Source: http://bairroamerica.blogspot.com/2009/
Timestamp: 2017-06-29 09:04:14+00:00

Document:
Bairro America: 2009
Uma linda mensagem,para quem como nós defende uma cidade melhor,mais humana e mais justa.
A verticalização permite uma nova perspectiva da cidade, se criam novos espaços de lazer.Na imagem que reproduzimos, uma das alternativas, tomar o sol terá agora um novo conceito, será possível tomar o sol mais perto do céu. Aproveitar cada um dos pequenos espaços disponíveis, para curtir a natureza.Veja como a verticalização desenfreada poderá mudar a sua vida.
O Jornal A noticia deste domingo dedica varias paginas a publicar uma entrevista com o prefeito Carlito Merss.A uma das perguntas o prefeito responde:Conselho da CidadePorque estou dizendo que as decisões sobre o crescimento da cidade vão ser no Conselho da Cidade? É lá que quero o debate. É importante o Sinduscon? É. O Ippuj? É. Mas não vai ser só um técnico do Ippuj ou um dono de imobiliária, de terra, que vai decidir para onde vai a cidade. Vai ser no Conselho. Lá o debate vai acontecer e as contradições vão aparecer. E quero que todo mundo mostre o lado que está defendendo. O que não pode é, de forma dissimulada, alguém dizer uma coisa e defender outra. Quero que todo mundo vá para lá. Os donos de terrenos dizendo “tenho um terreno e quero contruir”. A associação do América tem que dizer que não quer prédio. Tem que ser transparente.O prefeito deve ter esquecido TODAS as vezes que esta associação tem solicitado audiência, até agora com pouco sucesso. Porem deve estar atualizado, sobre todas as reuniões mantidas com a Secretaria Regional do Centro, com o Presidente do IPPUJ, com o Secretario de Infraestrutura. Alias todos eles tem participado como convidados nas nossas reuniões e tem tomado conhecimento em alto e bom tom, de quais são os posicionamentos com relação a verticalização e principalmente a preservação das poucas áreas residenciais uni familiares que existem em Joinville, que hoje não representam nem 5 % de todo o perímetro urbano, incluindo áreas dos bairros América, Gloria e Saguaçu.Para garantir que o prefeito tenha certeza absoluta da posição clara e transparente desta associação, os nossos representantes participam ativamente das reuniões do orçamento participativo e de diversas câmaras temáticas do Conselho da Cidade.
Leitor asiduo deste blog, encaminhou as imagens de um conjunto de Figueiras na Rua Vinte e Cinco de Julho, entre as Ruas João Colin e Orestes Guimarães, no Bairro América.A sua preocupação que é pertinente, é que os técnicos da Fundema, quando conhecimento da existência destas árvores frondosas e sadias as mandem cortar. O leitor que acostuma a transitar pro esta rua, destaca alem do vigor e o excelente estado fitosanitario das plantas, o fato que não existem fissuras nem mostras de estrago no asfalto da rua e que é perceptível a diferença de temperatura na calçada com sombra, que em geral é a preferida pelos pedestres para caminhar.A sua preocupação é de todos nós, que vemos com preocupação que os órgãos ambientais estão mais orientados a cortar que a preservar.
Sem que o texto definitivo tenha sido disponibilizado a sociedade, nem divulgado, os vereadores querem votar hoje mesmo a chamada Consolidação da legislação Urbanística, que contem muitas alterações importantes e significativas.A falta de um debate adequado e transparente é um dos maiores defeitos desta legislatura, as tres audiências publicas realizadas, só serviram para debater superficialmente temas pontuais e não podem ser consideradas como validadoras das amplas mudanças que a lei preve.
O jornal A Noticia publica uma reportagem extensa sobre a saude das arvores de Joinville, as arvores do bairro América recebem importante destaque.Ruas do bairro América dão bons exemplosMesmo que as espécies não sejam nativas, duas ruas do bairro América chamam a atenção pela beleza: a Quintino Bocaiúva e a Marechal Deodoro.Na primeira, destaque para o flamboyant, uma árvore típica da ilha africana de Madagascar. Com a copa imponente, encontra os galhos de árvores do outro lado da rua, formando um túnel, que nesta época do ano, quando floresce, ganha tons de vermelho.Na Marechal Deodoro, prevalecem as árvores conhecidas como pata-de-vaca, que têm flores em tons de rosa, branco e lilás. Além de exemplares de ipê-amarelo e rosa. Na opinião de Melo, os ipês deveriam ser mais utilizados na arborização, assim como o jacatirão e a quaresmeira, por terem visual bonito o ano todo. “Sem contar que não compromete as calçadas”, diz João Melo.
A cidade que tem mais bicicletas que habitantes Copenhague tem mais bicicletas que habitantes, com mais de 329 km de ciclovias, oferece uma alternativa real para o carro. Ao definir como prioridade os pedestres e estimular o uso das bicicletas a cidade se coloca na vanguarda e apresenta um modelo viável e consistente de desenvolvimento urbano sustentatvel. Mais de 50 % da população do centro da cidade vai ao trabalho, a escola ou as compras de bicicleta. Algo que esta anos luz da visão dos nossos lideres tanto no executivo, como no legislativo.O sucesso reside não só nos kilometros de ciclovia, também nos sinaleiros exclusivos para bicicletas, na segurança que a ciclovia proporciona, na simplicidade do uso da bicicleta, que permite utilizar bicicletas simples urbanas, com freio na roda da frente e sistema de freio pelo pedal para a roda traseira. Sem muitos capacetes, frescuras e complicações. Um sistema que estimula a sua utilização pela sociedade. Democrático, seguro e económico.Uma cidade que é referencia em qualidade de vida. Em quanto Joinville vai no caminho de ter mais carros que habitantes, não contra mão do bom senso e de uma cidade sustentável e eficiente.Quais são as experiências que poderíamos aproveitar aqui em Joinville? Será que a nossa soberba nos permite aprender? A sensação é a de que nossos técnicos, ao já saber tudo, não precisam mais aprender. Nenhum comentário:
É grande a quantidade de alterações que os vereadores introduziram na legislação urbanística. Ao desconsiderar as solicitações da sociedade, os vereadores tem agido movidos por outros motivos, que não podem ser considerados como de interesse coletivo, ao contrario, cada alteração proposta, tem claramente endereço certo e nome e sobrenome.Uma situação que envergonha uma cidade que já foi exemplo. Uma Camara que já contou entre seus membros, com baluartes morais e referencias de ética e seriedade.
