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Timestamp: 2019-04-21 10:50:51+00:00

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O Concílio dos Supremos Conselhos do Rito Escocês Antigo e Aceito – Parte 2 – Ritos e Rituais
27 de novembro de 2018 27 de novembro de 2018 Rodrigo de Oliveira Menezes	0 comentários
O Concílio dos Supremos Conselhos do Rito Escocês Antigo e Aceito – Lausanne, 6-22 de setembro de 1875
Por Irmão Alain Bernheim, 33º
Para entender o contexto do presente artigo, se faz necessário ler a parte um no seguinte link!
O Convento (Concílio)
Em 6 de setembro de 1875, durante sua primeira reunião, o convento decidiu criar três comissões. A diretoria nomeou os três membros (Papaert, Mackersy e Besancon) do primeiro grupo, “encarregados de verificar os poderes que poderiam estar em discussão”, e de designar os cinco membros de cada um dos outros dois.
“[…] a segunda comissão, encarregada de estudar as modificações a serem feitas nas Constituições, etc., foi composta pelos Irmãos Montagu, Le Batteux, Riboli, Cluydts e o representante dos Estados Unidos (Jurisdição Sul) [51]. Enquanto se aguarda a chegada deste último membro, o Irmão Amberny fica responsável por seu lugar. O terceiro comitê, que é reservado para o exame de questões fora da revisão de constituições, etc., será composto dos seguintes membros: Irmãos Mackersy, Guiffrey, Hamilton, Pierre e Pappaert.” [52]
Essas duas comissões se reuniram em sessões de trabalho na quarta-feira, dia 8. [53] A segunda discutiu os termos da Declaração de Princípios, destinados a um futuro histórico.
A partida do delegado escocês Lindsay Mackersy
Essa discussão levou ao Delegado Escocês Lindsay Mackersy a deixar Lausanne naquela quarta [54] (e não na quinta, dia 9 [55]) depois de escrever uma carta ao Grande Comandante Suíço Jules Besançon. Na terceira reunião, na quinta-feira, dia 9, “Todos os membros do Convento que compareceram à reunião anterior estavam presentes, com exceção de L. Mackersy, obrigado a sair.” [56] Na terça-feira de manhã, 14 de setembro, durante a sua quinta sessão, o Convento discutiu o relatório da 3ª comissão que havia preparado “a declaração dos princípios do Maçom Escocês”. Este relatório é discutido artigo por artigo e após várias alterações e modificações, a declaração é aprovada por unanimidade […]” [57]. Na parte da tarde, “O Presidente” entrega uma tradução de uma prancha escrita pelo Dr. Mackersy, representante da Escócia, onde o mesmo dá adeus aos seus colegas exprimindo seus desejos para o Supremo Conselho relativo à declaração de princípios. [58]
A carta de Mackersy foi transcrita na íntegra no Repórter Anual (Annual Reporter) [59] do Supremo Conselho Escocês em maio de 1876 e no terceiro volume do Boletim Oficial da Jurisdição Sul. [60] Mas não acredito que seu texto tenha sido reproduzido novamente desde então. [61] Segue seu texto:
Lausanne, 8 de setembro de 1875.
Lamento muito ter sido obrigado a partir para a Escócia esta noite e peço-lhe que envie ao Supremo Conselho da Suíça, os meus sinceros agradecimentos pela recepção amável e fraterna que recebi.
Devo também pedir-lhe que faça o favor, quando a questão da Declaração Maçônica chegar ao Congresso, para ler sobre o assunto desta carta, visto que infelizmente esta questão é muito séria.
Na Escócia, ninguém pode ser admitido como membros de uma Fraternidade Maçônica se não expressa uma crença na existência de um Deus. Esta é a nossa lei Maçônica, e tenho certeza de que ela não será alterada ou modificada em qualquer grau. Se, então, na Declaração de Princípios a ser acordada pelo Convento, ficar claro e distinto que a Maçonaria exige tal expressão de crença, estarei satisfeito; mas, julgando pelo que se passou na Comissão no presente dia, aparentemente existe uma possibilidade de proposta a ser feita que talvez seja levada ao Convento, que (1) a profissão de tal crença é desnecessária, ou (2) seja solicitando que palavras que não admitam Deus ou neguem sua personalidade, ou substituam o “Princípio Universal” sob o nome de Grande “Arquiteto do Universo”. Se alguma dessas propostas forem adotadas, lhes asseguro que o Supremo Conselho da Escócia irá se retirar da Confederação proposta.
Devo me desculpar por trazer dessa forma o meu ponto de vista ao Convento, mas a necessidade me compele. Eu não posso estar presente para defende-los, e não posso deixar o Convento sem apresentar o ponto de vista mais importante do meu Supremo Conselho.
