Source: http://xailedeseda.blogspot.com/2012/09/
Timestamp: 2017-05-29 00:05:14+00:00

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A preparação devida para o desempenho de funções em qualquer instituição ou empresa é muito importante. Se falarmos de altas funções como as do executivo e as dos nossos representantes parlamentares, então isto fia mais fino. É urgente que a classe política se esmere. Não se é um bom político só porque se tem queda para isso. É necessário ter em atenção que uma prestação que se quer excelente dependerá da interdisciplinaridade do conjunto das ciências sociais e humanas a que pertence a Ciência Política, o que ajudará em muito na tomada de decisões. Se assim não for sairá a perder a nossa capacidade de negociar com uma troika que nos vê apenas como números. Numa das minhas divagações, aqui, a que de vez em quando sou atreita, interrogava-me sobre a essência deste mesmo trio e do que poderíamos esperar dele. Erro crasso. Deveria antes ter indagado, falando com os meus botões ou com o meu travesseiro, sobre a competência e visão de quem tem a responsabilidade, outorgada por nós, de analisar os prós e os contras antes de aceitar ou resolver, de motu proprio, sobrecarregar aqueles que menos têm, os trabalhadores por conta de outrem e os reformados e pensionistas. Muito se tem falado em alternativa, alternativas, caminho alternativo, este último já considerado algures como um mito. Em encruzilhadas como estas talvez devêssemos olhar para os outros e ver o que fariam nas mesmas circunstâncias ou em quaisquer outras situações de ruptura. Vem a propósito um pequeno trecho de uma entrevista que li no outro dia. Nas palavras do entrevistado, de um tsunami de há 1200 anos os japoneses retiraram uma lição útil aquando do tsunami de 2011. Eis algumas das suas palavras:
Mas, voltando ao tema da nossa actualidade nacional, o tsu-nami causado pelas alterações da tsu, produziu ondas de choque praticamente nunca vistas no que diz respeito às suas características. A rua a manifestar-se, de forma espontânea, através de milhares de pessoas, reivindicando tão-só o seu direito à sobrevivência. Depois do Conselho de Estado, passámos a uma nova fase. Promessas de entendimento quanto à coligação, recuo nas medidas anunciadas, esforços na procura de outras formas de onerar, talvez, os mesmos de sempre. Venha o diabo e escolha... Enfim, tenhamos esperança em dias melhores.
Ouvi ainda há pouco, na RTP Memória, a Maria Guinot nesta sua belíssima interpretação, voz e piano, Silêncio e Tanta Gente - Festival da Canção de 1984. É muito bom ouvi-la e, assim sendo, trago-a com muito gosto para o nosso convívio, neste primeiro e ameno sábado de outono. Silêncio e tanta gente
Às vezes é no meio de tanta
Às vezes sou o tempo que tarda
Uma vez que as guerras se iniciam nas mentes dos homens, é na
mente dos homens que devem ser construídas as defesas da paz.
Hoje fala-se da Paz, da Paz sustentável. Falemos nós de paz nos nossos corações e nos corações daqueles que nos rodeiam. Paz nas nossas casas, na nossa vizinhança, no nosso país, na mente dos nossos governantes. Que estes consigam congregar esforços no sentido de alcançarem o consenso necessário para a resolução dos nossos problemas económicos e sociais. Consenso político. Um consenso em que os interesses da comunidade estejam em primeiro lugar. Que haja elevação de espírito suficiente e nobreza de carácter para que as quezílias fiquem à porta das conversações, necessárias e urgentes, porquanto o tempo não pára. Ele não espera por nós. Em cada hora, em cada dia que passa aumentam as nossas probabilidades de bancarrota em todos os aspectos. Em momentos como este é que se define a capacidade ou a incapacidade dos nossos representantes parlamentares e se, ao fim e ao cabo, merecem estar nos lugares onde os colocámos.
21 de Setembro - dia internacional da Paz Citação retirada de: aqui
Deitado em meu canto da caverna,Lutava por afundar nas obscurasÁguas do sonho.Espectros de animaisFeridos pelo estilhaço da flechaDavam horror à negrura.Mas algo,Talvez a execução de uma promessa,A morte de um rival sobre a montanha,Talvez o amor, ou uma pedra mágica,Me fora outorgado. Perdi tudo.Pelos séculos gasta, a memóriaSó guarda essa noite e sua manhã.Sentia desejo e medo.BruscamenteOuvi o surdo tropel interminávelDe um rebanho atravessando a aurora.Arco de roble, flechas que se cravam,Deixei-os e corri até a gretaQue se abre no extremo da caverna.Foi então que os vi.Brasa avermelhada,Cruéis os cornos, montanhoso o lombo,A crina lúgubre como os seus olhosQue espreitavam malvados. Aos milhares.São os bisões, eu disse.A palavra Nunca antes passara por meus lábios,Mas senti que talvez fosse seu nome.Era como se eu nunca houvesse visto,Como se houvesse estado cego e mortoNo tempo antes dos bisões da aurora.Eles surgiam da aurora.Eram a aurora.Não quis que os outros profanassemAquele denso rio de brutezaDivina, de ignorância, de soberba,Indiferente como as estrelas.Pisotearam um cão do caminho;Teriam feito o mesmo com um homem.Depois os traçaria na cavernaCom ocre e cinábrio. Foram os DeusesDo sacrifício e das preces.NuncaDisse minha boca o nome de Altamira.Foram muitas minhas formas e mortes.
