CELEX: 31982L0499
Language: pt
Date: 1982-06-07 00:00:00
Title: Directiva 82/499/CEE da Comissão, de 7 de Junho de 1982, que adapta ao progresso técnico a Directiva 76/889/CEE do Conselho relativa à aproximação das legislações dos Estados-Membros respeitantes às interferências radioeléctricas produzidas pelos aparelhos electrodomésticos, ferramentas portáteis e aparelhos similares

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31982L0499

Directiva 82/499/CEE da Comissão, de 7 de Junho de 1982, que adapta ao progresso técnico a Directiva 76/889/CEE do Conselho relativa à aproximação das legislações dos Estados-Membros respeitantes às interferências radioeléctricas produzidas pelos aparelhos electrodomésticos, ferramentas portáteis e aparelhos similares  

Jornal Oficial nº L 222 de 30/07/1982 p. 0001 - 0041 Edição especial espanhola: Capítulo 13 Fascículo 12 p. 0193  Edição especial portuguesa: Capítulo 13 Fascículo 12 p. 0193 

DIRECTIVA DA COMISSÃO de 7 de Junho de 1982 que adapta ao progresso técnico a Directiva 76/889/CEE do Conselho, relativa à aproximação das legislações dos Estados-membros respeitantes às interferências radioeléctricas produzidas pelos aparelhos electrodomésticos, ferramentas portáteis e aparelhos similares (82/499/CEE)  A COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS,  Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Económica Europeia,  Tendo em conta a Directiva 76/889/CEE do Conselho, de 4 de Novembro de 1976, relativa à aproximação das legislações dos Estados-membros respeitantes às interferências radioeléctricas produzidas pelos aparelhos electrodomésticos, ferramentas portáteis e aparelhos similares (1) e, nomeadamente, o nº 3 do seu artigo 7º,  Considerando que, devido à experiência adquirida e tendo em conta o estado actual da técnica, é agora possível adaptar melhor as disposições do anexo da directiva acima mencionada às condições reais de ensaio;  Considerando que as medidas previstas na presente directiva estão em conformidade com o parecer da Comissão para adaptação ao progresso técnico das directivas que visam a eliminação dos obstáculos técnicos ao comércio no sector dos aparelhos que produzem interferências radioeléctricas,  ADOPTOU A PRESENTE DIRECTIVA:    Artigo 1º O Anexo da Directiva 76/889/CEE é substituído pelo Anexo da presente directiva.   Artigo 2º Os Estados-membros adoptarão e porão em vigor, antes de 1 de Dezembro de 1983, as medidas necessárias para darem cumprimento à presente directiva e desse facto informarão imediatamente a Comissão.  Aplicarão estas disposições a partir desta data no que diz respeito à liberdade de colocação no mercado e de utilização dos aparelhos prevista no artigo 4º da Directiva 76/889/CEE e, a partir de 1 de Dezembro de 1984, no que diz respeito à proibição de colocação no mercado prevista no seu artigo 2º.   Artigo 3º Os Estados-membros são destinatários da presente directiva.     Feito em Bruxelas em 7 de Junho de 1982.  Pela Comissão  Karl-Heinz NARJES  Membro da Comissão  (1) JO nº L 336 de 4.12.1976, p. 1.     ANEXO    1.  (1) CAMPO DE APLICAÇÃO    1.1. As presentes disposições aplicam-se aos aparelhos electrodomésticos, ferramentas portáteis e outros aparelhos eléctricos que produzem interferências contínuas ou descontínuas de tipo análogo, tais como : máquinas de escritório, projectores de cinema ou de diapositivos, gramofones, ordenhadoras eléctricas, aparelhos electromedicinais com motor, dispositivos de comando e de regulação que comportem semi-condutores, fechos eléctricos, máquinas distribuidoras e máquinas de jogo automáticas, etc., com excepção dos aparelhos alimentados por pilhas incorporadas.       1.2. Aquelas indicam os processos de medição das interferências e os valores limite dentro da gama das frequências compreendidas entre 0,15 e 300 Mhz. Estes limites devem ser respeitados, pelo menos por 80 % dos aparelhos fabricados em série, com um coeficiente de confiança de 80 %.       1.3. As ferramentas portáteis cuja potência nominal ultrapasse 2 kW e os aparelhos de comando e de regulação que comportem semi-condutores cuja intensidade nominal de entrada exceda 16 A serão excluídos do campo de aplicação da presente directiva.       1.4. Os motores nus, vendidos como tal, serão excluídos do campo de aplicação dos pontos 4 e seguintes da presente directiva. Eles devem ter uma etiqueta que chame a atenção do utilizador para o facto de lhe competir fazer o necessário para que o seu aparelho responda às exigências prescritas.          2.    3. DEFINIÇÕES  Para efeitos da presente directiva devem aplicar-se as seguintes definições.    3.1. Interferência contínua  Interferência devida quer a impulsos, quer a um ruído aleatório, quer à sobreposição dos dois, e que tenha uma duração superior a 200 ms.       3.2. Interferência descontínua  Interferência não contínua. Para calcular os valores limite aplicáveis às interferências descontínuas e medir essas interferências utilizar-se-ão as seguintes definições:      3.2.1. Estalidos  Interferência cuja duração não ultrapasse 200 ms e que esteja separada da interferência seguinte por um intervalo igual ou superior a 200 ms. Um estalido pode comportar vários impulsos. As figuras 1a, 1b e 1c mostram exemplos de interferências descontínuas consideradas como estalidos.           3.2.2. Estalido discreto  Estalido de nível superior ao nível admissível para as interferências contínuas.           3.2.3. Operação de comutação  Operação que consiste em abrir ou fechar um comutador ou um contacto.  (1) Conforme a versão mais recente da publicação nº 81 da CEI.            3.2.4. Tempo mínimo de observação  Geralmente, o tempo necessário para registar 40 estalidos discretos ou, para os aparelhos referidos no quadro II do Anexo A, para que se produzam 40 operações de comutação. No caso de aparelhos que não parem automaticamente, será o tempo necessário para o registo de 40 estalidos discretos ou, se for caso disso, de 40 operações de comutação. No caso de aparelhos que parem automaticamente, será o tempo de funcionamento do número mínimo de programas completos necessários para produzir pelo menos 40 estalidos discretos ou, se for caso disso, 40 operações de comutação. O intervalo entre o fim de um programa e o começo do programa seguinte deve ser excluído do tempo mínimo de observação, salvo (a) quando este caso for especificado (por ex : 5.3.5.23) ou (b) no caso de aparelhos para os quais uma reposição imediata em andamento não seja possível ; nestes dois casos, o tempo mínimo necessário para tornar a por o programa em andamento deve estar incluído no tempo mínimo de observação.  O tempo mínimo de observação não deve exceder 120 minutos.           3.2.5. Taxa N de repetição de estalidos  Será o número utilizado para determinar o limite admissível das frequências descontínuas (ponto 3.2.6). Em geral, N é o número de estalidos discretos por minuto, obtido pela fórmula N = n1/T onde n1 será o número de estalidos discretos durante o tempo de observação T expresso em minutos.  Para certos aparelhos (ver ponto 4.2.4.6), a taxa N de repetição de estalidos será determinada a partir da fórmula N= fn2/T, onde n2 será o número de operações de comutação ao longo do tempo de observação T, e f um factor dado no Anexo A, quadro II.           3.2.6. Valor limite Lq (para os estalidos discretos)  Será o valor igual ao valor limite aplicável às frequências contínuas aumentado de um valor determinado (especificado nos pontos 4.2.3.3 e 4.2.4).           3.2.7. Valor típico  É o valor atribuído ao aparelho de acordo com o método do quartil superior, quando este aparelho tenha sido testado durante um período pelo menos igual ao tempo mínimo de observação. Se a taxa N de repetição dos estalidos for determinada a partir do número de estalidos discretos, o aparelho ensaiado será considerado como satisfazendo aos limites, se não mais de um quarto do número de estalidos discretos observados durante o tempo de observação exceder o limite admissível (ver ponto 3.2.6).  Se a taxa N de repetição for determinada a partir do número de operações de comutação (ver ponto 3.2.5), o aparelho em ensaio será considerado como respeitando os limites se o número de estalidos que excedem o limite admissível for igual ou inferior a um quarto das operações de comutação.  Nota : No Anexo B será dado um exemplo da aplicação do método do quartil superior.                  3.3. Coeficiente de utilização  Será a relação entre o tempo de fecho e a soma dos tempo de fecho e de abertura do dispositivo de regulação, aqui expressa em percentagem.          4. LIMITES DE INTERFERÊNCIAS    4.1. Interferências contínuas      4.1.1. Frequências compreendidas entre 0,15 e 30 MHz (tensões nos terminais)  A aparelhagem de medição deve estar em conformidade com a publicação nº 16 do CISPR (1977) «Especificação do CISPR para os aparelhos e métodos de medição das interferências radioeléctricas».   As condições de funcionamento e os métodos de medição serão dados respectivamente nos pontos 5 e 6 do presente Anexo. O quadro 1 dá os limites das tensões de interferência medidas nos terminais da rede simulada em V de 50 (ver ponto 6.12).    >PIC FILE= "T0022603"> 4.1.2. Frequências compreendidas entre 30 e 300 MHz (potência de interferência)  Os aparelhos de medição devem estar em conformidade com a publicação nº 16 do CISPR (1977) «Especificação do CISPR para os aparelhos e métodos de medição das interferências radioeléctricas». As condições de funcionamento e os métodos de medição serão dados respectivamente nos pontos 5 e 7 do presente anexo.  Os limites da potência de interferência, medida por meio da pinça absorvente (ver o ponto 7) serão dados nos quadros II e III que se seguem:   >PIC FILE= "T0022604">  >PIC FILE= "T0022605">  4.2. Interferências descontínuas    4.2.1. As operações de comutação que se realizam nos aparelhos comandados por termostato, nas máquinas automáticas programadas e outros aparelhos de comando eléctrico produzem interferências descontínuas. O efeito subjectivo das interferências descontínuas varia com a frequência de repetição e com a amplitude. Existem processos de distinguir diversas espécies de interferências descontínuas. Utilizar-se-á, para as medir, os aparelhos especificados na publicação nº 16 do CISPR (1977), «Especificação do CISPR para os aparelhos e métodos de medição das interferências radioeléctricas».  4.2.2.        4.2.3. Serão aplicáveis os valores limite e as condições que se seguem (à excepção do que é especificado no ponto 4.2.4).       4.2.3.1. Quando as operações de comutação produzam:        a) Estalidos discretos que surjam mais frequentemente do que duas vezes ao longo de todo um período de 2 s, ou               b) Outras interferências que não estalidos,                 Os valores limite aplicáveis serão os fixados no ponto 4.1., à excepção das interferências produzidas pelos aparelhos especificados nos pontos 4.2.3.5, 4.2.4.3 e 4.2.4.4.  Exemplos de interferências descontínuas para as quais os valores limite das interferências contínuas são aplicáveis, estão representados nas figuras 2a, 2b e 2c.           4.2.3.2. No caso de estalidos discreto repetindo-se menos frequentemente do que duas vezes durante qualquer período de 2 s, o valor admissível deve estar em conformidade com os valores do ponto 4.2.3.3 e dos quadros do Anexo A para todos os tipos de aparelhos, excepto para aqueles que forem mencionados no ponto 4.2.4.           4.2.3.3. O valor limite Lq aplicável aos estalidos discretos um função do valor limite L para as interferências contínuas será dado pelas fórmulas: >PIC FILE= "T0022606">   (*) dB (V) para a gama das frequências compreendidas entre 0,15 e 30 MHz,  dB (pW) para a gama das frequências compreendidas entre 30 e 300 MHz.  