CELEX: 52009PC0631
Language: pt
Date: 2009-11-18
Title: Proposta de decisão do Conselho relativa à assinatura, em nome da Comunidade Europeia, e à aplicação provisória do Acordo Quadro entre a Comunidade Europeia e os seus Estados Membros, por um lado, e a República da Coreia, por outro

Advertência jurídica importante

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52009PC0631

	[pic] | COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS |Bruxelas, 18.11.2009COM(2009)631 final2009/0175 (ACC)Proposta deDECISÃO DO CONSELHOrelativa à assinatura, em nome da Comunidade Europeia, e à aplicação provisória do Acordo-Quadro entre a Comunidade Europeia e os seus Estados-Membros, por um lado, e a República da Coreia, por outroEXPOSIÇÃO DE MOTIVOSO Conselho, com base numa recomendação da Comissão (Dezembro de 2007), autorizou a Comissão a negociar um novo Acordo-Quadro com a República da Coreia (a seguir designada «Coreia»), em Maio de 2008. A Coreia tem sido um interveniente cada vez mais activo na cena internacional, na qualidade de país empenhado na defesa dos direitos humanos, mercado livre e multilateralismo. Existe já uma relação florescente no domínio do comércio e do investimento e a cooperação noutros domínios como a ciência e a tecnologia, a educação, as alterações climáticas e a ajuda ao desenvolvimento está também a reforçar-se. O diálogo político aprofundou-se igualmente nestes últimos anos, centrando-se principal, mas não exclusivamente, nas relações com a Coreia do Norte. Este novo Acordo-Quadro, negociado paralelamente a um Acordo de Comércio Livre abrangente, criará um enquadramento modernizado e totalmente coerente para as relações bilaterais. Na sequência de negociações bem sucedidas, os negociadores rubricaram o Acordo-Quadro em 14 de Outubro de 2009.O Acordo-Quadro constitui a base contratual da nossa relação com a Coreia, assentando num vasto conjunto de princípios comuns e valores partilhados. Tem por objectivo proporcionar à Coreia uma ampla base de cooperação com a UE, abrangendo importantes questões políticas e globais. Inclui disposições actualizadas e abrangentes sobre cooperação económica, prevê a cooperação na área da justiça, liberdade e segurança (ou seja, a luta contra o crime organizado, a corrupção, o tráfico de droga e o branqueamento de capitais, a migração, a protecção dos dados pessoais, etc.), bem como na da boa governação no domínio da fiscalidade. Introduz uma base para a colaboração em questões globais como as alterações climáticas, a segurança do aprovisionamento energético, as estratégias em matéria laboral, educativa e outras, relacionadas com a evolução estrutural da economia mundial, a proliferação de armas de destruição maciça, o terrorismo, e uma posição comum no que se refere à necessidade de repressão penal dos crimes mais graves que preocupam a comunidade internacional. Esclarece também a relação entre o Acordo-Quadro, por um lado, e acordos sectoriais específicos (tanto actuais como futuros), incluindo o Acordo de Comércio Livre, por outro lado. Considera-se que esses acordos «serão parte integrante das relações bilaterais globais, tal como são regidas pelo [Acordo-Quadro]» e «integrar-se-ão num quadro institucional comum».O Acordo-Quadro será o primeiro instrumento contratual deste tipo concluído entre a UE e um país desenvolvido. Quando entrar em vigor, o Acordo-Quadro estará na base de uma Parceria Estratégica com a Coreia, em conformidade com os resultados da Quarta Cimeira UE-Coreia, realizada em Seul em 23 de Maio de 2009.2009/0175 (ACC)Proposta deDECISÃO DO CONSELHOrelativa à assinatura, em nome da Comunidade Europeia, e à aplicação provisória do Acordo-Quadro entre a Comunidade Europeia e os seus Estados-Membros, por um lado, e a República da Coreia, por outroO CONSELHO DA UNIÃO EUROPEIA,Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Europeia e, nomeadamente, os seus artigos 133.º e 181-A, conjugados com o seu artigo 300.º, n.º 2,Tendo em conta a proposta da Comissão[1],Considerando o seguinte:1.  Em 7 de Maio de 2008, o Conselho autorizou a Comissão a negociar um Acordo-Quadro, a seguir designado «o Acordo», com a República da Coreia.2.  O Acordo deverá ser assinado e aplicado a título provisório, sob reserva da sua celebração em data posterior,DECIDE:Artigo 1.ºA assinatura do Acordo-Quadro entre a Comunidade Europeia e os seus Estados-Membros, por um lado, e a República da Coreia, por outro, é aprovada, em nome da Comunidade, sob reserva da decisão do Conselho relativa à conclusão do referido Acordo.O texto do Acordo acompanha a presente Decisão.Artigo 2.ºNa pendência do cumprimento das formalidades necessárias para a sua entrada em vigor, o Acordo é aplicado a título provisório. A aplicação provisória começa no primeiro dia do primeiro mês subsequente à data em que as Partes se tiverem notificado reciprocamente da conclusão das formalidades necessárias para o efeito.Artigo 3.ºO Presidente do Conselho fica autorizado a designar a(s) pessoa(s) com poderes para assinar o Acordo em nome da Comunidade.Feito em Bruxelas, […]Pelo ConselhoO Presidente […]ANEXOACORDO-QUADROentre a Comunidade Europeia e os seus Estados-Membros, por um lado,e a República da Coreia, por outroA COMUNIDADE EUROPEIA, a seguir designada «a Comunidade»,eO REINO DA BÉLGICA,A REPÚBLICA DA BULGÁRIA,A REPÚBLICA CHECA,O REINO DA DINAMARCA,A REPÚBLICA FEDERAL DA ALEMANHA,A REPÚBLICA DA ESTÓNIA,A REPÚBLICA HELÉNICA,O REINO DE ESPANHA,A REPÚBLICA FRANCESA,A IRLANDA,A REPÚBLICA ITALIANA,A REPÚBLICA DE CHIPRE,A REPÚBLICA DA LETÓNIA,A REPÚBLICA DA LITUÂNIA,O GRÃO-DUCADO DO LUXEMBURGO,A REPÚBLICA DA HUNGRIA,A REPÚBLICA DE MALTA,O REINO DOS PAÍSES BAIXOS,A REPÚBLICA DA ÁUSTRIA,A REPÚBLICA DA POLÓNIA,A REPÚBLICA PORTUGUESA,A ROMÉNIA,A REPÚBLICA DA ESLOVÉNIA,A REPÚBLICA ESLOVACA,A REPÚBLICA DA FINLÂNDIA,O REINO DA SUÉCIA,O REINO UNIDO DA GRÃ-BRETANHA E DA IRLANDA DO NORTE,Partes no Tratado que institui a Comunidade Europeia e no Tratado da União Europeia, a seguir designados «os Estados-Membros»,por um lado, eA REPÚBLICA DA COREIA,por outro,A seguir designados colectivamente «as Partes»,CONSIDERANDO os tradicionais laços de amizade e os laços históricos, políticos e económicos que os unem,RECORDANDO o Acordo-Quadro de Comércio e Cooperação entre a Comunidade Europeia e os seus Estados-Membros, por um lado, e a República da Coreia, por outro, assinado no Luxemburgo em 28 de Outubro de 1996 e que entrou em vigor em 1 de Abril de 2001,TENDO EM CONTA o processo acelerado através do qual a União Europeia está a adquirir a sua própria identidade nos domínios da política externa e da segurança e justiça,CONSCIENTES da intervenção e responsabilidade crescentes assumidas pela República da Coreia na comunidade internacional,SUBLINHANDO a natureza abrangente da sua relação e a importância de desenvolver esforços permanentes para manter a coerência global,CONFIRMANDO o seu desejo de manter e desenvolver o seu diálogo político regular, baseado em valores e aspirações comuns,EXPRESSANDO a sua vontade comum de intensificarem as suas relações, formando uma parceria reforçada que abranja os domínios político, económico, social e cultural,DECIDIDOS assim a consolidar, aprofundar e diversificar as relações em sectores de interesse comum, a nível bilateral, regional e global e com base na igualdade, no respeito da soberania, na não discriminação e em benefício mútuo,REAFIRMANDO a sua adesão aos princípios democráticos e aos direitos do Homem, enunciados na Declaração Universal dos Direitos do Homem e noutros instrumentos internacionais relevantes de direitos humanos, bem como aos princípios do Estado de Direito e da boa governação,REAFIRMANDO a sua determinação de lutar contra os crimes mais graves que preocupam a comunidade internacional e a sua convicção de que a repressão penal efectiva desses crimes deve ser assegurada por medidas tomadas a nível nacional e pelo reforço da cooperação internacional,CONSIDERANDO que o terrorismo constitui uma ameaça para a segurança global, desejando intensificar o seu diálogo e cooperação no domínio da luta contra o terrorismo, em conformidade com os instrumentos internacionais relevantes, nomeadamente a Resolução n.º 1373 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, e reafirmando que o respeito pelos direitos do Homem e pelo Estado de Direito são a base fundamental da luta contra o terrorismo,PARTILHANDO da opinião de que a proliferação de armas de destruição maciça e dos respectivos vectores constitui uma grave ameaça à segurança internacional, reconhecendo o compromisso de luta contra essa proliferação assumido pela comunidade internacional, através da adopção de convenções internacionais relevantes e resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, notadamente a Resolução n.