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Timestamp: 2020-04-01 05:45:34+00:00

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Confira o que Muda para Contratar Menor Aprendiz em 2019
Guia Menor Aprendiz 2019: Como Contratar e Quais as Vantagens
Por Aline Fernandes / 21 de junho de 2019 26 de fevereiro de 2020
Está precisando de mais gente na sua empresa? Então, que tal contratar um Menor Aprendiz?
Essa modalidade de contrato de trabalho causa dúvidas em muitas empresas, afinal, será que vale a pena contratar uma pessoa sem experiência para compor o quadro de funcionários?
Bem, eu tenho que te dizer que a ideia do Programa de Menor Aprendiz é justamente essa. Se você começou sua jornada profissional cedo, certamente enfrentou algumas dificuldades em relação à exigência de experiências anteriores.
Acontece que a cada dia que passa o mercado de trabalho está mais competitivo, e a experiência conta bastante na hora de conseguir uma vaga. Por isso, a ideia dos programas de aprendizagem profissional é preparar e capacitar jovens para o mercado profissional.
Afinal, no Brasil é bastante comum muitas pessoas iniciarem sua jornada profissional muito cedo. Seja por questões socioeconômicas ou porque os jovens estão buscando cada vez mais sua independência financeira.
A verdade é que esses programas vieram para que o menor possa ganhar experiência profissional sem perder etapas importantes de seu desenvolvimento, como a convivência com outros jovens em ambiente escolar, por exemplo.
Por isso, se você está em busca de mais informações sobre os programas de Menor Aprendiz, esse artigo vai te explicar como funciona, quais são as regras e como contratar um Aprendiz.
Ah, além disso, convidamos um Educador que nos trouxe boas dicas de como lidar com esses jovens.
Esses são os principais itens que vamos abordar ao longo do texto:
O que é e como funcionam os Programas Menor Aprendiz e Jovem Aprendiz;
Quais são os requisitos para o jovem aprendiz?
Quais são os Direitos e Deveres Do Menor Aprendiz?
Como ser uma empresa cadastrada no Programa Menor Aprendiz;
Quais o tipo de Jornada que o Menor Aprendiz enfrenta?
Vamos começar explicando mais sobre esse programa.
O que é e como funcionam os Programas Menor Aprendiz e Jovem Aprendiz
Antes de te explicar como funcionam os programas de Menor Aprendiz, preciso te contar um pouco da história de como esse programa surgiu e foi regulamentado por lei.
Para isso, vamos precisar voltar um pouco no tempo. Você sabia que antigamente era possível contratar crianças de 12 anos para trabalhar? Pois é, em 1967 foi instaurado o decreto n° 229 e nele dizia que aprendizes contemplavam a faixa etária de 12 a 18 anos.
Naquela época essas práticas eram bem comuns, ainda mais em atividades ligadas à indústria. Mas, hoje em dia, o trabalho infantil exercido por menores de 14 anos é terminantemente proibido no Brasil, assim como consta no artigo n°60 do Estatuto da Criança e Adolescente (ECA) e no artigo n°7 da Constituição Federal.
Por isso, a lei N 10.097/00 de 2002 conhecida como Lei do Aprendiz, é muito importante. Ela se trata de uma iniciativa do Governo Federal para regulamentar o trabalho de adolescentes menores de 18 anos.
Além disso, ela ajuda na inserção de jovens no mercado de trabalho para que eles possam ter sua primeira experiência e preparação para sua jornada profissional. Isso porque a lei exige que empresas de grande e médio porte tenham no mínimo 5 % de seu quadro de funcionários constituído por menores aprendizes.
Mas, a parte principal é que essa lei ajuda a coibir a contratação de crianças para o trabalho em condições irregulares, uma vez que estipula uma idade mínima e regras para que um menor de idade possa começar a trabalhar.
Agora que eu já te expliquei sobre a lei, podemos ver como funcionam os programas de menor aprendiz.
Como falei mais acima, esse programa dá ao jovem a oportunidade de iniciar sua carreira no mercado de trabalho. E para isso, a iniciativa funciona em dois aspectos: o teórico e o prático.
O objetivo do programa é a profissionalização do jovem, ou seja, é necessário que o menor realize cursos de qualificação em algumas das entidades cadastradas no programa de Jovem Aprendiz.