Sabemos que o Presidente da República já convocou o Conselho de Estado e, como é natural, está toda a gente a aguardar com ansiedade o resultado que sairá da reunião marcada para o dia 21 do corrente mês. Enquanto isso, vejamos o que diz a Constituição Portuguesa sobre as suas competências, no sentido de avaliarmos a margem de manobra que a Lei Fundamental lhe concede, em relação a uma intervenção efectiva na resolução dos assuntos da Nação. Seguem-se algumas delas: Artigo 133.º
d) Dirigir mensagens à Assembleia da República e às Assembleias Legislativas
das regiões autónomas;
e) Dissolver a Assembleia da República, observado o disposto no artigo 172.º,
ouvidos os partidos nela representados e o Conselho de Estado;
g) Demitir o Governo, nos termos do n.º 2 do artigo 195.º, e exonerar o
Primeiro-Ministro, nos termos do n.º 4 do artigo 186.º;
b) Promulgar e mandar publicar as leis, os
decretos-leis e os decretos regulamentares, assinar as resoluções da Assembleia
da República que aprovem acordos internacionais e os restantes decretos do
c) Submeter a referendo questões de relevante interesse nacional, nos termos do
artigo 115.º, e as referidas no n.º 2 do artigo 232.º e no n.º 3 do artigo
256.º;
e) Pronunciar-se sobre todas as emergências graves
para a vida da República;
g) Requerer ao Tribunal Constitucional a apreciação
preventiva da constitucionalidade de normas constantes de leis, decretos-leis e
1. No prazo de vinte
dias contados da recepção de qualquer decreto da Assembleia da República para
ser promulgado como lei, ou da publicação da decisão do Tribunal Constitucional
que não se pronuncie pela inconstitucionalidade de norma dele constante, deve o
Presidente da República promulgá-lo ou exercer o direito de veto, solicitando
nova apreciação do diploma em mensagem fundamentada.
2. Se a Assembleia da República confirmar o voto por maioria
deverá promulgar o diploma no prazo de oito dias a contar da sua recepção.
A falta de promulgação
ou de assinatura pelo Presidente da República de qualquer dos actos previstos
na alínea b) do artigo 134.º implica a sua inexistência jurídica.
- O Conselho de Estado é o órgão político de consulta do Presidente da República (artº 141º) - Para ver as Competências do Presidente da República, na sua íntegra, queira aceder ao link 'Constituição Portuguesa' que se encontra no canto superior direito deste blog. Publicada por
A manhã raia. Não: a manhã não raia.A manhã é uma cousa abstracta, está, não é uma cousa.Começamos a ver o sol, a esta hora, aqui.Se o sol matutino dando nas árvores é belo,É tão belo se chamarmos à manhã «começarmos a ver o sol»Como o é se lhe chamarmos a manhã;Por isso não há vantagem em pôr nomes errados às cousas,Nem mesmo em lhes pôr nomes alguns.
E, podem crer, eles não são parcos em palavras. Em todos os momentos do E.P., percorrem vários assuntos tabu da sociedade global como o racismo, a xenofobia, a discriminação nos seus múltiplos aspectos. A nível nacional focam dois dos problemas que mais nos preocupam: O desemprego, a emigração. Em entrevista, no passado dia cinco, do programa 'Rumos', RTP-África, esta banda expõe alguns dos seus objectivos, em especial, o de fazer chegar às pessoas a sua convicção de que para a frente é que é o caminho. Programa 'Rumos' - RTP-África:http://www.rtp.pt/play/p841/rumos
vem, antes que seja tarde e o tigre venha banhar-se na água azul dos teus lagos,
agora que já canta o invisível pássaro do poema e das estrelas,
Já devem ter reparado que este tema, mundo, está a tornar-se demasiado recorrente neste espaço.Tenham paciência, por mais umas linhas. O pior é que desta vez é crise e mundo, mundo e crise. Isto não ajuda nada. Mas lá para o fim apresento propostas irrecusáveis ... plus ou moins. Achei interessantíssimo o desabafo deste poeta, desabafo que poderíamos subscrever na íntegra e acrescentar-lhe ainda mais alguns pormenores. Como o próprio refere, não se lembra se é uma receita para salvar o mundo ou apenas ser feliz, mas que não apresenta grandes resultados. Valerá como exercício, digo eu. Queixas de um utente
Pago os meus impostos, separo o lixo, já não vejo
de deixar água
fresca no prato
Queixas de um utente, de:José Miguel Silva; Excerto de:As coisas boas da vida são simples: Fabiane Ponce, em O Pensador.
Imagens da internet. Serão retiradas se implicarem direitos de autor ou de imagem. Publicada por

References: Artigo 133
 artigo 172
 artigo 195
 artigo 186

artigo 115
 artigo 232
 artigo
256
 artigo 134