CELEX: 22014A0607(01)
Language: pt
Date: 2014-05-23 00:00:00
Title: Protocolo que fixa as possibilidades de pesca e a contrapartida financeira previstas no acordo de parceria no domínio da pesca entre a União Europeia e a República Democrática de São Tomé e Príncipe

7.6.2014   
            
            
               PT
            
            
               Jornal Oficial da União Europeia
            
            
               L 168/3
            
         PROTOCOLO
   que fixa as possibilidades de pesca e a contrapartida financeira previstas no acordo de parceria no domínio da pesca entre a União Europeia e a República Democrática de São Tomé e Príncipe
   
      
   Artigo 1.o
   
   Período de aplicação e possibilidades de pesca
   1.   As possibilidades de pesca concedidas a navios da União Europeia a título do artigo 5.o do Acordo de Parceria no domínio da Pesca são fixadas por um período de 4 anos, a contar da data de aplicação provisória, a fim de permitir a captura das espécies altamente migradoras (espécies constantes do anexo 1 da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar de 1982), com exceção das espécies protegidas ou proibidas pela ICCAT.
   2.   As possibilidades de pesca são atribuídas a:
   
               a)
            
            
               28 atuneiros cercadores;
            
         
               b)
            
            
               6 palangreiros de superfície.
            
         3.   O n.o 1 é aplicável sob reserva do disposto nos artigos 5.o, 6.o, 7.o e 8.o do presente protocolo.
   4.   Em aplicação do artigo 6.o do Acordo, os navios de pesca que arvoram o pavilhão de um Estado-Membro da União Europeia só podem exercer atividades de pesca nas águas santomenses se possuírem uma autorização de pesca (licença de pesca) emitida ao abrigo do presente protocolo.
   Artigo 2.o
   
   Contrapartida financeira — Modalidades de pagamento
   1.   A contrapartida financeira a que se refere o artigo 7.o do Acordo de Parceria no domínio da Pesca é fixada, para o período previsto no artigo 1.o, em 2 805 000 euros.
   2.   A contrapartida financeira inclui:
   
               a)
            
            
               Um montante anual de 385 000 euros para o acesso à ZEE de São Tomé e Príncipe durante os três primeiros anos e de 350 000 euros no quarto ano, equivalente a uma tonelagem de referência de 7 000 toneladas por ano;
            
         
               b)
            
            
               Um montante específico de 325 000 euros por ano, durante quatro anos, para o apoio à aplicação da política setorial das pescas de São Tomé e Príncipe.
            
         3.   O n.o 1 é aplicável sob reserva do disposto nos artigos 3.o, 4.o, 5.o, 7.o e 8.o do presente protocolo e dos artigos 12.o e 13.o do Acordo de Parceria no domínio da Pesca.
   4.   A contrapartida financeira referida no n.o 1 é paga pela União Europeia na proporção de 710 000 euros por ano durante os três primeiros anos e de 675 000 euros para o quarto ano, o que corresponde ao total dos montantes anuais referidos no n.o 2, alíneas a) e b).
   5.   Se a quantidade global anual das capturas efetuadas pelos navios da União Europeia nas águas santomenses exceder a tonelagem de referência anual indicada no n.o 2, o montante total da contrapartida financeira anual deve ser aumentado por cada tonelada suplementar capturada em 55 euros nos três primeiros anos e em 50 euros no quarto ano. Todavia, o montante anual total pago pela União Europeia não pode exceder o dobro do montante indicado no n.o 2, alínea a). Sempre que as quantidades capturadas pelos navios da União Europeia excederem as quantidades correspondentes ao dobro do montante anual total, o montante devido pela quantidade que excede este limite deve ser pago no ano seguinte.
   6.   O pagamento deve ser efetuado o mais tardar noventa (90) dias após a data de início da aplicação provisória do Protocolo, no respeitante ao primeiro ano, e o mais tardar na data do seu aniversário, no respeitante aos anos seguintes.
   7.   A afetação da contrapartida financeira referida no n.o 2, alínea a), é da competência exclusiva das autoridades santomenses.
   8.   A contrapartida financeira indicada no n.o 2 deve ser depositada numa conta do Tesouro Público aberta no Banco Central de São Tomé e Príncipe; a contrapartida financeira indicada no n.o 2, alínea b), destinada ao apoio setorial, deve ser colocada à disposição da Direção das Pescas. Os dados da conta bancária devem ser comunicados anualmente pelas autoridades santomenses à Comissão Europeia.
   Artigo 3.o
   
   Promoção de uma pesca sustentável e responsável nas águas santomenses
   1.   O mais tardar três (3) meses após a entrada em vigor do presente protocolo, as Partes devem acordar, na comissão mista prevista no artigo 9.o do Acordo de Parceria no domínio da Pesca, num programa setorial plurianual e suas normas de execução, nomeadamente:
   
               a)
            
            
               As orientações, anuais e plurianuais, com base nas quais será utilizada a contrapartida financeira referida no artigo 2.o, n.o 2, alínea b);
            
         
               b)
            
            
               Os objetivos, anuais e plurianuais, a atingir, a fim de estabelecer, a prazo, uma pesca sustentável e responsável, atendendo às prioridades expressas por São Tomé e Príncipe no âmbito da política nacional das pescas ou das outras políticas com ligação ou impacto no estabelecimento de uma pesca responsável e sustentável, nomeadamente em matéria de apoio à pesca artesanal, de vigilância, de controlo e de luta contra a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INN);
            
         
               c)
            
            
               Os critérios e os procedimentos a aplicar para permitir uma avaliação anual dos resultados obtidos.
            
         2.   Qualquer proposta de alteração do programa sectorial plurianual deve ser aprovada pelas Partes na comissão mista.
   3.   As autoridades de São Tomé e Príncipe podem decidir, todos os anos, da afetação de um montante adicional relativamente à parte da contrapartida financeira referida no artigo 2.o, n.o 2, alínea b), para fins da execução do programa plurianual. Essa afetação deve ser comunicada à União Europeia o mais tardar dois (2) meses antes da data de aniversário do presente protocolo.
   4.   Ambas as Partes devem proceder, anualmente, a uma avaliação dos resultados de execução do programa sectorial plurianual. No caso de essa avaliação indicar que a realização dos objetivos financiados diretamente pela parte da contrapartida financeira referida no artigo 2.o, n.o 2, alínea b), do presente protocolo não é satisfatória, a Comissão Europeia reserva-se o direito de rever essa parte da contribuição financeira, a fim de ajustar o montante afetado à execução do programa ao nível dos resultados.
   Artigo 4.o
   
   Cooperação científica para uma pesca responsável
   1.   As Partes comprometem-se a promover uma pesca responsável nas águas santomenses, assente no princípio da não-discriminação entre as várias frotas que operam nessas águas.
   2.   Durante o período abrangido pelo presente protocolo, a União Europeia e São Tomé e Príncipe comprometem-se a cooperar a fim de vigiar o estado dos recursos haliêuticos na zona de pesca santomense.
   3.   As Partes comprometem-se a promover, ao nível da região da África Central, a cooperação relativa à pesca responsável. As Partes comprometem-se a respeitar o conjunto das recomendações e resoluções da Comissão Internacional para a Conservação dos Tunídeos do Atlântico (ICCAT).
   4.   Em conformidade com o artigo 4.o do Acordo de Parceria no domínio da Pesca, as Partes, com base nas recomendações e resoluções adotadas no âmbito da ICCAT, e à luz dos melhores pareceres científicos disponíveis, consultam-se no âmbito da comissão mista prevista no artigo 9.o do Acordo de Parceria no domínio da Pesca a fim de adotar as medidas tendentes a uma gestão sustentável dos recursos haliêuticos abrangidos pelo presente protocolo, que afetem as atividades dos navios da União Europeia.
   Artigo 5.o
   
   Revisão de comum acordo das possibilidades de pesca e das medidas técnicas
   1.   As possibilidades de pesca referidas no artigo 1.o podem ser revistas de comum acordo, desde que as recomendações e as resoluções adotadas pela ICCAT confirmem que essa revisão garante a gestão sustentável dos recursos haliêuticos que são objeto do presente protocolo. Nesse caso, a contrapartida financeira referida no artigo 2.o, n.o 2, alínea a), será revista proporcionalmente e pro rata temporis. Todavia, o montante anual total da contrapartida financeira paga pela União Europeia não pode exceder o dobro do montante referido no artigo 2.o, n.o 2, alínea a).
   2.   Se necessário, a comissão mista poderá examinar e adaptar de comum acordo as disposições relativas às condições do exercício da pesca e as modalidades de aplicação do presente protocolo e do seu anexo.
   Artigo 6.o
   
   Novas possibilidades de pesca
   1.   No respeitante à exploração de pescarias não abrangidas pelo presente protocolo, as autoridades de São Tomé e Príncipe podem pedir à União Europeia que considere a possibilidade dessas pescarias, com base nos resultados de uma campanha científica que tenha em conta os melhores pareceres científicos, validados pelos peritos científicos das Partes.
   2.   Em função desses resultados, e se a União Europeia manifestar interesse por essas pescarias, as Partes devem consultar-se na comissão mista antes da eventual concessão da autorização pelas autoridades santomenses. Se for caso disso, as Partes acordam nas condições aplicáveis às novas possibilidades de pesca e, se necessário, introduzem alterações no presente protocolo e no seu anexo.
   Artigo 7.o
   
   Suspensão e revisão do pagamento da contrapartida financeira
   1.   A contrapartida financeira referida no artigo 2.o, n.o 2, alíneas a) e b), pode ser revista ou suspensa no caso de se verificar uma ou mais das seguintes condições:
   
               a)
            
            
               Circunstâncias anormais, definidas no artigo 2.o, alínea h), do Acordo de Parceria no domínio da Pesca, impedem o exercício de atividades de pesca na ZEE santomense;
            
         
               b)
            
            
               Pedido, por uma das Partes, de revisão das disposições do presente protocolo, com vista à sua eventual alteração, na sequência de alterações significativas na definição e na aplicação da política da pesca subjacente à celebração do mesmo;
            
         
               c)
            
            
               Verificação da ocorrência de uma violação dos elementos essenciais dos direitos humanos e do elemento fundamental referidos no artigo 9.o do Acordo de Cotonu, na sequência do processo definido nos artigos 8.o e 96.o do mesmo acordo.
            
