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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SO CARLOS CENTRO DE CINCIAS EXATAS E TECNOLGICAS DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DE PRODUO
PROJETO PEDAGGICO DO CURSO DE GRADUAO EM ENGENHARIA DE PRODUO DA UFSCar Campus So Carlos
So Carlos 2009
APRESENTAO 1. A ENGENHARIA DE PRODUO 2. OS CURSOS DE ENGENHARIA DE PRODUO NA UFSCAR 2.1 A UNIFICAO DOS CURSOS DE ENGENHARIA DE PRODUO DA UFSCAR 3. PERFIL, COMPETNCIAS E HABILIDADES DO PROFISSIONAL 4. ORGANIZAO CURRICULAR 4.1. PREMISSAS METODOLGICAS 4.2. ESTRUTURAO DO CURSO DE ENGENHARIA DE PRODUO 4.2.1. Conhecimentos que compem o Mdulo Bsico 4.2.2. Conhecimentos que compem o Mdulo Tecnolgico 4.2.3. Conhecimentos que compem o Mdulo de Engenharia de Produo 4.3 ATIVIDADES COMPLEMENTARES 4.4 ESTGIO SUPERVISIONADO 4.5 TRABALHO DE CONCLUSO DE CURSO 4.6 ARTICULAO ENSINO, PESQUISA E EXTENSO 4.6.1 Atividades de Pesquisa 4.6.2 Atividades de Extenso 4.7 SISTEMTICA DE AVALIAO 5 MATRIZ CURRICULAR
3 5 10 11 13 17 20 20 22 23 24 26 27 31 31 32 34 36 37
5.1. RELAO DE DISCIPLINAS POR SEMESTRE 38 5.2. EMENTRIO BSICO OU DISCIPLINAS OBRIGATRIAS 41 5.2.1. Relao das Disciplinas do Mdulo Bsico 41 5.2.2. Relao das Disciplinas do Mdulo Tecnolgico Erro! Indicador no definido. 5.2.3. Relao das Disciplinas do Mdulo de Engenharia de Produo Erro! Indicador no definido. 6.1 REQUISITOS PARA OBTENO DO GRAU DE ENGENHEIRO DE PRODUO 58 6.2 PRAZOS DE INTEGRALIZAO CURRICULAR 58 6.3 NMERO DE VAGAS 58 6.4 TRANSITORIEDADE 59 7. INFRA-ESTRUTURA BSICA 7.1 INFRA-ESTRUTURA PARA AS DISCIPLINAS DO MDULO BSICO 7.2 INFRA-ESTRUTURA PARA AS DISCIPLINAS DO MDULO TECNOLGICO 7.3 INFRA-ESTRUTURA PARA O MDULO DE ENGENHARIA DE PRODUO 8. ADMINISTRAO ACADMICA E CORPO DOCENTE E TCNICO ADMINISTRATIVO 8.1. COORDENAO DE CURSO 8.2 CONSELHO DE COORDENAO 8.3. CORPO DOCENTE 8.4 CORPO TCNICO-ADMINISTRATIVO 9. REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS APNDICE A ATIVIDADES COMPLEMENTARES APNDICE B MATRIZ CURRICULAR SEGUNDO A RESOLUO CNE/CES N 11/2002 ANEXOS 65 65 65 66 67 67 68 70 72 73 75 78
ERRO! INDICADOR NO DEFINIDO.
O curso de Engenharia de Produo Plena da Universidade Federal de So Carlos, campus So Carlos, resultado de um processo de discusso de docentes do Departamento de Engenharia de Produo, Chefias dos Departamentos envolvidos, da direo e vicedireo do CCET, da equipe da Pr-Reitoria de Graduao, e dos alunos/as e ex-alunos/as dos Cursos de EP. A principal diretriz para elaborao deste Projeto Pedaggico foi a fuso dos antigos Cursos de Engenharia de Produo (Produo Qumica, Produo Materiais e Produo Agroindustrial) em um novo curso de Engenharia de Produo Plena para os ingressantes a partir do ano de 2005. Este d maior nfase na formao de conceitos relacionados Engenharia de Produo e a ampliao da formao tecnolgica dos alunos. Para dar conta dessa profunda e radical mudana foram criadas novas disciplinas e outras tiveram os seus ementrios reformulados. A equipe responsvel pela elaborao do Projeto Pedaggico do Curso de Engenharia de Produo foi formada pelos seguintes docentes: Prof. Dr. Paulo E. G. Bento Prof. Dr. Marcelo Pinho Prof. Dr. Edemilson Nogueira Prof. Dr. Mauro Rocha Crtes Prof. Dra. Rosane Chicarelli Alcantara Prof. Dr. Alceu Gomes Alves Filho Prof. Dr. Manoel Fernando Martins Prof. Dra. Maria Rita Assumpo Prof. MSc. Moacir Scarpelli (consultor) Tambm foi importante a colaborao dos professores Roberto Antonio Martins, Moacir Scarpelli e Joo Alberto Camarotto. Durante as diversas fases desse trabalho tivemos o apoio de vrios docentes do DEP e de outros Departamentos, da Direo do CCET e da Pr-Reitora de Graduao e de sua equipe. No ano de 2009, foi realizada uma atualizao do Projeto Pedaggico do Curso de Engenharia de Produo proposto em 2005. O objetivo era adequar a proposta inicial s novas legislaes e regulamentaes que tm efeito sobre seu contedo, tais como a nova Lei de estgio de estudantes (Lei n 11.788 de 25 de setembro de 2008) e a oferta da
4 disciplina Introduo Lngua Brasileira de Sinais (LIBRAS) como optativa para os alunos do curso de Engenharia de Produo. As alteraes promovidas so explicitadas e justificadas ao longo do texto. Elas foram conduzidas pela Coordenao de Curso e discutidas entre os docentes do curso de Engenharia de Produo. Principalmente, foram aprovadas no Conselho do Curso de Graduao com a representao de todos os segmentos acadmicos envolvidos com o curso (coordenao, docentes e discentes). As premissas e as concepes pedaggicas originais foram reforadas e mantidas nesta reviso. Este projeto pedaggico, ento, no representa um rompimento com o Projeto Pedaggico vigente para os ingressantes a partir de 2005. Trata-se da soma de esforos para racionalizar e operacionalizar sua implantao enquanto diretriz maior do Curso de Engenharia de Produo da Universidade Federal de So Carlos, campus So Carlos.
1. A ENGENHARIA DE PRODUO
O surgimento e a consolidao da Engenharia de Produo no pas esto intimamente ligados ao desenvolvimento da indstria e da economia brasileira. Isto no uma peculiaridade do caso brasileiro, uma vez que algo semelhante ocorreu em pases como Estados Unidos e Gr-Bretanha. Alm disso, dado o desenvolvimento tardio da indstria brasileira, a evoluo da Engenharia de Produo no pas seguiu os moldes do movimento observado nesses dois pases. As razes da Engenharia de Produo datam antes de sua constituio como uma nova disciplina no campo da Engenharia. A prtica da Engenharia de Produo surgiu com a estruturao de sistemas de produo na Revoluo Industrial ao final do sculo XVIII. Nessa poca, fbricas na Inglaterra empregavam mtodos de custeio, de estudo do arranjo fsico das mquinas e de programao da produo. Destacam-se os trabalhos de R. Arkwight, M.R. Bulton e J. Watt Jr. No incio do sculo XIX, mais precisamente em 1832, Charles Babbage escreveu o primeiro livro abordando temas da Engenharia de Produo, denominado The Economy of Machinery and Manufactures1. Contudo, o trabalho desses autores, que podem ser considerados precursores da Engenharia de Produo, no teve grande impacto na poca. Ao que tudo indica, a Engenharia de Produo nasceu dos trabalhos de F.W. Taylor, do casal Gilbreth, de H.L. Gantt e H. Emerson, expoentes do que se denominou Administrao Cientfica (do ingls, Scientific Management). Os mtodos e tcnicas desenvolvidos por esses autores, principalmente no perodo de 1882 a 1912, tiveram grande impacto, inicialmente, nas prticas de gesto de empresas norte-americanas e, depois, ao redor do mundo. A difuso dos mtodos e tcnicas propostos ocorreu pelo trabalho de empresas de consultoria que se intitulavam engenheiro industrial (do ingls, industrial engineers). Desenvolve-se ento a Engenharia Industrial (do ingls, Industrial Engineering) que a forma como a Engenharia de Produo conhecida, principalmente nos Estados Unidos2. Todavia, somente os trabalhos dos principais autores do movimento da Administrao Cientfica no retratam todo o desenvolvimento da Engenharia de
LEME, Ruy Aguiar da Silva. Histria da Engenharia de Produo. In: ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUO (ENEGEP), III, So Paulo, SP, 1983. Anais ... So Paulo: POLI/USP-FEIIEEP/Objetivo, 1983, p.87-98. 2 Op. Cit.
6 Produo. Outros autores importantes, como H.P. Gillete e J.C.L. Fish, desenvolveram trabalhos na rea da Engenharia Econmica, propondo mtodos e tcnicas para custeio, avaliao de investimentos, aplicaes de matemtica financeira e economia dos equipamentos. Isto ocorreu principalmente nos Estados Unidos na primeira metade do sculo XX3. Para completar a consolidao da Engenharia de Produo, uma terceira disciplina se consolidou durante a Segunda Guerra Mundial, na Gr-Bretanha e nos Estados Unidos, a Pesquisa Operacional. Inicialmente o desenvolvimento de tcnicas e mtodos da Pesquisa Operacional tinha aplicaes militares, como a alocao eficiente de recursos escassos para vrias operaes militares. Porm, aps o trmino da guerra esses mtodos e tcnicas passaram a ser aplicados com xito no mundo dos negcios. Um exemplo a utilizao da Programao Linear para resoluo de vrios problemas da Engenharia de Produo. No caso especfico do Brasil, os mtodos e tcnicas de F.W. Taylor e outros autores da Administrao Cientfica foram difundidos pelo Instituto de Organizao Racional do Trabalho (IDORT) a partir de 1930. Os consultores do IDORT desenvolveram vrios trabalhos de racionalizao em empresas industriais e de servio pblico durante as dcadas de trinta, quarenta e cinqenta do sculo passado.4 Contudo, o que marcou o desenvolvimento da Engenharia de Produo no Brasil foi a instalao de empresas multinacionais que trouxeram no seu organograma funes tipicamente desempenhadas por engenheiros industriais, tais como tempos e mtodos, planejamento e controle da produo, controle de qualidade, por exemplo. Isto influenciou o mercado de trabalho que passou a demandar profissionais que ainda no eram formados pelas faculdades e escolas de engenharia da poca. Alm da instalao das multinacionais, o crescimento das empresas nacionais e estatais criou uma maior demanda por administradores e engenheiros industriais. Isto culminou na criao da Escola de Administrao de Empresas na Fundao Getlio Vargas (FGV) no estado de So Paulo e do primeiro curso de Administrao de Empresas, em 1954. Quatro anos depois foi criado o primeiro curso de graduao de Engenharia de Produo do pas, na Escola Politcnica da Universidade de So Paulo (USP).
Op. Cit. Op. Cit.
7 Inicialmente, o curso era uma opo do curso de Engenharia Mecnica. Posteriormente foi criado o curso de graduao em Engenharia de Produo5. Essa iniciativa foi seguida, no estado de So Paulo, pela criao, em 1959, do curso de Engenharia de Produo no Instituto Tecnolgico da Aeronutica (ITA). Entretanto, esse curso foi descontinuado. Em 1963, na Faculdade de Engenharia Industrial (FEI), em So Bernardo do Campo, um dos primeiros plos industriais do estado de So Paulo, foi criado o curso de graduao em Engenharia Industrial. Se o pioneirismo na graduao coube a instituies paulistas, na ps-graduao as iniciativas pioneiras foram a criao do curso de ps-graduao em Engenharia Econmica na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 1957. Apesar de no ser um curso genuno de ps-graduao em Engenharia de Produo, este curso continha disciplinas de Economia, Engenharia Econmica e Gesto da Produo. Os primeiros cursos de ps-graduao em Engenharia de Produo foram criados, respectivamente, em 1966 e 1967, na Pontifcia Universidade Catlica do Rio de Janeiro (PUC/RJ) e na COPPE da UFRJ. Esses cursos pioneiros foram seguidos por iniciativas semelhantes na Escola Politcnica, em 1968, e na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em 1969. Vale destacar que na UFRJ e UFSC, as iniciativas na ps-graduao no foram seguidas imediatamente de aes semelhantes na graduao j que os cursos de graduao nessas instituies foram criados, respectivamente, em 1971 e 19796. Durante a dcada de setenta e oitenta, vrias instituies pblicas de ensino e poucas de carter privado criaram cursos de graduao em Engenharia de Produo. Esse quadro ficou estvel at meados da dcada de noventa quando vrias instituies de ensino, na sua grande maioria privadas, criaram cursos de graduao em EP. Enquanto isso, as instituies com mais tradio em cursos de graduao criaram cursos de ps-graduao, em nvel de mestrado e doutorado. Em 2009, segundo Ministrio da Educao e Cultura (MEC), existem no pas 339 cursos de graduao em EP.7 Como referncia para comparao do crescimento ocorrido, em 1982 havia 21 cursos de graduao8. Alm desse crescimento abrupto na graduao,
Op. Cit. Op. Cit. 7 Disponvel na URL: http://www.educacaosuperior.inep.gov.br. Acesso em 28/01/2009. 8 LEME, Ruy Aguiar da Silva. Histria da Engenharia de Produo. In: ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUO (ENEGEP), III, So Paulo, SP, 1983. Anais ... So Paulo: POLI/USP-FEIIEEP/Objetivo, 1983, p.87-98.
8 tambm pode ser observado crescimento na oferta de cursos de ps-graduao lato-sensu nas mais variadas reas da Engenharia de Produo, como Gesto da Produo, Gesto da Qualidade, Logstica etc. Outro marco no desenvolvimento da Engenharia de Produo foi a realizao do I Encontro de Ensino de Graduao de Engenharia de Produo, em 1980, na Universidade Federal de So Carlos (UFSCar). Desde, ento, esse evento se tornou o Encontro Nacional de Engenharia de Produo (ENEGEP) que realizado anualmente e se constitui no frum mais importante sobre a rea no pas. Os encontros passaram a no mais focar somente o ensino de graduao, mas tambm a produo cientfica da comunidade. Desde 1995, o congresso passou a ser internacional com a realizao simultnea do International Congress of Industrial Engineering and Operations Management. At 1977, os cursos de graduao em Engenharia de Produo tinham a possibilidade de formar engenheiros de produo ou engenheiros de uma certa habilitao com opo produo. Entretanto, por meio da resoluo 10/77 o Conselho Federal de Educao (CFE) determinou que a produo seria uma habilitao das cinco grandes reas da engenharia: mecnica, qumica, eltrica, metalrgica e civil. Na dcada de noventa, o Departamento de Engenharia de Produo da UFSCar teve uma iniciativa indita ao criar o curso de graduao de Engenharia de Produo Agroindustrial uma habilitao que no se encaixava diretamente nas grandes reas da engenharia. A dificuldade de enquadrar esse egresso como habilitao de uma grande rea da engenharia somente demonstrou que a Resoluo CFE n 10/77 limitadora na formao do Engenheiro de Produo. Em julho de 2004, o Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CONFEA) colocou para discusso, apreciao e votao em 120 dias um projeto de resoluo9, onde reconhecida na categoria profissional da Engenharia o campo profissional da modalidade Produo cujos setores so: Sistemas de Produo e Engenharia de Produto, Qualidade, Engenharia Econmica, Ergonomia, Pesquisa Operacional, Estratgia Organizacional, Conhecimento Organizacional, Meio Ambiente e Engenharia Legal10. Vale ainda ressaltar que esses setores de atuao do engenheiro de produo mantm uma grande similaridade com as reas da Engenharia de Produo definidas pela ABEPRO. So elas: Gerncia da Produo, Qualidade, Engenharia Econmica, Gesto
CONFEA (2004). Projeto de resoluo. Braslia, DF. CONFEA (2004). Projeto de resoluo Anexo I. Braslia, DF.
9 Econmica, Ergonomia e Segurana do Trabalho, Engenharia do Produto, Pesquisa Operacional, Estratgia e Organizaes, Gesto de Tecnologia, Sistemas de Informao, Gesto Ambiental e Ensino de Engenharia de Produo11. A formao de um Engenheiro de Produo na forma de uma graduao plena e no mais em habilitao de outras reas da engenharia, como proposto nesse Projeto Pedaggico, segue uma tendncia mundial dos cursos de Engenharia, visando preparar o egresso com uma formao mais abrangente, menos concentrada em aspectos tcnicos inerentes ao seu futuro ramo de atuao. De acordo com as Diretrizes Curriculares para Engenharia de Produo elaboradas pela ABEPRO12, a grade curricular de um curso de graduao em Engenharia de Produo deve oferecer disciplinas sobre os processos de produo, classificados em discretos e contnuos, automao e planejamento de processos. Por fim, cabe aqui ressaltar nessa apresentao inicial, a importncia para a sociedade brasileira da formao de engenheiros de produo que possam atuar em diversos setores da economia. Em tempo de globalizao financeira e dos mercados, crescimento da importncia do setor de servios e do potencial do agronegcio brasileiro, esse profissional pode ser de fundamental importncia para exercer um papel de liderana no projeto, controle e organizao de sistemas de produo e de prestao de servios.
ABEPRO (2004). reas da Engenharia de Produo. Disponvel na URL: http://www.abepro.org.br/areas.asp. Acesso em 22/09/2004. 12 CUNHA, Gilberto Dias (2002). Um panorama atual da Engenharia de Produo. Porto Alegre, RS.
2. OS CURSOS DE ENGENHARIA DE PRODUO NA UFSCar
Nos anos de 1974 e 1975 a UFSCar, preocupada em ampliar seus cursos de engenharia e, ao mesmo tempo, decidida em manter seu projeto inovador de propostas curriculares que a diferenciava das demais instituies da regio; projetou os cursos de Engenharia de Produo integrados aos cursos de Engenharia ento existentes, resultando nos cursos de Engenharia de Produo opo Qumica e opo Materiais, com a primeira ingressando em 1976. Vrios aspectos marcaram as inovaes destes cursos: i) foram os primeiros cursos cujas nfases no era a grande rea Engenharia Mecnica; ii) A Engenharia de Materiais no era sequer uma grande rea que pudesse homologar a habilitao da Engenharia de Produo; iii) O Departamento de Engenharia de Produo da UFSCar -iniciado em 1976 com apenas 3 professores- foi o primeiro da rea no Brasil a ser criado de forma independente e exclusivo para os cursos de Produo; e iv) Em funo desta independncia de estrutura e forma, os cursos na UFSCar foram concebidos de forma sistmica e flexvel, proporcionando a interao das vrias tendncias desta rea de conhecimento, que era recente no Brasil, pois at 1976 apenas 3 cursos de graduao estavam em funcionamento. As tendncias que na poca se delineavam para a Engenharia de Produo eram de uma engenharia de mtodos com nfase de trabalho instrumental matemtico e da teoria dos sistemas ou de uma especialidade na fronteira entre o conhecimento tcnico, tpico das outras engenharias e das reas administrativa e econmica. No entanto, surgia uma terceira tendncia (CNPq de 1978), que apontava a Engenharia de Produo com um objeto de estudo prprio na anlise e projeto de sistemas integrados por homens, materiais, equipamentos e ambiente, denominado de sistemas de produo. (Anais do I Encontro Nacional de Ensino de Graduao em Engenharia de Produo ENEGEP, So Carlos, UFSCar, 1981). Os cursos de EP da UFSCar, claramente criados dentro desta terceira nfase, foram reformulados em 1984 para se adaptarem s resolues do CFE-MEC e de atualizao decorrente da dinmica de evoluo do parque industrial e de servios, que formam o mercado de trabalho da engenharia de produo. Em 1993 foi criado o terceiro curso de engenharia de produo na UFSCar, com nfase em Agroindstria, tambm inovador e pioneiro como opo da EP, totalizando 100 vagas anuais para a graduao.
