Source: https://pt.scribd.com/doc/47739627/Manual-ddo-setor-eletrico-CIPA
Timestamp: 2016-12-10 03:00:20+00:00

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Manual ddo setor elétrico- CIPA
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APRESENTAÇÃO ............................................................................................................................... 1 1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................................ 2 1.1.SETOR DE ENERGIA ELÉTRICA: GERAÇÃO, TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO ..... 2 1.2.SETOR DE TELEFONIA ................................................................ ................................. 3 1.3. BREVE HISTÓRICO E CENÁRIO ATUAL DO SETOR ELÉTRICO E DE TELEFONIA .. 4 2. DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES TIPO DO SETOR DE ENERGIA ELÉTRICA E DE TELEFONIA. 5 2.1. GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA ................................................ ............................. 5 2.2. TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA ...................................................................... 6 2.3. DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA........................................................................ 8 2.4 TELEFONIA ................................................................................................................... 12 3. SEGURANÇA E SAÚDE NO SETOR DE ENERGIA ELÉTRICA E TELEFONIA ........................ 13 3.1. RISCOS .......................................................................................................................... 13 3.1.1. RISCOS DE ORIGEM ELÉTRICA .................................................................. 13 3.1.2. RISCOS DE QUEDA ...................................................................................... 14 3.1.3. RISCOS NO TRANSPORTE E COM EQUIPAMENTOS ................................ 15 3.1.4. RISCOS DE ATAQUES DE INSETOS ........................................................... 15 3.1.5. ATAQUE DE ANIMAIS ....................................................................................16 3.1.6. RISCOS EM AMBIENTES FECHADOS ..........................................................16 3.1.7. RISCOS ERGONÔMICOS ............................................................................. 16 3.1.8. OUTROS RISCOS .......................................................................................... 17 3.2. ESTATÍSTICAS .............................................................................................................. 18 3.3. CENÁRIO GERAL DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO ................................................. 21 4. COMO A FISCALIZAÇÃO TEM ATUADO ...................................................................................... 22 5. PROPOSTA DE AUDITORIA ESTRATÉGICA ............................................................................... 23 5.1. ETAPAS DA AUDITORIA ÀS CONCESSIONÁRIAS DE ENERGIA ELÉTRICA E TELEFONIA E PRESTADORES DE SERVIÇO ................................................................... 23 5.1.1. PLANEJAMENTO ........................................................................................... 23 5.1.2. ANÁLISE DE DOCUMENTOS ........................................................................ 25 5.1.2.1. PROCEDIMENTOS – INSTRUÇÕES DE SEGURANÇA ............... 25 5.1.2.2. TREINAMENTOS ............................................................................ 27 5.1.2.3. DOCUMENTOS DE QUALIFICAÇÃO E AUTORIZAÇÃO .............. 28 5.1.2.4. CAT E RELATÓRIOS DE ACIDENTES .......................................... 29 5.1.2.5. CONTRATOS COM EMPRESAS PRESTADORAS DE SERVIÇO. 30 5.1.2.6. PCMSO ........................................................................................... 31 5.1.2.7. PPRA .............................................................................................. 32 5.1.2.8. PCMAT ........................................................................................... 34 5.1.2.9. DOCUMENTOS DA CIPA .............................................................. 34 5.1.2.10. SESMT ......................................................................................... 35 5.1.2.11. DOCUMENTOS DE REGISTRO FUNCIONAL DO TRABALHADOR ......................................................................................... 35 5.1.2.12. PROVA DE ENTREGA DE EPI ................................................... 35 5.1.2.13. CERTIFICAÇÃO DE EPC ............................................................ 36 5.1.2.14. REGISTROS DE HORAS DE TRABALHO .................................. 36 5.1.2.15. LAUDOS PERICIAIS DE PERICULOSIDADE E INSALUBRIDADE ....................................................................................... 37 5.1.2.16. OUTROS DOCUMENTOS .......................................................... 37 5.1.3. VERIFICAÇÃO FÍSICA EM CAMPO ..............................................................38 5.1.4. ENTREVISTAS COM TRABALHADORES ................................................... 41 5.1.5. DIAGNÓSTICO ............................................... ............................................. 42 5.1.6. INTERVENÇÃO ............................................... ............................................ 42 5.1.6.1. TERMOS DE NOTIFICAÇÃO E AUTOS DE INFRAÇÃO .......... 43
5.1.6.2. EMBARGO / INTERDIÇÃO . .......................................................44 5.1.6.3. AÇÃO CONJUNTA COM OUTRAS INSTITUIÇÕES ..................44 5.1.6.4. ANÁLISE DE ACIDENTES ..........................................................44 5.1.6.5. MESA DE ENTENDIMENTO ...................................................... 45 5.1.7. AVALIAÇÃO, ELABORAÇÃO DE RELATÓRIOS E ACOMPANHAMENTO 45 6. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA .......................................................................... 46 6.1. DISPOSITIVOS DE SECCIONAMENTO ......................................................................46 6.2. DISPOSITIVOS DE ISOLAÇÃO ELÉTRICA .................................................................47 6.3. DISPOSITIVOS DE BLOQUEIO ...................................................................................47 6.4. DISPOSITIVOS CONTRA QUEDA DE ALTURA ..........................................................48 6.5. DISPOSITIVOS DE MANOBRA ............................................... ................................... 50 6.6. INSTRUMENTOS DE DETECÇÃO DE TENSÃO E AUSÊNCIA DE TENSÃO ............ 51 6.7. ATERRAMENTO ELÉTRICO .........................................................................................51 6.8. ATERRAMENTO TEMPORÁRIO E EQUIPOTENCIALIZAÇÃO ................................... 52 6.9. DISPOSITIVOS DE SINALIZAÇÃO ............................................... ............................... 54 6.10. OUTROS DISPOSITIVOS .............................................................................................54 7. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAIS ............................................... ........................ 55 7.1. PROTEÇÃO DO CORPO INTEIRO ............................................................................... 55 7.2.PROTEÇÃO DA CABEÇA ...............................................................................................56 7.3. PROTEÇÃO DOS OLHOS E FACE ............................................................................... 56 7.4. EPI PARA PROTEÇÃO DOS MEMBROS SUPERIORES...............................................56 7.5. PROTEÇÃO DOS MEMBROS INFERIORES..................................................................58 7.6. EPI PARA PROTEÇÃO CONTRA QUEDAS ..................................................................58 7.7. EPI PARA PROTEÇÃO CONTRA OUTROS RISCOS .................................................. 60 8. FONTES DE INFORMAÇÕES ............................................... ....................................................... 61 8.1. ENDEREÇOS ELETRÔNICOS............................................... ........................................61 8.2. BIBLIOGRAFIA ...............................................................................................................63 9. ANEXOS ............................................... ........................................................................................ 64 9.1.TERMO E LAUDO TÉCNICO DE INTERDIÇÃO / EMBARGO ....................................... 64 9.2. EXEMPLO DE PROCEDIMENTO DE SEGURANÇA .................................................... 69 9.3. ANÁLISE DE ACIDENTES ............................................................................................. 71 9.4. CONSTRUÇÃO DE LINHAS DE TRANSMISSÃO ......................................................... 73
O cenário atual é alarmante em número de acidentes e em desmonte organizacional e normativo dos setores. nas redes de telefonia está presente por compartilharem. também. o mesmo ambiente de trabalho daquele. Este manual busca apresentar idéias e sugestões de forma clara e objetiva não pretendendo dirimir o universo de questionamento possível. agregar valor às ações fiscais já em desenvolvimento pelo Auditor Fiscal do Trabalho de forma a potencializar os resultados na construção de ambientes de trabalho seguros e saudáveis e ao final reduzir o elevado índice acidentário dos setores provendo melhor qualidade de vida ao trabalhador brasileiro. sobretudo o de origem elétrica que. o Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho constituiu o Grupo Especial de Apoio à Fiscalização nas atividades do Setor Elétrico e Telefonia (Memo Circular n. muitas vezes.APRESENTAÇÃO
Em janeiro de 2002. dentre outros. apontando formas de procedimentos e propondo modelos estratégicos de intervenção que deverão ser adaptados à realidade de cada região brasileira. indicando a necessidade de uma intervenção rápida e eficaz do corpo de Auditoria Fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego. mas traçando uma visão genérica dos setores. O Setor Elétrico e Telefonia têm vários riscos em comum.26) com objetivo de orientar o estabelecimento de metodologia de auditoria fiscal do trabalho que potencialize a intervenção fiscal nos mencionados setores e de elaborar e publicar material técnico e de procedimentos sobre o tema. Pretende. geralmente. Profundas alterações tecnológicas e organizacionais ocorreram nos citados setores ao longo dos últimos anos e têm mostrado de forma explícita sua face mais cruel: os acidentes e a morte do trabalhador.
As atividades pertencentes aos setores de CONSUMO. SETOR DE ENERGIA ELÉTRICA: GERAÇÃO. comércio e nossos lares é gerada principalmente em usinas hidrelétricas. cabos elétricos e transformadores para novos rebaixamentos. constituídas por estruturas (postes. TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO
A energia elétrica que alimenta as indústrias. em energia elétrica. a elevados níveis de tensão e transportada em corrente alternada ( 60 Hertz) através de cabos elétricos. Quando falamos em setor elétrico. torres. e finalmente entregue aos clientes Industriais. nas proximidades dos centros de consumo. não serão objeto deste trabalho. de acordo com a capacidade de consumo instalada de cada cliente consumidor. transmissão e distribuição de energia elétrica até a medição inclusive. até as estações rebaixadoras. comerciais. onde a passagem da água por turbinas geradoras transformam a energia mecânica. de serviços e residências em níveis de tensão variáveis. sendo transportada por redes elétricas aéreas ou subterrâneas. A partir da usina a energia é transformada. dutos subterrâneaos e seus acessórios). comércio. 11% por termoelétricas e o restante por outros processos. representados pela indústria. originada pela queda d’água. em estações elétricas. Já na fase de DISTRIBUIÇÃO. com seu nível de tensão rebaixado e sua qualidade controlada. a energia elétrica é tratada nas estações. definido como o conjunto de todas a instalações e equipamentos destinados à operação. serviços e residências. classificadas em alta e baixa tensão e normalmente com corrente elétrica alternada (60 Hertz – Hz). referimo-nos normalmente ao Sistema Elétrico de Potência (SEP).1. No Brasil a GERAÇÃO de energia elétrica é 80% produzida a partir de hidrelétricas.1. 2
. Com o objetivo de uniformizar o entendimento é importante informar que o SEP trabalha com vários níveis de tensão. INTRODUÇÃO
1. delimitando a fase de TRANSMISSÃO.
considera-se “baixa tensão”. Da mesma forma considera-se “alta tensão”. a tensão superior a 1000 volts em corrente alternada ou 1500 volts em corrente contínua.Conforme definição dada pela ABNT através das NBR (Normas Brasileiras Registradas). Quando em redes aéreas os cabos telefônicos se instalam nas mesmas estruturas (postes) utilizadas pela distribuição de energia 3
. Transmissão Estação elevadora Estação rebaixadora
3 Alta tensão Alta tensão
Geração Usina geradora
Subestação Grandes consumidores
Geração de energia elétrica Transmissão Distribuição
1. entre fases ou entre fase e terra. entre fases ou entre fase e terra.2. SETOR DE TELEFONIA
Os sinais de telefonia fixa são transmitidos entre os assinantes e as estações por meio de cabos e fios telefônicos instalados em redes aéreas ou em redes subterrâneas. a tensão superior a 50 volts em corrente alternada ou 120 volts em corrente contínua e igual ou inferior a 1000 volts em corrente alternada ou 1500 em corrente contínua.
risco elétrico por proximidade de estruturas elétricas com tensões de risco. conforme apresentamos abaixo: ! Os sinais telefônicos são transmitidos em corrente contínua com tensão de 48 Volts. Cumpre-nos tecer algumas considerações complementares. por proximidade. começaram a sofrer profundas modificações organizacionais. Quando os cabos telefônicos estão instalados em redes subterrâneas. digo.elétrica e. estão iniciando um processo de instalação de cabos de fibra ótica destinados à transmissão de sinais telefônicos e de dados. estados ou países) é realizada. riscos ergonômicos (call centers). A partir desse ano a distribuição de energia elétrica e o setor de telefonia. principalmente. apresentam vários riscos comuns às atividades. nessas mesmas estruturas (torres). deverá entender que a área de trabalho (estruturas. coexistem a rede de distribuição ou transmissão de energia elétrica e a de telefonia e que consequentemente.
1. O intuito deste trabalho é analisar as atividades realizadas nas redes aéreas em situações onde. emissão de sinais por "laser" para transmissão por fibra ótica. normalmente. não apresentando.3. não apresentando risco de vida aos trabalhadores e usuários. dentre outros. tais como: radiações não ionizantes (microondas). por emissão de radiação (microondas). 220 e 380V) e muito abaixo ( aproximadamente 2 metros) dos cabos elétricos de distribuição primária ( 13. ela se utiliza de caixas e dutos independentes e distintos daqueles utilizados para distribuição elétrica. ! Atualmente as redes de transmissão de energia elétrica.800 V). Tais transformações foram marcadas basicamente pelos seguintes fatores: 4
. Nessa situação o auditor fiscal. estão fixados em posições abaixo (aproximadamente meio metro) dos fios de distribuição secundária para consumo (110. com a transformação de empresas estatais ou de economia mista em empresas privadas. que apresentam outros tipos de riscos à segurança e saúde dos trabalhadores. via de regra. posto de trabalho". o risco elétrico comum a ambas por compartilhar o mesmo "poste. portanto. Não serão objeto deste manual a análise e a proposição de procedimentos e modelos de intervenção nos demais riscos característicos do setor de telefonia. instaladas em torres ao longo de imensas extensões deste território nacional. tornando. tão pouco os riscos elétricos característicos das instalações da distribuição e transmissão. Nessa situação os riscos à segurança e saúde são comuns aos trabalhadores do setor de transmissão elétrica e de telecomunicação. torres) é a mesma para ambos os trabalhadores de telefonia e do setor elétrico. postes. devendo o auditor fiscal dar o mesmo tratamento legal para efeitos de SST. BREVE HISTÓRICO E CENÁRIO ATUAL DO SETOR ELÉTRICO E DE TELEFONIA Até 1998 todo o setor de energia elétrica e de telecomunicações eram estatizados. sobretudo o de origem elétrica. dessa forma. ! A transmissão de sinais entre estações telefônicas centrais (cidades.
ou seja. ! Redução de mão-de-obra. Uma visão atual da situação de privatização ocorrida no setor elétrico do país nos mostra que 80% da área de distribuição de energia elétrica encontram-se privatizada. ! Acompanhamento e supervisão dos processos de tubogeração.
2. capacitores. com grande número de demissões e aposentadorias sem reposição do efetivo.. biomassa etc. 5
. GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA A abordagem deste trabalho centraliza-se nas atividades realizadas após os sistemas de geração da energia elétrica. área em que se concentra a maior parte da massa de trabalhadores eletricitários. DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES TIPO DO SETOR DE ENERGIA ELÉTRICA E TELEFONIA
Para facilitar a descrição e o entendimento das atividades abrangidas por este trabalho. e suas conseqüências nos processos produtivos. Devemos lembrar que os riscos após a fase de processamento da geração (turbinas/geradores) de energia elétrica são similares e comuns a todos sistemas de produção de energia. disjuntores. eólicos.1.. ! Modificação de processos e equipamentos. termelétricos. destacando: ! Instalação e manutenção equipamentos e maquinário (turbinas. ! Operação de painéis de controle elétrico. todo o setor. chaves. ! Acentuado processo de terceirização. a saber : geração. A crescente terceirização e redução de mão-de-obra. nucleares. transformadores. geradores. Da mesma forma. até mesmo empresas que continuaram sendo estatais. distribuição de energia elétrica e redes telefônicas
2. ! Inserção de mão-de-obra sem a devida qualificação. 20% da geração de energia também foi privatizada. não serão objeto deste trabalho. de modo geral. vamos dividi-las em quatro segmentos. sendo que a transmissão continua sob administração estatal. sistemas de medição) ! Manutenção das instalações Industriais após a geração. transmissão. procedimentos e equipamentos. As atividades “tipo” necessárias ao processos que antecedem a produção de energia elétrica. juntamente com “programas de demissão voluntária” (PDV). processos hidrelétricos. com objetivo de modernização e atendimento às novas demandas do setor por processos mais ágeis.! Privatização. configuram o panorama geral do sistema de energia elétrica atualmente. As transformações descritas acima atingiram. e estão presentes em diversas atividades. solares. de baixo custo e com menor exigência de mão-de-obra.
cujo objetivo é isolar a energia elétrica da estrutura). ! Processos de medição da energia elétrica. As atividades características da geração se encerram nos sistemas de medição da energia.
2. Esse processo de inspeção periódica poderá ser realizada por terra ou por helicóptero. ! limpeza de isoladores ! substituição de elementos pára-raios. com o emprego de cabos com menor bitola ao longo das imensas extensões a serem transpostas. dependendo dos recursos da empresa e especificidade do serviço.2. ! substituição e manutenção de elementos das torres e estruturas. As inspeções por terra demandam periodicamente subidas em torres e estruturas. abrangendo processos de elevação e rebaixamento de tensão elétrica. usualmente em tensões de 138 a 500 kV. • Manutenção de Linhas de Transmissão
Compreende as seguintes atividades : ! substituição e manutenção de isoladores (dispositivo constituído de uma série de “pratos”. para fazer frente à expansão e à demanda. Atualmente há grande demanda de serviços no setor de transmissão de energia. que ligam os geradores aos centros consumidores. TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA Basicamente está constituída por linhas de condutores destinados a transportar a energia elétrica desde a fase de geração até a fase de distribuição.! Transformação e elevação da energia elétrica. ao lado das cidades. realizados em estações próximas aos centros de consumo. São atividades características do setor de transmissão: • Inspeção de linhas de transmissão Inspetores de linha verificam o estado da estrutura e seus elementos. Os elevados potenciais de transmissão se justificam para evitar as perdas por aquecimento e redução no custo de condutores e métodos de transmissão da energia. área ao longo da extensão da linha de domínio da companhia de transmissão. a altura dos cabos elétricos e a faixa de servidão. ocasionada pelo envelhecimento das linhas instaladas. ! desmatamentos e limpeza da faixas de servidão. ! manutenção dos elementos sinalizadores dos cabos. interface com a transmissão. que datam de aproximadamente 30 anos de instalação e pela necessidade de construção de diversas novas linhas de transmissão. Essa energia é transmitida em corrente alternada ( 60 Hz) em elevadas tensões (138 kV a 500 kV). atuais no setor de energia elétrica.
construção de estruturas e lançamento de condutores destinados a transportar a energia elétrica. ! distribuição e posicionamento de bobinas em campo. Dessa forma é muito importante a adoção de procedimentos e medidas adequadas de segurança. ! tensionamento de cabos e sua fixação. ! instalação de acessórios (isoladores. ! montagem das estruturas metálicas. via de regra. pára-raios).
