CELEX: 52003PC0814
Language: pt
Date: 2003-12-22
Title: Proposta de Directiva do Conselho que altera o anexo VI da Directiva 91/414/CEE no que respeita aos produtos fitofarmacêuticos que contêm microrganismos

Avis juridique important

|

52003PC0814

Proposta de Directiva do Conselho que altera o anexo VI da Directiva 91/414/CEE no que respeita aos produtos fitofarmacêuticos que contêm microrganismos  /* COM/2003/0814 final */  

Proposta de DIRECTIVA DO CONSELHO que altera o anexo VI da Directiva 91/414/CEE no que respeita aos produtos fitofarmacêuticos que contêm microrganismos(apresentada pela Comissão)EXPOSIÇÃO DE MOTIVOSA Directiva 91/414/CEE do Conselho, relativa à colocação dos produtos fitofarmacêuticos no mercado, exige que todos os produtos fitofarmacêuticos presentes no mercado europeu sejam avaliados uniformemente no tocante à sua eficácia e aos riscos que apresentam para a saúde humana e para o ambiente. Neste sentido, é estabelecido um sistema com duas vertentes. Os componentes activos são avaliados a nível comunitário, os produtos que contêm estes componentes são-no a nível nacional pelo Estado-Membro que autoriza a sua utilização. Por forma a garantir que estas avaliações são realizadas de modo consistente e para evitar discrepâncias entre as avaliações efectuadas a nível nacional, o anexo VI da referida directiva estabelece princípios uniformes para a avaliação e a autorização dos produtos fitofarmacêuticos. Até agora, estes princípios só podem ser aplicados aos produtos fitofarmacêuticos de origem química e não aos que contêm microrganismos. O presente projecto de proposta de directiva destina-se a colmatar esta lacuna.Proposta de DIRECTIVA DO CONSELHO que altera o anexo VI da Directiva 91/414/CEE no que respeita aos produtos fitofarmacêuticos que contêm microrganismos(Texto relevante para efeitos do EEE)O CONSELHO DA UNIÃO EUROPEIA,Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Europeia,Tendo em conta a Directiva 91/414/CEE do Conselho, de 15 de Julho de 1991, relativa à colocação dos produtos fitofarmacêuticos no mercado [1], e, nomeadamente, o nº 1 do seu artigo 18º,[1]  JO L 230 de 19.8.1991, p. 1. Directiva com a última redacção que lhe foi dada pela Directiva 2003/84/CE da Comissão (JO L 247 de 30.9.2003, p. 20).Tendo em conta a proposta da Comissão [2],[2]  JO C [...] de [...], p. [...].Considerando o seguinte:(1) Em conformidade com a Directiva 91/414/CEE, os Estados-Membros devem certificar-se de que os produtos fitofarmacêuticos não sejam autorizados a menos que observem os requisitos estabelecidos naquela directiva.(2) A Directiva 91/414/CEE determina o estabelecimento de princípios uniformes segundo os quais os Estados-Membros devem efectuar a avaliação dos produtos fitofarmacêuticos tendo em vista a respectiva autorização.(3) Foram estabelecidos princípios uniformes destinados a serem usados pelos Estados-Membros apenas na avaliação e autorização de produtos fitofarmacêuticos químicos. No entanto, não existem princípios equivalentes que os Estados-Membros possam aplicar na avaliação e autorização de produtos fitofarmacêuticos que contêm microrganismos. É pois adequado estabelecer princípios uniformes adicionais aplicáveis a este tipo de produtos fitofarmacêuticos.(4) A Directiva 2001/36/CE da Comissão [3] alterou a Directiva 91/414/CEE por forma a incluir os requisitos a que os processos devem satisfazer para serem apresentados por requerentes com vista à autorização de produtos fitofarmacêuticos que contêm microrganismos, sendo agora necessário estabelecer princípios uniformes para a avaliação de processos relativos a produtos fitofarmacêuticos que contêm microrganismos com base nos referidos requisitos de informação.[3]  JO L 164 de 20.6.2001, p. 1.(5) Consequentemente, a Directiva 91/414/CEE deve ser alterada em conformidade.(6) O Comité Científico das Plantas emitiu um parecer relativo ao presente projecto de directiva do Conselho [numa versão anterior] e esse parecer foi tomado em consideração,ADOPTOU A PRESENTE DIRECTIVA:Artigo 1ºO anexo VI da Directiva 91/414/CEE é alterado em conformidade com o anexo da presente directiva.Artigo 2º1. Os Estados-Membros porão em vigor as disposições legislativas, regulamentares e administrativas necessárias para dar cumprimento à presente directiva o mais tardar em [6 meses após a sua entrada em vigor]. Os Estados-Membros comunicarão imediatamente à Comissão o texto dessas disposições bem como um quadro de correspondência entre essas disposições e a presente directiva.As disposições adoptadas pelos Estados-Membros devem fazer referência à presente directiva ou ser acompanhadas da referida referência aquando da sua publicação oficial. As modalidades daquela referência incumbem aos Estados-Membros.2. Os Estados-Membros comunicarão à Comissão o texto das principais disposições de direito interno que adoptarem no domínio abrangido pela presente directiva.Artigo 3ºA presente directiva entra em vigor no [vigésimo] dia seguinte ao da sua publicação no Jornal Oficial da União Europeia.Artigo 4ºOs Estados-Membros são os destinatários da presente directiva.Feito em Bruxelas,Pelo ConselhoO PresidenteANEXOO anexo VI é alterado do seguinte modo:(1) O título "Princípios uniformes para a avaliação e autorização dos produtos fitofarmacêuticos" é substituído por:"PARTE APrincípios uniformes para a avaliação e autorização dos produtos fitofarmacêuticos químicos"(2) É aditada a parte B seguinte:"PARTE BPrincípios uniformes para a avaliação e autorização dos produtos fitofarmacêuticos que contêm microrganismos"ÍNDICEA. INTRODUÇÃOB. AVALIAÇÃO1. Princípios gerais2. Princípios específicos2.1. Identidade2.1.1. Identidade do microrganismo presente no produto2.1.2. Identidade do produto2.2. Propriedades biológicas, físicas, químicas e técnicas2.2.1. Propriedades biológicas do microrganismo presente no produto2.2.2. Propriedades físicas, químicas e técnicas do produto2.3. Informações adicionais2.4. Dados relativos à eficácia2.5. Métodos de identificação/detecção e quantificação2.5.1. Métodos analíticos para o produto2.5.2. Métodos analíticos para os resíduos2.6. Impacto na saúde humana e animal2.6.1. Efeitos sobre a saúde humana e animal decorrentes do produto2.6.2. Efeitos sobre a saúde humana e animal decorrentes dos resíduos2.7. Destino e comportamento no ambiente2.8. Efeitos em organismos não visados e respectiva exposição2.9. Conclusões e propostasC. PROCESSO DE DECISÃO1. Princípios gerais2. Princípios específicos2.1. Identidade2.2. Propriedades biológicas e técnicas2.3. Informações adicionais2.4. Dados relativos à eficácia2.5. Métodos de identificação/detecção e quantificação2.6. Impacto na saúde humana e animal2.6.1. Efeitos sobre a saúde humana e animal decorrentes do produto2.6.2. Efeitos sobre a saúde humana e animal decorrentes dos resíduos2.7. Destino e comportamento no ambiente2.8. Efeitos em organismos não visadosA. INTRODUÇÃO1. Os princípios enunciados no presente anexo têm por objectivo garantir que as avaliações e decisões respeitantes à autorização de produtos fitofarmacêuticos, desde que se trate de produtos microbianos, resultem na aplicação dos requisitos do nº 1, alíneas b), c), d e e), do artigo 4º da presente directiva por todos os Estados-Membros, com um elevado nível de protecção do ambiente e da saúde humana e animal.2. Ao avaliarem os pedidos para a concessão das autorizações, os Estados-Membros:a) 2 Certificar-se-ão de que o processo apresentado preenche os requisitos do anexo III B, o mais tardar na conclusão da avaliação prévia à decisão, sem prejuízo, quando pertinente, do nº 1, alínea a), e dos nºs 4 e 6 do artigo 13º da presente directiva,- certificar-se-ão de que os dados apresentados são aceitáveis, em termos de quantidade, qualidade, coerência e fiabilidade, e suficientes para uma correcta avaliação do processo,- avaliarão, quando pertinente, as justificações apresentadas pelo requerente em relação à falta de determinados dados;b) Atenderão aos dados do anexo II B respeitantes à substância activa - constituída por microrganismos (incluindo vírus) - do produto fitofarmacêutico que tenham sido fornecidos para a inclusão do microrganismo em questão no anexo I, bem como aos resultados da sua avaliação, sem prejuízo, quando pertinente, do nº 1, alínea b), e dos nºs 2, 3 e 6 do artigo 13º da presente directiva;c) Terão em conta outras informações técnicas ou científicas de que possam razoavelmente dispor, relativas às características do produto fitofarmacêutico ou aos efeitos potencialmente nocivos do produto fitofarmacêutico, dos seus componentes ou metabolitos/toxinas.3. Quando seja feita referência a dados do anexo II B nos princípios específicos relativos à avaliação, considerar-se-á que se trata dos dados referidos na alínea b) do ponto 2.4. Quando os dados e informações fornecidos forem suficientes para a realização da avaliação de uma das utilizações propostas, o pedido será avaliado e será tomada uma decisão sobre essa utilização.Embora atendendo às justificações e aos esclarecimentos apresentados posteriormente, os Estados-Membros indeferirão os pedidos em que a falta de dados impeça uma avaliação completa e uma decisão fiável relativamente a pelo menos uma das utilizações propostas.5. Durante o processo de avaliação e decisão, o Estado-Membro cooperará com os requerentes, para resolver rapidamente quaisquer questões relativas ao processo, determinar imediatamente quaisquer outros estudos complementares necessários para uma correcta avaliação do mesmo, alterar qualquer projecto de condição de utilização do produto fitofarmacêutico ou, ainda, modificar a sua natureza ou composição, de modo a preencher integralmente os requisitos do presente anexo ou da presente directiva.Os Estados-Membros adoptarão geralmente uma decisão justificada, o mais tardar 12 meses após lhes ter sido apresentado um processo técnico completo. Entende-se por processo técnico completo um processo que preencha todos os requisitos do anexo III B.6. Os juízos formados pelas autoridades competentes dos Estados-Membros nos processos de avaliação e de decisão basear-se-ão em princípios científicos sólidos, de preferência internacionalmente reconhecidos e em recomendações de peritos.7. Um produto fitofarmacêutico microbiano (a seguir designado por "produto") contém microrganismos (incluindo vírus) bem como produtos químicos presentes na formulação. Pode igualmente conter metabolitos/toxinas relevantes produzidos durante o crescimento, resíduos do meio de cultura e ainda contaminantes (microbianos). Na avaliação, deve ter-se em conta o microrganismo, os metabolitos/toxinas relevantes, o produto fitofarmacêutico com os resíduos do meio de cultura e os contaminantes (microbianos) presentes.8. Os Estados-Membros devem ter em consideração todos os documentos de orientação comunicados ao Comité Permanente da Cadeia Alimentar e da Saúde Animal (CPCASA).9. No respeitante aos microrganismos geneticamente modificados, deve ter-se em conta a Directiva 2001/18/CE do Parlamento Europeu e do Conselho [4]. Deve fornecer-se a avaliação efectuada no quadro da referida directiva, que será tida em devida conta.