CELEX: 32018D0828(02)
Language: pt
Date: 2018-08-22 00:00:00
Title: Decisão de Execução da Comissão, de 22 de agosto de 2018, sobre a publicação, no Jornal Oficial da União Europeia, de um pedido de alteração do caderno de especificações de uma denominação do setor vitivinícola, ao abrigo do artigo 105.° do Regulamento (UE) n.° 1308/2013 do Parlamento Europeu e do Conselho [«Μαντινεία» (Mantinia) (DOP)]

28.8.2018   
               
               
                  PT
               
               
                  Jornal Oficial da União Europeia
               
               
                  C 302/13
               
            
         DECISÃO DE EXECUÇÃO DA COMISSÃO
         de 22 de agosto de 2018
         sobre a publicação, no Jornal Oficial da União Europeia, de um pedido de alteração do caderno de especificações de uma denominação do setor vitivinícola, ao abrigo do artigo 105.o do Regulamento (UE) n.o 1308/2013 do Parlamento Europeu e do Conselho
         [«Μαντινεία» (Mantinia) (DOP)]
         (2018/C 302/10)
         A COMISSÃO EUROPEIA,
         Tendo em conta o Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia,
         Tendo em conta o Regulamento (UE) n.o 1308/2013 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 17 de dezembro de 2013, que estabelece uma organização comum dos mercados dos produtos agrícolas e que revoga os Regulamentos (CEE) n.o 922/72, (CEE) n.o 234/79, (CE) n.o 1037/2001 e (CE) n.o 1234/2007 do Conselho (1), nomeadamente o artigo 97.o, n.o 3,
         Considerando o seguinte:
         
                     (1)
                  
                  
                     A Grécia apresentou um pedido de alteração do caderno de especificações da denominação «Μαντινεία» (Mantinia), ao abrigo do artigo 105.o do Regulamento (UE) n.o 1308/2013.
                  
               
                     (2)
                  
                  
                     A Comissão examinou o pedido e concluiu terem sido cumpridas as condições previstas nos artigos 93.o a 96.o, no artigo 97.o, n.o 1, bem como nos artigos 100.o, 101.o e 102.o do Regulamento (UE) n.o 1308/2013.
                  
               
                     (3)
                  
                  
                     A fim de possibilitar a apresentação de declarações de oposição nos termos do artigo 98.o do Regulamento (UE) n.o 1308/2013, o pedido de alteração do caderno de especificações da denominação «Μαντινεία» (Mantinia) deve ser publicado no Jornal Oficial da União Europeia,
                  
               DECIDE:
         
            Artigo único
            O pedido de alteração do caderno de especificações da denominação «Μαντινεία» (Mantinia) (DOP), ao abrigo do artigo 105.o do Regulamento (UE) n.o 1308/2013, consta do anexo da presente decisão.
            Nos termos do artigo 98.o do Regulamento (UE) n.o 1308/2013, a publicação da presente decisão no Jornal Oficial da União Europeia confere, por um período de dois meses, o direito de oposição à alteração do caderno de especificações referida no primeiro parágrafo do presente artigo.
         
         
            Feito em Bruxelas, em 22 de agosto de 2018.
            
               
                  Pela Comissão
               
               Pierre MOSCOVICI
               
                  Membro da Comissão
               
            
         
         
            (1)  JO L 347 de 20.12.2013, p. 671.
      
      
         
            ANEXO
            
               Μαντινεία/Mantinia
            
            
               PDO-GR-A1554-AM02
            
            
               Data do pedido: 10.6.2016
            
            PEDIDO DE ALTERAÇÃO DO CADERNO DE ESPECIFICAÇÕES
            1.   Normas aplicáveis à alteração
            
            Artigo 105.o do Regulamento (UE) n.o 1308/2013 — Alteração não menor
            2.   Descrição e fundamentação da alteração
            
