Source: http://www.planalto.gov.br/CCiVil_03/decreto/D2657.htm
Timestamp: 2017-07-28 00:41:47+00:00

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DECRETO Nº 2.657, DE 3 DE JULHO DE 1998.
Promulga a Convenção nº 170 da OIT, relativa à Segurança na
Utilização de Produtos Químicos no Trabalho, assinada em Genebra, em 25 de junho de
1990. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA , no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, inciso
VIII, da Constituição Federal, CONSIDERANDO que a Convenção nº 170 da OIT, relativa à Segurança na Utilização de
Produtos Químicos no Trabalho, foi assinada em Genebra, em 25 de junho de 1990; CONSIDERANDO que o ato multilateral em epígrafe foi oportunamente aprovado por meio do
Decreto Legislativo número 67, de 4 de maio de 1995; CONSIDERANDO que a Convenção em tela entrou em vigor internacional em 4 de novembro de
1993; CONSIDERANDO que o Governo brasileiro depositou o instrumento de ratificação da Emenda
em 23 de dezembro de 1996, passando a mesma a vigorar, para o Brasil, em 22 de dezembro de
1997, DECRETA:
Art 1º A Convenção nº 170 da OIT, relativa à Segurança na Utilização de Produtos
Químicos no Trabalho, assinada em Genebra, em 25 de junho de 1990, apensa por cópia ao
Presente Decreto, deverá ser cumprida tão inteiramente como nela se contém. Art 2º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, em 3 de julho de 1998; 177º da
Independência e 110º da República. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
CONVENÇÃO 170 Convenção Relativa à Segurança na Utilização dos Produtos Químicos no Trabalho A Conferência Geral da Organização Internacional do Trabalho. Convocada em Genebra pelo Conselho Administrativo da Repartição Internacional do
Trabalho e tendo ali se reunido a 6 de junho de 1990, na sua septuagésima sétima
sessão; Tomando nota das Convenções e Recomendações internacionais do trabalho sobre a
matéria e, em particular, a Convenção e a Recomendação sobre o benzeno, 1971; a
Convenção e a Recomendação sobre o câncer profissional, 1974; a Convenção e a
Recomendação sobre o meio ambiente no trabalho (poluição do ar, ruído e vibrações),
1977; a Convenção e a Recomendação sobre segurança e saúde dos trabalhadores, 1981;
a Convenção e a Recomendação relativa aos serviços de saúde no trabalho, 1985; a
Convenção e a Recomendação sobre o asbesto, 1986, e a lista de doenças profissionais,
na sua versão emendada de 1980, que se encontra como anexo à Convenção sobre os
benefícios em caso de acidentes do trabalho e doenças profissionais, 1964; Observando que a proteção dos trabalhadores contra os efeitos nocivos dos produtos
químicos contribui também para a proteção do público em geral e do meio ambiente; Observando que o acesso dos trabalhadores à informação acerca dos produtos químicos
utilizados no trabalho responde a uma necessidade e é um direito dos trabalhadores; Considerando que é essencial prevenir as doenças e os acidentes causados pelos produtos
químicos no trabalho ou reduzir a sua incidência: a) garantindo que todos os produtos químicos sejam avaliados a fim de se determinar o
perigo que apresentam; b) proporcionando aos empregadores sistemas que lhes permitam obter dos fornecedores
informações sobre os produtos químicos utilizados no trabalho, de forma a poderem pôr
em prática programas eficazes de proteção dos trabalhadores contra os perigos
provocados pelos produtos químicos; c) proporcionando aos trabalhadores informações sobre os produtos químicos utilizados
nos locais de trabalho, bem como as medidas adequadas de prevenção que lhes permitam
participar eficazmente dos programas de proteção, e d) estabelecendo as orientações básicas desses programas para garantir a utilização
dos produtos químicos em condições de segurança. Fazendo referência à necessidade de uma cooperação no âmbito do Programa
