CELEX: 52007SC1731
Language: pt
Date: 2008-01-11
Title: Proposta de decisão do Conselho relativa à celebração do Acordo entre o Governo da República da Coreia e a Comunidade Europeia respeitante à cooperação no âmbito das actividades anticoncorrenciais

Advertência jurídica importante

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52007SC1731

Proposta de decisão do Conselho relativa à celebração do Acordo entre o Governo da República da Coreia e a Comunidade Europeia respeitante à cooperação no âmbito das actividades anticoncorrenciais  /* SEC/2008/1731 final - CNS 2008/0004 */  

	[pic] | COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS |Bruxelas, 11.1.2008SEC(2007) 1731 final2008/0004 (CNS)Proposta deDECISÃO DO CONSELHOrelativa à celebração do Acordo entre o Governo da República da Coreia e a Comunidade Europeia respeitante à cooperação no âmbito das actividades anticoncorrenciais(apresentada pela Comissão)2008/0004 (CNS)Proposta deDECISÃO DO CONSELHOrelativa à celebração do Acordo entre o Governo da República da Coreia e a Comunidade Europeia respeitante à cooperação no âmbito das actividades anticoncorrenciaisO CONSELHO DA UNIÃO EUROPEIA,Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Europeia e, nomeadamente, os seus artigos 83.º (ex artigo 87.º) e 308.º (ex artigo 235.º),Tendo em conta a proposta da Comissão,Tendo em conta o parecer do Parlamento Europeu,Considerando o seguinte:(1) Dada a dimensão internacional cada vez mais acentuada dos problemas em matéria de concorrência, deve ser reforçada a cooperação internacional neste domínio,(2) A aplicação correcta e eficaz dos direitos da concorrência é importante para o funcionamento eficiente dos mercados e para o comércio internacional.(3) A elaboração dos princípios de cortesia positiva no direito internacional e a implementação dos referidos princípios no âmbito da aplicação dos direitos da concorrência da Comunidade Europeia e da Coreia do Sul são susceptíveis de incrementar a respectiva eficácia de aplicação.(4) Para o efeito, a Comissão negociou um acordo com o Governo da República da Coreia relativo à aplicação das regras da concorrência da Comunidade Europeia e da Coreia do Sul.(5) O artigo 308.º do Tratado deve ser invocado devido à inclusão no texto do Acordo das fusões e aquisições abrangidas pelo Regulamento (CE) n.º 139/2004 do Conselho, de 20 de Janeiro de 2004, relativo ao controlo das concentração de empresas que, por seu turno, se baseia essencialmente no artigo 308.º(6) O Acordo deve ser aprovado,ADOPTOU A PRESENTE DECISÃO:Artigo 1ºÉ aprovado, em nome da Comunidade Europeia, o Acordo entre o Governo da República da Coreia e a Comunidade Europeia respeitante à cooperação no âmbito das actividades anticoncorrenciais.O texto do Acordo acompanha a presente decisão.Artigo 2°O Presidente do Conselho fica autorizado a designar a(s) pessoa(s) com poderes para assinar o Acordo em nome da Comunidade Europeia.Feito em Bruxelas, emPelo ConselhoO PresidenteAcordo entre o Governo da República da Coreia e a Comunidade Europeia respeitante à cooperação no âmbito das actividades anticoncorrenciaisA Comunidade Europeia, por um lado, e o Governo da República da Coreia, por outro (em seguida denominados as "Partes"),Reconhecendo que as economias mundiais, nomeadamente da Comunidade Europeia e da República da Coreia, têm vindo a tornar-se cada vez mais interdependentes,Verificando que a Comunidade Europeia e a República da Coreia partilham o ponto de vista de que a aplicação correcta e eficaz do direito da concorrência é importante para o bom funcionamento dos respectivos mercados, bem como para o bem-estar económico dos consumidores de ambas as Partes e para as suas trocas comerciais,Verificando que a aplicação correcta e eficaz dos direitos da concorrência das Partes seria reforçada pela cooperação e, quando adequado, pela coordenação entre as Partes na aplicação dos referidos direitos,Reconhecendo ainda que a cooperação entre as autoridades de concorrência das Partes contribuirá para melhorar e reforçar as suas relações,Verificando também que, periodicamente, podem surgir diferenças entre as Partes no que diz respeito à aplicação dos respectivos direitos da concorrência a comportamentos ou operações que implicam interesses significativos de ambas as Partes,Tendo em conta a Recomendação do Conselho da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico relativa à cooperação entre países membros no âmbito das práticas anticoncorrenciais que afectam o comércio internacional, adoptada em 27 e 28 de Julho de 1995,Tendo em conta o memorando de entendimento concluído entre a Direcção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia e a Comissão do Comércio da República da Coreia, em 28 de Outubro de 2004,ACORDARAM NO SEGUINTE:Artigo I - Objecto e definições1. O