CELEX: 51989PC0377
Language: fr
Date: 1989-07-27
Title: PROPOSITION DE DIRECTIVE DU CONSEIL CONCERNANT LE RAPPROCHEMENT DES LEGISLATIONS DES ETATS MEMBRES RELATIVES AUX DISPOSITIFS ANTI-PROJECTIONS DE CERTAINES CATEGORIES DE VEHICULES A MOTEUR ET DE LEURS REMORQUES

COMMISSION DES COMMUNAUTES EUROPEENNES
                                                  C0MC89) 377 final - SYN 210
                                                  Bruxelles, le 27 juillet 1989
                             Proposition de
                          DIRECTIVE DU CONSEIL
    concernant le rapprochement des législations des Etats membres
  relatives aux dispositifs anti-projections de certaines catégories
              de véhicules à moteur et de leurs remorques
                     (présentée par la Commission)
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                                                           EXPOSE DES MOTIFS
 La p r é s e n t e p r o p o s i t i o n de d i r e c t i v e c o n c e r n e l e r a p p r o c h e m e n t d e s    législa-
 t i o n s d e s E t a t s membres r e l a t i v e s aux d i s p o s i t i f s a n t i - p r o j e c t i o n s de
 c e r t a i n e s c a t é g o r i e s de v é h i c u l e s à m o t e u r e t de l e u r s r e m o r q u e s e t r e m p l a c e
 c e l l e t r a n s m i s e au C o n s e i l l e 1 2 / 8 / 1 9 8 7 f i g u r a n t d a n s l e document COM ( 8 7 ) 1 3 2
 final.
 L ' h i s t o r i q u e , l e s m o t i f s e t l e c o n t e n u de c e t t e n o u v e l l e p r o p o s i t i o n   sont
 consignés             ci-après.
 I . HISTORIQUE
 1. Dans l e cadre de l a procédure de r é c e p t i o n par type CEE des v é h i c u l e s à
       moteur e t de l e u r s remorques, qui f a i t l ' o b j e t de l a d i r e c t i v e du Conseil
       70/156/CEE du 6 f é v r i e r 1970 , i l e s t notamment prévu un p o i n t r e l a t i f à
       des d i s p o s i t i o n s s p é c i a l e s v a l a b l e s pour l e s v é h i c u l e s de t r a n s p o r t de
       marchandises (point 12.4 de l ' a n n e x e I I ) .
       I l a u t o r i s e l ' é l a b o r a t i o n d'une ou de p l u s i e u r s d i r e c t i v e s p a r t i c u l i è r e s
       d é f i n i s s a n t l e s p r e s c r i p t i o n s techniques e t l e s méthodes d ' e s s a i auxquelles
       doivent notamment s a t i s f a i r e l e s v é h i c u l e s a f f e c t é s au t r a n s p o r t de
       marchandises en ce qui concerne l e u r c o n s t r u c t i o n e t l e u r équipement dans
       l e cadre de l a procédure de r é c e p t i o n CEE par type des v é h i c u l e s ou de
       l e u r s éléments c o n s t i t u t i f s .
2 . En vue d ' a m é l i o r e r l a s é c u r i t é r o u t i è r e , l a Commission a donc i n c l u s ce
      p o i n t dans son programme d ' a c t i o n s l é g i s l a t i v e s e n t r e p r i s e s à l ' o c c a s i o n de
       l ' a n n é e de l a s é c u r i t é r o u t i è r e 1986.
       Le Conseil a souligné l ' i m p o r t a n c e de l ' i n i t i a t i v e de l a Commission e t des
       a c t i o n s s i m i l a i r e s dans sa r é s o l u t i o n du 19 décembre 1984 concernant la
                                       2
      sécurité routière
\ JO L 42 du 23/2/1970, page 1
    JO C341 du 21/12/1984, page 1
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     Le Parlement européen a également insisté à plusieurs reprises sur la
                                                                                                                 3
    n é c e s s i t é d ' é l a b o r e r une l é g i s l a t i o n communautaire en l a matière
3 . La Commission a p r é s e n t é au Conseil une première p r o p o s i t i o n en août 1987,
    p r o p o s i t i o n basée sur l ' a r t i c l e 100A du T r a i t é e t dont l e contenu technique
    é t a i t fondé sur l e s p r e s c r i p t i o n s en vigueur dans c e r t a i n s E t a t s membres
    a i n s i que sur des p r o p o s i t i o n s de d i v e r s e x p e r t s .
    Le but e s s e n t i e l de c e t t e p r o p o s i t i o n é t a i t d ' a m é l i o r e r l a s é c u r i t é
    r o u t i è r e par l ' u t i l i s a t i o n de d i s p o s i t i f s a n t i - p r o j e c t i o n s , dispositifs
    d e s t i n é s à l i m i t e r l e s p r o j e c t i o n s d ' e a u , de boue ou de g r a v i l l o n s ,
    engendrées par l e s pneumatiques des v é h i c u l e s u t i l i t a i r e s lourds en
    mouvement.
4 . En octobre 1987, l e Conseil entamait l e s premières d i s c u s s i o n s qui se sont
    conclues par l ' i n v i t a t i o n à l a Commission de r é u n i r son groupe de t r a v a i l
    "Véhicules à moteur" pour examiner c e r t a i n s a s p e c t s techniques , ce groupe
    r e p r é s e n t a n t l e cadre l e plus approprié pour de t e l l e s d i s c u s s i o n s .
    Ce groupe a é t é r é u n i par l a Commission en mars 1988 e t dans l e même mois
    le Parlement européen r e n d a i t son a v i s en première l e c t u r e .
II.     MOTIVATION
    Depuis l a p r é s e n t a t i o n de c e t t e première p r o p o s i t i o n j u s q u ' à ce j o u r ,
    p l u s i e u r s éléments nouveaux sont parvenus à l a connaissance de la Com-
    mission. Pour t e n i r compte de ces éléments nouveaux, des r é s u l t a t s des
    d i s c u s s i o n s au s e i n de son groupe de t r a v a i l e t de l a p o s i t i o n des E t a t s
    membres à 1'encontre des s o l u t i o n s proposées quant à l a méhode d'harmoni-
    s a t i o n e t à l ' i n s t a l l a t i o n de ces d i s p o s i t i f s sur l e s v é h i c u l é s déjà en
    c i r c u l a t i o n , l a Commission, au vu de l ' a m p l e u r des modifications à apporter
    e t pour une plus grande c l a r t é j u r i d i q u e , a estimé opportun e t n é c e s s a i r e
    de remplacer sa p r o p o s i t i o n i n i t i a l e par une nouvelle p r o p o s i t i o n .
3 Résolution du Conseil et des représentants des Etats membres de la
   mmunauté du 19/12/1984, JO C 341 du 21/12/1984, page 1
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III. CONTENU DE LA PRESENTE PROPOSITION
1.    Dispositif
    Par rapport à la première proposition, le dispositif comporte essentiel-
    lement deux solutions différentes en ce qui concerne la méthode d'harmo-
    nisation et les véhicules déjà en circulation.
    Quant à la solution relative à la méthode d'harmonisation, la Commission
    est revenue à la méthode "optionnelle" car la présente proposition s'insère
    dans le contexte de toute une série de directives particulières déjà
    adoptées par le Conseil avec la même méthode d'harmonisation optionnelle,
    directives particulières qui constituent le noyau de la procédure de
    réception CEE complète d'un type de véhicule, procédure régie par la
    Directive-cadre 70/156/CEE. S'agissant d'une directive particulière visant
   des dispositifs qui, tout en présentant une importance pour l'amélioration
   de la sécurité de la circulation routière, ne revêtent cependant pas le
   même impact économique et technique que celles relatives à la pollution de
    l'air, pour lesquelles la Commission a proposé une harmonisation totale, il
   n'y a pas la même urgence pour proposer, dès à présent, et en dérogation au
   régime général d'harmonisation technique automobile une telle méthode
   d'harmonisation. Toutefois, la Commission n'entend pas négliger cette
   importante question, notamment dans la perspective du grand marché unique
   de 1993 et, estimant que la solution d'harmonisation "totale" devrait
   s'imposer pour réaliser pleinement ce grand marché, elle entend soumettre
   des propositions à cet égard lors d'une modification de la Directive cadre
   70/156/CEE. Un changement de la méthode d'harmonisation "optionnelle"
   actuellement utilisée dans le secteur des véhicules à moteur ne peut en
   effet se concevoir que par une approche globale, à savoir qu'une telle
   modification devrait intervenir et couvrir toute la procédure de réception
   CEE d'un type de véhicule et ce dans le cadre de la directive de» base
   70/156/CEE susmentionnée. Une telle modification comportera automatiquement
   l'extension de la nouvelle méthode d'harmonisation à toutes les directives
   particulières déjà adoptées et nécessaires pour l'obtention de la réception
   CEE.
   Quant aux prescriptions relatives à l'installation de ces dispositifs
   anti-projections sur les véhicules déjà en circulation, celles-ci ne
   trouveraient pas, de l'avis des Etats membres, une place appropriée dans
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    cette proposition qui, tout comme les autres directives particulières
    nécessaires pour l'octroi de la réception CEE, ne vise que les véhicules
    neufs. La Commission reste toutefois convaincue que l'extension de
    l'installation de ces dispositifs à tous les véhicules en circulation ne
   peut qu'assurer une plus grande sécurité de la circulation routière et
    compte présenter des propositions ultérieures en la matière sur base des
   dispositions les plus appropriées du Traité.
   En ce qui concerne enfin la procédure destinée à adapter la directive au
   progrès technique, la Commission entend appliquer les dispositions de
    l'Acte Unique qui prévoient une délégation des pouvoirs à la Commission
   pour procéder à cette tâche. La présente proposition maintient donc la
   procédure du Comité consultatif au lieu de celle du Comité réglementaire.
2. Annexes techniques
   Par rapport à la première proposition, les annexes techniques comportent
   plusieurs modifications relatives aux prescriptions dimensionnelles ainsi
   que l'établissement d'un essai pour les dispositifs du type séparateur
   air/eau, un tel essai ayant pu entretemps être défini. Ainsi il sera
   possible d'octroyer une homologation CEE à tous les types de dispositifs
   anti-projections actuellement sur le marché. Cet essai, qui n'est toutefois
   ni équivalent, ni comparable à l'essai pour les dispositifs anti-
   projections du type à absorption d'énergie, constitue une étape prélimi-
   naire qui devra conduire ultérieurement et à la lumière des études, des
   recherches et des essais actuellement en cours à une modification des deux
   essais pour les rendre équivalents, sans exclure la possibilité de parvenir
   à un essai unique de performances de véhicules équipés de ces dispositifs.
