Source: http://revistaea.org/artigo.php?idartigo=3923
Timestamp: 2020-07-13 17:31:15+00:00

Document:
RELATO DE EXPERIÊNCIAS SOBRE A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NAS ESCOLAS
Link permanente: http://revistaea.org/artigo.php?idartigo=3923
EXPERIENCE REPORTS ON THE IMPORTANCE OF ENVIRONMENTAL EDUCATION IN SCHOOLS
Profa. Dra. da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) -mmcortinhas@gmail.com
Profa. Dra. da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), Campus de Cascavel - tehubes@gmail.com
O artigo relata uma experiência de pós-doc feito na UNIOESTE e o objetivo pautou-se na capacitação de educadores do oeste paranaense, sobre educação ambiental (EA) nas escolas, com método as narrativas.
Palavras-chave: Educação Ambiental; Relatos de Experiências; Escolas.
The article reports a post-doc experience done at UNIOESTE and the objective was based on the training of educators from the west of Paraná, on environmental education (EA) in schools, using the narrative method.
Keywords: Environmental Education; Experience Reports; Schools.
O presente artigo apresenta um relato de experiências a partir do Estágio de Pós-doutoramento realizado no Programa de Pós-graduação de Letras, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), em parceria com a Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), vinculado ao Programa Nas Teias da Amazônia: sujeitos, identidade, territorialidade, linguagem e diversidade, do Programa de Cooperação Acadêmica (PROCAD), um incentivo da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).
Ao iniciar o Estágio acima explicitado, com base no Plano de Atividades, minha supervisora fez um convite: articular uma proposta de um Curso de Capacitação acerca de Educação Ambiental, com educadores e educadoras da Educação Básica, da rede municipal de ensino, do Oeste do Estado do Paraná, sob a gerência da Associação dos Municípios do Oeste do Paraná-AMOP. Essa formação ocorreu no dia 29 de agosto e consolidou-se em 8 horas de estudos e reflexões, envolvendo aproximadamente 45 (quarenta e cinco) participantes da referida região. O tema que norteou as reflexões foi Educação Ambiental nas Escolas.
A referida proposta tornou-se desafiadora, embora com muito enlevo, pois se tratava de incentivar os (as) educadores (as) na busca de um trabalho contínuo de educação ambiental, a ser vivenciado no ambiente escolar. Compreendemos, eu e minha supervisora, que o desenvolvimento de atividades de educação ambiental com os educadores e educadoras seria importante para motivá-los (las) os educadores e as educadoras em suas atividades pedagógicas.
Destaca-se que a proposta inicial do trabalho se deu a partir do contato com a coordenadora da AMOP, quando acordou-se sobre dia, local, horário, carga horária, conteúdos e, além disso, o objetivo principal da formação: sensibilizar e contribuir com os (as) educadores (as) para o desenvolvimento da prática da educação ambiental no ambiente escolar.
Por conseguinte, como educadora e pesquisadora, que tem desenvolvido atividades de educação ambiental em um Grupo de Estudos, Pesquisa e Extensão em Educação Ambiental (GEPEEA), na instituição à qual me integro, a UFOPA, em Santarém, no oeste paraense, notou-se que seria o momento oportuno no Estágio de Pós-doutoramento para socializar as experiências já adquiridas neste grupo e somar às experiências dos (das) educadores (as), do oeste paranaense, o que de fato ocorreu, pois muitos saberes e reflexões de educação ambiental se consolidaram.
A educação ambiental é um instrumento que direciona os seres humanos a buscarem alternativas para distintos problemas ambientais e socioambientais, que estão bem presentes no meio da sociedade, e deve ser sustentada na consciência ambiental, na ética, na transformação das pessoas, é a busca incessante de atitudes corretas para se ter um meio ambiente de qualidade, de modo que todos deste Planeta Terra, morada da humanidade, possam viver num meio ambiente sadio.
Frisa-se que a educação ambiental está registrada na atual Constituição Federal Brasileira, em seu Artigo 225, que trata das questões do Meio Ambiente, e que em seu parágrafo 1º, inciso VI, consta: – “promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente”. Também está assegurada na forma da Lei 9795, de 27 de abril de 1999, que garante a Política Nacional de Educação Ambiental Brasileira, citando o inciso II, do artigo 3°, da respectiva lei: “as instituições educativas, promover a educação ambiental de maneira integrada aos programas educacionais que desenvolvem”.
