CELEX: 51992PC0108
Language: pt
Date: 1992-03-30
Title: Proposta de DIRECTIVA DO CONSELHO relativa aos dispositivos mecânicos de engate dos veículos a motor e seus reboques e à sua fixação a estes veículos

N? C 134 / 36                                   Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                         25 . 5 . 92
                Proposta de directiva do Conselho relativa aos dispositivos mecânicos de engate dos veículos a motor e
                                              seus reboques e à sua fixação a estes veículos
                                                                ( 92 / 134 / 02)
                                                     COM(92) 108 final — SYN 408
                                          (Apresentada pela Comissão em 31 de Março de 1992)
O CONSELHO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS ,                                       uniformes respeitantes aos componentes dos engates mecâ­
                                                                             nicos de combinações de veículos; que o referido regula­
 Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade                          mento se encontra anexado ao acordo de 20 de Março de
 Económica Europeia e, nomeadamente, o seu ar­                               1958 relativo à adopção de condições uniformes de aprova­
tigo 100?A,                                                                  ção e de reconhecimento mútuo da aprovação de equipa­
                                                                             mento e peças de veículos a motor;
 Tendo em conta a proposta da Comissão,                                      Considerando que se atendeu sobretudo a normas interna­
                                                                             cionais (ISO ) no referente a dimensões uniformes de sistemas
Em cooperação com o Parlamento Europeu ,                                     mecânicos de engate por forma a assegurar a compatibilidade
                                                                             dos veículos que se integram em conjuntos veículo-reboque
Tendo em conta o parecer do Comité Económico e                               ou em veículos articulados e a garantir o livre trânsito entre
 Social ,
                                                                             os Estados-membros;
                                                                             Considerando que sempre que o Conselho atribuir compe­
Considerando que importa adoptar medidas destinadas a                        tência à Comissão para a aplicação de regras estabelecidas
estabelecer progressivamente o mercado interno até 31 de                     para o sector dos veículos a motor importa prever um
Dezembro de 1992; que o mercado interno compreende um                        procedimento de consulta prévia entre a Comissão e os
espaço sem fronteiras internas no qual a livre circulação das                Estados-membros no âmbito de um comité consultivo ,
mercadorias , das pessoas, dos serviços e dos capitais é
assegurada;
                                                                             ADOPTOU A PRESENTE DIRECTIVA :
Considerando que os requisitos técnicos que os veículos a
motor e seus reboques devem observar nos termos das
legislações nacionais abrangem, nomeadamente, os engates
mecânicos dos referidos veículos;                                                                       Artigo 1 ?
Considerando que estes requisitos variam de Estado-mem­                      Para efeitos do disposto na presente directiva , entende-se
bro para Estado-membro ; que importa, por conseguinte, que                   por :
todos os Estados-membros adoptem os mesmos requisitos ,
quer conjuntamente quer em substituição das regras existen­                  — «veículo», qualquer veículo a motor destinado a ser
tes, por forma a possibilitar, nomeadamente, a aplicação do                      utilizado em estrada , com ou sem carroçaria , com pelo
procedimento de aprovação CEE , objecto da Directiva                             menos quatro rodas e uma velocidade máxima por
70 / 156 / CEE do Conselho , de 6 de Fevereiro de 1970 ,                         construção superior a 25 quilómetros por hora, bem
relativa à aproximação das legislações dos Estados-membros                       como os respectivos reboques , excepto os veículos que se
respeitantes à aprovação dos veículos a motor e seus                             des|oquem sobre carris e os tractores e máquinas agríco­
                                                                                 las,
reboques (*), com a última redacção que lhe foi dada pela
Directiva 87 / 403 / CEE ( 2 );
                                                                             — «tipo de engate mecânico», um dispositivo mecânico de
                                                                                 engate ao qual pode ser concedida a aprovação como
Considerando que , a fim de melhorar a segurança rodoviária                      componente , na acepção do artigo 9?A da Directiva
e facilitar a compatibilidade dos veículos a motor e seus                        70 / 156 / CEE .
reboques em trânsito internacional , importa que todos os
tipos de veículo que se integram num conjunto veículo-rebo­
que ou num veículo articulado sejam equipados com sistemas                                              Artigo 2 ?
mecânicos de engate normalizados e harmonizados;
                                                                            Os Estados-membros não podem recusar:
Considerando que é conveniente observar os requisitos
técnicos do Regulamento n ? 55 da Comissão Económica                        — a aprovação CEE ou a aprovação de âmbito nacional de
para a Europa das Nações Unidas relativo às disposições                          um veículo , nem recusar ou proibir a venda , matrícula,
                                                                                 entrada em serviço ou utilização de um veículo por
(») JO n? L 42 de 23 . 2 . 1970 , p . 1 .                                        motivo de este se encontrar equipado com dispositivos
(2 ) JO n ? L 220 de 8 . 8 . 1987, p. 44.                                        mecânicos de engate opcionais ,
 ---pagebreak--- 25 . 5 . 92                               Jornal Oficial das Comunidades Europeias                               N ? C 134 / 37
— a aprovação CEE ou a aprovação de âmbito nacional              seu parecer sobre esse projecto num prazo que o presidente
     como componente de um dispositivo mecânico de engate ,      pode fixar em função da urgência da questão em causa , se
     nem proibir a venda ou a utilização de um dispositivo       necessário procedendo a uma votação .
     mecânico de engate ,
                                                                 Esse parecer deve ser exarado em acta ; além disso , cada
caso sejam observados os requisitos dos anexos .                 Estado-membro tem o direito de solicitar que a sua posição
                                                                 conste da acta .
                          Artigo 3 ?                             A Comissão tomará na melhor conta o parecer emitido pelo
                                                                 comité . O comité será por ela informado do modo como o
A partir de 1 de Outubro de 1995 , os Estados-membros            seu parecer foi tomado em consideração .
podem recusar a primeira entrada em circulação de veículos
cujos dispositivos mecânicos de engate não observem os
requisitos da presente directiva.                                                          Artigo 6 ?
                                                                 Os Estados-membros porão em vigor as disposições legisla­
                          Artigo 4 ?                             tivas, regulamentares e administrativas necessárias para dar
                                                                 cumprimento à presente directiva o mais tardar em 30 de
A Comissão adoptará , em conformidade com o procedi­             Junho de 1993 . Do facto informarão imediatamente a
mento estabelecido no artigo 5 ? , quaisquer alterações neces­   Comissão .
sárias para a adaptação ao progresso técnico dos requisitos
dos anexos .                                                     Quando os Estados-membros adoptarem tais disposições ,
                                                                 estas deverão incluir uma referência à presente directiva ou
                                                                 ser acompanhadas dessa referência aquando da sua publica­
                          Artigo 5 ?                             ção oficial . As modalidades dessa referência serão adoptadas
                                                                 pelos Estados-membros .
A Comissão será assistida por um comité de natureza
consultiva composto por representantes dos Estados-mem­
bros e presidido pelo representante da Comissão.                                           Artigo 7 ?
O representante da Comissão submete à apreciação do              Os Estados-membros são os destinatários da presente direc­
comité um projecto das medidas a tomar. O comité emite o         tiva .
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              1.        ÂMBITO
              1.1 .     A presente directiva aplica-se aos dispositivos mecânicos de engate dos veículos a motor e seus reboques
                        e à fixação destes dispositivos aos veículos rodoviários, tal como descritos no artigo 1 ? da presente
                        directiva .
              1.2.      A presente directiva fixa os requisitos que os dispositivos mecânicos de engate previstos para utilização
                        entre combinações de veículos devem satisfazer por forma a:
                        — assegurar a compatibilidade quando se combinam veículos a motor com diferentes tipos de
                            reboque,
                        — assegurar o engate seguro entre veículos em todas as condições de utilização ,
                        — assegurar procedimentos seguros de engate e desengate .
              1.3 .     Os dispositivos de engate são classificados segundo o tipo e fazendo a distinção entre:
                        — dispositivos de engate normalizados,
                        — dispositivos de engate não normalizados.
                        A classificação é a seguinte:
              1.3.1 .   classe A :                esferas de engate e suportes de tracção (ver ponto 1 do anexo V)
                                                                                           •
              1.3.1.1 . classe A50-1 a  A50-3 : esferas de engate 50 e suportes de tracção tipo flange normalizados
              1.3.1.2 . classe A50-X :            esferas de engate 50 e suportes de tracção não normalizados
              1.3.2 .   classe B :                cabeças de engate (ver ponto 2 do anexo V)
              1.3.3 .   classe C :                engates automáticos para lanças
              1.3.3.1 . classe C50 :              engates para lanças 50
                        classes C50-1 íi C50-7: engates para lanças 50 normalizados (ver quadros 3 e 4 do ponto 3 do
                                                  anexo V )
              1.3.3.2 . classe C50-X :            engates para lanças 50 não normalizados
              1.3.4 .   classe D :                olhais das lanças
              1.3.4.1 . classe D50 :              olhais das lanças 50
                        classe D50-A :            olhais das lanças 50 normalizados para fixação por soldadura (ver figura 9 e
                                                  quadro 5 do anexo V )
                        classe D50-B :            olhais das lanças 50 normalizados para fixação aparafusada (ver figura 10 e
                                                  quadro 5 do anexo V)
                        classe D50-C :            olhais das lanças D50-C1 e D50-C2 normalizados para fixação por pernos
                                                  (ver figuras 11 e 12 e quadro 5 do anexo V )
              1.3.4.2.  classe D50-X :            olhais das lanças 50 não normalizados (ver figura 9 do anexo V)
              1.3.5 .   classe E :                lanças de tracção não normalizadas
              1.3.6 .   classe F:                 estruturas de montagem não normalizadas
              1.3.7 .   classe G :                pratos de engate
              1.3.7.1 . classe G50 :              pratos de engate 50 normalizados (ver figura 15 e quadro 7 do anexo V)
              1.3.7.2.  classe G50-X :            pratos de engate 50 não normalizados
              1.3.8 .   classe H :                cabeçotes de engate
              1.3.8.1 . classe H50-X :            cabeçotes de engate 50 não normalizados
              1.3.9 .   classe J :                pratos de montagem não normalizados
              1.3.10 .  classe S :                outros dispositivos de engate não normalizados
 ---pagebreak--- 25 . 5 . 92                                 Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                              N ? C 134 / 39
            2.         DEFINIÇÕES
            2.1 .      Dispositivos mecânicos de engate entre veículos a motor e reboques são todas as peças e dispositivos
                       fixados à estrutura e às partes resistentes da carroçaria e do quadro do veículo e através dos quais é feita
                       a ligação dos veículos tractores e dos reboques.
                       Também inclui os componentes fixos ou desmontáveis destinados à fixação, ajustamento ou operação
                       dos dispositivos de engate supracitados.
            2.1.1 .    As esferas de engate e suportes de tracção referidos no ponto 1.3.1 são dispositivos mecânicos de engate
                       constituídos por um dispositivo esférico e suportes colocados no veículo tractor e ligados ao reboque
                       através de uma cabeça de engate .
            2.1.2.     As cabeças de engate referidas no ponto 1.3.2 são dispositivos mecânicos de engate existentes na lança
                       de tracção dos reboques para ligação à esfera de engate do veículo tractor.
            2.1 . 3 .  Os engates para lanças referidos no ponto 1.3.3 são dispositivos de engate existentes no veículo tractor
                       providos de uma garra com sistema de fecho automático e cavilha de bloqueamento para ligação ao
                       reboque por meio de um olhai de lança.
            2.1.4.     Os ólhais das lanças referidos no ponto 1.3.4 são dispositivos de engate existentes nas lanças de tracção
                       dos reboques, dispondo de um furo paralelo para ligar aos engates automáticos para lanças.
            2.1.5 .    As lanças de tracção referidas no ponto 1.3.5 incluem os dispositivos de inércia e similares montados na
                       parte da frente do veículo rebocado ou no quadro do veículo e destinam-se a engatar no veículo tractor,
                       por meio de olhais de lança , cabeças de engate e dispositivos de engate semelhantes.
                       As lanças de tracção podem estar fixadas ao reboque de modo a poderem movimentar-se livremente no
                       plano vertical e , por conseguinte, a não suportarem cargas verticais, sendo designadas lanças
                       articuladas, ou serem fixas no plano vertical de modo a suportarem cargas verticais, sendo designadas
                       lanças rígidas. As lanças de tracção fixas no plano vertical podem ser rígidas ou flexíveis.
                       As lanças de tracção podem ser equipadas com um dispositivo de ajustamento da altura de modo a
                       permitir o ajustamento do olhai das lanças ou do engate para esferas à altura da garra ou da esfera de
                       engate .
                       As lanças de tracção podem ainda incluir mais do que um componente, serem ajustáveis ou móveis por
                        manivela .
            2.1.6 .    As estruturas de montagem referidas no ponto 1.3.6 são todas as peças e dispositivos que se colocam
                       entre os dispositivos de engate, tais como esferas de engate, engates para lanças e pratos de engate (com
                       pratos de montagem), e a estrutura (por exemplo, elemento transversal traseiro) e as partes resistentes
                        da carroçaria e do quadro do veículo tractor.
            2.1.7 .    Os pratos de engate referidos no ponto 1.3.7 são dispositivos de engate com a forma de prato utilizados
                       em veículos tractores , dispondo de um fecho de engate automático e ligando aos cabeçotes de engate
                        referidos no ponto 1.3.8 .
            2.1.8 .     Os cabeçotes de engate referidos no ponto 1.3.8 são dispositivos de engate com a forma de uma cavilha ,
                        para montagem num semi-reboque e ligando ao veículo tractor através de um prato de engate.
            2.1.9 .     Os pratos de montagem referidos no ponto 1.3.9 são todas as peças e dispositivos utilizados na fixação
                        dos pratos de engate à estrutura do veículo tractor. O prato de montagem deve permitir movimentos
                        horizontais (ou seja , pratos de engate deslizantes).
            2.1.10 .   As cunhas direccionais são componentes montados nos semi-reboques que controlam a condução
                        efectiva do reboque em conjunto com o prato de engate.
            2.1.11 .    Os dispositivos de engate normalizados são classificados no ponto 1 .3 e estão em conformidade com as
                        dimensões e valores característicos normalizados indicados na presente directiva. Estes dispositivos ão
                        compatíveis dentro da respectiva classe, independentemente do tipo e fabricante.
            2. 1 . 12.  Os dispositivos de engate não normalizados são os dispositivos pertencentes às classes A a J que não
                        estão abrangidos pela classificação dos dispositivos de engate normalizados, mas que podem ser ligados
                        aos dispositivos de engate normalizados da classe correspondente.
            2.1.13 .    Os outros dispositivos de engate para utilização transitória ou excepcional referidos no ponto 1.3.10
                        são dispositivos mecânicos de engate que não pertencem a nenhuma das classes A a J (ou seja,
                        dispositivos de engate em conformidade com normas nacionais existentes ou para transportes
                        pesados).
            2.1.14 .    Dispositivos de controlo remoto são dispositivos que permitem operar o dispositivo de engate de um
                        dos lados do veículo ou a partir da cabina de condução no caso de dispositivos de engate não
                        acessíveis .
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             2.1.15 .    Avisadores remotos são dispositivos que indicam ao condutor, dentro da cabina, que a operação de
                         engate foi efectuada e que os dispositivos de segurança foram accionados .
             2.1.16 .    Por tipo de dispositivo mecânico de engate entende-se todos os dispositivos que não diferem entre si em
                         aspectos essenciais , tais como :
             2.1.16.1 . classe do dispositivo de engate.
              2.1.16.2 . marca de fabrico ou designação comercial .
              2.1.16.3 . forma exterior ou dimensões principais, ou outras diferenças fundamentais de projecto .
              2.1.16.4 . valores caractenstitos D , S , V e U.
