Source: http://leitebrasil.org.br/eventos.htm
Timestamp: 2018-11-15 23:01:41+00:00

Document:
9º Encontro de Lideranças da Pecuária Leiteira Paulista - Debate: O futuro do Leite no Brasil.
8º Encontro de Lideranças da Pecuária Leiteira Paulista - Debate: Brasil, maior exportador de lácteos do mundo ?
7º Encontro de Lideranças da Pecuária Leiteira Paulista - Debate: Brasil, celeiro do mundo século 21?
I Seminário Brasileiro sobre Valorização dos Sólidos do Leite
6º Encontro de Lideranças da Pecuária Leiteira Paulista - Debate: Como Ganhar Dinheiro no Leite ?
I Seminário Removendo Obstáculos para a Exportação de Lácteos do Brasil
5º Encontro de Lideranças da Pecuária Leiteira Paulista
4º Encontro de Lideranças da Pecuária Leiteira Paulista
3º Encontro de Lideranças da Pecuária Leiteira Paulista
Torneio Leiteiro Miss Leite Brasil 2000
2º Encontro de Lideranças da Pecuária Leiteira Paulista
1º Encontro de Lideranças da Pecuária Leiteira Paulista
9º ENCONTRO DE LIDERANÇAS DA PECUÁRIA LEITEIRA PAULISTA
O futuro do Leite no Brasil.
CENTRO DE EXPOSIÇÕES IMIGRANTES – EXPOMILK 2006 - SÃO PAULO/SP
Debate de lideranças reúne especialistas para discussões sobre o futuro do leite no Brasil
Nesta quinta-feira (05/10), terceiro dia da 15ª edição da Feira Internacional da Cadeia Produtiva do Leite, Expomilk 2006, foi realizado o 9º Debate de Lideranças, com o tema: "O Futuro do Leite no Brasil".
Entre os participantes, seis especialistas em mercado lácteo apresentaram projeções otimistas e pessimistas sobre o futuro do leite no País, com o jornalista Joelmir Beting responsável pela mediação e análise das projeções de futuro.
Beting deu início à atividade apresentando um panorama do cenário lácteo atual, situação das exportações nacionais e, falou também sobre a importância das transações comerciais com alguns países como a China, que é um mercado em potencial para os produtos alimentícios brasileiros.
De acordo com o jornalista, o leite concorre no mercado interno com produtos duráveis, e, principalmente com as altas taxas de juros aplicadas no mercado nacional. "Como alguém consome leite e iogurte pagando juros de 300% ao ano?", ressaltou o Beting.
"Nos últimos 15 anos, o mercado tem vivido em função do cliente. Com a facilidade de acesso à tecnologia, as pessoas estão mais informadas, mais exigentes e menos fiéis aos produtos. Isso atinge a cadeia do leite de uma forma geral", constatou o jornalista.
Após o sorteio, o primeiro debatedor a apresentar seu posicionamento de projeção para o futuro foi Marcelo Costa Martins, engenheiro agrônomo e assessor técnico da Comissão Nacional do Leite, órgão da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA). Para Martins, até 2000, juntamente com a Argélia e o México, o Brasil disputava o ranking dos maiores importadores de produtos lácteos do mundo e, a partir de 2001, houve uma alteração substancial do mercado leiteiro em função da melhora na qualidade do leite e da busca por uma balança comercial estável.
Segundo o engenheiro agrônomo, de 2004 em diante é possível afirmar que o Brasil adquiriu auto-suficiência na produção de lácteos e a tendência é progredir. "Se hoje o País é auto-suficiente na produção, o caminho é melhorar, ou por meio da expansão do mercado interno, ou do aumento das exportações", afirma.
Porém, a grande preocupação é como atingir essa expansão de mercado, seja ela interna ou externa. A sugestão de Martins é alterar os hábitos de consumo interno por meio de um programa de marketing para o setor. "O Brasil futuramente terá um excedente de produção. É preciso arranjar mercado para esse excedente", disse.
Na seqüência, foi a vez de Paulo Fernando Machado, professor da Esalq/USP (Escola Superior de Agronomia Luiz de Queiroz) e coordenador da Clínica do Leite. Segundo ele, daqui a quatro anos haverá uma mudança drástica no sistema de produção. O número de produtores será menor, mas haverá aumento individual nos índices produtivos de cada propriedade. Além disso, haverá a necessidade de confinar todos os animais para atingir uma produção diferenciada e de boa aceitação. "Muitos empresários estão investindo em cana-de-açúcar, mas futuramente, grande parte deverá ingressar na pecuária leiteira por sua rentabilidade", afirmou.
Para Sebastião Teixeira Gomes, engenheiro agrônomo e professor da Universidade Federal de Viçosa (MG), toda cadeia de produção deve investir em tecnologias para agregar valor ao produto e, assim, conquistar os grandes mercados e se classificar entre os maiores exportadores. Gomes afirmou que é preciso que as autoridades governamentais invistam na ampliação de linhas de crédito especiais aos produtores. As empresas privadas de assistência técnica também ganharam força em sua apresentação "Esses prestadores de serviços serão mais valorizados no futuro pelo fato de contribuírem bastante com a produtividade do pecuarista com retorno financeiro que supera o custo do investimento", explicou.
Marcos Sawaya Jank, diretor presidente do ICONE (Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais) e professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA/USP), acredita que as previsões futuras somente serão favoráveis a partir da criação de um sistema político adequado que vise a queda de barreiras comerciais impostas pelo mercado internacional. "Nós conseguimos produzir com baixo custo e padrão superior, mas o câmbio desfavorável destrói nossa rentabilidade", afirmou durante sua apresentação.
O especialista Cláudio Silveira Brisolara, chefe do departamento de econômico da FAESP (Federação da Agricultura do Estado de São Paulo), espera um resultado otimista a partir de uma avaliação do mercado futuro, considerando um possível crescimento econômico de 5% ao ano e melhor distribuição de renda. A expectativa é de cerca de 30,4 bilhões de litros anuais a partir de 2010. Para o especialista, este quadro se reverteria com o aumento do poder aquisitivo da população, o que acabaria favorecendo a elevação do consumo da matéria-prima e seus derivados. Brisolara também destacou a importância da criação de estratégias de marketing e do fortalecimento do cooperativismo entre os produtores. "Se o mercado seguir essa possível tendência e os produtores seguirem todas as normas de produção, certamente haverá uma evolução considerável do mercado", explica.
Joelmir Betting encerrou o 9º Debate de Lideranças com a seguinte reflexão: "O maior invento do homem foi a agricultura. Tão grande que continua sendo inventada até hoje e continuará eternamente".
8º ENCONTRO DE LIDERANÇAS DA PECUÁRIA LEITEIRA PAULISTA
Brasil, maior exportador de lácteos do mundo ?
CENTRO DE EXPOSIÇÕES IMIGRANTES – EXPOMILK 2005 - SÃO PAULO/SP
Clique agui para ver a matéria publicada pela revista Balde Branco na edição de agosto de 2005
7º ENCONTRO DE LIDERANÇAS DA PECUÁRIA LEITEIRA PAULISTA
CENTRO DE EXPOSIÇÕES IMIGRANTES – EXPOMILK 2004 - SÃO PAULO/SP
Matéria da revista Balde Branco, novembro 2004
BRASIL SERÁ O CELEIRO DO MUNDO?
A resposta foi dada por Roberto Rodrigues, ministro da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento; Leonardo Vilela, deputado federal e presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, e pelo jornalista econômico da TV Bandeirantes, Joelmir Beting, em debate realizado durante a Expomilk 2004, evento realizado no final do mês passado, em São Paulo
A proposta do concorrido debate, que teve como título “Brasil – Celeiro do Mundo no Século XXI”, foi a de discutir questões atuais e fundamentais para o crescimento do agronegócio no País. Para isso, um trio de especialistas foi convidado como debatedores: Paulo do Carmo Martins, chefe geral da Embrapa Gado de Leite; Xico Graziano, eng. agrônomo e presidente da AgroBrasil, e Marcos Sawaya Jank, professor da Universidade de São Paulo especialista em política agrícola internacional. A moderação ficou a cargo de Monika Bergamaschi, da Abag-Associação Brasileira de Agribusiness, e o debate contou ainda com a participação do público – estimado em 550 pessoas – na formulação de perguntas. O debate teve duração de quase quatro horas.
Na abertura, Jorge Rubez, presidente da Leite Brasil, destacou que os números atuais da balança comercial do setor provam que já ficou para trás a época em que o Brasil só sabia vender café. “Em 2004, nosso país deu uma arrancada na sua meta de se tornar um dos maiores vendedores mundiais de produtos agrícolas”. Nesta seção, Balde Branco destaca o que de mais importante foi discutido no evento, indicando que há razões para a aparente euforia do setor, mas que é preciso estar atento, pois a falta de soluções para alguns problemas no campo pode por tudo a perder.
