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Timestamp: 2017-11-19 14:14:52+00:00

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Modelo de Petição: Direito Penal e Processual Penal – Petição de Queixa-Crime – Ação Penal – Oferecimento de queixa-crime em face dos crimes de injúria e difamação.
Oferecimento de queixa-crime em face dos crimes de injúria e difamação.
EXMO. SR. DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO ….
…, …., …., …., …. e …. (qualificações), atualmente ocupantes de cargos de …., com endereço na Comarca de …., na Rua …. nº …. através de seu advogado e procurador, inscrito na OAB sob o nº …., com escritório profissional nesta Comarca na Rua …. nº…., que esta subscreve, vem, respeitosamente a presença de Vossa Excelência, oferecer
Sr. …. (qualificação), com endereço profissional, na Rua …. nº …., nesta Comarca, fazendo-o com base no art. 40, incisos I, letra “c”, da Lei nº 5.250, de 09 de fevereiro de 1967, pelos atos praticados, exclusivamente, pela sua pessoa e a seguir expostos, caracterizadores dos crimes previstos nos arts. 21 e 22 do citado diploma legal, combinado com os arts. 29 e 69, do Código Penal.
Os ora querelantes, na qualidade de Diretores da …., foram alvo de ofensas perpetradas pelo querelado o qual, agindo com a vontade de ofender a honra, pois chegou ao cúmulo de chamar os repórteres, tornando público, fatos que atingem, diretamente as suas honras pessoais, os seus decoros e os seus prestígios perante a sociedade, com a nítida intenção de ofender a honra dos ora queixosos, além de obter lucros políticos, com fins eleitoreiros, concedeu entrevista levada diretamente ao ar, em data de …. de …. de …. e …. de …. de …., aquele pela …., da Cidade de …., no …. e este, na rádio …., da Cidade de …., na Rua …. nº …., no …., oportunidade em que utilizou, ao se dirigir de viva voz e imagem, as pessoas dos querelantes, termos e palavras de cunho altamente ofensivos a honra, especialmente, quando afirmou: ‘… porque a Telepar é uma …., se transformou num verdadeiro sindicato do crime (…) Os crimes vão desde desvios de verbas da …. que era dinheiro arrecadado pela Telepar e desviado criminosamente no interesse do …. da …. e de outros seus parceiros da diretoria como também de fora da diretoria, até também contas fantasmas, fraudes em licitações, ameaças, incêndio de carros de pessoas que denunciaram, ameaças ao Delegado do ….º Distrito Policial, em fim um conjunto de delitos e crimes contra a administração pública federal extremamente graves (…) do …. da Telepar que é um criminoso e que não pode comandar uma companhia da posição estratégia da Telepar. “(Entrevista prestada na …., de ….)”… sobre as atividades desenvolvidas pelo …. da Telepar Dr. …., como também por demais diretores e terceiros interessados no saque e na roubalheira que se instalou na Telepar (…) Aliás o Dr. …., está acostumado a proceder a base de desmandos com perseguições e violências contra funcionários, bem como contra cidadãos e agora contra este parlamentar que denuncia as falcatruas havidas na sua gestão a frente da Telecomunicações do …. (…) Temos a frente da Telepar o …. e seus …. (…) delinqüências generalizadas nos atos praticados pela Telepar (…) estes fenômenos, estas estranhas coincidências e a corrupção generalizada instalada na Telepar (…) Transformação da Telepar em instrumento de corrupção e locupletamento e enriquecimento ilícito … “(Entrevista prestada à …., de ….).
A competência para conhecer, julgar e processar o feito é desta Corte de Justiça, em razão do querelado estar, provisoriamente, ocupando uma cadeira de deputado Estadual, eis que é suplente, “ex-vi”, art. 101, inciso VII, letra “a”, combinado com o …………..grafo 4º do art. 57, da Constituição Estadual do ……………
Requer-se, também, em razão da chamada imunidade parlamentar, seja o presente de pronto, submetido à Assembléia Legislativa, a fim de ser concedida a indispensável licença para o prosseguimento do “persecutio criminis”, “ex-vi”, do …………..grafo 1º do artigo 57, da Constituição do Estado do ……………
Destacamos, para Vossa Excelência, que no presente caso, inexiste, qualquer excludente de crime aplicável, eis que não se faz presente nenhuma das hipóteses previstas do art. 27, da Lei de Imprensa, já que as notícias foram realizadas com a intenção de ofender a honra dos querelantes, visando difamar e injuriar, expondo-os e procurando desmerecê-los, perante o público e a sociedade, pois como membros da diretoria da Telepar, foram ofendidos.
Aliás, salienta-se que, todo o excesso, merece ser punido, principalmente, quando presente o “animus diffamandi vel injuriandi”.
“In casu”, no episódio objeto da presente persecução criminal, patente restou a intenção do querelado em ofender, tendo para tanto, cometidos excessos inaceitáveis e caracterizadores das condutas de difamação e de injúria.
Quanto ao cabimento do presente “persecutio criminis”, não resta qualquer dúvida, em razão das expressões citadas pelo querelado, as quais são altamente ofensivas a honra, implicando na responsabilidade do querelado, como entrevistado.
