Source: http://cordelparaiba.blogspot.com.br/2010_04_01_archive.html
Timestamp: 2017-07-27 22:34:51+00:00

Document:
Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado. Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado. Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.(Manoel Belizario) sexta-feira, 30 de abril de 2010
Composição: Raimundo Nonato e Nonato Costa De volta ao passado
Me sinto pequeno Na cidade grande
Notícias do Mais Cultura Fonte: site do MINC
MANOEL MONTEIRO — Eu diria que os obstáculos são aqueles naturais a toda qualidade de impresso. Especialmente os livros. Ora, eu me lembro, e aproveito a ocasião para repetir, o que disse, certa vez na Feira de Remígio, o escritor Cristino Pimentel: — “Vender livros no Brasil é carregar a cruz de Cristo, vinte e quatro horas, durante toda a vida”. Isto sintetiza a dificuldade das pessoas que vivem das suas obras literárias. Aqui mesmo, nesta sala, onde estamos agora, um pessoal da imprensa me perguntou o seguinte: “... Se nós estávamos tendo ajuda governamental... Se nós tínhamos facilidade de publicar os nossos trabalhos... E como que o governo olha os nossos artistas...”. E eu respondi (e esta é a minha posição): — O artista precisa, mas não deve se submeter ao beneplácito dos governantes, ficar esperando por isto, porque isto pode implicar numa certa subserviência, mesmo que instintiva. A independência para o artista é fundamental. Eu dizia e digo que: – Se uma pessoa, um artista, fizer um bom trabalho, ele há de ser reconhecido. O que interessa é que este artista prime pela sua obra. Procure fazer um trabalho de classe. Para isto, ele às vezes necessita de proceder a uma busca, realizar uma pesquisa, para ilustrar o seu conhecimento. Quem está escrevendo, quem vive de escrever, como é o nosso caso, é preciso cuidar, analisar o que publica e buscar aprimorar sempre a sua criação. E eu sou partidário da condição de que o poeta tenha um pouco de trabalho (em prol do aperfeiçoamento) para compor a sua obra, visto que este material ficará registrado para sempre, passando – às vezes – por várias mãos (leitores diversificados). Digo isto porque fizeram comigo, um dia desses, uma dessas surpresas maravilhosas: eu estava aqui e chegou o professor Daniel Duarte (homem que gosta de publicações e livros raros), que é do Instituto Histórico e Geográfico do Cariri Paraibano, e me mostrou um monte de folhetos antigos que ele adquirira numa dessas feiras do interior. Então, eu passando alguns (uns eu conhecia e outros não...), e o que é que eu encontro... Eu encontrei um folheto que eu havia publicado aqui em Campina Grande em 1957. E deste folheto eu só me lembrava do título: “O Crime da Sombra Misteriosa”, e nem me lembrava mais de como eu tinha criado, inventado e conduzido a história, como havia desenvolvido o enredo. Mas onde eu iria encontrar aquilo? Então me chega aqui o Daniel com um exemplar deste folheto, que fora manuseado por mãos diversas, por mais de cinqüenta anos, passado certamente de pai para filho. Então eu pude perceber, mais uma vez, que quem escreve tem que pensar bem no que vai registrar, tem que analisar com cautela a formação do seu pensamento e da sua obra, para não documentar besteiras, que assim ficarão por muito tempo. Portanto, temos que pensar sempre em legar ao futuro alguma coisa consistente e efetivamente útil. Poesia são fragmentos de luz... São relances... São fagulhas de beleza e de graça... E o poeta tem a obrigação de procurar isto. Uns têm mais facilidade... São mais queridos pela musa. Outros possuem certas dificuldades... Eu, por mim, digo: a cada dia que passa, mais dificuldades eu encontro para escrever os meus textos, porque eu não quero me repetir; eu não quero dizer aquilo que eu já disse... E é muito difícil um homem de mais de setenta anos, como é o meu caso, ficar dizendo coisas novas... (risos)... Quase tudo que eu vou dizer alguém já disse, ou eu mesmo já expressei anteriormente. Mas esta busca é uma necessidade. Nós temos que buscar novas flores e fragrâncias. Num jardim por onde você anda todo dia, onde você já beijou todas as rosas, você tem que buscar uma de nuança diferente. Que tenha alguma graça diferenciada daquela que você contemplou no dia anterior. Esta é a dificuldade e o desafio do poeta. RUBENIO MARCELO — Manoel, você – que é membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel – poderia nos dizer se esta Entidade (a ABLC) tem realizado atividades voltadas para a valorização e para a divulgação da arte do cordel? MANOEL MONTEIRO — Sim. Digo, com sinceridade, que a Academia Brasileira de Literatura de Cordel, que tem a sua sede localizada no Rio de Janeiro (no bairro de Santa Teresa), é uma das chaves que têm aberto as portas de muitas instituições e entidades importantes no Brasil (e no mundo) para o cordel brasileiro, para este tipo de literatura impressa e expressa em versos. O cearense Gonçalo Ferreira da Silva – o presidente atual da ABLC – é um homem de cultura, possui curso superior, mas é, sobretudo, um poeta nato. Possui dom natural e sensibilidade. A Academia é muito importante. E muita gente tem me abordado sobre ela. Algumas pessoas até me questionam por que esta Academia não é estabelecida no Nordeste, uma vez que – segundo pensam – poesia popular é coisa de nordestino. E eu respondo: Poesia popular não é arte somente de nordestino. Poesia popular é arte do mundo e para o mundo. Os versos populares da literatura de cordel vêm – eu diria – das cavernas. Sim... Eu penso que a primeira poesia popular nasceu, lá numa primitiva caverna, com um troglodita, que – querendo conquistar uma formosa companheira – deixou de emitir aquele ruído agressivo e fez um ruído sonoro, flertou a trogloditazinha de uma maneira poética, agradável, musical, e aí nasceu a primeira poesia, o primeiro texto poético. A poesia é um sentimento especial; é a expressão de um assunto qualquer com a graça e a beleza e a ternura de um texto em versos. Então... Quando a poesia popular (na forma como estamos nos referindo: o cordel) vivia apenas de feira em feira, ela realmente tinha uma limitação de público, é verdade. Mas quando São Paulo e o Rio de Janeiro, por exemplo, começaram a absorver mão-de-obra dos outros estados, e também do Norte e do Nordeste, aí a poesia popular disseminou-se; o cordel ganhou as sendas do Brasil. O Ciclo da Borracha e a construção de Brasília também são eventos que colaboraram para esta universalização da poesia popular, que era, no princípio, um pouco restrita, realmente, ao Nordeste brasileiro. Cordel, literatura popular, hoje, é coisa do mundo. Poesia Popular é nada mais, nada menos, do que uma poesia bem escrita e que atinge a maioria das pessoas, porque ela é compreensível, ela é envolvente e boa de ser assimilada. Poesia popular é – por exemplo – o que encontramos nos versos de Leandro Gomes de Barros, versos escritos há cerca de cem anos e que compõem agora, por três anos seguidos, o programa do vestibular da Universidade Estadual da Paraíba. A Academia Brasileira de Literatura de Cordel tem estabelecido importantes contatos com entidades culturais e instituições do mundo, e esta abertura para os novos meios – mostrando a importância, o real valor da poesia popular – faz com que a literatura de cordel ganhe evidência e amplo destaque nos nossos dias.
Composição: Raimundo Nonato e Nonato Costa O visor como tela de TV,
E se conecta ao portal e seus asseclas Basta apenas tocar numa das teclas que o visor nos transporta a outros mundos
Desde a terra dos solos mais fecundos Ao espaço onde o vácuo se inicia
Motorola trocou técnica e conselho, Nokia e Siemens galgaram patamares Já estão fora de moda os celulares que têm câmera e visor infravermelho
Vou contar para vocês O que deixou tão contente Todo o nosso país, Porém especialmente A quem é a todo instante Um público tão importante: Criança e adolescente. Quando no ano 90, Julho convém ressaltar, O Governo Federal Resolveu sancionar O Estatuto por lei Que muito serviu, direi Para nos auxiliar. Antes dos anos noventa, Lembram bem as entidades, E toda a população As reais dificuldades Pra criança e adolescente Em especial carente De família de verdade. E após ser sancionada Pouca gente acreditou Que fosse posta em prática, Mas tanto se lutou! Agora temos a lei E então amigos sei Que a espera terminou Só sabe o valor do ECA Quem vivia a perecer À busca de um auxílio Pra poder se defender Sem ele o público em questão Vivia sem solução Sem saber o que fazer. Mas para firmar o ECA Não fora tão fácil não. Movimentos sociais, Lutando deram-se as mãos E juntos com a sociedade Defendendo tal idade Conseguiram essa ação. Por isso esse público alvo Tem muito a comemorar