A Câmara de Vereadores Informa que já esta tudo pronto para a aprovação do projeto de lei que Consolida e Altera a legislação urbanística da cidade.Em azul o texto gerado pela assessoria de Comunicação da própria Câmara, com a omissão do executivo, avança o trator que tem como objetivo atender a interesses outros que os da comunidade.Ao ter incluído dezenas de alterações, aproveitando a escusa da Consolidação, os vereadores aproveitam para atender a interesses menores. As três audiências publicas que a Câmara diz ter realizado, não permitiram que todos os pontos que serão alterados fossem discutidos e debatidos pela população.Consolidação das leis de uso e ocupação do solo será entregue na terça-feiraOs vereadores que integram as comissões de Legislação e de Urbanismo entregarão ao presidente da Câmara, vereador Sandro Silva, na próxima terça-feira, dia 15, às 15 horas, na Sala das Comissões, o Projeto de Lei Complementar nº 20/2008, que trata da consolidação das leis de uso e ocupação do solo de Joinville. A entrega simbólica será feita para que a matéria, após dois anos de análise, seja, finalmente, colocada em votação no plenário no mesmo dia.Esta consolidação altera a Lei Complementar 27/1996, ordenamento que baliza a prefeitura em seus licenciamentos urbanísticos, entre outras situações afins. Além disso, junta em um só texto os decretos que, isoladamente, também regem questões de uso e ocupação do solo.O vereador Lauro Kalfels, presidente da Comissão de Legislação, explica que este trabalho só não foi concluído antes, porque houve mudança de legislatura neste ano, o que exigiu a reapreciação da matéria desde o começo por parte dos novos vereadores. Todos os artigos do projeto foram minuciosamente analisados por técnicos da Seinfra, do IPPUJ, do Ministério Público e da Câmara de Vereadores, às quartas-feiras pela manhã, desde o mês de abril, juntamente com os vereadores das duas comissões.O trabalho ainda passou pelo crivo da comunidade joinvilense. Três audiências públicas serviram para juntar as sugestões para os pontos mais polêmicos. Um deles, o da verticalização do Centro, foi amplamente debatido e chegou-se à conclusão que, para este caso, haverá a chamada “outorga onerosa”.Em outras palavras, o construtor que quiser exceder os limites estabelecidos no projeto pagará por isso. O dinheiro arrecadado será revertido a um fundo municipal a partir do qual a prefeitura terá que fazer melhorias urbanas para compensar o impacto da obra.O PLC20/08 tem tudo para ser votado na terça-feira mesmo. A expectativa é que sejam feitas duas sessões já para deixá-lo em condições de seguir para a sanção ou veto do prefeito ainda neste ano, para que produza efeitos em 2010. Nenhum comentário:
O DIREITO DO BAIRRO DE LUTAR POR SUA QUALIDADE DE VIDA. Não é ético administrações municipais populistas, aliadas a oportunistas utilizar expedientes opacos para alterar o uso do solo dos bairros residenciais, tirando-lhes a qualidade de vida para beneficiar a poucos. Gert Roland Fischer A onda de oportunismo hegemônico que assola intempestivamente a construção civil nas mais prósperas cidades do interior brasileiro onde ainda existe qualidade de vida, vem causando danos aos milhões de cidadãos que investiram em boas residências em bairros onde lhes fora garantido a imutabilidade do uso do solo com a manutenção do zoneamento restritamente residencial.Esse comportamento de tsuname de concreto vem ocorrendo e sendo praticado pela construção civil e predial. A característica desse rolo de concreto reside na falta de compromissos éticos para com a qualidade de vida dos cidadãos onde se instala. O sucesso reside na corrupção que possibilita alterações das leis de usos do solo. Corrompe-se e levianamente acontecem alterações. Há casos que são dramáticas, quando a geografia da qualidade de vida natural desses bairros e sua estrutura funcional não comporta essas edificações. O setor atua fortemente até a saturação do mercado imobiliário. As vendas aquecidas pela falsas ofertas de qualidade de vida e de argumentos ecológicos. As agencias oferecem paisagens de morros cobertos com matas, vistas panorâmicas para fragmentos de bosques nativos, vistas para recursos hídricos, entre outros que na realidade não existem. Devem os urbanistas e consultores da construção civil, ficar atentos na venda de sonhos equivocados o que sempre levará a indisciplina e o caos urbano. Projetos clientelistas que vem em formato de PACOTAÇO servem mais para beneficiar alguns poucos, em detrimento de contribuintes que pagam essas contas.O Programa Minha Casa Minha Vida, perde a oportunidade de utilizar resíduos gerados pela construção civil - recicláveis e reutilizáveis. Perde o governo dos trabalhadores a oportunidade de mostrar na pratica, como é benéfico e salutar o mutirão incorporando a engenharia, a arquitetura, o trabalhador da construção civil, o candidato a uma casa com o uso da brita de segundo uso em lages, lajotas, tijolos, fossas, filtros biológicos, entre outros elementos no uso do cimento. O MCMV negou aos usuários pobres, aos sem profissão, aos que não estudaram entre outros excluídos, a possibilidade da personalização das moradias. Foi lhes negado também a captação pelos telhados desses pombais de 4 andares, das águas da chuva, como o aquecimento solar dessas águas, entre outras técnicas alternativas que o “sistema” tanto impõe nos discursos da SUSTENTABILIDADE. Minha Casa Minha vida é tudo o que os discursos de campanha política não prometeram para os eleitores e para os excluídos. O uso de programas de reciclagem municipal dos materiais de construção pela governança socialista, implantando unidades municipais ou privadas da reciclagem para disponibilizar materiais da construção civil a preços simbólicos, propiciam a construção de ruas pavimentadas, construção de escolas, de moradia baratas e funcionais, a preços jamais praticados e inéditos. A valorização da engenharia local da construção civil e a arquitetura aconteceria caso se permitisse que esses milhares de profissionais fossem incluídos sem burocracia nos projetos regionais e locais do programa MCMV. Mas não é o que acontece. Tudo vem pronto de Brasília, desde o comprador dos imóveis dos amigos, passando pelas construtoras carimbadas dos amigos, como os fornecedores de materiais de construção. Cada partido político e suas lideranças, recebendo de Brasília um pacotaço no antigo esquema de sustentabilidade das agremiações e seus dirigentes. O recurso público como sempre ficará escasso mentirosamente.O discurso continuará tão somente no imaginário ecológico, para que o beneficio às empreiteiras amigas possam continuar transportando os dinheiros na cueca, nas meias, nos bolsos e pouco importando a sigla partidária. Infelizmente também os partidos socialistas, olhando sempre para o cocho, não se recordam mais das promessas e apresentação de projetos mentirosos, passados apaixonadamente em horários nobres nos programas de TV para o povo brasileiro. Gert Roland Fischer Eng. Agr. e Auditor Ambiental Líder.
Os dois links nos levam a dois textos que o Jornal A noticia publicou neste domingoBrincando com a Cidade e Viagralização e VerticalizaçãoSe não teve oportunidade de ler no jornal, leia e divulgue os dosi excelentes textos, assinados por Rosana Martins e José Antonio Baço.Uma dica da Associação de moradores do América
Rosana Martins,
Os vereadores irão tentar conseguir algumas alterações através retirada e colocação de pontos e virgulas na CONSOLIDAÇÂO da 27/96.Exemplo: retirada do artigo 27 que transforma em ZCD2 parte da ZR1 do Bairro América
Importante que a Câmara de Vereadores tenha reconsiderado a alteração da legislação. Deve ser visto como uma vitoria do bom senso. O resultado de uma articulação da sociedade, que conseguiu reunir segmentos de A a Z.Nada porem que permita um descanso, o preço da liberdade é a eterna vigilância. Com certeza as associações de moradores e as demais ONGs que representam a sociedade organizada devem se manter atentas, porque a experiência nos indica que os intentos de mudança voltarão com força e com outra roupagem.
