Source: http://ekekhayiyowani.blogspot.com/2015/10/
Timestamp: 2019-03-20 23:53:57+00:00

Document:
EKEKHAYI YOWANI - A VERDADE DE CASA: Outubro 2015
Publicada por custodioluis à(s) 09:42 Sem comentários:
O porta-voz da PRM no Comando Provincial da Zambézia, Ernesto Serrote, em contacto com o CANALMOZ, não confirmou nem desmentiu as informações, limitando-se a dizer que a Polícia apenas está a fazer o trabalho de recolha de armas espalhadas, um trabalho que, segundo disse, não deve perturbar ninguém, porque não se trata de confrontos.
O delegado político da Renamo na província da Zambézia, Abdala Ossifo Ibrahimo recusou falar do assunto, alegando que é dirigente político e não militar.
Um contingente das Forças Armadas de Defesa de Moçambique atravessou na semana passada a província de Nampula com destino à província da Zambézia, supondo-se que o destino era o distrito de Morrumbala.
Fontes militares e civis que falaram ao na condição de anonimato informaram que cerca de 200 militares foram vistos na Estrada Nacional N.o 1, quando entravam na província de Nampula, sendo transportados em cinco camiões, acompanhados por outras viaturas militares carregando material bélico de longo alcance. (Bernardo Álvaro)
Publicada por custodioluis à(s) 01:33 Sem comentários:
Publicada por custodioluis à(s) 00:58 Sem comentários:
Vou escrever enquanto penso por isso pode haver algum tipo de incoerência no que eu vou dizer. Tenho visto em jornais, televisão ou ouvido na rádio que as cadeias andam superlotadas, que o governo gastam tanto para manter pessoas que cometeram algum tipo de crime, crimes estes que nem sempre dariam cadeia se a justiça fosse aplicada de maneira justa.
Estou sabendo que houve aprovação de alguma lei que abre espaço para penas alternativas, não sei se isto está ser implementado. Se estiver melhor, como não tenho assunto aprofundando vou pedir a quem poder ajudar, completar esta informação
Na verdade isto tudo é somente justificativa do que eu quero expor. Todo cidadão, segundo a lei de imprensa, tem o direito de expressão mas vimos num passado bem próximo, pessoas a serem julgadas por terem falado algo, como se tivessem mencionado o nome de deus em vão.
Pois bem, espero não tocar a sensibilidade de quem quer que seja, porque na verdade não vou falar de ninguém em específico.
O tema que proponho escrever pode ser aprofundado por pesquisadores, estudantes e professores do curso do direito ou assistência social.
O problema meus caros é que temos muitos reclusos, prisioneiros e condenados. A maioria das cadeias ou estabelecimentos prisionais deste nosso país não tem nenhuma fonte de rendimento, o que faz com que o governo banque na sua totalidade para manter a população prisional. Como não gosto de apontar o dedo à alguém e porque não posso falar de problemas somente, a minha consciência me obriga a avançar como algumas possíveis soluções.
Entendendo que estamos num país sem muitas condições, onde criminoso, assassinos e ladrões de galinha, presos por condução ilegal, sequestradores e por desvio de fundos partilham os mesmos espaços, gostaria de sugerir o seguinte:
1. Que os presos sejam eles ex-ministros, ex-dirigentes, ladrões de galinha, presos por condução ilegal participassem na vida social, fizessem trabalhos comunitários à sério. Por trabalhos comunitários me refiro a limpeza de valas de drenagem, limpeza de ruas, não como uma forma de reintegração social mas como forma de aprender a viver e contribuir para a própria cidade. Para isto, haveria necessidade de maia guardas (polícia de proteção como forma de manter a ordem enquanto estes trabalham)
Por outro lado, gostaria de sugerir que mais cadeias tivesse machambas, carpintarias, serralharias como forma de responder a necessidades do próprio estabelecimento prisional. Casos há que estes não conseguem ter uma refeição por falta dela, talvez com auto-sustento melhorasse a dieta da população prisional. Ainda neste ponto penso que devia se olhar para o facto de haver gente com capacidade e que o facto de estar preso por muito tempo, não contribui em nada e o governo gasta para a sua manutenção numa prisão.
