Source: http://marceloauler.com.br/apos-entrevista-de-lula-como-ser-otimista/?replytocom=9617
Timestamp: 2017-12-12 23:21:48+00:00

Document:
Após entrevista de Lula, como ser otimista? – Marcelo Auler
Publicado por Marcelo Auler em 22 de julho de 2017
Blog Ultrajano
Dire4tas Já
Na entrevista ao Blog Ultrajano, Lula deixou sem resposta a questão levantada por José Trajano: Como recuperar a esperança? (Foto: reprodução)
Na entrevista que concedeu ao Blog Ultrajano, na quinta-feira (20/07), Luiz Inácio Lula da Silva deixou sem resposta a grande dúvida que muitos levantam: “qual a saída? Como despertar o ânimo da população que vive um verdadeiro momento de letargia?”.
Isso não invalida o excelente trabalho – na verdade, uma aula de jornalismo político – dos três jornalistas mais voltados às coberturas esportivas – José Trajano (editor do Blog), Juca Kfouri e Antero Greco – como bem lembrou Milton Temer em sua resposta aos comentários de Lula sobre o PSOL. Não podia ser diferente partindo de veteranos e tarimbados profissionais: sem perguntas proibida, nada de pegadinhas ou limitação no tempo das respostas, e questionamentos sobre episódios não muito favoráveis ao entrevistado. Tudo, porém, com ética e respeito.
Lula estava à vontade e da parte dele também há que se reconhecer que não ficou pergunta sem respostas. Elas podem não terem sido completas ou não satisfazerem a todos. Escorregou em alguns assuntos, infelizmente não aprofundados. Envolvido em outro assunto, deixou sem resposta a questão levantada por Trajano sobre o desanimo entre as pessoas, sobre a falta de esperança e a perspectiva para 2018. Não explicou como entende que o país sairá da crise que o golpe do impeachment de Dilma Rousseff provocou. Horas depois, em uma manifestação na Avenida Paulista, apontou as eleições diretas já como uma bandeira a ser conquistada neste momento.
Mas, ao defendê-la, não explicitou como se conseguirá isso com o Congresso atual em que, além do enorme conservadorismo, já se transformou no tradicional balcão de negócios cujas moedas de troca são emendas parlamentares, cargos no governo e até promessas de apoios em futuras disputas eleitorais. Promessas que nem sempre serão cumpridas. Se nos idos de 1983/84, com a mobilização de milhões de brasileiros em praças públicas de todo o país, faltaram votos no Congresso para aprovar a Emenda Dante de Oliveira, o que nos levará a acreditar que agora, quando não há mobilização semelhante, uma emenda igual será aprovada?
Kfouri a Lula: O PT fará autocrítica? (Foto: reprodução)
Erros do PT – – Em um dos pontos altos da entrevista, Lula reconheceu os erros do PT. Mas, curiosamente, falou sempre na terceira pessoa, como se também não tivesse responsabilidade nelas.
Na verdade, para muitos antigos eleitores petistas e/ou lulistas – como alguns testemunharam a este Blog – mais que um erro, foi uma traição do partido criado para mudar o jeito de fazer política no país. Na resposta a Juca Kfouri (aos 30min45′ da entrevista) sobre a sua perda de credibilidade após sair do governo com 87% de aprovação entre bom e ótimo, Lula admitiu os erros:
“O PT errou. O PT errou porque o PT tinha nascido pra mudar o jeito de fazer política neste país (…) Obviamente que o PT errou ao aceitar o jogo de fazer campanha nos moldes em que os outros partidos faziam campanha. O PT errou. Agora, o PT errou e não cometeu 10% dos erros que eles falam que o PT cometeu”.
Na complementação, afirmou o que muitos ex-eleitores não reconhecem que já tenha sido feito com a ênfase que se esperava: a autocrítica partidária (34m10′):
“O PT não pediu desculpas? O PT tenta se corrigir a cada eleição. O PT tenta fazer nota. O PT tenta fazer uma série de coisas. E nós pagamos o preço por isso. Nós pagamos um preço e o PT sabe que a sociedade tem razão de nos cobrar determinadas situações. Agora, as pessoas sabem que o PT não fez nada de diferente do que a política brasileira faz, desde que teve a primeira eleição nesse país. As pessoas sabem”.
