CELEX: 51996PC0170(01)
Language: pt
Date: 1996-05-20
Title: Proposta de Directiva do Conselho que fixa os princípios relativos à organização dos controlos veterinários dos produtos provenientes de países terceiros introduzidos na Comunidade

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51996PC0170(01)

Proposta de Directiva do Conselho que fixa os princípios relativos à organização dos controlos veterinários dos produtos provenientes de países terceiros introduzidos na Comunidade  /* COM/96/0170 FINAL - CNS 96/0109 */  

Jornal Oficial nº C 245 de 23/08/1996 p. 0009

Proposta de directiva do Conselho que fixa  os princípios relativos à organização dos controlos veterinários dos produtos provenientes de  países terceiros introduzidos na Comunidade(96/C  245/05)COM(96) 170 final - 96/0109(CNS) (Apresentada pela Comissão em 21 de Maio de 1996)O CONSELHO DA UNIÃO EUROPEIA, Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Europeia e, nomeadamente, o seu artigo 43º, Tendo em conta a proposta da Comissão, Tendo em conta o parecer do Parlamento Europeu, Tendo em conta o parecer do Comité Económico e Social, Considerando que os produtos animais ou de origem animal e os produtos vegetais sujeitos a um  controlo destinado a evitar a propagação de doenças contagiosas nos animais constam da lista do  anexo II do Tratado; Considerando que a fixação, do nível comunitário, dos princípios relativos à organização dos  controlos veterinários dos produtos provenientes de países terceiros contribui para garantir a  segurança dos aprovisionamentos e assegurar a estabilização dos mercados, harmonizando  simultaneamente as medidas necessárias para garantir a protecção da saúde das pessoas e dos  animais; Considerando que a criação dos mercado interno veio reforçar a necessidade do estabelecimento de  princípios comuns relativos aos controlos veterinários, dado que os controlos nas fronteiras  internas foram abolidos; Considerando que, desde o momento em que a Directiva 90/675/CEE do Conselho, de 10 de Dezembro de  1990, que fixa os princípios relativos à organização dos controlos veterinários dos produtos  provenientes de países terceiros introduzidos na Comunidade  (1) produziu efeitos, se registou uma  evolução da aplicação da mesma e se adquiriram novas experiências; que num intuito de  transparência, é necessário alterar aquela directiva; Considerando que devem ser estabelecidas condições harmonizadas de importação, na Comunidade,  relativamente a todos os produtos de origem animal provenientes de países terceiros; que, por esse  motivo, deve ser aplicado um regime único de controlo desses produtos e introduzidas as adaptações  correspondentes; Considerando que, de acordo com o novo sistema de controlos veterinários, apenas devem ser  efectuados um controlo documental e um controlo físico; que, por essa razão, o controlo de  identidade deveria ser suprimido; Considerando que devem ser estabelecidas normas aplicáveis às remessas introduzidas na Comunidade  sem terem sido apresentadas para controlo veterinário num posto de inspecção fronteiriço; Considerando que, em certos casos, os Estados-membros podem estabelecer exigências adicionais para  a importação de produtos; que o Estado-membro de chegada deve ter em conta essas exigências  nacionais adicionais aquando da realização dos controlos; Considerando que, em caso de transbordo por via marítima ou aérea de produtos com destino final na  Comunidade, devem ser estabelecidas normas precisas quanto ao local onde são efectuados os  controlos; que, por conseguinte, os controlos serão, em princípio, efectuados no posto de inspecção  fronteiriço de destino; Considerando que a legislação comunitária exige que certos produtos sejam acompanhados desde a  chegada à Comunidade até ao local do destino, a fim de proteger a saúde pública e a sanidade  animal; que, por conseguinte, devem ser fixadas normas rigorosas; Considerando que devem ser estabelecidas normas rigorosas relativamente aos produtos que chegam à  fronteira da Comunidade, mas cujo destino final não é a Comunidade, a fim de garantir que estes  produtos abandonem o território da Comunidade; Considerando que deve proceder-se a uma separação entre os produtos que satisfazem as exigências  comunitárias e os que não as satisfazem; que, para ter em conta essas diferenças, devem ser  estabelecidos sistemas de controlo separados; Considerando que o fornecimento de produtos de origem animal a meios de transporte marítimos ou  aéreos destinados ao consumo pela tripulação e passageiros tem uma importância comercial  considerável na Comunidade; que, muitas vezes, esses produtos não satisfazem as exigências  comunitárias; que devem, portanto, ser estabelecidas normas rigorosas destinadas a proteger a saúde  pública e a sanidade animal; Considerando que um produto comunitário que seja rejeitado por um país terceiro e reexpedido para a  Comunidade deve ser considerado como não satisfazendo já as exigências comunitárias; que, devem,  por conseguinte ser estabelecidas normas rigorosas nesta matéria destinadas a proteger a saúde  pública e a sanidade animal; Considerando que devem ser estabelecidas normas de protecção adicionais, a fim de evitar as fraudes  e prever medidas harmonizadas aplicáveis a acções fraudulentas e irregularidades; Considerando que a Directiva 90/675/CEE foi, por diversas vezes, substancialmente alterada; que,  tendo em conta a necessidade de introduzir novas alterações é, por conseguinte, conveniente, num  intuito de clareza e racionalidade, revogar e substituir a referida directiva, ADOPTOU A PRESENTE DIRECTIVA: Artigo 1º Os Estados-membros efectuarão os controlos veterinários de produtos  provenientes de países terceiros introduzidos num dos territórios constantes do anexo I, em  conformidade com a presente directiva. Artigo 2º 1.  Para efeitos da presente directiva, são aplicáveis, na medida do necessário, as  definições constantes do artigo 2º das Directivas 89/662/CEE  (1) e 90/425/CEE  (2) do Conselho,  respectivamente. 2.  