presente Acordo tem por objecto promover a aplicação eficaz do direito de concorrência de cada Parte mediante a promoção da cooperação e da coordenação entre as autoridades de concorrência das Partes, bem como evitar ou atenuar a possibilidade de conflitos entre as Partes sobre quaisquer questões relacionadas com a aplicação do direito de concorrência de cada Parte.2. Para efeitos do presente Acordo, entende-se por:a) "Actividades anticoncorrenciais", quaisquer actividades que possam ser objecto de sanções ou outras medidas ao abrigo do direito da concorrência de uma ou de ambas as Partes;b) "Autoridade de concorrência" e "autoridades de concorrência":i) para a Comunidade Europeia, a Comissão das Comunidades Europeias, no que respeita às suas responsabilidades decorrentes do direito da concorrência da Comunidade Europeia, eii) para a República da Coreia, a Comissão do Comércio da Coreia;c) "Autoridade competente de um Estado-Membro", a autoridade ou autoridades de cada Estado-Membro enumerado no n.º 1 do artigo 299.º do Tratado que institui a Comunidade Europeia, que seja competente para a aplicação do direito da concorrência.d) "Direito da concorrência":i) para a Comunidade Europeia, os artigos 81.º, 82.º e 85.º do Tratado que institui a Comunidade Europeia, o Regulamento (CE) n.º 139/2004 do Conselho, relativo ao controlo das concentração de empresas, e respectivos regulamentos de execução, bem como quaisquer alterações dos mesmos, eii) para a República da Coreia, a Lei do controlo dos monopólios e da defesa da concorrência e respectivos regulamentos de execução, bem como quaisquer alterações dos mesmos;e) "Medidas de execução", a aplicação do direito da concorrência através de investigação ou processo conduzido pela autoridade de concorrência de uma das Partes;Artigo II - Notificações1. A autoridade de concorrência de cada Parte notificará a autoridade de concorrência da outra Parte das medidas de execução que a autoridade de concorrência notificante considere susceptíveis de afectar os interesses importantes da outra Parte.2. As medidas de execução susceptíveis de afectar os interesses importantes da outra Parte são, nomeadamente, as que:a) Envolvem um nacional ou nacionais da outra Parte (no caso da Comunidade Europeia, um nacional ou nacionais dos Estados-Membros da Comunidade Europeia), ou uma empresa ou empresas constituídas ou organizadas de acordo com a legislação e regulamentação aplicáveis no território da outra Parte;b) São tomadas contra actividades anticoncorrenciais, que não concentrações, realizadas em parte substancial no território da outra Parte;c) Envolvem uma concentração em que uma ou mais das partes na operação é uma empresa constituída ou organizada de acordo com a legislação e regulamentação aplicáveis no território da outra Parte;d) Envolvem uma concentração em que uma empresa que controle uma ou mais das partes na operação é uma empresa constituída ou organizada de acordo com a legislação e regulamentação aplicáveis no território da outra Parte;e) Envolvem um comportamento considerado como tendo sido fomentado, exigido ou aprovado pela outra Parte;f) Envolvem medidas de correcção que exigem ou proíbem expressamente um determinado comportamento no território da outra Parte ou que incluem obrigações vinculativas para as empresas nesse território.3. As notificações relativas a concentrações nos termos do n.º 1 do presente artigo serão efectuadas:a) No caso da Comunidade Europeia:i) aquando da decisão de dar início a um processo nos termos do n.º 1, alínea c), do artigo 6.º do Regulamento (CE) n.º 139/2004 do Conselho;ii) aquando da emissão de uma comunicação de objecções;b) No caso da República da Coreia:i) o mais tardar quando a autoridade de concorrência apresenta um pedido escrito, no sentido quer de prorrogar o período de investigação quer de solicitar a apresentação de documentação adicional relativa a concentrações potencialmente anticoncorrenciais, eii) aquando da emissão de um relatório de investigação.4. Quando for necessária uma notificação nos termos do n.º 1 do presente artigo no que respeita a outras questões que não concentrações, esta notificação será efectuada:a) No caso da Comunidade Europeia:i) aquando da emissão de uma comunicação de objecções, eii) aquando da adopção de uma decisão ou de uma conciliação;b) No caso da República da Coreia:i) aquando da emissão de um relatório de investigação;ii) aquando da adopção de uma acusação penal;iii) aquando da adopção de uma decisão.5. As notificações devem incluir, nomeadamente, os nomes das partes objecto da investigação, as actividades examinadas e os mercados a que se referem, as disposições jurídicas relevantes e a data das medidas de execução.Artigo III- Cooperação em matéria de execução1. A autoridade de concorrência de cada Parte prestará