Source: http://www.europarl.europa.eu/sides/getDoc.do?type=REPORT&reference=A7-2011-0140&language=PT
Timestamp: 2015-05-23 07:22:40+00:00

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RELATÓRIO sobre a quitação pela execução do orçamento dos oitavo, nono e décimo Fundos Europeus de Desenvolvimento para o exercício de 2009 - A7-0140/2011
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7 de Abril de 2011PE 450.681v02-00 A7-0140/2011
sobre a quitação pela execução do orçamento dos oitavo, nono e décimo Fundos Europeus de Desenvolvimento para o exercício de 2009
(COM(2010)0402 – C7-0220/2010 – 2010/2151(DEC))
– Tendo em conta o Relatório da Comissão sobre o seguimento dado às decisões de quitação do exercício de 2008 (COM(2010)0650), bem como os documentos de trabalho dos serviços da Comissão anexos a esse relatório (SEC(2010)1437 e SEC(2010)1438),
– Tendo em conta as demonstrações financeiras e as contas definitivas dos 8.º, 9.º e 10.º Fundos Europeus de Desenvolvimento – Exercício de 2009 (COM(2010)0402 – C7-0220/2010),
– Tendo em conta o Relatório anual da Comissão, de 29 de Abril de 2010, sobre a gestão financeira dos 8.º, 9.º e 10.º Fundos Europeus de Desenvolvimento no exercício de 2009,
– Tendo em conta as informações financeiras sobre os Fundos Europeus de Desenvolvimento (COM(2010)0319),
– Tendo em conta o Relatório Anual do Tribunal de Contas sobre as actividades financiadas pelos oitavo, nono e décimo Fundos Europeus de Desenvolvimento (FED), relativo ao exercício de 2009, acompanhado das respostas da Comissão(1),
– Tendo em conta a declaração relativa à fiabilidade das contas e à legalidade e regularidade das operações subjacentes, emitida pelo Tribunal de Contas, nos termos do artigo 287.º do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia (TFUE)(2),
– Tendo em conta o Relatório Especial do Tribunal de Contas n.º 10/2008, sobre a ajuda ao desenvolvimento concedida pela CE aos serviços de saúde na África Subsariana,
– Tendo em conta o relatório especial n.º 18/2009 do Tribunal de Contas, sobre a eficácia do apoio do FED à integração económica regional na África Oriental e Ocidental,
– Tendo em conta a recomendação do Conselho, de 15 de Fevereiro de 2011, sobre a quitação a dar à Comissão pela execução das operações dos Fundos Europeus de Desenvolvimento para o exercício de 2009 (05469/2011 – C7-0050/2011, 05472/2011 – C7-0049/2011, 05473/2011– C7-0048/2011), – Tendo em conta o Acordo de Parceria entre os Membros do Grupo de Estados de África, das Caraíbas e do Pacífico (ACP), por um lado, e a Comunidade Europeia e os seus Estados­Membros, por outro lado, assinado em Cotonu, em 23 de Junho de 2000(3), e revisto no Luxemburgo, em 25 de Junho de 2005(4),
– Tendo em conta a Decisão 2001/822/CE do Conselho, de 27 de Novembro de 2001, relativa à associação dos países e territórios ultramarinos à União Europeia ("Decisão de Associação Ultramarina") (5), modificada pela Decisão 2007/249/CE do Conselho, de 19 de Março de 2007(6),
– Tendo em conta o artigo 33.º do Acordo interno, de 20 de Dezembro de 1995, entre os representantes dos governos dos Estados­Membros, reunidos no seio do Conselho, relativo ao financiamento e à gestão das ajudas da Comunidade no âmbito do Segundo Protocolo Financeiro da Quarta Convenção ACP-CE(7),
– Tendo em conta o artigo 32.º do Acordo Interno, de 18 de Setembro de 2000, entre os representantes dos governos dos Estados­Membros, reunidos no Conselho, relativo ao financiamento e à gestão da ajuda concedida pela Comunidade no âmbito do Protocolo Financeiro do Acordo de Parceria entre os Estados de África, das Caraíbas e do Pacífico, por um lado, e a Comunidade Europeia e os seus Estados­Membros, por outro, assinado em Cotonou, no Benim, em 23 de Junho de 2000, bem como à concessão de assistência financeira aos países e territórios ultramarinos aos quais se aplica a Parte IV do Tratado CE(8),
– Tendo em conta a sua Resolução de 5 de Maio de 2010(9) que contém as observações que constituem parte integrante das suas decisões sobre a quitação pela execução do orçamento geral da União Europeia para o exercício de 2008, Secção III – Comissão e agências de execução e, em especial, os seus n.ºs 268 e 274,
– Tendo em conta o artigo 276.º do Tratado CE e o artigo 319.º do Tratado TFUE,
– Tendo em conta o artigo 142.º do Regulamento (CE) n.º 215/2008 do Conselho, de 18 de Fevereiro de 2008, relativo ao Regulamento Financeiro aplicável ao Décimo Fundo Europeu de Desenvolvimento(12),
– Tendo em conta o artigo 76.º, o artigo 77.º, terceiro travessão, e o Anexo VI do seu Regimento,
– Tendo em conta o relatório da Comissão do Controlo Orçamental e o parecer da Comissão do Desenvolvimento (A7-0140/2011),
1. Concede quitação à Comissão pela execução do orçamento dos Oitavo, Nono e Décimo Fundos Europeus de Desenvolvimento para o exercício de 2009;
3. Encarrega o seu Presidente de transmitir a presente decisão, assim como a resolução que desta constitui parte integrante, ao Conselho, à Comissão, ao Tribunal de Justiça da União Europeia, ao Tribunal de Contas e ao Banco Europeu de Investimento, e de prover à sua publicação no Jornal Oficial da União Europeia (série L).
