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Timestamp: 2019-09-20 01:09:54+00:00

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Decreto 40722/96 | Decreto nº 40.722, de 20 de Março de 1996, Governo do Estado de São Paulo
Decreto 40722/96 | Decreto nº 40.722, de 20 de Março de 1996
Dispõe sobre a exigência de autorização do Governador do Estado previamente à celebração de convênios no âmbito da Administração Centralizada e Autárquica e sobre a instrução dos processos respectivos Ver tópico (558 documentos)
MÁRIO COVAS, Governador do Estado de São Paulo, com fundamento no artigo 47, incisos II e III, da Constituição Estadual, e no uso de suas atribuições legais, Decreta:
Artigo 1º - Os convênios a serem celebrados pelo Estado de São Paulo, por intermédio das Secretarias de Estado do Poder Executivo ou órgãos vinculados diretamente ao Governador, e Autarquias dependem de prévia autorização deste, exceto nas hipóteses em que seja signatário do instrumento respectivo. Ver tópico (20 documentos)
Parágrafo único - A celebração de convênios de que resultem para o Estado encargos não previstos na lei orçamentária depende de prévia autorização ou de aprovação da Assembléia Legislativa, nos termos do artigo 20, inciso XIX, da Constituição Estadual. Ver tópico
Artigo 2º - Nos convênios a serem celebrados com a União, por intermédio dos Ministérios do Poder Executivo Federal, ou com entidades estrangeiras, a representação do Estado se fará pelo Governador, nos termos do artigo 47, inciso I, da Constituição Estadual. Ver tópico (2 documentos)
Parágrafo único - Aplica-se o disposto no "caput" deste artigo aos convênios em geral cujo objeto se insira no campo funcional de mais de uma Secretaria de Estado. Ver tópico (1 documento)
Artigo 3º - Independe da autorização governamental a que se refere o artigo 1º deste decreto a celebração de protocolos de intenção, assim entendidos os ajustes preparatórios da celebração de convênios destituídos de conteúdo obrigacional, aplicando-se o disposto no "caput" do artigo 2º no tocante à representação do Estado em tais avenças. Ver tópico (1 documento)
Artigo 4º - A colaboração institucional, de natureza administrativa, entre Secretarias de Estado ou entre o Poder Executivo, por suas Secretarias, e os demais Poderes do Estado, na medida em que comporte formalização, será instrumentalizada por meio de termos de cooperação, cuja celebração independe de autorização prévia, sendo o Poder Executivo representado pelo Governador do Estado nas hipóteses de ajustes entre Poderes. Ver tópico (2 documentos)
Artigo 5º - Os processos objetivando a autorização do Governador do Estado de que cuida este decreto, remetidos à Secretaria do Governo e Gestão Estratégica com estrita observância do Decreto nº 40.030, de 30 de março de 1995, deverão ser instruídos com os seguintes elementos: Ver tópico (144 documentos)
I - parecer da Consultoria Jurídica que serve à Secretaria proponente, ou, quando for o caso, do órgão jurídico da Autarquia, aprovando a minuta do instrumento de convênio (artigo 38, parágrafo único, da Lei Federal nº 8.666, de 21 de junho de 1993) e demonstrando a inserção de seu objeto no campo de atuação funcional da Pasta ou da entidade autárquica; Ver tópico (25 documentos)
II - plano de trabalho aprovado pelo órgão ou autoridade competente, demonstrando a conveniência e oportunidade da celebração e contendo, no que couber, as seguintes informações mínimas: Ver tópico (71 documentos)
a) identificação do objeto a ser executado; Ver tópico
b) metas a serem atingidas; Ver tópico
c) etapas ou fases de execução; Ver tópico
d) plano de aplicação dos recursos financeiros; Ver tópico
e) cronograma de desembolso; Ver tópico
f) previsão de início e fim da execução do objeto, bem assim da conclusão das etapas ou fases programadas; Ver tópico
g) se o ajuste compreender obra ou serviço de engenharia, comprovação de que a entidade destinatária de recursos estaduais dispõe de recursos próprios para complementar a execução do objeto, quando for o caso. Ver tópico