              2.1.17 .   Um procedimento de engate diz-se automático se bastar encostar o veículo tractor contra o reboque
                         para accionar completa e efectivamente o engate sem qualquer intervenção exterior, para fechar o
                         mesmo automaticamente e para indicar o correcto accionamento dos dispositivos de segurança. Um
                         procedimento de engate automático implica a utilização de engates automáticos.
              2.1.18 .   O «valor D » é definido como o valor teórico de referência para a força horizontal entre o veículo tractor
                         e o reboque . O valor D é considerado como referência para as cargas horizontais nos ensaios
                         dinâmicos .
                         No caso de dispositivos mecânicos de engate não adequados para a transmissão de cargas verticais, o
                         valor é:
                                                                   D = g5 x ———
                                                                             T + R (kN )
                         No caso de dispositivos mecânicos de engate adequados para reboques de eixo central o valor é:
                                                               ' D = g5 x T X+ C (kN)
                         Para pratos de engate em veículos de tracção e veículos semelhantes , o valor é:
                                                                         0,6 x T x R
                                                                D = g6 x T + R-U —— (kN )'
                         em que :
                         T = massa máxima tecnicamente admissível , em toneladas , do veículo tractor (igualmente veículos
                                de tracção) incluindo, se for caso disso , a carga vertical transmitida por um reboque de eixo
                                central ;
                          R = massa máxima tecnicamente admissível , em toneladas , do reboque completo com lança de
                                tracção móvel no plano vertical, ou do semi-reboque;
                         C = soma das cargas por eixo, em toneladas, de um reboque de eixo central transportando a carga
                                máxima autorizada;
                          U = carga, em toneladas, no prato de engate;
                          S = carga estática vertical, em kg, correspondente à parcela da massa do reboque de eixo central
                                exercida no ponto de engate em condições estáticas;
                         g = aceleração da gravidade (considerar igual a 9,81 m / s2 ).
              2.1 . 19 .  O «valor V » é definido como o valor teórico de referência para a força vertical entre veículo tractor e
                          reboques de eixo central ( ver 2.1.20 ).
                          O valor V é considerado como referência para as cargas verticais de ensaio nos ensaios dinâmicos .
                          em que :
                          a   = aceleração vertical equivalente no ponto de engate, dependendo do tipo de suspensão do(s)
                                  eixo(s ) da retaguarda do veículo tractor , incluindo um factor constante
                                  ai = 1,8 m / s2 para veículos com suspensão pneumática ou equivalente
                                  a2 = 2,4 m / s2 para veículos com outras suspensões;
                          x   = comprimento , em m , da área de carga do reboque ( ver figura 1 );
                          1   = comprimento teórico , em metros , da lança de tracção , ou seja , a distância entre o centro do
                                  olhai da lança e o centro do conjunto de eixos (ver figura 1 )
                          — > 1 ,0 em todos os casos
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                                                       Dimensões do reboque de eixo central
            2.1 . 20 . « Reboque de eixo central » é um veículo rebocado equipado com um dispositivo de engate não móvel no
                       plano vertical (em relação ao reboque) e cujo(s ) eixo(s) está(ão ) posicionado(s ) na proximidade do
                       centro de gravidade do veículo (quando uniformemente carregado) de forma a que apenas seja
                       transmitida ao veículo tractor uma pequena carga vertical , não superior a 10 % da massa máxima do
                       reboque ou a 1 000 quilogrammas (o menor dos dois).
                       A massa máxima de um reboque de eixo central a ser considerada deve ser a massa transmitida ao solo
                       pelo(s) eixo(s) do reboque de eixo central quando ligado ao veículo tractor e carregado com a carga
                       máxima .
            2.1.21 .   Os veículos que não corresponderem claramente a nenhuma das categorias acima indicadas devem ser
                       considerados de forma idêntica ao modelo com que mais se assemelhem .
            2.1 .22 .  Por «modelo de veículo» entende-se os veículos que não diferem entre si nas seguintes características
                       principais: estrutura, dimensões, forma e materiais da retaguarda do veículo tractor ou da parte da
                       frente do reboque , caso tenham alguma influência sobre os requisitos do anexo VII .
            3.         APROVAÇAO CEE DE UM COMPONENTE
            3.1 .      Pedido de aprovação CEE
            3.1.1 .    O pedido de aprovação CEE como componente de um tipo de dispositivo mecânico de engate deve ser
                       apresentado pelo fabricante do dispositivo de engate .
            3.1.2.     Para cada tipo de dispositivo mecânico de engate o pedido deve ser acompanhado dos seguintes
                       documentos (em triplicado):
            3.1.2.1 .  descrição técnica do dispositivo de engate, do respectivo projecto e modo de funcionamento;
            3.1.2.2 .  dados relativos aos valores característicos, à classificação e , se necessário , às restrições do campo de
                       aplicação (limitação a modelos específicos de veículos );
            3.1.2.3 .  desenhos à escala das principais peças do dispositivo de engate e um desenho de conjunto de cada
                       versão , com indicação das dimensões principais, materiais e localização da marca de aprovação CEE .
                       Deve ser igualmente possível verificar o modo como o dispositivo de engate é montado no veículo e
                       quais os meiçs de fixação utilizados.
            3.1.3 .    O serviço técnico que realiza ou controla os ensaios de aprovação deve dispor de um exemplar do
                       dispositivo de engate, que, por via de regra , não deve estar pintado. O serviço técnico e as autoridades
                       competentes podem também requerer exemplares adicionais .
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             3.1.4 .    O serviço técnico que realiza ou controla os ensaios de aprovação pode igualmente requerer peças
                        específicas, desenhos adicionais ou amostras dos materiais utilizados.
              3.1.5 .   A autoridade competente deve verificar a existência de condições satisfatórias para garantir o controlo
                        efectivo da conformidade de produção do dispositivo mecânico de engate antes da concessão da
                        aprovação .
              3.2.      Marcação do exemplar
              3.2.1 .   Cada exemplar do tipo específico de dispositivo de engate referido em 3.1.3 , relativamente ao qual
                        tenha sido apresentado um pedido de aprovação CEE como componente , deve ser marcado do seguinte
                        modo :
              3.2.2.    marca de fabrico, designação comercial ou nome do fabricante (e, se aplicável , marca de
                        comércio );
              3.2.3 .   tipo , e, se aplicável , versão ;
              3.2.4.    um espaço suficientemente grande reservado para a marca de aprovação CEE e a informação adicional
                        prevista em 3.3.4 .
              3.3 .     Concessão da aprovação como componente
              3.3.1 .   Caso o dispositivo mecânico de engate apresentado para aprovação em conformidade com a presente
                        directiva obedeça aos requisitos do ponto 5 , deve ser concedida a aprovação do tipo de dispositivo
                        mecânico de engate .
              3.3.2.    Deve ser atribuído um número de aprovação a cada tipo de dispositivo mecânico de engate aprovado . O
                        mesmo Estado-membro não pode atribuir o mesmo número a outro tipo de dispositivo mecânico de
                        engate .
              3.3.3 .   A notificação da aprovação, ou extensão ou recusa de aprovação de um tipo de dispositivo mecânico de
                        engate em conformidade com a presente directiva deve ser transmitida aos Estados-membros por meio
                        de uma ficha do tipo ilustrado no anexo IV da presente directiva.
              3.3.4 .   A cada dispositivo mecânico de engate em conformidade com um tipo de dispositivo mecânico de
                        engate aprovado de acordo com a presente directiva deve ser aposto, em lugar bem visível e de fácil
                         acesso especificado na ficha de aprovação , uma marca de aprovação internacional consistindo de:
                         1      para  a República Federal da Alemanha ,
                         2      para  a França ,
                         3      para  a Itália,
                        4       para  os Países Baixos,
                         6      para  a Bélgica ,
                         9      para  a Espanha ,
                         11     para  o Reino Unido ,
                         13     para  o Luxemburgo ,
                         18     para  a Dinamarca ,
                        21      para  Portugal ,
                         IRL    para  a Irlanda,
                         EL     para a Grécia .
              3.3.4.1 .  Um rectângulo contendo a letra «e» seguida do número identificativo do país que concedeu a
                         aprovação .
              3.3.4.2 .  O número de aprovação atribuído no certificado de aprovação (ver anexo IV), na proximidade do
                         rectângulo da marca de aprovação .
              3.3.4.3 .  As seguintes inscrições adicionais , nas proximidades do rectângulo :
                         — classe do dispositivo de engate ,
                         — valores admissíveis de D, S, V e U (desnecessários no que respeita aos dispositivos de engate
                             normalizados ).
              3.3.5 .    A marca de aprovação deve ser indelével e claramente legível , mesmo quando o dispositivo de engate se
                         encontre ligado ao veículo .
              3.3.6 .    O anexo II da presente directiva contém exemplos da disposição da marca de aprovação CEE .
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            3.4.      Modificação do tipo de dispositivo mecânico de engate e extensão da aprovação CEE como
                      componente
            3.4.1 .   Qualquer modificação do tipo de dispositivo mecânico de engate deve ser notificada à autoridade
                      administrativa que concedeu a aprovação do tipo de dispositivo mecânico de engate.
                      A autoridade administrativa pode então decidir:
            3.4.1.1 . considerar que as modificações introduzidas não são susceptíveis de ter um efeito adverso significativo e
                      que o dispositivo mecânico de engate continua a cumprir os requisitos; ou
            3.4.1.2 . requerer um relatório adicional do serviço técnico responsável pela realização dos ensaios.
            3.4.2.    A confirmação ou recusa da aprovação, especificando a modificação, deve ser comunicada aos
                      Estados-membros através do procedimento especificado no ponto 3.3 .
            3.4.3 .   As autoridades competentes que concedam a extensão da aprovação devem atribuir um número
                      sequencial a cada ficha de comunicação elaborada para essas extensões.
            4.        APROVAÇAO CEE DE UM VEICULO
            4.1 .     Pedido de aprovação CEE
            4.1.1 .   Para a obtenção da aprovação de um veículo com um engate montado, o fabricante do veículo deve
                      apresentar ao serviço técnico competente um modelo representativo do veículo em que esteja montado
                      um dispositivo de engate aprovado como componente .
            4.1.2.    Para a obtenção da aprovação de um veículo sem um engate montado , o fabricante, ou o seu
                      mandatário, deve apresentar apenas as informações mencionadas no ponto 1.1 do anexo VII .
            4.1.3 .   O serviço técnico competente procederá à análise, de acordo com o anexo VII , da adequação do tipo de
                      dispositivo de engate aprovado para utilização com o modelo de veículo para o qual foi pedida a
                      aprovação . Este serviço certificar-se-á, nomeadamente, de que a fixação do dispositivo de engate
                      corresponde ao disposto para a aprovação CEE como componente .
            4.1.4 .   Antes da concessão da aprovação, a autoridade competente deve verificar a existência de condições
                      satisfatórias para garantir o controlo efectivo da conformidade de produção do veículo.
            4.2 .     Concessão da aprovação do veículo
            4.2.1 .   Caso o modelo de veículo obedeça aos requisitos do ponto 5 , deve ser concedida a aprovação do
                      modelo de veículo .
            4.2.2.    Deve ser atribuído um número de aprovação a cada modelo de veículo aprovado. O mesmo
                      Estado-membro não pode atribuir o mesmo número a outro modelo de veículo .
            4.2.3 .   A notificação da aprovação , ou da extensão ou recusa de aprovação de um modelo de veículo em
                      conformidade com a presente directiva deve ser transmitida aos Estados-membros por meio de uma
                      ficha do tipo ilustrado no anexo IX da presente directiva .
            4.3 .     Modificação do modelo de veículo e extensão da aprovação CEE
            4.3.1 .   Qualquer modificação do modelo de veículo deve ser notificada à autoridade administrativa que
                      aprovou o modelo de veículo .
                      A autoridade administrativa pode então decidir:
            4.3.1.1 . considerar que as modificações não são susceptíveis de ter um efeito adverso significativo e que o
                      modelo de veículo continua a cumprir os requisitos; ou
            4.3.1.2 . requerer um relatório adicional do serviço técnico responsável pela realização dos ensaios.
            4.3.2.    O titular da aprovação CEE de um veículo pode requerer a sua extensão a outros tipos de dispositivo de
                      engate .
                      As autoridades competentes devem conceder a referida extensão caso :
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             4.3.2.1 . a aprovação CEE como componente já tenha sido concedida ao novo tipo de dispositivo de
                       engate ;
             4.3.2.2.  este seja adequado para o modelo de veículo para o qual foi pedida a extensão da aprovação
                       CEE ;
             4.3.2.3 . a fixação do dispositivo de engate no veículo corresponda ao proposto para a concessão da aprovação
                       CEE como componente.
              4.3.3 .  No que respeita aos dispositivos de engate normalizados das classes A, C , D e G , a aprovação CEE do
                       veículo é também válida para outros dispositivos de engate da mesma classe sem que seja necessária
                       uma nova verificação da montagem e a extensão da aprovação CEE do veículo .
              4.3.4 .  A confirmação ou recusa de aprovação , com a indicação da modificação , deve ser comunicada de
                       acordo com o procedimento do ponto 4.2.3 .
             4.3.5 .   A autoridade competente que emite a extensão da aprovação deve atribuir um número sequencial a
                       cada ficha preenchida para uma extensão .
              5.       REQUISITOS
              5.1 .    Os dispositivos mecânicos de engate entre veículos a motor e reboques devem ser fabricados e fixados
                       de acordo com a boa prática técnica e ser de operação segura.
              5.2.     O engate e desengate dos veículos em condições de segurança deve ser possível de assegurar por uma
                       única pessoa , sem utilização de ferramentas .
                       Apenas serão empregues dispositivos automáticos de engate que permitam um procedimento de engate
                       automático para reboques com uma massa máxima superior a 3,5 toneladas .
              5.3 .    Os dispositivos mecânicos de engate devem ser projectados e fabricados de tal modo que , em condições
                       de utilização normal , com manutenção adequada e substituição atempada das peças de desgaste,
                       continuem a funcionar satisfatoriamente.
              5.4 .    Todos os dispositivos de engate devem ser acompanhados por instruções de montagem e de operação
                       que proporcionem informações suficientes para a sua montagem num veículo e a sua operação
                       correçta . As instruções devem ser dadas na língua ou línguas do Estado-membro no qual o dispositivo
                       de engate seja posto à venda . No caso de dispositivos de engate fornecidos para uma linha de montagem
                       de fabrico de veículos ou de carroçarias, pode ser dispensado o fornecimento das instruções de
                       montagem e de operação para cada unidade do dispositivo de engate . É então da responsabilidade do
                       fabricante dos veículos ou das carroçarias assegurar que o operador do veículo tem acesso à informação
                       necessária para operar o dispositivo de engate.
              5.5 .    Os materiais que podem ser utilizados são aqueles cujas propriedades relevantes para a sua aplicação
                       são estabelecidas numa norma ou aqueles cujas propriedades são indicadas na documentação de
                       acordo com o ponto 3.1.2.3 do presente anexo .
              5.6 .    Todas as peças do dispositivo mecânico de engate cuja avaria possa originar a separação dos dois
                       veículos devem ser fabricadas em aço, ou aço forjado ou vazado .
                       Podem ser utilizados outros materiais desde que o fabricante tenha demonstrado ao serviço técnico que
                       as suas propriedades são equivalentes.
              5.7.     Todos os engates devem ser projectados para uma ligação mecânica efectiva e a posição fechada deve
                       ser bloqueada pelo menos uma vez por meio de ligação mecânica efectiva, excepto se forem
                       especificados outros requisitos no anexo V.
              5.8 .    Os dispositivos mecânicos de engate devem obedecer aos requisitos do anexo V.
              5.9 .    Requisitos de carga
              5.9.1 .  Os dispositivos mecânicos de engate são sujeitos aos ensaios descritos no anexo VI .
              5.9.2 .  Estes ensaios não devem causar fissuras , fracturas ou outros danos externos visíveis , nem nenhuma
                       distorção permanente excessiva que possam ser prejudiciais para o bom funcionamento do
                       dispositivo .