Com a oração que o nosso Pai Todo-Sábio possa lhes ter sempre em sua Santa Guarda, me mantenho em Pé e a Ordem, Querido Irmão.
Os textos escritos e aprovados pelo Convento
A Ata da Reunião dos Supremos Conselhos do Rito Escocês Antigo e Aceito realizada em Lausanne (Suíça) em setembro de 1875 [64] indica que o Convento aprovou os seguintes textos depois de terem sido discutidos em comissão:
Grandes Constituições de 1786, foram revisadas pelo Convento Universal dos Supremos Conselhos reunidos em Lausanne e adotadas em sua reunião de 22 de setembro de 1875. [65]
Tratado da União, Aliança e Confederação dos Supremos Conselhos do Rito Escocês, Antigos e Aceitos [66], após a enumeração dos signatários, suas respectivas qualidades e plenos poderes, este tratado incluía:
Os sete pontos principais das doutrinas antigas e imprescindíveis da nossa ordem,
Uma Declaração de Princípios,
O próprio Tratado, em vinte e dois artigos,
Um Apenso ao Tratado no qual os delegados presentes no Convento criaram e reconheceram “em nome de seus respectivos Supremos, as jurisdições territoriais dos Supremos Conselhos reconhecidos até hoje e “comprometeram-se” por seus constituintes a manter e defender com todo o seu poder, preservar, observar e respeitar, não apenas as jurisdições territoriais dos Supremos Confederados representados no referido Convento de Lausanne e as partes atualmente contratantes, mas também as Jurisdições territoriais dos outros Supremos Conselhos seguindo a tabela em anexo. Essa tabela, que incluía vinte e dois Supremos Conselhos, fora estabelecida em 17 de setembro pelos seis Supremos Conselhos, então presentes em Lausanne. [67]
A parte inferior do Tratado e no final do Anexo está a fórmula: “Feito, estipulado e concluído entre nós, abaixo assinado, acima qualificados, a leste de Lausanne, 22 de setembro de 1875”.
Um Guia [69] com cujo desenho no Tratado indica que foi adotado “pelo Convento Universal de Lausanne na data deste dia, vinte e dois de setembro, mil oitocentos e setenta e cinco”.
A edição de um compilador geral para o Rito Escocês é deixada para o Supremo Conselho da Suíça, que o imprimirá às custas dos Supremos Confederados. Neste trabalho, do qual um certo número de cópias será endereçado aos diferentes Supremos Conselhos, as palavras sagradas serão inseridas em caracteres hieroglíficos, cuja chave será enviada para cada Supremo Conselho. [70]
O texto Revisado das Grandes Constituições de 1786, o Tratado da União e seu Apêndice foram reproduzidos em extenso no Relatório, [71] bem como no Manifesto [72] que continha a Declaração de Princípios incluída no Tratado [73]. Este Manifesto, que foi confiado ao Irmão Crémieux (Grande Comandante do Supremo Conselho da França), Besançon (Grande Comandante do Supremo Conselho da Suíça) e Montagu (Grão-Chanceler do Supremo Conselho da Inglaterra e País de Gales), [74] foi tonada pública no final do trabalho do Convento.
Por carta em 1 de novembro de 1876, o Supremo Conselho da Suíça, na qualidade de Poder Executivo da Confederação da Maçonaria Escocesa, enviou aos Conselhos Confederados cinco cópias dos textos que o Convento havia redigido. [75]
Reações nacionais
Na França (dezembro de 1875)
Desde seu despertar (ou sua “reorganização”) em 1821, os relatórios do Supremo Conselho da França com o Grande Oriente da França haviam passado por altos e baixos. As negociações iniciadas em 1826, quebradas em 1827, foram relatadas em detalhes por Bésuchet e resumidas por Jouaust [76]. Uma reconciliação ocorreu em 1830 e os dois poderes celebraram a La Fayette juntos em 1830. Outras conversas em 1841 fracassaram, mas visitas recíprocas foram permitidas [77]. Uma nova reconciliação ocorreu em 1867, concretizada por uma troca de visitas por ocasião das festas solsticiais [78]. Houve ainda, três anos após o fim da Guerra de 1870, um relatório de Brémond propondo às Lojas Simbólicas a prestarem obediência ao Grande Oriente da França e aos Capítulos do Grau 4 ao Supremo Conselho da França. Lantoine cita este relatório e escreve que o Supremo Conselho da França “se fez de surdo”. [79]
Vimos que o reconhecimento do Supremo Conselho da Louisiana pelo Grande Oriente da França levou em 1870 a ruptura das relações que mantinham eles com os dois Supremos Conselhos dos Estados Unidos que então decidiram reconhecer o Supremo Conselho da França. Ele foi convidado para o Convento de Lausanne e o Supremo Conselho do Grande Oriente da França não foi.