Internacional de Segurança nos Produtos Químicos entre a Organização Internacional do
Trabalho, o Programa das Nações Unidas para a Meio Ambiente e a Organização Mundial da
Saúde, bem como com a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento
Industrial, e observando os instrumentos, códigos e diretrizes pertinentes promulgados
por estas organizações; Após ter decidido adotar diversas propostas relativas à segurança na utilização de
produtos químicos no trabalho, questão que constitui o quinto item na agenda da sessão,
e Após ter decidido que essas propostas deveriam tomar a forma de uma Convenção
internacional, adota, neste vigésimo quinto dia do mês de junho de mil novecentos e
noventa, a seguinte Convenção, que será denominada Convenção Sobre Produtos
Químicos, 1990: PARTE I ÁREA DE APLICAÇÃO E DEFINIÇÕES Artigo 1 1. A presente Convenção aplica-se a todos os ramos da atividade econômica em que são
utilizados produtos químicos. 2. Com consulta prévia junto às organizações mais representativas de empregadores e
trabalhadores interessadas, e com base em uma avaliação dos peritos existentes e das
medidas de proteção que deverão ser aplicadas, a autoridade competente de todo Membro
que ratificar a Convenção: a) poderá excluir da aplicação da Convenção, ou de algumas das suas disposições,
determinados ramos da atividade econômica, empresas ou produtos: I) quando a sua aplicação apresentar problemas especiais de suficiente importância, e II) quando a proteção outorgada no seu conjunto, em conformidade àquela que resultaria
da aplicação, na íntegra, das disposições da Convenção; b) deverá estabelecer disposições especiais para proteger as informações
confidenciais, cuja divulgação, a um concorrente poderia resultar prejudicial para a
atividade do empregador, sob a condição de que a segurança e a saúde dos trabalhadores
não fiquem comprometidas. 3. A Convenção não se aplica aos artigos que, sob condições de utilização normais
ou razoavelmente previsíveis, não expõem os trabalhadores a um produto químico
perigoso. 4. A Convenção não se aplica aos organismos, mas aplica-se, sim, aos produtos químicos
derivados dos organismos. Artigo 2 Para fins da presente Convenção: a) a expressão "produtos químicos" designa os elementos e compostos químicos,
e suas misturas, sejam naturais, sejam sintéticos; b) a expressão "produtos químicos perigosos" abrange todo produto químico que
tiver sido classificado como perigoso em conformidade com o Artigo 6, ou sobre o qual
existam informações pertinentes indicando que ele implica risco; c) a expressão "utilização de produtos químicos no trabalho implica toda
atividade de trabalho que poderia expor um trabalhador a um produto químico, e abrange: I) a produção de produtos químicos; II) o manuseio de produtos químicos; III) o armazenamento de produtos químicos; IV) o transporte de produtos químicos; V) a eliminação e o tratamento dos resíduos de produtos químicos; VI) a emissão de produtos químicos resultantes do trabalho; VII) a manutenção, a reparação e a limpeza de equipamentos e recipientes utilizados
para os produtos químicos; d) a expressão "ramos da atividade econômica" aplica-se a todos os ramos onde
existam trabalhadores empregados, inclusive a administração pública; e) o termo "artigo" designa todo objeto que seja fabricado com uma forma ou um
projeto específico, ou que esteja na sua forma natural, e cuja utilização dependa total
ou parcialmente das características de forma ou projeto; f) a expressão "representantes dos trabalhadores" designa as pessoas
reconhecidas como tais pela legislação ou a prática nacionais, em conformidade com a
convenção sobre os representantes dos trabalhadores, 1971. PARTE II PRINCÍPIOS GERAIS Artigo 3 Deverão ser consultadas as organizações mais representativas de empregadores e de
trabalhadores interessadas acerca das medidas destinadas a levar a efeito as disposições
