Source: https://at.madeira.gov.pt/artigo/340/IUC_-_Ve%C3%ADculos_importados
Timestamp: 2020-03-29 22:40:40+00:00

Document:
Autoridade Tributaria e Assuntos Fiscais da RAM
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AT-RAM
Organica da Instituição
Decreto Regulamentar Regional n.º 14/2015/M
Conforme definido no Decreto Regulamentar Regional n.º 3/2015/M, de 28 de maio, a Secretaria Regional das Finanças e da Administração Pública integra na sua composição a Autoridade Tributária e Assuntos Fiscais da Região Autónoma da Madeira, adiante designada abreviadamente por AT -RAM.
A AT -RAM corresponde à nova designação atribuída à Direção Regional dos Assuntos Fiscais, cuja estrutura orgânica foi criada pelo Decreto Regulamentar Regional n.º 29 -A/2005/M, de 31 de agosto, sendo posteriormente alvo de reestruturação através do Decreto Regulamentar Regional n.º 2/2013/M, de 1 de fevereiro.
Para além das atribuições já definidas no diploma referido supra in fine acrescem as relativas ao Centro Internacional de Negócios da Madeira, no que diz respeito ao acompanhamento e coordenação do exercício das atividades desenvolvidas na Zona Franca da Madeira. O Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma da Madeira, aprovado pela Lei n.º 13/91, de 5 de junho, e revisto pelas Leis n.os 130/99, de 21 de agosto, e 12/2000, de 21 de junho, e ainda a Lei das Finanças Regionais, aprovada pela Lei n.º 13/98, de 24 de fevereiro, alterada pelas Leis Orgânicas n.os 1/2007, de 19 de fevereiro, e 1/2010, de 29 de março, clarificam e elencam os poderes próprios concedidos às Regiões Autónomas em matéria tributária pela Lei Constitucional.
A presente alteração fundamenta -se na necessidade de reorganização das unidades orgânicas em obediência à nova estrutura do XII Governo Regional da Madeira, às especificidades regionais que exigem um alargar da missão da administração fiscal regional, consentânea com uma visão integradora, funcional e de acompanhamento mais estreito da Zona Franca da Madeira.
A AT -RAM, no exercício das suas competências, respeita o princípio da unidade do sistema fiscal e os princípios da coordenação, partilha e reciprocidade com a AT, sem prejuízo de o exercício da sua atividade se pautar pelo respeito dos princípios e normas da autonomia fiscal, aplicáveis à Região Autónoma da Madeira.
Assim, nos termos do artigo 26.º do Decreto Regulamentar Regional n.º 3/2015/M, de 28 de maio, e ao abrigo da alínea d) do n.º 1 do artigo 227.º e do n.º 6 do artigo 231.º da Constituição da República Portuguesa, das alíneas c) e d) do artigo 69.º do Estatuto Político -Administrativo da Região Autónoma da Madeira, aprovado pela Lei n.º 13/91, de 5 de junho, e revisto pelas Leis n.os 130/99, de 21 de agosto, e 12/2000, de 21 de junho, e do n.º 1 do artigo 24.º do Decreto Legislativo Regional n.º 17/2007/M, de 12 de novembro, alterado pelos Decretos Legislativos Regionais n.os 24/2012/M, de 30 de agosto, e 2/2013/M, de 2 de janeiro, que o republicou, o Governo Regional da Madeira decreta o seguinte
A Autoridade Tributária e Assuntos Fiscais da Região Autónoma da Madeira, abreviadamente designada por AT -RAM, é o serviço da administração direta da Região Autónoma da Madeira, integrado na Secretaria Regional das Finanças e da Administração Pública, a que se refere a alínea b) do n.º 1 do artigo 5.º do Decreto Regulamentar Regional n.º 3/2015/M, de 28 de maio.
1 — A AT -RAM é um serviço executivo da Secretaria Regional das Finanças e da Administração Pública que tem por missão assegurar e administrar os impostos sobre o rendimento, sobre a despesa, sobre o consumo, sobre o património e outros tributos legalmente previstos, bem como executar as políticas e as orientações fiscais definidas pelo Governo Regional da Madeira, em matéria tributária a exercer no âmbito da Região Autónoma da Madeira, de acordo com os artigos 140.º e 141.º da Lei n.º 130/99, de 1 de agosto, nomeadamente a liquidação e a cobrança dos impostos que constituem receita da Região.