À vista disso é de suma relevância que o desenvolvimento da educação ambiental esteja ao alcance de “todos”, inclusive dos (as) educadores (as) que lidam dia a dia com seus alunos e alunas, que são mediadores de conhecimentos para a vida, que têm a responsabilidade de ajudá-los (as) na construção do pensamento crítico, e a incumbência de formar cidadãos e cidadãs conscientes, para viverem num mundo de respeito e qualidade; mas, para isso, precisam de saberes ampliados acerca desta educação. Nesta forma de pensar, faz-se aqui jus o pensamento de Tristão (2008, p. 18):
A educação ambiental, nas suas diversas possibilidades, abre um estimulante espaço para um repensar de práticas sociais e o papel dos professores como mediadores e como transmissores de um conhecimento necessário para que os alunos adquiram uma base adequada de compreensão essencial do meio ambiente global e local, da interdependência dos problemas e soluções e da importância da responsabilidade de cada um para construir uma sociedade planetária mais equitativa e ambientalmente sustentável.
É notório que as experiências de educação ambiental apresentadas durante a capacitação de educadores e educadoras da educação básica tornaram-se significativas, que se teve a intenção de socializar por meio deste texto.
Assim o presente artigo tem como principal objetivo retratar experiências de Educação Ambiental com educadores (as) do Oeste do Paraná. Para isso, o método pautou-se nas narrativas, que segundo Hart (2007, p. 16) as narrativas em educação ambiental significa “[...] pensar e sentir; a narrativa usa o conhecimento relatado na tentativa de dar significado aos modos pelos quais os seres humanos compreendem o mundo e comunicam essa compreensão para os outros [...]”. As narrativas que aqui apresenta-se sobre educação ambiental partem das experiências durante a trajetória de pesquisadora e as adquiridas no momento do trabalho com educadores e educadoras do oeste paranaense.
A priori apresenta-se reflexões que geraram reflexões dos (as) educadores (as), no momento dos temas apresentados; em seguida, faz-se um sobrevoo nos incentivos de trabalhar a educação ambiental e destaca-se o compromisso da AMOP com o desenvolvimento desta educação nas escolas. Finalmente, exibe-se os incentivos traduzidos à prática pedagógica fortalecida, no comprometimento dos (as) educadores (as), na geração das vivências da educação ambiental nas escolas, bem como as considerações finais e as referências que embasaram o artigo.
2 TEMÁTICAS QUE GERARAM REFLEXÕES DOS (AS) EDUCADORES (AS)
Durante as discussões geradas no momento da formação de educadores e educadoras, muitas reflexões surgiram a partir dos problemas mais frequentes que se encontram no meio da sociedade humana e no ambiente escolar, dentre os quais foram citados: as queimadas na Região Amazônica Brasileira e na Região do Oeste paranaense; os resíduos sólidos (RS)espalhados em alguns espaços escolares e nas ruas dos municípios, as famílias no sentido de haver trabalhos de educação ambiental em sintonia com as escolas , a comunidade no entorno das escolas, a água uma sensibilidade para utilizar somente o necessário, pois a escassez gera transtornos às pessoas, os 5 R’s (reduzir, reutilizar, reciclar, recusar e repensar), no sentido de reduzir o consumismo exagerado frente ao sistema capitalista, que exige o consumo das pessoas; a necessidade do reconhecimento e aplicabilidade da educação ambiental pelos educadores e pelas educadoras nas escolas; a integração de projetos de educação ambiental com o Projeto Político Pedagógico (PPP) das instituições escolares; e a necessidade de sensibilização para o desenvolvimento de um trabalho conjunto sobre a educação ambiental, bem como sobre as leis ambientais e os desafios destas.
Destaca-se que já existem leis que determinam a educação ambiental em nosso país, dentre as quais, a atual Constituição Federal Brasileira, em seu Artigo 225, que trata das questões do Meio Ambiente, no parágrafo 1º, Inciso VI; a Lei nº 9795, de 27 de abril de 1999 (já apresentadas), a Lei 12.305, de 2 de agosto de 2010, que institui a Política Nacional de RS no Artigo 8°, em seu inciso VIII, no qual dá ênfase à educação ambiental; a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), nº 9394, de 20 de dezembro de 1996, que em seu Artigo 2º acena: “a educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.
Além de tais leis acima acenadas, vale citar ainda que os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) (BRASIL, 1998, p. 65), ao defender o trabalho com temas transversais, abre espaço, nas escolas, para que temas como “educação ambiental” seja debatido/trabalhado/explorado em sua relação com a realidade social.
O exercício da transversalidade pressupõem um tratamento integrado das áreas e um compromisso com relações interpessoais no âmbito da escola, pois os valores que se quer transmitir, os experimentados na vivência escolar e a coerência entre eles devem ser claros para desenvolver a capacidade dos alunos de intervir na realidade e transformá-la, tendo essa capacidade relação direta com o acesso ao conhecimento acumulado pela humanidade.
