CELEX: 31977R2290
Language: pt
Date: 1977-10-18 00:00:00
Title: Regulamento (CEE, Euratom, CECA) nº 2290/77 do Conselho, de 18 de Outubro de 1977, que fixa o regime pecuniário dos membros do Tribunal de Contas

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31977R2290

Regulamento (CEE, Euratom, CECA) nº 2290/77 do Conselho, de 18 de Outubro de 1977, que fixa o regime pecuniário dos membros do Tribunal de Contas  

Jornal Oficial nº L 268 de 20/10/1977 p. 0001 - 0004 Edição especial finlandesa: Capítulo 1 Fascículo 1 p. 0130  Edição especial espanhola: Capítulo 01 Fascículo 2 p. 0070  Edição especial sueca: Capítulo 1 Fascículo 1 p. 0130  Edição especial portuguesa: Capítulo 01 Fascículo 2 p. 0070 

REGULAMENTO (CEE, EURATOM, CECA) No 2290/77 DO CONSELHO de 18 de Outubro de 1977 que fixa o regime pecuniário dos membros do Tribunal de ContasO CONSELHO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS,  Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço e, nomeadamente, o seu artigo 78o sexto,  Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Económica Europeia e, nomeadamente, o seu artigo 206o,  Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Europeia da Energia Atómica e, nomeadamente, o seu artigo 180o,  Tendo em conta o Protocolo relativo aos Privilégios e Imunidades das Comunidades Europeias aplicável aos membros do Tribunal de Contas por força dos artigos 206o, 78o sexto e 180o acima citados,  Considerando que compete ao Conselho fixar os vencimentos, subsídios e pensões dos membros do Tribunal de Contas, assim como qualquer subsídio que substitua a remuneração,  ADOPTOU O PRESENTE REGULAMENTO:   Artigo 1o  A partir da data da respectiva entrada em funções e até ao último dia do mês em que estas cessarem, os membros do Tribunal de Contas têm direito a um vencimento-base, prestações familiares e a subsídios.   Artigo 2o  O vencimento-base mensal dos membros do Tribunal de Contas é igual ao montante que resulta da aplicação das seguintes percentagens sobre o vencimento-base de um funcionário das Comunidades Europeias do último escalão do grau A1:  Presidente: 108 % Outros membros: 104 %   Artigo 3o  Os membros do Tribunal de Contas beneficiam das prestações familiares fixadas por analogia com o disposto no artigo 67o do Estatuto dos Funcionários e nos artigos 1o a 3o do Anexo VII deste estatuto.   Artigo 4o  Os membros do Tribunal de Contas beneficiam de um subsídio de residência de montante igual a 15 % do seu vencimento-base.   Artigo 5o  Os vencimentos-base referidos no artigo 2o, as prestações familiares referidas no artigo 3o, assim como os subsídios de residência referidos no artigo 4o, estão sujeitos ao coeficiente de correcção, fixado pelo Conselho, em aplicação dos  artigos 64o e 65o do Estatuto dos Funcionários das Comunidades Europeias relativamente aos funcionários colocados no Luxemburgo.   Artigo 6o  Aquando do início e da cessação das suas funções, o membro do Tribunal de Contas tem direito:  a) Aquando do início de funções, a um subsídio de instalação, igual a dois meses do vencimento-base mensal e, aquando da cessação de funções, a um subsídio de reinstalação, igual a um mês do referido vencimento;  b) Ao reembolso das despesas de viagem efectuadas pelo membro do Tribunal de Contas para si próprio e para os membros da sua família, assim como ao reembolso das despesas efectuadas com a mudança do mobiliário pessoal, compreendidas as despesas de  seguro para cobertura de riscos simples (roubo, quebra, incêndio).  Em caso de renovação do mandato, o membro do Tribunal de Contas nâo tem direito a nenhum dos subsídios acima enunciados. O mesmo acontece no caso da sua designação como membro de uma instituição das Comunidades, contanto que tal instituição tenha o seu  local de trabalho provisório na cidade em que era obrigado a residir anteriormente devido às funções exercidas e contanto que antes da nova designação não tenha procedido à sua reinstalação.   