a crime), todos do Código Penal Brasileiro, e ainda daqueles elencados pelos artigos 241, 241-A, parágrafos 1º e 2º; 241-B; 241-C, parágrafo único, e 241-D, parágrafo único, incisos I e II, na forma do artigo 241-E; todos da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da criança e do Adolescente); como se pode perfeitamente observar:
1.11) As presentes imagens são uma tênue amostra do bizarro episódio, colocado à disposição para visitação de cidadãos de todas as idades, particularmente crianças e adolescentes de escolas públicas e particulares, estes últimos em plena etapa de formação de suas personalidades, sem ainda a capacidade de discernimento adequado em relação ao que lhes foi mostrado. Maiores elementos de prova, mediante fotos e vídeos encontram-se fartamente registados e disponibilizados na Internet e Redes Sociais, e poderão facilmente ser recolhidas ou requisitadas como elementos de prova a instruir eventual denúncia a ser ofertada contra os ora representados.
1.12) Imperioso ressaltar que uma pretensa laicidade do Estado não pode servir como justificativa à afronta a quaisquer religiões, uma vez que este próprio Estado assegura, em seu ordenamento jurídico e constitucional, o respeito aos cultos de qualquer natureza e a liberdade aos cidadãos de professá-los ou não, de acordo com sua consciência, sem obstáculo ou escárnio de parte da sociedade ou mesmo de segmentos dela.
1.13) De igual sorte, uma pretensa “liberdade artística” não pode justificar a utilização da arte como meio de apologia ao crime ou práticas
ilícitas, e como tal obviamente vedadas pela legislação; como se verifica no caso em tela, com inequívocas referências à pedofilia e ao sexo com animais.
1.14) Em relação à exposição em tela, cabe referir que a mesma, segundo veiculado por diferentes veículos de comunicação, teria sido financiada com recursos públicos, tomados junto ao Ministério da Cultura, à ordem de aproximadamente um milhão de reais, provenientes da Lei de incentivo à Cultura, denominada “Lei Rouanet”; o que em tese remeteria este fato específico à outra esfera judicial, abrindo a necessidade de encaminhamento e apuração deste fato pelo Ministério Público Federal.
1.15) Ou seja, temos uma pretensa exposição artística que utiliza-se de recursos do erário público para escarnecer a fé alheia e fazer a apologia de crimes, numa sequencia de delitos que em nenhuma hipótese pode deixar de ser objeto de uma ação criteriosa deste parquet, em observância aos princípios legais e constitucionais que legitimam sua ação e em respeito aos princípios mais caros de democracia, justiça, tolerância, multiculturalismo, pluralidade religiosa e liberdade do povo brasileiro.
2 - DOS FUNDAMENTOS DE DIREITO
2.1) Encontra-se prevista, no artigo 27 do Código de Processo Penal, a iniciativa, por qualquer do povo, de provocar a ação do Ministério Público, nos casos em que seja cabível a ação penal pública, fornecendo-lhe, de forma escrita, informações sobre o fato e a autoria, indicando o tempo, o lugar e os elementos de convicção, o que justamente busca a presente representação.
2.2) Cumpre ao Ministério Público, no exercício de sua principal atribuição, de ofício ou mediante provocação, reunir elementos para propor a ação penal, sua principal atribuição, pelo exercício de atividade fiscalizatória genérica, instaurando procedimentos de forma a apurar as denúncias que
sejam trazidas ao seu conhecimento, como se verifica, in casu, em relação ao grotesco episódio protagonizado pelos representados na exposição realizada no Santander Cultural, em Porto Alegre; cuja tipificação penal passamos a pontualmente referir.
2.3) Em relação ao vilipêndio de culto, como a verificada na exposição referida e praticada pelos representados, assim prevê o Código Penal Brasileiro, em seu artigo 208:
2.4) Já em relação a escrito ou objeto obsceno, como o que se verifica no fato denunciado, o Código Penal brasileiro assim preceitua:
“Art. 234 - Fazer, importar, exportar, adquirir ou ter sob sua guarda, para fim de comércio, de distribuição ou de exposição pública, escrito, desenho, pintura, estampa ou qualquer objeto obsceno:
III - realiza, em lugar público ou acessível ao público, ou pelo rádio, audição ou recitação de caráter obsceno.”
2.5) Por sua vez, a apologia de crime, in casu a pedofilia, praticado, em tese, pelos representados, é assim tipificado em nosso Código Penal:
Pena - detenção, de três a seis meses, ou multa”.