2 — A AT -RAM tem ainda por missão acompanhar e coordenar o exercício das atividades desenvolvidas na Zona Franca da Madeira, por forma a tornar mais célere e eficaz todo o procedimento administrativo referente àquele conjunto de atividades.
3 — A AT -RAM dispõe, para além de uma unidade orgânica central, de unidades orgânicas desconcentradas de âmbito local, designadas por serviços de finanças.
1 — Para a prossecução da sua missão, as atribuições da AT -RAM abrangem os seguintes domínios:
a) Execução das orientações da política fiscal regional nos termos definidos pelo secretário regional da tutela;
b) Fiscalização tributária;
c) Justiça Tributária;
d) Procedimentos graciosos, instrução criminal e contencioso fiscal;
e) Informação e investigação tributária;
f) Acompanhamento e coordenação do exercício das atividades desenvolvidas na Zona Franca da Madeira.
2 — A AT -RAM tem as seguintes atribuições:
a) Coadjuvar o secretário regional da tutela na proposta, definição e desempenho da política fiscal regional;
b) Assegurar e coordenar um sistema de planeamento e controlo da política fiscal regional;
c) Apoiar a atividade dos diversos serviços e organismos cuja área de competência se relacione com a AT -RAM;
d) Estudar e propor medidas fiscais de caráter normativo no âmbito das competências atribuídas ao secretário regional da tutela, que decorram da lei e da demais legislação em vigor;
e) Coadjuvar o secretário regional da tutela, no acompanhamento e coordenação do exercício das atividades desenvolvidas na Zona Franca da Madeira, nomeadamente no procedimento administrativo relativo aos processos de pedidos de licenças remetidos pela concessionária da Zona Franca da Madeira.
3 — Incumbe em especial à AT -RAM e relativamente às receitas fiscais próprias da Região Autónoma da Madeira:
a) Assegurar a liquidação e cobrança dos impostos sobre o rendimento, sobre o património e sobre o consumo e demais tributos que lhe incumbe administrar, bem como arrecadar e cobrar outras receitas da Região ou de pessoas coletivas de direito público; b) Assegurar e coordenar um sistema de planeamento e controlo da política fiscal regional;
c) Exercer a ação de inspeção tributária, prevenindo e combatendo a fraude e evasão fiscais, no âmbito das suas atribuições;
d) Exercer a ação de justiça tributária e assegurar a representação da Fazenda Pública junto dos órgãos judiciais;
e) Executar os acordos e convenções internacionais em matéria tributária, nomeadamente os destinados a evitar a dupla tributação;
f) Informar os contribuintes sobre as respetivas obrigações fiscais e apoiá-los no cumprimento das mesmas;
g) Promover a correta aplicação da legislação e das decisões administrativas relacionadas com as suas atribuições e propor as medidas de caráter normativo, técnico e organizacional que se revelem adequadas;
h) Contribuir para a melhoria da eficácia do sistema fiscal, propondo as providências de caráter normativo, técnico e organizacional que se revelem adequadas;
i) Cooperar com outras administrações tributárias e participar nos trabalhos de organismos internacionais no domínio da fiscalidade;
j) Promover e assegurar as relações com organismos internacionais, nacionais ou regionais vocacionados para o estudo de matérias fiscais;
k) Realizar e promover a investigação técnica no domínio tributário, tendo em vista o aperfeiçoamento das medidas legais e administrativas, a qualificação permanente dos recursos humanos, bem como o necessário apoio ao Governo na definição da política fiscal regional;
l) Desenvolver e gerir as infraestruturas, equipamentos e tecnologias de informação necessários à prossecução das suas atribuições e à prestação de apoio, esclarecimento e serviços de qualidade aos contribuintes;
m) Realizar e promover a investigação técnica no domínio tributário, tendo em vista o aperfeiçoamento das medidas legais e administrativas e a qualificação permanente dos recursos humanos.
