CELEX: 32003D0042
Language: pt
Date: 2003-01-10 00:00:00
Title: 2003/42/CE: Decisão da Comissão, de 10 de Janeiro de 2003, que altera a Directiva 92/118/CEE do Conselho no que respeita aos requisitos aplicáveis ao colagénio (Texto relevante para efeitos do EEE) [notificada com o número C(2002) 5557]

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32003D0042

2003/42/CE: Decisão da Comissão, de 10 de Janeiro de 2003, que altera a Directiva 92/118/CEE do Conselho no que respeita aos requisitos aplicáveis ao colagénio (Texto relevante para efeitos do EEE) [notificada com o número C(2002) 5557]  

Jornal Oficial nº L 013 de 18/01/2003 p. 0024 - 0034

Decisão da Comissãode 10 de Janeiro de 2003que altera a Directiva 92/118/CEE do Conselho no que respeita aos requisitos aplicáveis ao colagénio[notificada com o número C(2002) 5557](Texto relevante para efeitos do EEE)(2003/42/CE)A COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS,Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Europeia,Tendo em conta a Directiva 92/118/CEE do Conselho, de 17 de Dezembro de 1992, que define as condições sanitárias e de polícia sanitária que regem o comércio e as importações na Comunidade de produtos não sujeitos, no que respeita às referidas condições, às regulamentações comunitárias específicas referidas no capítulo I do anexo A da Directiva 89/662/CEE e, no que respeita aos agentes patogénicos, da Directiva 90/425/CEE(1), com a última redacção que lhe foi dada pela Directiva 2002/33/CE do Parlamento Europeu e do Conselho(2), e, nomeadamente, o segundo parágrafo do seu artigo 15.o,Considerando o seguinte:(1) É necessário estabelecer as condições específicas de saúde pública para a produção de colagénio destinado ao consumo humano. Desde que essas condições sejam as mesmas tanto para o colagénio destinado ao consumo humano como para o colagénio não destinado ao consumo humano e desde que as condições de higiene sejam também as mesmas, deve ser possível produzir e/ou armazenar ambos os tipos de colagénio no mesmo estabelecimento.(2) Devem estabelecer-se as condições de autorização, registo, inspecção e higiene para os estabelecimentos que produzem o colagénio. Aplicam-se à produção de colagénio determinadas condições sanitárias estabelecidas na Directiva 77/99/CEE do Conselho, de 21 de Dezembro de 1976, relativa a problemas sanitários em matéria de produção e colocação no mercado de produtos à base de carne e de determinados outros produtos de origem animal(3), com a última redacção que lhe foi dada pela Directiva 97/76/CE(4), e na Directiva 93/43/CEE do Conselho, de 14 de Junho de 1993, relativa à higiene dos géneros alimentícios(5).(3) O artigo 2.3.13.7 do Código Zoossanitário Internacional (2001), adoptado pelo Gabinete Internacional de Epizootias (OIE), relativo à encefalopatia espongiforme bovina (EEB), recomenda que, desde que a gelatina e o colagénio sejam produzidos exclusivamente a partir de couros e peles, as administrações veterinárias devem autorizar, sem restrições, a sua importação e trânsito através dos seus territórios, independentemente do estatuto dos países exportadores.(4) Ao abrigo do Regulamento (CE) n.o 999/2001 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 22 de Maio de 2001, que estabelece regras para a prevenção, o controlo e a erradicação de determinadas encefalopatias espongiformes transmissíveis(6), com a última redacção que lhe foi dada pelo Regulamento (CE) n.o 1494//2002 da Comissão(7), os couros e peles, na acepção da Directiva 92/118/CEE, provenientes de ruminantes saudáveis e o colagénio derivado desses couros e peles não estão sujeitos a restrições em matéria de colocação no mercado.(5) O Comité Científico Director adoptou um parecer relativo à segurança do colagénio em 10 e 11 de Maio de 2001, abordando a questão da segurança do colagénio produzido a partir de peles de ruminantes relativamente às encefalopatias espongiformes transmissíveis (EET).