Source: http://prefeiturasempapel.serra.es.gov.br/Arquivo/Documents/legislacao/html/L01990.HTML
Timestamp: 2020-08-15 16:54:14+00:00

Document:
Nós Vereadores do Município de Serra, Estado do Espírito Santo, eleitos representantes dos munícipes serranos, cumprindo o disposto no Artigo 29 da Constituição Federal vigente, reunidos com os Poderes Constitucionais Municipais, sob a proteção de Deus, delineamos os princípios pelos quais o Município reger-se-á, com a autonomia política, financeira e administrativa, harmonizados os direitos humanos, políticos e sociais com a Natureza e com as peculiaridades locais, Promulgamos a seguinte LEI.
Do Município de Serra e seu Território
Art. 1º O Município da Serra, fundada em 08 de dezembro de 1556, é unidade do Estado do Espírito Santo com autonomia assegurada pelas Constituições Federal e Estadual, será regido pelo estabelecido na presente Lei Orgânica.
Art. 2º O território do Município tem suas confrontações: ao norte com o Município de Fundão; ao Sul com os Municípios de Vitória e Cariacica; e ao oeste com o Município de Santa Leopoldina e ao Leste com o Oceano Atlântico.
Art. 3º Na toponímia a ser utilizada no Município da Serra é vedada a designação de datas, nomes de pessoas vivas e o emprego de denominação com mais de 3 (três) palavras, excluídas as partículas gramaticais.
Artigo alterado pela Emenda nº 18 de 14 de julho de 2010.
Art. 3º Na toponímia a ser utilizada no Município da Serra é vedada a designação de datas e nomes de pessoas vivas. (Redação dada pela Emenda nº 19/2011)
§ 1º Deve-se evitar a utilização de nomes já utilizados no País com a mesma finalidade.
Parágrafo incluído pela Emenda nº 18 de 14 de julho de 2010.
§ 2º Aplica-se este artigo nos nomes a serem dados a qualquer logradouro público, destacando-se, entre outros, distritos, bairros, praças, ruas, prédios públicos e parques.
Art. 3º Na Toponímia a ser utilizada no Município da Serra é vedada a designação de datas e nomes de pessoas vivas. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 28/2015)
§ 1º Deve-se evitar na designação de nome pessoa que não foi morador do município. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 28/2015)
§ 2º Em se tratando de designação de nome de pessoa que não foi morador, deve-se comprovar os serviços prestados a municipalidade. (Incluído pela Emenda à Lei Orgânica nº 28/2015)
§ 3º Aplica-se este artigo nos nomes a serem dados a qualquer logradouro público, destacando-se, entre outros, distritos, bairros, praças, ruas, prédios públicos e parques. (Renumerado pela Emenda à Lei Orgânica nº 28/2015)
Art. 4º Ficam mantidas as denominações existentes anteriormente à data de entrada em vigor desta Emenda, mesmo em desacordo com a norma do artigo 3º.
Parágrafo Único. Os bens de domínio patrimonial compreendem:
Parágrafo revogado pela emenda 18, de 14 de julho de 2010.
a) os bens móveis, inclusive a divida ativa;
Art. 5º Constituem patrimônio do Município:
Artigo revogado pela emenda 18, de 14 de julho de 2010.
I - os bens de sua propriedade e os direitos de que é titular nos termos da lei;
II - a dívida proveniente de receita não arrecadada.
Art. 6º A Divida Ativa constitui-se dos valores dos tributos, multas, contribuições de melhoria e demais rendas municipais de qualquer natureza, e será incorporada, em titulo próprio de conta patrimonial, findo o exercício financeiro e pelas quantias deixadas de arrecadar.
Artigo revogado pela emenda 18, de 14 de julho de 2010
Dos Direitos e Garantias Individuais e Coletivas
Art. 7º O Município assegurará os direitos e as garantias individuais e coletivos garantidos pelas Constituições Federal e Estadual e pela presente LEI ORGÂNICA.
Caput alterado pela Emenda nº 18 de 14 de julho de 2010
Parágrafo Único. O Município da Serra estabelecerá, por lei, sanções de natureza administrativa, econômica e financeira a quem incorrer em qualquer tipo de discriminação, independente das sanções criminais previstas em lei.
Art. 8º A liberdade de associação comunitária, profissional e sindical será assegurada pelos órgãos públicos municipais respeitados os princípios da Constituição Federal.
Art. 9º O Município promoverá a defesa do consumidor, nos termos da Constituição Federal.
Artigo alterado pela Emenda nº 18 de 14 de julho de 2010
Art. 10 Ninguém poderá ser privado dos serviços públicos municipais essenciais.
Art. 11 É dever do Município assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda as formas de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.
Art. 12 A família receberá especial proteção do Município.
§ 1º O Município propiciará recursos educacionais e científicos para o exercício do direito ao planejamento familiar.
Parágrafo alterado pela Emenda nº 18 de 14 de julho de 2010
§ 2º O Município assegurará a assistência à família na pessoa de cada dos que a integram, criando mecanismos para coibir a violência no âmbito das suas relações.
Art. 13 A família, a sociedade e o Município têm o dever de amparar as pessoas idosas e as pessoas com deficiência, assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar e garantindo-lhes o direito à vida.
Caput alterado pela Emenda nº 18 de 14 de julho de 2010.
§ 1º Os programas de amparo aos idosos e aos deficientes serão executados preferencialmente em seus lares.
§ 2º A lei municipal definirá o conceito de deficiente para os fins do disposto neste artigo.
Art. 14 É assegurado a todo cidadão, nos termos das Constituições Federal e Estadual e desta Lei Orgânica, o direito social à educação, à saúde, à alimentação, ao trabalho, à moradia, ao lazer, à segurança, à previdência social, à proteção à maternidade e à infância, à assistência aos desamparados, bem como ao transporte e ao meio ambiente equilibrado e ao seu desenvolvimento com a construção de uma comunidade livre, justa e solidária, fundamentada na autonomia, na cidadania, na dignidade da pessoa humana e nos valores sociais do trabalho e no pluralismo político, exercendo seu poder de decisão de munícipe.
Artigo alterado pela Emenda nº 18, de 14 de julho de 2010.
Art. 15 Lei disporá sobre a adaptação dos edifícios públicos e dos veículos de transporte coletivo atualmente existentes, a fim de garantir o adequado acesso da pessoa com deficiência, do idoso e da gestante.
Parágrafo único. As novas edificações do Município, que vierem a ser construídas ou adquiridas, deverão permitir o acesso de pessoas com deficiência, do idoso e da gestante sem que estes necessitem de qualquer ajuda.
Art. 16 O Município assegurará, em seu território e nos limites de sua competência, a plenitude e a inviolabilidade dos direitos e garantias sociais previstas na Constituição Federal, inclusive às concernentes aos trabalhadores urbanos e rurais.
Art. 17 Cria-se o Conselho de Defesa dos Direitos da Mulher Serrana.
Art. 18 Compete ao Município, em consonância com a Constituição Federal, criar para garantir a execução de uma Política de combate e prevenção à violência contra a mulher, assegurando-se:
I - assistência médica, social e psicológica às mulheres vítimas de violência;
II - criação e manutenção de abrigos às mulheres vítimas de violência doméstica;
III - defensoria pública municipal. (Revogado pela Emenda nº 19/2011)
Inciso alterado pela Emenda nº 18 de 14 de julho de 2010.
Art. 19 É vedado ao Município:
Art. 20 Os servidores do Município, da administração direta, autárquica e das fundações Públicas, em exercício na data da promulgação da Constituição Federal, há pelo menos cinco anos continuados, e que não tenham sido admitidos na forma regulada pelo art. 37 da Constituição Federal, são considerados estáveis no serviço público.
Art. 21 O Município editará leis fixando critérios para compatibilização de seus quadros de pessoal, na forma e prazo estabelecidos na Constituição Federal, bem como para reforma administrativa dela decorrente.
Art. 22 Projetos de Lei de iniciativa popular deverão ser subscritos por um mínimo de 5% (cinco por cento) dos eleitores.
§ 1º Os projetos de Lei de iniciativa popular poderão ser protocolados e subscritos eletronicamente, por meio da Internet: (Incluído pela Emenda à Lei Orgânica 24/2013)
I - Para fins do dispositivo serão contabilizadas as assinaturas manuais e eletrônicas dos eleitores, bastando que as manuais sejam protocoladas junto ao protocolo geral da Câmara da Serra com pedido de juntada ao projeto originário. (Incluído pela Emenda à Lei Orgânica 24/2013)
§ 2º Os projetos de Lei de iniciativa popular com subscrição eletrônica poderão ser redigidos sem observância da técnica legislativa no Portal de serviços da Câmara Municipal da Serra, bastando no entanto que definam a pretensão dos proponentes, bem como atendam as seguintes exigências: (Incluído pela Emenda à Lei Orgânica 24/2013)
I - cadastro de informações pessoais como nome completo, número, sessão e zona eleitoral e endereço do eleitor. (Incluído pela Emenda à Lei Orgânica 24/2013)
§ 3º O Presidente da Câmara Municipal, preenchidas as condições de admissibilidade prevista nesta Lei, não poderá negar seguimento ao projeto, devendo o mesmo seguir os trâmites normais da Casa. (Incluído pela Emenda à Lei Orgânica 24/2013)
§ 4º Na apresentação do projeto, os subscritores poderão indicar até 02 (dois) representantes que farão a defesa oral do projeto perante o Plenário quando de sua discussão, pelo prazo de 15 (quinze) minutos. (Incluído pela Emenda à Lei Orgânica 24/2013)
Art. 23 Os títulos de domínio e do direito real de uso serão conferidos nos termos e condições previstos em lei.
Art. 24 A organização político-administrativa do Município da Serra será determinada por esta Lei Orgânica e pelas demais legislações.
Art. 25 A sede do Município é a Cidade da Serra.
Art. 26 O território do Município será dividido, para fins administrativos, em 5 (cinco) Distritos, a saber:
I - Sede Municipal;
II - Calogi;
III - Carapina;
IV - Nova Almeida;
V - Queimado.
§ 1º Os Distritos têm a seguinte ordem de oficialização:
Parágrafo renumerado e alterado pela Emenda nº 18 de 14 de julho de 2010.
I - Sede Municipal - Lei Provincial nº. 6 de dezembro de 1875;
II - Calogi, Carapina, Nova Almeida e Queimado - Decreto - Lei Estadual nº 9.981 de II de novembro de 1938.
§ 2º O Município da Serra poderá criar, organizar e suprimir distritos, observada a legislação estadual.
Art. 27 Atendendo às peculiaridades regionais e funções desempenhadas pelo Município na aglomeração da Grande Vitória, poderá ele passar a integrar a Região Metropolitana na forma disposta nas Constituições Federal e Estadual.
Artigo alterado pela Emenda nº 11 de 11 de julho de 2001
Art. 28 São Poderes do Município, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo e o Executivo.
Parágrafo único Salvo exceções previstas nas Constituições Federal e Estadual e nesta Lei Orgânica, é vedado a qualquer dos Poderes delegar atribuições.
§ 1º O Poder Judiciário, representado pelo Juízo de Serra, Comarca da Capital, é instituição estadual.
Parágrafo extinto pela Emenda nº 18 de 14 de julho de 2010.
Parágrafo alterado pela Emenda nº 11 de 11 de julho de 2001
§ 2º Salvo exceções previstas nas Constituições Federal e Estadual e por esta Lei, é vedado a qualquer dos Poderes delegar atribuições.
Art. 29 O Município goza de autonomia:
I - política, pela eleição direta do Prefeito, Vice-Prefeito e Vereadores;
II - financeira, pela instituição e arrecadação de tributos de sua competência e aplicação de suas rendas, bem como pela transferência tributária compulsória prevista constitucionalmente;
Inciso alterado pela Emenda nº 18, de 14 de julho de 2010
III - administrativa, pela organização dos serviços públicos locais e administração própria, no que se refere só ao seu peculiar interesse.
§ 1º A Autonomia financeira não prejudicará a obrigatoriedade de prestar contas e de publicar, nos prazos fixados em lei, os balanços e balancetes, os quadros demonstrativos e os Anexos de acompanhamento, de sorte a cumprir as normas de direito financeiro da União, bem como a legislação supletiva estadual.
§ 2º Entendem-se como normas de direito financeiro às relativas ao orçamento, à despesa e gestão patrimonial e financeira de natureza pública, ao critério público e ao direito tributário.
Art. 30 Compete ao Município da Serra:
Inciso alterado pela Emenda nº 18 de 14 de julho de 2010
III - instituir e arrecadar os tributos de sua competência bem como aplicar suas rendas, sem prejuízo da obrigatoriedade de prestar contas e de providenciar as publicações destinadas a promover a transparência das contas públicas, nos prazos e termos fixados em lei;
Inciso alterado pela Emenda nº 11 de 11 de julho de 2001
VII - assegurar o equilíbrio ecológico do meio ambiente equilibrado, mediante convênio com o Estado e com a União, nos termos das legislações superiores pertinentes.
VIII - cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e garantia das pessoas com deficiência.
Inciso alterado pela Emenda nº 15 de 20 de novembro de 2006.
Inciso alterado pela Emenda nº 13 de 23 de fevereiro de 2005.
IX - estabelecer incentivos que favoreçam a instalação de indústrias e empresas, visando à promoção do seu desenvolvimento, em consonância com os interesses locais e peculiares, respeitada a legislação específica, especialmente a ambiental, sem prejuízo da colaboração com a política de desenvolvimento estadual;
X - promover a proteção do patrimônio histórico-cultural local, observada a legislação e ação fiscalizadora federal e estadual.
XI - zelar pela guarda da Constituição Federal, da Constituição Estadual, desta Lei Orgânica, das leis e das instituições democráticas e conservar o patrimônio público;
XII - prestar, com cooperação técnica e financeira da União e do Estado, serviços de atendimento à saúde da população;
XIII - proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural, os monumentos, as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos;
XIV - impedir a evasão, a destruição e a descaracterização de obras de arte e de outros bens de valor histórico, artístico ou cultural;
XV - proporcionar meios de acesso à cultura, à educação e à ciência;
XVI - proteger o meio ambiente e combater a poluição em quaisquer de suas formas;
XVII - preservar as florestas, a fauna e a flora;
XVIII - fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar;
XIX - promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico;
XX - combater as causas da pobreza e os fatores de marginalização, promovendo a integração social dos setores desfavorecidos;
XXI - registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direito de pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais em seus territórios;
XXII- estabelecer e implantar política de educação para a segurança do trânsito.
XXIII - prover sobre os seguintes serviços, quanto a sua organização e funcionamento;
b) esgoto sanitário e pluvial;
d) cemitério e serviços funerários;
e) construção e conservação de ruas, praças, caminhos e estradas municipais;
f) transportes coletivos e individuais de passageiros;
g) proteção contra incêndios;
h) fiscalização sanitária, isolamento ou em sistema de acordo ou convênio com o Estado ou a União;
i) mercados, feiras e matadouros;
j) limpeza pública, coleta de lixo e sua destinação final.