11 Como decorrncia da evoluo dos cursos de graduao, em 1992 foi criado o Programa de Ps-Graduao em Engenharia de Produo da UFSCar, vinculado ao Departamento de Engenharia de Produo, mestrado em Engenharia de Produo, com nfase em Gesto da Produo, abrangendo quatro reas de pesquisa: Dinmica Tecnolgica e Organizacional, Tecnologia e Trabalho, Gerncia da Produo Industrial e Gesto da Qualidade. Em 1999 deu-se incio ao curso de Doutorado na mesma nfase. Anualmente os cursos de Ps-Graduao recebem alunos regulares de mestrado e de doutorado, nas seguintes reas de pesquisa: Competitividade em Redes e Cadeias, Dinmica Organizacional e Trabalho, Gesto da Qualidade, Gesto da Tecnologia e da Inovao e Planejamento e Controle de Sistemas Produtivos.
2.1 A Unificao dos Cursos de Engenharia de Produo da UFSCar A justificativa para o oferecimento de um nico curso de Engenharia de Produo em substituio aos trs anteriores reflete, em ltima instncia, o prprio amadurecimento da engenharia de produo como campo disciplinar. Este processo lhe confere crescente autonomia em relao a outras engenharias e define um espao de atuao profissional ao mesmo tempo mais amplo e independente das diferentes bases tcnicas das atividades produtivas. Na maioria das vezes, os engenheiros de produo formados pela UFSCar tm sido contratados para atuar profissionalmente em atividades que no guardam relao com a rea tecnolgica especfica de sua formao. Isso constitui uma forte evidncia de que o mercado de trabalho demanda fundamentalmente engenheiros de produo com slida formao nas tcnicas, ferramentas e instrumentos de anlise e interveno da engenharia de produo, conferindo menos relevncia- quando alguma- base tecnolgica especfica que tem acompanhado a formao de nossos alunos. De outra parte, o ensino de produo se beneficia de um conhecimento amplo sobre variedade de bases tcnicas e regimes de produo que caracteriza os sistemas de produo nas sociedades modernas. Desse modo, a opo de substituir as formaes especficas e detalhadas por uma formao tecnolgica abrangente e geral, capaz de cobrir os processos produtivos industriais mais importantes, favorece o aprofundamento do aprendizado da prpria engenharia de produo, permitindo abordar melhor a grande diversidade de situaes com que o profissional se defrontar. Tanto a demanda de
12 mercado de trabalho quanto a aprendizagem da engenharia de produo justificam, portanto, a proposta de unificao dos cursos.
3. PERFIL, COMPETNCIAS E HABILIDADES DO PROFISSIONAL
A delimitao do perfil do profissional em Engenharia de Produo a ser formado pela UFSCar apoiou-se na concepo geral desta Universidade a respeito dos alunos que pretende formar e em propostas mais especficas sobre o engenheiro de produo, formuladas em mbitos variados, como a ABEPRO, as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) e o CREA-SP. Convm reportar cada uma dessas posies: UFSCar: A Universidade formulou o perfil de seu graduado como um conjunto de valores necessrios, cuja sntese segue abaixo:
Aprender de forma autnoma e continua; Produzir e divulgar novos conhecimentos, tecnologias, servios e produtos; Empreender formas diversificadas de atuao profissional: Atuar inter/multi/transdisciplinarmente; Comprometer-se com a preservao da biodiversidade no ambiente natural e construdo; com sustentabilidade e melhoria da qualidade da vida; Gerenciar processos participativos de organizao publica e/ou privada e/ou incluir-se neles; Pautar-se na tica e na solidariedade enquanto ser humano, cidado e profissional; Buscar maturidade, sensibilidade e equilbrio ao agir profissionalmente. (Perfil do profissional a ser formado na UFSCar. 2001: 5-19)
MEC (Diretrizes curriculares para os cursos de Engenharia): A Resoluo CNE/CES 11, de 11 de maro de 2002, institui as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) do Curso de Graduao em Engenharia, a serem observadas na organizao curricular das Instituies do Sistema de Educao Superior do Pas. Segundo a DCN:
Art 3 - O Curso de Graduao em Engenharia tem como perfil do formando egresso/profissional o engenheiro, com formao generalista, humanista, crtica e reflexiva, capacitado a absorver e desenvolver novas tecnologias, estimulando a sua atuao crtica e criativa na identificao e resoluo de problemas, considerando seus aspectos polticos, econmicos, sociais, ambientais e culturais, com viso tica e humanstica, em atendimento s demandas da sociedade.
14 ASSOCIAO BRASILEIRA DE ENGENHARIA DE PRODUO (ABEPRO): Segundo a ABEPRO, o engenheiro de produo deve ser:
Um profissional com slida formao cientfica e profissional geral que o capacite a identificar, formular e solucionar problemas ligados s atividades de projeto, operao e gerenciamento do trabalho e de sistemas de produo de bens e/ou servios, considerando seus aspectos humanos, econmicos, sociais e ambientais, com viso tica e humanstica em atendimento s demandas da sociedade.
CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E ARQUITETURA (CREA-SP): Para o CREA-SP, o engenheiro de produo deve ser:
Um profissional com slida formao em conformidade com a concepo de cada profisso e exigncia social e, identidade nacional, fundamentada numa formao geral comum em todo o pas. Um profissional comprometido com a tica profissional, com a melhoria da qualidade de vida, a preservao do meio ambiente e segurana da sociedade, capacitado ao aprendizado contnuo, que seja social, econmica e politicamente responsvel, que tenha viso sistmica e globalizada e esteja apto ao trabalho em equipes multidisciplinares.
A reviso crtica dessas posies conduziu formulao do perfil desejado para o egresso dos cursos de Engenharia de Produo da UFSCar So Carlos nos seguintes termos: Um profissional com slida formao cientfica e profissional geral que o capacite a identificar, formular e solucionar problemas ligados s atividades de projeto, operao e gerenciamento do trabalho e de sistemas de produo de bens e/ou servios, considerando seus aspectos humanos, econmicos, sociais e ambientais, com viso tica e humanista em atendimento s demandas da sociedade. Esse profissional deve ser criativo e flexvel, ter esprito crtico, iniciativa, capacidade de julgamento e tomada de deciso, ser apto a coordenar e atuar em equipes multidisciplinares, ter habilidade em comunicao oral e escrita e saber valorizar a formao continuada.
O perfil do egresso proposto almeja a formao de um Engenheiro de Produo capaz de identificar, formular e solucionar problemas ligados aos sistemas de produo. Para tanto, ele necessita de viso sistmica e das capacitaes desenvolvidas ao longo do curso de graduao. Esta perspectiva de formao faz com que este profissional possa se
15 adaptar s mudanas nos contextos sociais, econmicos e tecnolgicos por que passa a sociedade e, mais do que isso, seja capaz de conduzir mudanas desejadas. O Engenheiro de Produo a ser formado pela UFSCar, campus So Carlos, dever desenvolver e atuar profissionalmente com as seguintes competncias, definidas pela ABEPRO13: 1) dimensionar e integrar recursos fsicos, humanos e financeiros a fim de produzir, com eficincia e ao menor custo, considerando a possibilidade de melhorias contnuas; 2) utilizar ferramental matemtico e estatstico para modelar sistemas de produo e auxiliar na tomada de decises; 3) projetar, implementar e aperfeioar sistemas, produtos e processos, levando em considerao os limites e as caractersticas das comunidades envolvidas; 4) prever e analisar demandas, selecionar conhecimento cientfico e tecnolgico, projetando produtos ou melhorando suas caractersticas e funcionalidade; 5) incorporar conceitos e tcnicas da qualidade em todo o sistema produtivo, tanto nos seus aspectos tecnolgicos quanto organizacionais, aprimorando produtos e processos, e produzindo normas e procedimentos de controle e auditoria; 6) prever a evoluo dos cenrios produtivos, percebendo a interao entre as organizaes e os seus impactos sobre a competitividade; 7) acompanhar os avanos tecnolgicos, organizando-os e colocando-os a servio da demanda das empresas e da sociedade; 8) compreender a interrelao dos sistemas de produo com o meio ambiente, tanto no que se refere a utilizao de recursos escassos quanto disposio final de resduos e rejeitos, atentando para a exigncia de sustentabilidade; 9) utilizar indicadores de desempenho, sistemas de custeio, bem como avaliar a viabilidade econmica e financeira de projetos; 10) gerenciar e otimizar o fluxo de informao nas empresas utilizando tecnologias adequadas.
16 Ainda, de acordo com o apresentado pela ABEPRO14, os Engenheiros de Produo da UFSCAR devero desenvolver as seguintes habilidades: 1) iniciativa empreendedora; 2) iniciativa para auto-aprendizagem e educao continuada; 3) comunicao oral e escrita; 4) leitura, interpretao e expresso por meios grficos; 5) viso crtica de ordens de grandeza; 6) domnio de tcnicas computacionais; 7) conhecimento, em nvel tcnico, de lngua estrangeira; 8) conhecimento da legislao pertinente; 9) capacidade de trabalhar em equipes multidisciplinares; 10) capacidade de identificar, modelar e resolver problemas; 11) compreenso dos problemas administrativos, scio-econmicos e do meio ambiente; 12) capacidade de pensar globalmente e agir localmente.
4. ORGANIZAO CURRICULAR
Para que o objetivo de formar profissionais com esse perfil seja cumprido, preciso desenvolver nos alunos esse conjunto amplo de competncias e habilidades. Alm de incutir posturas e atitudes fundamentais para o bom desempenho de indivduos que integraro e freqentemente coordenaro equipes compostas por outros profissionais, cabe fornecer aos alunos o conjunto de conhecimentos demandado dos engenheiros de produo no mercado de trabalho. A atualizao desse conjunto de conhecimentos deve ser garantida por meio da prospeco de novas demandas provenientes do ambiente de trabalho e dos novos conhecimentos gerados no meio acadmico. Esse conjunto de conhecimentos inclui desde as reas mais clssicas da engenharia de produo at outros campos da gesto empresarial, passando por uma slida base de conhecimento cientfico e tecnolgico. Entre as reas tpicas da Engenharia de Produo, deve-se listar o planejamento e controle da produo; o controle e a gesto da qualidade; a organizao do trabalho e dos processos produtivos; a ergonomia; a logstica de suprimento e distribuio; e a anlise de viabilidade de projetos de investimento. O reconhecimento de que o bom desempenho em cada uma dessas atividades requer sua integrao no contexto mais geral da gesto empresarial indica que a formao do engenheiro de produo deve contemplar tambm outros campos, como o marketing; o controle e a gesto de custos; o planejamento estratgico; a anlise de sistemas de informao; a estruturao das organizaes; e a administrao financeira. Este ltimo conjunto de conhecimentos permite uma compreenso mais abrangente do funcionamento da empresa, possibilitando ao engenheiro de produo alicerar mais solidamente sua interveno nos campos clssicos de atuao. Mais do que isso, permite ao profissional assim formado atuar tambm naquelas outras atividades gerenciais, alargando o espectro de atividades de sua competncia. Portanto, no chega a ser surpreendente que profissionais com essa formao muitas vezes acabem, ao longo de suas carreiras, transcendendo o campo da gesto da produo e assumindo funes mais genricas de gesto e postos mais elevados na hierarquia empresarial. Alm da articulao e interpenetrao entre os campos clssicos da Engenharia de Produo e de gesto, preciso esclarecer tambm a relao com o conhecimento tecnolgico sobre processos produtivos, domnio privilegiado de outras reas da
18 engenharia. Em sua atuao profissional, o engenheiro de produo muitas vezes precisa compreender em bom nvel de detalhe a base tcnica dos sistemas produtivos que ele projeta, implementa e gerencia. A definio do layout timo de uma instalao produtiva, evidentemente, pressupe um slido conhecimento sobre a tecnologia subjacente. A montagem de um sistema de gesto da qualidade, igualmente, beneficia-se do conhecimento sobre as variveis tecnolgicas crticas para sua eficincia. Do mesmo modo, a elaborao de projetos, seja de produtos, seja de postos de trabalho, com bom desempenho ergonmico requer significativo conhecimento da sua base tcnica. Munido de uma formao que o permite compreender os aspectos tecnolgicos dos processos produtivos, o engenheiro de produo est apto no s a atuar de forma mais abrangente em seu campo mais prprio de ao a busca da eficincia na concepo e operao de sistemas de produo mas tambm, em vrias circunstncias, a intervir diretamente em aspectos estritamente tecnolgicos dos problemas que as empresas enfrentam. Em situaes mais complexas do ponto de vista tcnico, a formao do engenheiro de produo confere-lhe uma competncia mpar para integrar equipes multidisciplinares e nelas servir como profissional de interface. Com efeito, a formao amparada em conhecimentos gerenciais e tecnolgicos torna-o capaz de dialogar igualmente bem com administradores, economistas e contadores quanto com outros engenheiros e mesmo cientistas. Do ponto de vista da estruturao do currculo, conveniente conceber mdulos que correspondam a cada um desses conjuntos de conhecimentos. Assim, os conhecimentos gerenciais comporiam o Mdulo de Engenharia de Produo e os de carter tcnico, o Mdulo Tecnolgico. Como se ver no prximo tpico deste projeto, alm desses dois mdulos, o currculo composto por um Mdulo Bsico. Este mdulo composto majoritariamente por disciplinas presentes na formao de engenheiros em geral e que constituem pr-requisitos para muitos dos contedos abordados no mdulo de engenharia de produo e, principalmente, no mdulo tecnolgico. A estruturao do currculo nos mdulos propostos (bsico, tecnolgico e de Engenharia de Produo) est pautada na diviso clssica apresentada pela Resoluo CNE/CES n 11/2002, que define que todo o curso de Engenharia, independente de sua modalidade, deve possuir um ncleo de contedos bsicos, um ncleo de contedos profissionalizantes e um ncleo de contedos especficos que caracterizem a modalidade
19 do curso de graduao. Apesar de utilizar outra nomenclatura, este Projeto Pedaggico contempla os contedos indicados na Resoluo CNE/CES n 1115. Alm dos trs mdulos propostos, que congregam o conjunto de conhecimentos organizados em disciplinas da matriz curricular, o artigo 5 da mencionada Resoluo prev:
Art. 5 Cada curso de Engenharia deve possuir um projeto pedaggico que demonstre claramente como o conjunto das atividades previstas garantir o perfil desejado de seu egresso e o desenvolvimento das competncias e habilidades esperadas. nfase deve ser dada necessidade de se reduzir o tempo em sala de aula, favorecendo o trabalho individual e em grupo dos estudantes. 1 Devero existir os trabalhos de sntese e integrao dos conhecimentos adquiridos ao longo do curso, sendo que, pelo menos, um deles dever se constituir em atividade obrigatria como requisito para a graduao. 2 Devero tambm ser estimuladas atividades complementares, tais como trabalhos de iniciao cientfica, projetos multidisciplinares, visitas tericas, trabalhos em equipe, desenvolvimento de prottipos, monitorias, participao em empresas juniores e outras atividades empreendedoras. (Cf. 2) Nesse sentido, a formao do Engenheiro de Produo deve contemplar atividades complementares, tais como: a realizao de estgio supervisionado, a elaborao de trabalho final de curso como atividade de sntese e integrao de conhecimento e a participao do aluno em atividades complementares vinculadas ao ensino, pesquisa e extenso.
Em relao ao Estgio Supervisionado, o Artigo 7 da Resoluo CNE/CES n 11/2002 prev
Art. 7 A formao do engenheiro incluir, como etapa integrante da graduao, estgios curriculares obrigatrios sob superviso direta da instituio de ensino, atravs de relatrios tcnicos e acompanhamento individualizado durante o perodo
No apndice deste projeto apresentado um quadro com classificao das disciplinas do curso segundo o proposto pela Resoluo.
20 de realizao da atividade. A carga horria mnima do estgio curricular dever atingir 160 (cento e sessenta) horas. Pargrafo nico. obrigatrio o trabalho final de curso como atividade de sntese e integrao de conhecimento (Cf. 3-4)
Esses elementos tambm fazem parte do escopo da organizao curricular do curso de Engenharia de Produo da UFSCar So Carlos e so apresentados nas prximas sees. Antes, porm, torna-se necessria a apresentao das premissas metodolgicas que auxiliaram na estruturao do curso de Engenharia de Produo da UFSCar So Carlos.
4.1. Premissas Metodolgicas A estruturao do curso obedeceu algumas premissas metodolgicas que orientaram todas as definies posteriores: 1) O currculo deve ser sinttico e os conhecimentos que o constituem, oferecidos pelas vrias reas devem ser equilibrados. 2) A aula expositiva no o nico meio de aprendizagem. O projeto curricular deve contemplar um conjunto de meios intra e extra-sala, tais como anlise de textos, experimentao, vdeos, debates, projetos multidisciplinares, pesquisa na biblioteca e na internet, estudos de casos e visitas a empresas e outras organizaes. 3) As disciplinas devem contemplar em seu contedo e mtodo de ensino, a contnua atualizao em tecnologias de informao. 4) No desenvolvimento da matriz curricular, ementas e metodologia de ensino, devem ser contemplados os seguintes aspectos: i. legislao relacionada ao trabalho, ao produto e ao meio-ambiente. ii. capacidade de liderana, comunicao interpessoal e trabalho em equipe. iii. comunicao, oral e escrita, em portugus e, quando possvel, em um idioma estrangeiro. 4.2. Estruturao do curso de Engenharia de Produo
21 Como foi dito no tpico relativo s reas de conhecimento cobertas pelo curso, a formao de engenharia de produo da UFSCar So Carlos pode ser dividida em trs mdulos: Mdulo BSICO: composto por disciplinas consideradas bsicas para o engenheiro por desenvolverem o raciocnio lgico, constiturem a base para a formao tecnolgica e formarem habilidades e posturas reconhecidamente necessrias, tais como capacidade de comunicao escrita e oral, domnio de ferramentas computacionais e responsabilidade ecolgica e social. Mdulo TECNOLGICO: cujos contedos devero cobrir de forma abrangente os principais processos produtivos, de modo a fornecer ao graduando os conhecimentos tcnicos requeridos para a compreenso adequada dos diversos tipos de sistemas de produo e para a interveno do profissional no projeto e operao desses sistemas. Mdulo de ENGENHARIA DE PRODUO: com contedos considerados essenciais formao do engenheiro de produo e que devero atender as exigncias mnimas do MEC e recomendaes da ABEPRO. Os alunos devero cursar disciplinas deste mdulo desde o primeiro ano. O esquema apresentado na Figura 1 representa a estrutura proposta:
Mdulo Bsico de engenharia
Mdulo Tecnolgico (processos de produo)
Mdulo de Engenharia de Produo
Mdulo Tecnolgico
Figura 1. Estrutura do curso de Engenharia de Produo da UFSCar.
22 4.2.1. Conhecimentos que compem o Mdulo Bsico O Mdulo Bsico compreende as disciplinas de contedos bsicos e comuns aos cursos de Engenharia. Conforme Resoluo CNE/CES n 11, de 11 de maro de 2002 o ncleo de contedos bsicos deve representar cerca de 30% da carga horria mnima do curso. O Quadro 1 demonstra o rol de disciplinas deste Mdulo e suas respectivas cargas horrias (definidas na quantidade de crditos).
