CELEX: 51991PC0529
Language: fr
Date: 1992-03-06
Title: Proposition de DIRECTIVE DU CONSEIL concernant le rapprochement des dispositions législatives, réglementaires et administratives des Etats membres relatives à l' étiquetage des matériaux utilisés dans les principaux éléments des articles chaussants proposés à la vente au consommateur final

COMMISSION DES COMMUNAUTES EUROPEENNES
                                    COM(91) 529 final - SYN 378
                                     Bruxelles, le ô mars 1992
                           Proposition de
                        DIRECTIVE DU CONSEIL
     concernant le rapprochement des dispositions législatives,
   réglementaires et administratives des Etats membres relatives
     à l'étiquetage des matériaux utilisés dans les principaux
       éléments des articles chaussants proposés à la vente au
                         consommateur final
                    (présentée par la Commission)
 ---pagebreak--- Exposé des wot ifs
1.        H i stor i que
La q u e s t i o n de l'étiquetage des chaussures r e m o n t e à plus
d'une d i z a i n e d ' a n n é e s .         Elle a donné lieu dans les Etats
m e m b r e s à un certain nombre de systèmes d'abord sur une base
p r i v é e , et ensuite dans certains Etats m e m b r e s elle a fait
l'objet d'une réglementation publique.
C'est ainsi que de 1986 à 1990 la Commission a été amenée à
examiner           au titre des art. 30 et s u i v a n t s du Traité des
projets de décrets espagnol et français dans ce d o m a i n e .
Après avoir formulé un certain nombre d ' o b s e r v a t i o n s qui ont
été       prises         en    considération,            la C o m m i s s i o n     reconnut        le
caractère             légitime       de ces m e s u r e s .       Toutefois,              bien     que
légitimement               acceptables          ces        initiatives,           n'étant          pas
c o o r d o n n é e s , et présentant             des différences               n o t o i r e s , ont
p r o v o q u é des d i f f i c u l t é s dans les échanges t r a n s n a t i o n a u x au
sein de la C o m m u n a u t é .             En e f f e t , chaque produit doit être
marqué p a r t i c u l i è r e m e n t selon l'Etat membre de d e s t i n a t i o n ,
d'où notamment coûts supplémentaires et e n t r a v e s au passage
d'un m a r c h é à l'autre à l'intérieur de la C o m m u n a u t é .                                De
n o m b r e u s e s p l a i n t e s des milieux p r o f e s s i o n n e l s et des inter-
ventions             de    certains          Etats     membres       ont        dénoncé          cette
situation.              Le risque est réel que d'autres Etats membres
suivent           la même          voie et que            les p r o d u c t e u r s     se      voient
obligés           d'appliquer           des étiquettes          différentes               selon     la
d e s t i n a t i o n dans la Communauté.
          Nécessité          d'une action        de   la Communauté
Les       décisions           prises       au titre        de I 'art. 30 assurent                   un
certain degré de libéralisation mais n'ont pas vocation à
 instaurer             l'harmonisation.            On      n'a   pu       éviter           que     des
d i f f é r e n c e s subsistent entre les régi e m e n t a t i o n s espagnole
et f r a n ç a i s e .       Les voies pour assurer une libre circulation
complète             et    effective          dans     ce    cas     sont        notamment          la
r e c o n n a i s s a n c e m u t u e l l e , l'harmonisation v o l o n t a i r e ou le
recours à l'art. 100A.
En ce qui c o n c e r n e la reconnaissance mutuel le, i I y a I ieu
de noter qu'étant donné les divergences entre les réglemen-
tations            espagnole         et      française       en    vigueur,            ainsi       que
 l'absence            de dispositions dans un certain n o m b r e                             d'Etats
m e m b r e s , sa portée ne saurait être que limitée.
L'invitation lancée aux milieux p r o f e s s i o n n e l s de procéder à
une h a r m o n i s a t i o n sur une base volontaire s'est heurtée à
 l'objection m a j e u r e que cette approche n ' a s s u r e r a i t pas que
 le       système           retenu         soit     applicable           aux         importations
o r i g i n a i r e s des pays tiers (qui représentent près de 3 5 % de
 la c o n s o m m a t i o n ) , ce qui entraînerait                   des d i s t o r s i o n s de
c o m p é t i t i v i t é et ne rencontrerait que très                           imparfaitement
 le besoin             d'information des c o n s o m m a t e u r s .             De p l u s , une
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t e l l e h a r m o n i s a t i o n ne p e r m e t t r a i t       pas      de   se   substituer           aux
réglementations nationales.