         2.   A União Europeia reserva-se o direito de suspender, parcial ou totalmente, o pagamento da contrapartida financeira específica prevista no artigo 2.o, n.o 2, alínea b), do presente protocolo:
   
               a)
            
            
               Sempre que uma avaliação efetuada pela comissão mista mostre que os resultados obtidos não estão em conformidade com a programação;
            
         
               b)
            
            
               Em caso de não-execução desta contrapartida financeira.
            
         3.   O pagamento da contrapartida financeira será retomado, após consulta e acordo de ambas as Partes, imediatamente após o restabelecimento da situação anterior aos acontecimentos mencionados no n.o 1 e/ou quando os resultados da execução financeira a que se refere o n.o 2 o justificarem. No entanto, o pagamento da contrapartida financeira específica prevista no artigo 2.o, n.o 2, alínea b), não pode ser efetuado para além de um período de seis (6) meses após o Protocolo ter caducado.
   Artigo 8.o
   
   Suspensão da aplicação do Protocolo
   1.   A aplicação do presente protocolo pode ser suspensa por iniciativa de uma das Partes no caso de se verificar uma ou mais das seguintes condições:
   
               a)
            
            
               Circunstâncias anormais, definidas no artigo 2.o, alínea h), do Acordo de Parceria no domínio da Pesca, impedirem o exercício de atividades de pesca na ZEE santomense;
            
         
               b)
            
            
               Pedido, por uma das Partes, da revisão das disposições do presente protocolo, com vista à sua eventual alteração, na sequência de alterações significativas na definição e aplicação da política da pesca subjacente à celebração do mesmo;
            
         
               c)
            
            
               Verificação, por uma das Partes, da ocorrência de uma violação dos elementos essenciais dos direitos humanos e do elemento fundamental referidos no artigo 9.o do Acordo de Cotonu, na sequência do processo definido nos artigos 8.o e 96.o do mesmo acordo;
            
         
               d)
            
            
               Não-pagamento, pela União Europeia, da contrapartida financeira prevista no artigo 2.o, n.o 2, alínea a), por motivos diferentes dos previstos no presente artigo do presente protocolo;
            
         
               e)
            
            
               Ocorrência de um litígio entre as Partes quanto à aplicação ou interpretação do presente protocolo.
            
         2.   A aplicação do Protocolo pode ser suspensa por iniciativa de uma das Partes sempre que não tenha sido possível resolver o litígio que as opõe no âmbito das consultas realizadas na comissão mista.
   3.   A suspensão da aplicação do Protocolo fica sujeita à notificação por escrito dessa intenção pela Parte interessada, pelo menos três (3) meses antes da data em que deva produzir efeitos.
   4.   Em caso de suspensão, as Partes devem continuar a consultar-se com vista a procurar uma resolução por consenso do litígio que as opõe. Resolvido o litígio, deve ser retomada a aplicação do Protocolo, sendo o montante da compensação financeira reduzido proporcionalmente e pro rata temporis em função do período em que esteve suspensa a aplicação do Protocolo.
   Artigo 9.o
   
   Disposições nacionais aplicáveis
   1.   As atividades dos navios de pesca da União Europeia que operam nas águas santomenses regem-se pela legislação aplicável em São Tomé e Príncipe, salvo disposição em contrário do Acordo de Parceria no domínio da Pesca ou do presente protocolo, do seu anexo e dos respetivos apêndices.
   2.   As autoridades santomenses devem informar a Comissão Europeia de qualquer alteração da legislação, ou de novo diploma, relacionada com o setor das pescas.
   3.   A Comissão Europeia deve informar as autoridades de São Tomé e Príncipe de qualquer alteração da legislação, ou de novo diploma, relacionada com as atividades de pesca da frota longínqua da União Europeia.
   Artigo 10.o
   
   Informatização das comunicações
   1.   São Tomé e Príncipe e a União Europeia comprometem-se a instaurar, no mais curto prazo, os sistemas informáticos necessários ao intercâmbio eletrónico de todas as informações e todos os documentos ligados à execução do Acordo.
   2.   A versão eletrónica de um documento é considerada, para todos os efeitos, equivalente à sua versão em papel.
   3.   São Tomé e Príncipe e a União Europeia devem notificar-se sem demora de qualquer avaria de um sistema informático. Nesse caso, as informações e os documentos ligados à execução do Acordo são automaticamente substituídos pelas correspondentes versões em papel.
   Artigo 11.o
   
   Confidencialidade dos dados
   1.   São Tomé e Príncipe e a União Europeia comprometem-se a que todos os dados nominativos relativos aos navios europeus e às suas atividades de pesca, obtidos no âmbito do Acordo, sejam sempre tratados com rigor, em conformidade com os princípios de confidencialidade e de proteção dos dados.
   2.   Ambas as Partes devem velar por que só os dados agregados relativos às atividades de pesca nas águas santomenses sejam colocados no domínio público, em conformidade com as disposições da ICCAT na matéria. Os dados que podem ser considerados confidenciais devem ser utilizados pelas autoridades competentes exclusivamente para o cumprimento do Acordo e para fins de gestão das pescas, de controlo e de vigilância.
   Artigo 12.o
   
   Vigência
   O presente protocolo e o seu anexo são aplicáveis por um período de quatro anos a contar da data de início da sua aplicação provisória, em conformidade com os artigos 14.o e 15.o, salvo denúncia em conformidade com o artigo 13.o.
   Artigo 13.o
   
   Denúncia
   1.   Em caso de denúncia do presente protocolo, a Parte interessada deve notificar, por escrito, a outra Parte da sua intenção de denunciar o Protocolo, pelo menos seis (6) meses antes da data em que essa denúncia deva produzir efeitos.
   2.   O envio da notificação referida no número anterior implica a abertura de consultas entre as Partes.
   Artigo 14.o
   
   Aplicação provisória
   O presente protocolo será aplicado a título provisório a partir da data da sua assinatura, mas não antes de 13 de maio de 2014.
   Artigo 15.o
   
   Entrada em vigor
   O presente protocolo e o seu anexo entram em vigor na data em que as Partes procederem à notificação recíproca do cumprimento das formalidades necessárias para o efeito.
   
      
         
            Pela União Europeia
         
      
      
         
            Pela República Democrática de São Tomé e Príncipe
         
      
      Съставено в Брюксел на двадесет и трети май две хиляди и четиринадесета година.
      Hecho en Bruselas, el veintitrés de mayo de dos mil catorce.
      V Bruselu dne dvacátého třetího května dva tisíce čtrnáct.
      Udfærdiget i Bruxelles den treogtyvende maj to tusind og fjorten.
      Geschehen zu Brüssel am dreiundzwanzigsten Mai zweitausendvierzehn.
      Kahe tuhande neljateistkümnenda aasta maikuu kahekümne kolmandal päeval Brüsselis.
      'Εγινε στις Βρυξέλλες, στις είκοσι τρεις Μαΐου δύο χιλιάδες δεκατέσσερα.
      Done at Brussels on the twenty-third day of May in the year two thousand and fourteen.
      Fait à Bruxelles, le vingt-trois mai deux mille quatorze.
      Sastavljeno u Bruxellesu dvadeset trećeg svibnja dvije tisuće četrnaeste.
      Fatto a Bruxelles, addì ventitré maggio duemilaquattordici.
      Briselē, divi tūkstoši četrpadsmitā gada divdesmit trešajā maijā.
      Priimta du tūkstančiai keturioliktų metų gegužės dvidešimt trečią dieną Briuselyje.
      Kelt Brüsszelben, a kétezer-tizennegyedik év május havának huszonharmadik napján.
      Magħmul fi Brussell, fit-tlieta u għoxrin jum ta’ Mejju tas-sena elfejn u erbatax.
      Gedaan te Brussel, de drieëntwintigste mei tweeduizend veertien.
      Sporządzono w Brukseli dnia dwudziestego trzeciego maja roku dwa tysiące czternastego.
      Feito em Bruxelas, em vinte e três de maio de dois mil e catorze.
      Întocmit la Bruxelles la douăzeci și trei mai două mii paisprezece.
      V Bruseli dvadsiateho tretieho mája dvetisícštrnásť.
      V Bruslju, dne triindvajsetega maja leta dva tisoč štirinajst.
      Tehty Brysselissä kahdentenakymmenentenäkolmantena päivänä toukokuuta vuonna kaksituhattaneljätoista.
      Som skedde i Bryssel den tjugotredje maj tjugohundrafjorton.
      