XXIV - conceder, permitir ou autorizar serviços públicos locais, fixando-lhes as tarifas ou preços, ouvidos os Conselhos Municipais, obrigatoriamente integrados por representantes da comunidade;
XXV - regulamentar em consonância com as normas de trânsito, a utilização das vias e logradouros públicos;
XXVI - cassar licença para o exercício de qualquer atividade prejudicial à saúde, ao sossego, à segurança e aos bons costumes, inclusive determinar o fechamento de estabelecimentos de qualquer natureza, que contrariem as normas de posturas municipais;
XXVII - dispor sobre administração, utilização e alienação de seus bens, observados os preceitos legais e as normas de direito financeiro;
XXVIII - dispor sobre vendas de animais e mercadorias apreendidas, em decorrência de transgressão da legislação municipal;
XXIX - dispor sobre registro vacinação e captura de animais, com a finalidade precípua de erradicação da raiva e outras moléstias de que possam ser portadores ou transmissores.
XXX - conceder licença para localização, abertura e funcionamento de quaisquer estabelecimentos industriais, comerciais e agrícolas, bem como serviços outros, respeitada a competência da União ou do Estado conforme o caso previsto em lei, inclusive quanto ao exercício do comércio eventual e ambulante;
XXXI - fixar horário de funcionamento dos estabelecimentos industriais, comerciais e agrícolas e de demais serviços, atendidas sempre as normas legais;
XXXII - regulamentar a fixação e distribuição de cartazes anúncios, faixas e emblemas, bem como a utilização de alto-falantes para fins de publicidade ou propaganda respeitada a legislação federal;
XXXIII - regulamentar jogos, espetáculos e divertimentos públicos, observadas as prescrições da legislação federal e estadual, conforme o caso;
XXXIV - criar e organizar a Guarda Municipal.
Art. 31 A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes do Município, obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, eficiência e também ao seguinte:
Caput alterado pela Emenda nº 11 de 11 de julho de 2001
II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargos em comissão, declarados em lei, de livre nomeação e exoneração;
V - as funções de confiança, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo, e os em comissão, a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos, condições e percentuais mínimos previstos em lei, destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento;
VI - é vedado ao servidor público servir sob a direção imediata de cônjuge ou parente até 3º (terceiro) grau civil, sem prejuízo das demais vedações previstas em legislação ou súmula vinculante;
X - a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas com deficiência e definirá os critérios de sua admissão;
XI - os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados nem acumulados, para fins de concessão de acréscimos ulteriores;
XII - a lei fixará o limite máximo e a relação de valores entre a maior e a menor remuneração dos servidores públicos, observados, como limites máximos e no âmbito dos respectivos poderes, os valores percebidos como remuneração, em espécie, pelo Prefeito;
XIII - os vencimentos dos cargos de atribuições iguais ou assemelhados do Poder Legislativo serão iguais aos pagos pelo Poder Executivo;
XV - a remuneração dos servidores públicos é irredutível, ressalvadas as exceções previstas na Constituição Federal;
XVI - a revisão geral anual da remuneração dos servidores públicos far-se-á por lei específica, observada a iniciativa privativa em cada caso, sempre na mesma data e, sem distinção de índices;
XVII - é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver compatibilidade de horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso XII:
Alínea alterada pela Emenda nº 11 de 11 de julho de 2001
c) a de 2 (dois) cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas;
Alínea alterado pela Emenda nº 18 de 14 de julho de 2010
XVIII - a proibição de acumular estende-se a emprego e funções e abrange autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista, suas subsidiárias e sociedades controladas, direta ou indiretamente, pelo Poder Público;
XIX - somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar neste último caso, definir as áreas de sua atuação;
XXI - ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços, compras e alienação serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes, com cláusulas e condições efetivas da proposta, nos termos da lei o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações;
XXIII - os diretores de órgãos da administração indireta e fundacional deverão apresentar declaração de bens ao tomarem posse e, ao deixarem o cargo;
§ 1º A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá Ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades, servidores públicos ou partido político.
§ 2º São de domínio público as informações dos gastos de publicidade relativas aos órgãos públicos.
§ 3º A não observância do disposto nos incisos II, III e IV deste artigo implicará em nulidade do ato e a punição da autoridade responsável, nos termos da lei.
I - as reclamações relativas à prestação dos serviços públicos em geral, asseguradas a manutenção de serviços de atendimento ao usuário e a avaliação periódica externa e interna, da qualidade de serviços;
II - o acesso dos usuários a registros administrativos e as informações sobre atos de governo, observado o disposto no art. 5º, incisos X e XXXIII, da Constituição da República;
III - a disciplina da representação contra o exercício negligente ou abusivo de cargo, emprego ou função na administração pública;
§ 5º Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível.
§ 6º E direito dos servidores públicos, entre outros, o acesso à profissionalização e ao treinamento bem como o estímulo à produtividade e eficiência, na forma da lei.
§ 7º Aplica-se aos servidores da administração pública o disposto no art. 7º, incisos IV, VII, VIII, IX, XII, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXII e XXX da Constituição Federal, podendo a lei estabelecer requisitos diferenciados de admissão quando a natureza do cargo o exigir.
§ 8º O Município instituirá plano e programa único de previdência e assistência social para seus servidores, ativos e inativos, mediante contribuição, obedecidos os princípios constitucionais.
§ 9º É assegurada a participação dos servidores públicos nos colegiados dos órgãos públicos em que seus interesses profissionais, salariais ou previdenciários sejam objeto de discussão e deliberação.
§ 10 A remuneração do servidor noturno será, no mínimo, cinqüenta por cento superior à da hora normal diurna.
§ 11 Nenhum servidor será designado para funções não previstas nas atribuições do cargo que ocupa, a não ser em substituição e, se acumulada, com gratificação estabelecida em Lei.
§ 12 Lei estabelecerá a punição do servidor que descumprir os preceitos de probidade, moralidade e zelo pela coisa pública.
Parágrafo incluído pela Emenda nº 18 de 14 de julho de 2010
§ 13 O Poder Executivo Municipal deverá encaminhar trimestralmente para a Câmara Municipal relatório contendo as contratações efetuadas no respectivo período, especificando o nome do contratado, o valor contratado e o valor que já foi efetivamente pago na data da confecção do relatório.
(Declarado Inconstitucional por meio da ADIN nº 0012801-27.2015.8.08.0000, proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo)
§ 14 As obras ou serviços de engenharia realizados pela administração municipal deverão ter placa indicativa em local de fácil visualização, contendo, no mínimo, as seguintes informações: o início da obra ou serviço, o prazo e o valor contratado.
Art. 31- A Fica proibida a nomeação de servidor público para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração pela Administração Pública direta e indireta, incluindo a Câmara do Município, quando: (Redação dada pela Emenda nº 21/2012)
I - condenados, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado, desde a condenação até o transcurso do prazo de 8 (oito) anos após o cumprimento de pena, pelos crimes: (Redação dada pela Emenda nº 21/2012)
a) Contra a economia popular, a fé pública, a administração pública e o patrimônio público; (Redação dada pela Emenda nº 21/2012)
b) De abuso de autoridade, nos casos em que houver condenação á perda de cargo ou á inabilitação para o exercício da função pública; (Redação dada pela Emenda nº 21/2012)
c) De lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores; (Redação dada pela Emenda nº 21/2012)
d) De trafico de entorpecentes e drogas afins, racismo, tortura, terrorismo e hediondos; (Redação dada pela Emenda nº 21/2012)
e) De redução a condição análoga á de escravo; (Redação dada pela Emenda nº 21/2012)
í) Contra a vida; (Redação dada pela Emenda nº 21/2012)
g) Contra a dignidade sexual; (Redação dada pela Emenda nº 21/2012)
h) Praticados por organização criminosa, quadrilha ou bando: (Redação dada pela Emenda nº 21/2012)
II - Os que orem declarados indignos do oficialato, ou com ele incompatíveis, pelo prazo de 8 (oito) anos; (Redação dada pela Emenda nº 21/2012)
III - Os que tiveram suas contas relativas ao exercício de cargas ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável que configure ato doloso de improbidade administrativa, e por decisão irrecorrível do órgão competente, salvo se esta houver sido suspensa ou anulada pelo Poder Judiciário, desde a decisão até o transcurso do prazo de 8 (oito) anos; (Redação dada pela Emenda nº 21/2012)
IV - Os detentores de carga na administração pública direta, indireta ou fundacional, que beneficiarem a si ou a terceiros, pelo abuso do poder econômico ou político, que forem condenados em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado, desde a decisão até o transcurso do prazo de 8 (oito) anos; (Redação dada pela Emenda nº 21/2012)
V - Os que, em estabelecimento de crédito, financiamento ou seguro, que tenham sido ou estejam sendo abjeto de processo de liquidação judicial ou extrajudicial, hajam exercido, nos 12 (doze) meses anteriores á respectiva decretação, cargo ou função de direção, administração ou representação, enquanto não forem exonerados de qualquer responsabilidade; (Redação dada pela Emenda nº 21/2012)
VI - Os que forem condenados, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado da Justiça Eleitoral, por corrupção eleitoral, por captação ilícita de sufrágio, por doação, captação ou gastos ilícitos de recursos de campanha ou por conduta vedada aos agentes públicos em campanhas eleitorais que impliquem cassação de registro ou do diploma, desde a decisão até o transcurso do prazo de 8 (oito) anos; (Redação dada pela Emenda nº 21/2012)
VII - Os que forem condenados á suspensão dos direitos políticos, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado, por ato doloso de improbidade administrativa que importe lesão ao patrimônio público e enriquecimento ilícito, desde a condenação ou transito em julgado até o transcurso do prazo de 8 (oito) anos após o cumprimento de pena; (Redação dada pela Emenda nº 21/2012)
VIII - Os que forem demitidos do serviço público em decorrência de processo administrativo ou judicial, pelo prazo de 8 (oito) anos, contado da decisão, salvo se o ato houver sido suspenso ou anulado pelo Poder Judiciário; (Redação dada pela Emenda nº 21/2012)
IX - A pessoa física e os dirigentes de pessoas jurídicas responsáveis por doações eleitorais tidas por ilegais por decisão transitada bem julgado ou proferida por órgão colegiado, em processo de apuração de abuso do poder econômico ou político, até 8 (oito) anos após o transcurso de decisão. (Redação dada pela Emenda nº 21/2012)
Art. 32 Os veículos de propriedade do Município, somente poderão conter indicativos do Poder, Secretaria ou Chefia a que serve, juntamente com a gravura do emblema símbolo do Município.
Art. 33 A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades, servidores públicos ou partido político.
Caput alterado pela emenda 18, de 14 de julho de 2010.
§ 1º É vedada a utilização de nomes, símbolos, sons e imagens que caracterizam promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos.
§ 1º É proibido o uso de logomarcas, ícones, slogan, cores ou qualquer símbolo que identifique gestão ou período administrativo determinado: (Incluído pela Emenda à Lei Orgânica nº 27/2015)
I - As identificações oficiais de bens públicos municipais, móveis e imóveis, incluído veículos, sinalizações de ruas, placas, painéis, cartazes, sites, paginas WEB e equipamentos, usarão somente as cores e símbolos oficiais, Brasão e Bandeira, do Município da Serra. (Incluído pela Emenda à Lei Orgânica nº 27/2015)
§ 2º A publicidade a que se refere este artigo somente poderá ser realizada após aprovação pela Câmara Municipal de plano anual de publicidade, que conterá previsão dos seus custos e objetivos, na forma da Lei.
§ 3º A veiculação da publicidade a que se refere este artigo, embora seja voltada para o território do município, desde que contemple interesse público poderá ser estendida a todo território nacional.
§ 4º O Poder Executivo encaminhará ao Poder Legislativo após o encerramento de cada trimestre, relatório completo sobre os gastos publicitários da administração pública direta e indireta.
§ 5º Verificada a violação ao disposto neste artigo, caberá à Câmara Municipal, por maioria absoluta, determinar a suspensão imediata do contrato referente à propaganda e/ou publicidade.
§ 5º Verificada a violação ao disposto neste artigo, caberá a Câmara Municipal, por maioria simples, determinar a suspensão imediata do contrato referente à propaganda e ou publicidade. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 27/2015)
§ 6º A publicação das leis, decretos regulamentadores, atos alusivos às licitações e demais atos oficiais do Município da Serra será realizada na forma do inciso II do artigo 72.
§ 7º O não cumprimento deste artigo implicará em crime de responsabilidade sem prejuízo da suspensão e da instauração imediata de procedimento administrativo para a sua apuração.
Art. 34 As autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista:
Caput alterado pela emenda 18, de 14 de julho de 2010
I - dependem de lei para serem criadas, transformadas, incorporadas, privatizadas ou extintas;
Inciso alterado pela emenda 18, de 14 de julho de 2010
II - dependem de lei para serem criadas subsidiárias assim como a participação destas em empresas privadas;
III - terão um de seus diretores indicado pelo Sindicato dos Trabalhadores da categoria, cabendo à Lei definir os limites de sua competência e atuação.
Parágrafo Único. Caberá à lei complementar definir as áreas de atuação das fundações.
Parágrafo incluído pela emenda 18, de 14 de julho de 2010
Art. 35 Fica estabelecida a data de primeiro de maio para início das negociações visando o aumento dos Servidores Municipais.
Parágrafo Único. O disposto neste artigo não impede que a qualquer tempo os servidores se manifestem sobre outros pleitos de seu interesse.
Art. 36 Ao Servidor Público, em exercício de mandado eletivo, aplicam-se as seguintes disposições:
III - investido no mandato de Vereador, havendo compatibilidade de horário, perceberá as vantagens de seu cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo, e, não havendo compatibilidade, será aplicada a norma do inciso II deste artigo;
IV - afastando-se o servidor para o exercício de mandato, seu tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais, exceto para promoção por merecimento;
V - para efeito de benefícios previdenciários, no caso de afastamento, os valores serão determinados como se o servidor em exercício estivesse;
Parágrafo Único. O servidor público, desde o registro de sua candidatura até o término do mandato eletivo, não poderá ser removido, ex-officio, do seu local de trabalho.
Art. 37 São estáveis, após 3 (três) anos de efetivo exercício, os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo, em virtude de concurso público.
§ 1º Como condição para aquisição da estabilidade, é obrigatória a avaliação especial de desempenho por comissão instituída para essa finalidade.
§ 2º O servidor público estável só perderá o cargo em virtude de sentença judicial transitada em julgado, mediante processo administrativo ou procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei complementar, assegurada sempre a ampla defesa.
Parágrafo alterado pela emenda 18, de 14 de julho de 2010
§ 3º Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável, será ele reintegrado e o eventual ocupante de vaga, se estável, reconduzido ao cargo de origem, sem direito à indenização, aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço.
§ 4º Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável ficará em disponibilidade, com remuneração proporcional ao tempo de serviço, até o seu adequado aproveitamento em outro cargo.
Art. 38 Nenhum servidor poderá ser diretor, ou integrar Conselho de Empresa Fornecedora, ou que realize qualquer modalidade de contrato com o Município sob pena de demissão.
Art. 39 Fica assegurado aos servidores públicos e suas entidades de classe, o direito de reunião em locais de trabalho, com fins pacíficos, desde que haja comunicação prévia e em horário diverso do expediente.
