CELEX: 32019R1996
Language: pt
Date: 2019-11-28 00:00:00
Title: Regulamento de Execução (UE) 2019/1996 da Comissão de 28 de novembro de 2019 que institui um direito anti-dumping definitivo sobre as importações de certas preparações ou conservas de milho doce em grão originárias do Reino da Tailândia, na sequência de um reexame da caducidade nos termos do artigo 11.o, n.o 2, do Regulamento (UE) 2016/1036

2.12.2019   
               
               
                  PT
               
               
                  Jornal Oficial da União Europeia
               
               
                  L 310/6
               
            
         REGULAMENTO DE EXECUÇÃO (UE) 2019/1996 DA COMISSÃO
         de 28 de novembro de 2019
         que institui um direito anti-dumping definitivo sobre as importações de certas preparações ou conservas de milho doce em grão originárias do Reino da Tailândia, na sequência de um reexame da caducidade nos termos do artigo 11.o, n.o 2, do Regulamento (UE) 2016/1036
         A COMISSÃO EUROPEIA,
         Tendo em conta o Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia,
         Tendo em conta o Regulamento (UE) 2016/1036 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 8 de junho de 2016, relativo à defesa contra as importações objeto de dumping dos países não membros da União Europeia (1), nomeadamente o artigo 11.o, n.o 2,
         Considerando o seguinte:
         1.   PROCEDIMENTO
         
         1.1.   Inquéritos anteriores e medidas em vigor
         
         
                     (1)
                  
                  
                     O Conselho, na sequência de um inquérito anti-dumping («inquérito inicial»), instituiu, pelo Regulamento (CE) n.o 682/2007 (2), um direito anti-dumping definitivo sobre as importações de certas preparações ou conservas de milho doce em grão, atualmente classificadas nos códigos NC ex 2001 90 30 e ex 2005 80 00, originárias da Tailândia («medidas anti-dumping definitivas»). As medidas assumiram a forma de um direito ad valorem, oscilando entre 3,1 % e 12,9 %.
                  
               
                     (2)
                  
                  
                     O Regulamento (CE) n.o 954/2008 do Conselho (3) alterou o Regulamento (CE) n.o 682/2007 no que respeita à taxa do direito instituído para uma empresa e para «todas as outras empresas». As taxas do direito alteradas variam entre 3,1 % e 14,3 %. As importações provenientes de dois produtores-exportadores tailandeses, cujos compromissos foram aceites pela Decisão 2007/424/CE da Comissão (4), foram isentas do direito.
                  
               
                     (3)
                  
                  
                     O Conselho, pelo Regulamento (CE) n.o 847/2009 (5), considerou que os compromissos de preços com preços mínimos de importação fixos já não eram adequados para neutralizar o efeito prejudicial do dumping. Consequentemente, os compromissos aceites foram denunciados, tendo as propostas de compromisso de dez outros produtores-exportadores tailandeses sido rejeitadas.
                  
               
                     (4)
                  
                  
                     Pelo Regulamento (UE) n.o 875/2013 (6), o Conselho reinstituiu medidas anti-dumping definitivas sobre as importações de certas preparações ou conservas de milho doce em grão originárias da Tailândia, na sequência de um reexame da caducidade («reexame da caducidade anterior»).
                  
               
                     (5)
                  
                  
                     Pelo Regulamento (UE) n.o 307/2014 (7), na sequência de um reexame intercalar parcial, o Conselho alterou o direito anti-dumping estabelecido pelo Regulamento (UE) n.o 875/2013 em relação à River Kwai International Food Industry Co., Ltd.
                  
               
                     (6)
                  
                  
                     Na sequência dos acórdãos do Tribunal de Justiça, de 14 de dezembro de 2017 e de 28 de março de 2019, nos processos T-460/14 e C-144/18 P, respetivamente, a Comissão reabriu (8), em 29 de agosto de 2019, o inquérito anti-dumping relativo às importações de certas preparações ou conservas de milho doce em grão originárias da Tailândia que conduziram à adoção do Regulamento (UE) n.o 307/2014. Esse inquérito foi reaberto apenas na medida em que diz respeito à River Kwai International Food Industry Co. Ltd. e foi retomado no ponto em que ocorreu a irregularidade.
                  
               1.2.   Pedido de reexame da caducidade
         
         
                     (7)
                  
                  
                     Na sequência da publicação de um aviso de caducidade iminente (9) das medidas anti-dumping em vigor, a Comissão recebeu um pedido de reexame nos termos do artigo 11.o, n.o 2, do Regulamento (UE) 2016/1036 («regulamento de base»).
                  
               
                     (8)
                  
                  
                     O pedido foi apresentado em 13 de junho de 2018 pela Association Européenne des Transformateurs de Maïs Doux (AETMD) («AETMD» ou «requerente»), em nome de produtores que representam mais de 50 % da produção total da União de certas preparações ou conservas de milho doce em grão.
                  
               
                     (9)
                  
                  
                     O pedido baseou-se no facto de a caducidade das medidas poder conduzir a uma continuação ou reincidência do dumping e do prejuízo para a indústria da União.
                  
               1.3.   Início de um reexame da caducidade
         
         
                     (10)
                  
                  
                     Tendo determinado que existiam elementos de prova suficientes para o início de um reexame da caducidade, e após consulta do Comité instituído pelo artigo 15.o, n.o 1, do regulamento de base, a Comissão deu início a um reexame da caducidade relativo às importações na União de certas preparações ou conservas de milho doce em grão originárias do Reino da Tailândia («Tailândia» ou«país em causa»). Em 12 de setembro de 2018, publicou um aviso de início no Jornal Oficial da União Europeia (10) («aviso de início»).
                  
               1.4.   Período de inquérito de reexame e período considerado
         
         
                     (11)
                  
                  
                     O inquérito sobre a continuação ou reincidência do dumping abrangeu o período compreendido entre 1 de julho de 2017 e 30 de junho de 2018 («período de inquérito do reexame» ou «PIR»). O exame das tendências pertinentes para a avaliação da probabilidade de continuação ou reincidência do prejuízo abrangeu o período compreendido entre 1 de janeiro de 2015 e o final do período de inquérito de reexame («período considerado»).
                  
               1.5.   Partes interessadas
         
         
                     (12)
                  
                  
                     No aviso de início, as partes interessadas foram convidadas a contactar a Comissão, a fim de participarem no inquérito. Além disso, a Comissão informou do início do inquérito especificamente os requerentes, os produtores conhecidos da União, os produtores conhecidos na Tailândia e as autoridades da Tailândia, os importadores conhecidos, os utilizadores e os comerciantes, bem como as associações conhecidas como interessadas, e convidou-os a participar.
                  
               
                     (13)
                  
                  
                     Foi também dada às partes interessadas a oportunidade de apresentarem observações sobre o início do reexame da caducidade e de solicitarem uma audição à Comissão e/ou ao conselheiro auditor em matéria de processos comerciais.
                  
               1.6.   Amostragem
         
         
                     (14)
                  
                  
                     No aviso de início, a Comissão indicou que poderia vir a recorrer à amostragem das partes interessadas, em conformidade com o artigo 17.o do regulamento de base.
                  
               1.6.1.   Amostragem de produtores da União
         
         
                     (15)
                  
                  
                     No aviso de início, a Comissão anunciou que tinha selecionado provisoriamente uma amostra de produtores da União.
                  
               
                     (16)
                  
                  
                     Em conformidade com o artigo 17.o, n.o 1, do regulamento de base, a Comissão selecionou uma amostra de três produtores da União com base nos maiores volumes de produção em 2017 e convidou as partes interessadas a apresentarem as suas observações.
                  
               
                     (17)
                  
                  
                     Na sequência das observações recebidas, a Comissão substituiu uma empresa incluída na amostra provisória pelo produtor da União que se lhe seguia em termos de volume de produção. Essa empresa demonstrou que não dispunha dos recursos necessários para colaborar no presente reexame. A amostra final dos produtores da União representava mais de 60 % do volume de produção total estimado da União. Não se receberam quaisquer outras observações. A Comissão concluiu que a amostra era representativa da indústria da União.
                  
               1.6.2.   Amostragem de importadores
         
         
                     (18)
                  
                  
                     Para decidir se seria necessário recorrer à amostragem e, em caso afirmativo, selecionar uma amostra, a Comissão convidou os importadores independentes a facultarem as informações especificadas no aviso de início. Apenas um importador independente facultou as informações solicitadas.
                  
               
                     (19)
                  
                  
                     Não foi, assim, necessário proceder à amostragem de importadores.
                  
               1.6.3.   Amostragem de produtores da Tailândia
         
         
                     (20)
                  
                  
                     Para decidir se seria necessário recorrer à amostragem e, em caso afirmativo, selecionar uma amostra, a Comissão convidou todos os produtores conhecidos da Tailândia a facultarem as informações especificadas no aviso de início. Além disso, a Comissão solicitou à Missão Permanente do Reino da Tailândia junto da União Europeia que identificasse e/ou contactasse outros eventuais produtores-exportadores que pudessem estar interessados em participar no inquérito.
                  
               
                     (21)
                  
                  
                     Três produtores-exportadores do país em causa facultaram as informações solicitadas e aceitaram ser incluídos na amostra. Tendo em conta o número reduzido de respostas, a Comissão decidiu que não era necessário proceder à amostragem. Os três produtores exportaram o produto objeto de reexame para a União durante o período de inquérito de reexame e são, por conseguinte, produtores-exportadores. Representam cerca de 80 % de todas as exportações tailandesas para a União.
                  
               1.7.   Respostas ao questionário
         
         
                     (22)
                  
                  
                     Foram disponibilizadas cópias dos questionários no sítio da DG Comércio, quando o processo foi iniciado. A Comissão enviou cartas aos três produtores da União incluídos na amostra, ao importador independente e aos três produtores-exportadores que forneceram as informações necessárias, solicitando-lhes que completassem o questionário que lhes era destinado.
                  
               
                     (23)
                  
                  
                     Foram recebidas respostas ao questionário dos três produtores da União e dos três produtores do país em causa que colaboraram no inquérito.
                  
               
                     (24)
                  
                  
                     O importador independente não respondeu ao questionário.
                  
               1.8.   Verificação
         
         
                     (25)
                  
                  
                     A Comissão procurou obter e verificou com as partes que colaboraram no inquérito todas as informações que considerou necessárias para determinar a probabilidade de continuação ou reincidência do dumping e do prejuízo, e o interesse da União. Em conformidade com o artigo 16.o do regulamento de base, foram efetuadas visitas de verificação às instalações das seguintes empresas:
                     
                                  
                              
                              
                                 Produtores da União
                                 
                                             —
                                          
                                          
                                             Bonduelle SA, Renescure, França
                                          
                                       
                                             —
                                          
                                          
                                             Conserve Italia SCA, San Lazzaro di Savena, Itália
                                          
                                       
                                             —
                                          
                                          
                                             Groupe d’aucy, Theix, França
                                          
                                       
                           
                                  
                              
                              
                                 Produtores-exportadores da Tailândia
                                 
                                             —
                                          
                                          
                                             Karn Corn Co. Ltd, Kanchanaburi, Tailândia
                                          
                                       
                                             —
                                          
                                          
                                             River Kwai International Food Industrial Company Limited («RKI»), Kanchanaburi, Tailândia
                                          
                                       
                                             —
                                          
                                          
                                             Siam Del Monte Co. Limited, Bangkok, Tailândia
                                          
                                       
                           
               2.   PRODUTO OBJETO DE REEXAME E PRODUTO SIMILAR
         
         2.1.   Produto objeto de reexame
         
         
                     (26)
                  
                  
                     O produto objeto de reexame é o mesmo do inquérito inicial e do reexame da caducidade anterior, nomeadamente o milho doce (Zea mays var. saccharata) em grão, preparado ou conservado em vinagre ou em ácido acético, não congelado, atualmente classificado no código NC ex 2001 90 30 (código TARIC 2001903010), e o milho doce (Zea mays var. saccharata) em grão, preparado ou conservado exceto em vinagre ou em ácido acético, não congelado, com exceção dos produtos da posição 2006, atualmente classificado no código NC ex 2005 80 00 (código TARIC 2005800010) («milho doce»), originários da Tailândia («produto objeto de reexame»).
                  
