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Timestamp: 2017-05-22 19:08:10+00:00

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OAB pergunta, UniBrasil responde todos 19/11 by Marketing UniBrasil - issuu
PerguntaUNIBRASIL
RespondePrezados Alunos,
Tendo como objetivos a atualização constante e a excelência no ensino, o corpo
docente do curso de direito das Faculdades Integradas do Brasil está preparando
um excelente e prático material para o aperfeiçoamento dos seus estudos
A partir de hoje, vocês receberão semanalmente uma newsletter com questões
comentadas por seus professores.
Quando receber em seu e-mail OAB Pergunta, UniBrasil Responde, não deixe de
conferir as dicas e comentários sobre as questões elaboradas pela OAB-FGV. Este
é mais um instrumento de aprendizagem que as Faculdades Integradas do Brasil
oferecem aos seus alunos.
Na primeira edição, o Prof. Me. Carlos Eduardo Dipp Schoembakla comenta 2
(duas) questões, uma de Direito Civil e a outra de Processo Civil.
Sugerimos ainda que, após a leitura, as questões sejam arquivadas para que
possam ser consultadas posteriormente. Lembramos ainda que o material estará
disponível na página do curso de Direito.
Coordenação do Curso de Direito das Faculdades Integradas do Brasil.Questão 42 – Tipo 1 - VIII Exame de Ordem UnificadoEm janeiro de 2010, Nádia, unida estavelmente com Rômulo, após dez anos de convivência e sem que
houvesse entre eles contrato escrito que disciplinasse as relações entre companheiros, abandona
definitivamente o lar. Nos dois anos seguintes, Rômulo, que não é proprietário de outro imóvel urbano ou
rural, continuou, ininterruptamente, sem oposição de quem quer que fosse, na posse direta e exclusiva do
imóvel urbano com 200 metros quadrados, cuja propriedade dividia com Nádia e que servia de moradia do
casal. Em março de 2012, Rômulo – que nunca havia ajuizado ação de usucapião, de qualquer espécie,
contra quem quer que fosse ‐ ingressou com ação de usucapião, pretendendo o reconhecimento judicial
para adquirir integralmente o domínio do referido imóvel.
A) A pretensão de aquisição do domínio integral do imóvel por Rômulo é infundada, pois o prazo assinalado
pelo Código Civil é de 10 (dez) anos.
B) A pretensão de aquisição do domínio integral do imóvel por Rômulo é infundada, pois a hipótese de
abandono do lar, embora possa caracterizar a impossibilidade da comunhão de vida, não autoriza a
propositura de ação de usucapião.
C) A pretensão de aquisição do domínio integral do imóvel por Rômulo é infundada, pois tal direito só existe
para as situações em que as pessoas foram casadas sob o regime da comunhão universal de bens.
D) A pretensão de aquisição do domínio integral do imóvel por Rômulo preenche todos os requisitos previstos
A questão acima foi elaborada com fundamento na Lei 12.424/11, que acrescentou o art. 1.240-A no
Código Civil Brasileiro de 2002, também conhecida como a USUCAPIÃO FAMILIAR. Vejamos o dispositivo
“Art. 1240-A. Aquele que exercer, por 2 (dois) anos ininterruptamente e sem oposição, posse direta, com
exclusividade, sobre imóvel urbano de até 250m² (duzentos e cinquenta metros quadrados) cuja propriedade
divida com ex-cônjuge ou ex-companheiro que abandonou o lar, utilizando-o para sua moradia ou de sua
família, adquirir-lhe-á o domínio integral, desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural.
§ 1o O direito previsto no caput não será reconhecido ao mesmo possuidor mais de uma vez.”
Pois bem, encontrado o dispositivo legal utilizado para a elaboração da questão, agora é possível, por meio
da simples leitura do artigo acima mencionado, analisarmos as assertivas dispostas na questão e concluir,
por exclusão, que:
As assertivas “a”, “b” e “c” não estão corretas, na medida em que estão em desconformidade com o que
está previsto no art. 1240 – A do Código Civil de 2002.
Não restando alternativa, senão marcar a assertiva “d” como correta.Questão 2 - VII Exame de Ordem UnificadoCristiano e Daniele, menores impúberes, com 14 (catorze) e 10 (dez) anos de idade, respectivamente,
representados por sua genitora, celebraram acordo em ação de alimentos proposta em face de seu pai,
Miguel, ficando pactuado que este pagaria alimentos no valor mensal correspondente a 30% (trinta por
cento) do salário mínimo, sendo metade para cada um. Sucede, entretanto, que Miguel, durante os dois
primeiros anos, deixou de adimplir, injustificadamente, com a obrigação assumida, passando a pagar a
quantia celebrada em acordo, a partir de então. Transcorridos 03 (três) anos da sentença que homologou o
acordo na ação de alimentos, Cristiano e Daniele ajuizaram ação de execução, cobrando o débito pendente,
requerendo a prisão civil do devedor.
A) Subsiste o dever jurídico de Miguel de pagar o débito relativo aos últimos 03 (três) anos de inadimplência
quanto aos alimentos devidos a seus filhos? (valor: 0,70)
A questão discursiva acima proposta, requer do candidato, não só conhecimento teórico a respeito do
assunto, mas também conhecimento prático.