Art. 40 Fica assegurado ao servidor público municipal da administração direta ou indireta que venha a concorrer ou que se torne dirigente sindical:
I - proteção necessária ao exercício de sua atividade;
II - estabilidade, desde o registro de sua candidatura até um ano após o término de seu mandato, salvo se, nos termos da lei, cometer falta grave;
III - aos servidores no exercício de cargo de direção e de conselheiros fiscais sindicais, num total de 08 (oito) servidores por sindicato, será facultado o direito de se licenciarem de suas atividades funcionais na vigência do mandato, sem prejuízo das suas respectivas remunerações;
Inciso disciplinado pela Lei 1973/1997
IV - Inciso revogado pela Emenda nº 11 de 11 de julho de 2001
Art. 40 Fica assegurado ao servidor público municipal da administração direta ou indireta que venha a concorrer ou que se torne dirigente sindical: (Redação dada pela Emenda da Lei Orgânica nº 30/2017)
I - proteção necessária ao exercício de sua atividade; (Redação dada pela Emenda da Lei Orgânica nº 30/2017)
II - estabilidade, desde o registro de sua candidatura até um ano após o término de seu mandato, salvo se, nos termos da lei, cometer falta grave; (Redação dada pela Emenda da Lei Orgânica nº 30/2017)
§ 1° Aos servidores no exercício de cargo de presidente de sindicato, num total de 01 (um) servidor por sindicado, será facultado o direito de se licenciarem de suas atividades fancionais na vigência do mandato, sem prejuízo das suas respectivas remunerações com ônus para a Administração, conforme dispuser a legislação. (Redação dada pela Emenda da Lei Orgânica nº 30/2017)
§ 2° Aos servidores no exercício de cargo de direção e de conselheiros fiscais sindicais, com exceção do presidente, num total de até 03 (três) servidores por sindicado, será facultado o direito de se licenciarem de suas atividades fancionais na vigência do mandato, com ônus para a respectiva entidade sindical, conforme dispuser a legislação. (Redação dada pela Emenda da Lei Orgânica nº 30/2017)
Art. 41 É assegurada a participação dos Servidores nos colegiados dos órgãos públicos em que seus interesses profissionais, salariais ou previdenciários sejam objeto de discussão e deliberação.
Art. 42 É também direito do servidor Público o acesso à profissionalização e ao treinamento como estímulo à produtividade e eficiência, na forma da Lei.
Art. 43 A lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência física e definirá os critérios de sua admissão.
Parágrafo Único. Fica proibida qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão de servidor deficiente.
Parágrafo revogado pela emenda 18, de 14 de julho de 2010
Art. 44 Revogado pela Emenda nº 12/2001
Parágrafo Único. Revogado pela Emenda nº 12/2001
Art. 45 O Município assegurará ao servidor licença por motivo de doença do cônjuge, companheiro e parentes até 2º grau, quando indispensável a sua assistência pessoal.
Art. 46 O Município concederá aos servidores públicos licença paternidade de sete dias.
Art. 47 O Município incentivará a criação de centros de convivência infantil nas repartições públicas.
Art. 48 Fica assegurado ao servidor adicional de assiduidade que corresponderá a 10% (dez por cento) do valor de sua remuneração e será devido a cada 10 (dez) anos de trabalho.
Artigo alterado pela Emenda nº 07 de 29 de setembro de 1997
Art. 48 Fica assegurado ao Servidor de cargo de provimento efetivo que tenha sido admitido até 01 de janeiro de 2017 o adicional de assiduidade que corresponderá a 10% (dez por cento) do valor de sua remuneração e será devido a cada 10 (dez) anos de trabalho. (Redação dada pela Emenda da Lei Orgânica nº 30/2017)
Art. 49 Fica assegurado ao servidor público a percepção do adicional por tempo de serviço e por assiduidade, além de outras vantagens, segundo o que dispuser a lei.
Art. 49 Fica assegurado ao servidor de cargo de provimento efetivo que tenha sido admitido até 01 de janeiro de 2017 a percepção do adiciona/ por tempo de serviço e por assiduidade, além de outas vantagens, segundo o que dispuser a Lei. (Redação dada pela Emenda da Lei Orgânica nº 30/2017)
Parágrafo Único. Na contagem de tempo de serviço, de que trata este artigo, utilizar-se-á o ano comercial.
Art. 50 Será devido ao servidor público municipal que tiver sob sua responsabilidade dependente com deficiência a concessão, quando for necessário, do vale transporte, desde que a pessoa com deficiência frequente alguma instituição de tratamento.
Artigo alterado pela emenda 18, de 14 de julho de 2010.
Ar. 51 A remuneração dos profissionais do magistério público municipal será fixada de acordo com a maior habilitação adquirida independentemente do grau de ensino em que atue.
Artigo revogado pela Emenda nº 11 de 11 de julho de 2001
Art. 53 Será devido ao Servidor Público Municipal o vale transporte.
Art. 54 O pagamento da remuneração de qualquer agente público municipal da administração direta ou indireta será realizado, impreterivelmente, até o 5º (quinto) dia útil do mês subsequente.
I - por invalidez permanente, decorrente de acidente em serviço, moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável, especificada em lei, com proventos integrais e, nos demais casos, com proventos proporcionais.
a) aos trinta e cinco anos de serviço, se homem, e aos trinta, se mulher com proventos integrais.
b) aos trinta anos de efetivo exercício em funções de magistério, se professor, e aos vinte e cinco, se professora, com proventos integrais.
c) aos sessenta e cinco anos de idade, se homem, e aos sessenta, se mulher, com proventos proporcionais ao tempo de serviço.
§ 1º Lei complementar poderá estabelecer exceções ao disposto no inciso III, a e c no caso de exercício de atividades consideradas penosas, insalubres ou perigosas.
Parágrafo revogado pela Emenda nº 18 de 14 de julho de 2010
§ 2º Lei complementar disporá sobre a aposentadoria em cargos ou empregos temporários.
§ 3º O tempo de serviço público federal, estadual e municipal será computado integralmente para do efeitos de aposentadoria, de disponibilidade e para concessão de adicional por tempo de serviço.
§ 4º Os proventos de aposentadoria serão revistos na mesma proporção e na mesma data, sempre que se modificar a remuneração dos servidores em atividade, estendendo-se aos inativos quaisquer benefícios ou vantagens posteriores concedidos aos servidores em atividade, inclusive quando decorrentes de transformação ou reclassificação do cargo ou função em que se deu a aposentadoria, na forma da lei.
§ 5º O benefício da pensão por morte corresponderá à totalidade dos vencimentos ou proventos do servidor falecido, até o limite estabelecido por lei, observado o disposto no parágrafo anterior, sendo devido ao consorte sobrevivente e aos filhos até a maioridade absoluta.
§ 6º Fica vedada a concessão de pensão, seja a que titulo for, ressalvada as previstas nesta lei.
§ 7º Aplica-se aos especialistas em educação o disposto no inciso III, b.
Art. 55 O servidor público será aposentado na forma assegurada pelo disposto na Constituição Federal e nos termos da lei.
Artigo alterado pela emenda 18, de 14 de julho de 2010
Art. 56 Aos servidores municipais titulares de cargos efetivos, incluídos os das autarquias e fundações, é assegurado regime de previdência de caráter contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo ente público, dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo.
Artigo repristinado pela emenda 18, de 14 de julho de 2010
Artigo e parágrafos revogados pela Emenda nº 12 de 13 de agosto de 2001
Parágrafo repristinado pela emenda 18, de 14 de julho de 2010
Inciso repristinado pela emenda 18, de 14 de julho de 2010
Alínea repristinado pela emenda 18, de 14 de julho de 2010
§ 3º Para o cálculo dos proventos de aposentadoria, por ocasião da sua concessão, serão consideradas as remunerações utilizadas como base para as contribuições do servidor aos regimes de previdência de que tratam este artigo e o artigo 201 da Constituição Federal, na forma da lei.
§ 5º Os requisitos de idade e de tempo de contribuição serão reduzidos em 5 (cinco) anos, em relação ao disposto no § 1º, III, “a”, para o professor que comprove exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e nos ensinos fundamental e médio.
§ 6º Ressalvadas as aposentadorias decorrentes dos cargos acumuláveis na forma da Constituição Federal, é vedada a percepção de mais de 1 (uma) aposentadoria à conta do regime de previdência previsto neste artigo.
I - ao valor da totalidade dos proventos do servidor falecido, até o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o artigo 201 da Constituição Federal, acrescido de 70% (setenta por cento) da parcela excedente a este limite, caso aposentado à data do óbito; ou
II - ao valor da totalidade da remuneração do servidor no cargo efetivo em que se deu o falecimento, até o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o artigo 201 da Constituição Federal, acrescido de 70 % (setenta por cento) da parcela excedente a este limite, caso em atividade na data do óbito.
§ 11 Aplica-se o limite fixado no artigo 37, XI da Constituição Federal, à soma total dos proventos de inatividade, inclusive quando decorrentes da acumulação de cargos ou empregos públicos, bem como de outras atividades sujeitas a contribuição para o regime geral de previdência social, e ao montante resultante da adição de proventos de inatividade com remuneração de cargo acumulável na forma da Constituição Federal, cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração, e de cargo eletivo.
§ 14 Instituindo o Município regime de previdência complementar para os seus respectivos servidores titulares de cargo efetivo, poderá fixar, para o valor das aposentadorias e pensões a serem concedidas pelo regime de que trata este artigo, o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o artigo 201 da Constituição Federal.
§ 15 O regime de previdência complementar de que trata o § 14 será instituído por lei de iniciativa do Poder Executivo, observado o disposto no artigo 202 e seus parágrafos da Constituição Federal, no que couber, por intermédio de entidades fechadas de previdência complementar, de natureza pública, que oferecerão aos respectivos participantes planos de benefícios somente na modalidade de contribuição definida.
§ 18 Incidirá contribuição sobre os proventos de aposentadorias e pensões concedidas pelo regime de que trata este artigo que superem o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o artigo 201 da Constituição Federal, com percentual igual ao estabelecido para os servidores titulares de cargos efetivos.
§ 19 O servidor de que trata este artigo que tenha completado as exigências para aposentadoria voluntária estabelecidas no § 1º, III, “a”, e que opte por permanecer em atividade fará jus a um abono de permanência equivalente ao valor da sua contribuição previdenciária até completar as exigências para aposentadoria compulsória contidas no § 1º, II.
§ 20 Fica vedada a existência de mais de um regime próprio de previdência social para os servidores titulares de cargos efetivos, e de mais de uma unidade gestora do respectivo regime.
§ 21 A contribuição prevista no § 18 deste artigo incidirá apenas sobre as parcelas de proventos de aposentadoria e de pensão que superem o dobro do limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o artigo 201 da Constituição Federal, quando o beneficiário, na forma da lei, for portador de doença incapacitante.
Art. 57 A previdência municipal compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa do Poder Executivo Municipal destinada a assegurar os direitos previdenciários dos servidores públicos municipais.
Parágrafo Único. Compete ao Poder Público, nos termos da Lei, organizar a Previdência Municipal com base nos seguintes objetivos:
I - universalidade da cobertura e atendimento;
III - irredutibilidade no valor dos benefícios;
IV - caráter democrático e descentralizado da gestão administrativa, com a participação dos servidores ativos e inativos.
Art. 58 Os recursos destinados à Previdência Municipal serão oriundos dos Poderes Executivo e Legislativo e de contribuição de seus servidores ativos e inativos, na forma da lei.
Caput alterado pela Emenda nº 18, de 14 de julho de 2010
§ 1º A Lei poderá instituir outras fontes de recursos destinada a garantir a manutenção e expansão da Previdência Municipal.
§ 2º Nenhum benefício ou serviço poderá ser criado, majorado ou estendido sem a correspondente fonte de custeio total.
Art. 59 Os planos da Previdência Municipal, de caráter contributivo e solidário, atenderão, nos termos da lei, a:
I - cobertura dos eventos de doença, invalidez, morte, incluídos os resultantes de acidentes de trabalho, velhice e reclusão;
III - pensão por morte de segurado.
§ 1º Qualquer servidor efetivo dos Poderes Executivo e Legislativo Municipal poderá participar dos benefícios da Previdência Municipal, mediante contribuição na forma dos planos previdenciários.
Parágrafo alterado pela Emenda nº 18, de 14 de julho de 2010
§ 2º É assegurado o reajustamento dos benefícios para preservar-lhe, em caráter permanente, o valor real dos seus proventos previstos em lei vigente.
§ 3º Nenhum benefício que vier a substituir uma remuneração poderá ser inferior ao salário mínimo.
§ 4º A gratificação natalina dos aposentados e pensionistas terá por base o valor dos proventos do mês de dezembro.
Art. 60 O Poder Executivo é exercido pelo Prefeito Municipal auxiliado pelos Secretários Municipais.
Art. 61 O Prefeito e o Vice-Prefeito serão eleitos mediante pleito direto e simultâneo, observados os preceitos da Constituição Federal.
Artigo alterado pela Emenda nº 18, de 14 de julho de 2010
Art. 62 O Prefeito e Vice-Prefeito serão eleitos até noventa dias antes do término do mandato de seu sucessor, para mandato de quatro anos e tomarão posse no primeiro dia do mês de janeiro subseqüente à eleição.
Artigo revogado pela Emenda nº 18, de 14 de julho de 2010
Art. 63 A idade eleitoral mínima de Prefeito e Vice Prefeito é de vinte e um anos.
Art. 64 O Prefeito e o Vice-Prefeito tomarão posse em sessão da Câmara Municipal, prestando o compromisso de manter, defender e cumprir a Constituição Federal, a Constituição do Estado do Espírito Santo e a Lei Orgânica Municipal, observar as leis, promover o bem geral da população, sustentar a integridade e a autonomia do Município.
Parágrafo incluído pela Emenda nº 18, de 14 de julho de 2010
§ 2º Enquanto não ocorrer a posse do Prefeito, assumirá o Vice-Prefeito, e caso este também não tome posse, assumirá, temporariamente, o Presidente da Câmara Municipal.
Parágrafo renumerado e alterado pela Emenda nº 18, de 14 de julho de 2010
Art. 65 Vagando os cargos de Prefeito e Vice-Prefeito, far-se-á eleição mediante pleito direto, noventa dias depois de aberta a última vaga.
§ 1º Ocorrendo a vacância nos últimos 2 (dois) anos do mandato, a eleição para ambos os cargos será feita 30 (trinta) dias depois da última vaga, pela Câmara Municipal, na forma da lei.
Art. 66 O mandato do Prefeito e do Vice-Prefeito é de 4 (quatro) anos e terá início em 1º de janeiro do ano seguinte ao da sua eleição.
Parágrafo Único. O Prefeito ou quem o houver sucedido ou substituído no curso do mandato poderá ser reeleito para um único período subsequente.”
Art. 67 O Prefeito não poderá ausentar-se do Município por mais de 15 (quinze) dias, sob pena de perda de mandato, salvo se licenciado pela Câmara Municipal.
Parágrafo Único. O Prefeito regularmente licenciado terá o direito a perceber o subsídio quando:
I - impossibilitado do exercício do cargo por motivo de doença devidamente comprovada;
III - quando em gozo de férias, por até 30 (trinta) dias.
