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Timestamp: 2018-04-23 11:48:38+00:00

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Regulamento Circuito Regional de Dificuldade | AMEA – Associação de Montanhismo e Escalada do Algarve
Regulamento do Circuito Regional do Algarve de Escalada de Dificuldade
Artigo 1º – Generalidades
1.1. Todas as vias de dificuldade serão escaladas em primeiro de cordada (excepto para o escalão de Infantis, que será em Top-Rope), com o competidor ascendendo desde o solo. As vias serão sempre escaladas em sistema de “à vista” (as eliminatórias poderão ser em sistema “flash” se assim for indicado no dia da prova). As fitas expresso estarão previamente colocadas e o competidor será assegurado por um elemento da organização.
1.2. Uma via considera-se realizada com êxito quando escalada de acordo com o regulamento e quando a reunião (topo da via) for mosquetoneada pelo competidor a partir de uma posição legítima.
Nota: Agarrar a reunião antes de a mosquetonear considera-se uma ajuda artificial e a escalada da via deve ser dada como terminada de acordo com o artigo sexto, alínea h).
1.3. No fim da eliminatória será elaborado um ranking da respectiva prova.
1.4. A passagem à fase seguinte de qualificação ou à fase final será decidida com base nos seguintes critérios:
• conclusão das vias da fase anterior (todos os escaladores que preencherem este requisito);
• ranking da fase anterior (número pré-definido de competidores (n) – passam à fase seguinte os “n” melhores competidores).
Nota: O número máximo e mínimo de competidores em cada fase será pré-definido pela organização e divulgado a todos os participantes antes do início da competição.
1.5. A ordem de passagem (ordem pela qual os competidores realizam as suas tentativas) na primeira fase será sorteada e afixada antes do início da competição.
1.6. Na final (e em qualquer fase posterior à primeira), a ordem de passagem será a ordem inversa do ranking na fase anterior. Entre competidores empatados a ordem de passagem será sorteada.
Artigo 2º – Inscrição e Zona de Isolamento
2.1. Todos os competidores inscritos devem entrar na zona de isolamento conforme o horário estipulado, não o podendo fazer depois da hora definida pelo júri e anunciada pelos organizadores. A zona de isolamento impede que qualquer competidor observe a tentativa de outro, garantindo igualdade de oportunidades.
2.2. A inscrição de cada competidor só será aceite mediante a apresentação de um comprovativo de seguro para a modalidade, ou através da contratação do mesmo no momento de pré-inscrição.
Artigo 3º – Período de observação
3.1. Tanto nas eliminatórias como nas finais, será permitido aos competidores, em grupo, observar as vias durante um período de observação com duração de 5 minutos.
3.2. Durante este período, os competidores deverão permanecer dentro da zona estipulada, não lhes sendo permitido escalar nem comunicar com qualquer outra pessoa, fora da área de observação.
3.3. Durante o período de observação os competidores podem usar binóculos, tomar notas e fazer esboços (não será permitido outro tipo de observação ou equipamento de gravação).
3.4. No final do período de observação os competidores deverão dirigir-se à zona de isolamento.
Artigo 4º – Procedimentos prévios à escalada
1.1. Antes de realizar a sua tentativa, cada competidor deverá encordar-se com o nó permitido (nó de oito), equipar-se e realizar todos os preparativos finais para a sua tentativa. O equipamento pessoal (pés de gato, arnês e magnésio) é da responsabilidade de cada participante.
1.2. Todos os equipamentos de escalada e nós usados no encordamento devem ser inspeccionados por um membro da organização antes de iniciada a escalada.
1.3. Cada competidor deve estar pronto para iniciar a sua tentativa de escalada quando é chamado pelo júri, podendo um atraso ter como resultado a desqualificação.
Artigo 5º – Procedimentos durante a Escalada
5.1. Para cada via será determinado um tempo limite. Quando o tempo se esgotar o júri deverá interromper a tentativa do competidor e dar instruções para que se efectuem os procedimentos de medição.
5.2. A cada competidor será permitido um minuto para começar a sua tentativa, a partir do momento em que entra na zona de competição e estiver encordado. A escalada é dada como iniciada quando os dois pés saírem do chão.
5.3. Em qualquer momento o competidor pode perguntar ao júri quanto tempo ainda lhe resta do tempo limite para essa via. O júri também informará cada competidor quando só restarem sessenta segundos do tempo limite para a via.
5.4. Durante a escalada:
a) Cada fita expresso deverá ser utilizada para proteger a escalada antes que a zona de encordamento passe acima do ponto de protecção.
b) Por violação da alínea anterior, deve ordenar-se ao competidor que retroceda e emende o erro.
Nota: Qualquer violação desta regra implicará que se dê por terminada a escalada e que o escalador seja impedido de prosseguir.
Artigo 6º – Finalização de uma tentativa
6.1. A tentativa de escalada considera-se terminada se o competidor:
