Source: https://issuu.com/sebraesp/docs/cartilha_oficina_mecanica_-_sindire
Timestamp: 2018-05-24 16:32:17+00:00

Document:
Cartilha Reparação de Veículos by Sebrae-SP - issuu
Conselho Deliberativo: Presidente: Paulo Skaf (FIESP) Associação Comercial de São Paulo ANPEI - Associação Nacional de PD&E das Empresas Inovadoras CEF - Superintendência Estadual da Caixa Econômica Federal DISAP - Banco do Brasil – Diretoria de Distribuição São Paulo Desenvolve - SP - Agência de Fomento do Estado de São Paulo S.A FAESP - Federação da Agricultura do Estado de São Paulo FECOMERCIO - Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo FIESP - Federação das Indústrias do Estado de São Paulo IPT - Instituto de Pesquisas Tecnológicas Parqtec - Fundação Parque Tecnológico de São Carlos SEBRAE - Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia SINDIBANCOS - Sindicato dos Bancos do Estado de São Paulo Diretor-superintendente: Bruno Caetano Diretor Técnico: Ivan Hussni Diretor Administrativo-financeiro: Pedro Jehá Consultores conteudistas: José Carmo Vieira de Oliveira Maria Augusta Pimentel Miglino Reinaldo Miguel Messias Revisão e edição: Maria Augusta Pimentel Miglino Equipe Técnica: José Carmo Vieira de Oliveira José Paulo Albanez Luscri Maísa Blumenfeld Deorato Maria Augusta Pimentel Miglino Reinaldo Miguel Messias Rodrigo Mendes Rosa Simone Peres Zagati Revisão Técnica: Luiz Sergio Alvarenga e Andreia Arone - Sindirepa Projeto gráfico e diagramação: Marcelo Piola Martins Revisão: Roberto Capisano
Sebrae-SP - Reparação de veículos: um negócio promissor
O mercado de oficinas mecânicas tem fortes motivos para apostar no crescimento da atividade nos próximos anos. Entre 2009 e 2012 o faturamento bruto das empresas cresceu mais de 42%, dando origem a aproximadamente 14 mil novos empregos no Brasil, segundo informações do Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios (Sindirepa Nacional). Espera-se que a frota do País cresça em média 7,4% ao ano, até o final de 2015, chegando a 46,5 milhões de veículos. A frota atual tem uma vida média de oito anos e cinco meses, segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças). A renovação ainda é lenta. Veículos mais usados exigem maior manutenção, o que se transforma em ótimas oportunidades para o reparador. Por outro lado, existem desafios que exigem de você, empresário, determinação para superá-los. Vamos começar pelas tecnologias presentes nos veículos modernos. Elas exigem investimentos constantes em equipamentos e ferramentas específicas, que acabam consumindo parte dos recursos da operação. Planejar estes investimentos é fundamental para manter a operação em dia com o mercado. Tecnologias mudando rapidamente exigem capacitação continuada da sua equipe e de você mesmo. Cuidar do grupo de funcionários, motivar, treinar e manter é papel vital do empresário. Essas ações proporcionam resultados de qualidade e segurança, itens muito procurados pelo cliente. Se o carro tem mais tecnologia e design, o que dizer das suas instalações de trabalho? Lembre-se de que a revolução feminina fez com que parte de sua clientela seja de mulheres e elas exigem ambientes limpos, acessíveis e confortáveis. Além disso a conformidade com legislações próprias, voltadas à sustentabilidade e ao meio ambiente, deve ser prioridade daqui para frente. O Sebrae-SP, reconhecendo a importância econômica do segmento de oficinas mecânicas, preparou este material em colaboração com o SINDIREPA para que você, reparador, possa conhecer mais sobre o negócio da reparação e refletir sobre como melhorar a gestão de sua empresa.
Paulo Skaf Presidente Bruno Caetano Diretor-superintendente
O Sindirepa – Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo tem como missão promover o apoio, orientação e capacitação às empresas associadas e contribuintes, respeitando as normas nacionais e internacionais, a lei vigente, a sociedade e o meio ambiente. A melhoria contínua da gestão, qualidade, produtividade, tecnologia e imagem das empresas de reparação de veículos tem sido o pilar para a sua competitividade, em um mercado de mudanças constantes. Este material vem reforçar o compromisso do Sebrae-SP e do Sindirepa-SP de orientar as empresas e estruturar ações cada vez mais organizadas, cujo objetivo seja o fortalecimento da atividade econômica da reparação de veículos. O setor da reparação de veículos, além de ser responsável por 80% da manutenção da frota circulante, mantém mais de 20 normas técnicas de serviços automotivos da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, capacitação profissional técnica nas escolas Senai-SP, capacitação empresarial nas unidades do Sebrae-SP e mais recentemente a certificação voluntária de mão-de-obra acreditada pelo Inmetro. A entidade disponibiliza atendimento em temas gerais do negócio da reparação de veículos, assim como no campo técnico e jurídico, além de eventos e um ambiente virtual através do site.
Antonio Fiola Presidente Sindirepa-SP www.sindirepa-sp.org.br
Introdução.................................................................................................................................................11 O mercado da reparação............................................................................................................................13 O perfil do consumidor...............................................................................................................................19 O negócio..................................................................................................................................................23
Conhecimentos básicos ...................................................................................................................23
Estruturação....................................................................................................................................24
Estrutura física ................................................................................................................................24
Recursos materiais para montagem de uma oficina de reparação.......................................................24
Providências para abertura do empreendimento.................................................................................26
Desafios e oportunidades...........................................................................................................................29 Desafios..........................................................................................................................................29 Oportunidades.................................................................................................................................36 Melhores práticas......................................................................................................................................41 Sustentabilidade..............................................................................................................................41
Solução completa.............................................................................................................................43
Em campo: números do negócio na prática.................................................................................................45
Composição do valor do serviço........................................................................................................58
Controles básicos.......................................................................................................................................61
Ficha de controles básicos................................................................................................................62
Funilaria................................................................................................................................................... 65
Mercado......................................................................................................................................... 65
Indicadores do negócio.................................................................................................................... 66
Grupo 1 - Faturamento até 30.000,00 mil........................................................................................ 67
Grupo 2 - Faturamento entre 31 mil e 100 mil ................................................................................. 70
Grupo 3 - Faturamento acima de 100 mil ......................................................................................... 73
Compreenda os dados .................................................................................................................... 76
Boas práticas .................................................................................................................................. 77
Qualidade ...................................................................................................................................... 77
Pós vendas .................................................................................................................................... 78
Capacitação dos funcionários .......................................................................................................... 78
Padronização dos serviços .............................................................................................................. 79
Reduzir disperdícios ........................................................................................................................ 80
Segurança do trabalho .................................................................................................................... 80
Companhias do seguro .................................................................................................................... 81
Sustentabilidade nas funilarias ......................................................................................................... 81
Clasificação de resíduos - ABNT 10.004/04 ..................................................................................... 82
Diminua suas contas ....................................................................................................................... 85
Considerações finais ....................................................................................................................... 85
Fontes de pesquisa......................................................................................................................................87
Você conhece o potencial de mercado da atividade de reparação no Brasil e no Estado de São Paulo? Sabe quantas oficinas existem? Sabe qual o tamanho da frota e quanto as pessoas gastam, a cada ano, com a manutenção dos seus veículos? No Brasil, existem mais de 97 mil oficinas, em sua maioria negócios de pequeno porte, que geram mais de 760 mil empregos diretos e indiretos. Do ponto de vista dos valores movimentados, os gastos estimados com manutenção de veículos, por ano, no Brasil, são de R$ 128 bilhões. Já no Estado de São Paulo, esses gastos são de R$ 40,7 bilhões. Este é o potencial de mercado das oficinas em termos de valores. É o que as pessoas gastam com a manutenção de seus veículos, ou seja, é o que gira de dinheiro, no ano, com esta atividade. Nesta publicação, você encontra estas informações e outras sobre: • O mercado de reparação, no Brasil e no Estado de São Paulo; • O perfil do cliente de oficinas mecânicas; • O negócio (como estruturar uma oficina); • Oportunidades e Desafios; • Melhores práticas de oficinas bem sucedidas; • Números do negócio na prática (faturamento, ticket médio, produtividade, lucratividade, entre outros); • Sugestões de controles básicos, para quem ainda não faz controles e; • Normas básicas a serem seguidas pelos proprietários e responsáveis pelas oficinas mecânicas e estabelecimentos assemelhados.
O mercado da reparação
Você conhece o potencial de mercado da atividade de reparação no Brasil e no Estado de São Paulo? Sabe quantas oficinas existem? Sabe qual o tamanho da frota e quanto as pessoas gastam, a cada ano, com a manutenção dos seus veículos? No Brasil, existem mais de 97 mil oficinas, em sua maioria negócios de pequeno porte, que geram mais de 760 mil empregos diretos e indiretos. 97.274
Total de oficinas no Brasil
Total de empregos gerados em oficinas no país
No Estado de São Paulo existem aproximadamente de 16.528 micro e pequenas oficinas de reparação de veículos. Elas geram cerca de 190.460 empregos. 16.528
Total de oficinas no Estado de São Paulo Total de empregos gerados em oficinas no estado
Segundo a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF-IBGE), a frota total de veículos licenciados, no Brasil (incluindo ônibus, motocicletas, ciclomotores, equipamentos rodoviários, caminhões, equipamentos agrícolas, etc.) é de 73.356.224 unidades. No Estado de São Paulo, a frota total de veículos licenciados é de 24.460.331 unidades. A frota só de automóveis do Estado é de 16.054.212 unidades. Frota total de veículos licenciados no Brasil
73.356.224
Frota total de veículos licenciados no Estado de São Paulo
24.460.331
Frota só de automóveis licenciados do Estado de São Paulo
16.054.212
Do ponto de vista do volume de veículos, este é o mercado potencial das oficinas.
A frota só de automóveis, de acordo com a idade dos veículos, se divide da seguinte forma: Frota de automóveis licenciados com até um ano e meio de idade
Frota de automóveis com um ano e meio até 5 anos
2.478.412 11.753.856
Frota de automóveis com mais de 5 anos
O hábito dos proprietários no que se refere à reparação de seus veículos, segundo a idade é o seguinte:
até 1,5 ano
Veículos com até um ano e meio de idade: ainda estão no período de garantia de fábrica e fazem a manutenção principalmente nas concessionárias;
Veículos com um ano e meio a cinco anos: algumas marcas ainda estão em garantia, mas já começam a migrar para oficinas independentes.