L e m o y e n le p l u s e f f i c a c e p o u r é c a r t e r les i n c o n v é n i e n t s d e s
l é g i s l a t i o n s n a t i o n a l e s d i v e r g e n t e s s ' e s t d o n c a v é r é ê t r e la
directive d'harmonisation.                             Les c o n s u l t a t i o n s ont m o n t r é que
l ' e n s e m b l e d e s E t a t s m e m b r e s ainsi q u e les m i l i e u x p r o f e s -
sionnels              privilégient               d'ailleurs             une       telle        approche,
s o u h a i t a n t u n s y s t è m e c o n t r a i g n a n t et e s t i m a n t q u e c'est la
solution             la p l u s        appropriée            pour    sortir         des    difficultés
actueIles.
La      présente           proposition              a été        en      général         favorablement
accueillie             par       tous       les e x p e r t s     représentant            les      milieux
consultés.              E l l e b é n é f i c i e de la c o n t r i b u t i o n t e c h n i q u e d e s
i n d u s t r i e s c o n c e r n é e s , ainsi que des s u g g e s t i o n s                  formulées
au c o u r s de t r o i s r é u n i o n s de c o n s u l t a t i o n a v e c les e x p e r t s
d e s E t a t s m e m b r e s , et de la p r o c é d u r e de c o n s u l t a t i o n                        du
C o m i t é C o n s u l t a t i f des C o n s o m m a t e u r s .
3.        Portée        des mesures            proposées
L'étiquetage               a y a n t p r i n c i p a l e m e n t un c a r a c t è r e      i n f o r m â t i f,
et l ' o b j e c t i f p o u r s u i v i v i s a n t u n e h a r m o n i s a t i o n au s e i n de
 la C o m m u n a u t é ,         le p r é s e n t       projet       de      directive        fixe         les
m o y e n s à u t i l i s e r pour r é a l i s e r l ' é t i q u e t a g e d e s c h a u s s u r e s .
 Il     définit          les       différentes             parties        de     la    chaussure            sur
 lesquelles             portera           l'étiquetage, ainsi                   que    les     matériaux
c o n s t i t u a n t c h a c u n e de c e s p a r t i e s qui d o i v e n t ê t r e p r i s en
compte .
 Il a é t é p r é v u q u e les i n d i c a t i o n s p o r t é e s sur                      le p r o d u i t
aient          la     forme         de p i c t o g r a m m e s ,     de      façon      à ce        que       le
consommateur               b é n é f i c i e d ' u n e p r é s e n t a t i o n c o m m u n e où q u ' i l
se       trouve          dans          la    Communauté,             ce       qui     faci I itéra            la
c o m p r é h e n s i o n a i n s i q u e l ' o p é r a t i o n d ' é t i q u e t a g e du p r o d u i t
proprement dit.                    U n e e x p l i c a t i o n t e x t u e l l e par a f f i c h a g e d e s
p i c t o g r a m m e s d a n s la l a n g u e u t i l i s é e au p o i n t de v e n t e est
p r é v u e pour faciliter                    l'interprétation des pictogrammes                               en
casdebesoin.
Dans        la d é t e r m i n a t i o n de l ' é t e n d u e de               l'information,             il a
fallu établir                  un c o m p r o m i s é q u i l i b r é e n t r e        la t e n d a n c e à
exiger            le    maximum            d'informations,               et      la    nécessité            que
celles-ci soient perceptibles suffisemment directement.
 4.        Mise      en    oeuvre
 Il est e s t i m é q u ' i l f a u d r a au m i n i m u m un a n a p r è s                    l'adoption
 du p r o j e t d e d i r e c t i v e par le C o n s e i l p o u r q u e les d i s p o s i -
 t i o n s n é c e s s a i r e s à s o n a p p l i c a t i o n s o i e n t p r i s e s par                   les
 Etats membres.                  Ceci c o n d u i t à p r é v o i r la m i s e e n o e u v r e d e s
m e s u r e s au p l u s tôt le 1er j u i l l e t 1 9 9 3 .
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                                      Proposition de
                                   DIRECTIVE DU CONSEIL
               concernant le rapprochement des dispositions législatives,
             réglementaires et administratives des Etats membres relatives
                à l'étiquetage des matériaux utilisés dans les principaux
                 éléments des articles chaussants proposés à la vente au
                                    consommateur final
Le Conse iI des Communautés européennes,
vu   le Traité   instituant   la Communauté  économique   européenne, et notamment son
article 100A,
vu la proposition de la Commisssion,
en coopération avec le Parlement européen,
vu l'avis du comité économique et social,
considérant   qu'il  existe dans certains Etats membres des règlements relatifs à
l'étiquetage des articles chaussants qui visent à protéger et à informer le public
ainsi qu'à préserver les intérêts légitimes de l'industrie;
considérant que les disparités entre ces règlements risquent de créer des entraves
aux   échanges   à   l'intérieur  de   la Communauté    et   par  là même  de  retarder
 rétablissement du marché intérieur;
considérant qu'il convient, afin d'éviter les problèmes engendrés par la coexistence
de systèmes différents, de définir précisément        tes éléments d'un système commun
d'étiquetage des articles chaussants;
considérant que la résolution du Conseil du 9 novembre 1989 (89/C294/01) relative à
 la  politique   de   protection  des consommateurs     préconise  une amélioration  de
 l'information des consommateurs sur les produits;
considérant qu'il est dans l'intérêt tant des consommateurs que de l'industrie de la
chaussure d'adopter     un système réduisant   les risques de fraude en indiquant la
nature exacte des matériaux utilisés pour        les principaux éléments de l'article
chaussant,
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A ARRETE LA PRESENTE DIRECTIVE :
                                       Article premier
1.   La présente directive s'applique à l'étiquetage des matériaux utilisés dans les
     principaux éléments des articles chaussants proposés à la vente au consommateur
     final.
