CELEX: 51988PC0270
Language: pt
Date: 1988-05-31
Title: Proposta de DECISÃO DO CONSELHO relativa à transição do programa EUROTRA para a terceira fase#Proposta de DECISÃO DO CONSELHO relativa ao programa específico para a execução de um sistema de tradução automática de concepção avançada (EUROTRA)#(Comunicação da Comissão)

ARCHIVES HISTORIQUES
DE LA COMMISSION
COLLECTION RELIEE DES
DOCUMENTS "COM"
COM (88) 270
Vol. 1988/0085
 ---pagebreak--- Disclaimer
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2015/444 vom      13.   März 2015     über die   Sicherheitsvorschriften für den Schutz von  EU-
Verschlusssachen als herabgestuft angesehen.
 ---pagebreak--- COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS
                                   COM(88 ) 270 final - SYN 137
                                   Bruxelas , 31 de Maio de 1988
                       Proposta de
                   DECISÃO DO CONSELHO
      relativa à transição do programa EUROTRA
                  para a terceira fase
                            *
                      Proposta de
                   DECISÃO DO CONSELHO
   relativa ao programa especifico para a execução
        de um sistema de tradução automática
           de concepção avançada ( EUROTRA )
              ( Comunicação da Comissão )
                                M      . . .,.,1 H   VJÔÛ -1
                                               –T
                                               U ■*_
 ---pagebreak---                          COMUNICACXO DA COMISSÃO
Assunto :     Propostas para uma Decisão do Conselho relativa à transição do
              programa   EUROTRA para    a  terceira   fase , e para uma   Decisão do
              Conselho    relativa   ao  programa   especifico   para a  execução   do
              sistema de tradução automática de concepção avançada ( EUROTRA ).
I    INTRODllCÃQ
1.   A Decisão do Conselho 86 / 591 / CEE ,  de 26 de Novembro de 1986 , relativa ao
     alargamento do programa EUROTRA a Espanha e          Portugal define o seguinte
     procedimento para a fase de transição :
     " No   termo   de  cada  fase ,  o  Conselho ,  deliberando   de acordo   com  os
     procedimentos previstos       no Tratado , decidirá , com base num relatório da
     Comissão e no parecer do Comité referido no artigo 3o , quanto à passagem
     eventual à fase seguinte ". 0 Comité a que se faz referência é o Comité
     Consultivo de Gestão e Coordenação " Problemas Linguísticos " ( CGC-12 ).
2.   As declarações contidas nas Actas do Conselho complementam as modalidades
     da fase de transição :
     " 3 . A Comissão confirma que o relatório da Comissão mencionado no segundo
     parágrafo do Artigo 1o será elaborado em conformidade com o parecer
     emitido a 6 de Maio pelo Comité Consultivo de Gestão e Coordenação
     " Problemas Linguísticos " ( CGC-12 ) e terá como base uma avaliação feita
     por peritos Independentes ".
3.   0 parecer      do CGC-12 ,  assim como o parecer      formulado pelo Parlamento
     Europeu ,    requerem uma avaliação do programa EUROTRA por um grupo de
     peritos Independentes .
4.   Na Decisão relativa ao       alargamento do programa a Espanha e     Portugal , o
     Conselho concordou em prolongar a duração da 3a fase para 2 anos . Adiou ,
     no entanto , a atribuição das dotações adicionais consideradas necessárias
     à sua execução até ser tomada a decisão respeitante à transição para a 3a
     fase . Na realidade , a estimativa do montante , calculado pela Comissão e o
     CGC-12 como sendo necessário para a 3a fase , era e é de 12 milhões de
     ECUs . ( Desta quantia , 5.5 milhões de ECUs foram afectados pela Decisão
 ---pagebreak--- Inicial  de 1982 ,     sujeitos , em conformidade com a Decisão de 1986 , à
transição para a 3a fase ; o montante adicional de 6.5 milhões de ECUs ó
necessário devido ao aumento de 42 para 72 pares de             línguas , e ao
prolongamento da duração da 3a fase de 18 para 24 meses ).
A Decisão do Conselho 87 / 516 / EURATOM , CEE , relativa ao Programa-Quadro
para acções comunitárias no campo da Investigação e de desenvolvimento
tecnológico ( 1987/ 1991 ), sublinha no ponto 3 do artigo 1o que a
estimativa do montante considerado necessário a titulo dos programas de
Investigação , Já decididos ou em execução , é de 1.084 milhões de ECUs .
Este montante Inclui os 5.5 milhões de ECUs afectados pela Decisão do
Conselho 82 / 752 / CEE , com a nova redacção que lhe foi dada pela Decisão do
Conselho 86 / 591 / CEE .
A Decisão do Conselho 87 / 516/ EURATOM , CEE , ao considerar o EUROTRA um
programa especifico na actlv Idade dos problemas linguísticos no âmbito do
Programa-Quadro , requere um procedimento diferente para a sua execução .
Na realidade , este procedimento deverá estar conforme ao previsto no
ponto 2 do artigo 130o Q do Tratado .
Consequentemente , o objectlvo deste documento é duplo :
-  por um lado , informa o Conselho quanto à execução , pela Comissão , da
   decisão que alarga o programa EUROTRA , os objectlvos e as modalidades
   da terceira fase , e o modo como a Comissão pretende executar as
   recomendações feitas pelo grupo de avaliação ; requere ao Conselho a
   adopção da proposta relativa à transição para a terceira fase ( que
   Inclui uma dotação de 5.5 milhões de ECUs );
-  por outro lado , requere do Conselho uma decisão sobre o programa
   especifico dependente da linha de acção 8.4 do Programa-Quadro , para
   que seja destinada uma quantia adicional de 6.5 milhões de ECUs
   necessária para a execução da terceira fase . Esta quantia faz parte do
   montante total previsto no Programa-Quadro para a execução da linha de
   acção 8.4 ,- e corresponde a uma quantia adicional de 6.5 milhões de
   ECUs Já proposta pela Comissão em 1985 , e sobre a qual o Conselho
   adiou a sua decisão .