              5.10 .   A montagem dos dispositivos mecânicos de engate no veículo deve ser verificada de acordo com os
                       requisitos do anexo VII .
              5.11 .   Os requisitos supracitados e os dos anexos V , VI e VII são igualmente aplicáveis, conforme apropriado,
                       aos dispositivos de engate da classe S.
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            6.       CONFORMIDADE DA PRODUÇÃO
            6.1 .    Todos os dispositivos mecânicos de engate ou veículos aprovados de acordo com a presente directiva
                     devem ser íabricados de forma a estarem em conformidade com o tipo ou modelo aprovado, devendo
                     para tanto satisfazer os requisitos da presente directiva .
            6.2 .    Devem ser realizados controlos adequados da produção de modo a verificar o cumprimento dos
                     requisitos do ponto 6.1 .
            6.3 .    O titular da aprovação deve , em especial :
            6.3.1 .  assegurar a existência de procedimentos para o controlo efectivo da qualidade dos produtos;
            6.3.2 .  ter acesso ao equipamento de controlo necessário para verificar a conformidade em relação a cada tipo
                     ou modelo aprovado;
            6.3.3 .  assegurar que os resultados do ensaio são registados e que os documentos anexados permanecerão
                     disponíveis durante um período a determinar de acordo com as autoridades administrativas;
            6.3.4 .  analisar os resultados de cada tipo de ensaio para verificar e assegurar a estabilidade das características
                     do produto , tendo em conta as variações devidas a uma produção industrial ;
            6.3.5 .  assegurar que no caso de um componente devem ser realizados para cada tipo de produto pelo menos os
                     ensaios prescritos no anexo VI da presente directiva ;
            6.3.6 .  assegurar que , no caso de um componente, todas as peças importantes do ponto de vista da segurança
                     de cada um dos dispositivos mecânicos de engate são verificadas por meio de métodos não destrutivos
                     com o objectivo de determinar a ausência de anomalias estruturais , caso o processo de fabrico contenha
                     operações como vazamento ou tratamento térmico ou outra operação em que não se possa excluir a
                     ocorrência de anomalias ;
            6.3 .7 . assegurar que qualquer colheita de amostras ou exemplares de ensaio que evidencie não conformidade
                     através do ensaio considerado dá origem a outra amostragem e a outro ensaio . Devem ser tomadas
                     todas as medidas necessárias para restabelecer a conformidade da produção correspondente.
            6.4 .    As autoridades competentes que concederam a aprovação podem verificar, em qualquer altura, o
                     método de controlo da conformidade aplicável a cada unidade de produção .
            6.4.1 .  Os livros dos ensaios e os registos do controlo da produção devem ser apresentados em cada visita do
                     inspector.
            6.4.2.   O inspector pode recolher, de forma aleatória , amostras, que serão ensaiadas no laboratório do
                     fabricante. O número mínimo de amostras pode ser determinado de acordo com os resultados da
                     própria verificação do fabricante.
            6.4.3 .  Quando o nível de qualidade se revelar não satisfatório, ou quando parecer necessário verificar a
                     validade dos ensaios efectuados em aplicação do disposto no ponto 6.4.2 , o inspector deve seleccionar
                     amostras para serem enviadas ao serviço técnico que realizou os ensaios de aprovação .
            6.4.4 .  As autoridades competentes podem efectuar qualquer dos ensaios prescritos na presente directiva .
            6.4.5 .  A frequência normal das inspecções autorizadas pelas autoridades competentes deve ser anual . Se
                     forem registados resultados não satisfatórios durante os ensaios, as autoridades competentes devem
                     assegurar que são tomadas todas as medidas necessárias para restabelecer a conformidade da produção
                     tão rapidamente quanto possível .
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                                                                 ANEXO II
                                    a) Exemplo de marca de aprovação CEE de um engate para lanças
              O dispositivo de engate com a marca de aprovação CEE acima ilustrada é um engate para lanças não normalizado
              da classe C50-X com um valor D máximo admissível de 130 kN , uma carga vertical estática máxima admissível no
              apoio de 1 000 quilogramas e um valor V máximo admissível de 35 kN, ao qual foi concedida a aprovação CEE
              como componente na República Federal da Alemanha (el ), com o número 92-1234.
              Se alguns dos valores característicos, tais como S e V , não forem relevantes, as respectivas posições devem ser
              preenchidas com um travessão. Os valores característicos D , S e V não são exigidos para engates normaliza­
              dos .
                                       b ) Exemplo de marca de aprovação CEE de um olhai de lança
              O dispositivo de engate com a marca de aprovação CEE acima ilustrada é um olhai de lança 50 não normalizado da
              classe D50-X para fixação por soldadura com um valor D de 130 kN , uma carga vertical estática máxima
              admissível de 1 000 quilogramas e um valor V máximo admissível de 50 kN , ao qual foi concedida a aprovação
              CEE como componente na República Federal da Alemanha (el ), com o número 92-4711 .
              Se alguns dos valores característicos , tais como S e V com lança de tracção articulada não forem relevantes , as
              respectivas posições devem ser preenchidas com um travessão. Os valores característicos D , S e V não são exigidos
              para dispositivos de engate normalizados.
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                                    c ) Exemplo de marca de aprovação CEE de um prato de engate
            O dispositivo de engate com a marca de aprovação CEE acima ilustrada é um prato de engate não normalizado da
            classe G50-X com um valor D máximo admissível de 1 80 kN e uma carga máxima admissível no prato de engate de
            26 toneladas, ao qual foi concedida a aprovação CEE como componente da República Federal da Alemanha (el ),
            com o número 92-1241 .
            Os valores característicos D e U são irrelevantes para os pratos de engate normalizados .
                                  d) Exemplo de marca de aprovação CEE de um cabeçote de engate
            O dispositivo de engate com a marca de aprovação CEE acima ilustrada é um cabeçote de engate não normalizado
            da classe H50-X com um valor D de 162 kN , ao qual foi concedida a aprovação CEE como componente na
            República Federal da Alemanha (el ), com o número 92-1242 .
                        e) Exemplo de marca de aprovação CEE de uma esfera de engate e suportes de tracção
            O dispositivo de engate com a marca de aprovação CEE acima ilustrada é uma esfera de engate e suportes de
            tracção da classe A50-X com um valor D máximo admissível de 18 kN e carga vertical estática máxima admissível
            de 75 quilogramas, à qual foi concedida a aprovação CEE como componente na República Federal da Alemanha
            (el ), com o número 92-1243 .
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                                    f) Exemplo de marca de aprovação CEE de uma cabeça de engate
                           a     -«—
                                       R   SΓ,.χ                     n     IA
                                                                                   i
                            3     f                                              Γ
                                                                     5 7S
                                  i
                            2a
                                         e     1
                              3
                                  ♦        a -+
                                                 1TTITE                                             a   >   8 mm
              O dispositivo de engate com a marca de aprovação CEE acima ilustrada é uma cabeça de engate não normalizada
              da classe B com um valor D de 1 8 kN e uma carga vertical estática máxima admissível de 75 quilogramas , à qual foi
              concedida a aprovação CEE como componente na República Federal da Alemanha (el ), com o número
              92-1244 .
                                    g) Exemplo de marca de aprovação CEE de uma lança de tracção
                                                                            TTTUT
                                                                             s innn
                                2a
                                                 e   1
                                  3
                                        \          a —»
                                                                            TTTÍ
                                                   ri-ms                                  a    >      8 mm
              O dispositivo de engate com a marca de aprovação CEE acima ilustrada é uma lança de tracção de um reboque de
              eixo central da classe E com um valor D máximo admissível de 109 kN , uma carga vertical estática máxima
              admissível de 1 000 quilogramas e um valor D máximo admissível de 50 kN , à qual foi concedida a aprovação
              CEE como componente na República Federal da Alemanha (el ), com o número 92-1245 .
              Se algum dos valores característicos , tais como S e V não forem relevantes, as respectivas posições devem ser
              preenchidas com um travessão .
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                                                                 ANEXO III
                                                DOCUMENTO INFORMATIVO N ? . . .(a)
            relativo à aprovação CEE como componente de dispositivos mecânicos de engate dos veículos a motor e seus
                                                    reboques (Directiva           ./ CEE )
            0.           GENERALIDADES
            0.1 .        Marca ( firma do fabricante ):
            0.2 .        Tipo e designação(ões) comercial(is):
            0.5 .        Nome e endereço do fabricante:
            0.7 .        Localização e modo de afixação da marca de aprovação CEE :
            1.           LIGAÇÕES ENTRE VEÍCULOS TRACTORES E REBOQUES E SEMI-REBOQUES
            1.1 .        Descrição técnica pormenorizada (incluindo desenhos e especificações dos materiais) do tipo de
                         dispositivo mecânico de engate :
            1.2.         Classe e tipo do(s) dispositivo(s) de engate:
             1.3 .       Valor D máximo ('):           kN
            1.4.         Carga vertical S máxima no ponto de engate ( J ) :         kg
             1.5 .       Carga U máxima no prato de engate (*):            t
             1.6 .       Valor V máximo ('):           kN
            1.7 .        Instruções de fixação do tipo de dispositivo de engate ao veículo e fotografias ou desenhos dos pontos
                         de fixação no veículo indicados pelo fabricante :
                         Instruções adicionais caso a utilização do tipo de dispositivo de engate esteja restringida a modelos
                         especiais de veículos:
             1.8 .       Informações sobre a montagem de suportes de tracção ou de pratos de montagem especiais ('):
            (') Se aplicável .
 ---pagebreak--- N ? C 134 / 50                                       Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                                     25 . 5 . 92
                                                                          ANEXO IV
                                                                         MODELO ( a )
                                                          [Formato máximo : A4 ( 210 x 297 mm )]
                                                               FICHA DE APROVAÇÃO CEE
             Comunicação relativa à :
             — aprovação ( 1 )
              — extensão da aprovação ( 1 )
             — recusa da aprovação ( 1 )
             — retirada da aprovação ( 1 )
              de um tipo de um componente (') de acordo com a Directiva                           ./ CEE , com a última redacção que lhe foi
             dada pela Directiva .../.. ./ CEE
             Aprovação CEE n ? ( 2 ):
              Motivo da extensão :
                               Secção I
              0.1 .            Marca ( firma do fabricante):
              0.2.             Tipo e designação(ões) comercial(is):
              0.3 .            Meios de identificação do tipo , se marcados no componente (') ( 3 ):
              0.3.1 .          Localização da marcação:
              0.5 .            Nome e endereço do fabricante :
              0.7 .            Localização e modo de fixação da marca de homologação CEE :
                               Secção II
              1.               Eventuais informações adicionais: ver apêndice I
              2.               Serviço técnico responsável pela realização dos ensaios:
              3.               Data do relatório dos ensaios:
              4.               Número do relatório dos ensaios :
              5.               Eventuais comentários: ver apêndice I
              6.               Local :
              7.               Data :
              8.               Assinatura :
              9.               É anexado o índice dos documentos que acompanham o processo arquivados na autoridade
                               administrativa que concedeu a aprovação , os quais podem ser obtidos a pedido .
              (') Riscar o que não interessa .
              ( 2 ) O número de aprovação CEE constante no presente documento deve conter todas as partes indicadas no anexo VII da Directiva
                    70 / 156 / CEE , com a última redacção que lhe foi dada pela Directiva            ./ CEE . O componente deve ele próprio ser
                    marcado de acordo com o prescrito na directiva específica relevante.
              ( J ) Se os meios de identificação do tipo contiverem caracteres não relevantes para a descrição dos tipos de componente abrangidos
                    pela presente ficha de aprovação , tais caracteres devem ser representados na documentação pelo símbolo: «?» (ex .:
                    ABC??123 ??).
 ---pagebreak--- 25 . 5 . 92                                   Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                     N ? C 134 / 51
            Apêndice I do certificado de aprovação CEE n ? . . . relativo à aprovação de dispositivos mecânicos de engate em
                                               conformidade com a Directiva           ./ CEE
             1.          Informações adicionais
             1.1 .       Classe do tipo de engate:
             1.2.        Categorias de veículos para os quais o dispositivo foi concebido ou aos quais está restringido:
             1.3 .       Valor D máximo ( M :         kN
             1.4 .       Carga vertical máxima , S , no engate ('):      kg
             1.5 .       Carga máxima , U , no prato de engate f 1 ):      t
             1.6 .       Valor V máxim ( l ):        kN
             1.7.        Utilização de suportes de tracção ou de pratos de montagem especiais: sim / não
             5.          Observações:
            (') Riscar o que não interessa .
 ---pagebreak--- N? C 134 / 52                             Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                              25 . 5 . 92
                                                              ANEXO V
                                REQUISITOS PARA DISPOSITIVOS MECANICOS DE ENGATE
            1.       ESFERAS DE ENGATE E SUPORTES DE TRACÇÃO
                     Os requisitos indicados em 1.1 a 1 .4 aplicam-se a todas as esferas de engate e suportes de tracção da
                     classe A. O ponto 1 .5 indica requisitos adicionais que devem ser verificados por esferas de engate 50 e
                     suportes de tracção do tipo flange.
             1.1 .   As esferas de engate da classe A devem estar em conformidade com a figura 2 em termos de forma e
                     dimensões .
             1.2.    A forma e dimensões dos suportes de tracção têm de obedecer aos requisitos prescritos pelo fabricante
                     do veículo no referente aos pontos de fixação e aos dispositivos adicionais de montagem, se
                     necessários .
             1.3 .   No caso de esferas de engate amovíveis, o ponto de ligação e seu bloqueamento deverão ser concebidos
                     de forma a garantir uma ligação mecânica efectiva.
             1.4.    As esferas de engate e os suportes de tracção devem satisfazer os requisitos dos ensaios estabelecidos no
                     ponto 4.1 do anexo VI.
                                                                                                    Dimensões em milímetros
                                                                        #18tl
                     1 . O raio de ligação entre a bola e a nane deve ser tangencial à haste e à superfície horizontal inferior
                          da esfera de engate.
                     2. Ver ISO / R 468 e ISO 1302; o número de rugosidade N9 refere-se a um valor Ra de 6,3 |im.
             1.5 .   Requisitos especiais para esferas de engate e suportes de tracção do tipo flange das classes A50-1 , A50-2
                     e A50-3
             1.5.1 . As dimensões das esferas de engate e suportes de tracção do tipo flange da classe A50-1 devem ser as
                     indicadas na figura 3 e no quadro 1 .
             1.5.2.  As dimensões das esferas de engate e suportes de tracção do tipo flange das classes A50-2 e A50-3 devem
                     ser as indicadas na figura 4 e no quadro 1 .
             1.5.3 . As esferas de engate e suportes de tracção do tipo flange das classes A50-1 , A50-2 e A50-3 devem ser
                     adequados sendo ensaiados para verificação dos valores característicos indicados no quadro 2.
 ---pagebreak--- 25 . 5 . 92                      Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                         N ? C 134 / 53
                                                           Figura 3
              Dimensões de esferas de engate e suportes de tracção do tipo flange normalizados da classe A50-1
                                                             (mm)
                                                        (ver quadro 1 )
                                                   e
                                                                 VL/
                                                                                            Ê                F CM
                                                                                                             [ Qi
                                                                                                           I
                                                                0
                                                           Figura 4
             Dimensões de esferas de engate e suportes de tracção do tipo flange normalizados das classes A50-2
                                                       e A50-3 (mm)
                                                       (ver quadro 1 )
                                                        QUADRO 1
                  Dimensões de esferas de engate e suportes de tracção do tipo flange normalizados (mm)
                                                     (ver figuras 3 e 4)
                                   A50-1                 A50-2                A50-3            Observações
            ei                       90                    83                  120             ±0,5
            e2                       —
                                                           56                   55             ±0,5
            d2                       17                    10,5                 15             H13
            f                       130                   110                  155             + 6 , -0
            g                        50                    85                   90             + 6 , -0
            c                        15                    15                   15             max
            1                        55                  110                  120              ±5
            h                        70                    80                   80             ±5
 ---pagebreak--- N ? C 134 / 54                           Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                           25 . 5 . 92
                                                             QUADRO 2
                       Valores característicos de esferas de engate e suportes de tracção do tipo flange normalizados.
