Source: https://eur-lex.europa.eu/legal-content/PT/TXT/?uri=CELEX:32016D0035(01)
Timestamp: 2020-07-02 23:06:15+00:00

Document:
DECISÃO (UE) 2016/2247 DO BANCO CENTRAL EUROPEU
relativa às contas anuais do Banco Central Europeu (BCE/2016/35)
Tendo em conta os Estatutos do Sistema Europeu de Bancos Centrais e do Banco Central Europeu, nomeadamente o seu artigo 26.o-2,
A Decisão BCE/2010/21 (1) já por várias vezes foi objeto de alterações substanciais. Uma vez que são agora necessárias mais alterações, deve a mesma Decisão ser reformulada para maior clareza.
A Orientação BCE/2010/20 (2) a que a Decisão BCE/2010/21 se refere foi reformulada e revogada pela Orientação (UE) 2016/2249 do Banco Central Europeu (BCE/2016/34) (3),
1. Os termos definidos no artigo 1.o da Orientação (UE) 2016/2249 (BCE/2016/34) têm o mesmo significado quando são utilizados na presente decisão.
2. Os restantes termos técnicos utilizados na presente decisão têm o significado que lhes é atribuído no anexo II da Orientação (UE) 2016/2249 (BCE/2016/34).
As regras estabelecidas pela presente decisão aplicam-se às contas anuais do Banco Central Europeu (BCE), das quais fazem parte o balanço, as rubricas registadas em contas extrapatrimoniais, a conta de resultados e as notas explicativas às contas anuais do BCE.
As características qualitativas definidas no artigo 3.o da Orientação (UE) 2016/2249 (BCE/2016/34) são aplicáveis para efeitos da presente decisão.
Pressupostos contabilísticos de base
São igualmente aplicáveis, para efeitos da presente decisão, os pressupostos contabilísticos de base definidos no artigo 4.o da Orientação (UE) 2016/2249 (BCE/2016/34).
Em derrogação do disposto na primeira frase do artigo 4.o, n.o 3, da Orientação (UE) 2016/2249 (BCE/2016/34), os acontecimentos posteriores à data do balanço só devem ser tomados em conta até à data em que a Comissão Executiva autorizar a apresentação das contas anuais do BCE ao Conselho do BCE para aprovação.
Método económico e método de caixa/liquidação
São aplicáveis à presente decisão as regras constantes do artigo 5.o da Orientação (UE) 2016/2249 (BCE/2016/34).
Os ativos e passivos, financeiros ou não, só podem ser reconhecidos no balanço do BCE de acordo com o disposto no artigo 6.o da Orientação (UE) 2016/2249 (BCE/2016/34).
COMPOSIÇÃO E NORMAS DE VALORIMETRIA DO BALANÇO
Composição do balanço
A composição do balanço deve obedecer à estrutura constante do anexo I.
Provisão para riscos de taxa de câmbio, de taxa de juro, de crédito e de flutuação do preço do ouro
Tendo em consideração a natureza das atividades do BCE, o Conselho do BCE pode constituir uma provisão para cobertura de riscos de taxa de câmbio, de taxa de juro, de crédito e de flutuação do preço do ouro no balanço do BCE. O Conselho do BCE decidirá o montante e a utilização dessa provisão, de acordo com uma estimativa fundamentada da exposição do BCE aos referidos riscos.
Critérios de valorização do balanço
1. Na valorização do balanço devem ser utilizadas as taxas e os preços de mercado correntes, salvo indicação em contrário contida no anexo I.
2. A reavaliação do ouro, dos instrumentos em moeda estrangeira, de todos os títulos (exceto os classificados como detidos até ao vencimento, os títulos não transacionáveis e os títulos detidos para fins de política monetária que sejam contabilizados ao custo amortizado), bem como a dos instrumentos financeiros, tanto patrimoniais como extrapatrimoniais, efetua-se no final do exercício, às taxas e preços médios de mercado.