Dentre tantas possibilidades de intervenção na sociedade, o meio ambiente é um tema que clama por atenção, respeito e cuidado. Logo, ao abrir-se espaço para a educação ambiental, na sua relação com as demais áreas de conhecimento, estará possibilitando a formação de atores capazes de intervir na realidade do meio ambiente, transformando-o de modo que futuras gerações possam ter condições dignas de sobrevivência. Essa preocupação desponta-se no documento (BRASIL, 1997. p. 29-30, grifos nossos), quando a questão do meio ambiente é referenciada:
A integração, a extensão e a profundidade do trabalho podem se dar em diferentes níveis, segundo o domínio do tema e/ou a prioridade que se eleja nas diferentes realidades locais. Isso se efetiva mediante a organização didática eleita pela escola. É possível e desejável que conhecimentos apreendidos em vários momentos sejam articulados em torno de um tema em questão de modo a explicitá-lo e dar-lhe relevância. Para se saber o que é saúde e como esta se preserva, é preciso ter alguns conhecimentos sobre o corpo humano, matéria da área de Ciências. É também preciso ter conhecimentos sobre Meio Ambiente, uma vez que a saúde das pessoas depende da qualidade do meio em que vivem.
Fica compreensível que a educação ambiental está devidamente embasada em leis e em documentos parametrizadores do ensino, o que se faz necessário que seu conhecimento seja contemplado pelos (as) educadores (as), de modo que possam trabalhar com seus alunos e alunas em sala de aula. Conhecer as leis que regem o desenvolvimento da educação ambiental nos ambientes escolares e não-escolares é dever de todo e qualquer profissional deste país, para que possam aplicá-las, seja no ambiente de repartições públicas ou privadas.
Dentre as discussões sobre tais leis, foi consenso entre os participantes da capacitação, sobre a necessidade de que a escola, por intermédio da gestão e de seus assessores, coordenadores pedagógicos, por exemplo, promova estudos com educadores (as), selecionando os artigos e incisos das leis para a ampliação de conhecimentos.
Houve reflexão também, sobre a importância da família, em conjunto com as escolas, se envolverem em um trabalho de educação ambiental. Essa reflexão teve forte impacto, pois muitos (as) educadores (as) desdobraram-se com certas preocupações, dentre as quais destaca-se: “de nada adianta a escola vivenciar a educação ambiental se as famílias ficam distantes de tais vivências”. Antagonismo este que, de fato, precisa ser superado, principalmente a partir de realização de palestras com os pais, em que as escolas apresentem temáticas estimuladoras para serem trabalhadas, no sentido de articular o que se ensina na escola e a vivência no ambiente familiar.
Entende-se que as escolas devem articular trabalhos de educação ambiental com as famílias com urgência, tendo-as como parceiras no processo formativo dos alunos, alunas e a prole de cada família. Além disso, deve articular a comunidade no seu entorno, pois ali acontecem diferentes teias de convívio social e ambiental. A articulação de um trabalho colaborativo das escolas com famílias e comunidade está devidamente garantido no Artigo 13, inciso VI, da LDB. Logo, escola-família-comunidade devem se unir para um trabalho integrado, que muito pode fazer a diferença no meio ambiente escolar e no próprio convívio da família e da comunidade.
Outro tema que gerou ampla discussão durante a capacitação dos (as) educadores (as), de forma bem crítica, foi em relação às “queimadas na Amazônia”. As inquietações e preocupações revelaram um outro problema: as queimadas também se processam no oeste paranaense, mas a mídia dá maior ênfase às queimadas na Amazônia. Esse “desinteresse” da mídia seria gerado pelas repercussões que esse problema provoca em segmentos internacionais? Ou estariam ligadas ao viés da política ambiental que se processa pelo governo atual do país? Tais interrogações ainda carecem de uma reflexão mais acurada, mas que precisam estar ao alcance das discussões no ambiente escolar.
Pensar na erradicação das queimadas nas regiões brasileiras em qualquer espaço territorial precisa ser ampliada na pauta constante das agendas governamentais e as decisões deveriam ser mais discutidas com a sociedade, na superação da problemática ambiental, que tanto tem afetado o meio ambiente no país. As queimadas, em qualquer região, provocam inúmeros problemas ambientais como: a mortandade de espécies, muitas delas ainda não catalogadas; a perda do habitat de animais, que normalmente migram para o espaço urbano, em busca de sobrevivência; o solo que fica enfraquecido com perdas de nutrientes e vulnerável aos processos intempéricos; infecções respiratórias, principalmente nas crianças e nos idosos; dentre outros fatores que geram agravamento ambiental sem precedentes.
Ressalta-se que a população brasileira de modo geral, deve estar mais atenta para as problemáticas referentes às queimadas das florestas e ajudar na busca de soluções. Além disso, é premente o desenvolvimento de um trabalho de educação ambiental urgente de forma mais assertiva nas escolas, nas famílias, nas comunidades, nas empresas públicas e privadas em geral, nas diferentes camadas sociais, de forma que desperte a sensibilidade e a consciência das pessoas para com o meio ambiente. São esses alguns direcionamentos que podem contribuir para amenizar a situação apresentada.
