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O FOMENTO MERCANTIL E AS PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS
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Marina Miranda Valente
1 O FOMENTO MERCANTIL E AS PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS 46ª Reunião do Comitê Temático Formação Capacitação Empreendedora Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Brasília - DF LUIZ LEMOS LEITE Presidente da ANFAC
2 ORIGENS HISTÓRICAS 2
3 1. Origens Históricas do Factoring Império Romano O termo factoring tem suas raízes latinas, uma vez que, em Roma, o factor designava a pessoa que exercia o comércio por conta de um terceiro, um intermediário. FACTOR, IS substantivo da 3ª declinação latina que, para os romanos, era o agente mercantil. Tem sua origem no verbo facere agir, fazer, desenvolver e fomentar. Traduzimos, para o português, como fomento mercantil. Portanto, por suas origens etimológicas, é um étimo anglolatino. 3
4 Colonização da América cotton factor e textile factor 1808 constituição da 1ª empresa de factoring em Nova Iorque William Iselin & Co papel desempenhado pela empresa Walter Heller & Co de Chicago na disseminação do factoring pela Europa. 4
5 2. Factoring no Brasil 1968 BC Primeira fiscalização em um banco de investimentos (Lei nº 4.728/65) fundação da ANFAC Circular BC nº 703, de Instrução Normativa nº 16, de , do DNRC Circular BC nº 1359, de Resolução CMN nº 2144, de Circular BC nº 2715, de
6 3. Convenção Diplomática de Ottawa maio de 1988 Promovida pelo UNIDROIT (Institut International Pour l Unification Du Droit Privé) Com o objetivo de elaborar um projeto de legislação uniforme em matéria de factoring, o UNIDROIT executou um profundo trabalho confiado a uma comissão de empresários, técnicos e juristas realizado durante 14 anos (1974/1987). O documento final é extremamente importante, ainda que se ocupe do comércio internacional, porque trouxe elementos e considerações oportunos e compatíveis com a realidade do factoring doméstico. 6
7 Dentre suas conclusões convém ressaltar aquela que estabelece que a operação de factoring deve ter como característica a continuidadee a conjugação de alguns desses serviços ou atividades: I. prestação de serviços a pequenas e médias empresas do setor produtivo, a saber: a) acompanhamento comercial e das contas a receber e a pagar; b) exame da situação creditícia da empresa compradora dos produtos; c) seleção e avaliação de fornecedores; d) cobrança; e) outros serviços 7
8 II. suprimento de recursos: a empresa-cliente poderá ceder, no todo ou em parte, à empresa de factoring direitos (créditos) decorrentes de contratos de venda de seus produtos (venda mercantil), excluídas as transações de consumo. III. proteção contra a falta de pagamento pelos devedores. 8
9 SERVIÇOS DE FACTORING 9
10 4. Os Serviços de Factoring Toda espécie de serviço ou trabalho lícito, material ou imaterial, pode ser contratada mediante retribuição (Art.594 do Código Civil) É uma atividade mercantil mista atípica que, por definição, abrange duas modalidades operacionais de negócios bem distintas e inconfundíveis: a prestação de serviços, os mais variados e abrangentes, e a compra de direitos creditórios originados de recebíveis mercantis. Dessa forma, de um lado, a sociedade de fomento mercantil (contratada) é credora de um valor a receber pelos serviços que presta, desenvolve ou vende, e de outro, devedora de um valor a pagar decorrente da compra dos créditos, objeto da operação de factoring, realizada com suas empresas clientes (contratantes). O FACTORING é, portanto, uma atividade dicotômica, que compreende prestação de serviços e compra de créditos, ou seja, direitos creditórios originários de vendas mercantis realizadas por suas empresasclientes, ou seja: 10