   Le contenu technique de la proposition tient largement compte des dispo-
   sitions en vigueur ou à l'état de projet avancé dans certains Etats
   membres. En particulier pour les prescriptions dimensionnelles on a fait
   référence aux prescriptions en vigueur au Royaume Uni et à l'état de projet
   en Belgique en y apportant toutefois quelques modifications. Les modifica-
   tions essentielles concernent la distance du sol au bord inférieur du
   dispositif anti-projections et son angle minimal d'enveloppement ainsi que
   le pourcentage minimal de rétention d'eau requis à l'issue de l'essai
   auquel doivent être soumis les dispositifs du type à absorption d'énergie
   pour obtenir l'homologation CEE.
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Compte-tenu de la distance horizontale fixée entre le dispositif anti-
projections et la roue,la distance du sol au bord inférieur du dispositif
anti-projections a été augmentée de 150 mm à 200 mm afin d'augmenter la
durabilité des dispositifs une fois installés et en utilisation sur les
véhicules. Une plus grande augmentation de cette distance, pour tenir
compte du débattement important de certaines suspensions mécaniques -
notamment de l'essieu arrière d'une partie des véhicules tracteurs - aurait
comme conséquence une réduction de l'efficacité du dispositif.   Compte tenu
toutefois de la tendance à équiper les véhicules de suspensions pneuma-
tiques, donc à hauteur constante, ce problème ne devrait pas présenter de
difficultés majeures. Une réduction de l'angle minimal d'enveloppement du
dispositif anti-projections a été en même temps effectuée, en réduisant cet
angle de 45° à 30°. Il a été en effet constaté qu'au delà de 30°, à savoir
entre 30° et 45°, la présence d'un dispositif anti-projections sur chaque
garde-boue, lorsqu'en particulier il recouvre intérieurement le garde-boue,
peut produire des interférences avec la roue en cas de rapprochement
dynamique roue/garde-boue.
Quant au pourcentage minimal de rétention d'eau proposé pour les
dispositifs du type à absorption d'énergie, il a été augmenté de 5%, soit
de 65% à 70%, afin d'augmenter l'efficacité de ces dispositifs.
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                                             PROPOSITION
                                                    DE
                                    DIRECTIVE DU CONSEIL
 concernant le rapprochement des législations des Etats membres relatives aux
 dispositifs anti-projections de certaines catégories de véhicules à moteur et
 de leurs remorques
 LE CONSEIL DES COMMUNAUTES EUROPEENNES
 vu le Traité instituant la Communauté économique européenne, et notamment son
 article 100 A,
 vu la proposition de la Commission,
 en coopération avec le Parlement européen,
vu l ' a v i s du Comité économique et social
considérant q u ' i l importe d ' a r r ê t e r l e s mesures destinées à é t a b l i r
progressivement le marché intérieur au cours d'une période expirant le 31
décembre 1992; que le marché i n t é r i e u r comporte un espace sans frontières
intérieures dans lequel la l i b r e circulation des marchandises, des personnes,
des services et des capitaux e s t assurée;
considérant que l e s prescriptions techniques auxquelles doivent s a t i s f a i r e
certaines catégories de véhicules à moteur et leurs remorques en vertu des
législations nationales concernent entre autres les d i s p o s i t i f s a n t i -
projections de ces véhicules;
considérant que ces prescriptions diffèrent d'un Etat membre à un autre; q u ' i l
est,dès lors,nécessaire que l e s mêmes prescriptions soient adoptées par tous
les Etats membres s o i t en complément, s o i t en lieu et place de leur
réglementation actuelle, en vue notamment de permettre la mise en oeuvre, pour
chaque type de véhicule, de la procédure de réception CEE qui f a i t l ' o b j e t de
la directive 70/156/CEE du Conseil,du 6 février 1970, concernant le
rapprochement des législations des Etats membres r e l a t i v e s à la réception des
véhicules à moteur e t de leurs remorques ,modifiée en dernier lieu par la
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                                        2)
 d i r e c t i v e 87/403/CEE
 considérant que pour améliorer l a s é c u r i t é r o u t i è r e i l e s t important d ' é q u i p e r
 tous l e s v é h i c u l e s u t i l i t a i r e s lourds, e t ayant une c e r t a i n e v i t e s s e minimale
 par c o n s t r u c t i o n , de d i s p o s i t i f s a n t i - p r o j e c t i o n s v i s a n t à r e t e n i r l ' e a u e t l e s
 p e t i t s o b j e t s p r o j e t é s v e r s le haut ou l a t é r a l e m e n t par l e s pneumatiques de
 ces v é h i c u l e s ;
considérant que, un essai unique de performances de ces d i s p o s i t i f s                                           l o r s He
leur i n s t a l l a t i o n sur les d i f f é r e n t s types de véhicules n ' é t a n t pas
encore p o s s i b l e , i l est opportun - pour accomplir un premier pas vers une
a m é l i o r a t i o n de l a s i t u a t i o n - de p r é v o i r une homologation CEE de ces
 d i s p o s i t i f s a n t i - p r o j e c t i o n s ; que pour l'homologation CEE de ces d i s p o s i t i f s
on a p r i s en compte l e s deux types de d i s p o s i t i f s actuellement sur le marché,
à s a v o i r ceux du type à absorption d ' é n e r g i e e t ceux du type s é p a r a t e u r s
a i r / e a u , e t q u ' i l a é t é n é c e s s a i r e de p r é v o i r deux e s s a i s , d i f f é r e n t s selon l e s
types de d i s p o s i t i f s à homologuer; que c e s deux e s s a i s n ' é t a n t ni é q u i v a l e n t s ,
ni comparables, a b o u t i s s e n t nécessairement à des v a l e u r s minimales                                      différentes
en ce qui concerne l ' e f f i c a c i t é r e q u i s e pour l ' o c t r o i de l'homologation CEE;
c o n s i d é r a n t que, à l a lumière des é t u d e s , des r e c h e r c h e s e t des e s s a i s
actuellement en c o u r s , i l s e r a procédé u l t é r i e u r e m e n t à une modification de
ces deux e s s a i s pour l e s rendre é q u i v a l e n t s , sans e x c l u r e l a p o s s i b i l i t é de
pouvoir l e s remplacer par un e s s a i unique de performances des types de
v é h i c u l e s équipés de ces d i s p o s i t i f s ;
considérant que l e rapprochement des l é g i s l a t i o n s n a t i o n a l e s concernant l e s
v é h i c u l e s à moteur comporte une reconnaissance e n t r e l e s E t a t s membres des
c o n t r ô l e s e f f e c t u é s par chacun d'eux sur l a base de p r e s c r i p t i o n s communes,
l
  2 J . O . n° L 42 du 23/02/1970, p . 1
   ' J . O . n° L220 du 08/08/1987, p . 44
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 A ARRETE LA PRESENTE DIRECTIVE :
                                               Article premier
 1.      Chaque Etat membre homologue tout type de d i s p o s i t i f , ci-après dénommé
          "dispositif anti-projections", visant à réduire l e s projections d'eau, de
         boue, ou de gravillons, engendrées par les pneumatiques des véhicules en
         mouvement, s ' i l est conforme aux prescriptions de construction et d'essais
         prévues à l'annexe I I .
2.       L'Etat membre qui a procédé à l'homologation CEE prend l e s mesures
         nécessaires pour s u r v e i l l e r , pour autant que cela e s t nécessaire, la
         conformité de la production au type homologué, au besoin, en collaboration
         avec l e s autorités compétentes des autres Etats membres. A cet effet, les
         Etats membres appliquent l e s prescriptions prévues à l'annexe IV.
                                                  Article 2
Les Etats membres attribuent au fabricant ou à son mandataire une marque
d'homologation CEE conforme au modèle é t a b l i à l'appendice 3 de l'annexe II
pour chaque type de dispositif anti-projections q u ' i l s homologuent en vertu de
l ' a r t i c l e 1er.
Les Etats membres prennent toutes l e s dispositions u t i l e s pour empêcher
l ' u t i l i s a t i o n de marques susceptibles de créer une confusion entre les
d i s p o s i t i f s anti-projections, dont le type a été homologué en vertu de
l ' a r t i c l e 1er, et d'autres d i s p o s i t i f s .
                                                  Article 3
        Les Etats membres ne peuvent i n t e r d i r e la mise sur le marché de
        d i s p o s i t i f s anti-projections pour des motifs concernant leur construction
        ou leur fonctionnement, pour autant que ceux-ci portent la marque
        d'homologation CEE.
        Toutefois, c e t t e disposition ne f a i t pas obstacle à ce qu'un Etat membre
        prenne de t e l l e s mesures pour l e s d i s p o s i t i f s anti-projections portant la
        marque d'homologation CEE qui, de façon systématique, ne sont pas
        conformes au type homologué.
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     Cet Etat informe immédiatement l e s a u t r e s E t a t s membres e t l a Commission
     des mesures p r i s e s , en p r é c i s a n t l e s motifs de sa d é c i s i o n . Les
     d i s p o s i t i o n s de l ' a r t i c l e 5 sont également a p p l i c a b l e s .
     I l y a non-conformité au type homologué, au sens du premier a l i n é a ,
     lorsque l e s p r e s c r i p t i o n s de l ' a n n e x e I I ne s o n t pas r e s p e c t é e s .
                                                             Article 4
Les autorités compétentes de chaque Etat membre envoient à celles des autres
Etats membres, dans un délai d'un mois, copie des fiches d'homologation CEE
établies pour chaque type de dispositif anti-projections qu'elles homologuent
ou refusent d'homologuer.
                                                             Article 5
1.  Si l ' E t a t membre qui a procédé à l'homologation CEE c o n s t a t e que p l u s i e u r s
    d i s p o s i t i f s a n t i - p r o j e c t i o n s p o r t a n t l a même marque d'homologation CEE ne
    sont pas conformes au type q u ' i l a homologué, i l prend l e s mesures
    n é c e s s a i r e s pour que l a conformité de l a f a b r i c a t i o n au type homologué
    s o i t a s s u r é e . Les a u t o r i t é s compétentes de c e t E t a t a v i s e n t c e l l e s des
    a u t r e s E t a t s membres des mesures p r i s e s qui peuvent a l l e r , le cas
    échéant, j u s q u ' a u r e t r a i t de l'homologation CEE. L e s d i t e s a u t o r i t é s
    prennent l e s mêmes d i s p o s i t i o n s s i e l l e s sont informées par l e s a u t o r i t é s
    compétentes d'un a u t r e Etat membre de l ' e x i s t e n c e d'un t e l défaut de
    conformité.