4 — Incumbe em especial à AT -RAM, relativamente aos impostos especiais sobre o consumo de produtos petrolíferos e energéticos, álcool e bebidas alcoólicas e tabacos manufaturados, assegurar, no âmbito do artigo primeiro e segundo deste diploma, a administração dos referidos impostos na Região, excetuando as competências expressamente atribuídas por lei à Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) previstas no artigo 2.º do Decreto -Lei n.º 118/2011, de 15 de dezembro, e dos artigos 35.º e 37.º da Portaria n.º 320 -A/2011, de 30 de dezembro, e demais legislação aplicável, exercidas no território da Região Autónoma da Madeira através das delegações aduaneiras do Aeroporto da Madeira, Porto Santo e Zona Franca e ainda pela Alfândega do Funchal. 5 — No desempenho das suas atividades, a AT – RAM atua em coordenação institucional com a AT e coopera com outros serviços públicos que intervenham na área fiscal e ainda com outras administrações tributárias.
1 — A AT -RAM é dirigida pelo Diretor da Autoridade Tributária e Assuntos Fiscais da Região Autónoma da Madeira, adiante designado abreviadamente por diretor regional, cargo de direção superior de 1.º grau. 2 — Sem prejuízo das competências que lhe forem conferidas por lei ou que nele sejam delegadas ou subdelegadas, compete ao diretor regional, no âmbito da orientação e gestão da AT -RAM:
a) Colaborar na elaboração de políticas públicas nacionais e regionais em matéria tributária, preparando e apresentando ao secretário regional da tutela a informação necessária para o efeito;
b) Promover a correta execução da política e das leis tributárias;
c) Propor a criação e alteração de medidas legislativas, regulamentares e administrativas necessárias à eficácia e eficiência do sistema fiscal regional quanto aos tributos administrados pela AT -RAM;
d) Zelar pelos interesses da Fazenda Pública, no respeito pelos direitos e garantias dos obrigados fiscais;
e) Exercer a função de representação da AT – RAM junto das organizações nacionais e regionais na área fiscal;
f) Dirigir e controlar os serviços da AT -RAM e superintender na gestão dos recursos à mesma afetos, em ordem a promover a sua eficácia e eficiência e a qualidade das respetivas prestações;
g) Propor os meios de financiamento necessários à prossecução da política fiscal do Governo Regional;
h) Exercer, por inerência ou em representação da AT-RAM, o desempenho de funções em conselhos consultivos, comissões de fiscalização ou outros órgãos colegiais, no âmbito das atribuições da AT -RAM;
i) Transmitir instruções de caráter geral e obrigatório a todos os contribuintes da Região Autónoma da Madeira e serviços regionais sobre matérias da sua competência, obtida a concordância do Secretário Regional;
j) Coordenar o sistema de informação fiscal regional;
k) Exercer as competências que lhe forem conferidas pelo Estatuto do Pessoal Dirigente e as conferidas por lei ou que nele forem delegadas.
3 — Ao Diretor Regional incumbe ainda exercer as competências que, por força da aplicação dos códigos e demais legislação tributária, lhe forem cometidas, ou as que nele forem delegadas pelo secretário regional da tutela.
4 — O Diretor Regional é coadjuvado por um subdiretor regional, cargo de direção superior de 2.º grau, abrangido pelo disposto na alínea g) do n.º 2 do presente artigo.
5 — O Diretor Regional pode, nos termos da lei, delegar ou subdelegar competências, no subdiretor regional e em titulares de cargos de direção e de chefia.
6 — O diretor regional é substituído, nas suas ausências, faltas e impedimentos, pelo subdiretor regional e na falta deste por um titular de cargo de direção intermédia de 1.º grau a designar.
1 — A organização interna dos serviços da AT –RAM obedece ao modelo organizacional hierarquizado, em todas as respetivas áreas de atividade.
2 — A AT -RAM estrutura -se em serviços centrais, onde se incluem as unidades orgânicas nucleares, divisões e serviços de apoio técnico e administrativo, e os serviços desconcentrados onde se incluem os serviços de finanças.
A dotação de cargos de direção superior de 1.º e 2.º grau e de direção intermédia de 1.º grau consta do mapa anexo ao presente diploma, do qual faz parte integrante.
1 — Quando a natureza ou a especificidade das tarefas temporárias a desenvolver o aconselhem, podem ser constituídas equipas de projeto com caráter transitório por despacho do secretário regional da tutela, que fixa os seus objetivos, composição e duração.
2 — Os trabalhadores designados para a chefia de equipas de projeto que não beneficiem de regime remuneratório próprio têm direito a um acréscimo salarial correspondente a 30 pontos indiciários, a adicionar ao índice do escalão que detêm na categoria, até ao limite do estatuto remuneratório do cargo de direção intermédia de 2.º grau.