Artigo 7o  O membro do Tribunal de Contas que, no exercício das suas funções, tenha de se deslocar para fora do local de trabalho provisório do Tribunal, beneficia:  a) Do reembolso das despesas de viagem;  b) Do reembolso das despesas de hotel (quarto, serviço e taxas, com exclusão de quaisquer outras despesas);  c) De um subsídio de 800 francos belgas por dia complèto de deslocação; este subsídio eleva-se a 1 500 francos belgas nas deslocações fora da Europa.   Artigo 8o  1. A contar do primeiro dia do mês seguinte à cessação de funções e durante um período de três anos, o ex-membro do Tribunal de Contas aufere um subsídio mensal, cujo montante é fixado em:  - 35 % do vencimento-base que auferia no momento da cessação de funções, se o período durante o qual tiver exercido funções for inferior a dois anos,  - 40 % do mesmo vencimento, se o referido período for superior a dois anos e inferior a três anos,  - 45 % do mesmo vencimento, se o referido período for superior a três anos e inferior a cinco anos,  - 50 % do mesmo vencimento, se o referido período for superior a cinco anos e inferior a dez anos,  - 55 % do mesmo vencimento, se o referido período for superior a dez anos e inferior a quinze anos,  - 60 % do mesmo vencimento nos restantes casos.  2. O direito ao subsídio extingue-se, se o ex-membro do Tribunal de Contas for investido em novas funções numa das instituições das Comunidades, ou se vier a falecer. Em caso de exercício de novas funções, o pagamento deste subsídio é efectuado até à  data da entrada em funções; em caso de falecimento, o último pagamento faz-se relativamente ao mês no decurso do qual sobreveio a morte.  3. Se, durante este período de três anos, o interessado exercer novas funções, a remuneração mensal bruta, isto é, antes da dedução dos impostos, que receber em novas funções, é deduzida do subsídio previsto no no 1, na medida em que a referida  remuneração acumulada com o subsídio ultrapasse os montantes, antes de deduzido o imposto, que o interessado auferia no exercício das suas funções de membro do Tribunal de Contas, em conformidade com o disposto nos artigos 2o, 3o e 4o. Para determinação  do montante da remuneração auferida em novas funções, devem tomar-se em consideração todos os elementos de remuneração, à excepção dos que correspondam a reembolsos de despesas.  4. Aquando da cessação de funções, posteriormente, em 1 de Janeiro de cada ano, e aquando de qualquer alteração da sua situação pecuniária, o membro do Tribunal de Contas envia ao Presidente deste último a declaração do conjunto de elementos de  remuneração de natureza profissional que aufere, à excepção dos que correspondam a um reembolso de despesas.  Os rendimentos que foram legalmente acumulados pelo ex-membro no exercício das suas funções de membro do Tribunal de Contas não são deduzíveis do subsídio transitório.  Esta declaração, feita sob compromisso de honra, tem carácter confidencial. As informações que contiver, não podem ser utilizadas para fins diferentes dos previstos no presente regulamento nem ser comunicadas a terceiros.  5. No decurso do período de três anos mencionado no no 1, o ex-membro do Tribunal de Contas beneficia das prestações familiares previstas no artigo 3o.   Artigo 9o  1. Após a cessação das suas funções, os membros do Tribunal de Contas têm direito a uma pensão vitalícia pagável a partir do dia em que completarem 65 anos.  2. Os membros do Tribunal de Contas podem, todavia, pedir para entrar no gozo da pensão a partir dos 60 anos de idade. Neste caso, a pensão fica sujeita a um coeficiente de redução determinado de acordo com o quadro seguinte:  60 anos: 0,70 61 anos: 0,75 62 anos: 0,80 63 anos: 0,87 64 anos: 0,95   Artigo 10o  A pensão eleva-se por cada ano completo de funções, a 4,50 % do último vencimento-base auferido e, por cada mês completo, de um duodécimo deste montante. O montante máximo da pensão é de 70 % do último vencimento-base auferido.  