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Timestamp: 2017-03-27 12:48:14+00:00

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LCP 80/1994, Organiza a Defensoria Pública da União, do Distrito Federal e dos Territórios e Prescreve Normas Gerais para Sua Organização Nos Estados, e da Outras Providências, Alteração 07-10-2009
ORGANIZA A DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO, DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS E PRESCREVE NORMAS GERAIS PARA SUA ORGANIZAÇÃO NOS ESTADOS, E DA OUTRAS PROVIDÊNCIASAlteração: LCP 132 de 07-10-2009Ministerio da JusticaD.O. DE 13/01/1994	Summary
Título I. Das Disposições Preliminares. Disposições GeraisTítulo II. Da Organização da Defensoria Pública da UniãoCapítulo I. Da EstruturaSeção I. Do Defensor Publico-Geral e do Subdefensor Publico-Geral da União. Do Defensor Público-Geral Federal e do Subdefensor Público-Geral FederalSeção II. Do Conselho Superior da Defensoria Pública da UniãoSeção III. Da Corregedoria-Geral da Defensoria Pública da UniãoSeção IV. Da Defensoria Pública da União Nos Estados, No Distrito Federal e Nos TerritóriosSeção V. Dos Núcleos da Defensoria Pública da União Nos Estados, No Distrito Federal e Nos TerritóriosSeção VI. Dos Defensores Públicos da União. Dos Defensores Públicos FederaisCapítulo II. Da CarreiraSeção I. Do Ingresso Na CarreiraSeção II. Da Nomeação, da Lotação e da DistribuiçãoSeção III. Da PromoçãoCapítulo III. Da Inamovibilidade e da RemoçãoCapítulo IV. Dos Direitos, das Garantias e das Prerrogativas dos Membros da Defensoria Pública da UniãoSeção I. Da RemuneraçãoSeção II. Das Férias e do AfastamentoSeção III. Das Garantias e das PrerrogativasCapítulo V. Dos Deveres, das Proibições, dos Impedimentos e da Responsabilidade FuncionalSeção I. Dos DeveresSeção II. Das ProibiçõesSeção III. Dos ImpedimentosSeção IV. Da Responsabilidade FuncionalTítulo III. Da Organização da Defensoria Pública do Distrito Federal e dos TerritóriosCapítulo I. Da EstruturaSeção I. Do Defensor Publico-Geral e do Subdefensor Publico-Geral do Distrito Federal e dos TerritóriosSeção II. Do Conselho Superior da Defensoria Pública do Distrito Federal e dos TerritóriosSeção III. Da Corregedoria-Geral da Defensoria Pública do Distrito Federal e dos TerritóriosSeção IV. Dos Núcleos da Defensoria Pública do Distrito Federal e dos TerritóriosSeção IV. Dos Defensores Públicos do Distrito Federal e dos TerritóriosCapítulo II. Da CarreiraSeção I. Do Ingresso Na CarreiraSeção II. Da Nomeação, da Lotação e da DistribuiçãoSeção III. Da PromoçãoCapítulo III. Da Inamovibilidade e da RemoçãoCapítulo IV. Dos Direitos, das Garantias e das Prerrogativas dos Membros da Defensoria Pública do Distrito Federal e dos TerritóriosSeção I. Da RemuneraçãoSeção II. Das Férias e do AfastamentoSeção III. Das Garantias e das PrerrogativasCapítulo V. Dos Deveres, das Proibições, dos Impedimentos e da Responsabilidade FuncionalSeção I. Dos DeveresSeção II. Das ProibiçõesSeção III. Dos ImpedimentosSeção IV. Da Responsabilidade FuncionalTítulo IV. Das Normas Gerais para a Organização da Defensoria Pública dos EstadosCapítulo I. Da OrganizaçãoSeção I. Do Defensor Publico-Geral e do Subdefensor Publico-Geral do EstadoSeção III. Da Corregedoria-Geral da Defensoria Pública do EstadoSeção III-A. (Incluído Pela Lei Complementar Nº 132, de 2009).. Da Ouvidoria-Geral da Defensoria Pública do EstadoSeção IV. Da Defensoria Pública do EstadoSeção V. Dos Núcleos da Defensoria Pública do EstadoSeção VI. Dos Defensores Públicos dos EstadosSeção VII. Dos Órgãos AuxiliaresCapítulo II. Da CarreiraSeção I. Do Ingresso Na CarreiraSeção II. Da Nomeação e da Escolha das VagasSeção III. Da PromoçãoCapítulo III. Da Inamovibilidade e da RemoçãoCapítulo IV. Dos Direitos, das Garantias e das Prerrogativas dos Membros da Defensoria Pública dos EstadosSeção I. Da RemuneraçãoSeção II. Das Férias e do AfastamentoSeção III. Das Garantias e das PrerrogativasCapítulo V. Dos Deveres, das Proibições, dos Impedimentos e da Responsabilidade FuncionalSeção I. Dos DeveresSeção II. Das ProibiçõesSeção III. Dos ImpedimentosSeção IV. Da Responsabilidade FuncionalTítulo V. Das Disposições Finais e Transitórias	Alteração 07-10-2009
