CELEX: 52002PC0550
Language: pt
Date: 2002-10-10
Title: Proposta de Decisão do Conselho relativa à conclusão do acordo de cooperação científica e tecnológica entre a Comunidade Europeia e a Ucrânia .

Avis juridique important

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52002PC0550

Proposta de Decisão do Conselho relativa à conclusão do acordo de cooperação científica e tecnológica entre a Comunidade Europeia e a Ucrânia .  /* COM/2002/0550 final - CNS 2002/0243 */  

Proposta de DECISÃO DO CONSELHO relativa à conclusão do Acordo de cooperação científica e tecnológica entre a Comunidade Europeia e a Ucrânia .(apresentada pela Comissão)EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS1. Em 8 de Outubro de 2001, o Conselho autorizou a Comissão a negociar um Acordo de cooperação científica e tecnológica entre a Comunidade Europeia e a Ucrânia.2. O acordo foi negociado no contexto de uma melhoria e de uma intensificação da cooperação entre a Ucrânia e a União Europeia, tendo em conta a importância da ciência e da tecnologia para o desenvolvimento económico e social e o desejo mútuo de ampliar e reforçar a realização de actividades de cooperação em domínios de interesse comum. O acordo será concluído por um prazo inicial que termina em 31 de Dezembro de 2002, sendo renovável, de comum acordo entre as Partes, por períodos adicionais de cinco anos.Das negociações resultaram o projecto de acordo e os seus dois anexos, rubricados em 13 de Novembro de 2001.3. Por Decisão de 27 de Junho de 2002, o Conselho autorizou a assinatura do projecto de acordo que resultou das referidas negociações.4. O acordo foi assinado em Copenhaga, em 4 de Julho de 2002.5. O acordo assenta nos princípios do benefício mútuo, da reciprocidade de oportunidades de acesso aos programas e actividades de cada uma das Partes relevantes para efeitos do acordo, da não discriminação e da protecção efectiva da propriedade intelectual e partilha equitativa dos direitos de propriedade intelectual.6. O acordo prevê:- a participação de entidades ucranianas em projectos comunitários, nos domínios das actividades de cooperação, e uma participação recíproca das entidades estabelecidas na Comunidade nos projectos ucranianos nesses domínios. Os projectos podem envolver também os organismos científicos e tecnológicos de uma Parte e podem igualmente ser realizados em cooperação com as agências e organismos oficiais das Partes;- a liberdade de acesso e a utilização conjunta de estruturas de investigação, incluindo instalações e locais de monitorização, observação e experimentação, bem como a recolha de dados, pertinentes para as actividades de cooperação;- visitas e intercâmbio de cientistas, engenheiros ou outro pessoal competente para efeitos de participação em seminários, simpósios e workshops pertinentes para a cooperação no âmbito do presente acordo;- o intercâmbio de informação sobre práticas, legislação, regulamentações e programas pertinentes para a cooperação no âmbito do presente acordo;- outras actividades que possam ser mutuamente determinadas pelo Comité Conjunto Comunidade-Ucrânia, em conformidade com as políticas e programas aplicáveis das Partes;- a aprovação pelas Partes de Planos de Gestão Tecnológica indispensáveis à prossecução dos projectos de investigação, conforme descrito no anexo 1 do acordo;- actividades de cooperação sujeitas à disponibilidade de financiamentos e às disposições legislativas e regulamentares, políticas e programas em vigor na Ucrânia e na Comunidade; não haverá transferência de fundos.7. A divulgação e utilização da informação e a gestão, concessão e exercício dos direitos de propriedade intelectual resultantes da investigação conjunta realizada no âmbito do acordo ficarão subordinados às disposições do anexo 2 do acordo.8. Na perspectiva das considerações que precedem, a Comissão propõe que o Conselho:- aprove em nome da Comunidade, após consulta do Parlamento Europeu, o Acordo de cooperação científica e tecnológica entre a Comunidade Europeia e a Ucrânia,- notique as autoridades ucranianas que a Comunidade