CELEX: 31977L0535
Language: pt
Date: 1977-06-22 00:00:00
Title: Directiva 77/535/CEE da Comissão, de 22 de Junho de 1977, relativa à aproximação das legislações dos Estados-Membros respeitantes aos métodos de amostragem e análise dos adubos

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31977L0535

Directiva 77/535/CEE da Comissão, de 22 de Junho de 1977, relativa à aproximação das legislações dos Estados-Membros respeitantes aos métodos de amostragem e análise dos adubos  

Jornal Oficial nº L 213 de 22/08/1977 p. 0001 - 0090 Edição especial finlandesa: Capítulo 13 Fascículo 7 p. 0051  Edição especial grega: Capítulo 13 Fascículo 6 p. 0052  Edição especial sueca: Capítulo 13 Fascículo 7 p. 0051  Edição especial espanhola: Capítulo 13 Fascículo 7 p. 0063  Edição especial portuguesa: Capítulo 13 Fascículo 7 p. 0063 

 DIRECTIVA DA COMISSÃO    de 22 de Junho de 1977    relativa à aproximação das legislações dos   Estados-membros respeitantes aos métodos de   amostragem e análise dos adubos     ( 77/535/CEE )    A COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS ,    Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade   Económica Europeia ,    Tendo em conta a Directiva 76/116/CEE do Conselho , de   18 de Dezembro de 1975 , relativa à aproximação das   legislações dos Estados-membros respeitantes aos   adubos (1) e , nomeadamente , o n º 2 do seu   artigo 9 º ,    Considerando que a directiva acima referida prevê   controlos oficiais dos adubos com o objectivo de verificar   se são respeitadas as condições prescritas por   força das disposições comunitárias no que respeita   à qualidade e composição dos adubos ;    Considerando que as medidas previstas na presente   directiva são conformes ao parecer do Comité para   adaptação ao progresso técnico das directivas que   visam eliminar os entraves técnicos ao comércio no   sector dos adubos ,    ADOPTOU A PRESENTE DIRECTIVA :    Artigo 1 º    Os Estados-membros tomarão todas as medidas   necessárias para que , aquando dos controlos oficiais dos   adubos CEE previstos nos n º 1 e 2 do artigo 8 º da   Directiva 76/116/CEE do Conselho de 18 de Dezembro de 1975 ,   as amostras sejam colhidas e os métodos de análise   aplicados em conformidade com as disposições do   Anexo da presente directiva .    Artigo 2 º    1 . Os Estados-membros porão em vigor , o mais tardar   até 19 de Dezembro de 1977 , as disposições   legislativas , regulamentares ou administrativas   necessárias para darem cumprimento às disposições   da presente directiva . Desse facto informarão   imediatamente a Comissão .    2 . Os Estados-membros devem assegurar que seja   comunicado à Comissão o texto das disposições de   direito nacional que adoptarem no domínio regulado pela   presente directiva .    Artigo 3 º    Os Estados-membros são destinatários da presente   directiva .    Feito em Bruxelas em 22 de Junho de 1977 .    Pela Comissão    Etienne DAVIGNON    Membro da Comissão    (1) JO n º L 24 de 30 . 1 . 1976 , p. 21 .    ANEXO I    MÉTODO DE AMOSTRAGEM PARA O CONTROLO DOS ADUBOS    INTRODUÇÃO    Uma amostragem correcta é uma operação difícil   que exige o maior cuidado . Nunca é , portanto ,   demasiado insistir na necessidade de obter uma amostra   suficientemente representativa com vista ao controlo   oficial dos adubos .    O modo de colheita de amostras que a seguir se   descreve obriga à sua aplicação estritamente por   especialistas com experiência da amostragem tradicional .    1 . OBJECTIVO E ÂMBITO DE APLICAÇÃO    As amostras destinadas ao controlo oficial dos   adubos , no que se refere à sua qualidade e   composição , são colhidas de acordo com as   modalidades que a seguir se indicam . As amostras   assim obtidas são consideradas representativas   dos lotes .    2 . AGENTES COMPETENTES PARA A AMOSTRAGEM    As colheitas são feitas por agentes habilitados para   o efeito pelos Estados-membros .    3 . DEFINIÇÕES    Lote : quantidade de produto constituindo uma unidade   e que se presume ter características uniformes .    Colheita elementar : quantidade colhida num   ponto do lote .    Amostra global : conjunto de colheitas pontuais   efectuadas no mesmo lote .    Amostra reduzida : parte representativa da amostra   global , obtida pela sua redução .    Amostra final : parte representativa da amostra   reduzida .    4 . APARELHOS    4.1 . Os aparelhos destinados às colheitas devem   ser construídos com materiais que não contaminem   os produtos a colher . Estes aparelhos podem ser   aprovados oficialmente pelos Estados-membros .    4.2 . Aparelhos recomendados para a amostragem   de adubos sólidos    4.2.1 . Amostragem manual    4.2.1.1 . Pá de fundo plano e bordos verticais .    4.2.1.2 . Sonda de fenda longa ou compartimentada .   As dimensões da sonda devem ser adaptadas às   características do lote ( profundidade do recipiente ,   dimensões do saco , etc. ) e ao tamanho das   partículas constituintes do adubo .    4.2.2 . Amostragem mecânica    Podem ser utilizados aparelhos mecânicos aprovados   para amostragem dos adubos em movimentação .    4.2.3 . Divisor    Podem ser utilizados aparelhos destinados a dividir   a amostra em partes aproximadamente iguais para as   colheitas elementares bem como para a preparação   das amostras reduzidas e das amostras finais .    5 . REQUISITOS QUANTITATIVOS    5.1 . Lote    A dimensão do lote deve ser tal que todas as partes   que o compõem possam ser amostradas .    5.2 . Colheitas elementares    5.2.1 . Adubos a granel * Número mínimo de   colheitas elementares *    5.2.1.1 . Lote não excedendo 2,5 t : * sete . *    5.2.1.2 . Lote de mais de 2,5 t e não excedendo   80 t : * * 20 vezes o número de toneladas que   constituem o lote (1) *    5.2.1.3 . Lote de mais de 80 t : * quarenta . *    5.2.2 . Adubos embalados * Número mínimo de   embalagens a amostrar (2) . *    5.2.2.1 . Embalagens de conteúdo superior a 1 kg : * *    5.2.2.1.1 . Lote composto por menos de 5 embalagens : *   todas as embalagens . *    5.2.2.1.2 . Lote composto por 5 a 16 embalagens : *   quatro . *    5.2.2.1.3 . Lote composto por 17 a 400 embalagens : *   * número de embalagens que compõem o lote (1) . *    5.2.2.1.4 . Lote composto por mais de 400   embalagens : * vinte . *    5.2.2.2 . Embalagens de conteúdo inferior a   1 kg : * quatro . *    5.3 . Amostra global    É necessária uma só amostra global por lote .   O peso total das colheitas elementares destinadas a   constituir a amostra global não pode ser inferior   às quantidades seguintes :    5.3.1 . Adubos a granel : * 4 kg . *    5.3.2 . Adubos embalados * *    5.3.2.1 . Embalagens de conteúdo superior   a 1 kg : * 4 kg . *    5.3.2.2 . Embalagens de conteúdo inferior   a 1 kg : * peso do conteúdo de quatro embalagens   de origem . *    5.4 . Amostras finais    A amostra global permitirá obter após redução ,   se necessário , as amostras finais . É exigida a   análise de pelo menos uma amostra final . O peso   da amostra final destinada a análise não deve ser   inferior a 500 g .    6 . INSTRUÇÕES RELATIVAS À COLHEITA ,   PREPARAÇÃO E ACONDICIONAMENTO DAS AMOSTRAS    6.1 . Generalidades    Colher e preparar as amostras o mais rapidamente   possível , tomando as precauções necessárias   para que continuem representativas do adubo . Os   instrumentos , bem como as superfícies e os   recipientes destinados a receber as amostras , devem   estar limpos e secos .    6.2 . Colheitas elementares    As colheitas elementares devem ser efectuadas ao   acaso no conjunto do lote . Os seus pesos devem   ser aproximadamente iguais .    6.2.1 . Adubos a granel    Dividir simbolicamente o lote em partes   aproximadamente iguais . Escolher ao acaso um número   de partes que corresponda ao número de colheitas   elementares previsto no ponto 5.2 e colher pelo   menos uma amostra em cada uma destas partes . Na   impossibilidade de obedecer às condições   do ponto 5.1 no caso dos adubos a granel , a amostragem   será feita aquando da movimentação do lote   ( carga ou descarga ) . Neste caso , as amostras serão   colhidas nas partes simbolicamente delimitadas ,   escolhidas ao acaso como indicado anteriormente ,   quando elas são movimentadas .    6.2.2 . Adubos embalados    Estando o número de embalagens a amostrar estabelecido   como se indica no ponto 5.2 , retirar uma parte   do conteúdo de cada embalagem . Eventualmente ,   colher as amostras após ter esvaziado   separadamente as embalagens .    6.3 . Preparação da amostra global    Reunir todas as colheitas elementares e misturá-las   cuidadosamente (3) .    6.4 . Preparação das amostras finais    Reduzir , se necessário , a amostra global a um   mínimo de 2 kg ( amostra reduzida ) , quer com auxílio   de um divisor mecânico , quer pelo método   dos quartos .    Preparar , em seguida , pelo menos três amostras   finais aproximadamente com o mesmo peso e conformes ao   requisitos quantitativos estipulados no ponto 5.4 .   Introduzir em seguida cada amostra num recipiente   hermético adequado . Tomar todas as precauções   para evitar qualquer alteração das características   da amostra .    7 . ACONDICIONAMENTO DAS AMOSTRAS FINAIS    Selar e rotular os recipientes ou as embalagens   ( o rótulo deve ficar incorporado no selo ) de forma   que seja impossível abri-los sem deteriorar o selo .    8 . REGISTO DE AMOSTRAGEM    Para cada colheita de amostras , deve ser estabelecido   um registo que permita identificar sem ambiguidades   o lote amostrado .    9 . DESTINO DAS AMOSTRAS    Para cada lote enviar o mais rapidamente possível   a um laboratório de análises habilitado para o   efeito pelo menos uma amostra final , com as   indicações necessárias para a análise .    (1) Sempre que o número obtido for fraccionário ,   deve ser arredondado para o inteiro immediatamente   superior .    (2) Para as embalagens cujo conteúdo não exceda   1 kg , o conteúdo de uma embalagem constitui uma   colheita elementar .    (3) Se necessário , esmagar os agregados   ( separando-os eventualmente da massa e reconstituindo   em seguida o todo ) .    ANEXO II    MÉTODOS PARA A ANÁLISE DE ADUBOS    Índice    OBSERVAÇÕES GERAIS * 14 *    1 . PREPARAÇÃO DA AMOSTRA PARA A ANÁLISE * 15 *    2 . AZOTO * 19 *    2.1 . Determinação do azoto amoniacal * 19 *    2.2 . Determinação do azoto nítrico e   amoniacal * 37 *    2.2.1 . Segundo Ulsch * 37 *    2.2.2 . Segundo Arnd * 42 *    2.2.3 . Segundo Devarda * 48 *    2.3 . Determinação do azoto total * 58 *    2.3.1 . Na cianamida cálcica sem nitrato * 58 *    2.3.2 . Na cianamida cálcica com nitrato * 63 *    2.3.3 . Na ureia * 69 *    2.4 . Determinação do azoto cianamídico * 74 *    2.5 . Determinação do biureto na ureia * 81 *    2.6 . Determinação dos teores das diferentes formas   de azoto na presença umas das outras * 88 *    2.6.1 . Nos adubos que contenham azoto sob a forma   nítrica , amoniacal , ureica e cianamídica * 88 *    2.6.2 . Nos adubos que contenham azoto apenas nas   formas nítrica , amoniacal e ureica * 120 *    3 . FÓSFORO * 138 *    3.1 . Extracções * 138 *    3.1.1 . Nos ácidos minerais * 138 *    3.1.2 . No ácido fórmico a 2 % * 141 *    3.1.3 . No ácido cítrico a 2 % * 143 *    3.1.4 . No citrato de amónio neutro * 146 *    3.1.5 . Pelo citrato de amónio alcalino * 151 *    3.1.5.1 . Segundo Petermann a 65 ° C * 151 *    3.1.5.2 . Segundo Petermann à temperatura   ambiente * 156 *    3.1.5.3 . Segundo Joulie * 158 *    3.1.6 . Na água * 163 *    3.2 . Dosagem do fósforo extraído * 165 *    4 . POTÁSSIO * 173 *    4.1 . Determinação do teor de potássio   solúvel em água * 173 *    5 . MAGNÉSIO * 182 *    5.1 . Determinação do magnésio solúvel em   água * 182 *    6 . CLORO * 192 *    6.1 . Determinação do cloro e dos cloretos   na ausência de matérias orgânicas * 192 *    7 . GRANULOMETRIA * 197 *    7.1 . Determinação da granulometria a seco * 197 *    7.2 . Determinação da granulometria dos fosfatos   naturais macios * 197 *    OBSERVAÇÕES GERAIS    Material de laboratório    O material corrente de laboratório não foi   especificado aquando da descrição dos métodos ,   salvo no que se refere aos recipientes ou pipetas de uma   dada capacidade . De modo geral este material deve   estar bem limpo , sobretudo quando as determinações   incidem sobre quantidades muito pequenas do elemento   a analisar .    Ensaios de controlo    Antes de se proceder às análises é necessário   controlar o bom funcionamento da aparelhagem e a execução   correcta das técnicas analíticas , utilizando   compostos químicos de composição teórica   bem definida ( por exemplo : sulfato de amónio ,   fosfato monopotássico , etc. ) . Contudo ,   os adubos analisados podem conter compostos químicos   que interfiram nas dosagens se a técnica não   for rigorosamente seguida . Por outro lado , um   certo número de determinações são estritamente   convencionais e relativas a produtos de composição   química complexa . É por isso que , na medida   em que o laboratório possa dispor de amostras de   referência de composição ou especificações   bem definidas , se recomenda que as mesmas   sejam utilizadas .    MÉTODO 1    PREPARAÇÃO DA AMOSTRA PARA A ANÁLISE    1 . OBJECTIVO    O presente documento tem por objectivo a preparação   da amostra para análise a partir da amostra final .    2 . FUNDAMENTO    A preparação de uma amostra final recebida no   laboratório consiste numa sequência de   operações , em geral peneiração , trituração   e homogeneização , a realizar de tal modo que :     - por um lado , a menor quantidade pesada prevista   pelos métodos de análise seja representativa   da amostra laboratorial ;     - por outro , que a finura do adubo não possa ser   alterada pelos métodos de preparação ao ponto   de afectar sensivelmente as solubilidades nos   vários reagentes de extracção .    3 . APARELHOS E UTENSÍLIOS    Divisor de amostras ( facultativo ) .    Peneiros de abertura 0,2 e 0,5 mm .    Frascos de 250 ml podendo fechar hermeticamente .    Almofariz com pilão de porcelana ou triturador .    4 . ESCOLHA DO TRATAMENTO A EFECTUAR    Observação prévia    Se o produto o permitir , pode conservar-se apenas   uma parte representativa da amostra final .    4.1 . Amostras finais que não devem ser trituradas    Nitrato de cálcio , nitrato de cálcio e   magnésio , nitrato de sódio , nitrato do Chile ,   cianamida cálcica , cianamida cálcica com nitrato ,   sulfato de amónio , nitratos de amónio com mais   de 30 % N , ureia , escórias de desfosforação ,   fosfato natural parcialmente solubilizado , fosfato   bicálcico diidratado precipitado , fosfato   aluminocálcico , fosfato natural macio .    4.2 . Amostras finais que devem ser divididas e das   quais uma parte deve ser triturada    Trata-se dos produtos em relação aos quais   se efectuam certas determinações sem trituração   prévia ( granulometria , por exemplo ) e outras   determinações após trituração . Incluem todos os   adubos compostos que contém como componente fosfatada :   escórias Thomas , fosfato aluminocálcico , fosfato   calcinado , fosfato natural macio , fosfato natural   parcialmente solubilizado .    Para este efeito separar , com o auxílio de um   divisor ou pelo método dos quartos , duas   fracções da amostra final tão idênticas quanto   possível .    4.3 . Amostras finais em relação às quais   todas as determinações se realizam sobre um   produto final triturado    A trituração pode incidir apenas sobre uma   parte representativa da amostra final . Trata-se de   todos os adubos da lista que não figuram nos   pontos 4.1 ou 4.2 .    5 . TÉCNICA    A parte da amostra final referida nos pontos 4.2   4.3 é rapidamente peneirada num peneiro de 0,5 mm   de abertura da malha . O rejeitado é triturado   sumariamente de forma a obter um produto com o   mínimo possível de partículas finas , e é   peneirado . A trituração deve ser efectuada em   condições tais que não produza aquecimento   significativo da matéria . Recomeçar-se-á a   operação tantas vezes quanto necessário até à   ausência completa de rejeitado . É necessário   operar o mais rapidamente possível para evitar   qualquer ganho ou perda de substâncias   ( água , amoníaco ) . A totalidade do produto   triturado e peneirado é introduzida num frasco   limpo e que feche hermeticamente .    6 . CASOS ESPECIAIS    a ) Adubos contendo várias categorias de   cristais    Neste caso ocorre frequentemente separação . Deve-se   portanto , obrigatoriamente , triturar para fazer passar   a amostra pelo peneiro de 0,2 mm de abertura   da malha . Exemplo : mistura do fosfato de amónio   com nitrato de potássio . Para estes produtos   recomenda-se a trituração de toda a amostra final .    b ) Resíduos dificilmente trituráveis e que não   contêm elementos fertilizantes    Pesar o resíduo e ter em conta a sua massa no   cálculo do resultado final :    c ) Produtos que se podem decompor pelo calor    A trituração deve ser feita de maneira a   evitar aquecimento . É preferível , neste caso ,   utilizar um almofariz . Por exemplo : adubos compostos   contendo cianamida cálcica e ureia :    d ) Produtos anormalmente húmidos ou tornados   pastosos pela trituração    Para assegurar uma certa homogeneidade , escolher-se-á   o peneiro de abertura mínima compatível com uma   destruição dos aglomerados à mão ou com o   pilão . Pode ser este o caso de misturas em que   certos constituintes contem água de cristalização .    MÉTODO 2    AZOTO    MÉTODO 2.1    DETERMINAÇÃO DO AZOTO AMONIACAL    1 . OBJECTIVO    O presente documento tem por objectivo fixar um   método de determinação do azoto amoniacal .    2 . ÂMBITO DE APLICAÇÃO    O presente método aplica-se a todos os adubos   azotados , incluindo os compostos , em que o azoto   se encontra exclusivamente na forma amoniacal ou nas   formas amoniacal e nítrica .    Não se aplica aos adubos que contêm ureia ,   cianamida ou outros compostos orgânicos de azoto .    3 . FUNDAMENTO    Libertação do amoníaco por meio de um   excesso de hidróxido de sódio , destilação e   fixação do amoníaco num volume conhecido do ácido   sulfúrico titulado , e titulação do excesso   de ácido por meio de uma solução titulada   de hidróxido de sódio ou de potássio .    4 . REAGENTES    Água destilada ou desmineralizada , isenta de   dióxido de carbono e de qualquer composto azotado    4.1 . Ácido clorídrico diluído : um volume   de HCl ( d = 1,18 ) mais um volume de água .    4.2 . Solução titulada de ácido sulfúrico :   0,1 N para a variante a ) .    4.3 . Solução titulada de hidróxido de sódio   ou de potássio , isento de carbonatos : 0,1 N para   a variante a ) .    4.4 . Solução titulada de ácido sulfúrico :   0,2 N para a variante b ) ( ver nota 2 ) .    4.5 . Solução titulada de hidróxido de sódio   ou de potássio , isenta de carbonatos : 0,2 N para   a variante b ) ( ver nota 2 ) .    4.6 . Solução titulada de ácido sulfúrico :   0,5 N para a variante c ) ( ver nota 2 ) .    4.7 . Solução titulada de hidróxido de sódio   ou de potássio , isenta de carbonatos : 0,5 N para   a variante c ) ( ver nota 2 ) .    4.8 . Solução de hidróxido de sódio , isenta   de amoníaco , contendo cerca de 30 % de NaOH   ( d = 1,33 ) .    4.9 . Soluções de indicadores .    4.9.1 . Indicador misto .    Solução A : dissolver 1 g de vermelho   de metilo em 37 ml da solução de hidróxido de   sódio 0,1 N e perfazer 1 l com água .    Solução B : dissolver 1 g de azul de metileno   em água e perfazer 1 l .    Misturar um volume da solução A com dois volumes   da solução B .    Este indicador é violeta em solução ácida ,   cinzento em solução neutra e verde em solução   alcalina . Utilizar 0,5 ml ( 10 gotas ) desta solução   de indicador .    4.9.2 . Solução de indicador de vermelho de metilo .    Dissolver 0,1 g de vermelho de metilo em 50 ml   de etanol a 95 ° , perfazer 100 ml com água e   filtrar , se necessário . Pode-se utilizar este   indicador ( 4 ou 5 gotas ) em vez do anterior .    4.10 . Pedra-pomes granulada , lavada com ácido   clorídrico e calcinada .    4.11 . Sulfato de amónio pró-análise .    5 . APARELHOS E UTENSÍLIOS    5.1 . Aparelho de destilação constituído   por um balão de capacidade adequada com fundo redondo ,   ligado a um refrigerante por meio de uma ampola   para destilação com chicana , eficaz contra o   arrastamento do líquido .    Nota 1    Os diferentes tipos de aparelhagem aprovados e   aconselhados para esta determinação figuram em   anexo com todas as suas características de   construção nas figuras 1 , 2 , 3 e 4 .    5.2 . Pipetas de precisão de 10 , 20 , 25 , 50 , 100   e 200 ml .    5.3 . Balão graduado de 500 ml .    5.4 . Agitador rotativo regulado para 35 a 40   rotações por minuto .    6 . PREPARAÇÃO DA AMOSTRA    Ver método 1 .    7 . TÉCNICA    7.1 . Preparação da solução a analisar    Efectuar sobre a amostra um ensaio de solubilidade   em água à temperatura ambiente e na proporção   de 2 % ( P/V ) . Pesar em seguida com a aproximação   de 0,001 g - segundo as indicações do quadro 1 - uma   quantidade de 5 ou 7 ou 10 g de amostra preparada   para a análise e introduzi-la num balão de 500 ml .   Conforme o resultado do ensaio proceder como se segue :    a ) Produtos completamente solúveis em água    Adicionar no balão a quantidade de água suficiente   para dissolver a amostra ; agitar e após dissolução   completa perfazer o volume e homogeneizar cuidadosamente :    b ) Produtos não completamente solúveis em água    Adicionar no balão 50 ml de água , mais 20 ml de   ácido clorídrico ( 4.1 ) . Agitar e deixar repousar   até cessar o eventual desenvolvimento do dióxido   de carbono . Juntar 400 ml de água e agitar com   o agitador rotativo ( 5.4 ) durante uma meia hora .   Perfazer o volume com água , homogeneizar e   filtrar sobre o filtro seco para o recipiente seco .    7.2 . Análise da solução    Conforme a variante escolhida , colocar no   recipiente onde se recolhe o destilado a quantidade ,   medida exactamente , de solução titulada de   ácido sulfúrico indicada no quadro . Adicionar a   quantidade adequada do indicador escolhido ( 4.9.1 ou   4.9.2 ) e , eventualmente , água para obter um   volume de pelo menos 50 ml . A extremidade da alonga   ligada à saída do condensador deve encontrar-se   abaixo da superfície da solução .    Com o auxílio de uma pipeta de precisão ,   tomar , de acordo com as modalidades do quadro ,   uma alíquota da solução límpida (1) . Introduzi-la   no balão de destilação do aparelho . Adicionar   água suficiente para obter um volume total de cerca   350 ml e alguns grânulos de pedra-pomes ( 4.10 )   para regularizar a ebulição .    Montar o aparelho de destilação . Adicionar ao   conteúdo do balão de destilação 10 ml da   solução concentrada do hidróxido de sódio   ( 4.8 ) ou 20 ml desta mesma solução no caso   de se terem adicionado 200 ml de ácido clorídrico   ( 4.1 ) para a dissolução da toma de ensaio ,   tomando precauções para impedir qualquer perda   de amoníaco .    