CELEX: 42006X1227(08)
Language: pt
Date: 2006-12-27 00:00:00
Title: Regulamento n. o 124 da Comissão Económica para a Europa da Organização das Nações Unidas (UN/ECE) — Prescrições uniformes relativas à homologação de rodas para automóveis de passageiros e seus reboques

27.12.2006       PT                       Jornal Oficial da União Europeia                            L 375/615
                     Regulamento n.º 124 da Comissão Económica para a Europa da
                  Organização das Nações Unidas (UN/ECE) — Prescrições uniformes
                relativas à homologação de rodas para automóveis de passageiros e seus
                                                    reboques
    1.          ÂMBITO DE APLICAÇÃO
                O presente regulamento abrange as rodas de substituição novas concebidas para veículos
                das categorias M1, M1G, O1 e O2 1/.
                Não é aplicável a rodas de origem ou a rodas de substituição do fabricante do veículo,
                conforme definidas no n.ºs 2.3 e 2.4.1. Não é aplicável a «rodas especiais», conforme
                definidas no n.º 2.5., que devem continuar a ser submetidas à homologação de âmbito
                nacional.
                O presente regulamento integra os requisitos relativos ao fabrico e à instalação de rodas.
    2.          DEFINIÇÕES
                Para efeitos do presente regulamento, entende-se por:
    2.1.        «Roda», um elemento rotativo de transmissão de cargas entre o pneumático e o eixo. É
                   normalmente constituído por duas partes principais:
                   a)      a jante;
                   b)      o disco da roda.
                A jante e o disco da roda podem ser integrais, estar fixados de forma permanente ou ser
                   desmontáveis.
    2.1.1.      «Roda de disco», uma combinação permanente de uma jante e de um disco de roda.
    2.1.2.      «Roda com jante desmontável», uma roda fabricada de modo a que a jante desmontável
                esteja fixada ao disco da roda por meio de grampos.
    2.1.3.      «Jante», a parte da roda em que o pneumático é montado e que o suporta.
    2.1.4.      «Disco da roda», a parte da roda que constitui o elemento de suporte entre o eixo e a jante.
    2.2.        «Tipo de roda», uma roda que não apresente diferenças relativamente aos seguintes
                aspectos essenciais:
    _____________
    1/ Categorias M e O tal como definidas no Anexo 7 da Consolidated Resolution on the Construction of
    Vehicles (R.E.3) (documento TRANS/WP.29/78/Rev.1/Alteração 2).
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   2.2.1.   Fabricante da roda;
   2.2.2.   Designação das dimensões da roda ou da jante (em conformidade com a norma ISO
                3911:1998);
   2.2.3.   Materiais de construção;
   2.2.4.   Orifícios de fixação;
   2.2.5.   Capacidade máxima de carga;
   2.2.6.   Pressão de enchimento máxima recomendada;
   2.2.7.   Método de fabrico (soldadura, forjamento, fundição, etc.).
   2.3.     «Rodas de equipamento de origem», as rodas cuja montagem no modelo de veículo o
            fabricante do veículo autorizou durante a produção.
   2.4.     «Rodas de substituição», as rodas destinadas a substituir as rodas de origem durante a vida
            útil do veículo. As rodas de substituição podem pertencer a uma das seguintes categorias:
   2.4.1.   «Rodas de substituição do fabricante do veículo», as rodas fornecidas pelo fabricante do
            veículo;
   2.4.2.   «Rodas de substituição idênticas», as rodas fabricadas utilizando os mesmos materiais e
            equipamentos de fabrico utilizados para as rodas de substituição fornecidas pelo fabricante
            do veículo. Só diferem das rodas de substituição fornecidas pelo fabricante do veículo pela
            ausência da marca e do número de peça do fabricante do veículo;
   2.4.3.   «Rodas de substituição réplicas», rodas que são réplicas das rodas de substituição
            fornecidas pelo fabricante do veículo, mas são fabricadas por um fabricante que não é um
            dos fornecedores das rodas em causa para o fabricante do veículo. No tocante à concepção
            (perfil de base, dimensões, desvio, tipo e qualidade do material, etc.) e ao tempo de vida
            útil, correspondem inteiramente às rodas de substituição do fabricante do veículo;
   2.4.4.   «Rodas de substituição réplicas parciais », as rodas fabricadas por um fabricante que não é
            um dos fornecedores das rodas em causa para o fabricante do veículo. No tocante à
            concepção, desvio, designação da jante, fixações da roda e diâmetro de implantação dos
            furos para os pernos, correspondem aos de uma roda de origem, mas o perfil, o material,
            etc., podem ser diferentes.
   2.5.     «Rodas especiais», as rodas que não são equipamento de origem e que não preenchem os
            critérios relativos a rodas descritos no n.º 2.4. (por exemplo, rodas com uma largura ou um
            diâmetro das jantes diferente).
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    2.6.   «Desvio», a distância entre a face de fixação do disco e a linha média da jante (que pode ser
           positivo, conforme ilustrado na figura 1, nulo ou negativo).
                                                Figura 1
                                        Legenda da Figura 1
                     Rim centre line                                 Linha média da jante
                           Rim                                               Jante
                          Inset                                            Desvio
                          Disc                                              Disco
                    Attachment face                                    Face de fixação
               Attachment face diameter                         Diâmetro da face de fixação
                         Nut seat                                       Caixa da porca
                  Centre hole diameter                            Diâmetro do furo central
           Pitch circle Diameter of bolt holes          Diâmetro de implantação dos furos para os
                                                                            pernos
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   2.7.         «Raio dinâmico», o raio em modo dinâmico e em carga definido como a divisão por 2π do
                perímetro teórico de rolamento do maior pneumático utilizável na roda, conforme
                especificado pelo fabricante da roda.
   2.8.         «Normas internacionais aplicáveis a pneumáticos e jantes», os documentos contendo as
                normas relativas a rodas, publicados pelas seguintes organizações:
                a) Organização Internacional de Normalização (ISO) 2/;
                b) European Tyre and Rim Technical Organization (ETRTO) 3/: «Standards Manual»;
                c) European Tyre and Rim Technical Organization (ETRTO) 3/: «Engineering Design
                Information – obsolete data»;
                d) Tyre and Rim Association Inc. (TRA) 4/: «Year Book»;
                e) Japan Automobile Tyre Manufacturers Association (JATMA) 5/: «Year Book»;
                f) Tyre and Rim Association of Australia (TRAA) 6/: «Standards Manual»;
                g) Associação Latino-Americana de Pneus e Aros (ALAPA) 7/: «Manual de Normas
                Técnicas»;
                h) Scandinavian Tyre and Rim Organization (STRO) 8/: «Data Book».