Momento atual da agropecuária
Roberto Rodrigues - O agronegócio brasileiro tem vivido uma experiência notável nos últimos dez anos. Neste período, a área plantada cresceu 25%, enquanto a produção agrícola aumentou 125%. Isso mostra que os produtores reagiram às dificuldades oriundas do Plano Collor e do Plano Real, que descapitalizaram o setor, e ainda deram resposta a uma abertura comercial feita de maneira atabalhoada, sem nenhum mecanismo de defesa à globalização econômica.
Todos sabem que o agronegócio representa um terço do PIB nacional, que os empregos gerados pelo setor são mais de um terço do total no País, e que as exportações do agronegócio são quase a metade do valor total da balança comercial. A área plantada no Brasil, hoje, é de 62 milhões de hectares. Alguns dados recentes indicam que, nos próximos 10/15 anos, teremos incorporado mais 30 milhões de hectares de área produtiva, obtidos principalmente de áreas de pastagem, graças ao aumento de produtividade da pecuária de leite e de corte. Então, teremos a oportunidade de incorporar 50% de uma área que levamos 500 anos para tornar agricultável.
Hoje, ocupamos o primeiro lugar na exportação de café, laranja, açúcar, farelo de soja, carne bovina, carne de frango, tabaco e etanol, e estamos crescendo rapidamente em algodão, frutas e leite, entre outros produtos, fora o biodiesel que vem vindo por aí. O mundo inteiro olha para o Brasil com preocupação e animosidade, em relação à competitividade do nosso produtor rural.
Joelmir Beting - Para plantar, temos à nossa disposição um berço esplêndido. O mundo, e não apenas nós, descobriu que chegou a vez do trópico quente e úmido. E nós, brasileiros, temos o maior trópico quente e úmido do Planeta sob uma só bandeira. Historicamente, o trópico quente e úmido sempre foi conhecido como o endereço da praga, da doença, da pobreza. A nossa cultura de abundância acabou patrocinando ao longo de cinco séculos a síndrome de desperdício. Continuamos até hoje desperdiçando terras, água, energia e, mais recentemente, o sossego e a paz.
Pois bem, o trópico quente e úmido passou a experimentar, dos anos 60 para cá, a grande revolução da ciência da computação, que puxa o gatilho das grandes mudanças da bioquímica e da biotecnologia, já que não se pode pensar em desenvolvimento do genoma do boi sem um computador. Com a biotecnologia, estamos organizando o aproveitamento do espaço, otimizando a produtividade. Então, no negócio da biotecnologia, bioquímica e informática, chegou a vez o trópico quente e úmido, com o empreendedorismo do brasileiro, para quem permaneceu na terra e não fugiu.
Este vai ser o século da bioeconomia no mundo, que não é para quem quer e nem para quem sabe, mas, sim, para quem pode. O Brasil pode; agora, quer e acabará sabendo. Se não sabemos como se faz a coisa certa, já sabemos como não fazer a coisa errada. Então, com toda essa transformação, o mundo, que nunca precisou da gente, começa a dar sinais de que vai precisar do trópico quente e úmido pela primeira vez na história. Por isso, passamos a ser sondados para abastecer meio mundo ou o mundo todo. Com isso, o mundo já está reagindo da seguinte maneira: uma metade com medo da gente e a outra metade com inveja.
Tal condição está fazendo a cabeça dos dois lados do Atlântico Norte em relação à agenda agrícola da OMC, da Alca, do Mercosul e da União Européia. Eles estão protelando a negociação, para não dizer sabotando, para por fim aos subsídios agrícolas, pois já perceberam que não vai dar para competir com o trópico quente e úmido. Sabem que essa região vai ditar uma nova estrutura de produção, produzindo no inverno tanto quanto faz no verão. Tudo isso sem contar o que poderá representar uma aliança entre Brasil e China, um país que detém um quinto da humanidade, hoje. Será juntar a maior panela do mundo com a maior fonte de alimentos do mundo.
Leonardo Vilela - Dentro da propriedade rural, não tenho dúvidas de que o produtor brasileiro é o mais competente do mundo, é o mais eficiente. O problema é que essa competitividade se perde nas estradas ou pela falta delas. No plano de dificuldades atuais, temos também o problema do crédito para comercialização, para custeio das safras. Na década passada, o País patinou no patamar de 50/60 milhões de toneladas de grãos, porque havia uma combinação nefasta de juros altos para os produtores plantarem, ao mesmo tempo em que o setor provava uma renda baixa nas diferentes atividades, o que gerou um grande endividamento.
Quando a Comissão de Agricultura da Câmara Federal, em 1999, trabalhou e conseguiu que o governo fizesse a securitização da dívida dos produtores, a situação mudou. O bom resultado se nota por uma inadimplência de quase zero em seis anos de programa. Isso resolveu o problema do endividamento e, ao mesmo tempo, colocou juros fixos e baixos, compatíveis com a rentabilidade da agricultura. Uma das conseqüências foi o Moderfrota, que modernizou a frota agrícola no País, redundando em aumento da produtividade, aumento de custos. Em cinco anos, dobramos a produção, saltando para o patamar de 120 milhões de t de grãos.
O que me preocupa hoje é que estamos enveredando pelo mesmo caminho que marcou a década de 90. Temos um mix de juros cada vez mais elevado, por falta de recursos do Tesouro Nacional. Temos uma redução de renda do produtor, causada pela queda de cotação das commodities agrícolas no mercado internacional e no mercado interno. Por outro lado, os custos de produção vêm aumentando. Isso tudo faz com que o setor comece a conviver novamente com o fantasma da dívida. É um sinal amarelo que pode comprometer essa nossa empolgação de ser o maior produtor e exportador de alimentos do mundo.
Roberto Rodrigues - O potencial do agronegócio pode deslanchar ainda mais e ser transformado em realidade, mas temos fatores positivos e negativos para isso. Os positivos são as terras disponíveis, a melhor tecnologia tropical do Planeta e um agricultor moderno, jovem, preparado e bem-informado. É um gerente, muito mais do que um técnico. Mas temos fatores negativos, como a estrutura que cerca a produção. Um gargalo que nos perturba é a logística de estruturas, e que não tem recebido investimentos nos últimos dez anos. Temos rodovias, ferrovias, portos e armazéns sucateados, e pouca capacidade do Estado de investir, ou seja, o avanço depende do que os orçamentos permitem.
O grande passo nesse sentido vai depender da aprovação, pelo Congresso, da parceria público-privada, que, com certeza, trará um arranque definitivo nesse processo. Não tenho dúvidas de que somos um celeiro do mundo em potencial. A própria FAO afirmou que em 12 anos o Brasil será o maior produtor agrícola do mundo. Temos todas as condições para isso, mas tal potencial não está dado. Ele precisa ser conquistado e, desse modo, a lição de casa precisa ser bem feita pelo governo e pelo setor privado. É preciso que ambos se dêem as mãos.
Leite: avanço recente
Leonardo Vilela - A cadeia produtiva do leite era uma das mais atrasadas do agronegócio brasileiro. Seu cenário mudou muito nos últimos cinco anos. Há pouco tempo, chegamos a importar US$500 milhões/ano em lácteos; este ano, vamos fechar com superávit, ou seja, o setor leiteiro está contribuindo com pelo menos U$500 milhões na balança comercial e, logo mais, estaremos contribuindo mais efetivamente, com aumento das exportações. As medidas que garantiram o desenvolvimento de uma cadeia de frio, melhores condições de higiene na ordenha e no transporte, treinamento de mão-de-obra, laboratórios de análise de qualidade e uma regulamentação para a produção, com certeza, vão inserir de forma definitiva o leite brasileiro no mercado internacional.
Com tal cenário, tivemos um fim das oscilações de alta e de baixa nos preços. Pior do que os baixos preços são as oscilações acentuadas nos preços do leite, o que desorganiza o planejamento do produtor e do setor como um todo. Se a cadeia do agronegócio leite não é a mais glamourosa, a mais desejada, não é a que mais rende divisas para o agronegócio, com certeza, é a que mais distribui renda, é a que mais gera empregos, é que mais está distribuída no País, a que mais contribui para o nosso desenvolvimento social.