3. Nas diferenças de reavaliação do ouro não deve fazer-se a distinção entre reavaliação a preços de mercado e reavaliação cambial, devendo efetuar-se uma única reavaliação baseada no preço em euros por unidade definida de peso de ouro, o qual se obtém a partir da taxa de câmbio do euro face ao dólar americano na data de reavaliação trimestral. Em relação às operações cambiais, incluindo as operações patrimoniais e extrapatrimoniais, a reavaliação cambial é efetuada moeda a moeda. Para os efeitos deste artigo, as posições em direitos de saque especiais (DSE), incluindo as posições em moeda estrangeira subjacentes ao cabaz que compõe os DSE, são tratadas como uma posição única. Em relação aos títulos, a reavaliação efetua-se código a código, ou seja, com base no mesmo código/tipo de ISIN, não se tratando em separado, para efeitos de reavaliação, as opções neles incorporadas. Os títulos detidos para fins de política monetária ou incluídos nas rubricas «Outros ativos financeiros» ou «Contas diversas e de regularização», são tratados como posições separadas.
4. Os títulos transacionáveis detidos para fins de política monetária são tratados como posições separadas, sendo valorizados quer a preço de mercado, quer a custos amortizados (sujeitos a imparidade), dependendo de considerações de política monetárias.
5. Os títulos classificados como detidos até ao vencimento são tratados como posições separadas e valorizados a custos amortizados (sujeitos a imparidade). Aos títulos não transacionáveis aplica-se o mesmo tratamento. Os títulos classificados como detidos até ao vencimento podem ser vendidos antes da respetiva maturidade em qualquer um dos casos seguintes:
Se a quantidade vendida não for considerada significativa em comparação com o valor total da carteira de títulos detidos até ao vencimento;
Se os títulos forem vendidos durante um mês antes da data de vencimento; ou
Em circunstâncias excecionais, tais como uma deterioração significativa da reputação creditícia do emitente.
As operações reversíveis devem ser contabilizadas de acordo com o artigo 10.o da Orientação (UE) 2016/2249 (BCE/2016/34).
Instrumentos de capital transacionáveis
Os instrumentos de capital transacionáveis devem ser contabilizados de acordo com o artigo 11.o da Orientação (UE) 2016/2249 (BCE/2016/34).
Cobertura do risco de taxa de juro relativamente a títulos com derivados
As operações de cobertura de taxa de juro devem ser contabilizadas de acordo com o artigo 12.o da Orientação (UE) 2016/2249 (BCE/2016/34).
Os instrumentos sintéticos devem ser contabilizados de acordo com o artigo 13.o da Orientação (UE) 2016/2249 (BCE/2016/34).
1. Ao reconhecimento de resultados aplicar-se-ão as regras contidas no artigo 15.o, n.os 1, 2, 3, 5 e 7 da Orientação (UE) 2016/2249 (BCE/2016/34).
2. As posições nas contas especiais de reavaliação decorrentes das contribuições efetuadas de acordo com o previsto no artigo 48.o-2 dos Estatutos do Sistema Europeu de Bancos Centrais e do Banco Central Europeu (a seguir Estatutos do SEBC) no que se refere aos bancos centrais dos Estados-Membros cuja derrogação tenha sido revogada devem ser utilizadas para a compensação das perdas não realizadas, se estas excederem anteriores ganhos de reavaliação escriturados na correspondente conta normal de reavaliação, tal como estabelecido no artigo 15.o, n.o 1, alínea c), da Orientação (UE) 2016/2249 (BCE/2016/34), antes de ser efetuada a compensação de tais perdas nos termos do artigo 33.o-2 dos Estatutos do SEBC. As posições nas contas especiais de reavaliação relativas ao ouro, moeda estrangeira e títulos são reduzidas proporcionalmente se as posições nos ativos em questão diminuírem.
O disposto no artigo 16.o da Orientação (UE) 2016/2249 (BCE/2016/34) é aplicável à presente decisão.
REGRAS CONTABILÍSTICAS APLICÁVEIS AOS INSTRUMENTOS EXTRAPATRIMONIAIS
O disposto no artigo 17.o da Orientação (UE) 2016/2249 (BCE/2016/34) é aplicável à presente decisão.
As operações cambiais a prazo são contabilizadas de acordo com o artigo 18.o da Orientação (UE) 2016/2249 (BCE/2016/34).
Os swaps cambiais são contabilizados de acordo com o artigo 19.o da Orientação (UE) 2016/2249 (BCE/2016/34).
Os contratos de futuros são contabilizados de acordo com o artigo 20.o da Orientação (UE) 2016/2249 (BCE/2016/34).
Os swaps de taxa de juro são contabilizados de acordo com o artigo 21.o da Orientação (UE) 2016/2249 (BCE/2016/34).
