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Timestamp: 2017-06-25 10:30:44+00:00

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Blog do Ribeiro: GUIA PRÁTICO DO MEMBRO DA IGREJA PRESBITERIANA
GUIA PRÁTICO DO MEMBRO DA IGREJA PRESBITERIANA
Desde 1975 servindo
a Deus como presbítero, sentimos a necessidade de disponibilizar para uso dos
membros de nossas igrejas presbiterianas locais um material que servisse como
orientação de nossos irmãos, em especial para os mais novos na membresia ou mesmo
para aqueles que estão se preparando para fazer a pública profissão de fé
e batismo.
Foi no Conselho da Igreja Presbiteriana de Araçoiaba da Serra, onde servimos
como presbítero por quatorze anos que a ideia ganhou forma e produzimos a
Cartilha do Membro da IPAS, material que foi aprovado e utilizado nos cursos de
preparação de novos membros, também conhecido como Catecúmenos.
Sentimos o desejo de dar um nome mais amplo ao modesto trabalho e daí surgiu a
ideia de dar-lhe o nome de Guia Prático do Membro da Igreja Presbiteriana. Não
é um trabalho de cunho oficial, daí não podermos utilizar na nomenclatura o
nome Igreja Presbiteriana do Brasil.
Com a publicação desse texto em nosso blog esperamos contribuir com nossos
irmãos e irmãs que desejarem conhecer um pouco mais a respeito da relação dos
crentes presbiterianos com suas igrejas locais.
A Deus toda a
PRÁTICO DO MEMBRO DA IGREJA PRESBITERIANA
P – O que é a Igreja Presbiteriana do Brasil?
R – A Igreja Presbiteriana do Brasil é uma
federação de igrejas locais, que adota como única regra de fé e prática as
Escrituras Sagradas do Velho e do Novo Testamento e tem como sistema expositivo
de doutrina e prática a sua Confissão de Fé e os Catecismos Maior e Breve;
rege-se por uma Constituição própria; é pessoa jurídica, de acordo com as leis
do Brasil, sempre representada civilmente por sua Comissão Executiva e exerce o
seu governo por meio de Concílios e indivíduos, regularmente instalados. (Manual
Presbiteriano, Art.1, com adaptação)
P – Dentro do sistema Presbiteriano, o que é uma
R – Igreja local é uma comunidade constituída de
crentes professos juntamente com seus filhos e outros menores sob sua guarda,
associados para prestar culto a Deus e pregar o evangelho de Nosso Senhor Jesus
Cristo (Art. 4 da CI-IPB com adaptação).
P – Existe uma Lei pela qual se estabelece como são
governadas as Igrejas Presbiterianas? Como se chama?
R – Sim, existe uma lei maior e ela se chama
Constituição da Igreja Presbiteriana do Brasil.
P – O que é ser membro da de uma Igreja
Presbiteriana?
R – É fazer parte do rol de membros dessa igreja.
P – Quais são as duas categorias de membros
R – Membro comungante e membro não comungante.
P – O que é membro comungante?
R – Membro comungante é aquele que fez a pública
profissão de fé e foi batizado.
P – O que é membro não comungante?
R – É o membro que foi batizado na infância e ainda
não completou dezoito anos ou ainda não professou a fé.
P – Quais são os privilégios dos membros
comungantes?
R– Somente eles podem participar da Santa Ceia.
Também somente eles podem votar e ser votados (art. 13 da CI-IPB)
P – Quais são os deveres dos membros da igreja
conforme o ensino e o espírito de Nosso Senhor Jesus Cristo? (art.14).
R – São:
a) viver de acordo com a doutrina e prática da
Escritura Sagrada;
b) honrar e propagar o evangelho pela vida e pela
c) sustentar a igreja e suas instituições, moral e
financeiramente;
d) obedecer às autoridades da Igreja, enquanto elas
permanecerem fiéis às Sagradas Escrituras;
e) participar dos trabalhos e reuniões da sua
Igreja, inclusive assembléias.
P – De que forma os membros perderão seus
privilégios na Igreja?
R – Por exclusão por disciplina e por manifestarem
o desejo de serem excluídos do rol de membros (art. 15).