TPICOS Comunicao e Expresso Cincias do Ambiente Eletricidade Aplicada Expresso Grfica Fenmenos de Transporte Fsica
DISCIPLINAS Portugus Cincias do Ambiente Eletricidade para Eng. de Produo Desenho Tcnico para Engenharia Fenmenos de Transporte 6 Fsica 1 Fsica 2 Fsica 3 Fsica Experimental A Fsica Experimental B
CRDITOS 02 crditos 04 crditos 04 crditos 04 crditos 04 crditos 04 crditos 02 crditos 04 crditos 04 crditos 04 crditos 04 crditos 04 crditos 04 crditos 04 crditos 04 crditos 04 crditos 04 crditos 04 crditos 02 crditos 04 crditos 04 crditos 06 crditos 04 crditos 88 1320 33%
Informtica Matemtica
Introduo Programao e ao Uso de Banco de Dados Clculo 1 Clculo 2 Clculo 3 Clculo Numrico Geometria Analtica Sries e Equaes Diferenciais
Mecnica dos Slidos Metodologia Cientfica e Tecnolgica Qumica
Mecnica dos Slidos 1 Introduo Engenharia de Produo Projeto de Monografia em Engenharia de Produo Qumica 2 Geral Qumica Tecnolgica Geral Qumica Analtica Experimental B Total de Crditos Total de Horas Porcentagem Quadro 1. Disciplinas do Mdulo Bsico
23 Este curso de Engenharia de Produo atende a tais tpicos oferecendo as disciplinas obrigatrias apresentadas no Quadro 1. O ncleo de conhecimentos bsicos compreende um total de 88 crditos (1320 horas), representando, portanto, 33% da carga horria mnima do curso.
4.2.2. Conhecimentos que compem o Mdulo Tecnolgico O Mdulo Tecnolgico abrange conhecimentos sobre a base tcnica dos principais processos produtivos. Estas disciplinas devero fornecer ao graduando os conhecimentos tcnicos requeridos para a compreenso dos sistemas de produo. O Quadro 2 apresenta o rol de disciplinas deste Mdulo e suas respectivas cargas horrias (definidas na quantidade de crditos).
TPICOS Cincia dos Materiais Mecnica Aplicada Operaes Unitrias
DISCIPLINAS Ensaios e Caracterizao de Materiais Introduo a Cincia e Tecnologia dos Materiais Mecnica Aplicada Operaes Unitrias Processos de Produo Agropecurios Processamento de Materiais Cermicos Processamento de Materiais Metlicos Processamento de Materiais Polimricos Processos de Construo de Edificaes Automao Industrial Processo da Indstria Qumica Princpios dos Processos Qumicos Laboratrio de Processos Qumicos Tecnologia Mecnica aplicada a EP Total de Crditos Total de Horas Porcentagem Quadro 2. Disciplinas do Mdulo Tecnolgico
CRDITOS 04 crditos 04 crditos 02 crditos 04 crditos 04 crditos 04 crditos 06 crditos 04 crditos 04 crditos 04 crditos 04 crditos 04 crditos 04 crditos 02 crditos 54 810 20%
Processos Qumicos Tecnologia Mecnica
Na Resoluo CNE/CES n 11/2002, o termo Mdulo Tecnolgico como um conjunto separado de disciplinas. Elas fariam parte do ncleo de profissionalizantes das Diretrizes, que inclui as disciplinas consideradas essenciais para a formao do Engenheiro de Produo sejam elas de base tecnolgica ou voltadas gesto da produo, alm de representar 15% da carga horria mnima do curso.
24 No curso de Engenharia de Produo da UFSCar do campus de So Carlos, o mdulo tecnolgico compreende um total de 54 crditos (810 horas), representando, portanto, 20% da carga horria total do curso.
4.2.3. Conhecimentos que compem o Mdulo de Engenharia de Produo Os cursos de Engenharia de Produo que optarem pela formao plena, como o caso do curso do campus de So Carlos, devero compor os contedos de formao profissional e especfica a partir de disciplinas relacionadas s seguintes sub-reas: Gesto da Produo; Gesto da Qualidade; Gesto Econmica; Ergonomia e Segurana do Trabalho; Gesto do Produto; Pesquisa Operacional; Gesto Estratgica e Organizacional; Gesto do Conhecimento Organizacional; Gesto Ambiental; Educao em Engenharia de Produo. Estas sub-reas fazem parte da Matriz de Competncias proposta pela ABEPRO (Associao Brasileira de Engenharia de Produo)16. Dessa forma, o Quadro 3 mostra as disciplinas do Mdulo de Engenharia de Produo, representando as sub-reas citadas acima. Para cada disciplina, mostra-se a subrea a qual ela pertence e seu respectivo o nmero de crditos. Fazem parte deste mdulo a disciplina de carter integradora, que se pautam pela interao de conceitos e mtodos das disciplinas do semestre em curso e dos anteriores, tendo como objetivo agregar, paulatinamente, aos projetos desenvolvidos novas prticas, tcnicas e novos conhecimentos especficos, aumentando o grau de dificuldade de modo compatvel; estimulando assim, os trabalhos de carter multi/interdisciplinar. As Atividades Complementares representam um elemento importante na formao do aluno de Engenharia de Produo. Os alunos podero optar na disciplina Optativa em cursar uma nova disciplina ou pela realizao de Atividades Complementares.
ABEPRO (2004). reas da Engenharia de Produo. Disponvel na URL: http://www.abepro.org.br/areas.asp. Acesso em 22/09/2004.
TPICOS Engenharia do Produto Ergonomia e Segurana do Trabalho Estratgia e Organizao
DISCIPLINAS Projeto e Desenvolvimento de Produto Ergonomia Projeto do Trabalho Estratgia de Produo Organizao do Trabalho Teoria das Organizaes Gerenciamento de Projetos Planejamento e Controle da Produo 1 Planejamento e Controle da Produo 2 Planejamento e Controle da Produo 3 Gesto de Operaes de Servios Gesto da Cadeia de Suprimentos Projeto de Unidades Produtivas Administrao Financeira Contabilidade Bsica Custos Gerenciais Engenharia Econmica Introduo a Economia Mercadologia Microeconomia Novos Empreendimentos Projeto de Empresas Mtodos Estatsticos Aplicados a Engenharia de Produo Modelos Probabilsticos Aplicados a Engenharia de Produo Simulao de Sistemas Pesquisa Operacional para a Engenharia de Produo 1 Pesquisa Operacional para a Engenharia de Produo 2 Gesto da Qualidade Mtodos para Controle e Melhoria da Qualidade Sistemas de Informaes Gerenciais Logstica Empresarial Monografia em Engenharia de Produo Estgio Supervisionado para Engenharia de Produo Optativa Total de Crditos Total de Horas Porcentagem Quadro 3. Disciplinas do Mdulo de Engenharia de Produo
CRDITOS 04 crditos 04 crditos 04 crditos 02 crditos 04 crditos 04 crditos 02 crditos 04 crditos 04 crditos 04 crditos 02 crditos 02 crditos 04 crditos 02 crditos 02 crditos 02 crditos 04 crditos 04 crditos 02 crditos 04 crditos 02 crditos 02 crditos 04 crditos 04 crditos 04 crditos 04 crditos 04 crditos 04 crditos 04 crditos 04 crditos 02 crditos 06 crditos 12 crditos 02 crditos 122 1830 46%
Gesto Econmica
Modelagem, Anlise e Simulao de Sistemas
Pesquisa Operacional Qualidade Sistemas de Informao Transporte e Logstica Trabalho Final de Curso Estgio Curricular Obrigatrio Optativa
26 4.3 Atividades Complementares Atividades complementares so aquelas de carter acadmico, cientfico e cultural desenvolvidas pelo estudante durante o perodo de graduao e consideradas relevantes para a sua formao. A UFSCar, ao longo de sua histria, tem se preocupado em promovlas ativamente, reconhecendo que essas atividades, quando adequadamente articuladas e executadas, potencializam a formao adquirida com as disciplinas da grade curricular. No curso de Engenharia de Produo prevalece essa mesma concepo. As atividades complementares sugeridas so listadas abaixo: Participao em ACIEPEs (Atividades Complementares de Integrao Ensino, Pesquisa e Extenso); Realizao de atividades de Iniciao cientfica; Participao em atividades de extenso; Participao em palestras, seminrios ou cursos relacionados formao do estudante; Publicao de artigos cientficos em anais de congresso ou peridicos e/ou apresentao de trabalhos em congressos ou simpsios; Realizao de atividades vinculadas s Bolsas de Atividade, Monitoria ou Treinamento; Participao em atividades de voluntariado e de responsabilidade social Realizao de Estgio No-Obrigatrio.
Ao estabelecer as Atividades Complementares como um contedo curricular importante para a formao profissional, cientfica e cidad do aluno de Engenharia de Produo, busca-se o envolvimento da Coordenao do Curso, Departamentos, docentes e da prpria Universidade na oferta dessas atividades. Da mesma forma, ser incentivada a participao dos alunos de Engenharia de Produo nas Atividades Complementares propostas. O cumprimento da carga horria das Atividades Complementares pelo aluno deve ser incentivado. O estudante que optar pela realizao da disciplina Optativa por meio de Atividades Complementares dever comprovar, no mnimo, a realizao de quatro crditos (60 horas) de atividades complementares durante toda a sua graduao, que sero
27 oficializadas at o final do dcimo semestre letivo do curso. O aluno pode e deve envolverse com uma carga horria maior de Atividades Complementares. Sero consideradas vlidas as Atividades Complementares desenvolvidas pelos alunos que atendam aos interesses do curso e que sejam comprovadas mediante apresentao de documentos comprobatrios. Caber ao Conselho de Curso aprovar o regulamento que disciplina a oferta e o funcionamento das Atividades Complementares do curso de Engenharia de Produo da UFSCar, campus So Carlos. Enfatiza-se que outras atividades, distintas das que foram citadas, podero ser reconhecidas pelo Conselho, desde que se tenha a comprovao e contribua para a formao do perfil que se deseja. 4.4 Estgio Supervisionado A prtica de estgio deve contribuir para a formao do perfil profissional que se pretende, incluindo o desenvolvimento das competncias desejveis e o aprimoramento de conhecimentos especficos relacionados Engenharia de Produo. As diretrizes para realizao do estgio supervisionado no mbito do curso de Engenharia de Produo da Universidade Federal de So Carlos, campus So Carlos, esto em consonncia com a Lei n 11.788, de 25 de setembro de 2008, que dispe sobre o estgio de estudantes. Estgio conceituado como: um ato educativo supervisionado desenvolvido no ambiente de trabalho, que visa preparao do aluno para o trabalho produtivo, mediante aprendizado de competncias prprias da atividade profissional e contextualizao curricular. Faz parte do projeto pedaggico do curso e integrar o roteiro formativo do educando, podendo ser obrigatrio ou no-obrigatrio, conforme definam as DCNs e o projeto pedaggico do curso. O Estgio Supervisionado Obrigatrio para a Engenharia de Produo participa como disciplina na matriz curricular do curso de Engenharia de Produo da UFSCar, campus So Carlos. Tem carga horria de 12 crditos, portanto 180 horas, sendo oferecido em carter terico-prtico e obrigatrio para todos os alunos. O principal requisito para cursar essa disciplina ser de 180 crditos, mnimos, cursados pelo aluno at a data de incio do estgio. Trata-se, portanto, de uma obrigao e requisito para integralizao curricular.
28 O Estgio Supervisionado No Obrigatrio deve ser oferecido como optativo para todos os alunos como uma das Atividades Complementares (nmero de crditos e carga horria dependente da atividade de estgio). Essa disciplina deve ser oferecida todos os semestres (se possvel, nas frias tambm). Os estudantes podero realizar estgios supervisionados no obrigatrios em qualquer momento do curso, desde que haja compatibilidade entre a carga horria exigida pela organizao solicitante e a carga horria da Matriz Curricular do Curso. Esse tipo de estgio deve ser remunerado. De acordo com a Lei n 11.788, de 25 de setembro de 2008, o estgio deve ser supervisionado por um profissional no destino (onde ocorre a atividade de estgio, por exemplo, em uma empresa) e orientado por um professor na origem (UFSCar). O estgio obrigatrio pode ser ou no remunerado. O Estgio Supervisionado dever ser oferecido como disciplina em todos os semestres e em todas as oportunidades possveis de oferecimento (inclusive nas frias de vero e nas frias de inverno). Os requisitos para que os alunos possam realizar o Estgio Supervisionado so: 1) O aluno deve estar regularmente matriculado no curso; 2) O aluno j deve ter cursado, no mnimo, 180 crditos. 3) Deve ser celebrado um termo de compromisso entre o aluno, a instituio concedente do estgio e a instituio de ensino, mais um plano de atividades; 4) Deve haver compatibilidade entre as atividades desenvolvidas no estgio e aquelas previstas no termo de compromisso e, por conseguinte, com o projeto pedaggico do curso; 5) O acompanhamento efetivo do estgio deve ser feito por um professor orientador da instituio de ensino e por um funcionrio supervisor pela instituio concedente;
Compete Universidade Federal de So Carlos por meio do Departamento de Engenharia de Produo: 1) Celebrar termo de compromisso com o educando e com a parte concedente. A lei no estabelece a obrigatoriedade de celebrao de acordo ou convnio entre a instituio de ensino e o ente pblico ou privado concedente do estgio;
29 2) No termo de compromisso, indicar a rea de conhecimento, o nvel e a modalidade de ensino e o carter obrigatrio ou no-obrigatrio do estgio; 3) Indicar, tambm, a adequao do estgio proposta pedaggica do curso, a etapa e modalidade da formao escolar do aluno, o horrio e calendrio escolar; 4) Avaliar as instalaes da parte concedente do estgio e sua adequao formao cultural e profissional do educando; 5) Indicar um professor da rea de conhecimento onde se insere o estgio para atuar como orientador e responsvel pelo acompanhamento e avaliao das atividades do estagirio; 6) Exigir do aluno relatrios peridicos; 7) Elaborar normas complementares e instrumentos de avaliao dos estgios de seus alunos.
Para realizao do Estgio Supervisionado devem ser observadas as seguintes condies bsicas: 1) O estgio no poder ultrapassar seis horas dirias e trinta horas semanais; 2) Os cursos que possuem semestre dedicado exclusivamente a estgio (ou alternem teoria e prtica) podero estender a jornada para quarenta horas semanais; 3) O pagamento de bolsa e auxlio-transporte obrigatrio no caso de estgio noobrigatrio e opcional no caso de estgio obrigatrio; 4) O estagirio tem direito a um recesso de 30 dias, aps um ano de estgio. As mesmas condies de pagamento do perodo normal de estgio devem ser aplicadas no perodo de recesso.
A implementao e acompanhamento das atividades do Estgio Supervisionado sero de responsabilidade da Coordenao de Estgio, dos professores orientadores e dos supervisores vinculados s partes concedentes. As principais obrigaes da Coordenao de Estgio so:
30 1) Coordenar todas as atividades relativas ao cumprimento dos programas do estgio; 2) Apreciar e decidir sobre propostas de estgios apresentadas pelos alunos; 3) Coordenar as indicaes de professores orientadores por parte dos alunos, procurando otimizar a relao aluno-professor; 4) Promover convnios e termos de compromissos entre a Universidade Federal de So Carlos e as partes concedentes interessadas em abrir vagas para o Estgio; 5) Divulgar vagas de estgio e recrutar alunos para seu preenchimento; 6) Coordenar a tramitao de todos os instrumentos jurdicos (convnios, termos de compromisso, requerimentos, cartas de apresentao, cartas de autorizao etc) para que o estgio seja oficializado; 7) Coordenar as atividades de avaliaes do Estgio Supervisionado.
Como j apresentado de responsabilidade do Departamento de Engenharia de Produo da UFSCar, campus So Carlos, indicar professores orientadores como responsveis pelo acompanhamento e avaliao das atividades dos estagirios. de responsabilidade dos professores orientadores: 1) Orientar os alunos na elaborao dos relatrios e na conduo de seu Projeto de Estgio; 2) Indicar bibliografia de pesquisa e dar suporte aos estgios; 3) Supervisionar o desenvolvimento do programa pr-estabelecido, controlar freqncias, analisar relatrios, interpretar informaes e propor melhorias para que o resultado esteja de acordo com a proposta inicial.
Na organizao selecionada pelo aluno para realizar o estgio, haver um responsvel da prpria empresa encarregado de acompanhar e viabilizar a realizao do estgio. Este profissional, segundo a Lei n 11.788, de 25 de setembro de 2008, deve ter formao ou experincia profissional na rea de conhecimento desenvolvida no curso do estagirio, para orientar e supervisionar at 10 (dez) estagirios simultaneamente. Compete a este supervisor: 1) Supervisionar o desenvolvimento do estgio, controlar freqncias, analisar relatrios, interpretar informaes e propor melhorias para que o resultado esteja de aodo com a proposta inicial, e
31 2) Enviar Coordenao de Estgio, com periodicidade mnima de 6 (seis) meses, relatrio de atividades desenvolvidas pelos estagirios.
Por fim, caber ao Conselho de Curso aprovar o regulamento que disciplina a oferta e o funcionamento do Estgio Supervisionado do curso de Engenharia de Produo da UFSCar, campus So Carlos.
4.5 Trabalho de Concluso de Curso O Trabalho de Concluso de Curso busca fazer com que o estudante sintetize e integre conhecimentos adquiridos durante o curso. O resultado final dever ser a apresentao individual de uma monografia que contemple um problema relacionado Engenharia de Produo. O Trabalho de Concluso de Curso ser desenvolvido pelo aluno nos dois ltimos semestres do curso, totalizando dez crditos (150 horas). O trabalho ser iniciado no 9 semestre, na disciplina de Projeto de Monografia em Engenharia de Produo (quatro crditos), na qual ser elaborado o Projeto de Monografia. No ltimo semestre h a disciplina Monografia em Engenharia de Produo (seis crditos) para finalizao e defesa do Trabalho de Concluso de Curso. Caber ao docente da disciplina Projeto de Monografia em Engenharia de Produo, amparado pela Coordenao do Curso, a distribuio de orientadores e co-orientadores para os trabalhos e a coordenao das atividades at a apresentao e defesa da monografia final.
4.6 Articulao Ensino, Pesquisa e Extenso A UFSCar, ao longo de sua histria, tem se preocupado em promover ativamente a integrao entre as atividades de ensino, pesquisa e extenso, reconhecendo que essas atividades, quando adequadamente articuladas e executadas de forma balanceada, potencializam-se umas s outras. Esta diretriz acadmica tambm est fundamentada no curso de Engenharia de Produo da UFSCar, campus So Carlos, j que os alunos podero se envolver com
32 atividades de ensino, pesquisa e extenso, vinculadas diretamente ao curso ou ofertadas pelos Departamentos comprometidos com o curso de Engenharia de Produo. 4.6.1 Atividades de Pesquisa Uma primeira estratgia para desenvolver as atividades pesquisa no curso de Engenharia de Produo a obrigatoriedade, para os alunos, de realizao de Trabalho de Concluso de Curso (Monografia em Engenharia de Produo), o que conduz s prticas de investigao e de soluo de problemas especficos de engenharia de produo. Tambm, no decorrer do curso, os alunos tero a oportunidade de desenvolver a iniciao cientfica formalizada pelos canais internos da universidade, conforme sua afinidade temtica ou ao docente orientador. Neste ponto, destacam-se as atividades de pesquisa do Departamento de Engenharia de Produo (DEP/UFSCar). As atividades de pesquisa do DEP/UFSCar so conduzidas por grupos de pesquisa nos quais atuam professores e estudantes de ps-graduao e graduao. H atualmente doze grupos ativos de pesquisa, os quais se dedicam a temticas variadas, tais como: gesto da qualidade, planejamento e controle da produo, gesto da tecnologia, projeto de instalaes industriais, ou a objetos especficos, como as cadeias produtivas agroindustriais e de msica. O quadro abaixo apresenta cada um desses grupos e seus objetivos.
Grupo 1. ERGO&AO
2. GEEOP Grupo de Estudos sobre Estratgia e Organizao da Produo 3. GEPAI Grupo de Estudos e Pesquisas Agroindustriais
4. GEPEQ Grupo de Estudo e Pesquisa em Qualidade 5. GEPRELT Grupo de Pesquisa em Reduo de Lead Time 6. GERCPM Grupo de Estudos sobre as Redes e Cadeias Produtivas da Msica 7. GETAP Grupo de Estudos e Pesquisas em Trabalho, Agroindstria e Polticas Pblicas 8.
