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Timestamp: 2018-11-17 03:33:42+00:00

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SERVIÇO DE VERIFICAÇÃO DE ÓBITOS DO INTERIOR UNIDADE 67 DA USP
O Serviço de Verificação de Óbitos do Interior, criado pela Lei 5452 de 22.12.1986, tem sua origem nos primeiros anos da criação do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto.
No ano de 1953, primeiro ano de funcionamento do Departamento de Patologia da FMRP, foi criado um Serviço de Autópsias e um Laboratório de Histopatologia, mesmo em condições precárias, para obter material didático para o curso de Medicina. A Santa Casa de Misericórdia de Ribeirão Preto contribuiu, decisivamente, nos primeiros tempos da Faculdade, pois era o único hospital local em condições de permitir um começo das atividades práticas ambulatoriais e de enfermaria dos Departamentos Clínicos. O Departamento de Patologia utilizou o Velório do hospital e uma sala com duas mesas de autópsias.
Inicialmente a realização das necropsias encontrou sérias dificuldades, devidas à resistência de familiares dos falecidos, de enfermeiras e até mesmo de médicos, não habituados com o exame "post mortem". O Serviço de Patologia Cirúrgica foi mais facilmente aceito e já no terceiro ano de funcionamento examinara cerca de 2.000 biópsias. As instalações provisórias persistiram até meados de 1954, quando o Departamento passou a ocupar instalações definitivas na Fazenda Monte Alegre. O Departamento foi instalado definitivamente naquele que é hoje o Edifício "Prof. Fritz Köberle" do "Campus" da USP de Ribeirão Preto. Havia ali cerca de 1200 m2 que permitiram não só a transferência das instalações provisórias anteriores, mas a sua ampliação e a criação de novos setores.
A Lei 1467 de 26/12/1951, que criou a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, previa o Serviço de Verificação de Óbitos (S.V.O.) no seu artigo 15, com autorização para realizar verificações de óbito com as mesmas prerrogativas atribuídas pela Lei Estadual 717, de 30.05.1950 à Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Entretanto o SVO em Ribeirão Preto, iniciou-se somente em 1954 onde o SVO incumbia-se da execução de Necropsias e preenchimento de atestados de óbitos. Este é um serviço prestado à Comunidade, que visa esclarecer a "causa mortis" em todos os casos de função natural sem assistência médica. A sua criação revelou, em Ribeirão Preto, a alta importância da morte súbita, frequente entre os habitantes da região e carreou para a Universidade um precioso material, que antes se perdia entre as causas indeterminadas de óbitos ou na cômoda certificação de supostas causas sem comprovação necroscópica. Quando se instalou o Hospital das Clínicas na Maternidade "Sinhá Junqueira", o Departamento já realizava necropsias do S.V.O, permanecendo vinculado aos Serviços Técnicos sob a supervisão do Diretor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, de acordo com o Decreto n. 37077 de 8/8.1960. Este dispunha sobre o regulamento em seu artigo 12, estabelecendo o ítem 5, § Único “A organização e funcionamento dos Serviços Técnicos serão previstos em Regimento Interno.
Em decorrência da Lei 10.095 de 3/5/1968, que dispunha sobre o Serviço de Verificação de Óbitos no município de São Paulo e pelo Decreto 51014 de 5/12/1968, reinstituiu-se e reorganizou-se o SVO da capital. Foi constituído um Grupo de Trabalho com a finalidade de estudar possibilidade e conveniência de reformulação do sistema de Verificação de óbitos, para estudar os problemas de Atestados de óbitos por causa da Lei de Registros Públicos, 6015 de 31/12/1973, que determinou (art.77), que nenhum sepultamento seria feito sem certidão Oficial de registro do lugar do falecimento. A lei era bastante clara, no sentido de determina que somente onde não houvesse médico o registro seria feito com 2 testemunhas, e ainda tivesse determinado que em casos de óbitos sem assistência médica, ou com moléstia mal definida, o atestado seria fornecido pela Secretaria da Saúde; o cumprimento dessa lei foi impossível devido ao despreparo técnico dos médicos das Unidades Sanitárias para realizar necropsias. O Grupo de trabalho então sugeriu a alteração da lei para melhorias nesta área.