               
                     (27)
                  
                  
                     O inquérito mostrou que, apesar das diferenças de conservação, os diferentes tipos produto objeto de reexame possuem as mesmas características biológicas e químicas de base e são usados para o mesmo fim.
                  
               2.2.   Produto similar
         
         
                     (28)
                  
                  
                     Tal como estabelecido no inquérito inicial, bem como no reexame da caducidade anterior, o presente inquérito de reexame da caducidade confirmou que os seguintes produtos têm as mesmas características biológicas e químicas de base, bem como as mesmas utilizações de base:
                     
                                 —
                              
                              
                                 o produto objeto de reexame,
                              
                           
                                 —
                              
                              
                                 o produto produzido e vendido no mercado interno da Tailândia, e
                              
                           
                                 —
                              
                              
                                 o produto produzido e vendido na União pela indústria da União.
                              
                           
               
                     (29)
                  
                  
                     Por conseguinte, estes produtos são considerados produtos similares na aceção do artigo 1.o, n.o 4, do regulamento de base.
                  
               3.   DUMPING
         
         3.1.   Tailândia
         
         3.1.1.   Observações preliminares
         
         
                     (30)
                  
                  
                     Durante o período de inquérito de reexame, continuaram as importações de certas preparações ou conservas de milho doce em grão provenientes da Tailândia, embora a níveis inferiores aos do período de inquérito do inquérito inicial (ou seja, de 1 de janeiro de 2005 a 31 de dezembro de 2005). Segundo o Eurostat, as importações de milho doce provenientes da Tailândia representaram cerca de 3,9 % do mercado da União no período de inquérito de reexame, contra 12,7 % de parte de mercado no inquérito inicial e 6 % no reexame da caducidade anterior. Em termos absolutos, as importações provenientes da Tailândia ascenderam a 13 643 toneladas no período de inquérito de reexame. Esta situação seguiu-se a uma diminuição das importações de 41 973 toneladas no inquérito inicial para 21 856 toneladas no reexame da caducidade anterior.
                  
               3.1.2.   Dumping durante o período de inquérito de reexame
            
         
         3.1.2.1.   Valor normal
         
         
                     (31)
                  
                  
                     A Comissão examinou, em primeiro lugar, se o volume total das vendas realizadas no mercado interno por cada produtor-exportador colaborante era representativo, em conformidade com o artigo 2.o, n.o 2, do regulamento de base. As vendas no mercado interno são representativas se o volume total das vendas do produto similar no mercado interno a clientes independentes no mercado interno representar, por cada produtor-exportador, pelo menos, 5 % do seu volume total de vendas de exportação do produto objeto de reexame para a União durante o período de inquérito de reexame.
                  
               
                     (32)
                  
                  
                     Nesta base, as vendas totais no mercado interno de apenas um produtor-exportador do produto similar foram representativas.
                  
               
                     (33)
                  
                  
                     Posteriormente, a Comissão identificou os tipos do produto vendidos no mercado interno que eram idênticos ou comparáveis aos tipos do produto vendidos para exportação para a União no que se refere ao produtor-exportador com vendas representativas no mercado interno.
                  
               
                     (34)
                  
                  
                     Em seguida, a Comissão apurou se as vendas deste produtor-exportador colaborante, no seu mercado interno, de cada tipo do produto idêntico ou comparável com o tipo do produto vendido para exportação para a União eram representativas, em conformidade com o artigo 2.o, n.o 2, do regulamento de base. As vendas no mercado interno de um tipo do produto são representativas se o volume total das vendas desse tipo do produto no mercado interno a clientes independentes durante o período de inquérito de reexame representar, pelo menos, 5 % do volume total das vendas para exportação para a União do tipo do produto idêntico ou comparável.
                  
               
                     (35)
                  
                  
                     A Comissão estabeleceu, então, os tipos do produto para os quais as vendas no mercado interno eram representativas e os tipos do produto para os quais não existiam vendas no mercado interno ou não eram representativas.
                  
               
                     (36)
                  
                  
                     Relativamente aos tipos do produto em relação aos quais se tinham registado vendas representativas no mercado interno, a Comissão definiu, em seguida, a proporção de vendas rentáveis a clientes independentes no mercado interno, para cada tipo do produto, no período de inquérito de reexame, a fim de decidir se deveria ou não utilizar as vendas efetivas no mercado interno para calcular o valor normal, em conformidade com o artigo 2.o, n.o 4, do regulamento de base.
                  
               
                     (37)
                  
                  
                     O valor normal baseia-se no preço efetivamente praticado no mercado interno, por tipo do produto, independentemente de essas vendas serem ou não rentáveis, se:
                     
                                 a)
                              
                              
                                 o volume de vendas do tipo do produto, vendido a um preço de venda líquido igual ou superior ao custo de produção calculado, representar mais de 80 % do volume total de vendas desse tipo do produto; e
                              
                           
                                 b)
                              
                              
                                 o preço médio ponderado das vendas desse tipo do produto for igual ou superior ao custo unitário de produção.
                              
                           
               
                     (38)
                  
                  
                     Nesse caso, o valor normal é a média ponderada dos preços de todas as vendas desse tipo do produto realizadas no mercado interno durante o período de inquérito de reexame.
                  
               
                     (39)
                  
                  
                     O valor normal é o preço efetivamente praticado no mercado interno por tipo do produto unicamente das vendas rentáveis no mercado interno dos tipos do produto durante o período de inquérito de reexame, se:
                     
                                 a)
                              
                              
                                 o volume das vendas rentáveis do tipo do produto corresponder a 80 % ou menos do volume total das vendas desse tipo: ou
                              
                           
                                 b)
                              
                              
                                 o preço médio ponderado desse tipo do produto for inferior ao custo unitário de produção.
                              
                           
               
                     (40)
                  
                  
                     A análise das vendas no mercado interno dos tipos do produto com vendas representativas no mercado interno revelou que o preço médio ponderado das vendas foi inferior ao custo unitário de produção. Consequentemente, o valor normal foi calculado como a média ponderada unicamente das vendas rentáveis.
                  
               
                     (41)
                  
                  
                     Se não houve vendas de um tipo do produto do produto similar — ou se as vendas foram insuficientes — no decurso de operações comerciais normais ou se um tipo do produto não foi vendido em quantidades representativas no mercado interno, a Comissão calculou o valor normal, em conformidade com o artigo 2.o, n.os 3 e 6, do regulamento de base.
                  
               
                     (42)
                  
                  
                     O valor normal foi calculado adicionando ao custo médio de produção do produto similar do produtor-exportador colaborante durante o período de inquérito de reexame:
                     
                                 a)
                              
                              
                                 a média ponderada das despesas com encargos de venda, despesas administrativas e outros encargos gerais («VAG») efetuadas pelo produtor-exportador colaborante nas vendas do produto similar no mercado interno, no decurso de operações comerciais normais, durante o período de inquérito de reexame; e
                              
                           
                                 b)
                              
                              
                                 o lucro médio ponderado obtido pelo produtor-exportador colaborante nas vendas do produto similar no mercado interno, no decurso de operações comerciais normais, durante o período de inquérito de reexame.
                              
                           
               
                     (43)
                  
                  
                     Os custos de produção foram ajustados se necessário.
                  
               
                     (44)
                  
                  
                     Para os restantes dois produtores-exportadores que não venderam o produto similar para consumo interno, o valor normal teve de ser calculado em conformidade com o artigo 2.o, n.o 3, do regulamento de base.
                  
               
                     (45)
                  
                  
                     O valor normal foi calculado adicionando ao custo de produção de cada tipo do produto exportado para a União Europeia um montante razoável para ter em conta os VAG, bem como os lucros.
                  
               
                     (46)
                  
                  
                     Para um dos dois produtores-exportadores que não venderam o produto similar para consumo interno, em conformidade com o artigo 2.o, n.o 6, alínea b), do regulamento de base, os VAG e os lucros basearam-se no montante efetivo aplicável à produção e às vendas, no decurso de operações comerciais normais, da mesma categoria geral de produtos, no que se refere ao produtor-exportador em questão no mercado interno.
                  
               
                     (47)
                  
                  
                     Para o outro produtor-exportador, que não vendeu o produto similar nem a mesma categoria geral de produtos para consumo interno, em conformidade com o artigo 2.o, n.o 6, alínea c), do regulamento de base, os VAG e o lucro foram estabelecidos como a média dos VAG e do lucro da mesma categoria geral de produtos calculada para os outros dois produtores-exportadores que colaboraram. Esta metodologia garante que o montante do lucro assim estabelecido não excede o lucro normalmente obtido por outros exportadores com as vendas de produtos da mesma categoria geral no mercado interno, tal como exigido pelo artigo 2.o, n.o 6, alínea c), do regulamento de base.
                  
               3.1.2.2.   Preço de exportação
         
         
                     (48)
                  
                  
                     Todos os produtores-exportadores colaborantes exportaram o produto objeto de reexame diretamente para clientes independentes na União, durante o período de inquérito de reexame. Por conseguinte, o preço de exportação foi estabelecido com base nos preços efetivamente pagos ou a pagar pelo produto objeto de reexame vendido para exportação para a União, em conformidade com o artigo 2.o, n.o 8, do regulamento de base.
                  
               3.1.2.3.   Comparação
         
         
                     (49)
                  
                  
                     A Comissão comparou o valor normal e o preço de exportação dos produtores-exportadores no estádio à saída da fábrica.
                  
               
                     (50)
                  
                  
                     Quando tal se justificou pela necessidade de assegurar uma comparação justa, a Comissão ajustou o valor normal e/ou o preço de exportação para ter em conta as diferenças que afetam os preços e sua comparabilidade, em conformidade com o artigo 2.o, n.o 10, do regulamento de base.
                  
               
                     (51)
                  
                  
                     Procedeu-se a ajustamentos do preço de exportação para ter em conta as diferenças em matéria de custos de transporte, movimentação e carregamento, custos de crédito, encargos bancários e comissões, quando aplicável e devidamente justificado.
                  
               
                     (52)
                  
                  
                     Os ajustamentos em baixa do preço de exportação situaram-se no intervalo de 1 % a 2 % para os custos de transporte, 0,5 % a 1,5 % para os custos de movimentação e de carregamento, 0 % a 0,5 % para os custos de crédito, 0 % a 0,5 % para os encargos bancários e 0,5 % a 1,5 % para as comissões.
                  
               
                     (53)
                  
                  
                     Dois produtores-exportadores solicitaram que fosse considerada uma diferença negativa (ajustamento positivo) no que respeita ao preço de exportação para ter em conta uma alegada indemnização pautal, ao abrigo de «Outros fatores», tal como previsto no artigo 2.o, n.o 10, alínea k), do regulamento de base. Os produtores-exportadores alegaram que recebem esta indemnização pautal do governo tailandês quando o produto objeto de reexame em causa é vendido para exportação, incluindo para o mercado da União.
                  
               
                     (54)
                  
                  
                     Os produtores-exportadores demonstraram que lhes é pago um montante equivalente a menos de 0,5 % do valor da fatura. No entanto, os produtores-exportadores não conseguiram demonstrar qualquer ligação entre a indemnização pautal recebida e os encargos de importação pagos por quaisquer materiais incorporados no produto objeto de reexame. Logo, os pedidos de um ajustamento negativo ao abrigo do artigo 2.o, n.o 10, alínea k), foram rejeitados.
                  
               
                     (55)
                  
                  
                     Os ajustamentos no sentido da baixa do valor normal situaram-se no intervalo de 1 % a 2 % quanto aos custos de transporte e de 0,5 % a 1 % no que se refere aos custos de crédito.
                  