Fica a ideia e até um dia
Ananias Chomola
Vice-comandante Geral da Polícia viola a Lei de Probidade Pública e comete peculato
Escrito por Centro de Integridade Pública em 26 Outubro 2015
O vice-comandante geral da Polícia, José Weng San, cometeu ilegalidades ao permitir que uma viatura da Polícia da República de Moçambique (PRM) transportasse o seu empregado, que morreu na sua residência, na semana passada, para a terra natal do finado, em Chimoio, na província de Manica.
A atitude do vice-comandante geral da PRM viola de forma grosseira a Lei n.º 16/2012, de 14 de Agosto, conhecida também por Lei de Probidade Pública (LPP), que tem como objecto essencial estabelecer as bases e o regime jurídico relativo à moralidade pública e ao respeito pelo património público por parte do servidor público (artigo 1 da LPP). José Weng San é considerado servidor público pela referida lei, segundo o previsto na sua alínea z), n.º 3 do artigo 3.
Trata-se de uma prática recorrente por parte dos servidores públicos em Moçambique que fazem recurso aos bens públicos para satisfazerem interesses de natureza pessoal ou de terceiros, com os quais mantêm relações de vária ordem, incluindo de familiaridade ou outras de proximidade e que a LPP veio cautelar, proibindo a sua ocorrência.
A alínea a) do Artigo 28 da LPP, que tem como epígrafe – Proibição no uso de bens estabelece que é proibido ao servidor público “usar os bens materiais e equipamentos da instituição para fins pessoais”. Fica claro que, no caso em alusão, José Weng San usou um bem material da PRM e que é propriedade do Estado para a satisfação de interesses pessoais, no caso o transporte do seu antigo empregado doméstico, ora falecido.
Para reforçar ainda mais esta proibição, a alínea d) do já referido Artigo 28 da LPP enfatiza que é proibido ao servidor público “utilizar, indevidamente, os veículos, combustível, ferramentas e sobressalentes do veículo, atribuídos ao servidor público conforme as regras específicas da instituição”. Não restam dúvidas de que há uma ilegalidade cometida e que deve merecer a devida sanção.
Outrossim, e segundo o n.º 1 do Artigo 15 da LPP, José Weng San violou o dever de respeito pelo património público que refere que “O servidor público não deve usar o património público para fins pessoais, bem como praticar actos que lesem ou que sejam susceptíveis de reduzir o seu valor”. Temos aqui um exemplo típico do uso de bens públicos para fins pessoais, para além de o mesmo acto concorrer para a diminuição do valor do bem, se atendermos que a viatura em questão percorreu vários quilómetros de Maputo até Chimoio, o que claramente a desgastou.
Ademais, é obrigação de qualquer servidor público, segundo a LPP, conhecer as proibições que lhe dizem respeito, como está previsto no Artigo 18 da mesma lei. Mesmo no conceito de um “Bonus Pater Familias”, ou seja, Bom Pai de Família na língua portuguesa, utilizado como ponto de referência de conduta do agente ou do cuidado a que está obrigado, José Weng San deve saber distinguir a esfera privada da pública, evitando agir em violação dos seus deveres de probidade. A ética não deve sempre ser legislada, é uma questão de boa conduta.
Ministério Público deve accionar procedimento criminal contra José Weng San
O acto praticado por José Weng San configura um crime a que cabe ao Ministério Público proceder criminalmente. O novo Código Penal (CP) já em vigor e que foi aprovado pela Lei n.º 35/2014, de 31 de Dezembro, prevê e pune um novo tipo legal de crime tipificado como “Peculato de uso”, no seu artigo 515, que estabelece, o seguinte: “O servidor público que fizer ou permitir que outra pessoa faça uso, para fins alheios àqueles a que se destinem, de veículos ou de outras coisas móveis, públicos ou particulares, que lhe forem entregues, estiverem na sua posse ou lhe forem acessíveis em razão das sua funções, será punido com pena de prisão até um ano e multa de seis a doze salários mínimos”.
Concomitantemente, o visado não só violou a LPP, de natureza essencialmente administrativa, mas também a lei criminal.
Sendo assim, compete ao Ministério Público, como titular da acção penal, instaurar o devido procedimento criminal contra o vice-comandante geral da Polícia, responsabilizando-o pelos seus actos, conforme o prescrito na Lei Orgânica do Ministério Público e Estatuto dos Magistrados do Ministério Público, aprovado pela Lei n.º 22/2007, de 1 de Agosto, na alínea a) do Artigo 4. Aliás, tratando-se de um crime público, o Ministério Público deve agir oficiosamente e não com base em denúncia, queixa ou participação.