 ---pagebreak--- II A AVALIAÇÃO DO EUROTRA POR UM GRUPO DE PERITOS INDEPENDENTES
8. Na sequência do pedido do Conselho e do Parlamento Europeu , e do parecer
   do CGC - 12 , os termos do referência para a avaliação do programa foram
   definidos de modo a Incluir os seguintes pontos :
       a qualidade da abordagem cientifica e ,        em especial ,   a sua adequação
       como    base  para  o  trabalho  da   terceira     fase  e  período  posterior
       ( desenvolvimento Industrial );
   -   os resultados obtidos ;
   -   a relação existente entre as abordagens escolhidas para o EUROTRA e as
       tendências     gerais  da   Investigação     avançada   no   processamento   da
        l Inguagem natural ;
   -   o Impacto do EUROTRA na tradução automática e na Investigação avançada
       no domínio do processamento da linguagem natural ;
   -   o estabelecimento     de  prioridades    para    a  tradução automática    e o
       processamento da linguagem natural nas políticas nacionais de
        Investigação e em programas , tanto na Comunidade , como em países
       terceiros ( E.U.A , Japão , Canadá , etc .);
   -   a adequação da estrutura de organização ao programa em sl e como
       modelo para outros projectos ;
       a gestão do programa .
9. De forma a prover a este vasto leque de requisitos , e de acordo com o
   parecer emitido pelo CGC - 12 , as personalidades se I ecc lonadas para o
   grupo de peritos deverão estar aptas a abranger não só os aspectos
   cientifico e técnico do programa , mas também questões relacionadas com a
   gestão de projectos complexos e as políticas de Investigação , quer
    Industrial quer pública . Para além disso , o CGC – 12 recomendou que pelo
   menos um dos membros do grupo - de preferência um perito em linguística
   computacional - fosse escolhido fora dos quadros da Comunidade .
 ---pagebreak--- 10 . Tendo em consideração       todos estes requisitos ,          a  Comissão nomeou as
     seguintes personalidades :
     - Dr. A.E. PANNENBORG ( NL )-         Presidente      -   anterior      V Ice-Pres I dente
                                           do Conselho de Gestão da Philips .
     - Dr. A. DANZIN ( F ) -               Ex-Pres Idente       da   Thompson      CSF    e  da
                                           INRIA          ( Instituto            Nacional    de
                                           Investigação           de       Informática        e
                                           Automática ),         assistido           por     H.
                                           DIEUZEIDE , do Ministério da Educação .
     - Prof . S. ALLEN ( S ) -             Secretário Permanente da Academia Sueca
                                           de Ciências e Professor de Linguística
                                           Computacional         na       Universidade       de
                                           Gothenberg .
     - Prof . H. STEUSLOFF ( D ) -         Dlrector      do   Fraunhofer        Institut    für
                                           Datenverarbe I tung         ( processamento       de
                                           dados )    e    Professor        de    Ciência    de
                                           Computação         na        Universidade         de
                                           Kar l sruhe .
11 . A Comissão nomeou ainda a Dra . Helen Henderson ( U.K. ), Dlrectora do IME
     ( Information   Management     and  Englneerlng        Ltd .,    London )      secretárla
     cientifica Independente do Grupo .
12 . Após várias discussões preliminares com os membros do Grupo no Inicio da
     primavera de 1987 , o trabalho de avaliação foi               Iniciado em Maio , e o
     relatório final foi apresentado      no fim de Outubro .
13 . 0 programa    de trabalho foi subdividido em dois períodos :
     Maio-Julho - Recolha      de  elementos :  os membros do Grupo entrevistaram
     exaust I vamente os vários Intervenientes no programa : as equipas nacionais
     de Investigação encarregadas do trabalho , os responsáveis nos ministérios
     e /ou nas administrações pelas contribuições financeiras nacionais , o
     Presidente e membros dos vários Comités envolvidos ( CGC - 12 , Comité Comum
     de Orientação , Grupo de Ligação ), os gestores principais e a equipa do
     projecto EUROTRA na Comissão . Os elementos recolhidos durante este
     período fazem parte de um relatório provisório apresentado no fim de
     Julho .
 ---pagebreak---      Agosto-Outubro -     Conclusões  o  recomendações :   durante  este   período o
     Grupo analisou a Informação recolhida e formulou diversas conclusões e
     recomendações Incluídas no relatório final       Juntamente com os elementos
     recolhidos . 0 relatório está anexado a esto documento para Informação
     ( ver Anexo 3 ). As conclusões e recomendações nele contidas são referidas
     nas páginas seguintes .
14 . A Comissão     analisou  o  relatório e ,  tendo    apreciado o   seu   carácter
     construtivo e positivo , envidará     todos os esforços para ultrapassar as
     diversas Insuficiências que são objecto de critica ( em especial a falta
     de recursos humano3 na sua própria equipa do projecto ). A Comissão crê
     ainda estar em posição de executar as recomendações feitas no relatório
     no âmbito do programa EUROTRA , Incluindo a preparação da sua transição
     para uma fase de desenvolvimento Industrial . Acções subsidiárias com base
     nos resultados do EUROTRA bem como o alargamento a outras actlvldades não
      Incluídas no programa serão sujeitas a futuras propostas da Comissão
     sobre " Indústria da linguagem ", tendo em consideração , entre outros , os
     resultados do programa EUROTRA .
15 . Na sua proposta para a transição do programa EUROTRA para a terceira fase
     a Comissão está a ter em consideração o relatório do Grupo de Avaliação .
I II CONCLUSÕES E RECOMENDARES DQ GRUPO DE AYALIACÃQ
16 . 0 Grupo Identificou quatro objectlvos distintos para o programa EUROTRA :
     -   político
     -   de educação e formação
     -   cientifico e técnico ( Investigação básica e aplicada )
     -   económico ( desenvolvimento Industrial ).
     Salienta ,   contudo ,  o facto do último não estar or Ig I na Imente explicito
     na Decisão do Conselho relativa à adopção do EUROTRA ;
 ---pagebreak--- 17 . 0 Grupo encara o desenvolvimento de uma forte competência europeia no
     campo da tradução automática (e no processamento da linguagem natural , em
     geral ) como o ob lect I vo DOI I t Ico primordial .