Outros temas que também despontaram na formação de educadores (as) do oeste paranaense versaram sobre a questão da água e dos RS. Em relação à água, destaca-se que é um dos bem mais precioso que se tem no Planeta Terra, e os seres vivos precisam deste bem para manter a vida. A terra apresenta um grande volume de massa hídrica, um percentual de 97%, embora deste percentual, apenas uma parcela é potável e está a serviço dos seres humanos. Sobre a água, Tundisi (2003, s⁄p) exibe:
O Homo sapiens além de usar a água para suas funções vitais como todas as outras espécies de organismos vivos, utiliza os recursos hídricos para um grande conjunto de atividades, tais como, produção de energia, navegação, produção de alimentos, desenvolvimento industrial, agrícola e econômico. Entretanto, 97% da água do planeta Terra está nos oceanos e não pode ser utilizada para irrigação, uso doméstico e dessendentação. Os 3% restantes têm, aproximadamente, um volume de 35 milhões de quilômetros cúbicos. Grande parte deste volume está sob forma de gelo na Antártida ou na Groelândia. Somente 100 mil km3, ou seja, 0,3% do total de recursos de água doce está disponível e pode ser utilizado pelo homem. Este volume está armazenado em lagos, flui nos rios e continentes e é a principal fonte de suprimento acrescido de águas subterrâneas. [...].
A partir das palavras do autor, acima explicitado, nota-se o quanto é necessário o cuidado com os recursos hídricos. Por isso, as pessoas precisam se educar para utilizarem de forma racional este bem tão precioso, que é a água (H2O). A falta desse recurso pode gerar inúmeros problemas à população, a exemplo: o rodízio de água, o desequilíbrio das economias, morte de espécies, conflitos entre as pessoas, etc.
No território brasileiro, a Política dos Recursos Hídricos está expressa na Lei 9.433, de 8 de janeiro de 1997, que, em seu Artigo I determina: a Política Nacional de Recursos Hídricos baseia-se nos seguintes fundamentos: I - a água é um bem de domínio público; II - a água é um recurso natural limitado, dotado de valor econômico; III - em situações de escassez, o uso prioritário dos recursos hídricos é o consumo humano e a dessedentação de animais; IV - a gestão dos recursos hídricos deve sempre proporcionar o uso múltiplo das águas; V - a bacia hidrográfica é a unidade territorial para implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos e atuação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos; VI - a gestão dos recursos hídricos deve ser descentralizada e contar com a participação do Poder Público.
O Brasil é um país privilegiado no que diz respeito à quantidade de água, e que segundo Gomes (2011, p. 3),
[...].Tem a maior reserva de água doce do Planeta, ou seja, 12% do total mundial. Sua distribuição, porém, não é uniforme em todo o território nacional. A Amazônia, por exemplo, é uma região que detém a maior bacia fluvial do mundo. O volume d’água do rio Amazonas é o maior do globo, sendo considerado um rio essencial para o planeta. Ao mesmo tempo, é também uma das regiões menos habitadas do Brasil.
Em situação oposta, as maiores concentrações populacionais do país encontram-se nas capitais e nos centros urbanos de maior porte, distantes dos grandes rios brasileiros, como o Amazonas, o São Francisco e o Paraná. O maior problema de escassez ainda é no Nordeste, onde a falta d’água por longos períodos tem contribuído para o abandono das terras e para a migração aos centros urbanos como São Paulo e Rio de Janeiro, agravando ainda mais o problema da escassez de água nestas cidades. Embora esse cenário tenha sofrido alguma mudança, mais recentemente, com certo fluxo migratório no sentido contrário, ainda é muito persistente a busca pelos grandes centros regionais do país. [...].
Embora no Brasil exista um quantitativo suficiente de massa hídrica potável para garantir a necessidade da população, mesmo assim, são evidentes distintos contrastes relacionados a água: racionamento de água, rodízios em algumas regiões que precisa de um novo olhar das autoridades e de toda população para permitir que este recurso possa estar disponível por muito tempo.
Já a questão dos RS, trata-se de um dos vilões dos problemas ambientais incrustados no meio da humanidade, se não forem cuidados e se não tiverem um destino final de modo apropriado. A Lei nº 12. 305⁄2010, já acenada, que trata dos RS no país, dá direcionamentos significativos para os tipos de resíduos. E, ao dar ênfase aos RS, não se pode deixar de enfatizar a prática dos 5 R’s: repensar, reduzir, recusar, reutilizar e reciclar, que não deve faltar num trabalho de educação ambiental no espaço escolar, por sinal muito bem discutido pelos educadores e pelas educadoras.
