Source: http://eur-lex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=CELEX:32003L0087:PT:NOT
Timestamp: 2013-12-05 08:59:58+00:00

Document:
EUR-Lex - 32003L0087 - PT
Directiva 2003/87/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 13 de Outubro de 2003, relativa à criação de um regime de comércio de licenças de emissão de gases com efeito de estufa na Comunidade e que altera a Directiva 96/61/CE do Conselho (Texto relevante para efeitos do EEE)
JO L 275de 25.10.2003, p. 32—46 (ES, DA, DE, EL, EN, FR, IT, NL, PT, FI, SV)
edição especial em língua checa: Capítulo 15 Fascículo 07 p. 631 - 646
edição especial em língua estónia: Capítulo 15 Fascículo 07 p. 631 - 646
edição especial em língua húngara Capítulo 15 Fascículo 07 p. 631 - 646
edição especial em língua lituana: Capítulo 15 Fascículo 07 p. 631 - 646
edição especial em língua letã: Capítulo 15 Fascículo 07 p. 631 - 646
edição especial em língua maltesa: Capítulo 15 Fascículo 07 p. 631 - 646
edição especial em língua polaca: Capítulo 15 Fascículo 07 p. 631 - 646
edição especial em língua eslovaca: Capítulo 15 Fascículo 07 p. 631 - 646
edição especial em língua eslovena: Capítulo 15 Fascículo 07 p. 631 - 646
edição especial em língua búlgara: Capítulo 15 Fascículo 10 p. 78 - 93
edição especial em língua romena: Capítulo 15 Fascículo 10 p. 78 - 93
Edição especial em língua croata Capítulo 15 Fascículo 009 p. 28 - 42
do documento: 13/10/2003
de efeito: 25/10/2003; entrada em vigor data de publicação ver art. 32
de transposição: 31/12/2003; o mais tardar até ver art. 31.1
proposta Comissão; COM 2001/0581 final JO C 75E/2002 P 33
parecer Comité Económico e Social; JO C 221/2002 P 27
parecer Comité das Regiões; JO C 192/2002 P 59
procedimento de codecisão parecer Parlamento Europeu; emitido em 10/10/2002
posição comum Conselho; JO C 125E/2003 P 72
decisão Parlamento Europeu; emitido em 02/07/2003
decisão Conselho; emitido em 22/07/2003
31996L0061 alteração complemento artigo 9.3 a partir de 25/10/2003
52001PC0581 adoção Alterado por:
retificado por 32003L0087R(01) alterado por 32004L0101 complemento anexo 3 a partir de 13/11/2004
alterado por 32004L0101 adjunção artigo 11 BI a partir de 13/11/2004
alterado por 32004L0101 adjunção artigo 11 TER a partir de 13/11/2004
alterado por 32004L0101 substituição artigo 17 a partir de 13/11/2004
alterado por 32004L0101 complemento artigo 18 a partir de 13/11/2004
alterado por 32004L0101 adjunção artigo 19.3 a partir de 13/11/2004
alterado por 32004L0101 alteração artigo 21.1 a partir de 13/11/2004
alterado por 32004L0101 substituição artigo 21.3 a partir de 13/11/2004
alterado por 32004L0101 adjunção artigo 21 BI a partir de 13/11/2004
alterado por 32004L0101 alteração artigo 30.2 a partir de 13/11/2004
alterado por 32004L0101 complemento artigo 30.2 a partir de 13/11/2004
alterado por 32004L0101 substituição artigo 30.3 PT K) a partir de 13/11/2004
alterado por 32004L0101 adjunção artigo 3 PT K) a partir de 13/11/2004
alterado por 32004L0101 adjunção artigo 3 PT L) a partir de 13/11/2004
alterado por 32004L0101 adjunção artigo 3 PT M) a partir de 13/11/2004
alterado por 32004L0101 adjunção artigo 3 PT N) a partir de 13/11/2004
alterado por 32008L0001 revogação parcial artigo 26 alterado por 32008L0101 substituição anexo 1 a partir de 02/02/2009
alterado por 32008L0101 alteração anexo 4 a partir de 02/02/2009
alterado por 32008L0101 alteração anexo 5 a partir de 02/02/2009
alterado por 32008L0101 adjunção artigo 1 a partir de 02/02/2009
alterado por 32008L0101 adjunção artigo 11 a partir de 02/02/2009
alterado por 32008L0101 adjunção artigo 11BI a partir de 02/02/2009
alterado por 32008L0101 substituição artigo 11TER.2 a partir de 02/02/2009
alterado por 32008L0101 alteração artigo 12 a partir de 02/02/2009
alterado por 32008L0101 substituição artigo 13.3 a partir de 02/02/2009
alterado por 32008L0101 alteração artigo 14 a partir de 02/02/2009
alterado por 32008L0101 substituição artigo 15 a partir de 02/02/2009
alterado por 32008L0101 alteração artigo 16 a partir de 02/02/2009
alterado por 32008L0101 adjunção artigo 18BI a partir de 02/02/2009