(6) As matérias-primas usadas na produção de colagénio consistem essencialmente em tecido conjuntivo de couros e de tendões de bovinos, peles de vitelos, peles de ovinos e peles de suínos. Por forma a garantir a segurança das matérias-primas, devem provir de animais sujeitos a inspecções ante mortem e post mortem e declarados próprios para o consumo humano. Estas matérias devem igualmente ser recolhidas, transportadas, armazenadas e manipuladas da forma mais higiénica possível.(7) De modo a garantir a rastreabilidade das matérias-primas, os centros de recolha e as fábricas de curtumes que tencionem fornecer as matérias-primas devem ser aprovados e registados. Deve também estabelecer-se um modelo de documento comercial para acompanhar as matérias-primas durante o transporte e aquando da entrega nos centros de recolha, nas fábricas de curtumes e nas unidades de transformação de colagénio.(8) É adequado alterar o actual documento comercial relativo às matérias-primas destinadas à produção de gelatina para consumo humano de modo a ter em conta as especificidades dos procedimentos de controlo em determinados Estados-Membros.(9) É necessário fixar as normas aplicáveis aos produtos acabados, para garantir que esses produtos não sejam contaminados por substâncias ou microrganismos que representem um risco para a saúde do consumidor. Na pendência de uma avaliação científica dessas normas, é adequado incluir, numa base provisória, normas geralmente aceites em matéria de contaminação. É necessário estabelecer os requisitos em matéria de acondicionamento, armazenagem e transporte dos produtos acabados.(10) Devem estabelecer-se regras sanitárias específicas aplicáveis à importação de colagénio e de matérias-primas para a produção de colagénio destinados ao consumo humano. Devem também elaborar-se modelos de certificados sanitários destinados a acompanhar o colagénio importado bem como as matérias-primas importadas para a produção de colagénio destinados ao consumo humano. É igualmente necessário que a Comissão reconheça a existência de condições que ofereçam garantias equivalentes com base numa proposta apresentada por um país terceiro.(11) A adopção de regras específicas para a produção de colagénio deve ser sem prejuízo da adopção de regras para a prevenção e o controlo das EET.(12) Consequentemente, a Directiva 92/118/CEE deve ser alterada em conformidade.(13) As medidas previstas na presente decisão estão em conformidade com o parecer do Comité Permanente da Cadeia Alimentar e da Saúde Animal,ADOPTOU A PRESENTE DECISÃO:Artigo 1.oO anexo II da Directiva 92/118/CEE é alterado em conformidade com o anexo da presente decisão.Artigo 2.oA presente decisão é aplicável a partir de 30 de Junho de 2003.Não é aplicável ao colagénio destinado ao consumo humano que tenha sido produzido ou importado antes desta data.Artigo 3.oOs Estados-Membros são os destinatários da presente decisão.Feito em Bruxelas, em 10 de Janeiro de 2003.Pela ComissãoDavid ByrneMembro da Comissão(1) JO L 62 de 15.3.1993, p. 49.(2) JO L 315 de 19.11.2002, p. 14.(3) JO L 26 de 31.1.1977, p. 85.(4) JO L 10 de 16.1.1998, p. 25.(5) JO L 175 de 19.7.1993, p. 1.(6) JO L 147 de 31.5.2001, p. 1.(7) JO L 225 de 22.8.2002, p. 3.ANEXOO capítulo 4 do anexo II da Directiva 92/118/CEE é alterado da seguinte forma:1. Antes do título, é inserida a expressão "Secção A".2. No ponto II da parte VIII, nas rubricas "Fábrica de outros produtos animais", "Centro de recolha" e "Fábrica de curtume", o texto da segunda linha passa a ser "Número do registo:".3. É aditada a seguinte secção B:Secção BCONDIÇÕES SANITÁRIAS ESPECÍFICAS APLICÁVEIS AO COLAGÉNIO DESTINADO AO CONSUMO HUMANOI. Generalidades1. A presente secção estabelece as condições sanitárias para a colocação no mercado e as importações de colagénio destinado ao consumo humano.2. Para efeitos da presente