sobre o encerramento das contas relativas à execução do orçamento dos oitavo, nono e décimo Fundos Europeus de Desenvolvimento para o exercício de 2009
– Tendo em conta o Relatório Anual do Tribunal de Contas sobre as actividades financiadas pelos oitavo, nono e décimo Fundos Europeus de Desenvolvimento (FED), relativo ao exercício de 2009, acompanhado das respostas da Comissão(13),
– Tendo em conta a declaração relativa à fiabilidade das contas e à legalidade e regularidade das operações subjacentes, emitida pelo Tribunal de Contas, nos termos do artigo 287.º do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia (TFUE)(14),
– Tendo em conta a recomendação do Conselho, de 15 de Fevereiro de 2011, sobre a quitação a dar à Comissão pela execução das operações dos Fundos Europeus de Desenvolvimento para o exercício de 2009 (05469/2011 – C7-0050/2011, 05472/2011 – C7-0049/2011, 05473/2011– C7-0048/2011), – Tendo em conta o Acordo de Parceria entre os Membros do Grupo de Estados de África, das Caraíbas e do Pacífico (ACP), por um lado, e a Comunidade Europeia e os seus Estados­Membros, por outro lado, assinado em Cotonu, em 23 de Junho de 2000(15), e revisto no Luxemburgo, em 25 de Junho de 2005(16), – Tendo em conta a Decisão 2001/822/CE do Conselho, de 27 de Novembro de 2001, relativa à associação dos países e territórios ultramarinos à União Europeia ("Decisão de Associação Ultramarina") (17), modificada pela Decisão 2007/249/CE do Conselho, de 19 de Março de 2007(18),
– Tendo em conta o artigo 33.º do Acordo interno, de 20 de Dezembro de 1995, entre os representantes dos governos dos Estados­Membros, reunidos no seio do Conselho, relativo ao financiamento e à gestão das ajudas da Comunidade no âmbito do Segundo Protocolo Financeiro da Quarta Convenção ACP-CE(19),
– Tendo em conta o artigo 32.º do Acordo Interno, de 18 de Setembro de 2000, entre os representantes dos governos dos Estados­Membros, reunidos no Conselho, relativo ao financiamento e à gestão da ajuda concedida pela Comunidade no âmbito do Protocolo Financeiro do Acordo de Parceria entre os Estados de África, das Caraíbas e do Pacífico, por um lado, e a Comunidade Europeia e os seus Estados­Membros, por outro, assinado em Cotonou, no Benim, em 23 de Junho de 2000, bem como à concessão de assistência financeira aos países e territórios ultramarinos aos quais se aplica a Parte IV do Tratado CE(20),
– Tendo em conta a sua Resolução de 5 de Maio de 2010(21) que contém as observações que constituem parte integrante das suas decisões sobre a quitação pela execução do orçamento geral da União Europeia para o exercício de 2008, Secção III – Comissão e agências de execução e, em especial, os seus n.ºs 268 e 274;
– Tendo em conta o artigo 74.º do Regulamento Financeiro, de 16 de Junho de 1998, aplicável à cooperação para o financiamento do desenvolvimento no âmbito da Quarta Convenção ACP-CE(22),
– Tendo em conta o artigo 119.º do Regulamento Financeiro, de 27 de Março de 2003, aplicável ao Nono Fundo Europeu de Desenvolvimento(23),
– Tendo em conta o artigo 142.º do Regulamento (CE) n.º 215/2008 do Conselho, de 18 de Fevereiro de 2008, relativo ao Regulamento Financeiro aplicável ao Décimo Fundo Europeu de Desenvolvimento(24),
1. Constata que as contas anuais definitivas dos oitavo, nono e décimo Fundos Europeus de Desenvolvimento se apresentam como no Quadro 2 do Relatório Anual do Tribunal de Contas;
2. Aprova o encerramento das contas relativas à execução do orçamento dos oitavo, nono e décimo Fundos Europeus de Desenvolvimento para o exercício de 2009;
que contém as observações que constituem parte integrante da decisão sobre a quitação pela execução do orçamento dos oitavo, nono e décimo Fundos Europeus de Desenvolvimento para o exercício de 2009
– Tendo em conta o Relatório da Comissão sobre o seguimento dado às decisões de quitação do exercício de 2008 (COM(2010)0526), bem como os documentos de trabalho dos serviços da Comissão anexos a esse relatório (SEC(2010)1437 e SEC(2010)1438), – Tendo em conta as demonstrações financeiras e as contas definitivas dos 8.º, 9.º e 10.º Fundos Europeus de Desenvolvimento – Exercício de 2009 (COM(2010)0402 – C7-0220/2010),
– Tendo em conta o Relatório Anual do Tribunal de Contas sobre as actividades financiadas pelos oitavo, nono e décimo Fundos Europeus de Desenvolvimento (FED), relativo ao exercício de 2009, acompanhado das respostas da Comissão(25),
– Tendo em conta a declaração relativa à fiabilidade das contas e à legalidade e regularidade das operações subjacentes, emitida pelo Tribunal de Contas, nos termos do artigo 287.º do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia (TFUE)(26),
– Tendo em conta o Relatório Anual da 2009 do Banco Europeu de Investimento sobre o Mecanismo de Investimento,
– Tendo em conta a recomendação do Conselho, de 15 de Fevereiro de 2011, sobre a quitação a dar à Comissão pela execução das operações dos Fundos Europeus de Desenvolvimento para o exercício de 2009 (05469/2011 – C7-0050/2011, 05472/2011 – C7-0049/2011, 05473/2011– C7-0048/2011), – Tendo em conta o Acordo de Parceria entre os Membros do Grupo de Estados de África, das Caraíbas e do Pacífico (ACP), por um lado, e a Comunidade Europeia e os seus Estados­Membros, por outro lado, assinado em Cotonu, em 23 de Junho de 2000(27), e revisto no Luxemburgo, em 25 de Junho de 2005(28), – Tendo em conta a Decisão 2001/822/CE do Conselho, de 27 de Novembro de 2001, relativa à associação dos países e territórios ultramarinos à União Europeia ("Decisão de Associação Ultramarina") (29), modificada pela Decisão 2007/249/CE do Conselho, de 19 de Março de 2007(30),
– Tendo em conta o artigo 33.º do Acordo interno, de 20 de Dezembro de 1995, entre os representantes dos governos dos Estados­Membros, reunidos no seio do Conselho, relativo ao financiamento e à gestão das ajudas da Comunidade no âmbito do Segundo Protocolo Financeiro da Quarta Convenção ACP-CE(31),
– Tendo em conta o artigo 32.º do Acordo Interno, de 18 de Setembro de 2000, entre os representantes dos governos dos Estados­Membros, reunidos no Conselho, relativo ao financiamento e à gestão da ajuda concedida pela Comunidade no âmbito do Protocolo Financeiro do Acordo de Parceria entre os Estados de África, das Caraíbas e do Pacífico, por um lado, e a Comunidade Europeia e os seus Estados­Membros, por outro, assinado em Cotonou, no Benim, em 23 de Junho de 2000, bem como à concessão de assistência financeira aos países e territórios ultramarinos aos quais se aplica a Parte IV do Tratado CE(32),
– Tendo em conta a sua Resolução de 5 de Maio de 2010(33) que contém as observações que constituem parte integrante das suas decisões sobre a quitação pela execução do orçamento geral da União Europeia para o exercício de 2008, Secção III – Comissão e agências de execução e, em especial, os seus n.ºs 268 e 274;
– Tendo em conta o artigo 74.º do Regulamento Financeiro, de 16 de Junho de 1998, aplicável à cooperação para o financiamento do desenvolvimento no âmbito da Quarta Convenção ACP-CE(34),