Objetivos Desenvolver atividades de ensino, pesquisa e extenso nas reas de Ergonomia e Projetao do Trabalho, articulando as perspectivas da Ergonomia Situada, Projeto de Engenharia e Pesquisa Ao em processos de interveno/reflexo. Pesquisar diversos temas relacionados Estratgia de Produo, Estratgia Tecnolgica, e Organizao da Produo e do Trabalho em diversos setores industriais. Difundir conhecimentos que permitam a melhoria da qualidade e da produtividade da agroindstria nacional, de forma a superar os problemas de abastecimento alimentar (segurana alimentar) e adaptar o sistema agroindustrial brasileiro aos padres internacionais de competitividade. Gerar e difundir conhecimentos que permitam a melhoria da qualidade e da produtividade das empresas e organizaes no Brasil, visando capacitao dos recursos humanos, a melhoria do meio-ambiente e o desenvolvimento da tecnologia de gesto. Desenvolver estudos e propostas para reduo de lead time em ambientes produtivos, contribuindo tanto na rea acadmica como em empresas brasileiras, por meio de atividades de ensino, pesquisa e extenso.
O Grupo tem como principal misso estudar as dinmicas prprias dessas redes e cadeias, que envolvem os mais diversos tipos de atores inseridos na pr-produo, produo, distribuio, comercializao e consumo de msica.
Desenvolver estudos e pesquisas voltadas anlise e promoo do desenvolvimento sustentvel local e regional, em suas dimenses econmica, ambiental, social e poltica, promovendo uma melhor relao entre a produo, o meio-ambiente, a qualidade de vida e a cidadania. GETEC Grupo de Realizar projetos de pesquisa e extenso sobre questes Gesto da Tecnologia vinculadas ao desenvolvimento tecnolgico, contribuindo para a elaborao de polticas pblicas e estratgias empresariais na rea de cincia, tecnologia e inovao (C, T & I), alm da formao de pesquisadores e profissionais capacitados nesse campo. GPO Grupo de Estudos Desenvolver modelos matemticos de otimizao e procedimentos em Pesquisa Operacional computacionais exatos e heursticos para apoiar o processo de deciso em sistemas de produo e logstica. NESEFI Ncleo de Realizar pesquisas na rea de jogos de empresas, exercitando o Estudos em Sociologia processo de tomada de decises. Este processo estruturado em Econmica e das Finanas torno de um modelo simulado de uma determinada situao gerencial. PLACOP Grupo de Desenvolver trabalhos e organizar workshops no sentido de Pesquisa em Planejamento contribuir de forma efetiva para a diminuio da lacuna entre a e Controle da Produo teoria e a prtica no Planejamento e controle da Produo. SimuCAD Simulao & Atuar na rea de projetos de instalaes industriais, integrando CAD ferramentas de computao grfica e de Simulao na concepo, avaliao e implantao de sistemas de produo.
Quadro 4. Grupos de pesquisa do DEP/UFSCar (outubro de 2008).
34 Os esforos de pesquisa do DEP/UFSCar guardam estreita relao com o Programa de Ps-Graduao em Engenharia de Produo (PPGEP) da UFSCar. O PPGEP deu incio a suas atividades em maro de 1992 e contempla, alm do curso de mestrado original, tambm um curso de doutorado desde 1999. Estruturado em cinco diferentes reas de pesquisa (Competitividade em Redes e Cadeias; Dinmica Organizacional e Trabalho; Gesto da Qualidade; Gesto da Tecnologia e da Inovao e Planejamento e Controle de Sistemas Produtivos), o PPGEP conta com a participao de docentes do DEP/UFSCar, alm de docentes de outros departamentos da UFSCar. O programa foi avaliado com conceito quatro pela CAPES e apresenta como resultados mais destacados a defesa, at setembro de 2008, de 310 dissertaes de mestrado e 74 teses de doutorado neste Programa. Cabe ressaltar que em 2008, as atividades de pesquisa do DEP contaram com 33 alunos de graduao, cuja participao foi implementada atravs de projetos de iniciao cientfica. Deste total de projetos, 25 estavam vinculados a projetos de ps-graduao e 1 a projeto de extenso universitria. Entre as atividades do DEP/UFSCar vinculadas pesquisa, cabe frisar tambm a edio da revista Gesto & Produo. Publicada desde 1994, a revista destaca-se como um dos principais veculos do Pas na divulgao de artigos tcnicos e cientficos ligados engenharia de produo. Sua qualidade atestada pelo apoio financeiro do CNPq e da Fapesp e pela indexao nas bases SciELO e International Abstracts in Operations Research.
4.6.2 Atividades de Extenso As atividades de extenso so importantes no apenas como meio de difuso do conhecimento gerado na universidade, mas tambm como mecanismo de aproximao da realidade. No curso propriamente dito, algumas disciplinas (Novos Empreendimentos e Monografia em Engenharia de Produo) proporcionam a prtica da extenso universitria, pois os alunos tm a oportunidade de manter contato direto com a sociedade a fim de promover o levantamento de informaes ou sugerir a soluo de problemas das comunidades locais e regionais. De maneira mais explcita, os alunos tero a oportunidade de participar de atividades de extenso organizadas pelas diversos canais internos da universidade. Neste ponto, destacam-se as atividades de extenso do Departamento de Engenharia de Produo (DEP/UFSCar).
35 Entre as atividades complementares constam as participaes em projetos de extenso voltados prtica de engenharia, em que so realizados servios tcnicos reais, sob a superviso de professores do DEP/UFSCar. Merecem destaque o PET de Engenharia de Produo e a Empresa Jnior como projetos de extenso apoiadas pelo curso e que agregam muitos alunos da graduao em suas atividades. No caso do DEP/UFSCar, so dois os eixos principais das atividades de extenso. De um lado, existem os projetos de assessoria e consultoria voltados ao atendimento de demandas especficas de empresas, rgos pblicos e outros atores sociais. Esses projetos tm permitido sociedade ter acesso a conhecimento gerado no departamento, mas, alm disso, tem propiciado ao DEP/UFSCar a riqussima oportunidade de, ao aplicar suas competncias a problemas concretos, desenvolver novo conhecimento. Entre as organizaes que se beneficiaram diretamente desses projetos contam-se grandes empresas pblicas e privadas ECT, Embraer, Multibrs, Faber-Castell, Johnson & Johnson, 3M etc. , pequenas e mdias empresas da regio de So Carlos, rgos pblicos municipais, estaduais e federais e entidades de classe. Os cursos de ps-graduao lato sensu constituem o outro eixo das atividades de extenso do DEP/UFSCar, que oferece regularmente cursos de especializao em Gesto da Produo, Gesto de Agronegcios, Gesto Organizacional e de Recursos Humanos e Engenharia de Segurana do Trabalho. Nas vrias edies desses cursos oferecidas na UFSCar ou em parceria com outras instituies, foram qualificados mais de 500 profissionais. Do mesmo modo que no caso dos projetos de extenso, o contato com a vivncia desses alunos representa para os docentes uma fonte importante de conhecimento emprico e oportunidade para reflexo sobre a aplicao das teorias e ferramentas analticas empregadas em seus campos de ensino e pesquisa. A dinmica de interao entre ensino, pesquisa e extenso no uma exclusividade do DEP/UFSCar. Outros departamentos da UFSCar que apiam o curso de Engenharia de Produo tambm se destacam por suas atividades de pesquisa e extenso. Os departamentos de Computao, Engenharia Civil, Engenharia de Materiais, Engenharia Qumica, Fsica, Matemtica e Qumica, responsveis por disciplinas dos mdulos bsico e tecnolgico, nucleiam todos programas de ps-graduao em suas respectivas reas. Dois desses programas as ps-graduaes em Qumica e Engenharia de Materiais apresentam nvel internacional de excelncia, obtendo o conceito mximo na avaliao da CAPES.
36 Essa diversidade das atividades de pesquisa e extenso beneficia os alunos de graduao que se envolvem diretamente com elas em projetos de iniciao cientfica e de extenso, alargando sua formao com atividades complementares. Mais do que isso, tais atividades permitem atualizar e enriquecer a formao dos docentes, gerando, portanto, efeitos positivos na prpria prtica do ensino.
4.7 Sistemtica de Avaliao A escolha de mtodos de avaliao depende de fatores como objetivos pretendidos, reas disciplinares, nvel de escolaridade dos alunos, tipo de atividade em que o desempenho se manifesta, o contexto de aprendizagem e o prprio avaliador. Ainda que testes e provas sejam utilizados regularmente pela maioria das disciplinas do Curso de Engenharia de Produo, estes so muitas vezes complementados por outros instrumentos de avaliao tais como: elaborao de projetos, relatrios, apresentao de seminrios individuais e coletivos, publicao de artigos, acompanhamento das atividades de estgios pelos supervisores, entre outros. Os instrumentos de avaliao devem ser selecionados adequadamente de forma a retratar o processo de aprendizagem do aluno. Esto diretamente relacionados concepo que se tem de educao, s competncias em desenvolvimento, aos procedimentos metodolgicos adotados e aos temas de estudo selecionados. Os critrios para avaliao devem ser previamente estabelecidos, descritos e amplamente conhecidos pelos alunos, favorecendo a transparncia do processo, a orientao do trabalho discente e a co-responsabilidade do aluno no processo de aprendizagem. Em determinadas situaes, durante o processo podem at mudar; porm, sempre com o conhecimento e participao dos alunos. Para cada disciplina do curso, essa sistemtica de avaliao deve ser explcita no Plano de Ensino da disciplina. Tal prtica est em consonncia com o disposto pelos Artigos 5, 6 e 7 da Portaria GR/UFSCar no 522/06, o qual versa sobre a utilizao de diferentes mtodos e instrumentos de avaliao. A UFSCar estabelece como critrios de aprovao em uma dada disciplina/atividade curricular, um mnimo de setenta e cinco por cento de presena em aula, e nota final igual ou superior a seis. Quando este patamar no atingido, a Portaria GR/UFSCar no 522/06 prescreve as condies e aplicao do Processo de Avaliao Complementar (PAC), em substituio ao
37 Regime Especial de Recuperao (RER), regulamentado pela Portaria GR/UFSCar no 1.019/95, conforme se segue:
Art. 14 O processo de avaliao complementar dever ser realizado em perodo letivo subsequente ao trmino do perodo regular de oferecimento da disciplina. So pressupostos para a realizao da avaliao complementar de recuperao que: I o estudante tenha obtido tenham obtido na disciplina/atividade curricular no perodo letivo, nota final igual ou superior a cinco e frequncia igual ou superior a setenta e cinco por cento; II sejam estabelecidos prazos para que essa avaliao se inicie e se complete em consonncia como o conjunto da sistemtica de avaliao proposta para a disciplina/atividade curricular; III o resultado dessa avaliao complementar seja utilizado na determinao da nova nota final do estudante, na disciplina/atividade curricular, segundo os critrios previstos na sistemtica de avaliao, a qual definir a sua aprovao ou no, conforme estabelecido no artigo 12. Art. 15 A realizao da avaliao complementar a que se refere o artigo 14 pode prolongar-se at o trigsimo quinto dia letivo do perodo letivo subsequente, no devendo incluir atividades em horrios coincidentes com outras
disciplinas/atividades curriculares realizadas pelo estudante.
Portanto, de acordo com as normas da UFSCar, a avaliao da aprendizagem e do desempenho acadmico feita por disciplina, incidindo sobre a freqncia e o aproveitamento das atividades e dos contedos ministrados em cada uma delas. A avaliao ser efetuada com vistas a constatar o nvel de compreenso alcanado pelo aluno, segundo uma perspectiva funcional. O objetivo verificar a operacionalizao dos conceitos bsicos em nvel mnimo aceitvel.
5 MATRIZ CURRICULAR
Nessa seo apresentada a proposta de distribuio das disciplinas nos 10 semestres. Em seguida apresentada a relao de todas as disciplinas com seus objetivos, suas ementas e requisitos.
5.1. Relao de Disciplinas por Semestre A organizao curricular do curso de Engenharia de Produo da Universidade Federal de So Carlos, campus So Carlos, segue a seguinte estrutura: 1) Disciplinas de quatro crditos semanais. Em mdia estas disciplinas tero durao de quinze semanas para o desenvolvimento do contedo e para realizao da avaliao final. 2) Disciplinas de dois crditos semanais. Em mdia estas disciplinas tero durao de quinze semanas para o desenvolvimento do contedo e para realizao da avaliao final. 3) Atividades de Estgio Supervisionado para Engenharia de Produo no 10. Semestre 4) Atividades Complementares 5) Perodos semestrais; 6) Perodo de durao do curso de cinco anos; A seguir, apresenta-se a Matriz Curricular do Curso de Engenharia de Produo.
1o Semestre Introduo Engenharia de Produo Qumica 2 Geral Clculo 1 Desenho Tcnico para Engenharia Introduo Economia Portugus Geometria Analtica Introduo Programao e ao Uso de Bancos de Dados Total de crditos 2o Semestre Fsica 1 Qumica tecnolgica Geral Sries e Equaes Diferenciais Clculo 2 Tecnologia Mecnica aplicada a Engenharia de Produo Microeconomia Modelos Probabilsticos Aplicados Engenharia de Produo Total de crditos 4 6 4 4 2 4 4 28 60 90 60 60 30 60 60 420 2 4 4 4 4 2 4 4 28 30 60 60 60 60 30 60 60 420
3o Semestre Fsica 2 Fsica Experimental A Qumica Analtica Experimental B Clculo 3 Clculo Numrico Mecnica Aplicada Mtodos Estatsticos Aplicados Engenharia de Produo Estratgia de Produo Total de crditos 4o Semestre Fsica 3 Fsica Experimental B Princpios dos Processos Qumicos Cincias do Ambiente Organizao do Trabalho Mecnica dos Slidos 1 Mercadologia Pesquisa Operacional para a Engenharia de Produo 1 Total de crditos 5o Semestre Processos de Produo Agropecuria Projeto e Desenvolvimento de Produto Fenmenos dos Transporte 6 Sistemas de Informaes Gerenciais Automao Industrial Teoria das Organizaes Pesquisa Operacional para a Engenharia de Produo 2 Total de crditos 6o Semestre Introduo Cincia e Tecnologia dos Materiais Processos de Construo de Edificaes Operaes Unitrias Eletricidade para Engenharia de Produo Planejamento e Controle da Produo 1 Projeto do Trabalho Simulao de Sistemas Contabilidade Bsica Total de crditos 7o Semestre Processamento de Materiais Cermicos Laboratrio de Processos Qumicos Processamento de Materiais Polimricos Engenharia Econmica Gesto da Qualidade 1 Gerenciamento de Projetos Ergonomia Custos Gerenciais Total de crditos 4 4 4 4 4 4 4 28 60 60 60 60 60 60 60 420 4 4 4 4 4 4 2 4 30 60 60 60 60 60 60 30 60 450 2 4 4 4 4 2 4 2 26 30 60 60 60 60 30 60 30 390
4 4 4 4 4 4 4 2 30
60 60 60 60 60 60 60 30 450
4 4 4 4 4 2 4 2 28
60 60 60 60 60 30 60 30 420
8o Semestre Processamento de Materiais Metlicos Ensaio e Caracterizao de Materiais Processos da Indstria Qumica Projeto de Unidades Produtivas Mtodos para Controle e Melhoria da Qualidade Planejamento e Controle da Produo 2 Logstica Empresarial Total de crditos 9 Semestre Projeto de Monografia em Engenharia de Produo Administrao Financeira Planejamento e Controle da Produo 3 Novos Empreendimentos Gesto de Operaes de Servios Total de crditos 10 Semestre Monografia em Engenharia de Produo Projeto de Empresas Gesto da Cadeia de Suprimento Estgio Supervisionado para Engenharia de Produo Optativa Total de crditos Total Geral do Curso 6 4 4 4 4 4 2 28 90 60 60 60 60 60 30 420
4 2 4 2 2 14
60 30 60 30 30 210
6 2 2 12 2 24 264
90 30 30 180 30 360 3960
O Estgio Supervisionado para a Engenharia de Produo tem carter tericoprtico e obrigatrio para todos os alunos. O Departamento de Engenharia de Produo prev tambm o oferecimento anual de um conjunto de disciplinas optativas. necessrio para integralizao curricular que o aluno curse, pelo menos, uma disciplina optativa de 02 crditos no ltimo semestre, podendo sua realizao ser antecipada pelo aluno caso haja disponibilidade em seu horrio de aulas e coincida com a oferta do Departamento de Engenharia de Produo. Os alunos que livremente optarem por cursar mais de uma optativa, tero os crditos acrescidos no seu histrico escolar. Os alunos optaro por uma das disciplinas optativas apresentadas no Quadro 5 para integralizao curricular. Alm dessas, novas disciplinas podero ser oferecidas, desde que solicitadas e aprovadas pela Coordenao de Curso.
Disciplinas Optativas Tpicos em Organizao e Projeto do Trabalho Tpicos em Teoria das Organizaes Tpicos em Gesto da Qualidade Tpicos em Gerncia da Produo Tpicos em Qualidade Industrial Tpicos em Economia Tpicos de Ergonomia Tpicos em Gesto da Cadeia de Suprimentos Tpicos em Projeto do Produto Libras Atividades Complementares
Quadro 5 - Disciplinas Optativas
5.2. Ementrio Bsico ou Disciplinas Obrigatrias 5.2.1. Relao das Disciplinas do Mdulo Bsico
Nome: (01.030-8) Cincias do Ambiente (4 crditos tericos) Requisito: no h Objetivos: Oferecer ao aluno conhecimentos bsicos sobre ecologia e os efeitos da ao antrpica sobre o ambiente, especialmente desenvolvendo no aluno a capacidade de observao crtica desses efeitos e como solucion-los. Ementa: Noes Bsicas de Ecologia. Noes de Ecossistemas. Biosfera. Ciclos Biogeoqumicos. Poluio Atmosfrica. Poluio dos Solos. Poluio das guas; Noes de Gerenciamento Ambiental.
Nome: (02.032-0) Introduo Programao e ao Uso de Banco de Dados (3 crditos tericos e 1 prtico) Requisito: no h Objetivos: Oferecer formao bsica sobre programao, dando destaque programao e uso de banco de dados. Ementa: Noo de algoritmo. Pprogramao bsica aplicada a algoritmo. Modelagem de dados. Implementao de banco de dados.
Nome: (03.084-8) Mecnica dos Slidos 1 (4 crditos tericos) Requisitos: (08.910-9) Clculo 1 E (12.003-0) Mecnica Aplicada 1 Objetivo: Fornecer ao aluno os fundamentos tericos do comportamento mecnico dos corpos deformveis. Capacitar o aluno a reconhecer as limitaes das hipteses, analisar e relacionar as distribuies de esforos, tenses e deformaes de elementos lineares sujeitos as aes simples e combinadas. Aplicar critrios de resistncia dos materiais. Ementa: Introduo; Estado de tenso. Esforos solicitantes como resultantes das tenses. Barras submetidas fora normal. Flexo. Toro. Critrios de resistncia.
42 Nome: (03.581-5) Eletricidade para a Engenharia de Produo (4 crditos prticos) Requisitos: (09.111-1) Fsica Experimental B E (09.903-1) Fsica 3 Objetivos: Caracterizar os problemas, grandezas e fenmenos eltricos relacionados com a utilizao da eletricidade; caracterizar sistemas de iluminao, mquinas eltricas, dispositivos de manobra e proteo, relacionados com os sistemas eltricos os quais o Engenheiro de Produo lida em suas atividades profissionais de modo a garantir instalaes eltricas seguras, no colocando em risco a segurana das pessoas e o desempenho adequado do equipamento (consumo de energia, durabilidade, rendimento etc). Ementa: Noes sobre gerao, transmisso, distribuio e utilizao de energia eltrica. Fundamentos de corrente alternada. Riscos de acidentes e problemas nas instalaes eltricas; Introduo a materiais, dispositivos e equipamentos eltricos e eletrnicos. Introduo s fontes de suprimentos de energia eltrica. Introduo iluminao artificial. Introduo s mquinas eltricas.
