CELEX: 31967L0427
Language: pt
Date: 1967-06-27 00:00:00
Title: Directiva 67/427/CEE do Conselho, de 27 de Junho de 1967, relativa à utilização de certos conservantes no tratamento de superfície dos citrinos e às medidas de controlo para a pesquisa e doseamento dos conservantes nos citrinos

Avis juridique important

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31967L0427

Directiva 67/427/CEE do Conselho, de 27 de Junho de 1967, relativa à utilização de certos conservantes no tratamento de superfície dos citrinos e às medidas de controlo para a pesquisa e doseamento dos conservantes nos citrinos  

Jornal Oficial nº 148 de 11/07/1967 p. 0001 - 0009 Edição especial finlandesa: Capítulo 13 Fascículo 1 p. 0090  Edição especial dinamarquesa: Série I Capítulo 1967 p. 0154  Edição especial sueca: Capítulo 13 Fascículo 1 p. 0090  Edição especial inglesa: Série I Capítulo 1967 p. 0169  - 0177 Edição especial grega: Capítulo 03 Fascículo 2 p. 0120  Edição especial espanhola: Capítulo 13 Fascículo 1 p. 0039  Edição especial portuguesa: Capítulo 13 Fascículo 1 p. 0039 

 DIRECTIVA DO CONSELHO    de 27 de Junho de 1967    relativa à utilização de certos conservantes   no tratamento de superficie dos citrinos e às   medidas de controlo para a pesquisa e doseamento   dos conservantes nos citrinos     ( 67/427/CEE )    O CONSELHO DA COMUNIDADE ECONOMICA EUROPEIA ,    Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade   Económica Europeia e , nomeadamente , o seu   artigo 100 º ,    Tendo em conta a proposta da Comissão ,    Tendo em conta o parecer do Parlamento Europeu (1) ,    Tendo em conta o parecer do Comité Económico   e Social (2) ,    Considerando que , nos termos do artigo 5 º da   Directiva do Conselho , de 5 de Novembro de 1963 ,   relativa à aproximação das legislações   dos Estados-membros respeitantes aos conservantes   que podem ser utilizados nos géneros destinados à   alimentação humana (3) , com a última redacção   que lhe foi dada pelo artigo 1 º da Directiva   do Conselho , de 14 de Dezembro de 1966 (4) , os   Estados-membros podem manter até 30 de Junho de   1967 as disposições das legislações nacionais   relativas ao tratamento de superfície dos citrinos   com bifenilo , ortofenilfenol e ortofenilfenato de sódio ;    Considerando que a utilização destas substâncias   no tratamento de superfície dos citrinos não constitui   perigo para a saúde se a dose residual expressa   em ortofenilfenol por quilograma de frutos inteiros   não exceder 70 miligramas de bifenilo e 12 miligramas   de ortofenilfenol de sódio ;    Considerando , por outro lado , que é conveniente   indicar de maneira adequada o tratameto efectuado em   todas as fases de comercialização ;    Considerando que a autorização a nível comunitário   das três substâncias consideradas pressupõe a   fixação de regras comuns para o controlo oficial   dos citrinos tratados ;    Considerando que a aplicação pelos Estados-membros   das disposições da presente directiva só pode ser   realizada após um período de transição ; que   é , portanto , conveniente manter até ao fim   deste período as disposições das legislações   nacionais relativas ao tratamento de superficie dos   citrinos pelos três conservantes considerados ;    Considerando que não é conveniente impor a um   Estados-membro a obrigação de autorizar a   utilização de um conservante nos géneros   alimentícios produzidos e consumidos no seu próprio   território quando não há necessidade teconológica   que justifique esta utilização ,    ADOPTOU A PRESENTE DIRECTIVA :    Artigo 1 º    A Directiva do Conselho , de 5 Novembro de 1963 ,   relativa à aproximação das legislações dos   Estados-membros respeitantes aos conservantes que   podem ser utilizados nos géneros destinados à   alimentação humana é alterada do seguinte modo :    1 . No n º 2 do artigo 2 º , a segunda frase passa   a ter a seguinte redacção :     « Contudo , a legislação de um Estado-membro só   pode excluir totalmente a utilização de um dos   conservantes enumerados no Anexo no caso em que não   exista uma necessidade tecnológica de utilização   do conservante nos géneros alimentícios produzidos   e consumidos no seu próprio território » .    