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Timestamp: 2020-02-24 21:39:38+00:00

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Tribunal Superior do Trabalho TST - AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA : Ag-AIRR 4184520155070016 - Inteiro Teor
TST_AG-AIRR_4184520155070016_c1f51.rtf
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AGRAVO. AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. ACÓRDÃO PUBLICADO NA VIGÊNCIA DA LEI Nº 13.015/2014. MULTA POR EMBARGOS DE DECLARAÇÃO PROTELATÓRIOS. Conquanto o art. 1.022 do CPC de 2015 preveja a utilização dos embargos de declaração para suprir omissões, contradições e obscuridades porventura existentes no julgado, o art. 1.026, § 2º, do mesmo diploma legal autoriza a imposição de multa quando o referido remédio processual for utilizado com finalidade meramente protelatória, como no caso, razão pela qual não há falar em ofensa aos dispositivos apontados. Agravo não provido. INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. GRUPO ECONÔMICO. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. VERBAS TRABALHISTAS. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DO ÓBICE CONTIDO NA SÚMULA Nº 422, I, DO TST. Na minuta de agravo de instrumento, a parte agravante conduz sua linha de argumentação baseando-se nas premissas de ter o Regional deixado de processar o seu apelo em razão do óbice contido no art. 896, § 1º-A, da CLT e em decorrência da imprestabilidade dos arestos transcritos nas razões recursais, passando ao largo das razões lançadas no despacho que obstaculizou o processamento do apelo. Ocorre que, nos termos do entendimento contido no item I da Súmula nº 422 desta Corte, "Não se conhece de recurso para o Tribunal Superior do Trabalho se as razões do recorrente não impugnam os fundamentos da decisão recorrida, nos termos em que proferida". Agravo não provido.
Vistos, relatados e discutidos estes autos de Agravo em Agravo de Instrumento em Recurso de Revista nº TST-Ag-AIRR-418-45.2015.5.07.0016, em que é Agravante ENERGIMP S.A. e Agravados INVERALL CONSTRUÇÕES E BENS DE CAPITAL LTDA. E OUTRA e PAULO ARTHUR GOMES VIEIRA.
A parte agravante não renova, na minuta de agravo de instrumento, a insurgência relativa ao tema "julgamento extra-petita", razão pela qual não será objeto de exame, em respeito ao princípio da delimitação recursal.
Por outro lado, a irresignação relacionada à "negativa de prestação jurisdicional" não constou das razões da revista denegada, razão pela qual inviável a sua apreciação, porque inovatória.
Tempestivo o recurso (decisao publicada em 06/02/2017 - aba expedientes e recurso apresentado em 14/02/2017 -Id f745334).
Regular a representação processual (Id dd7a61d e 2d10e75.).
Satisfeito o preparo (Id. ce8c46a - Pág. 10, 4ca3913 - Pág. 1, 4ca3913 - Pág. 2 e 28080ac - Pág. 1).
- violação do (s) artigo 5º, inciso LV; artigo 5º, inciso XXXV, da Constituição Federal.
Insurge-se a recorrente contra manutenção da multa aplicada pelo magistrado de 1º grau em razão da interposição de embargos protelatórios.
Defende que "não pode ser penalizada por exercer seu direito constitucional de demandar uma prestação jurisdicional completa. Tem a parte o direito não só de ver apreciadas todas as questões que argúi, mas também de conhecer os fundamentos que ensejaram a rejeição de todas as questões que suscitou."
"DA MULTA APLICADA NA SENTENÇA DE EMBARGOS
Insubsistentes as razões recursais.
Do exame da peça constitutiva dos Declaratórios opostos pela ENERGIMP, sobressai a certeza de haver a ora recorrente incorrido em manobra de caráter protelatório, distanciando-se aquela iniciativa recursal do regular exercício do direito constitucional à ampla defesa.
É que nos Embargos a empresa deduziu questionamentos próprios de recurso à instância superior, arguindo julgamento" extra petita ", relativamente aos reflexos das horas extras, e pleiteando manifestação sobre argumentos de defesa sustentativos da inexistência de grupo econômico, os quais já haviam merecido o necessário enfrentamento pelo julgador de primeiro grau.