Mais uma vez, o Ministério Público é chamado a demonstrar que age com isenção e equidistância na defesa da legalidade, conforme o previsto na lei, concretamente na alínea b) do artigo 4 da lei orgânica do Ministério Público, que estabelece que compete ao Ministério Público “zelar pela observância da legalidade e fiscalizar o cumprimento das leis e demais normas legais”.
Esta será uma forma de resgatar a credibilidade do judiciário que tem sido visto como tendo uma acção enérgica e contundente contra os mais fracos, mas que tem pugnado por acção mais branda quando estejam envolvidas figuras ao mais alto nível na máquina administrativa do Estado e na elite política e político-económica ligada ao partido no poder.
Quando o estimado leitor estiver a ler a edição do “Canalmoz” desta segunda-feira, 26 de Outubro de 2015, terão passado exactos 17 dias (mais de duas semanas) depois do vergonhoso episódio da cidade da Beira, em que o Governo mandou cercar, para posterior assalto, a residência do presidente da Renamo, Afonso Dhlakama, no Bairro das Palmeiras.
O presidente do maior partido da oposição, vindo de umas eleições duvidosas, viu a sua residência cercada por homens armados com material bélico de calibre vário. Até aqui nenhuma autoridade do Estado apareceu a comentar o assunto, pelo menos; seria exigir demais esperar que condenasse o episódio.
Filipe Nyusi continua calado, num acto de extrema e perigosa cobardia.
Sendo Nyusi o comandante-em-chefe das Forças de Defesa e Segurança, não se explica o seu silêncio perante a brutalidade que a sua força demonstrou contra um cidadão que representa, provavelmente, a vontade da maioria dos moçambicanos.
Querendo Filipe Nyusi ou não, Afonso Dhlakama é uma instituição política nacional, porquanto representativa de uma franja considerável de moçambicanos. A sua casa não só esteve cercada, como havia um plano, que saiu errado, de promoção de violência e sangue.
Se Filipe Nyusi diz ser Presidente da República, porque alegadamente que ganhou as tais eleições, era de esperar que se tomasse uma posição perante tamanho estupro da liberdade individual preconizada na Constituição da República e do uso ilegal da força do Estado para fins banditescos. O Conselho de Estado não reuniu. A Assembleia da República manteve-se em silêncio.
A questão torna-se ainda mais grave quando se sabe que o presidente do maior partido da oposição foi à Beira num esforço de aproximação de diferenças, para se ultrapassar a crise pós-eleitoral que já se arrasta há um ano. Se o Governo decidiu fazer parte da saída de Dhlakama da “parte incerta”, como é que se explica que, no dia seguinte, o mesmo Governo pretenda assassinar ou humilhar Afonso Dhlakama, perante um Nyusi calado e cúmplice?
Não passa pela cabeça de qualquer cidadão medianamente racional que aquela operação frustrada tivesse por objectivo recuperar as tais três armas perdidas na tentativa de assassinato de Afonso Dhlakama em Zimpinga. Pois bem, assumamos tal hipótese. Quer dizer que Nyusi fica calado quando as suas tropas fazem uma dupla incursão de tentativa de assassinato do seu adversário político que agora o Estado catalogou como inimigo.
No dia 25 de Setembro, vinte pessoas foram mortas pela acção irresponsável das Forças de Defesa e Segurança dirigidas por Nyusi. E Nyusi continua calado?
Tudo vai ficar assim como está? Então é caso para dizer que os que subvertem a ordem constitucional não são os outros. São os que se intitulam arautos da lei. Como é que Nyusi quer que os outros cumpram a lei quando ele próprio dá ordens ilegais para as forças de segurança assassinarem outros moçambicanos? Que tipo de mensagem estará Nyusi a tentar transmitir com o seu silêncio perante toda esta bandalheira de Estado?
Moçambique é o único exemplo no mundo onde o que se diz vencedor de umas eleições confusas tenta, à luz do dia, tirar a vida ao seu adversário.
Isso é arrepiante. Como é que o senhor Nyusi se sente junto da sua família e dos seus filhos depois de planear e ordenar essas emboscadas?
O que lhes tem dito? É assim que pretende ser um bom governante? É assim que pretende estar no coração dos moçambicanos? É assim que pretende ser um exemplo?