Além disso, entende-se por: a) «Produtos»: os produtos de origem animal referidos nas Directivas 89/662/CEE e 90/425/CEE,  incluindo os subprodutos de origem animal não abrangidos pelo anexo II do Tratado, ou, nas  circunstâncias descritas no artigo 18º: - peixes frescos imediatamente desembarcados dos navios de pesca, - determinados produtos vegetais; b) «Controlo documental»: a verificação do(s) certificado(s) ou documento(s) veterinário(s), ou  outro(s) documento(s) que acompanham uma remessa; c) «Controlo físico»: - a verificação da concordância entre o(s) certificado(s) ou documento(s) veterinário(s) ou  outro(s) documento(s) previsto(s) na legislação veterinária e o produto, - a verificação do próprio produto, que pode incluir controlos da embalagem e da temperatura, bem  como a amostragem e testes laboratoriais; d) «Declarante»: qualquer pessoa singular ou colectiva que apresente os produtos para efeitos de  introdução num dos territórios constantes do anexo I; e) «Remessa»: uma quantidade de produtos da mesma natureza e abrangidos pelo(s) memos(s)  certificado(s) ou documento(s) veterinário(s) ou outro(s) documento(s) previsto(s) na legislação  veterinária, transportada pelo mesmo meio de transporte e proveniente do mesmo país terceiro ou  parte de país terceiro; f) «Posto de inspecção fronteiriço»: qualquer posto de inspecção, designado e aprovado em  conformidade com o artigo 6º para a realização dos controlos veterinários dos produtos provenientes  de países terceiros que cheguem à fronteira de um dos territórios constantes do anexo I; g) «Importação»: o desalfandegamento para admissão em livre prática; h) «Condições de importação»: as exigências veterinárias relativas a produtos a importar conforme  previstas na legislação comunitária; i) «Autoridade competente»: a autoridade central de um Estado-membro, com competência para efectuar  os controlos veterinários ou zootécnicos, ou qualquer autoridade em que aquela tenha delegado a sua  competência. CAPÍTULO I Organização e efeitos dos controlos Artigo 3º 1.  Os Estados-membros assegurarão que  as remessas provenientes de países terceiros não sejam introduzidas num dos territórios constantes  do anexo I sem terem sido submetidas aos controlos veterinários necessários. 2.  Os Estados-membros assegurarão que as remessas sejam introduzidas num dos territórios  constantes do anexo I apenas através de um posto de inspecção fronteiriço. À chegada a um dos  territórios constantes do anexo I, cada remessa será directamente encaminhada para o posto de  inspecção fronteiriço mais próximo, a fim de aí ser imediatamente submetida aos controlos  veterinários. 3.  Os Estados-membros assegurarão que os declarantes sejam obrigados a comunicar antecipadamente  ao pessoal veterinário do posto de inspecção fronteiriço, em que os produtos sejam apresentados as  informações relativas à remessa. 4.  As autoridades aduaneiras só autorizarão o destino aduaneiro previsto das remessas, em  conformidade com o certificado referido no nº 1 do artigo 5º5.  As normas de execução do presente  artigo serão adoptadas de acordo com o processo previsto no artigo  26ºArtigo 4º 1.  Cada  remessa deve ser submetida a controlos veterinários, efectuados por pessoal da autoridade  competente sob a responsabilidade do veterinário oficial, no posto de inspecção fronteiriço  referido no nº 2 do artigo 3º2.  Para cada remessa, o veterinário oficial consultará, com base nas  informações referidas no nº 3 do artigo 3º, a base de dados referida no anexo I da Decisão  92/438/CEE do Conselho relativa à informatização dos processos veterinários de importação  (1).  Além disso, relativamente a cada remessa apresentada para importação num dos territórios referidos  no anexo I da presente directiva, o veterinário oficial consultará a base de dados referida no  anexo II da Decisão 92/438/CEE. 3.  Cada remessa será submetida a um controlo documental, independentemente do seu destino  aduaneiro, a fim de determinar que: a) As informações constantes do(s) certificado(s) ou documentos(s) veterinário(s) ou outro(s)  documento(s) correspondem às informações referidas no nº 3 do artigo 3º; b) Em caso de importação, os dados constantes do(s) certificado(s) ou documento(s) oferecem as  garantias exigidas. 4.  O veterinário oficial deve, sempre que exigido pela presente directiva, efectuar um controlo  físico com base numa amostra representativa da remessa, a fim de: a) Verificar que os produtos correspondem aos certificado(s) ou documento(s) veterinário(s) ou  outro(s) documento(s) que os acompanham e ostentam os carimbos ou marcas exigidos pela legislação  veterinária; b) Verificar que os produtos se encontram num estado compatível com o destino especificado no  certificado ou documento que os acompanha; c) Proceder aos testes laboratoriais a efectuar no local; d) Colher quaisquer amostras oficiais necessárias e mandar analisá-las o mais rapidamente  possível. 5.  As normas de execução do presente artigo serão adoptadas de acordo com o processo previsto no  artigo  26ºArtigo 5º 1.  Após a realização dos controlos veterinários necessários, o veterinário  oficial emitirá, em relação à remessa de produtos em causa, um certificado comprovativo dos  controlos efectuados e do qual conste o local de destino previsto. 2.  O documento referido no nº 1 deve acompanhar a remessa: - enquanto esta permanecer sob controlo aduaneiro, ou- em caso de importação, até ao primeiro  estabelecimento, em conformidade com a Directiva 89/662/CEE, ou até ao primeiro centro ou  organização de destino, em conformidade com a Directiva 90/425/CEE. 3.  Se a remessa for dividida, o disposto no nº 1 será aplicável a cada uma das partes. 4.  As normas de execução do presente artigo serão adoptadas de acordo com o processo previsto no  artigo  26ºArtigo 6º 1.  Os postos de inspecção fronteiriços devem: a) Estar situados na proximidade imediata do ponto de entrada num dos territórios constantes do  anexo I e numa zona designada ou aprovada pelas autoridades aduaneiras em conformidade com o nº 1,  alínea a), do artigo 38º do Regulamento (CEE) nº 2913/92 do Conselho  (1); Contudo, caso seja necessário devido a limitações geográficas (cais de desembarque, estação de  caminhos-de-ferro, colos) pode ser tolerado um posto de inspecção fronteiriço a uma determinada  distância do ponto de entrada; b) Estar sob a autoridade de um veterinário oficial que assuma efectivamente a responsabilidade dos  controlos. O veterinário oficial pode ser coadjuvado por auxiliares formados especialmente para  esse efeito. O veterinário oficial velará por que seja efectuada a actualização das bases de dados referidas no  nº 1, terceiro travessão, do artigo 1º da Decisão 92/438/CEE; c) - ser propostas pelo Estado-membro, - ser inspeccionados pela Comissão em colaboração com a autoridade competente do Estado-membro, - ser aprovados de acordo com o processo previsto no artigo 26º2.  Será estabelecida e publicada  pela Comissão uma lista dos postos de inspecção fronteiriços aprovados. 3.  Na pendência da adopção da lista prevista no nº 2, a lista actualmente em vigor continua a ser  aplicável. 4.  As normas de execução do presente artigo serão adoptadas de acordo com o processo previsto no  artigo 26ºArtigo 7º 1.  