CELEX: 31992D0023
Language: pt
Date: 1991-11-13 00:00:00
Title: 92/23/CEE: Decisão da Comissão, de 13 de Novembro de 1991, relativa às condições de sanidade animal e aos certificados de polícia sanitária respeitantes às importações de carne fresca do Reino da Suazilândia

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31992D0023

92/23/CEE: Decisão da Comissão, de 13 de Novembro de 1991, relativa às condições de sanidade animal e aos certificados de polícia sanitária respeitantes às importações de carne fresca do Reino da Suazilândia  

Jornal Oficial nº L 010 de 16/01/1992 p. 0040 - 0045 Edição especial finlandesa: Capítulo 3 Fascículo 40 p. 0075  Edição especial sueca: Capítulo 3 Fascículo 40 p. 0075 

DECISÃO DA COMISSÃO  de 13 de Novembro de 1991  relativa às condições de sanidade animal e aos certificados de polícia sanitária respeitantes às importações de carne fresca do Reino da Suazilândia  (92/23/CEE)A COMISSÃO DAS COMUNIDADES  EUROPEIAS,  Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Económica Europeia,  Tendo em conta a Directiva 72/462/CEE do Conselho, de 12 de Dezembro de 1972, relativa aos problemas sanitários e de polícia sanitária aquando da importação de animais das espécies bovina, suína, ovina e caprina e de carnes frescas ou de produtos à base  de carne provenientes de países terceiros (1), com a última redacção que lhe foi dada pela Directiva 91/497/CEE (2), e, nomeadamente, os seus artigos 14o, 15o e 16o,  Considerando que no seguimento de uma missão veterinária da Comunidade se concluiu que a situação de sanidade animal na Suazilândia é geralmente satisfatória e completamente controlada por serviços veterinários bem estruturados e organizados,  nomeadamente no que diz respeito às doenças transmissíveis através da carne;  Considerando que, de forma a evitar qualquer perturbação no comércio entre determinados Estados-membros e a Suazilândia, a Comissão adoptou, através da Decisão 82/131/CEE (3), medidas de protecção sanitária relativamente às importações de carne fresca a  partir daquele país;  Considerando que as condições de sanidade animal e de certificação de polícia sanitária das importações de carne fresca a partir da Suazilândia devem ser estabelecidas neste momento a nível comunitário e, por conseguinte, deve ser revogada a Decisão  82/131/CEE;  Considerando que se verificaram de tempos a tempos focos de febre aftosa em algumas parcelas do território da Suazilândia; que, todavia, outras parcelas do mesmo país estão isentas da doença há mais de 12 meses;  Considerando que a vacinação contra a estirpe SAT da febre aftosa é efectuada em algumas áreas da Suazilândia; que, todavia, tal vacinação está limitada às regiões da Suazilândia conhecidas como área de vacinação contra a febre aftosa situada a leste  das vedações da « linha vermelha » que se estende em direcção ao norte, do rio Usutu até à fronteira sul-africana, a oeste de Nkalashane;  Considerando que são aplicadas medidas rigorosas, nomeadamente, a proibição ou o controlo das movimentações de efectivos; que determinadas regiões onde se procede à vacinação estão claramente demarcadas das regiões isentas da doença;  Considerando que são aplicadas medidas em todo o território para controlar os movimentos dos efectivos e para detectar qualquer foco da doença;  Considerando que, além disso, as autoridades responsáveis da Suazilândia confirmaram que a Suazilândia está isenta há pelo menos 12 meses da peste bovina e que não se procedeu a qualquer vacinação contra aquela doença neste período de tempo;  Considerando que as autoridades veterinárias responsáveis da Suazilândia se comprometeram a notificar a Comissão das Comunidades Europeias e os Estados-membros, por telex, telefax ou telegrama dentro de 24 horas após a confirmação de ocorrência de  qualquer caso das doenças supracitadas ou a adopção ou alteração da vacinação contra estas;  Considerando que as condições de sanidade animal e de certificação de polícia sanitária devem ser adoptadas em conformidade com a situação de sanidade animal dos países não membros envolvidos;  Considerando que as medidas estabelecidas na presente decisão