Observe o relatório que Le Betteux apresentou ao Supremo Conselho da França:
“Estamos convencidos de que os Supremos Conselhos, que não estavam representados em Lausanne, aderirão ao tratado da confederação. Nessas condições, a Maçonaria Escocesa, obedecendo livremente a mesma lei, tora-se uma força imensa. Só ela, talvez, hoje é capaz, por sua organização universal, de lutar contra o espírito antiliberal que ameaça as legítimas conquistas da sociedade moderna. […]
Eu não devo terminar este relatório sem dizer-lhes a alegria, felicidade experimentada por nossos Delegados, neste encontro de Maçons, vindos de todos os pontos do triângulo para deliberar em paz, num espírito de concórdia e fraternidade, sobre nossos interesses e no futuro do nosso Rito; sem nos congratularmos com a simpatia que todos os nossos colegas demonstraram pela França e pelo nosso Supremo, e pelo carinho especial que nos foi mostrado por esta nobre nação Suíça, que se demonstrou generosa para nossos desafortunados soldados.” [80]
Em sua sessão de 11 de dezembro de 1875, o Conselho da Ordem do Grande Oriente da França, depois de ler os textos aprovados em Lausanne, que haviam sido publicados pelo Supremo Conselho da França [81], pediu a opinião ao Grande Colégio de Ritos com especial atenção ao artigo 18 do Tratado. O relatório do Grande Colégio de Ritos foi adotado pelo Conselho da Ordem em sua reunião de 28 de agosto de 1876, que ordenou a sua publicação. Suas palavras não surpreenderão:
“[…] não apenas o Grande Oriente da França nega o direito de conferir à alta hierarquia do Escocismo, e os Maçons de sua obediência a legitimidade da posse dessas fileiras, mas também nós traçamos os limites além dos quais o Mestrado pode até ser desafiado! […]
Permanecemos confusos diante de tal agressão; e é permissível perguntar-se lendo as resoluções do Congresso de Lausanne, que prevalece: ou ignorância, ou o espírito antifraternal que os inspirou. […] os Maçons das duas Obediências (Grande Oriente da França e Supremo Conselho da França) têm entre si relações cordiais e fraternas em conformidade com os princípio da Maçonaria. Lançado neste meio, o artigo 18 do Tratado de Lausanne tende a perturbar a convivência, atacando […] os direitos do Grande Oriente da França, que seria então relatado como um usurpador do Rito Escocês… lamentamos que (o Supremo Conselho da França) não hesitou em reviver uma briga que poderíamos considerar extinta […] [82]”.
O relatório concluía recomendando ao Conselho da Ordem que cortasse as relações com os Supremos Conselhos que adotariam as resoluções do Tratado de Lausanne e especialmente com o Supremo Conselho da França e suas Lojas Simbólicas, desde que estas não declarassem que as resoluções não se aplicavam ao Grande Oriente da França, à sua posse legítima do Rito Antigo e Aceito e ao seu direito de conferir todos os graus do rito até e inclusive o grau 33.
Alguns meses depois, em 27 de dezembro de 1876, o Grão-Chanceler Guiffrey apresentou seu relatório anual à Grande Loja Central do Supremo Conselho da França e fez um balanço da situação:
“Aprendemos, como você aprendeu no Boletim deste Corpo de Mestres, a quebra das relações oficiais com o Supremo, devemos nos apressar em acrescentar que nenhuma notificação regular nos foi feita sobre isso, não entendemos como poderia haver uma ruptura nas relações oficiais entre Grande Oriente e Supremo Conselho da França. As relações oficiais nunca existiram entre estes dois corpos, por isso parece muito difícil que eles possam ser quebrados, mas tem havido relações de boa vizinhança, uma troca de boas relações, cheia de cordialidade e fraternidade entre os Maçons desses dois grupos. E quanto a este acordo que não é oficial, em parte do coração e da estima mútua, acreditamos que não está para ser quebrado […]” [83]
O senso comum parece ter prevalecido. Os problemas internacionais do Grande Oriente da França, resultantes da votação de 1877, a revolta no Supremo Conselho da França (nove de suas lojas haviam criado uma Grande Loja Simbólica independente em 20 de novembro de 1879) indubitavelmente empurraram para o apaziguamento. O banquete que se seguiu ao Convento do Grande Oriente da França, em 1883, viu representantes da Grande Loja Simbólica Escocesa (fundada em março de 1880) e do Supremo Conselho da França abordarem palavras gentis [84]. No mesmo ano, o Supremo Conselho da França e o Grande Oriente da França trocaram garantias de amizade. [85]
Na Escócia (outubro-dezembro de 1875) [86]
O Supremo Conselho da Escócia reuniu-se em 11 de outubro, foi lido o relatório de Mackersy e aprovado sua conduta. Então foi nomeado uma comissão para lidar com as decisões tomadas em Lausanne depois que se recebeu o relatório oficial. [87]
Na sua reunião de 14 de dezembro, tendo recebido do Supremo Conselho da Suíça o resumo dos trabalhos do Concílio, publicado no The Truth [88] em 7 de novembro, e sem esperar que a prancha impressa fosse enviada, o Supremo Conselho instruiu Mackersy a escrever imediatamente ao Grande Comandante Suíço para informa-lo de sua posição sobre a Declaração de Princípios e as decisões tomadas em Lausanne em jurisdições territoriais. [89] Esta reação rápida se deve ao fato de que a publicação La Verdade, descreveu as decisões tomadas em Lausanne como tendo sido exclusivamente dos Supremos Conselhos representados no Convento.