Política pública e privada
Roberto Rodrigues - É preciso aliar ações dos setores privado e público no agronegócio. O governo desempenha um papel fundamental nas negociações internacionais, com as coisas correndo bem na OMC (Organização Mundial do Comércio), o que sinaliza com a redução dos subsídios agrícolas nos países desenvolvidos, mas não garante mercado, em curto e médio prazo.
Em compensação, as negociações com a União Européia e com a Alca estão interrompidas, pela pouca ambição dos agentes negociadores. É preciso avançar nessas negociações. Sobre o leite especificamente, o governo quer uma mensagem clara do setor privado quanto às suas intenções exportadoras: quer seja a proteção ou abertura de mercado.
Leonardo Vilela - O Brasil tem uma vocação inequívoca para ser o maior produtor e exportador de alimentos do mundo. Na verdade, para que isso ocorra, é preciso haver ações adequadas tanto no setor público quanto no setor privado. Em que pesem as dificuldades, temos avançado muito nesse aspecto. Temos um grande gargalo que é o da infra-estrutura, especialmente nas regiões de fronteira agrícola do oeste brasileiro, onde mais cresce a produção de grãos, de carne, de leite...
Isso é um grave problema, ainda mais quando temos dificuldades de ordem financeira para viabilizar projetos e dificuldades outras de ordem ambiental, que constituem empecilhos importantes para que essa infra-estrutura de rodovias, ferrovias, armazenagem e portos possa nos dar maior competitividade. Estamos trabalhando juntos para que se aprovem as Parcerias Público-Privadas e, então, se tenha um aporte de recursos para viabilizar uma estrutura adequada para o nosso agronegócio.
Joelmir Beting - No despertar do gigante, estamos correndo contra o relógio do apagão logístico. E o Brasil se descobre no século XXI como o maior canteiro de obras paradas do mundo. É preciso relançar tudo isso, mas não se pode contar com o Estado para isso, pois ele faliu. O desejo é de que o Estado cuide da área social, se possível, de maneira adequada. Mas a área econômica, ele deveria deixar por conta do setor privado, no qual o quilômetro tem 1.000 metros, e não 800; a tonelada tem 1.000 quilos e não 800. Ou seja, fazemos melhor e mais barato do que tudo que está por aí.
A PPP (Política Público-Privada) está sendo modulada na raça e no grito em Minas, São Paulo e Mato Grosso, e já está funcionando. As assembléias estaduais já aprovaram, mas se percebeu que ela não tem toda a força que se supunha, já que o parceiro público não tem condição de bancar um décimo do programa, ou seja, 90% têm que ficar por conta do setor privado. É como fazer a seguinte proposta: uma parte entra com a propriedade e o capital, e a outra, apenas, com a autoridade.
Trata-se de uma condição política que eu respeito, mas ela não vai representar a panacéia que se atribui. Afinal, o investidor que vai aplicar numa ferrovia vai querer saber qual é a garantia jurídica no contrato dentro do marco regulatório. E a cultura brasileira não garante o contrato. E num país em que não se garante contrato, até o passado é imprevisível. As telecomunicações e energia que o digam, pois estão rompendo contratos juridicamente perfeitos, em nome de condições de passado, e não de futuro.
Biotecnologia e marcos regulatórios
Leonardo Vilela - Precisamos definir marcos regulatórios com urgência, estabelecendo os caminhos da biotecnologia e da biossegurança. Hoje, temos em vigor uma lei de biossegurança datada de 1995; temos uma ação na Justiça impedindo o uso de soja transgênica; temos uma Medida Provisória em vigor que libera o plantio da soja transgênica e mais dois projetos de leite sobre a questão. Então, como se vê, não dá pra investir em biotecnologia num emaranhado jurídico como esse.
Nenhuma empresa sente segurança com tanta confusão jurídica. Enquanto isso, o Brasil vai perdendo pontos importantes. Países como a Malásia, China, Índia investem bilhões de dólares em biotecnologia, e nós ficamos aqui parados. Dispomos de cientistas do mais alto valor e da possibilidade de patentear genes, mas estamos preferindo perder o bonde da história da biotecnologia. Espero que até o final do ano possamos aprovar as leis que regulamentam essa questão envolvendo a produção de transgênicos.
Joelmir Beting - Há uma relação paranóica sobre os transgênicos, um dos grandes avanços da humanidade, inclusive do ponto de vista de saúde ambiental, animal e humana. No Brasil, estamos discutindo o transgênico de direita versus o transgênico de esquerda. Uma disputa que sabota a tomada de decisões e um processo que já foi desencadeado no mundo inteiro. Trata-se de um fato que, até do ponto de vista ambiental, é positivo, pois está se reduzindo o agrotóxico da mesa. Nesta linha, a Embrapa está com trabalhos prontos sobre milho, banana, batata, feijão, algodão, mamão, e com ganhos fantásticos de produtividade, qualidade, com segurança alimentar.
Leite: questão de qualidade
Roberto Rodrigues - Acho que estamos no caminho de termos um único tipo de leite: o leite de qualidade. Mas não podemos desconhecer que travamos uma briga ainda muito preocupante, que é a da produção, oferta e consumo de leite informal, que representa algo em torno de 40% do leite produzido no País. Ao mesmo tempo, precisamos definir com clareza as várias bebidas que assumem a referência de leite, sem ser leite. Está na hora de buscarmos ações e definições que possam reduzir as possibilidades de fraude, que, de uma forma ou de outra, comprometem a produção e consumo do leite de qualidade.
Leonardo Vilela - A questão da qualidade do leite parece ganhar contornos de solução, a partir das normas que devem regulamentar produção, transporte e processamento do leite, a serem postas em prática em julho do ano que vem. É evidente que não se pode pensar em um padrão de qualidade do Oiapoque ao Chuí. Como estratégia para se ter garantias quanto à qualidade do leite, o melhor a fazer é seguir o controle adotado para a febre aftosa, ou seja, ter ações regionais e, gradativamente, fazer ajustes para se estabelecer um padrão o mais homogêneo possível.
Aftosa e defesa sanitária
Roberto Rodrigues - No cenário da defesa sanitária, a aftosa é um problema dramático. Ou a pecuária brasileira acaba com a febre aftosa ou a febre aftosa acaba com a pecuária brasileira. Os prejuízos são impensados, como ocorreu agora, com a confirmação de um foco de aftosa no centro da Amazônia, que fez com que a Rússia suspendesse a importação de frango de Santa Catarina. Tecnicamente, a decisão é incoerente, mas o argumento pode ser exercido por aqueles que querem neutralizar o crescimento do agronegócio brasileiro.
Joelmir Beting - A história da agricultura no Brasil começa com uma releitura da avaliação de Pero Vaz de Caminha. Ele disse: “No Brasil, em se plantando, tudo dá”. Com o tempo, aprendemos que a melhor compreensão se faria do entendimento de que “No Brasil, em se plantando, e daí?”. É quando surgem as dificuldades para quem produz e começa a história da agricultura brasileira.
Roberto Rodrigues - Pero Vaz de Caminha, lamentavelmente, disse, há mais de 500 anos, uma das maiores mentiras da história brasileira, ao anunciar que nesta terra tudo dá. Ele não sabia o que era o cerrado, o quanto se precisava de calcário para produzir alguma coisa, o que era preciso fazer para conservar o solo, e que dá um trabalho danado competir com o solo pobre que o Brasil tem. O solo do Sul da Bahia, sim, é fantástico, mas o Brasil de uma maneira geral tem um solo muito pobre. Então, essa mentira do Pero Vaz de Caminha criou um conceito de que a agricultura é uma coisa banal e fácil. E derrubar este conceito demorou alguns séculos.
Leite: exclusão e marketing
Leonardo Vilela - Em relação à prevista exclusão social que envolve a profissionalização da pecuária leiteira, posso dizer que podemos atenuar tal efeito, capacitando e treinando produtores, organizando cooperativas, enfim, buscando soluções que não permitam uma exclusão tão acentuada, como aconteceu em vários países que se especializaram na atividade. Nesse sentido, podem contribuir também ações visando a um maior consumo de leite. A legislação brasileira não permite desconto compulsório do valor pago pelo leite ao produtor, como o que os norte-americanos fazem para sustentar suas campanhas de marketing voltadas para a divulgação do produto.