A questão é justamente o partido ter enveredado pelo caminho tradicional, a política como ela sempre foi feita, quando sua criação de seu pela mobilização em torno do novo, do diferente e, principalmente, do ético. Sem demérito do muito que os governos petistas conseguiram em termos de inclusão social.
Truncaram a democracia – Lula está certo quando diz que vivíamos o maior período democrático do país – entre a Constituinte de 1988 e o golpe do ano passado (2016) em que derrubaram Dilma Rousseff – quando atropelaram novamente a Democracia e a Constituição:
“Essa gente não estava acostumada a viver em uma democracia. Nós estávamos vivendo agora, antes do impeachment da Dilma, o maior período de democracia vivido no país. Se pegarmos a Constituinte, 30 anos; se pegarmos a eleição direta, 28 para 29 anos. Estávamos aprendendo a viver. Tiramos um presidente da República pacificamente, ou seja, não houve maiores… e depois não se provou tudo o que se falou do presidente da República. Mas, se construiu uma maioria e se tirou um presidente da República. E aí inventaram uma mentira para tirar a Dilma. Inventaram a tal da pedalada, que não tinha nenhum motivo, nenhuma razão, e tiraram a Dilma. Truncaram outra vez a democracia“.
Na sua análise os adversários ainda não estão satisfeitos com o golpe e a crise que impuseram à democracia brasileira e continuam desejando impedir a sua volta ao Poder, como falou aos 36m19′:
“O que é grave agora é que eles estão querendo truncar a possibilidade de o PT voltar. É verdade que o PT cometeu erro, mas em qualquer pesquisa de opinião pública (…) na hora que você pergunta qual o partido da sua preferência, o PT aparece em primeiro“.
Lula e os três comentaristas esportivos que deram uma aula de jornalismo político. (Foto: reprodução)
Ao expor os motivos que provocaram o aumento da sua rejeição em pesquisas de opinião, falou da perseguição que vem sendo vítima – “como não ocorreu com ninguém, na História deste país” -, mas concluiu que não conseguirão o objetivo maior, impedir sua volta (38m36′):
“(…) essa gente trabalhou todo esse período para tentar apagar o Lula da História desse país (…)”
Tiros de escopeta – Na continuidade, explica os motivos que lhe levam a acreditar na sua possível volta em uma eleição: o apoio que recebe do chamado povão, a classe trabalhadora, principalmente depois de ter feito 40 milhões de pessoas subirem um degrau na classe social:
“Eu tenho uma coisa que eles não sabem lidar. Eu tenho uma ligação muito estreita e umbilical com o mundo dos trabalhadores deste país. As pessoas me conhecem. E as pessoas sabe que o que nós fizemos no país não foi pouca coisa“.
Ao insistir na questão da perda de apoio, admitiu que o PT, que sempre teve 30% do eleitorado em São Paulo, sofreu como massacre midiático, sem querer criticar nominalmente a mídia (46m34′):
“A gente perdeu parte da nossa base. (…) Eu não quero falar mal da mídia. Eu até diria que foi pelo comportamento democrático da mídia, porque eles escancararam… Vou lhe conta uma coisa, você pode enfiar um político dentro do outro, todos juntos não aguentam dez por centro do que eu aguentei… Estou ganhando tiro de escopeta todo santo dia. E se tiver eleição e eu for candidato, eles sabem que eu posso ganhar as eleições“.
É justamente a partir desse seu próprio entendimento que surge a contradição entre seu discurso e a bandeira das Diretas Já. No momento em que ele admite que querem lhe retirar da História, lhe apagar e, ao mesmo tempo, que não estão conseguindo tal feito – no que as pesquisas de opinião lhes dão razão ao colocá-lo como o preferido pela opção popular – como imaginar que o atual Congresso conservador e/ou negociador, se disporá a antecipar as eleições, ou mesmo convocar diretas para presidente, sabendo que Lula pode com ela voltar ao poder?
