CELEX: 52011PC0801
Language: pt
Date: 2011-11-30
Title: Proposta de DECISÃO DO CONSELHO relativa à celebração de um novo protocolo que fixa as possibilidades de pesca e a contrapartida financeira previstas no Acordo de Parceria no domínio das pescasentre a União Europeia e a República de Moçambique

|

52011PC0801

Proposta de DECISÃO DO CONSELHO relativa à celebração de um novo protocolo que fixa as possibilidades de pesca e a contrapartida financeira previstas no Acordo de Parceria no domínio das pescasentre a União Europeia e a República de Moçambique  /* COM/2011/0801 final - 2011/0378 (NLE) */  

		(...PICT...)EXPOSIÇÃO DE MOTIVOSCom base no mandato que lhe foi confiado pelo Conselho [1], a Comissão, em nome da União Europeia, negociou com a República de Moçambique a renovação do Protocolo ao Acordo de Parceria no domínio das pescas entre a União Europeia e a República de Moçambique. Na sequência dessas negociações, foi rubricado um novo protocolo, em 2 de Junho de 2010, que abrange um período de três anos a contar da data de adopção da decisão do Conselho relativa à assinatura e à aplicação provisória do protocolo e após o termo da vigência do actual protocolo, em 31 de Dezembro de 2011.O presente procedimento, respeitante à decisão do Conselho relativa à celebração do novo Protocolo ao Acordo de Parceria no domínio das pescas, foi iniciado em paralelo com os procedimentos respeitantes à decisão do Conselho relativa à assinatura, em nome da União, e à aplicação provisória do novo protocolo, bem como ao regulamento do Conselho relativo à repartição entre os Estados-Membros das possibilidades de pesca ao abrigo do presente protocolo.Na definição da sua posição de negociação, a Comissão baseou-se, essencialmente, nos resultados de uma avaliação ex post do protocolo em vigor, realizada por peritos externos, em Abril de 2011.O novo protocolo está em conformidade com os objectivos do Acordo de Parceria no domínio das pescas, que visam reforçar a cooperação entre a União Europeia e Moçambique e promover um quadro de parceria para o desenvolvimento de uma política de pesca sustentável e a exploração responsável dos recursos haliêuticos na zona de pesca de Moçambique, no interesse de ambas as partes.As duas partes acordaram em cooperar na execução da política sectorial das pescas de Moçambique e prosseguirão, para esse efeito, o diálogo político sobre a programação necessária.O novo protocolo prevê uma contrapartida financeira total de 2 940 000 EUR para a totalidade do período. Este montante corresponde a: a) 520 000 EUR por ano, equivalentes a uma tonelagem de referência anual de 8 000 toneladas, e b) 460 000 EUR por ano, correspondentes à dotação suplementar concedida pela União para apoiar a pesca e a política marítima de Moçambique. A contrapartida financeira anual a pagar pelo orçamento da União é, assim, de 980 000 EUR. As possibilidades de pesca para a frota atuneira europeia serão disponibilizadas a 43 navios de pesca com rede de cerco com retenida e a 32 palangreiros, ou seja, a um total de 75 navios.Solicita-se à Comissão que adopte a presente proposta e a transmita ao Conselho e ao Parlamento.2011/0378 (NLE)Proposta deDECISÃO DO CONSELHOrelativa à celebração de um novo protocolo que fixa as possibilidades de pesca e a contrapartida financeira previstas no Acordo de Parceria no domínio das pescasentre a União Europeia e a República de MoçambiqueO CONSELHO DA UNIÃO EUROPEIA,Tendo em conta o Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, nomeadamente o artigo 43.º, n.º 2, em conjugação com o artigo 218.º, n.º 6, alínea a),Tendo em conta a proposta da Comissão [2],Tendo em conta a autorização do Parlamento Europeu [3],Considerando o seguinte:(1) Em 22 de Novembro de 2007, o Conselho adoptou o Regulamento (CE) n.º 1446/2007 do Conselho relativo à celebração do Acordo de Parceria no domínio das pescas entre a Comunidade Europeia e a República de Moçambique [4].(2) A União negociou com Moçambique um novo protocolo a esse acordo de parceria no domínio das pescas, que oferece possibilidades de pesca aos navios da União nas águas sob a soberania ou jurisdição de Moçambique em matéria de pesca.(3) Na sequência dessas negociações, foi rubricado um novo protocolo em 2 de Junho de 2011.(4) Com base na Decisão 2011/XXX do Conselho, de […] [5], o novo protocolo foi assinado e é aplicado a título provisório a partir de […].(5) É adequado celebrar o referido protocolo,ADOPTOU A PRESENTE DECISÃO:Artigo 1.ºO Protocolo ao Acordo de Parceria no domínio das pescas entre a União Europeia e a República de Moçambique é aprovado [6] em nome da União.Artigo 2.ºO Presidente do Conselho deve designar a(s) pessoa(s) com poderes para proceder, em nome da União, à notificação prevista no artigo 16.º do protocolo, a fim de expressar o consentimento da União em ficar vinculada pelo protocolo [7].Artigo 3.ºA presente decisão entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação no Jornal Oficial da União Europeia.Feito em Bruxelas,Pelo ConselhoO PresidentePROTOCOLOProtocolo que fixa as possibilidades de pesca e a contrapartida financeira previstas no Acordo de Parceria no domínio das pescas entre a União Europeia e a República de MoçambiqueArtigo 1.ºPeríodo de aplicação e possibilidades de pesca1. Durante um período de três (3) anos, as possibilidades de pesca concedidas a título do artigo 5.º do acordo de parceria no domínio das pescas são fixadas do seguinte modo:Espécies altamente migradoras (espécies constantes do anexo 1 da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar de 1982)(a) 43 atuneiros cercadores oceânicos e(b) 32 palangreiros de superfície.2. O n.º 1 é aplicável sob reserva do disposto nos artigos 5.º e 6.º do presente protocolo.3. Em conformidade com o artigo 6.º do acordo de parceria no domínio das pescas e com o artigo 7.º do presente protocolo, os navios que arvorem o pavilhão de um Estado-Membro da União Europeia só podem exercer actividades de pesca nas águas de Moçambique se constarem da lista dos navios de pesca autorizados da Comissão do Atum do Oceano Índico (IOTC) e se possuírem uma autorização de pesca emitida no âmbito das condições estabelecidas no presente protocolo, de acordo com o seu anexo.Artigo 2.ºContrapartida financeira – Modalidades de pagamento1. Durante todo o período de vigência do presente protocolo, a contrapartida financeira total a que se refere o artigo 7.º do acordo de parceria no domínio das pescas é fixada, para o período referido no artigo 1.º, em 2 940 000 EUR.2. A contrapartida financeira total deve ser constituída por:(a) um montante anual para o acesso à zona de pesca de Moçambique de 520 000 EUR, equivalente a uma tonelagem de referência de 8 000 toneladas por ano, e(b) um montante específico de 460 000 EUR por ano para apoio e execução da política sectorial das pescas e da política marítima de Moçambique.3. O n.º 1 é aplicável sob reserva do disposto nos artigos 3.º, 5.º, 6.º, 8.º e 9.º do presente protocolo.4. Durante o período de aplicação do presente protocolo, a União Europeia deve pagar a contrapartida financeira referida no n.o 1 à taxa de 980 000 EUR por ano, correspondente ao montante total fixado no n.º 2, alíneas a) e b) do presente artigo, (ou seja, 520 000 EUR e 460 000 EUR, respectivamente).5. Se a quantidade total das capturas de atum efectuadas pelos navios da União Europeia na zona de pesca de Moçambique exceder 8 000 toneladas por ano, o montante da contrapartida financeira anual relativo aos direitos de acesso será de 65 EUR por cada tonelada suplementar capturada. Todavia, o montante anual total pago pela União Europeia não pode exceder o dobro do montante indicado no n.º 2, alínea a) (ou seja, 1 040 000 EUR). Sempre que as quantidades capturadas pelos navios da União Europeia na zona de pesca de Moçambique excederem as quantidades correspondentes ao dobro do montante anual total, o montante devido pela quantidade que excede este limite deve ser pago no ano seguinte, de acordo com o disposto no anexo.6. O pagamento deve ser efectuado o mais tardar 60 dias após a data de aplicação provisória do presente protocolo a que se refere o artigo 15.o, no respeitante ao primeiro ano e, o mais tardar, na data de aniversário do presente protocolo, no respeitante aos anos seguintes.7. A afectação da contrapartida financeira determinada no artigo 2.º, n.º 2, alínea a), é da exclusiva competência de Moçambique.8. A contrapartida financeira deve ser paga ou transferida para a conta única da Tesouraria Central. O número da conta deve ser indicado pelas autoridades de Moçambique.Artigo 3.ºPromoção da uma pesca responsável e sustentável nas águas de Moçambique1. Logo após a entrada em vigor do presente protocolo e o mais tardar três meses após essa data, a União Europeia e Moçambique devem acordar, no âmbito da Comissão Mista prevista no artigo 9.º do acordo de parceria no domínio das pescas, num programa sectorial plurianual, em conformidade com o Plano Geral para as Pescas de Moçambique e o quadro político da Comissão Europeia, e nas respectivas regras de execução, nomeadamente:a) As orientações, numa base anual e plurianual, que regem a utilização do montante específico da contrapartida financeira referido no artigo 2.º, n.º 2, alínea b);b) Os objectivos a atingir, numa base anual e plurianual, a fim de estabelecer uma pesca responsável e sustentável, atendendo às prioridades expressas por Moçambique no âmbito da sua política nacional das pescas, ou das outras políticas que têm uma ligação, ou um impacto, na promoção de uma pesca responsável e sustentável, incluindo nas zonas marinhas protegidas;c) Os critérios e procedimentos, incluindo, se for caso disso, indicadores orçamentais e financeiros, para a avaliação dos resultados obtidos em cada ano.2. Qualquer proposta de alteração do programa sectorial plurianual deve ser aprovada pelas partes no âmbito da Comissão Mista.3. Se necessário, Moçambique pode afectar anualmente um montante adicional à contrapartida financeira referida no artigo 2.º, n.º 2, alínea b), para fins de execução do programa plurianual. Essa afectação deve ser notificada à União Europeia.Artigo 4.º Cooperação científica para uma pesca responsável1. As duas partes comprometem-se a promover uma pesca responsável nas águas de Moçambique, com base no princípio da não discriminação entre as várias frotas presentes nessas águas.2. Durante o período abrangido pelo presente protocolo, a União Europeia e Moçambique devem esforçar-se por acompanhar o estado dos recursos haliêuticos na zona de pesca de Moçambique.3. Ambas as partes devem empenhar-se em respeitar as resoluções e recomendações da IOTC e os pareceres do grupo de trabalho científico misto previsto no artigo 4, n.º 2, do acordo, no que respeita à conservação e à gestão responsável das pescas.4. Nos termos do artigo 4.o do acordo, com base nas recomendações e resoluções adoptadas na IOTC e nos melhores pareceres científicos de que se disponha e, se adequado, com base nas conclusões do grupo de trabalho científico misto previsto no artigo 4.º do acordo de parceria no domínio das pescas, as duas partes podem consultar-se no âmbito da Comissão Mista prevista no artigo 9.º do acordo e, se for caso disso, acordar nas medidas tendentes a assegurar uma gestão sustentável dos recursos haliêuticos de Moçambique.5. Se os navios da UE desembarcarem as suas capturas em países terceiros, as autoridades de Moçambique terão a possibilidade de observar esses desembarques.Artigo 5.ºAjustamento das possibilidades de pesca de comum acordo1. As possibilidades de pesca referidas no artigo 1.º podem ser ajustadas de comum acordo desde que as recomendações e resoluções da IOTC e do grupo de trabalho científico misto confirmem que esse ajustamento garante a gestão sustentável do atum e das espécies afins no Oceano Índico.2. Nesse caso, a contrapartida financeira referida no artigo 2.º, n.º 2, alínea a), deve ser ajustada proporcionalmente e pro rata temporis. Todavia, o montante anual total pago pela União Europeia não pode exceder o dobro do montante indicado no artigo 2,º, n.º 2, alínea a).3. As partes devem proceder à notificação recíproca de eventuais alterações introduzidas na respectiva legislação ou política em matéria de pescas.Artigo 6.ºNovas possibilidades de pesca1. Sempre que qualquer navio da União Europeia esteja interessado em exercer actividades de pesca não indicadas no artigo 1.