3 — Sem prejuízo do disposto no número anterior, os trabalhadores designados para chefiar equipas de projeto cuja natureza das tarefas a desenvolver assuma uma elevada exigência e complexidade técnica, terão direito a um acréscimo salarial a adicionar ao índice remuneratório que detêm na categoria, com o valor correspondente ao índice remuneratório do cargo de direção intermédia de 2.º grau.
4 — As equipas de projeto funcionam nos termos do preceituado no artigo 23.º do Decreto -Lei n.º 366/99, de 18 de setembro, com a redação dada pela Lei n.º 237/2004, de 18 de dezembro.
Gabinete da Zona Franca
1 — O Gabinete da Zona Franca, abreviadamente designado por GZF, é o serviço que tem por missão acompanhar e coordenar as atividades a exercer na Zona Franca da Madeira.
2 — São atribuições do GZF, designadamente:
a) Acompanhar e coordenar o exercício das atividades desenvolvidas na Zona Franca da Madeira, por forma a tornar mais célere e eficaz todo o procedimento administrativo referente àquele conjunto de atividades;
b) Analisar e submeter a decisão superior os processos de pedidos de licenças remetidos pela concessionária da Zona Franca da Madeira;
c) Assegurar os circuitos de comunicação entre os serviços da Administração e a Concessionária, de modo a garantir o pontual cumprimento do contrato de concessão;
d) Informar superiormente e manter atualizado o cadastro das sociedades licenciadas na Zona Franca da Madeira;
e) Coordenar as equipas multidisciplinares de vistoria às unidades industriais da Zona Franca da Madeira;
f) Executar tudo o mais que lhe for expressamente cometido ou decorra do normal desempenho das suas atribuições.
3 — O GZF funciona na direta dependência do diretor regional.
A AT -RAM dispõe das receitas provenientes de dotações que lhe forem atribuídas no Orçamento da Região Autónoma da Madeira.
Constituem despesas da AT -RAM as que resultem de encargos decorrentes da prossecução das atribuições que lhe estão cometidas.
Incompatibilidades e deveres
1 — É vedado aos trabalhadores da AT -RAM, bem como ao restante pessoal contratado, o exercício de quaisquer outras funções em matéria fiscal ou com estas relacionadas, excetuando as relativas à docência e formação, desde que devidamente autorizadas pelo secretário regional da tutela.
2 — O despacho de autorização referido no ponto anterior deve ser precedido de requerimento do interessado fundamentando que o exercício em acumulação das referidas atividades respeita os pressupostos legais previstos nos artigos 21.º a 23.º da Lei n.º 35/2014, de 20 de junho.
3 — As carreiras especiais da administração tributária regem -se ainda pelas normas especiais de inibições e incompatibilidades previstas na legislação tributária sobre as respetivas carreiras.
Os dirigentes e os trabalhadores da AT -RAM estão obrigados a guardar sigilo sobre todos os dados recolhidos sobre a situação tributária dos contribuintes e os elementos de natureza pessoal que obtenham no procedimento, nos termos estabelecidos no artigo 64.º da lei geral tributária.
Formação do pessoal da AT -RAM
1 — De acordo com o estabelecido no Decreto –Lei n.º 18/2005, de 18 de janeiro, a AT -RAM, isoladamente ou em colaboração com a AT, promoverá a aplicação de um sistema de formação permanente, visando dotar os seus trabalhadores com a competência adequada às exigências técnico -profissionais, éticas e humanas relacionadas com os cargos e funções que desempenhem ou venham a assumir no âmbito do desenvolvimento das respetivas carreiras.
2 — No âmbito do sistema de formação serão ministradas as seguintes ações formativas:
a) Cursos inseridos nos estágios para ingresso nas carreiras do GAT;
b) Módulos de formação destinados aos trabalhadores que sejam potenciais candidatos aos concursos de acesso;
c) Cursos destinados à preparação para o desempenho de cargos dirigentes e de chefia tributária.
3 — Sem prejuízo do disposto no número anterior serão igualmente ministradas ações formativas que visem a reciclagem, o aperfeiçoamento profissional e a especialização dos trabalhadores.
