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Timestamp: 2018-08-15 05:34:13+00:00

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Revista CIST News 11 by CIST - Issuu
N° 11 - Julho / Agosto 2015
WORKSHOP BUSCA DE SOLUÇÕES PARA OS SEGUROS DE TRANSPORTES Cerca de 220 pro ssionais, entre corretores, seguradores e prestadores de serviços, representados pelas entidades CIST, Sincor-SP e FenSeg, se reuniram para discutir o segmento.
Palavra do Presidente Expediente N° 11 - Juho / Agosto 2015
Juntos para encontrar soluções para os seguros de transporte
DIRETORIA EXECUTIVA - Triênio 2015 / 2018 Presidente: JOSÉ GERALDO DA SILVA | Gerabel / Transportes Brasil 1º Vice-Presidente: SALVATORE LOMBARDI JUNIOR | Argo 2º Vice-Presidente: APARECIDO MENDES ROCHA | Lógica 3º Vice-Presidente: ODAIR NEGRETTI | BC Business 1º Secretário: CARLOS SUPPI ZANINI | Zanini-Saiza 2º Secretário: CARLOS JOSÉ DE PAIVA (Paiva I) | Paiva 1º Tesoureiro: NAZARENO OTORINO MAESTRO | HDI-Gerling 2º Tesoureiro: WALTER VENTURI | Venturi CONSELHO FISCAL Presidente: MAURO ANTONIO CAMILO | AON Efetivos: RENE ELLIS | Sistema Tres e FUMIAKI OIZUMI | Jet Suplentes: JOSÉ CARLOS SERRA | Serra & Company, ALFREDO CHAIA | AIG, ANIBAL DE EUGENIO FILHO | Bussola CONSELHO CONSULTIVO Presidente: PAULO ROBSON ALVES | Zurich Efetivos: ADAILTON DIAS | Marítima Yasuda e PAULO CRISTIANO HATANAKA | Allianz Suplentes: FRANSCISCO CARLOS GABRIEL | Advance, CARLOS ALBERTO BATISTA DE LIMA | Serv Assist e JOÃO JOSÉ DE PAIVA (Paiva II) | Paiva. DIRETORIAS ESPECIALIZADAS Diretor Técnico Internacional: PAULO ROBSON ALVES | Zurich Dir. Técnico Nacional: HELIO DE ALMEIDA | Star Dir. de Sinistros: MARCELO ANACLETO | AXA Dir. de Cursos: PAULO CRISTIANO HATANAKA | Allianz Dir. de Eventos: RENE ELLIS | Sistema Tres Dir. de Gerenciamento de Riscos: FRANCISCO CARLOS GABRIEL | Advance Dir. de Sindicância: PAULO ROGERIO HAUPTLI | FOX Audit Dir. Comércio Exterior: SAMIR KEEDI | Multieditoras Dir. de Rel. com o Mercado: CARLOS ALBERTO BATISTA DE LIMA | Serv Assist Dir. Jur. & Assuntos Internacionais: NÉLSON FARIA DE OLIVEIRA | Faria de Oliveira Advogados Dir. de Logística: PAULO ROBERTO GUEDES | Veloce Dir. de Resseguro: RENATO MARQUES CUNHA BUENO | ARX Re Dir. de Meio Ambiente: JOSÉ LÚCIO DA SILVA | WGRA Dir. de Tecnologia: RONALDO MEGDA | Tracker do Brasil Dir. de Marketing: FELIX RYU| Teckel Design Dir. de Comunicação: GUILHERME ARMANDO CONTRUCCI | Webseguros TV Dir. de Benefícios: DAVID DO NASCIMENTO | Univida Dir. da Área de Perícias: MÁRCIO MONTESANI | Núcleo de Perícias. Dir. Social: LILIAM LOROSA | Renaslog Dir. de Segurança: ARTUR BORTOLETTI| SL Seguranca SÓCIOS FUNDADORES: JOÃO BATISTA DE OLIVEIRA | JBO, SERGIO CARON | Marsh , RICARDO GUIRAO | AON, MAIRTON MACHADO DE SOUZA | ACE, ARLINDO SIMOES | Allianz, JOSÉ CARLOS SIQUEIRA | Professor, JOSÉ CARLOS V. RABELO | Rabel Trans, AUGUSTO NASCIMENTO | Macedosul, OSVALDO F. GOMES | Interworks, CEL. RICARDO JACOB| PMSP, JOSÉ SEVERIANO DE ALMEIDA NETO | HDI-Gerling, RICARDO CESTENARIO | Generali, MARIO CANAZZA | SGS
Unidos somos mais fortes para impulsionar um segmento tão específico como o de seguros de transportes. O mercado precisa do conhecimento de nossos grandes especialistas. Para difundir conteúdo técnico e promover o relacionamento entre nossos profissionais seguimos incansáveis na produção de eventos diversos e, inclusive, na produção desta revista. Nosso mais recente evento, o Workshop de Transportes, traduziu essa necessidade de informação e de união, reunindo todas as partes integrantes do processo, representados pelas entidades FenSeg (seguradores), Sincor-SP (corretores de seguros), e nós, CIST, que agregamos além de seguradores e corretores, todos os prestadores de serviços da área. Com o instigante tema "Solução para os seguros de transportes" e a proposta de levar a debate as principais dificuldades do mercado, o encontro foi um sucesso, reunindo 220 participantes numa manhã de intenso trabalho. Aprovado o modelo, nosso evento no mês de setembro também será um workshop com palestras durante toda a manhã, no Terraço Itália, buscando inovar aos nossos tradicionais almoços no Circolo Italiano. Paralelamente, o trabalho maior continua na construção do nosso grande evento anual, que este ano acontece em parceria com a Alsum, por isso a denominação de III Congresso Latino-americano de Seguros de Transportes. De 16 a 19 de novembro, serão dias de atividades e contato com grandes especialistas do segmento, vindos de diversos países, além dos nossos representantes brasileiros que tanto nos orgulham. Estamos levando o nome e a atuação do CIST para entidades nacionais e internacionais, ao participar de reuniões, eventos, programas de rádio, de TV etc. Firmes e unidos em nosso propósito de desenvolver nossa entidade e o mercado, os resultados são realidade. Grande abraço, José Geraldo da Silva
Regulamentação Constituição Federal, art. 5º, IX e art. 220, § 6º - "Art. 5º (...) IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença". "Art. 220. A manifestação do pensamento, a criação, a expressão, e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo, não sofrerão qualquer restrição, observando o dispositivo nesta Constituição. (...) § 6º - A publicação de veículo impresso de comunicação independe de licença de autoridade." CISTNEWS 11 | 03
Sumário Palavra do Presidente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 03 Juntos para encontrar soluções para os seguros de transporte Eventos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 06 Associação internacional promove cooperação entre órgãos públicos e privados para investigar e combater roubo de veículos Eventos - Capa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 08 Entidades se reúnem em workshop na busca de soluções para os seguros de transportes Eventos - Capa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 09 Cancelamento unilateral de apólice Eventos - Capa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 Flexibilidade de gerenciamento de risco e revisão da taxa durante a vigência da apólice
Eventos - Capa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11 Questionário de aceitação de risco – validade das informações e princípio da boa-fé Eventos - Capa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12 Carta de DDR Parcial x DDR Total (diferentes interpretações) Dados Econômicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14 Desempenho dos setores de transportes nacional e internacional no 1º semestre Segurança Automotiva . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18 A importância dos treinamentos para os motoristas Economia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20 Crise: reflexos e reflexões
Entrevista . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22 Liderança em averbação eletrônica de cargas no país Técnicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23 Seguro compreensivo padronizado para operadores portuários Carreira de Sucesso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24 Depois de mais de 20 anos de experiência, novo desafio à vista Técnicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26 Estado Moderno/ Livre Concorrência Técnicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8 O segurado (transportador ou proprietário da carga) precisa ser muito bem orientado por seu corretor para não comprar "gato por lebre» Técnicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30 Prazos nos seguros de transportes/ Aceitação, alteração de risco e aumento de limite por embarque Finanças Pessoais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32 Dinheiro – Como cuidar do seu! Logística . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34 O momento econômico e os operadores logísticos Direito Securitário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36 A boa-fé no contrato de seguro de transporte e a perda do direito de indenização
Prestação de Serviço . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37 Novos tempos para o gerenciamento de riscos Na Mídia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37 CIST é tema de entrevista em rádio
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Técnicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38 Corredor Bioceânico/ Saída do Brasil pelo Pacífico?
Associação internacional promove cooperação entre órgãos públicos e privados para investigar e combater roubo de veículos A atuação da IAATI – International Association of Auto Theft Investigator's ou Associação Internacional de Investigadores de Roubo de Veículos, foi tema do almoço-palestra de 16 de julho do CIST. Carlos Alberto Betancur Ruiz, diretor da Tracker do Brasil e presidente da representação da IAATI na América Latina, mostrou o que a entidade vem realizando, inclusive com a participação do mercado de seguros. Formada em 1952 com o objetivo de melhorar a comunicação e coordenação entre os investigadores de roubo de veículos, a IAATI hoje tem 3.850 membros em todo o mundo, distribuídos em mais de 68 países, que trabalham em conjunto combatendo esse mal. A cooperação e troca de informações são as chaves do sucesso da IAATI. Autoridades do setor de Transporte, indústria de seguros, setor privado, fabricantes, agências governamentais, e demais partes interessadas se unem para a aplicação das leis. "A arma mais eficaz para combater o crime de roubo de carros é a cooperação", disse o palestrante. A união das diversas partes interessadas resulta em treinamentos e novos recursos, o que por sua vez cria um importante networking. Tudo culmina em bons resultados na investigação e combate ao roubo e furto de veículos. "A IAATI tem prosseguido ativamente fornecendo para seus membros uma variedade inigualável de experiência, treinamento e recursos em áreas como a evolução técnica, tendências, informações de inteligência e assistência de investigação". Ele defende ainda que, através da IAATI, é possível unir recursos para atingir interesses em comum e servir melhor as comunidades. "A IAATI se dedica a desenvolver e incentivar os mais elevados padrões profissionais de conduta entre os investigadores de roubo de automóveis". A entidade recebeu reconhecimento em diversos Prêmios Internacionais: Ÿ Em 2013, o Raymond W. Dreher Memorial Award (EUA) foi entregue aos membros da IAATI que se destacaram no combate ao roubo de veículos. Ÿ Em 2012, a entidade recebeu o Strike Force Burindi NSW Police Force (Austrália), prêmio de honra ao mérito criado em 1992 para parabenizar
pessoas, grupos ou empresas por sua contribuição pelo combate ao roubo e furto de veículos. Ÿ Também em 2013, ganhou o Arizona Auto Theft Task Force (EUA), premiação direcionada às pessoas ou grupos pela criação ou inovação de tecnologias para o combate ao roubo ou furto de veículos. O palestrante convidou os associados do CIST a se unirem à IAATI, tendo como benefícios aos associados: acesso à area restrita do website para membros da IAATI, participação na conferência anual que oferece treinamento sobre as tendências e últimas tecnologias do mercado, recebimento da revista oficial da IAATI e recebimento do Certificado IAATI. A grade de treinamentos da Associação conta com os cursos: Identificação de Veículos; Últimas tendências para roubo e furto; Roubo de Equipamento Pesado; Identificação de Motos; Investigações de roubo de cargas; Investigações contra fraudes em seguros; e Investigações de quadrilhas. A IAATI está dividida em diferentes ramificações pelo mundo, dentre elas a IAATI América Latina, da qual o palestrante Carlos Alberto Betancur Ruiz é presidente. "A IAATI América Latina surgiu em agosto de 2012 no 60º Seminário Anual da IAATI em Kansas, nos EUA. Uma delegação da América do Sul viu a necessidade de criar uma filial especializada no combate ao roubo e furto de veículos na região – hoje composta por representantes dos países da América do Sul, Central e Caribe. Na representação da América Latina englobamos 46 países, abrangendo mais de 600 milhões de pessoas, em diferentes realidades sociais, políticas e econômicas". A Associação também realiza reuniões preparatórias da Mesa de Roubo de Cargas, que integra Ministério Público Fiscal, Companhias de Seguros, Representantes da área de segurança e polícias, Representantes dos Ministérios de Segurança, Profissionais de logística e segurança de empresas. Entre os trabalhos estão desenvolvimento de ações contra pirataria e contrabando (pesquisas, recuperação de mercadorias e apreensão de bandidos) e análises do funcionamento de inibidores de sinais.
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Eventos Eventos de debates Em sua curta, mas produtiva história, a IAATI América Latina contribuiu com os propósitos da Associação, por meio da realização de grandes eventos próprios (na América Latina) ou participação em eventos gerais: Ÿ Apresentação da IAATI América Latina na Argentina – Buenos Aires, 28 de
novembro de 2012; Ÿ 1º Seminário Regional Buenos Aires – Argentina, 14 de maio de 2013; Ÿ 2º Seminário Regional – Montevideo/ Uruguai, 17 de julho de 2013; Ÿ 61° Seminário Anual da IAATI Internacional – Rimini/ Itália, 30 de setembro a 4
de outubro de 2013; Ÿ 2ª Conferência sobre Prevenção de Roubos de Veículos na América Latina (Oficina
Regional da Interpol) – Buenos Aires, outubro de 2013; Ÿ Estratégias e Políticas Públicas contra o roubo de veículos e de cargas – Buenos
Aires/Argentina, novembro de 2013; Ÿ Conferência da Interpol sobre Crimes relacionados a veículos – Lyon/ França,
novembro de 2013; Ÿ Congresso da Interpol: Operação Escudo – Bogotá/ Colômbia, junho de 2014; Ÿ 62° Seminário Anual IAATI Internacional – Texas/ EUA, 17 a 22 de agosto de 2014; Ÿ COLTIC 2014 – 5º Congresso Latinoamericano sobre técnicas de investigação
criminal – Buenos Aires/ Argentina, 24, 25 e 26 de setembro de 2014; Ÿ Jornada: "Criando propostas para a gestão da segurança" – CABA/ Argentina, 29
de outubro de 2014; Ÿ Jornada: "Novas tecnologias a serviço da investigação criminal" – Buenos Aires,
03 de novembro de 2014; Ÿ 19º Curso de treinamento em Técnicas de Investigação e Identificação de Veículos
Roubados (Projeto Formatrain Interpol) – Assunção/ Paraguai, 17 de novembro de 2014; Ÿ Apresentação na Universidade de Morón para as turmas de Licenciatura em
Segurança – Buenos Aires/ Argentina, 15 de abril de 2015; Ÿ Seminário: "Análise profissional: roubo de veículos e roubo de cargas" – Buenos
Aires/ Argentina – 23 de abril de 2015; Ÿ 1º Seminário IAATI no Brasil – São Paulo/ SP, 18 de junho de 2015.