As perdas não realizadas levadas à conta de resultados no final do exercício são amortizadas em exercícios subsequentes segundo o método de amortização a quotas constantes. Relativamente aos swaps de taxas de juro a prazo, a amortização inicia-se da data-valor da operação.
Contratos a prazo de taxa de juro
Os contratos a prazo de taxa de juro de taxa de juro são contabilizados de acordo com o artigo 22.o da Orientação (UE) 2016/2249 (BCE/2016/34).
Operações a prazo sobre títulos
As operações a prazo sobre títulos são contabilizadas de acordo com o método A previsto no artigo 23.o, n.o 1, da Orientação (UE) 2016/2249 (BCE/2016/34).
As opções são contabilizadas de acordo com o artigo 24.o da Orientação (UE) 2016/2249 (BCE/2016/34).
BALANÇO E CONTA DE RESULTADOS ANUAIS PARA PUBLICAÇÃO
1. O balanço anual a publicar pelo BCE deve obedecer ao formato indicado no anexo II.
2. A conta de resultados a publicar pelo BCE deve obedecer ao formato indicado no anexo III.
Desenvolvimento, aplicação e interpretação das regras
1. Na interpretação da presente decisão devem levar-se em conta os trabalhos preparatórios, os princípios contabilísticos harmonizados pelo direito da União e os princípios contabilísticos internacionais geralmente aceites.
2. Sendo a presente decisão omissa quanto a determinado tratamento contabilístico, e não tendo sido tomada decisão em contrário pelo Conselho do BCE, o BCE aplicará os princípios de valorização compatíveis com as Normas Internacionais de Relato Financeiro, conforme adotadas pela União Europeia, que sejam relevantes para as suas atividades e contas.
1. Fica revogada a Decisão BCE/2010/21.
2. As referências à decisão ora revogada devem ser interpretadas como remissões para a presente decisão, e lidas de acordo com o quadro de correspondência constante do anexo V.
A presente decisão entra em vigor em 31 de dezembro de 2016.
Feito em Frankfurt am Main, em 3 de novembro de 2016.
(1) Decisão BCE/2010/21, de 11 de novembro de 2010, relativa às contas anuais do Banco Central Europeu (JO L 35 de 9.2.2011, p. 1).
(2) Orientação BCE/2010/20, de 11 de novembro de 2010, relativa ao enquadramento jurídico dos processos contabilísticos e de prestação de informação financeira no âmbito do Sistema Europeu de Bancos Centrais (JO L 35 de 9.2.2011, p. 31).
(3) Orientação (UE) 2016/2249 do Banco Central Europeu, de 3 de novembro de 2016, relativa ao enquadramento jurídico dos processos contabilísticos e de prestação de informação financeira no âmbito do Sistema Europeu de Bancos Centrais (BCE/2016/34) (ver página 37 do presente Jornal Oficial).
COMPOSIÇÃO E CRITÉRIO DE VALORIMETRIA DO BALANÇO
Rubrica do balanço
Descrição do conteúdo das rubricas do balanço
Critério valorimétrico
Ouro físico, ou seja, em barras, moedas, placas, pepitas, armazenado ou «em trânsito». Ouro não físico, tal como contas de depósito à vista em ouro (contas escriturais), contas de depósito a prazo em ouro e valores a receber em ouro decorrentes das seguintes operações: a) operações de revalorização ou de desvalorização e b) swaps de localização ou de grau de pureza do ouro em que se verifique uma diferença de mais de um dia útil entre a entrega e a receção
Créditos sobre não residentes na área do euro denominados em moeda estrangeira
Créditos sobre contrapartes não residentes na área do euro, incluindo organizações internacionais e supranacionais e bancos centrais fora da área do euro, expressos em moeda estrangeira
Direitos de saque da posição de reserva (líquidos)
Quota nacional menos saldos das contas correntes em euros ao dispor do FMI. A conta n.o 2 do FMI (conta em euros para despesas administrativas) pode ser incluída nesta rubrica ou na rubrica «Responsabilidades para com não residentes na área do euro expressas em euros»
Valor nominal, convertido à taxa de câmbio do mercado
Direitos de saque especiais (DSE):
Posições de DSE (valores brutos)
Acordos Gerais de Crédito, empréstimos ao abrigo de linhas especiais de crédito, depósitos fiduciários sob gestão do FMI
Depósitos, investimentos em títulos, empréstimos ao exterior e outros ativos externos
Depósitos em bancos fora da área do euro, exceto os referidos na rubrica do ativo 11.3. «Outros ativos financeiros»
Contas correntes, depósitos a prazo, depósitos a um dia, acordos de revenda
Saldos em bancos fora da área do euro
Investimentos em títulos fora da área do euro, exceto os incluídos na rubrica do ativo 11.3 «Outros ativos financeiros»
Promissórias e obrigações, letras, obrigações de cupão zero, títulos do mercado monetário, instrumentos de capital detidos como parte dos ativos de reserva, todos emitidos por não residentes na área do euro.