alterado por 32008L0101 alteração artigo 19.3 a partir de 02/02/2009
alterado por 32008L0101 adjunção artigo 2 a partir de 02/02/2009
alterado por 32008L0101 substituição artigo 23.3 a partir de 02/02/2009
alterado por 32008L0101 adjunção artigo 25BI a partir de 02/02/2009
alterado por 32008L0101 substituição artigo 28 a partir de 02/02/2009
alterado por 32008L0101 alteração artigo 3 a partir de 02/02/2009
alterado por 32008L0101 adjunção artigo 3 a partir de 02/02/2009
alterado por 32008L0101 adjunção artigo 30 a partir de 02/02/2009
alterado por 32008L0101 substituição artigo 6.2PTE) a partir de 02/02/2009
alterado por 32009L0029 substituição anexo 1 a partir de 25/06/2009
alterado por 32009L0029 adjunção anexo 2BIS a partir de 25/06/2009
alterado por 32009L0029 adjunção anexo 2TER a partir de 25/06/2009
alterado por 32009L0029 supressão anexo 3 a partir de 25/06/2009
alterado por 32009L0029 alteração artigo 1 a partir de 25/06/2009
alterado por 32009L0029 substituição artigo 10 a partir de 25/06/2009
alterado por 32009L0029 adjunção artigo 10BIS a partir de 25/06/2009
alterado por 32009L0029 adjunção artigo 10QUATER a partir de 25/06/2009
alterado por 32009L0029 adjunção artigo 10TER a partir de 25/06/2009
alterado por 32009L0029 substituição artigo 11 a partir de 25/06/2009
alterado por 32009L0029 substituição artigo 11BIS a partir de 25/06/2009
alterado por 32009L0029 alteração artigo 11TER.1 a partir de 25/06/2009
alterado por 32009L0029 adjunção artigo 12.1BIS a partir de 25/06/2009
alterado por 32009L0029 adjunção artigo 12.3BIS a partir de 25/06/2009
alterado por 32009L0029 adjunção artigo 12.5 a partir de 25/06/2009
alterado por 32009L0029 substituição artigo 13 a partir de 25/06/2009
alterado por 32009L0029 substituição artigo 14 a partir de 25/06/2009
alterado por 32009L0029 alteração artigo 15 a partir de 25/06/2009
alterado por 32009L0029 adjunção artigo 15BIS a partir de 25/06/2009
alterado por 32009L0029 alteração artigo 19.1 a partir de 25/06/2009
alterado por 32009L0029 adjunção artigo 19.4 a partir de 25/06/2009
alterado por 32009L0029 alteração artigo 21.1 a partir de 25/06/2009
alterado por 32009L0029 substituição artigo 21.3 a partir de 25/06/2009
alterado por 32009L0029 substituição artigo 22 a partir de 25/06/2009
alterado por 32009L0029 adjunção artigo 23.4 a partir de 25/06/2009
alterado por 32009L0029 substituição artigo 24 a partir de 25/06/2009
alterado por 32009L0029 adjunção artigo 24BIS a partir de 25/06/2009
alterado por 32009L0029 adjunção artigo 25.1BIS a partir de 25/06/2009
alterado por 32009L0029 adjunção artigo 25.1TER a partir de 25/06/2009
alterado por 32009L0029 substituição artigo 27 a partir de 25/06/2009
alterado por 32009L0029 substituição artigo 28 a partir de 25/06/2009
alterado por 32009L0029 substituição artigo 29 a partir de 25/06/2009
alterado por 32009L0029 adjunção artigo 29BIS a partir de 25/06/2009
alterado por 32009L0029 alteração ART3 a partir de 25/06/2009
alterado por 32009L0029 alteração artigo 3OCTIES a partir de 25/06/2009
alterado por 32009L0029 alteração artigo 3QUATER.2 a partir de 25/06/2009
alterado por 32009L0029 substituição artigo 4 a partir de 25/06/2009
alterado por 32009L0029 alteração artigo 5 a partir de 25/06/2009
alterado por 32009L0029 alteração artigo 6.1 a partir de 25/06/2009
alterado por 32009L0029 alteração artigo 6.2 a partir de 25/06/2009
alterado por 32009L0029 substituição artigo 7 a partir de 25/06/2009
alterado por 32009L0029 substituição artigo 9 a partir de 25/06/2009
alterado por 32009L0029 adjunção artigo 9BIS a partir de 25/06/2009
alterado por 32009R0219 substituição anexo 4 a partir de 20/04/2009
alterado por 32009R0219 substituição artigo 11TR.7 a partir de 20/04/2009
alterado por 32009R0219 substituição artigo 19.3 a partir de 20/04/2009
alterado por 32009R0219 substituição artigo 22 a partir de 20/04/2009
alterado por 32009R0219 substituição artigo 23.3 a partir de 20/04/2009
alterado por 32009R0219 substituição artigo 25.2 a partir de 20/04/2009
relação 32010D0634 alterado por 12012JN03/08 alteração anexo II BI a partir de 01/07/2013
alterado por 12012JN03/08 alteração artigo 9.1 a partir de 01/07/2013