2.6) De igual sorte, da conduta dos representados depreende-se, em tese, a prática dos seguintes delitos previstos pela Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da criança e do Adolescente):
Art. 241. Vender ou expor à venda fotografia, vídeo ou outro registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente: (Redação dada pela Lei nº 11.829, de 2008). Pena – reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº 11.829, de 2008). Art. 241-A. Oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, distribuir, publicar ou divulgar por qualquer meio, inclusive por meio de sistema de informática ou telemático, fotografia, vídeo ou outro registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente: (Incluído pela Lei nº 11.829, de 2008). Pena – reclusão, de 3 (três) a 6 (seis) anos, e multa. (Incluído pela Lei nº 11.829, de 2008). § 1° Nas mesmas penas incorre quem: (Incluído pela Lei nº 11.829, de 2008). I – assegura os meios ou serviços para o armazenamento das fotografias, cenas ou imagens de que trata o caput deste artigo; (Incluído pela Lei nº 11.829, de 2008). II – assegura, por qualquer meio, o acesso por rede de computadores às fotografias, cenas ou imagens de que trata o caput deste artigo. (Incluído pela Lei nº 11.829, de 2008). § 2° As condutas tipificadas nos incisos I e II do § 1o deste artigo são puníveis quando o responsável legal pela prestação do serviço, oficialmente notificado, deixa de desabilitar o acesso ao
conteúdo ilícito de que trata o caput deste artigo. (Incluído pela Lei nº 11.829, de 2008). Art. 241-B. Adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente: (Incluído pela Lei nº 11.829, de 2008). Pena – reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. (Incluído pela Lei nº 11.829, de 2008). § 1° A pena é diminuída de 1 (um) a 2/3 (dois terços) se de pequena quantidade o material a que se refere o caput deste artigo. (Incluído pela Lei nº 11.829, de 2008). § 2° Não há crime se a posse ou o armazenamento tem a finalidade de comunicar às autoridades competentes a ocorrência das condutas descritas nos arts. 240, 241, 241-A e 241-C desta Lei, quando a comunicação for feita por: (Incluído pela Lei nº 11.829, de 2008). I – agente público no exercício de suas funções; (Incluído pela Lei nº 11.829, de 2008). II – membro de entidade, legalmente constituída, que inclua, entre suas finalidades institucionais, o recebimento, o processamento e o encaminhamento de notícia dos crimes referidos neste parágrafo; (Incluído pela Lei nº 11.829, de 2008). III – representante legal e funcionários responsáveis de provedor de acesso ou serviço prestado por meio de rede de computadores, até o recebimento do material relativo à notícia feita à autoridade policial, ao Ministério Público ou ao Poder Judiciário. (Incluído pela Lei nº 11.829, de 2008). § 3º As pessoas referidas no § 2o deste artigo deverão manter sob sigilo o material ilícito referido. (Incluído pela Lei nº 11.829, de 2008). Art. 241-C. Simular a participação de criança ou adolescente em cena de sexo explícito ou pornográfica por meio de adulteração, montagem ou modificação de fotografia, vídeo ou qualquer outra forma de representação visual: (Incluído pela Lei nº 11.829, de 2008). Pena – reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa. (Incluído pela Lei nº 11.829, de 2008).
Parágrafo único. Incorre nas mesmas penas quem vende, expõe à venda, disponibiliza, distribui, publica ou divulga por qualquer meio, adquire, possui ou armazena o material produzido na forma do caput deste artigo. (Incluído pela Lei nº 11.829, de 2008). Art. 241-D. Aliciar, assediar, instigar ou constranger, por qualquer meio de comunicação, criança, com o fim de com ela praticar ato libidinoso: (Incluído pela Lei nº 11.829, de 2008). Pena – reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa. (Incluído pela Lei nº 11.829, de 2008). Parágrafo único. Nas mesmas penas incorre quem: (Incluído pela Lei nº 11.829, de 2008). I – facilita ou induz o acesso à criança de material contendo cena de sexo explícito ou pornográfica com o fim de com ela praticar ato libidinoso; (Incluído pela Lei nº 11.829, de 2008). II – pratica as condutas descritas no caput deste artigo com o fim de induzir criança a se exibir de forma pornográfica ou sexualmente explícita. (Incluído pela Lei nº 11.829, de 2008). Art. 241-E. Para efeito dos crimes previstos nesta Lei, a expressão “cena de sexo explícito ou pornográfica” compreende qualquer situação que envolva criança ou adolescente em atividades sexuais explícitas, reais ou simuladas, ou exibição dos órgãos genitais de uma criança ou adolescente para fins primordialmente sexuais. (Incluído pela Lei nº 11.829, de 2008)”.
