Source: https://presrepublica.jusbrasil.com.br/legislacao/101482/decreto-3724-01
Timestamp: 2019-11-22 14:54:15+00:00

Document:
Decreto 3724/01 | Decreto nº 3.724, de 10 de janeiro de 2001, Presidência da Republica
Decreto 3724/01 | Decreto nº 3.724, de 10 de janeiro de 2001
Regulamenta o art. 6o da Lei Complementar nº 105, de 10 de janeiro de 2001, relativamente à requisição, acesso e uso, pela Secretaria da Receita Federal, de informações referentes a operações e serviços das instituições financeiras e das entidades a elas equiparadas. Ver tópico (3252 documentos)
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto na Lei Complementar nº 105, de 10 de janeiro de 2001, DECRETA:
Art. 1º Este Decreto dispõe, nos termos do art. 6o da Lei Complementar nº 105, de 10 de janeiro de 2001, sobre requisição, acesso e uso, pela Secretaria da Receita Federal e seus agentes, de informações referentes a operações e serviços das instituições financeiras e das entidades a elas equiparadas, em conformidade com o art. 1º, §§ 1º e 2º, da mencionada Lei, bem assim estabelece procedimentos para preservar o sigilo das informações obtidas. Ver tópico (23 documentos)
§ 1º Entende-se por procedimento de fiscalização a modalidade de procedimento fiscal a que se referem o art. 7º e seguintes do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972 , que dispõe sobre o processo administrativo fiscal.
§ 2º O procedimento de fiscalização somente terá início por força de ordem específica denominada Mandado de Procedimento Fiscal (MPF), instituído em ato da Secretaria da Receita Federal, ressalvado o disposto nos §
§ 3º e 4º deste artigo. Ver tópico (29 documentos)
§ 6º Não se aplica o exame de que trata o caput ao proc edimento de fiscalização referido no inciso IV do § 4º deste artigo. Ver tópico (4 documentos)
Art. 2o Os procedimentos fiscais relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil serão executados, em nome desta, pelos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil e somente terão início por força de ordem específica denominada Mandado de Procedimento Fiscal (MPF), instituído mediante ato da Secretaria da Receita Federal do Brasil. (Redação dada pelo Decreto nº 6.104, de 2007).
Art. 2º Os procedimentos fiscais relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil - RFB serão executados por ocupante do cargo efetivo de Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil e terão início mediante expedição prévia de Termo de Distribuição do Procedimento Fiscal - TDPF, conforme procedimento a ser estabelecido em ato do Secretário da Receita Federal do Brasil. (Redação dada pelo Decreto nº 8.303, de 2014) Ver tópico (259 documentos)
§ 1o Nos casos de flagrante constatação de contrabando, descaminho ou qualquer outra prática de infração à legislação tributária, em que o retardamento do início do procedimento fiscal coloque em risco os interesses da Fazenda Nacional, pela possibilidade de subtração de prova, o Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil deverá iniciar imediatamente o procedimento fiscal e, no prazo de cinco dias, contado de sua data de início, será expedido MPF especial, do qual será dada ciência ao sujeito passivo. (Redação dada pelo Decreto nº 6.104, de 2007). Ver tópico (14 documentos)
§ 1º Nos casos de flagrante constatação de contrabando, descaminho ou de qualquer outra prática de infração à legislação tributária, em que o retardamento do início do procedimento fiscal coloque em risco os interesses da Fazenda Nacional, pela possibilidade de subtração de prova, o Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil deverá iniciar imediatamente o procedimento fiscal e, no prazo de cinco dias, contado da data de seu início, será expedido TDPF especial, do qual será dada ciência ao sujeito passivo. (Redação dada pelo Decreto nº 8.303, de 2014) Ver tópico (14 documentos)
§ 2o Entende-se por procedimento de fiscalização a modalidade de procedimento fiscal a que se referem o art. 7o e seguintes do Decreto no 70.235, de 6 de março de 1972. (Redação dada pelo Decreto nº 6.104, de 2007). Ver tópico (27 documentos)
§ 3o O MPF não será exigido nas hipóteses de procedimento de fiscalização: (Redação dada pelo Decreto nº 6.104, de 2007).
§ 3º O TDPF não será exigido nas hipóteses de procedimento de fiscalização: (Redação dada pelo Decreto nº 8.303, de 2014) Ver tópico (29 documentos)
I - realizado no curso do despacho aduaneiro; Ver tópico (3 documentos)