Em assim, acertada a imposição da multa."
Da leitura do acórdãos recorrido, constata-se que a Turma Julgadora manteve a multa pela interposição de embargos com intuito protelatório, tendo em vista que a empresa deduziu questionamentos próprios de recurso direcionado à instância superior.
Dessa forma, não se vislumbra violação aos dispositivos invocados, uma vez que, demonstrada a inexistência de contradição/omissão/obscuridade na decisão embargada, convenceu-se o Regional do caráter protelatório da medida, mantendo penalidade que tem amparo legal.
Ante o exposto, nega-se seguimento.
- violação do artigo 114; artigo 5º, inciso II, da Constituição Federal.
- violação da Lei nº 11101/2005, artigo 6º, § 2º; Consolidação das Leis do Trabalho, artigo 818.
- divergência jurisprudencial .
- violação aos arts. 141, 322, 373, I, e 492 do CPC.
A recorrente defende a incompetência da Justiça do Trabalho para condução do feito. Alega que "não é crível que a Justiça do Trabalho declare a existência do suposto grupo econômico entre a recorrente a primeira reclamada, sociedade em recuperação judicial, uma vez que a mesma carece de competência nesta esfera". Aponta violação ao art. 114, da CF e ao art. 6º da Lei nº 11.101/2005.
Sustenta a inexistência de grupo econômico, aduzindo que "o recorrido não produziu provas e sequer apresentou uma tese que pudesse estabelecer um liame capaz de ensejar a responsabilização da recorrente por atos praticados pela primeira reclamada".
Acrescenta que "o r. decisum que condenou a recorrente de forma solidária incorreu em aparente violação ao princípio da legalidade, com infringência direta e literal ao artigo 5º, inciso II, da Constituição Federal, uma vez que para o reconhecimento do suposto grupo econômico deve-se avaliar a existência, em maior ou menor grau, de uma unidade diretiva comum, bem como prova consistente desta existência, o que definitivamente não é o caso dos autos."
Aduz que "não sendo o recorrido empregado da recorrente, não há de se falar em condenação desta por descumprimento de prazo para quitação das verbas rescisórias ou até mesmo a aplicação de multa pelo teor do artigo 467 da CLT, ou em última análise repassar a obrigação de regularizar os depósitos do FGTS ou restituir os valores a título de previdência privada e vale alimentação."
Alega julgamento extra petita, por entender que "inexiste no caso em tela qualquer pedido de pagamento dos reflexos das horas extras em aviso prévio e multa compensatória de 40%".
Da leitura do acórdão acima transcrito, depreende-se que o julgado manteve a responsabilidade solidária (grupo econômico) das reclamadas pelo pagamento das verbas deferidas ao reclamante (inclusive vale alimentação, FGTS, restituição dos descontos previdenciários e multas dos art. 467 e 477, da CLT), sob o fundamento da existência de provas e documentos constantes dos autos. Assim, o pleito recorrente demandaria o exame dos fatos e provas, o que encontra óbice na súmula 126 do TST. Inviável, pois, quanto ao tema.