2 . São adicionados os conservantes seguintes   aos enumerados na Secção I do Anexo :    N º CEE * Designação * Condições de   utilização *    E 230 * Bifenilo ( Difenilo ) * a ) Exclusivamente   para o tratamento de superfície de citrinos *     * * b ) No momento da colocação no mercado   dos citrinos : *     * * i ) O teor residual por kg de citrinos   ( frutos inteiros ) não deve exceder : *     * * Para o bifenilo : 70 mg ; para o ortofenilfenol   e ortofenilfenato de sódio , isoladamente ou   em conjunto , expressos em ortofenilfenol : 12 mg *     * * ii ) O tratamento deve ser indicado : *     * * - no comércio por grosso , nas facturas   e numa das superfícies exteriores das embalagens ,   pela menção : « Conservado por meio de ... »   seguido do nome da ou das substâncias utilizadas *     * * - no comércio a retalho , por uma indicação   visível que assegure de maneira inequívoca a   informação do consumidor *    E 231 * Ortofenilfenol * a ) Exclusivamente para   o tratamento de superfície de citrinos *     * * b ) No momento da colocação no mercado   dos citrinos : *     * * i ) O teor residual por kg de citrinos   ( frutos inteiros ) não deve exceder : *     * * Para o bifenilo : 70 mg ; para o ortofenilfenol   e ortofenilfenato de sódio , isoladamente ou   em conjunto , expressos em ortofenilfenol : 12 mg *     * * ii ) O tratamento deve ser indicado : *     * * - no comércio por grosso , nas facturas   e numa das superfícies exteriores das embalagens ,   pela menção : « Conservado por meio de ... »   seguido do nome da ou das substâncias utilizadas *     * * - no comércio a retalho , por uma indicação   visível que assegure de maneira inequívoca a   informação do consumidor *    E 232 * Ortofenilfenato de sódio * a ) Exclusivamente   para o tratamento de superfície de citrinos *     * * b ) No momento da colocação no mercado   dos citrinos : *     * * i ) O teor residual por kg de citrinos   ( frutos inteiros ) não deve exceder : *     * * Para o bifenilo : 70 mg ; para o ortofenilfenol   e ortofenilfenato de sódio , isoladamente ou em   conjunto , expressos em ortofenilfenol : 12 mg *     * * ii ) O tratamento deve ser indicado : *     * * - no comércio por grosso , nas facturas   e numa das superfícies exteriores das embalagens ,   pela menção : « Conservado por meio de ... »   seguido do nome da ou das substâncias utilizadas *     * * - no comércio a retalho , por uma indicação   visível que assegure de maneira inequívoca a   informação do consumidor *    3 . A alínea b ) do artigo 5 º é suprimida .    Artigo 2 º    Os Estados-membros tomarão as medidas necessárias   para que a colheita das amostras e as análises para   pesquisa e dosagem do bifenilo , do ortofenilfenol e   do ortofenilfenato de sódio nos citrinos sejam   efectuadas , no interior e exterior dos citrinos , em   conformidade com as disposições dos Anexos I , II ,   III e IV da presente directiva .    Artigo 3 º    1 . Os Estados-membros porão em vigor as medidas   necessárias para darem cumprimento à presente   directiva o mais tardar a partir de 1 de Julho de   1968 e desse facto informarão imediatamente a Comissão .    