– Tendo em conta o artigo 119.º do Regulamento Financeiro, de 27 de Março de 2003, aplicável ao Nono Fundo Europeu de Desenvolvimento(35),
– Tendo em conta o artigo 142.º do Regulamento (CE) n.º 215/2008 do Conselho, de 18 de Fevereiro de 2008, relativo ao Regulamento Financeiro aplicável ao Décimo Fundo Europeu de Desenvolvimento(36),
– Tendo em conta as respostas da Comissão e do Banco Europeu de Investimento (BEI) às perguntas da Comissão do Controlo Orçamental de 25 de Janeiro de 2011,
A. Considerando que o Fundo Europeu de Desenvolvimento (FED) constitui o principal instrumento financeiro da União Europeia em matéria de cooperação para o desenvolvimento com os Estados de África, das Caraíbas e do Pacífico,
B. Considerando que, apesar do pedido reiteradamente formulado pelo Parlamento no sentido da sua integração no orçamento, os FED não são actualmente abrangidos pelo orçamento geral da União Europeia, nem pelo Regulamento Financeiro, mas são implementados segundo regras financeiras específicas, C. Considerando que o montante total da ajuda canalizada através do FED aumentará consideravelmente nos próximos anos, uma vez que o montante da ajuda concedida pela União a título do 10.º FED para o período 2008-2013 foi fixado em 22 682 000 000 euros, o que representa um aumento de 64% em relação à dotação financeira do 9.º FED; que se impõe tomar consciência do problema que ameaça a capacidade de absorção, o que requer um conhecimento cabal das despesas apropriadas;
D. Considerando que a Alta Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança comunicou ao Parlamento Europeu, em 2 de Fevereiro de 2011, que a Política Europeia de Vizinhança da União havia fracassado; que os acontecimentos recentemente registados no Norte de África demonstraram que a conjugação de acentuados crescimentos demográficos com economias em estagnação pode dar azo a situações explosivas; que esses acontecimentos ilustram que tais crescimentos demográficos requerem economias florescentes e que as soluções políticas só se revelam oportunas quando são eficazes no terreno e produzem alterações positivas; 1. Recorda que o FED (22 682 000 000 de euros para o actual décimo FED, para o período compreendido entre 2008 e 2013) não está integrado no orçamento da União, apesar de constituir o principal instrumento de que a União dispõe para efeitos de concessão de ajuda ao desenvolvimento aos povos dos países da África, das Caraíbas e do Pacífico (ACP) e dos países e territórios ultramarinos (PTU); constata que o FED é composto por vários instrumentos: subvenções geridas pela Comissão, capital de risco e empréstimos ao sector privado geridos pelo BEI no quadro do mecanismo de investimento e do mecanismo FLEX, destinados a palear os efeitos adversos da instabilidade das receitas da exportação;
Integração do FED no orçamento
2. Reitera o seu apoio à integração do FED no orçamento, o que reforçará o controlo democrático, a responsabilização e a transparência do financiamento, dotando, simultaneamente, de maior coerência a política da União relativa aos países ACP;
3. Recorda, uma vez mais, a declaração da Comissão de que tenciona propor a integração do FED no orçamento da União no quadro dos debates sobre o próximo quadro financeiro e de que manterá a Comissão do Controlo Orçamental do Parlamento informada sobre esta iniciativa; insiste, porém, em que a integração do FED no orçamento geral da União não deve conduzir a uma redução global das despesas com o desenvolvimento no que diz respeito aos dois actuais instrumentos de financiamento;
4. Insta o Conselho e os Estados­Membros a responderem positivamente à proposta da Comissão e a darem o seu aval à plena integração do FED no orçamento da União a partir de 2014 como parte do próximo quadro financeiro; considera que se trata de uma medida há muito aguardada e que a inscrição do FED no orçamento deveria ter lugar o mais rapidamente possível;
Prioridades em matéria de desenvolvimento
5. Recorda o compromisso assumido pela Comissão(37) no sentido de assegurar que uma taxa de referência de 20% da ajuda que atribui a título do Instrumento de Cooperação para o Desenvolvimento (ICD) seja consagrada ao ensino básico e secundário e aos cuidados de saúde primários; solicita que seja utilizada a mesma taxa de referência para os FED; exorta a Comissão a privilegiar o apoio ao reforço dos sistemas de saúde centrando-se essencialmente nas pessoas mais desfavorecidas, a melhorar a qualidade da aprendizagem e a instituir um quadro político que privilegie as pessoas desfavorecidas e seja sensível à igualdade entre homens e mulheres; exorta a Comissão a ter plenamente em conta as recomendações do Tribunal de Contas formuladas nos seus Relatórios Especiais n.º 10/2008 e n.º 12/2010; insta a Comissão a elevar a supracitada percentagem para 25% no futuro; insta a Comissão a conferir maior ênfase à saúde materna e salienta a importância da educação e da sensibilização para as questões que se inscrevem no domínio da saúde sexual e reprodutiva como parte integrante da agenda relativa aos direitos das mulheres em matéria de saúde, dado tratar-se do Objectivo de Desenvolvimento do Milénio relativamente ao qual os progressos se têm relevado mais decepcionantes;
6. Congratula-se com os níveis recorde de autorizações alcançados em 2009; manifesta também satisfação com uma série de outras melhorias registadas na gestão do FED pela Comissão, nomeadamente o reforço do ambiente contabilístico (novo sistema baseado nas regras da contabilidade de exercício), melhores orientações relativas ao apoio orçamental aos Estados frágeis e auditorias externas mais eficazes, eficientes e rigorosamente acompanhadas; reconhece, contudo, que os Estados frágeis necessitam, em primeiro lugar, de uma estratégia mais bem definida e que é necessário dedicar mais atenção a determinados sectores das suas economias;
7. Salienta, mais uma vez, que o décimo FED deve centrar-se num número limitado de sectores, associando as organizações não governamentais (ONG) que são eficazes a nível local e devidamente controladas, a fim de evitar os efeitos nocivos da proliferação de objectivos; solicita à Comissão que recorra a ONG locais e estabelecidas na Europa, em função do respectivo mérito, sobretudo nos casos em que a gestão dos projectos e programas por ONG e organizações internacionais (fundos fiduciários de vários doadores) seja mais eficiente e apresente uma melhor relação custo/eficácia do que a gestão por parte da Comissão, e quando a respectiva actividade gerar projectos que, uma vez expirado o apoio financeiro, continuem a ser sustentáveis; exorta a Comissão a fornecer ao Parlamento informações claras sobre a composição dos recursos próprios das ONG para projectos específicos que são, em parte, financiados pelo FED e pelas próprias ONG;