Quando o interessado tiver exercido funções de Presidente e as de outro membro do Tribunal de Contas, o vencimento a tomar em consideração para o cálculo da pensão tem em conta proporcionalmente os períodos em que o interessado tiver exercido as suas  diversas funções.   Artigo 11o  O membro do Tribunal de Contas que sofra de uma invalidez considerada total e que o coloque na impossibilidade de exercer as suas funções e que, por este motivo, peça a exoneração ou seja demitido, beneficia, a partir da data da exoneração  ou da demissão, do regime seguinte:  a) Se esta invalidez for reconhecida como permanente, tem direito a uma pensão vitalícia calculada nos termos previstos no artigo 10o, de um mínimo de 30 % di último vencimento-base auferido. Tem direito à pensão máxima se a incapacidade resultar de uma  enfermidade ou de uma doença contraída por ocasião do exercício das suas funções;  b) Se esta invalidez for temporária, tem direito, até à sua cura, a uma renda igual a 60 % do último vencimento-base auferido quando a enfermidade ou doença tiver sido contraída por ocasião do exercício das suas funções e a 30 % nos restantes casos. A  renda é substituída por uma pensão vitalícia, calculada nos termos do artigo 10o, quando o beneficiário da renda tiver completado 65 anos de idade, ou desde que tenham decorrido sete anos sobre o início da atribuição da renda.   Artigo 12o  O membro do Tribunal de Contas beneficia do regime de segurança social previsto no Estatuto dos Funcionários das Comunidades Europeias no que respeita à cobertura dos riscos de doença, doença profissional e acidente, assim como às prestações  em caso de nascimento ou morte.  O presente artigo é igualmente aplicável aos ex-membros do Tribunal de Contas que beneficiem quer do regime de pensões previsto no artigo 9o, quer do subsídio transitório previsto no artigo 8o. Este parágrafo não é contudo aplicável relativamente à  cobertura de riscos já abrangidos por um outro regime de segurança social de que beneficiasse o ex-membro do Tribunal de Contas.   Artigo 13o  Quando a causa de invalidez ou morte for imputável a um terceiro, as Comunidades ficam, até ao limite das obrigações que para elas decorrem do presente regime de pensões, subrogadas ao membro do Tribunal de Contas, ou aos seus sucessores, na  sua acção contra o terceiro responsável.   Artigo 14o  O subsídio transitório previsto no artigo 8o, a pensão prevista no artigo 9o e as pensões e rendas previstas no artigo 11o não podem ser acumulados. Quando o membro do Tribunal de Contas puder reclamar o benefício simultâneo de duas ou  várias disposições acima anunciadas, só lhe é aplicável a disposição mais favorável.   Artigo 15o  Quando o membro do Tribunal de Contas falecer antes do termo do exercício das suas funções, o cônjuge sobrevivo, ou os filhos a cargo, beneficiam, até ao fim do terceiro mês posterior à morte, da remuneração a que o membro do Tribunal de  Contas teria tido direito com base nos artigos 2o, 3o e 4o.  1. A viúva e os filhos a cargo de um membro ou ex-membro do Tribunal de Contas, com direito à pensão à data da sua morte, beneficiam de uma pensão de sobrevivência.  Esta pensão é igual:  - para a viúva, a 60 % - para cada órfão de pai, a 10 % - para cada órfão de pai e mae, a 20 % da pensão adquirida em aplicação do artigo 10o pelo membro ou pelo ex-membro do Tribunal de Contas à data da sua morte. Todavia, se o membro do Tribunal de Contas tiver falecido durante o período de exercício das suas funções, a pensão de sobrevivência  para a viúva será igual a 36 % do vencimento-base auferido à data da morte desse membro dó Tribunal de Contas.  