Europeia concluiu os procedimentos necessários à entrada em vigor do acordo.2002/0243 (CNS)Proposta de DECISÃO DO CONSELHO relativa à conclusão do Acordo de cooperação científica e tecnológica entre a Comunidade Europeia e a UcrâniaO CONSELHO DA UNIÃO EUROPEIA,Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Europeia, nomeadamente o nº 2 do seu artigo 170º, em conjugação com o nº 2, primeira frase do primeiro parágrafo e com o nº 3, primeiro parágrafo do seu artigo 300º,Tendo em conta a proposta da Comissão [1],[1]  JO C [...] de [...], p. [...]Tendo em conta o parecer do Parlamento Europeu [2][2]  JO C [...] de [...], p. [...]Considerando o seguinte:(1) Em 16 de Junho de 1994, foi assinado um Acordo de parceria e cooperação entre as Comunidades Europeias e os seus Estados-Membros, por um lado, e a Ucrânia, por outro, que entrou em vigor em 1 de Março de 1998 [3].[3]  JO L 49 de 19.2.1998, p. 3.(2) Em 11 de Dezembro de 1999 [4], o Conselho Europeu de Helsínquia adoptou uma estratégia comum em relação à Ucrânia.[4]  JO L 331 de 23.12.1999(3) A Comunidade Europeia e a Ucrânia desenvolvem programas específicos de IDT em domínios de interesse comum. Com base na experiência passada, ambas as Partes exprimiram o desejo de estabelecer um quadro mais aprofundado e mais alargado de cooperação científica e tecnológica. O presente Acordo de cooperação científica e tecnológica faz parte da cooperação global entre a Comunidade Europeia e a Ucrânia.(4) Pela sua Decisão de 8 de Outubro de 2001, o Conselho autorizou a Comissão a negociar, em nome da Comunidade Europeia, um Acordo de cooperação científica e tecnológica entre a Comunidade Europeia e a Ucrânia. Das negociações levadas a cabo em conformidade com as directrizes de negociação resultaram o acordo e os seus dois anexos que acompanham a presente decisão.(5) O acordo foi assinado em Copenhaga, em 4 de Julho de 2002.(6) O acordo deverá ser aprovado,DECIDE:Artigo 1ºÉ aprovado em nome da Comunidade o Acordo de cooperação científica e tecnológica entre a Comunidade Europeia e a Ucrânia.O texto do acordo e os seus dois anexos acompanham a presente decisão.Artigo 2ºO Presidente do Conselho procederá, em nome da Comunidade, à notificação prevista no artigo 12º do acordo.Feito em Bruxelas, em [...]Pelo ConselhoO Presidente[...]ACORDOde cooperação científica e tecnológica entre a Comunidade Europeia e a UcrâniaA COMUNIDADE EUROPEIA (a seguir denominada «a Comunidade»),por um lado,ea UCRÂNIA,por outro,a seguir designadas as «Partes»,CONSIDERANDO a importância da ciência e da tecnologia para o seu desenvolvimento e social;RECONHECENDO que a Comunidade e a Ucrânia desenvolvem actividades de investigação e tecnológicas numa série de domínios de interesse comum e que a participação de uma Parte nas actividades de investigação e desenvolvimento da outra Parte, numa base de reciprocidade, proporcionará benefícios mútuos;TENDO EM CONTA o Acordo de parceria e cooperação concluído entre as Comunidades Europeias e os seus Estados-Membros, por um lado, e a Ucrânia, por outro, assinado em 16 de Junho de 1994, nomeadamente o seu artigo 58º;DESEJANDO estabelecer uma base formal de cooperação em matéria de investigação científica e tecnológica que alargará e intensificará a realização de actividades de cooperação em domínios de interesse comum e promoverá a aplicação dos resultados dessa cooperação em benefício económico e social das Partes,ACORDARAM NO SEGUINTE:Artigo 1º - ObjectivoAs Partes promoverão, desenvolverão e favorecerão as actividades de cooperação em domínios de interesse comum em que desenvolvem actividades de investigação e desenvolvimento de carácter científico e tecnológico.Artigo 2º - DefiniçõesPara efeitos do presente acordo, entende-se por:a) «Actividade de cooperação», qualquer actividade exercida ou apoiada pelas Partes nos termos do presente acordo, incluindo investigação conjunta;b) «Informação», dados científicos ou técnicos, resultados ou métodos de investigação e desenvolvimento decorrentes da investigação conjunta e quaisquer outros dados relacionados com as