secção, aplicam-se as definições de "couros e peles" e de "curtimenta" constantes da secção A.Aplicam-se também as seguintes definições:a) Colagénio: um produto à base de proteínas derivado de couros, peles e tendões de animais, e também de ossos apenas no caso de suínos, aves de capoeira e peixes, produzido através do método descrito na parte V infra;b) Colagénio destinado ao consumo humano: colagénio para consumo quer como alimento quer incorporado num alimento quer ainda envolvendo um alimento ou produto para ser consumido por seres humanos.3. O colagénio destinado ao consumo humano deve satisfazer as condições constantes das partes II a X infra.II. Estabelecimentos que produzem colagénioO colagénio destinado ao consumo humano deve provir de estabelecimentos que satisfaçam as condições enunciadas na parte I da secção A.III. Matérias-primas e estabelecimentos que as fornecem1. Podem ser utilizadas as seguintes matérias-primas para a produção de colagénio destinado ao consumo humano:a) Couros e peles de ruminantes de criação;b) Peles, ossos e intestinos de suínos;c) Peles e ossos de aves de capoeira;d) Tendões;e) Couros e peles de caça selvagem; ef) Peles e espinhas de peixes.2. A utilização de couros e peles submetidos a operações de curtimenta é proibida.3. As matérias-primas devem satisfazer os seguintes requisitos:- no respeitante às matérias-primas enumeradas nas alíneas a) a d) do ponto 1, aplicam-se os requisitos constantes da parte II, ponto 4, da secção A,- no respeitante às matérias-primas referidas na alínea e) do ponto 1, aplicam-se os requisitos constantes da parte II, ponto 5, da secção A,- no respeitante às matérias-primas enumeradas nas alíneas a) a e) do ponto 1, aplicam-se os requisitos constantes da parte II, ponto 6, da secção A, com a excepção de que nenhumas matérias-primas podem ter origem em instalações de desengorduramento de ossos de ruminantes, e- no respeitante às matérias-primas referidas na alínea f) do ponto 1, aplicam-se os requisitos constantes da parte II, ponto 7, da secção A.4. Os centros de recolha e as fábricas de curtumes que fornecem as matérias-primas para a produção de colagénio destinado ao consumo humano devem ser especificamente aprovados para o efeito e registados pelas autoridades competentes e devem ainda satisfazer os requisitos constantes da parte II, ponto 8, da secção A.IV. Transporte e armazenagem das matérias-primas1. O transporte e armazenagem das matérias-primas destinadas à produção de colagénio devem efectuar-se em conformidade com o disposto na parte III da secção A.2. Durante o transporte e aquando da entrega nos centros de recolha, nas fábricas de curtumes e nas unidades de transformação de colagénio, as matérias-primas devem ser acompanhadas de um documento comercial conforme ao modelo constante da parte IX da presente secção.V. Produção de colagénio1. O colagénio deve ser produzido através de um processo que garanta que as matérias-primas sejam submetidas a um tratamento que envolva uma lavagem, o ajuste do pH utilizando um ácido ou uma base, seguindo-se uma ou mais lavagens, filtragem e extrusão; ou então através de um processo equivalente aprovado pela Comissão após consulta do comité científico adequado.2. Depois de ter sido sujeito ao processo referido no ponto 1, o colagénio pode ser submetido a um processo de secagem.3. O colagénio não destinado ao consumo humano só pode ser produzido e armazenado no mesmo estabelecimento que o colagénio destinado ao consumo humano se for produzido e armazenado usando exactamente as mesmas condições estabelecidas na presente secção.4. É proibida a utilização de conservantes, com excepção dos autorizados pela legislação comunitária.VI. Produtos acabadosDevem aplicar-se medidas adequadas, incluindo testes, para garantir que cada lote de colagénio produzido satisfaz os critérios microbiológicos e em matéria de resíduos estabelecidos na parte V