II - interno, de revisão aduaneira; Ver tópico
III - de vigilância e repressão ao contrabando e descaminho, realizado em operação ostensiva; Ver tópico (7 documentos)
IV - relativo ao tratamento automático das declarações (malhas fiscais). Ver tópico (3 documentos)
§ 4o O Secretário da Receita Federal do Brasil estabelecerá os modelos e as informações constantes do MPF, os prazos para sua execução, as autoridades fiscais competentes para sua expedição, bem como demais hipóteses de dispensa ou situações em que seja necessário o início do procedimento antes da expedição do MPF, nos casos em que haja risco aos interesses da Fazenda Nacional. (Redação dada pelo Decreto nº 6.104, de 2007).
§ 4º O Secretário da Receita Federal do Brasil estabelecerá os modelos e as informações constantes do TDPF, os prazos para sua execução, as autoridades fiscais competentes para sua expedição, bem comodemais hipóteses de dispensa ou situações em que seja necessário o início do procedimento antes da expedição do TDPF, nos casos em que haja risco aos interesses da Fazenda Nacional. (Redação dada pelo Decreto nº 8.303, de 2014) Ver tópico (28 documentos)
§ 5o A Secretaria da Receita Federal do Brasil, por intermédio de servidor ocupante do cargo de Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil, somente poderá examinar informações relativas a terceiros, constantes de documentos, livros e registros de instituições financeiras e de entidades a elas equiparadas, inclusive os referentes a contas de depósitos e de aplicações financeiras, quando houver procedimento de fiscalização em curso e tais exames forem considerados indispensáveis. (Redação dada pelo Decreto nº 6.104, de 2007). Ver tópico (33 documentos)
§ 6o A Secretaria da Receita Federal do Brasil, por intermédio de seus administradores, garantirá o pleno e inviolável exercício das atribuições do Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil responsável pela execução do procedimento fiscal. (Redação dada pelo Decreto nº 6.104, de 2007). Ver tópico (4 documentos)
Art. 3o Os exames referidos no § 5o do art. 2o somente serão considerados indispensáveis nas seguintes hipóteses: (Redação dada pelo Decreto nº 6.104, de 2007). Ver tópico (209 documentos)
I - subavaliação de valores de operação, inclusive de comércio exterior, de aquisição ou alienação de bens ou direitos, tendo por base os correspondentes valores de mercado; Ver tópico (4 documentos)
II - obtenção de empréstimos de pessoas jurídicas não financeiras ou de pessoas físicas, quando o sujeito passivo deixar de comprovar o efetivo recebimento dos recursos; Ver tópico (4 documentos)
III - prática de qualquer operação com pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada em país com tributação favorecida ou beneficiária de regime fiscal de que tratam os art. 24 e art. 24-A da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996; (Redação dada pelo Decreto nº 8.303, de 2014) Ver tópico (4 documentos)
IV - omissão de rendimentos ou ganhos líquidos, decorrentes de aplicações financeiras de renda fixa ou variável; Ver tópico (6 documentos)
V - realização de gastos ou investimentos em valor superior à renda disponível; Ver tópico (8 documentos)
VI - remessa, a qualquer título, para o exterior, por intermédio de conta de não residente, de valores incompatíveis com as disponibilidades declaradas; Ver tópico (4 documentos)
VII - previstas no art. 33 da Lei no 9.430, de 1996; Ver tópico (56 documentos)
VIII - pessoa jurídica enquadrada, no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), nas seguintes situações cadastrais: Ver tópico (7 documentos)
a) cancelada; Ver tópico (5 documentos)
b) inapta, nos casos previstos no art. 81 da Lei no 9.430, de 1996; Ver tópico (5 documentos)
IX - pessoa física sem inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou com inscrição cancelada; Ver tópico (5 documentos)
X - negativa, pelo titular de direito da conta, da titularidade de fato ou da responsabilidade pela movimentação financeira; Ver tópico
XI - presença de indício de que o titular de direito é interposta pessoa do titular de fato; e (Redação dada pelo Decreto nº 8.303, de 2014) Ver tópico (23 documentos)
XII - intercâmbio de informações, com fundamento em tratados, acordos ou convênios internacionais, para fins de arrecadação e fiscalização de tributos. (Incluído pelo Decreto nº 8.303, de 2014) Ver tópico
§ 1o Não se aplica o disposto nos incisos I a VI, quando as diferenças apuradas não excedam a dez por cento dos valores de mercado ou declarados, conforme o caso. Ver tópico