Cada remessa destinada a ser importada num dos territórios referidos no  anexo I deve ser acompanhada do(s) certificado(s) veterinário(s) original(ais) ou do(s)  documento(s) veterinário(s) original(ais) ou de outro(s) documento(s) original(ais) exigidos na  legislação veterinária. O(s) certificado(s) ou documento(s) original(ais) permanecerão no posto de  inspecção fronteiriço. 2.  Cada remessa de produtos proveniente de um país terceiro destinada a importação num dos  territórios constantes do anexo I deve ser submetida a um controlo físico. 3.  As autoridades aduaneiras só autorizarão a importação de remessas de produtos se - sem prejuízo  das regulamentações aduaneiras e das disposições especiais a adoptar em conformidade com o artigo  17º - tiverem sido apresentadas provas de que os controlos veterinários adequados foram efectuados,  com resultados satisfatórios, e pagos e de que o certificado adequado foi emitido em conformidade  com o artigo 5º4.  Se a remessa satisfizer as condições de importação, o veterinário oficial  fornecerá à pessoa interessada uma cópia autenticada do(s) certificado(s) ou documento(s)  original(ais) e emitirá um certificado que ateste que a remessa satisfaz as referidas condições em  conformidade com o nº 1 do artigo 5º5.  O comércio dos produtos referidos nas Directivas  89/662/CEE e 90/425/CEE e autorizados num dos territórios constantes do anexo I da presente  directiva será efectuado em conformidade com as regras estabelecidas nas referidas directivas, em  especial no capítulo II. 6.  As normas de execução do presente artigo serão adoptadas de acordo com o processo previsto no  artigo  26ºArtigo 8º 1.  No caso de: - os produtos se destinarem a um Estado-membro ou a uma região com exigências específicas, - terem sido colhidas amostras mas os resultados não serem conhecidos no momento da partida do meio  de transporte do posto de inspecção fronteiriço, - se tratar de importações autorizadas para fins específicos, devem ser comunicadas à autoridade competente, através da rede ANIMO, essas informações  suplementares. 2.  Cada remessa de produtos referida no nº 1, primeiro e terceiro travessões, destinada a outro  Estado-membro, será submetida ao controlo documental e físico no posto de inspecção fronteiriço  situado no território do Estado-membro em que os produtos são introduzidos, a fim de verificar,  nomeadamente, se os produtos em causa satisfazem as regras do Estado-membro ou zona de destino. 3.  Os Estados-membros assegurarão que, no caso de produtos referidos no nº 1, primeiro e terceiro  travessões, introduzidos num Estado-membro que não o de destino, sejam tomadas todas as medidas  necessárias para garantir que a remessa em questão chegue ao Estado-membro de destino previsto. 4.  Os produtos que, em conformidade com a legislação comunitária, devem ser acompanhados do posto  de inspecção fronteiriço de chegada até ao estabelecimento no local de destino serão expedidos nas  seguintes condições: - as remessas em causa são transportadas entre o posto de inspecção fronteiriço de chegada e o  estabelecimento no local de destino sob o controlo das autoridades competentes, em veículos ou  contentores estanque por elas selados, - os produtos serão submetidos, no estabelecimento do local de destino, ao tratamento previsto pela  legislação comunitária aplicável, - o veterinário oficial do posto de inspecção fronteiriço em causa informará o veterinário oficial  do local de destino através da rede ANIMO. Os Estados-membros apresentarão à Comissão a lista dos estabelecimentos aprovados acima referidos  para os produtos em causa, em conformidade com a legislação comunitária aplicável. A Comissão  adoptará a lista dos estabelecimentos aprovados e preverá a comunicação da lista actualizada aos  Estados-membros. 5.  As normas de execução do presente artigo serão adoptadas de acordo com o processo previsto no  artigo  26ºArtigo 9º 1.  Em derrogação do nº 2 do artigo 3º, o controlo físico das remessas  destinadas a ser importadas num dos territórios referidos no anexo I e que cheguem ao posto de  inspecção fronteiriço de um porto ou aeroporto num dos territórios referidos no anexo I será  efectuado no posto de inspecção fronteiriço de destino, desde que o transporte seja efectuado por  via marítima ou aérea. Os processos a seguir no posto de inspecção fronteiriço referido no nº 2 do  artigo 3º são: a) Caso a remessa não seja descarregada, a autoridade competente pode efectuar controlos  documentais aleatórios dos produtos, com base no certificado ou documento veterinário original ou  noutro documento, ou numa cópia autenticada destes. Caso tenha sido efectuado um controlo  documental, a autoridade competente deve emitir o certificado referido no nº 1 do artigo 5º que  ateste os resultados desse controlo às autoridades aduaneiras do porto ou aeroporto de destino; b) Caso a remessa seja objecto de transbordo de um avião ou de um navio para outro dentro da zona  da alfândega do mesmo porto ou aeroporto, a autoridade competente deve ser informada e pode  efectuar um controlo documental dos produtos com base nos documentos referidos na alínea a); c) Caso a remessa seja descarregada e armazenada temporariamente sob controlo da autoridade  competente na zona da alfândega do porto ou aeroporto para posterior envio para outro Estado-membro  por transporte marítimo ou aéreo, a autoridade competente realizará um controlo documental dos  produtos com base nos documentos referidos na alínea a); em casos excepcionais que possam  constituir um risco para a saúde pública ou para a sanidade animal, ou quando existam suspeitas de  irregularidades, pode ser efectuado um controlo físico. 2.  As normas de execução do presente artigo serão adoptadas de acordo com o processo previsto no  artigo  26ºArtigo 10º 1.  A pedido de um Estado-membro, acompanhado dos elementos justificativos  necessários ou por sua própria iniciativa, a Comissão pode, de acordo com o processo previsto no  artigo 26º, determinar uma frequência de controlos físicos reduzida, em certas condições e, em  especial, em função dos resultados de controlos anteriores, relativamente a certos produtos  provenientes de determinados países terceiros ou regiões ou certos estabelecimentos de países  terceiros que ofereçam garantias satisfatórias em matéria de controlo na origem no que respeita a  produtos destinados a importação num dos territórios constantes do anexo I. 2.  