2.  Les a u t o r i t é s compétentes des E t a t s membres s ' i n f o r m e n t mutuellement, dans
    un d é l a i d'un mois, du r e t r a i t d'une homologation CEE accordée, au moyen
    d'une copie du c e r t i f i c a t d'homologation, p o r t a n t la mention é c r i t e en
   gros caractère s "RETRAIT DE L'HOMOLOGATION CEE", l a d i t e mention é t a n t
   signée et datée                 a i n s i que des motifs j u s t i f i a n t c e t t e mesure.
3.  Si l ' E t a t membre qui a procédé à l'homologation CEE c o n t e s t e l e défaut de
    conformité dont i l a é t é informé, l e s E t a t s membres i n t é r e s s é s                   s'efforcent
    de r é g l e r l e d i f f é r e n d . La Commission e s t tenue informée. E l l e procède, en
    t a n t que de besoin, aux c o n s u l t a t i o n s a p p r o p r i é e s en vue d ' a b o u t i r à une
    solution.
 ---pagebreak---                                      -11-
                                    Article 6
 Toute décision portant refus ou retrait d'homologation CEE ou interdiction de
 mise sur le marché ou d'usage, prise en vertu des dispositions adoptées en
exécution de la présente directive, est motivée de façon précise. Elle est
notifiée à l'intéressé avec l'indication des voies de recours ouvertes par les
 législations en vigueur dans les Etats membres et des délais dans lesquels ces
recours peuvent être exercés.
                                    Article 7
On entend par véhicule, au sens de la présente directive, tout véhicule à
moteur de la catégorie N et toute remorque de la catégorie 0, catégories
telles que définies à l'annexe I de la directive 70/156/CEE, destiné à
circuler sur route et ayant une vitesse maximale par construction supérieure à
50 km/h.
                                    Article 8
Les Etats membres ne peuvent refuser la réception CEE ou la réception de
portée nationale, ni refuser ou interdire la vente, l'immatriculation, la mise
en circulation ou l'usage des véhicules pour des motifs concernant leurs
dispositifs anti-projections, si ceux-ci portent la marque d'homologation CEE
et s'ils sont installés conformément aux prescriptions de l'annexe III.
                                    Article 9
Les modifications, qui sont nécessaires pour adapter au progrès technique les
prescriptions des annexes de la présente directive,sont arrêtées par la
Commission conformément à la procédure prévue à l'article 10.
                                   Article 10
La Commission est assistée par un comité de caractère consultatif composé des
représentants des Etats membres et présidé par le représentant de la Commis-
sion.
 ---pagebreak---                                      -12-
 Le représentant de la Commission soumet au comité un projet des mesures à
 prendre. Le comité émet son avis sur ce projet, dans un délai que le président
 peut fixer en fonction de l'urgence de la question en cause, le cas échéant en
 procédant à un vote.
 L'avis est inscrit au procès-verbal; en outre, chaque Etat membre a le droit
de demander que sa position figure à ce procès-verbal.
La Commission tient le plus grand compte de l'avis émis par le comité. Elle
informe le comité de la façon dont elle a tenu compte de cet avis.
                                      Article 11
1.   Les Etats membres mettent en vigueur les dispositions nécessaires pour se
     conformer à la présente directive avant le 1er octobre 1991. Ils en
     informent immédiatement la Commission.
     Les dispositions adoptées en vertu du premier alinéa font explicitement
     référence à la présente directive.
2.   Les Etats membres communiquent à la Commission le texte des dispositions
     essentielles de droit interne qu'ils adoptent dans le domaine régi par
     la présente directive.
                                      Article 12
Les Etats membres sont destinataires de la présente directive.
Fait à Bruxelles,                                     Par le Conseil,
                                                      Le Président
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                                          LISTE DES ANNEXES
Annexe I       Définitions
Annexe II      Prescriptions r e l a t i v e s à l'homologation CEE des dispositifs
               anti-projections
               Appendice 1 : Essais sur l e s d i s p o s i t i f s anti-projections du
                                        type à absorption d'énergie de l'eau
               Appendice 2 : Essais sur l e s d i s p o s i t i f s anti-projections du
                                        type séparateurs air/eau
               Appendice 3 : Modèle de la marque d'homologation CEE
               Appendice 4 : Modèle de fiche d'homologation CEE
Annexe I I I - Prescriptions r e l a t i v e s à la réception CEE d'un type de
               véhicule en ce qui concerne l ' i n s t a l l a t i o n des dispositifs
               an t i - p r o j e c t ions.
               Appendice : Annexe à la fiche de réception CEE d'un type de
                                     véhicule en ce qui concerne l ' i n s t a l l a t i o n des
                                     dispositifs anti-projections.
Annexe IV      Conformité de la production - Spécifications générales - Arrêt
               de la production
Figures
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                                                        ANNEXE I
                                                       DEFINITIONS
1. D i s p o s i t i f    anti-projections
    D i s p o s i t i f v i s a n t à r é d u i r e l a p u l v é r i s a t i o n de l ' e a u e t l e s p r o j e c t i o n s
    de boue e t de g r a v i l l o n s p r o j e t é e s v e r s le haut par l e s pneumatiques du
    véhicule en mouvement. Le d i s p o s i t i f a n t i - p r o j e c t i o n s e s t c o n s t i t u é
    s u i v a n t l e cas de garde-boue, b a v e t t e s , jupes e x t é r i e u r e s qui sont munis
    s o i t d'un s é p a r a t e u r a i r / e a u s o i t d'un absorbeur d ' é n e r g i e .
2. Garde-boue
    Elément r i g i d e ou s e m i - r i g i d e d e s t i n é à piéger l e s p r o j e c t i o n s d ' e a u , de
    boue ou de g r a v i l l o n s , p r o j e t é e s par l e s pneumatiques en mouvement e t à
    l e s c a n a l i s e r v e r s l e s o l . Le garde-boue peut entièrement ou p a r t i e l l e m e n t
    f a i r e p a r t i e i n t é g r a n t e de l a c a r r o s s e r i e ou d ' a u t r e s éléments du véhicule
    t e l l e que l a p a r t i e i n f é r i e u r e de l a s u r f a c e de chargement, e t c .
3 . Bavette
    Elément flexible fixé verticalement derrière la roue, à la partie
    inférieure du châssis ou de la surface de chargement, ou au garde-boue.
    La bavette           sert également à réduire le risque que présentent les petits
    objets, et           en particulier les gravillons, soulevés du sol par le pneu-
    matique en           mouvement et projetés vers le haut ou latéralement en direction
    des autres           usagers de la route.
4 . Séparateur a i r / e a u
    Elément f a i s a n t p a r t i e de l a jupe e x t é r i e u r e e t / o u de l a b a v e t t e qui
    l a i s s e passer l ' a i r t o u t en r é d u i s a n t l e s p r o j e c t i o n s d'eau p u l v é r i s é e .
5. Absorbeur d ' é n e r g i e
    Elément f a i s a n t p a r t i e du garde-boue e t / o u de l a b a v e t t e e t / o u de l a jupe
    e x t é r i e u r e qui absorbe l ' é n e r g i e des p r o j e c t i o n s d ' e a u , r é d u i s a n t a i n s i
    l e s p r o j e c t i o n s d'eau p u l v é r i s é e .
6. Jupe e x t é r i e u r e
    Elément s i t u é dans un plan approximativement v e r t i c a l e t p a r a l l è l e au
    plan l o n g i t u d i n a l du v é h i c u l e . E l l e peut f a i r e p a r t i e d'un garde-boue ou
    de l a c a r r o s s e r i e du v é h i c u l e .
7. Roues d i r e c t i c e s
    Les roues actionnées par le dispositif de direction du véhicule.
8. Essieu a u t o - v i r a n t
    Essieu p i v o t a n t autour d'un point c e n t r a l de s o r t e q u ' i l p u i s s e d é c r i r e un
    a r c h o r i z o n t a l . Au sens de l a p r é s e n t e d i r e c t i v e , un e s s i e u a u t o - v i r a n t du
    type " p i v o t a n t " e s t considéré e t t r a i t é comme un e s s i e u équipé de roues
    directrices.
9. Roues a u t o - d i r e c t r i c e s
    Les roues qui tournent d'un angle non supérieur à 20° à cause de la
    friction exercée par le sol.
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10. Essieu relevable
     Essieu pouvant ê t r e soulevé de la surface de la route durant l ' u t i l i s a t i o n
    normale du véhicule.
11. Véhicule à vide
    Véhicule carrossé (ou avec élément(s) représentatif(s) ) et, le cas
    échéant, avec liquide de refroidissement, l u b r i f i a n t s , carburant, o u t i l s ,
    roue de secours, et conducteur d'une masse évaluée forfaitairement à 75
    kg.
12. Bande de contact
    La partie du pneumatique qui est en contact avec la route et qui s e r t à en
    assurer l'adhérence.
13. Type de dispositif anti-projections
    Par "type de dispositif anti-projections" on entend l'ensemble des
    dispositifs ne présentant pas de différences en ce qui concerne les
    caractéristiques principales suivantes :
    - le principe physique adopté pour réduire l e s projections (par exemple :
      à absorption d'énergie de l ' e a u , à séparation air/eau, e t c . . . )
    - les matériaux
    - la forme
    - les dimensions (dans la mesure où elles peuvent influencer le compor-
       tement du matériel).
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                                                          ANNEXE I I
 PRESCRIPTIONS RELATIVES A L'HOMOLOGATION CEE DES DISPOSITIFS ANTI-PROJECTIONS
1.      Essais à e f f e c t u e r
1.1     Les d i s p o s i t i f s a n t i - p r o j e c t i o n s s u i v a n t l e u r p r i n c i p e physique de
        fonctionnement, sont soumis aux e s s a i s p e r t i n e n t s d é c r i t s aux
       appendices 1 et 2 et doivent en r e s p e c t e r l e s r é s u l t a t s r e q u i s f i g u r a n t
       au p o i n t 4 d e s d i t s appendices.
2.     Demande d'homologation CEE
2.1    La demande d'homologation CEE d'un type de d i s p o s i t i f a n t i - p r o j e c t i o n s
       e s t p r é s e n t é e par l e d é t e n t e u r de l a marque de fabrique ou de commerce
       ou par son mandataire.
2.2    Pour chaque type de d i s p o s i t i f , l a demande e s t accompagnée par l e s
       documents s u i v a n t s en t r i p l e exemplaire a i n s i que par l e s r e n s e i g n e -
       ments e t l e m a t é r i e l c i - a p r è s :
2.2.1  Une d e s c r i p t i o n technique du d i s p o s i t i f a n t i - p r o j e c t i o n s indiquant son
       p r i n c i p e physique de fonctionnement e t l ' e s s a i r e l a t i f auquel i l d o i t
       ê t r e soumis, l e s matériaux u t i l i s é s , a i n s i qu'un ou p l u s i e u r s d e s s i n s
       suffisamment d é t a i l l é s à une é c h e l l e appropriée pouvant en permettre
       1'identification.