III - manifestação favorável das Secretarias de Economia e Planejamento e da Fazenda, nas hipóteses em que tal audiência prévia for determinada por norma regulamentar específica (artigo 2º do Decreto nº 39.906, de 2 de janeiro de 1995); Ver tópico (1 documento)
IV - comprovação de existência de recursos orçamentários necessários à execução do objeto do convênio no exercício de sua celebração, efetuando-se, quando cabível, a competente reserva; Ver tópico (6 documentos)
V - prova de inexistência de débito para com o sistema de seguridade social, quando se tratar de convênios com municípios ou suas autarquias e com pessoas jurídicas de direito privado em geral (artigo 195, § 3º da Constituição Federal). Ver tópico (91 documentos)
Artigo 6º - A celebração de convênio com Estado estrangeiro ou organização internacional deverá ser precedida de consulta à União, por intermédio do Ministério das Relações Exteriores, pautando-se o Estado de São Paulo nos estritos termos do que vier a ser estabelecido pelo Itamaraty, no uso da competência que lhe é própria (artigo 21, inciso I da Constituição Federal). Ver tópico
Artigo 7º - Na hipótese de convênios com entidades estrangeiras ou com personalidade de direito privado os autos deverão também ser instruídos com documentação hábil à comprovação de sua existência no plano jurídico, dos poderes de seus representantes, bem como da inserção das atividades previstas no ajuste no objeto das entidades signatárias. Ver tópico (33 documentos)
Parágrafo único - Se for o caso, a entidade partícipe fará prova igualmente de estar autorizada ao exercício, no território nacional, da atividade que constitui seu objeto. Ver tópico
Artigo 8º - As propostas de celebração de convênios provenientes de municípios do Estado, subscritas pelos respectivos Prefeitos, a par da instrução genericamente determinada no artigo 5º deste decreto, deverão fazer prova de: Ver tópico (153 documentos)
I - autorização legislativa, que permita ao Poder Executivo Municipal a formalização do ajuste; Ver tópico (10 documentos)
II - estar a celebração conforme a Lei Orgânica local; Ver tópico (5 documentos)
III - encontrar-se o Chefe do Poder Executivo Municipal no exercício do cargo e com mandato em plena vigência; Ver tópico (5 documentos)
IV - não estar o município impedido de receber auxílios e/ou subvenções estaduais em virtude de decisão do Tribunal de Contas do Estado; Ver tópico
V - aplicação do percentual mínimo, constitucionalmente exigido, da receita municipal resultante de impostos, na manutenção e desenvolvimento do ensino (artigos 35, inciso III, e 212 da Constituição Federal e 149, inciso III da Constituição Estadual); Ver tópico (2 documentos)
VI - entrega da prestação de contas anual junto ao Tribunal de Contas (artigos 35, inciso II da Constituição Federal e 149, inciso II da Constituição Estadual e artigo 24 da Lei Complementar Estadual nº 709, de 14 de janeiro de 1993). Ver tópico (2 documentos)
§ 1º - O documento comprobatório referente aos incisos de II a V deste artigo poderá consistir em declarações firmadas por autoridade municipal competente, sob as penas da lei. Ver tópico (1 documento)
§ 2º - No caso de obras e serviços a serem executados pelas Municipalidades convenentes deverão estas apresentar, ainda, projeto básico aprovado pela autoridade competente. Ver tópico
Artigo 9º - Os instrumentos de convênio deverão ser minutados nas Secretarias ou Autarquias de origem e vazados em linguagem técnica adequada, observando, no que couber, o disposto no artigo 4º da Lei Complementar nº 60, de 10 de fevereiro de 1972. Ver tópico (2 documentos)
§ 1º - Os instrumentos referidos neste artigo terão a seguinte estrutura formal: Ver tópico (2 documentos)
2. preâmbulo, indicando os partícipes e sua qualificação jurídica, seus representantes legais, a autorização governamental ou legislativa, inclusive a de âmbito municipal, no caso de convênios com Municípios;
a) objeto, descrito com precisão e clareza, o qual deverá se situar no campo legal de atuação dos partícipes; Ver tópico