Joelmir Beting - O efeito-renda no consumo de leite é relativo, não pelo poder aquisitivo, mas pelo efeito substituição, gerado pelo mercado, com a ajuda do marketing. Com isso, se nota uma transformação cultural na dieta da humanidade, que vem preferindo o suco natural em garrafas ou caixinhas ao leite, e até mesmo o refrigerante. Esta mudança, que está chegando à nossa mesa, coloca o seguinte desafio para o Brasil: o leite não está sendo vendido, continua sendo comprado.
Está faltando brigar pelo mercado pelo leite, pelo lácteo, pelo modismo de bebê-lo, como se faz hoje com o café, que passou a ter sua qualidade discutida como se fosse vinho, com charme, o que significa valorizar até mesmo o grão que você vê antes de tomar uma xícara. Por tais razões, acho que está na hora de fazer uma nova empreitada institucional para elevar o consumo do leite. Até porque surge um concorrente novo no mercado, que é a soja, a mesma que alimenta a vaca e que agora está virando “leite”, com sabor de laranja, maracujá, baunilha. Para o leite, o desafio é muito mais mercadológico, e pouco ou nada tem a ver com renda.
Parceria Brasil e China
Joelmir Beting - A China pode qualificar recursos humanos no modelo japonês; pode investir na compra de telecomunicação; pode investir ‘pesado’ na infra-estrutura econômica; pode ajustar sua logística integrada; pode comprar ou importar energia, bens duráveis, bens de capital, mas ela não pode ir além de seu limite natural, que é produzir ou importar terra, produzir ou importar água.
A água que lá está é para a China de hoje, e não para a China de amanhã. E aí aconteceu um fato fantástico: o Rio Amarelo, pela primeira vez, não conseguiu chegar ao mar. Isso porque ele está sendo devorado na caminhada pela irrigação, como nunca antes ocorreu; pela industrialização, como nunca antes; pela urbanização, como nunca antes, e pela modernização, que interfere no consumo per capita da água.
O resultado deste processo é que seus governantes descobriram que a segurança alimentar da China não está mais com ela, mas, sim, fora dela. Isso porque a prioridade chinesa a partir de agora vai ser a cidade, e não o campo. E na cidade, a família, e depois a empresa. Este é o cenário da China para 2030, pois já se percebeu que o país está atingindo o seu limite físico e não tem como importar ou fabricar água.
Como conseqüência, surge a idéia da aliança dos chineses com o Brasil. Trata-se de um processo natural de um sistema desencadeado lá e que começa a chegar aqui também. Então, o Brasil precisa definir contornos políticos para tal situação. O que os chineses querem do Brasil? Não é só um produto. Eles vêm para cá, na primeira onda, para fazer compras diretas; na segunda onda, para comprar terras, fazendo parceria na infra-estrutura, sobretudo, de transporte e, depois, vão trazer os próprios chineses para cá.
Eles têm uma visão estratégica de 50 anos, e nós ainda nem começamos a pensar nisso. Temos apenas algumas reflexões sobre a questão, pois percebemos que a coisa está se aproximando. Mas tenho certeza de que o salão oval da Casa Branca já percebeu isso, e os norte-americanos têm a capacidade estratégica de interferir nesse negócio, ou mais, até de participar dele. É por essas razões que, pela primeira vez, o Atlântico Norte dá sinais de que está querendo investir pesado na cadeia do agronegócio brasileiro.
Roberto Rodrigues - Nos próximos 20 anos, 350 milhões de chineses deixarão o campo em direção às cidades, ou seja, será um êxodo rural que representa o dobro da população brasileira. Isso tem a ver com a oferta de água e gera duas questões simultâneas. De um lado, o crescimento da demanda por alimentos, já que a população urbana tem poder aquisitivo muito maior do que a rural, naquele país. De outro lado, vai aumentar o consumo de água no meio urbano, reduzindo a oferta no campo, o que, por sua vez, comprometerá a produção agrícola. Isso define claramente o potencial desta chamada parceria sino-brasileira, pois o Brasil tem uma condição de suprimento de alimentos que poucos outros países do mundo possuem.
Então, foi proposto à China, num acordo bi-lateral, quais os produtos a serem demandados, ano a ano, para que o Brasil possa avaliar quanto da demanda crescente pode ser suprida pelo País. A proposta foi feita com a intenção de que os chineses invistam em logística e infra-estrutura no Brasil, que pagará a conta com exportação de produtos agrícolas. Com isso, criamos um mercado, resolvemos o problema de infra-estrutura e definimos uma condição de desenvolvimento sustentável muito mais forte para a agricultura.
Leite: programas e cooperativas
Leonardo Vilela - Como produtor e como médico pediatra que sou, posso dizer que o leite é o alimento mais completo que existe. Somos mamíferos, e nos primeiros meses de nossas vidas o leite é o nosso único alimento. Com isso, se percebe o valor nutricional desse produto. Portanto, sou um ardoroso defensor da utilização do leite, não só na merenda escolar, mas em todos os programas sociais.
Nesse sentido, sou absolutamente favorável à utilização de leite fluido nos programas sociais, principalmente, pelo fato de que o leite em pó tem um passado condenável, ao ser associado a fraudes, a sonegações, à corrupção... Considero que a melhor forma de utilização é a fluida, preferencialmente, o leite produzido pelos produtores da região onde será consumido, visando diminuir custos de distribuição.
Roberto Rodrigues - Considero que o leite é um produto que precisa ter escala, padrão tecnológico e agregação de valor, o que não possível se obter com pequenas cooperativas ou grupos de pequenos produtores. Veja o caso da Dinamarca, que em 1940 tinha 1.400 cooperativas de leite e, hoje, tem uma só. Quando as cooperativas se organizam, se juntam, elas se fortalecem. Há anos, todos concordam que é precioso fazer fusão no Brasil, mas a idéia não avança, não sai do lugar, pois emperra na questão de quem vai dirigir o negócio. Apesar de o Brasil ser muito diferente da Dinamarca, acredito que a saída deve ser a mesma, com os produtores se organizando e pressionando os dirigentes. E isso vale para cooperativas de qualquer atividade.
BRASILEIRO SOBRE VALORIZAÇÃO DOS SÓLIDOS NO LEITE
11 DE MAIO DE 2004 – SEDE DA FAESP - SÃO PAULO/SP
Apoio: FAESP - SENAR/SP
O seminário foi precedido de um programa de divulgação através de e-mail fazendo link com página na Internet, distribuição de folder e convites personalizados a lideranças e executivos de cooperativas e laticínios, divulgação nas revistas Balde Branco e Produtor DPA.
Foi divulgado no portal MilkPoint em seis inserções nas newsletters diárias: dias 20/04, 22/04, 27/04, 29/04, 06/05 e 11/05, duas inserções nas newsletters semanais dias 23/04 e 07/05, notícia principal no Giro Lácteo nos dias 23, 24 e 25 de abril acompanhada do logo ao lado dela e link ativo dentro da entrevista com professor Flávio Portela Santos, colocada no ar dia 27/04.
O projeto inicial previa a presença de 80 participantes com o seminário sendo realizado no auditório da Leite Brasil, mas devido ao crescente número de inscrições foi transferido para o auditório da FAESP no qual compareceram 100 pessoas.
Os reflexos do projeto estão acontecendo muito rapidamente. O termo “pagamento por sólidos no leite” já começou a fazer parte das conversações no setor, de papers e textos em geral. No Congresso Nacional de Políticas de Longo Prazo para a Cadeia Láctea, que será realizado dias 7 a 9 de julho em Belo Horizonte, com o apoio da CNA, FAEMG, SEBRAE, OCEMG, SILEMG, FIEMG e EMBRAPA Gado de Leite um dos painéis é de Políticas de Preços que contempla a discussão sobre sólidos.
A Leite Brasil tem procurado disseminar o assunto nas reuniões que organiza ou coordena. O tema já fez parte de discussão do Grupo Temático de Políticas de Longo Prazo para o Setor Lácteo da Câmara de Leite e Derivados do Ministério da Agricultura, que é coordenado pela associação.
Flávio Portela Santos
Engenheiro Agrônomo, graduado pela ESALQ, Universidade de São Paulo, é professor, esquisador do Departamento de Zootecnia da ESALQ em Piracicaba. Área de ensino e pesquisa: Manejo e Nutrição de Bovinos. Doutorado em Animal Science pela University of Arizona, U.A., Tucson, Estados Unidos e Mestrado em Nutrição Animal e Pastagens pela Universidade de São Paulo, USP.
Karl Gradon