Títulos transacionáveis, exceto os detidos até ao vencimento
Preço e taxa de câmbio do mercado
Os prémios ou descontos são amortizados
Títulos transacionáveis classificados como detidos até ao vencimento
Custo sujeito a imparidade e a taxa de câmbio do mercado
Títulos de dívida não transacionáveis
Empréstimos ao exterior (depósitos) concedidos a não residentes na área do euro, exceto os incluídos na rubrica do ativo 11.3. «Outros ativos financeiros»
Empréstimos ao exterior
Depósitos ao valor nominal, convertido à taxa de câmbio do mercado
Outros ativos externos
Notas e moedas metálicas emitidas por não residentes da área do euro
Investimentos em títulos dentro da área do euro, exceto os incluídos na rubrica do ativo 11.3. «Outros ativos financeiros»
Promissórias e obrigações, letras, obrigações de cupão zero, títulos do mercado monetário, instrumentos de capital, todos emitidos por residentes na área do euro
Títulos de dívida transacionáveis, exceto os detidos até ao vencimento
Outros créditos sobre residentes na área do euro, exceto os incluídos na rubrica do ativo 11.3. «Outros ativos financeiros»
Empréstimos, depósitos, acordos de revenda e empréstimos diversos
Depósitos e outros empréstimos ao valor nominal, convertido à taxa de câmbio do mercado
Contas correntes, depósitos a prazo, depósitos a um dia, acordos de revenda relacionados com a gestão de títulos denominados em euros
Instrumentos de capital, promissórias e obrigações, letras, obrigações de cupão zero, títulos do mercado monetário, todos emitidos por não residentes na área do euro
Custo sujeito a imparidade
Empréstimos concedidos a não residentes na área do euro, exceto os incluídos na rubrica do ativo 11.3. «Outros ativos financeiros»
Empréstimos concedidos a não residentes na área do euro
Depósitos ao valor nominal
Títulos emitidos por entidades externas à área do euro, exceto os incluídos nas rubricas do ativo 11.3. «Outros ativos financeiros» e 7.1 «Títulos detidos para fins de política monetária»
Títulos emitidos por organizações supranacionais ou internacionais como, por exemplo, o Banco Europeu de Investimento, independentemente da sua localização geográfica, e que não tenham sido comprados para fins de política monetária.
Facilidade de crédito no âmbito do Mecanismo de Taxas de Câmbio (MTC) II
Empréstimos efetuados em conformidade com as condições do Mecanismo de Taxa de Câmbio II
Rubricas 5.1 a 5.5: operações efetuadas em conformidade com os respetivos instrumentos de política monetária descritos na Orientação (UE) 2015/510 do Banco Central Europeu (BCE/2014/60) (1)
Operações regulares de cedência de liquidez reversíveis com frequência semanal e prazo normal de uma semana
Valor nominal ou custo do acordo de recompra
Operações regulares de cedência de liquidez reversíveis normalmente com frequência mensal, com um prazo superior ao das operações principais de refinanciamento
Operações ocasionais de regularização reversíveis
Operações reversíveis especificamente executadas para efeitos de regularização de liquidez
Operações estruturais reversíveis
Operações reversíveis para ajustamento da posição estrutural do Eurosistema em relação ao setor financeiro
Facilidade de cedência de liquidez overnight contra ativos elegíveis, a uma taxa de juro pré-definida (facilidade permanente).
Créditos suplementares a instituições de crédito, decorrentes de acréscimos de valor dos ativos subjacentes a outros créditos às referidas instituições
Valor nominal ou custo
Contas correntes, depósitos a prazo, depósitos a um dia, acordos de revenda relacionados com a gestão de carteiras de títulos incluídas na rubrica do ativo 7 «Títulos emitidos por residentes na área do euro denominados em euros», incluindo transações de reclassificação de reservas cambiais que anteriormente eram externas à área do euro, e outros créditos. Contas de correspondente em instituições de crédito não nacionais da área do euro. Outros créditos e operações não relacionados com as operações de política monetária do Eurosistema.