Em 30.03.1970, pelo decreto Lei 211, que dispunha sobre normas de promoção, preservação e recuperação da saúde, no Campo da competência da Secretaria da Saúde, artigo 24, foram revogadas 13 leis, 6 decretos-leis e 14 decretos, num dos quais (Decreto-lei 15.373 de 26.12.45), se criou um verdadeiro vácuo no interior do estado, onde já não existiam serviços de necroscopia credenciados, constituindo-se um sério problema comunitário. Surgiu então o Regimento da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, na Resolução 546 de 1/11/74 que dispunha no seu artigo 8 “Os órgãos técnicos e administrativos da FMRP, subordinados ao Diretor, terão sua organização e funcionamento disciplinados em regimento especial”. Somente com a resolução n. 1139 de 12/7/77, que dispôs sobre a estrutura provisória técnico-administrativa do “Campus” de Ribeirão Preto, o Serviço de Verificação de Óbitos foi totalmente excluído, constatando-se então que embora já com 25 anos de funcionamento, suas instalações precárias e encontrava-se na triste condição de não ter até aquela data a sua organização e funcionamento disciplinados pela administração, e nem tampouco autoridade para exigir uma destinação de verbas específicas por parte do Governo do Estado, como já acontecia com o Serviço de Verificação de Óbitos da Capital.
Foi então transferido o SVO da direção da FMRP, para a Chefia o Departamento de Patologia da FMRP, que já era autorizado a realizar autópsias desde o Artigo 15 da Lei 1467 que criou a FMRP, mesmo não tendo o serviço organizado nos moldes da capital, pretensão manifestada durante muitos anos (Proc. 22080/71 -USP). Foi após muitos anos de estudos, alguns grupos de trabalhos, e projetos de leis sobre a reformulação do sistema de verificação de óbitos que se chegou à criação do SVO do Estado de São Paulo
A Secretaria a Saúde organizou um grupo de trabalho, conforme a Resolução SS32 de 27/6/1983, com a finalidade de estudar a reformulação do Sistema de Verificação de Óbitos implantado pela Lei 51014 de 5.12.1968 e que se tornava necessária devidos aos sérios problemas existentes. A secretaria da Saúde acatou a proposta deste grupo e enviou-a ao Excelentíssimo Senhor Governador sugerindo então a criação desse novo serviço, e no que se referia à Universidade de São Paulo dentro de sua experiência nessa prestação de serviços à comunidade e da boa experiência prévia de trabalho desenvolvido pelo Serviço de Verificação de Óbitos do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da USP, considerou-se que o novo serviço deveria continuar vinculado à USP. Esta vinculação então far-se-ia pela criação de um Serviço de Verificação de Óbitos do Estado, desdobrado para atender a grande São Paulo (SVOC) e o Interior do Estado (SVOI), ambos continuando ligados ao Departamentos de Patologia das respectivas Faculdade de Medicinas (FMUSP e FMRP-USP).
O Serviço foi então reorganizado através da Lei no. 5.452, de 22 de dezembro de 1986, que enuncia em seu Artigo 14: O Serviço de Verificação de Óbitos do Interior- SVOI criado por esta lei, e que dai por diante seria da responsabilidade do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo" tendo como competência todo o disposto no artigo 3, desde que a morte tenha ocorrido no município de Ribeirão Preto e legalmente habilitada para credenciar instituição públicas ou privadas para a instalação de SVO em outros municípios do Estado de São Paulo.
Através de Portaria do Gabinete do Reitor da USP- 2246 de 18.3.87, que estabelece critérios para a
escolha dos Diretores do Serviço de Verificação de Óbitos da Capital e do Interior, estes serão sempre
escolhidos pelo Reitor, de listas tríplices de nomes, formuladas respectivamente pelos Conselhos de
Departamento da Faculdade de Medicina de São Paulo e da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, um
para cada cargo, tendo estes mandato de dois anos, permitida uma recondução sucessiva. (Processo
85.1.12467.1.0).