da Convenção. Artigo 4 Todo Membro deverá, em consulta com as organizações mais representativas de
empregadores e de trabalhadores, e levando na devida conta as condições e práticas
nacionais, formular, pôr em prática e reexaminar periodicamente uma política coerente
de segurança na utilização de produtos químicos no trabalho. Artigo 5 A autoridade competente, se for justificado por motivos de segurança e saúde, deverá
poder proibir ou restringir a utilização de certos produtos químicos perigosos, ou
exigir notificação e autorização prévias para a utilização desses produtos. PARTE III CLASSIFICAÇÃO E MEDIDAS CONEXAS Artigo 6 Sistema de Classificação: 1. A autoridade competente, ou os organismos aprovados ou reconhecidos pela autoridade
competente, em conformidade com as normas nacionais ou internacionais, deverão
estabelecer sistemas e critérios específicos apropriados para classificar todos os
produtos químicos em função do tipo e do grau dos riscos físicos e para a saúde que
os mesmos oferecem, e para avaliar a pertinência das informações necessárias para
determinar a sua periculosidade. 2. As propriedades perigosas das misturas formadas por dois ou mais produtos químicos
poderão ser determinadas avaliando os riscos que oferecem os produtos químicos que as
compõem. 3. No caso do transporte, tais sistemas e critérios deverão levar em consideração as
Recomendações das Nações Unidas relativas ao transporte de mercadorias perigosas. 4. Os sistemas de classificação e a sua aplicação deverão ser progressivamente
ampliados. Artigo 7 ROTULAÇÃO E MARCAÇÃO 1. Todos os produtos químicos deverão portar uma marca que permita a sua
identificação. 2. Os produtos químicos perigosos deverão portar, ainda, uma etiqueta facilmente
compreensível para os trabalhadores, que facilite informações essenciais sobre a sua
classificação, os perigos que oferecem e as precauções de segurança que devam ser
observadas. 3.1 As exigências para rotular ou marcar os produtos químicos, de acordo com os
parágrafos 1 e 2 do presente Artigo, deverão ser estabelecidas pela autoridade
competente ou por um organismo aprovado ou reconhecido pela autoridade competente, em
conformidade com as normas nacionais ou internacionais. 3.2 No caso do transporte, tais exigências deverão levar em consideração as
Recomendações das Nações Unidas relativas ao transporte de mercadorias perigosas. Artigo 8 FICHAS COM DADOS DE SEGURANÇA 1. Os empregadores que utilizem produtos químicas perigosos deverão receber fichas com
dados de segurança que contenham informações essenciais detalhadas sobre a sua
identificação, seu fornecedor, a sua classificação, a sua periculosidade, as medidas
de precaução e os procedimentos de emergência. 2. Os critérios para a elaboração das fichas com dados de segurança deverão ser
estabelecidos pela autoridade competente ou por um organismo aprovado ou reconhecido pela
autoridade competente, em conformidade com as normas nacionais ou internacionais. 3. A denominação química ou comum utilizada para identificar o produto químico na
ficha com dados de segurança deverá ser a mesma que aparece na etiqueta. Artigo 9 RESPONSABILIDADE DOS FORNECEDORES 1. Os fornecedores, tanto se tratando de fabricantes ou importadores como de
distribuidores de produtos químicos, deverão assegurar-se de que: a) os produtos químicos que fornecem foram classificados de acordo com o Artigo 6, com
base no conhecimento das suas propriedades e na busca de informações disponíveis ou
avaliados em conformidade com o parágrafo 3 do presente Artigo; b) esses produtos químicos ostentem uma marca que permita a sua identificação, em
conformidade com o parágrafo 1 do Artigo 7; c) os produtos químicos perigosos que são fornecidos sejam, etiquetados em conformidade
com o parágrafo 2 do Artigo 7; d) sejam preparadas e proporcionadas aos empregadores, de acordo com o parágrafo 1 do