2.   Au sens de la présente directive, on entend par
     "article chaussant"     tout article d'habillement doté de semelles         rapportées
     destiné à protéger ou à couvrir le pied. Ne sont pas consiérés comme "articles
     chaussants"    les   articles   à   Jeter  destinés  à   couvrir    les pieds   ou  les
     chaussures, faits de matériaux       légers (papier, feuilles en matière plastique,
     etc.) et n'ayant pas de semelles rapportées.
     Les  "articles    chaussants"    peuvent  aller  des  nu-pieds    dont  le dessus   est
     constitué simplement par des lacets ou des rubans amovibles, jusqu'aux bottes
     cuissardes dont la tige recouvre la jambe et la cuisse. Cette définition couvre
     donc notamment :
     i)   les chaussures basses d'intérieur ou d'extérieur, des types courants, à
          talon plat ou haut;
     ii)  les bot il Ions bas, demi-bottes, hautes bottes et bottes cuissardes;
     iii) les sandales de différents types, les "espadrilles" (chaussures à tige de
          toile dont     la semelle est composée de matériaux végétaux tressés), les
          chaussures pour     le tennis et la course à pied, les sandales de bain et
          autres chaussures de loisirs;
     iv)  les chaussures spéciales pour        la pratique des sports munies ou prévues
          pour  la fixation de pointes, de crampons, d'attaches, de barres ou de
          dispositifs similaires, ainsi que les chaussures de patinage, chaussures
          de ski, chaussures pour       la lutte, chaussures pour la boxe et chaussures
          pour   le   cyclisme.    Sont   également  incluses   les   chaussures   ayant  le
          caractère de jouets et les articles composites formés de chaussures et de
          patins (à glace ou à roulettes) fixés ensemble;
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   v)    les chaussons de danse-,
   vi)   les chaussures obtenues      d'une  seule  pièce, notamment     par   moulage  du
        caoutchouc ou des matières plastiques ou par façonnage d'un bloc de bois-,
   vil) les couvre-chaussures, qui se portent sur          les chaussures et qui, dans
        certains cas, sont dépourvus de talon;
   viii)     les chaussures à Jeter, à semelles rapportées, conçues généralement
             pour être utilisées une seule fois;
   ix)   les chaussures orthopédiques.
3. La présente directive ne s'applique pas :
   i)    aux chaussons en tissu sans semelles;
    i) aux chaussures usagées-,
    ii) aux articles en amiante;
    v)   aux  parties  de chaussures     qui  ne sont   pas   proposées  à    la vente  au
         consommateur f i naI ;
   v)    aux  chaussures   de   sécurité  couvertes  par    la directive   89/686/CEE   du
         Conseil du 21 décembre 1989;
4. Dans un souci de clarté et de transparence et sous réserve des dispositions
   mentionnées   dans   les paragraphes     précédents,   la description     des  produits
   couverts par la présente directive a été faite en s'inspirant du chapitre 64 de
   la nomenclature combinée ("NC").
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5.   Les informations concernant      la composition de l'article chaussant figurent sur
     une étiquette conformément aux dispositions de l'article 4.
i)   L'étiquette doit     faire apparaître des      informations sur   les trois parties de
     l'article   chaussant, à savoir      a) la tige, b) la doublure       et   la semelle de
     propreté et c) la semelle extérieure tels que définies dans l'annexe.
ii)  La composition de      l'article chaussant doit être      indiquée selon    les modalités
     prévues   à   l'article 4    au  moyen   des   pictogrammes   désignant    des   matériaux
     spécifiques conformément à l'annexe.
iii) Pour a) la tige, b) la doublure et         la semelle de propreté, la classification
     est  déterminée    par   le ou   les mater iau(x) dont     la surface    de  recouvrement
     extérieure est la plus grande, sans égard aux accessoires ou renforts tels que
     bordures    protège-chevilles,      ornements,      boucles,   pattes,     oeillets,    ou
     dispositifs analogues.
iv)  Pour c) la semelle extérieure, la classification est basée sur le volume ou la
     masse   des  matériaux     qui   la  composent,    conformément   aux   dispositions    de
     l'article 4.