Para isso, é realizada uma parceria entre a empresa, onde será desenvolvido a parte prática, com a instituição formadora, que é responsável pela parte teórica. Essa qualificação faz com que o Aprendiz tenha em seu currículo tanto as coisas aprendidas na escola profissionalizante quanto as coisas aprendidas na prática dentro da empresa.
Mesmo assim, muitas empresas e até mesmo os jovens possuem dúvidas de como participar desse programa e o que precisa ter para participar.
Mas não se preocupe, ao longo deste texto vamos ver mais coisas sobre esse programa. Agora, eu quero falar sobre o os requisitos para participar do programa de menor aprendiz.
Muitos jovens estão ansiosos para saber quais são os requisitos para poder participar desse programa. A boa notícia é que eles são bem simples, e de acordo com a lei existem dois requisitos principais.
O primeiro deles diz respeito a idade do jovem, é preciso que ele esteja na faixa etária entre os 14 e 24 anos. Já o segundo requisito é que ele esteja matriculado no Ensino Fundamental ou Médio.
E aqui está uma vantagem desse programa, ele estimula o jovem a se dedicar à escola uma vez que o programa fiscaliza as notas e a frequência do aprendiz na escola, contribuindo para evitar a evasão escolar.
Antes de passarmos para o próximo tópico, é importante destacar que a faixa etária aceita em cada instituição pode variar de acordo com cada programa, isso porque depende das parcerias entre empresas e os institutos formadores.
Por exemplo, existem programas em que o jovem só pode participar até os 15 anos, já outros permitem que ele já tenha 18 anos. Essas informações podem ser encontradas diretamente na instituição formadora.
Agora, vamos entrar em outro tópico importante. Você sabe quais são os direitos do menor aprendiz? Vamos descobrir.
Para falar sobre os direitos do aprendiz, eu vou dividir em duas partes: primeiro vamos falar sobre seus direitos gerais, e depois dos seus direitos relacionados à verba trabalhistas.
Muitas empresas não sabem, mas uma das exigências do programa de aprendiz e que também é um dos direitos do menor, é a assinatura de sua Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS).
De acordo com o artigo 431 da CLT, essa assinatura pode ser feita tanto pela instituição formadora quanto pela empresa, e isso também vai depender do acordo feito entre as duas instituições.
É importante lembrar que a validade do programa com o menor é de no máximo de 24 meses, logo o seu contrato só pode ter duração de 2 anos.
Entretanto, para o aprendiz portador de deficiência esse prazo pode se estender, mas eu vou te explicar melhor as diferenças de contrato para aprendizes que possuem algum tipo de deficiência mais para frente, agora vamos ver mais direitos o aprendiz possui.
Outro direito do aprendiz extremamente importante e que as empresas devem ficar de olho, é em relação a sua carga horária, pois o contrato de aprendiz prevê uma carga horária teórica e prática, que envolve o curso profissionalizante e o seu dia a dia no empresa.
Pode ser que o menor se divida entre os dois locais durante a semana, ou que primeiro faça o curso e depois consiga uma vaga nas empresas parceiras. Isso também é um aspecto que varia de programa para programa.
Mas não se preocupe, teremos um tópico especial apenas para falar sobre a jornada de trabalho do jovem aprendiz.
E por falar sobre a carga horária, é importante ressaltar que a empresa precisa conceder ao aprendiz o tempo que for necessário para sua frequência às aulas. Isso quer dizer que os horários de saída ou de entrada dele precisam ser compatíveis com seu horário de entrada na escola.
E por fim, é também um direito do jovem aprendiz receber ao término do seu curso de aprendizagem um certificado de qualificação profissional, listando todas as competências aprendidas no curso, para que o aprendiz possa agregar essas atividades ao seu currículo.
Bom, agora que já falamos sobre seus direitos gerais, vamos falar sobre os direitos relacionados à verba trabalhista desses aprendizes.
Você sabia que um jovem aprendiz tem quase os mesmos direitos de um colaborador em regime CLT?
Pois é, um contrato de aprendizagem prevê férias remuneradas, direitos previdenciários entre outros que são garantidos à um trabalhador celetista. Vamos explicar melhor cada um deles:
É garantido ao menor aprendiz um salário mínimo/hora, podendo ser maior que o salário mínimo em casos de determinação de contrato ou acordo coletivo da categoria.