Em sua carta a Besançon de 17 de dezembro, [90] Mackersy primeiro tratou da Declaração de Princípios. Ele lembrou que o texto havia sido submetido ao Convento depois que ele havia deixado Lausanne e copiou a carta que havia entregue na noite de sua partida, [91] observando que não foi mencionado em nenhum lugar no La Verdade. No entanto, como ele havia compartilhado essa carta com Hamilton e lido para Peter [92] antes de sua partida, os participantes do Convento não podiam ignorar que o Supremo Conselho da Escócia não poderia aprovar os termos da Declaração se não atendessem as duas condições nele estabelecidas. Este foi o caso. Depois de reiterar os argumentos de sua carta de 8 de setembro, ele acrescentou que o Grande Comandante do Supremo Conselho da Grécia havia assegurado que sua posição era a mesma que a da Escócia.
Voltando à questão das jurisdições territoriais, uma questão que não havia sido comunicado que seria abordado é a decisão do Convento de atribuir ao único Supremo Conselho da Inglaterra a hegemonia sobre a Grã-Bretanha, sobre a qual Mackersy afirmou a Besancon que esse território pertencia tanto à Irlanda e Escócia quanto à Inglaterra, cujo Supremo Conselho nunca reivindicara jurisdição territorial exclusiva sobre eles.
Ele reiterou que se a Declaração de Princípios fosse abandonada e as jurisdições territoriais permanecessem como eram, seu Supremo Conselho ficaria feliz em se juntar a qualquer ação conjunta, como uma Confederação, mas se esta Declaração não fosse revogada ele havia sido instruído a informar Besançon que seu Supremo Conselho não faria parte da Confederação. A fim de evitar qualquer mal-entendido, Mackersy enviou uma cópia de sua carta a todos os Supremos Conselhos Reconhecidos.
Na Inglaterra (outubro de 1875)
O Supremo Conselho, reunido em 12 de outubro, ouviu o irmão Sanderman apresentar um resumo de seu relatório, [93] e após junto a tradução em inglês dos textos adotados em Lausanne acrescentaram:
Eu peço para colocar na mesa […] cópia de um manifesto para a imprensa pública, com tradução para o inglês, e desejo, com referência a este último documento, expressar minha opinião de que não é aconselhável publicá-lo oficialmente na Inglaterra, os elementos de nossa ordem já são demasiadamente conhecidos para entendermos que essa publicação não seja necessária.
Em resumo esse foi o texto publicado:
O Supremo Conselho ratificou então a ação de seus delegados resolvendo:
Que as Constituição revisadas sejam aceitas
Que o Tratado de Aliança seja aceito e que este Supremo Conselho entre na Confederação.
Nada é comentado sobre a Declaração, mas o Supremo Conselho resolveu ainda:
Este capítulo é preparado com o propósito de fornecer informações sobre o assunto da Convenção, e informa-los sobre as reuniões do congresso geral de Lausanne com relação às invasões de conselhos estrangeiros, avisará em conformidade. [95]
Consequências Internacionais (I.)
A Jurisdição Sul rompe com o Supremo Conselho da França (novembro de 1875)
Em 4 de novembro de 1875, o Grande Comandante Besançon informou ao Grande Comandante Pike da decisão do Convento a respeito das Ilhas Sandwich [96]:
A verdade conterá uma recapitulação.
Quanto ao Tratado da Aliança, o seu trabalho muito completo serviu como base.
Esperando que diferentes documentos sejam despachados, devemos, como o Poder Executivo da Confederação dos Supremos Conselhos, notifica-lo da seguinte decisão com relação a nossa Convenção, e que existe referência ao desacordo entre sua Autoridade e o Supremo Conselho da França, com relação sobre a correta Jurisdição sobre as Ilhas Sandwich: […]
“A seguinte declaração foi realizada pelo Irmão Pappaert, Relator da 3ª Comissão, que diz: “Considerando o julgamento dado no caso da Ilha de Santo Thomas, e em conformidade com o artigo 12 do Tratado de Aliança, a jurisdição do Supremo Conselho da França deve ser a única a ser estabelecida como Supremo Conselho nacional.
