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Timestamp: 2019-10-15 10:58:24+00:00

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2 de abril de 2019 - Martins Moura & Teixeira
Casa › Advocacia Trabalhista Brasília – DF › 2019 › abril › 2
Por MMT Advogados 2 de abril de 2019 0
O tempo de trabalho do empregado que ultrapassar o acordado entre as partes, ao estabelecer o vínculo empregatício, é chamado de horas extras.
Essa jornada suplementar é muito comum na prática nas relações trabalhistas, devendo obedecer a diversas regras que visamos esclarecer a seguir.
Conforme salientado, as horas extras se configuram quando o empregado trabalha além do tempo real de sua jornada de trabalho, a qual depende do acordo entre as parte, não podendo ser maior que o limite legal de 8 horas.
Cargo de confiança é definido como aqueles que delegam ao trabalhador poderes de gestão e administração, ocasionando um acréscimo na remuneração de, no mínimo, 40%.
Devido a modalidade de serviço prestado, que exige a responsabilidade do empregado de zelar pela empresa em substituição do empregador, o cargo de confiança não dá direito ao recebimento de horas extras.
A adoção de estratégias para estar em conformidade com a legislação vigente é essencial para todas as empresas.
O Brasil é um país muito burocrático e que impõe diversas obrigações ao empreendedor — que caso descumpridas, podem gerar a aplicação de multas severas e levar o negócio à falência. Para evitar esse tipo de problema, é importante que você saiba o que é compliance.
Esse termo representa um conjunto de práticas que auxilia no bom andamento das atividades da companhia e o alcance dos objetivos, de forma idônea e transparente.
Pensando nisso, elaboramos este texto para que você entenda melhor sobre o compliance e seus benefícios para o negócio. Acompanhe!
É um termo originário do verbo inglês “to comply”, que significa estar de acordo com as leis, os regulamentos, os preceitos éticos, entre outros, e que tem a finalidade de reduzir os riscos empresariais.
Trata-se do direcionamento de uma empresa diante do mercado em que atua, ou seja, um parâmetro básico de negócios — pois são medidas aplicadas, voltadas para assegurar as relações éticas da instituição e, principalmente, o Poder Público.
Qual é a importância dessa prática para as empresas?
O compliance é uma estratégia essencial de negócio. Quer dizer que há uma transparência e um nível alto de maturidade no gerenciamento.
Estar em compliance mostra que os gestores e colaboradores conhecem os procedimentos implantados e realizados com legalidade trabalhista, comportamental, política, comercial etc. Não adotar esse método quer dizer que a empresa corre grandes riscos desnecessários, que podem levar a diversos prejuízos financeiros e patrimoniais.
É necessário pensar e mudar a gestão, alinhar a maneira como as informações da companhia são tratadas e como as pessoas agem no dia a dia, buscando atingir o grau máximo de excelência em compliance — independentemente da atividade exercida e do porte da empresa.
Quais são os benefícios que o compliance traz para o negócio?
Aplicar essa prática gera diversos benefícios para o negócio, que vão além da conformidade com a lei. Conheça alguns deles:
aumento da credibilidade por parte dos fornecedores, clientes e investidores;
ganho de qualidade e eficiência dos produtos ou serviços prestados;
prevenção contra punições;
redução dos riscos jurídicos e financeiros;
facilidade na obtenção de recursos, empréstimos e financiamentos;
aumento da captação e da retenção de talentos;
melhora da produtividade,
aumento da satisfação e da motivação dos colaboradores;
melhora da imagem do negócio etc.
De quem é a responsabilidade de implementar o compliance?
Apesar da resistência de alguns empreendedores, o compliance vem ganhando espaço dentro de muitas empresas, já que de nada adianta elaborar ações de responsabilidade social e sustentabilidade se os gestores e funcionários estão envolvidos em esquemas de corrupção e outras ilegalidades.
Por esse motivo foram criados setores de compliance. No começo, era constituído majoritariamente por profissionais de direito e finanças, considerando a necessidade de entendimentos específicos em leis e contabilidade.