assistência à autoridade de concorrência da outra Parte a nível das suas medidas de execução, na medida em que tal se coadune com a legislação e regulamentação da Parte que presta assistência e com os interesses importantes dessa Parte, e na medida do razoável em função dos recursos de que dispõe.2. A autoridade de concorrência de cada Parte deverá, numa medida consentânea com a legislação e regulamentação e os interesses importantes dessa Parte:a) Informar a autoridade de concorrência da outra Parte sobre as suas medidas de execução que envolvam actividades anticoncorrenciais, que considere susceptíveis de terem um efeito adverso sobre a concorrência no território da outra Parte;b) Prestar à autoridade de concorrência da outra Parte quaisquer informações significativas de que disponha ou de que tenha conhecimento sobre actividades anticoncorrenciais que considere susceptíveis de serem relevantes ou de justificarem a tomada de medidas de execução pela autoridade de concorrência da outra Parte; ec) Prestar à autoridade de concorrência da outra Parte, mediante pedido e em conformidade com o disposto no presente Acordo, informações de que disponha e que sejam relevantes para as medidas de execução tomadas pela autoridade de concorrência da outra Parte.Artigo IV - Coordenação das medidas de execução1. Quando as autoridades de concorrência de ambas as Partes aplicarem medidas de execução relativas a questões conexas, devem ponderar a coordenação das referidas medidas de execução numa medida consentânea com a respectiva legislação.2. Ao ponderarem se determinadas medidas de execução devem ser objecto de coordenação, as autoridades de concorrência das Partes devem ter em conta, nomeadamente, os seguintes factores:a) O efeito dessa coordenação sobre a capacidade de as autoridades de concorrência de ambas as Partes alcançarem os objectivos das suas medidas de execução;b) As capacidades relativas das autoridades de concorrência das Partes no sentido de obterem as informações necessárias para adoptar as medidas de execução;c) A possibilidade de evitar obrigações contraditórias e encargos desnecessários para as pessoas visadas pelas medidas de execução;d) A possibilidade de uma afectação mais eficiente dos recursos através da coordenação.3. Na aplicação de medidas de execução coordenadas, a autoridade de concorrência de cada Parte deve procurar aplicar as suas medidas de execução, tendo em devida consideração os objectivos das medidas de execução da autoridade de concorrência da outra Parte.4. Quando as autoridades de concorrência de ambas as Partes tomarem medidas de execução relativas a questões relacionadas entre si, a autoridade de concorrência de cada Parte deve, mediante pedido da autoridade de concorrência da outra Parte e quando consentâneo com os interesses importantes da Parte requerida, averiguar se as empresas ou pessoas que prestaram informações confidenciais relacionadas com essas medidas de execução autorizam a divulgação das referidas informações à autoridade de concorrência da outra Parte ("renúncia à confidencialidade").5. Sob reserva da devida notificação à autoridade de concorrência da outra Parte, a autoridade de concorrência de qualquer das Partes pode, a qualquer momento, limitar a coordenação das medidas de execução e prosseguir de forma independente uma medida de execução específica.Artigo V - Prevenção de conflitos (cortesia negativa)1. A autoridade de concorrência de cada Parte atribuirá a devida consideração aos interesses importantes da outra Parte em todas as fases de aplicação das medidas de execução, incluindo as decisões relativas ao início de medidas de execução, ao âmbito das medidas de execução e à natureza das sanções ou outras medidas de correcção previstas em cada caso.2. Quando uma determinada medida de execução prevista pela autoridade de concorrência de uma Parte for susceptível de afectar os interesses importantes da outra Parte, a primeira diligenciará, numa base inteiramente discricionária, no sentido de:i) comunicar atempadamente à autoridade de concorrência da outra Parte qualquer evolução significativa relacionada com os interesses dessa Parte,ii) proporcionar à autoridade de concorrência da outra Parte a oportunidade de apresentar observações, eiii) tomar em consideração as observações da autoridade de concorrência da outra Parte, respeitando simultaneamente a total independência de cada Parte a nível da tomada de decisões.A aplicação do disposto no n.º 2 do artigo V não prejudica as obrigações das Partes por força dos n.