estão em conformidade com o parecer do Comité Veterinário Permanente,  ADOPTOU A PRESENTE DECISÃO:  Artigo 1o  1. Os Estados-membros autorizarão a importação das seguintes categorias de carne fresca a partir da Suazilândia:  a) Carne fresca desossada, com exclusão das miudezas de animais domésticos da espécie bovina, das áreas da Suazilândia, com exclusão da área de vacinação contra a febre aftosa situada a leste das vedações da « linha vermelha » que se estende em direcção  ao norte, do rio Usutu até à fronteira sul-africana, a oeste de Nkalashane, que apresente as garantias estabelecidas no certificado de polícia sanitária que acompanha os animais, correspondente ao espécime que consta do anexo A;  b) Carne fresca de solípedes domésticos que apresente as garantias estabelecidas no certificado de polícia sanitária que acompanha os animais, e que corresponde ao espécime que consta do anexo B.  2. Os Estados-membros assegurar-se-ao de que a carne fresca desossada referida no no 1, alínea a), não dará entrada no território do Estado-membro importador durante, pelo menos, 21 dias a partir da data do abate.  3. Os Estados-membros proibirão a importação das categorias de carne fresca provenientes da Suazilândia que não aquelas referidas no no 1.  Artigo 2o  Fica revogada a Decisão 82/131/CEE da Comissão.  Artigo 3o  A presente decisão é aplicável a partir de 1 de Janeiro de 1992.  Artigo 4o  Os Estados-membros são os destinatários da presente decisão. Feito em Bruxelas, em 13 de Novembro de 1991. Pela Comissão  Ray MAC SHARRY  Membro da Comissão   (1) JO no L 302 de 31. 12. 1972, p. 28. (2) JO no L 268 de 24. 9. 1991, p. 69. (3) JO no L 60 de 3. 3. 1982, p. 12.    ANEXO A  CERTIFICADO DE POLÍCIA SANITÁRIA  relativo a carne fresca desossada (1) de animais domésticos da espécie bovina, com excepção de miudezas, destinadas à Comunidade Económica Europeia  País de destino:  Número de referência do certificado de salubridade (2):  País exportador: Reino da Suazilândia (com exclusão da área de vacinação contra a febre aftosa situada a leste das vedações da « linha vermelha » que se estende em direcção ao norte, do rio Usutu até à fronteira sul-africana, a oeste de Nkalashane)  Ministério:  Serviço:  Referências:  (facultativo)  I. Identificação das carnes  Carnes de animais domésticos da espécie bovina  Natureza das peças (3):  Natureza da embalagem:  Número de peças ou de unidades de embalagem:  Peso líquido:  II. Proveniência das carnes  Endereço(s) e número(s) da autorização veterinária do(s) matadouro(s) autorizado(s) (2):  Endereço(s) e número(s) da autorização veterinária do(s) estabelecimento(s) de corte autorizado(s) (2):  Endereço(s) e número(s) da autorização veterinária do(s) entreposto(s) frigorífico(s) aprovado(s) (2):  III. Destino das carnes  As carnes são expedidas de:  (lugar de expedição)  para:  (país e lugar de destino)  Pelo seguinte transporte (4):  Nome e endereço do expedidor:  Nome e endereço do destinatário:  IV. Atestado sanitário  O veterinário oficial abaixo assinado certifica que:  1. A carne fresca desossada acima descrita provém:  a) De animais nascidos e criados no território do Reino da Suazilândia e que permaneceram na área não vacinada a oeste das vedeções da « linha vermelha » que se estende em direcção ao norte, do rio Usutu até à fronteira sul-africana, a oeste de  Nkalashane durante, pelo menos, 12 meses antes do abate, ou desde o nascimento, nos casos de animais com menos de 12 meses de idade;  b) De animais que apresentam uma marca que, de acordo com as disposições legais, indica a sua região de origem;  c) De animais que não foram vacinados contra a febre aftosa durante os últimos 12 meses;  d) De animais que, durante o seu encaminhamento para o matadouro ou antes do abate não estiveram em contacto com animais cuja carne não satisfaz as condições exigidas pelas decisões da Comunidade Económica Europeia em vigor, para que a respectiva carne  possa ser exportada para um Estado-membro; se tiverem sido encaminhados em veículo ou contentor, este foi limpo e desinfectado antes do carregamento;  e) De animais que, aquando da inspecção sanitária ante mortem no matadouro, no decurso das 24 horas anteriores ao abate, foram nomeadamente objecto de um exame à boca e aos cascos, no decurso do qual não foi verificado qualquer sintoma de febre aftosa;   f) De animais que foram abatidos em dias diferentes daqueles em que foram abatidos animais cuja carne não satisfaz as condições exigidas para ser exportada para a Comunidade Económica Europeia;  g) De animais que foram abatidos entre e (data do abate).  