Isso porque, a questão envolve a única hipótese de prisão civil ainda admitida em nosso ordenamento
jurídico, e por esta razão, deve ser analisada com bastante cuidado.
A 1ª indagação realizada, necessariamente, exige do candidato, conhecimentos à respeito da prescrição e
suas causas de interrupção.
A OAB/FGV entendeu como correta, a resposta que contemplasse não só a previsão do art. 206, §2º, do
Código Civil, de que os alimentos prescrevem em 2 (dois) anos a partir do vencimento, mas principalmente,
que neste caso, não se aplica a prescrição, tendo em vista a causa de interrupção da prescrição prevista
no art. 198, I, do Código Civil, o que possibilita a cobrança de todos os alimentos desde os seus respectivos
Já a 2ª indagação, exige do candidato, conhecimento das Súmulas dos STJ.
Isso porque, para responder adequadamente, a OAB/FGV, entendeu como correta a resposta que
contemplasse a Súmula 309 do STJ, que prevê:
O débito alimentar que autoriza a prisão civil do alimentante é o que compreende as três prestações
anteriores ao ajuizamento da execução e as que se vencerem no curso do processo.
Desta forma e, de acordo com a Súmula 309 do STJ, é cabível a prisão civil de Miguel.Questões comentadas por
Profa. Me. Thaysa Prado KarvatQuestão 1 - Unificado - VI ExameA Convenção Interamericana de Direitos Humanos dispõe que toda pessoa tem direito à vida, que deve ser
protegida por lei, e que ninguém dela poderá ser privado arbitrariamente. A respeito da pena de morte,
o documento afirma que:
(A) é inadmissível a aplicação da pena de morte em qualquer circunstância, já que o direito à vida deve
ser protegido por lei desde a concepção.
(B) não se pode aplicar pena de morte aos delitos políticos, exceto se forem conexos a delitos comuns
sujeitos a tal pena.
(C) a pena de morte não pode ser imposta àquele que, no momento da perpetração do delito, for menor
de dezoito anos, nem aplicada à mulher em estado gestacional.
(D) não se admite que Estados promulguem pena de morte, exceto se já a tiverem aplicado e a tenham
abolido, hipótese em que a tal pena poderá ser restabelecida.
A questão acima foi elaborada com fundamento na Convenção Interamericana de Direitos Humanos,
também conhecida como Pacto de San José da Costa Rica, assinada e ratificada pelo Brasil em 1992 de
acordo com o Decreto n. 678, de 6 de novembro de 1992.
Em relação ao Direito à Vida, disciplina a Convenção explicitamente em seu artigo 4º:
1. Toda pessoa tem o direito de que se respeite sua vida. Esse direito deve ser protegido
pela lei e, em geral, desde o momento da concepção. Ninguém pode ser privado da vida
2. Nos países que não houverem abolido a pena de morte, esta só poderá ser imposta
pelos delitos mais graves, em cumprimento de sentença final de tribunal competente eem conformidade com a lei que estabeleça tal pena, promulgada antes de haver o delito
sido cometido. Tampouco se estenderá sua aplicação a delitos aos quais não se aplique
4. Em nenhum caso pode a pena de morte ser aplicada a delitos políticos, nem a delitos
5. Não se deve impor a pena de morte a pessoa que, no momento da perpetração do
delito, for menor de dezoito anos, ou maior de setenta, nem aplicá-la a mulher em estado
6. Toda pessoa condenada à morte tem direito a solicitar anistia, indulto ou comutação da
pena, os quais podem ser concedidos em todos os casos. Não se pode executar a pena
de morte enquanto o pedido estiver pendente de decisão ante a autoridade competente.
Neste sentido, observa-se que a alternativa A está incorreta, pois de acordo com o item 2
do artigo 4º, a pena de morte poderá ser utilizada nos delitos mais graves, caso o Estado
ainda não tenha abolido a prática.
Por sua vez, a alternativa B está incorreta, considerando a redação do item 4 do artigo 4º,
que disciplina que a pena de morte não pode ser aplicada em nenhum caso aos delitos
políticos, nem a delitos comuns conexos com delitos políticos.
A alternativa C foi considerada correta visto que representa o disposto no item 5 do artigo
4º acima exposto.
Por fim, a alternativa D foi considerada incorreta, pois está em dissonância com o item 3 do
artigo 4º, o qual veda a possibilidade de restabelecimento da pena de morte nos Estados
que a hajam abolido.Questão 2 - Unificado - V ExameEm janeiro de 2003, Martin e Clarisse Green, cidadãos britânicos domiciliados no Rio de Janeiro, casam-se
no Consulado-Geral britânico, localizado na Praia do Flamengo. Em meados de 2010, decidem se divorciar.
Na ausência de um pacto antenupcial, Clarisse requer, em petição à Vara de Família do Rio de Janeiro,
metade dos bens adquiridos pelo casal desde a celebração do matrimônio, alegando que o regime legal
vigente no Brasil é o da comunhão parcial de bens. Martin, no entanto, contesta a pretensão de Clarisse,
argumentando que o casamento foi realizado no consulado britânico e que, portanto, deve ser aplicado o
regime legal de bens vigente no Reino Unido, que lhe é mais favorável. Com base no caso hipotético acima
e nos termos da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, assinale a alternativa correta.(A) O juiz brasileiro não poderá conhecer e julgar a lide, pois o casamento não foi realizado perante a autoridade
(B) Clarisse tem razão em sua demanda, pois o regime de bens é regido pela lex domicilli dos nubentes e, ao
tempo do casamento, ambos eram domiciliados no Brasil.