Títulos detidos para fins de política monetária (incluindo os títulos comprados para fins de política monetária emitidos por organizações supranacionais ou internacionais ou bancos multilaterais de desenvolvimento, independentemente da sua localização geográfica). Certificados de dívida do BCE adquiridos para fins de regularização.
Títulos de dívida transacionáveis
Contabilizados ou não, dependendo de considerações de política monetárias, ao:
Custo sujeito a imparidade (custo quando a imparidade for coberta por uma provisão ao abrigo da rubrica 13b) do passivo «Provisões»)
Outros títulos, exceto os incluídos na rubrica do ativo 7.1 «Títulos detidos para fins de política monetária» e na rubrica do ativo 11.3. «Outros ativos financeiros»; promissórias e obrigações, letras, obrigações sem cupão, títulos do mercado monetário detidos em definitivo, incluindo títulos do Estado emitidos antes da União Económica e Monetária (UEM), denominados em euros. Instrumentos de capital
Títulos de dívida transacionáveis classificados como detidos até ao vencimento
Créditos às Administrações Públicas denominados em euros
Créditos às Administrações Públicas anteriores à UEM (títulos não transacionáveis, empréstimos)
Depósitos/empréstimos ao valor nominal, títulos não transacionáveis ao custo de aquisição
Créditos intra-Eurosistema
Créditos relacionados com a emissão de certificados de dívida do BCE
Créditos intra-Eurosistema sobre bancos centrais nacionais (BCN) relacionados com a emissão de certificados de dívida do BCE
Créditos relacionados com a repartição das notas de euro no Eurosistema
Créditos relacionados com a emissão de notas de banco pelo BCE, em conformidade com a Decisão BCE/2010/29 (2)
Outros créditos no âmbito do Eurosistema (líquidos)
Posição líquida das seguintes sub-rubricas:
créditos líquidos resultantes de saldos de contas TARGET2 e das contas de correspondente dos BCN, ou seja, o valor líquido de posições ativas e passivas Ver também a rubrica 10.2 «Outras responsabilidades no âmbito do Eurosistema (líquidas)»
Outros eventuais créditos intra-Eurosistema expressos em euros, incluindo a distribuição intercalar dos proveitos do BCE aos BCN
Elementos em fase de liquidação
Saldos de contas de liquidação (créditos), incluindo os cheques pendentes de cobrança
Moeda metálica da área do euro
Terrenos e edifícios, mobiliário e equipamento, incluindo equipamento informático e aplicações informáticas
Amortização é a imputação sistemática do valor amortizável de um ativo durante a sua vida útil. Vida útil é o período de tempo durante o qual se espera que um ativo imobilizado esteja disponível para ser usado pela entidade. As vidas úteis de determinados ativos imobilizados corpóreos podem ser revistas de forma sistemática, se as expectativas divergirem das estimativas precedentes. Os ativos principais podem ser constituídos por componentes com vidas úteis diferentes. As vidas úteis de tais componentes devem ser avaliadas individualmente.
O custo dos ativos intangíveis inclui o respetivo preço de aquisição. Outros custos diretos ou indiretos são considerados despesas.
Capitalização de despesas: sujeita a limite (abaixo de 10 000 euros, excluindo o IVA, não há lugar a capitalização)
Participações e investimentos em filiais; títulos detidos por razões estratégicas/de política
Títulos, incluindo capital, e outros instrumentos financeiros e saldos (incluindo depósitos a prazo e contas correntes) detidos como carteira especial
Acordos de revenda com instituições de crédito relacionados com a gestão de carteiras de títulos no âmbito da presente rubrica
Participações financeiras e ações sem liquidez, e quaisquer outros instrumentos de capital detidos como investimentos permanentes
Investimentos em filiais ou participações financeiras significativas
Valor líquido dos ativos
Os prémios ou descontos são amortizados.