2. A carne fresca, desossada, acima descrita:  a) Provém de carcaças que foram submetidas a um processo de maturação à temperatura ambiente superior a + 2 °C durante, pelo menos, 24 horas após o abate e antes da desossagem;  b) Sofreu extracção dos principais gânglios linfáticos acessíveis;  c) Esteve instalada em todas as fases de produção, de desossagem, e de armazenagem, em locais nitidamente separados daqueles em que esteve instalada a carne que não satisfaz as condições exigidas pelas decisões da Comunidade Económica Europeia em vigor,  para ser exportada para um Estado-membro (com excepção de carne embalada em caixas ou cartões e mantida em áreas especiais de armazenagem).    Feito em ,  (local)  em  (data)   Carimbo  (assinatura do veterinário oficial)  (nome em maiúsculas, categoria e diplomas do signatário)    (1) Entende-se por carne fresca qualquer parte proveniente de solípedes domésticos própria para consumo e que não tenha sido submetida a qualquer tratamento destinado a assegurar a sua conservação; todavia, as carnes refrigeradas e congeladas são  consideradas como carne fresca.  (2) Facultativo, se o país de destino autorizar a importação de carne fresca para usos diferentes do consumo humano, de acordo com a alínea a) do artigo 19o da Directiva 72/462/CEE.  (3) Relativamente aos vagões e camiões, indicar o número da chapa de matrícula; para os aviões, o número do voo; para os navios, o nome do navio.   (1) Entende-se por carne fresca qualquer parte proveniente de animais domésticos da espécie bovina, com exclusão de miudezas, própria para o consumo, que não tenha sido submetida a qualquer tratamento destinado a assegurar a sua conservação;  todavia, as carnes tratadas pelo frio são consideradas carnes frescas. (2) Facultativo, se o país de destino autorizar a importação de carne fresca para usos diferentes do consumo humano, de acordo com a alínea a) do artigo 19o da Directiva 72/462/CEE.  (3) A importação de carne desossada de bovino só é autorizada se todos os ossos e principais gânglios linfáticos tiverem sido retirados. (4) Relativamente aos vagões e camiões, indicar o número da chapa de matrícula; para os aviões, o número do voo;  para os navios, o nome do navio.    ANEXO B  CERTIFICADO DE POLÍCIA SANITÁRIA  relativo a carne fresca (1), de solípedes domésticos, destinada à Comunidade Económica Europeia  País de destino:  Número de referência do certificado de salubridade (2):  País exportador: Reino da Suazilândia  Ministério:  Serviço:  Referências:  (facultativo)  I. Identificação das carnes  Carne de solípedes domésticos:  Natureza das peças:  Natureza da embalagem:  Número de peças ou de unidades de embalagem:  Peso líquido:  II. Proveniência das carnes  Endereço(s) e número(s) da autorização veterinária do(s) matadouro(s) autorizado(s) (2):  Endereço(s) e número(s) da autorização veterinária do(s) estabelecimento(s) de corte autorizado(s) (2):  Endereço(s) e número(s) da autorização veterinária do(s) entreposto(s) frigorífico(s) aprovado(s) (2):  III. Destino das carnes  As carnes são expedidas de:  (lugar de expedição)  para:  (país e lugar de destino)  Pelo seguinte meio de transporte (3):  Nome e endereço do expedidor:  Nome e endereço do destinatário:  IV. Atestado sanitário  O veterinário oficial abaixo assinado certifica que a carne fresca acima descrita provém de animais que permaneceram no território do Reino da Suazilândia pelo menos no período de três meses que precederam o abate, ou desde o nascimento, no caso de  animais com menos de três meses de idade.    Feito em ,  (local)  em  (data)   Carimbo  (assinatura do veterinário oficial)  (nome em maiúsculas, categoria e diplomas do signatário)