ºs 3 e 4 do artigo II.3. Quando uma Parte considerar que as medidas de execução tomadas pela sua autoridade de concorrência são susceptíveis de afectar negativamente os interesses importantes da outra Parte, as Partes devem ter em conta os seguintes factores, para além de qualquer outro factor que possa ser relevante para efeitos de um compromisso adequado entre os interesses em conflito:a) A importância relativa dos efeitos das actividades anticoncorrenciais nos interesses importantes da Parte que aplica as medidas de execução em comparação com os efeitos nos interesses importantes da outra Parte;b) A importância relativa, para as actividades anticoncorrenciais do comportamento ou das operações que ocorram no território de uma das Partes em relação ao comportamento ou operações que se verifiquem no território da outra Parte;c) O grau em que podem ser afectadas as medidas de execução da autoridade de concorrência da outra Parte em relação às mesmas pessoas, singulares ou colectivas;d) O grau em que seriam impostos a pessoas de direito privado, singulares ou colectivas, requisitos incompatíveis por ambas as Partes;Artigo VI - Cortesia positiva1. Se a autoridade de concorrência de uma das Partes considerar que as actividades anticoncorrenciais desenvolvidas no território da outra Parte estão a afectar negativamente os interesses importantes da primeira, essa autoridade, tendo em conta a importância de evitar conflitos em matéria de competência e atendendo ao facto de a autoridade de concorrência da outra Parte poder estar em condições de tomar medidas de execução mais eficazes no que respeita a essas actividades anticoncorrenciais, pode solicitar que a autoridade de concorrência da outra Parte tome as medidas de execução adequadas.2. O pedido deve ser tão específico quanto possível acerca da natureza das actividades anticoncorrenciais e dos respectivos efeitos sobre os interesses importantes da Parte da autoridade de concorrência requerente e deve incluir uma proposta de informações complementares e outras acções de cooperação que a autoridade em matéria de concorrência da Parte requerente possa prestar.3. A autoridade de concorrência requerida deve examinar cuidadosamente se deve dar início a medidas de execução ou se deve alargar as medidas de execução em curso, no que diz respeito às actividades anticoncorrenciais identificadas no pedido. A autoridade de concorrência requerida deve informar a autoridade de concorrência requerente da sua decisão o mais rapidamente possível. Se forem tomadas medidas de execução, a autoridade de concorrência requerida deve informar a autoridade de concorrência requerente do respectivo resultado e, na medida do possível, de qualquer evolução significativa entretanto verificada.4. O disposto no presente artigo em nada limita a liberdade de decisão da autoridade de concorrência da Parte requerida no âmbito do seu direito de concorrência e das suas políticas de execução quanto à adopção ou não adopção de medidas de execução relativamente às actividades anticoncorrenciais identificadas no pedido, nem impede a autoridade de concorrência da Parte requerente de retirar o seu pedido.Artigo VII – Confidencialidade1. Não obstante quaisquer outras disposições do presente Acordo, nenhuma das Partes é obrigada a transmitir informações à outra Parte se a divulgação de tais informações for proibida pela legislação e regulamentação da Parte que possui as informações ou for incompatível com os seus interesses importantes.1. a) A Comunidade Europeia não é obrigada a comunicar à República da Coreia, por força do Acordo, informações confidenciais abrangidas pelo artigo 28.º do Regulamento (CE) n.º 1/2003 do Conselho e pelo artigo 17.º do Regulamento (CE) n.º 139/2004 do Conselho, excepto no que se refere às informações comunicadas nos termos do disposto no n.º 4 do artigo IV do Acordo.b) A República da Coreia não é obrigada a comunicar à Comunidade Europeia, por força do Acordo, informações confidenciais abrangidas pelo artigo 62.º a Lei do controlo dos monopólios e da defesa da concorrência e pelo artigo 9.º da Lei relativa à divulgação de informações pelos organismos públicos, excepto no que se refere às informações comunicadas nos termos do disposto no n.º 4 do artigo IV do Acordo.2. a) As informações comunicadas por uma Parte à outra nos termos do presente Acordo, que não sejam informações publicamente disponíveis, serão apenas utilizadas pela Parte que as recebe para efeitos de investigação, ao abrigo dos respectivos direitos da concorrência, de actividades anticoncorrenciais relacionadas com a matéria especificada no pedido.b) Quando uma Parte comunicar informações confidenciais ao abrigo do presente Acordo, a Parte que as recebe deve, em conformidade com a legislação e regulamentação, assegurar a sua confidencialidade e utilizá-las exclusivamente no âmbito da aplicação efectiva do respectivo direito de concorrência.3. Uma Parte pode exigir que as informações confidenciais comunicadas ao abrigo do presente Acordo sejam sujeitas às condições por ela especificadas. A Parte que as recebe não