Veículos com mais de cinco anos: fazem sua manutenção em oficinas independentes.
Estes automóveis representam o maior mercado das oficinas de reparação (11.753.856 de unidades, no Estado).
Do ponto de vista dos valores movimentados, os gastos estimados com manutenção de veículos, por ano, no Brasil, são de R$ 128 bilhões. Já no Estado de São Paulo, esses gastos são de R$ 40,7 bilhões (IBGE – POF – Pesquisa de Orçamento Familiar, 2012). Gastos anuais estimados com manutenção de veículos no Brasil
Gastos anuais estimados com manutenção de veículos no Estado de São Paulo
R$ 40,7 bilhões
Os gastos do Estado de São Paulo com manutenção correspondem a 32% dos gastos do País! Mensalmente, o valor gasto com manutenção, no Estado de São Paulo, é de cerca de R$ 3,4 bilhões. Fazendo um cálculo simples, dividindo os R$ 3,4 bilhões pelas 16.528 micro e pequenas oficinas do Estado de São Paulo, chegamos a um valor aproximado de R$ 205.712,00 por oficina, por mês.
Este é o potencial de mercado das oficinas em termos de valores. É o que as pessoas gastam com a manutenção de seus veículos. É o que gira de dinheiro, no ano, com esta atividade.
Você sabe como esses valores se dividem entre as classes sociais? Veja:
GASTOS ANUAIS ESTIMADOS COM MANUTENÇÃO DE VEÍCULOS, POR CLASSES CLASSE A1
R$ 3.923.155.966
R$ 21.805.747.248
R$ 36.199.855.068
R$ 36.904.289.305
R$ 1.063.749.106
R$ 7.305.041.965
R$ 13.843.586.942
R$ 11.295.450.476
R$ 19.095.554.450
R$ 6.868.274.915
R$ 3.584.650.440
R$ 81.777.347
R$ 4.879.394.406
R$ 1.742.647.002
R$ 561.541.230
R$ 8.318.739
FONTES: IBGE - POF - Pesquisa de Orçamento Familiar IBGE - PNAD - Pesquisa Nacional de Amostragem por Domicílio - 2012
No Brasil, a classe A responde por 20% do gasto anual com manutenção de veículos, enquanto as classes B e C respondem por 77% e a classe D é responsável por apenas 3%. No Estado de São Paulo, a classe A também representa 20% do gasto anual com manutenção de veículos, enquanto as classes B e C representam 78% e a classe D responde por somente 1%. Portanto, existe grande potencial de mercado para reparação dos veículos das classes A, B e C.
Os consumidores de automóveis são homens e mulheres acima de 18 anos, de todas as classes socioeconômicas: A1, A2, B1, B2, C1, C2 e D.
Agora, vamos entender o perfil de consumo das classes sociais brasileiras, com relação aos automóveis e às oportunidades existentes para a atividade de reparação. No Brasil, existem aproximadamente 49,6 milhões de domicílios (residências) que abrigam pessoas de todas as classes sociais. Estes domicílios se dividem, entre as classes, da seguinte forma: NÚMERO DE DOMICÍLIOS POR CLASSES SOCIAIS CLASSE SOCIAL
1.999.768
5.025.065
1.648.058
10.885.960
3.245.081
13.142.688
3.461.697
2.356.385
7.105.402
49.687.005
FONTES: IBGE - POF - Pesquisa de Orçamento Familiar
De um total de quase 50 milhões de domicílios no Brasil, aproximadamente 12,5 milhões estão no Estado de São Paulo. A maior concentração de moradias está nas classes B1, B2, C1, C2 e D, que respondem por 94% do total do Estado. Observe que só as classes C1, C2 e D representam 55% dos domicílios do Estado!
E o que isso tem a ver com a reparação? Nos 12,5 milhões de residências do Estado de São Paulo existem cerca de 16 milhões de automóveis. Isso representa aproximadamente 1,3 automóveis por domicílio. Veja como esses veículos se dividem entre as classes sociais, no Estado de São Paulo:
NÚMERO DE AUTOMÓVEIS POR DOMICÍLIO POR CLASSES SOCIAIS CLASSE SOCIAL
1.247.680
2.801.986
4.993.339
4.279.754
2.010.816
Observe que a classe A concentra apenas 9% do total de veículos por domicílio, no Estado de São Paulo. Já a classe B responde por 49%, a classe C responde por 39% e a classe D representa 3% do total de veículos por domicílio. A maior concentração de veículos está nas classes B e C (88%).
Por isto, preste atenção às oportunidades a serem exploradas no bairro da sua oficina, de acordo com as classes sociais mais representativas.
Conhecimento da atividade A atividade de reparação é uma boa opção para profissionais com amplo conhecimento do ramo e boa experiência. Oficinas bem sucedidas recomendam, para quem vai iniciar um negócio de reparação: • Conhecer bem a legislação; • Conhecer bem o mercado (principalmente sua cadeia produtiva); • Ser do ramo ou ter mão de obra com domínio técnico; • Ter disponibilidade para acompanhar o andamento da oficina; • Manter-se sempre atualizado sobre o mercado automotivo; • Ter facilidade no relacionamento com outras pessoas.
Conhecimentos básicos Com a evolução das tecnologias nos últimos 20 anos e com a ampliação da oferta de automóveis importados, com modelos cada vez mais sofisticados e com itens embarcados, o mercado passa a exigir um profissional de reparação muito mais técnico e produtivo do que antigamente. Hoje, existem itens fortemente relacionados a design, conforto e tecnologia. Esta realidade obriga o profissional da reparação a aprender informática e eletrônica, e a conhecer particularidades da mecânica automotiva. Ainda existem carros com tecnologia ultrapassada rodando pelas ruas e estradas, mas eles estão se tornado cada vez mais raros. Os temas principais para a capacitação básica de um reparador, segundo o Senai, são: A. Mecânica automotiva básica B. Lubrificação automotiva básica C. Motores a explosão D. Sistemas auxiliares E. Sistema de transmissão F. Eletricidade automotiva G. Injeção eletrônica H. Estrutura veicular I. Motores diesel
Estruturação Ao abrir uma oficina, você pode explorar, ao mesmo tempo, diferentes atividades, como manutenção mecânica, elétrica e suspensão. Mas fique atento: se você optar por isso, deve fazer constar as três atividades nos atos constitutivos (Contrato Social), na cláusula do objeto social.
Estrutura física A estrutura básica de uma oficina mecânica é composta por duas áreas, uma para o escritório e outra para a área operacional (execução dos serviços). O tamanho da área operacional (em m2) é o que determina a capacidade de atendimento da oficina. Quanto maior a área, mais posições de trabalho (vagas) e, portanto, mais carros podem ser consertados ao mesmo tempo. O layout (disposição) representa a posição e a distribuição, no espaço, das vagas (boxes) de execução dos serviços, máquinas e equipamentos, o local do primeiro atendimento (balcão de recepção, sala de espera), depósitos, entre outros. Um layout adequado e bem integrado é fundamental para que sua oficina alcance o volume de produção desejado.
Recursos materiais para montagem de uma oficina de reparação Se você pensa em abrir uma oficina de reparação, é importante ter ideia do valor do investimento nos equipamentos necessários, bem como do investimento em estrutura. Veja, a seguir, uma estimativa* de valores dos equipamentos para se montar uma oficina básica para atendimento dos sistemas de alimentação, climatização, direção, elétrica, eletrônica, exaustão, iluminação, freio, motor, pneus e rodas, sinalização, suspensão e eixos, e transmissão. Para facilitar o entendimento, enquadramos como “mecânica geral”. * Valores estimados do investimento em equipamentos: TIPO DE EQUIPAMENTO
Mecânica de veículo leve
R$ 100.000,00 a R$ 130.000,00
Além dos gastos com equipamentos, para se montar uma oficina de reparação, geralmente é necessário investir também na estrutura física do negócio. Veja, a seguir, uma estimativa dos investimentos em estrutura. *Valores estimados do investimento em estrutura:
Luminoso + fachada
Providências para abertura do empreendimento: Veja, a seguir, as principais providências necessárias para se abrir uma oficina de reparação. • Registro da empresa na Junta Comercial com o CNAE principal que é (4520-1) Serviços de manutenção e reparação mecânica de veículos automotores; • Inscrição na Receita Federal para obtenção do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ (www.receita. fazenda.gov.br); • Se for contribuinte do ICMS (compra de autopeças para aplicação), registrar a empresa na Secretaria da Fazenda do Estado; • Inscrição da empresa na Prefeitura para obtenção do Cadastro de Contribuinte do ISS; • Registro na Previdência Social para inscrição da empresa no INSS (www.mpas.gov.br); • Registro no Sindirepa-SP, entidade patronal oficial e representante na Convenção Coletiva de Trabalho.
Atenção: a atividade pode ser incluída no Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - SIMPLES.
Além disso, você deve consultar o Procon para adequar seus produtos e serviços às exigências do Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078 de 11/09/1990).
Para elaboração desta publicação, visitamos várias oficinas de reparação - mecânicas, elétricas, de funilaria e pintura – na capital e no interior, com o objetivo de conhecer mais de perto a realidade dessas empresas e identificar oportunidades, desafios e boas práticas no negócio de reparação automotiva.
Desafios Os proprietários das oficinas visitadas destacaram como principais desafios, em ordem decrescente de importância (do maior para o menor):
1. Controles financeiros
6. Baixa qualidade das peças
2. Contratação e retenção de funcionários especializados
7. Ausência de formação técnica da mão de obra
3. Reclamações dos clientes por serviços mal executados
8. Desconhecimento das leis e normas
4. Erros na compra de peças
9. Deficiência geral nos controles
5. Atendimento, vendas, marketing e fidelização
10. Desperdícios
DIFICULDADE COM CONTROLES FINANCEIROS OU TOTAL AUSÊNCIA DE CONTROLES DESAFIO
Em muitas oficinas, os reparadores estão treinados, realizam o serviço com qualidade acima da média e resolvem os problemas automotivos com competência e agilidade.
Separe corretamente as contas da empresa e as contas da casa. Registre tudo separadamente.
Mas, quando vão fazer o balanço de faturamento do final do mês, estão no vermelho. Por que isto acontece? Porque o dinheiro entra na oficina e simplesmente some. Muitas oficinas não controlam o caixa (entradas e saídas), contas a pagar e contas a receber, faturamento, lucros, despesas fixas e variáveis. Frequentemente os proprietários das oficinas misturam as contas pessoais (pessoa física) com as contas da empresa (pessoa jurídica). Por exemplo: usam o dinheiro da oficina para pagar as contas pessoais ou usam o cheque especial da pessoa física para pagar contas da oficina. Esta é uma prática que drena a lucratividade e pode levar ao desequilíbrio das contas da empresa e ao endividamento pessoal.
