Source: https://pt.scribd.com/doc/211106519/prescricao-farmaceutica-introducao
Timestamp: 2019-09-21 09:32:26+00:00

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prescricao_farmaceutica_introducao | Farmacêutico | Droga Farmacêutica
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Apresentar o panorama da prescrio farmacutica em outros pases; Informar sobre a resoluo do Conselho Federal de Farmcia que regulamenta a Prescrio farmacutica; Alertar para as responsabilidades inerentes essa nova prtica; Mostrar alguns aspectos do complexo processo para se efetivar essa nova prtica;
Trocar experincias.
O Panorama em outros pases
FDA entende ser importante ampliar o conceito de MIPs. Para verificar a viabilidade desta iniciativa ampla consulta focada em discutir que tipos de provas seriam necessrias para demonstrar que determinados medicamentos podem ser usados com segurana nessa nova definio.
Alguns critrios que o FDA entende que podem ser estabelecidos para definir como categorizar os MIPs, garantindo o uso seguro e adequado:
Antes de iniciar um tratamento medicamentoso, voc pode ter que conversar com um farmacutico ou realizar um teste diagnstico;
Em outros casos, voc pode ter que visitar um mdico para obter uma receita inicial, mas no seria necessria nova consulta para a receita do mesmo medicamento;
Alguns medicamentos poderiam estar em uma categoria mista, ou seja, ser um medicamento de prescrio em algumas condies e um MIP em outras condies, desde que garantisse a segurana ao paciente; Um cenrio importante para melhorar o autocuidado o envolvimento dos farmacuticos para ajudar os consumidores a verificarem o seu diagnstico, ou decidir se a medicao est certa.
Categoriza os medicamentos em quatro listas:
1. Medicamentos de prescrio; 2. Medicamentos de dispensao farmacutica vendidos pelo farmacutico e no necessitam de receita mdica; devem ser mantidos em uma rea da farmcia onde no haja acesso pblico e oportunidade para autosseleo; 3. Medicamentos de autosservio vendidos pelo farmacutico e mantidos em uma rea da farmcia onde haja acesso pblico e oportunidade para autosseleo. A farmcia deve estar licenciada para esse tipo de venda; 4. Medicamentos de prescrio farmacutica prescritos pelo farmacutico, em conformidade com diretrizes previamente aprovadas.
Os medicamentos podem estar disponveis:
Sob prescrio (POM - Prescription Only Medicine). Isento de Prescrio Mdica, mas sob a superviso do farmacutico (P - Pharmacist). Para venda geral (GSL General Sales List) vendido em lojas de varejo, sem a superviso do farmacutico. Para essa classificao necessrio afirmar com segurana razovel que o medicamento pode ser fornecido sem a orientao de um farmacutico.
Posio da Ordem dos Farmacuticos: O medicamento sujeito ou no receita mdica no pode ser encarado como um bem de consumo qualquer e banaliz-lo representa riscos para a sade pblica, sendo necessrio garantir a utilizao racional, segura e efetiva. Por esta razo, defende a elaborao de uma lista de medicamentos no sujeitos receita mdica (MNSRM), cuja dispensao seja exclusiva em farmcias comunitrias.
Posio da Ordem dos Farmacuticos Esta posio justificada pelo fato do conjunto de medicamentos disponveis fora das farmcias, isto , nos locais de venda de MNSRM, ter aumentado significativamente e, neste momento, incluir medicamentos de uso prolongado ou que contm substncias ativas que, por sua natureza, exigem aconselhamento e acompanhamento farmacutico.
Classificao dos MIPs
H que se salientar que existe um aspecto em comum entre esses outros pases: os MIPs esto subdivididos em diversas outras categorias, muitas das quais incluem a prescrio farmacutica e aqueles que s podem ser dispensados sob a orientao farmacutica.
Esta classificao dos MIPs muito distinta da adotada no Brasil.
O livre acesso aos MIPs atravs do autosservio no contribui para a sade pblica Ao contrrio, cerceia o direito da populao assistncia farmacutica, direito este assegurado como parte integrante do direito sade, garantido pela Constituio Federal e reafirmado pela: Lei Orgnica da Sade, Poltica Nacional de Medicamentos, e Poltica Nacional de Assistncia Farmacutica.
O livre acesso aos MIPs atravs do autosservio Esta medida desestimula a populao na busca de orientao profissional para aquisio de medicamentos que, embora isentos de prescrio, no devem ser isentos de orientao profissional. neste cenrio que o papel do farmacutico, enquanto profissional responsvel pela orientao da utilizao correta dos medicamentos, faz-se fundamental.
