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Timestamp: 2018-07-23 16:58:36+00:00

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4º Balanço - Abril (Arbitragem)
Publicada por JVCon3 abril 17, 2008
Como anunciei no terceiro balanço, vou comentar a Arbitragem nas Lutas Olímpicas.
Sabemos que é uma “profissão” um pouco chata, em todos os Desportos, porque qualquer coisa que corre mal, a culpa é deles e toda a gente refila, mal trata e cai tudo em cima dos seus ombros. Errar é humano!
Falando na nossa modalidade nos nossos árbitros, inscritos na Comissão Nacional de Arbitragem, estes são classificados, para mim, em 3 vertentes: Árbitros com classe (poucos); Árbitros com alguma classe (maioria); Árbitros sem classe (alguns).
Mas são os árbitros que temos, tem que haver mais Acções de Formação, para novos árbitros e mais concretamente reciclagem para os que estão em actividade.
De acordo com o “Regulamento de Carreira de Árbitro” da Federação Portuguesa de Lutas Amadoras em 08 de Fevereiro de 2004, Capitulo VI – Artigo 19º, Ponto 1 – “A CNA promove anualmente e no mínimo um estágio de reciclagem”, desconheço algum marcado para este ano e pelo que sei, realizou-se um no ano passado e que a presença de todos os árbitros era obrigatória, com a pena de incumprimento a esta regra determina a suspensão das suas convocações e até a não convocação para a época seguinte até a frequência de um próximo estágio, como referido no Artigo 21º – Ponto 2, deste mesmo artigo.
No mesmo regulamento e em questão das Promoções e Despromoções, existe uma grande falha e até o incumprimento da CNA. No Capitulo VII – Artigo 22º, esta fora de uso, no que diz: “A promoção dos árbitros à categoria seguinte está dependente (…) dos seguintes factores cumulativos: a) Idade; b) Nível de Arbitragem; c) Tempo de permanência na Categoria. Vejamos o seguinte quadro:
a)17 anos
c)12 meses
a)18 anos
a)20 anos
De acordo com as normas internacionais .
Para a Despromoção, equivale ao número das presenças anuais e à avaliação anual seja negativa, conforme o Capitulo VIII – Despromoção, Artigo 28º – Ponto 1 e 2.
Fora de uso, porquê? Porque se olharmos atentamente para as Folhas de Convocatória de 2006, 2007 e 2008 da mesma prova, vemos os mesmos nomes, nos mesmos lugares (alguns), ninguém é promovido ou despromovido. Alguns deles nunca mais apareceram e lá continuam no seu lugar e até mesmo sendo convocados. Sabe-se que não irão comparecer e por seu lado, a prova não se irá realizar e será um fiasco, devido a falta de Árbitros.
A CNA tem que lutar pelo seu nome, mesmo que isto seja um risco de ter poucos Árbitros, mas os que estão, sejam bons, qualificados e respeitados e ter mais precisão nas suas decisões, vejo que os Árbitros e a sua estrutura, está um pouco banalizada.
Mas continuando, muito mais havia para falar sobre este Regulamento, mas estes foi o que achei mais interessantes de referir, agora passo uma breve reflexão sobre o “Código Deontológico dos Árbitros Portugueses de Lutas Amadoras” da FPLA, de 09 de Fevereiro de 2004.
Começamos pelo Artigo 1º – Dos Princípios Gerais, Ponto 1 – “O Árbitro de Lutas Amadoras deve fundamentar o exercício da sua actividade no respeito absoluto pela dignidade de todos os participantes na competição, independentemente da sua origem, da sua intervenção na competição, do clube a que pertençam e das suas características pessoais e opções de vida”, faz-me lembrar velhos torneios em que um Árbitro, pára um combate para expulsar um Treinador da cadeira, devido ao seu comportamento com o atleta ou da tentativa de chamar o árbitro à razão da forma que ajuizou aquela determinada técnica ou falta.
As vezes os Árbitros não conseguem racionar ou tirar o estereotipo do Treinador e até mesmo expulsa-o de uma forma lamentável e pouco digna. Porque já estão fartos daquele Treinador, que sempre faz o mesmo. Tem que haver mais respeito em ambos, para que estes casos não se voltem a repetir.
Passando pelo Artigo 2º – Das Relações com as Estruturas, Ponto 3 – “O Árbitro de Lutas Amadoras, se entender comentar publicamente a actuação de colegas ou dirigentes, deve basear-se nas regras do jogo, neste Código Deontológico e outras directivas da FPLA, e abster-se de afirmações desvalorizantes, não confundido a pessoa com o seu desempenho técnico”, como Árbitro de Lutas Amadoras, devo respeitar este código e é o que faço, não estou a pôr ninguém em causa, estou a debater que se deve algo a este código e por em pratica o que está escrito, afim de dar firmeza e rigor à arbitragem.
No Artigo 3º – Do Exercício da Função, Ponto 6 – “O árbitro de Lutas Amadoras, para sustentar a neutralidade da sua intervenção, deve guardar a descrição sobre o perfil de atletas, equipas, técnicos, dirigentes ou claques, não atribuindo nem divulgando rótulos ou quaisquer outros estereótipos que condicionem a intervenção da actuação dos competidores, protegendo a possibilidade deste exibirem um desempenho sempre mais de acordo com as regras da luta e o desportivismo” e no Artigo 4º – Das Compatibilidades, Ponto 3 – “O árbitro de Lutas Amadoras deve informar o Concelho de Arbitragem de toda e qualquer ligação que possua, actualmente ou no passado, com qualquer clube que participe nas provas oficiais da Lutas Amadoras nacionais, seja como atleta, técnico ou dirigente, para ser acautelada a independência da sua intervenção”, sabemos que são poucos os árbitros que não tenham ligações a equipas, técnicos e atletas, mas mesmo assim, os que tenham ligações tem que ser neutros e informar, para que não haja “dedos apontados” e “pontos” a favor dos conhecido. Mas acredito e com certeza que todos são neutros. Temos poucos recursos humanos nas Lutas Amadoras, e a acumulação de funções é o mais obvio e credível neste momento, se não, não havia uma grande falha em alguma função, Atletas/Treinadores, Treinadores/Árbitros, Atletas/Árbitros e até mesmo as três juntas, Atleta/Árbitro/Treinadores, o que as vezes se torne difícil conseguir cumprir os pontos anteriormente descritos.
Muito havia para falar, mas como está extenso fico por aqui!
Volto a referir: quero com isto dar a conhecer os meus pontos de vista e como existem coisas que para mim deveriam ser mudadas e encaradas de outros modos, não estamos na modalidade para sermos nós, mas sim para ajudarmos a modalidade a evoluir e sermos um todo, como disse e volto a dizer: Eu, tu, eles, nós e vós poderemos ajudar a Luta a evoluir, a Luta precisa de TI.
Em termos do calendário, fica desde já informação relativa às provas calendarizadas até Maio, e são elas:
10 – Torneio Internacional da Moita/ALADS – Moita
24 – Campeonato Regional Luta Livre Olímpica – Lisboa
31 – Estágio Técnico Competitivo da Baixa da Serra – Moita
07 – Campeonato Nacional Luta Livre Olímpica – Algarve
08 – Torneio “Dia Olímpico” – Algarve
10 – Lutagi do Ginásio AC – Moita
21 – Torneio XXIII Aniversario ALAL – Lisboa
28 – 2ª Taça Paivense/Cidade do Barreiro – Barreiro

References: Artigo 19
 Artigo 21
 Artigo 22
 Artigo 28
 Artigo 1
 Artigo 2
 Artigo 3
 Artigo 4