[4]  Directiva 2001/18/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 12 de Março de 2001, relativa à libertação deliberada no ambiente de organismos geneticamente modificados e que revoga a Directiva 90/220/CEE do Conselho (JO L 106 de 17.4.2001, p. 1).10. Definições e explicação de termos no domínio da microbiologiaAntibiose Uma relação entre duas ou mais espécies em que uma delas é activamente lesada (por exemplo, através da produção de toxinas pela espécie lesiva).Antigénio Uma substância que, depois de entrar em contacto com as células adequadas, induz um estado de sensibilização e/ou de resposta imunológica após um período de latência (de dias ou semanas) e que reage de forma demonstrável com anticorpos e/ou células imunes do sujeito sensibilizado in vivo ou in vitro.Antimicrobiano um agente antimicrobiano é uma substância natural, semi-sintética ou sintética que apresenta actividade antimicrobiana (destrói ou inibe o crescimento dos microrganismos).O termo antimicrobiano inclui:- antibióticos, designando substâncias produzidas por microrganismos ou deles derivadas, e- anticoccídeos, designando substâncias activas contra coccidia e protozoários parasitas unicelulares.UFC Unidade formadora de colónias; uma célula individual capaz de se clonar até formar uma colónia completa de células idênticas.Colonização A proliferação e persistência de um (micr)organismo num meio, como, por exemplo, nas superfícies externa (pele) ou interna (intestino, pulmões) do corpo. Para haver colonização, o microrganismo deve persistir, pelo menos, por um período de tempo superior ao esperado num determinado órgão. A população de microrganismos pode diminuir mas a uma taxa mais baixa do que a da eliminação normal, pode também manter-se estável ou aumentar. A colonização pode estar relacionada tanto com microrganismos inofensivos e funcionais como com microrganismos patogénicos. Não é relevante a eventual ocorrência de efeitos.Nicho ecológico Posição ambiental única ocupada por uma determinada espécie, identificada em termos do espaço físico realmente ocupado e pela função desempenhada na comunidade ou no ecossistema.Hospedeiro Um animal (incluindo a espécie humana) ou uma planta que alberga ou alimenta outro organismo (parasita).Especificidade ao hospedeiro A gama de espécies hospedeiras diferentes que podem ser colonizadas por uma determinada espécie ou estirpe microbiana. Um microrganismo com especificidade ao hospedeiro coloniza ou produz efeitos nocivos apenas numa ou num número reduzido de espécies hospedeiras. Um microrganismo sem especificidade ao hospedeiro pode colonizar ou produzir efeitos nocivos numa vasta gama de espécies hospedeiras diferentes.Infecção A introdução ou a entrada de um microrganismo patogénico num hospedeiro susceptível, quer lhe cause a morte ou efeitos patológicos quer não, mas implicando que o organismo penetra no corpo do hospedeiro, normalmente nas suas células, e é capaz de se reproduzir de modo a formar novas unidades infecciosas. A simples ingestão de um patogénio não implica uma infecção.Infeccioso Capaz de transmitir uma infecção.Infecciosidade A característica de um microrganismo que lhe permite infectar um hospedeiro susceptível.Invasão A entrada de um microrganismo no corpo do hospedeiro (por exemplo, penetração efectiva no tegumento, nas células epiteliais intestinais, etc.). A "invasividade primária" é uma propriedade dos microrganismos patogénicos.Multiplicação Capacidade de um microrganismo se reproduzir e aumentar em número durante uma infecção.Micotoxina Uma toxina fúngica.Microrganismo não viável Um microrganismo que não é capaz de replicação nem de transferir material genético.Resíduo não viável Um resíduo que não é capaz de replicação nem de transferir material genético.Patogenicidade A capacidade de um microrganismo desencadear uma doença e/ou provocar danos no hospedeiro. Muitos patogénios provocam doenças mediante uma combinação de: i) toxigenicidade e invasividade ou ii) toxigenicidade e capacidade de colonização. No entanto, alguns patogénios invasivos provocam doenças em resultado de uma reacção anormal do sistema de defesa do hospedeiro.Simbiose Um tipo de interacção entre dois organismos em que ambos vivem em íntima associação, com benefício mútuo.Microrganismo viável Um microrganismo que é capaz de replicação ou de transferir material genético.Resíduo viável Um resíduo que é capaz de replicação ou de transferir material genético.Viróide Qualquer tipo de agente infeccioso constituído por uma pequena cadeia de ARN que não está associada a nenhuma proteína. O ARN não codifica proteínas e não é traduzido; é replicado pelas enzimas das células do hospedeiro. Sabe-se que os viróides provocam várias doenças em plantas.Virulência Medida do grau de toxicidade de um microrganismo, indicado pela gravidade da doença provocada. Medida da dose (volume do inóculo) necessária para causar um determinado grau de patogenicidade. Experimentalmente, avalia-se como a dose letal média (DL50) ou a dose infecciosa média (DI50).B. AVALIAÇÃOO objectivo da avaliação consiste em identificar e apreciar, com base científica e até se dispor de mais experiência numa base caso-a-caso, os potenciais efeitos nocivos para a saúde humana e animal e para o ambiente decorrentes da utilização de produtos fitofarmacêuticos microbianos. A avaliação deve também ser efectuada a fim de identificar a necessidade de medidas de gestão dos riscos e de recomendar as medidas mais adequadas.Em virtude da capacidade de replicação dos microrganismos, existe uma clara diferença entre os produtos fitofarmacêuticos de origem química e os de origem microbiana. Os perigos apresentados por ambas as categorias não são necessariamente da mesma natureza, especialmente no que respeita à capacidade que os microrganismos têm para persistir e multiplicar-se numa diversidade de meios. Além disso, o grupo dos microrganismos é composto por uma vasta gama de organismos diferentes, cada um com as suas características únicas. Na avaliação, devem ter-se em conta estas diferenças entre os grupos de microrganismos.Idealmente, o microrganismo presente no produto fitofarmacêutico deveria funcionar como uma fábrica de células que actuasse directamente no local onde o organismo visado é prejudicial. Por conseguinte, o modo de acção constitui um passo fundamental da avaliação.Os microrganismos podem produzir uma gama de metabolitos diferentes (por exemplo, toxinas bacterianas ou micotoxinas) muitos dos quais podem ter relevância do ponto de vista toxicológico, podendo um ou vários estar envolvidos no modo de acção do produto fitofarmacêutico. Devem pois apresentar-se garantias da caracterização e identificação dos metabolitos relevantes e abordar-se a toxicidade destes metabolitos. Podem deduzir-se informações sobre a produção e/ou a relevância dos metabolitos a partir de:- estudos de toxicidade,- propriedades biológicas do microrganismo,- relação com agentes patogénicos conhecidos das plantas, animais ou seres humanos,- modo de acção,- métodos analíticos.A partir destas informações, os metabolitos podem ser considerados como possivelmente relevantes. Por conseguinte, a exposição a estes metabolitos deve ser abordada a fim de tomar uma decisão quanto à sua relevância.1. Princípios gerais1. Tendo em consideração os conhecimentos científicos e técnicos actuais, os Estados-Membros devem avaliar as informações em conformidade com os requisitos enunciados nas parte B dos anexos II e III e, nomeadamente:a) Identificar e avaliar os perigos que o produto apresenta e apreciar os riscos potenciais para o Homem, os animais ou o ambiente; eb) Avaliar as características do produto fitofarmacêutico em termos de eficácia e de fitotoxicidade/patogenicidade, relativamente a cada uma das utilizações para as quais é requerida autorização.2. A qualidade/metodologia dos ensaios, sempre que não se dispuser de métodos de ensaio normalizados, deve ser avaliada através das características enunciadas a seguir, quando disponíveis, relativamente aos métodos descritos:relevância; representatividade; sensibilidade; especificidade; reprodutibilidade; validações interlaboratoriais; previsibilidade.3. Ao interpretarem os resultados das avaliações, os Estados-Membros terão em conta, se necessário, os elementos de incerteza eventualmente presentes nas informações obtidas durante essas avaliações, de modo a minimizar o risco de omissão ou de subestimação da importância dos efeitos nocivos. No âmbito do processo de decisão, identificar-se-ão os dados ou pontos críticos cujo elemento de incerteza possa levar a uma classificação errada em termos de riscos.A primeira avaliação efectuada basear-se-á nos melhores dados ou estimativas disponíveis que reflictam as condições reais de utilização do produto.Essa avaliação será seguida de uma nova avaliação que tenha em conta incertezas eventualmente presentes nos dados críticos e uma série de condições de utilização prováveis, conducentes a uma abordagem realista do caso mais desfavorável, de modo a determinar diferenças significativas em relação à avaliação inicial.4. Os Estados-Membros avaliarão o produto microbiano resultante para o qual se solicita a aprovação nesse Estado-Membro. Para o efeito, a informação avaliada relativamente ao microrganismo pode ser levada em consideração. Os Estados-Membros devem ter em conta que os eventuais formulantes adicionados podem ter um impacto sobre as características do produto quando comparadas com as do microrganismo.5. Ao avaliar os pedidos e conceder as autorizações, os Estados-Membros terão em consideração as condições concretas de utilização propostas, nomeadamente, o fim a que se destina, a dose, o modo, a frequência e a época das aplicações, assim como a natureza e composição do produto. Os Estados-Membros terão igualmente em conta os princípios de controlo integrado de pragas, sempre que tal for possível.6. Na avaliação, os Estados-Membros atenderão às condições agronómicas, fitossanitárias, ambientais e climáticas das áreas de utilização.7. Quando os princípios específicos enunciados na secção 2 prevejam o recurso a modelos de cálculo na avaliação de um produto fitofarmacêutico, esses modelos devem:- possibilitar a melhor estimativa possível de todos os processos pertinentes, com base em parâmetros e hipóteses realistas,- ser sujeitos à análise referida no ponto 1.3,- ser devidamente validados com medições efectuadas em condições de utilização apropriadas,- ser adequados às condições observadas na área de utilização,- ser apresentados com todos os pormenores científicos acerca da forma como o modelo calcula uma estimativa, especificando os dados a introduzir no modelo e a forma como se derivaram.8. Os requisitos respeitantes aos dados, constantes das partes B dos anexos II e III, contêm orientações acerca das situações e da forma em que determinadas informações devem ser apresentadas e ainda os procedimentos a respeitar aquando da preparação e da avaliação de um processo. Deve assegurar-se o respeito destas orientações.2. Princípios específicosNa avaliação dos dados e informações fornecidos com os pedidos, e sem prejuízo dos princípios gerais referidos na secção 1, os Estados-Membros aplicarão os seguintes princípios:2.1. Identidade2.1.1. Identidade do microrganismo presente no produtoA identidade do microrganismo deve ser claramente estabelecida. Deve garantir-se que são fornecidos dados adequados que permitam a verificação da identidade do microrganismo presente no produto ao nível da estirpe.A identidade do microrganismo deve ser avaliada ao nível da estirpe. Quando se tratar de um microrganismo mutante ou geneticamente modificado [5], devem referir-se as diferenças específicas relativamente a outras estirpes da mesma espécie. Deve mencionar-se a ocorrência de fases de repouso.[5]  Ver definição de "geneticamente modificado" na Directiva 2001/18/CE.Deve verificar-se se a estirpe se encontra depositada nalguma colecção de culturas reconhecida internacionalmente.2.1.2. Identidade do produtoOs Estados-Membros avaliarão as informações pormenorizadas a nível quantitativo e qualitativo apresentadas na composição do produto, tais como o microrganismo (ver supra), os metabolitos/toxinas relevantes, o meio de cultura residual, os co-formulantes e os contaminantes microbianos presentes.2.2 Propriedades biológicas, físicas, químicas e técnicas2.2.1. Propriedades biológicas do microrganismo presente no produto2.2.1.1 Deve avaliar-se a origem da estirpe, o habitat natural, incluindo as indicações sobre o nível de base normal, o ciclo de vida e as possibilidades de sobrevivência, a colonização, a reprodução e a dispersão. Após um breve período de crescimento, a proliferação de microrganismos indígenas deverá estabilizar e prosseguir a par dos microrganismos de base.2.2.1.2. Deve avaliar-se a capacidade de os microrganismos se adaptarem ao ambiente. Os Estados-Membros devem especificamente ter em consideração os seguintes princípios:(1) Os microrganismos podem activar ou desactivar a expressão de determinadas características fenotípicas em função das condições (por exemplo, disponibilidade de substratos para o crescimento e o metabolismo).(2) As estirpes microbianas mais adaptadas ao ambiente podem sobreviver e multiplicar-se melhor que as que não se adaptam. Deste modo, estas estirpes estarão em vantagem selectiva e, após diversas gerações, poderão constituir a maioria numa população.(3) A multiplicação relativamente rápida dos microrganismos conduz a uma elevada frequência de mutações. Se a mutação for benéfica para a sobrevivência no meio, esta estirpe mutante pode tornar-se dominante.