Também todo segmento Que esteve a lutar Não só no treze de julho Podemos mostrar orgulho Pois o ECA aqui está. Mas é inútil amigos Se ficarmos todos sós Tentando fazer cumpri-lo. Temos que juntar a voz. Sempre que alguém precisar Deve o ECA apresentar Pra se desatar os nós. A seguir selecionamos Uns artigos pra você Ver a grande importância Que o ECA veio trazer À criança e adolescente E a toda a nossa gente Bora amigo,vamos ver? ARTIGOS 2 E 4 “Considera-se criança, (Essa lei observou), A pessoa que tiver A idade inferior A 12 anos de idade, ” - Digo-lhe sem vaidade, Assim sem tirar nem pôr. Este artigo se completa Dando a seguinte verdade: “É adolescente àquele. Que estiver na idade De doze a dezoito anos, Como todo ser humano, Tem direito à liberdade...” “...Cultura e dignidade. Também esporte e lazer, Além disso tem direito De em família conviver E toda a comunidade (com toda dignidade) Deverá lhes acolher.” “E é dever da família Governo e população Assegurar o direito À saúde e educação, Alimento, moradia, Promoção (e com) harmonia (:) profissionalização.” ARTIGO 16 “Compreende (meu amigo) O direito à liberdade: Ter direito à ida e volta, Seja no campo ou cidade, Brincar, ter religião, Expressar opinião Na política e sociedade.” ARTIGO 53-54 “Crianças de zero a seis Têm direito à educação, À creches, à pré-escola, Sendo uma obrigação Do estado, assegurar-lhes (O cuidado e sempre) dar-lhes Toda esta proteção.” “Criança e adolescente, Como instituto legal, Tem direito ao ensino Médio e fundamental, Gratuito, e o respeito (Isso é mais que direito) Do professor”, afinal. ARTIGO 60 “Quanto à execução De trabalho, (o que a lei diz?) Só será executado Na condição de aprendiz Por menores de 14 (Que podem até fazer pose) Pra esta idade é o que condiz”. ARTIGO 62 (Tem-se como) aprendizagem A seguinte formação: A técnico profissional, Segundo a legislação, (Que está exposta nas frases) Das diretrizes e bases Da, em vigor, educação” ARTIGO 70 “É dever de todo mundo Prevenir a ocorrência De violarem os direitos Da infância e adolescência.” (Já que em nossa sociedade Com tamanha falsidade Encontramos tal tendência.) ARTIGO 74 “Fica a cargo do poder, Público, esta empreitada De regular espetáculos E então manter informada, (Sem qualquer um retrocesso) A faixa etária de acesso - Ou seja, a idade adequada”. ARTIGO 75 “Só poderão ingressar E permanecer nos locais, De exibição de espetáculos, * Acompanhados dos pais Ou por responsável sano As crianças de 10 anos” - E a seguir temos mais. ARTIGO 76 “As emissoras de rádio E de teledifusão Nos horários reservados Para o publico em questão Só exibirão programas Que venham contribuir Para sua formação.” ARTIGOS 81E 82 “Armas munições e fogos, Explosivos e bebidas? À criança e adolescentes É a venda proibida! Assim como a hospedagem Só se os pais acompanharem Em toda e qualquer guarida.” ARTIGO 98 “Se os direitos nessa lei, Reconhecidos citados, Sofrerem alguma ameaça Ou se forem violados Os meios de proteção Com certeza deverão Logo ser acionados.” “Por ação ou omissão Da sociedade ou Estado. Ou daqueles a quem fora (pais ou responsáveis) Este público confiado, Ou em razão da conduta, Do público-alvo citado. ARTIGO 131 “Há um órgão permanente Encarregado de zelar Que se cumpram os direitos Que estamos a falar Que age com autonomia, Implacável todo dia, É o Conselho Tutelar.” ARTIGO 132 Assim “em cada município Pelo menos haverá, Composto por cinco membros, Um Conselho Tutelar Os quais serão escolhidos, Sem o uso dos partidos, Pelo voto popular! ARTIGO 146 “A autoridade a que Esta lei faz referência É o juiz da infância Juventude (adolescência) É a lei judiciária, A qual não é arbitrária, Quem dá tal proveniência.” Esta lei aqui exposta Deve assim ser entendida Como algo que chegou Para melhorar a vida De criança e adolescente Daqueles, principalmente Que viviam sem saída. Cabe a cada um de nós Exigir seu cumprimento Indo às autoridades Ou até ao parlamento Pra que o ECA não seja Reclames de quem verseja Palavra lançada ao vento. Este cordel importante, Amigos termino aqui. Quem tiver alguma dúvida Favor é só conferir No ECA a informação Que um simples co-irmão Fizera pra lhe servir. Crianças e adolescentes, Porém devem entender Que além dos tantos direitos, Que enumerei pra você, Há deveres a cumprir Pra no amanhã que vir Ser cidadão pra valer.