8. Salienta que os mecanismos de ajuda ao desenvolvimento devem também destinar-se a promover a criação de riqueza e a apoiar as pequenas e médias empresas, uma vez que a criação de riqueza continua a ser uma ferramenta essencial para a redução da pobreza; recorda que, segundo as estimativas, se perdem anualmente 800 mil milhões de euros nos países em desenvolvimento através de fluxos ilícitos de capitais, pelo que a prevenção neste domínio poderá revelar-se decisiva na luta contra a pobreza e no cumprimento dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio;
Gestão financeira dos FED
9. Observa que, no entender do Tribunal de Contas, o relatório da Comissão sobre a gestão financeira do oitavo, nono e décimo FED em 2009 apresenta "uma descrição fiel da realização dos objectivos operacionais da Comissão fixados para o exercício (especialmente no que toca à execução financeira e às actividades de controlo)", mau grado o impacto negativo da crise económica que afectou um grande número de países em desenvolvimento;
10. Assinala, não obstante, que o seguimento dado pela Comissão às observações formuladas pelo Tribunal de Contas foi, em alguns casos, inadequado (por exemplo, a gestão dos organismos de execução deveria ser objecto de maior apoio, os controlos ex ante deveriam ser melhorados, votando uma maior atenção aos principais riscos, e as "funcionalidades de CRIS Audit" deveriam ser desenvolvidas, a fim de permitir um acompanhamento mais eficiente e eficaz das actividades de auditoria); salienta que as medidas tomadas pela Comissão na sequência das recomendações do Tribunal de Contas constituem, para a autoridade de quitação, um elemento importante da prestação de contas; solicita, por conseguinte, à Comissão que informe as comissões competentes do Parlamento sobre as acções que empreendeu ou tenciona empreender para pôr cobro às insuficiências constatadas pelo Tribunal de Contas;
11. Manifesta preocupação com algumas deficiências detectadas pelo Tribunal de Contas, em especial no tocante aos procedimentos de concurso público(38), aos controlos ex ante nas delegações(39) e aos sistemas de controlo interno dos países parceiros(40), e insta a Comissão a prosseguir com determinação e alargar os programas de formação existentes para o pessoal que trabalha nas delegações e nos gabinetes dos gestores orçamentais nacionais;
12. Observa que a declaração de fiabilidade do Tribunal de Contas não inclui os recursos do Nono e Décimo FED, que são geridos pelo BEI e pelos quais este último é responsável(41); considera impróprio, por razões políticas e de prestação de contas, que o mecanismo de investimento não conste da declaração de fiabilidade do Tribunal de Contas, nem do processo de quitação pelo Parlamento Europeu e concorda com o Tribunal de Contas quanto ao facto de essas disposições limitarem o alcance das competência de quitação do Parlamento, tanto mais que os recursos do FED são fundos públicos provenientes dos contribuintes europeus e não dos mercados financeiros;
13. Congratula-se com o facto de o Tribunal de Contas considerar que as contas anuais definitivas dos oitavo, nono e décimo FED reflectem fielmente, em todos os seus aspectos significativos, a situação financeira dos FED em 31 de Dezembro de 2009; observa, todavia, que o Tribunal chama a atenção para uma subestimativa do montante das garantias constituídas para cobrir pré-financiamentos e para uma sobreestimativa do montante das garantias de retenção indicadas nas notas que acompanham as demonstrações financeiras; insta a Comissão a corrigir sem demora essas insuficiências;
14. Observa que, no final de 2009, as demonstrações financeiras relativas ao montante corrente das garantias constituídas para cobrir pré-financiamentos incluíam um montante de 413 600 000 euros, o qual foi subestimado em 82 300 000 euros, ou seja, em 19,9 %; constata, além disso, que o montante das garantias de retenção indicado nas demonstrações financeiras se elevava a 186 200 000 euros, tendo sido sobreestimado em 58 400 000 euros, ou seja em 31,4 %; exorta a Comissão a explicar, numa base casuística, as razões que justificam tais imprecisões;
Sistema de contabilidade dos FED
15. Congratula-se com a introdução, em Fevereiro de 2009, do novo sistema informático de contabilidade de exercício adaptado ao FED (ABAC-FED) e assinala que as contas anuais dos FED correspondentes ao exercício de 2009 constituem o primeiro conjunto de contas elaboradas com recurso ao ABAC-FED; salienta que o novo sistema de contabilidade reduz o número de adaptações manuais requeridas e reforça o ambiente contabilístico;
16. Verifica que os controlos ex post de EuropeAid assinalaram uma maior frequência de erros de codificação (tipo de contrato, datas de início e fim dos contratos), mas recorda que, no final de 2009, os serviços centrais de EuropeAid criaram igualmente um departamento incumbido de monitorizar a qualidade das informações codificadas no CRIS, o que deverá melhorar a fiabilidade dos dados utilizados para elaborar as contas anuais; deseja ser mantido ao corrente dos progressos registados a este respeito;
Regularidade das operações
17. Acolhe favoravelmente o facto de o Tribunal de Contas considerar que as receitas, autorizações e pagamentos orçamentais subjacentes às contas do oitavo, nono e décimo Fundo Europeu de Desenvolvimento para o exercício encerrado em 31 de Dezembro de 2009 são, em todos os aspectos, materialmente relevantes, legais e regulares (declaração de fiabilidade, ponto VIII); lamenta, contudo, que o Tribunal de Contas se tenha visto na contingência de assinalar particularmente a elevada frequência de erros não quantificáveis que afectam as autorizações e os pagamentos, mas que não constam da estimativa dos erros totais; recorda que, embora os sistemas de supervisão e controlo de EuropeAid acusem anualmente melhorias, em rigor, o Tribunal de Contas considera-os apenas parcialmente eficazes; espera, por conseguinte, que a Comissão efectue um acompanhamento constante e solicita um relatório sobre as medidas tomadas para resolver os problemas mencionados;
18. Observa que os erros detectados diziam respeito ao cumprimento das regras em matéria de adjudicação de contratos, prazos legais para assinatura dos contratos e disposições referentes às garantias obrigatórias; realça que, no referente às autorizações relativas ao apoio orçamental, o Tribunal de Contas constatou que no contesto da interpretação dinâmica do Acordo de Cotonou(42) EuropeAid respeitou os requisitos do acordo; regista que, segundo a Comissão, não foi realizado nenhum pagamento que não tenha sido coberto por garantias financeiras;
19. Verifica que os principais tipos de erros quantificáveis detectados nos pagamentos relativos aos projectos são os seguintes: a) exactidão da despesa: erros de cálculo; b) a realidade da despesa: ausência de facturas ou de outros documentos comprovativos relativos aos serviços prestados ou aos bens fornecidos; c) elegibilidade: despesas efectuadas fora do período previsto para a execução dos projectos ou relativas a elementos não previstos no contrato, pagamento indevido de IVA ou não aplicação de sanções obrigatórias; frisa que os erros não quantificáveis se reportaram essencialmente ao incumprimento das regras aplicáveis em matéria de garantias bancárias e a erros de cálculo do reembolso dos adiantamentos pelos contratantes; regista, contudo, a observação da Comissão segundo a qual todos os erros no cálculo do reembolso dos adiantamentos foram corrigidos antes do termo do contrato; insta, não obstante, a Comissão a reforçar os controlos ex-ante visando prevenir este tipo de erro e perdas eventuais resultantes do não cumprimento das regras em matéria de garantias bancárias;