2.7) Os delitos apontados como praticados, em tese, pelos requeridos são de ação penal pública, e em todos se observa a característica marcante de haverem sido praticados na presença de várias pessoas ou no emprego de meio que foi capaz de levar o fato a um número indeterminado de pessoas, inclusive crianças, tais como rádio, televisão, jornais ou internet, o que agravaram seus efeitos nefastos sobre a sociedade, colocando em risco, inclusive a paz pública, conforme se vislumbra no link https://youtu.be/7_nlayEa14 e da simples pesquisa na internet utilizando-se os caracteres “santander cultural exposição”.
2.8) Neste aspecto, de acordo com o ilustre jurista Heleno Cláudio Fragoso, “...a tutela penal exerce-se com relação à paz pública, pois a instigação à prática de qualquer crime traz consigo uma ofensa ao sentimento de segurança na ordem jurídica e na tutela do direito, independentemente do fato a que se refere a instigação venha a ocorrer ou não”. (Lições de Direito Penal - Rio de Janeiro, Forense, volume II, 5ª edição, pág. 274).
2.9) Tal delito insere-se entre as infrações que afetam de forma difusa os bens jurídicos tutelados, a ensejar a competente ação penal de natureza pública incondicionada; sendo crimes formais que se consumam ao serem percebidos publicamente, independente de qualquer outro resultado ou consequência, como é precisamente observado no caso em tela.
2.10) O dolo é genérico, consistente na vontade consciente dirigida à incitação à prática de um crime determinado, já que não exige um especial fim de agir, o que caracteriza de forma perfeita as condutas dos requeridos.
2.11) Assim, face aos indícios da prática pelos requeridos dos delitos previstos pelos artigos 208 (ultraje a culto e impedimento ou perturbação de ato a ele relativo); 234 (exposição obscena); e 287 (apologia a crime), todos do Código Penal Brasileiro, e ainda daqueles elencados pelos artigos 241, 241-A, parágrafos 1º e 2º; 241-B; 241-C, parágrafo único, e 241-D, parágrafo único, incisos I e II, na forma do artigo 241-E; todos da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da criança e do Adolescente); sem prejuízo de outros que venham a ser identificados em suas condutas, a ação do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul é medida que se impõe, de forma a permitir a apuração dos fatos em toda sua extensão.
Ex positis, ante a gravidade dos fatos expostos e considerando que as condutas do requeridos GAUDÊNCIO CARDOSO FIDELIS, MARCOS
MADUREIRA e JOSÉ VICENTE COLONA TORRE constituem; sem prejuízo de outros crimes ou outros partícipes que venham a ser responsabilizados; a prática reiterada dos delitos tipificados nos artigos 208 (ultraje a culto e impedimento ou perturbação de ato a ele relativo); 234 (exposição obscena); e 287 (apologia a crime), todos do Código Penal Brasileiro, e ainda daqueles elencados pelos artigos 241, 241-A, parágrafos 1º e 2º; 241-B; 241-C, parágrafo único, e 241-D, parágrafo único, incisos I e II, na forma do artigo 241E; todos da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da criança e do Adolescente), confiante no cumprimento da missão constitucional do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul, e com amparo pelo que determina o artigo 257 do Código de Processo Penal, requer-se que a presente notitia criminis seja recebida e distribuída ao órgão competente do Ministério Público, para que sejam observados os trâmites de propositura da devida ação penal.
Brasília/DF para Porto Alegre/RS, 11 de setembro de 2017.
Adão José Correa Paiani, Advogado, OAB/RS 62.656.
Postado por Polibio Braga às 14:21
Unknown 13 de setembro de 2017 06:32
Parabéns ao advogado, dr. Adão.
Vou imitá-lo, "copiá-lo" em acordo a gravidade dos fatos; provavelmente uma representação farei, mais gravoso por, além de ser católico, cristão, sou correntista do referido banco.
Já não é a primeira vez ataques desse banco com claro e inequívoco FOCO nos conservadores, nos cristãos, na esmagadora maioria dos cidadãos brasileiros. Uma funcionária fora demitida "a mando" do sr #Pixuleco da Silva, devido a ter a mesma alertado dos prejuízos aos correntistas da "vitória" da sra Dilma Sapiens.
Ganhou ação trabalhista ao caso.

References: artigo 273
 artigo 241
 artigo 241
 artigo 27
in casu
 artigo 208
in casu
 artigo 241
 artigo 241
 artigo 257