Não serão apenas Michel Temer e sua corriola, Rodrigo Maia e seu sonho de galgar a um gabinete presidencial com o qual jamais sonhou na vida -e do qual jamais se aproximará outra vez – que se posicionarão contra uma eleição direta, caso Temer preparando o terreno para um possível – ainda será? – afastamento do presidente golpista.
O próprio Lula, ao responder a Greco, no início da entrevista (25m45′) explicando as suas tentativas de reformar legislação trabalhista, o sistema tributário e o sistema eleitoral, ou seja, a reforma política, lembrou que empresários e políticos não essas reforma. Na questão da reforma política, deixou claro que os congressistas não a querem. E na resposta, mostrou o erro de avaliação que muitas lhe criticam:
“A reforma política, Antero… quando eu fui eleito,presidente da República, eu tinha 91 deputados, o PC do B tinha mais uns 14, ou seja nós tínhamos muito pouca coisa. É muito difícil você fazer uma reforma política porque as pessoas que foram eleitas não querem mudar o status quo em que foram eleitos. É muito difícil. Os partidos não querem. Eu dizia sempre, não é o presidente da República que tem que fazer a reforma política. Quem tem que fazer a reforma política são os partidos políticos através de seus deputados. Tem uma proposta de fazer uma reforma política, ou seja, vai terminar o prazo daqui a dois meses e não vão fazer, porque ninguém quer mudar nada”.
Lula, em um ambiente descontraído, acabou mostrando que não dá para confiar em uma saída da crise pelas Diretas Já. (Foto:reprodução)
Movimentos abandonados – O erro, para muitos, é imaginar que a reforma política tem que partir dos políticos, o que jamais acontecerá como ele próprio admitiu. Para tal, na verdade, será preciso a pressão popular, via mobilização da sociedade, dos segmentos organizados dela, os mesmo que, como Lula se vangloriou,ajudaram a criar o PT. Partido que ele diz que jamais pode ser comparado a qualquer outro (1h19m26′):
“O PT nasceu de uma coisa muito engraçada… O que as pessoas têm que compreender é que não existe semelhança no mundo com um partido criado como o PT. O partido é uma junção da chamada Igreja Progressista, da Teologia da Libertação, da esquerda da luta armada nesse país, dos estudantes que participavam da luta armada. O PT é uma junção de grandes e bons intelectuais tipo Antônio Cândido, Sérgio Buarque de Holanda (…) e o PT é o resultado doo começo da organização do movimento social e do movimento sindical – movimento de mulher, movimento de negro, movimento de índio -, trabalhador rural e a classe trabalhadora organizada – bancário, metalúrgico, químico, gráfico. Todo mundo que foi se organizando foi aderindo ao PT. Então, a gente tinha uma força real. Não tinha voto. Isso é diferente, porque não é fácil você fazer a transferência.“
Quem esteve em Brasília em 1º de janeiro de 2003 e viu uma massa humana espalhada na Esplanada dos Ministérios comemorando a posse do primeiro trabalhador na presidência da República – e ainda por cima, de esquerda – imaginava que com o apoio daquela massa seria possível modificar os rumos da história do país, em especial, a forma de se fazer política.
Mas, o erro maior do PT no governo, foi, ao que tudo indica, abandonar esta massa, cooptar dirigentes de entidades sindicais e alguns movimentos organizados, para cargos e postos na administração, deixando de lado a mobilização das massas. Os movimentos sociais passaram a apoiar, não a exercer o papel de cobrar mudanças. O governo se acomodou e se acertou com os políticos, como se eles fossem querer as mudanças necessárias.
Faltou aos governos petistas mobilizar as entidades sociais organizadas – e ajudar a organizar as que assim não estavam – para, com o apoio delas, eleger novas lideranças políticas ou convencer as existentes da necessidade da mudança do jogo eleitoral. Mas, no lugar disso, o petismo aderiu ao que existia. E deu no que estamos vendo.
Hoje, parte do que está aí é resultado das alianças que o próprio PT fez para se manter no poder. Resultado dos conchavos partidários que levaram Michel Temer, um político de passado nebuloso – para não falar sujo, vide suas tenebrosas transações no porto de Santos na década de 90 – a se transformar em vice-presidente e, como tal, articular a derrubada da presidente eleita para depois adotar uma política que não foi a escolhida pelos eleitores.