(C) Martin tem razão em sua contestação, pois o regime de bens se rege pela lei do local da celebração (lex
loci celebrationis), e o casamento foi celebrado no consulado britânico.
(D) O regime de bens obedecerá à lex domicilli dos cônjuges quanto aos bens móveis e à lex rei sitae (ou
seja, a lei do lugar onde estão) quanto aos bens imóveis, se houver.
A questão acima foi elaborada com fundamento na Lei de Introdução as Normas do Direito Brasileiro (LINDB),
antiga Lei de Introdução ao Código Civil (LICC), que teve a sua nomenclatura alterada com Lei nº 12.376 de
2010, entretanto, mantendo o seu conteúdo. Ressalta-se que para a resolução da questão o estudo da LINDB
é essencial, possuindo apenas 19 artigos.
Em relação aos direitos de família, no âmbito do Direito Internacional Privado, estabelece o artigo 7º, §1º - §4º
da LINDB:
Art. 7o A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da personalidade,
o nome, a capacidade e os direitos de família.
§ 1o Realizando-se o casamento no Brasil, será aplicada a lei brasileira quanto aos impedimentos dirimentes
e às formalidades da celebração.
§ 2o O casamento de estrangeiros poderá celebrar-se perante autoridades diplomáticas ou consulares do país
de ambos os nubentes. (Redação dada pela Lei nº 3.238, de 1957)
§ 3o Tendo os nubentes domicílio diverso, regerá os casos de invalidade do matrimônio a lei do primeiro
domicílio conjugal.
§ 4o O regime de bens, legal ou convencional, obedece à lei do país em que tiverem os nubentes domicílio,
e, se este for diverso, a do primeiro domicílio conjugal.
Neste sentido, verifica-se que a alternativa A está incorreta, pois a justiça brasileira é competente para analisar
a questão de acordo com os artigos 88 e seguintes do CPC. Ainda, de acordo com o §2º do artigo 7º, os
estrangeiros poderão celebrar casamento perante suas autoridades diplomáticas ou consulares.
A alternativa que deve ser marcada como a correta é a B, isto porque é exatamente sobre o que versa o § 4º
do artigo 7º da LINDB, ou seja, o regime de bens obedece à lei do país em que os nubentes tiverem domicílio.
Se diverso, a lei do primeiro domicílio conjugal, no caso, a do Brasil.
A alternativa C está incorreta, pois a lei do local da celebração (lex loci celebrationis) será aplicada apenas
quanto aos impedimentos dirimentes e às formalidades da celebração do casamento, no caso de não estarem
presentes as autoridades diplomáticas ou consulares.
Por fim, a alternativa D está incorreta, pois contrária à disposição do § 4º do artigo 7º. Não há nenhuma
diferenciação na aplicação desta regra de conexão entre bens móveis ou imóveis.Questões comentadas por
Prof°- João Rafael de OliveiraQuestão 2 - VI EXAME DA OAB NACIONAL
PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL EM DIREITO PENALHugo é inimigo de longa data de José e há muitos anos deseja matá-lo. Para conseguir seu intento, Hugo
induz o próprio José a matar Luiz, afirmando falsamente que Luiz estava se insinuando para a esposa de
José. Ocorre que Hugo sabia que Luiz é pessoa de pouca paciência e que sempre anda armado. Cego
de ódio, José espera Luiz sair do trabalho e, ao vê-lo, corre em direção dele com um facão em punho,
mirando na altura da cabeça. Luiz, assustado e sem saber o motivo daquela injusta agressão, rapidamente
saca sua arma e atira justamente no coração de José, que morre instantaneamente. Instaurado inquérito
policial para apurar as circunstâncias da morte de José, ao final das investigações, o Ministério Público
formou sua opinião no seguinte sentido: Luiz deve responder pelo excesso doloso em sua conduta, ou
seja, deve responder por homicídio doloso; Hugo por sua vez, deve responder como partícipe de tal
homicídio. A denúncia foi oferecida e recebida.
R: Resposta à acusação, no prazo de 10 dias (art. 406 do CPP), endereçada ao juiz presidente do Tribunal
do Júri; e/ou, Habeas Corpus para o trancamento do processo penal endereçada ao Tribunal de Justiça
R: A tese defensiva aplicada a Luiz é a da legítima defesa real, instituto previsto no art. 25 do CP, cuja
natureza é de causa excludente de ilicitude. Não houve excesso, pois a conduta de José (que mirava com
o facão na cabeça do Luiz) configurava injusta agressão e claramente atentava contra a vida de Luiz.
R: Hugo não praticou fato típico, pois, de acordo com a Teoria da Acessoriedade Limitada, o partícipe
somente poderá ser punido se o agente praticar conduta típica e ilícita, o que não foi o caso, já que Luiz
agiu amparado por uma causa excludente de ilicitude, qual seja, legítima defesa (art. 25 do CP).
