CELEX: 31994D0642
Language: pt
Date: 1994-09-08 00:00:00
Title: 94/642/CE: DECISÃO DA COMISSÃO de 8 de Setembro de 1994 que fixa a participação financeira da Comunidade na realização do quarto programa de intercâmbio de funcionários qualificados no domínio veterinário

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31994D0642

94/642/CE: DECISÃO DA COMISSÃO de 8 de Setembro de 1994 que fixa a participação financeira da Comunidade na realização do quarto programa de intercâmbio de funcionários qualificados no domínio veterinário  

Jornal Oficial nº L 248 de 23/09/1994 p. 0028 - 0030 Edição especial finlandesa: Capítulo 3 Fascículo 61 p. 0067  Edição especial sueca: Capítulo 3 Fascículo 61 p. 0067 

DECISÃO DA COMISSÃO de 8 de Setembro de 1994 que fixa a participação financeira da Comunidade na realização do quarto programa de intercâmbio de funcionários qualificados no domínio veterinário (94/642/CE)A COMISSÃO DAS COMUNIDADES  EUROPEIAS,  Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Europeia,  Tendo em conta a Decisão 90/424/CEE do Conselho, de 26 de Junho de 1990, relativa a determinadas despesas no domínio veterinário (1), com a última redacção que lhe foi dada pela Decisão 94/370/CE (2), e, nomeadamente, o nº 6 do seu artigo 34º,  Considerando que, no âmbito da nova estratégia em matéria de controlos veterinários, a realização de programas de intercâmbio de funcionários qualificados nesse domínio é importante para assegurar o desenvolvimento de uma maior confiança entre os  serviços veterinários;  Considerando que o artigo 22º da Directiva 90/675/CEE do Conselho, de 10 de Dezembro de 1990, que fixa os princípios relativos à organização dos controlos veterinários dos produtos provenientes de países terceiros introduzidos na Comunidade (3), com a  última redacção que lhe foi dada pela Directiva 92/118/CEE (4), e o artigo 21º da Directiva 91/496/CEE, de 15 de Julho de 1991, que fixa os princípios relativos à organização dos controlos veterinários dos animais provenientes dos países terceiros  introduzidos na Comunidade e que altera as Directivas 89/662/CEE, 90/425/CEE e 90/675/CEE (5), com a última redacção que lhe foi dada pela Decisão 92/438/CEE (6), previram, nomeadamente, a organização de programas de intercâmbio de funcionários  habilitados a efectuar controlos dos produtos e dos animais vivos provenientes dos países terceiros;  Considerando que é conveniente tomar em consideração os resultados e a experiência adquirida nos três programas precedentes de intercâmbio, realizados em conformidade com as decisões 91/280/CEE (7), 93/88/CEE (8) e 93/511/CEE (9) da Comissão;  Considerando que, para apoiar a realização deste quarto programa, é conveniente prever a participação financeira da Comunidade;  Considerando que as medidas previstas na presente decisão estão em conformidade com o parecer do Comité veterinário permanente,  ADOPTOU A PRESENTE DECISÃO:   Artigo 1º  O programa de intercâmbio de funcionários qualificados no domínio veterinário definido no anexo beneficiará da participação financeira da Comunidade.   Artigo 2º  1. Os Estados-membros designarão as autoridades responsáveis pelo programa de intercâmbio.  2. Os Estados-membros de origem:  - continuarão a remunerar os seus funcionários durante o período de realização do programa de intercâmbio,  - tomarão a cargo, de acordo com as respectivas regras nacionais, as despesas de estadia dos seus funcionários. As autoridades dos Estados-membros velarão por que as despesas de estadia dos seus funcionários tenham em conta a situação do Estado-membro  de acolhimento,  - tomarão a cargo, de acordo com as respectivas regras nacionais, as despesas de deslocação correspondentes a uma viagem de ida e volta entre os seus locais de origem e destino, bem como as despesas de deslocação no Estado-membro de acolhimento entre o  local onde se realiza a acção de informação referida no nº 3, segundo travessão, e o primeiro posto de inspecção de afectação e entre este último e o segundo posto de inspecção de afectação, e todas as outras deslocações efectuadas em transportes  públicos pelas necessidades do presente programa,  - se necessário, velarão por que seja assegurada aos seus funcionários uma formação linguística adequada,  - antes da partida, informarão os seus funcionários das condições financeiras, bem como da natureza e da organização do respectivo programa de intercâmbio.  3. Os Estados-membros de acolhimento:  - tomarão as disposições necessárias para assegurar o enquadramento dos funcionários acolhidos,  - preparação, para os funcionários acolhidos, uma acção de informação relativa à organização geral e aos processos de controlo, tomando em consideração tanto a regulamentação comunitária como a regulamentação nacional.   Artigo 3º  1. A participação financeira da Comunidade cobre as despesas referidas no nº 2, segundo e terceiro travessões, do artigo 2º Essa participação cobre igualmente as despesas efectuadas ao abrigo do nº 2, quarto travessão, do artigo 2º, até um  máximo de 1 500 ecus por funcionário que beneficie de uma formação linguística.  