Source: https://almadaforma.net/index.php/formacao/formularios/modalidades/projeto
Timestamp: 2019-09-18 14:00:20+00:00

Document:
Regulamento para acreditação e creditação de acções de formação na modalidade Projecto (CCPFC)
De entre os objectivos do Projecto como metodologia de formação sobressaem, pela sua relevância:
a) Desenvolver metodologias de investigação/formação centradas na realidade experimental da vida escolar e/ou comunitária, no território educativo;
b) Incrementar o trabalho cooperativo em equipa e o diálogo pluri e interdisciplinar;
c) Favorecer a capacidade para resolver problemas e desenvolver planos de acção;
d) Aprofundar a capacidade para relacionar o saber e o fazer, a aprendizagem e a produção;
e) Potenciar a integração afectiva, a socialização e a realização de interesses pessoais e grupais.
O largo alcance formativo da modalidade de Projecto permite enquadrá-la em qualquer uma das áreas referidas no artigo 6º do RJFCP.
Os objectivos da formação contínua de professores referidos no artigo 3º do RJFCP constituem os critérios essenciais a considerar na organização da modalidade de Projecto.
Pela sua natureza dialéctica, pela sua contribuição para «instaurar entre o actor e o seu meio uma relação que se transforma em acção» (Babier; 1993), a metodologia do projecto, seja na sua forma de resolução de problemas sócio-profissionais, sócio-comunitários, sócio-escolares, ou relativos ao universo dos alunos, seja na sua forma de construção de saberes e de saberes fazer no âmbito do currículo, revela-se como uma estratégia de grande alcance na prossecução dos objectivos de formação contínua estabelecidos no artigo 3º do Decreto Lei nº 207/96 , de 2 de Novembro ( RJFCP ).
A metodologia de Projecto, pela riqueza dos seus objectivos, enquadra se em vários modelos e métodos de ensino, entre os quais destacaremos os cognitivos, os sociais e de interacção social, e os humanistas, revelando-se como uma boa estratégia à formação centrada na escola e nos contextos e territórios educativos, bem como à consolidação de atitudes de mudança e de produção de conhecimentos.
Na sua concretização, o Projecto deve prever a realização de “sessões presenciais conjuntas”, em que os diversos participantes produzem relatos do trabalho intermédio realizado, discutem metodologias e acertam mecanismos de desenvolvimento futuro.
O período de realização de um Projecto não deverá ultrapassar o horizonte de um ano lectivo. Em princípio, o número de horas das “sessões presenciais conjuntas” oscilará entre 15 e 50.
Para poderem ser acreditadas, as acções nesta modalidade devem:
b) Prever metodologias de investigação-formação e de interacção social e disciplinar;
c) Ter por objecto de acção um problema, uma necessidade, uma situação emergente no sistema educativo, na escola, no universo dos alunos, na comunidade dos professores, na comunidade local e seu território educativo, etc, em relação aos quais se projectem produção de conhecimentos e mudança das práticas;
d) Ter um orientador com formação, nos termos do artigo 31º do RJFCP, nos domínios científicos e metodologias pedagógicas inerentes à acção proposta;
e) Não prever, em princípio, menos de 7 nem mais de 15 participantes, podendo, no caso de pelo menos 10 participantes, haver lugar a dois formadores;
f) Delimitar as faltas dos participantes a um máximo de um terço das “sessões presenciais conjuntas” de formação;
g) Ter também, como proponentes, os participantes da acção;
h) Não contabilizar como horas de formação as horas de especificação e planeamento do projecto;
i) Ter a aprovação dos órgãos de direcção pedagógica e administrativa da escola ou das escolas, tratando-se de projecto de intervenção na escola ou nas escolas.
6.1 Uma acção na modalidade Projecto, quando acreditada pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua , terá uma creditação base máxima.
O número de créditos atribuídos decorre da aplicação do disposto no número 1 do artigo 14º do RJFCP , tomando como horas de formação o triplo das horas correspondentes às “sessões presenciais conjuntas” referidas em 3 e 4.
6.2 Compete à comissão pedagógica da Entidade Formadora proceder à creditação final e definitiva dos formandos com base em parecer fundamentado de um Consultor de Formação, caso exista nos termos da alínea c) do nº 2 do artigo 25º do RJFCP , ou por um especialista na temática do projecto, sobre relatório produzido pelo formador ou formadores.
Para o efeito, terminada a acção, o ou os formadores elaborarão, no prazo de 30 dias, relatório final circunstanciado sobre o decorrer da acção, as alterações efectuadas no projecto inicial e a sua justificação, os resultados alcançados e as suas implicações para a mudança das práticas profissionais e/ou desenvolvimento profissional dos professores, os materiais produzidos, a intervenção de cada um dos formandos, assim como a avaliação da aprendizagem destes, e ainda a avaliação da acção.
6.3 A creditação final e definitiva, relativamente a cada formando, oscilará entre 50% e 100% da creditação base atribuída pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua (cf. Carta – Circular 1-2008 – Creditação de Acções de Formação )
6.4 As instituições de formação darão conhecimento dos relatórios da equipa de formadores e do Consultor de Formação ou especialista ao CCPFC , no prazo de 90 dias após ter terminado a acção e, ainda, da creditação definitiva atribuída aos formandos.

References: artigo 6
 artigo 3
 artigo 3
 artigo 31
 artigo 14
 artigo 25