No momento o salário mínimo por hora é de R$ 4,54, esse é o valor que o aprendiz deverá receber se a sua categoria não prever um salário maior.
Assim como os colaboradores em regime de CLT, também é garantido ao aprendiz férias remuneradas após 12 meses de trabalho. A diferença é que de acordo com parágrafo 2° do artigo 136, as férias do trabalhador menor de 18 anos devem sempre coincidir com suas férias escolares.
É importante lembrar que para o aprendiz também se aplica a regra estipulada no artigo 130 da CLT, que fala sobre a proporção entre as férias e as faltas injustificadas. Então se dentro de doze meses o aprendiz tiver um certo número de faltas, suas férias podem diminuir na seguinte proporção:
De acordo com o artigo 65 do ECA, para todo aprendiz maior de 14 anos são assegurados os direitos trabalhistas e previdenciários. Entre eles estão:
1.Seguro-desemprego
Caso tenha seu contrato rescindido antecipadamente, por falência da empresa, morte do empregador ou encerramento da atividade empresarial, o menor terá direito ao seguro desemprego, com a mesma regra aplicada aos colaboradores celetistas.
No caso dos menores aprendizes, a alíquota do FGTS é de 2%.
Assim como todo colaborador celetista, o menor aprendiz também tem direito ao décimo terceiro salário.
Também é assegurado ao menor aprendiz a concessão de vale-transporte para o deslocamento de sua residência até a instituição formadora ou o seu local de trabalho.
E caso o aprendiz tenha que comparecer aos dois lugares no mesmo dia, a empresa deverá conceder a quantia suficiente para seu deslocamento.
Bom, eu falei sobre alguns direitos do aprendiz, mas existem outros que eu não citei e aposto que você deve estar curioso para saber. Afinal, será que o menor aprendiz tem direito à vale alimentação? Vamos descobrir.
Os demais benefícios como vale-refeição/alimentação, convênio médico ou seguro de vida, não são obrigatórios, e ao menos que sejam expressos em convenções ou acordo coletivos, ficam totalmente à critério da empresa conceder ou não esses benefícios.
Agora que eu já falei sobre os direitos do aprendiz, chegou a hora de falarmos sobre os deveres desse colaborador.
Deveres do Menor Aprendiz
Apesar de não estar expresso na legislação, a maioria dos contratos de aprendizagem lista alguns deveres do menor aprendiz, que geralmente são voltados para o seu próprio desenvolvimento, como por exemplo:
Manter um bom desempenho e rendimento escolar;
Zelo no cumprimento das tarefas a ele designadas pela empresa;
Ser pontual em relação aos seus horários de aprendizagem e de trabalho;
Respeitar as regras da empresa à qual realiza suas atividades;
Cumprir o acordado em seu contrato de trabalho.
Além disso, de acordo com o artigo 424 da CLT, os responsáveis pelo aprendiz também possuem o dever de afastar o menor de trabalhos que afetem a sua rotina escolar, sua saúde ou traga algum outro tipo de problema para o jovem.
Por isso, ter um menor de idade trabalhando na sua empresa exige bastante cuidado, e a melhor coisa é instruir esse jovem para que a experiência seja a melhor para os dois lados e para que ele possa aprender bastante na sua empresa.
Agora que eu já te expliquei quais são os requisitos para participar de um programa de menor aprendiz e quais são os direitos, é importante diferenciarmos algo que muitas pessoas confundem.
Será que estagiário e aprendiz são a mesma coisa? Vamos descobrir.
Diferença entre Estagiário, Menor Aprendiz e Jovem Aprendiz
Eu entendo a confusão que existe em torno da modalidade de trabalho de um jovem aprendiz, afinal, conhecemos diversas nomenclaturas que dizem respeito a contratação de um menor. Mas a verdade é que seja Menor Aprendiz ou Jovem aprendiz, ambas seguem as regras expostas pela Lei do Aprendiz.
Mas, então por que existe essa confusão? Bom, isso acontece porque muitas empresas costumam diferenciar a categoria pela idade, sendo que o Jovem Aprendiz abrange pessoas de 18 a 24 anos, e o Menor Aprendiz a faixa etária de 14 a 18 anos.