Nome: (06.203-0) Portugus (2 Crditos tericos) Requisito: no h Objetivo: Fazer com que o aluno seja capaz de: aplicar os princpios gerais da Lingstica; ler criticamente textos de vrias procedncias; utilizar a expresso oral com clareza e coerncia; produzir textos diversos. Ementa: Cincia da Linguagem. Desenvolvimento da Expresso Oral. Produo de Texto; Leitura e Anlise do Discurso.
Nome: (07.006-8) Qumica Tecnolgica Geral (6 crditos- 2 tericos e 4 prticos) Requisito: no h Objetivos: Familiarizar o aluno com as aplicaes prticas da disciplina, em especial com as de interesse tecnolgico atual e que possam ser planejadas, otimizadas e controladas com o auxlio da comparao. Fornecer ao aluno os conhecimentos tericos bsicos que lhe possibilitar futuramente, se revistos e aprofundados, atuar na automao industrial de processos qumicos atravs do entendimento do comportamento dos sistemas de reao. Ementa: Elementos qumicos e as propriedades peridicas. Ligaes qumicas. Algumas funes orgnicas e inorgnicas. Reaes qumicas. Clculo estequiomtricos de reaes qumicas. Corroso e proteo. Eletrodeposio. Combustveis.
Nome: (07.014-9) Qumica 2 (Geral) (4 crditos tericos) Requisito: no h Objetivos: Ao final da disciplina o aluno dever ser capaz de caracterizar o que se entende por substncias, materiais, reaes qumicas, estequiometria, cidos e bases, solues tamponantes; equilbrio qumico e propriedades coligativas. Alm disso, dever ser capaz de realizar clculos: a) de composio percentual de substncias e determinar frmulas a partir da composio percentual; b) para uma amostra de uma substncia ou material envolvendo as grandezas massa, volume, quantidade de matria e nmero de entidades qumicas; c)estequiomtricos; d) envolvendo constantes de equilbrio e quantidades de equilbrio e/ou iniciais; e) envolvendo o pH de solues aquosas f)envolvendo solues tamponantes; g) de propriedades coligativas. Ementa: Solues. Reaes qumicas. Estequiometria. Equilbrio qumico.
Nome: (07.403-9) Qumica Analtica Experimental B (4 crditos prticos) Requisitos: (07.014-9) Qumica 2 E (07.006-8) Qumica Tecnolgica Geral Objetivos: No final do curso os alunos devero estar aptos a analisar amostras qualitativa e quantitativamente, levando em considerao a qualidade de cada amostra, atravs de normas padronizadas. Ementa: Normas de trabalho no laboratrio de Qumica Analtica Experimental B. Sistemtica da separao e identificao dos principais Ctions. Sistemtica da separao e identificao dos principais nios. Mtodos gravimtricos de anlise qumica. Mtodos volumtricos de anlise qumica. Mtodos instrumentais de anlise qumica.
Nome: (08.111-6) Geometria Analtica (4 crditos - 03 tericos e 01 prtico). Requisito: no h Objetivo: Introduzir linguagem bsica e ferramentas (matrizes e vetores), que permitam ao aluno analisar e resolver alguns problemas geomtricos, no plano e espao euclidianos, preparando-o para aplicaes mais gerais do uso do mesmo tipo de ferramentas. Ementa: Matrizes; Sistemas lineares; Eliminao gaussiana. Vetores; produtos escalar, vetorial e misto. Retas e planos. Cnicas e qudricas.
Nome: (08.302-0) Clculo Numrico (4 crditos - 03 tericos e 01 prtico) Requisitos: (08.111-6) Geometria Analtica E (08.910-9) Clculo 1 Objetivo: Apresentar ao aluno as primeiras noes de mtodos de obteno de solues aproximadas de problemas de clculo e de lgebra linear, atravs de algoritmos programveis. Prover solues aproximadas de problemas cuja soluo exata inacessvel. Ementa: Erros em processos numricos. Soluo numrica de sistemas de equaes lineares. Soluo numrica de equaes. Interpolao e aproximao de funes. Integrao numrica. Soluo numrica de equaes diferenciais ordinrias.
Nome: (08.910-9) Clculo 1 (4 crditos - 03 tericos e 01 prtico). Requisito: no h Objetivo: Propiciar o aprendizado dos conceitos de limite, derivada e integral de funes de uma varivel real. Propiciar a compreenso e o domnio dos conceitos e das tcnicas de Clculo Diferencial e Integral 1. Desenvolver a habilidade de implementao desses conceitos e tcnicas em problemas nos quais eles se constituem os modelos mais adequados. Desenvolver a linguagem Matemtica como forma universal de expresso da Cincia. Ementa: Nmeros reais e funes de uma varivel real; Limites e continuidade; Clculo Diferencial e Aplicaes; Clculo integral e aplicaes.
Nome: (08.920-6) Clculo 2 (4 crditos - 03 tericos e 01 prtico) Requisito: (08.910-9) Clculo 1 Objetivo: Aplicar os critrios de convergncia para sries infinitas, bem como expandir funes em srie de potncias. Interpretar geometricamente os conceitos de funes de duas ou mais variveis e ter habilidade nos clculos de derivadas e dos mximos e mnimos de funes. Aplicar os teoremas das funes implcitas e inversas
44 Ementa: Curvas e superfcies. Funes reais de vrias variveis. Diferenciabilidade de funes de vrias variveis. Frmula de Taylor; Mximos e mnimos; Multiplicadores de Lagrange. Derivao implcita e aplicaes.
Nome: (08.930-3) Clculo 3 (4 crditos - 03 tericos e 01 prtico) Requisito: (08.920-6) Clculo 2 Objetivo: Generalizar os conceitos e tcnicas do Clculo Integral de funes de uma varivel para funes de vrias variveis. Desenvolver a aplicao desses conceitos e tcnicas em problemas correlatos. Ementa: Integrao dupla; Integrao tripla. Mudanas de coordenadas. Integral de linha. Diferenciais exatas e independncia do caminho. Anlise vetorial: Teorema de Gauss, Green e Stokes.
Nome: (08.940-0) Sries e Equaes Diferenciais (4 crditos - 03 tericos e 01 prtico) Requisito: (08.910-9) Clculo 1 Objetivo: Desenvolver as idias gerais de modelos matemticos de equaes diferenciais ordinrias com aplicaes s cincias fsicas, qumicas e engenharia. Desenvolver mtodos elementares de resoluo das equaes clssicas de 1a. e 2a. ordem. Introduzir o estudante a anlise e interpretao dos resultados a obteno de solues aproximadas. Resolver equaes diferenciais com uso do programa(software) MAPLE. Ementa: Equaes diferenciais de 1a ordem. Equaes diferenciais de 2a ordem. Sries numricas; Sries de potncias. Noes sobre sries de Fourier. Solues de equaes diferenciais por sries, de potncias.
Nome: (09.901-5) Fsica 1 (4 crditos tericos) Requisito: no h Objetivos: Introduzir os princpios bsicos da Fsica Clssica (Mecnica), tratados de forma elementar, desenvolvendo no estudante a intuio necessria para analisar fenmenos fsicos sob os pontos de vista qualitativo e quantitativo. Despertar o interesse e ressaltar a necessidade do estudo desta matria, mesmo para no especialistas. Ementa: Movimento de uma partcula em 1D, 2D e 3D. Leis de Newton. Aplicaes das Leis de Newton Equilbrio de Lquidos (Arquimedes) - Foras Gravitacionais. Trabalho e Energia. Foras Conservativas Energia Potencial. Conservao da Energia (Equao de Bernoulli). Sistemas de Vrias Partculas Centro de Massa. Colises. Conservao do Momento Linear.
Nome: (09.902-3) Fsica 2 (2 crditos tericos) Requisito: no h Objetivos: O aluno dever: Dominar e aplicar os conceitos de temperatura e dilatao trmica. Demonstrar domnio sobre os conceitos de calor, trabalho e energia interna em situaes diversas. Dominar as noes bsicas acerca dos mecanismos de transferncia de calor. Aplicar a Teoria Cintica dos gases na compreenso de fenmenos como presso, temperatura, etc. Demonstrar capacidade de aplicao da segunda Lei da Termodinmica em diversos ciclos trmicos, bem como compreender o ciclo de Carnot e o conceito de entropia.
45 Ementa: Temperatura; Calor e Trabalho. Primeira Lei da Termodinmica - Teoria Cintica dos Gases. Segunda Lei da Termodinmica Entropia.
Nome: (09.903-1) Fsica 3 (4 crditos tericos) Requisito: (09.901-5) Fsica 1 Objetivos: Nesta disciplina sero ministrados aos estudantes os fundamentos de eletricidade e magnetismo e suas aplicaes. Os estudantes tero a oportunidade de aprender as equaes de Maxwell. Sero criadas condies para que os mesmos possam adquirir uma base slida nos assuntos a serem discutidos, resolver e discutir questes e problemas ao nvel do que ser ministrado e de acordo com as bibliografias recomendadas. Ementa: Carga eltrica, fora de Coulomb e conceito de campo eltrico. Clculo do campo eltrico por integrao direta e atravs da Lei de Gauss. Aplicaes; Potencial eltrico. Materiais dieltricos e Capacitores. Corrente eltrica, circuitos simples e circuito RC. Campo magntico. Clculo do campo magntico: Lei de Ampre e Biot-Savart; Induo eletromagntica e Lei de Faraday. Indutncia e circuito RL. Propriedades magnticas da matria: diamagnetismo, paramagnetismo e ferromagnetismo
Nome: (09.110-3) Fsica Experimental A (4 crditos prticos) Requisitos: no h Objetivos: Treinar o aluno para desenvolver atividades em laboratrio. Familiariz-lo com instrumentos de medidas de comprimento, tempo e temperatura. Ensinar o aluno a organizar dados experimentais, a determinar e processar erros, a construir e analisar grficos, para que possa fazer uma avaliao crtica de seus resultados. Verificar experimentalmente as leis da Fsica. Ementa: Medidas e erros experimentais. Cinemtica e dinmica de partculas; Cinemtica e dinmica de corpos rgidos. Mecnica de meios contnuos. Termometria e calorimetria.
Nome: (09.111-1) Fsica Experimental B (4 crditos prticos) Requisito: no h Objetivos: Ao final da disciplina, o aluno dever ter pleno conhecimento dos conceitos bsicos, terico-experimentais, de: eletricidade, magnetismo e ptica geomtrica. Conhecer os princpios de funcionamento e dominar a utilizao de instrumentos de medidas eltricas, como: osciloscpio, voltmetro, ampermetro e ohmmetro. Saber a funo de vrios componentes passivos, e poder analisar e projetar circuitos eltricos simples, estando preparado para os cursos mais avanados, como os de Eletrnica. Em ptica geomtrica, verificar experimentalmente, as leis da reflexo e refrao. Ementa: Medidas eltricas. Circuitos de corrente contnua. Induo eletromagntica. Resistncia, capacitncia e indutncia. Circuitos de corrente alternada. ptica geomtrica: Dispositivos e instrumentos. Propriedades eltricas e magnticas da matria.
Nome: (10.213-0) Fenmeno dos Transportes 6 (4 crditos tericos) Requisito: no h Objetivos: Estudar os princpios dos fenmenos de transporte tem um papel importante na formao de qualquer tipo de engenheiro, pois ajuda na compreenso e soluo dos problemas que envolvem a transferncia de quantidade de movimento, a transferncia de
46 calor e a transferncia de massa. A disciplina Fenmenos de Transporte 6 objetiva apresentar os princpios bsicos e os conceitos desses fenmenos Ementa: Balanos globais de massa, energia e quantidade de movimento. Balanos diferenciais atravs de envoltria para o escoamento laminar. Anlise dos parmetros de transporte, das condies de contorno e dos coeficientes de transferncia.
Nome: (10.319-5) Operaes Unitrias (4 crditos) Requisito: (10.213-0) Fenmeno dos Transportes 6 Objetivos: Apresentar as principais operaes unitrias da indstria qumica. Descrio, funo, operao e identificao das principais variveis operacionais dos equipamentos onde estas operaes so realizadas. Ementa: Operaes envolvendo transporte de quantidade de movimento. Operaes envolvendo transporte de calor. Operaes envolvendo transporte de massa. Operaes envolvendo slidos particulados.
Nome: (12.003-0) Mecnica Aplicada 1 (2 crditos tericos) Requisitos: (08.111-6) Geometria Analtica E (09.901-5) Fsica 1 Objetivos: Desenvolver no aluno a capacidade de analisar problemas de maneira simples e lgica, aplicando para isso poucos princpios bsicos. Mostrar que os conceitos vistos se aplicam aos pontos materiais, aos corpos rgidos e aos sistemas de corpos rgidos, deixando clara a diferena entre foras internas e foras externas. Mostrar a importncia da disciplina para o entendimento de casos mais complexos que sero vistos na seqncia do curso. Mostrar que os conceitos de lgebra vetorial podem ser utilizados para resolver muitos problemas, principalmente os tridimensionais, onde sua aplicao resulta em solues mais simples e claras. Mostrar que muitos dos princpios e conceitos se aplicam tambm a corpos e sistemas de corpos em movimento. Ementa: Esttica dos Pontos Materiais. Equilbrio dos Corpos Rgidos. Centrides. Anlise de Estruturas. Atrito. Momento de Inrcia. Noes de Dinmica de Corpo Rgido.
Nome: (12.116-9) Desenho Tcnico para Engenharia (4 crditos - 1 terico e 3 prticos) Requisito: no h Objetivos: Transmitir os conceitos bsicos do Desenho Tcnico entendido como meio de comunicao das engenharias. Introduzir normas tcnicas de representao grfica e convenes prticas no sentido de tornar a comunicao mais eficiente. Desenvolver o raciocnio espacial e a capacidade de representar manualmente. Ementa: Sistemas de representao. Mltiplas projees cilndricas ortogonais. Cortes. Cotas. Normas Tcnicas. Noes de desenho geomtrico. Noes de desenho mecnico e arquitetnico.
5.2.2. Relao das Disciplinas do Mdulo Tecnolgico
Nome: (03.503-3) Introduo Cincia e Tecnologia de Materiais (4 crditos tericos) Requisitos: (07.006-8) Qumica Tecnolgica Geral E (09.903-1) Fsica 3 Objetivos: Apresentar os fundamentos bsicos aos alunos que tenham completado os cursos introdutrios de clculo, qumica e fsica. Apresentar os conceitos de cincia e
47 engenharia de materiais, desde os mais simples at os mais complexos. Apresentar os principais tipos de materiais e suas aplicaes tecnolgicas. Ementa: Ligaes qumicas. Estrutura cristalina. Imperfeies nos slidos. Arranjo atmico amorfo. Difuso; Diagramas de equilbrio de fases. Propriedades mecnicas. Propriedades fsicas dos materiais. Materiais metlicos. Materiais cermicos. Materiais polimricos. Materiais compsitos.
Nome: (03.512-2) Processamento de Materiais Polimricos (4 crditos tericos) Requisito: (03.503-3) Introduo Cincia e Tecnologia de Materiais Objetivos: Conhecer os principais processos de transformao de polmeros, assim como analisar o que ocorre com estes materiais durante e aps o processamento. Relacionar as variveis e as condies de operao qualidade do produto e produtividade do processo. Avaliar os produtos polimricos (materiais empregados, produo, custo e caractersticas de desempenho) nos principais processos de transformao. Ementa: Introduo ao processamento de polmeros. Extruso. Termoformagem. Moldagem por sopro. Moldagem por injeo. Outros processos de transformao de termoplsticos. Plsticos celulares. Processos de moldagem de termofixos. Processamento de elastmeros. Fibras, adesivos e tintas.
Nome: (03.522-0) Processamento de Materiais Metlicos (6 crditos tericos) Requisito: (03.503-3) Introduo Cincia e Tecnologia de Materiais Objetivo: Introduo aos termos tcnicos e linguagem compatvel produo de materiais metlicos e aos aspectos gerais relativos escolha, avaliao e controle de processos de fabricao de produtos metlicos. Ementa: Processos de metalurgia extrativa. Introduo aos materiais metlicos de uso industrial. Processos de fabricao de metais e ligas. Caractersticas dos processos de fabricao de metais e ligas.
Nome: (03.531-9) Processamento de Materiais Cermicos (4 crditos tericos ) Requisito: (03.503-3) Introduo Cincia e Tecnologia de Materiais Objetivos: Introduo aos termos tcnicos e linguagem compatvel produo de materiais cermicos e aos aspectos gerais relativos a escolha, avaliao e controle de processos de fabricao de produtos cermicos. Ementa: Introduo e comparao de classes de materiais. Produtos cermicos. Processos de fabricao. Matrias-primas e caracterizao. Processamento de matrias-primas. Preparao de massas cermicas. Processos de conformao. Tratamentos trmicos.
Nome: (03.582-3) Ensaio e Caracterizao de Materiais (4 crditos 2 tericos e 2 prticos) Requisitos: (03.503-3) Introduo Cincia e Tecnologia de Materiais E (03.084-8) Mecnica dos Slidos 1 Objetivos: Introduzir os conceitos de normalizao, tcnicas e ensaios padronizados, para o processamento e interpretao dos resultados na anlise de materiais, e introduzir tcnicas de caracterizao para complementao da anlise. Ementa: Normalizao tcnica e normas brasileiras. Equipamentos. Ensaios destrutivos e no destrutivos. Tcnicas e ensaios de caracterizao.
Nome: (10.501-5) Princpios dos Processos Qumicos (4 crditos tericos) Requisito: no h Objetivo: Apresentar aos alunos tcnicas de realizao de balanos globais de massa e energia em processos qumicos, bem como situar a importncia da aplicao desta metodologia no projeto, anlise e otimizao de processos qumicos industriais. Ementa: Introduo aos clculos em Engenharia Qumica. Balanos materiais. Balanos de energia. Balanos material e energtico combinados. Balanos em processos no estado transiente.
Nome: (10.509-0) Laboratrio de Processos Qumicos (4 crditos prticos) Requisitos: (12.213-0) Fenmeno dos Transportes 6 E (10.319-5) Operaes Unitrias Objetivos: Permitir a vivncia prtica dos conceitos tericos que foram explorados em sala de aula atravs de experincias didticas em fenmenos de transporte, operaes unitrias e controle de processos. Estimular a interpretao e discusso de resultados. Permitir o treinamento dos alunos na confeco de relatrios dos laboratrios realizados. Ementa: Experimentos de fenmenos de transporte. Experimentos de operaes unitrias. Experimentos de controle de processos.
Nome: (10.909-6) Processos da Indstria Qumica (4 crditos tericos) Requisito: (10.319-5) Operaes Unitrias Objetivos: Descrio dos processos industriais de obteno dos principais produtos qumicos inorgnicos, orgnicos e produtos da industria de fermentao e alimentos, bem como das propriedades e aplicaes dos produtos e sua situao no Brasil. Visualizao do processo qumico na escala real e atravs de diagrama de processo e instrumentao. Apresentar as tcnicas de automao do processo industrial Ementa: Balano de massa e energia em processos qumicos. Diagrama de blocos. Fluxograma de processos. Automao de processos. Processos Orgnicos, Inorgnicos e Bioqumicos.
Nome: (11.013-2) Tecnologia Mecnica para a Engenharia de Produo (2 crditos prticos) Requisito: no h Objetivo: Permitir que o aluno tome contato com diversos tipos de materiais empregados nas diversas reas da engenharia.Adquirir um mnimo de habilidade no manuseio de equipamentos e mquinas de uso comum na indstria, submetendo diferentes materiais a diversos processos de fabricao. Ementa: Operaes de usinagem, plainamento, furao fresagem, soldagem, montagem e ajuste. Fundio em moldes "Shell". Mquinas operatrizes e ferramentas. Unies por parafusos, rebites e solda.