O valor de N será determinado a 160 kHz, 550 kHz, e 45 MHz respectivamente para as gamas de frequências que forem de 150 a 500 kHz, de 0,5 a 30 MHz e de 30 a 300 MHz.           4.2.3.4. Os limites serão aplicáveis para as taxas N de repetição dos estalidos observados nas condições de funcionamento especificadas nos pontos 5.1.1 e 5.3 ; se as condições de funcionamento não forem especificadas proceder-se-á às medições de interferências descontínuas nas condições mais desfavoráveis correspondentes a uma utilização normal do aparelho (taxa N de repetição máxima).           4.2.3.5. Durante a avaliação de aparelhos comandados por um programa, pode-se observar uma interferência descontínua, causada por uma ou várias interferências, que não satisfaça às condições necessárias a uma classificação na categoria de estalidos. Se a duração total desta interferência descontínua não exceder 600 ms durante o tempo de observação, a interferência será identificada como um estalido e não ficará submetida aos limites das interferências contínuas indicadas no ponto 4.1.  No caso de aparelhos que produzam menos de 10 estalidos por minuto (N Para esta categoria de aparelhos, por exemplo certas máquinas de lavar e o seu ciclo tipo de lavagem, o exemplo da figura 2 na página 36 será avaliado por 3 estalidos e não como uma interferência.                  4.2.4. Para certos aparelhos mencionados nos pontos seguintes, serão aplicáveis os limites e as condições de funcionamento especificados no ponto 4.2.3, à excepção dos casos mencionados.      4.2.4.1. As interferências produzidas por um interruptor de accionamento manual, incorporado num aparelho que não se destine senão:        a) À conexão e desconexão do aparelho à rede;               b) A permitir a selecção de um programa;  ou               c) A controlar a potência do aparelho por comutação de regulação entre vários valores préseleccionados.                  Não devem ser tomadas em consideração, nos ensaios de conformidade com os limites de interferências radioeléctricas definidas no presente Anexo técnico. Os interruptores referidos na definição acima, serão, por exemplo, o interruptor de uma lâmpada, o de uma máquina de escrever eléctrica, o comutador de regulação do calor e da ventilação de termo-ventiladores. Os interruptores não referidos na definição acima, serão aqueles que não tenham sido concebidos para produzir um débito constantemente variável. No que diz respeito às interferências devidas a interruptores accionados manualmente e de modo repetitivo ao longo da utilização normal, não há limite de amplitude se a duração dos estalidos for inferior a 10 ms ; caso contrário aplicar-se-á uma taxa N de repetição de estalidos = 4, salvo especificações em contrário (ver por exemplo pontos 5.3.7.2), ou, se uma taxa N de repetição de estalidos = 4 não puder ser atingida, será aplicado o valor mais elevado de N que puder ser obtido na prática. Os aparelhos equipados com interruptores accionados de um modo repetitivo durante a utilização normal são por exemplo os extractores de sumos e os secadores de arquente para as mãos, destinados a serem utilizados pelo público.           4.2.4.2. Os aparelhos particulares assinalados pelo símbolo (**) nos quadros do Anexo A que estiverem equipados com interruptores de funcionamento instantâneo (isto é que produzam estalidos com uma duração inferior a 10 ms) e para os quais N não exceda cinco, serão considerados conformes ao valor limite admissível independentemente da amplitude dos estalidos. Estas duas condições devem ser preenchidas para que a presente derrogação seja aplicável.           4.2.4.3. No caso de aparelhos que produzam menos de cinco estalidos por minuto, duas interferências que se produzam sucessivamente em menos de 220 ms de intervalo, não devem ser contadas como dois estalidos separados, senão quando forem preenchidas todas as seguintes condições:        a) A primeira interferência for devida a uma manobra voluntária no interior do aparelho em ensaio;               b) A segunda interferência for devida, no interior do aparelho em ensaio, a uma manobra voluntária que seja a consequência directa da primeira manobra mencionada na alínea a);               c) Cada interferência tiver uma duração máxima de 200 ms;               d) Não se verificar outra interferência durante o período de dois segundos que precede a primeira interferência mencionada na alínea a);               e) Não se verificar outra interferência durante o período de dois segundos que se segue à segunda interferência mencionada na alínea b).                 Para este tipo de aparelhos, tais como os frigoríficos, o exemplo da figura 2 c na página 36 será contado como dois estalidos e não como uma interferência contínua.           4.2.4.4. Para os comutadores trifásicos de termostato, as três interferências produzidas consecutivamente em cada uma das três fases e no neutro devem, independentemente do seu espaçamento e sob reserva das condições seguintes, ser consideradas como três estalidos e não como uma interferência contínua.  Nas condições de utilização normal,        a) O comutador não pode funcionar mais do que uma vez em cada 15 minutos e as três interferências não serão nem precedidas nem seguidas por uma outra interferência durante 2 s;               b) A duração de cada interferência produzida por uma abertura ou por um fecho de um contacto deve ser inferior ou igual a 10 ms e o valor característico não deve exceder de 44 dB o limite aplicável às interferências contínuas.                          4.2.4.5. Para os aparelhos de aquecimento de edifícios com termostatos incorporados e destinados a uma instalação permanente, a taxa N de repetição de estalidos utilizada para calcular o limite admissível deve ser cinco vezes a taxa de repetição N que for determinada conforme o ponto 5.3.5.11 para os aparelhos de aquecimento individuais definidos no ponto 3.2.5.           4.2.4.6. Para os aparelhos enumerados no quadro II do Anexo A, calcular-se-á a taxa N de repetição de estalidos pela fórmula N = fn2/T, onde n2 é o número de operações de comutação (ver ponto 3.2.3) durante o tempo de observação T em minutos, e f um factor dado no quadro II do Anexo A.           4.2.4.7. Os valores limite relativos aos dispositivos de alimentação dos fechos eléctricos serão aplicáveis aos terminais do dispositivo de alimentação (ver figura 4) e só até 30 MHz.                   4.2.5. Os limites para aparelhos específicos estão resumidos no Anexo A para diferentes condições de funcionamento conforme nos pontos precedentes 4.2.3 e 4.2.4.  Os limites para os aparelhos que não figuram no Anexo A devem ser calculados segundo os princípios expostos nos pontos 4.2.3 e 4.2.4, segundo os exemplos do Anexo A.         4.3. Interferências produzidas pelos dispositivos de comando e de regulação que contenham semi-condutores.  Os limites não se aplicarão senão aos dispositivos de comando e de regulação cuja corrente nominal absorvida não exceda 16A e que contenham semi-condutores. Esses limites estão indicados no quadro I. Os dispositivos com semi-condutores não estão sujeitos aos limites de potência de interferência entre 30 a 300 MHz.  Os terminais susceptíveis de serem utilizados quer como terminais de alimentação quer como terminais de carga ou terminais suplementares, ficarão sujeitos aos limites aplicável aos terminais de alimentação.    4.3.1. Aparelhos que contenham vários dispositivos de comando de regulação sepadaramente reguláveis  O processo de medição seguinte será aplicável aos aparelhos que contenham vários dispositivos de comando e de regulação separadamente reguláveis. Deve ser aplicado sucessivamente aos aparelhos que contenham dispositivos de comando e de regulação ligados à mesma fase da rede, e em seguida aos aparelhos que contenham dispositivos de comando e de regulação ligados a diferentes fases da rede.      a) Cada dispositivo de regulação individual será ensaiado separadamente. As medições serão efectuadas em todos os terminais do aparelho. Se forem previstos interruptores separados para os dispositivos individuais, os interruptores inutilizados devem ser colocados na posição de paragem ao longo dos ensaios;           b) O maior número possível de dispositivos de comando e de regulação individuais deve ser ligado aos terminais de carga, e cada dispositivo deve ser percorrido pela sua corrente nominal máxima absorvida. Se for impossível ligar todos os dispositivos individuais, será necessário utilizar os dispositivos de comando para os quais se tenham observado as interferências mais elevadas durante os ensaios efectuados conforme a alínea a) (esses dispositivos podem ser diferentes para as frequências de medição ou para terminais diferentes). A regulação dos dispositivos individuais deve ser a mesma que aquela que deu origem às interferências máximas durante as medições efectuadas conforme a alínea a). Por outro lado, proceder-se-á a uma verificação simples a fim de assegurar que nenhuma outra regulação provoque interferências. As medições serão efectuadas nos terminais de alimentação (em todas as fases e no neutro), nos terminais de carga e nos terminais suplementares do aparelho.                    5. CONDIÇÕES DE FUNCIONAMENTO E INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS    5.1. Generalidades  Quando se efectuam medições de interferência, o aparelho deve funcionar nas condições seguintes:      5.1.1. Condições de funcionamento        5.1.1.1. A carga deve ser aquela que se encontra definida no ponto 5.3. Os aparelhos não abrangidos por este ponto devem funcionar de modo a produzir o máximo de interferências, continuando contudo dentro do âmbito das condições normais de funcionamento.               5.1.1.2. A duração de funcionamento deve ser aquela que estiver indicada nos aparelhos. Na falta dessa indicação, a duração do funcionamento não será limitada.               5.1.1.3. Não se encontra previamente especificada nenhuma duração de funcionamento mas, antes de qualquer medição, o aparelho deve ter funcionado durante um tempo suficiente para que o seu estado de funcionamento seja representativo daquele que se apresenta ao longo da vida normal do aparelho. No caso dos ensaios de homologação e de controlo da produção, as autoridades encarregadas dos ensaios podem exigir que o fabricante proceda a uma rodagem prévia.                5.1.1.4. O aparelho deve ser alimentado à sua tensão nominal. Se o nível de interferência variar fortemente em função da tensão de alimentação, efectuar-se-á uma medição a uma frequência em cada gama para as tensões de alimentação compreendidas entre 0,9 e 1,1 vezes a tensão nominal. Os aparelhos que comportam mais do que uma tensão nominal devem ser medidos à tensão nominal para a qual a interferência produzida seja a máxima.               5.1.1.5. Os aparelhos que forem abrangidos simultaneamente pelas disposições de pontos diferentes do presente Anexo técnico e/ou de outras directivas relativas às interferências radioeléctricas serão ensaiados do seguinte modo:          a) O aparelho será colocado em serviço de modo a que somente a parte relevante de um ponto particular fique operacional durante o ensaio previsto para esse ponto, na condição de que isso não exija nenhuma alteração interior do aparelho.  O aparelho será ensaiado como previsto para cada ponto que lhe seja aplicável. O aparelho só será considerado em conformidade, se ele preencher as condições de todos os pontos que lhe sejam aplicáveis quando ele for ensaiado como previsto acima;                   b) Os aparelhos que não for possível ensaiar nas condições da alínea a), ou para os quais o não funcionamento de uma ou de várias partes impediria o funcionamento normal do conjunto do aparelho, serão ensaiados em conformidade com os pontos que lhe sejam aplicáveis, mantendo todas as partes necessárias operacionais. O aparelho não será considerado em conformidade senão quando as interferências produzidas por todas as partes operacionais preencherem as condições de todos os pontos correspondentes.                                  