º 1540, e desejando reforçar o seu diálogo e cooperação neste domínio,RECONHECENDO a necessidade de uma cooperação reforçada na área da justiça, liberdade e segurança,RECORDANDO a este respeito que as disposições do presente Acordo abrangidas pela parte III, título IV, do Tratado que institui a Comunidade Europeia vinculam o Reino Unido e a Irlanda como partes contratantes separadas e não como membros da Comunidade Europeia, até que o Reino Unido ou a Irlanda (consoante o caso) notifiquem a República da Coreia de que passam a estar-lhes vinculados enquanto membros da Comunidade Europeia, nos termos do Protocolo relativo à posição do Reino Unido e da Irlanda anexa ao Tratado da União Europeia e ao Tratado que institui a Comunidade Europeia, e que o mesmo se aplica à Dinamarca, nos termos do Protocolo relativo à posição da Dinamarca, anexo a esses Tratados,RECONHECENDO o seu desejo de promover o desenvolvimento sustentável, nas suas dimensões económicas, sociais e ambientais,EXPRESSANDO o seu compromisso de garantir um elevado nível de protecção do ambiente e a sua determinação em cooperar, no âmbito da luta contra as alterações climáticas,RECORDANDO o seu apoio a uma globalização justa e aos objectivos do pleno emprego produtivo e do trabalho digno para todos,RECONHECENDO que os fluxos comerciais e de investimento entre as Partes têm crescido, com base no sistema de regulação do comércio global sob os auspícios da Organização Mundial do Comércio,DESEJOSOS de criar condições favoráveis e de promover o crescimento e desenvolvimento sustentáveis do comércio e do investimento entre as Partes, em benefício comum, nomeadamente através da criação de uma zona de comércio livre,CONCORDANDO que é necessário desenvolver esforços colectivos para dar resposta a problemas globais como o terrorismo, os crimes graves que preocupam a comunidade internacional, a proliferação de armas de destruição maciça e respectivos vectores, as alterações climáticas, a energia e a insegurança de recursos, a pobreza e a crise financeira,DECIDIDOS a reforçar a cooperação em sectores de interesse mútuo, nomeadamente promovendo os princípios democráticos e o respeito pelos direitos humanos, lutando contra a proliferação de armas de destruição maciça, lutando contra o comércio ilegal de armas ligeiras e de pequeno calibre, adoptando medidas contra os crimes mais graves que preocupam a comunidade internacional, lutando contra o terrorismo; a cooperação no âmbito das organizações regionais e internacionais; no domínio do comércio e investimento; o diálogo em matéria de política económica; a cooperação entre empresas; a cooperação nos domínios da fiscalidade, aduaneiro, da política de concorrência, da sociedade da informação, da ciência e tecnologia, da energia, dos transportes, da política de transportes marítimos, da política dos consumidores, da saúde, do emprego e assuntos sociais, do ambiente e recursos naturais, das alterações climáticas, da agricultura, desenvolvimento rural e silvicultura, do meio marinho e pescas, da ajuda ao desenvolvimento, da cultura, da informação, comunicação, sector audiovisual e meios de comunicação, da educação, do Estado de Direito, da cooperação jurídica, da protecção dos dados pessoais, da migração, da luta contra as drogas ilícitas, da luta contra o crime organizado e a corrupção, da luta contra o branqueamento de capitais e o financiamento do terrorismo, da luta contra a criminalidade informática, da aplicação efectiva da lei, do turismo, da sociedade civil, da administração pública, das estatísticas,CONSCIENTES da importância de promover a participação na cooperação das pessoas e das entidades directamente interessadas, em especial os agentes económicos e os seus organismos representativos,RECONHECENDO que é desejável melhorar a imagem e a visibilidade de cada uma das Partes nas regiões da outra Parte e promover os contactos interpessoais entre as Partes,DECIDIRAM:TÍTULO IBASE E ÂMBITOArtigo 1.ºBase da cooperação1. As Partes confirmam a sua adesão aos princípios democráticos, aos direitos do Homem e liberdades fundamentais e ao Estado de Direito. O respeito pelos princípios democráticos e pelos direitos do Homem e liberdades fundamentais, definidos na Declaração Universal dos Direitos do Homem e noutros instrumentos internacionais relevantes de direitos humanos, que reflectem o princípio do Estado de Direito, preside à política nacional e internacional das duas Partes e constitui um elemento essencial do presente Acordo.2. As Partes confirmam a sua adesão à Carta das Nações Unidas e o seu apoio aos valores comuns nela expressos.3. As Partes reafirmam o seu compromisso de promover o desenvolvimento sustentável em todas as suas dimensões e o crescimento económico, de contribuir para a realização dos objectivos de desenvolvimento acordados a nível internacional e de cooperar para dar resposta ao desafios ambientais globais, nomeadamente às alterações climáticas.4. As Partes reafirmam a sua adesão aos princípios da boa governação e da luta contra a corrupção, nomeadamente tendo em conta as suas obrigações internacionais.5. As Partes sublinham o seu compromisso comum com a natureza abrangente das relações bilaterais e a manutenção da coerência global neste aspecto.6. As Partes acordam em intensificar as suas relações, formando uma parceria reforçada, e em desenvolver os sectores de cooperação, a nível bilateral, regional e global.7. A execução do presente Acordo entre Partes que partilham e respeitam os mesmos valores basear-se-á assim nos princípios do diálogo, do respeito mútuo, de uma parceria equitativa, do multilateralismo, do consenso e do respeito pelo Direito internacional.Artigo 2.ºObjectivos da cooperação1. Com vista a reforçar a sua cooperação, as Partes comprometem-se a intensificar o seu diálogo político e a estreitar as suas relações económicas. Os seus esforços terão como principais objectivos:a) chegar a acordo quanto a uma visão futura de reforço da sua parceria e desenvolver projectos comuns que concretizem essa visão;b) manter um diálogo político regular;c) promover esforços colectivos em todas as instâncias e organizações regionais e internacionais, com vista a dar resposta às questões globais;d) promover a cooperação económica em sectores de interesse comum, incluindo a cooperação tecnológica, com vista a diversificar o comércio, em benefício mútuo;e) incentivar a cooperação entre empresas, facilitando o investimento de parte a parte e promovendo o entendimento mútuo;f) reforçar a respectiva participação nos programas de cooperação abertos à outra Parte;g) melhorar a imagem e a visibilidade de cada uma das Partes nas regiões da outra Parte, através do intercâmbio cultural, do recurso às tecnologias da informação e da educação;h) promover o entendimento e os contactos interpessoais.2) Com base na sua parceria sólida e em valores comuns, as Partes acordam em desenvolver a sua cooperação e diálogo relativamente a todas as questões de interesse comum. Os seus esforços terão como principais objectivos:a) reforçar o diálogo político e a cooperação, nomeadamente em matéria de direitos do Homem, de não proliferação das armas de destruição maciça e das armas ligeiras e de pequeno calibre, dos crimes mais graves que preocupam a comunidade internacional e da luta contra o terrorismo;b) reforçar a cooperação em todos os sectores de interesse comum relacionados com o comércio e o investimento e garantir condições favoráveis a um incremento sustentável do comércio e do investimento entre as Partes, em benefício mútuo;c) reforçar a cooperação económica, nomeadamente no domínio do diálogo sobre política económica, da cooperação entre as empresas, da fiscalidade, das questões aduaneiras, da política de concorrência, da sociedade da informação, da ciência e tecnologia, da energia, dos transportes, da política de transportes marítimos e da política dos consumidores;d) reforçar a cooperação no domínio do desenvolvimento sustentável, nomeadamente nos sectores da saúde, do emprego e assuntos sociais, do ambiente e recursos naturais, das alterações climáticas, da agricultura, desenvolvimento rural e silvicultura, do meio marinho e pescas e da ajuda ao desenvolvimento;e) reforçar a cooperação no domínio da cultura, da informação, da comunicação, do sector audiovisual e dos meios de comunicação, bem como da educação;f) reforçar a cooperação na área da justiça, liberdade e segurança, nomeadamente em domínios como o Estado de Direito, a cooperação jurídica, a protecção dos dados pessoais, a migração, a luta contra as drogas ilícitas, a luta contra o crime organizado e a corrupção, a luta contra o branqueamento de capitais e o financiamento do terrorismo, a luta contra a criminalidade informática e a aplicação da lei;g) reforçar a cooperação noutros sectores de interesse comum, nomeadamente o turismo, a sociedade civil, a administração pública e as estatísticas.TÍTULO IIDIÁLOGO POLÍTICO E COOPERAÇÃOArtigo 3.