Para a concessão destas derrogações, a Comissão tomará em consideração os seguintes critérios: a) Garantias oferecidas pelo referido país terceiro no que se refere à observância das exigências  comunitárias; b) Situação sanitária dos animais no país terceiro em causa; c) Informações sobre o estado sanitário geral do país; d) Natureza das medidas de controlo e de luta contra as doenças aplicadas pelo país terceiro; e) Estruturas, poderes, independência e competência dos serviços veterinários ou de outros serviços  competentes; f) Observância dos requisitos mínimos previstos na legislação comunitária em matéria de higiene de  produção; g) Legislação em matéria de autorização de determinadas substâncias e observância dos requisitos  previstos (na Directiva 96/.  .  ./CE do Conselho); h) Resultado das visitas de inspecção comunitária; i) Resultados dos controlos de importação efectuados; j) O tipo de produto ou produtos. 3.  Sem prejuízo do nº 1, também pode ser fixada uma redução da frequência de controlos físicos em  relação a um país terceiro no âmbito de um acordo veterinário bilateral. Artigo 11º 1.  Um Estado-membro autorizará o trânsito de remessas de um país terceiro para outro,  desde que esse trânsito seja previamente autorizado pelo veterinário oficial do posto de inspecção  fronteiriço do Estado-membro, em que a remessa entra num dos territórios constantes do anexo I, em  nome de todos os Estados-membros pelos quais os produtos transitarão. 2.  A autorização está sujeita às seguintes condições: a) As remessas apresentadas para trânsito no posto de inspecção fronteiriço devem ser acompanhadas  do(s) original(ais) do(s) certificado(s) ou documento(s) veterinário(s) ou de outro(s) documento(s)  pertinente(s) ou de cópias autenticadas; b) As remessas de produtos devem ser apresentadas no referido posto de inspecção fronteiriço para  serem submetidas ao controlo documental e à verificação de que a documentação se refere às remessas  apresentadas. Em caso excepcionais que possam constituir um risco para a saúde pública ou para a  sanidade animal, ou quando existam suspeitas de irregularidades, devem ser efectuados controlos  físicos. Podem ser concedidas pelas autoridades competentes derrogações dos controlos documentais e físicos  para transporte máritimo ou aéreo caso as remessas: - não sejam descarregadas, ou- sejam objecto de transbordo de um avião ou de um navio para outro,  dentro da zona da alfândega do mesmo porto ou aeroporto, ou- sejam descarregadas e armazenadas  temporariamente na zona da alfândega do porto ou aeroporto, sob controlo da autoridade competente; c) Caso transitem pelos territórios constantes do anexo  I, as remessas: - serão expedidas sob controlo aduaneiro para o local de saída da Comunidade, acompanhadas do  documento exigido na alínea a) do nº 2 e do documento exigido no nº 1 do artigo 5º, certificado o  posto de inspecção fronteiriço de saída da Comunidade, - serão transportadas sob o controlo das autoridades competentes e em veículos ou contentores  selados pelas mesmas, não podendo as remessas ser descarregadas nem divididas depois de terem  deixado o posto de inspecção fronteiriço e chegada; a única manipulação autorizada durante o  transporte será a efectuada no posto de inspecção fronteiriço de entrada ou de saída num dos  territórios constantes do anexo I; - sairão da Comunidade através de um posto de inspecção fronteiriço; d) O veterinário oficial que autoriza o transporte informará a autoridade competente do posto de  inspecção fronteiriço de saída através da rede ANIMO. 3.  Todas as despesas decorrentes da aplicação do presente artigo ficarão a cargo do declarante ou  do seu representante, sem direito a indemnização pelo Estado-membro. 4.  As normas de execução do presente artigo, em especial no que se refere ao intercâmbio de  informação entre os postos de inspecção fronteiriços de entrada e de saída, serão adoptadas de  acordo com o processo previsto no artigo 26ºArtigo 12º 1.  As remessas de produtos provenientes  de um país terceiro destinadas a uma zona franca, entreposto franco ou entreposto aduaneiro serão  submetidas, no posto de inspecção fronteiriço referido no nº 2 do artigo 3º, a um controlo  documental e físico, a fim de assegurar a conformidade desses produtos com as condições de  importação. 2.  Sem prejuízo do disposto no artigo 16º, os Estados-membros podem autorizar a presença no seu  território de remessas que o declarante, em aplicação do nº 3 do artigo 3º, declare à autoridade  competente serem destinadas a armazenagem numa zona franca, num entreposto franco ou num entreposto  aduaneiro nos termos do Regulamento (CEE) nº 2913/92 e que não satisfaçam as condições de  importação. Quando essas remessas sejam armazenadas num entreposto, este deve ser fechado e os  pontos de entrada e de saída devem ser sujeitos a controlo permanente. Estas zonas e entrepostos serão aprovados pela autoridade competente para fins de armazenagem dos  produtos definidos no nº 2, alínea a), do artigo 2º As zonas e entrepostos devem estar sob o  controlo permanente de um veterinário oficial. 3.  A autorização prevista no nº 2 está sujeita às seguintes condições: - as remessas que chegam à fronteira comunitária serão acompanhadas do(s) certificado(s)  veterinário(s), documento(s) veterinário(s) ou outro(s) documento(s) original(ais) ou da(s)  respectiva(s) cópia(s) autenticadas, ou ainda de documentos aduaneiros oficiais ou outro(s)  certificado(s) ou documento(s) pertinente(s), - as remessas serão submetidas a um controlo documental no posto de inspecção fronteiriço de  chegada e à verificação de que a documentação se refere à remessa apresentada. Em casos  excepcionais, que possam constituir um risco para a saúde pública ou para a sanidade animal, ou  quando existam suspeitas de irregularidades, será efectuado um controlo físico, - as remessas serão expedidas, sob controlo aduaneiro, acompanhadas do documento mencionado no  primeiro travessão e do documento exigido no nº 1 do artigo 5º, especificando o entreposto franco,  zona franca ou entrepostos aduaneiros em questão ou, no caso de remessas que saem da Comunidade, o  posto de inspecção fronteiriço de saída da remessa da Comunidade, ou, no caso referido no artigo  4º, o local em que a remessa sairá da Comunidade, - o transporte das remessas será efectuado, sem que as mercadorias sejam descarregadas, sob o  controlo das autoridades competentes, em veículos ou contentores estanques por elas selados, - a autoridades competente que autoriza o transporte informará a autoridade competente do local de  destino através da rede ANIMO, - a identidade da remessa será permanentemente acompanhada e será controlada pelo veterinário  oficial. 4.  