CELEX: 32012R0115
Language: pt
Date: 2012-02-09 00:00:00
Title: Regulamento (UE) n. ° 115/2012 da Comissão, de 9 de fevereiro de 2012 , que institui um direito de compensação provisório sobre as importações de determinados elementos de fixação, de aço inoxidável, e suas partes originários da Índia

11.2.2012   
            
            
               PT
            
            
               Jornal Oficial da União Europeia
            
            
               L 38/6
            
         REGULAMENTO (UE) N.o 115/2012 DA COMISSÃO
   de 9 de fevereiro de 2012
   que institui um direito de compensação provisório sobre as importações de determinados elementos de fixação, de aço inoxidável, e suas partes originários da Índia
   A COMISSÃO EUROPEIA,
   Tendo em conta o Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia,
   Tendo em conta o Regulamento (CE) n.o 597/2009 do Conselho, de 11 de junho de 2009, relativo à defesa contra as importações que são objeto de subvenções de países não membros da Comunidade Europeia (1) («regulamento de base»), e, nomeadamente, o seu artigo 12.o,
   Após consulta do Comité Consultivo,
   Considerando o seguinte:
   1.   PROCEDIMENTO
   
   1.1.   Início
   
   
               (1)
            
            
               Em 13 de maio de 2011, por aviso publicado no Jornal Oficial da União Europeia
                   (2) («aviso de início»), a Comissão anunciou o início de um processo antissubvenções («processo AS») relativo às importações na União de determinados elementos de fixação, de aço inoxidável, e suas partes, originários da Índia («Índia» ou «país em causa»).
            
         
               (2)
            
            
               No mesmo dia, por aviso publicado no Jornal Oficial da União Europeia
                   (3) («aviso de início»), a Comissão anunciou o início de um processo anti-dumping relativo às importações na União de determinados elementos de fixação, de aço inoxidável, e suas partes, originários da Índia e deu início a um inquérito distinto («processo AD»).
            
         
               (3)
            
            
               O processo AS foi iniciado na sequência de uma denúncia apresentada em 31 de março de 2011 pelo European Industrial Fasteners Institute (EiFi) («autor da denúncia»), em nome de produtores que representam uma parte importante, neste caso mais de 25 %, da produção da União total de determinados elementos de fixação, de aço inoxidável, e suas partes. A denúncia continha elementos de prova prima facie da existência de subvenções no que respeita ao referido produto, bem como de um prejuízo importante daí resultante, que foram considerados suficientes para justificar o início de um inquérito.
            
         
               (4)
            
            
               Antes do início do processo, e em conformidade com o disposto no artigo 10.o, n.o 7, do regulamento de base, a Comissão notificou o Governo da Índia («GI») de que tinha recebido uma denúncia devidamente documentada, que alegava que as importações de determinados elementos de fixação, de aço inoxidável, e suas partes originários da Índia estavam a causar um prejuízo importante à indústria da União. O GI foi convidado para consultas destinadas a esclarecer a situação no que se refere ao teor da denúncia e a chegar a uma solução mutuamente acordada, o que, todavia, não foi possível.
            
         1.2.   Partes interessadas no processo
   
   
               (5)
            
            
               A Comissão informou oficialmente do início do processo os produtores da União autores da denúncia, outros produtores da União conhecidos, os produtores-exportadores, os importadores, os utilizadores conhecidos como interessados e as autoridades da Índia. Foi dada às partes interessadas a oportunidade de apresentarem os seus pontos de vista por escrito e de solicitarem uma audição no prazo fixado no aviso de início.
            
         
               (6)
            
            
               Foi concedida uma audição a todas as partes interessadas que a solicitaram e que demonstraram haver motivos especiais para serem ouvidas.
            
         1.2.1.   Amostra de produtores-exportadores da Índia
   
   
               (7)
            
            
               Dado o elevado número de produtores-exportadores da Índia, o aviso de início previa a possibilidade de recorrer à amostragem para determinar a existência de subvenções, em conformidade com o artigo 27.o do regulamento de base.
            
         
               (8)
            
            
               Para que a Comissão pudesse decidir se era necessário recorrer à amostragem e, em caso afirmativo, selecionar uma amostra, os produtores-exportadores da Índia foram convidados a darem-se a conhecer no prazo de 15 dias a contar da data do início do inquérito e a fornecerem informações de base sobre as respetivas vendas de exportação e no mercado interno, a natureza exata das suas atividades relacionadas com a produção do produto em causa e as firmas e atividades de todas as empresas com eles coligadas envolvidas na produção e/ou na venda do produto em causa no período compreendido entre 1 de abril de 2010 e 31 de março de 2011.
            
         
               (9)
            
            
               As autoridades indianas competentes foram também consultadas para a seleção de uma amostra representativa.
            
         
               (10)
            
            
               No total, cinco produtores-exportadores, incluindo um grupo de empresas coligadas na Índia, forneceram as informações solicitadas e aceitaram ser incluídos na amostra no prazo fixado no aviso de início. Estas empresas que colaboraram no inquérito declararam exportações do produto em causa para a União durante o período de inquérito. A comparação entre os dados de importação do Eurostat e o volume de exportações para a União do produto em causa para o período de inquérito comunicado pelas cinco empresas que colaboraram revelou que a colaboração dos produtores-exportadores indianos foi de quase 100 %. Por conseguinte, a amostra foi selecionada com base na informação facultada por estes cinco produtores-exportadores.
            
         1.2.2.   Seleção da amostra de empresas da Índia que colaboraram no inquérito
   
   
               (11)
            
            
               Em conformidade com o artigo 27.o do regulamento de base, a Comissão selecionou uma amostra com base no volume mais representativo de exportações do produto em causa para a União sobre o qual podia razoavelmente incidir o inquérito no prazo disponível. A amostra selecionada foi constituída por três empresas individuais, que representam cerca de 98 % do volume total de exportações do produto em causa provenientes da Índia para a União.
            
         
               (12)
            
            
               Nos termos do artigo 27.o, n.o 2, do regulamento de base, as partes interessadas e as autoridades indianas foram consultadas relativamente à seleção da amostra. Os dois produtores-exportadores não incluídos na amostra insistiram na sua inclusão. Todavia, atendendo à representatividade da amostra proposta, como se refere no considerando 11, concluiu-se que não era necessário alterar ou aumentar a amostra.
            
         1.2.3.   Exame individual das empresas não selecionadas para a amostra
   
   
               (13)
            
            
               Um produtor-exportador não incluído na amostra solicitou um exame individual ao abrigo do artigo 27.o, n.o 3, do regulamento de base. A análise desse pedido, na fase provisória, teria sido demasiado onerosa. Por conseguinte, a decisão quanto à eventual concessão do exame individual a esta empresa será tomada numa fase posterior.
            
         1.2.4.   Amostra de produtores da União
   
   
               (14)
            
            
               Tendo em conta o elevado número de produtores da União, foi previsto, no aviso de início, proceder por amostragem para a determinação do prejuízo, em conformidade com o disposto no artigo 27.o do regulamento de base.
            
         
               (15)
            
            
               No aviso de início, a Comissão anunciara que tinha selecionado provisoriamente uma amostra de produtores da União. Esta amostra era constituída por cinco empresas, dos 15 produtores da União conhecidos antes do início do inquérito, selecionados com base no seu volume de vendas, dimensão e localização geográfica na União. Representavam 37 % da produção total estimada da União durante o PI. As partes interessadas foram convidadas a consultar o dossiê e a apresentarem as suas observações quanto à adequação desta escolha no prazo de 15 dias a partir da data de publicação do aviso de início. Nenhuma das partes interessadas se opôs à amostra proposta constituída pelas cinco empresas.
            
         
               (16)
            
            
               Seguidamente, um dos cinco produtores da União incluídos na amostra retirou a sua colaboração. As restantes quatro empresas continuavam a representar 32 % da produção total estimada da União durante o PI. Por conseguinte, a amostra continuou a ser considerada como representativa da indústria da União. Foram realizadas visitas de verificação nas instalações de três das empresas. Nesta fase provisória do inquérito, considerou-se que bastaria uma análise documental exaustiva para verificar os dados facultados pela quarta empresa incluída na amostra.
            
         1.2.5.   Amostra de importadores independentes
   
   
               (17)
            
            
               Atendendo ao elevado número de importadores envolvidos no processo, o aviso de início previa o recurso à amostragem para os importadores, em conformidade com o artigo 27.o do regulamento de base. Dois importadores forneceram as informações solicitadas e aceitaram ser incluídos na amostra no prazo fixado no aviso de início. Tendo em conta o número reduzido de importadores que se deram a conhecer, a Comissão decidiu não recorrer à amostragem.
            
         1.2.6.   Respostas ao questionário e verificações
   
   
               (18)
            
            
               A Comissão enviou questionários a todas as partes conhecidas como interessadas, bem como a todas as outras empresas que se deram a conhecer nos prazos estabelecidos no aviso de início. Foram, assim, enviados questionários ao GI, aos produtores-exportadores indianos incluídos na amostra, aos produtores da União incluídos na amostra, aos importadores da União que colaboraram no inquérito, bem como a todos os utilizadores conhecidos como interessados no inquérito.
            
         
               (19)
            
            
               Foram recebidas respostas do GI, dos produtores-exportadores incluídos na amostra e dos quatro produtores da União incluídos na amostra. Nenhum dos importadores ou utilizadores respondeu ao questionário.
            
         
               (20)
            
            
               A Comissão procurou obter e verificou todas as informações fornecidas pelas partes interessadas e consideradas necessárias para efeitos da determinação provisória das subvenções, do prejuízo delas resultante e do interesse da União. Foram efetuadas visitas de verificação junto das autoridades governamentais do GI, em Delhi, e às instalações das seguintes empresas:
               
                            
                        
                        
                           
                              Produtores na União
                           
                           
                                       —
                                    
                                    
                                       Inox Viti di Cattinori Bruno & C.s.n.c., Grumello del Monte, Itália,
                                    
                                 
                                       —
                                    
                                    
                                       Bontempi Vibo S.p.A., Rodengo Saiano, Itália,
                                    
                                 
                                       —
                                    
                                    
                                       Ugivis S.A., Belley, França.
                                    
                                 
                     
                            
                        
                        
                           
                              Produtores-exportadores na Índia
                           
                           
                                       —
                                    
                                    
                                       Viraj Profiles Limited, Boisar, Dist. Thane, Maharashtra,
                                    
                                 
                                       —
                                    
                                    
                                       Agarwal Fastners Pvt. Ltd., Vasai (East), Dist. Thane, Maharashtra,
                                    
                                 
                                       —
                                    
                                    
                                       Raajratna Ventures Ltd., Ahmedabad, Gujarat.
                                    
                                 
                     
         1.3.   Período de inquérito
   
   
               (21)
            
            
               O inquérito relativo à concessão de subvenções e seu prejuízo abrangeu o período compreendido entre 1 de abril de 2010 e 31 de março de 2011 («período de inquérito» ou «PI»). A análise das tendências pertinentes para a avaliação do prejuízo abrangeu o período compreendido entre 2008 e o final do período de inquérito («período considerado»).
            
         2.   PRODUTO EM CAUSA E PRODUTO SIMILAR
   
   2.1.   Produto em causa
   
   
               (22)
            
            
               O produto em causa é constituído por elementos de fixação, de aço inoxidável, e suas partes, atualmente classificados nos códigos NC 7318 12 10, 7318 14 10, 7318 15 30, 7318 15 51, 7318 15 61 e 7318 15 70.
            
         2.2.   Produto similar
   
   
               (23)
            
            
               Apurou-se que o produto em causa, o produto produzido e vendido no mercado interno da Índia, bem como o produto fabricado e vendido no mercado da União pela indústria da União, têm as mesmas características físicas e técnicas de base e as mesmas utilizações de base. Por conseguinte, estes produtos são provisoriamente considerados similares, na aceção do artigo 2.o, alínea c), do regulamento de base.
            
         3.   SUBVENÇÕES
   
   3.1.   Introdução
   
   
               (24)
            
            
               Com base nas informações constantes da denúncia e nas respostas ao questionário da Comissão, foram analisados os seguintes regimes, que alegadamente envolvem a concessão de subvenções:
               
                           a)
                        
                        
                           Regime de créditos sobre os direitos de importação (Duty Entitlement Passbook Scheme – DEPBS);
                        
                     
                           b)
                        
                        
                           Regime de autorização prévia (Advance Authorisation Scheme – AAS);
                        
                     
                           c)
                        
                        
                           Regime aplicável aos bens de equipamento para a promoção das exportações (Export Promotion Capital Goods Scheme - EPCGS);
                        
                     
                           d)
                        
                        
                           Regime aplicável às unidades orientadas para a exportação (Export Oriented Units Scheme – EOUS);
                        
                     
                           e)
                        
                        
                           
                              Focus Product Scheme (FPS);
                        
                     
                           f)
                        
                        
                           Regime de créditos à exportação (Export Credit Scheme- ECS);
                        
                     
                           g)
                        
                        
                           Isenção da taxa sobre a eletricidade.
                        
                     
         
               (25)
            
            
               Os regimes a) a e) acima referidos baseiam-se na Lei de 1992 relativa ao desenvolvimento e à regulamentação do comércio externo (Lei n.o 22 de 1992) («Lei relativa ao comércio externo»), que entrou em vigor em 7 de agosto de 1992. A Lei relativa ao comércio externo autoriza o GI a emitir notificações sobre a política de exportação e de importação, que se encontram resumidas nos documentos sobre política de comércio externo publicados quinquenalmente pelo Ministério do Comércio e que são atualizados periodicamente. O documento sobre política de comércio externo pertinente para o PI do presente inquérito é o FT 2009-2014. Além disso, o GI também especificou os procedimentos que regem a política de comércio externo para 2009-2014 no «Manual de Procedimentos, Volume I», (Handbook of Procedures volume I «HOP I 2009-2014»), que é também periodicamente atualizado.
            
         
               (26)
            
            
               O regime de créditos à exportação, especificado na alínea f), baseia-se nas secções 21 e 35A da lei de 1949 que regula o setor bancário, que permitem ao Banco Central da Índia (Reserve Bank of India - «RBI») dar instruções aos bancos comerciais em matéria de créditos à exportação.
            
         
               (27)
            
            
               O regime de isenção da taxa sobre a eletricidade referido na alínea g) inscreve-se no Pacote de Incentivos 2007 do Governo do Maharashtra, Resolução n.o PSI-1707/(CR-50)/IND-8, de 30 de março de 2007.
            
         3.2.   Regime de créditos sobre os direitos de importação (Duty Entitlement Passbook Scheme - «DEPBS»)
   
   a)   Base jurídica
   
               (28)
            
            
               Este regime está descrito pormenorizadamente no capítulo 4.3 do FT 2009-2014 e no capítulo 4 do HOP I 2009-2014.
            
         b)   Elegibilidade
   
               (29)
            
            
               Qualquer fabricante-exportador ou comerciante-exportador pode beneficiar deste regime.
            
         c)   Aplicação prática do DEPBS
   
               (30)
            
            
               Qualquer exportador pode requerer créditos DEPBS num montante correspondente a uma percentagem do valor dos produtos exportados ao abrigo deste regime. As autoridades indianas fixaram as taxas DEPBS para a maior parte dos produtos, incluindo o produto em causa. Estas taxas são calculadas com base nas normas-padrão sobre os inputs/outputs (Standard Input-Output Norms - «SION») que têm em conta um suposto conteúdo de componentes importados nos inputs do produto destinado a exportação, bem como a incidência dos direitos aduaneiros nessas supostas importações, independentemente de os direitos de importação terem sido, de facto, pagos ou não.
            
