Source: https://dre.pt/web/guest/home/-/dre/114913772/details/maximized?amp;date=2018-03-01&amp;serie=I&amp;day=2018-03-27
Timestamp: 2019-05-26 13:25:48+00:00

Document:
Portaria 86/2018, 2018-03-27 - DRE
Portaria n.º 86/2018
Emissor:Ambiente, Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural e Mar
Páginas:1417 - 1419
ELI: https://data.dre.pt/eli/port/86/2018/03/27/p/dre/pt/html
De acordo com o disposto no n.º 2 do artigo 8.º do Regulamento (CE) n.º 338/97, do Conselho, de 9 de dezembro de 1996, relativo à aplicação da Convenção de Washington, sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES), os Estados membros podem adotar e manter medidas mais estritas no que respeita à detenção de espécimes de espécies incluídas nos anexos deste Regulamento, nomeadamente no sentido de proibir essa detenção ou estabelecer condicionamentos.
A aprovação destas medidas de proibição ou condicionamento da detenção de espécimes vivos de determinadas espécies prende-se, no essencial, com motivos relacionados com a conservação dessas espécies, com o bem-estar e a saúde desses exemplares e com a garantia da segurança, do bem-estar e comodidade dos cidadãos em função da perigosidade, efetiva ou potencial, inerente a algumas espécies utilizadas como animais de companhia.
No n.º 2 do artigo 13.º do Decreto-Lei n.º 121/2017, de 20 de setembro, encontra-se previsto que as espécies cujos espécimes vivos sejam de detenção proibida constem de uma lista a aprovar por portaria dos membros do Governo responsáveis pelas áreas da conservação da natureza, da agricultura e das pescas. Da mesma portaria devem constar as condições específicas em que espécimes vivos de algumas dessas espécies podem ser detidos, nomeadamente por força da legalização excecional prevista no artigo 4.º da Portaria n.º 1226/2009, de 12 de outubro, e no artigo 1.º da Portaria n.º 60/2012, de 19 de março, bem como a lista de espécies para as quais a detenção de espécimes vivos obriga a registo do seu detentor.
Ao abrigo do disposto no n.º 2 do artigo 13.º do Decreto-Lei n.º 121/2017, de 20 de setembro:
Manda o Governo, pelos Ministros do Ambiente e da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural e pela Ministra do Mar, o seguinte:
Proibição de detenção de espécimes vivos
É proibida a detenção de espécimes vivos das espécies incluídas na lista constante do anexo i à presente portaria, que dela faz parte integrante, bem como dos híbridos delas resultantes.
O disposto no artigo anterior não se aplica a espécimes vivos detidos por:
a) Instituições científicas, quando essa detenção seja autorizada pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I. P. (ICNF);
b) Parques zoológicos, na aceção do Decreto-Lei n.º 104/2012, de 16 de maio, quando essa detenção seja precedida de parecer positivo do ICNF;
c) Entidades devidamente autorizadas para o exercício da atividade pecuária, quando essa detenção seja autorizada pelo ICNF exclusivamente para a criação em cativeiro com fins de produção animal;
d) Entidades que prossigam projetos de conservação da natureza que envolvam criação em cativeiro, quando essa detenção seja autorizada pelo ICNF;
e) Centros de recuperação e polos de receção de espécimes recolhidos ou apreendidos, desde que autorizados pelo ICNF a deter espécimes de espécies de detenção proibida;
f) Entidades devidamente autorizadas pelo ICNF, que detenham espécimes de espécies, bem como aos híbridos delas resultantes, registados ao abrigo da legalização excecional prevista no artigo 4.º da Portaria n.º 1226/2009, de 12 de outubro e no artigo 1.º da Portaria n.º 60/2012, de 19 de março.
A transferência da propriedade sobre os espécimes referidos na alínea f) do artigo anterior está sujeita a prévia autorização do ICNF.
Detenção por parques zoológicos
A detenção de espécimes de qualquer espécie da ordem Cetacea por parte de parques zoológicos, ao abrigo da exceção prevista no artigo 2.º só é permitida relativamente a:
Detentores de espécimes vivos
Os detentores de espécimes vivos das espécies incluídas na lista constante do anexo ii à presente portaria, que dela faz parte integrante, têm de ser maiores de idade e registar esses espécimes junto do ICNF.
Prazo de registo de espécimes vivos
Qualquer detentor de um espécime vivo das espécies incluídas no anexo ii deve efetuar o registo previsto no artigo anterior no prazo de 30 dias após a sua aquisição.
Atualização e confirmação do registo
Os detentores de espécimes das espécies incluídas na lista constante do anexo ii da presente portaria atualizam ou confirmam o registo dos espécimes detidos em conformidade com o disposto na Portaria n.º 85/2018, de 27 de março, até ao final do mês de fevereiro de cada ano civil, fornecendo ao ICNF os seguintes dados:
a) Número de espécimes movimentados, por espécie, no caso de importadores, exportadores, reexportadores e comerciantes;
b) Número de espécimes detidos, de progenitores utilizados na reprodução, de óbitos e de nascimentos, por espécie, no caso de criadores ou entidades autorizadas indicadas nas alíneas a) a d) do artigo 2.º
São revogadas as Portarias n.os 1226/2009, de 12 de outubro, e 60/2012, de 19 de março.
O Ministro do Ambiente, João Pedro Soeiro de Matos Fernandes, em 26 de março de 2018. - O Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Manuel Capoulas Santos, em 25 de janeiro de 2018. - A Ministra do Mar, Ana Paula Mendes Vitorino, em 26 de janeiro de 2018.