Demanda por servios, incorporao de tecnologias e desafios de sustentabilidade do financiamento da assistncia sade
Redefinio da diviso social do trabalho entre as profisses da sade
Fonte: Resol. CFF 586/13 - Prembulo
Com base nessa redefinio, foi estabelecida, entre outras, a autorizao para que distintos profissionais possam selecionar, iniciar, adicionar, substituir, ajustar, repetir ou interromper a terapia farmacolgica
NOVO modelo de prescrio como prtica MULTIPROFISSIONAL
Especfica para cada profisso, sendo efetivada de acordo com as necessidades de cuidado do paciente e com as responsabilidades e limites de atuao de cada profissional Favorece o acesso e aumenta o controle sobre os gastos, reduzindo os custos com a proviso de farmacoterapia racional e propiciando a obteno de melhores resultados teraputicos
Resoluo CFF 586/2013
Em 26 de setembro de 2013, o Conselho Federal de Farmcia publicou a Resoluo n 586, de 29 de agosto de 2013, que regulamenta a prescrio farmacutica, e d outras previdncias.
Ato pelo qual o farmacutico seleciona e
farmacolgicas e outras intervenes relativas ao cuidado a sade do paciente, visando a promoo, proteo e recuperao da sade, e a preveno
de doenas e de outros problemas de sade.
A resoluo prev dois tipos possveis de prescrio farmacutica: a) Medicamentos e outros produtos com finalidade teraputica isentos de prescrio mdica, no caso de patologias que no necessitam de diagnstico prvio; b) Medicamentos tarjados, existem alguns requisitos. porm neste caso,
O ato da prescrio farmacutica poder ocorrer em diferentes estabelecimentos farmacuticos, consultrios, servios e nveis de ateno sade, desde que respeitado o princpio da confidencialidade e a privacidade do paciente no atendimento.
O ato da prescrio farmacutica constitui prerrogativa do farmacutico legalmente habilitado e registrado no CRF de sua jurisdio.
Fonte: Resol. CFF 586/13
O QUE PODE PRESCREVER...
Os MIPs, segundo o Ministrio da Sade, so aqueles cuja dispensao no requerem autorizao, ou seja, receita expedida por profissional.
Sinonmia:
medicamentos de venda livre; OTC (sigla inglesa de over the counter, cuja traduo literal sobre o balco)
O farmacutico poder prescrever medicamentos e outros produtos com finalidade teraputica, cuja dispensao no exija prescrio mdica, incluindo: medicamentos industrializados e preparaes magistrais alopticas ou dinamizadas; plantas medicinais; drogas vegetais; outras categorias ou relaes de medicamentos que venham a ser aprovadas pelo rgo sanitrio federal para prescrio do farmacutico.
O exerccio deste ato dever ser fundamentado em conhecimentos e habilidades clnicas que abranjam boas prticas de prescrio, fisiopatologia, semiologia, comunicao interpessoal, farmacologia clnica e teraputica. O ato da prescrio de medicamentos dinamizados e de terapias relacionadas s prticas integrativas e complementares, dever ser fundamentado em conhecimentos e habilidades relacionados a estas prticas.
O livre acesso aos MIPs torna-os diretamente atrelados AUTOMEDICAO , uma prtica comum, devido dificuldade de atendimento mdico (como por exemplo, demora na marcao de consultas mdicas, atendimento precrio em pronto-socorros).
O QUE PODE PRESCREVER... MAS EM SITUAES ESPECIAIS
Prescrio Farmacutica De medicamentos sob prescrio mdica
O farmacutico poder prescrever medicamentos cuja dispensao exija prescrio mdica, desde que condicionado existncia de diagnstico prvio e: apenas quando estiver previsto em programas, protocolos, diretrizes ou normas tcnicas aprovados para uso no mbito de instituies de sade; e ainda...
De medicamentos sob prescrio mdica ... e ainda:
quando da formalizao de acordos de colaborao com outros prescritores ou instituies de sade.
De medicamentos sob prescrio mdica Para o exerccio deste ato ser exigido, pelo CRF o reconhecimento de ttulo de especialista ou de especialista profissional farmacutico na rea clnica, com comprovao de formao que inclua conhecimentos e habilidades em boas prticas de prescrio, fisiopatologia, semiologia, comunicao interpessoal, farmacologia clnica e teraputica.
De medicamentos sob prescrio mdica
vedado ao farmacutico modificar a prescrio de medicamentos do paciente, emitida por outro prescritor, salvo quando previsto em acordo de colaborao, sendo que, neste caso, a modificao, acompanhada da justificativa correspondente, dever ser comunicada ao outro prescritor.
Prescrio Farmacutica De medicamentos dinamizados
Para a prescrio destes medicamentos, ser
exigido, pelo CRF, o reconhecimento de ttulo de
especialista em Homeopatia ou Antroposofia.