2. O total das pensões de sobrevivência assim concedidas não pode ultrapassar o montante da pensão do membro ou ex-membro do Tribunal de Contas com base na qual são fixadas. Se for caso disso, o montante máximo das pensões de sobrevivência susceptíveis  de ser concedidas é repartido entre os interessados na proporção das percentagens acima previstas.  3. As pensões de sobrevivência são concedidas a partir do primeiro dia do mês civil seguinte à morte. Todavia, em caso de aplicação do artigo 15o, a entrada no gozo das pensões é diferida para o primeiro dia do quarto mês posterior ao da morte.  4. Em caso de morte do sucessor, o direito à pensão de sobrevivência extingue-se no fim do mês em que a morte tenha ocorrido. Por outro lado, o direito à pensão de órfão extingue-se no fim do mês em que o órfão complete 21 anos. Todavia, este direito  subsiste durante o tempo de formação profissional do órfão e, no máximo, até ao fim do mês em que complete 25 anos.  A pensão continua a ser paga ao órfão que, por motivo de uma doença ou de uma enfermidade, se encontre na impossibilidade de prover às suas necessidades.  5. Não é concedido qualquer direito à pensão de sobrevivência à mulher que tiver casado com um ex-membro do Tribunal de Contas, que tenha adquirido, à data do casamento, direitos à pensão com base no presente regulamento, nem aos filhos nascidos desta  união, salvo se a morte do ex-membro do Tribunal de Contas sobrevier após cinco anos de matrimónio.  6. A viúva que voltar a casar deixa de ter direito à pensão de sobrevivência. A viúva que voltar a casar beneficia do pagamento imediato de uma importância em dinheiro igual ao dobro do montante anual da pensão de sobreviência.   Artigo 17o  Em caso de demissão por falta grave, o membro do Tribunal de Contas perde todos os direitos ao subsídio transitório e à pensão de aposentação, sem que, todavia, os efeitos desta medida possam afectar os seus sucessores.   Artigo 18o  O Conselho, caso decida um aumento do vencimento-base, toma simultaneamente uma decisão sobre o aumento adequado das pensões adquiridas.   Artigo 19o  O pagamento das prestações previstas no presente regime de pensões constitui um encargo do orçamento das Comunidades. Os Estados-membros garantem colectivamente o pagamento das mesmas prestações, segundo o critério de repartição fixado para  o financiamento destas despesas.   Artigo 20o  1. As importâncias devidas em consequência da aplicação dos artigos 2o, 3o, 4o, 6o, 12o e 15o são pagas na moeda do país do local de trabalho provisório do Tribunal de Contas.  2. As importâncias devidas a título dos artigos 8o, 9o, 11o e 16o são pagas, à escolha dos interessados, quer na moeda do país da sua nacionalidade, quer na moeda do país da sua residência, quer na moeda do país do local de trabalho provisório do  Tribunal de Contas, sendo a escolha válida, no mínimo, por dois anos.  No caso de nem o primeiro nem o segundo dos países referidos ser um dos países das Comunidades, as importâncias devidas são pagas na moeda do país do local de trabalho provisório do Tribunal de Contas.   Artigo 21o  O regulamento que fixa as condições e o processo de aplicação do imposto estabelecido em proveito das Comunidades é aplicável aos membros do Tribunal de Contas.   Artigo 22o  O presente regulamento entra em vigor no dia da sua publicação no Jornal Oficial das Comunidades Europeias.  O presente regulamento é obrigatório em todos os seus elementos e directamente aplicável em todos os Estados-membros.  Feito no Luxemburgo em 18 de Outubro de 1977.  Pelo Conselho O Presidente H. SIMONET