Ademais, depreende-se dos fatos narrados que inexiste liame subjetivo entre Hugo e Luiz, requisito
essencial ao concurso de pessoas (artigo 29 do CP), razão pela qual Hugo não poderá ser considerado
partícipe.Questão 3 - VI EXAME DA OAB NACIONAL
PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL EM DIREITO PENALCaio, Mévio, Tício e José, após se conhecerem em um evento esportivo de sua cidade, resolveram praticar
um estelionato em detrimento de um senhor idoso. Logrando êxito em sua empreitada criminosa, os
quatro dividiram os lucros e continuaram a vida normal. Ao longo da investigação policial, apurou-se a
autoria do delito por meio dos depoimentos de diversas testemunhas que presenciaram a fraude. Em
decorrência de tal informação, o promotor de justiça denunciou Caio, Mévio, Tício e José, alegando
se tratar de uma quadrilha de estelionatários, tendo requerido a decretação da prisão temporária dos
denunciados. Recebida a denúncia, a prisão temporária foi deferida pelo juízo competente.
Com base no relato acima, responda aos itens a seguir, empregando os argumentos jurídicos apropriados
e a fundamentação legal pertinente ao caso.
a) Qual(is) o(s) meio(s) de se impugnar tal decisão e a quem deverá(ao) ser endereçado(s)?
R: Relaxamento de prisão, endereçado ao juiz de direito estadual ou Habeas corpus, endereçado ao
Tribunal de Justiça estadual.
Quanto ao cabimento desta ação constitucional há que se atentar para o fato de que a prova não vinculou
a resposta à peça processual de elaboração exclusiva por advogado, o que, evidentemente, excluiria a
utilização do habeas corpus.
b) Quais fundamentos deverão ser alegados?
R: Ilegalidade da prisão, pois não há formação de quadrilha quando a reunião se dá para a prática de
apenas um delito, isto porque, consoante se pode extrair do próprio tipo penal previsto no artigo 288, do
Código Penal, para configuração de tal delito é necessário que os agentes se associem para prática de
crimes1.
Não subsistindo o crime de formação de quadrilha, e restando apenas o delito único de estelionato, não se
poderia decretar a prisão temporária, pois tal crime (estelionato) não está previsto no rol taxativo indicado
no artigo 1º, III, da Lei 7.960/89.
Ademais, a prisão temporária, conforme dispõe o artigo 1º, inciso I, da Lei 7.960/89, é medida exclusiva
do inquérito policial, não podendo, em hipótese alguma, ser decretada quando já instaurado o processo
Art. 288 - Associarem-se mais de três pessoas, em quadrilha ou bando, para o fim de cometer crimes:Pena - reclusão,
de um a três anos.Questões comentadas por
VII Exame Unificado de OrdemA respeito da Convenção sobre Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher, ratificada pelo
a) Uma vez que a Convenção tem como objetivo proteger um grupo específico, não pode ser considerada como
um documento de proteção internacional dos direitos humanos.
b) A Convenção possui um protocolo facultativo, que permite a apresentação de denúncias sobre violação dos
direitos por ela consagrados.
c) A Convenção permite que o Estado-parte adote, de forma definitiva, ações afirmativas para garantir a igualdade
entre gêneros.
d) A Convenção traz em seu texto um mecanismo de proteção dos direitos que consagra, por meio de petições
sobre violações, que podem ser protocoladas por qualquer Estado-parte.
O candidato ao VII Exame de Ordem, nesta questão, deveria ter conhecimento da existência, do conteúdo e da
ratificação pelo Brasil i) da Convenção sobre Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher e
ii) do Protocolo Facultativo da Convenção sobre Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher.
Um Protocolo Facultativo constitui-se em Convenção Posterior que busca complementar Convenção Anterior.
Ainda, são necessários conhecimentos sobre a Teoria dos Direitos Humanos.
Os itens a, c e d são falsos e o item b é verdadeiro.
Sobre o item a, a Convenção sobre Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher tratese de documento de proteção internacional global - todos os países podem aderir - dos Direitos Humanos. A
referida Convenção trata-se de convenção sobre assunto específico (eliminação de discriminação) e que protege
um grupo social específico (mulheres). A regulamentação de assunto restrito e de um grupo determinado não
descaracteriza, de forma nenhuma, seu caráter de proteção internacional, já que essa Convenção foi criada para
que todos os países interessados aderissem.
No que se refere ao item c, essa assertiva afronta a disposição expressa no art. 4° da citada Convenção. Ainda,
conforme a Teoria dos Direitos Humanos, a adoção de ações afirmativas sempre deve ser temporária e apenas
possui validade jurídica enquanto acelerar o processo de construção da igualdade material.
O item d é falso, pois a Parte V da Convenção, que estabelece o Comitê sobre Eliminação da Discriminação
contra a Mulher, não prevê o mecanismo de petição. Em verdade, o mecanismo de proteção de direitos por meio
de petições somente encontra-se previsto no Protocolo Facultativo à Convenção. Essa questão mensurava se o
candidato sabia o que está previsto na Convenção e no Protocolo.