Já para a categoria de estagiário, as diferenças são bem maiores, pois são coisas totalmente opostas.
Para entender as diferenças, podemos começar observando a legislação, já que as duas categorias possuem legislação própria. No caso dos estagiário a legislação a ser seguida é a Lei 11.788, de 25 de setembro de 2008.
Além disso, o estagiário não é um empregado da empresa, ele não possui carteira assinada, portanto não tem vínculo empregatício com a contratante. E outra grande diferença é que o Estagiário não exerce uma função profissionalizante, mas sim de atividade complementar de sua formação.
Para entendermos melhor, vou deixar uma tabela aqui com as principais diferenças entre essas categorias.
(modalidade de termo de compromisso de estágio)
Sim, porém sem acréscimo de salário
Como ser uma empresa cadastrada no Programa Menor Aprendiz
Uma das coisas que falamos ao longo deste texto, é que toda empresa de grande ou médio porte é obrigada a possuir aprendizes em seu quadro de funcionários. Mas como elas podem contratar esses jovens?
Bom, de acordo com a legislação, para se cadastrar em um programa de Menor Aprendiz, a empresa deve procurar entidades de formação técnico-profissional, e matricular seus aprendizes nos Serviços Nacionais de Aprendizagem.
Dentre elas estão instituições bastante conhecidas como o Senai e Senac. Mas, caso a empresa não consiga vagas nessas instituições, ela também pode procurar entidades sem fins lucrativos como o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) ou o Ensino Social Profissionalizante (ESPRO), que prestam assistência profissional ao adolescente, e também as escolas técnicas de educação.
Para os jovens que também desejam se inscrever nesses programas, podem procurar essas instituições para mais informações ou se cadastrar diretamente pelo site das empresas.
Agora você deve estar se perguntando qual é a vantagem de uma empresa ser cadastrada nesse programa. A verdade é que existem muitas, vamos falar sobre isso agora.
Vantagens de ser uma empresa cadastrada
Engana-se quem pensa que a empresa não possui nenhuma vantagem ao participar de programas de aprendizagem. Pois, além de estar contribuindo socialmente ao conceder oportunidades para jovens ingressarem no mercado de trabalho, as empresas ainda possuem benefícios fiscais como:
dispensa da obrigatoriedade de multa de rescisão de contrato;
isenção de acréscimo na contribuição previdenciária para empresas cadastradas no Simples Nacional.
E ainda de acordo com Milton França, que atuou como Educador de Curso de aprendizagem por 9 anos, além dos benefícios fiscais, os programas de aprendizagem ainda ajudam no fortalecimento da imagem da empresa.
“O maior benefício que eu vejo para as empresas é o fortalecimento de sua imagem, mesmo que seja um lei que precisa ser seguida, as empresas acabam proporcionando uma outra perspectiva para os aprendizes que estão iniciando suas carreiras profissionais”, afirma o educador.
Além disso, ele ainda ressalta que também existem benefícios econômicos, uma vez que o aprendiz poderá desenvolver atividades contribuindo para o setor com um custo menor que um colaborador contratado.
E essa relação não possui apenas vantagens de um lado, para os aprendizes também é algo muito vantajoso.
Vantagens para o Aprendiz
Além de poder iniciar sua carreira em uma grande empresa, o aprendiz ainda pode ter a experiência do trabalho em grupo, desenvolvendo suas habilidades interpessoais.
Além disso, ele experimenta a sensação de fazer parte de processos, e de recolher os resultados de seu trabalho.
“A vantagem do programa para o aprendiz participante é poder ter a experiência de lidar com processos de trabalho, compreender a cultura de uma empresa, ampliar a sua visão de mundo, se relacionar com pessoas que estão fora do círculo de amizades e ainda adquirir e/ou potencializar aspecto como responsabilidades, e para muitos a alegria de poder ajudar financeiramente em seus lares”, conclui Milton.
Nós já estamos nos encaminhando para o final deste texto, então que tal vermos algumas dúvidas sobre esse tema?
Eu sei que eu já te contei como se cadastrar no programa Aprendiz, mas eu ainda não te falei sobre como contratar um menor aprendiz.
