CELEX: 31996R1822
Language: pt
Date: 1996-09-16 00:00:00
Title: Regulamento (CE) nº 1822/96 do Conselho de 16 de Setembro de 1996 relativo à abertura e modo de gestão de contingentes pautais comunitários para determinados produtos da pesca, originários de Ceuta (1996-1997)

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31996R1822

Regulamento (CE) nº 1822/96 do Conselho de 16 de Setembro de 1996 relativo à abertura e modo de gestão de contingentes pautais comunitários para determinados produtos da pesca, originários de Ceuta (1996-1997)  

Jornal Oficial nº L 241 de 21/09/1996 p. 0010 - 0012

REGULAMENTO (CE) Nº 1822/96 DO CONSELHO de 16 de Setembro de 1996 relativo à abertura e modo de gestão de contingentes pautais comunitários para determinados produtos da pesca, originários de Ceuta (1996-1997)O CONSELHO DA UNIÃO EUROPEIA,Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Europeia,Tendo em conta o Acto de Adesão de Espanha e Portugal, e nomeadamente o nº 4, último parágrafo, do artigo 25º,Tendo em conta o nº 3, do artigo 3º, do protocolo nº 2 desse acto de adesão, relativo às ilhas Canárias, a Ceuta e Melilha,Tendo em conta a proposta da Comissão (1),Tendo em conta o parecer do Parlamento Europeu (2),Considerando que, por força do nº 2 do artigo 3º do citado protocolo nº 2, certos produtos da pesca, originários de Ceuta e Melilha, podem beneficiar, a partir de 1 de Janeiro de 1993, da isenção de direitos aduaneiros no território aduaneiro da Comunidade; que essa isenção deve ser concedida até aos limites de contingentes pautais calculados por produto, com base na média das quantidades efectivamente escoadas durante 1982, 1983 e 1984 para a parte do território espanhol incluída no território aduaneiro da Comunidade ou exportadas para a Comunidade na sua composição de 1985;Considerando que, devido à diminuição do volume de peixes capturados e comercializados, os produtos originários de Ceuta que beneficiaram do regime pautal constante do protocolo nº 2 já não são exportados para a Comunidade; que, devido a esse facto, os contingentes pautais abertos a favor de Ceuta não foram prorrogados para além de 31 de Dezembro de 1992; que os alevinos e os jovens, vivos, de douradas e de robalos, as douradas e os robalos substituem agora esses produtos nas trocas comerciais com a Comunidade;Considerando que a situação geográfica de Ceuta apresenta especificidades próprias devidas ao facto de ser um enclave espanhol em África; que, na ausência de sectores agrícola e industrial, o sector primário de Ceuta está reduzido principalmente à pesca; que, desde a crise deste sector, a aquicultura parece poder constituir, para os operadores económicos de Ceuta, uma fonte de rendimentos alternativa à pesca no mar;Considerando que a Comunidade concede a certos países terceiros um tratamento pautal preferencial que inclui a isenção de direitos aduaneiros para os produtos dos códigos NC ex 0301 99 90, 0302 69 94 e 0302 69 95; que convém assegurar que o tratamento pautal conferido a estes produtos originários de Ceuta e importados na Comunidade seja alinhado pelo concedido aos países terceiros; que, para este efeito, é necessária uma adaptação do regime pautal aplicado a Ceuta;Considerando que a declaração comum respeitante ao protocolo nº 2 relativo às ilhas Canárias, a Ceuta e a Melilha tem por objectivo permitir a substituição dos produtos previstos no artigo 3º do citado protocolo;Considerando que, pelo Regulamento (CE) nº 1326/95 (3), o Conselho abriu para o ano de 1995, para os alevinos e os jovens, vivos, de dourada e de robalo, originários de Ceuta, um contingente pautal comunitário (número de ordem 09.0321);Considerando que o Reino da Espanha apresentou à Comissão um pedido de abertura de contingentes pautais comunitários com direitos nulos para os alevinos e os jovens, vivos, de dourada e de robalo, para as douradas e os robalos, originários de Ceuta;Considerando que, por conseguinte, se deve abrir contingentes pautais comunitários com direitos nulos para os produtos em questão e limitar os respectivos volumes, com base na produção anual, a 2 500 000 unidades (alevinos e jovens de douradas e de robalos) e a 100 toneladas (douradas e robalos); que o período de contingentamento deve ser fixado