11 Prestação de Serviços A empresa de fomento mercantil, pela prestação de serviços, é credora de um valor correspondente à remuneração pelos serviços de apoio prestados à empresa-cliente, de pequeno e médio porte, com o objetivo de otimizar a sua capacidade gerencial e reduzir seus custos de gestão tanto os de caráter administrativo como os operacionais e contábeis. A base cálculo é o valor dos serviços prestados excluída a parcela do diferencial entre a compra dos direitos creditórios e a sua realização pela empresa de fomento. A receita decorre da cobrança da aplicação de mão-de-obra, seja qual for sua natureza, que, contabilmente, proporciona, um Fator Modificativo, no patrimônio da empresa, mediante entrada de um valor financeiro a ser adicionado, sem que, em contrapartida, haja a saída de outro bem ativo. Pela prestação é cobrada uma comissão ad valorem, portanto não é pro rata temporis. 11
12 Compra dos direitos creditórios Na compra dos direitos creditórios, a empresa de fomento mercantil é devedora pelo pagamento do preço pelo qual são negociados os créditos derivados única e exclusivamente da atividade empresarial exercida por sua cliente na relação com os compradores de seus produtos, sacados devedores. Esta receita decorre de uma legítima transação de venda e compra de um bem móvel, operação que proporciona contabilmente e inicialmente, apenas, um Fator Permutativo, ou seja, a entrada de um bem móvel, representado pelo título de crédito adquirido, a ser incorporado ao patrimônio da empresa de fomento mercantil, em contrapartida à saída de um valor financeiro para pagamento do bem adquirido. Como a transação é onerosa, o diferencial obtido também resulta em um Fator Modificativo, contribuindo para aumento do patrimônio da empresa de fomento, porém de origem diversa do que ocorre na prestação de serviços. Na compra dos direitos creditórios é praticado o fator de compra calculado pro rata temporis. 12
13 O factoring é um mecanismo complexo de serviços, variados e abrangentes, que se instaura mediante um contrato celebrado entre as empresas-clientes e a empresa de fomento mercantil. A empresa de fomento mercantil se compromete a prestar serviços, em caráter contínuo, que vão desde o acompanhamento das atividades básicas de suas empresas-clientes até a compra de direitos creditórios, representados por títulos de crédito gerados geneticamente das vendas mercantis por elas realizadas. De ressaltar que a empresa de fomento não negocia qualquer tipo de crédito, apenas aqueles gerados de vendas mercantis efetuadas por suas empresas-clientes. A empresa-cliente, de pequeno é médio porte, recorre ao fomento mercantil pela necessidade de racionalizar alguns aspectos organizacionais e administrativos de sua gestão e, de outro lado, para satisfazer as necessidades de seu ciclo operacional. O factoring existe para suprir as lacunas da pequena e média empresa. 13
14 O fomento mercantil, pelo seu caráter de multisserviços, oferece às suas empresas-clientes alguns benefícios, como, por exemplo: a) parceria, aconselhamento nas suas decisões importantes e estratégicas; b) menor envolvimento e preocupação do empresário com as atividades rotineiras, liberando-o para melhor gestão empresarial: novos produtos e mercados; c) aprimoramento da produção e venda: redução dos custos operacionais melhorando a competitividade do seu negócio; d) equalização do fluxo de caixa, transformando vendas a prazo em vendas à vista; e) melhores condições de negociação com fornecedores; f) limite concedido também em relação ao sacado. Análise do padrão creditício do sacado-devedor. 14