5.1.1.6. Se um aparelho fizer parte da lista indicada nos pontos 5.2 e 5.3 e incluir igualmente um dispositivo de comando, esse dispositivo deve ser regulado para cada frequência preferencial (ver o ponto 5.1.2.1.) de modo a obter a interferência máxima. A análise da gama das frequências compreendidas entre duas frequências preferenciais, deve ser efectuada com a regulação dos dispositivos correspondente à frequência preferencial inferior.                          5.1.2. Interpretação dos resultados        5.1.2.1. Interferências contínuas          a) As indicações do receptor serão observadas durante um período mínimo de 15s para cada medição, anotar-se-á o valor observado mais elevado, sem tomar em conta os eventuais pontos isolados;                   b) Se o nível geral da interferência não for constante mas apresentar um crescimento ou uma diminuição contínua de mais de 2dB durante os 15s de observação prosseguir-se-á com esta durante um novo período. Os níveis devem ser interpretados consoante as condições normais de utilização dos aparelhos do modo seguinte:            1. Se o aparelho for susceptível de ser ligado e desligado frequentemente, como por exemplo uma perfuradora ou uma máquina de costura, ligar-se-á esse aparelho para cada frequência de medição imediatamente antes e desligar-se-á logo a seguir a cada medição. Anotar-se-á o nível de interferência máximo observado para cada frequência de medição durante o primeiro minuto de funcionamento.                       2. Se o aparelho funcionar habitualmente sem interrupção durante períodos relativamente longos, como por exemplo um secador de cabelo, deve ficar ligado o tempo necessário para medição completa. Só se anotará o nível de interferência a cada frequência depois de uma leitura estável (com a reserva de que as disposições da alínea a) sejam satisfeitas).                                          c) Se o comportamento das interferências produzidas por um aparelho mudar durante os ensaios, e de estável passar a irregular, proceder-se-á em conformidade com a alínea b);                   d) Os limites aplicar-se-ão a toda a gama das frequências compreendidas entre 0,15 e 30 MHz e consequentemente as características das interferências devem ser avaliadas em toda esta gama de frequências;  Nota:  Deve efectuar-se uma varrimento ou uma análise inicial da gama completa e os valores registados devem ser indicados pelo menos para as frequências preferenciais seguintes e para  todas as frequências para as quais se verificar um máximo que exceda os valores limite : 0,16 MHz, 0,24 MHz, 0,55 MHz, 1 MHz, 1,4 MHz, 2 MHz, 3,5 MHz, 6 MHz, 10 MHz, 22 MHz, 30 MHz.  A tolerância para as frequências será de ± 10 %.                   e) Aplicar-se-ão os limites a toda a gama das frequências compreendidas entre 30 e 300 MHz e consequentemente as características das interferências devem ser avaliadas em toda esta gama de frequências.  Nota:  Deve ser efectuada uma varrimento ou uma análise da gama completa e os valores registados devem ser indicados pelo menos para as frequências preferenciais seguintes e para todas as frequências para as quais exista o máximo que ultrapasse os valores limite : 30 MHz, 45 MHz, 65 MHz, 90 MHz, 150 MHz, 180 MHz, 220 MHz, 300 MHz.  A tolerância para estas frequências será de ± 5 MHz.  As medições devem ser repetidas em pelo menos uma frequência próxima de cada uma das frequências seguintes : 45, 90, 220 MHz. Se forem observadas diferenças entre os níveis de interferências medidos não superiores a 2dB, devem registar-se os primeiros resultados obtidos. Se as diferenças forem superiores a 2 dB, a medição deve ser repetida nessa gama de frequências e deve registar-se o nível mais elevado de todas as medições efectuadas em cada frequência.                                  5.1.2.2. Interferências descontínuas          a) A medição das interferências produzidas pelas operações de comutação será efectuada para um número reduzido de frequências : 160 KHz, 550 KHz, 1,4 MHz, 10 MHz, 45 MHz, 90 MHz e 220 MHz. Admitir-se-á uma tolerância de ± 10 % nas quatro primeiras frequências e de ± 5 MHz nas três últimas. Para os ensaios de longa duração pode-se ainda reduzir o número de frequências de medição e limitar-se-á às três frequências preferenciais seguintes : 160 KHz, 550 KHz e 45 MHz;                   b) O tempo mínimo de observação e a taxa N de repetição dos estalidos serão obtidos como está indicado nos pontos 3.2.4 e 3.2.5;                   c) A taxa N de repetição dos estalidos deve ser determinada para as frequências indicadas no ponto 4.2.3.3.                                             5.1.3. Medição da duração de uma interferência  O aparelho de medição das interferências descontínuas deve estar conforme à disposição 30 e ao Anexo R da publicação nº 16 do CISPR/12a edição (1977).  Um outro método que utiliza um osciloscópio pode ser aplicado se permitir atingir os mesmos resultados com a mesma precisão.  Ver o Anexo D para mais informações.           5.1.4. Aparelhos munidos de um dispositivo auxiliar ligado por um cabo que não seja o de alimentação.  O aparelho a ensaiar deve ser colocado conforme as indicações do ponto 6.2.2.1 completadas pelas seguintes exigências:        a) O cabo auxiliar será dobrado de modo a formar um feixe horizontal de comprimento compreendido entre 30 e 40 cm. Se, por razões práticas, não se puder respeitar este comprimento, deve-se utilizar o comprimento mais curto possível. No caso em que o dispositivo auxiliar sirva para comandar ou para regular, ter-se-á em atenção que o meio utilizado para o accionar não influencie o nível das interferências;               b) Se o aparelho munido de um dispositivo auxiliar estiver ligado à terra, não se utilizará mão artificial. Se o próprio aparelho for destinado a ser segurado pela mão, a mão artificial será ligada a este aparelho e não ao dispositivo auxiliar;               c) Se o aparelho auxiliar não for destinado a ser segurado pela mão, qualquer dispositivo auxiliar normalmente segurado pela mão e não ligado à terra, deve ser ligado a mão artificial.                                  5.2. Interferências produzidas pelos dispositivos de comando e regulação com semi-condutores      5.2.1. Generalidades  As presentes disposições não se aplicarão senão aos dispositivos de comando e regulação com semi-condutores, cuja corrente nominal não exceda 16A. As alimentações com corte por semi-condutores que funcionem a menos de 10KHz, à excepção daquelas que estiverem incorporadas nos aparelhos de telecomunicações, devem responder às prescrições do presente Anexo técnico.           5.2.2. Medição  A medição das interferências devidas aos dispositivos de comando e de regulação com semi-condutores (ver ponto 4.3) deve ser efectuada de acordo com a publicação nº 16 do CISPR (1977) e como se descreve a seguir:        a) O dispositivo de comando e de regulação deve ser ligado como indicam as figuras 3 ou 3a e as medições efectuadas segundo as indicações dos pontos 6.2.2.1 ou 6.2.2.3;               b) Os terminais de saída dos dispositivos de comando e de regulação devem ser ligados a uma carga que terá o valor nominal indicado, por meio de um fio com 1 m de comprimento;               c) A menos que não esteja especificado diferentemente pelo construtor, a carga deve ser constituída por lâmpadas de incandescência;               d) Deve-se igualmente medir as tensões de interferência nos terminais da carga utilizando-se uma sonda constituída por uma capacidade e por uma resistência de valor mínimo 1 500 ligadas em série com o aparelho de medição. Tendo em conta a impendância da sonda e da divisão de tensão que daí resulta, aplicar-se-á às medições uma correcção conveniente;               e) Para os dispositivos de comando e de regulação que tenham terminais suplementares para ligação a um elemento de teledetecção ou de telecomando, a distância entre o dispositivo e o elemento deve ser de 1 m. Além disso serão aplicáveis as disposições seguintes:          1. Os terminais suplementares devem estar ligados ao elemento de teledetecção ou de telecomando por condutores de 1 m de comprimento ; se for fornecido um condutor especial, o comprimento que exceda 80 cm será dobrado em ziguezague de modo a formar um feixe com um comprimento compreendido entre os 30 com e os 40 cm.                   2. A medição das tensões de interferência desses terminais suplementares deve ser efectuada conforme o ponto 5.2.2 (alínea d).  Nota:  Podemos ser levados a aumentar a independência da sonda para evitar qualquer sobrecarga susceptível de influenciar o funcionamento do comando (por exemplo 15 k em série com 500 pF).                                  f) Durante cada medição, deve-se ajustar o comando de regulação de modo a obter a interferência máxima para cada frequência de medição;               g) No caso das máquinas de costura, de brocas dentárias e de aparelhos análogos, que utilizem dispositivos de comando com semi-condutores, constituídos por unidades de comando independentes não recabláveis (por exemplo um cabo equipado com fichas moldadas) ligadas ao aparelho por um cabo de comprimento não superior a 2m, somente devem ser medidas as interferências nos terminais de alimentação principal do aparelho.  Nota:  Se o dispositivo com semi-condutores ou os seus elementos de teledetecção ou de telecomando estiver incorporado no aparelho que comanda, não se medirá a interferência nos terminais que estiverem ligados a esse dispositivo ou aos seus elementos incorporados e que não podem ser utilizados para ligações externas.                                 5.3. Definições das cargas e das condições de funcionamento normalizadas      5.3.1. Aparelhos electrodomésticos com motor e similares  5.3.1.1. Aspiradores de pó : funcionamento contínuo sem acessórios mas com o saco de recolha de poeiras no lugar.    5.3.1.2. Enceradoras : funcionamento contínuo sem carga mecânica aplicada às escovas.    5.3.1.3. Máquinas de costura.        5.3.1.3.1. Interferência contínua produzida pelo motor : funcionamento contínuo, com o pé de cabra abaixado, sem fio nem tecido.               5.3.1.3.2. Interferência produzida pelos contactos de interruptores, ver ponto 5.3.7.                   5.3.1.4. Extractores de sumos : ver ponto 5.3.1.7.    5.3.1.5. Relógios : funcionamento contínuo.    5.3.1.6. Ventiladores : funcionamento contínuo ; para os termoventiladores com e sem aquecimento. Para as interferências devidas aos contactos, ver ponto 5.3.5.11.    5.3.1.7. Batedoras de alimentos (máquinas culinárias) : funcionamento contínuo sem carga.    5.3.1.8. Misturadoras de líquidos : ver ponto 5.3.1.7.    5.3.1.9. Frigoríficos : funcionamento contínuo com a porta fechada. O termostato deve estar regulado no meio da sua escala de regulação. O aparelho não deve estar nem aquecido nem cheio. A medição da interferência terá lugar assim que o regime de funcionamento esteja estabilizado.  A taxa N de repetição dos estalidos será calculada na base de metade do número de operações de comutação (o depósito de gelo sobre o elemento frigorífico faz com que em serviço normal o número de operações de comutação seja aproximadamente metade do que for medido quando o frigorífico estiver vazio).  Nota:  Pode aplicar-se o ponto 4.2.4.3.     5.3.1.10. Máquinas de lavar roupa : funcionamento apenas com água ; a temperatura da água à entrada na máquina deve corresponder às instruções do fabricante. Se a máquina possuir um termostato, será necessário regulá-lo para a temperatura máxima que não deve, no entanto, exceder 90 ºC. Escolher-se-á o programa de lavagem que produza a mais elevada taxa N de repetição de estalidos.  