Source: http://www.close-closer.com/pt/programa/a-realidade-e-outras-ficcoes/sala-da-nacao-embaixada-de-terra-nenhuma
Timestamp: 2018-02-25 21:30:01+00:00

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Na segunda metade do século XX, a embaixada de Espanha funcionou no Palácio Pombal. Todos os arquivos foram queimados durante uma manifestação em 1975 contra a ordem de execução de ativistas políticos proclamada durante o regime ditatorial em Espanha. Não se encontrou registo dos documentos que ali foram produzidos, lidos, aprovados ou reprovados.
No atual cenário de descrédito relativamente aos modelos políticos existentes, evidenciado por protestos e manifestações por todo o mundo que reclamam alternativas aos sistemas vigentes, esta é a embaixada de uma nação fictícia, que não representa qualquer tempo ou espaço em particular. Os elementos que tipicamente constituem a sala de recepção de uma embaixada – código de conduta, urna, bandeira, trono, retrato – são aqui sabotados de modo a comunicar uma nova ordem. Semanalmente, associações e grupos que desenvolvem trabalho nas áreas do ativismo político, cidadania e inclusão social, são embaixadores em sequência, dando voz a realidades e cidadãos frequentemente sub-representados sob a forma de recepções, perfomances, mesas redondas e outros eventos abertos ao público.
Para registar o seu interesse em participar neste programa, contacte: embaixada@trienaldelisboa.com
Entre 1986 e 2002, as regras, códigos, ética e missão da Associação Portuguesa de Arquitetos Paisagistas foram concebidos, escritos e dirigidos a partir do interior do Palácio Pombal.
Apresentado como uma infraestrutura de reflexão coletiva acerca dos direitos à cidade e dos direitos a ser cidadão, este projeto tem como objetivo a elaboração da Declaração Universal dos Direitos Humanos, com vista a alcançar um consenso sobre as metodologias que regulam a construção, legislação e utilização do espaço público. Todas as terças-feiras às 19:00 realiza-se uma sessão parlamentar com oradores convidados, aberta ao público, que contribui para a elaboração de um artigo. Com base numa metodologia de tentativa e erro, a declaração será escrita através de rascunhos sucessivos evoluindo à medida que o projeto se desenvolve, ao longo do período da exposição.
Sessões Parlamentares:
14 Setembro: Abertura, Zuloark
17 Setembro: Artigo 1 - Habitar a controvérsia, com Pedro Campos Costa
24 Setembro: Artigo 2 - Mind the Gap, com Filipa Ramalhete e Janaína Cardoso
1 Outubro: Artigo 3 – Cidade Open Source, com LIKE Architects
8 Outubro: Artigo 4 – Cidade Semi-Acabada, com Manuel Van Hoben
15 Outubro: Artigo 5 – Praça Equipada, com João Caria Lopes (Atelier Base)
22 Outubro: Retrospectiva crítica, com Zuloark
29 Outubro: Artigo 6 – Senso Comum, com Assembleia Popular da Graça
5 Novembro: Artigo 7 – Resistir na Cidade, com Artéria
12 Novembro: Artigo 8 – Transparência e Open Data, com Mônica Mesquita, Fronteiras Urbanas
19 Novembro: Artigo 9 - Abrir Portas, com Luísa Alpanhão
26 Novembro: Artigo 10 – Urbanismo Bricolage, com Reaction Team
3 Dezembro: Artigo 11 – Parlamentos Urbanos, com Tiago Mota Saraiva (Ateliermob) & João Lopes
10 Dezembro: Sessão de Encerramento, com Zuloark
De 1927 a 2002, a Casa da Madeira – Representação Oficial da Região Autónoma da Madeira – teve a sua sede no Palácio Pombal. Os associados tinham ao seu dispor diversos jogos tais como bilhar, matraquilhos, damas e xadrez.