Artigo 8, fichas com dados de segurança relativas aos produtos químicos perigosos. 2. Os fornecedores de produtos químicos perigosos deverão zelar para que sejam
preparadas e fornecidas aos empregadores, segundo método acorde com a legislação e a
prática nacionais, as etiquetas e as fichas com dados de segurança, revisadas sempre que
surgirem novas informações pertinentes em matéria de saúde e segurança. 3. Os fornecedores de produtos químicos que ainda não tenham sido classificados em
conformidade com o Artigo 6 deverão identificar os produtos que fornecem e avaliar as
propriedades desses produtos químicos se baseando nas informações disponíveis, com a
finalidade de se determinar se são perigosas. PARTE IV RESPONSABILIDADE DOS EMPREGADORES Artigo 10 IDENTIFICAÇÃO
1. Os empregadores deverão assegurar-se de que todos os produtos químicos utilizados no
trabalho estejam etiquetados ou marcados, de acordo com o previsto no Artigo 7, e de que
as fichas com dados de segurança foram proporcionadas, segundo é previsto no Artigo 8, e
colocadas à disposição dos trabalhadores e de seus representantes. 2. Quando os empregadores receberem produtos químicos que não tenham sido etiquetados ou
marcados de acordo com a previsto no Artigo 7 ou para os quais não tenham sido
proporcionadas fichas com dados de segurança, conforme está prevista no Artigo 8,
deverão obter informações pertinentes do fornecedor ou de outras fontes de informação
razoavelmente disponíveis, e não deverão utilizar os produtos químicos antes de
obterem essas informações. 3. Os empregadores deverão assegurar-se de que somente sejam utilizados aqueles produtos
classificados de acordo com o previsto no Artigo 6 ou identificados ou avaliados segundo o
parágrafo 3 do Artigo 9 e etiquetados ou marcados em conformidade com o Artigo 7, bem
como de que sejam tomadas todas as devidas precauções durante a sua utilização. Artigo 11 TRANSFERÊNCIA DE PRODUTOS QUÍMICOS Os empregadores deverão zelar para que, quando sejam transferidos produtos químicos para
outros recipientes ou equipamentos, seja indicado o conteúdo destes últimos a fim de que
os trabalhadores fiquem informados sobre a identidade desses produtos, dos riscos que
oferece a sua utilização e de todas as precauções de segurança que devem ser
adotadas. Artigo 12 EXPOSIÇÃO
Os empregadores deverão: a) se assegurar de que seus trabalhadores não fiquem expostos a produtos químicos acima
dos limites de exposição ou de outros critérios de exposição para a avaliação e o
controle do meio ambiente de trabalho estabelecidos pela autoridade competente ou por um
organismo aprovado ou reconhecido pela autoridade competente, em conformidade com as
normas nacionais ou internacionais; b) avaliar a exposição dos trabalhadores aos produtos químicos perigosos; c) vigiar e registrar a exposição dos trabalhadores a produtos químicos perigosos
quando isso for necessário, para proteger a sua segurança e a sua saúde, ou quando
estiver prescrito pela autoridade competente; d) assegurar-se de que os dados relativos à vigilância do meio ambiente de trabalho e da
exposição dos trabalhadores que utilizam produtos químicos perigosos sejam conservadas
durante o período prescrito pela autoridade competente e estejam acessíveis para esses
trabalhadores e os seus representantes. Artigo 13 CONTROLE OPERACIONAL 1. Os empregadores deverão avaliar os riscos dimanantes da utilização de produtos
químicos no trabalho, e assegurar a proteção dos trabalhadores contra tais riscos pelos
meios apropriados, e especialmente: a) escolhendo os produtos químicos que eliminem ou reduzam ao mínimo o grau de risco; b) elegendo tecnologia que elimine ou reduza ao mínimo o grau de risco; c) aplicando medidas adequadas de controle técnico; d) adotando sistemas e métodos de trabalho que eliminem ou reduzam ao mínimo o grau de