da secção A, mas, sempre que necessário para obter os produtos desejados, por exemplo tripas artificiais à base de colagénio, não se aplicarão limites ao teor de humidade nem de cinzas.VII. Embalagem, armazenagem e transporte1. O colagénio destinado ao consumo humano deve ser acondicionado, embalado, armazenado e transportado em boas condições de higiene e deve, nomeadamente, satisfazer as condições enunciadas na parte VI, ponto 1, da secção A.2. Os invólucros e embalagens que contenham colagénio devem ostentar uma marca de identificação com as indicações referidas na parte VI, ponto 2, primeiro travessão, da secção A; devem ainda ostentar a expressão "Colagénio próprio para consumo humano" bem como a data de fabrico e o número do lote.3. Durante o transporte, o colagénio deve ser acompanhado de um documento comercial conforme ao ponto 9, alínea a), da parte A do artigo 3.o da Directiva 77/99/CEE, ostentando a expressão "Colagénio próprio para consumo humano" e a data de fabrico.VIII. Importação de colagénio e de matérias-primas para a produção de colagénio para consumo humano provenientes de países terceiros1. Os Estados-Membros só autorizarão a importação para a Comunidade de colagénio destinado ao consumo humano se este:a) For proveniente dos países terceiros enumerados na parte XIII do anexo da Decisão 94/278/CE da Comissão(1);b) For proveniente de estabelecimentos que satisfaçam as condições estabelecidas na parte II da presente secção;c) Tiver sido produzido a partir de matérias-primas que satisfaçam as exigências das partes III e IV da presente secção;d) Tiver sido produzido em conformidade com as condições da parte V da presente secção;e) Satisfizer os critérios da parte VI e as condições de acondicionamento, embalagem, armazenagem e transporte do ponto 1 da parte VII da presente secção;f) Ostentar nos invólucros e embalagens uma marca de identificação com as informações especificadas na parte VII, letra A, sexto travessão, da secção A; eg) For acompanhado por um certificado sanitário conforme ao modelo estabelecido na parte X.a) da presente secção.2. Os Estados-Membros só autorizarão a importação para a Comunidade das matérias-primas enumeradas na parte III, ponto 1, da presente secção, para a produção de colagénio destinado ao consumo humano se:a) Forem provenientes dos países terceiros enumerados, conforme o caso, na Decisão 79/542/CEE do Conselho(2), na Decisão 94/85/CE da Comissão(3), na Decisão 94/86/CE da Comissão(4) ou na Decisão 97/296/CE da Comissão(5); eb) Cada remessa de matérias-primas for acompanhada por um certificado sanitário conforme ao modelo estabelecido na parte X.b) da presente secção.3. Os certificados sanitários referidos na alínea g) do ponto 1 e na alínea b) do ponto 2 devem consistir numa folha e devem ser preenchidos, pelo menos, numa língua oficial do Estado-Membro através do qual a remessa entra pela primeira vez na Comunidade e, pelo menos, numa língua oficial do Estado-Membro de destino.4. Em conformidade com o procedimento previsto no artigo 18.o, a Comissão pode reconhecer que as medidas sanitárias aplicadas por um país terceiro à produção de colagénio destinado ao consumo humano oferecem garantias equivalentes às previstas para a colocação de colagénio no mercado da Comunidade, se o país terceiro em causa fornecer provas objectivas nesse sentido. Sempre que a Comissão reconheça tal equivalência, adoptará, em conformidade com o mesmo procedimento, as condições que regerão a importação de colagénio destinado ao consumo humano.>PIC FILE= "L_2003013PT.002901.TIF">>PIC FILE= "L_2003013PT.003001.TIF">>PIC FILE= "L_2003013PT.003101.TIF">>PIC FILE= "L_2003013PT.003201.TIF">>PIC FILE= "L_2003013PT.003301.TIF">>PIC FILE= "L_2003013PT.003401.TIF">(1) JO L 120 de 11.5.1994, p. 44.(2) JO L 146 de 14.6.1979, p. 15.(3) JO L 44 de 17.2.1994, p. 31.(4) JO L 44 de 17.2.1994, p. 33.(5) JO L 122 de 14.5.1997, p. 21.