Adaptações funcionais e orgânicas genéricas em matéria fiscal
1 — As referências legais ao Ministro das Finanças, ao Diretor -Geral dos Impostos e ao Diretor -Geral da Autoridade Tributária e Aduaneira, feitas na legislação nacional em vigor, em matéria que se insira nas atribuições e competências fiscais da Região Autónoma da Madeira, entendem- -se reportadas, respetivamente, ao secretário regional com a tutela das finanças e ao Diretor da Autoridade Tributária e Assuntos Fiscais da Região Autónoma da Madeira.
2 — As referências legais feitas no artigo 54.º da Lei n.º 13/2002, de 19 de fevereiro, com a redação dada pelas Leis n.os 107 -D/2003, de 31 de dezembro, e 20/2012, de 14 de maio, ao Diretor -Geral da Autoridade Tributária e Aduaneira e aos respetivos representantes legais, em matéria que se insira nas atribuições e competências fiscais da Região Autónoma da Madeira, entendem -se reportadas respetivamente ao Diretor da Autoridade Tributária e Assuntos Fiscais da Região Autónoma da Madeira e aos representantes por este designados.
3 — As referências feitas ao Diário da República, em matéria que se insira nas atribuições e competências fiscais da Região Autónoma da Madeira, entendem -se reportadas ao Jornal Oficial da Região Autónoma da Madeira.
Cooperação e colaboração recíproca da AT e da AT –RAM
1 — Até que se encontrem instalados todos os meios logísticos necessários ao exercício da plenitude das atribuições e competências previstas no artigo 2.º do presente diploma, a AT, através dos seus departamentos e serviços, continua a assegurar a realização dos procedimentos em matéria administrativa e informática necessários ao exercício das atribuições e competências transferidas para a Região Autónoma da Madeira, incluindo os relativos à liquidação e cobrança dos impostos que constituem receita própria da Região Autónoma da Madeira.
2 — Os atos praticados nos termos do número anterior são passíveis de recurso hierárquico, a interpor, consoante o procedimento aplicável, perante o secretário regional responsável pela área das finanças ou o Diretor da Autoridade Tributária e Assuntos Fiscais da Região Autónoma da Madeira.
3 — Nos termos da alínea c) do n.º 2 do artigo 140.º da Lei n.º 130/99, de 21 de agosto, e do artigo 3.º do Decreto--Lei n.º 18/2005, de 18 de janeiro, a AT disponibilizará o apoio técnico e administrativo necessário ao cabal desempenho das funções que lhe são cometidas, mediante a celebração de protocolos de cooperação relativamente a áreas específicas.
4 — O apoio técnico e administrativo referido no número anterior inclui, nomeadamente, a colaboração na identificação das necessidades e planeamento de sistemas de informação, meios materiais e humanos, incluindo a formação profissional dos respetivos trabalhadores.
5 — De acordo com o disposto no artigo 3.º do Decreto- -Lei n.º 18/2005, de 18 de janeiro, a AT e a AT -RAM disponibilizam de forma recíproca as orientações legais e administrativas elaboradas pelos respetivos serviços.
1 — A AT -RAM sucede nas atribuições da Direção Regional dos Assuntos Fiscais.
2 — Após a entrada em vigor do presente diploma:
a) As referências feitas na legislação nacional ou regional em vigor e documentos administrativos à DRAF consideram -se efetuadas à AT -RAM;
b) A AT -RAM sucede à DRAF, nomeadamente em tudo o que na lei vigente disser respeito a esta Direção Regional, nos contratos vigentes e em todos os procedimentos e processos, designadamente administrativos, graciosos e judiciais, seja qual for a natureza, sem necessidade de observância de quaisquer outras formalidades;
c) As referências legais na legislação nacional ou regional em vigor e documentos administrativos reportados ao Diretor Regional dos Assuntos Fiscais consideram-se efetuadas ao Diretor da Autoridade Tributária e Assuntos Fiscais da Região Autónoma da Madeira.
A estrutura e a competência territorial dos serviços desconcentrados da AT -RAM são definidas por portaria do secretário regional responsável pela área das finanças.
Estágios pendentes
Mantêm -se válidos os concursos e estágios cuja abertura se efetuou antes da entrada em vigor do presente diploma.
