CELEX: 52012PC0704
Language: pt
Date: 2012-11-27
Title: Proposta de DECISÃO DO CONSELHO relativa à conclusão do Acordo entre a União Europeia e a República da Arménia sobre a readmissão de pessoas que residem sem autorização

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		52012PC0704
		
			Proposta de DECISÃO DO CONSELHO relativa à conclusão do Acordo entre a União Europeia e a República da Arménia sobre a readmissão de pessoas que residem sem autorização /* COM/2012/0704 final - 2012/0332 (NLE) */
			
				
		
		
			
			   	EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS
1.           Contexto político e jurídico
A União Europeia e a Arménia concordaram em
avançar no sentido do aprofundamento e alargamento das relações UE-Arménia no
quadro da Parceria Oriental (PO). Neste contexto, a UE reconheceu a importância
de reforçar os contactos entre os povos. Durante a Cimeira da Parceria Oriental
que se realizou em Praga em maio de 2009, a UE reiterou o seu apoio político à
plena liberalização do regime de vistos num ambiente seguro e à promoção da
mobilidade graças à conclusão de acordos de facilitação de vistos e de acordos
de readmissão com os países da PO. Segundo a abordagem comum para o
desenvolvimento da política da UE em matéria de facilitação de vistos, acordada
a nível do COREPER pelos Estados‑Membros em dezembro de 2005, não pode
ser concluído um acordo de facilitação de vistos sem que esteja em vigor um
acordo de readmissão.
Em 19 de dezembro de 2011, o Conselho
autorizou formalmente a Comissão a negociar um acordo de readmissão entre a
União Europeia e a Arménia. 
Em fevereiro de 2012, a Comissão transmitiu um
projeto de texto às autoridades arménias, tendo em seguida ocorrido a primeira
ronda formal de negociações em Erevan, em 27 e 28 de fevereiro de 2012.
Realizaram-se outras duas rondas formais de negociações, a última das quais em
Erevan, em 19 de julho de 2012. O texto aprovado foi subsequentemente
rubricado, em 18 de outubro de 2012, em Bruxelas.
Os Estados-Membros foram regularmente
informados e consultados em todas as fases (formais e informais) das negociações
relativas à readmissão.
No que diz respeito à União, o Acordo tem por
base jurídica o artigo 79.º, n.º 3, do Tratado sobre o Funcionamento da União
Europeia (TFUE), em conjugação com o seu artigo 218.º. 
A proposta anexa constitui o instrumento
jurídico requerido para a conclusão do Acordo de readmissão. O Conselho
decidirá por maioria qualificada. É necessária a aprovação do Parlamento
Europeu para a conclusão do Acordo, em conformidade com o artigo 218.º, n.º 6,
alínea a), do TFUE.
A proposta de decisão relativa à conclusão do
Acordo estabelece as disposições internas necessárias para a sua aplicação
prática. Em especial, especifica que será a Comissão, assistida por peritos dos
Estados-Membros, a representar a União no Comité Misto de Readmissão instituído
pelo artigo 19.º do Acordo. Nos termos do artigo 19.º, n.º 5, esse comité adota
o seu regulamento interno. Tal como acontece com os outros acordos de
readmissão concluídos até agora pela União, a posição desta última a este
respeito é estabelecida pela Comissão, após consulta de um comité especial
designado pelo Conselho. No que diz respeito a outras decisões a adotar pelo
Comité Misto de Readmissão, a posição da União será adotada em conformidade com
as disposições aplicáveis do Tratado.
2.           Resultado das negociações
A Comissão considera que foram atingidos os
objetivos definidos pelo Conselho nas diretrizes de negociação e que o projeto
de Acordo de readmissão pode ser aceite pela União.
O conteúdo final do Acordo pode ser resumido
da seguinte forma:
-             O Acordo está dividido em 8
secções, com um total de 24 artigos. Contém igualmente 6 anexos, que dele fazem
parte integrante, e 2 declarações conjuntas;
-             O Acordo contém uma cláusula de
abertura que reafirma que a sua aplicação deve garantir o respeito dos direitos
humanos e das obrigações e responsabilidades do Estado requerido e do Estado
requerente por força dos instrumentos internacionais que lhes são aplicáveis,
reiterando que o Estado requerido deve assegurar, em especial, a proteção dos direitos
das pessoas readmitidas no seu território, em conformidade com esses
instrumentos internacionais. A mesma cláusula confirma que o Estado requerente
deve privilegiar o regresso voluntário em relação ao regresso forçado;
-             As obrigações em matéria de readmissão
definidas no Acordo (artigos 3.º a 6.º) são estabelecidas numa base de total
reciprocidade, abrangendo os próprios nacionais (artigos 3.º e 5.º), bem como
os nacionais de países terceiros e os apátridas (artigos 4.º e 6.º); 
-             A obrigação de readmissão dos
próprios nacionais inclui igualmente os antigos nacionais que renunciaram à sua
nacionalidade sem terem adquirido a nacionalidade de outro Estado; 
-             A obrigação de readmissão dos
próprios nacionais abrange igualmente os membros da família (isto é, os
cônjuges e os filhos menores não casados), independentemente da sua
nacionalidade, que não tenham um direito de residência autónomo no Estado
requerente; 
-             A obrigação de readmissão dos
nacionais de países terceiros e dos apátridas (artigos 4.º e 6.º) está sujeita
às seguintes condições prévias: a) a pessoa em causa possui, no momento em que
é apresentado o pedido de readmissão, um visto ou uma autorização de residência
válidos emitidos pelo Estado requerido ou b) a pessoa em causa entrou clandestinamente
e de forma direta no território do Estado requerente após ter permanecido no
Estado requerido ou transitado pelo seu território. As pessoas em trânsito
aeroportuário estão isentas destas obrigações; 
-             Tanto no que diz respeito aos
próprios nacionais como aos nacionais de países terceiros ou apátridas, caso o
prazo fixado tenha sido ultrapassado, a Arménia aceita a utilização do
documento de viagem normalizado da UE para efeitos de expulsão (artigo 3.º, n.º
5, e artigo 4.º, n.º 3);
-             A secção III do Acordo (artigos 7.º
a 13.º em articulação com os anexos 1 a 5) contém as disposições técnicas
necessárias aplicáveis ao procedimento de readmissão (pedido de readmissão,
meios de prova, prazos, modalidades de transferência e meios de transporte),
bem como à «readmissão indevida» (artigo 13.º). É assegurada uma certa
flexibilidade dos procedimentos, uma vez que não será necessário qualquer
pedido de readmissão se a pessoa a readmitir possuir um documento de viagem ou
um documento de identidade válido (artigo 7.º, n.º 2); 
-             No artigo 7.º, n.º 3, o Acordo
prevê o denominado procedimento acelerado, que foi acordado relativamente às
pessoas intercetadas na «região fronteiriça», isto é, num perímetro de 15 km a
partir dos territórios dos portos marítimos, incluindo as zonas aduaneiras, e
dos aeroportos internacionais dos Estados-Membros ou da Arménia. No âmbito do
procedimento acelerado, o pedido de readmissão deve ser introduzido no prazo de
dois dias e a resposta ao mesmo deve ser dada no prazo de dois dias úteis,
enquanto no Âmbito do procedimento normal o prazo de resposta é de 12 dias
(artigo 12.º, n.º 2);
-             O Acordo inclui uma secção relativa
às operações de trânsito (artigos 14.º e 15.º, em articulação com o anexo 6);
-             Os artigos 16.º, 17.º e 18.º
preveem as regras necessárias em matéria de despesas, de proteção de dados e
articulação com outras obrigações internacionais;
-             O artigo 19.º estabelece a
composição, atribuições e competências do Comité Misto de Readmissão;
-             A fim de facilitar a aplicação do
presente Acordo, o artigo 20.º prevê a possibilidade de a Arménia e os
Estados-Membros concluírem protocolos de aplicação bilaterais. A relação entre
esses protocolos de execução bilaterais e o presente Acordo é clarificada no
artigo 21.º;
-             As disposições finais (artigos 22.º
a 24.º) enunciam as regras aplicáveis à entrada em vigor, à vigência, às
eventuais alterações, à suspensão e à denúncia do Acordo, bem como ao estatuto
jurídico dos seus anexos; 
-             A situação específica da Dinamarca
é tida em conta no preâmbulo, no artigo 1.º, alínea d), e no artigo 22.º, n.º
2. A estreita associação da Noruega, da Islândia, do Liechtenstein e da Suíça à
execução, à aplicação e ao desenvolvimento do acervo de Schengen foi tida em
consideração, tendo o caso da Islândia sido objeto de numa declaração conjunta
anexa ao Acordo.