ºDiálogo político1. Será estabelecido entre a República da Coreia e a União Europeia um diálogo político regular, baseado em valores e aspirações comuns. Este diálogo terá lugar em conformidade com os procedimentos acordados entre a República da Coreia e a União Europeia.2. O diálogo político terá por objectivo:a) sublinhar o compromisso das Partes com a democracia e o respeito pelos direitos do Homem e liberdades fundamentais;b) promover soluções pacíficas para os conflitos internacionais ou regionais e reforçar as Nações Unidas e outras organizações internacionais;c) intensificar as consultas políticas sobre questões de segurança internacional, tal como o controlo do armamento e o desarmamento, a não proliferação de armas de destruição maciça e a transferência internacional de armas convencionais;d) reflectir sobre questões internacionais de interesse comum, intensificando o intercâmbio de informações entre as duas Partes e nas instâncias internacionais;e) intensificar as consultas sobre questões de especial interesse para os países da região Ásia-Pacífico e das regiões europeias, a fim de promover a paz, a estabilidade e a prosperidade nas duas regiões.3. O diálogo entre as Partes terá lugar através de contactos, intercâmbios e consultas, nomeadamente nas seguintes formas:a) realizar-se-ão reuniões cimeiras a nível dos dirigentes, sempre que as Partes o considerem necessário;b) realizar-se-ão consultas anuais a nível ministerial, sempre que as Partes assim o acordem;c) sessões de informação sobre acontecimentos internacionais ou nacionais importantes, a nível de altos responsáveis;d) diálogos sectoriais sobre questões de interesse comum;e) intercâmbios de delegações entre o Parlamento Europeu e a Assembleia Nacional da República da Coreia.Artigo 4.ºLuta contra a proliferação de armas de destruição maciça1. As Partes consideram que a proliferação de armas de destruição maciça e dos respectivos vectores, tanto a nível de intervenientes estatais como não estatais, constitui uma das mais graves ameaças à estabilidade e segurança internacional.2. As Partes acordam, por conseguinte, em cooperar e contribuir para lutar contra a proliferação de armas de destruição maciça e dos respectivos vectores, através do pleno cumprimento das respectivas obrigações jurídicas relacionadas com o desarmamento e a não proliferação e com outros instrumentos relevantes aprovados pelas duas Partes. As Partes acordam em que esta disposição constitui um elemento essencial do presente Acordo.3. As Partes acordam igualmente em cooperar e contribuir para lutar contra a proliferação de armas de destruição maciça e dos respectivos vectores, das seguintes formas:a) tomar medidas para assinar, ratificar ou aderir, conforme o caso, a todos os outros instrumentos internacionais relevantes e assegurar a sua plena aplicação;b) criar um sistema nacional eficaz de controlo das exportações, com o objectivo de impedir a proliferação das ADM e das mercadorias e tecnologias relacionadas, que inclua o controlo da utilização final e que preveja a aplicação de sanções efectivas, civis e penais, em caso de infracção aos controlos das exportações.4. As Partes acordam em que o seu diálogo político acompanhará e consolidará estes elementos.Artigo 5.ºArmas ligeiras e de pequeno calibre1. As Partes reconhecem que o fabrico, transferência e circulação ilícitos de armas ligeiras e de pequeno calibre e respectivas munições, e a sua acumulação excessiva, má gestão, reservas sem segurança adequada e disseminação incontrolada continuam a constituir uma séria ameaça para a paz e a segurança internacionais.2. As Partes acordam em observar os respectivos compromissos em matéria de luta contra o comércio ilícito de armas ligeiras e de pequeno calibre e respectivas munições, assumidos no quadro de instrumentos internacionais como o programa de acção da ONU para prevenir, combater e erradicar o comércio ilícito de ALPC em todos os seus aspectos e o Instrumento Internacional que permite aos Estados identificar e rastrear, de forma atempada e fiável, as armas ligeiras e de pequeno calibre ilícitas, bem como as suas obrigações no âmbito das resoluções do Conselho de Segurança da ONU vigentes.3. As Partes comprometem-se a cooperar e a assegurar a coordenação, complementaridade e sinergia dos seus esforços para lidar com o comércio ilícito de armas ligeiras e de pequeno calibre e respectivas munições aos níveis mundial, regional, sub-regional e nacional.Artigo 6.ºOs crimes mais graves que preocupam a comunidade internacional1. As Partes reafirmam que os crimes mais graves que preocupam toda a comunidade internacional não devem ficar impunes e que a sua repressão penal efectiva deve ser assegurada por medidas tomadas a nível nacional e pelo reforço da cooperação internacional, se for caso disso, inclusive no âmbito do Tribunal Penal Internacional. As Partes acordam em apoiar plenamente a universalidade e integridade do Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional e os instrumentos conexos.2. As Partes acordam em que seria benéfico um diálogo entre si nesta matéria.Artigo 7.ºCooperação na luta contra o terrorismo1. As Partes, reafirmando a importância da luta contra o terrorismo e, em conformidade com as convenções internacionais aplicáveis, incluindo o Direito humanitário internacional, as normas de direitos do Homem e o direito aplicável aos refugiados, bem como com a respectiva legislação e regulamentação, e tendo em conta a Estratégia Global Antiterrorismo das Nações Unidas, adoptada pela Assembleia Geral das Nações Unidas na Resolução n.º 60/288, de 8 de Setembro de 2006, acordam em cooperar na prevenção e supressão de actos terroristas.2. As Partes cooperarão, nomeadamente, das seguintes formas:a) cumprimento das resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas e das respectivas obrigações ao abrigo de outras convenções e instrumentos internacionais relevantes;b) intercâmbio de informações sobre grupos terroristas e as suas redes de apoio, em conformidade com o Direito internacional e nacional;c) intercâmbio de pontos de vista sobre os meios e métodos utilizados para combater o terrorismo, inclusive nos sectores técnicos e da formação, bem como mediante o intercâmbio de experiências no âmbito da prevenção do terrorismo;d) cooperação destinada a aprofundar o consenso internacional em matéria de luta contra o terrorismo, inclusive através da definição jurídica dos actos de terrorismo e, nomeadamente, com vista a chegar a acordo sobre uma Convenção Geral sobre o Terrorismo Internacional;e) partilha de boas práticas relevantes no domínio da protecção dos direitos do Homem na luta contra o terrorismo.TÍTULO IIICOOPERAÇÃO NAS ORGANIZAÇÕES REGIONAIS E INTERNACIONAISArtigo 8.ºCooperação nas organizações regionais e internacionaisAs Partes comprometem-se a trocar pontos de vista e a cooperar no âmbito de instâncias e organizações regionais e internacionais como as Nações Unidas, a Organização Mundial do Trabalho (OIT), a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), a Organização Mundial do Comércio (OMC), a Cimeira Ásia-Europa (ASEM) e o Fórum Regional ASEAN (FRA).TÍTULO IVCOOPERAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO ECONÓMICOArtigo 9.ºComércio e investimento1. As Partes comprometem-se a cooperar para garantir condições favoráveis e promover o incremento e o desenvolvimento sustentáveis do comércio e do investimento entre ambas, em benefício mútuo. As Partes encetarão o diálogo e reforçarão a cooperação em todos os sectores de interesse mútuo relacionados com o comércio e o investimento, a fim de facilitar os fluxos sustentáveis de comércio e investimento, prevenir e eliminar os obstáculos ao comércio e ao investimento e fazer avançar o sistema de comércio multilateral.2. Para tal as Partes darão execução à sua cooperação em matéria de comércio e investimento através de um acordo de criação de uma zona de comércio livre. O referido acordo será um acordo específico de aplicação das disposições relativas ao comércio do presente Acordo, nos termos do seu artigo 43.º.3. As Partes manter-se-ão informadas e trocarão pontos de vista sobre o desenvolvimento do comércio bilateral e internacional, o investimento e as políticas e questões conexas.Artigo 10.ºDiálogo sobre política económica1. As Partes acordam em reforçar o diálogo entre as suas autoridades e em promover o intercâmbio de informações e a partilha de experiências em matéria de políticas e tendências macroeconómicas.2. As Partes acordam em reforçar o diálogo e a cooperação com vista a aperfeiçoar os sistemas de contabilidade, auditoria e de controlo e regulamentação da banca, dos seguros e de outros ramos do sector financeiro.Artigo 11.