CELEX: 31988S2424
Language: pt
Date: 1988-07-29 00:00:00
Title: Decisão nº 2424/88/CECA da Comissão de 29 de Julho de 1988 relativa à defesa contra as importações que são objecto de dumping ou de subvenções por parte de países não membros da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço

Avis juridique important

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31988S2424

Decisão nº 2424/88/CECA da Comissão de 29 de Julho de 1988 relativa à defesa contra as importações que são objecto de dumping ou de subvenções por parte de países não membros da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço  

Jornal Oficial nº L 209 de 02/08/1988 p. 0018 - 0033 Edição especial finlandesa: Capítulo 11 Fascículo 14 p. 0115  Edição especial sueca: Capítulo 11 Fascículo 14 p. 0115 

DECISÃO N°. 2424/88/CECA DA COMISSÃOde 29  de Julho de 1988relativa à defesa contra as importações que são objecto de dumping  ou de  subvenções por parte de países não membros da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço A COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS, Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço e, nomeadamente, os  seus artigos 74°. e 86°., Considerando que, pela Decisão n° 2177/84/CECA (1), a Comissão instituiu um regime comum relativo à  defesa contra as importações que são objecto de dumping ou de subvenções por parte de países não  membros da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço; que, por ocasião de alterações substanciais da  referida decisão, convém proceder à codificação das normas aplicáveis neste domínio; Considerando que esse regime foi instaurado em conformidade com as obrigações internacionais  existentes, nomeadamente as que decorrem do artigo VI do Acordo Geral sobre Pautas Aduaneiras e  Comércio (GATT), a seguir denominado «Acordo Geral», do acordo relativo à aplicação do artigo VI do  Acordo Geral (código anti-dumping de 1979) e do acordo relativo à interpretação e à aplicação dos  artigos VI, XVI e XXIII do Acordo Geral (código das subvenções e dos direitos de compensação); Considerando que, na aplicação destas regras, é essencial, com vista a manter o equilíbrio entre os  direitos e as obrigações que aqueles acordos visavam estabelecer, que a Comunidade tenha em conta a  interpretação que lhes é dada pelos seus principais parceiros comerciais, tal como consta da sua  legislação ou prática estabelecida; Considerando que é desejável que as regras para a determinação do valor normal sejam apresentadas  de uma forma clara e suficientemente pormenorizada; que é conveniente precisar em especial que,  quando as vendas no mercado interno do país de exportação ou de origem não constituirem, por  qualquer razão, uma base apropriada para a determinação da existência de dumping, pode recorrer-se  a um valor normal calculado; que convém dar exemplos de situações que podem ser consideradas como  não representativas de operações comerciais normais, nomeadamente quando um produto for vendido a  preços inferiores aos custos de produção ou quando as transacções se efectuarem entre parceiros que  se associaram ou que concluiram um acordo de compensação; que é conveniente indicar os métodos  susceptíveis de serem utilizados para a determinação do valor normal nessas condições; Considerando que é conveniente definir o preço de exportação e enumerar os ajustamentos a  introduzir nos casos em que se considerar necessário calcular esse preço a partir do primeiro preço  verificado no mercado livre; Considerando que, para assegurar uma comparação equitativa entre o preço de exportação e o valor  normal, é conveniente estabelecer directrizes para determinar os ajustamentos a introduzir a título  das diferenças existentes nas características físicas, nas quantidades e nas condições de venda e  chamar a atenção para o facto de que o ónus da prova recai sobre a pessoa que pede tais  ajustamentos; Considerando que convém definir claramente a expressão «margem de dumping» e codificar a prática  assente da Comunidade em matéria de métodos de cálculo no caso de variação dos preços ou das  margens; Considerando que é desejável estabelecer com uma precisão adequada a forma como deve ser  determinado o montante das subvenções; Considerando que se afigura oportuno explicitar certos factores que podem ser úteis para a  determinação do prejuízo; Considerando que é necessário estabelecer procedimentos com vista a permitir a apresentação de  denúncia por parte daquele que age em nome de uma produção da Comunidade que se considere lesada ou  ameaçada por importações objecto de dumping ou de subvenções; que se afigura apropriado precisar  que, em caso de retirada da denúncia, o processo pode ser encerrado, sem que tal seja obrigatório; Considerando que convém instaurar uma cooperação entre os Estados-membros e a Comissão, quer no que  diz respeito às informações relativas à existência de dumping ou de subvenções e do prejuízo que  daí resulta, quer no que diz respeito ao exame posterior da questão a nível comunitário; que, para  este efeito, devem realizar-se consultas no âmbito de um comité consultivo; Considerando que convém definir de uma forma clara as regras processuais a seguir durante o  inquérito, nomeadamente os direitos e obrigações das autoridades comunitárias e das partes em  causa, e as condições em que as partes interessadas podem ter acesso às informações e podem pedir  que sejam informadas dos principais factos e considerações a partir dos quais se pretende  recomendar medidas definitivas; Considerando que é desejável indicar explicitamente que o inquérito sobre as práticas de dumping ou  as subvenções deve normalmente abranger um período de duração mínima de seis meses imediatamente  anterior ao início do processo, e que as verificações definitivas devem fundar-se nos factos  provados durante esse período; Considerando que, para evitar qualquer confusão, é conveniente precisar, na presente decisão, a  utilização dos termos «inquérito» e «processo»; Considerando que é necessário exigir, para que uma informação seja considerada de carácter  confidencial, a apresentação de um pedido para esse efeito pela parte que fornece essas  informações, e indicar que uma informação confidencial que é susceptível de ser resumida, mas da  qual não foi apresentado um resumo não confidencial, pode não ser tomada em consideração; Considerando que, para evitar atrasos excessivos e para um bom andamento administrativo, se afigura  indicado prever prazos para a oferta de compromissos; Considerando que é necessário estabelecer regras mais explícitas no que respeita ao procedimento a  seguir após a denúncia ou violação de compromissos; Considerando que, a fim de desencorajar as práticas de dumping, convém prever, nos casos em que os  factos estabelecidos definitivamente provarem a existência de dumping e de prejuízo, a  possibilidade de cobrança a título definitivo de direitos provisórios, mesmo se, por razões  específicas, não vier a ser decidida a imposição de um direito anti-dumping definitivo; Considerando que é essencial estabelecer regras comuns de aplicação dos direitos anti-dumping e dos  direitos de compensação, a fim de assegurar a sua cobrança correcta e uniforme; que, dada a  natureza de tais direitos, essas regras podem diferir das da cobrança dos direitos normalmente  exigíveis na importação; Considerando que é conveniente prever a possibilidade de só se proceder, quando necessário, a um  reexame parcial das recomendações e decisões; Considerando que, a fim de evitar a utilização abusiva dos procedimentos e recursos comunitários, é  conveniente fixar um período mínimo posterior à conclusão de um processo, durante o qual um tal  reexame não se pode realizar, de forma a assegurar a existência de elementos de prova da alteração  das circunstâncias suficientes para justificar um tal reexame; Considerando que é necessário prever que, decorrido um certo prazo, as medidas anti-dumping e as  medidas de compensação se tornem caducas, a menos que possa ser demonstrada a necessidade da sua  manutenção; Considerando que devem ser estabelecidos processos adequados para a análise dos pedidos de  restituição de direitosanti-dumping; que é necessário assegurar que