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Eventos - Capa
Workshop de Transportes
Entidades se reúnem em workshop na busca de soluções para os seguros de transportes
Cerca de 220 profissionais da área de seguros de transportes, entre corretores, seguradores e prestadores de serviços, representados pelas entidades CIST (Clube Internacional de Seguros de Transportes), Sincor-SP (Sindicato dos Corretores de Seguros no Estado de São Paulo) e FenSeg (Federação Nacional de Seguros Gerais) se reuniram para discutir o mercado, durante o Workshop de Seguros de Transportes, realizado na manhã de 13 de agosto, no Circolo Italiano. José Geraldo da Silva, presidente do CIST, Neival Freitas, diretor Executivo da
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FenSeg e Carlos Zanini, membro da Comissão de Transportes do Sincor-SP, estiveram entre os diversos membros das entidades organizadoras que participaram dos debates em quatro painéis sobre temas controversos que impactam e norteiam a carteira de transportes. Geraldo disse esperar que os debates ocorridos contribuam para o alinhamento de iniciativas que revertam a situação de desequilíbrio enfrentada pelo seguro de transporte e Neival Freitas afirmou que as conclusões dos debates serão levadas à comissão da FenSeg e também serão tratadas com a Susep.
Cancelamento unilateral de apólice Expositor: Aparecido Mendes Rocha (Lógica Corretora de Seguros) Debatedores: Marcelo Anacleto (Axa Seguros) e Carlos José Paiva (Paiva Corretora de Seguros).
Pela interpretação do Direito Civil, o contrato de seguro é classificado como: bilateral, oneroso, aleatório, formal, consensual, nominado, de adesão, e de boa-fé. Nesse tipo de negócio, a companhia de seguros pode obter lucro ou ter prejuízo, depende exclusivamente da ocorrência de eventos futuros e incertos. "É um contrato bilateral porque nele estão definidas as obrigações para as duas partes: o segurado e a seguradora. A falta de cumprimento de obrigação contratual por uma das partes desobriga a outra também de cumprir o preestabelecido em contrato", explicou o palestrante. O contrato de seguro pode ser extinto de duas formas: cancelamento ou distrato. No Carlos José Paiva primeiro caso, é a dissolução antecipada do contrato de seguro por descumprimento das regras estabelecidas na apólice contratada. No universo jurídico, o cancelamento quando decidido só pelo segurado, ou pelo segurador quando o contrato permitir, chama-se rescisão. Já distrato é um acordo entre as partes contratantes, pelo qual elas extinguem o contrato, é vontade bilateral dirigida expressamente à extinção da relação contratual. A apólice de seguro pode ser distratada a qualquer tempo, por iniciativa de quaisquer das partes contratantes, mas sempre com concordância recíproca, ressalvados os riscos em curso. O prazo para aviso prévio de cancelamento previsto nas condições gerais da apólice é de 30 dias. O cancelamento de apólice por motivo de sinistralidade, sem o consentimento do segurado, não é permitido. Ainda que o cancelamento esteja previsto em cláusula de revisão, a apólice não poderá ser cancelada unicamente por apresentar desempenho economicamente desfavorável para a seguradora. A revisão de condições do seguro, mesmo prevista em cláusula contratual, só poderá ser aplicada na renovação da apólice. O aumento do índice de sinistralidade não outorga à
seguradora poderes para impor novas condições ao segurado ou cancelar a apólice. "Qualquer cláusula contratual inserida na apólice que permita à seguradora alterar unilateralmente o conteúdo do contrato de seguro é nula. Exemplo: revisão durante a vigência da apólice". "O cancelamento da apólice, unilateralmente a critério exclusivo da seguradora, pode ocorrer em algumas situações. Nos Seguros de Transporte Nacional e InternacionaI pode ocorrer por falta de pagamento do prêmio; decurso o prazo de seis meses sem que o segurado tenha averbado qualquer embarque, ou falência ou liquidação judicial ou extrajudicial do segurado. Nos Seguros de Responsabilidade Civil dos Transportadores e RCF-DC, somente por falta de pagamento de prêmio. A possibilidade para a seguradora cancelar a apólice sem a anuência do segurado ocorrerá quando constatado que as informações fornecidas no Questionário de Avaliação de Risco são falsas ou houver omissão de circunstâncias que serviram de base para a aceitação do seguro. Na hipótese do segurado alterar os riscos sem comunicar à seguradora, não havendo má-fé, a seguradora terá que indenizar eventuais sinistros para posteriormente cancelar a apólice, se assim quiser", disse Rocha. O contrato de seguro estabelecido entre segurado (consumidor) e seguradora (fornecedor de serviços) constitui uma relação de consumo, e consequentemente submete-se às normas do Código de Defesa do Consumidor (CDC) e da Constituição Federal. "Considerando que o contrato de seguro tem caráter de adesão e consumo, as cláusulas abusivas eventualmente identificadas, como por exemplo, a cláusula de revisão durante a vigência do seguro, se submetem ao regime de nulidade conforme o art. 54 do CDC", explicou. "O cancelamento da apólice de seguro de transporte por decisão da seguradora, sem concordância do segurado é abusivo, tendo em vista a incidência do art. 51, incisos IV e XV". "A igualdade na contratação de seguro é um direito básico do consumidor. O segurado não pode ficar em uma posição de apenas aceitar as condições e cláusulas impostas pelas seguradoras, principalmente aquelas que desequilibram os direitos e obrigações das partes envolvidas".
Marcelo Anacleto CISTNEWS 11 | 09 |
Flexibilidade de gerenciamento de risco e revisão da taxa durante a vigência da apólice Expositor: Paulo Robson Alves (Zurich Seguros) Debatedores: Rosevaldo Silva (Tokio Marine Seguros) e Odair Negretti (BC Corretora de Seguros)
O seguro de Transportes tem por objetivo garantir perdas e/ou danos de causa externa que sobrevenham as mercadorias ou bens, durante o transporte (ou trânsito), em quaisquer viagens Nacional ou Internacional, e o gerenciamento de riscos complementa o programa de seguro do cliente com a finalidade de reduzir e controlar as perdas durante o trânsito da mercadoria.
A revisão das condições no contrato de seguro de transporte é pertinente, segundo a Susep, caso o segurado informar modificação do risco futuro. Por exemplo: uma mercadoria não constante da apólice original; um embarque cuja importância segurada ultrapasse o limite máximo de garantia estipulado em apólice; ou uma alteração de rota ou logística por conta de um novo fornecedor.
Ainda segundo a Susep, não é possível acatar por parte da autarquia a aplicação de uma taxa baixa para "entrar" no risco e depois reconduzir a taxa para corrigir um prejuízo de forma retroativo. Pelo entendimento, a taxa deve ser suficiente para amparar os riscos durante a vigência da apólice. Segundo o art. 478 do CC, nos contratos de execução continuada ou diferida, se a prestação de uma das partes se tornar excessivamente onerosa, com extrema vantagem para a outra, em virtude de acontecimentos extraordinários e imprevisíveis, poderá o devedor pedir resolução do contrato. Assim, para invocar a teoria da imprevisão, é necessária a ocorrência de fatos imprevisíveis e extraordinários que desequilibre a situação contratual inicial de igualdade, pode o prejudicado buscar o restabelecimento da condição original dos contratantes. | 10 | CISTNEWS 11
"O aumento da sinistralidade no seguro de transporte tem sido constante nos últimos anos – de 53,50% em 2011, a 56,70% em 2012, a 58,90% em 2013, a 69% em 2014 – principalmente pelo crescimento de roubo de cargas, enquanto o faturamento nesses anos se manteve estável, entre R$ 2,4 e 2,7 milhões. O que teremos em 2015, 2016?" Um bom gerenciamento de riscos é indispensável para o bom funcionamento do mercado de transportes e precisa ser renovado permanentemente, pois os bandidos se renovam em suas formas de agir e de driblar os sistemas de segurança. "Gerenciamento de riscos não substitui a subscrição, mas pode ser um componente de avaliação para baixar a taxa. Devemos acreditar que não existe risco ruim, mas risco gerenciado de forma inadequada".
Para ele, flexibilizar o gerenciamento de risco não significa aumentar o preço para o segurado e nem reduzir o valor da franquia ou diminuir a taxa de prêmio. O gerenciamento de risco tem de ser planejado e adequado ao risco exato de cada segurado. Paulo Alves convidou todos a fazerem reflexões. "Os resultados apresentados nos últimos cinco anos indicam que a saúde da carteira dos seguros de Transportes está na ITU e, para 2015 mesmo que preliminarmente os números da Susep não sinalizam uma recuperação a curto prazo. Um plano de gerenciamento de riscos flexibiliza um processo de subscrição de risco em seguros de transportes, e a Cláusula de Revisão pode existir nas apólices de seguros de transportes como forma de iniciar um risco com uma taxa baixa e posteriormente reconduzi-la para uma outra realidade. Não existe risco ruim, mas sim um risco", disse.
Questionário de aceitação de risco – validade das informações e princípio da boa-fé Expositor: Paulo Cremoneze (Cremoneze Advocacia) Debatedores: Salvatore Lombardi Junior (Argo Seguros) e Mauro Camillo (Aon Corretora de Seguros)
O Código Civil, em seu Art. 766, determina que o contrato de seguro é um contrato de boa-fé, tanto do segurado como da seguradora. A partir do Código de Defesa do Consumidor, em 1990, a boa-fé foi consagrada no sistema de direito privado brasileiro como um dos princípios fundamentais das relações de consumo e como cláusula geral para controle das cláusulas abusivas. No Código Civil de 2002, o princípio da boa-fé está expressamente contemplado. A contratação do seguro começa com o fornecimento do Questionário de Avaliação de Risco (QAR), que precisa ser preenchido e assinado pelo próprio segurado para validade das informações. O corretor precisa orientar o segurado a preencher o QAR com informações verdadeiras. O segurado deverá avisar à seguradora sobre qualquer alteração nas informações fornecidas no QAR antes da vigência da alteração comunicada e a seguradora deve se pronunciar, dentro de três dias úteis, após o recebimento da comunicação, sobre sua aceitação ou não. A ausência de manifestação da seguradora, caracterizará a aceitação da alteração proposta. “O princípio da boa-fé é a maior contribuição do mercado de seguros ao Direito. Se a seguradora comprovar que informações são falsas ou houver omissão de circunstâncias que serviram de base para a aceitação do seguro, a seguradora poderá cancelar a apólice, como também não pagar sinistros. O desrespeito ao princípio da boa-fé objetiva e o não fornecimento de informações precisas pelo segurado, ainda que culposamente, implicará o direito à seguradora de invocar a exceção pelo contrato não cumprido”, afirmou Paulo Cremoneze.
“As partes devem praticar e desejar praticar o princípio da boa-fé objetiva. Se
eventualmente houver um erro e, em virtude desse erro, uma ação ou omissão culposa juridicamente relevante, e a seguradora começa a questionar a boa-fé objetiva, vai ser necessária uma investigação do caso. Se por ventura ficar comprovado, e aí uma responsabilidade subjetiva, que o corretor de seguros não prestou assessoria devida ao segurado, que foi negligente, errou, agiu com incúria na sua atividade, a seguradora pode negar pagamento da indenização, até para selecionar os bons profissionais dos aventureiros do mercado, é possível responsabilizar o corretor por uma falha juridicamente relevante. São situações bem complexas Mauro Camillo que terão que ser analisas de acordo com o fato concreto”. Para o advogado, a questão das assinaturas nos questionários de avaliação de riscos é um tema a ser estudado pelo mercado, pois de acordo a rotina das atividades, pode exigir práticas mais modernas. “Frisei que a assinatura tem que estar presente pelo menos no questionário original, mas isso é algo que tem que ser estudado. Ainda há alguns processos que precisam ser modernizados, por exemplo, o recibo de pagamento da indenização para as seguradoras pleitearem ação regressiva de ressarcimento contra um causador de um dano, o poder judiciário ainda quer o documento datado, assinado e carimbado, e a dinâmica do mercado diz que isso, se não impossível, é inviável, impraticável, prejudica o segurado e a seguradora. Podemos pensar em soluções como lançar mão de uma ferramenta poderosa como o email para preenchimento de questionário, coletar assinaturas eletrônicas. São temas que nós temos que trabalhar aqui para depois levar a convencimento do judiciário” CISTNEWS 11 | 11 |
Carta de DDR Parcial x DDR Total (diferentes interpretações) Expositor: Adailton Dias (Yasuda Marítima) Debatedores: José de Almeida Neto (HDI-Gerling) e Ricardo Labatut (Labatut Corretora de Seguros)
O Direito de Regresso, previsto no Código Civil, é um direito do Segurador que pode ser renunciado. Quando o mercado adotou a prática da DDR, as seguradoras apresentavam duas opções de seguro aos embarcadores: a) Com taxa de seguro (menor), sem DDR e b) Com taxa de seguro (maior), com DDR, dispensando a sub rogação. De acordo com o expositor, não existe carta de DDR Total. "Antes, corretamente, era utilizada a DDR Parcial para as operações complexas (Embarcador e Transportador). Depois, de forma errada, foi utilizada a DDR Total, em qualquer Operação (Embarcador e Transportador) sem critério. Atualmente, de forma correta, voltamos à DDR Parcial, que busca-se aplicar às Operações Complexas (Embarcador e Transportador)". Na Carta de DDR não pode excluir os riscos do RCTR-C, por se tratar de um Seguro Obrigatório (Decreto Lei 73/66, artigo 20, alínea (m). A Cláusula Específica 317 dos Seguros de Transportes não permite DDR para o RCTR-C. O embarcador também não pode contratar o RCTR-C em seu nome, mas pode ser estipulante do seguro de RCTRC (artigo 13 Lei 11.442/07), José de Almeida Neto pois o Segurado deve ser, obrigatoriamente, o Transportador. A apólice tem que ser individual, por Transportador, e mencionar a existência de outras apólices de RCTR-C. "Cuidado, deixar de cumprir a Lei não é vantagem competitiva", declarou Adailton Dias. A carta DDR precisa especificar de forma clara os riscos aos quais a seguradora abre mão do direito de regresso. "O embarcador deve dar ciência formal aos transportadores sobre as regras de gerenciamento de risco, sob pena de perda de cobertura securitária. As regras do programa de gerenciamento de riscos, além de constar da apólice de Transportes, devem também constar de contrato em separado, assinado por todos. A carta DDR deve ser endereçada ao embarcador/transportador, sob protocolo". | 12 | CISTNEWS 11
Algumas dificuldades em relação às cartas DDR: Para os transportadores Ÿ Diversos tipos de cartas, melhorou, mas ainda não há padronização de textos; Ÿ Textos confusos e de interpretação duvidosa, com termos jurídicos de difícil compreensão; Ÿ Diversas cartas com diversas regras de Gerenciamento de Riscos (para cada embarcador); Ÿ Demora na obtenção, com a emissão e consolidação das cartas de DDR; Ÿ Necessidade de controlar as cartas concedidas por embarcador e vigência; Ÿ Não há clareza se as cartas foram assinadas por representantes legais das Seguradoras; Ÿ Trabalho dobrado, gerando custos operacionais; e Ÿ Ações de ressarcimento pelo descumprimento do programa de gerenciamento de riscos muitas vezes por não conseguirem cumprir. Para as seguradoras: Ÿ Adaptação de sistemas; Ÿ Aumento do trabalho Ricardo Labatut operacional e headcount; Ÿ Aumento das despesas por novas ferramentas de TI; Ÿ Dificuldades operacionais para cumprir a Resolução CNSP 247; Ÿ Não conseguem ajustar os preços para fazer frente a essas despesas; Ÿ A sinistralidade do mercado ultrapassa a 65%; e Ÿ Ter o retorno das cartas de DDR devidamente assinadas pelos Transportadores, Embarcadores e Corretores "Seguradoras estão sujeitas a penalidades impostas pela Susep por infrações no cumprimento das normas e condições do seguro. Vemos total desequilíbrio técnico e atuarial, seguradoras parando de atuar no ramo, forte pressão dos acionistas por resultado".