Tendo considerado a opinião do Grande Orador, a Convenção, com a exceção de um voto, adotou por unanimidade as razões da Comissão. [97]
Todo o Tratado fora adotado pela convenção em 16 de setembro, mas o artigo 12, do qual Besançon cita o texto de Pike, havia sido acrescentado no dia seguinte, a pedido do Sr. Montagu, delegado da Inglaterra. [98] Mas este artigo irá desencadear hostilidades.
A reação explosiva de Pike não demorou a chegar. Em 8 de novembro, ele enviou a Guiffrey [99] uma carta de ruptura:
Com pesar tenho recebido informações autênticas que o Supremo Conselho da França, sem a devida correspondência com o nosso Supremo Conselho sobre o assunto, ou nos notificar de sua intenção, se usou da oportunidade concedida pela Convenção de Delegados dos Supremos Conselho do Mundo, para promover entre os Representantes, para decidir sobre questões controversas de todo tipo, em uma opinião contrária ao direito de nosso Supremo Conselho de estabelecer corpos de altos graus no Reino Havaiano, por causa do Supremo Conselho da França, que a muitos anos atrás, estabeleceu ali uma Loja Simbólica do Rito Escocês Antigo e Aceito..
Como essa decisão foi tomara em termos gerais, e foi totalmente aceita pelos Supremos da Rússia, China e Japão, assim como o pequeno Reino do Havaí; e mesmo tendo razão contrária, sem autoridade da lei Maçônica ou decisão precedente.
Não podemos compreender como nosso Supremo Conselho deva aceitar esta Confederação, quando, fazendo uma nova lei para o futuro, […] o Congresso procede em nos privar desse direito, decidindo contra nós na única questão existente entre nós e qualquer outro Conselho.
Ao menos estamos autorizados a afirmar que se o Congresso houvesse sido realizado nesta cidade, como propomos, não estaríamos desejosos que o Supremo Conselho da França, e os Supremos Conselhos representados lá, não iriam ser induzidos contra nosso Supremo Conselho nessa decisão adversa sobre as Ilhas Havaianas.
Fazemos, portanto, desse dia em diante a remoção do nosso Grande Representante e Fiador do Tratado de Amizade, e revogamos a nomeação de vossa Comissão de Grandes Representante ou Fiadores da Amizade que estejam próximos ao nosso Supremo Conselho. [100]
A adoção do artigo 12 do Concílio resultou, assim, na recusa da Jurisdição Sul de aderir à Confederação, que Pike anunciou a Besançon em 29 de novembro, anexando uma cópia de sua carta a Guiffrey:
[…] Se o Supremo Conselho da França fosse criar amanhã uma Loja Simbólica em Riga, Canton, ou Yokohama, o Artigo de Aliança que foi feito, como sendo uma lei do passado, iria proibir nossa organização, de Capítulos Rosa Cruz, para cidadãos dos Estados Unidos residentes em lugares mais remotos como Russia, China e Japão. […] estamos muito preocupados com uma ação precipitada e imprudente que foi feita para nos excluir da Confederação. [101]
O Grande Comandante de Cremieux tentou em vão apaziguar Pike numa carta muito longa que ele enviou em 23 de dezembro, acompanhada de uma nota de Guiffrey. Não sem razão, mas talvez sem muito tato, Pike realizou os últimos apontamentos:
Agora, é óbvio para mim, de acordo com a Patente, […] que eu devo isso a todo Supremo Conselho da América do Sul [sic !], sob o nome de quem me enviou esse documento. [102]
Início da hostilidades anglo-escocesas (dezembro de 1875)
O Supremo Conselho da Inglaterra havia emitido instruções estritas para o Capítulo da Rosa Cruz que havia estabelecido em Gibraltar em 1861, depois de saber que a intenção do Supremo Conselho da Escócia era de criar outro Capítulo no mesmo lugar:
“Que nenhuma comunicação Maçônica deve ser realizada com qualquer membro do Rito Antigo e Aceito que pertence a um Capítulo vindo de sua Jurisdição “e que” sua participação neste capítulo não pode ser tratada dessa forma.