3.           CONCLUSÕES
Tendo em conta as considerações anteriores, a
Comissão propõe ao Conselho que:
-             aprove, após ter recebido a
aprovação do Parlamento Europeu, o Acordo em anexo entre a União Europeia e a Arménia
sobre a readmissão de pessoas que residem sem autorização.
2012/0332 (NLE)
Proposta de
DECISÃO DO CONSELHO
relativa à conclusão do Acordo entre a União
Europeia e a República da Arménia sobre a readmissão de pessoas que residem sem
autorização
O CONSELHO DA UNIÃO EUROPEIA,
Tendo em conta o Tratado da União Europeia,
Tendo em conta o Tratado sobre o Funcionamento
da União Europeia, nomeadamente o artigo 79.º, n.º 3, em conjugação com o
artigo 218.º, n.º 6, alínea a),
Tendo em conta a proposta da Comissão
Europeia,
Tendo em conta a
aprovação do Parlamento Europeu[1],
Considerando o seguinte:
(1)       Em conformidade com a Decisão
XXXX/XXX do Conselho, de [...][2],
o Acordo entre a União Europeia e a República da Arménia sobre a readmissão de
pessoas que residem sem autorização foi assinado pela Comissão em [ ], sob
reserva da sua conclusão em data ulterior.
(2)       O Acordo deve ser concluído.
(3)       O Acordo institui um Comité
Misto de Readmissão que pode adotar o seu regulamento interno. É conveniente
prever um procedimento simplificado para a adoção da posição da União neste
caso.
(4)       Em conformidade com o artigo
3.º do Protocolo relativo à posição do Reino Unido e da Irlanda, anexo ao
Tratado da União Europeia e ao Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia,
o Reino Unido [não participa na adoção da presente decisão, não ficando
vinculado pelo presente Acordo nem sujeito à sua aplicação, a menos que
notifique a sua intenção de o fazer, em conformidade com o referido
Protocolo/notificou a sua intenção de participar na adoção e na aplicação da
presente decisão].
(5)       Em conformidade com o artigo
3.º do Protocolo relativo à posição do Reino Unido e da Irlanda, anexo ao
Tratado da União Europeia e ao Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia,
e sem prejuízo do artigo 4.º do referido Protocolo, a Irlanda [não participa
na adoção da presente decisão, não ficando vinculada pelo presente Acordo nem
sujeita à sua aplicação, a menos que notifique a sua intenção de o fazer, em
conformidade com o referido Protocolo/notificou a sua intenção de participar na
adoção e na aplicação da presente decisão]. 
(6)       Em conformidade com os
artigos 1.º e 2.º do Protocolo relativo à posição da Dinamarca, anexo ao
Tratado da União Europeia e ao Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia,
a Dinamarca não participa na adoção da presente decisão, não ficando por ela
vinculada nem sujeita à sua aplicação,
ADOTOU A PRESENTE DECISÃO: 
Artigo 1.º
É concluído o Acordo entre a União Europeia e
a República da Arménia sobre a readmissão de pessoas que residem sem
autorização. 
O texto do Acordo acompanha a presente
decisão.
Artigo 2.º
O Presidente do Conselho designa a pessoa com
poderes para proceder, em nome da União Europeia, à notificação prevista no
artigo 23.º, n.º 2, do Acordo, a fim de expressar o consentimento da União
Europeia em ficar vinculada pelo Acordo.
Artigo 3.º
A Comissão, assistida por peritos dos
Estados-Membros, representa a União no Comité Misto de Readmissão instituído
pelo artigo 19.º do Acordo.
Artigo 4.º
A posição da União no âmbito do Comité Misto
de Readmissão no que respeita à adoção do seu regulamento interno, em
conformidade com o artigo 19.º, n.º 5, do Acordo, será adotada pela Comissão
após consulta de um comité especial designado pelo Conselho.
Artigo 5.º
A presente decisão entra em vigor na data da
sua adoção. É publicada no Jornal Oficial da União Europeia.
A data de entrada em vigor do Acordo é
publicada no Jornal Oficial da União Europeia. 
Feito em Bruxelas, em
                                                                       Pelo
Conselho
                                                                       O
Presidente
ANEXO
ACORDO
entre a União Europeia e a República da Arménia
sobre a readmissão de pessoas que residem sem autorização
AS PARTES CONTRATANTES,
A UNIÃO EUROPEIA, a seguir designada «União»,
e
A REPÚBLICA DA
ARMÉNIA, a seguir designada «Arménia»,
DECIDIDAS a reforçar a sua cooperação a fim de
combater mais eficazmente a imigração ilegal,
DESEJANDO estabelecer, através do presente
Acordo e numa base de reciprocidade, procedimentos rápidos e eficazes de
identificação e repatriamento ordenado e em segurança das pessoas que não preenchem
ou deixaram de preencher as condições para a entrada, permanência ou residência
no território da Arménia ou de qualquer dos Estados-Membros da União Europeia,
bem como facilitar o trânsito dessas pessoas num espírito de cooperação,
SALIENTANDO que o presente Acordo não
prejudica os direitos, obrigações e responsabilidades da União, dos seus
Estados-Membros e da Arménia que decorrem do direito internacional,
nomeadamente da Convenção relativa ao Estatuto dos Refugiados de 1951, do
respetivo Protocolo de 1967 e da Convenção Europeia para a Proteção dos
Direitos do Homem e das Liberdades Fundamentais de 1950,
CONSIDERANDO que,
nos termos do Protocolo n.º 21 relativo à posição do Reino Unido e da Irlanda
em relação ao espaço de liberdade, segurança e justiça, anexo ao Tratado da
União Europeia e ao Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, o Reino
Unido da Grã‑Bretanha e da Irlanda do Norte e a Irlanda não são partes no
presente Acordo, a menos que notifiquem que nele pretendem participar, em conformidade
com o referido Protocolo, 
CONSIDERANDO que as disposições do presente
Acordo, que é abrangido pelo âmbito de aplicação da Parte III, Título V, do
Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, não se aplicam ao Reino da
Dinamarca, em conformidade com o Protocolo relativo à posição da Dinamarca,
anexo ao Tratado da União Europeia e ao Tratado sobre o Funcionamento da União
Europeia,
ACORDAM NO SEGUINTE:
Artigo 1.º 
Definições
Para efeitos do presente Acordo entende-se
por:
(a)                   
«Partes Contratantes», a Arménia e a União;
(b)                   
«Nacional da Arménia», qualquer pessoa que possua a
nacionalidade da Arménia em conformidade com a legislação da República da
Arménia;
(c)                   
«Nacional de um Estado-Membro», qualquer pessoa que
possua a nacionalidade de um Estado-Membro, tal como definida para efeitos da
União;
(d)                   
«Estado-Membro», qualquer Estado-Membro da União
Europeia vinculado pelo presente Acordo;
(e)                   
«Nacional de um país terceiro», qualquer pessoa que
não possua a nacionalidade da Arménia nem de um dos Estados-Membros;
(f)                     
«Apátrida», qualquer pessoa que não tenha uma
nacionalidade; 
(g)                   
«Autorização de residência», um título de qualquer
tipo, emitido pela Arménia ou por qualquer Estado-Membro que permita a uma
pessoa residir no seu território. Esta definição não abrange as autorizações temporárias
de permanência nesse território concedidas no quadro do tratamento de um pedido
de asilo ou de um pedido de autorização de residência;
(h)                   
«Visto», uma autorização emitida ou uma decisão
tomada pela Arménia ou por um dos Estados-Membros necessária para permitir a
entrada ou o trânsito de uma pessoa no seu território. Esta definição não
abrange o visto de trânsito aeroportuário;
(i)                     
«Estado requerente», o Estado (a Arménia ou um dos
Estados-Membros) que apresenta um pedido de readmissão nos termos do artigo
8.°, ou um pedido de trânsito nos termos do artigo 15.° do presente Acordo;
(j)                     
«Estado requerido», o Estado (a Arménia ou um dos
Estados-Membros) ao qual é apresentado um pedido de readmissão nos termos do
artigo 8.°, ou um pedido de trânsito nos termos do artigo 15.° do presente
Acordo;
(k)                   
«Autoridade competente», qualquer autoridade
nacional da Arménia ou de um dos Estados-Membros responsável pela execução do
presente Acordo, em conformidade com o seu artigo 20.°, n.º 1, alínea a);
(l)                     
«Trânsito», a passagem de um nacional de um país
terceiro ou de um apátrida pelo território do Estado requerido durante a sua
viagem do Estado requerente para o país de destino;
(m)                 
«Região fronteiriça», a área correspondente a um
perímetro de 15 quilómetros a partir dos territórios dos portos marítimos,
incluindo as zonas aduaneiras, e dos aeroportos internacionais dos
Estados-Membros e da Arménia.