Em 1/4/1987 foi nomeado o diretor do SVOI, que tomou providências : A partir de 28.10.87 solicitou a
contratação de pessoal necessário a saber 3 médicos, 3 técnicos de autópsia, l técnico de histologia, l
técnico de nível superior e um secretário. Esta contratações se concretizaram de dezembro de 1987 à junho
de l988.
- O Regimento Interno do SVOI foi regulamentado com a resolução 3462 de 11.10.88 publicado em 14.10.88
(processo 88.1.7591.1.1).
- Em 21.10.1988 implantada a Rede Astir, para a realização direta dos Serviços Administrativos da Unidade
com a Reitoria (processo 88.1.221.70.7).
Foram credenciados SVOs a saber: Botucatu/UNESP em 01/07/88 (desativado em 01/2006 e
reativado em 22/07/2010- para credenciamento na Rede Nacional ) HCFMRP em 15.12.89(desativado,
reativado em 23/07/2010- Rede Nacional); Taubaté em 19.09.90; Campinas 24.04.91, São José do Rio
Preto/FUNFARME em 04.05.92, Araraquara, em 03.08.04(desativado, aberto em Américo Brasiliense pela
Rede nacional) e Santos 07/07/06, Franca em 09/04/09(reativado 28/09/2011), em 2015 -credenciamento na
rede nacional), Marília em 01/12/09 ), Mococa em 21/01/10, Barretos em 29/03/10, Presidente Prudente em
30/03/10, Indaiatuba em 23/08/10 e Américo Brasiliense em 09/06/11. Algumas cidades pediram a Lei e
algumas em fase de implantação: Sorocaba, Limeira, São José dos Campus, Pindamonhangaba
(pleiteando a Rede Nacional – 2015).
.-Em 6.12.94 concretizada Minuta de Convênio entre a Universidade de São Paulo através do SVOI e a
Universidade de Milão/Itália. Pelo intercâmbio de conhecimentos e investigação com a vinda de
pesquisadores italianos ao Brasil e a ida de pesquisadores do Brasil à Itália e por causa deste convênio a
verba do SVOI aumentou por colaboração com a pesquisa da FMRP.
Os recursos materiais do Serviço de Verificação de Óbitos do Interior provem do Estado através de
verbas destinadas à Universidade de São Paulo para, fundamentalmente realizar a prestação de Serviços à
Comunidade embora estenda suas funções ao apoio e à pesquisa, através de estudos e fornecimento de
material anátomo-patológico aos docentes e demais integrantes do Departamento de Patologia da FMRP.
O SVOI esteve localizado no "Campus" de Ribeirão Preto, Edifício "Prof. Fritz Köberle"-
Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto até dia 18.04.2000. A partir desta
data, mudou-se para o prédio do Centro de medicina Legal de Ribeirão Preto (CEMEL), localizado à Rua
Tenente Catão Roxo, 2418, Monte Alegre.
Administração: Compreende os serviços de secretaria, recursos humanos, comunicações, contabilidade,
compras e almoxarifado realizado por 1 Secretária, 2 técnicos para assuntos administrativos- Contabilidade
e compras, 1 auxiliar de administração e 1 motorista.
Sala de Necropsias: Instalada em ampla área, equipada com 2 mesas. Atualmente são realizadas cerca de
1100 necropsias anuais. As instalações de apoio, anexas, compreendem: Necrotério (sala de preparo de
cadáveres); geladeiras para 06 cadáveres; congelador para 1 cadáver; sala de montagem de peças para
museu e laboratório de histopatologia. O serviço é realizado por 7 médicos, 5 técnicos de autópsia, 2
auxiliares de necropsia e 1 técnica de laboratório.
- SVOI ofereceu até 2003, estágio voluntário de técnico de necropsia e de laboratório a pessoas com
conhecimentos em área de saúde, interessados em concursos públicos. No momento fornece treinamento
apenas para pessoal de outros SVOs que estão em fase de implantação.