            2.1.   Correção do título alcoométrico volúmico natural mínimo do vinho espumante branco de qualidade
            
            A alteração da ficha técnica PDO-GR-A1554 Mantinia, caderno de especificações e documento único diz respeito ao título alcoométrico volúmico natural mínimo do vinho espumante branco de qualidade com as indicações brut nature, extra brut, brut, extra sec, sec, demi sec e doux que passa de 11 % para 9,5 % vol. O valor de 11 % vol. foi inserido por erro durante a elaboração da ficha técnica.
            As práticas enológicas de produção do vinho espumante de qualidade Mantinia (DOP) exigem um título alcoométrico volúmico natural mínimo do vinho de base de 9,5 % vol., para que o título alcoométrico adquirido possa atingir 11 % vol. após a segunda fermentação; se o título alcoométrico volúmico natural mínimo do vinho de base utilizado na produção de vinho espumante for de 11 %, o título alcoométrico adquirido será de 12,5 % vol, o que não corresponde à realidade. O valor de 11 % vol. do título alcoométrico natural é, evidentemente, erróneo, uma vez que não constitui boa prática enológica.
            Esta alteração diz respeito à secção «Descrição do(s) vinho(s)» do documento único e do caderno de especificações do produto.
            2.2.   Correção do rendimento máximo em hectolitros do produto final por hectare para o vinho branco seco e o vinho espumante branco de qualidade
            
            A alteração da ficha técnica PDO-GR-A1554 Mantinia, caderno de especificações e documento único corrige o rendimento máximo em hectolitros do produto final por hectare, para o vinho branco seco e o vinho espumante branco de qualidade, de 66 hl para 82,5 hl, já que, ao elaborar a ficha técnica, se inseriu, por erro, o valor de 66 hl.
            O valor indicado no atual caderno de especificações é muito inferior ao valor observado na prática. Na prática, dado que o rendimento vitivinícola é de 1 100 quilogramas de uvas por decare (1 000 m2), a quantidade de 66 hl por hectare produz um rendimento de 60 % de vinho degorjado. Este rendimento é muito baixo e não cumpre as regras da vinificação moderna. A produção de vinho com o mínimo de tecnologia de que dispõem as adegas locais permite um rendimento de vinho degorjado superior a 74 %, que pode mesmo, em alguns casos, atingir os 78 %. Deve ter-se igualmente em conta que as colheitas de uvas mais suculentas permitem um rendimento mais elevado. Este facto, aliado às possibilidades da tecnologia moderna que permite extrair de forma adequada o sumo de uvas e obter a máxima percentagem de mostos puros para fermentação, comprova que o valor de 75 % corresponde à realidade. Com esta percentagem e o rendimento vitivinícola de 1 100 kg por 1 000 m2 obtém-se o rendimento recomendado de 82,5 hl.
            A presente alteração diz respeito às secções «rendimento máximo por hectare para o vinho branco seco» e «rendimento máximo por hectare para o vinho espumante branco de qualidade» do documento único e do caderno de especificações.
            DOCUMENTO ÚNICO
            1.   Nome registado
            
            Μαντινεία/Mantinia
            2.   Tipo de indicação geográfica
            
            DOP — denominação de origem protegida
            3.   Categoria de produtos vitivinícolas
            
            
                     
                        1.
                     
                     
                        Vinho
                     
                  
                     
                        5.
                     
                     
                        Vinho espumante de qualidade
                     
                  4.   Descrição do(s) vinho(s)
            
            
               Categoria 1. Vinho Branco Seco
            
            
                        —
                     
                     
                        Título alcoométrico volúmico natural mínimo: 11,0 % vol.
                     
                  
                        —
                     
                     
                        Título alcoométrico volúmico total: Mínimo de 11 % vol.
                     
                  
                        —
                     
                     
                        Teor total de açúcares: 0-4 g/l
                     
                  Aspeto: Cor de palha (amarelo claro), com reflexos verdes, podendo tender para o amarelo escuro com o envelhecimento.
            Aroma: Bouquet complexo e intenso, com notas frutadas (citrinos, principalmente) e florais (rosa, jasmim, etc.), típicas das castas utilizadas, dependendo da percentagem de cada casta. Durante o envelhecimento surgem notas de substâncias inorgânicas.
            Sabor: equilibrado, rico, encorpado e uma acidez que é característica da região. Final de boca aromático e persistente.
            Características analíticas gerais
            
                        Título alcoométrico total máximo (% vol.):
                     
                     
                         
                     
                  
                        Título alcoométrico volúmico adquirido mínimo (% vol.):
                     
                     
                        11,0 
                     
                  
                        Acidez total mínima:
                     
                     
                        5,0  gramas por litro, expressa em ácido tartárico
                     
                  
                        Máximo acidez volátil (miliequivalentes por litro):
                     
                     
                        18
                     
                  
                        Dióxido de enxofre total máximo (miligramas por litro):
                     
                     
                        200
                     
                  Se não for indicado um valor específico, aplicam-se os limites estabelecidos na legislação da UE.
            
