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Timestamp: 2017-08-24 08:54:02+00:00

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Decreto-Lei 428/72
Decreto-lei 428/72, de 31 de Outubro
Fonte: Diário do Governo n.º 254/1972, 1º Suplemento, Série I de 1972-10-31.
Data: 1972-10-31
Usando da faculdade conferida pela 1.ª parte do n.º 2.º do artigo 109.º da Constituição, o Governo decreta e eu promulgo, para valer como lei, o seguinte;
Artigo 1.º - 1. O Instituto dos Produtos Florestais, criado ao abrigo do artigo 5.º do Decreto-Lei 283/72, de 11 de Agosto, é um organismo de coordenação económica, dotado de personalidade jurídica e autonomia financeira.
2. A acção do Instituto exerce-se em toda a área do continente e ilhas adjacentes.
3. O Instituto tem a sua sede em Lisboa, podendo estabelecer delegações onde for julgado necessário.
Art. 2.º São atribuições do Instituto:
a) Coordenar e disciplinar as actividades de produção, transformação e comercialização de madeiras, cortiça, resinas, seus derivados e subprodutos, ficando os respectivos organismos corporativos obrigados a cumprir e a fazer cumprir as instruções regulamentares emanadas do Instituto;
b) Regular as condições de abastecimento dos produtos das actividades coordenadas, bem como a exportação e importação dos mesmos, tendo em conta a defesa da produção e os superioras interesses da economia nacional;
c) Realizar estudos técnicos e económicos relativos aos sectores coordenados, suas matérias-primas e respectivos produtos;
d) Promover a expansão no estrangeiro dos produtos das actividades coordenadas;
e) Certificar a origem, qualidade e peso dos produtos.
Art. 3.º - 1. Para o desempenho das suas atribuições, compete, em especial, ao Instituto:
a) Propor as condições a que devem obedecer as actividades coordenadas e prestar-lhes assistência técnica, em ordem ao aperfeiçoamento da exploração e do fabrico, sua rendibilidade e melhoria da qualidade dos produtos;
b) Fornecer às entidades competentes, designadamente às que se ocupam do fomento e defesa do património florestal, as indicações ditadas pelas necessidades de abastecimento interno e do comércio externo, para regularização e aperfeiçoamento das condições de produção, transformação e comercialização;
c) Assegurar, por si ou em colaboração com outras entidades, apoio laboratorial às actividades coordenadas, assim como proceder à investigação de novas aplicações para os respectivos produtos;
d) Estabelecer regulamentos de qualidade e acondicionamento dos produtos;
e) Propor e dar parecer em matéria de condicionamento ou exercício das actividades, bem como pronunciar-se sobre os pedidos de autorização para instalação, ampliação e transferência dos estabelecimentos fabris;
f) Assegurar a regularidade da distribuição interna das matérias-primas e dos produtos das actividades coordenadas, quando e como se tornar necessário;
g) Analisar as tendências da procura e realizar os estudos e acções necessários à informação, protecção e educação do consumidor;
h) Propor preços ou seus limites de oscilação e condições de venda para as matérias-primas e produtos das actividades coordenadas;
i) Colaborar na promoção e expansão do comércio dos produtos das actividades coordenadas nos mercados externos e defender o seu bom nome e justo valor;
j) Conceder crédito e outras formas de apoio financeiro, nos termos autorizados pelo Ministro das Finanças e pelo Secretário de Estado do Comércio;
l) Fiscalizar as actividades e produtos dos sectores coordenados, com vista a assegurar a boa execução das leis, regulamentos e instruções, e colaborar com os outros serviços de fiscalização do Estado, orientando a dos organismos corporativos, sempre que estes a exerçam;
m) Emitir certificados de origem, qualidade ou peso, bem como boletins de análise;
n) Promover, em colaboração com as entidades competentes, acções de formação de pessoal especializado indispensável às actividades coordenadas;
o) Colaborar na negociação de acordos internacionais e com os organismos estrangeiros e organizações internacionais no estudo dos problemas dos sectores coordenados, nos termos superiormente autorizados;
p) Exercer as demais funções que lhe sejam cometidas por lei ou que se mostrem necessárias ao desempenho das suas atribuições.
2. Mediante autorização do Secretário de Estado do Comércio, o Instituto poderá delegar a execução de algumas das suas atribuições em outras entidades públicas ou privadas, bem como acordar com estas a realização de actividades de interesse comum.
