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Timestamp: 2020-05-29 23:38:13+00:00

Document:
Deliberação CRF-SP nº 48/2006
O Plenário do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo reunido em sessão extraordinária de 27/05/2006, no uso das atribuições que lhe são conferidas pela Lei 3.820, de
11.11.1960,
Considerando a alínea “X” do artigo 4º da lei 5991/73 que define a Farmácia como sendo um “estabelecimento de manipulação de fórmulas magistrais e oficinais, de comércio de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos...”
Considerando que o legislador, à época, teve o cuidado de, na mesma lei 5991/73 que regula o comércio de medicamentos, no artigo 4º, alínea “IV”, registrar a definição clara de correlato como sendo “a substância, produto, aparelho ou acessório não enquadrado nos conceitos anteriores, cujo uso ou aplicação esteja ligado à defesa e proteção da saúde individual ou coletiva, à higiene pessoal ou de ambientes, ou a fim de diagnósticos e analíticos, os cosméticos e perfumes e, ainda, os produtos dietéticos, óticos, de acústica médica, odontológicos e veterinários”;
Considerando a lista de produtos alheios que está relacionada na Recomendação do CRF-SP, disponível no endereço eletrônico www.crfsp.org.br;
Considerando que o Regulamento Técnico que Institui as Boas Práticas de Manipulação contido na RDC 33/00 da Anvisa, proíbe a captação de receitas contendo prescrições magistrais e oficinais em drogarias, a intermediação entre empresas e sobre a exposição de produtos manipulados;
Considerando o disposto no art. 15, parágrafo primeiro na Lei 5.991/73, que dispõe sobre a assistência farmacêutica durante o período de funcionamento do estabelecimento;
Considerando que a Lei 5.991/73 e a Portaria 344/98 estabelecem que a venda de medicamento somente poderá ser feita mediante prescrição e ainda, que cabe ao farmacêutico manter o controle de estoque;
Considerando ainda as atribuições do CRF-SP, plenamente definidas pela Lei 3.820/60, a qual, em seu artigo 10º, item “c”, impõe aos Conselhos Regionais de Farmácia a obrigação de “fiscalizar o exercício da profissão, impedindo e punindo as infrações à lei, bem como enviando às autoridades competentes relatórios documentados sobre os fatos que apurarem e cuja solução não seja de sua alçada”;
Considerando, por fim, que a fiscalização deste CRF tem tomado ciência de infrações à toda legislação citada, por parte das farmácias e drogarias;
Art. 1º - O CRF-SP, antes da emissão de Certidão de Regularidade ou Selo de Assistência Farmacêutica, observará se ocorre no estabelecimento uma das situações abaixo:
I - comércio de produtos alheios ao interesse da saúde;
II - prática de intermediação de fórmulas;
III - exposição à venda de produtos manipulados em desacordo com a RDC 33/00 da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária);
IV - desenvolvimento de atividades privativas do farmacêutico por leigos, entre elas a manipulação e o fracionamento;
V - não comprovação da presença efetiva do profissional farmacêutico, conforme inspeções fiscais realizadas no estabelecimento constatando duas ausências consecutivas;
VII - ausência de controle de medicamentos relacionados na portaria 344/98 da SVS/MS, quanto à atualização cronológica de lançamentos.
Art. 2º - Quando detectada uma das situações previstas nos ítens I a IV do art. 1º, o estabelecimento será considerado irregular e a Certidão de Regularidade e/ou Selo de Assistência Farmacêutica serão negados e/ou retirados no ato da constatação fiscal.
Parágrafo 1º - O estabelecimento poderá apresentar recurso ao indeferimento ou retirada do documento, desde que firme Declaração nos moldes do Anexo I, ocasião em que será expedido/devolvido o respectivo documento contendo a anotação “EXPEDIDO MEDIANTE DECLARAÇÃO”.