actividades de cooperação;c) «Propriedade intelectual», o conceito definido no artigo 2º da Convenção que institui a Organização Mundial da Propriedade Intelectual, celebrada em Estocolmo, em 14 de Julho de 1967;d) «Investigação conjunta», a investigação realizada com o apoio financeiro de uma ou ambas as Partes e que envolve a cooperação dos participantes da Comunidade e da Ucrânia;e) «Participante», qualquer pessoa singular ou colectiva, universidade, instituto de investigação ou qualquer outro organismo que participe numa actividade de cooperação, incluindo, se for caso disso, agências e organismos oficiais das próprias Partes.Artigo 3º - PrincípiosAs actividades de cooperação realizar-se-ão com base nos seguintes princípios:a) benefício mútuo;b) intercâmbio oportuno de informações que possam influenciar as actividades de cooperação;c) equilíbrio na obtenção de benefícios económicos e sociais pela Comunidade e pela Ucrânia, tendo em vista a contribuição dos participantes e/ou Partes respectivos para as actividades de cooperação.Artigo 4º - Domínios das actividades de cooperaçãoa) A cooperação pode ser desenvolvida no domínio das actividades de investigação, incluindo investigação fundamental, desenvolvimento tecnológico e demonstração, nas seguintes áreas:- investigação sobre o ambiente e o clima, incluindo observação da Terra,- investigação biomédica e sobre a saúde,- agricultura, silvicultura e pesca,- tecnologias industriais e de produção,- investigação sobre os materiais e metrologia,- energia não nuclear,- transportes,- tecnologias da sociedade da informação,- investigação sobre ciências sociais,- política científica e tecnológica,- formação e intercâmbio de cientistas.b) Poderão ser aditados a esta lista outros domínios, mediante análise e recomendação do Comité Conjunto Comunidade-Ucrânia mencionado no artigo 6º do presente acordo.Artigo 5º - Formas de actividades de cooperaçãoa) A cooperação pode incluir as seguintes actividades:1. participação de entidades ucranianas em projectos comunitários, nos domínios das actividades de cooperação, e participação recíproca das entidades estabelecidas na Comunidade em projectos ucranianos nesses domínios. Essa participação ficará subordinada às leis, regras, regulamentações e procedimentos em vigor para cada Parte. Os projectos podem envolver também organismos científicos e tecnológicos de uma Parte e podem igualmente ser realizados em cooperação com as agências e organismos oficiais das Partes;2. liberdade de acesso e utilização conjunta de estruturas de investigação, incluindo instalações e locais de monitorização, observação e experimentação, bem como de recolha de dados, pertinentes para as actividades de cooperação;3. visitas e intercâmbio de cientistas, engenheiros ou outro pessoal adequado para efeitos de participação em seminários, simpósios e workshops pertinentes para a cooperação no âmbito do presente acordo;4. intercâmbio de informação sobre práticas, legislação, regulamentações e programas pertinentes para a cooperação no âmbito do presente acordo;5. outras actividades que possam ser mutuamente determinadas pelas Partes, em conformidade com as políticas e programas aplicáveis das Partes;b) Apenas serão desenvolvidos projectos de investigação conjunta no âmbito do presente acordo após os participantes num projecto terem concluído um plano conjunto de gestão tecnológica, conforme previsto no anexo 1 do presente acordo, que dele faz parte integrante.c) As Partes podem desenvolver actividades de cooperação conjuntamente com terceiros.Artigo 6º - Coordenação e promoção de actividades de cooperaçãoa) A fim de coordenar e facilitar as actividades de cooperação no âmbito do presente acordo, as Partes instituirão um Comité Conjunto Comunidade-Ucrânia de cooperação científica e tecnológica, a seguir denominado «comité».O comité reunirá no âmbito do subcomité respectivo, instituído ao abrigo do Acordo de parceria e cooperação entre as Comunidades Europeias e os seus Estados-Membros e a Ucrânia.b) As funções do comité incluirão:1. supervisão e promoção das actividades