CELEX: 52011PC0788
Language: pt
Date: 2011-11-23
Title: Proposta de REGULAMENTO DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO que institui o programa «ERASMUS PARA TODOS»O programa da União para o Ensino, a Formação, a Juventude e o Desporto

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		52011PC0788
		
			Proposta de REGULAMENTO DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO que institui o programa «ERASMUS PARA TODOS»O programa da União para o Ensino, a Formação, a Juventude e o Desporto /* COM/2011/0788 final - 2011/0371 (COD) */
			
				
		
		
			
			   	EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS
1.           CONTEXTO DA PROPOSTA
Em Junho de 2010, o Conselho Europeu aprovou a
estratégia Europa 2020, a agenda de reformas destinadas a ajudar a Europa a
recuperar da crise e a reforçar a sua economia através de uma estratégia global
e coordenada para um crescimento inteligente, inclusivo e sustentável. 
A educação e a formação estão no cerne da
estratégia Europa 2020 para um crescimento inteligente, sustentável e
inclusivo, e das orientações integradas para as políticas económicas e de emprego
dos Estados-Membros[1].
Provavelmente, nenhum dos objectivos da estratégia Europa 2020 nem nenhum dos
grandes objectivos serão atingidos sem um forte investimento no capital humano.
Cinco iniciativas emblemáticas da estraégia Europa 2020 dependem da modernização
da educação e da formação: «Juventude em Movimento», «Agenda para novas
qualificações e novos empregos», bem como a «Agenda Digital», a «União da
Inovação» e a «Plataforma contra a Pobreza». 
Na sua comunicação «Um Orçamento para a Europa»[2], a Comissão salienta que há
margem para aumentar o apoio da União à educação e à formação, a fim de
aumentar as competências dos cidadãos e ajudar a resolver os elevados níveis de
desemprego dos jovens existente em muitos Estados-Membros. Além disso, a Comissão
sublinha que, nas suas acções externas, se centrará na promoção e defesa dos
valores da União no estrangeiro, na promoção da assistência aos processos de
transição e democráticos e na dimensão externa das políticas internas.
2.           RESULTADOS DAS CONSULTAS COM AS PARTES
INTERESSADAS E AVALIAÇÃO DE IMPACTO
              Consultas
A consulta às partes interessadas e ao público em
geral foi realizada de modo muito amplo, entre o início de 2010 e meados de
2011, e centrou-se no domínio da educação, da formação, da juventude e do
desporto.
No que diz respeito à educação, formação e
juventude, pode constatar-se uma forte convergência de pontos de vista
entre os diferentes grupos consultados, cujos elementos comuns apontados são os
seguintes: 
·              
Avaliação muito positiva dos resultados alcançados
com os programas de Aprendizagem ao Longo da Vida, Juventude em Acção e Erasmus
Mundus;
·              
Necessidade de desenvolver uma abordagem mais
integrada, quer entre os sectores de educação com outros programas relacionados
com educação, quer entre os diferentes programas de ensino superior da União em
vigor, sejam eles europeus (Erasmus), ou mundiais (Erasmus Mundus), regionais
(Tempus, Alfa, Edulink) ou bilaterais (com os EUA e o Canadá, por exemplo);
·              
Necessidade de estabelecer ligações mais fortes entre
a evolução das políticas e as actividades apoiadas pelos programas;
·              
Importância de dar continuidade à prioridade da
qualidade, especialmente no ensino superior na União e além dela;
·              
Importância de manter o apoio dos instrumentos da
União à aprendizagem formal e não formal dos jovens, e necessidade de melhorar
o sistema de reconhecimento das habilitações resultantes;
·              
Necessidade de simplificação administrativa e de
racionalização das acções e prioridades;
·              
Necessidade de melhorar a visibilidade do Programa.
No que diz respeito ao desporto, os
principais pontos sublinhados pelas partes interessadas podem ser sintetizados
do modo seguinte:
·              
Insuficiência da oferta de práticas desportivas e
actividade física em todos os níveis educativos;
·              
Reconhecimento insuficiente do voluntariado no
desporto;
·              
Ameaça da dopagem para a equidade nas competições
desportivas;
·              
Pouca atenção prestada ao valor societal do
desporto, comparativamente com os seus aspectos comerciais;
·              
Pressão comercial faz perigar o espírito original
do desporto, baseado na concorrência leal.
              Resultados das avaliações
de impacto
Quatro avaliações de impacto examinaram o
funcionamento de três programas actuais nos domínios da educação, da formação e
da juventude (Aprendizagem ao Longo da Vida, Juventude em Acção e Erasmus
Mundus) e, no domínio do desporto, das acções preparatórias votadas pela
autoridade orçamental. 
Dada a semelhança de objectivos, base jurídica e
poderes da União nestes domínios, cada avaliação de impacto considera opções
semelhantes: interromper as acções ou os programas existentes; dar-lhes
continuidade na sua forma actual; reforçar substancialmente o seu enfoque
político; ou reunir os programas de Aprendizagem ao Longo da Vida, Juventude em
Acção e Erasmus Mundus num só programa simplificado. 
A opção preferida identificada em cada uma das
quatro avaliações de impacto é a fusão num único programa, o que reflecte a
comunicação da Comissão sobre o quadro financeiro plurianual, adoptado em 29 de
Junho de 2011. Esta opção seria a mais coerente e eficiente em termos de
custos, pelas principais razões expostas em seguida:
–              
responde à necessidade de aumentar o investimento
da União em matéria de educação e formação nos actuais tempos de crise
económica e financeira, dado que uma economia em crescimento depende da
existência de trabalhadores altamente qualificados e da mobilização das
capacidades e competências dos desempregados;
–              
incide sobre as acções identificadas nos actuais
programas e desenvolve as que possuem mais valor acrescentado europeu e mais
efeitos multiplicadores, bem como mais efeitos tangíveis sobre os sistemas de
educação e formação europeus e que, por conseguinte, permitem obter mais
rendibilidade dos investimentos realizados; 
–              
A concentração dos esforços na nova arquitectura
simplificada permitirá maiores sinergias entre os programas existentes e entre
diferentes sectores da educação e, por conseguinte, reforçar a abordagem da
aprendizagem ao longo da vida, aumentar a coerência da educação e melhorar o
acesso a potenciais beneficiários, através de um conjunto simplificado e
fundamental de acções transversais;
–              
Para além da cooperação entre os próprios
estabelecimentos de ensino, coloca mais ênfase no papel crucial da educação e
no capital humano para a inovação, promovendo as parcerias educação/empresa,
visando a excelência no ensino e na aprendizagem, a empregabilidade e o
espírito empresarial;
–              
Por último, implica uma racionalização e
simplificação dos procedimentos de realização e gestão, e oferece um potencial
considerável para reduzir os custos de execução até 40 %, em relação ao
montante agora necessário aos programas em curso (Aprendizagem ao Longo da
Vida, Juventude em Acção e os programas de cooperação no domínio do ensino
superior com os países não pertencentes à UE).
              Simplificação 
No contexto do quadro financeiro plurianual (MFF),
uma das prioridades deste programa é promover a racionalização e a
simplificação da atribuição dos fundos que deve igualmente assentar nos
resultados obtidos. Esta abordagem é aplicada no programa «Erasmus para Todos»
graças ao seu alinhamento pelas regras do Regulamento Financeiro. 
O programa reduzirá o número de actividades
apoiadas. Recorrerá mais às taxas fixas para incrementar a eficiência; os
exemplos de sucesso como as subvenções de montanto fixo para os estudantes em
mobilidade Erasmus serão amplamente utilizados em acções de mobilidade. As
agências nacionais deixarão de gerir a mobilidade individual pelo que a sua
carga administrativa será reduzida.
Estas passarão a ser o principal ponto de entrada
para as actividades de mobilidade no domínio da aprendizagem, abertas aos
jovens que participam como estudantes, formandos ou voluntários. A sua
facilidade de utilização será aumentada para as instituições de ensino superior
ao nível internacional, pela integração de diversos programas de cooperação
internacional.
3.           ELEMENTOS JURÍDICOS DA PROPOSTA
O programa único no domínio da educação, da
formação, da juventude e do desporto «Erasmus para Todos» justifica‑se à luz
dos objectivos enunciados nos artigos 165.º e 166.º do Tratado sobre o
Funcionamento da União Europeia (TFUE) e do princípio da subsidiariedade.
O artigo 165.º do TFUE advoga que a acção da União
Europeia «contribuirá para o desenvolvimento de uma educação de qualidade,
incentivando a cooperação entre Estados-Membros e, se necessário, apoiando e
completando a sua acção, respeitando integralmente a responsabilidade dos
Estados-Membros pelo conteúdo do ensino e pela organização do sistema
educativo, bem como a sua diversidade cultural e linguística». 
O artigo 166.º dispõe que a «União desenvolve uma
política de formação profissional que apoie e complete as acções dos
Estados-Membros, respeitando plenamente a responsabilidade dos Estados-Membros
pelo conteúdo e pela organização da formação profissional».
Ambos os artigos declaram que a União e os
Estados-Membros incentivarão a cooperação com países não pertencentes à UE e
organizações internacionais competentes em matéria de educação e desporto
(artigo 165.º, n.º 3) e formação profissional (artigo 166.º, n.º 3).
Tal como sublinham as avaliações intercalares dos
programas Aprendizagem ao Longo da Vida, Juventude em Acção e Erasmus Mundus, o
valor acrescentado europeu do programa advém do carácter inovador e
transnacional das actividades a realizar e do contributo que dá ao
desenvolvimento de produtos e parcerias em toda a Europa. O fomento de uma
cooperação frutuosa entre os sistemas de educação e formação dos
Estados-Membros, bem como nos domínios da juventude e do desporto, contribuiria
para a identificação e a aplicação de políticas e de práticas de sucesso, além
de incentivar a aprendizagem mútua. 
Embora adopte medidas de execução, em especial as
que se referem à atribuição de fundos, o regulamento prevê a aplicação do
procedimento de exame previsto no artigo 5.º do Regulamento (UE) n.º 182/2011.
As decisões de selecção serão ainda transmitidas ao Parlamento Europeu e Comité
para informação.
O regulamento também introduz a delegação de
poderes, com base no artigo 290.º do TFUE. A utilização deste novo instrumento
legal está limitada à alteração das disposições relativas aos critérios de
desempenho e às acções geridas pelas agências nacionais.
A experiência adquirida com os anteriores
programas demonstra que as disposições dos artigos 13.º, n.º 7, e 22.º, n.º 2,
relacionadas respectivamente com os critérios de desempenho e as acções geridas
pelas agências nacionais podem carecer de revisão durante a vigência do
programa. A falta de flexibilidade dos programas Aprendizagem ao Longo da Vida,
Juventude em Acção e Erasmus Mundus, bem como a falta de ferramentas para os
adaptar à evolução das necessidades da nossa sociedade têm sido criticadas
pelas principais partes interessadas dos domínios em causa. 
O parecer dos Estados-Membros é devidamente tido
em conta através da consulta sistemática de peritos. A consulta será alargada a
peritos nomeados pelo Parlamento Europeu, a fim de assegurar um elevado grau de
representatividade. A Comissão irá igualmente consultar, se adequado, os
intervenientes relevantes nos domínios em causa.
4.           INCIDÊNCIA ORÇAMENTAL 
A proposta da Comissão para um Quadro Financeiro
Plurianual (QFP) para o período de 2014-2020 prevê uma proposta de
17 299 000 000 mil milhões de euros (preços correntes) para um
único programa no domínio da educação, da formação, da juventude e do desporto,
e um montante adicional dos instrumentos do título 4, de
1 812 100 000 euros (preços correntes).
Subvenção mínima de fundos por sector
A fim de garantir que os níveis de financiamento
atribuídos às principais categorias de intervenientes e beneficiários não serão
reduzidos abaixo do garantido pelos programas de Aprendizagem ao Longo da Vida,
Juventude em Acção e Erasmus Mundus para o período de 2007-2013, a execução do
programa não resultará em dotações para cada um dos grandes sectores principais
inferiores a:
–              
Ensino superior: 25%
–              
Ensino e formação profissionais e educação de
adultos: 17 %, dos quais educação de adultos: 2%
–              
Ensino básico e secundário: 7%
–              
Juventude: 7%
5.           RESUMO DO REGULAMENTO
O regulamento estabelece as disposições relativas
a um novo programa único que engloba os domínios da educação, formação,
juventude e desporto, denominado «Erasmus para Todos». Com base no amplo
reconhecimento do programa sectorial Erasmus, o programa visa apoiar todos os
sectores de educação (ensino superior, educação e formação profissionais e
educação de adultos, escolas, educação e juventude), numa perspectiva de
aprendizagem ao longo da vida. 
O programa «Erasmus para Todos» centra-se em três
tipos de acções principais, designadamente, a mobilidade para fins de
aprendizagem transnacional e internacional dos estudantes, dos jovens, dos
professores e membros do pessoal; a cooperação para a inovação e as boas
práticas entre as instituições de ensino, bem como através da cooperação com
organismos activos no domínio da juventude e o apoio para as agendas políticas,
bem como o apoio ao reforço de capacidades em países terceiros, incluindo os do
alargamento, com especial ênfase nos países vizinhos e no diálogo político
internacional. 
Em sintonia com a
Comunicação sobre o Orçamento para a Europa 2020, também o programa «Erasmus
para Todos» integrará os programas internacionais existentes (Erasmus Mundus,
Tempus, Edulink e Alfa) e os programas de cooperação com os países
industrializados. Para tal, o orçamento do programa será
complementado com dotações provenientes dos vários instrumentos de cooperação
externa. Os fundos serão disponibilizados com base de duas dotações plurianuais
que abrangem 4 e 3 anos, respectivamente, para garantir estabilidade e
previsão. Tais dotações devem reflectir as prioridades externas e internas da
UE, incluindo os objectivos de desenvolvimento adequados. Podem ser ajustadas
em caso de circunstâncias imprevistas ou mudanças políticas importantes, de
modo a reflectirem as principais alterações sas prioridades políticas.
A excelência em matéria de ensino e investigação
em estudos europeus é abrangida por um artigo específico sobre a acção «Jean
Monnet». Um capítulo é dedicado ao desporto, incidindo sobre a luta contra a
dopagem, a violência e o racismo e a promoção de actividades transnacionais
para incrementar a boa governação das organizações desportivas. 
É introduzido um novo instrumento financeiro – um
mecanismo de garantia de empréstimo – para permitir aos estudantes fazer um
mestrado noutro país europeu. O financiamento destes estudos é difícil
actualmente porque as subvenções e os empréstimos nacionais nem sempre são
válidos além-fronteiras, ou não abrangem cursos de mestrado, e os custos dos
empréstimos contraídos junto da banca privada são proibitivos. Para ultrapassar
estes problemas, a UE disponibilizará uma garantia parcial junto das
instituições financeiras (bancos ou agências de empréstimos a estudantes) que
estejam dispostas a oferecer empréstimos para cobrir estudos de mestrado
noutros países participantes, em condições favoráveis aos estudantes. 
Em termos de gestão, o programa será gerido de
acordo com o princípio da gestão indirecta. As responsabilidades serão
partilhadas entre os Estados-Membros e a Comissão. As agências nacionais serão
responsáveis pela parte principal dos fundos, na maioria afectada a acções de
mobilidade e de cooperação. A Comissão delegará nas agências de execução a
gestão de grandes projectos de cooperação, o apoio político, a rede Eurydice e
as actividades Jean Monet e o desporto. A Comissão pode, assim, utilizar com
base numa análise de custo-benefício, a agência de execução existente para a
execução do programa «Erasmus para Todos» no período de 2014-2020, como prevê o
Regulamento (CE) n.º 58/2003 [3]
do Conselho, de 19 de Dezembro de 2002, que define o estatuto das agências de
execução encarregadas de determinadas funções de gestão de programas
comunitários.
2011/0371 (COD)
Proposta de
REGULAMENTO DO PARLAMENTO EUROPEU E DO
CONSELHO
que institui o programa «ERASMUS PARA TODOS»
O programa da União para o Ensino, a Formação, a Juventude e o Desporto
(Texto relevante para efeitos do EEE)
O PARLAMENTO EUROPEU E O CONSELHO DA
UNIÃO EUROPEIA,
Tendo em conta o Tratado sobre o Funcionamento
da União Europeia, nomeadamente o n.º 4 do artigo 165.º e o
n.º 4 do artigo 166.º,
Tendo em conta a proposta da Comissão
Europeia,
Após transmissão do projecto de acto
legislativo aos parlamentos nacionais,
Tendo em conta o parecer do Comité Económico e
Social Europeu[4],

Tendo em conta o parecer do Comité das Regiões[5], 
Deliberando de acordo com o processo
legislativo ordinário,
Considerando o seguinte:
(1)              
A Comunicação da Comissão de 29 de Junho de 2011
«Um Orçamento para a Europa»[6]
solicita a criação de um único programa no domínio da educação, formação e
juventude, incluindo os aspectos internacionais do ensino superior, que reúna
os programas de Aprendizagem ao Longo da Vida instituído pela Decisão n.º
1720/2006/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 15 de Novembro de 2006[7], do programa Juventude em Acção
instituído pela Decisão n.º 1719/2006/CE do Parlamento Europeu e do Conselho,
de 15 de Novembro de 2006[8],
do programa Erasmus Mundus instituído pela Decisão n.º 1298/2008/CE, do
Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de Dezembro de 2008[9], do programa ALFA III
instituído pelo Regulamento n.º 1905/2006/CE, de 18 de Dezembro de 2006[10], dos programas TEMPUS e
EDULINK, e modo a garantir uma maior eficiência, um maior enfoque estratégico e
a exploração de sinergias entre os vários aspectos do programa. Além disso, o
desporto é proposto como parte deste programa único.
(2)              
Os relatórios de avaliação intercalar dos actuais
programas Aprendizagem ao Longo da Vida, Juventude em Acção e Erasmus Mundus,
bem como a consulta pública sobre a acção futura da União no domínio da
educação, da formação, da juventude e do ensino superior mostraram que o
prosseguimento das actividades de cooperação e mobilidade nestes domínios a
nível europeu constitui uma necessidade importante e, em certos aspectos,
crescente. Os relatórios de avaliação puseram também em destaque a importância
de assegurar uma melhor ligação dos programas da União à evolução das políticas
de educação, formação e juventude, formularam o desejo de que a acção da União
fosse estruturada de modo a responder melhor ao paradigma da aprendizagem ao
longo da vida e apelaram a uma abordagem mais simples, mais convivial e mais
flexível com vista à execução desta acção e ao fim da fragmentação dos programas
de cooperação internacional no domínio do ensino superior.
(3)              
O reconhecimento generalizado da opinião pública
nos Estados‑Membros e nos países terceiros participantes da «marca» Erasmus
como sinónimo da mobilidade em matéria de aprendizagem na União requer uma
utilização mais ampla desta «marca» pelos principais sectores de educação
abrangidos pelo programa.
(4)              
A consulta pública sobre as opções estratégicas da
União para a aplicação da nova competência específica da UE no domínio do
desporto e o relatório de avaliação das acções preparatórias no domínio do
desporto deram indicações úteis sobre domínios prioritários para a União agir e
ilustraram o valor acrescentado que a União pode proporcionar ao dar apoio a
actividades que visam a criação, a partilha e a divulgação de experiências e de
conhecimentos acerca de diversas questões que afectam o desporto a nível
europeu.
(5)              
A estratégia europeia de crescimento inteligente,
sustentável e inclusivo (Europa 2020) define a estratégia de crescimento da
União para a próxima década em prol do crescimento inteligente, sustentável e
inclusivo que fixa cinco objectivos ambiciosos a alcançar até 2020, em especial
no domínio da educação, destinados a baixar as taxas de abandono escolar
precoce para níveis inferiores aos 10 %, e a levar 40 % da população, pelo
menos, entre 30-34 anos de idade a concluir o ensino superior[11]. Incluem-se ainda as
iniciativas emblemáticas, em particular «Jventude em Movimento»[12] e a Agenda para novas
qualificações e novos empregos[13].