É a mais antiga atividade assistencial do Departamento de Patologia. A tabela abaixo resume o movimento
de necropsias realizado a partir de 1954. Até 1972 as necropsias foram todas realizadas no Edifício Fritz
Köberle do "Campus".
O material das necropsias provinha de duas fontes:
- O Serviço de Verificação de Óbitos (atualmente SVOI)
- O Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina ,
A importância do SVO para a Comunidade e para as pesquisas realizadas pelo Corpo Docente do
Departamento já foi salientada no Histórico. Vale a pena repetir que através delas foi possível avaliar a
importância nosológica da moléstia de Chagas em nossa região. Para o Hospital das Clínicas, as autopsias
têm um papel fundamental na instrução dos estudantes de medicina, para a especialização dos médicos
residentes, para a educação continuada dos pós-graduandos e do corpo docente das áreas Clínicas e para o
controle de qualidade do serviço médico. Compreendendo a importância o Departamento concordou em
desmembrar este serviço, criando uma sala de necropsias dentro do próprio HC a partir de 1972.
A necropsia é um ato médico, que no SVOI envolve a participação de um médico (responsável pelo
caso) e de Técnico de necropsia. Ela compreende o exame direto do cadáver, à vista desarmada, numa
sequência de análise do tegumento e dos órgãos internos desde o crânio até as extremidades, com duração
média de aproximadamente 2 horas. A este exame macroscópico, segue-se o processamento e análise de
preparações microscópicas, ainda envolvendo os médicos e o histotecnologista. Terminada esta fase os
médicos elaboram um relatório escrito circunstanciado dos achados macro e microscópicos bem como a
interpretação dos processos fisiopatológicos relativos às doenças de que o indivíduo era portador.
De cada necropsia é preservado o relatório, os blocos de parafina dos fragmentos de órgãos colhidos
na macroscopia e as preparações histopatológicas. Todo este material é arquivado para uso posterior no
Ensino, na Pesquisa ou para ulterior consulta quando de interesse da Justiça ou dos Serviços de Saúde da
Comunidade. O acervo atual monta a aproximadamente 59380 necropsias arquivadas. Saliente-se que o
volume de dados arquivados nos primeiros 20 anos (1954-1974) dobrou nos 34 anos subsequentes (1975-
2008) e diminuiu 2008/2010 com a criação do SVO da Rede Nacional dentro do SERPAT, para atender
as cidades do DRS 8 e DRS13. De 2010 até 2015, estamos em pleno aumento do nº de necropsias.
Programa de Atualização Continuada - SVOI (PAC-SVOI)
Teve seu início no ano de 2003 cujo o objetivo geral é proporcionar aos profissionais do SVOI
oportunidade de atualização em temas científicos relacionados à atividades que exercem. Foram realizadas
as seguintes palestras e/ou seminários no ano de 2003: 13/03 - "As quatro febres hemorrágicas que
ocorrem no Brasil". Prof.Dr. Luiz Tadeu Moraes Figueiredo - Unidade Multidepartamental de Pesquisa em
Virologia -FMRP-USP- 09/05 - "Necropsia peri-natal" ,Prof.Dr. Luiz Cesar Peres - Professor Associado do
Departamento de Patologia - FMRP-USP. 06/06 - "Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS): proteção
individual na sala de autópsia". Prof.Dr. Antonio Pazin Filho - Coordenador da Clínica Médica da
Unidade de Emergência- HCRP-FMRP-USP. 24/07 - "Erros mais frequentes em necropsia médicolegais".