2 . Até 1 de Julho de 1968 , os Estados-membros podem   manter as disposições das legislações nacionais   relativas ao tratamento de superfície dos citrinos   pelo bifenilo , o ortofenilfenol e o ortofenilfenato   de sódio .    Artigo 4 º    Os Estados-membros são destinatários da presente   directiva .    Feito em Bruxelas em 27 de Junho de 1967 .    Pelo Conselho    O Presidente    R. VAN ELSLANDE    (1) JO n º 63 de 3 . 4 . 1967 , p. 990/67 .    (2) JO n º 64 de 5 . 4 . 1967 , p. 1005/67 .    (3) JO n º 12 de 27 . 1 . 1964 , p. 161/64 .    (4) JO n º 233 de 20 . 12 . 1966 , p. 3947/66 .    ANEXO I    MODALIDADES DE COLHEITA DE AMOSTRAS DE CITRINOS   PARA O CONTROLO DOS CONSERVANTES    A . Colheita das amostras    I . As colheitas são efectuadas de acordo com   os métodos científicos que assegurem a obtenção   de amostras representativas do lote a controlar .    II . As amostras devem obedecer pelo menos , às   exigências seguintes :    1 . Mercadoria embalada ( caixas , cartões e   recipientes similares )    N º de recipientes no lote * Até 20 * De 21 a 500 *   De 501 a 1 000 * Superior a 1 000 *    N º mínimo de recipientes a colher * 1 * 2 * 3 * 4 *    Massa , expressa em kg , de frutos a colher por   recipiente * 2 * 2 * 2 * 2 *    2 . Mercadoria a granel    Massa , expressa em kg , do lote * Até 20 *   De 21 a 500 * Superior a 500 *    Massa , expressa em kg , a colher * 2 * 4 * 8 *    III . Entende-se por lote uma parte da mercadoria   que apresente as mesmas características tais como   variedade , grau de maturação , tipo de embalagem .    B . Acondicionamento e transporte das amostras    1 . As amostras são introduzidas em recipientes   herméticos ;    2 . Os recipientes são selados ;    3 . As amostras assim acondicionadas são conduzidas   o mais rapidamente possivel aos laboratórios de controlo .    ANEXO II    PESQUISA DE RESÍDUOS DE BIFENILO , ORTOFENILFENOL   E ORTOFENILFENATO DE SÓDIO NA CASCA DOS CITRINOS    1 . Objectivo e âmbito de aplicação    O método que a seguir se descreve permite verificar   a presença de resíduos de bifenilo , de ortofenilfenol   ( OFF ) e de ortofenilfenato de sódio na casca   dos citrinos . O seu limite de sensibilidade é ,   em valor absoluto , da ordem de 5 µ g para o bifenilo   e de 1 µ g para o OFF e para o ortofenilfenato de   sódio , o que equivale respectivamente a 5 mg   de bifenilo ( 5ppm ) e 1 mg de OFF ( 1ppm ) nas   cascas de 1 kg de citrinos .    O tratamento dos citrinos com os produtos supracitados   conduz à presença de resíduos , na sua maior parte   na casca dos frutos . O doseamento destes resíduos   nos frutos inteiros só se considera necessário   quando a sua presença é detectada nas cascas .    2 . Princípio    Procede-se a uma extracção das cascas em meio   ácido pelo diclorometano . O extracto é concentrado ,   procedendo-se em seguida à sua análise por   cromatografia em camada fina , utilizando sílica-gel .   A presença de bifenilo , de ortofenilfenol ou de   ortofenilfenato de sódio é detectada por   fluorescência e por reacções de coloração .    3 . Reagentes    Cicloexano p.a. ,    Diclorometano p.a. ,    Ácido clorídrico a 25 % ( p/v ) ,    Sílica-gel GF 254 Merck ou equivalente ,    Solução acetónica de 2,4,7 -trinitrofluorenona   ( Fluka , B.D.H. ou equivalente ) a 0,5 % ( TNF ) ,    Solução etanólica de 2,6-dibromobenzoquinona-4-   clorimida a 0,1 % ( período máximo de conservação :   uma semana no frigorífico ) ,    Solução concentrada de amoníaco , d : 0,9 ,    Solução padrão de bifenilo puro a 1 % em   cicloexano ,    Solução padrão de ortofenilfenol puro a   1 % em cicloexano .    