b) obrigações comuns e específicas dos partícipes; Ver tópico
c) regime de execução, se não compreendido na cláusula referida na alínea anterior; Ver tópico
d) valor da avença e crédito pelo qual correrá a despesa decorrente, com indicação da classificação funcional programática e da categoria econômica; Ver tópico
e) modo de liberação dos recursos financeiros, observados os §§ 3º, 4º, 5º e 6º do artigo 116 da Lei Federal nº 8.666, de 21 de junho de 1993; Ver tópico
f) viabilidade de suplementação de recursos, quando pertinente; Ver tópico
g) prazo de vigência, não superior a 5 (cinco) anos (artigo 52,"caput", da Lei Estadual nº 6.544, de 22 de novembro de 1989), exceto se, em razão da natureza do objeto, prazo maior se impuser, contado sempre da data da assinatura do instrumento; Ver tópico
h) possibilidade de prorrogação do prazo de vigência, quando for o caso, limitada a lapso de tempo compatível com o prazo de execução do objeto do convênio, mediante prévia autorização do Secretário de Estado respectivo; Ver tópico
i) responsabilidades dos partícipes; Ver tópico
j) modo de denúncia (por desinteresse unilateral ou consensual) e de rescisão (por descumprimento das obrigações assumidas ou por infração legal); Ver tópico
l) indicação dos representantes dos partícipes encarregados do controle e fiscalização da execução; Ver tópico
m) forma de prestação de contas, independentemente da que for devida ao Tribunal de Contas do Estado; Ver tópico
n) eleição do foro da Capital do Estado para dirimir os conflitos decorrentes da execução do convênio, salvo nas hipóteses em que o outro partícipe seja a União ou outro Estado-membro da Federação, bem como as respectivas entidades da Administração indireta. Ver tópico
Artigo 10 - E vedado atribuir efeitos financeiros retroativos aos convênios de que cuida o presente decreto, bem como às suas alterações (artigo 56 da Lei Estadual nº 6.544, de 22 de novembro de 1989). Ver tópico
Artigo 11 - Na hipótese de convênio objetivando o repasse de verbas estaduais, uma vez assinado o instrumento, a Secretaria de Estado ou Autarquia competentes darão ciência do mesmo à Assembléia Legislativa (artigo 116, § 2º da Lei Federal nº 8.666, de 21 de junho de 1993). Ver tópico (100 documentos)
Artigo 12 - O disposto no presente decreto não impede a outorga de autorização governamental genérica no que concerne à celebração de convênios de objeto assemelhado ou vinculados à execução de determinado programa, mediante decreto que aprove o instrumento-padrão das avenças e estipule as demais condições para sua formalização. Ver tópico (6 documentos)
Artigo 13 - Este decreto entrará em vigor na data de sua publicação. Ver tópico
Palácio dos Bandeirantes, 20 de março de 1996
Antônio Angarita, Secretário do Governo e Gestão Estratégica Publicado na Secretaria de Estado do Governo e Gestão Estratégica, aos 20 de março de 1996. (Publicado novamente por ter saído com incorreções)
Inciso II do Artigo 47 da Constituição Federal de 1988
Inciso I do Artigo 47 da Constituição Federal de 1988
Parágrafo 6 Artigo 116 da Lei nº 8.666 de 21 de Junho de 1993
Parágrafo 5 Artigo 116 da Lei nº 8.666 de 21 de Junho de 1993
Parágrafo 4 Artigo 116 da Lei nº 8.666 de 21 de Junho de 1993
Parágrafo 3 Artigo 116 da Lei nº 8.666 de 21 de Junho de 1993
Parágrafo 2 Artigo 116 da Lei nº 8.666 de 21 de Junho de 1993
Parágrafo 1 Artigo 38 da Lei nº 8.666 de 21 de Junho de 1993
Decreto nº 40.030 de 30 de Março de 1995 de São Paulo
Artigo 2 do Decreto nº 39.906 de 02 de Janeiro de 1995 de São Paulo
Decreto nº 39.906 de 02 de Janeiro de 1995 de São Paulo
Disponível em: https://governo-sp.jusbrasil.com.br/legislacao/172985/decreto-40722-96

References: artigo 47

Artigo 1
 artigo 20

Artigo 2
 artigo 47

Artigo 3
 artigo 1
 artigo 2

Artigo 4

Artigo 5

Artigo 6

Artigo 7

Artigo 8
 artigo 5
 artigo 24

Artigo 9
 artigo 4
 artigo 116

Artigo 10

Artigo 11

Artigo 12

Artigo 13
 Artigo 47
 Artigo 47
 Artigo 116
 Artigo 116
 Artigo 116
 Artigo 116
 Artigo 116
 Artigo 38

Artigo 2