Nome: (11.020-5) Automao Industrial (4 crditos tericos). Requisito: no h
49 Objetivo: apresentar conceitos bsicos de automao industrial, com destaque para as possveis tecnologias que podem ser utilizadas em processos de gesto da informao e da produo industrial Ementa: Automao Industrial e a gesto da informao.Conceitos bsicos de redes locais, redes para manufatura discreta e processos contnuos. Sistemas supervisrios. Cdigos de barra. Sensores e atuadores. Coletores de dados. Conceitos gerais de CLP, CNC, CIM/FMS, Robtica. Nome: (11.044-2) Processos de Produo Agropecuria (4 crditos tericos) Requisito: no h Objetivos: Proporcionar aos alunos conhecimentos relativos aos principais processos agropecurios, visando gesto de empresas desse segmento. Ementa: Fatores de produo internos propriedade rural. Fatores de produo externos propriedade rural. Processos de produo vegetal. Processos de produo animal. Sustentabilidade ambiental.
Nome: (12.175-4) Processos de Construo de Edificaes (4 crditos tericos) Requisito: No h Objetivo: Possibilitar ao aluno da engenharia de produo entender o processo de produo de edificaes na construo civil brasileira. Ementa: A importncia da construo civil na economia brasileira. O macrosetor e a cadeia produtiva da construo civil. O processo de produo no subsetor edificaes. Aspectos de industrializao da construo. Estratgias de planejamento das obras. O sistema administrativo da obra. O desenvolvimento do setor e as inovaes tecnolgicas.
5.2.3. Relao das Disciplinas do Mdulo de Engenharia de Produo Nome: (11.010-8) Introduo a Engenharia de Produo (2 crditos tericos) Requisito: no h Objetivo: Fornecer condies para que os alunos tenham informaes gerais sobre a UFSCar, o curso de Engenharia de Produo, as principais sub-reas de Engenharia de Produo e as possibilidades de atuao profissional. Fornecer tambm condies para que os alunos tenham um primeiro contato com mtodos gerais de resoluo de problemas (inclusive de projeto) tpicos da Engenharia e da Engenharia de Produo. Ementa: O curso de Engenharia de Produo da UFSCar. reas da Engenharia de Produo. Mtodos de resoluo de problemas.
Nome: (11.011-6) Introduo Economia (4 crditos tericos) Requisito: no h Objetivo: Introduo dos preceitos da cincia econmica para o entendimento dos processos de gerao, distribuio e consumo de riquezas, atravs da apresentao e discusso de conceitos clssicos da economia e noes bsicas de macroeconomia para a compreenso dos sistemas de produo nos diversos contextos econmicos. Ementa: Valorizao e acumulao do capital. Relaes de produo capitalistas. Princpio da demanda efetiva. Polticas Macroeconmicas. Agregados e indicadores macroeconmicos.
Nome: (11.012-4) Microeconomia (4 crditos tericos) Requisito: (11.011-6) Introduo Economia Objetivo: Apresentao de modelos de anlise microeconmica para a compreenso dos processos de funcionamento dos mercados no sistema capitalista (formao dos preos, objetivos das firmas e expectativa dos consumidores). Objetiva a preparao terica dos alunos para o entendimento dos processos de concorrncia e as estratgias de crescimento das empresas diante das diferenciadas limitaes de mercado (barreiras entrada de potncias competidores, formao do mark-up e preo-limite em oligoplios, diversificao produtiva, custos de transao, poder de mercado etc.). Ementa: Teoria Neoclssica da oferta e demanda. Estruturas de mercado e os modelos de concorrncia imperfeita; Padres de concorrncia e crescimento da firma. Preos em oligoplio: Barreiras entrada, mark-up, preo-limite. Diversificao produtiva e diferenciao de produtos. Estratgias Competitivas Genricas.
Nome: (11.016-7) Estratgia de Produo (2 crditos tericos) Requisito: no h Objetivo: Fornecer condies para que os alunos discutam os papis da funo produo/operaes e as abordagens de administrao estratgica da produo. Fornecer condies tambm para que eles discutam os conceitos, elementos e tcnicas necessrios formulao de estratgias de produo e especificao dos contedos dos planos/programas. Ementa: Papis da funo produo. Abordagens para a gesto estratgica da produo. Prioridades competitivas. reas de deciso e planos de aes. Processos de negcios. Formulao e implementao de estratgias de produo.
Nome: (11.017-5) Contabilidade Bsica (2 crditos tericos) Requisito: no h Objetivo: Iniciar os alunos no estudo da Contabilidade apresentando o funcionamento do sistema contbil e os procedimentos necessrios para a elaborao dos principais demonstrativos financeiros. Ementa: Princpios e convenes contbeis. Esttica patrimonial. Plano de contas. Procedimentos contbeis bsicos. Variaes do patrimnio lquido. Operaes com mercadorias.
Nome: (11.018-3) Pesquisa Operacional para a Engenharia de Produo 1 (4 Crditos tericos) Requisito: (08.111-6) Geometria Analtica Objetivo: A Pesquisa Operacional para a Engenharia de Produo 1 a primeira de um conjunto de 2 disciplinas cujo objetivo a compreenso e treinamento do processo de tomada de decises envolvidas no projeto e operao de sistemas produtivos sob a tica da metodologia da Pesquisa Operacional. A Pesquisa Operacional para a Engenharia de Produo 1 visa a aquisio de conhecimento das tcnicas clssicas de resoluo de modelos matemticos de problemas de natureza tanto determinstica como probabilstica. A partir desses resultados, anlises de sensibilidade permitem que os alunos respondam a perguntas relevantes na gesto de sistemas tais como ganhos econmicos decorrentes do
51 aumento da quantidade de recursos disponveis e impactos que variaes nos parmetros do modelo trariam s solues obtidas. Ementa: Metodologia da Pesquisa Operacional. Programao Linear. Programao Linear Inteira. Programao No Linear. Programao Dinmica. Teoria das Filas. Softwares. Anlise de sensibilidade. Nome: (11.019-1) Projeto e Desenvolvimento de Produto (4 crditos tericos) Requisito: (12.116-9) Desenho Tcnico para Engenharia Objetivo: Capacitar os alunos para: conceber uma estrutura de organizao e gesto do desenvolvimento de produto; gerenciar atividades do processo de desenvolvimento de produto; participar de atividades de desenvolvimento e projeto de produtos; elaborar a documentao de formalizao de projetos de produtos. Ementa: Gesto do processo de desenvolvimento do produto: estruturas organizacionais para o projeto, mtodos e tcnicas de gesto de projeto. Atividades do processo do desenvolvimento do produto: estrutura, produtos, processos e operaes. Mtodos e tcnicas independentes da tecnologia. Formalizao e documentao do processo de projeto e de desenvolvimento do produto.
Nome: (11.021-3) Pesquisa Operacional para a Engenharia de Produo 2 (4 Crditos tericos) Requisito: (11.018-3) Pesquisa Operacional para a Engenharia de Produo 1 Objetivo: Pesquisa Operacional para a Engenharia de Produo 2 a segunda de um conjunto de 2 disciplinas cujo objetivo a compreenso e o treinamento do processo de tomada de decises envolvidas no projeto e operao de sistemas produtivos sob a tica da metodologia da Pesquisa Operacional. Pesquisa Operacional para a Engenharia de Produo 2 visa a discusso da aplicao de tcnicas de Pesquisa Operacional em Engenharia de Produo, o treinamento em tcnicas de modelagem de programao matemtica em problemas de relevncia prtica e o uso de softwares especializados para resoluo, assim como a compreenso e anlise de modelos reportados em estudos de caso. Ementa: Aplicaes de Pesquisa Operacional em Engenharia de Produo, Classificao de modelos de Pesquisa Operacional e programao matemtica. Tcnicas de modelagem de programao matemtica (linear e linear inteira). Modelos de programao matemtica em estudos de caso.
Nome: (11.022-1) Sistemas de Informaes Gerenciais (4 crditos tericos) Requisito: (02.032-0) Introduo Programao e ao Uso de Banco de Dados Objetivo: Apresentar os conceitos sobre Sistemas de Informaes Gerenciais e Tecnologia de Informao. Discutir a importncia e uso de Sistemas de Informaes Gerenciais nos negcios das empresas. Capacitar os alunos em mtodos para a modelagem, projeto e desenvolvimento de sistemas de informaes gerenciais. Capacitar os alunos no processo de tomada de decises gerenciais por meio do uso de ferramentas dos principais tipos de sistemas de informaes gerenciais. Ementa: Conceitos Bsicos sobre Sistemas de Informaes Gerenciais. Anlise Estruturada de Sistemas. Modelagem de Processos de Negcios. Data Warehouse/ Business Intelligence. Sistemas de Apoio Deciso. Tendncias em Tecnologia da Informao.
52 Nome: (11.023-0) Gerenciamento de Projetos (2 crditos tericos) Requisito: no h Objetivo: Apresentar conceitos tericos e metodologia de apoio ao desenvolvimento de projetos, preparando o aluno para entender e trabalhar problemas complexos como projetos. O aluno dever ficar apto a solucionar problemas de forma estruturada, trabalhando em equipe e utilizando ferramentas computacionais modernas no planejamento e controle de projetos. Ementa: Metodologia de desenvolvimento de projetos. Fases e componentes de um projeto. Planejamento e controle de projetos. Programao temporal de projetos. Ferramentas computacionais de apoio ao projeto.
Nome: (11.024-8) Custos Gerenciais (2 crditos tericos) Requisito: (11.017-5) Contabilidade Bsica Objetivo: Apresentar aos alunos os principais conceitos, sistemas de custeio e sistemas de rateios de custos, enfatizando os de natureza industrial, capacitando os futuros profissionais a participarem efetivamente nas fases de concepo e elaborao de Sistemas de Custeio Gerencial. Ementa: Sistemas de custeio gerencial. Sistemas de avaliao de estoques. Anlise do ponto de equilbrio. Fixao do preo de venda para tomada de deciso.
Nome: (11.025-6) Mtodos para Controle e Melhoria da Qualidade (4 Crditos tericos) Requisitos: (11.108-2) Mtodos Estatsticos aplicados a Engenharia de Produo E (11.038-8) Gesto da Qualidade 1 Objetivo: Capacitar os alunos em conceitos, tcnicas e ferramentas para controle da qualidade de produtos e processos e para anlise e soluo de problemas de desempenho em qualidade. Ementa: Controle estatstico de processo. Inspeo da qualidade. Ferramentas de suporte melhoria de processos e produtos. Anlise e soluo de problemas. Abordagens para melhoria da qualidade. Anlise de riscos e falhas de produto e processo.
Nome: (11.026-4) Projeto de Unidades Produtivas (4 crditos tericos) Requisito: (11.032-9) Projeto do Trabalho Objetivo: Capacitar o aluno para projetar o arranjo tcnico/organizacional de uma unidade produtiva considerando as interaes entre homens, materiais e equipamentos expressando o resultado por intermdio de representaes grficas. Ementa: Metodologia do projeto de instalaes. Unidades tpicas das instalaes produtivas. Estratgias de produo. Dimensionamento dos fatores de produo. Centros de produo, logstica interna e sistemas de movimentao. Ergonomia, segurana e higiene das instalaes. Desenvolvimento do layout. Modelagem fsica e de fluxos. Formalizao e documentao do projeto de unidades produtivas.
Nome: (11.027-2) Administrao Financeira (2 crditos tericos) Requisito: (11.302-6) Engenharia Econmica E (11.024-8) Custos Gerenciais Objetivo: Apresentao de modelos de anlise financeira das empresas para o aluno adquirir capacidade de aplicar ferramentas de alavancagem operacional e financeira de
53 empresas e possuir capacidade de administrao do capital de giro. Fornecer ao aluno noes introdutrias sobre o funcionamento do mercado financeiro. Ementa: Anlise de demonstraes financeiras. Estrutura de capital e poltica de financiamento. Alavancagem operacional e financeira. Administrao de capital de giro. Introduo ao mercado financeiro.
Nome: (11.028-0) Novos Empreendimentos (2 crditos tericos) Requisito: no h Objetivo: Despertar nos alunos o esprito empreendedor, apresentando o desenvolvimento de um negcio prprio como uma opo de carreira, ponderando prs e contras da atividade e relacionando-a as ferramentas trabalhadas no curso de Engenharia de Produo. Ementa: Introduo ao Desenvolvimento de Novos Empreendimentos (histrico e conceituao). O Processo de Criao de uma Empresa. Fatores de Sucesso e Fracasso no Incio de um Negcio. Transferncia de Tecnologia Atravs da Criao de Empresas. Casos Prticos.
Nome: (11.029-9) Gesto de Operaes de Servios (2 crditos tericos) Requisitos: (11.505-3) Planejamento e Controle da Produo 1 E (11.016-7) Estratgia de Produo Objetivo: Capacitar os alunos em conceitos e abordagens que permitam a compreenso das caractersticas do produto (servio) e dos sistemas de produo de servios bem como capacitar nas principais abordagens para o planejamento, operao e gesto destes sistemas. Ementa: Natureza e tipologia dos servios. As caractersticas do produto servio. As caractersticas do sistema de produo de servios. Planejamento, Controle e Melhoria de operaes de servios. O Servio agregado a produtos industriais. O setor de servios no Brasil.
Nome: (11.030-2) Gesto da Cadeia de Suprimentos (2 crditos tericos) Requisito: no h Objetivo: Apresentar fundamentos tericos para projeto de cadeia de suprimento, abordando aspectos que interferem em sua gesto. Ementa: Projeto de Redes de Operaes. Gesto da Cadeia de suprimento. Mecanismos de coordenao. Estrutura para integrao.
Nome: (11.031-0) Projeto de Empresas (2 crditos tericos) Requisitos: (11.026-4) Projeto de Unidades Produtivas E (11.302-6) Engenharia Econmica Objetivo: Capacitar os futuros profissionais a participarem efetivamente nas fases de concepo e elaborao de projeto de empresas, notadamente os de natureza industrial. Ementa: Caracterizao, concepo e viabilizao de projetos de investimento; Tcnicas de elaborao de estudos de viabilidade para projetos de investimento; Fontes de financiamento.
54 Nome: (11.032-9) Projeto do Trabalho (4 crditos tericos) Requisito: (11.220-8) Organizao do Trabalho Objetivo: Capacitar o aluno para projetar as tarefas no interior de um centro de produo, integrando homens, materiais e equipamentos dentro de um modelo referencial para a organizao do trabalho. Ementa: O Fator Humano no Trabalho (Antropometria e Fisiologia). Segurana e Higiene do Trabalho (SESMT, Fatores de Risco no Trabalho). Engenharia de mtodos: modelos de representao de tarefas de produo (fluxogramas e diagramas). Mtodos e Tcnicas para o estudo dos tempos da produo. Normas e requisitos de espaos de trabalho. Posturas de trabalho. Ritmo de trabalho. Dispositivos de trabalho. Formalizao e documentao do processo de projeto de um centro de produo.
Nome: (11.033-7) Simulao de Sistemas (4 crditos tericos) Requisito: (11.112-0) Modelos Probabilsticos Aplicados a Engenharia de Produo Objetivo: Fazer o aluno entender o que um processo de desenvolvimento de simulaes, como e onde pode ser aplicado e as vantagens e desvantagens desse processo. O aluno dever aprender, tambm, a modelar situaes/problemas associadas a todos os nveis decisrios da empresa, utilizando simuladores modernos. Ementa: Conceitos tericos de simulao de sistemas. Metodologia de desenvolvimento de simulaes. Geradores de nmeros aleatrios e distribuies de probabilidade. Anlise de dados de Entrada/Sada. Estudos de caso utilizando ferramentas computacionais.
Nome: (11.034-5) Ergonomia (4 crditos tericos) Requisito: (11.220-8) Organizao do Trabalho. Objetivo: Capacitar o aluno para compreender a relao tarefa e atividade, visando a concepo de situaes de trabalho que equacionem critrios de sade do trabalhador e de produtividade do sistema produtivo. Ementa: Conceitos de trabalho, tarefa, atividade, variabilidade, carga de trabalho e regulao. Metodologia de anlise ergonmica do trabalho. Mtodos e tcnicas e de anlise de variveis em ergonomia. Mtodos e Tcnicas Para a Anlise da Atividade. Ergonomia e Projeto. Programa de Ergonomia nas Empresas.
Nome: (11.035-3) Logstica Empresarial (2 crditos tericos) Requisito: (11.505-3) Planejamento e Controle da Produo 1 Objetivo: Apresentar fundamentos da logstica empresarial para projeto de redes logsticas. Ementa: Logstica integrada. Nvel de servio logstico. Sistemas de Informao e troca eletrnica de dados para Controle. Decises de Transporte. Planejamento de Rede logstica; Logstica Internacional.
Nome: 11.038-8 Gesto da Qualidade 1 (4 crditos tericos) Requisito: 11.016-7 Estratgia de Produo Objetivo: A disciplina tem como objetivo capacitar os alunos nos conceitos de qualidade do produto, modelos de sistemas de gesto da qualidade e abordagens para medio do desempenho e melhoria da qualidade.
55 Ementa: Qualidade do produto. Evoluo da gesto da qualidade. Enfoques dos principais autores da gesto da qualidade. Modelos de referncia para a gesto da qualidade. Medidas de desempenho e custos da qualidade. Melhoria da qualidade.
Nome: (11.108-2) Mtodos Estatsticos Aplicados Engenharia de Produo (4 Crditos tericos) Requisito: (11.112-0) Modelos Probabilsticos Aplicados a Engenharia de Produo Objetivo: Fornecer aos alunos o instrumental estatstico bsico necessrio para o tratamento, anlise e inferncia de dados nas diversas reas de atuao engenharia de produo: controle de qualidade, planejamento e controle produo, pesquisa operacional, estudos de tempos e mtodos etc. Ementa: Estatstica Descritiva. Amostragem. Estimao de Parmetros. Teste de Hipteses. Teste de Aderncia. Correlao e Regresso. Anlise de Varincia.
Nome: (11.112-0) Modelos Probabilsticos Aplicados Engenharia de Produo (4 Crditos tericos) Requisito: (08.910-9) Clculo 1 Objetivo: Capacitar os alunos a adotarem conceitos probabilsticos para a construo de modelos e para a tomada de deciso. Ementa: Conceitos Bsicos de Modelos Probabilsticos. Teoria de dos Conjuntos e Mtodos de Enumerao. Introduo Probabilidade. Variveis Aleatrias Discretas e Contnuas. Valor Esperado e Varincia. Distribuies de Variveis Aleatrias Discretas. Distribuies de Variveis Aleatrias Contnuas. Aplicaes de Modelos Probabilsticos na Engenharia de Produo.
Nome: (11.219-4) Teoria das Organizaes (4 crditos tericos) Requisito: no h Objetivo: Apresentar aos alunos os conceitos fundamentais da teoria das organizaes. Ementa: Projeto de organizaes. Perspectivas tericas no estudo das organizaes. Aspectos de gesto. Temas contemporneos em Teoria das Organizaes.
Nome: (11.220-8) Organizao do Trabalho (4 crditos tericos) Requisito: no h Objetivo: Apresentar aos alunos conceitos fundamentais e os desenvolvimentos mais recentes concernentes rea de organizao do trabalho. Ementa: Diviso do trabalho e produtividade. Vises tecnicistas e humanistas. Processos de produo e automao. Novas formas de organizao do trabalho.
Nome: (11.302-6) Engenharia Econmica (4 crditos tericos) Requisito: no h Objetivo: Fornecer aos alunos os conceitos e as tcnicas fundamentais da Engenharia Econmica para que possam analisar e comparar oportunidades de investimentos. Ementa: Conceitos financeiros bsicos. Equivalncia de capitais. Mtodos para comparao de oportunidades de investimentos. Depreciao; Anlise de substituio de
56 equipamentos. A influncia do imposto de renda na comparao de alternativas de investimentos. Financiamento de projetos. Anlise de risco.
Nome: (11.505-3) Planejamento e Controle da Produo 1 (4 Crditos tericos) Requisito: (11.112-0) Modelos Probabilsticos Aplicados Engenharia de Produo Objetivo: Contextualizar o PCP no ambiente dos sistemas dirigidos pelo mercado e da manufatura celular/tecnologia de grupo; relacionar o PCP com os paradigmas estratgicos de gesto da manufatura; habilitar o futuro engenheiro de produo nos conceitos e tcnicas de soluo dos problemas de: previso de demanda, planejamento agregado da produo e capacidade, planejamento e controle da produo em sistemas contnuos puros de produo e planejamento e controle na produo de bens de capital. Ementa: O Paradigma de produo; Sistemas dirigidos pelo mercado; Tecnologia de grupo /Manufatura Celular. Previso de demanda; Planejamento Agregado (produo e capacidade) de mdio prazo; Planejamento e Controle da Produo em sistemas contnuos puros de produo; Planejamento e Controle da Produo na produo de bens de capital.