               Categoria 5. Vinho espumante branco de qualidade
            
            Vinho com as indicações «brut nature», «extra brut», «brut», «extra sec», «sec», «demi sec», «doux»
            
                        —
                     
                     
                        Título alcoométrico volúmico natural mínimo: 9,5 % vol.
                     
                  
                        —
                     
                     
                        Título alcoométrico volúmico total: mínimo 11,0 % vol.
                     
                  
                        —
                     
                     
                        Sobrepressão em garrafa: mínimo 3,5 bar
                     
                  Aspeto: verde-amarelado claro, com um cordão de bolha fina que se vai intensificando e reforçando com o passar do tempo.
            Aroma: Rosas, mel e frutos
            Sabor: fresco graças à elevada acidez e à presença de dióxido de carbono (CO2). Consoante o teor de açúcares do vinho, o final de boca e o equilíbrio podem ir do seco ao doce.
            O teor de açúcares é de 3 g/l para o vinho espumante com indicação «brut nature», de um máximo de 6 g/l para o «extra bruto», de um máximo de 12 g/l para o «brut», de 12 a 17 g/l para o «extra sec», de 17 a 32 g/l para o «sec», de 32 a 50 g/l para o «demi sec» e superior a 50 g/l para o «doux».
            Características analíticas gerais
            
                        Título alcoométrico total máximo (% vol.):
                     
                     
                         
                     
                  
                        Título alcoométrico volúmico adquirido mínimo (% vol.):
                     
                     
                        11,0 
                     
                  
                        Acidez total mínima:
                     
                     
                        5,5  gramas por litro, expressa em ácido tartárico
                     
                  
                        Acidez volátil máxima (miliequivalentes por litro):
                     
                     
                        18
                     
                  
                        Dióxido de enxofre total máximo (miligramas por litro):
                     
                     
                        185
                     
                  Se não for indicado um valor específico, aplicam-se os limites estabelecidos na legislação da UE.
            5.   Práticas enológicas
            
            a.   
                  Práticas enológicas essenciais
               
            
            
               Vinificação dos vinhos brancos da categoria 1
            
            
               Restrições da vinificação
            
            O vinho branco Mantinia (DOP) produz-se a) segundo o método tradicional de produção do vinho branco ou b) por extração prévia à fermentação. Segue-se a decantação estática e adicionam-se leveduras puras selecionadas que permitirão desenvolver as características aromáticas do vinho. A temperatura durante a fermentação alcoólica não excede os 20 °C.
            O vinho Mantinia (DOP) é produzido a partir das seguintes castas: moschofilero (pelo menos 85 %) e asproudes.
            
               Vinificação dos vinhos brancos espumantes de qualidade da categoria 5
            
            
               Restrições da vinificação
            
            Os vinhos espumantes são produzidos quer pelo método tradicional de fermentação em garrafa quer pelo método da cuba fechada. O primeiro consiste na fermentação do vinho seco de base em garrafa, a que se adicionam leveduras e açúcares. A garrafa é fechada com uma cápsula de coroa; o processo de fermentação pode demorar vários meses. Em seguida, as leveduras são retiradas e a garrafa é fechada com a clássica rolha de cortiça.
            
               Sistemas de condução da videira
            
            
               Técnicas de cultivo
            
            As uvas utilizadas na produção do vinho Mantinia (DOP) provêm de vinhas de poda curta, com formação em vaso ou linear (1 a 2 botões).
            