6.   La "vente au consommateur final" couvre également la vente à distance telle que
     la vente par correspondance ou par téléphone sur catalogue, ainsi que le télé-
     achat, sans exclure la possibilité de nouvelles méthodes résultant des progrès
     de la technique.
                                           Art icle 2
1.   Les Etats membres prennent toutes les mesures nécessaires pour que seuls les
     articles chaussants satisfaisant aux exigences en matière d'étiquetage de la
     présente directive puissent être mis sur le marché, qu'ils soient produits dans
      la Communauté    européenne    ou  importés,    sans  préjudice  d'autres     obligations
     communautaires légales applicables.
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2. L«r»qu* des articles chaussants non conformes aux dispositions en matière
   d'étiquetage sont mis sur le marché, l'Etat membre compétent prend les mesures
   appropriées prévues par sa législation nationale.
                                    Article 3
1. Sans préjudice d'autres obligations communautaires légales, les Etats membres
   ne peuvent interdire ou entraver la commercialisation des articles chaussants
   qui sont conformes aux dispositions en matière d'étiquetage de      la présente
   diective par l'application de dispositions nationales non harmoisées portant
   sur  l'étiquetage  de certains   types d'articles  chaussants ou  des  articles
   chaussants en général.
                                    Article 4
1. L'étiquette doit faire apparaître des informations sur le matériau majoritaire
   à 85 % au moins de la surface de recouvrement de a) la tige b) la doublure et
   la semelle de propreté de l'article chaussant et à 85 % au moins du volume ou
   de la masse de c) la semelle extérieure. Si aucun matériau n'est majoritaire à
   85 % au moins, il convient de fournir des informations sur les deux matériaux
   principaux entrant dans la composition de l'article chaussant.
2. Ces informations sont communiquées au moyen des pictogrammes agréés définis et
   représentés en annexe et d'un panonceau expliquant     la signification de ces
   pictogrammes dans la langue locale et éventuellement dans d'autres langues, ou
   de tout autre support équivalent (par exemple vidéo, affichage électronique,
   etc.) en mesure de fournir    les informations nécessaires. Le panonceau sera
   disposé de façon visible et à proximité immédiate des articles chaussants dans
   tous les points de vente au consommateur final. La dimension des caractères
   utilisés ne sera pas inférieure à 2 cm.
3. L'étiquette doit être placée sur ou attachée à l'un au moins des articles
   chaussants de chaque paire, par example imprimée ou collée sur la semelle ou à
   l'intérieur de l'article chaussant, attachée, apposée par gaufrage, etc.
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4. L'étiquette     doit   être  visible,   durable   et   accessible   et   la dimension      des
   pictogrammes doit être suffisante pour permettre une compréhension aisée des
   informations figurant sur l'étiquette.
5. Le fabricant ou son mandataire établi dans la Communauté est tenu de fournir
   l'étiquette et est responsable de l'exactitude des informations qui y figurent.
   Si ni    le fabricant ni son mandataire n'est établi dans            la Communauté, cette
   obligation revient à la personne responsable de la commercialisation dans la
   Communauté. Le détaillant        reste   tenu de veiller     à ce que     l'étiquetage     des
   articles chaussants qu'il vend soit conforme aux dispositions de la présente
   direct ive.
6. Le consommateur      doit pouvoir s'informer dans le point de vente du nom et de
   l'adresse du fabricant, de son mandataire établi dans la Communauté ou de la
   personne     responsable    de  la   commercialisation     dans   la   Communauté     si   ces
   informations ne figurent pas sur l'étiquette.
                                          Article 5
1. L'article précédent fixe les exigences essentielles en matière d'étiquetage des
   art ices    chaussants.     Les   Etats   membres    peuvent    recommander      dans    leurs
   dispositions      nationales    de    faire    figurer    des   informations       textuelles
   complémentaires indiquant le type de cuir ou préconiser un système de fixation
   de    la   semelle.     Toutefois,    ils   ne   peuvent    interdire     ou    entraver    la
   commercialisation des articles chaussants qui            répondent   aux exigences de la
   présente directive, conformément aux dispositions de l'article 3.
                                          Article 6
1. Les dispositions relatives à         l'étiquetage prévues à      l'article 4 s'appliquent
   également     aux    procédés   de   vente   à   distance,    tels    que    la   vente    par
   correspondance ou par téléphone sur catalogue, ou par télé-achat. Du fait de
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     certaines contraintes, l'information sera fournie suivant les méthodes définies
     ci-après, sans exclure la possibilité de faire appel à de nouvelles méthodes
     résultant des progrès de la technique :
     a)   Vente par correspondance ou par téléphone sur catalogue
     Des  pictogrammes  conformes   aux   dispositions  de   l'article 4  doivent  être
     présentés pour tous les articles chaussants apparaissant dans le catalogue. Le
     catalogue doit comporter une notice explicative concernant       les pictogrammes.
