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Timestamp: 2020-04-09 04:09:30+00:00

Document:
Os bens das igrejas de Vila Boa | Capeia Arraiana – Sabugal – Guarda – Portugal
Os bens das igrejas de Vila Boa
Domingo, 16 Setembro, 2018 Arrolamento das Igrejas, igrejas, lei da separação, Vila Boa
:: :: VILA BOA :: :: O arrolamento dos bens da igreja e capelas da freguesia de Vila Boa, no concelho do Sabugal, foi coligido pela comissão concelhia de inventário em 5 de Agosto de 1911. Transcrevemos o respectivo auto de arrolamento e demais documentação existente no processo.
Igreja Matriz de Vila Boa
Aos cinco de agosto de mil novecentos e onze, nesta paroquial igreja da freguesia de Vila Boa, sendo presente o presidente da Câmara, servindo de Administrador do Concelho, José Casimiro da Costa Quintela, o empregado da Fazenda, Alípio das Neves Ferreira, representando o secretário de finanças deste concelho, o presidente da comissão paroquial Manuel Pinheiro e o pároco, padre João Bernardo, se procedeu ao inventário dos bens mobiliários e imobiliários desta freguesia, na conformidade do Decreto de 20 de Abril último, pela forma seguinte:
Igreja paroquial, orago S. Pedro. Compõe-se de corpo principal e sacristia, e é situada ao cimo do povo, tem um altar mor e dois laterais, e torre com dois sinos de tamanho regular.
Senhora do Desterro.
Duas casulas, em bom uso.
Duas casulas usadas.
Duas casulas velhas.
Duas capas, velhas.
Uma capa nova.
Três alvas, usadas.
Uma estola, usada.
Um pálio, usado.
Um véu de ombros, usado.
Um véu de cálice, usado.
Uma sobrepeliz, usada.
Quatro dalmáticas, usadas.
Doze opas, usadas.
Dois missais, usados.
Um cálice, de prata.
Um turíbulo de metal.
Uma banqueta, usada.
Vinte lanternas, usadas.
Dois crucifixos.
Três cruzes, sendo uma de metal.
Duas bandeiras das almas, velhas.
Dois estandartes, usados.
Capela de S. Gregório, situada fora da povoação – não contém imagens nem alfaias.
Capela de Santo António, situada fora da povoação, nas condições da anterior.
Capela da Ascenção, situada dentro da povoação, também nas mesmas condições das anteriores.
Bens da confraria do Santíssimo, não erecta:
Uma horta, aliás um chão, no sítio da Fatela, limite de Vila Boa, confronta ao nascente com caminho público, poente com Manuel Filipe, norte com Manuel Salgueiro, sul com Manuel Galhano.
Um chão às Fontes Boas, limite dito, confronta ao nascente com limite da Nave. Norte com caminho, poente com José Bernardo Afonso, a sul com José Gabriel.
Bens da Confraria da Senhora do Rosário, não erecta:
Uma horta à Morganheira, limite dito, confronta ao nascente e poente com Manuel Sanches, sul com a ribeira, norte com caminho.
Bens da Confraria de S. Gregório, não erecta:
Uma moita no cabeço Rapado, em volta da capela do mesmo santo.
Uma corte de terra regadia, no sítio da Morganheira (esta pertence à Confraria do Santíssimo) parte ao nascente com Manuel André, poente, norte e sul com Manuel Mesquitela.
Não havendo mais que inventariar se concluí este auto, que ser devidamente assinado, excepto pelo pároco que se recusou a fazê-lo.
Do processo consta um arrolamento adicional, datado de 17 de Julho de 1931:
Aos dezassete dias do mês de Julho do ano de mil novecentos e trinta e um, nesta Igreja paroquial da freguesia de Vila Boa, concelho do Sabugal, compareceram os cidadãos Afonso Lucas, Administrador do Concelho, Manuel José Águeda, presidente da Comissão Paroquial Administrativa, José Maria Gonçalves Baltazar, amanuense e representante da Câmara Municipal, comigo, José da Costa Ilharco, chefe da Repartição de Finanças, indivíduos estes que constituem a Comissão Concelhia de Inventário, nos termos no artigo 63 da Lei de 20 de Abril de 1911, tendo aqui reunido para os fins consignados no artº 62 da referida Lei, a fim de se proceder ao arrolamento e inventário adicional dos bens abaixo mencionados, de harmonia com o ofício da 2ª Repartição, da Direcção Geral do Ministério da Justiça e dos Cultos, Livro 9, nº.5708, fls.141, de 1 de Julho corrente, a saber:
a) Adro da Igreja paroquial de Vila Boa, confronta ao nascente e sul com caminho público e do norte com estrada.
Na capela de Santo Antão:
b) Santo Antão e Senhora dos Prazeres.
Na capela da Ascenção:
c) Senhor dos Passos.