de 1 de Janeiro a 31 de Dezembro para os anos de 1996 e 1997; que a aplicação do direito relativo a cada contingente está sujeita ao cumprimento das regras previstas pela organização comum de mercados;Considerando que se deve garantir, nomeadamente, o acesso igual e contínuo de todos os importadores da Comunidade ao referido contingente, bem como a aplicação, sem interrupção, da taxa prevista para esse contingente a todas as importações dos produtos em questão em todos os Estados-membros, até ao esgotamento dos contingentes;Considerando que cabe à Comunidade decidir da abertura de contingentes pautais; que nada impede que, para assegurar a eficácia da gestão comum desses contingentes, os Estados-membros sejam autorizados a sacar dos volumes dos contingentes as quantidades necessárias correspondentes às importações efectivas; que, todavia, este modo de gestão exige uma estreita colaboração entre os Estados-membros e a Comissão, a qual deve, nomeadamente, poder seguir a evolução da situação em termos de esgotamento dos volumes dos contingentes e disso informar os Estados-membros,ADOPTOU O PRESENTE REGULAMENTO:Artigo 1º O presente regulamento é aplicável sem prejuízo do regime previsto pelo protocolo nº 2 do Acto de Adesão de Espanha e de Portugal e das suas regras de aplicação relativamente aos produtos não abrangidos pelo presente regulamento.Artigo 2º Durante os anos de 1996 e 1997, de 1 de Janeiro a 31 de Dezembro, os direitos aplicáveis à importação na Comunidade dos produtos abaixo designados, originários de Ceuta, são suspensos, ao nível e até ao limite dos contingentes pautais comunitários indicados em frente:>POSIÇÃO NUMA TABELA>Artigo 3º A prova do carácter originário do produto será feita nos termos do artigo 6º do Regulamento (CEE) nº 1135/88 (4).Artigo 4º Os contingentes pautais previstos no artigo 2º serão geridos pela Comissão, que pode adoptar quaisquer medidas administrativas úteis para assegurar eficazmente a respectiva gestão.Artigo 5º Se um importador apresentar num Estado-membro uma declaração de colocação em livre prática que inclua um pedido de tratamento preferencial para os produtos previstos no presente regulamento e se essa declaração for aceite pelas autoridades aduaneiras, o Estado-membro em causa procederá, mediante notificação à Comissão, ao saque, do volume do contingente pautal, de uma quantidade correspondente a essas necessidades.Os pedidos de saque, com indicação da data de aceitação da referida declaração, devem ser transmitidos sem demora à Comissão.Os saques serão autorizados pela Comissão em função da data de aceitação das declarações de colocação em livre prática pelas autoridades aduaneiras do Estado-membro em causa, na medida em que o saldo disponível o permita.Se um Estado-membro não utilizar as quantidades sacadas, deve voltar a colocá-las, logo que possível, no volume do contingente.Se as quantidades pedidas forem superiores ao saldo disponível do contingente, a atribuição será feita proporcionalmente aos pedidos. Os Estados-membros são informados pela Comissão dos saques efectuados.Artigo 6º Cada Estado-membro garantirá aos importadores dos produtos em questão um acesso igual e contínuo ao contingente, enquanto o saldo do volume do contingente o permitir.Artigo 7º Os Estados-membros e a Comissão colaborarão estreitamente a fim de assegurar o respeito do presente regulamento.Artigo 8º O presente regulamento entra em vigor no terceiro dia seguinte ao da sua publicação no Jornal Oficial das Comunidades Europeias.É aplicável a partir de 1 de Janeiro de 1996.O presente regulamento é obrigatório em todos os seus elementos e directamente aplicável em todos os Estados-membros.Feito em Bruxelas, em 16 de Setembro de 1996.Pelo ConselhoO PresidenteI. YATES(1) JO nº C 55 de 24. 2. 1996, p. 8.(2) JO nº C 198 de 8. 7. 1996.(3) JO nº L 128 de 13. 6. 1995, p. 6.(4) Regulamento (CEE) nº 1135/88 do Conselho, de 7 de Março de 1988, relativo à definição da noção de «produtos originários» e aos métodos de cooperação administrativa aplicáveis às trocas comerciais entre o território aduaneiro da Comunidade, Ceuta e Melilha e as ilhas Canárias (JO nº L 114 de 2. 5. 1988, p. 1). Regulamento alterado pelo Regulamento (CEE) nº 3902/89 (JO nº L 375 de 23. 12. 1989, p. 5).