ºCooperação entre empresas1. As Partes, tendo em conta as respectivas políticas e objectivos económicos, acordam em promover a cooperação em matéria de política industrial em todos os domínios que considerem adequados, em particular tendo em vista melhorar a competitividade das pequenas e médias empresas (PME), nomeadamente das seguintes formas:a) intercâmbio de informações e experiências sobre a criação de condições favoráveis à melhoria da competitividade das PME e sobre os procedimentos relacionados com a criação de PME;b) promoção de contactos entre os operadores económicos, incentivando os investimentos conjuntos e a criação de empresas comuns, bem como as redes de informação, nomeadamente através dos programas existentes;c) facilitação do acesso ao financiamento e aos mercados, fornecer informações e incentivar a inovação;d) facilitação das actividades das respectivas pequenas e médias empresas;e) promoção da responsabilidade social e da responsabilização das empresas e incentivo às práticas empresariais responsáveis, incluindo o consumo e a produção sustentáveis.2. As Partes facilitarão as actividades de cooperação relevantes determinadas pelos respectivos sectores privados.Artigo 12.ºFiscalidadeTendo em vista o reforço e o desenvolvimento das actividades económicas e tendo paralelamente em conta a necessidade de definir um quadro regulamentar adequado, as Partes reconhecem e comprometem-se a aplicar os princípios da transparência, do intercâmbio de informações e da concorrência leal em matéria fiscal. Para o efeito, sem prejuízo das respectivas competências, as Partes melhorarão a cooperação internacional no domínio fiscal, facilitarão a cobrança de receitas fiscais legítimas e desenvolverão medidas para a aplicação eficaz dos princípios acima mencionados.Artigo 13.ºCooperação aduaneiraAs Partes cooperarão no domínio aduaneiro numa base bilateral e multilateral. Para o efeito, partilharão experiências e analisarão as possibilidades de simplificação dos procedimentos, de aumento da transparência e de desenvolvimento da cooperação. Procurarão também chegar a uma convergência de posições e a uma acção conjunta nos quadros internacionais relevantes.Artigo 14.ºPolítica da concorrência1. As Partes promoverão uma concorrência leal nas actividades económicas, através de uma aplicação efectiva da sua legislação nacional em matéria de concorrência e das regras da concorrência.2. Para realizar o objectivo referido no n.º 1 e nos termos do Acordo entre a Comunidade Europeia e o Governo da República da Coreia respeitante à cooperação no âmbito das actividades anticoncorrenciais, as Partes comprometem-se a cooperar:a) reconhecendo a importância da legislação em matéria de concorrência e das autoridades da concorrência e procurando aplicar de forma proactiva essa legislação, a fim de criar condições de concorrência leal;b) partilhando a informação e reforçando a cooperação entre as autoridades de concorrência.Artigo 15.ºSociedade da informação1. As Partes, reconhecendo que as tecnologias da informação e da comunicação são elementos essenciais da vida moderna e de importância fundamental para o desenvolvimento económico e social, procurarão trocar pontos de vista sobre as respectivas políticas neste domínio.2. A cooperação neste domínio incidirá, nomeadamente, nos seguintes aspectos:a) uma troca de pontos de vista sobre os diferentes aspectos da sociedade da informação, em particular as políticas e a regulamentação em matéria de comunicação electrónica, incluindo o serviço universal, a concessão de licenças e as autorizações gerais, a protecção da vida privada e dos dados pessoais e a independência e eficácia da autoridade de tutela;b) a interconexão e a interoperabilidade das redes de investigação e serviços, inclusive num contexto regional;c) a normalização e divulgação de novas tecnologias da informação e da comunicação;d) a promoção da cooperação entre as Partes em matéria de investigação no domínio das tecnologias da informação e da comunicação;e) questões e aspectos relacionados com a segurança das tecnologias da informação e da comunicação, incluindo a promoção da segurança informática, a luta contra a criminalidade informática e o abuso das tecnologias da informação e de todos os meios de comunicação electrónicos.3. Será incentivada a cooperação entre empresas.Artigo 16.ºCiência e tecnologiaAs partes incentivarão, desenvolverão e promoverão actividades de cooperação em domínios das ciências e tecnologias para fins pacíficos, nos termos do Acordo de Cooperação Científica e Tecnológica entre a Comunidade Europeia e o Governo da República da Coreia.Artigo 17.ºEnergia1. As Partes reconhecem a importância do sector da energia para o desenvolvimento económico e social e esforçar-se-ão, no âmbito das respectivas competências, por reforçar a cooperação neste domínio, a fim de:a) diversificar as fontes de energia de forma a melhorar a segurança do aprovisionamento desenvolver novas formas de energia sustentáveis, inovadoras e renováveis, incluindo nomeadamente os biocombustíveis e a biomassa, a energia eólica e solar, bem como a energia hidroeléctrica;b) apoiar a concepção de políticas que confiram mais competitividade às energias renováveis;c) alcançar uma utilização racional da energia, tanto a nível da oferta como da procura, promovendo a eficiência energética na produção, transporte, distribuição e utilização final da energia;d) promover as transferências de tecnologia com vista a uma produção sustentável da energia e à eficiência energética;e) reforçar a capacidade e promover o investimento no sector da energia, tendo em conta os princípios da transparência, da não-discriminação e da compatibilidade com o mercado;f) promover a concorrência no mercado da energia;g) trocar pontos de vista sobre a evolução dos mercados globais da energia, bem como sobre o impacto dessa evolução para os países em desenvolvimento.2. Para tal, as Partes esforçar-se-ão, sempre que adequado, por promover as seguintes actividades de cooperação, especialmente no âmbito dos quadros regionais e internacionais existentes:a) cooperação no âmbito do processo de elaboração de políticas em matéria de energia e intercâmbio de informações relevantes para as políticas energéticas;b) intercâmbio de informações sobre a situação e as tendências registadas no mercado da energia, na indústria e na tecnologia;c) realização de estudos e investigação conjuntos;d) incremento do comércio e do investimento no sector da energia.Artigo 18.ºTransportes1. As Partes esforçar-se-ão por cooperar em todos os domínios pertinentes da política dos transportes, incluindo a política de transportes integrada, com vista a melhorar a circulação de mercadorias e de passageiros, promover a protecção e a segurança dos transportes marítimos e aéreos, o desenvolvimento dos recursos humanos, a protecção do ambiente, bem como a aumentar a eficiência dos seus sistemas de transporte.2. A cooperação entre as Partes neste domínio terá por objectivo promover:a) o intercâmbio de informações sobre as respectivas políticas e práticas em matéria de transportes, em especial no que respeita aos transportes urbanos, rurais, de navegação interior, aéreos e marítimos, incluindo a logística e a interconexão e interoperabilidade das redes multimodais de transportes e a gestão rodoviária, ferroviária, portuária e aeroportuária;b) um diálogo e acções conjuntas no domínio dos transportes aéreos, em sectores de interesse comum, incluindo o acordo sobre certos aspectos do serviços aéreos e a análise das possibilidades de reforçar as relações, bem como de estabelecer uma cooperação técnica e regulamentar em domínios como a segurança da aviação, o ambiente, a gestão do tráfego aéreo, a aplicação da legislação em matéria de concorrência e a regulação económica do sector dos transportes aéreos, com o intuito de apoiar a convergência regulamentar e a eliminação dos obstáculos à actividade das empresas. Nesta base, as Partes explorarão as possibilidades de uma cooperação mais abrangente no sector da aviação civil;c) a cooperação com vista à redução das emissões de gases com efeito de estufa no sector dos transportes;d) a cooperação no âmbito das instâncias internacionais de transportes;e) a aplicação de normas e regulamentação em matéria de segurança e de prevenção da poluição, nomeadamente no que respeita ao transporte marítimo e à aviação, em conformidade com as convenções internacionais aplicáveis às duas Partes, incluindo a cooperação nas instâncias internacionais adequadas, com vista a melhorar a aplicação da regulamentação internacional.3. No que respeita à navegação mundial por satélite com carácter civil, as Partes cooperarão nos termos do Acordo de Cooperação relativo a um sistema mundial civil de navegação por satélite (GNSS) entre a Comunidade Europeia e os seus Estados-Membros, por um lado, e a República da Coreia, por outro.Artigo 19.