derrogação por 32013D0377 derrogação artigo 16 a partir de 24/04/2013
alteração proposta por 52006PC0818 alteração proposta por 52007PC0824 alteração proposta por 52008PC0016 alteração proposta por 52012PC0416 alteração proposta por 52012PC0697 alteração proposta por 52013PC0722 Visado por processo:
Confirmado por 62004TA0016 Recurso por incumprimento 62005CJ0107 Recurso por incumprimento 62005CJ0122 Interpretado por 62007CA0127 Declarado válido 62007CJ0127 Interpretado por 62009CA0524 Interpretado por 62009CJ0524 interpretação pedida por 62009CN0524 interpretação pedida por 62010CN0366 A10 Interpretado por 62011CJ0566 interpretação pedida por 62011CN0267 interpretação pedida por 62011CN0566 interpretação pedida por 62011CN0567 interpretação pedida por 62011CN0580 interpretação pedida por 62011CN0591 interpretação pedida por 62011CN0620 artigo 10 interpretação pedida por 62011CN0640 A16P3 Interpretado por 62012CJ0203 A16P4 Interpretado por 62012CJ0203 artigo 16 P.3 interpretação pedida por 62012CN0203 artigo 16 P.4 interpretação pedida por 62012CN0203 Visualizar as disposições nacionais de aplicação
(1) O Livro Verde sobre o comércio de licenças de emissão de gases com efeito de estufa na União Europeia lançou um debate em toda a Europa sobre a conveniência e o possível funcionamento do comércio de licenças de emissão de gases com efeito de estufa na União Europeia. O Programa Europeu para as Alterações Climáticas estudou políticas e medidas comunitárias num processo que envolveu intervenientes múltiplos, incluindo um regime para o comércio de licenças de emissão de gases com efeito de estufa na Comunidade (o regime comunitário) baseado no Livro Verde. Nas suas conclusões de 8 de Março de 2001, o Conselho reconheceu a especial importância do Programa Europeu para as Alterações Climáticas e do trabalho desenvolvido com base no Livro Verde e sublinhou a necessidade urgente de acções concretas a nível comunitário.
(2) O sexto programa de acção comunitária em matéria de ambiente, criado pela Decisão n.o 1600/2002/CE do Parlamento Europeu e do Conselho(5), identifica as alterações climáticas como um domínio prioritário de acção e prevê a criação, até 2005, de um regime comunitário de comércio de licenças de emissão. O programa reconhece que a Comunidade se comprometeu a conseguir uma redução de 8 % das suas emissões de gases com efeito de estufa, em relação aos níveis de 1990, até ao período de 2008 a 2012, e que, a mais longo prazo, as emissões globais de gases com efeito de estufa necessitam de ser reduzidas em cerca 70 % em relação aos níveis de 1990.
(3) O objectivo último da Convenção-Quadro das Nações Unidas relativa às Alterações Climáticas, que foi aprovada pela Decisão 94/69/CE do Conselho, de 15 de Dezembro de 1993, relativa à celebração da Convenção-Quadro das Nações Unidas relativa às Alterações Climáticas(6), é o de estabilizar as concentrações de gases com efeito de estufa na atmosfera a um nível que evite uma interferência antropogénica perigosa no sistema climático.
(4) O Protocolo de Quioto, aprovado pela Decisão 2002/358/CE do Conselho, de 25 de Abril de 2002, relativa à aprovação, em nome da Comunidade Europeia, do Protocolo de Quioto da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas e ao cumprimento conjunto dos respectivos compromissos(7), logo que entre em vigor, obrigará a Comunidade e os seus Estados-Membros a reduzir as suas emissões antropogénicas agregadas de gases com efeito de estufa enumeradas no anexo A do protocolo em 8 %, em relação aos níveis de 1990, no período de 2008 a 2012.
(5) A Comunidade Europeia e os seus Estados-Membros decidiram cumprir os seus compromissos de redução das emissões antropogénicas de gases com efeito de estufa abrangidas pelo Protocolo de Quioto, em conformidade com a Decisão 2002/358/CE. A presente directiva destina-se a contribuir para o cumprimento mais eficaz dos compromissos da União Europeia e dos seus Estados-Membros, através da implementação de um mercado europeu de licenças de emissão de gases com efeito de estufa que seja eficiente e apresente a menor redução possível do desenvolvimento económico e do emprego.