Parágrafo 2º - Em nova inspeção fiscal de rotina, caso seja constatada a retomada da prática irregular, o documento e eventuais cópias serão retirados e novo documento somente poderá ser expedido no exercício seguinte.
Art. 3º - Quando detectada a situação prevista no inciso V do art. 1º, o estabelecimento será considerado irregular e a Certidão de Regularidade e/ou Selo de Assistência Farmacêutica serão negados e/ou retirados no ato da constatação fiscal.
Parágrafo 2º - Em nova inspeção fiscal de rotina, caso seja constatada a retomada da prática irregular, o documento e eventuais cópias serão retirados e novo documento somente poderá ser expedido no exercício seguinte, salvo se o requerimento para obtenção de CR ou Selo for motivado por assunção de responsabilidade técnica por novo farmacêutico.
Art. 4º - Quando detectadas as situações previstas nos incisos VI ou VII do art. 1º, o estabelecimento será considerado irregular e a Certidão de Regularidade e/ou Selo de Assistência Farmacêutica serão negados e/ou retirados no ato da constatação fiscal.
Parágrafo 1º - O estabelecimento poderá apresentar recurso ao indeferimento ou retirada do documento, desde que firme declaração nos moldes do Anexo I, ocasião em que será convocado o farmacêutico para orientação no Departamento de Orientação Farmacêutica e assinatura de declaração.
Parágrafo 2º - O CRF realizará inspeção especial para apuração da regularidade do estabelecimento antes da expedição da CR ou Selo. Caso constatada a regularidade será expedido/devolvido o respectivo documento contendo a anotação “EXPEDIDO MEDIANTE DECLARAÇÃO”.
Parágrafo 3º - Em nova inspeção fiscal de rotina, caso seja constatada a retomada da prática irregular, o documento e eventuais cópias serão retirados e novo documento somente poderá ser expedido no exercício seguinte, salvo se o requerimento para obtenção de CR ou Selo for motivado por assunção de responsabilidade técnica por novo farmacêutico.
Art. 5º - Em qualquer das constatações, na impossibilidade do documento ser retirado, o fiscal relatará o fato no termo de inspeção e o farmacêutico será convocado para orientação no Departamento de Orientação Farmacêutica.
Art. 6º - A retirada da Certidão de Regularidade será comunicada pelo CRF à vigilância sanitária local.
Artigo 7º - Dúvidas na aplicação da presente deliberação serão resolvidas pela Diretoria do CRF-SP.
Artigo 8º - Esta resolução entra em vigor a partir da data de sua publicação.
ANEXO I - Deliberação 48/2006
Eu, _________________________________________, representante legal do estabelecimento __________________________________________________________ (razão social), localizado na _______________________ ____________________________________________
(endereço), declaro que no local:
( ) não serão comercializados produtos alheios ao interesse da saúde;
( ) não serão realizadas intermediações de fórmulas manipuladas (prática em desacordo com a legislação vigente)
( ) não serão colocados em exposição produtos manipulados em desacordo com a legislação vigente;
( ) será garantida efetiva assistência farmacêutica à população nos termos do artigo 15 da Lei Federal nº 5.991/73. Estou ciente de que a manutenção e/ou reincidência nas irregularidades acima citadas ou qualquer outro descumprimento da legislação vigente ocasionará o recolhimento da Certidão de Regularidade e/ou Selo de Assistência Farmacêutica ora pleiteado, e que nova Certidão somente será emitida no próximo exercício, mediante novo requerimento e pagamento de taxas.
Tenho ciência de que a informação ou declaração falsa no presente documento sujeitar-me à ação criminal pelo cometimento do crime de falsidade ideológica, previsto no artigo 299 do Código Penal Brasileiro.
São Paulo, _____ de _________________ de ______ .
D.O.E. 12/08/2006 - página 100

References: artigo 4
 artigo 4
 artigo 10

Artigo 7

Artigo 8
 artigo 15
 artigo 299