Quanto à competência desta Justiça Especializada, depreende-se que o acórdão se deu conforme atual, iterativa e notória jurisprudência do TST, incidindo, no caso, a súmula 333 do TST:
"RECURSO DE EMBARGOS REGIDO PELA LEI 11.496/2007. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. RECUPERAÇÃO JUDICIAL. DECISÃO DO STJ EM CONFLITO POSITIVO PELA COMPETÊNCIA DO JUÍZO EM QUE TRAMITA A RECUPERAÇÃO JUDICIAL. DEMANDA EM FASE DE CONHECIMENTO. PERMANÊNCIA DA COMPETÊNCIA ESPECIALIZADA ATÉ A FORMAÇÃO DO TÍTULO EXECUTIVO JUDICIAL. De ofício, analisa-se a competência desta Justiça Especializada, uma vez que o Superior Tribunal de Justiça encaminhou a esta Corte Superior cópia de decisão proferida em conflito positivo de competência, cuja conclusão foi pela competência do juízo no qual tramita o processo de recuperação judicial da VARIG. Todavia, a decisão mencionada não interfere no processamento do presente recurso de embargos. Primeiro, porque já se trata de competência do Tribunal Superior do Trabalho e não mais da Vara ou da Corte Regional. E, em segundo lugar, porque esta demanda encontra-se em fase de conhecimento e trata de pleitos de natureza tipicamente laboral, envolvendo empregador e empregado. Da exegese dos arts. 114, I, da Constituição Federal e 6º, §§ 2º e 3º, da Lei 11.101/2005, tem-se que a competência desta Justiça Especializada remanesce até a apuração do respectivo crédito, ou seja, até a formação do título executivo judicial, o qual uma vez quantificado somente poderá ser executado no juízo da recuperação judicial, mediante inscrição no quadro geral de credores. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DA TAP. EMPRESA QUE NÃO ADQUIRIU UNIDADE PRODUTIVA DA VARIG NO LEILÃO DO PROCESSO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL. ARTS. 2º, § 2º, 10 E 448 DA CLT. Hipótese na qual restou demonstrado que a responsabilidade solidária da TAP decorre da formação de grupo econômico com a Varig, mediante a aquisição de empresa que já compunha esse grupo, antes da deflagração do processo de recuperação judicial. Nessas circunstâncias, a responsabilidade solidária advém da incidência do art. 2º, § 2º, c/c arts. 10 e 448 todos da CLT, visto a Transportes Aéreos Portugueses (TAP), na qualidade de sucessora da Varig Engenharia e Manutenção (VEM), ter passado a compor o mesmo grupo econômico da Varig, assumindo, por sucessão, as obrigações trabalhistas contraídas pela sucedida. Não se tratando de aquisição de unidade produtiva da Varig no leilão promovido no processo de recuperação judicial, não há de se falar em incidência do art. 60, parágrafo único, da Lei 11.101/2005. Recurso de embargos conhecido e parcialmente provido." (E-ED-RR - 14300-72.2007.5.04.0005 , Relator Ministro: Augusto César Leite de Carvalho, Data de Julgamento: 18/10/2012, Subseção I Especializada em Dissídios Individuais, Data de Publicação: DEJT 26/10/2012)
"AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. RECUPERAÇÃO JUDICIAL. A Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar a lide na qual se discute a sucessão trabalhista na recuperação judicial, o que não se confunde com a incompetência da Justiça do Trabalho para a execução da ação trabalhista, a qual, posteriormente à apuração dos créditos, deve prosseguir no juízo em que se processa o plano de recuperação judicial, em obediência aos princípios da indivisibilidade e da universalidade. Denegação mantida. RECUPERAÇÃO JUDICIAL DA VARIG. DECISÃO DO TRT QUE MANTEVE O RECONHECIMENTO DA SUCESSÃO E DA RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DA VRG. DESVIRTUAMENTO DO PROCESSO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL. AUSÊNCIA DE ESPECÍFICO ATAQUE. PRECEDENTES. A decisão Regional concluiu, com base nos elementos de provas dos autos, que restou demonstrado que a alienação do integral ativo da Varig afastou a hipótese de incidência dos artigos 60 e 141 da Lei 11.105/2005, tal como posto na decisão regional. Tal aspecto, que sequer obteve efetivo ataque recursal, tem motivado a permanência da responsabilidade imposta, a teor dos precedentes desta Turma. De igual sorte, a permanência contratual do autor, cujo vínculo perdurou, em favor das reclamadas, sem solução de continuidade, estando, em seu termo final, já configurada a assunção do ativo da VARIG pela ora recorrente, ainda mais reforça a responsabilidade solidária imposta. Denegação mantida. Agravo de instrumento não provido." (AIRR - 109000-85.2008.5.05.0002, Relator Desembargador Convocado: Paulo Américo Maia de Vasconcelos Filho, Data de Julgamento: 18/11/2015, 6ª Turma, Data de Publicação: DEJT 19/02/2016)
Por fim, não há que se falar em julgamento extra petita, uma vez que o reflexo de horas extras em férias, 13º salário, FGTS, repouso semanal remunerado e valores rescisórios decorre de imposição legal. Além disso, houve pedido autoral nesse sentido.
- violação do (s) Código Civil, artigo 927.