Geralmente a própria instituição que a empresa faz convênio encaminha o aprendiz para a organização, mas é importante ressaltar que a empresa ainda terá que fazer uma seleção dos aprendizes encaminhados.
Por isso é muito importante que os aprendizes tenham um currículo, para que a empresa possa ter informações prévias sobre aquele aprendiz.
Após a seleção feita, chegou a hora da entrevista, uma das partes mais importantes do processo. Por isso, é importante fazer uma entrevista com o aprendiz, conhecê-lo melhor e identificar quais funções ele poderá desenvolver com êxito dentro de sua empresa.
Ah! E eu não posso te deixar esquecer que os aprendizes contratados devem exercer apenas a função de seu contrato, por isso é bom alinhar com a instituição formadora suas perspectivas com o menor contratado e alinhar também o conteúdo da parte teórica com a prática.
Posso Contratar um Menor Aprendiz Com Deficiência?
Essa também é uma dúvida muito comum, e a resposta para ela é que a empresa não só pode contratar um menor aprendiz com deficiência, como também deve.
Não podemos negar que pessoas com deficiência enfrentam grandes dificuldades de colocação no mercado de trabalho, por isso, diversas leis foram criadas para incentivar as empresas a cederem oportunidades para pessoas portadoras de alguma deficiência.
E a Lei do Aprendiz é uma dessas que, junto com a Lei de Cotas, promovem a inclusão social de pessoas PCD (Pessoas com Deficiência). Vou te explicar melhor.
A lei n°8.213/91, denominada Lei de Cotas, determina que as empresas com mais de 100 funcionários tenham no mínimo 2% de seu quadro de funcionários constituído por pessoas com deficiência. Além disso, para empresas com um número maior de colaboradores, essa porcentagem aumenta na seguinte proporção:
de 501 a 1.000 4%;
E como essa lei ajuda na contratação de aprendizes?
Bom, a contratação de aprendizes PCD também entra nessa proporção das cotas, fazendo com que a empresa obedeça a legislação e ainda colabore para a inclusão social.
Mas atenção, para aprendizes portadores de deficiência as regras do programa são diferentes.
Para os aprendizes PCD, não existe um limite de idade para participação no programa, e o tempo de contrato também pode ser maior do que os 2 anos estipulados na regra comum.
Agora que eu já respondi as dúvidas mais comuns referente ao programa menor aprendiz, chegou a hora de falarmos sobre a jornada de trabalho deste colaborador.
A jornada de trabalho de um aprendiz prevê limites diários diferentes para aqueles que já terminaram o ensino médio, e aqueles que ainda estão cursando a escola.
Essa jornada deverá estar expressa em seu contrato de aprendizagem, assim como a especificação do curso que ele estará cursando, a sua jornada diária e semanal e quantas horas serão dedicadas às atividades teóricas e práticas.
Para aqueles que ainda estão cursando o ensino médio, a jornada prevista varia de 04 horas até no máximo 6 horas.
Vale lembrar que dentro deste período estão incluídas as horas teóricas aplicadas pelo curso na instituição formadora. Por isso, algumas empresas optam por distribuir a semana do aprendiz em 1 ou 2 dias teóricos.
Já no caso dos jovens que já concluíram o ensino, a carga horária pode ser de até 8 horas incluindo nesse tempo também as atividades teóricas.
Eu aposto que as três perguntas que eu vou colocar aqui estão rodeando a sua cabeça, vamos descobrir!
Menor Aprendiz pode trabalhar aos finais de semana?
Apesar do programa aprendiz prever uma carga horária mais leve, isso não quer dizer que o trabalho aos finais de semana seja proibido para esse colaborador.
Desde que a empresa tenha autorização para trabalhar aos sábados, o aprendiz também pode ser requisitado aos finais de semana. É o caso dos menores aprendizes que atuam em farmácias ou mercados por exemplo.
Entretanto, a empresa não pode esquecer de garantir o repouso semanal deste colaborador.
Aprendiz pode ter jornada noturna?
A resposta para essa pergunta também depende da categoria do aprendiz.
Para os menores aprendizes, ou seja aqueles que possuem menos de 18 anos, o trabalho noturno é totalmente proibido, conforme artigo 404 da CLT.