                    D = Valor D máximo ( kN )
                    S = Carga vertical estática máxima ( kg)
                                                          A50-1                   A50-2                   A50-3
                    D                                      10                       20                      30
                    S                                      75                      100                     120
             2.     CABEÇAS DE ENGATE
             2.1 .  As cabeças de engate da classe B-50 devem ser projectadas de modo a poderem ser utilizadas com
                    segurança com as esferas de engate descritas no ponto 1 do presente anexo e, consequentemente,
                    manter as características especificadas .
             2.2 .  As cabeças de engate devem satisfazer os requisitos dos ensaios descritos no ponto 4.2 do anexo
                    VI .
             2.3 .  Nenhum dispositivo adicional ( por exemplo , de travagem , de estabilização , etc .) deve ter efeitos
                    adversos na ligação mecânica .
             2.4 .  Deve ser possível a rotação horizontal da cabeça de engate de pelo menos 90° para cada um dos lados
                    do eixo da esfera de engate e suporte descritos no ponto 1 do presente anexo , quando não fixada ao
                    veículo .
                    Simultaneamente , deve haver um ângulo de movimentação livre na vertical de 20° para cima e para
                    baixo da horizontal . Igualmente , e em conjugação com o ângulo de rotação horizontal de 90° , deve ser
                    possível uma oscilação de 25° em ambos os sentidos em torno do eixo horizontal . Devem ser possíveis
                    as seguintes combinações de movimentos:
                    — oscilação vertical ± 15° com oscilação axial ±25° ,
                    — oscilação axial ± 10° com oscilação vertical ± 20° ,
                    para qualquer ângulo de rotação na horizontal .
              3.    ENGATES PARA LANÇAS
                    Os requisitos fixados em 3.1 a 3.8 são aplicáveis a todos os engates para lanças das classes C50 .
                    O ponto 3.9 indica os requisitos adicionais que devem ser satisfeitos pelos engates para lanças das
                    classes C50-1 a C50-7 .
              3.1 . Requisitos de carga
                    Todos os engates para lanças devem satisfazer os requisitos dos ensaios mencionados no ponto 4.3 do
                    anexo VI .
              3.2 . Olhais de lança adequados
                    Os engates para lanças da classe C50 devem ser compatíveis com os olhais de lança da classe D50 e
                    apresentar as características especificadas .
              3.3 . Operação automática
                    Os engates para lanças devem ser de operação automática (ver ponto 2.1.17 do anexo I ).
              3.4 . Garra
                    Os engates para lanças da classe C50 devem possuir uma garra , a qual deve ser projectada de modo ao
                    encaminhamento dos olhais de lança adequados durante o engate.
                    Se a garra , ou uma peça que a suporta , puder rodar em torno do eixo vertical , deve-se colocar
                    automaticamente na posição normal e, com a cavilha de engate aberta , íixar-se nesta posição numa
                    ligação mecânica efectiva .
                    Se a garra, ou uma peça que a suporta, puder rodar em torno do eixo transversal , a articulação que
                    permite a rotação deve ser mantida na sua posição normal através de um momento bloqueador. Esse
                    momento deve ser suficiente para impedir que uma força de 200 N actuando verticalmente no sentido
                    descendente na parte inferior da garra , ou actuando verticalmente no sentido ascendente no topo da
                    garra, produza qualquer movimento da articulação relativamente à sua posição normal . Deve ser
                    possível reposicionar manualmente a garra na sua posição normal . Apenas é admitida uma garra que
                    rode em torno do seu eixo transversal se a carga vertical E e o valor V não forem superiores a 50 kg e
                    5 kN , respectivamente .
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                     Se a garra, ou a peça que a suporta, rodar em torno do eixo longitudinal , a rotação deve ser impedida
                     por um momento bloqueador de pelo menos 100 Nm .
                     As dimensões mínimas exigidas para a garra dependem do valor D do engate :
                                 Valor D < 18 kN: largura 150 mm , altura 100 mm ,
                      18 kN < Valor D < 25 kN: largura 280 mm , altura 170 mm ,
                     25 kN < Valor D :                 largura 360 mm , altura 200 mm .
                     As arestas exteriores da garra podem ser arredondadas .
                     São permitidas garras mais pequenas para os engates para lanças da classes C50-X se a sua utilização
                     for limitada a reboques com eixo central de massa total admissível inferior a 3,5 toneladas , ou se for
                     impossível a utilização de uma garra do quadro acima devido a razões técnicas e se , além disso, houver
                     circunstâncias especiais , tais como auxílios visuais , para assegurar uma execução segura do processo de
                     engate automático , e se o campo de aplicação for restringido na aprovação em conformidade com o
                     anexo III .
             3.5 .   Liberdade mínima de movimento do olhai da lança engatado
                     O olhai da lança engatado deve poder rodar horizontalmente ± 90° em torno do eixo vertical a partir
                     do eixo longitudinal do veículo ( ver figura 5 ).
                     O olhai da lança engatado deve poder rodar verticalmente ± 20° em torno do eixo transversal a partir
                     do plano horizontal do veículo ( ver figura 6 ). Se o movimento for realizado através de uma articulação
                     especial (só para engates para lanças da classe C50-X), o campo de aplicação dado na aprovação
                     em conformidade com o anexo III deve ser limitado aos casos mencionados no ponto 2.3.7 do
                     anexo VII .
                     Deve ser possível a rotação axial de ± 25° do olhai da lança engatado em torno do eixo longitudinal a
                     partir do plano horizontal do veículo ( ver figura 7 ).
                     Os ângulos de rotação mencionados são aplicáveis aos engates para lanças não fixados ao veículo .
            3.6 .    Ângulo mínimo para engate e desengate
                     O engate e desengate do olhai da lança deve também ser possível quando o eixo longitudinal do olhai da
                    lança em relaçao ao eixo médio da garra estiver:
            3.6.1 .  rodado de 50° horizontalmente para a direita ou para a esquerda ;
            3.6.2 .  rodado de 10° verticalmente para cima ou para baixo ;
            3.6.3 . rodado de 10° axialmente para a direita ou para a esquerda .
            3.7 .   Bloqueio para impedir o desengate inadvertido
                    Na posição fechada a cavilha de engate deve ser bloqueada por meio de dois dispositivos mecânicos de
                    bloqueio efectivos , cada um dos quais se deve manter operacional em caso de avaria do outro .
                    A posição fechada e bloqueada do engate deve ser claramente indicada exteriormente por um
                    dispositivo mecânico . Deve ser possível confirmar a posição do indicador , por exemplo no escuro , pelo
                    tacto .
                    O dispositivo mecânico deve indicar o accionamento de ambos os dispositivos de bloqueio ( condição
                    indispensável ).
                    Contudo, é suficiente a indicação do accionamento de apenas um dos dispositivos de bloqueio se o
                    accionamento do segundo dispositivo de bloqueio for inerente à própria concepção do dispositivo .
            3.8 .   Alavancas manuais
                    As alavancas manuais devem ser projectadas de modo a poderem ser facilmente utilizadas e a disporem
                    de uma extremidade arredondada. O engate não deve apresentar, perto da alavanca manual , arestas
                    vivas ou pontos susceptíveis de causar entalamento que possam causar ferimentos durante a operação
                    do engate. A força necessária para libertar o engate, medida sem o olhai da lança , não deve exceder
                    250 N na perpendicular à alavanca manual na posição de operação .
            3.9 .   Requisitos especiais para engates para lanças normalizados das classes C50-1 a C50-7
            3.9.1 . O movimento giratório do olhai de tracção em torno do eixo transversal deve ser conseguido através da
                    forma esférica da cavilha de engate (e não através de uma articulação especial , ver figura 6 ).
            3.9.2.  As cargas dinâmicas de tracção e compressão segundo o eixo longitudinal devidas à folga existente
                    entre a cavilha de engate e o olhai da lança devem ser atenuadas mediante dispositivos de mola e / ou
                    amortecedores ( excepto para a C50-1 ).
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            3.9.3 . As dimensões indicadas na figura 8 e no quadro 3 devem ser respeitadas.
            3.9.4.  Os engates devem ser adequados e ser ensaiados para os valores característicos indicados no
                    quadro 4 .
            3.9.5 . O engate deve ser aberto utilizando uma alavanca manual no engate (sem controlo remoto).
                                                                  Figura 5
                    Rotação horizontal mínima do olhai da lança engatado de ± 90° em torno do eixo vertical a partir do
                                                        eixo longitudinal do veículo
                    Rotação vertical mínima do olhai da lança engatado de ± 20° em torno do eixo transversal a partir do
                                                        plano horizontal do veículo
                                                                         Plano horizontal
                    Rotação axial mínima do olhai da lança engatado de ± 25° em torno do eixo longitudinal a partir do
                                                        plano horizontal do veículo
 ---pagebreak--- 25 . 5 . 92               Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                  N? C 134 / 57
                                                 Figura 8
                     Dimensões do engate para lanças normalizado (mm) (ver quadro 3 )
                                               QUADRO 3
                  Dimensões dos engates para lanças normalizados (em mm) (ver figura 8 )
               C50-1       C50-2      C50-3     C50-4      C50-5       C50-6    C50-7    Observações
            ei          Ì3             120       140             1 (>0           200        ±0,5
            e2         56               55        80             100             120        ±0,5
            di   —           54         74        84               94            124        máx .
            d2         10,5             15        17               21             25        H13
            f         110              155       180             200             250       + 6,-0
            g          85               90       120             140             170        ±3
            a   100         170       200        200             200             200      + 20,-0
            b   150         280       360        360             360             360      + 20,-0
            c          20               24        30               30             40        máx .
            h  150          190       265        265             265             265        máx .
            U    —          150       250        300             300             300        máx .
            h  150          300       330        330             330             330        máx .
            h  100          160       180        180             180             180        ±20
            T    —
                             15         20        25         25         30        30        máx .
 ---pagebreak--- N? C 134 / 58                          Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                            25 . 5 . 92
                                                                QUADRO 4
                                      Valores característicos para engates para lanças normalizados
                   D = Valor D máximo (kN)
                   S = Carga vertical estática máxima (kg)
                   V = Valor V máximo (kN)
                              C50-1          C50-2        C50-3         C50-4        C50-5         C50-6         C50-7
                   D             18            25           70           100           130           190           250
                   S           200            250          650           900         1000          1 000         1 000
                   V             12            10           18            25            35            50            85
             4.    OLHAIS DE LANÇA
                   Os requisitos mencionados no ponto 4.1 são aplicáveis aos olhais de lança da classe D50.
                   Os pontos 4.2 a 4.5 indicam os requisitos adicionais que devem ser observados pelos olhais de lança
                   normalizados.
             4.1 . Requisitos gerais para olhais de lança
                   Todos os olhais de lança devem satisfazer os requisitos dos ensaios mencionados no ponto 4.4 do
                   anexo VI .
                   Os olhais de lança da classe D50 destinam-se a ser utilizados com engates para lanças C50.
                   Os olhais de lança não devem poder rodar axialmente (visto o respectivo engate poder rodar).
                   Caso os olhais de lança da classe D50 sejam equipados com mangas, estas devem ter dimensões em
                   conformidade com o ilustrado na figura 13 (excepto para a classe D50-C) ou na figura 14.
                   As mangas não devem ser soldadas aos olhais de lança.
                   Os olhais de lança da classe D50 devem ter as dimensões ilustradas na figura 9 (caso não haja indicação
                   em contrário nos pontos 4.2 , 4.3 ou 4.4 ).
                   A forma da haste dos olhais de lança da classe D50-X não é especificada, embora a uma distância de
                   210 milímetros do centro do olhai a altura «h» e a largura «b» devam estar dentro dos limites indicados
                   no quadro 6.
             4.2.  Requisitos especiais para os olhais de lança da classe D50-A
                   Os olhais de lança da classe D50-A devem ter as dimensões indicadas na figura 9.
             4.3 . Requisitos especiais para os olhais de lança da classe DSO-B
                   Os olhais de lança da classe D50-B devem ter as dimensões indicadas na figura 10.
             4.4 . Requisitos especiais para os olhais de lança da classe D50-C
                   Os olhais de lança da classe D50-C1 devem ter as dimensões indicadas na figura 11 .
                   Os olhais de lança da classe D50-C2 devem ter as dimensões indicadas na figura 12.
                   Os olhais de lança da classe D50-C devem ser equipados com as mangas ilustradas na figura 14.
             4.5 . Valores de carga para olhais de lança normalizados
                   Os olhais de lança normalizados e os seus meios de fixação devem ser adequados e ser ensaiados para os
                   valores de carga especificados no quadro 5.
 ---pagebreak--- 25 . 5 . 92                   Jornal Oficial das Comunidades Europeias                             N ? C 134 / 59
                                                      QUADRO 5
                               Valores característicos para olhais de lança normalizados
            D = Valor D máximo (kN)
            S = Carga vertical estática maxima (kg)
            V = Valor V máximo ( kN)
                   Classe                     D                          S                      v
            D50-A                            130                       1 000                    30
            D50-B                            130                      1 000                     25
            D50-C1                           190                      1 000                     50
            D50-C2                           250                      1 000                     85
                                                      QUADRO 6
                             Dimensões dos olhais de lança D50-A e DSO-X (ver figura 9)
                       Classe                          h ( em mm )                     b (em mm)
            D50-A                                         65                              60 +í
            D50-X                                       67 máx .                         62 máx .
                                          5­
                                             32,5íi.SL I              100 *F
                                                       Figura 9
                     Dimensões dos olhais de lança das classes D50-A e D50-X (ver quadro 6)
 ---pagebreak--- N? C 134 / 60                 Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                     25 . 5 . 92
                                                       Figura 10
              Dimensões dos olhais de lança da classe D50-B (ver figura 9 para as dimensões não indicadas)
 ---pagebreak--- 25 . 5 . 92                  Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                     N? C 134 / 61
                                                     Figura 11
            Dimensões dos olhais de lança da classe D50-C1 (ver figura 9 para as dimensões não indicadas)
 ---pagebreak---                                                                                                              25 . 5 . 92
N ? C 134 / 62                Jornal Oficial das Comunidades Europeias
                                                        Figura 12
               Dimensões dos olhais de lança da classe D50-C2 (ver figura 9 para as dimensões não indicadas)
                                                         Figura 13
                                        Manga com ranhura para olhai de lança D50
 ---pagebreak--- 25 . 5 . 92                                Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                         N ? C 134 / 63
                        «
                        3
                        3
                         Si 0.5                   $:0,S
                                                                     Figura 14
                                                Manga sem ranhura para olhais de lança D50-C
            5.       LANÇAS DE TRACÇAO
            5.1 .    As lanças de tracção da classe E devem satisfazer os requisitos dos ensaios descritos no ponto 4.5 do
                     anexo VI .
            5.2 .    As lanças de tracção podem ser equipadas quer com cabeças de engate , em conformidade com o
                     ponto 2 , quer com olhais de lança, em conformidade com o ponto 4 do presente anexo, de modo a
                     permitir a ligação ao veículo tractor . As cabeças de engate e os olhais de lança podem ser fixados por
                     parafusos, pernos ou soldadura .
            5.3 .    As lanças de tracção articuladas devem estar afastadas do solo. A distância ao solo quando descidas da
                     posição horizontal deve ser no mínimo de 200 milímetros .