18 . Manifestou especial aorado pelo grau de sucesso obtido no estabelecimento
     de uma base de cooperação efectlva entre os vários grupos de
      Investigação espalhados pela Comunidade . Considera que o valor da
     experiência , neste aspecto do exercício , é Inestimável e espera que , a
      longo prazo , se possa beneficiar      da rede de peritos criada através desta
     cooperação .
19 . 0 Grupo reconhece também um efeito secundário benéfico na criação de uma
     maior consciência da Importância da Investigação , o que ajuda a facilitar
     a comunicação entre os diferentes países da Comunidade .
20 . No entanto , o Grupo critica a ausência de uma política estável a longo
     prazo na Europa ,    necessária ao desenvolvimento do conhecimento neste
     domínio .  Sublinha     também   que ,   devido  à   falta  de   estabilidade , se
     verifica uma carência crónica de pessoal qualificado na Europa , e que
     nalguns casos o próprio Eurotra tem sido afectado pois não conseguiu
     atrair os elementos mais qualificados e experientes .
21 . 0   oblectlvo   de  educacão    e    formação , int Imamente   relacionado  com  o
     objectlvo    político ,   é  considerado    um  efeito   secundário   benéfico  do
     EUROTRA . Dada a carência de efectlvos experientes , as equipas do EUROTRA
     foram constituídas por Jovens licenciados entusiastas que estão a
     formar -se em exercício . Alguns deles estão a preparar teses com base no
     seu trabalho no EUROTRA , o que vem reforçar o reconhecimento académico do
     projecto . Nalguns países foram mesmo criados cursos com licenciatura em
      linguística computacional , graças à sua participação no EUROTRA .
22 . A Comissão está consciente da falta de cientistas qualificados não só
     para prover às necessidades do EUROTRA , mas também para outros projectos
     relacionados com o processamento da linguagem natural . Reconhece o efeito
 ---pagebreak---      secundário benéfico do EUROTRA neste campo mas considera que por sl sô
     este está longe de responder a todas as necessidades , espec l a l ment e tendo
     em vista a criação de uma Indústria europeia da linguagem .
23 . Para o Grupo , o Qfclflctlvo cientifico e técnico consiste em reforçar as
     bases linguísticas através da Investigação antes do sistema a
     concretlzar poder ser especificado .
24 . 0 Grupo confirma a solidez do método linguístico e da concepção geral do
     sistema , embora saliente o facto de que        a viabilidade de ambos ainda
     deverá ser comprovada .     Reconhece os problemas a nível        de eficiência
      levantados pela    primeira Implementação protótipo do software e recomenda
     que seja feito um esforço para Investigar novas arqu I tectura3 de
     software e possivelmente de hardware que assegurem a viabilidade do
     método . Um dos efeitos secundários benéficos apontados pelo Grupo é o de
     que   o  EUROTRA    contribuiu   para  abrir   novos   caminhos   no  campo  da
     Investigação linguística .
25 . 0 Grupo sublinha a Importância vital da criação de um protótipo de
     tradução automática com vista à avaliação futura do modelo linguístico .
     Um   bom  protótipo    pode  fornecer  elementos   à   Investigação e   ser  um
     Instrumento     que  teste  a  viabilidade   do   projecto .  Considera  que  a
     qualidade do resultado final da Investigação só poderá ser avaliada após
     o processamento de uma grande quantidade de material .
26 . No que diz respeito aos resultados obtidos ,        o Grupo reconhece que tem
     sido feito um progresso considerável , mas crê          que o objectlvo final
     está ainda longe de ser atingido . Assim , recomenda a continuação do
     esforço de Investigação no âmbito do EUROTRA e o seu reforço através de
     projectos de Investigação subsidiários e de acompanhamento .
27 . A Comissão pretende executar esta recomendação tanto na terceira fase do
     EUROTRA como num plano de acção relativo a problemas linguísticos que
     será apresentado ao Conselho oportunamente , e terá em conta , de um modo
     particular , os resultados do programa EUROTRA . Contudo , a Comissão é de
     opinião que é necessário definir uma estratégia global que Inclua a
     Invest Igação .
 ---pagebreak--- 28 . 0 objectlvo económico é o de produzir um sistema de tradução automática
     de concepção avançada , prático e eficaz , que em última análise constitua
     um produto " Industrial "      ( ou uma quantidade de produtos ) comerc I a Imente
     lucrativo para as Instituições da Comunidade , assim como para os sectores
     privado e público dos Estados-membros .
29 . 0 Grupo critica a ausência da definição clara de um objectlvo económico
     na Decisão original do Conselho e as            suas recomendações visam recti ficar
     esta situação .
30 . Com efeito , em 1982 - cerca de sete anos antes do termo previsto para o
     programa EUROTRA - o Conselho não estava em posição de especificar a
     natureza do produto Industrial final e declarou claramente que :
     (a)     o   desenvolvimento         Industrial    do   sistema    EUROTRA     não    será
             desencadeado , enquanto o programa não tiver sido completado , e
     (b)     como parte Integrante da Terceira Fase do programa , terá de ser
             efectuada uma avaliação da eficácia técnica e económica do
             sistema ,    e    deverá     ser    elabora    da   uma    proposta     para    o
             desenvolvimento de um sistema operacional à                escala    Industrial ,
             que permita a passagem à          fase de exploração comercial .
31 . 0 Grupo reconhece que - em meados de 1987 , ou seja , quase cinco anos após
     a Decisão do Conselho - " tal            como é frequente na Investigação , pode
     avallar -se a qualidade do esforço dlspendldo . . . mas não se podem ter
     certezas quanto à eficácia final dos resultados em termos económicos ".
32 . Simultaneamente ,    o  Grupo      é  multo    Incisivo   quanto    à   necessidade    de
     delinear    os    limites    entre     a   fase   de   Investigação     e   a   fase   de
     desenvolvimento subsequente e que necessariamente se lhe sobreporá , o que
     se torna    necessário para obter um sistema que seja usado na prática .