Nascido na Nova Zelândia, bacharel em Ciências, com especializações em bioquímica, genética e biologia molecular em Massey University, NZ. Trabalhando atualmente na Fonterra Brazil no cargo de gerente de desenvolvimento de mercado (market development manager). Já atuou na NZ Dairy Board como técnico executivo regional para as Américas (leites em pó e cremes) e na NZ Dairy Research Institute, como técnico executivo no Instituto de Pesquisas em Ciências Microbiológicas e Nutritionais.
Russell Knutson
Pesquisador, desempenha atualmente a gerência internacional do Livestock Improvement Corporation (LIC). Consagrou-se mestre em reprodução animal e negócios pela Massey University. Com 15 anos de experiência no setor industrial, desempenhou funções de gerente de divisão de reprodução animal, consultor em genética, executivo de marketing e gerente de negócios internacional. Teve como pontos altos na carreira o estabelecimento do primeiro programa de melhoramento genético do hemisfério sul e o reconhecimento mundial como especialista em proteína de touros Jersey e um dos cinco maiores estudiosos da raça holandesa.
14:10 às 15:00 horas
A Influência da Nutrição e do Manejo de Rebanhos Leiteiros no Teor de Sólidos do Leite Fresco - Flávio Portela Santos, Professor e Pesquisador do Departamento de Zootecnia da USP/ESALQ, Piracicaba.
15:00 às 15:50 horas
A Influência da Estratégia de Melhoramento Genético do Rebanho no Teor de Sólidos do Leite Fresco - Russell Knutson, Pesquisador da Livestock Improvement Corporation.
15:50 às 16:00 horas
16:00 às 16:50 horas
A Experiência de Pagamento de Leite por Sólidos Totais na Nova Zelândia - Karl Gradon, Market Development Manager - Fonterra Brasil
16:50 às 18:00 horas
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Como ganhar dinheiro no leite ?
CENTRO DE EXPOSIÇÕES IMIGRANTES – EXPOMILK 2003 - SÃO PAULO/SP
O encontro de lideranças foi considerado um dos pontos altos da Expomilk 2003. O sucesso do encontro pode ser medido pelo enorme público presente (cerca de 600 participantes) e pelo resultado de uma pesquisa de opinião feita logo após o evento. A grande maioria dos entrevistados (96%) classificou o debate entre ótimo e bom e a maioria achou que deveria ser repetido.
O encontro foi idealizado na forma de debate e teve sua atenção despertada pelo seu formato inédito no setor leiteiro: uma arena no centro da qual estavam três entrevistados. Ao redor deles 9 debatedores e o público que também fez perguntas aos entrevistados.
Foram três horas de debate, conforme programado. Todos os debatedores fizeram perguntas aos três entrevistados, totalizando 27 perguntas. O total de inscritos entre os participantes foi de 36 pessoas, das quais 26 fizeram perguntas.
O evento teve duas partes: uma de perguntas feitas pelos debatedores e outra pelo público presente. No início os entrevistados terão 5 minutos para expor suas idéias. Em seguida os debatedores farão suas perguntas em no máximo 1 minuto. Os entrevistados terão no máximo 3 minutos para as respostas. Na segunda fase os participantes poderão fazer uma pergunta direta ao entrevistado, desde que se inscreva por escrito, em formulário próprio. As respostas terão o mesmo tempo definido na primeira parte do evento.
Engenheiro agrônomo, formado pela ESALQ/USP, com mestrado em Ciência Animal e Pastagens. É sócio-diretor da AgriPoint, que opera os sites MilkPoint e BeefPoint e escreve o Comentário Semanal do site. Foi consultor junto à empresa Diagnose Gerenciamento de Empresas Agropecuárias, em Piracicaba (SP). Realizou diversas viagens técnicas ao exterior e possui mais de 30 artigos escritos em publicações do setor. Sócio-proprietário e gerente geral da NutriCell, que atua na comercialização de subprodutos para alimentação animal, com clientes em mais de 15 estados. A NutriCell é a pioneira na abertura do mercado de polpa cítrica peletizada no Brasil.
Roberto Hugo Jank Junior
Engenheiro agrônomo, diretor presidente da Agrindus, empresa familiar exclusivamente agropecuária com 58 anos de existência, produzindo leite desde 1945. Atualmente a produção de leite é de 36 mil litros diários e a produção anual de 30 mil litros/hectare utilizado. É vice-presidente da Associação Leite Brasil e diretor executivo da Láctea Brasil. Foi um dos idealizadores e fundadores da Láctea Brasil e o primeiro presidente por dois mandatos e representa a entidade na Câmara Setorial de Leite e Derivados da SAA/SP. É presidente, e um dos fundadores da Aprolesc, que fomenta e controla a raça holandesa em São Carlos e Região. Milita em política classista desde 1986.
Engenheiro agrônomo, chefe de Business Intelligence e Serviços ao Produtor da área de Milk Sourcing da DPAM Brasil. Formado pela ESALQ/USP, é mestre em administração pela FEA/USP. Foi pesquisador do PENSA/FEA/USP, do CEPEA/ESALQ/USP e coordenador técnico do Boletim do Leite. Realizou diversas pesquisas relativas ao Sistema Agroindustrial do Leite e defendeu dissertação de mestrado sobre o tema. Foi co-autor de dois livros: Agribusiness do Leite no Brasil (resultado de pesquisa realizada pelo PENSA para o IPEA) e Sistema Agroindustrial do Leite no Brasil (resultado de pesquisa do CEPEA e Embrapa). Foi coordenador de comunicação do Serviço Nestlé ao Produtor.
Engenheiro agrônomo, professor titular da Universidade Federal de Viçosa onde se formou em 1968. M.S. em Extensão Rural, em 1986 recebeu o título de Doutor em Economia pela Universidade de São Paulo (USP). É coordenador técnico do Programa de Desenvolvimento da Pecuária Leiteira na região de Viçosa. Tem mais de duas centenas de artigos publicados e sete livros. É autor dos livros Economia da Produção do Leite (2000) e O Agronegócio do Leite (2003). É consultor da Itambé, SEBRE/MG. FAEMG e SEBRAE/ES. Já proferiu 355 palestras sobre economia da cadeia produtiva do leite. Filho de produtor de leite, o pai, com 89 anos de idade, dedica-se até hoje a atividade leiteira.
D E B A T E D O R E S
Jornalista, repórter e editor das seções de Genética e Mundo do Leite, revista DBO Rural. Foi repórter e editor do Agrofolha, redator de Economia e da primeira página do jornal Folha de São Paulo. Foi jornalista da revista Guia Rural, da Editora Abril e participou da primeira equipe do AgroCast, da Agência Estado, do Grupo O Estado de São Paulo. Recebeu o Prêmio CNA de Jornalismo em 2001. Autor do livro "Raízes da Pecuária - os Caminhos do Boi do Brasil" (2003) e de biografias: “O Dono do Olho – A História de José da Silva, o Dico”, “Zebu na Alma – Tributo a Mário Cruvinel Borges” e “Todas as Letras do Nelore – A Caminhada de Benedito Ferreira, o Bê” .
José Carlos Cafundó de Morais
Jornalista, editor do Suplemento Agrícola do Jornal O Estado de São Paulo e coordenador geral de suplementos. Formou-se pela Fundação Casper Líbero. A partir dos anos 80 especializou-se na cobertura de produção agropecuária e de agronegócios integrando, por 6 anos, a equipe do Jornal O Estado de São Paulo. Viajou pelo Brasil e pelo mundo, visitando dezenas de fazendas, cooperativas, instituições de ensino e pesquisa, fábricas de insumos, agentes governamentais e não-governamentais. Visitou fazendas leiteiras no Canadá, EUA, Alemanha e Argentina. A convite do governo do Canadá, escreveu monografia para a Universidade de Vancouver (1980), sobre o cooperativismo e o comércio de commodities. Produziu centenas de reportagens, artigos e editoriais.
Jornalista, repórter do Globo Rural, da Rede Globo. Aos 20 anos quando trabalhava no jornal Folha de São Paulo, percorreu um roteiro que ia da Europa à Ásia. Seis anos depois encarou um projeto mais ousado e participou da equipe fundadora da revista Quatro Rodas. Depois participou do grupo que montou a redação do Jornal da Tarde e com outros colegas, criou a revista Realidade. Em 1974, fundou em São José do Rio Preto o jornal Dia e Noite. Iníciou na televisão no programa Globo Repórter e depois como repórter do Fantástico. Recebeu seis Prêmios Esso e um Prêmio de Destaque do Ano da revista Imprensa.
Irineu Andrade Monteiro
Produtor de leite, presidente do Sindicato Rural de Patrocínio Paulista e diretor da FAESP. Participou do conselho da Coonai e do comitê educativo sendo um de seus criadores. Exerce atividades como membro da Mesa Diretora do Setor de Pecuária de Leite da FAESP e da Comissão Nacional da Pecuária de Leite da CNA Brasil. Representa a FAESP no PRONAF e no conselho de consumidor da CESP. Participa do comitê de bacias hidrográficas de Sapucaí Grande e Mirim - Franca e é conselheiro da Associação Leite Brasil.