   ________________
   As normas relativas aos pneumáticos podem ser obtidas nos seguintes endereços:
   2/ ISO, 1, rue de Varembé, Case postale 56, CH-1211 Genève 20 – Switzerland;
   3/ ETRTO, 32 Av. Brugmann - Bte 2, B-1060 Brussels, Belgium;
   4/ TRA, 175 Montrose West Avenue, Suite 150, Copley, Ohio, 44321 USA;
   5/ JATMA, NO.33 MORI BLDG. 8th Floor 3-8-21, Toranomon Minato-Ku, Tokio,
      105-0001, Japan;
   6/ TRAA, Suite 1, Hawthorn House, 795 Glenferrie Road, Hawthorn, Victoria,
      3122 Australia;
   7/ ALAPA, Avenida Paulista 244-12° Andar, CEP, 01310 Sao Paulo, SP Brazil;
   8/ STRO, Älggatan 48 A, Nb, S-216 15 Malmö, Sweden.
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    2.9.      «Fissura técnica», uma fissura no material com uma propagação de mais de 1 mm
              verificada durante um ensaio dinâmico (os defeitos causados pelo processo de produção não
              são tidos em consideração).
    2.10.     «Compasso da roda», a forma do perfil de rotação gerado pelo perfil interno da roda (ver
              anexo 10, figura 1).
    2.11.     «Designação da dimensão do pneumático», uma designação que indica a largura nominal da
              secção, o índice de aparência nominal e o número convencional que indica o diâmetro
              nominal da jante (estes termos são definidos mais detalhadamente no Regulamento n.º 30).
    3.        PEDIDO DE HOMOLOGAÇÃO
    3.1.      O pedido de homologação relativo a um tipo de roda deve ser apresentado pelo fabricante,
              ou pelo seu mandatário devidamente acreditado, e ser acompanhado de:
    3.1.1.    Desenhos, em triplicado, suficientemente pormenorizados para permitirem identificar o tipo
              em causa. Devem também indicar a posição destinada à marca de homologação e às
              marcações das rodas.
    3.1.2.    Uma descrição técnica que inclua, pelo menos, as seguintes características:
    3.1.2.1.  Categoria das rodas de substituição – ver n.ºs 2.4.2, 2.4.3. e 2.4.4.
    3.1.2.2.  Designação do perfil da jante – desvio da roda – especificações detalhadas para fixação das
                 rodas;
    3.1.2.3.  Binário de aperto para porcas e pernos;
    3.1.2.4.  Método de fixação das massas de equilibragem;
    3.1.2.5.  Acessórios necessários (por exemplo, peças de montagem adicionais);
    3.1.2.6.  Referência a uma norma internacional;
    3.1.2.7.  Possibilidade de montagem de pneumáticos sem câmara-de-ar;
    3.1.2.8.  Tipos de válvulas adequados;
    3.1.2.9.  Capacidade máxima de carga;
    3.1.2.10. Pressão de enchimento máxima;
    3.1.2.11. Descrição pormenorizada do material, incluindo a composição química (ver anexo 4);
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   3.1.2.12. Designação das dimensões dos pneumáticos indicadas para o equipamento de origem pelo
                 fabricante do veículo.
   3.1.3.    Documentação em conformidade com o n.º 1 do anexo 10 do presente regulamento:
             – características do veículo (n.º 1.2. do anexo 10);
             – características adicionais (n.º 1.3. do anexo 10);
             – instruções de montagem detalhadas (n.º 1.4. do anexo 10); e
             – requisitos suplementares (n.º 2. do anexo 10).
   3.1.4.    Amostras de rodas representativas do tipo de roda necessário para a realização de ensaios
             em laboratório ou para os relatórios de ensaio elaborados pela entidade homologadora.
   3.2.      No caso de um pedido de homologação de uma roda idêntica, o requerente deve comprovar
             satisfatoriamente à entidade homologadora que a roda em causa é de facto uma «roda de
             substituição idêntica», na acepção do n.º 2.4.2.
   4.        HOMOLOGAÇÃO
   4.1.      Se a roda apresentada para homologação nos termos do n.º 3 anterior cumprir os requisitos,
             deve ser concedida a homologação a esse tipo de roda.
   4.2.      A cada tipo homologado é atribuído um número de homologação. Os dois primeiros
             algarismos (actualmente, 00 para o regulamento na sua versão original) indicam a série de
             alterações que incorpora as principais alterações técnicas mais recentes do regulamento à
             data de emissão da homologação. A mesma parte contratante não pode atribuir o mesmo
             número a outro tipo de roda.
   4.3.      A notificação da concessão, extensão ou recusa da homologação de um tipo de roda nos
             termos do presente regulamento deve ser feita às partes no Acordo de 1958 que apliquem o
             presente regulamento por meio de um formulário conforme ao modelo constante do anexo 1
             do presente regulamento.
   4.4.      Qualquer roda conforme a um tipo homologado nos termos do presente regulamento deve
             ter afixada, para além das marcações prescritas no n.º 5, uma marca de homologação
             internacional, claramente legível e indelével, composta por:
   4.4.1.    Um círculo envolvendo a letra «E», seguida do número distintivo do país que concedeu a
             homologação (ver anexo 2). 9/
   4.4.2.    O número do presente regulamento, seguido da letra «R», de um travessão e do número de
             homologação, em conformidade com o n.º 4.2.
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    4.5.         A marca de homologação deve ser permanente, visível e claramente legível com o
                 pneumático montado na roda.
    4.6.         O anexo 2 do presente regulamento contém um exemplo da disposição da marca de
                    homologação.
    4.7.         As instalações do fabricante da roda podem ser utilizadas para ensaios, desde que a
                 entidade homologadora ou um representante nomeado esteja presente aquando da sua
                 realização.
    5.           MARCAÇÕES DAS RODAS
    5.1.         A roda deve ser marcada de forma permanente e legível com as seguintes indicações,
                 numa posição escolhida pelo fabricante, mas visível quando o pneumático estiver
                 montado na roda:
    5.1.1.       O nome ou a marca comercial do fabricante;
    5.1.2.       A designação do perfil da roda ou da jante.
    5.1.2.1.     Deve ser expressa em conformidade com a prescrição de uma norma internacional
                 relativa a jantes e a pneumáticos e incluir, no mínimo:
                 – A designação das dimensões da jante, incluindo:
    ________________
    1 para a Alemanha, 2 para a França, 3 para a Itália, 4 para os Países Baixos, 5 para a Suécia, 6 para a
         Bélgica, 7 para a Hungria, 8 para a República Checa, 9 para a Espanha, 10 para a Jugoslávia, 11
         para o Reino Unido, 12 para a Áustria, 13 para o Luxemburgo, 14 para a Suíça, 15 (não utilizado),
         16 para a Noruega, 17 para a Finlândia, 18 para a Dinamarca, 19 para a Roménia, 20 para a
         Polónia, 21 para Portugal, 22 para a Federação Russa, 23 para a Grécia, 24 para a Irlanda, 25 para a
         Croácia, 26 para a Eslovénia, 27 para a Eslováquia, 28 para a Bielorrússia, 29 para a Estónia, 30
         (não utilizado), 31 para a Bósnia-Herzegovina, 32 para a Letónia, 33 (não utilizado), 34 para a
         Bulgária, 35 (não utilizado), 36 para a Lituânia, 37 para a Turquia, 38 (não utilizado), 39 para o
         Azerbaijão, 40 para a ex-República Jugoslava da Macedónia, 41 (não utilizado), 42 para a
         Comunidade Europeia (homologações emitidas pelos Estados-Membros utilizando os respectivos
         símbolos ECE), 43 para o Japão, 44 (não utilizado), 45 para a Austrália, 46 para a Ucrânia, 47 para
         a África do Sul e 48 para a Nova Zelândia, 49 para Chipre, 50 para Malta e 51 para a República da
         Coreia. Os números seguintes são atribuídos a outros países pela ordem cronológica da sua
         ratificação ou adesão ao Acordo relativo à adopção de prescrições técnicas uniformes aplicáveis
         aos veículos de rodas, aos equipamentos e às peças susceptíveis de serem montados e/ou utilizados
         num veículo de rodas e às condições de reconhecimento recíproco das homologações emitidas em
         conformidade com essas prescrições; os números assim atribuídos devem ser comunicados pelo
         Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas às partes contratantes no Acordo.