Contudo, com o decorrer do tempo, os líderes perceberam que era necessário mais do que isso. Por isso, atualmente o departamento é composto por equipes multidisciplinares, capazes de analisar os casos sobre diferentes ângulos.
Além disso, devem atuar juntamente com o setor de recursos humanos, responsável por disseminar uma cultura organizacional séria, e com vários responsáveis de todas as áreas.
Os profissionais de compliance devem conhecer de forma aprofundada não só as regras e os princípios éticos, mas todo o funcionamento da empresa. Devem avaliar diversos cenários e os possíveis resultados legais para a imagem da organização.
Como o compliance deve atuar?
Para garantir a eficácia do compliance, primeiramente é necessário compreender o andamento da companhia e como ela se engloba junto à comunidade em que está localizada.
Isso quer dizer que essa função deve partir dos líderes de cada um dos setores do negócio. São eles que ficarão responsáveis por identificar e mapear os processos, de maneira a sugerir soluções que os tornem mais rápidos, humanizados e íntegros.
Para que isso possa acontecer, é preciso entender como a empresa funciona em sua totalidade. Cada detalhe — interno, externo e a forma de abordagem — deve ser averiguado, pensado, não somente para prezar pela qualidade da execução das ações, mas para assegurar que haja um tratamento respeitoso a todos os membros do processo.
Quais são as melhores práticas para a implementação do compliance?
Em algum momento da atividade será preciso ter, no quadro de compliance, empregados dedicados a acompanhar todos os objetivos, dialogar com as mais variadas áreas, além de criar e colocar em prática culturas que possibilitam o aumento dos índices de qualidade.
Isso insere, por exemplo, boas práticas nos controles internos de contabilidade, metas fiscais e gerenciais, segurança da informação, prevenção de fraudes, gerenciamento de riscos à saúde, diminuição dos índices de rotatividade e demais ações.
Trata-se de reunir as metas do negócio e os objetivos dos gestores com as melhores práticas esperadas pela sociedade. Dessa forma, a função da controladoria interna e dos auditores se torna mais do que fundamental para que os melhores resultados possam ser conquistados.
Mesmo existindo um departamento responsável, o compliance é uma obrigação de todos os membros da empresa, entre eles os parceiros e fornecedores. Para isso, é primordial a elaboração de um material que regule as atividades dos colaboradores e trace um norte de boas ações.
Entre essas práticas estão:
criação de um código de conduta ética;
organização de um comitê de ética para avaliar eventuais casos de corrupção;
procedimentos éticos de recrutamento e seleção;
transparência nas relações com os órgãos públicos, parceiros, fornecedores, clientes e demais;
comunicação institucional regular, com o investimento em canais abertos para denúncia;
transparência e integridade no monitoramento e com dados financeiros e contábeis;
comprometimentos da alta gestão;
avaliação e controle frequentes.
Agora que você já sabe o que é compliance e sua importância para a empresa, não espere mais para adotar essa prática, aproveitar todos os seus benefícios e, dessa forma, se livrar de graves problemas, já que estará sempre em regularidade perante a lei.
O advogado especialista em contratos deve conhecer e ter experiência na área no Direito Contratual, um ramo do Direito Civil. Esse é um assunto amplo e com várias regras legais que dão diretrizes para esses documentos, garantias para as partes e obrigações que devem ser cumpridas.
Ele é um profissional fundamental para a empresa, pois pode elaborar, fazer revisões, análises e até mesmo prestar uma assessoria completa no momento de rescindir o contrato com fornecedores ou clientes. Por isso, é importante conhecer em que vertentes ele atua.
A seguir mostraremos como esse advogado pode ajudar a empresa na prática e as situações em que ele é indispensável. Confira!
Elaboração de contratos sociais
O contrato social funciona como a certidão de nascimento da empresa e ele deve ser elaborado para qualquer tamanho de negócio, seja micro, pequeno, médio ou grande. Ele tem como objetivo fazer a formalização da sociedade no CNPJ.