15 A empresa de fomento mercantil tem de conhecer com profundidade suas empresas-clientes, de estreitar o relacionamento com sua clientela e ser sua parceira. Entendo que o fomento mercantil é técnica de otimização dos meios de gestão de suas empresas-clientes. A realidade da economia brasileira, com o elevado nível de liquidez atual, sinaliza que as empresas de fomento têm a necessidade de estreitar cada vez a sua parceria com as empresasclientes, ampliando... Nos outros países, particularmente na Europa, as empresas de factoring alavancam seus lucros com a prestação de serviços, que lá representa 80% a 90% de suas receitas e operam com um ad valorem de 1% e um fator de compra baixo. 15
16 No Brasil hoje nossas empresas auferem uma receita da ordem de 30% oriunda da prestação de serviços e 70% do diferencial na compra dos direitos creditórios. Insisto em que o elemento diferenciador das atividades de fomento mercantil é a prestação de serviços. Hoje em dia a concorrência é acirrada no mercado de fomento e no sistema bancário. As empresas de fomento mercantil não podem prescindir de uma estrutura de serviços eficientes e cada vez mais abrangentes de assistência a suas empresas-clientes. 16
17 CONTRATO DE FOMENTO MERCANTIL 17
18 CONTRATO DE FOMENTO MERCANTIL Todos os negócios realizados pela empresa de fomento mercantil devem ser consolidados na celebração do contrato. É o contrato de fomento mercantil, que é uma inovação por nós idealizada e colocada em prática, a partir de agosto de 1989, que se destina a abrigar os negócios efetuados entre as empresasclientes e a empresa de fomento. Portanto, o fim do contrato de fomento mercantil consiste em colocar à disposição das empresas-clientes uma gama de serviços para suprir suas deficiências na área administrativa, organizacional e mercadológica, bem como para propiciar-lhe os recursos necessários a atender ao seu processo produtivo e a suas necessidades financeiras. 18
19 OPERAÇÃO DE FOMENTO MERCANTIL Cliente: Insumos Industriais Ltda Data da Operação: Prazo: 45 dias Valor: R$ ,00 Ad Valorem: 1,00% Fator: 3,00% 19
20 Valor de Face dos Títulos Ad Valorem Diferencial na Compra dos Títulos Desembolso Líquido/Contratante IOF Normal (0,0041% ao dia)* IOF Adicional (038%) Total do IOF Desembolso Líquido ,00 100,00 450, ,67 17,66 36,29 53, ,05 Receita Operacional Receita Operacional Impostos PIS COFINS IR CSLL ISS *ADIn 1763/1998 (%) Carga Tributária 550,00 362,13 9,08 41,80 82,50 49,50 5,00 34,16 20
21 FACTORING EXPORTAÇÃO 21
22 FACTORING EXPORTAÇÃO No âmbito internacional, a operação de factoring prevê a presença de 4 agentes comerciais: 1. a empresa-cliente exportadora; 2. a empresa de fomento mercantil export factoring; 3. a empresa importadora; 4. a empresa de fomento mercantil import factoring 22
23 No caso específico do factoring exportação, o exportador pode beneficiar-se com os seguintes serviços: a) proteção contra o não-pagamento: b) o import factoring assume o risco no caso de insolvência e falta de pagamento pelo importador por causa de dificuldades financeiras. Em países da Europa e da Ásia já se eliminou a carta de crédito; c) capital de giro: o export factoring paga até 80% do valor do negócio ao exportador, possibilitando uma fonte permanente de recursos, que vai facilitar o crescimento das vendas e um planejamento mais eficiente do seu cash flow; 23