Nota:  Para as máquinas em que a função de secagem constitui uma parte do programa, ver ponto 5.3.1.21.    5.3.1.11. Máquinas de secar roupa, centrifugadoras : funcionamento contínuo sem carga.    5.3.1.12. Máquinas de lavar loiça : ver ponto 5.3.1.10.    5.3.1.13. Secadores de cabelo : ver ponto 5.3.1.6, e para os contactos ver ponto 5.3.5.12.    5.3.1.14. Máquinas de barbear e de cortar cabelo : funcionamento em contínuo durante 10 min. no máximo.     5.3.1.15. Aparelhos de massagem : funcionamento contínuo sem carga.    5.3.1.16. Máquinas de escritório.        5.3.1.16.1. Máquinas de escrever : funcionamento contínuo.               5.3.1.16.2. Máquinas de somar, máquinas de calcular e caixas registadoras.          5.3.1.16.2.1.Interferências devidas aos motores : se possível, o motor deve funcionar de modo a permitir leituras estáveis no aparelho de medição, sem perturbações devidas à interferência produzida pelos comutadores.                   5.3.1.16.2.2.Interferência devida aos comutadores ; ver ponto 5.3.7.                                       5.3.1.17. Projectores        5.3.1.17.1. Projectores de cinema : funcionamento contínuo com filme e a lâmpada acesa.               5.3.1.17.2. Projectores de diapositivos : funcionamento contínuo, lâmpada ligada mas sem diapositivos, a não ser que estes sejam necessários para o funcionamento do aparelho (por exemplo projectores de focagem automática). Determinar-se-á a taxa N de repetição de estalidos procedendo-se a quatro mudanças de imagens por minuto.                 5.3.1.18. Moinhos de café : funcionamento em vazio.  5.3.1.19. Máquinas de cortar relva : funcionamento contínuo sem carga.  5.3.1.20. Máquinas de ordenha : funcionamento contínuo sem vácuo.  5.3.1.21. Secadores de tambor : funcionamento com uma carga de roupa constituída por peças de algodão, sem lustro, embainhadas, com as dimensões de cerca de 70 cm × 70 cm e de massa compreendida entre 140 g/m2 e 175 g/m2 quando secas. Os dispositivos de regulação serão regulados para as posições máxima e mínima. A posição escolhida deve ser aquela que produz a mais elevada taxa N de repetição dos estalidos.  Os secadores de tambor separado, serão ensaiados com uma carga de algodão igual à metade do peso máximo em seco recomendada nas instruções do fabricante. A roupa seca especificada deve ser saturada com um peso de água igual a 25 ± 5 °C.  Os secadores de tambor, que estejam associados a máquinas de lavar onde as operações de lavagem, de enxaguamento e de secagem sejam executadas sucessivamente no mesmo tambor, serão ensaiados com uma carga de algodão igual à metade do peso máximo em seco recomendado para a sequência de secagem nas instruções do fabricante. No início da operação de secagem, a quantidade de água deve ser a mesma que no fim do enxaguamento, depois de uma operação de pré-lavagem.  5.3.1.22. Cabeças auxiliares com motor para aspiradores ligadas ao sector por um cabo não recablável com um comprimento superior a 0,4 m : medir-se-ão como aparelhos separados ; funcionamento contínuo sem carga mecânica aplicada às escovas. Se necessário, o arrefecimento deve ser efectuado por um tubo não metálico.           5.3.2. Ferramentas portáteis a motor  As ferramentas eléctricas portáteis que possuam massas vibrantes ou oscilantes, devem ser medidas, se possível, com estas massas retiradas ou desligadás.  As ferramentas portáteis em que se verifique um aumento inadmissível da sua velocidade de rotação quando funcionarem sem as suas massas vibrantes ou oscilantes podem ser medidas com uma tensão mais baixa, de modo a obter a velocidade de rotação nominal de serviço.  No caso de ferramentas portáteis concebidas para funcionar com um transformador ligado ao sector, deve ser utilizado o seguinte método de medição:  Tensão de interferência (0,15 a 30 MHz)        a) Se a ferramenta for vendida com um transformador, as medições das interferências serão efectuadas no lado da alimentação do transformador.  O cabo de alimentação que liga a ferramenta portátil ao transformador, deve ter um comprimento de quarenta centímetros ou, se for mais comprido, ser dobrado de modo a formar um feixe horizontal de 30 a 40 cm de comprimento;               b) Se a ferramenta for vendida como um aparelho que funcione por exemplo a 110 V, mas que deve ser utilizado com um transformador, as medições das interferências devem ser efectuadas no lado de alimentação de um transformador cuja utilização seja recomendada com o aparelho.   Nota  Se nenhum transformador «amostra» for fornecido com a ferramenta para o ensaio, as medições das interferências devem ser efectuadas ao nível da alimentação da ferramenta, à tensão nominal.  Potência de interferência (30 a 300 MHz)  As medições das interferências devem ser efectuadas ao nível da alimentação da ferramenta, à tensão nominal.  Ao longo das medições, a ferramenta portátil deve ser dotada de um cabo de alimentação de comprimento apropriado às medições efectuadas com a pinça absorvente descrita na publicação nº 16 do CISPR (1977), ponto 11.2.          5.3.2.1. Perfuradoras : funcionamento contínuo sem carga.                   5.3.2.2. Aparafusadoras e chaves de percussão : como no ponto 5.3.2.1. Se se puder utilizar dois sentidos de rotação:            a) Após ter feito funcionar o aparelho durante 15 minutos num sentido, medir as interferências produzidas em todas as bandas de frequência;                       b) Após ter feito funcionar o aparelho por mais um período de 15 minutos no outro sentido, medir as interferências produzidas em toda a banda de frequências.  O mais alto valor dos dois níveis de interferências deve estar conforme ao valor limite admissível.                                          5.3.2.3. Amoladoras e polidoras de disco e máquinas de lustrar : ver ponto 5.3.2.1.                   5.3.2.4. Outras polidoras que não sejam do tipo de disco : ver ponto 5.3.2.1.                   5.3.2.5. Serras e facas : ver ponto 5.3.2.1.                   5.3.2.6. Martelos : ver ponto 5.3.2.1.                   5.3.2.7. Pistolas : funcionamento contínuo com reservatório vazio e sem acessórios.                   5.3.2.8. Tesouras : ver ponto 5.3.2.1.                   5.3.2.9. Máquinas de abrir roscas e de atarrachar : ver ponto 5.3.2.1.                   5.3.2.10. Serras alternativas para madeira e materiais similares : ver ponto 5.3.2.1.                   5.3.2.11. Agitadores de líquidos (vibradores internos) : funcionamento contínuo no centro de um reservatório esférico em chapa de aço cheio de água, em que o volume de água seja igual a 50 vezes o do agitador.                   5.3.2.12. Perfuradoras de percussão : ver ponto 5.3.2.1.                   5.3.2.13. Plainas : ver ponto 5.3.2.1.               5.3.3. Aparelhos de gravação e reprodução sonora.        5.3.3.1. Gramofones : funcionamento contínuo sem disco.               5.3.3.2. Gravadores magnéticos : funcionamento contínuo utilizando o meio magnético de registo.               5.3.3.3. Projectores de filmes sonoros : funcionamento contínuo com um filme e com a lâmpada ligada.                           5.3.4. Aparelhos com motor para electromedicina        5.3.4.1. Brocas dentárias.          5.3.4.1.1. Interferências devidas ao motor : funcionamento contínuo com porta-ferramenta mas sem brocagem.                   5.3.4.1.2. Interferências devidas às comutações : ver ponto 5.3.7.                                  5.3.4.2. Serras e bisturis : funcionamento contínuo sem carga.               5.3.4.3. Electrocardiógrafos e registadores similares : funcionamento contínuo com uma banda de registo.               5.3.4.4. Bombas : funcionamento contínuo com um líquido.                          5.3.5. Aparelhos termoeléctricos.  Antes da medição, os aparelhos devem atingir o estado de equilíbrio térmico. Se o coeficiente de utilização especificado não puder ser atingido, aplicar-se-á o mais elevado possível.        5.3.5.1. Fogões de cozinha equipados com placas automáticas ; aparelhos munidos de uma ou várias placas de aquecimento (ou grelhas) comandadas por termostatos ou reguladores de energia:  Funcionamento nas condições de libertação útil de calor : uma caçarola em alumínio cheia de água será colocada na chapa de aquecimento, aquecida até à ebulição. A taxa N de repetição dos estalidos será igual, por definição, a metade do número de operações de comutação por minuto quando o coeficiente de utilização é de (50 ± 10) %.  A derrogação aplicável aos interruptores de funcionamento instantâneo (ver ponto 4.2.4.2) será igualmente válida para estes aparelhos.  Nota  Os aparelhos munidos de fornos e seus acessórios devem ser ensaiados conforme o ponto 5.3.5.2.               5.3.5.2. Fornos de cozinha : Funcionamento sem utilização da libertação do calor, com a porta fechada. A taxa N de repetição dos estalidos será igual ao número de operações de comutação por minuto, para um coeficiente de utilização de (50 ± 10) % do dispositivo de comando. A derrogação aplicável aos interruptores de funcionamento instantâneo (ver ponto 4.2.4.2) será igualmente válida para estes aparelhos.               5.3.5.3. Aquecedores de pratos, mesas aquecedoras, gavetas aquecedoras, armários aquecedores, etc.:  Funcionamento sem utilização da libertação de calor. A taxa N de repetição dos estalidos deve ser determinada para um coeficiente de utilização de (50 ± 10) % do dispositivo de comando.               5.3.5.4. Geradores de vapor para aquecimento indirecto dos aparelhos para a indústria hoteleira, banhos-maria abertos:  Funcionamento com libertação útil de calor e com a quantidade normal de água. A taxa N de repetição dos estalidos deve ser determinada para um coeficiente de utilização de (50 ± 10) % do dispositivo de comando.               5.3.5.5. Frigideiras, assadeiras de mesa, fritadeiras, etc : funcionamento com libertação útil de calor. A quantidade de óleo acima do ponto mais elevado da superfície de aquecimento deve ser aproximadamente de:          - 30 mm para as frigideiras (de saltear),                    - 10 mm para as assadeiras de mesa,                   - 10 mm para as fritadeiras, salvo se estiver especificado um nível mínimo de óleo.                     A taxa N de repetição dos estalidos deve ser determinada para um coeficiente de utilização de (50 ± 10) % do dispositivo de comando.               5.3.5.6. Formas eléctricas para coscorões  Funcionamento fechado sem utilização do calor libertado. A taxa N de repetição dos estalidos deve ser determinada por um coeficiente de utilização de (50 ± 10) % do dispositivo de comando.               5.3.5.7. Panelas, cafeteiras, máquinas de café, aquecedores de leite, aquecedores de biberons, aquecedor de grude, esterelizadores, máquinas de barrela, etc.:  Funcionamento com libertação útil de calor, semi-cheias de água e sem tampa. A taxa N de repetição dos estalidos deve ser determinada para um regulação média de (60 °C) no caso de um dispositivo de comando regulável entre 20 °C e 100 °C.  5.3.5.8.                5.3.5.9. Máquinas de engomar (máquinas de mesa, máquinas rotativas, prensas):  A taxa N de repetição dos estalidos devida à regulação da temperatura deve ser determinada sem utilização do calor libertado, com a superfície aquecedora na posição aberta e o termostato regulado para a temperatura mais elevada. A taxa N de repetição dos estalidos do contacto de comando do motor, deve ser determinada em condições tais que o calor libertado permita engomar duas toalhas de mãos húmidas (aproximadamente com 1 m × 0,5 m) por minuto. Para fixar o limite do nível de interferência admissível, deve somar-se as duas taxas de repetição.               5.3.5.10. Ferros de engomar  Funcionamento com uma libertação conveniente de calor e utilização de arrefecimento a ar, a óleo ou a água. A taxa N de repetição dos estalidos será igual a 0,66 vezes o número de operações de comutação por mínuto quando o termostato for regulado para uma temperatura elevada e que o coeficiente de utilização seja de (50 ± 10) %.               