         
               (31)
            
            
               Para poder beneficiar das vantagens concedidas por este regime, a empresa tem de exportar. No momento da operação de exportação, o exportador deve apresentar às autoridades indianas uma declaração na qual indica que as exportações são efetuadas ao abrigo do DEPBS. Para que as mercadorias possam ser exportadas, as autoridades aduaneiras indianas emitem um documento de embarque relativo às exportações, no âmbito do procedimento de expedição. Desse documento consta, nomeadamente, o montante do crédito DEPBS que será concedido para a operação de exportação em causa. Nesse momento, o exportador toma conhecimento da vantagem de que beneficiará. A partir do momento em que as autoridades aduaneiras emitem um documento de expedição relativo às exportações, o GI não tem qualquer poder para decidir da concessão de um crédito DEPBS.
            
         
               (32)
            
            
               Foi estabelecido que, de acordo com as normas indianas em matéria de contabilidade, os créditos DEPBS podem ser registados segundo o princípio da especialização de exercícios enquanto receitas nas contas comerciais, no momento do cumprimento da obrigação de exportação. Estes créditos podem ser utilizados para o pagamento dos direitos aduaneiros de importações ulteriores de quaisquer mercadorias, exceto de bens de equipamento e de bens sujeitos a restrições à importação. As mercadorias importadas deste modo podem ser vendidas no mercado nacional (sujeitas ao imposto sobre as vendas) ou utilizadas para outros fins. Os créditos DEPBS são livremente transmissíveis e válidos por um período de 24 meses a contar da data de emissão.
            
         
               (33)
            
            
               Os pedidos de créditos DEPBS são apresentados por via eletrónica e podem abranger uma quantidade ilimitada de operações de exportação. Não são aplicados, na prática, prazos rigorosos para a apresentação de pedidos de créditos DEPBS. O sistema eletrónico utilizado para gerir o DEPBS não exclui automaticamente operações de exportação que ultrapassem os prazos para a apresentação mencionados no capítulo 4.47 do HOP I 2009-2014. Além disso, como se encontra claramente previsto no capítulo 9.3 do HOP I 2009-2014, os pedidos recebidos após o termo dos prazos de apresentação podem sempre ser tidos em consideração mediante uma pequena sanção pecuniária.
            
         
               (34)
            
            
               Apurou-se que duas das empresas incluídas na amostra, a Agarwal Fastners Pvt. Ltd. e a Raajratna Ventures Ltd., recorreram a este regime durante o PI.
            
         d)   Conclusões sobre o DEPBS
   
               (35)
            
            
               No âmbito do DEPBS, são concedidas subvenções na aceção do artigo 3.o, n.o 1, alínea a), subalínea ii), e do artigo 3.o, n.o 2, do regulamento de base. O crédito DEPBS é uma contribuição financeira do GI, já que acaba por ser utilizado para compensar os direitos de importação, reduzindo deste modo as receitas aduaneiras da administração indiana que habitualmente resultariam desses direitos. Além disso, o crédito DEPBS concede uma vantagem ao exportador, na medida em que aumenta a sua liquidez.
            
         
               (36)
            
            
               O DEPBS está ainda subordinado, por lei, aos resultados das exportações, pelo que tem caráter específico e é passível de medidas de compensação, em conformidade com o artigo 4.o, n.o 4, primeiro parágrafo, alínea a), do regulamento de base.
            
         
               (37)
            
            
               Este regime não pode ser considerado como um regime de devolução ou como um regime de devolução relativo a inputs de substituição autorizados na aceção do artigo 3.o, n.o 1, alínea a), subalínea ii), do regulamento de base, na medida em que não está em conformidade com as regras previstas no anexo I, alínea i), no anexo II (definição e regras aplicáveis à devolução) e no anexo III (definição e regras aplicáveis aos regimes de devolução relativos a inputs de substituição) do regulamento de base. Em especial, o exportador não é obrigado a consumir efetivamente as mercadorias importadas com isenção de direitos durante o processo de produção, nem o montante do crédito é calculado em relação aos inputs efetivamente utilizados. Além disso, não existe qualquer sistema ou procedimento que permita confirmar quais os inputs consumidos durante o processo de produção do produto exportado ou se se procedeu a um pagamento em excesso dos direitos de importação, na aceção do anexo I, alínea i), e dos anexos II e III do regulamento de base. Por último, é de referir que os exportadores podem beneficiar do DEPBS, independentemente do facto de importarem ou não inputs. Para obter a vantagem, os exportadores devem simplesmente exportar mercadorias, não sendo obrigados a demonstrar se importaram ou não inputs. Tal significa que mesmo os exportadores que adquirem todos os seus inputs a nível nacional e não importam mercadorias que possam ser utilizadas como inputs podem beneficiar de vantagens ao abrigo do DEPBS.
            
         e)   Cálculo do montante da subvenção
   
               (38)
            
            
               Em conformidade com o disposto no artigo 2.o, n.o 3, e no artigo 5.o do regulamento de base, o montante das subvenções passíveis de medidas de compensação foi calculado em termos da vantagem concedida ao beneficiário que se verificou ter existido durante o PI. A este respeito, considerou-se que uma vantagem é concedida ao beneficiário no momento em que ocorre a operação de exportação ao abrigo deste regime. Nesse momento, o GI é obrigado a renunciar à cobrança dos direitos aduaneiros, o que constitui uma contribuição financeira na aceção do artigo 3.o, n.o 1, alínea a), subalínea ii), do regulamento de base. Assim que as autoridades aduaneiras emitem um documento de expedição relativo às exportações com a indicação, nomeadamente, do montante do crédito DEPBS a conceder para a operação de exportação em causa, o GI não tem qualquer poder para decidir da concessão ou não da subvenção. Tendo em conta o que precede, considera-se adequado estabelecer que a vantagem concedida ao abrigo do DEPBS corresponde à soma dos créditos obtidos em todas as operações de exportação efetuadas ao abrigo deste regime durante o PI.
            
         
               (39)
            
            
               Em conformidade com o artigo 7.o, n.o 1, alínea a), do regulamento de base, para determinar o montante da subvenção a utilizar como numerador, sempre que foram apresentados pedidos devidamente justificados nesse sentido, as despesas necessárias para obter a subvenção foram deduzidas dos créditos assim estabelecidos. Em conformidade com o artigo 7.o, n.o 2, do regulamento de base, o montante da subvenção foi repartido pelo volume de negócios total relativo às exportações durante o PI, considerado um denominador adequado, dado que a subvenção está subordinada aos resultados das exportações e não foi concedida em função das quantidades fabricadas, produzidas, exportadas ou transportadas.
            
         
               (40)
            
            
               A taxa de subvenção estabelecida para este regime, no que diz respeito às empresas em causa, durante o PI variou entre 4,70 % e 6,53 %.
            
         3.3.   Regime de autorização prévia (Advance Authorisation Scheme - «AAS»)
   
   a)   Base jurídica
   
               (41)
            
            
               Este regime está descrito pormenorizadamente nos pontos 4.1.3 a 4.1.14 do FT 2009-2014 e nos capítulos 4.1 a 4.30 do HOP I 2009-2014.
            
         b)   Elegibilidade
   
               (42)
            
            
               O AAS é composto por seis sub-regimes, descritos mais pormenorizadamente no considerando 43. Esses sub-regimes diferem, entre outros aspetos, no que diz respeito ao âmbito da elegibilidade. Podem beneficiar do AAS «exportações físicas» e do AAS «necessidades anuais» os fabricantes-exportadores e os comerciantes-exportadores «ligados» a fabricantes que os apoiam. Os fabricantes-exportadores que asseguram o abastecimento do exportador final podem beneficiar do AAS «fornecimentos intermédios». Os principais contratantes que forneçam as categorias de «exportações previstas» mencionadas no ponto 8.2 do FT 2009-2014, tais como os fornecedores de uma unidade orientada para a exportação (export oriented unit – «EOU»), podem beneficiar do sub-regime AAS «exportações previstas». Por último, os fornecedores intermédios que abastecem os fabricantes-exportadores podem auferir das vantagens relativas às «exportações previstas» no âmbito dos sub-regimes «ordens prévias de aprovisionamento» (Advance Release Orders - «ARO») e «cartas de crédito documentário nacional associado a uma garantia» (back to back inland letter of credit).
            
         c)   Aplicação prática
   
               (43)
            
            
               O regime AAS pode ser concedido nos seguintes casos:
               i)   Exportações físicas: trata-se do sub-regime principal. Permite a importação, com isenção de direitos, de inputs para fabricar um produto de exportação específico. Neste contexto, por «físico» entende-se que o produto de exportação tem de sair do território indiano. As importações autorizadas e as exportações obrigatórias, incluindo o tipo de produto a exportar, são especificadas na licença;
               ii)   Necessidades anuais: esta autorização não está associada a um produto de exportação específico mas a um grupo de produtos mais amplo (por exemplo, produtos químicos e afins). Até um certo limiar estabelecido em função de anteriores resultados das exportações, o titular da licença pode importar com isenção de direitos os inputs necessários para a produção de qualquer dos produtos desse grupo. Pode igualmente optar por exportar qualquer produto obtido, classificado no grupo de produtos, no qual tenham sido utilizados esses inputs isentos;
               iii)   Fornecimentos intermédios: este sub-regime aplica-se aos casos em que dois fabricantes decidem produzir o mesmo produto de exportação, repartindo o processo de produção. O fabricante-exportador que fabrica o produto intermédio pode importar inputs com isenção de direitos, obtendo para o efeito o AAS «fornecimentos intermédios». O exportador final, que termina a produção, é obrigado a exportar o produto acabado;
               iv)   Exportações previstas: este sub-regime autoriza o contratante principal a importar, com isenção de direitos, os inputs necessários para a fabricação de mercadorias a vender como «exportações previstas» às categorias de clientes mencionadas no ponto 8.2 do FT 2009-2014. De acordo com o GI, entende-se por exportações previstas as operações no âmbito das quais as mercadorias fornecidas não saem do país. Algumas categorias de mercadorias fornecidas são consideradas exportações previstas, desde que sejam fabricadas na Índia, por exemplo, as destinadas a uma unidade orientada para a exportação («EOU») ou a empresas instaladas numa zona económica especial («SEZ»);
               v)   Ordens prévias de aprovisionamento (Advance Release Orders - «ARO»): o titular AAS que tencione adquirir os seus inputs no mercado nacional, em vez de os importar diretamente, pode obtê-los contra a entrega de ARO. Nestes casos, as autorizações prévias são validadas enquanto ARO e cedidas ao fornecedor nacional no momento da entrega dos itens nelas especificados. A cedência das ARO permite ao fornecedor local beneficiar do regime referente às exportações previstas, tal como estabelecido no ponto 8.3 do FT 2009-2014 (ou seja, as AAS referentes a fornecimentos intermédios/exportações previstas, a devolução e o reembolso do imposto especial de consumo final sobre as exportações previstas). O mecanismo ARO devolve os impostos e os direitos ao fornecedor, em vez de os devolver ao exportador final sob a forma de devolução/reembolso de direitos. O reembolso de impostos/direitos é possível tanto para os inputs nacionais como para os importados;
               vi)   Carta de crédito documentário nacional associado a uma garantia (Back to back inland letter of credit): este sub-regime também diz respeito aos fornecimentos nacionais a um titular de uma autorização prévia. O titular de uma autorização prévia pode solicitar a um banco a abertura de uma carta de crédito a favor de um fornecedor nacional. O banco imputará na autorização para importações diretas apenas o montante correspondente ao valor e ao volume dos itens obtidos a nível nacional, e não os importados. O fornecedor local poderá beneficiar do regime referente às exportações previstas, tal como estabelecido no ponto 8.3 do FT 2009-2014 (ou seja, AAS referentes a fornecimentos intermédios/exportações previstas, a devolução e o reembolso do imposto especial de consumo final sobre as exportações previstas).
            
         
               (44)
            
            
               Uma empresa beneficiou de vantagens ao abrigo do AAS associado ao produto em causa durante o PI, tendo utilizado um dos sub-regimes, o AAS «exportações físicas». Não é necessário, por conseguinte, estabelecer que os sub-regimes restantes não utilizados são passíveis de medidas de compensação.
            
         
               (45)
            
            
               Para efeitos de verificação pelas autoridades indianas, o titular de uma autorização prévia é legalmente obrigado a manter uma «contabilidade correta e fidedigna do consumo e da utilização das mercadorias importadas com isenção de direitos/adquiridas no mercado interno» num formato especificado (capítulos 4.26, 4.30 e apêndice 23 do HOP I 2009-2014), ou seja, um registo do consumo real. Este registo tem de ser verificado por contabilistas ajuramentados ou por técnicos de contas externos, que emitem um certificado em que declaram que os registos exigidos e as escritas pertinentes foram examinados e que as informações facultadas por força do apêndice 23 são corretas e exatas em todos os seus elementos.
            
         
               (46)
            
            
               No que diz respeito ao sub-regime utilizado durante o PI pela empresa em causa, ou seja, o sub-regime «exportações físicas», tanto a autorização de importação como a obrigação de exportação são fixadas em volume e valor pelo GI e inscritas na autorização. Além disso, no momento da importação e da exportação, as operações correspondentes devem ser registadas na autorização pelos funcionários governamentais. O volume das importações autorizadas ao abrigo do regime AAS é determinado pelo GI com base nas normas-padrão sobre os inputs/outputs (Standard Input-Output Norms -«SION»), que existem para a maior parte dos produtos, incluindo o produto em causa. Os inputs importados não são transmissíveis e têm de ser utilizados para produzir o produto de exportação resultante. A obrigação de exportação deve ser respeitada num prazo estabelecido, a contar da data de emissão da licença (24 meses com duas eventuais prorrogações, de seis meses cada).
            
         
               (47)
            
            
               O inquérito estabeleceu também que as exigências de verificação estipuladas pelas autoridades indianas ou não eram respeitadas, ou ainda não tinham sido testadas na prática.
            