O Capítulo Gibraltar publicou essas instruções em agosto de 1875, sob a forma de uma circular que chegou ao Grande Secretário do Supremo Conselho da Escócia. Sem esperar pela reunião do seu Supremo Conselho, a mesma foi lida em 10 de fevereiro de 1876, [103] sendo que Mackersy escreveu para seu colega inglês, Shadwell Clerke, em 8 de dezembro:
Não quero discutir com você as alegações do seu Conselho nos Estados Unidos da América. A questão geral foi assim declarada pelo irmão Albert Pike, em uma carta ao Supremo Conselho da França [104], cópia da qual não tenho dúvida que você possua, mas preciso fazer um pouco mais para ampliar seus argumentos…
As Colônias Britânicas são tanto Território Escocês ou Irlandês quanto o são Inglesas, e estão dentro do nosso país. [105]
Tendo lido esta carta, bem como a enviada por Mackersy ao Grande Comandante Besançon, em 17 de dezembro, o Supremo Conselho da Inglaterra enviou uma longa carta a Besançon em 9 de fevereiro de 1876, assim como uma cópia para Pike e o Supremo Conselho da Escócia. [107] Assinado pelo Grande Comandante Lord Carnavon, Clerke e Sandeman, ela refutou as duas objeções de Mackersy – inserindo o comentário pérfido de que ele havia deixado Lausanne “principalmente por própria conveniência”. O Supremo Conselho da Inglaterra sustentou que as palavras “Princípio Criador” da Declaração de Princípios são:
Simplesmente um antecedente ao nome do Grande Arquiteto do Universo, e é difícil conceber como tal nome poder ser atribuído a qualquer propósito de um Ser pessoal.
Quanto à questão Dependências, ele disse:
O Reino da Inglaterra e do País de Gales sempre teve jurisdição exclusiva sobre as Colônias e Dependências da Coroa Britânica; irmão Marckersy tornou-se Grande Secretário da Escócia; todas as suas ações sempre foram reconhecidas, e nunca foram questionadas até pouco tempo depois que o irmão MAckersy se tornou o Grande Secretário da Escócia; e durante o estabelecimento do Supremo Conselho para a Escócia provido pela França, [108] nenhum poder foi dado sobre manutenção de territórios (a saber, Escócia).
É verdade que recentemente o Supremo Conselho da Inglaterra ofereceu um aceno para ter jurisdição exclusiva sobre as Dependências da Coroa Britânica, para que possa ter um Tratado de Aliança com a Escócia, mas, como o Supremo Conselho declinou de se encontrar para as tratativas, o Supremo Conselho da Inglaterra e País de Gales determinou que iria voltar atrás sobre a prescrição de direitos, estabelecida a não mais do que um quarto de século.
Foi então que os Supremos Conselho começaram “uma era de hostilidade aberta, se não de guerra ativa”. [109]
[51] Em uma carta enviada ao Grande Comandante Pike em 4 de novembrod e 1875, o Grande Comandante Besançon lamentou a ausência do Delegado da Jurisdição Sul em Lausanne informando que havia esperado até o último momento. Uma carta enviada no endereço do Delegado em Lausanne perguntando se ele havia ficado doente retornou ao Comandante Pike (OB III, 107). Tal foi o caso.
[52] Segunda reunião realizada em 7 de setembro de 1875 (CR 1875, página 12). No dia 9, Sandeman e Odio substituíram o Irmão Mackersy, ausente, e Pierre, que precisou ser chamado para sair (ibid. p. 15). A Declaração de Princípios foi discutida, “artigo a artigo e depois de várias emendas e emendas […] adotadas por unanimidade” na quinta reunião em 14 de setembro (ver Anexo 2 e CR 1875, pp. 22) onde a data errônea para quinta e para a sexta reunião está em 15 de setembro de 1875.
[53] CR 1875 não menciona os dias das reuniões do comitê (ver Apêndice 2 e os comentários de Mandleberg sobre esta reunião (Mandleberg 1995:271).
[54] A data da partida de Mackersy é indicada pela primeira frase de sua carta. Mandleberg corretamente atribui a data de 8 de setembro a esssa partida, alegando, segundo Montagu, que Mackersy alegou “não entender a língua francesa em que as discussões eram realizadas” (Mangleberg 1995: 273). Ele aponta o erro do brigadeiro Jackson, que indica a presença de Mackersy em Lausanne em 13 de setembro, mas com o comentário de que “parece mais provável” (Mandleberg 1995: 307, nota 6). Meu amigo Jackson errou ao confiar em Paul Naudon, que escreveu nas quatro edições de seu livro: “Em 13 de setembro, ele [Mackersy] enviou uma mensagem ao convento… “ (1ª ed, 1966, 151 4 ed, 1984, 196).
[55] Minsier 2004, p 78.
[56] CR 1875, p. 13.
[57]CR 1875, p. 23
[58] CR 1875, pp. 23 e 24.
[59] “O Supremo Conselho deste país [Escócia] publica em pequenos panfletos, 12 meses, um Relatório Anual, contendo resumos de seus procedimentos (OB III, 180).
[60] OB III, pp. 135-149. Essas quinze páginas reproduzem longos trechos do Relatório Anual.