(6)              
O Conselho da União Europeia solicitou, em 12 de
Maio de 2009, a elaboração de um quadro estratégico para a cooperação europeia
no domínio da educação e formação (EF 2020) que define quatro objectivos
estratégicos para concretizar a transformação da Europa do conhecimento e da
aprendizagem ao longo da vida numa realidade para todos. 
(7)              
Nos termos dos artigos 8.º e 10.º do Tratado sobre
o Funcionamento da União Europeia, bem como dos artigos 21.º e 23.º da Carta
dos Direitos Fundamentais, o programa promoverá a igualdade entre homens e
mulheres, bem como a luta contra a discriminação em razão do sexo, raça ou
origem étnica, religião ou crença, deficiência, idade ou orientação sexual.
(8)              
O programa deve incluir uma forte dimensão
internacional, em particular no que respeita ao ensino superior, não só para
reforçar a qualidade do ensino superior europeu no quadro mais amplo da
prossecução dos objectivos EF2020 e da atractividade da União como destino de
estudos, mas também para promover a compreensão entre os povos e contribuir
para o desenvolvimento sustentável do ensino superior em países terceiros.
(9)              
O quadro renovado de cooperação no domínio da
juventude (2010-2018)[14]
deve considerar que todos os jovens são um activo social e defender o seu
direito de participar na elaboração das políticas que os afectam, graças a um
diálogo estruturado permanente entre os decisores e os jovens e as organizações
de juventude a todos os níveis.
(10)          
Para apoiar a mobilidade, equidade e excelência nos
estudos, a União deve estabelecer um mecanismo de garantia de empréstimo que
permita aos estudantes, independentemente do seu estrato social, seguir os
estudos de mestrado noutro país europeu participante. Este mecanismo deve estar
disponível para instituições financeiras dispostas a conceder empréstimos, destinados
a suportar estudos de mestrado noutros países participantes, em condições
favoráveis aos estudantes. 
(11)          
Os Estados‑Membros devem envidar esforços para
adoptar todas as medidas tendentes a eliminar os obstáculos jurídicos e
administrativos ao bom funcionamento do Programa. Para tal, é igualmente
necessário que os vistos para os participantes sejam emitidos sem delongas, a
fim de garantir que nenhum participante seja excluído de uma parte ou da
totalidade do programa de estudo, formação ou intercâmbio, e para evitar a
anulação de acções e projectos de mobilidade. Em conformidade com o artigo 19.º
da Directiva 2004/114/CE do Conselho, de 13 de Dezembro de 2004, relativa às
condições de admissão de nacionais de países terceiros para efeitos de estudos,
de intercâmbio de estudantes, de formação não remunerada ou de voluntariado[15], os Estados‑Membros são
encorajados a instituir procedimentos de admissão acelerados. 
(12)          
A comunicação «Apoio ao crescimento e ao emprego -
Uma agenda para a modernização dos sistemas de ensino superior da Europa»
estabelece um quadro no âmbito do qual a União Europeia, os Estados-Membros e
as instituições de ensino superior podem cooperar no sentido de aumentar o
número de diplomados, melhorar a qualidade da educação e maximizar o contributo
que o ensino superior e a investigação podem prestar para ajudar as economias e
as sociedades a emergirem mais fortes da actual crise.
(13)          
A Declaração de Bolonha, assinada pelos Ministros
da Educação de 29 países europeus em 19 de Junho de 1999, estabeleceu um
processo intergovernamental com o objectivo de criar um «espaço europeu do
ensino superior», para o que é necessário apoio a nível da União.
(14)          
O Processo de Copenhaga (2001-2020) renovado
definiu uma visão ambiciosa e global para a política de educação e formação
profissional na Europa, e solicitou o apoio dos programas de educação da União
às prioridades definidas, incluindo em matéria de mobilidade internacional e
reformas implementadas pelos Estados‑Membros.
(15)          
É necessário reforçar a intensidade e o volume da
cooperação europeia entre as escolas, e da mobilidade do pessoal docente e
discente, a fim de satisfazer as prioridades definidas na agenda para a
cooperação europeia em matéria escolar para o século XXI[16], a saber, melhorar a qualidade
do ensino escolar na União nos domínios do desenvolvimento das competências e a
equidade e inclusão nos sistemas e instituições de ensino, bem como promover a
profissão de docente e a liderança escolar[17].
Neste contexto, será prestada especial importância aos objectivos estratégicos
em termos de redução do abandono escolar precoce, melhoria das competências
básicas, participação e qualidade dos cuidados e educação ministrados na
primeira infância[18],
bem como aos objectivos em matéria de reforço das competências profissionais
dos professores e dos dirigentes escolares[19],
e, ainda, à melhoria das oportunidades de ensino para filhos de imigrantes e
pessoas em situação de desvantagem socioeconómica[20]. 
(16)          
A nova Agenda Europeia para a educação de adultos
incluída na resolução do Conselho, de […][21]
visa assegurar que todos os adultos podem desenvolver e melhorar as suas
aptidões e competências ao longo da vida, prestando especial atenção ao reforço
das medidas relacionadas com o elevado número de europeus pouco especializados
visadas na estratégia Europa 2020.
(17)          
A acção do Fórum Europeu da Juventude, dos Centros
Nacionais de Informação sobre o Reconhecimento Académico (NARIC), das redes
Eurydice, Euroguidance e Eurodesk, bem como dos serviços de apoio nacional
eTwinning, dos centros nacionais Europass e dos serviços nacionais de
informação nos países vizinhos é essencial para alcançar os objectivos do
programa, nomeadamente, dando à Comissão informação regular e actualizada sobre
os vários domínios da sua actividade e através da divulgação dos resultados do
programa na União e nos países terceiros que participam. 
(18)          
É necessário reforçar a cooperação entre o presente
programa e as organizações internacionais no domínio da educação, da formação,
da juventude e do desporto, em especial com o Conselho da Europa.
(19)          
O programa deve contribuir para desenvolver a
excelência dos estudos sobre a integração europeia em todo o mundo e, em
particular, deve apoiar as instituições que possuem uma estrutura de governação
europeia, abrangem toda a gama dos domínios políticos relevantes para a União,
não são organizações com fins lucrativos e conferem diplomas académicos
reconhecidos.
(20)          
A comunicação da Comissão «Desenvolver a Dimensão
Europeia do Desporto»[22],
de 18 de Janeiro de 2011, apresenta as ideias da Comissão para as acções ao
nível da União no domínio do desporto após a entrada em vigor do Tratado de
Lisboa e propõe uma lista de acções concretas para a Comissão e os
Estados-Membros em três grandes capítulos: função societal, dimensão económica
e organização do desporto. 
(21)          
Mais transparência das qualificações e
competências, bem como a aceitação crescente dos instrumentos da União,
facilitarão a mobilidade em toda a Europa para efeitos de aprendizagem ao longo
da vida, contribuindo dessa forma para o desenvolvimento de uma educação e
formação de qualidade, e facilitarão a mobilidade profissional entre países e
sectores. Dar acesso aos jovens estudantes (incluindo os de educação e formação
profissional) a métodos, práticas e tecnologias usadas noutros países
contribuirá para a sua empregabilidade na economia global; e pode ajudar a
tornar os empregos com um perfil internacional mais atraentes.
(22)          
Para o efeito, recomenda-se alargar a utilização do
quadro único para a transparência das qualificações e competências (Europass),
ao abrigo da Decisão n.º 2241/2004/CE do Parlamento Europeu e do Conselho[23], o Quadro Europeu de
Qualificações (QEQ), ao abrigo da Recomendação do Parlamento Europeu e do
Conselho, de 23 de Abril de 2008[24],
o sistema europeu de transferência de créditos no ensino e na formação
profissionais (ECVET), ao abrigo da Recomendação do Parlamento Europeu e do
Conselho, de 18 de Junho de 2009[25],
e o sistema europeu de transferência e acumulação de créditos académicos (ECTS).
(23)          
A fim de maximizar a eficácia da comunicação ao
público em geral e assegurar sinergias mais fortes entre as actividades de
comunicação realizadas por iniciativa da Comissão, os recursos atribuídos às
acções de comunicação no âmbito do presente regulamento devem contribuir para
cobrir a comunicação institucional das prioridades políticas da União Europeia
sempre que estejam relacionadas com os objectivos gerais do presente
regulamento.
(24)          
É necessário garantir o valor acrescentado europeu
de todas as acções realizadas no âmbito do programa e a complementaridade com
as actividades dos Estados-Membros, em conformidade com o artigo 167.º, n.º 4,
do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, e com outras actividades,
em especial no domínio da cultura, investigação, política de coesão e industrial,
política de alargamento e das relações externas.
(25)          
Para uma gestão eficaz do desempenho que inclua os
aspectos de avaliação e monitorização, é necessário que sejam desenvolvidos
indicadores de desempenho específicos que possam ser medidos ao longo do tempo,
sejam realistas e reflictam a lógica da intervenção, e sejam pertinentes à luz
da respectiva hierarquia de objectivos e actividades. 
(26)          
O presente regulamento constitui, para a totalidade
do período de vigência do programa, um enquadramento financeiro que constitui
para a autoridade orçamental a referência privilegiada no decurso do processo
orçamental anual, na acepção do ponto (17) do Acordo Interinstitucional de
XX/YY/201Z entre o Parlamento Europeu, o Conselho e a Comissão, sobre a
cooperação no domínio orçamental e a boa gestão financeira.
(27)          
A necessidade de estabelecer critérios de
desempenho aplicáveis à repartição do orçamento entre os Estados-Membros, no
caso das acções geridas pelas agências nacionais.
(28)          
Os países candidatos à adesão à União e os países
da EFTA que são membros do EEE podem participar nos programas da União, no
âmbito de acordos-quadro, decisões de associação do Conselho ou outros acordos
similares.
(29)          
A Confederação Suíça pode participar nos programas
da União, nos termos do acordo que vier a assinar com a União. 
(30)          
A Comissão Europeia e o Alto Representante da União
Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, na sua
comunicação sobre «Uma nova resposta a uma vizinhança em mutação»[26] refere igualmente que é necessário
facilitar a participação dos países vizinhos nas acções de mobilidade e reforço
de capacidades no domínio do ensino superior, bem como a abertura do futuro
programa de educação aos países vizinhos.
(31)          
Os interesses financeiros da União Europeia devem ser
salvaguardados através de medidas proporcionadas aplicadas ao longo do ciclo de
despesa, nomeadamente por meio da prevenção, detecção e investigação de
irregularidades, da recuperação de fundos perdidos, pagos indevidamente ou
utilizados incorrectamente e, se for caso disso, da aplicação de sanções.
Embora a ajuda externa prestada pela União careça de um financiamento
crescente, a situação económica e orçamental da União limita os recursos
disponíveis para esse crescimento. A Comissão deve, pois, procurar utilizar os
recursos disponíveis com a maior eficiência possível, em particular através de
instrumentos financeiros com efeito multiplicador. 
(32)          
Na sua comunicação «Um Orçamento para a Europa
2020», de 29 de Junho de 2011, a Comissão sublinhou o seu empenho em
simplificar os financimentos prestados pela União. A criação de um programa
único de educação, formação, juventude e desporto deve permitir simplificar,
racionalizar e maximizar o potencial de sinergias na gestão do programa de modo
significativo. A execução deverá ser ainda mais simplificada, através da
utilização de montantes fixos, custos unitários ou taxas fixas de
financiamento, bem como graças à redução dos requisitos formais aplicáveis a
beneficiários e Estados-Membros.
(33)          
Para garantir uma resposta rápida à evolução das
necessidades durante toda a vigência do programa, o poder de adoptar actos, em
conformidade com o artigo 290.º do Tratado sobre o Funcionamento da União
Europeia deve ser delegado na Comissão, no que toca à medidas relacionadas com os
critérios de desempenho e às acções geridas pelas agências nacionais. É
particularmente importante que a Comissão proceda às devidas consultas durante
os trabalhos preparatórios, inclusive a nível dos peritos. A Comissão, na
preparação e elaboração de actos delegados, deve assegurar que os documentos
pertinentes sejam transmitidos simultânea, oportuna e adequadamente ao
Parlamento Europeu e ao Conselho.
(34)          
Para assegurar condições uniformes de execução do
presente regulamento, devem ser conferidas à Comissão competências de execução.
(35)          
Essas competências devem ser exercidas em
conformidade com as disposições do Regulamento (UE) n.º 182/2011 do Parlamento
Europeu e do Conselho, de 16 de Fevereiro de 2011, que estabelece as regras e
os princípios gerais relativos aos mecanismos de controlo pelos Estados-Membros
do exercício das competências de execução pela Comissão[27].
(36)          
Haverá que garantir o encerramento do programa nas
devidas condições, especialmente no que respeita à continuidade dos mecanismos
plurianuais aplicáveis à sua gestão, como o financiamento da assistência
técnica e administrativa. A partir de 1 de Janeiro de 2014, a assistência
técnica e administrativa assegurará, se necessário, a gestão das acções não
concluídas no âmbito dos programas anteriores até ao final de 2013.
ADOPTARAM O PRESENTE REGULAMENTO:
CAPÍTULO I
Disposições gerais
Artigo 1.º
Âmbito de
aplicação do programa
1.                      
O presente regulamento institui um programa de
acção da União no domínio da educação, formação, juventude e desporto designado
«Erasmus para Todos» (em seguida designado «programa»). 
2.                      
O programa será executado no período entre 1
Janeiro de 2014 a 31 de Dezembro de 2020.
3.                      
O programa abrange o ensino de todos os níveis,
numa perspectiva de aprendizagem ao longo da vida, em especial o ensino
superior, a educação e formação profissionais e a educação de adultos, bem como
o ensino escolar e a juventude.
4.                      
Inclui uma dimensão internacional em conformidade
com o artigo 21.º do Tratado da União Europeia e apoiará
igualmente actividades no domínio do desporto.
Artigo 2.º
Definições
Para efeitos da
presente decisão, entende-se por:
1.           «aprendizagem ao longo da
vida», qualquer forma de ensino geral, de educação e formação profissionais, de
educação não formal e de aprendizagem informal seguida ao longo da vida, que
permita melhorar os conhecimentos, aptidões e competências numa perspectiva
pessoal, cívica, social e/ou profissional, que inclui a prestação de serviços
de aconselhamento e orientação.
2.           «não formal», um contexto de
aprendizagem que é, frequentemente, planeado e organizado, mas que não faz
parte do sistema de educação e formação formal.
3.           «mobilidade para fins de aprendizagem»,
a deslocação física para um país diferente do país de residência para
frequentar estudos, formação ou outro tipo de ensino, incluindo estágios de
formação ou aprendizagem não formal, bem como ensinar ou participar numa
actividade transnacional de desenvolvimento profissional. Pode incluir formação
preparatória na língua de acolhimento. A mobilidade no âmbito da aprendizagem
abrange ainda o intercâmbio de jovens e actividades transnacionais de
desenvolvimento profissional que envolvam animadores de juventude; 
4.           «cooperação para a inovação e
boas práticas», os projectos de cooperação transnacional que envolvam organizações
activas nos domínios da educação e da formação profissional e/ou juventude,
podendo incluir outras organizações. 
5.           «apoio à reforma de políticas»,
qualquer tipo de actividade com vista a apoiar e a facilitar a modernização dos
sistemas de educação e de formação através do processo de cooperação política
entre Estados-Membros, nomeadamente os métodos abertos de coordenação;
6.           «mobilidade virtual», as
actividades apoiadas por um conjunto de tenologias da comunicação e da
informação, organizadas ao nível institucional, que empreendem ou facilitam as
experiências internacionais de colaboração num contexto de ensino e/ou
aprendizagem;
7.           «pessoal», as pessoas que, a
título profissional ou voluntário, estão envolvidas na educação, formação ou
aprendizagem não formal da juventude. Pode incluir professores, formadores,
dirigentes escolares, animadores de juventude e pessoal não docente;
8.           «animador de juventude», um
profissional ou um voluntário envolvido na aprendizagem não formal;
9.           «jovens», as pessoas com
idades compreendidas entre os 13 e 30 anos;
10.         «Estabelecimento de ensino
superior»:
a)      qualquer tipo de estabelecimento de
ensino superior, em conformidade com a legislação ou as práticas nacionais, que
confira graus reconhecidos ou outras qualificações reconhecidas de nível
superior, independentemente da denominação desses estabelecimentos;
b)      qualquer estabelecimento que, em
conformidade com a legislação ou as práticas nacionais, ofereça educação ou
formação profissional de nível superior;
11.         «escola», qualquer tipo de
estabelecimento de ensino geral (pré-escolar, primário ou secundário), e de ensino
profissional e técnico;
12.         «instituição académica»,
qualquer estabelecimento de ensino dedicado ao ensino e à investigação;
13.         «formação profissional»,
qualquer tipo de educação ou de formação profissional inicial, incluindo o
ensino técnico e profissional e os sistemas de formação em regime de
aprendizagem, que contribua para a obtenção de uma qualificação profissional
reconhecida pelas autoridades competentes do Estado-Membro em que for
adquirida, bem como para a formação profissional efectuada por uma pessoa na
Comunidade durante a sua vida activa;
14.         «educação de adultos»,
qualquer forma de aprendizagem não profissional seguida por adultos, com carácter
formal, não formal ou informal;
15.         «diplomas conjuntos», um
programa de estudos integrados proposto por, pelo menos, duas instituições de
ensino superior que resulte num único diploma emitido e assinado conjuntamente
por todas as instituições participantes e reconhecido oficialmente nos países
onde estas se encontram; 
16.         «diploma duplo/múltiplo», um
programa de estudo ministrado por duas instituições de ensino superior (duplo),
pelo menos, ou mais (múltiplo), que resulte num diploma emitido em separado por
cada um dos estabelecimentos de ensino participantes para o estudante que
concluiu os estudos;
17.         «actividade de juventude», uma
actividade não escolar (intercâmbio de jovens, voluntariado) efectuada por um
jovem, individualmente ou em grupo, que se caracteriza por uma abordagem não
formal da aprendizagem;
18.         «parceria», um acordo entre um
grupo de instituições ou organizações em diferentes Estados‑Membros para
realizar em conjunto actividades europeias no domínio da educação, formação e
juventude ou criar uma rede formal ou informal num dado domínio. Relativamente
ao desporto, significa um acordo com uma ou mais partes, sejam elas
organizações desportivas profissionais ou patrocinadores em Estados‑Membros
diferentes, destinado a atrair fontes de apoio adicionais para alcançar os
objectivos do programa.
19.         «empresa», qualquer empresa do
sector público ou privado que exerça uma actividade económica,
independentemente da dimensão, do estatuto jurídico ou do sector económico em
que opere, incluindo a economia social;
20.         «aptidões», a capacidade de
aplicar conhecimentos e utilizar recursos adquiridos para concluir tarefas e
solucionar problemas; 
21.         «competência», a capacidade
comprovada de utilizar o conhecimento, as aptidões e as atitudes com responsabilidade
e autonomia nos contextos de aprendizagem, social e profissional. 
22.         «competências», o conjunto
básico de conhecimentos, aptidões e atitudes necessários à realização e ao
desenvolvimento pessoais, à cidadania activa, à inclusão social e ao emprego;
23.         «resultados», quaisquer dados,
conhecimentos e informações, independentemente da sua forma e natureza, que
possam ou não ser protegidos, que sejam gerados pela acção, bem como os
respectivos direitos conexos, incluindo direitos de propriedade intelectual;
24.         «divulgação de resultados», a
divulgação pública dos resultados do programa e dos programas que o precedem
por quaisquer meios adequados destinada a garantir que os resultados são devidamente
reconhecidos, demonstrados e aplicados em grande escala;
25.         «método aberto de
coordenação», método intergovernamental para a constituição de um quadro de
cooperação entre os Estados-Membros, cujas políticas nacionais podem, assim,
ser orientadas para determinados objectivos comuns. No âmbito do presente
programa, o MAC é aplicável à educação, formação e juventude; 
26.         «instrumentos de transparência
da UE», os instrumentos que ajudam as partes interessadas a compreender,
avaliar e, se for caso disso, a reconhecer os resultados e as qualificações em
toda a União;
27.         «países vizinhos», os países e
territórios enumerados no anexo ao Regulamento XX/2012 do Parlamento Europeu e
do Conselho, de X YY 2012[28],
que estabelece um Instrumento Europeu de Vizinhança: Argélia, Arménia, Azerbaijão,
Bielorrúsia, Egipto, Geórgia, Israel, Jordânia, Líbano, Líbia, Moldávia,
Marrocos, Territórios Palestianianos Ocupados, Síria, Tunísia e Ucrânia. Além
disso, tal como para as actividades apoiadas no domínio da juventude, a Rússia
é igualmente considerada um país de vizinhança;
28.         «carreira dupla», a combinação
de uma formação em desporto de alto nível com o ensino geral ou o trabalho.
Artigo 3.º
Valor
acrescentado da UE
1.           O programa só apoia as acções
e actividades que apresentem um valor acrescentado europeu potencial e contribuam
para alcançar o objectivo geral referido no artigo 4.º 
2.           O valor acrescentado europeu
das acções e actividades do programa serão, em especial, asseguradas por:
a)       O seu caráter transnacional, em
particular, a mobilidade e cooperação transnacionais que visam obter um impacto
sistémico a longo prazo;
b)      A sua complementaridade e sinergia com
outros programas e políticas internacionais e da União, que permitam obter
economias de escala e massa crítica; 
c)       A sua contribuição para a utilização
efectiva das ferramentas da União para o efectivo reconhecimento de
qualificações e transparência.
Artigo 4.º
Objectivo
geral do Programa
1.           O programa visa contribuir
para os objectivos da estratégia Europa 2020 e do quadro estratégico em matéria
de educação e formação para 2020 (EF2020), incluindo os respectivos critérios
de referência fixados nesses intrumentos, para o quadro renovado de cooperação
europeia em matéria de juventude (2010-2018), para o desenvolvimento
sustentável de países terceiros no domínio do ensino superior e para o
desenvolvimento da dimensão europeia no desporto. 
2.           Visa, em particular,
contribuir para os seguintes objectivos principais da estratégia Europa 2020:
a)      Redução das taxas de abandono escolar
precoce;
b)      Aumento de estudantes de 30-34 anos de
idade que concluem o terceiro nível de educação.
CAPÍTULO II
Educação, formação e juventude
Artigo 5.º
Objectivos
específicos 
O programa continuará a ter como objectivos
específicos nas áreas da educação, formação e juventude: 
a)           Melhorar o nível de competências e
aptidões essenciais no que diz respeito, em especial, à sua relevância para o
mercado de trabalho e a sociedade, bem como a participação dos jovens na vida
democrática na Europa, nomeadamente através de uma maior oportunidades de mobilidade
para fins de aprendizagem para os jovens, estudantes, pessoal escolar e
animadores de juventude, e através do reforço da cooperação entre a educação/juventude
e o mundo do trabalho;
–              
Indicadores: 
–              
percentagem de participantes que aumentaram as suas
competências e/ou capacidades fundamentais mais pertinentes para a sua
empregabilidade;
–              
percentagem dos jovens participantes que declaram
estar mais bem preparados para participar na vida social e política 
b)           Promover melhorias em termos de
qualidade, excelência na inovação e internacionalização, ao nível dos
estabelecimentos de ensino, bem como no domínio da juventude, nomeadamente
através do fomento da cooperação transnacional entre os estabelecimentos de
ensino e formação e as organizações de juventude e outras partes interessadas;
–              
Indicadores: percentagem das organizações que
participaram no programa e que desenvolveram/adoptaram métodos inovadores
c)           Promover a emergência de um espaço
europeu de aprendizagem ao longo da vida, lançar reformas políticas ao nível
nacional, apoiar a modernização dos sistemas de educação e formação, incluindo
de aprendizagem não formal, e apoiar a cooperação europeia em matéria de
juventude, nomeadamente através do reforço da cooperação política, da melhor
utilização dos instrumentos de reconhecimento e transparência e da divulgação
de boas práticas;
–              
Indicadores: número de Estados‑Membros que utilizam
os resultados do método aberto de coordenação para o desenvolvimento das
políticas naiconais 
d)           Reforçar a dimensão internacional da
educação, formação e juventude, nomeadamente do ensino superior mediante o
aumento da capacidade de atracção das instituições de ensino superior da União
e apoiar a sua acção externa, incluindo os seus objectivos
de desenvovimento, através da promoção da mobilidade e da cooperação entre e os
estabelecimentos de ensino superior da União Europeia e de países terceiros e o
reforço de capacidades específicas em países terceiros
–              
Indicadores: número de estabelecimentos de ensino
superior externos à UE envolvidos em acções de mobilidade e cooperação
e)           Melhorar o ensino e a aprendizagem
das línguas e promover a diversidade linguística; 
–              
Indicadores: percentagem dos participantes que
aumentaram as suas aptidões linguísticas
f)            Promover a excelência no ensino e
nas actividades de investigação no domínio da integração europeia por
intermédio das actividades Jean Monnet em todo o mundo, como referido no artigo
10.º.
–              
Indicadores: número de estudantes que receberam
formação graças às actividades Jean Monnet 
Artigo 6.º
Acções do
Programa
1.           O programa dará prossecução
aos seus objectivos no domínio da educação, formação e juventude, graças aos
três tipos de acções seguintes:
a)      mobilidade individual para fins de
aprendizagem,
b)      cooperação para a inovação e boas práticas,
c)      apoio à reforma política.
2.           As actividades específicas
Jean Monnet são descritas no artigo 10.º.
Artigo 7.º
Mobilidade
individual para fins de aprendizagem
1.           A mobilidade individual para
fins de aprendizagem presta apoio a:
a)      mobilidade transnacional dos estudantes
do ensino superior e dos que seguem formação profissional, bem como de jovens
participantes em actividades não formais entre os países participantes, como
referido no artigo 18.º. Esta mobilidade pode assumir a forma de estudos numa
instituição participante, estágios no estrangeiro ou participação em
actividades da juventude, nomeadamente de voluntariado. O grau de mobilidade a
nível de mestrado será apoiado através do mecanismo de garantia de empréstimo a
estudantes referido no artigo 14.º, n.º 3.
b)      Mobilidade transnacional do pessoal
escolar dos países participantes referida no artigo 18.º. Esta mobilidade pode
assumir a forma de ensino ou participação nas actividades de desenvolvimento
profissional no estrangeiro.
2.           Esta acção apoiará igualmente
a mobilidade transnacional de estudantes, jovens e pessoal para e de países
terceiros no âmbito do ensino superior, incluindo a mobilidade organizada na
base de diplomas conjuntos, duplos ou múltiplos de elevada qualidade ou
convites à apresentação de candidaturas conjuntos, bem como aprendizagem não
formal. 
Artigo 8.º
Cooperação
para a inovação e boas práticas
1.           A cooperação para a inovação
e boas práticas apoia: 
a)      as parcerias estratégicas entre as
organizações envolvidas no ensino, formação e/ou actividades para jovens, ou
outros sectores pertinentes que desenvolvem e executam iniciativas conjuntas e
promovem intercâmbios de experiências e saber-fazer;
b)      parcerias transnacionais entre empresas e
instituições de educação, na forma de:
–              
alianças de conhecimento entre estabelecimentos de
ensino superior e empresas para promoção da criatividade, da inovação e do
empreendedorismo, que proporcionem verdadeiras oportunidades de aprendizagem,
incluindo o desenvolvimento de novos curricula;
–              
Alianças de competências sectoriais entre
estabelecimentos de ensino e formação e empresas que promovam a
empregabilidade, criem novos curricula sectoriais específicos, desenvolvam
novas formas de ensino profissional e formação, e apliquem os instrumentos de
reconhecimento da União em larga escala.
c)      plataformas de suporte TI, incluindo a
geminação electrónica de escolas, abrangendo sectores da educação e da
juventude, que permitam a aprendizagem mútua, a mobilidade virtual e o
intercâmbio das melhores práticas, bem como a abertura aos países vizinhos
participantes.
2.           Esta acção apoia igualmente o
desenvolvimento e a criação de competências, a integração regional, os
intercâmbios de conhecimentos e os processos de modernização, graças a
parcerias entre os estabelecimentos de ensino superior da União e dos países
terceiros, bem como no sector da juventude, nomeadamente no que toca aos
projectos de aprendizagem entre pares e projectos educativos conjuntos que
promovam a cooperação regional, sobretudo com os países vizinhos.
Artigo 9.º
Apoio à reforma
política
1.           O apoio à reforma de
políticasinclui as actividades iniciadas ao nível da União, relacionadas com: 
a)      implementação da agenda política da União
em matéria de educação, formação e juventude (Métodos Abertos de Coordenação),
bem como os processos de Bolonha e Copenhaga e o diálogo estrutural com os
jovens; 
b)      Implementação, em países participantes,
dos instrumentos de transparência da União, em particular o Europass, o Quadro
Europeu de Qualificações (QEQ), o sistema europeu de transferência e acumulação
de créditos de curso (ECTS), o sistema europeu de transferência de créditos no
ensino e na formação profissionais profissionais (ECVET) e o apoio às redes da
UE;
c)      diálogo político com as partes interessadas
europeias pertinentes, no domínio da educação, da formação e da juventude;
d)      O Fórum Europeu da Juventude, os Centros
Nacionais de Informação sobre o Reconhecimento Académico (NARIC), as redes
Eurydice, Euroguidance e Eurodesk, bem como os centros nacionais de apoio à
geminação electrónica de escolas, os centros nacionais Europass, e os serviços
nacionais de informação nos países vizinhos e países em vias de adesão, países
candidatos e candidatos potenciais que não participam plenamente no programa.
2.           Esta acção apoia igualmente o
diálogo político com os países terceiros e as organizações internacionais.
Artigo 10.º
Actividades
Jean Monnet
As actividades
Jean Monnet têm por objectivo:
a)      Promover o ensino e a investigação sobre
a integração europeia junto dos especialistas universitários, a nível mundial,
dos alunos e dos cidadãos, nomeadamente através da criação de cátedras Jean
Monnet e outras actividades académicas, bem como de ajuda para outras
actividades de aquisição de conhecimentos ao nível dos estabelecimentos de
ensino superior;
b)      Apoiar as actividades de instituições
académicas ou associações activas no domínio dos estudos sobre a integração
europeia e apoiar um rótulo de excelência Jean Monnet.
c)      Apoiar as seguintes instituições
académicas europeias que prosseguem um objectivo de interesse europeu:
i)        Instituto Universitário Europeu,
Florença;
ii)       Colégio da Europa (campus de Bruges e
Natolin);
d)      Promover o debate político e os
intercâmbios entre o mundo académico e os responsáveis políticos sobre as
prioridades políticas da UE.
CAPÍTULO III
Desporto
Artigo 11.º
Objectivos
específicos 
Em conformidade
com o objectivo geral, o programa tem os seguintes objectivos específicos na
área do desporto:
a)      Abordar as ameaças internacionais ao
desporto como a dopagem, a viciação de resultados, a violênica, o racismo e a
intolerância; 
–              
Indicadores: percentagem dos participantes que
utilizam resultados de projectos transfronteiras no combate às ameaças ao
desporto
b)      Apoiar a boa governação na área do desporto
e as carreiras duplas dos atletas;
–              
Indicadores: percentagem de participantes que
utilizam os resultados de projectos transfronteiras para combater as ameaças ao
desporto e de carreiras duplas.
c)      Promover a inclusão social, a igualdade
de oportunidades e a actividade física para a promoção das actividades físicas
benéficas para a saúde através de uma maior participação no desporto.
–              
Indicadores: percentagem de participantes que
utilizam os resultados de projectos transfronteiras para promover a inclusão
social, a igualdade de oportunidades e as taxas de participação.
Artigo 12.º
Actividades
1.           Os objectivos da cooperação
no desporto são prosseguidos através das seguintes actividades transnacionais:
a)      apoio a projectos de colaboração
transnacional;
b)      apoio a eventos desportivos europeus não
comerciais que envolvem vários países europeus;
c)      apoio ao reforço da base factual para
elaboração de políticas;
d)      apoio à aquisição de competências das
organziações desportivas; 
e)      Diálogo com as partes interessadas
relevantes a nível europeu.
2.           As actividades desportivas
apoiadas devem obter, se necessário, financiamento complementar de terceiros,
graças a parcerias com as empresas privadas, por exemplo.
CAPÍTULO IV
Disposições financeiras
Artigo 13.º
Orçamento
1.           O envelope financeiro para a
execução do presente regulamento, a partir de 1 de Janeiro de 2014, é fixado em
17 299 000 000 euros.
Os montantes seguintes são atribuídos às acções do
programa 
a)       16 741 738 000 euros para
acções no domínio da educação, formação e juventude, como referido no artigo
6.º, n.º 1;
b)       318 435 000 para as actividades
Jean Monnet, como referido no artigo 10.º;
c)       238 827 000 euros para acções
relacionadas com desporto, como referido no capítulo III.
2.           Além do envelope financeiro,
tal como indicado no n.º 1, e com o objectivo de promover a dimensão
internacional do ensino superior, será atribuído um montante indicativo de EUR
1 812 100 000[29]
proveniente dos vários instrumentos externos (Instrumento de Cooperação para o
Desenvolvimento, Instrumento Europeu de Vizinhança, Instrumento de Assistência
de Pré-Adesão e Instrumento de Parceria ), às acções de mobilidade para fins de
aprendizagem dos ou para os países não referidos no artigo 18.º, n.º 1, bem
como para o diálogo político com as autoridades/instituições/organizações
destes países. As disposições do presente regulamento aplicam‑se à utilização
destes fundos.
              O financiamento será
disponibilizado atravésde duas dotações plurianuais que abrangem apenas os
primeiros quatro anos e os restantes três anos, respectivamente. Este
financiamento será reflectido na programação indicativa multianual destes
instrumentos, em conformidade com as necessidades identificadas e as
prioridades dos países em questão. As dotações podem ser revistas em caso de
cirunstâncias imprevistas ou alterações políticas importantes decorrentes das
prioridades externas da UE. A cooperação com os países não participantes
estabelece-se, se necessário, por meio de dotações adicionais dos países
parceiros, que devem ser disponibilizadas segundo os procedimentos a acordar
com esses países. 
3.           Em conformidade com a
previsão de valor acrescentado destes três tipos de acções referida no artigo
6.º, n.º 1, e com os princípios de massa crítica, concentração, eficiência e desempenho,
o montante indicado no artigo 13.º, n.º 1, alínea a) será repartido da seguinte
maneira indicativa:
–              
[65 %] para mobilidade individual para fins de
aprendizagem; 
–              
[26 %] para cooperação para inovação e boas
práticas;
–              
[4 %] para apoiar a reforma de políticas; 
–              
[3 %] subvenções de funcionamento para as agências
nacionais 
–              
[2 %] para despesas administrativas.
4.           A dotação financeira do
programa pode ainda cobrir despesas decorrentes de actividades preparatórias,
de monitorização, controlo, auditoria e avaliação necessárias à gestão do
programa e à prossecução dos seus objectivos; em particular, estudos, reuniões
de peritos, acções de informação e comunicação, incluindo comunicação às
empresas sobre as prioridades políticas da União Europeia na medida em que
estejam relacionadas com os objectivos gerais do presente regulamento, despesas
relacionadas com as tecnologias da informação centradas em processamento e
intercâmbio de informação, bem como todas as restantes despesas da Comissão em
assistência técnica e administrativa necessárias à gestão do programa.
5.           A dotação financeira pode
igualmente cobrir as despesas de assistência necessária para garantir a
transição entre o programa e as medidas adoptadas em conformidade com a Decisão
n.º 1720/2006/CE, que estabelece um programa de acção no domínio da
aprendizagem ao longo da vida, a Decisão n.º 1719/2006/CE, que institui o
Programa «Juventude em Acção» e a Decisão n.º 1298/2008/CE, que estabelece o
programa de acção Erasmus Mundus. Se necessário, as dotações podem ser
inscritas no orçamento depois de 2020 para abranger despesas similares, de modo
a permitir a gestão das acções não concluídas até 31 de Dezembro de 2020.
6.           Os fundos para a mobilidade
individual para fins de aprendizagem referidos no artigo 6.º, n.º 1, alínea a),
são atribuídos para serem geridos pelas agências nacionais com base na
população e no custo de vida do Estado‑Membro, na distância entre as capitais
dos Estados‑Membros e no desempenho. O parâmetro de desempenho representa 25 %
dos fundos totais, em conformidade com os critérios referidos nos n.ºs 7 e 8.
7.           A afectação de fundos faz-se
com base no desempenho, a fim de promover uma utilização eficaz e eficiente dos
recursos. Os critérios utilizados para medir o desempenho são baseados nos
dados mais recentes disponíveis. Os critérios são os seguintes:
a)      O nível dos resultados anuais alcançados
em relação ao previamentre acordado;
b)      O nível de pagamentos efectuado
anualmente;
Estes critérios podem ser objecto de
revisão durante a vigência do programa em conformidade com o procedimento
referido no artigo 28.º relativo a actos delegados.
8.           A afectação de fundos para
2014 é baseada nos dados mais recentes disponíveis sobre resultados e absorpção
do orçamento dos programas Aprendizagem ao Longo da Vida, Juventude em Acção e
Erasmus Mundus, até 1 de Janeiro de 2014.
9.           O programa pode fornecer
apoio através de modalidades específicas e inovadoras de financiamento, em
especial as estabelecidas no artigo 14.º, n.º 3. 
Artigo 14.º
Modalidades específicas
de financiamento 
1.           A Comissão executa o apoio
financeiro da União em conformidade com o Regulamento XX/2012 [o Regulamento
Financeiro].
2.           A Comissão pode lançar
convites à apresentação de candidaturas conjuntos com países terceiros ou as
suas organizações e agências para financiar projectos conjuntamente. Os
projectos podem ser avaliados e seleccionados através de um procedimento
conjunto de avaliação e selecção que serão objecto de acordo por parte das
agências de financiamento envolvidas, em comformidade com os princípios
estabelecidos no Regulamento XX/2012[30]
[Regulamento Financeiro]. 
3.           A Comissão atribui os fundos
de garantia de empréstimos contraídos por estudantes residentes num país
participante como definido no artigo 18.º, n.º 1, que frequentam cursos de
mestrado noutro país participante, por intermédio de um administrador mandatado
para os atribuir com base nos acordos fiduciários, cujas regras e requisitos
pormenorizados governam a execução do instrumento financeiro e as obrigações das
partes. O instrumento financeiro cumpre as disposições em matéria de
instrumentos financeiros previstas no Regulamento Financeiro e no acto delegado
que substitui as regras de execução. Em conformidade com o artigo 18.º, n.º 2,
do Regulamento (CE, Euratom) n.º 1605/2002, as receitas e os reembolsos gerados
pelas garantias são atribuídos ao instrumento financeiro. Este instrumento
financeiro, incluindo as necessidades do mercado e a sua adopção, será objecto
da monitorização e avaliação referidas no artigo 15.º, n.º 2.
4.           Considera-se que as entidades
públicas, bem como as escolas, os estabelecimentos de ensino superior e as
organizações nos domínios da educação, formação, juventude e do desporto cujos
rendimentos anuais nos últimos dois anos sejam oriundos em mais de 50 % de
fontes públicas, têm capacidade financeira, profissional e administrativa para
realizar as actividades previstas no porograma. Não lhes será exigida a
apresentação de outra documentação comprovativa. 
5.           As subvenções concedidas a
determinadas pessoas para a mobilidade para fins de aprendizagem devem ser
isentas de quaisquer impostos e quotizações sociais. Aplica-se a mesma isenção
aos organismos intermédios que prestam essa ajuda financeira às pessoas em
causa.
6.           O montante referido no artigo
[127.º, n.º 1], do Regulamento Financeiro ao apoio financeiro prestado para a mobilidade
individual para fins de aprendizagem.
CAPÍTULO V
Resultados do desempenho e difusão
Artigo 15.º
Monitorização
e avaliação de desempenho e resultados
1.           A Comissão, em cooperação com
os Estados-Membros, deve monitorizar regularmente o desempenho e os resultados
do programa em relação aos seus objectivos, em especial no que se refere ao
seguinte:
a)       O valor
acrescentado europeu referido no artigo 3.º;
b)      Repartição de fundos associados aos
principais sectores de ensino, com vista a assegurar que, até ao final do
programa, a afectação de financiamento garante um impacto sistémico
significativo.
2.           Além da monitorização
continuada, a Comissão estabelece um relatório de avaliação antes do final de
2017, com vista a avaliar a eficácia em termos de objectivos alcançados, a
eficiência do programa e o seu valor acrescentado europeu, destinada a escorar
a decisão de renovação, modificação ou suspensão do programa. Serão avaliadas
as possibilidades de simplificação, a sua coerência interna e externa, a
continuidade da relevância de todos os objectivos, bem como a contribuição das
medidas para as prioridades da União em termos de cresciemnto inteligente,
sustentado e inclusivo. Terá igualmente em conta os resultados da avaliação
sobre o impacto a longo prazo dos programas antecessores (Aprendizagem ao Longo
da Vida, Juventude em Acção, Erasmus Mundus e outros programas internacionais
de ensino superior). 
3.           Sem prejuízo dos requisitos
previstos no capítulo VII e das obrigações das agências nacionais referidas no
artigo 22.º, os Estados‑Membros apresentam à Comissão, até 31 de Março de 2017
e 30 de Junho de 2019, respectivamente, os relatórios sobre a execução e o
impacto do programa.
Artigo 16.º
Comunicação e
difusão
1.           A Comissão assegura, em
cooperação com os Estados‑Membros, a difusão da informação, a publicidade e o
seguimento no tocante às acções apoiadas pelo programa, bem como a difusão dos
resultados dos anteriores programas de Aprendizagem ao Longo da Vida, Erasmus
Mundus e Juventude em Acção.
2.           Os beneficiários dos
projectos apoiados através de acções e actividades a que se referem os artigos
6.º, 10.º e 12.º, deverão garantir uma boa comunicação e difusão dos resultados
e impacto obtidos.
3.           As agências nacionais, tal
como referidas no artigo 22.º, devem desenvolver uma política coerente tendo em
vista uma efectiva difusão e exploração dos resultados das actividades apoiadas
a título de acções por elas geridas no âmbito do programa e assistir a Comissão
na tarefa geral de difusão de informações sobre o programa e os seus
resultados.
4.           Os organismos públicos e
privados no âmbito dos principais sectores educativos abrangidos pelo programa
usam o nome da marca «Erasmus» para efeitos de comunicação e difusão da
informação relacionada com o programa; o nome será associado aos principais
sectores educativos, da seguinte maneira:
–              
«Erasmus Ensino Superior», associado a todos os
tipos de ensino superior, na Europa e internacionalmente
–              
«Erasmus Formação», associado com o ensino e a
formação profissionais e a educação de adultos 
–              
«Erasmus Escolas», associado com o ensino escolar 
–              
«Erasmus Participação da Juventude», associado com
a aprendizagem não formal da juventude
5.           As actividades de comunicação
contribuem igualmente para divulgar as prioridades políticas da União Europeia
às empresas na medida em que tenham relação com os objectivos gerais do
presente regulamento.
CAPÍTULO VI
Acesso ao programa
Artigo 17.º
Acesso
1.           Qualquer organismo público ou
privado activo nas áreas da educação, formação, juventude e desporto de base
pode candidatar-se a este programa. 
2.           Na execução do programa, a
Comissão e os Estados‑Membros asseguram em particular todos os esforços para
facilitar a participação de pessoas com dificuldades por razões educacionais,
sociais, relacionadas com o sexo a que pertencem, físicas, psicológicas,
geográficas, económicas e culturais. 
Artigo 18.º
Países
participantes 
1.           O programa encontra-se aberto
à participação dos seguintes países, a seguir designados por «países
participantes no programa»:
a)      Os Estados-Membros;
b)      Os países em vias de adesão, candidatos e
potenciais candidatos abrangidos por uma estratégia de pré‑adesão, de acordo
com os princípios e os termos e condições gerais de participação desses países
nos programas da União, estabelecidos nos respectivos acordos‑quadro, decisões
do Conselho ou outros acordos similares;
c)      Os Estados da EFTA que são membros do
EEE, nos termos do acordo EEE;
d)      A Confederação Helvética, desde que seja
celebrado um acordo bilateral com esse país estabelecendo a sua participação; 
2.           Os países participantes
enumerados no n.º 1 estarão sujeitos a todas as obrigações e deverão
desempenhar todas as funções que incumbem aos Estados-Membros nos termos do
presente regulamento.
3.           O programa dará apoio à
cooperação com os parceiros de países terceiros, nomeadamente de países
vizinhos, no quadro das acções e actividades referidas nos artigos 6.º e 10.º. 
CAPÍTULO VII
Sistema de gestão e auditoria
Artigo 19.º
Complementaridade