5.3.5.11. Aparelhos para aquecimento local (termo-ventiladores, radiadores por convexão, convectores de banho de óleo, etc.):  Funcionamento nas condições de libertação útil de calor. A taxa N de repetição dos estalidos deve ser determinada para um coeficiente de utilização de (50 ± 10) % do dispositivo de comando ou ser igual à taxa de repetição máxima utilizável segundo o fabricante. Caso exista um comutador que permita regular a potência, será colocado na posição de graduação mais baixa. As mesmas medições devem ser refeitas com o comutador na posição zero no caso dos aparelhos cujo termostato e uma resistência permaneçam ligados à rede.               5.3.5.12. Secadores de cabelo : ver o ponto 5.3.5.11.               5.3.5.13. Torradeiras:  Caso a duração de cada estalido seja inferior a 10 ms e a taxa N de repetição dos estalidos menor ou igual a 5, não será aplicável nenhum limite a amplitude dos estalidos.          5.3.5.13.1. Torradeiras simples  Entende-se por torradeiras simples, os aparelhos designados por torradeiras            a) Que contenham um interruptor accionado manualmente para por em funcionamento o elemento aquecedor no início do ciclo e para a paragem automática do ciclo, no fim de um período pré-determinado, ou   b) Que não contenham nenhum dispositivo de comando para regular o elemento aquecedor ao longo do ciclo.  No caso das torradeiras automáticas simples, deve ser determinada a taxa N de repetição dos estalidos e o nível de interferências produzidas avaliadas como se segue:   a) Determinação da taxa N de repetição dos estalidos:  Utilisar-se-á pão branco da véspera (dimensões : aproximadamente 10 cm × 9 cm × 1 cm), regular o dispositivo de comando de modo a obter o pão torrado de tom castanho dourado. Com o aparelho já aquecido, determinar-se-á a duração média (t1), expressa em segundos, de funcionamento do elemento aquecedor para três ciclos. Considerar-se-á um período de repouso de 30 segundos na determinação de t1. A duração de um ciclo completo será de (t1 + 30) segundos. Assim a taxa N de repetição dos estalidos será 120/(t1 + 30);                       b) Determinação dos níveis de interferência:  A taxa N de repetição dos estalidos determinada segundo o método descrito anteriormente deve ser utilizada para o cálculo do limite admissível segundo a fórmula dada no ponto 4.2.3.3.  A torradeira deve ser ensaiada na base do limite admissível calculado e a sua conformidade ser verificada segundo o método do quartil superior mencionado nos pontos 3.2.7. Far-se-á funcionar a torradeira durante vinte ciclos sem carga e regulando o aparelho de modo a obter pão torrado de tom castanho dourado, como na alínea a). Cada ciclo deve compreender um período de funcionamento e um período de repouso com uma duração tal que permita ao aparelho arrefecer até à temperatura ambiente no início de cada ciclo. Pode ser utilizado um arrefecimento de ar forçado.           5.3.5.13.2. Outras torradeiras : funcionamento nas condições de libertação útil de calor com fatias de pão da véspera (dimensões : aproximadamente 10 cm × 9 cm × 1 cm) : cada ciclo compreenderá um período de funcionamento e um período de repouso, este último deve durar 30 segundos. A taxa N de repetição dos estalidos deve ser determinada para uma regulação dando ao pão torrado um tom castanho dourado.                                  5.3.5.14. Aquecedores de água instantâneos, aquecedores de água termo-acumuladores ou sem acumulação:  Funcionamento na posição de utilização normal e com a quantidade normal de água. Durante o exame dos aparelhos não se pode retirar água. A taxa N de repetição dos estalidos será determinada com todos os dispositivos de comando regulados no máximo.               5.3.5.15. Aparelhos eléctricos de fraco aquecimento (almofadas, cobertores, colchas e resguardos):  Devem ser estendidos entre dois cobertores leves que ultrapassem o rebordo da superfície aquecedora de pelo menos 10 cm. Deve-se escolher a espessura e a condutibilidade térmica de modo que a taxa N de repetição dos estalidos possa ser determinada para um coeficiente de utilização de (50 ± 10) % do dispositivo de comando.               5.3.5.16. Termostatos de comando de aquecimento eléctrico local, de aquecedores de água, de queimadores a gás ou nafta e dispositivos similares:  Ver ponto 5.3.5.11. Se o termostato puder ser utilizado com um relé ou com um disjuntor, todas as medições devem ser efectuadas com estes elementos como carga, tendo as respectivas bobines a inductância mais elevada na prática. Para que as medições sejam satisfatórias, será essencial que os contactos tenham funcionado um número suficiente de vezes com uma carga conveniente, isto a fim de que o nível das interferências seja representativo daquele que se apresentar nas condições normais de utilização.                          5.3.6. Dispositivos de alimentação de fechos eléctricos  Funcionamento com substituição do fecho por um circuito RC munido de uma resistência de 300 em série com um condensador de 10 nF (tensão nominal de 10 KV em corrente contínua), com o aparelho na posição normal com uma inclinação máxima de 15° em relação à vertical, e com os dispositivos de regulação acessíveis sem ferramentas, ajustados na posição correspondente ao maximo nível de interferência.  Os dispositivos de alimentação que podem ser alimentados em corrente contínua ou em corrente alternada devem ser ensaiados com os dois tipos de alimentação.   Se o dispositivo de ligação da fonte de alimentação de corrente não garantir uma polaridade constante, será necessário ensaiar as duas polaridades.  O terminal de terra do circuito de fecho deve estar ligado ao terminal de terra do circuito simulado em V. Se os terminais do circuito de fecho não estiverem claramente designados, ligar-se-ão à terra cada um por sua vez. A tensão de interferência deve se medida conforme a figura 4, nos terminais A, B e C.  Nota  Este procedimento aplicar-se-á exclusivamente às medições nas frequências inferiores a 30 MHz (ver ponto 4.2.4.7).           5.3.7. Dispositivos de comando de velocidade, contactos de arranque, etc.  Para os aparelhos deste género, a taxa N de repetição de estalidos = n2/T, onde n2 será a soma das operações de comutação durante o período de observação T.        5.3.7.1. Pedais de comando de máquinas de costura e de brocas dentárias:  Interferências surgidas no momento do arranque e no da paragem : a velocidade do motor deve passar ao seu valor máximo em 5 s. Para a paragem, o comando deve ser rápido. Determinar-se-á a taxa N de repetição dos estalidos, admitindo que se verifica um arranque todos os 15 segundos.               5.3.7.2. Interruptores de arranque das máquinas de somar, das máquinas de calcular e das caixas registadas:  Funcionamento intermitente que comporte pelo menos 30 arranques por minuto. Se não se puder atingir 30 arranques por minuto, o funcionamento intermitente deve comportar tantos arranques por minuto quantos for possível obter na prática.               5.3.7.3. Projectores de diapositivos:  Funcionamento contínuo, com lâmpada ligada, mas sem dispositivos, a menos que estes sejam necessários para funcionamento do aparelho (por exemplo, projectores de focagem automática). Determinar-se-á a taxa N de repetição dos estalidos operando quatro mudanças de imagem por minuto.                          5.3.8. Aparelhos electrodomésticos que incluam lâmpadas de descarga para usos terapêuticos        5.3.8.1. Lâmpadas de ultra-violetas e de ozono. As lâmpadas devem ter funcionado 3 minutos antes do começo das medições.               5.3.8.2. Aparelhos para solários fixados na parede ou no tecto  Se eles estiverem munidos de lâmpadas com arrancador, as luminárias devem ser medidas segundo as especificações da Directiva 76/890/CEE.                          5.3.9. Máquinas distribuidoras e máquinas de jogo automáticas e aparelhos análogos  Desde que se produzam interferências contínuas, não haverá condições de funcionamento particulares a respeitar ; o aparelho deve ser accionado segundo as instruções do fabricante. Se a máquina pode produzir mais do que doi estalidos num intervalo de dois segundos, todas as interferências descontínuas devem manter-se dentro dos limites das interferências contínuas.  No caso de máquinas automáticas comutadas (directa ou indirectamente) à mão, e para as quais não se verifiquem mais do que dois estalidos por operação, aplicar-se-á o ponto 4.2.4.1.        5.3.9.1. Máquinas distribuidoras automáticas  Será necessário efectuar três operações de venda e esperar, para começar cada operação, que a máquina esteja parada. Se o número de estalidos discretos ao longo de cada uma das operações de  venda for o mesmo, a taxa N de repetição dos estalidos será numericamente igual a um sexto do número de estalidos discretos durante uma única operação de venda. Se o número de estalidos variar de uma operação para outra, será necessário efectuar mais sete operações de venda, e a taxa N de repetição de estalidos deve ser determinada a partir de, pelo menos, 40 estalidos discretos, admitindo-se que o tempo de repouso entre cada operação de venda e a seguinte, seja tal que as dez operações de venda sejam uniformemente repartidas por um período de uma hora. O tempo de repouso deve estar incluído no tempo de observação.               5.3.9.2. Juke boxe  Efectuar-se-á um ciclo de funcionamento introduzindo as moedas mais pequenas que representem o valor mínimo necessário para por a máquina em funcionamento, seleccionando e passando os trechos de música correspondentes. Este ciclo deve ser repetido tantas vezes quantas seja necessário para produzir um mínimo de 40 estalidos discretos. A taxa N de repetição dos estalidos será igual a metade do número de estalidos discretos por minuto (tendo sido dada a frequência de utilização e a combinação de moedas normais, o número de estalidos será estimado em metade dos estalidos que forem observados durante o ensaio).               5.3.9.3. Máquinas de jogo automáticas, munidas de um mecanismo de entrega dos ganhos  Os dispositivos electromecânicos incorporados na máquina para o armazenamento e para a entrega dos ganhos devem, se possível, estar desligados do sistema de funcionamento para que a função «jogo» possa operar separadamente.  O ciclo de jogo será iniciado pela introdução das mais pequenas moedas que representem o valor mínimo necessário para fazer funcionar a máquina. Este ciclo deve ser repetido tantas vezes quanto seja necessário para produzir, no mínimo, 40 estalidos discretos. Em consequência da frequência de utilização e da combinação de moedas normais, o número de estalidos será estimado em metade daqueles que forem observados durante o período requerido para a determinação da taxa N1 de repetição dos estalidos, ou seja, a duração do ciclo do jogo.  A frequência de entrega dos ganhos e o montante médio dos ganhos entregues, dependem do construtor. A taxa N2 de repetição dos estalidos dos dispositivos de armazenamento e de entrega dos ganhos será avaliada por simulação de um ganho do montante médio fixado pelo construtor, arredondado para o valor real mais próximo. A simulação deste ganho deve ser repetida tantas vezes quantas for necessário para produzir no mínimo 40 estalidos discretos. A taxa N2 de repetição dos estalidos do mecanismo de entrega dos ganhos ficará assim determinada. No que diz respeito à frequência das entregas, o número de ciclos de jogo utilizado para determinar N1 será multiplicado pela frequência média das entregas. Este número de entregas por ciclo de jogo será multiplicado por N2 para se obter a taxa real N3 de repetição dos estalidos do mecanismo de entrega dos ganhos.  