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                – designação do perfil da jante e diâmetro nominal da jante;
                – o símbolo «x», caso se trate de uma jante de uma só peça;
                – o símbolo «-», caso se trate de uma jante de várias peças;
                – a letra «A», caso a gola da jante esteja colocada de maneira assimétrica
                (facultativo);
                – a letra «S», caso a gola da jante esteja colocada de maneira simétrica (facultativo).
   5.1.3.   O desvio da roda;
   5.1.4.   A data de fabrico (ou, pelo menos, o mês e o ano);
   5.1.5.   O número da peça da roda/jante.
   5.2.     O anexo 3 do presente regulamento contém um exemplo da disposição das marcações
            das rodas.
   6.       DISPOSIÇÕES GERAIS
   6.1.     O perfil da jante deve ser conforme à norma internacional especificada pelo fabricante
            da roda.
   6.2.     O perfil da jante deve assegurar a montagem correcta dos pneumáticos e das válvulas.
   6.2.1.   As rodas concebidas para serem usadas com pneumáticos sem câmaras-de-ar devem
                assegurar a retenção do ar.
   6.3.     Os materiais utilizados para a construção da roda devem ser analisados em
            conformidade com o anexo 4.
   6.4.     No caso de uma roda de substituição idêntica, na acepção do n.º 2.4.2., não deve ser exigida
            a realização de um ensaio físico nos termos do n.º 6.5. ou de um controlo da montagem no
            veículo, conforme indicado no n.º 2 do anexo 10 do presente regulamento.
   6.5.     As rodas de substituição réplicas e as rodas de substituição réplicas parciais devem
            cumprir as disposições relativas aos seguintes ensaios:
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27.12.2006    PT                      Jornal Oficial da União Europeia página 9             L 375/623
    6.5.1.   Rodas de aço
    6.5.1.1. Rodas de disco
             a)   Ensaio de flexão por rotação em conformidade com o anexo 6;
             b)   Ensaio de rolamento em conformidade com o anexo 7.
    6.5.2.   Rodas em liga de alumínio
    6.5.2.1. Rodas monobloco
             a)       Ensaio de corrosão em conformidade com o anexo 5. Se o processo numa
                      cadeia de produção for sempre o mesmo, só deve ser realizado um ensaio
                      representativo;
             b)       Ensaio de flexão por rotação em conformidade com o anexo 6;
             c)       Ensaio de rolamento em conformidade com o anexo 7;
             d)       Ensaio de colisão em conformidade com o anexo 8.
    6.5.2.2. Rodas com jantes desmontáveis
             a)       Ensaio de corrosão em conformidade com o anexo 5;
             b)       Ensaio de flexão por rotação em conformidade com o anexo 6;
             c)       Ensaio de rolamento em conformidade com o anexo 7;
             d)       Ensaio de colisão em conformidade com o anexo 8;
             e)       Ensaio de binário alternado em conformidade com o anexo 9.
    6.5.3.   Rodas em liga de magnésio
    6.5.3.1. Rodas monobloco
             a)       Ensaio de corrosão em conformidade com o anexo 5;
             b)       Ensaio de flexão por rotação em conformidade com o anexo 6;
             c)       Ensaio de rolamento em conformidade com o anexo 7;
             d)       Ensaio de colisão em conformidade com o anexo 8.
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L 375/624
   página  10 PT                        Jornal Oficial da União Europeia                         27.12.2006
   6.5.3.2.   Rodas com jantes desmontáveis
              a)         Ensaio de corrosão em conformidade com o anexo 5;
              b)         Ensaio de flexão por rotação em conformidade com o anexo 6;
              c)         Ensaio de rolamento em conformidade com o anexo 7;
              d)         Ensaio de colisão em conformidade com o anexo 8;
              e)         Ensaio de binário alternado em conformidade com o anexo 9.
   6.6.       Quando um fabricante de rodas apresentar um pedido de homologação de tipo relativo a
              uma gama de rodas, não é necessário efectuar todos os ensaios com cada tipo de roda dessa
              gama. A selecção do caso mais desfavorável pode ser deixada à discrição da entidade
              homologadora ou do serviço técnico designado (ver n.º 4 do anexo 6 do presente
              regulamento).
   6.7.       As rodas de substituição réplicas parciais devem preencher os seguintes requisitos de
              modo a garantir uma montagem correcta no veículo:
   6.7.1.     O diâmetro nominal da jante, a largura nominal da jante e o desvio nominal das rodas
              homologadas com a marca ECE devem ser idênticos aos da roda de substituição do
              fabricante;
   6.7.2.     As rodas devem ser adequadas aos pneumáticos com as designações de dimensões
              indicadas inicialmente pelo fabricante do veículo para o modelo específico em causa;
   6.7.3.     As verificações e a documentação para o conjunto rodas/veículo são descritas no anexo
              10.
   7.         MODIFICAÇÃO E EXTENSÃO DE UMA HOMOLOGAÇÃO PARA RODAS
   7.1.       Qualquer modificação do tipo de roda deve ser notificada à entidade homologadora que
              concedeu a homologação. A entidade homologadora pode então optar por:
   7.1.1.     Considerar que as modificações introduzidas não são susceptíveis de produzir efeitos
              adversos significativos e que o tipo de roda continua, de qualquer modo, a cumprir os
              requisitos definidos,
   7.1.2.     ou exigir um novo ensaio.
   7.2.       A confirmação ou recusa da homologação, com especificação das modificações, deve
              ser comunicada, por meio do procedimento previsto no n.º 4.3. anterior, às partes no
              Acordo que apliquem o presente regulamento.
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27.12.2006  PT                       Jornal Oficial da União Europeia  página 11             L 375/625
    7.3.   A entidade responsável pela extensão da homologação atribui um número de série a
           cada formulário de comunicação relativo à referida extensão.
    8.     CONFORMIDADE DA PRODUÇÃO
    8.1.   Os procedimentos relativos à conformidade da produção devem ser conformes aos
           definidos no apêndice 2 do Acordo (E/ECE/324-E/ECE/TRANS/505/Rev.2).
    8.2.   A entidade que tiver concedido a homologação pode verificar, em qualquer momento,
           os métodos de controlo da conformidade aplicados em cada unidade de produção. Estas
           verificações têm, por norma, uma periodicidade bianual.