A tese que neste momento está a ser vendida, segundo a qual Nyusi é refém de um tal eixo “radical” changana- maconde, que assaltou as pastas da Defesa e Segurança, não passa, na nossa opinião, de uma teoria falaciosa, para apresentar ao público uma falsa figura de um Nyusi “teleguiado”. É uma falsa ideia que visa inocentar Nyusi das possíveis atrocidades que este grupo de cunho delinquente pretende levar a cabo num futuro não muito distante. Para depois se atribuir as culpas aos tais “radicais”.
Esta tese é uma ideia romancista funcional, mas, na realidade, é ilusória.
Quando o país entrar num arranca-arranca, com os outros a mostrarem que também têm os seus “radicais”, ninguém estará aqui para arcar com as despesas da destruição e da tragédia. Que Nyusi não se faça de bobo nem tolo, que não engana a ninguém. Essa propaganda de atribuir as tais acções ilegais das Forças de Defesa e Segurança a uma suposta “ala radical” pode parecer impressionante agora, mas já não terá graça nenhuma quando as coisas degenerarem para o extremismo generalizado de todos os lados.
Ainda bem que o arcebispo da Beira já fez questão de informar que o povo não é tolo e que, depois dos acontecimentos das Palmeiras, tem mais propriedade e soberania cimentada para indicar quem de facto anda a fingir que quer paz, quando, na verdade, patrocina o caos. Ou os moçambicanos se levantam perante toda esta tentativa de infantilização colectiva, ou será tarde demais quando a preocupação for cada um salvar a sua própria vida num país em chamas. Esta história de “radicais” macondes ou changanas deve ser imediatamente denunciada e travada, sob pena de conferirmos autoridade a um bando de loucos, caducos sem escrúpulos que acham que ainda vivemos na Idade da Pedra.
Nyusi tem duas hipóteses: ou aparece na mesma fotografia com esses bandidos que no passado assassinaram, sem direito a julgamento, vários moçambicanos em nome do tal radicalismo, ou distancia-se deles e manda-os internar por delinquência tendencial. (Canal de Moçambique)
CANALMOZ – 26.10.2015
Publicada por custodioluis à(s) 10:38 Sem comentários:
Adelino Manuel, director distrital dos Serviços de Agricultura em Monapo, relatou ao jornal Notícias que na manhã da última quarta-feira os cerca de 2500 mil trabalhadores da empresa Matanuska, vocacionada à produção de banana, amotinaram-se quando se aperceberam da chegada do dono da empresa para exigir aumento salarial dos actuais 3.183 meticais, salário mínimo definido pelo Governo para o sector da Agricultura, para cinco mil.
Publicada por custodioluis à(s) 00:15 Sem comentários:
População do bairro de Mundzingadzi acusam Vice-Comandante da PRM de assassinar trabalhador doméstico em sua casa
População de Mundzingadzi, um dos 33 bairros da cidade de Chimoio, na província de Manica, acusam José Weng San, Vice-Comandante da PRM, em Moçambique, de supostamente assassinar um cidadão, que por sinal é seu vizinho, usando violência.
Titos Chitexe, de 17 anos, perdeu a vida no dia 10 do mês em curso. As autoridades Weng San e seus trabalhadores, afirmaram que este teria falecido ao se enforcar depois de fazer desaparecer 2 telemóveis pertencentes ao Vice-Comandante da PRM.
Segundo o pai de Titos Samussone Chitexe, cidadão morto na casa daquele dirigente, o seu filho estava a trabalhar na residência daquele dirigente, em Maputo, garante que o seu primogénito terá sido supostamente assassinado por espancamento devido as lesões que apresentava.
Vizinhos dos pais do malogrado ao se aperceberem do sucedido e destes terem recebido o corpo do finado, que apresentava vários golpes, incluindo perca de dentes, na quarta-feira, ficaram indignados e decidiram solidarizarem-se com a família Chitexe, criando manifestação na residência do tal dirigente, na cidade de Chimoio.
De acordo com António Fezenda Chitexe, pai do malogrado, logo que o corpo do seu filho chegou a cidade de Chimoio, a PRM, não queria que os familiares, que já estavam desconfiados, aproximassem e abrissem o caixão.
Depois de muita “briga” com os agentes da lei e ordem, os familiares de Chitexe, conseguiram e mal que abriram o local que o transportava, verificou que Titos apresentava-se sem dentes, com queimaduras, nariz estragado e o olho direito estava igualmente com problemas.