ºPolítica de transportes marítimos1. As Partes comprometem-se a promover o acesso sem restrições ao mercado e ao tráfego marítimo internacional, numa base comercial e em condições de concorrência leal, em conformidade com o disposto no presente artigo.2. Ao aplicarem os princípios enunciados no n.º 1, as Partes:a) não introduzirão cláusulas de partilha de carga em futuros acordos bilaterais com países terceiros em matéria de serviços de transporte marítimo, incluindo o comércio a granel de sólidos e líquidos e o tráfego de linha, e não activarão tais cláusulas de partilha de carga caso existam em acordos bilaterais anteriores;b) não aplicarão, a partir da entrada em vigor do presente Acordo, quaisquer medidas administrativas, técnicas e legislativas susceptíveis de terem efeitos discriminatórios entre os seus próprios nacionais ou sociedades e os da outra parte relativamente à prestação de serviços no domínio do transporte marítimo internacional;c) concederão aos navios utilizados por sociedades ou nacionais da outra Parte um tratamento não menos favorável do que o concedido aos seus próprios navios, no que se refere ao acesso aos portos abertos ao comércio internacional, à utilização das infra-estruturas e dos serviços marítimos auxiliares dos portos, bem como às taxas e encargos inerentes, aos serviços aduaneiros e à utilização dos cais de acostagem e instalações de carga e descarga;d) cada Parte autorizará a presença comercial das companhias de navegação da outra Parte no seu território para o exercício de actividades de agência marítima em condições de estabelecimento e de exercício das suas actividades não menos favoráveis do que as concedidas às suas próprias sociedades ou a filiais ou sucursais de sociedades de qualquer país terceiro, se estas últimas forem mais favoráveis.3. Para efeitos do presente artigo, o acesso ao mercado marítimo internacional inclui, nomeadamente, o direito de os prestadores de serviços de transporte marítimo internacional de cada Parte organizarem serviços de transporte «porta-a-porta» que incluam um trajecto marítimo e, para o efeito, contratarem directamente no território da outra Parte com os fornecedores locais de outros modos de transporte distintos do transporte marítimo sem prejuízo das restrições relativas à nacionalidade aplicáveis ao transporte de mercadorias e de passageiros nos referidos modos de transporte.4. O disposto no presente artigo é aplicável às sociedades da Comunidade Europeia e às sociedades coreanas, bem como às companhias de navegação estabelecidas fora da Comunidade Europeia ou da República da Coreia, controladas por nacionais de um Estado-Membro ou da República da Coreia, cujas embarcações se encontrem registadas nesse Estado-Membro ou na República da Coreia em conformidade com as respectivas legislações.5. Sempre que necessário, serão concluídos acordos específicos para regulamentar o exercício das actividades de agência de navegação na Comunidade Europeia e na República da Coreia.6. As Partes manterão um diálogo no domínio da política de transportes marítimos.Artigo 20.ºPolítica dos consumidoresAs Partes comprometem-se a cooperar no domínio da política dos consumidores, a fim de garantir um elevado nível de defesa do consumidor. As Partes acordam em que essa cooperação poderá envolver, na medida do possível:a) a melhoria da compatibilidade das legislações em matéria de defesa do consumidor, a fim de evitar obstáculos às trocas comerciais, garantindo simultaneamente um elevado nível de protecção dos consumidores;b) a promoção do intercâmbio de informações em matéria de sistemas de defesa dos consumidores, incluindo a legislação de defesa dos consumidores, a segurança dos produtos para os consumidores, a aplicação efectiva da legislação de defesa dos consumidores, a educação dos consumidores e o empoderamente e o acesso dos consumidores à justiça;c) o incentivo à criação de associações de consumidores independentes e o estabelecimento de contactos entre representantes dos interesses dos consumidores.TÍTULO VCOOPERAÇÃO NO DOMÍNIO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVELArtigo 21.ºSaúde1. As Partes acordam em promover a cooperação mútua e o intercâmbio de informações nos domínios da saúde e de uma gestão eficaz dos problemas de saúde transfronteiriços.2. As Partes comprometem-se a promover das seguintes formas a cooperação mútua e o intercâmbio de informações:a) intercâmbio de informações sobre vigilância das doenças infecciosas, incluindo a gripe pandémica, e sobre medidas de alerta precoce e prevenção;b) intercâmbio de informações sobre estratégias de saúde e planos de saúde pública;c) intercâmbio de informações sobre políticas de promoção da saúde, tais como campanhas antitabagismo, de prevenção da obesidade e de controlo das doenças;d) intercâmbio de informações, na medida do possível, no domínio da segurança e da aprovação de produtos farmacêuticos;e) intercâmbio de informações, na medida do possível, bem como investigação conjunta no domínio da segurança dos alimentos, por exemplo, sobre legislação e regulamentação alimentar, sistemas de alerta de emergência, etc.;f) cooperação em aspectos relacionados com a investigação e desenvolvimento, tais como tratamentos avançados e medicamentos órfãos inovadores;g) intercâmbio de informações e cooperação em matéria de política de e-saúde.3. As Partes comprometem-se a promover a aplicação de acordos internacionais de saúde como o Regulamento Sanitário Internacional e a Convenção-Quadro sobre o Controlo do Tabaco.Artigo 22.ºEmprego e assuntos sociais1. As Partes acordam em reforçar a cooperação no domínio do emprego e dos assuntos sociais, inclusive no contexto da globalização e da evolução demográfica. Serão desenvolvidos esforços de promoção da cooperação e do intercâmbio de informações e experiências em matéria de emprego e de questões laborais. Os domínios de cooperação poderão incluir a coesão social e regional, a integração social, os sistemas de segurança social, o desenvolvimento das competências ao longo da vida, a saúde e segurança no local de trabalho, a igualdade de género e o trabalho digno.2. As Partes reafirmam a necessidade de apoiar um processo de globalização que beneficie todos os interessados e de promover o pleno emprego produtivo e o trabalho digno como elemento essencial do desenvolvimento sustentável e da redução da pobreza.3. As Partes reafirmam o seu compromisso de respeitar, promover e aplicar as normas sociais e laborais reconhecidas a nível internacional, nomeadamente tal como são estabelecidas na Declaração da OIT relativa aos Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho.4. As formas de cooperação poderão incluir, entre outras, programas e projectos específicos, acordados mutuamente, bem como o diálogo, a cooperação e iniciativas sobre temas de interesse comum, a nível bilateral ou multilateral.Artigo 23.ºAmbiente e recursos naturais1. As Partes estão de acordo quanto à necessidade de preservar e gerir de forma sustentável os recursos naturais e a diversidade biológica, enquanto elementos essenciais do desenvolvimento das gerações actuais e futuras.2. As Partes envidarão esforços no sentido de prosseguir e reforçar a sua cooperação no domínio da protecção do ambiente, inclusive num contexto regional, concretamente no que respeita aos seguintes aspectos:a) alterações climáticas e eficiência energética;b) sensibilização para as questões do ambiente;c) participação e aplicação de acordos multilaterais sobre o ambiente, incluindo biodiversidade, biossegurança e CITES;d) promoção de tecnologias, produtos e serviços relacionados com o ambiente, incluindo o reforço das capacidades em matéria de sistemas de gestão ambiental e rotulagem ecológica;e) prevenção da transferência transfronteiras ilegal de substâncias perigosas, resíduos perigosos e outros tipos de resíduos;f) controlo da conservação, da poluição e da degradação do ambiente costeiro e marinho;g) participação local na protecção do ambiente enquanto elemento essencial do desenvolvimento sustentável;h) gestão dos solos e ordenamento do território;i) intercâmbio de informações, conhecimentos e práticas.3. Serão tidos em conta os resultados da Cimeira Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável e a aplicação dos acordos multilaterais relevantes sobre o ambiente, se for caso disso.Artigo 24.