Desempenho dos setores de transportes nacional e internacional no 1º semestre O economista especializado no mercado de seguros, Luiz Roberto Castiglione, apurou os dados da Susep
para os ramos de transportes nacionais e internacionais nos seis primeiros meses de 2015. "Lamentavelmente, a Susep alterou a estrutura de resultados não mais detalhando os prêmios cedidos de resseguro, as recuperações de sinistros e as comissões de resseguro. Com isso temos indicadores distorcidos dos divulgados anteriormente. Agora as operações de resseguro foram aglutinadas em Resultado de Resseguro, uma grande perda", afirma.
Transportes Nacionais O segmento de Transportes Nacionais encerrou o período com uma margem equivalente a 7,9% dos prêmios ganhos contra 6,4% dos mesmos no ano passado. Essa ligeira melhoria decorreu da redução da sinistralidade retida e das despesas com operações de resseguro. Já as despesas com comercialização apresentaram uma elevação.
TRANSPORTES NACIONAL - MARKET SHARE - EMPRESAS Empresa
ACE SEGURADORA S.A. R$ 144.389.311 GRUPO BB MAPFRE R$ 115.221.287 ALLIANZ SEGUROS S.A. R$ 71.706.839 TOKIO MARINE SEGURADORA S.A. R$ 79.872.841 ROYAL & SUNALLIANCE SEGUROS (BRASIL) S.A. R$ 57.798.383 PORTO SEGURO CIA DE SEGUROS GERAIS R$ 56.811.232 GENERALI BRASIL SEGUROS S.A. R$ 54.483.533 BRADESCO AUTO/RE COMPANHIA DE SEGUROS R$ 31.959.139 YASUDA MARÍTIMA SEGUROS S.A. R$ 48.643.736 CHUBB DO BRASIL COMPANHIA DE SEGUROS R$ 21.305.780 ARGO SEGUROS BRASIL S.A. R$ 22.803.686 SUL AMÉRICA COMPANHIA NACIONAL DE SEGUROS R$ 29.379.389 LIBERTY SEGUROS S.A. R$ 60.294.657 AIG SEGUROS BRASIL S.A. R$ 25.468.772 ZURICH MINAS BRASIL SEGUROS S.A. R$ 37.238.252 XL SEGUROS BRASIL S.A. R$ 31.289.544 HDI SEGUROS S.A. R$ 4.935.898 BERKLEY INTERNATIONAL DO BRASIL SEGUROS S/A R$ 10.320.324 MITSUI SUMITOMO SEGUROS S.A. R$ 11.115.227 FAIRFAX BRASIL SEGUROS CORPORATIVOS S.A. R$ 6.889.840 SWISS RE CORPORATE SOLUTIONS BRASIL SEGUROS S.A. R$ 7.093.003 STARR INTERNATIONAL BRASIL SEGURADORA S.A. R$ 792.544 AXA SEGUROS S.A. R$ 0 DEMAIS R$ 34.378 Totais R$ 929.847.595
JAN A JUN 2015 %
15,53% 12,39% 7,71% 8,59% 6,22% 6,11% 5,86% 3,44% 5,23% 2,29% 2,45% 3,16% 6,48% 2,74% 4,00% 3,37% 0,53% 1,11% 1,20% 0,74% 0,76% 0,09% 0,00% 0,00% 100,00%
R$ 127.737.199 R$ 117.504.957 R$ 76.773.886 R$ 72.482.202 R$ 66.902.836 R$ 64.397.335 R$ 54.907.591 R$ 54.538.796 R$ 37.065.608 R$ 29.194.815 R$ 27.720.957 R$ 27.346.679 R$ 25.379.413 R$ 24.283.999 R$ 23.501.515 R$ 22.845.385 R$ 16.707.681 R$ 15.696.889 R$ 12.277.437 R$ 6.136.366 R$ 5.152.627 R$ 3.248.187 R$ 2.261.754 R$ 39.078 R$ 914.103.192
13,97% 12,85% 8,40% 7,93% 7,32% 7,04% 6,01% 5,97% 4,05% 3,19% 3,03% 2,99% 2,78% 2,66% 2,57% 2,50% 1,83% 1,72% 1,34% 0,67% 0,56% 0,36% 0,25% 0,00% 100,00%
-11,53% 1,98% 7,07% -9,25% 15,75% 13,35% 0,78% 70,65% -23,80% 37,03% 21,56% -6,92% -57,91% -4,65% -36,89% -26,99% 238,49% 52,10% 10,46% -10,94% -27,36% 309,84% 0,00% 13,67% -1,69%
TRANSPORTES NACIONAL - MARKET SHARE - RAMOS Empresa
0654 - R.C. Trans. Rodoviário Carga–RCTR-C 0621 - TRANSPORTE NACIONAL 0655 - R.C. Trans. Desvio de Carga–RCF-DC 0652 - R. C. Trans. Aéreo Carga - RCTA-C 0656 - R.C. Trans. Aquaviário Carga–RCA-C 0638 - R.C.Trans. Ferroviário Carga–RCTF-C 0658 - R.C.Operador Transp. Multi.-RCOTM-C Totais
JAN A JUN 2015
R$ 322.636.527 R$ 411.081.000 R$ 176.807.522 R$ 11.738.741 R$ 4.765.033 R$ 2.818.772 R$ 0 R$ 929.847.595
34,70% 44,21% 19,01% 1,26% 0,51% 0,30% 0,00% 100,00%
R$ 360.431.138 R$ 345.897.049 R$ 188.053.116 R$ 8.330.602 R$ 5.626.786 R$ 4.301.686 R$ 1.462.815 R$ 914.103.192
39,43% 37,84% 20,57% 0,91% 0,62% 0,47% 0,16% 100,00%
11,71% -15,86% 6,36% -29,03% 18,08% 52,61% 0,00% -1,69%
TRANSPORTES NACIONAL - MARKET SHARE - ESTADOS
O volume de vendas somou R$ 914,1 milhões contra R$ 929,8 milhões de 2014, uma redução de 1,7% (bem inferior à inflação média do período – IPCA = 8,47%). É importante destacar que é um segmento bastante atingido pelos ajustes fiscais. Temos aumentos de combustíveis, peças, pedágios, falta de infraestrutura rodoviária, fretes e ataques constantes de assaltantes. Aqui, detalhamento do mercado global, por cobertura, por empresa e por estado da federação.
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SP PB RS SC MG PR RJ GO BA CE PE MT ES AM PA TO MS DF MA RO RN SE AL PI AP AC RR Totais
R$ 558.330.440 R$ 311.967 R$ 84.146.835 R$ 44.761.931 R$ 64.125.315 R$ 65.409.628 R$ 38.343.520 R$ 8.264.794 R$ 8.019.702 R$ 5.490.686 R$ 8.427.057 R$ 7.974.797 R$ 10.248.543 R$ 12.376.921 R$ 2.683.388 R$ 1.007.362 R$ 4.209.251 R$ 2.105.907 R$ 1.187.528 R$ 751.150 R$ 344.295 R$ 377.483 R$ 596.879 R$ 269.151 R$ 34.561 R$ 22.497 R$ 26.007 R$ 929.847.595
60,05% 0,03% 9,05% 4,81% 6,90% 7,03% 4,12% 0,89% 0,86% 0,59% 0,91% 0,86% 1,10% 1,33% 0,29% 0,11% 0,45% 0,23% 0,13% 0,08% 0,04% 0,04% 0,06% 0,03% 0,00% 0,00% 0,00% 100,00%
R$ 441.164.945 R$ 88.007.666 R$ 80.668.422 R$ 64.948.279 R$ 59.442.170 R$ 58.468.500 R$ 44.814.876 R$ 11.284.574 R$ 9.393.691 R$ 9.321.933 R$ 9.247.404 R$ 8.313.576 R$ 7.758.568 R$ 5.944.629 R$ 4.924.907 R$ 2.536.986 R$ 2.477.904 R$ 1.453.950 R$ 1.157.181 R$ 583.574 R$ 539.221 R$ 464.123 R$ 386.080 R$ 372.977 R$ 332.884 R$ 78.460 R$ 15.714 R$ 914.103.192
48,26% 9,63% 8,82% 7,11% 6,50% 6,40% 4,90% 1,23% 1,03% 1,02% 1,01% 0,91% 0,85% 0,65% 0,54% 0,28% 0,27% 0,16% 0,13% 0,06% 0,06% 0,05% 0,04% 0,04% 0,04% 0,01% 0,00% 100,00%
-20,98% >1000% -4,13% 45,10% -7,30% -10,61% 16,88% 36,54% 17,13% 69,78% 9,73% 4,25% -24,30% -51,97% 83,53% 151,84% -41,13% -30,96% -2,56% -22,31% 56,62% 22,95% -35,32% 38,58% 863,18% 248,75% -39,58% -1,69%
Dados Econômicos TRANSPORTES NACIONAL – INDICADORES OPERACIONAIS
% SINISTRALIDADE
INDICADORES OPERACIONAIS ACE SEGURADORA S.A. AIG SEGUROS BRASIL S.A. ALLIANZ SEGUROS S.A. ARGO SEGUROS BRASIL S.A. AXA SEGUROS S.A. BERKLEY INTERNATIONAL DO BRASIL SEGUROS S/A BRADESCO AUTO/RE COMPANHIA DE SEGUROS CHUBB DO BRASIL COMPANHIA DE SEGUROS FAIRFAX BRASIL SEGUROS CORPORATIVOS S.A. GENERALI BRASIL SEGUROS S.A. HDI SEGUROS S.A. LIBERTY SEGUROS S.A. GRUPO BB MAPFRE MITSUI SUMITOMO SEGUROS S.A. PORTO SEGURO CIA DE SEGUROS GERAIS ROYAL & SUNALLIANCE SEGUROS (BRASIL) S.A. STARR INTERNATIONAL BRASIL SEGURADORA S.A. SUL AMÉRICA COMPANHIA NACIONAL DE SEGUROS SWISS RE CORPORATE SOLUTIONS BRASIL SEGUROS S.A. TOKIO MARINE SEGURADORA S.A. XL SEGUROS BRASIL S.A. YASUDA MARÍTIMA SEGUROS S.A. ZURICH MINAS BRASIL SEGUROS S.A. DEMAIS Totais
Transportes Internacionais O segmento de Transportes Internacionais encerrou o período com uma margem equivalente a 12,8% dos prêmios ganhos contra 22,9% dos mesmos no ano passado. Essa piora decorreu do agravamento da sinistralidade e das despesas com comercialização. O volume de vendas somou R$ 257,9 milhões contra R$ 228,9 milhões de 2014, um crescimento de 12,7% (bem superior à inflação média do período – IPCA = 8,47%). A seguir, detalhamento do mercado global, por cobertura, por empresa e por estado da federação.