Antônio José Xavier
Técnico em laticínios pelo Instituto de Zootecnia e Indústrias Pecuárias da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo. Atuou por mais de 27 anos em indústria de laticínios líder de mercado, sendo 12 anos como principal executivo na área de qualidade. Há 9 anosé sócio sênior da AEX Consultoria, empresa de consultoria em gestão da qualidade, tecnologia em laticínios e estudos de mercado no setor de lácteos. Tem entre seus clientes quase duas dezenas de empresas ou instituições ligadas ao setor lácteo. Foi um dos coordenadores do grupo de trabalho que elaborou a proposta da iniciativa privada para o Programa de Modernização do Setor Produtivo de Leite e Derivados e Aumento de sua Competitividade - PNMQL.
Almir José Meireles
Economista, diretor-presidente da Associação Brasileira de Leite Longa Vida desde a criação da entidade, em 1994. Esteve ligado por quase duas décadas à Cooperativa Central de Laticínios do Estado de São Paulo. Foi Diretor de Planejamento Estratégico e Diretor Administrativo do Grupo Mansur (Vigor, Leco e Flor da Nata). É autor dos livros "Leite Paulista - História da Formação de Um Sistema Cooperativista no Brasil", " A Desrazão Laticinista - A Indústria de Laticínios no último quartel do Século XX" e “Planejamento, Qualidade e Globalização na Indústria de Laticínios”. É também sócio-diretor da empresa BrainStock Consultoria Empresarial S/C Ltda. Proferiu palestras em vários países incluindo USA, Cuba, México e Índia.
André Jacintho Mesquita
Economista, administrador de empresas e produtor de leite, é diretor da SerTrading. Graduou-se na Escola de Administração de Empresas da Fundação Getulio Vargas (1990) e pela Faculdade de Ciências Econômicas e Administração da Universidade de São Paulo (1991). Foi diretor da MyCountry Brazil Ltda (junho de 2000 a março de 2002), vice presidente e diretor da Cotia Argentina (1996 a 2000), vice presidente e diretor do Auto Teminal Zarate (1996 a 2000), gerente administrativo (1994-1996) e controller da área financeira (1994-1996) da Cotia Trading S.A. – São Paulo, gerente de produtos da F.K. Equipamentos para Escritório (1992 a1994) e trader assistant da SRL-M Trading (1990 a 1992).
Daniel Figueiredo Fellipe
Engenheiro Agrônomo e produtor de leite, ormado pela Faculdade de Agronomia e Zootecnia de Espírito Santo do Pinhal. É presidente da Coonai, vice presidente da Central Leite Nilza, vice presidente da OCESP e presidente da Câmara Setorial de Leite e Derivados da Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo. Foi presidente da Cooperativa de Trabalho Agronômico (UNIAGRO) e da Cooperativa de Cafeicultores de São Sebastião do Paraíso.
Tarcísio Antônio de Rezende Duque
Técnico em laticínios, diretor geral da CCL. Desenvolveu suas atividades profissionais nas indústrias Vigor, Chocolates Vitória, Quaker, Nestlé e Danone. Realizou viagens ao exterior – Alemanha, Argentina, Espanha, Estados Unidos, França, Itália e Uruguai – para desenvolvimento de novos produtos, aquisição de equipamentos, reuniões e visitas técnicas a empresas do setor alimentício e de equipamentos, bem como para participação em feiras e eventos como Parma, Dusseldolf e Anuga.
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REMOVENDO OBSTÁCULOS PARA O CRESCIMENTO DA EXPORTAÇÃO DE LÁCTEOS DO BRASIL
27 DE AGOSTO DE 2003 – SEDE DA ASSOCIAÇÃO LEITE BRASIL - SÃO PAULO/SP
O seminário é destinado aos agentes do setor de leite com objetivo de discutir políticas públicas e privadas voltadas especificamente para o aumento da exportação de lácteos. É uma realização da Leite Brasil, com o patrocínio oficial do Ministério da Agricultura e apoio da FAESP e SENAR São Paulo.
A Leite Brasil sempre teve a preocupação de encontrar caminhos que possibilitem melhorar a renda do produtor. A exportação de lácteos é um deles, pois alivia o mercado interno das pressões baixistas de preços. Estimular as exportações deve ser um alvo prioritário em toda cadeia.
Foi realizada uma pesquisa de opinião para verificar o conceito dos participantes sobre as palestras, sobre a organização e, também, para identificar através de qual meio de comunicação tomou conhecimento do evento. Resultados: 57% consideraram as palestras boas e 43% ótimas; 48% dos participantes consideraram a organização do evento boa e 52% ótima; o e-mail foi o meio de comunicação predominante no recebimento das informações (33,3%), seguido pelo correio (23,8%).
Foram identificadas 22 sugestões de medidas a serem adotadas pelos setores privado e público para remover obstáculos para o crescimento das exportações de lácteos do Brasil.
33 anos, brasileiro, casado, economista e administrador de empresas, diretor da SerTrading. Graduado pela Escola de Administração de Empresas da Fundação Getulio Vargas e pela Faculdade de Ciências Econômicas e Administração da Universidade de São Paulo. Foi diretor da MyCountry Brazil Ltda, vice presidente e diretor da Cotia Argentina, vice presidente e diretor do Auto Teminal Zarate, gerente administrativo e controller da área financeira da Cotia Trading S.A. – São Paulo, erente de produtos da F.K. Equipamentos para Escritório e trader assistant da SRL-M Trading.
Vicente Nogueira Netto
35 anos, brasileiro, casado, engenheiro agrônomo, diretor do Departamento Econômico da CBCL. Graduado pela Universidade Federal de Viçosa onde também fez mestrado em economia rural. Atuou como assessor da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da CNA Brasil, onde também foi chefe do Departamento Econômico e coordenador técnico da Revista Gleba. Representou a CNA Brasil no CODEX Alimentarius do Brasil. É Assessor Técnico da Câmara de Leite da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Membro do Comitê Assessor Externo do Centro Nacional de Pesquisa de Gado de Leite (CNPGL) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) e autor de vários artigos publicados na área de economia rural.
Alexandre Gomes Fernandes
33 anos, brasileiro, casado, médico veterinário, fiscal federal do SIPA de Minas Gerais. Técnico em agropecuária pela Central de Ensino e Desenvolvimento Agrário de Florestal – CEDAF/UFV e graduado em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. Fez pós-graduação com especialização em Vigilância Sanitária e Epidemiológica na Universidade de Ribeirão Preto – UNAERP. Atualmente na assessoria técnica do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal – SIPA da Delegacia Federal de Agricultura em Minas Gerais – DFA/MG, já atuou na assessoria técnica da Divisão de Controle do Comércio Internacional – DCI do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal – DIPOA e na assessoria técnica do Serviço de Inspeção de Leite e Derivados – SELEI do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal – DIPOA.
13:30 às 13:45 horas
13:45 às 14:00 horas
Francisco Sérgio Ferreira Jardim, Delegado Federal de Agricultura no Estado do São Paulo
Experiências da Exportação do Leite Brasileiro e suas Perspectivas
André Jacintho Mesquita, Diretor da SerTrading S.A
Inserção do Brasil no Mercado Internacional de Lácteos
Vicente Nogueira Netto, Diretor do Departamento Econômico da Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios - CBCL
16:15 às 17:15 horas
Acesso a Novos Mercados para Produtos Lácteos Brasileiros
Alexandre Gomes Fernandes, Médico Veterinário, Fiscal Federal Agropecuário do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal - SIPA/MG da Delegacia Federal de Agricultura no Estado de Minas Gerais
17:15 às 18:15 horas
18:15 horas -
Jorge Rubez, Presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Leite - Leite Brasil e da Mesa Diretora do Setor de Pecuária de Leite da Faesp
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Antonio Donizeti Beraldo
24 E 25 DE OUTUBRO DE 2002
CENTRO DE EXPOSIÇÕES IMIGRANTES – EXPOMILK 2002 - SÃO PAULO/SP
Organizado pela Associação Leite Brasil, com apoio da Faesp e do Senar/SP, o Encontro de Lideranças da Pecuária Leiteira Paulista aconteceu na Expomilk 2002.
O evento foi direcionado principalmente para os produtores de leite, lideranças rurais, técnicos, estudantes, dirigentes das cooperativas, dos laticínios e das empresas fornecedoras de insumos e equipamentos.