Prescrio Farmacutica - MIPs
ARGUMENTOS CONTRRIOS E FAVORVEIS
Argumentos contrrios Alegao: a prescrio farmacutica antitica, pois o profissional ir prescrever e dispensar. Para esta mesma alegao, temos VRIAS explicaes que servem como justificativas para a prescrio farmacutica. Vamos a elas...
Alegao: a prescrio farmacutica antitica...
Explicao: o exerccio profissional do farmacutico NO corresponde a uma atividade comercial.
A funo essencial do farmacutico prestar servios de carter clnico-assistencial ao paciente e estes servios devem ser fundamentados nas necessidades de sade do paciente e no respeito tica e na responsabilidade profissional.
Explicao: quando um paciente, voluntariamente, procura pelos servios farmacuticos com o intuito de ser auxiliado no tratamento de um problema de sade autolimitado, p.ex., em que a prescrio de um medicamento de venda livre possa atender s suas expectativas, este ato no caracteriza conflito de interesses. Por outro lado, qualquer atitude que leve o farmacutico a ceder a presses de ordem econmica constitui m conduta profissional passvel das sanes disciplinares previstas no Cdigo de tica da profisso.
Explicao: atualmente os MIPs j podem ser indicados pelo farmacutico (visto que so isentos de prescrio mdica) e isso ocorre no dia a dia das farmcias e drogarias.
A diferena que essa indicao ocorrer de forma escrita e no somente verbal. No o fato de registrar o ato isto , de prescrever que o tornar antitico.
Alegao: para que prescrever se isento de prescrio?
Explicao: a documentao (prescrio) da recomendao do MIP trar mais segurana ao paciente e credibilidade ao trabalho do farmacutico.
Isto trar:
Aumento da credibilidade e Valorizao profissional
Alegao: o farmacutico no tem competncia para fazer diagnstico. Explicao: a prescrio dos MIPs no requer diagnstico prvio, visto que os medicamentos sero utilizados para tratamento dos transtornos menores, conforme protocolos que veremos mais adiante. Podese utilizar como referncia os algoritmos inseridos no Fascculo II do Projeto Farmcia Estabelecimento de Sade.
Alegao: o farmacutico no tem competncia para fazer a indicao de medicamentos.
Explicao: o farmacutico o profissional que mais entende de medicamento. Ele necessita desse conhecimento para atuar na dispensao e orientar adequadamente o paciente, para efetuar avaliao da prescrio mdica (RDC n44/09), realizar o acompanhamento farmacoteraputico e no somente para prescrever.
O paciente adquire os MIPs por indicao de propagandas, amigos ou balconistas. Ser que essas pessoas entendem mais de medicamentos do que o farmacutico?
Alegao: o CFF no tem competncia para legislar sobre essa questo. Explicao: o CFF tem competncia legal para regulamentar o mbito da profisso e assim a prescrio farmacutica, visto que o inciso m do art. 6 da Lei n 3.820, de 11 de novembro de 1960, estabelece que cabe ao Conselho Federal de Farmcia expedir resolues, definindo ou modificando atribuies ou competncia dos profissionais de Farmcia, conforme as necessidades futuras.
A possibilidade da prescrio por farmacuticos est implcita em vrias regulamentaes. Exemplos:
Artigo 6 da Lei n. 11.903, de 14 de janeiro de 2009, que dispe sobre o rastreamento da produo e do consumo de medicamentos por meio de tecnologia de captura, armazenamento e transmisso eletrnica de dados, define as seguintes categorias de medicamentos: a) isentos de prescrio para a comercializao; b) de venda sob prescrio e reteno de receita, e c) de venda sob responsabilidade do farmacutico, sem reteno de receita.
A possibilidade da prescrio por farmacuticos est implcita em vrias regulamentaes. Exemplos: RDC n 44 da Anvisa, de 17 de agosto de 2009
Art. 81, 2, alnea I, letra b
indicao de medicamento isento de prescrio e a respectiva posologia, quando houver
A possibilidade da prescrio por farmacuticos est implcita em vrias regulamentaes. Exemplos: Item 5.17.2 da Resoluo RDC n 87 da Anvisa, de 21 de novembro de 2008 estabelece que a prescrio ou indicao, quando realizada pelo farmacutico responsvel, tambm deve obedecer aos critrios ticos e legais previstos.
Prescrio Farmacutica Tarjados Responsabilidade compartilhada entre os profissionais de sade pela qualidade de vida e bem estar do paciente;
Atuao na equipe multiprofissional em benefcio do paciente;
Prescrio Farmacutica Tarjados Facilitar o acesso a medicamentos de uso contnuo por pacientes j diagnosticados e cuja patologia esteja devidamente controlada pelo uso do medicamento;
Facilitar o acesso a medicamentos de uso emergencial. Ex: plula do dia seguinte;
Obrigao legal do farmacutico de avaliar a prescrio mdica antes de efetuar a dispensao, conforme RDC Anvisa n 44/2009 e Resoluo CFF n 357/2001.