         
               (48)
            
            
               A empresa que recorreu ao sub-regime manteve, até certo ponto, um registo da produção e do consumo. O apêndice 23 não foi devidamente preenchido e, por conseguinte, não se pode considerar como um verdadeiro registo do consumo, tal como previsto nos capítulos 4.26 e 4.30 do HOP I 2009-2014. O registo do consumo não estava disponível para o PI, pelo que não foi possível verificá-lo para determinar, designadamente, quais os inputs consumidos na produção do produto exportado e as respetivas quantidades, tal como estipulado pelo apêndice 23. Quanto aos requisitos de verificação referidos no considerando 45, a empresa não manteve registos sobre a forma como foi efetuada esta certificação. Não havia um plano de auditoria nem qualquer outro elemento de apoio sobre a auditoria efetuada (por exemplo, um relatório de auditoria), nem informações sobre a metodologia utilizada e os requisitos específicos necessários no caso de um trabalho tão meticuloso, que pressupõe conhecimentos técnicos pormenorizados sobre os processos de produção. Qualquer potencial remissão excessiva realizada pela empresa e registada no apêndice 23 não implicou qualquer intervenção ou controlo por parte das autoridades pertinentes. Em resumo, considera-se que o exportador objeto do inquérito não conseguiu demonstrar que tinham sido respeitadas as disposições pertinentes do FT 2009-2014.
            
         d)   Conclusão sobre o AAS
   
               (49)
            
            
               A isenção dos direitos de importação constitui uma subvenção na aceção do artigo 3.o, n.o 1, alínea a), subalínea ii), e do artigo 3.o, n.o 2, do regulamento de base, ou seja, trata-se de uma contribuição financeira do GI que concedeu uma vantagem aos exportadores objeto do inquérito.
            
         
               (50)
            
            
               Além do mais, o sub-regime AAS «exportações físicas» está claramente subordinado, por lei, aos resultados das exportações, pelo que é considerado de caráter específico e passível de medidas de compensação nos termos do artigo 4.o, n.o 4, primeiro parágrafo, alínea a), do regulamento de base. Se não assumirem o compromisso de exportar, as empresas não poderão beneficiar das vantagens decorrentes do referido regime.
            
         
               (51)
            
            
               O sub-regime aplicado no presente processo não pode ser considerado nem como um regime de devolução de direitos nem como um regime de devolução relativo a inputs de substituição autorizados, na aceção do artigo 3.o, n.o 1, alínea a), subalínea ii), do regulamento de base. Não está em conformidade com as regras previstas no anexo I, alínea i), nem no anexo II (definição e regras aplicáveis à devolução), nem ainda no anexo III (definição e regras aplicáveis aos sistemas de devolução relativos a inputs de substituição) do regulamento de base. O GI não aplicou eficazmente um sistema ou procedimento de verificação, a fim de confirmar quais os inputs consumidos, e em que quantidades, na produção do produto exportado (anexo II, parte II, n.o 4, do regulamento de base e, no caso dos regimes de devolução relativos a inputs de substituição, anexo III, parte II, n.o 2, do regulamento de base). Considerou-se igualmente que as normas SION aplicáveis ao produto em causa não eram suficientemente precisas e que não podem constituir um sistema de verificação do consumo real, uma vez que a conceção dessas normas-padrão não permite que o GI verifique, com precisão suficiente, quais as quantidades de inputs consumidos na produção destinada a exportação. O GI também não procedeu a qualquer exame adicional com base nos inputs efetivamente utilizados, apesar de ser esse o procedimento normal na ausência da aplicação de um sistema de verificação eficaz (anexo II, parte II, n.o 5, e anexo III, parte II, n.o 3, do regulamento de base).
            
         
               (52)
            
            
               Por conseguinte, este sub-regime é passível de medidas de compensação.
            
         e)   Cálculo do montante da subvenção
   
               (53)
            
            
               Na ausência de regimes autorizados de devolução de direitos ou de devolução relativos a inputs de substituição, a vantagem passível de medidas de compensação consiste na devolução do montante total dos direitos de importação normalmente devidos pela importação de inputs. A esse respeito, convém notar que o regulamento de base não prevê apenas medidas de compensação para uma remissão «excessiva» de direitos. Em conformidade com o artigo 3.o, n.o 1, alínea a), subalínea ii), e com anexo I, alínea i), do regulamento de base, a remissão «excessiva» de direitos só é passível de compensação quando estiverem preenchidas as condições previstas nos anexos II e III do regulamento de base. Contudo, tais condições não se encontram preenchidas no caso vertente. Deste modo, se não for demonstrada a existência de um mecanismo adequado de controlo, não é aplicável a exceção referida no que diz respeito aos regimes de devolução, sendo aplicada a regra geral de compensação, não de uma hipotética remissão excessiva, mas do montante dos direitos que não foram pagos (receitas não cobradas). Tal como previsto no anexo II, parte II, e no anexo III, parte II, do regulamento de base, não incumbe à entidade responsável pelo inquérito calcular essa remissão excessiva. Pelo contrário, em conformidade com o artigo 3.o, n.o 1, alínea a), subalínea ii), do regulamento de base, a entidade responsável pelo inquérito tem apenas de reunir elementos de prova suficientes para refutar a alegação de que se trata de um sistema de verificação adequado.
            
         
               (54)
            
            
               O montante da subvenção auferida pela empresa que recorreu ao AAS foi calculado com base nos direitos de importação não cobrados (direito aduaneiro de base e direito aduaneiro adicional especial) sobre as matérias importadas ao abrigo do sub-regime utilizado para o produto em causa durante o PI (numerador). Em conformidade com o artigo 7.o, n.o 1, alínea a), do regulamento de base, sempre que foram apresentados pedidos devidamente justificados nesse sentido, foram deduzidas do montante da subvenção as despesas necessárias para a sua obtenção. Em conformidade com o artigo 7.o, n.o 2, do regulamento de base, o montante da subvenção foi repartido pelo volume de negócios das exportações do produto em causa durante o PI, considerado um denominador adequado, dado que a subvenção está subordinada aos resultados das exportações e não foi concedida em função das quantidades fabricadas, produzidas, exportadas ou transportadas.
            
         
               (55)
            
            
               A taxa de subvenção estabelecida para este regime, no que diz respeito à empresa em causa, para o PI, ascende a 2,94 %.
            
         3.4.   Regime aplicável aos bens de equipamento para a promoção das exportações (Export Promotion Capital Goods Scheme – «EPCGS»)
   
   a)   Base jurídica
   
               (56)
            
            
               Este regime está descrito pormenorizadamente no capítulo 5 do FT 2009-2014 e no capítulo 5 do HOP I 2009-2014.
            
         b)   Elegibilidade
   
               (57)
            
            
               Os fabricantes-exportadores e os comerciantes-exportadores «ligados» a fabricantes ou a prestadores de serviços que os apoiam são elegíveis no âmbito do presente regime.
            
         c)   Aplicação prática
   
               (58)
            
            
               A empresa, que assume a obrigação de exportar, é autorizada a importar bens de equipamento (bens de equipamento novos e também em segunda mão) a uma taxa reduzida dos direitos aduaneiros aplicáveis. Para o efeito, a pedido e mediante pagamento de uma taxa, o GI emite uma licença EPGCS. Este regime prevê a aplicação de uma taxa reduzida dos direitos de importação de 5 % relativamente a todos os bens de equipamento importados ao abrigo do regime. Para que a obrigação de exportação seja cumprida, os bens de equipamento importados têm de ser utilizados para produzir, num dado período, quantidades determinadas de mercadorias a exportar. Nos termos do FT 2009-2014, os bens de equipamento podem ser importados com uma taxa do direito de 0 % ao abrigo do regime EPGCS, mas, nesse caso, o prazo para o cumprimento da obrigação de exportação é mais curto, ou seja, seis meses em vez de oito anos a partir da data de emissão da autorização. O titular da licença EPCGS pode também adquirir os bens de equipamento no mercado nacional. Neste caso, o fabricante nacional dos bens de equipamento pode servir-se dessa vantagem para importar com isenção de direitos as componentes necessárias para fabricar os bens de equipamento em causa. Em alternativa, o fabricante nacional pode solicitar a vantagem ligada à exportação prevista, no que diz respeito ao fornecimento de bens de equipamento a um titular de uma licença EPCGS.
            
         
               (59)
            
            
               Apurou-se que, durante o PI, todos os produtores-exportadores incluídos na amostra beneficiaram deste regime.
            
         d)   Conclusões sobre o EPCGS
   
               (60)
            
            
               No âmbito do EPCGS, são concedidas subvenções na aceção do artigo 3.o, n.o 1, alínea a), subalínea ii), e do artigo 3.o, n.o 2, do regulamento de base. A redução dos direitos constitui uma contribuição financeira do GI, uma vez que diminuem as receitas fiscais que este de outro modo obteria. Além disso, a redução dos direitos concede uma vantagem ao exportador, na medida em que aumenta a sua liquidez.
            
         
               (61)
            
            
               Por outro lado, o regime EPCGS está juridicamente subordinado aos resultados das exportações, pelo facto de as respetivas licenças não poderem ser obtidas sem que seja assumido o compromisso de exportar. Por conseguinte, tem caráter específico e é passível de medidas de compensação, em conformidade com o artigo 4.o, n.o 4, primeiro parágrafo, alínea a), do regulamento de base.
            
         
               (62)
            
            
               Este regime não pode ser considerado como um regime de devolução ou como um regime de devolução relativo a inputs de substituição autorizados na aceção do artigo 3.o, n.o 1, alínea a), subalínea ii), do regulamento de base. Os bens de equipamento não estão incluídos no âmbito destes regimes autorizados, tal como previsto no anexo I, alínea i), do regulamento de base, dado que não são consumidos/incorporados na produção dos produtos exportados.
            
         e)   Cálculo do montante da subvenção
   
               (63)
            
            
               Em conformidade com o artigo 7.o, n.o 3, do regulamento de base, o montante da subvenção foi calculado com base nos direitos aduaneiros não cobrados sobre as importações de bens de equipamento, repartidos por um período que reflete o período de amortização normal desse tipo de bens de equipamento na indústria em causa. De acordo com a prática estabelecida, o montante apurado com base nesse cálculo e considerado para o período de inquérito foi ajustado, tendo sido adicionados os juros correspondentes a esse período, de modo a estabelecer o valor real do benefício obtido ao longo do tempo. Para o efeito, considerou-se adequado aplicar a taxa de juro comercial vigente na Índia durante o período de inquérito de reexame. Em conformidade com o artigo 7.o, n.o 1, alínea a), do regulamento de base, sempre que foram apresentados pedidos devidamente justificados nesse sentido, as despesas necessárias para a obtenção da subvenção foram deduzidas.
            
         
               (64)
            
            
               Em conformidade com o artigo 7.o, n.os 2 e 3, do regulamento de base, o montante da subvenção foi repartido pelo volume de negócios das exportações durante o PI, considerado o denominador adequado, dado que a subvenção está subordinada aos resultados das exportações e não foi concedida em função das quantidades fabricadas, produzidas, exportadas ou transportadas.
            
         
               (65)
            
            
               As taxas de subvenção estabelecidas para este regime, no que diz respeito às empresas em causa, durante o PI foram de 0,11 %, 0,16 % e 0,19 %.
            
         3.5.   Regime aplicável às unidades orientadas para a exportação (Export Oriented Units Scheme – «EOUS»)
   
   a)   Base jurídica
   
               (66)
            
            
               Este regime está descrito pormenorizadamente no capítulo 6 do FT 2009-2014 e no capítulo 6 do HOP I 2009-2014.
            
         b)   Elegibilidade
   
               (67)
            
            
               Com exceção das sociedades que asseguram exclusivamente a comercialização, todas as empresas que, em princípio, se comprometam a exportar a totalidade da respetiva produção de mercadorias ou prestação de serviços podem beneficiar do EOUS. Para serem elegíveis para beneficiar do EOUS, as empresas dos setores industriais devem assegurar um nível de investimentos mínimo em ativos fixos.
            
         c)   Aplicação prática
   
               (68)
            
            
               As unidades orientadas para a exportação podem estar situadas e estabelecidas em qualquer ponto da Índia.
            
         
               (69)
            
            
               Os pedidos de obtenção do estatuto de EOU devem incluir informações pormenorizadas para o quinquénio seguinte sobre, designadamente, as quantidades de produção planeadas, o valor das exportações previsto, as necessidades em termos de importação e as necessidades a nível nacional. Caso as autoridades aceitem o pedido da empresa, esta será informada sobre as modalidades e condições decorrentes da aceitação. O reconhecimento como empresa ao abrigo do regime EOUS é válido por um período de cinco anos, passível de sucessivas renovações.
            
         
               (70)
            
            
               A obrigação fundamental de qualquer EOU, tal como enunciada no FT 2009-2014, consiste em obter receitas líquidas em divisas estrangeiras, ou seja, durante um dado período de referência (cinco anos), o valor total das exportações deve ser mais elevado do que o valor total das importações.
            
         
               (71)
            
            
               As unidades orientadas para a exportação podem beneficiar das seguintes vantagens:
               
                           i)
                        
                        
                           isenção dos direitos de importação sobre todos os tipos de mercadorias (designadamente, bens de equipamento, matérias-primas e consumíveis) necessárias para a fabricação, produção e transformação ou utilizadas em processos conexos;
                        
                     
                           ii)
                        
                        
                           isenção de impostos especiais de consumo sobre mercadorias adquiridas no mercado nacional;
                        
                     
                           iii)
                        
                        
                           reembolso do imposto nacional sobre as vendas pago sobre mercadorias adquiridas no mercado nacional;
                        
                     
                           iv)
                        
                        
                           possibilidade de venda de uma parte da produção no mercado interno, até 50 % do valor FOB das exportações, na condição de as receitas líquidas em divisas estrangeiras serem positivas aquando do pagamento de direitos concessionais, ou seja, os impostos especiais de consumos aplicáveis aos produtos acabados;
                        
                     
                           v)
                        
                        
                           reembolso parcial dos direitos pagos sobre os combustíveis adquiridos a petrolíferas nacionais;
                        
                     
                           vi)
                        
                        
                           isenção do imposto sobre os rendimentos normalmente devido pelos lucros auferidos nas vendas de exportação em conformidade com a secção 10B da lei relativa ao imposto sobre os rendimentos, por um período de 10 anos após o início de atividade.
                        
                     
         
               (72)
            
            
               As unidades que funcionam ao abrigo do referido regime estão sob vigilância aduaneira.
            
         
               (73)
            
            
               Essas unidades são obrigadas, por lei, a manter uma contabilidade adequada de todas as importações, do consumo e da utilização de todas as matérias importadas, bem como das exportações realizadas em conformidade com a secção pertinente do HOP I 2009-2014. Esses registos devem ser transmitidos periodicamente às autoridades indianas competentes através de relatórios trimestrais e anuais.
            
         
               (74)
            
            
               No entanto, «em nenhum momento será exigido a uma EOU que estabeleça uma correspondência entre cada remessa de importação e as suas exportações, as transferências para outras unidades, as vendas no mercado interno ou as existências», tal como previsto na secção pertinente do HOP I 2009-2014.
            
         
               (75)
            
            
               As vendas no mercado interno são expedidas e registadas numa base de autocertificação. O processo de expedição das remessas de exportação de uma EOU é fiscalizado por um funcionário aduaneiro/fiscal.
            