O Arquiteto Murilo T. Carvalho, tem sido historicamente um defensor da verticalização, a sua carta publicada no Jornal A Noticia, deve nos servir de alerta, para que possamos nos dar conta que o próprios defensores históricos da verticalização, não concordam, com o que se esta cozinhando nos bastidores da Câmara de Vereadores de Joinville.Por outro lado o IPPUJ pelo teor das declarações do seu presidente, não vê nada de errado e acha tudo completamente normal. Em azul o texto publicado:Nesse momento de intenso debate, resgatar o objetivo da palavra “verticalização” proposta no Plano Diretor creio ser salutar. Na época, o objetivo pretendido foi de ampliar a qualidade de vida de nossa cidade, considerando, principalmente, que a elevação do número de pavimentos, desde que vinculada a uma menor taxa de ocupação do solo, traz qualidade ao ambiente urbano.Nas calorosas discussões do plano, a área total construída no terreno permaneceria a mesma, independentemente do edifício ter 12, 24 ou 30 pavimentos. Ao elevarmos o número de pavimentos sem a devida contrapartida da redução da projeção sobre o terreno, perdem as construtoras; as de pequeno e médio portes, uma vez que o mercado permanece o mesmo, o número de compradores não se altera com a mudança do gabarito.Perde o consumidor; ofertas concentradas em poucos empreendimentos tiram o poder de negociação dos compradores de imóveis. Perde a cidade, que busca o adensamento lógico – ocupação dos vazios urbanos, e faz o adensamento ilógico – concentração de muita área construída sobre poucos lotes. Perdem os munícipes com logradouros públicos inóspitos. E, por fim, os futuros moradores, que terão produtos de qualidade inferior.Murilo T. CarvalhoJoinville
Presidente do Conselho da Cidade Nenhum comentário:
Ocupação de solo Gostaria de congratular “AN” pela ampla cobertura aos debates sobre a consolidação e alteração das leis de ocupação do solo. A reportagem “O céu é o limite em Joinville?” (24/11) dá voz aos dois lados da polêmica e cabe ao leitor aderir a uma ou outra corrente.Como cidadão, tenho como certo que as mudanças defendidas pelas imobiliárias e construtoras são extremamente prejudiciais ao ambiente urbano. É necessário lembrar que o caos em que se encontra atualmente a cidade de São Paulo, por exemplo, se deve justamente à desorganizada ocupação do solo, com concentração excessiva de altos edifícios em determinadas regiões.E os setores responsáveis por essa desorganização são os mesmos que agora pretendem verticalizar Joinville. Prédios altos não são uma condição essencial ao desenvolvimento socioeconômico (exceção feita às contas correntes dos donos das imobiliárias e construtoras), bastando, para comprovar essa afirmação, que se verifique o cenário europeu. Se metrópoles globais como Madri e Paris, salvo os casos de distritos distantes e isolados, não possuem um único prédio acima dos seis ou oito andares, por que Joinville precisaria ter prédios com 40 pavimentos?Não é preciso ser urbanista para se saber que a chave para um meio ambiente urbano saudável e organizado é a descentralização dos serviços e a valorização dos bairros, com a consequente horizontalização da cidade. Do ponto de vista dos indivíduos, existe alguma vantagem em morar e trabalhar em arranha-céus às custas da tranquilidade, da fluidez do tráfego (que, mesmo sem grandes prédios, já está prejudicado), da ventilação, da luminosidade, da permeabilidade do solo, entre tantos outros aspectos que compõem o meio ambiente? Claro que não.Se não resta dúvida de que essa vantagem será toda de quem constrói e vende unidades comerciais e residenciais, não menos certo é que as modificações propostas evidentemente não se revestem do necessário interesse público.Lucas HildebrandJoinville Nenhum comentário:
"Belas e feias, antigas ou recentes, as cidades estão virando lixo, sucateadas pela paralisia dos serviços públicos e dominadas por quadrilhas do jogo político, reconhecidas e legalizadas à luz de aparelhos institucionais."Apolinario TernesSerá que Apolinario esta se referindo a Joinville?
União para barrar mudançasPreocupação com a Lei de Uso e Ocupação do Solo mobiliza as associações de moradores de JoinvilleUma reunião na noite de ontem, numa panificadora do bairro América, juntou um grupo de lideranças que pretende fazer muito barulho a partir de segunda-feira. A união de presidentes de associação de moradores dos bairros com maior renda per capita de Joinville promete fazer o possível para barrar algumas mudanças na Lei de Uso e Ocupação do Solo.Estão no movimento advogados, arquitetos, engenheiros e empresários. Uma das preocupações é a possibilidade de construir prédios mais altos na área central.A polêmica urbanística está em discussão na Câmara de Vereadores desde 2008. A Comissão de Urbanismo, presidida pela vereadora Dalila Leal (PSL), pretende colocar as mudanças em votação ainda este ano. O primeiro passo é a consolidação da lei.A legislação original é de 1973 e teve a sua última grande adequação em 1996. Depois disso, aconteceram várias mudanças pontuais. A proposta de consolidação é unificar tudo novamente em um só texto para facilitar pesquisa e consulta da sociedade.É nesta consolidação que surgiram ainda outras alterações. Há propostas de mudanças nas regras de recuo na construção de prédios e permissão para que bairros tenham serviço de separação e seleção de materiais para reciclagem.O que gera mais polêmica é a queda no limite de andares para edifícios construídos na região central e bairros América, Saguaçu, Anita Garibaldi e Atiradores. Na reunião desta sexta-feira, o grupo formulou uma carta para ser entregue ao prefeito Carlito Merss (PT), com o objetivo de tentar brecar as mudanças. As entidades querem que sejam respeitadas as discussões do Plano Diretor aprovado em fevereiro de 2008, mas não regulamentado.O Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Joinville (Ippuj) também acompanha de perto. Será o departamento da Prefeitura que irá analisar o texto final. O presidente do Ippuj, Luiz Alberto de Souza, entende que é preciso discutir as possibilidades de adequação da legislação.“Não gosto da palavra colcha de retalhos. A lei não é um emaranhado de mudanças e também não é exclusivo de Joinville. As mudanças precisam acompanhar a evolução da cidade. Só não concordamos que mudem a estrutura urbanística do município”, afirma.Publicado no Jornal A Noticia
O Jornal A Noticia publicou:Projetos para a consolidação das leis de uso e ocupação do solo que estão na Câmara de Joinville dividem a cidadeAlgumas adaptações não prejudicam a cidade. Não é oito ou 80. Somos contra é que modifiquem a estrutura da cidade. Joinville já tem uma característica que não pode ser mudada. É preciso coerência entre a legislação urbanística e a evolução da cidade.LUIZ ALBERTO DE SOUZA, presidente do IppujAgora, são mais entidades preocupadas com a questão das mudanças da lei. Não são só os moradores do América criticando. Não entendemos porque toda essa pressa para fazer as mudanças na lei depois que passamos um ano rediscutindo a cidade no Plano Diretor que ainda nem está valendo.GABRIELA LOYOLA, presidente da Associação de Moradores e Amigos do bairro América (Amaba)