Comece a controlar o seu faturamento (total recebido no mês) e as despesas mensais (fixas e variáveis). Controle as entradas e as saídas – contas a pagar e contas a receber. Se você usa o dinheiro da oficina para pagar contas pessoais e da sua família, o valor retirado deve ser descontado do seu pró-labore, ao final do mês. O seu salário, sua retirada mensal, é o pró-labore. Ele nunca pode ser maior do que a oficina pode pagar. Do contrário, sua empresa ficará endividada.
DIFICULDADE DE CONTRATAÇÃO E RETENÇÃO DE FUNCIONÁRIOS ESPECIALIZADOS DESAFIO
Muitos empresários ainda têm dificuldade de encontrar profissionais que reúnam formação adequada e experiência prática.
Uma condição fundamental para conseguir manter seus funcionários é garantir a eles os direitos trabalhistas básicos.
Além disso, para algumas oficinas, manter os funcionários qualificados é também um desafio. Muitos se queixam de treinar funcionários e perdê-los para o concorrente quando eles estão mais preparados.
Fique atento ao que estabelece a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e conheça o que estabelece a Convenção Coletiva de Trabalho da categoria. Crie um clima de trabalho agradável e saudável. Se os funcionários se sentirem valorizados e acolhidos, eles ficarão na sua oficina e pensarão melhor, antes de decidir mudar de emprego.
RECLAMAÇÕES DOS CLIENTES POR SERVIÇOS MAL EXECUTADOS DESAFIO
Várias oficinas admitiram que recebem reclamações dos seus clientes, com frequência. Este problema aumenta o índice de retrabalho.
Crie um processo confiável, com ações que possam evitar erros e retrabalho.
Retrabalho é fazer o mesmo trabalho, mais de uma vez, em função da baixa qualidade da primeira execução. O retrabalho diminui a produtividade (número de carros reparados por mês, por dia, por hora) e, como consequência, diminui a lucratividade. Pode até mesmo gerar prejuízos.
Faça o diagnóstico inicial do veículo da forma mais detalhada possível. Isto facilitará todo o trabalho de execução do serviço, desde a requisição ou compra da peça correta até a realização da manutenção propriamente dita, seguindo o procedimento pré-determinado.
ERROS NA COMPRA DE PEÇAS DESAFIO
A maioria das oficinas não faz o controle do estoque. Muitas vezes, elas chegam a encomendar de três a quatro vezes as peças para o mesmo carro.
Lembre-se, oficinas mecânicas, por definição, não são estocadoras de peças. Isto é papel do comércio de autopeças. Oficinas são estabelecimentos de serviços. Vendem hora/homem. Porém, a oficina pode manter um estoque mínimo estratégico para uso nos reparos (com aquelas peças que têm maior giro).
O erro na compra de peças gera perdas e gastos com transporte repetido. Muitas vezes a peça é recebida, é aberta, é testada e não serve para o veículo que está sendo reparado. Quando isto acontece, a peça pode ficar suja ou danificada e o fornecedor pode não aceitar a devolução. Isto representa prejuízo para sua oficina!
Então, se você tem estoque mínimo, crie formas de controle das peças. Envie ao fornecedor informações de fontes oficiais, fotos do veículo, o modelo, ano, etc. Além disso, lembre-se que o ato de comprar peças gera custos administrativos para identificar qualidade, procedência, dar entrada fiscal e dar saída. Como sua oficina é uma administradora da compra, a peça deve ser cobrada com margem.
DIFICULDADES COM ATENDIMENTO, VENDAS, MARKETING E FIDELIZAÇÃO DESAFIO
Muitas oficinas pequenas têm apenas o dono, um único funcionário ou uma pequena equipe que faz um pouco de tudo. Por isso, têm dificuldade de estabelecer responsáveis por ações específicas de atendimento, vendas, marketing e fidelização. Mesmo assim, é importante estabelecer um padrão de organização, porque, se o cliente ficar insatisfeito com o atendimento, ele pode não voltar mais.
Se você tem equipe, procure distribuir o serviço entre as pessoas, atribuindo algumas funções específicas, a cada um.
PROBLEMAS COM A BAIXA QUALIDADE DAS PEÇAS DESAFIO
Algumas oficinas se queixam de ter dificuldade de encontrar peças de boa qualidade no mercado, com exceção de algumas marcas importadas. As peças de baixa qualidade podem prejudicar o resultado final do seu serviço, levando à insatisfação do cliente, se o defeito voltar a se apresentar.
Procure selecionar fornecedores que trabalham com peças de qualidade. Desconfie quando o preço estiver muito abaixo do mercado e evite, de todas as formas, adquirir peças em locais de origem e procedência duvidosas.
AUSÊNCIA DE FORMAÇÃO TÉCNICA DA MÃO DE OBRA DESAFIO
No ramo de oficinas, a experiência prática é muito valorizada, mas a formação técnica vem ganhando importância por causa da evolução das tecnologias.
Se você atua sozinho, procure cursos de formação (caso você ainda não tenha) ou atualização sobre novas técnicas e tecnologias na reparação.
Poucos reparadores escolhem “ser mecânicos” como profissão e estudam para isto.
Se você tem equipe, faça um planejamento de capacitação e treinamento para sua equipe. Se sua estrutura permitir, ofereça cursos aos seus funcionários como forma de motivação e estimule a certificação dos profissionais.
Normalmente eles são formados na prática do dia a dia. Conhecem o defeito do veículo, mas não conhecem a causa.
Se sua oficina é muito pequena, ou se você é sozinho, crie para você mesmo um roteiro básico do que é importante (pontos de atenção) nos momentos de atender, vender o serviço e se relacionar com o cliente.
DESCONHECIMENTO DAS LEIS E NORMAS DESAFIO
Para muitos proprietários de oficinas, é difícil compreender as exigências legais e as normas aplicáveis à atividade de reparação.
A Lei nº 15.297, aprovada em 10 de janeiro de 2014 estabelece normas básicas a serem seguidas pelos proprietários e responsáveis pelas oficinas mecânicas e estabelecimentos assemelhados que prestam serviços de manutenção, conserto ou substituição de peças em veículos automotores leves, novos ou usados, no território do Estado. Confira o documento na página 67 desta publicação.
Por exemplo, toda oficina mecânica está sujeita à legislação ambiental de cada Estado, especialmente com relação às emissões atmosféricas (ruídos, fumaça, etc.) e à disposição de resíduos sólidos e efluentes líquidos (óleos, graxas etc.). Para evitar pagar multas ou correr o risco de ter seu alvará cassado por não saber de uma nova lei que entrou em vigor, procure estar sempre informado sobre as leis e normas que regem o funcionamento da oficina.
Conheça algumas Normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) que contribuem para a sustentabilidade das oficinas: • Código: NBR 15.681 Data de publicação: 13/03/2009 Veículos rodoviários automotores. Qualificação de mecânico de manutenção. • Código: NBR 14.778 Data de publicação: 1/11/2001 Título: Veículos rodoviários automotores em manutenção – inspeção, diagnóstico, reparação e/ou substituição em sistema de freios. • Código: NBR 10.004 Resíduos sólidos
Link: http://www.abnt.org.br/default.asp Normas regulamentadoras: • NR 6 – Equipamento de proteção individual • NR 7 – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO • NR 9 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA NR 7
(Documentos disponíveis no site do SINDIREPA: www.sindirepa-sp.org.br) Fique de olho também nos seguintes órgãos estaduais: • SMA - Secretaria de Estado do Meio Ambiente de SP (http://www.ambiente.sp.gov.br/) • Cetesb - Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (http://www.cetesb.sp.gov.br/) • Sabesp – Cia de Saneamento Básico do Estado de SP (www.sabesp.com.br)
DEFICIÊNCIA GERAL NOS CONTROLES DESAFIO
Muitas oficinas não fazem controles básicos como: controle financeiro, controle de produtividade e cadastro de veículos. Além disso, os controles fiscais/tributários e contábeis serão cada vez mais exigidos.
Crie alguns controles básicos como:
O que acontece, na prática, é que muitos donos de oficinas não têm tempo para se dedicar a esses controles e acabam por deixar de lado esta importante tarefa!
• Controle de ferramentas;
Não fazer controles pode trazer graves problemas. Por exemplo: se você não tem cadastro dos veículos reparados, você não tem como saber quantos e quais são os seus clientes, quantas ordens de serviço foram geradas, quantos carros sua oficina conserta por mês, por dia e por funcionário. Se você não tem este controle, não tem como saber se está tendo uma boa produtividade e se está lucrando o suficiente ou se poderia estar lucrando mais. Você também poderá ter prejuízos devidos à não identificação, em caso de sumiço de peças ou perda de ferramentas.
• Controles financeiros (já mencionados anteriormente).
• Cadastro de clientes; • Controle do estoque mínimo;
Para facilitar estes controles, é fundamental que a oficina esteja informatizada. Opte por fornecedores de softwares com conhecimento em gestão, qualidade e suporte.
DESPERDÍCIOS DESAFIO Os tipos de desperdício mais comuns nas oficinas são: • Água: para limpeza do estabelecimento, banheiros, lavagem das peças e veículos; • Oxigênio, argônio e acetileno: uso em excesso ou má conservação de equipamentos para solda; • Ar comprimido: falta de manutenção e vazamentos na linha de ar;
DICA Todos os colaboradores da sua oficina devem ser orientados sobre o uso correto de todos estes recursos. Todos têm que estar conscientes que o uso correto permite maior eficiência do serviço, evita perdas, prejuízo e uso inadequado dos recursos ambientais. Você pode criar campanhas de incentivo para que todos os funcionários se dediquem à prevenção das perdas e pode recompensá-los com uma premiação periódica.
• Materiais de limpeza: uso em excesso; • Peças: danificadas pela montagem, compra errada ou ausência de qualidade; • Ferramentas: perdidas, quebradas ou em falta; • Luzes: acesas durante o dia ou excesso de lâmpadas, além do necessário; • Energia elétrica: máquinas ligadas sem produção; • Instalação elétrica: fiação elétrica mal dimensionada; • Mão de obra: retorno de serviços mal executados, retrabalho; • Tempo: falta de programação de serviços causando ociosidade nos funcionários; • Procedimentos, logística: ferramentaria e estoques de peças longe dos locais de trabalho; • Financeiro: excesso de peças, óleos, pneus e outros itens encalhados nos estoques.