Inciso incluído pela Emenda nº 11 de 11 de julho de 2001
Art. 68 Os subsídios do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Secretários Municipais serão fixados, antes da eleição, pela Câmara Municipal, em cada legislatura, para vigorar na subsequente e serão atualizados sempre que for concedido aumento geral aos servidores municipais, observado o menor índice aprovado.
§ 1º O subsídio do Prefeito não poderá exceder ao dobro da remuneração do vereador.
§ 2º A verba de representação do Prefeito não poderá ser superior de 1/3 (um terço) do seu subsídio.
§ 2º A não fixação dos subsídios do Prefeito Municipal, do Vice-Prefeito e dos Secretários Municipais até a data prevista nesta Lei Orgânica, implicará na suspensão do pagamento da remuneração dos Vereadores pelo restante do mandato.
§ 3º A remuneração ou subsídio do Vice Prefeito, corresponderá a oitenta por cento do que percebe o Prefeito.
§ 3º No caso de não fixação prevalecerá a remuneração do mês de dezembro do último ano da legislatura, sendo este valor atualizado monetariamente pelo índice oficial.
Parágrafo alterado pela Emenda 02 de 14 de dezembro de 1994
§ 4º A verba de representação do Vice-Prefeito não poderá exceder a 1/3 (um terço) do seu próprio subsídio.
Parágrafo revogado pela Emenda nº 18, de 14 de julho de 2010
§ 5º A não fixação da remuneração do Prefeito Municipal, do Vice-Prefeito e dos vereadores, até a data prevista nesta Lei Orgânica, implicará na suspensão do pagamento da remuneração dos Vereadores pelo restante do mandato.
Parágrafo revogado pela Emenda nº 20, de 18 de junho de 2012
§ 6º No caso de não fixação prevalecerá a remuneração do mês de dezembro do último ano da legislatura, sendo este valor atualizado monetariamente pelo índice oficial.
Art. 69 Quem estiver recebendo dos cofres públicos em razão de cargo ou função, eleito Prefeito ou Vice-Prefeito, poderá optar pela continuação do recebimento desta remuneração, com direito a receber a representação para o exercício daqueles cargos.
Art. 70 Fica vedado ao Prefeito assumir outro cargo ou função na administração pública federal, estadual ou municipal, direta ou indireta, sob pena de perda do mandato, ressalvada a posse em virtude de concurso público.
Art. 70 Fica vedado ao Prefeito assumir outro cargo ou função na administração pública federal, estadual ou municipal, direta ou indireta, sob pena de perda do mandato, ressalvada a posse em virtude de concurso público, desde que observado o disposto no artigo 36 desta Lei Orgânica.
Artigo alterado pela Emenda nº O3, de em 03 de maio de 1995
Art. 71 A extinção ou cassação do mandato do Prefeito ou Vice-Prefeito, bem como a apuração dos crimes comuns dos mesmos e nos de responsabilidade do Prefeito ou de seu substituto, ocorrerão na forma e nos casos previstos na legislação especifica e serão julgados perante o Tribunal de Justiça.
Art. 72 Ao Prefeito compete, privativamente, dentre outras atribuições:
II - sancionar, promulgar e fazer publicar no Diário Oficial do Estado ou em órgão oficial do Município definido em lei e, quando a situação recomendar, em jornal de grande circulação, as leis aprovadas pela Câmara Municipal, os respectivos atos regulamentadores e as situações exigidas por legislação especifica, divulgando os demais atos no quadro de aviso da Prefeitura ou da Câmara Municipal, conforme o caso, bem como nas sedes das Secretarias a que se refiram tais atos, sendo que nestas deverão ser afixados em local onde possam ser avistados por todos que ali transitarem, observando ainda que:
Inciso alterado pela Emenda nº 15, de 20 de novembro de 2006
Inciso alterado pela Emenda nº 13, de 23 de fevereiro de 2005
a) lei poderá instituir diário oficial eletrônico do Município, disponibilizado em sítio da rede mundial de computadores, para publicação dos atos municipais;
b) o sítio e o conteúdo das publicações de que trata a alínea “a” deverão ser assinados digitalmente com base em certificado emitido por Autoridade Certificadora credenciada no âmbito da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil);
c) a publicação eletrônica na forma da alínea “a” substitui qualquer outro meio de publicação oficial, para quaisquer efeitos legais, à exceção dos casos que, por lei específica, exijam outro meio de publicação;
Alíneas incluídas pela Emenda nº 18, de 14 de julho de 2010
III - vetar, no todo ou parte os Projetos de Lei aprovado pela Câmara;
IV - decretar desapropriações e instituir servidões administrativas;
V - expedir avisos, portarias, decretos e outros atos administrativos;
VI - permitir ou autorizar o uso de bens municipais, por terceiros, após parecer dos órgãos técnicos;
VII - prover e extinguir cargos, empregos e funções públicas municipais, na forma da lei;
VIII - enviar à Câmara Municipal o Projeto de Lei dos Orçamentos Anual e Plurianual de Investimentos;
IX - prestar, anualmente, à Câmara Municipal até o dia 31 de março, as contas da administração relativas ao ano anterior, apresentando-as, concomitantemente, ao Tribunal de Contas do Estado;
X - comparecer semestralmente à Câmara Municipal para apresentar relatório sobre sua administração e responder a indagações dos vereadores;
Inciso Incluído pela Emenda nº 05 de 29 de abril de 1996
XI - encaminhar aos órgãos competentes o plano de aplicação e as prestações de contas exigidas em Lei;
XII - determinar a organização de um arquivo eletrônico contendo todas as leis e decretos editados pela Municipalidade, devidamente consolidados, para fins de consulta por qualquer interessado;
Inciso represtinado pela Emenda nº 15 de 20 de novembro de 2006
Inciso revogado pela Emenda nº 13 de 23 de fevereiro de 2005
XIII - superintender a arrecadação dos tributos e preços, bem como a guarda e aplicação da receita, autorizando as despesas e pagamentos dentro das disponibilidades orçamentárias ou dos créditos votados pela Câmara;
XIV - colocar à disposição da Câmara, na forma legal, o numerário correspondente às suas dotações;
XV - colocar à disposição do Tribunal de Contas do Estado:
a) até o dia 15 (quinze) do mês subseqüente, os balancetes mensais, bem como os documentos comprobatórios da receita e despesa quando solicitado;
b) até o dia trinta e um de janeiro de cada ano, uma cópia do Orçamento Municipal do exercício;
c) o orçamento ficará pelo prazo de trinta dias a disposição de qualquer cidadão do Município.
XVI - aplicar multas previstas em leis e contratos, bem como relevá-las quando impostas irregularmente;
XVII - responder requerimento, reclamação ou representação que lhe for dirigido no prazo máximo de 30 (trinta) dias;
XVIII - oficializar as normas urbanísticas aplicáveis às vias e logradouros públicos;
XIX - aprovar projetos de edificação e planos de loteamento, arruamento e zoneamento urbano;
XX - solicitar o auxílio da polícia militar para garantir o cumprimento de seus atos;
XXI - celebrar convênios, acordos ou contratos com entidades públicas ou privadas;
XXII - solicitar, na forma da legislação especifica, representação sobre a inconstitucionalidade de Lei Municipal;
XXIII - elaborar o plano de aplicação e prestar contas dos recursos recebidos do Fundo de Participação dos Municípios, nos termos da Lei Federal e resoluções do Tribunal de Contas da União.
XXIV - elaborar o Plano Municipal de Desenvolvimento Integrado;
XXV - convocar extraordinariamente a Câmara Municipal no período de recesso, que atuará com a aprovação da maioria absoluta dos seus membros;
XXVI - celebrar ajustes, contratos, acordos e convênios destinados a contratar o fornecimento de serviços, materiais e bens móveis.
Inciso incluído pela Emenda nº 10 de 27 de março de 2000
XXVII - colocar á disposição da Câmara Municipal até o dia 15 (quinze) do mês subseqüente, os balancetes mensais; (Incluído pela Emenda à Lei Orgânica 25/2013)
XXVIII - comparecer anualmente á Câmara Municipal para apresentar relatório sobre sua administração e responder a indagações dos vereadores. (Incluído pela Emenda à Lei Orgânica 25/2013)
XXIX – encaminhar ao Tribunal de Contas do Estado, até o dia 30 de abril de cada ano, a prestação de contas da Administração Municipal relativa ao exercício anterior. (Incluído pela Emenda Á Lei Orgânica nº 32/2017)
Parágrafo Único. O Prefeito Municipal poderá delegar por decreto a seus auxiliares, respondendo solidariamente, as seguintes atribuições:
I - as mencionadas nos incisos I, VIII, XIV, XVI, XVII, XIX e XXVI, ficando estabelecido que no caso do inciso XIX a delegação será regulamentada por lei ordinária;
Alínea renumerada para inciso e alterada pela Emenda nº 18, de 14 de julho de 2010
Alínea alterada pela Emenda nº 09, de 14 de dezembro de 1998
Alínea alterada pela Emenda nº 10 de 14 de dezembro de 2000.
II - a expedição de avisos e portarias;
III - a superintendência da arrecadação dos tributos.
Art. 73 Compete ao Prefeito, com a aprovação da Câmara Municipal, dar denominação aos prédios municipais e aos logradouros públicos.
Art. 74 A Prefeitura e a Câmara Municipal são obrigadas a fornecer a qualquer interessado, no prazo máximo de 20 (vinte) dias as certidões requeridas, sob pena de responsabilidade da autoridade ou servidor que negar ou retardar o requerido.
Parágrafo Único. As certidões relativas ao exercício do cargo de Prefeito serão fornecidas por Secretário da Prefeitura.
Art. 75 Fica o Poder Executivo Municipal obrigado a fazer acompanhar os balancetes mensais, dos respectivos empenhos processados no período abrangido pelo balancetes.
Dos Órgãos Auxiliares do Prefeito
Art. 76 A Lei Municipal estabelecerá a natureza hierárquica e as atribuições dos auxiliares diretos do Prefeito, definindo-lhes direitos, deveres e responsabilidades.
Parágrafo Único. A Lei de que trata este artigo levará em consideração os recursos financeiros e a estrutura administrativa compatível, que melhor se ajuste ao sistema de organização e funcionamento do Município.
Art. 77 Os auxiliares diretos do Prefeito serão nomeados em comissão e farão declaração pública de bens, no ato de posse e no término do exercício do cargo.
Parágrafo Único. Os auxiliares diretos do Prefeito terão os mesmos impedimentos estabelecidos para os Vereadores, enquanto permanecerem em suas funções.”
Art. 78 Os Secretários Municipais, que são cargos de confiança do Prefeito, serão escolhidos entre cidadãos maiores de 18 (dezoito) anos e no exercício de seus direitos políticos.
§ 1º Os cargos de Secretários Municipais ou equivalentes serão preenchidos por decreto do Prefeito Municipal.
§ 2º Além das atribuições fixadas nesta Lei Orgânica e na legislação municipal, compete aos Secretários Municipais:
§ 3º Além das atribuições fixadas em Lei Ordinária, compete aos Secretários Municipais:
I - orientar, coordenar e superintender as atividades dos órgãos da Administração Municipal, na área de sua competência;
II - expedir instruções para execução das Leis, decretos e regulamentos relativos aos assuntos de suas secretarias,
III - apresentar anualmente ao Prefeito, à Câmara Municipal e aos Conselhos Populares, relatório anual dos serviços realizados nas suas Secretarias;
IV - comparecer à Câmara Municipal, quando por esta convocado e sob justificação especifica;
Das Administrações Distritais
Art. 79 Nos Distritos, exceto no da Sede, haverá em Conselho Distrital composto por três conselheiros eleitos pela respectiva população e um Administrador Distrital nomeado em comissão pelo Prefeito Municipal.
Art. 80 A instalação de distrito novo dar-se-á com a posse do Administrador Distrital e dos Conselheiros Distritais perante o Prefeito Municipal.
Art. 81 A eleição dos Conselheiros Distritais e de seus respectivos suplentes ocorrerá 45 (quarenta e cinco) dias após a posse do Prefeito Municipal, cabendo à Câmara Municipal adotar as providências necessárias à sua realização, observando o disposto nesta Lei Orgânica.
§ 1º O voto para Conselheiro Distrital não será obrigatório.
§ 2º Qualquer eleitor residente no distrito onde se realizar eleição poderá candidatar-se ao Conselho Distrital, independentemente de filiação partidária.
§ 3º A mudança de residência para fora do Distrito implicará na perda do mandato de Conselheiro Distrital.
§ 4º O mandato do Conselheiro Distrital terminará com o do Prefeito Municipal.
§ 5º A Câmara Municipal editará, até 15 (quinze) dias antes da data da eleição dos Conselheiros Distritais, por meio de decreto legislativo, as instruções para inscrição de candidatos, coleta dos votos e apuração dos resultados.
§ 6º Quando se tratar de distrito novo, a eleição dos Conselheiros Distritais será realizada 90 (noventa) dias após a expedição da lei de criação, cabendo à Câmara Municipal regulamentá-la na forma do parágrafo anterior.
§ 7º Na hipótese de parágrafo anterior, a posse dos Conselheiros Distritais e do Administrador Distrital dar-se-á 10 (dez) dias após a divulgação dos resultados da eleição.
Art. 82 Os Conselheiros Distritais, quando de sua posse proferirão o seguinte juramento:
Prometo cumprir o mandato a mim confiado, observando as leis e trabalhando para o engrandecimento do Distrito que represento.
Art. 83 A função de Conselheiro Distrital constitui serviço público relevante e será exercida gratuitamente.
Art. 84 O Conselheiro Distrital reunir-se-á, ordinariamente, pelo menos uma vez por mês, nos dias estabelecidos em seu Regimento Interno, e, extraordinariamente, por convocação do Prefeito Municipal ou do administrador Distrital, tomando suas deliberações por maioria de votos.
§ 1º As reuniões do Conselho Distrital serão presididas pelo Administrador Distrital, que não terá direito a voto.
§ 2º Servirá de Secretário um dos Conselheiros, eleito pelos seus pares.
§ 3º Os serviços administrativos do Conselho Distrital serão providos pela Administração Distrital.
§ 4º Nas reuniões do Conselho Distrital, qualquer cidadão, desde que residente no distrito, poderá usar da palavra, na forma que dispuser o Regimento Interno do Conselho.
Art. 85 Nos casos de licença ou de vaga de membro do Conselho Distrital, será convocado o respectivo suplente.
Art. 86 Compete ao Conselho Distrital:
II - elaborar, com a colaboração do Administrador Distrital e da população, a proposta orçamentária anual do distrito e encaminhá-la ao Prefeito nos prazos fixados por este;
III - opinar, obrigatoriamente, no prazo de 10 (dez) dias sobre a proposta de plano plurianual no que respeita ao distrito, antes de seu envio pelo Prefeito i Câmara Municipal;
IV - fiscalizar as repartições municipais no distrito e a qualidade dos serviços prestados pela Administração Distrital;
VI - dar parecer sobre reclamações, representações e recursos de habitantes do distrito, encaminhando-os ao Poder competente;
Art. 87 O Administrador Distrital terá a remuneração que for fixada na legislação municipal.
