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Timestamp: 2019-01-21 16:34:15+00:00

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Portaria n.º 148/2014, de 18JUL - Estabelece conteúdo, duração dos cursos de Segurança Privada - POLIGIS
INDICE: Artigo 1.º Objeto e âmbito Artigo 2.º Objetivos do sistema de formação profissional Artigo 3.º Autorizações Artigo 4.º Entidade competente Artigo 5.º Tipologia de formação profissional Artigo 6.º Cursos de formação inicial de qualificação Artigo 7.º Cursos de formação de atualização Artigo 8.º Formação Complementar Artigo 9.º Módulo de formação base Artigo 10.º Módulo de formação específico de operador central de alarmes Artigo 11.º Módulo de formação específico de vigilante Artigo 12.º Módulo de formação específico de segurança-porteiro Artigo 13.º Módulo de formação específico de vigilante de proteção e acompanhamento pessoal Artigo 14.º Módulo de formação específico de assistente de recinto desportivo Artigo 15.º Módulo de formação específico de assistente de recinto de espetáculos Artigo 16.º Módulo de formação específico de assistente de portos e aeroportos — segurança aeroportuária Artigo 17.º Módulo de formação específico de assistente de portos e aeroportos – proteção portuária Artigo 18.º Módulo de formação específico de vigilante de transporte de valores Artigo 19.º Módulo de formação específico de fiscal de exploração de transportes públicos Artigo 20.º Sistema de avaliação Artigo 21.º Reconhecimento de qualificações Artigo 22.º Formação de diretores de segurança Artigo 23.º Deveres das entidades formadoras Artigo 24.º Qualificações do corpo docente Artigo 25.º Norma transitória Artigo 26.º Equivalências Artigo 27.º Revogação Artigo 28.º Entrada em vigor Todas as páginas
Alterada e Repúblicada por:
- Portaria 114-2015 de 24-04
1. Até à publicação do despacho previsto no art. 20.º da presente portaria, mantém-se em vigor o Desp 6159/2002, de 20 de março, no que concerne à realização do exame de admissão para a especialidade de vigilante de proteção e acompanhamento pessoal.
2. Até à data de entrada em vigor da presente portaria(16.10.2014), as entidades acreditadas, ao abrigo da Port. 1142/2009, de 02 de outubro, a ministrar os cursos de diretor de segurança devem adaptar-se ao disposto no n.º 4 do art. 22.º do presente diploma.
3. Os cursos de Diretor de Segurança obtidos ou iniciados antes da entrada em vigor da presente portaria são equiparados ao curso previsto no art. 22.º.
4. O pessoal de vigilância que exerça funções correspondentes às especialidades previstas no n.º 3 do artigo 17.º da Lei n.º 34/2013, de 16 de maio, e para a qual não se encontre habilitado com o respetivo cartão profissional pode, mediante procedimento de reconhecimento de qualificações, requerer a equiparação à formação prevista para as mesmas.
5. O procedimento referido no n.º1 do art. 26.ºdeve ser requerido no prazo de 30 dias após a entrada em vigor da presente portaria(16.10.2014).
6. São considerados detentores de qualificação profissional adequada relativamente às unidades de formação que pretendam ministrar, os cidadãos de Estado membro da União Europeia ou do Espaço Económico Europeu com qualificações, obtidas fora de Portugal, equivalentes às referidas nas als a) e b) do art. 24.º, que aqui pretendam exercer a atividade profissional em regime de livre prestação de serviços e que, para tanto, a respetiva habilitação seja reconhecida, nos termos da Lei 9/2009, de 04 de março.
DIARIO DA REPUBLICA - 1.ª SERIE, Nº 137, de 2014-07-18, Pág. 3900 - 3909
A Lei n.º 34/2013, de 16 de maio, estabelece que a atividade de formação profissional é considerada atividade de segurança privada e, como tal, sujeita a regime especial.
Conforme resulta do n.º 3 do artigo 25.º da referida lei, os conteúdos, a duração dos cursos, bem como as qualificações profissionais mínimas do corpo docente, são definidos por portaria do membro do Governo responsável pela área da administração interna.