         За Европейския съюз
         Рог la Unión Europea
         Za Evropskou unii
         For Den Europæiske Union
         Für die Europäische Union
         Euroopa Liidu nimel
         Για την Ευρωπαϊκή Ένωση
         For the European Union
         Pour l'Union européenne
         Za Europsku uniju
         Per l'Unione europea
         Eiropas Savienības vārdā —
         Europos Sąjungos vardu
         Az Európai Unió részéről
         Għall-Unjoni Ewropea
         Voor de Europese Unie
         W imieniu Unii Europejskiej
         Pela União Europeia
         Pentru Uniunea Europeană
         Za Európsku úniu
         Za Evropsko unijo
         Euroopan unionin puolesta
         För Europeiska unionen
         
            
      
      
         За правителството на Демократична република Cao Томе и Принсипи
         Por el Gobierno de la República Democrática de Santo Tomé y Príncipe
         Za vládu Demokratické republiky Svatý Tomáš a Princův ostrov
         For regeringen for Den Demokratiske Republik São Tomé og Principe
         Für die Regierung der Demokratischen Republik São Tomé und Príncipe
         São Tomé ja Príncipe Demokraatliku Vabariigi valitsuse nimel
         Για την κυβέρνηση της Λαϊκής Δημοκρατίας του Σάο Τομέ και Πρίνοτπε
         For the Government of the Democratic Republic of São Tomé and Príncipe
         Pour le gouvernement de la République démocratique de São Tomé e Principe
         Za vladu Demokratske Republike Svetog Tome i Prinsipea
         Per il governo della Repubblica democratica di São Tomé e Príncipe
         Santomes un Prinsipi Demokrātiskās Republikas valdības vārdā —
         San Tomė ir Prinsipės Demokratinės Respublikos Vyriausybės vardu
         A São Tomé és Príncipe Demokratikus Köztársaság kormánya részéről
         Għall-Gvern tar-Repubblika Demokratika ta' Sao Tome u Prinċipe
         Voor de regering van de Democratische Republiek São Tomé en Príncipe
         W imieniu Rządu Demokratycznej Republiki Wysp Świętego Tomasza i Książęcej
         Pelo Governo da República Democrática de São Tomé e Príncipe
         Pentru guvernul Republicii Democrate São Tomé și Príncipe
         Za vládu Demokratickej republiky Svätého Tomáša a Princovho ostrova
         Za vlado Demokratične republike São Tomé in Príncipe
         São Tomé ja Príncipen demokraattisen tasavallan hallituksen puolesta
         För Demokratiska republiken São Tomé och Principes regerings vägnar
         
            
      
   
   
      ANEXO
      Condições do exercício da pesca pelos navios da União Europeia na zona de pesca de São Tomé e Príncipe
      CAPÍTULO I
      
         FORMALIDADES APLICÁVEIS AO PEDIDO E À EMISSÃO DAS AUTORIZAÇÕES DE PESCA
      
      
         SECÇÃO 1
      
      
         
            Autorizações de pesca
         
      
      Condições prévias à obtenção de uma autorização de pesca
      
               
                  1.
               
               
                  Só os navios elegíveis podem obter uma autorização de pesca (licença de pesca) na zona de pesca de São Tomé e Príncipe.
               
            
               
                  2.
               
               
                  Para que um navio seja elegível, o armador, o capitão e o próprio navio não podem estar proibidos de exercer atividades de pesca em São Tomé e Príncipe e devem encontrar-se em situação regular perante a administração de São Tomé e Príncipe, ou seja, devem ter cumprido todas as suas obrigações anteriores, decorrentes das suas atividades de pesca em São Tomé e Príncipe, no âmbito dos acordos de pesca celebrados com a União Europeia. Devem, além disso, respeitar as disposições do Regulamento (CE) n.o 1006/2008 (1) relativas às autorizações de pesca.
               
            
               
                  3.
               
               
                  Os navios da União Europeia que requeiram uma autorização de pesca podem ser representados por um agente residente em São Tomé e Príncipe. O nome e o endereço do representante podem ser mencionados no pedido de autorização de pesca.
               
            Pedido de autorização de pesca
      
               
                  4.
               
               
                  As autoridades competentes da União Europeia devem apresentar (por via eletrónica) ao ministério de São Tomé e Príncipe responsável pelas pescas, com cópia para a Delegação da União Europeia no Gabão, um pedido por cada navio que pretenda pescar ao abrigo do Acordo de Parceria no domínio da Pesca, pelo menos quinze (15) dias úteis antes da data de início do período de validade requerido. As autoridades competentes da União Europeia devem enviar os originais diretamente a São Tomé e Príncipe, com cópia para a Delegação da União Europeia no Gabão.
               
            
               
                  5.
               
               
                  Os pedidos devem ser apresentados ao ministério responsável pelas pescas em conformidade com o formulário cujo modelo consta do apêndice 1.
               
            
               
                  6.
               
               
                  Cada pedido de autorização de pesca deve ser acompanhado dos seguintes documentos:
                  
                              —
                           
                           
                              a prova de pagamento do adiantamento forfetário pelo respetivo período de validade,
                           
                        
                              —
                           
                           
                              uma fotografia a cores recente, que represente o navio em vista lateral.
                           
                        
            
               
                  7.
               
               
                  A taxa deve ser paga na conta indicada pelas autoridades de São Tomé e Príncipe, em conformidade com o artigo 2.o, n.o 8, do Protocolo.
               
            
               
                  8.
               
               
                  As taxas incluem todos os impostos nacionais e locais, com exclusão das taxas portuárias e dos encargos relativos a prestações de serviços.
               
            Emissão da autorização de pesca
      
               
                  9.
               
               
                  As autorizações de pesca para todos os navios são emitidas pelo ministério de São Tomé e Príncipe responsável pelas pescas e entregues aos armadores ou seus representantes, por intermédio da Delegação da União Europeia no Gabão, no prazo de 15 dias úteis após a receção do conjunto dos documentos referidos no ponto 6. Simultaneamente, a fim de não atrasar a possibilidade de pescar na zona, deve ser enviada aos armadores, por via eletrónica, uma cópia autenticada da autorização da pesca. Essa cópia pode ser utilizada durante um período máximo de 60 dias após a data de emissão da licença. Durante esse período, a cópia será considerada equivalente ao original.
               
            
               
                  10.
               
               
                  As autorizações de pesca são emitidas em nome de um navio determinado e não podem ser transferidas.
               
            
               
                  11.
               
               
                  Todavia, a pedido da União Europeia, e em caso de força maior devidamente comprovado, a autorização de pesca de um navio pode ser substituída por uma nova autorização de pesca estabelecida em nome de outro navio de categoria idêntica à do navio a substituir, sem que seja devida uma nova taxa. Nesse caso, o cálculo do nível das capturas com vista à determinação de um eventual pagamento suplementar terá em conta a soma das capturas totais dos dois navios.
               
            
               
                  12.
               
               
                  O armador do navio a substituir, ou o seu representante, deve entregar a autorização de pesca anulada ao ministério de São Tomé e Príncipe responsável pelas pescas, por intermédio da Delegação da União Europeia no Gabão.
               
            
               
                  13.
               
               
                  A data de início de validade da nova autorização de pesca é a da entrega da autorização de pesca anulada ao ministério de São Tomé e Príncipe responsável pelas pescas. A Delegação da União Europeia no Gabão deve ser informada da transferência da autorização de pesca.
               
            
               
                  14.
               
               
                  A autorização de pesca deve ser permanentemente mantida a bordo, sem prejuízo do disposto no ponto 9 da presente secção.
               
            
         SECÇÃO 2
      
      
         
            Condições das autorizações de pesca — Taxas e adiantamentos
         
      
      
               
                  1.
               
               
                  As autorizações de pesca são válidas pelo período de um ano.
               
            
               
                  2.
               
               
                  Para os atuneiros cercadores e os palangreiros de superfície, a taxa, em euros por tonelada pescada na zona de pesca de São Tomé e Príncipe, é fixada do seguinte modo:
                  
                               
                           
                           
                              55 euros, no primeiro e segundo anos de aplicação,
                           
                        
                               
                           
                           
                              60 euros, no terceiro ano de aplicação,
                           
                        
                               
                           
                           
                              70 euros, no quarto ano de aplicação.
                           
                        
            
               
                  3.
               
               
                  As autorizações de pesca devem ser emitidas após pagamento, às autoridades nacionais competentes, das seguintes taxas forfetárias:
                  
                              —
                           
                           
                              Para os atuneiros cercadores:
                              
                                          —
                                       
                                       
                                          6930 euros por navio, equivalentes às taxas devidas por 126 toneladas por ano para o primeiro e o segundo anos de aplicação do Protocolo;
                                       
                                    
                                          —
                                       
                                       
                                          6960 euros por navio, equivalentes às taxas devidas por 116 toneladas por ano para o terceiro ano de aplicação do Protocolo;
                                       
                                    
                                          —
                                       
                                       
                                          7000 euros por navio, equivalentes às taxas devidas por 100 toneladas por ano para o quarto ano de aplicação do Protocolo.
                                       
                                    
                        
                              —
                           
                           
                              Para os palangreiros de superfície:
                              
                                          —
                                       
                                       
                                          2310 euros por navio, equivalentes às taxas devidas por 42 toneladas por ano para o primeiro e o segundo anos de aplicação do Protocolo;
                                       
                                    
                                          —
                                       
                                       
                                          2310 euros por navio, equivalentes às taxas devidas por 38,5 toneladas por ano para o terceiro ano de aplicação do Protocolo;
                                       
                                    
                                          —
                                       
                                       
                                          2310 euros por navio, equivalentes às taxas devidas por 33 toneladas por ano para o quarto ano de aplicação do Protocolo.
                                       
                                    
                        
            
               
                  4.
               
               
                  O cômputo das taxas devidas a título do ano «n» deve ser aprovado pela Comissão Europeia o mais tardar sessenta (60) dias a contar da data de aniversário do Protocolo no ano «n + 1», com base nas declarações de capturas efetuadas pelos armadores e confirmadas pelos institutos científicos competentes para a verificação dos dados das capturas nos Estados-Membros, nomeadamente o IRD (Institut de Recherche pour le Développement), o IEO (Instituto Español de Oceanografia) e o IPMA (Instituto Português do Mar e da Atmosfera), por intermédio da Delegação da União Europeia no Gabão.
               
            
               
                  5.
               
               
                  O cômputo deve ser comunicado simultaneamente ao ministério de São Tomé e Príncipe responsável pelas pescas e aos armadores.
               
            
               
                  6.
               