Artigo 2.º
Princípios fundamentais
Ao mesmo tempo que reforçam a cooperação em
matéria de prevenção e de luta contra a migração irregular, o Estado requerido
e o Estado requerente devem assegurar, na aplicação do presente Acordo às
pessoas abrangidas pelo seu âmbito de aplicação, o respeito dos direitos
humanos e das obrigações e responsabilidades decorrentes dos instrumentos
internacionais que lhes são aplicáveis, em especial: 
–     
a Declaração Universal dos Direitos do Homem de
1948;
–     
a Convenção Europeia para a Proteção dos Direitos
do Homem e das Liberdades Fundamentais de 1950;
–     
o Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e
Políticos de 1966;
–     
a Convenção das Nações Unidas contra a Tortura e
outras Penas ou Tratamentos Cruéis, Desumanos ou Degradantes de 1984;
–     
a Convenção de Genebra relativa ao Estatuto dos
Refugiados de 1951 e o respetivo Protocolo de 1967.
O Estado requerido deve assegurar nomeadamente,
em conformidade com as suas obrigações decorrentes dos instrumentos
internacionais acima referidos, a proteção dos direitos das pessoas readmitidas
no seu território.
O Estado requerente deve privilegiar o
regresso voluntário em relação ao regresso forçado quando não houver motivos
para considerar que o regresso de uma pessoa ao Estado requerido se encontra
comprometida.
Secção I 
Obrigações
de readmissão da Arménia
Artigo 3.º
Readmissão de cidadãos nacionais
1.         A Arménia deve readmitir no seu território,
a pedido de um Estado-Membro e sem outras formalidades para além das previstas
no presente Acordo, todas as pessoas que não preenchem ou deixaram de preencher
as condições em vigor para a entrada, permanência ou residência no território
do Estado-Membro requerente, sempre que se provar ou se puder razoavelmente
presumir, com base nos elementos de prova prima facie apresentados, que
essas pessoas são nacionais da Arménia.
2.         A Arménia deve readmitir
igualmente:
–     
os filhos menores não casados das pessoas
mencionadas no n.º 1, independentemente do seu local de nascimento ou da sua
nacionalidade, a menos que tenham um direito de residência autónomo no
Estado-Membro requerente ou sejam titulares de uma autorização de residência
emitida por outro Estado-Membro;
–      os cônjuges das pessoas mencionadas no n.º 1, que possuam outra
nacionalidade ou sejam apátridas, desde que tenham ou obtenham o direito de
entrar e de permanecer no território da Arménia, a menos que tenham um direito
de residência autónomo no Estado‑Membro requerente ou sejam titulares de
uma autorização de residência emitida por outro Estado-Membro. 
3.         A
Arménia deve readmitir igualmente as pessoas que, após a sua entrada no
território de um Estado-Membro, renunciaram à nacionalidade da Arménia, a menos
que esse Estado-Membro lhes tenha prometido pelo menos a obtenção da
naturalização.
4.         Depois de a Arménia ter dado uma
resposta positiva ao pedido de readmissão, a missão diplomática ou o serviço
consular competente da Arménia deve emitir, sem demora e gratuitamente no prazo
de três dias úteis, independentemente da vontade da pessoa a readmitir, o
documento de viagem necessário para o seu regresso, com um prazo de validade de
120 dias. Se, no prazo de três dias úteis, a Arménia não tiver emitido o
documento de viagem, considera-se que aceita a utilização do documento de
viagem normalizado da UE para efeitos de expulsão[3].
5.         Se, por motivos de facto ou de
direito, a pessoa em causa não puder ser transferida dentro do prazo de
validade do documento de viagem emitido inicialmente, a missão diplomática ou o
serviço consular competente da Arménia deve emitir, sem demora e gratuitamente
no prazo de três dias úteis, um novo documento de viagem com o mesmo prazo de
validade. Se, no prazo de três dias úteis, a Arménia não tiver emitido o novo
documento de viagem, considera-se que aceita a utilização do documento de
viagem normalizado da UE para efeitos de expulsão[4].
Artigo 4.º
Readmissão de nacionais de países terceiros e de apátridas
1.         A Arménia deve readmitir no seu
território, a pedido de um Estado-Membro e sem outras formalidades para além
das previstas no presente Acordo, os nacionais de países terceiros ou os
apátridas que não preenchem ou deixaram de preencher as condições em vigor para
a entrada, permanência ou residência no território do Estado-Membro requerente,
sempre que se provar ou se puder razoavelmente presumir, com base nos elementos
de prova prima facie apresentados, que as referidas pessoas:
(n)                   
São titulares, no momento da apresentação do pedido
de readmissão, de um visto ou de uma autorização de residência válidos emitidos
pela Arménia; ou
(o)                   
Entraram ilegalmente e de forma direta no
território dos Estados-Membros após terem permanecido ou transitado através do
território da Arménia. 
2.         A obrigação de readmissão referida
no n.º 1 não se aplica se o nacional de um país terceiro ou o apátrida apenas
se encontrasse em trânsito aeroportuário através de um aeroporto internacional
da Arménia.
3.         Sem prejuízo do artigo 7.º, n.º 2,
depois de a Arménia ter dado uma resposta positiva ao pedido de readmissão, o
Estado-Membro requerente emite, a favor da pessoa cuja readmissão foi aceite, o
documento de viagem normalizado da UE para efeitos de expulsão[5].
Secção II 
Obrigações de readmissão da União
Artigo 5.º
Readmissão de cidadãos nacionais
1.         Um Estado-Membro deve readmitir no
seu território, a pedido da Arménia e sem outras formalidades para além das
previstas no presente Acordo, todas as pessoas que não preenchem ou deixaram de
preencher as condições em vigor para a entrada, permanência ou residência no
território da Arménia, sempre que se provar ou se puder razoavelmente presumir,
com base nos elementos de prova prima facie apresentados, que as
referidas pessoas são nacionais desse Estado‑Membro.
2.         Um Estado-Membro deve readmitir
igualmente:
- os filhos menores não casados das pessoas
mencionadas no n.º 1, independentemente do seu local de nascimento ou da sua
nacionalidade, a menos que tenham um direito de residência autónomo na Arménia;
- os cônjuges das pessoas mencionadas no
n.º 1, que possuam outra nacionalidade ou sejam apátridas, desde que
tenham ou obtenham o direito de entrar e de permanecer no território do
Estado-Membro requerido, a menos que tenham um direito de residência autónomo
na Arménia.