º do acordo de parceria no domínio das pescas, as partes devem consultar-se antes da eventual concessão da autorização para esse efeito e, se for caso disso, acordar nas condições aplicáveis ao exercício dessas actividades de pesca, incluindo as alterações correspondentes a introduzir no presente protocolo e no seu anexo.2. As partes devem incentivar a pesca experimental, especialmente no respeitante às espécies de profundidade subexploradas, presentes nas águas de Moçambique. Para esse efeito e a pedido de uma delas, as partes devem consultar-se a fim de determinarem, caso a caso, as espécies, as condições e outros parâmetros pertinentes.3. As partes devem proceder à pesca experimental em conformidade com os parâmetros que serão por elas acordados mediante um acordo administrativo, se for caso disso. As autorizações de pesca experimental devem ser emitidas por um período máximo de seis meses.4. Se as partes considerarem que as campanhas experimentais deram resultados positivos, o Governo de Moçambique pode conceder à frota da União Europeia possibilidades de pesca das novas espécies até ao termo do presente protocolo. A contrapartida financeira referida no artigo 2.º, n.º 2, alínea a), do presente protocolo deve ser aumentada em conformidade. As taxas e condições aplicáveis aos armadores previstas no anexo devem ser alteradas em conformidade.Artigo 7.ºCondições de exercício da pesca — Cláusula de exclusividadeSem prejuízo do disposto no artigo 6.º do acordo de parceria no domínio das pescas, os navios da União Europeia só podem exercer actividades de pesca nas águas de Moçambique se possuírem uma autorização de pesca válida, emitida por Moçambique no âmbito do presente protocolo e do seu anexo.Artigo 8.ºSuspensão e revisão do pagamento da contrapartida financeira1. Não obstante o disposto no artigo 9.º do presente protocolo, a contrapartida financeira referida no artigo 2.º, n.º 2, alíneas a) e b), deve ser revista ou suspensa após consulta das duas partes:a) Se motivos que não um fenómeno natural impedirem o exercício das actividades de pesca na zona de pesca de Moçambique;b) Na sequência de alterações significativas das orientações políticas de qualquer das partes, susceptíveis de afectarem as disposições do presente protocolo.2. Os resultados dos apoios sectoriais e a relação custo-eficácia serão avaliados pelo Governo de Moçambique, ou por um avaliador externo indicado pelo Governo de Moçambique. Os resultados dessa avaliação anual serão analisados no âmbito da Comissão Mista, como previsto no artigo 3.º do presente protocolo. Consequentemente, se os resultados dos apoios sectoriais se revelarem materialmente não conformes com o programa previsto no orçamento, a Comissão Europeia pode suspender, total ou parcialmente, o pagamento da contrapartida específica prevista no artigo 2.º, n.º 2, alínea b).3. O pagamento da contrapartida financeira e/ou as actividades de pesca podem ser reiniciados após o restabelecimento da situação anterior às circunstâncias indicadas, se as partes, após consulta mútua, chegarem a um acordo nesse sentido.Artigo 9.ºSuspensão da aplicação do protocolo1. A aplicação do presente protocolo pode ser suspensa por iniciativa de uma das partes, sob reserva de consultas e de acordo entre as partes no âmbito da Comissão Mista prevista no artigo 9.º do acordo:a) Se circunstâncias excepcionais, com exclusão dos fenómenos naturais, impedirem o exercício das actividades de pesca na zona de pesca de Moçambique;b) Se a União Europeia não efectuar os pagamentos previstos no artigo 2, n.º 2, alínea a), por razões diferentes das previstas no artigo 8.º do presente protocolo;c) Em caso de litígio entre as partes quanto à interpretação e à aplicação do presente protocolo e do seu anexo, que não possa ser resolvido;d) Se uma das partes não respeitar o disposto no presente protocolo e no seu anexo;e) Na sequência de alterações significativas nas orientações políticas de qualquer das partes, susceptíveis de afectarem as disposições do presente protocolo;f) Se uma das partes verificar uma violação dos elementos essenciais relativos aos direitos humanos e do elemento fundamental referidos no artigo 9.º do Acordo de Cotonu, e de acordo com o procedimento definido nos artigos 8.º e 96.º do mesmo acordo;g) Em caso de inobservância da Declaração da Organização Internacional do Trabalho relativa aos princípios e aos direitos fundamentais no trabalho, a que se refere o artigo 3.º, n.º 5, do acordo de parceria no domínio das pescas.2. A suspensão da aplicação do protocolo fica sujeita à notificação por escrito dessa intenção pela parte interessada, pelo menos três meses antes da data em que deva produzir efeitos.3. Em caso de suspensão da aplicação, as partes devem continuar a consultar-se com vista a uma resolução amigável do litígio que as opõe. Uma vez encontrada essa solução, o protocolo deve voltar a ser aplicado, sendo o montante da contrapartida financeira reduzido proporcionalmente e pro rata temporis em função do período em que esteve suspensa a aplicação do protocolo.Artigo 10.ºLegislação nacional1. As actividades dos navios de pesca da União Europeia nas águas moçambicanas são regidas pela legislação e regulamentação de Moçambique, salvo disposição em contrário do presente protocolo e do seu anexo.2. As autoridades de Moçambique devem informar a Comissão Europeia de qualquer alteração ou nova legislação relativa à política das pescas.Artigo 11.ºConfidencialidadeAs partes asseguram que todos os dados relativos a navios da UE e às suas actividades de pesca nas águas de Moçambique serão sempre tratados como confidenciais. Esses dados são utilizados exclusivamente para a aplicação do acordo e para efeitos de gestão, acompanhamento, controlo e vigilância das pescas por parte das autoridades competentes.Artigo 12.ºIntercâmbio electrónico de dadosMoçambique e a União Europeia comprometem-se a aplicar sem demora os sistemas necessários para o intercâmbio electrónico de todas as informações e documentação relacionadas com a aplicação do acordo. Um documento em formato electrónico será considerado equivalente em qualquer ponto à versão impressa.Ambas as partes devem notificar imediatamente qualquer perturbação de um sistema informático que impeça o referido intercâmbio. Nessas circunstâncias, as informações e a documentação relacionadas com a aplicação do acordo devem ser substituídas automaticamente pelas respectivas versões impressas do modo definido no anexo.Artigo 13.º DuraçãoO presente protocolo e o seu anexo são aplicáveis por um período de três (3) anos a contar da data de início da sua aplicação provisória, em conformidade com o artigo 15.º, salvo denúncia em conformidade com o artigo 14.º.Artigo 14.ºDenúncia1. Em caso de denúncia do presente protocolo, a parte interessada notifica por escrito a outra parte da sua intenção de denunciar o protocolo, pelo menos seis meses antes da data em que essa denúncia produza efeito.2. O envio da notificação referida no número anterior implica a abertura de consultas pelas partes.Artigo 15.ºAplicação provisóriaO presente protocolo será aplicado a título provisório a partir da data da sua assinatura, mas não antes de 1 de Janeiro de 2012.Artigo 16.ºEntrada em vigorO presente protocolo e o seu anexo entram em vigor na data em que as partes procederem à notificação recíproca do cumprimento das formalidades necessárias para o efeito.ANEXOCONDIÇÕES DE EXERCÍCIO DA PESCA NA ZONA DE PESCA DE MOÇAMBIQUE POR NAVIOS DA UNIÃOCAPÍTULO IDisposições gerais1. Designação da autoridade competentePara efeitos do presente anexo e salvo indicação em contrário, as referências à União Europeia (UE) ou a Moçambique como uma autoridade competente designam:– Para a UE: a Comissão Europeia, se for caso disso por intermédio da Delegação da UE em Moçambique;– Para Moçambique: o Ministério das Pescas.2. Zona de pesca de MoçambiqueTodas as disposições do protocolo e do seu anexo são aplicáveis exclusivamente na zona de pesca de Moçambique, conforme indicada no apêndice 2.3. Designação de um agente localOs navios da UE que desejem obter uma autorização de pesca a título do presente protocolo devem ser representados por um consignatário residente em Moçambique.4. Conta bancáriaMoçambique deve comunicar à UE, antes da entrada em vigor do protocolo, os dados da conta ou contas bancárias em que devem ser pagos os montantes financeiros a cargo dos navios da UE a título do acordo. Os custos inerentes às transferências bancárias ficam a cargo dos armadores.CAPÍTULO IIAutorizações de pesca de tunídeos1. Condição prévia à obtenção de uma autorização de pesca de tunídeos – navios elegíveisAs autorizações de pesca de tunídeos a que se refere o artigo 6.o do acordo devem ser emitidas na condição de o navio estar inscrito no registo dos navios de pesca da UE, na lista dos navios de pesca autorizados da Comissão do Atum do Oceano Índico (IOTC) e de estarem cumpridas todas as obrigações anteriores ligadas ao armador, ao capitão, ou ao próprio navio, decorrentes das actividades de pesca em Moçambique a título do acordo e da legislação moçambicana sobre pescas.2. Pedido de autorização de pescaA UE deve apresentar a Moçambique, utilizando o formulário constante do apêndice 1 do presente anexo, um pedido de autorização de pesca por cada navio que pretenda pescar a título do acordo, pelo menos 20 dias úteis antes da data de início do período de validade solicitado. O pedido deve ser dactilografado ou escrito de forma legível, em letra maiúscula de imprensa.Para cada primeiro pedido de autorização de pesca a título do protocolo em vigor, ou na sequência de uma alteração técnica do navio em causa, o pedido deve ser acompanhado:i. da prova de pagamento do adiantamento da taxa correspondente ao período de validade da autorização de pesca requerida;ii. do nome, endereço e contacto:· do armador do navio de pesca;· do operador do navio de pesca;· do representante local para o navio, se aplicável;iii. de uma fotografia a cores recente, que represente o navio em vista lateral, de, no mínimo, 15 cm × 10 cm;iv. do certificado de navegabilidade do navio;v. do certificado de registo do navio;vi. do certificado de conformidade sanitária do navio, emitido pela autoridade competente da UE;vii. dos elementos de contacto do navio de pesca (fax, correio electrónico, etc.).Os pedidos de renovação de uma autorização de pesca a título do protocolo em vigor para um navio cujas características técnicas não tenham sido alteradas devem ser acompanhados apenas da prova de pagamento da taxa.3. Adiantamento da taxaO montante do adiantamento da taxa é fixado com base na taxa anual especificada nas fichas técnicas que constam do apêndice 2 do presente anexo. Deve incluir todos os impostos locais e nacionais, mas deve excluir as taxas portuárias, as taxas de desembarque, as taxas de transbordo e os encargos relativos a prestações de serviços.4. Lista provisória dos navios autorizados a pescarUma vez recebidos os pedidos de autorização de pesca, o organismo nacional responsável pelo controlo das actividades de pesca deve imediatamente estabelecer, para cada categoria de navios, a lista provisória dos navios requerentes. Essa lista é enviada sem demora à UE pela autoridade competente de Moçambique.A UE transmite a lista provisória ao armador, ou ao consignatário. Em caso de encerramento dos escritórios da UE, Moçambique pode entregar directamente ao armador, ou ao seu consignatário, a lista provisória, cuja cópia transmite à UE.5. Emissão da autorização de pescaAs autorizações de pesca para todos os navios devem ser transmitidas ao armador, ou ao seu consignatário, no prazo de 15 dias úteis a contar da data de recepção do pedido completo pela autoridade competente. É imediatamente enviada uma cópia da autorização de pesca à Delegação da UE.6. Lista dos navios autorizados a pescarUma vez emitida a autorização de pesca, o organismo nacional responsável pelo controlo das actividades de pesca deve estabelecer imediatamente, para cada categoria de navios, a lista final dos navios autorizados a pescar na zona de pesca de Moçambique. Essa lista deve ser enviada imediatamente à UE e substituirá a lista provisória acima referida.7. Período de validade da autorização de pescaAs autorizações de pesca são válidas por um ano, podendo ser renovadas.Para determinar o início do período de validade, entende-se por período anual:i. No primeiro ano de aplicação do protocolo, o período compreendido entre a data da sua entrada em vigor e 31 de Dezembro do mesmo ano;ii. Em seguida, cada ano civil completo;iii. No último ano de aplicação do protocolo, o período compreendido entre 1 de Janeiro e a data de caducidade do protocolo.Para o primeiro e o último ano do protocolo, o adiantamento da taxa deve ser calculado numa base pro rata temporis.8. Documentação que deve existir a bordoEnquanto os navios de pesca estiverem em águas de Moçambique ou em portos de Moçambique, devem sempre existir a bordo os documentos seguintes:(a) A autorização de pesca;(b) Documentos emitidos por uma autoridade competente do Estado de pavilhão do navio de pesca, que indiquem:- o número de registo do navio de pesca, o certificado de registo do navio,- o certificado de conformidade previsto pela Convenção de Torremolinos da Organização Marítima Internacional (OMI);(c) Os planos ou descrições certificados actualizados da configuração do navio de pesca e, em especial, o número de porões para peixe dos navios de pesca, com indicação da capacidade de armazenagem em metros cúbicos;(d) No caso das características do navio de pesca terem sido objecto de qualquer alteração, no que se refere ao comprimento de fora a fora, à tonelagem de arqueação bruta, à potência do ou dos motores principais ou à capacidade do porão, um certificado, autenticado por uma autoridade competente do Estado-Membro de pavilhão do navio de pesca, descrevendo a natureza da alteração;(e) Se o navio de pesca está equipado com tanques de água do mar refrigerada, um documento autenticado por uma autoridade competente do Estado de pavilhão do navio, com indicação do calibre dos tanques em metros cúbicos;(f) A autorização de pesca fora das águas sob a jurisdição do Estado do pavilhão, emitida para o navio de pesca em questão;(g) Uma cópia da Lei das Pescas de Moçambique (Lei n.o 3/90) e da regulamentação da pesca marítima (Decreto REPMAR, n.