Este é o modelo do oficio que esta circulando entre as diversas ONGs que formam o movimento Cidade Digna, em resposta as movimentações articuladas com o objetivo de descaracterizar a cidade e aumentar o caos que ja vive uma cidade que cresce desordenadamente e sem planejamento.Este oficio será encaminhado alem de ao Prefeito Municipal, a todos os Vereadores, ao Ministerio Publico, ao Ministerio das Cidades e a todos os membros titulares e suplentes do Conselho da Cidade.Excelentíssimo Senhor Carlito Merss Prefeito Municipal da Cidade de Joinville As organizações que assinam este documento por seus representantes legais, preocupados com o alcance que poderão ter as “alterações” propostas pelo Projeto de Lei Complementar N°. 20/2008 que altera intempestivamente os enunciados da Lei Complementar N°.27/1996 de Uso e Ocupação do Solo de Joinville; Consideraram: 1. Que o projeto de Lei supracitado que tramita na Câmara de Vereadores desde 21 de maio de 2008, altera substancialmente a Lei Complementar 27/1996, e foi proposto sem considerar e avaliar legal e tecnicamente todas as interfaces e resultados futuros, desprezando os preceitos estabelecidos em nosso Plano Diretor de Desenvolvimento Sustentável e assumindo o papel do Poder Executivo na tarefa de planejar a cidade, dentre as quais destacamos as maiores aberrações e defeitos:  Aumento de potencial construtivo ilimitado nas zonas ZCT e ZCE da lei 27/96, desconsiderando todas as condicionantes do Estudo Prévio de Impacto de Vizinhança nos ditos dos artigos 36 e 37 da Lei Federal 10.257/01 e artigos 91 aos 94 da lei Complementar 261/08 no que concerne ao adensamento populacional, à capacidade de equipamentos urbanos instalados ao justo limite da capacidade de atendimento pelo poder público das necessidades do cidadão, valorização mobiliária, geração de trafego, resíduos e todas as formas de poluição, interferência abrupta na paisagem, ventilação e iluminação e no ambiente do patrimônio cultural, natural, histórico e social. Cabe ressaltar que o artigo 94 da Lei Municipal previa que a regulamentação do E.I. V teria prazo de seis (6) meses após a publicação da Lei 261/08;  Antecipação da renuncia fiscal dos possíveis impactos gerados, previstos no artigo 28 da Lei Federal 10.257/01 e artigo 110 da Lei Complementar 261/08 nos casos de outorga onerosa do direito de construir;  Aumento de potencial construtivo em 50% nas ZCD1 da Lei 27/97 sem considerar os ditos anteriores, alem de possibilitar o agravamento na qualidade de vida visto que tal proposta desconsiderou entre outras os perfis viários e capacidade de suporte de carga, aumento do sombreamento, alteração na ventilação urbana para toda região afetada;  Inviabilização de qualquer proposta de remuneração para proteção e preservação ao imóvel considerado de interesse histórico, ambiental, paisagístico, social ou cultural através dos instrumentos de política urbana previstos no artigo 35 da Federal 10.257/01 e artigo 108 da Lei Complementar 261/08;  Desconsidera qualquer tipo dos impactos gerados pela atividade e cria novo tipo de “SERVIÇO DE SEPARAÇÃO E SELEÇÃO DE MATERIAIS PARA RECICLAGEM”, incluído no subgrupo S4A da Classificação de Usos (ANEXO III). A classificação S4A esta incluída em quase todas as áreas e inacreditavelmente não contempla as ZI (ZONA INDUSTRIAL);  Propõe ainda eliminação de artigos que mudam zoneamentos pontuais, criam zoneamento diferenciado para apenas uma quadra (ilha), incluem usos que podem afetar o direito de vizinhança ou gerar incomodabilidades, caracterizando o conhecido e deplorável fazejamento clientelista; 2. Que esta proposta que tramita no Legislativo de forma intempestiva, solidifica a idéia de que a forma de planejar e construir a cidade se concretiza através de uma metodologia de criação de legislação urbana de varejo. Em suma, uma verdadeira colcha de retalhos amadorística e desarticulada, sem preocupação com a sustentabilidade do território e sem a participação dos atores da cidade diretamente envolvidos e atingidos em sua qualidade de vida através de fóruns de debate qualificado, democrático e legitimo; 3. Que a sociedade não observa por parte do executivo a priorização da regulamentação dos Instrumentos de Política Urbana e Gestão Democrática; 4. Que tanto executivo e legislativo não praticam tanto na forma e no conteúdo os princípios da publicidade e informação de suas ações, dificultando o entendimento e o debate para construção de uma sociedade mais justa que irá refletir na construção de uma cidade melhor O amplo debate por nós entendido se dá com a real compreensão dos efeitos de todas as alterações propostas para a cidade nas recomendações legais vigentes; Por entender a necessidade urgente de uma definição filosófica da cidade que queremos e de uma metodologia de planejamento urbano que priorize o cidadão e seu território de forma sustentável hoje e para as gerações futuras e das considerações feitas acima: Propomos: • Que o projeto de lei supracitado se restrinja exclusivamente a consolidação das leis urbanísticas em vigor ,digo, Lei Complementar 27/96 e Leis Complementares de acréscimo, deixando de alterar qualquer artigo, parágrafo ou índice da mesma e que seja antecipadamente debatida pela sociedade de forma democrática e participativa, reconhecida pela forma de convocação de publicidade das suas intenções e conseqüências; • Que o projeto da Cidade que todos querem seja feito através do atendimento do artigo 182 da Carta Cidadã de 1988, da Lei 10.257/01 Estatuto das Cidades, aos Decretos propostos pelo Ministério das Cidades e ao Plano Diretor de Desenvolvimento Sustentável da Cidade de Joinville, Lei 261 de 28 de fevereiro de 2008, prestigiando a democracia e o respeito a todos os cidadãos; • Que o Executivo priorize o desenvolvimento de um modelo de gestão que valorize suas entidades de planejamento e fiscalização (IPPUJ, SEINFRA), bem como órgãos de apoio (CONSELHOS, ASSOCIAÇÕES); • Que a construção de “uma Joinville de toda a sua gente” e das gerações futuras implica no compromisso com “o plano diretor que propõe uma visão do todo, que pretende promover um desenvolvimento sustentável de forma harmoniosa, equilibrada e responsável”, conforme o compromisso da atual gestão em seu plano de Governo apresentado na campanha eleitoral. Todos que assinam este documentos não querem ver e ouvir mais verbos quantitativos definindo nossa cidade, como crescer ou desenvolver, desejamos sim, ver a nossa cidade prosperar verbo que esta ligado a conceitos qualitativos, onde todos serão beneficiados. Sabedores que nossos objetivos são comuns, uma Joinville melhor para todos e para todos que virão. AtenciosamenteAssinado pelas entidades e Ongs que formam o Movimento Cidade Digna
O Ponto de Ónibus localizado na Rua Marechal Deodoro, segue o rígido padrão da maioria dos pontos de ónibus da cidade de Joinville;Sem proteção para os usuários, sem uma sinalização adequada e sem nenhuma previsão de investimentos para melhoria.Para complementar a manutenção das árvores desta rua e das demais do Bairro América, também acompanha o mesmo padrão que das demais árvores da cidade. Manutenção zero.Daqui a pouco, vao cortar, porque as raizes atrapalham, ou as parasitas as estão matando.