Controlo dos organismos encarregados da execução 20. Regozija-se com os esforços desenvolvidos por EuropeAid e pelas delegações a fim de acometer as deficiências subsistentes nos procedimentos financeiros e nos controlos efectuados pelos organismos de execução, órgãos de supervisão e gestores orçamentais nacionais; insta o Gabinete de Cooperação EuropeAid a incrementar futuramente os seus esforços nestes domínios; recorda igualmente as recomendações do Tribunal de Contas, de acordo com as quais a EuropeAid deverá continuar a desenvolver esforços tendentes a assegurar que as delegações registem as informações em CRIS Audit de modo oportuno e exaustivo(43);
21. Declara-se profundamente preocupado face à constatação do Tribunal de Contas de que o acompanhamento e a supervisão efectuados pelas delegações apenas são parcialmente eficazes; deplora a falta de capacidade que afecta a maior parte dos gestores orçamentais nacionais nos países beneficiários, a qual deu origem a controlos ineficazes e mal documentados, bem como a insuficiências nos procedimentos financeiros e nos controlos postos em prática pelos organismos responsáveis pela execução e pelos supervisores; partilha da opinião do Tribunal de Contas segundo a qual os recursos das delegações são limitados, o que muitas vezes reduz a sua capacidade de realizar determinadas actividades; insta a Comissão a resolver este problema sem demora;
Relatório especial n.º 18/2009 do Tribunal de Contas 22. Acolhe favoravelmente o Relatório Especial n.º 18/2009 do Tribunal de Contas sobre a eficácia do apoio do FED à integração económica regional na África Oriental e Ocidental e a análise exaustiva realizada pelo Tribunal de Contas e deplora a situação insatisfatória por aquela revelada; salienta, porém, a sua preocupação face à falta de complementaridade entre as estratégias de cooperação regional e nacional da Comissão e assinala que a coordenação das estratégias regionais e nacionais é indispensável para incrementar a eficácia da ajuda prestada;
23. Declara-se profundamente preocupado com a insuficiente capacidade de absorção das organizações regionais; insta a Comissão a ter em conta, no quadro da revisão intercalar das estratégias regionais prevista para o primeiro semestre de 2011, a situação da cooperação regional e a dedicar particular atenção à possibilidade de rever os montantes atribuídos;
24. Reputa, todavia, inaceitável que o Tribunal de Contas não tenha conseguido avaliar alguns dos projectos financiados devido à inexistência de informações adequadas;
25. Entende que a União deveria estar representada em cada uma das organizações regionais por um chefe de delegação especificamente designado e que as delegações da União deveriam ser mandatadas para debater a uniformidade da composição dos diferentes agrupamentos regionais;
26. Salienta que, no seu Relatório Especial n.º 18/2009, o Tribunal de Contas avaliou como sendo apenas parcialmente eficaz o contributo do FED para a integração económica regional na África Oriental e Ocidental, a que foi atribuída uma percentagem considerável – mais de 50% – dos financiamentos do FED; solicita à Comissão que, antes do início do processo de quitação referente ao exercício de 2010, informe o Parlamento sobre as medidas tomadas na sequência das solicitações formuladas pelo Parlamento na sua resolução de 5 de Maio de 2010(44), que contém as observações que constituem parte integrante da sua decisão sobre a quitação pela execução do orçamento do oitavo, nono e décimo FED; congratular-se-ia igualmente com uma análise completa que ilustrasse quais destas medidas foram aplicadas com eficácia nas regiões visadas;
27. Considera que a integração económica regional pode gerar crescimento e emprego nos países em desenvolvimento e, assim, contribuir para reduzir a pobreza; louva, portanto, o facto de o financiamento do FED nesta área ter mais do que duplicado durante o período financeiro em questão;
28. Lamenta que o apoio do FED à integração regional ainda não se tenha revelado globalmente eficaz, principalmente devido à falta de capacidade das autoridades africanas, à sobreposição de adesões a organizações económicas regionais africanas, que leva a uma duplicação dos esforços e a uma dispersão dos recursos, e ao apoio e coordenação inadequados das delegações da Comissão, essencialmente devido à falta de recursos;
29. Solicita à Comissão que, consequentemente, intensifique o desenvolvimento de capacidades das organizações económicas regionais da África Oriental e Ocidental e das suas instituições, incluindo o apoio aos Parlamentos nacionais e à sociedade civil, e que incentive a convergência entre blocos regionais com vista a suprimir a sobreposição de adesões ao longo do tempo, respeitando entretanto a apropriação do processo por parte dos países parceiros; 30. Solicita à Comissão e ao Serviço Europeu para a Acção Externa que atribuam mais recursos às delegações da União, para que estas possam tratar mais eficazmente os processos de integração regional e assegurar maior coordenação e coerência entre os programas regionais e nacionais;
31. Insiste em que a União não deve pressionar os Estados africanos a assinarem acordos de parceria económica (APE) mais depressa ou de forma a abranger um maior leque de questões que aquele que desejam e insiste igualmente em que a União evite impactos negativos sobre agrupamentos regionais existentes ao acordar APE com países individuais;
32. Insiste em que a atribuição de fundos aos Estados mais pequenos, especialmente aos menos desenvolvidos, deve ser mais centrada no desenvolvimento económico sustentável, nomeadamente através de mecanismos de criação de riqueza, a fim de reduzir a dependência de "gigantes" económicos regionais, como a Nigéria, na África Ocidental; solicita à Comissão que prossiga o seu financiamento a programas regionais, conhecidos sob a designação de programas intra-ACP, que cubram a totalidade ou parte dos países de uma região determinada; Utilização de juros vencidos
33. Não concorda com a utilização dos juros financeiros vencidos em contas de tesouraria do FED (incluindo transferências procedentes do período 2001-2007), avaliados em 34 000 000 euros, para financiar despesas de pessoal, considerando que apenas deveriam servir para financiar despesas respeitantes a projectos e programas; solicita à Comissão que explique qual foi a política conduzida no passado e que, caso necessário, apresente, sem demora, propostas que visem alterar a regulamentação em vigor, em conformidade com este princípio;