Um comentário significativo feito por um dos educadores presente na capacitação, foi acerca da política dos RS dos municípios do oeste paranaense, destacando que a coleta seletiva participativa vem sendo posto em prática. Trata-se de uma parceria entre o poder público municipal e a comunidade; um trabalho comprometido que tem despertado a responsabilidade das pessoas em relação a seus resíduos, o que tem garantido resultado significativo ao meio ambiente.
Muito se comentou com os (as) educadores (as) a questão sustentabilidade a partir da geração de RS no espaço escolares. Sobre esse aspecto, ficou evidente que atividades de educação ambiental podem fornecer muitos benefícios, como a construção de hortas escolares, oficinas de sabão pó e em líquido com os pais dos alunos e com os alunos, dentre outras ações. Todavia, para sua concretização, é preciso uma parceria dos educadores e educadoras com pais e profissionais da comunidade para a construção das respectivas ações.
Santos (2016, p. 104) destaca um trabalho de horta escolar:
O Projeto Horta Escolar é um instrumento pedagógico prático, direcionado a valores sociais, culturais e alimentares, sensibilizando alunos quanto à promoção de hábitos alimentares saudáveis, incentivo à ação coletiva, ajuda mútua e a aquisição de conhecimentos da natureza com técnicas apropriadas ao cultivo. A construção de horta escolar coloca os alunos em contato direto com o solo, permite uma aquisição de cuidados com as plantas, a compreensão do perigo da utilização de agrotóxicos à vida do homem e as práticas alimentares saudáveis, e eles aprendem que ela contém muitos organismos vivos.
A construção de horta, como uma das atividades nas escolas pode contribuir com o desenvolvimento das crianças, que envolva noções de nutrição, de hábitos de uma alimentação saudável, promova o contato com o solo, oportunize atividades que congregue o espírito de companheirismo, dentre outras aprendizagens. Mas é necessário que qualquer atividade esteja assegurada nos PPP’s das escolas.
Ao se tratar da responsabilidade das escolas com a educação ambiental, um dado novo chamou atenção: a inserção desta educação nos Projetos Políticos Pedagógicos (PPP), a forma como se desenvolve e a ausência de alguns colegas frente a um trabalho participativo.
Alguns (mas) educadores (as) foram bem críticos (as) ao enfatizarem que desconhecem as ações de educação ambiental asseguradas no documento (PPP), embora suas escolas desenvolvam certas ações; outros foram enfáticos ao afirmarem que há projetos de horta escolar, de reaproveitamento de materiais descartáveis, do uso da caneca ambiental, do fazer sabão ecológico a partir dos resíduos de óleos de cozinha, gerando, dessa forma, a prática da sustentabilidade ambiental, e que estão assegurados nos PPP, o que se considera bem relevantes, para se buscar a sensibilidade e a conscientização ambiental de todos que transitam no circuito das escolas.
Sobre os PPP e o papel das escolas e dos (as) educadores, destaca-se a determinação da LDB, nos artigos 12, 13 e 14. No artigo 12, inciso I, fica definido: “os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino terão a incumbência de: elaborar e executar sua proposta pedagógica”; no artigo 13, inciso I, está dito: “os docentes incumbir-se-ão de: participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino”; enquanto que no artigo 14, inciso I, se afirma: “os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios: participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola”.
O PPP das escolas é um instrumento teórico-metodológico capaz de transformar a realidade escolar e a própria realidade dos que integram este ambiente, quer seja alunos e alunas, pais e educadores (as), bem como pessoal de apoio, desde que estejam em sintonia e busquem a inteira transformação da sociedade escolar. Dessa forma, entende-se que a comunidade escolar precisa estar atenta para as determinações que a LDB emana, no que se refere à construção, à elaboração e à aplicação dos PPP nas escolas nas quais integram.
Vasconcellos (2006. p. 169) faz a seguinte alusão, quando afirma que o PPP é:
A sistematização, nunca definitiva, de um processo de Planejamento Participativo, que se aperfeiçoa e se concretiza na caminhada, que define claramente o tipo de ação educativa que se quer realizar. É um importante caminho para a construção da identidade da instituição. É um instrumento teórico-metodológico para a intervenção e mudança da realidade. É um elemento de organização e integração da atividade prática da instituição neste processo de transformação.
Dessa forma, os PPP são representações de toda ação que assegura o desenvolvimento das escolas (educacional, política, social, cultural, religiosa). Assim, devem direcionar a construção teórica-metodológica, apontar o norte de toda e quaisquer atividades que agregam as escolas; precisam ser construídos com a participação dos (as) educadores (as), alunos (as), famílias, a comunidade em seu entorno; necessitam ser pautados com certas flexibilidades, alinhados à realidade local e, de modo algum, devem ficar engavetados, mas estarem ao alcance de todos que integram as escolas.