4 . Aparelhos e utensílios    Misturador ,    Balão de 250 ml , de boca esmerilada , com um   condensador de refluxo ,    Evaporador de pressão reduzida ,    Micropipetas ,    Equipamento para cromatografia de camada fina   incluindo placas com dimensões 20 × 20 cm ,    Lâmpada U.V. ( 254 nm ) : a intensidade deve   ser tal que uma mancha de 5 µ g de bifenilo seja   perceptível ,    Pulverizador para reagentes ,    Estufa .    5 . Técnica    a ) Preparação da amostra e extracção    Cortam-se em duas metades todos os frutos da amostra   colhida para controlo . Uma metade de cada   fruto destina-se ao doseamento dos resíduos de   bifenilo e ( ou ) ortofenilfenol . Nas outras metades   colhem-se fragmentos de casca para obter uma amostra   com cerca de 80 g . Estes fragmentos são   cortados em pedaços , moídos no misturador   e introduzidos no balão de 250 ml ; adiciona-se   1 ml de ácido clorídrico a 25 % e 100 ml de   diclorometano . A mistura é aquecida sob o   condensador durante 10 minutos . Após arrefecimento   e lavagem do condensador com cerca de 5 ml de   diclorometano , filtra-se a mistura utilizando um   filtro de pregas . Coloca-se a solução no evaporador   e adicionam-se alguns fragmentos de pedra-pomes .   A solução é concentrada a pressão reduzida ,   à temperatura de 60 ° C , até obtenção   de um volume final de aproximadamente 10 ml . No   caso de se utilizar um evaporador rotativo , o   balão deve ser mantido em posição fixa , para   evitar perdas de bifenilo devidas à formação   de uma película do produto na parede superior do   balão .    b ) Cromatografia    Introduzem-se num misturador 30 g de sílica-gel e   60 ml de água . Mistura-se durante um minuto ; em   seguida , aplica-se a mistura sobre 5 placas   cromatográficas e estende-se de modo a obter uma   camada com cerca de 0,250 mm de espessura .   Submetem-se as placas assim recobertas , durante   15 minutos , a uma corrente de ar quente e em seguida   introduzem-se numa estufa onde são mantidas , durante   30 minutos , a 110 ° C .    Após arrefecimento , cada placa é dividida em   bandas de 2 cm de largura por traços paralelos que   devem penetrar na camada de recobrimento até à   superfície da placa . Depositam-se sobre cada   banda , a cerca de 1,5 cm do bordo , 50 µl do   extracto a analisar , numa série de gotas   justapostas . Reserva-se pelo menos 1 banda   para testemunha , onde se depositam 1 µl ( ou   seja 10 µg ) das soluções-padrão de   bifenilo e de ortofenilfenol .    As placas cromatográficas são desenvolvidas com   uma mistura de cicloexano e diclorometano   ( 215 : 95 ) nas cubas previamente revestidas no   interior com papel de filtro .    c ) Detecção e identificação    A presença de bifenilo e de ortofenilfenol   detecta-se pelo aparecimento de manchas à luz U. V.   ( 254 nm ) . Tendo o ortofenilfenato de sódio   sido transformado em ortofenilfenol aquando da   extracção em meio ácido , a sua presença   não se diferencia da do ortofenilfenol . A   identificação dos produtos é efectuada do   seguinte modo :    i ) O bifenilo forma uma mancha amarela , à   luz do dia , por pulverização com a   solução de TNF ;    ii ) O ortofenilfenol forma uma mancha azul   por pulverização com a solução de   2,6-dibromobenzoquinona-4-clorimida , seguida de uma   rápida passagem numa corrente de ar quente   e exposição numa atmosfera saturada de amoníaco .    ANEXO III    DOSEAMENTO DOS RESÍDUOS DE BIFENILO NOS CITRINOS    1 . Objectivo e âmbito de aplicação    O método que a seguir se descreve permite   dosear os resíduos de bifenilo nos citrinos ( frutos   inteiros ) . A margem de erro dos resultados é   de 10 % para teores de bifenilo superiores a 10 mg/kg   de frutos ( 10 ppm ) .    2 . Princípio    Após destilação em meio ácido e extracção   pelo cicloexano , procede-se à separação por   cromatografia em camada fina utilizando sílica-gel .   