A Comissão, em
cooperação com os Estados-Membros, deve assegurar a coerência e a
complementaridade global com:
a)      As políticas pertinentes da União, em
particular nos domínios da cultura e dos meios de comunicação, do emprego, da
saúde, investigação e inovação, empresarial, da justiça, dos consumidores, e da
política de desenvolvimento e coesão;
b)      As outras fontes de financiamento da
União pertinentes no domínio das políticas da educação, formação e juventude, em
particular o Fundo Social Europeu e outros instrumentos financeiros
relacionados com emprego e inclusão social, o Fundo Europeu de Desenvolvimento
Regional, os programas de investigação e inovação, bem como os instrumentos
financeiros relacionados com a justiça e a cidadania, saúde, programas
de cooperação externa, e os instrumentos de pré‑adesão.
Artigo 20.º
Organismos de
execução
A execução do programa cabe aos seguintes
organismos:
a)           A Comissão, a nível da União;
b)           As agências nacionais, a nível nacional
para a implementação nos países participantes referidos no artigo 18.º, n.º 1.
Artigo 21.º
Autoridade
nacional 
1.           No prazo de um mês após a
entrada em vigor do presente regulamento, os Estados‑Membros informam a
Comissão, por notificação formal transmitida pelos representantes permanentes,
da pessoa(s) legalmente autorizada(s) que os representa como «autoridade
nacional», para efeitos do presente regulamento. Em caso de substituição da
autoridade nacional no decurso do programa, o Estado‑Membro notifica a Comissão
do facto, imediatamente e através do mesmo procedimento.
2.           Os Estados‑Membros tomam as
medidas apropriadas para eliminar os obstáculos legais e administrativos ao bom
funcionamento do programa, incluindo a emissão de vistos.
3.           No prazo de três meses após a
data de entrada em vigor do presente regulamento, a autoridade nacional designa
um orgão de coordenação único, em seguida designado «agência nacional». A
autoridade nacional faculta à Comissão uma avaliação de conformidade ex ante
certificando que a agência nacional cumpre as disposições do artigo 55.º, n.º
1, alínea b, subalínea vi), e do artigo 57.º, n.º 1, n.º 2 e n.º 3, do
Regulamento n.º XX/2012, e o artigo X do seu regulamento delegado n.º XX/2012,
bem como com os requisitos e regras da União aplicáveis às agências nacionais
em matéria de controlos internos e de gestão do financiamento destinado pelo
programa para o apoio às subvenções.
4.           A autoridade nacional designa
um organismo de auditoria independente, como referido no artigo 24.º.
5.           A autoridade nacional
monitoriza e supervisiona a gestão do programa ao nível nacional. Informa e
consulta a Comissão em tempo oportuno, antes de tomar decisões com impacto na
gestão do programa, em particular quanto à sua agência nacional.
6.           A autoridade nacional baseia
a sua avaliação de conformidade ex ante nos seus próprios controlo e
auditorias, e/ou em controlos e auditorias realizados pelo organismo de
auditoria independente referido no artigo 24.º.
7.           Se a agência nacional
designada para o programa for a mesma que a agência nacional designada para o
antecessor programa de Aprendizagem ao Longo da vida ou Juventude em Acção, o
âmbito dos controlos e das auditorias para a avaliação de conformidade ex
ante pode ser limitado aos requisitos que são novos e específicos ao
programa.
8.           Se a Comissão rejeitar a
designação da agência nacional com base na análise feita da avaliação de
conformidade ex ante, a autoridade nacional garante que são tomadas as
necessárias acções relativamente à agência nacional designada, para cumprir os
requisitos mínimos estabelecidos pela Comissão, ou designa outro organismo como
agência nacional.
9.           A autoridade nacional faculta
o necessário co‑financiamento para as operações da respectiva agência nacional
para garantir que o programa é gerido no respeito das regras da União
aplicáveis.
10.         Com base na declaração de
fiabilidade anual da agência nacional, o respectivo parecer de auditoria
independente e a análise da Comissão da conformidade e desempenho da agência
nacional, a autoridade nacional informa a Comissão até 30 de Outubro de cada
ano sobre as suas actividades de monitorização e supervisão do programa. 
11.         A autoridade nacional
responsabiliza-se pela correcta gestão dos fundos da União transferidos pela
Comissão para a agência nacional com vista a disponibilizar apoio às subvenções
concedidas a título do programa. 
12.         Na eventualidade de qualquer
irregularidade, negligência ou fraude da agência nacional, bem como em caso de
problemas graves ou mau desempenho por parte desta, e se estes factos
suscitarem reclamações pela Comissão relativamente à mesma, a autoridade
nacional é responsável perante a Comissão pelos fundos não recuperados. 
13.         Caso se verifiquem as
eventualidades ou os problemas referidos no n.º 12, a autoridade nacional pode destituir
a agência nacional por sua própria iniciativa ou a pedido da Comissão. Se a
autoridade nacional decidir destituir a agência nacional por outras razões
justificadas, notifica a Comissão do facto, pelo menos, seis meses antes da
data prevista para a conclusão do mesmo. Nesse caso, as autoridades nacionais e
a Comissão devem concordar formalmente com medidas de transição específicas e
calendarizados. 
14.         Em caso de destituição, a
autoridade nacional deve executar os controlos necessários sobre os fundos
confiados pela União à agência nacional destituída e assegurar uma
transferência destes fundos não inibidos, bem como de todos os documentos e
ferramentas de gestão, necessárias para a gestão do programa pela nova agência
nacional. A autoridade nacional deve prestar à agência nacional destituída o
apoio financeiro necessário para continuar a executar as suas obrigações
contratuais para com os beneficiários do programa e a Comissão, até à
transferência destas obrigações para uma nova agência nacional.
Artigo 22.º
Agência
nacional
1.           Agência
nacional deve:
a)      ser dotada de personalidade jurídica ou
fazer parte integrante de uma entidade com personalidade jurídica e reger-se
pela legislação do Estado-Membro em causa. Um ministério não pode ser designado
como agência nacional;
b)      Ter a capacidade de gestão, o pessoal e
as infra-estruturas necessários para desempenhar as suas funções de forma
satisfatória, assegurar uma gestão eficiente e eficaz do programa e uma boa
gestão financeira dos fundos da União;
c)      Ter os meios operacionais e legais para
aplicar as regras de gestão administrativa, contratual e financeira
estabelecidas a nível da União;
d)      Oferecer garantias financeiras adequadas,
prestadas de preferência por uma entidade pública, correspondentes à
importância dos fundos da União que lhe competirá gerir;
e)      Ser designada para o período de duração
do programa. 
2.           A Agência Nacional será
responsável por certas acções do programa geridas a nível nacional, em
conformidade com o artigo 55. °, n. ° 1, alínea b), subalínea vi), do
Regulamento n. ° XXX/2012 [futuro Regulamento Financeiro] e do artigo X do seu
Regulamento Delegado (CE) n. ° XXX/2012 [futuras normas de aplicação]: São
elas: 
a)      Todas as acções do programa no âmbito da
acção-chave «Mobilidade individual para fins de aprendizagem», com excepção da
mobilidade organizada com base em diplomas conjuntos ou duplos/múltiplos e o
mecanismo de garantia de empréstimos da União;
b)      A acção do programa «parcerias
estratégicas» no âmbito da acção-chave «cooperação para a inovação e as boas
práticas»;
c)      A gestão de actividades a nível da base
na acção-chave «Apoio à reforma das políticas». 
3.           A Agência Nacional será
responsável pela gestão das acções de todas as fases do ciclo de vida do
projecto do programa referidas no n.º 2, com a eventual excepção da decisão de
selecção e de adjudicação para as parcerias estratégicas a que se refere o
mesmo número. 
4.           A
agência nacional deve conceder apoio aos beneficiários, quer sob a forma de uma
convenção de subvenção ou uma decisão de subvenção, tal como especificado pela
Comissão para a acção do programa em causa.
5.           A agência nacional informará
a Comissão e a autoridade nacional, numa base anual, em conformidade com o
disposto no artigo 57.º, n.º 5, do Regulamento Financeiro n.º XX/2012. A
agência nacional deve ser encarregada de dar cumprimento às observações
emitidas pela Comissão, na sequência da sua análise da declaração de
fiabilidade da gestão da Agência, bem como do parecer da auditoria independente
sobre a mesma. 
6.           A
agência nacional não pode delegar a terceiros qualquer tarefa de execução
orçamental ou do programa que lhe são atribuídas, sem autorização prévia e por
escrito, da autoridade nacional e da Comissão. A agência nacional é o único
responsável pela tarefas delegadas a terceiros. 
7.           Em
caso de substituição de uma agência nacional, a agência nacional destituída continua
a ser juridicamente responsável pela execução das suas obrigações contratuais
para com os beneficiários do programa e a Comissão até à transferência destas
obrigações para uma nova agência nacional. 
8.           A
Agência Nacional será responsável pela gestão e encerramento das convenções
financeiras relativas aos anteriores programas, Aprendizagem ao Longo da Vida e
Juventude em Acção (2007-2013), que estejam ainda por encerrar aquando do
início do programa. 
Artigo 23.º
Comissão
Europeia 
1.           No
prazo de dois meses a contar da recepção da avaliação de fiabilidade ex ante,
tal como referido no artigo 21.º, n.º 3, por parte da autoridade nacional, a
Comissão deve aprovar, aprovar com condições ou rejeitar a designação da
agência nacional. A Comissão não enceta uma relação contratual com a agência
nacional até à aceitação da avaliação de fiabilidade ex ante. Em caso de
aprovação condicional, a Comissão poderá adoptar medidas cautelares
proporcionais, que se aplicarão à sua relação contratual com a agência
nacional. 
2.           A
Comissão formalizará as responsabilidades jurídicas relativamente a convenções
financeiras relativas aos anteriores programas, Aprendizagem ao Longo da Vida e
Juventude em Acção (2007-2013), e ainda por encerrar aquando do início do
programa, após a sua aceitação da avaliação de fiabilidade ex ante sobre
a agência nacional designada para o programa.
3.           O
documento que rege as relações contratuais entre a Comissão e a Agência
Nacional deve:
a)       prever as normas de controlo interno das
agências nacionais e as regras de gestão dos fundos da União para subvenções de
apoio pelas agências nacionais; 
b)      incluir o programa de trabalho da agência
nacional, que inclui tarefas de gestão da agência nacional a que o apoio da UE
é prestado;
c)       especificar os requisitos de
apresentação de relatórios à agência nacional.
4.           Anualmente,
a Comissão deve disponibilziar os seguintes fundos do programa à agência
nacional:
a)      Fundos para subvenções de apoio no
Estado-Membro para as acções do programa, cuja gestão está a cargo da agência
nacional;
b)      Uma contribuição financeira em apoio das
tarefas de gestão do programa da agência nacional. Este auxílio corresponderá a
uma subvenção de funcionamento paga enquanto contribuição fixa para os custos
operacionais da agência nacional e será estabelecido com base no montante de
fundos da União para concessão do apoio confiada à agência nacional.
5.           A
Comissão deve fixar os requisitos para o programa de trabalho da Agência
Nacional. A Comissão não deve tornar disponíveis os fundos do programa à
agência nacional antes de o programa de trabalho desta ter sido formalmente
aprovado pela Comissão. 
6.           Com
base nos requisitos de fiabilidade aplicáveis às agências nacionais referidos
no artigo 21.º, nº 3, a Comissão deve rever o sistema de gestão e de controlo
nacional, nomeadamente através da análise da avaliação de fiabilidade ex
ante da autoridade nacional, da declaração de garantia anual da agência
nacional e do parecer de um organismo de auditoria independente sobre a
matéria, tendo em conta as informações anuais da autoridade nacional sobre as
suas actividades de monitorização e supervisão do programa. 
7.           Na
sua avaliação da declaração de fiabilidade da gestão anual e do parecer de um
organismo de auditoria independente sobre a matéria, a Comissão apresentará o
seu parecer e as suas observações à agência nacional e a autoridade nacional. 
8.           Caso
a Comissão não possa aceitar a declaração de fiabilidade da agência nacional ou
um parecer de auditoria independente sobre esta, ou, no caso de uma aplicação
não satisfatória das recomendações da Comissão pela agência nacional, a
Comissão pode aplicar as medidas cautelares e de correcção necessárias para
salvaguardar os interesses financeiros da União, em conformidade com o artigo
57.º, n.º 4, do Regulamento Financeiro nº XX/2012.
9.           A
Comissão organizará reuniões regulares com a rede de agências nacionais, a fim
de assegurar uma aplicação coerente do programa em todos os países
participantes. 
10.         A
Comissão pode solicitar às autoridades nacionais que designem instituições ou
organizações, ou os tipos de estabelecimentos e organizações, que serão
considerados elegíveis para a participação em acções específicas do programa
nos respectivos territórios. 
Artigo 24.º
Organismo de
auditoria
1.           A
auditoria independente deve emitir um parecer sobre a declaração de garantia da
gestão anual a que se refere o artigo 57.º, n.º 5, alíneas d) e e), do
Regulamento Financeiro n.º XX/2012. 
2.           O organismo auditor
independente deve:
a)      Possuir as competências profissionais
necessárias para a realização de auditorias ao sector público;
b)      Garantir que a actividade de auditoria
tem em conta as normas de auditoria internacionalmente aceites;
c)      Não ter conflitos de interesses no que
respeita à entidade jurídica de que a agência nacional é parte. Deve,
nomeadamente, ser funcionalmente independente no que respeita à entidade
jurídica de que a agência nacional é parte e não executar quaisquer outros
controlos ou auditorias à entidade jurídica ou em nome desta. 
3.           O organismo de auditoria
independente deve facultar à Comissão e aos seus representantes, bem como ao
Tribunal de Contas, pleno acesso a todos os documentos e relatórios em apoio do
parecer de auditoria sobre a declaração de garantia da gestão anual da agência
nacional.
CAPÍTULO VIII
Sistema de controlo
Artigo 25.º
Princípios do
sistema de controlo
1.           A Comissão toma as medidas adequadas
para garantir que, quando as acções financiadas a título do presente
regulamento forem executadas, os interesses financeiros da União Europeia sejam
protegidos, através da aplicação de medidas preventivas contra a fraude, a
corrupção e outras actividades ilícitas, através de controlos eficazes e, caso
sejam detectadas irregularidades, da recuperação dos montantes indevidamente
pagos e, se adequado, através de sanções eficazes, proporcionadas e
dissuasivas.
2.           A Comissão será responsável
pela supervisão e pelo controlo no que diz respeito às acções do programa
geridas pelas agências nacionais. Fixa os requisitos mínimos para a realização
de controlos pela Agência Nacional e pelo organismo de auditoria independente. 
3.           A agência nacional é
responsável pelos controlos primários a beneficiários de subvenções para acções
do programa, tal como referido no artigo 22.º, n.º 2. Estes controlos devem
fornecer uma garantia razoável de que as subvenções concedidas são utilizadas
em conformidade com o previsto e com as regras da União aplicáveis. 
4.           No que respeita aos fundos do
programa transferidos para as agências nacionais, a Comissão assegura a
coordenação adequada dos seus controlos com as autoridades nacionais e as
agências nacionais, com base no princípio de auditoria única, na sequência de
uma análise de risco. Esta disposição não se aplica aos inquéritos do OLAF.
Artigo 26.º
Protecção dos
interesses financeiros da União Europeia
1.           A Comissão ou os seus
representantes e o Tribunal de Contas têm poderes para efectuar auditorias, com
base em documentos e em visitas ao local, em relação a todos os beneficiários
de subvenções, contratantes, subcontratantes e outras partes que tenham
recebido fundos da União. Podem também efectuar auditorias e controlos às agências
nacionais.
2.           O Organismo Europeu de Luta
Antifraude (OLAF) pode efectuar controlos e inspecções no local aos operadores
económicos envolvidos directa ou indirectamente nesse financiamento, de acordo
com o procedimento previsto no Regulamento (Euratom, CE) n.º 2185/96,
tendo em vista determinar se houve fraude, corrupção ou qualquer outra
actividade ilícita que afecte os interesses financeiros da União Europeia no
que respeita a uma convenção de subvenção ou decisão de subvenção ou a um
contrato relativo a financiamento pela União. 
3.           Sem prejuízo do disposto nos
n.ºs 1 e 2, os acordos de cooperação com países terceiros e organizações
internacionais, assim como as convenções de subvenção e decisões de subvenção e
os contratos resultantes da aplicação do presente regulamento atribuem poderes
à Comissão, ao Tribunal de Contas e ao OLAF para conduzirem tais auditorias,
controlos no local e inspecções.
CAPÍTULO IX
Delegações de poder e disposições de
execução
Artigo 27.º
Delegação de
poderes na Comissão
A Comissão deve ter poderes para adoptar actos
delegados, em conformidade com o artigo 28.º, relativo à alteração do artigo
13.º, n.º 7, e do artigo 22.º, n.º 2, relativos, respectivamente, aos critérios
de desempenho e às disposições em matéria de acções geridas pelas agências
nacionais.
Artigo 28.º
Exercício da
delegação
1.           O poder de adoptar actos
delegados é conferido à Comissão, sob reserva das condições estabelecidas no
presente artigo. 
2.           A delegação de poderes
referida no artigo 27.º é conferida à Comissão por um período de sete anos a
contar da data de entrada em vigor do presente regulamento e para o período de
duração do programa.
3.           A delegação de poderes
referida no artigo 27.º pode ser revogada em qualquer momento pelo Parlamento
Europeu ou pelo Conselho. A decisão de revogação põe termo à delegação das
competências especificadas nessa decisão. A decisão de revogação produz efeitos
no dia seguinte ao da sua publicação no Jornal Oficial da União Europeia ou
numa data posterior nela especificada. A decisão de revogação não afecta a
validade dos actos delegados já em vigor. 
4.           Logo que adopte um acto
delegado, a Comissão notifica-o simultaneamente ao Parlamento Europeu e ao
Conselho. 
5.           Um acto delegado adoptado em
aplicação do disposto no artigo 27.° só entrará em vigor se o Parlamento
Europeu ou o Conselho não formularem objecções no prazo de dois meses após a
notificação do acto ao Parlamento Europeu e ao Conselho, ou se, antes do termo
desse período, o Parlamento Europeu e o Conselho tiverem ambos informado a
Comissão de que não formularão objecções. Por iniciativa do Parlamento Europeu
ou do Conselho, esse período pode ser prorrogado por um período de dois meses. 
Artigo 29.º
Execução do
programa
Com vista à execução do programa, a Comissão
deve adoptar programas de trabalho anuais, através de actos de execução em
conformidade com o processo de exame referido no artigo 30.º, n.º 2. São
definidos os objectivos a alcançar, os resultados esperados, o método de
aplicação e o seu valor total. Devem igualmente conter uma descrição das acções
a financiar, uma indicação dos montantes afectados a cada acção, bem como a
repartição de fundos entre os Estados-Membros para as acções geridas pelas
agências nacionais, e um calendário de execução indicativo. Devem incluir as
prioridades de concessão de subvenções, os critérios essenciais de avaliação e
a taxa máxima do co-financiamento.
Artigo 30.º
Procedimento
de Comité 
1.           A Comissão é assistida por um
comité. Trata-se de um comité na acepção do Regulamento (UE) n.º 182/2011.
2.           Sempre que se faça referência
ao presente número, aplica-se o artigo 5.º do Regulamento (UE)
n.º 182/2011.
CAPÍTULO X
Disposições finais
Artigo 31.º
Revogação -
disposições transitórias
1.           A Decisão n.º 1720/2006/CE,
que institui o programa de aprendizagem ao longo da vida, a Decisão n.º
1719/2006/CE, que institui o programa juventude em acção e a Decisão n. °
1298/2008/CE, que institui o programa «Erasmus Mundus» são revogadas a partir
de 1 de Janeiro de 2014. 
2.           As acções iniciadas em 31 de
Dezembro de 2013, ou antes desta data, com base na Decisão n.º 1720/2006/CE, na
Decisão n.º 1719/2006/CE e na Decisão n. ° 1298/2008/CE, são geridas, se aplicável,
em conformidade com as disposições do presente regulamento. 
3.           Os Estados-Membros devem
assegurar, a nível nacional, a transição sem impedimentos entre as acções
desenvolvidas no âmbito dos programas precedentes no domínio da aprendizagem ao
longo da vida, da juventude e da cooperação internacional no ensino superior e
as que serão executadas no âmbito do programa.
Artigo 32.º
Entrada em
vigor
O presente regulamento entra em vigor no dia
seguinte ao da sua publicação no Jornal Oficial da União Europeia.
O presente regulamento é aplicável a partir
de 1 de Janeiro de 2014.
O presente regulamento é obrigatório
em todos os seus elementos e directamente aplicável em todos os
Estados-Membros.
Feito em Bruxelas, em
Pelo Parlamento Europeu                             Pelo
Conselho
O Presidente                                                  O
Presidente
ANEXO 
FICHA FINANCEIRA LEGISLATIVA DAS PROPOSTAS
[a
utilizar em relação às propostas ou iniciativas a apresentar à autoridade
legislativa
(artigo
28.º do Regulamento Financeiro e artigo 22.º das normas de execução)]
1.           CONTEXTO DA PROPOSTA/INICIATIVA 
              1.1.    Denominação da proposta/iniciativa 
              1.2.    Domínio(s)
de intervenção envolvido(s) de acordo com a estrutura ABM/ABB
              1.3.    Natureza
da proposta/iniciativa 
              1.4.    Objectivo(s)