º 43/2003).9. Transferência da autorização de pescaAs autorizações de pesca devem ser estabelecidas em nome de um navio determinado e não podem ser transferidas.No entanto, em caso de força maior devidamente comprovado, a pedido da UE, a autorização de pesca de um navio pode ser substituída por uma nova autorização, emitida para um navio semelhante, ou para um navio substituto, sem pagamento de um novo adiantamento. Nesse caso, o cômputo das taxas para os atuneiros cercadores congeladores e palangreiros de superfície do capítulo IV deve ter em conta as capturas totais dos dois tipos de navios na zona de Moçambique.A transferência deve compreender a entrega pelo armador, ou pelo seu consignatário em Moçambique, da autorização de pesca a substituir e a elaboração imediata por Moçambique da autorização de substituição. A autorização de substituição deve ser transmitida sem demora ao armador, ou ao seu consignatário, quando da entrega da autorização a substituir. A autorização de substituição produz efeitos no dia da entrega da autorização a substituir.Moçambique deve actualizar no mais curto prazo possível a lista dos navios autorizados a pescar. A nova lista deve ser comunicada imediatamente ao organismo nacional responsável pelo controlo das pescas e à UE.10. Navios de apoio(1) Os navios de apoio devem ser autorizados em conformidade com as disposições e condições previstas pela legislação moçambicana.A taxa de licença anual aplicável ao navio de apoio é de 3 580 EUR/ano.(2) As autoridades competentes moçambicanas devem transmitir regularmente à Comissão, por intermédio da Delegação da UE em Moçambique, a lista dessas autorizações.CAPÍTULO IIIMedidas técnicasAs medidas técnicas aplicáveis aos navios que possuam uma autorização de pesca, relativas à zona, às artes de pesca e às capturas suplementares, devem ser definidas, para cada categoria de pesca, nas fichas técnicas que constam do apêndice 2 do presente anexo.Os navios de pesca devem cumprir a legislação moçambicana relativa às pescas e todas as resoluções adoptadas pela IOTC.CAPÍTULO IVDeclaração das capturas1. Definição de viagem de pescaPara efeitos do presente anexo, a duração da viagem de pesca de um navio de pesca da UE é definida do seguinte modo:- o período que decorre entre uma entrada e uma saída da zona de pesca de Moçambique, ou- o período que decorre entre uma entrada na zona de pesca de Moçambique e um transbordo num porto e/ou um desembarque em Moçambique.2. Diário de pescaO capitão de um navio da UE que pesca ao abrigo do acordo mantém um diário de pesca IOTC, cujo modelo, para cada categoria de pesca, consta do apêndice 3 do presente anexo.O diário de pesca deve estar em conformidade com a Resolução 08/04 da IOTC para os palangreiros e a Resolução 10/03 da IOTC para os cercadores com rede de cerco com retenida.O diário de pesca deve ser preenchido pelo capitão, para cada dia em que o navio estiver presente na zona de pesca de Moçambique.O capitão deve inscrever diariamente no diário de pesca, em relação a cada espécie, identificada pelo seu código alfa-3 da FAO, a quantidade capturada e conservada a bordo, expressa em quilogramas de peso-vivo ou, se for caso disso, em número de indivíduos. Para cada espécie principal, o capitão deve mencionar também as capturas acessórias.O diário de pesca deve ser preenchido de forma legível, em letra maiúscula de imprensa, e ser assinado pelo capitão.O capitão do navio é responsável pela exactidão dos dados registados no diário de pesca.3. Declaração das capturasO capitão deve notificar as capturas efectuadas pelo navio mediante a apresentação a Moçambique dos diários de pesca relativos ao período da sua presença na zona de pesca de Moçambique.A entrega dos diários de pesca deve processar-se da seguinte forma:i. Em caso de passagem num porto de Moçambique, o original de cada diário de pesca deve ser entregue ao representante local de Moçambique, que deve acusar a sua recepção por escrito; uma cópia do diário de pesca deve ser entregue à equipa de inspecção de Moçambique;ii Em caso de saída da zona de pesca de Moçambique, sem passagem prévia por um porto de Moçambique, o original de cada diário de pesca deve ser enviado, no prazo de 7 dias úteis após a chegada a outro porto e, em qualquer caso, no prazo de 15 dias úteis após a saída da zona de pesca de Moçambique:a. por correio electrónico, para o endereço de correio electrónico indicado pelo organismo nacional responsável pelo controlo das actividades de pesca;b. ou por fax, para o número indicado pelo organismo nacional responsável pelo controlo das actividades de pesca;c. ou por carta, enviada ao organismo nacional responsável pelo controlo das actividades de pesca.As duas partes devem estabelecer, a partir de 1 de Janeiro de 2012, um protocolo para o intercâmbio electrónico de todos os dados sobre capturas e comunicação, com base num diário electrónico: as duas partes devem seguidamente planificar a aplicação do protocolo e a substituição da versão impressa das declarações de capturas por uma versão electrónica até 1 de Julho de 2012.O capitão do navio deve enviar uma cópia de todos os diários de pesca à UE e à autoridade competente do seu Estado de pavilhão. Em relação aos atuneiros e aos palangreiros de superfície, o capitão deve também enviar uma cópia de todos os diários de pesca ao Instituto Nacional de Investigação Pesqueira (IIP) e a um dos seguintes institutos científicos:i. Institut de recherche pour le développement (IRD);ii. Instituto Español de Oceanografía (IEO);iii. IPIMAR (Instituto Português de Investigação Marítima);O regresso do navio à zona de Moçambique durante o período de validade da autorização de pesca deve dar lugar a uma nova declaração das capturas.Em caso de incumprimento das disposições relativas à declaração das capturas, Moçambique pode suspender a autorização de pesca do navio em causa até à obtenção da declaração das capturas em falta e aplicar ao armador as sanções previstas para o efeito na legislação nacional em vigor. Em caso de incumprimento repetido, Moçambique pode recusar a renovação da autorização de pesca. Moçambique deve informar sem demora a UE de qualquer sanção que aplique neste contexto.4. Cômputo definitivo das taxas para os atuneiros e palangreiros de superfícieA UE deve estabelecer para cada atuneiro cercador oceânico e cada palangreiro de superfície, com base nas respectivas declarações das capturas confirmadas pelos institutos científicos acima referidos, um cômputo definitivo das taxas devidas pelo navio a título da sua campanha anual do ano civil anterior.A UE deve enviar esse cômputo definitivo a Moçambique e ao armador antes de 31 de Julho do ano em curso. Moçambique pode contestar o cômputo definitivo, com base em provas documentais, no prazo de 30 dias úteis a contar do seu envio. Em caso de desacordo, as partes consultam-se no âmbito da Comissão Mista. Se Moçambique não levantar objecções no prazo de 30 dias úteis, o cômputo definitivo deve ser considerado adoptado.Se o cômputo definitivo for superior à taxa forfetária paga antecipadamente para obter a autorização de pesca, o armador deve pagar o saldo a Moçambique, o mais tardar em 30 de Setembro do ano em curso. Se o cômputo definitivo for inferior a essa taxa, o montante residual não pode ser recuperado pelo armador.CAPÍTULO VDesembarques e transbordosÉ proibido efectuar transbordos no mar. Todas as operações de transbordo no porto são controladas na presença de inspectores da pesca de Moçambique.O capitão de um navio da UE que pretenda efectuar desembarques ou transbordos deve, no mínimo, 48 horas antes do desembarque ou do transbordo, notificar a Moçambique o seguinte:a. o nome do navio de pesca que deve efectuar o desembarque ou o transbordo e o seu número de identificação no registo dos navios de pesca IOTC;b. o porto de desembarque ou de transbordo;c. a data e hora previstas para o desembarque ou o transbordo;d. a quantidade (expressa em quilogramas de peso-vivo ou, se for caso disso, em número de indivíduos) de cada espécie a desembarcar ou a transbordar (identificada pelo seu código alfa-3 da FAO);e. em caso de transbordo, o nome do navio receptor.Em relação aos navios receptores, 24 horas, o mais tardar, antes do início da operação de transbordo e no fim da mesma, o capitão do navio transportador receptor deve informar as autoridades moçambicanas das quantidades de atum e de espécies afins transbordadas para o seu navio e preencher e transmitir a declaração de transbordo às autoridades de Moçambique no prazo de 24 horas.A operação de transbordo é sujeita a uma autorização prévia emitida por Moçambique, entregue ao capitão, ou ao seu consignatário, no prazo de 24 horas após a supracitada notificação. A operação de transbordo deve ser efectuada num porto de Moçambique autorizado para o efeito.Os portos de pesca designados em que são autorizadas operações de transbordo em Moçambique são Maputo, Beira e Nacala (portos declarados à IOTC nos termos da Resolução 10/11 e em conformidade com os requisitos da PSME).Os navios da UE que efectuem desembarques num porto de Moçambique devem procurar pôr as suas capturas acessórias à disposição das empresas de transformação locais, aos preços do mercado local. Mediante pedido das empresas de pesca da UE, as autoridades moçambicanas devem fornecer uma lista de contactos das empresas de transformação locais.O incumprimento das presentes disposições é objecto das sanções previstas para o efeito pela legislação moçambicana.CAPÍTULO VIControlo1. Entrada e saída da zonaQualquer entrada ou saída da zona de pesca de Moçambique de um navio da UE titular de uma autorização de pesca deve ser notificada a Moçambique no prazo de 3 horas a contar do momento da entrada ou da saída.Quando da notificação de entrada ou de saída, o navio deve comunicar, em especial:i. A data, a hora e o ponto de passagem previstos;ii. A quantidade de cada espécie alvo mantida a bordo, identificada pelo seu código alfa-3 da FAO e expressa em quilogramas de peso-vivo ou, se for caso disso, em número de indivíduos;iii. A quantidade de cada espécie das capturas acessórias conservada a bordo, identificada pelo seu código alfa-3 da FAO e expressa em quilogramas de peso-vivo ou, se for caso disso, em número de indivíduos;iv. A quantidade de cada espécie das capturas acessórias devolvida ao mar, identificada pelo seu código alfa-3 da FAO e expressa em quilogramas de peso-vivo ou, se for caso disso, em número de indivíduos.A notificação deve ser efectuada, de preferência, por correio electrónico, ou, na sua falta, por fax, para um endereço electrónico, ou um número de telefone, ou um número de fax comunicados por Moçambique, utilizando o formulário constante do apêndice 4 do anexo. Moçambique deve confirmar imediatamente a recepção da notificação por correio electrónico ou fax.Moçambique deve notificar imediatamente aos navios em causa e à UE qualquer alteração do endereço electrónico, do número de telefone ou da frequência de transmissão.Qualquer navio surpreendido a pescar na zona de pesca de Moçambique sem ter previamente