§ 2o Considera-se indício de interposição de pessoa, para os fins do inciso XI deste artigo, quando: Ver tópico (50 documentos)
I - as informações disponíveis, relativas ao sujeito passivo, indicarem movimentação financeira superior a dez vezes a renda disponível declarada ou, na ausência de Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda, o montante anual da movimentação for superior ao estabelecido no inciso II do § 3o do art. 42 da Lei no 9.430, de 1996; Ver tópico (10 documentos)
II - a ficha cadastral do sujeito passivo, na instituição financeira, ou equiparada, contenha: Ver tópico (4 documentos)
a) informações falsas quanto a endereço, rendimentos ou patrimônio; ou Ver tópico
b) rendimento inferior a dez por cento do montante anual da movimentação. Ver tópico
Art. 4o Poderão requisitar as informações referidas no § 5o do art. 2o as autoridades competentes para expedir o MPF. (Redação dada pelo Decreto nº 6.104, de 2007).
Art. 4º Poderão requisitar as informações referidas no § 5º do art. 2º as autoridades competentes para expedir o TDPF. (Redação dada pelo Decreto nº 8.303, de 2014) Ver tópico (196 documentos)
§ 1o A requisição referida neste artigo será formalizada mediante documento denominado Requisição de Informações sobre Movimentação Financeira (RMF) e será dirigida, conforme o caso, ao: Ver tópico (12 documentos)
I - Presidente do Banco Central do Brasil, ou a seu preposto; Ver tópico
II - Presidente da Comissão de Valores Mobiliários, ou a seu preposto; Ver tópico
III - presidente de instituição financeira, ou entidade a ela equiparada, ou a seu preposto; Ver tópico
IV - gerente de agência. Ver tópico
§ 2º A RMF será precedida de intimação ao sujeito passivo para apresentação de informações sobre movimentação financeira, necessárias à execução do procedimento fiscal. (Redação dada pelo Decreto nº 8.303, de 2014) Ver tópico (18 documentos)
§ 3º O sujeito passivo poderá atender a intimação a que se refere o § 2º por meio de: (Redação dada pelo Decreto nº 8.303, de 2014) Ver tópico (1 documento)
I - autorização expressa do acesso direto às informações sobre movimentação financeira por parte da autoridade fiscal; ou (Incluído pelo Decreto nº 8.303, de 2014) Ver tópico
II - apresentação das informações sobre movimentação financeira, hipótese em que responde por sua veracidade e integridade, observada a legislação penal aplicável. (Incluído pelo Decreto nº 8.303, de 2014) Ver tópico
§ 4o As informações prestadas pelo sujeito passivo poderão ser objeto de verificação nas instituições de que trata o art. 1o, inclusive por intermédio do Banco Central do Brasil ou da Comissão de Valores Mobiliários, bem assim de cotejo com outras informações disponíveis na Secretaria da Receita Federal. Ver tópico
§ 5º A RMF será expedida com base em relatório circunstanciado, elaborado pelo Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil encarregado da execução do procedimento fiscal ou pela chefia imediata. (Redação dada pelo Decreto nº 8.303, de 2014) Ver tópico (11 documentos)
§ 6o No relatório referido no parágrafo anterior, deverá constar a motivação da proposta de expedição da RMF, que demonstre, com precisão e clareza, tratar-se de situação enquadrada em hipótese de indispensabilidade prevista no artigo anterior, observado o princípio da razoabilidade. Ver tópico (22 documentos)
§ 7o Na RMF deverão constar, no mínimo, o seguinte: Ver tópico (2 documentos)
I - nome ou razão social do sujeito passivo, endereço e número de inscrição no CPF ou no CNPJ; Ver tópico
II - número de identificação do TDPF a que se vincular; (Redação dada pelo Decreto nº 8.303, de 2014) Ver tópico
III - as informações requisitadas e o período a que se refere a requisição; Ver tópico
IV - nome, matrícula e assinatura da autoridade que a expediu; Ver tópico
V - nome, matrícula e endereço funcional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil responsáveis pela execução do procedimento fiscal; (Redação dada pelo Decreto nº 8.303, de 2014) Ver tópico
VI - forma de apresentação das informações (em papel ou em meio magnético); Ver tópico
VII - prazo para entrega das informações, na forma da legislação aplicável; Ver tópico
VIII - endereço para entrega das informações; Ver tópico
IX - código de acesso à Internet que permitirá à instituição requisitada identificar a RMF. Ver tópico
§ 8o A expedição da RMF presume indispensabilidade das informações requisitadas, nos termos deste Decreto. Ver tópico