Aquecer progressivamente o balão evitando uma   evacuação demasiado violenta . Logo que a   ebulição comece , destilar à velocidade de cerca   de 100 ml em 10 a 15 minutos , devendo o volume total   do destilado ser de cerca de 250 ml (2) . Quando já   não for de recear nenhuma perda de amoníaco   baixar o recipiente onde se recolhe o destilado   de forma que a extremidade do refrigerante fique   acima da superfície do líquido . Verificar ,   por meio de um reagente apropriado , se o   destilado que passa já não contém amoníaco .   Lavar a extremidade do condensador com um pouco de água   e titular o excesso de ácido com a solução titulada   de hidróxido de sódio ou de potássio indicada para a   variante adoptada ( ver nota 2 ) .    Nota 2    Podem usar-se na titulação de retorno soluções   de título diferente , com a condição de os volumes   utilizados na titulação não ultrapassarem   40 a 45 ml .    7.3 . Ensaio em branco    Fazer um ensaio em branco nas mesmas condições   e tomá-lo em consideração no cálculo do resultado   final .    7.4 . Ensaio de controlo    Previamente às análises , controlar o bom   funcionamento do aparelho e a aplicação correcta da   técnica utilizando uma alíquota de uma   solução recentemente preparada de sulfato de amónio   ( 4.11 ) contendo a quantidade máxima de azoto   prescrita para a variante escolhida .    8 . EXPRESSÃO DOS RESULTADOS    Exprimir o resultado analítico em percentagem   de azoto amoniacal no adubo tal como ele foi recebido   para análise .    9 . ANEXOS    Tendo em conta a nota 1 do ponto 5.1 « aparelhos   e utensílios » , atenda-se às figuras 1 , 2 , 3   e 4 para as características de construção dos   diferentes tipos de aparelhos empregados neste   documento .    Quadro 1    Determinação do azoto amoniacal e do azoto   amoniacal nítrico dos adubos .    Quadro de pesagem , da diluição e do cálculo   a efectuar para cada uma das variantes a ) , b ) e   c ) dos métodos    Variante a )    Quantidade máxima de azoto amoniacal a destilar :   50 mg .    Ácido sulfúrico 0,1 N a colocar no recipiente de   recolha do destilado : 50 ml .    Titulação de retorno com NaOH ou KOH 0,1 N .    Teor declarado do adubo N % * Pesagem g *   Diluição ml * Toma para a destilação ml *   Expressão do resultado (1) N % = ( 50-A ) × F *    0 - 5 * 10 * 500 * 50 * ( 50-A ) × 0,14 *    5 - 10 * 10 * 500 * 25 * ( 50-A ) × 0,28 *    10 - 15 * 7 * 500 * 25 * ( 50-A ) × 0,40 *    15 - 20 * 5 * 500 * 25 * ( 50-A ) × 0,56 *    20 - 40 * 7 * 500 * 10 * ( 50-A ) × 1,00 *    Variante b )   Quantidade máxima de azoto amoniacal a destilar :   100 mg . Ácido sulfúrico 0,2 N a colocar no recipiente   de recolha do destilado : 50 ml .    Titulação de retorno com NaOH ou KOH 0,2 N .    Teor declarado do adubo N % * Pesagem g *   Diluição ml * Toma para a destilação ml *   Expressão do resultado (1) N % = ( 50-A ) × F *    0 - 5 * 10 * 500 * 100 * ( 50-A ) × 0,14 *    5 - 10 * 10 * 500 * 50 * ( 50-A ) × 0,28 *    10 - 15 * 7 * 500 * 50 * ( 50-A ) × 0,40 *    15 - 20 * 5 * 500 * 50 * ( 50-A ) × 0,56 *    20 - 40 * 7 * 500 * 20 * ( 50-A ) × 1,00 *    Variante c )    Quantidade máxima de azoto amoniacal a destilar :   200 mg .    Ácido sulfúrico 0,5 N a colocar no recipiente   de recolha do destilado : 35 ml .    Titulação de retorno com NaOH ou KOH 0,5 N .    Teor declarado do adubo N % * Pesagem g *   Diluição ml * Toma para a destilação ml *   Expressão do resultado (1) N % = ( 35-A ) × F *    0 - 5 * 10 * 500 * 200 * ( 35-A ) × 0,175 *    5 - 10 * 10 * 500 * 100 * ( 35-A ) × 0,350 *    10 - 15 * 7 * 500 * 100 * ( 35-A ) × 0,500 *    15 - 20 * 5 * 500 * 100 * ( 35-A ) × 0,700 *    20 - 40 * 5 * 500 * 50 * ( 35-A ) × 1,400 *    (1) Para a fórmula de expressão do resultado :    50 ou 35 = ml de solução titulada de   ácido sulfúrico a colocar no recipiente de   recolha do destilado ;    A = ml de hidróxido de sódio ou de potássio   utilizado para a titulação de retorno ;    F = factor que engloba a pesagem , a diluição ,   a alíquota tomada e o equivalente volumétrico .    Figura 1 : v. JO    Figura 2 : v. JO    Figura 3 : v. JO    Figura 4 : v. JO    Legendas das Figuras    Figura 1    a ) Balão de 1000 ml de fundo redondo , colo   longo alargado no bordo ;    b ) Tubo de alimentação ( ampola de   destilação ) com dispositivo de segurança   provido duma junta esférica « 18 » à   saída ( esta junta esférica para a ligação ao   condensador pode também ser substituída por uma   ligação apropriada de borracha ) ;    c ) Funil com torneira de teflon para a   introdução do hidróxido de sódio ( a   torneira pode igualmente ser substituída por uma   ligação de borracha provida de uma pinça   Hofmann ) ;    d ) Refrigerante de bolas ( seis ) com junta   esférica « 18 » à entrada e ligado à   saída por meio de uma pequena ligação de borracha   a uma alonga de vidro ( sempre que a ligação   ao tubo de alimentação for feita por um tubo de   borracha , a junta esférica será substituída   por um colo alargando no bordo com diâmetro   apropriado ) .    e ) Recipiente de 500 ml para recolha do destilado :    A aparelhagem é de vidro que não ceda substâncias   alcalinas ao destilado nas condições de   utilização .    Figura 2    a ) Balão de 1000 ml , de fundo redondo e colo curto   com junta esférica « 35 » ,    b ) Tubo de alimentação ( ampola de   destilação ) com dispositivo de segurança ,   provido duma junta esférica « 35 » à   entrada e de uma junta esférica « 18 » à   saída , ligado lateralmente a um funil com torneira   de teflon para a introdução do hidróxido de   sódio ,    c ) Refrigerante de bolas ( 6 ) com junta esférica   « 18 » à entrada e ligado à saíd   por meio de uma pequena lígação de borracha   a uma alonga de vidro .    d ) Recipiente para recolha do destilado .    Os aparelhos são de vidro que não ceda   substâncias alcalinas ao destilado nas condições   de utilização .    Figura 3    a ) Balão de 1000 ml ( 750 ml ) , de fundo redondo   e colo longo alargando no bordo ,    b ) Tubo de alimentação ( ampola de destilação )   com ampola de segurança e junta esférica « 18 »   à saída .    c ) Tubo em cotovelo com junta esférica   « 18 » à entrada e extremidade em bisel à   saída ( a ligação ao tubo de alimentação   pode fazer-se igualmente por uma ligação de   borracha em vez de junta esférica ) ,    d ) Refrigerante de bolas ( seis ) ligado à   saída a uma alonga de vidro por meio de uma   ligação de borracha ;    e ) Recipiente de 500 ml para recolha do   destilado ;    Os aparelhos são de vidro que não ceda   substâncias alcalinas ao destilado nas   condições de utilização .    Figura 4    a ) Balão de 1000 ml , de fundo redondo e colo   alargando no bordo ;    b ) Tubo de alimentação ( ampola de   destilação ) com ampola de segurança e   junta esférica « 18 » à saída , ligado   lateralmente a um funil com torneira de teflon   para a introdução do hidróxido de sódio   ( em substituição da junta esférica pode   utilizar-se igualmente uma ligação apropriada de   borracha ; a torneira pode ser substituída por   uma ligação de borracha provida de uma pinça   Hofmann apropriada ) ;    c ) Refrigerante de bolas ( seis ) com junta   esférica « 18 » à entrada e ligado à   saída a uma alonga de vidro , por meio de uma   ligação de borracha ( quando a ligação ao   tubo de alimentação se fizer por meio de uma   ligação de borracha , a junta esférica será   substituída por um colo alargando no bordo do   diâmetro apropriado ) ;    d ) Recipiente de 500 ml para recolha do filtrado ;    Os aparelhos são de vidro que não ceda substâncias   alcalinas ao destilado nas condições de   utilização .    (1) A quantidade de azoto amoniacal contida na   parte alíquota tomada de acordo com o quadro será   cerca de :    0,05 g para a variante a ) ;    0,10 g para a variante b ) ;    0,20 g para a variante c ) .    (2) O refrigerante deve ser regulado de maneira   a que seja assegurado um caudal de água de   condensação . A destilação deve realizar-se em   trinta a quarenta minutos .    Métodos 2.2    DETERMINAÇÃO DO AZOTO NITRICO E AMONIACAL    Método 2.2.1    DETERMINAÇÃO DO AZOTO NÍTRICO E AMONIACAL   SEGUNDO ULSCH    1 . OBJECTIVO    O presente documento tem por objectivo estabelecer   um método de dosagem de azoto nítrico e amoniacal ,   com redução , segundo Ulsch .    2 . ÂMBITO DE APLICAÇÃO    O presente método é aplicável a todos os adubos   azotados incluindo os adubos compostos em que o   azoto se encontra exclusivamente nas formas nítrica ou   amoniacal e nítrica .    3 . FUNDAMENTO    Redução dos nitratos e dos nitritos eventualmente   presentes no amoníaco por meio de ferro metálico   em meio ácido . Libertação do amoníaco   por adição de um excesso de hidróxido de   sódio ; destilação do amoníaco e sua fixação   num volume conhecido de uma solução de ácido   sulfúrico titulada . Titulação do excesso   de ácido sulfúrico por meio de uma solução   de hidróxido de sódio ou de hidróxido de   potássio titulada .    4 . REAGENTES    Água destilada ou desmineralizada , isenta de   dióxido de carbono e de qualquer composto azotado .    4.1 . Ácido clorídrico diluído : um volume   de HCl ( d = 1,18 ) mais um volume de água .    4.2 . Solução titulada de ácido sulfúrico :   0,1 N .    4.3 . Solução titulada de hidróxido de sódio   ou de potássio : 0,1 N , isenta de carbonatos .    4.4 . Solução de ácido sulfúrico   contendo cerca de 30 % de H2SO4 ( P/V ) , isenta de   amoníaco .    4.5 . Ferro reduzido pelo hidrogénio ( a quantidade   prescrita deve poder reduzir pelo menos 0,05 g de   azoto nítrico ) .    4.6 . Solução de hidróxido de sódio contendo   cerca de 30 % de NaOH ( d = 1,33 ) , isenta de   amoníaco .    4.7 . Soluções de indicadores .    4.7.1 . Indicador misto .    Solução A : dissolver 1 g de vermelho de metilo   em 37 ml de solução de hidróxido de sódio   0,1 N e perfazer 1 l com água .    Solução B : dissolver 1 g de azul de metileno   em água e perfazer 1 l .    Misturar um volume da solução A com dois   volumes da solução B .    Este indicador é violeta em solução ácida ,   cinzento em solução neutra e verde em solução   alcalina ; utilizar 0,5 ml ( 10 gotas ) desta solução   do indicador .    4.7.2 . Solução de indicador de vermelho de metilo .    Dissolver 0,1 g de vermelho de metilo em 50 ml de   etanol a 95 ° , completar a 100 ml de água e   filtrar se necessário .    Pode utilizar-se este indicador ( 4 a 5 gotas ) em vez   do precedente .    4.8 . Pedra-pomes granulada , lavada com ácido   clorídrico e calcinada .    4.9 . Nitrato de sódio pro-análise .    5 . APARELHOS E UTENSÍLIOS    Ver método 2.1 .    6 . PREPARAÇÃO DA AMOSTRA    Ver método 1 .    7 . TÉCNICA    7.1 . Preparação da solução a analisar    Ver método 2.1 .    7.2 . Análise da solução    Colocar no recipiente de recolha do destilado 50 ml   medidos com exactidão de ácido sulfúrico   titulado indicado no quadro do método 2.1 [ variante   a ) ] , seguidamente adicionar a quantidade apropriada   da solução do indicador escolhido ( 4.7.1 ou   4.7.2 ) . A extremidade da alonga ligada à saída do   condensador deve estar mergulhada abaixo da superfície   do ácido titulado contido no recipiente de recolha   do destilado .    Por meio de uma pipeta de precisão , tomar , segundo   as modalidades do quadro do método 2.1   [ variante a ) ] , uma alíquota da solução   límpida . A quantidade de azoto a tomar em consideração   é a soma ( azoto nítrico + azoto amoniacal ) .   Colocá-la no balão de destilação do   aparelho . Juntar 350 ml de água , 20 ml da   solução de ácido sulfúrico a 30 % ( 4.4 ) ,   agitar e adicionar 5 g de ferro reduzido ( 4.5 ) .   Lavar o colo do balão por meio de uma pipeta com   alguns ml de água e colocar sobre o colo do balão   um pequeno funil de vidro com haste longa . Aquecer em   banho-maria em ebulição durante uma hora e lavar em   seguida com alguns ml de água a haste do funil .    Tomando todas as precauções para impedir qualquer   perda de amoníaco , adicionar ao conteúdo do   balão de destilação 50 ml da solução   concentrada de hidróxido de sódio ( 4.6 ) ou   60 ml da mesma solução no caso de se ter utilizado   20 ml de HCl ( 1 + 1 ) ( 4.1 ) na preparação da   solução a analisar . Montar o aparelho de   destilação . Destilar em seguida o amoníaco de   acordo com as indicações do método 2.1 .    7.3 . Ensaio em branco    Fazer um ensaio em branco das mesmas condições   e tomá-lo em conta no cálculo dos resultados finais .    7.4 . Ensaio de controlo    Previamente às análises controlar o bom   funcionamento do aparelho e a execução correcta da   técnica utilizando uma alíquota de uma solução   recente de nitrato de sódio ( 4.9 ) contendo   0,045 a 0,050 g de azoto .    8 . EXPRESSÃO DOS RESULTADOS    Exprimir o resultado analítico em percentagem de   azoto nítrico ou de azoto nítrico mais   amoniacal , contida no adubo tal como ele foi   recebido para análise .    Método 2.2.2    DETERMINAÇÃO DO AZOTO NÍTRICO E AMONIACAL   SEGUNDO ARND    1 . OBJECTIVO    O presente documento tem por objectivo   estabelecer um método de dosagem do azoto   nítrico e amoniacal , com redução , [ segundo   Arnd alterado pelas três variantes a ) , b ) e   c ) ] .    2 . ÂMBITO DE APLICAÇÃO    Ver método 2.2.1 .    3 . FUNDAMENTO    Redução dos nitratos e dos nitritos eventualmente   presentes a amoníaco em solução aquosa   neutra , por meio de uma liga metálica composta   de 60 % de cobre ( Cu ) e de 40 % de magnésio   ( Mg ) ( liga de Arnd ) na presença de cloreto   de magnésio ( MgCl2 ) .    Destilação do amoníaco e sua fixação   sobre um volume conhecido de solução de ácido   sulfúrico titulado : titulação do excesso   de ácido sulfúrico por meio de uma solução   titulada de hidróxido de sódio ou de hidróxido   de potássio .    4 . REAGENTES    Água destilada ou desmineralizada , isenta de   dióxido de carbono e de qualquer composto azotado .    4.1 . Ácido clorídrico diluído : 1 volume   de HCl ( d = 1,18 ) mais um volume de água .    4.2 . Solução titulada de ácido sulfúrico :   0,1 N para a variante a ) .    4.3 . Solução titulada de hidróxido de   sódio ou de potássio , isento de carbonatos : 0,1 N   para a variante a ) .    4.4 . Solução titulada de ácido   sulfúrico : 0,2 N * para a variante b ) ( ver nota 2 ,   método 2.1 ) .    4.5 . Solução titulada de hidróxido de   sódio ou de potássio , isenta de carbonatos : 0,2 N   para a variante b ) ( ver nota 2 , método 2.1 ) .    4.6 . Solução titulada de ácido sulfúrico :   0,5 N para a variante c ) ( ver nota 2 , método 2.1 ) .    4.7 . Solução titulada de hidróxido de sódio ou   de potássio , isenta de carbonatos : 0,5 N   para a variante c ) ( ver nota 2 , método 2.1 ) .    4.8 . Solução de hidróxido de sódio ,   aproximadamente 2 N .    4.9 . Liga de Arnd pro-análise , granulometria   inferior a 1,0 mm .    4.10 . Solução de cloreto de magnésio a 20 % .    Introduzir 200 g de cloreto de magnésio   ( MgCl2.6H2O ) pro-análise num balão de um litro   de fundo plano e dissolvê-los em cerca de 600 ml   de água . Para impedir a formação de espuma ,   juntar 15 g de sulfato de magnésio ( MgSO4.7H2O ) .    Apos a dissolução , adicionar 2 g de óxido   de magnésio e alguns grãos de pedra-pomes e   concentrar a suspensão a 200 ml por ebulição   ( expulsam-se assim os eventuais vestígios de   amoníaco presente nos reagentes ) . Depois de   arrefecer , completar a 1 l e filtrar .    4.11 . Suções de indicadores    4.11.1 . Indicador misto .    Solução A : dissolver 1 g de vermelho de metilo   em 37 ml de solução de hidróxido de sódio   0,1 N e periazer 1 l com água .    Solução B : dissolver 1 g de azul de metileno   em água e completar a 1 l .    Misturar um volume da solução A com dois volumes   da solução B .    Este indicador é violeta em solução ácida ,   cinzento em solução neutra e verde em solução   alcalina : utilizar 0,5 ml ( 10 gotas ) desta   solução de indicador .    4.11.2 . Solução de vermelho de metilo .    Dissolver 0,1 g de vermelho de metilo em 50 ml de etanol   a 95 % , completar a 100 ml com água e filtrar se   necessario . Pode utilizar-se este indicador   ( 4 a 5 gotas ) em vez do precedente .    4.11.3 . Solução do indicador de vermelho Congo .    Dissolver 3,0 g de vermelho Congo em 1 l de água   quente e filtrar se necessário , após arrefecimento .   Empregar este indicador facultativamente em vez dos dois   anteriormente descritos , na neutralização dos   extratos ácidos , antes da destilação ,   utilizando 0,5 ml por 100 ml de líquido a neutralizar .    4.12 . Pedra - pomes granulada , lavada com ácido   clorídrico e calcinada .    4.13 . Nitrato de sódio pro-analise .    5 . APARELHOS E UTENSILIOS    Ver método 2.1 .    6 . PREPARAÇÃO DA AMOSTRA    Ver método 1 .    7 . TÉCNICA    7.1 . Preparação da solução a analisar    Ver método 2.1 .    7.2 . Análise da solução    A quantidade de azoto não deve ultrapassar a   quantidade máxima indicada no quadro 1 , na alíquota   tomada para analise . Conforme a variante escolhida ,   colocar no recipiente de recolha do destilado a quantidade   medida com exactidão da solução titulada de   ácido sulfúrico , indicada no quadro do método 2.1 .   Adicionar a quantidade adequada do indicador   escolhido ( 4.11.1 ou 4.11.2 ) e , eventualmente ,   agua para obter um volume de pelo menos 50 ml . A   extremidade da alonga ligada à savia do refrigerante   deve encontrar-se abaixo da superfície da solução .    Por meio de uma pipeta de precisão tomar ,   de acordo com as modalidades do quadro , uma   alíquota da solução límpida . Introduzi-la   no balão de destilação do aparelho .    Adicionar água para obter um volume total de   cerca de 350 ml ( ver nota 1 ) 10 g da liga de Arnd   ( 4.9 ) , 50 ml da solução de cloreto de magnésio   ( 4.10 ) e alguns fragmentos de pedra-pomes ( 4.12 ) .   Ligar rapidamente o balão ao aparelho de destilação .   Aquecer ligeiramente durante cerca de 30 minutos . Em   seguida aumentar o aquecimento e destilar o amoníaco .   Prolongar a destilação durante cerca de 1 hora .   Depois deste tempo o resíduo no balão deve ter   adquirido uma consistência xaroposa . Quando a   destilação terminar , titular a quantidade de ácido   em excesso no recipiente de recolha do destilado , de   acordo com as indicações do método 2.1 .    Nota 1    Quando a solução de adubo estiver ácida   [ adição dos 20 ml de HCl ( 4.1 ) previsto   pelo método de solubilização ] , neutralizar-se-à   a alíquota tomada para análise da seguinte   maneira : colocar no balão de destilação , contendo   a alíquota tomada , cerca de 250 ml de água , a   quantidade necessária de um dos indicadores   ( 4.11.1 , 4.11.2 , 4.11.3 ) e agitar cuidadosamente .    Neutralizar com a solução 2N de hidróxido   de sódio ( 4.8 ) a acidificar novamente com uma gota   de HCl ( 4.1 ) . Proceder em seguida como se indicou   no ponto 7.2 . ( segundo parágrafo ) .    7.3 . Ensaio em branco    Efectuar um ensaio em branco nas mesmas condições   e tomá-lo em consideração no cálculo do resultado   final .    7.4 . Ensaio de controlo    Antes da análise , controlar o bom funcionamento   do aparelho e a execução correcta da técnica   utilizando uma alíquota duma solução   recentemente preparada de nitrato de sódio ( 4.13 )   contendo de 0,050 a 0,150 g de azoto nítrico   conforme a modalidade escolhida .    8 . EXPRESSÃO DOS RESULTADOS    Ver método 2.2.1 segundo Ulsch .    Método 2.2.3    DETERMINAÇÃO DO AZOTO NÍTRICO E AMONIACAL   SEGUNDO DEVARDA    1 . OBJECTIVO    O presente documento tem por objectivo estabelecer um   método de dosagem do azoto nítrico e amoniacal ,   com redução segundo Devarda [ alterado pelas   variantes a ) , b ) e c ) ] .    2 . ÂMBITO DE APLICAÇÃO    Ver método 2.2.1 .    3 . FUNDAMENTO    Redução dos nitratos e nitritos eventualmente   presentes a amoníaco em solução fortemente   alcalina , por meio de uma liga metálica constituída   por 45 % de alumínio ( Al ) , 5 % de zinco ( Zn )   e 50 % de cobre ( Cu ) ( liga Devarda ) ; destilação   do amoníaco e sua fixação num volume conhecido   de ácido sulfúrico titulado ; titulação do   excesso de ácido sulfúrico por meio de uma   solução titulada de hidróxido de sódio ou de   potássio .    4 . REAGENTES    Água destilada ou desmineralizada , isenta de   dióxido de carbono e de qualquer composto azotado .    4.1 . Ácido clorídrico diluído : um volume de   HCl ( d = 1,18 ) mais um volume de água .    4.2 . Solução titulada de ácido sulfúrico :   0,1 N para a variante a ) .    4.3 . Solução titulada de hidróxido de sódio   ou de potássio , isento de carbonatos : 0,1 N para a   variante a ) .    4.4 . Solução titulada de ácido sulfúrico :   0,2 N para a variante b ) ( ver nota 2 , método 2.1 ) .    4.5 . Solução titulada de hidróxido de sódio   ou de potássio , isenta de carbonatos : 0,2 N   para a variante b ) ( ver nota 2 , método 2.1 ) .    4.6 . Solução titulada de ácido sulfúrico :   0,5 N para a variante c ) ( ver nota 2 , método 2.1 ) .    4.7 . Solução titulada de hidróxido de sódio   ou de potássio , isenta de carbonatos : 0,5 N   para a variante c ) ( ver nota 2 , método 2.1 ) .    4.8 . Liga Devarda pro-análise    Granulometria :     - de 90 a 100 % inferior a 0,25 mm ,     - de 50 a 75 % inferior a 0,075 mm .    Aconselha-se o acondicionamento em frascos de 100 g no   máximo .    4.9 . Solução de hidróxido de sódio , isento de   amoníaco , contendo cerca de 30 % de Na0H ( d = 1,33 ) .    4.10 . Soluções de indicadores .    4.10.1 . Indicador misto .    Solução A : dissolver 1 g de vermelho de metilo em   37 ml de solução de hidróxido de sódio 0,1 N e   perfazer 1 l com água .    Solução B : dissolver 1 g de azul de metileno em   água e perfazer 1 l com água    Misturar um volume da solução A com dois volumes   da solução B .    Este indicador é violeta em meio ácido , cinzento   em meio neutro e verde em meio alcalino . Utilizar   0,5 ml ( 10 gotas ) desta solução de indicador .    4.10.2 . Solução de indicador de vermelho de metilo .    Dissolver 0,1 g de vermelho de metilo em 50 ml de   etanol a 95 % , completar a 100 ml com água e filtrar   se necessário . Pode-se utilizar este indicador   ( 4 a 5 gotas ) em vez do anterior .    4.11 . Etanol a 95-96 ° .    4.12 . Nitrato de sódio pro-análise .    5 . APARELHOS E UTENSÍLIOS    Ver método 2.1 .    5.1 . Aparelho de destilação consistindo num   balão de capacidade conveniente , de fundo redondo ,   ligado a um refrigerante por meio de uma ampola de   destilação com chicana eficaz contra o arrastamento   de líquido e provido ainda no recipiente de recolha do   destilado de um dispositivo para borbulhar na água ,   para evitar eventuais perdas de amoníaco . O tipo de   aparelho aprovado para esta determinação , com todas   as características de construção , consta do anexo   ( figura 5 ) .    5.2 . Pipetas de precisão de 10 , 20 , 25 , 50 , 100   e 200 ml .    5.3 . Balão graduado de 500 ml .    5.4 . Agitador rotativo regulado para 35 a 40 rotações   por minuto .    6 . PREPARAÇÃO DA AMOSTRA    Ver método 1 .    7 . TÉCNICA    7.1 . Preparação da solução a analisar .    Ver método 2.1 .    