CELEX: 31987H0185
Language: pt
Date: 1987-02-06 00:00:00
Title: 87/185/CEE: Recomendação da Comissão de 6 de Fevereiro de 1987 relativa aos métodos de análise quantitativa para a identificação de fibras acrílicas e modacrílicas bem como de clorofibras e fibras de trivinil

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31987H0185

87/185/CEE: Recomendação da Comissão de 6 de Fevereiro de 1987 relativa aos métodos de análise quantitativa para a identificação de fibras acrílicas e modacrílicas bem como de clorofibras e fibras de trivinil  

Jornal Oficial nº L 075 de 17/03/1987 p. 0028 - 0033

*****RECOMENDAÇÃO  DA COMISSÃO  de 6 de Fevereiro de 1987  relativa aos métodos de análise quantitativa para a identificação de fibras acrílicas e modacrílicas bem como de clorofibras e fibras de trivinil  (87/185/CEE)  A COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS,  Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Económica Europeia e, nomeadamente, o segundo travessão do seu artigo 155º,  Considerando que o Anexo I da Directiva 71/307/CEE do Conselho, de 26 de Julho de 1971, relativa à aproximação das legislações dos Estados-membros rspeitantes às denominações têxteis (1), com a última redacção que lhe foi dada pela Directiva 83/623/CEE (2), prevê a etiquetagem obrigatória dos produtos têxteis e estabelece a denominação e a descrição das fibras têxteis; que as fibras que compõem estes produtos, e cuja denominação é indicada na etiqueta, devem ser conformes a esta descrição;  Considerando que o referido anexo prevê que as fibras referidas nos nºs 24, 25, 27 e 35 devem apresentar, na cadeia, percentagens definidas de uma dada unidade monomérica, que constituem o único critério que, em certos casos, permite identificá-las e distingui-las entre si;  Considerando que, aquando dos controlos de conformidade dos produtos têxteis com a composição declarada na etiqueta, pode ser necessário, para reconhecer as fibras acima mencionadas, verificar tais percentagens; que, para este fim, os laboratórios de análise devem dispor de métodos adequados e tanto quanto possível uniformes para a determinação quantitativa do azoto e do cloro, que compõem as unidades monoméricas das referidas fibras;  Considerando que, no actual estado da técnica, nem sempre é possível determinar as percentagens de azoto ou de cloro inerentes exclusivamente às referidas unidades monoméricas, dado que a quantidade destas substâncias só pode ser determinada globalmente, tendo igualmente em conta a eventual presença na fibra de matérias tais como corantes e aditivos que contêm azoto ou cloro; que, nestas condições, não podem ser estabelecidos métodos de análise obrigatórios;  Considerando, contudo, que, a fim de assegurar a indispensável uniformidade dos resultados dos controlos de conformidade dos produtos têxteis, efectuados na Comunidade, é oportuno indicar aos laboratórios métodos de determinação quantitativa de azoto e de cloro tão precisos quanto possível, a que possam recorrer, tendo em conta o estado actual da técnica; que numerosos ensaios interlaboratoriais efectuados no âmbito da Comissão permitiram elaborar tais métodos; que é conveniente, por conseguinte, recomendar a sua utilização em conformidade com os pontos de vista expressos no comité para o sector das directivas relativas às denominações e à etiquetagem dos produtos têxteis,  FORMULOU A PRESENTE RECOMENDAÇÃO:  Artigo 1º  Recomenda-se que os laboratórios que efectuam os controlos de conformidade da composição dos produtos têxteis utilizem os métodos de análise quantitativa que figuram no anexo da presente recomendação, para a identificação das fibras referidas nos nºs 24, 25, 27 e 35 do Anexo I da Directiva 71/307/CEE.  