3 INCENTIVOS E O COMPROMISSO DA AMOP COM A EDUCAÇÃO AMBIENTAL NAS ESCOLAS
A AMOP foi criada em 1969 com a finalidade de promover o desenvolvimento econômico, social e administrativo dos municípios de sua área de abrangência, através da ampliação e do fortalecimento da capacidade administrativa e da promoção de instrumentos de cooperação entre os municípios e com os governos federal e estadual (AMOP, s/d).
O papel da AMOP, na capacitação de educadores (as) do Oeste do Paraná, ocorrida no dia 29 de agosto de 2019, em torno da temática “A importância da educação ambiental no ambiente escolar”, teve o propósito de sensibilizar e contribuir com atores educacionais para o desenvolvimento da prática da educação ambiental nas escolas. O tema “educação ambiental nas escolas” foi considerado pela AMOP relevante; logo, incentiva e acompanha a ação dos (as) educadores e, por isso, requer o alargamento dos saberes acerca desta educação nas escolas.
Quanto aos saberes de educação ambiental dos (as) educadores (as), entende-se que precisam estar em sintonia com os problemas locais, mas atentos aos globais, pois de nada adianta atender as bases dos problemas internos (na família, na escola, na comunidade), sem mesmo conhecer o que acontece nas bases externas (do município, do estado, do país) que são gerados num intenso confronto entre seres humanos, embora seja imprescindível um trabalho conjunto, organizado e que haja uma participação política . Nessa direção, Gadotti (2000, p. 88) afirma: “a Educação Ambiental, muitas vezes limitou-se ao ambiente externo sem se confrontar com os valores sociais, com os outros, com a solidariedade, não pondo em questão a politicidade da educação e do conhecimento”. É certo que o desenvolvimento de um trabalho de educação ambiental nas escolas precisa estar a serviço dos problemas (ambiental e socioambiental) que afetam as escolas e as comunidades em que estão inseridas, na busca de possíveis soluções.
Entende-se que a articulação da associação, AMOP, que se preocupa com a educação ambiental de seus (as) educadores (as) está inteiramente em sintonia com o artigo 8°, inciso I, da Lei nº 9795 de 27 de abril de 1999, que direciona a Política Nacional de Educação Ambiental no Brasil, apresentando em seu inciso I – capacitação de recursos humanos: “as atividades vinculadas à Política Nacional de Educação Ambiental devem ser desenvolvidas na educação em geral e na educação escolar [...]”.
Assim sendo, é notório que as instituições governamentais e não-governamentais devem incentivar o exercício da educação ambiental nos ambientes onde se processam a educação, para que os atores envolvidos neste processo entendam o quanto é necessário e urgente uma reflexão crítica para se buscar a sensibilidade, a consciência ambiental, o posicionamento crítico, a participação política, em relação ao que acontece nos ambientes onde se travam as relações sociais e ambientais, para haver uma transformação do ambiente, ou seja, a melhoria do ambiente do qual todos fazem parte.
4 OS INCENTIVOS TRADUZIDOS À UMA PRÁTICA PEDAGÓGICA FORTALECIDA NO COMPROMETIMENTO DOS EDUCADORES E DAS EDUCADORAS, NA GERAÇÃO DAS VIVÊNCIAS DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NAS ESCOLAS
Os incentivos à prática da educação ambiental aos (as) educadores (as) que se encontravam na capacitação aconteceram de forma bem natural, durante a apresentação de cada atividade, a partir das quais se levantaram algumas interrogações sobre aquilo que estava sendo exposto, como provação de reflexões críticas.
A intenção foi justamente provocar uma reflexão crítica dos (as) educadores (as) que ali se faziam presentes, de promover a compreensão de quanto há necessidade de se desenvolver nas escolas a educação ambiental, não apenas nas datas comemorativas ao dia internacional do meio ambiente e da água, etc., mas no convívio diário. Todavia, para que isso se consolide, faz-se necessário que os profissionais de diferentes ciências possam estar devidamente atentos (as) para desenvolverem esta educação, sob a ótica da interdisciplinaridade e transversalidade, com intuito de superar a fragmentação do conhecimento.
Na Conferência Intergovernamental de Tbilisi (Geórgia), ocorrida em 1977, na Antiga União Soviética, considerada um dos principais eventos sobre Educação Ambiental do Planeta, dentre um de seus princípios básicos, determinou-se o processo interdisciplinar para uma perspectiva global: “aplicar em enfoque interdisciplinar, aproveitando o conteúdo específico de cada disciplina, de modo que se adquira uma perspectiva global e equilibrada”.