Prof.Dr. Genival Veloso de França - Professor Titular de Medicina Legal- da Universidade
Federal da Paraíba. 25.07 - "Perícia do erro médico" Prof.Dr. Genival Veloso de França - Professor
Titular de Medicina Legal - da Universidade Federal da Paraíba. 05/09 - "Atividade física e redução de
fatores de risco".Dr. Alexandre Mader Seixas - Médico Ortopedista – Especialista em Medicina do Esporte -
Clinica Humane .10/10- "Dengue e febre amarela: vasculopatias infecciosas e resposta fenotípica e
citocínica do hospedeiro". Profa. Dra. Maria Irma Seixas Duarte - Professora Titular do Departamento de
Patologia da Faculdade de Medicina da USP, 31/10 - "Ponte miocárdica" - apresentação de casos -
correlação clínico patológica. Dr. Elias de Mello Ayres Neto - Serviço de Hemodinâmica do Hospital São
Lucas e do Hosp. das Clínicas de Ribeirão Preto . Dr. Dayr Kiomizu Kazava - Médico Patologista do Serv. de
Verificação de Óbitos do Interior (SVOI- USP) e Médico do Laboratório Privado de Patologia de Ribeirão
Preto (LPC). 02/12 - "Patologia ambiental". Prof.Dr. Paulo Hilário Nascimento Saldiva - Professor Titular do
Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da USP: Total de participantes: 375 , Participantes da
USP: 273, Participantes fora da USP: 102.
A partir de 05.05.2003, seu horário de funcionamento foi ampliado das 07:00 às 23:00 horas, sendo
que os cadáveres que derem entrada no SVOI após as 23:00 horas serão examinados a partir das 07:00
horas do dia seguinte. Em 2014 redução de uma hora, deixando de atender corpos chegados a partir das
22 h, por falta de servidor ( aposentadoria).
OS ARQUIVOS DO DEPARTAMENTO/ SVOI
Os relatos anteriores dão uma idéia da constituição dos arquivos do Departamento de Patologia da
Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto que funcionam juntos com os do SVOI. Para uma visão mais
detalhada do assunto descreveremos cada item daquilo que constitui a memória do Departamento e do
Arquivo de Relatórios: Compreende como já vimos os relatos circunstanciados das necropsias, das
biópsias e dos exames citopatológicos. Desde a fundação do Departamento até dezembro de 1995 este
arquivo compreende: Biópsias -216491 relatórios e Citopatologias –262044. Até setembro de 2006
Necropsias: (até 1972-juntos HC- SVO 8159) , (SVOI-21381) (HC- 29840 ) totalizando 59380 relatórios, a
maioria encadernados, e nos últimos anos, mantidos em CD); Atualmente o nº chega a 74762 Vide tabela).
Blocoteca: Compreende os blocos de parafina, onde ficam preservados os fragmentos de tecido amostrados
para os exames microscópicos de necropsias, de biópsias e dos projetos de pesquisa em material humano e
experimental. Não há condições de precisar, no momento, o número de blocos arquivados no Departamento
desde a sua fundação em 1954.
Laminário: Compreende o arquivo das preparações histológicas dos casos de necropsia, de biópsias, de
citopatologia e dos projetos de pesquisa desenvolvidos em material humano e experimental desde a
fundação do Departamento. Não há condições de precisar, aqui também, o número de lâminas arquivadas,
sendo este arquivo extremamente solicitado tanto para o Ensino (Graduação, Especialização e Pós-
Graduação) como para projetos de pesquisa retrospectivos. Estes levantamentos retrospectivos além da sua
importância científica inerente, são de particular utilidade para orientar e corrigir defeitos de coleta de dados
para o futuro. No SVOI os últimos 10 anos, o nº de lâminas gira em torno de 6617 e o nº de blocos –
Museu de Peças Anatômicas: Mantém-se arquivo de peças anatômicas, colhidas nas necropsias. Estas
peças são extremamente úteis para o ensino e são conservadas em pequenas cubas de vidro para uma
única peça ou em cubas de amianto para lotes de peça. Atualmente a recuperação destas peças é feita
através de fichário próprio ou pelo manuseio de cada cuba por técnico de laboratório do Depto de Patologia
da FMRP.