previstas no âmbito do acordo;2. formulação de recomendações nos termos da alínea b) do artigo 4º;3. apresentação de propostas de actividades em conformidade com o disposto no nº 5, alínea a), do artigo 5º;4. aconselhamento das Partes sobre modalidades de reforço da cooperação coerentes com os princípios enunciados no presente acordo;5. apresentação de um relatório anual sobre a situação e a eficácia da cooperação estabelecida no âmbito do presente acordo;6. revisão da eficiência e eficácia de funcionamento do acordo;7. tomada em consideração da importância dos aspectos regionais da cooperação.c) O comité reunirá uma vez por ano e as reuniões terão lugar alternadamente na Comunidade e na Ucrânia. Poderão realizar-se reuniões extraordinárias mediante acordo mútuo.d) O comité será composto por um número limitado igual de representantes oficiais de cada uma das Partes; o comité estabelecerá o seu próprio regulamento interno, sujeito à aprovação das Partes. As decisões do comité serão adoptadas mediante consenso. Serão redigidas actas de cada reunião, que incluirão um registo das decisões e dos principais pontos debatidos, as quais serão aprovadas pelos membros seleccionados de cada uma das Partes para presidir conjuntamente à reunião. O relatório anual do comité será submetido ao Conselho de Cooperação e ao Comité de Cooperação, instituídos nos termos do Acordo de parceria e cooperação entre as Comunidades Europeias e os seus Estados-Membros e a Ucrânia, e às autoridades competentes da cada Parte.Artigo 7º - Financiamento e isenções fiscaisa) As actividades de cooperação científica e tecnológica estarão sujeitas à disponibilidade de fundos e às disposições legislativas e regulamentares aplicáveis e às políticas e programas da Comunidade e da Ucrânia. Regra geral, cada uma das Partes suportará os custos relacionados com o cumprimento das responsabilidades que lhe incumbem no âmbito do presente acordo, incluindo os custos de participação em reuniões do comité.b) Quando determinadas formas específicas de cooperação científica e tecnológica com os participantes da Ucrânia beneficiarem de apoio financeiro da Comunidade Europeia, quer directa quer indirectamente através de organizações criadas com a participação da Comunidade Europeia, as subvenções, contribuições financeiras ou de outro tipo concedidas pelas Comunidade Europeia a participantes da Ucrânia em apoio das actividades científicas e tecnológicas respectivas serão objecto de tratamento fiscal e aduaneiro preferencial. As referidas subvenções ficarão isentas pela Ucrânia de pagamentos de direitos e taxas aduaneiros, imposto sobre o valor acrescentado, imposto sobre o rendimento e quaisquer outros direitos e encargos de efeito equivalente.Artigo 8º - Entrada de pessoal e equipamentoCada uma das Partes tomará todas as medidas razoáveis e envidará os seus melhores esforços, em conformidade com as disposições legislativas e regulamentares respectivas, para facilitar a entrada, permanência e saída do seu território das pessoas, material, dados e equipamento envolvidos ou utilizados nas actividades de cooperação ao abrigo do presente Acordo.Artigo 9º - Informação e propriedade intelectualA divulgação e utilização da informação e a gestão, concessão e exercício dos direitos de propriedade intelectual resultantes da investigação conjunta realizada no âmbito do presente Acordo ficarão sujeitos às disposições do anexo 2 do presente acordo.Artigo 10º - Outros acordos e disposições transitórias1. O presente acordo não prejudica a existência de outros acordos ou disposições entre as Partes ou de acordos ou disposições entre as Partes e terceiros.2. As Partes envidarão esforços no sentido de subordinar às condições do presente acordo as disposições em vigor aplicáveis à cooperação científica e tecnológica entre a Comunidade e a Ucrânia que se inserem no âmbito de aplicação do artigo 4º do presente acordo.Artigo 11º - Aplicação territorialO presente acordo é aplicável, por um lado, aos territórios em que se aplica o Tratado que institui a Comunidade Europeia e nas condições