A taxa de repetição dos estalidos da máquina será a soma das duas taxas N1 e N3.               5.3.9.4. Máquinas de jogo automáticas sem mecanismo de entrega dos ganhos.          5.3.9.4.1. Bilhares eléctricos  A máquina deve ser utilizada por um jogador médio (isto é, que já tenha jogado pelo menos durante 30 minutos com estas máquinas ou com máquinas análogas). A partida começará logo que se introduzam as mais pequenas moedas que representem o valor mínimo necessário para por a máquina a funcionar. O ciclo deve ser repetido tantas vezes quantas for necessário para produzir no mínimo 400 estalidos discretos.                   5.3.9.4.2. Máquinas video e qualquer outra máquina a utilizar segundo as instruções do fabricante  Estima-se que o ciclo de funcionamento será o programa obtido depois da introdução das mais pequenas moedas que representem o valor mínimo necessário para por a máquina em andamento. No caso de máquinas com vários programas, será preciso escolher o programa que dê a maior taxa de estalidos. Se a duração do programa for inferior a um minuto, o programa seguinte não deve começar senão um minuto depois do começo do programa precedente a fim de simular uma utilização normal. Este período de repouso deve ser incluído no tempo de observação. O programa deve ser repetido tantas vezes quantas forem necessárias para produzir um mínimo de 40 estalidos discretos.                                              5.3.10. Filtros de ar electrostáticos  Funcionamento nas condições de serviço normais com um volume de ar suficiente.  Nota  Esta descrição não se aplicará aos filtros de ar electrostáticos que incluam geradores de alta frequência que funcionem a frequências superiores a 10 kHz.           5.3.11. Aparelhos com osciladores incorporados  Certos aparelhos com osciladores fazem parte do campo de aplicação da presente directiva. Para alguns destes aparelhos, não existem, no presente anexo, especificações precisas que digam respeito às interferências causadas pelos osciladores e portanto será aplicável o ponto 5.1.1.5.  Nota  Não existem no presente Anexo especificações precisas àcerca das interferências causadas pelos osciladores cuja frequência fundamental seja superior a 10 kHz.        5.3.11.1. Os fogões de cozinha que incluam fontes de aquecimento por alta frequência munidos de um oscilador cuja frequência fundamental seja igual ou inferior a 10 kHz devem ser ensaiadas nas condições de libertação útil de calor ; uma panela cheia de água deve ser aquecida até à ebulição.  Nota  As fontes de alta frequência que incluem um oscilador cuja frequência fundamental seja superior a 10 kHz não estão incluídas no campo de aplicação do presente Anexo.               5.3.11.2. Os osciladores de frequência de relógio que funcionem a frequências fundamentais inferiores ou iguais a 10 kHz devem ser medidos nas condições de funcionamento normal (ver ponto 5.1.1.1).  Nota  Os osciladores de frequência de relógio que funcionem a frequências fundamentais superiores a 10 kHz não estão abrangidos pelo campo de aplicação do presente Anexo.                          5.3.12. Aparelhos de faísca        5.3.12.1. Acendedores de gás electrónicos  Segundo o ponto 4.2.4.1, as disposições do presente Anexo, não se aplicarão aos acendedores de gás electrónicos por faísca única accionados manualmente, cujos interruptores estejam incorporados nos aparelhos unicamente para fins de conexão ou desconexão à rede (por exemplo, caldeiras de aquecimento central, radiadores a gás, excluíndo material de cozinha) ; os outros aparelhos com acendedor de gás electrónicos incorporados devem ser ensaiados sem ligação ao gás, do seguinte modo.          5.3.12.1.1. Acendedor de gás por faísca única  Determinar se as interferências são contínuas ou descontínuas do seguinte modo:  Produzir 10 faíscas separadas de, pelo menos, 2 segundos de intervalo. Caso um dos estalidos tenha uma duração superior a 200 ms, aplicar-se-ão os valores limite das interferências contínuas dos quadros I e II.  Caso todos os estalidos tenham uma duração inferior a 10 ms, não será aplicável nenhum limite de amplitude.  Caso alguns dos estalidos tenham uma duração superior a 10 ms e se todos os estalidos tiverem uma duração inferior a 200 ms, o limite admissível deve ser calculado conforme o ponto 4.2.3.3 por meio de uma taxa empírica N = 2 de repetição dos estalidos. Esta taxa de repetição dos estalidos será um valor prático hipotético que dá um limite admissível superior de 24 dB para os valores limite das interferências contínuas.  O acendedor de gás deve em seguida ser ensaiado para 40 faíscas, produzidas com, no mínimo, 2 segundos de intervalo sendo aplicado o limite admissível e a conformidade verificada pelo método do quartil superior mencionado no ponto 3.2.7.                    5.3.12.1.2. Acendedores de gás automáticos  Determinar-se-á se se trata de interferências contínuas ou descontínuas do seguinte modo:  Fazer funcionar o acendedor de gás de modo a produzir 10 faíscas.  Se a) um dos estalidos tiver uma duração superior a 200 ms, se b) um estalido se produzir a menos de 200 ms do estalido seguinte ou se c) forem produzidos mais de dois estalidos num intervalo de dois segundos, serão aplicáveis os limites das interferências contínuas dos quadros I e II.  Se a) todos os estalidos tiverem uma duração inferior a 10 ms e b) estiverem espaçados de pelo menos 200 ms e c) se no máximo dois estalidos se produzirem num intervalo de dois segundos, não será aplicável nenhum limite de amplitude.  Se a) um estalido tiver uma duração superior a 10 ms e b) todos os estalidos tiverem uma duração inferior a 200 ms e forem espaçados de pelo menos 200 ms, e se c) no máximo dois estalidos se produzirem num intervalo de dois segundos, o limite admissível deve ser calculado conforme o ponto 4.2.3.3 por meio de uma taxa empírica N = 2 de repetição dos estalidos. Esta taxa de repetição dos estalidos será um valor prático hipotético que dá um limite admissível superior em 24 dB aos valores limite de interferências contínuas.  O acendedor de gás deve em seguida ser ensaiado para 40 faíscas, produzidas num mínimo com dois segundos de intervalo sendo aplicado o limite admissível e a conformidade verificada pelo método do quartil superior mencionado no ponto 3.2.7.                                             5.3.13. Circuitos eléctricos (brinquedos sobre carris)        5.3.13.1. Circuitos eléctricos completos          5.3.13.1.1. Um circuito eléctrico compreenderá sucessivamente o elemento móvel, o dispositivo de comando e os carris de rolamento, vendidos numa só embalagem.                   5.3.13.1.2. O circuito deve ser montado segundo as instruções fornecidas com a embalagem. Os carris devem estar dispostos de modo a cobrir o máximo de superfície. Os outros elementos devem estar dispostos do modo indicado na figura 9.                   5.3.13.1.3. Cada elemento móvel deve ser ensaiado separadamente em andamento no circuito e todos os elementos compreendidos na embalagem devem ser ensaiados.                   5.3.13.1.4. Os ensaios devem ser efectuados conforme o ponto 5.3.13.3.                                  5.3.13.2. Elementos individuais          5.3.13.2.1. Os elementos individuais que, mesmo que vendidos separadamente, fizerem igualmente parte de um conjunto conforme aos valores limite, não necessitarão de ensaios suplementares.                   5.3.13.2.2. Elementos móveis individuais, tais como locomotivas e carros.  Os elementos móveis individuais devem ser ensaiados num circuito oval medindo 2 m × 1 m (ver fig. 9). O circuito, os cabos de ligação e o dispositivo de comando necessários, devem ser fornecidos pelo fabricante ou pelo fornecedor dos elementos móveis individuais. Se esses acessórios não forem fornecidos, os ensaios devem ser efectuados nos acessórios cuja utilização convier ao serviço técnico encarregado dos ensaios. Os carris, os cabos de fixação e o dispositivo de comando devem estar dispostos como indicado na figura 9. Os ensaios devem ser efectuados conforme o ponto 5.3.13.3. Os resultados dos ensaios devem compreender uma descrição dos acessórios utilizados.                                  5.3.13.3. Método de medição          5.3.13.3.1. Tensões de interferência (0,15 e 30 MHz):  Aparelhos não ligados à terra. O circuito eléctrico deve estar disposto de acordo com o ponto 5.3.13.1 ou 5.3.13.2, conforme o caso.   O circuito eléctrico deve ser ensaiado a 40 cm acima de uma placa metálica ligada à terra ou sobre o chão metálico de uma cabine blindada. A placa metálica deve exceder em pelo menos 10 cm o bordo do circuito eléctrico.  As medições devem ser efectuadas do lado da alimentação do transformador e do dispositivo de comando por meio da rede simulada em V de 50 ohm do CISPR. Serão aplicáveis os valores limite definidos no quadro I para os aparelhos electrodomésticos.                   5.3.13.3.2. Tensões de interferência (0,15 a 30 MHz) : aparelhos ligados à terra. O circuito eléctrico deve ser disposto conforme o ponto 5.3.13.1 ou 5.3.13.2, consoante o caso.  As medições devem ser efectuadas do lado da alimentação do transformador e do dispositivoe comando, com o auxílio da pinça absorvente. Serão aplicáveis os limites definidos no quadro II para os aparelhos electrodomésticos.                                                      6. MEDIÇÃO DAS TENSÕES DE INTERFERÊNCIA (0,15 MHz a 30 MHz)  Este ponto estabelecerá as condições gerais para a medição das tensões de interferência. As condições especiais para medição das tensões de interferência produzidas por diferentes tipos de fontes serão estabelecidas no ponto 5.    6.1. Circuito simulado      6.1.1. Generalidades  Será requerido um circuito simulado para ligar aos terminais do aparelho estudado uma impedância definida para as correntes de alta frequência e igualmente para isolar os circuitos de ensaio em face dos sinais indesejáveis de alta frequência, eventualmente veiculados pela rede de distribuição.           6.1.2. Impedâncias  Um circuito simulado em V deve ter uma resistência de 50, uma inductância de 50¶ H e apresentar a impedância característica definida na publicação nº 16 do CISPR (1977), figura 5.           6.1.3. Dispositivo de separação (desacoplamento)  Para que a impedância da rede simulada, correspondente à frequência de medição, não seja influenciada de modo sensível pela impedância da rede de distribuição, será inserido entre a rede de distribuição e a rede simulada propriamente dita, um dispositivo de separação. Este dispositivo terá, além disso, a função de praticamente isolar a medição do efeito das tensões de interferência indesejáveis, veiculadas pela rede de distribuição (ver também ponto 6.2.1).  Os elementos constituintes devem estar arrumados dentro de um envólucro metálico blindado em ligação directa com a massa do banco de medida.  As condições de impedância da rede simulada devem ser satisfeitas, para a frequência de medição, tendo em conta a presença do dispositivo de desacoplamento.            6.1.4. Ligação entre a rede simulada em V e o receptor de medida Uma vez ligado o receptor de medida ao circuito simulado em V, devem ser satisfeitas as exigências indicadas nos pontos 6.1.2 e 6.1.3.                  6.2. Método de medição      6.2.1. Atenuação das interferências não produzidas pelo aparelho em ensaio  As tensões de interferência não produzidas pelo aparelho em ensaio, (provenientes da rede ou produzidas por campos exteriores), devem conduzir a uma indicação inferior em pelo menos 20 dB à mais fraca tensão que se pretenda medir, ou então não são mensuráveis.  As tensões de interferência não produzidas pelo aparelho ensaiado, serão medidas com o aparelho em ensaio ligado, mas não em serviço.  