MIPs e Sob Prescrio Mdica
O PROCESSO DA PRESCRIO FARMACUTICA
O processo constitudo das seguintes etapas:
Identificao das necessidades do paciente relacionadas sade
Definio do objetivo teraputico
Seleo da terapia ou intervenes relativas ao cuidado sade, com base em sua segurana, eficcia, custo e convenincia, dentro do plano de cuidado
No ato da prescrio, o farmacutico dever adotar medidas que contribuam para a promoo da segurana do paciente, entre as quais se destacam: Basear suas aes nas melhores evidncias cientficas Tomar decises de forma compartilhada e centrada no paciente
Considerar a existncia de outras condies clnicas, o uso de outros medicamentos, os hbitos de vida e o contexto de cuidado no entorno do paciente
Modelo de Prescrio Farmacutica
Observaes: Redao em vernculo, por extenso, de modo legvel; Nomenclatura e sistema de pesos e medidas oficiais; Sem emendas ou rasuras.
SUS necessariamente em conformidade com a DCB ou, em sua falta, com a DCI. mbito privado preferentemente em conformidade com a DCB ou, em sua falta, com a DCI. vedado ao farmacutico prescrever sem a sua identificao ou a do paciente, de forma secreta, codificada, abreviada, ilegvel ou assinar folhas de receiturios em branco.
Ser garantido o sigilo dos dados e informaes do paciente, obtidos em decorrncia da
prescrio farmacutica, sendo vedada a sua
utilizao para qualquer finalidade que no seja
de interesse sanitrio ou de fiscalizao do
vedado o uso da prescrio farmacutica como meio
de propaganda e publicidade de qualquer natureza.
O farmacutico manter registro de todo o processo de prescrio na forma da lei.
ATRIBUIO CLNICA DO FARMACUTICO
Resoluo CFF n 585/2013
Em 26 de setembro de 2013, o Conselho Federal
de Farmcia publicou a Resoluo n 585, de 29
de agosto de 2013, que regulamenta as atribuies clnicas do farmacutico, e d outras previdncias.
As atribuies clnicas do farmacutico visam:
promoo, proteo e recuperao da sade, alm da preveno de doenas e de outros problemas de sade.
proporcionar cuidado ao paciente, famlia e comunidade, de forma a promover o uso racional de medicamentos e otimizar a farmacoterapia, com o propsito de alcanar resultados definidos que melhorem a qualidade de vida do paciente.
O farmacutico poder solicitar exames somente para a finalidade de monitorizao de resultados da farmacoterapia do paciente. vedada a solicitao de exames com finalidade diagnstico.
A solicitao de exames por qualquer profissional da sade, para serem pagos pelos planos de sade, depende da vinculao e dos protocolos de trabalho que o profissional estabelecer com estes.
Prover as consulta farmacutica em consultrio farmacutico ou em outro ambiente adequado, que garanta a privacidade do atendimento.
possvel a existncia de consultrio farmacutico autnomo, porm so registrados e regulados pelos respectivos conselhos profissionais e rgo sanitrio ( municipal e estadual, conforme descentralizao).
Dvidas Frequentes....
Dvidas Frequentes...
1) O farmacutico que RT na farmcia magistral poder exercer duplicidade de
atividade, ou seja, responsabilidade tcnica e
atribuio clnica dentro da farmcia?
Sim, a atividade clnica poder ser exercida em qualquer estabelecimento farmacutico, pois constam descrita no mbito do profissional, desde que o farmacutico tenha condio para executar as duas atividades, pois tanto a ateno ao paciente, como a manipulao so atos privativos do farmacutico.
2) A Farmcia Magistral poder manipular prescries de farmacuticos que atendam em outros drogarias, farmcias magistrais, farmacuticos ambulatrios, farmcias comunitrias, entre estabelecimentos (autnomos inclusive)?
Sim, pois o ato da prescrio farmacutica poder ocorrer em diferentes estabelecimentos
farmacuticos, consultrios, servios e nveis de
ateno sade (artigo 4 da Resoluo CFF n
586/2013) e desde que a prescrio farmacutica
tenha todos os dados exigidos no artigo 9 da Resoluo CFF 586/13.
3) Ao realizar a prescrio farmacutica, quais dados devo registrar? Os receiturios podero ser arquivados eletronicamente? Por
quanto tempo devo manter estes registros?
De acordo com o artigo 9 da Resoluo CFF n 586/2013, a prescrio farmacutica dever ser redigida em vernculo (portugus), por extenso, de modo legvel, observados a nomenclatura e o sistema de pesos e medidas oficiais, sem emendas ou rasuras, devendo conter os seguintes componentes mnimos: I - identificao do estabelecimento farmacutico ou do servio de sade ao qual o farmacutico est vinculado;
Continuao da resposta...