               Práticas enológicas específicas utilizadas na produção de vinho
            
            
               Práticas enológicas específicas
            
            Só podem utilizar a menção «Reserva» os vinhos brancos secos Mantinia (DOP) que envelheceram pelo menos durante um (1) ano, com um mínimo de seis (6) meses em barricas de carvalho e três (3) meses em garrafa.
            A menção «Grande Réserve» destina-se aos vinhos brancos secos Mantinia (DOP) que envelheceram pelo menos durante dois (2) anos, com um mínimo de doze (12) meses em barricas de carvalho e três (6) meses em garrafa.
            b.   
                  Rendimentos máximos
               
            
            Rendimento máximo por hectare das uvas destinadas a vinho branco seco da categoria 1
            11 000 kg de uvas por hectare
            Rendimento máximo em hectolitros por hectare de produto final para o vinho branco seco da categoria 1
            82,5 hl por hectare
            Rendimento máximo por hectare das uvas destinadas a vinho espumante branco de qualidade da categoria 5
            11 000 kg de uvas por hectare
            Rendimento máximo em hectolitros por hectare de produto final para o vinho espumante branco de qualidade da categoria 5
            82,5 hl por hectare
            6.   Área delimitada
            
            A zona vitícola de produção do vinho Mantinia (DOP) compreende as vinhas situadas na área do município de Trípoli, mais concretamente: o submunicípio de Trípoli e as comunidades locais de Agios Vasileios Mantinias, Agios Konstantinos, Merkovounio, Pelagos e Skopi, no submunicípio de Trípoli; as comunidades locais de Lithovounia, Magoula, Rizes e Psili Vrysi, no submunicípio de Tegea; as comunidades locais de Artemisio, Kapsas, Loukas, Nestani, Pikernis, Sagkas e Simiades, no submunicípio de Mantinia, as comunidades locais de Agiorgitiko, Zevgolateio, Neochori Mantinia, Partheni e Steno, no submunicípio de Korythio; as comunidades locais de Kandila, Levidi, Orchomenos e Palaiopyrgos, no submunicípio de Levidi; a povoação de Kouvli na comunidade local de Doliana, no município de Kynouria do Norte.
            7.   Principais castas
            
            
                         
                     
                     
                        Asproudes B
                     
                  
                         
                     
                     
                        Moschofilero N — Mavrofilero
                     
                  8.   Descrição da(s) relação(ões)
            
            
               Pormenores da área geográfica
            
            Qualidade, relação histórica, cultural, social e económica, meio geográfico e origem geográfica do vinho branco seco (categoria 1) e do vinho espumante branco de qualidade (categoria 5).
            a.   Qualidade
            
            A qualidade dos vinhos brancos secos e dos vinhos espumantes de qualidade Mantinia (DOP) resulta da robustez das castas utilizadas para estes vinhos e das condições climáticas prevalecentes na região durante a maturação das uvas. No entanto, as condições do vinho de base e o processo de vinificação desempenham também um papel fundamental na qualidade do vinho, e as técnicas de cultivo adequadas garantem a obtenção dos rendimentos recomendados.
            b.   Relação histórica
            
            A região possui uma longa tradição de viticultura que data da Antiguidade, como demonstram os diversos achados arqueológicos que ligam a região ao vinho e ao culto do deus Dionísio. É também nesta região que se encontra a videira Pausanias, considerada a mais antiga do mundo. Homero descreve Mantinia como «a terra das vinhas».
            O primeiro vinho espumante grego feito a partir da casta aromática moschofilero foi ali produzido no início do século XX.
            c.   Laços culturais, sociais e económicos
            
            O reconhecimento da zona de Mantinia (DOP) em 1971 é fruto da longa tradição vitícola e vitivinícola da região. Este reconhecimento levou a um maior desenvolvimento do setor vitivinícola de Mantinia, à extensão das superfícies vitícolas e à criação de novas empresas vinícolas.
            Os vinhos Mantinia (DOP) receberam prémios internacionais em várias ocasiões, sendo a casta moschofilero e o vinho Mantinia «embaixadores» do vinho grego no plano estratégico de promoção deste.
            d.   Contexto e origem geográfica
            
            A zona dos vinhos Mantinia (DOP) situa-se na parte oriental e central da Arcádia, conhecida como «campo de Mantinineia», um planalto com uma altitude média de 660 m.
            O solo divide-se em três categorias edafogenéticas:
            
                         
                     