Além dos “10 mais” foram identificados outros desafios: • Dependência de um único cliente de grande potencial. Algumas oficinas atendem exclusivamente um grande cliente como, por exemplo, uma seguradora. Isto representa um sério risco, pois, no caso da perda desse grande cliente, a oficina pode “quebrar”. • Falta de agilidade ou não cumprimento dos prazos de entrega. Não basta a oficina estar cheia, o importante é que ela seja lucrativa. Aliás, oficina cheia pode significar que você não está cumprindo os prazos de entrega. O que você deve levar em consideração é o giro de veículos, pois, quanto maior for o giro de veículos na oficina, maior será a sua lucratividade. • Gestão inadequada de riscos. Muitas oficinas não fazem seguro dos automóveis que ficam para reparo no estabelecimento. Outras, mandam buscar e entregar os carros dos clientes, nos locais de sua preferência, mas, igualmente, não fazem seguro. Com isto, correm um sério risco, caso a oficina seja assaltada ou sofra um incêndio, ou caso o carro, em trânsito, seja roubado. • Concorrência desleal. Existem concorrentes que utilizam peças irregulares e cobram mais barato pelo serviço. Esta ameaça está fora do seu controle, mas pode prejudicá-lo se os clientes, por causa do preço mais baixo, escolherem as oficinas que praticam esta irregularidade. Portanto, explique ao seu cliente que o valor que sua oficina cobra é o valor necessário para garantir a qualidade do serviço.
Oportunidades No negócio da reparação automotiva existem desafios, mas, também existem ótimas oportunidades que podem ser aproveitadas para melhorar a lucratividade da sua oficina. Fique atento às diversas possibilidades que se mostram no seu dia-a-dia. Por exemplo:
MERCADO EM EXPANSÃO O mercado de oficinas de reparação está em expansão. Entre 2009 e 2012, o faturamento bruto das empresas do segmento cresceu mais de 42%, segundo informações do SINDIREPA NACIONAL. Neste mesmo período, o movimento das oficinas, no Brasil, cresceu cerca de 27%, segundo estudo da Central de Inteligência Automotiva - CINAU. Neste cenário positivo para a atividade, é importante que você fique atento a cada oportunidade de ampliar seus negócios. Preste atenção aos sinais do mercado. Informe-se, leia matérias em jornais, revistas especializadas e consulte informações das instituições representativas do segmento. Esteja sempre atento às novidades e tente se antecipar.
PROXIMIDADE AO CLIENTE (CARÁTER LOCAL DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS) A prestação de serviços de reparação tem caráter bastante localizado, em função dos desafios da mobilidade urbana. A maioria das pessoas busca serviços próximos às suas casas ou locais de trabalho. Por isto, explore melhor a sua vizinhança, torne-se conhecido no bairro, faça contatos com outros prestadores de serviços e com o comércio local. Aproveite oportunidades de divulgar, por meio deles, sua oficina.
DIVULGAÇÃO BOCA A BOCA A maioria das oficinas é conhecida em função da boa reputação do reparador: 80% dos proprietários de veículos fazem manutenção na oficina de confiança. Isso começa a ocorrer, em média, a partir de um ano e meio de idade do veículo, conforme pesquisa do Grupo Inter Profissional Automotivo (GIPA), órgão internacional especializado em análise de mercado de pós-venda. Assim, preste serviços de qualidade, mostrando competência e confiabilidade. Desta forma, você conseguirá manter e ampliar a boa reputação que lhe trará novos clientes e garantirá a permanência dos antigos.
MANUTENÇÃO PREVENTIVA COMO VENDA RESPONSÁVEL Procure formas de aproveitar a disposição das pessoas em fazer a manutenção preventiva criando ações que incentivem esta prática. Exemplos: campanhas convidando os clientes a realizarem a prevenção, criação de sistemas de aviso ao cliente nos momentos críticos (troca de óleo, pastilhas de freio, etc.), descontos para o cliente que vem especificamente fazer sua manutenção preventiva, descontos para clientes que trouxerem amigos ou alguém da família para fazer a prevenção, etc.
NOVO MERCADO A SER CONQUISTADO Com o significativo aumento da frota nos últimos anos e com a demanda aquecida pela compra do primeiro carro por clientes da classe C aumenta o número de carros em circulação. Esses novos veículos precisarão de reparação. Isto, sem dúvida, representa oportunidade para você, reparador.
APRIMORAMENTO NOS CONHECIMENTOS TÉCNICOS Fique atento à oportunidade de melhorar os seus conhecimentos técnicos e os dos seus funcionários, a partir de cursos no Senai, em escolas independentes existentes no mercado, bem como por meio de fabricantes.
ATENÇÃO AOS PROCESSOS Faça um controle atencioso dos processos da sua oficina: • Realize uma avaliação cuidadosa do veículo ao recebê-lo; • Apresente ao cliente o orçamento para aprovação antes de iniciar o serviço; • Crie procedimentos específicos para pagamento, entrega do veículo, oferecimento de garantia, etc.
CONSTANTE BUSCA POR NOVOS CLIENTES A busca pela conquista de novos clientes é uma tarefa constante do empresário. Dedique-se a esta tarefa e você aumentará o volume de serviços da sua oficina e a rotatividade, podendo aumentar os lucros!
AUMENTAR A RENTABILIDADE Aproveite as oportunidades de aumentar a rentabilidade da sua oficina, seguindo estas orientações: • Tenha sempre o cadastro dos clientes atualizado para poder enviar mensagens estratégicas, como felicitações de aniversários, vitória do time de futebol etc. • Faça também um check-list (uma listinha de conferência) a ser apresentada ao cliente a fim de checar se seu carro precisa de outros reparos. Há sempre uma lâmpada queimada, um farol desregulado, uma palheta do limpador de vidros ou um extintor de incêndio vencido para ser trocado. Com o check-list, além de aumentar o valor médio do serviço, pago pelos clientes (tíquete médio), você poderá surpreender as expectativas deles, ao lhes mostrar um cuidado especial. • Oriente o cliente a não deixar o frentista do posto abrir o capô do carro para verificar água e óleo. Se o cliente perceber que falta óleo, ofereça a reposição gratuita (até meio litro, pois, mais que isto significa que está na hora da troca ou que há algum vazamento). E, neste caso, cria-se uma oportunidade de você fazer uma revisão no carro do cliente.
CREDENCIAIS Quem atua com serviços precisa mostrar suas credenciais, pois os clientes precisam estar tranquilos frente às suas expectativas. Veja alguns exemplos de como você pode mostrar suas credenciais: • Mostre ao cliente que seu estabelecimento é formalizado; • Deixe visíveis os certificados de capacitação técnica (seus e de seus funcionários); • Exponha os certificados de qualidade da empresa (se tiver); • Mostre evidências dos cuidados da sua oficina com o meio ambiente.
No contato com as oficinas que nos inspiraram a fazer este trabalho, identificamos algumas boas práticas que você também pode implementar na sua oficina.
Sustentabilidade Algumas oficinas implantaram ações de sustentabilidade, que incluem: • Fazer a destinação correta de baterias, pneus inservíveis (inutilizados), óleos lubrificantes, aditivos e fluidos utilizados; • Fazer a destinação correta de estopas, embalagens e outros materiais com contaminantes; • Ter recipientes para coleta seletiva de lixo; • Cisterna para captação de água de chuvas para reutilização; • Ter instalações com boa iluminação natural e boa ventilação, que permitam evitar acender as luzes durante o dia e diminuir a necessidade de ventiladores ou ar condicionado, no verão. Isto permite economizar energia elétrica; • Ter bacia de contenção para o reservatório de óleo usado; • Ter caixa separadora de água e óleo; • Ações criativas como criar móveis e objetos de decoração a partir de peças automotivas, ou criar um jardim vertical na oficina. Sustentabilidade é um conceito sistêmico, ou seja, ele integra os aspectos econômicos, sociais, e ambientais. Na sua versão original1, o conceito é expresso assim: “Desenvolvimento sustentável significa suprir as necessidades do presente sem afetar a habilidade das gerações futuras de suprirem as próprias necessidades”.
1. Nosso Futuro Comum. Relatório da Comissão Mundial de Meio-ambiente e Desenvolvimento. Nações Unidas, 1987.
Mas o que isso tem a ver com as oficinas? No caso das oficinas de reparação, preocupar-se com a sustentabilidade significa preocupar-se com a continuidade econômica do negócio e os aspectos sociais e ambientais do estabelecimento. Como a atividade de reparação cria resíduos de diversos tipos que podem causar danos ambientais, este aspecto merece atenção especial. Em abril de 2013 foi lançado o Selo de Sustentabilidade do Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios (Sindirepa-SP), em parceria com o Sebrae-SP. O selo engloba três categorias: legalidade, sustentabilidade e excelência. Para saber mais sobre o selo, consulte: http://www.sindirepa-sp.org.br/
As oficinas que incluíram ações de sustentabilidade em sua rotina consideram que fizeram uma ótima escolha e que o valor que investem mensalmente nestas ações é baixo, se comparado aos benefícios.
Atendimento especial para mulheres O público feminino precisa de uma atenção especial. Hoje, são muitas as mulheres que trabalham, são independentes e levam seus carros pessoalmente às oficinas. Este público tende a ser mais exigente e mais desconfiado do que o público masculino. São exigentes quanto à limpeza, organização, boa aparência do local e bom atendimento. São desconfiadas quanto à seriedade da oficina e à confiabilidade do reparador. Existe uma ideia bastante popular de que as mulheres não entendem de carros, nem de mecânica. Por isso, ao levar seu carro a uma oficina, muitas mulheres se perguntam: “Será que é isso mesmo? Será que o mecânico está me falando a verdade? Ou será que está inventando mais problemas para poder cobrar mais? ”. Percebendo isso, algumas donas de oficinas resolveram aprender sobre a parte técnica para poderem explicar tudo pessoalmente às suas clientes. Elas perceberam que as clientes se sentiam mais seguras, com esta atenção especial e que elas voltavam à oficina, o que garantia a venda de novos serviços. Para reforçar este serviço atencioso às mulheres, as proprietárias de oficinas estão treinando seus funcionários para que eles também atendam às clientes de forma especial, transmitindo confiança.
O resultado, elas garantem, é que o público feminino está crescendo cada vez mais.