notificado a sua presença é considerado um navio que pesca sem autorização.Qualquer infractor a esta disposição expõe-se às multas e sanções previstas pela legislação das pescas moçambicana.As notificações de entrada/saída com indicação das capturas devem ser mantidas a bordo durante, pelo menos, um ano a contar da data de transmissão da notificação.2. Declaração periódica de capturasQuando um navio da UE estiver a operar nas águas de Moçambique, o capitão de um navio da UE titular de uma autorização de pesca deve notificar às autoridades de Moçambique, de três em três dias, as capturas efectuadas na zona de pesca de Moçambique. A primeira declaração de capturas terá início 5 dias depois da data de entrada na zona de pesca de Moçambique.De cinco em cinco dias, quando transmite a declaração periódica de capturas, o navio deve comunicar, em especial:i. a data, a hora e a posição no momento da declaração;ii. a quantidade de cada espécie alvo mantida a bordo durante o período de 5 dias, identificada pelo seu código alfa-3 da FAO e expressa em quilogramas de peso-vivo ou, se for caso disso, em número de indivíduos;iii. a quantidade de cada espécie das capturas acessórias conservada a bordo durante o período de 5 dias, identificada pelo seu código alfa-3 da FAO e expressa em quilogramas de peso-vivo ou, se for caso disso, em número de indivíduos;iv. a quantidade de cada espécie das capturas acessórias devolvida ao mar durante o período de 5 dias, identificada pelo seu código alfa-3 da FAO e expressa em quilogramas de peso-vivo ou, se for caso disso, em número de indivíduos;v. a apresentação dos produtos;vi. para os atuneiros com rede de cerco com retenida:- o número de lances produtivos com dispositivo de concentração de peixes (DCP) desde a última declaração,- o número de lances produtivos em cardumes em água livre desde a última declaração,- o número de lances improdutivos;vii. para os palangreiros de pesca do atum:- o número de lances desde a última declaração,- o número de anzóis largados desde a última declaração.A comunicação deve ser efectuada, de preferência, por correio electrónico, ou, na sua falta, por fax, para um endereço electrónico, ou um número de telefone comunicados por Moçambique, utilizando o formulário constante do apêndice 5 do anexo. Moçambique deve notificar imediatamente aos navios em causa e à UE qualquer alteração do endereço electrónico, do número de telefone ou da frequência de transmissão.Qualquer navio surpreendido a pescar na zona de pesca de Moçambique sem ter efectuado, de cinco em cinco dias, a sua declaração periódica de capturas é considerado um navio que pesca sem autorização. Qualquer infractor a esta disposição expõe-se às multas e sanções previstas pela legislação das pescas moçambicana.As declarações periódicas de capturas devem ser mantidas a bordo durante, pelo menos, um ano, a contar da data de transmissão da declaração.3. Inspecções no marA inspecção no mar na zona de Moçambique dos navios da UE que possuem uma autorização de pesca deve ser efectuada por navios e inspectores de Moçambique claramente identificados como afectados ao controlo das pescas.Antes de embarcar, os inspectores autorizados devem prevenir o navio da UE da sua decisão de proceder a uma inspecção. A inspecção é realizada por inspectores da pesca que, antes de a iniciarem, devem provar a sua identidade e qualidade oficial de inspector.Os inspectores autorizados devem permanecer a bordo do navio da UE apenas o tempo necessário para o desempenho das suas tarefas de inspecção. A inspecção deve ser conduzida de forma a minimizar o seu impacto no navio, na actividade de pesca e na carga.No fim de cada inspecção, os inspectores autorizados devem estabelecer um relatório de inspecção. O capitão do navio da UE tem o direito de apresentar as suas observações nesse relatório. O relatório de inspecção deve ser assinado pelo inspector que o redige e pelo capitão do navio da UE.Os inspectores autorizados devem entregar uma cópia do relatório de inspecção ao capitão do navio da UE antes de deixarem o navio. Em caso de infracção, deve ser transmitida também à UE uma cópia da notificação de infracção, como previsto no capítulo VIII.4. Reunião informativa e inspecção prévias à pescaCada ano civil, antes de empreender as actividades de pesca, 33 % dos navios da UE autorizados a pescar nas águas de Moçambique devem dirigir-se a um porto de Moçambique para participar numa reunião informativa e numa inspecção prévias à pesca.A lista dos navios designados que devem ser inspeccionados antes de iniciar a actividade de pesca é comunicada pelas autoridades moçambicanas aos armadores e uma cópia é enviada à UE. Em relação aos navios incluídos na lista, a autorização de pesca será entregue imediatamente após a inspecção no porto.O armador deve informar as autoridades de Moçambique com 72 horas de antecedência da data e do porto escolhidos para a inspecção. As inspecções realizar-se-ão durante as 24 horas seguintes à chegada ao porto escolhido, a saber, Maputo, Beira ou Nacala.Moçambique pode autorizar a UE a participar na inspecção no porto na qualidade de observador.O capitão do navio da UE deve facilitar o trabalho dos inspectores moçambicanos.No fim de cada inspecção, o inspector moçambicano deve estabelecer um relatório de inspecção. O capitão do navio da UE tem o direito de apresentar as suas observações nesse relatório.O relatório de inspecção deve ser assinado pelo inspector que o redige e pelo capitão do navio da UE..Após a inspecção, os inspectores moçambicanos devem entregar uma cópia do relatório de inspecção ao capitão do navio da UE. Moçambique deve comunicar uma cópia do relatório de inspecção à UE no prazo de oito dias úteis a contar da inspecção.5. Inspecção no porto em caso de desembarque e de transbordoA inspecção num porto de Moçambique de navios da UE que desembarcam ou transbordam capturas efectuadas na zona de Moçambique deve ser realizada por inspectores moçambicanos claramente identificados como afectados ao controlo das pescas.Antes de efectuarem a inspecção, os inspectores devem provar a sua identidade e qualidade oficial de inspectores. Os inspectores moçambicanos devem permanecer a bordo do navio da UE apenas o tempo necessário para o desempenho das suas tarefas de inspecção e devem conduzir a inspecção de forma a minimizar o impacto no navio, na operação de desembarque ou de transbordo e na carga.No fim de cada inspecção, os inspectores devem estabelecer um relatório de inspecção. O capitão do navio da UE tem o direito de apresentar as suas observações nesse relatório. O relatório de inspecção deve ser assinado pelo inspector que o redige e pelo capitão do navio da UE.Após a inspecção, os inspectores moçambicanos devem entregar uma cópia do relatório de inspecção ao capitão do navio da UE.CAPÍTULO VIISistema de acompanhamento por satélite (VMS)1. Mensagens de posição dos navios – sistema VMSOs navios da UE que possuam uma autorização de pesca devem estar equipados com um sistema de acompanhamento por satélite (sistema de localização dos navios por satélite – VMS) que permita a comunicação automática e contínua da sua posição, de hora a hora, ao centro de controlo de pesca (Centro de Vigilância da Pesca – CVP) do respectivo Estado de pavilhão.Cada mensagem de posição deve incluir:a. A identificação do navio;b. A posição geográfica mais recente do navio (longitude, latitude), com uma margem de erro inferior a 500 metros e um intervalo de confiança de 99 %;c. A data e a hora de registo da posição;d. A velocidade e o rumo do navio.Cada mensagem de posição deve ser configurada em conformidade com o modelo constante do apêndice 5 do presente anexo.A primeira posição registada após a entrada na zona de Moçambique é identificada pelo código «ENT». Todas as posições subsequentes são identificadas pelo código «POS», com excepção da primeira posição registada após a saída da zona de Moçambique, que é identificada pelo código «EXI». O CVP do Estado de pavilhão deve assegurar o tratamento automático e, se for caso disso, a transmissão electrónica das mensagens de posição. As mensagens de posição devem ser registadas de forma segura e conservadas durante um período de três anos.2. Transmissão pelo navio em caso de avaria do sistema VMSO capitão deve garantir que o sistema VMS do seu navio se encontra sempre inteiramente operacional e que as mensagens de posição são correctamente transmitidas ao CVP do Estado de pavilhão.Os navios da UE com sistemas VMS defeituosos não são autorizados a entrar na zona de pesca de Moçambique.Em caso de avaria do sistema VMS do navio quando este se encontre já a operar na zona de pesca de Moçambique, o sistema em questão deve ser reparado no fim da viagem, ou substituído no prazo de 10 dias. Passado esse prazo, o navio deixa de ter autorização para pescar na zona de Moçambique.Os navios que pesquem na zona de Moçambique com um sistema VMS defeituoso devem comunicar as suas mensagens de posição, por correio electrónico, ou por fax, ao CVP do Estado de pavilhão e ao de Moçambique, pelo menos de duas em duas horas, fornecendo todas as informações obrigatórias.3. Comunicação segura de mensagens de posição a MoçambiqueO CVP do Estado de pavilhão deve transmitir automaticamente as mensagens de posição dos navios em causa ao CVP de Moçambique. O CVP do Estado de pavilhão e o de Moçambique devem manter-se reciprocamente informados dos respectivos endereços electrónicos de contacto e de eventuais alterações dos mesmos, que devem ser notificadas sem demora.A transmissão das mensagens de posição entre o CVP do Estado de pavilhão e o de Moçambique deve ser efectuada por via electrónica, através de um sistema de comunicação seguro.O CVP de Moçambique deve informar sem demora o CVP do Estado de pavilhão e a UE de qualquer interrupção na recepção de uma sequência de mensagens de posição por parte de um navio que possua uma autorização de pesca, caso o navio em causa não tenha notificado a sua saída da zona.4. Avaria do sistema de comunicaçãoMoçambique deve assegurar a compatibilidade do seu equipamento electrónico com o do CVP do Estado de pavilhão e informar sem demora a UE de qualquer avaria na comunicação e recepção das mensagens de posição, para encontrar uma solução técnica no mais curto prazo. Em caso de litígio, deve recorrer-se à Comissão Mista.O capitão deve ser considerado responsável por qualquer manipulação constatada do sistema VMS do navio que vise perturbar o seu funcionamento ou falsificar as mensagens de posição. Qualquer infracção deve ser objecto das sanções previstas pela legislação de Moçambique em vigor.5. Revisão da frequência das mensagens de posiçãoCom base em elementos comprovados que tendam a provar uma infracção, Moçambique pode solicitar ao CVP do Estado de pavilhão, com cópia para a UE, a redução para 30 minutos do intervalo de envio das mensagens de posição de um navio durante um período de investigação determinado. Esses elementos de prova devem ser transmitidos por Moçambique ao CVP do Estado de pavilhão e à UE. O CVP do Estado de pavilhão deve sem demora enviar a Moçambique mensagens de posição com a nova frequência.O CVP de Moçambique deve notificar imediatamente ao centro de controlo do Estado de pavilhão e à Comissão Europeia o termo do procedimento de inspecção.No fim do período de investigação determinado, Moçambique deve informar o CVP do Estado de pavilhão e a UE do seguimento eventual a dar ao caso.CAPÍTULO VIIIInfracçõesA inobservância de qualquer das normas e disposições do protocolo, das medidas de gestão e conservação dos recursos vivos ou da legislação de Moçambique em matéria de pescas pode ser sancionada pela imposição de multas ou pela suspensão, anulação ou não renovação da autorização de pesca do navio.1. Tratamento das infracçõesQualquer infracção cometida na zona de pesca de Moçambique por navios da UE que possuam uma autorização de pesca em conformidade com as disposições do presente anexo deve ser mencionada num relatório (de inspecção).No caso de uma inspecção a bordo, a assinatura do relatório de inspecção pelo capitão não prejudica o direito de defesa do armador, no que respeita a uma infracção. Se o capitão se recusar a assinar o relatório de inspecção, deve indicar por escrito no referido relatório de inspecção as razões da sua recusa, com a menção «recusa de assinatura».No que respeita a qualquer infracção cometida na zona de pesca de Moçambique por navios da UE que possuam uma autorização de pesca, a notificação da infracção definida e as sanções acessórias impostas ao capitão ou à empresa de pesca devem ser enviadas