Ele deve ser elaborado pelos sócios e registrado na Junta Comercial do estado em que a empresa está localizada. Já para as sociedades simples, o registro é feito no Cartório de Registro de Pessoas Físicas.
O contrato social apresenta diversas cláusulas fundamentais para a empresa, como a divisão de quotas entre os sócios, o valor pago a cada membro da sociedade como pro labore ou distribuição de lucros, quem participa das deliberações, as atividades exercidas, o ramo do negócio, forma de tributação etc.
É comum que os empresários peguem um modelo de contrato social e preencham para fazer o registro, mas isso pode causar vários problemas. É fundamental contar com um advogado especialista em Direito Contratual para elaborar e analisar esse documento.
Cada empresa tem as suas especificidades e o contrato social deve estar adequado a isso, demonstrando o ramo do negócio, atividades exercidas, sócios, responsabilidades, entre outros detalhes importantes. Informações incorretas nesse documento podem trazer consequências graves no futuro caso ocorra algum problema.
Execução e análise de contratos com fornecedores
Os contratos com fornecedores também são uma parte muito importante na gestão de uma sociedade. Eles definem vários pontos que devem ser respeitados por todas as partes, além de prever punições para quem não cumprir o que foi acordado.
Esse documento definirá prazos, quantidades, tipo de entrega, como deve ser feito o pagamento, valores e outras definições do serviço a ser prestado. Isso tudo deve ser feito com rigor e também seguindo o que a lei determina, tendo em vista que várias cláusulas são reguladas pelo código.
Outra função importante desse contrato é registrar as consequências para quem não cumpre o que foi decidido, como multas, juros, retenção de pagamento e outras cláusulas. Essas definições são importantes para que possa haver a cobrança caso o fornecedor descumpra a sua parte no acordo.
O advogado é importante aqui porque muitas cláusulas podem ser consideradas abusivas pela lei, como multas em valor muito elevado, juros fora do limite legal, entre outros. Assim, caso o fornecedor queira discutir isso judicialmente, o empresário terá que se submeter ao definido pelo juiz.
Fazendo tudo de acordo com a lei, a execução do contrato, quando há descumprimento, pode ser feita de forma mais rápida e sem tantos custos, pois as cláusulas serão legais e há menos margem para que o fornecedor discuta o que foi documentado.
Os contratos imobiliários também são bem comuns na rotina de uma empresa: é preciso alugar locais, comprar imóveis, pontos comerciais ou mesmo negociar terrenos. Esses documentos têm uma série de peculiaridades e regras legais para regulamentar a área.
Conhecer essas regras é importante para que nada ilegal seja feito, o que pode ocasionar graves problemas, perda de dinheiro e até mesmo a reversão do negócio. A locação de imóveis urbanos, por exemplo, tem uma lei própria — n.º 8.245 de 1991 — que regulamenta esses negócios.
Não observar os limites que a lei impõe causa prejuízos e pode fazer a empresa perder um bom negócio e até mesmo o ponto comercial, diminuindo a lucratividade, a produtividade e causando a perda de clientes.
O advogado especialista em contratos deve ter conhecimento sobre essas leis e fazer uma análise aprofundada dos negócios imobiliários, prestando uma assessoria completa no momento de fechar um negócio, seja para alugar, comprar ou vender.
Essa análise evita brechas no contrato, ambiguidades e cláusulas ilegais, trazendo mais segurança para o negócio que será feito. Isso evita que o documento seja contestado pela outra parte ou mesmo invalidado pelo poder judiciário.
Rescisão e revisão de contratos
A rescisão e a revisão de contratos também é um ponto muito importante na gestão de empresas. É essencial que esses documentos sejam revistos com o passar do tempo, para adequá-los à realidade financeira da empresa ou mesmo analisar se eles realmente ainda valem a pena.