Os operadores que forneçam, a meios de transporte marítimos ou aéreos que efectuem transportes  internacionais, produtos referidos no nº 2, alínea a), do artigo 2º destinados ao consumo pela  tripulação e passageiros: a) Ficarão sujeitos a um registo prévio pela autoridade competente; b) Manterão um registo das entregas efectuadas; c) Deverão comunicar a chegada e expedição de produtos a ou de uma das zonas ou entrepostos  referidos no nº 2; d) Manterão, por um périodo mínimo de três anos, o registo referido na alínea b). 5.  Os Estados-membros assegurarão que, antes de serem introduzidas numa zona ou entreposto  referidos no nº 2, as remessas sejam submetidas a um controlo documental e, se necessário, quando  existam motivos de suspeita, a um controlo físico. 6.  Todas as despesas decorrentes da aplicação do presente artigo ficarão a cargo do declarante ou  do seu representante, sem direito a indemnização pelo Estado-membro. 7.  Os Estados-membros apresentarão à Comissão uma lista das zonas francas, entrepostos francos e  entrepostos aduaneiros referidos no nº 2. A Comissão adoptará a lista das zonas e dos entrepostos aprovados e tomará as disposições  necessárias para a sua publicação no Jornal Oficial das Comunidades Europeias. 8.  As normas de execução do presente artigo, nomeadamente as que se referem aos processos de  controlo a utilizar aquando da entrada ou saída de remessas das referidas zonas ou entrepostos, ao  transporte de remessas entre aquelas zonas ou entrepostos, ao modo de armazenagem dos produtos e à  manipulação autorizada, serão adoptadas de acordo com o processo previsto no artigo  26ºArtigo  13º 1.  Os produtos cujo destino aduaneiro, nos termos do Regulamento (CEE) nº 2913/92, seja  diferente dos previstos nos artigos 7º, 11º e 12º da presente directiva, devem ser submetidos, se  for caso disso, a um controlo físico, a fim de assegurar a sua conformidade com as condições de  importação. 2.  As normas de execução do presente artigo serão adoptadas, quando necessário, de acordo com o  processo previsto no artigo 26ºArtigo 14º 1.  A reimportação de uma remessa comunitária  rejeitada por um país terceiro só pode ser autorizada pelo Estado-membro onde o certificado  veterinário foi emitido se: - os produtos em questão tiverem de ser submetidos no posto de inspecção fronteiriço de chegada a  um controlo documental e, quando necessário, a um controlo físico, - a remessa for devolvida ao Estado-membro e, caso seja necessário o trânsito por outro  Estado-membro, este tenha sido previamente autorizado pelo veterinário oficial do posto de  inspecção fronteiriço do Estado-membro em que a remessa foi introduzida num dos territórios  comunitários referidos no anexo I, em nome de todos os Estados-membros pelo território dos quais a  remessa deverá transitar. 2.  No caso previsto no nº 1, o transporte dos produtos em questão será efectuado sob controlo  aduaneiro em meios de transporte estanques, identificados e selados de modo a que os selos se  quebrem em caso de abertura do contentor no Estado-membro em que o certificado veterinário é  emitido. 3.  O veterinário oficial que autoriza o transporte informará a autoridade competente do local de  destino através da rede ANIMO. 4.  Todas as despesas decorrentes da aplicação do presente artigo ficarão a cargo do declarante ou  do seu representante, sem direito a indemnização pelo Estado-membro. 5.  As normas de execução do presente artigo serão adoptadas de acordo com o processo previsto no  artigo  26ºArtigo 15º 1.  O presente capítulo não é aplicável aos produtos que: a) Estejam contidos nas bagagens pessoais dos viajantes e se destinem a consumo próprio, desde que  a quantidade não ultrapasse um valor a definir nos termos do nº 3 e sejam provenientes de um país  terceiro ou parte de um país terceiro que conste da lista adoptada nos termos da legislação  comunitária e a partir do qual não sejam proibidas importações; b) Sejam enviados em pequenas embalagens dirigidas a particulares, desde que se trate de  importações desprovidas de qualquer natureza comercial e que a quantidade expedida não ultrapasse  um valor a definir nos termos do nº 3, e sejam provenientes de um país terceiro ou parte de um país  terceiro que conste da lista adoptada nos termos da legislação comunitária e a partir do qual não  sejam proibidas importações; c) Estejam a bordo de meios de transporte que efectuem transportes internacionais e se destinem ao  consumo pela tripulação e passageiros, desde que não sejam introduzidos num dos territórios  constantes do anexo I. No caso de estes produtos ou os respectivos desperdícios de cozinha serem descarregados, devem ser  destruídos. Contudo, não é necessário destruir produtos que sejam transferidos directamente de um  meio de transporte que efectue transportes internacionais para outro no mesmo porto, sob controlo  aduaneiro; d) Tenham sido sujeitos, em recipiente hermeticamente fechado, a um tratamento pelo calor cujo  valor FO seja superior ou igual a 3,00, desde que a sua quantidade não exceda um valor a fixar nos  termos do nº 3, e: i) estejam nas bagagens pessoais dos viajantes e se destinem ao seu consumo pessoal, ii) sejam objecto de pequenos envios destinados a particulares, desde que se trate de importações  desprovidas de qualquer carácter comercial. e) Sejam expedidos como amostras comerciais, desde que não se destinem ao consumo humano e não  venham a entrar em contacto com ruminantes, suínos, aves de capoeira ou equídeos. 2.  O disposto do nº 1 não afectará as disposições aplicáveis à carne fresca e aos produtos à base  de carne nos termos do nº 2 do artigo 1º da Directiva 72/462/CEE do Conselho  (1). 3.  A Comissão, de acordo com o processo previsto no artigo 26º, fixará os limites de peso para os  diferentes produtos susceptíveis de ser abrangidos pelas derrogações referidas no nº 1. Artigo 16º 1.  As remessas introduzidas num dos territórios da Comunidade sem terem sido  apresentadas para controlos veterinários em conformidade com o disposto nos artigos 3º e 4º serão  confiscadas e a autoridade competente decidirá quer a sua destruição, em conformidade com a alínea  b) do nº 2, quer a sua reexpedição, em conformidade com a alínea a) do nº 2. 2.  Quando os controlos referidos na presente directiva revelem à autoridade competente que o  produto não satisfaz as condições de importação, ou quando revelem uma irregularidade, aquela  autoridade decidirá, após consulta do declarante ou do seu representante: a) Quer a reexpedição do produto para fora dos territórios constantes do anexo I do mesmo posto de  inspecção fronteiriço para um determinado destino aprovado pela autoridade competente do país  terceiro em causa, num prazo a fixar pela autoridade nacional competente, se as condições de  polícia sanitária ou de salubridade o permitirem. Neste caso, o veterinário oficial do posto de inspecção fronteiriço deve: - desencadear o processo de informação previsto no nº 1, primeiro travessão, do artigo 1º da  Decisão 92/438/CEE, - anular, de acordo com regras a definir pela Comissão, de acordo com o processo previsto no artigo  26º, o(s) certificado(s) ou documento(s) veterinários que acompanha(m) os produtos rejeitados; b) Quer a destruição do produto, se a reexpedição não for possível, nas instalações mais próximas  previstas para o efeito, em conformidade com a Directiva 90/667/CEE do Conselho  (1), onde tenham  sido efectuados os controlos, se a sua reexpedição for impossível. 