34. Faz notar que a avaliação parlamentar do apoio orçamental não deve incidir exclusivamente nos riscos, mas também nos benefícios, bem como nos riscos e benefícios de modalidades alternativas de ajuda; convida a Comissão a fornecer informações sobre os casos em que os objectivos fixados para apoio a título do orçamento da UE foram alcançados e em que foram detectados problemas específicos dos países beneficiários;
35. Está ciente de que o apoio orçamental é um instrumento de desenvolvimento controverso, que oferece a vantagem de apresentar baixos custos de transacção, uma maior responsabilização e um diálogo reforçado entre parceiros e doadores, comportando, simultaneamente, o risco de apropriação indevida e de utilização não desejada dos fundos quando a gestão das finanças públicas por parte dos países destinatários não é suficientemente transparente, responsável e eficaz; sublinha que o apoio orçamental não constitui a resposta adequada a toda e qualquer situação, não devendo ser considerado como a única opção possível;
36. Assinala que, nos termos do artigo 25.º, n.º 1, alínea b), do Regulamento (CE) n.º 1905/2006(45), pode ser concedido apoio orçamental se o país parceiro der provas de transparência, fiabilidade e eficácia na gestão da despesa pública; expressa, neste contexto, a sua preocupação pelo facto de a interpretação "dinâmica" dos critérios de elegibilidade por parte da Comissão comportar o risco de ineficiência e ineficácia da despesa pública; exorta a Comissão a prosseguir os seus esforços de adequada justificação das suas decisões em matéria de admissibilidade do apoio orçamental, bem como as suas diligências tendentes a assegurar que todas as convenções de financiamento constituam um quadro de referência completo e claro, que permita avaliar o respeito das condições de pagamento;
37. Lamenta o elevado nível de erros nos pagamentos relativos ao apoio orçamental (35%); reitera o seu apelo à adopção de critérios de elegibilidade mais transparentes e objectivos de apoio orçamental e subscreve a recomendação do Tribunal de Contas dirigida à Comissão para que defina claramente "os indicadores, os objectivos, os métodos de cálculo e as fontes de verificação"(46); insta a Comissão a intensificar as auditorias e os sistemas de supervisão e de controlo, bem como a acompanhar e informar sobre a medida em que estes critérios estão a ser cumpridos, em conformidade com o disposto no n.º 1, alínea b), do artigo 25.º do Regulamento (CE) n.º 1905/2006;
38. Congratula-se com a publicação do Livro Verde sobre o futuro do apoio orçamental da UE aos países terceiros (COM(2010)0586), mas lamenta, que, não obstante o Parlamento a ter instado a fazê-lo, a Comissão não tenha elaborado um relatório anual sobre a utilização do apoio orçamental, incluindo a prestação de informações úteis, completas, fiáveis, analíticas e valorativas sobre o apoio orçamental previsto e concedido, a consecução dos resultados esperados, definidos pelos objectivos dos doadores e pelas estratégias nacionais, a existência de condições complementares e a sua qualidade, a eficácia do diálogo, o nível de harmonização entre doadores, o reforço complementar de capacidades e os respectivos efeitos, a melhoria concreta dos sistemas nacionais, as instituições responsáveis em sede de prestação de contas, as instituições de gestão das finanças públicas, as instituições de controlo e avaliação, o montante e a taxa das despesas irregulares, a análise da tipologia das irregularidades (sistémicas e não sistémicas) detectadas no quadro de controlos e auditorias e as medidas correctivas tomadas;
39. Recorda que o seu papel em matéria de apoio orçamental consiste em responsabilizar a Comissão pelos resultados das despesas e que o apoio orçamental é um instrumento de ajuda cujo controlo requer uma mudança de paradigma que substitua o mero controlo dos recursos atribuídos pela verificação dos resultados com base em indicadores, garantindo, assim, que as dotações destinadas à ajuda beneficiem a população do país beneficiário;
40. Considera que, no âmbito da revisão, pela Comissão, das orientações aplicáveis ao apoio orçamental, cumpre votar particular atenção aos sistemas de supervisão e controlo; espera que a Comissão reforce a monitorização e os relatórios anuais sobre a observância dos critérios de elegibilidade; recorda que os projectos de reforço de capacidades no âmbito das operações de apoio orçamental estão sujeitos ao sistema de supervisão e de controlo aplicável a quaisquer outros projectos, o que inclui auditorias;
41. Frisa que, em comparação com o observado relativamente ao oitavo e ao nono FED, se registou, no quadro do décimo FED, um aumento importante do peso do apoio orçamental e do ajustamento estrutural nas decisões de financiamento cumulativas; manifesta a sua preocupação face a esta evolução;
42. Recorda que Tribunal de Contas constatou, no seu Relatório Anual sobre os FED referente ao exercício de 2009, que os pagamentos relativos ao apoio orçamental foram afectados por uma elevada frequência de erros não quantificáveis, o que foi justificado com base no facto de "os relatórios de avaliação da gestão das finanças públicas elaborados pelas delegações não explicarem os critérios que deviam servir de base à avaliação dos progressos […], nem os progressos realizados nem as razões pelas quais o programa de reforma não pôde ser executado de acordo com o plano do governo beneficiário"(47); insiste em que a Comissão avalie esses pagamentos com maior rigor e aperfeiçoe as suas práticas de pagamento no futuro;
43. Exorta a Comissão a assegurar que as condições específicas para as parcelas variáveis com base no desempenho especifiquem claramente os indicadores, os objectivos, os métodos de cálculo e as fontes de verificação e que os relatórios das delegações forneçam uma demonstração estruturada e formalizada dos progressos observados na gestão das finanças públicas, definindo, para o efeito, os critérios em função dos quais os progressos são avaliados e registado, bem como as razões pelas quais o programa de reforma pode não ter sido implementado em conformidade com o plano;
44. Convida a Comissão a adoptar todas as medidas necessárias para lutar contra a corrupção nos países beneficiários, mantendo, para o efeito, um estreito diálogo com os governos dos países parceiros sobre problemas relacionados com a corrupção e, mediante a adopção de uma abordagem pró-activa, a assegurar a instauração de sistemas adequados e de sanções aplicáveis quando tal seja necessário; entende que a disponibilização de recursos financeiros deveria ser reconsiderada se essa cooperação não se concretizar e se não for possível obter nenhuma garantia quanto à eficácia elementar dos sistemas de combate à corrupção;
45. Reitera a sua opinião segundo a qual a participação dos Parlamentos nacionais, da sociedade civil e das autoridades locais dos países parceiros é indispensável para que estes se apropriem verdadeiramente do processo, e convida a Comissão a envidar todos os esforços para melhorar o diálogo com os diferentes organismos em todas as fases do processo de programação;