            5.4 .    Dispositivos para ajustamento de altura de lanças de tração articuladas
            5.4.1 .  As lanças de tracção articuladas devem estar equipadas.com os dispositivos para ajustar a lança de
                     tracção à altura dos dispositivos de engate ou da garra . Esses dispositivos devem ser projectados de
                     modo a que a lança de tracção possa ser ajustada por uma única pessoa , sem necessidade de ferramentas
                     ou qualquer outra ajuda .
            5.4.2 .  Os dispositivos para ajustamento de altura devem permitir subir ou descer os olhais de lança ou engates
                    para esferas de pelo menos 300 milímetros , a partir da posição horizontal acima do solo. Dentro deste
                     intervalo , o ajustamento da lança deve ser contínuo ou por escalões máximos de 50 milímetros medidos
                     no olhai da lança ou no engate para a esfera .
            5.4.3 . Os dispositivos para ajustamento de altura não devem interferir com a movimentação fácil da lança de
                    tracção depois de engatada .
            5.4.4 .  Os dispositivos para ajustar em altura não devem interferir com a acção de qualquer travão de
                    inércia .
            5.5 .   No caso de lanças de tracção equipadas com travão de inércia , a distância entre o centro do olhai da
                    lança e a extremidade da haste livre do olhai da lança não deve ser inferior a 200 milímetros na posição
                    de aplicação do travão. Com a haste do olhai da lança totalmente inserida , a distância não deve ser
                    inferior a 150 milímetros .
            5.6 .   As lanças de tracção utilizadas em reboques com eixo central devem possuir em relação às forças
                    laterais pelo menos metade do momento resistente às forças verticais .
            6.      ESTRUTURAS DE MONTAGEM
            6.1 .   As estruturas de montagem devem ser adequadas para a fixação do dispositivo de engate ao(s)
                    veículo(s ) correspondente(s ).
 ---pagebreak--- N ? C 134 / 64                              Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                              25 . 5 . 92
             6.2 .      As estruturas de montagem não devem ser soldadas ao quadro, carroçaria ou qualquer outra parte do
                        veículo .
             6.3 .      As estruturas de montagem devem satisfazer os requisitos dos ensaios descritos no ponto 4.3 do
                        anexo VI .
             7.         PRATOS DE ENGATE E CUNHAS DIRECCIONAIS
                        Os requisitos estabelecidos em 7.1 a 7.9 são aplicáveis a todos os pratos de engate da classe G50 .
                        O ponto 7.10 descreve quais os requisitos adicionais que devem ser cumpridos pelos dispositivos de
                        engate normalizados .
                        As cunhas direccionais devem satisfazer os requisitos referidos no ponto 7.9 .
              7.1 .     Cabeçotes de engate adequados
                        Os pratos de engate da classe G50 devem ser projectados de modo a poderem ser utilizados com os
                        cabeçotes de engate da classe H50 e a apresentarem em conjunto as características especificadas.
              7.2 .     Operação automática
                        Os pratos de engate devem ser operados automaticamente.
             7.3 .      Guias
                        Os pratos de engate devem ser equipados com um guia que assegure um engate seguro e firme do
                        cabeçote . A largura da entrada da guia deve ser no mínimo de 350 milímetros .
              7.4 .     Movimento livre mínimo do prato de engate com o cabeçote engatado ( mas com o prato de engate não
                        fixado ao prato de montagem ou ao veículo)
                        Com o cabeçote na posição de engatado o prato de engate deve permitir os seguintes valores mínimos de
                        rotação do cabeçote na posição de viagem :
              7.4.1 .    ± 90° em torno do eixo vertical ( não é aplicável a pratos de engate preparados para condução efectiva )
                        e , simultaneamente ,
              7.4.2 .    ± 12° em torno do eixo horizontal perpendicular à direcção de viagem . Este ângulo não abrange
                        necessariamente condições de utilização fora de estrada .
              7.4.3 . ^ É permitida a rotação em torno do eixo longitudinal até ± 3 o . No entanto , para um prato de engate
                        com oscilação completa esse ângulo pode ser excedido desde que um mecanismo de bloqueamento
                        permita a limitação da rotação ± 3 0 .
                                                            ♦
              7.5 .     Dispositivos de bloqueio para impedir o desengate do prato
                        O mecanismo de bloqueio do engate deve fixar o cabeçote de modo efectivo duplo; o segundo
                        dispositivo de bloqueio pode actuar sobre o primeiro. O primeiro dispositivo de bloqueio deve ser
                        accionado automaticamente quando do engate . Se o segundo dispositivo de bloqueio tiver que ser
                        accionado manualmente, só deve ser possível accioná-lo depois do primeiro . Se o segundo dispositivo
                        de bloqueio for accionado automaticamente , o accionamento de ambos deve ser indicado visual­
                        mente .
              7.6 .     Dispositivos de accionamento
                        Na posição de fechado os dispositivos de accionamento devem estar bloqueados de modo a impedir o
                        seu accionamento inadvertido .
              7.7 .     Acabamento das superfícies
                        As superfícies do prato de engate e dos dispositivos de bloqueio devem satisfazer do ponto de vista
                        funcional e ser cuidadosamente maquinadas , forjadas, vazadas ou estampadas.
              7.8 .     Requisitos de carga
                        Todos os pratos de engate devem poder satisfazer os requisitos dos ensaios descritos no ponto 4.6 do
                        anexo VI .
              7.9 .     Cunhas direccionais
                        Os engates da classe G50-X não adequados a uma condução efectiva devem ser convenientemente
                        marcados .
 ---pagebreak--- 25 . 5 . 92                                 Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                        N ? C 134 / 65
            7.9.1 .   As dimensões das cunhas direccionais para a condução efectiva dos semi-reboques devem estar em
                      conformidade com a figura 16 .
            7.9.2 .   A cunha direccional deve permitir o engate seguro e firme. A cunha direccional deve ser montada sobre
                      molas . A resistência da mola deve ser seleccionada de modo a que seja possível engatar um
                      semi-reboque sem carga e de modo a que , com o semi-reboque completamente carregado , a cunha
                      direccional esteja firmemente em contacto com os flancos do engate durante a vigagem . Deve ser
                      possível o desengate do prato de engate com o semi-reboque carregado ou descarregado.
            7.10.     Requisitos especiais para pratos de engate normalizados
            7.10.1 .  Os pratos de engate normalizados das classes G50-1 , G50-2 , G50-3 e G50-4 devem ter as dimensões
                      indicadas na figura 15 e no quadro 7 .
            7.10.2 .  Os pratos de engate devem ser adequados e ensaiados para um valor D de 150 kN e um valor de U de
                      20 toneladas .
            7.10.3 .  O desengate deve ser efectuado directamente no engate por meio de uma alavanca manual .
            7.10.4 .  Os pratos de engate normalizados devem ser adequados à condução efectiva de semi-reboques por meio
                      de cunhas direccionais (ver ponto 7.9 ).
                                                                              i rrs­
                                 Seccão A-B
                           (vista fora de escala ,
                     rodada de 90° e com cabeçote)
                      1*45*                  2W
                      Deixar espaço para
                      cunhas direccionais
                                                                                                                Superfícies de apoio
                                                                                                                para cunhas direccionais
                                                                   Figura IS
                                          Dimensões dos pratos de engate normalizados (ver quadro 7 )
 ---pagebreak--- N? C 134 / 66                   Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                         25 . 5 . 92
                                                       QUADRO 7
                            Dimensões dos pratos de engate normalizados (mm) (ver figura 15 )
                                  G50-1                 G50-2                G50-3                G50-4
              H                  150 ± 10             175 ± 10              200 ± 10            250 ± 10
              h                                             52
              α                                       mínimo ±12°
                                                                                                                Secção A-B
              2. Esta dimensão refere-se apenas à superfície de contacto; a cunha direccional propriamente dita
                 pode ser mais comprida .
                                                         Figura 16
                                 Dimensões das cunhas direccionais montadas sobre molas
 ---pagebreak--- 25 . 5 . 92                                Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                       N ? C 134 / 67
             8.        CABEÇOTES DE ENGATE
             8.1 .    Os cabeçotes de engate da classe H50 (em conformidade com a norma ISO 337) devem ter as dimensões
                       indicadas na figura 17 .
             8.2 .     Os cabeçotes devem poder satisfazer os requisitos dos ensaios descritos no ponto 4.8 do
                       anexo VI .
                                     '/////////////////A// '////////////
                                                                                           o
                                                                                            %
                                                                                          7
                                                                                      a
                                                            $50.8:0.1
                                                                                £
                                                                                             s» !
                                                     Espaço para marcações
                                                            071,5
                                      *) chanfro opcional 2 q x 45 o
                                                                    Figura 17
                                                Dimensões dos cabeçotes de engate da classe H50
            9.        PRATOS DE MONTAGEM
            9.1 .     Os pratos de montagem de classe J para pratos de engate devem apresentar uma configuração de
                      orifício correspondente às classes G50-1 , G50-2, G50-3 e G50-4 no caso de serem destinados a pratos
                      de engate normalizados.
            9.2 .     Os pratos de montagem para pratos de engate normalizados devem ser adequados para a condução
                     efectiva dos semi-reboques (com cunhas direccionais). Os pratos de montagem para pratos de engate
                      não normalizados não preparados para condução efectiva devem ser convenientemente marcados.
            9.3 .    Os pratos de montagem para pratos de engate devem satisfazer os requisitos dos ensaios descritos no
                     ponto 4.7 do anexo VI .
            10.      DISPOSITIVOS PARA INDICAÇÃO E CONTROLO REMOTOS
            10.1 .   Requisitos gerais
                     São permitidos dispositivos para indicação e controlo remotos em equipamentos de engate automático
                     das classes C50-X e G50-X .
                     Os dispositivos para indicação e controlo remotos não devem interferir com o movimento livre mínimo
                     do olhai da lança engatada ou do semi-reboque engatado. Devem estar permanentemente ligados ao
                     veículo .
                     Todos os dispositivos de indicação ou controlo remotos estão abrangidos pelos ensaios e aprovação do
                     dispositivo de engate, em conjunto com todas as peças dos dispositivos de operação e transmis­
                     são .
            10.2 .   Indicação remota
            10.2.1 . Num processo de engate automático, os dispositivos de indicação remota devem assinalar visualmente
                     a posição de fecho e bloqueamento duplo do engate, de acordo com os pontos 10.2.2 e /ou
                     10.2.3 .
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             10.2.2 .  A passagem da posição aberta para a posição de fecho e bloqueamento duplo deve ser indicada através
                       de um sinal óptico verde.
              10.2.3 . Caso seja assinalada a posição aberta e/ ou não bloqueada deve ser utilizado um sinal óptico
                       vermelho .
              10.2.4 . No caso da indicação de conclusão do processo de engate automático , a indicação remota deve
                       assegurar que os dispositivos engatados estão realmente ligados entre si (por exemplo, que a cavilha
                       está efectivamente inserida no olhai da lança).
              10.2.5 . Nenhuma avaria do sistema de indicação remota deve levar à indicação da posição de fecho e
                       bloqueamento durante o processo de engate se a posição final ainda não tiver sido atingida.
              10.2.6 . A desactivação de um ou de ambos os dispositivos de bloqueamento deve provocar o desaparecimento
                       do sinal óptico verde ou o aparecimento do sinal óptico vermelho.
              10.2.7.  Devem-se manter os indicadores mecânicos existentes no próprio dispositivo de engate. O dispositivo
                       de indicação remota deve ser activado automaticamente durante qualquer processo de engate.
              10.2.8 . Com o objectivo de evitar a distracção do condutor durante a condução normal , os dispositivos de
                       indicação remota podem ser desligados manual ou automaticamente.
              10.2.9 . Os controlos de accionamento e os avisadores dos dispositivos de indicação remota devem ser
                       montados dentro do campo visual do condutor e estar identificados de forma permanente e clara.
              10.3 .   Controlo remoto
              10.3.1 . Se for utilizado um dispositivo de controlo remoto deve também haver um dispositivo de indicação
                       remota conforme descrito em 10.2, o qual deve também indicar a condição de engate aberto.
              10.3.2.  Deve existir um comutador específico (ou seja, interruptor geral, alavanca ou válvulg) que permita ou
                       impeça a abertura do engate através do dispositivo de controlo remoto. Se este interruptor geral não
                       estiver situado na cabina de condução não deve estar numa posição facilmente acessível a pessoas não
                       autorizadas, ou então deve poder ser bloqueado. O accionamento do engate a partir da cabina de
                       condução só deve ser possível desde que esteja impedido um accionamento inadvertido.
                       Deve ser possível determinar se a abertura do engate através do controlo remoto foi ou não tornada
                       possível .
              10.3.3 . Se o controlo remoto envolver a abertura do engate por uma força exterior, deve ser convenientemente
                       indicada ao condutor a condição em que a força externa actua no engate. Tal não será necessário se a
                       força externa apenas actuar enquanto o controlo remoto estiver em acção.
              10.3.4.  Se o dispositivo de accionamento para a abertura do engate sob controlo remoto estiver montado ná
                       parte exterior do veículo, deve ser possível observar a área entre os veículos engatados, mas sem que
                       seja, no entanto , necessário entrar nesta área para o accionar .
              10.3.5 . Um erro na operação ou a ocorrência de uma avaria no sistema não devem implicar a abertura acidental
                       do engate durante a viagem normal em estrada . Qualquer avaria no sistema deve ser indicada
                       directamente ou ser evidente na operação seguinte , por exemplo , através de um funcionamento
                       deficiente .
              10.3.6.  Na eventualidade de uma avaria do controlo remoto deve ser possível, numa emergência, abrir o engate
                       de pelo menos uma outra maneira . Se esta operação requerer a utilização de uma ferramenta , esta deve
                       estar incluída na caixa de ferramentas do veículo. Os requisitos do ponto 3 . 8 do anexo V não se aplicam
                       às alavancas manuais utilizadas exclusivamente para a abertura do engate em caso de emergência.
              10.3.7.  Os controlos de accionamento e os avisadores dos dispositivos de controlo remoto devem estar
                       identificados de forma permanente e clara.
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                                                             ANEXO VI
                                  ENSAIO DOS DISPOSITIVOS MECÂNICOS DE ENGATE
            1.     REQUISITOS GERAIS DOS ENSAIOS
            1.1 .  Devem ser ensaiados exemplares dos dispositivos de engate ; devem ser realizados quer ensaios de
                   resistência quer ensaios de funcionamento . No entanto , o serviço técnico pode dispensar o ensaio de
                  resistência se a concepção do componente possibilitar uma verificação teórica .
            1.2 .  A resistência dos dispositivos de engate deve ser verificada através de um ensaio dinâmico ( ensaio de
                   fadiga ). Em certos casos, pode ser necessário efectuar ensaios estáticos adicionais (ver ponto 4). No
                  caso de componentes da classe E , que a experiência passada mostrou não exigirem ensaios de fadiga , é
                  suficiente um ensaio estático teórico . Em casos em que haja dúvidas são considerados os resultados dos
                  ensaios dinâmicos . O serviço técnico responsável decidirá sobre o tipo de ensaios a utilizar .
            1.3 . Os cálculos de verificação devem assegurar uma qualidade dos resultados que seja compatível com a
                  dos ensaios dinâmicos ou estáticos .
            1.4 . O ensaio dinâmico deve ser realizado com uma carga aproximadamente sinusoidal ( alternada e / ou
                  ondulada ) com um número de ciclos de tensão adequado ao material . Não devem ocorrer fissuras ou
                  fracturas .
            1.5 . Para os ensaios estáticos prescritos apenas é permitida uma ligeira deformação permanente. As
                  deformações plásticas após a descarga não devem ser superiores a 10% da deformação máxima .
            1.6 . As hipóteses de carga nos ensaios dinâmicos são baseadas na componente horizontal da força segundo
                  o eixo longitudinal do veículo e na componente vertical da força . Não são tomadas em consideração as
                  componentes horizontais da força perpendiculares ao eixo longitudinal do veículo , nem os momentos,
                  desde que sejam pouco significativos .