2.2.2  Quatre é c h a n t i l l o n s : t r o i s é c h a n t i l l o n s pour l e s e s s a i s e t un
       quatrième à conserver par l e l a b o r a t o i r e pour t o u t e v é r i f i c a t i o n
       u l t é r i e u r e . Le l a b o r a t o i r e peut exiger d ' a u t r e s é c h a n t i l l o n s .
2.3     Inscriptions
       Tout é c h a n t i l l o n d o i t p o r t e r nettement l i s i b l e e t i n d é l é b i l e , l a marque
       de fabrique ou de commerce du demandeur e t comporter un emplacement de
       grandeur s u f f i s a n t e pour l a marque d'homologation CEE.
3.     Homologation CEE
3.1    Lorsque l e s é c h a n t i l l o n s r e p r é s e n t a t i f s du type de d i s p o s i t i f à homo-
       loguer répondent aux e s s a i s p e r t i n e n t s d é c r i t s aux appendices 1 et 2,
       l'homologation CEE e s t d é l i v r é e à ce type de d i s p o s i t i f a n t i -
       projections.
3.2    Un numéro d'homologation e s t a t t r i b u é à t o u t type de d i s p o s i t i f                      anti-
       p r o j e c t i o n s homologué CEE.
3.3    Tout d i s p o s i t i f a n t i - p r o j e c t i o n s conforme à un type homologué en
       a p p l i c a t i o n de l a p r é s e n t e d i r e c t i v e d o i t p o r t e r une marque d'homo-
       l o g a t i o n CEE. La marque d'homologation CEE d o i t ê t r e apposée sur l e
       d i s p o s i t i f de façon i n d é l é b i l e e t bien l i s i b l e même lorsque le
       d i s p o s i t i f e s t i n s t a l l é sur l e v é h i c u l e .
3.4    La marque d'homologation CEE (dont l e modèle f i g u r e à l ' a p p e n d i c e 3 de
       l a p r é s e n t e annexe) e s t composée :
3.4.1    d'un r e c t a n g l e à l ' i n t é r i e u r duquel e s t placée l a l e t t r e " e " , s u i v i e
         d'une ou de p l u s i e u r s l e t t r e s ou du numéro d i s t i n c t i f de l ' E t a t membre
         ayant d é l i v r é l a r é c e p t i o n CEE :
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      I pour l a République f é d é r a l e d'Allemagne, 2 pour l a France, 3 pour
      l ' I t a l i e , 4 pour l e s Pays-Bas, 6 pour l a Belgique, 9 pour l'Espagne,
      I I pour le Royaume-Uni, 13 pour le Luxembourg, 18 pour l e Danemark, 21
      pour l e P o r t u g a l , EL pour l a Grèce, IRL pour l ' I r l a n d e .
3.4.2 du numéro d'homologation CEE (correspondant au numéro f i g u r a n t sur la
      f i c h e d'homologation dont l e modèle f i g u r e à l ' a p p e n d i c e 4 de l a
      p r é s e n t e annexe), qui e s t placé à proximité du r e c t a n g l e s o i t en-
      dessous de l a l e t t r e " e " , s o i t à gauche ou à d r o i t e de c e t t e l e t t r e .
      Les c h i f f r e s correspondant au numéro d'homologation sont p l a c é s du
      même côté de l a l e t t r e "e" e t dans l e même s e n s . I l faut é v i t e r
      l ' e m p l o i de c h i f f r e s romains dans l e s numéros d'homologation pour
      é v i t e r t o u t e confusion avec d ' a u t r e s symboles.
3.4.3 de l a l e t t r e "A" ou "S" selon que l e d i s p o s i t i f e s t du type absorbeur
      d ' é n e r g i e (A) ou du type s é p a r a t e u r a i r / e a u (S) placée dans une
      p o s i t i o n quelconque au dessus e t à proximité du r e c t a n g l e .
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                                                              APPENDICE 1
E s s a i s s u r l e s d i s p o s i t i f s a n t i - p r o j e c t i o n s du t y p e à a b s o r p t i o n d ' é n e r g i e de
                                                                  1 ' eau
             Principe
            Cet e s s a i a pour o b j e t de q u a n t i f i e r l ' a p t i t u d e d ' u n d i s p o s i t i f à
            r e t e n i r l ' e a u p r o j e t é e s u r l u i au moyen d ' u n e s é r i e de j e t s . L ' a p p a r e i l
            d ' e s s a i e s t d e s t i n é à r e p r o d u i r e l e s c o n d i t i o n s dans l e s q u e l l e s le
            d i s p o s i t i f d o i t f o n c t i o n n e r , l o r s q u ' i l e s t i n s t a l l é s u r un v é h i c u l e , en
            ce qui c o n c e r n e l e volume e t l a v i t e s s e de l ' e a u s o u l e v é e p a r l a bande
            de c o n t a c t du pneumatique a v e c l e s o l .
2.           Appareillage
            L ' a p p a r e i l d ' e s s a i e s t d é c r i t à l a f i g u r e 8 . Les e s s a i s s o n t f a i t s           dans
            un e n v i r o n n e m e n t s a n s c o u r a n t d ' a i r .
3.           Procédure
3.1         F i x e r un é c h a n t i l l o n de 500 (+0/-5)mm de l a r g e e t de 750 mm de l o n g du
            m a t é r i e l à t e s t e r , s u r l e c a d r e v e r t i c a l de l ' a p p a r e i l d ' e s s a i , en
            v e i l l a n t à ce que l ' é c h a n t i l l o n s e t r o u v e b i e n à l ' i n t é r i e u r d e s
            l i m i t e s du c o l l e c t e u r e t à ce q u ' a u c u n o b s t a c l e ne p u i s s e d é v i e r l ' e a u
            a v a n t ou a p r è s son i m p a c t .
3.2         R é g l e r l e d é b i t de l ' e a u à 0 , 6 7 5 ( + / - 0 . 0 1 ) 1 / s e t p r o j e t e r au moins
            90 1 s u r l ' é c h a n t i l l o n d ' u n e d i s t a n c e h o r i z o n t a l e de 500 ( + / - 2) mm
            (figure 8).
3.3         L a i s s e r l ' e a u r u i s s e l e r de l ' é c h a n t i l l o n d a n s l e c o l l e c t e u r , e t
            c a l c u l e r le pourcentage ( l a d i f f é r e n c e ) e n t r e la q u a n t i t é d'eau
            r e c u e i l l i e et la quantité d'eau projetée.
3.4         R é p é t e r c i n q f o i s l ' e s s a i e t c a l c u l e r l e p o u r c e n t a g e moyen de l a
            quantité d'eau r e c u e i l l i e .
4.           Résultats
4.1         La moyenne c a l c u l é e du p o u r c e n t a g e d ' e a u r e c u e i l l i e au terme de c i n q
            e s s a i s ne d o i t pas ê t r e i n f é r i e u r e à 70% de l a q u a n t i t é d ' e a u p r o j e t é e
            sur le d i s p o s i t i f .
4.2         Si l e p l u s g r a n d e t l e p l u s p e t i t p o u r c e n t a g e d ' e a u r e c u e i l l i e v a r i e n t
            de p l u s de 5% du p o u r c e n t a g e moyen, l ' e s s a i n ' e s t p a s v a l a b l e e t d o i t
            ê t r e recommencé.
            Si même pour ce deuxième e s s a i l e p l u s g r a n d e t l e p l u s p e t i t
            p o u r c e n t a g e d ' e a u r e c u e i l l i e v a r i e n t de p l u s de 5% du p o u r c e n t a g e
            moyen, e t / o u s i l a v a l e u r moyenne ne c o r r e s p o n d p a s à l a p r e s c r i p t i o n
            du p o i n t 4 . 1 , l a r é c e p t i o n e s t r e f u s é e .
 ---pagebreak---                                                     19 -
4.3 Lorsque la p o s i t i o n v e r t i c a l e du m a t é r i e l ou du d i s p o s i t i f influence
    l e s r é s u l t a t s obtenus, la procédure d é c r i t e aux p o i n t s 3.1 et 3.4 c i -
    dessus d o i t ê t r e r é p é t é e dans l e s p o s i t i o n s qui donnent le plus grand
    et l e plus p e t i t pourcentage d'eau r e c u e i l l i e ; l e s p r e s c r i p t i o n s du
    point 4.2 r e s t e n t d ' a p p l i c a t i o n .
    La p r e s c r i p t i o n du point 4.1 c i - d e s s u s r e s t e d ' a p p l i c a t i o n pour
    indiquer l e s r é s u l t a t s de chaque e s s a i .
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                                                               APPENDICE 2
    Essais sur l e s d i s p o s i t i f s a n t i - p r o j e c t i o n s du type s é p a r a t e u r s a i r / e a u
1.   Principe
     Cet e s s a i v i s e à déterminer l ' e f f i c a c i t é d'un matériau poreux d e s t i n é à
     r e t e n i r l ' e a u dont i l a été aspergé au moyen d'un p u l v é r i s a t e u r à pression
     air/eau.
     L'équipement u t i l i s é pour l ' e s s a i d o i t simuler l e s conditions auxquelles
    s e r a i t soumis l e matériau, quant au volume e t à l a v i t e s s e des p r o j e c t i o n s
    d'eau p r o d u i t e s par l e s pneumatiques, s ' i l é t a i t f i x é sur un v é h i c u l e .
2.   Appareillage
2.1 L ' a p p a r e i l d ' e s s a i e s t d é c r i t à l a figure 9
3.   Procédure
3.1 Fixer v e r t i c a l e m e n t un é c h a n t i l l o n de 305 x 100 mm dans l'équipement
    d ' e s s a i , v é r i f i e r q u ' i l n ' e x i s t e pas de b u l l e s d ' a i r e n t r e l ' é c h a n t i l l o n
    et la plaque supérieure courbée e t que l e p l a t e a u e s t bien en p l a c e .
    Remplir l e r é s e r v o i r du p u l v é r i s a t e u r d'un l i t r e d'eau exactement et
    p l a c e r c e l u i - c i comme indiqué sur l e diagramme.
3.2 Le p u l v é r i s a t e u r d o i t ê t r e r é g l é comme s u i t :
    p r e s s i o n (pression au p u l v é r i s a t e u r )           :   5 bar + 10%/-0%
    débit              :     1 l i t r e / m i n u t e + 5 secondes
    p u l v é r i s a t i o n : c i r c u l a i r e , 50 mm de. diamètre environ à 200 mm de
                                    l ' é c h a n t i l l o n , buse de 5mm de diamètre.