46. Exorta a Comissão a ajudar os países parceiros a desenvolver capacidades de controlo parlamentar e de auditoria e a envolver os Parlamentos nacionais, bem como a parceiros da sociedade civil local, na elaboração das suas estratégias nacionais de desenvolvimento;
47. Convida as suas comissões competentes a estabelecerem contactos directos com as comissões homólogas dos Parlamentos dos Países ACP beneficiários, por forma a encorajar e apoiar o respectivo papel na garantia da eficácia das ajudas mediante actividades de controlo parlamentar;
48. Insta a Comissão a assegurar uma melhor visibilidade das actividades financiadas pela União em países terceiros;
Declaração pública dos países beneficiários 49. Confirma a sua convicção de que a ajuda ao desenvolvimento, em geral, e o apoio orçamental, em particular, deveriam também depender de uma declaração pública ex ante emitida pelo governo do país beneficiário e assinada pelo respectivo ministro das Finanças sobre os problemas que afectam a estrutura da governação e da prestação de contas de cada país beneficiário;
50. Está extremamente preocupado com o facto de a taxa de lugares vagos nas delegações ser considerada um "risco importante"(48) e de as limitações ao nível dos recursos, a falta de pessoal e a elevada rotatividade do mesmo prejudicarem significativamente a implementação efectiva dos fundos do FED por parte da Comissão, em particular no que respeita à gestão de projectos, à formação, ao acompanhamento e a auditorias fiáveis e atempadas; espera, por conseguinte, que o Serviço Europeu para a Acção Externa conceda prioridade à dotação de todas as delegações com níveis adequados de pessoal qualificado, nomeadamente especialistas no domínio do desenvolvimento;
51. Lamenta que, embora os controlos ex ante levados a efeito pelos gestores orçamentais nos serviços centrais do EuropAid tenham sido avaliados pelo Tribunal de Contas como eficazes, este último tenha concluído que os sistemas de supervisão e controlo do EuropAid apenas foram parcialmente eficazes para garantir a regularidade dos pagamentos; 52. Recorda à Comissão que
no contexto da prevista revisão da sua estratégia global de controlo, o EuropeAid deverá elaborar um indicador-chave do impacto financeiro estimado dos erros não corrigidos após a realização de todos os controlos;
no âmbito dessa revisão, o EuropeAid deverá avaliar a relação custo-eficácia dos vários controlos, nomeadamente do sistema de controlo ex post das operações e analisar a pertinência e a viabilidade da realização de uma auditoria anual de uma amostra estatística representativa dos projectos encerrados;
relativamente ao apoio orçamental, o EuropeAid deverá garantir que as condições específicas aplicáveis aos pagamentos sejam claramente definidas e que os relatórios das delegações forneçam uma demonstração estruturada e formalizada dos progressos realizados ao nível da gestão das finanças públicas;
O mecanismo de investimento 53. Regozija-se, muito particularmente, com o facto de, durante o processo de quitação pelo exercício de 2009, o BEI ter apresentado, pela primeira vez, o seu relatório anual sobre a aplicação do mecanismo de investimento à Comissão do Controlo Orçamental e ter respondido exaustivamente às perguntas escritas e orais dos seus membros; solicita ao BEI que conclua um acordo-quadro com a comissão parlamentar responsável pelo processo de quitação pelos próximos exercícios, que contemple as informações a prestar pelo BEI;
54. Espera do BEI a confirmação de que não se observam sobreposições entre os projectos por aquele financiados e pela Comissão e reputa indispensável, como recordou a Directora-Geral do BEI competente para as operações que têm lugar no exterior da União, em 21 de Janeiro de 2011, perante a Comissão do Controlo Orçamental, um reforço substancial da coordenação entre a Comissão e o BEI; questiona-se sobre a pertinência de afectar pessoal do BEI às delegações da União; espera receber, até ao final do mês de Setembro de 2011, um relatório conjunto das duas instituições sobre o reforço da sua cooperação e sobre os procedimentos acordados, incluindo uma análise da eventual necessidade de destacar pessoal do BEI para as delegações;
55. Exorta o BEI a empreender todas as devidas diligências, certificando-se de que tem lugar uma consulta pública adequada a nível local sobre os aspectos, relacionados com o desenvolvimento, dos projectos abrangidos pela garantia da UE, antes da respectiva aprovação, incluindo o desempenho dos intermediários financeiros na utilização dos empréstimos concedidos pelo BEI; sustenta que, tratando-se de empréstimos a países em desenvolvimento, o BEI deve aplicar uma vigilância reforçada, em conformidade com procedimentos normalizados, ao abrigo das melhores práticas internacionais, no que respeita ao combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo;
56. Convida o BEI a centrar os seus relatórios nos resultados e a apresentar informações completas, pertinentes e objectivas sobre os resultados, os objectivos estabelecidos, os objectivos alcançados e as razões de eventuais desvios, bem como as avaliações realizadas e um resumo dos respectivos resultados;
57. Congratula-se com o facto de o BEI parecer mais empenhado em centrar-se na apresentação de resultados, bem como com o facto de o relatório anual sobre a aplicação de um mecanismo de investimento em 2010, em vias de finalização, incidir mais nos resultados do que o relatório de 2009; considera positivo que o BEI esteja a elaborar indicadores de resultados para o desenvolvimento, os quais deverão estar aptos a ser aplicados no segundo semestre de 2011;
58. Espera que o próximo relatório anual do BEI seja menos teórico e mais prático, em particular no referente aos resultados obtidos relativamente aos diferentes programas e acções financiados graças ao mecanismo de investimento ou através dos seus fundos próprios;
59. Solicita ao BEI que lhe transmita informações suplementares sobre a lista negra dos infractores, na observância da confidencialidade de utilização aplicável aos dossiês em aberto; acolhe favoravelmente a vontade expressa pelo BEI de criar uma unidade de luta contra a fraude e espera ser regularmente informado sobre a evolução do processo de criação dessa unidade;
60. Manifesta-se surpreendido com a declaração do BEI segundo a qual não existiria prática de fraude efectiva no quadro das acções conduzidas pelo BEI através do mecanismo de investimento;
61. Reputa indispensável a criação de uma auditoria generalizada de todos os projectos financiados pelo BEI que não se restrinja aos projectos importantes, debruçando-se também sobre o conjunto dos créditos e garantias a amortizar pelo BEI;
62. Convida a Comissão a acompanhar e a controlar atentamente a aplicação do mecanismo de investimento, a fim de assegurar que este cumpra o seu objectivo como instrumento de desenvolvimento, bem como a informar regularmente a Comissão do Controlo Orçamental sobre os resultados registados.