              1.5.    Justificação
da proposta/iniciativa 
              1.6.    Duração
da acção e do seu impacto financeiro 
              1.7.    Modalidade(s)
de gestão prevista(s) 
2.           MEDIDAS DE GESTÃO 
              2.1.    Disposições
em matéria de acompanhamento e prestação de informações 
              2.2.    Sistema
de gestão e de controlo 
              2.3.    Medidas
de prevenção de fraudes e irregularidades 
3.           IMPACTO FINANCEIRO ESTIMADO DA
PROPOSTA/INICIATIVA 
              3.1.    Rubrica(s)
do quadro financeiro plurianual e rubrica(s) orçamental(is) de despesas
envolvida(s)Rubricas orçamentais existentes: 
              3.2.    Impacto
estimado nas despesas 
              3.2.1. Síntese do impacto estimado nas despesas 
              3.2.2. Impacto
estimado nas dotações operacionais 
              3.2.3. Impacto
estimado nas dotações de natureza administrativa
              3.2.4. Compatibilidade
com o actual quadro financeiro plurianual
              3.2.5. Participação
de terceiros no financiamento 
              3.3.    Impacto estimado nas receitas
FICHA
FINANCEIRA LEGISLATIVA DAS PROPOSTAS
1.           CONTEXTO DA PROPOSTA/INICIATIVA 
1.1.        Denominação da
proposta/iniciativa 
Proposta de REGULAMENTO DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO que
institui o programa «Erasmus para Todos», o programa a União para a educação, a
formação, a juventude e o desporto.
1.2.        Domínio(s) de intervenção
envolvido(s) de acordo com a estrutura ABM/ABB[31]