os processos de restituição só  se apliquem aos direitos definitivos ou aos montantes dos direitos provisórios definitivamente  cobrados e simplificar os processos existentes em matéria de restituições; Considerando que a presente decisão não deve impedir a adopção de medidas especiais quando a isso  não se opuserem as obrigações assumidas pela Comunidade no âmbito do GATT; Considerando que, para além das considerações precedentes que, na sua essência, conduziram à  adopção da Decisãon° 2177/84/CECA, a experiência demonstrou que é necessário definir com mais  precisão algumas das regras a aplicar e dos métodos a seguir no âmbito dos processos  anti-dumping; Considerando que, na determinação do valor normal, é conveniente assegurar que quando a referida  determinação se baseie nos preços nacionais, o preço seja aquele que é efectivamente pago ou que  deve ser pago no decurso de operações comerciais normais no país de exportação ou no país de  origem, e que, por conseguinte, o regime de descontos e abatimentos deve ser esclarecido,  nomeadamente no que diz respeito a descontos diferidos, que podem ser admitidos se forem  apresentados elementos de prova relativos ao facto de os mesmos não terem sido introduzidos no  sentido de distorcer o valor normal; que é igualmente desejável que o modo de estabelecimento do  valor normal com base no valor calculado seja indicado mais explicitamente e, em especial, que os  encargos de venda, as despesas administrativas e outros encargos gerais sejam calculados, consoante  as circunstâncias, por referência aos encargos suportados e aos lucros realizados nas vendas  rentáveis efectuadas pelo exportador em questão ou por outros produtores ou exportadores ou em  qualquer outra base razoável; que, além disso, convém indicar que, quando o exportador não produza  nem venda um produto similar no país de origem, o valor normal deve ser geralmente estabelecido por  referência aos preços ou custos do fornecedor do exportador; que, finalmente, é necessário definir  com mais precisão as condições em que as vendas com perdas podem ser consideradas como não tendo  sido efectuadas no decurso de operações comerciais normais; Considerando que, na determinação dos preços de exportação, é aconselhável assegurar que esta se  baseie no preço efectivamente pago ou a pagar e que, por conseguinte, deve ser classificado o  tratamento dos descontos e abatimentos; que, nos casos em que o preço de exportação tenha de ser  calculado de novo, é necessário definir que os custos a utilizar neste novo cálculo incluem os  custos normalmente suportados pelo importador, mas que foram pagos por qualquer das partes que se  afigure estar associada ao importador ou ao exportador; Considerando que, no que diz respeito à comparação do valor normal com os preços de exportação, é  necessário assegurar que esta não seja distorcida por pedidos de ajustamento relativos a factores  que não estejam directamente relacionados com as vendas consideradas ou por pedidos relativos a  factores já tomados em consideração; que serevela, pois, adequado definir com precisão as  diferenças que afectam a comparabilidade dos preços e estabelecer regras mais explícitas  relativamente ao modo como se deve proceder a qualquer ajustamento, nomeadamente no que diz  respeito a diferenças existentes nas características físicas do produto, transporte, embalagem,  condições de crédito, garantias e outras despesas de venda; que, no que diz respeito aos encargos  de venda, revela-se adequado, por razões de maior transparência, especificar que não se deve  proceder a qualquer ajustamento relativamente a encargos de venda gerais, visto que tais encargos  não estão directamente relacionados com as vendas consideradas, com excepção dos salários dos  vendedores, que não devem ser tratados de um modo diferente das comissões pagas; que, por razões de  ordem administrativa, é igualmente conveniente especificar que os pedidos de ajustamento  individuais não significativos não devem ser tomados em consideração; Considerando que é conveniente esclarecer a prática comunitária no que se refere à utilização de  técnicas de estabelecimento de médias ou de amostragem; Considerando que, a fim de evitar perturbações injustificadas no desenrolar dos processos, é  conveniente esclarecer que a prestação de informações falsas ou erróneas pode conduzir a que tais  informações não sejam tomadas em consideração e que quaisquer pedidos a que digam respeito não  sejam aceites; Considerando que ficou ilustrado na prática que é necessário impedir que a eficácia dos direitos  anti-dumping seja prejudicada pela eventualidade de estes direitos serem suportados pelos  exportadores; que é conveniente confirmar que, nessas circunstâncias, podem ser instituídos  direitos anti-dumping adicionais, se necessário rectroactivamente; Considerando que a experiência demonstrou igualmente que é conveniente precisar as regras relativas  à caducidade das medidas anti-dumping e das medidas de compensação; que, nesse sentido, e de modo a  facilitar a aplicação dessas regras, é conveniente prever a publicação de um anúncio da intenção de  proceder a um reexame; Considerando que é conveniente indicar, de modo mais explícito, os métodos a utilizar no cálculo do  montante de quaisquer restituições, confirmando-se, assim, a prática corrente no que se refere às  restituições e aos princípios contidos no aviso respeitante ao reembolso dos direitos anti-dumping  (1); Considerando que é oportuno assegurar que as regulamentações do comércio externo sejam tão  homogéneas quanto possível nas duas Comunidades; que é conveniente desde logo prever uma aplicação  análoga aos produtos carvão e aço dos princípios e definições contidos no Regulamento (CEE) n°  2423/88 do Conselho (2); Considerando que, no que diz respeito ao processo de decisão, devem ser tidas em consideração as  diferenças de concepção existentes entre os dois Tratados, mas deve inspirar-se o mais possível nas  disposições do Regulamento (CEE) n° 2423/88, ADOPTOU A PRESENTE DECISÃO: Artigo 1°.Âmbito de aplicaçãoA presente decisão estabelece as disposições  aplicáveis à defesa contra as importações que são objecto de dumping ou de subvenções por parte de  países não membros da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço. Artigo 2°.DumpingA. PRINCÍPIO1.  Todo e qualquer produto objecto de dumping pode ser sujeito a  um direito anti-dumping quando a sua introdução em livre prática na Comunidade causar um prejuízo. 2.  Considera-se que um produto é objecto de dumping, quando o seu preço de exportação para a  Comunidade for inferior ao valor normal de um produto similar. B. VALOR NORMAL3.  Na acepção da presente decisão, entende-se por valor normal: a)  O preço comparável realmente pago ou a pagar no decurso de operações comerciais normais por um  produto similar destinado ao consumo no país de exportação ou de origem. O preço deve ser líquido  de todos os descontos e abatimentos directamente ligados às vendas consideradas, na condição de o  exportador alegar que tal redução do preço bruto foi efectivamente concedida e apresentar elementos  de prova suficientes a esse respeito. Podem ser admitidos descontos diferidos, desde que estejam  directamente ligados à vendas consideradas, e se forem apresentados elementos de prova que revelem  que esses descontos se basearam ou numa prática constante no decurso de períodos anteriores, ou num  compromisso relativo à observância das condições impostas para a obtenção desse tipo de desconto; b)  Quando não ocorrer qualquer venda de produto similar no decurso de operações comerciais normais  no mercado interno do país de exportação ou de origem, ou quando tais vendas não permitirem uma  comparação válida: ii)  O preço comparável de produto similar quando este for exportado para um país terceiro, o qual,  podendo ser o preço de exportação mais elevado, tem de ser, contudo, um preço representativo;  ouii)  O valor calculado, pela soma do custo de produção e de uma margem de lucro razoável. O  custo de produção é calculado com base no conjunto dos custos, quer fixos, quer variáveis, que se  relacionemcom os materiais e o processo de fabrico, no decurso de operações comerciais normais