utilizará essas informações de forma contrária a tais condições sem o consentimento prévio da outra Parte.4. Cada Parte pode limitar as informações confidenciais por ela comunicadas à outra Parte, quando esta última não puder dar as garantias requeridas em matéria de confidencialidade, no que diz respeito às condições por ela especificadas ou à limitação das finalidades para as quais as informações serão utilizadas.5. O presente artigo não impede a utilização ou divulgação de informações, que não sejam informações publicamente disponíveis, pela Parte que as recebe na medida em que:a) A Parte que forneceu as informações tenha dado o seu consentimento prévio a essa utilização ou divulgação; oub) Exista uma obrigação nesse sentido ao abrigo da legislação e regulamentação da Parte que recebe as informações. Nestas circunstâncias, a Parte que recebe as informações:i) não tomará quaisquer medidas susceptíveis de resultar numa obrigação legal no sentido de disponibilizar a terceiros ou a outras autoridades as informações prestadas de forma confidencial ao abrigo do presente Acordo, sem o consentimento prévio da Parte que forneceu as informações,ii) deve, sempre que possível, notificar previamente a utilização ou divulgação dessas informações à Parte que as forneceu e, mediante pedido, consultar a outra Parte e ter devidamente em conta os seus interesses importantes, eiii) deve, salvo acordo em contrário da Parte que prestou as informações, recorrer a todas as medidas possíveis, ao abrigo da legislação e regulamentação aplicáveis, destinadas a manter a confidencialidade das informações no que respeita a pedidos formulados por terceiros ou outras autoridades com vista à divulgação das informações relevantes.6. A autoridade de concorrência da Comunidade Europeia:a) Informará as autoridades competentes do Estado-Membro ou dos Estados-Membros cujos interesses importantes sejam afectados das notificações que lhe tenham sido enviadas pela autoridade de concorrência da Coreia;b) Informará as autoridades competentes desse Estado-Membro ou desses Estados-Membros de qualquer cooperação e coordenação em matéria de medidas de execução; ec) Velará por que as informações comunicadas às autoridades competentes do Estado-Membro ou dos Estados-Membros, nos termos do disposto nas alíneas a) e b), que não sejam informações publicamente disponíveis, não sejam utilizadas para outras finalidades além da especificada no n.º 1 do artigo I do presente Acordo, bem como pela não divulgação de tais informações.Artigo VIII - Reuniões1. As autoridades de concorrência das Partes consultar-se-ão mutuamente, a pedido da autoridade de concorrência de uma das Partes, sobre qualquer questão que possa surgir no âmbito da aplicação do presente Acordo.2. As autoridades de concorrência das Partes reunir-se-ão pelo menos uma vez por ano a fim de:a) Procederem ao intercâmbio de informações relativas às suas medidas de execução em curso e às prioridades fixadas, no que diz respeito ao direito de concorrência de cada Parte;b) Procederem ao intercâmbio de informações relativas a sectores económicos de interesse comum;c) Discutirem questões de política de interesse mútuo; ed) Discutirem outros assuntos de interesse mútuo em matéria de aplicação do direito da concorrência de cada Parte.Artigo IX - Comunicações ao abrigo do presente AcordoAs comunicações ao abrigo do presente Acordo podem ser feitas directamente entre as autoridades de concorrência das Partes. No entanto, os pedidos formulados ao abrigo do n.º 1 do artigo VI devem ser imediatamente confirmados por escrito por via diplomática e devem incluir as informações inicialmente trocadas entre as autoridades de concorrência.Artigo X – Direito vigenteNenhuma disposição do presente Acordo obriga uma Parte a tomar quaisquer medidas que não sejam compatíveis com o seu direito vigente ou futuro, ou obriga a qualquer alteração do direito das Partes.Artigo XI – Entrada em vigor, denúncia e revisão1. O presente Acordo entra em vigor no trigésimo dia a contar da data da sua assinatura.2. O presente Acordo manter-se-á em vigor até ao final do período de 60 dias subsequentes à data em que qualquer das Partes notificar por escrito à outra Parte, por via diplomática, a sua intenção de denunciar o Acordo.3. As Partes procederão à revisão da aplicação do presente Acordo o mais tardar no prazo de cinco anos a contar da sua entrada em vigor, com vista a avaliar as suas actividades de cooperação, a identificar outras áreas em que a cooperação possa ser útil e a identificar quaisquer outras formas susceptíveis de aperfeiçoar o Acordo. As Partes acordam em que essa revisão incluirá, nomeadamente, uma análise dos casos actuais ou potenciais para determinar se a protecção dos seus interesses poderá ser melhorada através de uma cooperação mais estreita.