Alega a recorrente que não praticou qualquer ato ilícito. Questiona, ainda, o valor arbitrado à condenação.
Nada a reformar neste tópico.
A reclamada WIND POWER admitiu, expressamente, não haver pago os salários de janeiro e fevereiro de 2015, bem como as verbas apuradas no termo de rescisão do contrato de trabalho, alegando dificuldades financeiras, que resultaram no deferimento de processo de recuperação judicial.
Além desse confessado inadimplemento, não comprovou a quitação dos meses de novembro e dezembro de 2014 e do décimo terceiro deste mesmo ano. Vê-se, assim, em um contrato empregatício que perdurou por quase dois anos, ausência de pagamento salarial em praticamente cinco meses, considerados os vinte dias do último mês de contrato, março de 2015, também inadimplidos. Não fora o bastante, tem-se que os vales-alimentação deixaram de ser fornecidos a partir de novembro de 2014.Tem-se, destarte, claramente configurada situação de mora salarial continuada, suficiente para ensejar o deferimento da indenização pretendida pelo trabalhador demandante. Ora, o pagamento de salário é uma das principais obrigações assumidas pelo empregador em face do empregado, que cumpre o dever de lhe prestar serviços, na expectativa de receber a contraprestação pecuniária ajustada. A remuneração é o meio de subsistência do trabalhador, que lhe possibilita adquirir os bens da vida para si e para sua família. O atraso reiterado e injustificado desse pagamento atinge gravemente sua dignidade, na medida em que o impede de atender às necessidades inerentes à própria existência, tais como alimentação, moradia, saúde e educação, causando, assim, graves e notórios danos, que dispensam comprovação e se impõem indenizados. É o pensar expresso na elucidativa ementa abaixo transcrita:"(...) INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. MORA REITERADA NO PAGAMENTO DE SALÁRIOS. DESNECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DE PREJUÍZO. DANO IN RE IPSA. O empregado oferece sua força de trabalho em troca de pagamento correspondente para a sua sobrevivência. Se não recebe seus salários na época aprazada, fica impedido de arcar com os custos de sua subsistência e de sua família. Frisa-se que o salário possui natureza alimentar. Ressalta-se que é extremamente fácil inferir o abalo psicológico ou constrangimento sofrido por aquele que não possui condições de saldar seus compromissos na data estipulada, porque não recebeu seus salários em dia. Nessas circunstâncias, é presumível que a empregada se sentia insegura e apreensiva, pois não sabia se receberia seu salário no prazo legal. Portanto, o reiterado ato ilícito praticado pela reclamada acarreta dano moral in re ipsa, que dispensa comprovação da existência e da extensão, sendo presumível em razão do fato danoso - não recebimento dos salários na época certa. Dessa forma, não se cogita da necessidade de a reclamante comprovar que o pagamento dos seus salários com atraso teria acarretado prejuízo psicológico e íntimo ou afetado sua imagem e honra. Recurso de revista não conhecido. (...)"(TST; 2ª Turma; RR - 347-90.2012.5.04.0029; Relator Ministro José Roberto Freire Pimenta; DEJT 14/08/2015).
Frise-se, por relevante, que a reparação é postulada com base, também, nos constrangimentos decorrentes da suspensão do plano de saúde do reclamante e do não-recolhimento dos valores remuneratórios deduzidos para o plano de previdência complementar.
Nesse compasso argumentativo, considerando a gravidade da situação e tendo em conta, também, a remuneração percebida, superior a R$ 8.000,00, no desempenho da função de Coordenador de Planejamento, bem como a condição econômica das partes envolvidas, tem-se por razoável o montante indenizatório fixado na Sentença."
Partindo das premissas fixadas no acórdão (atraso reiterado e injustificado do pagamento salarial; suspensão da entrega dos vales-alimentação; suspensão do plano de saúde; não recolhimento dos valores remuneratórios deduzidos para o plano de previdência complementar; reconhecimento do grupo econômico e da responsabilidade solidária), depreende-se que a pretensão da parte recorrente importaria, irremediavelmente, no reexame de fatos e provas, diante da necessária análise acerca dos elementos caracterizadores da responsabilização civil, bem como das circunstâncias que, na espécie, serviram de parâmetro para a fixação do valor reparatório. Assim, eis que incide o óbice da Súmula 126 do c. Tribunal Superior do Trabalho, inviabilizando o seguimento do presente recurso, inclusive por dissenso jurisprudencial.