                  Se a concepção do dispositivo de engate ou a sua fixação ao veículo ou a fixação de sistemas adicionais
                  ( tais como , estabilizadores , sistemas curtos de engate , etc .) gerarem forças ou momentos adicionais , o
                  serviço técnico pode requerer ensaios adicionais .
                  A componente horizontal da força segundo o eixo longitudinal do veículo é representada por uma força
                  de referência determinada teoricamento , o valor D , tal como definido no ponto 2.1.18 do anexo I. A
                  componente vertical da força é representada , se aplicável , pela carga vertical estática S no ponto de
                  engate e pela carga vertical calculada V , definida no ponto 2.1 . 19 do anexo I , ou , no caso de pratos de
                  engate, pela carga vertical estática U.
            1.7.  Os valores característicos D , S, V e U em que são baseados os ensaios devem ser obtidos a partir dos
                  elementos fornecidos pelo fabricante com o pedido de aprovação CEE .
            2.    REALIZAÇÃO DOS ENSAIOS
            2.1 . Para a realização dos ensaios dinâmicos e estáticos, o exemplar deve ser colocado numa instalação
                  adequada que disponha de meios adequados para aplicação de forças, de modo a não ficar sujeito a
                  quaisquer forças ou momentos adicionais para além da força de ensaio especificada . No caso de ensaios
                  com cargas alternadas , a direcção de aplicação da força não se deve desviar mais do que ± I o da
                  direcção especificada. No caso de ensaios com cargas onduladas ou de ensaios estáticos, o ângulo deve
                  ser acertado para a força máxima . Tal implica normalmente a existência de umá junta no ponto
                  de aplicação da força ( ou seja , o ponto de engate ) e de uma segunda junta a uma distância
                  adequada .
            2.2 . A frequência do ensaio não deve exceder 35 Hz . A frequência escolhida deve ser bastante diferente das
                  frequências de ressonância da instalação de ensaio com o dispositivo montado. Em ensaios
                  assíncronos, as frequências das duas componentes da força devem diferir aproximadamente entre 1 % e
                  um máximo de 3 % . Para dispositivos de engate em aço o número de ciclos de tensão é de 2 x IO6 . Para
                  dispositivos de engate fabricados com outros materiais pode ser necessário um número mais elevado de
                  ciclos . Para verificação da fissuração deve ser utilizado o método de penetração de corante ou outro
                  método equivalente.
            2.3 . No caso de forças (componentes) alternadas de ensaio , a força média é zero. Nos ensaios com cargas
                  onduladas a força de ensaio é igual à força máxima; a força mínima pode ir até 5 % da força máxima,
                  excepto se indicado de modo diferente nos requisitos específicos de ensaio .
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             2.4.   Nos ensaios estáticos a força de ensaio deve ser aplicada de forma rápida e cuidadosa, sendo mantida
                    durante pelo menos 60 segundos .
             2.5 .  Os dispositivos de engate ensaiados devem ser normalmente montados na instalação de ensaio tão
                    rigidamente quanto possível na posição exacta em que serão utilizados no veículo. Os dispositivos de
                    fixação devem ser os que forem indicados pelo fabricante ou pelo requerente e devem ser os destinados à
                    fixação no veículo e / ou devem ter características mecânicas idênticas.
              2.6 . Os engates são ensaiados de preferência novos, nas condições previstas para a sua utilização em
                    estrada. Por decisão do fabricante , e em acordo com o serviço técnico , podem ser suprimidos
                    componentes flexíveis se tal for necessário para a realização do ensaio e se se considerar que tal não
                    influencia anormalmente os resultados .
                    Os componentes flexíveis que possam apresentar sobreaquecimento devido à realização acelerada do
                    ensaio podem ser substituídos durante o ensaio.
                    As cargas de ensaio podem ser aplicadas por meio de dispositivos especiais sem folgas .
              3.    SÍMBOLOS E DEFINIÇÕES DO ANEXO VI
                    Av.    = carga máxima admissível por eixo do eixo direccional , em toneladas
                    C       = massa do reboque de eixo central ( em toneladas ) ( ver o ponto 2.1.18 do anexo I )
                    D       = valor D , em kN ( ver o ponto 2.1.18 do anexo I )
                    R       = massa do reboque completo (em toneladas ) ( ver o ponto 2.1.18 ) do anexo I )
                    T       = massa do veículo tractor ( em toneladas) ( ver o ponto 2.1.18 do anexo I )
                    Fa      = força estática de levantamento , em kN
                    FH      = componente horizontal da força de ensaio segundo o eixo longitudinal do veículo,
                               em kN
                    FS      = componente vertical da força de ensaio, em kN
                    FQ      = componente horizontal da força de ensaio perpendicular ao eixo longitudinal do veículo ,
                               em kN
                    FHSRES = força de ensaio resultante das componentes FH e FS, em kN
                    FHQRES = força de ensaio resultante das componentes FH e FQ , em kN
                    S       = carga vertical estática (em quilogramas )
                     U      = carga vertical no prato de engate (em toneladas )
                    V       = valor V , em kN ( ver o ponto 2.1.19 do anexo I )
                    a       = factor de aceleração vertical equivalente no ponto de engate dos reboques de eixo central ,
                               função do tipo de suspensão do(s ) eixo(s ) da retaguarda do veículo tractor
                    e       = distância longitudinal entre o ponto de engate de esferas de engate desmontáveis e o plano
                               vertical que contém os pontos de fixação ( ver figuras 23 a 26 ) (em milímetros)
                     f      = distância vertical entre o ponto de engate de esferas de engate desmontáveis e o plano
                               horizontal que contém os pontos de fixação ( ver figuras 22 a 26 ) ( em milímetros)
                    g       = aceleração da gravidade , considerada igual a 9,81 m / s2
                    1       = comprimento teórico da lança de tracção entre o centro do olhai da lança e o centro do
                               conjunto de eixos (em metros )
                    n       = distância entre o olhai da lança e o centro do eixo direccional (em milímetros)
                    r       = raio de arrastamento ( em milímetros )
                     s      = via dos eixos ( em milímetros )
                    x       = comprimento da área de carga de um reboque de eixo central ( em metros )
                    índices:
                    O = força máxima
                    U = força mínima
                    w = alternada
                    h   = horizontal
                    s   = vertical
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            4.      REQUISITOS ESPECÍFICOS DOS ENSAIOS
            4.1 .   Esferas de engate e suportes de tracção
            4.1.1 .  Os dispositivos mecânicos de engate das esferas de engate podem ser dos seguintes tipos:
                     — esferas de engate de uma única peça , induindo dispositivos com esferas desmontáveis não
                        permutáveis (ver figura 21 )
                    — esferas de engate, com algumas peças que podem ser desmontadas (ver figuras 22 , 23 , 24)
                    — suportes de tracção (ver figura 25 )
            4.1.2 . O ensaio de base é um ensaio de fadiga com uma força de ensaio alternada. Os exemplares a ensaiar são
                    constituídos pela esfera de engate, pela haste da esfera e pelas peças necessárias para fixação ao veículo.
                    A esfera de engate e o suporte de tracção devem ser rigidamente fixados a uma instalação de ensaio
                    capaz de aplicar forças alternadas na posição exacta de utilização.
            4.1.3 . As posições dos pontos de fixação da esfera de engate e dos suportes são especificadas peio construtor
                    do veículo (ver o ponto 1.3 do anexo VII).
            4.1.4.  Os dispositivos submetidos a ensaio devem ser fornecidos com todos os elementos de concepção que
                    possam influenciar os critérios de resistência (por exemplo, placa de tomada eléctrica , quaisquer
                    marcações, etc.). A periferia do ensaio é limitada pelos pontos de ancoragem ou fixação. A posição da
                    esfera de engate e dos pontos de fixação do dispositivo de engate em relação à linha de referência deve
                    ser fornecida pelo fabricante do veículo e deve ser indicada no relatório de ensaio .
                    Todas as posições relativas dos pontos de fixação em relação à linha de referência devem ser
                    reproduzidas na instalação de ensaio, devendo o fabricante do veículo tractor fornecer ao fabricante do
                    dispositivo de engate toda a informação necessária a esse respeito.
            4.1.5 . O conjunto montado na instalação de ensaio deve ser sujeito a um ensaio numa máquina de ensaio de
                    tracção alternada (por exemplo, um gerador de impulsos por ressonância).
                    A força de ensaio deve ser alternada e ser aplicada à esfera de engate segundo um ângulo de 15° ± I o ,
                    conforme indicado na figura 18 e / ou figura 19 . Caso o centro da esfera se encontre acima da linha
                    paralela à linha de referência que passa pelo ponto mais alto do ponto de fixação mais próximo,
                    ilustrada na figura 20, o ensaio deve ser realizado segundo um ângulo a = 15° ± 1 ° (ver figura 18 ).
                    Caso o centro da esfera se encontre abaixo da linha paralela à linha de referência que passa pelo ponto
                    mais alto do ponto de fixação mais próximo, ilustrada na figura 20, o ensaio deve ser realizado segundo
                    um ângulo a = 15° ±1° ( ver figura 19). O ângulo é escolhido de forma a ter em conta as cargas
                    verticais estáticas e dinâmicas .
                                                   »
                    Este método de ensaio é apenas aplicável para cargas estáticas admissíveis não superiores a
                                                                  s = I^£
                                                                           g
                    Se a carga estática S exceder o valor
                                                                     120 -D
                                                                         g
                    o ângulo de ensaio deve ser aumentado para 20° .
                    O ensaio dinâmico deve ser realizado com a seguinte força de ensaio: Fh            = ± 0,6 D.
                                                             Instalação de ensaio I
 ---pagebreak--- N? C 134 / 72                              Jornal Ohcial das Comunidades Europeias                                              25 . 5 . 92
                                                                                                            Linha de referência
                                                                       Figura 19
                                                                Instalação de ensaio II
                                                Ponto de fixação mais elevado
                                                                       Figura 20
                                                         Critério para os ângulos de ensaio
                                                                       Figura 21
                                                          Esferas de engate de uma só peça
             4.1.6 .   O método de ensaio aplica-se da seguinte forma aos diferentes tipos de dispositivo de ensaio
                       ( ver 4.1.1 .):
             4.1.6.1 . Esferas de engate de uma só peça incluindo dispositivos com esferas desmontá­
                       veis não permutáveis ( ver figura 21 ).
                       O ensaio de resistência para os dispositivos ilustrados na figura 21 deve ser realizado de acordo com os
                       requisitos do ponto 4.1.5 .
             4.1.6.2.  Esfera de engate com peças desmontáveis
                       Podem-se definir as seguintes categorias :
                       — suporte de tracção e esfera (ver figura 22 ),
                       — suporte de tracção e esfera em suporte integral (ver figura 23 ),
                       — suporte de tracção e esfera ( ver figura 24),
                       — suporte de tracção sem esfera ( ver figura 25 ).
 ---pagebreak--- 25 . 5 . 92    Jornal Oficial das Comunidades Europeias             N? C 134 / 73
                                      Figura 22
                              Suporte de tracção e esfera
            Ni
                                      Figura 23
                    Suporte de tracção e esfera em suporte integral
                                                 'l
                                                        M-H
                                      Figura 24
                              Suporte de tracção e esfera
                                      Figura 25
                                  Suporte de tracção
 ---pagebreak--- N? C 134 / 74                                Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                                25 . 5 . 92
                        O ensaio de resistência para os dispositivos ilustrados nas figuras 22 a 24 deve ser realizado de acordo
                        com os requisitos do ponto 4.1.5 .
                        As dimensões e e f, com uma tolerância de fabrico de ± 5 milímetros, devem ser indicadas no relatório
                        de ensaio .
                        O ensaio do suporte de tracção (ver figura 25) deve ser realizado com uma esfera montada (no suporte).
                        Serão apenas tidos em conta os resultados relativos ao suporte de tracção entre os pontos de fixação e a
                        superfície de montagem do suporte da esfera.
                        As dimensões e e f devem ser especificadas pelo fabricante do dispositivo de engate.
            4.1.6.3 .   Dispositivos de engate com dimensões e e f variáveis para esferas de engate
                        desmontáveis e permutáveis .
            4.1.6.3.1 . Os ensaios de resistência para esses suportes de tracção (ilustrados na figura 26) devem ser realizados
                        segundo os requisitos do ponto 4.1.5 .
            4.1.6.3.2. Caso possa ser definida por acordo entre o fabricante e o serviço técnico a configuração mais
                        desfavorável, será suficiente o ensaio dessa configuração.
                        Caso contrário, devem ser ensaiadas várias posições das esferas segundo um programa de ensaio
                        simplificado, de acordo com o ponto 4.1.6.3.3 .
            4.1.6.3.3 . Num programa de ensaio simplificado o valor de f deve estar compreendido entre um valor fmin definido
                        e um valor fmax que não exceda 100 milímetros. A esfera deve estar a uma distância do suporte (emax) de
                        130 milímetros. Para serem abrangidas todas as possíveis posições da esfera no campo definido pela
                        distância horizontal entre a superfície de montagem e a gama de valores de f na vertical (fmin a fmax)
                        devem ser ensaiados dois dispositivos:
                        — um dispositivo com uma esfera na posição superior (fmav) e
                        — um dispositivo com uma esfera na posição inferior (fmin).
                        Se o campo das possíveis posições da esfera for intersectado pela linha paralela à linha de referência
                        (ver figura 26c), os ângulos de ensaio são:
                        — a para a esfera acima e + a para a esfera abaixo da linha de referência (comparar com a
                            figura 20).
                        a) fmax abaixo da linha paralela à linha de referência
                            ângulos de ensaio: + a
                                                                                                                               Esfera abaixo
                                                                                                                     X
                                                                                                                     1
                                                                                                                   tu
                                                                      Ftgura 26a
                                             Suporte de tracção e suporte para várias posições da esfera
 ---pagebreak--- 25 . 5 . 92                             Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                         N ? C 134 / 75
                    b) fmin acima da linha paralela à linha dc referência
                        ângulos de ensaio: - a
                                                                  Figura 26b
                                         Suporte de tracção e suporte para várias posições da esfera
                    c) fmax acima da linha paralela à linha de referência
                        fmin abaixo da linha paralela à linha de referência
                        ângulos de ensaio : + a e - a
                                                                  Figura 26c
                                         Suporte de tracção e suporte para várias posições da esfera
            4.2.    Cabeças de engate
            4.2.1 . O ensaio de base é um ensaio de fadiga com uma força de ensaio alternada e um ensaio estático (ensaio
                    de levantamento) para cada exemplar de ensaio.
            4.2.2.  O ensaio dinâmico deve ser realizado com uma esfera de engate da classe A de resistência adequada . Na
                    instalação de ensaio o engate para esferas e a esfera de engate devem ser dispostos de acordo com as
                    instruções do fabricante e de modo a corresponder à sua fixação aos veículos. Não deve haver
                    possibilidade de actuação de outras forças para além da força de ensaio que é aplicada no
                    exemplar .
 ---pagebreak--- N? C 134 / 76                             Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                         25 . 5 . 92
                     A força de ensaio deve ser aplicada segundo a linha que passa pelo centro da esfera e desce com um
                     ângulo de 15° no sentido da retaguarda (ver figura 27). Deve ser realizado um ensaio de fadiga com a
                     seguinte força de ensaio com um exemplar de ensaio:
                                                              Fhs res w = ±0,6 D
                                                                    Figura 21
                                                                Ensaio dinâmico
            4.2.3 .  Deve ser igualmente realizado um ensaio estático de levantamento. A esfera de engate utilizada para o
                     ensaio deve ter um diâmetro de
                                                                   49_o* mm ,
                     de modo a representar uma esfera de engate já usada. A força de levantamento FA deve ser aplicada de
                     forma gradual e rápida até ao valor de C + S, e ser mantida durante 10 segundos (ver figura 28 ). A
                     cabeça de engate não se deve separar da esfera ou apresentar qualquer distorção permanente que possa
                     ter um efeito adverso na sua capacidade funcional .