previstas nesse Tratado e, por outro, ao território da Ucrânia. Esta disposição não obsta à realização de actividades de cooperação no alto mar, no espaço exterior ou no território de países terceiros, nos termos do direito internacional.Artigo 12º - Entrada em vigor, denúncia e resolução de diferendosa) O presente acordo entra em vigor na data em que as Partes se notifiquem reciprocamente por escrito da conclusão dos respectivos procedimentos internos necessários à sua entrada em vigor.b) O presente acordo é concluído por um período inicial que termina em 31 de Dezembro de 2002, sendo renovável, de comum acordo entre as Partes, por períodos adicionais de cinco anos.c) O presente acordo pode ser denunciado em qualquer momento por qualquer uma das Partes, mediante pré-aviso escrito de seis meses. O termo ou denúncia do presente acordo não afectará a validade nem a duração de eventuais disposições nele previstas, nem quaisquer direitos e obrigações específicos adquiridos em conformidade com os anexos.d) O presente acordo pode ser alterado mediante o consentimento escrito das Partes. As alterações entrarão em vigor na data em que as Partes se notifiquem reciprocamente por escrito da conclusão dos respectivos procedimentos internos necessários à alteração do presente acordo.e) Todos os diferendos relacionados com a interpretação ou a aplicação do presente acordo serão resolvidos por acordo mútuo entre as Partes.Artigo 13ºO presente acordo é redigido em duplo exemplar nas línguas alemã, dinamarquesa, espanhola, finlandesa, francesa, grega, inglesa, italiana, neerlandesa, portuguesa, sueca e ucraniana, fazendo igualmente fé todos os textos.Feito em , aos [...] de [...] de [...]Pela Comunidade Europeia [...]Pela Ucrânia [...]ANEXO 1CARACTERÍSTICAS INDICATIVAS DE UM PLANO  DE GESTÃO TECNOLÓGICAO plano de gestão tecnológica (PGT) é um acordo específico que será concluído entre os participantes sobre a realização de investigação conjunta e os direitos e obrigações respectivos dos participantes.No que respeita à propriedade intelectual, o PGT tratará geralmente, entre outros aspectos, da propriedade, protecção, direitos dos utilizadores para fins de investigação e desenvolvimento, exploração e divulgação, incluindo disposições relativas à publicação conjunta, direitos e obrigações dos investigadores convidados e procedimentos de resolução de diferendos. O PGT pode igualmente tratar de informações novas e de base, da concessão de licenças e das prestações concretas.Os PGT serão elaborados tendo em conta os objectivos da investigação conjunta, as contribuições financeiras ou outras das Partes ou participantes, as vantagens e desvantagens da concessão de licenças por território ou para domínios de utilização, a transferência de dados, bens ou serviços sujeitos a exportação controlada, as exigências impostas pelas leis aplicáveis e outros factores considerados convenientes pelos participantes.ANEXO 2DIREITOS DE PROPRIEDADE INTELECTUALEm conformidade com o disposto no artigo 9º do presente acordo, os direitos relativos à informação e à propriedade intelectual gerados ou concedidos nos termos do presente acordo serão atribuídos em conformidade com o previsto no presente anexo.I. AplicaçãoO presente anexo é aplicável à investigação conjunta realizada no âmbito do presente acordo, salvo acordo em contrário das Partes.II. Propriedade, concessão e exercício de direitos1. O presente anexo trata da concessão de direitos e interesses das Partes e dos seus participantes. Cada Parte e seus participantes garantirá que a outra Parte e seus participantes possa usufruir dos direitos de propriedade intelectual que lhe são conferidos nos termos do presente anexo. O presente anexo não altera nem prejudica a concessão de direitos, interesses e royalties entre uma Parte e os seus nacionais ou participantes, que será determinada pelas leis e práticas aplicáveis a cada Parte.2. Serão aplicáveis os seguintes princípios, previstos nas disposições contratuais:a) Protecção adequada da propriedade intelectual. As Partes e/ou os seus participantes, se