33 . A   solução proposta       pelo     Grupo é     a  de   separar   a    Investigação do
     desenvolvimento e transferir este último para um plano Industrial . Sugere
     ainda   que   o   desenvolvimento        deveria   ser   objecto    de   uma   abordagem
     escalonada :   " desenvolvimento de aplicações práticas dos resultados da
      Investigação conducentes à produção                de   um   sistema     perfeitamente
     operacional de tradução automática ".
 ---pagebreak--- 34 . 0 próprio Grupo elaborou       uma longa lista de áreas a explorar baseada nos
     resultados do programa EUROTRA ,        que vão desde programas de correcção
     ortográfica e meios auxiliares para deficientes da fala .
35 . Juntamente     com o objectlvo essencial        último a    alcançar ,  ou   seja ,  o
     sistema    de    tradução multlllngue ,    esta   lista   constitui    um   plano   de
     trabalho para a futura Indústria europeia da linguagem ,            que deverá ser
     oportunamente examinado segundo os seus méritos após ter sido completado
     um estudo de definição efectuado paralelamente .
36 . No que diz respeito ao objectlvo especifico do EUROTRA de Incluir as nove
     línguas comunitárias e 72 pares de línguas , o Grupo é pertinente ao
     observar que ó provável que as Intltulções Comunitárias sejam o único
     cliente de todo o sistema . Contudo , não pode deixar de se salientar o
     facto de que a estrutura modular do sistema permitirá dar resposta às
     necessidades especificas de tradução em cada um dos Estados-membros ,
     tanto no sector público como no privado .
37 . 0 Grupo tem consciência de que o custo de desenvolvimento do sistema
     prático não pode ser calculado na fase actual e recomenda que seja feito
     um estudo relativo       à definição e ao custo de um sistema prático EUROTRA .
     Este estudo deveria ter      Inicio de Imediato .
38 . Contudo , o Grupo não duvida que os fundos para o Eurotra no seu estado
     actual , Já afectados ou destinados ,       não serão suficientes para o fim em
     vista    e   manlfesta -se    contra   qualquer    tentativa    de   Incluir    estas
     actlvldades nos orçamentos actuals ,         uma vez    que  Isso constituiria um
     entrave    sério    ao progresso    do esforço de       Investigação ,    tendo   como
     resultado     um sistema multo Imperfeito .
39 . Com   Isto , o Grupo é multo claro na recomendação de que o orçamento
     destinado      à   terceira   fase   do   EUROTRA    deveria    ser    dedicado     ao
     aperfeiçoamento do actual projecto e à preparação do desenvolvimento
     Industrial enquanto        novos fundos e estruturas de organização deveriam
     ser criados para o desenvolvimento de um sistema comercial .
 ---pagebreak--- 40 . O Grupo refere ainda que a actual estrutura de organização do EUROTRA ,
     que reconhece como adequada - com os melhoramentos necessários - para um
     projecto de cooperação de Investigação aplicada ,          não pode ser utilizada
     no  caso  de    um  projecto   de   desenvolvimento    Industrial   que  exija  uma
     gestão do sistema com um poder        hierárquico absoluto de dlrecção .
41 . As actuals equipas do EUROTRA , com uma base de formação quase
     excluslvamente universitária , não são certamente as mals apropriadas para
     a execução do trabalho de desenvolvimento Industrial , nem tão pouco
     deveriam ser desviadas da sua vocação principal , ou seja , a Investigação
     básica e aplicada . Reconhece-se que o progresso do EUROTRA tem sido
     dificultado    pela    falta  de   conhecimentos    especializados    no  campo  do
     processamento da      linguagem natural ,     e que   tanto os    recursos  humanos
     agora disponíveis como os futuros serão necessários para a continuação e
     aceleração do programa . Consequentemente , há que tomar providências no
     sentido da transferência de especialização e tecnologia para aqueles que
     se dedicam ao seu desenvolvimento .
42 . É pouco provável que o “ desenvolvimento Industrial do EUROTRA " possa ser
     encarado   como     um    projecto     monolítico    baseado    numa    organização
     monolítica .   Há que prever      o desenvolvimento de um elevado número         de
     produtos e subprodutos , e consequentemente de um grande número                  de
     projectos com uma estrutura de gestão adequada a cada um deles .
43 . 0  Grupo   considera     conveniente     o  estabelecimento    de   uma  associação
     permanente entre as equipas que trabalham no programa             e as organizações
     candidatas à criação de uma Indústria da linguagem de modo a Identificar
     objectivos que sejam comerc I a Imente viáveis . No entanto , foi referido que
     de momento as empresas comerciais denotam certa                     relutância em
     envolver -se , pois todas consideram que o EUROTRA está mals próximo de uma
     fase de Investigação do que de desenvolvimento .
44 . Foi também reconhecido o facto de que há uma carência Inerente de pessoas
     devldamente qualificadas na Europa , e que o Eurotra compete com outros
     projectos . Isto apl Ica-se tanto no que diz respeito à Investigação como
     ao desenvolvimento Industrial . Por ora , a " engenharia da linguagem " é uma
 ---pagebreak---      profissão desconhecida e qualquer projecto de desenvolvimento de grande
     envergadura será afectado por esta lacuna , É , pois , urgente estimular a
     formação de linguistas computacionais orientada para o desenvolvimento e
     não prioritariamente para a Investigação .
45 . Espera -se que a Indústria europeia da linguagem se torne um sector-chave
     da economia , mas não existindo como tal , urge prover à sua criação . A
     contribuição de fundos públicos ( da Comunidade e dos Estados-membros )
     pode acelerar a sua criação estimulando o Investimento de capital privado
     numa base comercial e         Industrial .
 IV  ACOMPANHAMENTO PELA COMISSÃO DAS RECOMENDAÇÕES DQ GRUPO DE AVALIAÇÃO
46 . A Comissão está consciente do reconhecimento dado pelo Grupo de Avaliação
     ao    Impacto     do    EUROTRA     no  tocante   aos   seus  oblectlvos     políticos  e
     educac lona I s .    e   espec I a Imente   ao  Impacto   do  programa    na   cooperação
     europeia e no estimulo à Investigação neste campo . Concorda sobretudo que
     é necessária uma política estável a longo prazo , tanto a nível nacional
     como comunitário , uma vez que , por sl só , o EUROTRA não é de modo algum
     suf I ciente .