Art. 4.º São órgãos do Instituto a direcção e o conselho geral.
Art. 5.º - 1. A direcção é constituída por um presidente e três directores.
2. O presidente da direcção e os directores são escolhidos por decisão conjunta do Ministro da Economia e do Secretário de Estado do Comércio.
3. O presidente da direcção será substituído, nas suas faltas ou impedimentos, pelo director designado pelo Secretário de Estado do Comércio, mediante proposta do presidente da direcção.
Art. 6.º - 1. À direcção compete:
a) Pronunciar-se sobre os quadros do pessoal e a organização interna dos serviços necessários à realização dos fins do Instituto;
b) Elaborar regulamentos internos e as instruções regulamentares;
c) Elaborar o programa de actividade para o ano seguinte, as propostas orçamentais e as contas de gerência do ano anterior acompanhadas de um relatório elucidativo;
d) Apreciar e julgar os processos instaurados por infracções disciplinares contra a economia nacional;
e) Apreciar e julgar os processos disciplinares instaurados aos funcionários do organismo;
f) Apreciar e deliberar sobre os assuntos que o presidente entenda deverem ser resolvidos pela direcção.
2. Para obrigar o Instituto, assinar cheques e outros documentos relativos ao levantamento e recebimento de fundos é indispensável a intervenção do presidente da direcção a de um director ou, na falta ou impedimento do primeiro, de dois directores.
Art. 7.º - 1. Compete especialmente ao presidente da direcção:
b) Presidir às reuniões da direcção, orientando a ordem dos trabalhos;
c) Presidir às reuniões do conselho geral destinadas a eleger o respectivo presidente e seu substituto;
d) Orientar, coordenar a fiscalizar toda a actividade do organismo;
e) Cumprir e fazer cumprir as leis e os regulamentos, bem como as deliberações da direcção;
f) Contratar e exonerar o pessoal de acordo com os condicionalismos legais e regulamentares estabelecidos;
g) Submeter à aprovação superior os quadros do pessoal, a organização interna dos serviços e, bem assim, as propostas orçamentais e as contas de gerência acompanhadas do respectivo relatório anual;
h) Apresentar ao conselho geral os assuntos da competência deste ou que, pela sua importância, devam ser objecto da sua apreciação;
i) Submeter à aprovação superior os regulamentos do exercício das actividades coordenadas;
j) Desempenhar, por delegação do Governo, os serviços ou funções que lhe foram cometidos, no âmbito das atribuições do Instituto.
2. O presidente pode delegar nos directores os poderes de orientação que lhe são conferidos na alínea d) do n.º 1 deste preceito, relativamente a serviços ou sectores diferenciados da actividade do Instituto.
Art. 8.º - 1. O conselho geral é constituído por um presidente e pelos seguintes vogais:
a) Os membros da direcção;
b) Um representante da produção de sobreiros e azinheiras;
c) Um representante da produção de pinheiros;
d) Um representante da produção de eucaliptos;
e) Um representante da produção das espécies florestais não contempladas nas alíneas anteriores;
f) Um representante da indústria de celulose;
g) Um representante da indústria de papel;
h) Um representante da indústria de serração de madeiras;
i) Um representante das indústrias de aglomerados e de contraplacados;
j) Um representante da indústria de mobiliário;
l) Um representante da indústria preparadora de cortiça;
m) Um representante da indústria transformadora de cortiça por simples talha;
n) Um representante da indústria aglomeradora e granuladora de cortiça;
o) Um representante da indústria da resinosos;
p) Um representante dos exportadores de pastas celulósicas;
q) Um representante dos exportadores de madeiras;
r) Um representante dos exportadores de cortiça;
s) Um representante dos exportadores de produtos resinosos;
t) Um representante dos armazenistas de papel;
u) Um representante dos importadores e armazenistas de madeiras;
v) Dois representantes dos consumidores;
x) Um representante da Direcção-Geral dos Serviços Florestais a Aquícolas;
z) Um representante da Direcção-Geral dos Serviços Industriais;
z') Um representante do Ministério do Ultramar.
2. Podem ser convocadas para tomar parte nas sessões, embora sem direito a voto, entidades cuja contribuição possa oferecer interesse para as matérias em apreciação.
3. Os representantes dos serviços serão designados pelos respectivos membros do Governo, os dos consumidores nos termos que forem estabelecidos pelo Secretário de Estado do Comércio e os das actividades segundo o disposto na Lei 1/71, de 29 de Janeiro.