    9.     SANÇÕES POR NÃO-CONFORMIDADE DA PRODUÇÃO
    9.1.   A homologação concedida a um tipo de roda nos termos do presente regulamento pode
           ser revogada se as disposições acima definidas não forem cumpridas ou se uma roda que
           ostente a marca de homologação não estiver conforme ao tipo homologado.
    9.2.   Se uma parte contratante no Acordo que aplique o presente regulamento revogar uma
           homologação previamente concedida, deve notificar imediatamente desse facto as
           restantes partes contratantes que apliquem o presente regulamento por meio de um
           formulário de comunicação conforme ao modelo constante do anexo 1 do presente
           regulamento.
    10.    INTERRUPÇÃO DEFINITIVA DA PRODUÇÃO
           Se o titular da homologação deixar definitivamente de fabricar um tipo de roda
           homologado nos termos do presente regulamento, deve desse facto informar a entidade
           que concedeu a homologação. Após receber a comunicação correspondente, essa
           entidade deve do facto informar as outras partes que apliquem o presente regulamento
           por meio de um formulário de comunicação conforme ao modelo constante do anexo 1
           do presente regulamento.
    11.    DESIGNAÇÕES E ENDEREÇOS DOS SERVIÇOS TÉCNICOS RESPONSÁVEIS PELA
           REALIZAÇÃO DOS ENSAIOS DE HOMOLOGAÇÃO E DOS RESPECTIVOS
           SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS
           As partes contratantes no Acordo que apliquem o presente regulamento devem comunicar
           ao Secretariado da Organização das Nações Unidas as designações e os endereços dos
           serviços técnicos responsáveis pela realização de ensaios de homologação, bem como dos
           serviços administrativos que concedem essas homologações e aos quais devem ser enviados
           os formulários de concessão, extensão, recusa, revogação da homologação ou de
           interrupção definitiva da produção, emitidos por outros países.
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L 375/626
   página  12 PT                                       Jornal Oficial da União Europeia                                                           27.12.2006
                                                                    Anexo 1
                                                            COMUNICAÇÃO
                                          [(Formato máximo: A4 (210 x 297 mm)]
                                                                                emitida por: Designação do serviço
                                                                                                     administrativo:
                                                                                                     ......... ......................... .........
   relativa a: 2/                         CONCESSÃO DA HOMOLOGAÇÃO
                                           EXTENSÃO DA HOMOLOGAÇÃO
                                           RECUSA DA HOMOLOGAÇÃO
                                           REVOGAÇÃO DA HOMOLOGAÇÃO
                                           INTERRUPÇÃO DEFINITIVA DA PRODUÇÃO
   de um tipo de roda, nos termos do Regulamento n.º XY
   Homologação n.º ...                                                                     Extensão n.º ...
   1.      Fabricante da roda: ...........................................................................................................
   2.      Designação de tipo de roda: ..............................................................................................
   2.1. Categoria das rodas de substituição: .................................................................................
   2.2. Material de construção: .....................................................................................................
   2.3. Método de fabrico:
   2.4. Designação do perfil da jante: ..........................................................................................
   2.5. Desvio da roda: .................................................................................................................
   2.6. Fixação da roda:                   .......................................................................................................
   2.7. Capacidade máxima de carga ...........................................................................................
   3.      Endereço do fabricante: ....................................................................................................
   4.      Se aplicável, nome e endereço do mandatário do fabricante: ..........................................
   5.      Data em que a roda foi submetida a ensaios de homologação: ........................................
   6.      Serviço técnico responsável pela realização dos ensaios de homologação: .....................
   7.      Data do relatório de ensaio emitido pelo serviço técnico: ................................................
   8.      Número do relatório de ensaio emitido pelo serviço técnico: ..........................................
   9.      Observações: ....................................................................................................................
   10.     A homologação foi objecto de concessão/recusa/extensão/revogação 2/: ........................
   11.     Razão/razões da extensão (se aplicável): .........................................................................
   12.     Local: ................................................................................................................................
   13.     Data : ................................................................................................................................
   ___________________
   1/      Número distintivo do país que concedeu a homologação.
   2/      Riscar o que não se aplica.
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27.12.2006      PT                             Jornal Oficial da União Europeia                     página 13                              L 375/627
    14.    Assinatura/nome: ..............................................................................................................
    15.    Em anexo figura uma lista dos documentos que constituem o processo de homologação,
           depositados junto da entidade que concedeu a homologação e que podem ser obtidos a
           pedido.
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L 375/628
   página  14 PT                        Jornal Oficial da União Europeia                   27.12.2006
                                                   Anexo 2
                          DISPOSIÇÕES DA MARCA DE HOMOLOGAÇÃO
                                                        .
   A roda com o número de homologação acima é uma roda que foi homologada em Itália (E3) com o
   número de homologação 001148.
   Os dois primeiros algarismos do número de homologação indicam que esta foi concedida em
   conformidade com o disposto na versão original do Regulamento n.º XY.
   A marca de homologação, o número do regulamento e o número de homologação podem estar
   localizados a alguma distância uns dos outros, desde que respeitem esta ordem.
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27.12.2006        PT                      Jornal Oficial da União Europeia  página 15                  L 375/629
                                                     Anexo 3
                            DISPOSIÇÕES DAS MARCAÇÕES DAS RODAS
    Exemplo das marcações que devem ser aplicadas a uma roda nos termos do presente regulamento.
          ABCDE       5 ½ J x 14 FH    36     01 99       ab123
    Este exemplo de marcação define uma roda:
            – fabricada por ABCDE;
            – com uma designação do perfil da jante (5½ J);
            – fabricada como monobloco (x);
            – com código de diâmetro nominal da jante (14);
            – com uma gola da jante não simétrica (sem marca);
            – com uma configuração de nervura aplanada na zona de assentamento do talão apenas
            numa das abas da jante (abreviatura FH) – marcação facultativa;
            – com um desvio da roda de 36 mm;
            – fabricada em Janeiro de 1999 (0199);
            – com o número de peça do fabricante (ab123).
    A designação da jante deve incluir, por esta ordem, a designação do perfil da jante, o fabrico, o código
    de diâmetro nominal, a localização da gola e a configuração do assentamento do talão, como no
    exemplo 5½ J x 14 FH. A inversão da ordem dos três primeiros elementos, como no exemplo 14 x 5½
    J FH, é também autorizada.
    A marcação do desvio da roda, a data de produção e o nome do fabricante podem estar a uma certa
    distância da designação da jante.
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L 375/630
   página  16 PT                           Jornal Oficial da União Europeia                            27.12.2006
                                                      Anexo 4
                                          ENSAIO DO MATERIAL
   Deve ser realizada a seguinte análise metalúrgica e elaborado um relatório:
                     Material                                               Ensaios
                     Liga de alumínio:                                       a, c, e
                     Liga de magnésio                                        a, c, e
                     Aço                                                     a, b, d
   (a) Análise química da matéria-prima.
   (b) Verificação das seguintes características mecânicas (Rp0,2, Rm, e A) relevantes para os materiais.