7.2 . Análise da solução    A quantidade de azoto nítrico presente na   alíquota tomada para análise não pode ultrapassar a   quantidade máxima indicada no quadro 1 .    Conforme a variante escolhida , colocar no recipiente   de recolha do destilado a quantidade de solução de   ácido sulfúrico medida exactamente , indicada no   quadro do método 2.1 . Juntar a quantidade apropriada   da solução do indicador escolhida ( 4.10.1 ou   4.10.2 ) e eventualmente água para obter um volume de   pelo menos 50 ml . A extremidade da alonga ligada à   saída do refrigerante deve mergulhar abaixo da   superfície da solução . Encher o borbulhador   com água destilada .    Por meio de uma pipeta de precisão tomar uma das   alíquotas indicadas no quadro do método 2.1 .   Colocá-la no balão de destilação do aparelho .   Adicionar água no balão de destilação para   obter um volume de 250-300 ml de etanol ( 4.11 ) e 4 g de   liga Devarda ( 4.8 ) ( ver nota 2 ) .    Tomando as precauções necessárias para evitar   qualquer perda de amoníaco , adicionar no balão   cerca de 30 ml da soluão de hidróxido de sódio   a 30 % ( 4.9 ) e eventualmente , no caso da   solubilização ácida da amostra , uma quantidade   suplementar suficiente neutralizar a quantidade de   ácido clorídrico ( 4.1 ) presente na parte alíquota   tomada para análise . Ligar o balão de destilação   ao aparelho , assegurar-se da estanqueidade das   ligações . Agitar o balão com precaução para   misturar o conteúdo .    Aquecer a fogo brando de forma que a libertação de   hidrogénio diminua sensivelmente ao fim de cerca de   meia hora e que o líquido comece a ferver . Aumentar   a chama para que pelo menos 200 ml de líquido destilem   em cerca de 30 minutos ( não ultrapassar quarenta e   cinco minutos de destilação ) .    Terminada a destilação , separa-se do aparelho   o recipiente com o destilado , lava-se cuidadosamente   a alonga e o borbulhador lançando o líquido para o   recipiente de titulação . Titula-se seguidamente o   excesso de ácido segundo o método 2.1 .    Nota 2    Em presença de sais de cálcio tais como o nitrato   de cálcio e o nitrato de amónio com calcário   convem juntar antes da destilação , por cada grama de   adubo presente na alíquota , 0,700 g de fosfato de   sódio ( Na2HPO4.2H2O ) para impedir a formação   Ca(OH)2 .    7.3 . Ensaio em branco    Fazer um ensaio em branco nas mesmas condições   e tomá-lo em consideração no cálculo do   resultado final .    7.4 . Ensaio de controlo    Antes de proceder à análise , controlar o bom   funcionamento do aparelho e a execução correcta da   técnica utilizada , empregando uma parte alíquota de   uma solução recentemente preparada de nitrato de   sódio ( 4.12 ) que contenha , segundo a variante   escolhida , 0,050 a 0,150 g de azoto nítrico .    8 . EXPRESSÃO DOS RESULTADOS    Ver método 2.2.1 .    Figura 5 : v. JO    Legenda da figura 5    a ) Balão de 1 000 ml ( 750 ml ) de fundo   redondo e colo longo alargando no bordo ;    b ) Tubo de alimentação ( ampola de destilação )   com ampola de segurança e junta esférica « 18 »   à saída ;    c ) Tubo em cotovelo com junta esférica « 18 »   à entrada e extremidade em bisel à saída   ( em substituição da junta esférica pode-se   utilizar uma ligação apropriada de borracha para   ligar o tubo ao refrigerante ) ;    d ) Refrigerante de bolas ( seis ) ligado à saída ,   por meio de uma ligação de borracha , a uma alonga   de vidro montada sobre uma rolha que segura igualmente   um borbulhador ;    e ) Recipiente de 750 ml para recolha do destilado ;    f ) Borbulhador para impedir perdas de amoníaco .    A aparelhagem é de vidro que não ceda   substâncias alcalinas ao destilado nas condições   de utilização .    Métodos 2.3    DETERMINAÇÃO DO AZOTO TOTAL    Método 2.3.1    DETERMINAÇÃO DO AZOTO TOTAL NA CIANAMIDA CÁLCICA   ISENTA DE NITRATOS    1 . OBJECTIVO    O presente documento tem por objectivo estabelecer um   método de dosagem do azoto total na cianamida   cálcica isenta de nitratos .    2 . ÁMBITO DE APLICAÇÃO    O presente método aplica-se exclusivamente à   cianamida cálcica isenta de nitratos .    3 . FUNDAMENTO    Após solubilização pelo método Kjeldahl , o   azoto amoniacal formado é libertado pelo hidróxido   de sódio , recolhido e doseado numa solução   titulada de ácido sulfúrico .    4 . REAGENTES    Agua destilada ou desmineralizada , isenta de   dióxido de carbono e de qualquer composto   azotado .    4.1 . Ácido sulfúrico diluído ( d = 1,54 )   1 volume de ácido sulfúrico ( d = 1,84 ) + 1 volume de   agua .    4.2 . Sulfato de potássio pro-análise .    4.3 . Catalizador    Oxido de cobre ( CuO ) : 0,3 a 0,4 g para cada   determinação ou uma quantidade equivalente de   sulfato de cobre pentahidratado ( CuSO4.5H2O ) ou   seja 0,95 a 1,25 por dosagem .    4.4 . Solução de hidróxido de sódio , isenta de   amoníaco contendo cerca de 30 % de NaOH ( d = 1,33 ) .    4.5 . Solução titulada de ácido sulfúrico :   0,1 N para a variante a ) ( método 2.1 . ) .    4.6 . Solução titulada de hidróxido de sódio ou   de potássio , isento de carbonatos : 0,1 N para a   variante a ) ( método 2.1 . ) .    4.7 . Solução titulada de ácido sulfúrico :   0,2 N para a variante b ) ( ver nota 2 , método 2.1 ) .    4.8 . Solução titulada de hidróxido de sódio ou   de potássio , isenta de carbonatos : 0,2 N para a   variante b ) ( ver nota 2 , método 2.1 ) .    4.9 . Solução titulada de ácido sulfúrico :   0,5 N para a variante c ) ( ver nota 2 , método 2.1 ) .    4.10 . Solução titulada de hidróxido de sódio   ou de potássio , isenta de carbonatos : 0,5 N para   a variante c ) ( ver nota 2 , método 2.1 ) .   4.11 . Soluções de indicadores    4.11.1 . Indicador misto .    Solução A : dissolver 1 g de vermelho de metilo   em 37 ml de solução de hidróxido de sódio 0,1 N e   perfazer a 1 l com água .    Solução B : dissolver 1 g de azul de metileno   em água e perfazer 1 l .    Misturar um volume da solução A com dois volumes da   solução B .    Este indicador é violeta em solução ácida ,   cinzento em solução neutra e verde em solução   alcalina ; utilizar-se-á 0,5 ml ( 10 gotas ) desta   solução de indicador .    4.11.2 . Solução de indicador vermelho de metilo .    Dissolver 0,1 g de vermelho de metilo em 50 ml de   etanol a 95 ° e perfazer a 100 ml com água ,   filtrar se necessário . Pode-se utilizar este indicador   ( 4 a 5 gotas ) em vez do anterior .    4.12 . Pedra-pomes granulada , lavada com ácido   clorídrico e calcinada .    4.13 . Tiocianato de potássio pro-análise .    5 . APARELHOS E UTENSÍLIOS    5.1 . Aparelho de destilação , ver método 2.1 .    5.2 . Balão de ataque Kjeldahl de capacidade   conveniente e colo longo .    5.3 . Pipetas de precisão de 50 , 100 e 200 ml .    5.4 . Balão graduado de 250 ml .    6 . PREPARAÇÃO DA AMOSTRA    Ver método 1 .    7 . MÉTODO OPERATÓRIO    7.1 . Preparação da solução a analisar    Pesar , com a aproximação de 0,001 g , uma   toma de ensaio de 1 g e introduzi-la no balão de   Kjeldahl . Adicionar 50 ml de ácido sulfúrico   diluído ( 4.1 ) , 10 a 15 g de sulfato de potássio   ( 4.2 ) e um dos catalizadores ( 4.3 ) . Aquecer   suavemente para expulsar a água , manter em   ebulição moderada durante duas horas , deixar   arrefecer e diluir com 100 a 150 ml de água .   Deixar arrefecer novamente , transferir quantitativamente   a suspensão para um balão graduado de 250 ml ,   perfazer o volume de água , agitar e filtrar   através de filtro seco para um recipiente seco .    7.2 . Análise da solução    Tomar com uma pipeta de precisão , conforme   a variante escolhida ( ver método 2.1 ) , uma   alíquota de 50 , 100 ou 200 ml da solução   assim obtida . Destilar o amoníaco de acordo com o   modo operatório descrito no método 2.1 , tendo   o cuidado suficiente de adicionar no balão de   destilação uma quantidade suficiente de   solução de NaOH ( 4.4 ) de forma a obter um forte   excesso .    7.3 . Ensaio em branco    Fazer um ensaio em branco nas mesmas condições   e tomá-la em consideração no cálculo do   resultado final .    7.4 . Ensaio de controlo    Antes das análises , controlar o bom funcionamento   do aparelho e a execução correcta da técnica ,   utilizando uma alíquota de uma solução titulada   de ciocianato de potássio pro-análise ( 4.13 ) ,   correspondendo mais ou menos à concentração   em azoto de amostra .    8 . EXPRESSÃO DOS RESULTADOS    Exprimir o resultado em percentagem do azoto ( N )   contido no adubo , tal como recebido para análise .    Variante a ) : N % = ( 50 - A ) × 0,7 .    Variante b ) : N % = ( 50 - A ) × 0,7 .    Variante c ) : N % = ( 35 - A ) × 0,875 .    Método 2.3.2    DETERMINAÇÃO DO AZOTO TOTAL NA CIANAMIDA   CÁLCICA COM NITRATOS    1 . OBJECTIVO    O presente documento tem por objectivo estabelecer   um método de dosagem do azoto total na cianamida   cálcica com nitratos .    2 . ÂMBITO DE APLICAÇÃO    O presente método aplica-se à cianamida cálcica   contendo nitratos .    3 . FUNDAMENTO    A aplicação directa do método de Kjeldahl não   pode usar-se nas cianamidas cálcicas com nitratos .   Por este motivo , o azoto nítrico é reduzido   ao estado de azoto amoniacal por meio de ferro   metálico e de cloreto estanoso , antes da   digestão pelo método Kjeldahl .    4 . REAGENTES    Água destilada ou desmineralizada , isenta de   dióxido de carbono e de qualquer composto azotado .    4.1 . Ácido sulfúrico ( d = 1,84 ) .    4.2 . Ferro reduzido , em pó , pro-análise .    4.3 . Sulfato de potássio , pro-análise , finamente   pulverizado .    4.4 . Solução titulada de ácido sulfúrico :   0,1 N para a variante a ) ( método 2.1 . ) .    4.5 . Solução titulada de hidróxido de sódio   ou de potássio , isento de carbonatos : 0,1 N para   a variante a ) ( método 2.1 . ) .    4.6 . Solução titulada de ácido sulfúrico :   0,2 N para a variante b ) ( ver nota 2 , método 2.1 ) .    4.7 . Solução titulada de hidróxido de sódio   ou de potássio , isenta de carbonatos : 0,2 N para a   variante b ) ( ver nota 2 , método 2.1 ) .    4.8 . Solução titulada de ácido sulfúrico :   0,5 N para a variante c ) ( ver nota 2 , método   2.1 ) .    4.9 . Solução titulada de hidróxido de sódio   ou de potássio , isenta de carbonatos : 0,5 N   para a variante c ) ( ver nota 2 , método 2.1 ) .    4.10 . Soluções de indicadores .    4.10.1 . Indicador misto .    Solução A : dissolver 1 g de vermelho de   metilo em 37 ml de solução de hidróxido de   sódio 0,1 N e perfazer a 1 l com água .    Solução B : dissolver 1 g de azul de metileno   em água e perfazer a 1 l .    Misturar um volume da solução A com dois   volumes da solução B .    Este indicador é violeta em solução ácida ,   cinzento em solução neutra e verde em solução   alcalina .    Utilizar 0,5 ml ( 10 gotas ) desta solução   do indicador .    4.10.2 . Indicador vermelho de metilo .    Dissolver 0,1 g de vermelho de metilo em 50 ml   de etanol a 95 ° , completar a 100 ml com água e   filtrar se necessário . Pode utilizar-se este indicador   ( 4 a 5 gotas ) em vez do anterior .    4.11 . Solução de cloreto estanoso .    Dissolver 120 g de SnCl2.2H2O pro-análise em   400 ml de ácido clorídrico concentrado puro   ( d = 1,18 ) e perfazer a 1 l com água . A   solução deve ser completamente límpida e preparada   imediatamente antes da sua utilização . É   indispensável verificar o poder redutor do cloreto   estanoso .    Nota    Dissolver 0,5 g de SnCl2.2H2O em 2 ml de ácido   clorídrico concentrado puro ( d = 1,18 ) e perfazer   a 50 ml com água . Juntar em seguida 5 g de   sal de Seignette pro-análise ( tartarato duplo   de sódio e potássio ) , e uma quantidade suficiente   de bicarbonato de sódio pro-análise a fim de   que a solução seja alcalina ao papel de tornesol .    Titular por meio de uma solução de iodo   0,1 N em presença de uma solução de amido como   indicador .    1 ml de solução de iodo 0,1 N corresponde a   0,01128 g de SnCl2.2H2O .    Pelo menos 80 % do estanho total presente na   solução assim preparada , deve encontrar-se na   forma bivalente . Para a titulação devem-se   utilizar pelo menos 35 ml de solução de   iodo 0,1 N .    4.12 . Solução de hidróxido de sódio contendo   cerca de 30 % de NaOH ( d = 1,33 ) , isenta de   amoníaco .    4.13 . Solução padrão nitrico-amoniacal .    Pesar 2,500 g de nitrato de potássio pro-análise   e 10,160 g de sulfato de amónio pro-análise e   colocá-los num balão de precisão graduado   de 250 ml . Dissolver com água e ajustar a   250 ml . Um ml desta solução contem 0,010 g de azoto .    4.14 . Pedra-pomes granulada , lavada com ácido   clorídrico e calcinada .    5 . APARELHOS E UTENSÍLIOS    Ver método 2.3.1 .    6 . PREPARAÇÃO DA AMOSTRA    Ver método 1 .    7 . TÉCNICA    7.1 . Preparação da solução    Pesar , com uma aproximação de 0,001 g ,   uma toma de ensaio de 1 g e introduzi-la num   balão de Kjeldahl . Juntar 0,5 g de ferro em pó   ( 4.2 ) e 50 ml de solução de cloreto estanoso   ( 4.11 ) , agitar e deixar em repouso durante meia   hora . Durante o período de repouso agitar de   novo após 10 e 20 minutos . Adicionar em seguida   10 g de sulfato de potássio ( 4.3 ) e 30 ml de   ácido sulfúrico ( 4.1 ) . Levar à ebulição   e prosseguir o ataque durante uma hora até ao   aparecimento de fumos brancos . Deixar arrefecer   e diluir com 100 a 150 ml de água . Transferir   quantitativamente a suspensão para um balão   graduado de 250 ml , deixar arrefecer , perfazer   o volume com água , agitar e filtrar sobre filtro   liso seco , para um recipiente seco . Em vez de   transferir em seguida a suspensão para aplicar as   variantes a ) , b ) ou c ) utilizadas no método 2.1 ,   pode-se igualmente destilar directamente o azoto   amoniacal desta solução , após a adição   de um forte excesso de hidróxido de sódio ( 4.12 ) .    7.2 . Análise da solução    Medir , com o auxílio de uma pipeta de   precisão , de acordo com a variante a ) , b ) ou   c ) utilizado no método 2.1 , uma alíquota de   50 , 100 ou 200 ml da solução assim obtida .   Destilar o amoníaco segundo o método operatório   do método 2.1 , tendo o cuidado de juntar no   balão de destilação um forte excesso da   solução de hidróxido de sódio ( 4.12 ) .    7.3 . Ensaio em branco    Fazer um ensaio em branco nas mesmas condições   e tomá-lo em consideração no cálculo do   resultado final .    7.4 . Ensaio do controlo    Antes da análise , controlar o bom funcionamento   do aparelho e a execução correcta da técnica ,   com a solução padrão contendo quantidades   de azoto amoniacal e nítrico comparáveis às   quantidades de azoto cianamídico e nítrico   contidos na cianamida cálcica com nitratos .    Para este efeito colocar no balão Kjeldahl 20 ml   da solução padrão ( 4.13 ) .    Efectuar a análise de acordo com a técnica   indicada nos pontos 7.1 e 7.2 .   8 . EXPRESSÃO DOS RESULTADOS    O resultado da análise deve ser expresso em   percentagem de azoto total ( N ) presente no adubo   tal como foi recebido para análise .    Variante a ) : N % = ( 50 - A ) × 0,7 .    Variante b ) : N % = ( 50 - A ) × 0,7 .    Variante c ) : N % = ( 35 - A ) × 0,875 .    Método 2.3.3    DETERMINAÇÃO DO AZOTO TOTAL NA UREIA    1 . OBJECTIVO    O presente documento tem por objectivo estabelecer   um método de determinação do azoto total na ureia .    2 . ÂMBITO DE APLICAÇÃO    O presente método aplica-se apenas ao adubo ureia   isenta de nitratos .    3 . FUNDAMENTO    Por ebulição em presença do ácido sulfúrico   a ureia é transformada quantitativamente em azoto   amoniacal . Este é deslocado em meio alcalino   e recolhido num excesso de solução titulada de   ácido sulfúrico . O excesso de ácido é   determinado por meio de uma solução alcalina   titulada .    4 . REAGENTES    Água destilada ou desmineralizada ; isenta   de dióxido de carbono e de qualquer composto   azotado .    4.1 . Ácido sulfúrico concentrado ( d = 1,84 ) .    4.2 . Solução de hidróxido de sódio ,   isenta de amoníaco , contendo cerca de 30 % de   NaOH ( d = 1,33 ) .    4.3 . Solução titulada de ácido sulfúrico :   0,1 N para a variante a ) ( método 2.1 . ) .    4.4 . Solução titulada de hidróxido de   sódio ou de potássio , isento de carbonatos :   0,1 N para a variante a ) ( método 2.1 . ) .    4.5 . Solução titulada de ácido sulfúrico :   0,2 N para a variante b ) ( ver nota 2 , método 2.1 ) .    4.6 . Solução titulada de hidróxido de sódio   ou de potássio , isenta de carbonatos : 0,2 N para   a variante b ) ( ver nota 2 , método 2.1 ) .    4.7 . Solução titulada de ácido sulfúrico :   0,5 N para a variante c ) ( ver nota 2 , método 2.1 ) .    4.8 . Solução titulada de hidróxido de sódio   ou de potássio , isenta de carbonatos : 0,5 N   para a variante c ) ( ver nota 2 , método 2.1 ) .    4.9 . Solução do indicador .    4.9.1 . Indicador misto .    Solução A : dissolver 1 g de vermelho de metilo   em 37 ml de hidróxido de sódio 0,1 N e perfazer   a 1 1 com água .    Solução B : dissolver 1 g de azul de metileno   em água e perfazer 1 l .    Misturar 1 volume da solução A com dois   volumes da solução B .    Este indicador é violeta em solução ácida ,   cinzento em solução neutra e verde em solução   alcalina ; utilizar 0,5 ml ( 10 gotas ) desta   solução de indicador .    4.9.2 . Solução do indicador de vermelho de   metilo .    Dissolver 0,1 g de vermelho de metilo em 50 ml   de etanol a 95 ° e completar a 100 ml com água ,   filtrar se necessário . Pode-se utilizar 4 a 5 gotas   deste indicador em vez do anterior .    4.10 . Pedra-pomes granulada , lavada com ácido   clorídrico e calcinada .    4.11 . Ureia pro-análise .    5 . APARELHOS E UTENSÍLIOS    5.1 . Aparelho de destilação , ver método 2.1 .    5.2 . Balão graduado de 500 ml .    5.3 . Pipetas de precisão de 25 , 50 e 100 ml .    6 . PREPARAÇÃO DA AMOSTRA    Ver método 1 .    7 . TÉCNICA    7.1 . Preparação da solução    Pesar , com a aproximação de 0,00 1 g , 2,5 g da   amostra . Introduzir esta toma de ensaio num balão   Kjeldahl de 300 ml , humedece-la com 20 ml de   água . Juntar , agitando , 20 ml de ácido   sulfúrico concentrado ( 4.1 ) e algumas esferas   de vidro para regularizar a ebulição . Introduzir no   colo do balão um funil de haste longa para evitar   as projecções eventuais e aquecer , inicialmente   com lume brando e depois fortemente , até ao   aparecimento de fumos brancos ( trinta a quarenta minutos ) .    Após arrefecimento , diluir com 100 a 150 ml de   água . Transferir quantitativamente o líquido   para um balão graduado de 500 ml desprezando o   insolúvel eventual ; deixar arrefecer até à   temperatura ambiente . Completar o volume com   água ; agitar e se necessário filtrar para um   recipiente seco .    7.2 . Análise da solução    Tomar por meio de uma pipeta de precisão ,   conforme a variante escolhida ( ver método 2.1 ) uma   alíquota de 25 , 50 ou 100 ml da solução assim   obtida e destilar o amoníaco de acordo com o   modo operatório descrito no método 2.1 , tendo   o cuidado de juntar no balão de destilação uma   quantidade de solução de NaOH ( 4.2 ) suficiente   para assegurar a presença de um forte excesso .    7.3 . Ensaio em branco    Efectuar um ensaio em branco nas mesmas condições   e tomá-lo em consideração no cálculo do   resultado final .    7.4 . Ensaio de controlo    Antes da análise , controlar o bom funcionamento   do aparelho e a execução correcta da técnica ,   utilizando uma alíquota de uma solução   recentemente preparada da ureia pro-análise ( 4.11 ) .    8 . EXPRESSÃO DOS RESULTADOS    Exprimir o resultado analítico em percentagem de   azoto N contido na amostra tal como recebida para   análise .    Variante a ) : N % = ( 50 - A ) × 1,12 .    Variante b ) : N % = ( 50 - A ) × 1,12 .    Variante c ) : N % = ( 35 - A ) × 1,40 .    Método 2.4 .    DETERMINAÇÃO DO AZOTO CIANAMÍDICO    1 . OBJECTIVO    O presente documento tem por objectivo estabelecer   um método de determinação do azoto cianamídico .    2 . ÂMBITO DE APLICAÇÃO    O presente método aplica-se à cianamida   cálcica e à cianamida cálcica com nitratos .    3 . FUNDAMENTO    O azoto de cianamida é precipitado no estado de   composto de prata e doseado no precipitado segundo o   método Kjeldahl .    4 . REAGENTES    Água destilada ou completamente demineralizada ,   isenta de dióxido de carbono e de qualquer composto   azotado .    4.1 . Ácido acético glacial .    4.2 . Hidróxido de amónio contendo 10 % de   amoníaco em peso ( d = 0,96 ) .    4.3 . Solução amoniacal de prata segundo Tollens .    Misturar 500 ml de uma solução aquosa de   nitrato de prata ( AgNO3 ) a 10 % com 500 ml de uma   solução aquosa de amoníaco a 10 % ( 4.2 ) .    Não expor desnecessariamente à luz , não   aquecer sem justificação e conservar o mais   possível ao abrigo do ar . A solução conserva-se   generalmente durante anos . Enquanto a solução se   mantiver límpida , o reagente é de boa qualidade .    4.4 . Ácido sulfúrico concentrado ( d = 1,84 ) .    4.5 . Sulfato de potássio pro-análise .    4.6 . Catalisador .    Oxido de cobre ( CuO ) : de 0,3 a 0,4 g por   dosagem ou uma quantidade equivalente de sulfato de   cobre pentaidratado ( CuSO4.5H2O ) ou seja 0,95 a   1,25 g por dosagem .    4.7 . Solução de hidróxido de sódio , isenta   de amoníaco , contendo cerca de 30 % de NaOH   ( d = 1,33 ) .    4.8 . Solução titulada de ácido sulfúrico : 0,1 N .    4.9 . Solução titulada de hidróxido de sódio   ou de potássio : 0,1 N .    4.10 . Soluções de indicadores .    4.10.1 . Indicador misto .    Solução A : dissolver 1 g de vermelho de   metilo em 37 ml de solução de hidróxido   de sódio 0,1 N e perfazer a 1 l com água .    Solução B : dissolver 1 g de azul de metileno   em água e perfazer a 1 l .    Misturar um volume da solução A com dois volumes   da solução B .    Este indicador é violeta em solução ácido ,   cinzento em solução neutra e verde em solução   alcalina ; utilizar 0,5 ml ( 10 gotas ) desta solução   de indicador .    4.10.2 . Solução de indicador de vermelho   de metilo .    Dissolver 0,1 g de vermelho de metilo em 50 ml   de etanol a 95 ° perfazer a 100 ml com água e   filtrar se necessário . Pode utilizar-se este   indicador ( 4 a 5 gotas ) em vez do anterior .    4.11 . Pedra-pomes granulada , lavada com   ácido clorídrico e calcinada .    4.12 . Tiocianato de potássio pro-análise .    5 . APARELHOS E UTENSÍLIOS    5.1 . Aparelho de destilação , ver   método 2.1 .    5.2 . Balão graduado de 500 ml ( exemplo :   balão de Stohmann ) .    5.3 . Balão de ataque de Kjeldahl de capacidade   conveniente , de colo longo ( 300 ou 500 ml ) .    5.4 . Pipeta de precisão de 50 ml .    5.5 . Agitador rotativo regulado para 35 a 40 rotações   por minuto .    6 . PREPARAÇÃO DA AMOSTRA    Ver método 1 .    7 . TÉCNICA    7.1 . Medida de segurança    Sempre que se emprega uma solução amoniacal de   prata , é absolutamente indispensável usar   óculos de protecção . Se se formar uma fina   membrana à superfície do líquido pode produzir-se   uma explosão ao agitar , sendo necessário   o máximo cuidado .    