               
                  Qualquer eventual pagamento suplementar (pelas quantidades capturadas acima das quantidades indicadas no n.o 4 da presente secção) deve ser efetuado pelos armadores às autoridades nacionais competentes de São Tomé e Príncipe, o mais tardar três (3) meses após a data de aniversário do protocolo do ano n + 1, na conta referida na secção 1, n.o 7, do presente capítulo, na base do montante por tonelada indicado no n.o 2 da presente secção (55, 60 ou 70 euros, consoante o ano).
               
            
               
                  7.
               
               
                  Contudo, se o cômputo final for inferior ao montante do adiantamento referido no ponto 3 da presente secção, o montante residual correspondente não pode ser recuperado pelo armador.
               
            CAPÍTULO II
      
         ZONAS DE PESCA
      
      
               
                  1.
               
               
                  Os atuneiros cercadores e os palangreiros de superfície da União Europeia que operem nas águas de São Tomé e Príncipe ao abrigo do presente protocolo podem exercer atividades de pesca nas águas situadas além das 12 milhas marítimas medidas a partir das linhas de base.
               
            
               
                  2.
               
               
                  As coordenadas da zona económica exclusiva de São Tomé e Príncipe são as notificadas por São Tomé e Príncipe às Nações Unidas em 7 de maio de 1998 (2).
               
            
               
                  3.
               
               
                  É proibida, sem discriminação, qualquer atividade de pesca na zona destinada à exploração conjunta entre São Tomé e Príncipe e a Nigéria, delimitada pelas coordenadas indicadas no apêndice 3.
               
            CAPÍTULO III
      
         ACOMPANHAMENTO E VIGILÂNCIA
      
      
         SECÇÃO 1
      
      
         
            Regime de registo das capturas
         
      
      
               
                  1.
               
               
                  Os capitães dos navios que operem nas águas de São Tomé e Príncipe ao abrigo do presente protocolo devem comunicar as capturas ao ministério de São Tomé e Príncipe responsável pelas pescas, por forma a permitir o controlo das quantidades capturadas, validadas pelos institutos científicos competentes em conformidade com o procedimento referido no capítulo I, secção 2, ponto 4, do presente anexo. As modalidades de comunicação das capturas são as seguintes:
                  
                              1.1.
                           
                           
                              Os navios da União Europeia que operam no âmbito do presente protocolo nas águas de São Tomé e Príncipe devem preencher a declaração das capturas cujo modelo consta do apêndice 2, que deve refletir, em todos os pontos, as informações constantes do diário de bordo. Deve ser transmitida uma cópia desta, de preferência por correio eletrónico, semanalmente, para o Centro de Vigilância das Pescas (CVP) de São Tomé e Príncipe, bem como no momento da saída da zona de pesca santomense.
                           
                        
                              1.2.
                           
                           
                              Os capitães dos navios devem enviar as cópias do diário de bordo ao ministério responsável pelas pescas de São Tomé e Príncipe, bem como aos institutos científicos indicados no capítulo I, secção 2, ponto 4, o mais tardar 14 dias após o fim do desembarque da viagem em causa.
                           
                        
            
               
                  2.
               
               
                  O capitão deve inscrever todos os dias na declaração das capturas a quantidade de cada espécie, identificada pelo seu código FAO alfa-3, capturada e conservada a bordo, expressa em quilogramas de peso vivo ou, se for caso disso, em número de indivíduos. Para cada espécie principal, o capitão deve mencionar igualmente as capturas nulas. O capitão deve inscrever igualmente, todos os dias, na declaração das capturas as quantidades de cada espécie devolvidas ao mar, expressas em quilogramas de peso vivo ou, se for caso disso, em número de indivíduos.
               
            
               
                  3.
               
               
                  As declarações de capturas devem ser preenchidas de forma legível e assinadas pelo capitão do navio.
               
            
               
                  4.
               
               
                  Em caso de inobservância das disposições do presente capítulo, o Governo de São Tomé e Príncipe poderá suspender a autorização de pesca do navio em causa até ao cumprimento da formalidade e aplicar ao armador do navio as sanções previstas pela regulamentação em vigor em São Tomé e Príncipe. A Comissão Europeia e o Estado-Membro de pavilhão devem ser imediatamente informados desse facto.
               
            
               
                  5.
               
               
                  As Partes manifestam a sua vontade de assegurar uma transição para um sistema de declaração eletrónica das capturas com as características técnicas específicas definidas no apêndice 5. As Partes acordam em definir conjuntamente as modalidades dessa transição, com o objetivo de tornar o sistema operacional em 1 de julho de 2015.
               
            
         SECÇÃO 2
      
      
         
            Comunicação das capturas: entradas e saídas das águas de São Tomé e Príncipe
         
      
      
               
                  1.
               
               
                  Os navios da União Europeia que operem nas águas de São Tomé e Príncipe ao abrigo do presente protocolo devem notificar, com pelo menos seis (6) horas de antecedência, as autoridades competentes de São Tomé e Príncipe, da sua intenção de entrar ou sair das águas de São Tomé e Príncipe.
               
            
               
                  2.
               
               
                  Aquando da notificação de entrada/saída da ZEE de São Tomé e Príncipe, os navios devem ainda comunicar simultaneamente a sua posição, bem como o pescado já presente a bordo, identificado pelo código FAO alfa-3, capturado e conservado a bordo, expresso em quilogramas de peso vivo ou, se for caso disso, em número de indivíduos, sem prejuízo do disposto na secção 2. As comunicações devem ser feitas por correio eletrónico ou por fax para os endereços que serão comunicados pelas autoridades santomenses.
               
            
               
                  3.
               
               
                  Um navio surpreendido a pescar sem ter informado a autoridade competente de São Tomé e Príncipe é considerado um navio sem autorização de pesca e fica sujeito às consequências previstas pela lei nacional.
               
            
               
                  4.
               
               
                  O endereço de correio eletrónico, os números de fax e de telefone, bem como as coordenadas rádio, devem ser anexos à autorização de pesca.
               
            
         SECÇÃO 3
      
      
         
            Transbordos e desembarques
         
      
      
               
                  1.
               
               
                  Os navios da União Europeia que operem nas águas de São Tomé e Príncipe ao abrigo do presente protocolo e efetuem um transbordo nas águas santomenses devem efetuar essa operação nas águas dos portos de São Tomé e Príncipe.
                  Os armadores desses navios ou o seu representante que pretendam proceder a um desembarque ou a um transbordo devem notificar as autoridades santomenses competentes, com pelo menos 24 horas de antecedência, das seguintes informações:
                  
                               
                           
                           
                              nome dos navios de pesca que devem efetuar o transbordo ou desembarque,
                           
                        
                               
                           
                           
                              nome do cargueiro transportador,
                           
                        
                               
                           
                           
                              tonelagem, por espécie, a transbordar ou desembarcar,
                           
                        
                               
                           
                           
                              dia do transbordo ou do desembarque,
                           
                        
                               
                           
                           
                              destino das capturas transbordadas ou desembarcadas.
                           
                        
            
               
                  2.
               
               
                  O transbordo só é autorizado nas seguintes zonas: Fernão Dias, Neves, Ana Chaves.
               
            
               
                  3.
               
               
                  O transbordo ou o desembarque é considerado uma saída das águas santomenses. Os navios devem apresentar às autoridades competentes de São Tomé e Príncipe as declarações das capturas e notificar a sua intenção de continuar a pescar ou de sair das águas santomenses.
               
            
               
                  4.
               
               
                  É proibida, nas águas santomenses, qualquer operação de transbordo ou de desembarque de capturas não referida nos pontos supra. Os infratores expõem-se às sanções previstas pela regulamentação em vigor em São Tomé e Príncipe.
               
            
         SECÇÃO 4
      
      
         
            Sistema de acompanhamento por satélite (VMS)
         
      
      1.   Mensagens de posição dos navios — sistema VMS
      Sempre que se encontrem na zona de São Tomé e Príncipe, os navios da União Europeia que possuem uma licença devem estar equipados com um sistema de acompanhamento por satélite (Vessel Monitoring System — VMS), que assegure a comunicação automática e contínua da sua posição, de hora em hora, ao centro de controlo das pescas (Centro de Vigilância das Pescas — CVP) do respetivo Estado de pavilhão.
      Cada mensagem de posição deve conter:
      
                  a)
               
               
                  A identificação do navio;
               
            
                  b)
               
               
                  A posição geográfica mais recente do navio (longitude, latitude), com uma margem de erro inferior a 100 metros e um intervalo de confiança de 99 %;
               
            
                  c)
               
               
                  A data e a hora de registo da posição;
               
            
                  d)
               
               
                  A velocidade e o rumo do navio.
               
