CELEX: 31992R1771
Language: pt
Date: 1992-06-30 00:00:00
Title: Regulamento (CEE) n° 1771/92 do Conselho, de 30 de Junho de 1992, relativo à abertura e modo de gestão de contingentes pautais comunitários para os filetes de pescada congelados e para o tratamento de certos produtos têxteis em tráfico de aperfeiçoamento passivo na Comunidade

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31992R1771

Regulamento (CEE) n° 1771/92 do Conselho, de 30 de Junho de 1992, relativo à abertura e modo de gestão de contingentes pautais comunitários para os filetes de pescada congelados e para o tratamento de certos produtos têxteis em tráfico de aperfeiçoamento passivo na Comunidade  

Jornal Oficial nº L 182 de 02/07/1992 p. 0012 - 0014

REGULAMENTO (CEE) No 1771/92 DO CONSELHO  de 30 de Junho de 1992  relativo à abertura e modo de gestão de contingentes pautais comunitários para os filetes de pescada congelados e para o tratamento de certos produtos têxteis em tráfico de  aperfeiçoamento passivo na ComunidadeO CONSELHO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS,  Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Económica Europeia e, nomeadamente, o seu artigo 113o,  Tendo em conta a proposta da Comissão,  Considerando que, no âmbito das suas relações externas, a Comunidade se comprometeu a abrir anualmente, por períodos compreendidos, respectivamente, entre 1 de Julho e 31 de Dezembro e 1 de Setembro e 31 de Agosto do ano seguinte, contingentes pautais  comunitários, com direito de 10 % para 5 000 toneladas de filetes de pescada, em placas industriais com espinhas (« padrão »), congelados e, depois de diversas adaptações, de 1 870 000 ecus de valor acrescentado, com isenção de direitos, para diferentes  tratamentos de aperfeiçoamento de determinados produtos têxteis em tráfico de aperfeiçoamento passivo; que, por conseguinte, se torna conveniente, em relação aos períodos e de acordo com os elementos acordados, abrir os contingentes pautais em questão;   Considerando que se deve garantir, nomeadamente, o acesso igual e contínuo de todos os interessados aos contingentes em questão e a aplicação, sem interrupção, da taxa prevista para esses contingentes a todas as importações ou reimportações em todos os  Estados-membros, até ao esgotamento dos contingentes dos produtos que respondem às condições prescritas; que convém tomar as medidas necessárias para assegurar uma gestão comunitária e eficaz desses contingentes pautais, prevendo a possibilidade de os  Estados-membros sacarem do volume contingentário as quantidades necessárias correspondentes às importações reais;  Considerando que, estando o Reino da Bélgica, o Reino dos Países Baixos e o Grão-Ducado do Luxemburgo reunidos e representados na união económica do Benelux, qualquer operação relativa à gestão das quotas-partes retiradas pela referida união económica  pode ser efectuada por um dos seus membros,  ADOPTOU O PRESENTE REGULAMENTO:  Artigo 1o  1. Durante o período compreendido entre 1 de Julho e 31 de Dezembro de 1992, os direitos aduaneiros aplicáveis à importação dos produtos a seguir designados são suspensos aos níveis e nos limites indicados dos seguintes contingentes pautais  comunitários em frente de cada um deles:         Número  de ordem  Código NC  (1)  Designação das mercadorias  Volume do  contingente  (em toneladas)  Direito do  contingente  (em %)             09.0037  ex 0304 20 57  Filetes de pescada (Merluccius spp.) apresentados sob a forma de placas industriais com espinhas (« padrão »), congelados  5 000  10       (1) Códigos Taric 0304 20 57 * 31 e 0304 20 57 * 39.   2. As importações dos filetes de pescada apenas beneficiarão do contingente referido no no 1 desde que o preço franco-fronteira, estabelecido pelos Estados-membros nos termos do artigo 24o do Regulamento (CEE) no 3687/91 (1), seja pelo menos igual ao  preço de referência eventualmente fixado pela Comunidade para os produtos ou categorias de produtos considerados.  3. As importações destes produtos que beneficiem já de um direito aduaneiro igual ou inferior, ao abrigo de outro regime pautal preferencial, não são imputáveis ao referido contingente pautal.  Artigo 2o  1. Em relação ao período compreendido entre 1 de Setembro de 1992 e 31 de Agosto de 1993, são totalmente suspensos os direitos aduaneiros aplicáveis à reimportação dos produtos a seguir designados, até ao limite do contingente pautal  comunitário indicado em frente de cada um deles:        Número  de ordem  Código NC  Designação das mercadorias  Volume  do contingente               09.2501   Mercadorias resultantes dos tratamentos de aperfeiçoamento previstos no convénio com a Suíça sobre o tráfico de aperfeiçoamento no sector têxtil, a seguir referidos:     a) Os tratamentos de aperfeiçoamento dos  tecidos dos capítulos 50 a 55 e do código NC 5809 00 00     b) A torção ou fiação, a retorção, a retorção múltipla e a texturização (mesmo combinadas com outros tratamentos de aperfeiçoamento) dos fios dos capítulos 50 a 55 e do código NC 5605 00 00      c) Os tratamentos de aperfeiçoamento dos produtos dos seguintes códigos da Nomenclatura Combinada:    5606 00  Fios revestidos por enrolamento, lâminas e formas semelhantes dos códigos NC 5404 ou 5405, revestidas por enrolamento, excepto os do  código NC 5605 