Como elemento histórico, as alterações introduzidas em 2004, sobre o enquadramento legal da formação profissional, visaram, por um lado, dignificar e aumentar a qualificação dos profissionais de segurança privada, enquanto no exercício de funções complementares e de subsidiariedade das forças de segurança e, por outro, a adequação ao direito comunitário, reconhecendo a formação profissional obtida em outro Estado membro da União Europeia, consagrando princípios novos quanto ao regime de autorização de entidades formadoras.
No entanto, e enquanto não fossem publicados os normativos legais necessários para a execução do novo modelo, foram mantidos os normativos em vigor desde 2001.
O crescimento da atividade levou entretanto a que a realização de exames nacionais fosse suspensa, passando os mesmos a ser realizados pelas entidades formadoras.
A formação profissional do pessoal de segurança privada em vigor corresponde assim, na sua generalidade, ao modelo de formação aprovado em 2001, o qual se encontra desajustado do contexto atual do regime de exercício da atividade de segurança privada.
Ao longo deste período verificaram-se importantes alterações no regime de exercício da atividade de segurança privada, nomeadamente, ao nível de novas categorias de pessoal e de novos serviços integrados no conceito de segurança privada.
Por outro lado, adequa -se a formação exigida a diretores de segurança em resultado dos novos conteúdos funcionais e competências.
Importa ainda operacionalizar o reconhecimento de qualificações obtidas em outro Estado membro da União Europeia ou de Estado parte do Acordo Económico Europeu, cujo novo sistema assenta em três eixos fundamentais: uma maior especialização de funções, centrada nos conteúdos e funções essenciais, que garanta uma melhor qualidade dos serviços prestados, o acompanhamento e avaliação da formação profissional visando a manutenção do referencial de qualidade e, um maior acompanhamento da atividade formativa tendo em vista o reconhecimento de qualificações profissionais, resultante da Lei n.º 9/2009, de 4 de março, alterada pela Lei n.º 41/2012, de 28 de agosto.
Foi ouvido o Conselho de Segurança Privada e as associações nele representadas.
Manda o Governo, pelo Ministro da Administração Interna, ao abrigo do n.º 6 do artigo 22.º, do n.º 3 do artigo 25.º e do artigo 26.º da Lei n.º 34/2013, de 16 de maio, o seguinte:
1 — A presente portaria tem por objeto estabelecer o conteúdo e a duração dos cursos do pessoal de segurança privada, as qualificações profissionais do corpo docente.
2 — A presente portaria regula ainda a emissão de certificados de aptidão e qualificação profissional do pessoal de segurança privada e a aprovação, certificação e homologação dos respetivos cursos de formação profissional.
Objetivos do sistema de formação profissional
Sem prejuízo dos objetivos do Sistema Nacional de Qualificações, constituem objetivos específicos do sistema de formação profissional do pessoal de segurança privada:
a) Promover a qualidade e a credibilização da atividade das entidades formadoras que operam no âmbito da atividade de segurança privada;
b) Promover a qualificação e as competências necessárias ao exercício das funções do pessoal de segurança privada;
c) Definir os conteúdos da formação profissional prevista no Regulamento (UE) n.º 1214/2011, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de novembro de 2011 relativo ao transporte rodoviário profissional transfronteiriço de notas e moeda de euro entre os Estados membros da área do euro.
1 — As entidades formadoras autorizadas nos termos da Lei n.º 34/2013, de 16 de maio, desenvolvem a sua atividade de formação nos termos da presente portaria.
2 — A autorização de entidade formadora confere habilitação para ministrar o módulo de formação base previsto no anexo III da presente portaria.
3 — Para cada módulo de formação específica prevista na presente portaria é exigida uma autorização de formação de especialidade.
4 — As autorizações de formação de especialidade abrangem os módulos de formação específica e o respetivo módulo de formação de atualização.