1 — Até à entrada em vigor dos diplomas que, nos termos do artigo 21.º do Decreto Legislativo Regional n.º 17/2007/M, de 12 de novembro, alterado pelo Decreto Legislativo Regional n.º 24/2012/M, de 30 de agosto, procederem à aprovação da estrutura nuclear e da estrutura flexível da AT -RAM, mantém -se a atual estrutura constante da Portaria n.º 39/2013, de 18 de junho, e do Despacho n.º 105/2013, de 27 de junho, bem como as comissões de serviço dos titulares de cargos de direção intermédia das unidades orgânicas naqueles previstas.
2 — Até à entrada em vigor da portaria a que se refere o artigo 17.º, mantêm -se em vigor os artigos 34.º a 36.º do Decreto Regulamentar Regional n.º 29 -A/2005/M, de 31 de agosto, e a Portaria n.º 152 -A/2011, de 6 de outubro.
1 — Mantêm -se em vigor os artigos 39.º, 44.º, 50.º e 52.º do Decreto Regulamentar Regional n.º 29 -A/2005/M, de 31 de agosto.
2 — É revogado o Decreto Regulamentar Regional n.º 2/2013/M, de 1 de fevereiro.
Aprovado em Conselho do Governo Regional em 9 de julho de 2015.
Assinado em 17 de julho de 2015.
Funchal-1
Funchal-2
< Março de 2020 >
IUC - Veículos importados
13.01.2020 Informação
1. O que mudou na liquidação do IUC dos veículos importados?
Até 31 de dezembro de 2019, o Código do IUC previa que, para efeitos de apuramento da tributação aplicável, fosse apenas considerada a data da primeira matrícula emitida em Portugal.
A Lei n.º 119/2019, de 18 de setembro, veio rever aquele Código no sentido de – a partir de 1 de janeiro de 2020 – passar a ser considerada a data da primeira matrícula emitida em qualquer Estado-Membro da União Europeia ou do Espaço Económico Europeu.
Desta forma, a partir de 1 janeiro de 2020 os veículos anteriormente tributados na categoria B do IUC que tenham sido matriculados em Portugal em ou após 1 de julho de 2007 e que tenham tido uma primeira matrícula num país da União Europeia ou do Espaço Económico Europeu anterior àquela data passaram a ser tributados na categoria A daquele imposto, o que em geral se traduz numa redução do imposto devido.
2. Decisão do contencioso relativo ao passado
Embora aquela lei apenas alterasse a tributação para o futuro (naquele caso, a partir de 1 de janeiro de 2020), tendo em vista a redução da litigância com os contribuintes e em face do dever geral de a Administração Fiscal adequar o seu entendimento à jurisprudência dos tribunais, a Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) decidiu não prosseguir com o contencioso nesta matéria em relação às liquidações anteriores à entrada em vigor daquela lei, conformando o seu entendimento à jurisprudência do Tribunal de Justiça da União Europeia.
Neste contexto, foram emitidas as seguintes orientações aos serviços da AT:
a) Deferir eventuais reclamações graciosas, recursos hierárquicos ou revisões oficiosas que tenham por objeto liquidações de IUC, de veículos importados, em que a AT considerou a data de atribuição da matrícula em território nacional e não a data da atribuição da primeira matrícula noutro Estado-Membro da União Europeia ou do Espaço Económico Europeu;
b) Revogar o ato tributário nos termos do artigo 112.º do Código de Procedimento e de Processo Tributário, se o processo judicial se encontrar nessa fase ou proceder à revisão oficiosa dos atos de liquidação de IUC mencionados na alínea anterior, que tenham sido objeto de processo de impugnação judicial e já tenha decorrido o prazo referido no n.º 1 do artigo 111.º do CPPT; e
c) Não proceder à interposição de recurso jurisdicional nos processos judiciais decididos desfavoravelmente em primeira instância.
3. Implementação das alterações no cadastro e intervenção do contribuinte
A fiscalidade automóvel tem por base os dados dos veículos que são registados na Declaração Aduaneira de Veículos aquando da sua introdução no consumo em Portugal, sem prejuízo de eventuais alterações subsequentes. A utilização destes dados é partilhada entre a AT e o IMT – Instituto da Mobilidade e dos Transportes, além de outras entidades.
Até à entrada em vigor da Lei n.º 119/2019, de 18 de setembro, a data da primeira matrícula num Estado-membro da UE ou do Espaço Económico Europeu não era considerada um dado relevante para efeitos de tributação ou para efeitos de identificação do veículo, pelo que não constava de nenhum dos campos de dados estruturados daquela declaração.