Solução completa Algumas oficinas têm como foco resolver o problema do cliente de forma completa para que, ao sair da oficina, ele tenha a certeza de estar com tudo solucionado. Embora não sejam especializadas em todas as atividades (mecânica, elétrica e eletrônica), algumas oficinas têm parceiros que lhes permitem oferecer uma solução completa. Por exemplo, se sua oficina é especializada em injeção eletrônica e o veículo do cliente precisa também de um serviço de suspensão, no qual você não atua, uma opção é enviar o carro a um parceiro de sua confiança a fim de entregar o carro ao cliente com tudo resolvido.
Entretanto, lembre-se de que é importante você ter seguro para os veículos que estão em trânsito. Do contrário, sua oficina pode correr sérios riscos em caso de roubo.
Você deve estar se perguntando: “Como funciona este negócio, na prática? Este negócio dá dinheiro? Quais são os números e como é o desempenho médio de uma pequena oficina? Será que minha oficina está na média?” O Sebrae-SP realizou um estudo exploratório para entender melhor o negócio de reparação, o dia a dia da oficina e a realidade do empresário. Trabalhamos com um grupo de empresários da capital e do interior e pudemos perceber que uma oficina, se bem administrada, pode ser muito rentável. Além das oportunidades, desafios e boas práticas, identificamos alguns números aproximados (indicadores)*, que são comuns a várias oficinas, no dia a dia da execução do seu serviço.
*NOTA METODOLÓGICA: Este estudo teve um caráter exploratório e qualitativo, portanto, não tem a pretensão de ter representatividade estatística. Os dados obtidos não permitem generalizar os resultados, mas, sim, refletem a realidade do grupo de empresas consultadas. Vale ressaltar que o total de respostas obtidas varia de pergunta para pergunta. Por isto, o denominador (no cálculo das médias) varia de acordo com o número de respostas obtidas em cada questão.
Organizamos os indicadores por faixas de faturamento, com o objetivo de refletir, de forma mais próxima, a realidade das diferentes faixas. Para cada um dos indicadores levantados, no grupo de empresas consultadas, veja a seguir o menor valor observado, o maior valor observado e a média.
FATURAMENTO BRUTO MENSAL O faturamento bruto mensal (a somatória do valor dos serviços vendidos mais peças utilizadas nos reparos, no mês) varia de R$ 7.000,00 a R$ 28.000 e a média é de R$ 15.111.
R$ 15.111 R$ 7.000
NÚMERO DE CARROS REPARADOS (por mês)
O número de carros reparados por mês (produtividade mensal) varia de 10 a 50 e a média é 38.
TÍQUETE MÉDIO O tíquete médio (faturamento bruto mensal dividido pelo número total de veículos reparados no mês) varia de R$ 120,00 a R$ 480,00 e a média é de R$ 286,00.
DESPESAS FIXAS As despesas fixas, sem considerar o pró-labore, variam de R$ 5.000 a R$ 25.000 e a média é de R$ 11.286.
NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS O número de funcionários na reparação varia de 1 a 7 e a média é de 2 funcionários.
Vale lembrar que muitas pequenas oficinas não têm funcionários e o dono trabalha sozinho.
NÚMERO DE CARROS REPARADOS POR DIA (por funcionário)
O número de carros reparados por dia, por funcionário (produtividade diária do trabalho) varia de 0,3 a 2,3 e a média é de 1,5.
SALÁRIO MÉDIO PAGO O salário pago aos funcionários que trabalham na reparação (sem encargos) varia de R$ 1.000 a R$ 2.200 e a média é de R$ 1.571.
Para conhecer o piso salarial da categoria, consulte o site do Sindirepa (www. sindirepa-sp.org.br)
R$ 1.571 R$ 1.000
FATURAMENTO MENSAL O faturamento bruto mensal (a somatória do valor dos serviços vendidos mais peças utilizadas nos reparos, no mês) varia de R$ 50.000,00 a R$ 100.000,00 e a média é de R$ 76.500.
R$ 76.500 R$ 50.000
O número de carros reparados por mês (produtividade mensal) varia de 100 a 340 e a média é 170.
TÍQUETE MÉDIO O tíquete médio (faturamento mensal bruto dividido pelo número total de veículos reparados no mês) varia de R$ 235,00 a R$ 727,00 e a média é de R$ 449,00.
DESPESAS FIXAS As despesas fixas, sem considerar o pró-labore, variam de R$ 9.000 a R$ 75.000 e a média é de R$ 36.125.
R$ 9.000 menor valor
NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS O número de funcionários na reparação varia de 3 a 8 e a média é de 5 funcionários.
O número de carros reparados por dia, por funcionário (produtividade diária do trabalho) varia de 1,3 a 2,7 e a média é de 2.
SALÁRIO MÉDIO PAGO O salário pago aos funcionários que trabalham na reparação (sem encargos) varia de R$ 1.200 a R$ 2.500 e a média é de R$ 1.744.
R$ 2.500 R$ 1,744 R$ 1.200
FATURAMENTO BRUTO MENSAL O faturamento bruto mensal (a somatória do valor dos serviços vendidos mais peças utilizadas nos reparos, no mês) varia de R$ 130.000,00 a R$ 250.000,00 e a média é de R$ 187.500.
R$ 250.000 R$ 187.500 R$ 130.000
O número total de carros reparados por mês (produtividade mensal) varia de 160 a 300 e a média é 248.
300 248 160
TÍQUETE MÉDIO O tíquete médio (faturamento bruto mensal dividido pelo número total de veículos reparados no mês) varia de R$ 433,00 a R$ 1.375,00 e a média é de R$ 825,00.
DESPESAS FIXAS As despesas fixas, sem considerar o pró-labore, variam de R$ 40.000 a R$ 90.000 e a média é de R$ 67.500.
R$ 67.500 R$ 40.000
NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS O número de funcionários na reparação varia de 4 a 14 e a média é 10 funcionários.
O número de carros reparados por dia, por funcionário (produtividade diária do trabalho) varia de 0,7 a 2,8 e a média é de 1,5.
SALÁRIO PAGO O salário pago aos funcionários que trabalham na reparação (sem encargos) varia de R$ 1.500 a R$ 2.400 e a média é de R$ 1.975.
R$ 2.400 R$ 1.975 R$ 1.500
Composição do valor do serviço:
PROPORÇÃO ENTRE PEÇAS E MÃO DE OBRA NO VALOR DO SERVIÇO Em todas as faixas de faturamento, a proporção entre gasto com peças e gasto com mão de obra, no valor do faturamento, é de 70% para peças e 30% para mão de obra.
A lucratividade (lucros divididos pelo faturamento) das empresas consultadas varia de 10% a 25% e o porcentual mais frequente é de 15%.
Ter controles básicos ajuda você a se organizar e a ter uma visão clara sobre a situação real de sua oficina: • Está tendo lucro ou prejuízo? • Está endividada? Ou a situação financeira está equilibrada? • A produtividade está dentro do esperado? Ou poderia ser maior? • Os salários pagos estão de acordo com o que é praticado no mercado? Se você ainda não faz controles operacionais básicos na sua oficina, sugerimos que você comece usando esta ficha de controles simples. Ela pode ser feita em uma planilha ou no caderno, mesmo. Este pode ser um bom começo para você organizar a gestão da sua empresa.
Ficha de controles básicos: Indicadores
Número de veículos reparados por mês (Produtividade mensal da oficina)
Número de veículos reparados por mês por funcionário (Produtividade mensal do trabalho)
Faturamento mensal bruto (Somatória do valor dos serviços vendidos mais peças utilizadas nos reparos, no mês)
Tíquete médio (Faturamento mensal bruto dividido pelo número de veículos reparados no mês)
Despesas fixas (Todas as despesas fixas do mês, como aluguel, salários, encargos sociais sobre salários, despesas de manutenção do negócio; etc.). Inclua na conta também o valor da sua retirada mensal (pró-labore).
Despesas variáveis (São as despesas que podem variar, de acordo com o volume da operação. Exemplos: tributos incidentes sobre o preço como ISS, PIS, COFINS, IRPJ LUCRO PRESUMIDO, CSLL, SIMPLES; comissões sobre o valor dos serviços; etc.).
Lucro (Receita bruta total menos despesas)
Mercado: Com a preferência dos proprietários de veículos por fazerem a manutenção e o conserto de seus carros, em vez de comprar novos, o mercado de reparação veicular está em alta. Segundo o Anuário Brasileiro de Veículos Automotivos, publicado pela Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a produção brasileira de carros vem diminuindo em torno de 20% ao ano. Isso mostra que o brasileiro tem enfrentado dificuldades para comprar um carro zero quilômetro. Fatores como juros altos e condições de financiamento menos favoráveis, somados às crises econômicas diversas, fazem com que menos carros sejam comprados. Consequentemente, quem possui algum veículo tende a aumentar seus cuidados e sua manutenção. É nesse ponto que cresce a demanda por serviços de reparação veicular, funilaria e pintura. Se a pessoa não compra um novo, mantém seu veículo atual, consumindo mais de empresas do ramo. Por ser um setor dinâmico, com muitas empresas nascendo inclusive informais, ainda não há dados oficiais do setor de funilaria. Entretanto, a percepção de especialistas no mercado indica que há uma grande oportunidade de investir e suprir essa necessidade das pessoas de prolongar a vida útil de seu carro. Este capítulo vai tratar de alguns indicadores de atividade e das boas práticas do setor de funilaria e pintura para incentivar você a aprimorar sua empresa, seus métodos e o desempenho dos seus funcionários. Vale ressaltar que, neste capítulo, uma empresa que presta serviços de funilaria e pintura será chamada, como padrão, de “funilaria”.
Indicadores do negócio: Você já se perguntou se abrir uma funilaria é um bom negócio? Tem ideia se essa atividade vai lhe trazer o rendimento mensal necessário? Como são os números de uma funilaria já instalada e atendendo seus clientes? O Sebrae-SP realizou um estudo exploratório para entender melhor esse negócio. Uma funilaria, se bem administrada, com atenção à qualidade, ao pós-venda e às finanças, pode ser muito rentável. A seguir, você vai encontrar indicadores comuns a várias funilarias, básicos para administração do dia a dia da empresa e para descrevê-la. Nosso levantamento conta com empresas divididas em três grupos: as que faturam até R$30 mil mensais compõem o grupo 1; aquelas que faturam acima de R$31 mil e abaixo de R$100 mil mensais compõem o grupo 2, e; as outras funilarias, que apresentam um faturamento mensal a partir de R$300 mil, estão no grupo 3. Essa separação é feita para refletir de forma mais precisa a realidade das empresas. Vale destacar que este estudo teve um caráter exploratório e qualitativo, ou seja, uma amostragem baseada na percepção do mercado e na experiência acumulada pelo Sebrae-SP. Assim, a pesquisa não tem a pretensão de ter representatividade estatística. Nota metodológica: os dados obtidos não permitem generalizar os resultados, ainda que reflitam a realidade de cada grupo de empresas consultadas. O total de respostas obtidas varia de pergunta para pergunta. Por isso, o denominador (no cálculo das médias) varia de acordo com o número de respostas obtidas em cada questão. Para cada indicador, veja a seguir o menor valor observado, o maior valor observado e a média para cada grupo.