            Cada mensagem deve ter o formato que consta do apêndice 4 do presente anexo.
      A primeira posição registada após a entrada na zona de São Tomé e Príncipe será identificada pelo código «ENT». Todas as posições subsequentes são identificadas pelo código «POS», com exceção da primeira posição registada após a saída da zona de São Tomé e Príncipe, que, por sua vez, será identificada pelo código «EXI».
      O CVP do Estado de pavilhão deve assegurar o tratamento automático e, se for caso, a transmissão eletrónica das mensagens de posição. Estas mensagens devem ser registadas de forma segura e salvaguardadas durante um período de três anos.
      2.   Transmissão pelo navio em caso de avaria do sistema VMS
      O capitão deve garantir que o sistema VMS do seu navio está sempre totalmente operacional e que as mensagens de posição são corretamente transmitidas ao CVP do Estado de pavilhão.
      Em caso de avaria, o sistema VMS do navio deve ser reparado ou substituído no prazo de 10 dias. Passado esse prazo, o navio deixa de ter autorização para pescar na zona de São Tomé e Príncipe.
      Os navios que pesquem na zona de São Tomé e Príncipe com um sistema VMS defeituoso devem transmitir as suas mensagens de posição, por correio eletrónico, por rádio ou por fax, ao CVP do Estado de pavilhão, pelo menos de quatro em quatro horas, comunicando todas as informações obrigatórias.
      3.   Comunicação segura das mensagens de posição a São Tomé e Príncipe
      O CVP do Estado de pavilhão deve transmitir automaticamente as mensagens de posição dos navios em causa ao CVP de São Tomé e Príncipe. O CVP do Estado de pavilhão e o de São Tomé e Príncipe devem manter-se reciprocamente informados dos respetivos endereços eletrónicos de contacto e eventuais alterações dos mesmos, que devem ser notificadas sem demora.
      A transmissão das mensagens de posição entre o CVP do Estado de pavilhão e o de São Tomé e Príncipe deve ser efetuada por via eletrónica, através de um sistema de comunicação seguro.
      O CVP de São Tomé e Príncipe deve informar sem demora o CVP do Estado de pavilhão e a União Europeia de qualquer interrupção na receção de uma sequência de mensagens de posição por parte de um navio que possua uma licença, caso o navio em causa não tenha notificado a sua saída da zona.
      4.   Avaria do sistema de comunicação
      São Tomé e Príncipe deve assegurar a compatibilidade do seu equipamento eletrónico com o do CVP do Estado de pavilhão e informar sem demora a União Europeia de qualquer avaria na comunicação e receção das mensagens de posição, para chegar a uma solução técnica no mais curto prazo.
      O capitão será considerado responsável por qualquer manipulação constatada do sistema VMS do navio destinada a perturbar o seu funcionamento ou a falsificar as mensagens de posição. Qualquer infração é punida com as sanções previstas pela legislação santomense em vigor.
      5.   Revisão da frequência das mensagens de posição
      Com base em elementos fundados tendentes a provar uma infração, São Tomé e Príncipe pode pedir ao CVP do Estado de pavilhão, com cópia para a União Europeia, que, durante um período de investigação determinado, o intervalo de envio das mensagens de posição de um navio seja reduzido para trinta minutos. Esses elementos de prova devem ser transmitidos sem demora por São Tomé e Príncipe ao CVP do Estado de pavilhão e à União Europeia. O CVP do Estado de pavilhão deve enviar sem demora a São Tomé e Príncipe as mensagens de posição com a nova frequência.
      No fim do período de investigação determinado, São Tomé e Príncipe deve informar do facto imediatamente o CVP do Estado de pavilhão e a União Europeia, e informá-los posteriormente do eventual seguimento dado ao caso.
      CAPÍTULO IV
      
         EMBARQUE DE MARINHEIROS
      
      
               
                  1.
               
               
                  Os armadores de atuneiros e de palangreiros de superfície devem contratar nacionais dos países ACP, nas condições e limites seguintes:
                  
                              —
                           
                           
                              para a frota de atuneiros cercadores, durante a campanha de pesca atuneira na zona de pesca do país terceiro, pelo menos 20 % dos marinheiros embarcados devem ser de origem santomense ou, eventualmente, originários de um país ACP,
                           
                        
                              —
                           
                           
                              para a frota de palangreiros de superfície, durante a campanha de pesca na zona de pesca do país terceiro, pelo menos 20 % dos marinheiros embarcados devem ser de origem santomense ou, eventualmente, originários de um país ACP.
                           
                        
            
               
                  2.
               
               
                  Os armadores devem esforçar-se por embarcar marinheiros suplementares originários de São Tomé e Príncipe.
               
            
               
                  3.
               
               
                  Os armadores devem escolher livremente os marinheiros a embarcar nos seus navios de entre os designados na lista dos marinheiros aptos e qualificados, disponível junto das autoridades de São Tomé e Príncipe e dos representantes dos armadores.
               
            
               
                  4.
               
               
                  O armador ou o seu representante deve comunicar à autoridade competente de São Tomé e Príncipe os nomes dos marinheiros embarcados no navio em causa, com menção da sua inscrição no rol da tripulação.
               
            
               
                  5.
               
               
                  A Declaração da Organização Internacional do Trabalho (OIT) relativa aos princípios e direitos fundamentais no trabalho é aplicável de pleno direito aos marinheiros embarcados nos navios da União Europeia. O seu âmbito de aplicação abrange, nomeadamente, a liberdade de associação e o reconhecimento efetivo do direito de contratação coletiva dos trabalhadores, assim como a eliminação da discriminação em matéria de emprego e de profissão.
               
            
               
                  6.
               
               
                  Os contratos de trabalho dos marinheiros de São Tomé e Príncipe e dos países ACP, de que uma cópia deve ser entregue ao ministério do Trabalho, ao ministério das Pescas e aos respetivos signatários, devem ser estabelecidos entre o(s) representante(s) dos armadores e os marinheiros e/ou os seus sindicatos ou representantes. Os contratos devem garantir aos marinheiros o benefício do regime de segurança social que lhes é aplicável, em conformidade com a lei aplicável, que inclui um seguro por morte, doença ou acidente.
               
            
               
                  7.
               
               
                  O salário dos marinheiros fica a cargo dos armadores. O salário deve ser fixado de comum acordo entre os armadores ou seus representantes e os marinheiros e/ou os seus sindicatos ou seus representantes. Todavia, as condições de remuneração dos marinheiros não podem ser inferiores às aplicáveis às tripulações dos respetivos países e, em caso algum, inferiores às normas da OIT.
               
            
               
                  8.
               
               
                  Os marinheiros contratados por um navio da União Europeia devem apresentar-se ao capitão do navio designado na véspera da data proposta para o seu embarque. Se o marinheiro não se apresentar nas data e hora previstas para o embarque, o armador fica automaticamente isento da sua obrigação de o embarcar.
               
            CAPÍTULO V
      
         OBSERVADORES
      
      
               
                  1.
               
               
                  Os navios da União Europeia que operam ao abrigo do presente protocolo nas águas de São Tomé e Príncipe devem embarcar observadores designados pelo ministério das Pescas de São Tomé e Príncipe, nas condições estabelecidas a seguir:
                  
                              1.1.
                           
                           
                              A pedido das autoridades santomenses competentes, os navios da União Europeia devem receber a bordo um observador por ela designado com a missão de verificar as capturas efetuadas nas águas de São Tomé e Príncipe.
                           
                        
                              1.2.
                           
                           
                              As autoridades santomenses competentes devem estabelecer a lista dos navios designados para embarcar um observador, assim como a lista de observadores designados para embarcar. Essas listas devem ser atualizadas regularmente e comunicadas à Comissão Europeia imediatamente após a sua elaboração, e, em seguida, de três (3) em três (3) meses no que se refere à sua eventual atualização.
                           
                        
                              1.3.
                           
                           
                              As autoridades santomenses competentes devem comunicar à Delegação da União Europeia no Gabão e aos armadores interessados o nome do observador designado para ser embarcado no navio, de preferência por correio eletrónico, no momento da emissão da autorização de pesca ou, o mais tardar, 15 dias antes da data prevista para o embarque do observador.
                           
                        
            
               
                  2.
               
               
                  O tempo de presença do observador a bordo é de uma maré. Todavia, a pedido expresso das autoridades competentes santomenses, o embarque pode ser repartido por várias marés, em função da duração média das marés previstas para um navio determinado. O pedido deve ser formulado pela autoridade competente aquando da comunicação do nome do observador designado para embarcar no navio em causa.
               
            
               
                  3.
               
               
                  As condições de embarque do observador devem ser definidas de comum acordo entre o armador, ou seu representante, e a autoridade competente.
               
            
               
                  4.
               
               
                  O observador deve ser embarcado e desembarcado no porto escolhido pelo armador. O embarque deve ser efetuado no início da primeira maré, nas águas de pesca de São Tomé e Príncipe, a seguir à notificação da lista dos navios designados.
               
            
               
                  5.
               
               
                  Os armadores em causa devem comunicar, no prazo de duas semanas e com um pré-aviso de dez dias, as datas e os portos da sub-região previstos para o embarque e o desembarque dos observadores.
               
            
               
                  6.
               
               
                  Caso o observador seja embarcado noutro país, as despesas de viagem do observador ficam a cargo do armador. Se o navio, a bordo do qual se encontra o observador, sair da zona de pesca de São Tomé e Príncipe, devem ser envidados todos os esforços para assegurar o seu repatriamento o mais rapidamente possível, a expensas do armador.
               
            
               
                  7.
               
               
                  Em caso de ausência do observador, do local e no momento acordados e nas doze horas que se seguem, o armador fica automaticamente isento da sua obrigação de o embarcar.
               
            
               
                  8.
               
               
                  O observador deve ser tratado a bordo como um oficial. Quando o navio opera nas águas de São Tomé e Príncipe, o observador deve desempenhar as seguintes tarefas:
                  
                              8.1.
                           
                           
                              Observar as atividades de pesca dos navios;
                           
                        
                              8.2.
                           
                           
                              Verificar a posição dos navios que exerçam operações de pesca;
                           
                        
                              8.3.
                           
                           
                              Tomar nota das artes de pesca utilizadas;
                           
                        
                              8.4.
                           
                           
                              Verificar os dados sobre as capturas efetuadas nas águas de pesca de São Tomé e Príncipe constantes do diário de bordo;
                           
                        
                              8.5.
                           
                           
                              Verificar as percentagens das capturas acessórias e fazer uma estimativa do volume das devoluções das espécies de peixes comercializáveis;
                           
                        
                              8.6.
                           
                           
                              Comunicar à autoridade competente, por qualquer meio adequado, os dados de pesca, incluindo o volume das capturas principais e acessórias a bordo.
                           
                        
            
               
                  9.
               
               
                  O capitão deve tomar todas as medidas que sejam da sua responsabilidade para garantir a segurança física e moral do observador no exercício das suas funções.
               