Art. 9.º - 1. O presidente do conselho geral é eleito pelo conselho de entre os vogais que não sejam membros da direcção do Instituto.
2. O presidente fica impedido da representação que lhe cabia como vogal no conselho geral, sendo substituído pela forma prescrita para a respectiva representação.
3. A eleição efectuar-se-á em reunião especialmente convocada para o efeito pelo presidente da direcção.
4. O presidente do conselho geral será substituído, nas suas faltas ou impedimentos, pelo vogal eleito pelo conselho na reunião referida no número anterior.
5. O mandato de presidente do conselho geral tem a mesma duração e deve coincidir com o dos representantes das actividades.
Art. 10.º - 1. O conselho geral compreende quatro secções:
1.ª Celulose a pasta celulósica;
2.ª Madeiras;
3.ª Cortiças;
4.ª Produtos resinosos.
2. Os vogais do conselho geral indicados nas alíneas c), d), f), g), p), t) e z') do n.º 1 do artigo 8.º pertencem à 1.ª secção, os mencionados nas alíneas c), e), h), i), j), q), u) e z') à 2.ª secção, os das alíneas b), l), m), n) e r) à 3.ª secção e os das alíneas c), o) e s) à 4.ª secção, sendo comuns a todas as secções os das alíneas a), v), x) e z).
3. Às reuniões das secções podam comparecer todos os membros da direcção ou apenas aquele ou aqueles que foram designados pelo presidente da direcção.
4. Por portaria do Secretário de Estado do Comércio, podem ser criadas novas secções, modificadas as existentes ou alterada a sua composição.
Art. 11.º Compete ao conselho geral:
a) Eleger o presidente e o seu substituto;
b) Apreciar a proposta orçamental;
c) Dar parecer sobre as contas de gerência;
d) Pronunciar-se sobre as providências necessárias para a consecução dos fins do Instituto;
e) Pronunciar-se sobre os regulamentos das actividades coordenadas pelo Instituto;
f) Dar parecer sobre todos os assuntos que lhe forem submetidos pelo presidente e pelo presidente da direcção.
Art. 12.º - 1. O conselho geral poderá reunir por secções ou com a totalidade dos seus membros, mediante convocação do presidente, por iniciativa própria ou por solicitação do presidente da direcção ou da maioria dos vogais.
2. As deliberações do conselho geral serão tomadas por maioria, tendo o presidente voto de qualidade.
3. O presidente pode suspender qualquer deliberação do conselho geral que repute contrária à lei, aos interesses dos sectores coordenados ou da economia nacional, submetendo-a à decisão do Secretário de Estado do Comércio.
Art. 13.º - 1. Os vogais do conselho geral, com excepção do seu presidente e dos membros da direcção, têm direito a uma senha de presença e, bem assim, ao pagamento de despesas de deslocação, se residirem fora da Lisboa, competindo ao Instituto o respectivo pagamento.
2. A remuneração do presidente do conselho geral será fixada em despacho do Secretário de Estado do Comércio.
Art. 14.º O Instituto será dotado de serviços necessários ao seu funcionamento, os quais serão aprovados em despacho do Secretário de Estado do Comércio.
Art. 15.º O quadro do pessoal do Instituto e os respectivos vencimentos serão aprovados por despacho conjunto do Ministro da Economia e do Secretário de Estado do Comércio.
Art. 16.º - 1. Aos serviços laboratoriais do Instituto compete realizar estudos de carácter tecnológico dos produtos das actividades coordenadas e proceder às análises que forem necessárias para o exercício das suas funções ou que lhe forem requeridas pelas entidades públicas ou privadas relacionadas com os sectores coordenados.
2. Os laboratórios do Instituto são, para todos os efeitos, considerados oficiais.
3. Os boletins ou certificados de análise e outros documentos emanados dos laboratórios têm carácter oficial e fazem prova em juízo.
Disciplina e fiscalização
Art. 17.º - 1. As entidades que exercem as actividades coordenadas pelo Instituto ficam sujeitas à acção disciplinar do organismo.
2. Independentemente da sua competência própria em matéria de infracções disciplinares contra a economia nacional, o Instituto exercerá sempre e directamente a acção disciplinar da competência dos organismos corporativas quando as respectivas actividades não estejam organizadas corporativamente.