[61] As cinco linhas citadas por Mandleberg (Mandleberg 1995, p. 273, Mandleberg 1997, 97) foram extraídas da carta escrita por Mackersy em Laussane, e vêm de uma carta posterior, escrita de Edimburgo por Mackersy ao Grande Comandante Suíço Besançon em 17 de dezembro de 1875, cujo texto completo está em OB III, p. 138.
[62] Então o primeiro grande hotel em Laussane, localizado na Place Saint-François. Foi destruído para dar lugar ao atual edifício da Union des Banques Suisses,, construído em 1924.
[63] OB III, pp. 136-137.
[64] Fesch, col 379.
[65] Fesch, col. 711. Reimpresso pelo Supremo Conselho da Suíça em 1936, este texto foi reproduzido em Lantoine em 1930, Naudon e Minsier 2004, pp. 92-95.
[66] Fesch, col. 1391. Naudon escreveu: “Por outro lado, não consideramos útil reproduzir o Tratado da Aliança, que permaneceu como letra morta. O texto pode ser encontrado em A. Lantoine, The Old and Accepted Scotish Rite. Está reproduzido no Apêncide 4 deste artigo.
[67] Inglaterra, Bélgica, Cólon (Cuba), França, Itália, Suíça. O Supremo Conselho de Portugal enviou os seus poderes para o do Peru, que foi representado pelo tenente-comandante do Supremo Conselho da Suíça, Antoine Amberny. A Grécia, que enviara seus poderes ao Supremo Conselho da Escócia, não estava representada desde a partida de Mackersy, em 8 de setembro. Os dois delegados italianos deixaram Lausanne antes do dia 20 (ver Apêndice 3).
[68] Fac-símile com assinaturas dos delegados em Mandleberg 1997, p. 96. É curioso notar que este documento datado de 22 de setembro tem as assinaturas dos irmãos Lévi e Riboli, ambos já tinham deixado Lausanne.
[69] Fesch, col 1402.
[70] Quinta reunião (CR 1875, página 25). “Uma chave para os caracteres hieroglíficos usados para as palavras sagradas é endereçada a cada Supremo Conselho ao mesmo tempo que os atuais Tuileus. Esta chave é colocada no final por um canto, para que possa ser facilmente destacada “ (Fesch, col. 1402). É sem dúvida, a instrução para o uso do Tuileus, mencionado na carta de 1 de novembro de 1876 e reproduzida em fac-símile em Minsier 2004, p. 82.
[71] CR 1875, pp 17-21, 28-43 e 43-45
[72] CR 1875, pp. 56-59 e Minsier 2004, pp. 95-96. A página Web (http://www.reaa.info/22/pages/2201.htm) apresenta a exposição organizada pelo Supremo Conselho da França (220 anos de REAA) mas erra ao escrever “Onze supremos são representados e aprovam um Manifesto que concilia a afirmação de um princípio criador, o respeito da liberdade de consciência e a manutenção do lema universal dos Supremos Conselhos, Deus Meumque Jus. O texto do Manifesto foi adotado na 11ª reunião, em 22 de setembro, na ausência dos dois delegados italianos.
[73] Existem pequenas diferenças.
[74] CR 1875, p. 56.
[75] Carta de Transmissão, reproduzida em fac-símile em Minsier 2004, p. 82.
[76] Jean-Claude Bésuchet, 1829. História Exata da Ordem da Maçonaria, Volume I, pp. 219-273. Anon. [Achille Godefroy Jouaust], 1865. História do Grande Oriente da França, pp. 398-405.
[77] Dr. George Kloss 1852-1853. Geschichte der Freimaurerei em Frakreich, vol II, pp. 381-383. Veja uma alusão aos eventos de 1841 na longa carta do Grande Comandante Viennet, de 14 de maio de 1862, em Lantoine, 1930, pp. 191. Esta carta trouxe a controvérsia que conhecemos.
[78] Raymond 1908, pp. 63-64. Mandleberg 1995, p. 250.
[79] Relatório de 6 de julho de 5874 (Lantoine, 1925, pp. 402-403). Parece provável que o Supremo Conselho da França, recentemente retornou a favor do Grande Comandante Pike, mas não quisesse colocar suas relações internacionais em perigo.
[80] Raymond 1908, p. 71.
[81] Memorando nº 45 (3º trimestre de 1875)
[82] O Relatório do Grande Colégio de Ritos, publicado no Boletim do Grande Oriente da França nº 7, em setembro de 1876, foi reproduzido em La Chaîne d’Union nº 12de dezembrod e 1877, pp. 593-595. Uma tradução inglesa foi publicada em OB III, pp. 429-432.
[83] Verdade. Janeiro de 1877, pp 4-5.
[84] Rim 1995, pp. 48-51.
[85] Raymond 1908, p. 81. Lantoine 1925, p. 399.
[86] O seguinte é baseado no Relatório anual publicado pelo Supremo Conselho da Escócia (ver notas 59 e 60).