directamente aos armadores, de acordo com os procedimentos estabelecidos na Lei das Pescas de Moçambique. Deve ser enviada uma cópia da notificação ao Estado-Membro de pavilhão do navio e à UE, no prazo de 72 horas.2. Detenção de um navioCaso a legislação de Moçambique em vigor o preveja relativamente à infracção denunciada, qualquer navio da UE em infracção pode ser forçado a suspender as suas actividades de pesca e, caso esteja no mar, a dirigir-se para um porto moçambicano.Moçambique notifica à UE, no prazo de 24 horas, qualquer detenção de um navio da UE que possua uma autorização de pesca. A notificação especificará os motivos do apresamento e/ou da detenção.Antes de serem adoptadas medidas relativamente ao navio, ao capitão, à tripulação ou à carga, com excepção das medidas destinadas à conservação das provas, Moçambique deve designar um responsável pela investigação e deve organizar, a pedido da UE, no prazo de um dia útil após a notificação da detenção do navio, uma reunião de informação para esclarecer os factos que conduziram a essa detenção e expor as eventuais medidas a adoptar. Um representante do Estado de pavilhão e do armador podem assistir a essa reunião de informação.3. Sanção da infracção – Procedimento de conciliaçãoA sanção da infracção deve ser fixada por Moçambique em conformidade com as disposições da legislação nacional em vigor.Caso o armador não aceite as multas, antes de se dar início a uma acção judicial, deve ser encetado um procedimento de conciliação entre as autoridades de Moçambique e o navio da UE, a fim de resolver a questão de forma amigável. Um representante do Estado de pavilhão do navio pode participar na referida conciliação. A conciliação deve terminar o mais tardar 72 horas após a notificação da detenção do navio.4. Acção judicial – Caução bancáriaSe a questão não for resolvida por conciliação e a infracção for submetida à instância judicial competente, o armador do navio em infracção deve depositar num banco designado por Moçambique uma caução bancária, cujo montante, fixado por Moçambique, cubra os custos originados pela detenção do navio, a multa prevista e eventuais indemnizações compensatórias. A caução bancária fica bloqueada até à conclusão da acção judicial.A caução bancária deve ser liberada e entregue ao armador imediatamente após ser proferida a sentença:a. Integralmente, se não for decretada uma sanção;b. No valor do saldo, se a sanção corresponder a uma multa inferior ao nível da caução bancária.Moçambique informa a UE dos resultados da acção judicial no prazo de oito dias após ser proferida a sentença.5. Libertação do navio e da tripulaçãoO navio e a sua tripulação devem ser autorizados a deixar o porto logo que a sanção resultante da conciliação seja saldada, ou logo que a caução bancária seja depositada.CAPÍTULO IXEmbarque de marinheiros1. Número de marinheiros a embarcarDurante as suas actividades na zona de pesca de Moçambique, os atuneiros cercadores oceânicos da UE devem embarcar, pelo menos, dois marinheiros moçambicanos qualificados por navio. Os palangreiros de superfície devem embarcar, pelo menos, um marinheiro moçambicano qualificado por navio.Os armadores dos navios da UE devem procurar embarcar marinheiros moçambicanos suplementares.Quando, por qualquer motivo, não se embarque nenhum marinheiro moçambicano, os armadores da UE são obrigados a pagar um montante forfetário equivalente a um valor baseado no número de dias durante os quais o navio operou na zona de pesca de Moçambique, multiplicado por um montante diário de 30 EUR por marinheiro e por navio. O montante forfetário será pago às autoridades de Moçambique, o mais tardar, em 31 de Dezembro do mesmo ano.Esse montante será utilizado para a formação de marinheiros/pescadores de Moçambique e deve ser depositado na conta indicada pelas autoridades de Moçambique.2. Livre escolha dos marinheirosMoçambique dispõe de uma lista de marinheiros qualificados para embarcar em navios da UE.O armador, ou o seu consignatário, deve escolher livremente a partir dessa lista os marinheiros que vão embarcar e deve notificar a Moçambique a sua inclusão no rol da tripulação.3. Contrato dos marinheirosO contrato de trabalho deve ser estabelecido pelo armador, ou pelo seu consignatário, e o marinheiro, se for caso disso representado pelo seu sindicato, em ligação com Moçambique. Nele deve ser estipulado, nomeadamente, a data e o porto de embarque.Os referidos contratos garantem aos marinheiros o benefício do regime de segurança social que lhes for aplicável em Moçambique, incluindo um seguro por morte, doença e acidente.Os signatários devem receber uma cópia do contrato.Os direitos fundamentais no trabalho decorrentes da declaração da Organização Internacional do Trabalho (OIT) são aplicáveis aos marinheiros moçambicanos. Trata-se, nomeadamente, da liberdade de associação e do reconhecimento efectivo do direito de negociação colectiva, assim como da eliminação da discriminação em matéria de emprego e de profissão.4. Salário dos marinheirosO salário dos marinheiros moçambicanos deve ficar a cargo dos armadores. O salário deve ser fixado, antes da emissão da autorização de pesca, de comum acordo entre o armador e o seu consignatário em Moçambique.O salário não pode ser inferior ao das tripulações dos navios nacionais, nem às normas da OIT.5. Obrigações do marinheiroO marinheiro deve apresentar-se ao capitão do navio a que tenha sido afectado na véspera da data de embarque anunciada no seu contrato. O capitão deve informar o marinheiro da data e hora do embarque. Caso o marinheiro renuncie, ou não se apresente na data e hora previstas para o embarque, considera-se o seu contrato caduco e o armador fica automaticamente isento da obrigação de o embarcar. Nesse caso, o armador não deve ser sujeito a qualquer penalização financeira ou pagamento compensatório.CAPÍTULO X1. Observação das actividades de pescaTodos os navios da UE que possuam uma autorização de pesca em Moçambique devem contribuir com 300 EUR para o programa de observação da pesca, devendo transferir esse montante para uma conta específica da autoridade competente, quando solicitem a autorização de pesca. Esse fundo deve ser utilizado para cobrir os custos de administração e gestão do programa de observadores.O referido programa de observação deve ser conforme com as disposições previstas nas resoluções adoptadas pela IOTC.2. Navios e observadores designadosAs autoridades de Moçambique devem estabelecer uma lista dos navios designados para embarcar um observador. Esta lista deve ser mantida actualizada. Deve ser transmitida à Comissão Europeia logo que seja estabelecida.As autoridades de Moçambique devem, o mais tardar 15 dias antes da data prevista para o embarque do observador, comunicar aos armadores o nome dos observadores designados para embarcar nos seus navios.O tempo de presença dos observadores a bordo não deve exceder o necessário para o desempenho das suas tarefas.3. Salário do observadorO salário e os encargos sociais do observador ficam a cargo das autoridades moçambicanas.4. Condições de embarqueAs condições de embarque do observador, em especial o tempo de presença a bordo, devem ser definidas de comum acordo entre o armador, ou o seu consignatário, e Moçambique.Os observadores devem ser tratados como oficiais. Todavia, o alojamento do observador a bordo deve ter em conta a estrutura técnica do navio.As despesas de alojamento e de alimentação a bordo devem ficar a cargo do armador.O capitão deve tomar todas as disposições que sejam da sua responsabilidade para garantir a segurança física e o bem-estar do observador.Os observadores devem dispor de todas as condições necessárias para o exercício das suas funções. Devem ter acesso aos meios de comunicação e a quaisquer documentos que se encontrem a bordo, bem como aos documentos relativos às actividades de pesca do navio, nomeadamente ao diário de pesca, ao registo de congelação e ao caderno de navegação, bem como às partes do navio directamente relacionadas com as suas funções.5. Embarque e desembarque do observadorO observador deve ser embarcado num porto escolhido pelo armador.O armador, ou o seu consignatário, comunica a Moçambique antes do embarque, com um pré-aviso de 10 dias, a data, a hora e o porto de embarque do observador. Caso o observador seja embarcado num país estrangeiro, as despesas de viagem do observador até ao porto de embarque ficam a cargo do armador.Caso o observador não se apresente para embarque nas 12 horas seguintes à data e hora previstas, o armador fica automaticamente isento da sua obrigação de o embarcar.O navio é livre de deixar o porto e dar início às operações de pesca.Se o observador não for desembarcado num porto de Moçambique, o armador deve suportar os encargos de alojamento e alimentação do observador até ao seu voo de repatriamento.6. Obrigações do observadorDurante todo o período de presença a bordo, o observador deve:a. Tomar todas as disposições adequadas para não interromper ou entravar as operações de pesca;b. Respeitar os bens e equipamentos que se encontrem a bordo;c. Respeitar a confidencialidade de todos os documentos pertencentes ao navio.Enquanto o navio esteja a pescar na zona de pesca de Moçambique, os observadores devem comunicar as suas observações, pelo menos uma vez por semana, por rádio, fax ou correio electrónico, incluindo o volume das capturas e o das capturas acessórias a bordo e quaisquer outras tarefas exigidas pela autoridade.7. Relatório do observadorAntes de deixar o navio, o observador deve apresentar um relatório das suas observações ao capitão do navio. O capitão do navio deve ter o direito de apresentar as suas observações nesse relatório. O relatório deve ser assinado pelo observador e pelo capitão. O capitão deve receber uma cópia do relatório do observador.O observador deve entregar o seu relatório a Moçambique, que dele deve transmitir cópia à UE no prazo de 15 dias úteis após o desembarque do observador.------------------------------------------------------------------Apêndices ao presente anexo1. Apêndice 1 - Formulário de pedido de autorização de pesca2. Apêndice 2 – Fichas técnicas3. Apêndice 3 – Diário de pesca4. Apêndice 4 - Formulário de notificação de entrada/saída5. Apêndice 5 – Formato da mensagem de posição VMSApêndice 1 - Formulário de pedido de autorização de pesca(...PICT...)(...PICT...)Apêndice 2 – Fichas técnicasCoordenadas geográficas:Ponto | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 | 11 |Latitude | 26°50'S | 26°00'S | 25°10'S | 24°45'S | 22°42'S | 21°34'S | 20°03'S | 16°38'S | 15°40'S | 11°50'S | 10°26'S |Longitude | 37°36'E | 38°15'E | 38°38'E | 38°24'E | 37°54'E | 37°30'E | 37°58'E | 41°18'E | 42°31'E | 41°45'E | 42°05'E |Apêndice 3 – Diário de pescaApêndice 4 - Formulário de notificação de entrada/saídaFORMATO DAS NOTIFICAÇÕESNOTIFICAÇÕES DE ENTRADA/SAÍDADECLARAÇÃO PERIÓDICA DE CAPTURAS DURANTE O TEMPO DE PRESENÇA NA ZEE DE MOÇAMBIQUETodas as declarações devem ser transmitidas à autoridade competente, a Administração Nacionaldas Pescas de Moçambique, para o endereço seguintecorreio electrónico:entryexitcatchmoz@gmail.com(ou por fax: + 258 21 320 335)Nota:- As notificações de entrada ou de saída devem ser enviadas para o endereço de correio electrónico acima indicado no prazo de três horasantes da entrada ou saída;- As capturas devem ser declaradas por espécie e em peso vivo;- A unidade de medida das capturas deve ser o quilograma;- A declaração de capturas refere-se tanto às espécies alvo como às capturas acessórias.A lista de espécies abaixo incluída pode ser alterada em função das espéciescapturadas.1. Formato da notificação de entrada (nas três horas anteriores à entrada)Objecto: Nome do navio/INNome do navio:Indicativo de chamada rádio internacional:Data de entrada (dd/mm/aaaa):Hora de entrada (UTC):Posição na entrada (Gr Mn Seg):Quantidade total das espécies de peixe a bordo no momento de entrada na ZEEAtum-albacora (YFT) kgAtum-patudo (BET) kgGaiado (SKJ) kgAtum-voador (ALB) kgEspadins (MAR) kgEspadarte (SWO) kgEspadim-de-bico-curto (SSP) kgVeleiros (SFA) kgTintureira (BSH) kgTubarão-sardo (POR) kgTubarão-anequim (MAK) kgTubarão-de-são-tomé (TIG) kgTubarão-crocodilo (PSK) kgTubarão-raposo (THR) kgTubarão-de-pontas-brancas (OCS) kgTubarões-martelo (SPN) kgOutros carcarinídeos (CWZ) kgOutros (especificar espécie + código FAO) kgetc.2. Formato da notificação de saída (nas três horas anteriores à saída)Objecto: Nome do navio / OUTNome do navio:Indicativo de chamada rádio internacional:Data de saída (dd/mm/aaaa):Hora de saída (UTC):Posição na saída (Gr Mn Seg):Quantidade total