     Cette notice sera présentée de manière à être facilement visible et à proximité
     des articles chaussants exposés.
     b)   Télé-achat
     Les pictogrammes conformes aux dispositions de l'article 4 doivent apparaître à
     l'écran en même temps que l'article chaussant mis en vente.
                                       Art icle 7
1.   Les  Etats   membres  arrêtent   et   publient   les  dispositions   législatives,
     réglementaires et administratives nécessaires pour se conformer à la présente
     directive au plus tard le [31 décembre 1992].      Ils en informent immédiatement
     la Commission.
2.   Les Etats membres mettent en vigueur les dispositions visées au paragraphe 1 le
     [30 juin 1993]. Les stocks facturés ou libres au détaillant avant cette date ne
     sont pas soumis auxdites dispositions jusqu'au [1 Janvier 1995].
3.   Lorsque les Etats membres adoptent ces dispositions, celles-ci contiennent une
     référence à la présente directive ou sont accompagnées d'une telle référence
     lors de  leur publication officielle. Les modalités de cette référence sont
     arrêtées par les Etats membres.
                                       Art icle 8
Les Etats membres sont destinataires de la présente directive.
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                                      ANNEXE
1. DEFINITION DES PARTIES DE L'ARTICLE CHAUSSANT A IDENTIFIER ET PICTOGRAMMES
   CORRESPONDANTS
a) Tige
   La tige de la chaussure est     la face externe de
   l'élément structurel fixé à la semelle extérieure.
b) Doublure et semelle de propreté
   Il s'agit de la doublure de l'empeigne et de la
   semelle de propreté, qui constituent l'intérieur
   de l'article chaussant.
c) SemeI le extérieure
   Il s'agit    de  la face  inférieure  de  l'article
   chaussant, soumise à l'usure par abrasion et fixée
   à la tige.
2. DEFINITION DES MATERIAUX ET SYMBOLES CORRESPONDANTS
   Les pictogrammes concernant les matériaux doivent apparaître sur l'étiquette à
   proximité de ceux concernant    les 3 parties de   l'article chaussant visées à
   l'article 4 et à la partie 1 de l'annexe.
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a) Cuir :
   1) Terme général pour désigner le cuir ou la peau
      d'un animal qui a conservé sa structure
      fibreuse originelle plus ou moins intacte et
      qui a été tanné de manière à devenir
       imputrescible. Les poils ou la laine peuvent ou
     »non avoir été éliminés. Le cuir fini peut
      provenir d'un cuir ou d'une peau qui a été
      refendu en tranches ou découpé en morceaux soit
      avant, soit après tannage. Mais si un cuir ou
      une peau tanné a été désintégré par un procédé
      mécanique    et/ou    chimique    en particules
      fibreuses, fragments ou poudre et s'il est
      reconstitué ensuite, avec ou sans combinaison
      d'un liant, sous forme de feuilles ou sous
      toutes autres formes, il ne peut ainsi présenté
      être dénommé "cuir". Si le cuir est recouvert
      d'une couche d* enduetion, de quelque manière
      qu'elle soit appliquée, celle-ci ne doit pas
      excéder 0,15 mm. La présente définition couvre
      ainsi tous les cuirs sans préjudice des autres
      obligations légales découlant par exemple de la
      Convention de Washington.
   ii)     Cuir enduit : produit dont l'épaisseur de
           la couche d'enduction n'excède pas un tiers
           de l'épaisseur totale du produit, mais est
           supérieure à 0,15 mm.
b) Textiles naturels et textiles synthétiques tissés ou non tissés JLI. • l - l - l
                                                                        ~|JL|-
                                                                        •I—I—I
   On   entend   par  "textiles"   tous   les produits                  —1—1—
                                                                   J^l •l-l-H
   relevant de la directive 71/307/CEE, compte tenu                 j^t —1—1-
                                                                    l-r •I—I—I
   de toutes ses modifications.
 ---pagebreak---                                       - 10 -
c) Caoutchouc
   Comprend le caoutchouc naturel ou synthétique ou
   les   matériaux   élastiques   dérivés   du latex
   provenant de végétaux vivants et/ou de polymères
   synthétiques traités par vulcanisation.