ºAlterações climáticas1. As Partes reconhecem a ameaça global comum das alterações climáticas e a necessidade de tomar medidas de redução das emissões, para conseguir a estabilização das concentrações na atmosfera de gases com efeito de estufa a um nível que evite uma interferência antropogénica perigosa com o sistema climático. No âmbito das suas respectivas competências e sem prejuízo dos debates sobre alterações climáticas travados noutras instâncias, tais como a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, as Partes reforçarão a cooperação neste domínio. Essa cooperação terá por objectivo:a) combater as alterações climáticas, com o objectivo global de promover a transição rápida para sociedades de baixo teor de carbono, através de medidas de atenuação e adaptação adequadas a nível nacional;b) defender uma utilização eficiente dos recursos, por exemplo, através de uma aplicação alargada das melhores tecnologias de baixo teor de carbono e das normas de atenuação e adaptação disponíveis, desde que sejam economicamente viáveis;c) trocar informações e conhecimentos em matéria dos benefícios e da arquitectura dos regimes de comércio de emissões;d) reforçar os instrumentos de financiamento do sector público e privado, tais como mecanismos de mercado e parcerias público-privadas que possam apoiar eficazmente a luta contra as alterações climáticas;e) cooperar no domínio da investigação, desenvolvimento, divulgação, aplicação e transferência de tecnologias de baixo teor de carbono que permitam reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e manter simultaneamente o crescimento económico;f) trocar experiências e conhecimentos em matéria de análise e controlo dos efeitos dos gases com efeito de estufa e de concepção de programas de atenuação e adaptação, sempre que pertinente;g) apoiar, sempre que pertinente, medidas de atenuação e adaptação nos países em desenvolvimento, inclusive através dos mecanismos de flexibilidade do Protocolo de Quioto.2. Para o efeito, as Partes acordam em intensificar o diálogo e a cooperação a nível político e técnico.Artigo 25.ºAgricultura, desenvolvimento rural e silviculturaAs Partes acordam em promover a cooperação em matéria de agricultura, desenvolvimento rural e silvicultura. As Partes trocarão informações e desenvolverão uma cooperação que incidirá, nomeadamente, nas seguintes áreas:a) política agrícola e florestal e perspectivas da agricultura e da silvicultura, a nível internacional em geral;b) registo e protecção de Indicações Geográficas;c) produção biológica;d) investigação no domínio da agricultura e da silvicultura;e) política de desenvolvimento das zonas rurais e, nomeadamente, de diversificação e reestruturação dos sectores agrícolas;f) agricultura e silvicultura sustentáveis e integração dos requisitos ambientais na política agrícola;g) ligações entre a agricultura, a silvicultura e o ambiente, por um lado, e a política de desenvolvimento das zonas rurais, por outro;h) promoção de actividades relacionadas com os produtos agro-alimentares;i) gestão sustentável das florestas, como instrumento de prevenção da desflorestação e de incentivo à realização de novas plantações florestais, tendo devidamente em conta os interesses dos países em desenvolvimento produtores de madeira.Artigo 26.ºMeio marinho e pescasAs Partes incentivarão a cooperação no domínio marinho e das pescas, a nível bilateral e multilateral, tendo sobretudo em vista promover o desenvolvimento e a gestão sustentáveis e responsáveis do meio marinho e das pescas. A cooperação pode incluir as seguintes áreas:a) intercâmbio de informações;b) apoio a uma política marinha e das pescas sustentável e responsável a longo prazo, que inclua a conservação e a gestão dos recursos costeiros e marinhos;c) incentivo aos esforços para evitar e combater as práticas de pesca ilegal, não registada e não regulamentada.Artigo 27.ºAjuda ao desenvolvimento1. As Partes acordam em trocar informações sobre as suas políticas de ajuda ao desenvolvimento, com vista a estabelecer um diálogo regular sobre os objectivos dessas políticas e sobre os respectivos programas de ajuda ao desenvolvimento de países terceiros. Estudarão em que medida será viável uma cooperação mais substancial, em conformidade com as respectivas legislações e as condições aplicáveis à execução desses programas.2. As Partes reafirmam o seu compromisso com a Declaração de Paris de 2005 sobre a Eficácia da Ajuda ao Desenvolvimento e acordam em reforçar a cooperação, com vista a melhorar os resultados em matéria de desenvolvimento.TÍTULO VICOOPERAÇÃO NOS DOMÍNIOS DA EDUCAÇÃO E DA CULTURAArtigo 28.ºCooperação nos domínios da cultura, da informação, da comunicação, do sector audiovisual e dos meios de comunicação1. As Partes acordam em promover uma cooperação no domínio da cultura, a fim de aumentar a compreensão mútua e o conhecimento das respectivas culturas.2. As Partes esforçar-se-ão por adoptar as medidas adequadas para promover intercâmbios culturais e realizar iniciativas conjuntas neste domínio.3. As Partes acordam em cooperar estreitamente em instâncias internacionais competentes, tais como a UNESCO e a Cimeira Ásia-Europa (ASEM), tendo em vista a prossecução de objectivos comuns e a promoção da diversidade cultural e respeitando as disposições da Convenção da UNESCO sobre a protecção e a promoção da diversidade das expressões culturais.4. As Partes estudarão as possibilidades de incentivar os intercâmbios, a cooperação e o diálogo entre instituições relevantes nos sectores audiovisual e dos meios de comunicação.Artigo 29.ºEducação1. As Partes reconhecem que a educação e a formação prestam um contributo essencial para o desenvolvimento de recursos humanos capazes de participar numa economia global baseada no conhecimento; reconhecem também que têm um interesse comum na cooperação no domínio da educação e formação.2. De acordo com os seus interesses mútuos e os objectivos das suas políticas de educação, as Partes comprometem-se a apoiar conjuntamente actividades de cooperação nos domínios da educação, da formação e da juventude, centradas em especial no ensino superior. Esta cooperação pode assumir, nomeadamente, as seguintes formas:a) apoio a projectos conjuntos de cooperação entre instituições de ensino e formação da União Europeia e da República da Coreia, destinados a promover a concepção de currículos e programas de estudo conjuntos, bem como a mobilidade dos estudantes;b) diálogo, estudos e intercâmbio de informações e know-how no domínio da política de educação;c) promoção de intercâmbios de estudantes, professores e funcionários administrativos de instituições de ensino superior, bem como de jovens trabalhadores, inclusive através da execução do programa Erasmus Mundus;e) cooperação em sectores de ensino de interesse comum.TÍTULO VIICOOPERAÇÃO NA ÁREA DA JUSTIÇA, LIBERDADE E SEGURANÇAArtigo 30.ºEstado de DireitoNo âmbito da sua cooperação na área da justiça, liberdade e segurança, as Partes atribuirão especial importância à promoção do Estado de Direito, o que inclui a independência do poder judicial, o acesso à justiça e o direito a um julgamento justo.Artigo 31.ºCooperação jurídica1. As Partes acordam em desenvolver a cooperação judicial em matéria civil e comercial, nomeadamente no que se refere à ratificação e aplicação de convenções multilaterais relativas à cooperação judiciária em matéria civil, tais como as Convenções da Conferência da Haia de Direito Internacional Privado sobre cooperação jurídica internacional e resolução de litígios, bem como sobre protecção das crianças.2. As Partes acordam em facilitar e promover, sempre que possível, a resolução por arbitragem dos litígios em matéria civil e dos litígios comerciais privados, em conformidade com os instrumentos internacionais aplicáveis.3. No que se refere à cooperação judiciária em matéria penal, as Partes procurarão reforçar as disposições em matéria de assistência jurídica mútua e extradição, o que incluirá, sempre que pertinente, o acesso e a aplicação dos instrumentos internacionais relevantes das Nações Unidas, incluindo o Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional, tal como se refere no artigo 6.º do presente Acordo.Artigo 32.ºProtecção dos dados pessoais1. As Partes acordam em cooperar neste domínio, com o objectivo de melhorar o nível de protecção dos dados pessoais, tendo em conta as normas internacionais mais elevadas, tais como as indicadas nas directrizes das Nações Unidas sobre o tratamento informatizado dos dados pessoais (Resolução n.º 45/95, de 14 de Dezembro de 1990, da Assembleia Geral das Nações Unidas).2. A cooperação em matéria de protecção de dados pessoais pode incluir, designadamente, o intercâmbio de informações e conhecimentos.Artigo 33.ºMigração1. As Partes acordam em reforçar e intensificar a cooperação em domínios como a migração ilegal, a introdução clandestina e o tráfico de seres humanos, bem como em incluir as questões relacionadas com a migração nas estratégias nacionais de desenvolvimento económico e social das regiões de origem dos migrantes.2. No âmbito da cooperação no domínio da prevenção e controlo da imigração ilegal, as Partes acordam em readmitir os seus nacionais ilegalmente presentes no território da outra Parte. Para tal, as Partes fornecerão aos nacionais readmitidos os documentos de identificação apropriados para o efeito. Nos casos de dúvidas quanto à nacionalidade, as Partes acordam em identificar os seus pretensos nacionais.3. As Partes comprometem-se a celebrar, se necessário, um acordo que regule as obrigações específicas das Partes em matéria de readmissão dos seus nacionais. Este acordo deverá igualmente abordar as condições relacionadas com os nacionais de países terceiros e os apátridas.Artigo 34.