Título IDas Disposições PreliminaresDisposições Gerais	Artigo 1
A Defensoria Pública é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe, como expressão e instrumento do regime democrático, fundamentalmente, a orientação jurídica, a promoção dos direitos humanos e a defesa, em todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de forma integral e gratuita, aos necessitados, assim considerados na forma do inciso LXXIV do art. 5º da Constituição Federal. (Redação dada pela Lei Complementar nº 132, de 2009).	Artigo 2
A Defensoria Pública abrange:
III - as Defensorias Públicas dos Estados.	Artigo 3
São princípios institucionais da Defensoria Pública a unidade, a indivisibilidade e a independência funcional.
Parágrafo único. (VETADO).	Artigo 3-A
São objetivos da Defensoria Pública: (Incluído pela Lei Complementar nº 132, de 2009).
I  a primazia da dignidade da pessoa humana e a redução das desigualdades sociais; (Incluído pela Lei Complementar nº 132, de 2009).
II  a afirmação do Estado Democrático de Direito; (Incluído pela Lei Complementar nº 132, de 2009).
III  a prevalência e efetividade dos direitos humanos; e (Incluído pela Lei Complementar nº 132, de 2009).
IV  a garantia dos princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório. (Incluído pela Lei Complementar nº 132, de 2009).	Artigo 4
São funções institucionais da Defensoria Pública, dentre outras:
I  prestar orientação jurídica e exercer a defesa dos necessitados, em todos os graus; (Redação dada pela Lei Complementar nº 132, de 2009).
II  promover, prioritariamente, a solução extrajudicial dos litígios, visando à composição entre as pessoas em conflito de interesses, por meio de mediação, conciliação, arbitragem e demais técnicas de composição e administração de conflitos; (Redação dada pela Lei Complementar nº 132, de 2009).
III  promover a difusão e a conscientização dos direitos humanos, da cidadania e do ordenamento jurídico; (Redação dada pela Lei Complementar nº 132, de 2009).
IV  prestar atendimento interdisciplinar, por meio de órgãos ou de servidores de suas Carreiras de apoio para o exercício de suas atribuições; (Redação dada pela Lei Complementar nº 132, de 2009).
V  exercer, mediante o recebimento dos autos com vista, a ampla defesa e o contraditório em favor de pessoas naturais e jurídicas, em processos administrativos e judiciais, perante todos os órgãos e em todas as instâncias, ordinárias ou extraordinárias, utilizando todas as medidas capazes de propiciar a adequada e efetiva defesa de seus interesses; (Redação dada pela Lei Complementar nº 132, de 2009).
VI  representar aos sistemas internacionais de proteção dos direitos humanos, postulando perante seus órgãos; (Redação dada pela Lei Complementar nº 132, de 2009).
VII  promover ação civil pública e todas as espécies de ações capazes de propiciar a adequada tutela dos direitos difusos, coletivos ou individuais homogêneos quando o resultado da demanda puder beneficiar grupo de pessoas hipossuficientes; (Redação dada pela Lei Complementar nº 132, de 2009).
VIII  exercer a defesa dos direitos e interesses individuais, difusos, coletivos e individuais homogêneos e dos direitos do consumidor, na forma do inciso LXXIV do art. 5º da Constituição Federal; (Redação dada pela Lei Complementar nº 132, de 2009).
IX  impetrar habeas corpus, mandado de injunção, habeas data e mandado de segurança ou qualquer outra ação em defesa das funções institucionais e prerrogativas de seus órgãos de execução; (Redação dada pela Lei Complementar nº 132, de 2009).
X  promover a mais ampla defesa dos direitos fundamentais dos necessitados, abrangendo seus direitos individuais, coletivos, sociais, econômicos, culturais e ambientais, sendo admissíveis todas as espécies de ações capazes de propiciar sua adequada e efetiva tutela; (Redação dada pela Lei Complementar nº 132, de 2009).
