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2 requisitos aplicáveis aos contadores de água
3 APROVAÇÃO DE TIPO
4 VERIFICAÇÃO
1. ------IND- 2005 0060 CZ- PT- ------ 20050311 --- --- PROJET
que estabelece os requisitos aplicáveis aos contadores de água de câmaras volumétricas
Nos termos do disposto no artigo 27.º da Lei n.º 505/1990 relativa à metrologia, na redacção que lhe foi dada pela Lei n.º 119/2000 e a Lei n.º 137/2002 (adiante designada por «Lei») para efeitos de aplicação do n.º 2 do artigo 6.º e do n.º 1 do Artigo 9.º da Lei, o Ministério da Indústria e do Comércio estabelece o seguinte:
Artigo 0.º
A presente portaria estabelece os requisitos para os contadores de água de câmaras volumétricas utilizados na medição do volume de água que passa no contador a uma temperatura não superior a 90ºC (adiante designados por «contadores de água»), o procedimento utilizado na aprovação de tipo e na verificação dos mesmos.
As definições, os requisitos aplicáveis aos contadores de água, o processo na aprovação de tipo e na verificação dos mesmos constam em Anexo.
A presente portaria entra em vigor no dia 1 de Julho de 2005.
Anexo à Portaria n.º /2005
1.1 Duração do ensaio – período de uma medição (i.e. período de tempo percorrido entre o início e o fim de uma medição).
1.2 Recipiente padrão – medida de volume utilizada na realização, conservação e reprodução da unidade de volume do líquido e na transferência da mesma para outros instrumentos de medição.
1.3 Medidor de caudal padronizado – instrumento de medição utilizado na realização e reprodução da unidade de volume passado e a transferência da mesma para outros instrumentos de medição.
1.4 Método de ensaio do peso – técnica de verificação do erro relativo do contador de água que determina indirectamente o volume passado com base na medição do peso da água passada e na sua densidade.
Caudal nominal (Qn) – caudal ao qual o contador deve poder funcionar em condições normais de utilização, em regime permanente e intermitente, sem exceder os erros relativos admissíveis.
Coeficiente de dilatação k = 2 para classificação normal (de Gauss) – significa que o intervalo de confiança corresponde ao valor do coeficiente de confiança de 0,95 (isto é, o valor real se situa a um grau de probabilidade de 0,95 dentro dos limites determinados pelo valor da incerteza expandida).
Método de ensaio com arranque fixo – método de ensaio do contador durante o qual o valor no dispositivo indicador do contador não apresenta alterações no início e no fim da medição (isto é, o líquido no contador de água está parado).
Incerteza – estimativa associada ao resultado do ensaio que caracteriza o intervalo de valores no qual se situa o valor correcto.
Método volumétrico de ensaio – método de verificação do erro relativo do contador de água no qual se determina o volume da água passada mediante um recipiente calibrado de medição ou um instrumento de medição padronizado.
Volume passado (VE) – volume total de água que passou no contador num dado período de tempo.
Caudal (Q) – volume de água passado no contador por unidade de tempo.
Erro relativo do contador de água (δ) – percentual da diferença entre o valor indicado pelo contador de água e o volume passado, calculado com base no volume passado.
Valor indicado pelo contador de água (VV) – valor do volume definido como a diferença entre o valor indicado pelo dispositivo indicador do contador de água no início e no fim da medição.
Tamanho do contador de água – definido como o valor do caudal máximo Qmax em m3/h.
Contador de água – dispositivo integrado em circuito fechado e composto de câmaras de volume conhecido e do mecanismo accionado pela corrente de água, sendo que as câmaras são enchidas de água e em seguida esvaziadas gradualmente.
2.1 requisitos metrológicos
2.1.1 Erros relativos admissíveis
Erro relativo de precisão admissível:
a) ± 1 % do valor medido na verificação inicial;
b) ± 2 % do valor medido na verificação subsequente;
2.2 requisitos técnicos
2.2.1 Concepção
2.2.1.1 Materiais
O contador de água deve ser fabricado com materiais adequados à utilização a que se destina e resistentes à corrosão interna e externa. As variações de temperaturas da água de 0ºC a 90ºC não deverão ter impacto negativo no contador.
2.2.1.2 Estanquidade, resistência à temperatura
O contador deve resistir de forma permanente a uma temperatura contínua de água de 90 ºC sem indiciar defeitos de funcionamento, fugas, repasses através das paredes, deformação permanente.
2.2.1.3 Dispositivo indicador
O dispositivo indicador deve permitir uma leitura fácil e inequívoca do volume de água medido, expresso em metros cúbicos.
A cor preta indica o metro cúbico e os seus múltiplos; a cor vermelha, os submúltiplos do metro cúbico.
A altura aparente dos dígitos não deve ser inferior a 4 mm.
