CELEX: 32004L0026
Language: pt
Date: 2004-04-21 00:00:00
Title: Directiva 2004/26/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 21 de Abril de 2004, que altera a Directiva 97/68/CE relativa à aproximação das legislações dos Estados-Membros respeitantes a medidas contra a emissão de poluentes gasosos e de partículas pelos motores de combustão interna a instalar em máquinas móveis não-rodoviárias

30.4.2004                  PT                                  Jornal Oficial da União Europeia                                                   L 146/1
                              DIRECTIVA 2004/26/CE DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO
                                                                de 21 de Abril de 2004
     que altera a Directiva 97/68/CE relativa à aproximação das legislações dos Estados-Membros respeitantes a medidas contra a
         emissão de poluentes gasosos e de partículas pelos motores de combustão interna a instalar em máquinas móveis não-
                                                                     -rodoviárias
                                                       (Texto relevante para efeitos do EEE)
   O PARLAMENTO EUROPEU E O CONSELHO DA UNIÃO EUROPEIA,
   Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Europeia, nomeadamente o artigo 95.º,
   Tendo em conta a proposta da Comissão 1,
   Tendo em conta o parecer do Comité Económico e Social Europeu 2,
   Deliberando nos termos do artigo 251.º do Tratado 3,
   Considerando o seguinte:
   (1)      A Directiva 97/68/CE 4 aplica duas fases de valores-limite de emissões para os motores de ignição por compressão e convida
              a Comissão a propor uma nova redução desses valores-limite tendo em conta a disponibilidade a nível mundial de técnicas
              de controlo dessas emissões e da situação da qualidade do ar.
   (2)      O Programa Auto-Oil concluiu que são necessárias novas medidas para melhorar a qualidade do ar na União Europeia no
              futuro, especialmente no que diz respeito à formação de ozono e às emissões de partículas.
   (3)      Já existem tecnologias avançadas de redução das emissões dos motores de ignição por compressão nos veículos rodoviários,
              tecnologias que serão aplicáveis em larga medida ao sector não-rodoviário.
   (4)      Há ainda algumas incertezas sobre a eficácia dos custos da utilização de equipamentos de pós-tratamento para reduzir as
              emissões de partículas e de óxidos de azoto (NOx). Deve-se realizar uma análise técnica antes de 31 de Dezembro de 2007
              e, se adequado, introduzir isenções ou adiamentos das datas de entrada em vigor.
   (5)      É necessário um método de ensaio em condições transientes para abranger as condições de funcionamento deste tipo de
              máquinas em situações de trabalho reais. O ensaio deverá incluir, numa proporção adequada, as emissões com o motor não
              aquecido.
   (6)      Em circunstâncias de cargas seleccionadas aleatoriamente e no âmbito de uma gama de funcionamento definida, o excesso de
              valores-limite não pode ser superior auma percentagem adequada.
   (7)      Além disso, deve evitar-se a utilização de dispositivos manipuladores e de estratégias pouco razoáveis de controlo das
              emissões.
   (8)      O pacote proposto de valores-limite deve ser alinhado na medida do possível com os alinhamentos havidos nos Estados
              Unidos da América de modo a oferecer aos fabricantes um mercado mundial para os seus motores.
   (9)      Devem também aplicar-se normas de emissões para determinadas aplicações nos sectores ferroviário e de navegação em
              águas interiores para ajudar a promover esses modos de transporte como ecológicos.
   1
            JO C
   2
            JO C 220 de 16.9.2003, p. 16.
   3
            Parecer do Parlamento Europeu de 21 de Outubro de 2003 (ainda não publicado no Jornal Oficial) e decisão do Conselho de 30 de Março de
            2004.
   4
            JO L 59 de 27.2.1998, p. 1. Directiva com a última redacção que lhe foi dada pela Directiva 2002/88/CE (JO L 35 de 11.2.2003, p. 28).
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    (10)   A observância antecipada das futuras fases de valores-limite deveria poder ser assinalada mediante uma etiqueta no caso de
             máquinas móveis não rodoviárias.
    (11)   Devido à tecnologia necessária para satisfazer os valores-limite das emissões de partículas e de NOx das fases IIIB e IV, o
             teor de enxofre do combustível deve ser reduzido em relação aos teores actuais em muitos Estados-Membros. A
             Directiva 98/70/CE relativa à qualidade dos combustíveis será alterada nesse sentido. Tem de ser definido um combustível
             de referência que reflicta a situação do mercado dos combustíveis.
    (12)   O comportamento em termos das emissões durante a vida útil total dos motores é importante. São introduzidos requisitos de
             durabilidade para impedir a deterioração do comportamento em termos das emissões.
    (13)   É necessário introduzir disposições especiais para que os fabricantes de equipamentos tenham tempo para conceber os seus
             produtos e gerir a produção em pequenas séries.
    (14)   Atendendo a que os objectivos da presente directiva, nomeadamente a melhoria da situação futura da qualidade do ar não
             podem ser suficientemente alcançadas pelos Estados-Membros uma vez que as limitações necessárias para as emissões
             devem ser reguladas ao nível comunitário, a Comunidade pode tomar medidas em conformidade com o princípio da
             subsidiariedade consagrado no artigo 5.º do Tratado. Em conformidade com o princípio da proporcionalidade consagrado
             no mesmo artigo, a presente directiva não excede o necessário para atingir aqueles objectivos.
    (15)   A Directiva 97/68/CE deve ser alterada nesse sentido,
    APROVARAM A PRESENTE DIRECTIVA:
                                                                  Artigo 1.º
    A Directiva 97/68/CE é alterada do seguinte modo:
    1)     Ao artigo 2° são aditados os seguintes travessões:
               –       "Embarcação de navegação interior, uma embarcação destinada a uso em vias de navegação interior de
                       comprimento igual ou superior a 20 metros, um volume igual ou superior a 100 m³, de acordo com a fórmula
                       dada no ponto 2.8a do anexo I, ou rebocadores e empurradores que tenham sido construídos para rebocar,
                       empurrar ou conduzir a par as embarcações de comprimento igual ou superior a 20 metros,
              A presente definição não inclui:
               –       embarcações destinadas ao transporte de passageiros e que transportem um máximo de 12 pessoas para além da
                       tripulação,
               –       as embarcações de recreio de comprimento inferior a 24 metros (definidas no n.º 2 do artigo 1.º da Directiva
                       94/25/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de Junho de 1994, relativa à aproximação das disposições
                       legislativas, regulamentares e administrativas dos Estados-Membros respeitantes às embarcações de recreio*),
               –       as embarcações de serviço das autoridades de inspecção,
               –       as embarcações de serviço de incêndios,
               –       as embarcações militares,
               –       as embarcações de pesca inscritas no registo comunitário de embarcações de pesca,
               –       os navios de mar, incluindo rebocadores e empurradores marítimos que operem ou tenham a sua base em águas
                       flúvio-marítimas ou, temporariamente, em vias navegáveis interiores, na condição de possuírem um certificado de
                       navegação ou segurança válido, definido no ponto 2.8b da Secção 2 do Anexo I*.
               –       "Fabricante de equipamentos de origem (OEM)", um fabricante de um tipo de máquina móvel não rodoviária,
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               –       "Regime de flexibilidade", o procedimento que permite a um fabricante de motores, durante um período
                       compreendido entre duas fases sucessivas de valores-limite, comercializar um número limitado de motores,
                       destinados a serem instalados em máquinas móveis não rodoviárias, que apenas satisfazem a fase anterior dos
                       valores-limite.
   __________________
   *         JO L 164 de 30.6.1994, p. 15. Directiva com a última redacção que lhe foi dada pelo Regulamento (CE) n.º 1882/2003
             (JO L 284 de 31.10.2003, p. 1)."
   2)     O artigo 4.º é alterado do seguinte modo:
          a)       No final do n.º 2, é aditado o seguinte texto:
                   "O Anexo VIII deve ser alterado nos termos do artigo 15.º";
          b)       É aditado o seguinte número:
                   "6. Os motores de ignição por compressão destinados a uma utilização diferente da propulsão de locomotivas,
                   automotoras e embarcações de navegação interior podem ser colocados no mercado ao abrigo de um "regime
                   flexível", de acordo com o procedimento do Anexo XIII, para além dos nos 1 a 5."
   3)     Ao artigo 6.º é aditado o seguinte número:
          "5. Os motores de ignição por compressão colocados no mercado ao abrigo de um "regime flexível" devem ser etiquetados de
          acordo com o Anexo XIII."
   4)     É inserido o seguinte artigo após o artigo 7.º:
          "Artigo 7.º-A
          Embarcações de navegação interior
          1.       As disposições que se seguem aplicam-se aos motores destinados a serem instalados em embarcações de navegação
          interior. Os n.ºs 2 e 3 não serão aplicados enquanto a equivalência entre os requisitos previstos na presente directiva e os
          previstos no quadro da Convenção de Manheim para a Navegação no Reno não for reconhecida pela Comissão Central da
          Navegação no Reno (a seguir designada por CCNR) e enquanto a Comissão não for informada a esse respeito.
          2.       Os Estados-Membros não podem recusar, até 30 de Junho de 2007, a colocação no mercado de motores que
          satisfaçam os requisitos previstos pela fase I da CCNR, cujos valores-limite de emissões são fixados no Anexo XIV da
          presente directiva.
          3.       A partir de 1 de Julho de 2007 e até à entrada em vigor de um novo conjunto de valores-limite que resultem de
          futuras alterações à presente directiva, os Estados-Membros não podem recusar a colocação no mercado de motores que
          satisfaçam os requisitos previstos pela fase II da CCNR, cujos valores-limite de emissões são fixados no Anexo XV .
          4.        O Anexo VII será adaptado, nos termos do artigo 15.º, a fim de integrar as informações suplementares e específicas
          que possam ser requeridas relativamente ao certificado de homologação respeitante aos motores destinados a serem
          instalados em embarcações de navegação interior.
          5.       Para efeitos da presente directiva e no que diz respeito às embarcações de navegação interior, qualquer motor auxiliar
          com uma potência superior a 560 kW fica sujeito aos mesmos requisitos que os motores de propulsão."
   5)     O artigo 8.º é alterado do seguinte modo:
          a)       O título é substituído por "Colocação no mercado";
          b)       O n.º 1 passa a ter a seguinte redacção:
                   "1.     Os Estados-Membros não podem recusar a colocação no mercado de motores, já instalado em máquinas ou
                   não, que preencham os requisitos da presente directiva.";
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        c)      A seguir ao n.º 2, é aditado o seguinte número:
                "2-A. Os Estados-Membros não podem conferir o certificado comunitário de navegação interior previsto pela
                Directiva 82/714/CEE do Conselho, de 4 de Outubro de 1982, que estabelece os requisitos técnicos aplicáveis às
                embarcações de navegação interior *, a embarcações cujos motores não cumpram os requisitos da presente directiva.
                _________________
                *        JO L 301 de 28.10.1982, p. 1. Directiva com a redacção que lhe foi dada pelo Acto de Adesão de 2003."
    6)  O artigo 9.º é alterado do seguinte modo:
        a)      A frase introdutória do n.º 3 passa a ter a seguinte redacção:
                "Os Estados-Membros devem recusar a homologação de qualquer tipo de motor ou família de motores e a emissão da
                ficha descrita no Anexo VII, bem como a concessão de qualquer outra homologação, para máquinas móveis não
                rodoviárias em que esteja instalado um motor ainda não colocado no mercado";
        b)      A seguir ao n.º 3 são aditados os seguintes números:
                "3-A. HOMOLOGAÇÃO DE MOTORES DA FASE III-A (CATEGORIAS DE MOTORES: H, I, J e K)
                         Os Estados-Membros devem recusar a homologação dos tipos ou famílias de motores a seguir indicados e a
                         emissão da ficha descrita no Anexo VII, bem como a concessão de qualquer outra homologação, para
                         máquinas móveis não-rodoviárias em que esteja instalado um motor ainda não colocado no mercado:
                         –        H: após 30 de Junho de 2005 para os motores – que não sejam motores de velocidade constante – de
                                  potência: 130 kW $ P $ 560 kW,
                         –        I: após 31 de Dezembro de 2005 para os motores – que não sejam motores de velocidade constante –
                                  de potência: 75 kW $ P < 130 kW,
                         –      J: após 31 de Dezembro de 2006 para os motores – que não sejam motores de velocidade constante –
                                de potência: 37 kW $ P <75 kW,
                         –      K: após 31 de Dezembro de 2005 para os motores – que não sejam motores de velocidade constante –
                                de potência: 19 kW $ P <37 kW,
                         se o motor não satisfizer os requisitos da presente directiva e se as emissões de poluentes gasosos e de
                         partículas pelo motor não respeitarem os valores-limite estabelecidos no quadro do ponto 4.1.2.4 do Anexo I.
                3-B.     HOMOLOGAÇÃO DE MOTORES DE VELOCIDADE CONSTANTE DA FASE III-A (CATEGORIAS
                         DE MOTORES: H, I, J e K)
                         Os Estados-Membros devem recusar a homologação dos tipos ou famílias de motores a seguir indicados e a
                         emissão da ficha descrita no Anexo VII, bem como a concessão de qualquer outra homologação, para
                         máquinas móveis não rodoviárias em que esteja instalado um motor ainda não colocado no mercado:
                         –      motores de velocidade constante H: após 31 de Dezembro de 2009 para os motores de potência: 130
                                kW $ P $ 560 kW,
                         –      motores de velocidade constante I: após 31 de Dezembro de 2009 para os motores de potência: 75 kW
                                $ P $ 130 kW,
                         –      motores de velocidade constante J: após 31 de Dezembro de 2010 para os motores de potência: 37 kW
                                $ P < 75 kW
                         –      motores de velocidade constante K: após 31 de Dezembro de 2009 para os motores de potência: : 19
                                kW $ P < 37 kW,
                         se o motor não satisfizer os requisitos da presente directiva e se as emissões de poluentes gasosos e de
                         partículas pelo motor não respeitarem os valores-limite estabelecidos no quadro do ponto 4.1.2.4 do Anexo I.
 ---pagebreak--- 30.4.2004               PT                                Jornal Oficial da União Europeia                                           L 146/5
   3-C.   HOMOLOGAÇÃO DE MOTORES DA FASE III-B (CATEGORIAS DE MOTORES L, M, N e P)
          Os Estados-Membros devem recusar a homologação dos tipos ou famílias de motores a seguir indicados e a emissão da ficha
          descrita no Anexo VII, bem como toda e qualquer homologação de máquinas móveis não rodoviárias nas quais se encontre
          instalado um motor ainda não comercializado:
          –        L: após 31 de Dezembro de 2009 para os motores - que não os de velocidade constante - de potência: 130 kW $ P $
                   560KW,
          –        M: após 31 de Dezembro de 2010 para os motores - que não os de velocidade constante - de potência: 75 kW $ P $
                   130 kW,
          –        N: após 31 de Dezembro de 2010 para os motores - que não os de velocidade constante - de potência: 56 kW $ P < 75
                   kW,
          –        P: após 31 de Dezembro de 2011 para os motores - que não os de velocidade constante - de potência: 37 kW $ P < 56
                   kW,
          se o motor não satisfizer os requisitos da presente directiva e se as emissões de poluentes gasosos e de partículas pelo motor
          não respeitarem os valores-limite estabelecidos no quadro do ponto 4.1.2.5 do Anexo I."
   3-D.   HOMOLOGAÇÃO DE MOTORES DA FASE IV (CATEGORIAS DE MOTORES Q E R)
          Os Estados-Membros devem recusar a homologação dos tipos ou famílias de motores a seguir indicados e a emissão da ficha
          descrita no Anexo VII, bem como qualquer outra homologação de máquinas móveis não rodoviárias nas quais se encontre
          instalado um motor ainda não comercializado:
          –        Q: após 31 de Dezembro de 2012 para os motores - que não os de velocidade constante - de potência: 130 kW $ P $
                   560KW,
          –        R: após 30 de Setembro de 2013 para os motores - que não os de velocidade constante - de potência: 56 kW $ P $
                   130 kW,
          se o motor não satisfizer os requisitos da presente directiva e as emissões de poluentes gasosos e de partículas pelo motor não
          respeitarem os valores-limite estabelecidos no quadro do ponto 4.1.2.6 do Anexo I.
   3-E.   HOMOLOGAÇÃO DE MOTORES DE PROPULSÃO DA FASE IIIA UTILIZADOS EM EMBARCAÇÕES DE
          NAVEGAÇÃO INTERIOR (CATEGORIA DE MOTORES V)
          Os Estados-Membros devem recusar a homologação dos tipos ou famílias de motores a seguir indicados e a emissão da ficha
          descrita no Anexo VII:
          V1:1: após 31 de Dezembro de 2005 para os motores de potência igual ou superior a 37kW e cilindrada inferior a 0,9 litros
          por cilindro,
          V1;2: após 30 de Junho de 2005 para os motores de cilindrada igual ou superior a 0,9 mas inferior a 1,2 litros por cilindro,
          V1:3: após 30 de Junho de 2005 para os motores de cilindrada igual ou superior a 1,2 mas inferior a 2,5 litros por cilindro e
          potência: 37 kW ≤ P < 75 kW;
          V1:4: após 31 de Dezembro de 2006 para os motores de cilindrada igual ou superior a 2,5 mas inferior a 5 litros por cilindro,
          V2: após 31 de Dezembro de 2007 para os motores de cilindrada superior a 5 litros por cilindro,
          e o motor não satisfizer os requisitos da presente directiva e se as emissões de poluentes gasosos e de partículas pelo motor
          não respeitarem os valores-limite estabelecidos no quadro do ponto 4.1.2.4 do Anexo I.
   3-F.     HOMOLOGAÇÃO DE MOTORES DE PROPULSÃO DA FASE IIIA UTILIZADOS EM AUTOMOTORAS
            Os Estados-Membros devem recusar a homologação dos tipos ou famílias de motores a seguir indicados e a emissão da
            ficha descrita no Anexo VII:
            –      RC A: após 30 de Junho de 2005 para os motores de potência superior a 130 kW,
            se o motor não satisfizer os requisitos da presente directiva e se as emissões de poluentes gasosos e de partículas pelo
            motor não respeitarem os valores-limite estabelecidos no quadro do ponto 4.1.2.4 do Anexo I.
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    3-G.   HOMOLOGAÇÃO DE MOTORES DE PROPULSÃO DA FASE III-B UTILIZADOS EM AUTOMOTORAS
           Os Estados-Membros devem recusar a homologação dos tipos ou famílias de motores a seguir indicados e a emissão da
           ficha descrita no Anexo VII:
           –      RC B: após 31 de Dezembro de 2010 para os motores de potência superior a 130kW,
           se o motor não satisfizer os requisitos da presente directiva e se as emissões de de poluentes gasosos e de partículas pelo
           motor não respeitarem os valores-limite estabelecidos no quadro do ponto 4.1.2.5 do Anexo I.
    3-H. HOMOLOGAÇÃO DE MOTORES DA FASE III-A UTILIZADOS EM LOCOMOTIVAS
           Os Estados-Membros devem recusar a homologação dos tipos ou famílias de motores a seguir indicados e a emissão da
           ficha descrita no Anexo VII:
           –      RL A: após 31 de Dezembro de 2005 para os motores de potência: 130 kW ≤ P ≤ 560 kW,
           –      RH A: após 31 de Dezembro de 2007 para os motores de potência: 560 kW < P,
           se o motor não satisfizer os requisitos da presente directiva e as emissões de poluentes gasosos e de partículas pelo motor
           não respeitarem os valores-limite estabelecidos no quadro do ponto 4.1.2.4 do Anexo I. As disposições do presente número
           não são aplicáveis aos tipos e famílias de motores referidos se tiver sido celebrado um contrato de aquisição do motor antes
           de... *, desde que o motor seja colocado no mercado dois anos, no máximo, após a data aplicável à categoria de locomotiva
           em causa.
    3-I.   HOMOLOGAÇÃO DE MOTORES DE PROPULSÃO DA FASE III-A UTILIZADOS EM LOCOMOTIVAS
           Os Estados-Membros devem recusar a homologação dos tipos ou famílias de motores a seguir indicados e a emissão da
           ficha descrita no Anexo VII:
           –      R B: após 31 de Dezembro de 2010 para motores de potência superior a 130 KW,
           se o motor não satisfizer os requisitos da presente directiva e se as emissões de poluentes gasosos e de partículas pelo
           motor não respeitarem os valores-limite estabelecidos no quadro do ponto 4.1.2.5. do Anexo I. As disposições do presente
           número não são aplicáveis aos tipos e famílias de motores referidos se tiver sido celebrado um contrato de aquisição do
           motor antes de ... *, desde que o motor seja colocado no mercado dois anos, no máximo, após a data aplicável à categoria de
           locomotiva em causa.
    c)   No n.º 4, o título passa a ter a seguinte redacção:
         "COLOCAÇÃO NO MERCADO: DATAS DE PRODUÇÃO DOS MOTORES";
    d)   Após o n.º 4, é inserido o seguinte número:
         "4-A.         Sem prejuízo dos artigos 7.º A e 9.º, n.º 3, alíneas g) e h), os Estados-Membros devem autorizar, após as datas a
                       seguir mencionadas, e com excepção das máquinas e motores destinados à exportação para países terceiros, a
                       colocação no mercado de motores, já instalados ou não em máquinas, desde que cumpram os requisitos da
                       presente directiva e o motor em causa seja aprovado de acordo com uma das categorias referidas nos n.ºs 2 e 3.
                  Fase III-A outros motores que não os de velocidade constante
                  –       categoria H: 31 de Dezembro de 2005,
                  –       categoria I: 31 de Dezembro de 2006,
                  –       categoria J: 31 de Dezembro de 2007,
                  –       categoria K: 31 de Dezembro de 2006,
    *    Data de entrada em vigor da presente directiva.
    *    Data de entrada em vigor da presente directiva.
 ---pagebreak--- 30.4.2004       PT                               Jornal Oficial da União Europeia                                        L 146/7
          Fase III-A motores de embarcações de navegação interior
          –       categoria V1:1: 31 de Dezembro de 2006,
          –       categoria V1:2: 31 de Dezembro de 2006,
          –       categoria V1:3: 31 de Dezembro de 2006,
          –       categoria V1:4: 31 de Dezembro de 2008,
          –       categorias V2: 31 de Dezembro de 2008.
          Fase III-A motores de velocidade constante
          –       categoria H: 31 de Dezembro de 2010
          –       categoria I: 31 de Dezembro de 2010
          –       categoria J: 31 de Dezembro de 2011
          –       categoria K: 31 de Dezembro de 2010
          Fase III-A motores de automotoras
          –       categoria RC A: 31 de Dezembro de 2005
          Fase III-A motores de locomotivas
          –       categoria RL A: 31 de Dezembro de 2006
          –       categoria RH A: 31 de Dezembro de 2008
          –       categoria P: 31 de Dezembro de 2012.
          Fase III-B outros motores que não os de velocidade constante
          –       categoria L: 31 de Dezembro de 2010,
          –       categoria M: 31 de Dezembro de 2011,
          –       categoria N: 31 de Dezembro de 2011,
          –       categoria P: 31 de Dezembro de 2012
          Fase III-B motores de automotoras
          –       categoria RCB: 31 de Dezembro de 2011.
          Fase III-B motores de locomotivas
          –       categoria RB: 31 de Dezembro de 2011
          Fase IV outros motores que não os de velocidade constante
          –       categoria Q: 31 de Dezembro de 2013
          –       categoria R: 30 de Setembro de 2014
          Para cada categoria, as datas são adiadas pordois anos em relação aos motores com uma data de produção anterior à
          referida data.
          A autorização concedida para uma fase I de valores-limite das emissões terminará a partir da data de aplicação
          obrigatória da fase seguinte de valores-limite."
 ---pagebreak--- L 146/8                   PT                                Jornal Oficial da União Europeia                                       30.4.2004
           e)       É inserido o seguinte número:
                    "4-B. ROTULAGEM EM CASO DE CUMPRIMENTO ANTECIPADO DOS REQUISITOS DAS FASES III-A, III-
                    B E IV
                    Para os tipos ou famílias de motores que respeitem os valores-limite do quadro dos pontos 4.1.2.4, 4.1.2.5 e 4.1.2.6
                    do Anexo I, antes dos prazos indicados no n.º 4 do presente artigo, os Estados-Membros devem autorizar uma
                    identificação especial que evidencie o respeito dos valores-limite requeridos antes da data prevista."
    7)     O artigo 10.º é alterado do seguinte modo:
           a)       Os n.ºs 1 e 1-A passam a ter a seguinte redacção:
                    "1.      Os requisitos previstos nos n.ºs 1 e 2 do artigo 8.º, no n.º 4 do artigo 9.e no n.º 5 do artigo 9.º-A não se
                             aplicam a:
                             –        motores para uso das forças armadas,
                             –        motores isentos de acordo com os n.ºs 1-A e 2,
                             –        motores destinados máquinas essencialmente destinadas ao lançamento e à recuperação de
                                      embarcações de salvamento,
                             –        motores utilizados nas máquinas destinadas essencialmente ao lançamento e à recuperação de
                                      embarcações lançadas a partir da margem.
                    1-A.     Sem prejuízo do artigo 7.º-A e das alíneas g) e h) do n.º 3 do artigo 9.º, os motores de substituição, com
                             excepção dos motores destinados à propulsão de automotoras, locomotivas e embarcações da navegação
                             interior, devem ser conformes aos valores-limite que o motor substituído devia respeitar aquando da sua
                             colocação no mercado.
                             A menção "MOTOR DE SUBSTITUIÇÃO" é aposta no motor ou inserida no manual do utilizador.";
           b)       São aditados os seguintes números:
                    "5.      Os motores podem ser colocados no mercado ao abrigo de um "regime flexível" nos termos do Anexo XIII.
                    6.       O n.º2 não é aplicável aos motores de propulsão das embarcações de navegação interior.
                    7.       Os Estados-Membros devem autorizar a colocação no mercado de motores que correspondam às definições
                    do Anexo I, pontos A(i) e A(ii), no âmbito do regime flexível, nos termos do Anexo XIII."
    8)     Os Anexos são alterados do seguinte modo:
           a)       Os Anexos I, III, V, VII e XII são alterados nos termos do Anexo I da presente directiva;
           b)       O texto do Anexo VI é substituído pelo texto do Anexo II da presente directiva;
           c)       É aditado um novo Anexo XIII nos termos do Anexo III da presente directiva;
           d)       É aditado um novo Anexo XIV nos termos do Anexo IV da presente directiva;
           e)       É aditado um novo Anexo XV nos termos do Anexo V da presente directiva
           A lista dos Anexos é alterada em conformidade.
                                                                    Artigo 2.°
    O mais tardar em 31 de Dezembro de 2007, a Comissão deve:
    a)     Reavaliar as suas estimativas constantes do inventário de emissões não-rodoviárias e examinar, especificamente, os eventuais
           controlos e os factores de correcção;
    b)     Considerar as tecnologias disponíveis, incluindo a relação custo/benefício com vista a confirmar os valores-limite da Fase III-
           B e avaliar a eventual necessidade de flexibilidades, derrogações ou datas de introdução posteriores, adicionais para
           determinados tipos de equipamentos ou motores, tendo em conta os motores instalados em máquinas móveis não-rodoviárias
           destinadas a utilizações sazonais,
 ---pagebreak--- 30.4.2004                PT                                   Jornal Oficial da União Europeia                                        L 146/9
   c)      Avaliar a aplicação de ciclos de ensaio aos motores das automotoras e das locomotivas, e, no caso destas, a relação custo-
           -benefício de uma nova redução dos valores-limite de emissões, tendo em vista a aplicação de dispositivos de pós-tratamento
           de NOx;
   d)      Considerar a necessidade de introduzir um novo conjunto de valores-limite para as embarcações de navegação interior, tendo
           especialmente em conta a viabilidade técnica e económica de reduções opcionais secundárias nesta aplicação;
   e)      Considerar a necessidade de introduzir valores-limite das emissões para os motores de potências inferiores a 19 kW e
           superiores a 560 kW;
   f)      Examinar a disponibilidade de combustíveis necessários às tecnologias utilizadas para respeitar as normas das Fases III B e
           IV;
   g)      Examinar as condições de funcionamento dos motores relativamente às quais poderiam ser excedidas as percentagens
           máximas autorizadas para a superação dos valores-limites de emissões previstos nos pontos 4.1.2.5 e 4.1.2.6 do Anexo I, e
           apresentar as devidas propostas para a adaptação técnica da directiva, nos termos do artigo 15.º da Directiva 97/68/CE;
   h)      Avaliar a necessidade de um sistema de "cumprimento em utilização" e examinar possíveis opções para a sua aplicação;
   i)      Considerar uma regulamentação pormenorizada para evitar o “cycle beating”e o "cycle by-pass",
   e apresentar propostas adequadas ao Parlamento Europeu e ao Conselho.
                                                                       Artigo 3.º
   1.      Os Estados-Membros devem pôr em vigor as disposições legislativas, regulamentares e administrativas necessárias para dar
   cumprimento à presente directiva até ... * e informar imediatamente a Comissão desse facto.
   Quando os Estados-Membros aprovarem essas disposições, estas devem incluir uma referência à presente directiva ou ser dela
   acompanhadas aquando da sua publicação oficial. As modalidades dessa referência serão aprovadas pelos Estados-Membros.
   2.      Os Estados-Membros devem comunicar à Comissão as principais disposições do direito interno que adoptarem nas matérias
   reguladas na presente directiva.
                                                                       Artigo 4.º
   Os Estados-Membros determinam as sanções aplicáveis em caso de violação das disposições nacionais aprovadas nos termos da
   presente directiva e tomam todas as medidas necessárias para a sua aplicação. Essas sanções devem ser efectivas, proporcionadas e
   dissuasivas. Os Estados-Membros comunicam estas disposições à Comissão até .....*, indicando quaisquer modificações posteriores
   com a maior celeridade.
                                                                       Artigo 5.º
   A presente directiva entra em vigor 20 dias após o da sua publicação no Jornal Oficial da União Europeia.
                                                                       Artigo 6.º
   Os Estados-Membros são os destinatários da presente directiva.
   Feito em Estrasburgo, em 21 de Abril de 2004
          Pelo Parlamento Europeu                                                              Pelo Conselho
                O Presidente                                                                    O Presidente
                   P. COX                                                                       D. ROCHE
   *       12 meses a contar da data de entrada em vigor da presente directiva.
   *       12 meses a contar da data de entrada em vigor da presente directiva.
 ---pagebreak--- L 146/10              PT                                  Jornal Oficial da União Europeia                                         30.4.2004
                                                                  ANEXO I
    1.   O ANEXO I É ALTERADO DO SEGUINTE MODO:
    1)   A SECÇÃO I É ALTERADA DO SEGUINTE MODO:
         a)     O ponto A) passa a ter a seguinte redacção:
                "A)      serem destinadas e adequadas para se movimentarem ou serem movimentadas no solo, com ou sem estrada,
                         i)       serem equipadas com motores de ignição por compressão de potência útil, definida no ponto 2.4,
                                  igual ou superior a 19 kW mas não superior a 560 kW e que funcionem em regime intermitente e não
                                  a uma dada velocidade constante;
                         ou
                         ii)      serem equipadas com motores de ignição por compressão de potência útil, definida no ponto 2.4,
                                  igual ou superior 19 kW mas não superior a 560 kW e que funcionem a uma velocidade constante. Os
                                  limites só são aplicáveis a partir de 31 de Dezembro de 2006;
                         ou
                         iii)     serem equipadas com motores a gasolina de ignição comandada de potência
                                útil, definida no ponto 2.4, não superior a 19kW;
                    ou
                    iv) serem equipadas com otores destinados à propulsão de automotoras, ou seja,
                                veículos ferroviários autopropulsionados, especialmente concebidos para o transporte de mercadorias
                                e/ou passageiros;
                    ou
                    v) serem equipadas com motores concebidos para a propulsão de locomotivas,
                                ou seja, elementos autopropulsionados de equipamento ferroviário, concebidos para movimentar ou
                                propulsionar carruagens concebidas para transportar mercadorias, passageiros e outros equipamentos,
                                mas que não foram em si concebidos ou destinados a transportar mercadorias, passageiros (outros que
                                não os maquinistas da locomotiva) ou outros equipamentos. Qualquer motor auxiliar ou motor
                                destinado a alimentar os equipamentos de manutenção ou construção nas vias-férreas não são
                                abrangidos pela presente alínea mas pelo ponto A(i)."
    b)   O ponto B passa a ter a seguinte redacção:
         "B. Navios, excepto os destinados à navegação interior"
         c)     O ponto C é suprimido
    2.   A secção 2 é alterada do seguinte modo:
         a)     São inseridos os seguintes pontos:
                "2.8a:          "volume igual ou superior a 100 m3 em relação a uma embarcação de navegação anterior, o seu volume
                                calculado com base na fórmula LxBxT, em que "L" é o comprimento máximo do casco em metros, não
                                incluindo leme nem gurupés, "D" é a largura máxima do casco em metros, medida no exterior do forro
                                (excluindo rodas de pás, cintas de defensa, etc e "T" é a distância, na vertical, entre o ponto mais baixo
                                do casco for a das balizas ou quilha e o plano de calado máximo da embarcação.
                2.8b:    "certificados de navegação ou segurança válidos":
                                  a)       Um certificado de conformidade com a Convenção internacional para a salvaguarda da vida
                                           humana no mar (SOLAS) de 1974, tal como alterada, ou um certificado equivalente, ou
                                  b)       Um certificado de conformidade com a Convenção Internacional de 1966, tal como alterada, e
                                           um certificado IOPP de conformidade com a Convenção Internacional de 1973 (MARPOL),
                                           tal como alterada.
 ---pagebreak--- 30.4.2004                 PT                              Jornal Oficial da União Europeia                                        L 146/11
                   2.8c:           "Dispositivo manipulador", um dispositivo que serve para medir, detectar ou reagir a variáveis de
                                   funcionamento para activar, modular, atrasar ou desactivar a função de um dado componente do
                                   sistema de controlo das emissões, a fim de reduzir a eficácia desse sistema de controlo das emissões
                                   em condições de funcionamento normais de máquinas móveis não rodoviárias, a menos que a
                                   utilização desse dispositivo esteja substancialmente incluída no método de certificação do ensaio de
                                   emissões aplicado.
                   2.8d:           "Estratégia irracional de controlo", uma estratégia ou medida através da qual a eficácia de um
                                   sistema de controlo de emissões, em condições de funcionamento normais de uma máquina móvel
                                   não rodoviária, é reduzida a um nível inferior ao exigido no método de ensaios de emissões
                                   aplicado.";
           b)      É aditado o seguinte ponto:
                   "2.17.      "Ciclo de ensaios", uma sequência de pontos de ensaio, cada um com uma velocidade e um binário
                               definidos, que devem ser seguidos pelo motor em condições de funcionamento em estado estacionário
                               (ensaio NRSC) ou transientes (ensaio NRTC)";
           c)      O ponto 2.17 passa a 2.18 e passa a ter a seguinte redacção:
           "2.18.       Símbolos e abreviaturas
           2.18.1.      Símbolos dos parâmetros de ensaio
     Símbolo       Unidade        Descrição
     A             -              Relação estequiométrica ar/combustível
     AP            m2             Área da secção transversal da sonda isocinética de recolha de amostras
     AT            m2             Área da secção transversal do tubo de escape
     Aver                         Valores médios ponderados do
                   m3/h           – caudal volumétrico;
                   kg/h           – caudal mássico
     C1            -              Hidrocarbonetos C1 equivalentes
     Cd            -              Coeficiente de descarga do SSV
     Conc          ppm            Concentração (com sufixo do componente)
                   % vol
     Concc         ppm            Concentração de fundo corrigida
                   % vol
     Concd         ppm            Concentração do poluente medida no ar de diluição
                   % vol
     Conce         ppm Vol%       Concentração do poluente medida no ar de diluição medida nos gases de escape diluídos ppm
     DF            -              Factor de diluição
     fa            -              Factor atmosférico do laboratório
     GAIRD         kg/h           Caudal mássico do ar de admissão em base seca
     GAIRW         kg/h           Caudal mássico do ar de diluição em base húmida.
     GDILW         kg/h           Caudal mássico do ar de diluição em base húmida.
     GEDFW         kg/h           Caudal mássico equivalente dos gases de escape diluídos em base húmida.
     GEXHW         kg/h           Caudal mássico dos gases de escape em base húmida.
     GFUEL         kg/h           Caudal mássico de combustível.
     GSE           kg/h           Caudal mássico dos gases de escape recolhidos como amostra
                      3
     GT            cm /min        Caudal do gás marcador
     GTOTW         kg/h           Caudal mássico dos gases de escape diluídos em base húmida.
     Ha            g/kg           Humidade relativa do ar de admissão, %
 ---pagebreak--- L 146/12           PT                         Jornal Oficial da União Europeia                                         30.4.2004
     Símbolo Unidade  Descrição
     Hd      g/kg     Humidade relativa do ar de diluição, %
     HREF    g/kg     Valor de referência da humidade absoluta 10,71 g/kg para o cálculo dos factores de correcção em
                      relação à humidade do NOx e das partículas.
     i       -        Índice que denota um dado modo (para o ensaio NRSC)
                      ou um valor instantâneo (para o ensaio NRTC)
     KH      -        Factor de correcção em relação à humidade para o NOx
     Kp      -        Factor de correcção em relação à humidade para as partículas.
     KV      -        Função de calibração do SFV
     KW,a    -        Factor de correcção seco-húmido para o ar de admissão.
     KW,d    -        Factor de correcção seco-húmido para o ar de diluição
     KW,e    -        Factor de correcção seco-húmido para os gases de escape diluídos
     KW,r    -        Factor de correcção seco-húmido para os gases de escape brutos.
     L       %        Percentagem do binário relacionada com o binário máximo para a velocidade de ensaio
     Md      Mg       Massa da amostra de partículas do ar de diluição recolhido
     MDIL    kg       Massa da amostra de ar de diluição que passou através dos filtros de recolha de amostras de
                      partículas.
     MEDFW   kg       Massa dos gases de escape diluídos equivalentes durante o ciclo
     MEXHW   kg       Fluxo máximo total dos gases de escape durante o ciclo
     Mf      Mg       Massa de amostra de partículas recolhida
     Mf,p    Mg       Massa de amostra de partículas recolhida no filtro primário
     Mf,b    Mg       Massa de amostra de partículas recolhida no filtro secundário
     Mgas    g        Massa total dos poluentes gasosos durante o ciclo
     MPT     g        Massa total das partículas ao longo do ciclo
     MSAM    kg       Massa da amostra de gases de escape diluídos que passou pelos dos filtros de recolha de amostras de
                      partículas
     MSE     kg       Sampled exhaust mass over the cycle
     MSEC    kg       Massa do ar de diluição secundária
     MTOT    kg       Massa total dos gases de escape diluídos duplamente ao longo do ciclo
     MTOTW   kg       Massa total dos gases de escape diluídos que passa através do túnel de diluição durante o ciclo em
                      base húmida
     MTOTW,I kg       Massa instantânea dos gases de escape diluídos que passam no túnel de diluição em base húmida
     mass    h)       Índice que denota o cauda mássico das emissões
     NP      -        Rotações totais da PDP ao longo do ciclo
     nref    min-1.   Velocidade de referência do motor para o ensaio NRTC
     n.sp    -2.s.    Derivada da velocidade do motor
     P       (kW)     Potência, não corrigida do efeito do freio
     p1      kPa      Depressão à entrada da bomba da PDP
     PA      kPa      Pressão do vapor de saturação do ar de admissão do motor (norma ISO 3046: Psy = PSY ambiente de
                      ensaio).
     Pa      kPa      pd: pressão do vapor de saturação do ar de diluição, kPa Método de ensaio: norma ISO 3046 (COD).