47 . No que respeita aos oblectlvos científicos e técnicos a Comissão refere o
     aval dado pelo Grupo , quer à abordagem linguística quer à da concepção
     do sistema , e concorda com a recomendação de prosseguir o actual
     programa de forma a comprovar a viabilidade final dos seus resultados .
48 . Quanto aos oblectlvos económicos , a Comissão concorda que há que começar
     Imediatamente a preparação da transição do EUROTRA de uma fase de
     Investigação aplicada para uma de desenvolvimento Industrial , bem como a
     participação de parceiros Industriais nesta evolução .
49 . A Comissão pretende executar as recomendações dos Peritos do seguinte
     modo :
     _   no    Smblto       do   nroarama      EUROTRA   proceder - se - á aos    ajustamentos
         necessários dos objectlvos e do plano de trabalho de forma a melhorar
         as suas probab II Idades de êxito e a sua adequaçao como base para um
         desenvolvimento Industrial ; para além disso , será levado a cabo um
         estudo sobre a definição e o custo de um sistema prático Eurotra .
                                                                                               'iZ
 ---pagebreak---      -   fora do âmbito do programa EUROTRA a Comissão Irá empreender um estudo
         sobre a definição e perspectlvas de uma Indústria europeia da
         I Inguagem .
50 . A Decisão do Conselho relativa à adopção do EUROTRA prevê a possibilidade
     da participação de países terceiros no programa nos termos do Artigo 228o
     do Tratado e autoriza a Comissão a negociar acordos de cooperação .
51 . Durante a segunda fase do programa tiveram       lugar conversações com a
     Sulça , pais que partilha três línguas com a Comunidade . Como resultado
     destas conversações espera-se que , num futuro próximo , se celebre um
     acordo de cooperação , o qual seria vantajoso para todas as partes
      Interessadas e permitiria começar a Implantação a partir do Inicio da
     terceira fase .
V    EXECUCÃO DO ALARGAMENTO DO PROGRAMA E EVOLUÇÃO DOS TRABALHOS
52 . Em sequência da Decisão do Conselho , de 26 de Novembro de 1986 , a
     Comissão negociou os Contratos de Associação com as autoridades
     espanholas e portuguesas . 0 contrato com Espanha foi assinado em Dezembro
     de 1986 e com Portugal em Abril de 1987 .
53 . Ambos os contratos prevêem uma duração efectlva de dois anos para
     alcançar os objectlvos da segunda fase do programa . Tendo em conta o
     período necessário para a criação das estruturas Internas e para o
     recrutamento e formação das respectlvas equipas de investigação , o
     arranque dos trabalhos verlflcou-se entre Julho e Outubro de 1987 .
54 . Os programas de trabalho , quer da equipa espanhola , quer da portuguesa ,
     têm sido orientados de tal forma que será possível dlspôr de alguns
     resultados     Iniciais de análise a  tempo  de  permitir  um  trabalho de
     transferência numa área limitada ,   antes do termo da segunda fase .
55 . 0 Programa de Trabalho que está a ser preparado para a terceira fase terá
     em consideração a situação especial das línguas espanhola e portuguesa .
 ---pagebreak---      A3 várias opções respeitantes aos objectlvos da terceira fase para estas
      línguas e as formas de as atingir serão acordadas com as autoridades
     competentes e definidas nos contratos de associação para a terceira fase .
56 . Quanto ao resto do programa , o trabalho tem -se desenrolado de acordo com
     as linhas estabelecidas no programa geral de trabalho . Foram assinados
     todos os contratos de associação e constituídas as equipas de
      Investigação . Todas as equipas prepararam programas de trabalho que visam
     atingir os objectlvos da segunda fase na data prevista .
57 . A Comissão preparou um conjunto de documentos que Inclui :
     -   um programa de trabalho pormenorizado para o resto da segunda fase
         visando atingir o objectlvo do sistema definido pelo Conselho ;
     -   um programa de trabalho para a terceira fase ;
     -   um conjunto de condições que deverão ser         satisfeitas de molde a
         possibilitar um arranque ordenado da terceira fase .
58 . As condições de arranque para a terceira fase referem-se sobretudo :
         ao estado das especificações linguísticas gerais ;
     -   ao estado de desenvolvimento do software básico do EUROTRA e do melo
         circundante     Informático no que diz respeito a velocidade , requisitos
         funcionais e facomodade de utilização -,
     -   á metodologia de trabalho e de controlo a adoptar para a terceira
         fase -,
         aos     Instrumentos  e  métodos  necessários à  criação  de  dicionários
         monollngues e bilingues durante a terceira fase ;
         aos critérios de avaliação dos resultados da terceira fase .
59 . Tanto os grupos nacionais como as várias equipas que se dedicam a
     operações de Interesse geral estão a fazer um esforço considerável para
     respeitar os prazos previstos . Está a ser melhorada a eficiência do
     software básico , o que tem vindo a constituir uma das preocupações
     principais . Além disso , o desenho da máquina virtual Já estabilizou o
     suficiente de modo a tornar possível a assistência profissional do
     exterior . Inlclou-se a preparação para esta participação .
 ---pagebreak--- 60 . No respeitante ao melo circundante Informático do utilizador e à criação
     e manutenção de gramáticas e dicionários de volume considerável foi
     selecclonado um sistema de gestão de base de dados relacional
     generalizado , e continua a desenvolver -se o trabalho sobre a concepção
     da  estrutura   da  base de  dados . Interface com o sistema   central e  a
     concepção dos Instrumentos para criação e controlo    de sistemas .
61 . 0 calendário para a atribuição das dotações necessárias a efectuar pelas
     autoridades orçamentais determinou que o termo da segunda fase fosse
     transferido para meados de 1988 . A Comissão está confiante que os
     objectlvos da presente fase poderão ser alcançados nesta data com a
     dotação financeira disponível .