P – O que é a Assembléia da Igreja? Quais são suas
R – É a reunião dos membros para decidir sobre
determinados assuntos:
a) eleger pastores e oficiais da igreja ou pedir a
exoneração deles;
b) pronunciar-se a respeito dos mesmos, bem como
sobre questões orçamentárias e administrativas, quanto o Conselho o solicitar.
c) deliberar sobre a aquisição ou alienação de
imóveis e propriedades da igreja (art. 3).
P – O que é o Conselho da igreja? Como ele é
constituído?
R – É o órgão a quem compete exercer o governo de
uma igreja local. Ele é constituído pelo Pastor (ou Pastores) e pelos
Presbíteros (art. 8).
P – Quais são os cargos no Conselho de uma igreja
R – São: Presidente (exercido pelo Pastor);
Vice-Presidente e um ou mais secretários.
P – O que é um Presbítero?
R – É o representante imediato do povo, eleito por
este e ordenado pelo Conselho (art. 50).
P – De acordo com o art. 51, quais são os deveres
dos Presbíteros?
a) Levar ao conhecimento do Conselho as faltas que
não puder corrigir por meio de admoestações particulares;
b) Auxiliar o Pastor no trabalho de visitação;
c) Instruir os novatos na fé, consolar os aflitos e
cuidar da infância e da juventude;
e) Informar o Pastor sobre os casos de doenças e
aflições;
g) Tomar parte na ordenação de ministros e
h) Representar o Conselho no Presbitério, este no
Sínodo e no Supremo Concílio.
P – De acordo com o art. 53, o que é o Diácono?
R – É o oficial eleito pela Igreja e ordenado pelo
Conselho, para, sob a supervisão deste, dedicar-se especialmente:
c) à manutenção da ordem e reverência nos lugares
reservados ao serviço divino;
d) exercer a fiscalização para que haja boa ordem
P – De acordo com o que dispõe o art. 55 como deve
ser o comportamento dos Presbíteros e dos Diáconos?
R – Devem ser assíduos e pontuais no cumprimento de
seus deveres, irrepreensíveis na moral, sãos na fé, prudentes no agir,
discretos no falar e exemplos de santidade de vida.
P – Como se dá a transferência de membros da Igreja
de acordo com o art. 17?
R – Se dá:
a) por carta de transferência com destino
b) jurisdição ex-officio (ex-officio é quando o
Conselho arrola um membro que esteja freqüentando a igreja por mais de um ano e
que tenha vindo de outra igreja presbiteriana).
P – A Igreja Presbiteriana concede carta de
transferência para outras igrejas evangélicas?
R – Sim (art. 19)
P – A Igreja Presbiteriana assume jurisdição
ex-officio sobre membros vindos de outras igrejas evangélicas?
R – Não (art. 20, parágrafo único).
P – Existe um código que estabelece as relações dos
membros com sua igreja local? Como ele se chama?
R – Sim, existe e ele se chama Código de Disciplina
P – O que diz o artigo 2 do Código de Disciplina?
R – Diz que disciplina eclesiástica é o exercício
da jurisdição espiritual da igreja sobre seus membros, aplicada de acordo com a
P – O que é dito no parágrafo único do referido
R – Diz que toda a disciplina visa edificar o povo
de Deus, corrigir escândalos, erros ou faltas, promover a honra de Deus, a
glória de Nosso Senhor Jesus Cristo e o próprio bem dos culpados.
P – De acordo com o artigo 4 do Código de
Disciplina o que é falta?
R – Falta é tudo que na doutrina e prática dos
membros e concílios da Igreja, não esteja de conformidade com os ensinos das
Sagradas Escrituras, ou transgrida e prejudique a paz, a unidade, a pureza, a
ordem e a boa administração da comunidade cristã.
P - De acordo com o artigo 6 do CD como podem ser
as faltas?
R – Podem ser de ação ou de omissão (fazer alguma
coisa que não deve ou deixar de fazer o que se deve).
P – De acordo com o artigo 9 do CD existem três
tipos de penalidades a que os membros faltosos estão sujeitos. Quais são eles?
a) admoestação (chamar à ordem o culpado,
verbalmente ou por escrito, de modo reservado, exortando-o a corrigir-se);
b) afastamento (afastamento da comunhão por tempo
determinado ou indeterminado);
c) exclusão (eliminação do faltoso à comunhão da
P – De acordo com o artigo 13 do CD existem
atenuantes e agravantes que devem ser observadas na aplicação de penalidades
aos membros faltosos. Quais são?