3.3 P u l v é r i s e r j u s q u ' à ce q u ' i l n ' y a i t plus de vapeur d'eau e t n o t e r le temps
    é c o u l é . Laisser l ' e a u s ' é c o u l e r de l ' é c h a n t i l l o n dans l e plateau durant 60
    secondes e t mesurer l e volume d'eau r e c u e i l l i . Mesurer éventuellement la
    q u a n t i t é d'eau r e s t a n t dans l e r é s e r v o i r du p u l v é r i s a t e u r . Calculer le
    pourcentage du volume d'eau r e c u e i l l i par r a p p o r t au volume d'eau
    pulvérisé.
3.4 Répéter cinq f o i s l ' e s s a i e t c a l c u l e r l e pourcentage moyen de la q u a n t i t é
    r e c u e i l l i e . V é r i f i e r avant chaque e s s a i que l e p l a t e a u , l e r é s e r v o i r du
    p u l v é r i s a t e u r e t le r é c i p i e n t de mesure sont s e c s .
4.   Résultats
4.1 La moyenne c a l c u l é e du pourcentage d'eau r e c u e i l l i e au terme de cinq
    e s s a i s ne d o i t pas ê t r e i n f é r i e u r e à 85% de la q u a n t i t é d'eau p r o j e t é e sur
    le d i s p o s i t i f .
4.2 Si le plus grand e t l e plus p e t i t pourcentage d'eau r e c u e i l l i e v a r i e n t de
    plus de 5% du pourcentage moyen, l ' e s s a i n ' e s t pas v a l a b l e e t d o i t ê t r e
    recommencé.
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                                   APPENDICE 3
                     Modèle de marque d'homologation CEE
                                                                                 a
                                                                                 a X 1 2 mm
                                                                             1      '/
                                                                                        2a
                                                                                        3
                                                                            i
Le d i s p o s i t i f a n t i - p r o j e c t i o n s portant la marque d'homologation CEE
ci-dessus est un d i s p o s i t i f du type à absorption d'énergie (A), homologué
en Espagne (e 9) sous le numéro 148.
Les c h i f f r e s figurant dans cet exemple n'ont été u t i l i s é s qu'à t i t r e
indicatif.
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                                                             APPENDICE 4
                                          Modèle de fiche d'homologation CEE
                                          (Format maximum : A4 (210 x 297 mm)
le.                                                                                              I n d i c a t i o n de
                                                                                                 1'Administration
           Communication concernant l'homologation CEE, l e r e f u s , l e r e t r a i t ou
    l ' e x t e n s i o n de l'homologation CEE d'un type de d i s p o s i t i f a n t i - p r o j e c t i o n s
 N° d'homologation CEE                                                          Extension
   1.      Marque de fabrique ou de commerce du d i s p o s i t i f                                                          ,.
  2.      Type du d i s p o s i t i f : à absorption d ' é n e r g i e / s é p a r a t e u r a i r / e a u
  3.      Nom e t adresse du f a b r i c a n t
  4.      Nom e t a d r e s s e du mandataire éventuel du f a b r i c a n t
  5.      C a r a c t é r i s t i q u e s des d i s p o s i t i f s a n t i - p r o j e c t i o n s ( d e s c r i p t i o n sommaire,
          marque de fabrique ou dénomination, numéro(s)
  6.      Présenté à l'homologation CEE l e
  7.      Service technique chargé des e s s a i s d'homologation
  8.      Date e t numéro du procès-verbal d é l i v r é par ce s e r v i c e
  9.      Date de l'homologation C E E / r e f u s / r e t r a i t / e x t e n s i o n de l'homologation
          CEE 1)
 10.      Raison(s) de l ' e x t e n s i o n é v e n t u e l l e de l'homologation CEE
 11.      Li eu
 12.      Date
 13.      Signature
 14.      La l i s t e des documents composant l a f i c h e de l'homologation, déposés
          auprès des a u t o r i t é s compétentes ayant accordé l'homologation, e s t
          annexée; une copie peut ê t r e obtenue sur demande.
 15.      Remarques é v e n t u e l l e s
      Rayer la mention inutile
 ---pagebreak---                                                               - 23 -
                                                              ANNEXE I I I
    PRESCRIPTIONS RELATIVES A LA RECEPTION CEE D'UN TYPE DE VEHICULE EN CE QUI
                 CONCERNE L'INSTALLATION DES DISPOSITIFS ANTI-PROJECTIONS.
CHAMP D'APPLICATION
 1.       Tout véhicule des c a t é g o r i e s N2, N3, 03 et 04 d o i t ê t r e c o n s t r u i t e t / o u
         équipé de d i s p o s i t i f s a n t i - p r o j e c t i o n s de façon t e l l e à r e s p e c t e r l e s
         prescriptions suivantes.
2.        Les e x i g e n c e s p r e s c r i t e s au p o i n t 1 c i - d e s s u s ne s o n t t o u t e f o i s p a s
         r e q u i s e s p o u r l e s v é h i c u l e s c h â s s i s - c a b i n e , p o u r l e s v é h i c u l e s non
         c a r r o s s é s , pour l e s v é h i c u l e s " h o r s - r o u t e " t e l s que d é f i n i s dans l a
         d i r e c t i v e 70/156/CEE, n i p o u r l e s v é h i c u l e s d o n t l a p r é s e n c e de
         d i s p o s i t i f s a n t i - p r o j e c t i o n s e s t incompatible avec l e u r usage.
PRESCRIPTIONS GENERALES
3.       Essieux
         Lorsqu'un véhicule e s t équipé d'un ou de p l u s i e u r s essieux r e l e v a b l e s ,
         le dispositif anti-projections doit :
3.1      c o u v r i r t o u t e s l e s roues lorsque l ' e s s i e u e s t a b a i s s é e t l e s roues en
         c o n t a c t avec l a r o u t e lorsque l ' e s s i e u e s t r e l e v é ;
3.2      s a t i s f a i r e aux conditions a p p l i c a b l e s aux essieux f i x e s s ' i l e s t monté
         sur l a p a r t i e p i v o t a n t e . S ' i l n ' e s t pas monté sur c e t t e p a r t i e , i l d o i t
         s a t i s f a i r e aux conditions a p p l i c a b l e s aux essieux équipés de roues
         directrices.
4.       P o s i t i o n de la jupe e x t é r i e u r e
4.1      Dans le cas de roues non-directrices, la distance "c" entre le plan
         longitudinal tangeant au flanc externe du pneu à l'exclusion de tout
         gonflement du pneumatique près du sol et le bord interne de la jupe ne
         doit pas dépasser 75 mm à moins que le rayon du bord intérieur de la
         jupe tel que défini aux points 7.2, 8.2 et 9.2 ne dépasse pas 1,0 R,
         auquel cas elle ne doit pas excéder 100 mm (figure 1 ) .
4.2     Dans le cas de roues directrices et auto-directrices la distance "c" ne
        doit pas dépasser 100 mm.
5.      E t a t du véhicule
        Pour l e s v é r i f i c a t i o n s des d i s p o s i t i o n s de l a p r é s e n t e d i r e c t i v e ,        le
        v é h i c u l e d o i t se trouver dans l e s c o n d i t i o n s s u i v a n t e s :
         (a) i l d o i t ê t r e à v i d e ; le t r a c t e u r d'un t r a i n a r t i c u l é d o i t ê t r e
                 a t t e l é à sa remorque. Dans tous l e s c a s , l e s roues sont d i r i g é e s en
                 ligne- d r o i t e ;
         (b) l e s s u r f a c e s de chargement des semi-remorques doivent se trouver à
                 1'horizontale;
 ---pagebreak---                                                            - 2U -
        (c) l e s pneumatiques d o i v e n t ê t r e gonflés à l e u r p r e s s i o n normale.
6.      Garde boue e t              bavettes
6.1     Les g a r d e - b o u e e t l e s b a v e t t e s d e s r o u e s non d i r e c t r i c e s , c o u v e r t e s p a r
       l e p l a n c h e r de l a c a r r o s s e r i e ou p a r l a p a r t i e i n f é r i e u r e de l a s u r f a c e
       de c h a r g e m e n t , d o i v e n t s a t i s f a i r e aux s p é c i f i c a t i o n s f i g u r a n t aux
       p o i n t s 7 ou 8 ou 9 c i - d e s s o u s .
6.2     Les g a r d e - b o u e e t l e s b a v e t t e s d e s a u t r e s r o u e s , d o i v e n t s a t i s f a i r e       aux
       s p é c i f i c a t i o n s f i g u r a n t aux p o i n t s 7 ou 9 c i - d e s s o u s .
PRESCRIPTIONS PARTICULIERES
7.     P r e s c r i p t i o n s c o n c e r n a n t l e s d i s p o s i t i f s a n t i - p r o j e c t i o n s pour e s s i e u x
       é q u i p é s de r o u e s d i r e c t r i c e s ou a u t o - d i r e c t r i c e s ou non d i r e c t r i c e s .
7.1    Garde-boue
7.1.1  Les g a r d e - b o u e d o i v e n t r e c o u v r i r l a zone s i t u é e immédiatement a u -
       d e s s u s , d e v a n t e t d e r r i è r e l e ou l e s p n e u m a t i q u e ( s ) :
        (a) dans l e c a s d ' u n e s s i e u u n i q u e ou d ' e s s i e u x m u l t i p l e s d o n t l a
                d i s t a n c e "d" ( f i g u r e 4) e n t r e l e s p n e u m a t i q u e s montés s u r d e s
               e s s i e u x a d j a c e n t s d é p a s s e 300 mm, l e b o r d a n t é r i e u r ( f i g u r e 2.C)
               d o i t s e p r o l o n g e r v e r s l ' a v a n t p o u r a t t e i n d r e une l i g n e 0-Z où
                t h ê t a e s t é g a l à maximum 30° a u - d e s s u s de l ' h o r i z o n t a l e p o u r l e s
               e s s i e u x é q u i p é s de r o u e s d i r e c t r i c e s ou a u t o - d i r e c t r i c e s ou à 20°
               p o u r l e s e s s i e u x é q u i p é s de r o u e s non d i r e c t r i c e s .