3.         Um Estado-Membro deve readmitir
igualmente as pessoas que, após a sua entrada no território da Arménia,
renunciaram à nacionalidade de um Estado-Membro, a menos que a Arménia lhes
tenha prometido pelo menos a obtenção da naturalização.
4.         Depois de o Estado-Membro requerido
ter dado uma resposta positiva ao pedido de readmissão, a missão diplomática ou
o serviço consular competente desse Estado-Membro deve emitir, sem demora e
gratuitamente no prazo de três dias úteis, independentemente da vontade da pessoa
a readmitir, o documento de viagem necessário para o seu regresso com um prazo
de validade de 120 dias. 
5.         Se, por motivos de facto ou de
direito, a pessoa em causa não puder ser transferida dentro do prazo de
validade do documento de viagem emitido inicialmente, a missão diplomática ou o
serviço consular competente desse Estado-Membro deve emitir, no prazo de três
dias úteis e gratuitamente, um novo documento de viagem com o mesmo prazo de
validade. 
Artigo 6.º
Readmissão de nacionais de países terceiros e de apátridas
1.         Um Estado-Membro deve readmitir no
seu território, a pedido da Arménia e sem outras formalidades para além das
previstas no presente Acordo, os nacionais de países terceiros ou os apátridas
que não preenchem ou deixaram de preencher as condições em vigor para a
entrada, permanência ou residência no território da Arménia, sempre que se
provar ou se puder razoavelmente presumir, com base nos elementos de prova prima
facie apresentados, que as referidas pessoas: 
São titulares, no momento da apresentação do
pedido de readmissão, de um visto ou de uma autorização de residência válidos
emitidos pelo Estado-Membro requerido; ou
(a)                   
Entraram ilegalmente de forma direta no território
da Arménia após terem permanecido ou transitado através do território do
Estado-Membro requerido.
2.         A obrigação de readmissão referida
no n.º 1 não se aplica se o nacional de um país terceiro ou o apátrida apenas
se encontrasse em trânsito aeroportuário através de um aeroporto internacional
do Estado-Membro requerido;
3.         A obrigação de readmissão prevista
no n.º 1 incumbe ao Estado-Membro que tiver emitido o visto ou a autorização de
residência. Quando dois ou mais Estados-Membros tenham emitido um visto ou uma
autorização de residência, a obrigação de readmissão prevista no n.º 1 incumbe
ao Estado-Membro que emitiu o documento com o prazo de validade mais longo ou,
caso o período de validade de um ou mais documentos tenha caducado, ao
Estado-Membro que emitiu o documento que ainda é válido. Se o prazo de validade
de todos os documentos já tiver caducado, a obrigação de readmissão prevista no
n.º 1 incumbe ao Estado-Membro que tiver emitido o documento com a data de
caducidade mais recente. Se nenhum desses documentos puder ser apresentado, a
obrigação de readmissão prevista no n.º 1 incumbe ao Estado-Membro a partir do
qual se processou a última saída.
4.         Sem prejuízo do artigo 7.º, n.º 2,
depois de o Estado-Membro ter dado uma resposta positiva ao pedido de
readmissão, a Arménia emite, a favor da pessoa cuja readmissão foi aceite, o
documento de viagem necessário para o seu regresso.
Secção III
Procedimento de readmissão
Artigo 7.º
Princípios
1.         Sob reserva do disposto no n.º 2, a
transferência de uma pessoa a readmitir com base numa das obrigações previstas
nos artigos 3.º a 6.º pressupõe a apresentação de um pedido de readmissão
dirigido à autoridade competente do Estado requerido. 
2.         Se a pessoa a readmitir for titular
de um documento de viagem ou de um cartão de identidade válidos e, no caso de
ser nacional de um país terceiro ou um apátrida, um visto ou uma autorização de
residência válidos emitidos pelo Estado requerido, a transferência dessa pessoa
pode ser efetuada sem que o Estado requerente tenha de apresentar um pedido de
readmissão ou a comunicação por escrito prevista no artigo 12.º, n.º 1, à
autoridade competente do Estado requerido.
3.         Sem prejuízo do n.º 2, se uma
pessoa tiver sido intercetada na região fronteiriça, incluindo os aeroportos,
do Estado requerente após ter transposto ilegalmente a fronteira em proveniência
direta do território do Estado requerido, o Estado requerente pode apresentar
um pedido de readmissão no prazo de dois dias úteis a contar da interceção
dessa pessoa (procedimento acelerado).
Artigo 8.º
Pedido de readmissão
1.         O pedido de readmissão deve
incluir, na medida do possível, as seguintes informações:
(a)                   
Os dados da pessoa a readmitir (por exemplo, nome
próprio, apelidos, data de nascimento e, sempre que possível, local de
nascimento e último local de residência) e, se for caso disso, os dados
relativos a filhos menores não casados e/ou ao cônjuge;
(b)                   
No caso dos cidadãos nacionais, a indicação dos
meios que provam ou demonstram prima facie a nacionalidade, em
conformidade, respetivamente, com os anexos 1 e 2;
(c)                   
No caso dos nacionais de países terceiros e dos
apátridas, a indicação dos meios que provam ou demonstram prima facie as
condições de readmissão dessas pessoas, em conformidade, respetivamente, com os
anexos 3 e 4;
(d)                   
A fotografia da pessoa a readmitir.
2.         O pedido de readmissão deve incluir
igualmente, na medida do possível, as seguintes informações:
(a)                   
Uma declaração, emitida com o consentimento
expresso do interessado, indicando que a pessoa a transferir pode necessitar de
assistência ou de cuidados;
(b)                   
A indicação de qualquer outra medida de proteção ou
de segurança, ou informações relativas à saúde da pessoa, que possam ser
necessárias para a transferência em causa.
3.         O formulário comum a utilizar para
os pedidos de readmissão figura no anexo 5 do presente Acordo.
4.         Os pedidos de readmissão podem ser
apresentados através de qualquer meio de comunicação, incluindo por via
eletrónica.
Artigo 9.º
Meios de prova da nacionalidade
1.         A prova da nacionalidade, nos
termos do artigo 3.º, n.º 1, e do artigo 5.º, n.º 1, pode ser efetuada, em
especial, através de qualquer dos documentos enumerados no anexo 1 do presente
Acordo, mesmo se o respetivo prazo de validade caducou, no máximo, há seis
meses. Se os referidos documentos forem apresentados, os Estados-Membros e a
Arménia devem reconhecer reciprocamente a nacionalidade, sem necessidade de se
proceder a outras investigações. A prova da nacionalidade não pode ser
fornecida através de documentos falsos.
2.         Os elementos de prova prima
facie da nacionalidade, nos termos do artigo 3.º, n.º 1, e do artigo 5.º,
n.º 1, podem ser fornecidos, em especial, através de qualquer dos documentos
enumerados no anexo 2 do presente Acordo, mesmo se o respetivo prazo de
validade caducou. Se os referidos documentos forem apresentados, os
Estados-Membros e a Arménia devem considerar a nacionalidade determinada, a
menos que possam provar o contrário. A prova prima facie da
nacionalidade não pode ser fornecida através de documentos falsos.
3.         Se não puder ser apresentado nenhum
dos documentos indicados nos anexos 1 ou 2, a missão diplomática ou o serviço
consular competente do Estado requerido em causa deve, mediante pedido do
Estado requerente a incluir no pedido de readmissão, entrevistar a pessoa a
readmitir sem demora injustificada, o mais tardar no prazo de cinco dias úteis
a contar da data de receção do pedido de readmissão em conformidade com o
artigo 11.º, n.º 2, a fim de determinar a sua nacionalidade. O procedimento
aplicável a essas entrevistas pode ser estabelecido nos protocolos de execução
previstos no artigo 20.º do presente Acordo. 