R – Atenuantes: a - pouca experiência religiosa; b
– relativa ignorância das doutrinas evangélicas; c – influência do meio; d –
bom comportamento anterior; e – assiduidade aos serviços divinos; f –
colaboração nas atividades da Igreja; g – humildade; h – desejo manifesto de
corrigir-se; i – ausência de más intenções; j – confissão voluntária.
Agravantes: a – experiência religiosa; b – relativo
conhecimento das doutrinas evangélicas; c – boa influência do meio; d – maus
precedentes; e – ausência aos cultos; f – arrogância e desobediência; g – não
reconhecimento da falta.
P – De acordo com o artigo 15 do CD como devem ser
aplicadas as penas aos membros faltosos?
R – Devem ser aplicadas com prudência, discrição e
caridade (amor), a fim de despertar arrependimento no culpado e simpatia da
P – O que diz o artigo 16 do CD?
R – Diz que nenhuma sentença será proferida sem que
tenha sigo assegurado ao acusado o direito de defender-se.
P – De acordo com o que dispõe o artigo 42,
parágrafo segundo do CD de que forma devem ser encaminhadas ao Conselho as
queixas ou a denúncias?
R – Por escrito.
P – O que diz o artigo 47 do CD?
R – Diz que toda pessoa que intentar processo
contra outra será previamente avisada de que se não provar a acusação fica
sujeita à censura de difamador, se tiver agido maliciosa ou levianamente.
P – O que diz o artigo 102 do CD?
R – Diz que: Não se conformando com a disciplina
aplicada, o membro apelará da decisão do Conselho para o plenário do
P – O que é o Presbitério?
R – Presbitério é um concílio da Igreja
Presbiteriana do Brasil que exerce jurisdição sobre os ministros e Conselhos de
P – O que o Sínodo?
R – É o concílio que exerce jurisdição sobre três
ou mais Presbitérios.
P – O que é o Supremo Concílio?
R – É a instância máxima da Igreja Presbiteriana do
Brasil, e exerce jurisdição sobre todos os Sínodos.
DIDÁTICO MENCIONADO NO TEXTO
Bíblia Sagrada (Velho e Novo Testamentos) A Igreja Presbiteriana do Brasil adota como única regra de fé e prática os ensinos das Escrituras Sagradas.
A Confissão de Fé e os Catecismos (Maior e o Breve)
contém o sistema expositivo de doutrina e prática adotado
pela Igreja Presbiteriana do Brasil.
Manual Presbiteriano - Traz a Constituição
da Igreja Presbiteriana do Brasil, o Código de Disciplina, Modelos
de Estatutos para as igrejas locais, Modelos de Regimentos Internos dos Concílios e outras instruções de interesse dos concílios e igrejas.
gerson getulio11 de abril de 2012 12:27Parabénscoerência e didáticaAs informações são fundamentais.Diminui a ignorância e as investidas de calúnias onde se aplica a ordem e decência. Isto é Bom!ResponderExcluirWilson18 de janeiro de 2014 13:13Obrigado pelo comentário irmão Gerson Machado.Abraço.ResponderExcluirReverendo Elson15 de agosto de 2015 05:41Graça e paz Presbítero Wilson. Muito boa sua postagem, sucinta, esclarecedora e fiel. Jesus lhe abençoe grandemente e cada dia o faça mais parecido com Ele. Tenho um Pastor amigo que saiu aqui do DF, para pastorear ai em Sorocaba e passou um tempo razoável, não recordo a igreja, o nome dele é Marcelo Morais, agora ele se encontra aqui novamente e plantou uma igreja que por sinal vai bem, mesmo diante dos desafios. Sorocaba o fez muito bem. Um grande abraço meu querido.Grato Rev. Elson.ResponderExcluirAdicionar comentárioCarregar mais...
LEOCÁDIO CARPINÉ: PASTOR MISSIONÁRIO OU MISSIONÁRI...

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 artigo 47
 artigo 102