No âmbito da regulação da atividade de segurança privada a Direção Nacional da Polícia de Segurança Pública (DNPSP) é a entidade com competência exclusiva para o reconhecimento de qualificações, avaliação e certificação da formação profissional prevista na presente portaria.
Tipologia de formação profissional
2 — A formação inicial de qualificação consiste em toda a formação que permite a aquisição do conjunto de competências profissionais que constituem o requisito de formação necessário para a autorização de pessoal de segurança privada e engloba a formação base e a formação específica de cada especialidade a adquirir.
3 — A formação de atualização consiste em toda a formação que visa a necessária manutenção de competências e que no seu conjunto constitui requisito necessário à emissão ou renovação da autorização de pessoal de segurança privada, nos termos previstos na presente portaria.
4 — A formação complementar consiste em toda a formação legalmente exigida, para além da prevista na presente portaria, para o desempenho de determinadas especialidades.
Cursos de formação inicial de qualificação
1 — Os cursos de formação do pessoal de vigilância constam do anexo I à presente portaria, da qual faz parte integrante.
2 — Os cursos devem integrar uma componente teórica e uma componente prática a desenvolver em contexto de formação.
3 — Constitui requisito adicional de formação inicial de qualificação a frequência com aproveitamento, em entidade formadora registada e acreditada, das unidades de formação de curta duração previstas no Catálogo Nacional de Qualificações, identificadas na parte final do anexo III à presente portaria, da qual faz parte integrante.
1 — Os cursos de formação de atualização para as diferentes especialidades constam do anexo II à presente portaria, da qual faz parte integrante.
2 — Os cursos de formação de atualização devem corresponder aos conteúdos da formação inicial de qualificação com uma duração não inferior à prevista no anexo II à presente portaria, da qual faz parte integrante.
3 — A formação de atualização é obrigatória:
a) Em caso de renovação do cartão profissional;
b) Em caso de requerimento de cartão profissional, quando a última formação da especialidade, inicial ou de atualização, ocorreu há mais de cinco anos.
1 — A formação no módulo complementar de formação em transporte rodoviário transfronteiriço de notas e moedas de euro entre Estados membros da área euro é ministrado pelas entidades titulares de alvará ou licença D, de acordo com os conteúdos previstos no Anexo VI a que se refere o artigo 5.º do Regulamento (UE) n.º 1214/2011, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de novembro de 2011, sendo aplicável o disposto no artigo 79.º da Portaria n.º 273/2013, de 20 de agosto.
2 — A formação complementar prevista no n.º 4 do artigo 5.º é ministrada pelas entidades autorizadas e credenciadas nos termos da lei.
Módulo de formação base
1 — O módulo de formação base (BAS) é comum a todas as especialidades.
2 — O módulo de formação base tem como objetivos:
a) Dotar o formando de conhecimentos relativos ao sistema de segurança interna e enquadramento normativo da atividade de segurança privada em Portugal;
b) Promover a aquisição de competências em matéria de direitos, liberdades e garantias;
c) Promover a aquisição de competências para identificação dos elementos essenciais dos tipos legais de crimes contra as pessoas e património; de causas de exclusão da ilicitude e culpa;
d) Promover a aquisição de competências quanto aos direitos e deveres do pessoal de segurança privada, bem como o conhecimento e identificação das condutas proibidas;
e) Dotar o formando de conhecimentos quanto ao regime laboral e de saúde e segurança no trabalho aplicável ao pessoal de segurança privada;
3 — As unidades de formação de curta duração que integram o módulo de formação base constam do anexo III à presente portaria, da qual faz parte integrante.
Módulo de formação específico de operador central de alarmes
1 — O módulo de formação específico de operador de alarmes (ALM) tem como objetivos:
a) Dotar o formando de conhecimentos técnicos relativos às funções de operador de alarmes;
b) Dotar o formando de conhecimentos técnicos de segurança eletrónica e prevenção da prática de crimes;
c) Promover a aquisição de competências em vigilância eletrónica e operação de centrais de receção e monitorização de alarmes e televigilância;
d) Promover a aquisição de competências em procedimentos de alarme;
e) Dotar o formando de conhecimentos e procedimentos de registo de incidentes.