     PAE     (kW)     Potência total declarada absorvida pelos equipamentos auxiliares montados para o ensaio não
                      exigidos pelo disposto no ponto 2.4 do presente anexo
     Pb      kPa      Pressão barométrica total (norma ISO 3046:
                      Px = Px pressão total ambiente do local
                      Py = Py pressão total ambiente de ensaio
     pd      kPa      Pressão do vapor de saturação do ar de diluição
 ---pagebreak--- 30.4.2004          PT                             Jornal Oficial da União Europeia                                         L 146/13
     Símbolo Unidade      Descrição
     P       (kW)         Potência, não corrigida do efeito do freio
     PM      (kW)         Potência máxima medida à velocidade de ensaio em condições de ensaio (ver Apêndice 1 do
                          Anexo VI).
     PS      kPa          Pressão atmosférica em seco
     q       -            Razão de diluição
     Qs      parceiro(s), Caudal volúmico do CVS
     r       -            Razão do SSV
     r       -            Razão entre as áreas das secções transversais da sonda isocinética e do tubo de escape
     Ra      %            Humidade relativa do ar de admissão
     Rd      %            Humidade relativa do ar de diluição
     Re      -            Número de Reynolds
     Rf      -            Factor de resposta do FID
     t       K            Temperatura absoluta
     T       S            Tempo de medição
     Ta      K            Temperatura absoluta do ar de admissão
     TD      K            Temperatura absoluta do ponto de orvalho
     Tref    K            Ta= temperatura do ar, K
     Tsp     N·m          Binário exigido para o ciclo em condições transientes
     t10     s            Intervalo de tempo entre a entrada de dados e a obtenção de 10% da leitura final
     t50     s            Intervalo de tempo entre a entrada de dados e a obtenção de 50% da leitura final
     t90     s            Intervalo de tempo entre a entrada de dados e a obtenção de 90% da leitura final
     ∆tI     s            Intervalo de tempo entre a recolha de sucessivos dados relativos aos fumos (=1/por razão de recolha
                          de amostras)
     V0      m3, m2       Caudal volúmico da PDP nas condições reais
     Wact    kWh          Trabalho real do ciclo do ensaio NRTC
     WF      -            Factor de segurança
     WFE     -            Factor de ponderação efectivo
               3   2
     X0      m ,m         Função de calibração do caudal volúmico da PDP
     ΘD      kg·m2        Inércia de rotação do dinamómetro decorrentes de foucault
     ß       -            Razão do SSV
     "       -            Relação ar/combustível
     "EXH    kg/m³        Densidade dos gases de escape
 ---pagebreak--- L 146/14                 PT                               Jornal Oficial da União Europeia                                     30.4.2004
    2.18.2.     Símbolos dos componentes químicos
                                              CH4            Metano
                                              C3H8           Propano
                                              C2H6           Etano
                                              CO             Monóxido de carbono
                                              CO2            Dióxido de carbono
                                              DOP            Ftalato de dioctilo
                                              H2O            Água
                                              HC             Hidrocarbonetos
                                              NOx            Óxidos de Azoto
                                              NO             Óxidos de azoto
                                              NO2            Dióxido de azoto
                                              O2             Oxigénio
                                              PT             Partículas
                                              PTFE           Politetrafluoroetileno
    2.18.3.     Abreviaturas
                                           CFV            Tubo de Venturi de escoamento crítico
                                           CLD            Detector quimioluminiscente
                                           CI             Ignição por compressão
                                           FID            Detector de ionização por chama
                                           FS             Escala completa
                                           HCLD           Detector quimioluminiscente aquecido
                                           HFID           Detector aquecido de ionização por
                                                          chama
                                           NDIR           Analisador não dispersivo de infra-
                                                          -vermelhos
                                           NG             Gás natural
                                           NRSC           Ciclo de ensaios em condições
                                                          estacionárias não-rodoviário
                                           NRTC           Ciclo de ensaios em condições
                                                          transientes não-rodoviário
                                           PDP            Bomba volumétrica
                                           SI             Ignição comandada
                                           SSV            Venturi subsónico        "
    3)      A Secção 3 é alterada do seguinte modo:
            a)     É inserido um ponto 3.1.4 com a seguinte redacção:
                   "3.1.4.      Etiquetas de acordo com o Anexo XIII, se o motor for colocado no mercado ao abrigo das disposições de
                                um regime flexível."
    4)      A secção 4 é alterada do seguinte modo:
            a)     No final do ponto 4.1.1, é aditado o seguinte texto:
                   "Todos os motores que expelem gases de escape misturados com água serão equipados com uma conexão no sistema
                   de escape do motor localizada a jusante do motor e antes de qualquer ponto em que o os gases de escape entrem em
                   contacto com a água (ou qualquer outro meio de arrefecimento/lavagem) para a fixação temporária de equipamento
                   de recolha de emissões gasosas ou de partículas. É importante que a localização desta conexão permita uma amostra
                   de mistura bem representativa dos gases de escape. Esta conexão será efectuada internamente através de um tubo
                   roscado com roscas normalizadas de dimensão não superior a meia polegada e será fechada por meio de um
                   obturador quando não estiver a ser utilizada (são autorizadas conexões equivalentes)."
            b)     É aditado o seguinte ponto:
                   "4.1.2.4.      As emissões de monóxido de carbono, do conjunto hidrocarbonetos e óxidos de azoto e de partículas
                                  não devem exceder para a Fase III-A as quantidades indicadas no quadro seguinte:
 ---pagebreak--- 30.4.2004                PT                               Jornal Oficial da União Europeia                                        L 146/15
   Motores para outras aplicações que não a propulsão de embarcações de navegação interior, locomotivas e automotoras:
   Categoria: potência útil:                 Monóxido de carbono         Soma de hidrocarbonetos e óxidos de        Partículas
                                                                         azoto
                                             CO
                                             (g/kWh)                     (HC+NOx)
   (P)                                                                                                              (PT)
                                                                         (g/kWh)
   (kW)                                                                                                             (g/kWh)
   H: 130 kW ≤ P ≤ 560 kW                    3,5                         4,0                                        0,2
   I: 75 kW ≤ P < 130 kW                     5,0                         4,0                                        0,3
   J: 37 kW ≤ P <75 kW                       5,0                         4,7                                        0,4
   K: 19 kW ≤ P <37 kW                       5,5                         7,5                                        0,6
   Motores a utilizar para a propulsão de embarcações de navegação interior:
   Categoria: cilindrada/potência útil:      Monóxido de carbono         Soma de hidrocarbonetos e óxidos de        Partículas
                                                                         azoto
   (P)                                       CO
   (litros por cilindro/kW)                  (g/kWh)                     (HC+NOx)                                   (PT)
                                                                         (g/kWh)                                    (g/kWh)
   V1:1 SV< 0,9 e P≥37 kW                    5,0                         7,5                                        0,40
   V1:2 0,9<SV≤ 1,2                          5,0                         7,2                                        0,30
   V1:3 1,2<SV≤ 2,5                          5,0                         7,2                                        0,20
   V1:4 2,5<SV≤ 5                            5,0                         7,2                                        0,20
   V2:1 5<SV≤ 15                             5,0                         7,8                                        0,27
   V2:2 15<SV≤ 20 e                          5,0                         8,7                                        0,50
   P <3300 kW
   V2:3 15<SV≤ 20                            5,0                         9,8                                        0,50
   E P>3300 kW
   V2:4 20<SV< 25                            5,0                         9,8                                        0,50
   V2:5 25<SV< 30                            5,0                         11,0                                       0,50
   Motores para a propulsão de locomotivas
      Categoria: potência útil (P) (kW)          Monóxido de carbono         Conjunto dos hidrocarbonetos e óxidos    Partículas
                                                 (CO) (g/kWh)                de azoto (HC+NOx) (g/kWh)                (PT) (g/kWh)
      RL A: 130 kW ≤ P ≤ 560 kW                  3,5                         4,0                                      0,2
                                                 (CO)                        Hidrocarbonetos          Óxidos de       Partículas
                                                 (g/kWh)                     (HC)                     azoto           (PT)
                                                                             (g/kWh)                  (NOx)           (g/kWh)
                                                                                                      (g/kWh)
      RH A: P > 560 kW                           3,5                         0,5                      6,0             0,2
      RH A Motores P > 2000 kW e SV> 5           3,5                         0,4                      7,4             0,2
      l/cilindrada
   Motores para a propulsão de automotoras
      Categoria: potência útil (P) (kW) Monóxido de carbono          Conjunto dos hidrocarbonetos e dos óxidos Partículas
                                         (CO) (g/kWh)                de azoto (HC+NOx) (g/kWh)                   (PT)
                                                                                                                 (g/kWh)
      RC A: 130 kW < P                   3,5                         4,0                                         0,20
                                                                                                                                      "
 ---pagebreak--- L 146/16                    PT                                Jornal Oficial da União Europeia                                          30.4.2004
             c)       É aditado o seguinte ponto:
                      "4.1.2.5.       As emissões de monóxido de carbono, hidrocarbonetos e óxidos de azoto (ou o seu conjunto, quando
                                      pertinente) e de partículas não devem exceder para a Fase III-B as quantidades indicadas no quadro a
                                      seguir:
              Motores para outras aplicações que não a propulsão de locomotivas, automotoras e embarcações de navegação interior
       Categoria: potência útil: (P) (kW)        Monóxido de carbono          Hidrocarbonetos           Óxidos de azoto    Partículas
                                                 CO (g/kWh)                   (HC) (g/kWh)              (NOx) (g/kWh)      (PT)
                                                                                                                           (g/kWh)
       L: 130 kW ≤ P ≤ 560 kW                    3,5                          0,19                      2,0                0,025
       M: 75 kW ≤ P < 130 kW                     5,0                          0,19                      3,3                0,025
       N: 56 kW ≤ P <75 kW                       5,0                          0,19                      3,3                0,025
                                                                                    Conjunto dos
                                                                                 hidrocarbonetos e
                                                                                   óxidos de azoto
                                                                                (HC + NOx) (g/kWh)
       P: 37 kW ≤ P <56 kW                       5,0                                               4,7                     0,025
    Motores para a propulsão de automotoras:
       Categoria: potência útil power (P)         Monóxido de        Hidrocarbonetos (HC)         Oxides of nitrogen        Partículas
       (kW)                                       carbono (CO)       (g/kWh)                      (NOx) (g/kWh)             (PT)
                                                  (g/kWh)                                                                   (g/kWh)
       RC B: 130 kW < P                                  3,5                     0,19                       2,0                   0,025
    Motores para a propulsão de locomotivas:
       Categoria: potência útil (P) (kW)          Monóxido de carbono          Soma de hidrocarbonetos e óxidos de azoto Partículas (PT)
                                                  (CO) (g/kWh)                 (HC+NOx) (g/kWh)                             (g/kWh)
       R B: 130 kW < P                            3,5                          4,0                                          0,025
                                                                                                                                             "
             d)       É inserido o seguinte ponto a seguir ao novo ponto 4.1.2.5:
                      "4.1.2.6.       As emissões de monóxido de carbono, hidrocarbonetos e óxidos de azoto (ou a sua soma, quando
                                      relevante) e as emissões de partículas não devem exceder para a Fase IV as quantidades indicadas no
                                      quadro seguinte:
                                       Motores para outras aplicações que não a propulsão de locomotivas,
                                                 automotoras e embarcações de navegação interior
      Categoria: potência útil (P) (kW)          Monóxido de carbono          Hidrocarbonetos       Óxidos de azoto      Partículas
                                                 (CO) (g/kWh)                 (HC) (g/kWh)          (NOx) (g/kWh)        (PT) (g/kWh)
      Q: 130 kW ≤ P ≤ 560 kW                     3,5                          0,19                  0,4                  0,025
      R: 56 kW ≤ P < 130 kW                      5,0                          0,19                  0,4                  0,025
                                                                                                                                             "
    e)       É aditado o seguinte ponto:
             4.1.2.7.         Os valores-limite dos pontos 4.1.2.4, 4.1.2.5 e 4.1.2.6 devem incluir os factores de deterioração calculados de
                              acordo com o Apêndice 5 do Anexo III.
                              No caso dos valores-limites dos pontos 4.1.2.5 e 4.1.2.6, no conjunto das condições de carga escolhidas ao
                              acaso, pertencendo a uma área de controlo definida e com excepção das condições de funcionamento do
                              motor não sujeitas a uma tal disposição, as emissões recolhidas durante um período não inferior a 30
                              segundos não devem ultrapassar 100% dos valores-limite indicados nos quadros supra. A área de controlo à
                              qual se aplica a percentagem que não deve ser ultrapassada e as condições de funcionamento do motor
                              excluídas são definidas nos termos do artigo 15.º."
    f)       O ponto 4.1.2.4 passa a 4.1.2.8.
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   2.     O ANEXO III É ALTERADO DO SEGUINTE MODO:
   1.     A secção 1 é alterada do seguinte modo:
          a)      Ao ponto 1.1 é aditado o seguinte:
                  “Descrevem-se dois ciclos de ensaio que serão aplicados de acordo com as disposições da Secção 1 do Anexo I:
                  –        o ciclo em condições estacionárias não-rodoviário (NRSC), que será utilizado para as Fases I, II e III-A e,
                           para os motores de velocidade constante, também para as Fases III-B e IV no caso de poluentes gasosos,
                  –        o ciclo em condições transientes não-rodoviário (NRTC,) que será utilizado para a medição das emissões de
                           partículas das Fases III-B e IV de todos os motores com excepção dos de velocidade constante. À escolha do
                           fabricante, este ensaio pode também ser utilizado para a Fase III-A e para os poluentes gasosos das Fases III-
                           B e IV.
                  No que diz respeito aos motores destinados a utilização em embarcações de navegação interior, utiliza-se o método
                       de ensaio especificado na Norma ISO 8178-4:2002 [E] e o Anexo VI (código NOx) da IMO MARPOL 73/78."
             No caso de motores de propulsão de automotoras, será usado um NRSC para a medição de poluentes gasosos e de
                   partículas poluentes para a Fase III-A e para a Fase III-B.
          No caso de motores de propulsão de locomotivas, será usado um NRSC para a medição de poluentes gasosos e de partículas
                  poluentes para a Fase III-A e para a Fase III-B."
   b)     É aditado o seguinte ponto:
          "1.3.   Princípio da Medição
                  As emissões de escape do motor a medir incluem os componentes gasosos (monóxido de carbono e o conjunto de
                  hidrocarbonetos e óxidos de azoto) e as partículas. Além disso, o dióxido de carbono é muitas vezes utilizado como
                  gás marcador para determinar a razão de diluição dos sistemas de diluição do caudal parcial e total. A boa prática da
                  engenharia recomenda a medição geral do dióxido de carbono como uma ferramenta excelente para a detecção de
                  problemas de medição durante o ensaio.
          1.3.1.           Ensaio NRSC
                       Durante uma sequência prescrita de condições de funcionamento, com os motores aquecidos, examinam-se
                       continuamente as amostras das emissões de escape acima mencionadas retirando uma amostra dos gases de
                       escape brutos. O ciclo de ensaio consiste num certo número de modos de velocidade e binário (carga), que
                       cobrem a gama de funcionamento típica dos motores diesel. Durante cada modo, determinam-se a concentração
                       de cada poluente gasoso, o fluxo de escape e a potência, sendo os valores medidos ponderados. Dilui-se a
                       amostra de partículas com ar ambiente condicionado, retira-se uma amostra durante a execução de todo o ensaio,
                       recolhida em filtros adequados.
                       Alternativamente, retira-se uma amostra em filtros separados, um para cada modo, e calculam-se os resultados
                       ponderados do ciclo.
                       Calcula-se a massa, em gramas, de cada poluente emitida por kilowatt/hora conforme se descreve no Apêndice 3
                       do presente Anexo.
          1.3.2. Ensaio NRTC
                  O ciclo de ensaio transiente prescrito, estreitamente baseado nas condições de funcionamento dos motores diesel
                  instalados em máquinas não-rodoviárias, é realizado duas vezes:
                  –        a primeira vez (arranque a frio) depois de o motor ter absorvido a temperatura ambiente e as temperaturas do
                           fluido de arrefecimento do motor e do óleo, dos sistemas de pós-tratamento e de todos os dispositivos
                           auxiliares de controlo do motor estarem estabilizadas entre 20º e 30º C,
                  –        segunda vez (arranque a quente) após um período de 20 minutos de impregnação a quente, que começa
                           imediatamente após a conclusão do ciclo de arranque a frio.
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                 Durante esta sequência de ensaio, examinam-se os poluentes acima indicados. Utilizando os sinais de retroacção do
                 binário e da velocidade do motor dados pelo banco de motores, integra-se a potência em relação ao tempo do ciclo, o
                 que resulta no trabalho produzido pelo motor durante o ciclo. Determinam-se as concentrações dos componentes
                 gasosos ao longo do ciclo, quer nos gases de escape brutos por integração do sinal do analisador de acordo com o
                 Apêndice 3 do presente Anexo, quer nos gases de escape diluídos de um sistema de diluição do caudal total CVS por
                 integração ou amostragem em sacos de acordo com o Apêndice 3 do presente Anexo. No que diz respeito às
                 partículas, recolhe-se uma amostra proporcional dos gases de escape diluídos num filtro especificado quer por
                 diluição do caudal parcial quer por diluição do caudal total. Dependendo do método utilizado, determina-se o caudal
                 dos gases de escape diluídos ou não-diluídos durante o ciclo para calcular os valores das emissões mássicas dos
                 poluentes. Relacionam-se estes valores com o trabalho do motor para se obter a massa, em gramas, de cada poluente
                 emitido por kilowatt-hora.
                 As emissões (g/kWh) são medidas durante ambos os ciclos, a frio e a quente. As emissões compostas ponderadas são
                 calculadas aplicando-se uma ponderação de 10% aos resultados do arranque a frio e de 90% aos do arranque a
                 quente. As emissões compostas ponderadas devem corresponder às normas.
                 Antes da introdução da sequência de ensaio composta a frio/quente, os símbolos (Anexo I, ponto 2.18), a sequência
                 de ensaio (Anexo III) e as equações de cálculo (Anexo III, Apêndice 3) são alterados nos termos do artigo 15.º."
    2)   A secção 2 é alterada do seguinte modo:
         a)      O ponto 2.2.3 passa a ter a seguinte redacção:
                 "2.2.3. Motores com arrefecimento do ar de sobrealimentação
                                 Regista-se a temperatura do ar de sobrealimentação que, à velocidade e carga total nominais
                                 declaradas, deve estar a % 5 K da temperatura máxima do ar de sobrealimentação especificada pelo
                                 fabricante. A temperatura do meio de arrefecimento deve ser de pelo menos 293 K (20º C).
                                 Se se utilizar um sistema da sala de ensaio ou um soprador externo, regula-se a temperatura do ar de
                                 sobrealimentação a % 5 K da temperatura máxima especificada pelo fabricante à velocidade de
                                 potência e carga completa máximas declaradas. Não se deve modificar a temperatura e o caudal do
                                 fluído de arrefecimento no ponto de regulação acima para todo o ciclo de ensaio. O volume do
                                 arrefecedor do ar de sobrealimentação baseia-se na boa prática de engenharia e em aplicações típicas
                                 dos veículos/máquinas.
                                 Facultativamente, a regulação do arrefecedor do ar de sobrealimentação pode ser efectuada de acordo
                                 com a Norma SAE J 1937 publicada em Janeiro de 1995."
    b)   O ponto 2.3 passa a ter a seguinte redacção:
         "O motor em ensaio deve ser equipado com um sistema de admissão de ar que apresente uma restrição à entrada de ar a + 300
         Pa do valor especificado pelo fabricante para um filtro de ar limpo às condições de funcionamento do motor especificadas
         pelo fabricante de modo a obter-se um caudal máximo de ar. As restrições devem ser reguladas à velocidade e carga
         completa. Pode-se utilizar um sistema existente na sala de ensaios, desde que reproduza as condições reais de funcionamento
         do motor."
    c)   O ponto 2.4 passa a ter a seguinte redacção:
         "O motor em ensaio deve ser equipado com um sistema de escape que apresente uma contrapressão no escape a + 650 Pa do
         valor especificado pelo fabricante para as condições normais de funcionamento de modo a obter-se a potência máxima
         declarada do motor.
         Se o motor estiver equipado com um dispositivo de pós-tratamento dos gases de escape, o tubo de escape deve ter o mesmo
         diâmetro que o existente em utilização ao longo de um comprimento de igual pelo menos 4 diâmetros de tubo a montante da
         entrada do início da secção alargada que contém o dispositivo de pós-tratamento. A distância entre a flange do colector de
         escape ou da saída do turbocompressor e o dispositivo de pós-tratamento dos gases de escape deve ser o mesmo que na
         configuração na máquina ou dentro das especificações de distância do fabricante. A contrapressão com restrição de escape
         deve seguir os mesmos critérios que acima, e pode ser regulada com uma válvula. O recipiente de pós-tratamento pode ser
         removido durante os ensaios em branco e durante o mapeamento do motor, e substituído por um recipiente equivalente tenha
         um suporte catalisador inactivo."
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          d)     O ponto 2.8 é suprimido.
   3)     A secção 3 é alterada do seguinte modo:
          a)     O título passa a ter a seguinte redacção:
                 "3.      ENSAIO (ENSAIO NRSC)"
          b)     É aditado o seguinteponto:
                 "3.1.    Determinação das regulações do dinamómetro
                          A base da medição das medições específicas é a potência ao freio não corrigida de acordo com a Norma
                          ISO 14396: 2002.
                          Os dispositivos auxiliares que apenas sejam necessários para o funcionamento da máquina e que possam estar
                          montados no motor, devem ser retirados para a realização dos ensaios. Dá-se como exemplo a seguinte lista
                          incompleta:
                          –       compressor de ar para os travões,
                          –       compressor da direcção assistida,
                          –       compressor do sistema de ar condicionado,
                          –       bombas para os actuadores hidráulicos.
                          Nos casos em que os dispositivos auxiliares não tenham sido retirados, determina-se a potência por eles
                          absorvida, a fim de determinar as regulações do dinamómetro, excepto no que diz respeito a motores em que
                          esses dispositivos auxiliares fazem parte integrante do motor (por exemplo, ventoinhas de arrefecimento em
                          motores arrefecidos a ar).
                          A restrição à admissão e a contrapressão no tubo de escape devem ser ajustadas de acordo com os limites
                          superiores especificados pelo fabricante, em conformidade com o indicado nos pontos 2.3 e 2.4.
                          Os valores do binário máximo às velocidades de ensaio especificadas devem ser determinados
                          experimentalmente a fim de se calcularem os valores do binário para os modos de ensaio especificados. No
                          caso dos motores que não sejam concebidos para funcionar ao longo de uma gama de velocidades em uma
                          curva do binário a plena carga, o binário máximo às velocidades de ensaio deve ser declarado pelo fabricante.
                          A regulação do motor para cada modo de ensaio deve ser calculada utilizando a seguinte fórmula:
                                                          "                    L %
                                                    S * # "PM ( PAE #x             & ) PAE
                                                          $                  100 '
                          Se a relação
                                                                 PAE
                                                                       " 0,03
                                                                 PM
                          o valor de PAE pode ser verificado pela autoridade de homologação."
          c)     Os pontos 3.1, 3.2 e 3.3 passam a 3.2, 3.3 e 3.4.
          d)     O ponto 3.4 passa a 3.5 e passa a ter a seguinte redacção:
                 "3.5.    Ajustamento da razão de diluição
                          O sistema de recolha de amostras de partículas deve começar a funcionar em derivação (bypass) para o
                          método do filtro único (facultativo para o método dos filtros múltiplos). A concentração de fundo de
                          partículas no ar de diluição pode ser determinada passando o ar de diluição através dos filtros de partículas.
                          Se for utilizado ar de diluição filtrado, pode ser feita uma única medição em qualquer altura antes, durante ou
                          após o ensaio. Se o ar de diluição não for filtrado, a medição deve ser feita em uma amostra retirada durante
                          todo o ensaio.
                          O ar de diluição deve ser regulado de modo a obter uma temperatura da face do filtro compreendida entre 315
                          K (42 °C) e 325 K (52 °C) em cada modo. A razão total de diluição não deve ser inferior a quatro.
                          NOTA: Para o procedimento em estado estacionário, a temperatura do filtro deve ser mantida à temperatura
                          máxima de 325 K (52 °C) ou abaixo desta, em vez de respeitar a gama de temperaturas de 42 ºC a 52 ºC).
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                           Para ambos os métodos do filtro único ou dos filtros múltiplos, o caudal mássico da amostra através do filtro
                           deve ser mantido a uma proporção constante do caudal mássico dos gases de escape diluídos no que diz
                           respeito aos sistemas de escoamento total em todos os modos. Esta razão de massas deve ter uma tolerância
                           de ± 5 % no que diz respeito ao valor médio do modo, excepto nos primeiros 10 segundos de cada modo no
                           caso dos sistemas que não tenham a possibilidade de derivação. Para os sistemas de diluição parcial do fluxo
                           com o método do filtro único, o caudal mássico através do filtro deve ser constante com uma tolerância de ± 5
                           % no que diz respeito ao valor médio do modo durante cada modo, excepto nos primeiros 10 segundos de
                           cada modo para os sistemas que não tenham a possibilidade de derivação.
                           Para os sistemas controlados pela concentração de CO2 ou NOx, o teor de CO2 ou NOx do ar de diluição deve
                           ser medido no início e no fim de cada ensaio. As medições das concentrações de fundo de CO2 ou NOx do ar
                           de diluição antes e após o ensaio devem ficar compreendidas, respectivamente, dentro de um intervalo de 100
                           ppm ou 5 ppm.
                           Quando se utilizar um sistema de análise dos gases de escape diluídos, as concentrações de fundo relevantes
                           devem ser determinadas pela recolha de ar de diluição num saco de recolha de amostras ao longo de toda a
                           sequência do ensaio.
                           A concentração de fundo contínua (sem saco) pode ser tomada no mínimo em três pontos, no início, no fim e
                           num ponto próximo do meio do ciclo, calculando-se a respectiva média. A pedido do fabricante, as medições
                           de fundo podem ser omitidas."
         e)      Os pontos 3.5 e 3.6 passam a 3.6 e 3.7.
         f)      O ponto 3.6.1 passa a ter seguinte redacção:
                 "3.7.1.           Especificação dos equipamentos de acordo com a secção 1A do Anexo I
                 3.7.1.1. Especificação A
                                   No que diz respeito aos motores abrangidos pelos pontos 1A i) e 1 A iv) do Anexo I, utiliza-se o
                                   seguinte ciclo de 8 modos 1 no funcionamento do dinamómetro com o motor a ensaiar:
                  Número do modo:            Velocidade do motor            Percentagem de carga          Factor de ponderação
                            1                       Nominal                           100                         0,15
                            2                       Nominal                            75                         0,15
                            3                       Nominal                            50                         0,15
                            4                       Nominal                            10                         0,10
                            5                      Intermédia                         100                         0,10
                            6                      Intermédia                          75                         0,10
                            7                      Intermédia                          50                         0,10
                            8               Marcha lenta sem carga                     ---                        0,15
                 3.7.1.2.          Especificação B
                                   No que diz respeito aos motores abrangidos pelo ponto 1A ii) do Anexo I, utiliza-se o seguinte ciclo
                                   de 5 modos 1 no funcionamento do dinamómetro com o motor a ensaiar:
                  Número do modo:            Velocidade do motor            Percentagem de carga          Factor de ponderação
                            1                       Nominal                           100                         0,05
                            2                       Nominal                            75                         0,25
                            3                       Nominal                            50                         0,30
                            4                       Nominal                            25                         0,30
                            5                       Nominal                            10                         0,10
    1
         A nota 1 é alterada do seguinte modo: "Idêntico ao ciclo C1 descrito no ponto 8.3.1.1 da Norma ISO8178-4: 2002(E)".
    1
         A nota 2 é alterada do seguinte modo: "Idêntico ao ciclo D2 descrito no ponto 8.4.1. da Norma ISO8178-4: 2002(E)".
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                         Os valores de carga são valores percentuais do binário correspondente à potência primária definida
                         como a potência máxima disponível durante uma sequência de potência variável, que pode ocorrer
                         durante um número ilimitado de horas por ano, entre intervalos de manutenção indicados e nas
                         condições ambientais declaradas, sendo a manutenção efectuada de acordo com o prescrito pelo
                         fabricante.
          3.7.1.3        Especificação C
                         No que diz respeito aos motores de propulsão 1 destinados à utilização em embarcações de navegação
                         interior, utiliza-se o método de ensaio ISO especificado nas normas ISO 8178-4:2002 [E] e IMO
                         MARPOL 73/78, Anexo VI (código NOx).
                         Os motores de propulsão que funcionam com curva de hélice de pás fixas são testados num
                         dinamómetro utilizando o seguinte ciclo de 4 modos estáveis 2, desenvolvido para representar o
                         funcionamento em condições normais de motores diesel marinhos comerciais:
                       Número do modo            Velocidade do motor          Percentagem de carga                Factor           de
                                                                                                                  ponderação
                       1                         100% (nominal)               100                                 0,20
                       2                         91%                          75                                  0,50
                       3                         80%                          50                                  0,15
                       4                         63%                          25                                  0,15
                         Os motores de propulsão de velocidade fixa destinados às embarcações de navegação interior com
                         hélices de pás variáveis ou acopladas electricamente são testados num dinamómetro utilizando o
                         seguinte ciclo de 4 modos em estado estacionário 3, que se caracteriza pela mesma carga e pelos
                         mesmos factores de ponderação que o ciclo supra, mas funcionando o motor em regime nominal em
                         cada ciclo:
              Número do     Velocidade do motor            Carga                Factor de ponderação
                  d
              1             Nominal                        100                  0,20
              2             Nominal                        75                   0,50
              3             Nominal                        50                   0,15
              4             Nominal                        25                   0,15
               ___________________
               1       Os motores auxiliares de velocidade constante devem ser certificados de acordo com o ciclo de funcionamento ISO
                       D2, ou seja, o ciclo de 5 modos especificado no ponto 3.7.1.2, enquanto os motores auxiliares de velocidade
                       variável devem ser certificados de acordo com o ciclo de funcionamento ISO C1, ou seja, o ciclo de 8 modos em
                       estado estacionário especificado no ponto 3.7.1.1.
               2       Idêntico ao ciclo E3 descrito nos pontos 8.5.1, 8.5.2 e 8.5.3 da norma ISO8178-4: 2002(E). Os quatro modos
                       assentam numa curva de hélice média baseada em medidas em uso.
               3       Idêntico ao ciclo E2 descrito nos pontos 8.5.1, 8.5.2 e 8.5.3 da norma ISO8178-4: 2002(E) .
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                 3.7.1.3 a:       Especificação D
                                  Para os motores cobertos pela secção 1 A, v) do Anexo I, o seguinte ciclo de 3 modos 1 é executado
                                  com o motor de ensaio no dinamómetro:
                   Número do       Velocidade do motor         Carga                Factor de ponderação
                      d
                   1               Nominal                     100                  0,25
                   2               Intermédia                  50                   0,15
                   3               Nominal                     50                   0,15
                   4               Marcha lenta sem carga      -                    0,60
                      ____________
                      1   Idêntico ao ciclo F da norma ISO 8178-4:2002(E).
    g)   O ponto 3.7.3 passa a ter a seguinte redacção:
         3.7.3. Sequência de ensaio
         Dá-se início à sequência de ensaio. O ensaio deve ser executado pela ordem dos números dos modos conforme acima
         indicado para os ciclos de ensaio.
         Durante cada modo do ciclo de ensaio em questão após o período inicial de transição, mantém-se a velocidade especificada a
         +/- 1% da velocidade nominal ou +/- 3 min-1,conforme o que for maior, excepto para a marcha lenta sem carga, que deve
         estar dentro das tolerâncias declaradas pelo fabricante. O binário especificado deve ser mantido de modo a que a média
         durante o período em que as medições estiverem a ser efectuadas não divirja mais do +/- 2% do binário máximo à velocidade
         de ensaio.
         Para cada ponto de medição, é necessário um tempo mínimo de dez minutos para o ensaio de um motor forem necessários
         tempos de recolha e amostras maiores para se poder obter uma massa de partículas suficiente no filtro de medição, a duração
         dos modos de ensaio pode ser alargado conforme necessário.
         A duração do modo deve ser registada e incluída num relatório.
         Os valores das concentrações das emissões gasosas pelo escape devem ser medidos e registados durante os últimos três
         minutos do modo.
         A recolha de amostras de partículas e a medição das emissões gasosas não devem ter início antes de terminada a estabilização
         do motor, conforme definido pelo fabricante, e os fins respectivos devem coincidir.
         A temperatura do combustível deve ser medida à entrada da bomba de injecção de combustível ou conforme especificado
         pelo fabricante, registando-se o local de medição.
    h)   O ponto 3.7 passa a 3.8.
    4)   É aditado a seguintesecção:
         "4.     ENSAIO (ENSAIO NRTC)
         4.1.    Introdução
                 O ciclo em condições transientes não-rodoviário (NRTC) consta do Apêndice 4 do Anexo III, como uma sequência
                 segundo-a-segundo de valores normalizados da velocidade e binário aplicáveis a todos os motores diesel abrangidos
                 pela presente directiva. Para realizar o ensaio num banco de ensaios de motores, os valores normalizados serão
                 convertidos em valores reais para o motor em ensaio, com base na curva de mapeamento do motor. Essa conversão é
                 referida como desnormalização, e o ciclo de ensaios desenvolvido é referido como o ciclo de referência do motor a
                 ensaiar. Utilizando esses valores de velocidade e do binário de referência, realiza-se o ciclo no banco de ensaios,
                 registando-se os valores da velocidade e do binário de retroacção. Para validar o ensaio e ao completá-lo, realiza-se
                 uma análise de regressão entre os valores de velocidade e do binário de referência e de retroacção.
 ---pagebreak--- 30.4.2004                 PT                               Jornal Oficial da União Europeia                                           L 146/23
          4.1.1. É proibida a utilização de dispositivos manipuladores ou de estratégias irracionais de controlo de emissões.
          4.2.     Procedimento de mapeamento do motor
                   Ao regenerar o NRTC no banco de ensaios, o motor deve ser mapeado antes de realizar o ciclo de ensaios para
                   determinar a curva velocidade-binário.
          4.2.1. Determinação da gama de velocidades de mapeamento
                   As velocidades mínima e máxima de mapeamento são definidas como segue:
                   velocidade mínima de mapeamento          =       velocidade de marca lenta sem carga
                   velocidade máxima de mapeamento =                nhi x 1,02 ou a velocidade em que o binário a plena carga cai para zero,
                   conforme a que for inferior (em que nhi é a velocidade elevada, definida como a velocidade mais elevada do motor em
                   que é fornecida 70% da potência nominal).
          4.2.2. Curva de mapeamento do motor
                   O aquecimento do motor deve ser efectuado à velocidade máxima a fim de estabilizar os parâmetros do motor de
                   acordo com as recomendações do fabricante e a boa prática da engenharia. Quando o motor estiver estabilizado,
                   realiza-se o mapeamento do motor de acordo com os seguintes passos.
          4.2.2.1. Mapa em condições transientes
                   a)       Retira-se a carga do motor que é operado à velocidade de marcha lenta sem carga.
                   b)       O motor é operado à regulação de plena carga da bomba de injecção à velocidade mínima de mapeamento.
                   c)       Aumenta-se a velocidade do motor a uma taxa média de 8 ± 1 min-1 /s desde a velocidade mínima à
                            velocidade máxima de mapeamento. Registam-se os pontos de velocidade e do binário do motor a uma taxa
                            de amostragem de pelo menos um ponto por segundo.
          4.2.2.2. Mapa passo-a-passo
                   a)       Retira-se a carga do motor que é operado à velocidade de marcha lenta sem carga.
                   b)       O motor é operado à regulação de plena carga da bomba de injecção à velocidade mínima de mapeamento.
                   c)       Mantendo-se a plena carga, mantém-se a velocidade mínima de mapeamento durante pelo menos 15 s e
                            regista-se o binário médio durante os últimos 5 s. Determina-se a curva do binário máximo desde a
                            velocidade determina-se a curva de binário máximo desde a velocidade mínima à velocidade máxima de
                            mapeamento em incrementos de velocidade não superiores a 100 ± 20 /min. Cada ponto de ensaio é mantido
                            durante pelo menos 15 s, e regista-se o binário médio durante os últimos 5 s.
          4.2.3. Geração da curva de mapeamento
                   Ligam-se todos os pontos de dados registados no ponto 4.2.2 utilizando uma interpolação linear entre os pontos. A
                   curva resultante do binário é a curva de mapeamento que será utilizada para converter os valores normalizados do
                   binário do programa do dinamómetro do motor do Anexo IV em valores reais de binário para o ciclo de ensaios,
                   conforme descrito no ponto 4.3.3.
          4.2.4. Mapeamento alternativo
                   Se um fabricante pensar que as técnicas de mapeamento acima indicadas não são seguras ou não são representativas
                   para um dado motor, podem-se utilizar técnicas de mapeamento alternativas. Estas técnicas devem satisfazer a
                   intenção dos procedimentos de mapeamento especificados para determinar o torque máximo disponível a todas as
                   velocidades do motor atingidas durante os ciclos de ensaio. Os desvios das técnicas de mapeamento, especificadas
                   neste ponto, por razões de segurança ou representatividade serão aprovadas pelas partes envolvidas juntamente com a
                   justificação da respectiva utilização. Todavia, em caso algum poderá a curva de binário ser traçada através de
                   velocidades de motor descendentes para os motores governados ou turbocomprimidos.
          4.2.5. Repetições de ensaios
                   Os motores não precisam de ser mapeados antes de cada ciclo de ensaios. Um motor deve ser remapeado antes de um
                   ciclo de ensaios se:
                   –        decorreu um período de tempo não razoável entre o último mapa, conforme determinado pelo sentimento de
                            engenharia
                   ou
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                –        forem efectuadas mudanças físicas ou recalibrações ao motor, que podem potencialmente afectar o
                         comportamento funcional do motor.
         4.3.   Geração do ciclo de ensaios de referência
         4.3.1. Velocidade de referência
                A velocidade de referência (nref) corresponde aos valores da velocidade normalizados a 100 % especificados no
                programa do dinamómetro do motor no Apêndice 4 do Anexo III. É óbvio que o ciclo do motor real resultante da
                desnormalização para a velocidade de referência depende em larga medida da selecção da velocidade de referência
                adequada. Determina-se a velocidade de referência pela seguinte expressão:
                nref = velocidade baixa + 0,95 * x (velocidade elevada – velocidade baixa)
                (a velocidade elevada é a velocidade mais elevada do motor em que se fornece 70% da potência nominal, enquanto
                que a velocidade baixa é a velocidade mais baixa do motor em que se fornece 50% da potência nominal).
         4.3.2. Desnormalização da velocidade do motor
                Desnormaliza-se a velocidade utilizando a seguinte equação:
         Velocidade real = % velocidade & (velocidade de referência – veloc. de marcha lenta sem carga) + veloc. marcha lenta sem
         carga
                                                                   100
         4.3.3. Desnormalização do binário do motor
                Os valores do binário no programa do dinamómetro do motor do Apêndice 4 do Anexo III são normalizados para o
                binário máximo à velocidade respectiva. Desnormalizam-se os valores de binário do ciclo de referência através da
                curva de mapeamento determinada de acordo com o ponto 4.2.2, do seguinte modo:
                Binário real =
                               % binário & binário máximo
                                                100
                A velocidade real respectiva determinada no ponto 4.3.2.
         4.3.4. Exemplo de procedimento de desnormalização
                Como exemplo, desnormaliza-se o seguinte ponto de ensaio:
                % velocidade = 43 %
                % binário = 82 %
                Dados os seguintes valores:
                Velocidade de referência        =        2200 /min-1
                Velocidade de marcha lenta sem carga 600 min-1
                Obtém-se velocidade real
                                    43 " "2200 - 600#
                                             100                 $ 600
                                                                              = 1288 /min-1
                velocidade real
                Com o binário máximo de 700 Nm observado na curva de mapeamento a 1288 /min-1
                                82 " 700
                                  100
                Binário real =                   = 574 Nm
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           4.4.     Dinamómetro
           4.4.1. Ao utilizar uma célula de carga, transfere-se o sinal do binário para o eixo do motor e considera-se a inércia do
                    dinamómetro. O binário real do motor é o binário lido na célula de carga adicionado do momento de inércia do freio
                    multiplicado pela aceleração angular. O sistema de controlo tem de realizar este cálculo em tempo real.