        -    percentagem da elongação após ruptura (A): elongação permanente da distância entre marcas
             após ruptura (Lu – Lo), expressa como percentagem da distância inicial (Lo),
             em que
             distância inicial entre as marcas de referência (Lo): distância entre as marcas de referência
             antes da aplicação da força;
             distância final entre as marcas de referência (Lu): distância entre as marcas de referência após
             ruptura do provete;
        -    limite de elasticidade, extensão não proporcional (Rp): tensão à qual a extensão não
             proporcional é igual a uma percentagem especificada do comprimento do extensómetro (Le).
             O símbolo utilizado é seguido de um sufixo indicando a percentagem prescrita do
             comprimento do extensómetro, por exemplo: Rp0,2;
        -    tensão de ruptura (Rm): tensão correspondente à força máxima (Fm);
   (c) Verificação das seguintes características mecânicas (Rp0,2, Rm, e A) dos provetes retirados da área de
        montagem no cubo e da zona de transição entre o disco e a jante, ou da eventual zona de ruptura;
   (d) Análise dos defeitos metalúrgicos e da estrutura da matéria-prima;
   (e) Análise dos defeitos metalúrgicos da estrutura dos provetes retirados da zona de montagem no cubo
        e da zona de transição entre o disco e a jante, ou da eventual zona de ruptura.
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27.12.2006  PT                        Jornal Oficial da União Europeia página 17               L 375/631
                                                 Anexo 5
                                      ENSAIO DE CORROSÃO
    1.     Realizar um ensaio de nevoeiro salino em conformidade com a norma ISO 9227 durante
           384 horas.
    1.1.   Preparação da amostra
           Uma amostra com tratamento de superfície, proveniente da produção, deve ser danificada
           por gravação em cruz e impacto de pedra (norma ISO 565) para representar danos que
           podem ocorrer durante a utilização normal do veículo (os danos devem ser infligidos na aba
           da jante e no interior da roda).
    1.2.   Realização do ensaio
           Uma amostra com tratamento de superfície deve ser submetida a um ensaio de nevoeiro
           salino, durante o qual a amostra, e quaisquer outros componentes com os quais esta esteja
           normalmente em contacto, são colocados na posição vertical no equipamento de ensaio de
           nevoeiro salino. A roda é girada a 90º a cada período de 48 horas.
    1.3.   Avaliação
           Devem ser avaliadas as diversas medidas que podem afectar a corrosão (tampões,
           parafusos, bases de zinco ou cádmio, tampões isolantes em liga, etc.).
           A documentação dos ensaios deve incluir fotografias que mostrem os principais pontos de
           corrosão, limpos mecanicamente de forma a revelar os defeitos do material.
           Não deve registar-se qualquer corrosão significativa após um ensaio com a duração de 192
           horas. Depois de 384 horas de funcionamento da roda, os componentes de montagem e a
           sede do talão do pneumático não devem ser afectados negativamente pela corrosão. Isto
           deve ser confirmado por um ensaio de flexão por rotação, em conformidade com o anexo 6,
           ou por um ensaio de rolamento, em conformidade com o anexo 7, consoante a localização
           da corrosão.
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                                                  Anexo 6
                               ENSAIO DE FLEXÃO POR ROTAÇÃO
   1.        Descrição do Ensaio
             Durante o ensaio de flexão por rotação, são simuladas as forças laterais que actuam sobre
             uma roda numa curva. Devem ser submetidas a ensaio quatro amostras de rodas, duas a
             50% e duas a 75% da força lateral máxima. A jante da roda deve ser fixada de forma rígida
             ao banco de ensaio, sendo aplicado um momento flector Mb na zona de montagem no cubo
             (por exemplo, através de uma alavanca fixada a uma flange com o diâmetro de implantação
             dos furos igual ao do veículo a que a roda se destina). A fixação das rodas de liga leve é
             efectuada utilizando a aba interior da jante e duas flanges semicirculares.
             Caso sejam utilizados outros dispositivos de fixação, será necessário comprovar a sua
             equivalência.
             Os parafusos ou as porcas de fixação devem ser apertados segundo o binário de aperto
             indicado pelo fabricante do veículo e reapertados após 10.000 ciclos, aproximadamente.
   2.        Fórmula para cálculo do momento flector
             Automóveis e veículos fora-de-estrada: MbmaX = S * FV ( µ* rdyn + d)
             MbmaX     = momento flector de referência máximo [Nm]
             FV     = capacidade máxima de carga da roda [N]
             rdyn    = raio dinâmico do maior pneumático recomendado para a roda [m]
             d      = desvio [m]
             µ      = coeficiente de atrito
             S      = coeficiente de segurança
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    3.           O ensaio é realizado com dois valores percentuais (50 por cento e 75 por cento) do
                 momento máximo e com base nas seguintes normas:
              Coeficiente de atrito           0,9
              Coeficiente de segurança        2,0
              Ciclos nominais por minuto      O número de ciclos por minuto pode ser o máximo
                                              possível, desde que se situe fora da frequência de
                                              ressonância do banco de ensaio.
                          Alumínio/ Magnésio                         Aço
    Categoria do              M1 e M1G              O1 e O2              M1 e M1G         O1 e O2
    veículo
                                     5                       5                    4             4
    Ciclos por minuto a        2,0*10              0,66*10               6,0 * 10         2,0*10
    75% MbmaX
                                     6                       6                   5              5
    Ciclos por minuto a        1,8*10              0,69*10                6,0*10          2,3*10
    50% MbmaX
    Critérios de          O deslocamento do veio não deve ser superior a 10 por cento relativamente ao
    aceitação:            deslocamento medido após cerca de 10.000 ciclos.
                          Não são admissíveis as fissuras                               -
                          técnicas.
    É admissível a                                     30 por cento, no máximo
    perda de binário de
    aperto inicialmente
    aplicado aos
    parafusos e porcas
    de fixação das rodas
    1/
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   4.           Programa de ensaio para uma gama de tipos de rodas
                As rodas do mesmo tipo (ver n.º 2.2.), mas com diferentes valores de desvio, podem ser
                agrupadas com base no valor mais elevado do momento flector de ensaio, de acordo
                com o seguinte programa de ensaios. As versões das rodas com um furo central maior
                podem ser incluídas no ensaio. Em caso de deficiência, devem ser submetidas a ensaio
                outras amostras.
                Ensaios necessários:
     Número de rodas a submeter a                               Ensaio de flexão por rotação
     ensaio
                                                     Ensaio curto                     Ensaio longo
     Diâmetro mínimo de implantação                          1                              1
     dos furos
     Diâmetro máximo de implantação                          1                              1
     dos furos
     Se só existir uma única                                 2                              2
     implantação dos furos
     Variações do desvio até 2 mm                           --                              --
     De 2 a 5 mm                                             1                              --
     > 5 mm                                                  1                              1
   Ensaios a realizar se a carga máxima admissível da roda aumentar posteriormente:
   ____________
   1/ Verificar a perda do binário de aperto aplicado às fixações da roda voltando a apertá-las, e não
   através da medição do binário para as desapertar.
    Se o momento flector de ensaio                          1                               1
    resultante aumentar até 10 por
    cento, no máximo.