         
               (76)
            
            
               No presente caso, um dos exportadores incluídos na amostra recorreu ao regime EOUS. Este exportador utilizou o regime para importar, com isenção de direitos, matérias-primas e bens de equipamento, para adquirir mercadorias isentas de impostos especiais a nível nacional, bem como para obter o reembolso dos impostos sobre as vendas e vender parte da sua produção no mercado interno. Deste modo, o referido exportador auferiu de todas as vantagens descritas no considerando 71, alíneas i) a vi). Todavia, no que diz respeito à isenção do imposto sobre os rendimentos por força da secção 10B da lei relativa ao imposto sobre os rendimentos, o inquérito revelou que, a partir de 1 de abril de 2010, a empresa deixou de poder beneficiar desta isenção. Consequentemente, as disposições em matéria de isenção do imposto sobre os rendimentos das EOU não foram aprofundadas no contexto do presente inquérito.
            
         
               (77)
            
            
               Numa fase já bastante tardia, a empresa que se apurou ter o estatuto de EOU enviou observações pormenorizadas sobre o regime, alegando, designadamente, que as várias medidas disponíveis no âmbito de uma EOU não constituíam subvenções passíveis de medidas de compensação. A análise destas observações não pode ser concluída na presente fase; todavia, será devidamente levada a cabo numa fase posterior do inquérito.
            
         d)   Conclusões sobre o EOUS
   
               (78)
            
            
               A isenção de três tipos de direitos de importação («direito aduaneiro de base», «taxa de educação sobre o direito aduaneiro» e «taxa de educação sobre o ensino secundário») concedida às EOU e o reembolso dos impostos sobre as vendas são considerados contribuições financeiras do GI, na aceção do artigo 3.o, n.o 1, alínea a), subalínea ii), do regulamento de base. O Governo renuncia a receitas que seriam normalmente devidas se esse regime não existisse e, consequentemente, concede às EOU uma vantagem na aceção do artigo 3.o, n.o 2, do regulamento de base, na medida em que estas aumentam a liquidez pelo facto de não pagarem os direitos normalmente devidos e de obterem o reembolso dos impostos sobre as vendas.
            
         
               (79)
            
            
               Além disso, o EOU não pode ser considerado como um regime de devolução ou como um regime de devolução relativo a inputs de substituição autorizados na aceção do artigo 3.o, n.o 1, alínea a), subalínea ii), do regulamento de base. Não está em conformidade com as regras previstas no anexo I, alíneas h) e i), nem no anexo II (definição e regras aplicáveis à devolução), nem ainda no anexo III (definição e regras aplicáveis aos sistemas de devolução relativos a inputs de substituição) do regulamento de base. O GI não aplicou eficazmente um sistema ou procedimento de verificação, a fim de confirmar quais os inputs consumidos, e em que quantidades, na produção do produto exportado (anexo II, parte II, n.o 4, do regulamento de base e, no caso dos regimes de devolução relativos a inputs de substituição, anexo III, parte II, n.o 2, do regulamento de base). O sistema de verificação existente visa controlar a obrigação de obter receitas líquidas em divisas estrangeiras e não o consumo de importações relacionadas com a produção de produtos exportados.
            
         
               (80)
            
            
               Contudo, a isenção do direito especial e do seu direito de importação equivalente («EED») não implica a renúncia a receitas que seriam normalmente exigíveis. Se fossem pagos, o direito especial e o direito aduaneiro adicional especial poderiam ser creditados com vista ao futuro pagamento de direitos (o denominado «mecanismo CENVAT»), um sistema comparável ao IVA que permite às empresas indianas compensar os impostos sobre as aquisições com impostos sobre as vendas. Por conseguinte, tais direitos não são definitivos. Com os créditos «CENVAT», só o valor acrescentado está sujeito a um direito definitivo, e não os inputs materiais.
            
         
               (81)
            
            
               Deste modo, só a isenção dos direitos aduaneiros de base, da taxa de educação sobre o direito aduaneiro e da taxa de educação sobre o ensino secundário, bem como o reembolso do imposto nacional sobre as vendas constituem subvenções na aceção do artigo 3.o do regulamento de base. Considera-se que, pelo facto de estarem juridicamente subordinadas aos resultados das exportações, tais subvenções possuem caráter específico e são passíveis de medidas de compensação, em conformidade com o artigo 4.o, n.o 4, primeiro parágrafo, alínea a), do regulamento de base. O objetivo de exportação das EOU, tal como definido no ponto 6.1 do FT 2009-2014, é uma condição indispensável para obter os incentivos.
            
         e)   Cálculo do montante da subvenção
   
               (82)
            
            
               Consequentemente, a vantagem passível de medidas de compensação consiste na devolução dos direitos de importação, do (direito aduaneiro de base, taxa de educação sobre o direito aduaneiro, taxa de educação sobre o ensino secundário) normalmente devidos pela importação, bem como no reembolso do imposto nacional sobre as vendas, durante o PI.
            
         i)   Isenção dos direitos de importação (direito aduaneiro de base, taxa de educação sobre o direito aduaneiro e taxa de educação sobre o ensino secundário) e reembolso do imposto nacional sobre as vendas de matérias-primas e consumíveis
   
               (83)
            
            
               O montante da subvenção concedida ao exportador correspondente a unidades orientadas para a exportação foi calculado com base nos direitos de importação não cobrados (direito aduaneiro de base, taxa de educação sobre o direito aduaneiro e taxa de educação sobre o ensino secundário) sobre as matérias-primas importadas pelo conjunto das EOU e nos impostos sobre as vendas reembolsados durante o PI. Em conformidade com o artigo 7.o, n.o 1, alínea a), do regulamento de base, para determinar o montante da subvenção a utilizar como numerador foram deduzidas deste valor as despesas necessárias para obter a subvenção. Em conformidade com o artigo 7.o, n.o 2, do regulamento de base, o referido montante da subvenção foi repartido pelo volume de negócios relativo às exportações durante o PI, considerado um denominador adequado, dado que as subvenções estão subordinadas aos resultados das exportações e não foram concedidas em função das quantidades fabricadas, produzidas, exportadas ou transportadas. A margem de subvenção assim obtida pela empresa em causa foi de 2,68 %.
            
         ii)   Isenção dos direitos de importação (direito aduaneiro de base, taxa de educação sobre o direito aduaneiro e taxa de educação sobre o ensino secundário) sobre os bens de equipamento
   
               (84)
            
            
               Os bens de equipamento não são fisicamente incorporados nos produtos acabados. Em conformidade com o artigo 7.o, n.o 3, do regulamento de base, a vantagem concedida à empresa em causa foi calculada com base no montante dos direitos aduaneiros não cobrados sobre as importações de bens de equipamento, repartido por um período correspondente ao tempo normal de amortização desses bens de equipamento numa das empresas sujeitas a inquérito. O montante assim calculado que é imputável ao PI foi ajustado, adicionando-se os juros correspondentes a esse período, com vista a refletir o valor da vantagem concedida ao longo do tempo e, deste modo, estabelecer o montante total da vantagem auferida pelo beneficiário no âmbito do regime. Para o efeito, considerou-se adequado aplicar a taxa de juro comercial vigente na Índia durante o período de inquérito. Em conformidade com o artigo 7.o, n.os 2 e 3, do regulamento de base, o referido montante da subvenção foi repartido pelo volume de negócios relativo às exportações durante o PI, considerado um denominador adequado, dado que as subvenções estão subordinadas aos resultados das exportações e não foram concedidas em função das quantidades fabricadas, produzidas, exportadas ou transportadas. A margem de subvenção assim obtida pela empresa em causa foi de 0,05 %.
            
         
               (85)
            
            
               A margem de subvenção total auferida pela empresa em causa ao abrigo do regime específico relativo às EOU ascende a 2,73 %.
            
         3.6.   Focus Product Scheme («FPS»)
   
   a)   Base jurídica
   
               (86)
            
            
               Este regime está descrito pormenorizadamente nos pontos 3.15 a 3.17 do FT 2009-2014 e nos capítulos 3.9 a 3.11 do HOP I 2009-2014.
            
         b)   Elegibilidade
   
               (87)
            
            
               Segundo o ponto 3.15.2 do FT 2009-2014, podem beneficiar deste regime os exportadores dos produtos notificados no apêndice 37D do HOP I 2009-2014.
            
         c)   Aplicação prática
   
               (88)
            
            
               Um exportador de produtos incluídos na lista do apêndice 37D do HOP I 2009-2014 pode solicitar um crédito sobre os direitos ao abrigo do FPS equivalente a 2 % ou 5 % do valor FOB das exportações. Todavia, os produtos/setores abrangidos pelo FPS, listados nos quadros 2 e 5 do já referido apêndice 37D beneficiam de um crédito sobre os direitos equivalente a 5 % do valor FOB das exportações. O produto em causa objeto do inquérito consta desses quadros.
            
         
               (89)
            
            
               O FPS é um regime pós-exportação, ou seja, uma empresa tem de exportar para poder beneficiar das vantagens concedidas pelo regime. Como resultado, a empresa apresenta um pedido em linha à autoridade competente, juntamente com cópias da encomenda de exportação e fatura, recibo do banco mostrando o pagamento de taxas de inscrição, cópia dos documentos de expedição e certificados bancários comprovativos da realização no que se refere à receção do pagamento ou certificado de remessa de fundos estrangeiros no caso de negociação direta de documentos. Nos casos em que foram entregues os originais dos documentos de expedição e dos certificados bancários comprovativos da realização para solicitar vantagens ao abrigo de outros regimes, a empresa pode apresentar cópias autocertificadas que mencionem a autoridade à qual os documentos originais foram entregues. O pedido em linha para créditos FPS pode abranger um máximo de 50 documentos de expedição.
            
         
               (90)
            
            
               Apurou-se que, de acordo com as normas indianas em matéria de contabilidade, os créditos FPS podem ser registados segundo o princípio da especialização de exercícios enquanto receitas nas contas comerciais, no momento do cumprimento da obrigação de exportação. Estes créditos podem ser utilizados para o pagamento dos direitos aduaneiros de importações ulteriores de quaisquer mercadorias, exceto de bens de equipamento e de bens sujeitos a restrições à importação. As mercadorias importadas deste modo podem ser vendidas no mercado nacional (sujeitas ao imposto sobre as vendas) ou utilizadas para outros fins. Os créditos FPS são transmissíveis e válidos por um período de 24 meses a contar da data de emissão.
            
         
               (91)
            
            
               Constatou-se que duas das empresas incluídas na amostra recorreram a este regime durante o PI.
            
         d)   Conclusão sobre o FPS
   
               (92)
            
            
               No âmbito do FPS, são concedidas subvenções na aceção do artigo 3.o, n.o 1, alínea a), subalínea ii), e do artigo 3.o, n.o 2, do regulamento de base. O crédito FPS é uma contribuição financeira do GI, já que acaba por ser utilizado para compensar os direitos de importação, reduzindo deste modo as receitas aduaneiras do GI que habitualmente resultariam desses direitos. Além disso, o crédito FPS concede uma vantagem ao exportador, na medida em que aumenta a sua liquidez.
            
         
               (93)
            
            
               Além disso, o regime FPS está subordinado juridicamente aos resultados das exportações, pelo que tem caráter específico e é passível de medidas de compensação, em conformidade com o artigo 4.o, n.o 4, alínea a), do regulamento de base.
            
         
               (94)
            
            
               Este regime não pode ser considerado como um regime de devolução ou como um regime de devolução relativo a inputs de substituição autorizados na aceção do artigo 3.o, n.o 1, alínea a), subalínea ii), do regulamento de base, na medida em que não está em conformidade com as regras previstas no anexo I, alínea i), no anexo II (definição e regras aplicáveis à devolução) e no anexo III (definição e regras aplicáveis aos regimes de devolução relativos a inputs de substituição) do regulamento de base. Em especial, o exportador não é obrigado a consumir efetivamente as mercadorias importadas com isenção de direitos durante o processo de produção, nem o montante do crédito é calculado em relação aos inputs efetivamente utilizados. Além disso, não existe qualquer sistema ou procedimento que permita confirmar quais os inputs consumidos durante o processo de produção do produto exportado ou se se procedeu a um pagamento em excesso dos direitos de importação, na aceção do anexo I, alínea i), e dos anexos II e III do regulamento de base. Por último, é de referir que os exportadores podem beneficiar do FPS, independentemente do facto de importarem ou não inputs. Para obter a vantagem, os exportadores devem simplesmente exportar mercadorias, não sendo obrigados a demonstrar se importaram ou não inputs. Tal significa que mesmo os exportadores que adquirem todos os seus inputs a nível nacional e não importam mercadorias que possam ser utilizadas como inputs podem beneficiar de vantagens ao abrigo do FPS.
            
         e)   Cálculo do montante da subvenção
   
               (95)
            
            
               Em conformidade com o disposto no artigo 2.o, n.o 3, e no artigo 5.o do regulamento de base, o montante das subvenções passíveis de medidas de compensação foi calculado em termos da vantagem concedida ao beneficiário que se verificou ter existido durante o PI. A este respeito, considerou-se que uma vantagem é concedida ao beneficiário no momento em que ocorre a operação de exportação ao abrigo deste regime. Nesse momento, o GI é obrigado a renunciar à cobrança dos direitos aduaneiros, o que constitui uma contribuição financeira na aceção do artigo 3.o, n.o 1, alínea a), subalínea ii), do regulamento de base. Assim que as autoridades aduaneiras emitem um documento de expedição relativo às exportações com a indicação, nomeadamente, do montante do crédito FPS a conceder para a operação de exportação em causa, o GI não tem qualquer poder para decidir da concessão ou não da subvenção. Tendo em conta o que precede, considera-se adequado estabelecer que a vantagem concedida ao abrigo do FPS corresponde à soma dos créditos obtidos em todas as operações de exportação efetuadas ao abrigo deste regime durante o PI.
            
         
               (96)
            
            
               Em conformidade com o artigo 7.o, n.o 1, alínea a), do regulamento de base, para determinar o montante da subvenção a utilizar como numerador, sempre que foram apresentados pedidos devidamente justificados nesse sentido, as despesas necessárias para obter a subvenção foram deduzidas dos créditos assim estabelecidos. Em conformidade com o artigo 7.o, n.o 2, do regulamento de base, o montante da subvenção foi repartido pelo volume de negócios total relativo às exportações durante o PI, considerado um denominador adequado, dado que a subvenção está subordinada aos resultados das exportações e não foi concedida em função das quantidades fabricadas, produzidas, exportadas ou transportadas.
            
         
               (97)
            
            
               A taxa de subvenção estabelecida para este regime, no que diz respeito às duas empresas em causa, para o PI, ascende a 4,80 %.
            
         3.7.   Regime de créditos à exportação (Export Credit Scheme - «ECS»)
   
   a)   Base jurídica
   
               (98)
            
            
               O regime é descrito pormenorizadamente na circular de base DBOD n.o DIR.(Exp).BC 06/04.02.002/2010-10 (crédito à exportação em divisas estrangeiras/rupias do Banco Central da Índia (Reserve Bank of India — «RBI»), dirigida a todos os bancos comerciais da Índia.
            
         b)   Elegibilidade
   
               (99)
            
            
               Podem beneficiar deste regime os fabricantes-exportadores e os comerciantes-exportadores.
            
         c)   Aplicação prática
   
               (100)
            
            
               O ECS é constituído por dois sub-regimes: o regime de crédito à exportação antes da expedição («packing credit»), que cobre os créditos concedidos a um exportador para financiar a aquisição, transformação, fabricação, embalagem e/ou expedição de mercadorias antes da exportação; e o crédito à exportação pós-expedição, no âmbito do qual são concedidos empréstimos para os fundos de maneio a fim de financiar créditos sobre exportações. Desde 1 de julho de 2010, os bancos comerciais aplicam um novo sistema da taxa de base para todos os tipos de adiantamentos de créditos à exportação em rupias. Quanto ao ECS em divisas, o Reserve Bank of India (RBI) estabelece limites máximos para as taxas de juro aplicáveis aos créditos à exportação que os bancos comerciais podem cobrar a um exportador. O RBI dá também instruções aos bancos no sentido de consagrarem um determinado montante do seu crédito bancário líquido ao financiamento das exportações.
            