Grupo 1 - Faturamento até 30.000,00 mil
O faturamento mensal (somatória do valor dos serviços vendidos no mês) é de R$ 30.000,00 mil
No caso deste indicador, todas as empresas consultadas informaram o mesmo valor de faturamento. Por isso o menor valor, o maior valor e a média são iguais.
O tíquete médio mensal (média do valor dos serviços vendidos no mês) varia de R$ 750 a R$ 1,5 mil com média de R$ 1.136,90.
As despesas mensais, sem considerar o pró-labore, variam de R$ 10 mil a R$ 19 mil, com média de R$ 13.666,67.
O número de reparos mensais (produtividade) varia de 20 a 40, com
O número de funcionários varia de 1 a 5, com média de 3.
O maior salário em cada empresa varia de R$ 1,8 mil a R$ 2,5mil com média de R$ 2,3 mil.
O menor salário em cada empresa varia de R$ 1 mil a R$ 1.5 mil com média de R$ 1.350.
Em relação aos orçamentos, 71,7% são de até R$ 1 mil, 20,0% estão entre R$ 1.001 e R$ 3 mil e 8,3% acima de R$ 3 mil.
Em relação aos prazos de entrega, 76,7% são feitos em até três dias, 18,2% entre quatro e dez dias e 5,2% ficam acima de dez dias.
O índice de retrabalho encontrado nas empresas varia de 01% a 10%, com média de 5%.
Grupo 2 - Faturamento entre R$ 31 mil e R$ 100 mil
O faturamento mensal (somatória do valor dos serviços vendidos no mês) varia de R$ 33 mil a R$ 65 mil, com média de R$ 44.625,00.
O tíquete médio mensal (média do valor dos serviços vendidos no mês) varia de R$ 1.027,03 a R$ 1.714,29, com média de R$ 1.362,20.
As despesas mensais, sem considerar o pró-labore, variam de R$ 13 mil a R$ 35 mil com média de R$ 25.375,00.
O número de reparos mensais (produtividade) varia de 28 a 40, com média de 33.
O número de funcionários varia de dois a cinco, com média de quatro.
O maior salário em cada empresa varia de R$ 2 mil a R$ 3,2 mil, com média de R$ 2.612,00.
O menor salário em cada empresa varia de R$ 1,2 mil a R$ 2,2 mil, com média de R$ 1.518,75.
Em relação aos orçamentos, 51,3% são de até R$ 1 mil, 29,4% estão entre R$ 1.001,00 e R$ 3 mil e 19,4% ficam acima de R$ 3 mil.
Em relação aos prazos de entrega, 53,8% são feitos em até três dias, 26,9% entre quatro e dez dias e 19,4% acima de 10 dias.
O índice de retrabalho encontrado nas empresas varia de 01% a 30%, com média de 7%.
Grupo 3 - Faturamento acima de R$ 100 mil
O faturamento mensal (somatória do valor dos serviços vendidos no mês) varia de R$ 300 mil a R$ 413 mil com média de R$ 371.600,00.
O tíquete médio mensal (média do valor dos serviços vendidos no mês) varia de R$ 1.666,67 a R$ 2.950,00, com média de R$ 2.228,51.
As despesas mensais, sem considerar o pró-labore, variam de R$ 129.000,00 a R$ 350 mil com média de R$ 215.200,00.
O número de reparos mensais (produtividade) varia de 130 a 220, com média de 174.
O número de funcionários varia de 18 a 70, com média de 42.
O maior salário em cada empresa varia de R$ 2,5 mil a R$ 4,8 mil, com média de R$ 3.540,00.
O menor salário em cada empresa varia de R$ 1.198, 00 a R$ 2 mil, com média de R$ 1.669,60.
Em relação aos orçamentos, 27,0% são de até R$ 1 mil, 36,0% estão entre R$ 1.001,00 e R$ 3 mil e 37,0% ficam acima de R$ 3 mil.
Em relação aos prazos de entrega, 19,0% são feitos em até três dias, 44,0% entre quatro e 1dez dias e 37,0% acima de 10 dias.
O índice de retrabalho encontrado nas empresas varia de 1% a 10%, com média de 5%.
Compreenda os dados Para entender melhor os dados, acompanhe nossa análise. Começando pelo grupo 01, vê-se que essas empresas realizam, em média, 28 reparos mensais, ao preço médio de R$ 1.136,90 cada. Esses números são alcançados com o trabalho de um a cinco funcionários, com um salário entre R$ 1 mil e R$ 2,5 mil. Os serviços prestados por esse grupo são mais suaves para o bolso do cliente, já que 71,7% dos orçamentos têm o valor de, até, R$ 1 mil, enquanto apenas 8,3% estão acima de R$ 3 mil. Os serviços também são mais rápidos, com 76,7% sendo entregues em até três dias. Ou seja, o giro é rápido. O índice médio de retrabalho é de 5%. O perfil das funilarias do grupo 1 é, então, de empresas de pequeno porte, com poucos funcionários. Os serviços giram mais rápido e têm menor valor agregado. As empresas do grupo 2 são de operação média. Elas realizam entre 28 e 40 reparos por mês, ao preço médio de R$ 1.362,20 cada. Esses números são alcançados com o trabalho de, aproximadamente, quatro funcionários, com um salário entre R$ 1.2 mil e R$ 3,2 mil. Os serviços prestados por esse grupo são um pouco mais caros, com 51,3% até R$ 1mil enquanto apenas 19,4% são acima de R$ 3 mil. Os serviços também são mais rápidos, com 53,8% sendo entregues em até três dias. O índice de retrabalho varia bastante, entre 1% e 30%. O perfil das funilarias do grupo 2 é, então, de negócios um pouco maiores do que as do grupo 1, ou seja, de pequeno a médio porte. O que será, então, que as empresas do grupo 3 têm que as fazem diferentes? Como funciona a dinâmica de uma funilaria que consegue alcançar, no mínimo, R$ 3 mil mensais de faturamento? Os dados dessas empresas mostram que elas realizam mais reparos mensais, chegando ao máximo de 220 serviços. São também serviços mais caros, com um tíquete médio de R$ 2.228,51. Vê-se, então, que a estrutura das empresas do grupo 03 é maior e, como consequência, conseguem atender mais serviços. O número de funcionários acompanha esse crescimento pois, para realizar tantos reparos, o número médio de funcionários é de 42, com um salário entre R$ 1.198,00 e R$ 4,8 mil Os serviços do grupo 3 apresentam valores mais altos em relação aos demais grupos. Os orçamentos acima de R$ 3 mil representam 37%. Também demoram mais para ficarem prontos, pois, em média, 37% levam mais de dez dias para serem entregues. O índice de retrabalho é entre 1% e 10%. Finalmente, percebe-se que os orçamentos e os prazos são equivalentes, ou seja, as faixas de orçamento estão bem alinhadas, em percentual, com os prazos de entrega. Isso ocorre porque orçamentos maiores pedem mais tempo de serviço.
Boas práticas Você sabe o que precisa ser feito para tornar sua funilaria um sucesso? Que ações são as mais valorizadas pelos clientes? Quais as práticas internas que podem melhorar sua empresa? As empresas visitadas para a elaboração deste estudo nos permitiram identificar algumas boas práticas que, se bem-feitas, podem diminuir seus custos e aumentar a qualidade de seus serviços.
Qualidade Na seção “Números do negócio”, há um dado interessante: as empresas com maior faturamento têm um índice de retrabalho menor do que as demais. Isso porque fazer novamente alguma tarefa malfeita é um desperdício. O cliente não paga nada a mais por isso e, mesmo assim, a obrigação da sua empresa permanece. Esse retrabalho gera custos, como novas peças, mais insumos, como tintas e estopas e mais resíduos, além de ocupar os funcionários por mais tempo e atrasar a entrega. Enfim, ninguém gosta de desperdiçar. Mas, afinal, porque o desperdício acontece? A resposta é: falta de qualidade. Por qualidade entende-se a capacidade de uma empresa de cumprir com os pedidos dos clientes, no prazo prometido, agradar e atender bem. Assim, uma funilaria com essa característica é aquela que executa bem o serviço, com atenção aos detalhes, seguindo o método correto, no prazo combinado, sem desperdícios, com segurança para os funcionários e com respeito ao meio ambiente. Se tudo isso for feito pela funilaria, não haverá necessidade de retrabalho. A empresa vai fazer certo logo na primeira vez. Mas, atenção: desperdício não é o único sinal de falta de qualidade. Sintomas como atrasos constantes, gastos muito altos com materiais e clientes insatisfeitos são outros exemplos de problema. Sendo assim, lembre-se: cuide da qualidade do seu negócio. Somente com ela é possível agradar e fidelizar os clientes, que voltarão à sua funilaria sempre que precisarem, pois confiam em sua empresa.
Pós-vendas Muitas empresas acham que o relacionamento com o cliente acaba quando o serviço é entregue. Não há visão que atrapalhe mais a administração de uma funilaria. Isso porque há muito o que fazer no pós-venda com o intuito de atender bem o cliente e fazê-lo voltar na próxima vez. Pense rápido: qual a reação dos clientes no momento de levar o carro reparado para casa? Ficam contentes com o serviço? Assustados com o preço? Incomodados com algo que pediram e não foram atendidos? Em outras palavras, você está habituado a medir a satisfação dos clientes? Esse é o primeiro passo para planejar suas atividades de pós-venda. Para obter essas informações, é fundamental estar aberto a reclamações ou sugestões. Converse com seus clientes, use a simpatia para melhor atendê-los e entendê-los pois, afinal, são eles que mantêm sua funilaria em dia. Enviar e-mails ou entrar em contato pelas redes sociais pode ser uma boa alternativa pois, além de se mostrar atencioso, você poderá obter opiniões. Aproveite também para divulgar novidades, fazer promoções, convidá-los a voltar para uma manutenção.