Todavia para que dúvidas não ocorram, transcrevemos algumas lições doutrinárias e jurisprudências dos Tribunais Pátrios, quanto a caracterização das condutas mencionadas e aplicáveis a matéria, “verbis”:
“É a manifestação por qualquer meio, de um conceito ou pensamento que importe o ultraje, menoscabo ou vilipêndio contra alguém.” (in Nelson Hungria, Com. ao Cod. Pen., Ed. 1995, vol. VI, pg.85)
“A ação consiste no fato de imputar a outrem fato ofensivo à sua reputação. O objeto da tutela é a reputação, isto é, a estima que a pessoa goza perante a sociedade em razão das qualidades morais, arte ou profissão, que em escala gradativa seria menos que o renome e fama.” (cf. Maggiore Derecho Penal, 1955, vol. IV, pg.402.)
“A conduta pode consistir em gestos, palavras, escritos, enfim, qualquer meio idôneo para ofender a reputação da pessoa. Trata-se de honra em sentido externo ou objetivo.” (in Álvaro Mayrink da Costa, Direito Penal, 3ª Edição, vol. II, tomo I, pg. 400)
“A conduta consiste em ofender a dignidade ou o decoro de alguém. Os fatos não necessitam ser precisos ou determinados.
Assim, a dignidade se refere às qualidade essenciais e o decoro às extrínsecas.” (idem, pg.409)
Também, o Tribunal de Alçada do ………….. quanto aos excessos praticados pelos leiloeiros da honra alheia, decidiu:
“O exercício do direito de crítica aos exercentes de função pública não escapa à noção geral do abuso de direito.” (in PJ 30/244)
Animus jocandi vel narrandi incomprovado. Igualmente não demonstraram os pacientes – jornalistas – a notoriedade dos fatos que veicularam, nem divulgação anterior pela imprensa. Injúria caracterizada ao revelarem-se fatos íntimos do ofendido compondo-lhe perfil capaz de ferir-lhe o decoro e rebaixar-lhe o conceito perante a sociedade.” (in JSTF, 124/337, Lex)
Verifica-se, “in casu”, presentes todos os elementos tipificadores e caracterizadores dos crimes de difamação e injúria, sendo certo que o querelado, agira com dolo, procurando difamar e injuriar a honra dos querelantes, estando presente o “fumus boni juris”, como pertencentes a diretoria da ….
Neste sentido, aliás, o Supremo Tribunal Federal, já se manifestou, “verbis”:
Injúria: sujeito passivo: a alusão insultosa e não individualizada aos integrantes de um colegiado de poucos membros a todos ofende. Omissis … (in JSTF 138/228.)
Quanto à responsabilidade do entrevistado, convém, lembrarmos que não resta qualquer dúvida, conforme entendimento pacífico na jurisprudência pátria, “verbis”:
“Ementa: Crime de Imprensa. Entrevista Jornalística.
Configura crime de imprensa, em tese, a ofensa à honra em entrevista para qual o próprio paciente convocou os profissionais da comunicação. Recurso de habeas corpus desprovido.” (in JSTF 93/357, Lex)
“Ementa: – Habeas Corpus. Crime de imprensa. Responsabilidade. Entrevista.
Recurso de habeas corpus desprovido.” (in JSTF 95/349, Lex)
“Consoante o artigo 12 da Lei de Imprensa, estão sujeitos ao regime da mesma aqueles que, através dos meios de informação e divulgação, praticarem abusos no exercício da liberdade de manifestação do pensamento e informação.” (in RT 575/441, STF)
Destaca-se, finalmente, que pelos termos da entrevista está claro e evidente a intenção do querelado de ofender a honra dos querelantes, agindo com dolo, uma vez que a investida contra a diretoria da …., da qual todos são membros, deveu-se a uma retaliação política, com a finalidade de obter lucros eleitoreiros, não havendo qualquer preocupação com a honra alheia, impondo-se o “persecutio criminis” ora apresentado.
Quanto a materialidade, não há o que se discutir, já que as …. fitas apresentadas com a presente, especialmente, a fita de vídeo e a magnética, contêm a gravação total e completa de ambas as entrevistas, concedidas pelo querelado, estando, portanto, devidamente materializados os crimes.
Veja-se que, “in casu”, até as chamadas provas indiretas são desnecessárias, uma vez que, em ambas as entrevistas, várias foram as vezes em que o entrevistado é interpretado pelo seu próprio nome, além do que, existe a sua imagem, bradando a viva voz, as suas assertivas altamente ofensivas.
Nessas condições, D. e A. a presente, diante dos fatos narrados, sendo certa a prática das condutas de difamação e injúria, requer a citação dos querelados, “ex-vi”, do …………..grafo 1º do artigo 43, da Lei nº 5.250, de 1967, para apresentar sua defesa prévia, e, após se ver processar, sob pena de revelia, até final condenação, arrolando as testemunhas abaixo, uma vez que trata-se de matéria devidamente comprovada pelas …. fitas em …., de tudo ouvido o ilustre Procurador Geral da Justiça, por ser de direito e de Justiça.
Rol de testemunhas (qualificá-las)
Palavras-Chaves: Concurso Material, Deputado Estadual, Difamação, Injúria, Lei de Imprensa

References: artigo 57
In casu
in casu
 artigo 12
in casu
 artigo 43