                Le bord p o s t é r i e u r ( f i g u r e 2.A) d o i t s e p r o l o n g e r v e r s l e b a s de
               m a n i è r e à n e p a s s e t r o u v e r à p l u s de 100 mm a u - d e s s u s d ' u n e l i g n e
               h o r i z o n t a l e p a s s a n t p a r l e c e n t r e de l a r o u e ;
       (b) d a n s l e c a s d ' e s s i e u x m u l t i p l e s d o n t l a d i s t a n c e "d" e n t r e l e s
               p n e u m a t i q u e s montés s u r d e s e s s i e u x a d j a c e n t s ne d é p a s s e pas 300
               mm, l e g a r d e - b o u e d o i t s e p r é s e n t e r comme l e m o n t r e l a f i g u r e 4 a ;
       ( c ) l e g a r d e - b o u e d o i t a v o i r une l a r g e u r t o t a l e "q" ( f i g u r e 1) au moins
               s u f f i s a n t e p o u r r e c o u v r i r t o u t e l a l a r g e u r du p n e u m a t i q u e " b " ou
               t o u t e l a l a r g e u r d e s deux p n e u m a t i q u e s " t " d a n s l e c a s de r o u e s
               j u m e l é e s , compte t e n u d e s e x t r ê m e s de l ' e n s e m b l e p n e u / r o u e p r é c i s é s
               p a r l e c o n s t r u c t e u r . Les d i m e n s i o n s " b " e t " e " s o n t m e s u r é e s à
               h a u t e u r du moyeu, à l ' e x c l u s i o n du m a r q u a g e , d e s n e r v u r e s , des
               b o u r r e l e t s p r o t e c t e u r s , e t c sur le flanc des pneumatiques.
7.1.2  La f a c e a v a n t de l a p a r t i e a r r i è r e du g a r d e - b o u e d o i t ê t r e p o u r v u e d ' u n
       d i s p o s i t i f de r e t e n u e conforme aux s p é c i f i c a t i o n s r e p r i s e s à l ' a n n e x e
       I I . Ce d i s p o s i t i f d o i t r e c o u v r i r l ' i n t é r i e u r du g a r d e - b o u e j u s q u ' à une
       h a u t e u r d é t e r m i n é e p a r une d r o i t e i s s u e du c e n t r e de l a r o u e e t formant
       un a n g l e d ' a u - m o i n s 30° avec l ' h o r i z o n t a l e ( f i g u r e 3 ) .
7.1.3  Si l e s g a r d e - b o u e c o n s i s t e n t en p l u s i e u r s é l é m e n t s , c e u x - c i l o r s q u ' i l s
       s o n t m o n t é s , ne d o i v e n t p r é s e n t e r aucune o u v e r t u r e p e r m e t t a n t l a s o r t i e
       de p r o j e c t i o n s l o r s q u e l e v é h i c u l e e s t en mouvement.
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 7.2  Jupes e x t é r i e u r e s
7.2.1  Dans le cas d'un e s s i e u unique ou d ' e s s i e u x m u l t i p l e s dont la d i s t a n c e
       "d" e n t r e l e s pneumatiques d ' e s s i e u x adjacents dépasse 300 mm, le bord
       i n f é r i e u r de la jupe e x t é r i e u r e ne d o i t pas se s i t u e r au-delà des
      d i s t a n c e s e t des rayons s u i v a n t s mesurés à p a r t i r du c e n t r e de la roue
       (voir figure 2 ) .
       (a) Essieux équipés de roues d i r e c t r i c e s ou a u t o -
               directrices :
               bord a n t é r i e u r (vers l ' a v a n t du v é h i c u l e )
               (point C à 30°)
               bord p o s t é r i e u r (vers l ' a r r i è r e du v é h i c u l e )                   ) Rv=l,5 R
               (point A à 100 mm)
               sommet (immédiatement au-dessus du pneumatique)
       (b) Essieux équipés de roues n o n - d i r e c t r i c e s
               bord a n t é r i e u r (point C à 20°)                                              )
               bord p o s t é r i e u r (point A à 100 mm)                                         ) Rv=l,25R
               sommet (immédiatement au-dessus du pneumatique))
               où R e s t l e rayon du pneumatique qui e s t monté sur l e v é h i c u l e , et
               Rv l a d i s t a n c e r a d i a l e à l a q u e l l e se s i t u e l e bord i n f é r i e u r de l a
               jupe e x t é r i e u r e .
7.2.2 Dans l e cas d ' e s s i e u x m u l t i p l e s dont l a d i s t a n c e "d" e n t r e l e s
      pneumatiques adjacents ne dépasse pas 300 mm, l e s jupes e x t é r i e u r e s
      s i t u é e s dans l ' e s p a c e e n t r e l e s e s s i e u x doivent ê t r e placées aux
      d i s t a n c e s p r é c i s é e s au p o i n t 7 . 2 . 1 e t doivent se prolonger vers l e bas
      de manière à ne pas se t r o u v e r à plus de 150 mm au-dessus d'une d r o i t e
      h o r i z o n t a l e passant par l e c e n t r e des roues ou de manière à ce que la
      d i s t a n c e h o r i z o n t a l e e n t r e l e u r s e x t r é m i t é s i n f é r i e u r e s ne dépasse pas
      60 mm (figure 4 a ) .
7.2.3 La hauteur de la jupe e x t é r i e u r e ne d o i t pas ê t r e i n f é r i e u r e à 45 mm à
      l ' a r r i è r e d'une ligne v e r t i c a l e passant par l e c e n t r e de l a r o u e . La
      hauteur des jupes peut ê t r e progressivement r é d u i t e en avant de c e t t e
      ligne.
7.2.4 Aucune ouverture permettant l a s o r t i e de p r o j e c t i o n s lorsque l e
      v é h i c u l e e s t en mouvement ne d o i t e x i s t e r dans l e s jupes e x t é r i e u r e s ou
      e n t r e l e s jupes e x t é r i e u r e s e t l e s a u t r e s p a r t i e s des garde-boue.
7.3   Bavettes
7.3.1 La largeur de la bavette doit remplir la condition établie pour "q" au
      point 7.1.1 (c), sauf lorsque la bavette se situe dans le garde-boue,
      auquel cas elle doit être au moins égale à la largeur de la bande de
      contact du pneumatique.
7.3.2 La bavette doit être placée dans un plan essentiellement vertical.
7.3.3 La distance du sol au bord inférieur de la bavette ne doit pas dépasser
      200 mm (figure 3).
7.3.4 La bavette ne doit pas se trouver à plus de 300 mm du bord extrême
      postérieur du pneumatique, mesuré horizontalement.
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 7.3.5   Dans l e cas d ' e s s i e u x m u l t i p l e s où l a d i s t a n c e "d" e n t r e l e s pneumati-
         ques d ' e s s i e u x adjacents e s t i n f é r i e u r e à 250 mm, s e u l l e t r a i n de
        roues a r r i è r e s d o i t ê t r e équipé de b a v e t t e s . Une b a v e t t e d o i t ê t r e
         fixée d e r r i è r e chaque roue lorsque l a d i s t a n c e "d" e n t r e l e s
        pneumatiques d ' e s s i e u x adjacents e s t s u p é r i e u r e ou égale à 250 mm
         (figure 4 b ) .
 7.3.6   La b a v e t t e ne d o i t pas s ' i n f l é c h i r de plus de 100 mm vers l ' a r r i è r e
         sous l ' e f f e t d'une force de 3 N par 100 mm de l a r g e u r de b a v e t t e
        appliquée à une d i s t a n c e de 50 mm au-dessus du bord i n f é r i e u r de l a
        bavette.
 7.3.7  Toute l a s u r f a c e avant de l a p a r t i e de l a b a v e t t e répondant aux
        dimensions minimales r e q u i s e s d o i t ê t r e munie d'un d i s p o s i t i f a n t i -
        p r o j e c t i o n s conforme aux s p é c i f i c a t i o n s f i g u r a n t à l ' a n n e x e I I ,
        appendice 1.
 7.3.8  Aucune ouverture permettant l a s o r t i e de p r o j e c t i o n s ne d o i t e x i s t e r
        e n t r e l e bord i n f é r i e u r a r r i è r e du garde-boue e t l a b a v e t t e .
7.3.9   Lorsque l e d i s p o s i t i f a n t i - p r o j e c t i o n s répond aux s p é c i f i c a t i o n s
        r e l a t i v e s aux b a v e t t e s ( p o i n t 7 . 3 ) , une b a v e t t e a d d i t i o n n e l l e n ' e s t pas
        requise.
8.      P r e s c r i p t i o n s a p p l i c a b l e s aux d i s p o s i t i f s a n t i - p r o j e c t i o n s muni
        d'absorbeur d ' é n e r g i e pour l e s e s s i e u x équipés de roues n o n - d i r e c t r i c e s
       ou a u t o - d i r e c t r i c e s ( v o i r p o i n t 6 . 1 . c i - d e s s u s ) .
8.1     Garde-boue
8.1.1   Les garde-boue doivent c o u v r i r l a zone immédiatement s u p é r i e u r e du
       pneumatique ou des pneumatiques. Les e x t r é m i t é s avant e t a r r i è r e
       doivent s ' é t e n d r e au moins j u s q u ' a u plan h o r i z o n t a l tangeant au bord
        s u p é r i e u r du pneumatique ou des pneumatiques ( f i g . 5 ) . Toutefois,
       l ' e x t r é m i t é a r r i è r e peut ê t r e remplacée par l a b a v e t t e e t dans ce cas
       c e l l e - c i d o i t s ' é t e n d r e j u s q u ' à l a p a r t i e s u p é r i e u r e du garde-boue (ou
       de l ' é l é m e n t é q u i v a l e n t ) .
8.1.2  Toute l a p a r t i e i n t e r n e a r r i è r e du garde-boue d o i t ê t r e i n s t a l l é e avec
       un d i s p o s i t i f a n t i - p r o j e c t i o n s répondant aux p r e s c r i p t i o n s de l'annexe
       I I , appendice 1.
8.2    Jupes e x t é r i e u r e s
8.2.1  Dans, l e cas d ' e s s i e u x uniques ou d ' e s s i e u x m u l t i p l e s dont l a d i s t a n c e
       e n t r e l e s pneumatiques adjacents e s t s u p é r i e u r e ou égale à 250 mm, la
       jupe e x t é r i e u r e d o i t c o u v r i r l a s u r f a c e a l l a n t de l a p a r t i e basse de la
       p a r t i e s u p é r i e u r e du garde-boue j u s q u ' à une d r o i t e formée par la
       tangeante au bord s u p é r i e u r du pneumatique ou des pneumatiques e t e n t r e
       l e plan v e r t i c a l formé par l a tangeante à l ' a v a n t du pneumatique e t du
       garde-boue ou de l a b a v e t t e s i t u é e d e r r i è r e l a roue ou l e s roues ( f i g .
       5 b).
       Dans l e cas d ' e s s i e u x m u l t i p l e s , une jupe e x t é r i e u r e d o i t ê t r e placée
       sur chaque roue.
8.2.2  Aucune ouverture permettant l a s o r t i e de p r o j e c t i o n s ne d o i t e x i s t e r
       e n t r e la jupe e x t é r i e u r e e t l a p a r t i e i n f é r i e u r e du garde-boue.