Ainda assim, a partir de 1 de janeiro de 2018, aquela declaração passou a incluir a data da matrícula definitiva no país de proveniência, permitindo atualizar o cadastro com base nessa informação quando a viatura seja diretamente proveniente de um Estado-membro da UE ou do Espaço Económico Europeu, fazendo refletir essa informação na tributação em sede de IUC. Estão a ser desenvolvidas alterações adicionais no sentido de a Declaração Aduaneira de Veículos passar a identificar especificamente a data da primeira matrícula num Estado-membro da UE ou do Espaço Económico Europeu. Com base nesta alteração, a AT e o IMT passarão a dispor desta informação em relação aos veículos importados ou admitidos em Portugal desde aquela data.
Em relação aos veículos importados entre 1 de julho de 2007 e 1 de janeiro de 2018, para efeitos de aplicação da mencionada alteração ao Código do IUC, a AT está a desenvolver as alterações informáticas necessárias para que - aquando da liquidação do IUC - o contribuinte possa confirmar a data da primeira matrícula num Estado-membro da UE ou do Espaço Económico Europeu. Esta informação, sujeita a verificação por parte da AT, passará a constar do cadastro do veículo para todos os efeitos legais, designadamente restituição de impostos devida nos termos legais.
Quais os veículos abrangidos pela alteração?
Esta alteração em sede de IUC aplica-se aos
automóveis ligeiros de passageiros (isto é, automóveis com peso bruto até 3500 kg e com lotação não superior a nove lugares, incluindo o do condutor, que se destinem ao transporte de pessoas);
automóveis de passageiros com mais de 3500 kg e com lotação não superior a nove lugares, incluindo o do condutor;
automóveis ligeiros de utilização mista com peso bruto não superior a 2 500 kg,
tenham sido importados ou admitidos em Portugal em ou após 1 de julho de 2007; e,
tenham tido uma primeira matrícula num Estado-membro da União Europeia ou do Espaço Económico Europeu anterior a 1 de julho de 2007.
Como está a AT a lidar com o contencioso nesta matéria?
Em relação aos contribuintes que tenham solicitado ou venham a solicitar a revisão da sua situação, seja pela via administrativa (reclamação graciosa, recurso hierárquico ou revisão oficiosa), seja pela via judicial, a AT entendeu conformar-se com a interpretação do Tribunal de Justiça da União Europeia no sentido de aqueles veículos serem tributados na categoria A do IUC.
O que devem fazer os contribuintes para atualizar o cadastro do veículo e ser-lhes aplicado o novo entendimento?
- Quanto aos veículos importados a partir de 1 de janeiro de 2018, provenientes de um Estado-membro da UE ou do Espaço Económico Europeu e que apenas tenham tido uma matrícula anterior, dispondo a AT da informação necessária não haverá necessidade de atualizar o cadastro de veículos;
- Quanto aos veículos importados entre 1 de julho de 2007 e 1 de janeiro de 2018, aquando da liquidação do IUC o contribuinte deverá confirmar qual a data da primeira matrícula na União Europeia ou no Espaço Económico Europeu.
Para esta confirmação da data da primeira matrícula na União Europeia ou no Espaço Económico Europeu, será disponibilizada uma funcionalidade específica no Portal das Finanças aquando da liquidação.
Até à disponibilização dessa funcionalidade, os contribuintes podem remeter esta informação à AT através dos Serviços de Finanças, os quais procederão à atualização do cadastro do veículo, para todos os efeitos legais.
Diplomas Regionais
DLR n.º 1/2019/M de 15/02
DLR nº26/2018/M de 31/12 Série I nº251
Aviso n.º 325/2018 - PC TATA
DLR nº2/2018/M de 09/01 Série I nº6
DLR nº42-A/2016/M de 30/12 Série I nº250
DLR nº17/2015/M de 30/12 Série I nº254
DLR nº18/2014/M de 31/12 Série I nº252
DLR n.º 31-A/2013/M de 31/12 Série I nº253
DLR nº 20/2011/M de 26/12 Série I nº246
DLR nº 21/2011/M de 26/12 Série I nº246
DLR nº14/2010/M de 5/08 Série I nº151
DRR n.º 3/2019/M de 19/03
DRR n.º 6/2018/M, de 19/03
DRR 2/2013/M de 01/02 Série I B nº23
DRR 29 A/2005/M de 31/08 Série I B nº167 1ºSupl
DRR 8/2005/M de 12/04 Série I B nº71
Segunda alteração ao Decreto Regulamentar Regional n.º 14/2015/M, de 19 de agosto, que aprova a Orgânica da Autoridade Tributária e Assuntos Fiscais da Região Autónoma da Madeira. [...]