7.2 . Preparação da solução a analisar    Pesar , com uma aproximação de 0,001 g , uma   toma de ensaio de 2,5 g e colocá-la num pequeno   almofariz de vidro ; triturar por três vezes com   água e decantar após cada trituração o líquido   sobrenadante , para um balão graduado de 500 ml .   Lavar com um esguicho o almofariz , o pilão e   o funil de maneira a transferir quantitativamente a   matéria para o balão graduado . Adicionar água   no balão até obter um volume de cerca de 400 ml   e 15 ml de ácido acético glacial ( 4.1 ) .   Agitar no agitador rotativo ( 5.5 ) durante duas horas   a 30-40 rotações por minuto .    Levar ao volume de 500 ml com água , homogeneizar   e filtrar através de filtro seco , para um recipiente   seco .    A análise deve prosseguir o mais rapidamente possível .    7.3 . Análise da solução    Tomar com uma pipeta de precisão 50 ml do filtrado   e colocá-los num copo de 250 ml .    Alcalinizar lineiramente com a solução de hidróxido   de amonio ( 4.2 ) e juntar , agitando , 30 ml da   solução amoniacal quente de nitrato de prata   ( 4.3 ) , para precipitar o complexo , de cor   amarela , de prata e cianamida .    Deixar em repouso até ao dia seguinte ; filtrar   e lavar o precipitado com água fria ate que esteja   completamente isento de amoníaco .    Colocar o filtro e o precipitado ainda húmidos num   balão de Kjeldahl , adicionar 10 a 15 g de sulfato   de potássio ( 4.5 ) , o catalizador ( 4.6 )   na dose prevista e seguidamente 50 ml de agua e   25 ml de ácido sulfúrico concentrado ( 4.4 ) .    Aquecer lentamente o balão agitando levemente até   que o conteúdo entre em ebulição . Aumentar   o aquecimento , ferver até que o conteúdo do   balão fique incolor ou ligeiramente verde .    Prolongar a ebulição durante 1 hora e deixar   arrefecer .    Transferir quantitativamente o líquido do balão   de ataque para o balão de destilação , juntar um   pouco de pedra-pomes ( 4.11 ) diluir com água para   obter um volume total de aproximadamente 35 ml .   Misturar e deixar arrefecer .    Destilar o amoníaco segundo o método 2.1 ,   variante a ) , tendo o cuidado de adicionar no balão   de destilação uma quantidade de solução de   NaOH ( 4.7 ) suficiente para assegurar a presença de um   forte excesso .    7.4 . Ensaio em branco    Fazer um ensaio em branco nas mesmas condições   e tomá-lo em consideração no calculo do resultado   final .    7.5 . Ensaio de controlo    Antes das análises , controlar o bom funcionamento   do aparelho e a execução correcta da técnica ,   utilizando uma alíquota , correspondente a 0,05 g   de azoto , de uma solução titulada de tiocianato   de potássio ( 4.12 ) .    8 . EXPRESSÃO DOS RESULTADOS    Exprimir os resultados em percentagem de azoto   cianamídico contido no tubo , tal como recebido   para análise .    N % = ( 50 - A ) × 0,56 .    Método 2.5    DETERMINAÇÃO FOTOMETRICA DO BIURETO NA UREIA    1 . OBJECTIVO    O presente documento tem por objectivo estabelecer ,   para o caso da análise de adubos , um método   de determinação fotométrica do biureto na ureia .    O presente método aplica-se exclusivamente à ureia .    3 . FUNDAMENTO    Em meio alcalino , na presença de tartarato de   sódio e de potássio , o biureto forma com o cobre   bivalente um complexo cúprico violeta . A densidade   óptica da solução é medida num comprimento   de onda de cerca de 546 nm ( manómetros ) .    4 . REAGENTES    Água destilada ou desmineralizada , isenta de   dióxido de carbono e de amoníaco ; a qualidade da   água é particularmente importante para esta   determinação .    4.1 . Metanol puro .    4.2 . Solução de ácido sulfúrico : cerca   de 0,1 N .    4.3 . Solução de hidróxido de sódio : cerca   de 0,1 N .    4.4 . Solução alcalina de tartarato de   sódio e de potássio .    Num balão graduado de 1 litro , dissolver 40 g   de hidróxido de sódio puro em 500 ml de água ,   deixar arrefecer . Juntar 50 g de tartarato de sódio   e de potássio ( NaKC4H4O6.4H2O ) . Perfazer o volume .   Deixar em repouso 24 horas , antes de utilizar .    4.5 . Solução de sulfato de cobre .    Num balão graduado de 1 l , dissolver 15 g   de sulfato de cobre ( CuSO4.5H2O ) em 500 ml   de água . Perfazer o volume de 1 l .    4.6 . Solução padrão de biureto recentemente   preparada .    Num balão graduado de 250 ml , dissolver 0,250 g   de biureto puro (1) em água . Perfazer 250 ml .   Um ml desta solução contem 0,001 g de birueto .    4.7 . Solução de indicador    Num balão graduado de 100 ml , dissolver 0,1 g   de vermelho de metilo em 50 ml de etanol a 95 ° ,   completar a 100 ml com água . Filtrar se necessário .    5 . APARELHOS E UTENSÍLIOS    5.1 . Espectrofotómetro ou fotómetro com filtros ,   de sensibilidade e precisão suficientes , permitindo   medidas reprodutíveis a pelo menos 0,5 % T (2) .    5.2 . Balões graduados de 100 , 250 e 1000 ml .    5.3 . Pipetas de precisão aferidas de 2 , 5 , 10 ,   20 , 25 e 50 ml ou bureta de 25 ml graduada a 0,05 ml .    5.4 . Copo de 250 ml .    6 . PREPARAÇÃO DA AMOSTRA    Ver método 1 .    7 . TÉCNICA    7.1 . Curva de calibração    Por meio de pipetas de precisão , introduzir   alíquotas de 0 , 2 , 5 , 10 , 20 , 25 e 50 ml   de solução padrão de biureto ( 4.6 ) numa   série de sete balões graduados de 100 ml . Completar   com água destilada a um volume de cerca de 50 ml ,   juntar uma gota do indicador ( 4.7 ) e neutralizar ,   se necessário , com ácido sulfúrico 0,1 N ( 4.2 ) .   Adicionar , agitando , 20 ml da solução alcalina de   tartarato ( 4.4 ) , em seguida 20 ml da solução   de sulfato de cobre ( 4.5 ) .    Nota    Estas soluções devem ser juntas medindo-as por   meio de duas buretas de precisão ou melhor ainda   por meio de duas pipetas de precisão aferidas .    Completar a 100 ml com água destilada homogeneizar   e deixar em repouso 15 minutos a 30 ± 2 ° C .    Efectuar as medições fotométricas de cada   solução em relação a solução 0 de biureto   a um comprimento de onda de cerca de 546 nm , utilizando   células de espessura apropriada .    Estabelecer em seguida a curva de calibração   marcando em ordenadas as densidades ópticas por   unidade de percurso óptico ( 1 cm ) ( k ) (3) ou as   densidades ópticas ( E ) (4) , sempre que se efectuem   as medições em células com a mesma espessura ,   e em abcissas as quantidades de biureto expressas   em mg presentes em cada ensaio .    7.2 . Preparação da solução a analisar .    Pesar , com a aproximação de 0,001 g , 10 g da   amostra preparada . Dissolvê-los num balão   graduado de 250 ml em cerca de 150 ml de água .   Após dissolução perfazer o volume . Filtrar , se   necessario , em filtro de pregas .    Observação 1    Se a toma de ensaio contiver mais de 0,015 g de azoto   amoniacal , dissolvê-lo num copo de 250 ml   com 50 ml de metanol ( 4.1 ) . Reduzir por evaporação   até um volume de 25 ml . Transferir quantitativamente   para um balão graduado de 250 ml . Perfazer o volume   com água .    Observação 2    Eliminação da opalescência : no caso de presença   de uma substância coloidal , pode haver dificuldade   na filtração . A solução destinada à   análise é então preparada como segue : dissolver a   toma de ensaio em 150 ml de água , juntar 2 ml   de ácido clorídrico aproximadamente , N , e filtrar   a solução sobre dois filtros simples de textura   apertada para um balão graduado de 250 ml . Lavar   os filtros com água e perfazer o volume . Prosseguir   a operação de acordo com o procedimento descrito   ao ponto 7.3 .    7.3 . Determinação    Conforme o teor presumido de biureto , tomar da   solução indicada no ponto 7.2 , por meio de   uma pipeta de precisão , 25 ou 50 ml e introduzir   esta quantidade num balão graduado de 100 ml .   Neutralizar , se necessário , com um reagente 0,1 N   ( 4.2 ou 4.3 ) , segundo o caso , utilizando o   vermelho de metilo como indicador e adicionar , com   a mesma precisão que para o estabelecimento da curva   de calibração , 20 ml da solução alcalina   de tartarato de sódio e de potassio ( 4.4 ) e   20 ml da solução de cobre ( 4.5 ) . Perfazer   o volume , agitar cuidadosamente e deixar em repouso   15 minutos a 30 ± 2 ° C .    Efectuar as medições fotométricas e calcular   a quantidade de biureto presente na ureia .    8 . EXPRESSÃO DOS RESULTADOS    Se C é o peso em mg do biureto lido sobre a   curva de calibração , V o volume da alíquota :     % biureto = ( C × 2,5 ) /V    9 . ANEXO    Sendo Jo a intensidade de um feixe de raios   monocromáticos ( comprimento de onda determinado ) ,   antes da sua passagem através de um corpo transparente   e sendo J a intensidade desse feixe após a passagem ,   chama-se :   - factor de transmissão : T = J/Jo     - opacidade : O = Jo/J     - densidade óptica : E = log O     - densidade óptica por unidade de percurso   óptico : K = E/s     - cõeficiente da densidade óptica específica :   K = E/ ( c × s )    em que :    s = espessura da camada em cm ;    c = concentração em mg/litro ;    K = factor específico para cada substância na   lei de Lambert-Beer .    (1) O biureto pode ser purificado previamente   por lavagem com uma solução amoniacal a 10 % ,   água , acetona e secagem sob vazio    (2) Ver ponto 9 « Anexo » .    (3) Ver ponto 9 « Anexo » .    (4) Ver ponto 9 « Anexo » .    Métodos 2.6    DETERMINAÇÃO DOS TEORES DAS DIFERENTES FORMAS   DE AZOTO NA PRESENÇA UMA DAS OUTRAS    Método 2.6.1    DETERMINAÇÃO DOS TEORES DAS DIFERENTES FORMAS DE   AZOTO NA PRESENÇA UMAS DAS OUTRAS NOS ADUBOS QUE   CONTÊM AZOTO SOB AS FORMAS NÍTRICA , AMONIACAL ,   UREICA E CIANAMÍDICA    1 . OBJECTIVO    O presente documento tem por objectivo estabelecer   um método de determinação de teores de azoto   sob diferentes formas na presença umas das outras .    2 . ÂMBITO DE APLICAÇÃO    O presente método aplica-se a qualquer adubo previsto   na Directiva 76/116/CEE que contenha azoto sob   diferentes formas .    3 . FUNDAMENTO    3.1 . Azoto total solúvel e insolúvel    De acordo com a lista de adubos tipo ( Anexo I   da Directiva 76/116/CEE ) , esta determinação   limita-se aos produtos que contêm cianamida   cálcica .    3.1.1 . Na ausência de nitratos , a toma de   ensaio é mineralizada directamente por digestão   Kjeldahl .    3.1.2 . Na presença de nitratos a toma de ensaio é   mineralizada pelo método Kjeldahl , após redução   por meio de ferro metálico e cloreto estanoso .    Neste caso o amoníaco é determinado segundo o   método 2.1 .    Nota    Se a análise revelar um teor de azoto insolúvel   superior a 0,5 % concluir-se-à que o adubo contém   outras formas de azoto insolúvel não compreendidas   na lista da Directiva 76/116/CEE .    3.2 . Formas de azoto solúvel    A partir de uma mesma solução da amostra ,   determina-se a partir de diferentes tomas :    3.2.1 . Azoto total solúvel :    3.2.1.1 . Na ausência de nitratos pelo método   Kjeldahl directamente ;    3.2.1.2 . Na presença de nitratos , por ataque   Kjeldahl sobre uma alíquota proveniente da solução ,   após redução segundo Ulsch , sendo o amoníaco   doseado nos dois casos pelo método 2.1 ;    3.2.2 . Azoto total solúvel , à excepção   do azoto nítrico , por ataque kjeldahl após   eliminação do azoto nítrico pelo sulfato   ferroso em meio ácido , sendo o amoníaco doseado   conforme o método 2.1 ;    3.2.3 . Azoto nítrico por diferença :    3.2.3.1 . Na ausência de cianamida cálcica ,   entre os pontos 3.2.1.2 e 3.2.2 e/ou entre o azoto   total solúvel ( 3.2.1.2 ) e a soma do azoto amoniacal   e do azoto ureico ( 3.2.4 + 3.2.5 ) ;    3.2.3.2 . Na presença de cianamida cálcica ,   entre os pontos 3.2.1.2 e 3.2.2 bem como entre os pontos   3.2.1.2 e a soma dos pontos 3.2.4 + 3.2.5 + 3.2.6 ;    3.2.4 . Azoto amoniacal :    3.2.4.1 . Somente na presença apenas de azoto   amoniacal e amoniacal mais nítrico , por aplicação do   método 1 ;    3.2.4.2 . Na presença de azoto ureico e/ou   cianamídico , por arrastamento a frio após ligeira   alcalinização , sendo o amoníaco recolhido   numa solução titulada de ácido sulfúrico e   doseado segundo o método 2.1 ;    3.2.5 . Azoto ureico :    3.2.5.1 . Por transformação , por meio e urease ,   em amoníaco que se titula por meio de uma solução   titulada de ácido clorídrico ,    ou    3.2.5.2 . Por gravimetria com xantidrol ; o   biureto coprecipitado pode ser assimilado ao azoto   ureico sem grande erro , sendo o seu teor geralmente   fraco em valor absoluto nos adubos compostos ,    ou    3.2.5.3 . Por diferença de acordo com o quadro   seguinte :    Caso * N nítrico * N amoniacal * N cianamídico *   N ureico *    1 * ausente * presente * presente * ( 3.2.1.1 ) -   ( 3.2.4.2 + 3.2.6 ) *    2 * presente * presente * presente * ( 3.2.2 ) -   ( 3.2.4.2 + 3.2.6 ) *    3 * ausente * presente * ausente * ( 3.2.1.1 ) -   ( 3.2.4.2 ) *    4 * presente * presente * ausente * ( 3.2.2 ) -   ( 3.2.4.2 ) *    3.2.6 . O azoto cianamídico por precipitação   no estado do composto de prata , sendo o azoto doseado   no precipitado pelo método Kjeldahl .    4 . REAGENTES    Água destilada ou desmineralizada .    4.1 . Sulfato de potássio pro-análise .    4.2 . Ferro puro pro-análise reduzido pelo   hidrogénio ( a quantidade prescrita de ferro   deve poder reduzir pelo menos 50 mg de azoto nítrico ) .    4.3 . Tiocianato de potássio pro-análise .    4.4 . Nitrato de potássio pro-análise .    4.5 . Sulfato de amónio pro-análise .    4.6 . Ureia pro-análise .    4.7 . Ácido sulfúrico diluído 1:1 em volume .    4.8 . Solução titulada de ácido sulfúrico   0,2 N .    4.9 . Solução concentrada de hidróxido de sódio .    Solução aquosa a cerca de 30 % ( P/V ) de NaOH ,   isenta de amoníaco .    4.10 . Solução titulada de hidróxido de sódio   ou de potássio 0,2 N , isenta de carbonatos .    4.11 . Solução de cloreto estanoso    Dissolver 120 g de SnCl2.2H2O pro-análise em   400 ml de ácido clorídrico concentrado puro   ( d = 1.18 ) e perfazer a 1 l com água . A   solução deve ser perfeitamente límpida e preparada   imediatamente antes do seu emprego .    Nota    É indispensável verificar o poder redutor do   cloreto estanoso : dissolver 0,5 g de SnCl2.2H2O em 2 ml   de ácido clorídrico concentrado puro ( d = 1,18 )   e perfazer a 50 ml com água . Juntar em seguida   5 g de sal de Seignette pro-análise ( tartarato   duplo de sódio e potassio ) , e depois uma   quantidade suficiente de bicarbonato de sódio   pro-análise para que a solução fique alcalina ao   papel tornesol .    Titular com uma solução de iodo 0,1 N em   presença duma solução de amido como indicador .    Um ml da solução de iodo 0,1 N corresponde   a 0,01128 g de SnCl2.2H2O .    Pelo menos 80 % do estanho total presente   na solução assim preparada deve encontrar-se na   forma bivalente . Assim , para a titulação ,   devem-se utilizar pelo menos 35 ml de solução de   iodo 0,1 N .    4.12 . Acido sulfúrico ( d = 1,84 ) .    4.13 . Acido clorídrico diluído 1:1 em volume .    4.14 . Acido acético : 96-100 % .    4.15 . Acido sulfúrico : solução contendo   cerca de 30 % de H2SO4(P/V) .    4.16 . Sulfato ferroso : ( FeSO4.7H2O ) em cristais .    4.17 . Solução titulada de ácido sulfúrico 0,1 N .    4.18 . Alcool octílico ( octanol ) .    4.19 . Solução saturada de carbonato de potássio .    4.20 . Solução titulada de hidróxido de sódio   ou de hidróxido de potássio 0,1 N , isento de   carbonatos .    4.21 . Solução saturada de hidróxido de bário .    4.22 . Solução de carbonato de sódio a 10 %   ( P/V ) .    4.23 . Ácido clorídrico 2 N .    4.24 . Solução titulada de ácido clorídrico   0,1 N .    4.25 . Solução de urease .    Por em suspensão 0,5 g de urease activa em 100 ml   de água destilada . Por meio de ácido clorídrico   0,1 N ( 4.24 ) ajustar o pH a 5,4 medido com o medidor   de pH .    4.26 . Xantidrol .    Solução a 5 % em etanol ou em metanol ( 4.31 )   ( não utilizar produtos que dêem origem a uma   grande quantidade de insolúvel ) . A solução   conserva-se três meses em frasco bem rolhado ao   abrigo da luz .    4.27 . Catalisador .    Oxido de cobre ( CuO ) : 0,3 a 0,4 g por dosagem   ou uma quantidade equivalente de Cu SO4.5H2O de 0,95   a 1,25 g por dosagem .    4.28 . Pedra-pomes granulados , lavada com   ácido clorídrico e calcinada .    4.29 . Soluções de indicadores .    4.29.1 . Indicador misto .    Solução A : dissolver 1 g de vermelho   de metilo em 37 ml de solução de hidróxido de   sódio 0,1 N e perfazer a 1 l com água .    Solução B : dissolver 1 g de azul de metileno   em água e completar a 1 l .    Misturar um volume da solução A com dois volumes   da solução B .    Este indicador é violeta em solução ácida ,   cinzento em solução neutra e verde em solução   alcalina . Utilizar 0,5 ml ( 10 gotas ) desta   solução do indicador .    4.29.2 . Solução de indicador de vermelho de metilo .    Dissolver 0,1 g de vermelho de metilo em 50 g de   etanol a 95 ° , perfazer a 100 ml com água e filtrar   se necessário . Pode-se utilizar este indicador   ( 4 a 5 gotas ) em vez do anterior .    4.30 . Papéis indicadores    Tornesol , azul de bromotimol ( ou outros papeis   sensíveis ao pH de 6 a 8 ) .    4.31 . Etanol ou metanol : solução a 95 % .    5 . APARELHOS E UTENSÍLIOS    5.1 . Aparelho de destilação .    Ver método 2.1 .    5.2 . Aparelho para a determinação do azoto   amoniacal de acordo com a técnica analítica ( 7.2.5.3 )   ( ver figura 6 ) .    O aparelho é constituído por um recipiente   esmerilado de forma especial , provido de um colo   lateral obturável , dum tubo de ligação com ampola   de segurança e de um tubo perpendicular que serve   para a introdução de ar . Os tubos podem ser   ligados ao recipiente por meio de uma simples rolha   de borracha perfurada . É importante dar uma   forma especial à parte terminal dos tubos de entrada   de ar , devendo as bolhas gasosas ser perfeitamente   distribuídas nas soluções contidas no   primeiro recipiente de absorção . O melhor dispositivo   é constituído por pequenas peças em forma   de crivo com diâmetro exterior de 20 mm , providas na   extremidade de 6 aberturas de 1 mm de diâmetro .    5.3 . Aparelho para a dosagem de azoto ureico   segundo a técnica da urease ( 7.2.6.1 ) .    É formado por um Erlenmeyer de 300 ml , provido   de um funil com torneira e um pequeno recipiente   de absorção ( ver figura 7 ) .    5.4 . Agitador mecanico rotativo regulado para   35-40 rotações por minuto .    5.5 . Medidor de pH .    5.6 . Estufa regulável .    5.7 . Material de vidro :     - pipetas de precisão de 2 , 5 , 10 , 20 , 25 ,   50 , e 100 ml ;     - balões Kjeldahl de colo longo de 300 e 500 ml ;     - balões graduados de 100 , 250 , 500 e 1000 ml ;     - cadinhos filtrantes de vidro : diâmetro dos poros   de 5 a 15 L ;     - almofarizes .    6 . PREPARAÇÃO DA AMOSTRA    Ver método 1 .    7 . TÉCNICA ANALÍTICA    7.1 . Azoto total solúvel e insolúvel    7.1.1 . Na ausência de nitrato    7.1.1.1 . Ataque    Pesar , com uma aproximação de 0,001 g , uma   quantidade de amostra contendo no máximo 100 mg   de azoto . Introduzi-la no balão do aparelho de   destilação ( 5.1 ) . Juntar 10 a 15 g de sulfato de   potássio ( 4.1 ) , o catalisador ( 4.27 ) e alguns   granulos de pedra-pomes ( 4.28 ) . Adicionar em seguida   50 ml de ácido sulfúrico diluído ( 4.7 ) e agitar   com cuidado . Aquecer de início moderadamente ,   agitando de vez em quando até que se deixe de formar   espuma . Aquecer em seguida de forma a obter uma   ebulição regular do líquido e mantê-la durante   uma hora após a solução se ter tornado límpida ,   evitando a aderência de matéria organica às   paredes do balão . Deixar arrefecer . Juntar   cuidadosamente , agitando , cerca de 350 ml de água .   Agitar de novo de modo que a dissolução seja o mais   completa possível . Deixar arrefecer e ligar o balão   ao aparelho de destilação ( 5.1 ) .    7.1.1.2 . Destilação do amoníaco    Com o auxílio de uma pipeta de precisão , colocar   no recipiente de recolha do destilado ( 5.1 ) , 50 ml   de uma solução titulada de ácido sulfúrico   0,2 N ( 4.8 ) . Adicionar o indicador ( 4.29.1 ou   4.29.2 ) . Prestar atenção a que a extremidade   do refrigerante se encontre pelo menos 1 cm abaixo   do nível de solução . Tomando as precauções   necessárias para evitar qualquer perda de amoníaco ,   deitar cuidadosamente no balão de destilação   uma quantidade de hidróxido de sódio ( 4.9 ) suficiente   para alcalinizar fortemente o líquido ( em geral bastam   120 ml ; pode ser efectuado um controlo juntando   algumas gotas de fenolftaleína . No fim da destilação   a solução deve manter-se ainda nitidamente alcalina ) .   Regular o aquecimento do balão de modo a destilar   cerca de 150 ml em meia hora . Verificar com papel de   tornesol ( 4.30 ) se a destilação está completa .   Caso contrário , destilar ainda 50 ml e repetir o   controlo até que o destilado suplementar dê uma   reacção neutra ao papel de tornesol ( 4.30 ) .   Baixar então o recipiente de recolha , destilar ainda   alguns minutos e lavar a extremidade do refrigerante .   Titular o excesso de ácido com uma solução   titulada de hidróxido de sódio ou de potássio   0,2 N ( 4.10 ) até viragem do indicador .    7.1.1.3 . Ensaio em branco    Fazer um ensaio em branco nas mesmas condições   e torná-lo em consideração no cálculo do   resultado final .    7.1.1.4 . Expressão do resultado     % N = ( ( a - A ) × 0,28 ) /M    em que    a = ml de solução titulada de hidróxido de sódio   ou de potássio 0,2 N , utilizados para o ensaio em   branco , efectuado pipetando para o recipiente de   recolha ( 5.1 ) os mesmos 50 ml de solução   titulada de ácido sulfúrico 0,2 N ( 4.8 ) ;    A = ml de solução titulada de hidróxido de   sódio ou de potássio 0,2 N utilizados para a   análise ;    M = massa da toma de ensaio , em g .    7.1.2 . Na presença de nitratos    7.1.2.1 . Toma de ensaio    Pesar , com uma aproximação de 1 mg , uma   quantidade de amostra que não contenha mais de 40 mg   de azoto nítrico .    7.1.2.2 . Redução dos nitratos    Diluir a toma de ensaio num pequeno almofariz com   50 ml de água . Transferir com um mínimo de   água destilada para um balão de Kjeldahl de 500 ml .   Adicionar 5 g de ferro reduzido   ( 4.2 ) e 50 ml de solução de cloreto estanoso   ( 4.11 ) . Agitar e deixar em repouso meia hora .   Durante o período de repouso agitar de novo após dez e   vinte minutos .    7.1.2.3 . Ataque Kjeldahl    Juntar 30 ml de ácido sulfúrico ( 4.12 ) , 5 g de   sulfato de potássio ( 4.1 ) , a quantidade prescrita de   catalisador ( 4.27 ) e alguns grãos de pedra-pomes   ( 4.28 ) . Aquecer suavemente o balão inclinado .   Aumentar lentamente o aquecimento agitando com frequência   para pór em suspensão o depósito eventual :   o líquido escurece e a seguir torna-se mais claro com a   formação de uma suspensão amarelo-esverdeada   de sulfato de ferro anidro . Continuar o aquecimento durante   uma hora após a obtenção de uma solução   límpida , mantendo uma ligeira fervura . Deixar   arrefecer . Adicionar com precaução um pouco de   água e juntar pouco a pouco 100 ml de água .   Agitar e transferir o conteúdo do balão para o   balão graduado de 500 ml . Passar o balão por água   destilada várias vezes . Perfazer o volume com   água . Homogeneizar . Filtrar através de filtro seco   para um recipiente seco .    