2.014 56,92% 141,64% 88,45% 68,71% 0,00% 61,96% 83,11% 91,03% 97,36% 82,55% 18,13% 74,79% 71,31% 62,21% 44,15% 58,13% 3,50% 64,68% 71,88% 60,78% 100,37% 90,40% 79,27% 1278,33% 70,60%
2.015 77,32% 114,30% 48,00% 124,61% 121,53% 65,46% 108,97% 69,09% 88,14% 80,00% 64,15% 63,29% 63,33% 91,50% 40,16% 43,13% 118,24% 59,76% 35,55% 64,26% 80,17% 58,06% 85,25% -1014,36% 68,01%
TRANSPORTES INTERNACIONAL - MARKET SHARE - EMPRESAS Empresa
ACE SEGURADORA S.A. R$ 41.088.371 TOKIO MARINE SEGURADORA S.A. R$ 23.004.701 ROYAL & SUNALLIANCE SEGUROS (BRASIL) S.A. R$ 29.595.084 YASUDA MARÍTIMA SEGUROS S.A. R$ 17.068.437 ARGO SEGUROS BRASIL S.A. R$ 10.088.420 BRADESCO AUTO/RE COMPANHIA DE SEGUROS R$ 8.182.686 ZURICH MINAS BRASIL SEGUROS S.A. R$ 15.024.248 GRUPO BB MAPFRE R$ 10.902.310 AIG SEGUROS BRASIL S.A. R$ 5.269.235 LIBERTY SEGUROS S.A. R$ 11.759.353 CHUBB DO BRASIL COMPANHIA DE SEGUROS R$ 9.256.448 HDI SEGUROS S.A. R$ 8.969.022 GENERALI BRASIL SEGUROS S.A. R$ 7.024.045 ALLIANZ SEGUROS S.A. R$ 10.278.387 PORTO SEGURO CIA DE SEGUROS GERAIS R$ 4.073.513 FAIRFAX BRASIL SEGUROS CORPORATIVOS S.A. R$ 2.773.603 MITSUI SUMITOMO SEGUROS S.A. R$ 4.631.722 XL SEGUROS BRASIL S.A. R$ 1.597.441 BERKLEY INTERNATIONAL DO BRASIL SEGUROS S/A R$ 3.448.611 SUL AMÉRICA COMPANHIA NACIONAL DE SEGUROS R$ 4.296.424 STARR INTERNATIONAL BRASIL SEGURADORA S.A. R$ 235.719 SWISS RE CORPORATE SOLUTIONS BRASIL SEGUROS S.A. R$ 279.725 Totais R$ 228.857.305
SP RJ PR RS SC MG ES AM PB GO BA PE TO CE PA MS DF MA SE
2.015 20,14% 13,13% 24,57% 21,43% 21,92% 25,58% 16,87% 26,24% 20,64% 25,20% 11,97% 24,54% 23,69% 18,85% 21,79% 20,46% 5,41% 22,04% 13,82% 20,52% 13,88% 17,39% 20,45% -15,22% 21,30%
2.014 6,96% -50,59% -6,03% 4,30% 0,00% 14,61% -10,94% -18,88% -4,39% -12,97% 23,24% 1,03% 18,39% 14,13% 36,09% 20,13% 87,12% 18,98% 10,29% 17,19% -28,38% -14,13% 9,32% 0,00% 6,40%
2.015 -2,02% -29,32% 3,71% 2,60% -43,46% 10,11% -13,12% 1,67% -18,35% -7,91% 3,52% 4,49% 12,98% 12,10% 37,47% 33,57% 14,31% 11,45% 29,02% 14,35% -7,81% 23,46% 3,51% 0,00% 7,86%
17,95% 10,05% 12,93% 7,46% 4,41% 3,58% 6,56% 4,76% 2,30% 5,14% 4,04% 3,92% 3,07% 4,49% 1,78% 1,21% 2,02% 0,70% 1,51% 1,88% 0,10% 0,12% 100,00%
R$ 44.566.681 R$ 41.736.447 R$ 25.028.322 R$ 17.467.378 R$ 14.288.933 R$ 13.380.507 R$ 12.198.398 R$ 12.182.291 R$ 10.556.928 R$ 10.013.291 R$ 7.309.260 R$ 6.851.440 R$ 6.787.725 R$ 6.120.005 R$ 5.209.235 R$ 4.912.800 R$ 4.594.692 R$ 4.500.614 R$ 4.476.340 R$ 3.751.038 R$ 1.388.244 R$ 584.110 R$ 257.912.698
17,28% 16,18% 9,70% 6,77% 5,54% 5,19% 4,73% 4,72% 4,09% 3,88% 2,83% 2,66% 2,63% 2,37% 2,02% 1,90% 1,78% 1,75% 1,74% 1,45% 0,54% 0,23% 100,00%
8,47% 81,43% -15,43% 2,34% 41,64% 63,52% -18,81% 11,74% 100,35% -14,85% -21,04% -23,61% -3,36% -40,46% 27,88% 77,13% -0,80% 181,74% 29,80% -12,69% 488,94% 108,82% 12,70%
TRANSPORTES INTERNACIONAL - MARKET SHARE - ESTADOS Estado
2.014 19,29% 14,71% 11,62% 22,37% 0,00% 26,45% 16,72% 22,92% 23,58% 24,79% 10,30% 23,21% 10,61% 14,77% 19,70% 19,34% 9,62% 21,68% 13,80% 17,70% 8,22% 21,37% 20,79% -40,94% 17,73%
R$ 124.676.606 R$ 19.584.737 R$ 32.068.583 R$ 14.000.498 R$ 8.127.357 R$ 13.465.277 R$ 4.402.882 R$ 2.746.553 R$ 99.459 R$ 879.990 R$ 516.809 R$ 732.475 R$ 74.651 R$ 5.930.146 R$ 651.998 R$ 228.131 R$ 198.983 R$ 149.093 R$ 15.645
54,48% 8,56% 14,01% 6,12% 3,55% 5,88% 1,92% 1,20% 0,04% 0,38% 0,23% 0,32% 0,03% 2,59% 0,28% 0,10% 0,09% 0,07% 0,01%
R$ 160.697.044 R$ 24.165.914 R$ 16.742.310 R$ 14.239.013 R$ 12.367.519 R$ 10.981.954 R$ 5.269.796 R$ 3.486.490 R$ 2.601.539 R$ 1.959.737 R$ 1.191.553 R$ 926.413 R$ 842.824 R$ 749.615 R$ 642.068 R$ 297.265 R$ 229.208 R$ 148.033 R$ 94.342
62,31% 9,37% 6,49% 5,52% 4,80% 4,26% 2,04% 1,35% 1,01% 0,76% 0,46% 0,36% 0,33% 0,29% 0,25% 0,12% 0,09% 0,06% 0,04%
28,89% 23,39% -47,79% 1,70% 52,17% -18,44% 19,69% 26,94% >1000% 122,70% 130,56% 26,48% >1000% -87,36% -1,52% 30,30% 15,19% -0,71% 503,00%
CISTNEWS 11 | 15 |
Dados Econômicos TRANSPORTES INTERNACIONAL - MARKET SHARE - ESTADOS Estado
AC MT PI RN AL AP RO RR Totais
R$ 63.181 R$ 38.001 R$ 147.109 R$ 20.909 R$ 7.234 R$ 1.606 R$ 23.141 R$ 6.252 R$ 228.857.305
0,03% 0,02% 0,06% 0,01% 0,00% 0,00% 0,01% 0,00% 100,00%
R$ 64.550 R$ 59.285 R$ 57.694 R$ 49.873 R$ 22.870 R$ 19.011 R$ 5.742 R$ 1.036 R$ 257.912.698
0,03% 0,02% 0,02% 0,02% 0,01% 0,01% 0,00% 0,00% 100,00%
2,17% 56,01% -60,78% 138,52% 216,14% >1000% -75,19% -83,43% 12,70%
TRANSPORTES INTERNACIONAL – INDICADORES OPERACIONAIS % SINISTRALIDADE
INDICADORES OPERACIONAIS ACE SEGURADORA S.A. AIG SEGUROS BRASIL S.A. ALLIANZ SEGUROS S.A. ARGO SEGUROS BRASIL S.A. BERKLEY INTERNATIONAL DO BRASIL SEGUROS S/A BRADESCO AUTO/RE COMPANHIA DE SEGUROS CHUBB DO BRASIL COMPANHIA DE SEGUROS FAIRFAX BRASIL SEGUROS CORPORATIVOS S.A. GENERALI BRASIL SEGUROS S.A. HDI SEGUROS S.A. LIBERTY SEGUROS S.A. GRUPO BB MAPFRE MITSUI SUMITOMO SEGUROS S.A. PORTO SEGURO CIA DE SEGUROS GERAIS ROYAL & SUNALLIANCE SEGUROS (BRASIL) S.A. STARR INTERNATIONAL BRASIL SEGURADORA S.A. SUL AMÉRICA COMPANHIA NACIONAL DE SEGUROS SWISS RE CORPORATE SOLUTIONS BRASIL SEGUROS S.A. TOKIO MARINE SEGURADORA S.A. XL SEGUROS BRASIL S.A. YASUDA MARÍTIMA SEGUROS S.A. ZURICH MINAS BRASIL SEGUROS S.A. DEMAIS Totais
| 16 | Julho / Agosto - CISTNEWS 11
2.014 41,94% 45,34% 77,47% 26,65% 36,65% 45,98% 14,16% -6,61% 104,79% 26,61% 67,59% 59,25% 37,14% 13,97% 31,04% 0,11% 18,21% 84,15% 5,28% 35,26% 33,58% 39,49% 1026,25% 39,97%
2.015 44,27% 54,63% 104,19% 82,33% 7,13% 94,75% 78,80% 16,20% 86,12% 328,52% 75,88% 39,11% 15,92% 22,54% 73,66% 102,47% -198,47% 490,14% 11,84% 79,70% 53,33% 138,50% -2961,66% 72,19%
JAN A JUN 2015 % COMERCIAL
2.014 19,84% 19,00% 4,74% 20,55% 29,98% 15,17% 23,54% 16,40% 30,27% 18,45% 25,69% 21,96% 20,75% 16,01% 22,64% 22,25% 18,83% 25,47% 17,48% 7,80% 26,16% 22,33% -3,27% 19,40%
2.015 19,26% 14,15% 14,51% 19,32% 29,94% 10,67% 27,62% 12,05% 31,68% 21,45% 26,71% 23,91% 20,31% 22,58% 21,07% 9,71% 23,70% 9,48% 21,35% 14,41% 22,93% 27,93% 40,74% 20,25%
2.014 27,59% 29,38% -36,08% 44,88% 24,85% 4,38% 56,54% 61,90% 9,61% 11,95% 3,12% 21,25% 27,00% 69,80% 38,04% 104,20% 65,25% -1,41% 38,49% 13,14% 35,31% 20,46% -665,82% 22,92%
2.015 22,43% 26,75% -9,67% -7,92% 45,79% -37,29% 1,49% 34,79% -12,94% 10,66% 3,22% 32,43% 44,94% 54,50% 5,75% 31,93% 46,80% -232,23% 57,33% 5,05% 34,59% -68,96% 346,63% 12,75%
A importância dos treinamentos para os motoristas por Luciano Burti Apesar do momento de crise no mercado, onde a economia do consumo de combustível e de manutenção são fundamentais, a segurança (ou a falta dela) vem se destacando cada vez mais devido ao número crescente da sinistralidade. Por isso, os treinamentos e a qualificação dos motoristas são de extrema importância, independente do tipo de transporte ou carga de empresas de todo o Brasil. Por mais que a indústria automobilística tenha reagido, desenvolvendo veículos mais seguros e econômicos, os resultados não são alcançados porque a "peça principal", o motorista, não acompanhou essa evolução. Resumindo, o custo operacional das empresas continua elevado pela baixa eficácia dos motoristas. Porém, não devemos apontar o dedo como se o motorista fosse o grande culpado. Na verdade, falta treinamento para eles desde a sua formação. Grande parte das empresas de transporte não tem a prevenção como parte de sua cultura e de seus valores. Enxerga o treinamento de motoristas como custo ao invés de investimento. Mas aí as altas despesas de consumo de combustível, de manutenção dos veículos e dos acidentes (incluindo as altas apólices de seguro caso a empresa tenha essa cobertura) são consequências da falta de prevenção. É uma bola de neve que vem crescendo com o passar dos anos e infelizmente muitas empresas tiveram que fechar suas portas sem mesmo entender o quanto isso as prejudicou. Uma das primeiras perguntas que faço para empresários e gestores do ramo é: "Qual ferramenta você utiliza para reduzir o seu custo operacional?". E a resposta em muitos casos não é precisa. Alguns respondem mostrando o seu quadro de instrutores, os programas de treinamentos teóricos e a telemetria instalada em seus veículos. Ótimo, isso realmente agrega. Mas devemos lembrar que os instrutores têm tempo limitado para atender a todos (os principais treinamentos são em viagens individuais com cada motorista), que os treinamentos teóricos são importantes, mas praticamente grande parte do conteúdo pode ser desperdiçado
pela baixa absorção dos motoristas não acostumados com salas de aula. E de nada adianta a telemetria se não houver uma ótima gestão utilizando esses equipamentos (por isso em muitos casos são utilizados mais como rastreadores do que para avaliar a condução do motorista). Atendendo essa necessidade do mercado, a Navig, empresa para treinamento de motoristas de caminhões e ônibus utilizando simuladores de direção, tem como meta a qualificação dos motoristas. Para isso, dispõe de forte conteúdo voltado principalmente para redução no consumo de combustível e para uma condução com mais segurança. Assim, o simulador de direção se destaca como uma ótima ferramenta. Primeiramente por ser muito prático, levamos o mesmo dentro de uma Unidade Móvel de Treinamento (container de 20 pés) até a base do cliente e nos adaptamos a agenda de cada empresa. Os nossos instrutores seguem um padrão de treinamento porque a máquina é a responsável pelo conteúdo, diferente de algumas empresas sem padrão definido onde cada um faz do seu "jeitinho". Dessa maneira, os instrutores de cada empresa terão mais facilidade de controlar e multiplicar a técnica aplicada. E auxiliamos também na gestão da telemetria porque acompanhamos os resultados pré e pós treinamento para entender o resultado real na prática. Além disso, não basta ter um simulador super tecnológico (um belo caminhão/ônibus digital) sem o conteúdo pedagógico necessário. Rodei o mundo visitando empresas de simulação até encontrar aquilo que procurava. Dispomos de conteúdo simples, curto (no máximo duas horas cada treinamento) e principalmente eficaz. Sempre digo que não tornaremos os motoristas em "super motoristas", mas mudaremos a atitude deles atrás do volante. Esse o diferencial. Após treinarmos aproximadamente 1.500 motoristas em 2014, alcançamos o resultado positivo com 98% deles no próprio simulador. Traduzindo isso para o veículo, o resultado no consumo de combustível melhorou em até 8%. E felizmente houve redução de acidentes, principalmente para as empresas que buscaram a reciclagem. Acreditamos que o mercado está mudando a sua cultura uma vez que é crescente a procura por nossos serviços. Não importa se o motivo é a busca pela redução do custo operacional devido à crise ou se é uma reação de correção (ao invés da prevenção) devido ao crescimento do número de acidentes. Ou ambos. O mais importante é que todos sairão ganhando. Os empresários, por melhorarem os resultados de suas empresas; os motoristas, pela qualificação do seu nível profissional; e toda a sociedade, por contar com menos poluição e, principalmente, mais segurança.