no  país de origem, acrescidos de um montante razoável para cobrir os encargos de venda, as despesas  administrativas e outros encargos gerais. O montante dos encargos de venda, das despesas  administrativas e de outros encargos gerais e do lucro é calculado tomando como referência as  despesas efectuadas e os lucros auferidos pelo produtor ou pelo exportador aquando das vendas  rentáveis de produtos similares no mercado interno. Caso tais informações não se encontrem  disponíveis, não sejam fiáveis ou não sejam utilizáveis, o cálculo será efectuado tomando como  referência as despesas efectuadas e os lucros auferidos por outros produtores ou exportadores no  país de origem ou no país de exportação aquando de vendas rentáveis de um produto similar. Caso não  seja aplicável nenhum destes dois métodos, as despesas efectuadas e os lucros auferidos serão  calculados tomando como referência as vendas realizadas pelo exportador ou por outros produtores ou  exportadores do mesmo sector de actividade económica no país de origem ou no país de exportação ou  em qualquer outra base razoável; c)  Quando o exportador no país de origem não produzir nem vender um produto similar no país de  origem, o valor normal será estabelecido com base nos preços ou custos de outros vendedores ou  produtores do país de origem do mesmo modo que o referido nas alíneas a) e b). Para o efeito, serão  normalmente utilizados os preços ou os custos do fornecedor do exportador. 4.  Quando existam razões válidas para pensar ou suspeitar que o preço a que um produto é realmente  vendido para consumo no país de origem é inferior ao custo de produção tal como é definido na  alínea b), subalínea ii), do n° 3, as vendas realizadas a tais preços podem ser consideradas como  não tendo sido efectuadas no decurso de operações comerciais se: a)  Se processaram em quantidades substanciais durante o período abrangido pelo inquérito tal como  definido no n° 1, alínea c), do artigo 7°.; eb)  Não sejam a preços que permitam, no decurso de  operações comerciais normais e no período de tempo referido na alínea a), recuperar todos os custos  razoavelmente distribuídos. Nestas condições, o valor normal pode ser determinado com base em outras vendas realizadas no  mercado interno a um preço não inferior ao custo de produção, ou com base em vendas para exportação  para países terceiros, ou com base no valor calculado, ou ainda ajustando o preço inferior ao custo  de produção acima referido tendo em vista eliminar os prejuízos e prever um lucro razoável. Este  cálculo do valor normal deve assentar nas informações disponíveis. 5.  N° caso de importações provenientes de países que não têm uma economia de mercado e, em  especial, daqueles a quese aplicam os Regulamentos (CEE) n° 1765/82 (1) e (CEE) n° 1766/82 do  Conselho (2), o valor normal é determinado, por uma forma adequada e razoável, com base num dos  critérios seguintes: a)  O preço a que um produto similar de um país terceiro de economia de mercado é realmente  vendido: ii)  Para consumo no mercado interno desse país; ouii)  A outros países, incluindo a Comunidade;  oub)  O valor calculado de produto similar num país terceiro de economia de mercado; ouc)  Quando  nem os preços nem o valor calculado, estabelecidos em conformidade com o disposto nas alíneas a) ou  b), constituirem uma base adequada, o preço realmente pago ou a pagar na Comunidade por um produto  similar, devidamente ajustado, caso necessário, a fim de incluir uma margem de lucro razoável. 6.  Quando um produto não for importado directamente do país de origem, mas exportado para a  Comunidade a partir de um país intermediário, o valor normal será o preço comparável do produto  similar, realmente pago ou a pagar, no mercado interno, quer do país de exportação, quer do país de  origem. Esta última base pode nomeadamente ser apropriada se o produto transitar simplesmente pelo  país de exportação ou se tais produtos não forem fabricados no país de exportação, ou ainda se aí  não existir preço comparável para esses produtos. 7.  Para a determinação do valor normal, as transacções entre partes que aparentem estar associadas  ou ter concluído entre si um acordo de compensação podem ser consideradas como não sendo operações  comerciais normais, a menos que as autoridades comunitárias estejam convencidas que os preços e os  custos em questão são comparáveis aos de operações entre partes não ligadas por tais laços. C. PREÇO DE EXPORTAÇÃO8.  a)  O preço de exportacão é o preço realmente pago ou a pagar pelo  produto vendido para exportação para a Comunidade, líquido de todos os impostos, descontos e  abatimentos realmente verificados e directamente ligados às vendas consideradas. Serão igualmente  tomados em consideração os descontos diferidos se estes tiverem sido efectivamente concedidos e  estiverem directamente ligados às vendas consideradas; b)  Quando não houver preço de exportação ou quando se afigurar que existe uma associação ou um  acordo de compensação entre o exportadore e o importador ou um terceiro, ou quando, por outras  razões, o preço realmente pago ou a pagar pelo produto vendido para exportação para a Comunidade  não puder servir de referência, o preço de exportação pode ser calculado com base no preço a que o  produto importado é revendido pela primeira vez a um comprador independente ou noutra base  razoável, se o produto não for revendido a um comprador independente ou não for revendido no mesmo  estado em que foi importado. Nesses casos proceder-se-á a ajustamentos em relação a todos os custos  verificados entre a importação e a revenda, incluindo uma margem de lucro razoável. Esses custos  incluem os normalmente suportados pelo importador, mas que foram pagos por qualquer das partes  tanto dentro como fora da Comunidade, quando se afigurar que existe uma associação ou acordo de  compensação entre a referida parte e o importador ou o exportador. Estes ajustamentos incluem nomeadamente os elementos seguintes: iii) Transporte habitual, seguro, manipulação, carga e descarga e custos acessórios; iii) Direitos aduaneiros, direitos anti-dumping e outras imposições a pagar no país de importação  decorrentes da importação ou da venda das mercadorias; iii) Uma margem razoável para os encargos gerais e os lucros e/ou toda e qualquer comissão  habitualmente paga ou acordada. D. COMPARAÇÃO9.  a)  O valor normal, tal como estabelecido nos n°s 3 a 7, e o preço de exportação,  tal como estabelecido no n° 8, devem ser comparados em datas tão próximas quanto possível. Para  assegurar uma comparação correcta, proceder-se-á, para cada e em função das respectivas  particularidades, aos devidos ajustamentos que devem ter em conta as diferenças que afectam a  comparabilidade dos preços, isto é, as diferenças relativas: iii)  Às características físicas do produto; iii)  Aos encargos de importação e impostos indirectos; iii)  Às despesas de venda resultantes de vendas efectuadas: - em diferentes estádios comerciais, ou- em diferentes quantidades, ou- em diferentes condições e  modalidades de venda; b)  Quando uma parte interessada solicitar que se proceda a um ajustamento, caber-lhe-á apresentar  a prova de que esse pedido é justificado. 10.  