Nome: (11.503-7) Planejamento e Controle da Produo 2 (4 Crditos tericos) Requisito: (11.505-3) Planejamento e Controle da Produo 1 Objetivo: Apresentar conceitos e problemas relativos Programao Mestre da Produo, Coordenao de Ordens de Compras e de Produo, Controle de Estoques, Avaliao da capacidade e da Carga, controle do Cho de Fbrica e Programao de operaes com vistas a instrumentalizar e capacitar futuros engenheiros de produo que vierem a trabalhar na rea de PCP. Ementa: Reflexes sobre o PCP. Programa mestre de produo. Sistemas de coordenao de ordens de compras e de produo. Controle de estoques. Avaliao da capacidade e da carga. Controle de cho de fbrica. Programao de Operaes.
Nome: (11.504-5) Planejamento e Controle da Produo 3 (4 Crditos tericos) Requisito: (11.505-3) Planejamento e Controle da Produo 1 Objetivo: Apresentar conceitos e problemas relativos ao balanceamento de linha de montagem e nivelamento da produo; apresentar os princpios e ferramentas das estratgias de controle da produo (JIT, MRP II, OPT/TOC); apresentar os fundamentos e mdulos dos sistemas integrados de gesto (ERP); desenvolver de forma prtica a habilidade para: escolher sistemas de coordenao de ordens e utilizar diversos programas computacionais. Ementa: Balanceamento de linha de montagem e nivelamento da produo. Escolha de sistemas de coordenao de ordens. Estratgias de controle da produo. Sistemas Integrados de Gesto (ERP). Programas computacionais em PCP.
Nome: (11.712-9) Mercadologia (2 crditos tericos) Requisito: (11.012-4) Microeconomia Objetivo: Identificar o Marketing como um conjunto de princpio e tcnicas capazes de propiciar a adequao da empresa s demandas especficas do seu ambiente mercadolgico.
57 Ementa: O Conceito de Marketing e de Negcio. Gesto Estratgica em Marketing; O mercado e o comportamento do consumidor. Gesto das variveis de mercado. Pesquisa e Planejamento em Marketing.
Nome: (11.988-1) Projeto de Monografia em Engenharia de Produo (4 crditos 2 tericos e 2 prticos) Requisito: 200 crditos Objetivo: Fornecer aos alunos elementos de metodologia de pesquisa para o desenvolvimento da monografia final de curso. Ementa: Metodologia de pesquisa. Elaborao do Projeto de monografia de Graduao. Seminrios.
Nome: (11.989-0) Monografia em Engenharia de Produo (6 crditos prticos) Requisito: (11.988-1) Projeto de Monografia em Engenharia de Produo Objetivo: Elaborar uma monografia de concluso de curso que sintetize os diferentes conhecimentos da engenharia de produo. Ementa: Minuta da monografia de graduao. Trabalho final.
Nome: (11.991-0) Estgio Supervisionado para Engenharia de Produo (12 crditos prticos) Requisito: 180 crditos Objetivo: Proporcionar aos alunos uma vivncia no ambiente produtivo no qual exercero suas atividades profissionais. Ementa: Estgio supervisionado de, no mnimo, 180 horas. Apresentao de relatrios parciais e final das atividades desenvolvidas.
Nome: Optativa (02 crditos) Requisito: 180 crditos Objetivo: Proporcionar aos alunos a discusso de tpicos emergentes nas diversas reas da Engenharia de Produo. Ementa: as ementas sero definidas no momento de sua oferta e sero aprovadas pela Coordenao de curso.
58 6. DADOS GERAIS DO CURSO As caractersticas do curso de Engenharia de Produo da Universidade Federal de So Carlos, campus So Carlos, so enunciadas pelos requisitos para obteno do grau de Engenheiro de Produo, pelos prazos para integralizao do curso e pelo nmero de vagas oferecidas.
6.1 Requisitos para obteno do grau de Engenheiro de Produo O curso de graduao em Engenharia de Produo consiste de um conjunto de atividades que compreendem disciplinas dos mdulos bsicos, tecnolgicos e de Engenharia de Produo em consonncia com a Resoluo CNE/CES n 11/2002. So necessrios para integralizao curricular que o aluno cumpra de 3.960 horas, das quais 3.750 horas em disciplinas obrigatrias, 30 horas em disciplinas optativas e 180 horas em estgio supervisionado. Esto previstas tambm disciplinas optativas, que o aluno pode cursar sem obrigatoriedade. O Quadro 6 resume essas informaes.
QUADRO RESUMO Componentes Curriculares Total de Crditos Disciplinas obrigatrias 250 Optativa 02 Estgio Supervisionado 12 Total Geral 264
Quadro 6. Estrutura Geral do Curso
Total de Horas 3750 30 180 3960
A titulao a ser outorgada ao egresso do Curso de Engenharia de Produo o de Bacharel em Engenharia de Produo.
6.2 Prazos de Integralizao Curricular O prazo mnimo de integralizao so 10 semestres e o perodo mximo so 18 semestres.
6.3 Nmero de Vagas O nmero de vagas anual do curso de Engenharia de Produo so 100 vagas. As informaes gerais do curso so mostradas no Quadro 7 abaixo:
59 Autorizao: Resoluo CEPE 465/04 publicada 28/05/2004. Nmero de Vagas Anuais: 100 (cem) Regime escolar: semestral Turno de funcionamento: integral Horrio: de segunda a sexta-feira das 8:00h s 18:00h; aos sbados das 8:00h s 12:00h. Integralizao Curricular prevista: 10 semestres Prazo mnimo para a Integralizao Curricular: 10 semestres Prazo mximo para a Integralizao Curricular: 18 semestres Total de crditos: 264 (250 Crditos de aula + 12 crditos de Estgio Supervisionado + 02 crditos de optativas) Carga-horria total: 3.960 horas/aula (3.750 horas/aula + 180 horas de Estgio + 30 horas de disciplinas optativas)
Quadro 7. Informaes Gerais do Curso
6.4 Transitoriedade O curso de Engenharia de Produo da Universidade Federal de So Carlos foi autorizado pela Resoluo CEPE 465/04 publicada 28/05/2004. Este Projeto Pedaggico est sendo implantado para os alunos ingressantes a partir de 2005. Ressalta-se que a matriz curricular precisou ser alterada para atender ao Decreto n 5.626 de 22 de dezembro de 2000, que regulamenta a Lei n 10.436, de 24 de abril de 2002, que dispe sobre a Lngua Brasileira de Sinais (LIBRAIS). Em funo desta Lei, a disciplina de Libras deve constar como disciplina obrigatria para os cursos de Licenciatura e como optativa para os cursos de Bacharelado. Logo, a referida disciplina foi includa na matriz curricular do curso de Engenharia de Produo da Universidade Federal de So Carlos, campus So Carlos. Entretanto, a nova matriz curricular, apresentada na seo 5, afetar apenas os ingressantes a partir de 2006, j no que no houve tempo hbil para ser implantada para todas as turmas. Os ingressantes em 2005 continuaro em seqenciamento terminal, mas devero cumprir 02 crditos de Atividades Complementares. Os no concluintes em 2009 da turma de 2005 devero se adequar (ADAPTAR) nova matriz curricular.
60 A seguir, apresenta-se a Matriz Curricular do Curso de Engenharia de Produo para os ingressantes em 2005.
1o Semestre Introduo Engenharia de Produo Qumica 2 Geral Clculo 1 Desenho Tcnico para Engenharia Introduo Economia Portugus Geometria Analtica Introduo Programao e ao Uso de Bancos de Dados Total de crditos 2o Semestre Fsica 1 Qumica tecnolgica Geral Sries e Equaes Diferenciais Clculo 2 Tecnologia Mecnica aplicada a Engenharia de Produo Microeconomia Modelos Probabilsticos Aplicados Engenharia de Produo Total de crditos 3o Semestre Fsica 2 Fsica Experimental A Qumica Analtica Experimental B Clculo 3 Clculo Numrico Mecnica Aplicada Mtodos Estatsticos Aplicados Engenharia de Produo Estratgia de Produo Total de crditos 4o Semestre Fsica 3 Fsica Experimental B Princpios dos Processos Qumicos Cincias do Ambiente Organizao do Trabalho Mecnica dos Slidos 1 Mercadologia Pesquisa Operacional para a Engenharia de Produo 1 Total de crditos 4 4 4 4 4 4 2 4 30 60 60 60 60 60 60 30 60 450 2 4 4 4 4 2 4 2 26 30 60 60 60 60 30 60 30 390 4 6 4 4 2 4 4 28 60 90 60 60 30 60 60 420 2 4 4 4 4 2 4 4 28 30 60 60 60 60 30 60 60 420
5o Semestre Processos de Produo Agropecuria Projeto e Desenvolvimento de Produto Fenmenos dos Transporte 6 Sistemas de Informaes Gerenciais Automao Industrial Teoria das Organizaes Pesquisa Operacional para a Engenharia de Produo 2 Total de crditos 6o Semestre Introduo Cincia e Tecnologia dos Materiais Processos de Construo de Edificaes Operaes Unitrias Eletricidade para Engenharia de Produo Planejamento e Controle da Produo 1 Projeto do Trabalho Simulao de Sistemas Contabilidade Bsica Total de crditos 7o Semestre Processamento de Materiais Cermicos Laboratrio de Processos Qumicos Processamento de Materiais Polimricos Engenharia Econmica Gesto da Qualidade 1 Gerenciamento de Projetos Ergonomia Custos Gerenciais Total de crditos 8o Semestre Processamento de Materiais Metlicos Ensaio e Caracterizao de Materiais Processos da Indstria Qumica Projeto de Unidades Produtivas Mtodos para Controle e Melhoria da Qualidade Planejamento e Controle da Produo 2 Logstica Empresarial Total de crditos 9 Semestre Projeto de Monografia em Engenharia de Produo Administrao Financeira Planejamento e Controle da Produo 3 Novos Empreendimentos Gesto de Operaes de Servios Total de crditos 6 4 4 4 4 4 2 28 90 60 60 60 60 60 30 420 4 4 4 4 4 4 4 28 60 60 60 60 60 60 60 420
10 Semestre Monografia em Engenharia de Produo Projeto de Empresas Gesto da Cadeia de Suprimento Estgio Supervisionado para Engenharia de Produo Atividades Complementares Total de crditos Total Geral do Curso
A seguir, apresenta-se a Matriz Curricular para os ingressantes a partir de 2006.
1o Semestre Introduo Engenharia de Produo Qumica 2 Geral Clculo 1 Desenho Tcnico para Engenharia Introduo Economia Portugus Geometria Analtica Introduo Programao e ao Uso de Bancos de Dados Total de crditos 2o Semestre Fsica 1 Qumica tecnolgica Geral Sries e Equaes Diferenciais Clculo 2 Tecnologia Mecnica aplicada a Engenharia de Produo Microeconomia Modelos Probabilsticos Aplicados Engenharia de Produo Total de crditos 3o Semestre Fsica 2 Fsica Experimental A Qumica Analtica Experimental B Clculo 3 Clculo Numrico Mecnica Aplicada Mtodos Estatsticos Aplicados Engenharia de Produo Estratgia de Produo Total de crditos 4o Semestre Fsica 3 Fsica Experimental B Princpios dos Processos Qumicos Cincias do Ambiente Organizao do Trabalho Mecnica dos Slidos 1 Mercadologia 4 4 4 4 4 4 2 60 60 60 60 60 60 30 2 4 4 4 4 2 4 2 26 30 60 60 60 60 30 60 30 390 4 6 4 4 2 4 4 28 60 90 60 60 30 60 60 420 2 4 4 4 4 2 4 4 28 30 60 60 60 60 30 60 60 420
Pesquisa Operacional para a Engenharia de Produo 1 Total de crditos 5o Semestre Processos de Produo Agropecuria Projeto e Desenvolvimento de Produto Fenmenos dos Transporte 6 Sistemas de Informaes Gerenciais Automao Industrial Teoria das Organizaes Pesquisa Operacional para a Engenharia de Produo 2 Total de crditos 6o Semestre Introduo Cincia e Tecnologia dos Materiais Processos de Construo de Edificaes Operaes Unitrias Eletricidade para Engenharia de Produo Planejamento e Controle da Produo 1 Projeto do Trabalho Simulao de Sistemas Contabilidade Bsica Total de crditos 7o Semestre Processamento de Materiais Cermicos Laboratrio de Processos Qumicos Processamento de Materiais Polimricos Engenharia Econmica Gesto da Qualidade 1 Gerenciamento de Projetos Ergonomia Custos Gerenciais Total de crditos 8o Semestre Processamento de Materiais Metlicos Ensaio e Caracterizao de Materiais Processos da Indstria Qumica Projeto de Unidades Produtivas Mtodos para Controle e Melhoria da Qualidade Planejamento e Controle da Produo 2 Logstica Empresarial Total de crditos 9 Semestre Projeto de Monografia em Engenharia de Produo Administrao Financeira Planejamento e Controle da Produo 3 Novos Empreendimentos Gesto de Operaes de Servios Total de crditos 6 4 4 4 4 4 2 28 90 60 60 60 60 60 30 420 4 4 4 4 4 4 4 28 60 60 60 60 60 60 60 420 4 30 60 450
10 Semestre Monografia em Engenharia de Produo Projeto de Empresas Gesto da Cadeia de Suprimento Estgio Supervisionado para Engenharia de Produo Optativa Total de crditos Total Geral do Curso
7. INFRA-ESTRUTURA BSICA
As atividades a serem desenvolvidas no curso devem laboratrios adequados que permitam a sua realizao, garantindo que os objetivos pedaggicos sejam atingidos. Nesse sentido, apresentada a infra-estrutura de laboratrios disponveis.
7.1 Infra-estrutura para as disciplinas do Mdulo Bsico O campus de So Carlos possui vrios laboratrios para uso comum dos cursos existentes. Esses laboratrios so destinados a atividades especficas dos contedos bsicos e atividades eventuais de todos os contedos. Para esse fim esto disponveis os seguintes laboratrios: -Laboratrio de Fsica Experimental A; -Laboratrio de Fsica Experimental B; -Laboratrio de Qumica Geral; -Laboratrio de Qumica Analtica Experimental; -Laboratrio de Fsico-Qumica; -Laboratrio para Fenmenos do Transporte. 7.2 Infra-estrutura para as disciplinas do Mdulo Tecnolgico Para o exerccio das atividades desenvolvidas no mdulo tecnolgico sero usados os seguintes laboratrios:
-Laboratrio de Informtica de Graduao - LIG/SIN; -Laboratrio de Fenmenos de Transporte de Termodinmica; -Laboratrio de Operaes Unitrias; -Laboratrio da disciplina Eletricidade para Engenharia de Produo; -Laboratrio para Ensaios e Caracterizao de Materiais; -Oficinas Mecnicas do SENAI.
7.3 Infra-estrutura para o Mdulo de Engenharia de Produo Para o exerccio das atividades desenvolvidas no mdulo de Engenharia de Produo sero usados os seguintes laboratrios:
-Laboratrio de Informtica da Graduao (LIG-DEP); -Laboratrio de Projeto do Trabalho, Projeto do Produto e Projeto de Unidades Produtivas (LTG-DEP).
As disciplinas que utilizam recursos computacionais utilizam o LIG-DEP. Quando no est ocupado para aulas, o LIG est disponvel para uso dos alunos das 8:00h s 18:00h, de segunda s sextas-feiras. noite e finais de semana, os alunos podem utilizar as salas da SIN. Alm disso, como j foi exposto no item 4.6 (Articulao com Atividades de Pesquisa e Extenso), todos os grupos de pesquisa do DEP possuem computadores, impressoras, scanners, mquinas fotogrficas, data-show, entre outros equipamentos, que servem costumeiramente de apoio s aulas e pesquisas dos alunos de graduao.
8. ADMINISTRAO ACADMICA E CORPO DOCENTE E TCNICO ADMINISTRATIVO
O Curso de Engenharia de Produo da Universidade Federal, campus So Carlos, assim como todos os demais cursos desta Universidade tem sua administrao acadmica regulamentada pela Portaria GR/UFSCar n 662/03, que versa sobre o Regulamento Geral das Coordenaes de Cursos de Graduao da UFSCar e estabelece em seus artigos 1 e 2:
Art. 1 - A Coordenao de Curso, prevista no Art. 43 do Estatuto da UFSCar, um rgo colegiado responsvel pela organizao didtica e pelo funcionamento de um determinado curso, do qual recebe a denominao. Art. 2 - As Coordenaes de Curso de Graduao sero constitudas por: I - Coordenador; II - Vice-Coordenador; III - Conselho de Coordenao. (Cf. 1)
A estrutura de gesto do curso tem como principal objetivo a coordenao didticopedaggica, visando elaborao e conduo do projeto pedaggico do curso e da poltica de ensino, pesquisa e extenso da Universidade.
8.1. Coordenao de Curso As coordenaes dos cursos de graduao so compostas pela presidncia da coordenao, na figura do coordenador e vice-coordenador do curso e pelo conselho de coordenao do curso. O preenchimento do cargo de coordenador e vice-coordenador do curso de Engenharia de Produo realizado a cada dois anos por meio de processo eleitoral. Podem ser candidatos aos referidos cargos os docentes vinculados ao Departamento de Engenharia de Produo. Destacam-se, a seguir, as principais atribuies da presidncia da coordenao: 1) Participar ativamente das reunies e decises do Conselho de Graduao (CoG). 2) Orientar os alunos no processo de inscrio em disciplinas, principalmente nos perodos subseqentes ao ingresso na UFSCar;
68 3) Oferecer aos alunos todas as informaes necessrias para que, durante a sua permanncia na universidade, obtenham o melhor aproveitamento possvel; 4) Providenciar a definio/atualizao contnua dos objetivos do curso; 5) Supervisionar as atividades do curso na perspectiva de sua coerncia com os objetivos formativos propostos; 6) Coordenar os processos de avaliao do curso; 7) Coordenar os processos de mudanas e adequaes curriculares; 8) Implementar atividades complementares formao dos alunos; 9) Acompanhar o desempenho global dos alunos e propor ao conselho de coordenao medidas para a soluo dos problemas detectados; 10) Manter contatos permanentes com os Departamentos que oferecem disciplinas ao curso a fim de clarear os objetivos das disciplinas, encaminhar questes relacionadas a eventuais necessidades especficas de formao docente ou superao de problemas de desempenho discente ou correlatos; 11) Propor normas para a soluo de eventuais problemas do curso, nos limites de sua competncia, e encaminh-las para aprovao pelas instncias adequadas; 12) Participar das atividades de divulgao do curso;
8.2 Conselho de Coordenao Conforme o Artigo 3 da Portaria GR/UFSCar n 662/03, o Conselho de Coordenao do Curso de Engenharia de Produo do campus de So Carlos rgo colegiado composto por representantes da prpria coordenao, docentes, discentes e secretaria de graduao. O Conselho de Coordenao se reunir ordinariamente uma vez a cada dois meses, por convocao da Presidncia e, extraordinariamente, sempre que necessrio. Especificamente a composio deste Conselho constituda por:
I - pelo Coordenador, como seu Presidente; II - pelo Vice-Coordenador, como seu Vice-Presidente; III - por representantes docentes de cada uma das reas de conhecimento ou campos de formao aos quais se vinculam disciplinas que integram o currculo pleno do curso em referncia, na proporo de um representante por rea ou campo e ainda,
69 nos casos em que o prprio Conselho decidir, um representante geral do conjunto de todas as reas ou campos; IV - por representantes discentes das turmas de alunos do curso em referncia, na proporo de um representante por turma. V - pelo secretrio da coordenao do curso, sem direito a voto. (Cf.1)
Destacam-se, a seguir, as principais atribuies da presidncia da coordenao, de acordo com o Artigo 13: 1) Propor diretrizes e normas de funcionamento do curso; 2) Propor mudanas ou alteraes curriculares; 3) Propor a criao, extino, incluso ou alterao de ementas de disciplinas aos Departamentos; 4) Pronunciar-se sobre os planos de ensino das disciplinas para o curso; 5) Avaliar a implementao dos planos de ensino das disciplinas; 6) Propor atividades que complementem a formao dos alunos; 7) Propor, s instncias competentes, aes que visem o aperfeioamento do corpo docente do curso, visando a consecuo dos seus objetivos; 8) Analisar a adequao do horrio de funcionamento do curso; 9) Promover a avaliao global do curso, propondo medidas que atendam ao bom andamento e qualidade do curso; 10) Julgar processos de alunos por delegao do Conselho de Ensino e Pesquisa; 11) Deliberar sobre recursos de decises do coordenador de curso, em primeira instncia; 12) Propor alterao do nmero de vagas do curso; 13) Propor requisitos para ingresso no curso mediante processo seletivo; 14) Aprovar a proposta do conjunto de disciplinas a serem solicitadas aos departamentos, a cada perodo letivo; 15) Deliberar sobre a proposta de oramento da coordenao de curso; 16) Indicar comisso eleitoral para promover a eleio do coordenador e vicecoordenador do curso.