for caso disso, assegurarão a notificação recíproca, num prazo razoável, da criação de propriedade intelectual decorrente do presente acordo ou das disposições de aplicação, e procurarão proteger, de forma oportuna, essa propriedade intelectual;b) Tomada em consideração das contribuições das Partes ou dos seus participantes na determinação dos direitos e interesses das Partes e participantes;c) Exploração efectiva dos resultados;d) Tratamento não discriminatório dos participantes da outra Parte relativamente ao tratamento concedido aos seus próprios participantes;e) Protecção de informações confidenciais.3. Os participantes elaborarão conjuntamente um plano de gestão tecnológica (PGT) relativo à propriedade e utilização, incluindo publicação, da informação e da propriedade intelectual geradas no decurso da investigação conjunta. As características indicativas de um PGT constam do anexo 1 do presente acordo. O PGT será aprovado pela agência ou serviço financiador responsável da Parte que participa no financiamento da investigação, antes da celebração dos contratos específicos de cooperação em matéria de investigação e desenvolvimento a que se encontram associados.4. A informação ou a propriedade intelectual geradas no decurso da investigação conjunta e não abrangidas pelo PGT serão atribuídas, com a aprovação das Partes, de acordo com os princípios estabelecidos no referido plano. Em caso de diferendo, a informação ou a propriedade intelectual em causa serão propriedade conjunta de todos os participantes na investigação conjunta de que resultaram a informação ou a propriedade intelectual. Cada participante a que se aplique esta disposição terá o direito de utilizar a referida informação ou propriedade intelectual para exploração própria, sem limitação geográfica.5. Ao mesmo tempo que mantém as condições de concorrência nos domínios abrangidos pelo acordo, cada Parte envidará esforços para garantir que os direitos adquiridos nos termos do presente acordo e das disposições nele previstas sejam exercidos de modo a incentivar, nomeadamente:a) a divulgação e utilização da informação gerada, revelada ou de qualquer outro modo disponibilizada ao abrigo do acordo eb) a adopção e aplicação de normas técnicas internacionais.6. A denúncia ou o termo do presente acordo não afectarão os direitos ou obrigações previstos nos termos do presente anexo.III. Obras protegidas por direitos de autorO tratamento dos direitos de autor das Partes ou dos seus participantes, coerente com a Convenção de Berna para a Protecção das Obras Literárias e Artísticas (Acto de Paris 1971), será previsto em disposições contratuais e outras disposições de aplicação.IV. Obras literárias de carácter científicoSem prejuízo do disposto na Secção V e salvo disposição em contrário do PGT, a publicação dos resultados da investigação será efectuada conjuntamente pelas Partes ou participantes nessa investigação conjunta. Tendo em conta a regra geral precedente, aplicar-se-ão os seguintes procedimentos:1. Se uma Parte ou as entidades públicas dessa Parte publicarem revistas, artigos, relatórios e livros, incluindo vídeos e software, de carácter científico e técnico em resultado da investigação conjunta efectuada ao abrigo do presente acordo, a outra Parte ou as entidades públicas dessa Parte terá direito, dentro dos limites especificados no âmbito do PGT, a uma licença mundial, não exclusiva, irrevogável e isenta de royalties de tradução, reprodução, adaptação, transmissão e distribuição pública dessas obras.2. As Partes garantirão que as obras literárias de carácter científico resultantes da investigação conjunta realizada ao abrigo do presente Acordo tenham a maior divulgação possível.3. Todos os exemplares de uma obra protegida por direitos de autor que serão publicamente distribuídos e elaborados ao abrigo da presente disposição indicarão o nome do(s) autor(es) da obra, a menos que o(s) autor(es) renuncie(m) expressamente a ser citado(s). Os exemplares incluirão igualmente um reconhecimento claro e visível do apoio das Partes em termos de cooperação.V. Informação