Source: https://www.ceteconta.pt/2018/01/
Timestamp: 2019-02-19 10:24:18+00:00

Document:
Janeiro 2018 - Ceteconta SOFTWARE
QUEM É OBRIGADO A TER CONTABILIDADE ORGANIZADA?
Existem duas formas de organizar a sua contabilidade: através da contabilidade organizada ou através do regime simplificado. Ter a contabilidade organizada significa tributar os rendimentos que são consequentes de uma actividade comercial ou de um negócio que possa ter. A contabilidade organizada é, por isso, um regime fiscal obrigatório para determinadas pessoas, como pode ler a seguir.
A contabilidade organizada é obrigatória para os seguintes casos:
Todas as sociedades, como por exemplo as sociedades anónimas ou sociedades por quotas;
Para todos os profissionais liberais ou empresários em nome individual que tenham um rendimento anual líquido superior a 200 mil euros.
Mesmo os profissionais liberais ou empresários em nome individual cujo rendimento não exceda os 200 mil euros por ano, podem optar pela contabilidade organizada ou, se preferirem, pelo regime simplificado.
Quem opta por este regime vai ver aplicados os coeficientes previstos no Código do IRS sobre os rendimentos da Categoria B e que são os seguintes:
0,15 para as vendas de mercadorias e produtos, prestações de serviços efetuadas no âmbito de atividades hoteleiras e similares, restauração e bebidas;
0,75 para os rendimentos das atividades profissionais especificamente previstas na tabela a que se refere o artigo 151.º;
0,35 para os rendimentos de prestações de serviços não previstos nas alíneas anteriores;
0,95 para rendimentos de contratos que tenham por objeto a cessão ou utilização temporária da propriedade intelectual ou industrial ou a prestação de informações respeitantes a uma experiência adquirida no setor industrial, comercial ou científico, aos rendimentos de capitais imputáveis a atividades geradoras de rendimentos empresariais e profissionais, ao resultado positivo de rendimentos prediais, ao saldo positivo das mais e menos-valias e aos restantes incrementos patrimoniais;
0,30 para os subsídios ou subvenções não destinados à exploração;
0,10 para os subsídios destinados à exploração e restantes rendimentos da categoria B não previstos nas opções anteriores;
1 para os rendimentos decorrentes de prestações de serviços efetuadas pelo sócio a uma sociedade abrangida pelo regime da transparência fiscal, nos termos da alínea b) do n.º 1 do artigo 6.º do Código do IRC.
Este regime cessa quando, durante dois anos consecutivos, o valor dos rendimentos brutos ultrapassa os € 200.000 ou, no caso de num ano ultrapassar os €250.000. Nestes casos torna-se obrigatório a opção pelo regime de contabilidade organizada.
Consegue organizar as contas de forma a apurar o lucro ou o prejuízo de forma rigorosa. É ideal para actividades maiores e mais complexas;
É o regime fiscal mais eficiente para todos aqueles que se encontrem na situação acima mencionada;
Permite deduzir a generalidade dos encargos com a profissão;
É a opção mais vantajosa quando as despesas com a atividade são maiores do que 25% dos rendimentos ;
Pode deduzir as despesas mensais com a contratação de um técnico oficial de contas.
Se optar pela contabilidade organizada, é obrigado a contratar um contabilista certificado, o que lhe trará um custo mensal acrescido que pode rondar os 150€/mês.
Implica a obrigatoriedade de elaborar dossiers fiscais a apresentar anualmente e a guardar por vários anos.
Resumidamente, quanto maior a atividade, maior é a necessidade de recorrer a contabilidade organizada.
DEDUÇÕES DE IRS
Se optar pela contabilidade organizada, pode deduzir no IRS o seguinte:
As despesas que tem mensalmente com o Contabilista Certificado;
As despesas com o carro para fins profissionais e os respectivos gastos: combustível, deslocações, entre outros;
As despesas com estadias, caso fique fora em trabalho;
Multas se cometer infracções;
Despesas do local físico de trabalho, como manutenção e restauro, rendas, contas, empréstimos bancários, entre outros.
Tendo a contabilidade organizada, o período mínimo de permanência neste regime é de três anos. Se não quiser cumprir com esta permanência terá de comunicar a alteração do seu regime mediante a apresentação de uma declaração.
CONTABILISTA: 10 SEGREDOS QUE PRECISA DE SABER
Um contabilista deve ser licenciado em contabilidade, gestão, economia, ciências empresariais ou fiscalidade. Para exercer a profissão de contabilista certificado (antigo técnico oficial de contas) é também necessário um estágio profissional de 18 meses.
É sempre importante saber se está a contratar serviços de um profissional com anos de labuta na área ou de um estagiário ainda a aprender os ossos do ofício.
O contabilista não tem de lhe fazer o trabalho de casa. Vamos desvendar mais 10 segredos sobre esta profissão para que tire melhor proveito do serviço.
Guarde todas as despesas, mesmo que tenha dúvidas sobre a sua eventual dedutibilidade. Cabe ao contabilista saber se são dedutíveis ou não nos impostos. Se deitar fora faturas, a responsabilidade é só sua.
