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Timestamp: 2020-01-27 15:03:09+00:00

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Princípios Constitucionais Fundamentais do Estado Brasileiro | Constituição | Federação
O presente trabalho se propõe, de forma sintética, a fazer uma breve análise acerca dos princípios constitucionais fundamentais presentes nos modernos Estados de Direito, dando ênfase aos enumerados na Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.
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Ao longo da história do direito no mundo um dos pontos de principal
discussão doutrinária, com rica fonte de pesquisas e de fundamental importância para a estruturação
da moderna idéia de Estado de Direito, são os princípios constitucionais fundamentais.
Porém, o que são os princípios? Os princípios são dotados de
normatividade? Os princípios são regras, normas ou algo distinto? Qual a importância do princípios
no direito? Quais suas funções? No Brasil, quais os chamados princípios constitucionais
fundamentais? A presente análise se propõe a responder de forma clara e precisa estes e outros
questionamentos a respeito da idéia de princípios.
I – Princípio, “mandamento nuclear de um sistema”
A idéia acerca do que atualmente se denomina princípio sofreu ao longo das
eras, por diversos movimentos, distintas conceituações. Destacaram-se, entretanto, alguns desses
conceitos frente aos outros, como o do positivismo ortodoxo, que – em contraposição ao defendido
pela tese jusnaturalista de que os princípios eram conjuntos de verdades objetivas derivadas da lei
divina e humana – afirmara que à fonte dos princípios eram as normas.
Entretanto, tais teses (superadas), sofrem por serem constituídas, assim
como suas correntes fundadoras, de alto teor ideológico e extremista, além de não considerarem o
fator marcante e determinante do conceito moderno de princípio: a normatividade. De fato, os
princípios são normas generalíssimas de aplicação imediata, se constituindo como o alicerce de um
sistema, dando-o racionalidade e harmonia.
Os princípios são verdades jurídicas universais, e, assim sendo, são
consideradas normas primárias, pois são o fundamento da ordem jurídica, enquanto que as normas
que dele derivam possuem caráter secundário. Ainda, os princípios são normas que, por possuírem
alto grau de generalidade se diferem das regras, que também são normas mas não têm nível elevado
de generalidade.
A partir do exposto acima, percebe-se que as regras e princípios são, de fato,
uma subdivisão das normas, sendo que as que possuem grau de abstração mais elevado são os
princípios, enquanto as com menor grau são as regras.
Ao surgirem, os princípios eram gerais em relação ao direito, mas com a
evolução deste, o surgimento da idéia de Estado de Direito e, como marco histórico, o advento da
primeira Constituição em sentido formal – pelos Estados Unidos da América, no ano de 1787 – os
princípios foram cada vez mais se consolidando e ganhando maior densidade jurídica, ao passo que
ao ganharem o status de constitucional, passaram a se constituir de fato e de direito como a chave
de todo o sistema normativo, suas normas-chaves e supremas, das quais todas as demais normas se
fundam e nas quais buscam legitimação.
Passaram, portanto, a partir da Constituição dos Estados Unidos de 1787, a
se constituírem como Princípios Constitucionais Fundamentais. Tais se dividem, segundo o mestre
constitucionalista José Afonso da Silva, em: princípios político-constitucionais e princípios jurídico-
Os princípios político-constitucionais são o que Carl Schimitt denominou de
“decisões políticas fundamentais”, normas-princípios – normas fundamentais de que derivam
logicamente as demais normas particulares –, determinam a particular forma política de uma nação,
são os princípios constitucionais fundamentais. No direito brasileiro tais princípios se encontram
enumerados do artigo 1º ao 4º da Constituição Federal de 1988.
Por outro lado, os princípios jurídico-constitucionais são os princípios gerais
encontrados em uma ordem jurídica, a exemplo do princípio de liberdade, de supremacia da
Constituição, entre outros, sendo objeto de estudo da Teoria Geral do Direito Constitucional.