A respeito da interdisciplinaridade, Fazenda (2002, p. 11) enfatiza:
Uma nova atitude diante da questão do conhecimento, de abertura à compreensão de aspectos ocultos do ato de aprender e dos aparentemente expressos, colocando-os em questão. Exige, portanto, na prática uma profunda imersão no trabalho cotidiano.
Um trabalho de educação ambiental sob a ótica da interdisciplinaridade e transversalidade, conforme acenado pelos PCN (BRASIL, 1997), pode estar ao alcance dos profissionais da educação, mas, para isso, o (a) educador (a) precisam libertar-se do ensino calcado em conteúdos disciplinares, e buscar ensino interdisciplinares a exemplo disso, pode-se mencionar um projeto de horta escolar, por meio do qual os (as) alunos (as) possam ter oportunidades de estudar medidas geométricas, questões de distâncias pela matemática, um estudo da história do lugar, ao viés da ciência histórica, entender as questões de clima e tempo pela geografia, o ciclo da vida das espécies que estão sendo cultivadas pelo ensino da biologia, o uso da linguagem pela língua portuguesa e dos sinais, dentre outras que se aglutinadas no processo de ensino-aprendizagem será bem produtivo.
Entende-se que para projetar a educação ambiental frente ao processo da interdisciplinaridade requer um olhar cuidadoso para a real prática, e de certos preparos pelos (as) profissionais da educação, que precisam de um exercício que os libertem do ensino disciplinar (reforça-se) e seja momento de despertar a curiosidade dos (as) alunos (as), bem como aprendizagem, de fato.
Compreende-se que há necessidade de se trabalhar a educação ambiental focada na interdisciplinaridade e na transversalidade, embora o aprimoramento deste exercício deve ser urgente e colocado em prática na sala de aula. Frisa-se que de nada adianta uma ação de educação ambiental centrada apenas num estudo fragmentado, sem ter plena condições de contextualizar os saberes sob diferentes ciências. É preciso estimular os ensinamentos transmitidos, de forma que os (as) alunos (as) coloquem realmente na vivência de seus cotidianos e haja transformação para a melhoria do meio ambiente.
Ressalta-se, então, que uma educação ambiental para melhoria do meio ambiente deve pautar-se na ética, na busca incessante de mudanças de novos paradigmas, de convívio social, acima de tudo, buscar atitudes corretas para a realidade que cerca as pessoas. Nesta lógica de raciocínio, todos (as) educadores (as) precisam primeiramente vestir-se de uma sensibilidade e de uma consciência ambiental para buscar um trabalho digno de educação ambiental com seus (as) alunos (as) nas escolas.
As experiências vivenciadas durante o exercício da capacitação dos educadores e educadoras da rede municipal da região Oeste do Paraná, sob a gerência da AMOP, foram consideradas de grande relevância, pois o momento permitiu conhecer a realidade do desenvolvimento da educação ambiental nas escolas, dos que ali as representavam. De certa forma, ao mesmo tempo em que se trabalhou saberes ambientais, foi o momento de também absorver novos saberes, a partir das falas dos profissionais dos que se manifestavam.
Considera-se que esse momento de capacitação bem profícuo, pois gerou reflexões pertinentes sobre os problemas ambientais que estão presentes nas escolas e nos municípios e o incentivo de um trabalho de educação ambiental. Além disso, permitiu compreender que a educação ambiental, como proposta educativa, muito pode contribuir para apontar caminhos para a superação de problemas que assolam a escola, a família, a comunidade, o município, o estado e o país. Os (as) educadores (as) apontaram, por fim, a importância e a necessidade urgente da educação ambiental nas escolas, embora haja plena necessidade de uma parceria entre todos e todas envolvidos (as) nas instituições escolares, além de se buscar outras parcerias com órgão públicos e particulares.
Sobre o incentivo da AMOP, compreende-se que a iniciativa da capacitação oportunizou um momento significativo de reflexões, pois o tema “educação ambiental nas escolas” provocou inúmeras discussões e reflexões sobre problemas ambientais, que porventura acontecem nos ambientes escolares e dos próprios municípios, que precisam ser superados com certa urgência.
Quanto à necessidade de um trabalho de educação ambiental, articulado de forma conjunta, pautado na interdisciplinaridade e na transversalidade, entende-se que cada educador e educadora pode fazer a sua parte, com responsabilidade, sensível aos problemas que permeiam sua realidade, de forma que possam apontar alternativas para a resolução de problemas que resultem em um meio ambiente de qualidade e incentivar seus (as) alunos (as), para vivenciar a educação ambiental . Portanto, o incentivo da AMOP a seus educadores e educadoras contribuiu para o aprimoramento da educação ambiental nas escolas.