(6) A Decisão 93/389/CE do Conselho, de 24 de Junho de 1993, relativa a um mecanismo de monitorização das emissões comunitárias de CO2 e de outros gases responsáveis pelo efeito de estufa(8), estabeleceu um mecanismo de monitorização das emissões de gases com efeito de estufa e de avaliação dos progressos obtidos no cumprimento dos compromissos respeitantes a essas emissões. Esse mecanismo ajudará os Estados-Membros a determinar a quantidade total de licenças de emissão a atribuir.
(7) A fim de preservar a integridade do mercado interno e evitar distorções da concorrência, torna-se necessário criar disposições comunitárias relativas à atribuição de licenças de emissão pelos Estados-Membros.
(8) Para efeitos de atribuição de direitos de emissão, os Estados-Membros devem ter em consideração o potencial de redução de emissões das actividades associadas a processos industriais.
(9) Os Estados-Membros podem decidir que só atribuem às pessoas licenças de emissão válidas para um período de cinco anos, com início em 1 de Janeiro de 2008, no que se refere às licenças anuladas, correspondentes às reduções de emissões realizadas por essas pessoas no seu território nacional durante um período de três anos, com início em 1 de Janeiro de 2005.
(10) A partir do referido período de cinco anos, as transferências de licenças de emissão para outro Estado-Membro implicarão adaptações correspondentes nas unidades do montante atribuído ao abrigo do Protocolo de Quioto.
(11) Os Estados-Membros deverão garantir que os operadores de determinadas actividades sejam detentores de um título de emissão de gases com efeitos de estufa e que aqueles monitorizam e comunicam as suas emissões de gases com efeito de estufa relativamente a essas actividades.
(12) Os Estados-Membros deverão estabelecer regras relativas às sanções aplicáveis em caso de infracção ao disposto na presente directiva e garantir a sua aplicação. Essas sanções deverão ser efectivas, proporcionadas e dissuasivas.
(13) Para fins de transparência, o público deverá ter acesso à informação relacionada com a atribuição de licenças de emissão e aos resultados da monitorização da emissão de gases, com a única reserva das restrições previstas na Directiva 2003/4/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 28 de Janeiro de 2003, relativa ao acesso do público às informações sobre ambiente(9).
(14) Os Estados-Membros deverão apresentar um relatório sobre a execução da presente directiva elaborado nos termos da Directiva 91/692/CEE do Conselho, de 23 de Dezembro de 1991, relativa à normalização e à racionalização dos relatórios sobre a aplicação de determinadas directivas respeitantes ao ambiente(10).
(15) A inclusão de novas instalações no regime comunitário deverá ser feita em conformidade com as disposições da presente directiva podendo, por conseguinte, ser alargado o âmbito de aplicação do regime comunitário a emissões de gases com efeito de estufa diferentes do dióxido de carbono, provenientes, nomeadamente, de actividades da indústria química e do alumínio.
(16) A presente directiva não deverá impedir que os Estados-Membros mantenham ou estabeleçam regimes nacionais de comércio que regulem as licenças de emissão de gases com efeito de estufa de outras actividades não constantes da lista do anexo I ou não incluídas no regime comunitário ou de instalações temporariamente excluídas do regime comunitário.
(17) Os Estados-Membros poderão participar no comércio internacional de licenças de emissão como partes do Protocolo de Quioto com quaisquer outras partes constantes do seu anexo B.
(18) A associação do regime comunitário com os regimes de comércio de licenças de emissão de gases com efeito de estufa de países terceiros aumentará a eficácia da realização pela Comunidade dos objectivos de reduções de emissões definidos pela Decisão 2002/358/CE relativa ao cumprimento conjunto dos referidos compromissos.
(19) Os mecanismos baseados em projectos, incluindo a Implementação Conjunta (IC) e o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), são importantes, a fim de atingir os objectivos tanto de redução das emissões globais de gases com efeito de estufa como para melhorar a relação custo/eficácia do regime comunitário. Em conformidade com as disposições aplicáveis do Protocolo de Quioto e dos Acordos de Marraquexe, o recurso a estes mecanismos deve complementar as acções internas, as quais constituirão um importante elemento dos esforços envidados.
(20) A presente directiva deve promover a utilização de tecnologias com maior eficiência energética, incluindo a tecnologia da cogeração, que gera menos emissões por unidade produzida, ao passo que a futura directiva do Parlamento Europeu e do Conselho, relativa à promoção da cogeração baseada na procura de calor útil no mercado interno da energia terá por objectivo promover especificamente a tecnologia da produção combinada de calor e electricidade (cogeração).