Sinteticamente, pode-se definir os princípios constitucionais fundamentais
como princípios que visam dar a definição e características ao Estado e à sociedade política,
enumerando os principais órgãos político-constitucionais, sendo, portanto, a síntese de todas as
demais normas constitucionais. Na constituição brasileira de 1988 tais princípios se sintetizam,
segundo o professor José Afonso, da seguinte forma:
“princípios relativos à existência, forma, estrutura e tipo de Estado (...)
princípios relativos à forma de governo e à organização dos poderes (...)
princípios relativos à organização da sociedade (...) princípios relativos ao
regime político (...) princípios relativos à prestação positiva do Estado (...)
princípios relativos à comunidade internacional” (Silva, 2008, p. 94)
II – Princípios Constitucionais Fundamentais do Brasil
A Constituição Federal do Brasil de 1988, estabelece em seu Título I – Dos
Princípios Fundamentais – os Princípios Constitucionais Fundamentais do ordenamento jurídico
brasileiro, os quais serão detalhados abaixo.
a) República Federativa do Brasil
O artigo 1º da Carta Magna vigente no Brasil afirma, verbis:
“Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel
dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado
Democrático de Direito (...)”
Assim, percebe-se que o Estado brasileiro é Democrático de Direito
(analisado no tópico “f”), se constituindo como uma República Federativa. Para que possamos
adentrar nas especificações relativas à forma de governo e de Estado do Brasil, faz-se necessária
uma compreensão sintética do que se constituí como Estado.
Estado surge com a autodeterminação de um povo, dentro de um território,
tendo independência em relação aos demais Estados. Desse conceito sintético podemos extrair
alguns dos principais elementos caracterizadores do Estado, o poder soberano, o povo e o
território, estando todos regulados pela constituição vigente.
O termo República Federativa, possui dois valores determinantes e que o
caracterizam, o Federalismo, como forma de Estado, e a República, como forma de governo, os
quais serão analisados a seguir.
O Federalismo, surgiu com a Constituição Americana de 1787, sendo
adotado no Brasil a partir do ano de 1889, com a proclamação da República. A federação é a
unidade organizacional desta forma de Estado, sendo uma união de coletividades regionais
autônomas, os Estados Federados.
O Estado Federal brasileiro é composto, como se extrai do caput do art. 1º
da Constituição de 1988, “pela união indissolúvel dos Estados, Municípios e do Distrito Federal”. O
Federalismo no Brasil possui um traço distintivo dos demais no restante da comunidade
internacional, que é sua configuração tripartida, onde se observa a figura da União – único titular da
soberania –, dos Estados e dos Municípios, a introdução do Município como um ente dotado de
autonomia representa uma inovação apresentada pela Constituição de 1988.
Importante destacar, ainda, que por estabelecimento da Constituição Federal
brasileira, “a forma federativa de Estado” é uma cláusula pétrea, sendo, portanto, núcleo
imodificável da Constituição, com fulcro no artigo 60, parágrafo 4º, inciso I, o que possui como
conseqüência que proposta de emenda que vise abolir essa forma de estado não pode ser sequer
objeto de deliberação.
Por fim, a autonomia que tais entes federados possuem é relativa, posto que
devem observar, quando do exercício da autonomia, as disposições previstas na Carta Magna
brasileira, a Constituição Federal de 1988.
República, fora conceituada de forma substancial pela primeira vez pelo
grande filósofo Aristóteles, que o colocava como “governo em que o povo governa no interesse do
povo”, posteriormente fora teorizado por outro importante pensador, Maquiavel, que o admitia
como sendo “governo caracterizado pela eletividade periódica do chefe de Estado”. No Brasil, tal
forma de governo surgiu paralelamente à idéia de Federação, na Constituição de 1989.