3.  O disposto no nº 2 não será aplicável quando tiver sido concedida uma autorização pela  autoridade competente, a fim de permitir a utilização dos produtos em conformidade com a Directiva  90/667/CEE, desde que não exista qualquer risco para a saúde pública nem para a sanidade animal. 4.  As despesas decorrentes da reexpedição da remessa, da sua destruição ou da utilização do  produto para outros fins ficarão a cargo do declarante ou do seu representante ou do responsável  pela remessa. Além disso, sempre que seja detectada uma irregularidade resultante de uma negligência ou acção  deliberada, a autoridade competente imporá ao declarante uma sanção financeira de, pelo menos, 20   % do valor aduaneiro do produto. 5.  São aplicáveis as disposições da Decisão 92/438/CEE. 6.  As normas de execução do presente artigo serão adoptadas de acordo com o processo previsto no  artigo 26ºArtigo 17º A Comissão adoptará, de acordo com o processo previsto no artigo 26º, e com  base nos planos previstos no segundo parágrafo, as regras aplicáveis às importações em determinadas  partes dos territórios constantes do anexo I, para ter em conta as características naturais  específicas destes, nomeadamente o seu afastamento relativamente à parte continental do território  da Comunidade. Para o efeito, a França e a Grécia apresentarão à Comissão um plano que indique, relativamente ao  caso específico dos departamentos ultramarinos franceses e de determinadas ilhas ou grupos de  ilhas, a natureza dos controlos a efectuar aquando da importação, nessas regiões, de produtos  provenientes de países terceiros, tendo em conta as características geográficas específicas desses  territórios. Esses planos devem especificar os controlos realizados para evitar que os produtos introduzidos  nesses territórios, sejam, em quaisquer circunstâncias, reexpedidos para outras partes do  território da Comunidade. Artigo 18º 1.  A Comissão estabelecerá, de acordo com o processo previsto no artigo 26º, a lista  dos produtos vegetais a que se refere o nº 2, segundo travessão da alínea a), do artigo 2º, que,  devido nomeadamente ao seu destino posterior, possam constituir um risco de propagação de doenças  infecciosas ou contagiosas nos animais e devam, por esse facto, ser submetidos aos controlos  veterinários previstos na presente directiva e, em especial, aos referidos no artigo 4º, a fim de  se certificar da origem e do destino previsto desses produtos vegetais. De acordo com o mesmo processo, serão adoptadas: - as condições de sanidade animal a observar pelos países terceiros e as garantias a oferecer,  nomeadamente a natureza de um eventual tratamento a prever em função da sua situação sanitária, - a lista dos países terceiros que, em função dessas garantias, poderão ser autorizados a exportar  para a Comunidade os produtos vegetais referidos no primeiro parágrafo, - eventuais processos específicos de controlo, em especial no que se refere às colheitas de  amostras, que se poderão aplicar a esses produtos, designadamente em caso de importação a granel. 2.  Os peixes frescos imediatamente desembarcados de um navio de pesca que arvore pavilhão de um  país terceiro devem, em conformidade com o Regulamento (CE) nº 1093/94 do Conselho  (2) ser  submetidos - antes de poderem ser introduzidos para importação num dos territórios referidos no  anexo I - aos controlos previstos para os peixes imediatamente desembarcados de um navio de pesca  que arvore pavilhão de um Estado-membro. 3.  Em conformidade com o processo previsto no artigo 26º, podem ser concedidas derrogações ao  disposto no nº 1, alínea b), do artigo 6º, e, no que se refere ao pessoal responsável pela  realização dos controlos, no nº 1 do artigo 4º, para os postos de inspecção fronteiriços onde são  apresentados produtos da pesca referidos na Directiva 91/493/CEE do Conselho  (3). Artigo 19º Sem prejuízo do disposto no presente capítulo, o veterinário oficial ou a autoridade  competente procederá, em caso de suspeita da não observância da legislação veterinária ou de  dúvidas quanto à identidade do produto, a todos os controlos veterinários que considerar  adequados. Artigo 20º 1.  A Áustria dispõe do prazo de três anos a contar da data de entrada em vigor do  Tratado de Adesão para pôr em vigor o sistema de controlos previstos no presente capítulo. Durante  esse período de transição, a Áustria aplicará as medidas definidas antes da data de entrada em  vigor do Tratado de Adesão, nos termos do processo previsto no artigo 26º Essas medidas devem  garantir que todos os controlos necessários sejam efectuados o mais próximo possível da fronteira  externa da Comunidade. 2.  A Finlândia dispõe do prazo de dois anos a contar da data de entrada em vigor do Tratado de  Adesão para pôr em vigor o sistema de controlos previsto no presente capítulo. Durante esse período  de transição, a Finlândia aplicará as medidas definidas antes da data de entrada em vigor do  Tratado de Adesão, nos termos do processo previsto no artigo 26º Essas medidas devem garantir que  todos os controlos necessários sejam efectuados o mais próximo possível da fronteira externa da  Comunidade. CAPÍTULO II Salvaguarda Artigo 21º 1.  Se se manifestar ou se desenvolver no território de um  país terceiro uma doença prevista na Directiva 82/894/CEE do Conselho  (1), uma zoonose ou outra  doença ou fenómeno susceptível de constituir perigo grave para os animais ou a saúde humana, ou se  qualquer outra razão grave de sanidade animal ou de protecção da saúde pública o justificar,  nomeadamente à luz das verificações feitas pelos seus peritos veterinários, a Comissão, por sua  própria iniciativa ou a pedido de um Estado-membro, adoptará sem demora, e em função da gravidade  da situação, uma das seguintes medidas: - suspensão das importações provenientes da totalidade ou de parte do país terceiro em questão e,  se for caso disso, do país terceiro de trânsito, - fixação de condições especiais para os produtos provenientes da totalidade ou de parte do país  terceiro em questão. 2.  