Não vá ter com o seu contabilista a poucas semanas do fim do prazo para a entrega dos impostos. Por essa altura, o volume de trabalho é grande e, como diz o ditado, depressa e bem há pouco quem. Pode ainda ser confrontado com a entrega da declaração já fora de prazo, com multa e um eventual reembolso tardio.
TAXAS SÃO TABELADAS
O ano foi terrível e quer negociar um pagamento de acordo com os maus resultados do exercício. Esqueça. O tempo e o trabalho a preencher as declarações de impostos são iguais quer tenha tido um ano fiscal fantástico quer tenha registado prejuízos.
AUDITORIAS: VÁ ACOMPANHADO
As Finanças têm dúvidas sobre as suas declarações de impostos? Não vá sozinho a uma auditoria, com uma pasta cheia de papéis. É também para isso que serve um contabilista certificado. A experiência dita o sucesso.
EVITAR AUDITORIAS
Não use números redondos, pode parecer que está a adivinhar despesas. Não se exceda nas deduções. As despesas que vai apresentar devem estar de acordo com o seu escalão de rendimento.
Um trabalhador independente tem de saber que o acerto dos impostos está marcado para Abril. É conveniente que todos os meses cative dinheiro para o pagamento anual dos impostos. Caso contrário, pode ter uma surpresa. Desagradável.
Se está a equacionar criar a sua própria empresa contrate de imediato um contabilista certificado. É só para evitar surpresas desagradáveis quando entregar as declarações de impostos.
OS JORNAIS E A TELEVISÃO
Não tome por verdades irrefutáveis o que leu no jornal sobre impostos ou viu e ouviu na televisão sobre deduções e afins. Normalmente, as deduções têm limites, há isenções e também exceções. Cada declaração é única.
NÃO ENGANE AS FINANÇAS
Não tente enganar as Finanças fazendo de conta que se esqueceu de reportar um rendimento extra. O mais provável é ser apanhado nas malhas do fisco e o seu contabilista não vai gostar. Os dois serão chamados para uma auditoria e pode acontecer que o seu contabilista não queira voltar a trabalhar consigo.
O contabilista propõe-lhe um reembolso superior ao que é habitual ou não quer ver recibos/faturas. Esqueça. Não é a pessoa certa. A maioria dos contabilistas são profissionais honestos, mas caso suspeite de fraude, denuncie.
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Contempla a CLAUSULA 74 E O IAS.
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SUBSÍDIO DE REFEIÇÃO NÃO SUJEITO A IRS EM 2018
− No recibo: 4,77 €. Em vales: 7,63 €.
O artigo 20.º da Lei n.º 42/2016 (Orçamento do Estado para 2017) fixou o subsídio de refeição dos servidores do Estado em 4,52 € a partir de 1 de janeiro e em 4,77 € a partir de 1 de agosto.
O artigo 2.º do Código do IRS estabelece que o subsídio de refeição é rendimento sujeito a IRS na parte em que exceder o limite legal estabelecido ou, sendo atribuído através de vales de refeição, na parte em que exceder aquele limite majorado em 60%, e o número 14 deste artigo refere que os limites legais previstos no mesmo serão os anualmente fixados para os servidores do Estado.
Mas a disposição transitória contida no artigo 195.º da Lei n.º 42/2016 (ler na imagem desta publicação) fez com que durante todo o ano de 2017 o valor base de referência para a não sujeição do subsídio de refeição a IRS se tivesse mantido nos 4,52 €.
Vigorando a disposição transitória apenas no ano de 2017, como previsto, e não tendo sido alterado o valor do subsídio refeição a pagar aos servidores do Estado em 2018, imediatamente resulta que a não sujeição a IRS do subsídio de refeição passa, desde 1 de janeiro deste ano, para os 4,77 € se pago no recibo de vencimento e para os 7,63 € se pago em vales.
Embora nada mais fosse necessário para esta atualização, por força do previsto no Código do IRS e do fim da norma transitória, o artigo 21.º da Lei n.º 114/2017 (Orçamento do Estado para 2018) reforça que o valor do subsídio de refeição previsto na Portaria n.º 1553-D/2008, de 31 de dezembro, atualizado pela Lei n.º 42/2016, de 28 de dezembro, bem como no Decreto Regulamentar n.º 3/2013, de 8 de maio, atualizado pelo Decreto Regulamentar n.º 9/2017, de 2 de novembro, CONSTITUI O VALOR DE REFERÊNCIA PARA EFEITOS DE TRIBUTAÇÃO. É uma disposição específica relativa à Administração Pública, que nos últimos cinco meses de 2017 viu o aumento ficar sujeito a IRS.
CÓDIGO DE CONDUTA PARA PREVENÇÃO
E COMBATE AO ASSÉDIO
O presente Código de Conduta para prevenção e combate da prática de assédio no trabalho, pretende constituir nos termos da Lei 73/2017, de 16 de agosto, uma referência para todos os membros dos Órgãos Sociais e colaboradores da EMPRESA, contribuindo para que a mesma seja reconhecida como um exemplo de integridade, responsabilidade e rigor, visando garantir a salvaguarda da integridade moral dos seus colaboradores e assegurando o seu direito a condições de trabalho que respeitem a sua dignidade individual.