24 d) cobrança: os problemas de cobrança de difícil solução nos processos de crédito documentário são removidos com a utilização do factoring. Como na outra ponta da operação deve atuar o factoring importação, representando o importador, a cobrança é executada por pessoal experimentado e conhecedor da situação do país do importador. Da atuação do factoring nas duas pontas, resulta pronta solução das pendências que surgirem; e) hedge contra flutuação do câmbio: o factoring exportação pode providenciar uma cobertura antecipada do câmbio para proteção contra flutuações de câmbio; f) identificação do cliente: o factoring oferece um serviço de apoio de grande valia ao exportador que deseja expandir suas vendas no exterior, apoiando-se nas informações sempre atualizadas levantadas pelo factoring importação. 24
25 FUNCIONAMENTO O funcionamento do export factoring obedece aos seguintes passos: 1. o exportador já deve ser cliente de uma companhia de factoring; 2. o exportador solicita um limite de crédito à companhia de factoring em função de seu importador; 3. o factoring exportação contacta uma congênere sua no país do importador; 4. o factoring importação procede a uma análise de crédito do importador. Aprovado o crédito, assume o factoring importação o risco até o limite que foi fixado; 25
26 5. aprovado o crédito pelas duas pontas (o factoring exportação e o factoring importação), e pronta a importação, o factoring paga 80% do valor da exportação; 6. o exportador embarca a mercadoria e notifica o importador que todos os direitos relativos àquela transação foram cedidos e devem ser pagos à factoring importação; 7. uma vez embarcadas as mercadorias, a factoring exportação envia uma cópia da documentação à factoring importação; 8. de posse da cópia da documentação, a factoring importação efetua a conferência, contabiliza o montante das vendas efetuadas e passa a administrar sua cobrança; 9. a factoring importação remete para a factoring exportação 100% do valor da transação, menos as comissões acertadas, e vai receber do importador. 26
27 Como no factoring doméstico, também no factoring exportação há dois elementos de custo: 1. service fee: O service fee é calculado com uma porcentagem do valor bruto da exportação que está sendo efetuada. É cobrado para fazer face aos serviços administrativos a cargo da companhia de factoring, assim como para a proteção de crédito. Varia de 0,75% a 2,05%; 2. preço de negociação dos direitos cambiais: Até 80% do valor bruto da transação negociado entre as partes. 27
28 O factoring exportação é acessível a todas as empresas que vendem para o exterior. Indústrias, tradings e empresas de serviços podem utilizar-se dos serviços prestados pela factoring exportação. Há, entretanto, algumas atividades que não se ajustam ao factoring, como, por exemplo: a) vendas efetuadas em consignação ou cláusulas restritivas; b) vendas com prazo superior a 180 dias; c) vendas a entidades governamentais e d) vendas a empresas coligadas. Essas são as condições e os procedimentos observados nos negócios internacionais do factoring realizados na América do Norte, Europa e Ásia. Entendemos ser o factoring exportação mais uma alternativa válida e eficiente para incrementar nossas vendas ao exterior, bem como atrair e dar apoio ao segmento ponderável de pequenos e médios empresários até agora impossibilitados de entrar no comércio exterior. 28
29 No caso específico do Brasil, temos a ponderar que: a) do ponto de vista legal e administrativo parece não haver qualquer óbice; b) deve ser permitida a inclusão do service fee nos custos, que deverá ser reembolsado pelo importador e consignado na guia de exportação; c) à companhia de factoring caberão os serviços de: 1. fundeamento dos recursos necessários; 2. aprovação do cadastro do importador; 3. negociação no mercado de câmbio brasileiro das condições de fechamento da exportação; 4. assessoria ao exportador: 5. no despacho aduaneiro; - na obtenção da guia de exportação; - na contratação de embarque; - no fechamento do câmbio junto à corretora e - no recebimento do valor total da exportação. 29