           4.4.2. Se o motor for ensaiado com um dinamómetro de correntes de Foucault, recomenda-se que o número de pontos, em
                                      Tsp # 2 " " " n" sp " $ D
                    que a diferença                               é inferior a –5% do binário de pico, não excede 30 (em que Tsp é o binário
                             n"
                    exigido, sp é derivada da velocidade do motor e ΘD é a inércia de rotação do dinamómetro de correntes de
                    Foucault).
   4.5.         Ensaio das emissões
             O fluxograma a seguir delineia a sequência do ensaio:
                     Preparação do motor, medições para ensaio, verificações do comportamento funcional e calibrações
                                                                      "
                                                Criar o mapa do motor (curva do binário máximo)
                                                                      "
          Realixar um ou mais ciclos de prática conforme necessário para verificar os sistemas do motor/célula de ensaio/emissões
                                                                      "
                                                                  INÍCIO
                                                                      "
     Realizar o ciclo de pré-condicionamento prescrito durante pelo menos 20 minutos para condicionar o motor e o sistema de
                          partículas incluindo o sistema do túnel (escoamento parcial ou escoamento parcial).
                                             As partículas são recolhidas num filtro de ensaio
                                                                      "
    Com o motor a funcionar, colocar o sistema das partículas no modo de derivação e mudar o filtro das partículas para filtro de
        recolha de amostras estabilizado e pesado. Preparar todos os outros sistemas para a recolha de amostras e de dados.
                                                                      "
     Realizar o ensaio de emissões de escape em ciclo quente dentro do prazo de 5 minutos a contar do desligar do motor ou de
                         passagem do motor em funcionamento para as condições em marcha lenta sem carga.
   Podem-se realizar um ou mais ciclos de prática conforme necessário para verificar os sistemas do motor, da célula de ensaio das
   emissões antes do ciclo de medição.
           4.5.1. Preparação dos filtros de recolha de amostras
                    Pelo menos uma hora antes do ensaio, coloca-se cada filtro numa placa de Petri, protegida contra a contaminação por
                    pó mas que permita a troca de ar, e numa câmara de pesagem, para efeitos de estabilização. No final do período de
                    estabilização, pesa-se cada filtro, sendo registada a sua massa. Armazena-se então o filtro numa placa de Petri
                    fechada ou num suporte de filtro selado até ser necessário para o ensaio. Utiliza-se o filtro dentro de 8 horas a contar
                    da sua remoção da câmara de pesagem. Regista-se a tara.
           4.5.2. Instalação do equipamento de medida
                    Instalam-se os instrumentos e as sondas de recolha conforme necessário. Liga-se o tubo de escape ao sistema de
                    diluição do escoamento total, se utilizado.
           4.5.3. Arranque e pré –condicionamento do sistema de diluição e do motor
                    Arranca-se e aquece-se o sistema de diluição e o motor. Realiza-se o pré-condicionamento do sistema de recolha de
                    amostras através do funcionamento do motor a uma condição de velocidade …, 100% do binário durante um mínimo
                    de 20 minutos enquanto se faz funcionar simultaneamente ou o sistema de recolha de amostras do escoamento parcial
                    ou o CVS de escoamento total com sistema de diluição secundária. Recolhem-se então amostras … das emissões de
                    partículas. Os filtros de amostras de partículas não precisam de ser estabilizados nem pesados, e podem ser
                    descartados. O meio filtrante pode ser mudado durante o condicionamento desde que o tempo total de recolha de
                    amostras através dos filtros e do sistema de recolha de amostras exceda 20 minutos regulam-se os caudais
                    aproximadamente nos caudais seleccionados para o ensaio em condições transientes. Reduz-se o binário a partir
                    de 100% mantendo-se simultaneamente a condição de velocidade nominal necessária a não exceder as especificações
                    de temperatura da zona de amostragem de 191º C no máximo.
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         4.5.4. Arranque do sistema de recolha de amostras de partículas
                  Arranca-se o sistema de amostra de partículas funcionando em derivação. A concentração de fundo de partículas no
                  ar de diluição pode ser determinada pela recolha de amostras do ar de diluição antes da entrada do escape no túnel de
                  diluição. É preferível que a amostra de partículas de fundo seja recolhida durante o ciclo em condições transientes se
                  houver outro sistema de recolha de amostras de partículas. Caso contrário, pode-se utilizar o sistema de recolha de
                  amostras de partículas utilizado para recolher as partículas do ciclo em condições transientes. Se for utilizado ar de
                  diluição filtrado, pode ser feita uma única medição antes ou depois do ensaio. Se o ar de diluição não for filtrado, as
                  medições devem ser feitas antes do início e após o fim do ciclo, tomando-se a média dos valores.
         4.5.5. Ajustamento do sistema de diluição
               Regula-se o escoamento total dos gases de escape diluídos de um sistema de diluição do escoamento total ou o
               escoamento diluído dos gases de escape através de um sistema de diluição parcial do escoamento para eliminar a
               condensação de água do seu sistema e obter uma temperatura à face do filtro compreendida entre 315 K (42° C) e 325
               K (52° C).
         4.5.6. Verificação dos analisadores
                  Os analisadores das emissões devem ser colocados em zero e calibrados. Se forem utilizados sacos de amostras, estes
                  devem ser evacuados.
         4.5.7. Procedimento de arranque do motor
                  Arranca-se o motor estabilizado dentro de um período de tempo de 5 minutos após o termo do aquecimento de acordo
                  com o procedimento de arranque recomendado pelo fabricante no respectivo manual, utilizando quer um motor de
                  arranque de produção quer o dinamómetro. Facultativamente, o ensaio pode começar dentro de um período de tempo
                  de 5 minutos a partir da fase de pré-acondicionamento do motor sem desligar este, quando o motor tiver sido elevado
                  a uma condição de marcha lenta sem carga.
         4.5.8. Realização do ciclo
         4.5.8.1. Sequência do ensaio
                      A sequência do ensaio tem início quando se arranca o motor a partir de desligado depois da fase de pós-
                      -condicionamento ou a partir das condições de marcha lenta sem carga ao arrancar directamente da fase de pré-
                      -condicionamento com o motor em funcionamento. Realiza-se o ensaio de acordo com o ciclo de referência
                      indicado no Apêndice 4 do Anexo III. Os pontos de regulação do comando da velocidade e do binário do motor
                      não fixados em intervalos de 5 Hz (recomenda-se 10 Hz) ou superior. Calculam-se os pontos de regulação através
                      de interpolação linear entre os pontos de regulação a 1 Hz do ciclo de referência. Registam-se a velocidade e o
                      binário de retroacção do motor pelo menos uma vez por segundo durante o ciclo de ensaios, podendo os sinais ser
                      electronicamente filtrados.
         4.5.8.2. Resposta do analisador
                      No arranque do motor ou da sequência de ensaio, se o ciclo começar directamente a partir do pré-
                      -acondicionamento, o equipamento de medida deve ser arrancado simultaneamente:
                      –         começar a recolher ou analisar o ar de diluição, se for utilizado um sistema de diluição do escoamento
                                total,
                      –         começar a recolher ou analisar os gases de escape brutos ou diluídos, dependendo do método utilizado,
                      –         começar a medição da quantidade dos gases de escape diluídos e as temperaturas e pressões respectivas,
                  –        começar o registo do caudal mássico dos gases de escape, se for utilizada a análise dos gases de escape
                           brutos,
                  –        começar o registo dos dados de retroacção da velocidade e do binário do dinamómetro.
                  Se se utilizar a medição dos gases de escape brutos, medem-se continuamente as concentrações das emissões (HC,
                  CO e NOx) e o caudal mássico dos gases de escape, sendo registados pelo menos intervalos de 2 Hz num computador.
                  Todos os outros dados podem ser registados com uma taxa de amostragem de pelo menos 1 Hz. No que diz respeito
                  aos analisadores analógicos, regista-se a resposta, podendo os dados de calibração ser aplicados em linha ou não
                  durante a avaliação dos dados.
 ---pagebreak--- 30.4.2004                PT                                  Jornal Oficial da União Europeia                                       L 146/27
                   Se for utilizado um sistema de diluição do escoamento total, medem-se continuamente as emissões de HC e de NOx
                   no túnel de diluição com uma frequência de pelo menos 2 Hz. Determinam-se as concentrações médias pela
                   integração dos sinais do analisador ao longo do ciclo de ensaio. O tempo de resposta do sistema não deve ser superior
                   a 20 s, e deve ser coordenado com as flutuações de escoamento do CVS e dos desvios tempo de amostragem/ciclo de
                   ensaios, se necessário. Determinam-se as emissões de CO e CO2 por integração ou por análise das concentrações no
                   saco de recolha de amostras, recolhidas ao longo do ciclos. Determinam-se as concentrações dos poluentes gasosos
                   no ar de diluição pela integração ou por recolha no saco de recolha de fundo. Registam-se todos os outros parâmetros
                   que precisam de ser medidos com um mínimo de uma medição por segundo (1 Hz).
          4.5.8.3. Recolha de amostras de partículas
                   No arranque do motor na sequência do ensaio, se o ciclo começar directamente a partir do pré-condicionamento,
                   muda-se o sistema de recolha de amostras de partículas da derivação para a recolha de partículas.
                   Se se utilizar um sistema de diluição do escoamento parcial, a(s) bomba(s) de recolha de amostras deve(m) ser
                   ajustada(s) de modo a que o caudal através da sonda ou do tubo de transferência de recolha de amostras de partículas
                   se mantenha proporcional ao caudal mássico dos gases de escape.
                   Se se utilizar um sistema de diluição do escoamento total, a(s) bomba(s) de recolha de amostras deve(m) ser
                   ajustada(s) de modo a que o caudal através da sonda ou do tubo de transferência de recolha de amostras de partículas
                   se mantenha num valor a ± 5 % do caudal fixado. Se se utilizar a compensação do escoamento (isto é, controlo
                   proporcional do escoamento de amostragem, deve-se demonstrar que a razão entre o escoamento no túnel principal e
                   o caudal de recolha de amostras das partículas não varia em mais de ± 5 % do seu valor fixado (excepto para os 10
                   primeiros segundos da recolha de amostras).
                   NOTA:           No que diz respeito à operação de diluição dupla, o caudal de amostras é a diferença líquida entre o
                                   caudal através dos filtros de recolha de amostras e o caudal de ar de diluição secundária.
                   Registam-se a temperatura e a pressão médias à entrada dos aparelhos de medida ou da instrumentação do
                   escoamento do gás se o caudal fixado não poder ser mantido ao longo do ciclo completo (com uma tolerância de ± 5
                   %) devido a uma elevada carga de partículas no filtro, anulam-se os resultados do ensaio. Volta-se a efectuar o ensaio
                   utilizando um caudal inferior e/ou um filtro de maior diâmetro.
          4.5.8.4. Paragem do motor
                   Se o motor parar em qualquer altura do ciclo de ensaio pré-condiciona-se e volta-se a arrancar o motor, repetindo o
                   ensaio de seguida. Se ocorrer uma avaria em qualquer um dos equipamentos de ensaios requeridos durante o ciclo de
                   ensaios, anula-se o ensaio.
          4.5.8.5. Operações após o ensaio
                   No fim do ensaio, acaba-se com a medição do caudal mássico dos gases de escape, do volume dos gases de escape
                   diluídos do escoamento de gás para os sacos de recolha de amostras e da bomba de recolha de amostras de partículas.
                   No que diz respeito a um sistema analisador por integração, continua-se com a recolha de amostras até que os tempos
                   de resposta do sistema tenham passado.
                   A análise dos gases de escape contidos nos sacos de recolha de amostras é efectuada logo que possível e, em qualquer
                   caso, dentro de um prazo máximo de 20 minutos após o fim do ciclo de ensaio.
                   Após o ensaio das emissões, deve-se utilizar um gás de colocação no zero e o mesmo gás de calibração para a
                   reverificação dos analisadores. O ensaio será considerado aceitável se a diferença entre os resultados das medições do
                   pré-ensaio e do pós-ensaio for inferior a 2 % do valor do gás de calibração.
                   Os filtros de partículas devem voltar à câmara de pesagem o mais tardar uma hora após o fim do ensaio. Devem ser
                   condicionados numa placa de Petri, protegida contra a contaminação por pó mas que permita a troca de ar, durante
                   uma hora pelo menos, e pesados então para efeitos de estabilização. No final do período de estabilização, pesa-se
                   cada filtro, sendo registadas as suas massas brutas.
          4.6.     Verificação do ensaio
          4.6.1. Deslocação dos dados
                   Para minimizar a influência da diferença de tempo entre os valores de retroacção e do ciclo de referência toda a
                   sequência dos sinais de retroacção da velocidade e do binário do motor pode avançada ou atrasada no tempo em
                   relação à sequência de referência da velocidade e do binário. Se os sinais de retroacção forem deslocados, tanto a
                   velocidade como o binário devem ser deslocados pela mesma quantidade no mesmo sentido.
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           4.6.2. Cálculo do trabalho do ciclo
                    Calcula-se o trabalho real do ciclo Wact (kWh) utilizando cada um dos pares dos valores registados velocidade e
                    binário da retroacção do motor. O trabalho real do ciclo é utilizado para comparação com o trabalho do ciclo de
                    referência Wref e para calcular as emissões específicas do freio utiliza-se a mesma metodologia para integrar a
                    potência de referência e a potência real do motor. Se os valores tiverem sido determinados entre valores adjacentes de
                    referência ou valores adjacentes medidos, utiliza-se a interpolação linear.
                         Ao integrar o trabalho do ciclo de referência e do ciclo real, todos os valores do binário negativos são igualados a
                         zero e incluídos no cálculo. Se a integração for feita a uma frequência inferior a 5 Hz e se, durante um dado
                         intervalo de tempo, o valor do binário varia de positivo para negativo ou de negativo para positivo, calcula-se a
                         porção negativa que é igualada a zero. A parte positiva é incluída no valor integrado.
                         O valor de Wact deve estar compreendido entre –15 % e + 5 % de Wref
              4.6.3.Estatísticas de validação do ciclo de ensaio
                         Realizam-se regressões lineares dos valores de retroacção em relação aos valores de referência no que diz
                         respeito à velocidade, binário e potência. Depois de ter ocorrido qualquer deslocação dos dados de retroacção, se
                         pode seleccionar esta opção. Utiliza-se o método dos mínimos quadrados, tendo a equação do melhor
                         ajustamento a forma:
                         y = mx + b
                         em que:
                         y           =       Valor de retroacção (real) da velocidade (min-1) binário (Nm) ou potência (kW)
                         m =         Declive da recta de regressão
                         x           =       Valor de referência da velocidade (min-1), binário (Nm) ou potência (kW)
                         b =         ordenada na origem da recta de regressão
           Calcula-se para cada recta de regressão o erro-padrão da estimativa (SE) de y em relação a x e o coeficiente de determinação
           (r²).
           Recomenda-se que esta análise seja efectuada em intervalos de 1 Hz. Para que um ensaio seja considerado válido, os critérios
           do quadro 1 devem ser satisfeitos.
                                         Quadro 1: Tolerâncias da recta de regressão
                                                             Velocidade                   Binário                       Potência
     Erro-padrão da estimativa (SE) de Y em             Máx. 100 min-1         Máx. 13% do binário           Máx. 8% da potência
     relação a X                                                               máximo do motor               máxima do motor
     Declive da recta de regressão, m                   0,95 a 1,03            0,83 – 1,03                   0,89 – 1,03
     Coeficiente de determinação, r²                    min 0,9700             min 0,8800.                   min 0,9100.
     Y ordenada na origem da linha de regressão,        + 50 min-1             ± 20 Nm ou % 2 % do           ± 4 kW ou % 2 % da potência
     b                                                                         binário máximo, conforme      máxima, conforme a maior
                                                                               o maior
           Apenas para efeitos da regressão, são admitidas eliminações de pontos onde indicado no quadro 2 antes de fazer o cálculo de
           regressão. Todavia, esses pontos não devem ser eliminados para o cálculo do trabalho do ciclo e das emissões. Um ponto de
           repouso é definido é definido como um ponto que tenha um binário de referência normalizados de 0 % e uma velocidade de
           referência normalizada de 0 %. A eliminação de pontos pode ser aplicada à totalidade ou a qualquer parte do ciclo.
 ---pagebreak--- 30.4.2004                PT                                Jornal Oficial da União Europeia                                       L 146/29
                                          Quadro 2. Eliminações de análise de regressão admitidas
                                 (os pontos a que se aplica a eliminação de pontos tem de ser especificados)
                                 CONDIÇÃO                                  PONTOS DE VELOCIDADE E/OU BINÁRIO E/OU
                                                                          POTÊNCIA QUE PODEM SER ELIMINADOS COM
                                                                            REFERÊNCIA ÀS CONDIÇÕES INDICADAS NA
                                                                                      COLUNA DA ESQUERDA
          Primeiros 24 (±1) s e últimos 25 s                          Velocidade, binário e potência
          Acelerador totalmente aberto e retroacção do binário        Binário e/ou potência
          < 95% do binário de referência
          Acelerador totalmente aberto e retroacção da velocidade     Velocidade e/ou potência
          < 95% da velocidade de referência
          Binário fechado, retroacção da velocidade > velocidade      Binário e/ou potência
          de marcha lenta sem carga + 50 min-1, e retroacção do
          binário > 105% do binário de referência
          Binário fechado, retroacção da velocidade $ velocidade      Velocidade e/ou potência
          de marcha lenta sem carga + 50 min-1, definido pelo
          fabricante medido ± 2% do binário máximo
          Acelerador fechado e retroacção da velocidade > 105%        Velocidade e/ou potência
          da referência de velocidade
   5)      O Apêndice 1 do Anexo III passa a ter a seguinte redacção:
                                                                "APÊNDICE 1
                                      MÉTODOS DE MEDIÇÃO E DE RECOLHA DE AMOSTRAS
   1.      MÉTODOS DE MEDIÇÃO E DE RECOLHA DE AMOSTRAS (ENSAIO NRSC)
             Os componentes gasosos e as partículas emitidos pelo motor submetido a ensaio devem ser medidos pelos métodos
             descritos no Anexo VI. Os métodos desse anexo descrevem os sistemas de análise recomendados para as emissões gasosas
             (ponto 1.1) e os sistemas de diluição e de recolha de amostras de partículas recomendados (ponto 1.2).
   1.1.    Especificação do dinamómetro
             Deve utilizar-se um dinamómetro para motores com características adequadas para realizar o ciclo de ensaio descrito no
             ponto 3.7.1 do Anexo III. A instrumentação para a medição do binário e da velocidade deve permitir a medição da potência
             dentro dos limites dados. Podem ser necessários cálculos adicionais. A precisão do equipamento de medição deve ser tal
             que não sejam excedidas as tolerâncias máximas dos valores dadas no ponto 1.3.
   1.2.    Escoamento dos gases de escape
             O escoamento dos gases de escape deve ser determinado através de um dos métodos mencionados nos pontos 1.2.1 a 1.2.4.
   1.2.1. Método de medição directa
             Trata-se da medição directa do escoamento dos gases de escape através de uma tubeira de escoamento ou sistema de
             medição equivalente (para pormenores, ver norma ISO 5167:2000).
             NOTA:       A medição directa de um escoamento de gás é uma tarefa difícil. Devem ser tomadas precauções para evitar
                         erros de medição que teriam influência nos erros dos valores das emissões.
   1.2.2. Método de medição do ar e do combustível
             Trata-se da medição do escoamento de ar e do escoamento de combustível.
             Utilizam-se medidores de escoamentos de ar e de combustível com a precisão definida no ponto 1.3.
             O cálculo do escoamento dos gases de escape faz-se do seguinte modo:
               GEXHW = GAIRW + GFUEL (para a massa de gases de escape em base húmida)
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    1.2.3. Método do balanço do carbono
              Trata-se do cálculo da massa dos gases de escape a partir do consumo de combustível e das concentrações de gases de
              escape utilizando o método do balanço do carbono (ver Apêndice 3 do Anexo III).
    1.2.4. Método de medição do gás traçador
              O método envolve a medição da concentração de um gás traçador nos gases de escape.
              Injecta-se uma quantidade conhecida de um gás inerte (p. ex., hélio puro) como traçador no escoamento dos gases de
              escape. O gás é misturado e diluído com os gases de escape, mas não deve reagir no tubo de escape. Mede-se então a
              concentração do gás na amostra de gases de escape.
              Para assegurar a mistura completa do gás traçador, a sonda de recolha de amostras dos gases de escape deve estar
              localizada a pelo menos 1 m ou 30 vezes o diâmetro do tubo de escape, conforme o valor mais elevado, a jusante do ponto
              de injecção do gás traçador. A sonda de amostragem deve estar localizada mais próxima do ponto de injecção se se
              verificar uma mistura completa através da comparação da concentração do gás traçador com a concentração de referência
              quando o gás traçador for injectado a montante do motor.
              O caudal do gás traçador deve ser regulado de modo a que a concentração do gás traçador à velocidade de marcha lenta
              sem carga do motor depois da mistura se torne inferior à escala completa do analisador do gás traçador.
              O cálculo do caudal dos gases de escape faz-se do seguinte modo:
                                                            G T " " EXH
                                        G EXHW $
                                                     60 " "conc mix # conc a #
    em que:
    GEXHW       = caudal mássico dos gases de escape em base húmida, kg/s
    GT          = caudal do gás marcador, cm³/min
    concmix     = instantaneous concentration of the tracer gas after mixing, ppm
    #EXH        = densidade dos gases de escape, kg/m³
    conca       = concentração em base húmida do gás marcador no ar de diluição
    A concentração de fundo do gás traçador (conca) pode ser determinada calculando a média das contra concentrações de fundo
    medidas imediatamente antes do ensaio e após o ensaio.
    Quando a concentração de fundo for inferior a 1% da concentração do gás traçador após mistura (concmix.) ao escoamento máximo de
    gases de escape, a concentração de fundo pode ser desprezada.
    O sistema completo deve satisfazer as especificações de precisão para o escoamento de gases de escape e deve ser calibrado de
    acordo com o ponto 1.11.2 do Apêndice 2.
 ---pagebreak--- 30.4.2004              PT                                 Jornal Oficial da União Europeia                                           L 146/31
   1.2.5. Método de medição do caudal de ar e da relação ar/combustível
            Esta medição envolve o cálculo do caudal mássico dos gases de escape a partir do caudal de ar e da relação ar/combustível.
            O cálculo do caudal mássico instantâneo dos gases de escape faz-se do seguinte modo:
                                                                 #           1      &
                                       G EXHW * G AIRW " $$1 )                      '
                                                                 %      A/Fst " " '(
            em que,
                                       A / Fst " 14,5
                                                            $           2 " conc CO " 10 "4  '
                                                            %        1+                      (
         $      conc CO " 10   "4
                                                        ' %                3,5 " conc CO2    (
         %100 -
         %
                                   + conc HC " 10 " 4   ( * % 0,45 #
                                                        ( %
                                                                                                 "
                                                                                             ( " conc CO2 * conc CO " 10 " 4    #
         &              2                               ) %               conc CO " 10 " 4   (
                                                                      1*                     (
                                                            %              3,5 " conc CO2    (
                                                            &                                )
    " ,
                                                "
                                      6,9078 " conc CO2 * conc CO " 10 " 4 * conc HC " 10 " 4       #
            em que:       A/Fst   =        razão estequiométrica ar/combustível, kg/kg
                              "            =       relação ar / combustível
                              concCO2      =       concentração de CO2 seco, %
                              concCO       =       concentração do CO seco, ppm
                              concHC       =       concentração de HC, ppm
            NOTA:         O cálculo refere-se a um combustível para motores diesel com uma relação H/C igual a 1,8
                      O caudalímetro de ar deve satisfazer as especificações de precisão contidas no quadro 3, o analisador de CO2
                      utilizadas as especificações do quadro do ponto 1.4.1, e o sistema total, as especificações de precisão para o
                      escoamento dos gases de escape.
                      Facultativamente, o equipamento de medição da relação ar/combustível, tal como um sensor do tipo …, pode ser
                      utilizado para a medição da relação ar/combustível de acordo com as especificações do ponto 1.4.4.
            1.2.6.Caudal total dos gases de escape diluídos
                      Ao utilizar um sistema de diluição do escoamento total, deve-se medir o caudal total dos gases de escape diluídos
                      (GTOTW) com um PD ou CFI ou SST – ponto 1.2.1.2 do Anexo VI. A precisão deve estar em conformidade com
                      as disposições do ponto 2.2 do Apêndice 2 do Anexo III.
            1.3. Precisão dos instrumentos de medida
                      A calibração de todos os instrumentos de medida deve ser feita com base em normas nacionais (internacionais) e
                      satisfazer os requisitos estabelecidos no quadro 3.
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                                                Quadro 3. Precisão dos instrumentos de medida
       N.º       Aparelhos de medida                   Precisão
       1         Velocidade do motor                   % 2 % da leitura ou % 1 % do valor máximo do motor, conforme o maior
       2         Binário                               % 2 % da leitura ou % 1 % do valor máximo do motor, conforme o maior
       3         Consumo de combustível                % 2 % do valor máximo do motor
       4         Consumo de ar                         % 2 % da leitura ou % 1 % do valor máximo do motor, conforme o maior
       5         Caudal dos gases de escape            % 2,5 % da leitura ou % 1,5 % do valor máximo do motor, conforme o maior
       6         Temperaturas $ 600 K                  %2K
       7         Temperaturas ( 600 K                  % 1 % da leitura
       8         Pressão dos gases de escape           % 0,2 kPa absolutos
       9         Depressão à entrada de ar             % 0,05 kPa absolutos
       10        Pressão atmosférica                   % 0,1 kPa absolutos
       11        Outras pressões                       % 0,1 kPa absolutos
       12        Humidade relativa                     % 5 % da leitura
       13        Caudal do ar de diluição              % 2 % da leitura
       14        Caudal dos gases de escape            % 2 % da leitura
                 diluídos
             1.4. Determinação dos componentes gasosos
             1.4.1.Especificações gerais dos analisadores
                        Os analisadores devem ter uma gama de medida adequada à precisão necessária para medir as concentrações dos
                        componentes dos gases de escape (ponto 1.4.1.1). Recomenda-se que os analisadores funcionem de modo tal que
                        as concentrações medidas fiquem compreendidas entre 15 % e 100 % da escala completa.
                        Se o valor da escala completa for igual ou inferior a 155 ppm (ou ppm C) ou se forem utilizados sistemas de
                        visualização (computadores, dispositivos de registo de dados) que forneçam uma precisão e uma resolução
                        suficientes abaixo de 15 % da escala completa, são também aceitáveis concentrações abaixo de 15 % da escala
                        completa. Neste caso, devem ser feitas calibrações adicionais para assegurar a precisão das curvas de calibração –
                        ponto 1.5.5.2 do Apêndice 2 do Anexo III.
                        A compatibilidade electromagnética (CEM) do equipamento deve ser tal que minimize erros adicionais.
           1.4.1.1. Erros de medida
                        O desvio do analisador relativamente ao ponto de calibração nominal não pode ser superior a ± 2 % da leitura em
                        toda a gama de medição com excepção do zero, ou a ± 0.3 % da escala completa no zero, conforme o maior.
                        NOTA:           Para efeitos deste ponto, "precisão" é definida como o desvio da leitura do analisador em relação
                                        aos valores de calibração nominais utilizando um gás de calibração (' valor verdadeiro)
           1.4.1.2.     Repetibilidade
                        A repetibilidade, definida como 2,5 vezes o desvio-padrão de dez respostas consecutivas a um determinado gás
                        de calibração, não deve ser superior a ± 1 % da concentração máxima para cada gama utilizada acima de 155 ppm
                        (ou ppm C) ou ± 2 % de cada gama utilizada abaixo de 155 ppm (ou ppm C).
           1.4.1.3.     Ruído
                        A resposta pico a pico do analisador a gases de colocação no zero ou gases de calibração durante qualquer
                        período de dez segundos não deve exceder 2 % da escala completa em todas as gamas utilizadas.
           1.4.1.4. Desvio do zero
                        O desvio do zero durante um período de uma hora deve ser inferior a 2 % da escala completa na gama mais baixa
                        utilizada. A resposta ao zero é definida como a resposta média, incluindo o ruído, a um gás de colocação no zero
                        durante um intervalo de tempo de 30 segundos.
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          1.4.1.5.    Desvio de calibração
                      O desvio da calibração durante um período de uma hora deve ser inferior a 2 % da escala completa na gama mais
                      baixa utilizada. A calibração é definida como a diferença entre a resposta à calibração e a resposta ao zero. A
                      resposta à calibração é definida como a resposta média, incluindo o ruído, a um gás de calibração durante um
                      intervalo de tempo de 30 segundos.
            1.4.2.Secagem do gás
                      O dispositivo facultativo de secagem do gás deve ter um efeito mínimo na concentração dos gases medidos. Os
                      secadores químicos não constituem um método aceitável de remoção da água da amostra.
            1.4.3.Analisadores
                      Os pontos 1.4.3.1 a 1.4.3.5 do presente Apêndice descrevem os princípios de medida a utilizar. O Anexo VI
                      contém uma descrição pormenorizada dos sistemas de medida.
                      Os gases a medir devem ser analisados com os instrumentos a seguir indicados. Para os analisadores não lineares,
                      é admitida a utilização de circuitos de linearização.
            1.4.3.1.Análise do monóxido de carbono (CO)
                      O analisador de monóxido de carbono deve ser do tipo não dispersivo de absorção no infravermelho (NDIR).
            1.4.3.2. Análise do dióxido de carbono (CO2)
                      O analisador de dióxido de carbono deve ser do tipo não dispersivo de absorção no infravermelho (NDIR).
            1.4.3.3. Análise dos hidrocarbonetos (HC)
                      O analisador de hidrocarbonetos deve ser do tipo aquecido de ionização por chama (HFID) com detector,
                      válvulas, tubagens, etc., aquecido de modo a manter a temperatura do gás em 463 K (190 °C) ± 10 K.
          1.4.3.4.    Análise dos óxidos de azoto (NOx)
                      O analisador de óxidos de azoto deve ser do tipo de quimioluminiscência (CLD) ou do tipo de
                      quimioluminiscência aquecido (HCLD) com conversor NO2/NO, se a medição for feita em base seca. Se a
                      medição for feita em base húmida, deve ser utilizado um analisador HCLD com conversor mantido acima de 328
                      K (55° C), desde que a verificação do efeito de atenuação da água (ponto 1.9.2.2 do Apêndice 2 do Anexo III)
                      tenha sido satisfatória.
                      Tanto para o CLD como para o HCLD, o percurso do gás será mantido a uma temperatura das paredes de 328 K
                      a 473 K (55° C a 200° C) até ao conversor, nas medições em base seca, e até ao analisador, nas medições em
                      base húmida.
              1.4.4.      Medição da relação ar/combustível
                      O equipamento de medida da relação ar/combustível utilizado para determinar o escoamento dos gases de escape
                      conforme especificado no ponto 1.2.5 é um sensor da relação ar/combustível de gama larga ou um sensor lambda
                      do tipo Zircónia.
                      O sensor é montado directamente no tubo de escape num local em que a temperatura dos gases de escape seja
                      suficientemente elevada para eliminar a condensação da água.
                      A precisão do sensor com a parte electrónica incorporada deve ter as seguintes tolerâncias:
                                 % 3 % da leitura " < 2
                                 % 5 % da leitura 2 $ " < 5
                                 % 10 % da leitura5 $ "
                      Para se obter a precisão acima especificada, o sensor deve ser calibrado conforme especificado pelo fabricante do
                      instrumento.
            1.4.5.Recolha de amostras das emissões gasosas
                      As sondas de recolha de amostras das emissões gasosas devem ser instaladas pelo menos 0,5 metro ou três vezes
                      o diâmetro do tubo de escape – conforme o valor mais elevado – a montante da saída do sistema de gases de
                      escape, tanto quanto possível, e suficientemente próximo do motor de modo a assegurar uma temperatura dos
                      gases de escape de pelo menos 343 K (70 °C) na sonda.
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                  No caso de um motor multicilindros com um colector de escape ramificado, a entrada da sonda deve estar
                  localizada suficientemente longe, a jusante, de modo a assegurar que a amostra seja representativa das emissões
                  médias de escape de todos os cilindros. Nos motores multicilindros com grupos distintos de colectores, por
                  exemplo nos motores em "V", é admissível obter uma amostra para cada grupo individualmente e calcular uma
                  emissão média de escape. Podem ser utilizados outros métodos em relação aos quais se tenha podido demonstrar
                  haver uma correlação com os métodos acima. Para o cálculo das emissões de escape, deve ser utilizado o
                  escoamento mássico total dos gases de escape do motor.
                  Se a composição dos gases de escape for influenciada por qualquer sistema pós-tratamento do escape, a amostra
                  de gases de escape deve ser retirada a montante desse dispositivo nos ensaios da fase I e a jusante desse
                  dispositivo nos ensaios da fase II. Quando se utilizar um sistema de diluição do escoamento total para a
                  determinação das partículas, as emissões gasosas podem também ser determinadas nos gases de escape diluídos.
                  As sondas de recolha de amostras devem estar próximas da sonda de recolha de partículas no túnel de diluição
                  [ponto 1.2.1.2 (DT) e ponto 1.2.2 (PSP) do Anexo VI]. O CO e o CO2 podem ser facultativamente determinados
                  através da recolha de amostras para um saco e subsequente medição da concentração no saco de amostras.
         1.5. Determinação das partículas
                  A determinação das partículas exige um sistema de diluição. A diluição pode ser obtida por um sistema de
                  diluição parcial do escoamento ou um sistema de diluição total do escoamento. A capacidade de escoamento do
                  sistema de diluição deve ser suficientemente grande para eliminar completamente a condensação de água nos
                  sistemas de diluição e de recolha de amostras, e manter a temperatura dos gases de escape diluídos à temperatura
                  entre 315 K (42° C) e 325 K (52º C) ou menos, imediatamente a montante dos suportes dos filtros. Se a
                  humidade do ar for elevada, é permitida a desumidificação do ar de diluição antes de entrar no sistema de
                  diluição. Se a temperatura ambiente for inferior a 293 K (20 °C), recomenda-se o pré-aquecimento do ar de
                  diluição acima do limite de temperatura de 303 K (30 °C). Todavia, a temperatura do ar diluído não deve
                  exceder 325 K (52 °C) antes da introdução dos gases de escape no túnel de diluição.
                  NOTA:        Em relação ao método em condições estacionárias, a temperatura do filtro pode ser mantida à
                               temperatura máxima de 325 K (52° C) ou menos em vez de respeitar a gama de temperaturas 315 K –
                               325 K (42º C – 52° C).
                  Num sistema de diluição do escoamento parcial do fluxo, a sonda de recolha de amostras de partículas deve ser
                  instalada próximo e a montante da sonda de gases, conforme definido no ponto 4.4 e de acordo com o
                  ponto 1.2.1.1, figuras 4-12, EP e SP, do Anexo VI.
                  O sistema de diluição do escoamento parcial do fluxo tem de ser concebido para separar a corrente de escape em
                  duas partes, sendo a mais pequena diluída com ar e subsequentemente utilizada para a medição das partículas. É
                  essencial que a razão de diluição seja determinada com muita precisão. Podem ser aplicados diferentes métodos
                  de separação, mas o tipo de separação utilizado dita, em grau significativo, os equipamentos e os processos de
                  recolha de amostras a utilizar (ponto 1.2.1.1 do Anexo VI).
                  Para determinar a massa das partículas, são necessários um sistema de recolha de amostras de partículas, filtros
                  de recolha de amostras de partículas, uma balança capaz da pesar microgramas e uma câmara de pesagem
                  controlada em termos de temperatura e de humidade.
                  Podem ser aplicados dois métodos à recolha de amostras de partículas:
                  –          O método do filtro único utiliza um par de filtros (ver ponto 1.5.1.3 do presente Apêndice) para todos
                             os modos do ciclo de ensaio. Deve-se prestar uma atenção considerável aos tempos e escoamentos da
                             recolha de amostras durante a fase de recolha do ensaio. Todavia, apenas será necessário um par de
                             filtros para o ciclo do ensaio.
                             –          O método dos filtros múltiplos exige que seja utilizado um par de filtros (ver ponto 1.5.1.3 do
                                        presente Apêndice) para cada um dos modos individuais do ciclo de ensaios. Este método
                                        permite processos de recolha de amostras mais fáceis, mas utiliza mais filtros.
         1.5.1.       Filtros de recolha de amostras de partículas
         1.5.1.1.     Especificação dos filtros
                             São necessários filtros de fibra de vidro revestidos de fluorocarbono ou filtros de membrana com base
                             em fluorocarbono para os ensaios de certificação. Para aplicações especiais, podem ser utilizados
                             diferentes materiais de filtragem. Todos os tipos de filtro devem ter um rendimento de recolha de 0,3
                             µm DOP (ftalato de dioctilo) de pelo menos 99% a uma velocidade nominal do gás compreendida
                             entre 35 e 100 cm/s. Ao realizar ensaios de correlação entre laboratórios ou entre um fabricante e uma
                             autoridade de homologação, devem-se utilizar filtros de qualidade idêntica.
 ---pagebreak--- 30.4.2004          PT                                 Jornal Oficial da União Europeia                                              L 146/35
          1.5.1.2.   Dimensão dos filtros
                            Os filtros de partículas devem ter um diâmetro mínimo de 47 mm (diâmetro da mancha de 37 mm). São
                            aceitáveis filtros de maiores diâmetros (ponto 1.5.1.5).
          1.5.1.3.   Filtros primário e secundário
                            Durante a sequência de ensaios, os gases de escape diluídos devem ser recolhidos por meio de um par
                            de filtros colocados em série (um filtro primário e um secundário). O filtro secundário não deve ser
                            localizado a mais de 100 mm a jusante do filtro primário, nem estar em contacto com este. Os filtros
                            podem ser pesados separadamente ou em conjunto, sendo colocados mancha contra mancha.
          1.5.1.4.   Velocidade nominal no filtro
                            Deve-se obter uma velocidade nominal do gás através do filtro compreendida entre 35 e 100 cm/s. O
                            aumento da perda de carga entre o início e o fim do ensaio não deve ser superior a 25 kPa.
          1.5.1.5.   Carga do filtro
                            As cargas mínimas recomendadas para as dimensões de filtros mais comuns estão indicadas no quadro
                            a seguir. Para as dimensões maiores, a carga mínima é de 0,065 mg/1000 mm² de área de filtragem.
                            Diâmetro do filtro Diâmetro recomendado da mancha (mm)             Carga mínima recomendada (mg)
                                    (mm)
                                     47                              37                                        0,11
                                     70                              60                                        0,25
                                     90                              80                                        0,41
                                     110                            100                                        0,62
                            Para o método dos filtros múltiplos, a carga mínima recomendada para o conjunto dos filtros é igual ao
                            produto do valor correspondente acima indicado pela raiz quadrada do número total de modos.
          1.5.2.     Especificações da câmara de pesagem e da balança analítica
          1.5.2.1.   Condições na câmara de pesagem
                            A temperatura da câmara (ou sala) em que os filtros de partículas são condicionados e pesados deve ser
                            mantida a 295 K (22 °C) ± 3 K durante todo o período de condicionamento e pesagem. A humidade
                            deve ser mantida a um ponto de orvalho de 282,5 K (9,5 °C) ± 3 K, e a humidade relativa, a 45 % ± 8
                            %.