A questão do grupo econômico já fora analisada em tópico anterior.
MULTA POR EMBARGOS DE DECLARAÇÃO PROTELATÓRIOS
No agravo de instrumento, a parte ora agravante apontou ofensa aos arts. 5º, XXXV e LV, da Constituição, 832 da CLT e 1.022, I, do CPC.
Sustentou, em síntese, que os embargos de declaração opostos não se revelaram protelatórios, razão pela qual a multa que lhe foi aplicada é profundamente injusta e contrária ao direito.
Conforme se depreende do acórdão declaratório transcrito alhures, o e. TRT registrou ter o "recorrente incorrido em manobra de caráter protelatório, distanciando-se aquela iniciativa recursal do regular exercício do direito constitucional à ampla defesa".
Conquanto o art. 1.022 do CPC de 2015 preveja a utilização dos embargos de declaração para suprir omissões, contradições e obscuridades porventura existentes no julgado, o art. 1.026, § 2º, do mesmo diploma legal autoriza a imposição de multa quando o referido remédio processual for utilizado com finalidade meramente protelatória, como no caso, razão pela qual não há falar em ofensa aos dispositivos apontados.
INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. GRUPO ECONÔMICO. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. VERBAS TRABALHISTAS. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DO ÓBICE CONTIDO NA SÚMULA Nº 422, I, DO TST
O despacho de admissibilidade denegou seguimento ao recurso de revista quanto aos temas "grupo econômico", "responsabilidade solidária - verbas trabalhistas" e "indenização por danos morais", ante o óbice da Súmula 126, e no tocante ao tema "incompetência da Justiça do Trabalho" em razão da incidência da Súmula 333, ambas desta Corte.
Na minuta de agravo de instrumento, a parte reclamada, ora agravante, conduz sua linha de argumentação baseando-se nas premissas de ter o Regional deixado de processar o seu apelo em razão do óbice contido no art. 896, § 1º-A, da CLT, e em razão da imprestabilidade dos arestos transcritos, passando ao largo das razões lançadas no despacho que obstaculizou o processamento do apelo.
Ocorre que, nos termos do entendimento contido no item I da Súmula nº 422 desta Corte, "Não se conhece de recurso para o Tribunal Superior do Trabalho se as razões do recorrente não impugnam os fundamentos da decisão recorrida, nos termos em que proferida".
"(...) RECURSO DE EMBARGOS INTERPOSTO PELO OGMO. AGRAVO DE INSTRUMENTO INTERPOSTO PELO RECLAMANTE PROVIDO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO AOS FUNDAMENTOS DO DESPACHO AGRAVADO. APLICAÇÃO DA SÚMULA 422, I, DO C. TST. O agravo de instrumento é o recurso adequado para o fim de destrancar o recurso de revista, e está previsto no art. 897, alínea b, da CLT. Nos termos do inciso I e II da Instrução Normativa 16 do TST, o agravo de instrumento será dirigido à autoridade prolatora do despacho que negou seguimento ao recurso. Contudo, incumbe à agravante, em respeito ao princípio da dialeticidade, impugnar os fundamentos da decisão. A c. Turma, ao conhecer do agravo de instrumento, contrariou os termos da Súmula 422 do c. TST, eis que a parte agravante sequer indica o tema sobre o qual impugna o despacho, nem mesmo explicita qual dos dispositivos constitucionais indicados no recurso de revista e os argumentos decorrentes da violação indicada, limitando-se a afirmar que demonstrou violação de"dispositivos legais constitucionais", sem a exposição do fato e do direito ou as razões do pedido de reforma. A ausência de fundamentação torna-se clara, diante de petição desassociada de argumentos relacionados com a matéria do recurso de revista, em face do fim a que se destina o agravo de instrumento, o que determina o seu não conhecimento, tornando prejudicado o exame dos demais temas dos Embargos e dos recursos opostos pelas demais embargantes. Embargos conhecidos e providos." (ED-E-ED-RR - 1559-87.2010.5.02.0445 , Relator Ministro: Aloysio Corrêa da Veiga, Data de Julgamento: 08/06/2017, Subseção I Especializada em Dissídios Individuais, Data de Publicação: DEJT 16/06/2017)
"AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. ACÓRDÃO PUBLICADO NA VIGÊNCIA DA LEI Nº 13.015/2014. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DO ÓBICE CONTIDO NA SÚMULA Nº 422, I, DO TST. O r. despacho agravado denegou seguimento ao recurso de revista, sob o fundamento de que a parte não cuidou de transcrever o trecho da decisão regional que demonstra o prequestionamento das questões revolvidas no apelo, nos termos do art. 896, § 1º-A, da CLT. Na minuta de agravo de instrumento, a parte agravante passa ao largo da referida fundamentação, atraindo o obstáculo contido no item I da Súmula nº 422 desta Corte, segundo o qual"Não se conhece de recurso para o Tribunal Superior do Trabalho se as razões do recorrente não impugnam os fundamentos da decisão recorrida, nos termos em que proferida". Agravo de instrumento não conhecido." (AIRR - 3115-34.2013.5.06.0211 , Relator Desembargador Convocado: Breno Medeiros, Data de Julgamento: 16/12/2015, 8ª Turma, Data de Publicação: DEJT 18/12/2015)
"AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA INTERPOSTO PELA DISTRIBUIDORA DE GÁS LP AZUL S.A. CONTRA ACÓRDÃO PUBLICADO NA VIGÊNCIA DA LEI Nº 13.015/2014. EXECUÇÃO. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. BENEFÍCIO DE ORDEM. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INOBSERVÂNCIA DO PRINCÍPIO DA DIALETICIDADE. NÃO CONHECIMENTO. INTELIGÊNCIA DA SÚMULA Nº 422, ITEM I, DO TST. I - A agravante sustenta ter observado os requisitos de admissibilidade do recurso de revista elencados nas líneas a e c do artigo 896 da CLT, porquanto indicou violação a dispositivos constitucionais e legais, além de divergência jurisprudencial. II - Na sequência, reitera a tese defendida no apelo extraordinário e a alegação de afronta ao artigo 5º, incisos LIV e LV, da Constituição, além de divergência jurisprudencial. III - Dessa argumentação, percebe-se facilmente que a agravante não se contrapõe, em nenhuma linha das suas razões recursais, ao fundamento norteador do despacho agravado, consistente na aplicação do óbice previsto no inciso Ido § 1º-A do artigo 896 da CLT, acrescido pela Lei nº 13.015/2014. IV - Depara-se, assim, com o absoluto divórcio entre os fundamentos do despacho impugnado e os argumentos lançados no agravo de instrumento, na contramão do princípio da dialeticidade inerente a todos os recursos, segundo o qual é imprescindível que as razões recursais guardem estreita afinidade com o fundamento da decisão recorrida. V - Nesse sentido, nos termos do item I da Súmula nº 422 do TST, o recurso que não refuta os fundamentos de fato e de direito da decisão recorrida deve ter sua admissão inviabilizada. VI - Agravo de instrumento não conhecido." (AIRR - 904-71.2012.5.15.0126 , Relator Desembargador Convocado: Roberto Nobrega de Almeida Filho, Data de Julgamento: 08/11/2017, 7ª Turma, Data de Publicação: DEJT 10/11/2017)
Não tendo sido observado o requisito de admissibilidade do agravo de instrumento, conforme preconizado no verbete mencionado, uma vez que a agravante deixou de atacar as razões lançadas no despacho denegatório do recurso de revista quanto aos temas recorridos, nego provimento ao agravo.
PROCESSO Nº TST-Ag-AIRR-418-45.2015.5.07.0016
Disponível em: https://tst.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/744978054/agravo-de-instrumento-em-recurso-de-revista-ag-airr-4184520155070016/inteiro-teor-744978125

References: artigo 5
 artigo 5
 artigo 114
 artigo 5
 artigo 6
 artigo 818
 artigo 5
 artigo 467
 artigo 927
 artigo 896
 artigo 5
 artigo 896