30 VANTAGENS O factoring, mecanismo genuinamente da iniciativa privada, só poderá acarretar vantagens à nossa economia. Sem necessidade da intervenção governamental, sem subsídios ou qualquer outra espécie de recursos do governo, vem para facilitar, aumentar, agilizar e privatizar todo o nosso processo de exportação, tornando mais competitivos os preços dos nossos produtos no mercado internacional, sem necessidade do aporte de recursos do governo, como muitas vezes acontece. Esse ponto, na realidade, tem sensibilizado nossas autoridades e vários empresários já interessados em entrar no mercado internacional. O factoring internacional (o de exportação e importação) ajusta-se a todas as medidas governamentais específicas baixadas, propiciando melhoria do grau de liquidez da economia interna, hoje praticamente estancada pela escassez de linhas externas para o Brasil. 30
31 Finalmente, entendemos ser de extrema importância enfatizar que, por meio do factoring internacional, pode o empresário brasileiro produzir e vender mais, porque vai praticamente receber a vista o valor dos seus créditos, oferecendo, sobretudo ao pequeno e médio empresário, uma opção concreta de atender a todas as suas necessidades e suas aspirações de expandir para fora do país as suas vendas. Urge implantar o factoring no Brasil, que só acarretará vantagens a nossa economia, principalmente agora, quando o Governo decidiu abolir subsídios e estímulos e não tem recursos disponíveis em montante suficiente a atender aos nossos exportadores, que vivem num terrível dilema: não sabem se trabalham para sobreviver ou se sobrevivem para trabalhar, sem qualquer perspectiva de lucro. O pequeno industrial nem pode pensar em exportar. 31
32 O factoring tem todas as condições para viabilizar o sucesso na política brasileira do comércio exterior, suprindo as deficiências de capital, ampliando o mercado interno e garantindo a lucratividade dos negócios, sem criar, em contrapartida, a exigibilidade de ônus para o Tesouro Nacional e a exacerbação do processo inflacionário. Não é fazendo dívidas que se constrói uma nação. É desenvolvendo as suas potencialidades comerciais sem os excessivos controles governamentais. Vendendo, comprando e lucrando se resolvem todos os problemas e se superam as dificuldades. 32
34 PROJETO DE LEI 34
35 PLC Nº13/2008 Este projeto de lei, oriundo da Câmara dos Deputados, e lá aprovado em dezembro de 2006, foi encaminhado ao Senado Federal em março de Em abril de 2008, foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, tendo por relatora a Senadora Serys Slhessarenko. No momento, encontra-se na CAE Comissão de Assuntos Econômicos do Senado fase final do processo legislativo. O projeto é composto de 17 artigos que buscam regulamentar a atividade de fomento mercantil, desde a definição até as penalidades. 35
36 Seu artigo 2º define fomento mercantil: Art. 2º Entende-se por fomento mercantil para os efeitos desta Lei a prestação contínua por sociedade de fomento mercantil de um ou mais das seguintes modalidades operacionais de negócios a sociedades que tenham por objetivo o exercício das atividades mercantis ou de prestação de serviços, bem como a pessoas que exerçam atividade econômica em nome próprio e de forma organizada: I. acompanhamento de processo produtivo ou mercadológico; II. III. IV. acompanhamento de contas a receber e a pagar; seleção e avaliação de clientes, devedores ou fornecedores; compra, à vista, total ou parcial, pela sociedade de fomento mercantil de direitos creditórios no mercado nacional ou internacional. 36