Títulos de dívida transacionáveis classificados como detidos até ao vencimento ou como investimento permanente
Saldos de contas em bancos e empréstimos
Valor nominal, convertido em euros à taxa de câmbio do mercado, se os saldos ou depósitos estiverem denominados em moeda estrangeira
Diferenças de reavaliação de instrumentos extrapatrimoniais
Resultados da reavaliação de operações cambiais a prazo, swaps cambiais, swaps de taxas de juro (a menos que se apliquem margens de variação diárias), contratos a prazo de taxa de juro, operações a prazo sobre títulos, operações cambiais à vista desde a data do contrato até à data da liquidação
Posição líquida entre operações a prazo e à vista, à taxa de câmbio do mercado
Proveitos a receber imputáveis ao período de reporte. Despesas com custo diferido e despesas antecipadas, ou seja, juros corridos adquiridos com um título
Valor nominal, moedas convertidas à taxa de câmbio do mercado
Contas diversas e de regularização
Adiantamentos, empréstimos e outras subdivisões. Empréstimos concedidos por conta de terceiros
Investimentos relacionados com depósitos em ouro de clientes
Ativos líquidos relativos a pensões
Valorização nos termos do artigo 25.o, n.o 2
Montantes por liquidar por contrapartes do Eurosistema resultantes do incumprimento das suas obrigações no contexto das operações de crédito do Eurosistema
Valor nominal/recuperável (antes/depois da liquidação das perdas)
Ativos ou créditos (sobre terceiros) que tenham sido objeto de apropriação e/ou aquisição no contexto da realização de garantias fornecidas por contrapartes do Eurosistema em situação de incumprimento
Custo (convertido à taxa de câmbio do mercado à data da aquisição, se os ativos financeiros estiverem denominados em moeda estrangeira)
Notas de euro emitidas pelo BCE, em conformidade com a Decisão BCE/2010/29.
Rubricas 2.1, 2.2, 2.3 e 2.5: depósitos em euros descritos na Orientação (UE) 2015/510 (BCE/2014/60)
Contas de depósitos denominadas em euros de instituições de crédito incluídas na lista de instituições financeiras sujeitas a reservas mínimas obrigatórias nos termos dos Estatutos do SEBC. Esta rubrica engloba principalmente as contas utilizadas para a manutenção de reservas mínimas
Depósitos overnight remunerados a uma taxa de juro pré-definida (facilidade permanente).
Depósito a prazo para absorção de liquidez em operações de regularização de liquidez
Operações relacionadas com a política monetária destinadas a absorver liquidez
Depósitos de instituições de crédito devidos ao decréscimo de valor dos ativos subjacentes que garantem os créditos a essas instituições de crédito
Acordos de recompra associados a acordos de revenda simultâneos para a gestão de carteiras de títulos incluídas na rubrica do ativo 7 «Títulos emitidos por residentes na área do euro denominados em euros». Outras operações não relacionadas com a política monetária do Eurosistema. Não se incluem as contas correntes das instituições de crédito
Certificados de dívida do BCE emitidos
Certificados de dívida descritos no anexo I da Orientação (UE) 2015/510 (BCE/2014/60). Títulos emitidos a desconto com vista à absorção de liquidez
Os descontos são amortizados.
Responsabilidades para com outros residentes da área do euro denominadas em euros
Contas correntes, depósitos a prazo, depósitos reembolsáveis à vista
Contas correntes do pessoal, de empresas e de clientes, incluindo instituições financeiras da lista das instituições isentas da obrigação de constituição de reservas obrigatórias (ver a rubrica 2.1 do passivo); depósitos a prazo, depósitos reembolsáveis à vista
Contas correntes, depósitos a prazo, depósitos reembolsáveis à vista (incluindo contas mantidas para efeitos de pagamento e contas mantidas para a gestão de reservas): de outros bancos, de bancos centrais, de instituições internacionais/supranacionais (incluindo a Comissão Europeia); contas correntes de outros depositantes. Acordos de recompra associados a acordos de revenda simultâneos para a gestão de títulos denominados em euros. Saldos de contas TARGET2 de bancos centrais de Estados-Membros cuja moeda não seja o euro
Responsabilidades para com outros residentes na área do euro denominadas em moeda estrangeira
Contas correntes. Responsabilidades decorrentes de acordos de recompra; operações de investimento em que sejam utilizados ativos denominados em moeda estrangeira ou ouro