. ! ensaios e testes elétricos. ! lançamento de cabos (condutores elétricos). ! desmatamentos e desflorestamentos. ! escavações e fundações civis. destinadas à ampliação ou em substituição a linhas já existentes. aterramento elétrico. Salientamos que essas atividades de construção são sempre realizadas com os circuitos desenergizados. tais como: seccionamento. conforme descrição abaixo: ! desenvolvimento em campo de estudos de viabilidade. relatórios de impacto do meio ambiente e projetos. que normalmente estão energizadas. equipotencialização de todos os equipamentos e cabos.Lavagem de isoladores de torre de transmissão
(necessário retirar o “limo” que interfere nas propriedades de isolamento)
Reparo em isolador – linha de transmissão 230 Kv
Construção de linhas de transmissão
A construção de linhas de transmissão tem diversas etapas de trabalho desde desmatamento. dentre outros que assegurem a execução do serviço em linha desenergizada.
DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA É o segmento do setor de energia elétrica que congrega o maior número de trabalhadores eletricitários. ! médios consumidores abastecidos por tensão de 13. A distribuição de energia elétrica aos consumidores é realizadas nos potenciais: ! grandes consumidores abastecidos com tensões de 67kV a 88 kV. 220 e 380 Volts). indo até estações de transformação e distribuição ETD.Montagem de torre
Instalação dos acessórios na construção de torres de transmissão
2.8 kV. ! consumidores residenciais. comerciais e industriais até a potência de 75 kVA (o abastecimento de energia é realizado no potencial de 110.3. e entregando energia elétrica aos consumidores. 8
. compreendendo os potenciais após a transmissão (67 a138 kv).
! manutenção das redes de distribuição subterrânea em alta e baixa tensão. dentre as quais destacamos: ! recebimento e medição de energia elétrica nas estações. impedimento de reenergização. ! construção de estruturas e obras civis. constatação da ausência de tensão. ! medição de energia elétrica nos consumidores. ! poda de árvores. É também o segmento que apresenta a maior quantidade e diversidades de atividades de trabalho. ! limpeza e desmatamento das faixas de servidão. ! montagem de cabinas primárias de transformação.! distribuição subterrânea no potencial de 24 kV. ! montagens de painéis e centros de controle. ! construção de redes de distribuição. ! rebaixamento do potencial de energia elétrica. para raios e estruturas da rede. ! montagens de estações de transformação e distribuição. Apesar de desenergizados devem obedecer a procedimentos e medidas de segurança adequados. ! montagens de transformadores e acessórios em estruturas nas redes de dstribuição. ! manutenção das redes de distribuição aérea – alta e baixa tensão. Somente serão consideradas desenergizadas as instalações elétricas liberadas para serviço mediante os procedimentos apropriados: seccionamento. • Manutenção com a linha desenergizada
Todas as atividades envolvendo manutenção no setor elétrico devem priorizar os trabalhos com circuitos desenergizados. instalação de aterramento temporário com equipotencialização dos condutores dos 9
. a seguir destacadas. ! limpeza de isoladores.
Manutenção em linha de distribuição aérea
As atividades de transmissão e distribuição de energia elétrica podem ser realizadas em sistemas energizados (linha viva) ou desenergizados. ! operação dos centros de controle e supervisão da distribuição.
Manutenção realizada utilizando o método ao contato – trabalhador em contato com a rede elétrica. instalação da sinalização de impedimento de energização.
Manutenção em linhas de distribuição desenergizadas
Manutenção com a linha energizada (“linha viva”)
Essa atividade pode ser realizada mediante a adoção de procedimentos que garantam a segurança dos trabalhadores.
. utilizando equipamentos de proteção individuais adequados ao nível de tensão tais como botas. mas isolado. abaixo descritos : Método ao contato O trabalhador tem contato com a rede energizada mas não fica ao mesmo potencial da rede elétrica. pois está devidamente isolado desta. proteção dos elementos energizados existentes. luvas e mangas isolantes e equipamento de proteção coletiva como cobertura e mantas isolantes. Nessa condição de trabalho as atividades podem se desenvolver mediante 3 métodos.
linha método à
. É. ferramentas e dispositivos isolantes apropriados. É necessário treinamentos e condicionamentos específicos dos trabalhadores para tais atividades. capuzes). também necessário treinamentos e condicionamentos específicos dos trabalhadores em tais atividades. Nesse método é importantíssimo o emprego de medidas de segurança que garantam o mesmo potencial elétrico no corpo inteiro do trabalhador.
Manutenção executada em “linha viva” de transmissão. botinas. estruturas.Método ao potencial É o método onde o trabalhador fica em contato direto com a tensão da linha. no mesmo potencial da rede elétrica. equipamentos. luvas.
Troca de linha de de 138 “viva”. ligadas através de cabo condutor elétrico e cinto a rede objeto da atividade. distância
isolador em transmissão KV . através do emprego de procedimentos. método ao potencial (trabalhador com vestimentas condutoras)
Método à Distância É o método onde o trabalhador interage com a parte energizada a uma distância segura. devendo ser utilizado conjunto de vestimentas condutoras (roupas.
condição em que destacamos as atividades: ! ! ! ! ! montagens de acessórios nas estruturas (postes e estruturas aéreas). ensaios e testes.4. manutenção das redes telefônicas. Assim sendo. lançamentos de cabos telefônicos. utilizando cabos de fibras óticas nas torres de transmissão. deve-se ter atenção às atividades de: ! montagens de acessórios nas torres de transmissão ! lançamentos de cabos de fibras óticas.2. ! manutenção das redes de comunicação instaladas em torres e estruturas elétricas.
. ligações telefônicas residênciais.
Atualmente há a instalação de sistemas de comunicação no setor de transmissão de energia elétrica. TELEFONIA Conforme afirmamos inicialmente este trabalho enfocará tão somente as atividades realizadas nas redes de telefonia que coexistem com as estruturas de distribuição de energia elétrica e onde os riscos são comuns e similares. ! ensaios e testes.
Sua ação mais nociva é a ocorrência do choque elétrico com conseqüências: diretas. pelo corpo humano. •
É o principal causador de acidentes no setor e geralmente originado por contato do trabalhador com partes energizadas. RISCOS DE ORIGEM ELÉTRICA A eletricidade constitui-se em agente de elevado potencial de risco ao homem. 13
. elevados podendo levar a lesões de grande gravidade e são específicos a cada tipo de atividade.3. batidas.
3.1. tampouco pode-se prescindir das medidas de controle coletivas e individuais necessárias. SEGURANÇA E SAÚDE NO SETOR DE ENERGIA ELÉTRICA E TELEFONIA
3. Seus efeitos diretos são contrações musculares. Devemos salientar que no ano de 2001 o maior volume de trabalhadores concentrou-se na distribuição de energia elétrica. fibrilação cardíaca e óbito (eletroplessão) e seus efeitos indiretos quedas. fontes de alimentação de terceiros. explosões ou acidentes ampliados. queimaduras indiretas e outras). parada cardíaca. cujo número de empregados das concessionárias era de aproximadamente 70.1. contato acidental com outros circuitos energizados. batidas e queimaduras indiretas (externas). Este trabalho contempla os principais riscos presentes nas atividades desenvolvidas nos setores elétrico e telefônico. eletrólise de tecidos.000 e suas prestadoras de serviços contavam com aproximadamente 280. Contudo. totalizando 350. queimaduras (internas e externas). É importante lembrar que o fato da linha estar desenergizada não elimina o risco elétrico. descargas atmosféricas mesmo que distantes dos locais de trabalho. tensões induzidas por linhas adjacentes ou que cruzam a rede. o maior risco à segurança e saúde dos trabalhadores é o de origem elétrica. Também apresenta risco devido à possibilidade de ocorrências de curtos-circuitos ou mau funcionamento do sistema elétrico originando grandes incêndios. parada respiratória. e indiretas (quedas. do caminho por ela percorrido no corpo humano e do seu tempo de duração.000 empregados. já que a energização acidental pode ocorrer devido a erros de manobra. Constitui-se em estímulo rápido e acidental sobre o sistema nervoso devido à passagem de corrente elétrica.000 trabalhadores. acima de determinados valores. Mesmo em baixas tensões ela representa perigo à integridade física e saúde do trabalhador. via de regra. RISCOS Os riscos à segurança e saúde dos trabalhadores nesses setores são. A extensão do dano do choque elétrico depende da magnitude da corrente elétrica.1. tetania.
etc. mas muito representativo nas atividades de construção e manutenção do setor de transmissão e distribuição de energia elétrica e de construção e manutenção de redes telefônicas.1. • CAMPO ELETROMAGNÉTICO
É gerado quando da passagem da corrente elétrica alternada nos meios condutores. Os efeitos do campo elétrico já foram mencionados acima. Os efeitos possíveis no organismo humano decorrente da exposição ao campo eletromagnético são de natureza elétrica e magnética. Um arco voltaico produz calor que pode exceder a barreira de tolerância da pele e causar queimaduras de segundo ou terceiro grau. inspeção. assim como aos trabalhadores portadores de aparelhos e equipamentos eletrônicos (marca-passo. sendo característico de diversos ramos de atividade. manutenção. possa provocar a ocorrência de câncer. Quanto aos de origem magnética citamos os efeitos térmicos. endócrinos e suas possíveis patologias produzidas pela interação das cargas elétricas com o corpo humano. porém há indícios de que a radiação eletromagnética criada nas proximidades de meios com elevados níveis de tensão e corrente elétrica. e geralmente é produzido quando da conexão e desconexão de dispositivos elétricos e em caso de curto-circuito. medição de sistema elétrico potência (SEP) e poda de árvores em suas proximidades. RISCOS DE QUEDA Constitui-se numa das principais causas de acidentes nos setores elétrico e de telefonia. pois a radiação promove aquecimento intenso nos elementos metálicos podendo provocar as necroses ósseas. Contudo é certo que essa situação promove nocividade térmica (interior do corpo) e efeitos endócrinos no organismo humano.
3. pois a radiação interfere nos circuitos elétricos e poderão criar disfunções e mau funcionamento desses. de inadequação de equipamentos de elevação (escadas. montagem. nas quais empregam-se elevados níveis de tensão. como o ar. dosadores de insulina. O arco voltaico caracteriza-se pelo fluxo de corrente elétrica através de um meio “isolante”. reparo. articulações). Não há comprovação científica. As quedas ocorrem em conseqüência de choques elétricos.O risco de choque elétrico está presente em praticamente todas as atividades executadas nos setores elétrico e telefônico a exemplo de construção. que possuam em seu corpo próteses metálicas (pinos. Os efeitos danosos do campo eletromagnético nos trabalhadores manifestam-se especialmente quando da execução de serviços na transmissão e distribuição de energia elétrica. Especial atenção aos trabalhadores..2. expostos a essas condições. emitindo vapores de material ionizado e raios ultravioleta. 14
. O arco elétrico possui energia suficiente para queimar as roupas e provocar incêndios.). encaixes. • ARCO VOLTAICO
Constitui-se em outro risco de origem elétrica. auditivos. leucemia e tumor de cérebro.
além de elevação de cargas (equipamentos. postes) é necessária a aproximação dos veículos junto às estruturas (postes. guincho ou equipamento de elevação. agravam o risco a utilização de veículos improvisados. postes.
3. RISCOS DE ATAQUES DE INSETOS Ataques de insetos. cestas aéreas e cadeiras
Nos serviços de construção.1. inadequação de EPI. Um agravante. Citamos como exemplo: • Veículos a caminho dos locais de trabalho em campo
Para tanto é comum o deslocamento diário dos trabalhadores até os efetivos pontos de prestação de serviços. falta de treinamento dos trabalhadores.
3. sendo muitas vezes realizados em carroçarias abertas ou em condições inadequadas potencializando esses riscos.cestos. da condição de risco é situação em que o motorista exerce outra função além dessa. o seu adequado travamento e fixação. • Veículos e equipamentos para elevação de cargas. serviços de poda de árvores e outros. falta de delimitação e sinalização do canteiro do serviço nas vias públicas e ataque de insetos. também. ATAQUE DE ANIMAIS
.3.1. Esses deslocamentos expõem os trabalhadores aos riscos característicos das vias de transporte. plataformas). múltipla função. até a precisa operação da grua. é atribuída ao motorista a função de dirigir e inspecionar a linha.4. RISCOS NO TRANSPORTE E COM EQUIPAMENTOS Neste item abordaremos riscos de acidentes envolvendo transporte de trabalhadores e a utilização de veículos de serviço e equipamentos. Além das situações acima descritas. torres) e da grua junto das linhas ou cabos. leitura de medidores. Nestas operações podem acontecer graves acidentes e exigem cuidados especiais que vão desde o correto posicionamento do veículo.5. tarefas estas incompatíveis. ou seja. instalação ou manutenção em linhas redes elétricas e de telefonia nos quais são utilizados cestos aéreos.
3. subestações. para encontrar pontos que demandam reparos ou manutenção. cadeiras ou plataformas. tais como abelhas e marimbondos.1. ocorrem na execução de serviços em torres. Como exemplo.
relacionados aos fatores : biomecânicos . Também é freqüente no setor de distribuição de energia com os trabalhadores leituristas domiciliares. sobre postes e apoios inadequados. que são normalmente atacados por animais domésticos.Ocorre sobretudo nas atividades de construção. expõem os trabalhadores ao risco de asfixia por deficiência de oxigênio ou por exposição a contaminantes. Nestes ambientes pode ocorrer a presença de gases asfixiantes (ex: monóxido e dióxido de carbono) e/ou explosivos (ex: metano. Além desses riscos. agentes biológicos. ainda. etc. devido à proximidade com redes de esgoto e locais encharcados. como caixas subterrâneas e estações de transformação e distribuição. supervisão e manutenção em redes de transmissão em regiões silvícolas e florestais.
. executadas em grandes alturas). realização rotineira de horas extras. RISCOS ERGONÔMICOS São significativos. RISCOS EM AMBIENTES FECHADOS Os trabalhos em espaços fechados. trabalho por produção.
3. Estes contaminantes originam-se por formação de gases orgânicos oriundos de reações químicas nos esgotos e presença de agentes biológicos de putrefação existentes nesses ambientes.6. levantamento e transporte de carga. vapores de combustíveis líquidos).1. de vazamentos de combustíveis dos tanques subterrâneos de postos de abastecimento e da canalização de gás combustível. Atenção especial deve ser dada à possibilidade de picadas de animais peçonhentos nessas regiões. nas atividades do setor elétrico e telefônico os riscos ergonômicos. psicossociais – elevada exigência cognitiva necessária ao exercício das atividades associada à constante convivência com o risco de vida devido à presença do risco elétrico e também do risco de queda (neste caso sobretudo para atividades em linhas de transmissão. principalmente em altura. levando a intensas solicitações musculares. fechadas. e.1. tanto nas atividades do setor elétrico como no setor de telefonia. etc.pressão no tempo de atendimento a emergências ou a situações com períodos de tempo rigidamente estabelecidos. organizacionais . ambientais – representado pela exposição ao calor. nos trabalhos executados em redes de distribuição de energia elétrica e de telefonia subterrâneas. radiação. existe a possibilidade de contaminação por agentes biológicos. intempéries da natureza.posturas não fisiológicas de trabalho provocadas pela exigência de ângulos e posições inadequadas dos membros superiores e inferiores para realização das tarefas. pressões da população com falta do fornecimento de energia elétrica.7.
2. que causam forte ruído de impacto. na maior parte. OUTROS RISCOS Merece destaque também a exposição à : ! Calor. as distensões musculares. Ocorre também em estações e subestações de energia. lesões nos olhos e até câncer de pele. ! Ruído. as entorses. Os danos à saúde causados pelo ascarel estão relacionados aos processos genéticos da reprodução. funções neurológicas e hepáticas. Nas atividades desempenhadas em espaços fechados ou em subestações (devido à proximidade de conjunto de transformadores e capacitores).
Os dados da Previdência Social constituem importante fonte de informações para pesquisa sobre os índices de acidentes do setor. ! Radiação solar. por ocasião da troca ou recuperação desses equipamentos. selecionamos os seguintes CNAE que compõem. Para tal.
3. o setor elétrico e de telefonia : 4541-1 . provocadas por radiação infravermelho ou ultravioleta. ! Ascarel ou bifenis policlorados (PCB). Os trabalhos em instalações elétricas ou serviços com eletricidade quando realizados em áreas abertas podem também expor os trabalhadores à radiação solar. como também da junção e disjunção de conectores. devido ao movimento de turbinas e geradores. Seu uso como líquido isolante em equipamento elétrico (ex: capacitores.8. é considerado como provável carcinogênico. em especial. Acidentes com vazamento de ascarel já ocorreram e encontram registro no nosso país. chaves de manobras e disjuntores) tornou-se bastante difundido porque.Os levantamentos de saúde do setor elétrico mostram que são freqüentes na atividade as lombalgias. é resistente ao fogo. e manifestações gerais relacionadas ao estresse. Apesar do uso desse produto estar proibido. transformadores. Como conseqüências podem ocorrer queimaduras.Instalações elétricas 17
. quando do descarte desse produto. Presente nas usinas de geração de energia elétrica. decorrente do funcionamento de conjunto de transformadores. Ainda. além de apresentar boas qualidades dielétricas e térmicas.1. Exposição dos trabalhadores pode ocorrer em atividades de manutenção executadas em subestações de distribuição elétrica e em usinas de geração. tranformadores e capacitores antigos podem contê-lo.