(4) Os vírus, em especial, podem mudar de propriedades rapidamente, incluindo de virulência.Por conseguinte, deve avaliar-se, sempre que tal for adequado, as informações relativas à estabilidade genética do microrganismo nas condições ambientais da utilização proposta, assim como as informações acerca da capacidade do microrganismo para transferir material genético para outros organismos e ainda as informações acerca da estabilidade dos traços codificados.2.2.1.3. O modo de acção do microrganismo deve ser avaliado o mais detalhadamente possível. Deve avaliar-se o eventual papel dos metabolitos/toxinas no modo de acção e, se existir, deve estabelecer-se a concentração mínima eficaz para cada metabolito/toxina activo. As informações acerca do modo de acção podem ser um instrumento muito valioso para a identificação dos riscos potenciais. Os aspectos a considerar na avaliação são:- a antibiose- a indução da resistência das plantas- a interferência com a virulência de um organismo patogénico visado- o crescimento endófito- a colonização das raízes- a competição no nicho ecológico (por exemplo, nutrientes, habitat)2.2.1.4. A fim de estimar os efeitos nos microrganismos não visados, deve avaliar-se a informação acerca da especificidade ao hospedeiro do microrganismo, tendo em consideração os elementos enunciados a seguir.Deve avaliar-se a capacidade de um microrganismo ser patogénico para organismos não visados (humanos, animais e outros microrganismos não visados). Deve avaliar-se qualquer eventual relação com patogénios conhecidos para as plantas, os animais ou os humanos que sejam espécies dos géneros dos microrganismos activos e/ou contaminantes.A patogenicidade, assim como a virulência, estão fortemente relacionadas com as espécies hospedeiras (determinadas, por exemplo, pela temperatura do organismo e pelo meio fisiológico) e com a situação do hospedeiro (por exemplo, estado de saúde, estado imunitário). Por exemplo, a multiplicação no corpo humano implica a capacidade de o microrganismo crescer à temperatura do corpo do hospedeiro. Alguns microrganismos só podem crescer e ser metabolicamente activos a temperaturas (muito) inferiores ou superiores às do corpo humano, não podendo, por conseguinte, ser patogénicos para o ser humano. No entanto, pode também relacionar-se com a via de entrada do microrganismo no hospedeiro (oral, inalação, pele/ferida). Por exemplo, uma determinada espécie microbiana pode causar uma doença através de danos na pele, mas não pela via oral.2.2.1.5. Deve avaliar-se a resistência aos agentes antimicrobianos com relevância para a medicina humana e veterinária. Deve também avaliar-se a possibilidade da transferência de genes que codificam a resistência a agentes antimicrobianos.Muitos microrganismos produzem substâncias de antibiose para as interferências normais na comunidade microbiana. Porém, devem evitar-se as interferências com a utilização de agentes antimicrobianos em medicina humana e veterinária.2.2.2. Propriedades físicas, químicas e técnicas do produto2.2.2.1. Dependendo da natureza do microrganismo e do tipo de formulação, devem avaliar-se as propriedades técnicas do produto fitofarmacêutico.2.2.2.2. Deve avaliar-se o período de conservação e a estabilidade em armazenagem da preparação, tendo em atenção a possível alteração da composição, tal como o crescimento do microrganismo ou de outros microrganismos contaminantes, a produção de metabolitos/toxinas, etc.2.2.2.3. Os Estados-Membros avaliarão as propriedades físico-químicas do produto fitofarmacêutico e a conservação destas características após a armazenagem, e terão também em consideração:- existindo uma norma FAO [6] adequada, as propriedades físico-químicas descritas nessa norma,[6]  Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura.- não existindo qualquer norma FAO adequada, todas as propriedades físico-químicas pertinentes para a formulação, tal como se expõem no «Manual on the development and use of FAO specifications for plant protection products» (manual sobre o desenvolvimento e utilização das normas FAO para os produtos fitofarmacêuticos).2.2.2.4. Quando no rótulo proposto se exija ou recomende a utilização do produto juntamente com outros produtos fitofarmacêuticos ou com adjuvantes e/ou surjam indicações sobre a compatibilidade da preparação com outros produtos fitofarmacêuticos em misturas, os produtos em causa devem ser física e quimicamente compatíveis nessa mistura. Deve também demonstrar-se a compatibilidade biológica das misturas, ou seja, deve provar-se que cada produto fitofarmacêutico presente na mistura tem o desempenho esperado (não ocorrem antagonismos).2.3. Informações adicionais2.3.1. Controlo da qualidade da produção do microrganismo no produtoDevem avaliar-se os critérios de garantia da qualidade da produção do microrganismo. Nos parâmetros de avaliação do controlo do processo, devem ter-se em conta as boas práticas de fabrico, as práticas operacionais, os fluxos do processo, as práticas de limpeza, o controlo microbiano e as condições de higiene, a fim de assegurar uma boa qualidade do microrganismo. No controlo de qualidade devem incluir-se, nomeadamente, a qualidade, a estabilidade e a pureza do microrganismo.2.3.2. Controlo da qualidade do produtoDevem avaliar-se os critérios de garantia da qualidade. Se o produto contiver metabolitos/toxinas produzidos durante o crescimento ou resíduos do meio de cultura, estes devem também ser avaliados. Deve aferir-se a ocorrência de microrganismos contaminantes.2.4. Dados relativos à eficácia2.4.1. Quando a utilização proposta envolva a luta ou a protecção contra um organismo, os Estados-Membros avaliarão a possibilidade de esse organismo ser nocivo nas condições agronómicas, fitossanitárias, ambientais e climáticas da área de utilização proposta.2.4.2. Os Estados-Membros avaliarão a possibilidade de eventuais danos, perdas ou inconvenientes significativos nas condições agronómicas, fitossanitárias, ambientais e climáticas da área de utilização proposta, se o produto fitofarmacêutico não for aí utilizado.2.4.3. Os Estados-Membros avaliarão os dados relativos à eficácia (exigidos nos termos do anexo II) do produto, atendendo ao grau de controlo ou à extensão do efeito pretendido e tendo em conta as condições experimentais pertinentes como, por exemplo:- a escolha da cultura ou do cultivar,- as condições agronómicas, ambientais e climáticas (se necessário para alcançar uma eficácia aceitável, esses dados/informações devem ser apresentados para o período anterior e posterior à aplicação),- a presença e densidade do organismo nocivo,- o estado de desenvolvimento da cultura e do organismo,- a quantidade de produto fitofarmacêutico microbiano utilizada,- a quantidade de adjuvante incorporada, se a necessidade de adjuvante for indicada no rótulo,- a frequência e a época das aplicações,- o tipo de equipamento de aplicação,- a necessidade de quaisquer medidas especiais de limpeza para o equipamento de aplicação.2.4.4. Os Estados-Membros avaliarão a acção do produto num leque de condições agronómicas, fitossanitárias, ambientais e climáticas cuja ocorrência seja provável na área em que se propõe a utilização. A avaliação deve incluir o efeito sobre o controlo integrado. Em particular, há que considerar:i) A intensidade, uniformidade e persistência do efeito pretendido em função da dose, em comparação com um ou mais produtos de referência adequados e com a ausência de tratamento;ii) Nos casos em que tal se justifique, os efeitos no rendimento ou na redução das perdas durante a armazenagem, em termos quantitativos e/ou qualitativos, em comparação com um ou mais produtos de referência adequados e com a ausência de tratamento.Quando não existam produtos de referência adequados, os Estados-Membros avaliarão a acção do produto para determinar se a sua aplicação apresenta vantagens duradouras e definidas nas condições agronómicas, fitossanitárias, ambientais e climáticas da área de utilização proposta.2.4.5. Os Estados-Membros avaliarão a importância dos efeitos nocivos na cultura tratada depois da aplicação do produto de acordo com as condições de utilização propostas, eventualmente em comparação com um ou mais produtos de referência adequados, caso existam, e/ou com a ausência de tratamento.a) Essa avaliação terá em conta as seguintes informações:i) os dados relativos à eficácia,ii) outras informações relevantes acerca do produto, tais como a sua natureza, a dose, o método de aplicação, o número e a época das aplicações, a incompatibilidade com outros tratamentos das culturas,iii) todas as informações relevantes acerca do microrganismo, incluindo as propriedades biológicas, por exemplo, o modo de acção, a sobrevivência, a especificidade ao hospedeiro;b) Essa avaliação incidirá:i) na natureza, frequência, nível e duração dos efeitos fitotóxicos/fitopatogénicos observados e nas condições agronómicas, fitossanitárias, ambientais e climáticas que os afectam,ii) nas diferenças entre os principais cultivares no que se refere à sua sensibilidade aos efeitos fitotóxicos/fitopatogénicos,iii) na parte da cultura ou dos produtos vegetais tratados onde são observados efeitos fitotóxicos/fitopatogénicos,iv) no impacto negativo no rendimento da cultura ou dos produtos vegetais tratados em termos de quantidade e/ou qualidade,v) no impacto negativo em vegetais ou produtos vegetais tratados a utilizar para fins de propagação, em termos de viabilidade, germinação, enraizamento ou implantação,vi) no impacto negativo em culturas adjacentes, sempre que se faça a disseminação de um microrganismo.2.4.6. Quando no rótulo do produto se exija que este seja utilizado em mistura com outros produtos fitofarmacêuticos e/ou adjuvantes, os Estados-Membros submeterão as informações prestadas relativas à mistura às avaliações previstas supra. Quando no rótulo do produto se recomende que este seja utilizado em mistura com outros produtos fitofarmacêuticos e/ou adjuvantes, os Estados-Membros avaliarão a oportunidade da mistura recomendada e as suas condições de utilização.2.4.7. Quando os dados disponíveis indicarem que o microrganismo, os seus metabolitos/toxinas relevantes ou ainda os produtos de degradação ou de reacção dos formulantes permanecem em quantidades significativas no solo e/ou no interior ou à superfície das substâncias vegetais depois da aplicação do produto fitofarmacêutico de acordo com as condições de utilização propostas, os Estados-Membros avaliarão a importância dos efeitos nocivos nas culturas seguintes.2.4.8. Quando a utilização proposta para o produto fitofarmacêutico tiver como objectivo efeitos em vertebrados, os Estados-Membros avaliarão o mecanismo que lhes está associado e os efeitos observados no comportamento e na saúde dos animais visados; quando o efeito pretendido for a morte do animal visado, os Estados-Membros avaliarão o tempo necessário para provocar a morte do animal e as circunstâncias em que esta se produz.Essa avaliação terá em conta as seguintes informações:i) Todas as informações pertinentes previstas na parte B do anexo II bem como os resultados da sua avaliação, incluindo estudos toxicológicos;ii) Todas as informações pertinentes sobre o produto fitofarmacêutico previstas na parte B do anexo III, incluindo os estudos toxicológicos e os dados relativos à sua eficácia.2.5. Métodos de identificação/detecção e quantificaçãoOs Estados-Membros avaliarão os métodos analíticos propostos para efeitos de controlo e monitorização pós-registo dos componentes viáveis e não viáveis, tanto na formulação como nos resíduos, no interior e à superfície das culturas tratadas. É exigida uma validação suficiente dos métodos pré-autorização bem como dos métodos de monitorização pós-autorização. Devem identificar-se claramente os métodos considerados adequados para a monitorização pós-autorização.2.5.1. Métodos analíticos para o produto2.5.1.1. Componentes não viáveisOs Estados-Membros avaliarão os métodos analíticos propostos para identificar e quantificar os componentes não viáveis, significativos do ponto de vista toxicológico, ecotoxicológico ou ambiental, que provenham do microrganismo e/ou que estejam presentes como impurezas ou co-formulantes (incluindo eventualmente os produtos de degradação e/ou de reacção deles resultantes).Esta avaliação tomará em consideração as informações acerca dos métodos analíticos tal como previstas nas partes B dos anexos II e III bem como os resultados da respectiva