A respeito dos incentivos às práticas da educação ambiental aos educadores e educadoras, procurou-se, de certa forma, mostrar o quanto é importante essa educação nesses momentos tão difíceis que a humanidade vivencia, quando há crise de valores, miséria e pobreza de certos países, destruição das florestas, contaminação e escassez dos recursos hídricos, desrespeito às diversidades, desestruturação de certas famílias pelo uso indevido dos meios de comunicação, dentre outros.
E, quanto ao Estágio de Pós-doutoramento, ao se realizar uma ação de capacitação sobre educação ambiental, envolvendo educadores e educadoras da Educação Básica, dos municípios do Oeste paranaense, acredita-se que houve um fortalecimento do incentivo à prática da educação ambiental, ao aproximar de outra realidade brasileira, trocando experiências de forma tão significativa, que serviu, indiscutivelmente, para o aprimoramento profissional e pessoal e acredita-se da importância desta capacitação para todos e todas participantes, consequentemente para suas vivências no tocante a educação ambiental.
Agradecimentos: meus sinceros agradecimentos inicialmente a DEUS pela vida , à CAPES, pelo incentivo às políticas de qualificação aos professores da Amazônia brasileira e apoio financeiro para a ajuda mútua durante o Estágio de Pós-doutoramento; ao Centro de Formação Interdisciplinar (CFI) da Ufopa, onde se desenvolve o Programa de Mestrado (PPGSAQ), ao Programa de Pós-graduação em Letras da UNIOESTE (Campus Cascavel) pela acolhida ao projeto de pesquisa; a supervisora do pós-doutoramento, a Profa. Dra. Terezinha da Conceição Costa-Hübes pelo acolhimento e incentivo ao aprimoramento da profissão; à Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (AMOP), nas pessoas de Emma e Andrea, pela oportunidade concedida ao trabalho de educação ambiental com os educadores e educadoras do oeste paranaense; ao Victor Manoel Cortinhas dos Santos, meu filho, pelo apoio nos momentos mais difíceis dos estudos; à Universidade Federal do Oeste do Pará, especialmente ao Instituto de Ciências da Educação, aos colegas e coordenadores do Departamento do Curso de Geografia, por entenderem a necessidade da qualificação; a todos que, de alguma forma, incentivaram para a realização do Estágio de pós-doutoramento.
AMOP. 50 anos. Histórico da Associação. Disponível em: <>http://www.amop.org.br/institucional-2/historico/. Acesso em 19 de set. de 2019.
BRASIL. Constituição Federal Brasileira (1988). Disponível em: <https://www2.camara.leg.br/legin/fed/consti/1988/constituicao-1988-5-outubro-1988-322142-publicacaooriginal-1-pl.html>. Acesso em: 18 de set. de 2019.
BRASIL. Lei 9795 de 27 de abril de 1999. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/secad/arquivos/pdf/educacaoambiental/lei9795.pdf>. Acesso em 19 de setembro de 2019.
BRASIL. Lei N° 9. 433, de 8 de janeiro de 1997. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9433.htm>. Acesso em: 25 de set. de 2019.
BRASIL. Lei 9394, de 20 de dezembro de 1996. Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Senado Federal, Brasília, 2005.
BRASIL. Lei 9433, de 8 de janeiro de 1997. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9433.htm>. Acesso em: 19 de set. de 2019.
CONFERÊNCIA de Tbilisi (1977). Disponível em: <https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/biologia/conferencia-de-tbilisi-1977/27425> Acesso em: 24 de sete. De 2019.
GOMES, M. A. F. Água: sem ela seremos o planeta Marte de amanhã. Março de 2011. Disponível em: < http://webmail.cnpma.embrapa.br/down_hp/464.pdf >. Acesso em: 25 de set. de 2019.
FAZENDA, I. C. A. Dicionário em construção: interdisciplinaridade. 2. ed. - São Paulo: Cortez, 2002.
HART, P. Narrativa, conhecimento e metodologias emergentes na pesquisa em educação ambiental: questões de qualidade. 2.ed. Ijuí-RS: Unijuí, 2007.
SANTOS, M. M. C. dos. Educação Ambiental e Políticas Públicas: vivências nas escolas municipais. Curitiba-PR: CRV, 2016.
TRISTÃO, M. A educação ambiental na formação de professores: redes de saberes. 2. ed. São Paulo: Annablume; Vitória: Facitec, 2008.
TUNDISI, J. G. Ciclo Hidrológico e Gerenciamento Integrado. versão on line. Disponível em: <Cienc. Cult. vol.55 no.4 São Paulo Oct./Dec. 2003> . Acesso em: 19 de set. de 2019.
VASCONCELLOS, C. dos S., Planejamento: Plano de Ensino aprendizagem e Projeto Educativo. São Paulo: Libertad, 2006.

References: Artigo 225
 artigo 3
 Artigo 225
 Artigo 8
 Artigo 2
 Artigo 13
 artigo 12
 artigo 13
 artigo 14
 artigo 8