Source: http://saldopositivo.cgd.pt/quatro-erros-comuns-dos-trabalhadores-independentes/
Timestamp: 2017-11-17 22:56:13+00:00

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Quatro erros comuns dos trabalhadores independentes - Saldo Positivo
Se é trabalhador independente conheça alguns dos erros mais frequentemente cometidos e que podem custar muitos euros ao final do ano.
O mês de maio é possivelmente a altura do ano que mais dores de cabeça pode suscitar a quem não trabalha por conta de outrem. O facto de este ser o mês em que estes contribuintes fazem a entrega do seu IRS, leva-os a terem atenção redobrada às obrigações fiscais a que estão sujeitos. Se está dentro deste clube tome nota de alguns erros mais comuns entre os trabalhadores independentes e saiba como evitá-los.
1. Juntar faturas ao longo do ano que não são dedutíveis no IRS
Este é provavelmente o erro mais comum entre os trabalhadores independentes que estão abrangidos pelo regime simplificado. Muitos deles recolhem ao longo do ano faturas relacionadas com a sua atividade, pensando que podem abatê-las na sua declaração de IRS. Errado. Isto porque o Fisco considera automaticamente que 25% do rendimento bruto obtido por estes trabalhadores refere-se a despesas necessárias para o exercício da sua atividade. Quer isto dizer, que apenas 75% do rendimento obtido é que será tributado. Só no caso de optar pelo regime de contabilidade organizada é que poderá deduzir as despesas com o exercício da atividade.
2. Não saber se está, ou não, isento de cobrança de IVA
Esta isenção é frequentemente motivo para alguns mal-entendidos. Por exemplo: Se eu for um trabalhador a recibos verdes e tiver direito à isenção de cobrança do IVA ao abrigo do artigo nº53, mas se por acaso durante este ano o meu volume de negócios ultrapassar o patamar dos 10 mil euros, vou continuar isento da cobrança de IVA até janeiro do ano seguinte. Nessa altura terei de comunicar às Finanças de que ultrapassei o limite de faturação e só a partir daí é que estarei obrigado a fazer a cobrança deste imposto – mesmo que no próximo ano o meu volume de negócios seja inferior a 10 mil euros.
Outra questão importante a salientar ainda sobre tema refere-se ao preenchimento correto do recibo eletrónico. Isto porque os contribuintes que usufruem da isenção de cobrança de IVA ao preencher o recibo eletrónico têm de referir qual é o artigo do código do IVA que prevê, no seu caso, a isenção da cobrança deste imposto. Isto é importante porque além da isenção de cobrança prevista no artigo nº 53, há também trabalhadores independentes que, pela natureza da sua profissão estão isentos da cobrança de IVA, independentemente do volume de negócios que atinjam na sua atividade. Estas isenções estão previstas no artigo 9 do código de IVA. Este artigo prevê, por exemplo, que médicos e enfermeiros não estejam sujeitos a esta obrigação fiscal. O mesmo se passa com os trabalhadores independentes que façam prestações de serviço na área do ensino, lares de idosos ou IPSS. Para conhecer a lista completa de profissões que estão isentas da cobrança do IVA consulte esta área do Portal das Finanças.
Tendo em conta estas situações é aconselhável que tenha cuidado ao preencher o recibo eletrónico para identificar o artigo correto que prevê a isenção no seu caso. Imagine, por exemplo, que é enfermeiro e trabalha como trabalhador independente. Segundo o artigo 9 do Código do IVA está isento da cobrança e do pagamento deste imposto, independentemente dos montantes que ganhe ao longo do ano. No entanto, se ao preencher o recibo eletrónico se enganar e em vez de referir que está isento do IVA ao abrigo do artigo 9, disser que está isento ao abrigo do artigo 53 (que prevê a isenção a quem ganhe menos de 10 mil euros por ano), poderá ter problemas. Isto porque se o montante global dos seus rendimentos for superior a 10 mil euros por ano, as Finanças irão detetar um erro e considerar que os seus rendimentos afinal estão sujeitos ao pagamento do IVA.
8 respostas a “Quatro erros comuns dos trabalhadores independentes”
Apercebi-me agora a não deveria estar a cobrar iva este ano ao abrigo do artigo 53º mas já passei recibos este ano com cobrança se iva. Posso a partir de agora alegar isenção? Ou tenho de continuar a cobrar uma vez q comecei o ano a cobrar, ainda q indevidamente?n
O reenquadramento na isenção do IVA ao abrigo do artigo 53 do CIVA tem de ser solicitado durante o mês de janeiro. Isto significa que só em janeiro de 2015 poderá pedir a isenção. Até lá, tem de continuar a cobrar IVA.
Olá Susana Alves
Em alternativa, podes passar uma nota de crédito à quem cobraste o IVA, devolvendo o valor, e só no próximo ano é que começas com a cobranças do IVA.
Ligar para o serviço de apoio da AT ou ir a um serviço, pois o seu enquadramento não está descrito. Não se percebe da sua questão se está no cadastro da At como isenta e liquidou indevidamente ou se poderia ter alterado para isenta e não o fez. A resposta do blog só está correta na segunda hipótese
Eu estive a cobrar o IVA em mais de 15 mil faturas estando em isenção de IVA no artigo. 53, só agora dei conta do erro. O que posso fazer para não pagar o IVA?
É por situações como a sua que muitos contribuintes devem de repensar a contratação de profissionais. Certamente não estaria a incorrer numa situação tão grave como a que está, cobrou imposto sem o ter entregue ao Estado.
Cometi o mesmo erro, gostava de saber que passos seguiu e se conseguiu resolver o problema.
Acabo de saber que cometi o mesmo erro! Alguém sabe como resolver o problema? Terei que pagar o IVA?

References: artigo 9
 artigo 9
 artigo 9
 artigo 53
 artigo 53
 artigo 53