A Empresa, compromete-se assim, a defender os valores da não discriminação e de combate contra o assédio no trabalho, assumindo este Código de Conduta como instrumento privilegiado na resolução de questões éticas, garantindo a conformidade deste com as práticas legais a que está sujeita.
Este Código de Conduta aplica-se a todos os membros dos Órgãos Sociais, colaboradores permanentes ou eventuais, utentes da Instituição e outras pessoas que participem nas suas atividades.
No exercício das suas atividades, funções e competências, os Órgãos Sociais e colaboradores da Instituição devem atuar tendo em vista a prossecução dos interesses da Instituição, no respeito pelos princípios da não discriminação e de combate ao assédio no
Os Órgãos Sociais e colaboradores da Instituição não podem adoptar comportamentos discriminatórios em relação aos demais colaboradores ou a terceiros, sejam ou não destinatários dos serviços e das actividades da Instituição, nomeadamente, com base na raça, sexo, idade, incapacidade física, orientação sexual, opiniões politicas, religião ou crença.
Considerando que nos termos do artigo 29º do Código do Trabalho, se entende por assédio “o comportamento indesejado, nomeadamente baseado em fator de discriminação, praticado aquando do acesso ao emprego ou no próprio emprego, trabalho ou formação profissional, com o objetivo ou o efeito de perturbar ou constranger a pessoa, afetar a sua dignidade, ou de lhe criar um ambiente intimidativo, hostil, degradante, humilhante ou desestabilizador”, são expressamente proibidos os seguintes comportamentos suscetíveis de serem considerados como assédio no trabalho:
Desvalorizar e desqualificar sistematicamente o trabalho que é feito;
Ridicularizar, de forma direta ou indireta, uma característica física ou psicológica;
Não atribuir quaisquer funções profissionais (violação do direito à ocupação efetiva do posto de trabalho);
Estabelecer sistematicamente metas e objetivos de trabalho impossíveis de atingir ou prazos inexequíveis de cumprir;
Apropriar-se sistematicamente de ideias, propostas, projetos e trabalhos, sem identificar o autor das mesmas;
Divulgar sistematicamente, rumores e comentários maliciosos ou críticas reiteradas sobre trabalhadores;
Pedir sistematicamente trabalhos urgentes, sem necessidade;
Transferir o colaborador de sector ou de local de trabalho com a clara intenção de promover o seu isolamento;
Falar constantemente aos gritos, de forma a intimidar as pessoas;
Criar sistematicamente situações objetivas de stress, de molde a provocar o descontrolo na conduta do colaborador, tais como: alterações ou transferências sistemáticas de local de
Sempre que o Centro Social de Azurva tome conhecimento da violação das disposições constantes do presente Código de Conduta procederá à abertura de um procedimento disciplinar, no prazo máximo de um ano, sem prejuízo da responsabilidade civil, contra-ordenacional ou criminal a que haja lugar;
A Direção e os seus colaboradores denunciarão quaisquer práticas irregulares de que tenham conhecimento, prestando a devida colaboração em eventuais processos disciplinares ou de investigação criminal pelas respetivas entidades
Garante-se a impossibilidade de dispensa da sanção acessória de publicidade da decisão condenatória quando esteja em causa a prática de assédio que constitui contra- ordenação muito grave podendo gerar responsabilidade penal.
Artigo 7.º (Responsabilidade do Centro Social de Azurva)
O Centro Social de Azurva é responsável pela reparação dos danos emergentes de doenças profissionais resultantes da prática de assédio, que será fixada em regulamentação própria, ficando esta indemnização sub-rogada nos direitos do trabalhador.
Nos termos de regulamentação própria, serão disponibilizados e divulgados pela Autoridade para as Condições do Trabalho os endereços eletrónicos próprios para receção de queixas de assédio em contexto laboral;
A prática de assédio pelo empregador ou por algum representante do mesmo, denunciada à Autoridade para as Condições no Trabalho (ACT), figurará entre os exemplos de justa causa de resolução do contrato de trabalho por parte do
Artigo 9.º (Divulgação, compromisso e aplicação)
O presente Código de Conduta entra em vigor imediatamente após a sua aprovação pela Direção e a sua divulgação a todos os Colaboradores;
O presente Código de Conduta será disponibilizado no sítio de internet da Instituição;
No processo de admissão dos Colaboradores deverá constar a declaração de conhecimento e aceitação das normas vigentes no presente Código de Conduta.
Aprovado pela Gerência/Administração/Direcção em xx de Setembro de 2017
Tabelas actualizadas, Feriados actualizados, Salário mínimo actualizado.
Tabelas actualizadas, Feriados actualizados, Salário mínimo actualizado. TUDO AUTOMÁTICO.

References: artigo 151
 artigo 6
 artigo 20
 artigo 2
 artigo 195
 artigo 21
 artigo 29

Artigo 7

Artigo 9