Através de Portaria do Gabinete do Reitor da USP- 2246 de 18.3.87, que estabelece critérios para aescolha dos Diretores do Serviço de Verificação de Óbitos da Capital e do Interior, estes serão sempreescolhidos pelo Reitor, de listas tríplices de nomes, formuladas respectivamente pelos Conselhos deDepartamento da Faculdade de Medicina de São Paulo e da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, umpara cada cargo, tendo estes mandato de dois anos, permitida uma recondução sucessiva. (Processo85.1.12467.1.0).
Em 1/4/1987 foi nomeado o diretor do SVOI, que tomou providências : A partir de 28.10.87 solicitou acontratação de pessoal necessário a saber 3 médicos, 3 técnicos de autópsia, l técnico de histologia, ltécnico de nível superior e um secretário. Esta contratações se concretizaram de dezembro de 1987 à junhode l988.
O Regimento Interno do SVOI foi regulamentado com a resolução 3462 de 11.10.88 publicado em 14.10.88(processo 88.1.7591.1.1).
Em 21.10.1988 implantada a Rede Astir, para a realização direta dos Serviços Administrativos da Unidadecom a Reitoria (processo 88.1.221.70.7).
Foram credenciados SVOs a saber: Botucatu/UNESP em 01/07/88 (desativado em 01/2006 ereativado em 22/07/2010- para credenciamento na Rede Nacional ) HCFMRP em 15.12.89(desativado,reativado em 23/07/2010- Rede Nacional); Taubaté em 19.09.90; Campinas 24.04.91, São José do RioPreto/FUNFARME em 04.05.92, Araraquara, em 03.08.04(desativado, aberto em Américo Brasiliense pelaRede nacional) e Santos 07/07/06, Franca em 09/04/09 (reativado 28/09/2011), em 2015 -credenciamento narede nacional), Marília em 01/12/09 ), Mococa em 21/01/10, Barretos em 29/03/10, Presidente Prudente em30/03/10, Indaiatuba em 23/08/10 e Américo Brasiliense em 09/06/11. Algumas cidades pediram a Lei ealgumas em fase de implantação: Sorocaba, Limeira, São José dos Campus, Pindamonhangaba(pleiteando a Rede Nacional – 2015).
Em 6.12.94 concretizada Minuta de Convênio entre a Universidade de São Paulo através do SVOI e aUniversidade de Milão/Itália. Pelo intercâmbio de conhecimentos e investigação com a vinda depesquisadores italianos ao Brasil e a ida de pesquisadores do Brasil à Itália e por causa deste convênio averba do SVOI aumentou por colaboração com a pesquisa da FMRP.
Os recursos materiais do Serviço de Verificação de Óbitos do Interior provem do Estado através deverbas destinadas à Universidade de São Paulo para, fundamentalmente realizar a prestação de Serviços àComunidade embora estenda suas funções ao apoio e à pesquisa, através de estudos e fornecimento dematerial anátomo-patológico aos docentes e demais integrantes do Departamento de Patologia da FMRP.
O SVOI esteve localizado no "Campus" de Ribeirão Preto, Edifício "Prof. Fritz Köberle"-Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto até dia 18.04.2000. A partir destadata, mudou-se para o prédio do Centro de medicina Legal de Ribeirão Preto (CEMEL), localizado à RuaTenente Catão Roxo, 2418, Monte Alegre.
Administração: Compreende os serviços de secretaria, recursos humanos, comunicações, contabilidade,compras e almoxarifado realizado por 1 Secretária, 2 técnicos para assuntos administrativos- Contabilidadee compras, 1 auxiliar de administração e 1 motorista.
Sala de Necropsias: Instalada em ampla área, equipada com 2 mesas. Atualmente são realizadas cerca de1100 necropsias anuais. As instalações de apoio, anexas, compreendem: Necrotério (sala de preparo decadáveres); geladeiras para 06 cadáveres; congelador para 1 cadáver; sala de montagem de peças paramuseu e laboratório de histopatologia. O serviço é realizado por 7 médicos, 5 técnicos de autópsia, 2auxiliares de necropsia e 1 técnica de laboratório.- SVOI ofereceu até 2003, estágio voluntário de técnico de necropsia e de laboratório a pessoas comconhecimentos em área de saúde, interessados em concursos públicos. No momento fornece treinamentoapenas para pessoal de outros SVOs que estão em fase de implantação.