Nos indicadores digitais, o deslocamento visível de todos os dígitos deve efectuar-se de baixo para cima. O avanço de uma unidade digital deve estar terminado quando o dígito da década imediatamente inferior passa de 9 a 0.
O sentido de rotação dos indicadores de ponteiros deve ser o dos ponteiros do relógio. O valor, em metros cúbicos, da divisão de cada escala deve ser expresso em 10n, sendo n um número inteiro, positivo ou negativo, ou zero, de molde a constituir um sistema de décadas consecutivas. Devem existir junto de cada escala inscrições do tipo: × 1 000 - × 100 - × 10 - × 1 - × 0,1 - × 0,01 - × 0,001.
O símbolo m3 deve figurar no mostrador ou na proximidade imediata da indicação digital.
O elemento graduado visível mais rápido (adiante designado por «elemento controlador») deve ter um movimento contínuo. A sua divisão é designada por divisão de verificação.
O comprimento da divisão de verificação não deve ser inferior a 1 mm nem superior a 5 mm.
2.2.1.4 Número de algarismos e valor da divisão de verificação
O dispositivo indicador deve poder registar, sem retorno a zero, um volume pelo menos igual ao que, expresso em metros cúbicos, corresponde a 1 999 horas de funcionamento com caudal nominal.
O valor da divisão de verificação da escala deve corresponder ao valor 1 × 10n ou 2 × 10n ou 5 × 10n.
2.2.1.5 Dispositivo de regulação
Os contadores devem ter um dispositivo que permita alterar a relação entre o volume indicado e o volume passado.
2.2.1.6 Dispositivos adicionais
O contador pode ter um dispositivo gerador de impulsos, desde que este dispositivo não tenha influência apreciável nas qualidades metrológicas do contador.
2.2.2 Inscrições e marcas
Os contadores devem incluir obrigatoriamente uma placa sinalética com as seguintes indicações:
a) Firma ou nome, sede e número de identificação, caso o fabricante seja pessoa colectiva, nome (nomes) e apelido, eventualmente firma, se existir, residência permanente (caso o fabricante não tenha residência permanente na República Checa, seu endereço), eventualmente centro de actividades e número de identificação, caso este tenha sido atribuído e o fabricante seja um empresário trabalhando por conta própria.
b) indicação do valor Qmax [m3/h].
c) volume da câmara correspondente a uma rotação - V [m3].
d) pressão máxima de serviço pmax [kPa].
e) temperatura máxima de serviço - tmax [°C].
f) número e ano de fabrico.
Processo de aprovação de modelo
Verifica-se, através de análise da documentação apresentada1), se o modelo corresponde aos requisitos técnicos (n.º 2.2). Se os requisitos estiverem cumpridos, procede-se aos ensaios subsequentes.
1) N.º 2 do Artigo 1.º da Portaria n.º 262/2000 que garante a uniformidade e precisão dos instrumentos de medição e da medição, na redacção que lhe foi dada pela Portaria n.º 344/2002.
3.1.1 Número de contadores a apresentar
O requerente deverá apresentar um contador de cada tamanho a ser aprovado. O Instituto Checo de Metrologia pode pedir ao requerente contadores suplementares, em função do processo de verificação.
3.1.2 Estação de ensaio
Estação de ensaio consiste no seguinte:
a) Um recipiente cujo volume mínimo seja igual ao dobro do volume do líquido a passar, por minuto, no contador em condições de caudal máximo;
b) Uma bomba cujo caudal corresponde ao caudal máximo do contador a ser ensaiado;
c) Um tanque elevado com borda de vertedouro e uma parede de separação da entrada e da saída do tanque;
d) Tubagem de admissão com uma inclinação que permita que a água corrente ultrapasse a resistência na tubulação e entre livremente no contador ensaiado;
e) Tubagem de esvaziamento com uma inclinação e diâmetro interior que impeçam a inundação do contador (trata-se de instrumento de medição sem pressão);
f) Uma válvula reguladora combinada com um medidor de caudal adequado para a regulação do caudal de ensaio;
g) Um trecho de medição com diâmetro interior correspondente à dimensão da parte de entrada do contador, com uma diferença máxima de 2 mm;
h) Um ponto de divisão (vertedouro);
i) Um visor de controle;
j) Um padrão (um recipiente padrão, uma balança, um medidor de caudal padronizado) adequado para medir o volume do líquido de ensaio passado, com uma margem de incerteza que não exceda ¼ do erro máximo admissível do contador ensaiado;
k) Um termómetro com amplitude de medição correspondente à temperatura do líquido de ensaio, com um grau de incerteza de medição de ± 0,5ºC para o método volumétrico de medição e de ± 0,1ºC para o método de medição do peso;
l) Um fecho principal, um filtro e outros elementos destinados ao controlo do equipamento de ensaio.
O equipamento será submetido a ensaios periódicos de funcionamento sob a forma de uma comparação circular.