            Ensaio curto =       Ensaio de flexão por rotação a 75% de 1 MbmaX
                                 (calculado para a carga máxima da roda)
            Ensaio longo =       Ensaio de flexão por rotação a 50% de MbmaX
            Caso o momento de ensaio aumente mais de 10 por cento em comparação com a primeira
            homologação, é necessário repetir todo o programa.
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27.12.2006 PT                    Jornal Oficial da União Europeia       página 21         L 375/635
                        Exemplo de um banco para ensaio de flexão por rotação
                                           Legenda da figura:
                                           Legenda da figura:
               Static wheel                                         Roda estática
            Non revolving table                                   Banco não rotativo
            «M» out of balance                                   «M» em desequilíbrio
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   página  22 PT                           Jornal Oficial da União Europeia                               27.12.2006
                                                      Anexo 7
                                         ENSAIO DE ROLAMENTO
   1.        Descrição do Ensaio
             No ensaio de rolamento, as solicitações transmitidas à roda durante a condução em linha recta
             são simuladas ensaiando uma roda em rotação contra um tambor com um diâmetro externo
             mínimo de 1,7 m, no caso de um ensaio de rolamento exterior, ou um diâmetro interno mínimo
             igual ao raio dinâmico do pneumático dividido por 0,4, no caso de um ensaio de rolamento
             interior. Devem ser submetidas a ensaio duas rodas.
   2.        Fórmula para cálculo da carga de ensaio
   Todos os modelos de veículos                              FP = S * FV
             FP             =carga de ensaio [N]
             FV             =capacidade máxima de carga da roda [N]
             S              =coeficiente de segurança
   3.        Método de ensaio e prescrições:
             Os ensaios são realizados com base nas seguintes especificações:
                                                     M1 e M1G                                 O1 e O2
   Direcção de rolamento               Em linha recta
   Coeficiente de segurança - S                           2,5                                   2,0
                                                        2,25 1/
   Pneumáticos                         Extraídos da produção normal (série) e, se possível, com a largura
                                       nominal máxima da secção recomendada para a roda em causa
   Velocidade de ensaio, em km/h       A velocidade máxima autorizada para o pneumático, indicada pelo
                                       índice de velocidade, normalmente 60-100 km/h
   Distância de rolamento equivalente                 2.000 km                               2.000 km
                                                    1.000 km 1/                            1.000 km 1/
   Pressão do pneumático no início do Utilização normal:                pressão de ensaio de rolamento
   ensaio (não é verificada ou         Até ……160 kPa - 280 kPa
   controlada durante o ensaio)        Mais de 160 kPa             min. 400 kPa
   Limites de aceitação                Não são admissíveis as fissuras técnicas e/ou fugas de ar.
   É admissível a perda de binário de                                   ≤ 30 por cento
   aperto aplicado inicialmente aos
   parafusos e porcas de fixação das
   rodas2/
   ______________
   1/ Para automóveis de passageiros equipados com rodas de disco em aço.
   2/ Verificar a perda do binário de aperto aplicado às fixações da roda voltando a apertá-las, e não
   através da medição do binário para as desapertar.
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27.12.2006 PT        Jornal Oficial da União Europeia página 23         L 375/637
              Exemplos de bancos de ensaio de rolamento
 ---pagebreak---    TRANS/WP.29/2005/46
L 375/638
   página 24 PT        Jornal Oficial da União Europeia 27.12.2006
   Legenda da figura:
   Driven drum                         Tambor-motor
   Tyre                                Pneumático
   Wheel                               Roda
   Radial load                         Carga radial
 ---pagebreak---                                                                                TRANS/WP.29/2005/46
27.12.2006        PT                        Jornal Oficial da União Europeia   página 25                L 375/639
                                                       Anexo 8
                                             ENSAIO DE COLISÃO
    1.       Descrição do Ensaio
             A resistência da roda relativamente às rupturas nas extremidades e noutros pontos críticos,
             quando a roda embate num obstáculo, é verificada. Para se poder demonstrar uma resistência
             suficiente à ruptura, é necessário realizar um ensaio de colisão em conformidade com o anexo
             8 – apêndice 1.
    2.       Fórmula para cálculo da carga de ensaio
             D      = 0,6 * FV / g + 180 [kg]
             D      = valor da massa em queda (kg);
             FV     = capacidade máxima de carga da roda [N]
             g      = aceleração devida à gravidade 9,81 m/s2
    3.       Método de ensaio e prescrições
                              M1 e M1G
    Método de ensaio e        Em conformidade com anexo 8 – apêndice 1
    prescrições
    Pressão do pneumático A pressão do pneumático recomendada pelo seu fabricante com base no
                              índice de carga e na velocidade máxima do veículo, mas, no mínimo, 200 kPa.
    Pneumáticos               Pneumáticos retirados da produção normal (série), com a largura nominal
                              máxima da secção e o perímetro de rolamento mínimo da gama de
                              pneumáticos recomendada para a roda em causa.
    Critérios de aceitação O ensaio deve ser considerado satisfatório se não existir qualquer ruptura
                              visível que penetre a superfície da roda e se não se verificar qualquer perda de
                              pressão de enchimento um minuto após o final do ensaio. São admissíveis as
                              rupturas ou os entalhes causados pelo contacto directo com a massa em queda.
                              No caso de rodas com jante desmontável ou com outros componentes que
                              possam ser desmontados, se as fixações roscadas próximas dos raios ou
                              orifícios de ventilação romperem, considera-se que a roda não foi aprovada no
                              ensaio.
    Número de amostras a Uma para cada posição de impacto
    ensaiar
    Posições de impacto       Uma na área que liga os raios à jante e uma outra na área entre dois raios,
                              muito perto do orifício da válvula.
                              Se possível, a direcção de impacto não deve coincidir com a linha radial entre
                              um orifício de fixação e o centro da roda.
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   página 26 PT                        Jornal Oficial da União Europeia      27.12.2006
   4.       Programa de ensaios para uma gama de tipos de rodas
            Ensaios necessários:
   Rodas a submeter a ensaio                 Ensaio de colisão
   Diâmetro mínimo de implantação dos Um para cada posição de impacto
   furos de fixação                          Um para cada posição de impacto
   Diâmetro máximo de implantação dos
   furos de fixação
 ---pagebreak---                                                                            TRANS/WP.29/2005/46
27.12.2006     PT                       Jornal Oficial da União Europeia   página 27              L 375/641
                                           Anexo 8 - Apêndice 1
        AUTOMÓVEIS DE PASSAGEIROS – RODAS DE LIGA LEVE – ENSAIO DE COLISÃO
    1.       ÂMBITO DE APLICAÇÃO
             O presente anexo descreve um ensaio de laboratório para avaliar as propriedades de uma
             roda fabricada inteiramente ou parcialmente em liga leve em caso de colisão axial (lateral)
             com um lancil. Foi concebido para automóveis de passageiros, com o objectivo de efectuar
             uma selecção e/ou um controlo de qualidade da roda.
    2.       EQUIPAMENTO DE ENSAIO
    2.1.     Rodas novas, completamente acabadas, representativas das rodas concebidas para
             automóveis de passageiros, e equipadas com pneumáticos.