d) Autres matériaux
 ---pagebreak---                                           /Kl
                                    FICHE FINANCIERE
                    Volet 1 : Implications financières
1.  I n t i t u l é de I ' a c t ion
   directive           concernant           le rapprochement          des       dispositions
   législatives,                réglementaires            et     administratives         des
   Etats         membres relatives                 à l'étiquetage        des      matériaux
   composant               les      principales          parties      des        chaussures
   proposées à la vente au consommateur final
2. Lignes b u d g é t a i r e s         concernées
   B 8-530 :                Actions relatives             à l'achèvement       du   marché
                            intérieur - dépenses d'appui
3. Base légale
   Art 100 A du Traité CEE
4. Description de l'action
    4.1         Objectifs spécifiques de l'action
                assurer            la        libre      circulation       complète        et
                effective            des         produits      en     cause;        assurer
                l'information du consommateur
    4.2          Durée
                action         ponctuelle
    4.3         P o p u l a t i o n v i s é e par     l'action
                milieux          professionnels           et   consommateurs        de     la
                Communauté
5.  C l a s s i f i c a t i o n de la dépense ou des               recettes
    5.1          DO/DNO
                DUO
    5.2          CD/CND
                CtiD
 ---pagebreak---                                     -/*.
5.3        Types de recettes               visées
           sans       objet
Q u e l l e est       la nature de         la dépense ou des              recettes
6.1        Subvention            à 100 %
           sans objet
6.2        Subvention              pour     co-financement              avec     d'autres
           sources du secteur public et/ou privé
           sans       objet
6.3        Bonification             d'intérêt
           sans objet
6.4        Autres
           dépenses             de     nature       administrative            visant        à
           permettre            la    mise en oeuvre de                    la       directive
           concernée
6.5        En c a s de r é u s s i t e          économique           de    l'action,       un
           remboursement                partiel       ou        total     de      l'apport
           f i n a n c i e r communautaire e s t - i l prévu ?
           WON
6.6        L'action                 proposée              imp I ique-t-eI I e              une
           m o d i f i c a t i o n du niveau des recettes ? Si o u i ,                    de
           quelle nature est la modification et quel type                                  de
           recet te est visé ?
           Sans       objet
Incidence            financière          sur    les      crédits         d'intervention
(partie B du b u d g e t )
29.000 ECUS
7.1         Indiquez           le    mode    de   calcul          du    coût    total      de
            I'act i on
           . 20% du temps de travail                         d'une secrétaire           auxi-
                liaire pendant un an + quote-part                   : 12.200 ECUS
           . Réunion d'experts : 15 x 700 ECUS - 10.500 ECUS
           . Consultant pour assistance                      tech-
                nique (1 mois)                                          « 6.300 ECUS
7.2         Indiquez la part du "mini-budget" dans le coût
            t o t a l de l ' a c t i o n . E x p l i c i t e z le mode de c a l c u l .
           29.000 ECUS               représentant             le     coût     total        de
           l'action
7.3         Echéancier            indicatif     des     crédits       d'engagement         et
           de pa i e m e n t
           CE : 29.000 ECUS
           CP : 29.000 ECUS
 ---pagebreak---                                          ja
8.   Q u e l l e s sont les dispositions                anti-fraude            prévues      dans
     la proposition d'action ?
     Dispositions             anti-fraude        non   requises          étant       donné     le
     caractère interne des dépenses
                     Volet       2 : Dépenses a d m i n i s t r a t i v e s
                                       (partie A du b u d g e t )
Ce volet de la fiche financière doit être                                   transmis à la
DG IX pour a v i s . Celle-ci le transmet ensuite                           à la DG XIX.
1.   L'action proposée imp Iique-t-eI Ie une                             augmentation          du
     nombre          d'effectifs          de    la Commission              7 Si        oui,    de
     combien 7
     P a s d'augmentation d'effectif
2.    Indiquez le montant des dépenses de fonctionnement et
     de      personnel            générées      par    la p r o p o s i t i o n      d'action.
     E x p l i c i t e z le mode de calcul.
     29.000 ECUS
           20% secrétaire              auxiliaire    pendant un an + quote                   part
           d'une persone déjà présente               dans les         services
           Voir point 7
           Volet       3 : Eléments d'analyse             coût-efficacité
     O b j e c t i f s et cohérence           avec   la p r o g r a m m a t i o n   financière
      1.1        O b j e c t i f ( s ) spécifique(s) de l'action                     proposée.
                  Il     doit        être    quantifié       (dans          la     mesure      du
                 p o s s i b l e ) et présenté pour              chacune          des    années
                 concernées            s'il     s'agit      d'une          action        pluri-
                  annueIle.
                 a)          voir      4.1 volet        1 : assurer                  la     libre
                             circulation         complète        et        effective          des
                             chaussures dans la Communauté
                 b)          action permanente principalement                        a    charge
                             des Etats membres
      1.2         L'action est-elle prévue dans                        la      programmation
                  financière de la DG pour les années                         concernées ?
                 oui
      1.3         Indiquez à quel objectif plus général défini dans
                  la programmation financière de la DG correspond
                  l'objectif de l'action p r o p o s é e .