7.1.2.4 . Análise da solução    Com uma pipeta de precisão , transferir para o   balão do aparelho de destilação ( 5.1 ) , uma toma   de ensaio contendo no máximo 100 mg de azoto . Diluir   a cerca de 350 ml com água destilada , juntar   alguns grânulos de pedra-pomes ( 4.28 ) , ligar o   balão ao aparelho de destilar e prosseguir a   determinação como descrita no ponto 7.1.1.2 .    7.1.2.5 . Ensaio em branco    Ver ponto 7.1.1.3 .    7.1.2.6 . Expressão do resultado     % N = ( ( a - A ) × 0,28 ) /M    em que    a = ml de solução titulada de hidróxido de   sódio ou de potássio 0,2 N utilizada para o ensaio   em branco , efectuado pipetando igualmente para o   recipiente de recolha do aparelho ( 5.1 ) 50 ml da   solução titulada do ácido sulfúrico 0,2 N   ( 4.8 ) ;    A = ml de solução titulada de hidróxido de sódio   ou de potássio 0,2 N utilizados para a análise ;    M = massa da amostra , expressa em g , presente na   alíquota tomada no ponto 7.1.2.4 .    7.2 . Formas de azoto solúvel    7.2.1 . Preparação da solução a analisar    Pesar com a aproximação de 0,001 g , 10 g da   amostra e introduzi-los num balão graduado de 500 ml .    7.2.1.1 . Caso dos adubos sem azoto cianamídico    Deitar no balão 50 ml de água e em seguida 20 ml   de ácido clorídrico diluído ( 4.13 ) . Agitar e   deixar repousar até à paragem do eventual   desenvolvimento de dióxido de carbono . Juntar em   seguida 400 ml de água e agitar durante meia hora   por meio do agitador mecanico rotativo ( 5.4 ) .   Perfazer o volume com água , homogeneizar e filtrar   através de filtro seco , para recipiente seco .    7.2.1.2 . Caso dos adubos contendo azoto cianamídico    Introduzir no balão 400 ml de água e algumas   gotas de vermelho de metilo ( 4.29.2 ) . Se   necessário , adicionar a solução por meio   de ácido acético ( 4.14 ) . Adicionar 15 ml de ácido   acético ( 4.14 ) , agitar com o agitador rotativo   durante duas horas ( 5.4 ) . Se for necessário   reacidificar a solução , durante a operação ,   por meio de ácido acético ( 4.14 ) . Perfazer o volume   com água , homogeneizar , filtrar imediatamente   através de filtro seco , para um recipiente seco e   proceder sem demora à dosagem do azoto   cianamídico .    Nos dois casos , dosear as diferentes formas   solúveis de azoto , no próprio dia da preparação   da solução , começando pelo azoto cianamídico   e azoto ureico , se estiverem presentes .    7.2.2 . Azoto solúvel total    7.2.2.1 . Na ausência de nitratos    Pipetar para um balão Kjeldahl de 300 ml , uma   alíquota do filtrado ( 7.2.1.1 ou 7.2.1.2 ) contendo   no máximo 100 mg de azoto . Juntar 15 ml de ácido   sulfúrico concentrado ( 4.12 ) , 0,4 g de óxido   de cobre ou 1,25 de sulfato de cobre ( 4.27 ) e   alguns grânulos de pedra-pomes ( 4.28 ) . Aquecer de   início moderadamente para começar o ataque e em   seguida mais energicamente até que o líquido   se torne incolor ou ligeiramente esverdeado e que   apareçam nitidamente os fumos brancos . Após   arrefecimento , transferir quantitativamente a   solução para o balão de destilação , diluir a   cerca de 500 ml com água e juntar alguns grãos de   pedra-pomes ( 4.28 ) . Ligar o balão ao aparelho de   destilação ( 5.1 ) e prosseguir a dosagem   como descrita no ponto 7.1.1.2 .    7.2.2.2 . Na presença de nitratos    Por meio de uma pipeta de precisão , colocar num   Erlenmeyer de 500 ml uma alíquota do filtrado   ( 7.2.1.1 ou 7.2.1.2 ) que não contenha mais que 40 mg   de azoto nítrico . Nesta fase da análise a   quantidade total de azoto não tem importância .   Juntar 10 ml de ácido sulfúrico a 30 % ( 4.15 ) , 5 g   de ferro reduzido ( 4.2 ) e cobrir imediatamente o   Erlenmeyer com um vidro de relógio . Aquecer   ligeiramente até que a reacção se torne viva mas   não tumultuosa . Neste momento suspender o aquecimento   e deixar em repouso pelo menos três   horas à temperatura ambiente . Transferir   quantitativamente o líquido para o balão   graduado de 250 ml , utilizando água e sem ter em conta   o ferro não dissolvido . Perfazer com água .   Homogeneizar cuidadosamente . Com uma pipeta de   precisão colocar num balão de Kjeldahl de 300 ml   uma alíquota que contenha no máximo 100 mg   de azoto . Adicionar 15 ml de ácido sulfúrico   concentrado ( 4.12 ) , 0,4 g de óxido de cobre ou   1,25 g de sulfato de cobre ( 4.27 ) e alguns grânulos   de pedra-pomes ( 4.28 ) . Aquecer ao princípio   moderadamente para começar o ataque e em seguida   mais energicamente até que o líquido se   torne incolor ou ligeiramente esverdeado e que   apareçam nitidamente os fumos brancos . Após   arrefecimento transferir quantitativamente a   solução para o balão de destilação , diluir a   cerca de 500 ml com água e juntar alguns grânulos de   pedra-pomes ( 4.28 ) . Ligar o balão ao aparelho de   destilar ( 5.1 ) e prosseguir a determinição   como descrito no ponto 7.1.1.2 .    7.2.2.3 . Ensaio em branco    Ver ponto 7.1.1.3 .    7.2.2.4 . Expressão do resultado     % N = ( ( a - A ) × 0,28 ) /M    em que    a = ml de solução titulada de hidróxido de   sódio ou de potássio 0,2 N utilizados no ensaio em   branco , efectuado colocando igualmente no   recipiente de recolha do aparelho ( 5.1 ) , 50 ml   da solução titulada de ácido sulfúrico   0,2 N ( 4.8 ) ;    A = ml de solução titulada de hidróxido de sódio   ou de potássio 0,2 N utilizados na análise ;    M = massa da amostra , expressa em gramas ,   presente na parte alíquota tomada nos pontos   7.2.2.1 ou 7.2.2.2 .    7.2.3 . Azoto total solúvel com excepção do   azoto nítrico presente    Por meio de uma pipeta de precisão , colocar num   balaço Kjeldahl de 300 ml uma toma alíquota   do filtrado ( 7.2.1.1 ou 7.2.1.2 ) que não contenha   mais de 50 mg de azoto a dosear . Diluir a 100 ml   com água , juntar 5 g de sulfato e alguns grânulos   de pedra-pomes ( 4.28 ) . Aquecer moderadamente e   aumentar em seguida o aquecimento até   ao aparecimento de fumos brancos . Prosseguir   o ataque durante 15 minutos . Parar o   aquecimento , introduzir o óxido de cobre ( 4.27 )   como catalisador e manter ainda os fumos   brancos durante dez a quinze minutos . Após   arrefecimento transferir quantitativamente o   conteúdo do balão Kjeldahl para o balão de   destilação do aparelho ( 5.1 ) . Diluir a cerca de   500 ml com água e juntar alguns grânulos de   pedra-pomes ( 4.28 ) . Ligar o balão ao aparelho   de destilação e prosseguir a determinação como   descrita no ponto 7.1.1.2 .    7.2.3.1 . Ensaio em branco    Ver ponto 7.1.1.3 .    7.2.3.2 . Expressão do resultado     % N = ( ( a - A ) × 0,28 ) /M    em que    a = ml de solução titulada de hidróxido   de sódio ou de potássio 0,2 N utilizados no ensaio em   branco , efectuado colocando igualmente no   recipiente de recolha do aparelho ( 5.1 ) , 50 ml   da solução titulada de ácido sulfúrico 0,2 N   ( 4.8 ) ;    A = ml de solução titulada de hidróxido de   sódio ou de potássio 0,2 N utilizados para a   análise ;    M = massa da amostra , expressa em gramas ,   presente na alíquota tomada para a dosagem .    7.2.4 . Azoto nítrico    7.2.4.1 . Na ausência de cianamida cálcica    É obtido por diferença entre os resultados obtidos   nos pontos 7.2.2.4 e 7.2.3.2 e/ou entre o   resultado obtido no ponto 7.2.2.4 e a soma dos   resultados obtidos nos pontos 7.2.5.2 ou 7.2.5.5   e 7.2.6.3 ou 7.2.6.5 ou 7.2.6.6 .    7.2.4.2 . Na presença de cianamida cálcica    É obtido por diferença entre os resultados   obtidos nos pontos 7.2.2.4 e 7.2.3.2 assim como   entre o resultado obtido no ponto 7.2.2.4 e a soma   dos resultados obtidos nos pontos 7.2.5.2 ou   7.2.5.5 e 7.2.6.3 ou 7.2.6.5 ou 7.2.6.6 .    7.2.5 . Azoto amoníacal    7.2.5.1 . Em presença unicamente de azoto   amoníacal e amoníacal mais nítrico    Por meio de uma pipeta de precisão , colocar   no balão do aparelho de destilar ( 5.1 ) uma toma   alíquota do filtrado ( 7.2.1.1 ) que contenha no   máximo 100 mg de azoto amoníacal . Adicionar   água até obter um volume total de aproximadamente   350 ml e alguns grãos de pedra-pomes ( 4.28 ) para   facilitar a ebulição . Ligar o balão ao aparelho   de destilação , adicionar 20 ml de hidróxido de   sódio ( 4.9 ) e destilar como descrito no ponto   7.1.1.2 .    7.2.5.2 . Expressão do resultado     % N amoníacal = ( ( a - A ) × 0,28 ) /M    em que    a = ml de solução titulada de hidróxido de   sódio ou de potássio 0,2 N utilizados no ensaio em   branco , efectuado pipetando igualmente para o   recipiente de recolha do aparelho ( 5.1 ) ,   50 ml da solução de ácido sulfúrico 0,2 N   ( 4.8 ) .    A = ml de solução titulada de hidróxido   de sódio ou de potássio 0,2 N utilizados para a   análise .    M = massa da amostra , expressa em gramas , presente   na alíquota tomada para a análise .    7.2.5.3 . Em presença de azoto ureico ou cianamídico    Por meio de uma pipeta de precisão , colocar no   frasco seco do aparelho ( 5.2 ) uma alíquota do   filtrado ( 7.2.1.1 ou 7.2.1.2 ) contendo no   máximo 20 mg de azoto amoníacal . Montar em seguida   o aparelho . Utilizando uma pipeta de precisão colocar   no Erlenmeyer de recolha de 300 ml , 50 ml   de uma solução no Erlenmeyer de recolha de 300 ml ,   50 ml de uma solução titulada de ácido   sulfúrico 0,1 N ( 4.17 ) e água destilada   suficiente para que o nível do líquido fique a cerca de   5 cm acima da abertura do tubo de entrada . Introduzir   pelo colo lateral do recipiente de produçao ,   água destilada de maneira a levar o volume   a cerca de 50 ml . Agitar . Para evitar a formação de   espuma incómoda aquando da introdução da   corrente gasosa , juntar algumas gotas de álcool   octílico ( 4.18 ) .    Alcalinizar por fim , por meio de 50 ml de solução   saturada de carbonato de potássio ( 4.19 ) e   começar imediatamente a expulsar da suspensão   fria o amoníaco assim libertado . A corrente de   ar intensa necessária para esse efeito ( caudal de   aproximadamente 3 l/minuto ) é purificada previamente   por passagem através de frascos de lavagem   que contêm ácido sulfúrico díluido e   hidróxido de sódio díluido . Em vez de utilizar   ar sob pressão , pode operar-se igulamente por   meio de vazio ( trompa de água ) , na condição   de efectuar uma ligação suficientemente estanque   do recipiente de recolha do amoníaco ao tubo de   introdução . A eliminação do amoníaco é   geralmente completada em três horas . E no entanto   útil confirmá-lo , mudando o recipiente de   recolha . Terminada a operação , separar o   recipiente de recolha do aparelho , lavar a extremidade   do tubo de chegada e as paredes do recipiente com um   pouco de água destilada . Titular o excesso   de ácido por meio de uma solução titulada de   hidróxido de sódio 0,1 N ( 4.20 ) até viragem a   cinzento do indicador ( 4.29.1 ) .    7.2.5.4 . Ensaio em branco    Ver ponto 7.1.1.3 .    7.2.5.5 . Expressão do resultado     % N amoníacal = ( ( a - A ) × 0,14 ) /M    em que    a = ml de solução titulada de hidróxido de   sódio ou de potássio 0,1 N utilizados no ensaio em   branco , efectuado pipetando igualmente para o   Erlenmeyer de 300 ml do aparelho ( 5.2 ) ,   50 ml da solução titulada de ácido sulfúrico   0,1 N ( 4.17 ) ;    A = ml de solução titulada de hidróxido de   sódio ou de potássio 0,1 N utilizados na análise ;    M = massa da amostra , expressa em g , presente na   alíquota tomada para a análise .    7.2.6 . Azoto ureico    7.2.6.1 . Método da urease    Com uma pipeta de precisão , colocar num balão   graduado de 500 ml , uma alíquota do filtrado   ( 7.2.1.1 ou 7.2.1.2 ) que não contenha mais de 250 mg   de azoto ureico . Para precipitar os fosfatos   adicionar a solução saturada de hidróxido de   bário ( 4.21 ) até que uma nova adição não   produza mais precipitado após deposição do   precipitado precedente . Eliminar em seguida eventualmente   o excesso de iões bário ( e dos iões cálcio   eventualmente dissolvidos ) por meio da solução   a 10 % de carbonato de sódio ( 4.22 ) .    Deixar depositar o precipitado e verificar se a   precipitação foi total . Perfazer o volume ,   homogeneizar e filtrar com filtro de pregas .   Com uma pipeta de precisão tomar 50 ml de filtrado   e colocá-los no Erlenmeyer de 300 ml do aparelho   ( 5.3 ) . Acidificar com ácido clorídrico 2 N   ( 4.23 ) até pH 3,0 medido no medidir de pH   ( 5.5 ) . Levar em seguida o pH a 5,4 por meio de   hidróxido de sódio 0,1 N ( 4.20 ) .    Para evitar perdas de amoníaco durante a   decomposição pela urease , tapar o Erlenmeyer com   uma rolha munida de um funil com torneira e de   um pequeno borbulhador contendo exactamente   2 ml de uma solução titulada de ácido   clorídrico 0,1 N ( 4.24 ) . Introduzir pelo funil   com torneira 20 ml de solução de urease ( 4.25 ) e   deixar em repouso durante uma hora a 20-25 ° .   Por meio de uma pipeta de precisão introduzir então   25 ml da solução titulada de ácido clorídrico   0,1 N ( 4.24 ) no funil com torneira , deixar cair na   solução e lavar em seguida com um pouco de   água . Transferir também quantitativamente o   conteúdo do recipiente protector para a solução   contida no Erlenmeyer . Titular em retorno o   excesso de ácido por meio da solução titulada de   hidróxido de sódio 0,1 N ( 4.20 ) até à   obtenção de um pH de 5,4 medido no medidor de   pH ( 5.5 ) .    7.2.6.2 . Ensaio em branco    Ver ponto 7.1.1.3 .    7.2.6.3 . Expressão do resultado     % N ( ureico ) = ( ( a - A ) × 0,14 ) /M    em que    a = ml de solução titulada de hidróxido   de sódio ou de potássio 0,1 N utilizados no ensaio em   branco , efectuado exactamente nas mesmas condições   que a análise ;    A = ml de solução titulada de hidróxido de   sódio ou de potássio 0,1 N utilizados na   análise ;    M = massa da amostra , expressa em g , presente   na alíquota tomada para a análise .    Observações    1 . Após precipitação pelas soluções de   hidróxido de bário e de carbonato de sódio ,   perfazer o volume , filtrar e neutralizar o mais   rapidamente possível .    2 . O controlo da titula pode igualmente efectuar-se   por meio do indicador ( 4.29.2 ) mas o ponto   de viragem é então mais difícil de observar .    7.2.6.4 . Método gravimétrico pelo xantidrol    Por meio de uma pipeta de precisão colocar   num copo de 250 ml uma alíquota do filtrado   ( 7.2.1.1 ou 7.2.1.2 ) que não contenha mais de 20 mg   de ureia . Juntar 40 ml de ácido acético ( 4.14 ) .   Agitar com uma vareta de vidro durante um minuto .   Deixar o eventual precipitado depositar-se durante   cinco minutos . Filtrar com filtro liso para um copo   de 10 ml , lavar com alguns ml de ácido acético   ( 4.14 ) , adicionar ao filtrado gota a gota ,   10 ml de xantidrol ( 4.26 ) , agitando continuamente com   uma vareta de vidro . Deixar repousar ate aparecer o   preciditado ; neste momento agitar de novo durante   um a dois minutos . Deixar repousar uma hora e   meia . Filtrar sobre cadinho filtrante de   vidro previamente seco e tarado , exercendo uma   ligeira pressão ; lavar três vezes com 5 ml de   etanol ( 4.31 ) sem procurar eliminar todo o ácido   acético . Levar à estufa uma hora e mantê-la a   130 ° C ( não ultrapassar 145 ° C ) . Deixar   arrefecer num exsicador e pesar .    7.2.6.5 . Expressão dos resultados     % N ureico + biureto = ( 6,67 × m ) /M    em que    m = massa do precipitado obtido em g ;    M = massa da amostra , expressa em g , presente   na alíquota tomada para análise .    Efectuar as correcções do ensaio em branco .   O biureto pode em geral ser associado ao azoto sem   grande erro , sendo o seu teor reduzido em   valor absoluto nos adubos compostos .    7.2.6.6 . Método por diferença    O azoto ureico pode igualmente ser calculado segundo   o quadro seguinte :    Caso * N nítrico * N amoniacal * N cianamídico *   N ureico *    1 * ausente * presente * presente * ( 7.2.2.4 ) -   ( 7.2.5.5 + 7.2.7 ) *    2 * presente * presente * presente * ( 7.2.3.2 ) -   ( 7.2.5.5 + 7.2.7 ) *    3 * ausente * presente * ausente * ( 7.2.2.4 ) -   ( 7.2.5.5 ) *    4 * presente * presente * ausente * ( 7.2.3.2 ) -   ( 7.2.5.5 ) *    7.2.7 . Azoto cianamídico    Tomar uma alíquota do filtrado ( 7.2.1.2 )   contendo 10 a 30 mg de azoto cianamídico e   introduzi-la num copo de 250 ml . Prosseguir a   análise segundo o método 2.4 .    8 . VERIFICAÇÃO DOS RESULTADOS    8.1 . Em certos casos pode encontrar-se uma   diferença entre o azoto total obtido directamente sobre   uma toma de amostra ( 7.1 ) e o azoto total   solúvel ( 7.2.2 ) . De qualquer modo , esta   diferença não pode exceder 0,5 % . Caso contrário ,   o adubo contém formas de azoto insolúvel não   incluídas na lista da Directiva 76/116/CEE .    8.2 . Previamente a qualquer análise , controlar   o bom funcionamento dos aparelhos e a execução   correcta das técnicas , utilizando uma solução   padrão que contenha as diferentes formas de azoto   em proporções próximas das da toma de ensaio .   Esta solução padrão é preparada a partir de   soluções tituladas de tiocianato de potássio   ( 4.3 ) , de nitrato de potássio ( 4.6 ) , de sulfato   de amónio ( 4.3 ) e de ureia ( 4.6 ) .    Figura 6 Aparelho para a determinação do azoto amoniacal     ( 7.2.5.3 ) : v. JO    Figura 7    Aparelho para a determinação do azoto ureico   ( 7.2.6.1 ) : v. JO    Método 2.6.2    DETERMINAÇÃO DOS TEORES DAS DIFERENTES FORMAS   DE AZOTO EM PRESENÇA UMAS DAS OUTRAS NOS ADUBOS   QUE SÓ CONTÉM AZOTO SOB AS FORMAS NÍTRICA ,   AMONIACAL E UREICA    1 . OBJECTIVO    O presente documento tem por objectivo estabelecer um   método simplificado para a determinação   das diferentes formas de azoto nos adubos que o   contenham apenas sob as formas amoniacal , nítrica   e ureica .    2 . ÂMBITO DE APLICAÇÃO    O presente método aplica-se a todos os adubos   previstos na Directiva 76/116/CEE que contenham   azoto exclusivamente nas formas nítrica , amoniacal   e ureica .    3 . FUNDAMENTO    A partir de uma mesma solução da amostra ,   determina-se sobre diferentes alíquotas :    3.1 . Azoto total :    3.1.1 . Na ausência de nitratos pelo método   Kjeldahl directamente ;    3.1.2 . Na presença de nitratos pelo método   Kjeldahl , sobre uma alíquota proveniente da   solução após redução segundo Ulsch ,   sendo o amoníaco doseado nos dois casos como   descrito no método 2.1 .    3.2 . Azoto total solúvel , com excepção   do azoto nítrico , pelo método Kjeldahl , após   eliminação em meio ácido do azoto nítrico ,   por meio do sulfato ferroso , sendo o amoníaco doseado   como descrito no método 2.1 ;    3.3 . Azoto nítrico por diferença entre os   pontos 3.1.2 e 3.2 e/ou entre o azoto total solúvel   ( 3.1.2 ) e a soma do azoto amoniacal e ureico   ( 3.4 + 3.5 ) ;    3.4 . Azoto amoniacal por deslocamento a frio em meio   eventualmente alcalino ; o amoníaco é recolhido   num volume conhecido de uma solução titulada   de ácido sulfúrico e determinado pelo método 2.1 ;    3.5 . Azoto ureico ;    quer :    3.5.1 . Por transformação por meio da urease   em amoníaco que se titula com uma solução titulada   de ácido clorídrico ;    3.5.2 . Por gravimetria com o xantidrol ; o biureto   coprecipitado pode ser associado ao azoto ureico sem   grande erro , sendo o seu teor geralmente baixo em valor   absoluto nos adubos compostos ;    quer :    3.5.3 . Por diferença , conforme o quadro seguinte :    Caso * N nítrico * N amoniacal * N ureico *    1 * ausente * presente * ( 3.1.1 ) - ( 3.4 ) *    2 * presente * presente * ( 3.2 ) - ( 3.4 ) *    4 . REAGENTES    Água destilada ou desmineralizada .    4.1 . Sulfato de potássio pro-análise .    4.2 . Ferro pro-análise , reduzido pelo   hidrogénio ( a quantidade prescrita de ferro deve   poder reduzir pelo menos 50 mg de azoto nítrico ) .    4.3 . Nitrato de potássio pro-análise .    4.4 . Sulfato de amónio pro-análise .    4.5 . Ureia pro-análise .    4.6 . Solução titulada de ácido sulfúrico 0,2 N    4.7 . Solução concentrada de hidróxido de sódio .    Solução aquosa a aproximadamente 30 % ( P/V ) de   NaOH , isenta de amoníaco ,    4.8 . Solução titulada de hidróxido de sódio   ou de potássio 0,2 N , isenta de carbonatos .    4.9 . Ácido sulfúrico ( d = 1,84 ) .    4.10 . Ácido clorídrico diluído ( 1 : 1 em   volume ) .    4.11 . Ácido acético 96-100 % .    4.12 . Ácido sulfúrico .    Solução contendo aproximadamente 30 % ( P/V ) ,   isenta de amoníaco .    4.13 . Sulfato ferroso em cristais ( FeSO4.7H2O ) .    4.14 . Solução titulada de ácido sulfúrico 0,1 N .    4.15 . Álcool octílico ( octanol ) .    4.16 . Solução saturada de carbonato de potássio .    4.17 . Solução titulada de hidróxido de sódio   ou de potássio 0,1 N .    4.18 . Solução saturada de hidróxido de bário .    4.19 . Solução de carbonato de sódio a 10 %   ( P/V ) .    4.20 . Ácido clorídrico 2 N .    4.21 . Solução titulada de ácido clorídrico 0,1 N .    4.22 . Solução de urease .    Dissolver 0,5 mg de urease activa em 100 ml de   água destilada . Ajustar o pH a 5,4 utilizando   ácido clorídrico 0,1 N ( 4.21 ) ; utilizar o   mediador de pH ( 5.5 ) .    4.23 . Xantidrol .    Solução a 5 % em etanol ou metanol ( 4.28 )   ( não utilizar produtos que dêem uma forte   proporção de insolúvel ) . A solução   conserva-se três meses em frasco bem rolhado e ao   abrigo da luz .    4.24 . Catalisador .    Óxido de cobre ( CuO ) : 0,3 a 0,4 g por amostra   ou uma quantidade equivalente de sulfato de cobre   5H2O , de 0,95 a 1,25 g por amostra .    4.25 . Pedra-pomes granulada , lavada com ácido   clorídrico e calcinada .    4.26 . Soluções de indicadores .    4.26.1 . Indicador misto .    Solução A : dissolver 1 g de vermelho de metilo   em 37 ml de solução de hidróxido de sódio 0,1 N e   perfazer a 1 l com água .    Solução B : dissolver 1 g de azul de metileno   em água e perfazer a 1 l .    Misturar um volume da solução A com dois volumes   da solução B . Este indicador é violeta em   solução ácida , cinzento em solução neutra   e verde em solução alcalina . Utilizar 0,5 ml desta   solução de indicador ( 10 gotas ) .    4.26.2 . Solução de indicador de vermelho   de metilo .    Dissolver 0,1 g de vermelho de metilo em 50 ml   de etanol a 95 ° ; perfazer a 100 ml com água e   filtrar se necessário . Pode-se utilizar este   indicador ( 4 a 5 gotas ) em vez do anterior .    4.27 . Papéis indicadores .    Tornesol , azul de bromotimol ( ou outros papeis   sensíveis ao pH de 6 a 8 ) .    4.28 . Etanol ou metanol : solução a 95 ° .    5 . APARELHOS E UTENSÍLIOS    5.1 . Aparelho de destilação ( ver método 2.1 ) .    5.2 . Aparelho para a determinação do azoto   amoniacal segundo a técnica analítica ( 7.5.1 ) .    Ver o método 2.6.1 e a figura 6 .    5.3 . Aparelho para a determinação do azoto   ureico segundo a técnica da urease ( 7.6.1 ) .    Ver o método 2.6.1 e a figura 7 .    5.4 . Agitador rotativo de 35 a 40 rotações   por minuto .    5.5 . Medidor de pH .    5.6 . Material de vidro :     - pipetas de precisão de 2 , 5 , 10 , 20 , 25 ,   50 , e 100 ml ;     - balões de Kjelbahl de colo longo de 300   e 500 ml ;     - balões graduados de 100 , 250 , 500 e 1 000 ml ;     - cadinhos filtrantes de vidro : diâmetro dos   poros 5 a 15 µm ;     - almofarizes .    