A população decidiu com isso, levar o corpo de Titos para enterrar na residência de José Weng San, no bairro que temos vindo a citar, como forma de fazer justiça pelas próprias e repudiando o acto, que descreveram como macabro.
A revelia, fizeram um buraco na porta da residência do vice-comandante da PRM, na cidade de Chimoio, para enterrar o seu ente querido, no final do dia 14 de Outubro, precisamente as 17 horas e 45 minutos.
O PLANALTO – 15.10.2015
Vale Moçambique desrespeita as comunidades em Tete em conspiração com o Governo
As comunidades de Kankope, na província de Tete, vivem o drama da intoxicação, da asfixia e a sua saúde em risco devido à poluição do seu meio ambiente e à contaminação das suas machambas, o que levou a que a 30 de Setembro último elas se manifestassem contra estas situações perpetradas pela Vale Moçambique, que nos últimos anos tem enveredado por uma política de franca desconsideração dos direitos das populações.
A postura desta empresa é agressiva e exacerba conflitos sociais e ambientais, de acordo com a Justiça Ambiental (JA), que recorda que quando em finais de 2014 o sistema de drenagem de águas negras da mineradora, instalado em Kankope, rompeu, “dejectos eram visíveis nas imediações das residências e nas machambas das comunidades, contaminando os solos e destruindo todas as culturas, larga fonte de subsistência das comunidades”.
A comunidade fez chegar esta informação à Vale Moçambique e funcionários da multinacional fizeram-se ao local, procederam ao levantamento das machambas atingidas e, na altura, prometeram que a empresa tudo faria para resolver a situação e ajudar as famílias. “Bastaria somente que fossem discutidas e aprovadas pelo Governo as modalidades e procedimentos a seguir para a implementação deste plano de compensações e indemnizações”.
“Porque até Fevereiro de 2015 nada tinha sido feito e não se vislumbrava luz alguma no fundo do túnel, a população voltou a contactar a mineradora. Desta feita, esta limitou-se a informar que todo o processo tinha sido encaminhado ao Governo e que também se encontrava à espera de resposta”, diz a JA no seu boletim informativo de Outubro corrente e acrescenta que relativamente a estes problemas, “a regra do costume sempre que há situações de conflito, aproveitando-se dos débeis canais de comunicação estabelecidos entre os intervenientes (governo local, empresa e comunidade), o Governo e a empresa fogem das responsabilidade acusando-se mutuamente”.
Encurralados e cansados de serem ignorados tanto pela Empresa como pelo Governo, que nunca resolveram a situação apesar das inúmeras denúncias e pedidos de intervenção, no dia 30 do mês passado os afectados saíram à rua em protesto, tendo colocado barricadas na estrada de acesso aos escritórios centrais da Vale Moçambique, enquanto outros faziam plantão na residência do líder local, de forma a fazerem pressão para que a situação fosse resolvida.
“Tanto a Vale como o Governo foram informados da manifestação. Informação que foi recebida com desagrado e resultou em ameaças aos organizadores, vindas do Comando Distrital de Moatize da Polícia da República de Moçambique. O nosso Governo insiste em usar a força para resolver as preocupações dos mais pobres... Aos ameaçados foi incumbida a tarefa de avisar os restantes que durante a manifestação seriam disparados vários tiros e que os manifestantes deveriam estar cientes das possíveis consequências da realização desta manifestação”.
Contudo, indica a JA, nem com as ameaças a população se deixou intimidar e, nas primeiras horas do dia 30 de Setembro, as pessoas fizeram-se aos locais combinados. As barricadas, colocadas na entrada principal dos escritórios centrais da Vale Moçambique, impediam o funcionamento normal da empresa, tendo esta tentado negociar com base nas habituais promessas de que tudo seria resolvido, mas sem avançar com qualquer data ou previsão para a materialização da promessa.
Carlos Mesquita passa para a gestão da Cornelder de Moçambique Sarl, uma sociedade entre a empresa holandesa Cornelder B.V e os CFM, a quem foi atribuída a concessão da gestão das infra-estruturas ferro-portuárias e a exploração dos terminais de contentores e de carga geral no Porto da Beira, em Outubro de 1998. Informações não documentadas dão conta que o antigo Presidente de Moçambique, Armando Emílio Guebuza, será também um dos sócios desta empresa.
Parece coincidência uma empresa de membros seniores dos Caminhos de Ferro de Moçambique ter ganho a concessão da gestão do Porto de Quelimane, atribuída justamente pelos Caminhos de Ferro de Moçambique.
