CELEX: 51990PC0486
Language: pt
Date: 1990-10-17
Title: PROPOSTA DE DIRECTIVA DO CONSELHO QUE ALTERA A DIRECTIVA 85/3/CEE, RELATIVA AOS PESOS, AS DIMENSOES E A CERTAS OUTRAS CARACTERISTICAS TECNICAS DE CERTOS VEICULOS RODOVIARIOS

N? C 292/12                          Jornal Oficial das Comunidades Europeias                            22. 11.90
           Proposta de directiva do Conselho que altera a Directiva 85/3/CEE, relativa aos pesos, às di-
                   mensões e a certas outras características técnicas de certos veículos rodoviários
                                                 COM(90) 486 final
                               (Apresentada pela Comissão em 26 de Outubro de 1990)
                                                    (90/C 292/11)
           O CONSELHO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS,
          Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Económica Europeia e, nomeadamente,
           o seu artigo 75?,
          Tendo em conta a proposta da Comissão,
          Tendo em conta o parecer do Parlamento Europeu,
          Tendo em conta o parecer do Comité Económico e Social,
           Considerando que, nos termos das decisões tomadas pela adopção da Directiva 89/338/CEE
          do Conselho ('), é necessário dar uma definição técnica objectiva ao conceito de suspensão
          reconhecida como equivalente à suspensão pneumática;
          Considerando que, a fim de reduzir o efeito prejudicial no pavimento da estrada e em certas
          estruturas de pontes do eixo motor de 11,5 toneladas de veículos comerciais pesados, este eixo
          motor deve ser dotado de pneus duplos e de suspensão pneumática ou reconhecida como equi-
          valente;
          Considerando que as vantagens dos pneus duplos e da suspensão pneumática ou equivalente
          permitirão utilizar o eixo de 11,5 toneladas; que, no caso de o eixo motor não ser equipado de
          pneus duplos e de suspensão pneumática ou equivalente, o peso máximo autorizado do eixo
          deve ser limitado a 10,5 toneladas;
          Considerando que as medidas destinadas a reduzir o efeito do peso do eixo (tanto estático,
          como dinâmico) sobre o pavimento da estrada e das pontes não devem prejudicar a segurança
          dos veículos, nomeadamente as suas características de estabilidade e de travagem que devem ser
          melhoradas;
          Considerando que a presente proposta pode ser considerada como o primeiro passo com vista à
          fixação de requisitos dos eixos e grupos de eixos dos veículos, que tomam plenamente em
          consideração a necessidade de diminuir, tanto quanto possível, o efeito prejudicai do veículo
          sobre as estruturas das estradas e pontes;
          Considerando que a Directiva 85/3/CEE (2), com a última redacção que lhe foi dada pela
          Directiva 89/461 /CEE (3), deve ser alterada em conformidade,
          O JO n? L 142 de 25. 5. 1989, p. 3.
          O JO n? L 2 de 3. 1. 1985, p. 14.
          O JO n? L 226 de 3. 8. 1989, p. 7.
 ---pagebreak--- 22. 11.90                             Jornal Oficial das Comunidades Europeias                               N? C 292/13
          ADOPTOU A PRESENTE DIRECTIVA:
                                                        Artigo Io.
          A Directiva 85/3/CEE do Conselho é alterada do seguinte modo:
           1. Ao artigo 4?, são aditados o terceiro e quarto parágrafos seguintes:
              «3. No que se refere aos veículos mencionados no anexo I, colocados pela primeira vez
              em circulação a partir de Janeiro de 1993, aplicam-se as disposições do n? 1 do artigo 3?
              sempre que o eixo motor atinja o peso máximo autorizado de 11,5 toneladas e esteja equi-
              pado de pneus duplos e de suspensão pneumática ou de suspensão reconhecida como equi-
              valente a nível da Comunidade tal como definido no anexo III.
              4. Se o eixo motor de qualquer veículo referido no terceiro parágrafo não estiver equi-
              pado de pneus duplos e de suspensão pneumática ou de suspensão reconhecida como equi-
              valente a nível da Comunidade tal como definido no anexo III, o peso máximo autorizado
              desse eixo motor é limitado a 10,5 toneladas.».