das espécies de peixe a bordo no momento da saída da ZEEAtum-albacora (YFT) kgAtum-patudo (BET) kgGaiado (SKJ) kgAtum-voador (ALB) kgEspadins (MAR) kgEspadarte (SWO) kgEspadim-de-bico-curto (SSP) kgVeleiros (SFA) kgTintureira (BSH) kgTubarão-sardo (POR) kgTubarão-anequim (MAK) kgTubarão-de-são-tomé (TIG) kgTubarão-crocodilo (PSK) kgTubarão-raposo (THR) kgTubarão-de-pontas-brancas (OCS) kgTubarões-martelo (SPN) kgOutros carcarinídeos (CWZ) kgOutras (especificar + código FAO)etc.3. Formato da declaração de capturas semanal/periódica (de três em três dias durante as actividades do navio emáguas de Moçambique)Objecto: Nome do navio / WCRNome do navio:Indicativo de chamada rádio internacional:Data da declaração (dd/mm/aaaa):Hora da declaração (UTC):Posição no momento da declaração (Gr Mn Seg):Capturas na ZEE de Moçambique (kg)Atum-albacora (YFT) kgAtum-patudo (BET) kgGaiado (SKJ) kgAtum-voador (ALB) kgEspadins (MAR) kgEspadarte (SWO) kgEspadim-de-bico-curto (SSP) kgVeleiros (SFA) kgTintureira (BSH) kgTubarão-sardo (POR) kgTubarão-anequim (MAK) kgTubarão-de-são-tomé (TIG) kgTubarão-crocodilo (PSK) kgTubarão-raposo (THR) kgTubarão-de-pontas-brancas (OCS) kgTubarões-martelo (SPN) kgOutros carcarinídeos (CWZ) kgOutras (especificar + código FAO)etc.Para os atuneiros com rede de cerco com retenida:- número de lances produtivos com dispositivo de concentração de peixes (DCP) desde a última declaração:- número de lances produtivos em cardumes em água livre desde a última declaração:- número de lances improdutivos:Para os palangreiros de pesca do atum:- número de lances desde a última declaração:- número de anzóis largados desde a última declaração:O quadro abaixo indica os códigos alfanuméricos oficiais (também denominados «alfa-3» para as espécies sob omandato da IOTC. Os termos ingleses, franceses e científicos provêm da nomenclatura da FAO.Código Nome inglês Nome francês Designação científicaALB Albacore tuna Germon Thunnus alalungaBET Bigeye tuna Patudo; Thon obese Thunnus obesusBFT Bluefin tuna Thon rouge Thunnus thynnus thynnusBIL Marlins, sailfishes, spear fish Poissons epŽe NCA** Xiphioidei NEI*BIP Indo-Pacific Bonito Bonito oriental Sarda orientalisBLM Black Marlin Makaire noir Makaira indicaBLT Bullet tuna Bonitou Auxis rocheiBLZ Indo-Pacific Blue Marlin Makaire bleu de lÕIndo Pacifique Makaira mazaraCOM Narrow barred Spanish Mackerel Thazard rayŽ Scomberomorus commersoniDOT Dogtooth tuna Bonite ˆ gros yeux Gymnosarda unicolorFRI Frigate tuna Auxide Auxis thazardFRZ Frigate and Bullet tunas Auxides et Bonitous Auxis spp.GUT Indo-Pacific king mackerel Thazard ponctuŽ Scomberomorus guttatusKAW Kawakawa Thonine orientale Euthynnus affinisKGX Seerfishes NEI* Thazards NCA** Scomberini NEI*LOT Longtail tuna Thon mignon Thunnus tonggolMAR Marlines NEI* Makaire NCA**MLS Striped Marlin Marlin rayŽ Tetrapturus audaxOBL Billfishes, unclassified Porte-épée non-classifiésOTH Others NEI* Autres NCA** Scombridae and XiphioideiRSK Requiem sharks CarcharinidaeSBF Southern Bluefin tuna Thon rouge du sud Thunnus maccoyiiSFA Indo-Pacific Sailfish Voilier de lÕIndo-Pacifique Istiophorus platypterusSHK Shark RequinsSKJ Skipjack Listao; Bonite ˆ ventre rayŽ Katsuwonus pelamisSSP Short-billed spearfish Makaire ˆ rostre court Tetrapterus angustirostrisSTS Streaked seerfish Thazard cirrus Scomberomorus lineolatusSWO Swordfish Espadon Xiphias gladiusTUN Tunas and Bonitos NEI* Thons et bonites NCA** Thunnini and Sardini NEI*WAH Wahoo Thazard-b‰tard Acanthocybium solandriYFT Yellowfin tuna Albacore Thunnus albacares*NEI: not elsewhere included**NCA : non compris ailleursApêndice 5 – Formato da mensagem de posição VMSTRANSMISSÃO DAS MENSAGENS VMS COMUNICAÇÃO DE POSIÇÃODado | Código | Obrigatório/Facultativo | Conteúdo |Início do registo | SR | O | Dado relativo ao sistema – indica o início do registo |Destinatário | AD | O | Dado relativo à mensagem – destinatário. Código ISO alfa-3 do país |Remetente | FR | O | Dado relativo à mensagem – remetente. Código ISO alfa-3 do país |Estado de pavilhão | FS | F | Dado relativo à mensagem – Estado de pavilhão |Tipo de mensagem | TM | O | Dado relativo à mensagem – tipo de mensagem [ENT, POS, EXI] |Indicativo de chamada rádio | RC | O | Dado relativo ao navio – indicativo de chamada rádio internacional do navio |Número de referência interno da parte contratante | IR | F | Dado relativo ao navio – número único da parte contratante (código ISO-3 do Estado de pavilhão, seguido de um número) |Número de registo externo | XR | O | Dado relativo ao navio – número lateral do navio |Latitude | LT | O | Dado relativo à posição do navio – posição em graus e minutos N/S GGMM (WGS84) |Longitude | LG | O | Dado relativo à posição do navio – posição em graus e minutos E/W GGMM (WGS84) |Rumo | CO | O | Rota do navio à escala de 360º |Velocidade | SP | O | Velocidade do navio em décimos de nós |Data | DA | O | Dado relativo à posição do navio – data do registo da posição TUC (AAAAMMDD) |Hora | TI | O | Dado relativo à posição do navio – hora de registo da posição TUC (HHMM) |Fim do registo | ER | O | Dado relativo ao sistema – indica o fim do registo |O = elemento de dados obrigatórioF = elemento de dados facultativoAs transmissões de dados têm a seguinte estrutura:1. Os caracteres são alinhados pela norma ISO 8859.1.2. Duas barras oblíquas (//) e o código SR assinalam o início da transmissão.3. Cada elemento de dados é identificado pelo seu código e é separado dos outros elementos de dados por duas barras oblíquas (//).4. Uma barra oblíqua simples (/) assinala a separação entre o código e os dados.5. O código ER seguido de duas barras oblíquas (//) assinala o fim da mensagem.6. Os elementos de dados facultativos devem ser inseridos entre o início e o fim da mensagem.FICHA FINANCEIRA LEGISLATIVA1. CONTEXTO DA PROPOSTA/INICIATIVA1.1. Denominação da proposta/iniciativa1.2. Domínio(s) de intervenção abrangidos(s)1.3. Natureza da proposta/iniciativa1.4. Objectivo(s)1.5. Justificação da proposta/iniciativa1.6. Duração e impacto financeiro1.7. Modalidade(s) de gestão prevista(s)2. MEDIDAS DE GESTÃO2.1. Disposições em matéria de acompanhamento e prestação de informações2.2. Sistema de gestão e de controlo2.3. Medidas de prevenção de fraudes e irregularidades3. IMPACTO FINANCEIRO ESTIMADO DA PROPOSTA/INICIATIVA3.1. Rubrica(s) do quadro financeiro plurianual e rubrica(s) orçamental(ais) das despesas afectada(s)3.2. Impacto estimado nas despesas3.2.1. Síntese do impacto estimado nas despesas3.2.2. Impacto estimado nas dotações operacionais3.2.3. Impacto estimado nas dotações de natureza administrativa3.2.4. Compatibilidade com o actual quadro financeiro plurianual3.2.5. Participação de terceiros no financiamento3.3. Impacto estimado nas receitas1. CONTEXTO DA PROPOSTA/INICIATIVA1.1. Denominação da proposta/iniciativaProposta de Decisão do Conselho relativa à celebração de um novo Protocolo que fixa as possibilidades de pesca e a contrapartida financeira previstas no Acordo de Parceria no domínio da pescas entre a Comunidade Europeia e a República de Moçambique.1.2. Domínio(s) de intervenção abrangido de acordo com a estrutura ABM/ABB [8]11. - Assuntos Marítimos e Pescas11.03 - Pesca internacional e direito do mar1.3. Natureza da proposta/iniciativaA proposta/iniciativa refere-se a uma nova acçãoA proposta/iniciativa refere-se a uma nova acção na sequência de um projecto-piloto/ acção preparatória [9]X A proposta/iniciativa refere-se à prorrogação de uma acção existenteA proposta/iniciativa refere-se a uma acção reorientada para uma nova acção1.4. Objectivos1.4.1. Objectivo(s) estratégico(s) plurianual(is) da Comissão visado(s) pela proposta/iniciativaNo âmbito da sua competência exclusiva no domínio da negociação de acordos de pesca bilaterais, a Comissão negoceia, celebra e aplica acordos de parceria no domínio da pesca (APP), assegurando, ao mesmo tempo, um diálogo político entre os parceiros no domínio da política da pesca dos países terceiros em causa.A negociação e a celebração de acordos de pesca com países terceiros satisfazem o objectivo geral de manutenção e salvaguarda das actividades de pesca da frota da União Europeia, incluindo a frota de pesca longínqua, e de desenvolvimento das relações num espírito de parceria, com vista a reforçar a exploração sustentável dos recursos haliêuticos fora das águas da UE, atendendo, ao mesmo tempo, às questões ambientais, sociais e económicas.Os APP asseguram igualmente a coerência entre os princípios que regem a política comum das pescas e os compromissos inscritos noutras políticas europeias (exploração sustentável dos recursos dos Estados terceiros, luta contra a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INN), integração dos países parceiros na economia global, bem como uma melhor governação das pescarias nos planos político e financeiro).1.4.2. Objectivo(s) específico(s) e actividade(s) ABM/ABB em causaObjectivo específico n.º 1 [10]Contribuir para a pesca sustentável nas águas fora da UE, manter a presença europeia na pesca longínqua e proteger os interesses do sector europeu das pescas e dos consumidores, através da negociação e da celebração de acordos de parceria no domínio da pesca com Estados costeiros (Estados terceiros), em coerência com outras políticas europeias.Actividade(s) ABM/ABB em causaAssuntos marítimos e pescas, pesca a nível internacional e Direito do Mar, acordos internacionais de pesca (rubrica orçamental 11.0301)1.4.3. Resultados e impacto esperadosEspecificar os efeitos que a proposta/iniciativa poderá ter nos beneficiários/na população visadaA celebração do protocolo de pescas entre a UE e Moçambique contribuirá para manter, no período 2012-2014, o actual nível de possibilidades de pesca para os navios europeus em águas de Moçambique, especialmente no que toca à frota atuneira. O protocolo contribuirá para manter a continuidade das zonas abrangidas por acordos de pesca do oceano Índico. O protocolo contribuirá igualmente para uma melhor gestão e conservação dos recursos haliêuticos, através do apoio financeiro (apoio sectorial) à execução dos programas anuais e plurianuais adoptados à escala nacional pelo país parceiro.1.4.4. Indicadores de resultados e de impactoEspecificar os indicadores que permitem acompanhar a execução da proposta/iniciativa.Os seguintes indicadores serão utilizados no âmbito da ABM (gestão por actividades), a fim de controlar a execução do acordo:- Acompanhamento da taxa de utilização anual das possibilidades de pesca (percentagem das autorizações de pesca utilizadas anualmente em relação com as disponibilidades proporcionadas pelo protocolo);- Recolha e análise dos dados sobre capturas e do valor comercial do acordo. Ao nível agregado com outros acordos de parceria no domínio da pesca celebrados pela UE com países terceiros, podem utilizar-se os seguintes indicadores como parte de uma análise plurianual:- Contributo para o emprego e para o valor acrescentado na UE;- Contributo para a estabilização do mercado da UE.Além disso, propõe-se também utilizar o seguinte indicador de acompanhamento:- Número de reuniões técnicas e de reuniões da Comissão Mista.1.5. Justificação da proposta/iniciativa1.5.1. Necessidade(s) a satisfazer a curto ou a longo prazoO novo protocolo abrange o período compreendido entre 1 de Janeiro de 2012 e 31 de Dezembro de 2014. Oferecerá um enquadramento para as actividades de pesca da frota europeia e, em especial, permitirá aos armadores continuarem a obter autorizações de pesca na zona de pesca de Moçambique.Além disso, um dos objectivos do novo protocolo consiste em reforçar a cooperação entre a UE e Moçambique, a fim de promover o desenvolvimento de uma política das pescas sustentável e a exploração racional dos recursos haliêuticos na zona de pesca moçambicana.A contrapartida afectada para este efeito no âmbito do anterior protocolo foi utilizada na íntegra e foi mesmo insuficiente para satisfazer as necessidades neste domínio, nomeadamente no que respeita ao acompanhamento e vigilância das actividades de pesca na zona de pesca de Moçambique. O montante atribuído no âmbito do novo protocolo para auxiliar o sector da pesca é superior, ascendendo a 460 000 EUR.Os principais elementos do novo protocolo são os seguintes:- Possibilidades de pesca: serão autorizados a pescar 43 atuneiros cercadores e 32 palangreiros de superfície, com uma tonelagem anual de referência de 8 000 toneladas. A repartição destas possibilidades pelos Estados-Membros interessados é objecto de uma proposta de regulamento específico do Conselho.