Quaisquer ajustamentos que se destinam a ter em conta as diferenças que afectam a  comparabilidade dos preços mencionadas na alínea a) do n° 9, devem, sempre que justificados, ser  efectuados nos termos das regras a seguir enunciadas: a)  Características físicas: O valor normal, tal como estabelecido nos n°s 3 a 7, deve ser ajustado num montante correspondente  a uma estimativa razoável do valor da diferença existente nas características físicas do produto em  questão; b)  Encargos de importação e impostos indirectos: Ao valor normal deve ser deduzido um montante correspondente a quaisquer encargos de importação ou  impostos indirectos, tal como definidos nas notas do anexo, que recaiam sobre o produto similar e  os materiais nele fisicamente incorporados, quando o produto em questão se destinar a ser consumido  no país de origem ou no país de exportação e os referidos encargos ou impostos não tenham sido  cobrados ou reembolsados relativamente ao produto exportado para a Comunidade; c)  Encargos de venda, isto é: iii)  Transporte, seguro, manipulação, carga e descarga e custos acessórios: Ao valor normal devem ser deduzidos os custos directamente ligados ao produto, verificados pelo  transporte do produto em questão das instalações do exportador até ao primeiro comprador  independente. Ao preço de exportação devem ser deduzidos os custos directamente ligados ao produto,  suportados pelo exportador pelo transporte do produto em questão das suas instalações no país de  exportação para o seu local de destino na Comunidade. Em ambos os casos, as despesas incluem o  transporte, seguro, manipulação, carga e descarga e custos acessórios; iii)  Embalagem: Ao valor normal e ao preço de exportação devem ser deduzidos os custos directamente ligados ao  produto relativos à embalagem do produto em questão; iii)  Crédito: Ao valor e ao preço de exportação devem ser deduzidos os custos de qualquer crédito concedido para  efeito das vendas consideradas. O montante da dedução deve ser calculado tomando como referência a taxa do crédito comercial normal  aplicável no país de origem ou no país de exportação relativamente à moeda constante da factura; iv)  Cauções, garantias, assistência técnica e outros serviços após-venda: Ao valor normal e ao preço de exportação deve ser deduzido um montante correspondente aos custos  directos decorrentes da prestação de cauções, garantias, assistência técnica e serviços; iv)  Outros encargos de venda: Ao valor normal e ao preço de exportação deve ser deduzido um montante correspondente às comissões  pagas relativamente às vendas consideradas. Devem ser igualmente deduzidos os salários pagos aos  vendedores, isto é, o pessoal que se dedica inteiramente a operações de venda directa; d)  Montante de ajustamento: O montante de qualquer ajustamento deve ser calculado com base nos dados relevantes relativos ao  período abrangido pelo inquérito ou nos dados disponíveis relativos ao último exercício  financeiro; e)  Ajustamentos não significativos: Não serão tomados em consideração os pedidos de ajustamento que não forem significativos em relação  ao preço ou valor das transações em causa. Não serão em geral considerados significativos os  ajustamentos individuais com um efeito ad valorem inferior a 0,5 % daquele preço ou do valor. E. DISTRIBUIÇÃO DOS CUSTOS11.  Em geral, todos os cálculos de custos assentarão em dados  contabilísticos disponíveis, normalmente repartidos, caso necessário, proporcionalmente ao volume  de negócios para cada produto e cada mercado em causa. F. PRODUTO SIMILAR12.  Para efeitos da aplicação da presente decisão, entende-se por «produto  similar» um produto idêntico, isto é, análogo em todos os aspectos ao produto em causa, ou na falta  de tal produto, um outro que apresente características muito semelhantes às desse produto. G. TÉCNICAS DE ESTABELECIMENTO DE MÉDIAS E DE AMOSTRAGEM13.  Quando os preços variarem: - o valor normal será geralmente estabelecido em função de uma média ponderada, - os preços de exportação serão geralmente comparados ao valor normal praticado transacção a  transacção, excepto quando a utilização de médias ponderadas não afectar substancialmente os  resultados do inquérito, - poderão ser aplicadas técnicas de amostragem, como por exemplo a utilização dos preços mais  frequentemente praticados ou representativos, para estabelecer o valor normal e os preços de  exportação nos casos em que esteja implicado um importante volume de transacções. H. MARGEM DE DUMPING14.  a)  Entende-se por «margem de dumping» o montante em que o valor normal  ultrapassa o preço de exportação; b)  Quando as margens de dumping variarem, podem ser estabelecidas médias ponderadas. Artigo 3°.Subvenções1.  Um direito de compensação pode ser instituído a fim de compensar  qualquer subvenção directa ou indirectamente concedida, no país de origem ou de exportação, ao  fabrico, à produção, à exportação ou ao transporte de qualquer produto cuja introdução em livre  prática na Comunidade cause um prejuízo. 2.  As subvenções concedidas à exportação incluem, de forma não exaustiva, as práticas enumeradas  no anexo. 3.  A isenção de encargos à importação ou de impostos indirectos definidos nas notas do anexo, para  um determinado produto, efectivamente suportados por um produto similar e pelos materiais nele  fisicamente incorporados, quando o produto em questão se destinar ao consumo no país de origem ou  de exportação, bem como o reembolso de tais encargos ou impostos, não são, para efeitos de  aplicação da presente decisão, considerados como uma subvenção. 4.  a)  O montante da subvenção é calculado por unidade de produto subvencionado exportado para a  Comunidade; b)  O montante da subvenção é estabelecido deduzindo da subvenção total os seguintes elementos: ii)  Todas as despesas com o respectivo processo e outros pagamentos análogos efectuados para ter  direito à subvenção ou para dela beneficiar; ii)  Imposições à exportação, direitos ou outros encargos cobrados na exportação desse produto para  a Comunidade, destinados especificamente a neutralizar a subvenção. Quando uma parte interessada pedir tal dedução, caber-lhe-á apresentar a prova de que o pedido é  justificado; c)  Quando a subvenção não for concedida em função das quantidades fabricadas, produzidas,  exportadas ou transportadas, o montante será determinado repartindo de forma adequada o valor da  subvenção pelo nível da produção ou da exportação do produto em causa no decurso de um período  adequado. Normalmente este período é o exercício contabilístico do beneficiário. Quando a subvenção for concedida tendo em vista a aquisição, presente ou futura, de activos  imobilizados, calcula-se o montante da subvenção repartindo esta última por um período  correspondente à duração da amortização normal desses bens na indústria a que dizem respeito. Para  os bens que não se depreciem, a subvenção é assimilada a um empréstimo sem juros; d)  N° caso de importações de países que não têm uma economia de mercado, e em particular aqueles a  que se aplicam o Regulamento (CEE) n° 1765/82 e o Regulamento (CEE) n° 1766/82, o montante de uma  subvenção pode ser determinado de forma adequada e razoável, comparando o preço de exportação  calculado nos termos do n° 8 do artigo 2°. com o valor normal estabelecido de acordo com o n° 5 do  artigo 2°. O n° 10 do artigo 2°. aplica-se a esta comparação; e)  Quando o montante da subvenção variar, podem ser estabelecidas médias ponderadas. Artígo 4°.Prejuízo1.  Só é determinado o prejuízo se as importações que são objecto de dumping  ou de subvenções causarem um prejuízo, isto é, causarem ou ameaçarem causar, em consequência do  dumping ou da subvenção, um prejuízo importante a uma produção estabelecida na Comunidade ou  retardarem consideravelmente o estabelecimento dessa produção. Os prejuízos causados por outros  factores, tais como o volume e os preços de importações que não são objecto de dumping ou de  subvenções ou a retracção da procura que, individualmente ou em conjunto, exerçam igualmente uma  influência desfavorável na produção comunitária, não devem ser atribuídos às importações que são  objecto de dumping ou de subvenções. 2.  O exame do prejuízo deve compreender os seguintes factores, não constituindo qualquer deles ou  mesmo vários de entre eles necessariamente uma base de juízo determinante: a)  O volume das importações que são objecto de dumping ou de subvenções, nomeadamente para  determinar se elas aumentaram de forma significativa, quer em valor absoluto, quer em relação à  produção ou ao consumo na Comunidade; b)  Os preços das importações que são objecto de dumping ou de subvenções, nomeadamente para  determinar se se verificou subcotação significativa do preço em relação ao preço de um produto  similar na Comunidade; c)  As consequências que daí resultam para a produção em causa tal como ressalta das tendências  reais ou virtuais dos factores económicos pertinentes, tais como: - produção, - utilização das capacidades, - existências, - vendas, - parte de mercado, - preços (isto é, a depressão dos preços ou o impedimento de altas de preços que de outro modo  deveriam ter ocorrido), - lucros, - rendimento dos investimentos, - fluxo de caixa (cash-flow), - emprego. 