2 — As unidades de formação de curta duração que integram o módulo de formação específico de operador de alarmes constam do anexo IV à presente portaria, da qual faz parte integrante.
Módulo de formação específico de vigilante
1 — O módulo de formação específico de vigilante (VIG) tem como objetivos:
a) Dotar o formando de conhecimentos relativos às funções de vigilante;
d) Promover a aquisição de competências em vigilância humana e eletrónica e operação de centrais de receção e monitorização de alarmes e televigilância;
e) Promover a aquisição de competências em procedimentos de emergência e de alarme;
f) Promover a aquisição de competências em procedimentos de resposta a alarmes;
g) Promover a aquisição de competências na realização de revistas pessoais de prevenção e segurança;
h) Dotar o formando de competências em gestão de conflitos;
i) Dotar o formando de conhecimentos em defesa pessoal.
2 — As unidades de formação de curta duração que integram o módulo de formação específico de vigilante constam do anexo V à presente portaria, da qual faz parte integrante.
Módulo de formação específico de segurança-porteiro
1 — O módulo de formação específico de segurança-porteiro (SPR) tem como objetivos:
c) Dotar o formando de conhecimentos técnicos de segurança física e eletrónica;
d) Promover a aquisição de competências em procedimento de segurança de pessoas e bens e prevenção da prática de crimes;
2 — As unidades de formação de curta duração que integram o módulo de formação específico de segurança-porteiro constam do anexo VI à presente portaria, da qual faz parte integrante.
de proteção e acompanhamento pessoal
1 — O módulo de formação específico de vigilante de proteção e acompanhamento pessoal (VPAP) tem como objetivos:
a) Dotar o formando de conhecimentos relativos às funções de segurança de proteção e acompanhamento pessoal;
b) Dotar o formando de conhecimentos do regime de exercício da proteção pessoal;
c) Promover a aquisição de competências em proteção pessoal;
d) Dotar o formando de competências em gestão de conflitos;
e) Dotar o formando de conhecimentos e procedimentos de registo de incidentes;
f) Dotar o formando de conhecimentos em defesa pessoal.
2 — As unidades de formação de curta duração que integram o módulo de formação específico de vigilante de proteção e acompanhamento pessoal constam do anexo VII à presente portaria, da qual faz parte integrante.
Módulo de formação específico de assistente de recinto desportivo
1 — O módulo de formação específico de assistente de recinto desportivo (ARD) tem como objetivos:
a) Dotar o formando de conhecimentos relativos às funções de assistente de recinto desportivo;
b) Dotar o formando de conhecimentos relativos ao regime jurídico aplicável a espetáculos desportivos;
c) Dotar o formando de conhecimentos técnicos de sistemas e estruturas de segurança nos recintos desportivos;
d) Promover a aquisição de competências em termos de conduta de um assistente de recinto desportivo e manutenção de um ambiente seguro;
e) Promover a aquisição de competências em termos de gestão de multidões e sua dinâmica, resposta a incidentes e técnicas de controlo de acesso;
f) Promover a aquisição de competências para a realização de revistas pessoais e buscas de prevenção e segurança;
g) Promover a aquisição de competências sobre normas de segurança em recintos desportivos, comportamentos antissociais e proibidos, conforto, orientação e bem -estar dos espectadores;
h) Promover a aquisição de competências para gestão de incidentes e auxílio de emergência;
2 — As unidades de formação de curta duração que integram o módulo de formação específico de assistente de recinto desportivo constam do anexo VIII à presente portaria, da qual faz parte integrante.