            
               
                  10.
               
               
                  Devem ser proporcionadas ao observador todas as condições necessárias ao exercício das suas funções. O capitão deve facultar-lhe o acesso aos meios de comunicação necessários para o desempenho das suas tarefas, aos documentos diretamente ligados às atividades de pesca do navio, incluindo o diário de bordo e o caderno de navegação, bem como às partes do navio necessárias para facilitar o cumprimento das suas funções.
               
            
               
                  11.
               
               
                  Durante a sua permanência a bordo, o observador:
                  
                              11.1.
                           
                           
                              Deve tomar todas as disposições adequadas para que as condições do seu embarque e a sua presença a bordo do navio não interrompam nem entravem as operações de pesca;
                           
                        
                              11.2.
                           
                           
                              Deve respeitar os bens e equipamentos a bordo, assim como a confidencialidade de todos os documentos que pertencem ao navio.
                           
                        
            
               
                  12.
               
               
                  No final do período de observação, e antes de sair do navio, o observador deve estabelecer um relatório de atividades e transmiti-lo às autoridades santomenses competentes, com cópia para a Comissão Europeia. O observador deve assiná-lo na presença do capitão, que pode acrescentar ou mandar acrescentar quaisquer observações que considere úteis, seguidas da sua assinatura. Aquando do desembarque do observador, é entregue ao capitão uma cópia do relatório.
               
            
               
                  13.
               
               
                  O armador deve assegurar, a expensas suas, o alojamento e a alimentação dos observadores em condições idênticas às dos oficiais, em conformidade com as possibilidades práticas do navio.
               
            
               
                  14.
               
               
                  O salário e os encargos sociais do observador ficam a cargo de São Tomé e Príncipe.
               
            CAPÍTULO VI
      
         CONTROLO E INSPEÇÃO
      
      
               
                  1.
               
               
                  Os navios de pesca europeus devem respeitar as medidas e recomendações adotadas pela ICCAT no referente às artes de pesca, às suas especificações técnicas e a qualquer outra medida técnica aplicável às respetivas atividades de pesca e às suas capturas.
               
            
               
                  2.
               
               
                  Procedimentos de inspeção:
                  
                               
                           
                           
                              As inspeções no mar, no porto ou nas águas do porto na zona de pesca de São Tomé e Príncipe dos navios da União Europeia que possuam uma licença deve ser efetuada por navios e inspetores santomenses claramente identificados como afetados ao controlo das pescas.
                           
                        
                               
                           
                           
                              Antes de embarcar, os inspetores santomenses devem prevenir o navio da União Europeia da sua decisão de proceder a uma inspeção. A inspeção deve ser realizada por dois inspetores, no máximo, que, antes de a iniciarem, devem identificar-se e comprovar a sua qualidade e mandato.
                           
                        
                               
                           
                           
                              Os inspetores santomenses devem permanecer a bordo do navio da União Europeia apenas o tempo necessário para o desempenho das suas funções de inspeção. A inspeção deve ser conduzida de forma a minimizar o seu impacto no navio, na atividade de pesca e na carga.
                           
                        
                               
                           
                           
                              São Tomé e Príncipe pode autorizar a União Europeia a participar na inspeção no mar a título de observador.
                           
                        
                               
                           
                           
                              O capitão do navio da União Europeia deve facilitar o embarque e o trabalho dos inspetores santomenses.
                           
                        
                               
                           
                           
                              No fim de cada inspeção, os inspetores santomenses devem elaborar um relatório de inspeção. O capitão do navio da União Europeia tem o direito de inscrever as suas observações no relatório de inspeção. O relatório de inspeção deve ser assinado pelo inspetor que o redige e pelo capitão do navio da União Europeia.
                           
                        
                               
                           
                           
                              A assinatura do relatório de inspeção pelo capitão não prejudica o direito de defesa do armador durante um eventual processo por infração. Se se recusar a assinar o documento, o capitão do navio deve indicar os motivos por escrito e o inspetor deve apor a menção «recusa de assinatura». Antes de deixarem o navio da UE, os inspetores santomenses devem entregar uma cópia do relatório de inspeção ao capitão do navio da União Europeia. São Tomé e Príncipe deve transmitir uma cópia do relatório de inspeção à União Europeia no prazo de sete dias após a inspeção.
                           
                        
            CAPÍTULO VII
      
         INFRAÇÕES
      
      
               
                  1.
               
               
                  Tratamento das infrações:
                  Qualquer infração cometida por um navio da União Europeia que possua uma licença em conformidade com as disposições do presente anexo deve ser mencionada num relatório de inspeção. O relatório deve ser transmitido à União Europeia e ao Estado de pavilhão no prazo de 24 horas. A assinatura do relatório de inspeção pelo capitão não prejudica o direito de defesa do armador durante o processo por infração. O capitão do navio deve cooperar durante o desenrolar do processo de inspeção.
               
            
               
                  2.
               
               
                  Apresamento do navio — reunião de informação:
                  
                               
                           
                           
                              Caso a legislação de São Tomé e Príncipe em vigor o preveja relativamente à infração denunciada, qualquer navio da União Europeia em infração pode ser forçado a suspender as suas atividades de pesca e, caso esteja no mar, a dirigir-se para um porto de São Tomé e Príncipe.
                           
                        
                               
                           
                           
                              São Tomé e Príncipe deve notificar a União Europeia, no prazo máximo de 24 horas, de qualquer apresamento de um navio da União Europeia que possua uma licença. A notificação deve ser acompanhada dos elementos de prova da infração denunciada.
                           
                        
                               
                           
                           
                              Antes de serem adotadas medidas relativamente ao navio, ao capitão, à tripulação ou à carga, com exceção das medidas destinadas à conservação das provas, São Tomé e Príncipe deve organizar, a pedido da União Europeia, um dia útil após a notificação do apresamento do navio, uma reunião de informação para esclarecer os factos que conduziram a esse apresamento e expor as eventuais medidas a adotar. Pode assistir à reunião de informação um representante do Estado de pavilhão do navio.
                           
                        
            
               
                  3.
               
               
                  Sanção da infração — processo de transação:
                  
                               
                           
                           
                              A sanção da infração denunciada é fixada por São Tomé e Príncipe segundo as disposições da legislação nacional em vigor.
                           
                        
                               
                           
                           
                              Se a infração não comportar um ato criminoso, sempre que a sua resolução implique um processo judicial, antes de este ter início, deve ser encetado um processo de transação entre São Tomé e Príncipe e a União Europeia para determinar os termos e o nível da sanção. Podem participar no referido processo representantes do Estado de pavilhão do navio e da União Europeia. O processo de transação deve terminar o mais tardar três dias depois da notificação do apresamento do navio.
                           
                        
            
               
                  4.
               
               
                  Processo judicial — Caução bancária:
                  
                               
                           
                           
                              Se a questão não for resolvida por transação e a infração for submetida à instância judicial competente, o armador do navio em infração deve depositar uma caução bancária num banco designado por São Tomé e Príncipe, cujo montante, fixado por São Tomé e Príncipe, deve cobrir os custos originados pelo apresamento do navio, a multa prevista e eventuais indemnizações compensatórias. A caução bancária fica bloqueada até à conclusão do processo judicial.
                           
                        
                               
                           
                           
                              A caução bancária é desbloqueada e entregue ao armador imediatamente depois de a decisão ser proferida:
                              
                                          a)
                                       
                                       
                                          Integralmente, se não for decretada uma sanção;
                                       
                                    
                                          b)
                                       
                                       
                                          No valor do saldo, se a sanção corresponder a uma multa inferior ao nível da caução bancária.
                                       
                                    
                        
                               
                           
                           
                              São Tomé e Príncipe deve informar a União Europeia dos resultados do processo judicial no prazo de sete dias após ser proferida a decisão.
                           
                        
            
               
                  5.
               
               
                  Libertação do navio e da tripulação:
                  O navio e a sua tripulação devem ser autorizados a deixar o porto logo que a sanção resultante da transação seja saldada ou logo que a caução bancária seja depositada.
               
            
         (1)  JO L 286 de 18.10.2008, p. 33.
      
      
         (2)  http://www.un.org/Depts/los/LEGISLATIONANDTREATIES/losic/losic9ef.pdf
      
         Apêndices
         
                     1 —
                  
                  
                     Pedido de autorização de pesca
                  
               
                     2 —
                  
                  
                     Modelo de declaração das capturas
                  
               
                     3 —
                  
                  
                     Coordenadas geográficas da zona de proibição da pesca
                  
               
                     4 —
                  
                  
                     Formato da mensagem de posição VMS
                  
               
                     5 —
                  
                  
                     Diretrizes para a execução do sistema eletrónico de comunicação de dados relativos às atividades de pesca (sistema FRS)
                  
               
            Apêndice 1
            ACORDO DE PESCA SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE — UNIÃO EUROPEIA PEDIDO DE AUTORIZAÇÃO DE PESCA
            
               
         
         
            Apêndice 2
            MODELO DE DECLARAÇÃO DAS CAPTURAS
            
               
            
               
         