               
                     (56)
                  
                  
                     Um produtor-exportador solicitou um ajustamento do valor normal para ter em conta as diferenças no custo do crédito concedido às vendas no mercado interno, calculado a partir de uma taxa de juro a curto prazo para os empréstimos comerciais concedidos por um banco comercial na Tailândia. A Comissão observou que a taxa solicitada era a taxa teórica máxima imputável e era aplicável numa data anterior ao início do período de inquérito de reexame. Este valor era consideravelmente superior à taxa de juro real devida no âmbito de um acordo de empréstimo de curto prazo comparável encontrado nas demonstrações financeiras aplicáveis durante o período de inquérito de reexame. Por conseguinte, a Comissão baseou o ajustamento solicitado na taxa de juro efetivamente aplicada a transações comparáveis.
                  
               
                     (57)
                  
                  
                     Dois produtores-exportadores solicitaram a utilização de uma margem de lucro reduzida, caso a Comissão calculasse o valor normal, a fim de refletir o facto de as vendas de marca (marca própria) no mercado interno apresentarem uma margem de lucro mais elevada do que as vendas sem marca (ou seja, não a marca própria, normalmente a marca do cliente) no mercado da União.
                  
               
                     (58)
                  
                  
                     Segundo o inquérito inicial, a Comissão aceitou estas alegações na medida do aplicável e efetuou um ajustamento nos termos do artigo 2.o, n.o 10, alínea d), do regulamento de base. Os pormenores foram divulgados às empresas em causa.
                  
               3.1.2.4.   
               Margens de dumping
         
         
                     (59)
                  
                  
                     No que diz respeito aos produtores-exportadores colaborantes, a Comissão procedeu a uma comparação entre o valor normal médio ponderado de cada tipo do produto similar e o preço de exportação médio ponderado do tipo do produto objeto de inquérito correspondente, em conformidade com o artigo 2.o, n.os 11 e 12, do regulamento de base.
                  
               
                     (60)
                  
                  
                     Após a divulgação final, um produtor-exportador colaborante teceu observações sobre o cálculo da respetiva margem de dumping, assinalando um possível erro material. A Comissão teve em consideração essas observações e reviu o seu cálculo para corrigir o erro material e determinou a margem de dumping corrigida aplicável a esse produtor-exportador colaborante, tendo concluído que o referido produtor-exportador não praticara dumping no período de inquérito de reexame.
                  
               
                     (61)
                  
                  
                     Na sequência da divulgação final, no que se refere à correção do erro material, outro produtor-exportador colaborante apresentou observações referentes às repercussões do cálculo revisto sobre as suas próprias margens de dumping. Essas observações foram apresentadas quatro dias após o prazo para a apresentação de observações e não foi enviada a versão não confidencial. Assim, a Comissão não pôde formalmente tomar em consideração tais observações. De qualquer modo, apurou-se que não teriam qualquer impacto sobre a margem de dumping anteriormente divulgada desse produtor-exportador.
                  
               
                     (62)
                  
                  
                     Com efeito, apesar da correção do erro de cálculo, relativamente a um produtor-exportador, a conclusão da Comissão quanto ao dumping à escala do país permaneceu inalterada, porque se apurou que os outros dois produtores-exportadores colaborantes, que representavam mais de 90 % do total das importações do produto em causa na União provenientes dos produtores-exportadores colaborantes, não tinham praticado dumping a níveis substanciais durante o período de inquérito de reexame.
                  
               
                     (63)
                  
                  
                     A margem de dumping à escala nacional, baseada na margem de dumping média ponderada dos três produtores-exportadores colaborantes, expressa em percentagem do preço CIF-fronteira da União do produto não desalfandegado, situava-se acima da margem de minimis (4,3 %). A Comissão concluiu, pois, que as práticas de dumping continuaram no período de inquérito de reexame.
                  
               4.   PROBABILIDADE DE CONTINUAÇÃO DE DUMPING
            
         
         
                     (64)
                  
                  
                     Tendo em conta a existência de dumping no período de inquérito do reexame, a Comissão analisou, em conformidade com o artigo 11.o, n.o 2, do regulamento de base, a probabilidade de continuação do dumping, caso as medidas fossem revogadas. Foram analisados os seguintes elementos adicionais: a capacidade de produção e a capacidade não utilizada na Tailândia e a relação entre os preços de exportação para países terceiros e o nível de preços na União.
                  
               4.1.   Capacidade de produção e capacidade não utilizada na Tailândia
         
         
                     (65)
                  
                  
                     As informações de que a Comissão dispõe sobre a produção e a capacidade não utilizada consistem nos dados apresentados pelos três produtores-exportadores tailandeses que colaboraram no inquérito, nos dados apresentados pelo requerente no pedido de reexame e nas informações adicionais apresentadas pelo requerente no decurso do processo.
                  
               
                     (66)
                  
                  
                     Um dos produtores tailandeses, a RKI, forneceu os valores relativos à produção e às capacidades em separado divididos entre «mercadorias semiacabadas» e «mercadorias acabadas». A única diferença entre estas categorias de mercadorias residia no facto de as «mercadorias acabadas» serem latas com rótulo, enquanto as «mercadorias semiacabadas» se referiam a latas sem rótulo. A Comissão considerou a capacidade relativa às «mercadorias semiacabadas» como o valor mais pertinente a utilizar para produto objeto de reexame, uma vez que a capacidade relativa às «mercadorias acabadas» foi calculada com base no tempo de utilização atual das máquinas de rotulagem, que poderia ser aumentado.
                  
               
                     (67)
                  
                  
                     Além disso, com base nas informações obtidas durante a verificação, a Comissão considerou que a percentagem de rendimento utilizada no cálculo da capacidade de produção «mercadorias semiacabadas» para a RKI era demasiado baixa e reviu-a em alta.
                  
               
                     (68)
                  
                  
                     Em consequência, a Comissão estimou a capacidade não utilizada disponível para os três produtores-exportadores colaborantes em cerca de 70 000 toneladas do produto objeto de reexame no período de inquérito de reexame. Uma vez que os três produtores colaborantes representavam cerca de 45 % da capacidade de transformação total estimada de todos os produtores tailandeses referidos no pedido de reexame (300 000 toneladas), a Comissão estimou, por extrapolação, que a capacidade não utilizada total para todos os produtores tailandeses seria de cerca de 150 000 toneladas. Tal representa mais de 40 % do consumo total da União no período de inquérito de reexame e cerca de 11 vezes o total das exportações tailandesas do produto objeto de reexame para a União no período de inquérito de reexame.
                  
               
                     (69)
                  
                  
                     Além disso, os elementos de prova apresentados pelo requerente revelaram que se previa que os volumes de milho doce em bruto disponíveis para transformação em 2018 fossem de 12,5 % a 25 % mais elevados do que em 2017 (11). Por outro lado, um produtor tailandês de milho doce que não colaborou no inquérito, a Sunsweet Public Company Limited, investiu 170,6 milhões de THB (cerca de 4,5 milhões de EUR), em 2018, em máquinas e equipamentos para aumentar a capacidade de produção e a eficiência da produção (12).
                  
               
                     (70)
                  
                  
                     Por conseguinte, a Comissão concluiu que os produtores tailandeses de milho doce dispõem de uma capacidade não utilizada significativa para aumentar as exportações para o mercado da União, caso as medidas anti-dumping em vigor venham a caducar.
                  
               4.2.   Relação entre os preços de exportação para países terceiros e o nível de preços na União
         
         
                     (71)
                  
                  
                     Para estabelecer a possível evolução das importações caso as medidas anti-dumping em vigor caducassem, a Comissão considerou a atratividade do mercado da União no que se refere aos preços. Uma vez que mais de 85 % das vendas dos produtores-exportadores tailandeses colaborantes no mercado da União eram de latas grandes de abertura normal e cerca de 42 % das exportações tailandesas para países terceiros eram do mesmo tipo de latas, a análise incidiu sobre estes tipos do produto.
                  
               
                     (72)
                  
                  
                     Graças a uma comparação dessas vendas no estádio à saída da fábrica, apurou-se que os preços no mercado da União eram cerca de 20 % mais elevados do que os preços do mesmo tipo do produto para países terceiros. Tendo em conta os preços significativamente mais elevados no mercado da União, é evidente que este continua a ser um mercado atrativo para os produtores-exportadores tailandeses. Esta conclusão é representativa em relação a todos os exportadores tailandeses, uma vez que, tal como mencionado no considerando 21, os produtores colaborantes representaram cerca de 80 % de todas as exportações tailandesas para a União durante o período de inquérito de reexame.
                  
               
                     (73)
                  
                  
                     A Comissão observou igualmente que os produtores-exportadores tailandeses que não colaboraram no inquérito estavam sujeitos a direitos anti-dumping mais elevados, em média, do que as empresas que colaboraram no inquérito. É, assim, muito provável que essas empresas aumentem as exportações para o mercado da União, caso as medidas anti-dumping em vigor venham a caducar.
                  
               
                     (74)
                  
                  
                     Os volumes de exportação significativos, tal como as partes de mercado também significativas da Tailândia no período de inquérito inicial (41 973 toneladas, 12,7 %), e a continuação da exportação do produto objeto de reexame proveniente da Tailândia para o mercado da União no período de inquérito de reexame (13 643 toneladas, 3,9 %) permitem à Comissão concluir que o mercado da União é atrativo para os produtores tailandeses do produto objeto de reexame.
                  
               
                     (75)
                  
                  
                     Após a divulgação final, o Governo da Tailândia alegou que os volumes de exportação provenientes da Tailândia tinham diminuído de forma substancial (–67 %) em comparação com o período de inquérito inicial. Alegaram ainda que não havia a probabilidade de continuação de dumping, dado que, durante o período considerado, a parte de mercado da indústria da União aumentou 1 % enquanto a das exportações tailandesas para a União permaneceu estável (3,9 %).
                  
               
                     (76)
                  
                  
                     Contudo, o Governo da Tailândia não contesta o facto de o produto objeto de reexame ter sido vendido na esmagadora maioria a preços de dumping para a União, nem contesta que as exportações do produto objeto de reexame continuaram em quantidades significativas, apesar das medidas em vigor. A Comissão mantém, por conseguinte, a sua conclusão de probabilidade de continuação do dumping.
                  
               
                     (77)
                  
                  
                     O Governo da Tailândia alegou ainda que não se justificava o ajustamento da capacidade de produção tailandesa e, em consequência, da capacidade de produção não utilizada referida nos considerandos 66 a 70, mas não fundamentou esta afirmação. O produtor-exportador tailandês cuja capacidade de produção foi ajustada não refutou o ajustamento. A alegação foi, portanto, rejeitada.
                  
               
                     (78)
                  
                  
                     O Governo da Tailândia defendeu ainda que, uma vez que os volumes de exportação tailandeses representaram apenas 0,9 % da capacidade não utilizada total dos produtores-exportadores tailandeses colaborantes, o mercado da União já não seria, alegadamente, atrativo para os produtores-exportadores tailandeses.
                  
               
                     (79)
                  
                  
                     Todavia, os volumes de exportação tailandeses rondaram, de facto, 9 % (13) do total da capacidade não utilizada tailandesa, o que confirma que os produtores-exportadores tailandeses continuam a exportar volumes significativos para a União, apesar das medidas em vigor, e têm capacidades não utilizadas substanciais para aumentar as suas exportações do produto objeto de reexame, caso as medidas venham a caducar.
                  
               
                     (80)
                  
                  
                     Deste modo, se as medidas anti-dumping em vigor caducarem, é possível que as importações provenientes da Tailândia na União aumentem de forma significativa e a preços de dumping.
                  