 ---pagebreak---                                 -M
      Objectif : achèvement du marché intérieur
      Sous-objectif                 :         abolition               des        frontières
      techniques
      Action : harmonisation des                        législations
Justification         de      l'action
2.1   J u s t i f i c a t i o n de l ' a c t i o n        c h o i s i e par r a p p o r t à
      une a l t e r n a t i v e       qui p e r m e t t r a i t         d'atteindre          les
      mêmes o b j e c t i f s . La j u s t i f i c a t i o n d o i t               se b a s e r
      notamment sur t r o i s                 critères
      Deux alternatives ont été envisagées ;
      - reconnaissance                 mutuelle : elle                    aurait       eu une
         portée            limitée        étant         donné          les        divergences
         entre              les       réglementations                     espagnole             et
         française             en vigueur et l'absence                        de        disposi-
         tions dans d'autres Etats membres
      - harmonisation               sur une base volontaire                           :     cette
         approche ne saurait                       être        en mesure              d'assurer
         que le système                      convenu soit                 applicable        aux
         importations              orglnaires             des pays             tiers        (qui
         représentent                35% de                la         consommation). La
         directive            d'harmonisation s'est donc avéré                               être
         le moyen le plus                efficace
      a) coût
         modeste
      b)   effets              dérivés             (impact              au-de là         de(s)
           objectif(s)             spécifique(s))
         élimination               de            plaintes             des           opérateurs
         économiques
      c)    effets               multiplicateurs                        (capacité              de
           mob i I i sa t on d ' a u t r e s s o u r c e s             de f i n a n c e m e n t )
         sans objet
Suivi et   évaluation            de     l'action
3.1    Indicateurs             de p e r f o r m a n c e    sélectionnés
      transposition            dans les législations                    nationales
3.2   Modalités            et   périodicité           de     l'évaluation            prévues
      examen biannuel de                      la    situation            avec        l'industrie
      et les Etats membres
3.3    Principaux                facteurs              d'incertitude                   pouvant
       affecter          les r é s u l t a t s    s p é c i f i q u e s de l ' a c t i o n
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                         ETIQUETAGE DES ARTICLES CHAUSSANTS
                                    F iche d'impact
                              Titre de la proposition :
                           Projet de directive du Conseil
                    concernant le rapprochement des dispositions
        législatives, réglementaires et administratives des Etats membres
    relatives à l'étiquetage des matériaux composant les principaux éléments
        des articles chaussants proposés à la vente au consommateur final
                            Numéro de référence : 21219.2
1. Proposition
Il existe en Espagne et en France une législation sur l'étiquetage des articles
chaussants. Le décret français mis en oeuvre le 1er juin 1990 a considérablement
préoccupé l'industrie communautaire de la chaussure en raison des conséquences
néfastes qu'il pourrait avoir sur le commerce intracommunautaire. C'est pourquoi
la Confédération européenne de l'industrie de la chaussure a demandé début 1990
à la Commission des Communautés européennes d'entamer des discussions en vue de
l'introduction d'un      système harmonisé      pour l'étiquetage  des  chaussures
commercialisées dans la Communauté, basé sur des pictogrammes adoptés en commun.
Cette idée a alors été soumise aux Etats membres qui se sont déclarés en faveur
de cette init iat ive.
Les initiatives proposées visent principalement à fournir au consommateur des
informations essentielles tout en promouvant la libre circulation des chaussures
dans la Communauté européenne en remplaçant           les législations nationales
divergentes par des dispositions communautaires harmonisées.
2. Impact sur les entreprises
i)    Cette proposition aura des répercussions directes sur les fabricants, les
       importateurs, les distributeurs et les détaillants d'articles chaussants.
ii)   L'industrie se compose presque exclusivement de PME.
      Ce secteur se caractérise par sa fragmentation et sa forte composante de
      main-d'oeuvre.
      Le secteur de la chaussure de la Communauté           compte plus de  15 000
      entreprises employant en moyenne 24 personnes.
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iii)  L'Italie est de Join le plus grand producteur, avec une part moyenne en
      pourcentage de la production communautaire de 40 %. Les autres grands
      producteurs sont l'Espagne ( 1 5 % ) , la France (15 % ) , suivies du Royaume-
      Uni (12 % ) , du Portugal (8 %) et de la république fédérale d'Allemagne
       (7 % ) . Dans les autres Etats membres, la production n'est que marginale.
3. Que devront faire ies entreprises pour se conformer à la proposition ?
La directive rend obligatoire l'étiquetage de tous les articles chaussants
proposés à la vente au consommateur final. Il appartient donc au fabricant, à
son mandataire et au détaillant de veiller à ce que tous les art ices chaussants
offerts à la vente présentent les informations exigées sous une forme correcte
conforme aux dispositions de la directive. En pratique, le fabricant devra
fournir l'étiquette et sera tenu responsable de l'exactitude des informations
qui y figurent, alors qu'il appartiendra au détaiHant de s'assurer de la
présence de l'étiquette au moment de l'achat.