3.  A ameaça de prejuízo só pode ser determinada se uma situação particular for susceptível de se  transformar em prejuízo real. A este respeito, podem ser tomados em conta os seguintes factores: a)  A taxa de crescimento das exportações para a Comunidade que são objecto de dumping ou de  subvenções; b)  A capacidade de exportação do país de origem ou de exportação, tal como existe ou venha a  existir num futuro previsível e a probabilidade de as exportações resultantes dessa capacidade se  destinarem à Comunidade; c)  A natureza de qualquer subvenção e os efeitos susceptíveis dela decorrentes para o comércio. 4.  O efeito das importações que são objecto de dumping ou de subvenções deve ser avaliado em  relação à produção do produto similar na Comunidade quando os dados disponíveis permitam  identificá-la distintamente. Quando a produção de produto similar na Comunidade não puder ser  identificada, o efeito das importações que são objecto de dumping ou de subvenções deve ser  avaliado em relação à produção do grupo ou gama mais reduzidos de produtos que compreenda o produto  similar para o qual podem ser obtidas as necessárias informações. 5.  Por «produção da Comunidade» entende-se o conjunto dos produtores comunitários de produtos  similares ou daqueles de entre eles cujo conjunto das produções constitui uma parte importante da  produção total comunitária desses produtos; todavia: - quando produtores estiverem ligados aos exportadores ou aos importadores, ou forem eles próprios  importadores do produto que se alega ser objecto de dumping ou de subvenções, a expressão «produção  da Comunidade» pode ser interpretada como referindo-se aos restantes produtores, - em circunstâncias excepcionais, a Comunidade pode, no que respeita à produção em causa, ser  dividida em dois ou vários mercados competitivos e os produtores em cada mercado podem ser  considerados como representando uma produção da Comunidade se: a)  Os produtores de tal mercado venderem a totalidade ou a quase totalidade da sua produção do  produto em causa nesse mercado; eb)  A procura nesse mercado não for statisfeita de forma  substancial pelos produtores do produto em questão estabelecidos noutra parte da Comunidade. Nestas circunstâncias, pode concluir-se da existência de um prejuízo mesmo se a maior parte da  produção total comunitária não for lesada, desde que as importações que sãoobjecto de dumping ou  de subvenções se concentrem nesse mercado isolado e que, além disso, as importações que são objecto  de dumping ou de subvenções causem prejuízo aos produtores da totalidade ou da quase totalidade da  produção nesse mercado. Artigo 5°.Denúncia1.  Qualquer pessoa singular ou colectiva, bem como qualquer associação que  não tenha personalidade jurídica, que actue em nome de um produtor da Comunidade que se considere  lesado ou ameaçado pelas importações que são objecto de dumping ou de subvenções pode apresentar  uma denúncia por escrito. 2.  Tal denúncia deve conter elementos de prova suficientes, quer no que respeita à existência de  dumping ou de subvenções, quer quanto ao prejuízo daí resultante. 3.  Essa denúncia pode ser dirigida à Comissão ou a um Estado-membro que a transmitirá à Comissão.  A Comissão enviará aos Estados-membros uma cópia das denúncias que receber. 4.  Tal denúncia pode ser retirada, caso em que o respectivo processo pode ser encerrado, a não ser  que esse encerramento não seja do interesse da Comunidade. 5.  Quando se afigure, após consultas, que a denúncia não contém elementos de prova suficientes que  justifiquem a abertura de um inquérito, o autor da denúncia será desse facto informado. 6.  Quando, na ausência de denúncia, um Estado-membro estiver na posse de elementos de prova  suficientes, relativos simultaneamente a dumping ou a subvenções e ao prejuízo daí resultante para  uma produção da Comunidade, transmiti-los-á imediatamente à Comissão. Artigo 6°.Consultas1.  As consultas previstas na presente decisão realizar-se-ão no âmbito de um  comité consultivo, composto por representantes de cada Estado-membro e presidido por um  representante da Comissão. Proceder-se-á imediatamente a consultas, quer a pedido de um  Estado-membro, quer por iniciativa da Comissão. 2.  O comité reunir-se-á por convocação do seu presidente. O presidente comunicará aos  Estados-membros, o mais rapidamente possível, todos os elementos de informação considerados úteis. 3.  Quando for necessário, as consultas podem realizar-se apenas por escrito; nesse caso, a  Comissão informará os Estados-membros e fixar-lhes-á um prazo durante o qual eles podem emitir o  seu parecer ou solicitar uma consulta oral. 4.  As consultas incidem nomeadamente sobre: a)  A existência de dumping ou de subvenção e sobre os métodos que permitam determinar a margem de  dumping ou o montante da subvenção; b)  A existência de prejuízo e sua importância; c)  O nexo de causalidade entre as importações que são objecto de dumping ou de subvenção e o  prejuízo; d)  As medidas que, tendo em conta as circunstâncias, forem consideradas adequadas para impedir ou  reparar o prejuízo causado pelo dumping ou subvenção, bem como sobre as modalidades de aplicação  dessas medidas. Artigo 7°.Início e tramitação do inquérito1.  Quando, no termo das consultas, se afigurar que  existem elementos de prova suficientes para justificar o início de um processo, a Comissão deve  imediatamente: a)  Anunciar o início de um processo no Jornal Oficial das Comunidades Europeias; esse anúncio  indicará o produto e os países em causa, fornecerá um resumo das informações recebidas e referirá e  que qualquer informação útil deve ser comunicada à Comissão; o anúncio fixará o prazo no qual as  partes interessadas podem dar a conhecer por escrito os seus pontos de vista e pedir que sejam  ouvidas oralmente pela Comissão, nos termos do n° 5; b)  Avisar oficialmente desse facto os exportadores e importadores conhecidos pela Comissão como  estando em causa nesse processo, bem como os representantes do país de exportação e os autores da  denúncia; c)  Iniciar a nível comunitário o inquérito, em cooperação com os Estados-membros; esse inquérito  incidirá sobre o dumping ou subvenção, bem como sobre o prejuízo daí resultante e processar-se-á  nos termos dos n°s 2 a 8; o inquérito sobre o dumping ou sobre a concessão de subvenções incidirá  normalmente sobre um período mínimo de seis meses imediatamente anterior ao início do processo. 2.  a)  A Comissão recolherá toda e qualquer informação que julgar necessária e, quando o  considerar apropriado, examinará e verificará os livros dos importadores, exportadores,  comerciantes, agentes, produtores, associações e organizações comerciais; b)  A Comissão, quando for necessário, procederá a inquéritos em países terceiros desde que as  empresas em causa dêem o seu acordo e que o governo do país em causa, avisado oficialmente, a tal  não se oponha. A Comissão será assistida pelos agentes dos Estados-membros que tiverem manifestado  interesse nesse sentido. 3.  a)  A Comissão pode pedir aos Estados-membros: - que lhe forneçam informações, - que efectuem todas as verificações e inspecções necessárias, nomeadamente junto dos importadores  e comerciantes, bem como dos produtores comunitários, - que efectuem inquéritos em países terceiros, desde que as empresas em causa dêem o seu acordo e  que o governo em causa, avisado oficialmente, a tal não se oponha; b)  Os Estados-membros tomarão todas as medidas necessárias para satisfazerem os pedidos da  Comissão. Comunicarão à Comissão as informações solicitadas, bem como o resultado do conjunto das  verificações, controlos ou inquéritos efectuados; c)  Quando estas informações apresentarem um interesse geral ou quando a sua transmissão tiver sido  pedida por um Estado-membro, a Comissão transmiti-las-á aos Estados-membros, a não ser que as  mesmas tenham carácter confidencial, caso em que delas transmitirá um resumo não confidencial; d)  Agentes da Comissão podem, a pedido desta ou a pedido de um Estado-membro, prestar assistência  aos agentes dos Estados-membros no exercício das suas funções. 4.  