O item b está correto, já que o Protocolo tem por objetivo atribuir ao Comitê sobre Eliminação da Discriminação
contra a Mulher a competência de receber denúncias de discriminação contra a mulher.questão 14
VII Exame Unificado de OrdemO Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais e o Pacto Internacional dos Direitos
Civis e Políticos preveem em seu texto mecanismos de proteção, efetivação e monitoramento dos Direitos
Humanos consagrados em seus respectivos textos. É correto afirmar que, em ambos os pactos, encontrase o seguinte mecanismo:
b) acusação de regresso de proteção dos direitos, que poderá ser protocolada por qualquer Estado-parte,
inclusive o próprio analisado.
c) sistemática de petições, que deverão ser elaboradas e protocoladas por um Estado-parte diferente
daquele que está sendo acusado.
d) envio de relatórios sobre medidas adotadas e progressos alcançados, que deverão ser elaborados e
protocolados por um Estado-parte diferente daquele que está sendo analisado.
Os Pactos Internacionais de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais e de Direitos Civis e Políticos e a
Declaração Universal de Direitos Humanos representam um marco na proteção internacional dos Direitos
Humanos e, sem sombra de dúvidas, constituem-se nos maiores documentos de proteção internacional
global de Direitos Humanos.
O Pacto de Direitos Civis e Políticos possui dois Protocolos Facultativos ratificados pelo Brasil.
Por sua vez, o Pacto de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais possui um Protocolo Facultativo, que
ainda não entrou em vigência no âmbito internacional. O Brasil também não ratificou esse Protocolo.
Essa questão quer mensurar se o aluno sabe quais são os mecanismos de proteção previstos nos textos
da Convenção, sabendo diferenciá-los dos mecanismos protetivos dos Protocolos.
O Pacto de Direitos Civis e Políticos cria o Comitê de Direitos Humanos, órgão convencional de proteção
aos Direitos Humanos, no art. 28, e estabelece a obrigação de todos os Estados-Partes enviarem relatórios,
nos termos do art. 40.
De outro lado, qualquer Estado-Parte, de maneira expressa, pode declarar que aceita que o Comitê de
Direitos Humanos receba denúncia de violação de Direitos Humanos apresentada por um Estado-Parte
contra outro Estado-Parte, segundo o art. 41.
De outro lado, o único mecanismo de proteção aos direitos humanos previsto no Pacto de Direitos
Econômicos, Sociais e Culturais consiste no envio de relatórios, de acordo com o art. 16.
Desse modo, os itens b, c e d estão errados e o item a está correto.
Não existem no texto dos Pactos os mecanismo de acusação de regresso e de apresentação de petições.
Assim, os itens b e c estão equivocados.
De outro lado, o relatório deve ser elaborado e protocolado pelo Estado parte que está sendo analisado.
Exemplo: o Brasil faz os seus relatórios sobre as violações e a implantação dos Direitos Humanos no
Brasil. Desse modo, o item d está errado e o item a, correto.Questões comentadas por
Prof. Marcelo Conrado
VIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO PROVA TIPO 01 – BRANCA
DIREITO DO CONSUMIDOR - Questão 46João celebrou contrato de seguro de vida e invalidez, aderindo a plano oferecido por conhecida rede particular. O
contrato de adesão, válido por cinco anos, prevê a possibilidade de cancelamento, em favor da seguradora, antes
de ocorrer o sinistro, por alegação de desequilíbrio econômico-financeiro.
A) Os contratos de seguro ofertados no mercado de consumo, apesar de serem de adesão, são regidos pelo
Código Civil, e a eles se aplica o Código de Defesa do Consumidor apenas subsidiariamente e em casos estritos.
B) A cláusula prevista, que estipula a possibilidade de cancelamento unilateral do contrato em caso de desequilíbrio
econômico, seria viável desde que exercida na primeira metade do contrato.
C) O Ministério Público tem legitimidade para ajuizar demanda contra a seguradora, buscando ser declarada a
nulidade da cláusula contratual celebrada com os consumidores, e que seja proibido à seguradora continuar a
ofertá-la no mercado de consumo.
D) A cláusula prevista no contrato celebrado por João não é abusiva, pois o seguro deve atentar para a equação
financeira atuarial, necessária ao equilíbrio econômico da avença e à própria higidez e continuidade do contrato.
Resposta correta: alternativa C
Alternativa A - Não há espaço para aplicação subsidiária. Estando caracterizada a relação de consumo aplica-se
o Código de Defesa do Consumidor. Nas relações entre particulares, quando não há vulnerabilidade, aplica-se o
Alternativa B – As regras do Código de Defesa do Consumidor aplicam-se integralmente a todo o contrato.
Claudia Lima Marques esclarece que “são normas de direito privado, mas de forte interesse público, daí serem
indisponíveis e inafastáveis através dos contratos”.
Alternativa C – O artigo 82 do CDC prevê a legitimidade do Ministério Público para promover, concorrentemente,
a defesa do consumidor em juízo. Claudia Lima Marques assim se manifesta: “a proteção do consumidor constitui
interesse indisponível, cabendo ao Ministério Público, como legitimado para agir, de um lado, vincular-se à
proteção do consumidor, cuja presunção é de hipossuficiência, promovendo o equilíbrio na defesa judicial dos
direitos lesados, e, de outro, contemplar os diversos consumidores lesados em decorrência de uma dada conduta
do fornecedor”. Além disso, o artigo 51, que trata das cláusulas abusivas prevê que é facultado a qualquer
consumidor ou entidade que o represente requerer ao Ministério Público que ajuíze a competente ação para ser
declarada a nulidade de cláusula contratual que contrarie o disposto neste Código ou de qualquer forma não
assegure o justo equilíbrio entre direitos e obrigações das partes.