risco; e) adotando medidas adequadas de higiene do trabalho; f) quando as medidas que acabam de ser enunciadas não forem suficientes, facilitando, sem
ônus para o trabalhador, equipamentos de proteção pessoal e roupas protetoras,
assegurando a adequada manutenção e zelando pela utilização desses meios de
proteção. 2. Os empregadores deverão: a) limitar a exposição aos produtos químicos perigosos para proteger a segurança e a
saúde dos trabalhadores; b) proporcionar os primeiros socorros; c) tomar medidas para enfrentar situações de emergência. Artigo 14 ELIMINAÇÃO
Os produtos químicos perigosos que não sejam mais necessários e os recipientes que
foram esvaziados, mas que possam conter resíduos de produtos químicos perigosos,
deverão ser manipulados ou eliminados de maneira a eliminar ou reduzir ao mínimo os
riscos para a segurança e a saúde, bem como para o meio ambiente, em conformidade com a
legislação e a prática nacionais. Artigo 15 INFORMAÇÃO E FORMAÇÃO Os empregadores deverão: a) informar aos trabalhadores sobre os perigos que oferece a exposição aos produtos
químicos que utilizam no local de trabalho; b) instruir os trabalhadores sobre a forma de obterem e usarem as informações que
aparecem nas etiquetas e nas fichas com dados de segurança; c) utilizar as fichas com dados de segurança, juntamente com as informações
específicas do local de trabalho, como base para a preparação de instruções para os
trabalhadores, que deverão ser escritas se houver oportunidade; d) proporcionar treinamento aos trabalhadores, continuamente, sobre os procedimentos e
práticas a serem seguidas com vistas à utilização segura de produtos químicos no
trabalho. Artigo 16 COOPERAÇÃO
Os empregadores, no âmbito das suas responsabilidades, deverão cooperar da forma mais
estreita que for possível com os trabalhadores ou seus representantes com
relação à segurança na utilização dos produtos químicos no trabalho. PARTE V OBRIGAÇÕES DOS TRABALHADORES Artigo 17 1. Os trabalhadores deverão cooperar da forma mais estreita que for possível com seus
empregadores no âmbito das responsabilidades destes últimos e observar todos os
procedimentos e práticas estabelecidos com vistas à utilização segura de produtos
químicos no trabalho. 2. Os trabalhadores deverão adotar todas as medidas razoáveis para eliminar ou reduzir
ao mínimo, para eles mesmos e para os outros, os riscos que oferece a utilização de
produtos químicos no trabalho. PARTE VI DIREITOS DOS TRABALHADORES E SEUS REPRESENTANTES Artigo 18 1. Os trabalhadores deverão ter o direito de se afastar de qualquer perigo derivado da
utilização de produtos químicos quando tiverem motivos razoáveis para acreditar, que
existe um risco grave e iminente para a sua segurança ou a sua saúde, e deverão
indicá-la sem demora ao seu supervisor. 2. Os trabalhadores que se afastem de um perigo, em conformidade com as disposições do
parágrafo anterior, ou que exercitem qualquer outro direito em conformidade com esta
Convenção, deverão estar protegidos contra as conseqüências injustificadas desse ato.
a) informações sobre a identificação dos produtos químicos utilizados no trabalho, as
propriedades perigosas desses produtos, as medidas de precaução que devem ser tomadas, a
educação e a formação; b) as informações contidas nas etiquetas e os símbolos; c) as fichas com dados de segurança; d) quaisquer outras informações que devam ser conservadas em virtude do disposto na
presente Convenção. 4. Quando a divulgação, a um concorrente, de identificação específica de um
ingrediente de um composto químico puder resultar prejudicial para a atividade do
empregador, ele poderá, ao fornecer as informações mencionadas no parágrafo 3,
proteger a identificação do ingrediente, de acordo com as disposições estabelecidas
pelas autoridades competentes, em conformidade com o Artigo 1, parágrafo 2, item b ).