XI - patrocinar os direitos e interesses do consumidor lesado;
XI  exercer a defesa dos interesses individuais e coletivos da criança e do adolescente, do idoso, da pessoa portadora de necessidades especiais, da mulher vítima de violência doméstica e familiar e de outros grupos sociais vulneráveis que mereçam proteção especial do Estado; (Redação dada pela Lei Complementar nº 132, de 2009).
XIV  acompanhar inquérito policial, inclusive com a comunicação imediata da prisão em flagrante pela autoridade policial, quando o preso não constituir advogado; (Incluído pela Lei Complementar nº 132, de 2009).
XV  patrocinar ação penal privada e a subsidiária da pública; (Incluído pela Lei Complementar nº 132, de 2009).
XVI  exercer a curadoria especial nos casos previstos em lei; (Incluído pela Lei Complementar nº 132, de 2009).
XVII  atuar nos estabelecimentos policiais, penitenciários e de internação de adolescentes, visando a assegurar às pessoas, sob quaisquer circunstâncias, o exercício pleno de seus direitos e garantias fundamentais; (Incluído pela Lei Complementar nº 132, de 2009).
XVIII  atuar na preservação e reparação dos direitos de pessoas vítimas de tortura, abusos sexuais, discriminação ou qualquer outra forma de opressão ou violência, propiciando o acompanhamento e o atendimento interdisciplinar das vítimas; (Incluído pela Lei Complementar nº 132, de 2009).
XIX  atuar nos Juizados Especiais; (Incluído pela Lei Complementar nº 132, de 2009).
XX  participar, quando tiver assento, dos conselhos federais, estaduais e municipais afetos às funções institucionais da Defensoria Pública, respeitadas as atribuições de seus ramos; (Incluído pela Lei Complementar nº 132, de 2009).
XXI  executar e receber as verbas sucumbenciais decorrentes de sua atuação, inclusive quando devidas por quaisquer entes públicos, destinando-as a fundos geridos pela Defensoria Pública e destinados, exclusivamente, ao aparelhamento da Defensoria Pública e à capacitação profissional de seus membros e servidores; (Incluído pela Lei Complementar nº 132, de 2009).
XXII  convocar audiências públicas para discutir matérias relacionadas às suas funções institucionais. (Incluído pela Lei Complementar nº 132, de 2009).
§ 2º As funções institucionais da Defensoria Pública serão exercidas inclusive contra as Pessoas Jurídicas de Direito Público.
§ 4º O instrumento de transação, mediação ou conciliação referendado pelo Defensor Público valerá como título executivo extrajudicial, inclusive quando celebrado com a pessoa jurídica de direito público. (Incluído pela Lei Complementar nº 132, de 2009).
§ 5º A assistência jurídica integral e gratuita custeada ou fornecida pelo Estado será exercida pela Defensoria Pública. (Incluído pela Lei Complementar nº 132, de 2009).
§ 7º Aos membros da Defensoria Pública é garantido sentar-se no mesmo plano do Ministério Público. (Incluído pela Lei Complementar nº 132, de 2009).
§ 8º Se o Defensor Público entender inexistir hipótese de atuação institucional, dará imediata ciência ao Defensor Público-Geral, que decidirá a controvérsia, indicando, se for o caso, outro Defensor Público para atuar. (Incluído pela Lei Complementar nº 132, de 2009).
§ 9º O exercício do cargo de Defensor Público é comprovado mediante apresentação de carteira funcional expedida pela respectiva Defensoria Pública, conforme modelo previsto nesta Lei Complementar, a qual valerá como documento de identidade e terá fé pública em todo o território nacional. (Incluído pela Lei Complementar nº 132, de 2009).
§ 10. O exercício do cargo de Defensor Público é indelegável e privativo de membro da Carreira. (Incluído pela Lei Complementar nº 132, de 2009).
§ 11. Os estabelecimentos a que se refere o inciso XVII do caput reservarão instalações adequadas ao atendimento jurídico dos presos e internos por parte dos Defensores Públicos, bem como a esses fornecerão apoio administrativo, prestarão as informações solicitadas e assegurarão acesso à documentação dos presos e internos, aos quais é assegurado o direito de entrevista com os Defensores Públicos. (Incluído pela Lei Complementar nº 132, de 2009).	Artigo 4-A
São direitos dos assistidos da Defensoria Pública, além daqueles previstos na legislação estadual ou em atos normativos internos: (Incluído pela Lei Complementar nº 132, de 2009).