Módulo de formação específico de assistente
de recinto de espetáculos
1 — O módulo de formação específico de assistente de recinto de espetáculos (ARE) tem como objetivos:
a) Dotar o formando de conhecimentos relativos às funções de assistente de recinto de espetáculos;
b) Dotar o formando de conhecimentos relativos ao regime jurídico aplicável a espetáculos e divertimentos públicos;
c) Dotar o formando de conhecimentos técnicos de sistemas e estruturas de segurança nos recintos de espetáculos;
d) Promover a aquisição de competências em termos de conduta de um assistente de recinto de espetáculos e manutenção de um ambiente seguro;
g) Promover a aquisição de competências sobre normas de segurança no recinto de espetáculos, comportamentos antissociais e proibidos, conforto, orientação e bem -estar dos espectadores;
2 — As unidades de formação de curta duração que integram o módulo de formação específico de assistente de recinto de espetáculos constam do anexo IX à presente portaria, da qual faz parte integrante.
Módulo de formação específico de assistente de portos
e aeroportos — segurança aeroportuária
1 — O módulo de formação específico de assistente de portos e aeroportos — segurança aeroportuária (APA -A) tem como objetivos:
a) Dotar o formando de conhecimentos relativos às funções de assistente de portos e aeroportos;
b) Dotar o formando de conhecimentos relativos ao regime jurídico nacional e internacional aplicável a segurança aérea e aeroportuária;
c) Promover a aquisição de competências em termos de utilização de equipamentos eletrónicos de segurança;
d) Promover a aquisição de competências no controlo de pessoas, bagagens e mercadorias;
e) Promover a aquisição de competências na gestão de incidentes e execução de planos de segurança;
g) Promover a aquisição de competências relativamente ao reconhecimento de documentos de identificação e falsificação de documentos;
h) Promover a aquisição de competências relativamente à identificação de objetos, bens e mercadorias proibidas ou perigosas;
i) Promover a aquisição de competências sobre normas de segurança nas infraestruturas aeroportuárias, comportamentos antissociais e proibidos, conforto, orientação e bem -estar dos passageiros;
j) Promover a aquisição de competências para gestão de incidentes e auxílio de emergência;
k) Dotar o formando de competências em gestão de conflitos;
l) Dotar o formando de conhecimentos e procedimentos de registo de incidentes;
m) Dotar o formando de conhecimentos de identificação de marcas, símbolos e outros meios de identificação de bens e mercadorias;
n) Dotar o formando de conhecimentos em defesa pessoal.
2 — As unidades de formação de curta duração que integram o módulo de formação específico de assistente de portos e aeroportos — segurança aeroportuária constam do anexo X à presente portaria, da qual faz parte integrante.
de portos e aeroportos – proteção portuária
1 — O módulo de formação específico de assistente de portos e aeroportos — proteção portuária (APA -P) tem como objetivos:
b) Dotar o formando de conhecimentos relativos ao regime jurídico nacional e internacional aplicável a segurança marítima e portuária;
i) Promover a aquisição de competências sobre normas de segurança de infraestruturas portuárias, comportamentos antissociais e proibidos, conforto, orientação e bem-estar dos passageiros;
2 — As unidades de formação de curta duração que integram o módulo de formação específico de assistente de portos e aeroportos — proteção portuária constam do anexo XI à presente portaria, da qual faz parte integrante.
1 — O módulo de formação específico de vigilante de transporte de valores (VTV) tem como objetivos:
a) Dotar o formando de conhecimentos relativos às funções de segurança de proteção e transporte e manuseamento de valores;
b) Dotar o formando de conhecimentos do regime de exercício da atividade de transporte de valores;
c) Promover a aquisição de competências em segurança e transporte de valores;
d) Promover a aquisição de competências em equipamentos eletrónicos de segurança;
e) Dotar o formando de competências em gestão de conflitos;
f) Dotar o formando de conhecimentos e procedimentos de registo de incidentes;
g) Dotar o formando de conhecimentos em defesa pessoal.
2 — As unidades de formação de curta duração que integram o módulo de formação específico de vigilante de transporte de valores constam do anexo XII à presente portaria, da qual faz parte integrante.