O grande mestre do Direito Constitucional, J. J. Gomes Canotilho, ao
caracterizar a forma republicana de governo apresentou as suas características marcante, que são:
“radical incompatibilidade de um governo republicano com o princípio
monárquico e com os privilégios e títulos nobiliárquicos (...) exigência de
uma estrutura política-organizatória garantidora das liberdades cívicas e
políticas. (...) a forma republicana pressupões um catálogo de liberdades onde
se articulam intersubjectivamente a liberdade dos antigos (direito de
participação política) e a liberdade dos modernos (direito de defesa
individuais). (...) legitimação do poder político baseada no povo (...) A
“forma republicana de governo” recolhe e acentua a idéia de “antiprivilégio”
no que respeita à definição dos princípios e critérios ordenadores do acesso à
função pública e aos cargos públicos.” (Canotilho, 1998, p. 224/225)
b) Fundamentos do Estado Brasileiro
Encontram-se enumerados no artigo 1º da Constituição brasileira de 1988,
nos incisos I ao V, litteris:
Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado
Assim, percebe-se que o Estado brasileiro possui como fundamentos: a
soberania, a cidadania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho e da livre
iniciativa e, por fim, o pluralismo político.
A Soberania, para que exista em um Estado é necessário que haja
autodeterminação e autogoverno, com a presença de outros dois elementos fundamentais: o poder
político supremo, ou seja, poder que não está subordinado por nenhum outro na ordem interna, e a
independência, que significa que na ordem internacional o Estado não precisa se subordinar a regras
que não sejam por este voluntariamente aceitas, estando, ainda, em patamar de igualdade com os
poderes soberanos dos outros povos.
A Cidadania, é o princípio que qualifica o indivíduo como membro
pertencente da vida do Estado, reconhecendo-o como pessoa que está de forma fundamental
integrado à sociedade estatal, influenciando de forma mediata e imediata em sua configuração e
A Dignidade da Pessoa Humana, se refere ao valor supremo moral e ético,
que leva consigo a síntese de todos os direitos fundamentais inerentes ao homem. É o mínimo
inviolável, invulnerável, do indivíduo, que deve estar presente em todos os estatutos jurídicos. “A
dignidade da pessoa humana (...) significa (...) o reconhecimento do homo noumenon, ou seja, o
indivíduo como limite e fundamento do domínio político da República.” (Canotilho, 1998, p. 221)
Os Valores Sociais do Trabalho e da Iniciativa Privada, é um fundamento
da ordem econômica, que defende a principal característica do capitalismo, que é a iniciativa
privada. Entretanto, tal princípio faz ressalva substancial, referente ao fato de que, mesmo sendo a
sociedade brasileira claramente capitalista, a ordem econômica prioriza os valores sociais do
trabalho humano sobre todos os demais valores de economia de mercado.
O Pluralismo Político, este princípio decorre da própria organização da
sociedade moderna, que se caracteriza por ser pluralista em sua constituição social, econômica,
cultural, política e etc. Assim, o pluralismo político visa garantir a ampla participação popular nos
destinos políticos do país.
c) Objetivos Fundamentais do Estado brasileiro
São enumerados na Constituição de 1988 no artigo 3º, verbis:
Essa se configura como mais uma das inovações da Constituição de 1988,
pois foi a primeira vez que uma Constituição brasileira fez a enumeração de seus objetivos
fundamentais. Tais objetivos visam, na realidade, estabelecer a concretização da democracia
econômica, social e cultural, efetivando o princípio da dignidade da pessoa humana.
d) Poder e Divisão de Poderes
O artigo 2º da Constituição brasileira de 1988, que enuncia “São Poderes
da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.”,
estabelece o princípio da divisão dos poderes, consagrado historicamente, estudado por diversos
pensadores, teorizado de forma cabal pelo grande filósofo iluminista o Barão de Montesquieu. Hoje
é considerado um princípio fundamental do direito constitucional.
Inicialmente, cabe-nos fazer uma breve consideração acerca da
denominação dada à este princípio: Divisão de Poderes. Entendemos que esta denominação, por
mais que majoritariamente aceita, se demonstra equivocada, posto que dá a idéia de uma
fragmentação do poder do Estado, que como é notório este é uno, indivisível.