    2.2.     Máquina para ensaio de carga com um elemento percutor actuando na vertical, com uma
             superfície de impacto com uma largura mínima de 125 mm e um comprimento mínimo de
             375 mm, com arestas arredondadas ou chanfradas, como indicado na figura 1. A massa D,
             em queda, deve ser calculada da seguinte forma, em quilogramas, com uma tolerância de
             ± 2 por cento:
                 D = 0,6 * FV / g + 180 [kg]
             em que FV / g é a carga estática máxima da roda, conforme especificada pelo fabricante da
             roda e/ou do veículo, expressa em quilogramas.
    2.3.     Massa de 1.000 kg.
    3.       CALIBRAGEM
             Assegurar-se, através de um adaptador de calibragem para ensaios, de que a massa de
             1.000 kg (n.º 2.3.), aplicada verticalmente ao centro da fixação da roda, como se mostra na
             figura 2, provoca uma deflexão de 7,5 mm ± 0,75 mm medida no centro da viga.
    4.       PROCEDIMENTO DE ENSAIO
    4.1.     Montar a roda (n.º 2.1.) e o pneumático de ensaio na máquina de ensaio (n.º 2.2) de modo
             que a força de impacto seja aplicada na aba da jante da roda. A roda deve ser montada de
             modo que o seu eixo forme um ângulo de 13° ± 1° com a vertical e que o seu ponto mais
             elevado esteja virado para o percutor.
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               O pneumático montado na roda de ensaio deve ter uma estrutura radial sem câmara-de-ar e
               a mais pequena largura nominal de secção prevista para ser utilizada com essa roda. A
               pressão de enchimento deve ser a indicada pelo fabricante do veículo ou, na ausência dessa
               indicação, deve ser, no mínimo, de 200 kPa.
               A temperatura do ambiente de ensaio deve ser mantida entre 10º e 30º durante a realização
               de todo o ensaio.
   4.2.        É necessário garantir que a roda seja montada no cubo com fixações com dimensões
               representativas das fixações que seriam utilizadas num veículo. Apertar manualmente as
               fixações até um valor ou segundo um método recomendados pelo fabricante do veículo ou
               da roda.
               Dado que a concepção dos elementos centrais da roda pode variar, o ensaio deve ser
               realizado num número suficiente de localizações sobre a circunferência da jante da roda
               para garantir a avaliação da integridade desses elementos centrais. Utilizar sempre rodas
               novas.
               Caso seja efectuado um ensaio sobre o raio, é necessário escolher o raio que se situa mais
               perto do furo para o perno.
   4.3.        Verificar se o percutor está situado sobre o pneumático e se sobrepõe à aba da jante em
               cerca de 25 mm ± 1 mm. Elevar o percutor a uma altura de 230 mm ± 2 mm acima da parte
               mais elevada da aba da jante e deixá-lo cair.
   5.          CRITÉRIOS DE REPROVAÇÃO
               Considera-se que a roda não está aprovada no ensaio caso se aplique qualquer uma das
               seguintes condições:
               a)    uma ou várias rupturas visíveis que atravessam a secção do elemento central do
                     conjunto da roda;
               b)    o elemento central separa-se da jante;
               c)    o pneumático perde toda a pressão no espaço de 1 minuto.
               A roda não se considera reprovada no ensaio caso se verifique uma deformação do conjunto
               montado da roda ou rupturas na área da secção da jante que foi percutida pela superfície
               plana do percutor.
   _______
   Nota: as rodas e pneumáticos utilizados nos ensaios não devem ser posteriormente usados num veículo.
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              Figura 1 – Máquina para ensaio de carga com um elemento percutor
                                    Figura 1 – Pormenor A
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   página  30 PT                        Jornal Oficial da União Europeia                          27.12.2006
   Dimensões em milímetros
   Legenda da Fig. 1 – Pormenor A:
   Striker                                              Percutor
   Sharp edge broken by radius or chamfer               arestas arredondadas ou chanfradas
                         Figura 2 – Aplicação de carga no centro da roda montada
   Dimensões em milímetros
   1000kg calibration load                              1000kg de carga de calibragem
   Calibration adapter                                  Adaptador de calibragem
   Wheel hub adapter                                    Adaptador de cubo da roda
   Steel beam                                           Viga em aço
   Adjust for 13º                                       Regular para 13º
   Vertical deflection measured from base               Deflexão vertical medida a partir da base
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    13º before calibration                               13º antes da calibragem
    4 natural rubber mounts (or equivalent)              4 apoios em borracha natural (ou equivalente)
    Hardness: 50 Shore                                   Dureza: 50 Shore
    Diameter: 51 mm                                      Diâmetro: 51 mm
    Uncompressed height: 27 mm                           Altura sem compressão: 27 mm
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                                                     Anexo 9
                                   ENSAIO DE BINÁRIO ALTERNADO
   2.       Descrição do Ensaio
            Num ensaio de binário alternado, é simulado o binário que actua sobre a roda durante a
            travagem e a aceleração. As amostras de rodas devem ser ensaiadas para cada percentagem
            (50% e 75%) do binário máximo calculado. Cada uma das flanges da roda é fixada
            rigidamente ao banco de ensaio e é-lhe aplicado um binário alternado de ± MT, por meio da
            superfície de fixação, ou seja, através de um disco de travões ou de outros componentes.
   2.       Fórmula para cálculo do binário de ensaio:
                                                 MT      =      S * FV * rdyn
            em que:
            MT        =     Binário de ensaio [Nm]
            S         =     coeficiente de segurança
            FV        =     capacidade máxima de carga da roda [N]
            rdyn      =     raio dinâmico [m]
            Os ensaios são realizados com base nos seguintes parâmetros:
   Coeficiente de segurança - S                                                      1,0
                                                                                          5
   Número mínimo de ciclos a ± 90 por cento de MT                                  2* 10
                                                                                          6
   Número mínimo de ciclos a ± 45 por cento de MT                                  2* 10
   Critérios de aceitação                                         Não são admissíveis fissuras técnicas.
   É admissível a perda do binário aplicado inicialmente                        30 por cento
   aos pernos e porcas de fixação das rodas 1/
   __________
   1/ Verificar a perda do binário de aperto aplicado às fixações da roda voltando a apertá-las, e não
   através da medição do binário para as desapertar.
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                                                Anexo 10
                    CONTROLO DO EQUIPAMENTO E DOCUMENTAÇÃO
    1.      Informações sobre aplicação e equipamento
           Um exemplar das seguintes informações deve ser fornecido à entidade homologadora, bem
           como ao consumidor em conjunto com a roda.
    1.1.    Características da roda:
            Número de homologação ECE, tipo de roda e variante, designação internacional da jante
            (por exemplo, 15 H2 x 5 ½ J) e desvio.
    1.2.    Características do veículo:
            Fabricante do veículo, modelo e descrição do veículo, potência do veículo e código VIN,
            incluindo, pelo menos, WMI, VDS e o primeiro dígito de VIS, indicando o ano do modelo
            (ver norma ISO 3779-1983).
    1.3.    Características adicionais: Todos os requisitos especiais, equipamento especial e outros que
            sejam especificados quando se utilizem as rodas de substituição do fabricante ou requisitos
            específicos para a roda homologada ECE.