Título
15 Educação e Cultura
1.3.        Natureza da
proposta/iniciativa 
x A proposta/iniciativa diz respeito a uma
nova acção 
¨ A
proposta/iniciativa refere-se a uma nova acção na sequência de um
projecto-piloto/acção preparatória[32]

¨ A
proposta/iniciativa refere-se à prorrogação de uma acção existente 
¨ A
proposta/iniciativa refere-se a uma acção reorientada para uma nova acção 
1.4.        Objectivos
1.4.1.     Objectivo(s) estratégico(s)
plurianual(is) da Comissão visado(s) pela proposta/iniciativa 
Estratégia
Europa 2020
Prioridade:
Crescimento inteligente e inclusivo, programa único para a educação, a
formação, a juventude e o desporto
Metas:
Educação/Competências
Iniciativas
emblemáticas: Agenda para novas qualificações e novos empregos, Juventude em Movimento
1.4.2.     Objectivo(s) específico(s) e
actividade(s) ABM/ABB em causa 
OBJECTIVO
ESPECÍFICO N.° 1:
Melhorar
o nível de competências e aptidões essenciais no que diz respeito, em especial,
à sua relevância para o mercado de trabalho e a sociedade, bem como a
participação dos jovens na vida democrática na Europa, nomeadamente através de
uma maior oportunidade de mobilidade para fins de aprendizagem para os jovens,
estudantes, pessoal escolar e animadores de juventude, através do reforço da
cooperação entre a educação e a juventude e o mundo do mercado do trabalho.
OBJECTIVO
ESPECÍFICO N.° 2:
Promover
melhorias de qualidade, a excelência da inovação e a internacionalização dos
estabelecimentos de ensino, bem como no domínio da juventude, nomeadamente
através do reforço da cooperação transnacional entre os organismos de ensino e
formação e as organizações de juventude e outras partes interessadas.
OBJECTIVO
ESPECÍFICO N.° 3:
Promover
a emergência de um espaço europeu de aprendizagem ao longo da vida, desencadear
reformas das políticas a nível nacional, apoiar a modernização dos sistemas de
educação e formação, incluindo a aprendizagem não formal, e apoiar a cooperação
europeia em matéria de juventude, nomeadamente através do reforço da cooperação
política, da melhor utilização dos instrumentos de reconhecimento e
transparência e da divulgação de boas práticas
OBJECTIVO
ESPECÍFICO N.° 4:
Reforçar
a dimensão internacional da educação, formação e juventude, nomeadamente do
ensino superior mediante o aumento da capacidade de atracção das instituições
de ensino superior da União e apoiar os objectivos de desenvolvimento da UE,
através da promoção da mobilidade e da cooperação entre e os estabelecimentos
de ensino superior da União Europeia e de países terceiros e o reforço de
capacidades específicas em países terceiros
OBJECTIVO
ESPECÍFICO N.° 5:
Melhorar
o ensino e a aprendizagem das línguas e promover a diversidade linguística
OBJECTIVO
ESPECÍFICO N.° 6:
Promover
a excelência no ensino e nas actividades de investigação sobre o tema da
integração europeia, através de actividades da acção Jean Monnet, a nível
mundial.
OBJECTIVO
ESPECÍFICO N.° 7:
Combater
ameaças transnacionais ao desporto tais como a dopagem, a viciação de
resultados, a violência, o racismo e a intolerância.
OBJECTIVO
ESPECÍFICO N.° 8:
Apoiar
a boa governação no desporto e as carreiras duplas dos atletas
OBJECTIVO
ESPECÍFICO N.° 9:
Promover
a inclusão social, a igualdade de oportunidades, e as actividades físicas
benéficas para a saúde através de uma maior participação no desporto.
Actividade(s) ABM/ABB em causa
Proposta
de nova actividade no contexto ABM/ABB:
15.02
Educação, Formação, Juventude e Desporto
1.4.3.     Resultado(s) e impacto
esperados
Especificar os efeitos
que a proposta/iniciativa poderá ter nos beneficiários/na população visada
Através
da promoção da mobilidade transnacional no domínio da aprendizagem formal e não
formal e da cooperação, tanto dentro da União como a nível internacional, o
programa Erasmus para Todos ajudará os Estados-Membros a obter um impacto
sistémico significativo sobre os seus sistemas de educação, de formação e
relacionados com a juventude. Os benefícios esperados irão muito para além das
pessoas em causa; deverão ajudar os jovens a adquirir as novas competências e
aumentar a sua empregabilidade; tornarão as istituições de ensino mais
eficientes, abertas e internacionais, e fornecerão ferramentas, análise e
investigação de qualidade. 
No
domínio da aprendizagem não formal e na animação de juventude esperam-se os
mais fortes impactos na educação e no desenvolvimento profissional das pessoas,
incluindo a promoção da participação dos jovens na sociedade e no desporto. O
programa irá também delinear iniciativas políticas, como o serviço voluntário
europeu, e aprofundar a cooperação no domínio das actividades de voluntariado
dos jovens.
Quanto
aos países candidatos e os países terceiros a proposta irá aumentar o seu
potencial de participar em parcerias com vista a uma cooperação mais estreita,
nomeadamente em actividades de mobilidade. A cooperação reforçada apoiará o
reforço das capacidades e a modernização do ensino superior nos países
parceiros, além de contribuir para a capacidade de atracção da Europa.
1.4.4.     Indicadores de resultados e de
impacto 
Especificar os
indicadores que permitem acompanhar a execução da proposta/iniciativa.
 Indicadores || Fontes de dados || Objectivo 
 –                         Conclusão do ensino superior –                         Abandono escolar precoce     || Europa 2020   Relatórios EF2020   Eurostat     || Até 2020, pelo menos 40 % das pessoas com 30-34 anos devem ser diplomados do ensino superior.   Até 2020, haver só 10 %, no máximo, das pessoas com 18-24 anos, cuja escolaridade não ultrapassa o ensino secundário inferior e que não participam em acções de educação ou formação.     
 Percentagem dos participantes que aumentaram as suas competências essenciais e/ou as suas competências pertinentes para a sua empregabilidade   || Eurostat Relatório final do beneficiário Inquéritos/Eurobarometer || Até 2020, haver 95% das pessoas que declarem ter adquirido ou melhorado as suas competências fundamentais através da sua participação num projecto do programa   
 Percentagem dos jovens participantes que declaram estar mais bem preparado para participar na vida social e política   || Relatório final do beneficiário Inquéritos/Eurobarometro || Até 2020, deve haver 70 % de jovens que declarem estar mais bem preparados para participar na vida social e política graças à sua participação num projecto do programa   
 Percentagem das organizações que participaram no programa e que desenvolveram/adoptaram métodos inovadores || Inquéritos/Eurobarometer Relatório final ||   Aumento anual 
 Número de Estados-Membros que recorrem aos resultados do método aberto de coordenação na sua política nacional de desenvolvimento   ||     ET 2020 || Até 2020, todos os Estados-Membros devem estar prontos a tomar sistematicamente em consideração a informação/os resultados do MAC em matéria de educação e formação 
 Número de instituições de ensino superior de fora da União envolvidas nas acções de cooperação e mobilidade   || Relatório final   Ferramenta TI para monitorização   Inquéritos/Eurobarometro   || Aumento anual 
 Percentagem dos participantes que aumentaram as suas aptidões linguísticas     ||     || Até 2020, pelo menos 80 % dos alunos do ensino secundário inferior aprendem duas ou mais línguas estrangeiras   
 Percentagem do aumento do número de acções Jean Monnet a nível mundial   || Relatório final Ferramenta TI para monitorização Inquéritos/Eurobarometro   || Aumento anual 
 –                         Percentagem dos participantes que utilizam resultados de projectos transfronteiras no combate às ameaças ao desporto –                         Percentagem dos participantes que utilizam resultados de projectos transfronteiras para melhorar a boa governação e as carreiras duplas –                         % dos participantes que utilizam resultados de projectos transfronteiras para reforçar a inclusão social, a igualdade de oportunidades e as taxas de participação || Relatório final Ferramenta IT para monitorização Inquéritos/Eurobarometro ||   Aumento anual 
1.5.        Justificação da
proposta/iniciativa 
1.5.1.     Necessidade(s) a satisfazer a
curto ou a longo prazo 
-
Oferecer maior número de oportunidades de mobilidade para fins de aprendizagem
para estudantes, jovens, professores, formadores e animadores de juventude.
-
Reforçar a cooperação transnacional entre as organizações de educação, formação
e juventude, a fim de promover métodos inovadores de ensino e de intercâmbio de
boas práticas.
-
Reforçar a dimensão internacional da educação através de uma cooperação
reforçada com certas regiões do mundo, especialmente os países vizinhos da
União. 
-
Apoiar a reforma da política nos Estados-Membros
-
Apoiar as actividades desportivas centradas sobre a luta contra a dopagem, a
violência e o racismo e a promoção de actividades transnacionais.
1.5.2.     Valor acrescentado da
intervenção da União
Tal
como destacou a reapreciação do orçamento da União, «o orçamento da União deve
ser utilizado para financiar bens públicos da União, acções que os
Estados-Membros e as regiões não possam financiar por si só ou os domínios em
que possam ser obtidos melhores resultados». As avaliações intercalares dos
actuais programas relacionados com educação, formação e juventude (sobretudo os
programas Aprendizagem ao Longo da Vida e Juventude em Acção) demonstraram que
o principal valor acrescentado europeu do programa deriva do carácter
transnacional e inovador das actividades empreendidas e dos produtos e
parcerias que ajuda a desenvolver. Incentivar uma cooperação com êxito entre os
sistemas dos Estados-Membros na área da educação, formação e juventude
contribuirá para a definição e a aplicação de políticas e de práticas de
sucesso e para incentivar a aprendizagem mútua.
A
proposta respeita o princípio da subsidiariedade, uma vez que as tarefas para a
adopção de medidas de incentivo no domínio em causa estão estabelecidas nos
artigos 165.º e 166.º do Tratado UE. As políticas são aplicadas, respeitando
plenamente a responsabilidade dos Estados-Membros, em especial no que se refere
ao conteúdo do ensino e à organização dos sistemas nacionais de educação, bem
como à diversidade cultural e linguística, e de acordo com o princípio da
gestão centralizada indirecta. 
O
instrumento da União incidirá sobre a mobilidade de estudantes e docentes, o
desenvolvimento de intercâmbios de informações e de boas práticas, a adaptação
às mutações industriais através da formação e da reconversão profissionais e a
facilitação do acesso.
1.5.3.     Lições tiradas de experiências
anteriores semelhantes
No
domínio da educação e da cultura, o programa Aprendizagem ao Longo da Vida foi
o resultado da integração de três programas anteriores[33] num único programa. Tal como
indicado na avaliação intercalar do programa Aprendizagem ao Longo da Vida,
esta integração tem sido bem sucedida, sobretudo no que se refere à gestão
geral, graças a uma simplificação administrativa, bem como à divulgação de
informações para os grupos alvo.
Espera-se
agora uma maior simplificação da integração entre os programas Aprendizagem ao Longo
da Vida, Juventude em Acção e vários programas internacionais de cooperação.
Com efeito, já partilham estruturas de gestão (agências nacionais e agência de
execução) e muitos tipos de acções semelhantes (nomeadamente, mobilidade e
projectos de cooperação).
Sobre
o conteúdo político, as avaliações revelam que os programas comunitários em
curso para promover a mobilidade para fins de aprendizagem formal e não formal
e a cooperação, tanto dentro da União como a nível internacional, alcançaram já
um impacto sistémico significativo que ultrapassa em muito os benefícios para
os indivíduos em questão. 
As
avaliações mostram sistematicamente que a fragmentação do actual programa de
Aprendizagem ao Longo da Vida em 6 subprogramas, mais de 50 objectivos e mais
de 60 acções, é demasiado complexa; implica o risco de sobreposições de
actividades, dificulta o desenvolvimento de uma abordagem coerente de
aprendizagem ao longo da vida, e limita a margem para ganhos de eficiência e de
custo-eficácia. Algumas acções actuais carecem da massa crítica necessária para
um impacto duradouro. Além disso, as semelhanças entre os objectivos gerais e
mecanismos de execução dos subprogramas Aprendizagem ao Longo da Vida e do
programa Juventude em Acção, ambos centradas na mobilidade, na cooperação e no
capital humano, devem ser plenamente exploradas, nomeadamente no que diz
respeito à gestão e execução do programa.
A
avaliação intercalar do programa Aprendizagem ao Longo da Vida sugere que um
programa único teria potencial para aumentar a coerência entre as diferentes
possibilidades de financiamento oferecidas aos beneficiários e reforçar a
abordagem da aprendizagem ao longo da vida, reunindo todos os programas
relacionados com a aprendizagem formal e não formal, em todas as fases do leque
da educação e formação. Alargará o âmbito de participação a parcerias
estruturadas, tanto entre os diferentes sectores do ensino, como com o mundo do
trabalho e outros agentes relevantes. Ao nível da gestão, as economias de
escala podem ser significativas se as acções de natureza semelhante tiverem
também normas e procedimentos de execução semelhantes, tornando-se mais simples
tanto para os beneficiários como para os organismos de gestão a nível da União
e a nível nacional. O programa irá também proporcionar flexibilidade e incentivos,
de modo a que a repartição do orçamento entre as acções, os beneficiários e os
países reflicta melhor o desempenho e o impacto potencial. 
O
mesmo se aplica para a cooperação internacional no ensino superior, também
marcado pela fragmentação dos instrumentos da União, o que dificulta o acesso
às diferentes oportunidades por parte dos estudantes e das instituições e a
visibilidade internacional da União. Os programas, mesmo os similares, têm
objectivos, âmbito de aplicação, modalidades de funcionamento e um calendário
diferentes, pelo que não interagem facilmente uns com os outros; a falta de
previsibilidade e o ciclo de financiamento interrompido e recomeçado anualmente
de determinadas acções torna difícil o desenvolvimento da cooperação a longo
prazo entre as instituições de ensino superior.
1.5.4.     Coerência e eventual sinergia
com outros instrumentos pertinentes
O
programa «Erasmus para Todos» não é o único programa da União envolvido nos
processos de educação e de juventude. Os Fundos Estruturais e o futuro programa
de investigação e inovação Horizonte 2020 estão também fortemente empenhados na
Estratégia 2020 da União e nos seus objectivos principais, em particular, no
domínio do ensino superior e em matéria de abandono escolar precoce. A sinergia
entre os instrumentos será assegurada através de uma distinção clara entre os
tipos de investimentos/grupos-alvo apoiados: as infra-estruturas de educação
serão apoiadas pelo FEDER, as pessoas em formação no mercado de trabalho e a mobilidade
para fins de aprendizagem dos adultos serão apoiadas pelo FSE e a mobilidade
dos investigadores pela iniciativa Horizonte 2020. Além disso, o programa
«Erasmus para Todos» apoia exclusivamente os projectos de cariz transnacional,
enquanto os Fundos Estruturais se centram na dimensão nacional ou regional. 
O
objectivo é permitir que os Estados-Membros testem e experimentem ferramentas e
métodos resultantes da cooperação transnacional através do programa «Erasmus
para Todos» e, em seguida, os apliquem no seu território graças à ajuda dos
Fundos Estruturais.
A
complementaridade com a iniciativa Horizonte 2020 assumirá grande importância
para o ensino superior, incluindo na sua dimensão internacional, pelo fomento
da excelência e da investigação universitárias.
1.6.        Duração da acção e do seu
impacto financeiro 
x Proposta/iniciativa de duração
limitada 
–     
x Proposta/iniciativa válida entre 1.1.2014 e 31.12.2020 
–     
x Impacto financeiro de 2014 a 2030
¨ Proposta/iniciativa de duração
ilimitada
–     
Execução com um período de arranque de AAAA até
AAAA,
–     
findo o qual entrará em ritmo de cruzeiro.
1.7.        Modalidade(s) de gestão
prevista(s)[34] 
x Gestão centralizada directa por parte da Comissão 
x Gestão centralizada indirecta por delegação
de funções de execução:
–     
x agências de execução 
–     
¨  organismos criados pelas Comunidades[35]