O processo contém ainda um ofício da Direcção Geral de Justiça, dirigido ao Chefe da Secção de Finanças do Concelho do Sabugal, datado de 17 de Março de 1941:
Rogo a V.Exª que, nos termos do artº. 43º, parágrafo 1º do Decreto-Lei nº.30.615, de 25 de Julho de 1940, proceda à entrega dos bens abaixo indicados, às entidades respectivamente mencionadas, lavrando para cada entidade um auto em triplicado, ficando um exemplar de cada auto no arquivo do município, junto aos respectivos arrolamentos, entregando o outro à associação ou organização respectiva, e remetendo o terceiro a esta Direcção Geral de Justiça, no prazo máximo de 15 dias, para ser enviado, depois à Direcção Geral da Fazenda Pública, para o arquivar.
No próprio auto ou, em documento à parte, serão devidamente inventariados dos também bens compreendidos na entrega, como se diz no parágrafo 2º do citado artigo.
Para a Fábrica da Igreja Paroquial da freguesia de Vila Boa, desse concelho:
A Igreja Paroquial, com todos as suas dependências, e as seguintes capelas: S. Gregório, Santo Antão, da Ascensão, com todas as suas dependências.
Os respectivos móveis, paramentos, alfaias, e mais objectos de culto existentes na igreja e capelas.
O adro da referida igreja.
Há ainda um auto de arrolamento de 25 de Julho de 1945:
Aos vinte cinco dias do mês de Julho do ano de mil novecentos e quarenta e cinco, nesta Secção de Finanças do concelho do Sabugal, compareceram perante mim, Antero Ferreira Ribeiro, aspirante, funcionário indicado para servir de escrivão neste auto,, e as testemunhas idóneas adiante nomeadas, os senhores, aspirante servindo de chefe da Secção de Finanças do mesmo concelho, Manuel Ferreira de Pina, e o pároco da freguesia de Vila Boa, como informador, na sua qualidade de representante da fábrica da Igreja daquela freguesia, a a fim de, nos termos do artigo 46 do decreto lei nº 30615, de 25 de Julho de 1940, se proceder ao arrolamento requerido à Direcção Geral da Fazenda Pública, dos seguintes bens:
1º Uma cada de altos e baixos, no sítio da rua do Forno, denominada a «Casa do Senhor», confrontando do norte e nascente com a rua pública, do sul com José Augusto Pinheiro e do poente com Francisco Afonso, inscrita na matriz predial sob o artigo 285.
2º Metade de uma casa alta na rua do Ribeiro, denominada a «Casa das Almas», confrontando do norte com Urbano Rato, do nascente com ANTÓNIO Joaquim André, do sul com António Segura, e do poente com rua pública, inscrita na respectiva matriz predial sob o artigo 260.
3º Um chão regadio, denominado «Chão do Senhor» no sítio da Fatela, confrontando do norte com José Joaquim Afonso, sul com herdeiros de Joaquim Filipe, nascente com caminho público, e do poente com António Manuel Filipe, inscrito na matriz predial respectiva sob o artigo 11.
4º Um chão com terra centeeira, no sítio das Fontes Boas, confrontando do norte com Maria dos Anjos da Silva, do nascente com Glória Borges, do sul com José Pires Tomás e do poente com José Joaquim Ramos, inscrito na matriz predial respectiva sob o artigo 1887.
5º Metade de um chão no sítio da Tapada Nova, limite da freguesia de Vila Boa, confrontando do norte com Joaquim Bartolomeu, do nascente, sul e poente com caminho público, inscrito na matriz predial sob o artigo 985.
6º Uma sorte de chão regadio no sítio do Prado Regadeiro, confrontando do norte com Isabel Catarina Antunes, do nascente com José Ramos Lousa, do sul com António Martins Tomé e do poente com Manuel António Carvalhal, inscrito na matriz predial sob o artigo 2369.
7º Uma terra centeeira no sítio do Cabeço Rapado, denominada a «Malhada de São Gregório», confrontando do norte com José Jacinto, do nascente com António Segura, do sul com Joaquim Neto Jacinto e do poente com Manuel Sanches Tomé, inscrita na matriz predial respectiva sob o artigo 283.
Todos os prédios descritos estão situados no limite da freguesia de Vila Boa.
Foram testemunhas presentes Manuel Bernardo Barata, casado, e João Ferreira de Matos, solteiro, maior, ambos aspirantes de finanças e residentes no Sabugal, que também assinam este auto, com os referidos Chefe de Secção de Finanças e pároco da freguesia.
Este último auto de arrolamento contém uma nota de rodapé manuscrita:
«Todos os bens descritos neste arrolamento foram entregues à fábrica da igreja por auto de entrega, lavrado em 2-4-1947»
arrolamento, capela, igreja, lei da separação

References: artigo 63
 artigo 46
 artigo 285
 artigo 260
 artigo 11
 artigo 1887
 artigo 985
 artigo 2369
 artigo 283