- Contrapartida financeira anual: 980 000 EURAdiantamentos e taxas pagos pelos armadores [11]: 35 EUR por tonelada de atum capturado na zona de pesca de Moçambique por cercadores e palangreiros de superfície. Os adiantamentos anuais são fixados em 5 100 EUR por atuneiro cercador, 4 100 EUR por palangreiro de mais de 250 GT e 2 500 euros por palangreiro de menos de 250 GT.1.5.2. Valor acrescentado da intervenção da UENo caso deste novo protocolo, a não-intervenção da UE daria azo a acordos privados, que não garantiriam o exercício de uma pesca sustentável. A União Europeia espera também que, com o presente protocolo, Moçambique continuará a cooperar de modo eficaz com a UE nas organizações regionais, como a Comissão do Atum do Oceano Índico (IOTC) e a Comissão do Oceano Índico (IUC). Os fundos do protocolo permitirão igualmente a Moçambique prosseguir o esforço de planeamento estratégico com vista à aplicação das suas políticas no domínio da pesca, bem como aumentar as capacidades na luta contra a pesca INN, em especial através do melhoramento das infra-estruturas de vigilância e controlo das actividades de pesca exercidas na sua zona de pesca.Por outro lado, o acordo de pesca cria empregos para os marinheiros da União Europeia e de Moçambique. Irá também criar uma actividade económica em portos de Moçambique, que serão utilizados pelos armadores da UE para realizar as inspecções prévias à pesca, de acordo com a legislação das pescas moçambicana, e para efectuar reparações nos seus navios.1.5.3. Lições tiradas de experiências anteriores semelhantesFoi realizada, e concluída em Junho de 2011, uma avaliação exaustiva do Protocolo 2006-2011, com o apoio de um consórcio de consultores independentes, a fim de permitir o lançamento das negociações do novo protocolo.A avaliação ex ante identificou os seguintes aspectos de interesse para a UE:- Ao dar resposta às necessidades das frotas europeias, o acordo de pesca com Moçambique pode contribuir para apoiar a viabilidade do sector do atum da UE no oceano Índico.- Estima-se que o protocolo possa contribuir para a viabilidade dos sectores europeus, na medida em que proporciona aos navios e aos sectores da União Europeia que dele dependem um quadro jurídico estável e uma visibilidade a médio prazo.No respeitante aos interesses de Moçambique no âmbito do protocolo, as principais conclusões da avaliação são as seguintes:– O acordo de pesca pode contribuir para o reforço das capacidades institucionais do sector das pescas, melhorando a investigação e as actividades de acompanhamento, controlo e vigilância, bem como a formação e a viabilidade do sector da pequena pesca.– O acordo de pesca terá também impacto na estabilidade orçamental e política do país.Para além do valor comercial directo que as capturas representam para os navios interessados, o acordo pode ainda proporcionar os seguintes benefícios:- garantias de emprego a bordo dos navios de pesca;- efeito multiplicador no plano do emprego nos portos, estaleiros navais, empresas de serviços, etc.;- criação destes postos de trabalho em regiões em que não existem alternativas de emprego;- contributo para o abastecimento da UE em pescado.1.5.4. Compatibilidade e eventual sinergia com outros instrumentos financeirosOs fundos pagos a título dos acordos de parceria no domínio da pesca constituem receitas fungíveis no quadro dos orçamentos dos Estados terceiros parceiros. Todavia, a atribuição de uma parte destes fundos à execução de acções no âmbito da política sectorial do país é uma condição para a celebração e o acompanhamento dos APP. Esses recursos financeiros são compatíveis com outros tipos de financiamento provenientes de outros financiadores internacionais, incluindo os fundos do FED.1.6. Duração da acção e do seu impacto financeiroX Proposta/iniciativa de duração limitadaX Proposta/iniciativa em vigor por um período de três anos, a contar de 1 de Janeiro de 2012, data a partir da qual o protocolo é aplicável provisoriamente, em conformidade com a Decisão do Conselho relativa à assinatura, em nome da União Europeia, e à aplicação provisória do protocolo que fixa as possibilidades de pesca e a contrapartida financeira previstas no Acordo de Parceria no domínio das pescas entre a Comunidade Europeia e a República de Moçambique.X Impacto financeiro no período compreendido entre 2012 e 2014.Proposta/iniciativa de duração ilimitada– Aplicação com um período de arranque progressivo entre [AAAA] e [AAAA],– seguido de um período de aplicação a um ritmo de cruzeiro.1.7. Modalidade(s) de gestão prevista(s) [12]X Gestão centralizada directa por parte da ComissãoGestão centralizada indirecta por delegação de funções de execução:– nas agências de execução– nos organismos criados pelas Comunidades [13]– nos organismos nacionais do sector público/organismos com missão de serviço público– nas pessoas encarregadas da execução de acções específicas por força do título V do Tratado da União Europeia, identificadas no acto de base pertinente na acepção do artigo 49.º do Regulamento FinanceiroGestão partilhada com os Estados-MembrosGestão descentralizada com países terceirosGestão conjunta com organizações internacionais (especificar)Se for indicada mais de uma modalidade de gestão, queira especificar na secção «Observações».Observações[…]2. MEDIDAS DE GESTÃO2.1. Disposições em matéria de acompanhamento e prestação de informaçõesEspecificar a periodicidade e as condições.A Comissão (DG MARE, em colaboração com o seu Conselheiro para as Pescas baseado na Maurícia e a Delegação da União Europeia em Moçambique) assegurará o acompanhamento regular da execução deste protocolo, nomeadamente no que se refere à utilização das possibilidades de pesca pelos operadores e aos dados relativos às capturas.Além disso, o acordo de parceria no domínio da pesca prevê que se realize, pelo menos, uma reunião anual da Comissão Mista por forma a que a Comissão e os Estados-Membros interessados contactem o país terceiro a fim de fazer um balanço da aplicação do acordo e do protocolo.No que respeita à aplicação do apoio sectorial, o protocolo dispõe que as partes procedam todos os anos a uma avaliação dos resultados da aplicação do programa sectorial plurianual. O protocolo prevê a possibilidade de ajustar a contrapartida financeira dedicada ao apoio sectorial se essa avaliação indicar que a realização dos objectivos financiados não é satisfatória.2.2. Sistema de gestão e de controlo2.2.1. Risco(s) identificado(s)A introdução de um protocolo de pesca é acompanhada de um certo número de riscos, como, por exemplo: os montantes destinados ao financiamento da política sectorial das pescas podem não ser afectados como previsto (subprogramação).2.2.2. Meio(s) de controlo previsto(s)A fim de evitar os riscos expostos no ponto anterior, está previsto manter um diálogo reforçado sobre a programação e a aplicação da política sectorial. A análise conjunta dos resultados indicada no ponto 2.1 faz igualmente parte destes meios de controlo.Por outro lado, o protocolo prevê cláusulas específicas para a sua suspensão, sob certas condições e em circunstâncias determinadas.2.3. Medidas de prevenção de fraudes e irregularidadesEspecificar as medidas de prevenção e de protecção existentes ou previstas.O Estado terceiro soberano é o único responsável pela utilização da contrapartida financeira paga pela UE no âmbito do acordo. Contudo, a Comissão compromete-se a estabelecer um diálogo político permanente e uma concertação, a fim de melhorar a gestão do acordo e reforçar o contributo da UE para a gestão sustentável dos recursos. Qualquer pagamento efectuado pela Comissão no âmbito de um acordo de pesca está, em qualquer caso, sujeito às regras e aos procedimentos orçamentais e financeiros normais da Comissão. Esta forma de proceder permite, nomeadamente, identificar de forma completa as contas bancárias dos países terceiros em que é paga a contrapartida financeira. No caso específico do protocolo em análise, o artigo 2.º estabelece que a contrapartida financeira deve ser paga na sua totalidade numa conta do Tesouro Público aberta numa instituição financeira designada pelas autoridades moçambicanas.3. IMPACTO FINANCEIRO ESTIMADO DA PROPOSTA/INICIATIVA3.1. Rubrica(s) do quadro financeiro plurianual e rubrica(s) orçamental(ais) das despesas afectada(s)· Rubricas orçamentais existentesSegundo a ordem das rubricas do quadro financeiro plurianual e das respectivas rubricas orçamentais.Rubrica do quadro financeiro plurianual | Rubrica orçamental | Natureza das despesas | Participação || Número  [Designação …...….] | DD/DND [14] | dos países da EFTA(...)15 | dos países candidatos(...)16 | de países terceiros | na acepção do artigo 18.º, n.º 1, alínea a)-A, do Regulamento Financeiro |2 | 11.0301Acordos internacionais de pesca11.010404Acordos internacionais de pesca - despesas administrativas | DDDND | NÃO | NÃO | NÃO | NÃO |· Novas rubricas orçamentais, cuja criação é solicitada(não aplicável)Segundo a ordem das rubricas do quadro financeiro plurianual e das respectivas rubricas orçamentais.Rubrica do quadro financeiro plurianual | Rubrica orçamental | Natureza das despesas | Participação || Número  [Designação …...….] | DD/DND(...)14 | dos países EFTA [15] | dos países candidatos [16] | de países terceiros | na acepção do artigo 18.º, n.º 1, alínea a)-A, do Regulamento Financeiro |[…] | [XX.YY.YY.YY][…] | […] | SIM/NÃO | SIM/NÃO | SIM/NÃO | SIM/NÃO |3.2. Impacto estimado nas despesas3.2.1. Síntese do impacto estimado nas despesasem milhões de EUR (com 4 casas decimais)Rubrica do quadro financeiro plurianual: | 2 | Preservação e gestão dos recursos naturais |DG MARE | | | Ano N [17] (2012) | Ano N+1 (2013) | Ano N+2 (2014) | Ano N+3 | Inserir os anos necessários para reflectir  a duração do impacto (ver ponto 1.6) | TOTAL |Dotações operacionais | | | | | | | | |Número da rubrica orçamental: 11.0301 | Autorizações | (1) | 0,980 | 0,980 | 0,.980 | | | | | 2,940 || Pagamentos | (2) | 0,980 | 0,980 | 0,.980 | | | | | 2,940 |Número da rubrica orçamental: | Autorizações | (1a) | | | | | | | | || Pagamentos | (2a) | | | | | | | | |Dotações de natureza administrativa financiadas  a partir da dotação de programas específicos [18] | | | | | | | | |Número da rubrica orçamental: 11.010404 | | (3) | 0,021 | 0,021 | 0,081 | | | | | 0,123 |TOTAL das dotações para a DG MARE | Autorizações | =1+1a +3 | 1,001 | 1,001 | 1,061 | | | | | 3,063 || Pagamentos | =2+2a+3 | 1,001 | 1,001 | 1,061 | | | | | 3,063 |TOTAL das dotações operacionais [19] | Autorizações | (4) | 0,980 | 0,980 | 0,980 | | | | | 2,940 || Pagamentos | (5) | 0,980 | 0,.980 | 0,980 | | | | | 2,940 |TOTAL das dotações de natureza administrativa financiadas a partir da dotação de programas específicos | (6) | 0,021 | 0,021 | 0,081 | | | | | 0,123 |TOTAL das dotações no âmbito da RUBRICA 2do quadro financeiro plurianual | Autorizações | =4+ 6 | 1,001 | 1,001 | 1,081 | | | | | 3,083 || Pagamentos | =5+ 6 | 1,001 | 1,001 | 1,081 | | | | | 3,083 |Se o impacto da proposta/iniciativa incidir sobre mais de uma rubrica: (não aplicável)TOTAL das dotações operacionais | Autorizações | (4) | | | | | | | | || Pagamentos | (5) | | | | | | | | |TOTAL das dotações de natureza administrativa financiadas a partir da dotação de programas específicos | | (6) | | | | | | | | |TOTAL das dotações  no âmbito das RUBRICAS 1 a 4 do quadro financeiro plurianual  (quantia de referência) | Autorizações | =4+ 6 | | | | | | | | || Pagamentos | =5+ 6 | | | | | | | | | Rubrica do quadro financeiro plurianual: | 5 | «Despesas administrativas» |Em milhões de EUR (com 3 casas decimais)| | | Ano N (2012) | Ano N+1 (2013) | Ano N+2 (2014) | Ano N+3 [20] (2015) | Inserir os anos necessários para reflectir a duração do impacto (ver ponto 1.6) | TOTAL |DG: MARE |Recursos humanos | 0,064 | 0,064 | 0,064 | | | | | 0,192 |Outras despesas de natureza administrativa [21] | 0,010 | 0,010 | 0,.010 | | | | | 0,030 |TOTAL DG MARE | Dotações | 0,074 | 0,074 | 0,074 | | | | | 0,222 |TOTAL das dotações no âmbito da RUBRICA 5 do quadro financeiro plurianual | (Total das autorizações = Total dos pagamentos) | 0,074 | 0,074 | 0,074 | | | | | 0,222 |Em milhões de EUR (com 3 casas decimais)| | | Ano N [22] | Ano N+1 | Ano N+2 | Ano N+3 | Inserir os anos necessários para reflectir a duração do impacto (ver ponto 1.6) | TOTAL |TOTAL das dotações  no âmbito das RUBRICAS 1 a 5 do quadro financeiro plurianual | Autorizações | 1,075 | 1,075 | 1,155 | | | | | 3,305 || Pagamentos | 1,075 | 1,075 | 1,155 | | | | | 3,305 |3.2.2. Impacto estimado nas dotações operacionais– A proposta/iniciativa não acarreta a utilização de dotações operacionais– X A proposta/iniciativa acarreta a utilização de dotações operacionais, tal como explicitado a seguir:Dotações de autorização em milhões de EUR (com 4 casas decimais)Indicaros objectivos e as realizações | | | Ano N (2012) | Ano N+1 (2013) | Ano N+2 (2014) | Ano N+3 | Inserir as colunas necessárias para reflectir a duração do impacto (ver ponto 1.6) | TOTAL || REALIZAÇÕES || Tipo de realização [23] | Custo médio da realização | Número derealizações | Custo total | Númerode realizações | Custo total | Número de realizações | Custo total | Número de realizações | Custo total | Número de realizações/ resultados | Custo total | Número derealizações | Custo total | Númeroderealizações | Custo total |  Número total derealizações | Custo total |OBJECTIVO ESPECÍFICO N.