               4.3.   Conclusão
         
         
                     (81)
                  
                  
                     Por conseguinte, e atendendo sobretudo à margem de dumping estabelecida no período de inquérito de reexame, à considerável capacidade não utilizada disponível na Tailândia e à atratividade do mercado da União, a Comissão concluiu que uma revogação das medidas resultaria provavelmente na continuação do dumping e que entrariam no mercado da União exportações objeto de dumping em quantidades significativas. Considera-se, assim, que existe uma forte probabilidade de continuação do dumping, caso as medidas anti-dumping em vigor venham a caducar.
                  
               5.   PREJUÍZO
         
         5.1.   Definição da indústria da União e produção da União
         
         
                     (82)
                  
                  
                     O produto similar foi fabricado por cerca de 20 produtores da União durante o período considerado. Estes produtores constituem a «indústria da União», na aceção do artigo 4.o, n.o 1, do regulamento de base.
                  
               
                     (83)
                  
                  
                     A produção total da União durante o período de inquérito de reexame foi estabelecida em cerca de 376 000 toneladas, com base nas informações disponibilizadas pela indústria da União. Tal como indicado no considerando 15, três produtores da União foram selecionados para a amostra, representando mais de 60 % da produção total da União do produto similar.
                  
               5.2.   Consumo da União
         
         
                     (84)
                  
                  
                     A Comissão determinou o consumo da União como a soma do volume de vendas da indústria da União no mercado da União e as importações totais na União, obtidas através da base de dados Comext (Eurostat).
                  
               
                     (85)
                  
                  
                     Ao longo do período considerado, o consumo na União aumentou ligeiramente 2 %.
                     
                        Quadro 1
                     
                     
                        Consumo da União (toneladas)
                     
                     
                                  
                              
                              
                                 2015
                              
                              
                                 2016
                              
                              
                                 2017
                              
                              
                                 PIR
                              
                           
                                 Consumo total
                              
                              
                                 343 325 
                              
                              
                                 347 950 
                              
                              
                                 354 821 
                              
                              
                                 348 682 
                              
                           
                                 
                                    Índice (2015 = 100)
                              
                              
                                 
                                    100
                                 
                              
                              
                                 
                                    101
                                 
                              
                              
                                 
                                    103
                                 
                              
                              
                                 
                                    102
                                 
                              
                           
                                 
                                    Fonte: Eurostat, dados apresentados pela indústria da União e respostas ao questionário (verificadas)
                              
                           
               5.3.   Importações provenientes do país em causa
         
         5.3.1.   Volume e parte de mercado das importações provenientes do país em causa
         
         
                     (86)
                  
                  
                     A Comissão apurou o volume das importações na União provenientes da Tailândia com base nos dados da Comext (Eurostat) e a parte de mercado das importações, comparando estes volumes de importação com o consumo da União, conforme indicado no quadro 1.
                  
               
                     (87)
                  
                  
                     As importações na União do produto objeto de reexame provenientes da Tailândia aumentaram 3 %, tendo passado de 13 307 toneladas, em 2015, para cerca de 13 643 toneladas no período de inquérito de reexame, após a diminuição de 12 % em 2016.
                     
                        Quadro 2
                     
                     
                        Volume das importações na União, provenientes da Tailândia (toneladas)
                     
                     
                                  
                              
                              
                                 2015
                              
                              
                                 2016
                              
                              
                                 2017
                              
                              
                                 PIR
                              
                           
                                 Volume das importações provenientes da Tailândia
                              
                              
                                 13 307 
                              
                              
                                 11 674 
                              
                              
                                 12 341 
                              
                              
                                 13 643 
                              
                           
                                 
                                    Índice (2015 = 100)
                              
                              
                                 
                                    100
                                 
                              
                              
                                 
                                    88
                                 
                              
                              
                                 
                                    93
                                 
                              
                              
                                 
                                    103
                                 
                              
                           
                                 
                                    Fonte: Eurostat
                              
                           
               
                     (88)
                  
                  
                     A parte de mercado correspondente detida pelos exportadores tailandeses no mercado da União evoluiu de forma semelhante aos volumes de importação e ascendeu a 3,9 % no período de inquérito de reexame.
                     
                        Quadro 3
                     
                     
                        Parte de mercado das importações provenientes da Tailândia (%)
                     
                     
                                  
                              
                              
                                 2015
                              
                              
                                 2016
                              
                              
                                 2017
                              
                              
                                 PIR
                              
                           
                                 Parte das importações provenientes da Tailândia
                              
                              
                                 3,9
                              
                              
                                 3,4
                              
                              
                                 3,5
                              
                              
                                 3,9
                              
                           
                                 
                                    Índice (2015 = 100)
                              
                              
                                 
                                    100
                                 
                              
                              
                                 
                                    87
                                 
                              
                              
                                 
                                    90
                                 
                              
                              
                                 
                                    100
                                 
                              
                           
                                 
                                    Fonte: Eurostat, dados apresentados pela indústria da União e respostas ao questionário (verificadas)
                              
                           
               5.3.2.   Preços das importações provenientes do país em causa e subcotação dos preços
         
         
                     (89)
                  
                  
                     A Comissão determinou os preços das importações com base nos dados da Comext (Eurostat).
                  
               
                     (90)
                  
                  
                     Os preços médios das importações do produto objeto de reexame provenientes da Tailândia diminuíram 15 % no período considerado.
                     
                        Quadro 4
                     
                     
                        Preço médio das importações provenientes da Tailândia (EUR/tonelada)
                     
                     
                                  
                              
                              
                                 2015
                              
                              
                                 2016
                              
                              
                                 2017
                              
                              
                                 PIR
                              
                           
                                 Preço das importações provenientes da Tailândia
                              
                              
                                 929
                              
                              
                                 913
                              
                              
                                 869
                              
                              
                                 786
                              
                           
                                 
                                    Índice (2015 = 100)
                              
                              
                                 
                                    100
                                 
                              
                              
                                 
                                    98
                                 
                              
                              
                                 
                                    94
                                 
                              
                              
                                 
                                    85
                                 
                              
                           
                                 
                                    Fonte: Eurostat
                              
                           
               
                     (91)
                  
                  
                     A Comissão determinou a subcotação dos preços durante o período de inquérito de reexame mediante uma comparação entre:
                     
                                 a)
                              
                              
                                 os preços de venda médios ponderados, por tipo do produto, dos produtores da União incluídos na amostra, cobrados a clientes independentes no mercado da União, ajustados ao estádio à saída da fábrica; e
                              
                           
                                 b)
                              
                              
                                 os preços médios ponderados correspondentes, por tipo do produto, das importações provenientes dos produtores tailandeses colaborantes incluídos na amostra, cobrados ao primeiro cliente independente no mercado da União, estabelecidos numa base «custo, seguro e frete» (CIF), devidamente ajustados para ter em conta os direitos aduaneiros convencionais e os custos de importação, incluindo a descarga e o desalfandegamento.
                              
                           
               
                     (92)
                  
                  
                     A comparação dos preços foi feita por tipo do produto para as transações realizadas no mesmo estádio de comercialização, com os devidos ajustamentos quando necessário, e após dedução de descontos e abatimentos. O resultado da comparação foi expresso como percentagem do volume de negócios dos produtores da União incluídos na amostra durante o período de inquérito de reexame. Revelou uma margem média ponderada de subcotação entre –0,7 % e 4,25 % para as importações provenientes do país em causa no mercado da União. Cerca de 79 % dos volumes das importações provenientes dos produtores-exportadores tailandeses incluídos na amostra subcotaram os preços da indústria da União.
                  
               5.4.   Importações provenientes de países terceiros que não a Tailândia
         
         
                     (93)
                  
                  
                     As importações de milho doce provenientes de países terceiros que não a Tailândia eram originárias principalmente dos Estados Unidos da América e da República Popular da China («China»).
                  
               
                     (94)
                  
                  
                     A parte de mercado das importações de outros países terceiros diminuiu de 2,2 % para 1,2 % durante o período considerado. A parte de mercado individual dos dois maiores países de exportação que não a Tailândia permaneceu inferior a 1 %.
                     
                        Quadro 5
                     
                     
                        Parte de mercado das importações
                     
                     
                                  
                              
                              
                                 2015
                              
                              
                                 2016
                              
                              
                                 2017
                              
                              
                                 PIR
                              
                           
                                 EUA
                              
                              
                                 0,9 %
                              
                              
                                 0,8 %
                              
                              
                                 0,6 %
                              
                              
                                 0,6 %
                              
                           
                                 China
                              
                              
                                 0,6 %
                              
                              
                                 0,4 %
                              
                              
                                 0,3 %
                              
                              
                                 0,4 %
                              
                           
                                 Outros países
                              
                              
                                 0,7 %
                              
                              
                                 0,5 %
                              
                              
                                 0,2 %
                              
                              
                                 0,2 %
                              
                           
                                 Total
                              
                              
                                 2,2 %
                              
                              
                                 1,7 %
                              
                              
                                 1,1 %
                              
                              
                                 1,2 %
                              
                           
                                 
                                    Índice (2015 = 100)
                                 
                              
                              
                                 
                                    100
                                 
                              
                              
                                 
                                    79
                                 
                              
                              
                                 
                                    52
                                 
                              
                              
                                 
                                    55
                                 
                              
                           
                                 
                                    Fonte: Eurostat
                              
                           
               5.5.   Situação económica da indústria da União
         
         5.5.1.   Observações de caráter geral
         
         
                     (95)
                  
                  
                     Em conformidade com o artigo 3.o, n.o 5, do regulamento de base, o exame da repercussão das importações objeto de dumping na indústria da União incluiu uma apreciação de todos os indicadores económicos pertinentes para a situação dessa indústria durante o período considerado.
                  
               
                     (96)
                  
                  
                     Este mercado caracteriza-se, nomeadamente, por dois canais de venda, ou seja, as vendas sob a marca própria do produtor e as vendas sob a marca de um retalhista. Comparativamente às do segundo canal, as vendas no contexto do primeiro canal implicam, regra geral, custos de venda mais elevados, designadamente para marketing e publicidade, implicando igualmente preços de venda mais elevados.
                  
               
                     (97)
                  
                  
                     No inquérito, verificou-se que todas as importações provenientes dos exportadores tailandeses incluídos na amostra se inseriam no segundo canal, ou seja, o canal com marca de retalhista. Por conseguinte, considerou-se adequado diferenciar, na análise de prejuízo, entre vendas da indústria da União sob a marca própria e sob a marca de retalhista sempre que pertinente, uma vez que as importações objeto de dumping concorrem com os produtos similares da indústria da União vendidos sob a marca de retalhista. Procedeu-se a esta diferenciação para determinar sobretudo o volume de vendas, os preços de venda e a rendibilidade. No entanto, por uma questão de exaustividade, os totais (incluindo tanto a marca própria como a marca de retalhista) também são apresentados e comentados nos quadros 9, 13 e 16. Durante o período de inquérito de reexame, as vendas da indústria da União sob a marca de retalhista representaram cerca de 67 % do total das vendas da indústria da União e cerca de 57 % do valor das suas vendas.
                  
               
                     (98)
                  
                  
                     Dado que, na União, o milho doce só é transformado durante os meses de verão, vários indicadores de prejuízo são praticamente idênticos em relação a 2017 e ao período de inquérito de reexame (1 de julho de 2017 a 30 de junho de 2018). Tal aplica-se, em particular, à produção e capacidade de produção.
                  
               
                     (99)
                  
                  
                     Tal como mencionado no considerando 14, recorreu-se à amostragem para avaliar a situação económica da indústria da União.
                  
               
                     (100)
                  
                  
                     Para efeitos da determinação do prejuízo, a Comissão distinguiu entre indicadores de prejuízo macroeconómicos e microeconómicos. A Comissão analisou os indicadores macroeconómicos com base nos dados apresentados pela indústria da União e nas respostas ao questionário (verificadas) dos produtores da União incluídos na amostra.
                  
               
                     (101)
                  
                  
                     A Comissão analisou os indicadores microeconómicos com base nos dados constantes das respostas ao questionário dos produtores da União incluídos na amostra.
                  