2. Os Estados-membros podem beneficiar de um adiantamento de 50 % de participação financeira da Comunidade, desde que apresentem, antes de 1 de Outubro de 1994, à Comissão, um certificado da autoridade responsável referida no nº 1 do artigo 2º, que  comprove que as despesas previstas no artigo 2º, foram realizadas em conformidade com a regulamentação nacional.   Artigo 4º  1. As despesas referidas no nº 1 do artigo 3º serão reembolsadas aos Estados-membros pela Comissão, mediante apresentação de documentos comprovativos, antes de 31 de Março de 1995.  2. Os documentos comprovativos referidos no nº 1 indicarão, nomeadamente:  - as coordenadas dos funcionários que tenham beneficiado do intercâmbio,  - o relatório da autoridade competente mencionado no nº 1 do artigo 5º,  - um certificado do Estado-membro de acolhimento,  - uma relação das facturas das despesas realizadas pelo Estado-membro de origem,  - uma cópia de regulamentação nacional pertinente em vigor no Estado-membro de origem relativa às despesas referentes ao programa de intercâmbio,  - uma relação das facturas das despesas realizadas pelo Estado-membro de origem, relativo às despesas de formação linguística.  Estas facturas das despesas podem ser exigidas pela Comissão para qualquer controlo eventual.   Artigo 5º  1. Antes de 30 de Abril de 1995, será elaborado pela Comissão um balanço técnico e financeiro, com base nos relatórios apresentados, antes de 31 de Março de 1995 pelas autoridades dos Estados-membros responsáveis pela coordenação. Esses  relatórios incluirão uma parte destinada às observações dos funcionários que tenham participado no programa de intercâmbio.  2. A experiência adquirida será tida em conta para melhorar e aprofundar os programas posteriores.   Artigo 6º  Os Estados-membros são os destinatários da presente decisão.  Feito em Bruxelas, em 8 de Setembro de 1994.  Pela Comissão René STEICHEN Membro da Comissão  (1) JO nº L 224 de 18. 8. 1990, p. 19.  (2) JO nº L 168 de 2. 7. 1994, p. 31.  (3) JO nº L 373 de 31. 12. 1990, p. 1.  (4) JO nº L 62 de 15. 3. 1993, p. 49.  (5) JO nº L 268 de 24. 9. 1991, p. 56.  (6) JO nº L 243 de 25. 8. 1992, p. 27.  (7) JO nº L 142 de 6. 6. 1991, p. 40.  (8) JO nº L 36 de 12. 2. 1993, p. 48.  (9) JO nº L 239 de 24. 9. 1993, p. 29.      ANEXO   I. GENERALIDADES  1. Em princípio, os funcionários a tomar em consideração serão veterinários que exerçam efectivamente a sua actividade no domínio dos controlos dos produtos e dos animais vivos provenientes dos países terceiros. Deverão, em todo o  caso, possuir experiência em matéria de controlos, incluindo na sua organização.  2. No país de acolhimento, os funcionários desempenharão um papel de observador num posto de controlo da importação de produtos e/ou de animais vivos provenientes de países terceiros, sem prejuízo de tarefas que lhes possam ser confiadas pelo chefe do  posto e executadas sob responsabilidade deste último. Todavia, as autoridades do Estado-membro de acolhimento poderão, com o acordo das autoridades do Estado-membro de origem, decidir que os funcionários desempenhem funções no seu serviço de  acolhimento; para tal, serão autorizados a desempenhar as tarefas correspondentes a essas funções. Neste caso, durante o período do intercâmbio, a responsabilidade civil do funcionário estrangeiro no exercício das suas funções é equiparada à dos  funcionários do Estado-membro da acolhimento. Os funcionários estarão sujeitos às regras habituais de confidencialidade e às regras disciplinares do lugar de afectação, devendo assumir um compromisso nesse sentido.   II. DURAÇÃO  1. O período de intercâmbio terá início por volta de 1 de Outubro de 1994 e terminará o mais tardar a 1 de Março de 1995.  2. O programa de intercâmbio terá uma duração de 3 semanas, incluindo o período de informação referido no nº 3, segundo travessão, do artigo 2º Durante o programa de intercâmbio cada funcionário será afectado a dois postos de inspecção.    III. QUADRO DE REPARTIÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS  "" ID="1">Bélgica> ID="2">1> ID="3">Portugal"> ID="1">Dinamarca> ID="2">1> ID="3">Irlanda"> ASSV="03" ID="1">Alemanha> ASSV="03" ID="2">3> ID="3">França"> ID="3">Luxemburgo"> ID="3">Países Baixos">  ASSV="02" ID="1">Grécia> ASSV="02" ID="2">3> ID="3">Itália (2)"> ID="3">Países Baixos"> ASSV="04" ID="1">Espanha> ASSV="04" ID="2">4> ID="3">Alemanha"> ID="3">Itália"> ID="3">Portugal"> ID="3">Reino Unido"> ASSV="02" ID="1">França> ASSV="02"  ID="2">3> ID="3">Itália (2)"> ID="3">Espanha"> ID="1">Irlanda> ID="2">1> ID="3">Dinamarca"> ID="1">Luxemburgo> ID="2">1> ID="3">Alemanha"> ASSV="05" ID="1">Itália> ASSV="05" ID="2">5> ID="3">Alemanha"> ID="3">Grécia"> ID="3">França">  ID="3">Países Baixos"> ID="3">Reino Unido"> ASSV="03" ID="1">Países Baixos> ASSV="03" ID="2">3> ID="3">Alemanha"> ID="3">Espanha"> ID="3">Reino Unido"> ASSV="04" ID="1">Portugal> ASSV="04" ID="2">4> ID="3">Bélgica"> ID="3">Grécia">  ID="3">Espanha"> ID="3">França"> ASSV="02" ID="1">Reino Unido> ASSV="02" ID="2">2> ID="3">Grécia"> ID="3">Portugal">