37 Parágrafo único. Por direitos creditórios entendem-se os direitos e títulos representativos de crédito, originários de operações realizadas nos segmentos comercial, de agronegócio, industrial, imobiliário, de prestação de serviços e de warrants; contratos mercantis de compra e venda de produtos, mercadorias e/ou serviços para entrega ou prestação futura; bem como títulos ou certificados representativos desses contratos. 37
38 Em seu artigo 3º o projeto prevê que as operações deverão ser objeto de contrato específico. O artigo 4º indica as partes do contrato. O artigo 5º estabelece que as operações realizadas com títulos de crédito deverão conter o endosso em preto. O artigo 6º trata do objeto social exclusivo das sociedades de fomento mercantil. O artigo 7º cuida do nome empresarial que deve conter a expressão fomento mercantil, sendo vedada a utilização do vocábulo banco ou qualquer outra expressão que possa a vir a identificar estas sociedades como instituição financeira. 38
39 O artigo 8º define como componentes da receita a comissão de prestação de serviços cobrada ad valorem e o diferencial na aquisição de créditos e outras operações que não sejam típicas de instituições financeiras. Dos artigos 10 a 15 o projeto traz as penalidades e disposições que visam disciplinar a atividade de fomento mercantil, que deverá ser da competência de um órgão supervisor a ser designado pelo Poder Executivo. O artigo 16 fixa o prazo de 180 dias para adaptação das sociedades de fomento mercantil já estabelecidas a partir da data de entrada em vigor da lei. 39
40 DADOS ESTATÍSTICOS 40
41 DIRECIONAMENTO DAS OPERAÇÕES Segmento Empresarial Metalurgia 25,00% 25,75% 26,00% 26,50% 25,50% 26,00% Outras Indústrias 31,00% 20,00% 19,50% 18,50% 19,50% 20,50% Têxtil e Confecção 8,00% 10,75% 10,50% 9,00% 8,00% 7,50% Química 4,00% 4,75% 5,00% 5,25% 6,00% 5,50% Gráfica 3,50% 4,00% 3,50% 3,75% 4,00% 3,00% Transportes 1,00% 1,75% 1,50% 1,25% 1,50% 1,75% Sucro-Alcooleiro 1,50% 2,50% 3,50% 4,75% 4,50% 4,75% Prestação de Serviços 11,00% 14,00% 13,50% 13,75% 14,00% 13,75% Empresas Comerciais 15,00% 16,50% 17,00% 17,25% 17,00% 17,25% 41
42 FATOR ANFAC a 2008 FATOR DE COMPRA % Jan 28,07 30,67 8,36 6,64 4,55 4,79 4,52 4,20 3,80 3,89 4,42 4,24 4,55 4,52 3,96 3,96 Fev 25,64 32,96 8,32 6,73 4,43 4,75 4,85 4,16 3,77 3,88 4,40 4,40 4,57 4,51 3,95 3,95 Mar 24,73 34,56 8,90 6,61 4,28 4,64 5,10 4,12 3,83 3,82 4,40 4,40 4,60 4,51 3,94 3,95 Abr 27,00 36,80 9,29 6,51 4,25 4,55 4,92 4,01 3,89 3,83 4,40 4,39 4,62 4,42 3,92 3,98 Mai 26,64 35,30 9,07 6,23 4,24 4,50 4,82 3,99 3,89 3,81 4,43 4,41 4,63 4,35 3,91 3,99 Jun 27,09 35,40 9,00 5,89 4,20 4,42 4,79 3,97 3,93 4,10 4,39 4,40 4,64 4,31 3,90 4,01 Jul 27,42 9,85 9,02 5,60 4,20 4,33 4,75 3,91 4,10 4,04 4,36 4,42 4,63 4,29 3,90 4,02 Ago 28,22 10,40 8,49 5,44 4,15 4,20 4,70 3,88 4,04 4,04 4,34 4,43 4,63 4,24 3,91 4,03 Set 28,83 8,58 8,11 5,25 4,13 4,50 4,56 3,87 4,03 4,01 4,33 4,45 4,62 4,13 3,92 4,00 Out 28,55 8,46 7,85 5,02 4,10 4,55 4,40 3,85 3,97 4,25 4,28 4,46 4,61 4,06 3,93 Nov 29,47 8,71 7,72 4,78 4,96 4,50 4,39 3,87 3,95 4,37 4,25 4,49 4,58 3,99 3,94 Dez 31,26 8,36 7,28 4,70 4,80 4,49 4,35 3,83 3,90 4,38 4,24 4,51 4,55 3,96 3,96 42
43 CARTEIRA (R$ bilhões) 55,00 50,00 45,00 40,00 35,00 30,00 25,00 20,00 15,00 10,00 5,00 0,00 8,60 6,10 3,46 2,11 0,60 1,50 0,0025 0,