e os fios de crina revestidos por enrolamento; fios de froco (chenille); fios denominados « de cadeia » (chaînette):       Outros:    5606 00 91      Fios revestidos por enrolamento    5606 00 99      Outros    5801  Veludos e pelúcias, e  tecidos de froco (chenille), excepto os artefactos do código NC 5806:    5801 10 00    De la ou de pêlos finos       De algodão    5801 22 00      Veludos e pelúcias obtidos por trama, cortados, canelados (côtelés)    5802 23 00      Outros veludos e  pelúcias obtidos por trama    5801 24 00      Veludos e pelúcias obtidos por urdidura, não cortados (épinglés)    5801 25 00      Veludos e pelúcias obtidos por urdidura, cortados    5801 26 00      Tecidos de froco (chenille)  1 870 000 ecus de valor  acrescentado      De fibras sintéticas ou artificiais:    5801 32 00      Veludos e pelúcias obtidos por trama, cortados, canelados (côtelés)    5801 33 00      Outros veludos e pelúcias obtidos por trama    5801 34 00      Veludos e pelúcias obtidos  por urdidura, não cortados (épinglés)    5801 35 00      Veludos e pelúcias obtidos por urdidura, cortados    5801 36 00      Tecidos de froco (chenille)    5801 90    De outras matérias têxteis:    5801 90 10      De linho    5801 90 90      Outros     5802  « Tecidos turcos », excepto os artefactos do código NC 5806, tecidos tufados, excepto os artefactos do código NC 5703    5804  Tules, filó e tecidos de malhas com nós; rendas em peça, em tiras ou em motivos para aplicar    5806  Fitas, excepto  os artefactos do código NC 5807; fitas sem trama, de fios ou fibras paralelizados e colados (bolducs)    5808  Entrançados em peça; artigos de passamanaria e artigos ornamentais análogos, em peça, não bordados, excepto os de malha; borlas, pompons e  artefactos semelhantes    6001  Veludos e pelúcias (incluídos os tecidos denominados de « felpa longa » ou « pêlo comprido » e tecidos com anéis, de malha    6002  Outros tecidos de malha       2. Para efeitos de aplicação do presente artigo,  entende-se:  a) Por « tratamentos de aperfeiçoamento »:  - na acepção do no 1, alíneas a) e c) do quadro: o branqueamento, a tintura, a acção de estampar, a implantação vertical de fibras têxteis, a impregnação, o acabamento e outras operações que modificam o aspecto ou a qualidade da mercadoria sem, contudo,  lhes alterar a natureza,  - na acepção do no 1, alínea b) do quadro: a torcedura ou a fiação, o retorcimento, a cordagem e a texturização, mesmo combinadas com a dobagem, tintura e outras operações que modificam o aspecto, a qualidade ou o acondicionamento da mercadoria sem,  contudo, lhes alterar a natureza;  b) Por « valor acrescentado »: a diferença entre o valor aduaneiro na reimportação, tal como é definido pela regulamentação comunitária na matéria, e o valor aduaneiro que seria estabelecido no momento da reimportação, se os produtos fossem reimportados  no estado em que foram exportados.  3. Não são imputáveis ao contingente pautal as reimportações dos produtos resultantes destes tratamentos de aperfeiçoamento que se efectuem ao abrigo de outro regime pautal preferencial.  Artigo 3o  Até ao limite desses contingentes pautais, o Reino de Espanha e a República Portuguesa aplicarão os direitos aduaneiros calculados nos termos das disposições do Acto de Adesão sobre a matéria e eventualmente dos protocolos celebrados na  sequência dessa adesão.  Artigo 4o  Os contingentes pautais referidos nos artigos 1o e 2o serão geridos pela Comissão, que pode tomar as medidas administrativas necessárias para assegurar eficazmente a respectiva gestão.  Artigo 5o  Se um importador apresentar num Estado-membro uma declaração de introdução em livre prática que inclua um pedido do benefício preferencial para um produto referido no presente regulamento, e se essa declaração for aceite pelas autoridades  aduaneiras, o Estado-membro em causa procederá, por via de notificação à Comissão, ao saque sobre o volume do contingente de uma quantidade correspondente a essas necessidades.  Os pedidos de saque, com a indicação da data de aceitação das referidas declarações, deve ser transmitido sem demora à Comissão.  Os saques serão concedidos pela Comissão em função da data de aceitação das declarações de introdução em livre prática pelas autoridades aduaneiras do Estado-membro em causa, na medida em que o saldo disponível o permita.  Se um Estado-membro não utilizar as quantidades sacadas, transferi-las-á, logo que possível, para o volume do contingente.  Se as quantidades pedidas foram superiores ao saldo disponível do contingente, a atribuição será feita proporcionalmente aos pedidos. Os Estados-membros serão informados desse facto pela Comissão.  Artigo 6o  Os Estados-membros garantirão aos importadores do produto em questão um acesso igual e contínuo aos contingentes tanto quanto o saldo do volume do contingente o permita.  Artigo 7o  Os Estados-membros e a Comissão colaborarão estreitamente para garantir a observância do presente regulamento.  Artigo 8o  O presente regulamento entra em vigor em 1 de Julho de 1992. O presente regulamento é obrigatório em todos os seus elementos e directamente aplicável em todos os Estados-membros.  Feito no Luxemburgo, em 30 de Junho de 1992. Pelo Conselho  O Presidente  Arlindo MARQUES CUNHA   (1) JO no L 354 de 23. 12. 1991, p. 1.