Se um dos controlos previstos na presente directiva revelar que uma remessa de produtos é  susceptível de constituir um perigo para a sanidade animal ou para a saúde humana, a autoridade  veterinária competente tomará imediatamente as seguintes medidas: - apreensão e destruição da remessa, - comunicação imediata aos demais postos de inspecção fronteiriços e à Comissão dos factos  constatados e da origem dos produtos, em conformidade com a Decisão 92/438/CEE. 3.  A Comissão pode, no caso previsto no nº 1, tomar medidas cautelares relativamente aos produtos  abrangidos pelos artigos 11º e 12º4.  Podem deslocar-se imediatamente ao país terceiro em causa  representantes da Comissão. 5.  No prazo de 10 dias úteis, a questão será submetida ao Comité veterinário permanente, em  aplicação do disposto no artigo 25º, com vista a prorrogar, alterar ou revogar as medidas previstas  nos nºs 1 e 3. O processo previsto no artigo 25º pode também ser utilizado para adoptar as decisões  necessárias, incluindo as relativas à circulação intracomunitária dos produtos e ao trânsito. 6.  As decisões que alterem, revoguem ou prorroguem as medidas tomadas por força dos nºs 1, 2, 3 e  5 serão adoptadas de acordo com o processo previsto no artigo  25º7.  As normas de execução do  presente capítulo serão adoptadas, se necessário, de acordo com o processo previsto no artigo   26ºCAPÍTULO III Inspecção Artigo 22º 1.  Os peritos veterinários da Comissão podem, em  colaboração com as autoridades nacionais competentes e na medida do necessário para a aplicação  uniforme do disposto na presente directiva, verificar se os postos de inspecção fronteiriços  aprovados nos termos do artigo 6º correspondem aos critérios constantes do anexo II. 2.  Os peritos veterinários da Comissão podem, em colaboração com as autoridades competentes,  efectuar controlos no local. 3.  O Estado-membro em cujo território for efectuada uma inspecção prestará aos peritos  veterinários da Comissão toda a assistência necessária para o desempenho da sua missão. 4.  A Comissão informará os Estados-membros do resultados dos controlos efectuados. 5.  Sempre que a Comissão considerar que os resultados do controlo o justificam, procederá a uma  análise da situação no âmbito do Comité veterinário permanente. A Comissão pode, de acordo com o  processo previsto no artigo 25º, adoptar as decisões necessárias. 6.  A Comissão acompanhará a evolução da situação e, de acordo com o processo previsto no artigo  25º, pode alterar ou revogar as decisões referidas no nº 5 em função dessa evolução. 7.  As normas de execução do presente artigo serão adoptadas, se necessário, de acordo com o  processo previsto no artigo  26ºArtigo 23º 1.  Sempre que, com base nos controlos realizados no  ponto de comercialização dos produtos, a autoridade competente de um Estado-membro considerar que  as disposições da presente directiva não são observadas num posto de inspecção fronteiriço referido  no artigo 6º, num entreposto aduaneiro, zona franca ou entreposto franco a que se refere o artigo   12º de outro Estado-membro, deve imediatamente entrar em contacto com a autoridade central  competente deste último. Esta tomará todas as medidas necessárias e comunicará à autoridade competente do primeiro  Estado-membro a natureza dos controlos efectuados, as decisões tomadas e os motivos dessas  decisões. Se a autoridade competente do primeiro Estado-membro recear que essas medidas não sejam  suficientes, procurará, em colaboração com a autoridade competente do Estado-membro em causa, as  vias e meios para remediar a situação, se necessário através de uma visita ao Estado-membro em  causa. Quando os controlos referidos no primeiro parágrafo permitirem verificar um incumprimento repetido  das disposições da presente directiva, a autoridade competente do Estado-membro de destino  informará a Comissão e as autoridades competentes dos outros Estados-membros. A pedido da autoridade competente do Estado-membro de destino, ou por sua própria iniciativa, a  Comissão pode, tendo em conta a natureza das infracções verificadas: - enviar ao local, em colaboração com as autoridades nacionais competentes, uma missão de  inspecção, - solicitar à autoridade competente o reforço dos controlos realizados no posto de inspecção  fronteiriço, no entreposto aduaneiro, na zona franca ou no entreposto franco em causa. Na pendência das conclusões da Comissão, o Estado-membro posto em causa deve, a pedido do  Estado-membro destinatário, reforçar os controlos no posto de inspecção fronteiriço, no entreposto  aduaneiro, na zona franca ou no entreposto franco em causa. O Estado-membro de destino pode, por seu lado, intensificar os controlos em relação aos produtos da  mesma proveniência. A pedido de um dos dois Estados-membros em causa - se a inspecção a que se refere o primeiro  travessão do quinto parágrafo confirmar as irregularidades - a Comissão deve de acordo com o  processo previsto no artigo  25º, adoptar as medidas adequadas. Essas medidas devem ser confirmadas  ou revistas no mais curto prazo, nos termos do mesmo processo. 2.  As vias de recurso abertas pela legislação nacional em vigor nos Estados-membros contra as  decisões das autoridades competentes não são afectadas pela presente directiva. As decisões tomadas pela autoridade competente devem ser comunicadas, com indicação dos respectivos  fundamentos, ao operador a que essas decisões dizem respeito ou ao seu representante. Se o importador em questão ou o seu representante o solicitarem, as decisões fundamentadas devem  ser-lhe comunicadas por escrito, com indicação das vias de recurso que lhe são proporcionadas pela  legislação em vigor no Estado-membro de controlo, bem como da forma e prazos em que esses recursos  devem ser apresentados. 3.  As normas de execução do presente artigo serão adoptadas de acordo com o processo previsto no  artigo  26ºArtigo 24º 1.  Cada Estado-membro deve estabelecer um programa de intercâmbio de  funcionários habilitados a efectuar os controlos dos produtos provenientes de países terceiros. 2.  A Comissão procederá, no âmbito do Comité veterinário permanente, e em colaboração com os  Estados-membros, a uma coordenação dos programas referidos no nº  1. 3.  Os Estados-membros tomarão todas as medidas necessárias para permitir a realização dos  programas resultantes da coordenação referida no nº  2. 4.  Anualmente, no âmbito do Comité veterinário permanente, proceder-se-á a uma análise da  realização dos programas com base em relatórios dos Estados-membros. 5.  Os Estados-membros terão em conta a experiência adquirida, a fim de melhorar e aprofundar os  programas de intercâmbio. 6.  