Contratos antigos e sem uma atualização podem fazer o negócio perder dinheiro e clientes, tendo em vista que os reajustes são necessários para manter a competitividade e mesmo a produtividade da companhia, que pode adotar novas técnicas e fornecedores.
Aqui o advogado especialista também tem grande valia. Rescindir um contrato pode acarretar multas e pagamentos de verbas indenizatórias, e tudo isso deve ser estudado para ver a viabilidade e possibilidade dessa ação.
As cláusulas que são abusivas também podem ser revistas judicialmente, buscando evitar o pagamento de verbas exageradas e que são ilegais. O advogado também conhece o entendimento dos juízes e tribunais a respeito dos mais variados assuntos, o que facilita a análise do resultado da ação.
Também é possível fazer acordos extrajudiciais para adequar as cláusulas contratuais, ou seja, sem a intervenção da esfera judicial. Isso é importante para manter uma boa relação com a outra parte contratual e conseguir descontos ou outras vantagens de uma parceria de longa data.
Portanto, o advogado poderá contatar a outra parte, mostrar os pontos que precisam ser alterados e fazer uma oferta, demonstrando como a empresa pretende agir. A outra parte poderá negociar os termos e fazer uma contraproposta, visando um acordo que será benéfico para os dois.
Com todos esses benefícios, é fundamental contar com um advogado especialista em contratos para fazer uma consultoria jurídica na sua empresa. Não esqueça de avaliar bem os profissionais e escritórios, para escolher um de renome e com experiência na área para auxiliar o seu negócio.
Saber fazer o cálculo trabalhista é essencial para qualquer empresa que deseja estar em dia com a legislação, evitando processos e prejuízos futuros. Para isso, não há dúvidas de que é preciso atenção e qualificação dos profissionais envolvidos nesse processo.
Os cálculos se referem aos valores incluídos na rescisão do contrato de trabalho, logo, é necessário conhecer bem todos os direitos do trabalhador para que tudo seja pago corretamente. Por se tratar de um procedimento complexo, explicamos neste texto como é feito esse cálculo trabalhista. Continue lendo e confira!
Essa é a remuneração que corresponde ao número de dias que o colaborador efetivamente trabalhou no mês da saída. Para fazer esse cálculo basta dividir o salário por 30 dias, para identificar quanto ele ganha diariamente, depois multiplicar o resultado pelo número de dias trabalhados.
Considere, por exemplo, que um trabalhador ganha um salário de R$ 1000 reais. Divididos por 30 dias, são R$ 33,33 diários. Então, se no mês da rescisão ele tiver trabalhado 20 dias:
20 x R$ 33,33 = R$ 666,60 de saldo de salário.
Trata-se do período trabalhado entre o aviso de saída do funcionário e a sua rescisão. Acontece quando há um desligamento sem justa causa.
O tempo mínimo desse aviso prévio é de 30 dias, o máximo, de 90 dias. São aumentados 3 dias a cada ano laborado — 30 dias de aviso assemelham-se a um mês de salário, e os dias acrescentados são multiplicados pelo valor que o empregado ganha por dia.
Todo funcionário que trabalha sob regime CLT possui direito a férias remuneradas depois de 12 meses de trabalho, conforme artigo 130da respectiva lei. Além disso, é acrescentado 1 terço ao valor das férias, de acordo com a previsão do artigo 7º, XVII, da Constituição Federal de 1988.
Assim, se um trabalhador tem uma remuneração de R$ 1500, ele receberá essa quantia mais 1 terço. Ou seja:
R$ 1500 + (1 terço de 1500) = R$ 2000.
Esse valor representa o período aquisitivo incompleto de férias, na proporção de 1/12 por mês de serviço, ou fração acima de 15 dias de trabalho (nesse caso, considera-se um mês), observando sempre as faltas injustificadas desse período.
Se o colaborador trabalhou, por exemplo, seis meses mais um mês de aviso prévio, é calculado 7/12 de férias proporcionais. Então, divide-se o salário (imaginemos, aqui, R$ 1000) pelos meses no ano (12) e multiplicasse-se por 7.