Das informações extraídas dos registros da previdência social.Produção e distribuição de energia elétrica (que também incorpora o setor de transmissão) 4532-2 .CNAE 7420-9. E ainda. ! atividades de : produção e distribuição de energia elétrica – CNAE 4010-0. em 1999 a 2000.Construção de estações e redes de distribuição de energia elétrica 4533-0 . com maior número de acidentes registrados em relação aos demais no período. como na construção civil. destinado à comparação e diagnóstico acidentário entre os CNAE selecionados:
Acid en tes d e trab alh o reg istrad o s . e montagens industriais . ! atividade de telecomunicações com elevado índice de doenças do trabalho e acidentes de trajeto registrados no período em relação aos demais.Construção de estações e redes de telefonia e comunicação 6420-3 . o CNAE 4541 compreende empresas que atuam não somente no setor elétrico.4010-0 .Telecomunicações 4525-0 .
. possui elevado índice de acidentes típicos.Serviços de arquitetura e engenharia e de assessoramento técnico especializado A escolha dos dois últimos CNAE se justifica pelo fato de que muitas empresas contratadas estão inscritas nestes códigos. telecomunicações – CNAE 6420-3. serviços de arquitetura e engenharia e de assessoramento técnico especializado . em relação às demais atividades dos CNAE selecionados relativos aos setores elétrico e de telefonia. mas também em outros setores econômicos.1999 e 2000
T ÍP IC O 199 9 T R A JE T O 199 9 D O EN Ç A S D O T R A B 199 9 T ÍP IC O 200 0 T R A JE T O 200 0 D O EN Ç A S D O T R A B 200 0
45 41-1 cna es
4010-0
4 532-2
4533-0 c na es
6420 -3
4525 -0
74 20-9
Da análise do gráfico observamos : ! de maneira geral a atividade de produção e distribuição de energia elétrica (que incorpora também a transmissão de energia).Montagens industriais 7420-9 . Tais fatores constituem limitações dessa fonte de informações.CNAE 4525-0. representada no CNAE 4010-0. de doenças do trabalho. foi produzido o gráfico abaixo apresentado. em menor grau. de trajeto e.
42 1.59 4525-0 7.19 8.32 9.86 TOTAL (cnaes setor elétrico) 18 21.Dos dados da previdência social no ano de 2000.000 / emprego Letalidade = número de óbitos x 1000 / total de acidentes liquidados
Incidência acumulada / Óbitos / Mortalidade / Letalidade no ano 2000 x cnaes setor elétrico
79.1 19.17 1.8 16.CNAE 4532-2 e produção e distribuição de energia elétrica – CNAE 4010-0 apresentaram elevado número de óbitos em relação aos demais.06
21.38 24.69 3094 15.29 4.01 11.9 1.08 3.11 22 25 20. podemos obter os indicadores : incidência acumulada.88
! todas as atividades dos CNAE elencados apresentaram em 2000 alta taxa de mortalidade em relação ao índice nacional. taxa de mortalidade maior que a taxa de mortalidade nacional. ! especialmente as atividades de construção de estações e redes de distribuição de energia elétrica . taxa de mortalidade e taxa de letalidade. total de óbitos decorrentes de acidentes de trabalho x 100. no ano 2000.96 11 12. apresentamos abaixo os índices nacionais do ano de 2000 que consideram todos os setores econômicos: ÍNDICES Incidência acumulada Óbitos (número absoluto) Taxa de mortalidade Letalidade 2000 1.17 7 2.36 7420-9 1.87 2. número de óbitos. ! a atividade de construção de estações e redes de distribuição de energia elétrica – CNAE 4532-2 apresentou alto índice de letalidade em relação aos demais ! todos os CNAE pesquisados apresentaram.04 20 9 2. com exceção do CNAE 6420-3 – telecomunicações 19
.21 2.44
ÓBITOS TAXA DE MORTALIDADE LETALIDADE
Para efeito de comparação e facilidade de interpretação dos indicadores.19 0 4541-1 4010-0 4532-2 4533-0 11. especialmente a atividade de construção de estações e redes de distribuição de energia elétrica CNAE 4532-2.28 5 6420-3 27. sendo : Incidência acumulada = acidentes de trab registrados x 100 / emprego Taxa de mortalidade = n.
15. ou seja 1. e a taxa de mortalidade nacional. Dos dados da tabela acima. ! Dos acidentes ocorridos com empregados próprios das concessionárias de energia elétrica a grande maioria caracterizam-se como típicos.166 1434 1.21.023 2457 26 49 75 2000 101. Os dados da FUNDAÇÃO COGE (Comitê de Gestão Empresarial) referentes às empresas do setor elétrico nos anos de 1999. Da mesma forma a taxa de letalidade nos trabalhadores no setor de energia elétrica é 4 vezes maior que a taxa de letalidade nacional.19. 2000 e 2001. permite-nos uma análise mais fidedigna dos índices de acidentes no setor elétrico (o setor de telefonia não é aqui considerado). concluindo que no setor elétrico ela é 4 vezes maior. ou seja 2.78
Tomando o índice da Previdência Social no ano de 2000 relativo a incidência acumulada.concessionárias Acidentes fatais típicos -empreiteiras Total . enquanto que o número de acidentes fatais aumentou no mesmo período. 62.720 1241 1009 2250 15 49 64 2001 97.21 67. Por outro lado. INDICADORES Nº de Empregados (média) no setor Acidentes típicos com afastamento Acidentes típicos sem Afastamento Total – Acidentes típicos Acidentes fatais típicos.91 28.acidentes fatais típicos do setor 1999 111. podemos comparar o índice de mortalidade para os empregados no setor de energia elétrica. extraímos os indicadores abaixo. e comparando-o ao mesmo indicador obtido a partir das informações da Fundação COGE. e inclusive da participação das empreiteiras nos acidentes.91.52 2000 2. relatados na tabela abaixo.1 79.000 1047 991 2038 17 60 77
! A grande maioria dos acidentes fatais no setor elétrico ocorreu com empregados de empreiteiras. anteriormente definidos.44 2001 2. observamos que a incidência de acidentes nos trabalhadores do setor de energia elétrica é 30% superior ao índice de incidência nacional. ! O número de empregados no setor decresceu a partir 1999.69.! a maioria dos CNAE pesquisados apresentaram incidência acumulada e letalidade superior aos níveis nacionais. de acordo com os critérios. adotados pela Previdência Social: ÍNDICE Incidência acumulada do setor Taxa de mortalidade do setor Letalidade do setor 1999 2. utilizando as mesmas tabelas.47 30. 20
.21 62.38 37.
prestadores de serviço realizando atividades fim das contratantes. ou seja.3. em informações prestadas pelos sindicatos e trabalhadores e nos registros existentes nas Delegacias e Subdelegacias do Trabalho. ausência ou deficiência de procedimentos para execução de serviços. cooperativas constituídas em desacordo com a legislação vigente. CENÁRIO GERAL DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO
Historicamente as empresas do primeiro mundo introduziram o processo de terceirização nas atividades-meio. enfim fundamenta-se quase que exclusivamente na redução dos custos e na busca do lucro máximo. não concessão de descanso semanal. trabalho individual em serviços com eletricidade. falta de registro dos trabalhadores. 21
. execução de serviço sem respectiva ordem de serviço. grande parte das decisões de terceirizar ou estabelecer contratos com prestadoras de serviços foi e está sendo fundamentada na redução de postos de trabalho. pressão no trabalho por parte das empresas e dos consumidores para liberação dos serviços. podemos tecer um diagnóstico de PRECARIZAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO que apresenta as características abaixo: ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! deficiente integração entre contratante e prestadoras de serviço. controle do tempo na execução dos serviços. no Brasil. informalidade na relação empregatícia. remuneração dos trabalhadores baseados na produção. substituição da mão-de-obra com diminuição de salários. redução no pagamento de encargos sociais. inserção de trabalhadores escolaridade insuficiente para realizar serviços em eletricidade em substituição à mão-de-obra capacitada. prestadoras de serviço com CNAE em desacordo com a atividade constante em contrato celebrado com a contratante. trabalhadores na área de risco elétrico sem a capacitação necessária (sobretudo nas prestadoras de serviço). inexistência do controle de jornada de trabalho. repercutindo na constituição e funcionamento da CIPA e SESMT.3. Contudo. não pagamento de adicional de insalubridade e periculosidade aos trabalhadores. excesso de jornada. treinamento deficiente e não específico para a atividade a ser executada. na eliminação de benefícios. dedicando-se à agilidade e ao enxugamento da organização e concentrando todos os seus esforços para a especialização do corpo técnico na busca da excelência dos seus produtos e serviços. trabalhadores exercendo multifunções (ex: dirigem veículo e observam a rede elétrica para encontrar o ponto onde há demanda de manutenção). prestadores de serviço sem capacitação e experiência necessária para execução dos serviços. Baseado nas inspeções de segurança e saúde realizadas nos últimos anos nos diversos Estados do país.
! busca da resolução imediata das irregularidades encontradas. etc). COMO A FISCALIZAÇÃO TEM ATUADO
A fiscalização do Ministério do Trabalho tem atuado através de ações esparsas. sistemas de aterramento temporário.! não fornecimento de equipamentos de proteção individuais adequados. como a criação de grupos tripartites e assinatura de termos de compromissos em parceria com atores sociais envolvidos com o tema. ! transporte precário de trabalhadores. apresentando resultados significativos. é pouco abrangente em alguns aspectos técnicos dos referidos setores. contribui para esse processo fiscal deficiente o fato de a atual legislação. de absoluta prioridade e atenção do corpo de Auditores Fiscais do Trabalho. muitas vezes sem investigação de suas causas e sem articulação com a situação organizacional no que diz respeito à gestão de SST. Em alguns Estados. é pouca articulada com a situação global em SST. o setor elétrico foi tomado como prioritário. ferramentas manuais. O processo de precarização das condições de trabalho vem trazendo prejuízos à classe trabalhadora e ao país promovendo a desorganização do trabalho e o agravamento dos índices acidentários nos citados setores. ! centrada na observação visual dos locais de trabalho e atividades executadas pelos trabalhadores. O controle desse processo de precarização é de capital importância e preocupação do MTE. Tal procedimento fiscalizatório não considera em detalhes os riscos e as especificidades presentes nas atividades executadas no setor elétrico e de telefonia. ! falta de equipamento de proteção coletiva e ferramental adequado (escadas. Além disso. Como regra geral. principalmente para os trabalhadores de prestadoras de serviço. ! verificação de documentos restrita àqueles previstos na legislação. ! utilização ainda limitada de recursos como entrevistas com os trabalhadores cuja análise. ! uso de veículos inadequados. a partir de demanda existente nos setores.
. assumindo as seguintes características: ! foco em irregularidades específicas.
4. devido ao elevado índice acidentário e a seu impacto social e econômico. muitas vezes. não oferecendo grande aplicabilidade para auditoria fiscal. NR10. a fiscalização do trabalho tem atuado ainda conforme os padrões tradicionais.
especialmente aqueles da NR-10. com análise crítica e sistemática das condições de SST das empresas. com atenção para os itens notificados/autuados e objetos de interdição. com a participação de representações dos trabalhadores. incluindo suas contratadas.normalmente no MTE há profissionais com conhecimentos específicos sobre o assunto objeto da auditoria. . com a participação de representações de trabalhadores e outras instituições de interesse da ação fiscal. ETAPAS DA AUDITORIA ÀS CONCESSIONÁRIAS DE ENERGIA ELÉTRICA E TELEFONIA E PRESTADORES DE SERVIÇO
5. 3. termos de notificações e autuações lavradas. 4. análises de acidentes. NR-6. transmissão e distribuição) e setor de telefonia. é importante um trabalho de pesquisa de informações sobre fiscalizações realizadas anteriormente.1. com proposição de ações visando garantir o cumprimento da legislação e gerenciamento da segurança e saúde nos seus ambientes de trabalho e nos de suas contratadas. se existentes. PROPOSTA DE AUDITORIA ESTRATÉGICA
Neste tópico será proposto nova metodologia para inspeção dos aspectos de segurança e saúde no trabalho no setor de energia elétrica (geração. demandas das representações dos trabalhadores e intervenções de outras entidades ou órgãos. Observamos que. além das ações de praxe da auditoria deve ser buscado o comprometimento dos setores estratégicos da empresa na implementação e continuidade das ações negociadas. sistema SFIT. etc. interdição. ficando apenas no papel.1 . Internet). essas condutas não são implementadas de fato ou o são de forma precária.1.
5. assim como processos e arquivos documentais de informações da empresa.pesquisa dos resultados das fiscalizações tanto na área de segurança e saúde como quanto aos aspectos de legislação trabalhista. pesquisa dos relatórios de acidentes ocorridos na empresa existentes no SFIT. NR-18.deverá ser realizada pesquisa bibliográfica nas fontes possíveis (bibliotecas. registros e processos existentes no MTE/DRT a respeito da empresa verificação de processos anteriores relativos a denúncias. 23
. Tal auditoria representa uma inspeção de caráter amplo. e-mail. fontes bibliográficas . quando as empresas apresentam à fiscalização suas políticas de SST e seu programa de gestão de riscos.5 . NR-7. Também. NR-9 e os relativos a registro e jornada de trabalho da legislação trabalhista. É fundamental o entendimento de que. NR-24. colegas auditores . sendo importante o diálogo entre colegas auditores através de contatos telefônicos. As seguintes fontes de informações devem ser utilizadas: 1. 2. PLANEJAMENTO Para o planejamento da auditoria de concessionárias de energia elétrica e de telefonia. dirigidas aos modelos industriais.
Códigos Municipais. legislações concorrentes – isto é. ANÁLISE DE DOCUMENTOS Podemos considerar de grande importância no processo de auditoria dos setores em questão a análise dos documentos listados a seguir. trabalho infantil. ! cronograma de ações. CRM. os diversos núcleos das DRT (legislação. documentais e “in loco” (concessionária e contratadas). 7. ! constituição de equipe externa. sindicato de trabalhadores da categoria .de grande importância..2. etc. definição de responsabilidades dos integrantes da equipe. combate a discriminação). O passo seguinte do planejamento deverá programar: ! constituição de equipe de AFTs necessária à ação fiscal.2. além da cultura e experiências da empresa objeto da auditoria. ABNT. estudo de legislações que possam contribuir para a ação fiscal. Salientamos que os procedimentos precisam estar atualizados e traduzirem a realidade de campo. citamos algumas que necessitam de procedimentos: 24
5. ações de inspeção . devendo indicar de forma clara e objetiva a seqüência de passos a ser seguida na execução de cada serviço. dentre outros (ao final deste trabalho sugerimos algumas fontes bibliográficas). com pleno conhecimento de todos os trabalhadores. 6.
5. trabalho escravo. tais como: Código Sanitário. incluindo instruções de segurança.1. no caso. teríamos o “passo a passo” de cada atividade. Meio Ambiente. CREA. Dentre as atividades desenvolvidas no setor elétrico. O planejamento deverá também prever ações a serem desenvolvidas nas prestadoras de serviço. PROCEDIMENTOS – INSTRUÇÕES DE SEGURANÇA Para cada atividade desenvolvida no setor elétrico é necessário procedimento específico. ! desenvolvimento da estratégia de atuação. já que o setor tem terceirizado intensamente suas atividades. Para tanto as empresas devem elaborar seus manuais de procedimentos. A auditoria à concessionária de energia elétrica deve ser estendida às empresas prestadoras de serviço. abrangendo desde o estudo técnico das atividades executadas. podendo integrar. além da SST. sobretudo para obtenção de informações técnicas e particularidades sobre a organização e procedimentos de trabalho. 5. com utilização dessa sistemática. organização do trabalho. multidisciplinar . convenções e acordos coletivos de trabalho da categoria – estudo com atenção às negociações realizadas relativas a assuntos de segurança e saúde do trabalho e jornada de trabalho. Ministério Público do Trabalho.métodos e processos aplicados em outros países.1. envolvendo outras instituições ( Sindicatos.1. com grande precarização das relações de trabalho e condições de segurança e saúde. Agentes Sanitários) que sejam de interesse da ação fiscal.
outra concessionária etc. bloqueio de religador automático. trabalhos em rede de alta tensão energizada. liberação de redes para serviço.! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! !
atividades do grupo de alta tensão. cliente. Entretanto o manual de procedimento que traduz o “passo a passo” do exercício laboral do trabalhador. inspeção em rede de alta tensão. monofásica. construção de redes de baixa tensão. fiscalização de fraude e desvio de energia em unidades de consumo de baixa tensão. quer contratante. manutenção em redes de baixa tensão desenergizadas. medições instantâneas e gráficas em subestações e instalações de baixa tensão. Aplicação 2. poda de árvores em rede aérea de baixa tensão energizada. 2. Objetivo Estabelecer os procedimentos técnicos e de segurança para realização de serviço no sistema elétrico visando garantir a integridade do trabalhador. lavagem de acessórios em redes energizadas. manutenção em rede de alta tensão desenergizada. manutenção do sistema de iluminação. atendimento emergencial em redes aéreas de média e baixa tensão energizadas. 4. troca de medidores em baixa tensão. inspeção e corte de unidades de baixa tensão. energizada. deverá conter no mínimo os itens abaixo e incluir dentre eles as instruções de segurança: 1. 2. trabalhos em redes desenergizadas nas proximidades de instalações com tensão. poda de árvores em rede aérea de alta tensão energizada.1 Pessoal Definição de qual pessoal será alvo desse manual. Características das instalações Descrição da rede elétrica: alta ou baixa tensão. liberação de redes para reenergização. serviços de ligação. inspeção em rede de baixa tensão.