Luciano Burti é sócio da empresa Navig, foi piloto da Fórmula 1, Stock Car e comentarista da Rede Globo das transmissões dos GPs.
| 18 | CISTNEWS 11
Crise: reflexos e reflexões por André Moraes Velleda A poucos meses da abertura da Fenatran (ou Salão Internacional da Indústria do Transporte), a segunda maior feira do Brasil é uma incógnita em 2015. Avançando nos últimos dias do mês de agosto, até o momento uma única montadora tem presença confirmada no evento e o departamento comercial da Fenatran informa estar negociando com apenas mais duas. Um cenário radicalmente oposto ao vivido na última feira, em 2013. As razões não são poucas e merecem a reflexão de todos os players envolvidos na cadeia logística. O ambiente de crise econômica e política que permeia o país desde o final do ano de 2014 está, obviamente, diretamente associado à pouca expressão que, tudo indica, terá a Fenatran 2015. E entre os tantos indicadores econômicos e macroeconômicos diariamente bombardeados na mídia, alguns merecem especial atenção, seja para entender o cenário, seja para projetar uma saída possível deste ambiente nebuloso. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou no começo de agosto os indicadores da produção industrial nacional de junho. O índice indica um recuo de 0,3% se comparado ao mês anterior, maio, e um recuo de 3,2% em relação a junho de 2014. No acumulado do primeiro semestre deste ano, a retração da produção industrial foi de 6,3% – o pior resultado desde 2009. Para a cadeia logística, o mais alarmante – e triste – dos dados apresentados pelo gerente da Coordenação de Indústria do IBGE, André Luiz Macedo, é a informação de que a produção de veículos automotores, reboques e carrocerias sofreu redução de quase 21% no primeiro semestre de 2015, sendo este um dos principais fatores do impacto negativo da atual produção industrial do Brasil.
E por que? Na análise do gerente do IBGE, os fatores responsáveis pela brutal queda da indústria em 2015 são muitos, indo desde o baixo nível de confiança do empresário e do consumidor, a incerteza da conjuntura política e econômica para investimentos, a queda na renda familiar (causada tanto pela inflação alta quanto pelo endividamento), até o comportamento adverso do mercado externo, também afetado por incertezas da economia global. O estudo do IBGE avança em outro aspecto importante: as categorias econômicas. E aqui vê-se que os bens de consumo duráveis, como automóveis, por exemplo, tiveram um recuo de 10,7%, enquanto os bens de capital, como os caminhões, tiveram um recuo de 3,3%. Olhando para estes números fica mais fácil entender o brete por onde passa a segunda maior feira do Brasil, com alguns dos mais importantes expositores representantes da indústria nacional, como é o caso das montadoras, declinando da intenção de participar. É claro que não faltam a estas grandes empresas os recursos financeiros para montar seu stand, de modo algum. A questão, creio, não é esta. O ponto crucial provavelmente é: com a estagnação do consumo, vamos fazer negócios com quem? A crise pela qual o Brasil passa, quero acreditar, também passará. Não é fácil, mas é possível ajustar as variáveis capazes de consertar os problemas econômicos. Afinal, no fundo, é uma questão matemática. O mais difícil, e não menos importante, é encontrar a solução para a crise política, esta sim, impulsionada por ideias, ideologias e interesses, muitas vezes, pouco republicanos.
André Moraes Velleda, presidente da Moraes Velleda, consultoria de prevenção de perdas e gestão de riscos.
| 20 | Julho / Agosto - CISTNEWS 11
Liderança em averbação eletrônica de cargas no país
A revista CIST News teve a oportunidade de visitar e conhecer de perto toda estrutura da empresa AT&M, que atua há 19 anos no mercado desenvolvendo sistemas de transmissão de dados, utilizando a tecnologia EDI. Líder no mercado de Averbação Eletrônica de Cargas no país, a AT&M desenvolve sistemas e infraestrutura que priorizam segurança, agilidade e proteção das informações trafegadas. Em entrevista com os principais executivos da empresa, pudemos conferir que o sucesso da AT&M está na competência técnica e operacional das suas equipes de profissionais preparados e qualificados, detendo todo domínio da tecnologia EDI. Toda tecnologia alinhada para fornecer eficiência, redução de custo e prazo, minimização de erros e maior agilidade na troca de informações. Sendo referência no segmento de transmissão de dados para os setores de serviços, indústria e comércio, a AT&M Interliga milhares de pontos de coleta e transmissão de dados em todo território nacional e alguns pontos fora do Brasil. Flademir L. Almeida Sócio Conselheiro CIST News – Como nasceu a empresa AT&M? FA – No início dos anos 90 já trabalhávamos intensamente como colaboradores na área de TI, participando de pesquisas e desenvolvimentos de tecnologias de informação, voltadas para a transmissão de dados. Assim, no ano de 1996 reunimos nossas forças, coragem e todo conhecimento acumulado e fundamos a AT&M – Tecnologia em Sistemas. CIST News – O sucesso da empresa foi uma questão de oportunidade, trabalho ou sorte? FA – Como empresário eu diria que a razão de qualquer sucesso não se prende a um único fator. No nosso caso posso afirmar que a liderança de mercado conquistada pela AT&M, atingindo a marca de mais de 10 mil pontos de usuários, com mais de 200 milhões de documentos transmitidos em todo território nacional, se deve aos seguintes fatores: desenvolvimento de um produto que o mercado estava carente (oportunidade), investimentos em rede de suporte, mão de obra qualificada e atendimento (trabalho); além de momento certo e hora certa (sorte, por que não?). | 22 | CISTNEWS 11
Sergio Jarry Diretor de Operações CIST News – O presente e o futuro da empresa são missões desafiadoras para a Diretoria de Operações? SJ – Ter a sensibilidade para acompanhar as políticas econômicas governamentais, as flutuações impostas pelo mercado e os avanços e as tendências externas, não são movimentos simples e requerem muita reflexão, conhecimento e coragem para decidir. Atualmente a AT&M ocupa o topo da pirâmide e manter-se líder do mercado é o compromisso da Diretoria de Operações. Trabalhamos com toda equipe em ritmo intenso, buscando os melhores resultados para os nossos clientes. Investir em nossas equipes de trabalho é o nosso foco. Equipe competente e qualificada, nos devolve os melhores resultados. As nossas equipes são compostas por pessoas, seres humanos, que sentem e reagem aos melhores estímulos motivacionais, refletindo novas vocações e transpirando novos talentos. Formar equipes: esse é o caminho que nós da AT&M acreditamos. O futuro já nos acena e nos espera. Mesmo dentro do cenário, ainda nebuloso da economia do nosso país, não temos receio em manter todos os investimentos já planejados. Crescer: essa é a determinação do nosso Conselho Gestor. Vagner Toledo Sócio Conselheiro CIST News – Existem novos produtos da AT&M em lançamento? VT – Como Sócio Conselheiro, sou responsável pela área de desenvolvimento. Uma importante área da empresa, que nos traz permanente inquietações e algumas realizações. O profissional de desenvolvimento está "full time" trabalhando toda engenharia lógica do seu cérebro, na expectativa de "absorver a complexidade e entregar a facilidade", como costumo dizer. Ao atingir seu objetivo esse profissional se realiza e, mais do que isso, contribui com passos significativos para o contínuo desenvolvimento tecnológico e social. A AT&M acabou de lançar a Plataforma GSEG, sendo o mais novo produto para atender todas as etapas do processo de faturamento das seguradoras. Trata-se da mais eficaz ferramenta disponível atualmente no mercado, pois além de facilitar, agilizar e reunir todos os processos, integra as partes envolvidas (transportadoras/ corretores/ seguradoras). Todos conectados e acompanhando o faturamento de suas averbações passo a passo.
Seguro compreensivo padronizado para operadores portuários
por Renato Soares Barbosa
O operador de terminais portuários deve contratar apólice de seguro específica, seja para atender as exigências contraídas com a autoridade portuária decorrentes dos contratos de cessão celebrados entre as partes para a exploração/uso comercial privado das instalações portuárias; seja para atender as obrigações contraídas e decorrentes das cláusulas de responsabilidade e de indenizações especificas que possam estar inseridas nos contratos celebrados com determinados usuários; ou simplesmente porque o operador de terminais portuários pode não ser capaz de suportar, por conta própria, as perdas decorrentes dos riscos inerentes à sua atividade e decide transferir tais riscos para uma companhia seguradora mediante pagamento de prêmio. Tais riscos podem ser classificados como: Ÿ Perda Total, Real ou Construtiva ou danos parciais de seus bens. Ÿ Perda de Receita Bruta e/ou despesas adicionais e/ou extraordinárias decorrente da paralisação total ou parcial das atividades do operador de terminais portuários, seja por dano físico a equipamento de manuseio, seja por interrupção do fornecimento de energia ou pelo bloqueio de atracadouro/ancoradouro. Ÿ Perdas e danos causados a terceiros e/ou a seus bens sob a guarda/custódia do operador de terminais portuários. Ÿ Perdas e danos causados a seus empregados, prepostos e/ou a seus bens. O processo Susep nº. 15414.003688/2003-46 e seus anexos que estabelecem os parâmetros do Seguro Compreensivo Padronizado para Operadores Portuários (Circular Susep nº 291, de 13/05/05) reza que o operador de terminais portuário para fins de seguro é a pessoa jurídica pré-qualificada para a execução de operações portuárias, em área de porto organizado; ou que movimenta e/ou armazena mercadorias destinadas e/ou provenientes de transporte aquaviário, em instalações portuárias de uso privativo, situadas dentro ou fora de área de porto organizado e que tal seguro tem por objetivo garantir, sujeito aos termos, limitações e exclusões das Condições Gerais e ainda sob as Condições Especiais e Particulares das coberturas efetivamente contratadas, o pagamento de indenização, ao segurado, por prejuízos que possa sofrer em
consequência da realização de riscos previstos e cobertos naquelas disposições. O operador de terminais portuários deve, no processo de contratação da apólice de Seguro Compreensivo Padronizado para Operadores Portuários, informar em questionário específico as características e os valores dos bens móveis e imóveis que podem vir a ser objeto da cobertura de Danos Físicos a Bens Móveis e Imóveis e é facultado ainda estabelecer um limite máximo de indenização e sublimites para as coberturas adicionais eventualmente contratadas, tais como explosão de caldeiras, quebras de máquinas, danos elétricos, perda/ pagamento de aluguel, honorários de peritos, reintegração automática etc. A cobertura de Perda de Receita é considerada, para efeito de seguro, como uma cobertura acessória à cobertura de Danos Físicos a Bens Móveis e Imóveis e, consequentemente, não pode ser contratada sem que a cobertura principal (Danos Físicos a Bens Móveis e Imóveis) tenha sido efetivamente contratada. Essa cobertura de Perda de Receita prevê um período indenitário máximo em dias, um limite máximo de indenização, um limite por dia de paralisação e uma franquia mínima contabilizada em dias também, que é usualmente estabelecida em 14 dias corridos. Deverá ser informado ainda no questionário específico os limites máximos de indenização pretendidos para a cobertura Compreensiva de Responsabilidade Civil e os sublimites para as coberturas adicionais de Danos Morais e RC Empregador, quando eventualmente contratadas. Para efeito de cálculo do prêmio da cobertura compreensiva de Responsabilidade Civil e demais coberturas adicionais, deverá constar do questionário especifico também o faturamento bruto do operador de terminais portuários nos últimos dois anos, a previsão de faturamento para o período vindouro, a movimentação de navios nos terminais considerando os mesmos períodos, o número total de empregados, bem como a rotatividade anual de empregados. Serão levados em conta, também para efeito de cálculo de prêmio, os sinistros ocorridos nos últimos cinco anos que tenham sido objeto de indenização sob apólice de seguro ou não e as políticas de prevenção de perdas implementadas pelo operador de terminais portuários, tais como programas formais de treinamento, procedimento de emergências pré-definidos, dispositivos de detecção de combate de incêndio, controle de poluição e agressão ao meio ambiente, rotina de manutenção para prédios e equipamentos etc.