a)  O autor da denúncia, os importadores e os exportadores manifestamente em causa, bem como os  representantes do país exportador podem tomar conhecimento de todas as informações facultadas à  Comissão pelas partes no inquérito, com excepção dos documentos internos preparados pelas  autoridades da Comunidade ou dos Estados-membros, desde que essas informações sejam pertinentes  para a defesa dos seus interesses, não sejam confidenciais na acepção do artigo 8°. e sejam  utilizadas no inquérito pela Comissão. As pessoas interessadas dirigirão, para esse efeito, um  pedido por escrito à Comissão indicando quais as informações solicitadas; b)  Os exportadores e importadores do produto que é objecto de inquérito e, em caso de subvenções,  os representantes do país de exportação, podem pedir que sejam informados dos principais factos e  considerações a partir dos quais se pretende recomendar a imposição de direitos definitivos ou a  cobrança definitiva dos montantes garantidos por um direito provisório; c)  iii)  Os pedidos de informação apresentados ao abrigo da alínea b) devem: aa)Ser dirigidos por escrito à Comissão; bb)Indicar os pontos específicos sobre os quais a informação é pedida; cc)Ser recebidos, no caso de imposição de um direito provisório, no prazo máximo de um mês após a  publicação da instituição desse direito; iii)  A informação pode ser facultada, quer oralmente, quer por escrito, conforme a Comissão julgue  conveniente. A informação não prejudica as decisões subsequentes que a Comissão possa tomar. As  informações confidenciais são tratadas nos termos do artigo 8°.; iii)  A informação deve ser normalmente facultada pelo menos quinze dias antes da adopção pela  Comissão de qualquer medida definitiva nos termos do artigo 12°. As observações feitas depois da  informação ter sido dada só podem ser tomadas em consideração se forem recebidas dentro do prazo  fixado para cada pela Comissão, tendo em conta a urgência do assunto; este prazo não será inferior  a dez dias. 5.  A Comissão pode ouvir as partes interessadas. Estas devem ser ouvidas quando o tenham  solicitado por escrito no prazo fixado no anúncio publicado no Jornal Oficial das Comunidades  Europeias, demonstrando que são efectivamente partes interessadas susceptíveis de serem afectadas  pelo resultado do processo, e que existem razões especiais para as ouvir oralmente. 6.  Além disso, para permitir o confronto das teses e de eventuais refutações, a Comissão facultará  às partes directamente em causa, quando estas o solicitarem, a possibilidade de se encontrarem. Ao  possibilitar esse encontro, a Comissão terá em conta a necessidade de salvaguardar o carácter  confidencial das informações e a conveniência das partes. Nenhuma das partes é obrigada a assistir  a esse encontro e a sua ausência não é prejudicial para a sua causa. 7.  a)  O presente artigo não impede a Comissão de tomar decisões preliminares ou de aplicar com a  prontidão necessária medidas provisórias; b)  Quando uma parte em causa ou um país terceiro recusar o acesso às informações necessárias ou  não as facultar num prazo razoável ou impedir de forma significativa o inquérito, podem ser  estabelecidas, com base nos dados disponíveis, conclusões preliminares ou finais, positivas ou  negativas. Quando a Comissão verificar que uma parte interessada ou um país terceiro prestou  informações falsas ou erróneas, pode não tomar em consideração tais informações e não aceitar  quaisquer pedidos a elas referentes. EWG:L209UMBP02.94FF: 0UPO;   SETUP: 01;   Hoehe: 4452 mm;   920 Zeilen;   45099 Zeichen; Bediener:  HELM   Pr.: A; Kunde: L 209 PO 02 - 42204             8.  Um processo anti-dumping ou de compensação não  prejudica as operações de desembaraço aduaneiro do produto em causa. 9.  a)  Um inquérito é concluído quer pelo seu encerramento, quer através da adopção de uma medida  definitiva. A conclusão deve normalmente ter lugar no prazo de um ano após o início do processo; b)  Um processo é concluído, quer pelo encerramento do inquérito sem imposição de direitos e sem  aceitação de compromissos, quer pelo facto da expiração ou revogação de tais direitos, quer ainda  quando os compromissos caducarem nos termos dos artigos 14°. ou 15°. Artigo 8°.Tratamento confidencial1.  As informações recebidas em aplicação da presente decisão  só podem ser utilizadas para os fins para que foram solicitadas. 2.  a)  A Comissão e os Estados-membros, bem como os seus agentes, não divulgarão as informações  que tiverem recebido em aplicação da presente decisão e em relação às quais tenha sido pedido  tratamento confidencial pela parte que as forneceu, sem autorização expressa dessa parte; b)  Cada pedido de tratamento confidencial indicará as razões da confidencialidade da informação e  será acompanhado de um resumo não confidencial desta ou de uma exposição dos motivos pelos quais a  imformação não é susceptível de ser resumida. 3.  Uma informação é normalmente considerada como confidencial se a sua divulgação for susceptível  de ter consequências desfavoráveis significativas para quem a fornecer ou for dela a fonte. 4.  Todavia, quando se afigurar que um pedido de tratamento confidencial não se encontra  justificado e se quem forneceu a informação não quer, nem torná-la pública, nem autorizar a sua  divulgação em termos gerais ou sob a forma de resumo, a informação em questão pode não ser tida em  consideração. Quando este pedido for justificado, pode igualmente não ser tida em consideração a  informação se a parte que a forneceu não quiser apresentar dela um resumo não confidencial desde  que a informação seja susceptível de ser objecto de tal resumo. 5.  O disposto no presente artigo não impede a divulgação de informações de carácter geral pelas  autoridades comunitárias e, nomeadamente, dos motivos em que se fundamentaram as decisões tomadas  por força da presente decisão, nem a divulgação dos elementos de prova sobre os quais as  autoridades comunitárias se apoiaram na medida necessária para justificarem tais motivos aquando de  processos judi-ciais. Tal divulgação deve ter em conta o interesse legítimo das partes  interessadas em que os seus segredos de negócios não sejam revelados. Artigo 9°.Encerramento do processo quando não forem necessárias medidas de defesa1.  Quando,  após a realização de consultas, não se revelar necessária a tomada de medidas de defesa, o processo  será encerrado pela Comissão. 2.  A Comissão informará os representantes do país de origem ou de exportação e as partes  manifestamente envolvidas e anunciará o encerramento no Jornal Oficial das Comunidades Europeias,  expondo as suas conclusões principais e apresentando um resumo dos respectivos fundamentos. Artigo 10°.Compromissos1.  Quando, no decurso de um inquérito, forem oferecidos certos  compromissos que a Comissão, após a realização de consultas, considera aceitáveis, o inquérito pode  ser encerrado sem imposição de direitos provisórios ou definitivos. Salvo circunstâncias  excepcionais, não podem ser oferecidos compromissos decorrido o prazo fixado nos termos do n° 4,  alínea c) ponto iii), do artigo 7°. para apresentação das observações. São fornecidas informações e publicado o respectivo anúncio nos termos do n° 2 do artigo 9°. Este  encerramento não exclui a cobrança definitiva dos montantes garantidos pelos direitos provisórios  nos termos do n° 2 do artigo 12°. 2.  Os compromissos referidos no n° 1 são aqueles pelos quais: a)  O governo do país de origem ou de exportação elimina ou limita a subvenção ou adopta quaisquer  outras medidas no que diz respeito aos seus efeitos prejudiciais; oub)  Os preços são revistos ou as exportações cessam de forma a que sejam eliminados, até que a  Comissão considere satisfatórios a margem de dumping ou o montante da subvenção ou os efeitos  prejudiciais daí resultantes. Em caso de subvenções, o país de origem ou de exportação deve dar o  seu consentimento. 3.  A Comissão pode sugerir compromissos mas o facto de estes não serem oferecidos ou não ser  aceite o convite para os subscrever não afectará a análise da questão. Contudo, o facto de  prosseguirem as importações que são objecto de dumping ou de subvenção pode ser considerado como  indício de que a materialização da ameaça de prejuízo é mais provável. 4.  