avaliação. Em particular, há que ter em conta a seguinte informação:- a especificidade e a linearidade dos métodos propostos,- a precisão (repetibilidade) dos métodos propostos,- a importância das interferências,- a exactidão dos métodos propostos para as concentrações adequadas,- o limite de quantificação dos métodos propostos.2.5.1.2. Componentes viáveisOs Estados-Membros avaliarão os métodos propostos para quantificar e identificar a estirpe em causa e, em particular, métodos que façam a distinção entre essa estirpe e outras semelhantes.Esta avaliação tomará em consideração as informações acerca dos métodos analíticos tal como previstas nas partes B dos anexos II e III bem como os resultados da respectiva avaliação. Em particular, há que ter em conta a seguinte informação:- a especificidade dos métodos propostos,- a precisão (repetibilidade) dos métodos propostos,- a importância das interferências,- a quantificabilidade dos métodos propostos.2.5.2. Métodos analíticos para a determinação de resíduos2.5.2.1. Resíduos não viáveisOs Estados-Membros avaliarão os métodos analíticos propostos para identificar e quantificar os resíduos não viáveis, significativos do ponto de vista toxicológico, ecotoxicológico ou ambiental, que provenham do microrganismo e/ou que estejam presentes como impurezas ou co-formulantes (incluindo eventualmente os produtos de degradação e/ou de reacção deles resultantes).Esta avaliação tomará em consideração as informações acerca dos métodos analíticos tal como previstas nas partes B dos anexos II e III bem como os resultados da respectiva avaliação. Em particular, há que ter em conta a seguinte informação:- a especificidade e a linearidade dos métodos propostos,- a precisão (repetibilidade) dos métodos propostos,- a reprodutibilidade dos métodos propostos (validação por um laboratório independente),- a importância das interferências,- a exactidão dos métodos propostos para as concentrações adequadas,- o limite de quantificação dos métodos propostos.2.5.2.2. Resíduos viáveisOs Estados-Membros avaliarão os métodos propostos para identificar a estirpe em causa e, em particular, métodos que façam a distinção entre essa estirpe e outras semelhantes.Esta avaliação tomará em consideração as informações acerca dos métodos analíticos tal como previstas nas partes B dos anexos II e III bem como os resultados da respectiva avaliação. Em particular, há que ter em conta a seguinte informação:- a especificidade dos métodos propostos,- a precisão (repetibilidade) dos métodos propostos,- a importância das interferências,- a quantificabilidade dos métodos propostos.2.6. Impacto na saúde humana ou animalDeve avaliar-se o impacto na saúde humana ou animal. Os Estados-Membros devem especificamente ter em consideração os seguintes princípios:(1) Em virtude da capacidade de replicação dos microrganismos, existe uma clara diferença entre os produtos fitofarmacêuticos de origem química e os de origem microbiana. Os perigos apresentados por ambas as categorias não são necessariamente da mesma natureza, especialmente no que respeita à capacidade que os microrganismos têm para persistir e multiplicar-se numa diversidade de meios.(2) A patogenicidade do microrganismo para os humanos e os animais (não visados), a sua infecciosidade, a sua capacidade de colonização, a toxicidade dos metabolitos/toxinas bem como a toxicidade dos resíduos do meio de cultura, dos contaminantes e dos co-formulantes constituem parâmetros importantes para a avaliação dos efeitos nocivos decorrentes do produto.(3) A colonização, a infecciosidade e a toxicidade incluem um conjunto complexo de interacções entre o microrganismo e o hospedeiro e estes parâmetros podem não ser determinados com facilidade como parâmetros independentes.(4) Ao combinar estes parâmetros, os aspectos mais importantes do microrganismo que devem ser avaliados são:- a capacidade de persistir e se desenvolver num hospedeiro (indicativo da colonização ou da infecciosidade)- a capacidade de produzir efeitos (nocivos ou não nocivos) num hospedeiro (indicativo da infecciosidade, da patogenicidade e/ou da toxicidade).Além disso, a complexidade das questões a nível biológico deve ser tida em consideração ao avaliar os perigos e riscos destes produtos para os humanos e os animais. É necessária uma avaliação da patogenicidade e da infecciosidade, mesmo quando o potencial de exposição é considerado reduzido.Para efeitos de avaliação dos riscos, os estudos de toxicidade aguda devem incluir pelo menos duas doses (por exemplo, uma dose muito alta e uma correspondente à exposição esperada em condições práticas).2.6.1. Efeitos na saúde humana e animal decorrentes do produto2.6.1.1. Os Estados-Membros avaliarão a exposição do operador ao microrganismo e/ou aos compostos toxicologicamente relevantes presentes no produto (por exemplo, os seus metabolitos/toxinas, os resíduos do meio de cultura, os contaminantes e os co-formulantes), susceptível de ocorrer nas condições de utilização propostas (incluindo, em especial, a dose, o método de aplicação e as condições climáticas). No tocante à exposição, devem usar-se dados realistas e, se tais dados não estiverem disponíveis, usar-se-á um modelo de cálculo adequado e validado e, quando disponível, uma base de dados europeia harmonizada sobre a exposição genérica aos produtos fitofarmacêuticos.a) Essa avaliação terá em conta as seguintes informações:i) os dados médicos e os estudos de toxicidade, infecciosidade e patogenicidade, previstos na parte B do anexo II e os resultados da sua avaliação. Os testes da fase I devem fornecer uma avaliação de um microrganismo em termos da sua capacidade de persistir ou de se desenvolver no hospedeiro e a capacidade de nele provocar efeitos/reacções. Uma rápida e completa eliminação do organismo, a não activação do sistema imunitário, a inexistência de alterações histopatológicas e a replicação a temperaturas muito inferiores ou muito superiores às temperaturas dos organismos dos mamíferos constituem parâmetros que indicam a ausência da capacidade de persistir e se desenvolver no hospedeiro e da capacidade de produzir efeitos (nocivos ou não nocivos) num hospedeiro. Estes parâmetros podem, em alguns casos, ser deduzidos de estudos de efeitos agudos e de dados existentes relativos aos seres humanos e, por vezes, apenas de estudos de dose repetida.A avaliação baseada nos parâmetros relevantes dos testes da fase I deverá conduzir a uma avaliação dos efeitos possíveis da exposição profissional, tendo em conta a intensidade e a duração, incluindo a exposição devida à utilização repetida durante a utilização prática.A toxicidade de determinados metabolitos/toxinas apenas pode ser avaliada caso se tenham apresentado garantias de que os animais de teste são realmente expostos a estes metabolitos/toxinas.ii) outras informações relevantes sobre o microrganismo metabolitos/toxinas, resíduos do meio de cultura, contaminantes e co-formulantes presentes no produto, tais como as propriedades biológicas, físicas e químicas (por exemplo, sobrevivência do microrganismo à temperatura corporal dos seres humanos e dos animais; nicho ecológico; comportamento do microrganismo e/ou dos metabolitos/toxinas durante a aplicação).iii) Os estudos toxicológicos previstos na parte B do anexo III;iv) Outras informações relevantes previstas na parte B do anexo III, tais como:- a composição da preparação,- a natureza da preparação,- as dimensões, a apresentação e o tipo de embalagem,- o domínio de utilização e a natureza da cultura ou do objectivo do tratamento,- o método de aplicação, incluindo o manuseamento, a introdução do produto no recipiente de utilização e a mistura do produto,- as medidas de redução da exposição recomendadas,- as recomendações relativas a vestuário de protecção,- a dose de aplicação máxima,- o volume mínimo de aplicação por pulverização indicado no rótulo,- o número e a época das aplicações;b) Tendo em conta a informação mencionada supra (alínea a)), é necessário avaliar em termos de exposição única ou repetida do operador à utilização prevista os seguintes parâmetros gerais:- persistência ou crescimento do microrganismo no hospedeiro- efeitos (nocivos) observados- efeitos observados ou previstos dos contaminantes (incluindo microrganismos contaminantes)- efeitos observados ou esperados dos metabolitos/toxinas relevantesCaso existam indicações para colonização no hospedeiro e/ou sejam observados quaisquer efeitos nocivos, indicadores de toxicidade/infecciosidade, propõe-se testes mais aprofundados, tendo em conta o cenário de exposição (ou seja, exposição aguda ou repetida).c) A avaliação deve ser efectuada para cada tipo de método e de equipamento de aplicação proposto para a utilização do produto e para os diferentes tipos e dimensões dos recipientes a utilizar, tendo em conta as operações de mistura, de introdução do produto no recipiente de utilização, a aplicação do produto e a limpeza e a manutenção de rotina do equipamento de aplicação. Eventualmente, podem também ser tidas em conta outras utilizações autorizadas do produto na área de utilização prevista que contenham a mesma substância activa ou que dêem origem aos mesmos resíduos. Deverá ter-se em conta que caso se preveja a replicação do microrganismo, a avaliação da exposição poderá ser altamente especulativa.d) A ausência ou a presença do potencial de colonização ou de efeitos nos operadores nos níveis da dose testados, tal como previsto nas partes B dos anexos II e III, deverão ser discutidas em relação à exposição humana medida ou estimada. Esta avaliação do risco, de preferência quantitativa, deverá ser efectuada tendo também em consideração, por exemplo, o modo de acção, as propriedades biológicas, físicas e químicas do microrganismo e de outras substâncias presentes na formulação.2.6.1.2. Os Estados-Membros analisarão as informações relativas à natureza e às características da embalagem proposta, especialmente no que se refere aos seguintes aspectos:- o modo de apresentação,- as suas dimensões e capacidade,- o tamanho de abertura,- o tipo de fecho,- a solidez, impermeabilidade e resistência às condições normais de transporte e de manuseamento,- a resistência ao conteúdo e compatibilidade deste com a embalagem.2.6.1.3. Os Estados-Membros analisarão a natureza e as características dos equipamentos e vestuário de protecção propostos, especialmente no que se refere aos seguintes aspectos:- disponibilidade e carácter adequado,- eficácia,- conforto, atendendo aos condicionalismos físicos e às condições climáticas,- a resistência e compatibilidade deste com o produto.2.6.1.4. Os Estados-Membros avaliarão as possibilidades de exposição de outros seres humanos (trabalhadores expostos depois da aplicação do produto (reintrodução) ou outras pessoas presentes) ou de animais ao microrganismo e/ou a outros compostos relevantes do ponto de vista toxicológico presentes no produto nas condições de utilização propostas. Essa avaliação terá em conta as seguintes informações:i) Os dados médicos e os estudos de toxicidade, infecciosidade e patogenicidade, previstos na parte B do anexo II e os resultados da sua avaliação. Os testes da fase I devem fornecer uma avaliação de um microrganismo em termos da sua capacidade de persistir ou de se desenvolver no hospedeiro e a capacidade de nele provocar efeitos/reacções. Uma rápida e completa eliminação do organismo, a não activação do sistema imunitário, a inexistência de alterações histopatológicas e a replicação a temperaturas muito inferiores ou muito superiores às temperaturas dos organismos dos mamíferos constituem parâmetros que indicam a ausência da capacidade de persistir e se desenvolver no hospedeiro e da capacidade de produzir efeitos (nocivos ou não nocivos) num hospedeiro. Estes parâmetros podem, em alguns casos, ser deduzidos de estudos de efeitos agudos e de dados existentes relativos aos seres humanos e, por vezes, apenas de estudos de dose repetida.A avaliação baseada nos parâmetros relevantes dos testes da fase I deverá conduzir a uma avaliação dos efeitos possíveis da exposição profissional, tendo em conta a intensidade e a duração, incluindo a exposição devida à utilização repetida durante a utilização prática.A toxicidade de determinados metabolitos/toxinas apenas pode ser avaliada caso tenham apresentado garantias de que os animais de teste são realmente expostos a estes metabolitos/toxinasA