O conteúdo dos manuais pode divergir por diversos fatores específicos de cada serviço. 3. desenergizada. análise. trifásica. construção de redes de alta tensão.2 Instalações Indicação da rede elétrica se contratada. Avaliação do risco e requisito de segurança 25
. aprovação e comissionamento de projetos de automação. quer contratada.
rádio comunicação. testes mecânico e elétrico. uso de material anticorrosivo.3 Recomendações sobre cuidados com os equipamentos Diz respeito às condições dos equipamentos: higienização.3 . botina de segurança. corda de Manilha. 7. 7. luvas de raspa. luvas de vaqueta. de serviços e ferramentas Exemplos : detetor de tensão para baixa tensão. cordas ou correntes. eletricista. luvas de borracha. cinturão de segurança com talabarte. 7. Recursos materiais 7.Quanto à segurança 4. caminhão com carroçaria longa.1 . etc. 6. escada extensível ou dupla. estojo de primeiros socorros. placa de advertência – “ATENÇÃO – NÃO OPERE EQUIPAMENTO”. motoristas. ajudantes. alicate de corte universal isolado. Cones de sinalização.4.2 . óculos de proteção. luva de cobertura para luva de borracha. Seqüência de operações 26
. escada singela. 8. sacola para Conduzir Materiais.2 Equipamentos de proteção coletiva. fitas. lubrificação. Distância de atuação As distâncias mínimas de segurança para execução dos trabalhos em eletricidade. detetor de tensão para alta tensão.Quanto a execução dos serviços pela equipe 4. caminhão equipado com escada extensível giratória isolada..Procedimento para execução das tarefas 5.1 Equipamentos de proteção individual Exemplos: capacete de segurança. Recursos humanos Composição e quantitativo da equipe executora do serviço: chefe de turma.
mencionados. ainda.2. Necessidade de comunicação integrada É primordial a comunicação entre contratada. Devem constar. a exemplo: lançamento de cabo de fibra ótica. com respectivo procedimento técnico existente na empresa.3. os trabalhadores que instalam. de quem é a competência de cada passo. em iluminação pública. Além disso. inspecionam ou reparam instalações elétricas devem receber treinamento de: # primeiros socorros. após conclusão da tarefa. desenhos. # de segurança no trabalho. Para cada serviço específico.2. contratante e centro de operações. fotos. em construção e manutenção em redes elétricas. o tempo gasto de cada um.1. Os empregadores do ramo de telefonia devem comprovar que os trabalhadores foram treinados no que diz respeito aos riscos existentes nos locais de trabalho. etc. os treinamentos de qualificação necessários à autorização.2. esquemas de cada passo do serviço a ser realizado 9. TREINAMENTOS A empresa deve realizar. conforme abaixo descritos e outros para informar os trabalhadores quanto aos riscos profissionais nos locais de trabalho e para implementação dos procedimentos de trabalho “passo a passo”. Outrossim. operam. em poda de árvores. qualquer serviço específico a ser realizado também é merecedor de treinamento e procedimento específicos. trabalhos em ambientes fechados. se for o caso. As intervenções no sistema elétrico devem ser precedidas de solicitação por escrito do setor competente e só autorizadas pelo centro de operações. em subestação. DOCUMENTOS DE QUALIFICAÇÃO E AUTORIZAÇÃO
.Procedimentos de execução “ passo a passo” Descrição da execução do serviço desde a chegada ao local e delimitação da área de serviço até a saída da equipe.
5. contendo os riscos da atividade e seu controle. especialmente através das técnicas de reanimação cárdio-respiratória. em ligação e corte de residências. # de combate a incêndios. ligação e corte de residências.
5.. o auditor deve solicitar curso específico quando o trabalhador realizar serviços em “linha viva”. os riscos envolvidos e respectivos controles. Assim. Sugere-se verificar se este item contém o desenvolvimento do serviço passo a passo. e comprovar na ação fiscal. aos meios para prevenir e limitar tais riscos e às medidas adotadas pela empresa. # de curso técnico na área elétrica. o trabalhador deve ser treinado para tanto.1.
os trabalhadores que trabalham em instalações elétricas devem possuir qualificação e autorização para exercício das atividades. ! atestado de saúde Ocupacional – ASO.De acordo com a NR-10 em vigor. ! certificado de treinamento especializado e realizado por centros de treinamento reconhecidos pelo sistema oficial de ensino. por exemplo.1. Diante do exposto. ! documento comprobatório de aptidão a prestarem atendimento a primeiros socorros. pela adoção de medidas que 28
. anotada no seu registro de empregado. com estado de saúde compatível para sua função.
5. Essas informações são mais importantes para a Auditoria do que as estatísticas que as empresas do setor elétrico e de telefonia costumam fazer e apresentar à fiscalização. A análise das CAT permite ao Auditor tirar suas próprias conclusões a respeito do tratamento que é dado pela empresa ao acidente. ao acidentado e ao conjunto de trabalhadores. sugerimos. Apesar de pouco precisas. conforme acima. conduzido por profissional autorizado. Profissional autorizado: ! documentos de profissional qualificado. ! Profissional qualificado: aquele que comprovar capacitação através de conclusão de curso específico na área elétrica reconhecido pelo Sistema Oficial Ensino ou de treinamento conduzido por profissional autorizado ! Profissional autorizado: aqueles qualificados. além de possibilitar o resgate das atas da CIPA com as investigações e informações complementares referentes aos acidentes.4. Deverá ser solicitado: Profissional qualificado: ! certificado de curso técnico da área elétrica. Estadual ou Municipal. ! certificado de treinamento realizado na empresa ou através de cursos especializados. reconhecido pelo sistema oficial de ensino – Federal. em que conste a compatibilidade de seu estado de saúde com a função. de tipo. selecionar os acidentes por ordem de importância. seja de 3 anos. ! documento comprobatório de aptidão em prevenção e combate a incêndios. de gravidade da lesão ou localizá-los no tempo por um período que. as informações das CAT permitem.2. o AFT tem elementos técnicos para embasar o seu convencimento devendo solicitar das empresas os comprovantes da qualificação e autorização dos trabalhadores. aptos a prestarem atendimento a primeiros socorros e em prevenção e combate a incêndios e que possuírem autorização formal da empresa. ! autorização formal da empresa anotada no seu registro de empregado. CAT E RELATÓRIOS DE ACIDENTES As CAT são documentos úteis para se conhecer a história dos acidentes na empresa.
A empresa deverá elaborar relatório de análise de acidente.2. Ainda. sobretudo. Os dados contidos nestes documentos poderão servir para o auditor embasar seu relatório de análise de acidente do trabalho. propor medidas a serem tomadas pela empresa a fim de que acidente em condições semelhantes não mais ocorra. abrangência. devem ser orientados pela Auditoria a darem ampla divulgação. no âmbito da empresa. detalhamento. de modo que o controle de riscos não seja 29
. dentre outros fatores . dos equipamentos ou sistemas de proteção coletiva adotados e dos equipamentos de proteção individuais. deve necessariamente abranger as empresas terceirizadas. CONTRATOS COM EMPRESAS PRESTADORAS DE SERVIÇOS A terceirização nos setores de energia elétrica e de telefonia tem se mostrado como significativo fator de precarização das condições de SST. sobre as circunstâncias que contribuíram para aquele fato. bem como a forma de abordagem dada às questões de SST nos contratos com empresas prestadoras de serviços refletem o compromisso da contratante com a SST e esses documentos são importantes instrumentos para análise do sistema de gestão em SST que. entrevistas com o acidentado. Essa conduta estimula a seriedade e compromisso da empresa. para atendimento do acidentado e correção das irregularidades relativas às medidas de controle dos riscos. teremos um caso especial: o ambiente de trabalho geralmente é da concessionária e o trabalhador é da contratada. com todo detalhamento necessário ao perfeito entendimento da ocorrência. dos procedimentos de trabalho prescritos. contendo: informações da qualificação do acidentado. conscientizando o empregador ou preposto sobre as vantagens de se alertar os seus empregados sobre os riscos da atividade e sobre as conseqüências do acidente. os contratos devem contemplar. entrevistas com testemunhas e entrevistas com companheiros. A importância. os diversos aspectos necessários relativos à SST. as medidas adotadas pela empresa para que acidente daquela natureza não mais se repita. de maneira precisa e responsável. Devem.evitem a repetição de um acidente em condições semelhantes àquelas descritas na CAT. etc. os responsáveis pela empresa onde tenha ocorrido o acidente. Nesta situação há a responsabilidade solidária que envolve contratante e contratada e então ambas devem elaborar o relatório de análise de acidente do trabalho. conforme explicado anteriormente. conduzido e assinado pelo SESMT e a CIPA. tais como equipamentos de proteção individual e coletiva e ferramentas utilizadas. descrições dos métodos e processos. junto aos seus empregados. no caso de acidente com trabalhador de prestadora de serviço. Convém lembrar que. descrições do ambiente e dos fatos da ocorrência. realizar reunião extraordinária da CIPA. com relação a esse aspecto. controles médicos. da habitualidade e práticas regularmente adotadas. sobre o estado de saúde das vítimas do acidente. adotar medidas preventivas. a padronização e cumprimento de procedimentos e instruções de segurança.5. Assim. capacitação e treinamento. o fornecimento desses materiais.1. para ser eficaz. quando possível. para ciência dos empregados.
2 deste manual.”) fundamentação legal para alterar na sua ação fiscal o CNAE da prestadora de serviços. falta de qualificação técnica dos empregados. O auditor tem. analisar os requisitos da relação de emprego e se for o caso lavrar na concessionária (empresa principal) auto de infração capitulado no Artigo 41. etc. 4541-1 e 6420-3. que a empresa contratada pela concessionária é a real empregadora. baseado na NR-4.2. mas seja realizado por todos.. Muitas empresas contratadas costumam.. Também.1. então. PCMSO É fundamental que o PCMSO Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional seja elaborado e replanejado anualmente com base em um preciso reconhecimento e avaliação dos riscos presentes em cada ambiente de trabalho. em conformidade com os riscos levantados e avaliados no PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais. subitem 4. (“As empresas que possuam mais de 50% de seus empregados em estabelecimentos ou setor com atividade cuja gradação de risco seja de grau superior ao da atividade principal deverão dimensionar seu SESMT em função do maior grau de risco. de modo integrado e participativo. Salientamos que as empresas que operam no setor elétrico e de telefonia podem ser enquadradas somente nos CNAE: 4010-0.2 (“O dimensionamento do SESMT vinculase à gradação do risco da atividade principal. porque foi detectado em campo..
5. Em algumas ocasiões. admitir essa relação de prestação de serviço como real. utilização de ferramental sucateado. 4532-2. entretanto é uma aberração. não fornecimento de EPI ou fornecimento de EPI sem qualidade. subempreitar serviços de forma precária. da CLT. Necessário se faz. 4525-0. já que na maioria das vezes o CNPJ destas não traduz a realidade. ao Auditor. Após o convencimento do auditor sobre qual o verdadeiro CNAE da empresa que está sendo fiscalizada é importante que sua conclusão conste no livro de inspeção do trabalho para orientar posteriores fiscalizações. no PCMAT – Programa de 30
. A partir daí poderá verificar o dimensionamento do SESMT e CIPA e outros atributos trabalhistas.6.2.. por conseguinte. adequado-o à realidade. então. item 3. contratante e terceirizados. 4533-0. os contratos entre concessionárias e suas empreiteiras e subempreiteiras devem rezar relações de responsabilidades entre as empresas e não servir a estas como instrumentos de precarização das condições de segurança do trabalho. ainda. Enfim. sem CA ou inadequado para a atividade. falta de registro de empregados. havendo. é a partir da análise do contrato de prestação de serviços celebrado entre concessionária e prestadora de serviços e da verificação física efetuada pelo auditor que será possível definir o CNAE das terceirizadas. caput.”) ou subitem 4.simplesmente delegado a essas pela contratante. O CNAE 7420-9 foi colocado na estatística de acidente. desconsiderando a existência de contrato de terceirização.2. a terceirização é realizada com empregador/empresa tão desqualificada que é impossível. com subempreiteiras que sequer possuem suporte financeiro para atuar na área de prestação se serviços de energia e telefonia. Entendemos. pois não traduz a realidade dos serviços executados pelas prestadoras de serviços. muitas vezes sem contrato.
sendo a implementação do programa verificada pelo 31
. longitudinal. estudando o possível aparecimento de sintomas ou patologias. onde o médico do trabalho tem oportunidade de acompanhar uma determinada população de trabalhadores ao longo de sua vida laboral. tem o caráter de um estudo de coorte. • avaliação psicológica voltada para o tipo de atividade a desenvolver. Exames complementares poderão ser solicitados. • de natureza organizacional relacionados às tarefas planejadas sem critérios de respeito aos limites técnicos e humanos. ações preventivas para situações especiais devem ser previstas. . integrando-o. (trabalho muitas vezes à distância. se houver.Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção. no caso de atividades em caixas subterrâneas próximas à rede de esgoto. levando a premência de tempo. com a guarda judiciosa dos prontuários médicos. • de natureza biomecânica relacionados às atividades em posturas pouco fisiológicas e inadequadas (em postes. calor ambiente e exposição a produtos químicos. admissionais e periódicas. torres. O Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO). com ênfase em aspectos neurológicos e osteo-músculo-ligamentares de modo geral. periodicamente. Ainda. bem como em outros documentos de saúde e segurança. É fundamental que os relatórios anuais sejam detalhados. como vacinação contra Tétano e Hepatite. • avaliação de acuidade visual. • avaliação de aspectos físicos do trabalhador pertinentes a outros riscos levantados. além da avaliação individual de cada trabalhador envolvido. Esse Programa constitui-se num dos elementos de SST da empresa e não pode prescindir de total engajamento e correspondência com o sistema de gestão adotado na empresa. conforme cada caso. onde na maioria dos casos não estão presentes os riscos clássicos industriais. tanto na fase de planejamento de ações quanto na fase de monitoração dos resultados das medidas de controle implementadas. seja no poste urbano quanto nas atividades em linhas de transmissão. necessidade de condicionamento psíquico e emocional para execução dessas tarefas. e com percepção de detalhes). incluindo ruído. grande exigência cognitiva e de atenção.. o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) deve considerar com profundidade fatores ergonômicos: • de ordem psicossocial relacionados à presença do risco de vida no trabalho com eletricidade e dos trabalhos em altura. pressão produtiva. entre outros fatores estressores. e inclusive no mapa de riscos desenvolvido pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA). a critério médico. plataformas). como : “stress” associado a tais riscos. Além dos fatores citados. atendimento emergencial. Frente às situações específicas do setor elétrico. com exigências extremas de condicionamento físico. evidentemente o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) deverá levar em conta os demais riscos presentes nas atividade executadas conforme cada caso especificamente. a partir da exposição conhecida a fatores agressores. O controle médico deverá incluir : • avaliações clínicas cuidadosas.
conforme a especificidade dos ambientes de trabalho e riscos porventura decorrentes de atividades de construção. sobretudo dos riscos relativos à : ! radiação eletromagnética. ! produtos químicos diversos como solventes para limpeza de acessórios. ! descrição de todos os riscos potenciais existentes em todos ambientes de trabalho. usinas de geração e transformadores na rede de distribuição. ! ácido sulfúrico em baterias fixas de acumuladores em usinas de geração elétrica e nas estações telefônicas. óleos lubrificantes minerais e hidrocarbonetos nos serviços de manutenção mecânica em equipamentos sobretudo em subestações de energia. caso necessário. poeiras em redes subterrâneas e obras. internos ou externos e em todas as atividades realizadas na empresa (trabalhadores próprios ou de empresa contratadas).1. fumos metálicos em solda. etc. óleos dielétricos utilizados nos equipamentos. etc. por ocasião da troca de transformadores e capacitores e. ! ascarel ou Bifenis Policlorados (PCBs). serviços em redes subterrâneas de distribuição de energia elétrica e telefonia e em subestações.Auditor Fiscal do Trabalho por meio da correção dos Atestados de Saúde Ocupacionais. principalmente na construção e manutenção de linhas de elevado potencial (transmissão e sub-transmissão) e em subestações. e obras de construção de modo geral.7. ! ruído em usinas de geração elétrica e subestações. ! outros riscos ambientais. sendo fundamental a abordagem. quanto a dados obrigatórios e periodicidade. disponibilidade dos relatórios anuais e. ! gases tóxicos. em atividades de manutenção em subestações de distribuição elétrica e em usinas de geração elétrica. asfixiantes.
O Programa de Prevenção dos Riscos Ambientais é um documento de revisão anual. ainda presente em transformadores e capacitores de instalações elétricas antigas. que dentre todos legalmente estabelecidos. É fundamental a verificação da existência dos aspectos estruturais no documento base do PPRA. ! calor em usinas de geração elétrica (sala de máquinas).
5. em especial. 32
. monóxido de carbono. inflamáveis nos serviços em redes subterrâneas de distribuição de energia elétrica e telefonia tais como metano. dentre todos os riscos ambientais. ! riscos biológicos diversos nos serviços em redes subterrâneas de distribuição de energia elétrica e telefonia (eventual proximidade com redes de esgoto).2. por meio dos análise dos prontuários médicos (neste caso através de Auditor Fiscal do Trabalho Médico do Trabalho). ! umidade em caixas subterrâneas. cabe especial atenção para os seguintes: ! discussão do documento base com os empregados (CIPA). tais como vapores orgânicos em atividades de pintura. da recuperação de transformadores e descarte desse produto.
. áreas de vivência.Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção . agentes biológicos. • as constatações ou comunicações de risco ou as ocorrências de acidentes do trabalho devem estar formalizadas nas atas das reuniões.1.2. que abaixo destacamos: • deve ser constituída baseada no CNAE “real” da concessionária ou prestadora. ! descrição das medidas de controle coletivas adotadas. contudo cabe ressaltar alguns aspectos de interesse particular ao setor elétrico.2. contendo descrição de metodologia adotadas nas avaliações.! realização de avaliações ambientais quantitativas dos riscos ambientais levantados (radiação.é um documento de extrema importância no caso das atividades de construção nos setores em questão.8. e sua organização deverá obedecer a critérios que permitam obrigatoriamente a representação dos setores que ofereçam maior risco ou que apresentem o maior número de acidentes. por estabelecimento. As medidas preventivas para cada risco identificado. riscos relacionados ao transporte.
5.9. DOCUMENTOS DA CIPA A comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA já é de conhecimento e domínio de todos os AFT. resultados das avaliações.1.