Alternativa D – O inciso XI do artigo 51 do CDC expressamente reconhece a abusividade da cláusula que autorize
o fornecedor a cancelar o contrato unilateralmente. O fornecedor assume o risco da atividade.VIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO PROVA TIPO 01 – BRANCA
DIREITO DO CONSUMIDOR - Questão 47Determinado consumidor, ao mastigar uma fatia de pão com geleia, encontrou um elemento rígido, o que
lhe causou intenso desconforto e a quebra parcial de um dos dentes. Em razão do fato, ingressou com
medida judicial em face do mercado que vendeu a geleia, a fim de ser reparado. No curso do processo,
a perícia constatou que o elemento encontrado era uma pequena porção de açúcar cristalizado, não
oferecendo risco à saúde do autor.
A) O fabricante e o fornecedor do serviço devem ser excluídos de responsabilidade, visto que o material
não ofereceu qualquer risco à integridade física do consumidor, não merecendo reparação.
B) O elemento rígido não característico do produto, ainda que não o tornasse impróprio para o consumo,
violou padrões de segurança, já que houve dano comprovado pelo consumidor.
C) A responsabilidade do fornecedor depende de apuração de culpa e, portanto, não tendo o comerciante
agido de modo a causar voluntariamente o evento, não deve responder pelo resultado.
D) O comerciante não deve ser condenado e sequer caberia qualquer medida contra o fabricante, posto
que não há fato ou vício do produto, motivo pelo qual não deve ser responsabilizado pelo alegado defeito.
Alternativa A - Demonstrado o dano e o nexo de causalidade, configurado está o dever de indenizar.
Alternativa B – Resposta correta, se o dano foi causado em virtude do consumo do produto, a
responsabilidade é do fornecedor.
Alternativa C- O artigo 14 do CDC prevê expressamente que a responsabilidade nas relações de consumo
é objetiva, excetuando o profissional liberal em que se deverá analisar a culta (§ 4º, artigo 14 do CDC).
Alternativa D - Restou demonstrado o dano ao consumidor e, ainda, o CDC prevê que o produto é defeituoso
quando não apresenta a segurança que dele se espera (art. 12 do CDC). O fornecedor somente estará
isento da responsabilidade se comprovar a ocorrência de alguma das excludentes da responsabilidade:
(i) culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro, (ii) que o defeito inexiste ou (iii) quando não colocou
o produto no mercado [exemplo produtos falsificados]. Caso fortuito não isenta a responsabilidade do
fornecedor nas relações de consumo. Registre-se que a responsabilidade é solidária.Questões comentadas por
Profa. Marta Tonin
VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO - 2012
TIPO 1 - BRANCA - QUESTÃO 25Joana tem 16 anos e está internada no Educandário Celeste, na cidade de Pitió, por ato infracional equiparado
ao crime de tráfico de entorpecentes. O Estatuto da Criança e do Adolescente regula situações dessa natureza,
consignando direitos do adolescente privado de liberdade. Diante das disposições aplicáveis ao caso de Joana,
A) Joana tem direito à visitação, que deve ser respeitado na frequência mínima semanal, e não poderá ser
suspenso sob pena de violação das garantias fundamentais do adolescente internado.
B) é expressamente garantido o direito de Joana se corresponder com seus familiares e amigos, mas é vedada a
possibilidade de avistar-se reservadamente com seu defensor.
C) a autoridade judiciária poderá suspender temporariamente a visita, exceto de pais e responsável, se existirem
motivos sérios e fundados de sua prejudicialidade aos interesses do adolescente.
D) as visitas dos pais de Joana poderão ser suspensas temporariamente, mas em tal situação permanece o seu
direito de continuar internada na mesma localidade ou naquela mais próxima ao domicílio de seus pais.
No enunciado da questão consta a palavra “Educandário” para designar o local onde os adolescentes (de 12 a
18 anos) que cometem ato infracional (conduta descrita como crime ou contravenção penal) são encaminhados
pelo Juiz da Vara da Infância e Juventude para o cumprimento da Medida Socioeducativa de Internação (leia-se
Privação de Liberdade), que não excederá a três anos ou a idade de 21 anos segundo o art. 121, parágrafo 3º
da Lei n. 8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente – E.C.A.). Estes locais hoje, após o advento do Sistema
Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE) denominam-se de Centros Socioeducativos (CENSES). Quanto
às alternativas sugeridas como respostas, a opção “A” é incorreta porque o direito à visitação do(a) adolescente
internado(a) pode ser, sim, suspenso temporariamente pelo Juiz se constatada sua prejudicialidade aos interesses
do(a) adolescente, impedindo sua ressocialização. Em nenhum caso, entretanto, haverá incomunicabilidade. A
opção “B” é incorreta porque afronta o art. 124, inciso III, do E.C.A. (vide abaixo). A opção “C” é incorreta porque
a idéia não é excepcionar ninguém, nem mesmo os pais ou responsável mas, sim, observar o que é melhor para
o(a) adolescente tendo em vista sua recuperação enquanto perdurar o cumprimento da Internação (que não
comporta prazo determinado eis que sua manutenção deve ser reavaliada, no máximo, a cada seis meses). A letra
“D”, portanto, é a correta diante da expressa previsão legal (art. 124, inciso VI, do E.C.A.). Assim, para acertar a
questão, o candidato deveria ter pleno conhecimento dos direitos do adolescente privado de liberdade, previstos
no art. 124 e incisos, cf. abaixo:
III - avistar-se reservadamente com seu defensor;(...)