Os lugares que percorremos no dia-a-dia coreografam movimentos lógicos, tais como subir escadas ou parar diante de uma parede. Outros lugares, como os parques de diversão, coreografam movimentos menos lógicos, que proporcionam instantes de loucura através de experiências físicas e mentais extremas. Através de três jogos, Carsten Höller convida os visitantes a embarcar numa expedição cuja missão é escapar à lógica e perder o controlo. O Jogo da Memória, o Jogo da Contradição e o jogo Gémeos de Lisboa são constituídos por instruções e dispositivos a serem implementados no espaço do palácio por visitantes, atores e vigilantes. Os visitantes são convidados a jogar os jogos, ver ou participar nas performances, cujo calendário é imprevisível: podem acontecer em qualquer lugar, a qualquer momento, em qualquer dia.
A Academia dos Ilustrados do século XVIII teve lugar no Palácio, onde intelectuais se reuniam para ler e discutir literatura e filosofia. A 20 de Dezembro de 1717, foram lidas as regras da história e da política de Aristóteles.
“L.Q.F.U.B.” é uma “little magazine” que cresce progressivamente no decorrer da exposição até alcançar um tamanho extra-grande. Consiste numa publicação em três dimensões que é lugar de discussão e de trabalho, espaço crítico e simultaneamente espaço de crítica. A estrutura desta fanzine “espacial” obedece à divisão cerimonial dos membros da Academia do século XVIII em “lentes”: os problemáticos , os artísticos, os espontâneos, os heróicos, os políticos, os académicos, os radicais, os lúdicos e os fantásticos. Ao longo da exposição haverá encontros académicos, os workshops “Fanzine Machine”, conduzidos por grupos que irão debater, desenvolver e editar o conteúdo da publicação. Os visitantes podem contribuir espontaneamente para a elaboração da fanzine, ou assistir aos workshops.
Sessões Fanzine Machine:
21 Setembro, 15:00 Lente – Os Problemáticos: Colectivo F.A.U.P. (Fânzeres Alliance of Urban Photoshopping)
5 Outubro, 15:00 Lente – Os Artísticos: Clube de Desenho
16 Outubro, 19:30 Lente – Os Espontâneos: Conversas
19 Outubro, 15:00 Lente – Os Heroicos: Colectivo Mundo Novo
2 Novembro, 15:00 Lente – Os Políticos: O Espelho
9 Novembro, 15:00 Lente – Os Académicos: Ruptura Silenciosa
16 Novembro, 15:00 Lente – Os Radicais: Arq.a
30 Novembro, 15:00 Lente – Os Lúdicos: Dédalo
14 Dezembro, 15:00 Lente – Os Fantásticos: Friendly Fire
Sebastião José de Carvalho e Melo, Marquês de Pombal, foi proprietário do Palácio. Uma figura controversa, muitas vezes descrito como déspota iluminado, o Marquês foi o primeiro-ministro de Portugal responsável pela reconstrução de Lisboa após o terramoto de 1755. O projeto de Lisboa terá, eventualmente, sido discutido à mesa, no palácio.
Este projeto é composto por uma mesa de jantar e uma série de menus que tipificam o modo como os seres humanos têm inconscientemente vindo a esculpir a biosfera do planeta através dos seus hábitos e tecnologias alimentares e preferências de sabor. O projeto explora a co-evolução da gastronomia e dos sistemas ecológico, tecnológico e político. Os ingredientes e respetiva preparação são articulados com os temas discutidos ao jantar: Voltar a Ter Tempo, Caviar para Todos e Receitas para o Desastre. Entre ficção política e experiência gastronómica, “The Planetary Sculpture Supper Club” senta o visitante à mesa às quintas e sextas e sábados, das 19h às 22h. Aos sábados, os jantares serão presididos por diversos marqueses nomeados por Carlos Vaz Marques, (ver “A Cidade à Mesa” - residências) e um arquiteto convidado a ser anunciado.
Todas as receitas são desenvolvidas pelos Center for Genomic Gastronomy em colaboração com Heather Julius e os chefes António Henriques, Fábio Bernardino, Pedro Bettencourt e Vasco Alves e os alunos das Escolas de Hotelaria e Turismo do Estoril, Lisboa e Setúbal.
Os jantares acontecem todas as quintas, sextas e Sábados (de 15 de Setembro a 14 de Dezembro 2013).