I  a informação sobre: (Incluído pela Lei Complementar nº 132, de 2009).
a) localização e horário de funcionamento dos órgãos da Defensoria Pública; (Incluído pela Lei Complementar nº 132, de 2009).
b) a tramitação dos processos e os procedimentos para a realização de exames, perícias e outras providências necessárias à defesa de seus interesses; (Incluído pela Lei Complementar nº 132, de 2009).
II  a qualidade e a eficiência do atendimento; (Incluído pela Lei Complementar nº 132, de 2009).
III  o direito de ter sua pretensão revista no caso de recusa de atuação pelo Defensor Público; (Incluído pela Lei Complementar nº 132, de 2009).
IV  o patrocínio de seus direitos e interesses pelo defensor natural; (Incluído pela Lei Complementar nº 132, de 2009).
V  a atuação de Defensores Públicos distintos, quando verificada a existência de interesses antagônicos ou colidentes entre destinatários de suas funções. (Incluído pela Lei Complementar nº 132, de 2009).	Título IIDa Organização da Defensoria Pública da União	Capítulo IDa Estrutura	Artigo 5
A Defensoria Pública da União compreende:
a) a Defensoria Público-Geral da União;
b) a Subdefensoria Público-Geral da União;
a) os Defensores Públicos Federais nos Estados, no Distrito Federal e nos Territórios. (Redação dada pela Lei Complementar nº 132, de 2009).	Seção IDo Defensor Publico-Geral e do Subdefensor Publico-Geral da UniãoDo Defensor Público-Geral Federal e do Subdefensor Público-Geral Federal	Artigo 6
A Defensoria Pública da União tem por chefe o Defensor Público-Geral Federal, nomeado pelo Presidente da República, dentre membros estáveis da Carreira e maiores de 35 (trinta e cinco) anos, escolhidos em lista tríplice formada pelo voto direto, secreto, plurinominal e obrigatório de seus membros, após a aprovação de seu nome pela maioria absoluta dos membros do Senado Federal, para mandato de 2 (dois) anos, permitida uma recondução, precedida de nova aprovação do Senado Federal. (Redação dada pela Lei Complementar nº 132, de 2009).
O Defensor Público-Geral Federal será substituído, em suas faltas, impedimentos, licenças e férias, pelo Subdefensor Público-Geral Federal, nomeado pelo Presidente da República, dentre os integrantes da Categoria Especial da Carreira, escolhidos pelo Conselho Superior, para mandato de 2 (dois) anos. (Redação dada pela Lei Complementar nº 132, de 2009).
Parágrafo único. A União poderá, segundo suas necessidades, ter mais de um Subdefensor Público-Geral Federal. (Redação dada pela Lei Complementar nº 132, de 2009).	Artigo 8
São atribuições do Defensor Publico-Geral, dentre outras:
I - dirigir a Defensoria Pública da União, superintender e coordenar suas atividades e orientar­lhe a atuação;
V  submeter ao Conselho Superior proposta de criação ou de alteração do Regimento Interno da Defensoria Pública-Geral da União; (Redação dada pela Lei Complementar nº 132, de 2009).
XVII - aplicar a pena da remoçaõ compulsória, aprovada pelo voto de dois terços do Conselho Superior da Defensoria Pública da União, assegurada ampla defesa;
XIX  requisitar força policial para assegurar a incolumidade física dos membros da Defensoria Pública da União, quando estes se encontrarem ameaçados em razão do desempenho de suas atribuições institucionais; (Incluído pela Lei Complementar nº 132, de 2009).
XX  apresentar plano de atuação da Defensoria Pública da União ao Conselho Superior. (Incluído pela Lei Complementar nº 132, de 2009).
Parágrafo único. Ao Subdefensor Público-Geral Federal, além da atribuição prevista no art. 7º desta Lei Complementar, compete: (Redação dada pela Lei Complementar nº 132, de 2009).
II - desincumbir­se das tarefas e delegações que lhe forem determinadas pelo Defensor Público-Geral.	Seção IIDo Conselho Superior da Defensoria Pública da União	View the content of this document

References: Artigo 1
	Artigo 2
	Artigo 3
	Artigo 3
	Artigo 4
	Artigo 4
	Artigo 5
	Artigo 6
	Artigo 8