Se forem aceites compromissos, o inquérito sobre o prejuízo será, no entanto, conduzido a seu  termo se a Comissão, após consultas, o decidir ou se for feito pedido nesse sentido, no caso de  dumping por exportadores que representem uma percentagem significativa das transacções comerciais  em causa ou, no caso de subvenções pelo país de origem ou de exportação. Nesse caso, se a Comissão,  após consultas, concluir pela inexistência de prejuízo, o compromisso caduca automaticamente.  Todavia, quando se tiver concluído que a inexistência de ameaça de prejuízo se deve essencialmente  à existência do compromisso, a Comissão pode pedir a sua manutenção. 5.  A Comissão pode solicitar a qualquer das partes que aceitou um compromisso que lhe faculte  periodicamente informações úteis para o cumprimento de um tal compromisso e que lhe permitam a  verificação dos dados com ele relacionados. A não satisfação deste pedido será considerada como uma  violação do compromisso. 6.  Quando for denunciado um compromisso ou quando tiver razões para crer que ele foi violado e que  os interesses da Comunidade exijam uma tal acção, a Comissão pode, após consultas e depois de ter  dado ao exportador em causa a possibilidade de apresentar observações, aplicar imediatamente  direitos anti-dumping ou de compensação provisórios com base nos factos estabelecidos antes da  aceitação do compromisso. Artigo 11°.Direitos provisórios1.  Quando ressaltar de um exame preliminar que existe dumping ou  subvenção e que há elementos de prova suficientes da existência de prejuízo daí resultante e que os  interesses da Comunidade exijem que seja tomada uma acção a fim de impedir que ocorra um prejuízo  durante o processo, a Comissão, a pedido de um Estado-membro ou por sua iniciativa, instituirá um  direito anti-dumping ou de compensação provisório. Em tais casos, a introdução em livre prática na  Comunidade dos produtos em causa fica subordinada à constituição de uma garantia no montante do  direito provisório cuja cobrança definitiva será efectuada pela aplicação de decisão ulterior do  Conselho tomada por força do n° 2 do artigo 12°. 2.  A Comissão adoptará essa medida provisória após a realização de consultas ou, em caso de  extrema urgência, depois de ter informado os estados-membros. Neste último caso, as consultas  realizar-se-ão no prazo máximo de dez dias após a notificação da decisão da Comissão aos  Estados-membros. 3.  Sempre que for solicitada acção imediata da Comissão por um Estado-membro, esta decidirá, no  prazo máximo de cinco dias úteis a contar de recepção do pedido, se há que proceder à aplicação de  um direito anti-dumping ou de compensação provisório. 4.  A decisão da Comissão no sentido de não instituir um direito provisório não exclui a imposição  de tal direito em data posterior, quer a pedido de um Estado-membro, no caso de existirem elementos  novos, quer por iniciativa da Comissão. 5.  Os direitos provisórios são válidos por um período máximo de quatro meses. Se, no entanto, os  exportadores que representam uma percentagem significativa das tran-sacções comerciais em causa o  solicitarem ou se, na sequência de uma declaração de intenção da Comissão, não formularem qualquer  objecção em contrário, os direitos anti-dumping provisórios podem ser prorrogados por novo período  de dois meses. 6.  Após o termo do prazo de validade dos direitos provisórios, a garantia será liberada logo que  possível na medida em que a Comissão não tiver decidido a sua cobrança definitiva. Artigo 12°.Medida definitiva1.  Quando ressaltar da verificação definitiva dos factos que existe  dumping ou subvenção no decurso do período abrangido pelo inquérito, bem como prejuízo daí  resultante e que os interesses da Comunidade exijem uma acção comunitária, a Comissão, após  consultas, decidirá da imposição de um direito anti-dumping ou de compensação definitivo. 2.  a)  Quando tiver sido aplicado um direito provisório, a Comissão decidirá, independentemente da  questão de saber se deve ou não ser imposto um direito anti-dumping ou de compensação definitivo,  em que medida o direito provisório será definitivamente cobrado. b)  A cobrança definitiva deste montante não pode ser decidida se não ressaltar da verificação  definitiva dos factos que existe dumping ou subvenção, bem como prejuízo. Para este efeito, não se  considera como prejuízo o atraso considerável na criação de uma produção na Comunidade nem a ameaça  de prejuízo importante, salvo se for claramente estabelecido que essa ameaça se transformaria em  prejuízo importante se não tivessem sido aplicadas medidas provisórias. Artigo 13°.Disposições gerais em matéria de direitos1.  Os direitos anti-dumping ou de  compensação, aplicados quer a título provisório quer a título definitivo, são impostos por uma  decisão da Comissão ou por qualquer outro meio adequado. 2.  Estas medidas indicarão, em especial, o montante e o tipo de direito instituído, o produto em  causa, o país de origem ou de exportação, o nome do fornecedor, se isso for possível, e os motivos  em que se fundamentam. 3.  O montante desses direitos não pode exceder a margem de dumping ou o montante da subvenção  provisoriamente calculados ou definitivamente estabelecidos; esse montante deve ser inferior se  esse direito inferior for suficiente para fazer desaparecer o prejuízo. 4.  a)  Os direitos anti-dumping e de compensação não podem ser nem instituídos nem aumentados com  efeito retroactivo. A obrigação de pagar o montante destes direitos decorre das disposições da  Directiva 79/623/CEE do Conselho (1). b)  Todavia, quando a Comissão declarar verificado: iii)  N° que diz respeito a produtos que são objecto de dumping: - que existiu no passado um dumping que causou prejuízo ou que o importador tinha ou deveria ter  conhecimento de que o exportador praticava dumping e que tal dumping causava prejuízo, e- que o prejuízo é causado por um dumping esporádico, isto é, por importações massivas de um  produto objecto de dumping e efectuadas num período relativamente curto, sendo as mesmas de uma  amplitude tal que, para o impedir de se repetir, se afigura necessário impor retroactivamente sobre  essas importações um direito anti-dumping; ouiii)  Quanto aos produtos que são objecto de subvenções: - que, em circunstâncias críticas, um prejuízo dificilmente reparável é causado por importações  massivas, efectuadas num período relativamente curto, de um produto que beneficia de subvenções à  exportação pagas ou concedidas de forma incompatível com as disposições do Acordo Geral e do Acordo  relativo à Interpretação e Aplicação dos artigos VI, XVI e XXIII do Acordo Geral, e- que, para impedir que se venha a repetirtal prejuízo, se afigura necessário impor  retroactivamente sobre essas importações direitos de compensação; ouiii)  N° que respeita a produtos que são objecto de dumping ou de subvenções: - que foi violado um compromisso, os direitos anti-dumping ou de compensação definitivos podem ser impostos para produtos para  osquais existe ou existiu a obrigação de pagar os direitos de importação por força da Directiva  79//623/CEE, o mais tardar noventa dias antes da data de aplicação dos direitos provisórios,  entendendo-se que, em caso de violação de um compromisso, esta aplicação retroactiva não é válida  para as importações introduzidas em livre prática na Comunidade antes da violação. 5.  Quando um produto for importado na Comunidade a partir de mais de um país, o direito do  montante apropriado recairá de uma forma não discriminatoría sobre todas as importações desse  produto desde que se tenha concluído que elas são objecto de dumping ou de subvenções e que causam  prejuízo, salvo as provenientes de origens em relação às quais foram aceites compromissos. 6.  Quando a produção comunitária for interpretada como referindo-se a produtores de uma certa  região, a Comissão dará aos exportadores a possibilidade de oferecerem, nos termos do artigo 10°.,  compromissos para essa região. Se não for rapidamente acordado ou cumprido um compromisso adequado,  pode ser imposto, para o conjunto da Comunidade, um direito provisório ou definitivo. 7.  