62 . Para assegurar a continuidade do programa é essencial chegar a um acordo
     sobre a terceira fase antes dessa data .
VI   QBJECT I VOS E PROGRAMA  DE TRABALHO DA TERCEIRA FASE
63 . Ao determinar os objectlvos e o conteúdo da terceira fase , a Comissão
     teve em consideração o seguinte :
     -  os objectlvos definidos nas Decisões do Conselho de 1982 e 1986 ;
     -  as recomendações do CGC-12 Incluídas no Parecer de 6 de Maio de 1986 ;
     -  o relatório do Grupo de Avaliação ;
     -  as declarações contidas nas Actas do Conselho de 26 de Novembro de
        1986 ;
     - a experiência adquirida até ao momento na execução do programa .
64 . Partilhando a opinião do Grupo de Avaliação , a Comissão considera vital a
     criação de um sistema protótipo operacional de tradução automática . Este
     é um dos objectlvos técnicos principais do programa , uma vez que tal
     protótipo deverá constituir a base para a avaliação do modelo
     linguístico , fornecer elementos à Investigação e em última análise
     comprovar a aplicação prática do sistema .
 ---pagebreak--- 65 . Do forma a alcançar osto objectlvo será folta uma abordagem « a .^ bra -a
     segundo três linhas principais :
         Investigação linguística ;
         trabalho do Implementação linguística ;
     -   concepção do sistemas o desenvolvimento do equipamento de software .
     Para 1 0 1 amonto ,  serão   preparados    o  desenvolvimento    Industrial    e  a
     participação dos parceiros Industriais .
66 . Enquanto durar o programa , o trabalho de execução levado a cabo pelas
     equipas nacionais é necessário para testar os resultados da Investigação ,
     melhorar o protótipo e orientar as actlvldades de Investigação aplicada
     através de um permanente " feedback” .
67 . As   dimensões      propostas   do   sistema  protótipo   a  desenvolver    deverão
     permitir tirar conclusões sobre o desempenho qualitativo do sistema e a
     sua     extensão . Calcula -se que o vocabulário de cerca de 20.000 entradas
     seja o mlnlmo necessário           para  cobrir  uma  área  temática   limitada   e
     homogénea . Só uma tal cobertura permitirá testar o sistema perante textos
     reais .
68 . A Comissão considera que o objectlvo das cerca de 20.000 entradas deveria
     ser alcançado através das estruturas e recursos existentes para um número
     significativo de línguas e pares de línguas .
69 . A Comissão tem consciência do facto de que este objectlvo só poderá ser
     atingido se existirem meios humanos competentes , Instrumentos adequados à
     criação e manutenção de dicionários e recursos lexicográficos e
     terminológicos . Quanto a estes últimos , a Comissão está ciente de que nem
     todas as línguas são Igualmente cobertas : para algumas línguas e pares de
      línguas os recursos       lexicográficos e terminológicos são deficientes ou
     totalmente Inexistentes .       Este facto pode dificultar o cumprimento total
     do objectlvo programado das 20.000 entradas de dicionário no caso de
     algumas línguas e pares de línguas .
 ---pagebreak--- 70 . Sollcitou-se a todas as equipas nacionais que fizessem um Inventário de
     recursos     lexicais e      terminológicos das suas          línguas . Com base neste
     Inventário será possível tomar as medidas adequadas com vista a melhorar
     o equilíbrio dos recursos entre as diversas línguas .
71 . 0 EUROTRA é um programa demasiado limitado para suprir                    Intelramente a
     deficiente     cobertura      lexical     e   terminológica     e,   em  especial ,   para
     responder às exigências de um desenvolvimento Industrial ou outras
     aplicações PLN ( Processamento de Linguagem Natural ). Por esse motivo ,
     foram apresentadas novas propostas relativas a estes aspectos .
72 . 0 trabalho sobre software prosseguirá ao longo da terceira fase .                     Isto
     servirá , por um       lado , para      dar resposta aos requisitos crescentes do
     projecto      em    si    quanto      a    exigências     quantitativas      ( gramáticas ,
     dicionários ,     amostras     de   textos ),   rapidez    que   viabilize   um   controlo
     extensivo , facilidade de utilização e expressividade do sistema .
73 . Por    outro    lado ,  existem      diversos     problemas   no   que  diz    respeito  à
     necessidade de rapidez e espaço . Tendo em vista a solução destes
     problemas , crucial para um desenvolvimento Industrial , serão exploradas
     arqu I tecturas avançadas de software e possivelmente de hardware .
74 . Com este fim em vista , ver I f I car - se - á uma tendência crescente para
     recorrer a aptidões profissionais especiais fora do âmbito da presente
     comunidade EUROTRA e procurar -se-ão estabelecer elos com outros projectos
     no âmbito da Organização do Programa .
75 . Relativamente ao trabalho linguístico calcula-se que se mantenha                        um
     equilíbrio entre a investigação aplicada e o trabalho de execução                      nas
     equipas nacionais de investigação . Se é verdade que o trabalho                         de
     execução deve , em última análise , contribuir para o objectlvo final                   do
     sistema , ao longo da terceira fase ele servirá como base de ensaio para a
     Incorporação e avaliação dos resultados do trabalho da investigação
     apl Içada .
76 . 0 objectlvo principal da investigação               linguística aplicada é melhorar o
     desempenho      qualitativo       do    sistema .    As  duas    linhas   principais    de
                                                                                                 slf
 ---pagebreak---      Investigação aplicada visam , por um lado , o aperfeiçoamento da base
     Interllngue       da       estrutura     de     Interface     ( de   molde      a   minimizar    a
     transferência )         e,    por   outro      lado ,   deverão prover         A   resolução de
     ambiguidades         ( ampliando      par t I cu I armente    caracter I st I cas     e   relações
     semânticas e estudos contrast I vos , semântica o Introduzindo cada vez mals
     técnicas I A ).