         
               (101)
            
            
               Por força da circular de base do RBI, os exportadores podem obter créditos à exportação a taxas de juro preferenciais, em comparação com as taxas de juro dos créditos comerciais normais («créditos para fundo de maneio»), que são fixadas exclusivamente com base nas condições do mercado. A diferença entre as taxas poderá diminuir no caso das empresas que tenham uma boa classificação em termos de solvência (good credits ratings). Com efeito, estas empresas encontram-se numa posição que lhes permite obter créditos à exportação e créditos para fundo de maneio nas mesmas condições.
            
         
               (102)
            
            
               Apurou-se que, durante o PI, todos os produtores-exportadores incluídos na amostra beneficiaram deste regime.
            
         d)   Conclusão sobre o ECS
   
               (103)
            
            
               As taxas de juro preferenciais de um crédito ECS fixadas pela circular de base do RBI, mencionada no considerando 98, podem induzir uma diminuição dos encargos com os juros de um exportador em relação aos custos do crédito cujas taxas de juro sejam fixadas exclusivamente com base nas condições do mercado, sendo neste caso concedida a esse exportador uma vantagem, na aceção do artigo 3.o, n.o 2, do regulamento de base.
            
         
               (104)
            
            
               Apesar de as taxas de crédito preferenciais no âmbito do ECS serem concedidas por bancos comerciais, esta vantagem constitui uma contribuição financeira dos poderes públicos na aceção do artigo 3.o, n.o 1, alínea a), subalínea iv), do regulamento de base. Importa realçar, neste contexto, que nem o artigo 3.o, n.o 1, alínea a), subalínea iv), do regulamento de base nem o artigo 1.o, n.o 1, alínea a), subalínea iv), do Acordo sobre Subvenções e Medidas de Compensação preveem que seja necessário existir um financiamento a partir do orçamento público, como, por exemplo, o reembolso pago a bancos comerciais por parte do GI, para estabelecer a existência de uma subvenção; basta apenas que os poderes públicos definam orientações com vista à execução das medidas previstas no artigo 3.o, n.o 1, alínea a), subalíneas i), ii) ou iii), do regulamento de base. O RBI é uma entidade pública, sendo, por conseguinte, abrangido pela definição de «poderes públicos» que figura no artigo 2.o, alínea b), do regulamento de base. Trata-se de uma empresa 100 % pública, que persegue objetivos de política nacional, por exemplo a nível de política monetária, e a sua administração é constituída por membros nomeados pelo GI. O RBI dá instruções a organismos privados na aceção do segundo travessão do artigo 3.o, n.o 1, alínea a), subalínea iv), do regulamento de base, na medida em que os bancos comerciais são obrigados a respeitar as condições que este impõe, nomeadamente no que diz respeito aos limites máximos das taxas de juro aplicáveis aos créditos à exportação previstos na circular de base do RBI, bem como às disposições do RBI relativas à obrigação de os bancos comerciais concederem determinado montante líquido de crédito para financiar as exportações. Tais orientações obrigam os bancos comerciais a executar as medidas referidas no artigo 3.o, n.o 1, alínea a), subalínea i), do regulamento de base, neste caso sob a forma de empréstimos preferenciais para financiar as exportações. Essa transferência direta de fundos sob a forma de empréstimos condicionados incumbiria normalmente aos poderes públicos, não diferindo, na realidade, das práticas normais dos poderes públicos, na aceção do artigo 3.o, n.o 1, alínea a), subalínea iv), do regulamento de base. Na medida em que as taxas de juro preferenciais só são aplicadas relativamente ao financiamento de operações de exportação, estando assim subordinadas aos resultados das exportações, segundo o artigo 4.o, n.o 4, primeiro parágrafo, alínea a), do regulamento de base, esta subvenção é considerada específica e passível de medidas de compensação.
            
         e)   Cálculo do montante da subvenção
   
               (105)
            
            
               O montante da subvenção foi calculado com base na diferença entre o juro pago pelos créditos à exportação utilizados durante o PI e o montante que deveria ser normalmente pago pelo crédito comercial normal utilizado pela empresa em causa. Em conformidade com o artigo 7.o, n.o 2, do regulamento de base, o montante da subvenção (numerador) foi repartido pelo volume de negócios total relativo às exportações durante o PI, considerado um denominador adequado, dado que as subvenções estão subordinadas aos resultados das exportações e não foram concedidas em função das quantidades fabricadas, produzidas, exportadas ou transportadas.
            
         
               (106)
            
            
               As taxas de subvenção estabelecidas para este regime, no que diz respeito às empresas em causa, durante o PI foram de 0,25 %, 0,31 % e 0,44 %.
            
         3.8.   Isenção da taxa sobre a eletricidade
   
   a)   Base jurídica
   
               (107)
            
            
               O regime inscreve-se no Pacote de Incentivos 2007 do Governo do Maharashtra, Resolução n.o PSI-1707/(CR-50)/IND-8, de 30 de março de 2007. Na sequência de alterações ao Pacote de Incentivos 2007 do Governo do Maharashtra, de 30 de junho de 2011, foi previsto um prolongamento até 31 de agosto de 2011.
            
         b)   Elegibilidade
   
               (108)
            
            
               A resolução acima referida enuncia as categorias de indústrias e empresas que podem ser consideradas elegíveis para incentivos ao abrigo do regime de 2007.
            
         c)   Aplicação prática
   
               (109)
            
            
               Para incentivar a implantação de indústrias em zonas menos desenvolvidas, o Governo do Maharashtra estabeleceu um pacote de incentivos à instalação de novas unidades industriais (ou unidades em expansão) na região em desenvolvimento do Estado do Maharashtra. Para efeitos do regime, o anexo I da resolução classifica a área do Estado que é elegível para incentivos. Todavia, os incentivos ao abrigo do regime de 2007 só podem ser reembolsados mediante a emissão de um certificado de elegibilidade ao abrigo do regime de 2007 pela agência de execução e na condição de a unidade elegível ter cumprido as disposições/condições do certificado de elegibilidade. Um certificado de elegibilidade é emitido pela agência de execução com efeitos a partir da data de início da produção comercial da unidade elegível.
            
         
               (110)
            
            
               A isenção da taxa sobre a eletricidade é concedida a novas unidades elegíveis implantadas em áreas específicas, por um período de 15 anos. Noutras áreas do Estado, unidades orientadas para a exportação (a 100 %), unidades de tecnologias da informação (TI) e de biotecnologia (BT) são igualmente isentas do pagamento da taxa sobre a eletricidade por um período de 10 anos.
            
         
               (111)
            
            
               No decurso do inquérito, apurou-se que uma das empresas incluídas na amostra, sendo uma EOU situada no Maharashtra, beneficiou deste regime durante o PI.
            
         d)   Conclusão sobre o regime de isenção da taxa sobre a eletricidade
   
               (112)
            
            
               A isenção da taxa sobre a eletricidade constitui uma subvenção na aceção do artigo 3.o, n.o 1, alínea a), subalínea i), e do artigo 3.o, n.o 2, do regulamento de base, ou seja, trata-se de uma contribuição financeira do GI que concedeu uma vantagem aos exportadores objeto do inquérito.
            
         
               (113)
            
            
               Considera-se que o regime em causa tem caráter específico na aceção do artigo 4.o, n.o 3, do regulamento de base, uma vez que a legislação que rege a ação da autoridade que concede a autorização limita o acesso ao regime a empresas numa região geográfica designada.
            
         
               (114)
            
            
               Por conseguinte, esta subvenção deverá ser considerada passível de direitos de compensação.
            
         e)   Cálculo do montante da subvenção
   
               (115)
            
            
               Em conformidade com o artigo 3.o, n.o 2, e com o artigo 5.o do regulamento de base, o montante das subvenções passíveis de medidas de compensação é calculado em termos da vantagem concedida ao beneficiário em relação ao produto em causa, tal como apurada durante o PI. O montante (numerador) foi repartido pelo volume de negócios total das vendas do produto em causa do produtor-exportador durante o PI, porque a subvenção não está subordinada aos resultados das exportações e não foi concedida em função das quantidades fabricadas, produzidas, exportadas ou transportadas, em conformidade com o artigo 7.o, n.o 2, do regulamento de base.
            
         
               (116)
            
            
               A taxa de subvenção estabelecida para o regime considerado, durante o PI, para a empresa em causa, ascende a 0,09 %.
            
         3.9.   Montante das subvenções passíveis de medidas de compensação
   
   
               (117)
            
            
               Com base nas conclusões, resumidas no quadro abaixo, apurou-se que os montantes totais das subvenções passíveis de medidas de compensação, expressas ad valorem, oscilaram entre 3,2 % e 16,5 %:
               
                  Quadro 1
               
               
                           Regime
                        
                        
                           EPCGS
                        
                        
                           DEPBS
                        
                        
                           AAS
                        
                        
                           EOUS
                        
                        
                           ECS
                        
                        
                           FPS
                        
                        
                           Isenção da taxa sobre a eletricidade
                        
                        
                           Total
                        
                     
                           
                              Empresa
                           
                        
                        
                            
                        
                     
                           Viraj Profiles Ltd.
                        
                        
                           0,16 %
                        
                        
                            
                        
                        
                            
                        
                        
                           2,73 %
                        
                        
                           0,25 %
                        
                        
                            
                        
                        
                           0,09 %
                        
                        
                           3,2 %
                        
                     
                           Raajratna Ventures Ltd.
                        
                        
                           0,19 %
                        
                        
                           4,70 %
                        
                        
                           2,94 %
                        
                        
                            
                        
                        
                           0,44 %
                        
                        
                           4,80 %
                        
                        
                            
                        
                        
                           13,0 %
                        
                     
                           Agarwal Fastners Pvt. Ltd.
                        
                        
                           0,11 %
                        
                        
                           6,53 %
                        
                        
                            
                        
                        
                            
                        
                        
                           0,31 %
                        
                        
                           4,80 %
                        
                        
                            
                        
                        
                           11,7 %
                        
                     
                           Empresas colaborantes não incluídas na amostra
                        
                        
                           0,16 %
                        
                        
                           5,53 %
                        
                        
                           2,94 %
                        
                        
                            
                        
                        
                           0,25 %
                        
                        
                           4,80 %
                        
                        
                            
                        
                        
                           13,6 %
                        
                     
                           Outras empresas
                        
                        
                           0,16 %
                        
                        
                           5,53 %
                        
                        
                           2,94 %
                        
                        
                           2,73 %
                        
                        
                           0,25 %
                        
                        
                           4,80 %
                        
                        
                           0,09 %
                        
                        
                           16,5 %
                        
                     
         
               (118)
            
            
               Em conformidade com o artigo 15.o, n.o 3, do regulamento de base, a margem de subvenção das empresas que colaboraram não incluídas na amostra, calculada com base na média ponderada da margem de subvenção estabelecida para cada um dos regimes que beneficiaram as empresas que colaboraram incluídas na amostra, é de 13,6 %. Para efeitos do cálculo da média ponderada da margem de subvenção para a amostra, os montantes de subvenção apurados para os regimes EOU e isenção da taxa sobre a eletricidade ao abrigo do Pacote de Incentivos do Governo do Maharashtra (ou seja, aplicável apenas em relação às EOU) foram excluídos dos cálculos, na medida em que se apurou que o âmbito destes regimes de subvenção não abrangeriam as duas empresas colaborantes não incluídas na amostra. Em particular, no que se refere às EOU, não é possível cumular vantagens relacionadas com as EOU com vantagens auferidas ao abrigo de outros regimes. No que se refere à isenção da taxa sobre a eletricidade, este regime aplica-se apenas a EOU ou empresas situadas em determinadas regiões do Maharashtra. Por conseguinte, o universo de beneficiários ao abrigo deste regime é demasiado limitado para ser considerado aplicável às empresas não incluídas na amostra.
            
         
               (119)
            
            
               No que se refere a todos os outros exportadores da Índia, a Comissão determinou primeiramente o seu nível de colaboração. Tal como referido no considerando 10, a comparação entre os dados do Eurostat relativos às importações e os dados sobre o volume de exportações do produto em causa para a União durante o período de inquérito, comunicados pelas empresas ou grupos que colaboraram no inquérito e que exportaram o produto em causa para a União durante o período de inquérito, revela que a colaboração dos produtores-exportadores indianos foi muito elevada, próxima de 100 %. Atendendo ao elevado nível de colaboração, a taxa de subvenção para todas as empresas que não colaboraram é estabelecida ao nível da média ponderada da margem de subvenção determinada para cada regime que beneficiou as empresas que colaboraram incluídas na amostra, ou seja, 16,5 %.
            
         4.   INDÚSTRIA DA UNIÃO
   
   4.1.   Produção da União
   
   
               (120)
            
            
               Foi utilizada toda a informação disponível relativa aos produtores da União, incluindo a informação facultada na denúncia, os dados obtidos junto dos produtores da União, antes e depois do início do inquérito, e as respostas ao questionário, devidamente verificadas, dos produtores da União incluídos na amostra, para estabelecer a produção total da União.
            
         
               (121)
            
            
               Nesta base, a produção total da União foi estimada em cerca de 52 000 toneladas durante o PI. Este valor inclui a produção de todos os produtores da União que se deram a conhecer e o volume de produção estimado dos produtores que permaneceram silenciosos durante o processo.
            
         
               (122)
            
            
               Como indicado no considerando 14, recorreu-se à amostragem para inquirir sobre os produtores da União. Dos 15 produtores da União que facultaram dados antes do início do processo escolheram-se cinco empresas para constituir a amostra. Subsequentemente, como se explica no considerando 16, uma das empresas decidiu não colaborar no inquérito. As restantes empresas que colaboraram e que foram incluídas na amostra representavam cerca de 32 % da produção total estimada da União, durante o PI e foram consideradas representativas da indústria da União. As empresas incluídas na amostra são os principais produtores e encontram-se em França e Itália, países onde se fabrica o maior volume do produto em causa.
            
         4.2.   Indústria da União
   
   
               (123)
            
            
               Considera-se que todos os produtores da União conhecidos, referidos no considerando 120, constituem a indústria da União na aceção do artigo 9.o, n.o 1, e do artigo 10.o, n.o 8, do regulamento de base, sendo designados em seguida «indústria da União».
            