toxicidade de determinados metabolitos/toxinas apenas pode ser avaliada caso tenham apresentado garantias de que os animais de teste são realmente expostos a estes metabolitos/toxinasii) outras informações relevantes sobre o microrganismo metabolitos/toxinas, resíduos do meio de cultura, contaminantes e co-formulantes presentes no produto tais como as propriedades biológicas, físicas e químicas (por exemplo, sobrevivência do microrganismo à temperatura corporal dos seres humanos e dos animais; nicho ecológico; comportamento do microrganismo e/ou dos metabolitos/toxinas durante a aplicação).iii) Os estudos toxicológicos previstos na parte B do anexo III;iv) Outras informações relevantes relativas ao produto previstas na parte B do anexo III, tais como:- períodos de reintrodução, períodos de espera necessários ou outras precauções destinadas a proteger o Homem e os animais,- método de aplicação, nomeadamente a pulverização,- a dose de aplicação máxima,- o volume máximo de aplicação por pulverização,- a composição da preparação,- os resíduos de tratamento que permanecem à superfície dos vegetais ou produtos vegetais, tendo em conta a influência de factores como a temperatura, os raios ultravioleta, o pH e a presença de determinadas substâncias,- outras actividades que possam conduzir à exposição dos trabalhadores.2.6.2. Efeitos sobre a saúde humana ou animal decorrentes dos resíduosA avaliação deverá abordar separadamente os resíduos não viáveis e viáveis. Os vírus e os viróides devem ser considerados como resíduos viáveis, visto que possuem a capacidade de transferir material genético (apesar de, para todos os efeitos, não serem considerados vivos).2.6.2.1. Resíduos não viáveisa) Os Estados-Membros deverão avaliar a possibilidade de exposição de seres humanos ou animais a resíduos não viáveis e respectivos produtos de degradação através da cadeia alimentar, devido à possível ocorrência no interior ou à superfície de partes comestíveis de culturas tratadas. Em particular, há que ter em conta a seguinte informação:- a fase de desenvolvimento do microrganismo em que são produzidos os resíduos não viáveis,- as fases de desenvolvimento/ciclo de vida do microrganismo sob as condições ambientais normais; deverá atender-se, em especial, ao cálculo da probabilidade de sobrevivência e multiplicação do microrganismo no interior ou na superfície de culturas, alimentos para consumo humano ou animal e, consequentemente, à probabilidade de produção de resíduos não viáveis,- a estabilidade dos resíduos não viáveis relevantes (incluindo os efeitos de factores como a temperatura, os raios ultravioleta, o pH e a presença de certas substâncias),- qualquer estudo experimental que demonstre se os resíduos não viáveis relevantes circulam ou não nas plantas,- dados relativos às boas práticas agrícolas propostas (incluindo número e época das aplicações, dose de aplicação máxima e volume mínimo de aplicação por pulverização). Além disso, os intervalos de segurança propostos para as utilizações previstas, ou períodos de retenção ou de armazenagem, no caso de utilizações pós-colheita, e dados adicionais sobre a aplicação, tal como previsto na parte B do anexo III,- sempre que relevante, outras utilizações autorizadas de produtos fitofarmacêuticos na área prevista, ou seja, contendo os mesmos resíduos.b) Os Estados-Membros devem avaliar a toxicidade dos resíduos não viáveis e dos respectivos produtos de degradação, com especial atenção à informação específica, tal como previsto nas partes B dos anexos II e III.c) Sempre que os resíduos não viáveis ou os respectivos produtos de degradação sejam considerados toxicologicamente relevantes para os seres humanos e/ou para os animais e sempre que a exposição não seja considerada negligenciável, deverão ser determinados os teores reais no interior ou na superfície das partes comestíveis das culturas tratadas, tendo em consideração:- os métodos analíticos para resíduos não viáveis,- as curvas de crescimento do microrganismo em condições óptimas,- a produção/formação de resíduos não viáveis em momentos relevantes (por exemplo, na altura da colheita antecipada).2.6.2.2. Resíduos viáveisa) Os Estados-Membros deverão avaliar a possibilidade de exposição de seres humanos ou animais a resíduos viáveis através da cadeia alimentar, devido à possível ocorrência no interior ou à superfície de (partes comestíveis de) culturas tratadas. Em particular, há que ter em conta a seguinte informação:- a probabilidade de sobrevivência, persistência e multiplicação do microrganismo no interior ou à superfície das culturas e dos alimentos para consumo humano e animal. Devem ser abordadas as várias fases de desenvolvimento/ciclo de vida do microrganismo,- informação relativa ao nicho ecológico,- informação acerca do destino e da disseminação nos diferentes elementos do ambiente,- a ocorrência natural do microrganismo (e/ou de um microrganismo semelhante),- dados relativos às boas práticas agrícolas propostas (incluindo número e época das aplicações, dose de aplicação máxima e volume mínimo de aplicação por pulverização). Além disso, os intervalos de segurança propostos para as utilizações previstas, ou períodos de retenção ou de armazenagem, no caso de utilizações pós-colheita, e dados adicionais sobre a aplicação, tal como previsto na parte B do anexo III,- eventualmente, outras utilizações de produtos fitofarmacêuticos que contenham o mesmo microrganismo ou que dêem origem aos mesmos resíduos, autorizadas na área de utilização prevista.b) Os Estados-Membros devem avaliar a informação específica sobre a capacidade de os resíduos viáveis de persistir ou de crescer no hospedeiro e a capacidade de nele provocar efeitos/reacções. Em particular, há que ter em conta a seguinte informação:- os dados médicos e os estudos de toxicidade, infecciosidade e patogenicidade, previstos na parte B do anexo II e os resultados da sua avaliação.- as fases de desenvolvimento/ciclo de vida do microrganismo sob as condições ambientais normais (por exemplo, no interior ou à superfície da cultura tratada),- modo de acção do microrganismo,- propriedades biológicas do microrganismo (por exemplo, especificidade ao hospedeiro). Devem ser abordadas as várias fases de desenvolvimento/ciclo de vida do microrganismo.c) No caso de os resíduos viáveis serem considerados toxicologicamente relevantes para os seres humanos e/ou para os animais e sempre que a exposição não seja considerada negligenciável, deverão ser determinados os teores reais no interior ou na superfície das partes comestíveis das culturas tratadas, tendo em consideração:- métodos analíticos para resíduos viáveis,- as curvas de crescimento do microrganismo em condições óptimas,- as possibilidades de extrapolação dos dados entre culturas.2.7. Destino e comportamento no ambienteDevem ser tidas em consideração a biocomplexidade dos ecossistemas e as interacções nas comunidades microbianas.As informações sobre a origem e as propriedades (por exemplo, especificidade) do microrganismo e seus metabolitos/toxinas residuais, bem como a utilização pretendida, constituem a base da avaliação do destino e comportamento no ambiente. O modo de acção deve ser tomado em consideração.Deverá ser efectuada uma avaliação do destino e do comportamento de qualquer metabolito relevante conhecido que seja produzido pelo microrganismo. A avaliação deverá ser feita para cada um dos compartimentos ambientais e é despoletada pelos critérios estabelecidos na parte B, alínea iv) do ponto 7, do anexo II da presente directiva.Ao avaliarem o destino e a disseminação do produto fitofarmacêutico no ambiente, os Estados-Membros terão em conta todos os elementos do ambiente, incluindo a flora e a fauna. O potencial de persistência e multiplicação do microrganismo tem de ser avaliado em todos os compartimentos ambientais, excepto quando se possa justificar que um determinado compartimento não será exposto ao microrganismo. Tem de ser considerada a mobilidade do microrganismo e os respectivos metabolitos/toxinas residuais.2.7.1. Os Estados-Membros avaliarão a possibilidade de exposição ao produto de organismos no compartimento aquático, quer em águas subterrâneas quer em águas superficiais, nas condições de utilização propostas; caso esta possibilidade exista, devem avaliar o risco para o compartimento aquático. O microrganismo pode dar origem a riscos devido à sua potencial capacidade de se estabelecer no ambiente através da multiplicação e pode, por conseguinte, ter um impacto duradouro ou permanente na comunidade microbiana ou nos respectivos predadores.Essa avaliação terá em conta as seguintes informações:- propriedades biológicas- sobrevivência do microrganismo no ambiente- nicho ecológico- nível de exposição de base de um microrganismo indígena- informação acerca do destino e da disseminação nos diferentes elementos do ambiente- eventualmente, outras utilizações de produtos fitofarmacêuticos que contenham a mesma substância activa ou que dêem origem aos mesmos resíduos, autorizadas na área de utilização prevista.2.7.2. Os Estados-Membros avaliarão a possibilidade de exposição ao produto de organismos na atmosfera, nas condições de utilização propostas; caso esta possibilidade exista, devem avaliar o risco para a atmosfera. Devem ter-se em conta o transporte, de curto e de longo alcance, do microrganismo na atmosfera.2.7.3. Os Estados-Membros avaliarão a possibilidade de exposição ao produto de organismos no compartimento terrestre, nas condições de utilização propostas; caso esta possibilidade exista, devem avaliar o risco para o compartimento terrestre. O microrganismo pode dar origem a riscos devido à sua potencial capacidade de se estabelecer no ambiente através da multiplicação e pode, por conseguinte, ter um impacto duradouro ou permanente na comunidade microbiana ou nos respectivos predadores.Essa avaliação terá em conta as seguintes informações:- propriedades biológicas- sobrevivência do microrganismo no ambiente- nicho ecológico- nível de exposição de base de um microrganismo indígena- informação acerca do destino e da disseminação nos diferentes elementos do ambiente- eventualmente, outras utilizações de produtos fitofarmacêuticos que contenham a mesma substância activa ou que dêem origem aos mesmos resíduos, autorizadas na área de utilização prevista.2.8. Efeitos em organismos não visados e respectiva exposiçãoA informação sobre a ecologia do microrganismo e os efeitos no ambiente deverá ser avaliada, bem como possíveis níveis de exposição e efeitos dos seus metabolitos/toxinas relevantes. É necessária uma avaliação conclusiva dos riscos ambientais que o produto pode apresentar, tendo em conta a exposição normal a microrganismos quer no ambiente quer no corpo de organismos.Os Estados-Membros avaliarão a possibilidade de exposição de organismos não visados nas condições propostas de utilização e, caso esta possibilidade exista, avaliarão o risco para estes organismos.No sentido de avaliar a possibilidade de exposição, deve também ter-se em conta a seguinte informação:- sobrevivência do microrganismo no respectivo compartimento- nicho ecológico- nível de exposição de base de um microrganismo indígena- informação acerca do destino e da disseminação nos diferentes elementos do ambiente- eventualmente, outras utilizações de produtos que contenham a mesma substância activa ou que dêem origem aos mesmos resíduos, autorizadas na área de utilização prevista.2.8.1. Os Estados-Membros avaliarão a possibilidade de exposição da vida selvagem terrestre e os efeitos sobre a mesma (aves, mamíferos e outros vertebrados terrestres selvagens).2.8.1.1. O microrganismo pode dar origem a riscos devido à sua potencial capacidade de infectar e se multiplicar em sistemas hospedeiros de aves e mamíferos. Deverá ser avaliada a possibilidade de os riscos identificados serem alterados devido à formulação do produto, tendo em conta a seguinte informação sobre o microrganismo:- modo de acção- outras propriedades biológicas- estudos de toxicidade, patogenicidade e infecciosidade em mamíferos- estudos de toxicidade, patogenicidade e infecciosidade em avesÉ necessária uma avaliação da infecciosidade e da patogenicidade, mesmo quando o potencial de exposição é considerado reduzido.2.8.1.2. O produto pode dar origem a efeitos tóxicos devido a toxinas ou co-formulantes. Para tal avaliação, há que ter em conta a seguinte