Tramita na Câmara de Vereadores de Joinville projeto de lei, que concebido inicialmente para consolidar as leis de urbanismo da cidade, passou a propor a alteração de vários artigos, coeficientes e limites, o que representa uma serie ameaça para o futuro da cidade.A falta de uma ampla discussão com a sociedade, agravada pelo fato que Joinville agora conta com o Conselho da cidade e as Câmaras Setoriais Técnicas, foro adequado para que este debate possa suceder.As alterações que a Câmara propõe, são de grande magnitude e desconsideram os graves problemas de transito e infraestrutura que a cidade já enfrenta. Um exemplo é a rua Expedicionaro Holz, que durante quase todas as horas do dia enfrenta sérios problemas de transito. Com a construção em breve de um edifício de 18 pavimentos e com 6 apartamentos por andar, mais de 120 famílias contribuirão a aumentar o caos no transito nesta rua.A ideia de liberar o numero de pavimentos numa região que inclui do Bairro Bom Retiro ao Bairro Anita Garibaldi, e permitir a construção de edifícios com 18 pavimentos em áreas que carecem não só de infraestrutura de energia, também de esgoto e inclusive de ruas com largura suficiente, parece uma temeridade.Diversas associações de moradores, como as do América, Atiradores, Gloria e Saguaçu, representantes da sociedade organizada como Sinduscon, Sindicato Rural, Instituto Joinville, IAB, AJECI, CEAJ entre outras entidades. Tomaram a iniciativa de iniciar uma mobilização para alertar as autoridades do município do risco que representa a aprovação de forma intempestiva de leis que alteram regras fundamentais do ordenamento territorial do município.O debate iniciou com uma apresentação a cargo do Arquiteto Arno Kumhlen, que apresentou o impactos que a aprovação do projeto de lei em analise na Câmara poderá representar para a cidade e as suas consequencias a médio e largo prazo.
O detalhe do abaixo assinado, mostra com o numero 63 a assinatura do Vereador Alodir Cristo, que assinou e não leu, ou esqueceu do que assinou.Se tiver interesse em conhecer mais leia Bairro Saguaçu
Encerrada a pesquisa sobre a verticalização da Rua São Luiz, no Bairro América.75 % dos votantes se posicionaram contrários a verticalização da rua. Lamentavelmente o que os moradores da rua São Luiz estão vivendo hoje é só um antecipo do que será o futuro de muitas outras ruas em Joinville.Sem planejamento e com a cidade convertida numa colcha de retalhos urbanística, Joinville viverá um futuro complexo e caótico, com os administradores públicos correndo sempre atrás de soluções que quando cheguem já estarão desatualizadas.
Sempre no final do ano a Camara de Vereadores inicia um forte processo de mudanças de leis, neste caso os vereadores concentram o seu esforço nas leis de Uso e Ocupação do Solo e nas de Zoneamento.Com pequenas mudanças imperceptiveis a quem não é versado neste tipo de articulações politicas, é possivel permitir a construção de 18 pavimentos em quase toda a cidade, mesmo aonde não existe a menor infraestrura para isto. Ou liberar completamente alguns empreendimentos de quaisquer limitações ou obrigações legais.A situação proposta dificilmente deixará a cidade melhor do que esta hoje e criará grandes problemas ao desenvolvimento futuro de Joinville.Quem tiver interesse em conhecer melhor o tema acesse Bairro Saguaçu
O jornalista Claudio Loetz do jornal A Noticia, publica na sua coluna de domingo uma entrevista com o presidente de IPPUJA integra esta aquiA administração municipal parece decidida a mudar a cara da cidade. O Bairro América esta claramente na mira dos projetos do executivo e as pressões das ONGs do tijolo, parece que nunca antes encontraram ouvidos tão atentos no paço municipal.Quem viver, verá.
O jornalista Claudio Loetz publicou na sua coluna:Pressão A Associação Empresarial de Joinville (Acij) e o Sindicato das Empresas de Compra e Venda, Locação e Administração de Imóveis (Secovi) apresentam hoje proposta à Câmara de Vereadores. O objetivo é defender a construção de prédios mais altos na região central. A proposta é usar andares como garagem sem descontar do número total de pavimentos.