                     
                        A) entissolos, B) inceptissolos e C) alfissolos
                     
                  Nas superfícies planas os solos são formados por depósitos de aluvião, compostos de argila arenosa e terra rossa. Nos declives, são compostos de calcário e calcário dolomítico. A fertilidade dos solos é pobre a moderada, os solos são lixiviados, o seu teor de carbonato de cálcio é baixo e a sua composição mecânica varia entre areia, limo, limo-argiloso e argila pesada. As camadas superficiais contêm uma quantidade moderada de matéria orgânica, que diminui com a profundidade. O pH do solo varia de 5,5 a 7,5, o que favorece o crescimento e a nutrição regular da vinha. A capacidade de permuta catiónica do solo da zona é muito boa e fornece às plantas as quantidades de nutrientes necessários.
            Durante o período vegetativo (de abril a outubro), a média das temperaturas máximas é de 24,9 °C e das mínimas 10,5 °C, e o índice térmico solar da região é de 4 056 unidades. Nestas condições, o período vegetativo dura 235 dias. Embora a precipitação anual seja de 781 mm, a sua distribuição sazonal é típica de um clima mediterrânico, com precipitação máxima em dezembro (176 mm) e mínima em agosto (14 mm). Dado que o índice médio de precipitação durante o período vegetativo é de 260 mm, as vinhas da casta moschofilero podem, nalguns anos, sofrer de alguma escassez de água.
            No verão, o calor é mitigado por brisas ligeiras provenientes, sobretudo, do norte.
            
               Dados sobre o vinho branco seco (categoria 1)
            
            Os vinhos brancos Mantinia (DOP) são de cor amarelo-palha com reflexos esverdeados e rosados, ricos em aroma, com notas de citrinos, flor de limão, flor de rosa e jasmim. São encorpados, têm uma acidez única, um bom equilíbrio e um final de boca aromático e persistente. Se forem armazenados em barricas de carvalho, adquirem maior volume e untuosidade na boca.
            
               Nexo causal para o vinho branco seco (categoria 1)
            
            A casta moschofilero da região de Mantinia está perfeitamente adaptada ao macroclima local. Beneficia da grande altitude da Arcádia e do seu clima frio, fatores que contribuem para a maturação tardia das uvas durante os dez primeiros dias de outubro. O sol e as temperaturas amenas no verão, juntamente com os solos profundos e frescos do planalto, contribuem para a lenta e tardia maturação das uvas em relação a outras regiões de plantio. A grande variação térmica circadiana durante os meses de verão contribui para manter os elevados níveis de acidez e desenvolver o potencial aromático da casta. A composição do solo do planalto permite produzir vinhos com bom corpo e um teor alcoólico médio. A complexidade aromática da casta moschofilero desenvolve-se no planalto de Mantinia, quando as temperaturas durante o mês anterior à colheita são moderadas (18,8 °C), isto é, próximas da temperatura ideal para as vinhas. A ausência de temperaturas muito elevadas (vagas de calor) permite manter o teor de ácidos orgânicos nas uvas, resultando na produção de vinhos com elevada acidez total, baixo pH e um sabor refrescante.
            Além disso, a longa experiência dos produtores de vinho da região vitícola, associada a técnicas vitícolas de ponta, como a desfolha, o corte dos gomos laterais do fuste e a colheita em verde, permitem a produção de uma matéria-prima de qualidade.
            Do ponto de vista geográfico, o macroclima, associado às qualidades da casta moschofilero, desempenha um papel fundamental na diferenciação dos vinhos produzidos a partir da mesma casta nesta região e dos outros vinhos do Peloponeso provenientes de regiões de menor altitude.
            
               Dados sobre o vinho espumante branco de qualidade (categoria 5)
            
            Os vinhos espumantes de qualidade Mantinia (DOP) são de um verde claro amarelado e apresentam um cordão de bolha fina, que se intensifica e reforça com o passar do tempo, acentuando o sabor refrescante das uvas da casta moschofilero. Caracterizam-se por aromas de rosa, mel e citrinos, assim como por aromas de pastelaria e um sabor fresco marcado por uma acidez elevada e pela presença de dióxido de carbono.
            Em função do seu teor de açúcares, o final de boca e o equilíbrio dos vinhos espumantes de qualidade Mantinia (DOP) varia do seco ao doce.
            