5. não sendo necessário detalhamentos das formalidades legais e funcionais. como PCMSO. operação de equipamentos. assim o PCMAT. O PPRA deve estar articulado com os demais documentos de SST. dentre outros). ruído. dentre outras. obrigatório nas atividades de construção. ! cronograma das ações a serem adotadas no período de vigência do programa. Sabemos que o PPRA é um documento de higiene e não contempla o risco elétrico. deverá. deverão ser objeto de projeto em conformidade com as etapas de execução da obra. obras civis de apoio a estruturas. A execução das proteções coletivas tais como aterramento. calor. os equipamentos de proteção coletiva e individuais e o ferramental necessário deverão ser especificados para cada operação. inclusive. devendo ser assinado por profissional legalmente habilitado. abordar de modo detalhado os riscos de origem elétrica. limites de tolerância estabelecidos na NR15 ou na omissão dessa Norma na ACGIH (American Conference of Governmental Industrial Higyenists) e medidas de controle sugeridas. sobretudo de acidentes. prediais). e. etc. com todos os documentos relativos ao sistema de gestão em SST adotado pela empresa.
O PCMAT . PCA e o PCMAT (em caso de construção de linhas elétricas. tais como riscos de queda. equipotencialização de equipamentos e instalações elétricas. produtos químicos. bem como todos os riscos de acidentes presentes nos ambientes.
Os SESMT e CIPAS ou designados para atribuições da NR-5 da concessionária e das prestadoras de serviços. ainda. que nas empresas do setor de energia elétrica e também do setor de telefonia. como atas de reuniões. que possuem grande quantidade de empregados sem o devido registro.2. informação que é omitida por algumas empresas. o risco de choque elétrico está sempre presente.1. Maiores informações podem ser obtidas através das 34
. é impossível saber se o EPI fornecido é o adequado para a função do empregado.. convocações). trazendo informações genéricas. PROVA DE ENTREGA DE EPI Conforme temos observado. o mesmo não se aplica às suas empreiteiras e subempreiteiras. CAPACETES. LUVAS. relatórios. fichas de registro e registros de ponto de seus membros. DOCUMENTOS DE REGISTRO FUNCIONAL DO TRABALHADOR As concessionárias de energia elétrica e de telefonia mantêm seus empregados registrados. etc. tomando-se como base apenas a Ficha de Controle de Fornecimento de EPI. seu envolvimento e autonomia na empresa.1. com a finalidade de descaracterizar pagamento de adicional de periculosidade. etc.12. tais como substituição de BOTINAS. análises. com relação às contratadas e subcontratadas das concessionárias de energia elétrica e de telefonia. Entretanto.
5.2.• •
com os encaminhamentos necessários (discussão. atentar para que seja corretamente anotada a função do empregado eletricista. obrigatoriedade de curso de qualificação para trabalho com eletricidade. vistorias e inspeções realizadas.1. Desse modo. é pertinente a verificação de documentos que traduzam o efetivo trabalho realizado pelo SESMT. Nos serviços realizados nos postes e nos cabos de telefonia suspensos pelos postes. SESMT Além do registro do SESMT no MTE.
5. encaminhamentos realizados. recomendações. os Comprovantes de Entrega de EPI não discriminam corretamente o tipo de EPI fornecido ao empregado. o que é proibido. se verifique a existência de menor de 18 anos trabalhando exposto a riscos de acidentes com energia elétrica.11.
5. É importante.10. devem trabalhar em conjunto e integrados com o principal objetivo de fornecer as mesmas condições de dignidade quer seja o trabalhador próprio ou terceirizado.2. Desse modo. o Auditor deveria verificar o registro de empregados. de acordo com a legislação. bem como buscar a redução de acidentes do trabalho. Nas empresas prestadoras de serviço de energia. onde houver. as concessionárias e prestadoras de serviço deverão promover a integração de suas CIPAS e de todos os responsáveis pela atribuição da NR-5 (no caso de estabelecimentos desobrigados de constituir CIPA) deve ser considerada pela concessionária e prestadoras como instituto fundamental para a gestão de SST.
devido às solicitações dos serviços e do manuseio e guarda não apropriados. exigem grande sobrecarga física. denominados eletricistas isolados.notas fiscais de compra de EPI que costumam conter nome do fabricante.2. com base nas notas fiscais. outra condição de risco a ser considerada que é a remuneração por produção. e algumas vezes. Uma visita ao almoxarifado da empresa. As empresas fabricantes desse ferramental realizam testes de isolação do equipamento. O Auditor.1. deve solicitar as notas fiscais mencionadas. Isso sem contar com a quantidade de EPI que os trabalhadores devem utilizar e os riscos envolvidos na atividade que executam. ainda. quando há energia elétrica envolvida. como sabemos. REGISTROS DE HORAS DE TRABALHO As atividades mencionadas neste trabalho. através do arquivamento de certificados de integridade dos equipamentos. Entretanto. sem equipe e dirigindo o veículo de serviço. Por esse motivo. devendo as empresas documentarem esses procedimentos.
5. ou periodicamente. sempre que entender necessário e então. uma vez que realizam os serviços sozinhos.2. que faz com que o trabalhador negligencie diversos procedimentos de segurança. que. é necessário que as empresas submetam esses EPC a testes de integridade. as notas fiscais de aquisição de EPI e as Fichas de Controle de Fornecimento de EPI são elementos importantes para se formar juízo a respeito da seriedade com que o fornecimento de equipamento adequado e em boas condições é tratado dentro da empresa que se está auditando. Se a essas condições descritas são acrescentadas horas extras à jornada de trabalho. poderá verificar a quantidade de EPI adquirida em determinado período de tempo (sugerimos 2 anos) e a freqüência de substituição desses EPI (informação obtida através da Ficha de Controle de Entrega de EPI). CERTIFICAÇÃO DE EPC Os dispositivos de proteção coletiva utilizados nas concessionárias de energia elétrica e suas empreiteiras e sub-empreiteiras devem garantir perfeita funcionalidade elétrica e mecânica com isolação para execução das tarefas sem riscos de choque elétrico. Essa condição de sobrecarga física é agravada nos casos de eletricistas e empregados do setor de telefonia que trabalham sem auxiliares. relativas aos setores de eletricidade e telefonia. são 35
. a fim de apresentar produtividade à empresa. dispendem muito esforço físico por sua condição de trabalho e por carregar e descarregar materiais e equipamentos permanentemente. de acordo com o fabricante. Existe. sempre que se suspeitar de algum dano que possa comprometer o seu bom funcionamento. quando possível.1.14.
5. Esses trabalhadores ficam expostos a intempéries durante sua jornada de trabalho. por ocasião da fabricação dos mesmos. teremos um cenário totalmente favorável à ocorrência de acidente. modelo. para verificar a quantidade de EPI em estoque. esses EPC acabam perdendo essa condição de funcionalidade segura . até o número do CA do EPI. emitidos pela empresa que realizou os testes.13.
1. e então comparar se o exercício dessa atividade é compatível com a qualificação técnica exigida e se todos os trabalhadores submetidos a esse risco percebem o referido adicional. possuir estado de saúde compatível com a função e ser profissional autorizado. além do limite estabelecido em lei ou convenção ou o desrrespeito ao intervalo regulamentar de descanso. deverá possuir capacitação para avaliar os riscos a que estará exposto. quando constatar horas extraordinárias na jornada. conforme as especificidades dos ambientes de trabalho : ! Ordens de serviço. O Auditor. ! Medições da qualidade do sistemas de aterramento e dos sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (pára-raios). procedimentos ou outras medidas de segurança que garantam a integridade física do trabalhador. 36
.2. com que freqüência o são.1.16. relaciona-los aos exames médicos ocupacionais que são realizados. mediante inspeções do sistema e medição ôhmica da resistividade dos elementos.3 deste manual). fundamental a eliminação ou minimização do risco pela empresa através da implantação de sistemas. dentre outros documentos. devemos salientar que o pagamento de um adicional não elimina o risco da atividade sendo. com elaboração de laudo técnico assinado por profissional legalmente habilitado.1.
5. destinada à caracterização da condição de periculosidade. deverá o Auditor verificar os agentes insalubres aos quais os trabalhadores estão expostos.2. OUTROS DOCUMENTOS Também podem ser solicitados.
5. deverá coibir essa prática. como mencionamos no item referente a esse assunto (5. Quanto ao adicional de insalubridade. portanto. Esse documento deverá ser exigido das empresas envolvidas (concessionárias e suas contratadas.2. Os sistemas de aterramento elétrico fixos devem ser avaliados periodicamente com o objetivo de comprovação de sua eficiência. comparar essas informações com as CAT emitidas por doenças ocupacionais e com os relatórios anuais do PCMSO. equipamentos.sempre graves.15. Finalmente. empresas de telecomunicações e suas contratadas) para caracterização ou não da condição de periculosidade dos trabalhadores que interagem com o risco elétrico. LAUDOS PERICIAIS DE PERICULOSIDADE E INSALUBRIDADE É necessário a realização de perícia para trabalhadores em condições de periculosidade. Tais inspeções e medições deverão ser realizadas por profissional legalmente habilitado e possuir registro em relatório de inspeção ou laudo técnico. Entendemos que qualquer empregado que faça jus ao adicional de periculosidade. a fim de preservar a integridade física dos empregados.
VERIFICAÇÃO FÍSICA EM CAMPO
Compreende a vistoria nos estabelecimentos e nas atividades de campo. Ainda. Como orientação geral. mesmo que eventualmente. mesmo que tenham particularidades em comum com relação a riscos no exercício das atividades ou no controle destes.
GUIA DE AUDITORIA DE CAMPO ! As equipes de campo encontram-se munidas de ordens de serviço que informam os riscos das atividades.1. de forma integrada. devem sempre ser inspecionados. Estabelecimentos. pela contratante e contratadas medidas de prevenção de acidentes e doenças? ! Os equipamentos de proteção individual (EPI) possuem Certificado de Aprovação (CA)?
. os meios de prevenção e as medidas adotadas pela empresa? ! Existe condição de grave e iminente risco? Interditado ( ) Embargado ( ) ! A empresa assegura meios para que os profissionais do SESMT desempenhem suas funções? ! Os profissionais do SESMT atuam na área de segurança e medicina do trabalho? ! Há integração entre SESMT da contratante e contratada? ! Há integração entre CIPA da contratante e contratada? ! São implementadas. segue abaixo sugestão de questionário para auxiliar a fiscalização e estabelecer um diagnóstico de segurança e saúde nos setores elétrico e de telefonia.3. convém que todos os tipos de operações executadas pelos trabalhadores sejam avaliadas “in loco” pelo Auditor Fiscal do Trabalho.! Programa de Conservação Auditiva. ainda que semelhantes. Conforme os níveis de ruído e as particularidades de estações e subestações e usinas de geração. sejam vistoriados.
5. É importante que todos os estabelecimentos onde existam postos de trabalho ou trabalhadores exercendo atividades. Não necessariamente será realizado após a verificação de documentos. pois dependerá da estratégia adotada em cada caso e da necessidade da demanda.
se houver.! Os equipamentos de proteção individual (EPI) são adequados ao risco da atividade e encontram-se em perfeito estado de conservação e funcionamento? ! Os EPI utilizados possuem isolamento compatível à tensão de trabalho envolvida? ! Existe um estoque em número suficiente de EPI para reposição imediata. e religação dos dispositivos de seccionamento? ! Foram tomados cuidados especiais quanto ao risco de contatos eventuais e de indução elétrica? 38
. instalação da sinalização de impedimento de energização? ! A reenergização da linha é precedida dos seguintes procedimentos: retirada de todas as ferramentas. nesta ordem. destravamento. quando necessária? ! As equipes de campo dispõem de material de primeiros socorros? ! Há procedimentos operacionais com instruções de segurança? ! Os trabalhadores tem domínio dos procedimentos? ! Os procedimentos estão sendo cumpridos. sobretudo quanto às medidas de segurança? ! Os serviços em eletricidade são executados individualmente? ! Há improviso no exercício das atividades e no uso de equipamentos e ferramentas? ! Antes da liberação para os serviços em linhas desenergizadas são adotados. remoção do aterramento temporário da equipotencialização e das proteções adicionais. instalação de aterramento temporário com equipotencialização dos condutores dos circuitos. retirada de todos os trabalhadores não envolvidos no processo de energização. equipamentos e utensílios. os procedimentos de: seccionamento. impedimento de reenergização. proteção dos elementos energizados existentes próximos aos locais onde os serviços serão executados. quando necessária? ! Os equipamentos de proteção coletiva (EPC) e ferramentas são adequados ao risco da atividade e encontram-se em perfeito estado de conservação e funcionamento? ! Os equipamentos de proteção coletiva (EPC) e ferramentas elétricas utilizadas possuem isolamento compatível à tensão de trabalho envolvida? ! Existe um estoque em número suficiente de EPC e ferramentas para reposição imediata. constatação da ausência de tensão por detectores de tensão.
canteiros de obras e veículos de transporte dos trabalhadores possuem proteção adequada contra incêndio? ! Os veículos de transporte são adequados ao risco à atividade e estão em perfeito estado de funcionamento? ! Os veículos de transporte de trabalhadores atendem aos requisitos de espaço adequado e assento para acomodação dos obreiros? 39 função e
. equipamentos e condutores elétricos acessíveis a contatos eventuais se encontram adequadamente isolados? ! Os estabelecimentos. explosão ou intoxicação de trabalhadores? ! Em ambientes fechados há ventilação local exaustora? ! Em ambientes fechados há ventilação geral que garanta de forma permanente a renovação contínua do ar? ! Em ambientes fechados há dispositivos que possibilitem meios seguros de resgate do trabalhador? ! Os trabalhadores portam identificação contendo nome. máquinas e equipamentos não destinadas à condução de eletricidade encontram-se aterradas? ! Os estabelecimentos e instalações oferecem espaço suficiente para trabalho seguro? ! As instalações.! Há comunicação entre as equipes de campo e entre estas e o setor de liberação do serviço? ! Os dispositivos de desligamento e manobra dos circuitos e instalações elétricas são bloqueados ou travados por meios elétricos ou mecânicos e sinalizados na execução de serviços em linha desenergizada? ! Os dispositivos de desligamento e manobra das instalações elétricas possuem adequada identificação de posição ligada e desligada? ! Em ambientes fechados há monitoramento permanente de substância que cause asfixia. todas as partes condutoras das instalações elétricas. autorização para a atividade que estão aptos a exercer? ! Os trabalhadores exercem múltiplas funções? ! As atividades são executadas com premência de tempo ou sob formas de controle da produção com repercussão sobre a segurança ou saúde dos trabalhadores? ! Salvo restrições técnicas documentadas.
ENTREVISTAS COM TRABALHADORES
São de grande importância para a auditoria estratégica entrevistas informais. empregados de manutenção.! Os veículos de transporte são dotados de copos individuais e recipientes com água potável para consumo pelos trabalhadores? ! As áreas de trabalho são delimitadas e sinalizadas? ! Os estabelecimentos. sobretudo da concessionária. ! se a gestão em SST da contratante promove a melhoria contínua dos terceirizados em condições iguais a dos empregados próprios. ! verificar a capacitação e treinamentos dos trabalhadores e se correspondem aos documentos apresentados pela empresa. sobretudo nas atividades em “linha-viva” e construção e manutenção de torres de transmissão. ! checar se os procedimentos são conhecidos e os trabalhadores estão condicionados a eles. ! verificar se os trabalhadores têm dificuldades no exercício da atividade ou propostas de melhoria. ! investigar se há demandas por parte dos trabalhadores com relação aos aspectos de segurança e saúde. Com tais entrevistas ou conversas com os trabalhadores podemos: ! conhecer melhor a atividade executada . ! checar informações a respeito das ações em SST contidas em documentos como PPRA.1. PCMSO. conforme NR-24?
5. documentos relativos ao sistema de gestão em SST. Para a conversa com os cipistas poderá ser utilizada reunião da CIPA. ! avaliar se a CIPA e profissionais de SST tem atuação efetiva e se estão integrados ao sistema de gestão adotado pela empresa.4.) e membros da CIPA. ! checar como se processa a gestão em SST na empresa. ! checar aspectos relativos à jornada e organização do trabalho. e profissionais de SST devem também ser questionados sobre: ! como se processa a gestão em SST e se esta tem o efetivo comprometimento dos setores estratégicos da empresa. preferencialmente de maneira reservada. exames médicos. ou outra estratégia. ! checar se os EPIs e equipamentos de proteção coletiva estão sendo sempre disponibilizados. profissionais de SST e contratante. com os trabalhadores operacionais (eletricistas. ! se há canais de comunicação adequados entre terceirizados. operadores de máquinas e equipamentos. sobretudo quando da verificação dos ambientes de trabalho e da execução das atividades em campo. canteiros de obras e alojamento possuem adequadas condições sanitárias e de conforto. etc. Empregados da alta administração. 40
Assim. ! monitoramento da performance em SST das contratadas como elemento fundamental do sistema de gestão adotado.1. mas não se limita a esta. temos elementos suficientes para.
5. as conclusões obtidas do processo de auditoria: irregularidades. formas de avaliação. nesta etapa. representada por seus diretores e profissionais de SST. implementação. Obviamente. Embora caiba à contratante incluir os contratados no seu sistema de gestão e monitorar a performance destes. ou seja. deve ser planejada e realizada a intervenção. analisados conjuntamente. na empresa. ações para melhorias. planejamento.
Após as análises de documentos. mas principalmente interferir a fim de que seja implementada. ! envolvimento das contratadas no sistema de gestão adotado. mas. Devemos considerar para o diagnóstico da empresa quanto à gestão em SST : ! irregularidades encontradas quanto ao cumprimento da legislação de SST. é importante que as intervenções sejam feitas também nas contratadas. em conformidade com as intervenções feitas na empresa principal. avaliar a empresa quanto à SST. verificações físicas e entrevistas com os trabalhadores e diretores da empresa. O que não significa somente avaliarmos o cumprimento de determinações legais ou aspectos pontuais de segurança e saúde dos trabalhadores. mais que isso.6. para que possa ser atingido o objetivo da auditoria estratégica. a intervenção centra-se na empresa contratante principal – concessionária de energia elétrica ou de telefonia . É importante ressaltar que é fundamental. ou melhorias específicas. garantir que a empresa gerencie eficazmente a SST. avaliarmos a gestão em SST e sua eficácia.5. apresentar à empresa. ! participação de todos os trabalhadores na gestão. ! integração do sistema de gestão em SST diretamente ligado ao sistema geral de gestão da empresa.