          1.5.2.2.   Pesagem dos filtros de referência
                            O ambiente da câmara (ou sala) deve estar isento de quaisquer contaminantes ambientes (tais como pó)
                            que possam cair nos filtros de partículas durante a sua fase de estabilização. Serão admitidas
                            perturbações das condições da câmara de pesagem especificadas no ponto 1.5.2.1 se a sua duração não
                            exceder 30 minutos. A câmara de pesagem deve satisfazer as especificações exigidas antes da entrada
                            do pessoal. Devem ser pesados pelo menos dois filtros de referência ou dois pares de filtros de
                            referência não utilizados no prazo de quatro horas, mas de preferência ao mesmo tempo que o filtro
                            (par de filtros) de recolha de amostras. Esses filtros devem ter as mesmas dimensões e ser do mesmo
                            material que os filtros de recolha de amostras.
                            Se o peso médio dos filtros de referência (pares de filtros de referência) variar entre pesagens dos
                            filtros de recolha de amostras em mais de 10 µg, todos os filtros de recolha devem ser deitados fora,
                            repetindo-se o ensaio de emissões.
                            Se não forem satisfeitos os critérios de estabilidade da câmara de pesagem indicados no ponto 1.5.2.1,
                            mas a pesagem dos filtros (pares de filtros) de referência satisfizer esses critérios, o fabricante dos
                            motores tem a faculdade de aceitar as massas dos filtros de recolha ou de anular os ensaios, arranjar o
                            sistema de controlo da câmara de pesagem e voltar a realizar os ensaios.
          1.5.2.3.   Balança analítica
                            A balança analítica utilizada para determinar as massas de todos os filtros deve ter uma precisão
                            (desvio-padrão) de 2 µg e uma resolução de 1 µg (1 dígito = 1 µg) especificadas pelo fabricante da
                            balança.
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             1.5.2.4.      Eliminação dos efeitos da electricidade estática
                                 Para eliminar os efeitos da electricidade estática, os filtros devem ser neutralizados antes da pesagem,
                                 por exemplo por um neutralizador de polónio ou dispositivo de efeito semelhante.
             1.5.3.        Especificações adicionais para a medição de partículas
                                 Todas as peças do sistema de diluição e do sistema de recolha de amostras, desde o tubo de escape até
                                 ao suporte dos filtros, que estejam em contacto com gases de escape brutos ou diluídos, devem ser
                                 concebidas para minimizar a deposição ou alteração das partículas. Todas as peças devem ser feitas de
                                 materiais condutores de electricidade que não reajam a componentes dos gases de escape, e devem ser
                                 ligadas à terra para impedir efeitos electroestáticos.
    2.     MÉTODOS DE MEDIÇÃO E DE RECOLHA DE AMOSTRAS (ENSAIO NRTC)
    2.1.   Introdução
             Medem-se os componentes gasosos e as partículas emitidos pelo motor submetido a ensaio devem ser medidos pelos
             métodos descritos no Anexo VI. Os métodos desse anexo descrevem os sistemas de análise recomendados para as emissões
             gasosas (ponto 1.1) e os sistemas de diluição e de recolha de amostras de partículas recomendados (ponto 1.2).
    2.2.   Dinamómetro e equipamentos da célula de ensaio
             Utilizam-se os seguintes equipamentos para os ensaios de emissões dos motores nos dinamómetros.
    2.2.1. Dinamómetro para motores
             Deve utilizar-se um dinamómetro para motores com características adequadas para realizar o ciclo de ensaio descrito no
             Apêndice 4 do presente Anexo. A instrumentação para a medição do binário e da velocidade deve permitir a medição da
             potência dentro dos limites dados. Podem ser necessários cálculos adicionais. A precisão do equipamento de medida deve
             ser de modo a que não sejam excedidas as tolerâncias máximas dos valores dados no quadro 3.
    2.2.2. Outros instrumentos
             Utilizam-se conforme necessário, instrumentos de medida para o consumo de combustível, o consumo de ar, a temperatura
             do líquido de arrefecimento e do lubrificante, a pressão dos gases de escape e a depressão no colector de admissão, a
             temperatura dos gases de escape, a temperatura da entrada de ar, a pressão atmosférica, a humidade e a temperatura do
             combustível. Estes instrumentos devem satisfazer os requisitos do quadro 3:
                                               Quadro 3. Precisão dos instrumentos de medida
     N.º      Aparelhos de medida                            Precisão
     1        Velocidade do motor                            % 2 % da leitura ou % 1 % do valor máximo do motor, conforme o valor mais
                                                             elevado
     2        Binário                                        % 2 % da leitura ou % 1 % do valor máximo do motor, conforme o valor mais
                                                             elevado
     3        Consumo de combustível                         % 2 % do valor máximo do motor
     4        Consumo de ar                                  % 2 % da leitura ou % 1 % do valor máximo do motor, conforme o valor mais
                                                             elevado
     5        Escoamento dos gases de escape                 % 2,5 % da leitura ou % 1,5 % do valor máximo do motor, conforme o valor mais
                                                             elevado
     6        Temperaturas $ 600 K                           %2K
     7        Temperaturas ( 600 K                           % 1 % da leitura
     8        Pressão dos gases de escape                    % 0,2 kPa absolutos
     9        Depressão do ar de admissão                    % 0,05 kPa absolutos
     10       Pressão atmosférica                            % 0,1 kPa absolutos
     11       Outras pressões                                % 0,1 kPa absolutos
     12       Humidade absoluta                              % 5 % da leitura
     13       Escoamento do ar de diluição                   % 2 % da leitura
     14       Escoamento dos gases de escape diluídos        % 2 % da leitura
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   2.2.3. Caudal dos gases de escape brutos
           Para calcular as emissões contidas nos gases de escape brutos e para controlar um sistema de diluição do escoamento
           parcial, é necessário conhecer o caudal mássico dos gases de escape. Para determinar este caudal, pode-se utilizar qualquer
           um dos métodos adiante descritos.
           Para fins do cálculo das emissões, o tempo de resposta de qualquer método descrito a seguir deve ser igual ou inferior ao
           valor exigido para o tempo de resposta do analisador, conforme definido no ponto 1.11.1 do Apêndice 2.
           Para efeitos do controlo de um sistema de diluição do escoamento parcial, é necessária uma resposta mais rápida. Para os
           sistemas de diluição do escoamento parcial com controlo em linha, é necessário um tempo de resposta $ 0,3 s. Para os
           sistemas de diluição do escoamento parcial com controlo baseado num ensaio pré-registado, é necessário um tempo de
           resposta no sistema de medida do caudal dos gases de escape $ 5 s com o tempo de $ 1 s. O tempo de resposta do sistema
           deve ser especificado pelo fabricante do instrumento. Os requisitos relativos ao tempo de resposta para os sistemas de
           medida do caudal dos gases de escape e de diluição do escoamento parcial estão indicados no ponto 2.4.
           Método de medição directa
           A medição directa do escoamento instantâneo dos gases de escape pode ser efectuada por sistema tais como:
           –          dispositivos de diferencial de pressão, tal como tubeiras de escoamento (ver norma ISO 5167: 2000)
           –     medidor de escoamento ultrasónico
           –     medidor de escoamento por vórtices
           Devem ser tomadas precauções para evitar erros de medição que teriam influência nos erros dos valores de emissões. Tais
           precauções incluem a instalação cuidadosa do dispositivo do sistema de escape do motor de acordo com as recomendações
           do fabricante do instrumento e com a boa prática da engenharia. Em especial, o comportamento funcional do motor e as
           emissões não devem ser afectados pela instalação do dispositivo.
           Os medidores de escoamento devem satisfazer as especificações de precisão do quadro 3.
           Método de medição do ar e do combustível
           Trata-se de medir o escoamento de ar e o escoamento de combustível com medidores adequados. O cálculo de escoamento
           dos gases de escape faz-se do seguinte modo:
           GEXHW          =       GAIRW + GFUEL (para a massa dos gases de escape em húmido)
           Os medidores de escoamento devem satisfazer as especificações de precisão do quadro 3, mas devem também ser
           suficientemente precisos para satisfazer as especificações de precisão relativas ao escoamento dos gases de escape.
           Método de medição de um gás marcador
           Este método envolve a medição da concentração de um gás marcador nos gases de escape.
           Injecta-se uma quantidade conhecida de um gás inerte (p. ex., Hélio puro) no escoamento dos gases de escape como
           marcador. O gás é misturado e diluído com os gases de escape, mas não deve reagir no tubo de escape. A concentração do
           gás deve ser então medida na amostra de gases de escape.
           Para assegurar a mistura completa do gás marcador, a sonda de recolha de amostras dos gases de escape deve estar
           localizada pelo menos a l metro ou 30 vezes o diâmetro do tubo de escape, conforme o maior, a jusante do ponto de
           injecção do gás marcador. A sonda de recolha de amostras pode estar localizada mais próxima do ponto de injecção se se
           verificar a mistura completa por comparação da concentração do gás marcador com a concentração de referência quando o
           gás marcador for injectado a montante do motor.
           O caudal do gás marcador deve ser regulado de modo a que a concentração desse gás em marca lenta sem carga do motor
           depois da mistura se torne inferior à escala completa do analisador do gás traçador.
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            O cálculo do caudal dos gases de escape faz-se do seguinte modo:
                                                           GT " " EXH
                                       GEXHW $
                                                   60 " "concmix # conca #
            em que:
            GEXHW          =      caudal mássico dos gases de escape em base húmida, kg/s
            GT    =        caudal do gás marcador, cm³/min
            concmix        =      instantaneous concentration of the tracer gas after mixing, ppm
            #EXH =         densidade dos gases de escape, kg/m³
            conca =        concentração em base húmida do gás marcador no ar de diluição
            A concentração de fundo do gás marcador (conca) pode ser determinada tomando a média da concentração de fundo
            medida imediatamente antes do ensaio e após o ensaio.
            Quando a concentração de fundo for inferior a 1% da concentração do gás marcador após mistura (concmix.) ao escoamento
            máximo de escape, a concentração de fundo pode ser desprezada.
            O sistema completo deve satisfazer as especificações de precisão para o escoamento dos gases de escape e deve ser
            calibrado de acordo com o ponto 1.11.2 do Apêndice 2.
            Método de medida do caudal de ar e relação ar/combustível
            Este método envolve o cálculo do caudal mássico dos gases de escape a partir do caudal de ar e da relação ar/combustível.
            O cálculo do caudal mássico instantâneo dos gases de escape faz-se do seguinte modo:
                                                                #            1      &
                                       G EXHW * G AIRW " $$1 )                      '
                                                                                    '
                                                                %       A/F  st " " (
            em que,
                                       A / Fst " 14,5
                                                            $           2 " conc CO " 10 "4 '
                                                            %        1+                     (
         $       conc CO " 10 " 4                       ' %                3,5 " conc CO2   (
         %100 -
         %
                                   + conc HC " 10 " 4   ( * % 0,45 #
                                                        ( %
                                                                                               "
                                                                                            ( " conc CO2 * conc CO " 10 " 4  #
         &               2                              ) %               conc CO " 10 " 4  (
                                                                      1*                    (
                                                            %              3,5 " conc CO2   (
                                                            &                               )
    " ,
                                               "
                                     6,9078 " conc CO2 * conc CO " 10 " 4 * conc HC " 10 " 4      #
       em que:        A/Fst       =       razão estequiométrica ar/combustível, kg/kg
                      "           =       relação ar / combustível
                      concCO2     =       concentração de CO2 seco, %
                      concCO      =       concentração do CO seco, ppm
                      concHC      =       concentração de HC, ppm
    NOTA:             O cálculo refere-se a um combustível para motores diesel com uma relação H/C igual a 1,8.
            O caudalímetro de ar deve satisfazer as especificações de precisão do quadro 3, o analisador de CO2 as do ponto 2.3.1 e o
            sistema completo as relativas ao cálculo do caudal dos gases de escape.
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              Facultativamente, pode-se utilizar um equipamento de medida da relação ar/combustível tal como um sensor do tipo
              zircónia para a medição do ar em excesso de acordo com as especificações do ponto 2.3.4.
   2.2.4. Caudal dos gases de escape diluídos
              Calcula-se o caudal das emissões contidas nos gases de escape diluídos, é necessário conhecer o caudal mássico dos gases
              de escape diluídos. O escoamento total dos gases de escape diluídos durante o ciclo (kg/ensaio) a partir dos valores
              medidos durante o ensaio e dos dados de calibração correspondentes do dispositivo de medida do escoamento (V0 para o
              PDP, KV para o CFV, Cd para o SSV) por qualquer de um dos métodos descritos no ponto 2.2.1 do Apêndice 3. Se a massa
              total da amostra de partículas dos componentes gasosos do escoamento total através do CVS, este deve ser corrigido ou
              então o escoamento das amostras de partículas deve voltar ao CVS antes do dispositivo de medida do caudal.
   2.3.     Determinação dos componentes gasosos
   2.3.1. Especificações gerais dos analisadores
              Os analisadores devem ter uma gama de medida adequada à precisão necessária para medir as concentrações dos
              componentes dos gases de escape (ponto 1.4.1.1). Recomenda-se que os analisadores funcionem de modo tal que as
              concentrações medidas fiquem compreendidas entre 15 % e 100 % da escala completa.
              Se o valor da escala completa for igual ou inferior a 155 ppm (ou ppm C) ou se forem utilizados sistemas de visualização
              (computadores, dispositivos de registo de dados) que forneçam uma precisão e uma resolução suficientes abaixo de 15 %
              da escala completa, são também aceitáveis concentrações abaixo de 15 % da escala completa. Neste caso, devem ser feitas
              calibrações adicionais para assegurar a precisão das curvas de calibração – ponto 1.5.5.2 do Apêndice 2 do Anexo III.
              A compatibilidade electromagnética (CEM) do equipamento deve ser tal que minimize erros adicionais.
   2.3.1.1. Erros de medida
                        O desvio do analisador relativamente ao ponto de calibração nominal não pode ser superior a ± 2 % da leitura, ou
                        a ± 0,3 % da escala completa, conforme o valor maior.
                        NOTA:                Para este fim, a precisão é definida como desvio de leitura do analisador em relação aos
                                             valores nominais de calibração utilizando um gás de calibração (' valor verdadeiro).
   2.3.1.2. Repetibilidade
                        A repetibilidade, definida como 2,5 vezes o desvio-padrão de dez respostas consecutivas a um determinado gás
                        de calibração, não deve ser superior a ± 1 % da concentração máxima para cada gama utilizada acima de 155
                        ppm (ou ppm C) ou ± 2 % para cada gama utilizada abaixo de 155 ppm (ou ppm C).
   2.3.1.3. Ruído
                        A resposta pico a pico do analisador a gases de colocação no zero e de calibração durante qualquer período de 10
                        segundos não deve exceder 2 % da escala completa em todas as gamas utilizadas.
   2.3.1.4. Desvio do zero
                        O desvio do zero durante um período de uma hora deve ser inferior a 2 % da escala completa na gama mais baixa
                        utilizada. A resposta ao zero é definida como a resposta média, incluindo o ruído, a um gás de colocação no zero
                        durante um intervalo de tempo de 30 segundos.
   2.3.1.5. Desvio de calibração
                        O desvio da calibração durante um período de uma hora deve ser inferior a 2 % da escala completa na gama mais
                        baixa utilizada. A calibração é definida como a diferença entre a resposta à calibração e a resposta ao zero. A
                        resposta à calibração é definida como a resposta média, incluindo o ruído, a um gás de calibração durante um
                        intervalo de tempo de 30 segundos.
   2.3.1.6. Tempo de subida
                        Para a análise dos gases de escape brutos, o tempo de subida do analisador instalado no sistema de medida não
                        deve exceder 2,5 s.
                        NOTA:                Avaliar apenas o tempo de resposta do analisador não define com clareza a adequação do
                                             sistema total ao ensaio em condições transientes. Os volumes e especialmente os volumes
                                             mortos através do sistema, não só afectarão o tempo de transporte da sonda até ao analisador,
                                             mas também o tempo de subida. Do mesmo modo, os tempos de transporte dentro de um
                                             analisador seriam definidos como tempo de resposta do analisador, tal como o conversor ou
                                             os colectores de água dentro dos analisadores de NOx. A determinação do tempo total de
                                             resposta do sistema está descrita no ponto 1.11.1 do Apêndice 2.
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    2.3.2.          Secagem do gás
                         Aplicam-se as mesmas especificações para o ciclo de ensaios NRSC (ver ponto 1.4.2).
                         O dispositivo facultativo de secagem do gás deve ter um efeito mínimo na concentração dos gases medidos. Os
                         secadores químicos não constituem um método aceitável de remoção da água da amostra.
    2.3.3.          Analisadores
                         Aplicam-se as mesmas especificações para o ciclo de ensaios NRSC (ver ponto 1.4.3).
                         Os gases a medir devem ser analisados com os instrumentos a seguir indicados. Para os analisadores não lineares,
                         é admitida a utilização de circuitos de linearização.
    2.3.3.1. Análise do monóxido de carbono (CO)
                         O analisador de monóxido de carbono deve ser do tipo não dispersivo de absorção no infravermelho (NDIR).
    2.3.3.2. Dióxido de carbono (CO2)
                         O analisador de dióxido de carbono deve ser do tipo não dispersivo de absorção no infravermelho (NDIR).
    2.3.3.3. Análise dos hidrocarbonetos (HC)
                         O analisador de hidrocarbonetos deve ser do tipo aquecido de ionização por chama (HFID) com detector,
                         válvulas, tubagens, etc., aquecido de modo a manter a temperatura do gás em 463 K (190 °C) ± 10 K.
    2.3.3.4. Análise dos óxidos de azoto (NOx)
                         O analisador de óxidos de azoto deve ser do tipo de quimioluminiscência (CLD) ou do tipo de
                         quimioluminiscência aquecido (HCLD) com conversor NO2/NO, se a medição for feita em base seca. Se a
                         medição for feita em base húmida, deve ser utilizado um analisador HCLD com conversor mantido acima de 328
                         K (55° C), desde que a verificação do efeito de atenuação da água (ponto 1.9.2.2 do Apêndice 2 do Anexo III)
                         tenha sido satisfatória.
                         Tanto para o CLD como para o HCLD, o percurso do gás será mantido a uma temperatura das paredes de 328 K
                         a 473 K (55° C a 200° C) até ao conversor nas medições em base seca e até ao analisador nas medições em base
                         húmida.
    2.3.4.          Medição da relação ar/combustível
                         O equipamento de medida da relação ar/combustível utilizado para determinar o escoamento dos gases de escape
                         conforme especificado no ponto 1.2.5 é um sensor da relação ar/combustível de gama larga ou um sensor lambda
                         do tipo Zircónia.
                         O sensor é montado directamente no tubo de escape num local em que a temperatura dos gases de escape seja
                         suficientemente elevada para eliminar a condensação da água.
                        A precisão do sensor com a parte electrónica incorporada deve ter as seguintes tolerâncias:
                                    % 3 % da leitura " < 2
                                    % 5 % da leitura 2 $ " < 5
                                    % 10 % da leitura5 $ "
                         Para se obter a precisão acima especificada, o sensor deve ser calibrado conforme especificado pelo fabricante do
                         instrumento.
    2.3.5.          Recolha de amostras das emissões gasosas
    2.3.5.1. Escoamento dos gases de escape
                         Para o cálculo das emissões nos gases de escape brutos, aplicam-se as mesmas especificações que para o ciclo de
                         ensaios NRSC (ver ponto 1.4.4).
                         As sondas de recolha de amostras das emissões gasosas devem ser instaladas pelo menos 0,5 metro ou três vezes
                         o diâmetro do tubo de escape – conforme o valor mais elevado – a montante da saída do sistema de gases de
                         escape, tanto quanto possível, e suficientemente próximo do motor de modo a assegurar uma temperatura dos
                         gases de escape de pelo menos 343 K (70 °C) na sonda.
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                      No caso de um motor multicilindros com um colector de escape ramificado, a entrada da sonda deve estar
                      localizada suficientemente longe, a jusante, de modo a assegurar que a amostra seja representativa das emissões
                      médias de escape de todos os cilindros. Nos motores multicilindros com grupos distintos de colectores, por
                      exemplo nos motores em "V", é admissível obter uma amostra para cada grupo individualmente e calcular uma
                      emissão média de escape. Podem ser utilizados outros métodos em relação aos quais se tenha podido demonstrar
                      haver uma correlação com os métodos acima. Para o cálculo das emissões de escape, deve ser utilizado o
                      escoamento mássico total dos gases de escape do motor.
                      Se a composição dos gases de escape for influenciada por qualquer sistema pós-tratamento do escape, a amostra
                      de gases de escape deve ser retirada a montante desse dispositivo nos ensaios da fase I e a jusante desse
                      dispositivo nos ensaios da fase II.
   2.3.5.2. Escoamento dos gases de escape diluídos
                      Se for utilizado um sistema de diluição do escoamento total, aplicam-se as especificações a seguir.
                      O tubo de escape entre o motor e o sistema de diluição do escoamento total deve satisfazer os requisitos do
                      Anexo VI.
                      Instalam-se as sondas de recolha de amostras das emissões gasosas no túnel de diluição num ponto em que o ar
                      de diluição e os gases de escape sejam bem misturados, e na estreita proximidade da sonda de recolha de
                      amostras de partículas.
                      A recolha de amostras pode ser executada de um modo geral de duas formas.
                      –          recolhem-se amostras dos poluentes num saco de recolha de amostras durante o ciclo, que são medidas
                                 depois do ensaio ter terminado,
                      –          são recolhidas continuamente amostras dos poluentes que são integradas durante o ciclo; este método é
                                 obrigatório para os HC e os NOx.
                      Recolhem-se amostras das concentrações de fundo a montante do túnel de diluição num saco de amostras, são
                      subtraídas da concentração das emissões de acordo com o ponto 2.2.3 do Apêndice 3.
   2.4.           Determinação das partículas
                      A determinação das partículas exige um sistema de diluição. A diluição pode ser obtida por um sistema de
                      diluição do escoamento parcial ou um sistema de diluição do escoamento total. A capacidade de escoamento do
                      sistema de diluição deve ser suficientemente grande para eliminar completamente a condensação de água nos
                      sistemas de diluição e de recolha de amostras, e manter a temperatura dos gases de escape diluídos entre 315 K
                      (42° C) e 325 K (52° C) imediatamente a montante dos suportes dos filtros. Se a humidade do ar for elevada, é
                      permitida a desumidificação do ar de diluição antes de entrar no sistema de diluição. Se a temperatura ambiente
                      for inferior a 293 K (20° C), recomenda-se o pré-aquecimento do ar de diluição acima do limite de temperatura
                      de 303 K (30° C). Todavia, a temperatura do ar diluído não deve exceder 325 K (52° C) antes da introdução dos
                      gases de escape no túnel de diluição.
                      A sonda de recolha de amostras de partículas deve ser instalada na vizinhança próxima da sonda de recolha de
                      amostras das emissões gasosas, e a instalação deve satisfazer as disposições do ponto 2.3.5.
                      Para determinar a massa das partículas, são necessários um sistema de recolha de amostras de partículas, filtros
                      de recolha de amostras de partículas, uma balança capaz da pesar microgramas e uma câmara de pesagem
                      controlada em termos de temperatura e de humidade.
                      Especificações do sistema de diluição do parcial
                      O sistema de diluição parcial do escoamento tem de ser concebido para separar a corrente de escape em duas
                      partes, sendo a mais pequena diluída com ar e subsequentemente utilizada para a medição das partículas. É
                      essencial que a razão da diluição seja determinada com muita precisão. Podem ser aplicados diferentes métodos
                      de separação; o tipo de separação utilizado dita, em grau significativo, os equipamentos e os processos de recolha
                      de amostras a utilizar (ponto 1.2.1.1 do Anexo VI).
                      Para o controlo de um sistema de diluição do escoamento parcial é necessário uma resposta rápida do sistema.
                      Determina-se o tempo de transformação pelo sistema através do processo descrito no ponto 1.11.1 do
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                          Se o tempo de transformação combinado da medição do escoamento de escape (ver ponto anterior) e do sistema
                          de diluição do escoamento parcial for inferior a 0,3 s, pode-se utilizar controlo em linha. Se o tempo de
                          transformação exceder 0,3 s deve-se utilizar controlo avançado baseado num ensaio pré-registado. Neste caso, o
                          tempo de subida deve ser $ 1 s e o tempo de atraso da combinação $ 10 s.
                          A resposta total do sistema deve ser concebida para assegurar uma amostra representativa das partícula, GSE,
                          proporcional ao caudal mássico do escape. Para determinar a proporcionalidade, efectua-se uma análise de
                          regressão linear de GSE em relação a GEXHW a uma taxa de aquisição de dados mínima de 5 Hz e satisfazendo os
                          seguintes critérios:
                          –          O coeficiente de correlação r2 da regressão linear entre GSE e GEXHW não deve ser inferior a 0,95,
                          –          O erro-padrão da estimativa de GSE em GEXHW não deve exceder 5 % do máximo de GSE ,
                          –          A ordenada na origem de GSE na recta de regressãop não deve exceder % 2 % do máximo de GSE.
                          Facultativamente, pode-se efectuar um pré-ensaio e utilizar o sinal do caudal mássico de escape desse pré-ensaio
                          para controlar o escoamento das amostras para dentro do sistema de partículas ("controlo avançado"). Tal método
                          é exigido se o tempo de transformação do sistema de partículas, t50,P ou o tempo de transformação do caudal
                          mássico de escape forem, t50,F > 0,3 s. Obtém-se um controlo correcto do sistema de diluição parcial se o traço do
                          tempo de GEXHW,pre do pré-ensaio, que controla GSE, for desviado por um tempo de t50,P + t50,F .
                          Para estabelecer a correlação entre GSE e GEXHW , utilizam-se os dados obtidos durante o ensaio real, com o GEXHW
                          alinhado em função do tempo por t50,F relativo a GSE (não há contribuição de t50,P para o alinhamento de tempo).
                          Quer dizer, o desvio de tempo entre GEXHW e GSE é a diferença dos seus tempos de transformação que foi
                          determinada no ponto 2.6 do Apêndice 2.
                          No que diz respeito aos sistemas de diluição do escoamento parcial, a precisão do caudal recolhido GSE é de
                          especial importância, se não for medido directamente mas determinado por medição diferencial do caudal:
                                     GSE = GTOTW – GDILW
                          Neste caso, não é suficiente uma precisão de % 2 % para o GTOTW e GDILW para garantir precisões aceitáveis para o
                          GSE. Se o caudal de gás for determinado por medição diferencial do escoamento, o erro máximo da diferença
                          deve ser tal que a exactidão de GSE seja de ± 5 % quando a razão de diluição for inferior a 15. O cálculo pode ser
                          feito extraindo a raiz quadrada da média dos quadrados dos erros de cada instrumento.
                          Podem ser obtidas precisões aceitáveis para o GSE através de qualquer um dos seguintes métodos:
                          a)         As precisões absolutas de GTOTW e GDILW são % 0,2 % o que garante uma precisão de GSE $ 5 % a uma
                                     razão de diluição de 15. Todavia, ocorrerão erros maiores a maiores razões de diluição.
                          b)         A calibração de GDILW relativamente a GTOTW é efectuada de modo tal que se obtenham as mesmas
                                     precisões para GSE que as obtidas na alínea a). Para os pormenores de tal calibração, ver ponto 2.6 do
                                     Apêndice 2.
                          c)         Determina-se indirectamente a precisão de GSE a partir da precisão da razão de diluição conforme
                                     determinada por um gás marcador, p. ex. CO2. Aqui também são necessárias precisões equivalentes
                                     para o GSE que as obtidas pelo método da alínea a).
                          d)         As preciões absolutas de GTOTW e GDILW são % 0,2 % de GTOTW e GDILW estão a % 2% da escala
                                     completa, o erro máximo da diferença entre GTOTW e GDILW está a 0,2 %, e o erro de linearidade está a
                          % 0,2 % do valor mais elevado de GTOTW observada durante o ensaio.
    2.4.1.           Filtros de recolha de amostras de partículas
    2.4.1.1. Especificação dos filtros
                          São necessários filtros de fibra de vidro revestidos de fluorocarbono ou filtros de membrana com base em
                          fluorocarbono para os ensaios de certificação. Para aplicações especiais podem ser utilizados diferentes materiais
                          de filtragem. Todos os tipos de filtro devem ter um rendimento de recolha de 0,3 µm DOP (ftalato de dioctilo) de
                          pelo menos 99% a uma velocidade nominal do gás compreendida entre 35 e 100 cm/s. Ao efectuar ensaios de
                          correlação entre laboratórios ou entre um fabricante e uma autoridade de homologação, devem-se utilizar filtros
                          de qualidade idêntica.
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   2.4.1.2. Dimensão dos filtros
                        Os filtros de partículas devem ter um diâmetro mínimo de 47 mm (diâmetro da mancha de 37 mm). São
                        aceitáveis filtros de maiores diâmetros (ponto 2.4.1.5).
   2.4.1.3. Filtros primário e secundário
                        Durante a sequência de ensaios, os gases de escape diluídos devem ser recolhidos por meio de um par de filtros
                        colocados em série (um filtro primário e um secundário). O filtro secundário não deve ser localizado a mais
                        de 100 mm a jusante do filtro primário, nem estar em contacto com este. Os filtros podem ser pesados
                        separadamente ou em conjunto, sendo colocados mancha contra mancha.
   2.4.1.4. Velocidade nominal no filtro
                        Deve-se obter uma velocidade nominal do gás através do filtro compreendida entre 35 e 100 cm/s. O aumento da
                        perda de carga entre o início e o fim do ensaio não deve ser superior a 25 kPa.
   2.4.1.5. Carga do filtro
                        As cargas mínimas recomendadas para as dimensões de filtros mais comuns estão indicadas no quadro a seguir.
                        Para as dimensões maiores, a carga mínima é de 0,065 mg/1000 mm² de área de filtragem.
             Diâmetro do filtro (mm)       Diâmetro recomendado da mancha (mm)                Carga mínima recomendada (mg)
                         47                                   37                                               0,11
                         70                                   60                                               0,25
                         90                                   80                                               0,41
                        110                                   100                                              0,62
   2.4.2.            Especificações da câmara de pesagem e da balança analítica
   2.4.2.1. Condições na câmara de pesagem
                        A temperatura da câmara (ou sala) em que os filtros de partículas são condicionados e pesados deve ser mantida
                        a 295 K (22 °C) ± 3 K durante todo o período de condicionamento e pesagem. A humidade deve ser mantida a
                        um ponto de orvalho de 282,5 K (9,5 °C) ± 3 K, e a humidade relativa, a 45 % ± 8 %.
   2.4.2.2. Pesagem dos filtros de referência
                        O ambiente da câmara (ou sala) deve estar isento de quaisquer contaminantes ambientes (tais como pó) que
                        possam cair nos filtros de partículas durante a sua fase de estabilização. Serão admitidas perturbações das
                        condições da câmara de pesagem especificadas no ponto 2.4.2.1 se a sua duração não exceder 30 minutos. A
                        câmara de pesagem deve satisfazer as especificações exigidas antes da entrada do pessoal. Devem ser pesados
                        pelo menos dois filtros de referência ou dois pares de filtros de referência não utilizados no prazo de quatro
                        horas, mas de preferência ao mesmo tempo que o filtro (par de filtros) de recolha de amostras. Esses filtros
                        devem ter as mesmas dimensões e ser do mesmo material que os filtros de recolha de amostras.
                        Se o peso médio dos filtros de referência (pares de filtros de referência) variar entre pesagens dos filtros de
                        recolha de amostras em mais de 10 µg, todos os filtros de recolha devem ser deitados fora, repetindo-se o ensaio
                        de emissões.
                        Se não forem satisfeitos os critérios de estabilidade da câmara de pesagem indicados no ponto 2.4.2.1, mas a
                        pesagem dos filtros (pares de filtros) de referência satisfizer esses critérios, o fabricante dos motores tem a
                        faculdade de aceitar os pesos dos filtros de recolha ou de anular os ensaios, arranjar o sistema de controlo da
                        câmara de pesagem e voltar a realizar os ensaios.
   2.4.2.3. Balança analítica
                        A balança analítica utilizada para determinar os pesos de todos os filtros deve ter uma precisão (desvio-padrão)
                        de 2 µg e uma resolução de 1 µg (1 dígito = 1 µg) especificadas pelo fabricante da balança.
   2.4.2.4. Eliminação dos efeitos da electricidade estática
                        Para eliminar os efeitos da electricidade estática, os filtros devem ser neutralizados antes da pesagem, por
                        exemplo por um neutralizador de polónio ou dispositivo de efeito semelhante.
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    2.4.3.        Especificações adicionais para a medição de partículas
                       Todas as peças do sistema de diluição e do sistema de recolha de amostras, desde o tubo de escape até ao suporte
                       dos filtros, que estejam em contacto com gases de escape brutos ou diluídos, devem ser concebidas para
                       minimizar a deposição ou alteração das partículas. Todas as peças devem ser feitas de materiais condutores de
                       electricidade que não reajam a componentes dos gases de escape, e devem ser ligadas à terra para impedir efeitos
                       electroestáticos."
    6)         O Apêndice 2 é alterado do modo seguinte:
               a)          O título passa a ter a seguinte redacção:
                                                                 "APÊNDICE 2
                                               MÉTODO DE CALIBRAÇÃO (NRSC, NRTC 1)
             b)   No final do ponto1.2.2 são aditados os seguintes novos parágrafos:
                       "Esta precisão implica que os gases primários utilizados para a mistura devem ser conhecidos com uma precisão
                       mínima de ± 1 %, com base em normas nacionais ou internacionais sobre gases. A verificação será efectuada
                       entre 15 e 50% da escala completa relativamente a cada calibração que inclua um dispositivo de mistura. Pode-se
                       efectuar outra verificação utilizando outro gás de calibração, se a primeira verificação tiver falhado.
                       Em alternativa, o dispositivo de mistura pode ser verificado com um instrumento, que por natureza é linear,
                       utilizando gás NO com um CLD. O valor de calibração do instrumento deve ser ajustado com o gás de calibração
                       directamente ligado ao instrumento. Verifica-se o dispositivo de mistura com as regulações utilizadas e compara-
                       -se o valor nominal com a concentração medida pelo instrumento. Esta diferença deve, em cada ponto, situar-se a
                       ± 1% do valor nominal.
                       Podem ser utilizados outros métodos baseados na boa prática de engenharia e com o acordo prévio das partes
                       envolvidas.
                       NOTA:                 Recomenda-se um divisor de gás cuja precisão tenha uma tolerância de % 1%, para o
                                             estabelecimento da curva de calibração do analisador. O divisor de gás deve ser calibrado
                                             pelo fabricante do instrumento."
             c)        O ponto 1.5.5.1 passa a ter a seguinte redacção:
                       i)         O primeiro período passa a ter a seguinte redacção:
                                  "A curva de calibração do analisador é estabelecida por pelo menos seis pontos de calibração
                                  (excluindo o zero) espaçados tão uniformemente quanto possível."
                       ii) O terceiro período passa a ter a seguinte redacção:
                                  "A curva de calibração não deve afastar-se mais de +/- 2% do valor nominal de cada ponto de
                                  calibração e mais de +/- 0,3% da escala completa no zero."
             d)   No ponto 1.5.5.2, o último período passa a ter a seguinte redacção:
                       "A curva de calibração não deve afastar-se mais de +/- 4% do valor nominal de cada ponto de calibração e mais
                       de +/- 0,3% da escala completa no zero."
             e)   O ponto 1.8.3 passa a ter a seguinte redacção:
                       "A verificação da interferência do oxigénio deve ser determinada ao colocar o analisador em serviço e após
                       longos períodos de utilização.
                       Escolhe-se uma gama em que os gases de verificação da interferência do oxigénio se situam nos 50 % superiores.
                       Realiza-se o ensaio com a temperatura do forno regulada conforme necessário.
    1
           O método de calibração é comum para os ensaios NRSC e NRTC, com excepção dos requisitos dos pontos 1.11 e 2.6.
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                      1.8.3.1.   Gases de verificação da interferência do oxigénio
                                          Os gases de verificação da interferência do oxigénio devem conter propano com uma
                                          concentração de C de 350 ppm ± 75 ppm. O valor da concentração deve ser determinado com
                                          as tolerâncias para os gases de calibração através de análise cromatográfica dos
                                          hidrocarbonetos totais acrescidos de impurezas ou através de mistura dinâmica. O azoto deve
                                          ser o diluente predominante, sendo o restante oxigénio. As misturas necessárias para o ensaio
                                          dos motores diesel são:
                                      Concentração de O2                    Balanço
                                      21 (20 a 22)                          Azoto
                                      10 (9 a 11)                           Azoto
                                      5 (4 a 6)                             Azoto
   1.8.3.2. Procedimento
                      a) Coloca-se o analisador em zero.
                      b) Calibra-se o analisador com a mistura de 21% de oxigénio.
                      c)       Verifica-se novamente a resposta no zero. Se tiver mudado de mais de 0,5 % da escala completa,
                               repetem-se as operações descritas nas alíneas a) e b).
                      d)       Introduzem-se os gases de verificação da interferência do oxigénio a 5 % e 10 %.
                      e)       Verifica-se novamente a resposta no zero. Se tiver mudado de mais de ± 1 % da escala completa,
                               repete-se o ensaio.
                      f)       Calcula-se a interferência do oxigénio (% O2I) para cada mistura descrita na alínea d conforme a seguir
                               indicado:
                                         "B # C #"
                                O2 I $               100
                                              B
                               A=         concentração de hidrocarbonetos (ppm C) do gás de calibração utilizado na alínea b),
                               B=         concentração de hidrocarbonetos (ppm C) dos gases de verificação da interferência do
                                          oxigénio utilizados na alínea d),
                               C=        Resposta do analisador
                                               A
                               " ppmC # "
                                               D
                               D=        Percentagem da resposta do analisador na escala completa devido a A
                      g)       A percentagem de interferência de oxigénio (% O2I) deve ser inferior a ± 3,0 % relativamente a todos
                               os gases de verificação da interferência do oxigénio necessários antes da realização do ensaio.
                      h)       Caso a interferência do oxigénio seja superior a ± 3,0 %, ajusta-se progressivamente o escoamento de
                               ar acima e abaixo das especificações do fabricante, repetindo-se o estabelecido no ponto 1.8.1 para
                               cada fluxo.
                      i)       Caso a interferência do oxigénio seja superior a ± 3,0 % depois de se ajustar o escoamento de ar,
                               sujeitam-se o escoamento de combustível e subsequentemente o escoamento da amostra a variações,
                               repetindo-se as operações estabelecidas no ponto 1.8.1 para cada escoamento.
                      j)       Caso a interferência do oxigénio continue a ser superior a ± 3,0 %, reparam-se ou substituem-se o
                               analisador, o combustível do FID ou o ar do queimador antes do ensaio. Repete-se então este ponto
                               com o equipamento ou gases substituídos."