Renato Soares Barbosa é Sócio da RBM Corretora de Seguros, atua há 30 anos na profissão. Em resseguros, representa no Brasil há 15 anos a Tysers, corretora inglesa especializada em Marine. CISTNEWS 11 | 23 |
Depois de mais de 20 anos de experiência, novo desafio à vista
No início de julho, Adaiton Dias foi nomeado Diretor Executivo da Yasuda Marítima Seguros, responsável pelos produtos de Transporte. A aquisição do profissional é parte do processo de consolidação da nova estrutura da empresa, que integra o Grupo Sompo Holdings, um dos maiores grupos seguradores do mundo. Com mais de 20 anos de experiência no mercado segurador e atuação em diversas companhias, sua chegada visa agregar mais valor às soluções para o segmento de Transportes e contribuir com a expansão da empresa. Adailton começou sua carreira profissional como office boy aos 14 anos, em 1984, na antiga Repasse Corretora de Seguros, empresa que anos depois foi adquirida pela Marsh Corretora. "Desde cedo tive contato com o mercado de seguros. Como office boy, percorria a região do Centro da Cidade de São Paulo, local onde concentrava a grande maioria das seguradoras na década de 80 e conhecia cada empresa", lembra. Em pouco tempo, foi promovido a técnico de seguros de transportes, permanecendo no cargo durante quatro anos. Sentindo-se então estagnado, resolveu deixar o emprego e partir em busca de outra oportunidade. Foram apenas 30 dias em casa, até que um grande amigo, Elias Cardoso, que trabalhava na área de Transportes da VVD Corretora de Seguros, ficou sabendo que estava à procura e indicou uma oportunidade para trabalharem juntos. A VVD Corretora era uma das principais empresas do ramo no mercado brasileiro, tendo a gestão de contas importantíssimas. Assim, no ano de 1988, Adailton aceitou o desafio de ser o coordenador da área de importação. Logo assumiu também a área de exportação e, pouco tempo depois, também toda a área de sinistros de transportes. "Trabalhei com profissionais brilhantes e altamente capacitados tecnicamente, como os Srs. Milton Barroso, Odair Negretti e Claudio Zerbini", se orgulha. | 24 | CISTNEWS 11
Ali deu uma arrancada profissional e abraçou muitas oportunidades e desafios, os quais foram fundamentais para o seu desenvolvimento. "Além disso, a VVD me deu a oportunidade de fazer diversos cursos técnicos, os quais foram fundamentais para o meu desenvolvimento como especialista no ramo de Seguros de Transportes", conta. Na ocasião, em conjunto com colegas, foram desenvolvidos vários programa de seguros de transportes complexos, incluindo elaboração de cláusulas, condições particulares. "Tudo era feito 'Tailor Made', ou seja, de acordo com as necessidades dos nossos clientes. Isso contribuiu sobremaneira para o meu desenvolvimento profissional, pois tínhamos que fazer pesquisas, verificar os clausulados internacionais e customizar para a realidade brasileira". Para aprofundar seus conhecimentos, além dos aspectos técnicos, cursou a faculdade de economia na FMU - Faculdade Metropolitanas Unidas, e logo pôde alinhar alguns fundamentos econômicos, fazendo modelos sofisticados de precificação, inclusive com o uso das tarifações especiais, as quais dava como benefícios para os bons clientes. "Aprendi a conceder descontos aos bons clientes e agravações para aqueles que não investiam na melhoria do risco, uma equação justa, e que infelizmente perdemos a prática. Inclusive, atualmente, o mercado de seguros de transportes, com uma sinistralidade de 70%, busca meios, formas de equalizar o desequilíbrio técnico existente neste segmento, porém em minha modesta opinião, o segredo está nas fórmulas da tarificação, talvez com alguns pequenos ajustes", analisa. Adailton conta que os seguros de transportes lhe trouxeram muitas alegrias e fazem parte também de sua vida pessoal. "A título de curiosidade, casei com uma estagiária de um de nossos clientes, que havia me pedido ajuda no trabalho de conclusão do curso da faculdade (TCC). Ela estava fazendo administração de empresas com especialização em comércio exterior e seu TCC era sobre seguros de Transportes Internacional. Conclusão: nos casamos", revela. Casados, estudaram
Carreira de Sucesso juntos pós-graduação em Marketing no Mackenzie e tiveram uma linda filha, Luiza, que hoje tem 13 anos. Em 1998, recebeu convite dos executivos Alexandre Leal, "outra lenda dos seguros de transportes do mercado segurador brasileiro", Paulo Yukio para integrar o time de Transportes da Liberty Paulista de Seguros. "Foram dois anos intensos, de muito aprendizado, sucesso e com isso tive a oportunidade de ampliar meus conhecimentos, agora com a visão de seguradora". Em setembro de 2000, Paulo Yukio o convidou mais uma vez para um novo desafio: assumir a gerência técnica da Royal & Sunnaliance Seguros. "Tínhamos ali uma empresa começando nesta área, com apenas dois funcionários e um prêmio de R$ 2.500,00/ ano". "Trabalhando com o Paulo Yukio, tive novas oportunidades de desenvolver o pensamento estratégico e gestão de pessoas. Além disso, o Paulo me orientava, em meus feedbacks, a fazer um MBA, pois isto traria muitos benefícios em minha carreira. Ingressei então na FIA-USP em Gestão Empresarial e, para minha felicidade, fui classificado como o melhor aluno do curso. Isso foi motivo de muita satisfação e orgulho, prova que quando queremos podemos nos superar". Foram praticamente 15 anos na Royal & Sunnaliance Seguros, hoje RSA, passando de Gerente a Superintendente, Diretor de Transportes, Diretor Técnico de todos os produtos na Susep, Diretor Estatutário e Diretor de Unidade de Negócio de Transportes, cujo prêmio representava, no final do período, aproximadamente 45% do total da companhia, mais de R$ 200 milhões ano, conforme dados da Susep. "Tudo isso foi proporcionando muitos prêmios de resultado financeiro, viagens e
uma carreira profissional calcada em muito trabalho, dedicação e sucesso". Aí chegamos a julho de 2015 e sua entrada na Yasuda Marítima. "É uma satisfação integrar a equipe da Yasuda Marítima que, como empresa do Grupo Sompo Holdings, tem um papel relevante no mercado segurador mundial. Minha expectativa é contribuir ao máximo para que as soluções no segmento de Transporte possam colaborar para que corretores fechem bons negócios e segurados tenham em nossos produtos um fator importante para a gestão e rentabilidade de suas operações", Adailton tem verdadeiro prazer em construir sua carreira de sucesso. "Sempre me dediquei muito e quando me perguntam 'qual o seu hobby?', respondo 'trabalhar'. É verdade, eu gosto, me faz bem!". Como forma de retribuir tudo o que recebeu do mercado de seguros, Adailton quer preparar novos profissionais. "Agradeço a Deus por ter colocado em minha vida profissional pessoas tão talentosas, inteligentes e corretas, que me orientaram no sentido de fazer sempre o melhor. Devo meu sucesso profissional a essas pessoas, a qual destaco com muito carinho Odair Negretti, Milton Barroso, Cláudio Zerbini, Alexandre Leal e Paulo Yukio. O que mais tem me motivado nesta fase da vida é desenvolver jovens talentos para que dê continuidade a este ramo nobre que é a carteira de transportes". Esse é um dos motivos pelos quais busca contribuir com o CIST, como membro do conselho consultivo e sempre engajado em eventos e artigos técnicos. "Assim, acredito que deixarei um legado para as próximas gerações".
Estado Moderno – Livre Concorrência por Salvatore Lombardi Junior O mercado de Seguro Transportes passa por uma crise de resultado, devido a alguns fatores, dentre eles: alta concorrência e também porque parte considerável do prêmio de seguro migrou para gerenciamento de riscos. Mas, o que me chama a atenção é o fato de que mesmo sendo o nosso mercado de livre concorrência, ainda há pessoas que querem resolver o problema do resultado, se apoiando no Governo!
Em que pese sermos um mercado de livre concorrência, já sofremos muitas intervenções! E neste aspecto, eu realmente penso que não é aceitável que o Governo regule o mercado de seguros de transportes da forma que estamos vivenciando! Portanto, lamento os que aceitam de forma natural todo o tipo de intervenção, e ainda querem mais regras para resolver problemas do dia a dia de um mercado de livre concorrência.
A função do governo é proteger o consumidor e promover a livre concorrência. A mão invisível do Governo, no nosso caso, não é tão invisível assim! Já é brutal, com seguros obrigatórios e condições gerais padronizadas, entre vários outros!
Não questiono o direcionamento dado pelos reguladores, entendo que estão corretos, aliás, nossas normas regulatórias são um exemplo global. O problema é a forma que estão tratando os poucos seguradores de seguro transportes: não é aceitável que estes agentes sejam penalizados por questões que aí estão há muito tempo, 30 anos pelo menos, já consideradas práticas de mercado, e de repente, passaram a ser marginalizadas, passíveis de multas.
No livre mercado estamos sujeitos a certos desvios, mas esses desvios também contribuem para promover ajustes positivos.
Muitas dessas questões poderiam ter sido pacificadas há muito tempo! Pelo contrário, há notificações sendo direcionadas à pessoa física, no CPF do executivo (já adianto que não é o meu caso!). Insisto, não vou discutir se estão certos ou errados alguns direcionamentos, seguramente muitos estão corretos! Eu questiono a submissão imposta sem prévia discussão. Alguns exemplos: Cláusula de Revisão, Gerenciamento de Riscos para Seguro Obrigatório, Cláusula de Cancelamento e outras alterações promovidas através de condições particulares nos contratos de Seguros Obrigatórios. O Governo, mesmo sabendo que são práticas comuns ao mercado há muitos anos, sem nunca ter feito nada, ao invés de promover o entendimento geral e pacificar os temas, prefere agir diferente. Dessa forma, gera mais dúvidas e questionamentos de todos os agentes, inclusive se certas regras e interpretações estão mesmo corretas! Cuidar do nosso negócio já não é fácil, e não nos compete cuidar do “quintal do vizinho”. Estratégias equivocadas tendem a ser de curto prazo. Infelizmente, o setor perde muito quando há concorrência por preço ou administração temerária, mas, não há outro caminho num mercado de livre concorrência, estamos sujeitos a tudo isso. Não poderemos retroceder, querer impor tarifas de preço ao consumidor, novas condições padronizadas, cláusulas padronizadas, DDRs padronizados, averbação diária etc! Acho ser um tremendo retrocesso!
Precisamos propor soluções estruturadas, estamos discutindo as mesmas coisas há muito tempo sem pensar no novo! O CIST, através de seus colaboradores, vem promovendo conferências para essas e várias outras questões importantes para o mercado seguro transportes, a exemplo do último Workshop, evento realizado no dia 13 de agosto de 2015. Novos temas estão sendo observados e farão parte de uma nova conferência em breve.
Salvatore Lombardi Junior é 1º vice-presidente do CIST
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O segurado – transportador ou proprietário da carga – precisa ser muito bem orientado por seu corretor para não comprar "gato por lebre" por Odair Negretti Na intermediação da contratação de um seguro, qualquer que seja o ramo ou modalidade, o papel do corretor de seguros é de fundamental importância, visto que, além das responsabilidades legais que assume com o seu trabalho de mediador, não deixa de ter e de assumir compromissos morais com o seu cliente. Portanto, o corretor de seguros que se preza, jamais poderá agir com postura aética ou de forma a enganar o seu cliente, ou seja, vender "gato por lebre". No caso específico dos Seguros do Ramo Transporte, nas modalidades Transporte Nacional e Responsabilidade Civil do Transportador, em nossa carreira profissional, de mais de 56 anos, inúmeras foram as vezes em que nos deparamos com situações de difícil solução, quer para o transportador da carga, quer para o proprietário da carga. O transportador da carga, via de regra e, quem sabe, desavisadamente, aceita em seu Seguro de Responsabilidade Civil do Transportador reclamações de sinistros mesmo nos casos em que não ficou comprovada a sua culpa pela ocorrência das perdas e danos às cargas de propriedade de terceiros a ele confiadas para transportes, assumindo o ônus por esse ato e esquecendo-se de que os valores indenizados vão ser incorporados na experiência (coeficiente sinistro/prêmio) da sua apólice e que, certamente, repercutirão com a consequente agravação e majoração de suas taxas, condições, franquias e participações obrigatórias. Por isso cabe – e é muito prudente – ao transportador analisar os casos em que é compelido a reembolsar ou pagar, refutando aqueles em que a sua responsabilidade e, consequentemente, a sua culpa não ficara comprovada, visto que as perdas e
danos decorrentes em tais casos devem ser suportados pelo proprietário da carga, o que, normal, técnica e legalmente, deve ocorrer através de indenizações pelo Seguro de Transporte Nacional. De outra parte, o proprietário da carga é compelido a pagar taxas absurdas de seguros ao transportador e este contrata as suas apólices com deficiência de coberturas e/ou deixa de pagar os prêmios à sua seguradora e/ou, em várias ocasiões, não averba (segura) a totalidade dos seus embarques, descumprindo o princípio da globalidade de suas apólices. Obviamente, nessas situações, observadas nesse longo período de atuação, sempre o proprietário da carga ficou prejudicado, vez que teve que suportar os prejuízos não reembolsados pelo transportador ou pela seguradora deste, ou ter as taxas do seu Seguro de Transporte Nacional agravadas, pela impossibilidade da sua seguradora poder exercer, com plenitude, o seu direito sub-rogação, na maioria das vezes, em juízo ou fora dele. Por essas justas razões, os proprietários das cargas passaram a fazer gestão sobre os Seguros de Responsabilidade Civil do Transportador, considerando, nas negociações com os transportadores para a contratação do frete, a colocação dos aludidos seguros na mesma Seguradora que faz o Seguro de Transporte Nacional. A prática vem sendo utilizada por décadas, sendo salutar para as partes envolvidas na operação e a sua aplicação tem demonstrado motivo de satisfação para os proprietários das cargas e transportadores, fazendo desaparecer, ou pelos menos amenizar, as situações de difícil solução
vistas no passado. Como sabemos, o Seguro de Responsabilidade Civil do Transportador, por ser um seguro de reembolso e não de danos, para os riscos a que estão expostos os proprietários das cargas, tem limitações que precisam ser explicitadas à exaustão às partes que estabelecem uma convenção de transportes e serem formalizadas no contrato que dá respaldo à operação. Assim, para que não seja vendido "gato por lebre", ao proprietário da carga e ao transportador é preciso e necessário se expor quais são todas as limitações do Seguro de Responsabilidade Civil do Transportador, contratado por ele (transportador) próprio ou estipulado por outrem em seu nome e jamais vender a imagem de que tal seguro possui cobertura ampla e que o proprietário da carga, do ponto de vista técnico e legal, não precisa contratar o Seguro de Transporte Nacional, imagem essa que vem se repetindo com enorme frequência e por décadas. Por derradeiro, cabe-nos externar a enorme preocupação que tivemos nos últimos tempos, ao acompanharmos as greves dos transportadores, inclusive a dos carreteiros de veículos, a quantidade enorme de casos de chuva de granizo, inclusive a de 26/07/2015 na Cidade de Juiz de Fora e o furacão que assolou a região Sul do País bem recentemente, em pensar que muitos proprietários, que compraram "gato por lebre", teriam (ou tiveram, não sabemos) enormes prejuízos com perdas e danos às suas cargas, vez que eventos dessa natureza não estão tipificados nas coberturas disponibilizadas pelo Seguro de Responsabilidade Civil do Transportador e somente podem ser abrangidas pelo Seguro de Transporte Nacional.
Odair Negretti é corretor de seguros, advogado, professor universitário, sócio fundador e vice-presidente da APTS (Associação Paulista dos Técnicos de Seguros) e do CIST, diretor técnico e sócio proprietário da BC Business Center Consultoria e Assessoria em Seguros | 28 | CISTNEWS 11
Prazos nos seguros de transportes Aceitação, alteração de risco e aumento de limite por embarque por Aparecido Mendes Rocha
Alteração de Risco
Nas apólices de seguros de transporte nacional, internacional e de responsabilidade civil dos transportadores, consta a cláusula denominada “Aceitação e Renovação de Apólices”. Essa cláusula estabelece que a seguradora dispõe do prazo de quinze dias, contados a partir do recebimento da proposta contendo os elementos essenciais ao exame do seguro, para recusar ou aceitar o risco que lhe foi proposto. Esse prazo será reduzido para sete dias quando se tratar de apólice avulsa.