Artigo 2º  Os Estados-membros informarão a Comissão das medidas tomadas em aplicação da presente recomendação.  Artigo 3  Os Estados-membros são destinatários da presente recomendação.  Feito em Bruxelas, em 6 de Fevereiro de 1987.  Pela Comissão  Grigoris VARFIS  Membro da Comissão  (1) JO nº L 185 de 16. 8. 1971, p. 16.  (2) JO nº L 353 de 15. 12. 1983, p. 8.  ANEXO  MÉTODOS DE ANÁLISE QUANTITATIVA RECOMENDADOS PARA A IDENTIFICAÇÃO DE FIBRAS ACRÍLICAS E MODACRÍLICAS BEM COMO DE CLOROFIBRAS E FIBRAS TRIVINIL  Aviso  Os métodos abaixo mencionados nos pontos A e B permitem verificar as percentagens da unidade monomérica fixadas para as fibras acrílicas e modacrílicas, bem como para as clorifibras e fibras trivinil, referidas respectivamente nos nºs 24 e 27 por um lado e 25 e 35 por outro, no Anexo I da Directiva 71/307/CEE.  Todavia, estes métodos não podem ser considerados como o único meio de verificar a conformidade das fibras acima mencionadas com as respectivas descrições. Nos casos de dúvida, os resultados obtidos com a aplicação destes métodos poderão ser verificados mediante a utilização de outras técnicas adequadas, nomeadamente, se se situam no limite dos valores que caracterizam os tipos de fibras em questão.  A. MÉTODO PARA A DETERMINAÇÃO QUANTITATIVA DE AZOTO COM VISTA À IDENTIFICAÇÃO DE FIBRAS ACRÍLICAS E MODACRÍLICAS REFERIDAS NOS Nºs 24 E 27 DO ANEXO I DA DIRECTIVA 71/703/CEE  1. Âmbito de aplicação  Este método aplica-se, após a eliminação das matérias não fibrosas, na identificação de fibras acrílicas e de fibras modacrílicas no estado puro ou isoladas de uma mistura.  Este método só se aplica se for possível a eliminação prévia e total das substâncias adicionadas, em especial das substâncias azotadas. Os corantes devem, neste caso, ser considerados como substâncias adicionadas, em derrogação da Directiva 72/276/CEE do Conselho (1), relativa às análises das misturas binárias.  2. Princípio  Doseia-se o teor em azoto e calcula-se, através de um factor de conversão, a percentagem em massa da unidade acrilonitrílica presente na fibra.  3. Aparelhos e reagentes  3.1. Aparelhos  i) Balão de digestão Kjeldahl de 500 ml;  ii) Aparelho de destilação Kjeldahl;  iii) Aparelho de titulação que permita uma precisão de 0,05 ml.  3.2. Reagentes  Todos os reagentes utilizados devem ser de qualidade « puro para análise » e a água deve ser destilada:  i) Sulfato de potássio anidro;  ii) Sulfato de cobre (CuSO4 5 H2o);  iii) Ácido sulfúrico concentrado (d = 1,84 a 20 °C);  iv) Ácido sulfúrico 0,1 N (solução titulada);  v) Solução de hidróxido de sódio 400 g/l: dissolver 400 g de hidróxido de sódio em 400 a 500 ml de água e perfazer até 1 l com água;  vi) Solução de hidróxido de sódio 0,1 N (solução titulada);  vii) Solução de fenolftaleína, utilizada como indicador.  4. Técnica  No que respeita à recolha, tratamento preliminar, secagem e pesagem, devem seguir-se as instruções do ponto I « Generalidades sobre os métodos de análise química quantitativa das misturas binárias de fibras têxteis » da Directiva 72/276/CEE.  Transferir cerca de 0,5 g de amostra seca, pesada rigorosamente para o balão Kjeldahl e adicionar 10 g de sulfato de potássio, 1 g de sulfato de cobre e 25 ml de ácido sulfúrico concentrado (densidade 1,84). Agitar ligeiramente o balão, para que todas as fibras sejam completamente impregnadas de ácido.  Colocar o balão em posição inclinada numa hote de aspiração, aquecer lentamente e com precaução no bico de Bunsen ou em qualquer outro aparelho de aquecimento, até à destruição das fibras. Aumentar, em seguida, o aquecimento de forma a manter a solução em ebulição moderada (cerca de 350 °C) durante 30 minutos, ou seja, até a solução se tornar quase incolor (límpida).  