Nota        1. O respeito por tal condição pode impor a introdução de um filtro suplementar à alimentação, e o trabalho de ensaio realizado em cabine blindada;               2. Pode ser especialmente difícil assegurar o cumprimento desta condição aquando do ensaio de aparelhos que absorvem uma corrente considerável, como por exemplo, permanentemente mais do que 6 A, ou temporariamente mais do que 10 A. No caso das interferências residuais serem superiores ao limite acima fixado o seu valor deve ser mencionado nos resultados da medição.                          6.2.2. Disposição relativa dos aparelhos e ligação à rede simulada        6.2.2.1. Aparelhos que funcionem normalmente sem ligação à terra, e não suportados manualmente  O aparelho será colocado a 40 cm de uma superfície condutora de pelo menos de 2 m por 2 m e mantido a 80 cm, pelo menos, de qualquer outra superfície condutora. Se a medição for efectuada numa cabine blindada, uma das paredes pode ser utilizada no lugar da superfície condutora ligada à massa.  Se o aparelho for entregue (*) sem cabo de ligação será ligado à rede simulada colocada a 80 cm de distância, por um cabo de comprimento não superior a 1 m.  Caso o aparelho seja entregue (*) com um cabo de ligação, as tensões serão medidas na tomada. O excesso de cabo além de 80 cm será dobrado em ziguezague de modo a formar um feixe horizontal comum de 30 a 40 cm de comprimento.               6.2.2.2. Aparelhos funcionando normalmente sem ligação à terra e suportados manualmente.  As medições devem primeiro ser efectuadas conforme indicado no ponto 6.2.2.1. Medições adicionais devem ser efectuadas em seguida, utilizando uma «mão artificial» destinada a reproduzir o efeito da mão do utilizador.  A mão artificial será constituída por uma folha metálica enrolada em torno de um invólucro ou de uma parte deste, como especificado adiante. A folha metálica será ligada a um terminal (terminal M) de um elemento RC (ver figura 5 a), que inclui um condensador de 200 pF, em série com uma resistência de 500 ; a outra saída do elemento RC deve ser ligada à massa geral da instalação de medição.  O princípio geral a seguir para a utilização da mão artificial será o de que o terminal M do elemento RC estará ligado a todas as partes metálicas não-rotativas expostas e às folhas metálicas envolventes de todos os punhos, fixos ou amovíveis, fornecidos com o aparelho.   As alíneas seguintes explicam detalhadamente a utilização da «mão artificial».          a) Se o invólucro do aparelho for completamente metálico, não será necessária uma folha metálica, e a saída M do elemento RC deve ser directamente ligada ao corpo do aparelho;                   b) Se o invólucro do aparelho for em material isolante, a folha metálica deve ser enrolada em torno do punho B (figura 5 b) e igualmente em torno do segundo punho D, caso ele exista. Uma folha metálica de 60 mm de largura, C, deve igualmente ser enrolada em torno do corpo num ponto situado à altura do núcleo de ferro do estator do motor. Todas estas partes de folhas metálicas assim como o anel metálico da anilha A, caso exista, devem ser ligados em conjunto e à saída M do elemento RC;                   c) Quando o invólucro do aparelho for em parte metálico, em parte de material isolante, e dotada de punhos isolados, deve ser enrolada uma folha metálica em torno dos punhos B e D (figura 5 b) e na parte não metálica do corpo C. A parte metálica do corpo, o ponto A, as folhas metálicas em torno dos punhos B e D e a folha metálica sobre o corpo C, devem ser ligadas conjuntamente e à saída M do elemento RC;                   d) Quando um aparelho com duplo isolamento tiver dois punhos A e B em material isolante, e um invólucro metálico C, por exemplo uma serra eléctrica (figura 5 c), as folhas metálicas devem ser enroladas em torno dos punhos A e B. As folhas metálicas dos punhos A e B, assim como aquela do corpo metálico C, devem ser ligadas em conjunto, e à saída M do elemento RC.                                  6.2.2.3. Aparelhos que, nas condições normais de serviço, devem estar ligados à terra  As medições serão efectuadas com a massa do aparelho ligada à massa do banco de medida.  Se o aparelho for entregue sem cabo de ligação, será ligado à rede simulada em V, colocada a 80 cm de distância, por um cabo de comprimento não superior a 1 m. A ligação entre a massa do aparelho e a do banco de medida, será assegurada por um condutor do mesmo comprimento disposto paralelamente ao cabo de alimentação e a uma distância deste último inferior a 10 cm.  Se o aparelho for entregue com cabo de ligação, as tensões serão medidas na ficha. O comprimento do cabo que exceda 80 cm será dobrado em ziguezague de modo a formar um feixe horizontal de comprimento compreendido entre 30 e 40 cm.  Se o cabo tiver um condutor de terra, o terminal de terra da tomada de corrente será ligada à massa do banco de medida. Caso contrário, a ligação entre as massas do aparelho e do banco de medida será assegurada por um condutor de 80 cm a 1 m de comprimento, disposto de forma análoga à especificada acima, para os aparelhos entregues sem cabo de ligação.                                   7. MEDIÇÃO DAS POTENCIAS DE INTERFERÊNCIA (30 MHz a 300 MHz)    7.1. Dispositivo de medição  O dispositivo de medição será a pinça absorvente descrita na publicação nº 15 do CISPR (1977).       7.2. Método de medição  O aparelho a medir será colocado sobre uma mesa não metálica, pelo menos a 40 cm de qualquer objecto metálico. O cabo de alimentação será estendido em linha recta por uma distância suficiente para poder colocar o dispositivo de medição e ajustar a sua posição tendo em vista a ressonância.  Em serviço a posição do dispositivo de medição deve estar regulada em cada frequência de ensaio de modo a obter-se a indicação máxima.  A potência medida será obtida por referência à curva de calibragem do dispositivo de medição.         8.    9. APLICAÇÃO DOS VALORES LIMITE EM ENSAIOS DE CONFORMIDADE DE APARELHOS FABRICADOS EM SÉRIE    9.1. Os ensaios devem ser efectuados:      9.1.1. Quer numa amostra do tipo considerado pelo método estatístico descrito no ponto 9.3;           9.1.2. Quer, por razões de simplicidade, num só aparelho.                  9.2. Nomeadamente no caso evocado no ponto 9.1.2 será necessário proceder posteriormente com certos intervalos de tempo, a ensaios em aparelhos retirados de modo aleatório da produção. Em caso de contestação que possa conduzir a uma proibição de venda, tal proibição não deve ser encarada senão uma vez efectuados os ensaios conforme ao ponto 9.1.1.       9.3. A conformidade será verificada estatisticamente pelo seguinte ensaio:  O ensaio deve normalmente ser efectuado numa amostra compreendendo no mínimo cinco e no máximo doze aparelhos do tipo considerado.  Todavia, se, por circunstâncias excepcionais, não for possível reunir cinco aparelhos, tal número pode ser reduzido a quatro ou a três aparelhos. A conformidade será verificada se se confirmar a relação seguinte: >PIC FILE= "T0022607">   x nível de interferência de um aparelho individualmente considerado.  L = valor limite autorizado.  K = factor extraído das tabelas de distribuição t não central, assegurando com um coeficiente de confiança de 80 %, que pelo menos 80 % da produção respeita os limites. O valor de k, função de n, é dado no quadro IV.          >PIC FILE= "T0022608">     ANEXO A >PIC FILE= "T0022609"> QUADRO I Exemplos de aparelhos para os quais a taxa N de repetição dos estalidos é deduzida do número de estalidos discretos e da aplicação dos limites >PIC FILE= "T0022610">    QUADRO II Aparelhos para os quais a taxa N de repetição dos estalidos deriva do número de operações de comutação e do factor f, como indicado nas condições de funcionamento correspondentes, e aplicação dos limites >PIC FILE= "T0022611">   QUADRO III Aplicação dos limites quando o intervalo médio entre estalidos sucessivos for superior a cinco minutos  >PIC FILE= "T0022612">     ANEXO B EXEMPLO DE UTILIZAÇÃO DO MÉTODO DO QUARTIL SUPERIOR PARA DETERMINAR A CONFORMIDADE COM OS LIMITES DE INTERFERÊNCIAS  Exemplo (Enxaguador de tambor)  O aparelho tem um programa que pára automaticamente ; portanto o Tempo de Observação está definido e contém mais de 40 estalidos discretos.  Primeira série de ensaios >PIC FILE= "T0022613">    Segunda série de ensaios >PIC FILE= "T0022614">  Duração total do ensaio (T) = 35 minutos (como para a 12a série).  O número de estalidos acima do limite admissível é igual a 14.  O número de estalidos autorizados é igual a 11 : então por isso, O APARELHO É REJEITADO.    ANEXO C  ANEXO D RECOMENDAÇÕES RELATIVAS À MEDIÇÃO DAS INTERFERÊNCIAS DESCONTÍNUAS    D1. Generalidades    D1.1. O objectivo destas recomendações não visa interpretar as disposições da presente directiva, mas orientar o utilizador em procedimentos de certo modo complexos, e a facilitar desse modo a medição das interferências descontínuas.    D1.1.1. Tendo em vista esta tomada de posição, os aparelhos podem ser classificados em duas grandes categorias:    a) Aparelhos que produzem interferências descontínuas, mas não produzem interferências contínuas;       b) Aparelhos que produzem os dois tipos de interferências.  Estas duas grandes categorias, podem por sua vez ser subdivididas como se segue:      a) Aparelhos no quais a medição das interferências descontínuas pode ser efectuada sem a utilização de um receptor CISPR, como por exemplo, por meio de um osciloscópio, ligado a uma rede simulada em V, do CISPR (ver pont D2.3);           b) Aparelhos para os quais se torna necessária a utilização de um receptor CIRPR com a sua resposta ponderada;     c) Aparelhos para os quais são especificadas derrogações aos valores limite em condições especiais (ver pontos 3.2.6, 4.2.3, e 4.2.4.).        D1.1.2. O esquema da figura 10 dá orientações gerais para a medição das interferências descontínuas.  Se as compararmos com as interferências contínuas, as interferências descontínuas serão subjectivamente menos incómodas para a recepção das emissões de rádio e de televisão, pois elas são geralmente constituídas por impulsos. Assim o seu efeito subjectivo depende do intervalo dos impulsos, que é caracterizado pela taxa N de repetição dos estalidos (ver ponto 3.2.5). É por isso que um certo número de derrogações aos valores limite se aplica às interferências descontínuas dos aparelhos electrodomésticos.  Ao longo das medições fazer funcionar o aparelho em conformidade com o ponto 5.  Para determinar a taxa N de repetição dos estalidos (ver ponto 3.2.5) segundo o método dos estalidos discretos, regula os atenuadores do receptor de forma a que um sinal de entrada de amplitude igual ao limite previsto para as interferências contínuas, produza uma indicação no meio da escala, e enumerar as interferências (de duração inferior a 200 ms) que derem uma indicação superior durante o tempo de observação (ver ponto 3.2.4).  No caso de certos aparelhos (ver ponto 4.2.4.6), a taxa N de repetição dos estalidos será determinada a partir do número de operações de comutação (ver ponto 3.2.3) dos contactos que provocam as interferências. >PIC FILE= "T0022615">    >PIC FILE= "T0022616">   O método do quartil superior deve então ser aplicado aos resultados a fim de se verificar a conformidade (ver Anexo B).  Em geral, para a medição de interferências descontínuas, torna-se necessário determinar as suas características de amplitude e de duração, assim como o espaçamento dos diferentes impulsos dessas interferências. Por outro lado, a fim de se saber se os aparelhos respondem aos limites apropriados, torna-se necessário classificar as interferências descontínuas em função das seguintes características:      a) A amplitude relativa das interferências descontínuas-será superior ao limite das interferências contínuas, e em seguida, será superior a limite admissível de interferências descontínuas?           