Valor nominal, convertido à taxa de câmbio do mercado no final do ano
Responsabilidades para com não residentes na área do euro denominadas em moeda estrangeira
Valor nominal, convertido à taxa de câmbio do mercado no final do exercício
Empréstimos tomados em conformidade com as condições do Mecanismo de Taxa de Câmbio II
Rubrica expressa em DSE que apresenta a quantidade de DSE originalmente atribuída ao país/BCN respetivo
Responsabilidades intra-Eurosistema
Responsabilidades equivalentes à transferência de ativos de reserva
Rubrica do balanço do BCE, denominada em euros
Outras responsabilidades no âmbito do Eurosistema (líquidas)
responsabilidades líquidas resultantes de saldos de contas TARGET2 e das contas de correspondente dos BCN, ou seja, o valor líquido de posições ativas e passivas. Ver também a rubrica do ativo 9.3. «Outros créditos no âmbito do Eurosistema (líquidos)»
Outras eventuais responsabilidades intra-Eurosistema expressas em euros, incluindo a distribuição intercalar aos BCN dos proveitos do BCE
Saldos de contas de liquidação (responsabilidades), incluindo as transferências interbancárias internacionais
Custos a pagar em data futura, mas imputáveis ao período de reporte. Receitas com proveito diferido
Contas internas de impostos a pagar. Contas de cobertura de créditos ou de garantias em moeda estrangeira. Operações de recompra com instituições de crédito associadas a acordos de revenda simultâneos para a gestão de carteiras de títulos no âmbito da rubrica do ativo 11.3. «Outros ativos financeiros» Depósitos obrigatórios que não sejam os de cumprimento de reservas mínimas. Outras situações passivas residuais. Responsabilidades por conta de terceiros.
Valor nominal ou custo (do acordo de recompra)
Depósitos em ouro de clientes
Responsabilidades líquidas relativas a pensões
Para cobertura de riscos de taxa de câmbio, de taxa de juro, de crédito e de movimentos de cotação do ouro e ainda para outros fins como, por exemplo, despesas futuras previstas e contribuições previstas no artigo 48.o-2 dos Estatutos do SEBC relativas aos bancos centrais de Estados-Membros cujas derrogações tenham sido revogadas
Custo/valor nominal
Para riscos de contraparte ou de crédito relacionados com operações de política monetária
Valor nominal (com base na avaliação do Conselho do BCE no final do ano)
Contas de reavaliação relativas a movimentos de cotações referentes ao ouro, a todos os tipos de títulos denominados em euros, a todos os tipos de títulos denominados em moeda estrangeira, e às opções; diferenças de avaliação do mercado relacionadas com derivados de risco de taxa de juro; contas de reavaliação relativas a oscilações de taxas de câmbio referentes a cada posição líquida de moeda estrangeira, incluindo swaps/operações a prazo de moeda estrangeira e DSE.
Contas especiais de reavaliação resultantes das contribuições previstas no artigo 48.o2 dos Estatutos do SEBC relativamente aos bancos centrais dos Estados-Membros cuja derrogação tenha sido revogada. Ver o artigo 14.o, n.o 2.
Diferenças de reavaliação entre custo médio e valor de mercado, moedas convertidas à taxa de câmbio do mercado
Resultados das reavaliações da obrigação líquida por benefícios definidos (ativo) relativamente às prestações pós-emprego, os quais correspondem à posição líquida das seguintes sub-rubricas:
Lucros e perdas atuariais no valor atual da obrigação líquida por benefícios definidos
Rendimentos dos ativos do plano, com exclusão dos montantes incluídos nos juros líquidos sobre a obrigação líquida por benefícios definidos (ativo)
Qualquer variação no efeito do limite do ativo, com exclusão dos montantes incluídos nos juros líquidos sobre a obrigação líquida por benefícios definidos (ativo)
Reservas legais, nos termos do artigo 33.o dos Estatutos do SEBC, e contribuições nos termos do artigo 48.o-2 dos Estatutos do SEBC relativamente aos bancos centrais de Estados-Membros cujas derrogações tenham sido revogadas
Lucro/Perda do exercício
(1) Orientação (UE) 2015/510 do Banco Central Europeu, de 19 de dezembro de 2014, relativa ao enquadramento para a implementação da política monetária do Eurosistema (BCE/2014/60) (JO L 91 de 2.4.2015, p. 3).
(2) Decisão BCE/2010/29, de 13 de dezembro de 2010, relativa à emissão de notas de euro (JO L 35 de 9.2.2011, p. 26).