III - descrio da terapia farmacolgica, quando houver, incluindo as seguintes informaes: a) nome do medicamento ou formulao, concentrao/dinamizao, forma farmacutica e via de administrao;
b) dose, frequncia de administrao do medicamento e durao do tratamento; c) instrues adicionais, quando necessrio.
IV - descrio da terapia no farmacolgica ou de outra interveno relativa ao cuidado do paciente, quando houver;
V - nome completo do farmacutico, assinatura e nmero de registro no Conselho Regional de Farmcia;
VI - local e data da prescrio.
Quanto ao arquivamento da documentao, a Resoluo CFF n 586/2013, no artigo 7, inciso VII, prev como uma das etapas do processo de prescrio a documentao e no artigo 16 prev que o farmacutico dever manter registro de todo o processo de prescrio na forma da lei, que no caso entendemos que pode ser aplicada a Resoluo RDC 44/09, artigo 89: Toda documentao
deve ser mantida no estabelecimento por no mnimo 5 (cinco) anos.
4) Quanto ao trecho da Resoluo CFF 585/13, Prover consulta farmacutica em consultrio farmacutico (... ), este
consultrio poderia ser a sala de aplicao de
injetveis?
A consulta farmacutica deve ser realizada em ambiente que demanda um atendimento individualizado e deve garantir a privacidade, confidencialidade para a coleta, avaliao, registro e arquivo das informaes e o conforto do paciente. O artigo 15 da RDC 44/2009 da Anvisa estabelece os requisitos para o ambiente destinado aos servios farmacuticos em farmcias e drogarias.
5) A consulta e a prescrio podero ser cobradas?
A prescrio um documento que pode ou no ser gerado durante a consulta. No h proibio em legislao para a cobrana pela consulta, que um servio prestado e portanto, PODE ser cobrado , porm a prescrio, enquanto documento emitido, no deve ser cobrada.
medicamentos os mesmos
podero ser prescritos e manipulados?
Sim, o farmacutico poder prescrever preparaes magistrais homeopticas dinamizadas isentas de prescrio mdica e manipul-las na prpria farmcia. Essa prescrio dever estar fundamentada em conhecimentos e habilidades relacionadas a estas prticas (artigo 5, pargrafo 2 da Resoluo CFF n 586/2013).
farmacutico cuja
prescrever exija
prescrio mdica, desde que condicionado a
um diagnstico prvio?
Sim, desde que condicionado existncia de diagnstico prvio e apenas quando estiver previsto em programas, protocolos, diretrizes ou normas tcnicas, aprovados para uso no mbito de instituies de sade ou quando da formalizao de acordos de colaborao com outros prescritores ou instituies de sade.
Porm, para o exerccio deste ato, o CRF-SP exigir o reconhecimento de ttulo de especialista ou de especialista profissional farmacutico na rea clnica, com comprovao de formao que inclua conhecimentos e habilidades em boas prticas de prescrio, fisiopatologia, semiologia, comunicao interpessoal, farmacologia clnica. E para a prescrio de medicamentos dinamizados tambm ser exigido o reconhecimento de ttulo de especialista em Homeopatia ou Antroposofia (artigo 6, pargrafo 1 e 2 da Resoluo CFF n 586/2013).
8) O farmacutico que possui uma psgraduao em Farmacologia e Toxicologia Clnica pode prescrever medicamentos cuja
dispensao exija prescrio mdica?
A exigncia de titulao est inserida no artigo 6, pargrafo nico da Resoluo CFF 586/13. De acordo com o referido dispositivo legal, o farmacutico deve possuir especializao na rea clnica e durante o curso ter disciplinas de conhecimentos e habilidades em boas prticas de prescrio, fisiopatologia, semiologia, comunicao interpessoal, farmacologia clnica e teraputica. Tal comprovao ocorrer mediante protocolo da documentao (certificado) junto ao CRF-SP para anlise.
9) Pode o farmacutico sem especializao prescrever prescrio? medicamentos isentos de
Sim, permitido ao farmacutico prescrever medicamentos, cuja dispensao no exija prescrio mdica, como os medicamentos industrializados, as preparaes magistrais (alopticos e dinamizados), as plantas medicinais, as drogas vegetais e outras categorias ou relaes de medicamentos que venham a ser aprovadas pelo rgo sanitrio federal para prescrio do farmacutico.