                                                                      TA *
                                                                    Figura 28
                                                           Ensaio de levantamento
             4.3 .   Engates para lanças e estruturas de montagem
             4.3.1 . Deve ser realizado um ensaio de fadiga com um exemplar de ensaio. O engate para lanças deve estar
                     equipado com todos os dispositivos necessários para a sua fixação à estrutura do veículo.
                     Quaisquer dispositivos intermédios colocados entre o engate para lanças e a estrutura do veículo
                     (ou seja, estruturas de montagem) devem ser ensaiados com as mesmas forças que o engate.
             4.3.2.  Engates para lanças para lanças articuladas (S = O)
                     Os ensaios dinâmicos devem ser realizados com uma força alternada horizontal Fhw ± 0,6 D actuando
                     segundo uma linha paralela ao solo e no plano longitudinal médio do veículo tractor passando pelo
                     centro da cavilha de engate.
 ---pagebreak--- 25 . 5 . 92                                Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                         N? C 134 / 77
            4.3.3 .   Engates para lanças destinadas a reboques de eixo central (S > O)
            4.3.3.1 . Massa do reboque de eixo central não superior a 3,5 toneladas
                      Os engates para lanças destinados a reboques de eixo central com massas não superiores a 3,5
                      toneladas, devem ser ensaiados do mesmo modo que as esferas de engate e suportes de tracção descritos
                      no ponto 4.1 do presente anexo.
            4.3.3.2.  Massa do reboque de eixo central superior a 3,5 toneladas
                      As cargas de ensaio são aplicadas ao exemplar segundo as direcções horizontal e vertical num ensaio de
                      fadiga assíncrono. A linha de acção horizontal deve ser paralela ao solo e estar compreendida no plano
                      longitudinal médio do veículo tractor, passando pelo centro da cavilha de engate. A linha de acção
                      vertical deve ser perpendicular ao solo e estar compreendida no plano longitudinal médio do veículo
                      tractor, passando pelo centro de cavilha de engate (ver figura 29).
                      As disposições de fixação dos engates para lanças e dos olhais das lanças à instalação de ensaio devem
                      ser as destinadas à fixação ao veículo em conformidade com as instruções do fabricante.
                      Devem ser realizados os seguintes ensaios de carga sobre o ponto de engate:
                                 Carga de ensaio                Valor médio (em kN)                 Intensidade (em kN)
                      Carga horizontal                                   0                               ± 0,6 · D
                                                                        g ' s
                      Carga vertical                                   1 000                             ± 0,6 · V
                      A força de ensaio é a soma vectorial das componentes horizontal e vertical, o que pode ser conseguido
                      com a instalação de ensaio indicada na figura 29. As componentes vertical e horizontal devem ser de
                      forma sinusoidal e devem ser aplicadas de modo assíncrono, com diferenças de frequência entre 1 % e
                      3 % , de modo e serem originadas forças resultantes de ensaio em todas as direcções.
            4.3.4 .   Ensaio estático do dispositivo de bloqueamento de cavilhas de engate
                      Nos engates para lanças é igualmente necessário ensaiar o fecho e todos os dispositivos de
                      bloqueamento para uma força estática de 0,25 D actuando no da abertura . O ensaio não deve provocar
                      a abertura do fecho nem deve causar qualquer estrago. É suficiente uma força de ensaio de 0,1 D no
                      caso de cavilhas cilíndricas de engate.
                                                                     Figura 29
                                              Instalação de ensaio para engates para lanças (exemplo)
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             4.4 .      Olhais de lança
             4.4.1 .    Os olhais de lança devem ser submetidos aos mesmos ensaios dinâmicos que os engates para lança . Os
                        olhais de lança utilizados unicamente em reboques com lanças articuladas que permitem um
                        movimento vertical livre devem ser sujeitos a uma carga alternada , tal como descrito no ponto 4.3.2 .
                        Os olhais de lança também destinados a reboques de eixo central devem ser ensaiados do mesmo modo
                        que os engates para esferas (4.2 ), para massas de reboque C não superiores a 3,5 toneladas e do mesmo
                        modo que os engates para lanças (4.3.3.2), para reboques de eixo central com uma massa C superior a
                        3,5 toneladas .
              4.4.2 .   Os ensaios de um olhai de lança devem ser conduzidos de modo a que a carga alternada actue também
                        nas peças utilizadas para fixar o olhai à lança de tracção . Todos so componentes flexíveis intermédios
                        devem ser travados .
              4.5 .     Lanças de tracção
              4.5.1 .   As lanças de tracção devem ser ensaiadas do mesmo modo que os olhais de lança (ver ponto 4.4).
                        O serviço técnico pode dispensar um ensaio de fadiga no caso de a concepção de um componente tornar
                        possível a verificação teórica da sua resistência ."
                        As cargas de projecto para os ensaios de fadiga ou a verificação teórica das lanças de tracção de
                        reboques de eixo central com uma massa C não superior a 3,5 toneladas devem ser obtidas a partir da
                        norma ISO 7641 / 1 ( 1983 ).
                        As cargas de projecto para a verificação teórica de lanças de tracção para reboques de eixo central com
                        uma massa C superior a 3,5 toneladas devem ser calculadas do seguinte modo :
                                                                F,„. = ± 0,6 ( S ' 8 + V),
                        sendo V a intensidade da força dada no ponto 2.1.19 do anexo I.
                        A natureza assíncrona das componentes horizontal e vertical da força deve ser tida em conta
                        multiplicando a soma dos momentos flectores por um factor 0,75 . Este momento flector total reduzido
                        não deve ser inferior ao momento flector individual máximo .
              4.5.2 .   Para além do ensaio de fadiga ou da verificação teórica da resistência deve ser verificada a resistência à
                        encurvadura quer através de um cálculo teórico com uma carga de projecto de 1 ,8 x D quer através de
                        um ensaio de encurvadura com uma carga de 3 x D.
              4.5.3 .   No caso de eixos direccionais , as tensões de flexão máximas admissíveis devidas a forças laterais devem
                        ser verificadas através de um cálculo teórico .
                        Cargas de projecto :
                                                 Faw
                                                  M
                                                     = g • 0,18 • Av • —n
                                                                          (direcção por meio dos semieixos )
                                                                      §
                                            F     = g • 0,18 • Av • — (direcção por meio do prato de engate )
                                              4                      2n
              4.6 .     Pratos de engate
              4.6.1 .   Os ensaios básicos de resistência são ensaios dinâmicos e ensaios estáticos ( ensaio de levantamento).
                        Os pratos de engate destinados a condução efectiva de semi-reboques devem ser submetidos a um
                        ensaio estático adicional (ensaio de flexão ).
                        Para efeitos de ensaio, o prato de engate deve ser equipado com todas as peças necessárias para fixação
                        ao veículo . O método de montagem deve ser idêntico àquele que é utilizado para montagem no próprio
                        veículo .
              4.6.2 .   Ensaios estáticos
              4.6.2.1 . Os pratos de engate normalizados concebidos para uma cunha direccional ou dispositivo semelhante
                        para a condução efectiva dos semi-reboques (ver ponto 7.9 do anexo V) devem ser submetidos a uma
                        verificação da sua resistência através de um ensaio de flexão estático dentro da gama de trabalho do
                        dispositivo direccional , com aplicação simultânea de carga no prato .
                        A carga máxima admissível no prato , U , deve ser aplicada verticalmente no engate na sua posição de
                        funcionamento por meio de um prato rígido com dimensão suficiente para cobrir completamente o
                        engate. A resultante da carga aplicada deve passar através do centro da junta horizontal do prato de
                        engate .
                        Simultaneamente, deve ser aplicada uma força lateral horizontal à face lateral da guia do cabeçote ,
                        representando a força necessária para a condução efectiva do semi-reboque. A intensidade desta força e
                        a sua direcção devem ser escolhidas por forma a que seja exercido um momento de 0,75 m x D no
                        centro do cabeçote .
                        O momento deve ser aplicado por meio de uma força actuando com um braço de 0,5 metro. É
                        permitida uma distorção permanente (plástica ) até 0,5 % de qualquer dimensão nominal . Não podem
                        aparecer fissuras .
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            4.6.2.2.   Deve ser realizado um ensaio estático de levantamento para todos os pratos de engate. Até uma força de
                       levantamento de FA = g • U , o prato de engate não deve apresentar qualquer flexão permanente
                       importante superior a 0,2 % da sua largura.
                       No caso de pratos de engate normalizados da classe G50 e engates semelhantes para o mesmo diâmetro
                       de cabeçote , não se deve verificar separação entre o cabeçote e o engate pela aplicação de uma força de
                       levantamento de:
                       FA = g-2,5-U.
                       A força deve ser aplicada por meio de uma alavanca apoiada num dos extremos no prato de engate
                       e levantada na outra extremidade a uma distância de 1,0 a 1,5 metros do centro do cabeçote (ver
                       figura 30).
                       O braço da alavanca deve fazer 90° com a direcção de entrada do cabeçote no engate. Deve ser
                        realizado um segundo ensaio com o braço da alavanca reposicionado a 180° .
                       Pode ser utilizado novo exemplar para o segundo ensaio.
                                                           Esquema da instalação de ensaio
             Vista da retaguarda                                                      1 ... 1,5.
                                                                      Figura 30
                                                     Ensaio de levantamento de pratos de engate
            4.6.3 .    Ensaio dinâmico
                       O prato de engate deve ser sujeito a tensões alternadas numa instalação de ensaio (ensaio dinâmico
                       assíncrono), com forças horizontais alternadas e forças verticais onduladas actuando simultanea­
                       mente .
            4.6.3.1 .  No caso de pratos de engate não previstos para a condução efectiva de semi-reboques, devem ser
                       utilizadas as seguintes forças:
                       Horizontal: Fhw = ± 0,6 • D
                       Vertical:     Fs0 = g • 1 ,2 • U
                                     FsU = g * 0,4 • U
                       Estas duas forças devem ser aplicadas segundo o plano longitudinal médio do veículo, passando FsOU
                       pelo centro da junta do engate.
                       A força vertical Fs0>u varia entre os limites:
                                                                 + 1,2 • U e + 0,4 • U
                       e a força horizontal entre
                                                                 + 0,6 • D c - 0,6 • D
            4.6.3.2 .  No caso de pratos de engate previstos para a condução efectiva de semi-reboques , devem ser utilizadas
                       as seguintes forças:
                       Horizontal: Fhw = ± 0,675 • D
                       Vertical:     Fs0 u> t£d como no ponto 4.6.3.1
                       As linhas de acção das forças são dadas em 4.6.3.1 .
            4.6.3.3 .  Para o ensaio dinâmico de pratos de engate, deve ser colocada uma camada lubrificante adequada entre
                       o prato de engate e o prato do reboque, de forma a que seja assegurado um coeficiente de atrito máximo
                       de u = 0,15 .
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             4.7 .   Pratos dc montagem para pratos de engate
                     O ensaio dinâmico dos pratos de engate descrito em 4.6.3 e os ensaios estáticos descritos em 4.6.2
                     devem ser realizados de modo adequado para os pratos de montagem . Com pratos de montagem é
                     suficiente realizar o ensaio de levantamento apenas de um dos lados . Os ensaios devem ser baseados na
                     altura máxima de instalação do engate definida , na largura máxima e no comprimento mínimo de
                     projecto do prato de montagem. A realização deste ensaio não é necessária caso o prato de montagem
                     seja mais estreito e / ou mais comprido e a sua altura total inferior à de um outro prato que já tenha sido
                     sujeito ao ensaio e que seja idêntico em todos os restantes aspectos.
              4.8 .  Cabeçotes de engate de semi-reboques
             4.8.1 . Deve ser realizado um ensaio dinâmico com tensões alternadas com um exemplar colocado numa
                     instalação de ensaio. O ensaio do cabeçote não deve ser combinado com o ensaio do prato de engate. O
                     ensaio deve ser conduzido de modo a que a carga seja também aplicada às peças necessárias para fixar o
                     cabeçote ao semi-reboque .
             4.8.2.  Deve ser realizado um ensaio dinâmico aplicando uma carga horizontal de Fj,w = ± 0,6 • D ao
                     cabeçote em posição de funcionamento.
                     A linha de acção da força deve passar pelo centro da parte cilíndrica de menor diâmetro do cabeçote, a
                     qual tem um diâmetro de 50,8 milímetros no caso da classe H50 (ver figura 17 do anexo V).
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                                                               ANEXO VII
               REQUISITOS RELACIONADOS COM A APROVAÇÃO DO MODELO DO VEICULO NO QUE DIZ
                  RESPEITO À INSTALAÇÃO OPCIONAL DE DISPOSITIVOS MECÂNICOS DE ENGATE NESSE
                                                                VEÍCULO
            1.         REQUISITOS GERAIS
            1.1 .      O fabricante do veículo deve especificar quais os tipos e classes de dispositivos de engate que podem ser
                       aplicados ao modelo de veículo, dando os valores D, V , S ou U (se for caso disso), os quais são baseados
                       nas características do modelo de veículo e no(s) tipo(s) de dispositivo(s) de engate a utilizar. Os
                       dispositivos de engate aprovados em conformidade com a presente directiva devem apresentar
                       características D, V, S ou U maiores ou iguais às apresentadas para a combinação em causa.
            1.2.       O dispositivo de engate será fixado ao modelo de veículo em conformidade com as instruções de
                       montagem fornecidas pelo fabricante do veículo em concertação com o fabricante do dispositivo de
                       engate e com o serviço técnico. O fabricante do veículo deve especificar os pontos de fixação
                       apropriados para instalação do dispositivo de engate no modelo de veículo e, se necessário, os suportes
                       de montagem, pratos de montagem, etc., a instalar no modelo de veículo especificado.
            1.3 .      Para o engate de reboques com uma massa máxima superior a 3,5 toneladas a veículos a motor, apenas
                       serão utilizados dispositivos de engate automáticos que permitam um procedimento de engate
                       automático .
            1.4.       Deve ser considerada uma massa máxima T de 32 toneladas para o veículo tractor no cálculo do valor D
                       ao instalar dispositivos de engate das classes B, D , E e H em reboques. Se o valor D do dispositivo de
                       engate não for suficiente para T = 32 toneladas, a restrição daí resultante para a massa T do veículo
                       tractor ou para a massa da combinação de veículos deve ser referida no certificado de aprovação CEE
                       do reboque (anexo DC).
            2.         REQUISITOS ESPECÍFICOS
            2.1 .      Fixação de esferas de engate e suportes de tracção
            2.1.1 .    As esferas de engate e os suportes devem ser fixados ao veículo de modo a respeitar as dimensões de
                       espaço livre e de altura indicadas na figura 31 .
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                                                                                                    Visto lateral
                                                                         Figura 31
                                                           Espaço livre para esferas de engate
                          Qualquer pormenor não indicado deve ser adequadamente seleccionado . As dimensões e ângulos
                          devem ser verificados com instrumentos apropriados .
               2 . 1 .2 . O fabricante do veículo deve fornecer as instruções de montagem das esferas de engate e dos suportes de
                          tracção e indicar a eventual necessidade de se efectuar um reforço da área de fixação.
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            2.1.3 . Deve ser possível engatar e desengatar os engates para esferas quando o eixo longitudinal do engate
                    para esferas estiver relativamente ao eixo da esfera de engate e sua montagem:
                    a ) Na horizontal f) = 60° para a direita ou para a esquerda (ver figura 31 );
                    b ) Na vertical x = 10° para cima ou para baixo ( ver figura 31 );
                    c) Rodado axialmente de 10° para a direita ou para a esquerda .
            2.1.4.  A esfera de engate montada não deve obstruir o local ou a visibilidade da chapa de matrícula da
                    retaguarda, devendo-se utilizar em caso contrário uma esfera de engate que possa ser desmontada .