Capacitação dos funcionários Em relação ao passado, os carros mudaram, as ferramentas ficaram mais específicas e os clientes, hoje, exigem mais de uma funilaria. Não basta entregar o serviço pronto. É necessário fazê-lo com rapidez, confiabilidade, preço justo, bom atendimento, respeito ao meio ambiente e à sociedade. Capacitar os funcionários é investir no bem mais precioso de uma empresa: as pessoas que lá trabalham. De nada adianta máquinas caras ou métodos inovadores se quem os manipula não consegue extrair seu melhor. A profissão de funileiro, em especial, está perdendo profissionais. As novas gerações não estão muito interessadas em seguir esta profissão, ficando a cargo dos mais velhos atender à demanda pelos seus serviços. Assim, uma forma interessante de reter seus funcionários é oferecer cursos e palestras para melhor desempenhar suas tarefas e motivá-los a aprender e gostar mais do próprio ofício. Se o colaborador se sente respeitado e valorizado dentro da empresa, tende a vestir a camisa e trabalhar com mais dedicação. Essa capacitação pode ser na função direta da pessoa, como técnico em funilaria ou especialização em pintura automotiva, e também nas funções secundárias, como atendimento ao cliente, programas de informática e cuidados com o meio ambiente. Se for o caso de sua empresa, programas de alfabetização de adultos são uma ótima oportunidade para investir no ser humano, trazendo benefícios para sua vida profissional e pessoal.
Padronização dos serviços Imagine a seguinte situação: certo dia, um cliente aparece na sua funilaria com o carro batido, avariado, precisando de reparo. Um dos seus funcionários faz o orçamento e realiza o serviço. Ele é muito dedicado e comprometido com o tempo e faz questão de terminar tudo já no dia seguinte. O cliente sai satisfeito com o serviço e com a funilaria. Na semana seguinte, o mesmo cliente volta com seu outro carro, que precisa de reparo. Ele pede pressa, pois utiliza o veículo para o trabalho. Acontece que quem o atende e faz o serviço é outro funcionário, com uma abordagem diferente. Ele prefere cuidar dos detalhes, fica a polir a mesma área por diversas vezes. Faz questão de testar o carro e, de quebra, faz uma limpeza interna e uma aromatização. Com tanto cuidado aos detalhes, esse segundo serviço fica pronto em cinco dias, deixando o cliente com o cabelo em pé. Na verdade, o dono do carro esperava uma funilaria rápida e não esperava que fossem feitos outros serviços que não foram solicitados, atrasando o tempo de entrega. Como ficou insatisfeito com o segundo serviço, o cliente pensou “esse lugar já foi melhor...” e não voltou mais. Isso acontece pela falta de padronização dos serviços. É claro que ajustes na ordem de produção devem ser feitos para melhor atender o cliente, mas se seus funcionários não trabalharem seguindo um padrão, você não tem como garantir a mesma qualidade em todos os serviços. A padronização é importante para manter a constância do trabalho da funilaria. Isso permite, então, alcançar um patamar de qualidade e, a partir dele, crescer. É a melhoria contínua, conceito chave para seu atendimento e seus serviços. Para manter o padrão, é importante documentar o que se faz, como numa ficha de processos. Assim, todos os funcionários cumprirão as mesmas etapas, sem esquecer de algo importante nem se perder fazendo trabalhos desnecessários. Assim, é possível calcular melhor os prazos, os custos e a qualidade do serviço.
Reduzir desperdícios Desperdício é toda atividade que não faz falta na execução do serviço e que não agrega valor. É quando o carro fica parado na vaga esperando peças, a estopa é usada sem critério e descartada rapidamente, acontece a quebra de alguma peça ou componente, há excesso de tinta ou o uso irracional da água. O cliente não quer pagar pelos seus desperdícios, que acabam tornando seu serviço mais caro. Assim, a tendência é que funilarias que se preocupam em reduzir essas perdas do processo tenham um preço melhor para uma qualidade igual ou superior, agradando mais seus clientes. Desperdiçar é o mesmo que gastar dinheiro sem necessidade, o que aumenta custos e empurra o caixa para o negativo. Isso faz com que, no final do mês, as despesas sejam maiores e o lucro seja menor.
Segurança do trabalho Segundo dados do Anuário Estatístico da Previdência Social, ocorreram quase 40 milhões de acidentes no trabalho desde a década de 70. Anualmente, são mais de 700 mil pessoas que se acidentam ou desenvolvem alguma doença crônica decorrente, com quase 3 mil óbitos. Os acidentes de trabalho são um prejuízo social enorme, um sério problema para as empresas. O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) gasta anualmente por volta de 10 bilhões com indenizações a acidentados. Um acidente não acontece por acaso, existem circunstâncias que podem favorecer sua ocorrência. Assim, é importante sempre oferecer equipamentos de proteção coletiva (EPCs) para seus funcionários, como cabines de som ou pisos de borracha (que impedem quedas). Além da segurança coletiva, o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) se faz necessário. São os óculos de segurança, protetores auriculares, luvas de malha, máscaras de solda e botas de borracha. Cada um desses equipamentos protege uma pessoa. Para determinar quais EPCs e EPIs são necessários, é importante contar com uma empresa especializada, com médicos e técnicos de segurança capazes de fornecer os laudos exigidos por lei e documentos confiáveis, que cumpram as exigências das Normas Regulamentadoras (NRs), que determinam padrões de segurança a serem seguidos. Lembre-se que em termos de segurança do trabalho, é mais importante prevenir do que remediar. Além dos equipamentos de proteção, é importante manter o ambiente de trabalho saudável, para evitar uma postura que aumente o risco de acidentes, como pressa para terminar o trabalho, bagunça de peças e materiais, falta de higiene e escadas sem sinalização.
Companhias de seguro Uma alternativa para aumentar seus clientes e ter sempre pessoas novas em sua funilaria é se associar a companhias de seguros. Ao se tornar uma oficina referenciada, sua empresa ganha um fluxo maior de pessoas que, indicadas por suas seguradoras, vão à sua empresa fazer o serviço autorizado. Seguradoras, geralmente, são empresas grandes e sólidas, o que elimina totalmente ou diminui muito seu risco de inadimplência. Além disso, é possível oferecer serviços extras aos clientes que chegam, como polimento, personalizações de peças, trocas de óleo etc. É mais uma forma de agregar valor ao cliente e aumentar seu faturamento.
Sustentabilidade nas funilarias Uma ação sustentável é aquela que não impede seus filhos e netos de realizarem essa mesma atividade daqui a alguns anos. Por exemplo, uma funilaria que joga material sujo de tinta em um córrego e oferece péssimas condições de trabalho não é sustentável pois, após algum tempo, o córrego estará poluído, causando males à saúde pública e, provavelmente, ninguém da região vai aceitar trabalhar por lá. Além disso, a empresa fica sujeita a multas, ou até ao fechamento do negócio. Já uma funilaria que destina corretamente seus resíduos e respeita o funcionário é sustentável, pois sua operação não prejudica nem a natureza nem a sociedade. Ser sustentável, então, é respeitar o meio ambiente, as pessoas e a própria saúde financeira da empresa. Assim, se você pensa que cuidar da gestão de resíduos e efluentes de sua funilaria faz bem só para o meio ambiente, você está enganado. É claro que a natureza agradece quando uma estopa contaminada de tinta, por exemplo, é destinada a uma empresa especializada, em vez de ser jogada no esgoto, contaminando a água, o solo e o ar. Mas os benefícios não param por aí. A funilaria que destina corretamente seus resíduos (estopas, lâmpadas, solventes, embalagens, peças sujas, filtros, tintas, lataria, para-choques danificados, vidros) e efluentes (água suja de óleo ou tinta) fica livre de multas ambientais estabelecidas pela Lei de Crimes Ambientais e que significam gastos indesejados, diminuindo seus lucros. Além disso, a imagem da empresa ganha muito valor quando os clientes percebem o cuidado com essa gestão. Dependendo do tipo de resíduo gerado, é possível até separá-lo para venda, como no caso de latarias, plásticos e restos de thinner. Isso pode gerar uma renda extra para o local ou um agrado para os funcionários. A reciclagem no Brasil tem um forte caráter social, pois muitas famílias vivem da renda obtida com a coleta e o trabalho em cooperativas de reciclagem.
1 Lei 9605/98 Por isso, a Lei 12.305/10 estabeleceu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que tem como objetivo apresentar diretrizes, obrigações, ferramentas para as empresas geradoras de resíduos os destinarem corretamente. Para classificar os resíduos e, assim, definir as melhores formas de destinação, você deve consultar a ABNT 10.004/04, cuja adaptação está na tabela a seguir:
Classificação de resíduos - ABNT 10.004/04 Classe
I. Perigosos
II. Não perigosos
A. Não-Inerenes
Podem pegar fogo (inflamabilidade), ser corrosivos, reativos, explosivos, tóxicos ou patogênicos (apresentam riscos biológicos) Óleos, graxas, combustíveis, fluído de radiador, baterias, fluídos hidráulicos (de freio) e lubrificantes. Estão na lista também as embalagens desses produtos e panos e estopas sujos.
São aqueles que são São aqueles que não se biodegradáveis, combustíveis degradam facilmente nem apresentam perigo. ou solúveis em água.
Restos de alimentos, papel, fiação elétrica. Os vidros dos carros são nãoinertes, pois contêm entre suas lâminas uma camada de polivinil butinol, que impede sua reciclagem.
B. Inerentes
Tijolos, pneus, areia, metais (latarias e peças), plásticos (para-lamas e outros), pneus e latas de alumínio (não contaminadas).
Classificação de resíduos - ABNT 10.004/04 Armazenamento Devem ser armazenados com segurança. Para inflamáveis ou explosivos, é importante um armário corta-fogo e um extintor de incêndio próximo, para diminuir o risco de incêndio. Caso necessário, chame uma empresa de segurança para emitir um laudo técnico.
Devem ser armazenados em local seguro, com condições de higiene e segurança contra incêndio.
Devem ser armazenados de forma a otimizar seu processo de reciclagem e transporte. Não deixar tudo jogado, mas prezar pela e facilidade Atenção especial para os organização resíduos não-inertes que para coletar. podem ser reciclados, como papel e fiação. Esses materiais devem ser armazenados de Gerar o menor volume possível forma a manter a qualidade de resíduos perigosos, para do material para futura evitar acúmulo desnecessário. reciclagem, sem avarias, mofos etc. Os restos de líquidos devem ser armazenados em bombonas lacradas. Sempre identificar os resíduos perigosos, com etiquetas ou placas, para evitar seu uso por engano. Jamais jogar algum resíduo perigoso diretamente na água ou tubulação de esgoto.