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         f)O ponto 1.9.2.2 é alterado do seguinte modo:
                   i) O primeiro parágrafo passa a ter a seguinte redacção:
                             "Esta verificação aplica-se apenas às medições das concentrações de gases em base húmida. O cálculo
                             do efeito de atenuação da água deve ter em consideração a diluição do gás de calibração do NO com
                             vapor de água e o estabelecimento de uma relação entre a concentração de vapor de água da mistura e a
                             prevista durante o ensaio. Faz-se passar um gás de calibração do NO com uma concentração de 80%
                             a 100% da escala completa da gama de funcionamento normal através do (H)CLD, e regista-se o valor
                             do NO como D. Deixa-se borbulhar o gás de calibração do NO através de água à temperatura ambiente,
                             fazendo-se passar esse gás através do (H)CLD e registando-se o valor de NO como C. Determina-se a
                             temperatura da água, que é registada como F. Determinam-se a pressão absoluta de funcionamento do
                             analisador e a temperatura da água, registando-se os valores com E e F, respectivamente. Determina-se
                             a pressão do vapor de saturação da mistura que corresponde à temperatura da água (F), sendo o seu
                             valor registado como G. A concentração do vapor de água (em %) da mistura é calculado do seguinte
                             modo:
    "
                   ii) O terceiro parágrafo passa a ter a seguinte redacção:
                             "e registada como De. Para os gases de escape dos motores diesel, a concentração máxima de vapor de
                             água (em %) prevista durante o ensaio deve ser estimada, na hipótese de uma relação atómica H/C do
                             combustível de 1,8 para 1, a partir da concentração máxima de CO2 nos gases de escape ou da
                             concentração do gás de calibração do CO2 não diluído (A, medido como se indica no ponto 1.9.2.1) do
                             seguinte modo:"
         g)    É aditado o seguinte ponto:
                   "1.11.    Requisitos adicionais de calibração para as medições relativas aos gases de escape brutos durante o
                             ensaio NRTC
                   1.11.1.     Verificação do tempo de resposta do sistema analítico
                             As regulações do sistema para a avaliação do tempo de resposta são exactamente as mesmas que
                             durante a medição do ensaio (isto é, pressão, caudais, regulações dos filtros nos analisadores e todas as
                             outras influências do tempo de resposta). A determinação do tempo de resposta é feita com a mudança
                             do gás directamente à entrada da sonda de recolha de amostras. A mudança do gás deve ser feita em
                             menos de 0,1 s. Os gases utilizados para o ensaio devem causar uma alteração da concentração de pelo
                             menos 60% de FS.
                             Regista-se a alteração de concentração de cada componente do gás. O tempo de resposta é definido
                             como a diferença de tempo entre a mudança do gás e a alteração adequada da concentração registada. O
                             tempo de resposta do sistema (t90) consiste no tempo de atraso do detector de medida e no tempo de
                             subida do detector. O tempo de atraso é definido como o tempo que passa entre a mudança (t0) e a
                             obtenção de uma resposta de 10% da leitura final (t10). O tempo de subida é definido como o tempo que
                             passa entre a obtenção da resposta a 10% e da resposta a 90% da leitura final (t90 – t10).
                             Para o alinhamento em tempo do analisador e dos sinais do escoamento dos gases de escape no caso da
                             medição bruta, o tempo de transformação é definido como tempo necessário para se passar da alteração
                             (t0) até se obter a resposta de 50% da leitura final (t50).
                             O tempo de resposta do sistema deve ser $ 10 segundos com um tempo de subida $ 2,5 segundos para
                             todos os componentes limitados (CO, NOx, HC) e todas as gamas utilizadas.
         1.11.2.             Calibração do analisador do gás marcador para medições do caudal dos gases de escape
                             Calibra-se o analisador para medição da concentração do gás marcador, se utilizado, com o gás padrão.
                             Estabelece-se a curva de calibração no mínimo com 10 pontos de calibração (excluindo o zero) a
                             intervalos que permitam que metade dos pontos de calibração se situem entre 4% e 20% da escala
                             completa do analisador e os restantes se situem entre 20% e 100% da escala completa. A curva de
                             calibração é calculada pelo método dos quadrados mínimos.
                             A curva de calibração não deve afastar-se mais de ± 1% da escala completa relativamente ao valor
                             nominal de cada ponto de calibração, na gama de 20% a 100% da escala completa. A curva de
                             calibração não deve afastar-se mais de ± 2% da leitura do valor nominal na escala de 4% a 20% da
                             escala completa.
                             O analisador deve ser colocado no zero e calibrado antes da realização do ensaio utilizando um gás de
                             colocação no zero e um gás de calibração cujo valor nominal seja superior a 80% da escala completa do
                             analisador."
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          h)     O ponto 2.2 passa a ter a seguinte redacção:
                     "2.2.        Os contadores de gás ou os debitómetros devem ser calibrados de acordo com normas nacionais e/ou
                     internacionais.
                     O erro máximo do valor medido deve ser ± 2 % da leitura.
                     No que diz respeito aos sistemas de diluição do escoamento parcial, a precisão do caudal recolhido GSE é de
                     especial importância, se não for medido directamente mas determinado por medição diferencial do caudal:
                     GSE = GTOTW – GDILW
                     Neste caso, não é suficiente uma precisão de % 2 % para o GTOTW e GDILW para garantir precisões aceitáveis para o
                     GSE. Se o caudal de gás for determinado por medição diferencial do escoamento, o erro máximo da diferença
                     deve ser tal que a exactidão de GSE seja de ± 5 % quando a razão de diluição for inferior a 15. O cálculo pode ser
                     feito extraindo a raiz quadrada da média dos quadrados dos erros de cada instrumento."
          i)     É aditado o seguinte ponto:
                     "2.6.      Requisitos de calibração adicionais para sistemas de diluição de escoamento parcial
                     2.6.1.       Calibração periódica
                                Se o caudal da amostra de gases for determinado por medição diferencial, o caudalímetro ou a
                                instrumentação de medida devem ser calibrados através de um dos procedimentos a seguir indicados,
                                de modo tal que o caudal de GSE à entrada do túnel satisfaça os requisitos de precisão do ponto 2.4 do
                                Apêndice 1.
                                O caudalímetro para o GDILW é ligado em série ao caudalímetro para o GTOTW, sendo a diferença entre
                                os dois caudalímetros calculada durante pelo menos 5 pontos com os valores de caudal igualmente
                                espaçados entre o valor mais baixo do GTOTW utilizado durante o ensaio e o valor do GDILW utilizado
                                durante o ensaio.
                                O túnel de diluição pode ser posto em derivação. Liga-se em série um aparelho calibrado de medição
                                do caudal mássico com o caudalímetro para o GTOTW e verifica-se a precisão em relação ao valor
                                utilizado para o ensaio. Liga-se em série um aparelho calibrado de medição do caudal mássico com o
                                caudalímetro para o GDILW e verifica-se a precisão em relação ao valor utilizado para o ensaio para pelo
                                menos 5 pontos correspondentes a uma razão de diluição compreendida entre 3 e 50, relativa ao GTOTW
                                utilizado durante o ensaio
                                Desliga-se o tubo de transferência TT do escape e liga-se um dispositivo de medição de caudais
                                calibrado com uma gama adequada à medição de GSE ao tubo de transferência. Regula-se então GTOTW
                                no valor utilizado no ensaio o GDILW é regulado em sequência em pelo menos 5 valores
                                correspondentes a razões de diluição q entre 3 e 50. Em alternativa, pode existir um percurso de
                                calibração especial do escoamento em que o túnel seja colocado em derivação mas o escoamento total e
                                do ar de diluição através dos aparelhos de medida correspondentes são os mesmos que no ensaio real.
                                Introduz-se um gás marcador no tubo de transferência TT. Esse gás traçador pode ser um componente
                                dos gases de escape, como o CO2 ou o NOx. Após diluição no túnel mede-se a quantidade do gás
                                marcador em relação a 5 razões de diluição compreendidas entre 3 e 50. A precisão do escoamento da
                                amostra é determinada a partir da relação de diluição q:
                                GSE = GTOTW /q
                                Têm-se em consideração as precisões dos analisadores de gás para garantir a precisão de GSE
          2.6.2.         Verificação do escoamento de carbono
                                Recomenda-se bastante uma verificação do escoamento de carbono que utilize os gases de escape reais
                                para detectar problemas de medida e de controlo e verificar o funcionamento correcto do sistema de
                                diluição de escoamento parcial. A verificação do escoamento de carbono deve ser efectuada pelo
                                menos quando se instala um novo motor ou quando se muda alguma coisa significativa na configuração
                                da célula de ensaio.
                                Faz-se o motor funcionar à carga e velocidade de binário de pico ou qualquer outro modo em estado
                                estacionário que produz a 5% ou mais de CO2. O sistema de recolha de amostras de escoamento parcial
                                deve funcionar com um factor de diluição de cerca de 15 para 1.
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         2.6.3.Verificação – ensaio
                   Deve-se realizar uma verificação-ensaio dentro de duas horas antes do ensaio do seguinte modo:
                   Verifica-se a precisão dos caudalímetros pelo mesmo método que o utilizado para a calibração para pelo menos
                   dois pontos, incluindo valores do caudal de GDILW que correspondem a razões de diluição compreendidas entre 5
                   e 15 para o valor de GTOTW utilizado durante o ensaio.
                   Se se puder demonstrar com registos do método de calibração acima descrito que a calibração dos caudalímetros
                   é estável durante um período de tempo maior, a verificação pós-ensaio pode ser omitida.
         2.6.4.Determinação do tempo da transformação
                   As regulações do sistema para a avaliação do tempo de transformação são exactamente os mesmos que durante a
                   medição do ensaio. Determina-se o tempo de transformação através do seguinte método.
                   Instala-se um caudalímetro de referência independente com uma gama de medida adequada para o escoamento na
                   sonda em série com a sonda estreitamente a esta ligado. Este caudalímetro deve ter um tempo de transformação
                   inferior a 100 ms para a dimensão do patamar do escoamento utilizado na medição do tempo de resposta, com
                   uma restrição do escoamento suficientemente baixa para não afectar o comportamento funcional dinâmico do
                   sistema de diluição do escoamento parcial e consistente com a boa prática de engenharia.
                   Introduz-se uma mudança de patamar no escoamento dos gases de escape (ou o escoamento de ar, se o dos gases
                   de escape estiver a ser calculado) do sistema de diluição do escoamento parcial desde um valor baixo até pelo
                   menos 90% da escala completa. O iniciador da mudança de patamar deve ser o mesmo que o utilizado para dar
                   início ao controlo do ensaio real. Registam-se o estímulo do patamar do escoamento dos gases de escape e a
                   resposta do caudalímetro a uma taxa de pelo menos 10 Hz.
                   Do mesmo modo, determinam-se os tempos da transformação a partir desses dados para o sistema de diluição do
                   escoamento parcial, que é o tempo desde o início do estímulo do patamar até ao ponto de 50% da resposta do
                   caudalímetro. De modo semelhante, os tempos de transformação do sinal de GSE do sistema de diluição do
                   escoamento parcial e do sinal do GEXHW do caudalímetro dos gases de escape. Esses sinais são utilizados em
                   verificações de regressão realizados após cada ensaio (ver ponto 2.4 do Apêndice 1).
                   Repete-se o cálculo pelo menos durante 5 estímulos de subida e descida, procedendo-se depois ao cálculo da
                   média dos resultados. O tempo de transformação interno (<100 ms) do caudalímetro de referência deve ser
                   subtraído deste valor. Este é o valor "…" do sistema de diluição do escoamento parcial, que será aplicado de
                   acordo com o ponto 2.4 do Apêndice 1.
         7)    É aditado uma nova secção:
                   "3. CALIBRAÇÃO DO SISTEMA CVS
                   3.1.        Generalidades
                              Calibra-se o sistema CVS utilizando um caudalímetro preciso e os meios necessários para alterar as
                              condições de funcionamento.
                              Mede-se o escoamento através do sistema a regulações de funcionamento diferentes e medem-se os
                              parâmetros de controlo do sistema, sendo relacionados ao escoamento.
                              Podem-se utilizar vários tipos de caudalímetros como por exemplo o tubo de Venturi calibrado, um
                              caudalímetro laminar calibrado, .
                   3.2.        Calibração da bomba de deslocamento positivo (PDP)
                              Medem-se simultaneamente todos os parâmetros relacionados com a bomba juntamente com os
                              parâmetros relacionados com um tubo de Venturi de calibração que é ligado em série com a bomba.
                              Traça-se a curva do caudal calculado (em m3/min à entrada da bomba, pressão e temperatura absolutas)
                              em função de uma função de correlação que é o valor de uma combinação específica de parâmetros da
                              bomba. Determina-se a equação linear que relaciona o caudal da bomba e a função de correlação se a
                              bomba CVS tiver uma transmissão de várias velocidades, realiza-se a calibração para cada gama de
                              velocidades utilizada.
                              Mantém-se a estabilidade da temperatura durante a calibração.
                              Mantêem-se as fugas em todas as ligações e tubagens entre o Venturi de calibração e a bomba CVS em
                              valores inferiores a 0,3% do ponto mais baixo do escoamento (restrição mais elevada e ponto de
                              velocidade PDP mais baixa).
 ---pagebreak--- 30.4.2004            PT                                Jornal Oficial da União Europeia                                         L 146/49
                   3.2.1.       Análise dos dados
                              Calcula-se o caudal de ar (Qs) em cada regulação da restrição (mínimo 6 regulações) em m3/min
                              standard a partir dos dados do caudalímetro e utilizando o método prescrito pelo fabricante. O caudal
                              de ar é então convertido em escoamento da bomba (V0) em m3/rev à temperatura e pressão absolutas à
                              entrada da bomba do seguinte modo:
                                            Qs      T 101.3
                                    V0 $
                                             n     273       pA
                              em que:
                              Qs        = caudal de ar nas condições normais (101,3 kPa, 273 K) (m3/s)
                              T         = temperatura à entrada da bomba (K)
                              pA        = pressão absoluta à entrada da bomba (pB– p1) (kPa)
                              n= velocidade da bomba (rev/s)
                   Para ter em conta a interacção das variações de pressão da bomba e a taxa de escoamento da bomba, calcula-se a
                   função de correlação (X0) entre a velocidade da bomba, o diferencial de pressão entre a entrada e saída da bomba
                   e a pressão absoluta à saída da bomba do seguinte modo:
                                            1      %p p
                                     X0 $
                                            n        pA
                   em que:
                    "p p
                          = diferencial de pressão entre a entrada da bomba e a saída da bomba (kPa)
                   pA = pressão absoluta à saída da bomba (kPa)
                   Realiza-se um ajustamento pelo método dos mínimos quadrados para gerar a equação de calibração do seguinte
                   modo:
                                    V0 $ D0 # m ( X 0 )
                   em que D0 e m são as constantes da ordenada na origem e do declive da recta, respectivamente, que descreve as
                   rectas de regressão.
                   Para um sistema CVS com várias velocidades, as curvas de calibração geradas para as diferentes gamas de
                   caudais da bomba devem ser aproximadamente paralelas e os valores das ordenadas na origem (D0) aumentam
                   com a diminuição da gama de caudais da bomba.
                   Os valores calculados pela equação devem ter uma aproximação de ± 0,5 % do valor medido de V0. Os valores
                   de m variam de bomba para bomba. O fluxo de partículas com o tempo fará com que o escorregamento da bomba
                   diminue, o que é reflectido nos valores inferiores de m. Assim sendo, a calibração deve ser realizada ao arranque
                   da máquina, após grandes manutenções e se a verificação do sistema total (ponto 3.5) indicar uma alteração da
                   taxa de escorregamento.
          3.3. Calibração do tubo de Venturi de escoamento crítico (CFV)
                   A calibração do CFV baseia-se na equação de escoamento de um tubo de Venturi de escoamento crítico. O
                   caudal de gás é função da pressão e da temperatura à entrada, como se indica a seguir:
                                            Kv p A
                                    Qs $
                                                 T
                   em que:
                   Kv = coeficiente de calibração
                   pA = pressão absoluta à entrada do tubo de Venturi (kPa)
                   Ta= temperatura à entrada do tubo de Venturi (K)
 ---pagebreak--- L 146/50            PT                                Jornal Oficial da União Europeia                                       30.4.2004
         3.3.1.Qualidade dos dados
                  Calcula-se o caudal de ar (Qs) em cada regulação da restrição (mínimo 8 regulações) em m3/min standard a partir
                  dos dados do caudalímetro e utilizando o método prescrito pelo fabricante. Calcula-se o coeficiente de calibração
                  a partir dos dados de calibração para cada regulação do seguinte modo:
                                           QS      T
                                   Kv $
                                               pA
                  em que:
                  Qs = caudal de ar nas condições normais (101,3 kPa, 273 K) (m3/s)
                  T = temperatura à entrada da bomba (K)
                  pA = pressão absoluta à entrada da bomba (pB– p1) (kPa)
                  Para determinar a gama do escoamento crítico, traça-se a curva de Kv em função da pressão à entrada do tubo de
                  Venturi. Para o escoamento crítico (estrangulado) Kv terá um valor relativamente constante. À medida que a
                  pressão diminui (o vácuo aumenta), o tubo de Venturi deixa de estar estrangulado e Kv diminui, o que indica que
                  o CFV está a funcionar for a da gama admissível.
                  Calcula-se o KV médio e o desvio-padrão para um mínimo de 8 pontos na região do escoamento crítico. O
                  desvio-padrão não deve exceder ± 0,3 % do KV médio.
         3.4. Calibração do tubo de Venturi subsónico (SSV)
                  A calibração do SSV baseia-se na equação de escoamento para um tubo de Venturi subsónico. O caudal é função
                  da pressão e temperatura à entrada, da queda de pressão entre a entrada e a garganta do SST, conforme se indica
                  a seguir:
                                                                     %1                       "       1         (+
                                                                          "
                                   Q SSV / A 0 d 2 C d P A & r 1.4286 . r 1.7143            ###                 ),
                                                                                                                ),
                                                                     &' T                     $1. " r
                                                                                                     4 1.4286
                                                                                                                *-
                  em que:
                  A0 = conjunto de constantes e conversões de unidades
                                                                              " 1 %
                                                                   " m 3 %# K 2 &" 1 %
                                                                   ##       &&#     &#     2
                                                                                              &
                                                                    $  min   '# kPa &$ mm '
                                   = 0,006111 em unidades SI de               $     '
                  d   = diâmetro do garganta do SSV (m)
                  Cd  = coeficiente de descarga do SSV
                  PA  = pressão absoluta à entrada do tubo de Venturi (kPa)
                  T   = temperatura à entrada do tubo de Venturi (K)
                  r)         = relação da pressão estática na garganta do SSVe a pressão estática absoluta à entrada do SST =
                                  $P
                             1"
                                   PA
                                                                                                                        d
                  ß)         = relação entre o diâm. da garganta do SSV, d, e o diâmetro interno do tubo de entrada =   D
 ---pagebreak--- 30.4.2004            PT                                Jornal Oficial da União Europeia                                         L 146/51
          3.4.1.Qualidade dos dados
                   Calcula-se o caudal de ar (QSSV) em cada regulação da restrição (mínimo 16 regulações) em m3/min standard a
                   partir dos dados do caudalímetro e utilizando o método prescrito pelo fabricante. Calcula-se o coeficiente de
                   descarga a partir dos dados de calibração para cada regulação do seguinte modo:
                                                                            Q SSV
                                    Cd /
                                                              %1                        "        1        (+
                                                                    "
                                               A 0 d 2 P A & r 1.4286 . r 1.7143      ###                 ),
                                                                                                          ),
                                                              &' T                      $1. " r
                                                                                                4 1.4286
                                                                                                          *-
                   em que:
                   QSSV         = caudal de ar nas condições normais (101,3 kPa, 273 K) (m3/s)
                   T = temperatura à entrada da bomba (K)
                   d = diâmetro da garganta do SST (m)
                   r)         = relação da pressão estática na garganta do SSVe a pressão estática absoluta à entrada do SST =
                                   $P
                              1"
                                    PA
                                                                                                                            d
                   ß)         = relação entre o diâmetro. da garganta do SST, d, e o diâmetro interno do tubo de entrada =  D
                   Para determinar a gama do escoamento subsónico, traça-se Cd em função do número de Reynolds, na garganta do
                   SSV. Calcula-se o número de Reynolds na garganta do SSV com a seguinte fórmula:
                                                QSSV
                                    Re # A1
                                                 d"
                   em que:
                   A1 = conjunto de constantes e conversões de unidades
                                                 " 1 % " min %" mm %
                                                 # 3 &#             &#      &
                                    = 25,55152   $ m ' $ s '$ m '
                   QSSV         = caudal de ar nas condições (101,3 kPa, 273 K) (m3/s)
                   d = diâmetro da garganta do SSV (m)
                   µ          = viscosidade absoluta ou dinâmica do gás, calculada com a seguinte fórmula:
                                                    3            1
                                                bT 2       bT 2
                                         "#             #                kg/m-s
                                               S "T               S
                                                           1"
                                                                 T
                   em que:
                   b) = constante empírica =. 1,458 " 10 6         kg
                                                                       1
                                                               msK 2
                   S = constante empírica = 110,4 K
                   O QSSV é um dos valores da fórmula do número de Reynolds, os cálculos devem ser começados com um valor
                   inicial aleatório para que QSSV ou Cd do Venturi de calibração e repetido até que o valor de QSSV convirja. O
                   método de convergência deve ter uma precisão igual ou superior a 0,1%.
                   Os valores calculados de Cd para um mínimo de 16 pontos na região de escoamento subsónico retirados da
                   equação de ajustamento da curva de calibração devem ter uma tolerância de ± 0,5% do Cd medido para cada
                   ponto de calibração.
 ---pagebreak--- L 146/52            PT                                 Jornal Oficial da União Europeia                                       30.4.2004
         3.5. Verificação do sistema total
                  Determina-se a precisão total do sistema de recolha de amostras CVS e do sistema analítico pela introdução de
                  uma massa conhecida de um gás poluente no sistema enquanto este funciona de modo normal. O poluente é
                  analisado e a massa calculada de acordo com o ponto 2.4.1 do Apêndice 3 do Anexo III, excepto no caso do
                  propano, em que se utiliza um factor de 0,000472 em vez de 0,000479 para o HC. Utiliza-se qualquer uma das
                  seguintes técnicas.
         3.5.1.Medição com um orifício de escoamento crítico
                  Faz-se passar uma quantidade conhecida de um gás puro (propano) pelo sistema CVS através de um orifício de
                  escoamento crítico calibrado. Se a pressão à entrada for suficientemente elevada, o caudal, que é ajustado através
                  do orifício de escoamento crítico, é independente da pressão à saída do orifício (escoamento crítico). Faz-se
                  funcionar o sistema CVS como num ensaio de emissões de escape normal durante cerca de 5 ou 10 minutos.
                  Analisa-se uma amostra de gás com os equipamentos usuais (saco de recolha de amostras ou método de
                  integração) e calcula-se a massa do gás. A massa assim determinada deve estar a ± 3% da massa conhecida no
                  gás injectado.
         3.5.2.Medição por meio de uma técnica gravimétrica
                  Determina-se a massa de um pequeno cilindro cheio com propano com uma precisão de ± 0,01 g. Faz-se
                  funcionar o sistema CVS durante cerca de 5 ou 10 minutos como num ensaio de emissões de escape normal,
                  enquanto é injectado o monóxido de carbono ou propano para o sistema. Determina-se a quantidade de gás puro
                  descarregada por meio de pesagem diferencial. Analisa-se uma amostra de gás com os equipamentos usuais (saco
                  de recolha de amostras ou método de integração) e calcula-se a massa do gás. A massa assim determinada deve
                  estar a ± 3% da massa conhecida no gás injectado.
    8)     O apêndice 3 é alterado do seguinte modo:
           a)     É inserido o seguinte título:"AVALIAÇÃO DE DADOS E CÁLCULOS"
           b)     O título do ponto 1 passa a ter a seguinte redacção:"AVALIAÇÃO DE DADOS E CÁLCULOS – ENSAIO
                  NRSC"
                  c)        O ponto 1.2, passa a ter a seguinte redacção:
                            "1.2. Emissões de partículas
                             Para a avaliação das partículas, registam-se para cada modo os volumes totais de massas (MSAM,i)
                              que passam através dos filtros. Levam-se os filtros para a câmara de pesagem, condicionam-se durante
                              pelo menos uma hora, mas não mais de 80 horas, e pes. Regista-se a massa bruta dos filtros e subtrai-se
                              a tara (ver ponto 3.1 do Anexo III). A massa de partículas (Mf para o método do filtro único, Mf,i para
                              o método dos filtros múltiplos) é a soma das massas das partículas recolhidas nos filtros primário e
                              secundário. Se tiver de ser aplicada uma correcção de fundo, registam-se a massa do ar de diluição
                              (MDIL), através dos filtros, bem como a massa das partículas (Md). Se tiver sido feita mais de uma
                              medição, calcula-se o quociente Md/MDIL ou Md/VDIL para cada medição e calcula-se a média dos
                              valores."
                  d) Os pontos 1.3.1. a 1.4.6. passam a ter a seguinte redacção:
                             "1.3.1.    Determinação do caudal de gases de escape
                             Determina-se o caudal dos gases de escape (GEXHW) para cada modo, de acordo com os pontos 1.2.1.
                             a 1.2.3. do Apêndice 1 do Anexo III.
                             Se se utilizar um sistema de diluição total do fluxo (GTOTW), determina-se o caudal total dos gases de
                             escape diluídos para cada modo de acordo com o ponto 1.2.4. do Apêndice 1 do Anexo III.
 ---pagebreak--- 30.4.2004  PT                                   Jornal Oficial da União Europeia                                  L 146/53
          e) Os pontos 1.3.2 a 1.4.6 passam a ter a seguinte redacção:
                    "1.3.2. A correcção para a passagem de base seca a base húmida (GEXHW) deve ser
                    determinada para cada modo, de acordo com os pontos 1.2.1 a 1.2.3 do Apêndice 1 do Anexo VII.
                    Quando se aplicar GEXHW, converte-se a concentração medida para base húmida através das fórmulas
                    a seguir indicadas, caso a medição não tenha já sido efectuada em base húmida:
                    conc (húmido) = kw × conc (seco)
                    Para os gases de escape brutos:
                                           #                                   1                         &
                           K W , r ,1 * $                                                                '
                                           $ 1 ) 1,88 " 0,005 " "%CO"dry # ) %CO "dry ## ) K             '
                                           %                                             2           w2  (
                    Para os gases de escape diluídos:
                                          #       1,88 " CO 2 %( wet ) &
                           K W , e ,1 * $$1 )                                ' ) K W1
                                                                             '
                                          %                 200              (
                    ou
                                        #                                 &
                                        $                                 '
                                        $            1 * KW1              '
                           K W , e,1  +$
                                                 1,88 " CO 2 %(dry ) '
                                        $$ 1 )                            ''
                                         %                 200             (
                    Para o ar de diluição:
                           k W , d % 1 $ k W1
                                            1,608 " "H d " "1 $ 1 / DF # # H a " "1 / DF ##
                           k W1 %
                                      1000 # 1,608 " "H d " "1 $ 1 / DF # # H a " "1 / DF ##
                                             6,22 " R d " p d
                           Hd %
                                       p B $ p d " R d " 10 " 2
          Para o ar de admissão (se for diferente do ar de diluição):
                           k W , a % 1 $ kW 2
                                           1,608 " H a
                           kW 2 %
                                     1000 # "1,608 " H a #
                                        6,22 " R a " p a
                           Ha %
                                     p B $ p a " R a " 10 " 2
          em que:
          Ha: humidade absoluta do ar de admissão, g de água por kg de ar seco
          Hd: humidade absoluta do ar de diluição, g de água por kg de ar seco
          Rd: humidade relativa do ar de diluição( %)
          Ra: humidade relativa do ar de admissão (%)
          pd: pressão do vapor de saturação do ar de diluição (kPa)
          pa: pressão do vapor de saturação do ar de admissão (kPa)
          pB: pressão barométrica total (kPa)
          NOTA:       Ha e Hd podem ser derivados da medição da humidade relativa, conforme acima descrito, ou da
                      medição do ponto de orvalho, da medição da pressão do vapor ou da medição do bolbo seco/húlido
                      utilizando as fórmulas geralmente aceites.
 ---pagebreak--- L 146/54               PT                                 Jornal Oficial da União Europeia                                             30.4.2004
          1.3.3.Correcção da humidade para o NOx
                     Dado que as emissões de NOx dependem das condições do ar ambiente, corrige-se a concentração de NOx em
                     função da temperatura e da humidade do ar ambiente através do factor KH dado pela fórmula a seguir:
                                                                           1
                                      kH    =
                                                             "
                                                1 - 0,0182 " H   a          #              "
                                                                    $ 10,71 # 0,0045 " T a $ 298        #
                     em que:
                     Ta: temperaturas do ar em K
                     Ha: humidade do ar de admissão (g de água por kg de ar seco):
                                                   6,220 " R a " p a
                                       Ha %
                                                p B $ p a " R a " 10 " 2
                     Ra: humidade relativa do ar de admissão (%)
                     pa: pressão do vapor de saturação do ar de admissão (kPa)
                     pB: pressão barométrica total (kPa)
                     NOTA:        Ha pode ser derivada da medição da humidade relativa, conforme acima descrito, ou da medição do
                                  ponto de orvalho, da medição da pressão do vapor ou da medição do bolbo seco/húlido utilizando as
                                  fórmulas geralmente aceites.
          1.3.4.Cálculo dos caudais mássicos das emissões
                     Calculam-se os caudais mássicos das emissões para cada modo como se indica a seguir:
                     a) Para os gases de escape brutos1:
                                      Gásmass = u × conc × GEXHW
                     b) Para os gases de escape diluídos:
                                      Gásmass = u × concc × GTOTW
                                em que:
                                concc: é a concentração de fundo corrigida
                                       conc c % conc $ conc d " "1 $ "1 / DF ##
                                                        "
                                       DF % 13,4 / conc CO 2 # "conc CO # conc HC # " 10 " 4                     #
                                ou
                                      DF = 13,4/concCO2
                                      Utilizam-se os coeficientes u – húmido de acordo com o seguinte quadro 4:
                           Quadro 4. Valores dos coeficientes u – húmido para vários componentes dos gases de escape
                                           Gás             u                                   conc
                                          NOx                     0,001587                     ppm
                                           CO                     0,000966                     ppm
                                           HC                     0,000479                     ppm
                                          CO2                       15,19                  percentagem
                                A densidade de HC é calculada com base numa relação média carbono/hidrogénio de 1/1,85.
    1
         No caso dos NOx, a sua concentração (NOxconc ou NOxconcc) tem de ser multiplicada por KHNOx (factor de correcção da humidade para os
         NOx indicados no ponto 1.3.3 do seguinte modo: KHONOX x conc ou KHNOX x CONCc.
 ---pagebreak--- 30.4.2004            PT                                Jornal Oficial da União Europeia                                          L 146/55
          1.3.5.Cálculo das emissões específicas
                    Calculam-se as emissões específicas (g/kWh) para todos os componentes individuais do seguinte modo:
                                                               n
                                                             " Gas      mass i " WF i
                                                             i "1
                                    Individual gas #                 n
                                                                   "P   i  " WF i
                                                                   i "1
                    em que Pi = Pm,i + PAE,i
                    Os factores de ponderação e o número de modos (n) utilizados na fórmula acima são os indicados no ponto 3.7.1
                    do anexo III.
          1.4. Cálculo das emissões de partículas
                    As emissões de partículas devem ser calculadas do seguinte modo:
          1.4.1.Factor de correcção da humidade para as partículas
                    Dado que a emissão de partículas pelos motores diesel depende das condições do ar ambiente, corrige-se o caudal
                    mássico de partículas em função da humidade do ar ambiente através do factor Kp dado pela seguinte fórmula:
                                    K P % 1 / "1 # 0,0133 " "H a $ 10,71##
                    em que:
                    Ha: humidade do ar de admissão, g de água por kg de ar seco
                                                6,220 " R a " p a
                                    Ha %
                                             p B $ p a " R a " 10 " 2
                    Ra: humidade relativa do ar de admissão (%)
                    pa: pressão do vapor de saturação do ar de admissão (kPa)
                    pB: pressão barométrica total (kPa)
                    NOTA:       Ha pode ser derivada da medição da humidade relativa, conforme acima descrito, ou da medição do
                                ponto de orvalho, da medição da pressão do vapor ou da medição do bolbo seco/húlido utilizando as
                                fórmulas geralmente aceites.
          1.4.2.        Sistema de diluição do escoamento parcial
                              Os resultados finais dos ensaios de emissão de partículas a indicar são obtidos como se indica a seguir.
                              Dado que podem ser utilizados vários tipos de controlo da taxa de diluição, são aplicáveis diferentes
                              métodos de cálculo para caudais mássicos de gases de escape diluídos equivalentes GEDF. Todos os
                              cálculos devem basear-se nos valores médios dos modos individuais (i) durante o período de recolha de
                              amostras.
          1.4.2.1.      Sistemas isocinéticos
                                        GEDFW,i = GEXHW,i × qi
                                                G DILW , i # "G EXHW , i " r #
                                         qi $
                                                      "G   EXHW , i  " r#
                              em que r corresponde à relação entre as áreas das secções transversais da sonda isocinética Ap e do tubo
                              de escape AT:
                                          AP
                                    r"
                                          AT
 ---pagebreak--- L 146/56                PT                                Jornal Oficial da União Europeia                                     30.4.2004
         1.4.2.2. Sistemas com medição da concentração de CO2 ou NOx
                                      GEDFW,i = GEXHW,i × qi
                                             Conc E , i " Conc A, i
                                      qi #
                                             Conc D , i " Conc A, i
                      em que:
                      ConcE: concentração em base húmida do gás marcador nos gases de escape brutos
                      ConcD: concentração em base húmida do gás marcador nos gases de escape diluídos
                      ConcA: concentração em base húmida do gás marcador no ar de diluição
                      As concentrações medidas em base seca devem ser convertidas em base húmida de acordo com o ponto 1.3.2 do
                      presente apêndice.
         1.4.2.3. Sistemas com medição de CO2 e método do balanço do carbono
                                                     206,6 " G FUEL , i
                                      G EDFW , i $
                                                    CO2 D , i # CO2 A, i
                      em que:
                      CO2D: concentração do CO2 nos gases de escape diluídos
                      CO2A: concentração do CO2 no ar de diluição
                      (concentrações em % de volume em base húmida)
                      Esta equação baseia-se na hipótese do balanço do carbono (os átomos de carbono fornecidos ao motor são
                      emitidos como CO2) e deduz-se do seguinte modo:
                                      GEDFW,i = GEXHW,i × qi
                      em que:
                                                       206,6 " G FUEL , i
                                      qi $
                                              G EXHW , i " "CO 2 D , i # CO 2 A, i #
         1.4.2.4. Sistemas com medição do caudal
                                      GEDFW,i = GEXHW,i × qi
                                                     GTOTW , i
                                      qi #
                                              "G TOTW , i " G DILW , i #
         1.4.3. Sistema de diluição total do fluxo
                      Os resultados finais dos ensaios de emissão de partículas a indicar são obtidos como se indica a seguir.
                      Todos os cálculos devem basear-se nos valores médios dos modos individuais (i) durante o período de recolha de
                      amostras.
                                      GEDFW,i = GTOTW,i
           1.4.4.Cálculo do caudal mássico de partículas
                      Calcula-se o caudal mássico de partículas do seguinte modo:
                      Para o método do filtro único:
                                                    Mf          "G EDFW # aver
                                      PTmass #               "
                                                   M SAM            1000
 ---pagebreak--- 30.4.2004                 PT                                      Jornal Oficial da União Europeia                                           L 146/57
                        em que:
                        (GEDFW)aver ao longo do ciclo de ensaio é determinado fazendo o somatório dos valores médios dos modos
                        individuais durante o período de recolha de amostras:
                                                                      n
                                         "G EDFW # aver        # " GEDFW , i " WFi
                                                                   i "1
                                                          n
                                         M SAM # " M SAM , i
                                                        i "1
                        em que i = 1,... n.
                        Para o método dos filtros múltiplos:
                                                            M    f ,i       "G EDFW , i # aver
                                         PTmass #                         "
                                                         M SAM , i              1000
                        em que i = 1,... n.
                        O caudal mássico das partículas pode ser corrigido em relação ao fundo do seguinte modo:
                        Para o método do filtro único:
                                                            & Mf             # Md          #i " n#     1 )             ) ) , "G EDFW # aver
                                         PT mass 0 '                       /$           " $ " $1 /         * " WF i    * *- "
                                                            ' M SAM $% M DIL $% i " 1 $% DF i *+                       * *-
                                                                                                                       + +.          1000
                                                            (
                        Se for efectuada mais de uma medição, (Md/MDIL) é substituído por (Md/MDIL)aver.
                                                                "
                                         DF $ 13,4 / concCO 2 # "concCO # concHC # " 10 " 4                             #
                        ou
                                         DF = 13,4/concCO2
                        Para o método dos filtros múltiplos:
                                                              & M f,i           # Md           #     1 ) )*, & G EDFW , i       ,
                                         PT mass , i 0 '                      /$             " $1 /     * -"'                   -
                                                              '( M SAM , i $% M DIL $% DF i *+ *+-. '( 1000                     -.
                        Se for efectuada mais de uma medição, (Md/MDIL) é substituído por (Md/MDIL)aver.
                                                                "
                                         DF $ 13,4 / concCO 2 # "concCO # concHC # " 10 " 4                             #
                        ou
                                         DF = 13,4concCO2
            1.4.5.Cálculo das emissões específicas
                        Calcula-se a emissão específica de partículas PT (g/kWh) do seguinte modo 1:
                        Para o método do filtro único:
                                                        PTmass
                                         PT #        n
                                                  " P " WF
                                                   i "1
                                                           i            i
   1
          O caudal mássico de partículas PTmass tem de se multiplicar por Kp (factor de correcção da humidade para as partículas referido no
          ponto 1.4.1).
 ---pagebreak--- L 146/58             PT                                  Jornal Oficial da União Europeia                                      30.4.2004
                   Para o método dos filtros múltiplos:
                                               n
                                             " PT
                                             i "1
                                                       mass , i " WFi
                                    PT #            n
                                                  " P " WF
                                                  i "1
                                                        i         i
         1.4.6.Factor de ponderação efectivo
                   Para o método do filtro único, calcula-se o factor de ponderação efectivo WFE,i para cada modo como se indica a
                   seguir:
                                                 M SAM , i " "G EDFW      #aver
                                    WF E , i #
                                                     M SAM " "G EDFW , i #
                   em que i = 1,... n.
                   Os valores dos factores de ponderação efectivos devem estar a ± 0,005 (valor absoluto) dos factores de
                   ponderação indicados no ponto 3.7.1 do Anexo III.";
    f)     É aditada a seguinte secção:
         "2.    AVALIAÇÃO DE DADOS E CÁLCULOS (ENSAIO NRTC)
                   Podem ser utilizados os dois seguintes princípios de medição para a avaliação das emissões de poluentes durante
                   o ciclo NRTC:
                   –         os componentes gasosos são medidos no gás de escape brutos em tempo real, e as partículas são
                             determinadas utilizando um sistema de diluição do escoamento parcial,
                   –         os componentes gasosos e as partículas são determinados utilizando um sistema de diluição do
                             escoamento total (tema CVS).
         2.1.      Cálculo das emissões gasosas nos gases de escape brutos e das emissões de partículas com um sistema de
                   diluição do escoamento parcial
         2.1.1.Introdução
                   Utilizam-se os sinais da concentração instantânea dos componentes gasosos para o cálculo das emissões mássicas
                   por multiplicação pelo caudal máximo instantâneo dos gases de escape. O caudal mássico dos gases gap pode ser
                   medido directamente ou calculado utilizando os métodos descritos no ponto 2.2.3 do Apêndice 1 do Anexo III
                   (medição dos caudais do ar de admissão e do combustível, método do gás marcador, medição do caudal de ar de
                   admissão e da relação ar/combustível). Deve-se prestar uma atenção especial aos tempos de resposta dos
                   diferentes instrumentos. Essas diferenças serão tomadas em conta através do alinhamento de tempo dos sinais.
                   No que diz respeito às partículas, os sinais do caudal mássico dos gases de escape são utilizados para controlar o
                   sistema de diluição do escoamento parcial para se obter uma amostra proporcional ao caudal mássico dos gases
                   de escape. Verifica-se a qualidade da proporcionalidade aplicando uma análise de regressão entre os caudais da
                   amostra e dos gases de escape conforme descrito no ponto 2.4 do Apêndice 1 do Anexo III.
         2.1.2.        Determinação dos componentes gasosos
         2.1.2.1.      Cálculo das emissões mássicas
                             Determina-se a massa dos poluentes Mgas (g/ensaio) através do cálculo das emissões mássicas
                             instantâneas a partir das concentrações brutas dos poluentes, os valores u do quadro 4 (ver também o
                             ponto 1.3.4) e o caudal mássico dos gases de escape, alinhados no que diz respeito ao tempo de
                             transformação e integrando os valores instantâneos ao longo do ciclo. De preferência, as concentrações
                             devem ser medidas em base húmida. Se forem medidas em base seca, aplica-se a correcção base
                             seca/base húmida, descrita a seguir, aos valores da concentração instantânea antes de se fazerem outros
                             cálculos.