Parágrafo Único. Criado o distrito, fica o Prefeito autorizado a criar o respectivo cargo de Administrador Distrital.
Art. 88 Compete ao Administrador Distrital:
I - executar e fazer executar, na parte que lhe couber, as leis e demais atos emanados dos Poderes competentes;
II - coordenar e supervisionar os serviços públicos distritais de acordo com o que dor estabelecido nas leis e regulamentos;
III - propor ao Prefeito a admissão e dispensa dos servidores lotados na Administração Distrital;
VI - prestar as informações que lhe forem solicitadas pelo Prefeito ou pela Câmara Municipal;
VII - solicitar ao Prefeito as providências necessárias para a boa administração do distrito;
Art. 89 Substituir o Prefeito, no caso de impedimento ou de afastamento, e suceder-lhe no caso de vacância.
Art. 90 O Vice-Prefeito, além do exercício de atribuições impostas por lei, auxiliará o Prefeito, sempre que por ele convocado para missões especiais.
Art. 91 A Câmara Municipal é o órgão deliberativo do Município, com funções legislativas e fiscalizadoras, composta de Vereadores eleitos para 1 (um) mandato de 4 (quatro) anos.
Art. 92 O número de Vereadores será fixado pela Câmara Municipal em cada legislatura, na forma que dispõe o artigo 29 inciso IV da Constituição Federal, no ano que anteceder às eleições.
Art. 92 A Câmara Municipal da Serra é composta por 23 (vinte e três) Vereadores, em conformidade com o estabelecido pela alínea “h”, do inciso IV, do artigo 29, da Constituição Federal.
Artigo alterado pela Emenda nº 20, de 18 de junho de 2012
Art. 93 A alteração do número de vereadores será efetivada por Decreto Legislativo, respeitando-se o disposto no artigo anterior, tomando-se por base o total de habitantes do Município, conforme certidão expedida pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Artigo revogado pela Emenda nº 20, de 18 de junho de 2012
Art. 94 Compõem a Câmara Municipal, os seguintes órgãos:
I - mesa Diretora;
Art. 95 À Câmara Municipal, com autonomia administrativa e financeira e com as suas normas de funcionamento fixadas através de Regimento Interno, compete privativamente:
I - eleger a sua Mesa Diretora e destituí-la na forma regimental e de acordo com esta Lei;
II - elaborar e alterar o seu Regimento Interno por maioria de dois terços dos seus membros, observadas as normas desta Lei;
III - elaborar a sua Proposta Orçamentária que integrará o Orçamento Global do Município;
IV - organizar os serviços de sua Secretaria e disciplinar as normas de seu funcionamento;
V - eleger a sua Mesa Diretora;
VI - fixar os subsídios do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Vereadores, observados os princípios estabelecidos na Constituição Federal, o que estabelecer esta Lei Orgânica, e a lei de diretrizes orçamentárias;
VII - dispor sobre o quadro de seus servidores, criação, transformação e extinção dos seus cargos e funções e fixar a respectiva remuneração;
VIII - autorizar o Prefeito por necessidade relevante do seu serviço, a ausentar-se do Município por mais de quinze dias;
IX - tomar e julgar as contas do Prefeito e da Mesa Diretora;
X - convocar os Secretários Municipais e o Prefeito para prestarem informações ou esclarecimentos sobre matéria de sua competência, importando crime de responsabilidade a ausência sem justificativa adequada;
Inciso alterado pela Emenda nº 06 de 08 de setembro de 1997
(As expressões em efeito tachado foram declaradas inconstitucionais por meio da ADIN nº 0012801-27.2015.8.08.0000, proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo)
XI - sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa;
XII - autorizar o vereador, em casos excepcionais, previstos regimentalmente, a residir fora do Município;
XIV - mudar temporariamente sua sede;
XV - apreciar e julgar os vetos na forma que estabelecer a Constituição Estadual e esta Lei Orgânica;
XVI - criar Comissões Parlamentares de Inquérito para a apuração de fato determinado que se inclua na competência da Câmara Municipal, mediante requerimento de pelo menos 1/3 (um terço) de seus membros;
XVII - elaborar leis, respeitada, no que couber, a iniciativa do Prefeito;
XVIII - proporcionar condições de participação das Associações representativas das Comunidades no planejamento Municipal;
XIX - facultar à iniciativa popular, a propositura de projetos de lei de interesse especifico do Município, da cidade ou de bairros, através de manifestações de pelo menos cinco por cento do eleitorado municipal;
XX - propor medidas que mantenham a cooperação técnica e financeira da União e do Estado nos programas de educação pré-escolar e de ensino fundamental no Município;
XXI - solicitar a intervenção no Município nos casos previstos nas constituições Federal e Estadual e nesta Lei;
XXII - conceder título de cidadão honorário ou qualquer outra honraria de homenagem a pessoas que reconhecidamente tenham prestado relevantes serviços ao Município, por aprovação da maioria simples;
XXIII - solicitar informações aos Secretários Municipais sobre matéria em tramitação ou sobre fatos sujeitos à fiscalização da Câmara à requerimento de Vereador, independente de votação em Plenário, devendo o Secretário respondê-las num prazo máximo de 30 (trinta) dias, sob pena de crime de responsabilidade;
XXIII - solicitar informações ao Prefeito e aos Secretários Municipais sobre matéria em tramitação ou sobre fatos sujeitos à fiscalização da Câmara à requerimento de Vereador, independente de votação em Plenário, devendo o Prefeito ou o Secretário, conforme o caso, respondê-las num prazo máximo de 30 (trinta) dias, sob pena de crime de responsabilidade; (Redação dada pela Emenda nº 19/2011)
(A expressão em efeito tachado foi declarada inconstitucional por meio da ADIN nº 0012801-27.2015.8.08.0000, proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo)
XXIV - manifestar-se sobre desmembramento, criação ou fusão de Municípios nos casos previstos nas Constituições Federal e Estadual e em lei específica;
XXV - julgar o Parecer do tribunal de Contas do Estado, sobre as contas do Prefeito, devendo a rejeição efetivar-se no mínimo por dois terços dos membros da Câmara Municipal;
XXVI - proceder à tomada de contas do Prefeito Municipal, quando não apresentadas à Câmara dentro do prazo de 60 (sessenta) dias, após a abertura da sessão legislativa;
XXVII - autorizar referendo e convocar plebiscito, na forma da lei;
XXVIII - conceder licença ao Prefeito, ao Vice-Prefeito e aos Vereadores para afastamento do cargo;
XXIX - decidir sobre a perda de mandato do Vereador, por voto secreto e maioria absoluta, nas hipóteses previstas nesta Lei Orgânica;
XXIX - decidir sobre a perda de mandato do Vereador, por voto favorável da maioria absoluta, nas hipóteses previstas nesta Lei Orgânica; (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica 23/2013)
§ 1º É fixado em 30 (trinta) dias, prorrogável por igual período, desde que solicitado e devidamente justificado, o prazo para que os responsáveis pelos órgãos da administração direta e indireta do Município prestem as informações e encaminhem os documentos requisitados pela Câmara Municipal na forma desta Lei Orgânica.
Art. 96 A fiscalização do Município será exercida pelo Poder Legislativo Municipal mediante controle externo, pelos sistemas de controle interno do Poder Executivo Municipal, na forma da lei.
§ 1º O controle externo da Câmara Municipal será exercido com o auxilio do Tribunal de Contas do Estado.
§ 3º As contas do Município ficarão, durante 60 (sessenta) dias, anualmente à disposição de qualquer contribuinte, para exame e apreciação, o qual poderá questionar-lhes a legitimidade, nos termos da Lei.
§ 4º A Câmara Municipal, nos termos do artigo 71, § 1º da Constituição Federal sustará contrato administrativo, solicitando, de imediato, ao Poder Executivo as medidas cabíveis.
Art. 97 Cabe a Câmara Municipal processar a julgar as contas da gestão anual do Prefeito, no prazo de 90 (noventa) dias a contar da data do recebimento do parecer prévio do Tribunal de Contas, ou de uma comissão com participação de organizações da sociedade civil, definida em Lei.
Parágrafo Único. Incorrerá em crime de responsabilidade o Prefeito que deixar de prestar contas anuais, até o dia 31 de março de cada ano, da administração financeira, do ano anterior, à Câmara Municipal.
Art. 98 A Câmara Municipal da Serra, só apreciará as contas do Executivo e Legislativo Municipais, após parecer do Tribunal de Contas do Estado e de posse dos processos porventura indicados irregulares.
Parágrafo Único. Será, obrigatoriamente, concedido prazo de 30 (trinta) dias, após notificação, para apresentação de defesa no processo de apreciação das contas pela Câmara Municipal.
Art. 99 Compete à Câmara, com a sanção de Prefeito:
I - zelar pela saúde, assistência pública, especialmente aos mais necessitados, a proteção e garantia das pessoas com deficiência;
II - proteger os documentos, obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural, os monumentos, as paisagens naturais, notáveis e os sítios arqueológicos do Município;
III - impedir a evasão, destruição e descaracterização de obras de arte e outros bens valores histórico, artístico e cultural do Município;
IV - a abertura de meios de acesso à cultura, à educação e à ciência;
V - a proteção ao meio ambiente e combate à poluição;
VI - incentivar a indústria e o comércio;
VII - promover a criação de distritos industriais;
VIII - fomentar programas de construção de moradias, melhorando as condições habitacionais e de saneamento básico;
IX - fomentar a produção agropecuária e a organização do abastecimento alimentar;
X - combater as causas da pobreza e os fatores de marginalização, com a promoção da integração social dos setores desfavorecidos;
XI - legislar sobre o registro, acompanhamento e fiscalização das concessões de pesquisa e exploração dos recursos hídricos e minerais em seu território;
XII - o estabelecimento e implantação da política de educação para a segurança do trânsito;
XIII - promover a cooperação com a União e Estado tendo em vista o equilíbrio do desenvolvimento e do bem estar, atendias as normas fixadas em lei complementar;
XIV - legislar sobre assuntos de interesse local;
XV - deliberar sobre: o orçamento anual, o plano plurianual, os orçamentos plurianuais e os programas financeiros, tendo em vista os preceitos da Constituição Federal e as normas de direito financeiro;
XVI - deliberar sobre a lei de diretrizes orçamentárias, bem como autorizar a abertura de créditos suplementares e especiais;
XVII - dispor sobre dívida pública e autorizar as operações de crédito de acordo com as normas gerais de Direito Financeiro, bem como deliberar sobre a forma de pagamento;
XIX - aprovar a criação de cargos, empregos e funções, fixar-lhes os vencimentos, e a forma de provimento previsto na Constituição Federal;
XX - mudar temporariamente ou definitivamente a sede da Administração Municipal;
XXI - autorizar a alienação, cessão, arrendamento ou doação de bens imóveis, nos termos da Lei;
XXII - legislar sobre tributos Municipais, bem como autorizar anistias fiscais e a remissão de dívidas;
XXIII - autorizar concessões de isenções fiscais, bem como fixar incentivos fiscais e outros observados dos preceitos constitucionais;
XXIV - autorizar a aquisição de bens imóveis, e o recebimento de doações, salvo quando estas forem feitas sem encargos ou cláusulas condicionais;
XXV - autorizar a concessão e permissão de serviços públicos;
XXVI - autorizar a concessão de direito real de uso de bens municipais;
XXVII - criar, organizar e suprimir distritos, observada a legislação estadual;
XXVIII - dispor sobre o regime jurídico dos servidores municipais, observados os preceitos das Constituições Estadual e Federal;
XXIX - deliberar sobre as normas de política administrativa quanto as matérias de competência do Município;
XXX - aprovar a organização e a estrutura básica dos serviços municipais, tendo em vista os preceitos constitucionais e os princípios estabelecidos nesta Lei;
XXXI - aprovar o agrupamento do Município, para solução global de problema de sua região, no sentido de que, reunidos em consórcio, possam criar entidades intermu8nicipais de acordo com o prescrito em Lei;
XXXII - autorizar para a plena execução do disposto no inciso anterior, a criação de autarquia, empresas públicas, sociedade de economia mista, fundações ou comissões diretoras públicas, sociedade de economia mista, fundações ou comissões diretoras despersonalizadas;
XXXIII - autorizar a organização da guarda municipal e instituir quadro de voluntários para combate a incêndio e, sempre que possível, realizar convênio com o Estado sobre tais serviços;
XXXIV - autorizar a alteração de denominação de imóveis, vias e logradouros públicos;
XXXV - delimitar o perímetro urbano do municipal e as suas vias, observadas a Legislação Federal e os princípios desta Lei;
XXXVI - fixar as diretrizes gerais para a política de desenvolvimento urbano a ser executada pelo Município, com a finalidade de ordenar o plano desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem estar dos seus habitantes;
XXXVII - aprovar o plano urbano diretor do Município, como instrumento básico da política de desenvolvimento e expansão urbana;
XXXVIII - dar denominação a imóveis, vias e logradouros públicos;
XXXIX - promover, no que couber, adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle do parcelamento e da ocupação do solo urbano;
XL - dispor sobre convênios firmados pelo Município.
Inciso incluído pela Emenda nº 18, de 14 de julho de 2010
Art. 100 Compete a Câmara Municipal com a sanção do Prefeito:
I - dispor sobre o convênio entre o Município e entidades para-municipais, de economia mista, autarquias e concessionárias de serviços públicos.
Art. 101 No dia primeiro de Janeiro do primeiro ano de cada legislatura, a Câmara Municipal reunir-se-á cm sessão solene preparatória para a posse dos seus membros.
§ 1º Sob a presidência do vereador mais votado dentre os presentes, os demais Vereadores prestarão compromisso e tomarão posse, cabendo ao Presidente prestar o seguinte compromisso:
“Prometo cumprir a Constituição Federal, a Constituição do Estado e a Lei Orgânica Municipal, observar as Leis, desempenhar com seriedade e lealdade o mandato que me foi confiado e trabalhar pelo progresso do Município, bem estar do povo e zelar pela preservação das liberdades democráticas”.
§ 2º Prestado o compromisso pelo Presidente, o Secretário que foi designado para esse fim, fará a chamada nominal de cada Vereador, que declarará: “Assim prometo”
§ 3º O Vereador que não tomar posse na sessão prevista neste artigo dever fazê-lo no prazo de 15 (quinze) dias, salvo motivo justo aceito pela Câmara Municipal.
§ 4º No ato da posse, os Vereadores deverão desencompatibilizar-se e fazer declaração de seus bens e também do término do mandato, sendo ambas declarações transcritas em livro próprio e resumidas em ata.
Seção alterada pela Emenda nº 18, de 14 de julho de 2010
Art. 102 O subsídio dos Vereadores será fixado pela Câmara Municipal no último ano da legislatura, antes da realização das eleições municipais, para vigorar na legislatura seguinte, observados os preceitos constitucionais.
§ 1º Fica assegurada aos Vereadores a revisão geral anual da sua remuneração na forma prescrita pela Constituição Federal e pela legislação municipal.
§ 2º O subsídio do Vereador será fixado em parcela única correspondente a, no máximo, 60% (sessenta por cento) do subsídio do Deputado Estadual.