               Nexo causal para o vinho espumante branco de qualidade (categoria 5)
            
            A casta moschofilero é considerada polivalente, já que, consoante o grau de maturação, é possível obter vários tipos de vinho, com composição química diferente.
            O macroclima de Mantinia, a sua elevada altitude e o clima fresco contribuem para a produção de vinhos espumantes de qualidade com as melhores características.
            Para a produção destes vinhos, selecionam-se as vinhas para colheita precoce no interior da área, em função dos mesoclimas proporcionados pelo terreno. A colheita precoce das uvas produz um vinho de base com baixo teor alcoólico, de aromas primários completamente desenvolvidos e uma acidez generosa, que permite produzir vinhos espumantes de qualidade.
            9.   Outras condições essenciais
            
            
               Disposições adicionais relativas à rotulagem do vinho
            
            Tipo de condição adicional: Disposições adicionais relativas à rotulagem
            Quadro jurídico: legislação da UE
            Descrição da condição:
            Artigo 66, n.os 1, 2 e 6, do Regulamento (CE) n.o 607/2009 que estabelece normas de execução do Regulamento (CE) n.o 479/2008 do Conselho no que respeita às denominações de origem protegida e às indicações geográficas protegidas, às menções tradicionais, à rotulagem e à apresentação de determinados produtos vitivinícolas.
            
               Disposições adicionais relativas à rotulagem do vinho
            
            Quadro jurídico: legislação nacional
            Tipo de condição adicional: Disposições adicionais relativas à rotulagem
            Descrição da condição: Menções relativas a determinados métodos de produção
            Despacho Ministerial n.o 280557, de 9.6.2005, que estabelece o prazo de maturação, envelhecimento e comercialização dos vinhos com denominação de origem e qualidade superior e dos vinhos locais, bem como os termos utilizados na rotulagem relativos ao seu método de produção ou aos seus métodos de preparação (Diário do Governo, II série, n.o 818/15.6.2005).
            
               Disposições adicionais relativas à rotulagem do vinho
            
            Quadro jurídico: legislação nacional
            Tipo de condição adicional: Disposições adicionais relativas à rotulagem
            Descrição da condição: O ano de colheita deve constar do rótulo
            Sempre que os termos «ΝΕΟΣ» ou «ΟΙΝΟΣ ΝΕΑΡΟΣ ΟΙΝΟΣ» («VINHO NOVO») são utilizados nos rótulos dos vinhos, é obrigatória a menção do ano de colheita, em conformidade com o artigo 2.o, n.o 1, da Decisão Ministerial n.o 280557/9.6.2005 que estabelece o tempo de maturação, envelhecimento e comercialização dos vinhos com denominação de origem de qualidade superior e dos vinhos locais, bem como os termos relativos ao seu método de produção ou métodos de preparação utilizados no rótulo (Diário do Governo, II série, n.o 818/15.6.2005).
            
               Disposições adicionais relativas à rotulagem do vinho
            
            Quadro jurídico: legislação nacional
            Tipo de condição adicional: Disposições adicionais relativas à rotulagem
            Descrição da condição: Termos utilizados no rótulo em conformidade com a legislação nacional.
            Em conformidade com a Decisão Ministerial n.o 235309/7.2.2002, os termos que podem ser utilizadas nos rótulos dos vinhos Mantinia DOP são os seguintes:
            ΛΕΥΚΟΣ ΑΠΟ ΛΕΥΚΑ ΣΤΑΦΥΛΙΑ/Blanc de blancs (BRANCO DE UVAS BRANCAS), ΛΕΥΚΟΣ ΑΠΟ ΕΡΥΘΡΩΠΑ ou ΣΤΑΦΥΛΙΑ ΛΕΥΚΟΣ ΑΠΟ ΓΚΡΙΖΑ ΣΤΑΦΥΛΙΑ/Blanc de gris (BRANCO DE UVAS ROSADAS OU ACIZENTADAS) OU DE BRANCO, ΟΙΝΟΣ ΛΟΦΩΝ/Vin de collines (VINHO DAS COLINAS), ΟΙΝΟΣ ΠΛΑΓΙΩΝ/Vin de coteaux (VINHO DAS ENCOSTAS), ou ΑΜΠΕΛΩΝΩΝ ΑΠΟ ΟΡΕΙΝΩΝ ΟΡΕΙΝΑ ΚΡΑΣΑΜΠΕΛΑ/Vin de vignobles montagneux (VINHO DE VINHAS DE MONTANHA).
            
               Hiperligação para o caderno de especificações
            
            http://www.minagric.gr/images/stories/docs/agrotis/POP-PGE/OINOS/POP_tropo_prodiagrafes_mantinia281217.pdf