reservadaA. Informação documental reservada1. Cada Parte e os seus participantes, se for caso disso, identificará o mais rapidamente possível, de preferência no plano de gestão tecnológica, a informação que deseja manter reservada, tendo nomeadamente em conta os seguintes critérios:a) confidencialidade da informação, no sentido de não ser, globalmente ou na configuração ou combinação exactas dos seus componentes, geralmente conhecida ou facilmente acessível por meios legais a peritos na matéria;b) valor comercial, real ou potencial, da informação devido à sua confidencialidade;c) protecção anterior da informação, no sentido de ter sido objecto de medidas consideradas razoáveis, nas circunstâncias, pela pessoa legalmente responsável, para manter a sua confidencialidade.As Partes e os seus participantes, se for caso disso, podem, em determinados casos, estabelecer que, salvo indicação em contrário, uma parte ou a totalidade da informação prestada, trocada ou gerada no decurso da investigação conjunta não poderá ser divulgada.2. Cada Parte garantirá que ela própria e os seus participantes identifiquem claramente uma informação reservada, por exemplo através de uma marcação adequada ou de uma menção restritiva. O mesmo se aplica a toda e qualquer reprodução, total ou parcial, da referida informação.A Parte e o participante que recebe informação reservada respeitará o seu carácter privilegiado. Estas limitações cessarão automaticamente quando a referida informação for publicamente divulgada pelo seu detentor.3. A informação reservada comunicada ao abrigo do acordo e recebida da outra Parte pode ser divulgada pela Parte receptora às pessoas que a compõem ou por ela empregadas, bem como a outros serviços ou agências interessados da Parte receptora autorizados para os fins específicos da investigação conjunta em curso, desde que a informação reservada assim divulgada o seja no âmbito de um acordo de confidencialidade e possa ser facilmente identificável como tal, em conformidade com as disposições supracitadas.4. Mediante o consentimento escrito prévio da Parte que presta a informação reservada, a Parte receptora pode divulgá-la de forma mais ampla do que previsto no nº 3 da presente secção. As Partes cooperarão no desenvolvimento de procedimentos de pedido e obtenção de consentimento escrito prévio para essa divulgação mais ampla e cada Parte concederá essa autorização na medida em que a sua política, regulamentação e legislação nacionais o permitam.B. Informação não documental reservadaA informação não documental reservada ou outra informação confidencial prestada em seminários e outros encontros organizados no âmbito do presente acordo, bem como a informação resultante do destacamento de pessoal, da utilização de instalações ou de projectos conjuntos, será tratada pelas Partes ou pelos seus participantes de acordo com os princípios previstos no presente anexo para a informação documental, desde que o receptor dessa informação reservada ou de outra informação confidencial ou privilegiada tenha todavia sido informado do carácter confidencial da informação comunicada no momento da sua comunicação.C. ControloCada Parte envidará esforços para garantir que a informação reservada por ela recebida ao abrigo do presente acordo seja controlada conforme nele previsto. Se uma das Partes reconhecer que não poderá cumprir as disposições relativas à não divulgação contidas nas subsecções A e B da presente secção, ou que é razoável supor que não poderá cumpri-las, informará imediatamente do facto a outra Parte. As Partes devem posteriormente consultar-se, por forma a definirem uma conduta adequada.FICHA FINANCEIRA LEGISLATIVADomínio(s) político(s): IDTActividade: Cooperação científica e tecnológica internacionalDesignação da acção: Proposta de decisão do Conselho relativa à conclusão do Acordo de cooperação científica e tecnológica entre a Comunidade Europeia e a Ucrânia1. RUBRICA(S) ORÇAMENTAL(IS) + DESIGNAÇÕES1.1. Rubricas orçamentais pertinentesAs despesas de deslocação dos funcionários e dos peritos da CE relacionadas