(21) A Directiva 96/61/CE do Conselho, de 24 de Setembro de 1996, relativa à prevenção e controlo integrados da poluição(11), criou um quadro geral para a prevenção e o controlo da poluição que permite a concessão de títulos de emissão de gases com efeito de estufa. A Directiva 96/61/CE deveria ser alterada por forma a garantir que não sejam estabelecidos valores-limite de emissão no que respeita às emissões directas de gases com efeito de estufa de instalações abrangidas pela presente directiva e que os Estados-Membros poderão decidir não impor normas relativas à eficácia energética no que se refere às unidades de combustão que emitem dióxido de carbono no local, sem prejuízo de quaisquer outros requisitos no âmbito da Directiva 96/61/CE.
(22) A presente directiva é compatível com a Convenção-Quadro das Nações Unidas relativa às Alterações Climáticas e com o Protocolo de Quioto, devendo ser revista à luz dos desenvolvimentos nesse contexto e por forma a tomar em consideração a experiência adquirida com a sua execução e os progressos registados na monitorização das emissões de gases com efeito de estufa.
(23) O comércio de licenças de emissão deverá fazer parte de um conjunto completo e coerente de políticas e medidas executadas ao nível dos Estados-Membros e da Comunidade. Sem prejuízo dos artigos 87.o e 88.o do Tratado, os Estados-Membros deverão ter em conta, no que respeita às actividades abrangidas pelo regime comunitário, as implicações das políticas regulamentares, fiscais e outras destinadas a atingir os mesmos objectivos. A revisão da presente directiva considerará até que ponto foram atingidos os objectivos em questão.
(24) A tributação poderá constituir uma política nacional para limitar as emissões de instalações temporariamente excluídas.
(25) A fim de se obterem importantes reduções das emissões, deverão ser aplicadas, tanto a nível nacional como comunitário, políticas e medidas que abranjam, não apenas os sectores industrial e da energia, mas todos os sectores económicos da União Europeia. A Comissão estudará, em particular, a adopção de políticas e de medidas a nível comunitário, por forma a que o sector dos transportes preste um contributo substancial, quer a nível comunitário, quer a nível dos Estados-Membros, para o cumprimento das suas obrigações em matéria de alterações climáticas previstas no Protocolo de Quioto.
(26) Independentemente do potencial multifacetado dos mecanismos baseados no mercado, a estratégia da União Europeia para a redução das mudanças climáticas deverá ser baseada no equilíbrio entre o regime comunitário e outros tipos de acções nacionais, comunitárias e internacionais.
(27) A presente directiva respeita os direitos fundamentais e observa os princípios reconhecidos, nomeadamente, na Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia.
(28) As medidas necessárias à execução da presente directiva serão aprovadas nos termos da Decisão 1999/468/CE do Conselho, de 28 de Junho de 1999, que fixa as regras de exercício das competências de execução atribuídas à Comissão(12).
(29) Uma vez que os critérios 1), 5) e 7) do anexo III não podem ser alterados por via do procedimento de comitologia, as alterações referentes aos períodos posteriores a 2012 só serão efectuadas mediante a aplicação do processo de co-decisão.
(30) Atendendo a que o objectivo da acção encarada, a saber, a criação de um regime comunitário, não pode ser suficientemente realizado através da acção singular dos Estados-Membros e pode, pois, devido à dimensão e aos efeitos da acção prevista, ser melhor alcançado ao nível comunitário, a Comunidade pode tomar medidas em conformidade com o princípio da subsidiariedade consagrado no artigo 5.o do Tratado. Em conformidade com o princípio da proporcionalidade consagrado no mesmo artigo, a presente directiva não excede o necessário para atingir aquele objectivo,
A presente directiva cria um regime de comércio de licenças de emissão de gases com efeito de estufa na Comunidade, a seguir designado "regime comunitário", a fim de promover a redução das emissões de gases com efeito de estufa em condições que ofereçam uma boa relação custo-eficácia e sejam economicamente eficientes.
a) "Licença de emissão", a licença de emitir uma tonelada de equivalente dióxido de carbono durante um determinado período, que só é válido para efeitos do cumprimento da presente directiva e que é transferível em conformidade com as suas disposições;
b) "Emissão", a libertação de gases com efeito de estufa na atmosfera a partir de fontes existentes numa instalação;
c) "Gases com efeito de estufa", os gases enumerados no anexo II;
d) "Título de emissão de gases com efeito de estufa", o título emitido de acordo com o disposto nos artigos 5.o e 6.o;
e) "Instalação", a unidade técnica fixa onde se realizam uma ou mais das actividades enumeradas no anexo I e quaisquer outras actividades directamente associadas que tenham uma relação técnica com as actividades realizadas nesse local e que possam ter influência nas emissões e na poluição;
f) "Operador", qualquer pessoa que explore ou controle uma instalação ou, caso a legislação nacional o preveja, em quem tenha sido delegado um poder económico decisivo sobre o funcionamento técnico da instalação;
g) "Pessoa", qualquer pessoa singular ou colectiva;
h) "Novo operador", qualquer instalação que desenvolva uma ou mais actividades assinaladas no anexo I, que tenha obtido um título ou uma actualização do título de emissão de gases com efeito de estufa, em virtude de uma alteração na natureza ou funcionamento ou de uma extensão da instalação, no seguimento da notificação à Comissão do plano nacional de atribuição;
i) "Público", uma ou mais pessoas e, em conformidade com a legislação ou práticas nacionais, associações, organizações ou grupos de pessoas;
j) "Tonelada de equivalente dióxido de carbono", uma tonelada métrica de dióxido de carbono (CO2) ou uma quantidade de qualquer outro gás com efeito de estufa referido no anexo II com um potencial de aquecimento global equivalente.