Art. 5o As informações requisitadas na forma do artigo anterior: Ver tópico (56 documentos)
I - compreendem: Ver tópico
a) dados constantes da ficha cadastral do sujeito passivo; Ver tópico
b) valores, individualizados, dos débitos e créditos efetuados no período; Ver tópico
II - deverão: Ver tópico (1 documento)
a) ser apresentadas, no prazo estabelecido na RMF, à autoridade que a expediu ou aos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil responsáveis pela execução do procedimento fiscal correspondente; (Redação dada pelo Decreto nº 8.303, de 2014) Ver tópico
b) subsidiar o procedimento de fiscalização em curso, observado o disposto no art. 42 da Lei nº 9.430, de 1996; Ver tópico (1 documento)
c) integrar o processo administrativo fiscal instaurado, quando interessarem à prova do lançamento de ofício. Ver tópico
§ 1o Somente poderão ser solicitados, por cópia autêntica, os documentos relativos aos débitos e aos créditos, nos casos previstos nos incisos VII a XI do art. 3o. Ver tópico (1 documento)
§ 2o As informações não utilizadas no processo administrativo fiscal deverão, nos termos de ato da Secretaria da Receita Federal, ser entregues ao sujeito passivo, destruídas ou inutilizadas. Ver tópico (5 documentos)
§ 3o Quem omitir, retardar injustificadamente ou prestar falsamente à Secretaria da Receita Federal as informações a que se refere este artigo ficará sujeito às sanções de que trata o art. 10, caput, da Lei Complementar nº 105, de 2001, sem prejuízo das penalidades cabíveis nos termos da legislação tributária ou disciplinar, conforme o caso. Ver tópico
Art. 6o De conformidade com o disposto no art. 9o da Lei Complementar no 105, de 2001, o Banco Central do Brasil e a Comissão de Valores Mobiliários, por seus respectivos Presidentes ou servidores que receberem delegação de competência para a finalidade específica, deverão comunicar, de ofício, à Secretaria da Receita Federal, no prazo máximo de quinze dias, as irregularidades e os ilícitos administrativos de que tenham conhecimento, ou indícios de sua prática, anexando os documentos pertinentes, sempre que tais fatos puderem configurar qualquer infração à legislação tributária federal. Ver tópico (68 documentos)
Parágrafo único. A violação do disposto neste artigo constitui infração administrativo-disciplinar do dirigente ou servidor que a ela der causa, sem prejuízo da aplicação do disposto no art. 10, caput, da Lei Complementar nº 105, de 2001, e demais sanções civis e penais cabíveis. Ver tópico (4 documentos)
Art. 7o As informações, os resultados dos exames fiscais e os documentos obtidos em função do disposto neste Decreto serão mantidos sob sigilo fiscal, na forma da legislação pertinente. Ver tópico (56 documentos)
§ 1o A Secretaria da Receita Federal deverá manter controle de acesso ao processo administrativo fiscal, ficando sempre registrado o responsável pelo recebimento, nos casos de movimentação. Ver tópico (5 documentos)
§ 2o Na expedição e tramitação das informações deverá ser observado o seguinte: Ver tópico (3 documentos)
I - as informações serão enviadas em dois envelopes lacrados: Ver tópico
a) um externo, que conterá apenas o nome ou a função do destinatário e seu endereço, sem qualquer anotação que indique o grau de sigilo do conteúdo; Ver tópico
b) um interno, no qual serão inscritos o nome e a função do destinatário, seu endereço, o número do TDPF ou do processo administrativo fiscal e, claramente indicada, observação de que se trata de matéria sigilosa; (Redação dada pelo Decreto nº 8.303, de 2014) Ver tópico
II - o envelope interno será lacrado e sua expedição será acompanhada de recibo; Ver tópico
III - o recibo destinado ao controle da custódia das informações conterá, necessariamente, indicações sobre o remetente, o destinatário e o número do TDPF ou do processo administrativo fiscal. (Redação dada pelo Decreto nº 8.303, de 2014) Ver tópico
§ 3o Aos responsáveis pelo recebimento de documentos sigilosos incumbe: Ver tópico
I - verificar e registrar, se for o caso, indícios de qualquer violação ou irregularidade na correspondência recebida, dando ciência do fato ao destinatário, o qual informará ao remetente; Ver tópico
II - assinar e datar o respectivo recibo, se for o caso; Ver tópico
III - proceder ao registro do documento e ao controle de sua tramitação. Ver tópico
§ 4o O envelope interno somente será aberto pelo destinatário ou por seu representante autorizado. Ver tópico