Lista de espécies a que se refere o artigo 1.º
1 - Mammalia (classe dos mamíferos):
1.1 - Cetacea (ordem dos cetáceos) - todas as espécies;
1.2 - Primates (ordem dos primatas) - todas as espécies;
1.3 - Carnivora (ordem dos carnívoros):
1.3.1 - Canidae (família dos canídeos) - todas as espécies, exceto Canis familiaris;
1.3.2 - Ursidae (família dos ursídeos) - todas as espécies;
1.3.3 - Felidae (família dos felídeos) - todas as espécies, exceto Felis catus;
1.3.4 - Otariidae (família das otárias) - todas as espécies;
1.3.5 - Odobenidae (família das morsas) - todas as espécies;
1.3.6 - Phocidae (família das focas) - todas as espécies;
1.4 - Proboscidae (ordem dos proboscídeos - elefantes) - todas as espécies;
1.5 - Sirenia (ordem dos sirénios - dugongues e manatins) - todas as espécies;
1.6 - Peryssodactyla (ordem dos perissodáctilos):
1.6.1 - Rhinocerontidae (família dos rinocerontes) - todas as espécies;
1.7 - Artiodactyla (ordem dos artiodáctilos):
1.7.1 - Hippopotamidae (família dos hipopótamos) - todas as espécies;
2 - Aves (classe das aves):
2.1 - Casuariiformes (ordem dos casuares e das emas) - todas as espécies;
2.2 - Sphenisciformes (ordem dos pinguins) - todas as espécies;
3 - Reptilia (classe dos répteis):
3.1 - Testudinata (ordem das tartarugas):
3.1.1 - Cheloniidae (família das tartarugas marinhas) - todas as espécies;
3.1.2 - Dermochelyidae (família das tartarugas-de-couro) - todas as espécies;
3.2 - Crocodylia (ordem dos crocodilos):
3.2.1 - Alligatoridae (família dos aligátores) - todas as espécies;
3.2.2 - Crocodylidae (família dos crocodilos) - todas as espécies;
3.2.3 - Gavialidae (família dos gaviais) - todas as espécies;
3.3 - Sauria (subordem dos lagartos):
3.3.1 - Varanidae (família dos varanos):
As seguintes espécies:
Varanus albigularis;
Varanus bengalensis;
Varanus giganteus;
Varanus komodoensis;
Varanus salvadorii;
Varanus salvator;
Varanus varius;
3.3.2 - Helodermatidae (família dos monstros-de-gila) - todas as espécies;
3.4 - Serpentes (ordem das serpentes):
3.4.1 - Boidae (família dos boídeos) - todas as espécies do género Eunectes e ainda as seguintes espécies:
Epicrates angulifer;
Acrantophis madagascariensis;
3.4.2 - Pythonidae (família das pitões):
Apodora papuana;
Liasis olivaceus;
Morelia amethistina;
Morelia boeleni;
Morelia clastolepis;
Morelia kinghorni;
Morelia oenpelliensis;
Morelia tracyae;
Python molurus;
Python natalensis;
Python reticulatus;
Python sebae;
3.4.3 - Colubridae (família dos colubrídeos) - todas as espécies dos géneros Actrataspis, Boiga, Dispholidus, Elapomorphus, Malpolon, Philodryas, Psammophis, Rhabdophis, Tachymenis, Thelotornis e Xenodon;
3.4.4 - Crotalidae (família das crotalos) - todas as espécies;
3.4.5 - Elapidae (família dos elapídeos) - todas as espécies;
3.4.6 - Viperidae (família das víboras) - todas as espécies;
4 - Arachnida (classe dos aracnídeos):
4.1 - Scorpiones (ordem dos escorpiões):
4.1.1 - Buthidae - todas as espécies;
4.1.2 - Hemiscorpiidae - todas as espécies do género Hemiscorpius;
4.2 - Chilopoda (classe das centopeias) - todas as espécies da ordem Scolopendromorpha.
Lista de espécies a que se refere o artigo 5.º
1 - Aves (classe das aves):
1.1 - Struthioniformes (ordem das avestruzes) - todas as espécies;
1.2 - Rheiformes (ordem dos nandus) - todas as espécies.
2 - Reptilia (classe dos répteis):
2.1 - Sauria (subordem dos lagartos):
2.1.1 - Varanidae (família dos varanos) - todas as espécies não listadas no anexo i;
2.2 - Serpentes (ordem das serpentes):
2.2.1 - Boidae (família dos boídeos) - todas as espécies não listadas no anexo i;
2.2.2 - Pythonidae (família das pitões) - todas as espécies não listadas no anexo i;
2.2.3 - Colubridae (família dos colubrídeos) - todas as espécies não listadas no anexo i.
3 - Amphibia (classe dos anfíbios):
3.1 - Anura (ordem dos anuros):
3.1.1 - Dendrobatidae (família dos dendrobatídeos) - todas as espécies;
3.1.2 - Mantellidae (família das mantelas) - todas as espécies.
4.1 - Araneae (ordem das aranhas) - todas as espécies;
4.2 - Scorpiones (ordem dos escorpiões) - todas as espécies não listadas no anexo i.
5 - Chilopoda (classe das centopeias) - todas as espécies não listadas no anexo i.
111233463

References: artigo 8
 artigo 13
 artigo 4
 artigo 1
 artigo 13
 artigo 4
 artigo 1
 artigo 2
 artigo 2
 artigo 1
 artigo 5