Ainda, o professor J. J. Gomes Canotilho refere-se a tal princípio como
“separação de poderes”. Tal denominação nos parece mais adequada, posto que não traduz a idéia
de quebra do poder indivisível e uno do Estado. Porém, ainda não se encaixa perfeitamente no que
representa o princípio em tela – que é (sinteticamente) a separação para órgãos especializados das
funções de legislar, aplicar o direito e executar a lei em observância a cada caso concreto –,
parecendo-nos, assim, mais adequado denominá-lo sob a nomenclatura de Princípio da Separação
A idéia de poder, segundo a ótica do professor José Afonso, surge em torno
deste ser uma energia capaz de coordenar e impor determinadas decisões, para que certos fins sejam
alcançados. O poder específico ao Estado é o poder político, hierarquicamente superior à todos os
demais poderes de ordem social. Tal poder é caracterizado por possuir diversas funções e órgãos
especializados em dar-lhes concretude, chamados de Poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário.
A função legislativa, consiste, fundamentalmente, na edição de leis. A
função executiva, visa resolver os problemas concretos e individualizados, em observância à lei,
mas não se limitando a simples execução destas. A função jurisdicional, se sintetiza na aplicação do
direito aos casos concretos com a finalidade de dirimir os conflitos de interesses. Caso não
ocorresse tal separação, ou seja, se as funções fossem exercidas por um órgão apenas teríamos a
concentração de poderes.
A partir do artigo 2º, da Constituição, extraem-se os principais fundamentos
da separação de funções no Brasil, ao asseverar “independentes e harmônico entre si”. A
independência mencionada traduz-se no fato de que cada órgão é, de fato e de direito, independente
dos demais, não havendo meios de subordinação, sendo, portanto, essencialmente orgânica.
Finalmente, a harmonia se relaciona com diversos fatores, dentre os quais
destacamos três: deve existir cortesia e respeito no tratamento mútuo do órgãos, a separação entre as
funções não deve ser total, absoluta, e é necessário que haja um sistema de “freios e contrapesos”,
para estabelecer o equilíbrio (harmonia) entre o exercício do poder por cada órgão.
e) Princípios de Regência das relações internacionais da República Federativa do Brasil
Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a integração
econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando
à formação de uma comunidade latino-americana de nações.
Dentre estes princípios se destacam os que demonstram a soberania do
Estado brasileiro frente às demais nações e os aceitos em todo a comunidade internacional. O inciso
X do artigo supra, “concessão de asilo político”, é ato de soberania estatal, consistindo no
acolhimento de estrangeiros no território nacional, estes acolhidos são os que sofrem perseguição
seja pelo seu próprio país ou por terceiro. Importante destacar, por fim, que a concessão não é
obrigatória, se dá a partir da análise de cada caso e suas particularidades.
f) Estado Democrático de Direito
Para se aproximar da conceituação deste instituto, devemos inicialmente
passar por uma análise do que seria um Estado Democrático, com suas particularidades e de que se
constitui o aclamado Estado de Direito. Porém, é importante que se ressalte, desde logo, que o
conceito de Estado Democrático de Direito transcende a idéia destas duas forma acima.
Estado Democrático, se baseia fundamentalmente no princípio da soberania
popular, pelo qual o povo é titular do poder constituinte, é o ente que legitima todo o poder político.
Configura-se, assim, a exigência que todas e cada uma das pessoas participem de forma ativa na
vida política do país.
No Brasil, o princípio da soberania popular se consagra através dos artigos
1º, parágrafo único, e 14 da Constituição Federal, in verbis:
Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo
voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei,
A consagração do princípio da soberania popular se sintetiza na afirmativa
“todo poder emana do povo”. Sendo que o exercício desta pode ser direto ou indireto. A forma
indireta está ligada às eleições, se consagrando a idéia do sufrágio universal, pelo qual todos têm o
direito – e dever também, preenchidos os requisitos exigidos por lei – de votar, sendo este direto,
secreto e com valor igual para todos. O exercício direto pode ser feito através de “plebiscito,
referendo e iniciativa popular”.