6 . PREPARAÇÃO DA AMOSTRA    Ver método 1 .    7 . TÉCNICA    7.1 . Preparação da solução a analisar    Pesar , com a aproximação de 1 mg , 10 g da   amostra e introduzi-los num balão graduado de 500 ml .   Adicionar no balão 50 ml de água e depois 20 ml   de ácido clorídrico diluído ( 4.10 ) . Agitar e   deixar repousar até terminar a eventual libertação   de dióxido de carbono . Adicionar em seguida 400 ml   de água e agitar durante meia hora por meio do   agitador ( 5.4 ) . Perfazer o volume com água ,   homogeneizar e filtrar através de filtro seco ,   para um recipiente seco .    7.2 . Azoto total    7.2.1 . Na ausência de nitratos    Pipetar para um balão de Kjeldahl de 300 ml , uma   alíquota do filtrado ( 7.1 . ) , contendo no máximo   100 mg de azoto . Adicionar 15 ml de ácido sulfúrico   concentrado ( 4.9 ) , 0,4 g de óxido de cobre ou   1,25 g de sulfato de cobre ( 4,24 ) e algumas esferas   de vidro para regularizar a ebulição . Aquecer   moderadamente para iniciar o ataque e depois mais   energicamente até que o líquido se torne incolor   ou ligeiramente esverdeado , e que apareçam   nitidamente os fumos brancos . Após arrefecimento ,   transferir quantitativamente a solução para o   balão de destilação , diluir a cerca de 500 ml   com água e juntar alguns grânulos de pedra-pomes   ( 4.25 ) . Ligar o balão ao aparelho de destilação   ( 5.1 ) e prosseguir a determinação como descrita   no ponto 7.1.1.2 do método 2.6.1 .    7.2.2 . Na presença de nitratos    Pipetar para um Erlenmeyer de 500 ml uma toma   alíquota do filtrado ( 7.1 ) que não contenha   mais de 40 mg de azoto nítrico . Nesta fase da   análise , a quantidade total de azoto não tem   importância . Juntar 10 ml de ácido sulfúrico   a 30 % ( 4.12 ) , 5 g de ferro reduzido ( 4.2 ) e cobrir   imediatamente o Erlenmeyer com um vidro de relógio .   Aquecer ligeiramente até que a reacção se   torne viva mas não tumultuosa . Neste momento parar   o aquecimento e deixar repousar pelo menos três horas   à temperatura ambiente . Transferir quantitativamente   o líquido para um balão graduado de 250 ml ,   sem ter em conta o ferro não dissolvido . Perfazer o   volume com água . Homogeneizar cuidadosamente .    Pipetar para um balão de Kjeldahl de 300 ml , uma   alíquota do filtrado ( 7.1 ) , contendo no máximo   100 mg de azoto . Adicionar 15 ml de ácido sulfúrico   concentrado ( 4.9 ) , 0,4 g de óxido de cobre ou   1,25 g de sulfato de cobre ( 4.24 ) e algumas esferas   de vidro para regularizar a ebulição . Aquecer   moderadamente para iniciar o ataque e depois mais   energicamente até que o líquido se torne incolor   ou ligeiramente esverdeado , e que apareçam nitidamente   os fumos brancos . Após arrefecimento , transferir   quantitativamente a solução para o balão de   destilação , diluir a cerca de 500 ml com água   e juntar alguns grânulos de pedra-pomes ( 4.25 ) .   Ligar o balão ao aparelho de destilação ( 5.1 )   e prosseguir a dosagem como descrita no ponto 7.1.1.2 do   método 2.6.1 .    7.2.3 . Ensaíos em branco    Fazer um ensaio em branco nas mesmas condições   e tomá-lo em consideração no cálculo do   resultado final .    7.2.4 . Expressão do resultado    N total % = ( ( a - A ) × 0,28 ) /M    em que    a = ml de solução titulada de hidróxido   de sódio ou de potássio 0,2 N ( 4.6 ) utilizados no   ensaio em branco efectuado usando igualmente 50 ml da   solução titulada de ácido sulfúrico 0,2 N ( 4.6 ) ;    A = ml de solução titulada de hidróxido de sódio   ou de potássio 0,2 N ( 4.8 ) utilizados para a   análise ;    M = massa da amostra , expressa em g , presente   na alíquota tomada nos pontos 7.2.1 ou 7.2.2 .    7.3 . Azoto total com excepção do azoto nítrico    7.3.1 . Análise    Pipetar para um balão de Kjeldahl , de 300 ml , uma   alíquota do filtrado ( 7.1 ) não contendo mais   de 50 mg de azoto a dosear . Diluir a 100 ml com   água , adicionar 5 g de sulfato ferroso ( 4.13 ) , 20 ml   de ácido sulfúrico concentrado ( 4.9 ) e algumas   esferas de vidro para regularizar a ebulição . Aquecer   de início moderadamente e em seguida aumentar o   aquecimento até ao aparecimento de fumos brancos .   Prosseguir o ataque durante dez a quinze minutos .   Parar o aquecimento , introduzir 0,4 g de óxido de   cobre ou 1,25 g de sulfato de cobre ( 4.24 ) . Aquecer   de novo e manter a fumos brancos dez a quinze minutos .   Após arrefecimento transferir quantitativamente o   conteúdo do balão Kjeldahl para o balão de   destilação do aparelho ( 5.1 ) . Diluir a cerca   de 500 ml com água e juntar alguns grânulos   de pedra-pomes ( 4.25 ) . Ligar o balão ao aparelho de   destilação ( 5.1 ) e prosseguir a determinação   como descrita no ponto 7.1.1.2 do método 2.6.1 .    7.3.2 . Ensaio em branco    Ver ponto 7.2.3 .    7.3.3 . Expressão dos resultados    N total menos o nítrico = ( ( a - A ) × 0,28 ) /M    em que    a = ml de solução titulada de hidróxido   de sódio ou de potássio 0,2 N ( 4.8 ) utilizados no   ensaio em branco , efectuado pipetando igualmente   para o recipiente do aparelho ( 5.1 ) 50 ml da solução   titulada de ácido sulfúrico 0,2 N ( 4.6 ) ;    A = ml solução titulada de hidróxido de sódio   ou de potássio 0,2 N ( 4.8 ) utilizados para a   análise ;    M = massa da amostra , expressa em g , presenta na   alíquota tomada no parágrafo 7.3.1 .    7.4 . Azoto nítrico    E obtido por diferença entre os resultados :    7.2.4 - ( 7.5.3 + 7.6.3 ) ,    ou    7.2.4 - ( 7.5.3 + 7.6.3 ) ,    ou   7.2.4 - ( 7.5.3 + 7.6.6 ) .    7.5 . Azoto amoniacal    7.5.1 . Análise    Pipetar para o frasco seco do aparelho ( 5.2 ) , uma   alíquota do filtrado ( 7.1 ) contendo no máximo   20 mg de azoto amoniacal . Montar em seguida o aparelho .   Pipetar para um Erlenmeyer de 300 ml exactamente 50 ml   de uma solução titulada de ácido sulfúrico   0,1 N ( 4.14 ) , a quantidade prevista do indicador 4.26.1   ou 4.26.2 e água destilada suficiente para que o nível   do líquido se situe a cerca de 5 cm acima da abertura   do tubo de entrada . Introduzir água pelo colo lateral do   recipiente de reacção , para levar o volume   a aproximadamente 50 ml . Para evitar a formação de   espuma aquando da introdução da corrente gasosa ,   juntar algumas gotas de álcool octílico ( 4.15 ) .   Alcalinizar por fim com 50 ml de solução saturada   de carbonato de potássio ( 4.16 ) e começar   imediatamente a expulsar da suspensão fria o   amoníaco assim libertado . A corrente intensa de   ar necessária ( caudal de cerca de 3 l por minuto )   é purificada previamente por passagem em frascos   de lavagem contendo ácido sulfúrico diluído e   hidróxido de sódio diluído . Em vez de utilizar ar sob   pressão pode-se igualmente operar por meio de vazio ,   desde que as ligações do aparelho sejam estanques .   A eliminação do amoníaco está geralmente completada   ao fim de três horas . E no entanto útil confirmá-lo   mudando o Erlenmeyer . Terminada a operação , separar   o Erlenmeyer do aparelho , lavar a extremidade do tubo   de chegada e as paredes do Erlenmeyer com um pouco   de água destilada e titular o excesso de ácido   por meio de uma solução titulada de hidróxido   de sódio 0,1 N ( 4.17 ) .    7.5.2 . Ensaios em branco    Ver ponto 7.2.3 .    7.5.3 . Expressão dos resultados    N % ( amoniacal ) = ( ( a - A ) × 0,14 ) /M    em que    a = ml de solução titulada de hidróxido de   sódio ou de potássio 0,1 N ( 4.17 ) utilizados no   ensaio em branco efectuado pipetando igualmente   para o Erlenmeyer de 300 ml ( 5.2 ) 50 ml da   solução titulada de ácido sulfúrico 0,1 N   ( 4.14 ) ;    A = ml de solução titulada de hidróxido   de sódio ou de potássio 0,1 N ( 4.17 ) utilizados para   a análise ;    M = massa da amostra , expressa em g , presente   na alíquota tomada para a análise .    7.6 . Azoto ureico    7.6.1 . Método da urease    Pipetar para um balão graduado de 500 ml , uma   alíquota do filtrado ( 7.1 ) , que não contenha   mais de 250 mg de azoto ureico . Para precipitar os   fosfatos , adicionar uma quantidade conveniente de   solução saturada de hidróxido de bário ( 4.18 ) ,   até que uma nova adição não produza mais   precipitado . Eliminar em seguida o excesso de iões   bário ( e dos iões cálcio eventualmente dissolvidos )   por meio de solução a 10 % de carbonato de sódio   ( 4.19 ) . Deixar depositar e verificar se a   precipitação foi total . Perfazer o volume ,   homogeneizar e filtrar através de filtro de pregas .   Pipetar 50 ml do filtrado para o Erlenmeyer de   300 ml do aparelho ( 5.3 ) . Acidificar com ácido   clorídrico 2 N ( 4.20 ) até um pH de 3,0 dado pelo   medidor de pH . Levar em seguida o pH a 5,4 com   hidróxido de sódio 0,1 N ( 4.17 ) . Para evitar   as perdas de amoníaco quando da hidrólise   pela urease , tapar o Erlenmeyer com uma rolha   provida de um funil com torneira e do pequeno recipiente   protector contendo exactamente 2 ml de uma solução   titulada de ácido clorídrico 0,1 N ( 4.21 ) .   Introduzir pelo funil com torneira 20 ml de solução   de urease ( 4.22 ) e deixar repousar durante uma hora   a 20 ° C . Pipetar 25 ml de solução titulada   de ácido clorídrico 0,1 N ( 4.21 ) para o funil   com torneira , deixar cair sobre a solução e lavar   com um pouco de água . Transferir quantitativamente   o conteúdo do recipiente protector para o   Erlenmeyer . Titular em retorno o excesso de ácido   por meio de uma solução titulada de hidróxido   de sódio 0,1 N ( 4.17 ) até à obtenção   de um pH de 5,4 dado pelo medidor de pH .    Observações    1 . Após precipitação pelas soluções de   hidróxido de bário e de carbonato de sódio ,   perfazer o volume , filtrar e neutralizar , o mais   rapidamente possível .    2 . A titulação pode igualmente efectuar-se   usando o indicador ( 4.26 ) , mas o ponto de viragem   é então mais difícil de observar .    7.6.2 . Ensaio em branco    Ver ponto 7.2.3 .    7.6.3 . Expressão dos resultados    N ureico % = ( ( a - A ) × 0,14 ) /M    em que    a = ml de solução titulada de hidróxido de   sódio ou de potássio 0,1 N ( 4.17 ) utilizados no   ensaio em branco , efectuado exactamente nas   mesmas condições que a análise ;    A = ml de solução titulada de hidróxido de   sódio ou de potássio 0,1 N ( 4.17 ) utilizados para   a análise ;    M = massa da amostra , expressa em g , presente   na alíquota tomada para a análise .    7.6.4 . Método gravimétrico pelo xantidrol    Pipetar , para um copo de 100 ml , uma alíquota do   filtrado ( 7.1 ) , não contendo mais de 20 mg de ureia .   Adicionar 40 ml de ácido acético ( 4.11 ) . Agitar   com uma vareta de vidro durante um minuto .   Deixar depositar o eventual precipitado durante   cinco minutos . Filtrar , lavar com algumas gotas de   ácido acético ( 4.11 ) e adicionar em seguida ao   filtrado , gota a gota , 10 ml de xantidrol ( 4.23 )   agitando continuamente com uma vareta de vidro . Deixar   repousar até à formação de precipitado . Agitar   de novo durante um a dois minutos . Deixar repousar   uma hora e meia . Filtrar através de cadinho filtrante   de vidro , previamente seco e tarado , usando uma ligeira   pressão ; lavar três vezes com 5 ml de etanol ( 4.28 )   sem procurar eliminar todo o ácido acético .   Levar à estufa uma hora e mantê-la a 130 ° C   ( não ultrapassar 145 ° C ) . Deixar arrefecer num   exsicador e pesar .    7.6.5 . Expressão dos resultados    N ureico % = ( 6,67 × m ) /M    em que    m = massa do precipitado obtido , em g ;    M = massa da amostra , expressa em g , presente na   alíquota tomada para a análise .    Efectuar as correcções do ensaio em branco .   O biureto pode em geral ser associado ao azoto   ureico sem grande erro , sendo o seu teor fraco em   valor absoluto nos adubos compostos .    7.6.6 . Método por diferença    O azoto ureico pode igualmente ser calculado   segundo o quadro seguinte :    Caso * N nítrico * N amoniacal * N ureico *    1 * ausente * presente * ( 7.2.4 ) - ( 7.5.3 ) *    2 * presente * presente * ( 7.3.3 ) - ( 7.5.3 ) *    8 . VERIFICAÇÃO DOS RESULTADOS    Antes de cada análise , controlar o bom   funcionamento dos aparelhos e a execução correcta das   técnicas , com uma solução padrão contendo as   diferentes formas de azoto em proporções   próximas da toma de ensaio . Esta solução   padrão é preparada a partir de soluções tituladas   de nitrato de potássio ( 4.3 ) , de sulfato   de amónio ( 4.4 ) e de ureia ( 4.5 ) .    Métodos 3    FÓSFORO    Métodos 3.1    EXTRACÇÕES    Método 3.1.1 .    EXTRACÇÃO DO FÓSFORO NOS ÁCIDOS MINERAIS    1 . OBJECTIVO    O presente documento tem por objectivo estabelecer   um método de extracção do fósforo solúvel   nos ácidos minerais .    2 . ÂMBITO DE APLICAÇÃO    O presente método aplica-se exclusivamente   aos adubos fosfatados que figuram no Anexo I da   Directiva 76/116/CEE .    3 . FUNDAMENTO    Extracção do fósforo do adubo por uma   mistura de ácido nítrico e de ácido sulfúrico .    4 . REAGENTES    Água destilada ou desmineralizada .    4.1 . Ácido sulfúrico ( d = 1,84 ) .    4.2 . Ácido nítrico ( d - 1,40 ) .    5 . APARELHOS E UTENSÍLIOS    Aparelhagem corrente de laboratório .    5.1 . Balão de Kjeldahl com capacidade de pelo   menos 500 ml ou balão de 250 ml provido de um tubo   de vidro formando refrigerante de refluxo .    5.2 . Balão graduado de 500 ml .    6 . PREPARAÇÃO DA AMOSTRA    Ver método 1 .    7 . TÉCNICA    7.1 . Toma de ensaio    Pesar , com a aproximação de 0,001 g , 2,5 g da   amostra preparada e introduzir esta toma de ensaio num   balão de Kjeldahl ( 5.1 ) .    7.2 . Extracção    Adicionar 15 ml de água e agitar a fim de pôr   a substancia em suspensão . Juntar 20 ml de ácido   nítrico ( 4.2 ) e com cuidado 30 ml de ácido   sulfúrico ( 4.1 ) .    Uma vez terminada a forte reacção inicial ,   levar lentamente o conteúdo do balão a ebulição   e mantê-lo a ferver durante trinta minutos . Deixar   arrefecer e adicionar em seguida prudentemente   e agitando , cerca de 150 ml de água . Levar novamente   à ebulição durante quinze minutos .    Deixar arrefecer completamente e transferir o líquido   quantitativamente para um balão graduado de 500 ml .   Perfazer o volume , misturar e filtrar através de   filtro de pregas seco , isento de fosfatos , rejeitando   a primeira porção do filtrado .    7.3 . Determinação    A dosagem do fósforo extraído será efectuado   sobre uma alíquota da solução assim   obtida pelo método 3.2 .    Método 3.1.2    EXTRACÇÃO DO FÓSFORO SOLÚVEL NO ÁCIDO   FÓRMICO A 2 % ( 20 g/l )    1 . OBJECTIVO    O presente documento tem por objectivo fixar um método   de extracção do fósforo solúvel em ácido   fórmico a 2 % ( 20 g/l ) .    2 . ÂMBITO DE APLICAÇÃO    O presente método aplica-se exclusivamente aos   fosfatos naturais macios .    3 . FUNDAMENTO    Para distinguir os fosfatos naturais duros dos   fosfatos naturais macios , extracção do fósforo   solúvel no ácido fórmico em condições   determinadas .    4 . REAGENTES    4.1 . Ácido fórmico a 2 % ( 20 g/l ) .    Nota    Diluir 82 ml de ácido fórmico ( concentração   98 - 100 % , d = 1,22 ) a 5 l com água destilada ou   desmineralizada .    5 . APARELHOS E UTENSÍLIOS    Aparelhagem normal de laboratório .    5.1 . Balão graduado de 500 ml ( exemplo : balão   de Stohmann ) .    5.2 . Agitador rotativo regulado para a velocidade   de 35 a 40 rotações por minuto .    6 . AMOSTRAGEM    Ver método 1 .    7 . TÉCNICA    7.1 . Toma de ensaio    Pesar , com uma aproximação de 0,001 g , 5 g da   amostra preparada e introduzir essa toma de ensaio   num balão graduado de 500 ml seco ( 5.1 ) .    7.2 . Extracção    Adicionar o ácido fórmico a 2 % ( 4.1 ) à   temperatura de 20 ± 1 ° C , imprimindo   simultaneamente à mão um movimento de rotação   contínuo ao frasco , até cerca de 1 cm abaixo   do traço e perfazer o volume . Tapar o frasco com   uma rolha de borracha e agitar durante trinta   minutos num agitador rotativo , mantendo a   temperatura a 20 ± 2 ° C ( 5.2 ) .    Filtrar através de filtro de pregas seco , isento   de fosfatos , para um recipiente de vidro seco .   Rejeitar a primeira porção do filtrado .    7.3 . Determinação    Determinar o anidrido fosfórico numa alíquota   do filtrado completamente límpido , segundo o   método 3.2 .    Método 3.1.3    EXTRACÇÃO DO FÓSFORO SOLÚVEL NO ÁCIDO   CÍTRICO A 2 % ( 20 g/l )    1 . OBJECTIVO    O presente documento tem por objectivo estabelecer   um método de extracção do fósforo solúvel   no ácido cítrico a 2 % ( 20 g/l ) .    2 . ÂMBITO DE APLICAÇÃO    O presente método aplica-se exclusivamente ao   tipo « escórias de desfosforação » ( Anexo I A   da Directiva 76/116/CEE ) .    3 . FUNDAMENTO    Extracção do fósforo do adubo por meio de ácido   cítrico a 20 g/l em condições determinadas .    4 . REAGENTE    Água destilada ou desmineralizada .    4.1 . Solução de ácido cítrico a 2 % ( 20 g/l ) ,   preparada a partir de ácido cítrico puro ,   cristalizado não eflorescente ( C6H8O7 , H2O )    Nota    Verificar a concentração desta solução   em ácido cítrico titulando 10 ml por meio de uma   solução titulada de hidróxido de sódio   0,1 N , utilizando a fenolftaleína como indicador .    Se a solução estiver exacta serão necessários   28,55 ml .    5 . APARELHOS    5.1 . Agitador rotativo regulado para a velocidade   de 35 a 40 rotações por minuto .    6 . AMOSTRAGEM    A análise realiza-se sobre o produto tal como se   obtém , após mistura cuidadosa da amostra original   a fim de assegurar a sua homogeneidade .    Ver método 1 .    7 . TÉCNICA    7.1 . Toma de ensaio    Pesar , com uma aproximação de 0,001 g , uma   toma de ensaio de 5 g e introduzi-la num recipiente   seco , frasco ou balão de colo suficientemente   largo , duma capacidade de pelo menos 600 ml permitindo   uma agitação completa .    7.2 . Extracção    Juntar 500 ± 1 ml de solução de ácido cítrico   à temperatura de 20 ± 1 ° C . Ao introduzir os   primeiros ml de reagente , agitar vigorosamente à   mão para evitar a formação de grumos e para   evitar qualquer aderência da substancia às   paredes . Tapar o recipiente com uma rolha de   borracha e pô-lo a agitar num agitador rotativo   durante exactamente trinta minutos à temperatura   de 20 ± 2 ° C .    Filtrar imediatamente através de filtro de   pregas seco , isento de fosfatos , para um recipiente de   vidro seco e rejeitar os primeiros 20 ml do filtrado .   Continuar a filtração até à obtenção duma   quantidade de filtrado suficiente para a determinação   do fósforo propriamente dita .    7.3 . Determinação    A determinação do fósforo extraído será   efectuada sobre uma alíquota da solução   assim obtida , pelo método 3.2 .    Método 3.1.4    EXTRACÇÃO DO FÓSFORO SOLÚVEL NO CITRATO DE   AMÓNIO NEUTRO    1 . OBJECTIVO    O presente documento tem por objectivo estabelecer   um método de extracção do fósforo solúvel   no citrato de amónio neutro .    2 . ÂMBITO DE APLICAÇÃO    O presente método aplica-se a todos os adubos   para os quais está prevista a solubilidade no   citrato de amónio neutro ( ver Anexo I da   Directiva 76/116/CEE ) .    3 . FUNDAMENTO    Extracção de fósforo à temperatura de   65 ° C por meio de uma solução de citrato de   amónio neutro ( pH = 7,0 ) em condições   determinadas .    4 . REAGENTE    Água destilada ou desmineralizada .   4.1 . Solução neutra de citrato de amónio   ( pH = 7,0 ) .    Esta solução deve conter 185 g de ácido cítrico   cristalizado puro por litro , e deve ter um peso   específico de 1,09 a 2 ° C e um pH de 7,0 .    O reagente prepara-se da seguinte maneira :    Dissolver 370 g de ácido cítrico puro cristalizado   ( C6H8O7 , H2O ) em cerca de 1,5 l de água   e levar à quase neutralidade por adição   de 345 ml de solução de hidróxido de amónio   ( 28 - 29 % de NH3 ) . Se a concentração de NH3   for inferior a 28 % juntar uma maior quantidade   correspondente ao hidróxido de amónio e diluir   o ácido cítrico em menor quantidade de água   para manter as proporções .    Arrefecer e neutralizar exactamente .    Mantendo os eléctrodos de um medidor de pH   mergulhados na solução , juntar gota a gota ,   agitando continuamente ( com um agitador mecánico ) ,   a solução com 28 - 29 % de NH3 até obter um   pH de 7,0 à temperatura de 20 ° C . Nesta altura ,   levar o volume a 2 l e controlar novamente o pH .    Conservar o reagente num recipiente fechado e   controlar periodicamente o pH .    5 . APARELHOS E UTENSÍLIOS    5.1 . Copo de 2 l .    5.2 . Medidor de pH .    5.3 . Erlenmeyer de 200 ou 250 ml .    5.4 . Balões graduados de 500 ml e um de   2 000 ml .    5.5 . Banho-maria regulável por termostato ,   a 65 ° C , provido de um agitador conveniente   ( ver figura 8 , por exemplo ) .    6 . AMOSTRAGEM    Ver método 1 .    7 . TÉCNICA    7.1 . Toma de ensaio    Transferir 1 ou 3 g de adubo a analisar ( ver   Anexos I A e I B da Directiva 76/116/CEE ) para um   Erlenmeyer de 200 ou 250 ml contendo 100 ml da   solução de citrato de amónio ( 4.1 )   previamente aquecido a 15 ° C .    7.2 . Análise da solução    Tapar hermeticamente o Erlenmeyer e agitar para   por bem em suspensão o adubo sem formação de   grumos . Retirar um instante a rolha para equilibrar   a pressão e fechar de novo o Erlenmeyer .   Por o frasco num banho-maria regulado para manter   o conteúdo a 65 ° exactamente , e fixá-lo ao   agitador ( ver figura 8 ) . Durante a agitação o   nível da suspensão no frasco deve manter-se   constantemente abaixo do nível da água no banho-maria   (1) . A agitação mecânica será regulada para   que a suspensão seja completa .    Após uma agitação de exactamente uma hora ,   retirar o Erlenmeyer do banho-maria .    Arrefecer imediatamente sob uma corrente de   água até à temperatura ambiente e sem demora   transferir quantitativamente o conteúdo do   Erlenmeyer para um balão graduado de 500 ml com   o auxílio de um esguicho de água . Perfazer   o volume com água . Homogeneizar cuidadosamente .   Filtrar a uma velocidade de filtração média   através de filtro de pregas seco isento de   fosfatos para um recipiente seco eliminando as primeiras   porções do filtrado ( 50 ml aproximadamente ) .    Recolher-se-ão em seguida 100 ml do filtrado límpido .    7.3 . Determinação    Determinar sobre o extracto assim obtido o   fósforo segundo o método 3.2 .    Figura 8 : v. JO    (1) Na falta de um agitador mecânico pode-se   agitar à mão de cinco minutos en cinco minutos .    Método 3.1.5 .    EXTRACÇÃO PELO CITRATO DE AMÓNIO ALCALINO    Método 3.1.5.1    Extracção do fósforo solúvel segundo   Petermann , a 65 ° C    1 . OBJECTIVO    O presente documento tem por objectivo estabelecer   um método de extracção a quente do fósforo   solúvel no citrato de amónio alcalino .    2 . ÂMBITO DE APLICAÇÃO    O presente método aplica-se exclusivamente   ao fosfato bicálcico dihidratado ( CaHPO4.2H2O )   precipitado .    3 . FUNDAMENTO    Extracção do P2O5 à temperatura de 65 ° C   por meio de uma solução alcalina de citrato de   amónio ( Petermann ) em condições determinadas .    