Artigo 10.º
Meios de prova relativos aos nacionais de países terceiros e aos apátridas
1.         A prova das condições de readmissão
dos nacionais de países terceiros e dos apátridas, referida no artigo 4.º, n.º
1, e no artigo 6.º, n.º 1, pode ser fornecida, em especial, através de qualquer
dos meios de prova indicados no anexo 3 do presente Acordo, não podendo ser
fornecida através de documentos falsos. Essas provas serão reconhecidas
reciprocamente pelos Estados-Membros e pela Arménia sem necessidade de se
proceder a outras investigações.
2.         A prova prima facie das
condições de readmissão dos nacionais de países terceiros e dos apátridas,
referida no artigo 4.º, n.º 1, e no artigo 6.º, n.º 1, pode ser fornecida, em
especial, através de qualquer dos meios de prova indicados no anexo 4 do
presente Acordo, não podendo ser fornecida através de documentos falsos. Caso
os referidos elementos de prova prima facie sejam apresentados, os
Estados-Membros e a Arménia devem considerar essas condições satisfeitas, a
menos que possam provar o contrário.
3.         A ilegalidade da entrada,
permanência ou residência deve ser determinada através dos documentos de viagem
da pessoa em causa no caso de faltar o visto ou outro título de residência
exigido no território do Estado requerente. Da mesma forma, uma declaração do
Estado requerente segundo a qual a pessoa em causa foi intercetada sem os
documentos de viagem, o visto ou o título de residência necessários, constitui
uma prova prima facie da ilegalidade da entrada, permanência ou
residência.
Artigo 11.º
Prazos 
1.         O pedido de readmissão deve ser
apresentado à autoridade competente do Estado requerido no prazo máximo de nove
meses após a autoridade competente do Estado requerente ter tido conhecimento
de que o nacional de país terceiro ou o apátrida não preenche ou deixou de
preencher as condições em vigor de entrada, permanência ou residência. Se,
devido à existência de obstáculos de direito ou de facto, o pedido não puder
ser apresentado a tempo, esse prazo pode ser prorrogado, a pedido do Estado
requerente, mas apenas até ao momento em que esses obstáculos tenham deixado de
existir.
2.         A resposta a um pedido de
readmissão deve ser dada por escrito: 
–     
no prazo de dois dias úteis se o pedido tiver sido
apresentado no âmbito do procedimento acelerado (artigo 7.º, n.º 3);
–     
no prazo de 12 dias em todos os outros casos. 
Este prazo começa a contar na data de receção
do pedido de readmissão. Na falta de uma resposta no final do prazo,
considera-se que a transferência foi aceite.
A resposta a um pedido de readmissão pode ser
transmitida através de qualquer meio de comunicação, incluindo por via
eletrónica.
3.         A recusa de um pedido de readmissão
deve ser fundamentada por escrito. 
4.         Após a aceitação da readmissão ou,
eventualmente, após o termo dos prazos fixados no n.º 2, a pessoa em causa deve
ser transferida no prazo de três meses. A pedido do Estado requerente, esse
prazo pode ser prorrogado pelo tempo necessário para resolver obstáculos de
ordem jurídica ou prática.
Artigo 12.º
Modalidades de transferência e meios de transporte
1.         Sem prejuízo do disposto no artigo
7.º, n.º 2, antes de repatriarem qualquer pessoa, as autoridades competentes do
Estado requerente devem comunicar por escrito, com pelo menos três dias úteis
de antecedência, às autoridades competentes do Estado requerido, a data da
transferência, o ponto de passagem da fronteira e a existência de eventuais
escoltas, bem como outras informações relevantes para a transferência. 
2.         O transporte pode ser efetuado por
qualquer meio, incluindo por via aérea. O repatriamento por via aérea não é
limitado à utilização das transportadoras nacionais da Arménia ou dos
Estados-Membros, podendo ser efetuado através de voos regulares ou de voos
fretados. No caso de repatriamentos com escolta, esta não tem de ser
exclusivamente constituída por pessoas autorizadas do Estado requerente,
podendo ser constituída por pessoas autorizadas pela Arménia ou por qualquer
Estado-Membro. 
3.         Se a transferência se realizar por
via aérea, as eventuais escoltas estão isentas da obrigação de obter os vistos
necessários. 
Artigo 13.º
Readmissão indevida
O Estado requerente deve reintegrar
imediatamente qualquer pessoa readmitida pelo Estado requerido, caso se apure,
no prazo de seis meses após a transferência da pessoa em causa, que não se
encontravam preenchidas as condições previstas nos artigos 3.° a 6.° do
presente Acordo.
Nesse caso, são aplicáveis mutatis mutandis
as regras de procedimento do presente Acordo, devendo ser fornecidas todas as
informações disponíveis sobre a identidade e a nacionalidade efetivas da pessoa
a reintegrar.
Secção IV
Operações
de trânsito
Artigo 14.º
Princípios
1.         Os Estados-Membros e a Arménia
devem limitar o trânsito de nacionais de países terceiros ou apátridas aos casos
em que essas pessoas não possam ser diretamente reenviadas para o Estado de
destino.
2.         A Arménia deve autorizar o trânsito
de nacionais de países terceiros ou de apátridas a pedido de um Estado-Membro,
e os Estados-Membros devem autorizar o trânsito de nacionais de países
terceiros ou de apátridas a pedido da Arménia, desde que estejam assegurados o
prosseguimento da viagem noutros eventuais Estados de trânsito e a sua
readmissão no Estado de destino.
3.         O trânsito pode ser recusado pela
Arménia ou por um Estado-Membro:
(a)                   
Se o nacional de um país terceiro ou o apátrida
correr o risco efetivo de ser vítima de tortura, penas ou tratamentos desumanos
ou degradantes, bem como de pena de morte, ou de ser perseguido em razão da
raça, religião, nacionalidade, pertença a um determinado grupo social ou
convicções políticas, no Estado de destino ou noutro Estado de trânsito; ou 
(b)                   
Se o nacional de um país terceiro ou o apátrida
puder ser sujeito a sanções penais no Estado requerido ou noutro Estado de
trânsito; ou
(c)                   
Por razões de saúde pública, segurança nacional,
ordem pública ou outros interesses nacionais do Estado requerido.
4.         A Arménia ou um Estado-Membro pode
revogar qualquer autorização emitida sempre que se verifiquem, ou venham a ser
conhecidas posteriormente, as circunstâncias referidas no n.º 3 suscetíveis de
impedir a operação de trânsito, ou sempre que deixem de estar assegurados o
prosseguimento da viagem através de outros eventuais Estados de trânsito ou a
readmissão no Estado de destino. Neste caso, se necessário, o Estado requerente
reintegra sem demora o nacional de país terceiro ou o apátrida. 
Artigo 15.º
Procedimento de trânsito 
1.         O pedido de trânsito tem de ser
apresentado por escrito à autoridade competente do Estado requerido, devendo
incluir as seguintes informações:
(a)                   
O tipo de trânsito (via aérea, marítima ou
terrestre), os outros eventuais Estados de trânsito e o destino final previsto;
(b)                   
Os dados da pessoa em causa (por exemplo, nome
próprio, apelido, nome de solteira, outros nomes utilizados/pelos quais seja
conhecida, data de nascimento, sexo e, se possível, o local de nascimento, a
nacionalidade e a língua, bem como o tipo e o número do documento de viagem);
(c)                   
O ponto de passagem fronteiriço previsto, a hora da
transferência e o recurso eventual a escoltas; 
(d)                   
Uma declaração do Estado requerente atestando que,
do seu ponto de vista, se encontram preenchidas as condições previstas no
artigo 14.º, n.º 2, e que não são conhecidos motivos que justifiquem uma recusa
ao abrigo do artigo 14.º, n.º 3.
O formulário comum a utilizar para os pedidos
de trânsito figura no anexo 6 do presente Acordo.