ºLuta contra as drogas ilícitas1. No contexto dos respectivos quadros normativos, as Partes procurarão reduzir a oferta, o tráfico e a procura de drogas ilícitas e o respectivo impacto nos toxicodependentes e na sociedade em geral e evitar mais eficazmente o desvio de precursores químicos utilizados para o fabrico ilícito de estupefacientes e de substâncias psicotrópicas. No âmbito da sua cooperação, as Partes garantirão que seja adoptada uma abordagem abrangente e equilibrada na prossecução deste objectivo, mediante a regulamentação do mercado legal e uma acção e coordenação eficazes entre as autoridades competentes, nomeadamente dos sectores da saúde, da educação, sociais, das forças policiais e da justiça.2. As Partes definirão as modalidades de cooperação mais adequadas para atingir estes objectivos. As acções basear-se-ão em princípios mutuamente acordados, de acordo com as convenções internacionais relevantes, a declaração política e a declaração especial sobre as orientações para a redução da procura de droga, aprovadas no âmbito da Vigésima Sessão Extraordinária da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre drogas, de Junho de 1998.Artigo 35.ºLuta contra o crime organizado e a corrupçãoAs Partes acordam em cooperar e contribuir para a luta contra o crime organizado, de carácter económico e financeiro, bem como contra a corrupção, a contrafacção e as transacções ilegais, respeitando plenamente as obrigações internacionais mútuas existentes neste domínio, nomeadamente mediante uma cooperação eficaz na recuperação de activos ou de fundos provenientes de actos de corrupção. As Partes promoverão a aplicação da Convenção das Nações Unidas contra a Criminalidade Organizada Transnacional e dos respectivos Protocolos adicionais, bem como da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção.Artigo 36.ºLuta contra o branqueamento de capitais e o financiamento do terrorismo1. As Partes reconhecem a necessidade de cooperar para evitar que os seus sistemas financeiros sejam utilizados para o branqueamento de capitais provenientes de actividades criminosas, tais como o tráfico de droga e a corrupção, e para o financiamento do terrorismo. Esta cooperação abrange a recuperação de activos ou de fundos provenientes de crimes.2. As Partes poderão proceder a intercâmbios de informações pertinentes no quadro das legislações respectivas, bem como adoptar normas adequadas de luta contra o branqueamento de capitais e o financiamento do terrorismo equivalentes às adoptadas pelos organismos internacionais com actividades neste domínio, tais como o Grupo de Acção Financeira sobre o Branqueamento de Capitais (GAFI).Artigo 37.ºLuta contra a criminalidade informática1. As Partes reforçarão a cooperação no domínio da prevenção e da luta contra os crimes de alta tecnologia, informáticos e electrónicos, bem como contra a distribuição de conteúdos terroristas através da Internet, através do intercâmbio de informações e experiências práticas, em conformidade com a sua legislação nacional e dentro dos limites das suas responsabilidades.2. As Partes trocarão informações nos domínios da educação e da formação de investigadores da criminalidade informática, da investigação da criminalidade informática e da ciência forense digital.Artigo 38.ºCooperação no domínio da aplicação da leiAs Partes acordam em estabelecer a cooperação entre as autoridades, agências e serviços responsáveis pela aplicação da lei e em contribuir para neutralizar e desmantelar as redes criminosas transnacionais que ameaçam as duas Partes. A cooperação entre autoridades, agências e serviços responsáveis pela aplicação da lei pode assumir a forma de assistência mútua no decurso das investigações, partilha de técnicas de investigação, educação e formação conjunta das forças policiais e outros tipos de actividades conjuntas e de assistência que possam ser acordados mutuamente entre as Partes.TÍTULO VIIICOOPERAÇÃO NOUTROS DOMÍNIOSArtigo 39.ºTurismoAs Partes comprometem-se a estabelecer a cooperação no domínio do turismo, a fim de aumentar a compreensão mútua e de promover um desenvolvimento equilibrado e sustentável do turismo.Esta cooperação pode assumir, nomeadamente, as seguintes formas:a) intercâmbio de informações sobre questões de interesse comum relacionadas com o turismo;b) organização de eventos turísticos;c) intercâmbios turísticos;d) cooperação no domínio da preservação e gestão do património cultural;e) cooperação no domínio da gestão do turismo.Artigo 40.ºSociedade civilAs Partes reconhecem o papel e a potencial contribuição da sociedade civil organizada para o processo de diálogo e de cooperação previstos no quadro do presente Acordo e acordam em promover um diálogo efectivo com a sociedade civil organizada, bem como a sua participação efectiva.Artigo 41.ºAdministração públicaAs Partes acordam em cooperar, através do intercâmbio de experiências e boas práticas e a partir dos esforços já existentes, com vista à modernização da sua administração pública, nomeadamente nos seguintes domínios:a) melhoria da eficácia organizativa;b) reforço da eficácia das instituições a nível da prestação de serviços;c) garantia de uma gestão transparente das finanças públicas e responsabilização;d) melhoria do quadro jurídico e institucional;e) definição e execução de políticas.Artigo 42.ºEstatísticas1. As Partes desenvolverão e reforçarão a sua cooperação em matéria de estatísticas, contribuindo assim para a realização do objectivo de longo prazo da disponibilização de dados estatísticos actualizados, comparáveis a nível internacional e fiáveis. Espera-se que sistemas estatísticos sustentáveis, eficientes e profissionalmente independentes produzam informação relevante para os cidadãos, as empresas e os decisores políticos das Partes, permitindo-lhes tomar decisões fundamentadas. Nomeadamente, as Partes procederão a intercâmbios de informações e conhecimentos e desenvolverão a cooperação tendo em conta a experiência acumulada.A cooperação terá os seguintes objectivos:a) harmonização progressiva dos sistemas estatísticos das duas Partes;b) aperfeiçoamento do intercâmbio de dados entre as Partes, tendo em conta a aplicação das metodologias internacionais relevantes;c) reforço da capacidade profissional do pessoal estatístico, para que possa aplicar as normas estatísticas relevantes;d) promoção do intercâmbio de experiências entre as Partes em matéria de desenvolvimento de know-how estatístico.2. As formas de cooperação poderão incluir, designadamente, programas e projectos específicos acordados mutuamente, bem como o diálogo, a cooperação e iniciativas relacionadas com temas de interesse comum, a nível bilateral ou multilateral.TÍTULO IXENQUADRAMENTO INSTITUCIONALArtigo 43.ºOutros acordos1. É revogado o Acordo-Quadro de Comércio e Cooperação entre a Comunidade Europeia e os seus Estados-Membros, por um lado, e a República da Coreia, por outro, assinado no Luxemburgo em 28 de Outubro de 1996 e que entrou em vigor em 1 de Abril de 2001.2. O presente Acordo actualiza e substitui o Acordo acima mencionado. As referências ao Acordo acima mencionado que constem de qualquer outro acordo entre as Partes serão interpretadas como referindo-se ao presente Acordo.3. As Partes poderão completar o presente Acordo celebrando acordos específicos em qualquer outro domínio de cooperação abrangido pelo presente Acordo. Esses acordos específicos farão parte integrante das relações bilaterais globais, tal como são regidas pelo presente Acordo, e integrar-se-ão num quadro institucional comum.4. Os acordos em vigor relacionados com domínios específicos de cooperação abrangidos pelo presente Acordo serão igualmente considerados como fazendo parte das relações bilaterais globais, tal como regidas pelo presente Acordo, e como fazendo parte do quadro insitucional comum.Artigo 44.