Temas: Voltar a Ter Tempo, Caviar para todos, Receitas para o Desastre
Os jantares começam à hora exacta (19:00).
15 Set – Governo Sombra (João Miguel Tavares, Pedro Mexia, Ricardo Araújo Pereira) Introdução aos três temas. - ESGOTADO
21 Set – Voltar a Ter Tempo/Gonçalo M. Tavares (escritor) - ESGOTADO
26 Set – Caviar para Todos COMPRAR
27 Set – Caviar para Todos COMPRAR
28 Set – Caviar para Todos/Catarina Portas (empresária) COMPRAR
3 Out – Voltar a ter Tempo COMPRAR
4 Out – Voltar a ter Tempo COMPRAR
5 Out – Voltar a ter Tempo/Delfim Sardo (professor universitário, presidente da Associação
Internacional de Críticos de Arte, Portugal) COMPRAR
10 Out – Receitas para o Desastre COMPRAR
11 Out – Receitas para o Desastre COMPRAR
12 Out – Receitas para o Desastre/Rui Horta (coreógrafo, fundador da estrutura artística O Espaço do Tempo, Montemor-o-Novo) COMPRAR
17 Out – Caviar para Todos COMPRAR
18 Out – Caviar para Todos COMPRAR
19 Out – Caviar para Todos/António Barreto (sociólogo, presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos) COMPRAR
24 Out – Voltar a Ter Tempo COMPRAR
25 Out – Voltar a Ter Tempo COMPRAR
26 Out – Voltar a Ter Tempo/Joana Amaral Dias (psiquiatra) COMPRAR
31 Out – Receitas para o Desastre COMPRAR
1 Nov – Receitas para o Desastre COMPRAR
2 Nov – Receitas para o Desastre/Maria Filomena Mónica (socióloga) COMPRAR
7 Nov – Caviar para Todos COMPRAR
8 Nov – Caviar para Todos COMPRAR
9 Nov – Caviar para Todos/Clara Ferreira Alves (jornalista) COMPRAR
14 Nov – Voltar a Ter Tempo COMPRAR
15 Nov – Voltar a Ter Tempo COMPRAR
16 Nov – Caviar para Todos/Rui Tavares (historiador, deputado europeu independente) COMPRAR
21 Nov – Receitas para o Desastre COMPRAR
22 Nov – Receitas para o Desastre COMPRAR
23 Nov – Receitas para o Desastre/Inês Medeiros (atriz, realizadora e deputada) COMPRAR
28 Nov – Caviar para Todos COMPRAR
29 Nov – Caviar para Todos COMPRAR
30 Nov – Caviar para Todos/Helena Roseta (vereadora da Câmara de Lisboa, arquiteta) COMPRAR
5 Dez – Voltar a Ter Tempo COMPRAR
6 Dez – Voltar a Ter Tempo COMPRAR
7 Dez – Voltar a Ter Tempo/José Tolentino Mendonça (poeta, vice-reitor da Univ. Católica, padre) COMPRAR
12 Dez – Receitas para o Desastre COMPRAR
13 Dez – Receitas para o Desastre COMPRAR
14 Dez – Receitas para o Desastre/Convidado surpresa COMPRAR
Os jantares só se realizam para um mínimo de 12 pessoas.
Para resevas de grupo contactar supperclub@trienaldelisboa.com
Apenas as reservas canceladas com um mínimo de 72 horas de antecedência serão reembolsadas.
No dia 31 de Janeiro de 1912, 620 anarco-sindicalistas foram presos na sede do movimento, o Palácio Pombal. Expulsos do edifício sob ameaça de armas, foi relatado que os anarquistas entoaram orgulhosamente “A Internacional”, enquanto eram evacuados.