Obtido o cromatograma , elui-se o bifenilo e   doseia-se espectrofotometricamente a 248 nm .    3 . Reagentes    Ácido sulfúrico concentrado ,    Emulsão antiespuma , à base de silicone ,    Cicloexano p.a. ,    Hexano p.a. ,    Etanol p.a. ,    Sulfato de sódio anidro ,    Sílica-gel GF 254 Merck ou equivalente ,    Solução padrão de bifenilo puro a 1 % , em   cicloexano : diluir com cicloexano a fim de obter   as três soluções seguintes : ( a ) 0,6 µg/µl ;   ( b ) 1 µg/µl ; ( c ) 1,4 µg/µl .    4 . Aparelhos e utensílios    Misturador de 1 l ,    Balão de destilação de 2 l com separador   do tipo Clevenger (1) alterado e condensador de   refluxo ,    Balão aferido de 10 ml ,    Micropipetas de 50 µl ,    Equipamento para cromatografia de camada fina   ( placas de 20 × 20 cm ) ,    Estufa ,    Centrífuga com tubos cónicos de 15 ml ,    Espectrofotómetro U.V .    5 . Técnica    a ) Preparação da amostra e extracção    Cortam-se em duas metades todos os frutos da   amostra colhida para controlo . Uma metade de cada   fruto destina-se ao doseamento dos resíduos do   bifenilo , do OFF ou do ortofenilfenato de sódio . As   outras metades são moídas ou trituradas até   obtenção de uma mistura homogénea . Retiram-se ,   pelo menos , duas subamostras de 200 mg , nas quais   se efectua a análise segundo o processo abaixo   indicado . Cada subamostra é introduzida num   misturador com 100 ml de água e triturada a baixa   velocidade durante alguns segundos . Acrescenta-se   uma quantidade de água tal que o volume da   mistura atinja 3/4 da capacidade do misturador .   Tritura-se , em seguida , a grande velocidade durante   5 minutos . Transfere-se o homogeneizado assim obtido   para um balão de destilação de 2 l . Lava-se   o misturador com água e juntam-se as águas de   lavagem ao conteúdo do balão . ( A quantidade total   de água a utilizar para a trituração e   lavagens é de 1 l ) . Adicionam-se à mistura 2 ml   de ácido sulfúrico , 1 ml de emulsão antiespuma   e uma porção de pedra-pomes . Montam-se no   balão o separador e o condensador . Introduz-se   no separador água destilada até que o nível   de água ultrapasse nitidamente a ramificação   inferior do tubo lateral de retorno , e em seguida   adicionam-se 7 ml de cicloexano . Destila-se durante   cerca de 2 horas . Recolhe-se em seguida o conteúdo   do separador no balão aferido de 10 ml , lava-se o   separador com cerca de 1,5 ml de cicloexano ,   adiciona-se a solução de lavagem ao conteúdo   do balão e completa-se o volume com cicloexano .   Introduz-se , para terminar , um pouco de sulfato   de sódio anidro e agita-se .    b ) Cromatografia    Introduzem-se num misturador 30 g de sílica-gel   e 60 ml de água . Mistura-se durante 1 minuto ; em   seguida , aplica-se a mistura sobre 5 placas   cromatográficas e estende-se de modo a obter uma   camada de cerca de 0,250 mm de espessura . Submetem-se   as placas assim recobertas , durante 15 minutos , a   uma corrente de ar quente e em seguida introduzem-se   numa estufa onde são mantidas , durante 30 minutos ,   a 110 ° C . Após arrefecimento , cada placa é   dividida em 4 bandas de 4,5 cm de largura por traços   paralelos que devem penetrar na camada de recobrimento   até à superficie da placa . Depositam-se sobre   uma das bandas , a cerca de 1,5 cm do bordo da   placa , 50 µl do extracto a analisar , numa   série de gotas justapostas . Sobre cada uma   das três bandas restantes depositam-se 50 µl das   soluções-padrão ( a ) , ( b ) e ( c ) ,   respectivamente correspondentes a doses de   bifenilo de 30 , 50 e 70 µg .    Se se efectuarem análises em série , pode   prescindir-se de depositar as soluções-padrão   em todas as placas e estabelecer-se a curva de   referência a partir da média dos valores obtidos ,   em pelo menos 5 placas , com as mesmas doses-padrão .    