Os pedidos de trânsito podem ser apresentados
através de qualquer meio de comunicação, incluindo por via eletrónica. 
2.         O Estado requerido deve, no prazo
de três dias úteis a contar da receção do pedido, informar por escrito da
admissão o Estado requerente, confirmando o ponto de passagem fronteiriço e a
hora prevista da admissão, ou informar que essa admissão foi recusada,
indicando os motivos que justificam a sua decisão. Na falta de resposta no
prazo de três dias úteis, considera-se que o trânsito foi autorizado. 
A resposta a um pedido de trânsito pode ser
transmitida através de qualquer meio de comunicação, incluindo por via
eletrónica. 
3.         Se a operação de trânsito for
efetuada por via aérea, a pessoa a readmitir e a eventual escolta ficam isentas
da obrigação de visto de trânsito aeroportuário. 
4.         As autoridades competentes do
Estado requerido devem, sob reserva de consultas mútuas, colaborar nas
operações de trânsito, nomeadamente através da vigilância das pessoas em causa
e da disponibilização de instalações adequadas para o efeito.
5.         O trânsito das pessoas deve ser
efetuado no prazo de 30 dias a contar da receção do consentimento dado ao
pedido.
Secção V
Custos
Artigo 16.º
Custos de transporte e de trânsito
Sem prejuízo do direito das autoridades
competentes de recuperarem os custos associados à readmissão junto da pessoa a
readmitir ou de terceiros, as despesas de transporte decorrentes das operações
de readmissão ou de trânsito ao abrigo do presente Acordo até à fronteira do
Estado de destino final são suportadas pelo Estado requerente. 
Secção VI 
Proteção de dados e articulação com outras obrigações internacionais
Artigo 17.º
Proteção de dados
Os dados pessoais só podem ser comunicados se
tal for necessário para a aplicação do presente Acordo pelas autoridades
competentes da Arménia ou de um Estado-Membro, consoante o caso. O tratamento
de dados pessoais nos casos concretos está sujeito à legislação nacional da
Arménia e, sempre que o tratamento incumba à autoridade competente de um
Estado-Membro, ao disposto na Diretiva 95/46/CE e na legislação nacional desse
Estado-Membro adotada nos termos da referida diretiva. São ainda aplicáveis os
seguintes princípios:
(a)                   
Os dados pessoais devem ser objeto de tratamento
imparcial e conforme com a lei;
(b)                   
Os dados pessoais devem ser recolhidos com a
finalidade específica, expressa e legítima de aplicação do presente Acordo e
não podem ser objeto de tratamento ulterior pela autoridade que os comunica nem
pela autoridade que os recebe de forma incompatível com essa finalidade;
(c)                   
Os dados pessoais devem ser adequados, pertinentes
e não excessivos relativamente à finalidade para que são recolhidos e/ou
tratados ulteriormente; em especial, os dados pessoais comunicados só podem
incidir sobre as seguintes informações:
–              
dados da pessoa a transferir (por exemplo, nome
próprio, apelidos, eventuais nomes anteriores, outros nomes utilizados/pelos
quais seja conhecida, sexo, estado civil, data e local de nascimento,
nacionalidade atual e eventual nacionalidade anterior);
–              
passaporte, cartão de identidade ou carta de
condução (número, prazo de validade, data de emissão, autoridade emissora,
local de emissão);
–              
escalas e itinerários;
–              
outras informações necessárias para identificar a
pessoa a transferir ou para analisar os requisitos em matéria de readmissão
previstos no presente Acordo.
(d)                   
Os dados pessoais devem ser exatos e, se
necessário, atualizados; 
(e)                   
Os dados pessoais devem ser conservados sob uma
forma que permita a identificação dos seus titulares apenas durante o período
necessário à prossecução do objetivo para que foram recolhidos ou serão
tratados ulteriormente;
(f)                     
Tanto a autoridade que comunica os dados como a que
os recebe devem tomar todas as medidas necessárias para assegurar, se for caso
disso, a rectificação, supressão ou bloqueamento dos dados pessoais, sempre que
o seu tratamento não esteja em conformidade com o disposto no presente artigo,
nomeadamente quando esses dados não sejam adequados, pertinentes, exactos ou
quando sejam excessivos relativamente às finalidades a que se destinam. Tal
inclui a obrigação de notificar a outra Parte das eventuais retificações,
supressões ou bloqueio de dados;
(g)                   
Mediante pedido, a autoridade destinatária dos
dados deve informar a autoridade que os comunicou da utilização e dos
resultados obtidos a partir desses dados;
(h)                   
Os dados pessoais só podem ser comunicados às
autoridades competentes. A comunicação ulterior de dados a outras entidades
deve ser autorizada previamente pela autoridade que os comunicou; 
(i)                     
As autoridades que comunicam e as autoridades que
recebem dados pessoais são obrigadas a registar por escrito a comunicação e a
receção desses dados.
Artigo 18.º
Articulação com outras obrigações internacionais
1.         O presente Acordo não prejudica os
direitos, as obrigações e as responsabilidades da União, dos seus
Estados-Membros e da Arménia decorrentes do direito internacional, incluindo
das convenções internacionais de que são Partes, nomeadamente dos instrumentos
internacionais referidos no artigo 2.º, bem como:
–     
das convenções internacionais que determinam o
Estado responsável pela análise de um pedido de asilo;
–     
das convenções internacionais relativas à
extradição e ao trânsito;
–     
das convenções e acordos internacionais
multilaterais relativos à readmissão de nacionais de países terceiros.
2.         Nenhuma disposição do presente
Acordo impede o regresso de uma pessoa por força de outras disposições formais
ou informais.
Secção VII
Execução e aplicação 
Artigo 19.º
Comité Misto de Readmissão
1.         As Partes Contratantes devem
auxiliar-se mutuamente na aplicação e interpretação do presente Acordo. Para o
efeito, instituem um Comité Misto de Readmissão (a seguir designado «Comité»)
que terá, nomeadamente, as seguintes atribuições:
(a)                   
Acompanhar e trocar informações sobre a aplicação
do presente Acordo, com exclusão dos dados pessoais;
(b)                   
Tratar as questões relacionadas com a interpretação
ou a aplicação das disposições do presente Acordo;
(c)                   
Definir as modalidades necessárias para assegurar a
aplicação uniforme do presente Acordo;
(d)                   
Proceder a um intercâmbio regular de informações
sobre os protocolos de execução concluídos pelos diferentes Estados-Membros com
a Arménia, nos termos do artigo 20.º; 
(e)                   
Recomendar alterações a introduzir no presente
Acordo e nos seus anexos.
2.         As decisões do Comité são
vinculativas para as Partes Contratantes.
3.         O Comité é composto por
representantes da União e da Arménia.
4.         O Comité reúne-se sempre que
necessário, a pedido de qualquer das Partes Contratantes.
5.         O Comité adota o seu regulamento
interno.
Artigo 20.º
Protocolos de execução
1.         Sem prejuízo da aplicabilidade
direta do presente Acordo, a pedido de um Estado-Membro ou da Arménia, este
país e um Estado-Membro podem concluir um protocolo de execução que defina,
nomeadamente, o seguinte:
(a)                   
A designação das autoridades competentes, dos
pontos de passagem fronteiriços e dos pontos de contacto;
(b)                   
As condições aplicáveis ao repatriamento com
escolta, incluindo ao trânsito sob escolta de nacionais de países terceiros e
de apátridas;
(c)                   
Os meios e documentos para além dos indicados nos
anexos 1 a 4 do presente Acordo;
(d)                   
As modalidades de readmissão no âmbito do
procedimento acelerado;
(e)                   
O procedimento aplicável às entrevistas.
2.         Os protocolos de execução referidos
no n.º 1 só entram em vigor após a sua notificação ao Comité de Readmissão
previsto no artigo 19.º.