3.1.3 Condução dos ensaios
Os ensaios são conduzidos para ordem seguinte:
a) Ensaio de precisão - determinação das curvas de erro em função do caudal;
b) Estudo do envelhecimento acelerado;
c) Ensaios de estanquidade e resistência à temperatura.
3.1.4 Ensaio de precisão
Ensaio de precisão - determinação das curvas de erro em função do caudal é efectuada na aprovação de modelo, com os seguintes caudais: Qmax , 0,5 Qmax a 0,1Qmax.
A duração do ensaio no caso do ensaio com arranque fixo deve ser superior ao décuplo do tempo de abertura (fechamento) do fecho principal, mas no mínimo 120 segundos.
volume mínimo do líquido de ensaio a ser utilizado no ensaio será calculado com base nos seguintes valores:
δdov = valor percentual do erro admissível do contador
v = valor da divisão do indicador em dm3
s = a legibilidade da divisão cujo valor na leitura visual é de 0,5
3.1.5 Estudo do envelhecimento acelerado
O contador de água deverá ser sujeito a um ensaio de 100 horas, ao caudal nominal e à temperatura de 50ºC para os efeitos do estudo do envelhecimento. A diferença dos erros do contador antes e depois do ensaio não deve exceder 0,5 %, nem ultrapassar os erros relativos admissíveis referidos no n.º 2.1.1. O ensaio pode ser dividido em períodos com uma duração mínima de 6 horas, conforme a necessidade do laboratório.
3.1.6 Ensaios de estanquidade e resistência à temperatura.
O ensaio de estanquidade é efectuado ao caudal Qmax e a alteração da temperatura do líquido de ensaio de (85 ± 5) °C para 30ºC durante um período de oito minutos, com um intervalo de um até dois minutos. Após a realização de 25 ciclos, deverá verificar-se se existem fugas, danificação ou bloqueamento dos elementos do contador.
Certificação de aprovação de tipo
Os requisitos para o Certificado de aprovação de tipo estão estabelecidos numa disposição legal específica.2)
4.1 Os processos da primeira verificação e da verificação subsequente do contador são idênticos.
4.1.1 A verificação é efectuada pelo Instituto Checo de Metrologia ou por um serviço autorizado de metrologia na estação de ensaio estabelecida.
4.1.2 A disposição dos locais e o material de ensaio utilizado devem ser seguros e fiáveis, permitindo efectuar os ensaios no âmbito da verificação de acordo com os requisitos do valor do erro relativo do contador referidos no n.º 4.2.3.
4.1.3 A verificação dos contadores deverá ser efectuada com água fria.
4.2 Ensaios
4.2.1 Parte geral
Os ensaios dos contadores de água consistem em:
Exame externo;
Ensaio de precisão.
2) Artigo 3.º da Portaria n.º 262/2000
O exame externo consiste no controlo:
a) de danos mecânicos do contador,
b) da legibilidade adequada dos dígitos e das escalas do dispositivo indicador,
c) da legibilidade, precisão e integridade dos sinais e marcas do contador (n.º 2.2.2).
Os contadores que não cumprirem os requisitos do exame serão excluídos dos ensaios subsequentes.
Ensaio de precisão
O exame de precisão deverá ser efectuado para verificar o erro relativo do contador
VV = dado do contador ensaiado
VE = volume passado em dm3
4.2.3.1 Métodos de ensaio
Conforme a técnica de medição do volume do líquido de ensaio passado, os ensaios podem ser efectuados mediante:
a) método volumétrico ou
b) método de medição do peso.
4.2.3.2 Estação de ensaio
Os ensaios são efectuados na estação de ensaio conforme n.º 3.1.2.
4.2.3.3 Condições de ensaio:
a) O ensaio de precisão é efectuado aos caudais Qmax e Qn (0,5 Qmax );
O período mínimo do ensaio e o volume mínimo do líquido de ensaio passado durante o ensaio estão estabelecidos no n.º 3.1.4;
c) A variação do valor do caudal de ensaio durante o ensaio não deve exceder 4 %.
4.2.4 Erro relativo verificado
O erro relativo verificado não deve exceder os limites do intervalo
± ( | δmax| - 2 | u | ) [%] onde
δmax = erro máximo admissível do contador de câmaras volumétricas ( n.º 2.1.1 )
u = incerteza relativa de medição padronizada combinada
4.2.5 Incerteza da medição
A incerteza relativa da medição padronizada combinada pode ser
u < ± 0,25 [%]
4.2.6 Marcação dos contadores verificados
Os contadores que cumprem os requisitos estabelecidos na presente portaria receberão a marca oficial.3)
3) Artigo 6.º da Portaria n.º 262/2000

References: artigo 27
 artigo 6
 Artigo 9

Artigo 0
 Artigo 1
 Artigo 3
 Artigo 6