Uma peça teatral inspirada no “Teatro dos Operários” do início do século XX na Europa, que tinha como objetivo retratar as dificuldades da classe operária com o propósito de despertar a consciência social e a ação coletiva. Centra-se na relação entre Mário Castelhano (1894–1940) e Manuel Rijo (1897–1974): trabalhadores ferroviários, anarquistas militantes e dirigentes sindicais que partilharam grande parte das suas vidas adultas no exílio ou na prisão. A partir do grau zero da arquitectura, uma cela presidiária, a peça representa uma série de fugas audaciosas em que os prisioneiros constroem diversas utopias para onde viajam através da imaginação. A leitura da peça faz-se através de um guião, face a um cenário vazio de atores. “In Dreams I Walk With You” celebra os valores humanistas do anarquismo político, em contraste com a frágil cultura política contemporânea. Reflete sobre os problemas inerentes ao (e a absoluta necessidade de) desejo e construção de utopias.
A peça é inspirada em arquivos e textos históricos, nos escritos de Castelhano, Rijo e de outros anarquistas presidiários, bem como em textos literários de Manuel Puig, Bruno Schulz, e Ursula K. Le Guin.
Jácome Ratton, Fidalgo Cavaleiro da Casa Real e Cavaleiro da Ordem de Cristo, viveu no Palácio Pombal no século XIX, onde foi preso por suspeita de estar associado à causa Jacobina, durante as Invasões Francesas. Foi durante o exílio em Inglaterra que Ratton escreveu as suas “recordações” de Lisboa.
“Slowly Ceiling” é uma arquitetura que se transforma ao longo do tempo. Refletindo sobre a condição do exílio, este espaço convida o visitante a adormecer e transforma-se lentamente, ocupando uma área progressivamente maior, proporcionando um espaço cada vez mais pequeno. A peça é cíclica, enchendo e esvaziando continuamente, num movimento ininterrupto, nunca atingindo um estado final. “Slowly Ceiling” é uma arquitetura performativa que coreografa o visitante. Primeiro convida, depois faz refém, e finalmente expulsa. Para proporcionar uma experiência ideal, a visita deve ser limitada a duas pessoas de cada vez, cada uma deitada num dos sofás. Esta peça demora cerca de 30 minutos a ser executada.
Residência 1 – Maria Fusco (IE): The Legend of The Necessary Dreamer
The Legend of the Necessary Dreamer é uma reportagem em tempo real a partir do Palácio. Durante a sua residência, Maria Fusco dedicou-se a escrever textos no local examinando a vulnerabilidade física das salas, restituindo o propósito ao sonhador, oferecendo-lhe uma voz material. Os seus textos são recitados diariamente no oratório do Palácio, a uma pessoa de cada vez.
Residência 2 – Carlos Vaz Marques (PT): A Cidade à Mesa
Carlos Vaz Marques é o anfitrião e moderador dos jantares de “The Planetary Sculpture Supper Club”. Todos os sábados, convida uma figura da cultura portuguesa e nomeia-a Marquês. Como Marquês, cada convidado traz uma proposta para Lisboa, a serem discutidas com um convidado arquiteto e com os restantes comensais. Os jantares são divididos em três temas: Voltar a Ter Tempo, Caviar para Todos e Receitas para o Desastre.
Residência 3 – Carlos Azeredo Mesquita (PT): Detailed close-ups of far-off scenes
Carlos Azeredo Mesquita usará a fotografia como ferramenta para expandir as narrativas associadas a cada um dos momentos da exposição e correspondents usos passados do Palácio Pombal, recorrendo a uma variedade de situações e exemplos reais mais ou menos inesperados, num exercício de associação livre com metodologia pseudo-científica e resultados pseudo-enciclopédicos.
Alex Schweder (US), Carlos Azeredo Mesquita (PT), Carlos Vaz Marques (PT), Carsten Höller (DE), Friendly Fire (PT), Paulo Moreira (PT) & Kiluanji Kia Henda (AO), Maria Fusco (IE), Noam Toran (US) & Onkar Kular (UK), The Center for Genomic Gastronomy (NO/US), Zuloark (ES).
Terça a Quinta, 15:00-20:00
Sexta e Sabado, 15:00-22:00

References: Artigo 1
 Artigo 2
 Artigo 3
 Artigo 4
 Artigo 5
 Artigo 6
 Artigo 7
 Artigo 8
 Artigo 9
 Artigo 10
 Artigo 11