4 . REAGENTES    Agua destilada ou desmineralizada com as mesmas   características da água destilada .    4.1 . Solução de Petermann    4.2 . Características    Acido cítrico ( C6H8O7.H2O ) : 173 g por l .    Amoníaco : 42 g por litro de azoto amoniacal   ( expresso em N ) pH comprendido entre 9,4 e 9,7 .    Preparação a partir do citrato diamónio .    Num balão graduado de 5000 ml , dissolver 931 g   de citrato diamónio ( peso molecular 226,19 )   em cerca de 3500 ml de água destilada . Agitando   e arrefecendo à torneira , adicionar pequenas   quantidades de solução aquosa de amoníaco .   Por exemplo , para d (4,20) = 0,906 , correspondendo a   um teor de 20,81 % em massa de azoto amoniacal ,   é necessário empregar 502 ml de solução amoniacal .   Ajustar a temperatura a 20 ° C e completar a 5000 ml   com água destilada .    Preparação a partir do ácido citrico e do   amoníaco    Num recipiente de cerca de 5 l dissolver 865 g   de ácido citrico puro monohidratado em aproximadamente   2500 ml de água destilada . Colocar o recipiente   num banho-maria para arrefecimento e adicionar   aos poucos a solução aquosa de amoníaco   permanentemente , utilizado um funil cuja haste   mergulhe na solução cítrica . Para d = 0,906 ,   que corresponde a um teor de 20,81 % em massa de   azoto amoniacal , é necessário empregar   1114 ml de solução amoniacal . Ajustar a   temperatura a 20 ° C transferir para um balão   graduado de 5000 ml . Perfazer o volume com água   destilada e homogeneizar .    Controlo do teor de azoto amoniacal    Tomara 25 ml desta solução , introduzi-los   num balão graduado de 250 ml , perfazer ao volume   com água destilada ; homogeneizar . Tomara 25 ml   desta solução e determinar o seu teor de azoto   amoniacal segundo o método 2.1 . Se a solução   estiver correcta devem empregar-se 15 ml de   H2SO4 0,5 N , seja n o número de ml gastos .    Se o teor de azoto amoniacal for superior a 42 g/l   poder-se-á expulsar o NH3 por uma corrente de   gás inerte ou por aquecimento moderado para levar   o pH a 9,7 . Efectuar-se-á uma segunda verificação .    Se o teor de azoto amoniacal for inferior a 42 g/l   será necessário adicionar um peso de solução   amoniacal :    P = ( 42 - n × 2,8 ) × 500/20,81 g    ou seja um volume V = M/0,906 a 20 ° C .    Se V é inferior a 25 ml , serão adicionados   directamente no balão de 5 l com um peso de V × 0,173 g   de ácido citrico pulverizado .    Se V é superior a 25 ml , convirá fazer um   novo litro de reagente nas condições que se seguem .    Pesar 173 g de ácido citrico . Dissolvê-los em   500 ml de água . Adicionar , com as precauções   anteriormente indicadas , 225 + V × 1 206 ml da   solução amoniacal que serviu para preparar os   5 l de reagente . Perfazer com água . Homogeneizar .    Misturar este litro com os 4975 ml preparados   anteriormente .    5 . APARELHOS E UTENSÍLIOS    5.1 . Banho-maria que permita manter a temperatura   em 65 ± 1 ° C .    5.2 . Balão graduado de 500 ml , que tenha espaço   suficiente acima da marca para permitir uma boa   agitação do líquido ( exemplo : balão de   Stohmann ) .    6 . PREPARAÇÃO DA AMOSTRA    Ver método 1 .    7 . TÉCNICA    7.1 . Toma de ensaio    Pesar , com uma aproximação de 0,001 g ,   uma toma de 1 g da amostra preparada e introduzi-la   no balão graduado de 500 ml ( 5.2 ) .    7.2 . Extracção    Adicionar 200 ml de solução alcalina de   citrato de amónio ( 4.1 ) . Tapar o balão e agitar   vigorosamente à mão para evitar a formação   de grumos e impedir qualquer aderência da substância   às paredes .    Colocar o balão no banho-maria regulado a   65 ° C ( 5.1 ) e agitar de cinco em cinco minutos   durante a primeira meia hora . Após cada agitação   levantar a rolha para equilibrar a pressão . O   nível da água no banho-maria deve situar-se   abaixo do nível da solução no frasco .    Deixar o balão ainda uma hora no banho-maria a   65 ° C e agitar de dez em dez minutos . Retirar o   balão , arrefecer até à temperatura ambiente   ( cerca de 20 ° C ) , levar o volume a 500 ml   com água destilada , misturar e filtrar através   de filtro de pregas seco e isento de fosfatos ,   rejeitando a primeira parte do filtrado .    7.3 . Determinação    A dosagem do fósforo extraído será efectuada   sobre uma alíquota da solução assim obtida pelo   método 3.2 .    Método 3.1.5.2 .    Extracção do fósforo solúvel segundo   Petermann , a temperatura ambiente    1 . OBJECTIVO    O presente documento tem por objectivo estabelecer   um método de extracção a frio do fósforo   solúvel no citrato de amónio alcalino .    2 . ÂMBITO DE APLICAÇÃO    O presente método aplica-se exclusivamente   ãos fosfatos desagregrados .    3 . FUNDAMENTO    Extracção do fósforo a uma temperatura   próxima de 20 ° C por meio de uma solução   alcalina de citrato de amónio ( Petermann ) em   condições determinadas .    4 . REAGENTES    Ver método 3.1.5.1 .    5 . APARELHOS    5.1 . Balão graduado de 250 ml , deixando acima   do traço espaço suficiente para permitir uma boa   agitação do líquido ( exemplo : balão de   Stohmann ) .    5.2 . Agitador rotativo regulado para a velocidade   de 35 a 40 rotações por minuto .    7 . TÉCNICA    7.1 . Toma de ensaio    Pesar , com uma aproximação de 0,001 g ,   uma toma de ensaio de 2,5 g da amostra preparada e   introduzi-la num balão graduado de 250 ml ( 5.1 ) .    7.2 . Extracção    Adicionar um pouco da solução de Petermann   a 20 ° C , agitar energicamente para evitar a   formação de grumos e para impedir qualquer   aderência da substância às paredes ; completar   o volume com a solução de Petermann e tapar o   balão com uma rolha de borracha .    Agitar em seguida durante duas horas no agitador   rotativo ( 5.2 ) . Filtrar imediatamente através   de um filtro de pregas seco , isento de fosfatos ,   para um recipiente seco , rejeitando a primeira   porção do filtrado .    7.3 . Determinação    A determinação do fósforo extraido será   efectuada numa alíquota da solução assim   obtida , pelo método 3.2 .    Método 3.1.5.3    Extracção do fósforo solúvel no citrato   de amónio alcalino de Joulie    1 . OBJECTIVO    O presente documento tem por objectivo fixar um   método de extracção do fósforo solúvel no   citrato de amónio alcalino de Joulie .    2 . ÂMBITO DE APLICAÇÃO    O presente método aplica-se a todos os adubos   fosfatados simples ou compostos cujo anidrido   fosfórico se encontra na forma aluminocálcica .    3 . FUNDAMENTO    Extracção a uma temperatura próxima de 20 ° C   em condições bem definidas e eventualmente em   presença de oxina , por uma solução alcalina   de citrato de amónio de características definidas .    4 . REAGENTES    Agua destilada ou completamente desmineralizada .    4.1 . Solução alcalina de citrato de amónio   segundo Joulie .    Esta solução contém 400 g de ácido   cítrico e 153 g de NH por litro . O seu teor   de amoníaco livre é próximo de 55 g/l .   Pode ser preparada de acordo com uma das técnicas   a seguir .    4.1.1 . Num balão graduado de 1 l munido de uma   rolha , dissolver 400 g de ácido cítrico puro   ( C6H8O7.H2O ) em aproximadamente 600 ml de   solução aquosa de amoníaco ( d = 0,925 ou seja   200 g de NH3 por litro ) . O ácido cítrico   é introduzido por adições sucessivas de   50 a 80 g arrefecendo para que a temperatura   máxima não ultrapasse 50 ° C . Completar o   volume a 1000 ml com solução aquosa de amoníaco .    4.1.2 . Num balão graduado de 1000 ml , dissolver   432 g de citrato biamoniacal puro ( C6H14N2O7 ) .   Adicionar 440 ml de solução aquosa de   amoníaco ( d20 - 0,925 ) . Completar o volume a   1000 ml com água .    Nota    Verificação do teor de amoníaco total .    Tomar 10 ml da solução de citrato . Colocá-los   num balão de 250 ml . Levar ao volume com água   destilada . Tomar 25 ml e determinar o azoto amoniacal   segundo o método 2.1 .    1 ml de SO4H2 0,5 N = 0,008516 g de NH3 .    Nestas condições , o reagente é considerado   como correcto quando o número de ml obtidos na   titulação fica compreendido entre 17,7 e 18 .    Caso contrário deve acrescentar-se 4,25 ml   de solução aquosa de amoníaco ( d - 0,925 ) por   cada 0,1 ml abaixo dos 18 anteriormente indicados .    4.2 . Hidroxi-8-quinoleína ( oxina ) em pó .    5 . APARELHOS E UTENSÍLIOS    5.1 . Pequeno almofariz de vidro ou porcelana com   pilão .    5.2 . Balões graduados de 500 ml , controlados   periodicamente .    5.3 . Balão graduado de 1000 ml .    5.4 . Agitador rotativo regulado à velocidade   de 35 a 40 rotações por minuto .    6 . PREPARAÇÃO DA AMOSTRA    Ver método 1 .    7 . TÉCNICA    7.1 . Toma de ensaio    Colocar num pequeno almofariz 1 g de adubo   preparado , pesado com uma aproximação de   0,0005 g . Juntar dez gotas de citrato ( 4.1 )   para humedecer e desagregar muito cuidadosamente   com o pilão .    7.2 . Extracção    Juntar 20 ml de citrato ( 4.1 ) e diluir esta   pasta neste líquido . Deixar repousar cerca de um   mínuto .    Deitar o líquido no balão graduado de 500 ml   evitando arrastar as partes que possam ter escapado   à desagregação anterior . Moê-las novamente   com o pilão e recomeçar quatro vezes a   operação de forma que todo o produto tenha sido   arrastado para o balão ao fim da quinta operação .   A quantidade total de citrato utilizada nestas   operações deve ser aproximadamente 100 ml .    Lavar o almofariz e o pilão para o balão   graduado com 40 ml de água destilada .    O balão tapado é agitado mecanicamente   durante três horas ( 5.4 ) .    Deixar repousar de quinze a dezasseis horas , retomar   a agitação durante três horas . A temperatura   é mantida a 20 ° C ± 2 ° C durante toda   a operação .    Completar o volume com água destilada . Filtrar   através de filtro seco , rejeitar as primeiras   porções do filtrado e recolher o filtrado   límpido num frasco seco .    7.3 . Determinação    A dosagem do fósforo extraído será efectuada   sobre uma parte da solução obtida pelo método 3.2 .    8 . ANEXO    O emprego da oxina torna possível a aplicação   deste método ãos adubos contendo magnésio .   Este emprego é recomendado quando a relação   dos teores de magnésio e anidrido fosfórico é   superior a 0,03 ( Mg/P2O5 > 0,03 ) . Neste caso   juntar 3 g de oxina à toma de ensaio humedecida .   O emprego da oxina na ausência da magnésio   não perturba , de resto , o ulterior prosseguimento   da dosagem . Na ausencia certa de magnésio é no   entanto possível não utilizar a oxina .    Método 3.1.6 .    EXTRAÇÃO DO FÓSFORO SOLÚVEL NA ÁGUA    1 . OBJECTIVO    O presente documento tem por objectivo estabelecer   um método de extracção do fósforo solúvel   em água .    2 . ÂMBITO DE APLICAÇÃO    O presente método aplica-se a todos os adubos ,   incluindo os adubos compostos , para os quais está   prevista a determinação do fósforo .    3 . FUNDAMENTO    Extracção por água mediante uma agitação   mecânica com inversão em condições   determinadas .    4 . REAGENTE    Agua destilada ou desmineralizada com as mesmas   características da água destilada .    5 . APARELHOS    5.1 . Balão graduado de 500 ml com suficiente   espaço acima da marca para permitir uma boa   agitação do líquido ( por exemplo : balão   de Stohmann ) .    5.2 . Agitador rotativo regulado para uma   velocidade de 35 a 40 rotações por minuto .    6 . PREPARAÇÃO DA AMOSTRA    Ver método 1 .    7 . TÉCNICA    7.1 . Toma de ensaio    Pesar , com uma aproximação de 0,001 g ,   5 g da amostra preparada e introduzi-las num balão   graduado de 500 ml ( 5.1 ) .    7.2 . Extracção    Deitar no balão 450 ml de água cuja temperatura   deve estar compreendida entre 20 e 25 ° C .    Agitar com o agitador rotativo ( 5.2 ) durante   trinta minutos .    Ajustar em seguida à marca de graduação   com água . Homogeneizar cuidadosamente por   agitação e filtrar através de um filtro de   pregas seco isento de fosfatos , para um recipiente seco .    7.3 . Determinação    A determinação do fósforo extraído será   efectuada sobre uma alíquota da solução   obtida , pelo método 3.2 .    Método 3.2 .    DOSAGEM DO FÓSFORO EXTRAÍDO     ( Método gravimétrico pelo fosfomolibdato   de quinoleína )    1 . OBJECTIVO    O presente documento tem por objectivo estabelecer   um método de determinação do fósforo nos   extractos de adubos .    2 . ÂMBITO DE APLICAÇÃO    O presente método aplica-se a todos os extractos   de adubos (1) servindo para a determinação das   diferentes formas de fósforo .    3 . FUNDAMENTO    Após uma eventual hidrólise das formas de   fósforo (1) para além dos ortofosfatos , os   iões ortofosfatados são precipitados em meio   ácido sob a forma de fosfomolibdato de quinoleína .    Após filtração e lavagem o precipitado é   seco a 250 ° C e pesado . Nas condições indicadas ,   nenhuma acção perturbadora é exercida pelos   compostos susceptíveis de se encontrar na solução   ( Ácidos minerais e orgánicos , iões amónio ,   silicatos solúveis , etc ) se se utilizar para   a precipitação um reagente à base de molibdato   de sódio ou de molibdato de amónio .    4 . REAGENTES    Água destilada ou desmineralizada .    4.1 . Acido nítrico concentrado puro ( d = 1,40 ) .    4.2 . Preparação do reagente .    4.2.1 . Preparação do reagente à base de   molibdato de sódio .    Solução A : dissolver 70 g de molibdato de   sódio ( diidratado ) pro-análise em 100 ml   de água destilada .    Solução B : dissolver 60 g de ácido cítrico   puro monoidratado em 100 ml de água destilada e   juntar 85 ml de ácido nítrico concentrado ( 4.1 ) .    Solução C : juntar , agitando , a solução A   à solução B para obter a solução C .    Solução D : a 50 ml de água destilada ,   juntar 35 ml de ácido nítrico concentrado ( 4.1 ) ,   em seguida 5 ml de quinoleína pura recentemente   destilada . Juntar esta solução à solução C ,   homogeneizar cuidadosamente e deixar repousar uma   noite na obscuridade . Passado este período ,   completar a 500 ml com água destilada ,   homogeneizar de novo e filtrar através de funil   filtrante ( ver ponto 5.6 ) .    4.2.2 . Preparação do reagente à base   de molibdato de amónio .    Solução A : dissolver 100 g de molibdato de   amónio pro-análise , aquecendo suavemente e   agitando de tempos a tempos em 300 ml de água   destilada .    Solução B : dissolver 120 g de ácido cítrico   puro monoidratado em 200 ml de água destilada ,   adicionar 170 ml de ácido nítrico concentrado   ( 4.1 ) .    Solução C : a 70 ml de ácido nítrico   concentrado ( 4.1 ) , juntar 10 ml de quinoleína   recentemente destilada .    Solução D : deitar lentamente , agitando bem ,   a solução A na solução B . Após ter   homogeneizado com cuidado juntar a solução C   a esta mistura e perfazer 1 1 . Deixar repousar   durante dois dias na obscuridade e filtrar através   de funil filtrante ( ver ponto 5.6 ) .    Os reagentes 4.2.1 e 4.2.2 são de aplicação   equivalente ; ambos devem ser conservados na   obscuridade em frascos herméticos de polietileno .    5 . APARELHOS E UTENSÍLIOS    5.1 . Erlenmeyer de 500 ml de colo largo .    5.2 . Pipetas de precisão aferidas de 10 ,   25 e 50 ml .    5.3 . Cadinho filtrante de porosidade de 5 a 20    5.4 . Frasco para filtração por vazio .    5.5 . Estufa regulável para 250 ° C ( ±   10 ° C ) .    5.6 . Funil filtrante de vidro de porosidade   de 5 a 20    6 . TÉCNICA    6.1 . Toma da solução    Tomar com uma pipeta de precisão uma alíquota   do extracto de adubo ( ver quadro 2 ) , contendo   0,010 g aproximadamente de P2O5 e introduzi-la   num Erlenmeyer de 500 ml . Juntar 15 ml de ácido   nítrico concentrado (2) ( 4.1 ) e diluir com água   a cerca de 100 ml .    Quadro 2    Determinação das alíquotas das soluções   de fosfato para a precipitação do fosfomolibdato   de quinoleína     % P2O5 no adubo * % P no adubo * Toma de ensaio   ( g ) * Diluição ( ml ) * Toma da solução   ( ml ) * Diluição ml * Toma para a precipitação   ( ml ) * Factor « F » de conversão do   fosfomolibdato de quinoleína em % P2O5 *   Factor « F » de conversão do fosfomolibdato   de quinoleína em % P *    5-10 * 2,2-4,4 * 1 * 500 * - * - * 50 * 32,074 *   13,984 *     * * 5 * 500 * - * - * 10 * 32,074 * 13,984 *    10-25 * 4,4-11,0 * 1 * 500 * - * - * 25 * 64,148 *   27,968 *     * * 5 * 500 * 50 * 500 * 50 * 64,148 * 27,968 *     + 25 * + 11 * 1 * 500 * - * - * 10 * 160,370 * 69,921 *     * * 5 * 500 * 50 * 500 * 25 * 128,296 * 55,937 *    6.2 . Hidrólise    Quando se receia a presença de metafosfatos , de   pirofosfatos ou de polifosfatos na solução ,   efectua-se uma hidrólise da forma que se segue .    Levar o conteúdo do Erlenmeyer a uma ebulição   moderada e mantê-la até que a hidrólise esteja   completa ( em geral uma hora ) . Procurar-se-à   utilizando por exemplo um refrigerante de refluxo ,   evitar as perdas por projecção , bem como uma   evaporação excessiva que reduzisse o volume   inicial a menos de metade . No fim da hidrólise ,   refazer o volume inicial com água destilada .    6.3 . Tara do cadinho    Secar o cadinho filtrante ( 5.3 ) durante   15 minutos na estufa ( 5.5 ) regulada para   250 ± 10 ° C . Tará-lo após arrefecimento   num exsicador .    6.4 . Precipitação    A solução ácida contida no Erlenmeyer é   aquecida até ao início da ebulição , em   seguida procede-se à precipitação do   fosfomolibdato de quinoleína adicionando gota a gota ,   agitando continuamente , 40 ml do reagente   precipitante ( 4.2.1 ou 4.2.2 (3) . Colocar o   Erlenmeyer num banho-maria a ferver durante quinze   minutos agitando de vez em quando . Pode filtrar-se   imediatamente ou depois de arrefecer .    6.5 . Filtração e lavagem    Filtrar pelo vácuo decantando . Lavar o   precipitado no Erlenmeyer com 30 ml de água .   Decantar e filtrar a solução . Recomeçar   cinco vezes esta operação . Transferir   quantitativamente o resto do precipitado para o   cadinho com o esguicho . Lavar quatro vezes com   20 ml de água no total , só juntando a água   de lavagem após filtração praticamente   completa . Esgotar bem a água do precipitado .    6.6 . Secagem e pesagem    Limpar o exterior do cadinho com papel de filtro .   Colocar este cadinho numa estufa ( 5.5 ) e   mantê-lo até peso constante a uma temperatura   efectiva de 250 ± 10 ° C ( em geral quinze   minutos ) ; deixar arrefecer no exsicador à   temperatura ambiente e pesar rapidamente .    6.7 . Ensaio em branco    Para cada série de determinações , efectuar   um ensaio em branco empregando unicamente os   reagentes e os solventes nas proporções empregadas   para a extracção ( solução de citrato , etc. ) e   tomá-lo em consideração no cálculo do resultado   final .    6.8 . Verificação    Efectuar a determinação sobre uma alíquota   duma solução aquosa de fosfato monopotássico   pro-análise , contendo essa alíquota 0,010 g   de P2O5 .    7 . EXPRESSÃO DOS RESULTADOS    Se se utilizarem as tomas e diluições   indicadas no quadro , a fórmula a aplicar é a   seguinte :    P2O5 % do adubo = ( A - a ) X F    P % do adubo = ( A - a ) X F'    em que    A = peso em g do fosfomolibdato de quinoleína ;    a = peso em g do fosfomolibdato de quinoleína   obtido no ensaio em branco ;    F e F' = factores dados para o P2O5 e o P das   duas últimas colunas do quadro 2 .    Com tomas e diluições diferentes das do quadro 2   a fórmula que se aplica é a seguinte :    P2O5 % do adubo = ( ( A - a ) × f × D × 100 ) /M    P % do adubo = ( ( A - a ) × f' × D × 100 ) /M    em que    f e f' = factores de transformação do   fosfomolibdato de quinoleína em P2O5 = 0,032074 e em   P = 0,013984 ;    D = factor de diluição ;    M = massa , em g , da amostra analisada .    (1) Fósforo solúvel nos ácidos minerais ,   fósforo sulúvel em água , fósforo solúvel   nas soluções de citrato de amónio , fósforo   solúvel no ácido cítrico a 2 % e fósforo   solúvel no acido fórmico a 2 % .    (2) 21 ml se a solução a precipitar contiver mais   de 15 ml de solução de citrato ( citrato neutro ,   citrato alcalino de Petermann ou de Joulie ) .    (3) Para precipitar as soluções de fosfato   que contenham mais de 15 ml de citrato ( neutro ,   de Petermann ou de Joulie ) e que foram acidificadas   com 21 ml de ácido nítrico concentrado utilizar   80 ml de reagente .    Método 4    POTÁSSIO    Método 4.1 .    DETERMINAÇÃO DO TEOR DE POTÁSSIO SOLÚVEL EM ÁGUA    1 . OBJECTIVO    O presente método tem por objectivo uma determinação   do teor de potássio solúvel em água , sob a   forma de tetrafenilborato de potássio .    2 . ÂMBITO DE APLICAÇÃO    O presente método aplica-se a todos os adubos   potássicos que figuram no Anexo 1 da Directiva   76/116/CEE . 3 . FUNDAMENTO    O potássio da amostra a analisar é solubilisado   em água . Após eliminação ou fixação das   substancias que podem interferir na determinação ,   o potássio é precipitado em meio fracamente alcalino ,   sob a forma de tetrafenilborato de potássio .    4 . REAGENTES    Água destilada ou desmineralizada .    4.1 . Formol pro-análise .    Solução límpida a 25-35 % de formaldeído .    4.2 . Cloreto de potássio pro-análise .    4.3 . Solução de hidróxido de sódio 10 N .   Recomenda-se a utilização exclusiva de   hidróxido de sódio pro-análise , isento de   potássio .    4.4 . Solução de indicador .    Dissolver 0,5 g de fenolftaleína em etanol a 90 °   e perfazer o volume de 100 ml .    4.5 . Solução de EDTA .    Dissolver 4 g do sal disódico diidratado do   ácido etilenodiaminotetracético em água , num   balão graduado de 100 ml .    Perfazer o volume e homogeneizar . Conservar este reagente   num recipiente de plástico .    4.6 . Solução de TPBS .    Dissolver 32,5 g de tetrafenilborato de sódio   em 480 ml de água , juntar 2 ml da solução de   hidróxido de sódio ( 4.3 ) e 20 ml de uma   solução de cloreto de magnésio ( 100 g de   MgCL2.6H2O por l ) .    Agitar durante quinze minutos e filtrar através   de filtro , sem cinzas , de filtração lenta .    Conservar este reagente num recipiente de plástico .    4.7 . Solução de lavagem .    Diluir 20 ml da solução de TPBS ( 4.6 ) a 1000 ml   com água .    4.8 . Água de bromo .    Solução saturada de bromo em água .    5 . APARELHOS E UTENSÍLIOS    5.1 . Balões graduados de 1000 ml .    5.2 . Copo de 250 ml .    5.3 . Cadinhos filtrantes de porosidade 5 a 20    5.4 . Estufa regulável para 120 ± 10 ° C .    5.5 . Exsicador .    6 . PREPARAÇÃO DA AMOSTRA    Ver método 1 .    No caso dos sais potássicos , a granulometria da   amostra deve ser tal que a toma de ensaio seja   bem representativa ; é recomendado para estes   produtos o cumprimento do prescrito no ponto 6 ,   alínea a ) , do método 1 . Em seguida a amostra deve   ser particularmente homogeneizada .    7 . TÉCNICA    7.1 . Toma de ensaio    Pesar , com uma aproximação de 0,001 g , uma   quantidade de 10 g da amostra preparada ( 5 g para   os sais de potássio que contenham mais de 5 % de   óxido de potássio ) . Introduzir esta toma de   ensaio num copo de 600 ml com cerca de 400 ml de   água . Levar à ebulição e deixar ferver   durante trinta minutos . Arrefecer , transferir   quantitativamente para um balão graduado de   1000 ml , perfazer o volume , homogeneizar e filtrar   para um recipiente seco . Rejeitar os primeiros 50 ml   de filtrado ver no ponto 7.6 a nota relativa ao   modo operatório descrito na alínea a ) .    