Estado de Direito, classicamente se resumia a idéia de existência de
primazia da lei, divisão de poderes e pelo enunciado e garantia dos direitos individuais
(autodeterminação da pessoa), não se confundindo com mero Estado Legal – pois neste inexiste
compromisso com a realidade política, social, econômica e ideológica, se atendo única e
exclusivamente com determinação do texto forma legal. Entretanto, com as exigências modernas do
direito, tais características, por mais que permaneçam presentes, são insuficientes para definir o
A atual idéia de Estado de Direito passa diretamente pela necessidade deste
possuir algumas qualidades: estado de direito, constitucional, democrático, ambiental e liberal –
restringindo a ação do Estado somente à defesa da ordem e segurança públicas. Nesta forma de
Estado não é admissível a contradição entre as leis e medidas jurídicas do Estado e os princípios de
justiça, como a igualdade, liberdade e dignidade da pessoa humana.
Ainda, por ser de direito, pode ser pensado como “Estado ou forma de
organização político-estadual cuja atividade é determinada e limitada pelo direito.” (Canotilho,
1999, p. 11). Como síntese do apresentado acima, o mestre Canotilho, aprofunda a visão de Estado
de Direito ao afirma que este deve ser de fato Estado Constitucional de Direito Democrático e
Social Ambientalmente Sustentada (Canotilho, 1999, p. 21).
A partir do exposto, podemos sintetizar o Estado Democrático de Direito,
apresentado no caput do artigo 1º da Constituição Federal do Brasil de 1988, como: Estado que
deve reger-se por normas democráticas, assegurando a justiça social e fundado no princípio máximo
da dignidade da pessoa humana, com eleições livres, periódicas e pelo povo, respeitando as
autoridades públicas, os direitos e garantias fundamentais e o meio ambiente.
Em observância ao apresentado acima, percebe-se que os princípios
constitucionais fundamentais são normas primárias, que irradiam legitimidade para as demais regras
(normas secundárias). São as decisões políticas fundamentais de Carl Schimitt. Fundamentais para
qualquer ordenamento jurídico que possui como norma máxima a Constituição.
Os princípios fundamentais são o mandamento nuclear de um sistema, de
onde deriva o fundamento para o próprio direito positivo. Além dessa, “função fundamentadora”, se
percebe sua função de orientar a interpretação das normas secundárias, servindo ainda para sanar
quaisquer lacunas que venha a apresentar determinado ordenamento jurídico, não sendo esta,
entretanto, a sua principal função.
No Brasil, no texto constitucional, entre seus artigos 1º e 4º, se percebem
diversos princípios, que servem tanto para determinar as relações internas como internacionais.
Dentre estes destacamos o da soberania, da dignidade da pessoa humana, da divisão de poderes
(separação de funções), do pluralismo político, dos valores sociais do trabalho e da iniciativa
privada, entre outros.
Por fim, todos estes princípios fundamentais garantidos na Constituição
brasileira, presentes na República Federativa do Brasil, são fundamentais à configuração do Estado
Democrático de Direito, sendo a função precípua da condensação de todos os princípios aqui
apresentados a superação das desigualdades sociais, instaurando um regime democrático que realize
a justiça social.
1. BONAVIDES, Paulo. Curso de Direito Constitucional. São Paulo: Malheiros
Editores, 22ª ed., 2008.
2. CANOTILHO, José Joaquim Gomes. Direito Constitucional e Teoria da
Constituição. Coimbra: Editora Livraria Almedina, 3ª ed., 1998.
3. CANOTILHO, José Joaquim Gomes. Estado de Direito. Lisboa: Editora
Gradiva, 1ª ed., 1999.
4. MORAES, Alexandre de. Direito Constitucional. São Paulo: Editora Atlas, 23ª
ed., 2008.
5. SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional Positivo. São Paulo:
Malheiros Editora, 30ª ed., 2008.
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