8.3. Corpo Docente O corpo docente do Curso de Engenharia de Produo, campus So Carlos formado em sua maioria por professores dos diversos departamentos da UFSCar que oferecem disciplinas ao curso. Em relao ao Departamento de Engenharia de Produo, apresentamos abaixo (Quadro 8) a relao dos seus docentes, responsveis pelas disciplinas do Mdulo de Contedos Especficos de Engenharia de Produo.
1. Nome Alceu Gomes Alves Filho Dedicao Exclusiva Titulao Doutor em Engenharia de Produo POLI-USP) 1991. 2. Alessandra Rachid Exclusiva Doutora em Engenharia Mecnica
FEM/UNICAMP 2000. 3. Ana Lucia Vitale Torkomian Exclusiva Doutora em Administrao de Empresas (Gesto de Cincia e Tecnologia) - FEA-USP - 1997. 4. 5. Andra Lago da Silva Edemilson Nogueira Exclusiva Exclusiva Doutora em Administrao USP 1996 Doutor em Administrao de Empresas
EAESP/FGV - 2002 6. Fbio Molina Exclusiva Mestre em Engenharia de Produo DEP/UFSCar 2002 7. Farid Eid Exclusiva Doutor em Economia Universidade de Picardie, Frana - 1994 8. 9. Flvio Csar Faria Fernandes Francisco Jos da Costa Alves de Sousa Exclusiva Exclusiva Exclusiva Doutor em Engenharia EESC-USP 1991. Doutor em Economia UNICAMP 1991. Doutor em Engenharia de Produo DEP/UFSCar 2008. Exclusiva Mestre em Engenharia de Produo EESC/USP 2004 12. Hildo Meirelles de Souza Filho Exclusiva Doutor em Agricultural Economics Universidade de Manchester, Inglaterra 1992. 13. Joo Alberto Camarotto 14. Jos Carlos de Toledo Exclusiva Exclusiva Doutor em Arquitetura Industrial USP 1998. Doutor em Engenharia de Produo POLI-USP 1993. 15. Jos Flavio Diniz Nantes Exclusiva Doutor em Agronomia (Produo Vegetal) UNESP/Jabuticabal 1999. 16. Julio Csar Donadone Exclusiva Doutor em Engenharia de Produo USP 2001.
10. Glauco Henrique Mendes
11. Gilberto Miller Devs Ganga
17. Luiz Fernando de Oriani Paulillo 18. Manoel Fernando Martins Exclusiva Exclusiva Doutor Poltica Econmica IE/UNICAMP) 2000 Doutor em Engenharia Mecnica - EESC-USP So Carlos 1999. 19. Marcelo Silva Pinho Exclusiva Doutor em Economia e Poltica Industrial IE/UNICAMP 2001. 20. Mario Otvio Batalha Exclusiva Doutor em Engenharia de Sistemas Industriais Instituto Nacional Politcnico de Lorraine, Frana 1993. 21. Mauro Rocha Crtes Exclusiva Doutor em Cincias da Engenharia Ambiental USP 2003. 22. Miguel Antonio Bueno da Costa Exclusiva Doutor em Engenharia Eltrica (Otimizao de Sistemas) FEEC/UNICAMP 2004. 23. Moacir Godinho Filho Exclusiva Doutor em Engenharia de Produo DEP/UFSCar 2004 24. Moacir Scarpelli Exclusiva Doutor em Engenharia de Produo DEP/UFSCar 2006 25. Nocles Alves Pereira 26. Nilton Luiz Menegon Exclusiva Exclusiva Doutor em Gerncia da Produo POLI-USP 1994. Doutor em Engenharia (Pesquisa Operacional e Gerenciamento de Produo) - UFRJ 1996. 27. Oswaldo Mrio Serra Truzzi Exclusiva Doutor em Cincias Sociais IFCH/UNICAMP 1993. 28. Paulo Eduardo Gomes Bento Exclusiva Doutor em Engenharia de Produo POLI-USP 1996. 29. Pedro Carlos Oprime Exclusiva Doutor em Cincia da Informao e Comunicao Universite d'Aix-Marseille III - 2001. 30. Reinaldo Morabito Neto Exclusiva Doutor em Engenharia de Transportes EESC-USP 1992. 31. Roberto Antonio Martins Exclusiva Doutor em Engenharia de Produo POLI-USP 1999. 32. Roberto Grun Exclusiva Doutor em Cincias Sociais IFCH/UNICAMP 1990. 33. Roberto Tavares Exclusiva Mestre em Engenharia de Produo e Sistemas PUC-PR - 2005. 34. Rosane Alcntara Lucia Chicarelli Exclusiva Doutora em Administrao de Empresas
EAESP/FGV e Michigan State University - EUA 1997
35. Targino de Araujo Filho
Doutor em Pesquisa Operacional COPPE/UFRJ) 1994
36. Vitria Pureza Exclusiva Doutora em Engenharia Eltrica (Otimizao de Sistemas) FEEC/UNICAMP 1996 Quadro 8 Corpo Docente do DEP/UFSCar (abril de 2009).
8.4 Corpo Tcnico-Administrativo Alm das Secretarias dos diversos Departamentos que prestam assistncia aos docentes e discentes, o Curso de Engenharia de Produo possui uma Secretaria de Graduao com um funcionrio em regime de dedicao exclusiva e um patrulheiro/a para auxili-lo nas tarefas cotidianas. O Curso tambm conta com uma secretria administrativa. Os laboratrios LIG e LTG contam com um total de 2 (dois) funcionrios em dedicao exclusiva alm de dois estagirios. A edio da revista Gesto e Produo possui tambm um funcionrio em tempo integral para suas atividades.
ABEPRO (2004). reas da Engenharia de Produo. Disponvel na URL: http://www.abepro.org.br/areas.asp. Acesso em 22/09/2004. BRASIL, Presidncia da Repblica, Casa Civil, Subchefia para Assuntos Jurdicos. Lei n 11.788, de 25 de setembro de 2008, Dispe sobre Estgio de Estudantes. BRASIL, Presidncia da Repblica, Casa Civil, Subchefia para Assuntos Jurdicos. Decreto n5.626, de 22 de dezembro de 2005, Dispe sobre Lngua Brasileira de Sinais (LIBRAS). BRASIL, Ministrio da Educao e Cultura. Lei n9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as DIRETRIZES E BASES DA EDUCAO NACIONAL (LDB).
________________ Resoluo CNE/CES n 11/2002, de 11 de Maro de 2002. Institui Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursos de Engenharia.
_____________ Resoluo CNE/CES n 2/2007, de 18 de Junho de 2007. Dispe sobre Carga Horria Mnima e Procedimentos de Integralizao e Durao de Cursos de Graduao, Bacharelados, na Modalidade Presencial. _____________ Resoluo CNE/CES n 3/2007, de 02 de Julho de 2007. Dispe sobre Procedimentos a serem adotados quanto ao Conceito de hora-aula, e d outras providncias. Pessoal de Nvel Superior, 2007. 100p. CONSELHO FEDERAL DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E AGRONOMIA. Resoluo n Resoluo n 1010, de 22 de Agosto de 2005. Dispe sobre a Regulamentao de Ttulos Profissionais, Atividades, Competncias e Caracterizao do mbito de Atuao dos Profissionais inseridos no Sistema CONFEA/CREA, para efeito de fiscalizao do exercido profissional. _____________ Resoluo n 1016, de 25 de Agosto de 2006. Altera a Redao dos Arts. 11, 15 e 19 da Resoluo n 1.007, de 5 de Dezembro de 2003, do Art. 16 da Resoluo n 1010, de 22 de Agosto de 2005, inclui o Anexo III na Resoluo n 1010, de 22 de Agosto de 2005, e d outras providncias. CUNHA, G. D. 2002. Um panorama atual da Engenharia de Produo. Porto Alegre, RS,
LEME, R. A. da S. Histria da Engenharia de Produo. In: ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUO (ENEGEP), III, So Paulo, SP, 1983. Anais ... So Paulo: POLI/USP-FEI-IEEP/Objetivo, 1983, p.87-98.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SO CARLOS. Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI). Subsdios para discusso: aspectos acadmicos, 2002.
____________ PERFIL DO PROFISSIONAL A SER FORMADO NA UFSCar. 2 Edio, 2008. Aprovado pelo Parecer CEPE n 776/2001, de 30 de maro de 2001. _____________ Portaria GR n 662/03 - Regulamento Geral das Coordenaes de Cursos de Graduao da UFSCar 05 dezembro de 2003. Dispe sobre o Regulamento Geral das Coordenaes de Cursos de Graduao _____________ Portaria GR n 771/04, de 18 de junho de 2004. Dispe sobre normas e procedimentos referentes s atribuies de currculo, criaes, reformulaes e adequaes curriculares dos cursos de graduao da UFSCar. _____________ Portaria GR n 461/06, de 07 de agosto de 2006. Dispe sobre normas de definio e gerenciamento das atividades complementares nos cursos de graduao e procedimentos correspondentes. ______________ Portaria GR n 522/06, de 10 de novembro de 2006. Dispe sobre normas para a sistemtica de avaliao do desempenho dos estudantes e procedimentos correspondentes.
APNDICE A Atividades Complementares
PROPOSTA DE REGULAMENTO DO PROGRAMA DE ATIVIDADES COMPLEMENTARES CURSO DE ENGENHARIA DE PRODUO UNIVERSIDADE FEDERAL DE SO CARLOS CAMPUS SO CARLOS
CAPTULO I OBJETIVOS E NATUREZA Art. 1 As Atividades Complementares envolvem atividades de carter acadmico,
cientfico e cultural realizadas pelo aluno, vinculadas a sua formao, visando complementao dos contedos ministrados e/ou atualizao permanente de seus alunos acerca dos temas emergentes ligados Engenharia de Produo. Art. 2 I. Os objetivos das Atividades Complementares so: Promover o aprofundamento dos contedos ministrados no curso,
permitindo ao aluno um conhecimento mais abrangente sobre determinados conceitos administrativos. II. Estimular a prtica de estudos independentes, transversais e opcionais que
complementem a formao profissional; III. Fomentar o desenvolvimento de projetos de pesquisa, assim como incentivar
estimular a realizao de atividades de extenso comunidade; IV. Permitir a construo de habilidades e competncias valorizadas no mercado
de trabalho para o engenheiro de produo e de valores ticos e morais visando formao humanstica do aluno. Art. 3 A carga horria destinadas s Atividades Complementares no curso de
Engenharia de Produo da Universidade Federal de So Carlos, campus So Carlos, de 02 crditos (30 horas). Art. 4 incentivada. Art. 5 So consideradas vlidas as Atividades Complementares realizadas pelos O cumprimento das Atividades Complementares pelo aluno deve ser
alunos que apresentam relao com os contedos ministrados no curso de Engenharia de Produo e que contribuem para sua formao profissional, tica e cidad.
76 Art. 6 O rol de atividades complementares estabelecido para o curso de Engenharia
de Produo apresentado na tabela abaixo, assim como seus respectivos valores de paridade.
Atividade Complementar 1. Atividade de Iniciao Cientfica, mediante apresentao de relatrios finais de acompanhamento. 2. Publicao de artigo cientfico em Congressos Nacionais reconhecidos (ENEGEP, SIMPEP, SIMPOI, por exemplo). 3. Atividades vinculadas Monitoria, Empresa Jnior e Programa de Educao Tutorial durante o semestre letivo. 4. Participao em ACIEPs e outras atividades de extenso que atendam aos objetivos do curso de Engenharia de Produo. 5. Participao em Projetos de Pesquisas e de extenso. Valores, critrios e paridade 02 crditos 02 crditos 02 crditos horas horas horas
Paridade 1 crdito para cada 15 de atividade. Paridade 1 crdito para cada 15 de atividade. 6. Eventos (palestras, cursos, workshops, visitas tcnicas, Paridade 1 crdito para cada 15 apresentaes temticas etc.) na prpria Universidade ou em de atividade. outras organizaes, desde que referendados pela Coordenao de curso 7. Estgio extracurricular em instituies reconhecidas e Paridade 1 crdito para cada 15 autorizadas pela Coordenao. de atividade. 8. Atividades de voluntariado efetuadas em entidades pblicas, Paridade 1 crdito para cada 15 privadas e no-governamentais, mediante autorizao da de atividade. Coordenao.
1 - A coordenao de Curso indicar eventos ao longo de cada semestre letivo para que os alunos possam completar sua carga horria de atividades complementares. Porm, a responsabilidade no deve ser totalmente atribuda Coordenao, cabendo ao aluno tambm a responsabilidade pela participao nas atividades listadas a fim de cumprir esta exigncia acadmica. 2 - As Atividades Complementares podero ser cumpridas integralmente at o final do 10 semestre para integralizao em cinco anos ou at o ltimo semestre do aluno para concluso do curso.
CAPTULO II - ACOMPANHAMENTO E AVALIAO Art. 7 Sero ratificadas pela coordenao as Atividades Complementares
desenvolvidas pelos alunos que atendam aos interesses do Projeto Poltico Pedaggico do curso de Engenharia de Produo e que sejam comprovadas mediante apresentao de documentos comprobatrios.
77 Art. 8 A coordenao aps anlise dos documentos comprobatrios emitir parecer
de deferimento ou indeferimento, informando a situao de cada aluno em relao ao cumprimento de suas atividades complementares. Art. 9 - Ser adotado o conceito cumpriu e no cumpriu para a avaliao final das Atividades Complementares.
CAPTULO III - DISPOSIES TRANSITRIAS E FINAIS Art. 10 Os casos omissos sero resolvidos pelo Conselho de Curso, tendo como
base os objetivos e finalidades das Atividades Complementares. Art. 11 Este Regulamento entrar em vigor na data de sua aprovao pelo Conselho
de Curso de Engenharia de Produo.
APNDICE B Matriz curricular segundo a Resoluo CNE/CES n 11/2002
TPICOS Comunicao e Expresso Cincias do Ambiente Eletricidade Aplicada Expresso Grfica Fenmenos de Transporte Fsica DISCIPLINAS DO NCLEO BSICO Resoluo CNE/CES n 11/2002 Portugus Cincias do Ambiente Eletricidade para Eng. de Produo Desenho Tcnico para Engenharia Fenmenos de Transporte 6 Fsica 1 Fsica 2 Fsica 3 Fsica Experimental A Fsica Experimental B Informtica Matemtica Introduo Programao e ao Uso de Banco de Dados Clculo 1 Clculo 2 Clculo 3 Clculo Numrico Geometria Analtica Sries e Equaes Diferenciais Mecnica dos Slidos Metodologia Cientfica e Tecnolgica Mecnica dos Slidos 1 Introduo Engenharia de Produo Projeto de Monografia em Engenharia de Produo Qumica 2 Geral Qumica Tecnolgica Geral Cincia e Tecnologia dos Materiais Administrao Economia Humanidades, Cincias Sociais e Cidadania Qumica Analtica Experimental B Introduo a Cincia e Tecnologia dos Materiais Administrao Financeira Mercadologia Introduo a Economia Teoria das Organizaes Total de Crditos Total de Horas Porcentagem CRDITOS 02 crditos 04 crditos 04 crditos 04 crditos 04 crditos 04 crditos 02 crditos 04 crditos 04 crditos 04 crditos 04 crditos 04 crditos 04 crditos 04 crditos 04 crditos 04 crditos 04 crditos 04 crditos 02 crditos 04 crditos 04 crditos 06 crditos 04 crditos 04 crditos 02 crditos 02 crditos 04 crditos 04 crditos 104 1560 39%
TPICOS DISCIPLINAS DO NCLEO PROFISSIONALIZANTE Resoluo CNE/CES n 11/2002 Ensaios e Caracterizao de Materiais Mecnica Aplicada Operaes Unitrias Processos de Produo Agropecurios Processamento de Materiais Cermicos Processamento de Materiais Metlicos Processamento de Materiais Polimricos Processos de Construo de Edificaes Automao Industrial Processo da Indstria Qumica Princpios dos Processos Qumicos Laboratrio de Processos Qumicos Tecnologia Mecnica aplicada a EP Projeto e Desenvolvimento de Produto Ergonomia Estratgia de Produo Planejamento e Controle da Produo 1 Engenharia Econmica Pesquisa Operacional para a Engenharia de Produo 1 Gesto da Qualidade Total de Crditos Total de Horas Porcentagem CRDITOS
Cincia dos Materiais Mecnica Aplicada Operaes Unitrias
Processos Qumicos Tecnologia Mecnica Engenharia do Produto Ergonomia e Segurana do Trabalho Estratgia e Organizao Gerncia da Produo Gesto Econmica Pesquisa Operacional Qualidade
04 crditos 02 crditos 04 crditos 04 crditos 04 crditos 06 crditos 04 crditos 04 crditos 04 crditos 04 crditos 04 crditos 04 crditos 02 crditos 04 crditos 04 crditos 02 crditos 04 crditos 04 crditos 04 crditos 04 crditos 76 1140 29%
Ergonomia e Segurana do Trabalho Estratgia e Organizao Gerncia de Produo
DISCIPLINAS DO NCLEO DE CONTEDOS ESPECFICOS (aprofundamentos) Resoluo CNE/CES n 11/2002 Projeto do Trabalho Organizao do Trabalho Gerenciamento de Projetos Planejamento e Controle da Produo 2 Planejamento e Controle da Produo 3 Gesto de Operaes de Servios Gesto da Cadeia de Suprimentos Projeto de Unidades Produtivas Contabilidade Bsica Custos Gerenciais Microeconomia Novos Empreendimentos Projeto de Empresas Mtodos Estatsticos Aplicados a Engenharia de Produo Modelos Probabilsticos Aplicados a Engenharia de Produo Simulao de Sistemas Pesquisa Operacional para a Engenharia de Produo 2 Mtodos para Controle e Melhoria da Qualidade Sistemas de Informaes Gerenciais Logstica Empresarial Monografia em Engenharia de Produo Estgio Supervisionado para Engenharia de Produo Optativa Total de Crditos Total de Horas Porcentagem
04 crditos 04 crditos 02 crditos 04 crditos 04 crditos 02 crditos 02 crditos 04 crditos 02 crditos 02 crditos 04 crditos 02 crditos 02 crditos 04 crditos 04 crditos 04 crditos 04 crditos 04 crditos 04 crditos 02 crditos 06 crditos 12 crditos 02 crditos 84 1260 32%
Sistemas de Informao Transporte e Logstica Trabalho Final de Curso Estgio Curricular Obrigatrio Optativa
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References: artigo 5
 Artigo 7
 artigo 12
 artigo 14
 Artigo 3
 Artigo 13