c ) Desenvolvimento dos cromatogramas e eluição    Os cromatogramas são desenvolvidos numa altura   de 17 cm nas cubas previamente revestidas no interior   com papel de filtro . As placas são secas ao ar   livre . As zonas nas quais está localizado o bifenilo   são detectadas à luz U.V. a 254 nm , e delimitadas   por rectângulos de iguais superfícies .    As superfícies assim delimitadas são imediatamente   raspadas , em toda a espessura da camada de suporte .   O bifenilo é extraído com 10 ml de etanol ,   durante 10 minutos , agitando várias vezes .   Transfere-se para os tubos de centrifugação e   centrifuga-se , durante 5 minutos , a 2 500 rotações   por minuto .    Colhe-se do mesmo modo uma zona testemunha com a   mesma dimensão . No caso de análises em série ,   colhe-se esta zona numa banda virgem da placa ;   no caso de análises individuais , colhe-se numa banda   ocupada por um padrão sob a zora que contém   o bifenilo .    d ) Determinação espectrofotométrica    Decanta-se o líquido sobrenadante para as   células do espectrofotómetro e determina-se   a extinção a 248 nm , por comparação com   um extracto testemunha proveniente de uma zona   cromatográfica isenta de bifenilo .    6 . Cálculo dos resultados    Traça-se uma curva de referência tomando   respectivamente como coordenadas as doses de difenilo   de 30 , 50 e 70 µg e os valores de extinção   correspondentes , determinados no espectrofotómetro .   A curva assim obtida é uma linha recta que passa   pela origem . Este gráfico permite a leitura   directa em ppm dos teores de bifenilo das amostras ,   a partir dos valores de extinção dos seus extractos .    (1) Ver figura na página 9 .    ANEXO IV    DOSEAMENTO DOS RESIDUOS DE ORTOFENILFENOL E   ORTOFENILFENATO DE SODIO NOS CITRINOS    1 . Objectivo e âmbito de aplicação    O método que a seguir se descreve permite   dosear os resíduos de ortofenilfenol ( OFF ) e de   ortofenilfenato de sódio nos citrinos ( frutos   inteiros ) . Os resultados apresentam um erro   por defeito cujo valor médiose situa entre 10   e 20 % para um teor de OFF ou ortofenilfenato de   sódio na ordem de 12 ppm .    2 . Princípio    Após destilação e meio ácido e extracção   pelo éter diisopentílico , o extracto é   purificado e tratado por uma solução de   1-fenil-2,3-demetil-4-aminopirazolona ( 5 )   ( = 4-aminoantipirina ) . Desenvolve-se uma   coloração vermelha cuja intensidade é medida   pelo espectrofotómetro a 510 nm .    3 . Reagentes    Ácido fosfórico a 70 % ,    Emulsão antiespuma , à base de silicone ,    Éter diisopentílico p.a. ,    Cicloexano purificado : agitar 3 vezes uma   solução de hidróxido de sódio a 4 % ,   lavar 3 vezes com água destilada ,    Solução de hidróxido de sódio a 4 % ,    Solução tampão de pH 10,4 : introduzir num   balão aferido de 2 l : 6,64 g de ácido bórico ,   8,00 g de cloreto de potássio e 93,1 ml de   solução de hidróxido de sódio 1 N ; misturar   e perfazer o volume com água destilada .    Reagente I : dissolver 1,0 g de 1-fenil-2,3-   dimetil-4-aminopirazolona ( 5 ) ( = 4-aminoantipirina )   em 100 ml de água destilada ,    Reagente II : dissolver 2,0 g de ferrocianeto de   potássio em 100 ml de água destilada . Os   reagentes I e II devem ser conservados em frascos   de vidro escuro e são estáveis apenas durante   14 dias ,    Sílica-gel ,    Solução padrão : dissolvem-se 10 mg de OFF   puro em 1 ml de NaOH 0,1 N ; perfazer a 100 ml com uma   solução de borato de sódio 0,2 ( 1 ml = 100 µg ) .   Para a obtenção da curva de referência dilui-se   a 1 : 10 com a solução tampão .    