Módulo de formação específico de fiscal
de exploração de transportes públicos
1 — O módulo de formação específico de fiscal de exploração de transportes públicos (FETP) tem como objetivos:
a) Dotar o formando de conhecimentos relativos às funções de fiscal de exploração de transportes públicos;
b) Dotar o formando de conhecimentos do regime de fiscalização de títulos de transporte;
c) Dotar o formando de competências em gestão de conflitos;
d) Dotar o formando de conhecimentos e procedimentos de registo de incidentes;
2 — As unidades de formação de curta duração que integram o módulo de formação específico de fiscal de exploração de transportes públicos constam do anexo XIII à presente portaria, da qual faz parte integrante.
1 — A avaliação do módulo de formação base e dos módulos de formação específica é efetuada mediante a realização de provas de conhecimentos e testes práticos.
2 — A elaboração das provas de avaliação e a fiscalização da sua execução, são asseguradas pela Direção Nacional da Polícia de Segurança Pública.
3 — As condições de realização das provas de avaliação e testes previstos no presente artigo são definidos por despacho do membro do Governo responsável pela área da administração interna.
4 — O certificado de formação profissional é emitido pela entidade formadora através do Sistema Integrado de Gestão de Segurança Privada (SIGESP), de acordo com o modelo previsto no Anexo XIV à presente portaria, da qual faz parte integrante.
5 — Em caso de cessação de atividade de entidade formadora autorizada, a emissão de certificados ou comprovativo de certificados são da responsabilidade da Direção Nacional da PSP, de acordo com os elementos registados pela entidade formadora.
O reconhecimento de qualificações previsto no artigo 26.º da Lei n.º 34/2013, de 16 de maio, depende da realização de provas de avaliação definidas no despacho previsto no artigo anterior.
Formação de diretores de segurança
1 — A formação do diretor de segurança é ministrada em estabelecimentos de ensino superior oficialmente reconhecidos, cujo curso de diretor de segurança tenha sido aprovado por despacho do membro do Governo responsável pela área da administração interna.
2 — Os estabelecimentos de ensino superior oficialmente reconhecidos que pretendam ministrar o curso de diretor de segurança devem apresentar o seu pedido de acreditação, acompanhado dos seguintes documentos:
a) Regulamento do curso;
b) Programa do curso e respetivos conteúdos;
c) Identificação dos docentes e formadores.
3 — Os processos de acreditação são instruídos pela Direção Nacional da Polícia de Segurança Pública, no prazo de 30 dias.
4 — O programa do curso a ministrar tem a duração mínima de 200 horas e deve ter por base as seguintes matérias:
a) Regime jurídico do exercício da atividade de segurança privada;
b) Criminalidade e delinquência;
c) Sistema de segurança interna e proteção civil;
d) Segurança física;
e) Segurança eletrónica;
f) Segurança de pessoas;
g) Medidas de segurança e sistemas de segurança.
h) Segurança contra incêndios;
i) Segurança da informação e proteção de dados pessoais;
j) Gestão e direção de atividades de segurança privada
k) Planeamento e gestão de segurança privada;
l) Prevenção de riscos laborais aplicados à segurança privada;
m) Análise de riscos;
n) Gestão de equipas;
o) Colaboração com a segurança pública;
p) Deontologia profissional.
5 — Pode igualmente ser reconhecida a formação, com aproveitamento, ministrada em estabelecimento de ensino superior oficialmente reconhecido, em curso superior ou de pós -graduação na área da segurança, desde que inclua as matérias e as mesmas tenham a duração mínima previstas no número anterior.
1 — Os estabelecimentos de ensino superior autorizados a ministrar o curso de Diretor de Segurança devem comunicar ao DSP, até 5 dias úteis antes do seu início, a realização dos cursos e a identificação dos formandos.
2 — As entidades referidas no número anterior devem ainda remeter, no prazo de 10 dias úteis após a conclusão dos cursos, os certificados emitidos.