a) Mosquetonea a reunião a partir de uma posição legítima;
b) Cai;
c) Excede o tempo permitido para a via;
d) Toca em alguma parte da superfície do muro marcada como proibida;
e) Agarra as plaquetas;
f) Usa os bordos laterais ou superiores do muro.
g) Toca no chão com qualquer parte do corpo.
h) Usa qualquer tipo de ajuda artificial.
i) Realiza qualquer acção ilegal ou passível de desqualificação.
6.2. É permitido ao competidor retroceder durante o tempo que dura a sua tentativa mas será considerado como “queda” se alguma parte do seu corpo tocar o solo.
6.3. Quando a tentativa terminar, o competidor será descido até ao solo pelo assegurador. O competidor deverá desatar o nó de encordamento imediatamente e abandonar a zona de competição.
Artigo 7º – Incidentes técnicos
7.1. Um incidente técnico pode ser uma das seguintes situações:
a) Qualquer situação ou acontecimento que ponha em causa a segurança dos participantes, não sendo da responsabilidade do competidor (como por ex: a posição incorrecta de um mosquetão numa fita);
b) Qualquer outra situação ou acontecimento que suponha uma vantagem ou desvantagem para o competidor, não sendo da sua responsabilidade (como uma tensão da corda que ajude/obstrua a acção do competidor, ou uma presa partida/solta);
7.2. Um incidente técnico pode gerar-se da seguinte maneira:
a) Ser declarado pelo júri:
i. Nesta situação o competidor pode (se ainda estiver em posição legítima) escolher continuar a escalar ou aceitar o incidente técnico. Se o competidor decidir continuar, não se aceitará nenhum recurso posterior relacionado com esse incidente técnico.
ii. Se o competidor não estiver numa posição legítima devido ao incidente técnico, o júri tomará imediatamente a decisão de declarar o incidente técnico, terminando assim a tentativa do competidor (e de acordo com as regras será permitido ao competidor outra tentativa), ou será oferecida ao competidor a continuação da sua prova no momento. Se o competidor aceitar esta possibilidade não se aceitarão recursos posteriores.
b) Ser declarado pelo competidor:
i. Quando o incidente é indicado por um competidor esse deve especificar a natureza do mesmo e, com o consentimento do júri, pode continuar ou cessar a escalada. Se o competidor escolher continuar não se aceitará recurso referente a esse incidente.
7.3. Ao finalizar uma tentativa de escalada, a posição do competidor será marcada como o melhor resultado das tentativas que lhe tenham sido permitidas.
7.4. A um competidor sujeito a um incidente técnico será permitido um período de recuperação na zona de isolamento, não lhe sendo permitido entrar em contacto com outro competidor. O competidor deverá decidir imediatamente quando deseja começar a sua nova tentativa à via (que deverá realizar-se entre o competidor imediato e o terceiro competidor seguinte). Ao competidor será permitido um tempo mínimo de quinze minutos de repouso antes da sua nova tentativa.
Artigo 8º – Sistema de Classificação
8.1. As presas de cada via serão marcadas e numeradas pelo equipador / organizador, pelo que a classificação será atribuída mediante a presa mais alta atingida por um competidor.
8.2. Uma presa agarrada considera-se mais alta do que uma presa tocada.
a) Uma presa agarrada dará uma posição sem sufixo.
b) Uma presa tocada dará uma posição com sufixo (-).
c) Uma presa agarrada e desde a qual o competidor realize uma tentativa para alcançar a seguinte dará uma posição com sufixo (+).
8.3. No caso de empate, o desempate será feito tendo em conta o tempo gasto na tentativa.
8.4. Depois de cada fase de competição os competidores serão colocados num ranking de acordo com a via de escalada finalizada e a presa mais alta agarrada ou tocada.
8.5 No final de cada prova será atribuída aos trinta primeiros classificados a seguinte pontuação:
Classificação – Pontuação Classificação – Pontuação Classificação – Pontuação
1º – 100 Pontos 11º – 31 Pontos 21º – 10 Pontos
2º – 80 Pontos 12º – 28 Pontos 22º – 9 Pontos
3º – 65 Pontos 13º – 26 Pontos 23º – 8 Pontos
4º – 55 Pontos 14º – 24 Pontos 24º – 7 Pontos
5º – 51 Pontos 15º – 22 Pontos 25º – 6 Pontos
6º – 47 Pontos 16º – 20 Pontos 26º – 5 Pontos
7º – 43 Pontos 17º – 18 Pontos 27º – 4 Pontos
8º – 40 Pontos 18º – 16 Pontos 28º – 3 Pontos
9º – 37 Pontos 19º – 14 Pontos 29º – 2 Pontos
10º – 34 Pontos 20º – 12 Pontos 30º – 1 Ponto
8.6 A atribuição do título de Campeão e lugares seguintes do Circuito Regional de Escalada de Dificuldade, nos diferentes escalões, será dada após a soma da pontuação do conjunto das provas do mesmo.
Artigo 9º – Outras Considerações
9.1. Todas as regras ou casos não constantes neste regulamento remetem para o Regulamento em vigor da Federação Portuguesa de Montanhismo e Escalada.
9.2. Todas as situações que ocorram durante o desenrolar da Competição e que estejam omissas deste regulamento, cabe à Organização decidir como se deverá proceder.
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References: Artigo 1

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Artigo 6

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Artigo 8

Artigo 9