com o acompanhamento e a execução do acordo serão imputadas às rubricas orçamentais específicas dos programas que compõem o programa-quadro de IDT da Comunidade (subsecção B6).2. DADOS GLOBAIS2.1. Método de cálculo do custo anual total da operação (estimativa)a. Actividades preparatórias, análise da cooperação: reuniões do Comité Conjunto da Comunidade-Ucrânia para a Cooperação Científica e Tecnológica, intercâmbio de informações, visitas de funcionários e peritos à Ucrânia  [DQC1]40 000 EURb. Workshops/reuniões de carácter científico e técnico  [DQC2]50 000 EURTOTAL : 90 000 EUR/ano3. CARACTERÍSTICAS ORÇAMENTAIS&gt;POSIÇÃO NUMA TABELA&gt;4. Base jurídicaCom base jurídica.4.1. Títulos e referência- Tratado que institui a Comunidade Europeia, nomeadamente o nº 2 do seu artigo 170º, em conjugação com os nºs 2 e 3 do seu artigo 300º.- Decisão n° 182/1999/CE do Parlamento Europeu e do Conselho relativa ao quinto programa-quadro de acções da Comunidade Europeia em matéria de investigação, de desenvolvimento tecnológico e de demonstração (1998-2002). [Programa plurianual - Co-decisão (com referência financeira privilegiada)].5. Descrição e JUSTIFICAÇÃO5.1. Necessidade de intervenção comunitáriaA intervenção do orçamento comunitário é indispensável na medida em que a cooperação prevista se insere no âmbito de aplicação dos programas-quadro, incluindo a secção orçamental: participação da Ucrânia em determinados programas específicos e despesas administrativas do lado da Europa (deslocações em serviço de funcionários comunitários, organização de seminários na Comunidade e na Ucrânia).5.1.1. Objectivos visadosO objectivo essencial consiste em promover a cooperação em matéria de IDT entre a CE e a Ucrânia nos domínios abrangidos pelos programas-quadro.- O acordo destina-se a permitir à Comunidade e à Ucrânia beneficiar, com base no princípio do benefício mútuo, dos progressos científicos e técnicos alcançados no âmbito dos seus programas de investigação recíprocos, através da participação da comunidade científica e do sector industrial ucranianos nos projectos de investigação da Comunidade e da participação, independente e isenta de subsídios, de organismos estabelecidos na Comunidade em projectos ucranianos;- Os beneficiários da CE e da Ucrânia serão as comunidades científicas, o sector industrial e o público em geral, graças aos efeitos directos e indirectos da cooperação.5.1.2. DuraçãoO acordo será concluído por um período inicial que termina em 31 de Dezembro de 2001, sendo renovável, de comum acordo entre as Partes, por períodos adicionais de cinco anos.5.2. Acções previstas e modalidades de intervenção orçamental5.2.1. Tipo de despesaSubsídio a 100% (deslocações em serviço de funcionários e peritos da Comissão à Ucrânia; organização de workshops, seminários e reuniões na Comunidade Europeia e na Ucrânia).6. Incidência financeira6.1. Despesas operacionais de tipo administrativo e técnico incluídas na Parte B (para todo o período)6.1.1. Despesas de gestão da decisão (estimativa)Repartição indicativa, montantes (expressos em milhões de euros)//  2002Autorizações  //  0,09Pagamentos  //  0,097. Acompanhamento e avaliação7.1. Sistema de acompanhamentoO acordo de cooperação será avaliado periodicamente pelos serviços competentes da Comissão.A avaliação incluirá os seguintes elementos:a. Recolha de informação: com base em dados dos programas específicos dos programas-quadro.b. Avaliação global da acção: os serviços da Comissão procederão, no final de cada ano, a uma avaliação de todas as actividades de cooperação no contexto do presente acordo.8. Medidas antifraude previstasEncontram-se previstos inúmeros controlos administrativos e financeiros em cada uma das fases das actividades de cooperação no contexto do presente acordo, nomeadamente:- verificação a vários níveis dos mapas de custos antes do pagamento (controlo financeiro, científico e técnico);- auditoria interna pelo serviço de auditoria;- controlos (incluindo inspecções no local de trabalho) pelo serviço de auditoria da Comissão e pelo Tribunal de Contas da UE.