São considerados detentores de qualificação profissional adequada relativamente às unidades de formação que pretendam ministrar:
a) Os formadores detentores de curso superior cuja área científica seja adequada às unidades de formação de curta duração previstas na presente portaria;
b) Os formadores que concluíram o 12.º ano de escolaridade ou equivalente, detentores da experiência profissional e qualificações adequadas às unidades de formação de curta duração previstas na presente portaria;
c) Os cidadãos de Estado membro da União Europeia ou do Espaço Económico Europeu com qualificações, obtidas fora de Portugal, equivalentes às referidas nas alíneas anteriores, que aqui pretendam exercer a atividade profissional em regime de livre prestação de serviços e que, para tanto, a respetiva habilitação seja reconhecida, nos termos da Lei n.º 9/2009, de 4 de março, alterada pela Lei n.º 41/2012, de 28 de agosto.
1 — Até à publicação do despacho previsto no artigo 20.º da presente portaria, o sistema de avaliação da formação de segurança privada deve ser assegurado pelas entidades formadoras, realizando, no mínimo, um momento de avaliação por módulo.
2 — Até à publicação do despacho previsto no artigo 20.º da presente portaria, mantém -se em vigor o Despacho n.º 6159/2002, de 20 de março, no que concerne à realização do exame de admissão para a especialidade de vigilante de proteção e acompanhamento pessoal.
3 — Até à data de entrada em vigor da presente portaria, as entidades acreditadas, ao abrigo da Portaria n.º 1142/2009, de 2 de outubro, a ministrar os cursos de diretor de segurança devem adaptar -se ao disposto no n.º 4 do artigo 22.º da presente portaria.
4 — Os cursos de Diretor de Segurança obtidos ou iniciados antes da entrada em vigor da presente portaria são equiparados ao curso previsto no artigo 22.º.
1 — O pessoal de vigilância que exerça funções correspondentes às especialidades previstas no n.º 3 do artigo 17.º da Lei n.º 34/2013, de 16 de maio, e para a qual não se encontre habilitado com o respetivo cartão profissional pode, mediante procedimento de reconhecimento de qualificações, requerer a equiparação à formação prevista para as mesmas.
2 — O procedimento referido no número anterior deve ser requerido no prazo de 30 dias após a entrada em vigor da presente portaria.
3 — O pedido de equivalência é apresentado em requerimento de modelo próprio junto da Direção Nacional da Polícia de Segurança Pública, dirigido ao Diretor Nacional, devidamente instruído com os elementos e documentos comprovativos.
4 — Para efeitos do número anterior são documentos comprovativos, quando aplicável:
a) Contrato de trabalho do desempenho das funções das especialidades a reconhecer;
b) Declaração da entidade patronal comprovativa do exercício efetivo das funções durante dois anos nos últimos cinco anos;
c) Certificação da formação complementar prevista no n.º 4 do artigo 5.º da presente portaria.
São revogadas as Portarias n.os 64/2001, de 31 de janeiro, 1325/2001, de 4 de dezembro, os n.os 5, 6, 7 e 9 da Portaria n.º 1522-B/2002, de 20 de dezembro, e a Portaria n.º 1142/2009, de 2 de outubro.
A presente portaria entra em vigor no prazo de 90 dias após a sua publicação.
O Ministro da Administração Interna, Miguel Bento Martins Costa Macedo e Silva, em 10 de julho de 2014.
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References: Artigo 1
 Artigo 2
 Artigo 3
 Artigo 4
 Artigo 5
 Artigo 6
 Artigo 7
 Artigo 8
 Artigo 9
 Artigo 10
 Artigo 11
 Artigo 12
 Artigo 13
 Artigo 14
 Artigo 15
 Artigo 16
 Artigo 17
 Artigo 18
 Artigo 19
 Artigo 20
 Artigo 21
 Artigo 22
 Artigo 23
 Artigo 24
 Artigo 25
 Artigo 26
 Artigo 27
 Artigo 28
 artigo 17
 artigo 25
 artigo 22
 artigo 25
 artigo 26
 artigo 5
 artigo 79
 artigo 5
 artigo 26
 artigo 20
 artigo 20
 artigo 22
 artigo 22
 artigo 17
 artigo 5