Porm, o farmacutico para o exerccio deste ato dever estar fundamentado em conhecimentos e habilidades clnicas que abranjam boas prticas de prescrio, fisiopatologia, semiologia, comunicao interpessoal, farmacologia clnica e teraputica. E para a prescrio de medicamentos dinamizados e de terapias relacionadas s prticas integrativas e complementares, dever estar fundamentado em conhecimentos e habilidades relacionados a estas prticas (artigo 5, pargrafo 1 e 2 da Resoluo CFF n 586/2013).
10) Gostaria de saber os requisitos para que o Conselho de Farmcia reconhea o meu ttulo e me autorize a prescrever, porque j
graduao e na prtica farmacutica.
A exigncia de ttulo de especialista somente para o farmacutico que deseja prescrever medicamentos cuja dispensao exija prescrio mdica, desde que condicionado existncia de diagnstico prvio e apenas quando estiver previsto em programas, protocolos, diretrizes ou normas tcnicas, aprovados para uso no mbito de instituies de sade ou quando da formalizao de acordos de colaborao com outros prescritores ou instituies de sade.
Neste caso, para o exerccio deste ato ser exigido, pelo Conselho Regional de Farmcia de sua jurisdio, o reconhecimento de ttulo de especialista ou de especialista profissional farmacutico na rea clnica, com comprovao de formao que inclua conhecimentos e habilidades em boas prticas de prescrio, fisiopatologia, semiologia, comunicao interpessoal, farmacologia clnica e teraputica (artigo 6, pargrafos 1 e 2 da Resoluo CFF n 586/2013).
11) Quais medicamentos a farmcia poder manipular? liberados? Todos os fitoterpicos esto
De acordo com o artigo 5 da Resoluo CFF n 586/2013, o farmacutico poder realizar a prescrio de medicamentos, cuja dispensao no exija prescrio mdica (MIP) incluindo medicamentos industrializados e preparaes magistrais - alopticos ou dinamizados -, plantas medicinais, drogas vegetais e outras categorias ou relaes de medicamentos que venham a ser aprovadas pelo rgo sanitrio federal para prescrio do farmacutico.
Sendo assim, alm de prescrever, o farmacutico na farmcia, poder manipular as preparaes magistrais alopticas, com base no Anexo da Resoluo RDC n 138/2003 que contm a lista de grupos e indicaes teraputicas especificadas que so de venda sem prescrio mdica. Tambm poder manipular os fitoterpicos de venda sem prescrio mdica descritos no Anexo Lista de medicamentos fitoterpicos de registro simplificado da IN n 5/2008 e o Formulrio de Fitoterpicos da Farmacopeia Brasileira RDC n 60/2011 disponvel para consulta no site da Anvisa.
12) Como as farmcias de manipulao devem proceder com a prescrio
farmacutica de medicamentos manipulados
(ordem de servio e rotulagem)?
A Resoluo RDC 67/07 dispe que a farmcia deve garantir que todos os produtos manipulados sejam rastreveis, portanto, devem proceder normalmente como j ocorre com todas as formulaes manipuladas, registrando a prescrio farmacutica no Livro de Receiturio, informatizado ou no, seguindo o nmero de ordem do livro e colocando o nome do paciente, nome do prescritor farmacutico e n de registro no CRF-SP, descrio da formulao contendo todos os componentes e concentraes e a data do aviamento.
E no rtulo deve colocar: nome do prescritor farmacutico, nome do paciente; nmero de registro da formulao no Livro de Receiturio; data da manipulao, prazo de validade, componentes da formulao com respectivas quantidades, nmero de unidades, peso ou volume contidos, posologia, identificao da farmcia, C.N.P.J, endereo completo, nome do farmacutico responsvel tcnico com o respectivo nmero no Conselho Regional de Farmcia (Resoluo RDC n 67/07, item 8.3.2 e 12.1).
VOLTANDO AO QUE SE PODE PRESCREVER...
Transtornos Menores uma definio Uma queixa de sade com a qual, com aes simples, os pacientes podem lidar sozinhos. Aes simples, neste contexto incluem, o autocuidado que no envolve um mdico, a procura de conselho em uma farmcia, pedir a conhecidos, tomar medicamentos OTC, ficar na cama, ou faltar ao trabalho usando uma justificativa prpria.
Fonte: Noruega: Scandinavi an Journal of Primary Health Care. 2011; 29: 39-44 apud CORRER, C.J. em < http://pt.slideshare.net/CassyanoJCorrer/o-que-so-transtornos-menores> acessado em 13/12/3012
Transtornos Menores = Problema de sade autolimitado
enfermidade aguda de baixa gravidade, de breve perodo de latncia, que desencadeia uma reao orgnica a qual tende a cursar sem dano para o paciente e que pode ser tratada de forma eficaz e segura com medicamentos e outros produtos com finalidade teraputica, cuja dispensao no exija prescrio mdica, incluindo medicamentos industrializados e preparaes magistrais - alopticos ou dinamizados -, plantas medicinais, drogas vegetais ou com medidas no farmacolgicas.