Já para o jovem aprendiz, maior de 18 anos, o trabalho noturno não é proibido pela lei, mas é assegurado a esse jovem o recebimento de adicional noturno por seu trabalho exercido entre as 22h e 5h do dia seguinte em áreas urbanas ou das 21h às 5h em atividades rurais.
Menor Aprendiz pode fazer hora extra?
Muitas empresas esquecem que existem diferenças contratuais para os menores aprendizes, e podem acabar exigindo do jovem que ele faça horas extras como um colaborador comum.
Entretanto, essa prática é totalmente proibida, como previsto no artigo 432 da CLT.
A legislação diz que a prorrogação ou a compensação da jornada de trabalho de um aprendiz é proibida. Ou seja, o jovem não pode nem estender a sua jornada, nem mesmo possuir banco de horas.
Por essa razão, é importante a pessoa responsável pelo aprendiz na empresa precisa estar sempre de olho nos horários que ele pratica. E agora eu vou te dar uma dica de como fazer isso da melhor forma.
Como fazer um controle de Ponto Efetivo do Menor Aprendiz
Quando uma empresa contrata um menor aprendiz, a sua carteira de trabalho pode ser assinada pela instituição formadora ou pela própria organização em que ele desenvolverá suas atividades práticas.
Mas a pergunta que fica é, quem é o responsável pelo controle de ponto deste aprendiz?
Nesse caso, a parte responsável pelo controle é a que assina a carteira do colaborador como seu empregador.
Portanto, se a empresa assinou, ela é obrigada a fornecer ao aprendiz algum meio de controle de ponto, seja o mesmo destinado aos seus colaboradores ou não.
Já quando a instituição formadora assina a carteira do menor, ela deve entrar em um acordo com a empresa, para chegar a uma forma de controle.
Algumas acabam usando uma folha de ponto manual, em que o aprendiz preenche durante sua jornada para a empresa, e depois é enviada para a instituição para que sejam feitos os devidos cálculos.
Nesse processo podemos perceber duas brechas. A primeira delas é que a folha de ponto manual é um meio passível de fraudes e erros, e pode acontecer do aprendiz nunca registrar sua jornada correta.
A segunda é que essa demora e o envio da folha para dois lugares pode fazer com que a empresa não receba a folha do aprendiz a tempo, ou que só perceba que o aprendiz fez mais tempo do que deveria somente na hora de fechar a folha.
Isso faz com que nenhuma das partes tenham controle e estejam sujeitas à processos trabalhistas.
E como é possível ter controle disso?
A resposta para isso é simples: utilizando um bom sistema de controle de ponto.
O sistema da PontoTel, por exemplo, é totalmente completo desde o momento da marcação do ponto até a gestão de jornada desse colaborador.
Com ele, o aprendiz pode registrar sua jornada pelo próprio aplicativo da PontoTel, utilizando um celular, tablet ou computador, mesmo estando no curso teórico ou realizando sua jornada na empresa.
O interessante é que a jornada pode ser conferida em tempo real ou diariamente, podendo a empresa saber quais aprendizes não compareceram ao trabalho, ou quais estão fazendo hora extra de forma indevida. Além disso, esse aplicativo também previne fraudes, uma vez que o ponto possui geolocalização, e registro de ponto por foto.
Viu só? A tecnologia pode ajudar muito no cuidado com menores aprendizes, que não podemos negar, merecem bastante atenção.
Mas além disso, existem outras coisas que podem ajudar a sua empresa a lidar com os aprendizes. Lembra que no começo eu prometi trazer algumas dicas?
Aqui estão 8 dicas e como lidar com aprendizes na sua empresa:
1. Compreender, entender e vê-los como aprendiz
Por mais que o aprendiz demonstre bastante responsabilidade e facilidade para exercer o seu trabalho, ele também pode cometer erros.
Por isso, a empresa deve sempre lembrar de que aquele colaborador é um aprendiz, e essa é a sua porta de entrada para o mercado de trabalho. Ser tolerante a erros tornará a sua relação com aquele aprendiz fortalecida, e ele terá certeza de que o ambiente é benéfico para sua aprendizagem.
2. Entender que cada um tem seu tempo de aprender
Não adianta querer que o aprendiz se desenvolva no primeiro mês dentro da sua empresa, ainda mais para alguém enfrentando o mercado de trabalho pela primeira vez, e essa é uma tarefa que demanda certo tempo.