a) Da instalação e das suas actividades, incluindo a tecnologia utilizada;
b) Das matérias-primas e acessórias cuja utilização seja susceptível de produzir emissões de gases referidas no anexo I;
c) Das fontes de emissões de gases referidas no anexo I existentes na instalação; e
d) Das medidas previstas para monitorizar e comunicar informações sobre emissões de acordo com as orientações adoptadas em conformidade com o artigo 14.o
c) Requisitos de monitorização, especificando a metodologia e a frequência do exercício dessa monitorização;
d) Regras de comunicação de informações; e
e) A obrigação de devolver licenças de emissão equivalentes ao total das emissões da instalação em cada ano civil, verificadas em conformidade com o artigo 15.o, no prazo de quatro meses a contar do termo do ano em causa.
b) Pessoas no interior da Comunidade e pessoas de países terceiros nos quais essas licenças de emissão sejam reconhecidas nos termos do artigo 25.o, sem outras restrições que não sejam as estabelecidas na presente directiva ou aprovadas nos termos da mesma.
Ao n.o 3 do artigo 9.o da Directiva 96/61/CE são aditados os seguintes parágrafos:"Se as emissões de um gás com efeito de estufa de uma instalação estiverem previstas no anexo I da Directiva 2003/87/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 13 de Outubro de 2003 relativa à criação de um regime de comércio de licenças de emissão de gases com efeito de estufa na Comunidade e que altera a Directiva 96/61/CE do Conselho(13), em relação a actividades realizadas nessa instalação, a licença não deve incluir um valor-limite de emissão aplicável às emissões directas desse gás, a menos que se torne necessário assegurar que não será causada qualquer poluição local significativa.
Os três parágrafos precedentes não são aplicáveis a instalações temporariamente excluídas do regime de comércio de licenças de emissão de gases com efeito de estufa na Comunidade, nos termos do artigo 27.o da Directiva 2003/87/CE.".
a) Em resultado das políticas nacionais, devem limitar as suas emissões na mesma medida em que o fariam se estivessem sujeitas ao disposto na presente directiva;
b) Ficarão sujeitas a requisitos de monitorização, comunicação de informações e verificação equivalentes aos previstos nos termos dos artigos 14.o e 15.o e
c) Ficarão sujeitas a sanções pelo menos equivalentes às referidas nos n.os 1 e 4 do artigo 16.o em caso de incumprimento dos requisitos nacionais,
a) Ao qual seja concedida a quantidade total de licenças de emissão calculadas por instalação dos operadores, mediante derrogação do artigo 11.o;
b) Que seja responsável pela devolução de licenças de emissão iguais ao total das emissões das instalações do agrupamento, mediante derrogação da alínea e) do n.o 2 do artigo 6.o e do n.o 3 do artigo 12.o; e
c) Ao qual não seja permitido efectuar novas transferências no caso de o relatório apresentado por um operador não ter sido considerado satisfatório em conformidade com o segundo parágrafo do artigo 15.o
a) A forma e a conveniência da alteração do anexo I a fim de incluir outros sectores relevantes, nomeadamente os sectores da indústria química, do alumínio e dos transportes, bem como outras actividades e emissões de gases com efeito de estufa que não sejam as enumeradas no anexo II, com vista a aumentar a eficiência económica do regime;
b) A relação entre o regime comunitário de comércio de licenças de emissão e o comércio internacional de licenças de emissão que terá início em 2008;
c) O aprofundamento da harmonização do método de atribuição de licenças de emissão (incluindo o regime de leilão para o período posterior a 2012) e os critérios para os planos de atribuição nacionais referidos no anexo III;
d) A utilização de créditos de emissão de mecanismos baseados em projectos;
e) A relação entre o comércio de licenças de emissão e outras políticas e medidas aplicadas aos níveis nacional e comunitário, incluindo os instrumentos fiscais com os mesmos objectivos;
f) A conveniência da existência de um registo de dados comunitário único; e
g) O nível das multas a aplicar pelas emissões excedentárias, tendo em conta, nomeadamente, a inflação;
h) O funcionamento do mercado de licenças, tendo nomeadamente em conta as eventuais perturbações de mercado;
i) O modo de adaptar o regime comunitário a uma União Europeia alargada;
j) O agrupamento;
k) A viabilidade de desenvolvimento de parâmetros de referência ("benchmarks") válidos a nível comunitário, enquanto base para a atribuição de direitos de emissão, tendo em conta as melhores técnicas disponíveis e uma análise de custo/benefício.
