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Timestamp: 2017-11-21 17:26:41+00:00

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Ação por cobrança indevida - Tim, Oi, Claro, Vivo, Net, Sky - Dano Moral - Modelo de petição | Modelo Inicial
Modelo de petição - Ação por cobrança indevida - Tim, Oi, Claro, Vivo, Net, Sky - Dano Moral
Atualizado: 08/10/2017 às 16:49
Modelo de petição inicial declaratória de inexistência de débito - descontos indevidos na fatura de TV a cabo, operadora de telefone, celular e internet.
Modelo de Petição: Ação por cobrança indevida - Tim, Oi, Claro, Vivo, Net, Sky - Dano Moral
inscrito no com endereço na nº na cidade de pelas razões de fato e de direito que passa a expor PRELIMINAR DE COMPETÊNCIA O juízo da presente Comarca revela-se competente para a propositura da presente ação nos termos do artigo 101 I do Código de Defesa do Consumidor. DOS FATOS Em o Autor foi surpreendido com uma cobrança indevida em sua fatura de realizado pela empresa Ré conforme documentos que junta em anexo. Ao tentar obter informações sobre a origem destes valores o Autor obteve respostas reiteradas que tratavam-se de cobranças de um plano contratado conforme protocolos de atendimento nºs Ocorre que o plano contratado pelo Autor trata-se de conforme faturas anteriores restando claro que se tratam de cobranças abusivas afinal em total incompatibilidade com os valores cobrados nos demais meses. O primeiro mês com valor exorbitante foi descontado diretamente da conta do Autor que logo que verificou o desconto suspendeu os demais pagamentos vindo a ser inscrito no cadastro de proteção ao crédito. Inconformado com o constrangimento infundado uma vez que ficou impedido de poder adquirir produtos no comércio o Autor busca a imediata retirada da inscrição no cadastro de inadimplentes bem como a composição do dano moral e material sofrido por abalo de crédito DA INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA Demonstrada a relação de consumo resta consubstanciada a configuração da necessária inversão do ônus da prova pelo que reza o inciso VIII do artigo 6º do Código de Defesa do Consumidor tendo em vista que a narrativa dos fatos encontra respaldo nos documentos anexos que demonstram a verossimilhança do pedido conforme disposição legal Art. 6º. São direitos básicos do consumidor ... VIII - a facilitação da defesa de seus direitos inclusive com a inversão do ônus da prova a seu favor no processo civil quando a critério do juiz for verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente segundo as regras ordinárias de experiências Trata-se da materialização exata do Princípio da Isonomia segundo o qual todos devem ser tratados de forma igual perante a lei observados os limites de sua desigualdade. Assim diante da inequívoca e presumida hipossuficiência uma vez que disputa a lide com uma empresa de grande porte indisponível concessão do direito à inversão do ônus da prova que desde já requer. DA AUSÊNCIA DE VÍNCULO CONTRATUAL Conforme narrado o débito cobrado trata-se de relação jurídica inexistente uma vez que não houve serviço contratado no valor cobrado. Inquestionável a aplicação do Código de Defesa do Consumidor recaindo diretamente ao Réu a responsabilidade dos danos extrapatrimonial e material ocasionado ao autor nos termos do artigo 14 da Legislação Consumerista onde independe de comprovação da culpa in verbis Art. 14. O fornecedor de serviços responde independentemente da existência de culpa pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos. Grifamos. Ao lecionar a matéria o ilustre Desembargador Sérgio Cavalieri Filho destaca “Todo aquele que se disponha a exercer alguma atividade no mercado de consumo tem o dever de responder pelos eventuais vícios ou defeitos dos bens e serviços fornecidos independentemente de culpa. Esse dever é imanente ao dever de obediência às normas técnicas e de segurança bem como aos critérios de lealdade que perante os bens e serviços ofertados quer perante os destinatários dessas ofertas. A responsabilidade decorre do simples fato de dispor-se alguém a realizar atividade de produzir estocar distribuir e comercializar produtos ou executar determinados serviços. O fornecedor passa a ser o garante dos produtos e serviços que oferece no mercado respondendo pela qualidade e segurança dos mesmos.” Programa de Responsabilidade Civil 8ª ed. Ed. Atlas S/A pág.172 . Grifei . Nessa toada a responsabilidade do banco réu é objetiva ou seja independentemente da existência de culpa motivo pelo qual deverá responder pelos danos causados ao autor. DO DESCONTO INDEVIDO DO BENEFÍCIO O AUTOR - DA REPETIÇÃO DE INDÉBITO O réu realizou a cobrança de valores indevidos na fatura do Autor o qual realizou o pagamento em estrita boa fé sem que este houvesse qualquer vínculo contratual com a mesma. Desta forma o réu deverá pagar ao autor os valores descontados em dobro e eventuais descontos futuros nos termos do parágrafo único do artigo 42 da Lei 8078/90 verbis Art. 42. ... Parágrafo único. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição de indébito por valor igual ao dobro do que pagou em excesso acrescido de correção monetária e juros legais salvo hipótese de engano justificável. A empresa ré agiu de forma negligente e imprudente pois realizou suposto negócio jurídico sem a autorização do Autor em nítida má fé sendo passível a repetição de indébito nos termos da Súmula 322 do Egrégio Tribunal da Cidadania “Para a repetição de indébito nos contratos de abertura de crédito em conta corrente não se exige a prova do erro”. Portanto inequívoca a responsabilidade e dever do réu no pagamento em dobro dos valores indevidamente descontados conforme memória de cálculo que junta em anexo. DO DANO MORAL Conforme demonstrado pelos fatos narrados e prova que junta no presente processo a empresa ré ao inscrever indevidamente a Autora no rol de inadimplentes deixou de cumprir com sua obrigação primária de zelo e cuidado com as informações que gere expondo o Autor a um constrangimento ilegítimo gerando o dever de indenizar. Segundo a jurisprudência Dano moral é " Lição de Aguiar Dias o dano moral é o efeito não patrimonial da lesão de direito e não a própria lesão abstratamente considerada. Lição de Savatier dano moral é todo sofrimento humano que não é causado por uma perda pecuniária. Lição de Pontes de Miranda nos danos morais a esfera ética da pessoa é que é ofendida o dano não patrimonial é o que só atingindo o devedor como ser humano não lhe atinge o patrimônio." TJRJ. 1a c. - Ap . - Rel. Carlos Alberto Menezes - Direito j. 19/11/91-RDP 185/198 . A Súmula 37 do Superior Tribunal de Justiça elucida o tema " O dano moral alcança prevalentemente valores ideais não goza apenas a dor física que geralmente o acompanha nem se descaracteriza quando simultaneamente ocorrem danos patrimoniais que podem até consistir numa decorrência de sorte que as duas modalidades se acumulam e tem incidências autônomas." Trata-se de dano que independe de provas conforme entendimento jurisprudencial DANO MORAL. INSCRIÇÃO DO AUTOR POR DÍVIDA DE OUTREM. CPF EQUIVOCADO. DANO IN RE IPSA QUE INDEPENDE DE PROVA. VALOR DOS DANOS MORAIS ADEQUADO. RECURSOS IMPROVIDOS. Recurso Cível Nº 71000526830 Segunda Turma Recursal Cível Turmas Recursais Relator Maria José Schmitt Sant Anna Julgado em 11/08/2004 APELAÇÃO CÍVEL. CONSUMIDOR. TELEFONIA. INDENIZAÇÃO. INSCRIÇÃO DO NOME DO CONSUMIDOR EM CADASTRO RESTRITIVO DE CRÉDITO. DANO MORAL CONFIGURADO. VALORAÇÃO. 1. Não tendo a demandada comprovado a existência dos débitos que deram causa ao registro do nome da autora em cadastros de inadimplentes bem como por outro lado havendo declaração emitida pela requerida no sentido da inexistência de pendências financeiras entre as partes há que se proclamar indevida a inscrição do que decorre o dever de reparação dos danos morais postulados . 2. A indenização por danos morais deve ser fixada considerando a intensidade do dano bem como as condições da vítima e do responsável de modo a atingir a função reparatória e penalizante. De igual modo não pode ser fonte de enriquecimento ilícito. Assim se a condenação imposta mostrar-se adequada e suficiente apta a atingir os fins a que se destina deve ser mantida. 3. Apelações improvidas. TJ-DF - APC 20130111920384 DF 0049503-64.2013.8.07.0001 Relator ARNOLDO CAMANHO DE ASSIS Data de Julgamento 20/08/2014 4ª Turma Cível Data de Publicação Publicado no DJE 10/09/2014 . Pág. 148 E nesse sentido a indenização por dano moral deve representar para a vítima uma satisfação capaz de amenizar de alguma forma o abalo sofrido e de infligir ao causador sanção e alerta para que não volte a repetir o ato uma vez que fica evidenciado completo descaso aos transtornos causados. DA LIMINAR - TUTELA DE URGÊNCIA PERICULUM IN MORA - O risco da demora se configura diante da continuidade da inscrição indevida do Autor no cadastro de inadimplente fato que vem gerando inúmeros transtornos e constrangimentos o que deve cessar imediatamente. possibilidade iminente de a Autora ser chamada para receber o imóvel e por via de re FUMUS BUNI IURIS - A probabilidade do direito ficou perfeitamente demonstrada diante da comprovação do abuso sofrido pela Autora como consumidora diante de um constrangimento ilegal. Requer-se assim que o Poder Judiciário tenha o bom senso de determinar a retirada imediata do nome do Autor do cadastro de inadimplentes sob pena de multa diária. DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA O Autor encontra-se desempregado não possuindo condições financeiras para arcar com as custas processuais sem prejuízo do seu sustento e de sua família conforme declaração de hipossuficiência cópia dos seus contracheques e certidão de nascimento dos filhos que junta em anexo. Por tais razões com fulcro no artigo 5º LXXIV da Constituição Federal e pelo artigo 98 do CPC requer seja deferida a AJG ao requerente. DO PEDIDO Ante o exposto requer A concessão da Assistência Judiciária Gratuita nos termos do art. 98 do Código de Processo Civil A citação do réu na pessoa de seu representante legal para querendo responder a presente demanda A concessão do pedido liminar para determinar que o Réu exclua imediatamente o nome do Autor do cadastro de inadimplentes Seja dada total procedência à ação determinando a inexistência dos débitos imputados ao Autor condenando o requerido a pagar ao requerente o valor correspondente à repetição de indébito no total de R$ Seja o requerido condenado a pagar ao requerente um quantum a título de danos morais a ser arbitrado por este juízo considerando as condições das partes principalmente o potencial econômico-social da lesante a gravidade da lesão sua repercussão e as circunstâncias fáticas A condenação do requerido em custas judiciais e honorários advocatícios Protesta provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitidas e cabíveis à espécie especialmente pelos documentos acostados. Dá-se à presente o valor de R$ . Termos em que pede deferimento. OAB/ ANEXOS 1. Documentos de identidade do Autor RG CPF Comprovante de Residência 2. Procuração 3. Declaração de Pobreza 4. Provas da ocorrência - Extrato demonstrando os débitos e Protocolo do pedido de revisão dos descontos 5. Provas da tentativa de solução direto com o réu e negativa de devolução do Banco

References: artigo 101
 artigo 6
 artigo 14
 artigo 42
 artigo 5
 artigo 98