informação:- estudos de toxicidade em mamíferos- estudos de toxicidade em aves- informação acerca do destino e da disseminação nos diferentes elementos do ambienteCaso se observe mortalidade ou sinais de intoxicação nos testes, esta avaliação incluirá, então, um cálculo da razão toxicidade/exposição, com base no quociente entre DL50 e a exposição estimada expressa em mg/kg de peso corporal.2.8.2. Os Estados-Membros avaliarão a possibilidade de exposição dos organismos aquáticos e os respectivos efeitos.2.8.2.1. O microrganismo pode dar origem a riscos devido à sua potencial capacidade de infectar e se multiplicar em organismos aquáticos. Deverá ser avaliada a possibilidade de os riscos identificados serem alterados devido à formulação do produto, tendo em conta a seguinte informação sobre o microrganismo:- modo de acção- outras propriedades biológicas- estudos de toxicidade, patogenicidade e infecciosidadeÉ necessária uma avaliação da infecciosidade e da patogenicidade, mesmo quando o potencial de exposição é considerado reduzido.2.8.2.2. O produto pode dar origem a efeitos tóxicos devido a toxinas ou co-formulantes. Para tal avaliação, há que ter em conta a seguinte informação:- estudos de toxicidade em organismos aquáticos- informação acerca do destino e da disseminação nos diferentes elementos do ambiente.Caso se observe mortalidade ou sinais de intoxicação nos testes, esta avaliação incluirá, então, um cálculo da ração toxicidade/exposição, com base no quociente entre CE50/CSEO e a exposição estimada expressa em ml/litro.2.8.3. Os Estados-Membros avaliarão a possibilidade de exposição das abelhas e os efeitos sobre as mesmas.2.8.3.1. O microrganismo pode dar origem a riscos devido à sua potencial capacidade de infectar e se multiplicar em abelhas. Deverá ser avaliada a possibilidade de os riscos identificados serem alterados devido à formulação do produto, tendo em conta a seguinte informação sobre o microrganismo:- modo de acção- outras propriedades biológicas- estudos de toxicidade, patogenicidade e infecciosidadeÉ necessária uma avaliação da infecciosidade e da patogenicidade, mesmo quando o potencial de exposição é considerado reduzido.2.8.3.2. O produto pode dar origem a efeitos tóxicos devido a toxinas ou co-formulantes. Para tal avaliação, há que ter em conta a seguinte informação:- estudos de toxicidade em abelhas- informação acerca do destino e da disseminação nos diferentes elementos do ambiente.Caso se observe mortalidade ou sinais de intoxicação nos testes, esta avaliação incluirá, então, um cálculo do quociente de nocividade, com base no quociente entre a dose, em g/ha, e o DL50, em  g/abelha.2.8.4. Os Estados-Membros avaliarão a possibilidade de exposição de outros artrópodes, à excepção das abelhas, e os efeitos sobre os mesmos.2.8.4.1. Caso o microrganismo seja indígena ao ambiente, apenas tem de ser considerada a dose mais elevada de aplicação do produto microbiano. No sentido de avaliar a possibilidade de exposição, deve ter-se em conta a seguinte informação:- sobrevivência do microrganismo no compartimento respectivo válido para artrópodes não visados (compartimento atmosférico e/ou terrestre)- nicho ecológico- nível de exposição de base de um microrganismo indígena- informação acerca do destino e da disseminação nos diferentes elementos do ambiente- eventualmente, outras utilizações de produtos que contenham a mesma substância activa ou que dêem origem aos mesmos resíduos, autorizadas na área de utilização prevista.2.8.4.2. O microrganismo pode dar origem a riscos devido à sua potencial capacidade de infectar e se multiplicar em outros artrópodes, à excepção das abelhas. Deverá ser avaliada a possibilidade de os riscos identificados serem alterados devido à formulação do produto, tendo em conta a seguinte informação sobre o microrganismo:- modo de acção- outras propriedades biológicas- estudos de toxicidade, patogenicidade e infecciosidade para abelhas e outros artrópodesÉ necessária uma avaliação da infecciosidade e da patogenicidade, mesmo quando o potencial de exposição é considerado reduzido.2.8.4.3. O produto pode dar origem a efeitos tóxicos devido a toxinas ou co-formulantes. Para tal avaliação, há que ter em conta a seguinte informação:- estudos de toxicidade em artrópodes- informação acerca do destino e da disseminação nos diferentes elementos do ambiente- dados disponíveis provenientes da triagem biológica primáriaCaso se observe mortalidade ou sinais de intoxicação nos testes, esta avaliação incluirá, então, um cálculo da razão entre toxicidade/exposição, com base no quociente entre DE50 (dose efectiva) e a exposição estimada expressa em mg/ha.2.8.5. Os Estados-Membros avaliarão a possibilidade de exposição das minhocas e os efeitos nas mesmas.2.8.5.1. Caso o microrganismo seja indígena ao ambiente, apenas tem de ser considerada a dose mais elevada de aplicação do produto fitofarmacêutico microbiano. No sentido de avaliar a possibilidade de exposição, deve ter-se em conta a seguinte informação:- sobrevivência do microrganismo no compartimento terrestre- nicho ecológico- nível de exposição de base de um microrganismo indígena- informação acerca do destino e da disseminação nos diferentes elementos do ambiente- eventualmente, outras utilizações de preparações que contenham a mesma substância activa ou que dêem origem aos mesmos resíduos, autorizadas na área de utilização prevista.2.8.5.2. O microrganismo pode dar origem a riscos devido à sua potencial capacidade de infectar e se multiplicar em minhocas. Deverá ser avaliada a possibilidade de os riscos identificados serem alterados devido à formulação do produto, tendo em conta a seguinte informação sobre o microrganismo:- modo de acção- outras propriedades biológicas- estudos de toxicidade, patogenicidade e infecciosidade em minhocasÉ necessária uma avaliação da infecciosidade e da patogenicidade, mesmo quando o potencial de exposição é considerado reduzido.2.8.5.3. O produto pode dar origem a efeitos tóxicos devido a toxinas ou co-formulantes. Para tal avaliação, há que ter em conta a seguinte informação:- estudos de toxicidade em minhocas- informação acerca do destino e da disseminação nos diferentes elementos do ambienteCaso se observe mortalidade ou sinais de intoxicação nos testes, esta avaliação incluirá, então, um cálculo da razão toxicidade/exposição, com base no entre quociente de CL50 da exposição estimada expressa em mg/kg de peso seco de solo.2.8.6. Os Estados-Membros avaliarão a possibilidade de exposição dos microrganismos do solo e os efeitos nos mesmos.2.8.6.1. Caso o microrganismo seja indígena ao ambiente, apenas tem de ser considerada a dose mais elevada de aplicação do produto fitofarmacêutico microbiano. No sentido de avaliar a possibilidade de exposição, deve ter-se em conta a seguinte informação:- sobrevivência do microrganismo no compartimento terrestre- nicho ecológico- nível de exposição de base de um microrganismo indígena- informação acerca do destino e da disseminação nos diferentes elementos do ambiente- eventualmente, outras utilizações de preparações que contenham a mesma substância activa ou que dêem origem aos mesmos resíduos, autorizadas na área de utilização prevista.2.8.6.2. O microrganismo pode dar origem a riscos devido à sua potencial capacidade de interferir com os ciclos biogeoquímicos de um nutriente no ambiente. Deverá ser avaliada a possibilidade de os riscos identificados serem alterados devido à formulação do produto, tendo em conta a seguinte informação sobre o microrganismo:- modo de acção- outras propriedades biológicas2.8.6.3. Os Estados-Membros avaliarão o impacto de microrganismos exóticos/não indígenas em microrganismos não visados e nos respectivos predadores após utilização do produto, de acordo com as condições propostas de utilização. Não são geralmente exigidos dados experimentais, ou seja, sempre que se possa justificar que se pode efectuar uma avaliação do risco correcta com a informação disponível.2.8.6.4. O produto pode dar origem a efeitos tóxicos devido a toxinas ou co-formulantes. Para tal avaliação, há que ter em conta a seguinte informação:- informação acerca do destino e da disseminação nos diferentes elementos do ambiente- todas as informações disponíveis provenientes da triagem biológica primária.2.8.7. Os Estados-Membros avaliarão a possibilidade de exposição de outras espécies e os respectivos efeitos.2.8.7.1. No sentido de avaliar a possibilidade de exposição, deve ter-se em conta a seguinte informação:- sobrevivência do microrganismo no compartimento respectivo válido para outras espécies (compartimento atmosférico, aquático e/ou terrestre)- nicho ecológico- nível de exposição de base de um microrganismo indígena- eventualmente, outras utilizações de produtos que contenham a mesma substância activa ou que dêem origem aos mesmos resíduos, autorizadas na área de utilização prevista.2.8.7.2. O microrganismo pode dar origem a riscos devido à sua potencial capacidade de infectar e se multiplicar noutras espécies. Deverá ser avaliada a possibilidade de os riscos identificados serem alterados devido à formulação do produto, tendo em conta a seguinte informação sobre o microrganismo:- modo de acção- estudos de toxicidade, patogenicidade e infecciosidade em mamíferosÉ necessária uma avaliação da infecciosidade e da patogenicidade, mesmo quando o potencial de exposição é considerado reduzido.2.8.7.3. O produto pode dar origem a efeitos tóxicos devido a toxinas ou co-formulantes. Para tal avaliação, há que ter em conta a seguinte informação:- estudos de toxicidade em outras espécies- informação acerca do destino e da disseminação nos diferentes elementos do ambiente.Caso se observe mortalidade ou sinais de intoxicação nos testes, esta avaliação incluirá, então, uma comparação entre a exposição e o efeito.2.8.8. Os Estados-Membros avaliarão o impacto ambiental.2.8.8.1. Caso exista uma possibilidade de exposição de organismos ao produto nas condições propostas de utilização e se o microrganismo possuir um potencial para infectar e se multiplicar em organismos e o produto possa dar origem a efeitos tóxicos devido a toxinas e co-formulantes, os Estados-Membros avaliarão os riscos em relação ao compartimento ambiental específico.2.8.8.2. Caso o produto interfira com o ciclo biogeoquímico de um nutriente no ambiente, esta interferência deverá ser avaliada ao proceder-se à avaliação do risco para o compartimento específico.Deverão ser tidos em conta os seguintes aspectos:- impacto do microrganismo (se não indígena) na dinâmica e actividade da população microbiana total- interferências com ciclos biogeoquímicos de nutrientes- impacto do microrganismo em predadores de microrganismos não visados.Deverá ser excluído o impacto no número e na actividade de microrganismos visados para os quais se alega o controlo. Não são geralmente exigidos dados experimentais, ou seja, sempre que se possa justificar que se pode efectuar uma avaliação do risco correcta com a informação disponível.Na atmosfera é necessário considerar possíveis efeitos climáticos.É necessário considerar a interferência com a absorção de nutrientes em micorriza.2.9. Conclusões e propostasOs Estados-Membros deverão elaborar conclusões sobre a necessidade de mais informação e/ou testes e sobre a necessidade de limitar os riscos.Os Estados-Membros justificarão as propostas de classificação e rotulagem do microrganismo e do produto.C. PROCESSO DE DECISÃO1. Princípios gerais1. Se necessário, os Estados-Membros sujeitarão as autorizações concedidas a condições ou restrições. A natureza e o rigor dessas medidas devem ser adequadamente estabelecidos com base na natureza e na importância das vantagens e dos riscos prováveis.2. Os Estados-membros providenciarão para que as decisões de autorização tenham em conta as condições agronómicas, fitossanitárias, ambientais ou climáticas das áreas de utilização prevista. Da apreciação dessas condições podem resultar condições e restrições de utilização e a exclusão de determinadas áreas do território nacional do Estado-Membro em questão da concessão de autorizações de utilização.3. Os Estados-Membros garantirão que as doses e o número de aplicações autorizadas representem o mínimo necessário para obter o efeito desejado, ainda que quantidades superiores não impliquem riscos inaceitáveis para a saúde humana ou animal ou para o ambiente. Os valores autorizados devem ser fixados em função das condições agronómicas, fitossanitárias, ambientais e climáticas das diferentes áreas a que diz respeito a autorização concedida. Contudo, as doses a utilizar e o número de aplicações não poderão dar origem a efeitos indesejáveis, tais como o desenvolvimento de resistências.4. Os Estados-Membros providenciarão para que as decisões tenham em conta os princípios do controlo integrado de pragas, sempre que o produto se destine a ser utilizado em situação que remeta para a observância desses princípios.5. Uma vez que a avaliação se baseia em dados relativos a um número limitado de espécies representativas, os Estados-Membros devem garantir que a aplicação dos produtos fitossanitários não tenha quaisquer repercussões a longo prazo sobre a quantidade e a diversidade das espécies não visadas.6. Antes de emitirem uma autorização, os Estados-Membros certificar-se-ão de que o rótulo do produto:- satisfaz o disposto no artigo 16º da presente directiva,- contém, além disso, as informações referentes à protecção dos utilizadores requeridas pela legislação comunitária relativa à protecção dos trabalhadores,- especifica, nomeadamente, as condições ou restrições de utilização do produto fitofarmacêutico indicadas nos pontos 1, 2, 3, 4 ou 5 supra.