º 1 [24] | | | | | | | | | | | | | | | | |Capturas tunídeos | Ton. de ref. | 65 €/t | 8000 t | 0,520 | 8 000 t | 0,520 | 8 000 t | 0,520 | | | | | | | | | 24 000 t | 1,560 |Apoio sectorial | | 0,460 | 1 | 0,460 | 1 | 0,460 | 1 | 0,460 | | | | | | | | | | 1,380 || | | | | | | | | | | | | | | | | | |Subtotal objectivo específico n.º 1 | | 0,980 | | 0,980 | | 0,980 | | | | | | | | | | 2,940 |OBJECTIVO ESPECÍFICO N:º 2 | | | | | | | | | | | | | | | | |Realização | | | | | | | | | | | | | | | | | | |Subtotal objectivo específico n.º 2 | | | | | | | | | | | | | | | | |CUSTO TOTAL | | 0,980 | | 0,980 | | 0,980 | | | | | | | | | | 2,940 |3.2.3. Impacto estimado nas dotações de natureza administrativa3.2.3.1. Resumo– A proposta/iniciativa não acarreta a utilização de dotações de natureza administrativa– X A proposta/iniciativa acarreta a utilização de dotações de natureza administrativa, tal como explicitado seguidamente:Em milhões de EUR (com 3 casas decimais)| Ano N [25] (2012) | Ano N+1 (2013) | Ano N+2 (2014) | Ano N+3 | Inserir os anos necessários para reflectir  a duração do impacto (ver ponto 1.6) | TOTAL |RUBRICA 5 do quadro financeiro plurianual | | | | | | | | |Recursos humanos | 0,064 | 0,064 | 0,064 | | | | | 0,192 |Outras despesas de natureza administrativa [26] | 0,010 | 0,010 | 0,010 | | | | | 0,030 |Subtotal RUBRICA 5 do quadro financeiro plurianual | 0,074 | 0,074 | 0,074 | | | | | 0,222 |Com exclusão da RUBRICA 5 do quadro financeiro plurianual [27] | | | | | | | | |Recursos humanos | 0,016 | 0,016 | 0,016 | | | | | 0,048 |Outras despesas de natureza administrativa [28] | 0,005 | 0,005 | 0,065 | | | | | 0,075 |Subtotal  com exclusão da RUBRICA 5 do quadro financeiro plurianual | 0,021 | 0,021 | 0,081 | | | | | 0,123 |TOTAL | 0,085 | 0,.085 | 0,155 | | | | | 0,345 |3.2.3.2. Necessidades estimadas de recursos humanos– A proposta/iniciativa não acarreta a utilização de recursos humanos– X A proposta/iniciativa acarreta a utilização de recursos humanos, tal como explicitado seguidamente:As estimativas devem ser expressas em números inteiros (ou, no máximo, com uma casa decimal)| Ano N(2012) | Ano N+1 (2013) | Ano N+2 (2014) | Ano N+3(2015) | Inserir os anos necessários para reflectir a duração do impacto (ver ponto 1.6) |Lugares do quadro do pessoal (funcionários e agentes temporários) |XX 01 01 01 (na sede e nos gabinetes de representação da Comissão) | 0,051 | 0,051 | 0,051 | | |XX 01 01 02 (nas delegações) | | | | | |XX 01 05 01 (investigação indirecta) | 0 | 0 | 0 | 0 | |10 01 05 01 (investigação directa) | 0 | 0 | 0 | 0 | |Pessoal externo (em equivalente a tempo completo - ETC) [29] |XX 01 02 01 (AC, PND e TT da dotação global) | 0 | 0 | 0 | 0 | |XX 01 02 02 (AC, TT, JPD, AL e PND nas delegações) | 0,013 | 0,013 | 0,013 | | |XX 01 04 yy [30] | - na sede [31] | | | | | || - nas delegações | | | | | |XX 01 05 02 (AC, PND e TT relativamente à investigação indirecta) | | | | | |10 01 05 02 (AC, PND E TT relativamente à investigação directa) | | | | | |11 01 04 04 (AC, responsável pelo acompanhamento da execução do apoio sectorial) | 0,016 | 0,016 | 0,016 | | |TOTAL | 0,080 | 0,080 | 0,080 | | |XX constitui o domínio de intervenção ou título em causa.As necessidades de recursos humanos serão cobertas pelos efectivos da DG já afectados à gestão da acção e/ou reafectados internamente a nível da DG, complementados, caso necessário, por eventuais dotações adicionais que sejam atribuídas à DG gestora no quadro do processo anual de atribuição e no limite das disponibilidades orçamentais.Estimativa de recursos humanos:Funcionários e agentes temporários | 1 desk officer DG MARE + CdU/CdU adj. + secretariado: estimado globalmente em 0,4 pessoas/anoCálculo dos custos: 0,4 pessoas/ano x 127 000 EUR/ano = 50 800 EUR => 0,051 milhões de EUR |Pessoal externo | 1 AL na Delegação (Moçambique) incumbido do acompanhamento das autorizações de pesca transmitidas às/emitidas pelas autoridades de Moçambique: estimado globalmente em 0,2 pessoas/anoCálculo dos custos: 0,2 pessoas/ano x 64 000 EUR/ano = 12 800 EUR => 0,013 milhões de EUR |Pessoal com exclusão da Rubrica 5 | 1 AC conselheiro das pescas na Delegação da Maurícia responsável pelo acompanhamento da execução do apoio sectorial, estimado globalmente em 0,25 pessoas/anoCálculo dos custos: 0,25 pessoas/ano x 64 000 EUR/ano = 16 000 EUR => 0,016 milhões de EUR |Cálculo do total de recursos humanos por ano: 50 800 EUR + 12 800 EUR + 16 000 EUR = 79 600 EUR => 0,0796 milhões de EURDescrição das tarefas a executar:- Assistir o negociador na preparação e condução das negociações de acordos de pesca:- participação nas negociações com países terceiros para fins de celebração de acordos de pesca,- preparação de projectos de relatórios de avaliação e notas estratégicas de negociação para o Comissário,- apresentação e defesa das posições da Comissão no âmbito do grupo de trabalho «Pesca externa» do Conselho,- participação na procura de compromissos com os Estados-Membros e sua integração no texto final do acordo.- Acompanhamento da execução dos acordos:- acompanhamento diário dos acordos de pesca,- preparação e controlo das autorizações e ordens de pagamento da contribuição financeira e das contribuições específicas adicionais eventuais,- elaboração regular de relatórios sobre a execução dos acordos,- avaliação dos acordos: aspectos científicos e técnicos,- preparação dos projectos de propostas de regulamento e de decisão do Conselho e elaboração do texto do acordo,- lançamento e acompanhamento dos procedimentos de adopção.- Assistência técnica:- preparação da posição da Comissão na perspectiva da Comissão Mista.- Relações interinstitucionais:- representação da Comissão perante o Conselho, o Parlamento Europeu e os Estados-Membros no âmbito do processo de negociação,- redacção das respostas às perguntas escritas e orais do Parlamento Europeu.- Consulta e coordenação interserviços:- ligação com outras Direcções-Gerais para questões relativas à negociação e ao acompanhamento dos acordos,- organização e resposta às consultas interserviços.- Avaliação:- participação na actualização da avaliação de impacto,- análise dos objectivos atingidos e dos indicadores de avaliação.3.2.4. Compatibilidade com o actual quadro financeiro plurianual– x A proposta/iniciativa é compatível com o actual quadro financeiro plurianual.– A proposta requer uma reprogramação da rubrica pertinente do quadro financeiro plurianual.Explicitar a reprogramação necessária, especificando as rubricas orçamentais em causa e as quantias correspondentes.[…]– A proposta requer a mobilização do Instrumento de Flexibilidade ou a revisão do quadro financeiro plurianual [32].Explicitar as necessidades, especificando as rubricas orçamentais em causa e as quantias correspondentes.[…]3.2.5. Participação de terceiros no financiamento– X A proposta não prevê o co-financiamento por terceiros– A proposta/iniciativa prevê o co-financiamento estimado seguinte:Dotações em milhões de EUR (com 3 casas decimais)| Ano N | Ano N+1 | Ano N+2 | Ano N+3 | Inserir os anos necessários para reflectir a duração do impacto (ver ponto 1.6) | Total |Indicar a fonte/organismo de co-financiamento | | | | | | | | |TOTAL das dotações co-financiadas | | | | | | | | |3.3. Impacto estimado nas receitas– X A proposta não tem impacto financeiro nas receitas– A proposta tem o impacto financeiro a seguir descrito:nos recursos própriosnas receitas diversasEm milhões de EUR (com 3 casas decimais)Rubrica orçamental das receitas | Dotações disponíveis para o exercício em curso | Impacto da proposta/iniciativa [33] || | Ano N | Ano N+1 | Ano N+2 | Ano N+3 | Inserir as colunas necessárias para reflectir a duração do impacto (ver ponto 1.6) |Artigo …. | | | | | | | | |Relativamente às receitas diversas que serão «afectadas», especificar a(s) rubrica(s) orçamental(is) de despesas implicada(s).[…]Especificar o método de cálculo do impacto nas receitas.[…][1] Decisão n.º xxx/2011 do Conselho, de xx de xxx de 2011 – Ref. SEC(2010) n.° 1593 final.[2] JO C , , p. .[3] JO C ….[4] JO L 331 de 17.12.2007, p. 1.[5] JO C …, …, p. ….[6] O texto do Protocolo foi publicado no JO …** juntamente com a decisão relativa à assinatura.** JO: Inserir a referência ao JO no doc st …../10.[7] A data de entrada em vigor do acordo será publicada no Jornal Oficial da União Europeia por intermédio do Secretariado-Geral do Conselho.[8] ABM: Activity Based Management (gestão por actividades) – ABB: Activity Based Budgeting (orçamentação por actividades).[9] Referidos no artigo 49.º, n.º 6, alíneas a) ou b), do Regulamento Financeiro.[10] P.m.: Nos «activity statements» estabelecidos para o orçamento de 2011, trata-se do objectivo específico n.º 2; Consultar: http://www.cc.cec/budg/bud/proc/adopt/_doc/_pdf/2011/mare.pdf[11] Os adiantamentos e as taxas pagos pelos armadores não têm qualquer impacto no orçamento comunitário.[12] As explicações sobre as modalidades de gestão e as referências ao Regulamento Financeiro estão disponíveis no sítio BudgWeb: http://www.cc.cec/budg/man/budgmanag/budgmanag_en.html[13] Referidos no artigo 185.º do Regulamento Financeiro.[14] DD = dotações diferenciadas / DND = dotações não diferenciadas.[15] EFTA: Associação Europeia de Comércio Livre.[16] Países candidatos e, se for caso disso, países candidatos potenciais dos Balcãs Ocidentais.[17] O ano N é o do início da aplicação da proposta/iniciativa.[18] Assistência técnica e/ou administrativa e despesas de apoio à execução de programas e/ou acções da UE (antigas rubricas «BA»), bem como investigação directa e indirecta.[19] A contrapartida financeira inclui: a) 520 000 EUR por ano equivalentes à tonelagem de referência anual de 8 000 toneladas e b) 460 000 EUR por ano, correspondentes ao apoio ao desenvolvimento da política sectorial das pescas da República de Moçambique. Se a quantidade das capturas anuais exceder 8 000 toneladas, o montante da contrapartida financeira anual será aumentado de 65 EUR por cada tonelada suplementar pescada. Todavia, o montante anual total pago pela UE não pode exceder 1 040 000 EUR por ano (ver artigo 2.º, n.º 4, do protocolo).[20] As despesas administrativas estendem-se ao longo de 3 anos orçamentais, dado que o protocolo cobre o período Janeiro de 2012 - Dezembro de 2014.[21] Estimativa dos custos relativos a missões de acompanhamento no terreno.[22] O ano N é o do início da aplicação da proposta/iniciativa.[23] As realizações dizem respeito aos produtos fornecidos e serviços prestados (exemplo: número de intercâmbios de estudantes financiados, número de quilómetros de estradas construídas, etc.).[24] Tal como descrito no ponto 1.4.2. «Objectivo(s) específico(s)».[25] O ano N é o do início da aplicação da proposta/iniciativa.[26] Custos estimados para as missões de controlo no local por pessoal da sede.[27] Assistência técnica e/ou administrativa e despesas de apoio à execução de programas e/ou acções da UE (antigas rubricas «BA»), bem como investigação directa e indirecta.[28] Custos estimados para as missões de controlo no local por pessoal da sede. O montante de 2014 inclui uma quantia destinada à avaliação ex post do protocolo.[29] AC = agente contratual; TT = trabalhador temporário; JPD = jovem perito nas delegações; AL = agente local; PND = perito nacional destacado.[30] Dentro do limite para o pessoal externo previsto nas dotações operacionais (antigas rubricas «BA»).[31] Para os Fundos estruturais, o Fundo Europeu Agrícola para o Desenvolvimento Rural (FEADER) e o Fundo Europeu das Pescas (FEP).[32] Ver pontos 19 e 24 do Acordo Interinstitucional.[33] No que diz respeito aos recursos próprios tradicionais (direitos aduaneiros e quotizações sobre o açúcar), as quantias indicadas devem ser apresentadas em termos líquidos, isto é, quantias brutas após dedução de 25 % a título de despesas de cobrança.--------------------------------------------------