Deixar arrefecer o balão e diluir o conteúdo, cuidadosamente, em 150 ml de água.  Deitar cerca de 100 ml de solução de ácido sulfúrico 0,1 N num matrás cónico de 250 ml, que se coloca sob o refrigerante do aparelho de destilação, de forma a que o orifício do tubo de escoamento fique imerso no líquido.  Ligar o balão de Kjeldahl ao aparelho de destilação e neutralizar, lenta e cuidadosamente, com 120 ml de solução de hidróxido de sódio (400 g/l).  Aquecer até atingir uma ebulição moderada e recolher, no mínimo, 100 ml de destilado, a fim de recuperar quantitivamente todo o amoníaco.  No final da destilação, baixar o matrás cónico de modo a que a extremidade do tubo refrigerante se encontre a cerca de 20 mm acima do nível do líquido, e destilar ainda durante um minuto.  Lavar a extremidade do tubo com água destilada e recolher o líquido de lavagem no matrás cónico.  Titular o destilado com a solução titulada de hidróxido de sódio 0,1 N, utilizando a fenolftaeína como indicador.  5. Cálculo e expressão dos resultados  A percentagem de azoto na amostra seca é calculada do seguinte modo:  1.2 // A % =   // 14 (V1n1  V2n2) 10 m  em que:  1.2.3 //  // A %   // = percentagem de azoto na amostra seca e pura;   //   // V1   // = volume em mililitros da solução de ácido sulfúrico 0,1 N;   //   // n1   // = normalidade da solução em ácido sulfúrico;   //   // V2   // = volume em mililitros da solução de hidróxido de sódio 0,1 N;   //   // n2   // = normalidade da solução de hidróxido de sódio;   //  // m   // = massa em gramas da amostra pré-tratada e seca.  Calcular a percentagem da unidade monomérica acrilonitrilo, aproximando até às décimas, de acordos cm a seguinte fórmula:  unidade acrilonitrilo % = A % × 3,788.  6. Precisão do método  Os limites de confiança dos resultados relativos à percentagem de azoto obtido segundo este método não são superiores a ±1 para o limite de confiança de 95 %.  B. MÉTODO PARA A DETERMINAÇÃO QUANTITATIVA DO CLORETO COM VISTA À IDENTIFICAÇÃO DE CLOROFIBRAS E FIBRAS TRIVINIL MENCIONADAS NOS Nºs 25 e 35 DO ANEXO I DA DIRECTIVA 71/307/CEE  1. Âmbito de aplicação  Este método aplica-se, depois da eliminação das matérias não fibrosas, na identificação de clorofibras e fibras trivinil no estado puro ou isoladas de uma mistura.  Este método apenas é aplicável se for possível a eliminação prévia e total das substâncias adicionadas, em especial as substâncias cloradas. Em derrogação da directiva relativa às análises de misturas binárias, os corantes devem, neste caso, ser considerados como substâncias adicionadas.  2. Princípio  Após a combustão da amostra numa atmosfera de oxigénio, determina-se o teor em cloro e calcula-se, através de factores de conversão, a percentagem em massa da unidade vinil ou vinilideno clorado presente na fibra. 3. Aparelhos e reagentes  3.1. Aparelhos  i) Matrás de combustão de colo plissado, em vidro de borossilicato, ou equivalente, de cerca de 500 ml fechado por uma rolha esmerilada em vidro de borossilicato sobre a qual é soldado um fio de platina de 0,5 - 0,7 mm de diâmetro e de cerca de 100 mm de comprimento (figura 1);  O matrás e a rolha devem dispor de um dispositivo que assegure que esta última seja estanque, de forma a evitar as perdas de gás durante a combustão;  ii) Dispositivo para queimar a matéria (é recomendado o infravermelho);  iii) Papel de filtro com baixo teor em cloro e em cinzas.  3.2. Reagentes  Todos os reagentes utilizados devem ser de qualidade « puro para análise » e a água deve ser destilada.  