4 . Aparelhos e utensílios    Moinho de picar ou triturador ,    Misturador ,    Balão de destilação de 1 l com separador   do tipo Clevenger (1) alterado e condensador de   refluxo ,    Banho de infra-vermelhos ,    Ampola de decantação de 200 ml ,    Provetas graduadas de 25 e 100 ml ,    Balões aferidos de 25 e 100 ml ,    Pipetas de 1 a 10 ml ,    Pipetas aferidas de 0,5 ml ,    Espectrofotómero com células de 5 cm .    5 . Técnica    Cortam-se em duas metades todos os frutos da   amostra colhida para controlo . Uma metade de cada fruto   destina-se ao doseamento dos resíduos de bifenilo ,   de OFF ou de ortofenilfenato de sódio . As outras   metades são moídas ou trituradas até obtenção   de uma mistura homogénea . Retiram-se , pelo menos ,   duas subamostras de 250 g , nas quais se efectua   a análise segundo o processo abaixo indicado .    Cada subamostra é introduzida num misturador com   500 ml de água e triturada até obtenção   de uma massa homogénea , impalpável e na qual   as células oleosas não sejam perceptíveis .   Retiram-se , segundo o teor presumível em OFF ,   150 a 300 g do homogeneizado e introduzem-se no   balão de destilação de 1 l com uma quantidade   de água que leve o conteúdo do balão a 500 g .   Após adição de 10 ml de ácido fosfórico   a 70 % , uma porção de pedra-pomes e 0,5 ml   de emulsão antiespuma , adapta-se o separador e   o condensador ao balão . Introduzem-se no   separador 10 ml de éter diisopentílico e   aquece-se lentamente o balão num banho de   infra-vermelhos , evitando o cozimento do   homogeneizado e a formação de espuma . Destila-se   durante cerca de 6 horas . Transfere-se o conteúdo   do separador para uma ampola de decantação de   200 ml , lava-se o separador e o condensador com   60 ml de cicloexano e , em seguida , com 60 ml de   água . Adicionam-se os líquidos de lavagem   ao conteúdo da ampola a decantar . Agita-se   vigorosamente e , após separação das fases ,   decanta-se e elimina-se a fase aquosa .    Para extrair o OFF , a fase orgânica é agitada   vigorosamente 5 vezes , cada vez durante 3 minutos ,   com 10 ml de hidróxido de sódio a 4 % . As   soluções alcalinas são reunidas , neutralizadas   até pH 9-10 com ácido fosfórico em presença   de papel com fenolftaleína e completadas a 100 ml   com água destilada . Adiciona-se um pouco de   sílica-gel , a fim de clarificar a solução   que apresenta uma ligeira turvação , agita-se   e filtra-se , em seguida , com um filtro seco de   porosidade fina . Tendo em atenção que o   máximo de precisão e de exactidão no   desenvolvimento da coloração se atinge na   presença de quantidades de OFF compreendidas entre   10 e 70 µg , retira-se com uma pipeta uma   alíquota de 0,5 a 10 ml de solução , conforme   as quantidades de OFF previsíveis . Introduz-se   a toma num balão aferido de 25 ml ; adiciona-se   0,5 ml do reagente I , 10 ml da solução   tampão e , em seguida , 0,5 ml do reagente II .   Perfaz-se o volume com a solução tampão e agita-se   energicamente .    Após 5 minutos , mede-se no espectrofotómetro   a extinção da coloração vermelha a 510 nm , por   comparação com uma testemunha isenta de extracto .   A intensidade da coloração não se altera   durante 30 minutos . O cálculo efectua-se em   função dos valores da curva de referência   traçada nas memas condições com a solução   padrão de OFF .    6 . Observações    Para cada análise , é recomendado fazer uma   dupla determinação espectrofotométrica com   volumes diferentes do extracto alcalino neutralizado .    Os citrinos não tratados dão , segundo este   método , valores em branco que podem atingir   0,5 ppm para as laranjas e 0,8 ppm para os limões .    CLEVENGER     ( Ponto 4 do Anexo III ;    Ponto 4 do Anexo IV ) : v. JO    (1) Ver figura na página 9 .