O presente diploma aprova o valor da Retribuição Mínima Mensal para vigorar na RAM. [...]
TABELAS DE RETENÇÃO NA FONTE PARA R.A.M.
Tab. Ret. RAM 2020
Tab. Ret. RAM 2019
Tab. Ret. RAM 2018
Tab. Ret. RAM 2017
Tab. Ret. RAM 2016
Tab. Ret. RAM 2015
Tab. Ret. RAM 2014
Tab. Ret. RAM 2013
Tab. Ret. RAM 2012
Tab. Ret. RAM 2011
Tab. Ret. RAM 2010
Tab. Ret. RAM 2009
Tab. Ret. RAM 2008
Coef. Desvalorização 2018
Coef. Desvalorização 2017
Coef. Desvalorização 2016
Coef. Desvalorização 2015
Coef. Desvalorização 2014
Coef. Desvalorização 2013
Coef. Desvalorização 2012
Coef. Desvalorização 2011
Coef. Desvalorização 2010
Coef. Desvalorização 2009
Coef. Desvalorização 2008
CÓDIGOS DE FREGUESIAS
Codigos Freguesias
Tabelas de Retenção para a Região Autonoma da Madeira para o ano de 2020 [...]
Tabelas de Retenção para a Região Autonoma da Madeira para o ano de 2019 [...]
Lista de classificação final - TATA (325/2018)
Lista de classificação final - TAT(324/2018)
Lista de classificação final - IT (323/2018)
Lista de Classificação PCG (22/06/19) - TATA (325/2018)
Lista de Classificação PCG (22/06/19 e 11/10/19) - TAT(324/2018)
Lista de Classificação PCG (22/06/19) - IT (323/2018)
Convocatória - Prova Escrita TATA (325/2018)
Convocatória - Prova Escrita TAT (324/2018)
Convocatória - Prova Escrita IT (323/2018)
Candidatos Admitidos e Excluídos - 325/2018 (TATA)
Candidatos Admitidos e Excluídos - 324/2018 (TAT)
Candidatos Admitidos e Excluídos - 323/2018 (IT)
Intenção de Exclusão - 325/2018 (TATA)
Intenção de Exclusão - 324/2018 (TAT)
Intenção de Exclusão - 323/2018 (IT)
CONSTITUIÇÃO DE RELAÇÃO JURÍDICA EMPREGO PÚBLICO TRANSITÓRIAS
NOMEAÇÕES OU DESIGNAÇÕES PARA FUNÇÕES OU CARGOS DE NATUREZA TRANSITÓRIA
Aviso da lista de classificação final dos candidatos ao procedimento concursal para o preenchimento de 6 postos de trabalho na categoria de Técnico de Administração Tributária - Adjunto [...]
Aviso da lista de classificação final dos candidatos ao procedimento concursal para o preenchimento de 10 postos de trabalho na categoria de Técnico de Administração Tributária [...]
Declarações IRS 2011
Declarações IRS 2010
SIGA - SISTEMA INTEGRADO DE GESTÃO DE ATENDIMENTO
1º Quadrimestre de 2017
Plano de Corrupção da AT-RAM 2ª rev
Modelos/Formulários
JORAM - Jornal Oficial da RAM
Guias de Boas praticas no sector da restauração [...]
Varias informações uteis no ambito dos seus impostos [...]
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Nota: As respostas dadas por este canal não tem a natureza de informação vinculativa, cujo regime jurídico consta do artigo 68.º da Lei Geral Tributária.

References: in fine
 artigo 26
 artigo 227
 artigo 231
 artigo 69
 artigo 24
 artigo 5
 artigo 2
 artigo 23
 artigo 64
 artigo 54
 artigo 2
 artigo 140
 artigo 3
 artigo 3
 artigo 21
 artigo 17
 artigo 112
 artigo 111
 artigo 68