(13) JO L 275 de 25.10.2003, p. 32.
1. As instalações ou partes de instalações utilizadas para a investigação, desenvolvimento e ensaio de novos produtos ou processos não são abrangidas pela presente directiva.
2. Os limiares a seguir mencionados referem-se, de um modo geral, às capacidades de produção. Se o mesmo operador exercer várias actividades da mesma rubrica na mesma instalação ou no mesmo sítio, as capacidades dessas actividades serão adicionadas.
1) A quantidade total de licenças de emissão a atribuir no período em causa deve ser compatível com a obrigação do Estado-Membro de limitar as suas emissões em conformidade com a Decisão 2002/358/CE e com o Protocolo de Quioto, tendo em conta, por um lado, a proporção das emissões globais que estas licenças de emissão representam em comparação com as emissões de fontes não abrangidas pela presente directiva e, por outro, as políticas energéticas nacionais, e compatível com o programa nacional para as alterações climáticas. A quantidade total de direitos de emissão a atribuir não deverá ser superior à quantidade que será provavelmente necessária para efeitos de aplicação estrita dos critérios enunciados no presente anexo. Até 2008, a quantidade deve ser consentânea com as orientações visando a consecução ou a superação do objectivo correspondente a cada Estado-Membro, por força do disposto na Decisão 2002/358/CE e no Protocolo de Quioto.
2) A quantidade total de licenças de emissão a atribuir deve ser compatível com a avaliação dos progressos reais e previstos nas contribuições dos Estados-Membros para o cumprimento dos compromissos assumidos pela Comunidade em conformidade com a Decisão 93/389/CEE.
3) A quantidade de licenças de emissão a atribuir deve ser compatível com o potencial, incluindo o potencial tecnológico, de redução de emissões das actividades abrangidas por este regime. Os Estados-Membros podem basear a sua repartição das licenças de emissão nas emissões médias de gases com efeito de estufa por produto em cada actividade e nos progressos possíveis em cada actividade.
4) O plano deve ser compatível com outros instrumentos legislativos e políticos comunitários. Devem ser tidos em conta eventuais aumentos inevitáveis das emissões decorrentes de novos requisitos legislativos.
5) Em conformidade com os requisitos do Tratado, em especial com os artigos 87.o e 88.o, o plano não deve estabelecer discriminações entre empresas ou sectores que sejam susceptíveis de favorecer indevidamente determinadas empresas ou actividades.
6) O plano deve incluir informações sobre os meios que permitirão aos novos operadores começarem a participar no regime comunitário no Estado-Membro em questão.
7) O plano pode incorporar medidas tomadas numa fase precoce e deve conter informações sobre o modo como elas são tidas em consideração. Os Estados-Membros podem utilizar parâmetros de referência (benchmarks) procedentes dos documentos de referência relativos às melhores técnicas disponíveis no contexto da elaboração dos seus planos nacionais de atribuição de direitos de emissão; estes parâmetros podem incorporar um elemento que tenha em conta as acções empreendidas numa fase precoce.
8) O plano pode conter informações sobre o modo como as tecnologias limpas, incluindo as tecnologias de maior eficiência energética, são tomadas em consideração.
9) O plano deve incluir disposições para que o público possa exprimir as suas observações e conter informações sobre os meios que irão permitir que essas observações sejam tidas em conta antes da tomada de uma decisão sobre a atribuição das licenças de emissão.
10) O plano deve conter a lista das instalações abrangidas pela presente directiva com indicação das quantidades de licenças de emissão que se pretende atribuir a cada uma delas.
11) O plano pode conter informações sobre o modo como será tomada em consideração a existência de concorrência por parte de países ou entidades fora da União Europeia.
A. Dados de identificação da instalação, incluindo:
- designação da instalação,
- endereço, incluindo código postal e país,
- tipo e número de actividades do Anexo I realizadas na instalação,
- endereço, telefone, fax e endereço electrónico de uma pessoa de contacto e
- nome do proprietário da instalação e da eventual empresa-mãe.
B. Para cada actividade do Anexo I realizada no sítio para a qual são calculadas as emissões:
- dados relativos à actividade,
- factores de emissão,
- factores de oxidação,
- emissões totais e
C. Para cada actividade do Anexo I realizada no sítio para o qual são medidas as emissões:
- emissões totais,
- informações sobre a fiabilidade dos métodos de medição e
D. Para as emissões resultantes da combustão, o relatório também deverá incluir o factor de oxidação, a menos que esta já tenha sido tomada em consideração no desenvolvimento de um factor de emissão específico da actividade.