[87] OB III, p. 135. O Supremo Conselho, em seguida, tinha apenas a versão não oficial, publicada no Padrão de 1 de outubro.
[88] Publicação cujo subtítulo era então Boletim Oficial da Confederação do Rito Escocês de Consciência e Concorrência (ver Bibliografia)
[89] Artigo 12º do Tratado e seu Apêndice.
[90] Reproduzido integralmente em OB III, pp. 136-139.
[91] Carta cujo texto foi reproduzido acima.
[92] Delegados respectivamente para Inglaterra e para Colón (Cuba).
[93] John Mandleberg refere-se ao resumo oral de Sandeman do processo diário e ao relatório detalhado que apresentou aos arquivos do Supremo Conselho, mas lamenta que estes dois documentos não tenham sido incluídos nas atas desta reunião (Mandleberg 1995, 277). Ele não tem conhecimento de que uma cópia deste Resumo foi enviada por Sandeman ao Grande Comandante Pike, que a reproduziu na íntegra no Boletim Oficial da Jurisdição do Sul dos Estados Unidos (OB III, pp. 111-118). Este resumo, que é um complemento útil do CR 1875, é seguido pela tradução em inglês, sem dúvida feita por Sandeman, do Tratado (pp. 118-129), a versão revisada das Constituições de 1786 (129-134) e o apêndice do Tratado (135). Não é surpreendente notar que, no Artigo 1 do Tratado, Sandeman nomeou Turin como a sede do Supremo Conselho da Itália (OB III, p. 122), enquanto este artigo 1, reproduzido em CR 1875, tinha especificada a cidade de Roma. A explicação está no envio subsequente, pelos italianos, de dois telegramas ao Supremo Conselho da Suíça (ver nota 158). Por outro lado ,no Apêndice do Tratado, Sandeman apontou Roma (OB III, 135). Outra diferença é que o resumo de Sandeman menciona na terça-feira 14, a leitura de uma carta do Supremo Conselho do Chile no Concílio (OB III, p 115), mas não a leitura da carta de Mackersy que imediatamente a precedeu (CR 1875, 24).
A menção da existência do resumo limpo no OB, no artigo de Mandleberg publicado dois anos depois (Mandleberg, 1997, pp 110-111, nota 14), deve-se a um acréscimo que me permiti sugerir corrigindo as provas deste artigo a pedido do Editor do Heredom. A adição foi preservada. Por outro lado, não sou responsável pelas duas palavras do Occasional Bulletin (na nota 19 do mesmo artigo), em vez do Bulletin Oficial,, que foram adicionadas por um escritor que obviamente ignorou o significado da sigla OB que eu havia usado.
[94] OB III, p. 118
[95] Mangleberg 1995, p 277.
[96] OB III, pp. 107-108. Outro extrato desta carta foi mencionado acima (nota 51).
[97] Besançon traduz aqui a ata de 21 de setembro (CR 1875, p. 53)
[98] CR 1875, pp. 46-47
[99] Guiffrey parece ter preferido não responder à carta de Pike de 16 de agosto (supra nota 50).
[100] OB III, pp. 35-37. A carta de Pike foi imediatamente impressa e distribuída como havia sido para Guiffrey em 2 de julho (Harris 1957:76).
[101] OB III, pp. 110-111
[102] OB III, p 45. Este texto parece ter sido traduzido do francês por Pike, já que em sua resposta de 2 de fevereiro seguinte ele cita uma frase de Guiffrey em francês (OB III, p. 46).
[103] OB III, p. 183.
[104] A carta de 8 de novembro de 1875, citada acima.
[105] OB III, pp. 184-185. Mandleberg se refere às instruções de Mackersy, circular e carta sem citá-las (Mandleberg 1995, 278).
[106] Carta citada acima.
[107] Texto integral em OB III, pp. 139-141, com data de 9 de fevereiro de 1876. O longo trecho reproduzido por Mandleberg traz a menção ambígua de que “a resposta do Supremo Conselho, devidamente aprovada em rascunho, foi “transmitida em 25 de fevereiro, 1876” (Mandleberg 1995: 279). A data de 9 de fevereiro está correta. O Supremo Conselho da Escócia havia recebido uma cópia desta carta e a lera em sua reunião de 10 de fevereiro (OB III, p. 139) e em sua carta de 20 de março de 1876 a Besançon, ele recordou a data.
[108] Quatro palavras perfeitamente imprecisas. Veja o Apêndice 5 para saber como o Supremo Conselho da Escócia foi fundado.
[109] Lobingier, 1931, p. 912
Vale uma observação que os Apêndices listados acima ainda serão traduzidos e publicados.
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References: artigo 18
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 artigo 12
 artigo 12
 artigo 12
 Artigo 12
 Artigo 1
 artigo 1