b) A duração das interferências descontínuas - será inferior a 10 ms, será superior a 10 ms mas inferior a 200 ms, ou será superior a 200 ms?           c) O espaçamento dos impulsos de interferências descontínuas (isto é, estalidos discretos) - será inferior a 200 ms, será superior a 200 ms, produzir-se-ão mais de dois impulsos num intervalo de 2 segundos?       d) A taxa de interferências descontínuas (taxa N de repetição dos estalidos) - qual será o número de impulsos das interferências descontínuas por minuto, será superior a 30, será inferior a 30, será inferior a 30 mas superior a 5, será inferior a 5 mas superior a 0,2, será inferior a 0,2?             A medição destes parâmetros de base é descrita no ponto D2.  Devem ser tomadas precauções especiais durante a medição das interferências descontínuas em presença de interferências contínuas, uma vez que estas últimas podem ter uma certa influência nesta medição. Nestas condiçãoes, o nível de referência FI (ver ponto D2.1) deve ser aumentado de um valor apropriado. Na prática, isto pode ser realizado de um modo qualquer mas com a condição de que se obtenha o resultado pretendido, como por exemplo pela ligação de um atenuador à saída FI do receptor de medida.  As medições das interferências serão efectuadas por meio do receptor de medida mencionado na primeira parte da publicação nº 16 do CISPR (1977), assim como da rede simulada em V e da pinça absorvente mencionadas na segunda parte da mesma publicação, em ligação com um osciloscópio (de memória) ou com um analisador de interferências em vista de medição e da exploração automáticas dos resultados, em conformidade com o ponto 30 e com o Anexo R da publicação nº 16 do CISPR (1977).    D2. MEDIÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS DE BASE    D2.1. Regulação do nível do atenuador de entrada RF  Para a medição e avaliação das interferências descontínuas, o atenuador de entrada RF do receptor de medida está regulado na posição que der uma indicação de O (zero) dB, assim que um sinal sinusoidal de nível equivalente ao nível de interferência admissível para as interferências contínuas for aplicado à entrada RF do aparelho de medida.  Nota  Podem ser utilizadas outras fontes de aferição, (por exemplo, impulsos de 100 Hz) ; no entanto, torna-se necessário ter em conta o factor de ponderação do CISPR.  O nível do sinal FI correspondente à indicação O (zero) dB, acima mencionada, será definido como o nível de referência FI.    D2.2. Amplitude  A amplitude de uma interferência descontínua é o resultado ponderado fornecido pelo receptor de medida, de acordo com a secção 1 da publicação nº 16 do CISPR (1977).  A amplitude pode igualmente ser medida por meio de um circuito analógico ligado à saída FI do receptor de medida, que simule as propriedades eléctricas e mecânicas respectivas do detector e do indicador.  No caso de impulsos sucessivos próximos, pode suceder que o indicador não acuse mais do que um desvio acima da indicação de referência zero dB. Admite-se então que cada impulso ultrapassa a indicação zero dB. A duração destes diferentes impulsos será estudada de acordo com o procedimento descrito no número seguinte.   D2.3. Duração e espaçamento  A duração e o espaçamento das interferências são medidas à saída FI do receptor de medida por meio de um osciloscópio (de memória) ou de um analisador de interferências. Para a determinação da duração e do intervalo dos estalidos discretos, só a parte das interferências descontínuas que ultrapassarem o nível de referência FI (ver ponto D2.1) e que ultrapassarem o resultado ponderado correspondente fornecido pelo receptor CISPR (ver ponto D2.2) serão tomadas em consideração.  Pode-se igualmente efectuar medições da duração no circuito de alimentação do aparelho em ensaio, ligando o osciloscópio à rede simulada em V, desde que esta operação conduza aos mesmos resultados que os que se obtiverem a partir das medições realizadas à saída FI do receptor de medida. Neste caso, a tensão na frequência do sector deve ser suficientemente atenuada.  Nota  Em virtude da largura de banda limitada do receptor de medida, a forma e eventualmente a duração das interferências descontínuas podem ser alteradas. Será por conseguinte recomendada a não utilização da combinação simplificada de medição osciloscópio/rede simulada em V quando não existir limite de amplitude (ver ponto 4.2.4.2), isto é, quando a duração de cada estalido for inferior a 10 ms e a taxa N de repetição dos estalidos for igual ou inferior a 5. Quando a amplitude e a duração de uma interferência devam ser tomadas em consideração, recomenda-se a utilização de um receptor CISPR.   D2.4. Taxa de repetição  A taxa das interferências descontínuas é denominada taxa N de repetição dos estalidos, em que N é, ou o número de estalidos discretos por minuto, ou o número de operações de comutação por minuto multiplicado por um factor «f» (ver ponto 3.2.5 e o quadro II do Anexo A). N é determinado ao longo do tempo de observação «T» (ver ponto 3.2.4).    D3. MEDIÇÃO DAS INTERFERÊNCIAS DESCONTÍNUAS    D3.1. Por meio de um osciloscópio  O aparelho a ensaiar será ligado, ou a uma rede simulada em V, para a gama de frequências compreendida entre 0,15 MHz e 30 MHz, ou a uma pinça absorvente para a gama compreendida entre 30 MHz e 300 MHz respectivamente. O receptor de medida será ligado ou a rede simulada em V, ou à pinça absorvente e será ligado um osciloscópio à saída FI do receptor de medida. A frequência de corte do osciloscópio não deve ser inferior à frequência intermediária do receptor de medida.   O desligar do osciloscópio deve ser ajustado para o nível de referência FI (ver ponto D2.1).  Apenas devem ser medidas as interferências que tenham como efeito fazer o receptor de medida passar além da posição zero dB (com os atenuadores regulados como indicado em D2.1). Nas primeiras medições da duração e do intervalo das interferências descontínuas, será preferível regular a base de tempo do osciloscópio de modo a que a largura da imagem completa não seja inferior a 2 s.  Se se observar mais do que um estalido ao fim de um intervalo de 2s ou no início do intervalo seguinte de 2 s (ver ponto 4.2.3.2), será recomendável repetir a medição a uma frequência de base de tempo mais baixa ou mais alta, a fim de se verificar que não se produzem mais do que dois estalidos num intervalo de tempo de 2 s. Desta forma, os estalidos sucessivos muito próximos podem ser analisados.  Para a medição da duração e do intervalo das interferências descontínuas, devem ser utilizadas as seguintes bases de tempo: >PIC FILE= "T0022617">   Nota    1. Estas bases de tempo permitem uma avaliação visual com uma precisão de cerca de 5 %, o que corresponde à precisão de 5 % especificada para o analisador de interferências (ver ponto 30 da publicação nº 16 do CISPR (1977).       2. No caso da avaliação de cada um dos critérios acima mencionados, as observações deveriam recair num mínimo de 40 estalidos discretos ou operações de comutação.  Se um critério especial não for avaliado senão uma única vez, deve-se partir da suposição de que o aparelho apresenta sempre as mesmas características.         No caso da utilização de osciloscópios com memória, é necessário ter o cuidado de usar a velocidade de registo correcta, caso contrário é possível que as cristas dos impulsos não apareçam completamente. >PIC FILE= "T0022660">   no ponto D2.4.   D3.2. Por meio de um analisador de interferências  O analisador deve ser ligado à saída F1 do receptor de medida. O conjunto analisador/receptor deve ser regulado de acordo com o modo de utilização e efectuam-se os controlos de rendimento mencionados no ponto 30 da publicação nº 16 do CISPR (1977).  Será então necessário, ou ligar o aparelho a ensaiar a uma rede simulada em V para as gamas de frequências de 0,15 a 30 MHz, ou introduzir uma pinça absorvente para as gamas de frequência de 30 a 300 MHz. O receptor de medida será ligado quer à rede simulada em V, quer à pinça absorvente. O analisador assim montado fará automaticamente a análise das interferências descontínuas emitidas pelo aparelho. Se no decorrer da avaliação, o aparelho emitir interferências contínuas superiores ao limite das interferências contínuas ou se ve verificarem as condições que permitem a aplicação dos limites das interferências descontínuas, o analisador indica-lo-á automaticamente.   Quando forem aplicáveis as condições especiais citadas nos pontos 4.2.3.5, 4.2.4.3 e 4.2.4.4 convirá verificar qual o fundamento de uma eventual indicação de não conformidade dada pelo analisador. >PIC FILE= "T0022618">   repetição dos estalidos mencionada no ponto D2.4.   D3.3. Avaliação dos resultados  A conformidade com os limites admissíveis (calculados atrás) será verificada pelo método do quartil superior indicado no ponto 3.2.7, isto é, o aparelho em ensaio estará conforme ao valor limite se um quarto ou mais dos estalidos discretos ou das interferências devidas às operações de comutação ultrapassar o limite admissível.   Figura 1 Exemplo de interferências descontínuas classificadas como estalidos e observadas à saída de frequência intermédia do receptor de medida (ver o ponto 3.2.1) >PIC FILE= "T0022619">    Figura 2 Exemplos de Interferências Descontínuas para as quais os limites das Interferências Contínuas são aplicáveis e observados à saída de frequência intermédia do receptor de medida (ver o ponto 4.2.3.1) >PIC FILE= "T0022620">    Figura 3 Esquema de Medição para os dispositivos de Comando e Regulação (ver ponto 5.2) >PIC FILE= "T0022621">   Notas    1. A massa do receptor de medida deve ser ligada à Rede Simulada em V.       2. O comprimento do cabo coaxial da sonda não deve exceder 2 m.       3. Quando o comutador estiver na posição 2, a saída 1 da Rede Simulada em V deve estar carregada por uma impedância equivalente à impedância de entrada do Aparelho de Medida.       4. Quando um dispositivo de comando e de regulação bipolar for inserido num só ra mo do circuito de alimentação, as medições serão efectuadas ligando o outro ramo do circuito de alimentação, como se indica na figura 3 a.        >PIC FILE= "T0022622">    Figura 4 Esquema de Medição das Tensões de Interferência produzidas por um dispositivo de alimentação de fecho eléctrico (ver ponto 5.3.6.)  >PIC FILE= "T0022623"> Figura 5 Utilização da Mão Artificial (ver ponto 6.2.2.2.) >PIC FILE= "T0022624">  >PIC FILE= "T0022625">   Figura 9 Esquema de Medição para os circuitos eléctricos (brinquedos) (ver ponto 5.3.13) >PIC FILE= "T0022626"> Nota    1. Para as Medições da Tensão nos Terminais (de 0,15 a 30 MHz), a parte mais próxima do circuito não deve estar afastada do ponto X mais do que 1m. Para as medições de potência (30 a 300 MHz), a distância entre o ponto X e a parte mais próxima do circuito deve ser aumentada para 6m para permitir a utilização da pinça absorvente entre o ponto X e o conjunto transformador/Dispositivo de Comando.       2. O comprimento dos cabos de ligação em excesso deve ser dobrado em ziguezague de modo a formar um feixe horizontal de comprimento compreendido entre 30 e 40 cm.       3. Se possível, a distância A deve ser de 10 cm.          Figura 10 Esquema de medição das interferências descontínuas (ver anexo D) >PIC FILE= "T0022627">   NOTA  O presente Anexo está baseado na publicação nº 14, primeira edição 1975, e na alteração nº 1 (Outubro 1980) do Comité internacional especial das interferências radioeléctricas (CISPR) da Comissão electrotécnica internacional (CEEI-IEC), «Limites e métodos de medição das características dos aparelhos electrodomésticos, das ferramentas portáteis e dos aparelhos eléctricos similares, relativas às interferências radioeléctricas», alterada segundo os documentos CISPR/F (SEC) nºs 42, 43, 44, 45, 46, 47, 48, 49.  O presente Anexo é igualmente baseado no documento de harmonização do Comité europeu de normalização electrotécnica (Cenelec) HD 20.S2 (1979).