 ---pagebreak--- 30.4.2004          PT                                  Jornal Oficial da União Europeia                                      L 146/59
                                         Quadro 4. Valores dos coeficientes u – húmido
                                          para vários componentes dos gases de escape
                           Gás                          u                        conc
                           NOx                          0,001587                 ppm
                           CO                           0,000966                 ppm
                           HC                           0,000479                 ppm
                           CO2                          15,19                    percentagem
                           A densidade de HC é calculada com base numa relação média carbono/hidrogénio de 1/1,85.
                           Aplicam-se as seguintes fórmulas:
                                     i"n
                                                                          1
                                     " u " conc         i " G EXHW , i "
                                                                          f
                           Mgas = i " 1                                      (em g/ensaio)
                           em que:
                           u         =            relação entre a densidade do componente dos gases de escape e a densidade dos
                                                  gases de escape
                         conci       =            concentração instantânea do componente nos gases de escape brutos (ppm)
                         GEXHW,i     =        caudal mássico instantâneo dos gases de escape (kg/s)
                         f           =        razão tomada dos dados (Hz)
                           n=        número de medições.
                           Para o cálculo de NOx, utiliza-se o factor de correcção da humidade kH, conforme descrito.
                           A concentração medida instantaneamente, se já não medida numa base seca, deve ser convertida para
                           uma base seca.
          2.1.2.2.   Correcção para a passagem de base seca a base húmida
                           Se as concentrações forem medidas instantaneamente em base seca, devem ser convertidas em base
                           húmida de acordo com as seguintes fórmulas:
                           concwet = kW x concdry
                           em que:
                                                       #                             1                             &
                                       K W , r ,1 * $                                                              '
                                                                               "
                                                       $ 1 ) 1,88 " 0,005 " conc CO ) conc CO ) K W 2
                                                       %                                             2
                                                                                                       #           '
                                                                                                                   (
                           com
                                                    1,608 " H a
                                      kW2 =
                                                       "
                                             1000 # 1,608 * H a     #
                           em que:
                           concCO2 =          concentração do CO2 em seco (%)
                           concCO                =          concentração do CO em seco (%)
                           Ha        =        humidade do ar de admissão (g de água por kg de ar seco)
                                              6,220 " R a " p a
                                  Ha $
                                          p B # p a " R a " 10 " 2
                           em que:
                           Ra: humidade relativa do ar de admissão (%)
                           pa: pressão do vapor de saturação do ar de admissão (kPa)
                           pB: pressão barométrica total (kPa)
                           NOTA:         Ha pode ser derivada da medição da humidade relativa, conforme acima descrito, ou da
                                         medição do ponto de orvalho, da medição da pressão do vapor ou da medição do bolbo
                                         seco/húlido utilizando as fórmulas geralmente aceites.
 ---pagebreak--- L 146/60          PT                                Jornal Oficial da União Europeia                                        30.4.2004
         2.1.2.3.   Correcção quanto à humidade e temperatura dos NOx
                          Dado que as emissões de NOx dependem das condições do ar ambiente, corrige-se a concentração de
                          NOx em função da temperatura e da humidade do ar ambiente através dos factores dados na fórmula a
                          seguir:
                                                                1
                           kH =
                                                  "               #             "
                                    1 - 0,0182 " H a $ 10,71 # 0,0045 " T a $ 298         #
                          em que:
                          Ta       =         temperatura do ar de admissão (K)
                          Ha       =         humidade do ar de admissão (g de água por kg de ar seco)
                                             6,220 " R a " p a
                                Ha $
                                          p B # p a " R a " 10 " 2
                          Ra: humidade relativa do ar de admissão (%)
                          pa: pressão do vapor de saturação do ar de admissão (kPa)
                          pB: pressão barométrica total (kPa)
                          NOTA:          Ha pode ser derivada da medição da humidade relativa, conforme acima descrito, ou da
                                         medição do ponto de orvalho, da medição da pressão do vapor ou da medição do bolbo
                                         seco/húlido utilizando as fórmulas geralmente aceites.
         2.1.2.4.   Cálculo das emissões específicas
                          Calculam-se as emissões específicas (g/kWh) para todos os componentes individuais do seguinte
                          modo:
                          Gás individual =           Mgas/Wact
                          em que:
                          Wact     =           trabalho realizado no ciclo real conforme determinado no ponto 4.6.2 do anexo III
                                               (kWh).
         2.1.3.     Determinação das partículas
         2.1.3.1.   Cálculo da emissão mássica
                          Calcula-se a massa das partículas MPT (g/ensaio) pir qualquer um dos seguintes métodos:
                          a)
                                                             Mf        M EDFW
                                                 M       #           "
                                                    PT      M SAM         1000
                          em que:
                          Mf       =         massa de partículas recolhida durante o ciclo (mg)
                          MSAM =               massa dos gases de escape diluídos passam pelos filtros de recolha de partículas
                                               (kg)
                          MEDFW = massa dos gases de escape diluídos durante o ciclo (kg),
                          Determina-se a massa total dos gases de escape diluídos equivalentes durante o ciclo do seguinte modo:
                                                             i"n
                                                                                1
                                                M EDFW # " G EDFW , i "
                                                             i "1                f
                                                  G EDFW , i # G EXHW , i " qi
                                                                GTOTW , i
                                                qi #    "
                                                        #
                                                        $
                                                          GTOTW , i " G DILW , i %&'
 ---pagebreak--- 30.4.2004                PT                                 Jornal Oficial da União Europeia                                          L 146/61
                                 em que:
                                 GEDFW,i        =      caudal mássico instantâneo dos gases de escape diluídos equivalentes (kg/s)
                                 GEXHW,i        =   caudal mássico instantâneo dos gases de escape (kg/s)
                                 qi             =   relação instantânea de diluição
                                 GTOTW,I        =      caudal mássico instantâneo dos gases de escape diluídos através do túnel de
                                                       diluição (kg/s)
                                 GDILW,i        =   caudal mássico instantâneo do ar de diluição (kg/s)
                                 f              =   razão de recolha de dados (Hz)
                                 n              =   número de medições
                       b)
                                                                            Mf
                                                              M PT "
                                                                        rs * 1000
                       em que:
                       Mf =        massa de partículas recolhida durante o ciclo (mg)
                       rs =        relação média de recolha de amostras durante o ciclo de ensaio
                       com:
                                M SE         M
                        rs #             " SAM
                              M EXHW M TOTW
                       MSE         =        massa de escape recolhida durante o ensaio (kg)
                       MEXHW       =        escoamento mássico total dos gases de escape durante o ciclo (kg)
                       MSAM        =         massa dos gases de escape diluídos que passa através dos filtros de recolha de partículas (kg)
                       MTOTW       =         massa dos gases de escape diluídos que passam através do túnel de diluição (kg)
                       NOTA:                 No caso do sistema de recolha total de amostras. Os valores MSAM e MTOTW são idênticos.
          2.1.3.2. Factor de correcção da concentração das partículas em função da humidade
                       Dado que a emissão de partículas pelos motores diesel depende das condições do ar ambiente, corrige-se a
                       concentração de partículas em função da humidade do ar ambiente através do factor kp dado pela seguinte
                       fórmula:
                                               1
                        kp  "
                               "1# 0,0133 " "H a     $ 10,71#   #
                       em que:
                       Ha =        humidade do ar de admissão (g de água por kg de ar seco)
                                                    6,220 " R a " p a
                                        Ha $
                                                 p B # p a " R a " 10 " 2
                       Ra: humidade relativa do ar de admissão (%)
                       pa: pressão do vapor de saturação do ar de admissão (kPa)
                       pB: pressão barométrica total (kPa)
                      NOTA:            Ha pode ser derivada da medição da humidade relativa, conforme acima descrito, ou da medição
                                       do ponto de orvalho, da medição da pressão do vapor ou da medição do bolbo seco/húmido
                                       utilizando as fórmulas geralmente aceites.
          2.1.3.3. Cálculo das emissões específicas
                       As emissões de partículas (g/kWh) são calculadas do seguinte modo:
                        PT # M PT " K p / Wact
                       em que:
   Wact                        =   Wact= trabalho realizado no ciclo real conforme determinado no ponto 4.6.2 do Anexo III (kWh).
 ---pagebreak--- L 146/62                PT                                 Jornal Oficial da União Europeia                                        30.4.2004
    2.2.                       Determinação dos componentes gasosos e das partículas com um sistema de diluição do escoamento total
                      Para o cálculo das emissões contidas nos gases de escape diluídos, é necessário conhecer o caudal mássico dos
                      gases de escape diluídos. Calcula-se o escoamento total dos gases de escape diluídos durante o ciclo MTOTW
                      (kg/ensaio) a partir dos valores de medição durante o ciclo e dos dados de calibração correspondentes e podem-se
                      utilizar os dados de calibração correspondentes do dispositivo de medição de escoamentos (V0 para PDP, KV para
                      CFV, Cd para SSV) por qualquer um dos métodos descritos no ponto 2.2.1. Se as massas totais das amostras de
                      partículas (MSAM) e de poluentes gasosos exceder em 0,5% do caudal total dado pelo CVS (MTOTW), o caudal dado
                      pelo CVS deve ser corrigido pelo MSAM ou o caudal de amostras de partículas deve voltar ao CVS antes do
                      dispositivo de medição de caudais.
    2.2.1.   Determinação do escoamento dos gases de escape diluídos
           Sistema PDP-CVS
           O cálculo do escoamento mássico durante o ciclo faz-se do seguinte modo, se a temperatura dos gases de escape diluídos
           for mantido a ± 6 K durante o ciclo utilizando um permutador de calor
           MTOTW          =        1,293 x V0 x NP x (pB – p1) x 273 / (101,3 x T)
           em que:
           MTOTW          =        massa dos gases de escape diluídos em base húmida durante o ciclo
           V0 =           volume de gás bombeado por rotação nas condições de ensaio, m³/rev
           NP =           rotações totais da bomba por ensaio
           pB =           pressão atmosférica na célula de ensaio (kPa)
           p1 =           depressão à entrada da bomba (kPa)
           T          =          temperatura média dos gases de escape diluídos à entrada da bomba durante o ciclo (K)
           Se se utilizar um sistema com compensação do escoamento (p.ex., sem permutador de calor), calculam-se as emissões
           mássicas instantâneas que são integradas ao longo do ciclo. Neste caso, a massa instantânea dos gases de escape diluído é
           calculada do seguinte modo:
           MTOTW,i        =        1,293 x V0 x NP,i x (pB - p1) x 273 / (101,3 x. T)
           em que:
           NP,i =         rotações totais da bomba por intervalo de tempo, s
           Sistema CFV-CVS
           The calculation of the mass flow over the cycle is as follows, if the temperature of the diluted exhaust is kept within ± 11K
           over the cycle by using a heat exchanger:
           MTOTW          =        1,293 x t x Kv x pA / T 0,5
           em que:
           MTOTW          =        massa dos gases de escape diluídos em base húmida durante o ciclo
           t     =        tempo do ciclo (s)
           KV    =        Função de calibração do tubo de Venturi,
           PA    =        pressão absoluta à entrada do tubo de Venturi (kPa)
           T     =        temperatura absoluta à entrada do tubo de Venturi (K)
           Se se utilizar um sistema com compensação do escoamento (p. ex., sem permutador de calor), calculam-se as emissões
           mássicas instantâneas que são integradas ao longo do ciclo. Neste caso, a massa instantânea dos gases de escape diluído é
           calculada do seguinte modo:
           MTOTW,i        =        1,293 x "ti x KV x pA / T 0,5
           em que:
           "Ti =          intervalos de tempo
 ---pagebreak--- 30.4.2004              PT                               Jornal Oficial da União Europeia                                        L 146/63
          Sistema SSV-CVS
          O cálculo do escoamento mássico durante o ciclo é feito do modo indicado a seguir, se a temperatura dos gases de escape
          diluídos for mantida com uma tolerância de ± 11 K durante o ciclo utilizando um permutador de calor:
                                                      M TOTW 0 1,293 x QSSV
          em que:
                                                                      &1                           #       1          ),
                                                                            "
                                     Q SSV 0 A 0 d 2 C d P A ' r 1.4286 / r 1.7143 " $           # $ 1 / " 4 r 1.4286
                                                                                                                      *-
                                                                                                                      *-
                                                                      '( T                         %                  +.
          A0    = conjunto de constantes e conversões de unidades
                                                                                  " 1 %
                                                                       " m %# K 2 &" 1 %
                                                                              3
                                                                       ##       &&#      &#      2
                                                                                                   &
                                                                        $ min    '# kPa &$ mm '
                                       = 0,006111 em unidades SI de               $      '
          d = diâmetro da garganta do SSV (m)
          Cd = coeficiente de descarga do SSV
          PA = pressão absoluta à entrada do tubo de Venturi (kPa)
          T= temperatura do ar (K)
                                                                                                 #P
          r = razão entre a pressão na garganta do SSV e a pressão absoluta à entrada =     1"
                                                                                                  PA
          ß = razão entre o diâmetro da garganta do SSV, d, e o diâmetro interno do tubo
                          d
          de entrada =
                         D
          Se se utilizar um sistema com compensação do escoamento (p. ex., sem permutador de calor), calculam-se as emissões
          mássicas instantâneas que são integradas ao longo do ciclo. Neste caso, a massa instantânea dos gases de escape diluído é
          calculada do seguinte modo:
           M TOTW 0 1,293 x QSSV x 1t i
          em que:
                                              %1                          "          1        (+
          Q SSV 0 A 0 d 2 C d P A x & "r 1.4286 / r 1.7143 ##                                 ),
                                              &' T                        # 1 / " 4 r 1.4286  ),
                                                                          $                   *-
          "Ti =          intervalos de tempo
          O cálculo em tempo real é inicializado quer com valor razoável para Cd, tal como 0,98, quer com valor razoável para Qssv.
          Se o cálculo for inicializado com o Qssv, o valor inicial de Qssv é utilizado para avaliar Re.
          Durante todos os ensaios das emissões, o número de Reynolds da garganta do SSV deve estar na gama de grandeza do
          número de Reynolds utilizados para obter a curva de calibração desenvolvida no ponto 3.2 do Apêndice 2.
          2.2.2.Correcção da humidade para o NOx
                     Dado que as emissões de NOx dependem das condições do ar ambiente, corrige-se a concentração de NOx em
                     função da temperatura e da humidade do ar ambiente através do factor KH dado pela fórmula a seguir:
                                                                          1
                                     kH =
                                                           "                #             "
                                              1 - 0,0182 " H a $ 10,71 # 0,0045 " T a $ 298           #
 ---pagebreak--- L 146/64             PT                                  Jornal Oficial da União Europeia                                     30.4.2004
                    em que:
                    Ta: temperaturas do ar (K)
                    Ha: humidade do ar de admissão (g de água por kg de ar seco):
                                                 6,220 " R a " p a
                                     Ha $
                                              p B # p a " R a " 10 " 2
                              Ra: humidade relativa do ar de admissão (%)
                              pa: pressão do vapor de saturação do ar de admissão (kPa)
                              pB: pressão barométrica total (kPa)
                              NOTA:      Ha pode ser derivada da medição da humidade relativa, conforme acima descrito, ou da
                                         medição do ponto de orvalho, da medição da pressão do vapor ou da medição do bolbo
                                         seco/húlido utilizando as fórmulas geralmente aceites.
         2.2.3.         Cálculo do escoamento mássico das emissões
         2.2.3.1.       Sistemas com escoamento mássico constante
                               No que diz respeito aos sistemas com permutador de calor, determina-se a massa dos poluentes MGAS
                               (g/ensaio) a partir das seguintes equações:
                               MGAS = u × conc × MTOTW
                               em que:
                               u        =           razão entre a densidade dos componentes dos gases de escape e a densidade dos
                                                    gases de escape diluídos, conforme indicada no quadro 4 do ponto 2.1.2.1
                               conc     =           concentrações médias corrigidas quanto às condições de fundo durante o ciclo
                                                    resultantes da integração (obrigatória para os NOx e HC) ou medição em saco
                                                    (ppm)
                             MTOTW      =           massa total dos gases de escape diluídos durante o ciclo, de acordo com o
                                                    ponto 2.2.1 (kg).
                               Dado que as emissões de NOx dependem das condições do ar ambiente, corrige-se a concentração de
                               NOx em função da temperatura e da humidade do ar ambiente através do factor kH, conforme descrito
                               no ponto 2.2.2.
                               As concentrações medidas em base seca devem ser convertidas em base húmida de acordo com o
                               ponto 1.3.2..
         2.2.3.1.1.     Determinação das concentrações corrigidas quanto às condições de fundo
                               Subtrai-se a concentração média de fundo dos gases poluentes no ar de diluição das concentrações
                               medidas para obter as concentrações líquidas dos poluentes. Os valores médios das concentrações de
                               fundo podem ser determinados pelo método do saco de recolha de amostras ou por medição contínua
                               com integração. Utiliza-se a seguinte fórmula:
                               conc     =        conce – concd × (1 – (1/ DF))
                            em que:
                            conc        =           concentração do poluente respectivo medida nos gases de escape diluídos corrigida
                                                    da concentração do poluente respectivo medida no ar de diluição (ppm)
                             conce      =           concentração do poluente respectivo medida nos gases de escape diluídos(ppm)
                             concd      =           concentração do poluente respectivo medida no ar de diluição (ppm)
                             DF=        factor de diluição.
 ---pagebreak--- 30.4.2004              PT                                  Jornal Oficial da União Europeia                                           L 146/65
                               Calcula-se o factor de diluição do seguinte modo:
                                                                        13,4
                                       DF =
                                             conc e CO 2 . (conc e HC . conc eCO ) x 10 " 4
            2.2.3.2.     Sistemas com compensação do escoamento
                                 No que diz respeito aos sistemas sem permutador de calor, determina-se a massa dos poluentes MGAS
                                 (g/ensaio) através do cálculo das emissões mássicas instantâneas e da integração dos valores
                                 instantâneos durante o ciclo. Do mesmo modo, aplica-se directamente a correcção quanto às condições
                                 de fundo ao valor da concentração instantânea. Aplicam-se as seguintes fórmulas:
                                                 n
                                  M GAS $      " "M       TOTW , i " conc e, i " u # # "M TOTW " conc d " "1 # 1 / DF # " u #
                                               i "1
                                 em que:
                               conce,i   =            concentração instantânea do poluente respectivo medida nos gases de escape
                                                      diluídos (ppm)
                               concd       =          concentração do poluente respectivo medida no ar de diluição (ppm)
                               u           =          razão entre a densidade dos componentes dos gases de escape e a densidade dos
                                                      gases de escape diluídos, conforme indicada no quadro 4 do ponto 2.1.2.1
                                 MTOTW,i     =        massa instantânea dos gases de escape diluídos (ver ponto 2.2.1) (kg)
                               MTOTW       =          massa total dos gases de escape diluídos durante o ciclo (ver ponto 2.2.1) (kg)
                               DF          =       factor de diluição conforme determinado no ponto 2.2.3.1.1.
                              Dado que as emissões de NOx dependem das condições do ar ambiente, corrige-se a concentração de NOx
                              em função da temperatura e da humidade do ar ambiente através do factor kH, conforme descrito no
                              ponto 2.2.2.:
            2.2.4.       Cálculo das emissões específicas
                                 Calculam-se as emissões específicas (g/kWh) para todos os componentes individuais do seguinte
                                 modo:
                                 Gás individual = Mgas/Wact
                                 em que:
                                 Wact      =          trabalho realizado no ciclo real conforme determinado no ponto 4.6.2 do Anexo III
                                                      (kWh).
   2.2.5.     Cálculo das emissões de partículas
   2.2.5.1.   Cálculo do escoamento mássico
              Calcula-se o escoamento mássico das partículas MPT (g/ensaio) do seguinte modo:
                       Mf         M TOTW
                              x
              MPT =
                     M SAM        1000
 ---pagebreak--- L 146/66                PT                                Jornal Oficial da União Europeia                                        30.4.2004
             em que:
             Mf           =       massa de partículas recolhida durante o ciclo (mg)
             MTOTW        =     massa total dos gases de escape diluídos durante o ciclo, de acordo com o ponto 2.2.1 (kg)
             MSAM         =     massa dos gases de escape diluídos retirados do túnel de diluição para a recolha das partículas (kg)
             e
             Mf           =       Mf,p + Mf,b, se pesados separadamente (mg)
             Mf,p         =       massa de partículas recolhida no filtro primário (mg)
             Mf,b         =       massa de partículas recolhida no filtro secundário (mg)
             Se se utilizar um sistema de diluição dupla, subtrai-se a massa do ar secundário de diluição da massa total dos gases de
             escape duplamente diluídos recolhidos através dos filtros de partículas.
             MSAM         =       MTOT – MSEC
             em que:
             MTOT         =     massa dos gases de escape duplamente diluídos através do filtro de partículas (kg)
             MSEC         =       massa do ar de diluição secundária (kg)
             Se o nível de fundo das partículas do ar de diluição for determinado de acordo com o ponto 4.4.4 do Anexo III, a massa
             de partículas pode ser corrigida quanto às condições de fundo. Neste caso, calcula-se a massa de partículas do seguinte
             modo:
                     % Mf          " Md "               1 ( ( + M TOTW
                     &          / ##          x ##1 /       )) )) , x
             MPT =
                     &' M SAM $ M DIL $ DF * * ,- 1000
             em que:
             Mf, MSAM, MTOTW =            ver acima
             MDIL         =     massa do ar de diluição primária recolhido pelo sistema de recolha de partículas de fundo (kg)
             Md           =       massa das partículas de fundo recolhidas do ar de diluição primária, mg
             DF           =       factor de diluição conforme determinado no ponto 2.2.3.1.1
    2.2.5.2. Factor de correcção das partículas quanto à humidade
             Dado que a emissão de partículas pelos motores diesel depende das condições do ar ambiente, corrige-se a concentração
             das partículas em função da humidade do ar ambiente através do factor kp dado pela seguinte fórmula:
                                     1
             kp   "
                      "1# 0,0133 " "H a    $ 10,71#   #
             em que:
             Ha =         humidade do ar de admissão, g de água por kg de ar seco
                                                   6,220 " R a " p a
                                       Ha $
                                                p B # p a " R a " 10 " 2
             Ra: humidade relativa do ar de admissão (%)
             pa: pressão do vapor de saturação do ar de admissão (kPa)
             pB: pressão barométrica total (kPa)
             Nota: Ha pode ser derivada da medição da humidade relativa, conforme acima descrito, ou da medição do ponto de
             orvalho, da medição da pressão do vapor ou da medição do bolbo seco/húlido utilizando as fórmulas geralmente aceites.
 ---pagebreak--- 30.4.2004                PT                               Jornal Oficial da União Europeia                               L 146/67
   2.2.5.3.    Cálculo das emissões específicas
               As emissões de partículas (g/kWh) são calculadas do seguinte modo:
                                                        PT # M PT " K p / Wact
               em que:
               Wact    =         trabalho realizado no ciclo real conforme determinado no ponto 4.6.2 do Anexo III (kWh)
   9)       São aditados os seguintes apêndices:
 ---pagebreak--- L 146/68          PT                     Jornal Oficial da União Europeia                     30.4.2004
                                              "APÊNDICE 4
                        PROGRAMA DO DINAMÓMETRO DO MOTOR PARA O ENSAIO NRTC
    Temp Norm. Norm.               Temp Norm. Norm.                       Temp Norm. Norm.
         Veloc Binário                   Veloc Binário                         Veloc Binário
      s   (%)    (%)                 s    (%)       (%)                     s   (%)    (%)
      1        0      0             52      102         46                 103      74     24
      2        0      0             53      102         41                 104      77      6
      3        0      0             54      102         31                 105      76     12
      4        0      0             55        89         2                 106      74     39
      5        0      0             56        82         0                 107      72     30
      6        0      0             57        47         1                 108      75     22
      7        0      0             58        23         1                 109      78     64
      8        0      0             59         1         3                 110    102      34
      9        0      0             60         1         8                 111    103      28
     10        0      0             61         1         3                 112    103      28
     11        0      0             62         1         5                 113    103      19
     12        0      0             63         1         6                 114    103      32
     13        0      0             64         1         4                 115    104      25
     14        0      0             65         1         4                 116    103      38
     15        0      0             66         0         6                 117    103      39
     16        0      0             67         1         4                 118    103      34
     17        0      0             68         9        21                 119    102      44
     18        0      0             69        25        56                 120    103      38
     19        0      0             70        64        26                 121    102      43
     20        0      0             71        60        31                 122    103      34
     21        0      0             72        63        20                 123    102      41
     22        0      0             73        62        24                 124    103      44
     23        0      0             74        64         8                 125    103      37
     24        1      3             75        58        44                 126    103      27
     25        1      3             76        65        10                 127    104      13
     26        1      3             77        65        12                 128    104      30
     27        1      3             78        68        23                 129    104      19
     28        1      3             79        69        30                 130    103      28
     29        1      3             80        71        30                 131    104      40
     30        1      6             81        74        15                 132    104      32
     31        1      6             82        71        23                 133    101      63
     32        2      1             83        73        20                 134    102      54
     33        4     13             84        73        21                 135    102      52
     34        7     18             85        73        19                 136    102      51
     35        9     21             86        70        33                 137    103      40
     36       17     20             87        70        34                 138    104      34
     37       33     42             88        65        47                 139    102      36
     38       57     46             89        66        47                 140    104      44
     39       44     33             90        64        53                 141    103      44
     40       31      0             91        65        45                 142    104      33
     41       22     27             92        66        38                 143    102      27
     42       33     43             93        67        49                 144    103      26
     43       80     49             94        69        39                 145      79     53
     44     105      47             95        69        39                 146      51     37
     45       98     70             96        66        42                 147      24     23
     46     104      36             97        71        29                 148      13     33
     47     104      65             98        75        29                 149      19     55
     48       96     71             99        72        23                 150      45     30
     49     101      62             100       74        22                 151      34      7
     50     102      51             101       75        24                 152      14      4
     51     102      50             102       73        30                 153       8     16
 ---pagebreak--- 30.4.2004           PT         Jornal Oficial da União Europeia                      L 146/69
    Temp  Norm.   Norm.   Temp  Norm. Norm.                     Temp Norm.   Norm.
          Veloc Binário         Veloc Binário                        Veloc Binário
      s    (%(     (%)      s    (%)        (%)                   s   (%)     (%)
     154       15       6  205       20          18              256    102       84
     155       39      47  206       27          34              257      58      66
     156       39       4  207       32          33              258      64      97
     157       35      26  208       41          31              259      56      80
     158       27      38  209       43          31              260      51      67
     159       43      40  210       37          33              261      52      96
     160       14      23  211       26          18              262      63      62
     161       10      10  212       18          29              263      71       6
     162       15      33  213       14          51              264      33      16
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 ---pagebreak--- L 146/70           PT         Jornal Oficial da União Europeia                      30.4.2004
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 ---pagebreak--- 30.4.2004           PT         Jornal Oficial da União Europeia                      L 146/71
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 ---pagebreak--- 30.4.2004           PT         Jornal Oficial da União Europeia                      L 146/73
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 ---pagebreak--- 30.4.2004           PT         Jornal Oficial da União Europeia                      L 146/75
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 ---pagebreak--- L 146/76                  PT                              Jornal Oficial da União Europeia                                     30.4.2004
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    Indica-se a seguir uma visualização gráfica do programa do dinamómetro para o ensaio NRTC
                          Veloc.[%]               Programa do dinamómetro NRTC
                       120                        d                  t          h d l
                       100
                             Binário[%]
                        120
                        80
                        100
                        60
                         80
                        40
                         60
                        20
                         40
                         0
                         200             200             400              600            800           1000            1200
                           0
                             0             200             400              600           800            1000           1200
                                                                           tempo ( s )
                                                                 Apêndice 5
                                                         Requisitos de durabilidade
    1.      PERÍODO DE DURABILIDADE E FACTORES DE DETERIORAÇÃO DAS EMISSÕES
                O presente apêndice aplica-se apenas aos motores de ignição comandada das fases III-A, III-B e IV.
    1.1.        Os fabricantes devem determinar um valor para o factor de deterioração (DF) para cada poluente regulamentado
                relativamente a todas as famílias de motores das fases III-A e III-B.. Esses DF serão utilizados na homologação e nos
                ensaios com motores retirados da linha de produção.
    1.1.1.      O ensaio para determinar os DF é a realizado do seguinte modo:
 ---pagebreak--- 30.4.2004             PT                               Jornal Oficial da União Europeia                                        L 146/77
   1.1.1.1. O fabricante efectua ensaios de durabilidade para acumular horas do funcionamento do motor de acordo com um
            programa de ensaios seleccionado com base na boa prática de engenharia como sendo representativo do funcionamento
            do motor em utilização em relação à caracterização da deterioração do comportamento funcional das emissões. O período
            de ensaio de durabilidade deve representar tipicamente o equivalente a pelo menos um quarto do período de durabilidade
            das emissões (EDP).
            As horas de funcionamento em serviço podem ser acumuladas através do funcionamento dos motores num banco de
            ensaios dinamométrico ou do funcionamento da máquina em condições reais. Podem-se efectuar ensaios de durabilidade
            acelerados, que implicam que o programa de ensaio de acumulação de horas seja realizado a um factor de carga mais
            elevado do que o aplicado em serviços normal. O facto de aceleração que relaciona o número de horas de ensaio de
            durabilidade do motor ao número equivalente de horas de EDP é determinado pelo fabricante do motor com base na boa
            prática de engenharia.
            Durante o período de ensaio de durabilidade, não se pode fazer a manutenção ou substituição de componentes sensíveis
            às emissões para além do programa de serviço de rotina recomendado pelo fabricante.
            O motor, subssistemas ou componentes de ensaio a utilizar para determinar os meios DF das emissões de escape para
            uma família de motores, ou para famílias de motores que utilizam a mesma tecnologia do sistema de controlo das
            emissões, são seleccionados pelos fabricantes de motores com base na boa prática de engenharia. O critério é que o motor
            de ensaio deve representar a característica de deterioração das emissões das famílias de motores que aplicarão os valores
            resultantes de DF para a homologação. Podem ser considerados motores com cilindros de diferentes diâmetros e cursos,
            com diferentes configurações, diferentes sistemas de gestão do ar, diferentes sistemas de combustível como sendo
            equivalentes no que diz respeito às características de deterioração das emissões se houver uma base técnica razoável para
            tal determinação.
            Podem ser aplicados valores de DF de outro fabricante se houver uma base razoável para considerar uma equivalência
            das tecnologias em relação à deterioração das emissões e evidência de que os ensaios foram efectuados de acordo com os
            requisitos especificados.
            O ensaio das emissões é efectuado de acordo com os procedimentos definidos na presente directiva para o motor em
            ensaio após a rodagem inicial mas antes de qualquer acumulação de tempo de serviço e no final do ensaio de
            durabilidade. Os ensaios de emissões podem também ser realizados em intervalos durante o período de ensaio de
            acumulação do tempo de serviço e aplicado na determinação da tendência de deterioração.
   1.1.1.2. Os ensaios de acumulação de tempo de serviço com os ensaios de emissões realizados para determinar a deterioração não
            devem ser acompanhados pela autoridade de homologação.
   1.1.1.3. Determinação dos valores dos DG a partir dos ensaios de durabilidade.
            Um DF aditivo é definido como o valor obtido por subtracção do valor das emissões determinado no início do EDP, do
            valor das emissões determinado para representar o comportamento funcional em termos de emissões no final do EDP.
            Um DF multiplicativo é definido como o número de emissões determinado no final ao do EDP dividido pelo valor das
            emissões registado no início do EDP.
            Determinam-se valores separados de DF para cada um dos poluentes abrangidos pela legislação. No caso da
            determinação de um valor de DF relativo ao conjunto NOx+HC, para um DF aditivo, parte-se da soma dos poluentes
            mesmo que uma deterioração negativa em relação a um poluente possa não desviar a deterioração de um outro. Para um
            DF multiplicativo para o NOx+HC DF, determinam-se DF separados para o HC e os NOx que são aplicados
            separadamente ao calcular os níveis de emissões deteriorados a partir do resultado do ensaio de emissões antes de
            combinar os valores deteriorados resultantes dos NOx e dos HC para determinar o cumprimento da norma.
            Nos casos em que o ensaio não é realizado durante o EDP completo determinam-se os valores de emissões no final do
            EDP por extrapolação da tendência da deterioração das emissões determinado para o período de ensaio, em relação ao
            EDP completo.
            Se os resultados dos ensaios das emissões tiverem sido registados periodicamente durante o ensaio do tempo de
            acumulação de serviço, aplicam-se técnicas de processamento estatísticos standard baseados na boa prática para
            determinar os níveis de emissões no final do EDP. Podem-se aplicar ensaios de significância estatística para
            determinação dos valores finais das emissões.
            Se os resultados dos cálculos for um valor inferior a 1,00 para um DF multiplicativo, ou inferior a 0,00 para um DF
            aditivo, o DF será respectivamente 1,00 ou 0,00, respectivamente.
 ---pagebreak--- L 146/78                   PT                              Jornal Oficial da União Europeia                                     30.4.2004
    1.1.1.4.     Um fabricante pode, com a autorização da autoridade de homologação, utilizar valores de DF determinados a partir de
                 resultados de ensaios de durabilidade realizados para obter valores de DF para a homologação de motores pesados de
                 ignição por compressão rodoviários. Tal é admitido se houver equivalência tecnológica entre o motor rodoviário e as
                 familías de motores não-rodoviários que aplicam os valores DF para a homologação. Os valores de DF resultantes de um
                 ensaio de durabilidade das emissões de um motor rodoviário devem ser calculados com base nos valores do EDP
                 definidos no ponto 2.
    1.1.1.5.     No caso de uma família de motores utilizar uma tecnologia estabelecida, podese utilizar uma análise base numa boa
                 prática de engenharia em vez de um ensaio para determinar um factor de deterioração para essa família de motores desde
                 que se obtenha a autorização da autoridade de homologação.
    1.2.         Informação relativa aos DF nos pedidos de homologação
    1.2.1.       Os DF aditivos são especificados para cada poluente no pedido de homologação de uma família de motores no que diz
                 respeito aos motores de ignição por compressão que não utilizam um qualquer dispositivo de pós-tratamento.
    1.2.2.       Os DF multiplicativos são especificados para cada poluente no pedido de homologação de uma família de motores no que
                 diz respeito aos motores de ignição por compressão que utilizam um qualquer dispositivo de pós-tratamento.
    1.2.3.       O fabricante deve fornecer à autoridade de homologação, a pedido desta, informações que apoiem os valores de DF
                 determinados. Tais informações devem incluir tipicamente os resultados dos ensaios de emissões, o programa de
                 emissões de acumulação de tempo de serviço, procedimentos de manutenção e outras informações que apoiem as
                 decisões de engenharia de equivalência tecnológica, se aplicável.
    2.         PERÍODOS DE DURABILIDADE DAS EMISSÕES PARA OS MOTORES DAS FASE III-A, III-B E IV
    2.1.     Os fabricantes devem utilizar os EDP do quadro 1.
                                            Quadro 1: Categorias de EDP para motores de ignição por compressão
                                                                 das fases III-A, III-B e IV
                                  Categoria (gama de potências)                          Vida útil (horas)
                                                                                              EDP
                           " 37 kW                                        3.000
                           (motores de velocidade constante)
                           " 37 kW                                        5.000
                           (motores que não sejam de velocidade
                           constante)
                           # 37 kW                                        8.000
                           Motores a utilizar em embarcações de           10.000
                           navegação interior
                           Motores de automotoras                         10.000
    3.       O ANEXO V É ALTERADO DO SEGUINTE MODO:
    1)           O título passa a ter a seguinte redacção:
                 "CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DO COMBUSTÍVEL DE REFERÊNCIA PRESCRITO PARA OS ENSAIOS DE
                 HOMOLOGAÇÃO E PARA VERIFICAR A CONFORMIDADE DA PRODUÇÃO
 ---pagebreak--- 30.4.2004                     PT                                   Jornal Oficial da União Europeia                                                 L 146/79
                  COMBUSTÍVEL DE REFERÊNCIA PARA AS MÁQUINAS MÓVEIS NÃO RODOVIÁRIAS COM MOTORES DE
                  IGNIÇÃO POR COMPRESSÃO HOMOLOGADOS PARA SATISFAZER OS VALORES-LIMITE DAS FASES I e, II
                  E PARA OS MOTORES A UTILIZAR EM EMBARCAÇÕES DE NAVEGAÇÃO INTERIOR."
   2)             Após o quadro com o combustível de referência para motores diesel, é aditado o seguinte:
      COMBUSTÍVEL DE REFERÊNCIA PARA AS MÁQUINAS MÓVEIS NÃO RODOVIÁRIAS COM MOTORES DE IGNIÇÃO
                    POR COMPRESSÃO HOMOLOGADOS PARA SATISFAZER OS VALORES-LIMITE DA FASE III-A
                                                                                        Limites1
                      Parâmetro                         Unidade                                                            Método de ensaio
                                                                          Mínimo                Máximo
       Índice de cetano2                                                          52                  54,0         EN-ISO 5165
       Densidade a 15°C                                   kg/m3                  833                  837          EN-ISO 3675
       Destilação:
       ponto de 50 %                                        °C                   245                    -          EN-ISO 3405
       ponto de 95%                                         °C                   345                  350          EN-ISO 3405
       ponto de ebulição final                              °C                     -                  370          EN-ISO 3405
       Inflamabilidade                                      °C                    55                    -          EN 22719
       CFPP                                                 °C                     -                   -5          EN 116
       Viscosidade a 40 °C                                mm2/s                  2,5                   3,5         EN-ISO 3104
       Hidrocarbonetos aromáticos                        % m/m                   3,0                  6,0          IP 391
       Teor de enxofre3                                   mg/kg                    -                  300          ASTM D 5453
       Corrosão em cobre                                                           -               classe 1        EN-ISO 2160
       Resíduo carbonoso Conradson (10%                  % m/m                     -                   0,2         EN-ISO 10370
       Teor de cinzas                                    % m/m                     -                 0,01          EN-ISO 6245
       Teor de água                                      % m/m                     -                 0,05          EN-ISO 12937
       Número de neutralização (ácido forte)           mg KOH/g                    -                 0,02          ASTM D 974
       Estabilidade de oxidação4                          mg/ml                    -                 0,025         EN-ISO 12205
   ____________
   (1)
         Os valores citados na especificação são "valores reais". Para fixar os valores-limite, aplicaram-se os termos da norma ISO 4259, "Petroleum
         products - Determination and application of precision data in relation to methods of test" e, para fixar um valor mínimo, tomou-se em
         consideração uma diferença mínima de 2R acima de zero; ao fixar um valor máximo e mínimo, a diferença mínima é de 4R
         (R=reprodutibilidade).
         Embora esta medida seja necessária por razões estatísticas, o fabricante de combustíveis deve, no entanto, tentar obter um valor nulo quando o
         valor máximo estipulado for 2R e um valor médio no caso de serem indicados os limites máximo e mínimo. Se for necessário determinar se um
         combustível satisfaz ou não as condições das especificações, aplicam-se os termos constantes da norma ISO 4259.
   (2)
         O intervalo indicado para o cetano não está em conformidade com o requisito de um mínimo de 4R. No entanto, em caso de diferendo entre o
         fornecedor e o utilizador do combustível, poderão aplicar-se os termos da norma ISO 4259, desde que se efectue um número suficiente de
         medições repetidas para obter a precisão necessária, sendo preferível proceder a tais medições em vez de a uma determinação única.
   (3)
         Deve ser indicado o teor real de enxofre do combustível utilizado para o ensaio.