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8.2.3  Lorsque l e s b a v e t t e s ne s o n t pas i n s t a l l é e s d e r r i è r e chaque roue (voir
       point 7 . 3 . 5 ) , l a jupe e x t é r i e u r e d o i t ê t r e ininterrompue du bord
       externe de l a b a v e t t e au plan v e r t i c a l tangeant au p o i n t l e plus en
       avant du pneumatique (voir f i g . 5a) du premier e s s i e u .
8.2.4  La t o t a l i t é de la face i n t e r n e de l a jupe e x t é r i e u r e , dont la hauteur
      ne d o i t pas ê t r e i n f é r i e u r e à 100 mm , d o i t ê t r e pourvue d'un absorbeur
       d ' é n e r g i e conforme aux p r e s c r i p t i o n s f i g u r a n t à l'annexe I I ,
      appendice 1.
8.3    Bavettes
      Les b a v e t t e s doivent s ' é t e n d r e j u s q u ' à l a p a r t i e i n f é r i e u r e du garde-
      boue e t ê t r e conformes aux p r e s c r i p t i o n s des p o i n t s 7 . 3 . 1 à 7 . 3 . 9 .
9.    P r e s c r i p t i o n s a p p l i c a b l e s aux d i s p o s i t i f s a n t i - p r o j e c t i o n s munis de
      s é p a r a t e u r s a i r / e a u pour l e s e s s i e u x à roues d i r e c t r i c e s ou a u t o -
      d i r e c t r i c e s ou n o n - d i r e c t r i c e s .
9.1   Garde-boue
9.1.1 Les garde-boue doivent ê t r e conformes aux p r e s c r i p t i o n s du point 7 . 1 . 1
       (c).
9.1.2 Les garde-boue pour e s s i e u unique ou e s s i e u x m u l t i p l e s dont l a d i s t a n c e
      e n t r e l e s pneus d ' e s s i e u x adjacents dépasse 300 mm doivent également
      ê t r e conformes aux p r e s c r i p t i o n s du p o i n t 7 . 1 . 1 ( a ) .
9.1.3 Dans l e cas d ' e s s i e u x m u l t i p l e s dont l a d i s t a n c e e n t r e l e s pneus
      d ' e s s i e u x adjacents ne dépasse pas 300 m, l e s garde-boue doivent ê t r e
      également conformes au modèle p r é s e n t é à la figure 7.
9.2   Jupes e x t é r i e u r e s
9.2.1 Les bords i n f é r i e u r s des jupes e x t é r i e u r e s doivent ê t r e munis de
      d i s p o s i t i f s a n t i - p r o j e c t i o n s conformes aux p r e s c r i p t i o n s f i g u r a n t à
      l ' a p p e n d i c e 2 de l ' a n n e x e I I .
9.2.2 Dans l e cas d'un e s s i e u unique ou d ' e s s i e u x m u l t i p l e s dont l a d i s t a n c e
      e n t r e l e s pneumatiques d ' e s s i e u x adjacents excède 300 mm, l e bord
      i n f é r i e u r du d i s p o s i t i f a n t i - p r o j e c t i o n s dont e s t pourvue l a jupe
      e x t é r i e u r e d o i t avoir au maximum l e s dimensions e t l e s rayons s u i v a n t s
      à compter du c e n t r e de l a roue ( f i g u r e 6 ) .
      (a) Essieux équipés de roues d i r e c t r i c e s ou a u t o - d i r e c t r i c e s
               Bord a n t é r i e u r (vers l ' a v a n t du v é h i c u l e )                      )
                                          ( p o i n t C à 30°)                                      )
              Bord p o s t é r i e u r (vers l ' a r r i è r e du v é h i c u l e )                 ) Rv = 1,05 R
                                            ( p o i n t A à 100 mm)                                 )
              Sommet (immédiatement au-dessus du pneumatique)                                       )
      (b) Essieux équipés de roues n o n - d i r e c t r i c e s
              Bord a n t é r i e u r (point C à 20°)                                                )
              Bord p o s t é r i e u r ( p o i n t A à 100 mm)                                      ) Rv = 1,00R
              Sommet (immédiatement au-dessus du pneumatique) )
      où R = l e rayon du pneumatique monté sur l e v é h i c u l e
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              et RV= la d i s t a n c e r a d i a l e à p a r t i r de l ' e x t r é m i t é i n f é r i e u r e de la
                             jupe e x t é r i e u r e au c e n t r e de l a r o u e .
9.2.3         Dans l e cas d ' e s s i e u x m u l t i p l e s dont l a d i s t a n c e e n t r e l e s pneumatiques
              d ' e s s i e u x adjacents n'excède pas 300 mm, l e s jupes e x t é r i e u r e s s i t u é e s
              dans l e s espaces e n t r e l e s e s s i e u x doivent s u i v r e l e t r a c é s p é c i f i é au
              point 9 . 1 . 3 , e t doivent se prolonger vers l e bas, de manière à ne pas
              se trouver à plus de 100 mm au-dessus d'une d r o i t e h o r i z o n t a l e passant
              par l e c e n t r e des roues (figure 7 ) .
9.2.4         La hauteur de l a jupe e x t é r i e u r e ne d o i t pas ê t r e i n f é r i e u r e à 45 mm
              d e r r i è r e une d r o i t e v e r t i c a l e passant par l e c e n t r e de l a r o u e . La
             hauteur de l a jupe peut a l l e r en diminuant devant c e t t e ligne par l e
             c e n t r e de l a r o u e .
9.2.5         Aucune ouverture permettant l a s o r t i e de p r o j e c t i o n s ne d o i t e x i s t e r
              dans l e s jupes e x t é r i e u r e s ou e n t r e l e s jupes e x t é r i e u r e s e t l e s
             garde-boue.
9.3        Bavettes
9.3.1        Les b a v e t t e s doivent ê t r e :
    a) conformes au p o i n t 7.3 ( f i g . 3) ou
    b) conformes aux p o i n t s 7 . 3 . 1 , 7 . 3 . 2 , 7 . 3 . 8 e t 9 . 3 . 2 ( f i g . 6)
9.3.2        Les d i s p o s i t i f s a n t i - p r o j e c t i o n s répondant aux s p é c i f i c a t i o n s f i g u r a n t
             à l'annexe I I appendice 2 doivent ê t r e fixés aux b a v e t t e s prévues au
             p o i n t 9 . 3 . 1 b , au moins l e long du c ô t é e n t i e r .
9 . 3 . 2 . 1 Le bord i n f é r i e u r de ce d i s p o s i t i f d o i t se s i t u e r à une hauteur
             n'excédant pas 200 mm à p a r t i r du s o l .
9 . 3 . 2 . 2 Ce d i s p o s i t i f d o i t a v o i r une hauteur minimale de 100 mm.
9.3.3        La b a v e t t e ne d o i t pas se t r o u v e r à p l u s de 200 mm de l'extrême bord
             p o s t é r i e u r du pneumatique, mesuré horizontalement.
9.3.4        Le p o i n t 7 . 3 . 5 s ' a p p l i q u e également.
9.3.5        La b a v e t t e    à l ' e x c l u s i o n de l a p a r t i e i n f é r i e u r e comprenant l e
             dispositif          a n t i - p r o j e c t i o n s du type s é p a r a t e u r a i r / e a u ne d o i t pas
             s'infléchir           de plus de 100 mm v e r s l ' a r r i è r e sous l ' e f f e t d'une force
             de 3 N par          100 mm de l a r g e u r de b a v e t t e appliquée immédiatement sur le
             dispositif          a n t i - p r o j e c t i o n s dans sa p o s i t i o n d ' e x e r c i c e .
 ---pagebreak---                                                        - 29 -
                                                             APPENDICE
                                                              Modèle
                                        (Format maximum : A4 ;210 x 297 mm)
                    ANNEXE A LA FICHE DE RECEPTION CEE D'UN TYPE DE VEHICULE
             EN CE QUI CONCERNE L'INSTALLATION DES DISPOSITIFS ANTI-PROJECTIONS
 ( A r t i c l e 4 , p a r a g r a p h e 2 , e t a r t i c l e 10 de l a d i r e c t i v e 70/156/CEE du C o n s e i l ,
      du 6 f é v r i e r 1970, c o n c e r n a n t l e r a p p r o c h e m e n t d e s l é g i s l a t i o n s d e s E t a t s
membres r e l a t i v e s à l a r é c e p t i o n d e s v é h i c u l e s à moteur e t de l e u r s r e m o r q u e s )
                                                                                                [ I n d i c a t i o n de
                                                                                                0. ' a d m i n i s t r a t i o n
N° de r é c e p t i o n CEE                                                   Extension,
   1.   Marque de f a b r i q u e ou de commerce du v é h i c u l e
  2.    Type de v é h i c u l e e t c a t é g o r i e
  3.    Nom e t a d r e s s e du c o n s t r u c t e u r
  4.    Nom e t a d r e s s e du m a n d a t a i r e é v e n t u e l
  5. C a r a c t é r i s t i q u e s des d i s p o s i t i f s a n t i - p r o j e c t i o n s ( t y p e , d e s c r i p t i o n
        sommaire, marque de f a b r i q u e ou d é n o m i n a t i o n , numéro de l ' h o m o l o g a t i o n
  6 . V é h i c u l e p r é s e n t é à l a r é c e p t i o n CEE l e
  7 . S e r v i c e t e c h n i q u e c h a r g é d e s e s s a i s de r é c e p t i o n CEE
  8 . Date du p r o c è s - v e r b a l d é l i v r é p a r c e s e r v i c e
  9 . Numéro du p r o c è s - v e r b a l d é l i v r é p a r c e s e r v i c e
10. R a i s o n ( s ) de l ' e x t e n s i o n é v e n t u e l l e de l a r é c e p t i o n CEE
1 1 . L ' e x t e n s i o n de l a r é c e p t i o n CEE en c e q u i c o n c e r n e l ' i n s t a l l a t i o n              des
        dispositifs anti-projections est accordée/refusée
12.    Lieu
13.     Date
14.    Signature
15.     La liste des documents composant la fiche de réception, déposés auprès des
       autorités compétentes ayant accordé la réception CEE est annexée; une
        copie peut être obtenue sur demande.
16. Remarques éventuelles
1) Rayer la mention inutile
    Rayer la mention inutile
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                                                     ANNEXE IV
             CONFORMITE DE LA PRODUCTION - SPECIFICATIONS GENERALES -
                                           ARRET DE LA PRODUCTION
1    C o n f o r m i t é de l a p r o d u c t i o n
1.1 Tout d i s p o s i t i f a n t i - p r o j e c t i o n s p o r t a n t l a marque d'homologation CEE
    d o i t ê t r e conforme au type homologué. Les a u t o r i t é s ayant accordé la
    marque CEE conservent un é c h a n t i l l o n pouvant ê t r e u t i l i s é , avec l a
     fiche d'homologation CEE, pour v é r i f i e r s i l e s d i s p o s i t i f s
    commercialisés p o r t a n t l a marque d'homologation CEE s a t i s f o n t aux
    conditions voulues.