               
                     (102)
                  
                  
                     Os dois conjuntos de dados foram considerados representativos da situação económica da indústria da União.
                  
               
                     (103)
                  
                  
                     Os indicadores macroeconómicos incluem: produção, capacidade de produção, utilização da capacidade, volume de vendas, parte de mercado, crescimento, emprego, produtividade, amplitude da margem de dumping e recuperação de anteriores práticas de dumping.
                  
               
                     (104)
                  
                  
                     Os indicadores microeconómicos incluem: preços unitários médios, custo unitário, custo da mão de obra, existências, rendibilidade, cash flow, investimentos, retorno dos investimentos e capacidade de obtenção de capital.
                  
               5.5.2.   Indicadores macroeconómicos
         
         5.5.2.1.   Produção, capacidade de produção e utilização da capacidade
         
         
                     (105)
                  
                  
                     De um nível de cerca de 359 000 toneladas, em 2015, a produção da indústria da União aumentou 5 % no período considerado.
                     
                        Quadro 6
                     
                     
                        Produção da União
                     
                     
                                  
                              
                              
                                 2015
                              
                              
                                 2016
                              
                              
                                 2017
                              
                              
                                 PIR
                              
                           
                                 Produção (toneladas)
                              
                              
                                 359 250 
                              
                              
                                 343 539 
                              
                              
                                 376 337 
                              
                              
                                 376 437 
                              
                           
                                 
                                    Índice (2015 = 100)
                              
                              
                                 
                                    100
                                 
                              
                              
                                 
                                    96
                                 
                              
                              
                                 
                                    105
                                 
                              
                              
                                 
                                    105
                                 
                              
                           
                                 
                                    Fonte: dados apresentados pela indústria da União e respostas ao questionário (verificadas)
                              
                           
               
                     (106)
                  
                  
                     A capacidade de produção permaneceu estável durante o período considerado.
                     
                        Quadro 7
                     
                     
                        Capacidade de produção da União
                     
                     
                                  
                              
                              
                                 2015
                              
                              
                                 2016
                              
                              
                                 2017
                              
                              
                                 PIR
                              
                           
                                 Capacidade (toneladas)
                              
                              
                                 465 311 
                              
                              
                                 465 370 
                              
                              
                                 465 876 
                              
                              
                                 465 876 
                              
                           
                                 
                                    Índice (2015 = 100)
                              
                              
                                 
                                    100
                                 
                              
                              
                                 
                                    100
                                 
                              
                              
                                 
                                    100
                                 
                              
                              
                                 
                                    100
                                 
                              
                           
                                 
                                    Fonte: dados apresentados pela indústria da União e respostas ao questionário (verificadas)
                              
                           
               
                     (107)
                  
                  
                     A utilização da capacidade seguiu a mesma tendência que a produção, tendo aumentado 5 % no período considerado, para 81 %.
                     
                        Quadro 8
                     
                     
                        Utilização de capacidade da União
                     
                     
                                  
                              
                              
                                 2015
                              
                              
                                 2016
                              
                              
                                 2017
                              
                              
                                 PIR
                              
                           
                                 Utilização da capacidade (%)
                              
                              
                                 77
                              
                              
                                 74
                              
                              
                                 81
                              
                              
                                 81
                              
                           
                                 
                                    Índice (2015 = 100)
                              
                              
                                 
                                    100
                                 
                              
                              
                                 
                                    96
                                 
                              
                              
                                 
                                    105
                                 
                              
                              
                                 
                                    105
                                 
                              
                           
                                 
                                    Fonte: dados apresentados pela indústria da União e respostas ao questionário (verificadas)
                              
                           
               5.5.2.2.   Volume de vendas e parte de mercado
         
         
                     (108)
                  
                  
                     As vendas da indústria da União da sua produção destinada à marca de retalhista no mercado da União a clientes independentes aumentaram 3 % no período de inquérito de reexame.
                     
                        Quadro 9
                     
                     
                        Volume de vendas da União
                     
                     
                                  
                              
                              
                                 2015
                              
                              
                                 2016
                              
                              
                                 2017
                              
                              
                                 PIR
                              
                           
                                 Volume de vendas da União (marca de retalhista) a clientes independentes (toneladas)
                              
                              
                                 214 495 
                              
                              
                                 219 646 
                              
                              
                                 225 522 
                              
                              
                                 220 839 
                              
                           
                                 
                                    Índice (2015 = 100)
                              
                              
                                 
                                    100
                                 
                              
                              
                                 
                                    102
                                 
                              
                              
                                 
                                    105
                                 
                              
                              
                                 
                                    103
                                 
                              
                           
                                 Volume de vendas da União (marca própria e marca de retalhista) a clientes independentes (toneladas)
                              
                              
                                 322 501 
                              
                              
                                 330 246 
                              
                              
                                 338 455 
                              
                              
                                 330 875 
                              
                           
                                 
                                    Índice (2015 = 100)
                              
                              
                                 
                                    100
                                 
                              
                              
                                 
                                    102
                                 
                              
                              
                                 
                                    105
                                 
                              
                              
                                 
                                    103
                                 
                              
                           
                                 
                                    Fonte: dados apresentados pela indústria da União e respostas ao questionário (verificadas)
                              
                           
               
                     (109)
                  
                  
                     O total (tanto marca própria como de retalhista) da indústria da União da sua produção no mercado da União a clientes independentes seguiu uma tendência idêntica à das vendas da marca de retalhista, ou seja, aumentou 3 % durante o período considerado.
                  
               
                     (110)
                  
                  
                     A parte de mercado detida pela indústria da União foi de 94 % em 2015 e aumentou um ponto percentual para 95 %, no período de inquérito de reexame.
                     
                        Quadro 10
                     
                     
                        Parte de mercado da União
                     
                     
                                  
                              
                              
                                 2015
                              
                              
                                 2016
                              
                              
                                 2017
                              
                              
                                 PIR
                              
                           
                                 Parte de mercado da indústria da União (marca própria e marca de retalhista) (%)
                              
                              
                                 94
                              
                              
                                 95
                              
                              
                                 95
                              
                              
                                 95
                              
                           
                                 
                                    Índice (2015 = 100)
                              
                              
                                 
                                    100
                                 
                              
                              
                                 
                                    101
                                 
                              
                              
                                 
                                    101
                                 
                              
                              
                                 
                                    101
                                 
                              
                           
                                 
                                    Fonte: dados apresentados pela indústria da União e respostas ao questionário (verificadas)
                              
                           
               5.5.2.3.   Crescimento
         
         
                     (111)
                  
                  
                     Entre 2015 e o período de inquérito de reexame, o consumo da União subiu ligeiramente 2 %, mas a indústria da União conseguiu aumentar a sua parte de mercado em 1 % através de um acréscimo das vendas.
                  
               5.5.2.4.   Emprego e produtividade
         
         
                     (112)
                  
                  
                     O nível de emprego da indústria da União começou por diminuir 11 % entre 2015 e 2017, tendo em seguida aumentado 6 pontos percentuais no período de inquérito de reexame. Globalmente, o emprego da indústria da União diminuiu 5 % no período considerado, passando de cerca de 2 200 para cerca de 2 100 equivalentes a tempo completo («ETC»).
                     
                        Quadro 11
                     
                     
                        Emprego
                     
                     
                                  
                              
                              
                                 2015
                              
                              
                                 2016
                              
                              
                                 2017
                              
                              
                                 PIR
                              
                           
                                 Emprego (ETC)
                              
                              
                                 2 203 
                              
                              
                                 1 993 
                              
                              
                                 1 964 
                              
                              
                                 2 092 
                              
                           
                                 
                                    Índice (2015 = 100)
                              
                              
                                 
                                    100
                                 
                              
                              
                                 
                                    90
                                 
                              
                              
                                 
                                    89
                                 
                              
                              
                                 
                                    95
                                 
                              
                           
                                 
                                    Fonte: dados apresentados pela indústria da União e respostas ao questionário (verificadas)
                              
                           
               
                     (113)
                  
                  
                     A produtividade da mão de obra da indústria da União, medida em termos de produção (toneladas) por ETC por ano, partiu de um nível de 163 toneladas por ETC, aumentou inicialmente 17 %, entre 2015 e 2017, e em seguida diminuiu 7 pontos percentuais no período de inquérito de reexame. De um modo geral, a produtividade aumentou 10 %, passando para 180 toneladas por ETC por ano, o que reflete a utilização crescente de equipamentos de ponta em detrimento do trabalho manual.
                     
                        Quadro 12
                     
                     
                        Produtividade da União
                     
                     
                                  
                              
                              
                                 2015
                              
                              
                                 2016
                              
                              
                                 2017
                              
                              
                                 PIR
                              
                           
                                 Produtividade (toneladas/ETC)
                              
                              
                                 163
                              
                              
                                 172
                              
                              
                                 192
                              
                              
                                 180
                              
                           
                                 
                                    Índice (2015 = 100)
                              
                              
                                 
                                    100
                                 
                              
                              
                                 
                                    106
                                 
                              
                              
                                 
                                    117
                                 
                              
                              
                                 
                                    110
                                 
                              
                           
                                 
                                    Fonte: dados apresentados pela indústria da União e respostas ao questionário (verificadas)
                              
                           
               5.5.2.5.   
               Amplitude da margem de dumping e recuperação de anteriores práticas de dumping
         
         
                     (114)
                  
                  
                     O inquérito estabeleceu a continuação do dumping e confirmou que a amplitude das margens de dumping efetivas como se indica no considerando 63 é superior ao nível de minimis.
                  
               
                     (115)
                  
                  
                     Ao mesmo tempo, o nível das importações do produto objeto de reexame durante o período de inquérito de reexame, embora relativamente limitado, permaneceu significativo, situando-se em 3,9 %.
                  
               
                     (116)
                  
                  
                     Os macroindicadores e os microindicadores examinados mostram que, embora as medidas anti-dumping tenham alcançado parcialmente o resultado pretendido de eliminar o prejuízo sofrido pelos produtores da União, a indústria se encontra ainda sob pressão contínua devido aos baixos preços cobrados pelos produtores-exportadores tailandeses.
                  
               
                     (117)
                  
                  
                     Com efeito, o desempenho no segmento retalhista, que está em concorrência direta com as importações tailandesas, é fraco em termos de rendibilidade. Os preços de venda da indústria da União neste segmento de mercado diminuíram 8 % no período considerado, ao passo que os custos de produção aumentaram cerca de 1 % no mesmo período. Claramente, a indústria da União não conseguiu recuperar os seus custos, o que resultou em perdas significativas. Dada a importância da marca de retalhista no negócio de milho doce da indústria da União (cerca de 67 % do volume total de vendas da indústria da União e cerca de 57 % do valor de vendas), tal teve peso na rendibilidade global. Assim, não foi possível estabelecer que a indústria da União tenha recuperado efetivamente do dumping anterior no segmento retalhista e considera-se que continua vulnerável.
                  
               5.5.3.   Indicadores microeconómicos
         
         5.5.3.1.   Preços e fatores que influenciam os preços
         
         
                     (118)
                  
                  
                     Os preços unitários das vendas da indústria da União de produtos com marca de retalhista a clientes independentes diminuíram 8 %, passando para 1 114 EUR/tonelada, no período considerado.
                  
               
                     (119)
                  
                  
                     Os preços de venda da indústria da União no mercado da União, tanto marca própria como marca de retalhista, a clientes independentes diminuíram 4 % no período considerado, descendo para 1 311 EUR/tonelada.
                     