   (4)
         Embora a estabilidade da oxidação seja controlada, é provável que o prazo de validade do produto seja limitado. Recomenda-se que se peça
         conselho ao fornecedor sobre as condições de armazenamento e o prazo de validade.
 ---pagebreak--- L 146/80                     PT                                   Jornal Oficial da União Europeia                                                30.4.2004
       COMBUSTÍVEL DE REFERÊNCIA PARA AS MÁQUINAS MÓVEIS NÃO RODOVIÁRIAS COM MOTORES DE IGNIÇÃO
              POR COMPRESSÃO HOMOLOGADOS PARA SATISFAZER OS VALORES-LIMITE DAS FASES III-B E IV
                                                                                        Limites1)
                     Parâmetro                          Unidade                                                         Método de ensaio
                                                                         Mínimo                Máximo
    Índice de cetano2)                                                                               54,0         EN-ISO 5165
    Densidade a 15°C                                     kg/m3                  833                  837          EN-ISO 3675
    Destilação:
    ponto de 50 %                                          °C                   245                    -          EN-ISO 3405
    ponto de 95%                                           °C                   345                  350          EN-ISO 3405
    ponto de ebulição final                                °C                     -                  370          EN-ISO 3405
    Inflamabilidade                                        °C                    55                    -          EN 22719
    CFPP                                                   °C                     -                   -5          EN 116
    Viscosidade a 40 °C                                  mm2/s                  2,3                  3,3          EN-ISO 3104
    Hidrocarbonetos aromáticos
                                                        % m/m                   3,0                  6,0          IP 391
    policíclicos
    Teor de enxofre3)                                    mg/kg                    -                   10          ASTM D 5453
    Corrosão em cobre                                                             -               classe 1        EN-ISO 2160
    Resíduo carbonoso Conradson (10% no
                                                        % m/m                     -                  0,2          EN-ISO 10370
    resíduo de destilação (DR))
    Teor de cinzas                                      % m/m                     -                 0,01          EN-ISO 6245
                                                                                        Limites1)
                     Parâmetro                          Unidade                                                         Método de ensaio
                                                                         Mínimo                Máximo
    Teor de água                                        % m/m                     -                 0,02          EN-ISO 12937
    Número de neutralização (ácido forte)             mg KOH/g                    -                 0,02          ASTM D 974
    Estabilidade de oxidação4)                           mg/ml                    -                 0,025         EN-ISO 12205
    Poder lubrificante (diâmetro da marca                  µm                     -                  400          CEC F-06-A-96
    de desgaste em HFRR a 60 °C)
    (1)
        Os valores citados na especificação são "valores reais". Para fixar os valores-limite, aplicaram-se os termos da norma ISO 4259, "Petroleum
        products – Determination and application of precision data in relation to methods of test" e, para fixar um valor mínimo, tomou-se em
        consideração uma diferença mínima de 2R acima do zero; ao fixar um valor máximo e mínimo, a diferença mínima é de 4R
        (R=reprodutibilidade).
        Embora esta medida seja necessária por razões estatísticas, o fabricante de combustíveis deve, no entanto, tentar obter um valor nulo quando o
        valor máximo estipulado for 2R e um valor médio no caso de serem indicados os limites máximo e mínimo. Se for necessário determinar se um
        combustível satisfaz ou não as condições das especificações, aplicam-se os termos constantes da norma ISO 4259.
    (2)
        O intervalo indicado para o cetano não está em conformidade com o requisito de um mínimo de 4 R. No entanto, em caso de diferendo entre o
        fornecedor e o utilizador do combustível, poderão aplicar-se os termos da norma ISO 4259, desde que se efectue um número suficiente de
        medições repetidas para obter a precisão necessária, sendo preferível proceder a tais medições do que a uma determinação única.
    (3)
        Deve ser indicado o teor real de enxofre do combustível utilizado para o ensaio do tipo I.
    (4)
        Embora a estabilidade da oxigenação seja controlada, é provável que o prazo de validade do produto seja limitado. Recomenda-se que se peça
        conselho ao fornecedor sobre as condições de armazenamento e o prazo de validade."
 ---pagebreak--- 30.4.2004                 PT                                                 Jornal Oficial da União Europeia                                                                                    L 146/81
   4. O ANEXO VII É ALTERADO DO SEGUINTE MODO:
        O apêndice 1 passa a ter a seguinte redacção:
                                                                                       "Apêndice 1
                                           RESULTADOS DOS ENSAIOS PARA MOTORES DE IGNIÇÃO
                                                                              POR COMPRESSÃO"
                                                                       RESULTADOS DOS ENSAIOS
   1.      INFORMAÇÕES RELATIVAS À CONDUÇÃO DO(S) ENSAIO(S) 1:
   1.1.    Combustível de referência utilizado no ensaio
              1.1.1.    Índice de cetano:.........................................................................................................................................................
              1.1.2.    Teor de enxofre: .........................................................................................................................................................
              1.1.3.    Indicadores de densidade: ..........................................................................................................................................
   1.2.    Lubricante
              1.2.1.    Marca(s): ....................................................................................................................................................................
              1.2.2.Tipo(s): .............................................................................................................................................................................
   (indicar a percentagem de óleo na mistura se o lubrificante e o combustível forem misturados)
   1.3.    Equipamentos movidos pelo motor (se aplicável)
              1.3.1.    Enumeração e pormenores identificadores .................................................................................................................
              1.3.2.    Potência absorvida às velocidades do motor indicadas (conforme especificadas pelo fabricante): ............................
                                                            Potência PAE (kW) absorvida às velocidades do motor (1)Equipamento
   Material                                                            Telescopagem (se aplicável)                                                          Nominal
   Total:
   (1)     Não deve ser superior a 10% da potência medida durante o ensaio.
   1.4.    Comportamento funcional do motor
   1.4.1. Número de rotações do motor
                Em marcha lenta sem carga: . rpm Intermédia: . rpm …………………. min-1
                Intermédia: . rpm ……………………………………………………… min-1
                Nominal: . rpm ………………………………………………………… min-1
   1.4.2. Potência do motor 2
   1
           No caso de vários motores percursores, a indicar para cada um deles.
   2
           Potência não corrigida, medida nos termos do ponto 2.4. do Anexo I.
 ---pagebreak--- L 146/82                    PT                                         Jornal Oficial da União Europeia                                                                       30.4.2004
                                                                                        Potência (kW) a várias velocidades do motor
    Condição                                                                            Telescopagem (se aplicável)                       Nominal
    Potência máxima medida no ensaio (PM) (kW) (a)
    (kW)
    Potência total absorvida pelos equipamentos movidos pelo
    motor de acordo com o ponto 1.3.2 do presente apêndice, ou
    com o ponto 3.1 do anexo III (PAE)
    (kW)
    Potência líquida do motor conforme especificada no ponto 2.4
    do anexo I (kW) (c)
    c=a+b
    1.5.     Níveis de emissão
    1.5.1. Regulação do dinamómetro (kW)
                                                                   Regulação do dinamómetro (kW) a várias velocidades do motor
       Percentagem de carga                               Telescopagem (se aplicável)                                                         Nominal
               10 (se aplicável)
               25 (se aplicável)
                       50
                       75
                      100                                                                                                                          ."
    1.5.2. Resultados das emissões no ciclo de ensaio:"
               CO……………………… (g/kWh)
               HC………………………..(g/kWh)
               NOx………………………(g/kWh)
               NMHC+NOx……………. g/kWh
               Partículas……………….. (g/kWh)
    1.5.3.            Sistema de recolha de amostras utilizado para o ensaio:
    1.5.3.1.              Emissões gasosas 1:...........................................................................................................................
    1.5.3.2.              Partículas 1:......................................................................................................................................
    1.5.3.2.1.        Método 2: Filtro simples/filtros múltiplos
    2.       INFORMAÇÕES RELATIVAS À CONDUÇÃO DO(S) ENSAIO(S) NRC 3:
    2.1.     Resultados das emissões no ciclo de ensaio:"
               CO: ……………………….. (g/kWh)
               HC:………………………… g/kWh
               NOx:………………………… (g/kWh)
               NMHC+NOx:………………. (g/kWh)
               Partículas: …………………..(g/kWh)
               NOx: . g/kWh
    1
             Indicar os números das figuras definidos no ponto 1 do Anexo VI.
    2
             Riscar o que não interessa.
    3
             No caso de vários motores percusores, a indicar para cada um deles.
 ---pagebreak--- 30.4.2004               PT                                                  Jornal Oficial da União Europeia                                                                                 L 146/83
   2.2.   Sistema de recolha de amostras utilizado para o ensaio:
            Emissões gasosas1:........................................................................................................................................................
            Partículas1:....................................................................................................................................................................
   Método2: Filtro simples/filtros múltiplos
   5.     O ANEXO XII É ALTERADO DO SEGUINTE MODO:
            É aditada uma nova secção:
          "3.         No que diz respeito aos motores das categorias H, I, e J (fase III-A) e K, L e M (fase III-B) conforme definidas
                      no n.º 3 do artigo 9.º as seguintes homologações e, se aplicável, as marcas de homologação correspondentes, são
                      reconhecidas como sendo equivalentes a uma homologação nos termos da presente directiva.
          3.1         Homologações nos termos da Directiva 88/77/CEE com a redacção que lhe foi dada pela Directiva 99/96/CE, no
                      caso dos motores que satisfaçam as fases B1, B2 ou C previstas no artigo 2.º e no ponto 6.2.1 do Anexo I.
          3.2         Regulamento da UNECE 49 série 03 de alterações, no caso dos motores que satisfaçam as fases B1, B2 e C
                      previstas no ponto 5.2."
 ---pagebreak--- L 146/84                  PT                               Jornal Oficial da União Europeia                                       30.4.2004
                                                                  ANEXO II
                                                                  "Anexo VI
                                        SISTEMA DE ANÁLISE E DE RECOLHA DE AMOSTRAS
    1.           SISTEMAS DE RECOLHA DE AMOSTRAS DE GÁS E DE PARTÍCULAS
       Figura n.º                                                              Descrição
2                         Sistema de análise dos gases de escape brutos
3                         Sistema de análise dos gases de escape diluídos
                          Escoamento parcial, escoamento isocinético, regulação pela ventoinha de aspiração e recolha de amostras
4
                          fraccionada
5                         Escoamento parcial, escoamento isocinético, regulação pela ventoinha de pressão e recolha de amostras fraccionada
6                         Escoamento parcial, medição do CO2 ou NOx recolha de amostras fraccionada
7                         Escoamento parcial, medição do CO2 e balanço do carbono, recolha total de amostras
8                         Escoamento parcial, Venturi único e medição da concentração, recolha de amostras fraccionada
9                         Escoamento parcial, Venturi duplo ou orifício duplo e medição da concentração, recolha de amostras fraccionada
10                        Escoamento parcial, separação por tubos múltiplos e medição da concentração, recolha de amostras fraccionada
11                        Escoamento parcial, regulação do escoamento, recolha total de amostras
12                        Escoamento parcial, regulação do escoamento, recolha de amostras fraccionada
13                        Escoamento total, bomba volumétrica ou Venturi de escoamento crítico, recolha de amostras fraccionada
14                        Sistema de recolha de amostras de partículas
15                        Sistema de diluição para o sistema de escoamento total
    1.1.    Determinação das emissões gasosas
              O ponto 1.1.1 e as figuras 2 e 3 contêm descrições pormenorizadas dos sistemas recomendados de recolha de amostras e de
              análise. Dado que várias configurações podem produzir resultados equivalentes, não é necessário respeitar rigorosamente
              estas figuras. Podem ser utilizados componentes adicionais tais como instrumentos, válvulas, solenóides, bombas e
              comutadores para obter outras informações e coordenar as funções dos sistemas. Outros componentes que não sejam
              necessários para manter a precisão em alguns sistemas podem ser excluídos se a sua exclusão se basear no bom senso
              técnico.
    1.1.1. Componentes CO, CO2, HC, NOx dos gases de escape
              O sistema de análise para a determinação das emissões gasosas nos gases de escape brutos ou diluídos compreende os
              seguintes elementos:
                 –      um analisador HFID para a medição dos hidrocarbonetos,
                 –      analisadores NDIR para a medição do monóxido de carbono e do dióxido de carbono,
                 –      um detector HCLD ou equivalente para a medição dos óxidos de azoto.
 ---pagebreak--- 30.4.2004                PT                                    Jornal Oficial da União Europeia                                               L 146/85
            Para os gases de escape brutos (figura 2), a amostra de todos os componentes pode ser retirada por meio de uma sonda ou
            de duas sondas de recolha próximas uma da outra e dividida(s) internamente para diferentes analisadores. Deve-se velar por
            que nenhum componente dos gases de escape (incluindo a água e o ácido sulfúrico) se condense num ponto qualquer do
            sistema de análise.
            Para os gases de escape diluídos (figura 3), a amostra dos hidrocarbonetos deve ser retirada com uma sonda de recolha
            diferente da utilizada para os outros componentes. Deve-se velar por que nenhum componente dos gases de escape
            (incluindo a água e o ácido sulfúrico) se condense num ponto qualquer do sistema de análise.
                                                                        Figura 2
                             Figura 2 Diagrama do sistema de análise dos gases de escape para o CO, NOx e HC
                                        HSL1
                  gás de colocação no zero                                           T2              G1
                                                  T1                    HSL1          gás de colocação no zero
                                                                                                                      para a atmosfera
                                                                                                                 HC
                                  V1
                                           F1          F2         P
                SP1 gás de colocação no zero                                   gás de calibração
                                                                                                   R3
                                                                                                              R1     R2 para a atmosfera
                                  V1                                                                             ar combustível
                                           F1         F2           P                                                       FL1
                             2ª recolha de amostras (facult.)
            SL
                                                                              HSL2
                                                     para a atmosfera
                                           G3                                                                         para a atmosfera
                 T5 gás de colocação no zero
                T5
                                                                                 T3         G2         V9
                                                                 FL5
                                                                                                                                  FL4
                                                  CO        para a atmosfera gás de colocação no zero
          B                 V11         V4
                                    gás de calibração
                                                                                                        C                         NO
                                                                FL6
                               gás de colocação no zero                                        V7                V8     V10
                                                                                        V3
                                                                                   gás de calibração                         para a atmosfera
                                                  CO        para a atmosfera                                                  T5
           V13   V12                                 2                                                 T4
                                         V5                                          R4
                                    gás de calibração           FL7
                          R5                                  para a atmosfera
                               gás de colocação no zero                                                                           FL2
                                                  O
                                                    2
                                                                      FL8                                        V13  V12
                                         V6
                             gás de calibração
 ---pagebreak--- L 146/86                       PT                                      Jornal Oficial da União Europeia                              30.4.2004
                                                                                Figura 3
                                Diagrama do sistema de análise dos gases de escape diluídos para o CO, CO2, NOx e HC
                       para PSS ver figura 14          HSL1
                                                                                 T2             G1
             PSP                               T1                    HSL1
                                                                                gás de colocação no zero
                                BK                                                                                para a atmosfera
                                                                                                           HC
       SP2                      V1
           mesmo plano                 F1           F2        P
                          gás de colocação T1                                 gás de calibração
            ver fig. 14                                                                       R3
       SP2                no zero                                     HSL2
                                                                                                        R1    R2 para a atmosfera
       DT                        V1                                                                        ar combustível
                 ver fig. 13
                               V14     F1          F2          P                                                    FL1
          BG                                  BK                  SL
                                       G3                      vent                                               para a atmosfera
          T5    gás de colocação
                                                                            T3         G2         V9
                no zero                                      FL5
                                               CO              vent       gás de colocação no zero                        FL4
    B                  V11         V4
                               gás de calibração                                                   C                      NO
                          gás de colocação no zero                                  V3    V7               V8    V10
                                                             FL6
                                               CO                           gás de calibração
                                                                                                                para a atmosfera
     V13 V12                         V5           2                              R4               T4
                               gás de calibração        para a atmosfera
                     R5
                                                                                                                          FL2
                                                                  FL3
    Descrições – figuras 2 e 3
    Nota geral:
    Todos os componentes no percurso do gás a ser recolhido devem ser mantidos à temperatura especificada para os sistemas
    respectivos.
      –           Sonda SP1 de recolha de gases de escape brutos (figura 2 apenas)
                  Recomenda-se uma sonda de aço inoxidável rectilínea, fechada na extremidade e contendo vários orifícios. O diâmetro
                  interior não deve ser maior do que o diâmetro interior da conduta de recolha. Deve haver um mínimo de três orifícios em
                  três planos radiais diferentes, dimensionados para recolher aproximadamente o mesmo caudal. A sonda deve abarcar pelo
                  menos 80 % do diâmetro do tubo de escape.
    –             Sonda SP2 de recolha dos HC nos gases de escape diluídos (figura 3 apenas)
                  A sonda deve:
                  –          ser constituída pela primeira secção de 254 mm a 762 mm da conduta de recolha de hidrocarbonetos (HSL3),
                  –          ter um diâmetro interior mínimo de 5 mm,
                  –          ser instalada no túnel de diluição DT (ponto 1.2.1.2) num ponto em que o ar de diluição e os gases de escape
                             estejam bem misturados (isto é, aproximadamente a uma distância de 10 vezes o diâmetro do túnel a jusante do
                             ponto em que os gases de escape entram no túnel de diluição),
                  –          estar suficientemente afastada (radialmente) de outras sondas e da parede do túnel de modo a não sofrer a
                             influência de quaisquer ondas ou turbilhões,
                  –          ser aquecida de modo a aumentar a temperatura da corrente de gás até 463 K (190 °C) ± 10 K à saída da sonda.
    –             Sonda SP3 de recolha de CO, CO2 e NOx nos gases de escape diluídos (figura 3 apenas)
                  A sonda deve:
                  –          estar no mesmo plano que a sonda SP2,
 ---pagebreak--- 30.4.2004                PT                               Jornal Oficial da União Europeia                                       L 146/87
              –        estar suficientemente afastada (radialmente) de outras sondas e da parede do túnel de modo a não sofrer a
                       influência de quaisquer ondas ou turbilhões,
              –        ser aquecida e isolada ao longo de todo o seu comprimento até uma temperatura mínima de 328 K (55 °C) para
                       evitar a condensação da água.
   –          Conduta de recolha de amostras aquecida HSL1
              A conduta de recolha de amostras serve de passagem aos gases recolhidos desde a sonda única até ao(s) ponto(s) de
              separação e ao analisador de HC.
              A conduta deve:
              –        ter um diâmetro interno mínimo de 5 mm e máximo de 13,5 mm,
              –        ser de aço inoxidável ou de PTFE,
              –        manter uma temperatura de paredes de 463 K (190 °C) ± 10 K, medida em cada uma das secções aquecidas
                       controladas separadamente, se a temperatura dos gases de escape na sonda de recolha for igual ou inferior a 463
                       K (190 °C),
              –        manter uma temperatura de paredes superior a 453 K (180 °C) se a temperatura dos gases de escape na sonda de
                       recolha for superior a 463 K (190 °C),
              –        manter a temperatura dos gases a 463 K (190 °C) ± 10 K imediatamente antes do filtro aquecido (F2) e do HFID.
   –          Conduta aquecida de recolha de NOx HSL2
              A conduta deve:
              –        manter uma temperatura de paredes compreendida entre 328 K e 473 K (55 e 200 °C) até ao conversor se se
                       utilizar um banho de arrefecimento, e até ao analisador no caso contrário,
              –        ser de aço inoxidável ou PTFE.
                       Dado que a conduta de recolha apenas precisa de ser aquecida para impedir a condensação da água e do ácido
                       sulfúrico, a sua temperatura dependerá do teor de enxofre do combustível.
   –          Conduta de recolha SL para o CO (CO2)
   A conduta pode ser de aço inoxidável ou PTFE. Pode ser aquecida ou não.
   –          Saco dos elementos de fundo BK (facultativo; figura 3 apenas)
              Este saco serve para a medição das concentrações de fundo.
   –          Saco de recolha BG (facultativo; figura 3, CO e CO2 apenas)
              Este saco serve para a medição das concentrações das amostras.
   –          Pré-filtro aquecido F1 (facultativo)
              A temperatura deve ser a mesma que a da conduta HSL1.
   –          Filtro aquecido F2
              O filtro deve extrair quaisquer partículas sólidas da amostra de gases antes do analisador. A temperatura deve ser a
              mesma que a da conduta HSL1. O filtro deve ser mudado quando necessário.
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    –    Bomba de recolha de amostras aquecida P
         A bomba deve ser aquecida até à temperatura da conduta HSL1.
    –    HC
         Detector aquecido de ionização por chama (HFID) para a determinação dos hidrocarbonetos. A temperatura deve ser
         mantida entre 453 K e 473 K (180 °C e 200 °C).
    –    CO, CO2
         Analisadores NDIR para a determinação do monóxido de carbono e do dióxido de carbono.
    –    NO2
         Analisador (H)CLD para a determinação dos óxidos de azoto. Se for utilizado um HCLD, este deve ser mantido a uma
         temperatura compreendida entre 328 K e 473 K (55 °C e 200 °C).
    –    Conversor C
         Utiliza-se um conversor para a redução catalítica de NO2 em NO antes da análise no CLD ou HCLD.
    –    Banho de arrefecimento B
         Para arrefecer e condensar a água contida na amostra de gases de escape. O banho deve ser mantido a uma temperatura
         compreendida entre 273 K e 277 K (0 °C e 4 °C) utilizando gelo ou refrigeração. O banho é facultativo se o analisador
         não sofrer interferências do vapor de água de acordo com os pontos 1.9.1 e 1.9.2 do apêndice 2 do anexo III.
         Não são admitidos exsicantes químicos para a remoção da água da amostra.
    –    Sensores de temperatura T1, T2, T3
         Para monitorizar a temperatura da corrente de gás.
    –    Sensor de temperatura T4
         Temperatura do conversor NO2-NO
    –    Sensor de temperatura T5
         Para monitorizar a temperatura do banho de arrefecimento.
    –    Manómetros G1, G2, G3
         Para medir a pressão nas condutas de recolha de amostras.
    –    Reguladores de pressão R1, R2
         Para regular a pressão do ar e do combustível, respectivamente, que chegam ao HFID.
    –    Reguladores de pressão R3, R4, R5
         Para regular a pressão nas condutas de recolha de amostras e o escoamento para os analisadores.
    –    Debitómetros FL1, FL2, FL3
         Para monitorizar o escoamento de derivação das amostras.
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   –            Debitómetros FL4 a FL7 (facultativos)
                Para monitorizar o escoamento através dos analisadores.
   –            Válvulas selectoras V1 a V6
   Para seleccionar o gás a enviar para o analisador (amostra, gás de calibração ou gás de colocação no zero).
   –            Válvulas solenóides V7, V8
                Para contornar o conversor NO2-NO.
   –            Válvula de agulha V9
                Para equilibrar o escoamento através do conversor NO2-NO e da derivação.
   –            Válvulas de agulha V10, V11
                Para regular o escoamento para os analisadores.
   –            Válvula de purga V12, V13
                Para drenar o condensado do banho B.
   –            Válvula selectora V14
                Para seleccionar o saco de amostras ou o saco dos elementos de fundo.
   1.2.     Determinação das partículas
              Os pontos 1.2.1 e 1.2.2 e as figuras 4 a 15 contêm descrições pormenorizadas dos sistemas recomendados de diluição e de
              recolha de amostras. Dado que várias configurações podem produzir resultados equivalentes, não é necessário respeitar
              rigorosamente essas figuras. Podem ser utilizados componentes adicionais tais como instrumentos, válvulas, solenóides,
              bombas e comutadores para obter outras informações e coordenar as funções dos sistemas. Outros componentes que não
              sejam necessários para manter a precisão em alguns sistemas podem ser excluídos se a sua exclusão se basear no bom
              senso técnico.
   1.2.1. Sistema de diluição
   1.2.1.1.     Sistema de diluição do escoamento parcial (figuras 4 a 12)1
              O sistema de diluição apresentado baseia-se na diluição de uma parte da corrente de gases de escape. A separação dessa
              corrente e o processo de diluição que se lhe segue podem ser efectuados por meio de diferentes tipos de sistemas de
              diluição. Para a subsequente recolha das partículas, pode-se passar para os sistemas de recolha de amostras de partículas
              (ponto 1.2.2, figura 14) a totalidade dos gases de escape diluídos ou apenas uma porção destes. O primeiro método é
              referido como sendo do tipo de recolha de amostras total, e o segundo, como sendo do tipo de recolha de amostras
              fraccionado.
              O cálculo da razão de diluição depende do tipo de sistema utilizado.
              Recomendam-se os seguintes tipos:
              –      Sistemas isocinéticos (figuras 4 e 5)
                          Nestes sistemas, o escoamento para o tubo de transferência deve ter as mesmas características que o escoamento
                          total dos gases de escape em termos de velocidade e/ou pressão dos gases, exigindo assim um escoamento regular
                          e uniforme dos gases de escape ao nível da sonda de recolha. Consegue-se este resultado utilizando um
                          ressonador e um tubo de chegada rectilíneo a montante do ponto de recolha. A razão de separação é então
                          calculada a partir de valores facilmente mensuráveis, como os diâmetros de tubos. É de notar que o método
                          isocinético é apenas utilizado para igualizar as condições de escoamento e não para efeitos de igualização da
                          distribuição da granulometria. Em geral, esta última não é necessária dado que as partículas são suficientemente
                          pequenas para seguir as linhas de corrente do fluido.
   1
            As figuras 4 a 12 mostram vários tipos de sistemas de fluxos de diluição parcial que podem ser normalmente utilizados para o NRSC. No
            entanto e devido a várias graves limitações dos testes transientes, apenas esses sistemas (figuras 4 a 12), aptos a preencherem todos os
            requisitos do ponto 2.4. do Apêndice I do Anexo III, são aceites para o teste transiente (NRTC).
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              –       Sistemas com regulação dos escoamentos e medição das concentrações (figuras 6 a 10)
                      Com estes sistemas, retira-se uma amostra da corrente total dos gases de escape ajustando o escoamento do ar de
                      diluição e o escoamento total dos gases diluídos. A razão de diluição é determinada a partir das concentrações
                      dos gases marcadores, tais como CO2 ou o NOx, que estão naturalmente presentes nos gases de escape dos
                      motores. Medem-se as concentrações nos gases de escape diluídos e no ar de diluição, podendo a concentração
                      nos gases de escape brutos ser medida directamente ou ser determinada a partir do escoamento do combustível e
                      da equação do balanço do carbono, se a composição do combustível for conhecida. Os sistemas podem ser
                      regulados com base na razão de diluição calculada (figuras 6 e 7) ou com base no escoamento que entra no tubo
                      de transferência (figuras 8, 9 e 10).
              –       Sistemas com regulação dos escoamentos e medição do caudal (figuras 11 e 12)
                      Com estes sistemas, retira-se uma amostra da corrente total dos gases de escape ajustando o escoamento do ar de
                      diluição e o escoamento total dos gases de escape diluídos. A razão de diluição é determinada pela diferença
                      entre os dois caudais. Este método exige uma calibração precisa dos debitómetros entre si, dado que a grandeza
                      relativa dos dois caudais pode levar a erros significativos com razões de diluição mais elevadas (≥ 9). A
                      regulação dos caudais efectua-se muito facilmente mantendo o caudal de gases de escape diluídos constante e
                      variando o caudal do ar de diluição, se necessário.
                      Para poder tirar partido das vantagens dos sistemas de diluição do escoamento parcial, é necessário evitar os
                      potenciais problemas de perdas de partículas no tubo de transferência, assegurar a recolha de uma amostra
                      representativa dos gases de escape do motor e determinar a razão de separação.
                      Os sistemas descritos têm em conta esses factores essenciais.
                                                                  Figura 4
         Sistema de diluição do escoamento parcial com sonda isocinética e recolha de amostras fraccionada (regulação pela SB)
                   DAF          PB        FM1                          l>                               SB
                                                                                        PSP
                                                                               d
                                                                                                       para a atmosfera
            air
                                                                           DT         PTT
                                                          TT         Ver figura 14
                                                                                       para o sistema
                                                                                         de recolha
                                                                                      de partículas
                             ISP
                                                        DPT
                                EP                    delta
                                                                             FC1
                                     escape
            Os gases de escape brutos são transferidos do tubo de escape EP para o túnel de diluição DT através do tubo de
            transferência TT pela sonda de recolha de amostras isocinética ISP. Mede-se a diferença de pressão dos gases de escape
            entre o tubo de escape e a entrada da sonda, utilizando o transductor de pressão DPT. O sinal resultante é transmitido ao
            regulador de caudal FC1, que comanda a ventoinha de aspiração SB para manter uma diferença de pressão nula na ponta da
            sonda. Nestas condições, as velocidades dos gases de escape em EP e ISP são idênticas, e o escoamento através de ISP e
            TT é uma fracção constante do escoamento de gases de escape. A razão de separação é determinada pelas áreas das secções
            de EP e ISP. O caudal do ar de diluição é medido com o dispositivo FM1. A razão de diluição é calculada a partir do caudal
            do ar de diluição e da razão de separação.
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                                                                  Figura 5
         Sistema de diluição parcial do escoamento com sonda isocinética e recolha de amostras fraccionada (regulação pela PB)
                   DAF              FM1                               l>                              SB
                                                                                                             para a atmosfera
                                                                                       PSP
                                                                             d
            air
                                     TT                                   DT         PTT
                                                                     ver igura 14       para o sistema
                                                                                          de recolha
                                                                                           de partículas
                  ISP                                  PB
                     EP
                                             DPT                 FC1
                         escape            delta
            Os gases de escape brutos são transferidos do tubo de escape EP para o túnel de diluição DT através do tubo de
            transferência TT pela sonda de recolha de amostras isocinética ISP. Mede-se a diferença de pressão dos gases de escape
            entre o tubo de escape e a entrada da sonda, utilizando o transductor de pressão DPT. O sinal resultante é transmitido ao
            regulador de caudal FC1, que comanda a ventoinha de pressão PB para manter uma diferença de pressão nula na ponta da
            sonda. Isto consegue-se retirando uma pequena fracção do ar de diluição cujo caudal já foi medido com o debitómetro
            FM1, e fazendo-o chegar a TT através de um orifício pneumático. Nestas condições, as velocidades dos gases de escape em
            EP e ISP são idênticas, e o escoamento através de ISP e TT é uma fracção constante do escoamento de gases de escape. A
            razão de separação é determinada pelas áreas das secções de EP e ISP. O ar de diluição é aspirado através de DT pela
            ventoinha de aspiração SB, e o seu caudal é medido com FM1 à entrada em DT. A razão de diluição é calculada a partir do
            caudal do ar de diluição e da razão de separação.
 ---pagebreak--- L 146/92               PT                                Jornal Oficial da União Europeia                                         30.4.2004
                                                                 Figura 6
         Sistema de diluição parcial do fluxo com medição das concentrações do CO2 ou NOx e recolha de amostras fraccionada
                                FC2                EGA                                EGA
                                   f acul t ati vo
                        DAF      par a PB ou SB                      l > 10* d                          SB
                                                                               d
                                                                                      PSP                    par a a at mosf er a
                  ar
                                   PB                                     DT           PTT
                                                                      ver fi gur a 14
                                                           TT                            Tpar a o si st e ma
                                                                                          de recol ha
                        EGA                                                                de partí cul as
                                                      SP
                                   EP
                                        escape
            Os gases de escape brutos são transferidos do tubo de escape EP para o túnel de diluição DT através da sonda de recolha de
            amostras SP e do tubo de transferência TT. Medem-se as concentrações de um gás marcador (CO2 ou NOx) nos gases de
            escape brutos e diluídos bem como no ar de diluição com o(s) analisador(es) de gases de escape EGA. Estes sinais são
            transmitidos ao regulador de escoamento FC2 que regula quer a ventoinha de pressão PB quer a ventoinha de aspiração SB,
            para manter a separação e a razão de diluição dos gases de escape desejadas em DT. A razão de diluição calcula-se a partir
            das concentrações dos gases marcadores nos gases de escape brutos, nos gases de escape diluídos e no ar de diluição.
 ---pagebreak--- 30.4.2004                PT                               Jornal Oficial da União Europeia                                        L 146/93
                                                                   Figura 7
      Figura 7 Sistema de diluição parcial do fluxo com medição das concentrações do CO2, balanço do carbono e recolha de amostras
                                                           totaland total sampling
                                FC2            EGA                                           EGA
                                Facultativo para P
                         DAF
                                                                                                 PTT
                                                                               d
                   air
                                   PB                                      DT
                                                                                              PSS
                                                            TT
                                                                                                         FH
                       G FUEL
                                                                    facultativo de FC2                  P
                                                    SP
                                   EP
                                                                                       Ver pormenores figura 15
                                        escape
             Os gases de escape brutos são transferidos do tubo de escape EP para o túnel de diluição DT através da sonda de recolha de
             amostras SP e do tubo de transferência TT. Medem-se as concentrações de CO2 nos gases de escape diluídos e no ar de
             diluição com o(s) analisador(es) de gases de escape EGA. Os sinais referentes à concentração de CO2 e do caudal de
             combustível GFUEL são transmitidos quer ao regulador de caudal FC2 quer ao regulador de caudal FC3 do sistema de
             recolha de amostras de partículas (figura 14). FC2 comanda a ventoinha de pressão PB, enquanto FC3 comanda o sistema
             de recolha de amostras de partículas (figura 14), ajustando assim os escoamentos que entram e saem do sistema de modo a
             manter a razão de separação e a razão de diluição dos gases de escape desejadas em DT. A razão de diluição calcula-se a
             partir das concentrações do CO2 e de GFUEL utilizando a hipótese do balanço do carbono.
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                                                                  Figura 8
         Sistema de diluição parcial do fluxo com Venturi simples, medição das concentrações e recolha de amostras fraccionada
                                       EGA                                          EGA
                        DAF               PB                           l >
                                                                 VN             d PSP
              ar                                                                                     par a a at mosf er a
                                                                           DT        PTT
                                                          TT      ver fi gur a 14    par a o si st e ma
                                                                                       de recol ha
                                                                                        de a most r as
                                                 SP
                               EP                          EGA
                                    escape
            Os gases de escape brutos são transferidos do tubo de escape EP para o túnel de diluição DT através da sonda de recolha de
            amostras SP e do tubo de transferência TT devido à pressão negativa criada pelo Venturi VN em DT. O caudal dos gases
            através de TT depende da troca de quantidades de movimento na zona do Venturi, sendo portanto afectada pela
            temperatura absoluta dos gases à saída de TT. Consequentemente, a separação dos gases de escape para um dado caudal no
            túnel não é constante, e a razão de diluição a pequena carga é ligeiramente mais baixa que a carga elevada. Medem-se as
            concentrações do gás marcador (CO2 ou NOx) nos gases de escape brutos, nos gases de escape diluídos e no ar de diluição
            com o(s) analisador(es) de gases de escape EGA, sendo a razão de diluição calculada a partir dos valores assim obtidos.
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                                                                  Figura 9
      Sistema de diluição parcial do escoamento parcial com Venturi duplo ou orifício duplo, medição das concentrações e recolha de
                                                           amostras fraccionada
                                             EGA                                      EGA
                    DAF                 PCV                          l>                            HE
                                                                              d
                para a atmosfera                                                  PSP
                                PB                                        DT       PTT
                                                                   ver figura 14    para o sistema
                           PCV                           TT                          de recolha
                                                                                     de amostras   SB
                  EP
                                                                                                   Para a atmosfera
                          FD1
                                  FD2
                                               EGA
                      escape
            Os gases de escape brutos são transferidos do tubo de escape EP para o túnel de diluição DT através da sonda de recolha de
            amostras SP e do tubo de transferência TT por um separador de escoamentos com um conjunto de orifícios ou Venturis. O
            primeiro (FD1) está localizado em EP, o segundo (FD2), em TT. Além disso, são necessárias duas válvulas da regulação da
            pressão (PCV1 e PCV2) para manter uma separação constante dos gases de escape através da regulação da contrapressão
            em EP e da pressão em DT. PCV1 está localizada a jusante de SP em EP e PCV2 entre a ventoinha de pressão PB e DT.
            Medem-se as concentrações do gás marcador (CO2 ou NOx) nos gases de escape brutos, nos gases de escape diluídos e no
            ar de diluição com o(s) analisador(es) de gases de escape EGA. Estas concentrações são necessárias para verificar a
            separação dos gases de escape e podem ser utilizadas para regular PCV1 e PCV2 para se obter uma regulação precisa da
            separação. A razão de diluição é calculada a partir das concentrações dos gases marcadores.
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                                                                  Figura 10
      Sistema de diluição do escoamento parcial com separação por tubos múltiplos, medição das concentrações e recolha de amostras
                                                                 fraccionada
                                          EGA                                          EGA
                            DAF                                        l>                            HE
                ar                                                            d
                                                                     DT             PSP
                                                                    ver figura 14
                                                                                    PTT
            injecção de ar fresco                                                      para o sistema      SB
                                                                                         de recolha
                                                                                         de partículas
                  EGA                              TT
                                                                            FC1
                                                                   DPT                      DAF        para a atmosfera
                         FD3
                                                                                          ar
                                                                 DC
                EP
             Os gases de escape brutos são transferidos do tubo de escape EP para o túnel de diluição DT através do tubo de
             transferência TT pelo separador de escoamentos FD3, que é constituído por uma série de tubos com as mesmas dimensões
             (diâmetros, comprimentos e raios de curvatura idênticos) instalados em EP. Os gases de escape através de um destes tubos
             são levados para DT e os gases de escape através do resto dos tubos são conduzidos através da câmara de amortecimento
             DC. A separação dos gases de escape é assim determinada pelo número total de tubos. Uma regulação constante da
             separação exige uma diferença de pressão nula entre DC e a saída de TT, que é medida com o transdutor de pressão
             diferencial DPT. Obtém-se uma diferença de pressão nula injectando ar fresco para dentro do DT na saída do TT. Medem-
             -se as concentrações do gás marcador (CO2 ou NOx) nos gases de escape brutos, nos gases de escape diluídos e no ar de
             diluição com o(s) analisador(es) de gases de escape EGA. Estas concentrações são necessárias para verificar a separação
             dos gases de escape e podem ser utilizadas para regular o caudal de ar de injecção para se obter uma regulação precisa da
             separação. A razão de diluição é calculada a partir das concentrações dos gases marcadores.
 ---pagebreak--- 30.4.2004             PT                                Jornal Oficial da União Europeia                                       L 146/97
                                                                Figura 11
                        Figura 11 Sistema de diluição parcial do fluxo com regulação do escoamento e recolha
                                                            de amostras total
                             FC2
                  DAF              facultativo para P (PSS)
                                                                            d                         PTT
                                      FM1                                DT                   PSS
                                                        TT                                               FH
               GEX
                                                                                                 P
                   ou
                 GAIR
                                                SP                                                     vent
                   ou
                GFUEL
                                              EP                                           ver pormenores figura 15
                                  escape
          Os gases de escape brutos são transferidos do tubo de escape EP para o túnel de diluição DT através da sonda de recolha de
          amostras SP e do tubo de transferência TT. O caudal total através do túnel é ajustado com o regulador de caudais FC3 e a
          bomba de recolha de amostras P do sistema de recolha de amostras de partículas (figura 16).
          O caudal de ar de diluição é regulado pelo regulador de caudal FC2, que pode utilizar GEXH, GAIR, ou GFUEL como
          sinais de comando, para se obter a separação dos gases de escape desejada. O caudal da amostra que chega a DT é a
          diferença entre o caudal total e o caudal do ar de diluição. O caudal do ar de diluição é medido com o debitómetro FM1 e o
          caudal total com o debitómetro FM3 do sistema de recolha de amostras de partículas (figura 14). A razão de diluição é
          calculada a partir desses dois caudais.