Pode ser concedida uma participação financeira da Comunidade para promover um desenvolvimento  eficaz dos programas de intercâmbio. As normas da participação financeira da Comunidade, bem como a  contribuição estimada a cargo do orçamento da Comunidade, estão fixadas na Decisão 90/424/CEE do  Conselho  (1). 7.  As regras de execução dos nºs 1, 4 e 5 serão aprovadas, se necessário, de acordo com o processo  previsto no artigo  26ºCAPÍTULO IV Disposições gerais Artigo 25º Nos casos em que se faça  referência ao processo previsto no presente artigo, o Comité veterinário permanente, criado pela  Decisão 68/361/CEE do Conselho  (2), deliberará nos termos das regras estabelecidas no artigo 17º  da Directiva 89/662/CEE. Artigo 26º Nos casos em que se faça referência ao processo definido no presente artigo, o Comité  veterinário permanente deliberará em conformidade com as regras estabelecidas no artigo 18º da  Directiva 89/662/CEE. Artigo 27º O anexo II da presente directiva será completado de acordo com o processo previsto no  artigo  26ºArtigo 28º A presente directiva não prejudica as obrigações decorrentes das  regulamentações aduaneiras. Artigo 29º Para a aplicação da presente directiva, os Estados-membros, em especial a Áustria e a  Finlândia, podem recorrer à assistência financeira da Comunidade, prevista no artigo 38º da Decisão  90/424/CEE. Artigo 30º A Directiva 90/675/CEE é revogada com efeitos a partir de 1 de Janeiro de 1997. As referências à directiva revogada nos termos do parágrafo anterior entender-se-ão como  referências à presente directiva e ler-se-ão segundo a tabela de correspondências do anexo III. Artigo 31º 1.  Os Estados-membros porão em vigor as disposição legislativas, regulamentares e  administrativas necessárias para dar cumprimento à presente directiva até 1 de Janeiro de 1997. Do  facto informarão imediatamente a Comissão. Os Estados-membros aplicarão aquelas disposições a partir de 1 de Janeiro de 1997. Sempre que os Estados-membros adoptarem tais disposições, estas deverão incluir uma referência à  presente directiva ou serem acompanhadas dessa referência aquando da sua publicação oficial. As  modalidades dessa referência serão adoptadas pelos Estados-membros. 2.  Os Estados-membros comunicarão à Comissão o texto das principais disposições de direito interno  que adoptem no domínio regido pela presente directiva. Artigo 32º A presente directiva entra em vigor no vigésimo dia seguinte ao da sua publicação no  Jornal Oficial das Comunidades Europeias. Artigo 33º Os Estados-membros são os destinatários da presente directiva.(1)  JO nº L 373 de 31.  12.  1990, p. 1. Directiva com a última redacção que lhe foi dada pela  Directiva 95/52/CE (JO nº L 265 de 8.  11.  1995, p. 16).  (1) JO nº L 395 de 30.  12.  1989, p. 13. Directiva com a última redacção que lhe foi dada pela  Directiva 92/118/CEE (JO nº L 62 de 15.  3.  1992, p. 49).  (2) JO nº L 224 de 18.  8.  1990, p. 29. Directiva com a última redacção que lhe foi dada pela  Directiva 92/118/CEE (JO nº L 62 de 15.  3.  1993, p. 49).  (1) JO nº L 243 de 25.  8.  1992, p. 27. Decisão com a última redacção que lhe foi dada pelo Acto  de Adesão da Áustria, da Finlândia e da Suécia.  (1) JO nº L 302 de 19. 10. 1992, p. 1. Regulamento com a última redacção que lhe foi dada pelo Acto  de Adesão da Áustria, da Finlândia e da Suécia.  (1) JO nº L 302 de 31. 12. 1972, p. 28. Directiva com a última redacção que lhe foi dada pelo Acto  de Adesão da Áustria, da Finlândia e da Suécia.  (1) JO nº L 363 de 27. 12. 1990, p. 51. Directiva com a última redacção que lhe foi dada pelo Acto  de Adesão da Áustria, da Finlândia e da Suécia.  (2) JO nº L 121 de 12. 5. 1994, p. 3.  (3) JO nº L 268 de 24. 9. 1991, p. 15. Directiva com a última redacção que lhe foi dada pela  Directiva 95/71/CE (JO nº L 332 de 30.  12.  1995, p. 40).  (1) JO nº L 378 de 31. 12. 1982, p. 58. Directiva com a última redacção que lhe foi dada pelo Acto  de Adesão da Áustria, da Finlândia e da Suécia.  (1) JO nº L 224 de 18. 8. 1990. p. 19. Decisão com a última redacção que lhe foi dada pela Decisão  94/370/CE (JO nº L 168 de 2. 7. 1994, p. 31).  (2) JO nº L 255 de 18. 10. 1968, p. 23.   ANEXO I 1. O território do Reino da Bélgica. 2. O território do Reino da Dinamarca, com exclusão das ilhas Faroé e da Gronelândia. 3. O território da República Federal da Alemanha. 4. O território do Reino de Espanha, com exclusão das ilhas Canárias e de Ceuta e Melilha. 5. O território da República Helénica. 6. O território da República Francesa. 7. O território da Irlanda. 8. O território da República Italiana. 9. O território do Grão-Ducado do Luxemburgo. 10. O território dos Países Baixos na Europa. 11. O território da República Portuguesa. 12. O território do Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte. 13. O território da República da Áustria. 14. O território da República da Finlândia. 15. O território do Reino da Suécia. ANEXO II Para poderem obter a aprovação comunitária, os postos de inspecção fronteiriços  devem dispor: - do pessoal necessário para efectuar o controlo dos documentos (certificado sanitário ou de  salubridade ou qualquer outro documento previsto na legislação comunitária) que acompanham os  produtos, - de um número suficiente, em relação às quantidades de produtos tratados pelo posto de inspecção  fronteiriço, de veterinários e de auxiliares especialmente formados para efectuarem os controlos de  correspondência dos produtos com os documentos de acompanhamento, bem como os controlos físicos  sistemáticos de cada remessa de produtos, - de pessoal suficiente para colher e tratar as amostras aleatórias das remessas de produtos  existentes num determinado posto de inspecção fronteiriço, - de locais suficientemente amplos para a disposição do pessoal encarregado das tarefas de controlo  veterinário, - de um local e de instalações adequadas para a colheita e o tratamento das amostras para os  controlos de rotina previstos na regulamentação comunitária (normas microbiológicas), - dos serviços de um laboratório especializado situado nas imediações do posto de inspecção  fronteiriço e que esteja em condições de efectuar análises especiais em amostras colhidas nesse  posto, - de locais e de instalações frigoríficas que permitam a armazenagem das partes de remessas  colhidas para análise e dos produtos cuja colocação em livre prática não tiver sido autorizada pela  responsável veterinário do posto de inspecção fronteiriço, - de equipamentos adequados que permitam trocas de informações rápidas, nomeadamente com os outros  postos de inspecção fronteiriços (através do sistema informatizado previsto no artigo 20º da  Directiva 90/425/CEE ou do projecto Shift). ANEXO III >POSIÇÃO NUMA TABELA>