            2.2.    Fixação das cabeças de engate
            2.2.1 . É autorizada a instalação de cabeças de engate da classe B em reboques com uma massa máxima não
                    superior a 3,5 toneladas. Com o reboque na horizontal carregado com a carga por eixo máxima
                    admissível, as cabeças de engate devem ser fixadas de modo a que o ponto de engate do reboque fique
                    430 ± 35 milímetros acima do plano horizontal em que assentam as rodas do reboque (ver figura 32).
                    No caso de caravanas e reboques de mercadorias, considera-se a posição horizontal quando o
                    pavimento ou superfície de carga estiver na horizontal. No caso de reboques que não possuam uma tal
                    superfície de referência (por exemplo, reboques de barcos ou semelhantes), o fabricante do reboque
                    deve fornecer uma linha de referência adequada que defina a posição horizontal .
            2.2.2.  Deve ser possível operar em segurança as cabeças de engate dentro do espaço livre da esfera de engate
                    indicado na figura 31 . A alavanca manual deve ter uma forma tal que exista um espaço livre adequado
                    para as mãos na área de operação da alavanca manual , incluindo a remoção da cabeça de engate da
                    esfera de engate .
                                                                   Figura 32
                                                Altura de montagem de uma cabeça de engate
            2.3 .   Montagem de engates para lanças e blocos de montagem
            2.3.1 . Dimensões de montagem para engates para lanças normalizados
                    Para a instalação dos vários tipos de engates para lanças normalizados no modelo de veículo devem ser
                    respeitadas as dimensões de montagem no veículo indicadas na figura 33 e no quadro 8 .
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                                                                       Figura 33
                                 Dimensões de montagem dos engates para lanças normalizados (ver quadro 8 )
              2.3.2 . Necessidade de engates operados por controlo remoto
                      Se não for possível cumprir uma ou mais das regras relativas à operação fácil e segura (2.3.3 ),
                      acessibilidade (2.3.4) ou espaço livre para a alavanca manual (2.3.5 ), deve ser utilizado um engate
                      provido de controlo remoto, tal como descrito no ponto 10.3 do anexo V.
              2.3.3 . Operação fácil e segura do engate
                      Os engates para lanças devem ser montados no veículo de modo a que a sua operação seja fácil e
                      segura .
                      Para além das funções de abertura (e de fecho , se for caso disso) também se inclui a verificação da
                      posição do indicador de posição fechada e bloqueada da cavilha de engate (à vista e ao tacto).
                      Na zona ocupada pelo operador do engate , não pode haver, por projecto, pontos perigosos tais como
                      arestas vivas , ângulos , etc ., ou esses pontos devem ser protegidos de modo a evitar acidentes .
                      A saída desta zona para ambos os lados não pode ser dificultada ou impedida por quaisquer objectos
                      fixos .
                      A protecção inferior não deve constituir uma obstrução para a pessoa se colocar numa posição correcta
                      para operar o engate .
 ---pagebreak--- 25 . 5 . 92                                 Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                          N ? C 134 / 85
            2.3.4 .   Acessibilidade
                      A distância entre o centro da cavilha de engate e a retaguarda da carroçaria do veículo não deve ser
                      superior a 420 milímetros.
                      Contudo, pode-se ultrapassar a distância de 420 milímetros, se for demonstrada a necessidade
                      técnica :
                      1 . Até uma distância de 650 milímetros em veículos com cabina basculante ou equipamento montado
                          na retaguarda ;
                      2 . Até uma distância de 1 320 milímetros se a altura livre for no mínimo de 1 150 milímetros ;
                      3 . Para veículos de transporte de automóveis, com pelo menos dois níveis de carga , quando em
                          operações normais de transporte o reboque não esteja separado do veículo tractor ,
                      desde que a actuação fácil e segura do engate para lanças não seja prejudicada .
            2.3.5 .   Espaço livre para a alavanca manual
                      Deve haver um espaço livre adequado à volta da alavanca manual de modo a permitir uma operação
                      segura do engate para lanças .
                      Considera-se como suficiente o espaço livre ilustrado na figura 34.
                      Se for previsto instalar diferentes tipos de engates para lanças normalizados no modelo de veículo , o
                    , espaço livre deve ser tal que sejam também satisfeitas as condições para a maior dimensão de engate da
                      respectiva classe, em conformidade com o ponto 3 do anexo V.
                      As dimensões também são aplicáveis , conforme o caso , para engates para lanças com alvancas manuais
                      dirigidas para baixo, ou de concepção diferente .
                      O espaço livre também deve ser respeitado dentro do ângulo mínimo para engate e desengate
                      especificado no ponto 3.6 do anexo V.
            2.3.6 .   Espaço livre para a livre movimentação dos engates para lanças
                      O engate para lanças fixado ao veículo deve ter um espaço livre mínimo de 10 milímetros em relação a
                      qualquer outra peça do veículo, tendo em conta qualquer das possíveis posições geométricas do engate
                      que possam ser adoptadas .
                      Se for previsto instalar vários tipos de engates para lanças normalizados no veículo, o espaço livre deve
                      ser tal que também fiquem satisfeitas as condições para a maior dimensão possível de engate da
                      respectiva classe, em conformidade com o ponto 3 do anexo V.
            2.3.7 .   Admissibilidade de engates para lanças com uma junta especial para rotação vertical (ver figura 6 )
                      Apenas são permitidos engates providos de uma cavilha cilíndrica e capazes , com o olhai da lança
                      engatado , de uma rotação vertical por meio de uma junta especial , no caso de poder ser demonstrada a
                      sua necessidade técnica . Tal pode ser, por exemplo , o caso de basculantes à retaguarda quando a
                      cabeça de engate tem que ser articulada ou os engates de transportadores pesados , que por razões de
                      resistência obrigam à utilização de uma cavilha de engate cilíndrica .
                                                                     QUADRO 8
                                         Dimensões de montagem para engates para lanças normalizados
                                  C50-1       C50-2       C50-3       C50-4      C50-5       C50-6     C50-7      Observações
                                l
                      ei                   i3              120         140             1 (Í0            200          ± 0,5
                      e2                  56                55          80             100              120          ± 0,5
                      d,           —
                                                54           75         85               95             125       + 1 , - 0,5
                      d2                  10,5               15         17               21              25          H13
                      T            —            15          20          25          25             30                máx .
                      F                 120                165         190             210              260          mín .
                      G                   95               100         130             150              180          mín .
                      L,           —
                                               200         300                         400                           mín .
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                                                                        Figura 34
                                                          Espaço livre para a alavanca manual
              2.4 .     Montagem de olhais de lança e lanças em reboques
              2.4 . 1 . As lanças de tracção para reboques de eixo central devem dispor de um dispositivo de apoio ajustável
                        em altura se a carga vertical no olhai da lança do reboque for superior a 50 quilogramas com o reboque
                        uniformemente carregado com a sua massa máxima tecnicamente admissível .
              2.4.2 .   Quando se fixam olhais de lança e lanças a reboques de eixo central com uma massa máxima C superior
                        a 3 ,5 toneladas e com mais de um eixo , devem estar equipados com um dispositivo para distribuição da
                        carga pelos eixos tal que quando um dos eixos for levantado de 6 centímetros , a carga desse eixo não
                        aumente mais de 25% , quando carregado uniformemente com a sua massa máxima tecnicamente
                        admissível .
              2.5 .     Fixação de pratos de engate , pratos de montagem e cabeçotes de engate em veículos
              2.5 . 1 . Os pratos de engate da classe G50 não devem ser montados directamente na estrutura do veículo , a não
                        ser que tal seja permitido pelo fabricante do veículo. Devem ser fixados à estrutura através de um prato
                        de montagem , seguindo as instruções de montagem fornecidas pelo fabricante do veículo ou pelo
                        fabricante do dispositivo de engate .
              2.5.2 .   Os semi-reboques devem ser equipados com um equipamento de descanso ou outro equipamento que
                        permita o desengate e estacionamento do semi-reboque. No caso de os semi-reboques serem equipados
                        de modo a que a ligação dos dispositivos de engate, dos sistemas eléctricos e dos sistemas de travagem
                        possa ser efectuada automaticamente, o reboque deve possuir um equipamento de descanso que
                        recolha automaticamente do solo quando o semi-reboque for engatado .
              2.5.3 .   A fixação do cabeçote de engate no prato de montagem do semi-reboque deve seguir as instruções do
                        fabricante do veículo ou do fabricante do prato de engate .
              2.5.4 .   Se um semi-reboque for equipado com cunhas direccionais , deve cumprir os requisitos descritos nos
                        pontos 7.9.1 e 7.9.2 do anexo V.
 ---pagebreak--- 25 . 5 . 92                                  Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                          N ? C 134 / 87
                                                               ANEXO VIU
                                                DOCUMENTO INFORMATIVO N ? . . .
            em conformidade com o anexo I da Directiva 70 / 1 56/ CEE do Conselho, relativo à aprovação CEE de um modelo
                 de veículo no que respeita à montagem de dispositivos mecânicos de engate (Directiva .../.. ./ CEE }
            0.          GENERALIDADES
            0.1 .       Marca ( firma do fabricante ):
            0.2 .       Modelo e designação(ões ) comercial(is ):
            0.3 .       Meios de identificação do modelo , se marcados no veículo:
            0.3.1 .     Localização da marcação :
            0.4 .       Categoria do veículo (ver anexo II da Directiva 70 / 156 / CEE ):
            0.5 .       Nome e endereço do fabricante:
            1.          CONSTITUIÇÃO GERAL DO VEÍCULO
            1.1 .       Fotografias e / ou desenhos de um veículo representativo:
            1.4 .       Quadro ( no caso de existir ) ( desenho geral ):
            1.5 .       Materiais das longarinas :
            2.           DIMENSÕES E MASSAS (em milímetros e quilogramas) (ver desenho, quando aplicável)
            2.2 .       Para os tractores
            2.2.1 .     Avanço de prato de engate (máximo e mínimo ):
            2.2.2 .     Altura máxima do prato de engate ( normalizado ):
            2.4.2 .      Para o quadro com carroçaria
            2.4.2.5 .    Consola traseira :
            2.6 .        Massa do veículo carroçado em ordem de marcha , ou massa do quadro com cabina, se o fabricante não
                         fornecer a carroçaria (com líquido de arrefecimento , lubrificantes, combustível , ferramentas, roda de
                         reserva e condutor) ( máximo e mínimo para cada versão):
            2.6 . 1 .    Distribuição dessa massa pelos eixos e , no caso de um semi-reboque , carga sobre o cabeçote de engate
                         ( máximo e mínimo para cada versão ):
            2.8 .        Massa máxima em carga tecnicamente admissível declarada pelo fabricante: (máximo e mínimo para
                         cada versão ):                                                                                         :
            2.8.1 .      Distribuição dessa massa pelos eixos e, no caso de um semi-reboque, carga sobre o cabeçote de engate
                         ( máximo e mínimo para cada versão ):
            2.9 .        Massa máxima tecnicamente admissível sobre cada eixo e , no caso de um semi-reboque, carga sobre o
                         cabeçote de engate declarada pelo fabricante:
            2.10 .       Massa máxima do reboque que pode ser atrelado
            2.10.1 .     Reboque :
            2.10.2 .     Semi-reboque:
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             2.10.3 .     Reboque de eixo central :
             2.10.3.1 . Indicar a relação máxima entre a consola de engate e a distância entre eixos:
              2.10.3.2 . Valor V máximo ( kN )
              2.10.4 .    Massa máxima do conjunto :
              2.10.6 .    Massa máxima do reboque sem travões :
              2.11 .      Carga vertical máxima
              2.11.1 .    No ponto de engate do veículo tractor para um reboque:
              2.11.2.     Na lança de tracção de um reboque :
              9.          CARROÇARIA
              9.1 .       Natureza da carroçaria :
              9.2 .        Materiais e tipo de construção :
              11 .         LIGAÇÕES ENTRE VEÍCULOS TRACTORES E REBOQUES OU SEMI-REBOQUES
              11.1 .      Classe e tipo do(s) dispositivo(s) de engate:
              11.2 .       Valor D máximo :           kN (')
              11.3 .      Instruções do fabricante sobre a fixação do tipo de dispositivo de engate ao veículo e fotografias ou
                          desenhos dos pontos de fixação no veículo; informação adicional , caso a utilização do tipo de engate
                          esteja restringida a modelos especiais de veículos :
              11.4 .      Informações sobre a montagem de suportes de tracção especiais ou pratos de montagem ('):
             (') Se aplicável .
 ---pagebreak--- 25 . 5 . 92                                       Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                                   N ? C 134 / 89
                                                                       ANEXO IX
                                                                        MODELO
                                                       [Formato máximo : A4 ( 210 x 297 mm )]
                                                           FICHA DE APROVAÇÃO CEE
            Comunicação relativa à :
            — aprovação (')
            — extensão da aprovação (')
            — recusa da aprovação ( 1 )
            — retirada da aprovação (')
            de um modelo de veículo no que respeita à Directiva                      ./ CEE .
            Aprovação CEE n ?( 2 ):
            Motivo da extensão :
                           Secção I
            0.1 .          Marca ( firma do fabricante ):
            0.2 .          Modelo e designação(ões ) comercial(is):
            0.3 .          Meios de identificação do modelo , se marcados no veículo ( 3 ):
            0.3.1 .        Localização da marcação :
            0.4 .          Categoria do veículo :
            0.5 .          Nome e endereço do fabricante:
                           Secção II
            1.             Informações adicionais ( quando aplicável ): ver apêndice I
            2.             Serviço técnico responsável pela realização dos ensaios:
            3.             Data do relatório dos ensaios :
            4.             Número do relatório dos ensaios :
            5.             Eventuais comentários : ver apêndice I
            6.             Local :
            7.             Data :
            8.             Assinatura :
            9.             É anexada uma lista dos documentos que constituem o processo arquivado na autoridade
                           administrativa que concedeu a aprovação , o qual pode ser obtido a pedido .
            (') Riscar o que não interessa .
            (2 ) No caso de componentes , o número de aprovação CEE que aparece no presente documento consiste de todas as secções
                  indicadas no anexo VII à Directiva 70 / 156 / CEE , com a última redacção que lhe foi dada pela Directiva        ./ CEE . O
                  próprio componente deve ser marcado conforme prescrito na directiva específica relevante .
            ( 3 ) Se os meios de identificação do tipo contiverem caracteres não relevantes para a descrição dos modelos de veículo e tipos de
                  componentes ou de unidades técnicas independentes abrangidos pelo presente documento informativo / ficha de aprovação , tais
                  caracteres devem ser representados na documentação pelo símbolo: «?» (ex .: ABC??123 ??).
 ---pagebreak--- N ? C 134 / 90                                Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                               25 . 5 . 92
                     Apêndice I à ficha de aprovação CEE n? . . . relativa à aprovação de um veículo no que respeita à
                                                           Directiva        ./ CEE
              1.          Informações adicionais
              1.1 .       Constituição do veículo, carroçaria / quadro:
              1.1.1 .     Materiais utilizados :
              1.2 .       Classe do dispositivo de engate , aprovação CEE n ?:
              1.3 .       Utilização de suportes de tracção ou pratos de montagem ; instruções de fixação do tipo de engate :
              1.4.        A aprovação CEE do veículo é estendida ao(s) seguinte(s) tipo(s) de dispositivo(s) de engate e classe(s ):
              1.5 .       Massa máxima T ou R ('), do modelo de veículo equipado com o dispositivo de engate:
                                t
              1 .6 .      Carga vertical máximo S ou carga U sobre o prato de engate ( 1 ) do modelo de veículo equipado com o
                          dispositivo de engate :      kg / 1
              1.7 .       Valor V para a massa máxima de um reboque de eixo central :             kN
              1.8 .       Massa máxima que pode ser rebocada pelo veículo a motor ('):             t
              5.          Observações:
             (') Riscar o que não interessa .