Resumo da reunião da associação de amigos e moradores do bairro América realizada as 19 horas do dia 3 de novembro no Museu de Arte de Joinville com as seguintes presenças: Ingrid Colin Lepper, Arno Kumlhen, Andrea Knabem, Danielle Sedrez, Lauri do Nascimento, Ilka Soares, Franzoi, Marcos Bustamante e Ione Kursancew. A reunião é aberta pela secretaria Ione que permite a divulgação do trabalho de Ilka em relação a soja com o titulo Alquimia da soja e receitas curativas. Andréa relata a decisão do juiz de ilegitimidade da AMABA na ação apoiando os moradores da Rua São Luiz e que só a APREMA poderá entrar com a ação. O ministério publico não demonstrou estar ciente da decisão judicial. Os moradores decidiram que vão continuar na luta. Arno relata a reunião com Voltolini e as discussões da lei 27-96 (março) em relação a ocupação transversal e a proposta da Câmara de 20 de agosto de incorporação de todas as 50 leis. Exemplo – estacionamento irregular Midas, BB já corrigiu . O Bairro Saguaçu – vai eleger a nova diretoria no próximo mês e tem como candidato Arno que luta para que a união dos moradores se intensifique e tenha maior força política na câmara. Bustamante reitera que só assim os anseios da comunidade serão ouvidos. Ingrid manifesta seu protesto como cidadã pelo corte das arvores de Rua XV que conforme rumores aconteceram por pressão dos lojistas que se omitem no cuidado dos passeios em frente as suas lojas. Danielle esclarece que na ultima reunião do Conselho da Cidade foi levantado a impossibilidade de obediência ao cronograma de obras da Rua Timbó, pois a verba não previa ações indenizatórias aos proprietários. Arno relata que teve acesso ao mapeamento das áreas de interesse – macro zoneamento com alterações como o retorno ZR1 do condomínio Orleans e também o hospital Infantil Jeser Farias. As preocupações em relação ao prefeito Carlito com sua demonstração de apoio a verticalização e conforme observação do arquiteto Arno, sua intenção era apoiar o adensamento e erroneamente usou a palavra verticalização. A prioridade para a cidade nos próximos 50 anos seria definir as áreas para adensamento, bem como o macro zoneamento das zonas de prioridade (central) onde áreas do Museu do Imigrante, Batalhão significam 5% do perímetro central. Areas do Bairro Atiradores e parte do Gloria são classificados como adensamento controlado. Arno complementa que em reunião recente na escola Germano Tim discutiu-se o contrato da Fundema – projeto de recuperação ambiental do Morro Boa Vista onde a cota quarenta e vários setores especiais foram negligenciados como a bica – nascente de água da Rua Alceu Koentopp. Bustamante sugere que a associação proponha audiência publica com maior conscientização da comunidade e apoio com convocação direta de membros de outras associações, porque a legislação está sendo alterada com favorecimento e abertura de opções como de oficina mecânica para funilaria, pintura..... Os membros das associações terão que ter um relacionamento maior com ações efetivamente com força política e estratégica. Daniele irá monitorar o cronograma das reuniões das outras associações para agendarmos presença. Sobre o COMAM –não se tem mais informações, se foi desativado? Quem são os representantes? Como estão atuando??? Com o apoio da ACIJ – Caj – Arno sugere montarmos um projeto para fevereiro de 2010 – PENSANDO JOINVILLE
Ver, ouvir e cheirar a cidade“saber ver a cidade esta muitoremoto na consciência do publico”Bruno Zevi Quando ando por Joinville onde vivo há 50 anos, tento seguir um conselho de Jane Jacobs (Morte e Vida das Grandes Cidades Americanas, 1961), “o de levantar a cabeça e olhar em volta, ouvir e eventualmente cheirar a cidade”. Por outras cidades que tive a oportunidade de andar adquiri um habito próprio dos insones ansiosos, o de sair andando na madrugada para ver, ouvir e cheirar seu acordar, tentar apreender o funcionamento de seus espaços conforme o aumento da quantidade de luz natural. Um território desconhecido pode ser decodificado seguindo uma tabela simples: onde há movimento; onde há calma; onde se trabalha ou estuda; onde há segurança; onde se adquirem bens úteis e supérfluos; onde estão atividades espirituais ou contemplativas, e assim por diante. Além do comportamento típico de um turista em conhecer nestas cidades suas tradições gastronômicas e pontos de relevância histórica material e imaterial, busco leituras ou interpretações da formação do uso e funcionamento de seus espaços, próprio de minha atividade profissional. Das leituras surgem indagações. Por que muitas cidades conseguem garantir a manutenção de seu patrimônio cultural construído? Por que outras conseguem densidade habitacional adequada de seus espaços urbanizados, promovendo a rentabilidade total destes investimentos? Como garantem a manutenção de áreas agrícolas? Como planejam deslocamentos de interfaces multimodais ou o uso de matriz energética renovável? Que instrumentos ou modelos de gestão são utilizados na promoção econômica e social de uma cidade eco eficiente? Quais as estratégias ambientais que garantem vida aos rios urbanos? Como conseguem proporcionar transporte publico gratuito? Poderíamos continuar quase que indefinidamente nestes questionamentos, tendo como pano de fundo a sustentabilidade dos espaços do território chamado Joinville Em “O Mundo é Plano”, o autor afirma que em 1492, Colombo provou o que o mundo era redondo e hoje fruto da mobilidade digital o mundo é instantâneo ou acessado em uma tela plana. Colocação metafórica para explicar que as minhas perguntas quase instantaneamente já estão praticamente todas respondidas nas intenções descritas nos artigos da lei complementar 261/08 que estabelece o Plano Diretor do Desenvolvimento Sustentável do Município de Joinville. Nossa legislação urbana se compara as juras pronunciadas no matrimonio de um jovem casal, que na maioria das vezes ficam esquecidas na convivência diária. Na busca de parte das respostas as indagações sobre como poderíamos tentar resolver nossos problemas, encontramos na lei do Plano Diretor ordens praticas e vontades como: o adensamento de áreas urbanas providas de infra-estrutura que hoje estão vazias, subutilizadas, desqualificadas social e materialmente ou até com usos indevidos. Uma das formas seria o aumento dos potencias construtivos nas áreas periféricas ao centro. Se a isto estiverem vinculados percentuais obrigatórios destinados para habitação, capacidades de absorção de demanda dos sistemas de infra-estrutura, operações urbanas consorciadas e parcerias publica-privada vinculadas ao retorno financeiro do negócio, transferência do direito de construir e solo criado, promoveríamos vários interesses como o aumento de possibilidade construtiva, diminuindo os efeitos de pressão sobre o patrimônio construído, alem de inverter o processo de desertificação do centro. Obteríamos ainda a densidade populacional associada à oferta de serviços públicos e privados e provavelmente a requalificação do entorno da área central. Tais medidas diminuiriam as pressões imobiliárias sobre as franjas do perímetro urbano, preservando as quantidades e qualidades do território rural, das áreas verdes e dos mananciais hídricos. Quanto tempo devemos ficar esperando a boa vontade dos agentes públicos e privados para atualização da legislação urbana. O adiamento continuo das decisões sobre a sustentabilidade da cidade esta sendo pago com tempo. No conceito de sustentabilidade urbana esta embutida à palavra tempo, pois diz: sustentar a vida dos que ocupam o território hoje e manter as capacidades para manter a vida dos que o ocuparam no futuro. Precisamos pensar no futuro próximo quando empresas privadas deixarão de exercer suas atividades na área central. Estas áreas provavelmente ficaram vazias ou subutilizadas em função de legislação que não avança no sentido de concretizar vontades assumidas em lei a favor da cidade, bem como remunerar a propriedade pelo seu real valor. Vamos deixar de lado o discurso fácil e a hipocrisia, pois vivemos em um sistema econômico capitalista que todos sabem (ou deviam saber) não nasceu na cidade. Vamos abrir bem os olhos, ouvidos e narizes, quem sabe consigamos ver para onde estão levando esta cidade, ou seria melhor dizer: para onde nós estamos deixando que a levem.Arno KumlehnArquiteto e Urbanista
Vale a pena visitar o blog Viver Urbanamente e ler o post que com o titulo Verticalizar, para quem? O texto inteligente abre um debate interessante.A frase que encerra o post é lapidar:“É impossível esperar que uma sociedade como a nossa, radicalmente desigual e autoritária, baseada em relações de privilégio e arbitrariedade, possa produzir cidades que não tenham essas características”. (MARICATO, 2001, p. 51)
MAIS PRÉDIOS Sou favorável à verticalização da cidade, sim, irradiado do centro para os bairros. É melhor verticalizar a cidade. Diminui os custos de infraestrutura em um município já horizontalizado. Não faço a defesa de regiões específicas. (numa referência ao bairro do América, onde há forte lobby contra a construção de prédios). É claro que é preciso ter bom senso.Declaração do prefeito Carlito Merss ao jornalista Claudio Loetz no Jornal A Noticia. Uma mudança de discurso sensivel, frente ao defendido durante a campanha.