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                                                                  Figura 12
              Figura 12 Sistema de diluição parcial do fluxo com regulação do escoamento e recolha de amostras fraccionada
                                  FC2
                                     para PB
                                     ou SB
                       DAF                                                l>                            SB
                                                                     DT        d PSP
                air
                                  PB        FM1
                                                                                  PTT
                                                           TT     ver figura 14     para o sistema   FM2
                                                                                      de recolha
                      GEX                                                          De partículas
                                                                                    ver figura 14
                         ou
                        GAIR
                                                   SP
                         ou
                       GFUEL                      EP
                                                                                                 para a atmosfera
                                       escape
             Os gases de escape brutos são transferidos do tubo de escape EP para o túnel de diluição DT através da sonda de recolha de
             amostras SP e do tubo de transferência TT. A separação dos gases de escape e o caudal que chega a DT é regulado pelo
             regulador de caudal FC2 que ajusta os caudais (ou velocidades), da ventoinha de pressão PB e da ventoinha de aspiração
             SB, operação possível dado que a amostra retirada com o sistema de recolha de partículas é reenviada para DT. This is
             possible since the sample taken with the particulate sampling system is returned into DT. GEXH, GAIR, ou GFUEL podem
             ser utilizados como sinais de comando para FC2. O caudal do ar de diluição é medido com o debitómetro FM1 e o caudal
             total com o debitómetro FM2. A razão de diluição é calculada a partir desses dois caudais.
    Descrição – figuras 4 a 12
    –      Tubo de escape EP
             O tubo de escape pode ser isolado. Para reduzir a inércia térmica do tubo de escape, recomenda-se uma relação
             espessura/diâmetro igual ou inferior a 0,015. A utilização de secções flexíveis deve ser limitada a uma relação
             comprimento/diâmetro igual ou inferior a 12. As curvas devem ser reduzidas ao mínimo para limitar a deposição por
             inércia. Se o sistema incluir um silencioso de ensaio, este deve também ser isolado.
             No caso dos sistemas isocinéticos, o tubo de escape não deve ter cotovelos, curvas nem variações súbitas de diâmetro ao
             longo de pelo menos seis diâmetros do tubo a montante e três a jusante da ponta da sonda. A velocidade do gás na zona de
             recolha de amostras deve ser superior a 10 m/s, excepto no modo de marcha lenta sem carga. As variações de pressão dos
             gases de escape não devem exceder em média ± 500 Pa. Quaisquer medidas no sentido de reduzir as variações de pressão
             que vão além da utilização de um sistema de escape do tipo quadro (incluindo o silencioso e dispositivo de pós-tratamento)
             não devem alterar o comportamento funcional do motor nem provocar a deposição de partículas.
             No caso dos sistemas sem sondas isocinéticas, recomenda-se a utilização de um tubo rectilíneo com um comprimento igual
             a seis diâmetros do tubo a montante e a três a jusante da ponta da sonda.
    –      Sonda de recolha de amostras SP (figuras 6 a 12)
             A relação de diâmetros mínima entre o tubo de escape e a sonda deve ser de quatro. A sonda deve ser um tubo aberto
             virado para montante e situado na linha de eixo do tubo de escape, ou uma sonda com orifícios múltiplos descrita em SP1
             no ponto 1.1.1.
    –        Sonda isocinética de recolha de amostras ISP (figuras 4 e 5)
             A sonda isocinética de recolha de amostras deve ser instalada virada para montante na linha de eixo do tubo de escape, na
             zona onde são satisfeitas as condições de escoamento na secção EP, e deve ser concebida para fornecer uma amostra
             proporcional dos gases de escape brutos. O diâmetro interior mínimo deve ser de 12 mm.
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           É necessário prever um sistema de regulação para a separação isocinética dos gases de escape através da manutenção de
            uma diferença de pressão nula entre EP e ISP. Nestas condições, as velocidades dos gases de escape em EP e ISP são
            idênticas e o caudal mássico através de ISP é uma fracção constante do caudal total dos gases de escape. A ISP tem de ser
            ligada a um transdutor de pressão diferencial. Para obter uma diferença de pressão nula entre EP e ISP utiliza-se um
            regulador de velocidade da ventoinha ou um regulador de caudal.
   –       Separadores de fluxo FD1, FD2 (figura 9)
           Coloca-se um conjunto de Venturis ou de orifícios no tubo de escape EP e no tubo de transferência TT, respectivamente,
            para se obter uma amostra proporcional dos gases de escape brutos. Utiliza-se um sistema de regulação da pressão com
            duas válvulas de regulação PCV1 e PCV2 para obter uma separação proporcional, através da regulação das pressões em EP
            e DT.
   –       Separador de fluxo FD3 (figura 10)
            Instala-se um conjunto de tubos (unidade de tubos múltiplos) no tubo de escape EP para se obter uma amostra proporcional
            dos gases de escape brutos. Um dos tubos leva os gases de escape ao túnel de diluição DT, enquanto que os outros tubos
            levam os gases de escape para uma câmara de amortecimento DC. Os tubos devem ter as mesmas dimensões (mesmos
            diâmetros, comprimentos e raios de curvatura), pelo que a separação dos gases de escape dependerá do número total de
            tubos. É necessário um sistema de regulação para se obter uma separação proporcional através da manutenção de uma
            diferença de pressão nula entre a saída da unidade de tubos múltiplos para DC e a saída de TT. Nestas condições, as
            velocidades dos gases de escape em EP e FD3 são proporcionais, e o caudal em TT é uma fracção constante do caudal dos
            gases de escape. A diferença de pressão nula obtém-se por meio do regulador de caudal FC1.
   –       Analisador de gases de escape EGA (figuras 6 a 10)
           Podem-se utilizar analisadores de CO2 ou NOx (unicamente com o método do balanço do carbono para o analisador de
           CO2). Os analisadores devem ser calibrados como os utilizados para a medição das emissões gasosas. Podem-se utilizar um
           ou vários analisadores para determinar as diferenças de concentração.
           A precisão dos sistemas de medida deve ser tal que a precisão de GEDFW,i ou VEDFW,i esteja dentro de uma margem de
           ± 4 %.
   –      Tubo de transferência TT (figuras 4 a 12)
           O tubo de transferência das amostras de partículas deve:
           –      ser tão curto quanto possível, mas o seu comprimento não deve exceder 5 m,
           –      ter um diâmetro igual ou superior ao da sonda, mas não superior a 25 mm,       diameter,
           –      ter um ponto de saída na linha de eixo do túnel de diluição e virado para jusante.     stream.
            Se o tubo tiver um comprimento igual ou inferior a 1 metro, deve ser isolado com material de condutividade térmica
            máxima de 0,05 W/(m.K), devendo a espessura radial do isolamento corresponder ao diâmetro da sonda. Se o tubo tiver
            um comprimento superior a 1 m, deve ser isolado e aquecido de modo a obter-se uma temperatura mínima da parede
            de 523 K (250 °C).
            Em alternativa, as temperaturas exigidas para a parede do tubo de transferência podem ser determinadas através de cálculos
            clássicos de transferência de calor.
   –          Transdutor de pressão diferencial DPT (figuras 4, 5 e 10)
              O transdutor de pressão diferencial deve ter uma gama de funcionamento máxima de ± 500 Pa.
            –     Regulador de caudal FC1 (figuras 4, 5 e 10)
                       No caso dos sistemas isocinéticos (figuras 4 e 5), é necessário um regulador de caudal para manter uma diferença
                       de pressão nula entre EP e ISP. O ajustamento pode ser feito:
                       a)        Regulando a velocidade ou o caudal da ventoinha de aspiração (SB) e mantendo a velocidade da
                                 ventoinha de pressão (PB) constante durante cada modo (figura 4);ou:
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                    ou:
                    b)         Ajustando a ventoinha de aspiração (SB) de modo a obter um caudal mássico constante dos gases de
                               escape diluídos e regulando o caudal da ventoinha de pressão (PB) e, portanto, o caudal da amostra de
                               gases de escape na extremidade do tubo de transferência (TT) (figura 5).
                    No caso de um sistema com regulação da pressão, o erro remanescente no circuito de regulação não deve exceder
                    ± 3 Pa.
          No caso dos sistemas de tubos múltiplos (figura 10) é necessário um regulador de caudal para obter uma separação
          proporcional dos gases de escape e manter uma diferença de pressão nula entre a saída da unidade de tubos múltiplos e a
          saída de TT. O ajustamento pode ser efectuado regulando o caudal do ar de injecção à entrada de DT e à saída de TT.
          –     Válvulas de regulação de pressão PCV1 e PCV2 (figura 9)
                    São necessárias duas válvulas de regulação da pressão para o sistema de Venturi duplo/orifício duplo para se
                    obter uma separação proporcional do fluxo por regulação da contrapressão em EP e da pressão em DT. As
                    válvulas devem estar localizadas a jusante de SP em EP e entre PB e DT.
          –     Câmara de amortecimento DC (figura 10)
                    Deve-se instalar uma câmara de amortecimento à saída da unidade de tubos múltiplos para minimizar as
                    variações de pressão no tubo de escape EP.
          –     Venturi VN (figura 8)
                    Instala-se um Venturi no túnel de diluição DT para criar uma pressão negativa na zona da saída do tubo de
                    transferência TT. O caudal dos gases através de TT é determinado pela troca de quantidades de movimento na
                    zona do Venturi, e é basicamente proporcional ao caudal da ventoinha de pressão PB, dando assim uma razão de
                    diluição constante. Dado que a troca de quantidades de movimento é afectada pela temperatura à saída de TT e
                    pela diferença de pressão entre EP e DT, a razão de diluição real é ligeiramente mais baixa a carga reduzida que a
                    carga elevada.
          –     Regulador de caudal FC2 (figuras 6, 7, 11 e 12; facultativo) Facultativo
                    Pode ser utilizado um regulador de caudal para regular o caudal da ventoinha de pressão PB e/ou da ventoinha de
                    aspiração SB. Pode ser ligado ao sinal do caudal de gases de escape ou do caudal de combustível e/ou ao sinal
                    diferencial do CO2 ou NOx.
                    Quando se utiliza um sistema de ar comprimido (figura 11), o FC2 regula directamente o caudal de ar.
          –     Debitómetro FM1 (figuras 6, 7, 11 e 12)
                    Contador de gás ou outro aparelho adequado para medir o caudal do ar de diluição. FM1 é facultativo se PB for
                    calibrada para medir o caudal.
          –     Debitómetro FM2 (figura 12)
                    Contador de gás ou outro aparelho adequado para medir o caudal dos gases de escape diluídos. FM2 é facultativo
                    se a ventoinha de aspiração SB for calibrada para medir o caudal.
          –     Ventoinha de pressão PB (figuras 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 12)
                    Para regular o caudal de ar de diluição, PB pode ser ligada aos reguladores de caudal FC1 ou FC2. PB não é
                    necessária quando se utilizar uma válvula de borboleta. PB pode ser utilizada para medir o caudal de ar de
                    diluição, se calibrada.
          –     Ventoinha de aspiração SB (figuras 4, 5, 6, 9, 10 e 12)
                    Utiliza-se apenas com sistemas de recolha de amostras fraccionada. SB pode ser utilizada para medir o caudal
                    dos gases de escape diluídos, se calibrada.
 ---pagebreak--- 30.4.2004                PT                               Jornal Oficial da União Europeia                                        L 146/101
   –        Filtro do ar de diluição DAF (figuras 4 a 12)
            Recomenda-se que o ar de diluição seja filtrado e sujeito a uma depuração com carvão para eliminar os hidrocarbonetos de
            fundo. O ar de diluição deve ter uma temperatura de 298 K (25 °C) ± 5 K.
            A pedido dos fabricantes, devem ser escolhidas amostras do ar de diluição de acordo com as boas práticas de engenharia,
            para determinar os níveis das partículas de fundo, que podem então ser subtraídos dos valores medidos nos gases de escape
            diluídos.
   –      Sonda de recolha de amostras de partículas PSP (figuras 4, 5, 6, 8, 9, 10 e 12)
          A sonda é o primeiro elemento do tubo de transferência de partículas PTT, e:
          –   deve ser instalada virada para montante num ponto em que o ar de diluição e os gases de escape estejam bem misturados,
              isto é, na linha de eixo do túnel de diluição DT dos sistemas de diluição, a uma distância de cerca de 10 diâmetros do
              túnel a jusante do ponto em que os gases de escape entram no túnel de diluição,
          –   deve ter um diâmetro interior mínimo de 12 mm,
          –   O túnel de diluição pode ser aquecido até se obter uma temperatura da parede não superior a 325 K (52 °C) por
              aquecimento directo ou por pré-aquecimento do ar de diluição, desde que a temperatura do ar não exceda 325 K (52 °C)
              antes da introdução dos gases de escape no túnel de diluição,
          –   pode(m) ser isolado(s).
          –   Túnel de diluição DT (figuras 4 a 12)
              O túnel de diluição:
            –          ter um comprimento suficiente para assegurar uma mistura completa dos gases de escape e do ar de diluição em
                       condições de escoamento turbulento,
            –              ser fabricado de aço inoxidável com:
                       – uma relação espessura/diâmetro igual ou inferior a 0,025 para os túneis de diluição de diâmetro interno
                           superior a 75 mm,
                       – uma espessura nominal da parede não inferior a 1,5 mm para os túneis de diluição de diâmetro interno igual
                           ou inferior a 75 mm,
            –     ter pelo menos 75 mm de diâmetro se for do tipo adequado para recolha fraccionada,
            –     ter como diâmetro mínimo recomendado 25 mm se for do tipo adequado para recolha total.
            –     O túnel de diluição pode ser aquecido até se obter uma temperatura da parede não superior a 325 K (52 °C) por
                  aquecimento directo ou por pré-aquecimento do ar de diluição, desde que a temperatura do ar não exceda 325 K (52
                  °C) antes da introdução dos gases de escape no túnel de diluição,
            –     pode(m) ser isolado(s).
                  Os gases de escape do motor devem ser completamente misturados com o ar de diluição. Para os sistemas de recolha
                  fraccionada, a qualidade da mistura deve ser verificada após a entrada em serviço por meio de uma curva da
                  concentração de CO2 no túnel com o motor em marcha (pelo menos em 4 pontos de medida igualmente espaçados).
                  Se necessário, pode-se utilizar um orifício de mistura.
                  NOTA:         Se a temperatura ambiente na vizinhança do túnel de diluição (DT) for inferior a 293 K (20 °C), devem-se
                                tomar precauções para evitar perdas de partículas nas paredes frias do túnel de diluição. Assim sendo,
                                recomenda-se aquecer e/ou isolar o túnel dentro dos limites indicados acima.
                  A cargas elevadas do motor, o túnel pode ser arrefecido por meios não agressivos tais como um ventilador de
                  circulação, desde que a temperatura do fluido de arrefecimento não seja inferior a 293 K (20 °C).
                  –        Permutador de calor HE (figuras 9 e 10)
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             O permutador de calor deve ter uma capacidade suficiente para manter a temperatura à entrada da ventoinha de
             aspiração SB a ± 11 K da temperatura média observada durante o ensaio.
    1.2.1.2. Figura 13 Sistema de diluição total do fluxo
             O sistema de diluição descrito baseia-se na diluição da totalidade do fluxo de gases de escape, utilizando o conceito
             da recolha de amostras a volume constante (CVS). Há que medir o volume total da mistura dos gases de escape e do
             ar de diluição. Pode ser utilizado um sistema PDP ou CFV.
             Para a recolha subsequente das partículas, faz-se passar uma amostra dos gases de escape diluídos para o sistema da
             recolha de amostras de partículas (ponto 1.2.2, figuras 14 e 15). Se a operação for feita directamente, denomina-se
             diluição simples. Se a amostra for diluída uma vez mais no túnel de diluição secundário, denomina-se "diluição
             dupla". A segunda operação é útil se a temperatura exigida à superfície do filtro não puder ser obtida com uma
             diluição simples. Apesar de constituir em parte um sistema de diluição, o sistema de diluição dupla pode ser
             considerado como uma variante de um sistema de recolha de partículas tal como descrito no ponto 1.2.2, (figura 15),
             dado que compartilha a maioria das peças com um sistema de recolha de partículas tipo.
             As emissões gasosas podem também ser determinadas no túnel de diluição de um sistema de diluição total do fluxo.
             Assim sendo, as sondas de recolha dos componentes gasosos estão indicadas na figura 13 mas não aparecem na lista
             descritiva. As condições a satisfazer são descritas no ponto 1.1.1.
             Descrições (figura 13)
             –        Tubo de escape EP
                      O comprimento do tubo de escape desde a saída do colector de escape do motor, a saída do turbocompressor
                      ou o dispositivo de pós-tratamento até ao túnel de diluição não deve ser superior a 10 m. Se o comprimento
                      for superior a 4 m, toda a tubagem para além dos 4 m deve ser isolada, excepto a parte necessária para a
                      montagem em linha de um aparelho para medir os fumos, se necessário. A condutividade térmica do material
                      de isolamento deve ter um valor não superior a 0,1 W/(m 7K) medida a 673 K (400 °C). Para reduzir a inércia
                      térmica do tubo de escape, recomenda-se uma relação espessura/diâmetro igual ou inferior a 0,015. A
                      utilização de secções flexíveis deve ser limitada a uma relação comprimento/diâmetro igual ou inferior a 12.
                                                              Figura 13
                                              1.4.3. Sistema de diluição total do fluxo
                                                             ver Figura 3
                                                                         para o sistema de análise
                                     para o fundo
                                                                         dos gases de escape
                    DAF                                                          HE     facultativo
             ar                                        PSP
                                                            PTT
                        escape           EP     ver figura 14                  facultativo
                            para o sistema de recolha de partículas       PDP
                                        ou para DDS ver figura 15
                                                                                                        CFVou
                                                                FC3                                     SSV
                                              se for utilizado o EFC
                                                                       para a atmosfera             para a atmosfe
                                                                 FC3
                 A quantidade total dos gases de escape brutos é misturada com ar de diluição no túnel de diluição DT. O caudal
                 dos gases de escape diluídos é medido quer com uma bomba volumétrica PDP quer com um Venturi de
                 escoamento crítico CFV. Pode ser utilizado um permutador de calor HE ou um dispositivo de compensação de
                 caudais EFC para a recolha proporcional de partículas e para a determinação do caudal. Dado que a determinação
                 da massa das partículas se baseia no fluxo total dos gases de escape diluídos, não é necessário calcular a razão de
                 diluição.
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          –   Bomba volumétrica PDP
                  A PDP mede o fluxo total dos gases de escape diluídos a partir do número de rotações da bomba e do seu curso.
                  A contrapressão do sistema de escape não deve ser artificialmente reduzida pela PDP ou pelo sistema de
                  admissão de ar de diluição. A contrapressão estática do escape medida com o sistema CVS a funcionar deve
                  manter-se a ± 1,5 kPa da pressão estática medida sem ligação ao CVS a velocidade e carga do motor idênticas.
                  A temperatura da mistura de gases imediatamente à frente da PDP deve estar a ± 6 K da temperatura média de
                  funcionamento observada durante o ensaio, quando não for utilizada compensação do caudal.
                  Esta compensação só pode ser utilizada se a temperatura à entrada da PDP não exceder 323 K (50 °C).
            – Venturi de escoamento crítico CFV
                  O CFV mede o fluxo total dos gases de escape diluídos mantendo o escoamento em condições de restrição
                  (escoamento crítico). A contrapressão estática no escape medida com o sistema CFV deve manter-se a ± 1,5 kPa
                  da pressão estática medida sem ligação ao CFV a velocidade e carga do motor idênticas. A temperatura da
                  mistura de gases imediatamente à frente da CFV deve estar a ± 11 K da temperatura média de funcionamento
                  observada durante o ensaio, quando não for utilizada compensação do caudal.
          –   Tubo de Venturi subsónico SSV
                  O SSV mede o escoamento total dos gases de escape diluídos em função da pressão de entrada, da temperatura de
                  entrada, da queda de pressão entre a entrada e a garganta do SSV. A contrapressão estática no escape medida
                  com o sistema SSV deve manter-se a ± 1,5 kPa da pressão estática medida sem ligação ao SSV a velocidade e
                  carga do motor idênticas. A temperatura da mistura de gases imediatamente à frente da SSV deve estar a ± 11 K
                  da temperatura média de funcionamento observada durante o ensaio, quando não for utilizada compensação do
                  caudal.
            – Permutador de calor HE (facultativo se se utilizar EFC)
                  O permutador de calor deve ter uma capacidade suficiente para manter a temperatura dentro dos limites exigidos
                  acima indicados.
            – Sistema de compensação electrónica do caudal EFC (facultativo, se se utilizar HE)
                  Se a temperatura à entrada quer da PDP quer do CFV não for mantida dentro dos limites acima indicados, é
                  necessário um sistema de compensação do caudal para efectuar a medição contínua do caudal e regular a recolha
                  proporcional de amostras no sistema de partículas. Para esse efeito, utilizam-se os sinais dos caudais medidos
                  continuamente para corrigir o caudal das amostras através dos filtros de partículas do sistema de recolha de
                  partículas (figuras 14 e 15).
            – Túnel de diluição DT
                  O túnel de diluição:
                  –        deve ter um diâmetro suficientemente pequeno para provocar escoamentos turbulentos (números de
                           Reynolds superiores a 4000) e um comprimento suficiente para assegurar uma mistura completa dos
                           gases de escape e do ar de diluição. Pode-se utilizar um orifício de mistura,
                  –        deve ter pelo menos 75 mm de diâmetro,
                  –        pode(m) ser isolado(s).
                  Os gases de escape do motor são dirigidos a jusante para o ponto em que são introduzidos no túnel de diluição, e
                  bem misturados.
                  Quando se utiliza a diluição simples, transfere-se uma amostra do túnel de diluição para o sistema da recolha de
                  partículas (ponto 1.2.2, figura 14). A capacidade de escoamento da PDP ou do CFV devem ser suficientes para
                  manter os gases de escape diluídos a uma temperatura igual ou inferior a 325 K (52 °C) imediatamente antes do
                  filtro de partículas primário.
 ---pagebreak--- L 146/104                 PT                                 Jornal Oficial da União Europeia                                       30.4.2004
                        Quando se utiliza a diluição dupla, transfere-se uma amostra do túnel de diluição para o túnel de diluição
                        secundário, onde é mais diluída, só depois sendo passada através dos filtros de recolha (ponto 1.2.2, figura 15). A
                        capacidade de escoamento da PDP ou do CFV deve ser suficiente para manter a corrente de gases de escape
                        diluídos no DT a uma temperatura igual ou inferior a 464 K (191 °C) na zona de recolha. O sistema de diluição
                        secundária deve fornecer um volume suficiente de ar de diluição secundário para manter a corrente de gases de
                        escape duplamente diluída a uma temperatura igual ou inferior a 325 K (52 °C) imediatamente antes do filtro de
                        partículas primário.
               –   Filtro de ar de diluição DAF
                        Recomenda-se que o ar de diluição seja filtrado e sujeito a uma depuração com carvão para eliminar os
                        hidrocarbonetos de fundo. O ar de diluição deve ter uma temperatura de 298 K (25 °C) ± 5 K. A pedido dos
                        fabricantes, devam ser colhidas amostras do ar de diluição de acordo com as boas práticas de engenharia para
                        determinar os níveis de partículas de fundo, que podem então ser subtraídos dos valores medidos nos gases de
                        escape diluídos.
               –   Sonda da recolha de partículas PSP
                        A sonda é o primeiro elemento do tubo de transferência de partículas PTT, e:
                        –        deve ser instalada virada para montante num ponto em que o ar de diluição e os gases de escape estejam
                                 bem misturados, isto é, na linha de eixo do túnel de diluição DT dos sistemas de diluição, a uma distância
                                 de cerca de 10 diâmetros do túnel a jusante do ponto em que os gases de escape entram no túnel de
                                 diluição,
                        –        deve ter um diâmetro interior mínimo de 12 mm,
                        –        O túnel de diluição pode ser aquecido até se obter uma temperatura da parede não superior a 325 K (52
                                 °C) por aquecimento directo ou por pré-aquecimento do ar de diluição, desde que a temperatura do ar não
                                 exceda 325 K (52 °C) antes da introdução dos gases de escape no túnel de diluição,
                        –        pode(m) ser isolado(s).
    1.2.2. Sistema de recolha de amostras de partículas (figuras 14 e 15)
             O sistema de recolha de amostras de partículas serve para recolher as partículas em filtros. No caso da diluição parcial do
             fluxo com recolha total de amostras, que consiste em fazer passar a totalidade da amostra dos gases de escape diluídos
             através dos filtros, o sistema de diluição (ponto 1.2.1.1, figuras 7 e 11) e de recolha formam usualmente uma só unidade.
             No caso da diluição total do fluxo ou da diluição parcial do fluxo com recolha de amostras fraccionada, que consiste na
             passagem através dos filtros de apenas uma parte dos gases de escape diluídos, os sistemas de diluição (ponto 1.2.1.1,
             figuras 4, 5, 6, 8, 9, 10 e 12 e ponto 1.2.1.2, figura 13) e de recolha de amostras formam usualmente unidades diferentes.
             Na presente directiva, o sistema de diluição dupla, DDS, (figura 15) de um sistema de diluição total do fluxo é considerado
             como uma variante específica de um sistema típico de recolha de partículas conforme indicado na figura 14. O sistema de
             diluição dupla inclui todas as peças importantes do sistema de recolha de partículas, tais como suportes de filtros e bomba
             de recolha de amostras, e além disso algumas características relativas à diluição, como a alimentação em ar de diluição e
             um túnel de diluição secundária.
             Para evitar qualquer impacto nos circuitos de comando, recomenda-se que a bomba de recolha de amostras funcione
             durante todo o processo de ensaio. Para o método do filtro único, deve-se utilizar um sistema de derivação para fazer passar
             a amostra através dos filtros nos momentos desejadas. A interferência da comutação nos circuitos de comando deve ser
             reduzida ao mínimo.
             Descrições – figuras 14 e 15
                   –        Sonda de recolha de amostras de partículas PSP (figuras 14 e 15)
                        A sonda de recolha de amostras de partículas representada nas figuras é o primeiro elemento do tubo de
                        transferência de partículas PTT, e: A sonda deve:
                        –        deve ser instalada virada para montante num ponto em que o ar de diluição e os gases de escape estejam
                                 bem misturados, isto é, na linha de eixo do túnel de diluição DT dos sistemas da diluição (ponto 1.2.1), a
                                 uma distância de cerca de 10 diâmetros do túnel a jusante do ponto em que os gases de escape entram no
                                 túnel de diluição,
                        –        deve ter um diâmetro interior mínimo de 12 mm,
 ---pagebreak--- 30.4.2004              PT                                 Jornal Oficial da União Europeia                                     L 146/105
                     –       O túnel de diluição pode ser aquecido até se obter uma temperatura da parede não superior a 325 K (52
                             °C) por aquecimento directo ou por pré-aquecimento do ar de diluição, desde que a temperatura do ar não
                             exceda 325 K (52 °C) antes da introdução dos gases de escape no túnel de diluição,
                     –       pode(m) ser isolado(s).
                                                                  Figura 14
                                                Sista de recolha de amostras de partículas
                                PTT          do t únel de dil ui ção
                                                   ver fi gur as 4 a 13
                                 BV
                                                      FH
                                                                               f acult ati vo
                              P
                                                   FC3                            de EGA
                                                                             ou
                                                                                  De PDP
                                                                             ou
                           F M3                                              ou
                                                                                  de CFV
                                                                                De GFUEL
          Retira-se uma amostra dos gases de escape diluídos do túnel de diluição DT de um sistema de diluição parcial do fluxo ou
          de um sistema total do fluxo através da sonda de recolha de amostras de partículas PSP e do tubo de transferência de
          partículas PTT através da bomba de recolha P. Faz-se passar a amostra através dos suportes de filtros FH que contêm os
          filtros de recolha de partículas. O caudal da amostra é regulado pelo regulador de caudal FC3. Se for utilizada a
          compensação electrónica de caudais EFC (figura 13), o caudal de gases de escape diluídos é utilizado como sinal de
          comando para o FC3.
 ---pagebreak--- L 146/106             PT                                    Jornal Oficial da União Europeia                                      30.4.2004
                                                                    Figura 15
                                         Sistema de diluição (apenas sistema de diluição total do fluxo)
                                F M4       DP
                                                          SDT
                                                                                 FH       P      F M3
                                                                          BV                       par a a at mosf er a
                                                   PTT
                           do t únel de BV f acul t ati vo
                                                                                            FC3
                           dil ui ção DT                                    PDP
                                                                             ou
                            ver fi gur a 13
                                                                            CFV
          Transfere-se uma amostra dos gases de escape diluídos do túnel de diluição DT de um sistema de diluição do fluxo total do
          fluxo através da sonda de recolha de amostras de partículas PSP e do tubo de transferência de partículas PTT para o túnel
          de diluição secundária SDT, em que é novamente diluída. Faz-se passar a amostra através dos suportes de filtros FH que
          contêm os filtros de recolha das partículas. O caudal do ar de diluição é geralmente constante, enquanto o caudal da
          amostra é regulado pelo regulador de caudal FC3. Se for utilizada a compensação electrónica do caudal EFC (figura 13), o
          caudal total dos gases de escape diluídos é utilizado como sinal de comando para o FC3.
          –     Tubo de transferência de partículas PTT (figuras 14 e 15)
                    O tubo de transferência de partículas não deve exceder 1 020 mm de comprimento, e deve ser o mais curto
                    possível.
                    As dimensões são válidas para:
                    –         a recolha fraccionada de amostras com diluição parcial do fluxo e o sistema de diluição simples do fluxo
                              total desde a ponta da sonda até ao suporte dos filtros,
                    –         a recolha total de amostras com diluição parcial do fluxo desde a extremidade do túnel de diluição até ao
                              suporte dos filtros,
                    –         o sistema de dupla diluição do fluxo total desde a ponta da sonda até ao túnel de diluição secundária.
                    O tubo de transferência:
                    –         O túnel de diluição pode ser aquecido até se obter uma temperatura da parede não superior a 325 K (52
                              °C) por aquecimento directo ou por pré-aquecimento do ar de diluição, desde que a temperatura do ar não
                              exceda 325 K (52 °C) antes da introdução dos gases de escape no túnel de diluição,
                    –         pode(m) ser isolado(s).
            –   Túnel de diluição secundária SDT (figura 15)
                    O túnel de diluição secundária deve ter um diâmetro mínimo de 75 mm e um comprimento suficiente para
                    permitir que a amostra diluída duas vezes permaneça pelo menos 0,25 segundos dentro do túnel. O suporte do
                    filtro primário, FH, deve estar situado no máximo a 300 mm da saída do SDT.
                    O túnel de diluição secundária:
                    –         O túnel de diluição pode ser aquecido até se obter uma temperatura da parede não superior a 325 K (52
                              °C) por aquecimento directo ou por pré-aquecimento do ar de diluição, desde que a temperatura do ar não
                              exceda 325 K (52 °C) antes da introdução dos gases de escape no túnel de diluição,
                    –         pode(m) ser isolado(s).
            –   Suporte(s) dos filtros FH (figuras 14 e 15)
                    Para os filtros primário e secundário, pode-se utilizar uma única caixa de filtros, ou caixas separadas. É
                    necessário respeitar as disposições do ponto 1.5.1.3 do apêndice 1 do anexo III.
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                   O(s) suporte(s) dos filtros:
                   –        pode(m) ser aquecido(s) até se obter uma temperatura de paredes não superior a 325 K (52 °C) por
                            aquecimento directo ou por pré-aquecimento do ar de diluição, desde que a temperatura do ar não
                            exceda 325 K (52 °C),
                   –        pode(m) ser isolado(s).
            –   Bomba de recolha de amostras P (figuras 14 e 15)
                   A bomba de recolha de amostras de partículas deve estar localizada suficientemente longe do túnel, para manter
                   constante (± 3 K) a temperatura do gás de admissão, se não for utilizada correcção do caudal pelo FC3.
            –   Bomba do ar de diluição DP (figura 15) (apenas diluição dupla do fluxo total)
                   A bomba do ar de diluição deve ser localizada de modo a que o ar de diluição secundária seja fornecido a uma
                   temperatura de 298 K (25 °C) ± 5 K.
            –   Regulador de caudal FC3 (figuras 14 e 15)
                   Utiliza-se um regulador de caudal para compensar o efeito das variações de temperatura e contrapressão no
                   caudal da amostra de partículas ao longo da sua trajectória, se não existirem outros meios. O regulador de caudal
                   é necessário se se utilizar o sistema electrónico de compensação de caudal EFC (figura 13).
            –   Debitómetro FM3 (figuras 14 e 15) (caudal da amostra de partículas) gráficos
                   O contador de gás ou outro aparelho deve estar localizado suficientemente longe do túnel para manter constante
                   (± 3 K) a temperatura do gás de admissão, se não for utilizada correcção do caudal pelo FC3.
            –   Debitómetro FM4 (figura 15) (ar de diluição, apenas diluição dupla do fluxo total)     Parte só
                    O contador de gás ou outro aparelho deve estar localizado de modo que a temperatura do gás de admissão se
                    mantenha a 298 K (25 °C) ± 5 K.
            –   Válvula de esfera BV (facultativa)
                   A válvula de esfera deve ter um diâmetro não inferior ao diâmetro interior do tubo de recolha de amostras e um
                   tempo de comutação inferior a 0,5 segundos.
                   NOTA:        Se a temperatura ambiente na vizinhança de PSP, PTT, SDT e FH for inferior a 239 K (20 °C),
                                devem-se tomar precauções para evitar perdas de partículas nas paredes frias dessas peças. Assim,
                                recomenda-se aquecer e/ou isolar essas peças dentro dos limites dados nas descrições respectivas.
                                Recomenda-se também que a temperatura à superfície do filtro durante a recolha não seja inferior
                                a 293 K (20 °C).
          A cargas de motor elevadas, as peças acima indicadas podem ser arrefecidas por um meio não agressivo, tal como um
          ventilador de circulação, desde que a temperatura do fluido de arrefecimento não seja inferior a 293 K (20 °C).
 ---pagebreak--- L 146/108                PT                              Jornal Oficial da União Europeia                                           30.4.2004
                                                                ANEXO III
                                                                "Anexo XIII
    DISPOSIÇÕES RELATIVAS AOS MOTORES COLOCADOS NO MERCADO AO ABRIGO DE UM "REGIME FLEXÍVEL"
    A pedido de um fabricante de equipamentos, e desde que uma autoridade de homologação o tenha autorizado, um fabricante de
    motores poderá, durante o período compreendido entre duas fases sucessivas de valores-limite, colocar um número limitado de
    motores no mercado que apenas satisfaçam a fase anterior de valores-limite de emissões de acordo com as seguintes disposições.
    1.       DILIGÊNCIAS A EFECTUAR PELO FABRICANTE DE MOTORES E PELO FABRICANTE DE EQUIPAMENTOS
    1.1.     Um fabricante de equipamentos que pretenda utilizar o regime flexível deve solicitar autorização a uma autoridade de
             homologação para adquirir aos seus fornecedores de motores, no período compreendido entre duas fases de emissões, as
             quantidades de motores referidas nos pontos 1.2 e 1.3, que não satisfaçam os valores-limite de emissões em vigor no
             momento mas que tenham sido aprovados para a fase de limites de emissões imediatamente anterior.
    1.2.     O número de motores colocados no mercado ao abrigo do regime flexível não deve exceder, em cada categoria de motor,
             20% das vendas anuais de equipamento com motores dessa categoria de motores (calculada como a média dos últimos
             cinco anos de vendas no mercado europeu). Se um construtor de equipamentos comercializa equipamentos na UE há menos
             de 5 anos, a média é calculada com base no período durante o qual o fabricante de equipamentos os comercializou.
    1.3.     Como variante opcional ao ponto 1.2, o fabricante de equipamentos pode solicitar autorização para a colocação no mercado
             por parte dos seus fabricantes de motores de um número fixo de motores ao abrigo do regime flexível.
                                      Categoria de motor                  Número de motores
                                      19-37 kW                            200
                                      37-75 kW                            150
                                      75-130 kW                           100
                                      130-560 kW                          50
    1.4.     O construtor de equipamentos deve incluir as seguintes informações no seu pedido à autoridade de homologação:
             a)        Uma amostra das etiquetas a apor em cada máquina móvel não rodoviária na qual será instalado um motor
                       colocado no mercado ao abrigo do regime flexível. As etiquetas devem ostentar o seguinte texto: « MÁQUINA
                       N.º … (número sequencial das máquinas) DE … (número total de máquinas na respectiva gama de potências)
                       COM MOTOR N.º ... COM HOMOLOGAÇÃO DE TIPO (Directiva 97/68/CE) N° … »; e
             b)        Uma amostra da etiqueta suplementar a ser aposta no motor, com o texto referido no ponto 2.2.
    1.5.     O fabricante de equipamentos notifica o recurso ao regime flexível às autoridades de homologação de cada Estado-
             Membro.
    1.6.     O fabricante de equipamentos deve fornecer à autoridade de homologação quaisquer informações relacionadas com a
             aplicação do regime flexível que uma autoridade de homologação possa exigir por as considerar necessárias para a tomada
             de decisão.
    1.7.     O construtor de equipamentos apresenta, de seis em seis meses, às autoridades de homologação de cada Estado-Membro
             um relatório sobre a aplicação dos regimes flexíveis que utiliza. Este relatório inclui os dados cumulativos sobre os número
             de motores e de EMNR colocados no mercado ao abrigo do regime flexível, os números de série dos motores e dos EMNR,
             e os Estados-Membros onde os EMNR foram colocados no mercado. Este procedimento manter-se-á em funcionamento
             enquanto for aplicado o regime flexível.
    2.     DILIGÊNCIAS A EFECTUAR PELO FABRICANTE DE MOTORES
    2.1.     Um fabricante de motores pode colocar ao abrigo de um regime flexível abrangidos por uma homologação de acordo com a
             Secção 1 do presente Anexo.
    2.2.     O fabricante de motores deve apor nesses motores uma etiqueta com o seguinte texto "motor a colocar no mercado ao
             abrigo do regime flexível".
    3.       DILIGÊNCIAS A EFECTUAR PELA AUTORIDADE DE HOMOLOGAÇÃO
    3.1.     A autoridade de homologação avalia o conteúdo do pedido de recurso ao regime flexível e os documentos que o
             acompanhem e, em seguida, informa o fabricante de equipamentos da sua decisão de autorizar ou não autorizar a utilização
             do regime flexível."
 ---pagebreak--- 30.4.2004                PT                           Jornal Oficial da União Europeia                             L 146/109
                                                             ANEXO IV
                                                  São aditados os seguintes Anexos:
                                                             "Anexo XIV
   Fase CCNR I 1
             PN                CO          HC                            NOx                                  PT
            (kW)            (g/kWh)     (g/kWh)                       (g/k/Wh)                             (g/kWh)
        37 ≤ PN < 75           6,5         1,3                            9,2                                0,85
       75 ≤ PN < 130           5,0         1,3                            9,2                                0,70
          P ≥ 130              5,0         1,3                  n ≥ 2800 tr/min = 9.2                        0,54
                                                         500 ≤ n < 2800 tr/min = 45 • n (-0.2)
   _________________
   1         Protocolo CCNR 19, Resolução da Comissão Central de Navegação no Reno de 11 de Maio de 2000.
                                                              Anexo XV
   Fase CCNR II1
            PN                 CO          HC                            NOx                                PT
           (kW)             (g/kWh)     (g/kWh)                        (g/kWh)                          (g/kWh)
       18 ≤ PN < 37            5,5         1,5                            8,0                               0,8
       37 ≤ PN < 75            5,0         1,3                            7,0                               0,4
      75 ≤ PN < 130            5,0         1,0                            6,0                               0,3
     130 ≤ PN < 560            3,5         1,0                            6,0                               0,2
         PN ≥ 560              3,5         1,0                  n ≥ 3150 min-1 = 6,0                        0,2
                                                         343 ≤ n < 3150 min-1 = 45 n(-0,2) –3
                                                                n < 343 min-1 = 11,0
   _________________
   1         Protocolo CCNR 21, Resolução da Comissão Central de Navegação no Reno de 31 de Maio de 2001."