Nos seguros de responsabilidade civil dos transportadores, o segurado obriga-se a comunicar, por escrito, à seguradora, qualquer alteração que ocorra nos dados constantes na proposta de seguro, com no mínimo três dias úteis de antecedência à alteração pretendida. A seguradora deverá se pronunciar, por escrito, sobre a aceitação ou não dentro de três dias úteis após o recebimento da comunicação, do contrário a solicitação do segurado será considerada aceita.
A seguradora pode solicitar documentos complementares por mais de uma vez, durante o prazo previsto para a avaliação e taxação do risco. Mas, para isso, precisará indicar os fundamentos dos pedidos dos novos documentos ou informações. Nessa possibilidade, o respectivo prazo ficará suspenso, voltando a correr a partir da data da entrega da documentação ou da informação solicitada.
Nos seguros de transporte nacional e internacional, as regras para alteração de risco estão definidas na cláusula “Obrigações do Segurado”, a qual exige que o segurado tenha que comunicar à seguradora, com exatidão, todas as circunstâncias que, direta ou indiretamente, possam influir nas condições do seguro vigente.
A ausência de manifestação da seguradora, por escrito, nos prazos determinados, caracteriza a aceitação tácita do seguro proposto. No caso de não aceitação da proposta, a seguradora deverá formalizar e justificar sua decisão. Havendo pagamento de prêmio, o valor pago deverá ser devolvido, atualizado de acordo com as normas em vigor, da data do pagamento pelo segurado até a data da efetiva restituição. A cobertura será mantida por mais dois dias úteis, contados a partir da data que o proponente (segurado), seu representante ou corretor de seguros tiver conhecimento formal da recusa.
Aumento de Limite por Embarque O Limite Máximo de Garantia constante na apólice representa a quantia máxima assumida pela seguradora, por viagem, ou por acúmulo de bens ou mercadorias decorrente de uma ou mais viagens, em qualquer local ou meio de transporte incluídos no seguro. A solicitação de aumento do limite de garantia, pelo transportador ou pelo embarcador, é de no mínimo três dias úteis antes da data do embarque. Na hipótese da seguradora não responder nesse prazo, a cobertura estará automaticamente aceita.
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Dinheiro – Como cuidar do seu! por Evanilda Rocha Recentemente fui convidada pelo presidente do CIST, José Geraldo da Silva, para integrar o grupo de colunistas da revista CIST News, convite este que me deu muita alegria, pois há mais de 10 anos tenho ajudado pessoas, casais, famílias, profissionais liberais e empresários a organizar melhor suas finanças pessoais e, consequentemente, a lidar melhor com seu próprio dinheiro, conquistar sonhos, investir e prosperar. O foco aqui será abordar o tema Finanças Pessoais em uma série de artigos, de forma prática e eficaz para que investidores, equilibrados ou devedores possam avançar e progredir financeiramente. Ao final deste artigo ofereceremos um brinde aos leitores. Portanto, continue lendo.
contas sem pagar, ficando inadimplentes. Se você se encontra em uma dessas situações deve estar se perguntando o porquê de tudo isso. A causa dessa dificuldade é que você talvez não tenha aprendido sobre finanças pessoais com sua família ou não tenha estudado sobre finanças pessoais na escola. Talvez você tenha o desejo de gastar com mais sabedoria, de gastar menos com juros, de livrar-se de dívidas, fazer negociação com bancos, ter dinheiro sobrando, colocar o dinheiro para trabalhar para você. Você até já tentou alguns controles, montar uma planilha e não conseguiu resolver tudo isso sozinho. Até fez tentativas por poucos meses e acabou deixando tudo de lado. O importante é você saber que há uma solução que vai fazer você conseguir melhores resultados, além de economizar energia, tempo e dinheiro. E é essa solução que vou apresentar a você aqui nesta coluna a partir desta edição. Essa solução é o método 2Gs, 2Ds, 1i que consiste em 5 passos simples e eficazes para lidar com seu dinheiro. Trataremos rapidamente no presente artigo dos 2Gs e ao longo dos próximos artigos abordaremos os demais passos do método. Tomaremos o cuidado de ir ampliando as abordagens pouco a pouco para que fique fácil o tema Finanças Pessoais para todos os leitores. O primeiro G do método diz respeito a conhecer o Ganho líquido. Quanto é que você realmente ganha? Pegue o número correspondente ao seu ganho bruto mensal e deduza dele todos os eventuais impostos (INSS, imposto de renda na fonte por exemplo) e todos os demais eventuais descontos que você tenha. O valor que sobrar será o correspondente ao seu ganho líquido. Será esse o valor com o qual você poderá contar para organizar o seu planejamento financeiro de 30 dias.
O assunto Finanças Pessoais se tornou importante porque atualmente o país passa por um período de alta de inflação (a previsão é de que a inflação no final de 2015 seja por volta de 10% ao ano). É também bastante alta a taxa de juros, a Selic, taxa oficial de juros da economia está em 14,25% no momento em que este artigo é escrito. Além disso, a taxa de desemprego continua aumentando assim como a taxa de inadimplência. Muitas famílias estão vendo o custo da cesta básica aumentar dia a dia. A alimentação fora de casa está pesando mais no bolso do brasileiro. Aqueles que possuem dívidas com cheque especial e cartão de crédito estão vendo sua dívida duplicar em pouco tempo. Provavelmente você está percebendo que precisa fazer um esforço extra para que o salário sobre no final do mês ou pelo menos que as contas fiquem equilibradas. Há muitas pessoas que estão pagando as contas com atraso ou até que estão deixando
O segundo G refere-se a saber o Gasto real. Você deve ser capaz de responder à seguinte pergunta: Para onde está indo o meu dinheiro? Para saber o gasto real você precisará lançar mão da ferramenta conhecida como Orçamento. E o orçamento deverá ser feito de modo simples. No próximo artigo abordaremos objetivamente como montar o seu orçamento pessoal. Como informamos, gostaríamos de dar um brinde aos leitores deste artigo. Trata-se do e-book "Como fazer sobrar dinheiro todo mês. Para fazer o download grátis acesse: www.dinheirointeligente.com.br/ebook. Para finalizar, algumas recomendações básicas: 1) Não gaste mais do que você ganha, 2) Não gaste seu dinheiro antes de tê-lo ganho. Até a próxima CIST News!
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O momento econômico e os operadores logísticos por Paulo Roberto Guedes Para os próximos dois ou três anos, a grande maioria dos analistas econômicos tem desenhado cenários extremamente pessimistas para o Brasil, resultado dos erros cometidos pelos últimos dois governos: o 2º mandato de Lula e, principalmente, o 1º de Dilma. A insistência no modelo de consumo e alguns dos incentivos à indústria não deram os resultados esperados e, há algum tempo, mostraram-se esgotados como políticas de crescimento econômico. Sem quaisquer tendências ao "terrorismo", a percepção é a de que os problemas (inclusive os econômicos) são muito maiores e mais complicados do que se está admitindo ou percebendo. E, portanto, com consequências infelizmente conhecidas: recessão e desemprego. E mais, considerando que outras medidas para o "ajustamento fiscal" deverão ser adotadas, caso se queira resolver de fato os problemas econômicos brasileiros, teremos mais desemprego e mais recessão. Estes, por sua vez, deverão diminuir as receitas fiscais e dificultar ainda mais o ajuste proposto pelo ministro Joaquim Levy. Parece claro que o ministro Levy tentará fazer o dever de casa, considerando que para isto ele foi nomeado e que o governo atual, como qualquer outro, precisará fazer de tudo para salvar seu mandato ou projeto de poder. Como pano de fundo, a inflação crescente continuará diminuindo o poder aquisitivo dos trabalhadores e manterá os movimentos reivindicatórios em evidência, com pressões políticas cada vez mais fortes. O exagero na utilização da política monetária aumentará os juros e haverá, sem dúvida, menos investimentos produtivos e diminuição de uma demanda já decrescente. O mercado externo, uma das alternativas de crescimento econômico, apesar da melhoria das receitas por causa do dólar, contará, infelizmente, com mercados internacionais menores e preços em queda: uma armadilha e tanto. Não fosse só isso, as crises com o Congresso Nacional e o comportamento 'ambíguo' do governo (não sabe se cumpre as promessas de campanha ou se
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cacifa o ajuste), trarão outras dificuldades para o correto encaminhamento das soluções. Ressalte-se, como comentado pelo economista Raul Velloso, o Sr. Levy é a pessoa indicada para a "política arroz com feijão", mas, complemento, o menos indicado para estimular ou desenvolver as reformas ou políticas das quais o Brasil é muito carente: tributária, industrial, de comércio exterior, etc. Adicionem-se ao cenário acima descrito as seríssimas crises de energia, de água, de falta de credibilidade e o "petrolão", que, por si só, serão suficientes para criar mais instabilidade e insegurança. Momento difícil para todos! Portanto, reitera-se, para este e o próximo ano, a maioria das empresas brasileiras, com as exceções de sempre, encontrará sérias dificuldades para colocar seus Planos de Negócios em bons termos. Não é à toa que todas elas estão buscando liquidez, rentabilidade e preservação de suas posições de mercado. E o aumento da produtividade, sem dúvida, é uma das principais formas de diminuição de custos. Como já comentado por diversas vezes, é aqui que surgem as melhores oportunidades para usuários e operadores logísticos, pois a busca dos objetivos citados implica no fato de que as empresas, entre outras providências, "precisam melhorar o atendimento a clientes, suas cadeias de suprimentos e seus processos operacionais". Fartamente comprovado por pesquisas em todo o mundo, a terceirização das atividades logísticas é um dos caminhos para essa diminuição de cust os operacionais. E fundamental, uma vez que o operador logístico exerce papel de importância estratégica junto aos usuários de serviços logísticos. Entretanto, como também indicam as pesquisas do set or, através da logística são alcançados novos mercados, aumentam-se o faturamento e se mantêm clientes satisfeitos, colaborando efetivamente para a geração de novos negócios. É o cumprimento
Logística a decisão das alternativas mais adequadas; Ÿ A contratação (aquisição) de serviços logísticos é muito mais complexa do
que a compra de "commodities"². Em quaisquer circunstâncias, para terceirizações já implantadas ou a implantar, é necessário que se revejam as relações entre usuários e prestadores de serviços, como forma de se adaptar aos novos momentos. Se já era importante a realização periódica de avaliações de desempenho e ajustes contratuais, agora tornou-se fundamental a reavaliação dos contratos vigentes e, principalmente, das premissas consideradas à época da contratação desse operador logístico. Consequentemente, configuram-se como imprescindíveis alguns cuidados, tais como: Ÿ Redefinir, claramente, o escopo e as obrigações essenciais de cada par te; Ÿ Reescrever o fluxo operacional de forma clara, bem como os aspec tos
do papel estratégico da logística. A logística deixa de ser apenas um meio de redução de custos e faz parte da "essência da estratégia competitiva" empresarial. Por outro lado, ainda segundo as pesquisas, o item mais importante para se substituir um operador logístico não é o preço, e sim, a má qualidade dos ser viços prestados. Demonstração inequívoca de que a escolha de um operador logístico está intimamente vinculada ao conceito da relação custo-benefício. Apenas para ilustrar ainda mais a afirmação ant erior, vale lembrar pesquisa feita pela Accenture que mostra, de forma indiscutível, que a confiança e a qualidade do serviço são os critérios mais importantes e com os maiores pesos na seleção de um operador logístico¹. Entretanto, se a terceirização da logística é um dos caminhos, é fundamental que os usuários dos serviços logísticos entendam que: Ÿ A integração, a coordenação das funções logísticas e a montagem de um planejamento que incorpore seus fornecedores e clientes, passam a ser cada vez mais importantes nas decisões empresariais; Ÿ É imprescindível alinhar a função logística com a estratégia da empresa (eu chamo isto de Cultura Logística²); Ÿ Torna-se imprescindível difundir o conceito de administração integrada da logística, através do conceito de Custo Total³; Ÿ Colocar a logística no topo da hierarquia da organização e criar estrutura organizacional específica para as atividades logísticas são ações obrigat órias; Ÿ A terceirização pode liberar energias para o seu "core business" e o operador logístico pode vir a ser um grande parceiro na cadeia de valores ampliada; Ÿ As análises de "trade-off" são cada vez mais essenciais na logística, uma vez que a troca compensatória, entre as diversas variáveis da cadeia de suprimentos, tem o objetivo único de facilitar e/ou subsidiar o julgament o e
(¹) Estudos em vários países indicam que 74% dos pesquisados acreditam que o relacionamento pessoal contribui para o sucesso dos operadores logísticos e da terceirização e que os aspectos comportamentais, tais como confiança e comprometimento, são necessários para uma relação de lealdade, fidelidade e expansão dos negócios. (²) Veja artigo publicado na Revista MundoLogística, em setembro de 2013, quando comentamos a "Cultura Logística". (³) Custo Total: busca da diminuição dos custos totais da logística, em vez de se buscar a diminuição dos custos de cada uma das atividades que integram esses custos.
estruturais relevantes; Ÿ Especificar os novos níveis de serviço, de segurança, de indicadores de desempenho e dos relatórios de acompanhamento exigidos; Ÿ Estabelecer, caso ainda não sejam contemplados, programas de melhoria contínua, planos de contingência e de ganhos de pr odutividade; Ÿ Estabelecer processos de auditorias constantes e periódicas. Os operadores logísticos, por seu lado, sabendo que os desenhos logísticos tendem a ser mais personalizados e específicos para cada client e, produto ou região, em mercados (consumidores ou fornecedores) cada vez mais distantes e complexos, precisarão entender que as os desenhos das cadeias de abast ecimento ou das redes logísticas precisam ter alta performance e passam a ser muito mais do que um desenho de malha, pois, como já comentado anteriormente, incorporam decisões estratégicas e táticas. Algumas limitações precisarão ser reconhecidas e administradas, tanto por operadores quanto por usuários da logística: (i) entender o que está ou não está sob seu controle; (ii) considerar o que não se sabe; (iii) ent ender as diferenças culturais entre as empresas; (iv) antecipar riscos e as resistências às mudanças; (v) solucionar os problemas do cliente, e não somente aqueles identificados através de sua percepção. Nesse cenário, os operadores logísticos que quiserem ocupar esses espaços terão, sem dúvida, muitas opor tunidades. Mas, para realizar isso com eficácia, deverão atender às novas exigências, sem nunca esquecer, como é óbvio e como traduzem as pesquisas, que um dos principais motivos para se terceirizar a logística ainda continua sendo a diminuição de custos. Conclusão: na medida em que os usuários dos ser viços logísticos, quase que de forma obrigatória, buscam a melhoria significativa no atendimento aos seus clientes e às suas cadeias de abastecimento, vão sendo criados, para os operadores, novos espaços para a terceirização dessas atividades.