3.         A Arménia aceita aplicar qualquer
disposição de um protocolo de execução concluído com um Estado-Membro
igualmente nas suas relações com qualquer outro Estado-Membro, a pedido deste
último. Os Estados-Membros aceitam aplicar qualquer disposição de um protocolo
de execução concluído por um deles igualmente nas suas relações com a Arménia,
a pedido desta última e sob reserva da sua aplicabilidade prática a outros
Estados-Membros.
Artigo 21.º
Articulação com os acordos ou convénios bilaterais de readmissão 
dos Estados-Membros
As disposições do presente Acordo prevalecem
sobre as disposições de qualquer acordo ou convénio bilateral relativo à
readmissão de pessoas que residem sem autorização que tenha sido ou possa vir a
ser concluído entre os diferentes Estados-Membros e a Arménia, nos termos do
artigo 20.º, na medida em que as disposições desse instrumento sejam
incompatíveis com as do presente Acordo.
Secção VIII 
Disposições finais
Artigo 22.º
Âmbito de aplicação territorial
1.         Sob reserva do disposto no n.º 2, o
presente Acordo aplica-se no território em que é aplicável o Tratado da União
Europeia e o Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, bem como no
território da Arménia.
2.         O presente Acordo só é aplicável no
território do Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte e no território
da Irlanda se a União Europeia notificar a Arménia nesse sentido. O presente
Acordo não é aplicável no território do Reino da Dinamarca.
Artigo 23.º
Entrada em vigor, vigência e denúncia 
1.         O presente Acordo é ratificado ou
aprovado pelas Partes Contratantes em conformidade com os respetivos
procedimentos internos.
2.         O presente Acordo entra em vigor no
primeiro dia do segundo mês seguinte à data em que a última Parte Contratante
tiver notificado a outra do cumprimento dos procedimentos referidos no n.º 1.
3.         O presente Acordo é aplicável no
Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte e na Irlanda no primeiro dia
do segundo mês seguinte à data da notificação referida no artigo 22.º, n.º 2.
4.         O presente Acordo tem vigência
indeterminada.
5.         O presente Acordo pode ser alterado
de comum acordo pelas Partes Contratantes. As alterações são adotadas sob a
forma de protocolos distintos que farão parte integrante do presente Acordo e
que entram em vigor em conformidade com o procedimento estabelecido no artigo
23.º.
6.         Cada Parte Contratante pode,
mediante notificação oficial à outra Parte Contratante e após consulta prévia
do comité referido no artigo 19.º, suspender temporariamente, total ou
parcialmente, a aplicação do presente Acordo. A suspensão entra em vigor no
segundo dia subsequente ao dia dessa notificação. 
7.         Qualquer das Partes Contratantes
pode denunciar o presente Acordo mediante notificação formal à outra Parte
Contratante. O presente Acordo deixa de vigorar seis meses após a data dessa
notificação.
Artigo 24.º
Anexos 
Os anexos 1 a 6 fazem parte integrante do
presente Acordo. 
Done at ............ on the ........ Feito
em…, em … de… do ano de… em dois exemplares, nas línguas alemã, búlgara, checa,
croata, dinamarquesa, eslovaca, eslovena, espanhola, estónia, finlandesa,
francesa, grega, húngara, inglesa, italiana, letã, lituana, maltesa,
neerlandesa, polaca, portuguesa, romena, sueca e arménia, fazendo igualmente fé
qualquer dos textos. 
 Pela União Europeia (…) || Pela República da Arménia (…) 
ANEXO 1
Lista comum dos documentos cuja
apresentação é considerada prova de nacionalidade
(artigo 3.º, n.º 1, artigo 5.º, n.º 1, e artigo 9.º, n.º 1)
–                        
passaporte de qualquer tipo (passaporte nacional,
diplomático, de serviço, coletivo e de substituição, incluindo os passaportes
de menores);
–                        
cartão de identidade de qualquer tipo (incluindo os
cartões temporários e provisórios);
–                        
certificado de nacionalidade e outros documentos
oficiais que mencionem ou indiquem claramente a nacionalidade.
ANEXO 2
Lista comum dos documentos cuja
apresentação é considerada prova prima facie de nacionalidade
(artigo 3.º, n.º 1, artigo 5.º, n.º 1, e artigo 9.º, n.º 2)
–                        
documentos indicados no anexo 1 que tenham caducado
há mais de 6 meses;
–                        
fotocópia de qualquer um dos documentos indicados
no anexo 1 do presente Acordo;
–                        
carta de condução ou fotocópia da mesma;
–                        
certidão de nascimento ou fotocópia da mesma;
–                        
cartão de serviço de uma empresa ou fotocópia do
mesmo;
–                        
declaração de uma testemunha;
–                        
declaração da pessoa em causa e língua por ela
falada, comprovada através dos resultados de um teste oficial;
–                        
qualquer outro documento que possa ajudar a determinar
a nacionalidade da pessoa em causa;
–                        
impressões digitais;
–                        
salvo-conduto emitido pelo Estado requerido,
–                        
caderneta e cartão de identidade militares;
–                        
cédula de marítimo e cartão de capitão de navio; 
–                        
confirmação da identidade na sequência de uma
pesquisa no Sistema de Informação sobre Vistos[6];
–                        
no caso dos Estados-Membros que não utilizam o
Sistema de Informação sobre Vistos, uma identificação positiva a partir dos
registos desses Estados-Membros sobre pedidos de visto.
ANEXO 3
Lista comum dos documentos cuja
apresentação é considerada prova das condições para a readmissão de nacionais
de países terceiros e de apátridas
(artigo 4.º, n.º 1, artigo 6.º, n.º 1, e artigo 10.º, n.º 1)
–                        
visto e/ou autorização de residência emitidos pelo
Estado requerido;
–                        
carimbo de entrada/saída ou inscrição similar no
documento de viagem da pessoa em causa ou outra prova de entrada/saída (por
exemplo, fotográfica).
ANEXO 4
Lista comum dos documentos considerados
como prova prima facie das condições para a readmissão de nacionais de
países terceiros e de apátridas
(artigo 4.º, n.º 1, artigo 6.º, n.º 1, e artigo 10.º, n.º 2)
–                        
descrição do local e das circunstâncias em que a
pessoa em causa foi intercetada após a entrada no território do Estado
requerente, efetuada pelas autoridades competentes desse Estado; 
–                        
informações relativas à identidade e/ou permanência
de uma pessoa fornecidas por uma organização internacional (por exemplo, o
ACNUR);
–                        
relatório/confirmação de informações fornecidas por
membros da família, companheiros de viagem, etc.;
–                        
declaração da pessoa em causa;
–                        
impressões digitais;
–                        
documentos, certificados e faturas de qualquer tipo
(por exemplo, faturas de hotéis, cartões de marcação de consultas
médicas/dentistas, cartões de entrada em instituições públicas/privadas, contratos
de aluguer de automóveis, recibos de cartões de crédito, etc.) que comprovem
claramente que a pessoa em causa permaneceu no território do Estado requerido;
–                        
bilhetes nominativos e/ou listas de passageiros de
companhias aéreas, ferroviárias, marítimas ou rodoviárias, que comprovem a
presença e o itinerário efetuado pela pessoa em causa no território do Estado
requerido; 
–                        
informações que comprovem que a pessoa em causa
utilizou os serviços de um operador turístico ou de uma agência de viagens;
–                        
declarações oficiais prestadas, nomeadamente, por
agentes dos postos fronteiriços e por outras testemunhas que possam comprovar
que a pessoa em causa transpôs a fronteira;
–                        
declaração oficial da pessoa em causa no âmbito de
um procedimento judicial ou administrativo.