Todo transporte de resíduo perigoso em São Paulo deve apresentar o Certificado de Movimentação de Resíduos de Interesse Ambiental (CADRI). Sua diretriz é exigida pela CETESB (http://licenciamentoambiental. cetesb.sp.gov.br/atividadese-empreendimentos-sujeitosao-licenciamento-ambiental/ outros-documentos-emitidos/ outros-documentos/). O CADRI funciona como uma autorização para o transporte, pois assegura a responsabilidade da sua empresa e da empresa que receberá o material.
Os únicos resíduos nãoinertes que precisam de CADRI são os de curtumes (processamento de couro cru) e das indústrias de fundição.
O transporte não requer um documento específico de autorização. Para pneus, a destinação deve obedecer a resolução CONAMA 416/09. Para pilhas e baterias, a destinação deve obedecer a resolução CONAMA 257/99.
Para outros Estados, é importante consultar a legislação vigente.
Classificação de resíduos - ABNT 10.004/04 Destinação
Os recicláveis devem ser destinados a empresas, cooperativas ou associações de coleta seletiva.
A empresa que receber o material deve estar em dia com o licenciamento ambiental, ou seja, com autorização comprovada do Estado para executar o serviço de disposição final de resíduos perigosos.
Os recicláveis devem ser destinados a empresas, cooperativas ou associações de coleta seletiva, que destinarão o material para outros fins.
Por serem perigosos, não podem ser reaproveitados. Assim, acabam sendo incinerados ou dispostos em aterros sanitários. Tudo, é claro, dentro das normas estabelecidas pelos órgãos de controle ambiental para o funcionamento dessas empresas receptoras
Os recicláveis podem se tornar novos objetos, com novas ou antigas funções. Também se transformam em objetos de arte, roupas, decoração etc.
As prefeituras são as responsáveis pela conservação e execução dos aterros sanitários públicos, disposição final daqueles não-inertes e nãorecicláveis.
O pneu é um grande exemplo pois, quando reciclado, pode se transformar em chinelos e mochilas.
Essas entidades serão Os não recicláveis podem ser responsáveis por fazer Antes de fechar um contrato, destinados às redes públicas o material retornar para economia, na forma exija a comprovação do de coleta. original ou em outras licenciamento. Algumas funções. prefeituras mantêm um banco de dados online de empresas liberadas, por isso, verifique em sua cidade essa informação. Disposição
Diminua suas contas e os danos ao meio ambiente É muito importante que você e seus funcionários sejam proativos em relação à diminuição do consumo de recursos naturais. Em especial, energia elétrica e água. Estes recursos representam um custo mensal, que diminui diretamente sua margem de lucro. Em relação à água, uma das medidas mais adotadas é a instalação de uma caixa de captação da água da chuva para usos não potáveis. Com isso, deixa-se de consumir da fornecedora para utilizar algo que, literalmente, caiu do céu. Essa água não pode servir para alimentação, mas é ideal para limpeza do edifício, lavagem de calçadas, aguar plantas, etc.. Colocar dosadores em chuveiros e torneiras também funciona bem, pois diminui a vazão de água na hora do consumo, reduzindo o desperdício. Em relação à energia elétrica, é importante privilegiar ao máximo a iluminação natural. Deixe sempre as cortinas abertas, para a luz solar iluminar sua funilaria, evitando o consumo de eletricidade. Caso seja insuficiente, procure acender lâmpadas LED, que consomem menos energia e têm uma vida útil maior. Caso você tenha mais caixa para investimentos, vale instalar um painel de energia solar, que vai diminuir seus custos mensais com a distribuidora. Para aproveitar melhor a água e a energia elétrica consumidas, é importante estar em dia com sua manutenção preventiva. Isso porque máquinas desreguladas ou danificadas consomem muito mais do que o necessário, pois devem compensar seu trabalho prejudicado. Por isso, faça um plano de manutenções, que contenha um planejamento sobre todas as máquinas e equipamentos de sua funilaria.
Considerações finais Neste capítulo você pôde conhecer alguns indicadores financeiros e de operação de funilarias de diferentes realidades quanto a estrutura e faturamento. Você viu também boas práticas para a gestão de sua empresa, para trabalhar de forma mais sustentável, rentável e focada no cliente. Além disso, pôde compreender que, com a preferência de muitos proprietários por reparar seus veículos, em vez de trocá-los por novos, você tem boas oportunidades de prosperar se o seu negócio for bem administrado. Fique sempre atento ao seu mercado, às boas práticas e aos seus clientes. Bons negócios!
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: Oficina mecânica. Revista Mulher de Negócios, Rio de Janeiro, v. 2, nº 18, p. 68, 1997. Sebrae-PR. Oficina mecânica. Paraná: Sebrae-PR, 1995. 20 p. (Perfil de oportunidade de investimento). Sebrae-SP. Como montar uma oficina mecânica. São Paulo: Sebrae-SP, 1996. 40 p. (Guia prático como montar).
SITES www.acasadoelevadorautomotivo.com.br www.canaldoensino.com.br www.carroonline.terra.com.br www.iped.com.br www.lojadomecanico.com.br www.mecanicaonline.com.br www.noticiasdaoficinavm.com.br www.oficinabrasil.com.br www.omecanico.com.br www.primecursos.com.br www.sebrae.com.br www.sebraees.com.br www.sebraemg.com.br www.sebrae-rs.com.br www.sebraeshop.com.br/potencial_consumo/ www.sebraesp.com.br www.sindirepanacional.org.br www.sindirepa-sp.org.br www.sodinheiro.info www.sp.senai.br www.webcortex.com.br http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/08/1321549-lancamentos-levam-24-dos-consumidores-a-trocarde-carro-diz-pesquisa.shtml
O Sindirepa-SP recomenda a todos os reparadores que conheçam a Lei nº 15.297, de 10/01/2014, que estabelece normas básicas a serem seguidas pelos proprietários e responsáveis pelas oficinas mecânicas e estabelecimentos assemelhados. Confira:
LEI Nº 15.297, DE 10 DE JANEIRO DE 2014 (Projeto de lei nº 322, de 2008) Dispõe sobre normas básicas acerca das oficinas mecânicas e estabelecimentos assemelhados que funcionam no Estado. O PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA: Faço saber que a Assembleia Legislativa decreta e eu promulgo, nos termos do artigo 28, § 8º, da Constituição do Estado, a seguinte lei: Artigo 1º – A presente lei estabelece normas básicas a serem seguidas pelos proprietários e responsáveis pelas oficinas mecânicas e estabelecimentos assemelhados que prestam serviços de manutenção, conserto ou substituição de peças em veículos automotores leves, novos ou usados, no território do Estado. Artigo 2º – Para os efeitos desta lei consideram-se oficinas mecânicas e estabelecimentos assemelhados quaisquer estabelecimentos comerciais que procedam a conserto ou substituição de autopeças nos sistemas de alimentação, climatização, direção, elétrica, eletrônica, exaustão, iluminação, freio, motor, pneus e rodas, sinalização, suspensão e eixos, transmissão e mecânica em geral de veículos automotores. Artigo 3º – Os estabelecimentos de que trata o artigo anterior, para sua operação e funcionamento, sempre visando à preservação dos direitos do consumidor e para os efeitos de responsabilidade civil e criminal, deverão: I – manter um responsável operacional pelos serviços executados nos veículos automotores que atenda aos requisitos de norma técnica de capacitação expedida pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT e, não existindo tal norma, por meio de treinamento de 400 (quatrocentas) horas ou 40 (quarenta) horas quando comprovar dois anos de experiência na atividade; II – manter um ou mais profissionais que atendam aos requisitos de norma técnica de capacitação expedida pela ABNT, e, não existindo tal norma, por meio de treinamento de 400 (quatrocentas) horas em cada sistema cujo serviço seja disponibilizado pela empresa de reparação de veículos ou 40 (quarenta) horas quando comprovar dois anos de experiência na atividade. Parágrafo único – Todos os serviços realizados nos veículos automotores deverão atender às normas técnicas publicadas pela ABNT na área de serviços automotivos, bem como observar as especificações técnicas estabelecidas pelos fabricantes de autopeças. Artigo 4º – Os estabelecimentos que utilizarem equipamentos para os serviços que medem as emissões veiculares, assim como os ligados diretamente à segurança veicular conforme NBR-ABNT 14.624, deverão atender, caso exista, a exigência de comprovação de homologação junto ao Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – INMETRO. Artigo 5º – Os estabelecimentos de que trata esta lei deverão manter, obrigatoriamente, em seu interior e em local visível ao consumidor, o seguinte: I – atestado de legalidade sindical patronal e certificado numerado atestando o cumprimento dos dispositivos desta lei, emitido pelo respectivo sindicato de classe ou da categoria econômica a que estiver vinculado o estabelecimento; II – certificado de conclusão de treinamento do mecânico, conforme o artigo 3º, inciso II, desta lei, expedido por instituição de ensino oficialmente reconhecida na área automotiva; III – certificado de conclusão em treinamento de conhecimento geral dos sistemas dos veículos automotores com o nome do responsável operacional dos serviços nos sistemas citados no artigo 2º desta lei, expedido por instituição de ensino oficialmente reconhecida na área automotiva. Parágrafo único – O órgão estadual competente manterá o necessário registro e coordenará o treinamento de fiscalização junto ao poder público dos estabelecimentos comerciais de que trata esta lei, assim como prestará serviço de mediação entre o consumidor e a empresa. Artigo 6º – Vetado. Artigo 7º – Vetado. Artigo 8º – A receita arrecadada com a cobrança das multas de que trata esta lei será aplicada, exclusivamente, na melhoria das condições dos órgãos de segurança pública do Estado, bem como em programas destinados a esclarecer e educar a população acerca dos seus direitos de consumidor de bens e serviços. Artigo 9º – As oficinas mecânicas e estabelecimentos assemelhados terão o prazo de 1 (um) ano para se adequarem aos dispositivos desta lei. Artigo 10 – Vetado. Artigo 11 – Vetado. Artigo 12 – Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, aos 10 de janeiro de 2014. Publicada na Secretaria da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, aos 10 de janeiro de 2014. Disponível no link: http://www.al.sp.gov.br/norma/?id=172213
Cartilha Reparação de Veículos
O Sebrae-SP, reconhecendo a importância econômica do segmento de oficinas mecânicas, preparou este material em colaboração com o SINDIREPA p...

References: artigo 28
 Artigo 1
 Artigo 2
 Artigo 3
 Artigo 4
 Artigo 5
 artigo 3
 artigo 2
 Artigo 6
 Artigo 7
 Artigo 8
 Artigo 9
 Artigo 10
 Artigo 11
 Artigo 12