É a mais antiga atividade assistencial do Departamento de Patologia. A tabela abaixo resume o movimentode necropsias realizado a partir de 1954. Até 1972 as necropsias foram todas realizadas no Edifício FritzKöberle do "Campus".O material das necropsias provinha de duas fontes:- O Serviço de Verificação de Óbitos (atualmente SVOI)- O Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina ,A importância do SVO para a Comunidade e para as pesquisas realizadas pelo Corpo Docente doDepartamento já foi salientada no Histórico. Vale a pena repetir que através delas foi possível avaliar aimportância nosológica da moléstia de Chagas em nossa região. Para o Hospital das Clínicas, as autopsiastêm um papel fundamental na instrução dos estudantes de medicina, para a especialização dos médicosresidentes, para a educação continuada dos pós-graduandos e do corpo docente das áreas Clínicas e para ocontrole de qualidade do serviço médico. Compreendendo a importância o Departamento concordou emdesmembrar este serviço, criando uma sala de necropsias dentro do próprio HC a partir de 1972.A necropsia é um ato médico, que no SVOI envolve a participação de um médico (responsável pelocaso) e de Técnico de necropsia. Ela compreende o exame direto do cadáver, à vista desarmada, numasequência de análise do tegumento e dos órgãos internos desde o crânio até as extremidades, com duraçãomédia de aproximadamente 2 horas. A este exame macroscópico, segue-se o processamento e análise depreparações microscópicas, ainda envolvendo os médicos e o histotecnologista. Terminada esta fase osmédicos elaboram um relatório escrito circunstanciado dos achados macro e microscópicos bem como ainterpretação dos processos fisiopatológicos relativos às doenças de que o indivíduo era portador.De cada necropsia é preservado o relatório, os blocos de parafina dos fragmentos de órgãos colhidosna macroscopia e as preparações histopatológicas. Todo este material é arquivado para uso posterior noEnsino, na Pesquisa ou para ulterior consulta quando de interesse da Justiça ou dos Serviços de Saúde daComunidade. O acervo atual monta a aproximadamente 59380 necropsias arquivadas. Saliente-se que ovolume de dados arquivados nos primeiros 20 anos (1954-1974) dobrou nos 34 anos subsequentes (1975-2008) e diminuiu 2008/2010 com a criação do SVO da Rede Nacional dentro do SERPAT, para atenderas cidades do DRS 8 e DRS13. De 2010 até 2015, estamos em pleno aumento do nº de necropsias.
Teve seu início no ano de 2003 cujo o objetivo geral é proporcionar aos profissionais do SVOIoportunidade de atualização em temas científicos relacionados à atividades que exercem. Foram realizadasas seguintes palestras e/ou seminários no ano de 2003: 13/03 - "As quatro febres hemorrágicas que ocorrem no Brasil". Prof.Dr. Luiz Tadeu Moraes Figueiredo - Unidade Multidepartamental de Pesquisa emVirologia -FMRP-USP- 09/05 - "Necropsia peri-natal", Prof. Dr. Luiz Cesar Peres - Professor Associado doDepartamento de Patologia - FMRP-USP. 06/06 - "Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS): proteçãoindividual na sala de autópsia". Prof.Dr. Antonio Pazin Filho - Coordenador da Clínica Médica daUnidade de Emergência- HCRP-FMRP-USP. 24/07 - "Erros mais frequentes em necropsia médicolegais".Prof.Dr. Genival Veloso de França - Professor Titular de Medicina Legal- da UniversidadeFederal da Paraíba. 25.07 - "Perícia do erro médico" Prof.Dr. Genival Veloso de França - ProfessorTitular de Medicina Legal - da Universidade Federal da Paraíba. 05/09 - "Atividade física e redução defatores de risco". Dr. Alexandre Mader Seixas - Médico Ortopedista – Especialista em Medicina do Esporte -Clinica Humane. 10/10- "Dengue e febre amarela: vasculopatias infecciosas e resposta fenotípica ecitocínica do hospedeiro". Profa. Dra. Maria Irma Seixas Duarte - Professora Titular do Departamento dePatologia da Faculdade de Medicina da USP, 31/10 - "Ponte miocárdica" - apresentação de casos -correlação clínico patológica. Dr. Elias de Mello Ayres Neto - Serviço de Hemodinâmica do Hospital SãoLucas e do Hosp. das Clínicas de Ribeirão Preto . Dr. Dayr Kiomizu Kazava - Médico Patologista do Serv. deVerificação de Óbitos do Interior (SVOI- USP) e Médico do Laboratório Privado de Patologia de RibeirãoPreto (LPC). 02/12 - "Patologia ambiental". Prof.Dr. Paulo Hilário Nascimento Saldiva - Professor Titular doDepartamento de Patologia da Faculdade de Medicina da USP: Total de participantes: 375 , Participantes daUSP: 273, Participantes fora da USP: 102.