§ 3º O subsídio do Vereador não poderá ser inferior a 40% (quarenta por cento) do subsídio do Deputado Estadual.
§ 3° - O subsídio do Vereador não poderá ser inferior a 35% (trinta e cinco por cento) do subsídio do Deputado Estadual. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 29/2016)
Art. 103 A remuneração do Prefeito, Vice-Prefeito e Vereadores, será corrigida mensalmente de acordo com o índice oficial que serve de base para a correção salarial.
Art. 104 Na mesma data de fixação da remuneração, serão estabelecidos valores da verba de representação do Prefeito Municipal, do Vice-Prefeito e do Presidente da Câmara.
§ 1º O valor da verba de representação do Prefeito Municipal não poderá exceder a um terço de sua remuneração.
§ 2º O valor da verba de representação do Presidente da Câmara, não poderá exceder a um terço de sua remuneração.
Art. 105 A remuneração dos Vereadores, a partir da vigência desta Lei, será dividida em parte fixa, parte variável e encargos gerais diversos.
§ 1º A parte variável fica limitada a 50% da parte fixa, correspondendo a 4 (quatro) sessões extraordinárias mensais.
§ 2º A verba destinada a encargos gerais diversos, fica limitada a 80% da parte fixa.
Art. 106 A título de ajuda de custo, no início e no término de cada Sessão Legislativa, o vereador receberá 50% (cinqüenta por cento) de sua remuneração mensal, a partir da vigência desta Lei.
Art. 107 Será concedido mensalmente a cada vereador, mediante requerimento, auxílio saúde/previdência, equivalente a 80% (oitenta por cento) da importância retida mensalmente de sua remuneração a título de imposto de renda.
Parágrafo Único. Os recursos orçamentários e financeiros necessários, advirão da receita oriunda da retenção de imposto de renda na fonte, pela Câmara Municipal da Serra, devendo seu repasse ser efetuado até 72 (setenta e duas) horas após seu recolhimento aos cofres da municipalidade.
Art. 108 As sessõ9es extraordinárias serão remuneradas desde que observado o limite do valor da remuneração do Prefeito Municipal, ex-vido que dispõe o artigo 29, V, combinado com o artigo 37, XI da Constituição Federal.
Artigo revogado pela Emenda nº 14 de 25 de outubro de 2006
Art. 109 A não fixação do subsídio dos Vereadores até a data prevista nesta Lei Orgânica, implicará na suspensão do pagamento do subsídio dos Vereadores pelo restante do mandato.
Art. 110 As viúvas de ex-Vereadores, ex-Prefeitos e ex-vice-prefeitos, que tenham filhos menores de 18 (dezoito anos) ou filhos doentes (excepcionais), receberão 5 (cinco) salários mínimos de maior referência nacional.
Da Mesa e suas Atribuições
Art. 111 Imediatamente depois da posse, os Vereadores, reunir-se-ão sob a presidência do mais votado dentre os presentes e, havendo a maioria absoluta dos Membros da Câmara, elegerão os componentes da Mesa, que ficarão automaticamente empossados.
Art. 112 A Mesa será composta de, no mínimo, 03 (três) Vereadores, sendo um deles o Presidente.
§ 1º Caberá ao regimento Interno da Câmara Municipal, dispor sobre a composição da Mesa, e, subsidiariamente, sobre sua eleição.
§ 2º Qualquer componente da Mesa poderá ser destituído pelo voto de 2/3 (dois terços) dos Membros da Câmara Municipal, quando faltoso, omisso ou ineficiente no desempenho de suas atribuições, devendo o Regimento Interno dispor sobre a forma e o respectivo processo, bem como sobre a substituição do membro que for destituído.
Art. 113 O mandato da Mesa será de 02 (dois) anos, permitida a reeleição de seus membros para o mesmo cargo no período subseqüente.
Artigo alterado pela Emenda nº 08, de 25 de março de 1998
Art. 114 À Mesa, dentre outras atribuições, compete:
I - propor projetos de lei ou de resolução que criem, transformem ou extingam cargos ou funções dos serviços da Câmara e fixem os respectivos vencimentos;
II - elaborar e expedir, mediante ato, a discriminação analítica das dotações Orçamentárias da Câmara, bem como alterá-las quando necessário;
III - apresentar Projetos de Lei, dispondo sobre abertura de créditos suplementares ou especiais, através de anulação parcial ou total de dotação da Câmara;
IV - suplementar, mediante ato, as dotações do Orçamento da Câmara, observado o limite da autorização constante da Lei Orçamentária, desde que os recursos para a sua cobertura sejam provenientes da anulação total ou parcial.
VI - enviar ao Tribunal de Contas do Estado, até o dia 31 de março de cada ano, as contas do exercício anterior.
VI - enviar ao Tribunal de Contas do Estado, até o dia 30 de abril de cada ano, as contas do exercício anterior.(Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 31/2017)
Art. 115 Ao Presidente da Câmara, dentre outras atribuições compete:
I - representar a Câmara, em juízo e fora dele;
Inciso revogado pela Emenda nº 18, de 14 de julho de 2010
III - fazer cumprir o Regimento Interno, sujeitando a sua interpretação à manifestação da maioria;
V - fazer publicar os atos da Mesa, bem como as resoluções, Decretos Legislativos e as Leis por ela promulgados;
VI - declarar extinto o mandado do Prefeito, Vice-Prefeito e Vereadores, nos casos previstos em Lei;
VIII - apresentar ao Plenário, até o dia 20 (vinte) de casa mês, o balancete relativo aos recursos recebidos e às despesas do mês anterior;
X - exercer, em substituição, a Chefia do Executivo Municipal nos casos previstos em Lei;
XI - mandar expedir certidões requeridas para defesa de direitos e esclarecimentos de situações;
XII - representar sobre inconstitucionalidade de Lei ou ato Municipal;
XIII - solicitar a intervenção do Município, nos casos admitidos pela Constituição do Estado;
XIV - manter a ordem no recinto da Câmara, podendo solicitar força necessária para esse fim;
XV - dar provimento aos cargos e funções do Quadro de Pessoal da Secretaria da Câmara Municipal, bem com exonerar e demitir os seus ocupantes.
XVI - apresentar ao Plenário, para análise e deliberação dos TAC’s - termos de ajuste de conduta submetidos a Câmara Municipal da Serra. (Incluído pela Emenda à Lei Orgânica nº 26/2014)
Art. 116 O Presidente da Câmara Municipal, ou quem o substituir, somente manifestará o seu voto nas seguintes Hipóteses:
II - quando a matéria exigir, para a sua aprovação o voto favorável de dois terços;
Art. 117 Ao Vice-Presidente compete, além das atribuições contidas no Regimento Interno, as seguintes:
III - promulgar e fazer publicar, obrigatoriamente as Leis, quando o Prefeito Municipal e o Presidente da Câmara, sucessivamente, tenham deixado de fazê-lo, sob pena de perda do mandado de Membro da Mesa.
Art. 118 Ao Secretario compete, além das atribuições contidas no Regimento Interno, as seguintes;
I - redigir a ata das sessões secretas;
IV - registrar, em livro próprio, os procedentes firmados na aplicação do Regimento Interno;
Art. 119 Os Vereadores não poderão:
a) firmar ou manter contrato com a pessoa jurídica de direito público, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público, salvo quando o contrato obedecer a cláusula uniformes;
b) aceitar ou exercer cargos, função no emprego remunerado inclusive os de que seja demissível “ad nutum” nas entidades constantes da alínea anterior;
a) ser proprietário “controlador” ou diretor de empresa que goze de favor decorrente de contrato de pessoa jurídica de direito público, ou nela exercer função remunerada;
b) ocupar cargo ou função de que seja demissível “ad nutum” nas entidades referidas na alínea “a” do inciso I;
c) patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a alínea “a” do inciso I deste artigo;
Alínea alterada pela Emenda nº 18, de 14 de julho de 2010
Art. 120 Os Vereadores são invioláveis por suas opiniões, palavras e votos no exercício do mandato e na circunscrição do Município.
Art. 121 Perderá o mandado o vereador que:
I - infringir quaisquer das proibições de que trata esta lei;
II - sofrer condenação criminal em sentença transmitida em julgado;
III - utilizar o mandato para prática de atos de corrupção ou improbidade administrativa;
IV - quando o decretar a Justiça Eleitoral, nos casos previstos nas Constituições Federal e Estadual;
V - cujo o procedimento for declarado incompatível com o decoro da vereança ou atentatório às instituições vigentes;
VI - que fixar residências fora do Município, sem autorização expressa do Plenário, em casos excepcionais;
VII - deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, à terça parte das sessões ordinárias realizadas, salvo licença ou missão autorizada;
VIII - que perder ou tiver suspensos os direitos políticos;
§ 1º Além de outros casos definidos nesta Lei Orgânica, considerar-se-á incompatível com o decoro parlamentar o abuso das prerrogativas asseguradas ao Vereador, ou a percepção, no exercício do mandato, de vantagens ilícitas ou imorais.
§ 2º Nos casos dos itens I, II, III, e IV, a perda do mandato será declarada pela Câmara, mediante provocação de qualquer dos seus membros, da respectiva mesa ou Partido Político.
§ 3º No caso do item V e VI, a perda do mandado poderá ocorrer por provocação de qualquer dos Vereadores, de Partido Político ou do primeiro suplente do Partido, e será declarada pela Mesa da Câmara, assegurada plena defesa e podendo a decisão ser objeto de apreciação judicial;
§ 4º Se ocorrerem os casos previstos dos itens IV e VII, a perda será automática e declarada pela Mesa;
Art. 122 A renúncia do Vereador far-se-á por documento, com firma reconhecida, dirigida à Presidência da Câmara.
Art. 123 Em caso de vaga, não havendo suplente, o Presidente comunicará o fato, dentro de quarenta e oito horas, ao Tribunal Regional Eleitoral.
Art. 124 No ato da posse e ao término do mandato, o Vereador deverá fazer declaração de bens.
Art. 125 Aos que por força de ato inconstitucionais tenham exercido gratuitamente mandado eletivo de Vereador, serão computados, para efeito de aposentadoria no serviço público e previdência social os respectivos períodos.
Art. 126 São condições de elegibilidade, na forma da Lei:
a) vinte e um anos para prefeito e vice-prefeito;
Alínea revogada pela Emenda nº 18, de 14 de julho de 2010
Art. 127 O Vereador presente à sessão poderá escusar-se de votar, salvo quando tratar-se de matéria em que esteja impedido de fazê-lo.
Parágrafo Único. será nula a votação em que o vereador vote sobre matéria de interesse particular seu, ou de seu cônjuge, ou de pessoa de que seja parente consangüíneo ou afim até o terceiro grau.
Art. 128 Não perderá o mandato o Vereador:
I - investido em cargo de Secretário Municipal;
II - licenciado pela Câmara por motivo de doença, ou para tratar sem remuneração, de interesse particular, desde que neste caso o afastamento não ultrapasse cento e vinte dias por sessão legislativa.
III - investido em cargo de Secretário ou Subsecretário Estadual;
§ 1º O suplente será convocado nos casos de vaga de investidura em funções prevista no inciso I, ou de licença superior a cento e vinte dias.
§ 2º Ocorrendo vaga e não havendo suplente, far-se-á eleição para preenchê-la se faltarem mais de 15 (quinze) meses para término do mandato.
§ 3º Na hipótese do inciso I, o Vereador poderá optar pela remuneração de seu mandato.
Parágrafo alterado pela Emenda nº 16 de 11 de junho de 2007.
§ 4º Investido em Cargo de Secretário/Sub-Secretário Estadual.
Parágrafo incluído pela Emenda nº 16 de 11 de junho de 2007.
Art. 129 Câmara Municipal reunir-se-á em Sessões Ordinárias, Extraordinárias e Solenes e, no recesso em Sessões Legislativas Extraordinárias na forma que dispuser seu Regimento Interno, cuja remuneração será efetivada conforme o estabelecido nesta Lei Orgânica e na Legislação específica.
Art. 130 As votações nas Sessões da Câmara serão preferencialmente simbólicas podendo ser secretas ou nominais na forma que especificar o seu Regimento em casos especiais.
Art. 131 A Câmara Municipal da Serra reunir-se-á, anualmente, de 02 de fevereiro a 17 de julho e de 1º de agosto a 22 de dezembro.
Artigo alterado pela Emenda nº 14 de 25 de outubro de 2006
§ 1º As reuniões fixadas para os dias 02 de fevereiro e 1º de agosto serão transferidas para o 1º (primeiro) dia útil subsequente, quando recaírem em sábado, domingo e feriado.
Art. 132 As sessões da Câmara deverão ser realizadas em recinto destinado ao seu funcionamento, considerando-se nulas as que se realizarem fora dele.
§ 1º Comprovada a impossibilidade de acesso àquele recinto, ou outra causa que começa a sua utilização, poderão ser realizadas sessões em outro local, por decisão do Presidente da Câmara.
§ 2º As sessões solenes poderão ser realizadas fora do recinto da Câmara, mediante prévia decisão do Plenário.
Art. 133 As Sessões da Câmara serão públicas salvo deliberação em Contrário, tomada pela maioria de dois terços de seus membros, quando ocorrer motivo relevante de preservação do decoro parlamentar.
Art. 134 As Sessões só poderão ser abertas com a presença de, no mínimo, um terço dos membros da Câmara.
Parágrafo Único. Considerar-se-á presente à Sessão, o Vereador que assinar o livro de presença até o inicio da Ordem do Dia e participar dos trabalhos do Plenário e das votações.
Art. 135 A Câmara poderá reunir-se extraordinariamente, convocada pelo Prefeito, pelo Presidente ou pela maioria absoluta de seus membros, em período legislativo extraordinário, no período do recesso parlamentar, quando houver matérias de interesse público relevante e urgente a deliberar.
§ 1º A convocação extraordinária da Câmara Municipal, far-se-á:
I - pelo Presidente da Câmara para o compromisso de posse do Prefeito e o do Vice-Prefeito;
a) pelo Presidente da Câmara;
b) pelo Prefeito;
§ 2º Em todas as hipóteses previstas neste artigo a convocação dar-se-á com a aprovação da maioria absoluta da Câmara.
§ 3º Na sessão legislativa extraordinária a Câmara somente deliberará sobre matéria para a qual foi convocada.
Art. 136 A Câmara Municipal terá Comissões Permanentes e Temporárias constituídas na forma e com as atribuições previstas no seu Regimento Interno ou no ato de que resultar sua criação.
§ 1º De acordo com o estabelecido no Regimento Interno, mediante Resoluções da Câmara, poderão ser criadas:
I - Comissões Parlamentares;
II - Comissões Especiais.
§ 2º As Comissões de Inquérito, sobre fato determinado e objetivo que se inclua na competência do Município, serão constituídas a requerimento de pelo menos de 1/3 dos seus membros, com a aprovação do plenário, presente a maioria absoluta, com poderes de investigações próprios das autoridades judiciais;
§ 3º Não poderão ser constituídas Comissões Especiais de Inquérito enquanto 03 (três) delas estiverem em funcionamento;
§ 4º Na composição das Comissões Permanentes, Especiais e de Inquérito, assegurar-se-á, tanto quanto possível, a representação proporcional dos Partidos participantes da Câmara;
§ 5º As Comissões Especiais e de Inquérito funcionarão na sede da Câmara Municipal, não sendo permitidos indenizações para despesas de viagem de seus membros.