Surgem projetos surpreendentes na rua Lages, junto ao numero 777, numa área estritamente residencial unifamiliar, tem projetos residenciais que chamam a atenção para o novo conceito inovador residencial.A impressão é que tem gente acreditando numa mudança de legislação que ainda não deu entrada na Câmara de Vereadores. Com certeza quem tenha feito um investimento alto como este da imagem, terá motivos para apoiar algum dos vereadores que tem projetos maiores para 2010.Alguns destes vereadores, podem ter adquirido uma boa experiência, em alterações recentes da legislação de Uso e Ocupação do Solo, em ruas próximas.
Se uma construtora converteu a sua rua ou o seu jardim na extensão do canteiro de obras, não se preocupe os moradores da rua São Luiz no Bairro América tem experiência.Porque a prefeitura autorizou a construçõa de um predio com 40 apartamentos num beco sem saida.
Quando a Associação pensava que algumas coisas tinham mudado na administração municipal, voltam os velhos hábitos de mudar as leis, sem consultar a sociedade.Um estranho projeto de lei, que propõe autorizar sociedades desportivas nas ZR1, representa um retrocesso, as actividades previstas nas áreas exclusivamente residenciais unifamiliares, são incompatíveis com a algazarra que clubes e sociedades desportivas promovem. A retirada das ZR1 do projeto encaminhado pela prefeitura seria conveniente e evitaria confrontos desnecessários.Seria importante que o IPPUJ antes de aconselhar ao Prefeito Carlito Merss a encaminhar este projeto de lei, escutasse a sociedade organizada, no mínimo aquela que tem CNPJ, para ouvir de quem mora e conhece a realidade o impacto que uma proposta destas características terá sobre o sossego e tranquilidade das áreas residenciais.
A Engenheira Danielli Sedrez, representou a nossa Associação na apresentação do Plano diretor de Drenagem Urbana.A seguir o relatorio da reunião:No dia 25/08/2009, na apresentação do PDDU (Plano Diretor Drenagem Urbana), a Eng. Karla explanou um pouco do projeto VIVA CIDADE e o Eng. Fernando o PDDU. Questionei a Eng. Karla sobre as obras de drenagem do Rio: Morro Alto, resposta: · Projeto executivo está pronto; · Valor da obra: 37.400.000,00 · Valor de indenizações: 6.300.000,00 · Prazo da obra: 12meses · Previsão para início da obra: novembro de 2009 · Obra: ü 5 Pontes ü 2 Galerias ü 1 Alargamento ü Passeios e pavimentação da rua: Timbó 1. Estão realizando o processo de licitação internacional para supervisão da obra. 2. Retirando a LAO na Fatima (faltando dos 4 itens solicitados o parecer do IFA). 3. Idenizações com o patrimonio da PMJ (não soube informar com está o processo). Nenhum comentário:
Plano Diretor de Drenagem Urbana,
Lembre de Agendar, na proxima terça feira dia 1 de Setembro, as 19:00 horas.Na Panificadora Brothaus, na rua Max Colin.Participe!
Na coluna Portal do Jornal A Noticia, o jornalista Jefferson Saavedra escreve:Em volta do batalhão Na Regional do Centro, foi solicitada melhorias na calçada no entorno do Batalhão do Exército, tradicional espaço para caminhadas da classe média joinvilense. Outra sugestão é o “Rua Parque”, com incorporação das ciclovias às calçadas na Aquidaban, Alexandre Schlemm e General Sampaio. A lista completa das demandas de cada uma das regionais está disponível no AN.com.br, no Blog do Saavedra.Todas elas propostas para o orçamento participativo originadas na regional do centro, com a participação dos delegados do Bairro América.
O valor destinado a Regional do Centro, na qual esta incluido o Bairro América ficou definido em R$ 714.285,71. Que serão destinados a projetos de interesse da comunidade, definidos pelos delegados.Os projetos apresentados pela regional do Centro e aprovados, foram os seguintes:1) Projeto Caminhada Batalhão 62 BI >>>>R$ 230 mil ( o objetivo do projeto é melhorar as calaçadas do Batalhão, a pesar de ser de responsabilidade do exercito a manutenção das calçadas, os delegados entenderam que como uma parte significativa da população dos bairros em volta se utilizam do local para caminhadas é improtante melhorar a qualidade das calçadas)2) Projeto Rua Parque >>>> R$ 450 mil ( Este projeto inovador, tem como objetivo criar condições para a implantação de ciclovias e areas de lazer em ruas residenciais, com a implantação de arborização, bancos e canteiros, inicialmente o proejto preve mais de 1 km de ruas parque nos bairros Atiradores, Anita Garibaldi, Bucarein, Ampérica e Centro)3) Projeto de Placas de Identificação de Ruas >>>> R$ 34 mil ( A maioria das placas de identificação de ruas não existe, esta em mau estado ou nunca foi instalada, a identificação correta das ruas e logradouros públicos é um direito do cidadão, o projeto prevê a implantação de placas de rua, sem exploração de publicidade nas ruas da regional Centro.)Todos os participantes apoiaram as propostas apresentadas. Agora teremos que acompanhar de perto os projetos e o bom uso dos recursos públicos.
Clique na imagem para aumentar.Caso prosperem os projetos que estimulam uma verticalização desenfreada da cidade. Com grupos de aparvalhados defendendo a construção de edifícios de mais de 30 andares, pode ganhar um novo impulso a verticalização em areas anteriormente não previstas, com este projeto na cidade de Fukuyama, no Japão, que mostra a criação de gado em edifícios verticais.Não deve faltar muito para que o por conta da ampliação do perímetro urbano, a lei de uso e ocupação do solo, estimule a verticalização também da nossa area rural.
Aproveite e participe da pesquisa.Você acha que a Rua São Luiz é o local adequado para construir um predio de 8 andares e 5 apartamentos por andar?