         
            Apêndice 3
            COORDENADAS GEOGRÁFICAS DA ZONA DE PROIBIÇÃO DA PESCA
            
                        Latitude
                     
                     
                        Longitude
                     
                  
                        Graus
                     
                     
                        Minutos
                     
                     
                        Segundos
                     
                     
                        Graus
                     
                     
                        Minutos
                     
                     
                        Segundos
                     
                  
                        03
                     
                     
                        02
                     
                     
                        22
                     
                     
                        N
                     
                     
                        07
                     
                     
                        07
                     
                     
                        31
                     
                     
                        E
                     
                  
                        02
                     
                     
                        50
                     
                     
                        00
                     
                     
                        N
                     
                     
                        07
                     
                     
                        25
                     
                     
                        52
                     
                     
                        E
                     
                  
                        02
                     
                     
                        42
                     
                     
                        38
                     
                     
                        N
                     
                     
                        07
                     
                     
                        36
                     
                     
                        25
                     
                     
                        E
                     
                  
                        02
                     
                     
                        20
                     
                     
                        59
                     
                     
                        N
                     
                     
                        06
                     
                     
                        52
                     
                     
                        45
                     
                     
                        E
                     
                  
                        01
                     
                     
                        40
                     
                     
                        12
                     
                     
                        N
                     
                     
                        05
                     
                     
                        57
                     
                     
                        54
                     
                     
                        E
                     
                  
                        01
                     
                     
                        09
                     
                     
                        17
                     
                     
                        N
                     
                     
                        04
                     
                     
                        51
                     
                     
                        38
                     
                     
                        E
                     
                  
                        01
                     
                     
                        13
                     
                     
                        15
                     
                     
                        N
                     
                     
                        04
                     
                     
                        41
                     
                     
                        27
                     
                     
                        E
                     
                  
                        01
                     
                     
                        21
                     
                     
                        29
                     
                     
                        N
                     
                     
                        04
                     
                     
                        24
                     
                     
                        14
                     
                     
                        E
                     
                  
                        01
                     
                     
                        31
                     
                     
                        39
                     
                     
                        N
                     
                     
                        04
                     
                     
                        06
                     
                     
                        55
                     
                     
                        E
                     
                  
                        01
                     
                     
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                        N
                     
                     
                        03
                     
                     
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                        23
                     
                     
                        E
                     
                  
                        01
                     
                     
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                        18
                     
                     
                        N
                     
                     
                        03
                     
                     
                        34
                     
                     
                        33
                     
                     
                        E
                     
                  
                        01
                     
                     
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                        N
                     
                     
                        03
                     
                     
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                        E
                     
                  
                        02
                     
                     
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                        N
                     
                     
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                        11
                     
                     
                        E
                     
                  
                        02
                     
                     
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                        N
                     
                     
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                        24
                     
                     
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                        E
                     
                  
                        02
                     
                     
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                        N
                     
                     
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                        E
                     
                  
                        02
                     
                     
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                        N
                     
                     
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                        E
                     
                  
                        02
                     
                     
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                        N
                     
                     
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                        11
                     
                     
                        E
                     
                  
                        02
                     
                     
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                        N
                     
                     
                        05
                     
                     
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                        E
                     
                  
                        02
                     
                     
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                        21
                     
                     
                        N
                     
                     
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                        E
                     
                  
                        02
                     
                     
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                        N
                     
                     
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                        E
                     
                  
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                        E
                     
                  
                        02
                     
                     
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                        N
                     
                     
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                        E
                     
                  
                        02
                     
                     
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                        18
                     
                     
                        N
                     
                     
                        06
                     
                     
                        15
                     
                     
                        57
                     
                     
                        E
                     
                  
                        02
                     
                     
                        50
                     
                     
                        18
                     
                     
                        N
                     
                     
                        06
                     
                     
                        26
                     
                     
                        41
                     
                     
                        E
                     
                  
                        02
                     
                     
                        51
                     
                     
                        29
                     
                     
                        N
                     
                     
                        06
                     
                     
                        29
                     
                     
                        27
                     
                     
                        E
                     
                  
                        02
                     
                     
                        52
                     
                     
                        23
                     
                     
                        N
                     
                     
                        06
                     
                     
                        31
                     
                     
                        46
                     
                     
                        E
                     
                  
                        02
                     
                     
                        54
                     
                     
                        46
                     
                     
                        N
                     
                     
                        06
                     
                     
                        38
                     
                     
                        07
                     
                     
                        E
                     
                  
                        03
                     
                     
                        00
                     
                     
                        24
                     
                     
                        N
                     
                     
                        06
                     
                     
                        56
                     
                     
                        58
                     
                     
                        E
                     
                  
                        03
                     
                     
                        01
                     
                     
                        19
                     
                     
                        N
                     
                     
                        07
                     
                     
                        01
                     
                     
                        07
                     
                     
                        E
                     
                  
                        03
                     
                     
                        01
                     
                     
                        27
                     
                     
                        N
                     
                     
                        07
                     
                     
                        01
                     
                     
                        46
                     
                     
                        E
                     
                  
                        03
                     
                     
                        01
                     
                     
                        44
                     
                     
                        N
                     
                     
                        07
                     
                     
                        03
                     
                     
                        07
                     
                     
                        E
                     
                  
                        03
                     
                     
                        02
                     
                     
                        22
                     
                     
                        N
                     
                     
                        07
                     
                     
                        07
                     
                     
                        31
                     
                     
                        E
                     
                  
         
            Apêndice 4
            FORMATO DA MENSAGEM DE POSIÇÃO VMS
            
                        Dado
                     
                     
                        Código
                     
                     
                        Obrigatório/Facultativo
                     
                     
                        Conteúdo
                     
                  
                        Início do registo
                     
                     
                        SR
                     
                     
                        O
                     
                     
                        Dado do sistema que indica o início do registo
                     
                  
                        Destinatário
                     
                     
                        AD
                     
                     
                        O
                     
                     
                        Dado da mensagem — destinatário; código alfa-3 do país (ISO-3166)
                     
                  
                        Remetente
                     
                     
                        FR
                     
                     
                        O
                     
                     
                        Dado da mensagem — remetente; código alfa-3 do país (ISO-3166)
                     
                  
                        Estado de pavilhão
                     
                     
                        FS
                     
                     
                        O
                     
                     
                        Dado da mensagem — bandeira do Estado; código alfa-3 (ISO-3166)
                     
                  
                        Tipo de mensagem
                     
                     
                        TM
                     
                     
                        O
                     
                     
                        Dado da mensagem — tipo de mensagem (ENT, POS, EXI)
                     
                  
                        Indicativo de chamada rádio (IRCS)
                     
                     
                        RC
                     
                     
                        O
                     
                     
                        Dado do navio — indicativo de chamada rádio internacional do navio (IRCS)
                     
                  
                        Número de referência interno da Parte Contratante
                     
                     
                        IR
                     
                     
                        F
                     
                     
                        Dado do navio — número único da Parte Contratante; código alfa-3 (ISO-3166), seguido do número
                     
                  
                        Número de registo externo
                     
                     
                        XR
                     
                     
                        O
                     
                     
                        Dado do navio — número lateral do navio (ISO 8859.1)
                     
                  
                        Latitude
                     
                     
                        LT
                     
                     
                        O
                     
                     
                        Dado de posição do navio — posição em graus e graus decimais N/S GGddd (WGS-84)
                     
                  
                        Longitude
                     
                     
                        LG
                     
                     
                        O
                     
                     
                        Dado de posição do navio — posição em graus e graus decimais E/W GGddd (WGS-84)
                     
                  
                        Rumo
                     
                     
                        CO
                     
                     
                        O
                     
                     
                        Rota do navio à escala de 360.o
                        
                     
                  
                        Velocidade
                     
                     
                        SP
                     
                     
                        O
                     
                     
                        Velocidade do navio em décimos de nó
                     
                  
                        Data
                     
                     
                        DA
                     
                     
                        O
                     
                     
                        Dado de posição do navio — data UTC de registo da posição (AAAAMMDD)
                     
                  
                        Hora
                     
                     
                        TI
                     
                     
                        O
                     
                     
                        Dado de posição do navio — hora UTC de registo da posição (HHMM)
                     
                  
                        Fim do registo
                     
                     
                        ER
                     
                     
                        O
                     
                     
                        Dado do sistema que indica o fim do registo
                     
                  As transmissões de dados devem ter a seguinte estrutura:
            
                         
                     
                     
                        Os carateres utilizados devem ser conformes com a norma ISO 8859.1.
                     
                  
                         
                     
                     
                        Duas barras oblíquas (//) e o código «SR» assinalam o início da transmissão.
                     
                  
                         
                     
                     
                        Cada dado é identificado pelo seu código e separado dos outros elementos de dados por duas barras oblíquas (//).
                     
                  
                         
                     
                     
                        Uma só barra oblíqua (/) separa o código e o dado.
                     
                  
                         
                     
                     
                        O código «ER» seguido de duas barras oblíquas (//) assinala o fim da mensagem.
                     
                  
                         
                     
                     
                        Os dados facultativos devem ser inseridos entre o início e o fim da mensagem.
                     
                  
         
            Apêndice 5
            DIRETRIZES PARA A EXECUÇÃO DO SISTEMA ELETRÓNICO DE COMUNICAÇÃO DE DADOS RELATIVOS ÀS ATIVIDADES DE PESCA (SISTEMA ERS)
            Disposições gerais
            
                     
                        (1)
                     
                     
                        Todos os navios de pesca da UE devem estar equipados com um sistema eletrónico, adiante denominado «sistema ERS», capaz de registar e transmitir os dados relativos à atividade de pesca do navio, adiante denominados «dados ERS», sempre que este opere nas águas de São Tomé e Príncipe.
                     
                  
                     
                        (2)
                     
                     
                        Os navios da UE que não estejam equipados com um sistema ERS, ou cujos sistemas ERS não estejam operacionais, não são autorizados a entrar nas águas de São Tomé e Príncipe para exercer atividades de pesca.
                     
                  
                     
                        (3)
                     
                     
                        Os dados ERS devem ser transmitidos em conformidade com os procedimentos do Estado de pavilhão do navio, isto é, enviados inicialmente ao Centro de Vigilância das Pescas (adiante denominado «CVP») do Estado de pavilhão, que devem assegurar a sua disponibilização automática ao CVP de São Tomé e Príncipe.
                     