Art. 18.º - 1. É obrigatória a inscrição no Instituto: dos industriais, exportadores, importadores e armazenistas de madeira e vime, pastas celulósicas e papel, cortiça e produtos resinosos, seus derivados e subprodutos, bem como quaisquer comerciantes que interfiram no comércio interno de matérias-primas entre a produção e a indústria.
2. Os requisitos exigíveis para a inscrição das entidades referidas no número anterior serão fixados em portaria do Secretário de Estado do Comércio.
3. Consideram-se inscritas no Instituto as entidades já inscritas na Junta Nacional da Cortiça, na Junta Nacional dos Resinosos e no Grémio dos Exportadoras de Madeiras, sem prejuízo da observância dos requisitas que vierem a ser fixados nos termos do número anterior.
Art. 19.º O Secretário de Estado do Comércio poderá determinar, em portaria, a obrigatoriedade de inscrição de actividades sujeitas à disciplina do Instituto e não contempladas no artigo anterior, bem como fixar as condições necessárias à sua inscrição.
Art. 20.º Ao presidente da direcção, directores e funcionários da fiscalização é concedida, no desempenho das atribuições de fiscalização, a livre entrada em estações, cais de embarque e outros locais de expedição, trânsito ou recepção de mercadorias, mesmo quando sujeitos à fiscalização aduaneira.
Art. 21.º - 1. Os funcionários da fiscalização são considerados agentes de autoridade pública, devem usar cartão de identidade especial para pronto reconhecimento da sua qualidade, de modelo aprovado pelo Secretário de Estado do Comércio, têm o direito de uso a porte de arma de defesa, mediante requisição do Instituto, e podem requisitar o auxílio da força pública, sempre que seja oposta resistência ao exercício das suas funções.
2. A fiscalização deverá efectuar-se em todos os locais onde se exerçam as actividades coordenadas ou os respectivos produtos e subprodutos se encontrem à venda, armazenados, em trânsito ou em laboração.
Art. 22.º Os funcionários encarregados dos serviços de fiscalização devem tomar declarações, exigir a apresentação de elementos de informação e proceder às diligências necessárias à repressão de infracções, nos termos do Código de Processo Penal.
Art. 23.º - 1. Quando verifiquem, por qualquer forma, infracções de normas cuja fiscalização lhes compete, os funcionários devem levantar auto de notícia.
2. O cumprimento do dever de levantar auto de notícia e de lhe dar seguimento não depende de ordem expressa, considerando-se os funcionários da fiscalização ou equiparadas permanentemente em serviço para o efeito, os quais incorrem em responsabilidade disciplinar e criminal, nos termos do artigo 168.º do Código de Processo Penal, se não derem aos autos o destino legal.
3. O auto de notícia deve contar os elementos mencionados no artigo 166.º do Código de Processo Penal, tem força de corpo de delito a faz fé em juízo até prova em contrário.
4. Do auto de notícia constará a apreensão dos géneros a artigos que forem objecto de infracções, sempre que a ela haja lugar.
Art. 24.º Os factos criminosos e restantes infracções verificados pelos funcionários dos serviços de fiscalização e relativos a normas cuja fiscalização não seja da sua competência devem ser imediatamente participados às autoridades competentes.
Art. 25.º Os funcionários em serviço de fiscalização são obrigados a guardar rigoroso sigilo profissional, não podendo revelar segredos de fabrico ou comércio, ou processo de exportação, da que tomem conhecimento no exercício das suas funções.
Art. 26.º Cometem o crime previsto e punido no artigo 186.º do Código Penal todos aquelas que, depois de identificados os funcionários dos serviços de fiscalização pela exibição do respectivo cartão de identidade, se oponham à sua entrada e ao livre exercício das suas funções nos locais onde vão prestar serviço.
Art. 27.º Os que se recusarem a prestar aos funcionários dos serviços de fiscalização, no exercício das suas funções, declarações, informações, depoimentos e outros elementos de informação que lhes forem exigidos nos termos deste diploma cometem o crime previsto e punido no artigo 188.º do Código Penal.
Art. 28.º Aqueles que prestem falsas informações ou declarações aos funcionários da fiscalização no exercício das suas funções cometem o crime previsto e punido no artigo 242.º do Código Penal.