Embora não tenha sido possível comprovar, há fortes indicações de que estas empresas, com objecto social vocacionado ao fornecimento de serviços no ramo dos transportes marítimos e ferroviários, foram criadas à medida para fornecerem serviços à única empresa que detém o sistema ferro-portuário em Moçambique: os Caminhos de Ferro de Moçambique, que desde o final da década de noventa começou a transferir a gestão dos portos e dos caminhos de ferro para empresas privadas.
Entretanto, termina o último mandato do padrinho Armando Guebuza e ascende ao poder em Moçambique Filipe Jacinto Nyusi que, por mais uma feliz coincidência do destino de Carlos Mesquita, foi seu colega. Primeiro na Escola Secundária Samora Machel na cidade da Beira, em 1981, depois deram aulas na Escola Técnica, actual Escola Industrial e Comercial da Beira, estiveram também juntos durante algum tempo na Universidade Eduardo Mondlane e trabalharam juntos nos Caminhos de Ferro de Moçambique.
CANALMOZ – 22.10.2015
* Regime da Frelimo quebrou oficialmente o acordo de 05/09/2015 e lança uma ofensiva de larga escala
* "Governo mobilizou 4000 miilitares,vários blindados, 13-16 helicópteros e bombardeiros Tucano para "desarmar à força" a Renamo.
* Renamo poderá bloquear a logística das FDS e persegui-las até à fonte
Ao declarar abertamente que pretendem "desarmar a Renamo a força" a Frelimo quebrou oficialmente os entendimentos alcançados no ano passado em Maputo. Aliás, a Frelimo vinha violando grosseiramente o acordo ao movimentar grandes unidades militares e material de
guerra para novas posições próximas dos redutos das perdizes onde amiúde encentavam grandes ofensivas locais que foram rechaçadas pelos guerrilheiros como aconteceu em
Nkondezi, Guija, Morrumbala, Mpindanhanga, etc, para além das grotescas campanhas de ultrajes, difamação e diabolização da Renamo na imprensa Ora, essas acções violam a alinea "d)" do acordos de 5 de Setembro que diz:" Promover o espírito de reconciliação que consiste na cessação imediata das hostilidades e de todas as manifestações hostis, sobretudo as militares, incluindo na comunicação social."
Ao afirmar arrogante e abertamente que as FDS irão desarmar a Renamo à força, o comandante geral da policia senhor Khalau e sua camarilha violaram de forma flagrante a alinea "i)" do mesmo acordo que refere que "concluido todo processo de integração e enquadramento das forças residuais da Renamo todo o equipamento militar será entregue a
guarda e a disposição das FDS."
Como pode-se facilmente concluir, não está previsto nenhum desarmamento forçado para além de que este ponto não foi ainda implementado porque pontapeado pela Frelimo. As palavras proferidas pelo senhor Khalau equivalem a uma declaração de guerra e as consequências não podem ser imputadas à Renamo.
Para fazer jus às suas pretensões as forças da Frelimo estão preparadas para iniciar uma grande ofensiva militar e concentraram mais de 4.000 homens, dezenas de blindados e bombardeiros que estão em máxima prontidão combativa em Mangomonhe (Muxungue), Gorongosa, Nkondezi (Moatize), Morrumbala, etc. Em Morrumbala a ofensiva já está em andamento e está previsto o uso de bombardeiros Tucano fornecidos pelo Brasil. Nesta sua grande ofensiva geral o exército da Frelimo também espera empregar 12 modernos tanques MBT adquiridos na Turquia, alguns helicópteros (13) e 6-8 caça-bombardeiros mig-21. O "governo" fantoche de Guebuza importou há 3 semanas grandes quantidades de armas e já foi montado e despachado para as "regiões rebeldes" e não só.
Perante esta situação não restará outra alternativa à Renamo a não ser pegar em armas para defender-se a si e ao povo que o apoia. Não se afasta a hipótese de interditar a circulação aerea e rodoviaria para cortar a logística dos atacantes bem como persegui-los até ao ponto de partida.
Aparentemente, o "governo" fia-se no emprego massivo da aviação militar para obter uma vitória militar. O emprego da força aerea em um conflito interno equivale também a uma
A guerra ja comecou mas como as coisas por enquanto ocorrem em "areas chingondas", a situação não interessa nem comove a imprensa sulista de Maputo.