Fonte: Resoluo CFF n 585/2013 - Glossrio
Transtornos Menores - resumo Transtorno menor pode ser definido como um problema de sade autolimitante e de cura espontnea. Apresenta sintomas h sete dias ou menos, no est relacionado com outra doena e no causado por medicamento.
Fonte: Rinaldo Ferreira Mesa Redonda 1 Cong. Bras. Far. Comunitria em < http://www.crfrs.org.br/crfrs/dados/prescricao.pdf > acessado em 13/12/2013
Exemplos de Transtornos Menores Problemas respiratrios (catarro, gripe, tosse, dor de garganta, rinite alrgica e outros sintomas); Problemas do trato gastrointestinal (lceras bucais, azia, indigesto, nuseas e vmitos, obstipao, diarreia, hemorroidas) ; Enjoo por movimento e sua preveno; Infeces cutneas (eczema, dermatite, acne, p de atleta, verrugas, sarna, erupes cutneas na infncia).
Dra. Mara Jos Martn Calero - Grupo de Investigacin en Farmacoterapia y Atencin Farmacutica - Universidad de Sevilla, Espanha
Exemplos de Transtornos Menores Problemas relacionados com a dor: cefaleias, odontalgias, otalgias, dores musculoesquelticas; Afeces femininas: dismenorreia, cistite;
Problemas oculares: olho seco, conjuntivite alrgica;
Afeces infantis: dermatite da fralda, pediculose, verminoses, aftas.
Paciente de 34 anos que recorre a farmcia para tratar uma diarreia de 2 dias de evoluo. Tem apresentado cinco evacuaes lquidas sem exudatos patolgicos e sem febre. Refere dor abdominal leve.
Protocolo de IF
Paciente de 34 anos que recorre a farmcia para tratar uma diarreia de 2 dias de evoluo. Tem apresentado cinco evacuaes lquidas com sangue e muco. Apresenta febre e refere dor abdominal intensa. Encaminhamento ao mdico
A resoluo RDC Anvisa n 138, de 29 de maio de 2003, dispe sobre os medicamentos de venda sem prescrio mdica, legalmente identificados na Lista de Grupos e Indicaes Teraputicas Especificadas (GITE). A dispensao dos medicamentos includos nesta lista NO requer a autorizao do prescritor, ou seja, da receita emitida pelo mdico ou odontolgo.
Atribuies e competncias do Farmacutico na Prescrio Farmacutica verton Borges Farmacutico Fiscal- Assessor de Relaes Institucionais CRF-RS
GITE Exemplos de Grupos e Indicaes Teraputicas
RDC Anvisa n 138, de 29 de maio de 2003
RDC Anvisa N 10/2010
Dispe sobre a notificao de drogas vegetais junto Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria (Anvisa) e d outras providncias.
Seu ANEXO I apresenta tabela com mais de 60 drogas vegetais.
RDC Anvisa n 10, de 9 de maro de 2010 Anexo I
Instruo Normativa n05/2008
Determina a publicao da "LISTA DE MEDICAMENTOS FITOTERPICOS DE REGISTRO SIMPLIFICADO".
Instruo Normativa n 05 de 11 de dezembro de 2008
O processo de prescrio farmacutica
ALGORITMO DE DECISO NOS TRANSTORNOS MENORES
Algoritmo parte 1
Fonte: http://www.farmaefarma.com.br/farma/arquivos/2007_08_15_10_42_449640.pdf
Algoritmo parte 3 final
Perguntas compostas, ou seja, duas ou mais perguntas feitas sem tempo de o paciente responder a cada uma delas; Perguntas induzidas, que incluem uma possibilidade de resposta na pergunta, devem ser sistematicamente evitadas, a fim de manter a qualidade da entrevista.
http://www.saude.sp.gov.br/resources/ipgg/assistencia-farmaceutica/OTUKIMETODOCLINICOPARAATENCAOFARMACEUTICA.pdf
Prescrio Farmacutica Anamnese
S se acha o que se procura e s se procura o que se conhece... AUSNCIA DE EVIDNCIA nem sempre implica em EVIDNCIA DE AUSNCIA"
Aps a anlise dos dados, o farmacutico pode chegar a uma das concluses:
1. O paciente NECESSITA de atendimento mdico; 2. O paciente NO NECESSITA de atendimento mdico.
Uma das concluses...
O Paciente NECESSITA de atendimento mdico Isso acontece se o paciente pertencer a um grupo de risco (gestantes, lactantes, recm-nascidos, crianas, idosos); Se o problema relatado no poder ser tratado pelo farmacutico com a utilizao de MIP; Se estiver ocorrendo reao adversa a outro medicamento que o paciente utiliza; Se os sintomas estiverem associados a outra patologia.