Art. 29.º - 1. Constituam receitas do Instituto:
a) As importâncias resultantes das taxas que incidam sobre os produtos das actividades coordenadas;
b) Os rendimentos provenientes das suas operações;
c) O produto dos serviços prestados, nos termos autorizados pelo Secretário de Estado do Comércio;
d) Os subsídios ou comparticipações que lhe sejam concedidos;
f) O produto das multas;
g) Quaisquer outras receitas que lhe sejam legalmente atribuídas.
2. Os quantitativos das taxas, a sua incidência e forma de cobrança serão estabelecidos em portaria conjunta do Ministro das Finanças e do Secretário de Estado do Comércio.
3. Quando as taxas recaírem sobre produtos exportados, a sua cobrança será efectuada directamente pelo Instituto, mantendo-se, porém, através das estações aduaneiras, nos termos vigentes, até à publicação da portaria referida no número anterior.
Art. 30.º As receitas serão depositadas na Caixa Geral de Depósitos, Crédito e Previdência, nos termos do artigo 11.º do Decreto-Lei 48953, de 5 de Abril de 1969, e movimentadas por meio de cheques, assinados nos termos do n.º 2 do artigo 6.º Art. 31.º As despesas do Instituto são as que resultam da execução dos diplomas que o regem, em conformidade com os orçamentos superiormente aprovados.
Art. 32.º Mediante despacho conjunto do Ministro das Finanças e do Secretário de Estado do Comércio, o Instituto poderá contrair na Caixa Geral da Depósitos, Crédito e Previdência ou em outras instituições de crédito empréstimos e assumir as responsabilidades que forem indispensáveis à realização das suas atribuições, com consignação de receita própria ou outras garantias.
Art. 33.º O Instituto poderá conceder ou obter, em benefício das actividades coordenadas, créditos directos de natureza geral ou sobre mercadorias depositadas em regime da armazéns gerais, nas condições que vierem a ser estabelecidas e de harmonia com as disposições legais e regulamentares aplicáveis.
Art. 34.º - 1. Os empréstimos concedidos pelo Instituto ou outras formas de crédito serão sempre assegurados por garantia idónea.
2. Nos casos em que os produtos sobre que incidem garantia real possam ser transformados ou vendidos, o Instituto conserva sobre o produto transformado, sobre a quantia paga a título de preço ou sobre o crédito resultante da venda as preferências que lhe competiam em relação aos produtos onerados.
Art. 35.º Os empréstimos concedidos pelo Instituto, seja qual for o seu montante, serão válidos, mesmo quando celebrados por simples escrito particular, sujeito ùnicamente ao imposto do selo.
Art. 36.º As certidões passadas pelo Instituto de que constem as importâncias dos empréstimos em dívida, bem como os respectivos encargos, servem de título executivo, e a cobrança coerciva terá lugar nos termos do artigo único do Decreto-Lei 48704, de 25 de Novembro de 1968.
Art. 37.º O presidente da direcção do Instituto corresponder-se-á directamente com todas as entidades oficiais, de quem podará solicitar, sempre que o julgue conveniente, os elementos e a colaboração que necessite.
Art. 38.º O Instituto usará um selo branco, cuja aposição produzirá os mesmos efeitos que o de qualquer serviço do Estado.
Art. 39.º - 1. A Junta Nacional da Cortiça e a Junta Nacional dos Resinosos são extintas a partir da entrada em vigor do presente diploma.
2. A competência atribuída aos organismos extintos nos diplomas que regulam as actividades coordenadas passa para o Instituto dos Produtos Florestais.
3. Transitam para o Instituto o activo e passivo dos organismos extintos, bem como quaisquer direitos, incluindo os emergentes de contratos da arrendamento.
Art. 40.º - 1. Enquanto não forem estabelecidas as taxas a que se refere a alínea a) do n.º 1 do artigo 29.º continuarão a vigorar a favor do Instituto todas as taxas e outras receitas que vinham sendo cobradas pelos organismos extintos.
2. Passam a constituir receitas do Instituto dos Produtos Florestais a percentagem de 20 por cento das taxas que vinham sendo cobradas pela Junta Nacional dos Resinosos e entregue à União dos Grémios de Industriais e Exportadores de Produtos Resinosos, nos termos do n.º 3 do artigo 31.º do Decreto 29630, de 25 de Maio de 1939, assim como a taxa de 0,25 por cento sobre o valor F. O. B. dos contratos de exportação das madeiras que era cobrada pelo Grémio dos Exportadores de Madeiras.