i) Solução de hidróxido de potássio 0,01 N (solução titulada);  ii) Água oxigenada a 30 % (m/m);  iii) Oxigénio em garrafa;  iv) Ácido perclórico (70 % m/m; d = 1,67);  v) Solução alcólica de difenilcarbazona 0,1 % (m/m);  vi) Solução de mercúrio (II) perclorado 0,01 N padronizado com cloreto de sódio padrão para análise elementar. Para a preparação da solução dispersar 1,1 g de óxido de mercúrio (amarelo) em 800 ml de água e juntar 1,54 ml de ácido perclórico a 70 %; perfazer o volume até 1 000 ml e padronizar com uma solução de cloreto de sódio de título conhecido.  4. Técnica  No que se refere à colheita, tratamento preliminar, secagem e pesagem, seguir as instruções fornecidas no ponto I « Generalidades sobre os métodos de análise química quantitativa da misturas binárias das fibras têxteis » da Directiva 72/276/CEE.  Pesar exactamente cerca de 300 mg de amostra seca, e colocá-la sobre o papel de filtro dobrado (segundo as linhas tracejadas da figura 2) e rolar de baixo para cima.  Enrolar o fio de platina aplicado na rolha apertando-o à volta do papel que contém a amostra afastando o pavio para que este saia livremente.  Deitar no matrás de combustão 10 ml de água, 20 ml de solução de hidróxido de potássio 0,01 N e 3 a 4 gotas de água oxigenada.  Fazer passar uma corrente de oxigénio no matrás durante alguns segundos, até à saturação. Acender o pavio, fechar imediatamente o matrás e comprimir a rolha.  Deixar arrefecer o conjunto durante 25 a 30 minutos, durante os quais se agita energicamente o matrás várias vezes de modo a acelerar a absorção dos produtos de combutão.  Encher o colo plissado do matrás com alguns ml de água destilada e em seguida retirar a rolha. Lavar o fio de platina e as paredes do matrás com 50 a 60 ml de água.  Levar à ebulição a solução alcalina durante 3 a 5 minutos e em seguida acidificar a solução com ácido perclórico a 70 %, até atingir um pH de cerca de 3,5.  Adicionar 2 ml de indicador com difenilcarbazona e titular com a solução de mercúrio perclorado N/100 até ao ponto de viragem de incolor para lilás.  Efectuar uma titulação em branco, utilizando as mesmas quantidades de reagente e de papel de filtro que na execução do ensaio.  [A titulação com perclorato de mercúrio (II) e com um indicador cromático pode ser substituída por uma titulação potenciométrica, utilizando um eléctrodo de prata, com uma solução de nitrato de prata de título conhecido]. 5. Cálculo e expressão dos resultados  Calcular a percentagem de cloro na amostra de fibra seca, em estudo, através da fórmula:  1.2 // Cl % =   // (AB) × n × 35,46 × 100 m  em que  1.2.3 //  // Cl   // = teor de cloro em percentagem na amostra seca e pura;   //   // A   // = mililitros de solução de perclorato de mercúrio 0,01 N utilizados na titulação da amostra;   //   // B   // = mililitros de solução de perclorato de mercúrio 0,01 N utilizados na titulação do ensaio em branco;   //   // n   // = normalidade da solução de perclorato de mercúrio;   //   // m   // = massa da amostra pré-tratada e seca, em miligramas.  Calcular a percentagem da unidade monomérica vinil clorado ou vinilideno clorado, aproximando até às décimas, segundo uma das seguintes fórmulas:  1.2 // - unidade vinil clorado %   // = Cl % × 1,762,   // - unidade vinilideno clorado %   // = Cl % × 1,367.  6. Precisão do método  Os limites de confiança dos resultados relativos à percentagem de cloro obtida por este método não são superiores a ±0,5 para um limite de confiança de 95 %.  7. Precauções  - o matrás não deve conter resíduos ou vapores de solventes orgânicos,  - no caso de o pavio ser acendido manualmente, devem ser tomadas todas as precauções para evitar que o operador sofra qualquer acidente no caso do matrás explodir,  - depois de ter encerrado a amostra no matrás, é conveniente assegurar-se da sua hermeticidade dado que a primeira fase da combustão provoca uma forte pressão.  (1) JO nº L 173 de 31. 7. 1972, p. 1.