         5.   PREJUÍZO
   
   5.1.   Observações preliminares
   
   
               (124)
            
            
               Para a avaliação dos fatores de prejuízo pertinentes foram utilizadas as estatísticas de importação pertinentes do Eurostat, bem como a informação facultada na denúncia e os dados obtidos junto dos produtores da União, antes e depois do início do inquérito, incluindo as respostas ao questionário, devidamente verificadas, dos produtores da União incluídos na amostra.
            
         
               (125)
            
            
               A análise do prejuízo em termos de dados macroeconómicos, nomeadamente, capacidade de produção e utilização da capacidade, volume de vendas, parte de mercado, crescimento, emprego e produtividade, baseia-se em dados relativos ao conjunto da indústria da União.
            
         
               (126)
            
            
               A análise do prejuízo em relação a dados microeconómicos como preços de transação, rendibilidade, cash flow, investimentos, retorno dos investimentos, capacidade de obtenção de capital, existências e salários, baseia-se nos dados dos produtores da União incluídos na amostra.
            
         
               (127)
            
            
               Os quatro produtores da União incluídos na amostra fizeram igualmente parte da amostra utilizada no reexame da caducidade das medidas anti-dumping aplicáveis às importações de elementos de fixação, de aço inoxidável, originários da China e Taiwan, concluído em 7 de janeiro de 2012 (4). Nesse reexame, a amostra incluía uma outra empresa que não consta da amostra do presente inquérito. Dado que o período considerado para a análise do prejuízo sobrepõe-se ao reexame da caducidade, os dados para os anos de 2008 e 2009 são idênticos exceto no que se refere a uma empresa. A divulgação dos números para 2008 e 2009 possibilitaria a dedução dos números da empresa que não foi incluída na amostra no caso vertente. Por conseguinte, dados microeconómicos como existências, salários, investimentos, cash flow, retorno dos investimentos e rendibilidade foram indexados.
            
         5.2.   Consumo da União
   
   
               (128)
            
            
               O consumo da União foi estabelecido com base no volume de vendas da indústria da União na União, tal como consta da denúncia e verificado por comparação com as respostas aos questionários de amostragem e os dados verificados obtidos junto dos produtores incluídos na amostra. Além disso, foi igualmente tido em conta o volume das importações baseado nos dados do Eurostat para o período considerado.
            
         
               (129)
            
            
               Com base nestes elementos, o consumo da União evoluiu da seguinte forma:
               
                  Quadro 2
               
               
                            
                        
                        
                           2008
                        
                        
                           2009
                        
                        
                           2010
                        
                        
                           PI
                        
                     
                           Consumo da União (em toneladas)
                        
                        
                           120 598
                        
                        
                           101 143
                        
                        
                           122 345
                        
                        
                           131 457
                        
                     
                           
                              Índice (2008 = 100)
                           
                        
                        
                           
                              100
                           
                        
                        
                           
                              84
                           
                        
                        
                           
                              101
                           
                        
                        
                           
                              109
                           
                        
                     
                           
                                       
                                          Fonte:
                                       
                                    
                                    
                                       Eurostat, dados facultados na denúncia e respostas ao questionário.
                                    
                                 
                     
         
               (130)
            
            
               O consumo total no mercado da UE diminuiu 9 % durante o período considerado. Entre 2008 e 2009 assistiu-se a uma diminuição drástica de 16 %, alegadamente devida aos efeitos globais negativos da crise económica no mercado, tendo o consumo em seguida recuperado 21 % entre 2009 e 2010 e mais 7 % entre 2010 e o PI.
            
         5.3.   Importações provenientes do país em causa
   
   
               (131)
            
            
               As importações na União provenientes da Índia evoluíram da seguinte forma durante o período considerado:
               
                  Quadro 3
               
               
                            
                        
                        
                           2008
                        
                        
                           2009
                        
                        
                           2010
                        
                        
                           PI
                        
                     
                           Volume de importações provenientes da Índia (toneladas)
                        
                        
                           14 546
                        
                        
                           18 883
                        
                        
                           21 914
                        
                        
                           24 072
                        
                     
                           
                              Índice (2008 = 100)
                           
                        
                        
                           
                              100
                           
                        
                        
                           
                              130
                           
                        
                        
                           
                              151
                           
                        
                        
                           
                              165
                           
                        
                     
                           Parte de mercado
                        
                        
                           12,1 %
                        
                        
                           18,7 %
                        
                        
                           17,9 %
                        
                        
                           18,3 %
                        
                     
                           
                              Índice (2008 = 100)
                           
                        
                        
                           
                              100
                           
                        
                        
                           
                              155
                           
                        
                        
                           
                              149
                           
                        
                        
                           
                              152
                           
                        
                     
                           
                                       
                                          Fonte:
                                       
                                    
                                    
                                       Eurostat e respostas aos questionários por parte dos produtores-exportadores.
                                    
                                 
                     
         
               (132)
            
            
               As importações provenientes da Índia aumentaram 65 % durante o período considerado, o que é significativo. Este aumento foi mais acentuado entre 2008 e 2009 quando as importações tiveram um aumento abrupto de 30 % e o consumo desceu 16 %. Numa base anual, as importações indianas continuaram a aumentar durante 2010 (+ 16 %) e durante o PI (+ 10 %).
            
         5.3.1.   Preços das importações e subcotação
   
   
      Quadro 4
   
   
               Importações provenientes da Índia
            
            
               2008
            
            
               2009
            
            
               2010
            
            
               PI
            
         
               Preço médio em euros/tonelada
            
            
               3 531
            
            
               2 774
            
            
               2 994
            
            
               3 216
            
         
               
                  Índice (2008 = 100)
               
            
            
               
                  100
               
            
            
               
                  79
               
            
            
               
                  85
               
            
            
               
                  91
               
            
         
               
                           
                              Fonte:
                           
                        
                        
                           Eurostat e respostas aos questionários por parte dos produtores da UE incluídos na amostra.
                        
                     
         
               (133)
            
            
               Em geral, os preços médios das importações provenientes da Índia diminuíram 9 % durante o período considerado. Isto explica o aumento da parte de mercado da Índia de 12,1 % para 18,3 % no mesmo período. O aumento mais elevado ocorreu entre 2008 e 2009, quando os exportadores indianos ganharam mais de 6 pontos percentuais de parte de mercado.
            
         
               (134)
            
            
               Para determinar a subcotação dos preços, durante o PI, foi efetuada uma comparação entre a média ponderada dos preços de venda, por tipo do produto, dos produtores da União incluídos na amostra a clientes independentes no mercado da União, ajustados ao estádio à saída da fábrica, e a média ponderada dos preços correspondentes das importações provenientes da Índia ao primeiro cliente independente no mercado da União, estabelecidos numa base CIF, depois de efetuados os devidos ajustamentos para ter em conta os direitos aduaneiros existentes e os custos pós-importação.
            
         
               (135)
            
            
               Procedeu-se a esta comparação de preços para transações efetuadas no mesmo estádio de comercialização, com os devidos ajustamentos quando necessário, e após a dedução de descontos e abatimentos. O resultado da comparação, expresso como percentagem do volume de negócios dos produtores da União, incluídos na amostra, durante o PI, revelou uma subcotação dos preços entre 3 % e 13 %.
            
         5.4.   Situação económica da indústria da União
   
   
               (136)
            
            
               Em conformidade com o artigo 8.o, n.o 4, do regulamento de base, o exame do impacto das importações subvencionadas provenientes da Índia na indústria da União incluiu uma avaliação de todos os indicadores económicos que influíram na situação dessa indústria da União no período considerado.
            
         5.4.1.   Produção, capacidade de produção e utilização da capacidade
   
   
      Quadro 5
   
   
                
            
            
               2008
            
            
               2009
            
            
               2010
            
            
               PI
            
         
               Volume de produção (toneladas)
            
            
               69 514
            
            
               56 396
            
            
               62 213
            
            
               51 800
            
         
               
                  Índice (2008 = 100)
               
            
            
               
                  100
               
            
            
               
                  81
               
            
            
               
                  89
               
            
            
               
                  75
               
            
         
               Capacidade de produção (toneladas)
            
            
               140 743
            
            
               127 200
            
            
               128 796
            
            
               111 455
            
         
               
                  Índice (2008 = 100)
               
            
            
               
                  100
               
            
            
               
                  90
               
            
            
               
                  92
               
            
            
               
                  79
               
            
         
               Utilização da capacidade
            
            
               49 %
            
            
               44 %
            
            
               48 %
            
            
               46 %
            
         
               
                  Índice (2008 = 100)
               
            
            
               
                  100
               
            
            
               
                  90
               
            
            
               
                  98
               
            
            
               
                  94
               
            
         
               
                           
                              Fonte:
                           
                        
                        
                           Indústria da União no seu conjunto.
                        
                     
         
               (137)
            
            
               O quadro mostra que a produção diminuiu de forma significativa, 25 %, no período considerado. Em consonância com o a diminuição da procura, a produção desceu de forma acentuada, 19 %, em 2009, após o que recuperou em cerca de 10 %, em 2010. No PI, embora o consumo da União tenha aumentado 7 % a produção da União diminuiu de novo, em cerca de 17 %, em comparação com o ano anterior.
            
         
               (138)
            
            
               A capacidade de produção da indústria da União diminuiu cerca de 21 % durante o período considerado. A utilização da capacidade também diminuiu no período considerado, permanecendo de forma constante abaixo de 50 %.
            
         5.4.2.   Volume de vendas e parte de mercado
   
   
      Quadro 6
   
   
                
            
            
               2008
            
            
               2009
            
            
               2010
            
            
               PI
            
         
               Volume de vendas (toneladas)
            
            
               56 042
            
            
               44 627
            
            
               45 976
            
            
               48 129
            
         
               
                  Índice (2008 = 100)
               
            
            
               
                  100
               
            
            
               
                  80
               
            
            
               
                  82
               
            
            
               
                  86
               
            
         
               Parte de mercado
            
            
               46,5 %
            
            
               44,1 %
            
            
               37,6 %
            
            
               36,6 %
            
         
               
                  Índice (2008 = 100)
               
            
            
               
                  100
               
            
            
               
                  95
               
            
            
               
                  81
               
            
            
               
                  79
               
            
         
               
                           
                              Fonte:
                           
                        
                        
                           Indústria da União no seu conjunto.
                        
                     
         
               (139)
            
            
               No contexto de um consumo em aumento (+ 9 %), o volume de vendas do produto similar quando vendido ao primeiro cliente independente na União diminuiu 14 % ao longo do período considerado. Consequentemente, a parte de mercado desceu de 46,5 % em 2008 para 36,6 % no PI. Após uma acentuada diminuição do volume de vendas em 2009 (– 20 %), recuperou ligeiramente em 2010 e no PI.
            
         5.4.3.   Crescimento
   
   
               (140)
            
            
               O consumo da União aumentou 9 % entre 2008 e o PI. Todavia, o volume de vendas e a parte de mercado da indústria da União diminuíram durante esse período, respetivamente, 14 % e 21 %. Simultaneamente, as importações provenientes da Índia aumentaram significativamente em 65 %.
            
         5.4.4.   Emprego
   
   
      Quadro 7
   
   
                
            
            
               2008
            
            
               2009
            
            
               2010
            
            
               PI
            
         
               Número de trabalhadores
            
            
               1 007
            
            
               863
            
            
               821
            
            
               761
            
         
               
                  Índice (2008 = 100)
               
            
            
               
                  100
               
            
            
               
                  86
               
            
            
               
                  82
               
            
            
               
                  76
               
            
         
               Produtividade (unidades/trabalhador)
               
                  Índice (2008 = 100)
               
            
            
               
                  100
               
            
            
               
                  95
               
            
            
               
                  110
               
            
            
               
                  99
               
            
         
               
                           
                              Fonte:
                           
                        
                        
                           Indústria da União no seu conjunto.
                        
                     
         
               (141)
            
            
               Devido à baixa de atividades da indústria da União, o número de trabalhadores foi reduzido em conformidade durante o período considerado, em 24 %. Entre 2008 e o PI, os custos da mão-de-obra por trabalhador aumentarem 6 %.
            
         
               (142)
            
            
               A produtividade da mão-de-obra da indústria da União, expressa em produção anual por trabalhador, diminuiu ligeiramente em 1 % no período considerado. Desceu ao seu nível mais baixo em 2009, após o que começou a recuperar no PI.
            
         5.4.5.   Preços unitários médios na União
   
   
      Quadro 8
   
   
                
            
            
               2008
            
            
               2009
            
            
               2010
            
            
               PI
            
         
               Preços unitários na UE cobrados a clientes independentes
               
                  (euros por tonelada)
               
            
            
               4 336
            
            
               2 792
            
            
               3 914
            
            
               4 244
            
         
               
                  Índice (2008 = 100)
               
            
            
               
                  100
               
            
            
               
                  64
               
            
            
               
                  90
               
            
            
               
                  98
               
            
         
               
                           
                              Fonte:
                           
                        
                        
                           Respostas ao questionário por parte dos produtores incluídos na amostra.
                        
                     
         
               (143)
            
            
               Os preços médios de venda baixaram 2 % durante o período considerado. Em 2009, a indústria da União foi forçada a reduzir os seus preços de venda em 36 %, no contexto da recessão económica e de uma descida abrupta dos preços de importação da Índia (– 21 %). No decurso de 2010 e no PI, os preços de venda da indústria da União voltaram a recuperar.
            
         
               (144)
            
            
               O inquérito revelou que a diminuição dos preços de venda em 2009 refletiu a diminuição dos custos, que caíram 18 % em relação aos níveis de 2008. Esta redução nos custos deveu-se principalmente à diminuição dos preços das matérias-primas, especialmente do níquel, que tem uma dinâmica de preços instável. Todavia, a indústria da União foi obrigada a diminuir os seus preços de venda mais do que a diminuição dos custos, tendo em vista a expansão das importações indianas de baixo preço, em 2009.
            
         5.4.6.   Rendibilidade, cash flow, investimentos, retorno dos investimentos e capacidade de obtenção de capital
   
   
      Quadro 9
   
   
                
            
            
               2008
            
            
               2009
            
            
               2010
            
            
               PI
            
         
               Rendibilidade das vendas da UE (% das vendas líquidas)
               
               
                  Índice (2008 = 100)
               
            
            
               
                  – 100
               
            
            
               
                  – 442
               
            
            
               
                  –74
               
            
            
               
                  –24
               
            
         
               
                  Cash flow
               
               
                  Índice (2008 = 100)
               
            
            
               
                  – 100
               
            
            
               
                  –1 827
               
            
            
               
                  –40
               
            
            
               
                  171
               
            
         
               Investimentos (euros)
               
                  Índice (2008 = 100)
               
            
            
               
                  100
               
            
            
               
                  29
               
            
            
               
                  59
               
            
            
               
                  6
               
            
         
               Retorno dos investimentos
               
                  Índice (2008 = 100)
               
            
            
               
                  – 100
               
            
            
               
                  – 284
               
            
            
               
                  –59
               
            
            
               
                  –28
               
            
         
               
                           
                              Fonte:
                           
                        
                        
                           Respostas ao questionário por parte dos produtores da UE incluídos na amostra.
                        