Os palestrantes sobre política leiteira são reconhecidas lideranças nacionais do setor. Paulo Bernardes, diretor da CBCL, falou sobre as perspectivas do cooperativismo e Rodrigo Alvim, Presidente da Comissão de Pecuária de Leite da CNA Brasil sobre o cenário e as perspectivas da produção leiteira.
No dia da mídia e marketing do leite três especialistas falaram sobre estes temas com abordagem voltada ao produtor de leite: Nivaldo Carlucci, presidente da Associação Brasileira de Marketing Rural; Humberto Pereira, editor chefe do Globo Rural e Wiliam Tabchoury, diretor da Láctea Brasil.
24 DE OUTUBRO - POLÍTICA DO LEITE
14:30 horas - ABERTURA
Jorge Rubez - Presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Leite - Leite Brasil
14:45 horas – Perspectivas para cooperativismo leiteiro- Paulo Roberto Bernardes - Diretor Executivo da Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios - CBCL
15:45 horas - Cenário atual e perspectivas para a produção de leite no Brasil.- Rodrigo Alvim - Presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil - CNA
25 DE OUTUBRO - MÍDIA E MARKETING DO LEITE
Nivaldo Carlucci - Presidente da Associação Brasileira de Marketing Rural - ABMR
14:45 horas – O agronegócio e a mídia jornalística - Humberto Pereira - Editor Chefe do Programa Globo Rural - Rede Globo
15:45 horas - Importância do marketing do leite para o produtor rural - Wiliam Tabchoury - Diretor Superintendente da Associação para o Progresso do Agronegócio Lácteo - Láctea Brasil
17:00 h – ENCERRAMENTO
Fábio de Salles Meirelles - Presidente da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo - FAESP e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – SENAR/SP
Wiliam Tabchoury
25 E 26 DE OUTUBRO DE 2001
CENTRO DE EXPOSIÇÕES IMIGRANTES – EXPOMILK 2001 - SÃO PAULO/SP
Os temas escolhidos estavam relacionados ao sistema de produção de leite sendo ministrados por palestrantes com destacada atuação e conhecimento sobre o assunto.
Todas as palestras foram apresentadas com o apoio d
e moderno sistema de projeção áudio visual, sendo divididas em 3 painéis, umno dia 25 e doisno dia 26. O sistema de trabalho envolveu a participação de um moderador que no final das palestras diárias apresentava um resumo e coordenava os debates.
O curso foi planejado para 150 participantes, mas contou com 273 pessoas.
Jorge Rubez, Presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Leite - Leite Brasil
PAINEL 1 - LEITE A PASTO X CONFINADO - Moderador: Vidal Pedroso de Faria, professor da ESALQ
14:30 horas – Experiência de Produção de Leite a Pasto
Maurício Silveira Coelho - Fazenda Santa Luzia – Passos, MG.
15:00 horas - Nutrição Mineral na Produção de Leite a Pasto - Gil Antunes Horta - Médico Veterinário - Especialista em Leite da Tortuga.
15:30 horas - Experiência de Produção de Leite em Confinamento - Roberto Hugo Jank Junior, Agrindus, Descalvado, SP
16:00 horas – Resumo do Moderador e Debates
DIA 26 E OUTUBRO
PAINEL 2 - GLÂNDULA MAMÁRIA - Moderador: Leovegilgo Lopes de Matos - Pesquisador da Embrapa Gado de Leite
14:00 horas - Imunidade da Glândula Mamária - Como Melhorá-la - Adil Vaz, Professor de Imunologia da Universidade Estadual de Santa Catarina.
PAINEL 3 - SISTEMAS DE PRODUÇÃO DE LEITE EM OUTROS PAÍSES
14:30 horas – Sistema de Produção de Leite na Nova Zelândia - Alexander Turnbull, Gerente de Ingredientes da NZMP Brasil
15:15 horas - Sistema de Produção de Leite nos Estados Unidos - Vidal Pedroso de Faria, Engenheiro Agrônomo
Fábio de Salles Meirelles, Presidente da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo - FAESP e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural - SENAR/SP
26 E 27 DE OUTUBRO DE 2000
CENTRO DE EXPOSIÇÕES IMIGRANTES – EXPOMILK 2000 - SÃO PAULO/SP
Dia 26/10/2000 – quinta-feira
14:30 Horas – Palestra 1 – Antonio José Xavier
Consultor da C.T. Pecuária Leiteira da FAESP e Leite Brasil
Tema: A Nova Regulamentação sobre a Obrigatoriedade de Resfriamento do Leite
15:30 Horas – Palestra 2 – Eugenio Piton
Presidente da Associação dos Produtores de Leite de Onda Verde
Tema: Experiência de Sucesso de Pequenos Produtores de Leite na Formação de Condomínio para Resfriamento de Leite
16:30 Horas – Palestra 3 – Mario Antonio de Moraes Biral
Assessor da Presidência - FAESP/SENAR-SP
Tema: O papel do SENAR/SP no aprimoramento da mão-de-obra rural na pecuária leiteira.
Dia 27/10/2000 – sexta-feira
14:30 Horas – Palestra 4 – Roberto Hugo Jank Junior
Presidente da Láctea Brasil
Tema: Quem é a Láctea Brasil e sua proposta.
15:30 Horas – Palestra 5 – Sávio Pereira
Assessor da Secretária Nacional de Política Agrícola do Ministério da Agricultura
Tema: Políticas Governamentais para a Pecuária Leiteira
16:30 Horas – Palestra 6 – Jorge Rubez
Presidente da Comissão Técnica de Pecuária Leiteira da FAESP e da Associação Leite Brasil
Tema: O Papel dos Sindicatos Rurais de Conscientização do Produtor de Leite sobre as Novas Normas de Produção
17:30 Horas – Encerramento – Fábio de Salles Meirelles
Presidente da FAESP/SENAR-SP
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Antonio José Xavier
Outro destaque da participação da Leite Brasil na Expomilk 2000 foi a volta da realização do torneio leiteiro.
O torneio leiteiro será realizado em decorrência de uma parceria entre a entidade e a empresa Alcântara Machado que está procurando dotar a Expomilk de alternativas de atração ao publico e aos pecuaristas.
O regulamento adotado em 1997, último ano em que a Leite Brasil realizou o torneio, foi modificado de forma a profissionalizar a sua organização, restringindo o número de animais participantes a no máximo 30. A condução técnica do evento caberá ao pecuarista Marcelo Fernandes Queiróz, com reconhecida experiência na organização de torneios, a quem caberá buscar as inscrições dos animais, enquanto que a captação dos prêmios ficou a cargo da Alcântara Machado.
REGULAMENTO DO TORNEIO LEITEIRO MISS LEITE BRASIL - 2000
ARTIGO 1 - ORGANIZAÇÃO E DIREÇÃO:
1.2- O Torneio Leiteiro será uma parceria entre a Leite Brasil e Alcântara Machado sendo o responsável técnico o pecuarista Marcelo Fernandes Queiróz.
1.3- Fica constituída uma comissão executiva para decidir sobre questões pendentes constituída pelo presidente da Leite Brasil Jorge Rubez, pelo coordenador pela Leite Brasil Amauri Andrade Pereira e por Marcelo Fernandes Queiróz.
ARTIGO 2 - CALENDÁRIO DO TORNEIO:
O Torneio Leiteiro será realizado nos dias 25 a 28 de outubro de 2000, iniciando-se a primeira ordenha (esgota) dia 25 a 14:00 horas e a última no sábado dia 28 as 14:00 horas, obedecendo o seguinte esquema:
Dias 23 e 24/10 (segunda e terça)
Entrada dos animais (até 18:00 horas)
Esgota às 14:00 horas
Primeira Ordenha às 22:00 horas
Segunda Ordenha às 6:00 horas
Terceira Ordenha às 14:00 horas
Quarta Ordenha às 22:00 horas
Dia 27/10 (sexta-feira)
Quinta Ordenha às 6:00 horas
Sexta Ordenha às 14:00 horas
Sétima Ordenha às 22:00 horas
Oitava Ordenha às 6:00 horas
Nona Ordenha às 14:00 horas
Saída dos animais após às 24:00 horas.
ARTIGO 3 - LOCAL:
O Torneio será realizado no Parque de Exposições Imigrantes, localizado na Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Av. Miguel Stéfano nº 3.900, cidade de São Paulo.
ARTIGO 4 - PARTICIPANTES:
4.1. Poderá concorrer todo empresário rural que se dedique à exploração da bovinocultura de leite, sendo 30 número máximo de animais participantes.
4.2. O responsável técnico vetará a participação de animais que apresentem defeitos físicos ou que não estejam enquadrados nos padrões zootécnicos e sanitários e/ou a equipe relacionada à mesma não se enquadre neste regulamento. Todos os animais serão avaliados pelo responsável técnico por ocasião da entrada no Recinto de Exposições.
4.3. Deverão ser apresentados, na entrada dos animais no recinto de exposições, a GTA, o atestado de vacinação de aftosa e provas negativas de brucelose e tuberculose, com data inferior a 60 dias da data da exposição, assim como o atestado de vacinação anti-rábica.
4.4. Todos os animais inscritos e classificados que estiverem no local, deverão obrigatoriamente participar do torneio, excetuando-se algum caso excepcional motivado por doença, reconhecida por um veterinário determinado pela Leite Brasil.
ARTIGO 5 - DAS INSCRIÇÕES:
As inscrições deverão ser feitas na Associação Brasileira dos Produtores de Leite - LEITE BRASIL (Rua Bento Freitas, 178 - 9º andar, São Paulo), exclusivamente via postal, até o dia 6 de outubro de 2000, mediante devolução do formulário anexo, devidamente preenchido, no qual o participante assinará compromisso de cumprir este regulamento, juntamente com cheque no valor equivalente a taxa de inscrição do total de animais.