3. Enquanto a União dos Grémios de Industriais e Exportadores da Produtos Resinosos e o Grémio dos Exportadores de Madeiras se mantiverem com a natureza de organismos corporativos obrigatórios o Instituto poderá conceder-lhes as dotações necessárias para ocorrer às suas despesas, nos termos e pelo tempo que forem autorizados pelo Secretário de Estado do Comércio.
4. O Secretário de Estado do Comércio determinará a parte dos saldos existentes na União dos Grémios de Industriais e Exportadores de Produtos Resinosos e no Grémio dos Exportadores de Madeiras que deverá ser transferida para o Instituto.
Art. 41.º Para o Instituto transita todo o pessoal dos organismos extintos, bem como o da fiscalização da União dos Grémios de Industriais e Exportadores de Produtos Resinosos e do Grémio dos Exportadores de Madeiras e outro pessoal destes organismos que for considerado necessário, nos termos a estabelecer pelo Secretário de Estado do Comércio.
Art. 42.º O Instituto submeterá à aprovação superior o orçamento para 1973, nas condições que lhe forem determinadas pelo Secretário de Estado do Comércio.
Art. 43.º Enquanto não for publicada a portaria a que se refere o n.º 2 do artigo 18.º do presente diploma, continuam a ser aplicados os princípios que regulavam a inscrição na Junta Nacional da Cortiça, na Junta Nacional dos Resinosos, na União dos Grémios de Industriais e Exportadores de Produtos Resinosos e no Grémio dos Exportadoras de Madeiras.
Art. 44.º Ficam revogados os seguintes diplomas: Decreto 27001, de 12 de Setembro de 1936, Decreto 27164, de 7 de Novembro de 1936, Decreto 39555, de 8 de Março de 1954, Decreto 44388, de 7 de Junho de 1964, com excepção do artigo 4.º, e Decreto 48350, da 24 da Abril da 1968.
Art. 45.º Este decreto-lei entra em vigor em 1 de Janeiro de 1973.
Promulgado em 31 de Outubro de 1972.
Texto integral do documento: https://dre.tretas.org/pdfs/1972/10/31/plain-19553.pdf ;
Extracto do Diário da República original: https://dre.tretas.org/dre/19553.dre.pdf .
1936-11-07 - Decreto 27164 - Ministério do Comércio e Indústria - Gabinete do Ministro
Cria a Junta Nacional da Cortiça.
1962-06-07 - Decreto 44388 - Ministérios das Finanças e da Economia - Secretaria de Estado do Comércio
1968-04-24 - Decreto 48350 - Ministério da Economia - Secretaria de Estado do Comércio - Comissão de Coordenação Económica
Dá nova redacção ao artigo 1.º do Decreto n.º 39555, que constitui a Junta Nacional da Cortiça.
1971-01-29 - Lei 1/71 - Presidência da República
Determina que sejam designados pelas respectivas corporações os vogais que fazem parte dos organismos de coordenação económica em representação das actividades por eles coordenadas - Revoga a legislação em contrário, ainda que especial.
1972-08-11 - Decreto-Lei 283/72 - Presidência do Conselho
1973-12-10 - Portaria 863/73 - Ministérios das Finanças e da Economia
1976-02-10 - Portaria 72/76 - Ministério do Comércio Externo - Secretaria de Estado do Comércio Externo
1976-12-30 - Portaria 771/76 - Ministérios das Finanças, da Indústria e Tecnologia e do Comércio e Turismo
1977-09-17 - Portaria 590/77 - Ministério do Comércio e Turismo - Secretaria de Estado do Comércio Externo
Cria cartões de identidade para uso do pessoal do Instituto dos Produtos Florestais.
1978-08-09 - Portaria 448/78 - Ministério do Comércio e Turismo - Secretaria de Estado do Comércio Externo
Determina que só poderão exercer a actividade exportadora de produtos resinosos, seus derivados e subprodutos de natureza resinosa as firmas que mantenham uma reserva mínima permanente de 250 t de pez ou 200 t de pez e 50 t de aguarrás à opção do exportador.
1982-05-15 - Decreto-Lei 181/82 - Ministério da Agricultura, Comércio e Pescas
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References: artigo 109

Artigo 1
 artigo 5
 artigo 8
 artigo 168
 artigo 166
 artigo 186
 artigo 188
 artigo 242
 artigo 11
 artigo 6
 artigo 29
 artigo 31
 artigo 18
 artigo 4
 artigo 1