                     
         
               (145)
            
            
               O inquérito revelou que, mesmo que a descida dos preços de venda reflita parcialmente a descida dos custos, os preços da indústria da União foram pressionados pelas importações de elementos de fixação, de aço inoxidável, provenientes da Índia. A rendibilidade da indústria da União foi negativa desde o início do período em causa. Designadamente em 2009, a indústria da União foi obrigada a diminuir os seus preços de venda mais do que a diminuição dos custos, tendo em vista a expansão das importações indianas de baixo preço, o que implicou uma significativa deterioração da rendibilidade nesse ano. Em 2010 e no PI, contudo, a rendibilidade melhorou, mas continuou negativa.
            
         
               (146)
            
            
               O cash flow, que representa a capacidade da indústria para autofinanciar as suas atividades, seguiu uma tendência semelhante à rendibilidade. Desceu ao seu nível mais baixo em 2009, após o que seguiu uma tendência ascendente e revelou-se positivo no PI.
            
         
               (147)
            
            
               Após terem sido feitos investimentos na produção de elementos de fixação, de aço inoxidável, em 2008, os investimentos diminuíram cerca de 94 % no período considerado. O retorno dos investimentos mostrou uma evolução negativa semelhante, consentânea com os resultados negativos da indústria da União no período considerado, e permaneceu sempre negativo.
            
         
               (148)
            
            
               A evolução da rendibilidade, o cash flow e o baixo nível dos investimentos apontam para o facto de os produtores da UE incluídos na amostra terem tido dificuldade em obter capital.
            
         5.4.7.   Existências
   
   
      Quadro 10
   
   
                
            
            
               2008
            
            
               2009
            
            
               2010
            
            
               PI
            
         
               Existências finais da indústria da União
               
                  Índice (2008 = 100)
               
            
            
               
                  100
               
            
            
               
                  92
               
            
            
               
                  100
               
            
            
               
                  103
               
            
         
               
                           
                              Fonte:
                           
                        
                        
                           Resposta ao questionário.
                        
                     
         
               (149)
            
            
               O nível de existências da indústria da União incluída na amostra baixou 3 % durante o período considerado. Em 2009, o nível das existências finais diminuiu 8 %; seguidamente, em 2010 e no PI, aumentou 8 % e 3 %, respetivamente.
            
         5.4.8.   Amplitude da margem de subvenção
   
   
               (150)
            
            
               Tendo em conta o volume, a parte de mercado e os preços das importações subvencionadas provenientes da Índia, o impacto das margens de subvenção efetivas na indústria da União não pode ser considerado negligenciável.
            
         5.5.   Conclusão sobre o prejuízo
   
   
               (151)
            
            
               O inquérito mostrou que a maior parte dos indicadores de prejuízo como produção (– 25 %), utilização da capacidade (– 6 %), volume de vendas (– 14 %), parte de mercado (– 21 %) e emprego (– 24 %) se deterioraram durante o período considerado. No contexto do aumento do consumo, tanto o volume de vendas como a parte de mercado caíram. O volume de vendas recuperou ligeiramente em 2010 e no PI em comparação com 2009; todavia, a indústria da União não conseguiu recuperar a sua parte de mercado perdida, devido à expansão das importações indianas que aumentaram de forma consistente ao longo do período considerado a preços que subcotavam constantemente os preços da indústria da União.
            
         
               (152)
            
            
               Acresce que os indicadores de prejuízo relacionados com o desempenho financeiro da indústria da União, como cash flow e rendibilidade, foram gravemente afetados. Tal significa que a capacidade de a indústria da União para obter capital ficou também comprometida.
            
         
               (153)
            
            
               Tendo em conta o que precede, concluiu-se que a indústria da União sofreu um prejuízo importante na aceção do artigo 8.o, n.o 5, do regulamento de base.
            
         6.   CAUSALIDADE
   
   6.1.   Introdução
   
   
               (154)
            
            
               Em conformidade com o disposto no artigo 8.o, n.os 5 e 6, do regulamento de base, foi examinado se as importações subvencionadas originárias da Índia causaram um prejuízo à indústria da União que possa ser considerado importante. Para além das importações subvencionadas, foram igualmente examinados outros fatores conhecidos que, no mesmo período, pudessem ter causado um prejuízo à indústria da União, de modo a assegurar que o eventual prejuízo causado por esses outros fatores não fosse atribuído às importações subvencionadas.
            
         6.2.   Impacto das importações subvencionadas
   
   
               (155)
            
            
               O inquérito revelou que o consumo da União aumentou 9 % no período considerado enquanto o volume de vendas da indústria da União desceu 14 % e a parte de mercado caiu 21 %. Simultaneamente, as importações subvencionadas provenientes da Índia aumentaram drasticamente em 65 % e a parte de mercado em 52 %.
            
         
               (156)
            
            
               Em 2010 e no PI, o consumo da União aumentou em consonância com a recuperação económica geral. No entanto, o volume de vendas da indústria da União aumentou apenas ligeiramente em 2010 (+ 3 %) e no PI (+ 4,7 %). Por outro lado, o inquérito revelou um aumento anual das importações indianas de 16 % em 2010 e 10 % no PI.
            
         
               (157)
            
            
               As importações subvencionadas provenientes da Índia pressionaram a indústria da União, sobretudo em 2009, altura em que subiram 30 % em comparação com 2008 e ganharam 6,6 pontos percentuais de parte de mercado. No mesmo ano, as vendas da indústria da União diminuíram 20 %.
            
         
               (158)
            
            
               Em relação à pressão de preços em 2009, os preços médios das importações provenientes da Índia desceram 21 %, forçando a indústria da União a baixar os seus preços de venda em 36 %. Esta baixa foi superior à baixa dos custos. Esta situação implicou uma deterioração significativa da rendibilidade que desceu drasticamente em 2009.
            
         
               (159)
            
            
               Os preços das importações provenientes da Índia diminuíram, em geral, 9 % no período considerado, permanecendo sempre abaixo dos preços de importação do resto do mundo e dos preços de venda da indústria da União.
            
         
               (160)
            
            
               Com base no que precede, concluiu-se que o grande aumento das importações subvencionadas provenientes da Índia, que subcotaram constantemente os preços da indústria da União, tiveram um papel determinante no importante prejuízo sofrido pela indústria da União, o que se reflete na difícil situação financeira desta, na considerável queda do volume de vendas e da parte de mercado e na deterioração de quase todos os indicadores de prejuízo.
            
         6.3.   Efeito de outros fatores
   
   6.3.1.   Importações provenientes de outros países terceiros
   
   
      Quadro 11
   
   
                
            
            
               2008
            
            
               2009
            
            
               2010
            
            
               PI
            
         
               Volume de importações provenientes de outros países terceiros em toneladas
            
            
               50 010
            
            
               37 633
            
            
               54 454
            
            
               59 255
            
         
               
                  Índice (2008 = 100)
               
            
            
               
                  100
               
            
            
               
                  75
               
            
            
               
                  109
               
            
            
               
                  118
               
            
         
               Parte de mercado das importações provenientes de outros países terceiros
            
            
               41,5 %
            
            
               37,2 %
            
            
               44,5 %
            
            
               45,1 %
            
         
               
                  Índice (2008 = 100)
               
            
            
               
                  100
               
            
            
               
                  90
               
            
            
               
                  107
               
            
            
               
                  109
               
            
         
               Preços médios das importações provenientes de outros países terceiros (euros/tonelada)
            
            
               5 380
            
            
               5 236
            
            
               5 094
            
            
               5 234
            
         
               
                  Índice (2008 = 100)
               
            
            
               
                  100
               
            
            
               
                  97
               
            
            
               
                  95
               
            
            
               
                  97
               
            
         
               Volume de importações provenientes da Malásia (toneladas)
            
            
               13 712
            
            
               9 810
            
            
               9 611
            
            
               9 966
            
         
               Parte de mercado das importações provenientes da Malásia
            
            
               11,4 %
            
            
               9,7 %
            
            
               7,9 %
            
            
               7,6 %
            
         
               Preço médio das importações provenientes da Malásia em euros/tonelada
            
            
               4 203
            
            
               2 963
            
            
               3 324
            
            
               3 633
            
         
               Volume de importações provenientes das Filipinas (toneladas)
            
            
               7 046
            
            
               5 406
            
            
               15 576
            
            
               18 149
            
         
               Parte de mercado das importações provenientes das Filipinas
            
            
               5,8 %
            
            
               5,3 %
            
            
               12,7 %
            
            
               13,8 %
            
         
               Preço médio das importações provenientes das Filipinas em euros/tonelada
            
            
               4 645
            
            
               3 474
            
            
               3 714
            
            
               3 912
            
         
               Volume das importações provenientes da República Popular da China (toneladas)
            
            
               2 332
            
            
               2 452
            
            
               3 217
            
            
               3 288
            
         
               Parte de mercado das importações provenientes da República Popular da China
            
            
               1,9 %
            
            
               2,4 %
            
            
               2,6 %
            
            
               2,5 %
            
         
               Preço médio das importações provenientes da República Popular da China em euros/tonelada
            
            
               4 004
            
            
               4 561
            
            
               5 272
            
            
               5 648
            
         
               Volume de importações provenientes de Taiwan (toneladas)
            
            
               4 304
            
            
               3 703
            
            
               6 451
            
            
               6 640
            
         
               Parte de mercado das importações provenientes de Taiwan
            
            
               3,6 %
            
            
               3,7 %
            
            
               5,3 %
            
            
               5,1 %
            
         
               Preço médio das importações provenientes de Taiwan em euros/tonelada
            
            
               5 092
            
            
               4 719
            
            
               4 755
            
            
               4 943
            
         
               
                           
                              Fonte:
                           
                        
                        
                           Eurostat.
                        
                     
         
               (161)
            
            
               Com base nos dados do Eurostat, o volume das importações na União de elementos de fixação, de aço inoxidável, originários em outros países terceiros aumentou 18 % durante o período considerado. Simultaneamente, o peço médio das importações diminuiu cerca de 3 % durante o período considerado e a parte de mercado aumentou cerca de 9 %.
            
         
               (162)
            
            
               Desde 19 de novembro de 2005 que vigoram medidas anti-dumping sobre as importações de elementos de fixação, de aço inoxidável, provenientes da República Popular da China e de Taiwan. Apesar das medidas, estas importações aumentaram de forma apreciável no período considerado, se bem que as partes de mercado tenham permanecido bastante modestas, 2,5 % e 5,1 %, respetivamente, no PI. Outras importantes fontes de importação são as Filipinas e a Malásia. As importações, especialmente as provenientes das Filipinas, aumentaram substancialmente no período considerado, aumentando a respetiva parte de mercado de 5,8 %, em 2008, para 13,8 %, no PI.
            
         
               (163)
            
            
               Em relação à Malásia, verificou-se uma tendência para a baixa no período considerado, todavia, as importações detinham ainda uma parte de mercado de 7,6 % no PI. O volume de importações provenientes das Filipinas aumentou significativamente no período considerado. No entanto, como a seguir se refere, o preço de importação médio era muito mais elevado, designadamente cerca de 20 %, do que o preço médio do produto em causa indiano.
            
         
               (164)
            
            
               Em relação aos preços de importação, os preços médios das importações provenientes de outros países terceiros permaneceram bastante estáveis no período considerado e sempre acima dos preços de venda médios da indústria da União e dos preços médios das importações indianas.
            
         
               (165)
            
            
               Perante o referido, concluiu-se provisoriamente que as importações provenientes de outros países terceiros não quebraram o nexo de causalidade existente entre o impacto das importações subvencionadas provenientes da Índia e o prejuízo importante sofrido pela indústria da União.
            
         6.3.2.   Crise económica
   
   
               (166)
            
            
               A crise económica explica parcialmente a contração do consumo da União em 2009. Todavia, importa referir que apesar da descida de 16 % no consumo, em 2009, o volume das importações indianas aumentou 30 %.
            
         
               (167)
            
            
               Em 2010 e no PI, o consumo da União aumentou em consonância com a recuperação económica geral. Contudo, o volume de vendas da indústria da União aumentou apenas ligeiramente, 3 % em 2010 e 4,7 % no PI, em comparação, o aumento anual das importações indianas foi de 16 % e 10 %, respetivamente.
            
         
               (168)
            
            
               Em condições económicas normais e sem a forte pressão exercida sobre os preços e os elevados níveis de importação das importações subvencionadas, a indústria da União poderia ter tido algumas dificuldades em fazer face à diminuição do consumo e ao aumento dos custos unitários fixos devido à menor utilização da capacidade que se verificou. Todavia, as importações subvencionadas intensificaram o efeito da recessão económica e, mesmo durante a recuperação económica geral, a indústria da União não conseguiu recuperar e atingir de novo a parte de mercado que perdera para as importações indianas.
            
         
               (169)
            
            
               Por conseguinte, embora a crise económica em 2008-2009 possa ter contribuído para o fraco desempenho da indústria da União, pode considerar-se, em geral, que não teve um impacto suscetível de quebrar o nexo de causalidade entre as importações subvencionadas e a situação de prejuízo da indústria da União.
            
         6.3.3.   Resultados das exportações da indústria da União incluída na amostra
   
   
      Quadro 12
   
   
                
            
            
               2008
            
            
               2009
            
            
               2010
            
            
               PI
            
         
               Vendas de exportação em toneladas
            
            
               967
            
            
               689
            
            
               933
            
            
               884
            
         
               
                  Índice (2008 = 100)
               
            
            
               
                  100
               
            
            
               
                  71
               
            
            
               
                  97
               
            
            
               
                  91
               
            
         
               Preço unitário de venda em euros
            
            
               4 770
            
            
               3 060
            
            
               4 020
            
            
               4 313
            
         
               
                  Índice (2008 = 100)
               
            
            
               
                  100
               
            
            
               
                  64
               
            
            
               
                  84
               
            
            
               
                  90
               
            
         
               (170)
            
            
               Durante o período considerado, o volume das vendas de exportação da indústria da União incluída na amostra diminuiu 9 %, ao passo que o preço médio de exportação decresceu 10 %. Embora não se possa excluir que a tendência negativa dos resultados das exportações possa ter um impacto negativo na indústria da União, considera-se que, dado o reduzido volume de exportações em relação às vendas no mercado da União, esse impacto não quebra o nexo de causalidade entre as importações subvencionadas e o prejuízo constatado.
            
         6.4.   Conclusão sobre o nexo de causalidade
   
   
               (171)
            
            
               A análise precedente demonstrou a existência de um aumento substancial no volume e na parte de mercado das importações subvencionadas, de baixos preços, originárias da Índia, no decurso do período considerado. Além disso, apurou-se que essas importações subcotavam constantemente os preços cobrados pela indústria da União no mercado da União.
            
         
               (172)
            
            
               Este aumento do volume e da parte de mercado das importações subvencionadas indianas foi contínuo, mesmo durante 2009, quando o consumo da União diminuiu 16 % e coincidiu com a evolução negativa da parte de mercado da indústria da União durante o mesmo período.
            