5. ! comprometimento dos níveis gerenciais e estratégicos da empresa com a SST e responsabilidade e transparência no tratamento com as questões relativas à SST. organização. uma gestão eficaz e permanente em SST. deve a intervenção buscar não somente a correção de determinadas irregularidades. ! sistema de gestão em SST adotado : sua política. etapa primordial do processo de auditoria.
A partir do diagnóstico da empresa.! se as atribuições de todos os profissionais de SST claramente definidas e se há interlocução e atuação conjunta destes com a CIPA. situações de 41
No subitem 10. luvas. . orientador.4. Diversas estratégias poderão ser adotadas para a intervenção. algumas considerações. # treinamento para situações de emergência: primeiros socorros (10.2. Destacamos os subitens: ! 10. são eles: varas de manobra.1. No que diz respeito à emissão de termos de notificação. Quanto ao 10. Este momento já constitui. # sinalização e bloqueio dos equipamentos. Citamos alguns: # cuidados especiais para execução de serviços nas proximidades de instalações sob tensão (10. possibilidades de melhoria e. detetores de tensão. # planejamento e programação para serviços de manutenção em instalações elétricas sob tensão (energizada) 10.condições para ser considerado trabalhador qualificado.3. 42
. Para o setor elétrico.4. aterramento provisório.5. ! 10.
5. baseadas em diferentes enfoques.3. cintos de segurança. escadas. encontramos elencados alguns EPC e EPI citados neste manual (itens 6 e 7).).2.2. sobretudo. As ações a serem implementadas pela empresa também deverão ser expostas.1.).3. por parte da empresa. o início do processo de intervenção. bem como o circuito elétrico aterrado (10. conforme o diagnóstico feito. ! 10. temos a autorização e qualificação dos trabalhadores para trabalhos em instalações elétricas e a participação do SESMT na autorização dos citados trabalhadores.2.2.2. 10.
TERMOS DE NOTIFICAÇÃO E AUTOS DE INFRAÇÃO
Embora sejam instrumentos de grande familiaridade dos auditores fiscais. # liberação das instalações elétricas para serviços de manutenção ou reparo (10.4.3. das medidas determinadas. A emissão de TN e lavratura de auto de infração merece destaque neste manual no que diz respeito à NR10. # comunicação ao responsável pelas instalações quando de uma ocorrência não programada (10. capacetes.1.). o diagnóstico da gestão em SST.1.3. – elaboração pelo SESMT de procedimentos que visem a autorização dos trabalhadores para serviços em instalações elétricas. A seguir mencionamos algumas.2.1.3. vale lembrar que essa intervenção se encerra com a verificação do cumprimento.1.4 são primordiais pois fazem relação direta aos serviços executados em campo e ao pessoal executor desses serviços..risco.1.1.).4.) e combate a incêndios (10.6.1.1. Ainda no mesmo subitem. – condição a ser cumprida pelo trabalhador para estar autorizado a intervir em instalações elétricas.1. abaixo.3. de modo claro e objetivo. os subitens 10. ! 10.3.3.4.4.2.2.2.3.5.). negociador ou repressor.6. acham-se textos sobre procedimentos. – anotação no registro do trabalhador da condição de qualificado e autorizado a trabalhar em instalações elétricas. fazemos.).3.3. # treinamento especializado para trabalhadores que executam serviços sob tensão (10.3.
Como anexo sugerimos as informações mínimas necessárias ao relatório de análise de acidente. com o objetivo de encontrar alternativas para 43
. portaria nº 12/83. 5. para inserção dos dados no SFIT sobre os acidentes do trabalho. ANEEL e ANATEL. as agências reguladoras dos serviços das concessionárias.
5.Para capitulação nos autos de infração das irregularidades acima descritas.3. portaria nº 12/83. inclusive.6. Vários trabalhos podem ser desenvolvidos em conjunto.07. portaria nº 12/83. Uma análise detalhada do infortúnio servirá de base. É necessário principalmente que todos estejam realmente objetivando a melhoria das condições de trabalho com resposta na redução dos acidentes do trabalho.1.1. de 06. dentre outras entidades. inciso I da CLT combinado com o subitem “não cumprido” da NR10. modelos de TERMO DE EMBARGO / INTERDIÇÃO e LAUDO DE EMBARGO / INTERDIÇÃO.4. ! se a irregularidade for sobre primeiros socorros: artigo 181 da CLT combinado com o subitem “não cumprido” da NR-10.
5. o Ministério Público do Trabalho.7 alínea “a”. indicamos o texto legal: ! se houver multa específica: artigo 157.
5. ! se a irregularidade for sobre trabalhador qualificado: artigo 180 da CLT combinado com o subitem “não cumprido” da NR-10. Citamos no caso os sindicatos laboral e patronal. Ministério Público Estadual. acordos/convenções ou termos de compromissos. ao final deste manual. como exemplo as análise de acidentes do trabalho.6.2. AÇÃO CONJUNTA COM OUTRAS INSTITUIÇÕES A ação do MTE para minimizar os índices acidentários conforme almejado não dependerá isoladamente de sua efetiva atuação mas de parcerias eficazes com todos os atores sociais envolvidos com o tema.
Mesa de entendimento é outro procedimento de intervenção administrativo. que poderão auxiliar os colegas AFT nesta intervenção.6. . regulamentado por meio da Instrução Normativa Intersecretarial SEFIT/SSST nº 13. portaria nº 06/83 e “subitem não cumprido” da NR-10. já que apontará medidas a serem adotadas pela empresa. as inspeções de campo.1. eventos educativos.1. inciso I da CLT combinado com o subitem 1.6.99. portaria nº 12/83.5.
EMBARGO / INTERDIÇÃO
Anexamos. ! se não houver previsão de multa específica: artigo 157.
Podemos considerar a análise pormenorizada de acidente de trabalho realizada pelo Auditor Fiscal do Trabalho como uma forma de intervenção.
! relato das inspeções realizadas. as empresas e. dependendo do prazo. mesa de entendimento. A mesa de entendimento poderá ser utilizada mesmo após utilizado outros meios de intervenção como autos de infração. Qualquer sinalização em contrário. notificações. ou seja. e a sua instalação deverá ser solicitada ao setor competente de sua Regional pelo AFT envolvido com a ação fiscal. autos de infração.. a mesa de entendimento é procedimento especialmente útil face às dificuldades de inspeção apresentadas: como inúmeros estabelecimentos. contendo todas as negociações realizadas incluindo cronogramas dos itens negociados. os sindicatos laborais são convocados a comparecer à DRT para negociação. Todo o processo deve ser formalizado através de atas. se for o caso. interdições. a fim de propositura de ação civil pública e para a Procuradoria da República. ! irregularidades e deficiências detectadas.1. de um cronograma de ações para acompanhamento. bem como para estabelecer. documentos analisados. é importante que a equipe se reuna para avaliação do processo de auditoria e dos resultados obtidos. incluindo áreas urbanas e rurais. no cumprimento da legislação trabalhista. Ainda. ou seja. etc. com a lavratura dos autos de infração devidos. sistema de gestão adotado. constando : ! relação de estabelecimentos e empresas prestadoras de serviço. ELABORAÇÃO DE RELATÓRIOS E ACOMPANHAMENTO
Findo os trabalhos de auditoria. ! impressões relativas à empresa. a boa fé é elemento essencial também nas mesas de entendimento. acidentes analisados. etc. estratégias e ações futuras para acompanhamento da empresa e suas contratadas. prestação de serviços distribuída por todo o território de concessão da empresa. ações para acompanhamento da empresa e contratadas. bem como encaminhamento do feito para a Procuradoria Regional do Trabalho. é conveniente que seja elaborado relatório.
5. e é uma forma alternativa do exercício de poder de polícia administrativa da mesma forma que a lavratura de um auto de infração ou de um auto de embargo ou de interdição. notificações. no qual. etc. Vale lembrar que.ações de regularização e de melhoria das condições de SST. estabelecimentos e ambientes inspecionados. em conjunto.
AVALIAÇÃO. será interpretada como obstáculo à negociação. e cronograma das vistorias futuras se já elaborado.7. e grande terceirização. para o ajuizamento de ação penal. com a elaboração. Permite maior participação das partes envolvidas. ! avaliações. se possível. às suas condições de SST.
. especialmente no caso dos setores elétrico e de telefonia. ensejando reiterada ação fiscal. ! intervenções realizadas. Convém ressaltar ainda que. em todo processo de negociação. empregador e trabalhadores.
). etc. etc. solicitação de apoio de outras instituições (fundacentro. autos de infração lavrados.
. como cronograma de implementação de melhorias. INSS. relatórios de acidentes. termos e laudos de interdição. análises de acidentes. A ele convém também que sejam apensados cópias de documentos da empresa que a equipe julgar importantes para o acompanhamento das suas condições de SST. Tais documentos constituirão um “dossiê” da empresa. Ao relatório elaborado é importante que sejam anexados cópias dos termos de notificação emitidos. CATs. ! outras informações que forem consideradas necessárias.! proposições : encaminhamento a instituições como Ministério Público do Trabalho. atas de mesas de entendimento e processos de negociação. em inspeções futuras.
usuários e terceiros. fixos ou móveis de abrangência coletiva. 6. em especial àquelas destinadas a serviços em instalações elétricas energizadas. e consequentemente a abertura elétrica do circuito . Existem dois tipos: mecânica e telecomandada. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA
No desenvolvimento de serviços em instalações elétricas e em suas proximidades devem ser previstos e adotados prioritariamente equipamentos de proteção coletiva. destinados a preservar a integridade física e a saúde dos trabalhadores.
Chaves faca
Chaves “fusíveis” (tipo “Mateus”)
. Os EPC são dispositivos. que na ocorrência de sobrecorrente ( corrente elétrica acima do limite projetado) promove a fusão do elo metálico fundível (fusível). sistemas.1. Geralmente estão instaladas em cruzetas e são usadas na distribuição e transmissão. quando há uma sobrecarga. Normalmente em rede de distribuição elétrica estão instaladas em cruzetas. • Chaves Facas
São dispositivos que permitem a conexão e desconexão mecânica do circuito. DISPOSITIVOS DE SECCIONAMENTO • Chaves Fusíveis
São dispositivos automáticos de manobra (conexão/desconexão).6. sobretudo no setor elétrico. a exemplo de vara de manobra. As ferramentas utilizadas nos serviços em instalações elétricas e em suas proximidades devem ser eletricamente isoladas. o elo fusível se funde (queima) e o trecho é desligado. devendo ser operadas por dispositivo de manobra. Dessa forma. Também permitem a abertura mecânica. Abaixo citamos alguns dos principais equipamentos de proteção que constituem proteções coletivas para atividades realizadas nos setores em questão.
a inserção de mais de um cadeado. por exemplo. para que os serviços possam ser executados sem exposição do trabalhador ao risco elétrico. É importante salientar que o controle do dispositivo de travamento é individual por trabalhador. que possam torná-los condutivos. DISPOSITIVOS DE BLOQUEIO Bloqueio ou travamento é a ação destinada a manter. 47
. para trabalhos simultâneos de mais de uma equipe de manutenção. Em geral utilizam cadeados.3.2. Esses dispositivos devem ser bem acondicionados para evitar sujidade e umidade. interruptores). Têm de ser compatíveis com os níveis de tensão do serviço Normalmente são de cor laranja.6. Também devem ser inspecionados a cada uso.
Isoladores tipo calha
Mantas ou lençol de isolamento Tapetes isolantes Coberturas isolantes para dispositivos específicos
6. DISPOSITIVOS DE ISOLAÇÃO ELÉTRICA São elementos construídos com materiais dielétricos (não condutores de eletricidade) que têm por objetivo isolar condutores ou outras partes da estrutura que estão energizadas. formulários e ordens documentais próprias. documentado e de conhecimento de todos os trabalhadores. dispositivos de travamento são aqueles que impedem o acionamento ou religamento de dispositivos de manobra. (chaves. Toda ação de bloqueio ou travamento deve estar acompanhada de “etiqueta de sinalização”. ou seja. de forma a impedir uma ação não autorizada. data. Assim. Exemplos: • Calha isolante Em geral são de polietileno rígido. É importante que tais dispositivos possibilitem mais de um bloqueio. além de etiquetas. com o nome do profissional responsável. setor de trabalho e forma de comunicação. As empresas devem possuir procedimentos padronizados do sistema de bloqueio ou travamento. por meios mecânicos um dispositivo de manobra fixo numa determinada posição.
e três pontas de aço para fixação ao poste. Isto é. conseqüentemente. que reconectam (religam) os circuitos automaticamente tantas vezes quanto for pré-programado e. podem colocar em perigo os trabalhadores. Composta por haste em forma de “J” com duas almofadas. Esta é muito mais adequada que a de madeira. existem equipamentos destinados ao religamento automático do disjuntor na subestação. Essa ação é também denominada “bloqueio” do sistema de religamento automático e possui um procedimento especial para sua adoção. com correias de couro. ! Espora Extensível: utilizada para escalar postes de madeira. É de aço. Em desuso. pois é mais leve e mais isolante que a de madeira. DISPOSITIVOS CONTRA QUEDA DE ALTURA • Esporas: ! Duplo T: utilizada para escalar postes duplo T.4. ! Escada extensível de fibra de vidro. • Escadas ! Escada extensível portátil de madeira . quando há algum problema na rede. É de aço redondo com diâmetro de 16 mm ou mais. é obrigatório a desativação desse equipamento. devido a acidentes ou desfunções. sistema ou equipamento elétrico. . desenergizando todo o trecho. correias de couro. pois se eventualmente houver algum acidente ou um contato ou uma descarga indesejada o circuito se desliga através da abertura do disjuntor da subestação.Cuidado especial deve ser dado ao termo “Bloqueio”. que no SEP (sistema elétrico de potência) também consiste na ação de impedimento de religamento automático de circuito. ! Ferro Meia Lua (redonda): utilizada para postes de madeira. ! Escada extensível de madeira ou de fibra de vidro para suporte giratório ! Escada singela de madeira ou fibra de vidro ! Escada para trabalhos em linha viva
Escada para linha “viva”
6. com estribo para apoio total do pé. Quando se trabalha em linha viva..
normalmente acoplado ao ‘munck’ ou grua. Deve ser dotado de sistema guarda-corpo e rodapé de modo a atender todos os requisitos determinados pela NR18. revestidas com fibra de vidro. • Plataformas para degraus de escada Isolantes – em fibra de vidro ou madeira. Os movimentos do cesto possuem duplo comando (no veículo e no cesto) e são normalmente comandados no cesto.• Cestas Aéreas
Confeccionadas em PVC. guindaste
• Extensão isolante para grua Em fibra de vidro ou madeira. Pode ser individual ou duplo. • Plataformas e gaiolas Confeccionadas em fibra de vidro e alumínio e também utilizada em linha viva. Utilizado principalmente nas atividades em linha viva. Tanto as hastes de levantamento como os cestos devem sofrer ensaios de isolamento elétrico periódico e possuir relatório das avaliações realizadas. “munck”. • Grua.
Gaiola em grua dotada de extensão
• Andaime isolante simplesmente apoiado. pelas suas características isolantes e devido a melhor condição de conforto em relação a escada.
São segmentos ( aprox. e. Para escalada em torres de transmissão. A medida que o operador escala a torre.5. ! manobras de chave faca e chave fusível. •
São fabricadas com materiais isolantes. encaixando num ponto superior da torre.
Teste de isolação em vara de manobra
.• Cadeira de acesso ao potencial. na cor laranja.
6. Neste gancho é fixado a corda guia com o trava-quedas. em geral. ! retirada e colocação de cartucho porta fusível ou elo fusível. 1 m cada) que se somam de acordo com a necessidade de alcance. ! limpeza de rede. (distribuição e transmissão). Para grua ou para a extensão da grua. • Gancho de escalada. transfere-o de posição. ! operação de detecção de tensão. normalmente em fibra de vidro e epóxi. DISPOSITIVOS DE MANOBRA São instrumentos isolantes utilizados para executar trabalhos em linha viva e operações em equipamentos e instalações energizadas ou desenergizadas onde existe possibilidade de energização acidental. tais como: ! operações de instalação e retirada dos conjuntos de aterramento e curtocircuitamento temporário em linhas desenergizadas. ! poda de árvores. ! troca de lâmpadas e elementos do sistema elétrico.
Sujidades (poeiras. gancho para desligar chave fusível ou para conectar o cabo de aterramento nos fios.
6. etc. barreiras e obstáculos aplicados às instalações elétricas. •
São similares e do mesmo material das varas de manobra. fazendo parte integrante e definitiva delas.São providas de suporte universal e cabeçote . fato que tem gerado acidentes graves.
6. antes de serem usadas devem ser limpas de acordo com procedimento Outro aspecto importante é o acondicionamento para o transporte. ou não usarem o aparelho. São encontrados os seguintes tipos: ! detectores de tensão por contato. que deve ser adequado. ! micro amperímetro para medição de correntes de fuga . graxas) reduzem drasticamente o isolamento.7. carcaças de equipamentos.6. ATERRAMENTO ELÉTRICO •
Aterramento elétrico fixo em Equipamentos
Esse sistema de proteção coletiva é obrigatório nos invólucros. Visa assegurar rápida e efetiva proteção elétrica. Para tensões acima de 60 KV devem ser testadas quanto à sua condutividade antes de cada uso. São utilizados para outras operações de apoio. Por isso. INSTRUMENTOS DE DETECÇÃO DE TENSÃO E AUSÊNCIA DE TENSÃO São pequenos aparelhos de medição ou detecção acoplados na ponta da vara que serve para verificar se existe tensão no condutor. Nesta ponta há uma “borboleta” onde se aperta com a mão o que se deseja acoplar. ! detectores de tensão por aproximação. assegurando o escoamento da energia para potenciais 51
.para medição de correntes de fuga em cestas aéreas. Antes do início dos trabalhos em circuitos desenergizados é obrigatório a constatação de ausência de tensão através desses equipamentos Esses aparelhos emitem sinais sonoros e luminosos na presença da tensão. Esses instrumentos devem ser regularmente aferidos e possuírem um certificado de aferição. Nos bastões de salvamento há ganchos para remover o acidentado. Este equipamento sempre deve estar no veículo das equipes de campo. escadas e andaimes isolantes nas atividades de manutenção em instalações energizadas. com aparelho próprio. É freqüente improvisações na verificação da tensão. onde na ponta podese colocar o detector de tensão. As varas mais usuais suportam uma tensão de até 100 KV para cada metro.