                        Quadro 13
                     
                     
                        Preço unitário no mercado da União
                     
                     
                                  
                              
                              
                                 2015
                              
                              
                                 2016
                              
                              
                                 2017
                              
                              
                                 PIR
                              
                           
                                 Preço unitário da União (marca de retalhista) a clientes independentes (EUR/tonelada)
                              
                              
                                 1 204 
                              
                              
                                 1 106 
                              
                              
                                 1 095 
                              
                              
                                 1 114 
                              
                           
                                 
                                    Índice (2015 = 100)
                              
                              
                                 
                                    100
                                 
                              
                              
                                 
                                    92
                                 
                              
                              
                                 
                                    91
                                 
                              
                              
                                 
                                    92
                                 
                              
                           
                                 Preço unitário da União (marca própria e marca de retalhista) a clientes independentes (EUR/tonelada)
                              
                              
                                 1 365 
                              
                              
                                 1 291 
                              
                              
                                 1 289 
                              
                              
                                 1 311 
                              
                           
                                 
                                    Índice (2015 = 100)
                              
                              
                                 
                                    100
                                 
                              
                              
                                 
                                    95
                                 
                              
                              
                                 
                                    94
                                 
                              
                              
                                 
                                    96
                                 
                              
                           
                                 
                                    Fonte: dados apresentados pela indústria da União e respostas ao questionário (verificadas)
                              
                           
               5.5.3.2.   Custo da mão de obra
         
         
                     (120)
                  
                  
                     Entre 2015 e o período de inquérito de reexame, os custos médios da mão de obra por trabalhador aumentaram 8 %, devido ao aumento de 2 % dos custos totais da mão de obra e à descida de 5 % do emprego em ETC no mesmo período.
                     
                        Quadro 14
                     
                     
                        Custos médios da mão de obra por trabalhador
                     
                     
                                  
                              
                              
                                 2015
                              
                              
                                 2016
                              
                              
                                 2017
                              
                              
                                 PIR
                              
                           
                                 Custos da mão de obra (EUR/ETC)
                              
                              
                                 30 529 
                              
                              
                                 32 581 
                              
                              
                                 35 537 
                              
                              
                                 32 903 
                              
                           
                                 
                                    Índice (2015 = 100)
                              
                              
                                 
                                    100
                                 
                              
                              
                                 
                                    107
                                 
                              
                              
                                 
                                    116
                                 
                              
                              
                                 
                                    108
                                 
                              
                           
                                 
                                    Fonte: dados apresentados pela indústria da União e respostas ao questionário (verificadas).
                                 ETC: equivalente a tempo completo.
                              
                           
               5.5.3.3.   Existências
         
         
                     (121)
                  
                  
                     O nível de existências finais da indústria da União foi diminuindo no período considerado. Diminuiu 6 % em 2016 e 2017 e 59 % no período de inquérito de reexame. Importa assinalar, todavia, que o elevado nível de existências no final de cada ano civil está ligado ao facto de a colheita e o enlatamento terminarem habitualmente em setembro de cada ano. Assim, as existências só são reaprovisionadas durante a colheita de verão e utilizadas ao longo do ano, pelo que os níveis das existências no período de inquérito de reexame devem ser avaliados separadamente.
                     
                        Quadro 15
                     
                     
                        Existências
                     
                     
                                  
                              
                              
                                 2015
                              
                              
                                 2016
                              
                              
                                 2017
                              
                              
                                 PIR
                              
                           
                                 Existências finais (toneladas)
                              
                              
                                 198 629 
                              
                              
                                 186 248 
                              
                              
                                 186 136 
                              
                              
                                 80 885 
                              
                           
                                 
                                    Índice (2015 = 100)
                              
                              
                                 
                                    100
                                 
                              
                              
                                 
                                    94
                                 
                              
                              
                                 
                                    94
                                 
                              
                              
                                 
                                    41
                                 
                              
                           
                                 
                                    Fonte: dados apresentados pela indústria da União e respostas ao questionário (verificadas)
                              
                           
               5.5.3.4.   Rendibilidade, cash flow, investimentos, retorno dos investimentos e capacidade de obtenção de capital
         
         
                     (122)
                  
                  
                     Durante o período considerado, a rendibilidade das vendas da indústria da União de produtos destinados à marca de retalhista, expressa em percentagem de vendas líquidas, diminuiu de um lucro de 5,2 % em 2015 para uma perda de 0,7 % no período de inquérito de reexame.
                  
               
                     (123)
                  
                  
                     A rendibilidade das vendas da indústria da União de produtos destinados tanto à marca própria como à marca de retalhista decresceu igualmente de 10 % em 2015 para 6,7 % no período de inquérito de reexame. Este declínio é, assim, menos acentuado que o referente às vendas sob marca de retalhista apenas. A diminuição da rendibilidade explica-se pelo facto de os preços de venda durante o período considerado terem diminuído 4 %, enquanto os custos de produção (principalmente milho doce não transformado e latas) aumentaram 1 % no mesmo período. Claramente, a indústria da União não conseguiu repercutir a subida dos custos de produção nos seus clientes.
                  
               
                     (124)
                  
                  
                     O retorno dos investimentos («RI»), que corresponde ao lucro (tanto para a marca própria como de retalhista) expresso em percentagem do valor contabilístico líquido dos investimentos, acompanhou de um modo geral a tendência da rendibilidade. Passou de um nível de cerca de 49 % em 2015 para 31,7 % no período de inquérito de reexame, diminuindo assim 35 % no período considerado.
                  
               
                     (125)
                  
                  
                     O cash flow líquido das atividades operacionais manteve-se em cerca de 17 milhões de EUR em 2015. Aumentou para cerca de 24 milhões de EUR no período de inquérito de reexame (ou seja, um aumento de 42 %). Nenhum dos produtores da União incluídos na amostra indicou que tivera dificuldades na obtenção de capital.
                     
                        Quadro 16
                     
                     
                        Rendibilidade e retorno dos investimentos
                     
                     
                                  
                              
                              
                                 2015
                              
                              
                                 2016
                              
                              
                                 2017
                              
                              
                                 PIR
                              
                           
                                 Rendibilidade da União (marca de retalhista) (% das vendas líquidas)
                              
                              
                                 5,2
                              
                              
                                 –1,4
                              
                              
                                 –2,6
                              
                              
                                 –0,7
                              
                           
                                 
                                    Índice (2015 = 100)
                              
                              
                                 
                                    100
                                 
                              
                              
                                 
                                    –27
                                 
                              
                              
                                 
                                    –50
                                 
                              
                              
                                 
                                    –13
                                 
                              
                           
                                 Rendibilidade da União (marca própria e de retalhista) (% das vendas líquidas)
                              
                              
                                 10,0
                              
                              
                                 6,1
                              
                              
                                 4,8
                              
                              
                                 6,7
                              
                           
                                 
                                    Índice (2015 = 100)
                              
                              
                                 
                                    100
                                 
                              
                              
                                 
                                    61
                                 
                              
                              
                                 
                                    48
                                 
                              
                              
                                 
                                    67
                                 
                              
                           
                                 RI (marca própria e de retalhista) (lucro em % do valor contabilístico líquido do investimento)
                              
                              
                                 49,0
                              
                              
                                 27,3
                              
                              
                                 23,7
                              
                              
                                 31,7
                              
                           
                                 
                                    Índice (2015 = 100)
                              
                              
                                 
                                    100
                                 
                              
                              
                                 
                                    56
                                 
                              
                              
                                 
                                    48
                                 
                              
                              
                                 
                                    65
                                 
                              
                           
                                 
                                    Fonte: dados apresentados pela indústria da União e respostas ao questionário (verificadas)
                              
                           
                        Quadro 17
                     
                     
                        Cash flow
                     
                     
                                  
                              
                              
                                 2015
                              
                              
                                 2016
                              
                              
                                 2017
                              
                              
                                 PIR
                              
                           
                                 
                                    Cash flow (marca própria e de retalhista) (EUR)
                              
                              
                                 17 197 966 
                              
                              
                                 32 293 239 
                              
                              
                                 16 496 604 
                              
                              
                                 24 404 977 
                              
                           
                                 
                                    Índice (2015 = 100)
                              
                              
                                 
                                    100
                                 
                              
                              
                                 
                                    188
                                 
                              
                              
                                 
                                    96
                                 
                              
                              
                                 
                                    142
                                 
                              
                           
                                 
                                    Fonte: dados apresentados pela indústria da União e respostas ao questionário (verificadas)
                              
                           
               
                     (126)
                  
                  
                     Os investimentos anuais da indústria da União na produção do produto similar aumentaram de forma constante no período considerado, passando de cerca de 4 milhões de EUR, em 2015, para cerca de 8 milhões de EUR, no período de inquérito de reexame, ou seja, aumentaram 85 %. Os investimentos destinaram-se à renovação do equipamento existente e ao aumento da produtividade.
                     
                        Quadro 18
                     
                     
                        Investimentos
                     
                     
                                  
                              
                              
                                 2015
                              
                              
                                 2016
                              
                              
                                 2017
                              
                              
                                 PIR
                              
                           
                                 Investimentos líquidos (EUR)
                              
                              
                                 4 446 615 
                              
                              
                                 5 622 002 
                              
                              
                                 7 744 202 
                              
                              
                                 8 232 340 
                              
                           
                                 
                                    Índice (2015 = 100)
                              
                              
                                 
                                    100
                                 
                              
                              
                                 
                                    126
                                 
                              
                              
                                 
                                    174
                                 
                              
                              
                                 
                                    185
                                 
                              
                           
                                 
                                    Fonte: dados apresentados pela indústria da União e respostas ao questionário (verificadas)
                              
                           
               5.6.   Conclusão sobre a situação da indústria da União
         
         
                     (127)
                  
                  
                     Vários indicadores evoluíram negativamente entre 2015 e o período de inquérito de reexame. O retorno dos investimentos diminuiu tal como a rendibilidade das vendas, e o emprego caiu 5 %. As importações provenientes da Tailândia aumentaram com um preço médio em baixa. Como as culturas foram boas em 2014, em 2015 os níveis das existências foram elevados. No mesmo período, as importações tailandesas a baixo preço afetaram ainda mais negativamente a indústria da União. Em reação, a indústria da União diminuiu os preços e a produção em 2016, ao que se juntou o escoamento das existências, afetando negativamente a sua rendibilidade. Só em 2017 foi possível á indústria da União aumentar a produção, embora a rendibilidade tenha atingido o nível mais baixo, tendo em conta o atraso de um ano civil da produção e das vendas.
                  
               
                     (128)
                  
                  
                     As vendas da indústria da União de milho doce no segmento da marca de retalhista foram deficitárias na maior parte do período considerado. A indústria necessita das vendas sob marca de retalhista, uma vez que estas representam mais de metade das suas vendas. Dada a importância das vendas sob marca de retalhista no valor total das vendas, a rendibilidade global diminuiu de 10 % para 6,7 %.
                  
               
                     (129)
                  
                  
                     Alguns indicadores registaram uma evolução positiva. A utilização da capacidade aumentou 81 %. O cash flow e os investimentos também aumentaram de forma apreciável. O volume de vendas sob marca de retalhista da indústria da União, que se encontram em concorrência direta com as importações provenientes da Tailândia, aumentou 3 %. O total das vendas de ambos os segmentos em conjunto aumentou na mesma percentagem. Note-se, contudo, que as importações tailandesas impediram a indústria da União de repercutir os aumentos de custos nos clientes, pelo que esta não conseguiu atingir níveis de rendibilidade satisfatórios para manter uma parte de mercado substancial num mercado em que apenas a indústria da União e as importações tailandesas estão em concorrência, uma vez que as importações provenientes de outros países terceiros se encontram dispersas e são pouco significativas.
                  
               
                     (130)
                  
                  
                     A situação nos dois segmentos (marca de retalhista e marca própria) é diferente na indústria da União. Por um lado, no segmento marca própria, a indústria da União não enfrenta grande concorrência direta. As marcas próprias têm uma sólida reputação e o mercado é consolidado. Por outro lado, os retalhistas são responsáveis pela fixação dos preços no segmento da marca de retalhista. Devido à concorrência das importações tailandesas, os preços estão constantemente sob pressão. Em consequência, é mais difícil para os produtores da União repercutir os aumentos dos custos de produção (principalmente milho doce e latas) nos retalhistas devido à pressão que as importações tailandesas exercem sobre os preços.
                  