4. Quelles répercussions économiques la proposition est-elle susceptible
d'avoir ?
i)    En 1990, l'industrie communautaire de la chaussure employait quelque
      346 000 personnes. C'est en Italie que les effectifs sont de loin les plus
       importants (114 000), puis au Royaume-Uni, au Portugal, en France, en
      Espagne et dans la république fédérale d'Allemagne, avec respectivement
      54 000, 49 000, 38 000, 38 000 et 33 000 personnes. Au cours des années
      1980, l'emploi a baissé dans cette branche à raison de plus de 3 % par an
      et cette tendance à la baisse se poursuit.
ii)    Il est peu probable que cette proposition exerce une quelconque influence
      directe sur l'emploi ou l'investissement dans ce secteur industriel.
      Toutefois, étant donné ses objectifs, à savoir a) informer le consommateur
      de la composition de l'article chaussant et b) promouvoir la libre
      circulation des chaussures dans la Communauté, on espère que la mise en
      oeuvre de la proposition aura des effets positifs sur               l'industrie
      concernée. Un système harmonisé unifié           remplacera    les différentes
      pratiques nationales, ce qui permettra d'épargner les coûts N é s à la
      préparation d'étiquettes différentes pour         les divers marchés de la
      Communauté. En outre, si les consommateurs sont sensibilisés à la
      composition des articles chaussants, ils apprécieront davantage ces
      produits et leur accorderont une plus grande confiance, ce qui pourrait
       les inciter à effectuer des achats supplémentaires.
5. Qu'en est-il de la situation spécifique des PME 7
Etant donné que cette branche industrielle se compose presque exclusivement de
petites et moyennes entreprises, la proposition a été élaborée en gardant
constamment à l'esprit leurs intérêts et leur situation spécifique.
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6. Consultation
Des consultations ont été organisées régulièrement avec la Fédération européenne
de la chaussure pendant le déroulement du projet, ainsi que des réunions avec
 les représentants des Etats membres, à quatre occasions différentes. Une
consultation officielle de la section information et éducation du comité
consultatif des consommateurs a eu lieu le 11 avril 1991 et l'avis de l'ensemble
du comité a été communiqué lors de la réunion du 16 octobre 1991. Les avis des
différentes organisations ont également été recueillis sous forme d'observations
écrites. Les avis pertinents d'autres organismes concernés ont été communiqués
dans le cadre de la consultation interservice d'autres services de la Commission
tels que le Service Politique des consommateurs et la Direction générale de la
politique d'entreprise, du commerce, du tourisme et de l'économie sociale.
Les avis de toutes les parties concernées ont été pris en compte lors de
 l'élaboration de la présente proposition. Les principaux points du débat
concernaient le détail des informations à faire figurer sur l'étiquette. Les
avis respectifs des différents Etats membres ont été examinés et pris en
considération pendant les réunions qui se sont tenues au cours des 18 derniers
mois; les avis sur le projet les plus divergents sont ceux du comité consultatif
des consommateurs et de la Fédération européenne de la chaussure.
Le comité consultatif des consommateurs souhaiterait que les informations
figurant sur l'étiquette concernent l'empeigne, la doublure, la semelle de
propreté, la semelle première et la semelle et qu'elles indiquent le mode de
fixation de la semelle (cousue, collée, etc). En outre, il estime que le
consommateur doit être informé des caractéristiques des matériaux utilisés
 (matériaux résistant à l'eau par exemple) et que les dimensions exactes de
 l'étiquette proposée doivent être établies par la directive.
Les représentants de l'industrie, quant à eux, soulignent que les dispositions
de la directive doivent être simples et claires. Ils proposent une catégorie
globale unique pour le cuir, une catégorie regroupant les textiles naturels et
une dernière catégorie couvrant le caoutchouc et les matières synthétiques.
Selon eux, seuls trois éléments de l'article chaussant doivent être identifiés,
à savoir a) l'empeigne, b) la semelle de propreté et la doublure de l'empeigne
et c) la semelle afin de ne pas porter atteinte à la notion d'article de mode
naturellement rattachée à la chaussure. Pour sa part, l'industrie du cuir,
 représentée par Cotance, a toujours insisté sur l'importance d'établir une
 distinction entre "cuir" et "cuir enduit" afin de garantir la conformité avec
 les définitions approuvées sur le plan international.
La directive proposée vise à établir un équilibre raisonnable entre les
différents points de vue et présente le double avantage de fournir au
consommateur des informations essentielles sans pour autant devenir trop pesante
 pour les PME du secteur.
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                                                               COM(91) 529 final
                                                       DOCUMENTS
FR                                                                         10 06
                                     N° de catalogue : CB-CO-91-592-FR-C
                                                            ISBN 92-77-78945-X
Offîce des publications officielles des Communautés européennes
L-2985 Luxembourg