–     
x organismos públicos nacionais/organismos com missão de serviço público

–     
¨  pessoas encarregadas da execução de acções específicas por força do
título V do Tratado da União Europeia e identificadas no acto de base
pertinente na acepção do artigo 49.º do Regulamento Financeiro 
¨ Gestão partilhada
com os Estados-Membros 
¨ Gestão descentralizada com países terceiros 
x Gestão conjunta com
organizações internacionais (adiante especificada)
Se for indicada mais de
uma modalidade de gestão, queira especificar na secção «Observações».
Observações 
No
que diz respeito à iniciativa de mobilidade mestrados ERASMUS referida no
artigo 14.º, n.º 3, a Comissão tenciona aplicar o sistema de gestão conjunta
com organizações internacionais. Consoante as negociações pormenorizadas sobre
os termos e as condições contratuais, é provável que o Grupo do Banco Europeu
de Investimento seja seleccionado como administrador para a execução da
garantia.
2.           MEDIDAS DE GESTÃO 
2.1.        Disposições em matéria de
acompanhamento e prestação de informações 
Especificar a
periodicidade e as condições
As
regras para o acompanhamento e a apresentação de relatórios serão estabelecidas
com vista à eficiência e ao custo-eficácia, com base na experiência adquirida
com os programas actuais.
A
fim de alcançar este objectivo, serão executadas algumas simplificações do
processo de gestão, que terão como principais objectivos reduzir a carga
administrativa e os custos associados para os participantes no programa, a fim
de reduzir os custos da monitorização e de controlo por parte dos órgãos de
gestão, melhorar a qualidade dos dados recolhidos e reduzir a taxa de erro.
Para
obter esta simplificação, serão aplicadas as seguintes medidas:
-        Racionalização
da estrutura e das acções do programa: redução drástica do número de acções
diferentes com diferentes regras de gestão; o gabinete de apoio deverá ser
unificado e racionalizado para todas as acções; 
-        A
utilização de subvenções de montante fixo e taxa fixa/subvenções concedidas com
base em custos unitários será generalizada ao máximo possível. As subvenções
individuais para acções de mobilidade para fins de aprendizagem assumirão a
forma de subsídios de montante fixo, sem excepção. A apresentação de relatórios
e o controlo irão, assim, incidir sobre a realização das actividades apoiadas e
dos resultados obtidos, em vez da elegibilidade das despesas, o que reduzirá a
carga de trabalho e a margem de erro, tanto para os participantes como para os
organismos de gestão do programa. 
-        Para
projectos de cooperação e apoio à reforma política, será colocada uma
incidência mais forte nas realizações/nos resultados, o que permite aumentar as
subvenções de montante fixo. Sempre que as subvenções forem baseadas nos custos
reais, a contribuição da subvenção será feita essencialmente para os custos
directos. 
-        Os
beneficiários do programa prestarão a necessária informação de gestão no seu
pedido de subvenção e os seus relatórios. As exigências em matéria de
comunicação serão proporcionais ao montante da subvenção, à duração e à
complexidade das acções apoiadas. Os indicadores são fixados na base jurídica,
a fim de fornecer uma base estável para a recolha e a exploração de dados,
tendo em vista a monitorização e a apresentação de relatórios.
-        As
acções reduzidas serão apoiadas com formulários electrónicos destinados à
apresentação de candidaturas e relatórios pelos beneficiários. Isto facilitará
a recolha e exploração dos dados para a monitorização e comunicação de
informações, tanto a nível nacional como a nível da União. 
2.2.        Sistema de gestão e de
controlo 
2.2.1.     Risco(s) identificado(s) 
Os
riscos identificados na aplicação dos programas actualmente em curso
distribuem-se pelas seguintes categorias:
-        Erros
resultantes da complexidade das regras: os programas actuais mostram que as
taxas de erro e as correcções financeiras são mais elevadas no caso das acções
com regras de gestão financeira mais complexas, em especial quando a subvenção
assenta em custos reais;
-        Fiabilidade
da cadeia de controlo e manutenção de uma pista de auditoria: os actuais
programas são geridos por um grande número de intermediários, pelas agências
nacionais, pelos organismos de auditoria e pelos Estados-Membros; 
-        Utilização
ineficiente dos recursos administrativos: um estudo sobre o custo dos controlos
das acções geridas pelas agências nacionais, nos actuais programas, mostrou
que, em muitos países, as agências nacionais aplicam mais controlos e
substancialmente mais pesados do que os exigidos pela Comissão. Além disso, o
grande número de muitas subvenções de pequeno montante, em particular, as
bolsas de mobilidade individuais, constitui um pesado encargo para os
participantes e para as agências nacionais. Também as agências nacionais que
gerem montantes relativamente reduzidos dos fundos da União têm um custo de
gestão muito mais elevado do que as agências que gerem grandes montantes;
-        Público-alvo
específico: nomeadamente no sector da juventude, mas também, em certa medida,
na esfera da educação de adultos, os participantes podem não ter a necessária
solidez financeira ou as estruturas de gestão sofisticadas (por exemplo, grupos
de jovens que são criados exclusivamente para efeitos da gestão de um projecto
de intercâmbio de juventude). Esta falta de estrutura formal pode ter um
impacto na sua capacidade financeira e operacional de gerir os fundos da União;
-        Sobreposição
potencial de financiamentos para várias acções, devido ao seu vasto âmbito de
aplicação: O actual programa de acções é gerido por uma rede de agências nacionais,
a agência de execução e a Comissão. Os sistemas de gestão TI utilizados por
estes intervenientes são diferentes. Ao mesmo tempo, a actual definição das
acções do programa é bastante vasta, o que permite, em princípio, certas
sobreposições de financiamento.
2.2.2.     Meio(s) de controlo
previsto(s) 
O
sistema de controlo do novo programa será estabelecido de modo a garantir a
eficácia e a relação custo/eficácia dos controlos.
1.
Reduzir os erros resultantes de regras complexas
Tal
como enunciado no ponto 2.1 acima, a simplificação principal para reduzir as
taxas de erro resultantes da complexidade das regras financeiras será a ampla
utilização de subvenções sob a forma de taxas fixas e de montantes fixos, e
tabelas de custos unitários. 
Esta
simplificação alinha-se com o estudo sobre os custos dos controlos que analisou
o custo dos controlos de quatro tipos diferentes de acções de aprendizagem ao
longo da vida, geridos pelas agências nacionais: 
-
Mobilidade Erasmus: grandes subvenções para cada uma das universidades, com
base em montantes fixos e taxas fixas para beneficiários recorrentes; as
subvenções atingem 50% do orçamento do programa
-
Mobilidade Leonardo e projectos de transferência de inovação: subvenções de
médio e grande montante para parcerias multilaterais baseadas em taxas fixas e
custos reais, respectivamente
-
Parcerias: pequenas subvenções a escolas, ao ensino e formação profissional e a
organizações de educação de adultos com base em subvenções de montante fixo;
-
Mobilidade individual: subvenções individuais de montante muito reduzido para o
pessoal docente de escolas e para a educação de adultos.
O
estudo apresenta os seguintes resultados para o programa Aprendizagem ao Longo
da Vida:
 Tipo de auxílio || Control de rotina || Controlo documental || Avaliação ex post 
 Mobilidade Erasmus || 0,16 % || 0,32 % || 0,17 % 
 Projectos Leonardo || 2,55 % || 1,67 % || 1,77 % 
 Parcerias || 0,25 % || 0,36 % || n.d. 
 Mobilidade individual || 0,66 % || 0,93 % || n.d. 
 Média ALV || 0,81 % || 1,05 % || 0,40 % 
Embora
a média das correcções financeiras na sequência de controlos de rotina aos
relatórios finais (100 % de convenções de subvenção controladas) seja 0,81 %,
esta taxa varia entre 0,16 % (mobilidade Erasmus) e 2,55 % (projectos
Leonardo). Do mesmo modo, no caso dos controlos documentais com base em documentos
comprovativos de uma amostra de convenções de subvenção (a controlar entre 10 %
e 25 % do universo) a taxa média é 1,05 %, mas varia entre 0,32 % (mobilidade
Erasmus) e 1,67 % (projectos Leonardo). A mesma tendência é confirmada para os
controlos no local ex post.
Como
acima se mostra, a margem de erro real ronda 0,50 %. Esta baixa taxa de erro é
também confirmada por auditorias financeiras independentes dos acordos entre a
Comissão e a autoridade nacional (0,07 % em 2010). 
Para
o programa Juventude em Acção, as taxas de erro são mais difíceis de
determinar. Com base nas auditorias financeiras aos acordos entre a Comissão e
a autoridade nacional celebrados em 2010, a taxa de erro foi 1,71 %, mas é
muito afectada por erros sistemáticos num único grande país, no que diz
respeito a estes acordos em 2005 e 2007.
A
taxa de erro média relativamente aos dois programas combinados foi 0,3 %.
Considerando
que, ao abrigo do novo programa, cerca de 80 % do orçamento serão atribuídos a
acções de mobilidade para fins de aprendizagem e que as subvenções para estas
acções assumirão a forma de montantes fixos e de tabelas de custos unitários,
prevê-se que esta modalidade poderá contribuir para manter ou mesmo reduzir
ainda mais a já reduzida taxa de erro do programa na sua globalidade. 
Além
disso, a transformação de convenções de subvenção para mobilidade individual em
acordos geridos por organizações deverá melhorar a taxa de erro tornando-a
semelhante à verificada para o tipo de mobilidade Erasmus. 
Para
as acções incluídas no âmbito da cooperação em matéria de inovação e de boas
práticas, bem como o apoio à reforma das políticas, a Comissão irá estabelecer
as subvenções de montante fixo, custos unitários e taxa fixa, em relação aos
resultados e prestações concretas esperados, sempre que possível, e,
nomeadamente, para as parcerias estratégicas (mecanismo de financiamento
comparável ao das parcerias referido no quadro acima). 
Quanto
à minoria de acções para as quais as subvenções podem manter-se baseadas (em
parte) nos custos reais, a simplificação da gestão das subvenções deve
decorrer, em especial, da redefinição dos custos elegíveis e da limitação do
contributo da União para certos tipos específicos de custos directos, em
conformidade com as recomendações de uma auditoria interna da DG EAC
relativamente à taxa de erro em gestão directa. Estão previstos os seguintes
modelos de financiamento e simplificação de medidas para as subvenções: 
-        Reembolso
simplificado dos custos reais directos; 
-        Definição
clara dos custos directos de pessoal, para proporcionar segurança jurídica aos
beneficiários e para reduzir os erros;
-        Segurança
jurídica quanto ao registo do tempo de trabalho, graças à indicação de um
conjunto de claro e simples de condições mínimas para participar; 
-        Supressão
da obrigação de registar o tempo de trabalho no que respeita ao pessoal que
trabalhe a 100 % no projecto da União;
-        Possibilidade
de utilizar custos unitários de pessoal (custos médios de pessoal) para os
beneficiários cujo método contabilístico habitual seja este;
-        Uma
só taxa fixa, que abranja os custos indirectos, aplicada só aos custos directos
de pessoal.
-        Relativamente
às acções geridas pela agência de execução, serão utilizados certificados de
auditoria para as subvenções superiores a um determinado limiar, com que os
auditores certificarão a legalidade e a conformidade dos relatórios
financeiros;
Estas
medidas deveriam resultar na redução das taxas de erro no caso dos projectos
que têm actualmente taxas de erro relativamente elevadas como, por exemplo, os
projectos Leonardo, de transferência de inovação, e, em especial, as acções
geridas directamente pela Comissão e pela agência de execução.
Resultados esperados/objectivo de controlo interno
Os
actuais programas já prevêem muito pormenorizadamente requisitos de controlo
por tipo de acção, com base numa análise dos riscos e tendo em conta o nível de
subvenção, a complexidade da acção, o número de parceiros e a recorrência do
beneficiário. Será adoptada uma abordagem semelhante para o novo programa; no
entanto, será igualmente tido em conta o reduzido risco do efeito da
simplificação prevista. Tal redução justifica-se tanto mais quanto os actuais
programas apresentam já, na maior parte, taxas de erro coerentemente baixas. Um
bom conhecimento dos sistemas de controlo e dos respectivos resultados
permitirá fixar objectivos de controlo assentes no risco incorrido.
Com
base no que precede, está previsto aplicar os seguintes objectivos de controlo
às acções geridas pelas agências nacionais:
   || Mobilidade para fins de aprendizagem || Projectos de cooperação 
 Controlo de sistemas no local aos beneficiários recorrentes e aos beneficiários de subvenções múltiplas (incluindo controlo financeiro no local ao último acordo celebrado, se for caso disso) || Para novos beneficiários: 1 controlo durante a vigência do programa/beneficiário recorrente que receba mais de 250 000 euros anuais de subvenção || 1 controlo durante a vigência do programa/beneficiário múltiplo que receba mais de 1 000 000 euros anuais de subvenção 
 Para os beneficiários controlados relativamente a acções semelhantes no âmbito dos programas anteriores, as modalidades de controlo dependerão dos resultados de controlos anteriores». 
 Controlos no local de beneficiários não recorrentes, durante a acção || 1 % em função do nível de subvenção e do tipo de beneficiário 
 Controlos de rotina dos relatórios finais || 100% 
 Controlos documentais dos documentos comprovativos || 2 % a 5 %, em função do nível de subvenção e do tipo de beneficiário || 2 % a 10 %, em função do nível de subvenção e do tipo de beneficiário 
 Controlos financeiros ex post, no local || 0,25 % a 1 %, em função do nível de subvenção, do tipo de subvenção, do tipo de beneficiário e dos resultados de controlos anteriores. 
Os
objectivos específicos de controlo podem ser adoptados a países particularmente
pequenos com número muito limitado de participantes no âmbito de uma
determinada acção, para evitar que os beneficiários tenham de ser submetidos a
controlos em profundidade numa base anual, por força dos requisitos
quantitativos mínimos. 
Os
controlos no local durante a acção serão cuidadosamente seleccionados, dado que
normalmente não dão lugar a ajustamentos financeiros mas representam um custo
extremamente elevado para as agências nacionais. Podem ser limitados a domínios
específicos, por exemplo com um elevado envolvimento de empresas, organismos
com capacidade financeira mais limitada ou grupos informais (sector da
juventude nomeadamente) e com base nos riscos detectados na sequência de
extracção de dados.
No
caso de graves problemas encontrados num determinado beneficiário, a frequência
dos controlos no local aos sistemas dos beneficiários recorrentes pode ser
aumentada ao longo do período do programa.
2.
Fiabilidade da cadeia de controlo e pista de auditoria
Para
os actuais programas Aprendizagem ao Longo da Vida e Juventude em Acção, foi
aplicado um sólido sistema de controlo da utilização dos fundos da União para
as acções geridas pelas agências nacionais (equivalentes as três quartos do
orçamento do programa) nos Estados-Membros. O sistema foi criado em 2007 e
desenvolveu-se consideravelmente nos últimos anos, tendo obtido o
reconhecimento da sua solidez pelo Tribunal de Contas (DAS 2008, 2009 e 2010) e
pelo serviço interno de auditoria (auditoria de 2009-2010 ao sistema de gestão
e de controlo da agência nacional para o programa Aprendizagem ao Longo da Vida).

O
novo Regulamento Financeiro proposto pela Comissão introduz um novo elemento
que terá de ser considerado para efeitos da cadeia de controlo. O artigo 57.º,
n.º 5, alínea d), requer que as agências nacionais apresentem uma declaração
anual sobre a fiabilidade da gestão, quanto à integralidade, exactidão e
veracidade das contas apresentadas, ao bom funcionamento dos sistemas de
controlo interno, bem como à legalidade e regularidade das operações
subjacentes e ao respeito pelo princípio da boa gestão financeira. O mesmo
artigo 57.º, n.º, alínea e), requer ainda o parecer de um organismo de
auditoria independente sobre a declaração de gestão referida na alínea d), que
abranja todos os seus elementos. O novo Regulamento Financeiro prevê que a
declaração de gestão seja apresentada pelas agências nacionais à Comissão até 1
de Fevereiro e o parecer de auditoria independente até 15 de Março do ano seguinte
ao ano do relatório.
Como
consequência da referida alteração do Regulamento Financeiro, será adoptada a
cadeia de controlo para as acções do programa geridas por agências nacionais, e
continuará a assentar nas boas práticas existentes a fim de garantir a boa
utilização dos fundos da União.
Está
previsto o seguinte para as acções executadas pelas agências nacionais:

-        Os
controlos serão organizados a três níveis: pelas agências nacionais, por
organismos de auditoria independentes designados pelos Estados-Membros e pela
Comissão, através dos quais a Comissão terá em conta os controlos executados
por outros organismos, a fim de garantir uma boa relação custo/eficácia. Para o
efeito, a Comissão organizará um intercâmbio regular de controlo e de planos de
auditoria entre os intervenientes em questão numa perspectiva de auditoria
plurianual.
-        Embora
as agências nacionais sejam responsáveis pelos controlos primários dos
beneficiários, o seu sistema de controlo interno e de conformidade será
monitorizado e supervisionado pelos Estados-Membros e auditado por um organismo
de auditoria independente. A Comissão irá definir os requisitos dos controlos
ao nível nacional, para assegurar a coerência e a fiabilidade, e supervisionar
a execução dos controlos a nível dos Estados‑Membros. Esta prática está já bem
estabelecida pela Comissão, que emite anualmente um guia com os requisitos
mínimos, os objectivos de controlo e as directrizes técnicas relativas aos
controlos primários dos beneficiários do programa, destinado às agências
nacionais. O mesmo se aplica às orientações para as autoridades nacionais, que
determinam o âmbito mínimo dos controlos secundários e prestam orientação
metodológica, a fim de fornecer uma garantia aceitável, bem como para assegurar
a coerência e comparabilidade dos controlos. No entanto, na sequência de novos
requisitos para as agências nacionais introduzidos pelo Regulamento Financeiro
(artigo 57.º, n.º 5, alíneas d) e e), em especial), as orientações para as
autoridades nacionais serão substituídas por «procedimentos acordados»
aplicáveis aos organismos de auditoria independentes no novo programa.
-        As
actuais declarações de fiabilidade anuais emitidas pelos Estados-Membros serão
substituídas por um sistema mais eficiente:
▪        Os
Estados-Membros designarão a respectiva agência nacional relativamente à qual
apresentação uma avaliação de fiabilidade ex ante, de modo a garantir o
seu cumprimento das exigências mínimas estabelecidas pela Comissão no que diz
respeito ao controlo interno das normas e regras da União para a gestão do
ciclo das acções descentralizadas do projecto. 
▪        As
agências nacionais apresentarão à Comissão uma declaração de fiabilidade da
gestão anual que acompanha o seu relatório anual sobre a gestão e a execução do
programa, incluindo informações financeiras e informação sobre os controlos aos
beneficiários. 
▪        A
declaração de fiabilidade da gestão da agência será sujeita ao parecer de um
organismo de auditoria independente, com a necessária competência profissional
para auditar organismos públicos. O Estado-Membro designará o organismo de
auditoria independente e garantirá a sua conformidade com os requisitos mínimos
fixados pela Comissão. 
▪        Embora
o organismo de auditoria independente seja encarregado da realização dos
controlos e auditorias da agência nacional, em conformidade com as novas
disposições do Regulamento Financeiro, os Estados-Membros deverão monitorizar e
supervisionar a conformidade da agência nacional com os requisitos da Comissão
e informar anualmente a Comissão das suas actividades de monitorização e
supervisão. 
▪        A
Comissão supervisiona todo o sistema de controlo, procedendo a controlos e
auditorias (de sistemas e financeiras) a nível nacional, tendo devidamente em
conta os controlos e as auditorias realizados por outros organismos. Os
controlos da Comissão serão, por conseguinte, proporcionais à solidez dos
sistemas de controlo nacionais. Terá lugar um intercâmbio regular de
informações sobre os controlos e as auditorias nacionais e europeus para evitar
sobreposições e lacunas. 
Ao
contrário aos actuais programas, os Estados-Membros deixariam de ser obrigados
a apresentar uma declaração anual de fiabilidade por razões de eficiência e de
relação custo‑eficácia, tendo em conta os requisitos do novo Regulamento
Financeiro para as agências nacionais (artigo 57.º, n.º 5). 
No
entanto, continuam a ser encarregados de controlar e supervisionar a execução
do programa a nível nacional e de informar a Comissão em conformidade numa base
anual. 
A
fim de prestar uma base de elevada qualidade para a declaração anual de
fiabilidade do director geral, será constituído um sistema de controlo
permanente com os seguintes elementos: 
▪        declaração
de fiabilidade da gestão da agência nacional entregue até 1 de Fevereiro de
n+1, 
▪        parecer
de auditoria independente entregue até 15 de Março de n+1, 
▪        a
análise da Comissão da declaração de fiabilidade da gestão, o parecer da
auditoria independente e os comentários correlativos apressentados à agência
nacional e ao Estado-Membro, incluindo as observações e recomendações formais
em caso de não cumprimento ou de desempenho insuficiente pela agência nacional,
▪        informações
provenientes de Estados-Membros até 30 de Outubro de cada ano, para a cobertura
das suas actividades de monitorização e supervisão sobre o programa a nível
nacional.
Em
conjunto com os controlos de sistemas e as auditorida financeiras efectuadas
pela Comissão, prevê-se que o custo dos controlos diminua ainda mais em
direcção ao valor proporcionalmente menos elevado dos custos de controlo do
programa Sprendizagem ao Longo da Vida (estes custos representam actualmente
menos de 2 % do orçamento da União para as acções geridas pelas agências
nacionais, dividido em 0,23 % para a Comissão, 0,16 % para os Estados‑Membros e
1,59 % para as agências nacionais; em contrapartida, o custo total de cerca de
5,75 % correspondente ao programa Juventude em Acção, que se divide em 1,00 % a
cargo da Comissão, 0,82 % da responsabilidade dos Estados‑Membros e 3,93 % das
agências nacionais). 
Os
custos dos controlos deverão diminuir, em especial, a dois níveis: Comissão,
porque o mesmo número de funcionários será responsável pela gestão de um
orçamento substancialmente maior com um número inferior de agências nacionais;
Estados-Membros, porque a sua supervisão exige menos controlos directos, tendo
em conta o papel do organismo de auditoria independente. Prevê-se que o custo
dos controlos nas agências nacionais diminuia também, mas menos: enquanto, por
um lado, as percentagens mínimas dos beneficiários a controlar serão reduzidas,
as agências serão reponsáveis por orçamentos mais importantes e, por
conseguinte, por mais beneficiários.
Em
função dos resultados dos controlos e auditorias da Comissão, esta pode impor
às agências nacionais medidas cautelares (tais como a suspensão de autorizações
ou de pagamentos) ou medidas correctivas (nomeadamente, correcções financeiras).
Ambos os tipos de medidas já estão em utilização, tendo-se revelado eficientes
para a resolução de problemas graves de não conformidade e insuficiência de
desempenho. 
Acções
geridas pelas agências de execução
A
Comissão irá aplicar as medidas de controlo exigidas para as agências de
execução, em conformidade com o artigo 59.º do Regulamento Financeiro [em
conformidade com o Regulamento (CE) n.º 58/2003 do Conselho, que define o
estatuto das agências de execução].
Além
disso, a Comissão monitoriza e controla que a agência de execução efectua os
objectivos de controlo adequados para as acções que irá ser chamada a gerir.
Esta supervisão será integrada nos termos da cooperação entre a DG responsável
e a agência de execução e reflectida nos relatórios semestrais apresentados
pela agência.
Em
2010, a agência de execução, colocou uma reserva relativa à gestão do actual
programa Juventude em Acção (2007-2013). Para este programa, o valor do risco
material de 2010 foi 7,38 %, o que representa, contudo, menos de 0,5 % do total
do orçamento para pagamentos da agência de execução em 2010. Tendo em conta
este valor muito reduzido, foi mantida a garantia global para a declaração da
agência. A análise dos erros revelou que estes são causados principalmente pela
dificuldade que têm alguns beneficiários para apresentar documentos
justificativos adequados e pelo não respeito de algumas regras de
elegibilidade. 
Em
2011, foi elaborado e executado um plano de acção para todos os programas
geridos pela agência, com o objectivo de melhorar as informações prestadas aos
beneficiários sobre as obrigações financeiras, as auditorias e os controlos ex
post (através da redacção de um conjunto de informações sobre como melhorar
a eficiência e a eficácia das visitas de controlo), melhorar as estratégias de
controlo documentais e consolidar a estratégia de auditoria da agência. 
Prevê-se
que a execução do plano de acção pela agência permitirá reduzir as taxas de
erro até ao final do actual QFP. No que diz respeito a 2011, já pode concluir-se
que a taxa de erro estimada para o programa Juventude em Acção deve ser de
cerca de 1 %. Com base na tendência intercalar, o nível de incumprimento para
as acções previstas no âmbito do novo programa deve, por conseguinte, ser muito
inferior ao limiar de 2 %. 
Além
disso, as medidas de simplificação previstos na proposta de programa deverão
igualmente reduzir os riscos de erros.
Acções
geridas directamente pela Comissão
A
Comissão tenciona gerir directamente apenas um mínimo de subvenções e contratos
de prestação de serviços.
Em
2009 e 2010, a DG EAC emitiu uma reserva sobre a execução das acções de gestão
centralizada directa. Tal como no caso da agência de execução, a análise dos
erros observados mostra que se referem predominantemente à incapacidade de os
beneficiários apresentarem documentos comprovativos ou à qualidade insuficiente
dos mesmos.
As
acções correctivas adoptadas deverão reduzir os erros observados antes do final
do actual QFP. As acções incluem acções de informação com os beneficiários, a fim
de os sensibilizar para as suas obrigações, maior enfoque nos resultados como
base para o encerramento de projectos, ou na abordagem de montante fixo,
introdução no início de 2010 de «procedimentos acordados» para as auditorias de
certificação das despesas declaradas e controlo por amostragem de documentos
justificativos. Além disso, está a ser aplicado um circuito financeiro mais
centralizada que reúne os conhecimentos especializados em matéria financeira
para o tratamento do número reduzido de transacções.
Também
no caso de transacções directas centralizadas, as simplificações previstas
contribuirão para reduzir o risco de erros.
3.
Utilização ineficiente dos recursos administrativos
O
estudo sobre o custo dos controlos revelou que um número substancial de
agências nacionais efectua controlos cada vez mais complexos e exigentes, além
do exigido pela CE, sem que necessariamente isso produza um valor acrescentado
convincente. A Comissão estima os custos destes controlos adicionais em cerca
de 20 % dos custos totais dos controlos das agências nacionais.
No
actual contexto de redução da despesa pública, tais controlos adicionais devem
limitar-se, no novo programa, a riscos ou problemas identificados. A Comissão
voltará a especificar os requisitos e facultará os instrumentos para e
controlo, como listas a utilizar pelas agências nacionais para garantir que as mesmas
regras de controlo são aplicadas às mesmas acções em todos os países.
Haverá
mais poupança na utilização dos recursos administrativos, graças à abolição das
convenções de subvenção individuais de mobilidade. Todas as bolsas de
mobilidade individual para fins de aprendizagem serão transferidas pela agência
nacional para o organismo organizador da mobilidade (por exemplo,
universidades, escolas, prestadores de formação), em vez de serem transferidas
individualmente para os estudantes e os professores. Isto deverá reduzir
substancialmente o número de acordos, com a inerente redução da carga de
trabalho dos participantes e dos organismos de gestão, em todas as fases do
ciclo de vida do projecto.
O
estudo sobre o custo dos controlos tem demonstrado que este depende, em parte,
da dimensão da parte do orçamento gerida pelas agências nacionais. No programa Aprendizagem
ao Longo da Vida, este custo varia entre 1,26 %, nos seis maiores países, e
3,35 %, nos seis países mais pequenos. A diferença é ainda maior no caso do
programa Juventude em Acção (que gere cerca de 1/6 do orçamento do programa Aprendizagem
ao Longo da Vida): entre 3,66 % e 12,62 %. Tendo em conta estas discrepâncias,
a Comissão preconiza na sua proposta que uma única agência nacional deve ser
designada em cada país, para aumentar a massa crítica e reduzir os custos de
gestão. 
4.
Fazer face às deficiências específicas de alguns grupos-alvo
Graças
às simplificações propostas para a gestão de subvenções, tais como, em
especial, uma maior utilização de montantes fixos ou de subvenções de taxa
fixa, a taxa de erro deverá ser reduzida também para os participantes com uma
estrutura organizativa menos sólida e menor capacidade financeira, nomeadamente
no sector da juventude, mas também no domínio da aprendizagem de adultos.
Na
sequência dessas medidas de simplificação, a Comissão admite que haverá um
risco residual a aceitar, mas que é inerente à escolha para prestar o apoio
político da União a estes tipos de participantes, tendo em conta os objectivos
do programa.
5.
Prevenção da duplicação de financiamentos potenciais
Ver
ponto 2.3 em seguida.
2.3.        Medidas de prevenção de
fraudes e irregularidades 
Especificar as medidas
de prevenção e de protecção existentes ou previstas.
É
importante notar que, em geral, só um número muito limitado de casos de fraude
ocorreram nos actuais programas. Que, em combinação com as taxas de erro muito
baixas, tal justifica que as medidas de prevenção de fraudes e irregularidades
no novo programa tenham de ser proporcionais e eficientes em termos de custos.
Na
sequência de uma recomendação de auditoria interna, a Comissão analisou as
potenciais áreas de sobreposição/duplicação de financiamento nos programas de
aprendizagem ao longo da vida e juventude em acção. É teoricamente possível
evitar a duplicação do financiamento já na fase de selecção, procedendo a
controlos preventivos, tanto pelas agências nacionais como pela agência executiva.

Com
base no que precede, de forma a limitar as potenciais fraudes e
irregularidades, as seguintes medidas estão previstas para o novo programa:
-        A
prevenção de potenciais fraudes e irregularidades é considerada desde a
concepção do programa. Enquanto nos actuais programas a grande variedade de
acções permita uma certa sobreposição de actividades e participantes, esta deve
ser impedida, no futuro, pela divisão clara entre as acções, o que evita que
possam ser realizadas actividades similares no âmbito de diferentes acções
pelos mesmos participantes. 
-        Será
introduzido o registo de participantes num único registo central (possivelmente
um portal dos participantes CE), o que permitirá verificar as participações no
programa de diferentes organizações e países antes do seu real envolvimento.
Tal permitirá evitar a caça à subvenção nos países participantes. 
-        Será
criado um centro de dados para todas as acções do programa (centralizadas e
descentralizadas) na medida em que continuem a ser usados diferentes
instrumentos de gestão de TI. 
-        O
controlo de participantes na mobilidade para fins de aprendizagem será possível
através do instrumento de mobilidade, uma ferramenta informática que já prevê o
registo de todos os participantes na mobilidade do programa Leonardo da Vinci
em projectos de mobilidade do programa Aprendizagem ao Longo da Vida. 
-        Tanto
as agências nacionais como as agências de execução terão de relatar fraudes e
irregularidades à comissão constituída para o efeito, bem como incluir esses
factos nos seus relatórios periódicos. Terão também de instaurar processos com
vista a recuperar os fundos perdidos dos programas, pagos indevidamente ou
incorrectamente utilizados pelos beneficiários. 
-        No
que respeita a casos de fraude, de irregularidades ou de negligência imputável
a uma agência nacional, de que resulte a perda de fundos da União que não
possam ser recuperados, a base jurídica prevê, como acontece actualmente, que o
Estado-Membro é responsável por tais perdas perante a Comissão.
3.           IMPACTO FINANCEIRO ESTIMADO DA
PROPOSTA/INICIATIVA 
3.1.        Rubrica(s) do quadro
financeiro plurianual e rubrica(s) orçamental(is) de despesas
envolvida(s)Rubricas orçamentais existentes: 
·      Rubricas orçamentais existentes[36]
Segundo a ordem das
rubricas do quadro financeiro plurianual e das respectivas rubricas
orçamentais.
 Rubrica do quadro financeiro plurianual || Rubrica orçamental || Tipo de Despesa || Contribuição 
 Número [Descrição …...………………………………] || DD/DND ([37])   || dos países EFTA[38]   || de países candidatos[39]   || de países terceiros || na acepção do artigo 18.º, n.º 1, alínea a), do Regulamento Financeiro 
 5 || 15.01 Despesa administrativa na área da política de educação e cultura, artigos 1.º a 3.º || Não dif. || SIM || SIM || SIM/NÃO || NÃO 
·      Novas rubricas orçamentais, cuja criação é solicitada 
Segundo a ordem das rubricas do quadro financeiro plurianual
e das respectivas rubricas orçamentais.
 Rubrica do quadro financeiro plurianual || Rubrica orçamental || Tipo de Despesa || Contribuição 
 Número [Rubrica … … … … … … … … …..] || DD/DND || de países da EFTA || dos países candidatos || de países terceiros || na acepção do artigo 18.º, n.º 1, alínea a), do Regulamento Financeiro 
 1 || 15.01.04.01 Despesa para a gestão administrativa de «Erasmus para Todos» || Não dif. || SIM || SIM || SIM/NÃO || NÃO 
 4 || 15.01.04.02 Despesa para a gestão administrativa de «Erasmus para Todos» - internacional || Não dif. || SIM || SIM || SIM/NÃO || NÃO 
 1 || 15.02.01 «Erasmus para Todos» || Dif. || SIM || SIM || SIM/NÃO || NÃO 
 4 || 15.02.2002 «Erasmus para Todos» - internacional || Dif. || SIM || SIM || SIM/NÃO || NÃO 
3.2.        Impacto estimado nas despesas

3.2.1.     Síntese do impacto estimado
nas despesas 
Em milhões de euros (3 casas decimais) – preços
correntes
 Rubrica do quadro financeiro plurianual: || 1 || Programa único de Educação, Formação, Juventude e Desporto «Erasmus para Todos» 
 DG: EAC ||   ||   || 2014 || 2015 || 2016 || 2017 || 2018 || 2019 || 2020 || Post - 2020 || TOTAL 
  Dotações operacionais ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   
 15.02.01 «Erasmus para Todos» || Autorizações || (1) || 1.467 || 1.763 || 2.072 || 2.390 || 2.722 || 3.065 || 3.421 || 0 || 16.899 
 Pagamentos || (2) || 1.174 || 1.692 || 1.989 || 2.294 || 2.613 || 2.942 || 3.285 || 911 || 16.899 
 Dotações de natureza administrativa financiadas pelas verbas atribuídas a certos programas operacionais[40]   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   
 15.01.04 «Erasmus para Todos» - Despesa de gestão administrativa[41]   ||   || (3) || 43,118 || 48,218 || 51,247 || 56,904 || 61,481 || 67,313 || 71,595 || 0 || 400 
 TOTAL das dotações para a DG EAC || Autorizações || =1+1a+3 || 1.510 || 1.811 || 2.123 || 2.447 || 2.783 || 3.132 || 3.493 || 0 || 17.299 
 Pagamentos || =2+2a +3 || 1.217 || 1.740 || 2.040 || 2.351 || 2.674 || 3.009 || 3.356 || 911 || 17.299 
 DG: EAC ||   ||   || 2014 || 2015 || 2016 || 2017 || 2018 || 2019 || 2020 || Post - 2020 || TOTAL 
  TOTAL das dotações operacionais H1 || Autorizações || (4) || 1.467 || 1.763 || 2.072 || 2.390 || 2.722 || 3.065 || 3.421 || 0 || 16.899 
 Pagamentos || (5) || 1.174 || 1.692 || 1.989 || 2.294 || 2.613 || 2.942 || 3.285 || 911 || 16.899 
  TOTAL das dotações de natureza administrativa financiadas a partir da dotação de programas específicos || (6) || 43,118 || 48,218 || 51,247 || 56,904 || 61,481 || 67,313 || 71,595 || 0 || 400 
 TOTAL das dotações no âmbito da RUBRICA 1 do quadro financeiro plurianual || Autorizações || (7)   =4+ 6 || 1.510 || 1.811 || 2.123 || 2.447 || 2.783 || 3.132 || 3.493 || 0 || 17.299 
 Pagamentos || (8)   =5+ 6 || 1.217 || 1.740 || 2.040 || 2.351 || 2.674 || 3.009 || 3.356 || 911 || 17.299 
Se o impacto da
proposta/iniciativa incidir sobre mais de uma rubrica:
 Rubrica 4 ||   ||   || 2014 || 2015 || 2016 || 2017 || 2018 || 2019 || 2020 || Post - 2020 || TOTAL 
  15.02.02 «Erasmus para Todos» - internacional – TOTAL dotações operacionais   || Autorizações || (1) || 215 || 227 || 236 || 247 || 257 || 272 || 285 || 0 || 1.739 
 Pagamentos || (2) || 172 || 218 || 227 || 237 || 247 || 261 || 274 || 104 || 1.739 
  15.01.04.02 - TOTAL das dotações de natureza administrativa financiadas pelas verbas atribuídas a certos programas operacionais || (3) || 9 || 10 || 10 || 10 || 11 || 11 || 12 || 0 || 73 
 TOTAL das dotações no âmbito da RUBRICA 4 do quadro financeiro plurianual || Autorizações || (7)   =4+ 6 || 224 || 237 || 246 || 257 || 268 || 283 || 297 || 0 || 1.812 
 Pagamentos || (8)   =5+ 6 || 181 || 228 || 237 || 247 || 258 || 272 || 286 || 104 || 1.812 
                                                                                                                                                        