44 80,00 75,00 70,00 71,00 65,00 60,00 60,00 55,00 50,00 50,00 45,00 42,50 40,00 35,00 30,00 25,00 24,32 27,40 30,06 34,50 20,00 15,00 11,40 13,35 16,22 18,76 10,00 5,00 0,
45 COMPOSIÇÃO DO FUNDING 83,43% 81,17% 81,10% 12,12% 14,01% 12,15% 4,45% 4,82% 6,75% Capital Próprio Mútuo de Sócios Linhas de Crédito Bancário 45
46 Perfil do empresário rio filiado à ANFAC outros profissionais 5% contadores 10% economistas 28% engenheiros 15% advogados 20% administradores 22% 46
47 Perfil do empresário rio filiado à ANFAC Administradores 22% Advogados 20% Contadores 10% Economistas 28% Engenheiros 15% 700 empresas filiadas Do total de empresários: - 50% oriundos de bancos; - 60% com idade superior a 40 anos. outros profissionais 5% 47
48 RELEVANTES FUNÇÕES SOCIOECONÔMICAS DO FOMENTO MERCANTIL Sociedades de fomento mercantil: Filiadas à ANFAC 700 Giro de carteira anual R$ 60 (2006) e R$ 71 bilhões (2007) empresas clientes de pequeno e médio porte. 2 milhões de empregos diretos e indiretos. Tributos recolhidos diretamente pelas sociedades de fomento mercantil, R$ 350 milhões. Estimativa dos tributos recolhidos pelas empresas-clientes, aproximadamente, R$ 150 milhões. 48
49 CONGRESSOS BRASILEIROS DE FOMENTO MERCANTIL I 06 a São Paulo SP II 09 a Fortaleza CE III 04 a São Paulo SP IV 06 e São Paulo SP V 14 a São Paulo SP VI 10 a São Paulo SP VII 19 a Rio de Janeiro RJ VIII a Porto Alegre RS IX 18 a São Paulo - SP X 2010 Recife/PE 49
50 WORKSHOPS - REUNIÕES TÉCNICAS 1. Workshop Regional junho/2006 Cuiabá/MT 2. Workshop Regional agosto/2006 Bauru/SP 3. Workshop Regional agosto/2006 Rio de Janeiro/RJ 4. Workshop Regional outubro/2006 São José do Rio Preto/SP 5. Lançamento da TV ANFAC fevereiro/ Encontro Técnico SERASA janeiro/2007 São Paulo 7. Encontro de Secretários Exec. dos SINFACs fev/2007 SP 8. Encontro Técnico de Fomento Mercantil maio/2007 RJ 50
51 9. Encontro Técnico SERASA agosto/2007 São Paulo 10.Palestra IBRACON setembro/2008 São Paulo 11.Reunião Técnica Equifax outubro/2007 São Paulo 12.Palestra CRC outubro de 2007 São Paulo 13.Workshop Regional março/2008 Bauru/SP 14.Fórum Técnico Operacional abril/2008 Vitória/ES 15. Reunião Técnica do Fomento Mercantil maio/2008 Salvador/BA 16.Reunião Técnica do Fomento Mercantil junho/2008 Recife/PE 17.Reunião Técnica do Fomento Mercantil junho/2008 Rib. Preto/SP 51
52 ENCONTROS JURÍDICOS 1. EMERJ junho/ Itaipava/RJ 2. Tribunal de Justiça outubro/2004 Recife/PE 3. Santa Catarina outubro/ Florianópolis/SC 4. Fomentando Direito fevereiro/2005 Vitória/ES 5. Fomentando Direito APAMAGIS setembro/2005 SP 6. Encontro Nacional dos Advogados março/2006 Brasília/DF 7. Encontro Paranaense de Advogados abril/2006 Curitiba/PR 8. Fomentando o Direito junho/2006 Cuiabá/MT 9. Fórum Jurídico Amazônico setembro/2006 Belém/PA 10.Encontro Jurídico setembro/2006 Belo Horizonte/MG 52
53 11. Encontro de Magistrados outubro/2006 Curitiba/PR 12. Encontro Nacional dos Advogados - maio/2007 Rio de Janeiro/RJ 13. Encontro Jurídico TJ Goiás junho de 2007 Goiânia/GO 14. Encontro dos Advogados julho de 2007 Porto Alegre/RS 15. Fórum Jurídico Nacional outubro de 2007 Jarinu/SP 16. Encontro Jurídico da Magistratura Cearense outubro de 2007 Fortaleza/CE 17. I Curso de Reciclagem ANFAC/Escola Paulista de Magistratura mar/2008 São Paulo 18. Encontro Nacional dos Advogados maio/2008 Curitiba/PR 19. Jornada Jurídica do Fomento Mercantil julho/2008 Recife/PE 53
54 GEOGRAFIA DO FACTORING Américas 150,3 11,6% Europa 929,8 71,6,% África 10,7 0,82% Ásia 174,6 13,4% Oceania 33,7 2,6% TOTAL : 1, trilhão em 2007 (Fonte: FCI) 54
55 R.Mário Amaral, º andar São Paulo - SP Tel: (11)

References: artigo 2
 artigo 3
 artigo 4
 artigo 5
 artigo 6
 artigo 7
 artigo 8
 artigo 16