    1.4.    Instruções de montagem detalhadas: Recomendações e precauções de segurança ao instalar
           a roda; utilização de componentes de fixação da roda suplementares, como porcas ou
           parafusos maiores para fixação de rodas de liga;
           Binário de aperto para fixação da roda; chamar a atenção para a importância deste aspecto e
           para a necessidade de utilizar preferencialmente uma chave dinamométrica calibrada;
           instruções quanto à necessidade de voltar a apertar a fixação das rodas após 50 km de
           condução; referências à utilização e montagem das capas de cubos, se aplicável.
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   1.5.        Exemplo da estrutura possível de um quadro com informações sobre aplicação e
               equipamento.
   Características das rodas (campos obrigatórios a negrito)
   Número de            Tipo de      Dimensão             Desvio             Diâmetro de     Furos de
   homologação          roda                                                 perfuração      fixação 1/
   ECE
   XY R-I 0001148       6014         6Jx14H2              38 mm              98 mm           4
   Variante da roda     Controlo da  Marcações das Marcação do               Diâmetro do     Capacidade
                        localização  rodas                anel central       furo central    máxima de
                        dos furos                                                            carga da roda
                        para os                                                              [N]
                        pernos
   A                    Sim          98-38                120-98             58,1 mm         5500
   Características do veículo:
                                                       Modelo de          Potência
                                                                     Veí Em kW
   Fabricante do       Designação do modelo do
                                                                     cul            Identificação (VIN)
   veículo             veículo
                                                                     o
                                                       ALFA               66 - 95  WMI VDS          Ano(s)
   FIAT                ALFA ROMEO 145/146              ROMEO
                                                       930                         1C9 Y817H3 4
   Características adicionais
   Ref.ª          Característica
   1/             Parafusos de fixação esféricos
   2.           Requisitos suplementares
               Verificação do compasso de roda
               A concepção do perfil interno da roda (compasso da roda, ver figura 1) deve garantir o
               espaço suficiente para os componentes dos travões, da suspensão e da direcção.
               No caso de o compasso da roda se situar no exterior do compasso da roda de substituição
               do fabricante do veículo, não é necessária qualquer verificação.
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27.12.2006        PT                       Jornal Oficial da União Europeia  página 35                L 375/649
                No caso de o compasso da roda se situar no interior do compasso da roda de substituição do
                fabricante, deve ser efectuada uma verificação do espaço livre de funcionamento da roda
                relativamente aos componentes dos travões, da suspensão e da direcção e a componentes da
                parte inferior da carroçaria, tendo em conta o efeito das massas de equilibragem das rodas.
                Em regra, devem ser preenchidos os seguintes critérios:
                – espaço livre mínimo para os componentes dos travões (no caso mais desfavorável, por
                exemplo, com novas guarnições de travão): 3 mm 1/);
                – espaço livre mínimo para os componentes da suspensão (no caso mais desfavorável, por
                exemplo, braços de suspensão inferior e superior): 4 mm;
                – espaço livre mínimo para os componentes de direcção (por exemplo, barra e juntas de
                direcção): 4 mm;
                – espaço livre mínimo entre massas de equilibragem das rodas e componentes do veículo:
                2 mm.
                A verificação pode ser efectuada de forma estática ou dinâmica. Se os vários espaços da
                roda de substituição do fabricante do veículo forem inferiores aos acima indicados, estes
                podem ser admitidos.
    2.2.        Verificação dos orifícios de ventilação
                Uma roda homologada não deve reduzir a eficácia da travagem, quando comparada com a
                roda de substituição do fabricante. A transferência do calor dos travões para as rodas é
                considerada mais forte quando as rodas são em aço do que em liga leve. Deve ser realizado
                um ensaio de avaliação da eficácia dos travões no caso de a roda de substituição do
                fabricante do veículo ter sido concebida para uma determinada circulação de ar dos travões
                através dos orifícios de ventilação da roda (por exemplo, por um efeito de «molinete») e de
                a área dos orifícios de ventilação numa roda de substituição réplica parcial ser mais
                pequena do que na roda de substituição do fabricante correspondente.
                O ensaio deve respeitar o disposto no Regulamento n.º 13, apêndice 4, n.º 1.5.
                Procedimento de ensaio de perda de eficiência – Tipo I. O critério a observar é a
                temperatura dos travões. A temperatura máxima medida (disco, tambor) utilizando a roda
                de substituição do fabricante do veículo não deve ser ultrapassada na roda a homologar.
                As capas de cubos com que as rodas estão normalmente equipadas devem ser tidas em
                conta.
    ________________
    1/ Recomenda-se a utilização dos perfis dos componentes dos travões e do compasso da roda do
    fabricante do veículo. Contudo, é necessário acompanhar as eventuais alterações susceptíveis de
    ocorrer durante o processo de produção do veículo nas peças dos travões e/ou no compasso da roda
    de origem.
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   página 36 PT                          Jornal Oficial da União Europeia                        27.12.2006
   2.3.      Fixação da roda
             Recomenda-se a utilização dos componentes de fixação da roda de substituição do
             fabricante do veículo. Todos os componentes de fixação especiais devem permitir que a
             roda de substituição réplica parcial possa ser montada sem serem necessárias quaisquer
             modificações suplementares. O número de base de fixações das rodas (por exemplo, 4
             furos, 5 furos, etc.) não deve ser alterado. As fixações das rodas não devem obstruir
             outros componentes, por exemplo, dos travões. Em relação aos parafusos, pernos e
             porcas, o comprimento da rosca deve ser o mesmo que o da roda de substituição e as
             fixações da roda do fabricante do veículo. O perfil dos pernos e porcas deve ser
             compatível com o do furo de posicionamento da roda homologada. O material utilizado
             para os componentes de fixação da roda deve ser, pelo menos, equivalente ao dos
             componentes de fixação da roda de substituição do fabricante do veículo.
             Se forem fornecidos acessórios para as rodas, é necessário fornecer igualmente todas as
             ferramentas especiais necessárias para a sua montagem e desmontagem.
             Se forem fornecidos componentes de fixação das rodas diferentes, estes devem ser
             indicados nas informações requeridas no n.º 1.2. e as ferramentas especiais
             eventualmente necessárias para a sua montagem devem ser fornecidas.
   2.4.      Saliências exteriores
             A roda homologada, quando instalada no veículo, em conjunto com quaisquer outros
             acessórios da roda necessários, não deve criar qualquer perigo. As disposições do
             Regulamento UNECE n.º 26 devem ser respeitadas.
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27.12.2006     PT                                Jornal Oficial da União Europeia           página 37                    L 375/651
    2.5.      Diversos
              O relatório de ensaio deve conter informações pormenorizadas sobre os ensaios
              realizados e os resultados obtidos. Deve confirmar que a roda submetida a ensaio
              cumpre as disposições aplicáveis.
                                       Perfil do compasso da roda
                                                                                  Linha situada no exterior do perfil do
                                                                                  compasso da roda
                            Linha situada no interior do perfil do
                            compasso da roda
           Figura 1: Perfil interno da roda, incluindo exemplos de linhas interiores e exteriores
                                                                 -----