VI – permanecer internado na mesma localidade ou naquela mais próxima ao domicílio de seus pais ou
§ 2º. A autoridade judiciária poderá suspender temporariamente a visita, inclusive de pais ou responsável,
se existirem motivos sérios e fundados de sua prejudicialidade aos interesses do adolescente.
Por fim, pode-se sintetizar que o art. 124 do E.C.A. traz, efetivamente, as regras do Estado Democrático
de Direito para o interior dos CENSES, uma vez que procura introduzir o máximo de garantia possível, com
aquela dose de segurança indispensável ao normal funcionamento do sistema socioeducativo.VIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO PROVA TIPO 01 – BRANCA
DIREITO DO CONSUMIDOR - Questão 47Com forte inspiração constitucional, a Lei nº. 8.069, de 13 de julho de 1990, consagra a doutrina da
proteção integral da criança e do adolescente, assegurando-lhes direitos fundamentais, entre os quais o
Igualmente, é-lhes franqueado o acesso à cultura, ao esporte e ao lazer, preparando-os para o exercício
da cidadania e qualificação para o trabalho, fornecendo-lhes elementos para seu pleno desenvolvimento
e realização como pessoa humana. De acordo com as disposições expressas no Estatuto da Criança e do
Adolescente, é correto afirmar que
A) toda criança e todo adolescente têm direito a serem respeitados por seus educadores, mas não poderão
contestar os critérios avaliativos, uma vez que estes são estabelecidos pelas instâncias educacionais
superiores, norteados por diretrizes fiscalizadas pelo MEC.
Incorreta, o inciso III do art. 53 da referida lei prevê: “III - direito de contestar critérios avaliativos, podendo
recorrer às instâncias escolares superiores;”
B) é dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente o ensino fundamental, obrigatório e gratuito,
mas sem a progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio.Incorreta, na medida em que o art. 54 do E.C.A. prevê: “Art. 54. É dever do Estado assegurar à criança
e ao adolescente: I - ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram
acesso na idade própria; II - progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio;”
C) não existe obrigatoriedade de matrícula na rede regular de ensino àqueles genitores ou responsáveis
pela criança ou adolescente que, por convicções ideológicas, políticas ou religiosas, discordem dos
Incorreta, diante da previsão do art. 55 do E.C.A.: “Os pais ou responsável têm a obrigação de matricular
D) os dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental comunicarão ao Conselho Tutelar os casos
de maus-tratos envolvendo seus alunos, a reiteração de faltas injustificadas e a evasão escolar, esgotados
os recursos escolares, assim como os elevados níveis de repetência.
Assertiva CORRETA, diante da previsão expressa do Art. 56 do E.C.A.: “Os dirigentes de estabelecimentos
de ensino fundamental comunicarão ao Conselho Tutelar os casos de: I - maus-tratos envolvendo seus
alunos; II - reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, esgotados os recursos escolares; III elevados níveis de repetência.”
Comentários: para responder acertadamente esta questão os candidatos deveriam conhecer, em
especial, os artigos referentes ao Direito à Educação (E.C.A., arts. 53 a 58). Em todas as três situações
envolvendo a resposta correta, muito frequentes, diga-se de passagem, nas escolas públicas brasileiras,
a comunicação ao Conselho Tutelar é medida certa porque este representa uma instância também coresponsável no desenvolvimento do processo educacional da criança e do adolescente e com acesso
e frequência mais rotineira junto aos pais ou responsável. Assim, definidas as responsabilidades, as
duas instâncias – a escola e o Conselho Tutelar – poderão juntas desenvolver os esforços necessários à
solução das questões vivenciadas no cotidiano das escolas.Questões comentadas por
Prof. Carlos Eduardo Dipp Schoembakla
VII Exame de Ordem Unificado – 2012 - Prova Tipo 1 - Branca
questão 41Quando duas ou mais demandas individuais possuem o mesmo pedido e/ou a mesma causa de pedir, diz-se que
são conexas. Nessa situação, se estiverem tramitando em juízos diversos, poderão ser reunidas para julgamento
conjunto pelo juízo prevento.
O instituto da prevenção está contemplando no art. 219 do CPC, e tem como objetivo, fixar a competência
jurisdicional para julgar o processo.
Portanto havendo conflito de competência, será prevento, nos termo do referido artigo, o juízo que providenciou
a primeira citação válida no processo.
Art. 219. A citação válida torna prevento o juízo, induz litispendência e faz litigiosa a coisa; e, ainda quando
ordenada por juiz incompetente, constitui em mora o devedor e interrompe a prescriçãoQuestões de Direito Processual Civil
questão 45Nos termos do CPC, cabe ação rescisória
A) quando proposta pelo Ministério Público, caso não tenha sido ouvido em processo em que lhe era
obrigatória a intervenção, salvo se a sentença de mérito for efeito de colusão das partes.