PARTE VII RESPONSABILIDADES DOS ESTADOS EXPORTADORES Artigo 19 Quando em um Estado-Membro exportador a utilização de produtos químicos perigosos tenha
sido total ou parcialmente proibida por razões de segurança e saúde no trabalho, esse
Estado deverá levar esse fato e as razões que o motivaram ao conhecimento de todo país
ao qual exporta. Artigo 20 As ratificações formais da presente Convenção serão comunicadas, para seu registro,
ao Diretor-Geral da Repartição Internacional do Trabalho. Artigo 21 1. A presente Convenção somente vinculará os Membros da Organização Internacional do
Trabalho cujas ratificações tenham sido registradas pelo Diretor-Geral. 2. Esta Convenção entrará em vigor doze meses após o registro das ratificações de
dois Membros por parte do Diretor-Geral. 3. Posteriormente, esta Convenção entrará em vigor, para cada Membro, doze meses após
o registro da sua ratificação. Artigo 22 1. Todo Membro que tenha ratificado a presente Convenção poderá denunciá-la após a
expiração de um período de dez anos contados da entrada em vigor mediante ato
comunicado ao Diretor-Geral da Repartição Internacional do Trabalho e por ele
registrado. A denúncia só surtirá efeito um ano após o seu registro. 2. Todo Membro que tenha ratificado a presente Convenção e não fizer uso da faculdade
de denúncia prevista pelo presente Artigo dentro do prazo de um ano após a expiração
do período de dez anos previstos pelo parágrafo anterior, ficará obrigado por um novo
período de dez anos e, posteriormente, poderá denunciar a presente Convenção ao
expirar cada período de dez anos, nas condições previstas no presente Artigo. Artigo 23 1. O Diretor-Geral da Repartição Internacional do Trabalho notificará a todos os
Membros da Organização Internacional do Trabalho o registro de todas as ratificações,
declarações e denúncias que lhe sejam comunicadas pelos Membros da Organização. 2. Ao notificar aos Membros da organização o registro da segunda ratificação que lhe
tenha sido comunicada, o Diretor-Geral chamará a atenção dos membros para a data de
entrada em vigor da presente Convenção. Artigo 24 O Diretor-Geral da Repartição Internacional do Trabalho comunicará ao Secretário-Geral
das Nações Unidas, para fins de registro, conforme o Artigo 102 da Carta das Nações
Unidas, as informações completas referentes a quaisquer ratificações, declarações e
atos de denúncia que tenha registrado de acordo com os Artigos anteriores. Artigo 25 Sempre que o julgar necessário, o Conselho de Administração da Repartição
Internacional do Trabalho apresentará à Conferência Geral um relatório sobre a
aplicação da presente Convenção e decidirá sobre a oportunidade de inscrever na
agenda da Conferência a questão da sua revisão total ou parcial. Artigo 26 1. Se a Conferência adotar uma nova Convenção que revise total ou parcialmente a
presente Convenção e a menos que a nova convenção disponha contrariamente: a) a ratificação, por um Membro, da nova Convenção revista implicará, de pleno
direito, não obstante o disposto pelo Artigo 22, supra, a denúncia imediata da presente
Convenção, desde que a nova Convenção revista tenha entrado em vigor. b) a partir da entrada em vigor da Convenção revista, a presente Convenção deixará de
estar aberta à ratificação dos Membros. 2. A presente Convenção continuará em vigor, em qualquer caso, em sua forma e teor
atuais, para os Membros que a tiverem ratificado e que não ratificarem a Convenção
revista. Artigo 27 As versões inglesa e francesa do texto da presente Convenção são igualmente

References: Artigo 1
 Artigo 2
 Artigo 6
 Artigo 3
 Artigo 4
 Artigo 5
 Artigo 6
 Artigo 7
 Artigo 8
 Artigo 9
 Artigo 6
 Artigo 7
 Artigo 7

Artigo 8
 Artigo 6
 Artigo 10
 Artigo 7
 Artigo 8
 Artigo 7
 Artigo 8
 Artigo 6
 Artigo 9
 Artigo 7
 Artigo 11
 Artigo 12
 Artigo 13
 Artigo 14
 Artigo 15
 Artigo 16
 Artigo 17
 Artigo 18
 Artigo 1
 Artigo 19
 Artigo 20
 Artigo 21
 Artigo 22
 Artigo 23
 Artigo 24
 Artigo 102
 Artigo 25
 Artigo 26
 Artigo 22
 Artigo 27