1. As emissões resultantes de cada uma das actividades enumeradas anexo I serão sujeitas a verificação.
2. O processo de verificação terá em conta o relatório apresentado em conformidade com o n.o 3 do artigo 14.o e a monitorização efectuada durante o ano anterior. Serão abordadas a fiabilidade, credibilidade e precisão dos sistemas de monitorização e dos dados e informações comunicados no que se refere às emissões, em especial:
3. As emissões comunicadas só podem ser validadas se existirem dados e informações fiáveis e credíveis que permitam determiná-las com um elevado grau de certeza. Para estabelecer esse elevado grau de certeza, o operador deve demonstrar que:
4. O verificador terá acesso a todos os locais e informações relacionadas com o objecto da verificação.
5. O verificador terá em conta se a instalação está ou não registada no sistema comunitário de ecogestão e auditoria (EMAS).
6. A verificação será baseada numa análise estratégica de todas as actividades realizadas na instalação. Isto exige que o verificador tenha uma perspectiva geral de todas as actividades e da sua importância para as emissões.
7. Se adequado, a verificação das informações apresentadas realizar-se-á no local da instalação. O verificador recorrerá a controlos por amostragem para determinar a fiabilidade dos dados e das informações comunicadas.
8. O verificador submeterá todas as fontes de emissões existentes na instalação a uma avaliação no que diz respeito à fiabilidade dos dados relativos a cada fonte que contribui para as emissões globais da instalação.
9. Com base nesta análise, o verificador identificará explicitamente as fontes com um risco de erro elevado e outros aspectos do processo de monitorização e de comunicação de informações susceptíveis de contribuir para erros na determinação das emissões globais, em particular a escolha dos factores de emissão e os cálculos necessários para determinar as emissões de fontes individuais. Deve ser prestada uma atenção especial às fontes que apresentam um risco de erro elevado e a esses aspectos do processo de monitorização.
10. O verificador tomará em consideração quaisquer métodos de controlo efectivo dos riscos aplicados pelo operador com vista à minimização do grau de incerteza.
11. O verificador deverá preparar um relatório sobre o processo de validação no qual indicará se o relatório apresentado em conformidade com o n.o 3 do artigo 14.o é ou não satisfatório. Este relatório deverá especificar todas as questões relevantes para o trabalho efectuado. O relatório apresentado em conformidade com o n.o 3 do artigo 14.o será considerado satisfatório se, na opinião do verificador, as emissões totais tiverem sido declaradas de forma globalmente correcta.
12. O verificador deve ser independente do operador, realizar as suas actividades com profissionalismo, probidade e objectividade e ter um bom conhecimento:
a) Das disposições da presente directiva, bem como das normas e orientações relevantes adoptadas pela Comissão nos termos do n.o 1 do artigo 14.o;
c) Da produção de todas as informações relacionadas com cada fonte de emissão existente na instalação, em especial no que diz respeito à recolha, medição, cálculo e comunicação de dados. Início

References: artigo 9
 artigo 11
 artigo 11
 artigo 17
 artigo 18
 artigo 19
 artigo 21
 artigo 21
 artigo 21
 artigo 30
 artigo 30
 artigo 30
 artigo 3
 artigo 3
 artigo 3
 artigo 3
 artigo 26
 artigo 1
 artigo 11
 artigo 11
 artigo 11
 artigo 12
 artigo 13
 artigo 14
 artigo 15
 artigo 16
 artigo 18
 artigo 19
 artigo 2
 artigo 23
 artigo 25
 artigo 28
 artigo 3
 artigo 3
 artigo 30
 artigo 6
 artigo 1
 artigo 10
 artigo 10
 artigo 10
 artigo 10
 artigo 11
 artigo 11
 artigo 11
 artigo 12
 artigo 12
 artigo 12
 artigo 13
 artigo 14
 artigo 15
 artigo 15
 artigo 19
 artigo 19
 artigo 21
 artigo 21
 artigo 22
 artigo 23
 artigo 24
 artigo 24
 artigo 25
 artigo 25
 artigo 27
 artigo 28
 artigo 29
 artigo 29
 artigo 3
 artigo 3
 artigo 4
 artigo 5
 artigo 6
 artigo 6
 artigo 7
 artigo 9
 artigo 9
 artigo 11
 artigo 19
 artigo 22
 artigo 23
 artigo 25
 artigo 9
 artigo 16
 artigo 10
 artigo 16
 artigo 16
 artigo 5
 artigo 14
 artigo 15
 artigo 25
 artigo 9
 artigo 27
 artigo 16
 artigo 11
 artigo 6
 artigo 12
 artigo 15
 artigo 14
 artigo 14
 artigo 14
 artigo 14