               
                     (131)
                  
                  
                     Aparentemente, a indústria da União conseguiu aumentar a sua parte de mercado, favorecendo os volumes em detrimento dos preços. No entanto, não se pode ignorar que, na maioria do período considerado e em relação à maior parte das transações de milho doce (marca de retalhista), a indústria da União tem sido deficitária.
                  
               
                     (132)
                  
                  
                     Na sequência da divulgação final, o Governo da Tailândia e dois produtores-exportadores alegaram que existia uma ameaça potencial decorrente do aumento do volume de importações de milho doce provenientes da China, com preços de importação mais baixos do que os das importações de produtos tailandeses.
                  
               
                     (133)
                  
                  
                     Embora as importações chinesas tenham um preço médio inferior, os volumes de importação durante o período de inquérito de reexame continuaram a ser negligenciáveis (0,4 % de parte de mercado), pelo que essas importações não foram tidas em conta na avaliação do prejuízo. Esta alegação foi rejeitada.
                  
               
                     (134)
                  
                  
                     O Governo da Tailândia e os dois produtores-exportadores defenderam ainda que o mau desempenho da indústria da União se devia às condições meteorológicas especiais que se fizeram sentir na Europa em 2018. Os dois produtores-exportadores referiram um artigo de imprensa (14) sobre a colheita do milho de 2018. A Comissão assinala, em primeiro lugar, que a colheita de 2018 de milho doce não afeta os resultados da indústria da União no período considerado (que termina em junho de 2018) - pois as vendas até junho de 2018 baseiam-se na colheita do ano anterior. Em segundo lugar, o artigo não é relevante porque o milho é uma planta diferente do milho doce e não foi utilizado para produzir o produto objeto de reexame.
                  
               
                     (135)
                  
                  
                     A indústria da União alegou que a avaliação do prejuízo deveria estabelecer uma distinção entre latas de conserva de grandes dimensões vendidas no segmento da marca de retalhista, em que os produtores-exportadores tailandeses detinham uma parte de mercado compreendida entre 20 % e 30 % e em que a indústria da União tivera um baixo nível de rendibilidade e sofrera um prejuízo importante.
                  
               
                     (136)
                  
                  
                     Como referido no considerando 96, o mercado do milho doce caracteriza-se por dois canais de venda, marca de retalhista e marca própria. Em conformidade com o artigo 11.o, n.o 9, do regulamento de base, e tal como se verificou no inquérito inicial que instituiu o direito, a avaliação do prejuízo baseou-se no desempenho global da indústria da União (marca própria + marca de retalhista), bem como, em relação a alguns indicadores de prejuízo (rendibilidade, volume de vendas e preços de venda) nas vendas do segmento da marca de retalhista. Não ocorreu qualquer alteração das circunstâncias que justificasse a utilização de uma metodologia diferente. Por conseguinte, a alegação foi rejeitada.
                  
               
                     (137)
                  
                  
                     Em termos de prejuízo, a situação da indústria da União não é uniforme. As medidas anti-dumping alcançaram parcialmente o seu objetivo, eliminando algum do prejuízo sofrido pela indústria da União em consequência das importações objeto de dumping provenientes da Tailândia. No entanto, de forma geral, em especial tendo em conta a baixa rendibilidade, a situação da indústria da União é ainda vulnerável e precária.
                  
               
                     (138)
                  
                  
                     Em consequência, a Comissão concluiu que, embora a indústria da União tenha sofrido, de facto, algum prejuízo durante o período de inquérito de reexame, este não pode ser considerado um prejuízo importante na aceção do artigo 3.o, n.o 5, do regulamento de base.
                  
               6.   PROBABILIDADE DE REINCIDÊNCIA DO PREJUÍZO
         
         
                     (139)
                  
                  
                     A Comissão concluiu no considerando 138 que a indústria da União não sofreu um prejuízo importante durante o período de inquérito de reexame. A Comissão avaliou, então, em conformidade com o artigo 11.o, n.o 2, do regulamento de base, se haveria probabilidade de reincidência do prejuízo causado pelas importações objeto de dumping provenientes da Tailândia, caso as medidas viessem a caducar. Com base nas tendências acima descritas, afigura-se que as medidas anti-dumping só atingiram parcialmente o seu objetivo de eliminar o prejuízo causado aos produtores da União. Todavia, como mostra a evolução negativa de vários indicadores de prejuízo, a indústria da União ainda se encontra numa situação vulnerável e precária.
                  
               
                     (140)
                  
                  
                     Neste contexto, a Comissão examinou a capacidade de produção e a capacidade não utilizada no país em causa, a atratividade do mercado da União e o impacto das importações provenientes do país em causa na situação da indústria da União, se as medidas viessem a caducar.
                  
               6.1.   Capacidade de produção não utilizada/transformação
         
         
                     (141)
                  
                  
                     Tal como mencionado nos considerandos 68 a 70, os exportadores tailandeses dispõem de uma substancial capacidade não utilizada para aumentar rapidamente as suas exportações. Além disso, a capacidade de transformação não utilizada tailandesa é estimada em cerca de 150 000 toneladas, o que corresponde a cerca de dez vezes o volume de exportação tailandês para a União.
                  
               6.2.   Atratividade do mercado da União
         
         
                     (142)
                  
                  
                     Tendo em conta os preços mais lucrativos no mercado da União comparativamente a alguns mercados de países terceiros, como se refere no considerando 72, é provável que quantidades significativas atualmente exportadas para esses países venham a ser reencaminhadas para o mercado da União, caso as medidas anti-dumping venham a caducar.
                  
               
                     (143)
                  
                  
                     Nessa base, na ausência de medidas, os produtores tailandeses irão provavelmente aumentar bastante a sua presença no mercado da União, tanto em termos de volume como de parte de mercado, e a preços de dumping que irão exercer uma pressão crescente sobre os preços de venda da indústria da União.
                  
               6.3.   Impacto na indústria da União
         
         
                     (144)
                  
                  
                     Com a provável chegada de grandes quantidades de importações tailandesas a subcotar os preços, a indústria da União será forçada a reduzir a produção ou a baixar os preços. Mesmo uma baixa subcotação dos preços tem um impacto significativo na rendibilidade da indústria da União, tal como demonstrado na análise da marca de retalhista nos considerandos 122 e 123.
                  
               
                     (145)
                  
                  
                     Dada a vulnerabilidade da indústria da União, a diminuição dos volumes de produção e dos preços de venda implicaria uma deterioração muito rápida da sua rendibilidade e de outros indicadores de desempenho.
                  
               6.4.   Conclusão sobre a probabilidade de reincidência do prejuízo
         
         
                     (146)
                  
                  
                     Com base no que precede, pode concluir-se que existe uma probabilidade de reincidência de prejuízo importante, caso as medidas anti-dumping em vigor caduquem.
                  
               
                     (147)
                  
                  
                     Dois produtores-exportadores observaram que não existe probabilidade de reincidência de prejuízo importante, uma vez que a Comissão não apresentou elementos de prova factuais suficientes, principalmente porque o mercado da União não é o mercado principal nem preferencial do produto objeto de reexame e porque os indicadores económicos existentes revelam uma evolução positiva. O Governo da Tailândia focou igualmente este aspeto.
                  
               
                     (148)
                  
                  
                     Os elementos de prova da probabilidade de reincidência de prejuízo foram explicitados nos considerandos 139 a 145, em que a Comissão efetuou uma avaliação prospetiva da probabilidade de reincidência do prejuízo. Essa análise não se baseia exclusivamente na atual situação referente ao mercado principal e preferencial do produto objeto de reexame e ao desempenho da indústria da União, mas considera a situação provável do mercado da União caso as medidas anti-dumping venham a ser revogadas. Por conseguinte, esta alegação foi rejeitada.
                  
               7.   INTERESSE DA UNIÃO
         
         
                     (149)
                  
                  
                     Em conformidade com o artigo 21.o do regulamento de base, a Comissão examinou se a manutenção das medidas anti-dumping em vigor seria contrária ao interesse da União no seu conjunto. A determinação do interesse da União baseou-se numa apreciação dos vários interesses envolvidos. Foi dada a todas as partes interessadas a oportunidade de apresentarem os seus pontos de vista, em conformidade com o artigo 21.o, n.o 2, do regulamento de base.
                  
               7.1.   Interesse da indústria da União
         
         
                     (150)
                  
                  
                     Tal como mencionado no considerando 139, a indústria da União ainda se encontra numa situação precária e vulnerável. Uma continuação das medidas destinadas a aumentar os seus preços de venda (em especial para a marca de retalhista) ajudaria a recuperar os seus custos de produção acrescidos. Tal permitiria à indústria da União melhorar a sua situação financeira.
                  
               7.2.   Interesse dos retalhistas e dos consumidores
         
         
                     (151)
                  
                  
                     No anterior inquérito de reexame da caducidade, concluiu-se que os retalhistas não seriam afetados de forma desproporcionada, mesmo que as medidas fossem prorrogadas.
                  
               
                     (152)
                  
                  
                     No presente inquérito, a Comissão não encontrou quaisquer elementos de prova que sugiram que esta situação se tenha alterado desde o reexame da caducidade anterior. Nenhum retalhista colaborou no inquérito nem alegou que esta conclusão já não fosse válida. Deste modo, a Comissão concluiu que as medidas atualmente em vigor não exerceram qualquer efeito negativo substancial na situação financeira dos retalhistas e que a continuação dessas medidas não os afetaria indevidamente.
                  
               
                     (153)
                  
                  
                     No que toca aos consumidores, a média dos gastos com milho doce por família é muito limitada. Tendo em conta o nível moderado das medidas em vigor, os efeitos da manutenção das medidas seria provavelmente negligenciável para os consumidores.
                  
               
                     (154)
                  
                  
                     Atendendo ao que precede, considera-se, por conseguinte, improvável que a situação dos retalhistas e dos consumidores da União seja substancialmente afetada pelas medidas propostas.
                  
               7.3.   Risco de escassez da oferta/concorrência no mercado da União
         
         
                     (155)
                  
                  
                     O consumo na União permaneceu estável, com cerca de 365 000 toneladas. A capacidade da indústria da União excedeu constantemente a procura da UE no período considerado, atingindo um nível de cerca de 466 000 toneladas no período de inquérito do reexame. Afigura-se que a indústria da União tem capacidade não utilizada para aumentar a sua produção em caso de aumento da procura. As importações provenientes de outros países terceiros, nomeadamente dos Estados Unidos da América e da China, podem também satisfazer parte da procura. Com efeito, as medidas anti-dumping não têm por objetivo impedir as importações provenientes da Tailândia na União. Tendo em conta o baixo nível do direito anti-dumping, é de esperar que as importações tailandesas continuem a representar uma certa parte no mercado da União.
                  
               
                     (156)
                  
                  
                     Tendo em conta o que precede, não se pode concluir que a manutenção das medidas anti-dumping teria provavelmente como resultado uma escassez da oferta ou uma restrição da concorrência no mercado da União.
                  
               7.4.   Conclusão sobre o interesse da União
         
         
                     (157)
                  
                  
                     Por conseguinte, a Comissão concluiu que não existem razões imperiosas para considerar que não é do interesse da União manter as medidas anti-dumping em vigor sobre as importações do produto objeto de reexame.
                  
               8.   
               MEDIDAS ANTI
               ‐DUMPING
            
         
         
                     (158)
                  
                  
                     Com base nas conclusões da Comissão sobre a continuação do dumping, a reincidência do prejuízo e o interesse da União, devem ser mantidas as medidas anti-dumping sobre certas preparações ou conservas de milho doce em grão originárias da Tailândia.
                  