ANEXO 5
 || || [Símbolo da República da Arménia] || 
 ..............................................................………… ................................................................……….… || .................................................................…….. (Local e data) 
 (Designação da autoridade requerente) ||   
Referência: .............................................……………
Destinatário:
 ................................................................……….… ||   
 ................................................................……….… ................................................................………… (Designação da autoridade requerida) ||   
q      PROCEDIMENTO ACELERADO (artigo 7.º, n.º 3)
q      PEDIDO DE ENTREVISTA (artigo 9.º, n.º 3)
PEDIDO DE READMISSÃO
apresentado em conformidade com o artigo 8.º do Acordo
de … entre 
a União Europeia e a República da Arménia
sobre a readmissão de pessoas que residem sem
autorização
 A.           Dados pessoais 1. Nome completo (sublinhar o apelido): ...........................................................……………………………… 2. Nome de solteira: ...........................................................……………………………… 3. Data e local de nascimento: ...........................................................……………………………… ||         Fotografia         
4. Sexo e descrição
física (altura, cor dos olhos, sinais particulares, etc.):
…………………………………………………………………………………………...................………………….
5. Também conhecido(a) por (nomes anteriores, outros
nomes utilizados/pelos quais seja conhecido(a) ou pseudónimos):
...........................................................................................................................………..................……………….
6. Nacionalidade e
língua:
.....................................................................................................................………...................…………………
7. Estado civil:                 ð Casado(a)         ð Solteiro(a)        ð Divorciado(a)     ð Viúvo(a)
Se for casado(a):      Nome
do cônjuge:
...................................................................................................................................
........ .....................
Nomes e idade dos
filhos (se aplicável): ..................................................……………....………………....…..................
...........................................................................................……………..………………....………………....…………
……………………....…………………..........................……………....………....………………....………………....…
....................................................................................……………....………………....………………....……………
8. Último endereço no
Estado requerido:
............................................................................................................................………....................………………
B. Dados pessoais do cônjuge (se
aplicável)
1. Nome completo (sublinhar o apelido):
......................................................................................................................................……………………………
2. Nome de solteira:
……………………………………………………...........................................................………………………………
3. Data e local de nascimento:
…………………………............................................................…………………………………………………………
4. Sexo e descrição
física (altura, cor dos olhos, sinais particulares, etc.):
…………………………………………………………………………………………...................……………………….
5. Também conhecido(a)
por (nomes anteriores, outros nomes utilizados/pelos quais seja conhecido(a) ou
pseudónimos):
...........................................................................................................................………..................………………
6. Nacionalidade e
língua:
...........................................................................................................................………...................………………
C. Dados pessoais dos filhos (se
aplicável)
1. Nome completo (sublinhar o apelido):
.................................................................................……………………………....................................................
2. Data e local de nascimento: ………………………….............................................………………………...............………………………………
3. Sexo e descrição
física (altura, cor dos olhos, sinais particulares, etc.):
…………………………………………………………………………………………..........................………………….
4. Nacionalidade e
língua:
...........................................................................................................................………..............................………
D. Indicações especiais relacionadas com
a pessoa transferida
1. Estado de saúde: 
(por exemplo, referência
eventual a cuidados médicos especiais, designação latina de doenças
contagiosas):
............................................................................................................................................………………………
2. Indicação de pessoa
especialmente perigosa 
(por exemplo, suspeita
de crime grave, comportamento agressivo):
............................................................................................................................................………………………
E. Meios de prova juntos
 1. .................................................................………… (Passaporte n.°) || ......................................................................………… (Data e local de emissão) 
 ..................................................................………… (Autoridade emissora) || ......................................................................……….. (Data de validade) 
 2. .................................................................………… (Cartão de identidade n.º) || ......................................................................………… (Data e local de emissão) 
 ..................................................................………… (Autoridade emissora) || ......................................................................………… (Data de validade) 
 3. .................................................................………… (Carta de condução n.º) || ......................................................................………... (Data e local de emissão) 
 ..................................................................………… (Autoridade emissora) || ......................................................................………… (Data de validade) 
 4. .................................................................………… (N.° de qualquer outro documento oficial) || ......................................................................………… (Data e local de emissão) 
 ..................................................................………… (Autoridade emissora) || ......................................................................………… (Data de validade) 
F. Observações
....................................................................................................................................................................……………
....................................................................................................................................................................……………
……………………………………………………………………………………………………………………………...
...................................................
(Assinatura)
(Selo/carimbo)
ANEXO 6
 || || [Símbolo da República da Arménia] || 
 ..............................................................………… ................................................................……….. || .................................................................……… (Local e data) 
 (Designação da autoridade requerente) ||   
Referência:
................................................................…………
Destinatário:
 ................................................................…………. ||   
 ................................................................………… ................................................................………… (Designação da autoridade requerida) ||   
PEDIDO DE TRÂNSITO
apresentado em conformidade com o artigo 15.º do
Acordo de … entre 
a União Europeia e a República da Arménia
sobre a readmissão de pessoas que residem sem
autorização
 A.           Dados pessoais 1. Nome completo (sublinhar o apelido): ...........................................................……………………………… 2. Nome de solteira: ...........................................................……………………………… 3. Data e local de nascimento: ...........................................................……………………………… ||         Fotografia         
4. Sexo e descrição
física (altura, cor dos olhos, sinais particulares, etc.):
……………………………………………………………………………………………………….
6. Também conhecido(a)
por (nomes anteriores, outros nomes utilizados/pelos quais seja conhecido(a) ou
pseudónimos):
...........................................................................................................................……………….……
7. Nacionalidade e
língua:
.............................................................................................................................…………………..
8. Tipo e número do
documento de viagem:
.............................................................................................................................…………
B. operação de trânsito
1. Tipo de trânsito:
 q       via aérea || q       via terrestre || q       via marítima 
2. Estado de destino
final:
…………………………………………………………………………………………………………………………….
3. Outros eventuais
Estados de trânsito:
……………………………………………………………………………………………………………………………
4. Ponto de passagem
fronteiriço proposto, data e hora da transferência e eventual escolta:
…………………………………………………………………………………………………………
…………………………………………………………………………………………………………
…………………………………………………………………………………………………………
5. Admissão garantida
noutro Estado de trânsito e no Estado de destino final:     
(artigo 13.º, n.° 2)
 q       sim || q       não 
6. Conhecimento de algum motivo para recusa do trânsito: 
(artigo 13.º, n.° 3)
 q       sim || q       não 
C. Observações
..............................................................................................................................................…………….
..............................................................................................................................................…………….
..............................................................................................................................................……………..
.....................................................................................................………………………….……………..
...................................................
(Assinatura)
(Selo/carimbo)
Declaração conjunta relativa ao artigo 3.º,
n.º 3, e ao artigo 5.º, n.º 3
As Partes
Contratantes tomam nota de que, de acordo com as legislações em matéria de
nacionalidade da República da Arménia e dos Estados-Membros, os cidadãos da
República da Arménia e os cidadãos da União Europeia não podem ser privados da
sua nacionalidade.
As Partes
concordam em proceder oportunamente a consultas recíprocas, caso esta situação
jurídica se altere.
Declaração
conjunta relativa à República da Islândia 
As Partes Contratantes tomam nota das
estreitas relações existentes entre a União Europeia e a República da Islândia,
nomeadamente por força do Acordo de 18 de maio de 1999 relativo à associação
deste Estado à execução, à aplicação e ao desenvolvimento do acervo de
Schengen. Nestas condições, seria conveniente que a República da Arménia
concluísse um acordo de readmissão com a Islândia nos mesmos termos que os
previstos no presente Acordo.
[1]               JO C […] de […], p. […].
[2]               JO L […] de […], p. […].
[3]               Em conformidade com o formulário estabelecido na
Recomendação do Conselho da UE de 30 de novembro de 1994.
[4]               Idem.
[5]                      Idem.
[6]               Regulamento (CE) n.º 767/2008 do Parlamento Europeu e do
Conselho, de 9 de julho de 2008, relativo ao Sistema de Informação sobre Vistos
(VIS) e ao intercâmbio de dados entre os Estados-Membros sobre os vistos de
curta duração (Regulamento VIS), JO L 218 de 13.8.2008, p. 60.