         
               (173)
            
            
               A partir de 2008, no contexto da recessão económica e de uma forte queda no consumo da União, os produtores-exportadores indianos conseguiram aumentar significativamente a sua parte de mercado. Esta situação coincidiu com uma evolução negativa da parte de mercado da indústria da União e uma pronunciada descida da rendibilidade e outros indicadores financeiros. Durante o período considerado, o aumento das importações subvencionadas, de baixos preços, provenientes da Índia, que subcotaram constantemente os preços da indústria da União, teve um impacto negativo global sobre a situação financeira da indústria da União. Mesmo quando a situação melhorou ligeiramente no PI, a indústria da União foi incapaz de recuperar a sua parte de mercado perdida e a rendibilidade permaneceu negativa.
            
         
               (174)
            
            
               O exame dos outros fatores conhecidos, incluindo a crise económica, suscetíveis de ter causado prejuízo à indústria da União revelou que esses fatores não quebraram o nexo de causalidade estabelecido entre as importações subvencionadas provenientes da Índia e o prejuízo sofrido pela indústria da União.
            
         
               (175)
            
            
               Com base no que precede, conclui-se, a título provisório, que as importações subvencionadas provenientes da Índia causaram um prejuízo importante à indústria da União na aceção do artigo 8.o, n.o 5, do regulamento de base.
            
         7.   INTERESSE DA UNIÃO
   
   7.1.   Observação preliminar
   
   
               (176)
            
            
               Em conformidade com o artigo 31.o do regulamento de base, a Comissão examinou se, não obstante as conclusões sobre as práticas de subvenções prejudiciais existiam razões imperiosas para concluir que não era do interesse da União adotar medidas neste caso específico. A determinação do interesse da União baseou-se na avaliação de todos os vários interesses envolvidos, incluindo os da indústria da União, dos importadores e dos utilizadores do produto em causa.
            
         7.2.   Interesse da indústria da União
   
   
               (177)
            
            
               A indústria da União sofreu um prejuízo importante causado pelas importações subvencionadas provenientes da Índia. Recorde-se que a maior parte dos indicadores de prejuízo mostraram uma tendência negativa durante o período considerado. Na ausência de medidas, afigura-se inevitável uma nova deterioração da situação económica da indústria da União.
            
         
               (178)
            
            
               Espera-se que a instituição de direitos de compensação provisórios reponha as condições reais de comércio no mercado da União, permitindo que a indústria da União alinhe os preços do produto objeto de inquérito, a fim de refletirem os custos das diferentes componentes e as condições de mercado. É de prever que a instituição de medidas provisórias venha a permitir à indústria da União recuperar, pelo menos parcialmente, a parte de mercado perdida no período considerado, o que também teria um impacto positivo na sua rendibilidade e situação financeira global.
            
         
               (179)
            
            
               Caso não sejam instituídas medidas, é provável que se venham a verificar novas perdas de parte de mercado e a indústria da União continuará em situação de prejuízo, o que seria insustentável a médio e longo prazo. Tendo em conta as perdas registadas e o elevado nível de investimentos na produção efetuados no início do período considerado, é de esperar que a maior parte dos produtores da União não consiga recuperar os respetivos investimentos se não forem instituídas medidas. Além disso, espera-se que a instituição de medidas de compensação ajude a manter o emprego que se deteriorou de forma constante no período considerado.
            
         
               (180)
            
            
               Conclui-se, por conseguinte, provisoriamente, que a instituição de medidas de compensação é do interesse da indústria da União.
            
         7.3.   Interesses dos utilizadores e dos importadores
   
   
               (181)
            
            
               Os utilizadores não colaboraram no presente inquérito. Foram contactados 20 utilizadores mas nenhum respondeu ao questionário que lhes foi enviado. Em relação aos importadores, foram enviados questionários a dois importadores independentes que manifestaram vontade de colaborar, mas não foi recebida qualquer resposta.
            
         
               (182)
            
            
               Refira-se que em inquéritos anteriores sobre o mesmo produto a colaboração por parte dos utilizadores foi muito limitada. No recente reexame da caducidade das medidas anti-dumping aplicáveis às importações de elementos de fixação, de aço inoxidável, originários da República Popular da China e de Taiwan, foram contactados os mesmos utilizadores mas também nenhum colaborou nesse inquérito (5).
            
         
               (183)
            
            
               Segundo a denúncia, o impacto sobre os utilizadores seria negligenciável caso fossem instituídas medidas sobre as importações de elementos de fixação, de aço inoxidável provenientes da Índia, dado que o produto representa apenas uma fração dos seus custos totais. Da denúncia constava uma estimativa para a proporção do custo do produto em causa na fabricação de um automóvel e de uma máquina de lavar roupa/máquina de lavar louça. Em ambos os casos concluiu-se que o produto em causa representa uma proporção negligenciável do custo total da fabricação desses produtos.
            
         
               (184)
            
            
               Tendo em conta a reduzida utilização da capacidade da indústria da União (46 % no PI) não existiria qualquer risco de penúria da oferta no mercado, caso fossem instituídas medidas contra as importações indianas. Acrescente-se que existem outras fontes de abastecimento, como as importações de elementos de fixação, de aço inoxidável, provenientes de outros países que não são objeto de quaisquer medidas.
            
         
               (185)
            
            
               Por último, o nível das medidas propostas é moderado e, por conseguinte, espera-se que as importações provenientes da Índia continuem a entrar no mercado da UE, embora a preços justos.
            
         7.4.   Conclusão sobre o interesse da União
   
   
               (186)
            
            
               Tendo em conta o que precede, concluiu-se provisoriamente que com base nas informações disponíveis relativas ao interesse da União, não existem razões imperiosas que impeçam a instituição de medidas provisórias aplicáveis às importações do produto em causa originário da Índia.
            
         8.   MEDIDAS DE COMPENSAÇÃO PROVISÓRIAS
   
   8.1.   Nível de eliminação do prejuízo
   
   
               (187)
            
            
               Tendo em conta as conclusões relativas às práticas de subvenção, ao prejuízo, ao nexo de causalidade e ao interesse da União, devem ser instituídas medidas de compensação provisórias, a fim de evitar o agravamento do prejuízo causado à indústria da União pelas importações subvencionadas.
            
         
               (188)
            
            
               A fim de determinar o nível dessas medidas, foram tidas em conta as margens de subvenção apuradas e o montante do direito necessário para eliminar o prejuízo sofrido pela indústria da União, sem exceder a margem de subvenção apurada.
            
         
               (189)
            
            
               Ao calcular o montante do direito necessário para eliminar os efeitos das práticas de subvenção prejudiciais, considerou-se que as medidas deveriam permitir à indústria da União cobrir os seus custos de produção e obter um lucro antes de impostos equivalente ao que uma indústria deste tipo, no setor, poderia razoavelmente obter com as vendas do produto similar na União em condições normais de concorrência, ou seja, na ausência de importações subvencionadas. Considera-se que o lucro que poderia ser realizado na ausência das importações subvencionadas deveria ser calculado com base na margem de lucro média antes de impostos dos produtores da União incluídos na amostra em 2007, ou seja, antes do período considerado quando a indústria ainda era rentável. Assim, considera-se que uma margem de lucro de 7 % do volume de negócios seria o nível mínimo adequado que a indústria da União poderia razoavelmente ter esperado obter na ausência das práticas de subvenção prejudiciais.
            
         
               (190)
            
            
               Nesta base, foi calculado um preço não prejudicial do produto similar para a indústria da União. O preço não prejudicial foi obtido ajustando os preços de venda dos produtores da União incluídos na amostra, para ter em conta as perdas ou lucros reais realizados durante o PI, e somando-lhes a margem de lucro acima referida.
            
         
               (191)
            
            
               O aumento de preço necessário foi, assim, determinado com base numa comparação entre o preço de importação médio ponderado dos produtores-exportadores indianos que colaboraram no inquérito estabelecido para calcular a subcotação dos preços e o preço não prejudicial do produto vendido pela indústria da União no mercado da União durante o PI. As eventuais diferenças resultantes desta comparação foram posteriormente expressas em percentagem do valor CIF médio total de importação.
            
         8.2.   Medidas provisórias
   
   
               (192)
            
            
               À luz do que precede, considera-se que, em conformidade com o artigo 12.o, n.o 1, do regulamento de base, devem ser instituídas medidas de compensação provisórias sobre as importações originárias da Índia, ao nível da mais baixa das margens de subvenção e prejuízo estabelecidas, de acordo com a regra do direito inferior.
            
         
               (193)
            
            
               Com base no acima exposto, as taxas do direito de compensação foram estabelecidas comparando as margens de eliminação do prejuízo com as margens de subvenção. Assim, as taxas do direito de compensação propostas são as seguintes:
               
                           Empresa
                        
                        
                           Margem de subvenção
                        
                        
                           Margem de prejuízo
                        
                        
                           Taxa do direito de compensação provisório
                        
                     
                           Agarwal Fastners Pvt. Ltd.
                        
                        
                           11,7 %
                        
                        
                           20,9 %
                        
                        
                           11,7 %
                        
                     
                           Raajratna Ventures Ltd.
                        
                        
                           13,0 %
                        
                        
                           13,7 %
                        
                        
                           13,0 %
                        
                     
                           Viraj Profiles Limited
                        
                        
                           3,2 %
                        
                        
                           27,7 %
                        
                        
                           3,2 %
                        
                     
                           Empresas colaborantes não incluídas na amostra
                        
                        
                           13,6 %
                        
                        
                           17,3 %
                        
                        
                           13,6 %
                        
                     
                           Todas as outras empresas
                        
                        
                           16,5 %
                        
                        
                           20,9 %
                        
                        
                           16,5 %
                        
                     
         
               (194)
            
            
               As taxas individuais do direito de compensação para as diferentes empresas indicadas no presente regulamento foram estabelecidas com base nas conclusões do presente inquérito. Traduzem, assim, a situação verificada durante o inquérito no tocante a essas empresas. As referidas taxas do direito (contrariamente ao direito aplicável à escala do país a «todas as outras empresas») são, pois, exclusivamente aplicáveis às importações de produtos originários da Índia e produzidos pelas empresas e, por conseguinte, pelas entidades jurídicas especificamente mencionadas. Os produtos importados fabricados por qualquer outra empresa não expressamente mencionada na parte dispositiva do presente regulamento, incluindo as entidades coligadas com as empresas especificamente mencionadas, não podem beneficiar dessas taxas, estando sujeitos à taxa do direito aplicável a «todas as outras empresas».
            
         
               (195)
            
            
               Qualquer pedido de aplicação destas taxas do direito individual de compensação (por exemplo, na sequência de uma alteração da firma da entidade ou da criação de novas entidades de produção ou de venda) deve ser imediatamente apresentado à Comissão (6) e conter todas as informações pertinentes, nomeadamente a eventual alteração das atividades da empresa relacionadas com a produção, as vendas no mercado interno e as vendas de exportação, associadas, designadamente, a essa alteração da firma ou à criação dessas novas entidades de produção ou de venda. Caso se afigure adequado, o regulamento será alterado em conformidade, mediante a atualização da lista das empresas que beneficiam de uma taxa do direito individual.
            
         9.   DIVULGAÇÃO
   
   
               (196)
            
            
               As conclusões provisórias expendidas serão divulgadas a todas as partes interessadas, que serão convidadas a apresentar as suas observações por escrito e a solicitar uma audição. As suas observações serão analisadas e levadas em consideração, sempre que se justifique, antes de se chegar às conclusões definitivas. Além disso, é conveniente indicar que as conclusões relativas à instituição de direitos de compensação para efeitos do presente regulamento são provisórias e podem ser reexaminadas com vista à instituição de eventuais conclusões definitivas,
            
         ADOTOU O PRESENTE REGULAMENTO:
   Artigo 1.o
   
   1.   É instituído um direito de compensação provisório sobre as importações de elementos de fixação, de aço inoxidável, e suas partes, atualmente classificados nos códigos NC 7318 12 10, 7318 14 10, 7318 15 30, 7318 15 51, 7318 15 61 e 7318 15 70, originários da Índia.
   2.   As taxas do direito de compensação provisório aplicáveis ao preço líquido, franco-fronteira da União, do produto não desalfandegado referido no n.o 1 e fabricado pelas empresas a seguir enumeradas são as seguintes:
   
               Empresa
            
            
               Taxa do direito (%)
            
            
               Código adicional TARIC
            
         
               Agarwal Fastners Pvt. Ltd., Vasai (East), Thane, Maharashtra
            
            
               11,7
            
            
               B266
            
         
               Raajratna Ventures Ltd., Ahmedabad, Gujarat
            
            
               13,0
            
            
               B267
            
         
               Viraj Profiles Limited, Boisar, Thane, Maharashtra
            
            
               3,2
            
            
               B268
            
         
               Empresas constantes do anexo
            
            
               13,6
            
            
               B269
            
         
               Todas as outras empresas
            
            
               16,5
            
            
               B999
            
         3.   A introdução em livre prática na União do produto referido no n.o 1 fica sujeita à constituição de uma garantia equivalente ao montante do direito provisório.
   4.   Salvo especificação em contrário, são aplicáveis as disposições em vigor em matéria de direitos aduaneiros.
   Artigo 2.o
   
   1.   Sem prejuízo do disposto no artigo 30.o do Regulamento (CE) n.o 597/2009 do Conselho, as partes interessadas podem solicitar a divulgação dos principais factos e considerações com base nos quais o presente regulamento foi adotado, apresentar os seus pontos de vista por escrito e solicitar uma audição à Comissão no prazo de um mês a contar da data de entrada em vigor do presente regulamento.
   2.   Em conformidade com o artigo 31.o, n.o 4, do Regulamento (CE) n.o 597/2009 do Conselho, as partes interessadas podem apresentar observações sobre a aplicação do presente regulamento no prazo de um mês a contar da data da sua entrada em vigor.
   Artigo 3.o
   
   O presente regulamento entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação no Jornal Oficial da União Europeia.
   O artigo 1.o do presente regulamento é aplicável por um período de quatro meses.
   
      O presente regulamento é obrigatório em todos os seus elementos e diretamente aplicável em todos os Estados-Membros.
      Feito em Bruxelas, em 9 de fevereiro de 2012.
      
         
            Pela Comissão
         
         
            O Presidente
         
         José Manuel BARROSO
      
   
   
      (1)  JO L 188 de 18.7.2009, p. 93.
   
      (2)  JO C 142 de 13.5.2011, p. 36 e título corrigido por retificação (2011/C 199/08) no JO C 199 de 7.7.2011, p. 13.
   
      (3)  JO C 142 de 13.5.2011, p. 30 e título corrigido por retificação (2011/C 199/09) no JO C 199 de 7.7.2011, p. 13.
   
      (4)  JO L 5 de 7.1.2012, p. 1.
   
      (5)  JO L 5 de 7.1.2012, p. 1.
   
      (6)  Comissão Europeia, Direção-Geral do Comércio, Direção H, 1049 Bruxelas, Bélgica.
   
      ANEXO
      
         Produtores-exportadores indianos colaborantes não incluídos na amostra
      
      
         Código adicional TARIC B269
      
      
                  Nome da empresa
               
               
                  Cidade
               
            
                  Kundan Industries Ltd.
               
               
                  Mumbai
               
            
                  Lakshmi Precision Screws Ltd.
               
               
                  Rohtak