77 . 0  Grupo      reconheceu        a  eficácia       da   estrutura    de   gestão      do presente
     programa ,     a    qual     permite    uma     certa    flexibilidade      na    orientação    do
     trabalho bem como uma discussão dinâmica sobre a                           linha a seguir em
     determinados pormenores . 0 Grupo reconhece , em particular ,                         que o Grupo
     de Ligação funciona de maneira surpreendentemente eficaz , considerando o
     número de opiniões cientificas tão dispares que nele estão representadas .
     Reconhece ainda que este programa da Comunidade parece estar de facto bem
     encaminhado , não obstante a utilização de um método tão pouco ortodoxo .
78 . Estão previstas para a Terceira Fase do programa várias alterações de
     molde a acomodar os seus novos requisitos e necessidades . Dizem respeito ,
     em espec I a I :
     -  à composição e distribuição de tarefas da equipa central na Comissão ;
        ao perfil dos grupos de línguas que terão que ter em conta as
        necessidades          que    surjam ,    part Icularmente       no  tocante       ao   trabalho
         I ex I cogréf I co ;
     -  ao papel concreto do grupo Irlandês no que se refere ao trabalho
        terminológico e à sua Interacção com os grupos de línguas ;
        ao papel efectlvo do grupo do Luxemburgo como centro de documentação e
        centro de controlo e referência (" clearlng house ") para o software ;
     - á organização do trabalho de Investigação linguística de Interesse
        geral que as equipas nacionais levarão a cabo , e espec I a Imente à
        criação de centros modelo para os diversos assuntos ;
     - á coordenação da Investigação sobre a concepção geral do sistema e
        software de base -,
     - á cooperação com terceiros para a Implementação do Software Eurotra -,
     -  ao      envolvimento        de   terceiros        sm   áreas    especificas       do   trabalho
          lingüístico ( nomeadamente lexicográfico );
     –  aos mecanismos de transferência de conhecimento e tecnologia para
         terceiros na preparação para o desenvolvimento Industrial .
 ---pagebreak--- 79 .   A preparação de um desenvolvimento Industrial terá Inicio de Imediato a
       fim de permitir que a Indústria europeia utilize adequadamente os
       resultados    do  programa    EUROTRA .   Espera -se   ainda   que    um   rápido
       envolvimento da Indústria venha a Influenciar pos I t I vamente a orientação
       e os resultados do trabalho de Investigação e a melhorar a sua
       Interacção com as equipas de Investigação .
VI I   ESTRATÉGIA GERAL DA COMUNIDADE NO DOMÍNIO DOS PROBLEMAS LINGUÍSTICOS
80 .   Com o EUROTRA a Comissão lançou o primeiro programa comunitário I & D no
       domínio dos problemas linguísticos . Um dos objectlvos do EUROTRA é
       estimular a Investigação e o desenvolvimento neste campo , bem como criar
       um efeito catai Izador para projectos subsidiários e de acompanhamento .
81 .   Tanto   ao  nível nacional   como   ao  nível   comunitário   este    efeito  foi
       conseguido , tendo sido    Iniciados um certo número de projectos         dlrecta
       ou Indirectamente ligados    ao EUROTRA .
82 .   Também graças , entre outros ,    ao EUROTRA ,    está a ser progress I vamente
       reconhecida a Importância do processamento de linguagem natural para o
       êxito das tecnologias de Informação avançadas , e o conceito de uma
       Indústria europeia de linguagem como sector económico autónomo está a
       ganhar aceitação e apoio .
83 .   A Comissão começou a reflectlr sobre formas de desenvolver um melo ma is
       favorável para a Indústria da linguagem , a qual serviria como Indústria
       de apoio em pelo menos cinco Importantes sectores económicos : tradução e
        Interpretação ,  serviços     de    Informação ,    dldáctlca     de    línguas ,
        Informatização dos serviços e actlv Idades editoriais .
vi 1 1 coNausSia
84 .   0 programa EUROTRA navega agora a plena velocidade de cruzeiro ,              com
       equipas a trabalhar nos doze Estados-membros .
85 .   Todos os que se encontram envolvidos no programa estão a desenvolver
       esforços consideráveis para alcançar os objectlvos da segunda fase , e
       para criar as condições para um arranque ordenado da terceira fase .
 ---pagebreak--- 86 . A Com 1882o considera que ambas as condições estar2o satisfeitas em meados
     de 1988 e propõe que a terceira fase do EUROTRA se Inicie a 1 de Julho de
     1988 .
87 . A Comissão pede ao Conselho que adopte as propostas respeitantes A fase
     de transição , bem assim como um programa especifico para a execução de um
     sistema de tradução automática de concepção avançada ( EUROTRA ).
                                                                                40
 ---pagebreak---           Proposta de Decisão do Conselho relativa à transição
          do programa EUROTRA para a terceira fase .
-
          Proposta de Decisão do Conselho relativa ao programa
          específico para a execução de um sistema de tradução
          automática de concepção avançada ( EUROTRA )
ANEXO I   Relatório final do Grupo de Avaliação EUROTRA
ANEXO II  Plano de trabalho da Terceira Fase
ANEXO III Ficha financeira " A "
ANEXO IV  Ficha financeira " B "
ANEXO V   Projecto de parecer do CGC-12
 ---pagebreak---                                      Proposta de
                                DECISÃO DO CONSELHO
                     relativa à transição do programa EUROTRA
                               para a terceira fase
0 CONSELHO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS ,
Tendo em conta o Tratado que Institui          a Comunidade Económica Europeia ,
Tendo em conta a Decisão do Conselho 82/752/CEE ,          de 4 de Novembro de 1982 ,
 relativa à adopção de um programa de Investigação e desenvolvimento para
a     Comunidade  Económica   Europeia    respeitante    a  um  sistema  de  tradução
automática de concepção avançada ( 1 ), com a última redacção que lhe foi dada
pela Decisão 86/ 591 / CEE e, nomeadamente , o segundo parágrafo do seu artigo 1 fl,
Tendo em conta a proposta da Comissão ,
Tendo em conta o parecer do Parlamento Europeu* 3 *,
Tendo em conta o parecer do Comité Económico e Social * 4*,
Considerando que a Decisão 82 /752 / CEE determina que no termo de cada fase do
programa acima mencionado (designado EUROTRA) o Conselho, deliberando segundo
os processos previstos no Tratado , decidirá , com base num relatório da
Comissão e no parecer do Comité Consultivo de Gestão e de Coordenação
"Problemas Linguísticos " ( CGC-12 ), quanto à passagem eventual è fase
seguinte .