Pois é justamente por conta desta dificuldade que hoje continuam as dúvidas de o que acontecerá até o final de 2018 no país. Ao que tudo indica, continuaremos com Temer sangrando – e com ele, o país – sem qualquer chance de a bandeira das Diretas Já se tornar realidade. Não há como ser otimista.
A íntegra da entrevista pode ser vista em: https://www.youtube.com/watch?v=Eg03X72u_Vc
8 de agosto de 2017 às 06:27
Lula voltará, nem que seja como o personagem de Ragnar Lothbrok
30 de julho de 2017 às 18:08
http://www.tijolaco.com.br/blog/o-que-eles-destruiram-por/
Ilma Cordeiro de Macedo disse:
Coitados do Lula e do PT, lutando todo esse tempo contra essa gente daninha que sempre espoliou o povo, os únicos que conseguiram alguma coisa ( quase acabar com a fome, criação de emprego como nunca se viu, etc…) Têm agora que se responsabilizar sozinho pelo ERRO que cometeram? Só aprecio críticas com as devidas soluções. ALUDE A SALVAR O BRASIL.
30 de julho de 2017 às 02:10
Até parece que é hora de falar sobre o que Lula fez ou deixou de fazer, o que o PT fez ou deixou de fazer, como se estivéssemos vivendo um período democrático normal e tudo estivesse se encaminhando bem para as eleições de 2018. Pelo amor de deus, estamos sofrendo um golpe profundo, o ataque a Lula objetiva exterminar as esquerdas todas, os movimentos sociais, o MST, a CUT. Isso é hora de ficar falando de autocrítica quando o Lula pode ser preso e podem adiar as eleições, fazer uma reforma política para manter os mesmos no congresso ou dar o golpe do parlamentarismo? Será que é tão difícil enxergar que estão atacando o maior líder popular do país e que é isso que deveria importar para as esquerdas na luta contra esse golpe tremendo? O problema de um tipo de esquerda é não eleger com clareza o inimigo. As circunstâncias exigem outra postura.
José Menino Silva Monteiro disse:
Para tornar o Brasil uma Democracia, a Reforma das reformas:
Artigo 1°. Livre a organização Partidária na forma desta Lei.
Artigo 2°. O Partido, após formalmente organizado e com registro provisório, , poderá participar do pleito eleitoral.
Artigo 3°. Terá Registro definitivo o Partido que alcançar 5% do votos apurados, em pelo menos 33% dos Estados Membros da Federação, nas eleições que participar.
§ Primeiro: os candidatos que obtiverem votação com coeficiente eleitoral, mas que seus partidos não atenda os requisitos do Artigo 3°, não terão seus registros homologados.
§§ Segundo: As vagas dos candidatos não homologados serão redistribuídos, segundo as mesmas regras da proporcionalidade.
Artigo 4° Fica proibida a coligação partidária para a disputa de cargos das eleições proporcionais.
Artigo 5° Cada Partido apresentará lista própria de candidatos para os cargos proporcionais.
§ Único: É da responsabilidade do Partido, de acordo com suas normas organizacionais, a organização de lista dos candidatos a cargos proporcionais.
Artigo 6° : Livre a coligação partidária para a disputa de cargos maioritários.
22 de julho de 2017 às 22:04
E como é que se governa sem ter a maioria no Congresso? Não governa. A única maneira é por meio de coalizões. E com quem se faz a coalizão? Com os políticos que foram eleitos pelo povo. Eles não surgiram do nada. FORAM ELEITOS. É fundamental ter isso em mente. A realidade é que é MUITO FÁCIL criticar quando se está do lado de fora, atirando pedra. Agora, vai tentar governar com um Congresso EXTREMAMENTE CONSERVADOR, cuja maioria faz oposição aberta a você (inclusive quem foi eleito junto com você e que, em tese, deveria ser seu aliado), como ocorreu com a Dilma II. Veja o que aconteceu com ela.