Por isso, respeite o tempo do seu aprendiz de aprender as suas funções, fazendo isso você dará mais segurança para o jovem, e ele com certeza se sentirá mais motivado a se desenvolver.
3. Ensine o processo de trabalho/atribuições por partes
Essa dica vale tanto para aprendizes quanto para qualquer outro profissional que acaba de entrar na empresa.
Todo processo de aprendizagem dentro de uma empresa deve ser feito aos poucos. Devemos lembrar que algumas tarefas podem ser até consideradas fáceis para quem já está a muito tempo na empresa, mas quem acabou de chegar pode sentir certa insegurança até estar totalmente à vontade com a tarefa.
Por isso, principalmente por ser um aprendiz no seu primeiro emprego, é importante ter esse cuidado na hora de ensinar tarefas.
4. Valorize a sua importância para a empresa
Muitas vezes por possuírem tarefas consideradas mais fáceis, os aprendizes podem pensar que sua participação na empresa não faz nenhuma diferença.
E nessas ocasiões, os supervisores devem demonstrar o contrário, que valorizam esse aprendiz e que ele faz parte do processo para a empresa andar.
Essa valorização contribui muito para a motivação e produtividade do jovem.
5. Dê feedback periodicamente, isso contribui para um melhor desenvolvimento
O aprendiz é um funcionário que está se desenvolvendo profissionalmente, e para ele o feedback funcionará como uma forma de construir a sua carreira. Nesta conversa, o supervisor pode listar os pontos fortes do jovem e também coisas que ele pode melhorar.
Criar o hábito de dar feedbacks constantes ajuda para que esse profissional amadureça. Mas lembre-se: todo feedback deve ser construtivo e não soar desanimador, é uma chance de dar algumas dicas e de dizer ao jovem que ele pode se desenvolver ainda mais.
6. Entenda, aprendiz não é “faz tudo”
Como vimos um pouco mais acima deste texto, um aprendiz deve apenas realizar as tarefas compatíveis com o seu contrato. Então, os responsáveis pelo aprendiz devem se atentar para não colocá-lo para tarefas que não são compatíveis com sua função.
7. Tenha tempo de qualidade para ensinar novos processos
Essa dica combina muito com a que falamos mais acima. Além de ensinar tarefas complexas aos poucos, o supervisor deve dedicar um tempo considerável quando precisar ensinar novos processos.
Muitas vezes supervisores podem acabar ensinando algo para o aprendiz de forma rápida, e não da chance dele tirar dúvidas, e o que acontece são erros nos processos que podem até mesmo desmotivar o jovem no seu aprendizado.
8. Não seja arrogante e agressivo na maneira de se comunicar, independente de qualquer coisa
Essa última dica também pode ser usada para o tratamento de qualquer colaborador dentro de uma empresa.
A comunicação é parte essencial do relacionamento em uma empresa, e ao se comunicar com um aprendiz o supervisor deve manter a calma, e não demonstrar agressividade ou indiferença pelo jovem.
Lembre-se: esse profissional não tem a mesma experiência que os colaboradores mais experientes e ainda é um colaborador descobrindo como funciona o mundo profissional. Por isso, seguir essas dicas pode ajudar tanto a sua empresa quanto o desenvolvimento do aprendiz.
Como vimos nesse texto, a contratação de menores aprendizes além de ser obrigatória para algumas empresas, também é benéfica, pois possuem uma série de vantagens.
Além disso, a empresa estará contribuindo para a aceleração do mercado de trabalho e capacitação de diversos jovens.
Ter um programa desses na sua empresa também pode ajudar a fortalecer a sua cultura organizacional, pois ele proporciona um encontro de gerações, que ajuda o aprendiz a se desenvolver e crescer conforme vivencia o dia a dia com profissionais mais experientes, além de muitas vezes mudar a realidade desses jovens e até mesmo de sua família.
E caso você precise de uma ajuda com o controle de jornada desses colaboradores, não perca tempo e conheça o sistema da PontoTel. Agende já uma demonstração grátis!

References: artigo 431
 artigo 136
 artigo 130
 artigo 65
 artigo 424
 artigo 404
 artigo 432