- A autorização deverá indicar as indicações mencionadas no nº 1, alíneas g) e h), do artigo 16º da presente directiva.7. Antes de emitirem a autorização, os Estados-Membros:(a) Certificar-se-ão de que a embalagem proposta preenche o disposto na Directiva 1999/45/CE;b) Garantirão que:- os processos de destruição do produto fitofarmacêutico,- os processos de neutralização de quaisquer efeitos nocivos do produto em caso de dispersão acidental e- os processos de descontaminação e destruição das embalagens,- observam as disposições regulamentares aplicáveis.8. A concessão da autorização dependerá do preenchimento da totalidade dos requisitos do ponto 2 'Princípios específicos' do presente capítulo. Contudo, quando um ou mais dos requisitos específicos de decisão referidos nos pontos 2.3 ou 2.4 da parte C não forem integralmente preenchidos, as autorizações serão concedidas apenas quando as vantagens da utilização do produto fitofarmacêutico nas condições de utilização propostas se sobrepuserem aos seus eventuais efeitos nocivos. Quaisquer restrições à utilização do produto relacionadas com a não observância de alguns dos requisitos anteriormente mencionados têm de ser referidas no rótulo. Essas vantagens podem consistir em:- favorecer as medidas de controlo integrado e a agricultura biológica, a ser compatíveis com estas,- facilitar a elaboração de estratégias de minimização do risco de desenvolvimento de uma resistência,- reduzir o risco corrido pelos operadores e pelos consumidores,- reduzir a contaminação do ambiente e atenuar o impacto nas espécies não visadas;9. Quando tenha sido concedida uma autorização nos termos do presente anexo os Estados-Membros podem, de acordo com o nº 6 do artigo 4º:a) Definir, se possível, de preferência em estreita colaboração com o requerente, medidas para melhorar as características do produto fitofarmacêutico; e/oub) Definir, se possível, em estreita colaboração com o requerente, medidas para uma maior redução da exposição que pode ocorrer após e durante a utilização do produto fitofarmacêutico.Os Estados-Membros informarão os requerentes de quaisquer medidas previstas nas alíneas a) e b) e convidá-los-ão a fornecer quaisquer dados ou informações suplementares necessários para definir a acção ou os riscos potenciais decorrentes das novas condições de utilização do produto.10. Os Estados-Membros assegurarão, na medida do possível, que o requerente teve em conta todo o conhecimento e toda a informação relevantes disponíveis aquando da apresentação do pedido para todos os microrganismos contemplados numa autorização.11. Sempre que o microrganismo tenha sido geneticamente modificado, tal como definido na Directiva 2001/18/CE, não deverá ser emitida nenhuma autorização, excepto se tiver sido apresentada a avaliação prevista naquela directiva, tal como estabelecido no nº 3 do artigo 1º da presente directiva. É necessário apresentar a decisão relevante adoptada pelas autoridades competentes referidas na Directiva 2001/18/CE.Em conformidade com o nº 3 do artigo 1º, não será emitida nenhuma autorização para um organismo geneticamente modificado, excepto se a autorização for concedida de acordo com as disposições da parte C da Directiva 2001/18/CE, ao abrigo da qual esse organismo pode ser libertado no ambiente.12. Não será concedida nenhuma autorização se os metabolitos/toxinas relevantes (isto é, que possam vir a constituir motivo de preocupação para a saúde humana e/ou o ambiente) formados pelo microrganismo e/ou pelos contaminantes microbianos se encontrarem presentes no produto, excepto se se puder demonstrar que a sua quantidade corresponde a um nível aceitável antes e após a utilização proposta.13. Os Estados-Membros assegurarão a aplicação das medidas de controlo de qualidade adequadas no sentido de garantir a identidade do microrganismo e o conteúdo do produto. Tais medidas de controlo de qualidade devem ser tomadas em consonância com as orientações de sistemas já existentes, tais como o sistema de Análise do Risco e Pontos de Controlo Críticos (HACCP).2. Princípios específicosOs princípios específicos aplicam-se sem prejuízo dos princípios gerais enunciados na secção 1.2.1. IdentidadeNo sentido de conceder a autorização, os Estados-Membros assegurarão que o microrganismo se encontra depositado numa colecção de culturas reconhecida internacionalmente e possui um número de registo. O microrganismo tem de ser identificado e designado a nível da espécie e caracterizado a nível da estirpe. Terá também de existir informação sobre se se trata de um microrganismo de tipo selvagem, de um mutante espontâneo ou induzido ou de um organismo geneticamente modificado.2.2. Propriedades biológicas e técnicas2.2.1. Deve existir informação suficiente sobre o teor mínimo e máximo do microrganismo no material utilizado para o fabrico de produtos, bem como no produto. O teor de outros componentes e formulantes no produto e os microrganismos contaminantes derivados do processo de produção devem ser suficientemente definidos. Os Estados-Membros assegurarão que o teor de organismos contaminantes se encontra controlado a um nível aceitável. O teor deve ser expresso nos termos previstos no n° 2 do artigo 6° da Directiva 1999/45/CE para as substâncias químicas e em termos adequados para os microrganismos (número de unidades activas por volume ou peso ou de qualquer outra forma adequada para o microrganismo). Além disso, a natureza e o estado físico do produto devem ser designados, de preferência em conformidade com o "Catálogo de tipos de formulação de pesticidas e sistema e codificação internacional (monografia técnica GIFAP n° 2, 1989)".2.2.2. Não será concedida nenhuma autorização caso se possa verificar interferência com a utilização de agentes antimicrobianos em medicina humana ou veterinária em qualquer fase do desenvolvimento de um produto fitofarmacêutico microbiano.2.3. Informações adicionais2.3.1. Não devem existir quaisquer efeitos fitotóxicos significativos nos vegetais ou produtos vegetais tratados, salvo se no rótulo figurarem limitações de utilização apropriadas.2.3.2. Não deve haver uma redução do rendimento da colheita devida aos efeitos fitotóxicos, para níveis inferiores ao que seria obtido sem a utilização do produto fitofarmacêutico, salvo se a redução for compensada por outras vantagens como, por exemplo, se a qualidade dos vegetais ou produtos vegetais tratados puder ser melhorada.2.3.3. Não deve existir qualquer efeito negativo inaceitável na qualidade dos vegetais ou produtos vegetais tratados, salvo no caso de efeitos negativos nos processos de transformação se for especificado no rótulo que a preparação não deve ser aplicada a culturas que se destinem a transformação.2.3.4. Não deve existir qualquer efeito negativo inaceitável nos vegetais ou produtos vegetais tratados utilizados para fins de propagação ou reprodução, nomeadamente, na viabilidade, na germinação, no enraizamento ou na implantação, salvo se for especificado no rótulo que a preparação não deve ser aplicada a vegetais ou produtos vegetais que se destinem a propagação ou a reprodução.2.3.5. Não deve existir qualquer impacto inaceitável nas culturas seguintes, salvo se for especificado no rótulo que determinadas culturas são vulneráveis ao produto e não devem ser cultivadas depois da cultura tratada.2.3.6. Não deve existir qualquer impacto inaceitável em culturas adjacentes, salvo se for especificado no rótulo que a preparação não deve ser aplicada nas proximidades de determinadas culturas vulneráveis.2.3.7. Quando no rótulo se exigir a utilização da preparação juntamente com outros produtos fitofarmacêuticos ou com adjuvantes sob a forma de mistura, esta deve observar os princípios referidos nos pontos 2.4.1 a 2.4.4.2.3.8. As instruções propostas para a limpeza do equipamento de aplicação devem ser claras, eficazes, facilmente aplicáveis e devem garantir a remoção dos vestígios residuais do produto fitofarmacêutico que possam vir a representar um perigo.2.3.9. Não será concedida nenhuma autorização, excepto quando exista uma informação completa sobre o controlo contínuo de qualidade do método e do processo de produção, bem como do produto. Em especial, devem ser consideradas a ocorrência de alterações espontâneas das principais características do microrganismo e a ausência/presença de organismos contaminantes. Os critérios de garantia de qualidade relativos à produção e às técnicas utilizadas por forma a garantir um produto uniforme devem ser suficientemente descritos e pormenorizados.2.3.10. Caso existam dados que fundamentem o desenvolvimento de resistência dos agentes patogénicos ao produto, o Estado-Membro deverá decidir se a estratégia de gestão da resistência apresentada aborda esta questão de forma adequada e completa.2.4. Dados relativos à eficácia2.4.1. Quando as utilizações propostas incluam recomendações de combate ou protecção contra organismos considerados não nocivos com base na experiência e no acervo científico, em condições agronómicas, fitossanitárias, ambientais e climáticas normais nas áreas em que se propõe a utilização ou quando, nessas condições, os outros efeitos pretendidos não sejam considerados vantajosos, não será concedida autorização para essas utilizações.2.4.2. O controlo, a protecção ou os outros efeitos pretendidos devem ter uma intensidade, uniformidade e persistência de acção equivalentes às proporcionadas pela utilização de produtos de referência adequados. Não existindo produtos de referência adequados, deve ser demonstrado que o produto fitofarmacêutico é seguramente benéfico em termos de intensidade, uniformidade e persistência do controlo, da protecção ou de outros efeitos pretendidos nas condições agronómicas, fitossanitárias, ambientais e climáticas da área de utilização proposta.2.4.3. Nos casos em que tal se justifique, os efeitos no rendimento obtido por utilização do produto ou a redução das perdas na armazenagem, quer em quantidade quer em qualidade, devem ser semelhantes aos que resultariam da utilização de produtos de referência adequados. Na falta de produtos de referência adequados, deve ser demonstrado que o produto fitofarmacêutico é seguramente benéfico em termos de efeitos no rendimento e redução das perdas na armazenagem, quer em quantidade quer em qualidade, nas condições agronómicas, fitossanitárias, ambientais e climáticas da área de utilização proposta.2.4.4. As conclusões relativas à eficácia da preparação devem ser válidas para todas as áreas do Estado-Membro em que esta seja autorizada e manter a sua validade em todas as condições de utilização propostas, salvo nos casos em que o rótulo especifique que a preparação se destina a ser utilizada em circunstâncias específicas bem determinadas (por exemplo, infestações ligeiras, tipos de solo específicos, condições agrícolas específicas).2.4.5. Quando no rótulo se exigir a utilização da preparação juntamente com outros produtos fitofarmacêuticos específicos ou com adjuvantes na forma de uma mistura, esta deve ter o efeito desejado e observar os princípios referidos nos pontos 2.4.1 a 2.4.4.  