          2. Os pontos a seguir discriminados do anexo I passam a ter a seguinte redacção:
              Ponto 2.2.4.2:
              «2.2.4.2. for superior a 1,8 m                   — 36 toneladas + 2 toneladas de tolerân-
                                                                cia se o PMA do veículo a motor (18 tone-
                                                                ladas) e o PMA do eixo duplo do semi-re-
                                                               boque (20 toneladas) forem respeitados e se
                                                                o eixo motor estiver equipado com pneus
                                                                duplos e suspensão pneumática ou reconhe-
                                                               cida como equivalente a nível comunitário
                                                               tal como definido no anexo III.».
              Ponto 2.3.2 :
              «2.3.2.    Veículos a motor de 3 eixos                25 toneladas
                                                                    26 toneladas se o eixo motor estiver
                                                                    equipado com pneus duplos e com sus-
                                                                    pensão pneumática ou reconhecida
                                                                    como equivalente a nível comunitário tal
                                                                    como definido no anexo III.».
              Ponto 2.3.3:
              «2.3.3.    Veículos a motor de 4 eixos                32 toneladas se o eixo motor estiver
                         com 2 eixos directores                     equipado com pneus duplos e com sus-
                                                                    pensão pneumática ou reconhecida
                                                                    como equivalente a nível comunitário tal
                                                                    como definido no anexo III.».
              Ponto 3.5.3
              «36.3      for igual ou superior a 1,3 m e            18 toneladas
                        inferior a 1,8 m (1,3 m < d <               19 toneladas se o eixo motor estiver
                         1,8 m)                                     equipado com pneus duplos e com sus-
                                                                    pensões pneumáticas ou reconhecidas
                                                                    como equivalentes a nível comunitário
                                                                    tal como definido no anexo HL».
          3. É aditado um novo anexo III em conformidade com o anexo da presente directiva.
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                                                             Artigo 2°
           1.     Após consulta da Comissão, os Estados-membros porão em vigor as disposições legislati-
           vas, regulamentares e administrativas necessárias para darem cumprimento à presente directiva,
           o mais tardar em 1 de Janeiro de 1993.
           Sempre que os Estados-membros adoptarem tais disposições, estas deverão incluir uma referên-
           cia à presente directiva ou serem acompanhadas dessa referência aquando da sua publicação
           oficial. As modalidades dessa referência serão adoptadas pelos Estados-membros.
           2.     Os Estados-membros comunicarão à Comissão os textos das principais disposições do
           direito nacional que adoptarem no domínio abrangido pela presente directiva.
                                                             Artigo 3o.
           Os Estados-membros são os destinatários da presente directiva.
                                                              ANEXO
                                                           «ANEXO III
          Condições de utilização do eixo motor de 11,5 toneladas (ou de qualquer eixo motor com um peso máximo
                                              autorizado superior a 10,5 toneladas)
           1. Eixos motores
              O eixo motor com um peso máximo autorizado superior a 10,5 toneladas deve ser equipado com pneus
              duplos e suportado por um sistema de suspensão tal como definido nos pontos 3 e 4.
          2. Pressão de contacto dos pneus
              A pressão de contacto dos pneus não pode exceder 8 bar.
          3. Definição de suspensão pneumática
              Um sistema de suspensão é considerado pneumático se pelo menos 75 % do efeito de mola for causado
              pela mola de ar.
          4. Equivalência à suspensão pneumática
              Uma suspensão considerada como equivalente à suspensão pneumática deve satisfazer os seguintes re-
              quisitos :
              4.1. Durante a oscilação vertical transitória livre de baixa frequência da massa suspensa por cima do
                   eixo motor ou do «bogie», a frequência registada e o amortecimento com a suspensão suportando o
                   seu peso máximo devem respeitar os limites definidos nos pontos 4.2 a 4.5.
              4.2. Cada eixo deve estar equipado com amortecedores hidráulicos. Nos «bogies» de eixos em tandem,
                   os amortecedores devem ser colocados de modo a minimizar a oscilação do «bogie».