   ||   ||   || 2014 || 2015 || 2016 || 2017 || 20180 || 2019 || 2020 || Post 2020 || TOTAL 
 TOTAL das dotações no âmbito das RUBRICAS 1 a 4 do quadro financeiro plurianual (montante de referência) || Autorizações || =7+9+11 || 1.734 || 2.048 || 2.369 || 2.704 || 3.051 || 3.415 || 3.790 || 0 || 19.111 
 Pagamentos || =8+10+11 || 1.398 || 1.969 || 2.277 || 2.599 || 2.932 || 3.281 || 3.642 || 1.015 || 19.111 
 Rubrica do quadro financeiro plurianual: || 5 || «Despesas administrativas» 
Em milhões de euros (3 casas decimais) – preços 2011
   ||   || Ano 2014 || Ano 2015 || Ano 2016 || Ano 2017 || Ano 2018 || Ano 2019 || Ano 2020 || TOTAL 
 DG: EAC || 
  Recursos humanos[42]   || 170 * 0.127 +0.064 * 16 + 0.073 * 18 =23.928 || 170 * 0.127 +0.064 * 16 + 0.073 * 18 =23.928 || 170 * 0.127 +0.064 * 16 + 0.073 * 18 =23.928 || 170 * 0.127 +0.064 * 16 + 0.073 * 18 =23.928 || 170 * 0.127 +0.064 * 16 + 0.073 * 18 =23.928 || 170 * 0.127 +0.064 * 16 + 0.073 * 18 =23.928 || 170 * 0.127 +0.064 * 16 + 0.073 * 18 =23.928 ||  167,496 
  Outras despesas de natureza administrativa || 0,3834 || 0,3834 || 0,3834 || 0,3834 || 0,3834 || 0,3834 || 0,3834 || 2,684 
 TOTAL DG EAC || Dotações || 24,311 || 24,311 || 24,311 || 24,311 || 24,311 || 24,311 || 24,311 || 170,180 
 TOTAL das dotações no âmbito da RUBRICA 5 do quadro financeiro plurianual || (Total das autorizações = Total dos pagamentos) || 24,311 || 24,311 || 24,311 || 24,311 || 24,311 || 24,311 || 24,311 || 170,180 
Em milhões de euros
(3 casas decimais) – preços correntes
   ||   || Ano 2014 || Ano 2015 || Ano 2016 || Ano 2017 || Ano 2018 || Ano 2019 || Ano 2020 || Post - 2020 || TOTAL 
 TOTAL das dotações no âmbito das RUBRICAS 1 a 5 do quadro financeiro plurianual || Autorizações || 1.758 || 2.072 || 2.393 || 2.729 || 3.076 || 3.439 || 3.814 || 0 || 19.281 
 Pagamentos || 1.407 || 1.990 || 2.298 || 2.619 || 2.952 || 3.301 || 3.662 || 1.053 || 19.281 
3.2.2.     Impacto estimado nas dotações
operacionais 
–     
¨  A proposta/iniciativa não acarreta a utilização de dotações
operacionais 
–     
x A proposta/iniciativa acarreta a utilização de dotações operacionais,
tal como explicitado seguidamente:
Dotações de autorização em milhões de euros (3 casas
decimais) – preços correntes
 Objectivos e realizações ò || Ano ð || Ano 2014 || Ano 2015 || Ano 2016 || Ano 2017 || Ano 2018 || Ano 2019 || Ano 2020 || TOTAL 
 REALIZAÇÕES (outputs) 
 Mobilidade individual para fins de aprendizagem || Tipo de realização[43]   || Custo médio da realização || Número de realizações || Custo || Número de realizações || Custo || Número de realizações || Custo || Número de realizações || Custo || Número de realizações || Custo || Número de realizações || Custo || Número de realizações || Custo || Número total de realizações || Total Custo 
 pessoal (ES-EFP-Escolas-Adultos-- Juventude) || Mobilidade individual || 0,00157 || 80.000 || 117,073 || 103.847 || 155,029 || 125.229 || 190,665 || 146.498 || 227,510 || 170.723 || 270,426 || 194.152 || 313,734 || 221.851 || 365,617 || 1.042.300 || 1.640 
 Estudantes (ES) % || Mobilidade individual || 0,00238 || 230.000 || 512,530 || 250.767 || 570,048 || 269.387 || 624,549 || 287.908 || 680,843 || 309.004 || 745,321 || 329.407 || 810,541 || 353.527 || 887,181 || 2.030.000 || 4.831 
 Estudantes (EFP) % || Mobilidade individual || 0,00216 || 70.000 || 141,131 || 82.114 || 168,886 || 92.976 || 195,026 || 103.780 || 222,044 || 116.086 || 253,333 || 127.987 || 284,934 || 142.058 || 322,543 || 735.000 || 1.588 
 Jovens aprendentes || Mobilidade individual || 0,00155 || 75.000 || 109,032 || 75.865 || 112,509 || 76.641 || 115,919 || 77.413 || 119,428 || 78.292 || 123,196 || 79.142 || 127,043 || 80.147 || 131,213 || 542.500 || 838 
   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   
 Mobilidade internacional de estudantes e pessoal escolar H4[44]   || Mobilidade individual || 0,00733 || 16.717 || 122,550 || 17.657 || 129,447 || 18.349 || 134,520 || 19.220 || 140,904 || 19.998 || 146,604 || 21.125 || 154,869 || 22.152 || 162,393 || 135.219 || 991,287 
   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   
 Diplomas conjuntos[45]   || Mobilidade individual || 0,03411 || 2.198 || 98,686 || 2.937 || 120,416 || 3.752 || 140,865 || 4.732 || 162,002 || 6.031 || 186,520 || 6.759 || 211,275 || 7.619 || 240,791 || 34.028 || 1.161 
 Mestrados (garantias de empréstimo) || Mobilidade individual || 0,00266 || 11.966 || 31,834 || 24.413 || 64,949 || 41.497 || 110,400 || 55.026 || 146,392 || 64.759 || 172,286 || 66.064 || 175,758 || 67.377 || 179,251 || 331.100 || 881 
 Subtotal para a mobilidade individual para fins de aprendizagem || 485.880 || 1.133 || 557.600 || 1.321 || 627.831 || 1.512 || 694.576 || 1.699 || 764.892 || 1.898 || 824.637 || 2.078 || 894.730 || 2.289 || 4.850.147 || 11.930 
 Cooperação para a inovação e boas práticas || Tipo de realização || Custo médio da realização || Número de realizações || Custo || Número de realizações || Custo || Número de realizações || Custo || Número de realizações || Custo || Número de realizações || Custo || Número de realizações || Custo || Número de realizações || Custo || Número total de realizações || Total Custo 
 Parcerias estratégicas (pequenas) || Projectos transnacionais || 0,11389 || 1.550 || 164,476 || 1.838 || 198,958 || 2.141 || 236,369 || 2.442 || 275,043 || 2.786 || 319,970 || 3.228 || 378,213 || 3.510 || 419,447 || 17.495 || 1.992,476 
 Parcerias estratégicas (médias) || Projectos transnacionais || 0,30928 || 325 || 93,115 || 500 || 146,085 || 657 || 195,714 || 813 || 247,037 || 990 || 307,046 || 1.193 || 377,379 || 1.365 || 440,419 || 5.842 || 1.806,795 
 Alianças de conhecimento/de competências sectoriais || Projectos transnacionais || 0,86238 || 14 || 11,142 || 29 || 23,632 || 43 || 35,319 || 56 || 47,407 || 71 || 61,575 || 86 || 75,861 || 104 || 93,097 || 404 || 348,033 
 plataformas Internet || plataformas Internet || 7,27300 || 3 || 22,284 || 3 || 22,732 || 3 || 23,184 || 3 || 23,648 || 3 || 24,120 || 3 || 24,606 || 3 || 26,604 || 3 || 167,179 
 Reforço de capacidades internacionais ES || Projectos transnacionais || 0,733 || 126 || 92,450 || 133 || 97,653 || 138 || 101,480 || 145 || 106,296 || 151 || 110,596 || 159 || 116,831 || 167 || 122,507 || 1.020 || 747,813 
 Subtotal de cooperação para a inovação e boas práticas || 2.015 || 383,467 || 2.500 || 489,061 || 2.978 || 592,067 || 3.456 || 699,431 || 3.998 || 823,307 || 4.666 || 972,889 || 5.146 || 1.102 || 24.760 || 5.062,295 
             ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   
 Apoio à reforma das políticas || Tipo de realização || Custo médio da realização || Número de realizações || Custo || Número de realizações || Custo || Número de realizações || Custo || Número de realizações || Custo || Número de realizações || Custo || Número de realizações || Custo || Número de realizações || Custo || Número total de realizações || Total Custo 
 Apoio à reforma das políticas || Múltiplas || 102,332 || Ν/Α || 74,014 || Ν/Α || 78,537 || Ν/Α || 84,405 || Ν/Α || 104,727 || Ν/Α || 110,818 || Ν/Α || 123,212 || Ν/Α || 140,610 || Ν/Α || 716,323 
             ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   
 Actividades Jean Monnet || Tipo de realização || Custo médio da realização || Número de realizações || Custo || Número de realizações || Custo || Número de realizações || Custo || Número de realizações || Custo || Número de realizações || Custo || Número de realizações || Custo || Número de realizações || Custo || Número total de realizações || Total Custo 
 Actividades Jean Monnet || Múltiplas || 45,491 || Ν/Α || 36,834 || Ν/Α || 38,475 || Ν/Α || 42,120 || Ν/Α || 46,044 || Ν/Α || 48,943 || Ν/Α || 51,444 || Ν/Α || 54,575 || Ν/Α || 318,435 
   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   
 Actividades desportivas || Tipo de realização || Custo médio da realização || Número de realizações || Custo || Número de realizações || Custo || Número de realizações || Custo || Número de realizações || Custo || Número de realizações || Custo || Número de realizações || Custo || Número de realizações || Custo || Número total de realizações || Total Custo 
 Actividades desportivas || Projectos transnacionais || 34,118 || Ν/Α || 16,978 || Ν/Α || 23,815 || Ν/Α || 32,016 || Ν/Α || 36,035 || Ν/Α || 39,052 || Ν/Α || 44,525 || Ν/Α || 46,406 || Ν/Α || 238,827 
   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   
 Subvenção de funcionamento || Tipo de realização || Custo médio da realização || Número de realizações || Custo || Número de realizações || Custo || Número de realizações || Custo || Número de realizações || Custo || Número de realizações || Custo || Número de realizações || Custo || Número de realizações || Custo || Número total de realizações || Total Custo 
 Subvenção de funcionamento || Gestão do programa || 63,189 || Não disponível || 47,751 || Não disponível || 48,712 || Não disponível || 55,200 || Não disponível || 61,935 || Não disponível || 68,915 || Não disponível || 76,162 || Não disponível || 83,650 || Não disponível || 442,325 
 CUSTO TOTAL rubrica 1 e rubrica 4 ||   || 1.682 ||   || 1.990 ||   || 2.308 ||   || 2.637 ||   || 2.979 ||   || 3.336 ||   || 3.706. ||   || 18.638 
3.2.3.     Impacto estimado nas dotações
de natureza administrativa
3.2.3.1.  Síntese 
–     
¨  A proposta/iniciativa não acarreta a utilização de dotações de
natureza administrativa 
–     
x A proposta/iniciativa acarreta a utilização de dotações de natureza
administrativa, tal como explicitado seguidamente:
Em milhões de euros
(3 casas decimais) – preços 2011
   || 2014 || 2015 || 2016 || 2017 || 2018 || 2019 || 2020 || TOTAL 
 RUBRICA 5 do quadro financeiro plurianual ||   ||   ||   ||   ||   ||   
 Recursos humanos ||  23,928 ||  23,928 ||  23,928 ||  23,928 ||  23,928 ||  23,928 ||  23,928 ||  167,496 
 Outras despesas de natureza administrativa || 0,3834 || 0,3834 || 0,3834 || 0,3834 || 0,3834 || 0,3834 || 0,3834 || 2,684 
 Subtotal RUBRICA 5 do quadro financeiro plurianual || 24,311 || 24,311 || 24,311 || 24,311 || 24,311 || 24,311 || 24,311 ||  170,180 
 Com exclusão da RUBRICA 5[46] do quadro financeiro plurianual   ||   ||   ||   ||   ||   ||   
 Recursos humanos ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   
 Outras despesas de natureza administrativa[47]   || 52,118 || 58,218 || 61,247 || 66,904 || 72,481 || 78,313 || 83,595 || 472,877 
 Subtotal fora do âmbito da RUBRICA 5 do quadro financeiro plurianual || 52,118 || 58,218 || 61,247 || 66,904 || 72,481 || 78,313 || 83,595 || 472,877 
 TOTAL || 76,430 || 82,530 || 85,559 || 91,216 || 96,792 || 102,625 || 107,906 || 643,057 
3.2.3.2.            Necessidades
estimadas de recursos humanos 
–     
¨  A proposta/iniciativa não requer a utilização de recursos humanos 
–     
x A proposta/iniciativa acarreta a utilização de recursos humanos, tal
como explicitado seguidamente:
As estimativas devem ser expressas em unidades
de equivalente a tempo inteiro 
 ||   || 2014 || 2015 || 2016 || 2017 || 2018 || 2019 || 2020 
  Lugares do quadro do pessoal (funcionários e agentes temporários) || 
 || 15 01 01 01 (na sede e nos gabinetes de representação da Comissão) || 170 || 170 || 170 || 170 || 170 || 170 || 170 
 || XX 01 01 02 (nas delegações) ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   
 || XX 01 05 01 (investigação indirecta) ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   
 || 10 01 05 01 (investigação directa) ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   
 ||  Pessoal externo (em equivalente a tempo inteiro: ETI)[48]   || 
 || 15 01 02 01 (AC, TT, PND da dotação global) || 34 || 34 || 34 || 34 || 34 || 34 || 34 
 || XX 01 02 02 (AC, INT, JPD, AL e PND nas delegações) ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   
 || XX 01 04 yy[49]   || - na sede[50]   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   
 || - nas delegações ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   
 || XX 01 05 02 (AC, TT, PND - Investigação indirecta) ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   
 || 10 01 05 02 (AC, TT, PND - Investigação directa) ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   
 || Outras rubricas orçamentais (especificar) ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   
 || TOTAL || 204 || 204 || 204 || 204 || 204 || 204 || 204 
XX constitui o domínio de intervenção ou título
orçamental em causa.
As necessidades de recursos
humanos serão cobertas pelos efectivos da DG já afectados à gestão da acção
e/ou reafectados internamente a nível da DG, complementados, caso
necessário, por eventuais dotações adicionais que sejam atribuídas à
DG gestora no quadro do processo anual de atribuição e no limite
das disponibilidades orçamentais. . Os montantes e as imputações serão ajustados
se necessário em função dos resultados do processo de externalização previsto.
Descrição das tarefas
a executar:
 Funcionários e agentes temporários || Gestão do programa 
 Pessoal externo || Gestão do programa 
3.2.4.     Compatibilidade com o actual
quadro financeiro plurianual 
–     
x A proposta/iniciativa é compatível com quadro financeiro plurianual
para o período de 2014-2020, tal como proposto pela Comissão na sua comunicação
COM (2011) 500.
–     
¨  A proposta/iniciativa requer uma reprogramação da rubrica pertinente
do quadro financeiro plurianual.
Explicitar a reprogramação necessária, especificando
as rubricas orçamentais em causa e as quantias correspondentes.
[…]
–     
¨  A proposta/iniciativa requer a mobilização do Instrumento de
Flexibilidade ou a revisão do quadro financeiro plurianual[51].
Explicitar as necessidades, especificando as rubricas
orçamentais em causa e as quantias correspondentes.
[…]
3.2.5.     Participação de terceiros no
financiamento 
–     
A proposta/iniciativa não prevê o co-financiamento
por terceiros 
–     
A proposta/iniciativa prevê o co-financiamento
estimado seguinte:
Dotações em milhões de euros (3 casas decimais)
   || Ano 2014 || Ano 2015 || Ano 2016 || Ano 2017 || Ano 2018 || Ano 2019 || Ano 2020 || Total 
 Indicar a fonte/o organismo de co-financiamento ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   
A proposta prevê contribuições dos países da
EFTA, da Suíça e Turquia, bem como dos países em vias de adesão, países
candidatos e potenciais candidatos que beneficiam de uma estratégia de
pré-adesão.
3.3.        Impacto estimado nas receitas

–     
x A proposta/iniciativa não tem impacto financeiro nas receitas
–     
¨  A proposta/iniciativa tem o impacto financeiro a seguir descrito:
¨         nos recursos próprios 
¨         nas receitas diversas 
Em milhões de EUR (3 casas decimais)
 Rubrica orçamental das receitas || Dotações disponíveis para o corrente exercício orçamental || Impacto da proposta/iniciativa[52]   
 2014 || 2015 || 2016 || 2017 || 2018 || 2019 || 2020 
 Artigo …. ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   
Relativamente às receitas
diversas que serão «afectadas», especificar a(s) rubrica(s) orçamental(is) de
despesas envolvida(s).
[…]
Especificar o método de
cálculo do impacto nas receitas.
[…]
[1]               COM
(2010) 2020 final de 3.3.2010.
[2]               COM
(2011) 500 final de 29.6.2011.
[3]               JO
L 11 de 16.1.2003, p.1.
[4]               JO
C…, , p.
[5]               JO
C…, , p.
[6]               COM(2011) 500 Final de 29.6.2011.
[7]               JO L 327 de 24.11.2006, p. 45.
[8]               JO L 327 de 24.11.2006, p.30.
[9]               JO L 340 de 19.1.2008, p.83.
[10]             JO
L 378 de 27.12.2006, p. 41.
[11]             COM(2010)
2020 de 3.3.2010.
[12]             COM(2010)
477 Final de 15.9.2010.
[13]             COM(2010)
682 Final de 26.11.2010.
[14]             JO
C 311 de 19.12.2009, p. 1. Resolução do Conselho de 27 de Novembro de 2009
sobre um quadro renovado para a cooperação europeia no domínio da juventude
(2010-2018)
[15]             JO
L 375 de 23.12.2004, p. 12.
[16]             COM(2008)
425 Final de 3.7.2008.
[17]             JO
C 319 de 13.12.2008, p. 20. Conclusões
do Conselho sobre as escolas para o século XXI.
[18]             JO
C 119 de 28.5.2009, p. 2. Conclusões do Conselho relativas ao EF2020.
[19]             JO
C 300 de 12.12.2007, p. 6. Conclusões do Conselho relativas à melhoria da
qualidade da formação de professores
JO C 302 de 12.12.2009, p. 6. Conclusões do Conselho, de 26 de Novembro de
2009, sobre o aperfeiçoamento profissional dos professores e dos dirigentes
escolares.
[20]             JO
C 301 de 11.12.2009, p. 5. Conclusões
do Conselho sobre a educação das crianças oriundas da imigração (JO C 135 de
26.5.2010). Conclusões do Conselho
sobre a dimensão social da educação e da formação.
[21]             JO
C…, , p.
[22]             COM(2011)
12 Final de 18.11.2011.
[23]             JO L 390 de 31.12.2004, p. 6. 
[24]             JO C 111 de 6.5.2008, p. 1. 
[25]             JO C 155 de 8.7.2009, p. 11. 
[26]             COM(2001)
303 final, de 25.5.2011.
[27]             JO
L 55, 28.2.2011, p.13.
[28]             JO
L de , p. . 
[29]             Este
montante é proveniente do nível de despesas do período de 2007-2013
acrescentado por um factor de notação que reflecte o aumento da notação dos
instrumentos da rubrica 4.
[30]             JO
L de , p. .
[31]             ABM:
Activity-Based Management (gestão por actividades) – ABB: Activity-Based
Budgeting (orçamentação por actividades.
[32]             Referidos
no artigo 49.º, n.º 6, alíneas a) ou b), do Regulamento Financeiro.
[33]             Sócrates,
Leonardo da Vinci e eLearning.
[34]             As
explicações sobre as modalidades de gestão e as referências ao Regulamento
Financeiro estão disponíveis no sítio BudgWeb: http://www.cc.cec/budg/man/budgmanag/budgmanag_en.html
[35]             Referidos
no artigo 185.º do Regulamento Financeiro.
[36]             Rubrica(s)
orçamental(ais) para a agência de execução, a definir uma vez estabilizados os
valores das despesas.
[37]             DD
= dotações diferenciadas/DND = dotações não diferenciadas.
[38]             EFTA:
Associação Europeia de Comércio Livre. 
[39]             Países
candidatos e, se for caso disso, países candidatos potenciais dos
Balcãs Ocidentais.
[40]             Assistência
técnica e/ou administrativa e despesas de apoio à execução de programas e/ou
acções da UE (antigas rubricas «BA»), bem como investigação directa e
indirecta.
[41]             A
Comissão pode pensar em externalizar (parcialmente) a execução do programa
Erasmus para Todos à agência de execução. Os montantes e discriminação dos
custos calculados podem ter de ser ajustados de acordo com o grau de
externalização escolhido. Inclui as despesas de funcionamento da agência de
execução à qual pode ser confiada a execução de parte do programa de acordo com
o anterior perfil. As despesas administrativas serão constantes.
[42]             O
total de 204 ETI inclui: a gestão das agências nacionais, a gestão directa pela
Comissão, o controlo e a coordenação com a agência de execução, bem como todo o
pessoal de apoio e de coordenação relacionado com o programa.
[43]             As
realizações são produts e serviços a fornecer (por ex.: o número financiado de
estudantes em intercâmbio, número de km de estrada construídos, etc.).
[44]             Incluindo
taxas de organização da mobilidade.
[45]                    Os diplomas conjuntos de mestrado e doutoramento seleccionados para
cinco edições da acção 1 do programa Erasmus Mundus, em 2009-13, continuarão a
ser financiados ao abrigo de Erasmus para Todos nas edições remanescentes
revistas anualmente com base nos relatórios sobre os progressos alcançados e
dependendo do orçamento disponível.
[46]             Assistência
técnica e/ou administrativa e despesas de apoio à execução de programas e/ou
acções da UE (antigas rubricas «BA»), bem como investigação directa e
indirecta.
[47]             Inclui
H1 e H4. A DG EAC tenciona externalizar (parcialmente) a execução do programa à
agência de execução EACEA e às agências nacionais. Os valores acima referidos e
rubricas orçamentais serão ajustadas, se necessário, em conformidade com o
processo de externalização. 
[48]             AC
= agente contratual; INT= pessoal da agência («Intérimaire»); JPD =
Jovem perito nas delegações; AL= agente local; PND = perito nacional destacado.

[49]             Dentro
do limite para o pessoal externo previsto nas dotações operacionais (antigas
rubricas «BA»).
[50]             Essencialmente
para os fundos estruturais, o Fundo Europeu Agrícola para o Desenvolvimento
Rural (FEADER) e o Fundo Europeu das Pescas (FEP).
[51]             Ver
pontos 19 e 24 do Acordo Interinstitucional.
[52]             No
que diz respeito aos recursos próprios tradicionais (direitos aduaneiros e
cotizações sobre o açúcar), as quantias indicadas devem ser apresentadas em
termos líquidos, isto é, quantias brutas após dedução de 25% a título de
despesas de cobrança.