5.1. As inscrições constarão dos nomes dos produtores, todos os nomes dos componentes da equipe de trabalho, número de animais e raça que participarão do torneio.
5.2. TAXA DE INSCRIÇÃO:
Taxa de inscrição no valor de R$ 50,00 por animal.
ARTIGO 6 - RAÇAS E IDADES:
Todas as vacas ou novilhas leiteiras, participarão da competição sem distinção de raça ou idade.
ARTIGO 7 - ORDENHA:
A ordenha poderá ser feita por meio mecânico ou manual, por um ou dois ordenhadores. O procedimento usado deverá ser o mesmo na esgota e nas ordenhas.
7.1. Ao proceder a esgota as vacas e suas respectivas crias receberão identificação que serão observadas durante todo o torneio.
7.2. As ordenhas de cada dia serão iniciadas simultaneamente para todos os animais de grupo 1, passando-se em seguida aos de grupo 2, obedecido o disposto no artigo 2 referente ao horário das ordenhas.
7.3. A duração de cada ordenha não poderá ultrapassar a 20 minutos.
7.4. A vaca com bezerro ao pé só poderá ser ordenhada com a presença do bezerro em todas as ordenhas, inclusive na esgota.
7.5. O local dos animais será determinado pela Alcântara Machado.
7.6. Todos os equipamentos de ordenha (baldes, latões, mangueiras, etc.), deverão ficar de boca para baixo em local determinado pelo técnico responsável.
ARTIGO 8 - PRIMEIRA E SEGUNDA ORDENHAS:
As pesagens da primeira, segunda e terceira ordenhas, após a esgota, não poderão ser superiores a 10% do peso da ordenha de esgota, sendo que a quantidade de leite que ultrapassar este limite não será computada.
ARTIGO 9 - COMISSÃO DE CONTROLE E PESAGEM:
Será constituído pelo responsável técnico uma Comissão de Controle e Pesagem. As pesagens serão feitas por técnico escolhido pela Leite Brasil, supervisionado pelo coordenador da Leite Brasil.
9.1. O transporte do leite até a balança, bem como a transferência do leite para o balde oficial e colocação do mesmo na balança, será feito pelo próprio concorrente ou pessoa credenciada por este.
9.2. Somente será pesado o leite que satisfaça as condições e normas exigidas pela higiene com vistas ao consumo.
9.3. O peso do leite será anotado em fichas apropriadas.
ARTIGO 10 - PRÊMIOS:
Serão conferidos troféus aos animais que conseguirem as melhores produções em nove ordenhas, conforme abaixo:
1. Miss Leite Brasil (vaca maior produtora);
2. Princesa Miss Leite Brasil (novilha maior produtora);
3. Reservada Miss Leite Brasil (2ª maior produtora) e;
4. para cada animal maior produtor das raças inscritas.
ARTIGO 11. Os animais inscritos no MISS LEITE BRASIL poderão participar da Exposição (julgamento) de suas raças, desde que fiquem alojados na área reservada ao torneio.
ARTIGO 11 - SANIDADE:
Todo animal participante do torneio deverá estar dentro dos requisitos solicitados e exigidos pela Defesa Sanitária.
ARTIGO 12 - MEDICAÇÃO:
Medicamentos injetáveis só poderão ser aplicados até 8 horas antes da esgota. Após este prazo só será permitido o uso de medicamentos via oral e durante a ordenhas poderá ser aplicada ocitocina.
ARTIGO 13 - ALIMENTAÇÃO/CAMA
12.1. A alimentação dos animais ficará a cargo de cada participante, sendo que a Organização fornecerá a cama.
13.2. Cada participante deverá trazer o seu próprio carrinho para transporte de esterco até o local determinado pela comissão
ARTIGO 14 - DISPOSIÇÕES GERAIS:
No período que antecede a 1 (uma) hora e durante o período de ordenha, somente poderão permanecer na área da ordenha os concorrentes, responsáveis e pessoal de apoio devidamente credenciados.
ARTIGO 15 - PROPAGANDA E PROMOÇÃO:
É vedado aos participantes efetuarem no local do torneio qualquer tipo de propaganda e promoção, sendo esta atividade exclusiva da Alcântara Machado.
ARTIGO 16 - DESTINO DE LEITE:
O leite ordenhado de todos os animais concorrentes será vendido a uma empresa de laticínios, sendo que o total da renda será revertida para a organização da EXPOMILK.
ARTIGO 17 - RETIRADA DOS ANIMAIS
Os animais só poderão ser retirados do Parque de Exposições a partir das 24:00 horas do dia 29/10/2000 (domingo).
Os casos omissos neste regulamento serão resolvidos pela Comissão Executiva.
20 E 21 DE OUTUBRO DE 1999
CENTRO DE EXPOSIÇÕES IMIGRANTES – EXPOMILK 1999 - SÃO PAULO/SP
Dia 20/10/1999 – quarta-feira
14:00 Horas – Palestra 1 – Antonio José Xavier
Tema: Programa de Modernização do Setor de Leite e Derivados
14:40 Horas – Palestra 2 – Vicente Nogueira
Chefe do Departamento de Economia da CNA
Abordagem Econômica/Institucional e Mercado de Leite
15:20 as 15:40 Horas - Café
15:40 Horas – Palestra 3 – Jair Kaczinski
Chefe da Divisão Técnica do SENAR - SP
Tema: Contribuição do SENAR –SP para a Pecuária Leiteira Paulista
16:20 Horas – Palestra 4 – Paulo Roberto Bernardes
Presidente da Comissão Nacional de Pecuária Leiteira da CNA
Tema: Política Leiteira no Brasil e Defesa Comercial
Dia 21/10/1999 – quinta-feira
14:00 Horas – Palestra 5 – Marcos Sawaya Jank
Professor da Esalq/USP – pesquisador do PENSA
Tema: Perspectivas da Rodada do Milênio para o Setor Lácteo Brasileiro
14:40 Horas – Palestra 6 – Adriana Prado
Gestor Governamental – Ministério da Agricultura
Tema: Iniciativas Governamentais na Pecuária Leiteira
15:40 Horas – Palestra 7 – Jorge Rubez
Presidente da Associação Leite Brasil
Tema: A Defesa Política do Produtor de leite
16:20 Horas – Palestra 8 – Fábio de Salles Meirelles
21 E 22 DE OUTUBRO DE 1998
CENTRO DE EXPOSIÇÕES IMIGRANTES – EXPOMILK 1998 - SÃO PAULO/SP
A partir de 1998 a Leite Brasil esta mudando sua forma de participação na Expomilk, substituindo a realização do tradicional torneio leiteiro por um evento político. Denominado de 1º Encontro de Lideranças da Pecuária Leiteira Paulista, será realizado em parceria com a FAESP e SENAR/SP, idealizando-se um publico de 150 participantes, representando os Sindicatos Rurais. Todos são produtores de leite e lideranças em suas regiões. O encontro será realizado no período da tarde dos dias 21 e 22 de outubro de 1998 no Parque de Exposições da Água Funda em São Paulo.
O presidente da entidade Jorge Rubez explicou que a decisão foi motivada pela necessidade de divulgação das mudanças que ocorreram após a globalização, concluindo-se que é muito mais útil ao produtor de leite se reciclar para nova era. O torneio leiteiro já teve sua época e seu espaço, quando era necessário divulgar o leite tipo B. Os torneios anteriores demonstraram que vinham sendo mal interpretados e se fazia uma anti-propaganda do produto leite. Disse que o setor leite é dinâmico exigindo que o produtor se atualize para não sofrer as conseqüências da abertura de mercado. Para Rubez somente através dos fóruns de discussões, poderá ser encontrado o melhor caminho para a classe.
DIA 21/10/98 - QUARTA-FEIRA
14:00 HORAS - PALESTRA 1 - ANTONIO JOSÉ XAVIER
Consultor da C.T. Pecuária Leiteira - FAESP e Leite Brasil
Pesquisa de preços do Leite através dos Sindicatos Rurais
14:40 HORAS - PALESTRA 2- FABIANO AMARO
Médico Veterinário - Pós graduando FMVZ/USP - Campus Pirassununga
A qualidade do leite no futuro
15:20 as 15:40 - HORAS -CAFÉ
15:40 HORAS - PALESTRA 3 - JAIR KACZINSKI
Chefe da Divisão de Formação Profissional do SENAR - SP,
Contribuição do SENAR/SP para a pecuária leiteira paulista
16:20 HORAS - PALESTRA 4 - ROBERTO JANK
Vice-Presidente da Leite Brasil e Diretor da Agrindus
Perspectivas da pecuária leiteira
DIA 22/10/98 - QUINTA-FEIRA
14:00 HORAS - PALESTRA 5 - PAULO ROBERTO BERNARDES
Presidente da Comissão Nacional de Leite da CNA
Política leiteira no Brasil
14:40 HORAS - PALESTRA 6 - WALTER RIBEIRO
Diretor Administrativo-Financeiro da Cooperativa Central de Laticínios do Estado de São Paulo,
O futuro do cooperativismo de leiteiro no Brasil
15:40 HORAS - PALESTRA 7 - JORGE RUBEZ
Presidente da Associação Leite Brasil e Comissão Técnica de Pecuária Leiteira da FAESP
A defesa política do produtor de leite
16:20 HORAS - PALESTRA 8 - FÁBIO DE SALLES MEIRELLES
Presidente da Federação da Agricultura de Estado de São Paulo - FAESP
Palestra de encerramento do evento
17:00 HORAS -COQUETEL COM LANÇAMENTO DA REVISTA NAPGAMA

References: ARTIGO 1

ARTIGO 2

ARTIGO 3

ARTIGO 4

ARTIGO 5

ARTIGO 6

ARTIGO 7
 artigo 2

ARTIGO 8

ARTIGO 9

ARTIGO 10

ARTIGO 11

ARTIGO 11

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ARTIGO 13

ARTIGO 14

ARTIGO 15

ARTIGO 16

ARTIGO 17