º Salário proporcional
O 13º proporcional deve ser calculado da mesma forma que as férias proporcionais.
R$ 1000 / 12 = R$ 83,33 x 7 = R$ 583,31.
O FGTS será pago sobre o saldo de salário. Dessa forma, se trabalhou 20 dias no mês, recebendo R$ 1000 de remuneração, o colaborador terá direito a R$ 666,60 de saldo de salário:
R$ 666,60 x 8% = R$ 53,32.
Isso também incidirá sobre o 13º salário proporcional.
Sobre os valores da rescisão contratual, devem ser observados os descontos relativos ao INSS e IRPF, que respeitam as tabelas de limites de acordo com o salário do empregado. Segundo a tabela do IRRF 2018, os rendimentos são isentos até R$2,379.97. Já o INSS incide sobre o valor reunido do saldo de salário, aviso prévio e 13º proporcional.
De acordo com o artigo 18, § 1.º, da Lei 8.036/90, o empregador deverá pagar 40% de multa sobre a quantia arrecadada de FGTS ao colaborador demitido sem justa causa, ou 20% quando existe um acordo para a saída do funcionário.
Imagine, por exemplo, que foi depositado R$ 4000 ao longo dos anos. Na demissão sem justa causa, a empresa deverá depositar:
R$ 4000 x 0,4 = R$ 1.600.
Já na saída em comum acordo, esse valor será de:
R$ 4000 x 0,2 = R$ 800.
Como podemos ver, o cálculo trabalhista é cheio de particularidades. Por isso, o ideal é contar com um escritório de advocacia especializado, capaz de lhe auxiliar nesse processo e assegurar a regularidade do pagamento de todos os direitos.
A rescisão de um contrato de trabalho entre empresa e colaborador pode ser feita por vários motivos. A empresa pode dispensar os serviços do empregado, o funcionário às vezes deseja não trabalhar mais na companhia e há também a demissão por justa causa.
A demissão por justa causa ocorre quando a empresa tem um motivo muito forte para demitir o empregado. Por exemplo: falta de comportamento adequado com as normas da companhia e com a legislação vigente, descumprimento das cláusulas contratuais, entre outros.
Devido à seriedade dos casos e as consequências ao empregador, é importante que o motivo seja sempre justificado. Pensando nisso, elaboramos este texto para explicar os principais pontos desse tipo de demissão. Confira!
Quais são os direitos de quem é demitido por justa causa?
Na demissão por justa causa, o empregado perde todos os seus direitos, devendo o empregador pagar apenas as seguintes verbas:
Saldo de salário: pagamento pelos dias trabalhados pelo funcionário no mês da demissão;
férias: o empregado demitido só tem direito a receber as férias que estiverem vencidas e ainda não foram tiradas;
banco de horas: caso tenha saldo positivo de horas, deverá recebê-las como se fossem horas extras.
Quantas faltas e advertências são necessárias para demitir por justa causa?
O artigo 482 da CLT, que trata das situações de demissão por justa causa, não estabelece explicitamente a repetição de falta como motivo para a companhia desligar o funcionário, mas diz sobre o termo desídia em sua alínea “e”.
A desídia é uma falta grave, ocasionada pela repetição de faltas injustificadas ou até mesmo uma única falta de gravidade comprovada. Além disso, se enquadra também os atrasos frequentes, falta de vontade em executar as tarefas, entre outros.
Quando o empregado não comparece para o trabalho e não justifica sua ausência, comete uma irregularidade, capaz de gerar desconto de pagamento em folha e, em casos mais graves e reincidentes, isso pode gerar advertência, suspensão ou até a penalidade máxima na esfera trabalhista que é a demissão por justa causa.
É normal o entendimento que para aplicar a justa causa é preciso no mínimo três advertências. Contudo, não existe essa previsão legal na CLT. Isso quer dizer que não existe uma quantidade mínima ou máxima para que o empregador possa demitir um colaborador por justa causa.