               
                     (159)
                  
                  
                     Todas as partes interessadas foram informadas dos factos e das considerações essenciais com base nos quais se tenciona recomendar a manutenção das medidas em vigor. Foi-lhes igualmente concedido um período para apresentarem observações na sequência da divulgação dos referidos factos e considerações, bem como para solicitarem uma audição à Comissão e/ou ao conselheiro auditor em matéria de processos comerciais. As observações e comentários foram devidamente tomados em consideração, sempre que tal se justificou.
                  
               
                     (160)
                  
                  
                     Nos termos do artigo 109.o do Regulamento (UE, Euratom) 2018/1046 do Parlamento Europeu e do Conselho (15), quando um montante tiver de ser reembolsado na sequência de um acórdão do Tribunal de Justiça da União Europeia, a taxa de juro é a taxa aplicada pelo Banco Central Europeu às suas principais operações de refinanciamento, tal como publicada na série C do Jornal Oficial da União Europeia, em vigor no primeiro dia de calendário de cada mês.
                  
               
                     (161)
                  
                  
                     O Comité instituído pelo artigo 15.o, n.o 1, do Regulamento (UE) 2016/1036 não emitiu parecer,
                  
               ADOTOU O PRESENTE REGULAMENTO:
         
            Artigo 1.o
            
            
               1.   É instituído um direito anti-dumping definitivo sobre as importações de milho doce (Zea mays var. saccharata) em grão, preparado ou conservado em vinagre ou em ácido acético, não congelado, atualmente classificado no código NC ex 2001 90 30 (código TARIC 2001903010), e de milho doce (Zea mays var. saccharata) em grão, preparado ou conservado exceto em vinagre ou em ácido acético, não congelado, com exceção dos produtos da posição 2006, atualmente classificado no código NC ex 2005 80 00 (código TARIC 2005800010), originários do Reino da Tailândia.
            
            
               2.   As taxas do direito anti-dumping definitivo aplicáveis ao preço líquido, franco-fronteira da União, do produto não desalfandegado referido no n.o 1 produzido pelas empresas a seguir enumeradas são as seguintes:
               
                           Empresa
                        
                        
                           Direito anti-dumping (%)
                        
                        
                           Código adicional TARIC
                        
                     
                           Karn Corn Co Ltd, 68 Moo 7 Tambol Saentor, Thamaka, Kanchanaburi 711 30, Tailândia
                        
                        
                           3,1
                        
                        
                           A789
                        
                     
                           Kuiburi Fruit Canning Co., Ltd, 236 Krung Thon Muang Kaew Building, Sirindhorn Rd., Bangplad, Bangkok 10700, Tailândia
                        
                        
                           14,3
                        
                        
                           A890
                        
                     
                           Malee Sampran Public Co., Ltd Abico Bldg. 401/1 Phaholyothin Rd., Lumlookka, Pathumthani 12130, Tailândia
                        
                        
                           12,8
                        
                        
                           A790
                        
                     
                           River Kwai International Food Industry Co., Ltd, 99 Moo 1 Thanamtuen Khaupoon Road Kaengsian, Muang, Kanchanaburi 71000 Tailândia
                        
                        
                           12,8
                        
                        
                           A791
                        
                     
                           Sun Sweet Co., Ltd, 9 M. 1, Sanpatong, Chiang Mai 50120, Tailândia
                        
                        
                           11,1
                        
                        
                           A792
                        
                     
                           Produtores-exploradores que colaboraram no inquérito, enumerados no anexo
                        
                        
                           12,9
                        
                        
                           A793
                        
                     
                           Todas as outras empresas
                        
                        
                           14,3
                        
                        
                           A999
                        
                     
            
               3.   Salvo especificação em contrário, são aplicáveis as disposições em vigor em matéria de direitos aduaneiros.
            
         
         
            Artigo 2.o
            
            A Comissão pode alterar o artigo 1.o, n.o 2, a fim de aditar um novo produtor-exportador e de lhe atribuir a taxa média ponderada do direito anti-dumping aplicável às empresas colaborantes não incluídas na amostra do inquérito inicial, sempre que um novo produtor-exportador da Tailândia apresentar à Comissão elementos de prova suficientes de que:
            
                        a)
                     
                     
                        Não exportou para a União o produto descrito no n.o 1 no período compreendido entre 1 de janeiro de 2005 e 31 de dezembro de 2005 (período de inquérito inicial);
                     
                  
                        b)
                     
                     
                        Não está coligado com nenhum dos exportadores ou produtores tailandeses sujeitos às medidas anti-dumping instituídas pelo presente regulamento; e
                     
                  
                        c)
                     
                     
                        Após o termo do período de inquérito inicial, exportou efetivamente o produto objeto de reexame para a União ou subscreveu uma obrigação contratual e irrevogável de exportação de uma quantidade significativa desse produto para a União.
                     
                  
         
            Artigo 3.o
            
            O presente regulamento entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação no Jornal Oficial da União Europeia.
         
         
            O presente regulamento é obrigatório em todos os seus elementos e diretamente aplicável em todos os Estados-Membros.
            Feito em Bruxelas, em 28 de novembro de 2019.
            
               
                  Pela Comissão
               
               
                  O Presidente
               
               Jean-Claude JUNCKER
            
         
         
            (1)  JO L 176 de 30.6.2016, p. 21.
         
            (2)  Regulamento (CE) n.o 682/2007 do Conselho, de 18 de junho de 2007, que institui um direito anti-dumping definitivo e estabelece a cobrança definitiva do direito provisório instituído sobre as importações de certas preparações ou conservas de milho doce em grão originárias da Tailândia (JO L 159 de 20.6.2007, p. 14).
         
            (3)  Regulamento (CE) n.o 954/2008 do Conselho, de 25 de setembro de 2008, que altera o Regulamento (CE) n.o 682/2007 que institui um direito anti-dumping definitivo e estabelece a cobrança definitiva do direito provisório instituído sobre as importações de certas preparações ou conservas de milho doce em grão originárias da Tailândia (JO L 260 de 30.9.2008, p. 1).
         
            (4)  Decisão 2007/424/CE da Comissão, de 18 de junho de 2007, que aceita os compromissos oferecidos no âmbito do processo anti-dumping relativo às importações de certas preparações ou conservas de milho doce em grão originárias da Tailândia (JO L 159 de 20.6.2007, p. 42).
         
            (5)  Regulamento (CE) n.o 847/2009 do Conselho, de 15 de setembro de 2009, que altera o Regulamento (CE) n.o 682/2007 que institui um direito anti-dumping definitivo sobre as importações de certas preparações ou conservas de milho doce em grão originárias da Tailândia (JO L 246 de 18.9.2009, p. 1).
         
            (6)  Regulamento de Execução (UE) n.o 875/2013 do Conselho, de 2 de setembro de 2013, que institui um direito anti-dumping definitivo sobre as importações de certas preparações ou conservas de milho doce em grão originárias da Tailândia, na sequência de um reexame da caducidade nos termos do artigo 11.o, n.o 2, do Regulamento (CE) n.o 1225/2009 (JO L 244 de 13.9.2013, p. 1).
         
            (7)  Regulamento de Execução (UE) n.o 307/2014 do Conselho, de 24 de março de 2014, que altera o Regulamento de Execução (UE) n.o 875/2013, que institui um direito anti-dumping definitivo sobre as importações de certas preparações ou conservas de milho doce em grão originárias da Tailândia, na sequência de um reexame intercalar nos termos do artigo 11.o, n.o 3, do Regulamento (CE) n.o 1225/2009 (JO L 91 de 27.3.2014, p. 1).
         
            (8)  Aviso na sequência dos acórdãos de 14 de dezembro de 2017 e de 28 de março de 2019, nos processos T-460/14 e C-144/18 P respetivamente, no que diz respeito ao Regulamento de Execução (UE) n.o 307/2014 do Conselho que altera o Regulamento de Execução (UE) n.o 875/2013 que institui um direito anti dumping definitivo sobre as importações de certas preparações ou conservas de milho doce em grão originárias da Tailândia (JO C 291 de 29.8.2019, p. 3).
         
            (9)  Aviso da caducidade iminente de certas medidas anti-dumping (JO C 440 de 21.12.2017, p. 21).
         
            (10)  Aviso de início de um reexame da caducidade das medidas anti‐dumping aplicáveis às importações de certas preparações ou conservas de milho doce em grão originárias do Reino da Tailândia (JO C 322 de 12.9.2018, p. 4).
         
            (11)  Artigo IEG Vu de 24/10/18, na comunicação da AETMD de 29.3.2019, anexo 8.
         
            (12)  Comunicação da AETMD de 29/3/2019.
         
            (13)  Exportações de 13 643 toneladas do produto objeto de reexame (ver quadro 2), em comparação com uma capacidade não utilizada total de 150 000 toneladas.
         
            (14)  https://www.lemonde.fr/economie/article/2018/10/20/la-roumanie-vampirise-le-marche-europeen-du-mais_5372297_3234.html?xtmc=dracula&xtcr=1
         
            (15)  Regulamento (UE, Euratom) 2018/1046 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 18 de julho de 2018, relativo às disposições financeiras aplicáveis ao orçamento geral da União, que altera os Regulamentos (UE) n.o 1296/2013, (UE) n.o 1301/2013, (UE) n.o 1303/2013, (UE) n.o 1304/2013, (UE) n.o 1309/2013, (UE) n.o 1316/2013, (UE) n.o 223/2014 e (UE) n.o 283/2014, e a Decisão n.o 541/2014/UE, e revoga o Regulamento (UE, Euratom) n.o 966/2012 (JO L 193 de 30.7.2018, p. 1).
      
      
         
            ANEXO
            
               Lista dos produtores-exportadores que colaboraram no inquérito mencionados no artigo 1.o, n.o 2, com o código adicional TARIC A793
            
            
                        Nome
                     
                     
                        Endereço
                     
                  
                        Agro-On (Thailand) Co., Ltd
                     
                     
                        50/499-500 Moo 6 Baan Mai, Pakkret, Monthaburi 11120, Tailândia
                     
                  
                        B.N.H. Canning Co., Ltd
                     
                     
                        425/6-7 Sathorn Place Bldg., Klongtonsai, Kongsan Bangkok 10600, Tailândia
                     
                  
                        Boonsith Enterprise Co., Ltd
                     
                     
                        7/4 M.2, Soi Chomthong 13, Chomthong Rd., Chomthong, Bangkok 10150, Tailândia
                     
                  
                        Erawan Food Public Company Limited
                     
                     
                        Panjathani Tower 16th floor, 127/21 Nonsee Rd., Chongnonsee, Yannawa, Bangkok 10120, Tailândia
                     
                  
                        Great Oriental Food Products Co., Ltd
                     
                     
                        888/127 Panuch Village Soi Thanaphol 2, Samsen-Nok, Huaykwang, Bangkok 10310, Tailândia
                     
                  
                        Lampang Food Products Co., Ltd
                     
                     
                        22K Building, Soi Sukhumvit 35, Klongton Nua, Wattana, Bangkok 10110, Tailândia
                     
                  
                        O.V. International Import-Export Co., Ltd
                     
                     
                        121/320 Soi Ekachai 66/6, Bangborn, Bangkok 10500, Tailândia
                     
                  
                        Pan Inter Foods Co., Ltd
                     
                     
                        400 Sunphavuth Rd, Bangna, Bangkok 10260, Tailândia
                     
                  
                        Siam Food Products Public Co., Ltd
                     
                     
                        3195/14 Rama IV Road, Vibulthani Tower 1, 9th Fl., Klong Toey, Bangkok, 10110 Tailândia
                     
                  
                        Viriyah Food Processing Co., Ltd
                     
                     
                        100/48 Vongvanij B Bldg, 18th Fl, Praram 9 Rd., Huay Kwang, Bangkok 10310, Tailândia
                     
                  
                        Vita Food Factory (1989) Ltd
                     
                     
                        89 Arunammarin Rd., Banyikhan, Bangplad, Bangkok 10700, Tailândia