Esse procedimento deverá ser adotado a montante (antes) e a jusante (depois) do ponto de intervenção do circuito. 52
. situados ao longo do circuito. salvo quando a intervenção ocorrer no final do trecho.. torres de transmissão. A energização acidental pode ser causada por: ! erros na manobra. ! contato acidental com outros circuitos energizados.
6. Nos transformadores. ou seja. há o terminal de terra conectado ao neutro da rede e ao cabo de pára-raios. evitando a passagem da corrente elétrica pelo corpo do trabalhador ou usuário. contato acidental de partes). ! fechamento de chave seccionadora. • Aterramento de veículos
Nas atividades com linha viva de distribuição. • Aterramento fixo em estais
Os estais de âncora e contra poste são sempre aterrados e conectados ao neutro da rede se estiver disponível.8. sempre que possível. de modo que nenhum ponto da rede ou linha fica a mais de 200 m de um ponto de aterramento. É visível e muito comum nas subestações. cercas e telas de proteção. carcaças de transformadores e componentes. O aterramento temporário deve ser realizado em todos os circuitos (cabos) em intervenção através de seu curto-circuitamentos. propiciando rápida atuação do sistema automático de seccionamento ou proteção. da equipotencialização desses (colocar todos os cabos no mesmo potencial elétrico) e conexão com o ponto de terra. • Aterramento fixo em redes e linhas
Quando o neutro está disponível estará ligado ao circuito de aterramento. caso ocorra mau funcionamento (ruptura no isolamento. Também tem o objetivo de promover proteção aos trabalhadores contra descargas atmosféricas que possam interagir ao longo do circuito em intervenção. o veículo sempre deve ser aterrado com grampo de conexão no veículo. ATERRAMENTO TEMPORÁRIO E EQUIPOTENCIALIZAÇÃO Toda instalação elétrica somente poderá ser considerada desenergizada após adotado o procedimento de aterramento elétrico. ! tensões induzidas por linhas adjacentes ou que cruzam a rede. grampo no trado e cabo flexível que liga ambos.inferiores (terra). etc. Deve ser retirado ao final dos serviços. O condutor de aterramento é instalado internamente ao poste. O aterramento elétrico da linha desenergizada tem por função evitar acidentes gerados pela energização acidental da rede. Neste caso (freqüente) o condutor neutro é aterrado a cada 300 m. quadros e painéis elétricos.
! torres e cabos de transmissão nas operações de construção de linhas de transmissão. ! trapézio tipo sela. por ocasião da manutenção dos componentes. estrutura ou trado. se conecta os componentes do aterramento temporário à malha de aterramento fixa. propiciando o jumpeamento da área de trabalho e eliminando.procedimentos de operação. permitindo perfeita conexão elétrica e mecânica dos cabos de interligação das fases e descida para terra. já existente. $ Nas subestações. de material leve e bom condutor. com um ponto intermediário de aterramento na estrutura.para elevação do conjunto de grampos à linha e conexão dos cabos de interligação das fases. Todo o conjunto deve ser dimensionado considerando: . ! linhas de distribuição para operações de manutenção e instalação e colocação de trafos. ! grampos de terra – para conexão dos demais itens do conjunto com o ponto de terra. ! trado ou haste de aterramento – para ligação do conjunto de aterramento com o solo. . ! cabos de aterramento de cobre.material da estrutura (poste ou torre). flexível e isolado. isto é. ! trapézio de suspensão . a diferença de potencial em que o homem estaria exposto.
Ao trado de aterramento
Interligação das fases a um único cabo de descida para a terra. ! grampos condutores – para conexão do conjunto de aterramento com os pontos a serem aterrados. torre).tensão da rede de distribuição ou linha de transmissão.! fontes de alimentação de terceiros (geradores). ! linhas de transmissão nas operações de substituição de torres ou manutenção de componentes da linha. para instalação do ponto intermediário de terra na estrutura (poste. . 53
. Para cada situação existe um tipo de aterramento temporário. praticamente. cabeçotes de manobra. jumpeando a área de trabalho. O mais usado em trabalhos de manutenção ou instalação nas linhas de distribuição é um conjunto ou ‘Kit’ padrão composto pelos seguintes elementos : ! vara ou bastão de manobra em material isolante e acessórios. . deve ser dimensionado para propiciar baixa resistência de terra e boa área de contato com o solo.
cones. etc..
6. ! interdição de circulação. mas não impedem o contato direto por ação deliberada. destinados ao aviso e advertência de pessoas sobre os riscos ou condições de perigo existentes.10. OUTROS DISPOSITIVOS • Invólucros: envoltórios de partes energizadas destinado a impedir todo e qualquer contato com partes internas.
A sinalização é um procedimento de segurança simples e eficiente para prevenir acidentes de origem elétrica.9. placas. ! restrições e impedimentos de acesso. É fundamental a existência de procedimentos de sinalização padronizados. fitas de identificação. de quadros e partes.
Obstáculos : elementos que impedem o contato acidental. cartões. especialmente para aplicação em: ! identificação de circuitos elétricos. documentados e que sejam conhecidos por todos trabalhadores (próprios e prestadores de serviços). faixas. • Barreiras : dispositivos que impedem todo e qualquer contato com partes energizadas das instalações elétricas. cavaletes.
.. O materiais de sinalização constituem-se de adesivos. de vias públicas. luminosos.. ! travamentos e bloqueios de dispositivos de manobra. proibições de ingresso ou acesso e cuidados ou ainda aplicados para identificação dos circuitos ou partes. ! delimitações de áreas.6.
ou macacão de segurança. ou ainda como uma forma adicional de proteção. visando minimizar o desconforto natural pelo seu uso. considerando principalmente os aspectos: ! a melhor adaptação ao usuário. ! adequação ao nível de segurança requerido face à gradação dos riscos. os trabalhadores dos setores elétrico e de telefonia devem utilizar equipamentos de proteção individual de acordo com as situações e atividades executadas.7. Os EPI´s devem possuir Certificado de Aprovação – CA. A higienização e manutenção e testes deverão ser realizados periodicamente em conformidade com procedimentos específicos. dentre os quais destacamos : 7. atualmente sob responsabilidade do INMETRO. Sua utilização deve ser realizada mediante orientação e treinamento do trabalhador sobre o uso adequado. EPI adequado ao risco. deverá ser utilizada vestimenta adequada à remoção de insetos.. Lembramos que: para trabalhos externos as vestimentas verão possuir elementos refletivos e cores adequadas. podendo ser um conjunto de segurança. ! atender as peculiaridades de cada atividade profissional. deve ser utilizado equipamento de proteção individual ou simplesmente EPI . marimbondos.1 • PROTEÇÃO DO CORPO INTEIRO Vestimentas de trabalho:
Vestimenta de segurança para proteção de todo o corpo contra arcos voltaicos e agentes mecânicos. Contudo na inviabilidade técnica da adoção de medidas de segurança de caráter coletivo ou quando estas não garantirem a proteção total do trabalhador. em postes ou em estruturas. guarda e conservação. gratuitamente. definido como todo dispositivo ou produto individual utilizado pelo trabalhador.
A segurança e saúde nos ambientes de trabalho deve ser garantida por medidas de ordem geral ou específica que assegurem a proteção coletiva dos trabalhadores. etc. Para o desempenho de suas funções. em perfeito estado de conservação e funcionamento. Os EPI’s devem ser fornecidos aos trabalhadores. após uma análise criteriosa realizada por profissionais legalmente habilitados. ser selecionados e implantados. na ocorrência de abelhas. destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. formado por calça e blusão ou jaqueta. • Vestimenta condutiva para serviços ao potencial (linha viva)
.e liberação da área para serviço elétrico.
PROTEÇÃO DA CABEÇA • Capacete segurança para proteção contra impactos e contra choques elétricos
Destina-se a proteger o trabalhador contra lesões decorrentes de queda de objetos sobre a cabeça. Deve ser usado sempre com a carneira bem ajustada ao topo da cabeça e com a jugular passada sob o queixo. Há luvas para vários níveis de isolamento e em vários tamanhos. para evitar a queda do capacete. ou lentes coloridas para proteção do excesso de luminosidade ou outra radiação quer solar quer por possíveis arcos voltaicos decorrentes de manobras de dispositivos ou em linha viva. (NBR 8221). Cada eletricista deve ter óculos de proteção com lentes adequadas ao risco específico da atividade. para proteção externa 56
PROTEÇÃO DOS OLHOS E FACE Óculos de proteção
Destinam-se a proteger o trabalhador contra lesões nos olhos decorrentes da projeção de corpos estranhos ou exposição a radiações nocivas.Destina-se a proteger o trabalhador contra efeitos do campo elétrico criado quando em serviços ao potencial. deformações ou esfolamento excessivo. Para atividades com eletricidade o empregado é o tipo com aba total. 7. gorro e galochas feitas com o mesmo material.3.4.2. além de possuir uma malha flexível acoplada a um bastão de grampo de pressão. isolá-lo contra choques elétricos de até 600 Volts. o qual será conectado à instalação e manterá o eletricista equipotencializado em relação à tensão da instalação em todos os pontos. bem como. Devem ser substituídos quando apresentarem trincas. • Creme protetor solar
Para trabalhos externos com exposição solar poderá ser usado creme protetor da face e outras partes expostas. que devem ser especificados visando permitir o uso correto da luva. podendo ser de lentes incolores para proteção contra impactos de partículas volantes. furos.
7. por contato pelas mãos. A carneira deverá ser substituída quando apresentar deformações ou estiver em mau estado. • EPI PARA PROTEÇÃO DOS MEMBROS SUPERIORES Luvas de segurança isolantes para proteção contra choques elétricos
Destinam-se a proteger o trabalhador contra a ocorrência de choque elétrico. Devem ser usadas em conjunto com luvas de pelica. luvas. Compõe-se de macacão feito com tecido aluminizado. Deverá ser usado em serviços com tensões iguais ou superiores a 66 kV. com filtro solar contra a radiação. 7. com instalações ou partes energizadas em alta e baixa tensão.
as luvas isolantes devem sofrer vistoria e periodicamente ensaiadas quanto ao seu isolamento. São fabricadas em seis classes: 00. Mangas de segurança isolantes para proteção dos braços e antebraços contra choques elétricos Destinam-se a proteger o trabalhador contra a ocorrência de contato. • Luvas de segurança para proteção das mãos contra agentes abrasivos e escoriantes
Confeccionadas em raspa de couro ou vaqueta e com costuras reforçadas. pelos braços e antebraços. com instalações ou partes energizadas. 1. não passem no ensaio elétrico. Caso estejam furadas. com deformidades ou desgastes intensos. 2. devem ser rejeitadas e substituídas. ou rasgadas. 0. facilitando a colocação e retirada da mão.V 500 1000 7500 17000 26500 36000
Geralmente os eletricistas de distribuição se utilizam de dois tipos : a de classe ‘0’. Deve-se usar talco neutro no interior das luvas. Existem aparelhos que insuflam essas luvas e medem seu isolamento (infladores de luvas). abrasivos e escoriantes. ou ainda. 8. São confeccionadas em pelica com costuras finas para manter a máxima mobilidade dos dedos e possui um dispositivo de aperto com presilhas para ajuste acima do punho. Antes do uso.contra perfurações e outros danos. Possuem alças e botões que as unem nas costas. para trabalhos em baixa tensão e a de classe ‘2’ para trabalhos em circuito primário de em 13. • Luvas de pelica
As luvas de pelica são utilizadas como cobertura das luvas isolantes (sobrepostas a estas) e destinam-se a protegê-las contra perfurações e cortes originados de pontos perfurantes. 4 e nove tamanhos (8. perfurações e abrasões. mesmo que sejam microfuros. 3.622/1989). Elas sempre devem estar em perfeitíssimas condições e serem acondicionadas em sacola própria. Devem ser •
. O trabalhador deve usá-las sempre que estiver manuseando materiais genéricos abrasivos ou cortantes que não exijam grande mobilidade e precisão de movimentos dos dedos. (Normas: NBR 10. As mangas são normalmente empregadas com nível de isolamento de até 20 kV e em vários tamanhos.800 Volts.5 a 12)
Tensão Máxima de Trabalho . destinam-se a proteger as mãos do trabalhador contra cortes.
Possui condutor metálico para conexão com a vestimenta de trabalho
Conector metálico para ser fixado à vestimenta
Perneiras de segurança isolantes para proteção da perna contra choques elétricos
Destinam-se a proteger o trabalhador contra a ocorrência de contato pelas coxas e pernas com instalações ou partes energizadas.
7. Normas: NBR 12561 Calçado de Proteção. Antes do uso. evitar queda causada por escorregão e fornecer isolamento elétrico até 1000 Volts (tensão de toque e tensão de passo). irregularidades e instabilidades de terrenos. as mangas isolantes devem sofrer vistoria e periodicamente ensaiadas quanto ao seu isolamento. NBR 12594 – Exigências técnicas para construção de Calçados de Proteção (Procedimentos). as perneiras isolantes devem sofrer vistoria e periodicamente submetidas a ensaios quanto ao seu isolamento. EPI PARA PROTEÇÃO CONTRA QUEDAS • Cinturão de segurança 58
. Os calçados de segurança para trabalhos elétricos são.
7. Antes do uso.usadas em conjunto com luvas isolantes.6.5. •
Calçados condutivos Destinam -se aos trabalhos em linha “viva” ao potencial. Devem ser usadas em conjunto com calçado apropriado para trabalhos elétricos. normalmente de couro. •
PROTEÇÃO DOS MEMBROS INFERIORES Calçados de segurança para proteção contra agentes mecânicos e choques elétricos
Destinam-se a proteger os pés do trabalhador contra acidentes originados por agentes cortantes. com palmilha de couro e solado de borracha ou poliuretano e não devem possuir componentes metálicos. As perneiras são normalmente empregadas com nível de isolamento de até 20 kV e em vários tamanhos.
no tórax e nas costas. permite a subida. quando utilizado com cinturão de segurança para proteção contra quedas. descida ou resgate de forma totalmente segura e eficaz. postes). Normas: NBR 11370 e 11371. O cinturão deve ser posicionado na região da cintura pélvica (pouco acima das nádegas) para que. Seu uso é obrigatório em serviços em altura superior a 2 m em relação ao piso. Normalmente é confeccionado em poliamida trançada e revestida com neoprene e possui dois mosquetões forjados e galvanizados. no caso de uma queda.O conjunto cinturão/talabarte destina-se a proteger o trabalhador contra a queda de alturas (sobre escadas e estruturas). dotados de dupla trava. • Fita ou cabo de aço retrátil
Amortecedor de queda utilizado para fixação em ponto de ancoragem em estruturas. O ponto de apoio é situado nas tiras existentes nas costas. não haja ferimentos na coluna vertebral. Os pontos de apoio são distribuídos em alças presas ao redor das coxas. Conjugado com sistema trava-quedas. Existem modelos em y muito usados em torres de transmissão. e permite o posicionamento em estruturas (torres. Deve ser usado em conjunto com talabarte. • Dispositivo trava-queda
Dispositivo de segurança para proteção do usuário contra quedas em operações com movimentação vertical ou horizontal. 59
É um cinturão confeccionado em tiras de nylon de alta resistência tanto no material quanto nas costuras e ferragens. É acoplado à corda-guia (ou “linha de ancoragem” ou “linha de vida”). • Talabarte
É acoplado ao cinturão de segurança.
! Protetor auricular para proteção do sistema auditivo. gases. umidade. etc. ! Luvas de proteção aos riscos mecânicos..
EPI PARA PROTEÇÃO CONTRA OUTROS RISCOS
Para serviços elétricos em ambientes onde houver a presença de outros agentes de risco. etc. deverão ser utilizados equipamentos de proteção individual específicos e apropriadas aos agentes envolvidos. quando o trabalhador estiver exposto a níveis de pressão sonora superiores ao estabelecido. eventualmente presentes no ambiente.
. químicos e biológicos.7. calor. ! Calçado de segurança para proteção contra umidade. ! Vestimenta adequadas a riscos químicos.. fumos. névoas. frio.7. ! Outros em função da especificidade dos riscos adicionais. tais como: ! Respirador purificador de ar para proteção das vias respiratórias contra poeiras.
8.Safety and Health Topics Electrical http://www.
NIOSH .gov/niosh/injury/traumaelec.Um guia de segurança e saúde (brasileiro) http://www.fi ! CIS .jsp ! NIWL .NESF (EUA) http://www.ca/oshanswers/safety_haz/eletrical.National Institute for Occupational Safety and Health Electrical Safety http://www.html (segurança elétrica) ! ABRICEM .se ! Institute of Occupacional Safety Engeneering (Finlândia) http://turva.1.Health and Safety Executive (Reino Unido) http://www.ccohs.tut.htm ! Safety Guide .niwl.Centre International d´Informations de Sécurité et de Santé au Travail (Instituição vinculada à OIT .html
! OSHA .8. normas e publicações técnicas desenvolvidas sobre o setor elétrico) www.com.br 61
.osha.Canadian Centre for Occupational Health and Safety (Canadá) http://www.guias.uk/hse/hsehome.
A seguir citamos diversos endereços eletrônicos onde os AFT poderâo obter informações úteis pertinentes aos setores de energia elétrica e telefonia e seus riscos.Associação Brasileira de Compatibilidade Eletromagnética http://www.gov/SLTC/electrical/index.funcoge.org.nesf.ilo.safetyguide.ieee.Organização Internacional do Trabalho) http://www.br ! National Electrical Safety Foundation .org/public/english/protection/safework/cis/about/index.Institute of Electrical and Eletronics Engeneers http://www.open.gov.abricem.cdc.org ! IEEE .com.htm ! HSE .me.html ! CCOHS .br/ ! Fundação Coge (contém acervos do projetos desenvolvidos pelos antigos sub-comitês COGE / GRIDIS .org/portal/index.National Institute for Working Life (Suécia) http://www.