Quais são os principais motivos de demissão por justa causa?
Entre os motivos para demissão por justa causa, expresso no artigo 482 da CLT, estão:
Roubo ou falsificação de documentos;
comportamento incompatível com o permitido pelas normas da sociedade, por exemplo, condutas libidinosas ou outro tipo de assédio;
realização de negociações ou vendas por conta própria sem a permissão da empresa;
condenação do empregado à prisão, sem possibilidade de recurso da decisão;
negligência no serviço, como falta de empenho, preguiça, entre outros;
embriaguez durante o serviço;
violação do segredo da companhia ou venda do mesmo para os concorrentes;
indisciplina ou ausência da função, depois da falta de 30 dias consecutivos, caracterizando abandono de serviço.
Como proceder na demissão por justa causa?
É muito importante ao empregador ter a certeza de que o ato praticado pelo funcionário é passível de punição com demissão por justa causa, já que o ato praticado deve estar contido no artigo 482 da CLT.
Ao aplicar esse tipo de desligamento, é essencial a comprovação da falta grave cometida pelo empregado. Afinal, é de suma importância ter em mãos todos os elementos que embasem a má conduta do trabalhador, evitando possíveis ações trabalhistas.
Observar os direitos e deveres para cumprir adequadamente as disposições legais é fundamental para evitar que a empresa atue erroneamente com os trabalhadores ou sofra demandas judiciais. Por isso, nos casos de demissão por justa causa, que é um assunto delicado para ambas partes, é primordial contar com a ajuda de uma escritório especializado, que vai orientar você da melhor forma.
Saber o que é direito do trabalhador é fundamental para manter as obrigações em dia e evitar processos judiciais.
Afinal, diferentemente do que ocorre em outras áreas, o contrato entre as partes não é a principal fonte de informações, porque a legislação impõe a existência de condições mínimas para o empregado.
O problema é que, em muitos casos, os empresários têm dúvidas sobre quais seriam os próprios deveres. Consequentemente, não atuam da maneira adequada e se veem com problemas na Justiça do Trabalho.
Para saber o que é correto e tomar todas as precauções, continue a leitura deste conteúdo. Ao longo do texto, abordamos as obrigações trabalhistas. Não deixe de conferir!
Registrar o vínculo de emprego mediante anotação na Carteira de Trabalho e Previdência Social, em até 48 horas após a admissão. Lembre-se, portanto, de que a empresa até pode complementar o registro com um termo escrito, mas não é possível substituí-lo.
Firmar um contrato escrito, além da anotação na carteira, para período de experiência. Se essa for a opção da empresa, há possibilidade de utilizar até 90 dias, dentro dos quais a demissão do profissional pode ser feita sem o pagamento da multa de rescisão e do aviso prévio.
Também estipular por escrito o prazo e a justificativa para as contratações temporárias. Em regra, o contrato dura até que haja pedido de demissão ou dispensa, mas é possível em situações excepcionais estipular uma data de início e término.
Limitar o tempo de realização dos serviços aos períodos previstos na legislação. O modelo padrão é a restrição de 8 horas diárias e 44 horas semanais. Por exemplo, o trabalhador presta serviços de segunda a sexta-feira por 8 horas e no sábado por 4 horas.
As exceções a esse regime do direito do trabalhador são as seguintes:
Quando houver necessidade excepcional de trabalho, os colaboradores podem prestar serviços extraordinárioa por até 2 horas além da jornada normal, com adicional de 50% ou com compensação pelo sistema de banco de horas.
Jornada de 12×36
As partes firmam um acordo escrito para uma jornada em que, após 12 horas de trabalho, são concedidas 36 horas de descanso.
A jornada de trabalho é de meio expediente, tendo dois modelos possíveis:
limite de 30 horas semanais, proibindo-se as horas extras;
limite de 26 horas semanais, admitindo-se até 6 horas extras por semana.
Conceder, em regra, 30 dias de descanso remunerado anualmente com o pagamento do salário mais adicional de 1/3.