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Complemento à apresentação sobre o tema no Workshop de Transportes
A boa-fé no contrato de seguro de transporte e a perda do direito de indenização
Problemas de faltar com a verdade no preenchimento do questionário de avaliação de risco Pelo contrato de seguro – diz o artigo 757 do Código Civil – o segurador se obriga, mediante pagamento do prêmio, a garantir interesse legítimo do segurado, relativo a pessoa ou a coisa, contra riscos predeterminados. A regra legal dispõe sobre os deveres principais do segurador e do segurado, sendo certo que existem outros, informadores da relação contratual e que não podem ser relegados. No rol desses deveres tem-se o princípio da boa-fé objetiva, uma obrigação inafastável e de vital importância, uma vez que própria da índole do negócio de seguro. Tão importante, aliás, que migrou do campo do seguro para o Direito Civil como um todo, especialmente o Direito das Obrigações. Nas regras que tratam “do seguro”, o princípio da boa-fé objetiva aparece no artigo 765, respeitando sua gênese e tratando-o de forma especial, além de figurar no artigo 422, destinado às obrigações em geral. Daí sua magna importância, uma vez que o legislador conferiu distinção superlativa ao conceito legal: “a mais estrita boa-fé e veracidade”. Em evento realizado em São Paulo, no Instituto Butantan, no dia 24 de abril de 2015, organizado pelo escritório Machado, Cremoneze, Lima e Gotas – Advogados Associados, com apoio da Argo Seguros Brasil S.A., direcionado para profissionais do mercado de seguros e magistrados, o palestrante e convidado de honra, Paulo de Tarso Sanseverino, Ministro do Superior Tribunal de Justiça, disse em alto e bom som que “o princípio da boa-fé objetiva é uma regra que constitui via de duas mãos, a ser respeitada tanto pelo segurador como pelo segurado”. As palavras do Ministro Sanseverino caem como luva à mão ao conteúdo deste texto e formam seu ponto de partida, tendo-se por foco o dever de o segurado prestar declarações absolutamente verdadeiras. No caso específico do seguro de transporte (de carga), o princípio da boa-fé objetiva ganha relevo ainda maior quando do preenchimento do questionário de avaliação de risco. Isso porque o questionário tem que ser fidedigno e impecável. Por meio dele, o segurado fornece ao segurador as informações necessárias para a avaliação do risco e o esquadrinhamento da apólice de seguro. Logo, qualquer omissão deliberada e/ou informação dolosamente prestada de forma inverídica assumem peso de bigorna e deformam a essência do seguro, ferindo de morte o conceito de boa-fé. A consequência imediata é a perda do “direito à garantia, além de ficar obrigado ao prêmio vencido”, como se vê na redação do artigo 766 do Código Civil. Diante disso, é certo afirmar que o questionário de avaliação de risco preenchido de
forma infiel pelo segurado implicará perda de qualquer e eventual direito de indenização de seguro. Além do referido artigo 766, tem-se em favor do segurador o postulado da exceção pelo contrato não cumprido. Ora, se o segurado faltou com a verdade quando do preenchimento do questionário de avaliação do risco, induzindo a erro o segurador, estará este isento de qualquer dever contratual com o mesmo e faltoso segurado. Nesse sentido, a jurisprudência: “se o segurado atenta contra o dever de veracidade, a ordem jurídica impõe-lhe a sanção de perda do direito de indenização” (Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Recurso 1.0024.13.050455-8/001, Relator: Des. Mariângela Meyer). O tratamento rigoroso é justo e necessário, pois a boa-fé objetiva não admite qualquer forma de mitigação dolosa, sob pena de o próprio negócio de seguro ser visceralmente atingido, prejudicando não apenas o mercado segurador, mas os segurados em geral. Antes mesmo do Código Civil de 2002, a boa-fé já havia sido consagrada como regra legal em sentido estrito e com peso de princípio fundamental pelo Código de Proteção e Defesa do Consumidor, dispondo-a como um dos mecanismos de calibragem para controle de cláusulas abusivas. O que o Código Civil fez foi ampliar a regra para todos os aspectos das obrigações em geral e do contrato de seguro em especial, não se limitando ao campo das cláusulas abusivas, mas mergulhando no oceano das condutas dos contratantes. Em suma: tratando-se de uma conduta dolosa do segurado ou um grau de culpa inescusável e capaz de configurar a culpa equiparada ao quase dolo, outra solução não poderá ser senão a “perda da garantia” de que trata o artigo 766 do Código Civil e/ou a aplicação em favor do segurador do benefício fundamental da exceção pelo contrato não cumprido. Apesar do baixo conteúdo semântico e da aparente subjetividade, o princípio da boafé é uma regra legal em sentido estrito e que se impõe com primazia por conta de sua natureza principiológica, sendo incogitável sua não observação regular a todo momento da relação contratual de seguro e, em especial, no instante do preenchimento do questionário de avaliação de risco. Trata-se, pois, de dever primordial do segurado preencher com lealdade, com ética, colimado na lisura e na verdade o questionário de avaliação de risco, sob pena de alquebrar a validade e a eficácia do instrumento e perder todo e qualquer direito relativamente ao contrato de seguro. Nunca é demais lembrar que o Direito não se presta a referendar o torto! Paulo Henrique Cremoneze é advogado, especializado em Direito do Seguro e Direito Marítimo, sócio dos escritórios MCLG-SMERA, mestre em Direito Internacional Privado, autor de livros jurídicos.
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Novos tempos para o gerenciamento de riscos por David Silva O mercado de gerenciamento de riscos em transporte precisa passar por uma adaptação ao mercado logístico e de segurança para chegar ao seu ideal. A mágica está em atender as necessidades logísticas de entrega, aliada à segurança, interferindo menos possível no tempo que a mercadoria tem para chegar ao destino. É importante entender que o sucesso em uma carteira de transporte está baseado nas adaptações que precisam ser feitas no gerenciamento de riscos. Cada vez mais o mercado necessita de informações que as empresas possuem, porém, não têm a cultura de disponibilizar. As gerenciadoras de riscos possuem um manancial de informações que bem trabalhadas podem servir de fator predominante para o sucesso de uma operação. É de suma importância despender esforços em serviços de inteligência e segurança integrada, mapeando todos os riscos, do início ao final, provendo resultados satisfatórios em toda cadeia de prevenção.
O trinômio monitoramento-pesquisa-consulta não possui mais a eficácia de outros tempos, é hora de mudar! Quando se faz uma leitura de todo perímetro patrimonial dos clientes e dos produtos transportados, utilizando uma análise de risco patrimonial, segurança eletrônica, segurança patrimonial, escolta e planejamento estratégico, é possível amarrar as necessidades efetivas do cliente e da apólice de seguros. Portanto, a grande sacada é aliar a prática operacional, know-how e integração de diversas áreas para conquistarmos o mercado mediante leitura estratégica, planejamento e execução. Tecnologia sem inteligência se limita a envio de comandos, já a inteligência integrada abre novos horizontes e proporciona a mudança da visibilidade do nosso negócio.
David Silva é Gerente Executivo do Grupo Servis Segurança.
CIST é tema de entrevista em rádio A atuação do Clube Internacional de Seguros de Transporte (CIST) foi tema do programa A Grande Jornada pelo Mundo do Seguro, apresentado ao vivo no dia 24 de agosto. José Geraldo da Silva, presidente do CIST, e Nelson Faria de Oliveira, diretor jurídico e de assuntos internacionais, foram entrevistados pelo corretor de seguros e radialista Pedro Barbato Filho.
Quem não acompanhou a entrevista ao vivo pode conferir no site: http://www.pbfproducoes.com.br/index.php/programas
No programa, foram destacados os diversos eventos realizados pelo CIST e também aqueles dos quais seus executivos têm participado. Recentemente, aconteceu em Lisboa o “59º Encontro dos Descobrimentos – O Japão e o Mundo Ocidental”, realizado por entidade presidida por Nelson e que contou com palestra de Geraldo sobre a participação das empresas japonesas no mercado de seguros mundial e brasileiro. Foi anunciado também o grande evento anual do CIST, o III Congresso Latino-americano de Seguros de Transportes, que acontece de 16 a 19 de novembro. Os convidados responderam a perguntas do apresentador e de ouvintes sobre o desempenho do mercado de transportes e sobre a importância dos eventos que reúnem e qualificam os profissionais dessa área. CISTNEWS 11 | 37 |
Corredor Bioceânico – Saída do Brasil pelo Pacífico? por Samir Keedi No começo da década de 2000 o País ficou se ocupando em exercitar a sua capacidade de saída pelo mar, mas pelo lado oposto, diversa do Oceano Atlântico. Utilizando a sua fronteira terrestre para alcançar o Oceano Pacífico. Muitos seminários e reuniões foram realizados para discutir tal ideia, e participamos de muitos deles. Nunca achamos a ideia boa, ao contrário. Mas, com o tempo, o assunto morreu. Nunca mais se falou nisso. Ainda bem. Agora, para nossa surpresa, o governo fala sobre a ideia de uma ferrovia ligando o Rio de Janeiro ao Peru, em conjunto com o Peru e a China. Com custo de R$ 30 bilhões. Ideia pior ainda que a do passado. O país degringolou, deixou de crescer, está em recessão, e o governo megalomaníaco levanta o assunto. O momento é de economia, de corte de gastos. E, pior, o governo nem sequer sabe o que está falando. Não conhece custos de transporte, não sabe o que é comércio exterior, e fala nisso. E, como se sabe, se o custo estimado é de R$ 30 bilhões, pode-se já projetar um orçamento entre R$ 60-90 bilhões. E, provavelmente, sem os “Rachids” (sic) da vida, que ninguém é de ferro nesse governo. É mais um daqueles projetos para impressionar, mostrar que se está fazendo algo. Que sabemos que nunca sairá do papel. Se sair, jamais será terminado. Se terminado, será mais uma inutilidade desse governo. Por que não se preocupam em reduzir a carga tributária para crescer? Em reduzir a taxa de juros ao nível mundial, ou algo aceitável para possibilitar investimento? Em reduzir a gatunagem com os recursos públicos? Construir hospitais e dar leitos ao povo? Dar empregos ao invés de bolsa-esmola para efeitos de eleições? Trabalham com a ideia de que haverá um grande ganho com isso. A começar por uma extraordinária redução do custo logístico pela redução da distância marítima até os destinos asiáticos. O que ajudaria a reduzir o custo Brasil, pelo menos através da perna da logística. O que não se tem conseguido fazer através das demais pernas do custo Brasil, quais sejam os juros, a carga tributária e outros. Mas, da maneira como funciona este país há mais de 500 anos, e como tem sido o funcionamento neste milênio até agora, sabemos qual será o ganho e de que maneira isso ocorrerá. Aliás, todo o nosso grande acampamento sabe disso. É uma ideia equivocada a intenção de criar, juntamente com o Peru, seu vizinho de fronteira, um corredor bioceânico ligando o Atlântico ao Pacífico. Se desejarmos melhorar nossos custos e competitividade, direcionar a saída das exportações, e se for o caso a entrada das importações, pelo Oceano Pacífico não é a melhor ideia.
Hoje se fala em corredor ferroviário (no passado falava-se em ferroviário e rodoviário, com utilização conjunta, dependendo da logística escolhida). Segundo os experts no assunto, no passado, e parece que temos hoje a mesma ideia, nossos produtos alcançariam o extremo oriente, em especial os grandes compradores, a China e Japão, percorrendo menos milhas marítimas. Em face de que a ligação entre os portos brasileiros e de nossos parceiros seria mais curta pelo Pacífico. Em se tratando de mercadorias enviadas à costa oeste norte-americana poderse-ia, inclusive, eliminar a passagem pelo canal do Panamá se isto tiver que acontecer. Até que ponto isto pode ser verdade ainda está por ser verificado, e ainda não passa de especulação. São exercícios de teoria, visto que se ainda não existe nada se pode afirmar sobre ele. Mas, a priori, devem-se colocar os seguintes grãos de areia no caminho. Esperando que não se transformem em grandes pedras. É preciso verificar quanto custará, e se o investimento no corredor se pagará. Ele deve ligar diversos pontos do Brasil a algum porto no Pacífico e não ser parcial, que de nada valeria. É preciso lembrar que o gasto não é apenas na construção da ferrovia. Que esta deverá ser constantemente reparada em face do desgaste natural do uso. Bem como locomotivas e vagões. E, também, há o grande entrave de que o transporte marítimo é mais barato do que o de qualquer outro modo de transporte, exceto o fluvial que é o mais barato de todos. Assim, além do já colocado, é necessário pensar qual será a economia com o frete marítimo via Pacífico e qual será o gasto com o transporte ferroviário até lá. E o tempo que se gastará nisso, colocando em cheque os custos de estoque de mercadoria com um transit time mais elevado da ferrovia. A troca do transporte marítimo pela ferrovia é, de longe, péssimo negócio. A ferrovia é mais vantajosa que a rodovia e não o transporte marítimo. Só seria útil para alguns pontos do território nacional, mais perto do Pacífico, em que se trocaria a rodovia brasileira pela ferrovia até lá. Enfim, como se verifica, essa nova saída pode não ser uma questão tão “pacífica”.
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Revista CIST News 11

References: artigo 20
 artigo 757
 artigo 765
 artigo 422
 artigo 766
 artigo 766
 artigo 766