ºComité Misto1. As Partes instituirão, no âmbito do presente Acordo, um Comité Misto composto, por um lado, por representantes dos membros do Conselho da União Europeia e representantes da Comissão Europeia e, por outro, por representantes da República da Coreia.2. Serão realizadas consultas no âmbito do Comité Misto com vista a promover a execução e o aprofundamento dos objectivos gerais do presente Acordo, bem como a manter a coerência global das relações e assegurar o bom funcionamento de qualquer outro acordo entre as Partes.3. Incumbe ao Comité Misto:a) garantir o bom funcionamento do presente Acordo;b) acompanhar o desenvolvimento de uma relação global entre as Partes;c) pedir informações, quando necessário, a outros comités ou a outros órgãos criados ao abrigo de outros acordos integrados no quadro institucional comum e examinar os relatórios que lhe sejam apresentados;d) trocar pontos de vista e formular propostas sobre quaisquer questões de interesse comum, incluindo as acções a desenvolver futuramente e os recursos disponíveis para as levar a efeito;e) definir prioridades relativamente aos objectivos do presente Acordo;f) procurar os meios adequados para prevenir problemas que possam surgir em domínios abrangidos pelo presente Acordo;g) resolver por consenso os diferendos que surjam na aplicação ou interpretação do presente Acordo, nos termos do artigo 45.º, n.º 3;h) examinar todas as informações apresentadas por uma Parte relativamente à não-execução de obrigações e realizar consultas com a outra Parte, a fim de encontrar uma solução aceitável para as duas Partes, nos termos do artigo 45.º, n.º 3.4. O Comité Misto reunir-se-á habitualmente uma vez por ano, em Bruxelas e em Seul, alternadamente, numa data a fixar de comum acordo. A pedido de qualquer das Partes, serão convocadas reuniões extraordinárias. A presidência do Comité Misto será assegurada rotativamente por cada uma das Partes. O Comité reunir-se-á habitualmente a nível de altos responsáveis.Artigo 45.ºModalidades de aplicação1. As Partes tomarão as medidas gerais ou específicas necessárias ao cumprimento das suas obrigações nos termos do presente Acordo e assegurarão que os seus objectivos sejam cumpridos.2. A aplicação é assegurada através de consenso e de diálogo. Porém, se houver divergência de opiniões quanto à aplicação ou interpretação do presente Acordo, qualquer das Partes poderá submeter a questão à apreciação do Comité Misto.3. Se uma das Partes considerar que a outra Parte não cumpriu uma das obrigações nos termos do presente Acordo, pode tomar as medidas adequadas, em conformidade com o Direito internacional. Excepto em casos especialmente urgentes, antes de tomar essas medidas fornecerá ao Comité Misto todas as informações relevantes para uma análise aprofundada da situação. As Partes realizarão consultas no âmbito do Comité Misto e, caso as duas Partes estejam de acordo, essas consultas poderão ser facilitadas por um mediador nomeado pelo Comité Misto.4. Em casos de especial urgência, a medida será imediatamente notificada à outra Parte. A pedido da outra Parte, será objecto de consultas a realizar durante o prazo máximo de vinte (20) dias. Após o termo deste prazo, a medida será aplicada. Neste caso, a outra Parte pode solicitar o recurso à arbitragem, nos termos do artigo 46.º infra , para que seja examinado qualquer aspecto da medida ou as bases da mesma.Artigo 46.ºProcedimento de arbitragem1. O tribunal de arbitragem será composto por três (3) árbitros. Cada uma das Partes nomeia um árbitro e o Comité Misto nomeia um terceiro árbitro, no prazo de catorze (14) dias, conforme adequado, a pedido de qualquer das Partes no processo de arbitragem. A nomeação de um árbitro por uma das Partes será notificada imediatamente à outra Parte, por escrito, pelos canais diplomáticos. A decisão dos árbitros será tomada por maioria de votos. Os árbitros procurarão tomar uma decisão o mais rapidamente possível e, em qualquer caso, o mais tardar no prazo de 3 meses a contar da data de nomeação dos árbitros. O Comité Misto decidirá dos pormenores dos procedimentos de condução rápida do processo de arbitragem.2. Cada uma das Partes em litígio deve tomar as medidas necessárias para aplicar a decisão dos árbitros. Os árbitros formularão, a pedido, recomendações sobre como deve ser aplicada a sua decisão, com vista a restabelecer o equilíbrio dos direitos e obrigações estabelecidos no âmbito do presente Acordo.TÍTULO XDISPOSIÇÕES FINAISArtigo 47.ºDefiniçãoPara efeitos do presente Acordo, o termo «as Partes» designa a Comunidade Europeia ou os seus Estados-Membros, ou a Comunidade Europeia e os seus Estados-Membros, de acordo com as respectivas competências, por um lado, e a República da Coreia, por outro.Artigo 48.ºSegurança nacional e revelação de informaçõesNenhuma cláusula do presente Acordo será interpretada como podendo exigir que qualquer das Partes preste informações cuja revelação considere contrária aos seus interesses de segurança essenciais.Artigo 49.ºEntrada em vigor, duração e termo1. O presente Acordo entra em vigor no primeiro dia do primeiro mês subsequente à data em que as Partes se tiverem notificado reciprocamente da conclusão das formalidades legais necessárias para o efeito.2. Sem prejuízo do disposto no n.º 1, o presente Acordo será aplicável a título provisório na pendência da sua entrada em vigor. A aplicação provisória terá início no primeiro dia do primeiro mês subsequente à data em que as Partes se tiverem notificado reciprocamente da conclusão das formalidades necessárias para o efeito.3. O presente Acordo tem vigência ilimitada. Cada Parte pode notificar por escrito à outra Parte a sua intenção de denunciar o presente Acordo. A denúncia produzirá efeitos seis meses após a notificação.Artigo 50.ºNotificaçõesAs notificações apresentadas em conformidade com o artigo 49.º serão enviadas ao Secretariado-Geral do Conselho da União Europeia e ao Ministério dos Negócios Estrangeiros e do Comércio da República da Coreia, respectivamente.Artigo 51.ºDeclarações e anexosAs Declarações e Anexos ao presente Acordo são parte integrante do presente Acordo.Artigo 52.ºÂmbito de aplicação territorialO presente Acordo é aplicável, por um lado, ao território em é que aplicável o Tratado que institui a Comunidade Europeia, nas condições nele previstas e, por outro, ao território da República da Coreia.Artigo 53.ºTextos que fazem féO presente Acordo é redigido nas línguas coreana, alemã, búlgara, checa, dinamarquesa, eslovaca, eslovena, espanhola, estónia, finlandesa, francesa, grega, húngara, inglesa, italiana, letã, lituana, maltesa, neerlandesa, polaca, portuguesa, romena e sueca, fazendo igualmente fé todos os textos.Declaração comum interpretativa relativa aos artigos 45.º e 46.ºAs Partes são democracias que querem cooperar para promover a nível mundial os seus valores comuns. O Acordo entre elas assinala a sua determinação comum de promoção a nível mundial de valores como a democracia, os direitos do Homem, a não-proliferação e a luta contra o terrorismo. A aplicação do presente Acordo entre Partes que partilham dos mesmos valores basear-se-á, portanto, nos princípios do diálogo, do respeito mútuo, de uma parceria equitativa, do multilateralismo, do consenso e do respeito pelo Direito internacional.As Partes acordam em que, para efeitos de interpretação correcta e aplicação prática do presente Acordo, a expressão «medidas adequadas» a que se refere o artigo 45.º, n.º 3, designa medidas proporcionais ao incumprimento das obrigações que incumbem às Partes por força do presente Acordo. Podem ser tomadas medidas relativamente ao presente Acordo ou a um acordo específico integrado no quadro institucional comum. Na escolha dessas medidas, é dada prioridade às que menos perturbem a aplicação dos acordos, tendo em conta a possível utilização de vias de recurso internas, quando disponíveis.As Partes acordam em que, para efeitos de interpretação correcta e aplicação prática do presente Acordo, a expressão «casos de especial urgência» a que se refere o artigo 45.º, n.º 4, designa um caso de violação substancial do Acordo por uma das Partes. Uma violação substancial do Acordo consiste numa denúncia do Acordo não sancionada pelas regras gerais do Direito internacional ou numa violação substancial e particularmente grave de um elemento essencial do Acordo. As Partes apreciarão uma possível violação substancial do artigo 4.º, n.º 2, tendo em conta a posição oficial das organizações internacionais relevantes, quando disponível.No que respeita ao artigo 46.º, caso tenham sido tomadas medidas relativamente a um acordo específico integrado no quadro institucional comum, os processos relevantes de resolução de litígios previstos no acordo específico serão aplicáveis no que respeita ao processo de aplicação da decisão do painel de arbitragem, nos casos em que os árbitros decidam que a medida não era justificada ou proporcional.A incluir na Acta Final :Os plenipotenciários dos Estados-Membros e o plenipotenciário da República da Coreia tomam nota da seguinte declaração unilateral da Comunidade Europeia:Declaração unilateral da Comunidade Europeia relativa ao artigo 12.ºA Comunidade declara que as obrigações previstas no artigo 12.º se aplicam aos Estados-Membros apenas na medida em que subscreveram esses princípios de boa governação no domínio fiscal a nível comunitário.[1] JO C […], […], p. […].