Para isso, o profissional deve trabalhar por 12 meses consecutivos e, assim, concluir o período aquisitivo. Logo após, a empresa recebe o prazo de 12 meses para liberar o profissional, o chamado período concessivo.
Nesse momento, os principais cuidados são pagar o salário e o adicional até 2 dias antes do início das férias, bem como comunicar a data com antecedência mínima de 30 dias.
Vale destacar também que após a conclusão de um período aquisitivo se inicia outro. Por isso, nas rescisões, ocorre o pagamento das férias vencidas e proporcionais.
Pagar o valor corresponde à remuneração do profissional todos os anos, integral ou proporcionalmente, ao número de meses trabalhados. As parcelas do 13º salário são quitadas em 30 de novembro e 20 dezembro, sendo cada uma correspondente à metade do valor devido.
Recolher 8% do valor do salário para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. A quantia fica preservada em conta individual e pode ser sacada pelo empregado em situações específicas, como demissão sem justa causa, aposentadoria e financiamento de casa própria.
Outro ponto importante é pagar 40% do FGTS depositado durante a relação de emprego ao efetuar uma demissão sem justa causa.
Não demitir a mulher grávida — da comprovação da gravidez até 5 meses depois do parto, exceto se for por justa causa. Além disso, após o nascimento do bebê, a mãe terá direito a dois intervalos de 30 minutos para amamentação durante o expediente.
Igualmente, é possível requerer a licença-maternidade, em que a colaboradora se afasta do serviço por 120 dias com salários pagos pela empresa e restituídos pelo INSS. Nos casos dos empregadores aderentes ao Programa Empresa Cidadã, o período de afastamento remunerado passa a ser de 180 dias, e é possível descontar os valores do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica.
Realizar os recolhimentos do INSS e registrar as informações de tempo de serviço para que o colaborador tenha acesso aos benefícios da seguridade social. Entre eles, estão aposentadoria, auxílio-doença, auxílio-acidente, licença-maternidade e salário-família.
Informar o interesse na rescisão do contrato de trabalho com a antecedência mínima prevista em lei, a qual pode variar de 30 a 90 dias, proporcionalmente ao tempo de serviço. Caso não seja realizada ou não seja de interesse da empresa, é necessário indenizar um mês de salário no momento da rescisão contratual.
Quitar as prestações devidas pela empresa e as obrigações impostas em rescisão contratual. Para que você tenha uma visão mais clara do assunto, nos casos de demissão sem justa causa, os valores devidos são os seguintes:
aviso prévio indenizado, se não houve comunicação com antecedência.
As verbas, no entanto, mudam se a demissão ocorreu por justa causa ou se foi um pedido do colaborador, salvo demissão indireta. No primeiro caso, recebem-se apenas as férias vencidas e o saldo de salário; no segundo, a multa do FGTS e o aviso prévio não são exigíveis.
Uma opção interessante é o acordo de demissão. Nesse caso, a saída é um consenso entre empregador e empregado, sendo devidas metade do aviso prévio e da multa do FGTS, além das demais verbas.
Importância da assessoria jurídica
Na verdade, em todos os pontos apresentados, existem possibilidades para que a empresa busque situações mais favoráveis. Por isso, é importante aprender cada vez mais sobre o que é direito do trabalhador.
Outro ponto importante é contar com o suporte jurídico. O conhecimento e a experiência dos advogados trabalhistas precisam ser incorporados ao dia a dia para que os processos empresariais estejam em conformidade com a lei.
Boa parte dos problemas na Justiça do Trabalho ocorre porque, de fato, a legislação é complexa, e apenas os especialistas podem dar orientações seguras para as empresas.
Sendo assim, além de estudar bastante sobre o que é direito do trabalhador e se aprofundar nos tópicos apresentados, jamais negligencie a importância da assessoria jurídica para seu negócio.

References: artigo 130
 artigo 7
 artigo 18
 artigo 482
 artigo 482
 artigo 482