Balanço anual do BCE
Ano de informação
1. Ouro e ouro a receber
2. Créditos sobre não residentes na área do euro expressos em moeda estrangeira
3. Créditos sobre residentes na área do euro expressos em moeda estrangeira
4. Créditos sobre não residentes na área do euro expressos em euros
5. Empréstimos a instituições de crédito da área do euro relacionados com operações de política monetária expressos em euros
6. Outros créditos sobre instituições de crédito da área do euro expressos em euros
7. Títulos emitidos por residentes na área do euro expressos em euros
8. Créditos às Administrações Públicas expressos em euros
9. Créditos intra-Eurosistema
10. Elementos em fase de liquidação
11. Outros ativos
12. Prejuízo do exercício
1. Notas em circulação
2. Responsabilidades para com instituições de crédito da área do euro relacionadas com operações de política monetária expressas em euros
3. Outras responsabilidades para com instituições de crédito da área do euro expressas em euros
4. Certificados de dívida do BCE emitidos
5. Responsabilidades para com outros residentes na área do euro expressas em euros
6. Responsabilidades para com não residentes na área do euro expressas em euros
7. Responsabilidades para com outros residentes na área do euro expressas em moeda estrangeira
8. Responsabilidades para com não residentes na área do euro expressas em moeda estrangeira
9. Atribuição de contrapartidas de direitos de saque especiais pelo FMI
10. Responsabilidades intra-Eurosistema
11. Elementos em fase de liquidação
13. Provisões
14. Contas de reavaliação
15. Capital e reservas
16. Lucro do exercício
(1) O BCE pode, em alternativa, publicar as quantias exatas em euros, ou arredondá-las segundo outros critérios.
(2) A coluna do ativo pode também ser publicada sobre a coluna do passivo.
CONTA DE RESULTADOS DO BCE PARA PUBLICAÇÃO
Conta de resultados do exercício findo em 31 de dezembro de …
Ano de reporte
Juros e outros proveitos equiparados de ativos de reserva
Juros da repartição das notas de euro no Eurosistema
Outros juros e proveitos equiparados
Juros e outros proveitos equiparados
Remuneração dos créditos dos BCN relacionados com os ativos de reserva transferidos
Outros juros e custos equiparados
Juros e outros custos equiparados
Resultados realizados em operações financeiras
Prejuízos não realizados em operações financeiras
Transferência para/de provisões para riscos de taxa de câmbio, de taxa de juro, de crédito e de flutuação do preço do ouro
Resultado líquido de operações financeiras, menos-valias e provisões para riscos
Comissões recebidas e outros proveitos bancários
Comissões pagas e outros custos bancários
Resultado líquido de comissões e de outros custos e proveitos bancários (2)
Rendimento de ações e participações
Outros proveitos e ganhos
Custos com pessoal (3)
Custos administrativos (3)
Depreciação e amortização de ativos fixos tangíveis e intangíveis
Custos de produção de notas (4)
(2) A desagregação entre juros e proveitos equiparados ou entre juros e custos equiparados pode, em alternativa, ser fornecida nos anexos às contas anuais.
(3) Inclui provisões administrativas.
(4) Esta rubrica é utilizada no caso de a produção de notas de banco ser objeto de outsourcing (para cobrir os custos dos serviços prestados pelas empresas encarregadas de produzir as notas em nome dos bancos centrais). Recomenda-se que os custos com a emissão das notas de euro sejam levados à conta de resultados à medida que forem sendo faturados ou incorridos; ver também a Orientação (UE) 2016/2249 (BCE/2016/34).
DECISÃO REVOGADA E SUAS SUCESSIVAS ALTERAÇÕES
Decisão BCE/2010/21
JO L 35 de 9.2.2011, p. 1
Decisão BCE/2012/30
JO L 356 de 22.12.2012, p. 93
Decisão BCE/2013/52
JO L 33 de 4.2.2014, p. 7
Decisão BCE/2014/55
JO L 68 de 13.3.2015, p. 53
Decisão BCE/2015/26
JO L 193 de 21.7.2015, p. 134

References: artigo 26
 artigo 1
 artigo 3
 artigo 4
 artigo 4
 artigo 5
 artigo 6
 artigo 10
 artigo 11
 artigo 12
 artigo 13
 artigo 15
 artigo 48
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 artigo 33
 artigo 16
 artigo 17
 artigo 18
 artigo 19
 artigo 20
 artigo 21
 artigo 22
 artigo 23
 artigo 24
 artigo 25
 artigo 48
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 artigo 14
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