§ 6º As Comissões Especiais têm por finalidade tratar de assunto pré-determinados serão constituídas por proposta da Mesa ou a requerimento de, no mínimo 1/3 dos membros da Câmara, com a aprovação do Plenário, presente a maioria absoluta, desde que, no requerimento, conste seu objetivo, o número de seus membros e o prazo de sua duração.
Art. 136-A - Às Comissões, em razão da matéria de sua competência, cabe:
Artigo incluído pela Emenda nº 18, de 14 de julho de 2010
I - discutir e votar projeto de lei que dispensar, na forma do Regimento Interno, a competência do Plenário, salvo se houver recurso de 1/3 (um terço) dos membros da Câmara Municipal;
III - convocar Secretários Municipais para prestarem informações sobre assuntos inerentes às suas atribuições;
V - solicitar informações de qualquer autoridade ou cidadão;
VI - apreciar programas de obras e planos municipais de desenvolvimento e sobre eles emitir parecer;
VII - acompanhar a execução orçamentária.
Art. 136-B - As Comissões Parlamentares de Inquérito, que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos no Regimento Interno, serão criadas pela Câmara Municipal, mediante requerimento de 1/3 (um terço) dos Vereadores que compõem a Câmara, para apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério Público para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores.”
Art. 136-C - Na constituição da Mesa Diretora e de cada Comissão é assegurada, tanto quanto possível, a representação proporcional dos partidos ou de blocos parlamentares que participem da Câmara.
Art. 137 Às Comissões em razão da matéria de sua competência cabe:
II - convocar Secretários do Município para prestar informações sobre assuntos inerentes a suas atribuições;
V - apreciar programas de obras, planos Municipais setoriais de desenvolvimento e sobre eles emitir parecer;
VI - acompanhar a execução orçamentária.
Art. 138 As Comissões Parlamentares de Inquérito criadas pela Câmara Municipal, por maioria absoluta de sues membros, terão os seus poderes e procedimentos previstos no parágrafo terceiro do artigo 58 da Constituição Federal.
Art. 139 A aprovação da matéria em discussão, salvo as exceções prevista nos parágrafos seguintes, dependerá do voto favorável da maioria simples dos membros da Câmara.
§ 1º Dependerão do voto favorável da maioria absoluta dos membros da Câmara e as alterações das seguintes matérias:
I - Código Tributário do Município
III - direitos e vantagens dos servidores municipais;
V - criação de cargos e aumento de vencimentos de servidores;
VI - fixação do subsídio do Prefeito e do Vice-Prefeito;
VII - operações de crédito e da dívida ativa;
VIII - rejeição de veto.
IX - apresentação da proposta se emenda à Lei Orgânica Municipal.
X - firmar termos de ajuste de conduta - TAC’s. (Incluído pela Emenda à Lei Orgânica nº 26/2014)
§ 2º Dependerão de voto favorável de dois terços dos membros da Câmara:
a) aprovação e alteração do Plano Diretor Municipal, inclusive as normas relativas a zoneamento urbano e controle dos loteamentos;
II - rejeição de parecer prévio do Tribunal de Contas;
III - rejeição do veto;
IV - isenção fiscal;
V - perda do mandato do Prefeito ou Vice-Prefeito;
VI - convocação de Diretor de Departamento Municipal ou de cargo equivalente;
VII - obtenção de moratória e remissão de dívida.
VIII - perda do mandado de Vereador, Prefeito ou de Vice-Prefeito;
IX - convocação de Diretor de Departamento Municipal ou de cargo equivalente;
X - obtenção de moratória e remissão de divida;
§ 3º Entende-se por maioria absoluta nos termos desta Lei Orgânica, metade da totalidade da Câmara, mais a fração para completar o número inteiro.
§ 4º Entende-se por maioria absoluta, nos termos desta Lei, metade da totalidade da Câmara, mais a fração para completar o número inteiro.
§ 5º O Vereador que tiver interesse pessoal na deliberação não podendo votar, sob pena de nulidade da votação.
§ 6º Nas deliberações da Câmara o voto será sempre público, salvo os casos em que a Lei dispuser em contrário.
Art. 140 O Vereador poderá licenciar-se somente:
II - para desempenhar missões temporais de caráter cultural ou de interesse do Município;
III - para exercer funções de Secretário Municipal ou cargo equivalente do Município.
Parágrafo Único. Para fins de remuneração, considerar-se-á como em exercício o Vereador licenciado nos termos dos incisos I e II deste artigo, e quando couber, no caso do item III.
Art. 141 Dar-se-á convocação de suplente, no caso de vaga, de investidura em cargo a que se refere esta Lei e, em caso de licença, por prazo determinado, legalmente concedida, quando não remunerada o mandato.
§ 1º O suplente convocado deverá tomar posse, dentro do prazo de quinze dias, salvo motivo justo, aceito pela Câmara, assinando-se-lhe, neste caso, novo prazo.
§ 2º Em caso de vaga, não havendo suplente, o presidente comunicará o fato, dentro de quarenta e oito horas, no Tribunal Eleitoral.
Art. 142 O processo legislativo compreende a elaboração de:
Parágrafo Único. São ainda objeto de deliberação da Câmara Municipal, na forma do Regimento Interno:
II - a indicação;
III - o projeto indicativo. (Incluído pela Emenda nº 19/2011)
Art. 143 A iniciativa das leis compete a qualquer Vereador ou Comissão da Câmara Municipal, ao Prefeito Municipal, e aos cidadãos na forma e nos casos previstos nesta Lei Orgânica.
Parágrafo Único. São de iniciativa privativa do Prefeito as leis que disponham sobre:
III - servidores públicos do Poder Executivo, seu regime jurídico, provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria de civis, reforma e transferência de militares para a inatividade;
III - servidores públicos do Poder Executivo, seu regime jurídico, provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria; (Redação dada pela Emenda nº 19/2011)
IV - organização da Procuradoria Geral do Município;
V - criação, estruturação e atribuições das Secretarias Municipais e órgãos do Poder Executivo.
Art. 143-A - Não será admitido aumento da despesa prevista:
I - nos projetos de iniciativa exclusiva do Prefeito, ressalvado o disposto no artigo 151, §§ 2º e 3º;
Art. 143-B - O Prefeito Municipal poderá solicitar urgência para apreciação de projetos de sua iniciativa.
§ 1º Se, no caso de urgência, a Câmara Municipal não se manifestar em até 45 (quarenta e cinco) dias sobre a proposição, esta deverá ser incluída na ordem do dia, sobrestando-se a deliberação dos demais assuntos, para que se ultime a votação.
§ 2º O prazo estabelecido no § 1º não corre nos períodos de recesso nem se aplica aos projetos de lei complementar.
Art. 144 O projeto aprovado será enviado à sanção ou promulgação.
Parágrafo Único. As matérias que constarem dos projetos de lei, rejeitados ou não sancionados não poderão constituir objeto de deliberação na mesma seção legislativa, salvo por proposta da maioria absoluta dos membros da Câmara Municipal.
Art. 145 Concluída a votação de um projeto, a Câmara Municipal o enviará ao Prefeito que, aquiescendo, o sancionará.
§ 1º Decorrido o prazo de 15 (quinze) dias úteis, o silêncio do Prefeito importará sanção. (Redação dada pela Emenda nº 19/2011)
§ 2º Se o Prefeito considerar o projeto, no todo ou em parte, inconstitucional ou contrário ao interesse público, veta-lo-á, total ou parcialmente, no prazo de 15 (quinze) dias úteis, contados da data do recebimento, e comunicará, dentro de 48 (quarenta e oito) horas, ao Presidente da Câmara os motivos do veto.
§ 3º O veto parcial deverá abranger texto integral de artigo, de parágrafo, de inciso, de alínea ou de item.
§ 4º O veto será apreciado pela Câmara dentro de 30 (trinta) dias a contar do seu recebimento, só podendo ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos Vereadores.
§ 6º Esgotado, sem deliberação, o prazo estabelecido no § 4º, o veto será colocado na ordem do dia da sessão imediata, sobrestadas as demais proposições até sua votação final.
§ 7º Se a lei não for promulgada dentro de quarenta e oito horas pelo Prefeito, nos casos dos §§ 1º e 5º, o Presidente da Câmara a promulgará; se este não o fizer em igual prazo, caberá ao Vice-Presidente fazê-lo.
Art. 145-A - A matéria constante do projeto de lei rejeitado somente poderá constituir objeto de novo projeto, na mesma sessão legislativa, mediante proposta da maioria absoluta dos membros da Câmara Municipal.
Art. 146 A iniciativa das leis cabe a qualquer vereador, ou Comissionado da Câmara Municipal, ao Prefeito Municipal e aos cidadãos, na forma e nos casos previstos nesta Lei Orgânica.
Art. 147 O Prefeito Municipal poderá solicitar urgência para apreciação de projetos de lei de sua iniciativa.
§ 1º Se no caso deste artigo a Câmara Municipal não se manifestar até quarenta e cinco dias sobre a proposição será esta incluída obrigatoriamente na Ordem do Dia, sobrestando-se a deliberação quanto aos demais assuntos, para que se ultime a votação.
§ 2º O prazo referido no parágrafo anterior não corre nos períodos de recesso da Câmara Municipal, nem se aplicam aos projetos que se refiram a Códigos.
Art. 148 A Lei Orgânica Municipal poderá ser emendada mediante proposta:
II - de 1/3 (um terço), no mínimo, dos membros da Câmara Municipal.
§ 1º A emenda da Lei Orgânica do Município será promulgada pela Mesa da Câmara Municipal com respectivo número de ordem.
§ 2º A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa.
§ 3º A emenda à Lei Orgânica deverá ser aprovada por 2/3 (dois terços) dos membros da Câmara Municipal.
Art. 149 Não será admitido aumento de despesa prevista:
I - nos projetos de iniciativa exclusiva do Prefeito, ressalvando o que dispõe o artigo 164, §§ 1º, 2º e 3º desta Lei Orgânica;
II - nos projetos sobre organização dos serviços administrativos da Câmara Municipal e da Prefeitura.
Art. 150 Compete ao Município instituir os seguintes tributos:
II - taxas, em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos de sua atribuição, específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou posto à sua disposição;
IV - contribuições para fiscais.
§ 2º As taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos, e todo o produto da arrecadação das mesmas será alocado ao órgão responsável pelo respectivo poder de policia ou pela prestação de serviços públicos que fundamentem a cobrança.
Art. 151 O Município poderá instituir contribuição, cobrada de seus servidores para custeio, em beneficio destes, de sistemas de previdência e assistência social.
Art. 152 Será obrigatória a cobrança de contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas nos locais onde forem realizados os investimentos, quando a capacidade sócio-econômico do contribuinte permitir.
§ 1º A contribuição de melhoria não ultrapassará a 50% do valor global dos investimentos.
§ 2º Sempre que possível a contribuição de melhoria será graduada segundo a capacidade econômica dos contribuintes da localidade.
§ 3º O Poder Executivo lançará a contribuição de melhoria, após a efetiva realização do investimento e cobrará no mínimo em 10 parcelas mensais.
Art. 153 Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado ao Município:
II - instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente, proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida independentemente da denominação jurídica dos rendimentos, títulos e direitos;
c) antes de decorridos 90 (noventa) dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou, observado o disposto na alínea “b”;
Alínea incluído pela Emenda nº 18, de 14 de julho de 2010
V - estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou bens por meio de tributos intermunicipais ou quaisquer outros, ressalvada a cobrança de pedágios pela utilização de vias conservadas pelo Poder Público;
a) patrimônio, renda ou serviços de outros Municípios, Estado e da União;
d) livros, jornais, periódicos e o papel destinado à impressão;
b) obtenção de certidão especificamente para fins de defesa e esclarecimentos de situações de interesse pessoal;
§ 1º A vedação expressa no inciso VI, a, deste artigo, é extensiva às autarquias e às fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público no que se refere ao patrimônio, à renda e aos serviços vinculados às suas finalidades essenciais ou à delas decorrentes.
§ 2º O disposto no inciso VI, a, deste artigo e no parágrafo anterior, não se aplica a exploração de atividades econômicas regidas pelas normas aplicáveis a empreendimentos privados, ou em que haja contraprestação ou pagamento de preços ou tarifa pelo usuário, nem exonera o promitente comprador da obrigação de pagar o imposto relativamente ao bem imóvel.
§ 3º As vedações expressas no inciso VI, b e c, deste artigo compreendem somente o patrimônio, a renda e os serviços relacionados com as finalidades essenciais das entidades nelas mencionadas.
§ 4º A concessão de anistia ou remissão que envolva matéria tributária ou providenciaria só poderá ser concedida através de lei especifica municipal.
Art. 154 Compete ao Município instituir impostos sobre:
II - transmissão intervivos, a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou acessão física, e de direito reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos à sua aquisição;
III - serviços de qualquer natureza não compreendidos no artigo 155, II da Constituição Federal, definidos em lei complementar federal;
IV - serviços de qualquer natureza não compreendidos na incidência do Imposto sobre circulação de Mercadorias e Serviços, definidos em lei.
§ 1º O imposto de que trata o inciso I, deste artigo, poderá ser progressivo, regulamentada por lei municipal, de forma a assegurar o cumprimento da função social da propriedade.
§ 2º O imposto de que trata o inciso II, deste artigo, não incide sobre a transmissão de bens ou direitos incorporados ao patrimônio de pessoas jurídicas em realização de capital, nem sobre a transmissão de bens ou direitos decorrentes de fusão, incorporação, cisão ou extinção de pessoa jurídica, salvo se nesses casos, a atividade preponderante do adquirente for o comércio desses bens ou direitos, locação de bens imóveis ou arrendamento mercantil.
§ 3º Ao Município caberá, na forma da lei complementar federal:
Art. 155 Estão isentos do imposto predial e territorial os ex- combatentes da Segunda Guerra Mundial, Integrantes da Força do Exército, da Força Expedicionária Brasileira, da Força Aérea Brasileira, da Marinha de Guerra e da Marinha Mercante.
Art. 156 Pertencem ao Município:
I - o produto da arrecadação do imposto da União sobre a renda e proventos de qualquer natureza, incidente na fonte, sobre rendimentos pagos, a qualquer título, por eles, suas autarquias e pelas fundações que instituíram e mantiveram;
II - cinqüenta por cento do produto da arrecadação do imposto estadual sobre a propriedade de veículos automotores licenciados em seu território;
III - 50% (cinquenta por cento) do produto da arrecadação do imposto da União sobre a propriedade territorial rural, relativamente aos imóveis nele situados, cabendo a totalidade na hipótese da opção a que se refere o artigo 153, § 4º, III da Constituição Federal;
IV - vinte e cinco por do produto da arrecadação do imposto estadual sobre as operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestação de serviços de transportes interestadual e intermunicipal e de comunicação;
V - as demais transferências previstas na Constituição Federal;
VI - setenta por cento da arrecadação, conforme a origem do imposto que se refere o art. 153, parágrafo 5º, II, da Constituição Federal;
VII - vinte e cinco por cento dos recursos recebidos pelo Estado, nos termos do art. 142, VII da Constituição Estadual e art. 159, parágrafo 3º, da Constituição Federal
Parágrafo Único. As parcelas de receita pertencentes aos Municípios, mencionadas no inciso IV, serão creditadas conforme o seguinte critério:
a) três quartos, no mínimo, na proporção do valor adicionado nas operações relativas à circulação de mercadorias e nas prestações de serviços realizadas em seus territórios;
b) até um quarto, de acordo com o que dispuser a lei complementar estadual.