A partir de 05.05.2003, seu horário de funcionamento foi ampliado das 07:00 às 23:00 horas, sendo que os cadáveres que derem entrada no SVOI após as 23:00 horas serão examinados a partir das 07:00horas do dia seguinte. Em 2014 redução de uma hora, deixando de atender corpos chegados a partir das 22 h, por falta de servidor ( aposentadoria). Em 2017 em função da redução de servidores por aposentadoria o horário de atendimento foi alterado das 08:00 às 20:00 horas.
OS ARQUIVOS DO DEPARTAMENTO / SVOI
Os relatos anteriores dão uma idéia da constituição dos arquivos do Departamento de Patologia daFaculdade de Medicina de Ribeirão Preto que funcionam juntos com os do SVOI. Para uma visão maisdetalhada do assunto descreveremos cada item daquilo que constitui a memória do Departamento e do SVOI:
Arquivo de Relatórios: Compreende como já vimos os relatos circunstanciados das necropsias, dasbiópsias e dos exames citopatológicos. Desde a fundação do Departamento até dezembro de 1995 estearquivo compreende: Biópsias -216491 relatórios e Citopatologias –262044. Até setembro de 2006Necropsias: (até 1972-juntos HC- SVO 8159) , (SVOI-21381) (HC- 29840 ) totalizando 59380 relatórios, amaioria encadernados, e nos últimos anos, mantidos em CD); Atualmente o nº chega a 74762 Vide tabela).
Bliblioteca: Compreende os blocos de parafina, onde ficam preservados os fragmentos de tecido amostradospara os exames microscópicos de necropsias, de biópsias e dos projetos de pesquisa em material humano eexperimental. Não há condições de precisar, no momento, o número de blocos arquivados no Departamentodesde a sua fundação em 1954.
Laminário: Compreende o arquivo das preparações histológicas dos casos de necropsia, de biópsias, decitopatologia e dos projetos de pesquisa desenvolvidos em material humano e experimental desde afundação do Departamento. Não há condições de precisar, aqui também, o número de lâminas arquivadas,sendo este arquivo extremamente solicitado tanto para o Ensino (Graduação, Especialização e Pós-Graduação) como para projetos de pesquisa retrospectivos. Estes levantamentos retrospectivos além da suaimportância científica inerente, são de particular utilidade para orientar e corrigir defeitos de coleta de dadospara o futuro. No SVOI os últimos 10 anos, o nº de lâminas gira em torno de 6617 e o nº de blocos –36896.
Museu de Peças Anatômicas: Mantém-se arquivo de peças anatômicas, colhidas nas necropsias. Estaspeças são extremamente úteis para o ensino e são conservadas em pequenas cubas de vidro para umaúnica peça ou em cubas de amianto para lotes de peça. Atualmente a recuperação destas peças é feitaatravés de fichário próprio ou pelo manuseio de cada cuba por técnico de laboratório do Depto de Patologiada FMRP.

References: artigo 15
 artigo 12
 artigo 24
 artigo 8
 Artigo 15
 Artigo 14
 artigo 3