7.2 . Preparação da alíquota para a   precipitação    Tomar com uma pipeta uma alíquota do filtrado   que contenha de 0,025 a 0,050 g de potássio ( ver   quadro 3 ) e colocá-la num copo de 250 ml . Completar   eventualmente com água a 50 ml .    Para evitar possíveis interferências , juntar 10 ml   da solução de EDTA ( 4.5 ) , algumas gotas de   fenolftaleína ( 4.4 ) e , agitando , uma   solução de hidróxido de sódio ( 4.3 ) gota   a gota até coloração vermelha , e finalmente   algumas gotas em excesso ( geralmente 1 ml de   hidróxido de sódio chega para a neutralização   e para a excesso ) .    Para eliminar a maior parte do amoníaco [ ver no   ponto 7.6 a nota relativa ao modo operatório ,   alínea b ) ] , ferver suavemente durante quinze   minutos .    Adicionar , se necessário , água até ao volume   de 60 ml .    Levar a solução à ebulição , retirar o   copo do aquecimento e juntar 10 ml de formol ( 4.1 ) .   Juntar algumas gotas de fenolftaleína e , se   necessário , ainda algumas gotas de hidróxido   de sódio até coloração vermelha bem   nítida . Colocar o copo coberto com um vidro de   relógio durante quinze minutos num banho-maria em   ebulição .    7.3 . Tara do cadinho    Secar o cadinho filtrante ( ver ponto 5.3 ) a peso   constante ( cerca de quinze minutos ) na estufa   ( 5.4 ) regulada para 120 ° C .    Deixar arrefecer o cadinho num exsicador e tará-lo .    7.4 . Precipitação    Retirar o copo do banho-maria e , agitando sempre ,   juntar gota a gota 10 ml da solução TPBS   ( 4.6 ) . ( Esta adição efectua-se em aproximadamente   dois minutos ) . Esperar pelo menos dez minutos antes   de filtrar .    7.5 . Filtração e lavagem    Filtrar no vácuo no cadinho tarado , lavar o   copo com o líquido de lavagem ( 4.7 ) , lavar o   precipitado três vezes com o líquido de lavagem   ( cerca de 60 ml no total ) e duas vezes com 5 a 10 ml   de água . Deixar escoar todo o líquido possível   do precipitado .    7.6 . Secagem e pesagem    Limpar o exterior do cadinho com papel de filtro .   Colocar o cadinho com o seu conteúdo na   estufa durante uma hora e meia a uma temperatura   efectiva de 120 ° C . Deixar arrefecer num   exsicador à temperatura ambiente e pesar rapidamente .    Nota relativa ao modo operatório    a ) Se o filtrado é de cor escura , tomar com uma   pipeta uma alíquota contendo no máximo 0,10 g   de K2O para um balão graduado de 100 ml , adicionar   água de bromo e levar à ebulição para   eliminar o excesso de bromo . Após arrefecimento ,   perfazer o volume , filtrar e determinar o potássio   numa alíquota do filtrado .    b ) No caso em que o azoto amoniacal esteja   ausente ou presente apenas em fraca quantidade , pode-se   dispensar a fervura durante quinze minutos .    7.7 . Alíquotas a tomar para a precipitação   e factores    Quadro 3    Para o método 4     % K2O5 no adubo * % K no adubo * Toma de ensaio   ( g ) * Toma da solução de extracção   para diluição ( ml ) * Diluição ( a ml ) *   Alíquota a tomar para a precipitação ( ml ) *   Factor de conversão « F » % K2O/g TPBK *   Factor de conversão « F » % K/g TPBK *    5-10 * 4,2-8,3 * 10 * - * - * 50 * 26,280 * 21,812 *    10-20 * 8,3-16,6 * 10 * - * - * 25 * 52,560 * 43,624 *    20-50 * 16,6-41,6 * 10 * seja - * - * 10 * 131,400 *   109,060 *     * * * ou 50 * 250 * 50 * 131,400 * 109,060 *    mais de 50 * mais de 41,5 * 5 * seja - * - * 10 *   262,800 * 218,120 *     * * * ou 50 * 250 * 50 * 262,800 * 218,120 *    7.8 . Ensaio em branco    Para cada série de determinações ,   efectuar um ensaio em branco , empregando unicamente os   reagentes nas proporções utilizadas na análise ,   e tomá-lo em consideração no cálculo do   resultado final .    7.9 . Ensaio de controlo    Efectuar , a fim de controlar a técnica   analítica , uma determinação sobre uma   alíquota de uma solução aquosa de cloreto de   potássio , contendo essa alíquota no   máximo 0,040 g de K2O .    8 . EXPRESSÃO DOS RESULTADOS    Se se utilizarem as tomas de ensaio e as   diluições indicadas no quadro 3 , a fórmula que   se aplica é a seguinte :     % K2O no adubo = ( A - a ) F    ou     % K no adubo = ( A - a ) F'    em que    A = peso em gramas de TPBK ;    a = peso em gramas de TPBK , obtido no ensaio em   branco ;    F e F' = factores indicados para K2O e K nas   duas últimas colunas do quadro 3 .    Com tomas de ensaio e diluições diferentes   das do quadro 3 a fórmula que se aplica é a   seguinte :     ( ( A - a ) × f × D × 100 ) /M    ou     ( ( A - a ) × f' × D × 100 ) /M    em que    f = factor de conversão do TPBK em K2O = 0,1314 ;    f' = factor de conversão do TPBK em K = 0,109 ;    D = factor de diluição ;    M = massa , em g , da amostra analisada .    Método 5    MAGNESIO    Método 5.1 .    DETERMINAÇÃO DO MAGNÉSIO SOLÚVEL EM ÁGUA    1 . OBJECTIVO    O presente documento tem por objectivo estabelecer   um método de determinação do magnésio solúvel   em água .    2 . ÂMBITO DE APLICAÇÃO    O presente método aplica-se exclusivamente   aos adubos simples para os quais o Anexo I A da   Directiva 76/116/CEE do Conselho prevê a indicação   do magnésio solúvel em água .    3 . FUNDAMENTO    Dissolução do magnésio por ebulição duma toma   de ensaio da amostra em água .    Primeira titulação com EDTA de Ca + Mg em presença   de negro de eriocromo T . Segunda titulação com   EDTA do Ca em presença de calceína ou de ácido   calconcarbónico . Determinação do magnésio por   diferença .    4 . REAGENTES    Agua destilada ou desmineralizada .    4.1 . Solução padrão de magnésio 0,05 molar .    Pesar 2,016 g de óxido de magnésio   pro-análise calcinado previamente a 600 ° C durante   duas horas . Colocá-lo num copo com 100 ml de   água . Juntar , agitando , 120 ml de ácido   clorídrico aproximadamente N . Após dissolução   transferir quantitativamente para um balão graduado de   1 l , perfazer o volume com água e homogeneizar .    Controlar com precisão , por gravimetria sob a forma   de fosfato , o título da solução .    Um ml desta solução deveria conter 1,216 mg   de Mg ( = 2,016 mg de MgO ) .    4.2 . Solução 0,05 molar de EDTA .    Pesar 18,61 g de sal dissódico diidratado do   ácido etilenodiaminotetracético   ( C10H14N2Na2O8.2H2O ) que se colocam num copo   de 100 ml e que se dissolvem em 600 a 800 ml de   água . Transferir a solução quantitativamente   para um balão graduado de 1 l . Perfazer o   volume e homogeneizar . Controlar esta solução   pela solução 4.1 tomando 20 ml desta última   e titulando segundo a técnica analítica   ( 7.4.1 ) .    Um ml da solução de EDTA deveria corresponder   a 1,216 mg de Mg ou 2,016 mg de MgO e a 2,004 mg   de Ca ou 2,804 mg de CaO ( ver pontos 9.1 e 9.6 ) .    4.3 . Solução padrão de cálcio 0,05 molar .    Pesar 5,004 g de carbonato de cálcio pro-análise   seco . Colocá-lo num copo com 100 ml de água .   Juntar progressivamente , agitando , 120 ml de   ácido clorídrico aproximadamente normal .    Levar à ebulição para expulsar o anidrido   carbónico , arrefecer , transferir quantitativamente   para um balão graduado de 1 l , perfazer o volume   com água e homogeneizar . Verificar a correspondência   desta solução com a solução 4.2 seguindo a   técnica analítica 7.4.2 . Um ml desta solução   deveria conter 2,004 mg de Ca ( = 2,804 mg de CaO )   e corresponder a 1 ml da solução de EDTA 0,05 molar .    4.4 . Indicador calceína .    Misturar com cuidado num almofariz 1 g de calceína   com 100 g de cloreto de sódio . Utilizar 0,010 g   desta mistura . O indicador vira de verde a laranja .   Deve titular-se até à obtenção de um laranja   isento de reflexos verdes .    4.5 . Indicador ácido calconcarbónico .    Dissolver 0,40 g de ácido calconcarbónico em   100 ml de metanol . Utilizar três gotas desta solução .   O indicador vira de vermelho a azul . Deve-se titular   até à obtenção de um azul isento de reflexos   vermelhos .    4.6 . Indicador negro de eriocromo T .    Dissolver 0,30 g de negro de eriocromo T numa   mistura de 25 ml de alcool propílico e de 15 ml de   trietanolamina . Utilizar três gotas desta   solução . Este indicador vira de vermelho a azul   e deve-se titular até obter um azul isento de   reflexos vermelhos . A viragem só se dá na presença   de magnésio . Se necessário juntar 0,1 ml da   solução padrão 4.1 .    Na presença simultânea de cálcio e de   magnésio o cálcio é primeiro complexado pelo   EDTA e em seguida o magnésio . Neste caso os   dois elementos são titulados globalmente .    4.7 . Cianeto de potássio pro-análise .    Solução aquosa de KCN a 2 % .    4.8 . Solução de hidróxido de potássio e de   cianeto de potássio .    Dissolver 280 g de KCH e 66 g de KCN em água ,   levar o volume a 1 l e homogeneizar .    4.9 . Solução tampão pH 10 .    Dissolver 33 g de cloreto de amónio em 200 ml   de água , juntar 250 ml de solução aquosa de   amoníaco ( d = 0,91 ) , levar ao volume de 500 ml   com água e homogeneizar . Controlar regularmente   o pH desta solução .    5 . APARELHOS E UTENSÍLIOS    5.1 . Agitador magnético ou mecánico .    5.2 . Medidor de pH .    5.3 . Balões graduados de 500 ml .    5.4 . Copos de 300 ml .    6 . PREPARAÇÃO DA AMOSTRA    Ver método 1 .    7 . TÉCNICA    7.1 . Toma de ensaio    Introduzir 5 g da amostra preparada , pesada   a 0,001 g , num balão graduado de 500 ml .    7.2 . Dissolução    Juntar cerca de 300 ml de água . Ferver durante   meia hora . Deixar arrefecer , perfazer o volume ,   homogeneizar e filtrar .    7.3 . Ensaio de controlo    Efectuar uma determinação sobre alíquotas   das soluções 4.1 e 4.3 de modo que se tenha uma   relação Ca/Mg igual à da amostra .    Para este efeito , tomar a ml da solução padrão   4.3 e b - a da solução padrão 4.1 . a e b são   os números de ml de solução de EDTA   utilizados nas duas titulações quando da análise   da amostra . Esta maneira de proceder só é   correcta se as soluções de EDTA , de cálcio e de   magnésio são exactamente equivalentes . No caso   contrário é necessário introduzir as eventuais   correcões .    7.4 . Determinação    7.4.1 . Titulação em presença de negro de   eriocromo T    Tomar com uma pipeta uma alíquota a analisar   ( ver ponto 7.5 ) e introduzi-la num copo de 300 ml ;   diluir com água até cerca de 100 ml . Adicionar   5 ml da solução tampão ( 4.9 ) . O pH medido   com o medidor de pH deve ser 10,4 ± 0,1 . Juntar   2 ml de solução de cianeto de potássio ( 4.7 ) e   três gotas de indicador negro de eriocromo T ( 4.6 ) .   Agitar moderadamente e titular com uma solução   de EDTA ( 4.2 ) ( ver os pontos 9.2 , 9.3 e 9.4 ) .   Seja b o número de ml de solução de EDTA   0,05 molar .    7.4.2 . Titulação em presença de calceína ou   de ácido calconcarbónico    Pipetar uma alíquota da solução a analisar igual   à tomada para a titulação anterior e introduzi-la   num copo . Diluir com água até cerca de 100 ml .   Adicionar 10 ml de solução de KOH , KCN ( 4.8 )   e o indicador ( 4.4 ou 4.5 ) . Agitar moderadamente   e titular com solução de EDTA ( 4.2 ) ( ver os   pontos com relação aos indicadores e igualmente   os pontos 9.2 , 9.3 e 9.4 ) . Seja a o número de ml   de solução de EDTA 0,05 molar .    7.5 . Alíquotas a tomar para a determinação    Natureza do adubo * Alíquota a tomar para cada   titulação ( ml ) * Quantidade da amostra presente   na alíquota ( g ) *    Nitrato de cálcio e de magnésio * 20 * 0,200 *    Sulfonitrato de amónio e magnésio * 50 * 0,500 *    Sais brutos de potássio * 25 * 0,250 *    Cloreto de potássio com magnésio * 25 * 0,250 *    Sulfato de potássio e de magnésio * 25 * 0,250 *    Nota    1 . Para todos estes adubos , a toma de ensaio é   de 5 g e o volume total da solução a analisar é de   500 ml .    2 . Para a titulação com o negro de eriocromo T ,   não se deve ultrapassar excessivamente na   titulação os 25 ml de EDTA , senão será   necessário reduzir o volume da alíquota .    Por outro lado , poder-se-á também eventualmente   aumentá-la .    8 . EXPRESSÃO DO RESULTADO    MgO % no adubo = ( ( b - a ) × T ) /M    ou    Mg % no adubo = ( ( b - ) × T' ) /M    Se o título da solução de EDTA for   exactamente 0,05 M , T = 0,2016 e T'= 0,1216 , sendo M a   massa da amostra , expressa em gramas , presente na   alíquota tomada ( ver ponto 7.5 ) .    9 . OBSERVAÇÕES    9.1 . A relação estequiométrica EDTA-metal   nas análises complexométricas é sempre 1:1 , seja   qual for a valência do metal e ainda que o EDTA   seja tetravalente . A solução de titulação   de EDTA e as soluções padrão serão então   molares e não normais .    9.2 . Os indicadores complexométricos são   muitas vezes sensíveis à acção do ar . A   solução pode empalidecer durante a titulação .   E então necessário acrescentar uma ou duas   gotas do indicador . É este o caso em especial   para o negro de eriocromo e também para o ácido   calconcarbónico .    9.3 . Os complexos metal-indicador são por vezes   relativamente estáveis e a viragem pode demorar .    As últimas gotas de EDTA devem , por isso , ser   deitadas muito lentamente e deve-se assegurar que não   tenha sido ultrapassado o ponto de viragem ,   adicionando uma gota da solução 0,05 molar de   magnésio ( 4.1 ) ou de cálcio ( 4.3 ) .    E este o caso , sobretudo , do complexo   eriocromo-magnésio .    9.4 . A viragem do indicador não deve ser observada   de cima para baixo , mas horizontalmente através   da solução , e o copo deve ser colocado sobre um fundo   branco numa posição favorável em relação   à luz .    A viragem é também fácil de ver colocando o   copo sobre um vidro despolido iluminado por baixo   ( lámpada de 25 W ) .    9.5 . A execução desta análise requer uma certa   experiência . Far-se-ão , entre outros exercícios ,   observações das viragens com as soluções padrão   4.1 e 4.3 .    E aconselhável que seja sempre a mesma pessoa   do laboratório a ocupar-se destas determinações .    9.6 . A utilização de uma solução de EDTA   de título garantido ( por exemplo , tritisol ,   Normex ) pode simplificar o controlo da equivalência   das soluções padrão 4.1 , 4.2 e 4.3 .    Método 6    CLORO    Método 6.1 .    DETERMINAÇÃO DO CLORO DOS CLORETOS NA AUSÊNCIA   DE MATÉRIAS ORGÂNICAS    1 . OBJECTIVO    O presente documento tem por objectivo estabelecer   um método de determinação do cloro dos cloretos   na ausência de matérias orgânicas .    2 . ÂMBITO DE APLICAÇÃO    O presente método aplica-se a todos os adubos isentos   de matérias orgânicas .    3 . FUNDAMENTO    Os cloretos dissolvidos em água são precipitados   em meio ácido por uma solução titulada de nitrato   de prata em excesso . O excesso é titulado por uma   solução de tiocianato de amónio em presença   de sulfato ferri-amónico ( método Volhard ) .    4 . REAGENTES    Água destilada ou completamente desmineralizada ,   isenta de cloretos .    4.1 . Nitrobenzeno pro-análise ou éter etílico .    4.2 . Ácido nítrico 10 N .    4.3 . Solução de indicador : dissolver 40 g de   sulfato de amónio ferrico Fe2(SO4)3(NH4)2SO4.24H2O em   água e perfazer 1000 ml .    4.4 . Solução titulada de nitrato de prata 0,1 N .    4.5 . Solução titulada de tiocianato de amónio   0,1 N .    Preparação : como este sal é higroscópico e não   pode ser seco sem risco de decomposição , é   aconselhável pesar cerca de 9 g , dissolver em água   e levar ao volume de 1000 ml . Ajustar ao título de 0,1 N   por titulações com a solução de AgNO3 0,1 N .    5 . APARELHOS E UTENSÍLIOS    5.1 . Agitador rotativo regulado para uma velocidade de 35   a 40 rotações por minuto .    5.3 . Um balão graduado de 500 ml .    5.4 . Frasco cónico ( Erlenmeyer ) de 250 ml .    6 . AMOSTRAGEM    Ver método 1 .    7 . TÉCNICA    7.1 . Toma de ensaio e preparação da solução    Introduzir 5 g da amostra , pesada a 0,001 g , num   balão graduado de 500 ml e juntar 450 ml de   água . Agitar durante meia hora no agitador , perfazer   500 ml com água destilada , homogeneizar e filtrar   para um copo .    7.2 . Determinação    Tomar uma alíquota do filtrado que não contenha   mais de 0,150 g de cloro , por exemplo , 25 ml   ( 0,25 g ) , 50 ml ( 0,5 g ) ou 100 ml ( 1 g ) .   Se se tomar uma quantidade inferior a 50 ml deve   completar-se a 50 ml com água destilada .    Adicionar 5 ml de ácido nítrico 10 N ( 4.2 ) ,   20 ml de solução de indicador ( 4.3 ) e duas   gotas de solução titulada de tiocianato de amónio   ( este último reagente é tomado da bureta que foi   ajustada a zero para esse efeito ) .    Adicionar seguidamente , com uma bureta , solução   titulada de nitrato de prata ( 4.4 ) até um excesso   de 2 a 5 ml . Juntar 5 ml de nitrobenzeno ou 5 ml de   éter etílico ( 4.1 ) e agitar bem a fim de aglutinar   o precipitado . Titular o excesso de nitrato de prata   com o tiocianato de amónio 0,1 N ( 4.5 ) até à   aparição de uma cor amarelo acastanhado que persiste   após uma ligeira agitação .    Nota    O nitrobenzeno ou o éter etilico ( mas sobretudo o   nitrobenzeno ) protejem o cloreto de prata da reacção   com os iões tiocianato . Desta maneira obtem-se uma   viragem muito nítida .    7.3 . Ensaio em branco    Fazer um ensaio em branco nas mesmas condições   e tomá-lo em consideração no cálculo do resultado   final .    7.4 . Ensaio de controlo    Antes da determinação , controlar a execução   correcta da técnica utilizando uma solução   recentemente preparada de cloreto de potássio que   contenha uma quantidade conhecida , da ordem de   0,1 g de Cl .    8 . EXPRESSÃO DO RESULTADO    Exprimir o resultado da análise em percentagem   de cloro contido na amostra tal como recebida para   análise .    Calcular a percentagem de cloro ( Cl ) pela   fórmula :    Cl % = 0,003546 × ( ( V z - V cz ) -   ( V a - V ca ) × 100 ) /M    em que    V z = número de ml de nitrato de prata 0,1 N ;    V cz = número de ml de nitrato de prata 0,1 N   utilizados no ensaio em branco ;    V a = número de ml de tiocianato de amónio 0,1 N ;    V ca = número de ml de tiocianato de amónio   0,1 N utilizados no ensaio em branco ;    M = massa contida na alíquota , em gramas .    Métodos 7    GRANULOMETRIA    Método 7.1    DETERMINAÇÃO DA GRANULOMETRIA A SECO    1 . OBJECTIVO    O presente documento tem por objectivo estabelecer   um método de determinação da finura da moagem   em seco .    2 . ÂMBITO DE APLICAÇÃO    O presente método aplica-se exclusivamente aos   adubos CEE para os quais está prevista a indicação   da finura com os peneiros da malha 0,630 mm e 0,160 mm .    3 . FUNDAMENTO    Por peneiração mecânica determinam-se   as quantidades de produto de granulometria superior a   0,630 mm e compreendida entre 0,160 mm e 0,630 mm e   calcula-se a percentagem de finos da moagem .    4 . APARELHOS E UTENSÍLIOS    4.1 . Aparelho mecânico de peneiração .    4.2 . Peneiros com aberturas de malha respectivamente   de 0,160 mm e 0,630 mm das séries normalizadas   de 20 cm de diâmetro e 5 cm de altura com o fundo   correspondente .    5 . TÉCNICA   Pesar 50 g de matéria , com uma aproximação de   0,05 g . Adaptar os dois peneiros e o fundo do aparelho   de peneirar , colocando o peneiro de malhas maiores   por cima . Peneirar durante 10 minutos e retirar   a fracção recolhida no fundo . Pór novamente   o aparelho a funcionar e verificar se após   um minuto a quantidade recolhida sobre o fundo não   é superior a 250 mg , senão repetir a operação   ( um minuto de cada vez ) . Pesar separadamente a   quantidade retida por cada um dos peneiros .    6 . EXPRESSÃO DOS RESULTADOS     % finura com o peneiro de 0,630 m = ( 5-M1 ) × 2     % finura com o peneiro de 0,160 mm = 50-(M1 + M2) × 2    M1 = peso retido no peneiro de 0,630 mm .    M2 = peso retido no peneiro de 0,160 mm ( tendo   a parte retida no peneiro de 0,630 mm sido já   eliminada ) . Os resultados são arredondados para a   unidade superior .    Método 7.2    DETERMINAÇÃO DA GRANULOMETRIA DOS FOSFATOS NATURAIS   MACIOS    1 . OBJECTIVO    O presente método destina-se a estabelecer um   método de determinação da finura da moagem dos   fosfatos naturais macios .    2 . ÂMBITO DE APLICAÇÃO    O presente método aplica-se exclusivamente aos   fosfatos naturais macios .    3 . FUNDAMENTO    Dada a extrema finura que convém determinar , a   peneiração a seco é difícil de praticar porque as   partículas mais finas tendem a aglomerar-se em grumos .   É por isso que por convenção se recorre à   peneiração por via húmida .    4 . REAGENTE    Solução de hexametafosfato de sódio a 1 % .    5 . APARELHOS E UTENSÍLIOS    5.1 . Peneiros de abertura de malha de respectivamente   0,063 e 0,125 mm , das séries de 20 cm de diâmetro   e de 5 cm de altura , normalizadas , com o fundo   correspondente .    5.2 . Funil de vidro de 20 cm de diâmetro com um   suporte .    5.3 . Copos de 250 ml .    5.4 . Estufa de secagem .    6 . TÉCNICA ANALÍTICA    6.1 . Toma de ensaio    Pesar 50 g de matéria com uma aproximação de 50 g .   Lavar com água os dois lados do peneiro e encaixar o   peneiro de malha de 0,125 mm no peneiro de 0,063 mm .    6.2 . Técnica    Colocar a toma de ensaio no peneiro de cima . Peneirar   sob um pequeno jacto de água fria ( pode-se utilizar   água da torneira ) até que esta passe aproximadamente   límpida . O caudal do jacto será tal que o peneiro   inferior não se encha de água .    Quando o resíduo no peneiro superior parecer mais ou   menos constante , retirar este peneiro e guardá-lo .    Continuar a peneirarão húmida sobre o penerío   inferior durante alguns minutos até que a água   passe aproximadamente límpida .    Reajustar o peneiro de 0,125 mm ao peneiro de 0,063 mm .   Transferir o eventual depósito existente no fundo   para o peneiro superior e retomar a peneiração húmida   sob pequeno jacto de água até que esta se tenha   novamente tornado límpida .    Transferir quantitativamente cada um dos residuos   para um copo diferente , servindo-se do funil .   Repó-los em suspensão enchendo os copos com água .   Após cerca de um minuto de repouso , decantar   eliminando o mais possível a água .    Colocar os copos na estufa a 105 ° C durante duas horas .   Deixar arrefecer , retirar o conteúdo com o auxílio   de um pincel e pesá-lo .    7 . EXPRESSÃO DOS RESULTADOS    Finura % no peneiro de 0,125 mm = ( 50-M1 ) × 2    Finura % no peneiro de 0,063 mm = ( 50-(M1 + M2) × 2    em que    M1 = peso retido no peneiro de 0,125 mm ;    M2 = peso retido no peneiro de 0,063 mm ;    Os resultados dos cálculos são arredondados para a   unidade superior .    8 . OBSERVAÇÃO    Se no fim da peneiração com água se observasse   a presença de grumos num dos peneiros conviria   recomeçar a análise da forma seguinte .    Deitar 50 g da amostra lentamente e agitando num   frasco de aproximadamente 1 l contendo 500 ml   da solução de hexametafosfato de sódio ( 4 ) .   Tapar hermeticamente o frasco e agitar energicamente à   mão para destruir os grumos . Transferir toda a   suspensão para o peneiro superior tendo o   cuidado de lavar o frasco . Continuar a análise como em   6.2 .