Source: http://teratologiacriminal.blogspot.com.br/2013/
Timestamp: 2018-02-22 12:40:50+00:00

Document:
Teratologia Criminal: 2013
CASO POLYANA CRISTINA DE CASTRO, Jandira/SP (2008) - 31ª edição
Sábado, 21 de dezembro de 2008. Joseli de Castro (28) e seu então marido, Joel Marques Muniz de Oliveira (25), por volta das 22h, deram início às buscas por Polyana, 8 (oito) anos de idade (filha de Joseli e enteada de Joel) pela vizinhança... a cena era dramática. Batiam nas portas dos vizinhos perguntando se alguém vira a menina e gritavam pelas ruas dizendo que alguém a tinha levado.
Segundo um dos amigos do casal, Joseli declarou que a menina esperava uma pizza na porta de casa junto com outras crianças... já o pai, disse que ele estava cortando o cabelo e que a menina estava com outras crianças... porém, seu cabelo não estava cortado...
Na madrugada entre sábado (21/12) e domingo (22/12) fizeram o registro de ocorrência do desaparecimento da menina e continuaram com as buscas pelos dias seguintes... colaram cartazes com foto da criança com telefones para informações por toda a cidade de Jandira. Na quarta-feira (24/12) à tarde, deram entrevista à TV Bandeirantes, onde choraram e fizeram um pedido emocionado para que devolvessem a menina... ela já estava morta.
Pouco depois, aproximadamente às 15h40 da mesma quarta-feira, o corpo de Polyana, já em decomposição, foi encontrado por um aposentado de 56 anos, em um terreno baldio na Rua Francisco José Longo, no bairro do Sagrado Coração, em Jandira, e chamou a polícia militar. No momento, não conseguiram identificar se a menina foi morta a tiros ou facadas, mas estava com roupas, porém, sem calcinha.
A perícia preliminar confirmou a versão do padrasto de Polyana, pois, a menina estava morta há três ou quatro dias. Enquanto prestavam depoimento na delegacia, o casal teve conhecimento da localização do corpo da menina... Joel, então, confessou o crime. Disse que, com a ajuda de Joseli, que pegou duas facas para que ele cometesse o crime, matou a menina com duas facadas no pescoço.
Fatos que chamaram a atenção da polícia é que a mãe não demonstrava emoção ao falar da filha e se referia à menina no passado. O padrasto levou os policiais civis até o local onde deixara o corpo e, chegando lá, encontraram com os policiais militares, que foram chamados pelo senhor que encontrou a criança.
Naquele dia, Joseli foi enviada para a Cadeia Pública Feminina de Jandira, e Joel foi levado para a Cadeia Pública de Carapicuíba.
Em dado momento, o processo se tornou sigiloso, de modo que não foi possível encontrar informações... no entanto, através de outros sites, encontrei o seguinte:
→ ambos foram PRONUNCIADOS no dia 02/08/2011:
Sentença Pronúncia 02/08/2011 05/08/2011 07, 79/95
Por todo o exposto, JULGO PROCEDENTE a denúncia e: (i) PRONUNCIO o acusado JOEL MARQUES MUNIZ DE OLIVEIRA, qualificado nos autos, com fundamento no artigo 413 do Código de Processo Penal, para que seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri como incurso no artigo 121, parágrafo 2º, incisos I e IV, c/c artigo 29, bem como no artigo 217-A c/c artigo 226, inciso II, todos do Código Penal, em concurso material de crimes; e (ii) PRONUNCIO a acusada JOSELI DE CASTRO, qualificada nos autos, com fundamento no artigo 413 do Código de Processo Penal, para que seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri como incursa no artigo 121, parágrafo 2º, incisos I e IV, c/c artigo 29, ambos do Código Penal, nego aos acusados o direito de recorrer em liberdade, mantendo a prisão preventiva decretada a fls. 101/103 para garantia da ordem pública e para assegurar a aplicação da lei penal, porquanto presentes os requisitos previstos nos artigos 282, 312 e 313 do Código de Processo Penal e insuficiente a substituição da custódia cautelar por qualquer das medidas previstas no artigo 319 do mesmo diploma legal. Atendido, assim, o Comunicado 190/11 do Conselho Superior da Magistratura. Custas na forma da lei. P.R.I.C.
Infelizmente, não consegui localizar mais nenhuma notícia sobre o andamento processual, acredito que devido ao sigilo, mas subentende-se, pela pronúncia, que a violência sexual tenha acontecido...
Reportagem sobre o caso, incluindo o pedido dramático da mãe e padrasto:
Fonte: Gabriela Sou da Paz
Blog Impunidade Brasileira
Lucelia Araujo Orkut
Postado por Bel Aquino às 18:03 Um comentário:

References: artigo 413
 artigo 121
 artigo 29
 artigo 217
 artigo 226
 artigo 413
 artigo 121
 artigo 29
 artigo 319