§ 5o O destinatário do documento sigiloso comunicará ao remetente qualquer indício de violação, tais como rasuras, irregularidades de impressão ou de paginação. Ver tópico
§ 6o Os documentos sigilosos serão guardados em condições especiais de segurança. Ver tópico
§ 7o As informações enviadas por meio eletrônico serão obrigatoriamente criptografadas. Ver tópico
Art. 8º O servidor que utilizar ou viabilizar a utilização de qualquer informação obtida nos termos deste Decreto, em finalidade ou hipótese diversa da prevista em lei, regulamento ou ato administrativo, será responsabilizado administrativamente por descumprimento do dever funcional de observar normas legais ou regulamentares, de que trata o art. 116, inciso III, da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, se o fato não configurar infração mais grave, sem prejuízo de sua responsabilização em ação regressiva própria e da responsabilidade penal cabível. Ver tópico (26 documentos)
Art. 9º O servidor que divulgar, revelar ou facilitar a divulgação ou revelação de qualquer informação de que trata este Decreto, constante de sistemas informatizados, arquivos de documentos ou autos de processos protegidos por sigilo fiscal, com infração ao disposto no art. 198 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional), ou no art. 116, inciso VIII, da Lei nº 8.112, de 1990, ficará sujeito à penalidade de demissão, prevista no art. 132, inciso IX, da citada Lei nº 8.112, sem prejuízo das sanções civis e penais cabíveis. Ver tópico (16 documentos)
Art. 10. O servidor que permitir ou facilitar, mediante atribuição, fornecimento ou empréstimo de senha ou qualquer outra forma, o acesso de pessoas não autorizadas a sistemas de informações, banco de dados, arquivos ou a autos de processos que contenham informações mencionadas neste Decreto, será responsabilizado administrativamente, nos termos da legislação específica, sem prejuízo das sanções civis e penais cabíveis. Ver tópico (13 documentos)
Parágrafo único. O disposto neste artigo também se aplica no caso de o servidor utilizar-se, indevidamente, do acesso restrito. Ver tópico
Art. 11. Configura infração do servidor aos deveres funcionais de exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo e de observar normas legais e regulamentares, nos termos do art. 116, incisos I e III, da Lei nº 8.112, de 1990, sem prejuízo da responsabilidade penal e civil cabível, na forma dos arts. 121 a 125 da daquela Lei, se o fato não configurar infração mais grave: Ver tópico (11 documentos)
I - não proceder com o devido cuidado na guarda e utilização de sua senha ou emprestá-la a outro servidor, ainda que habilitado; Ver tópico
II - acessar imotivadamente sistemas informatizados da Secretaria da Receita Federal, arquivos de documentos ou autos de processos, que contenham informações protegidas por sigilo fiscal. Ver tópico
Art. 12. O sujeito passivo que se considerar prejudicado por uso indevido das informações requisitadas, nos termos deste Decreto, ou por abuso da autoridade requisitante, poderá dirigir representação ao Corregedor-Geral da Secretaria da Receita Federal, com vistas à apuração do fato e, se for o caso, à aplicação de penalidades cabíveis ao servidor responsável pela infração. Ver tópico (8 documentos)
Art. 13. A Secretaria da Receita Federal editará instruções necessárias à execução do disposto neste Decreto. Ver tópico (3 documentos)
Este texto não substitui o publicado no DOU de 11.1.2001
Decreto nº 6.104 de 30 de Abril de 2007
Inciso VIII do Artigo 116 da Lei nº 8.112 de 11 de Dezembro de 1990
Inciso III do Artigo 116 da Lei nº 8.112 de 11 de Dezembro de 1990
Inciso I do Artigo 116 da Lei nº 8.112 de 11 de Dezembro de 1990
Artigo 116 da Lei nº 8.112 de 11 de Dezembro de 1990
Artigo 10 Lc nº 105 de 10 de Janeiro de 2001
Artigo 9 Lc nº 105 de 10 de Janeiro de 2001
Artigo 6 Lc nº 105 de 10 de Janeiro de 2001
Decreto nº 3.724 de 10 de Janeiro de 2001
Artigo 81 da Lei nº 9.430 de 27 de Dezembro de 1996
Inciso II do Parágrafo 3 do Artigo 42 da Lei nº 9.430 de 27 de Dezembro de 1996
Parágrafo 3 Artigo 42 da Lei nº 9.430 de 27 de Dezembro de 1996
Artigo 42 da Lei nº 9.430 de 27 de Dezembro de 1996
Artigo 33 da Lei nº 9.430 de 27 de Dezembro de 1996
Disponível em: https://presrepublica.jusbrasil.com.br/legislacao/101482/decreto-3724-01

References: Artigo 116
 Artigo 116
 Artigo 116

Artigo 116

Artigo 10

Artigo 9

Artigo 6

Artigo 81
 Artigo 42
 Artigo 42

Artigo 42

Artigo 33