Leitor ao ler estes versos Eu peço a sua atenção: Não vou recontar história, Mas trazer reflexão Sobre os fatos ocorridos. Com os pés firmes no chão. Leitor você já pensou Por que é que a inconfidência Mineira resultou numa Incomparável inclemência Somente com Tiradentes E aos outros branda ocorrência? A história deste país Vez em quando é repetida. Um dia desses mataram Chico Mendes e Margarida Principalmente por virem Da classe baixa oprimida. Pois se a pessoa é rebelde, Porém tem nome e dinheiro. A família vem da elite Do Brasil e do estrangeiro Pensam duas vezes antes De burlar seu paradeiro. Veja só o que aconteceu Com o ilustre Tiradentes: Ele estava rodeado De um bando de inconfidentes, Porém só restou para ele
O choro e ranger de dentes. Portugal necessitava Adornar seu oratório: Sua inquisição vigente Queria ouro no empório. Pegou então Tiradentes Como bode expiatório. Condenar o Tiradentes Foi muito cômodo ao reinado. Responda-me ele era quem? Um ex- alferes lascado. Um líder pobre sem eira. Um sem poder revoltado. Os outros eram barões Do dinheiro e do intelecto. (Um a um analisaram Construindo um retrospecto) Só Tiradentes perdia Diante destes aspectos. Segue a enumeração Dos principais conjurados. Inconfidentes mineiros Dentre outros destacados. Só o Cláudio Manoel Morreu sem ser libertado. Tomás Antonio Gonzaga, Domingos de Abreu Vieira. Carlos Correa Toledo, Francisco Antonio Oliveira. Inácio José Peixoto. Só a classe rica mineira. Os padres José da Silva E Oliveira Rolim. O sargento-mor Luiz Vaz de Toledo e enfim Joaquim José da Silva O que teve triste fim. Dentre os que participaram Estes se destacam mais Por serem representantes Das altas classes rurais, Clérigos e militares. Grandes intelectuais. Dentre os inconfidentes 12 foram condenados, Porém só o Tiradentes Para a forca foi levado. Se fosse das classes altas Tinha sido libertado. Vemos que nossa justiça Sempre agiu de forma branda Com quem faz parte das classes Sociais de quem comanda. Sobra para o indivíduo Que em quase nada manda. É de práxis existir Na história um traidor. Tiradentes não fugiu Desta regra, meu leitor. O nosso Judas da vez Foi o tal Silvério Reis Um covarde sem pudor. Cumpriu-se assim outra práxis. Quem pensa logo descobre: Na história brasileira Quase todo mártir é pobre. Parece que no Brasil Morrer pela mãe gentil Não ficou pra “classe nobre”. Mataram o Tiradentes Pelos motivos citados. Por todo o sempre seu nome Deverá ser exaltado, Porém quantos Tiradentes, Lutando por nossa gente Morrerão executados? Manoel Messias Belizario Neto
Antes de nossa chegada Como o índio era feliz! Tinha a mãe natureza Como suprema matriz Da qual extraía a seiva Necessária ao seu matiz. A mãe natureza era Ao extremo respeitada Porque o índio entendia Que sem ela ele era nada. Neste tempo, Pindorama, Realmente foste amada! Não tinha poluição, Queimadas, desmatamento. Não havia inseticida. Era puro, o alimento. O globo sorria alegre Livre do aquecimento. O índio só extraía, da natureza, a essência A qual fosse necessária À sua sobrevivência. Tinha então com o meio Perfeitíssima convivência. Não tinha capitalismo Selvagem ou domesticado. Com união e respeito, Todo mundo era tratado. Cada índio tinha o seu Espaço igual reservado. Então chega o europeu Com o "verdadeiro ideal" De vida e se escandaliza Diante do Natural. Fareja a terra do índio Como alvo principal. O índio então vai cedendo Iludido ou obrigado. Entrega suas riquezas Entre elas o legado Cultural que invadido Se torna fragilizado. Quando o índio percebe Deus! Já é tarde demais... Os que se diziam amigos Eram inimigos fatais. Tomariam suas terras Com covardia voraz. Um minuto de silêncio, Peço ao amigo leitor Pelo massacre expedido Que causara grito e dor. Chamamos dizimação, Esses atos de horror. Sinto-me envergonhado, Caro índio, nesse dia. Sei que nenhuma desculpa Vai curar a tirania Praticada contra ti. Teu sangue não silencia. Mesmo assim peço perdão Por todo o mal que te fiz. Não é certo massacrar. Dar vazão à cicatriz Incurável em função Da construção de um país. Se for possível perdoe Esta vã humanidade Que se destrói dia-a-dia. Para ela, na verdade, O dinheiro e não a vida Tem maior prioridade. Percorro quinhentos anos E ao povo índio contemplo Na certeza de que ele é
O mais elevado exemplo De vida a ser perseguido Pelo mundo em qualquer tempo. Autor: Manoel Messias Belizario Neto Imagem: http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/infantil/Indio2.jpg

References: ARTIGO 16
 ARTIGO 53
 ARTIGO 60
 ARTIGO 62
 ARTIGO 70
 ARTIGO 74
 ARTIGO 75
 ARTIGO 76
 ARTIGO 98
 ARTIGO 131
 ARTIGO 132
 ARTIGO 146