Relator de parecer: Thijs Berman
1. Congratula-se com os níveis recorde de autorizações alcançados em 2009; manifesta também satisfação com uma série de outras melhorias registadas na gestão do Fundo Europeu de Desenvolvimento (FED) pela Comissão, nomeadamente o reforço do ambiente contabilístico (novo sistema baseado nas regras da contabilidade de exercício), melhores orientações relativas ao apoio orçamental aos Estados frágeis e auditorias externas mais eficazes, eficientes e rigorosamente acompanhadas; reconhece, contudo, que os Estados frágeis necessitam, em primeiro lugar, de uma estratégia mais bem definida e de uma maior atenção a determinados sectores das suas economias;
2. Manifesta preocupação com algumas deficiências detectadas pelo Tribunal de Contas, em especial no tocante aos procedimentos de concurso público(49), aos controlos ex ante nas delegações(50) e aos sistemas de controlo interno dos países parceiros(51), e insta a Comissão a prosseguir com determinação e alargar os programas de formação existentes para o pessoal que trabalha nas delegações e nos gabinetes dos gestores orçamentais nacionais;
3. Lamenta o elevado nível de erros nos pagamentos relativos ao apoio orçamental (35%); reitera o seu apelo à adopção de critérios de elegibilidade mais transparentes e objectivos para o apoio orçamental e subscreve a recomendação do Tribunal de Contas dirigida à Comissão para que defina claramente "os indicadores, os objectivos, os métodos de cálculo e as fontes de verificação"(52); insta a Comissão a intensificar as auditorias e os sistemas de supervisão e de controlo, bem como a acompanhar e informar sobre a medida em que estes critérios estão a ser cumpridos, em conformidade com o disposto na alínea b) do n.º 1 do artigo 25.º do Regulamento que institui um instrumento de financiamento da cooperação para o desenvolvimento (ICD)(53);
4. Exorta a Comissão a ajudar os países parceiros a desenvolver capacidades de controlo parlamentar e de auditoria e a envolver os parlamentos nacionais, bem como a parceiros da sociedade civil local, na elaboração das suas estratégias nacionais de desenvolvimento;
5. Está extremamente preocupado pelo facto de a taxa de lugares vagos nas delegações ser considerada um "risco importante"(54) e de as limitações ao nível dos recursos, a falta de pessoal e a elevada rotatividade do mesmo prejudicarem significativamente a implementação efectiva dos fundos do FED por parte da Comissão, em particular no que respeita à gestão de projectos, à formação, ao acompanhamento e a auditorias fiáveis e atempadas; espera, por conseguinte, que o Serviço Europeu para a Acção Externa conceda prioridade ao equipamento de todas as delegações com níveis adequados de pessoal qualificado, nomeadamente especialistas no domínio do desenvolvimento;
6. Exorta a que o indicador de referência do ICD de consagrar 20% das despesas à educação básica e secundária e a cuidados básicos de saúde, incluindo à segurança do acesso à água e às instalações de saneamento, também se aplique ao FED; insta a Comissão a conferir maior ênfase à saúde materna, dado tratar-se do Objectivo de Desenvolvimento do Milénio relativamente ao qual os progressos se têm relevado mais decepcionantes;
7. Salienta que os mecanismos de ajuda ao desenvolvimento devem também destinar-se a promover a criação de riqueza e a apoiar as pequenas e médias empresas, uma vez que a criação de riqueza continua a ser uma ferramenta essencial para a redução da pobreza; recorda que, segundo as estimativas, os países em desenvolvimentos perdem anualmente 800 mil milhões de euros devido aos fluxos ilícitos de capitais e que a prevenção deste fenómeno poderá desempenhar um papel decisivo no alívio da pobreza e no cumprimento dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio;
8. Reitera o seu apoio à orçamentação do FED como forma de nortear as despesas por critérios mais democráticos, mais responsáveis, mais eficientes e mais transparentes; insiste, porém, em que a integração do FED no orçamento geral da União não deve conduzir a uma redução global das despesas com o desenvolvimento no que diz respeito aos dois actuais instrumentos de financiamento;
9. Exorta a Comissão a assegurar uma melhor visibilidade das actividades financiadas pela União em países terceiros.
Deputados presentes no momento da votação final Thijs Berman, Nirj Deva, Leonidas Donskis, Charles Goerens, Catherine Grèze, Filip Kaczmarek, Miguel Angel Martínez Martínez, Gay Mitchell, Norbert Neuser, Bill Newton Dunn, Maurice Ponga, Birgit Schnieber-Jastram, Michèle Striffler, Eleni Theocharous, Ivo Vajgl, Iva Zanicchi
Deputados presentes no momento da votação final Marta Andreasen, Jean-Pierre Audy, Inés Ayala Sender, Andrea Češková, Jorgo Chatzimarkakis, Luigi de Magistris, Tamás Deutsch, Martin Ehrenhauser, Jens Geier, Gerben-Jan Gerbrandy, Ingeborg Gräßle, Ville Itälä, Cătălin Sorin Ivan, Iliana Ivanova, Elisabeth Köstinger, Monica Luisa Macovei, Bart Staes
JO C 303 de 9.11.2010, p. 243.
JO C 303 de 9.11.2010, p. 253.
JO L 314 de 30.11.2001, p. 1 e JO L 324 de 7.12.2001, p. 1.
JO L 109 de 26.4.2007, p. 33.
JO L 252 de 25.9.2010, p. 39.
JO C303 de 9.11.2010, p. 243.
JO L 317 de 15.12.2000, p. 3. (16)
JO L 317 de 15.12.2000, p. 3. (28)
Declaração da Comissão sobre o artigo 5.º do ICD, Anexo à Comunicação da Comissão ao Parlamento Europeu de 24 de Outubro de 2006 (COM(2006)0628).
Ponto IX do Relatório Anual do Tribunal de Contas de 2009 relativo às actividades dos FED.
Ponto 30 do Relatório Anual do Tribunal de Contas de 2009 relativo às actividades dos FED.
Ponto 5 do Relatório Anual do Tribunal de Contas de 2009 relativo às actividades dos FED.
Ponto 3 do Relatório Anual do Tribunal de Contas de 2009 relativo às actividades dos FED.
Ver pontos 28 e 29 do Relatório Especial n.º 2/2005 do Tribunal de Contas sobre o apoio orçamental do FED aos países ACP (JO C 249 de 7.10.2005). (43)
Ponto 54 do Relatório Anual do Tribunal de Contas de 2009 relativo às actividades dos FED.
JO L 252 de 25.9.2010, p. 109.
Regulamento (CE) n.º 1905/2006 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 18 de Dezembro de 2006, que institui um instrumento de financiamento da cooperação para o desenvolvimento (JO L 378 de 27.12.2006, p. 41).
Ponto 55 do Relatório Anual do Tribunal de Contas de 2009 relativo às actividades dos FED.
Ponto 28 do Relatório Anual do Tribunal de Contas de 2009 relativo às actividades dos FED.
Ponto 40 do Relatório Anual do Tribunal de Contas de 2009 relativo às actividades dos FED.
Relatório anual do Tribunal de Contas sobre as actividades financiadas pelos oitavo, nono e décimo Fundos Europeus de Desenvolvimento (FED), JO C 303 de 9.11.2010, ponto IX.
Ibidem, pág. 260, ponto 30.
Ibidem, pág. 249, ponto 5.
Ibidem, pág. 266, ponto 55.
Ibidem, p. 262, n.º 40.

References: artigo 287
 artigo 33
 artigo 32
 artigo 276
 artigo 319
 artigo 142
 artigo 76
 artigo 77
 artigo 287
 artigo 33
 artigo 32
 artigo 74
 artigo 119
 artigo 142
 artigo 287
 artigo 33
 artigo 32
 artigo 74
 artigo 119
 artigo 142
 artigo 25
 artigo 25
 artigo 25
 artigo 5