In https://www.facebook.com/unai.kambumamatsangaisse/posts/162559690759505
Publicada por custodioluis à(s) 08:29 Sem comentários:
Jorge Khálau, Weng San e Inácio Dina procuram Afonso Dhlakama? - MPT colabora com bússula e mapa
STV-As FADM vão continuar a perseguir os homens armados da ...
Publicada por custodioluis à(s) 09:13 Sem comentários:
CANALMOZ – 21.10.2015
GUERRA FRIA PROTAGONIZADA PELO GOVERNO ALICIANDO OS HOMENS ARMADOS DA RENAMO POR INCAPACIDADE DE VENCER A GUERRA MILITARMENTE PARA EVITAR UMA SOLUÇÃO POLÍTICA DA PRESENTE CRISE
Guerra fria entre o Governo e a Renamo, ou a cultura de má fé à implementação das resoluções dos acordos de Roma - AGP, sobre às reivindicações da Renamo para à inclusão dos seus antigos guerrilheiros nas forças Republicanas do Estado Moçambicano!
Quando o regime colonialista português , sentiu-se derrotado moralmente contra os movimentos de Libertação da guerra anti-colonial, recorreu à táctica de aliciamentos aos combatentes nacionalistas, oferecendo aos desertores o título da cidadania portuguesa, assim como à promoção aos altos cargos públicos, afim de desafiar à moral daqueles que continuavam fiéis à consciência nacionalista de Libertação, que deviam seguir o exemplo da deserção como vitória para a sobrevivência estomacal e não como vitória da sua luta-anticolonial!
Não tardou muito, logo assistimos à queda livre/vertical do regime colonial, sem restar nenhum fascista para contar à história!
Voltamos a assistir à mesma táctica de aliciamentos aos Guerrilheiros da ZANU / PF, nos últimos momentos do regime ilegal, quando Ian Smith, colocou unilateralmente o fantoche Abel Muzorehwa, como primeiro ministro, a partir das eleições internas, como tábua de salvação, face ao progresso, rumo à vitória da Luta de Libertação Nacional do Povo do Zimbabwe!
O Partido PIMO está muito preocupado com a Frelimo e o seu Governo, que publicamente estão a recorrer à tácticas de desespero, perante uma oposição, totalmente disponível para partilhar o poder por via de diálogo pacífico, sem protagonismo de vencedores e vencidos!
Nós queremos ver a Renamo e à Frelimo reconciliados, juntos num Governo Inclusivo e Construtivo, prometido publicamente na época eleitoral durante discursos carismáticos de Filipe Nyusi, para conceber e implementar uma nova agenda da Democracia de Desenvolvimento Sustentável, afim de tirar o país na lista dos países que sobrevivem à custa da Democracia de Mendigos!
Na opinião do Partido PIMO, gostaríamos que esse modelo de governação inclusiva e construtiva tivesse como à meta, capacitar o país à transformar às vastas riquezas que possui até produzir por meios próprios receitas orçamentais para custear às eleições e respectivos governos eleitos democraticamente sem recorrer ao apoio dos actuais parceiros internacionais!
O País está nessa lista da democracia de mendigos por culpa da Frelimo que si tornou inimigo de si próprio por causa da GANÂNCIA, pois à Frelimo já esgotou às suas capacidades políticas para conceber projectos partidário afim de governar o país, rumo a construção duma economia sem oposição!
A Frelimo recorre à hipocrisia política, clamando à quatro ventos pelo apoio de moçambicanos que estão dispostos a fornecer ao país soluções económicas sem protagonismo partidário, aproveitando às falsas promessas da Governação inclusiva, somente para adormecer o boi!
Quando recebem os apoios clamados, desprezam, para meia volta aparcerem como parceiros privados com investidores estrangeiros na execução daqueles projectos da autoria dos moçambicanos de boa vontade para servir outros cidadãos e a Nação!
É tempo para o Presidente Nyusi, se distanciar dessa vergonhosa táctica de desespero e privilegiar o rápido retorno ao diálogo construtivo e inclusivo alargado à outros partidos políticos e à outros interessados, porque os moçambicanos, precisam da Frelimo e a Renamo , como partes incontornáveis para o sucesso da presente crise que periga à PAZ política, social e económica de Moçambique!
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References: artigo 3
 Artigo 28
 Artigo 28
 Artigo 15
 Artigo 18
 artigo 515
 Artigo 4
 artigo 4