Source: https://zonaderisco.blogspot.com/2006/08/contran-regulariza-engate-em-carros.html
Timestamp: 2017-10-23 16:55:55+00:00

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Zona de Risco: Contran regulariza engate em carros
Contran regulariza engate em carros
O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou, no último dia 25 de julho, normas que regulamentam o uso do dispositivo de acoplamento mecânico para reboque (engate traseiro). O uso do engate tem se tornado comum, porém não seguia critérios de fabricação e instalação. Publicada nesta segunda-feira, a Resolução 197 tem o objetivo de disciplinar o uso e a fabricação do engate. A resolução disciplina o uso do engate em veículos com peso bruto total até 3,5 mil kg e capacidade de tracionar reboques. Os fabricantes e instaladores de engate terão de seguir normas estabelecidas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial. O prazo para cumprimento da medida é de 180 dias. Quem estiver em desacordo com as regras, cometerá infração grave, que prevê multa de R$ 127,69, cinco pontos na CNH e retenção de veículo para regularização.
Problemas com o engate
1. De acordo com o diretor da AEA (Associação Brasileira de Engenharia Automotiva), Marco Antônio Saltini, no caso de uma colisão traseira o engate pode rasgar o assoalho do carro. Ainda segundo ele, a absorção do impacto pela carroceria não acontece da maneira ideal, já que os carros modernos têm uma área de deformação programada, que absorve o impacto e protege os ocupantes.
2. Além disso, nos carros que têm engate o movimento da cabeça contra o encosto do banco acontece com mais força, aumentado o risco de lesões na coluna cervical. Outro problema é que a instalação desse acessório aumenta os riscos do surgimento de pontos de corrosão.
3. Os problemas de usar indevidamente o engate envolvem não apenas o dono do carro, mas também os pedestres e os carros que circulam à sua volta. Quem atravessa a rua entre dois carros estacionados no meio-fio corre o risco de bater a perna no engate. Já os carros que baterem na traseira do carro com engate têm o pára-choque seriamente danificado (algo que não ocorreria numa colisão leve, se não houvesse o acessório).
Fonte:Diário da Manhã – Goiânia, 1 de agosto de 2006 e Carsales
Resolução nº 197, de 25-07-2006: CONTRAN - Regulamenta o dispositivo de acoplamentomecânico para reboque (engate) utilizado em veículos com PBT de até 3.500kg e dá outras providências.
Fonte: Administração do Site. DOU, Seção 1, de 31-07-2006. págs 38 e 39.
O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO - CONTRAN, usando da competência que lhe confere o artigo 12 da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que instituiu o Código de Trânsito Brasileiro - CTB, e conforme o Decreto n.º 4.711, de 29 de maio de 2003, que dispõe sobre a coordenação do Sistema Nacional de Trânsito; e,
Considerando que o artigo 97 do Código de Trânsito Brasileiro atribui ao CONTRAN a responsabilidade pela aprovação das exigências que permitam o registro, licenciamento e circulação de veículos nas vias públicas;
Considerando o disposto no artigo 16 e no Parágrafo 58 do anexo 5 da Convenção de Viena Sobre Trânsito Viário, promulgada pelo Decreto 86.714, de 10 de dezembro de 1981;
Considerando a necessidade de corrigir desvio de finalidade na utilização do dispositivo de acoplamento mecânico para reboque, a seguir denominado engate, em veículos com até 3.500 kg de Peso Bruto Total - PBT;
Considerando que para tracionar reboques os veículos tratores deverão possuir capacidade máxima de tração declarada pelo fabricante ou importador, conforme disposição do Código de Trânsito Brasileiro;
Considerando a necessidade de disciplinar o emprego e a fabricação dos engates aplicados em veículos com até 3.500kg de PBT;
Art 1º Esta resolução aplica-se aos veículos de até 3.500 kg de PBT, que possuam capacidade de tracionar reboques declarada pelo fabricante ou importador, e que não possuam engate de reboque como equipamento original de fábrica.
Art. 2º. Os engates utilizados em veículos automotores com até 3.500 kg de peso bruto total deverão ser produzidos por empresas que obtiverem a aprovação do engate e do procedimento de instalação nos veículos, conforme norma do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial - INMETRO Parágrafo Único. A aprovação do produto fica condicionada ao cumprimento de requisitos estabelecidos em regulamento do INMETRO, que deverá prever, no mínimo, a apresentação pela empresa fabricante de engate, de relatório de ensaio, realizado em um protótipo de cada modelo de dispositivo de acoplamento mecânico, proveniente de laboratório independente, comprobatório de atendimento dos requisitos estabelecidos na Norma NBR ISO 3853, NBR ISO 1103, NBR ISO 9187.
Art. 3º. Os fabricantes e os importadores dos veículos de que trata esta Resolução deverão informar ao órgão máximo executivo de trânsito da União os modelos de veículos que possuem capacidade para tracionar reboques, além de fazer constar no manual do proprietário as seguintes informações:
I - especificação dos pontos de fixação do engate traseiro;
II - indicação da capacidade máxima de tração - CMT.
Art. 4º. Para rastreabilidade do engate deverá ser fixada em sua estrutura, em local visível, uma plaqueta inviolável com as seguintes informações;
I - Nome empresarial do fabricante, CNPJ e identificação do registro concedido pelo INMETRO;
II - modelo do veículo ao qual se destina;
III - capacidade máxima de tração do veículo ao qual se destina;
IV - referência a esta Resolução.
Art 5º O instalador deverá cumprir o procedimento de instalação aprovado no INMETRO pelo fabricante do engate, bem como indicar na nota de venda do produto os dados de identificação do veículo.
Art 7º Os veículos que portarem engate em desacordo com as disposições desta Resolução, incorrem na infração prevista no artigo 230, inciso XII do Código de Trânsito Brasileiro.
Art. 8º Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeito nos seguintes prazos:
I) - em até 180 dias:
a) - para estabelecimento das regras para registro dos fabricantes de engate e das normas complementares;
b) - para retirada ou regularização dos dispositivos instalados nos veículos em desconformidade com o disposto no artigo 6º, alíneas "b" e "c";
II) - em até 365 dias, para atendimento pelos fabricantes e importadores do disposto nos incisos I e II do artigo 3º;
III) - em até 730 dias para atendimento pelos fabricantes de engates e pelos instaladores, das disposições contidas nos artigos 1º e 4º.
posted by ACCA@5:41 AM
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References: artigo 12
 artigo 97
 artigo 16
 artigo 230
 artigo 6
 artigo 3