1.2 Tout type de d i s p o s i t i f e s t d é f i n i par l e modèle e t l e s documents
    d e s c r i p t i f s p r é s e n t é s au moment de l a demande d'homologation CEE. Les
    d i s p o s i t i f s dont l e s c a r a c t é r i s t i q u e s sont i d e n t i q u e s à c e l l e s du
    d i s p o s i t i f modèle e t dont l e s a u t r e s composantes ne d i f f è r e n t pas de
    c e l l e s du modèle sauf en ce qui concerne des v a r i a n t e s n ' a f f e c t a n t en
    r i e n l e s p r o p r i é t é s auxquelles i l e s t f a i t r é f é r e n c e dans l a p r é s e n t e
    annexe peuvent ê t r e considérées comme f a i s a n t p a r t i e du même t y p e .
1.3 Le f a b r i c a n t e f f e c t u e des c o n t r ô l e s de r o u t i n e a f i n de g a r a n t i r la
    conformité de l a production au type homologué.
    A cet effet le fabricant doit :
    - d i s p o s e r d'un l a b o r a t o i r e équipé de façon à pouvoir procéder aux
         e s s a i s e s s e n t i e l s ; ou
    - f a i r e procéder aux e s s a i s de conformité de l a production par un
         laboratoire agréé.
    Les r é s u l t a t s des c o n t r ô l e s de conformité de l a production sont mis à
    l a d i s p o s i t i o n des a u t o r i t é s compétentes pendant une année au moins.
1.4 En o u t r e , l e s a u t o r i t é s compétentes peuvent e f f e c t u e r des c o n t r ô l e s par
    sondage.
1.5 La conformité de l a production au type de d i s p o s i t i f homologué e s t
    c o n t r ô l é e dans l e s c o n d i t i o n s e t conformément aux méthodes prévues à
    1'annexe I I .
    A la demande des a u t o r i t é s ayant accordé l'homologation, l e s f a b r i c a n t s
    mettent à d i s p o s i t i o n de c e l l e s - c i l e s d i s p o s i t i f s du type précédemment
    homologué à des f i n s d ' e s s a i s ou de c o n t r ô l e s de conformité.
1.6 I I y a conformité de production s i , sur dix é c h a n t i l l o n s c h o i s i s au
    hasard, neuf sont conformes aux p r e s c r i p t i o n s f i g u r a n t au point 4 des
    appendices 1 et 2 de l'annexe I I .
1.7 Si l a c o n d i t i o n du point 1.6 n ' e s t pas remplie, on examine un nouvel
    é c h a n t i l l o n de 10 u n i t é s c h o i s i e s au h a s a r d .
    La moyenne de t o u t e s l e s mesures d o i t s a t i s f a i r e aux s p é c i f i c a t i o n s
    f i g u r a n t au p o i n t 4 des appendices 1 et 2 de l'annexe I I e t aucune
    mesure i n d i v i d u e l l e ne d o i t ê t r e i n f é r i e u r e à 95% de ces
    spécifications.
 ---pagebreak---                                - 31-
2.  Spécifications générales
2.1 Les dispositifs anti-projections doivent ê t r e construits de façon à
    fonctionner correctement lors d'un usage normal sur des routes
    mouillées. En outre, i l s ne doivent pas comporter de vices de
    construction ou de défauts de fabrication portant préjudice au bon
    fonctionnement.
3.  Arrêt de la production
3.1 Si le détenteur de l'homologation CEE arrête la production, i l en
    informe immédiatement les autorités compétentes.
 ---pagebreak---                                        - 32 -
                                  FIGURES
      Figure 1 : Largeur (q) du garde-boue (a) e t
                 p o s i t i o n de La jupe LatéraLe ( j )
                     ç (7.1.1.        c)
                                                           c (4.1.)
                      \           t \         \
Note : Les cniffres se réfèrent aux points correspondants de L'annexe III
 ---pagebreak---                                - 33 -
Figure 2 : Dimensions du garde-boue e t de La jupe e x t é r i e u r e
                            45 mm m i n . ( 7 . 2 . 3 . ) \
                                                                (7.2.)
Note : 1) Les chiffres se réfèrent aux points correspondants de L'annexe III
       2) T : portée du garde-boue.
 ---pagebreak---                                        - 3k -
 Figure 3 : P o s i t i o n du garde-boue e t de La bavette
                                                                  (7.1.2.)
                                                                  (7.3.)
                                                                 mm max,
                                                     300 mm max.
Note : Les chiffres se réfèrent aux points correspondants de L'annexe III.
 ---pagebreak---                              - 35 -
Figure 4 : Garde-boue et jupes extérieures pour essieux équipés
           de roues directrices r u auto-directrices ou de roues
           non-directrices
                     60 mm max./150 mm max. (7.2.2.)
                                                      45 mm mini
                                                                    \     (7.2.)
a. Dimensions des garde-boue   et des jupes extérieures pour essieux multiples
Note : 1) Les chiffres se réfèrent aux points correspondants à L'annexe III
       2) T : portée du garde-boue.
 ---pagebreak---                                - 36 -
                                                      300 mm max.
b. Position des dispositifs anti-projections pour essieux muLtipLes
Note : Les chiffres se réfèrent aux points correspondants de L'annexe III,
 ---pagebreak---                                   - 37 -
     Figure 5 : Position des dispositifs anti-projections munis d'absorbeurs
                d'énergie pour essieux équipés de roues non-directrices ou
                auto-directrices (Annexe III - points 6.1 et 8)
100 mm min.
                                                       200 ~ro max,
                      < 250 mm                 300 mm max.
     a. essieux muLtiples où la distance entre les
        pneumatiques est inférieure â 250 mm.
 ---pagebreak---                                               - 38 -
                                             (points 8.1 et 8.3)
  100 mm m i n .                                 /  \
                                           /
t
       M          ^
                                   /
                                     ^
                                         /
                                                   NvJ^
                                                              \V          -
                                 /
                                       /
                                     (                              200 min max.
                                     V                   J       i
                                                                 j      l
                                                                         1 '
                                                                           L
                                d
                                                            .    U—
                          ">, 250 mm                    300 mm max.
        b. essieux simples ou essieux multiples où la distance
             entre Les pneumatiques n'est pas inférieure à 250 mm.
 ---pagebreak---                                   - 39
 Figure 6 : Position des dispositifs anti-projections munis de séparateurs
            air/eau pour essieux équipés de roues directrices et non-directrices
                                                      i  200 mm max.
                         (9.3.2.)  U
Note : 1) Les chiffres se réfèrent aux points correspondants de L'annexe III
       2) T : portée du garde-boue
 ---pagebreak---                                           - 1*0 -
          Figure 7 : Position des dispositifs anti-projections (garde-boue, bavettes,
                     jupes extérieures) pour essieux multiples où la distance entre
                     les pneumatiques ne dépasse pas 300 mm
    /
                      45 mm min. (9.2.4.)
                                                          45 mm min. (9.2.^4.)
                     '              (9.2.1.)
/
                                  d ^ 300 mm
      d ^.250:
  bavette requise
          Note : 1) Les chiffres se réfèrent aux points correspondants de L'annexe III
                 2) T : portée du garde-boue.
 ---pagebreak---                                   -  1+1 -
 Figure 8 : AppareiLLage d'essai pour absorbeurs d'énergie
                (voir Annexe II, Appendice 1)
                                  F    500+2
  100 min,., u            200    ^,,100 mir^,
                        '1—L.Ui.              r~?
Note : A - arrivée d'eau en provenance de La pompe
       B - débit vers Le réservoir du coLLecteur
        C - coLLecteur de 500 (+ 5/ - 0) mm de Long et 75 (+ 2/ - 0) mm de Large
               (dimensions intérieures)
       D - tuyau à paroi mince de 54 mm de diamètre
       E - 12 orifices de 1,68 (+ 0,025/ - 0) mm de diamètre, percés radiaLement
       F - échantiLLons à tester, de 500 (+ 0/ - 5) mm de Largeur
Toutes Les dimensions Linéaires sont exprimées en miLLirnètres.
 ---pagebreak---                                                - U2 -
                     Figure 9 : AppareiLLage d'essai pour séparateurs air/eau
                                  (voir Annexe II, Appendice 2)
                       45 mm
                   ,JL
               T        i 50 mm
                       ——____
                                             T
                                           50 mm
           100 mm
               lln              200 mm
  échanti LLon
    _  .100 mm    I    100 mm    „
    «      coLLecteur
                échanti LLon
305 mm          50 mm
                                                              ÏZS
                                         .200 mm
           coLLecteur
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                      FICHE D'IMPACT SUR LA COMPETITIVITE ET L'EMPLOI
                                                                                                               r^
Proposition de directive du Conseil concernant le rapprochement des
législations des Etats membres relatives aux dispositifs anti-
projections de certaines catégories de véhicules à moteur et de leurs
remorques.
   I. Quelle est la justification principale de la mesure '•:
      Harmonisation des légis lations.nationales. Elimination des entraves
       techniques aux échanges. Augmentation de la sécurité de la circulation
       routière.
  II. Caractéristiques des entreprises concernées
      En particulier :
      - y-a-t-il un grand nombre de PME ? Non . Les véhicules en circulation
          ne sont pas affectés par cette directive..
     • - noté l'on des concentrations dans deà régions :
          . éligibles aux aides régionales des E.M. ?                                     Non
          . éligibles au Feder ?                       Non
III. Quelles sont les obligations imposées aux entreprises ?
       I n s t a l l a t i o n de d i s p o s i t i f s a n t i - p r o j e c t i o n s sur certaines catégories
       de véhicules à moteur et leurs remorques.
  IV. Quelles sont les obligations susceptibles d'être imposées
       indirectement aux entreprises via les autorites locales ?
       Aucune obligation supplémentaire.
   V. ï-a-t-il des mesures spéciales pour les PME ?                                       Non
       - lesquelles 7
  VI. Quel est l'effet prévisible :
       - sur la compétitivité des entreprises ?
       - sur l'emploi ?                U° impact sur l'emploi est prévisible, sans qu'il
                                       soit toutefois possible, à l'heure actuelle, de le
                                       quantifier.
 VII. Les partenaires sociaux ont-ils été consultés ?                                       Oui
       - Avis des oartenaires sociaux :                               Très favorable.
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                                                                COM(89) 377 final
                                                       DOCUMENTS
FR                                                                          06 07
                                                                        27.7.1989
                                     N° de catalogue : CB-CO-89-371-FR-C
                                                             ISBN 92-77-52603-3
Office des publications officielles des Communautés européennes
L-2985 Luxembourg