Quando no rótulo se recomendar a utilização da preparação juntamente com outros produtos fitofarmacêuticos específicos ou com adjuvantes, os Estados-Membros só aceitarão a recomendação se esta for devidamente fundamentada.2.4.6. O efeito pretendido nos vertebrados a controlar deverá ser obtido sem infligir sofrimento ou dor desnecessários a estes animais.2.5. Métodos de identificação/detecção e quantificaçãoOs métodos propostos devem reflectir os conhecimentos científicos mais recentes.2.5.1. Não será concedida nenhuma autorização se não existir um método adequado de qualidade suficiente para identificar e determinar o microrganismo e os componentes não viáveis (por exemplo, toxinas, impurezas e co-formulantes) presentes no produto. No caso de um produto com mais de um microrganismo, os métodos recomendados devem ser suficientemente capazes de identificar e determinar o teor de cada um deles.2.5.2. Não será concedida nenhuma autorização se não existir um método adequado de qualidade suficiente para identificar e determinar resíduos viáveis e/ou não viáveis relevantes em termos toxicológicos, ecotoxicológicos ou ambientais no interior ou na superfície das culturas tratadas.2.6. Impacto na saúde humana e animal2.6.1. Efeitos sobre a saúde humana e animal decorrentes do produto2.6.1.1. Não será concedida nenhuma autorização caso a informação constante do processo indique que o microrganismo é patogénico para os humanos ou para ou animais não visados nas utilizações propostas.2.6.1.2. Não será concedida nenhuma autorização caso o microrganismo e/ou o produto contendo o microrganismo possa, na utilização recomendada, incluir um cenário realista do caso mais desfavorável, colonizar ou produzir efeitos nocivos em humanos ou animais.Ao tomar uma decisão sobre a autorização de um produto microbiano, os Estados-Membros considerarão efeitos possíveis em todas as populações humanas, nomeadamente utilizadores profissionais e não profissionais e humanos expostos directa ou indirectamente através do ambiente e no trabalho e nos animais.2.6.1.3. Todos os microrganismos devem ser considerados como fontes potenciais de hipersensibilização, excepto quando a informação relevante ateste a inexistência de risco de hipersensibilização, tendo também em conta indivíduos imunodeprimidos e outros indivíduos sensíveis. Assim, deverá utilizar-se vestuário de protecção e luvas adequadas e os produtos contendo microrganismos não deverão ser inalados. Além disso, as condições de utilização propostas podem exigir a utilização de outras peças de vestuário e equipamento de protecção.Quando as condições de utilização propostas exigirem vestuário de protecção, a autorização só será concedida se estes forem eficazes e conformes às disposições comunitárias nesta matéria, puderem ser obtidos com facilidade pelo utilizador e puderem ser utilizados nas condições de utilização do produto fitofarmacêutico, tendo nomeadamente em conta as condições climáticas.2.6.1.4. Não será concedida nenhuma autorização caso se saiba que a transferência de material genético do microrganismo para outros organismos pode provocar efeitos nocivos na saúde humana e animal, incluindo resistência a terapêuticas conhecidas.2.6.1.5. Os produtos fitofarmacêuticos a que, devido a determinadas propriedades ou a erros de manuseamento ou de utilização, possam estar associados riscos importantes, devem ser submetidos a restrições específicas, tais como as dimensões da embalagem, o tipo de formulação, a distribuição, a utilização ou o modo de utilização. Além disso, os produtos fitofarmacêuticos classificados como muito tóxicos não podem ser autorizados para utilização por utilizadores não profissionais.2.6.1.6. Os intervalos de segurança e de reintrodução e outras precauções devem ser tais que não sejam previsíveis a colonização ou efeitos nocivos das pessoas que se encontrem nas proximidades ou dos trabalhadores expostos depois da aplicação do produto fitofarmacêutico.2.6.1.7. Os intervalos de segurança e de reintrodução e outras precauções devem ser definidos por forma a que não sejam previsíveis a colonização ou efeitos nocivos nos animais.2.6.1.8. Os intervalos de segurança e de reintrodução e outras precauções que garantam que não são previsíveis a colonização ou efeitos nocivos devem ser realistas; em caso de necessidade, devem ser previstas medidas cautelares especiais.2.6.1.9. As condições de autorização devem estar em conformidade com a Directiva 98/24/CE relativa a agentes químicos e com a Directiva 2000/54/CE relativa a agentes biológicos. Devem ser considerados os dados experimentais e a informação relevante fornecidos para o reconhecimento dos sintomas de infecção ou da patogenicidade e sobre a eficácia das medidas de primeiros socorros e terapêuticas. As condições da autorização devem também estar em conformidade com a Directiva 1999/38/CE do Conselho relativa à protecção dos trabalhadores contra riscos ligados à exposição a agentes cancerígenos durante o trabalho e que torna extensiva a sua aplicação aos agentes mutagénicos. As condições da autorização devem também estar em conformidade com a Directiva 89/656/CEE do Conselho, de 30 de Novembro de 1989, relativa às prescrições mínimas de segurança e de saúde para a utilização pelos trabalhadores de equipamentos de protecção individual no trabalho.2.6.2. Efeitos sobre a saúde humana e animal decorrentes dos resíduos2.6.2.1. Não será concedida nenhuma autorização, excepto quando existir informação suficiente acerca dos produtos contendo microrganismos para permitir decidir da inexistência de riscos de saúde inaceitáveis para os humanos e/ou animais resultantes da exposição ao microrganismo e seus resíduos e metabolitos/toxinas que permanecem no interior ou à superfície das plantas ou dos produtos vegetais.2.6.2.2. Não será concedida nenhuma autorização, excepto quando os resíduos viáveis e/ou não viáveis presentes reflictam as quantidades mínimas do produto fitofarmacêutico necessárias para um controlo adequado conforme às boas práticas agrícolas, aplicado de tal forma (incluindo intervalos de segurança, períodos de retenção ou de armazenagem) que os resíduos viáveis e/ou as toxinas presentes aquando da colheita, do abate ou após a armazenagem sejam reduzidos ao mínimo.2.7. Destino e comportamento no ambiente2.7.1. Não será concedida nenhuma autorização caso a informação disponível indique a possibilidade de existência de efeitos ambientais nocivos inaceitáveis devido ao destino e ao comportamento do produto. Esta informação será fornecida em conformidade com a parte B do anexo III da presente directiva e será baseada na origem, nas propriedades e na sobrevivência do microrganismo e dos seus metabolitos/toxinas residuais, bem como na sua utilização prevista e em conjunto com outra informação relevante.2.7.2. Não será concedida nenhuma autorização caso se saiba que a transferência de material genético do microrganismo para outros organismos pode provocar efeitos nocivos no ambiente.2.7.3. Não será concedida nenhuma autorização, excepto se existir informação suficiente sobre a possível persistência/competitividade do microrganismo e dos metabolitos/toxinas secundários no interior ou à superfície das culturas nas condições ambientais verificadas na altura da utilização pretendida e após esta mesma utilização.2.7.4. Não será concedida nenhuma autorização caso possa ser previsível que o microrganismo e/ou os seus possíveis metabolitos/toxinas relevantes persistirão no ambiente em concentrações consideravelmente superiores às condições naturais de base, tendo em conta as aplicações repetidas ao longo dos anos, a menos que uma avaliação sólida do risco indique que o risco decorrente do patamar acumulado de concentração é aceitável.2.8. Efeitos em organismos não visadosOs Estados-Membros assegurarão que a informação disponível é suficiente para permitir a tomada de uma decisão sobre se podem ou não existir efeitos inaceitáveis em espécies não visadas (flora e fauna) devido à exposição ao produto contendo o microrganismo e à sua utilização pretendida. Esta informação será fornecida em conformidade com a parte B do anexo III da presente directiva e será baseada em propriedades de identidade e biológicas, bem como no destino e no comportamento, considerada em conjunto com a informação referente a uma ou mais preparações contendo o microrganismo.Os Estados-Membros darão especial atenção aos organismos benéficos utilizados para o controlo biológico e aos organismos que desempenham um papel importante no controlo integrado.2.8.1. Se existir a possibilidade de exposição de aves, mamíferos e de outros vertebrados terrestres não visados, a autorização não será concedida:- se o microrganismo for patogénico para aves, mamíferos e outros vertebrados terrestres não visados,- caso existam efeitos tóxicos decorrentes de componentes do produto, tais como metabolitos/toxinas, se a razão toxicidade/exposição for inferior a 10 com base em DL50 agudo, ou a razão toxicidade a longo prazo/exposição for inferior a 5, salvo se, através de uma avaliação de riscos apropriada, for claramente demonstrado que, sob condições de campo, não se verificam - directa ou indirectamente - efeitos inaceitáveis após a utilização do produto fitofarmacêutico nas condições de utilização propostas.2.8.2. Se existir a possibilidade de exposição de organismos aquáticos, a autorização não será concedida:- se o microrganismo for patogénico para organismos aquáticos,- caso existam efeitos tóxicos decorrentes de componentes do produto, tais como metabolitos/toxinas, se a razão toxicidade/exposição para a Daphnia e para os peixes for inferior a 100 em caso de toxicidade aguda (EC50) e a 10 em caso de toxicidade a longo prazo/crónica para as algas (EC50), a Daphnia (CSEO) e os peixes (CSEO) salvo se, através de uma avaliação de riscos apropriada, for claramente demonstrado que, sob condições de campo, não se verifica - directa ou indirectamente - nenhum impacto inaceitável na viabilidade das espécies expostas após a utilização do produto fitofarmacêutico nas condições de utilização propostas.2.8.3. Se existir a possibilidade de exposição de abelhas, a autorização não será concedida:- se o microrganismo for patogénico para as abelhas,- caso existam efeitos tóxicos decorrentes de componentes do produto, tais como metabolitos/toxinas, salvo se, através de uma avaliação de riscos apropriada, ficar claramente demonstrado que, sob condições de campo, não se verificam efeitos inaceitáveis nas larvas das abelhas, no comportamento das abelhas nem na sobrevivência e no desenvolvimento da colónia depois da utilização do produto fitofarmacêutico nas condições de utilização propostas.2.8.4. Se existir a possibilidade de exposição de artrópodes à excepção das abelhas, a autorização não será concedida:- se o microrganismo for patogénico para os artrópodes à excepção das abelhas,- caso existam efeitos tóxicos decorrentes de componentes do produto, tais como metabolitos/toxinas, salvo se, através de uma avaliação de riscos apropriada, ficar claramente demonstrado que, sob condições de campo, não se verificam efeitos inaceitáveis naqueles organismos depois da utilização do produto fitofarmacêutico nas condições de utilização propostas. Todas as declarações relativas à selectividade e todas as propostas de utilização em sistemas integrados de combate a parasitas devem ser devidamente fundamentadas.2.8.5. Se existir a possibilidade de exposição de minhocas, a autorização não será concedida:- se o microrganismo for patogénico para as minhocas,- caso existam efeitos tóxicos decorrentes de componentes do produto, tais como metabolitos/toxinas, se a razão toxicidade/exposição for inferior a 10 ou se a razão toxicidade a longo prazo/exposição for inferior a 5, salvo se, através de uma avaliação de riscos apropriada, for claramente demonstrado que, sob condições de campo, não se verificam efeitos inaceitáveis nas populações de minhocas após a utilização do produto fitofarmacêutico nas condições de utilização propostas.2.8.6. Se existir a possibilidade de exposição de microrganismos de solo não visados, a autorização não será concedida salvo se, através de uma avaliação de riscos apropriada, ficar claramente demonstrado que, sob condições de campo, não se verificam efeitos inaceitáveis na comunidade microbiana após a utilização do produto fitofarmacêutico nas condições de utilização propostas, atendendo à faculdade de multiplicação dos microrganismos.