O paciente NO NECESSITA de atendimento mdico
Uso de medidas no farmacolgicas ou
tratamento medicamentoso com MIP
Da dispensao do MIP
essencial que o usurio receba as seguintes orientaes
Administrao (como, quando, quanto) e modo de ao dos medicamentos;
Durao do tratamento; Possveis reaes adversas, contraindicaes e interaes com outros medicamentos e/ou alimentos.
CUIDADOS QUE DEVEM SER RESSALTADOS
Ideal Maior risco
0,125 mg 5 mg
,125 mg 5,0 mg
x ml 5 ml 5 ml x ml
Colher de xxx 1/2 Tampinha 0,5 tampinha 1 medida
Expresses de risco Tomar conforme orientao Usar S/N VO Instilar 3 x dia 8 /8 h Cefalia Mialgia MMII, MMSS, MID, MIE, MSE, MSD Pododactilo, quirodactilo, halux Melhor
Discriminar Usar se febre/ dor/ clica Tomar por boca pingar 3 x dia 8 em 8 horas 8, 14 e 16h Dor de cabea Dor muscular Pernas, perna esquerda, brao direito
Administrar sobre as escoriaes Aplicar no ferimento
MODELOS DE ALGORITMOS
Febre - Finkel
A paciente est grvida ou amamentando?
Encaminhar ao mdico Encaminhar ao mdico Consultar algoritmo de enxaqueca Encaminhar ao mdico Encaminhar ao mdico Encaminhar ao mdico
O paciente tem menos de 7 anos de idade?
O paciente identifica a dor de cabea como enxaqueca (migraine)? Esta a primeira ou a pior cefaleia da vida do paciente? Foi desencadeada por esforo ou exerccios? de incio agudo? O paciente apresenta o estado mental alterado de alguma forma?
O paciente apresenta rigidez na nuca, sensibilidade luz, nusea ou vmitos?
Encaminhar ao mdico Encaminhar ao mdico Encaminhar ao mdico
Apresenta cefaleia que gradualmente piora com o passar dos dias? Apresenta glaucoma associado a dor ao redor dos olhos?
A cefaleia est presente por um perodo superior a 10 dias? Recomendar cido acetilsaliclico, paracetamol ou ibuprofeno de acordo com o Algoritmo de Avaliao do Paciente para Dor
Paciente Hipertenso, faz uso de Propranolol 40mg, 1x/dia. Procura uma farmcia, queixando-se de dor no corpo e intensa congesto nasal e coriza. Foi indicado o uso de Decongex Plus comprimidos (Maleato de bronfeniramina + cloridrato de fenilefrina), ingesto de 1 comprimido 12/12 horas e de Ibuprofeno 600mg, de 12/12 horas, at melhora dos sintomas.
Caso clnico 1 - resposta
Propranolol Propranolol: pode diminuir o efeito da fenilefrina, e consequentemente, diminuir a eficcia da mesma. Maleato de bronfeniramina
Em crianas, pode causar reao paradoxal de hiperexcitabilidade.
O uso prolongado pode desconforto e candidase orais,
doenas periodentais ou cries.
Reaes mais frequentes: sonolncia, engrossamento ou adensamento
do muco.
Os agentes bloqueadores alfa e betadrenrgicos como o mesilato de fentolamina e o propranolol, respectivamente, podem diminuir o efeito da fenilefrina Reaes adversas: frequncia no definida: agitao, arritmia (rara), bradicardia reflexa, dor ou desconforto precordial, excitabilidade, hipertenso arterial, palidez.
diminui efeito anti-hipertensivo dos betabloqueadores, sendo necessrio o monitoramento da presso arterial. Reaes mais frequentes: exantema, tontura, distrbios gastrintestinais, pirose ou indigesto.
Aps uma cirurgia plstica, paciente foi medicada com VARFARINA como anticoagulante. Uma semana aps, devido dores, rigidez, calor local, vermelhido e inchao nas juntas causados pela artrite reumtica, ela se automedica com CETOPROFENO. Logo aps, passou a apresentar pequenas hemorragias. Como se explica esse acontecimento mediante o uso de um anticoagulante? Identifique/caracterize as possveis reaes adversas e interaes medicamentosas
Caso clnico 2 resposta
Ambos os frmacos apresentam uma porcentagem de ligao s protenas maior que 80% . O cetoprofeno possui uma maior afinidade com a albumina o que mesmo fazendo uma competio pela ligao com os stios da albumina e por ter mais afinidade, forma mais ligaes com a albumina. O cetoprofeno desloca a varfarina o que faz com que a sua porcentagem livre aumente, provocando o aumento do seu efeito e consequentemente pequenas hemorragias.
AGRADEO A ATENO!
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References: Artigo 6
 artigo 9
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