B) na hipótese em que se verifique fundamento para invalidar confissão, ainda que nessa não tenha se
baseado a sentença, ou quando em erro de fato for fundada a sentença de mérito.
C) depois de transitada em julgado a sentença de mérito, o autor obtiver documento novo, cuja
existência ignorava, capaz, por si só, de lhe assegurar pronunciamento favorável.
D) quando a sentença de mérito for proferida por juiz relativamente incompetente, ou for verificada que
foi dada por concussão, prevaricação ou corrupção do juiz.
Para responder a questão, o aluno precisa ter pleno conhecimento do art. 485 do CPC. Da análise das
assertivas, observa-se que o método da exclusão seria o mais adequado, haja vista que, a questão foi
elaborada com base no teto legal.
Desta forma, por exclusão, a resposta correta está prevista no inciso VII do referido artigo, a saber:
Vll - depois da sentença, o autor obtiver documento novo, cuja existência ignorava, ou de que não pôde
fazer uso, capaz, por si só, de Ihe assegurar pronunciamento favorável;Questões comentadas por
Prof. José Osório Nascimento Neto
Exame de Ordem Unificado 2010.1
Questão 56 – Caderno Afonso Arinos – Direito Administrativo
Questão 56Com relação ao processo administrativo federal, assinale a opção correta.
B) Não pode uma autoridade hierárquica superior delegar a uma autoridade inferior o poder de decidir, em
primeira instância, os processos administrativos de sua competência não exclusiva.
Para responder com segurança esta questão, o aluno deve se lembrar da Lei n. 9.784/1999, que regula o
processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal. Assim:
A opção “A” está incorreta, pois, conforme dispõe o inciso IV do art. 9º da referida Lei, “são legitimados como
interessados no processo administrativo: as pessoas ou as associações legalmente constituídas quanto a direitos
ou interesses difusos”.
A opção “B” está incorreta, pois, conforme dispõem os incisos I, II e III do art. 13 da referida Lei, “não podem ser
objeto de delegação: a edição de atos de caráter normativo; a decisão de recursos administrativos; as matérias
de competência exclusiva do órgão ou autoridade”.
A opção “C” está incorreta, pois, conforme dispõe o art. 26 da referida Lei, “o órgão competente perante o
qual tramita o processo administrativo determinará a intimação do interessado para ciência de decisão ou a
efetivação de diligências. Além disso, é importante notar que o §4º do mesmo dispositivo informa: “no caso de
interessados indeterminados, desconhecidos ou com domicílio indefinido, a intimação deve ser efetuada por meio
de publicação oficial”.
A opção “D” está correta, pois, conforme dispõe o §2º do art. 6º da referida Lei, “o não conhecimento do recurso
não impede a administração de rever de ofício o ato ilegal, desde que não ocorrida preclusão administrativa”.VIII Exame de Ordem Unificado 2012
Prova Prático-Profissional de Direito Administrativo
Questão 03O prefeito do município “X”, ao tomar posse, descobriu que diversos servidores públicos vinham
recebendo de boa-fé, há mais de dez anos, verbas remuneratórias ilegais e indevidas. Diante de tal
situação, o prefeito, após oportunizar o contraditório e a ampla defesa aos servidores, pretende anular o
ato concessivo do referido benefício. Antes, porém, resolve consultar seu assessor jurídico, formulando
algumas indagações. Responda aos itens a seguir, utilizando os argumentos jurídicos apropriados e a
A) É juridicamente correta a pretensão do prefeito, considerando, hipoteticamente, não existir no município
legislação disciplinadora do processo administrativo? (Valor: 0,60)
B) Diante da ausência de legislação local, poder-se-ia aplicar à hipótese a Lei Federal n. 9.784/99, que
regula o processo administrativo no âmbito federal? (Valor: 0,65)
Item A: Não. O aluno deve mencionar o princípio da legalidade administrativa, assim como o poderdever de autotutela, segundo o qual o administrador público não pode e não deve compactuar com a
manutenção de ilegalidades, razão pela qual tem o poder-dever de anular o ato, conforme súmulas 346
e 473 do STF (0,25). Todavia, considerando o tempo decorrido e a ausência de marco temporal previsto
em lei local, o aluno deve sugerir, também, a aplicação do princípio da segurança das relações jurídicas,
levando-se em conta a boa-fé dos servidores e o recebimento do benefício financeiro há mais de dez
anos, os quais determinam a manutenção dos atos concessivos (0,35).
Item B: Sim. Em nome do principio da segurança jurídica, a jurisprudência dos Tribunais Superiores
se consolidou no sentido de que a ausência de regra expressa na legislação local para o exercício da
autotutela não autoriza o entendimento da inexistência de prazo decadencial para anulação de ato
administrativo que produza efeitos patrimoniais favoráveis a beneficiários de boa-fé, aplicando-se, assim,
o prazo decadencial de 05 (cinco) anos, previsto no art. 54 da Lei n. 9.784/99 (0,65).All pages:12345678910111213141516171819InfoSaveLikeShareDownloadMoreOAB pergunta, UniBrasil responde todos 19/11 Published on Nov 19, 2012 OAB pergunta, UniBrasil responde todos 19/11marketingunibrasilFollowRead moreRead moreSimilar toPopular nowJust for youGo explore

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 artigo 1
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 artigo 82
 artigo 51
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 artigo 14
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