O PT errou? Errou muito, mas ACERTOU MUITO MAIS. Disparado, foi o MELHOR GOVERNO que este país já viu. E digo isso sem me esquecer de que, para mim, pessoalmente, não foi nada bom. Mas eu não preciso do governo. Agora, para quem precisava (e precisa) DE VERDADE de um governo que ajude e dê a oportunidade de, em primeiro lugar e acima de tudo, SOBREVIVER, foi uma verdadeira revolução. É sempre bom lembrar que havia pessoas no Brasil, nossos conterrâneos, que MORRIAM DE FOME. Era uma realidade diária. Infelizmente, com o golpe, a fome está de volta.
Então, antes de criticar o PT porque governou de maneira realista – porque era (e é) a única maneira de governar dentro da realidade concreta do nosso sistema político –, pergunte à D. Maria, que morava no meio do semi-árido, sem comida, sem água, sem luz elétrica, sem médico, o que ela acha dos governos do PT. Pergunte a ela quem foi que trouxe a renda mínima (Bolsa Família), a luz (Mais Luz), a água (Programa Cisternas e a Transposição do São Francisco) e os médicos (Mais Médicos). Pergunte se ela está preocupada com o fato de o PT ter feito alianças com partidos venais para poder governar e fazer, pela primeira vez, o que é a obrigação mínima de qualquer governo, isto é, governar, em primeiro lugar, para os mais pobres. Pergunte a ela como era antes do PT. Pergunte a ela como está depois do golpe. O Mais Luz, nunca é demais lembrar, trouxe para o século XXI quem ainda vivia no século XIX! É gente que não tinha o básico do básico do básico, o mínimo do mínimo…
Infelizmente temos que admitir que foi O PRÓPRIO POVO BRASILEIRO, O PRINCIPAL RESPONSÁVEL, PELO GOLPE DE 2016 E POR TODA ESTA CRISE!!!
E você pensa, que a grande maioria do povo brasileiro não tem noção disso?!!! Pois fique sabendo que tem noção sim!
Está demorando para vermos as indignações das pessoas com este governo golpista, porque foram estas pessoas que mais colaboraram para instalar o golpe!!!
Acredito que as coisas podem mudar, principalmente quando esta nova Lei Trabalhista for colocada em prática, e o povo sentir a chibata no lombo!
Os primeiros a se indignar serão da classe média, vão ter que admitir que a CLT não foi criada para vagabundo!
É bem capaz que esta indignação da classe média puxará a indignação daqueles, que sempre tiveram a chibata no lombo.
Agora falta saber se o país irá sobreviver a este golpe, a esta crise política/social/econômica até a indignação tomar conta de tudo.
Não há possibilidade de esperança e otimismo com os “líderes” já estabelecidos na política nacional. Melhor fariam a esquerda e a centro-esquerda se esquecessem Lula, Marina (duas decepções!) e tratassem de se rearticular a partir de uma estratégia mais paciente e de longo prazo: esquecendo a presidência para 2018 e recomeçando pelas bases, para trazer esperança e otimismo aos cidadãos de maneira concreta, durável, sustentável. A direita mais fascista optou pelo curto prazo: acena com Bolsonaro 2018, promessa de esperança e otimismo para uma parcela da população. O país vai sangrar até 2018 e mesmo depois? “Deixa sangrar”, diz uma velha música do Caetano. Sangrar também é purgar.
Desculpe-me Terezinha Costa, mas o meu comentário foi resposta para o comentário do Ninguém!
Eu que me enganei e cliquei no botão errado!
30 de julho de 2017 às 02:24
Terezinha, esquecer Lula? Fazendo o jogo que os golpistas querem? Independente de gostar ou não do Lula, dele ter sido ou não uma decepção, não é isto que está em pauta, o que está em pauta é um ataque às esquerdas, simbolizada por Lula, o único político ligado a movimentos populares e sindicais. Ele tem que ser defendido por todos da esquerda. Não entender isso é não entender a circunstância do momento.
Paulo Roberto Saturnino Figueiredo em UFMG: truculência se dissemina pelo país

References: Artigo 1

Artigo 2

Artigo 3
 Artigo 3

Artigo 4

Artigo 5

Artigo 6