Art. 157 A definição do valor adicionado, para os efeitos do artigo anterior, parágrafo único, a, obedecerá aos critérios fixados em lei complementar federal.
Art. 158 O Município divulgará e publicará, até o último dia do mês subsequente ao da arrecadação, o montante de cada tributo arrecadado, bem como os recursos recebidos.
Art. 159 O Poder Público Municipal, no prazo de cento e oitenta dias após o encerramento do exercício financeiro, dará publicidade às seguintes informações:
II - isenção ou reduções de impostos incidentes sobre bens e serviços.
Art. 160 Para obter ressarcimento da prestação de serviços de natureza comercial ou industrial, ou de sua atuação na organização e exploração de atividades econômicas, bem como a título de contraprestação da exploração de seu patrimônio o Município poderá cobrar preços públicos.
Parágrafo Único. Os preços devidos pela utilização de bens e serviços municipais deverão ser fixados de modo a cobrir os custos dos respectivos serviços e serão reajustados quando tornarem-se deficitários.
Art. 161 Lei Municipal estabelecerá outros critérios para a fixação de preços públicos.
Art. 162 O Planejamento público, expressão físico-financeira da ação governamental, será entendido não só como um conjunto de decisões, devidamente integradas, sobre alocação de recursos, mas, sobretudo, como um instrumento que expresse, o conjunto de ações a serem desenvolvidas, setorial e espacialmente, na busca constante de se alcançar maiores níveis de eficiência e eficácia dos atos governamentais.
Art. 163 Leis de iniciativas do Poder Executivo Municipal estabelecerão:
§ 1º A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da administração pública direta e indireta, para despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada.
§ 2º A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração pública, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subsequente, orientará a elaboração da lei orçamentária anual e disporá sobre as alterações na legislação tributária.
II - o orçamento de investimento das empresas em que o Município, direta ou indiretamente, detenha maioria do capital social com direito a voto.
§ 4º A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei.
Art. 164 Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados pela Câmara Municipal, na forma do Regimento Interno.
§ 1º Caberá à Comissão específica definida pelo Regimento Interno da Câmara Municipal:
II - examinar e emitir parecer sobre os planos e programas previstos nesta Lei Orgânica e exercer o acompanhamento e a fiscalização orçamentária, sem prejuízo da atuação das demais comissões da Câmara Municipal.
§ 2º As emendas serão apresentadas na Comissão específica, que sobre elas emitirá parecer, e apreciadas, na forma regimental, pelo Plenário da Câmara Municipal.
a) dotações de pessoal e seus encargos;
b) serviço da divida, ou
§ 5º O Prefeito Municipal poderá enviar mensagem à Câmara Municipal para propor modificação nos projetos a que se refere este artigo enquanto não iniciada a votação, na Comissão específica, da parte cuja alteração é proposta.
§ 6º Os projetos de lei do plano plurianual, das diretrizes orçamentárias e do orçamento anual serão enviados pelo Prefeito Municipal à Câmara Municipal nos termos da lei complementar específica.
§ 9º A Câmara Municipal não entrará em recesso enquanto não houver a aprovação do projeto de lei de diretrizes orçamentárias.
Art. 165 O projeto da Lei Orçamentária Anual será enviado, pelo Prefeito à Câmara Municipal, para votação, até setenta e cinco dias antes do início do exercício financeiro seguinte e, a sessão legislativa não será interrompida sem a aprovação do Projeto de Lei Orçamentária.
Artigo alterado pela Emenda nº 04, de 20 de novembro de 1995
Art. 166 O Poder Executivo deverá realizar audiências públicas objetivando estimular a democracia participativa na gestão dos recursos públicos a fim de elaborar o plano plurianual, a lei de diretrizes orçamentárias e a lei orçamentária anual.
Parágrafo Único. As atas das audiências públicas realizadas deverão ser encaminhadas como anexo dos respectivos projetos de lei, sob pena do respectivo projeto ser remetido ao Poder Executivo por ausência de documento necessário.
Art. 167 Qualquer cidadão poderá solicitar ao Poder Público informações sobre execução orçamentária e financeira do Município, que serão fornecidas no prazo de 30 (trinta) dias, sob pena de responsabilidade.
Art. 168 São vedados:
II - a realização de operações de crédito que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo, por maioria absoluta;
IV - a abertura de crédito suplementar ou especial, sem prévia autorização legislativa e sem indicação dos recursos correspondentes;
V - a vinculação de receita de impostos a órgãos, fundo ou despesa, ressalvadas as vinculações previstas no art. 167, IV, da Constituição Federal;
VI - a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de programa para outra, ou de um órgão para outro, sem prévia autorização legislativa;
VIII - a instituição de fundos de qualquer natureza sem prévia autorização legislativa.
§ 1º Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá ser iniciado sem prévia inclusão no plano plurianual, ou sem lei que autorize a inclusão no plano plurianual, sob pena de crime de responsabilidade.
§ 3º A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para atender a despesas imprevisíveis e urgentes como as decorrentes de comoção interna ou calamidade pública.
Art. 169 Os recursos correspondentes às dotações orçamentárias compreendidos os créditos suplementares e especiais, destinados aos órgãos do Poder Legislativo, ser-lhe-ão entregues até o dia vinte de cada mês.
Art. 170 A Receita Municipal constitui-se da arrecadação de seus tributos, da participação em tributos Federais e Estaduais, dos preços resultantes da utilização de seus bens, serviços, atividades e outros ingressos.
Art. 171 A despesa com pessoal ativo e inativo do Município não poderá exceder os limites estabelecidos em lei complementar.
Art. 172 As despesas imprevistas ou excepcionais, ou insuficientemente dotadas ou para as quais não hajam sido concedidos créditos no Orçamento Anual, poderão ser atendidas através de créditos adicionais.
Art. 173 São créditos adicionais:
I - suplementares, os destinados à complementação de dotações;
II - especiais, os destinados a atender despesas que não se poderiam prever ou atender, casos de omissão no Orçamento Anual de dotações comprovadamente necessárias;
III - extraordinários, os destinados a despesa excepcionais e urgentes, em caso de guerra, subversão interna ou calamidade pública.
Art. 174 Os créditos suplementares serão abertos em decreto do Prefeito após autorização na Lei do Orçamento Anual ou Lei Especial.
Art. 175 Os créditos especiais serão abertos em decreto do Prefeito, após autorização em lei.
Art. 176 Os créditos extraordinários serão abertos em decreto do Prefeito, após autorização em lei.
Art. 177 A vigência dos créditos suplementares fica adstrita ao exercício em que forem autorizados, acompanhando a das dotações orçamentárias cujas insuficiência se destinam a suprir.
Art. 178 Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em que forem autorizados, salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos 4 (quatro) meses daquele exercício, caso em que, reabertos nos limites de seus saldos, serão incorporados ao orçamento do exercício financeiro subsequente.
Art. 179 Publicará a Lei do Orçamento e com base nos limites nela fixados, a Prefeitura Municipal preparará um orçamento de caixa do exercício, através do qual, com a antecedência possível, objetivará compatibilizar a despesa com as possibilidades de receita, de modo a orientar a execução orçamentária.
Parágrafo Único. O orçamento de caixa de exercício será periodicamente revisto de modo a manter-se atualizado tendo em vista o Orçamento Anual, os créditos adicionais, os restos a receber e a pagar, a obtenção de novos empréstimos ou financiamentos e alterações da conjuntura, que afetem a receita ou a despesa.
Art. 180 Com base nos quadros de discriminação de Despesas e no orçamento de Caixa do Exercício, a Prefeitura Municipal fará a programação da despesa através do estabelecimento do Cotas Trimestrais de Desembolso.
Parágrafo Único. A Câmara Municipal preparará e entregará, à Prefeitura, após a aprovação do Orçamento e antes do início do Exercício subseqüente, o Quadro de Programação Trimestral de Caixa, que servirá como base para o repasse das quotas mensais pela Prefeitura. O Quadro poderá ser revisto e reprogramado, sempre que necessário, visando melhor execução orçamentária.
Art. 181 O numerário correspondente às dotações destinadas à Câmara Municipal será repassado até o dia vinte de cada mês, em quotas de duodécimos conforme o estabelecido na programação orçamentária e financeira da Prefeitura, respeitados os valores orçados para cada unidade orçamentária do Poder Legislativo Municipal.
Art. 182 Os Órgãos da Administração Municipal observarão um plano de contas único e as normas de contabilidade e de auditoria previstas na legislação federal, sem prejuízo do que dispõe a legislação municipal.
Art. 183 Os resultados gerais do exercício serão demonstrados:
I - no Balanço orçamentário, quanto às receitas e às despesas previstas em conjunto com as realizadas;
II - No Balanço Financeiro, quanto à receita e à despesa orçamentária, bem como aos recebimentos e aos pagamentos de natureza extraordinária, conjugadas com os saldos, em espécies, provenientes do exercício anterior, os que se transferiram para o exercício seguinte;
III - no Balanço Patrimonial, quanto ao:
a) Ativo Financeiro;
b) Ativo Permanente;
c) Passivo Financeiro;
d) Passivo Patrimonial;
e) Saldo Patrimonial;
f) Contas de compensação.
Art. 184 Constatará obrigatoriamente do Projeto de Lei que solicitar autorização Legislativa para a contratação de empréstimos e quaisquer operações de crédito, a demonstração da capacidade de endividamento do Município, sem prejuízo das demais exigências que a Legislação aplicável determinar.
Art. 185 As disponibilidades de caixa do Município, bem como dos órgãos de entidades do Poder Público e das empresas por ele controladas, serão depositadas em instituições financeiras oficiais, ressalvados os casos previstos em Lei.
Art. 185 - As disponibilidades de caixa do Município e do Instituto de Previdência dos Servidores do Município da Serra - IPS, hem como dos órgãos de entidades do Poder Público e das empresas por ele controladas, serão depositadas em instituições financeiras oficiais, ressalvados os casos previstos em lei. (Redação dada pela Emenda nº 22/2013)
§ 1º As disponibilidades de caixa, bem como as aplicações dos recursos do Instituto de Previdência do Município da Serra - IPS, devem ser realizadas e depositadas em instituições financeiras oficiais ou em instituições financeiras devidamente autorizadas e credenciadas pelo Banco Central do Brasil - BACEN, conforme estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional. Parágrafo alterado pela Emenda nº 18, de 14 de julho de 2010 (Revogado pela Emenda nº 22/2013)
§ 2º Para a gestão das aplicações dos recursos dos regimes próprios de previdência social, será realizado processo seletivo de credenciamento das instituições financeiras, observados os critérios estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional. Parágrafo alterado pela Emenda nº 18, de 14 de julho de 2010 (Revogado pela Emenda nº 22/2013)
Art. 186 O contribuinte em débito com a Fazenda Municipal não poderá receber créditos de qualquer natureza, licenças ou autorizações, nem participar de licitações e contratar com o Município.
Parágrafo Único. A vedação prevista neste artigo não atinge o contribuinte que estiver participando de programa social desenvolvido pelo Município.
Da Fiscalização, Financeira, Contábil e Orçamentária
Art. 187 O controle dos atos administrativos será exercido pelos Poderes Públicos e pela sociedade, na forma que dispuser a lei.
§ 1º O controle popular será exercido, entre outras modalidades, por audiência pública e por representação individual ou coletiva, alcançando, inclusive, a fiscalização da execução orçamentária.
§ 2º São requisitos essenciais à validade do ato administrativo, além dos princípios estabelecidos nesta lei, a motivação suficiente e a razoabilidade.
Art. 188 A Administração Pública tem o dever de anular seus próprios atos, quando contiver vícios que os tornem ilegais, bem como a faculdade de revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados, neste caso, os direitos adquiridos, além de observado, em qualquer circunstância, o devido processo legal.
Art. 189 A autoridade que, ciente de vícios invalidadores de ato administrativo, deixar de saná-los, incorrerá nas penalidades da lei por omissão.
Art. 190 A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial do Município e das entidades de administração direta e indireta dos seus Poderes constituídos, quanto aos aspectos de legalidade, legitimidade e economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas será exercida pela Câmara Municipal, mediante controle externo e pelo sistema de controle interno de cada um dos Poderes.
Art. 191 O controle externo, a cargo da Câmara Municipal, será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas do Estado.
Art. 192 O tribunal de Contas prestará, quando solicitado, orientação técnica à Prefeitura e Câmara Municipal, na forma definida em lei.
Art. 193 A Comissão Permanente específica do Poder Legislativo, diante de indícios de despesas não autorizadas, ainda que sob a forma de investimentos não programados ou de subsídios não aprovados, poderá, pela maioria absoluta dos seus membros, solicitar à autoridade governamental responsável que, no prazo de cinco dias, preste os esclarecimentos necessários.
§ 1º Não prestados os esclarecimentos ou considerados estes insuficientes, a Comissão a que se refere este artigo, solicitará ao Tribunal de Contas pronunciamento conclusivo sobre a matéria.
§ 3º Cabe a Câmara Municipal processar e julgar as contas da gestão anual do Prefeito, no prazo de noventa dias a contar da data do recebimento do parecer prévio do Tribunal de Contas.
§ 4º Incorrerá em crime de responsabilidade o Prefeito que deixar de prestar contas anuais, até trinta e um de março de cada ano, da administração financeira à Câmara Municipal e de ter aplicado menos de vinte e cinco por cento da receita resultante de impostos em ensino.
§ 5º Compete ainda à Câmara Municipal julgar o parecer prévio emitido pelo Tribunal de Contas a respeito das contas prestadas anualmente pelo Prefeito Municipal.
Art. 194 O Prefeito manterá sistema de controle interno que terá por fim:
I - criar condições para a eficácia do controle externo exercido pela Câmara Municipal e para assegurar regularidade à realização da receita e da despesa;
II - acompanhar a execução do programa de trabalho e do orçamento;
Art. 195 O controle interno da execução orçamentária desenvolver-se-á:
I - controle da legalidade, de modo geral e especifico;
II - controle de programas em termos monetários e de realização de obras e serviços;
III - controle da eficácia, tendo em vista a produtividade dos serviços;
IV - controle da fidelidade funcional dos agentes responsáveis por bens e valores públicos.

References: Artigo 29
 artigo 3
 artigo 72
 artigo 201
 artigo 201
 artigo 201
 artigo 37
 artigo 201
 artigo 202
 artigo 201
 artigo 201
 artigo 36
 artigo 29
 artigo 29
 artigo 71
 artigo 29
 artigo 37
 artigo 58
 artigo 151
 artigo 164
 artigo 155
 artigo 153