Na falta de disposições especiais em contrário, adoptadas aquando da imposição de um direito  anti-dumping ou de compensação definitivo ou provisório, são aplicáveis as regras relativas à  definição comum da noção de origem, bem como as respectivas disposições comuns de aplicação. 8.  Os direitos anti-dumping ou de compensação são cobrados pelos Estados-membros de acordo com o  modo, a taxa e outros elementos fixados aquando da sua imposição, independentemente dos direitos  aduaneiros, imposições e outros encargos normalmente exigíveis na importação. 9.  Nenhum produto pode ser submetido simultaneamente a direitos anti-dumping e a direitos de  compensação com vista a remediar a mesma situação resultante de dumping ou da concessão de qualquer  subvenção. 10.  a)  Quando o exportador suportar o direito anti-dumping, poderá ser instituído um direito  anti-dumping adicional para compensar o montante suportado pelo exportador. b)  Quando qualquer das partes directamente implicadas apresentar provas suficientes de que o  direito foi suportado pelo exportador, por exemplo, que o preço de revenda ao primeiro comprador  independente do produto sujeito ao direito anti-dumping não foi acrescido de um montante  correspondente ao direito anti-dumping, o caso deverá ser objecto de inquérito e os exportadores e  importadores em questão terão oportunidade de apresentar observações. Quando se verificar que o direito anti-dumping foi, em todo ou em parte e directa ou  indirectamente, suportado pelo exportador, e sempre que o interes-se da Comunidade impuser uma  intervenção, deverá ser introduzido um direito anti-dumping adicional, após consulta e nos termos  dos processos previstos nos artigos 11°. e 12°. Esse direito poderá ser aplicado com efeito retroactivo. Poderá incidir sobre produtos para os  quais existiu a obrigação de pagar os direitos de importação, por força da Directiva 79/623/CEE,  após a instituição do direito anti-dumping definitivo, embora esta aplicação não seja válida para  as importações introduzidas em livre prática na Comunidade antes de o exportador ter suportado o  direito anti-dumping. c)  Na medida em que os resultados do inquérito demonstrem que a inexistência de um aumento de  preço num montante correspondente ao direito anti-dumping não decorre de uma redução dos custos  e/ou lucros do importador em relação ao produto em causa, essa inexistência será considerada como  um indício de que o direito anti-dumping foi suportado pelo exportador. d)  O n° 7, alínea b), do artigo 7°. é aplicável no contexto dos inquéritos referidos no presente  número. Artigo 14°.Reexame1.  As recomendações e decisões que impõem direitos anti-dumping ou de  compensação provisórios ou definitivos e as decisões tomadas no sentido de aceitar compromissos são  objecto, se necessário, de um reexame integral ou parcial. Proceder-se-á a este reexame, quer a  pedido de um Estado-membro quer por iniciativa da Comissão. Proceder-se-á igualmente a um reexame a  pedido de uma parte interessada que apresente elementos de prova de alteração suficiente de  circunstâncias para justificar a necessidade desse reexame, desde que decorrido pelo menos um ano  após a conclusão do inquérito. Estes pedidos são dirigidos à Comissão que deles dará conhecimento  aos Estados-membros. 2.  Quando, após consultas, se afigurar necessário proceder a um reexame, o inquérito será reaberto  nos termos do artigo 7°. se as circunstâncias assim o exigirem. A reabertura desse inquérito não  afecta as medidas em vigor. 3.  Quando o reexame, realizado com ou sem reabertura do inquérito, o exigir, as medidas serão  alteradas, revogadas ou anuladas pela Comissão. Artigo 15°.1.  Sem prejuízo dos no.s 3, 4 e 5, os direitos anti-dumping ou de compensação e os  compromissos caducam decorridoum prazo de cinco anos a contar da data em que entraram em vigor,  tiveram a última alteração ou foram confirmados. 2.  A Comissão procederá normalmente, após a realização de consultas, num prazo de seis meses antes  de termo desse prazo de cinco anos, à publicação no Jornal Oficial das Comunidades Europeias de um  anúncio relativo à próxima expiração da medida em questão e informará de tal facto os produtores da  Comunidade manifestamente em causa. Esse anúncio fixará o prazo durante o qual as partes  interessadas podem comunicar, por escrito, o seu ponto de vista e pedir que sejam ouvidas oralmente  pela Comissão, nos termos do n° 5 do artigo 7°. 3.  Quando uma parte interessada demonstrar que a expiração da medida conduzirá de novo a um  prejuízo ou a uma ameaça de prejuízo, a Comissão, após consultas, publicará no Jornal Oficial das  Comunidades Europeias um aviso informando da sua intenção de proceder ao reexame da medida em  questão. Essa informação deverá ser publicada antes do final do período de cinco anos  correspondente. A medida manter-se-á em vigor na pendência do resultado do reexame. N° entanto, se o início do reexame não tiver sido publicado no prazo de seis meses a contar do  termo do período de cinco anos correspondente, essa medida caducará no final desse período de seis  meses. 4.  Quando o reexame de uma medida nos termos do artigo 14°. estiver em curso no final do período  de cinco anos correspondente, essa medida manter-se-á em vigor na pendência do resultado desse  reexame. Para o efeito, será publicado um aviso no Jornal Oficial das Comunidades Europeias antes  do final do período de cinco anos correspondente. 5.  Quando os direitos anti-dumping ou de compensação e os compromissos caducarem por força do  presente artigo, a Comissão publicará um aviso para esse efeito no Jornal Oficial das Comunidades  Europeias. Esse aviso indicará a data de expiração da medida em causa. Artigo 16°.Restituição1.  Quando um importador provar que o direito cobrado excede a margem de  dumping efectiva ou o montante da subvenção, tendo em conta a aplicação de médias ponderadas, o  montante excedente ser-lhe-á reembolsado. Esse montante será calculado em função das alterações  sofridas pela margem de dumping ou pelo montante da subvenção, estabelecidas no inquérito inicial  em relação às remessas para a Comunidade do fornecedor dos importadores. Todos os cálculos de  restituição serão efectuados nos termos do disposto nos artigos 2°. ou 3°. e basear-se-ão, sempre  que possível, no método aplicado no inquérito inicial, nomeadamente no que diz respeito à aplicação  das técnicas de estabelecimento de médias e de amostragem. 2.  Para solicitar o reembolso referido no n° 1, o importador apresentará um pedido junto da  Comissão. Esse pedido é apresentado, por intermédio do Estado-membro em cujo território os produtos  foram introduzidos em livre prática, no prazo de três meses a contar da data em que o montante dos  direitos definitivos que devem ser impostos foi devidamente estabelecido pelas autoridades  competentes ou da data em que foi tomada a decisão de cobrar definitivamente os montantes  garantidos por direitos provisórios. O Estado-membro transmitirá à Comissão, no mais curto prazo, o  pedido acompanhado ou não de um parecer sobre a sua fundamentação. A Comissão examinará a  fundamentação do pedido e decidirá, após consultas, se e em que medida deve ser dada satisfação ao  pedido. Artigo 17°.Disposições finaisA presente decisão não prejudica a aplicação: 1.  De regras especiais previstas nos acordos concluídos entre a Comunidade e países terceiros; 2.  De medidas especiais, quando obrigações assumidas no âmbito do Acordo Geral a isso não se  opuserem. Artigo 18°.Revogação da legislação existenteÉ revogada a Decisão n° 2177/84/CECA. As referências feitas a esta decisão devem entender-se como feitas à presente decisão. Artigo 19°.Entrada em vigorA presente decisão entra em vigor no terceiro dia seguinte ao da sua  publicação no Jornal Oficial das Comunidades Europeias. A presente decisão aplica-se aos processos já iniciados. A presente decisão é obrigatória em todos os seus elementos e directamente  aplicável em todos os Estados-membros. Feito em Bruxelas, em 29 de Julho de 1988. Pela ComissãoWilly DE CLERCQMembro da Comissão(1) JO n° L 201 de 30. 7.  1984, p. 17. (1) JO n° C 266 de 22. 10. 1986, p. 2. (2) Ver página 1 do presente Jornal Oficial. (1) JO n° L 195 de 5. 7. 1982, p. 1. (2) JO n° L 195 de 5. 7. 1982, p. 21. (1) JO n° L 179 de 17. 7. 1979, p. 31.