! Biblioteca Digital da Prevenção ( Universidade de Barcelona, Espanha ) http://org.ossma.ub.es ! FUNDACENTRO Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho http://www.fundacentro.gov.br/ ! Associação Brasileira dos Distribuidores de Energia Elétrica - ABRADEE http://www.abradee.com.br ! Associação Brasileira das Grandes Empresas de Transmissão de Energia Elétrica – ABRATE http://www.abrate.org.br ! Associação Brasileira das Grandes Empresas Geradoras de Energia Elétrica - ABRAGE http://www.abrage.com.br ! Agência Nacional de Energia Elétrica http://www.aneel.gov.br ! Operador Nacional do Sistema Elétrico http://www.ons.com.br ! Ministério da Minas e Energia http://www.mme.gov.br ! Agência Nacional de Telecomunicações http://www.anatel.gov.br ! Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Telecomunicações http://www.fittel.org.br ! Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares http://www.ipen.br/ ! Instituto Nacional de Saúde no Trabalho (CUT) http://www.cut.org.br/inst.htm ! Anuário Estatístico de Acidentes do Trabalho – INSS www.mpas.gov.br ! Occupational Health and Environmental Safety Home Page (Página da empresa 3M) http://www.mmm.com/market/safety/ohes2/index.html ! Ritz do Brasil S.A. (fabricante de equipamentos de proteção coletiva exclusivo para o setor elétrico) http://www.ritzbrasil.com.br 62
! Conect (EPI, sobretudo para o setor elétrico) http://www.conectonline.com.br ! Altiseg (equipamentos de segurança para trabalhos em altura) http://www.altiseg.com.br
! NIOSH -Department of Health and Human Services. Preventing Occupational Fatalities in Confined Spaces, NIOSH ALERT, Pub. n. 86110, January,1986. ! NIOSH -Department of Health and Human Services. Preventing Fatalities of Workers Who Contact Electrical Energy, NIOSH ALERT, Pub. n. 87-103, December, 1986. ! NIOSH - Department of Health and Human Services. Electrical Safety : Safety and Health for Eletrical Trades – Student Manual, Pub. n. 2002123, January, 2002. ! OSHA - U.S. Department of Labor. Power Transmission and Distribution, May, 1996. ! OSHA - U.S. Department of Labor. Ground-Fault Protection on Construction, May, 1996. ! ILO Encyclopaedia of Occupacional Health and Safety. Capítulo : Power Generation and Distribution. Vol. 3, Pag. 76.1-76.17. ! KNAVE, Bengt. Electric and magnetic fields and health outcomes. ILO Encyclopaedia of Occupacional Health and Safety, Capítulo: Radiation, Non-Ionizing, Vol. 2, Pag. 49.1-49.31. ! ESPANHA. MINISTERIO DE TRABAJO Y ASUNTOS SOCIALES. Real Decreto 614, de 8 de junio de 2001. Disposiciones mínimas para la protección de la salud y seguridad de los trabajadores frente al riesgo eléctrico. ! Associação Brasileira de Normas Técnicas – Normas: % % % NBR 5410 – Instalações elétricas em baixa tensão NBR 14030 – Instalações elétricas em alta tensão NBR 6533 – Estabelecimento de segurança aos efeitos da corrente elétrica percorrendo o corpo humano
9.1. TERMO E LAUDO TÉCNICO DE INTERDIÇÃO / EMBARGO
TERMO DE INTERDIÇÃO / EMBARGO De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, Capítulo V, Título II, Art. 161, § 2º e Portaria 3214, de 08/06/78 – Normas Regulamentadoras nº 3 e nº 28, tendo sido constatado pelo Auditor Fiscal do Trabalho CONDIÇÃO DE RISCO GRAVE E IMINENTE para os trabalhadores, fica determinada a INTERDIÇÃO (ou EMBARGO) do(a): Orientação 1 da Empresa:_____________________________________________________ estabelecida à ___________________________________________________ Município de ____________ Inscrita no CNPJ sob nº____________________, Tal condição de GRAVE E IMINENTE RISCO transgride o que estabelece a Orientação 2 devendo ser adotada(s) a(s) seguinte(s) medida(s) saneadora(s):
Orientação 3 Responderá por desobediência, além das medidas penais cabíveis, quem ordenar ou permitir o funcionamento do (a)_____________________________ __________________________________________________ Supracitado(a). O respectivo LAUDO TÉCNICO será encaminhado ao Delegado Regional do Trabalho e Emprego no Estado , conforme Norma Regulamentadora nº 28. ________________, ___de __________ de 200 _ Auditor Fiscal do Trabalho:______________________ Assinatura: ___________________ CIF:__________ Matrícula:______________ Recebi a Primeira Via Nome: _______________________________ Assinatura:_________________ Cargo: _____________________________________
Ratifico _________________________________________ Delegado Regional do Trabalho no Estado de __________
atendendo as seguintes orientações abaixo: Orientação 1: Este espaço deverá ser preenchido com a descrição e localização clara e objetiva do estabelecimento. Orientação 2: Informar o Artigo de Lei. conforme instruções e exemplos apresentados no laudo técnico (a seguir). no caso de embargo.ORIENTAÇÕES SOBRE O PREENCHIMENTO DO TERMO DE INTERDIÇÃO / EMBARGO O documento apresentado é um modelo base servindo apenas de proposta para a elaboração de termo de interdição/ embargo.
. Sempre que for necessário a elaboração de um termo de interdição o auditor fiscal deverá desenvolver seu documento próprio. setor de serviço. da obra. Orientação 3: Determinar a(s) providência(s) ou medida(s) de controle cabível(is) para que a eliminação da condição de grave e iminente risco constatada. a Portaria e a Norma Regulamentadora e seus itens que embasam a interdição ou embargo proposto. Vide instruções e exemplos apresentados no laudo técnico. máquina ou equipamento objeto da proposta de interdição ou.
............. considerando que essa condição ambiental de trabalho apresenta elevada potencialidade de causar acidente do trabalho com lesão grave à integridade física dos trabalhadores (doença grave com prejuízo a saúde dos trabalhadores).... em diligência de inspeção à empresa _______________________________________________ Inscrita no CNPJ sob no..) ou EMBARGO (da obra ....514/77 e Portaria MTE 3214/78 – Normas Regulamentadoras 3 e 28... abaixo subscrito.... fica caracterizada a CONDIÇÃO DE GRAVE E IMINENTE RISCO. Pelo exposto......... até que as seguintes providências sejam adotadas pela empresa: Orientação 3
_________________. às ___ horas e ___ minutos......... ou (paralização de ..... situada à ________________________no Município de ________________________....... este Auditor Fiscal do Trabalho....... ___de __________ de 200__ Nome:_______________________________________ CIF:___________ Assinatura:____________________ Recebi a Primeira Via Nome: _________________________________ Assinatura:__________________________________ Cargo: _______________________________________ data: ___/ ___/ ___
...LAUDO TÉCNICO INTERDIÇÃO / EMBARGO No dia ___ do mês de ______________ de 200 __....) ................... constatou que: Orientação 1
Desta forma....) Orientação 2
com conseqüente IMPEDIMENTO do funcionamento de . vimos propor a (o) INTERDIÇÃO do (equipamento / setor de serviço... conforme Artigo 161 da CLT – Lei 6.. __________________________..
. sem a (qualificação ou treinamento específico / sem serem observadas as medidas de segurança recomendáveis / sem o EPI adequado a situação).. empilhadeiras.. Exemplos: ! O empregado não possui (habilitação/ treinamento) para operar o equipamento de transporte motorizado. no caso de embargo.. bem como determinar a paralisação ou o impedimento do seu funcionamento total ou parcial..... o Auditor Fiscal do Trabalho deverá desenvolver seu próprio documento..... ! O empregado está desenvolvendo serviços em linha viva com alta tensão de XXXXX Volts. máquina ou equipamento objeto da proposta de interdição... estabelecimento..... elevador de cargas.. ou a obra.. a Portaria e a Norma Regulamentadora e seus itens que embasam a condição analisada.. 67
. .. ou o sistema ) está (desenvolvendo suas atividades profissionais / operando) em linha viva com alta tensão... e a razão da atitude.) / ausência de equipamento de proteção coletiva (sistema de aterramento temporário.. sinalização. pela falta de uso de EPI adequado (cinto com duplo talabarte contendo trava quedas mosquetão) ! a INTERDIÇÃO do serviço de ( construção / manutenção / atualização ) em rede elétrica (aérea / subterrâneas) de alta tensão. Exemplos: ! O EMBARGO da obra de construção de torres de transmissão por inexistência de procedimento de segurança para o içamento de.. ponte rolantes.. com conseqüente paralisação imediata do serviço.. ! A INTERDIÇÃO do serviço de instalação do transformador em posteação aérea com paralisação (total ou parcial) imediata do equipamento (guindaste..... Orientação 2: INTERDIÇÃO / EMBARGO: Especificar detalhadamente o setor de serviço...treinamento adequado / qualificação requerida à função / sem serem adotadas os procedimentos de segurança regulamentares de .. / uso de EPI adequado à condição de trabalho ( cinto de segurança com duplo talabarte / luvas isolantes para a classe de tensão de .......... sem o .. instrumento de medição ) .....ORIENTAÇÕES SOBRE O PREENCHIMENTO DO LAUDO TÉCNICO DE INTERDIÇÃO / EMBARGO O documento apresentado é um modelo base servindo apenas de roteiro para a elaboração de laudos técnicos.. Sempre que for necessário a elaboração de um laudo técnico. Deve-se Informar o Artigo de Lei....). onde (o empregado Sr. atendendo as seguintes orientações abaixo: Orientação 1: Este espaço deverá ser preenchido com a prova positiva de convencimento contendo a demonstração clara e objetiva da condição geradora de grave e iminente risco aos trabalhadores envolvidos.. munck.......
.. / com a adoção das medidas de segurança de ....)
............ Exemplos: ! Operar o equipamento de transporte (Guindaste...... não possuir(em) habilitação..........) para operar o equipamento..... munck. empilhadeira... / como EPI ................ ou com treinamento em .......... ponte rolante.. acima mencionada......cinto de segurança com duplo talabarte / luvas isolantes para a classe de tensão de ...... ! Deverão ser adotados as medidas de proteção coletiva (os procedimentos de aterramento elétrico temporário para a execução do serviço de .. seja eliminada.........em razão do empregado(s) Sr(s)......) ! O serviço de ( construção / manutenção / atualização ) de rede elétrica ( aérea / subterrâneas) de alta tensão...... deverá ser realizado do por empregado (qualificado e autorizado a ......
Orientação 3: Determinar as providencias e medidas preventivas de controle do perigo cabíveis para que a situação de Grave e Iminente risco.. capacitação e treinamento.......específico para a situação ....)......) exclusivamente por empregado (habilitado / treinado em.
Ver procedimento nº _________Posicionar-se adequadamente para movimentação do corpo de forma a manter os membros superiores livres com posicionamento estável Instalar carretilha de içamento e corda.
Preparar o conjunto de aterramento Instalar o eletrodo de aterramento Constatar a ausência de tensão Içar o conjunto de aterramento
Lesões físicas Lesões físicas Choque elétrico Lesões físicas Queda Choque elétrico Ergonômico Queda Choque elétrico Arco voltaico Ergonômico
Conectar as garras do conjunto de aterramento aos pontos a serem equipotencializados e aterrados.
. Calçado de segurança p/eletricista. mantendo os cabos do conjunto afastados do corpo: • Conectar uma garra ao neutro da instalação.. Levantar o conjunto de aterramento movimentando a corda com atenção. • Conectar as garras às demais fases. Prender firmemente o conjunto de aterramento à corda de içamento.). Posicionar-se adequadamente para movimentação do corpo de forma a manter os membros superiores livres com posicionamento estável. SEQUENCIA RISCO DESCRIÇÃO OPERACIONAL Inspecionar detalhadamente o conjunto de aterramento ( eletrodo – cabos – garras – bastões . Cinto de segurança. o quanto mais afastado possível da área de trabalho. Conectar a garra do conjunto ao eletrodo de aterramento. Capacete. luvas de raspa. Cravar firmemente todo o eletrodo (trado ou haste) de aterramento no solo.procedimento nº_____
EPI: Luvas isolantes . • Conectar outra garra ao cabo da fase central.. Roupas industriais.carretilha de içamento – cordas.2
EXEMPLO DE PROCEDIMENTO DE SEGURANÇA
Desenergização do circuito elétrico – procedimento nº_____ Liberação para serviço .9.. Realizar a conexão das garras do conjunto na seqüência abaixo. Trava quedas. Óculos de segurança com proteção para radiação.
IX– Informações documentais relevantes Transcrevem-se aqui trechos de documentos referentes ao acidente. recomendações de segurança tudo descrito na ordem de serviço. CNAE. VIII – Descrição técnica do acidente Descrição técnica. ordem de serviços.3 ANÁLISE DE ACIDENTES A seguir sugerimos roteiro de relatório de analise de acidente do trabalho. VII . relatório de acidente do trabalho elaborado pelas empresas. IV – Dados dos acidentados Nome. composição da equipe. primeiros socorros. início e término. diligências. hora do acidente. causas imediatas e demais fatores causais. CNPJ. pedido de liberação da rede elétrica. data de nascimento. entrevistas com os trabalhadores. data do acidente. equipe. endereço.9. apontando informações relevantes que deverá conter. etc). realizado por AFT. objeto social. ! relatório de investigação do acidente elaborado pela prestadora de serviço. grau de risco. ! pedido de liberação da rede elétrica. cargo. análise dos documentos (atas de cipa. analisados pela fiscalização: ! ata da cipa. I – Introdução II – Objetivo III – Metodologia Inspeções. VI . ! relatório de acidente elaborado pela concessionária. laudo do IML. experiência na função. diagramas unifilares do recho elétrico. cursos. ! ordem de serviço. etc.Descrição do serviço a ser realizado Qual o serviço. V – Dados da empresa Empresa. 70
. o serviço e o acidente.Descrição da execução do serviço e do acidente Local do serviço. idade na data do acidente. duração do mesmo.
.X – Medidas adotadas Medidas adotadas pela empresa para que acidente semelhante não mais ocorra. XI – Comentários adicionais Neste item o AFT acrescenta comentários decorrentes de sua verificação física ou documental. medidas determinadas pela fiscalização.
por meio de algumas ilustrações. sobre construção de linhas de transmissão. já que o mesmo é transportado pelo ”puller”. CONSTRUÇÃO DE LINHAS DE TRANSMISSÃO
Fazemos aqui algumas considerações adicionais.9. no lançamento. atividade cujas operações envolvem vários riscos. 70
. O freio tem o objetivo de manter o cabo tracionado.4. • Praça de Lançamento :
É o local onde ficam as bobinas de cabos e o equipamento chamado “freio”.
! malha de aterramento sob o ‘freio’. dentre outros : ! aterramento redundante do ‘freio’ e de cada cabo que está sendo lançado. construídas provisoriamente. por queda. com o objetivo de impedir que os cabos lançados não encostem nas redes de distribuição (energizadas como está na foto) e estradas. devido à instabilidade da estrutura ou na confecção da mesma. o que agrava o risco de choque elétrico. Aconteceram acidentes graves e fatais com trabalhadores nestes locais. já houve vítimas fatais por choque elétrico neste equipamento. ! ancoragem adequada do freio e bobinas. (mesmo com aterramento do freio. 70
. Traciona e transporta os cabos na outra extremidade do lançamento. • Cavaletes :
São estruturas de madeira.
“Puller” :
É similar ao freio. Alguns cuidados: iguais aos do ‘ freio’ e ambos operadores treinados. nas torres). de acordo com o tipo de solo. e por choque elétrico. devido à inexistência de aterramento na linha em ponto de interseção com outras linhas). através do cabo piloto (já adequadamente colocado em roldanas. Podemos observar a corda (especial/isolante) que puxa o cabo piloto encostando na rede de alta tensão de 13 Kv. tem-se usado cavaletes metálicos.Deve-se tomar os seguintes cuidados. ! tapete isolante para o operador. Em locais íngremes.
A falta de método seguro de locomoção na torre tem levado os trabalhadores a só ancorarem o cinto após permanecerem um certo tempo parado num local da torre. Com isso. na montagem de estruturas.•
Montagem de estruturas :
Necessário o emprego de método seguro para subida e locomoção em torres. aconteceram acidentes graves e fatais por queda de trabalhadores.
. com a utilização de mais de um sistema de proteção contra quedas.
com o cinto do trabalhador fixado no cabo onde correrá a bicicleta e simultaneamente num outro. que está sustentando o cabo onde ele se fixa. como um trava-quedas. aí sim. com roldana e trava-quedas (medida que atualmente não se observa). há outro ponto de sustentação. • “Bicicleta” :
É muito usada para colocar esferas de sinalização. necessita de outro talabarte. um deles poderia ser ancorado na estrutura acima.O trabalhador (acima) mesmo ancorado no ponto em que está. Como geralmente ela está só num cabo. o indicado é usar cestas aéreas para executar essa tarefa. a ‘bicicleta’ se faz necessária. 70
. falhar. Devemos lembrar que o trabalhador estará seguro se existir dois sistemas preventivos simultâneos independentes. Assim. Se o terreno não permitir o acesso da grua. pois se a talha.
Outras observações : ! Precauções especiais devem ser implementadas na instalação de cabos com linhas paralelas. em terrenos acidentados ou alagados. Se realizada de forma deficiente. os componentes da torre. é imprescindível. utiliza-se o “mastro de montagem de torres” para içar. com assentos individuais. como também nas operações com gruas.
. em condições adequadas. as estradas
são geralmente bastante precárias. através de roldanas. devido à operadores com treinamento deficiente. pode ser causa de sérios acidentes. Nesta operação tem ocorrido acidentes graves e fatais devido a instalação inadequada do mastro. ! Quando não é possível utilizar a grua. devido à descarga eletrostática e indução eletromagnética. O transporte de trabalhadores.
! Na construção de torres . ! A ancoragem provisória de equipamentos e estruturas deve estar especificada no PCMAT. porque os solos variam nos trechos.
Manual ddo setor elétrico- CIPA by Hugo César da Silva1,2K viewsEmbedDownloadRead on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.Copyright: Attribution Non-Commercial (BY-NC)List price: $0.00Download as PDF, TXT or read online from ScribdFlag for inappropriate contentMore informationShow less
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References: Artigo 41
 artigo 181
 artigo 157
 artigo 180
 artigo 157
 Artigo 161