              4.3. A razão média de amortecimento D deve ser superior a 20 % do amortecimento crítico em condi-
                   ções normais e com amortecedores hidráulicos instalados e a funcionar.
              4.4. A razão de amortecimento da suspensão com todos os amortecedores hidráulicos removidos ou
                   com funcionamento bloqueado não deve ser superior a 50 % de D.
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              4.5. A frequência da massa suspensa acima do eixo motor ou de «bogie» numa oscilação vertical transi-
                   tória livre não pode exceder 2 Hz.
              4.6. A definição de frequência e de amortecimento da suspensão encontram-se no n? 5 e os procedi-
                   mentos de ensaio para medir a frequência e o amortecimento encontram-se indicados no n? 6.
           5. Definição de frequência e de amortecimento
              Nesta definição considera-se uma massa suspensa M kg acima do eixo motor ou do «bogie». O eixo ou
              «bogie» tem uma rigidez vertical total entre a superfície da estrada e a massa suspensa de k Newtons/
              /metro (N/m) e um coeficiente de amortecimento total de C Newtons por metro por segundo (N.s/m).
              O deslocamento vertical da massa suspensa é Z. A equação do movimento da oscilação livre da massa
              suspensa é:
                                              d2 Z                 d Z
                                     M                  + C                 + kZ = 0
                                               dt2                  dt
              A frequência da oscilação da massa suspensa F rad/sec é:
                                                         K
                                     F   =
                                                         M                  4M2
                                            /
              O amortecimento é crítico se C = Co, sendo:
                                     Co    =    2   1/   KM      '
                                                    /
              Como fracção do amortecimento crítico, a razão de amortecimento é C/Co.
              Durante a oscilação transitória livre da massa suspensa, o movimento vertical segue uma trajectória
              sinusoidal amortecida (figura 2). A frequência pode ser calculada através da medição do tempo nos
              ciclos de oscilação observáveis. O amortecimento pode ser estimado através da medição da altura dos
              picos sucessivos da oscilação na mesma direcção. Sendo Ai e A2 as amplitudes de pico do primeiro e
              segundo ciclos, a razão de amortecimento D é:
                                                   C                 1               A!
                                     D   -                 -                In
                                                   Co               2%              A2
              In é o logaritmo natural da razão da amplitude.
           6. Procedimento de ensaio
              Para medir, nos ensaios, a razão de amortecimento D, a razão de amortecimento com os amortecedores
              hidráulicos removidos e a frequência F da suspensão, o veículo em carga deve:
              a) Ser conduzido a baixa velocidade (5 km/h ± 1 km/h) num degrau de 80 mm com o perfil indicado
                  na figura 1. A oscilação transitória a analisar em termos de frequência e amortecimento ocorre de-
                  pois das rodas do eixo motor terem passado pelo degrau;
              b) Ser abaixado pelo quadro de forma a que a carga do eixo motor seja uma vez e meia o seu valor
                 estático máximo. Depois de ter sido mantido abaixado, o veículo é libertado bruscamente, sendo
                 analisada o oscilação subsequente;
              c) Ser levantado pelo quadro de modo a que a massa suspensa se encontre a 80 mm acima do eixo
                 motor. O veículo levantado é deixado cair bruscamente, sendo analisada a oscilação subsequente.
 ---pagebreak--- N? C 292/16                           Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                  22. 11. 90
            Deve ser instalado no veículo um transdutor de deslocamento vertical entre o eixo motor e o quadro,
            directamente acima do eixo motor. No traçado, pode ser medido o intervalo de tempo entre o primeiro
            e o segundo pico de compressão de modo a obter a frequência F e a razão de amplitude para obter o
            amortecimento. Nos «bogies» de eixos motores duplos, devem ser instalados transdutores de desloca-
            mento vertical entre cada eixo motor e o quadro directamente acima.
                                                          fígura 1
                                            Degrau para os ensaios de suspensão
                                                         Figura 2
                                              Resposta transitória amortecida