                  
                     
                        (4)
                     
                     
                        O Estado de pavilhão e São Tomé e Príncipe devem velar por que os respetivos CVP estejam equipados com o material e programas informáticos necessários para a transmissão automática dos dados ERS no formato XML disponível para o endereço [http://ec.europa.eu/cfp/control/codes/index_en.htm] e disponham de um procedimento de salvaguarda capaz de registar e armazenar os dados ERS de uma forma legível por computador durante, pelo menos, três anos.
                     
                  
                     
                        (5)
                     
                     
                        Qualquer alteração ou atualização desse formato deve ser identificada e datada e estar operacional seis (6) meses após a sua introdução.
                     
                  
                     
                        (6)
                     
                     
                        Os dados ERS devem ser transmitidos pelos meios eletrónicos de comunicação geridos pela Comissão Europeia em nome da UE, identificados como DEH (Data Exchange Highway).
                     
                  
                     
                        (7)
                     
                     
                        O Estado de pavilhão e São Tomé e Príncipe devem designar, cada um, um correspondente para o ERS, que servirá como ponto de contacto.
                        
                                    a)
                                 
                                 
                                    Os correspondentes para o ERS devem ser designados por um período mínimo de seis (6) meses;
                                 
                              
                                    b)
                                 
                                 
                                    Os CVP do Estado de pavilhão e de São Tomé e Príncipe devem notificar-se reciprocamente, antes de o fornecedor colocar em serviço o ERS, os elementos de contacto (nomes, endereço, telefone, telex, correio eletrónico) do seu correspondente ERS;
                                 
                              
                                    c)
                                 
                                 
                                    Qualquer alteração dos elementos de contacto dos correspondentes ERS deve ser comunicada sem demora.
                                 
                              
                  Estabelecimento e comunicação dos dados ERS
            
                     
                        (8)
                     
                     
                        O navio de pesca da UE deve:
                        
                                    a)
                                 
                                 
                                    Comunicar diariamente os dados ERS relativos a cada dia passados nas águas de São Tomé e Príncipe;
                                 
                              
                                    b)
                                 
                                 
                                    Registar, para cada operação de pesca, as quantidades de cada espécie capturada e conservada a bordo enquanto espécie-alvo ou captura acessória, ou devolvida ao mar;
                                 
                              
                                    c)
                                 
                                 
                                    Declarar igualmente as capturas nulas de cada espécie identificada na autorização de pesca emitida por São Tomé e Príncipe;
                                 
                              
                                    d)
                                 
                                 
                                    Identificar cada espécie pelo seu código FAO alfa-3;
                                 
                              
                                    e)
                                 
                                 
                                    Expressar as quantidades em quilogramas de peso vivo ou, se for caso disso, em número de indivíduos;
                                 
                              
                                    f)
                                 
                                 
                                    Registar nos dados ERS, por espécie, as quantidades transbordadas e/ou desembarcadas;
                                 
                              
                                    g)
                                 
                                 
                                    Registar nos dados ERS, aquando de cada entrada (mensagem COE) e de cada saída (mensagem COX) das águas de São Tomé e Príncipe, uma mensagem específica que contenha, para cada espécie identificada na autorização de pesca emitida por São Tomé e Príncipe, as quantidades conservadas a bordo no momento de cada passagem do navio;
                                 
                              
                                    h)
                                 
                                 
                                    Transmitir os dados ERS diariamente, o mais tardar às 23h59 UTC, ao CVP do Estado de pavilhão, no formato referido supra, no n.o 3.
                                 
                              
                  
                     
                        (9)
                     
                     
                        O capitão é responsável pela exatidão dos dados ERS registados e transmitidos.
                     
                  
                     
                        (10)
                     
                     
                        O CVP do Estado de pavilhão deve transmitir os dados ERS dos navios em causa automática e imediatamente ao CVP de São Tomé e Príncipe.
                     
                  
                     
                        (11)
                     
                     
                        O CVP de São Tomé e Príncipe deve confirmar a receção dos dados ERS por uma mensagem de retorno e tratar como confidenciais todos os dados ERS.
                     
                  Deficiência do sistema ERS a bordo do navio e/ou da transmissão dos dados ERS entre o navio e o CVP do Estado de pavilhão
            
                     
                        (12)
                     
                     
                        O Estado de pavilhão deve informar sem demora o capitão e/ou o proprietário de um navio que arvore o seu pavilhão, ou o seu representante, de qualquer deficiência técnica do sistema ERS instalado a bordo do navio ou não funcionamento da transmissão dos dados ERS entre o navio e o CVP do Estado de pavilhão.
                     
                  
                     
                        (13)
                     
                     
                        O Estado de pavilhão deve informar São Tomé e Príncipe da deficiência detetada e das medidas corretivas adotadas.
                     
                  
                     
                        (14)
                     
                     
                        Em caso de avaria do sistema ERS a bordo do navio, o capitão e/ou o proprietário deve assegurar a reparação ou a substituição do sistema no prazo de dez dias. Se o navio efetuar uma escala durante esse prazo, só poderá retomar as suas atividades de pesca nas águas de São Tomé e Príncipe quando o sistema ERS estiver em perfeito estado de funcionamento, salvo autorização emitida por São Tomé e Príncipe.
                     
                  
                     
                        (15)
                     
                     
                        Após uma deficiência técnica do seu sistema ERS, um navio de pesca não pode sair de um porto até que:
                        
                                    a)
                                 
                                 
                                    O sistema ERS esteja de novo a funcionar a contento do Estado de pavilhão e de São Tomé e Príncipe, ou
                                 
                              
                                    b)
                                 
                                 
                                    Seja autorizado a fazê-lo pelo Estado de pavilhão. Neste último caso, o Estado de pavilhão deve informar de São Tomé e Príncipe da sua decisão antes da partida do navio.
                                 
                              
                  
                     
                        (16)
                     
                     
                        Qualquer navio da UE que opere nas águas de São Tomé e Príncipe com um sistema ERS deficiente deve transmitir todos os dados ERS diariamente, até às 23h59 UTC, ao CVP do seu Estado de pavilhão por qualquer outro meio eletrónico de comunicação disponível acessível ao CVP de São Tomé e Príncipe.
                     
                  
                     
                        (17)
                     
                     
                        Os dados ERS que não tenham sido colocados à disposição de São Tomé e Príncipe através do sistema ERS devido a uma deficiência do sistema devem ser transmitidos pelo CVP do Estado de pavilhão ao CVP de São Tomé e Príncipe por outro meio eletrónico acordado mutuamente. Esta transmissão alternativa deve ser considerada prioritária, uma vez que não é possível cumprir os prazos de transmissão normalmente aplicáveis.
                     
                  
                     
                        (18)
                     
                     
                        Se o CVP de São Tomé e Príncipe não receber os dados ERS de um navio durante três dias consecutivos, este país pode dar instruções ao navio para que se dirija imediatamente para um porto designado por São Tomé e Príncipe para investigação.
                     
                  Deficiência dos CVP — Não-receção dos dados ERS pelo CVP de São Tomé e Príncipe
            
                     
                        (19)
                     
                     
                        Sempre que um CVP não receba dados ERS, o seu correspondente para o ERS deve informar imediatamente do facto o correspondente para o ERS do outro CVP e, se necessário, colaborar na resolução do problema.
                     
                  
                     
                        (20)
                     
                     
                        Antes da entrada em funcionamento do ERS, o CVP do Estado de pavilhão e o CVP de São Tomé e Príncipe devem acordar nos meios alternativos de comunicação eletrónica a utilizar para a transmissão dos dados ERS em caso de deficiência dos CVP, e informarem-se sem demora de qualquer alteração.
                     
                  
                     
                        (21)
                     
                     
                        Sempre que o CVP de São Tomé e Príncipe assinalar que não foram recebidos dados ERS, o CVP do Estado de pavilhão deve identificar as causas do problema e tomar as medidas adequadas para resolver o problema. O Estado de pavilhão deve informar o CVP de São Tomé e Príncipe e a UE dos resultados e das medidas adotadas nas 24 horas seguintes ao reconhecimento da deficiência.
                     
                  
                     
                        (22)
                     
                     
                        Se forem necessárias mais de 24 horas para resolver o problema, o CVP do Estado de pavilhão deve transmitir sem demora os dados ERS em falta ao CVP de São Tomé e Príncipe utilizando um dos meios eletrónicos alternativos referidos no ponto 17.
                     
                  
                     
                        (23)
                     
                     
                        São Tomé e Príncipe deve informar os seus serviços de controlo competentes (MCS) de forma a que os navios da UE não sejam considerados pelo CVP de São Tomé e Príncipe como infratores por não terem transmitido os dados ERS devido a uma deficiência de um dos CVP.
                     
                  Manutenção de um CVP
            
                     
                        (24)
                     
                     
                        As operações de manutenção planeadas de um CVP (programa de manutenção) que possam afetar o intercâmbio de dados ERS devem ser comunicadas, com, pelo menos, 72 horas de antecedência ao outro CVP, indicando, se possível, a data e a duração da operação de manutenção. No caso das operações de manutenção não planeadas, essas informações devem ser enviadas logo que possível ao outro CVP.
                     
                  
                     
                        (25)
                     
                     
                        Durante a operação de manutenção, a disponibilização dos dados ERS pode ser suspensa até que o sistema esteja de novo operacional. Nesse caso, os dados ERS em causa devem ser disponibilizados imediatamente depois de terminada a manutenção.
                     
                  
                     
                        (26)
                     
                     
                        Se a operação de manutenção durar mais de 24 horas, os dados ERS devem ser transmitidos ao outro CVP utilizando um dos meios eletrónicos alternativos referidos no ponto 17.
                     
                  
                     
                        (27)
                     
                     
                        São Tomé e Príncipe deve informar os seus serviços de controlo competentes (MCS) de forma a que os navios da UE não sejam considerados como infratores por não terem transmitido os dados ERS devido a uma operação de manutenção de um CVP.