Audiência Publica sobre as Figueiras A maioria dos participantes na audiência publica convocada para debater o futuro das figueiras da beira rio, ficou decepcionada com o baixo nível técnico das apresentações feitas pelos técnicos e especialistas convocados pelo poder publico. Se por um lado as apresentações feitas pelo poder publico se centraram em justificar o corte das figueiras, faltou qualidade e sobrou parcialidade nas apresentações. No caso da Fundema, faltou dizer que entre 60 e 70 % das arvores plantadas pelo poder publico me ruas, parques e praças tambem são exóticas e que o seu desenvolvimento em geral é melhor do que as arvores nativas utilizadas em arborização urbana. Para ajudar a lembrar aos leitores e recordar aos técnicos da prefeitura, os gêneros exoticos que dominam as nossas ruas e praças são: KoelreuteriasRoystoneasArchantophoenixLagerstroemiasHibiscusLigustrum Intencionalmente não inclui na lista os Fícus, tão criticados pelos técnicos da prefeitura, porque os Fícus não formam parte de um gênero exótico no Brasil. Em termos de desenvolvimento as arvores nativas presentes nas nossas ruas e praças apresentam um desenvolvimento sofrível. As perguntas da platéia que participou da audiência publica faltou responder que os Fícus estão listados entre as 10 melhores plantas para filtrar os mais de 100 poluentes que se encontram no ar das grandes cidades, o trabalho realizado pelo Plants for Clean Air Council e que contou com o apoio da NASA e da EPA (Agencia Americana para a Proteção do Meio Ambiente), identificou as plantas que mais contribuem a melhorar a qualidade do ar. Também no trabalho realizado pelo Bloemen Bureau Holland em parceria com outras 6 entidades européias os fícus aparecem entre as 10 melhores plantas para produzir oxigeno, fixar poluentes e melhorar a qualidade do ar. Dados estes que não foram citados pelos técnicos da Fundema, que alias não conseguiram citar nenhuma utilidade para as Figueiras da Beira rio. A empresa Geoforma, convidada pela Fundema, iniciou a sua apresentação destacando que mesmo sem as figueiras o talude é instável e oferece risco, o apresentador a pesar de justificar a sua falta de conhecimento sobre arborização, dedicou uma boa parte do seu tempo para propor o corte dos Ficus, alegando motivos pessoais, por não gostar da planta. Faltou técnica e seriedade, principalmente entre aqueles que forma convocados para informar e o que fizeram foi tergiversar e omitir informações importantes.
Quanto mais altos os prédios mais baixa a moral.Noel Cowarde
Se a justiça não tomar providencias, a situação da Rua São Luiz ficará ainda pior, porque o prédio de 40 apartamentos, em construção não tem estacionamento previsto para visitantes.Como o beco só tem 4,60 metros de largura, não é possível que dois veículos possam circular simultaneamente em direções opostas, ainda devemos lembrar da necessidade de calçadas e dos recuos legais.
Esta é a realidade que enfrentam todos os dias os moradores da Rua São Luiz, no Bairro América, porque a prefeitura autorizou a construção de um prédio de 8 andares e 5 apartamentos por andar, num beco que só tem 4,60 metros de largura.O seu jardim e a entrada da sua casa, são agora a sala de estar dos pedreiros e funcionarios da construção em andamento.
Segunda feira dia 10, as 19:00 horas tem uma nova reunião do orçamento participativo na regional centro.Os nossos delegados presentarão os projetos Rua-Parque e Minha Rua,
Com a eleição dos delegados:- Lauri do Nascimento,- Andrea Knabem,- Marcos Bustamante,- Arno Kumhlen,- Jordi Castan,A nossa associação participa de 5 das Camaras Comunitárias do Conselho da Cidade,a participação dos delegados escolhidos pela comunidade é uma grande responsabilidade e os nossos associados devem representar a toda a sociedade de Joinville.Parabéns aos eleitos.
Camaras Comunitarias,
Os moradores e amigos do Bairro América reuniram-se ultimo dia 4 de agosto na Panificadora Brothaus onde o Secretário Municipal, Sr Ariel Pizzolati ouviu as reivindicações principais levantadas pela associação. O secretário reconhece a atuação e se compromete a apoiar as nossas causas, pois acredita que o bairro ainda mantém sua identidade unifamiliar preservada em função da luta da associação. Apresentação de Danielle Sedrez, Jordi Castan, e Gabriela Loyola os três delegados eleitos para representar o AMABA no orçamento participativo para a região central com o valor aproximado de R$ 650.000,00, aproximadamente R$ 140.000,00 poderão ser destinados ao bairro America. Em função do valor pouco significativo, foi sugerido identificar obras simples de executar e de baixo custo, porem com forte impacto para a melhoria da qualidade de vida dos moradores como aparelhamento de praças e transformação de áreas ociosas em espaços de convivência. As obras programadas pela regional centro serão apresentadas na próxima reunião do conselho do Orçamento Participativo. Lauri Nascimento reitera a necessidade de termos acesso ao plano diretor de arborização da cidade com definição e tipificação da arborização ideal para Joinville. O Sr Luzadio Freitas sugere que Joinville deveria executar o mesmo sistema de identificação de ruas utilizado em São Paulo onde se destaca em tamanho maior o nome mais significativo. Registro das más condições da Praça Benjamin Constant – constatado por Ingrid que lamenta que o poder publico não mantém os espaços do bairro. Jordi informa que Eduardo Dalbosco comunicou que as obras do Rio Morro Alto irão iniciar obrigatoriamente até o final do ano em função da sequência das parcelas do financiamento do BID. Arquiteto Arno Kumlehn atendendo a solicitação da presidente da associação Gabriela esclarece a situação legal da Conferência das Cidades, Conselho da Cidade e dos nomes indicados a representarem a associação como membros do conselho que será eleito na próxima quinta-feira dia 6 de agosto as 13 horas na SOCIESC. Candidatos a Conselheiros Andréa Knabem – Qualidade Ambiental Arno Kumlehn – Estruturação e Ordenamento Territorial Giovani Sardagna – Promoção Economica Jordi Castan – Integração Regional Lauri do Nascimento – Qualidade do Ambiente Construido Marcos Bustamante – Mobilidade e Acessibilidade Miriam Morriesen – Promoção Social Todos os candidatos à conselheiros foram aprovados pelos seguintes moradores presentes à reunião: Rubia Miras, Ione Kursancew, Danielle Sedrez, Lusadio deFreitas, Jordi Castan, Arno Kumlehn, Xênia Koentopp, Andréa Knabem, Miriam Morriesen, Lauri do Nascimento, Johni Richter, Lino Sasse, Maryilene Sedrez, Georg Schmidt, Ingrid Colin Lepper, Gabriela Loyola, Giovani Sardagna e Marcos Bustamante . Nenhum comentário:
Slide 1 Pedimos
Cumprimento Lei Federal 10.257 de 2001 -
Estatuto da Cidade Cobramos PMJ – IPPUJ – SEINFRA – CONURB - CBVJ
AMABA Nenhum comentário:
A Associação de Moradores do Bairro América, participou da audiência Publica, exigida pela justiça e coordenada pela Fundema.Os representantes do poder publico dedicaram a maior parte do tempo da audiência publica a justificar o corte das figueiras, sem apresentar nenhuma proposta viável, para defender a permanência das Figueiras.A AMABA, que também participou do debate organizado pelo CEAJ, apoia a proposta de manter as árvores e priorizar os pedestres e ciclistas.O laudo apresentado pela Geoforma, representada pelo Eng Edgar Oderbrecht, provou que o solo da região é instável e mesmo sem as figueiras, já apresenta serio risco de desabamento. É urgente a realização de obras de estabilização, independentemente da retirada ou não das figueiras.

References: artigo 27
 artigo 94
 artigo 28
 artigo 110
 artigo 35
 artigo 108
 artigo 182