 ( 1 ) J.O. N2 L 317 , 13.11.1982 , pag . 19 .
 ( 2 ) J.O. N£ L 341 , 4.12.1986 , pag . 39 .
( 3 ) J.O.
( 4 ) J.O.
 ---pagebreak--- Considerando que            a       Decisão 87 / 516 / EURATOM , CEE ^ 5 ),  relativa ao
Programa-Quadro para acções comunitárias de Investigação e de desenvolvimento
tecnológico ( 1987 / 1991 ), sublinha no ponto 3 do artigo 1o que a estimativa do
montante considerado necessário         para   os       programas de      Investigação Já
decididos ou em execução , é de 1.084 milhões de ECUs ,
Considerando que o EUROTRA é um dos programas Já decididos e em              execução com
um orçamento de 5.5 milhões de ECUs considerado necessário pela Decisão
82 / 752 / CEE para a sua terceira fase ,
Considerando que se espera alcançar os objectlvos da segunda fase do programa
EUROTRA no decurso de 1988 , dentro dos        recursos orçamentais destinados pela
autoridade orçamental ,
Considerando que o Programa EUROTRA foi avaliado por um grupo de peritos
 Independentes , cujas recomendações foram Incorporadas pela Comissão na
definição das orientações para a terceira fase ,
Considerando que todos os Estados-membros estão a participar actlvamente na
execução do programa ,
Considerando que é        essencial   Iniciar de   Imediato os preparativos para a
 transição do programa EUROTRA para uma fase de desenvolvimento Industrial ,
Considerando que o CGC-12 foi         consultado e     transmitiu um parecer        positivo
sobre a transição para a terceira fase ,
Considerando que o Comité da Investigação Cientifica e Técnica                 ( CREST ) foi
cônsul tado ,
 (5)    J.O. NO L 302 , 24.10.1987 , p. 1
 ---pagebreak--- DECIDE :
Artigo único
0 programa EUROTRA , adoptado pala Declsio 82/ 752/CEE , com a nova radacçio qua
lha foi dada pala Declsio 86/ 591 /CEE , avançará para a tercalra fasa a 1 da
Julho da 1988 .
Falto om Bruxelas , .
Palo Consel ho
0 Presidenta
 ---pagebreak---                                      Proposta de
                                 DECISÃO DO CONSELHO
                  relativa ao programa especifico para a execução
                        de um sistema de tradução automática
                           de concepção avançada ( EUROTRA )
O CONSELHO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS
Tendo em     conta  o Tratado que      Institui  a Comunidade Económica Europeia e
nomeadamente o n 2 2 do artigo 1302 Q ,
Tendo em conta a proposta da Comissão ,
Em cooperação com o Parlamento Europeu ,
Tendo em conta o parecer do Comité Económico e Social ( 1 >,
Considerando que o artigo 130o Q do Tratado estabelece que o Programa-Quadro
será     cumprido     através de programas específicos levados a cabo no âmbito de
cada act Iv Idade ;
Considerando que o Conselho , ao adoptar o Programa-Quadro de Investigação e de
desenvolvimento tecnológico da Comunidade ( 1987 - 1991 )( 2 ), reconhece o
 Interesse de uma acção sobre problemas linguísticos no âmbito da actlvldade
8.4 , Divulgação e exploração dos resultados da Investigação cientifica e
 técn I ca ;
 (1 )
 (2)    J.O. NO L 302 , 24.10.1987 , p. 1
 ---pagebreak--- Considerando que , em conformidade com a Decisão 82/752/CEE ( 3 ), com a
nova redacçio que lhe            foi   dada pelo Decisão 86 / 591 / CEE ( 4 ),
em função da adesão               da   Espanha e        de     Portugal , o Conselho
adoptou um programa de Investigação e desenvolvimento para a Comunidade
Económica Europeia respeitante a um sistema de tradução automática de
concepção avançada ( EUROTRA ),
Considerando que o programa EUROTRA foi avaliado por um grupo de peritos
Independentes , cujas recomendações Integram a definição das orientações da
Comissão para a terceira fase .
Considerando que , pela sua Decisão ../.../CEE de . o Conselho
aprova a transição do programa EUROTRA para a terceira fase ,
Considerando que , de acordo com os pareceres do Comité Consultivo de Gestão e
de Coordenação " Problemas Linguísticos " ( CGC-12 ), de 6 de Maio de 1986 e 25 de
Janeiro de 1988 , as necessidades financeiras para a execução da terceira fase do
programa EUROTRA foram calculadas numa quantia suplementar de 6.5 milhões de
ECUs ,
Considerando que o Comité Consultivo de Gestão e de Coordenação " Problemas
Llngulst lco8 " ( CGC-12 ) formulou o seu parecer ,
Considerando que o Comité da Investigação Cientifica e Tecnológica ( CREST ) ,
foi consultado .
DECIDE :
Artigo 1£
1.      Aprovar um programa especifico para a execução de um sistema de tradução
        automática de concepção avançada ( EUROTRA ) em 1990 .
2.      0 conteúdo e a duração do programa são      fixadas na Decisão do Conselho
        82 / 752/CEE .
 ( 3 ) JO na L 317 de 13.11.1982 , p. 19 .
 ( 4 ) JO n* L 341 de 4.12.1986, p. 39 .
 ---pagebreak--- 3.      As normas de execução do programa especifico sao determinadas no Anexo .
Ar 1 1 ao 2Q
Sem prejuízo do montante de 5.5 milhões de ECUs Já considerado necessário pela
Decisão      82 / 752 / CEE , o  montante         considerado necessário para a
conclusão do programa EUROTRA 6 de 6.5 milhões de ECUs .
ArtlflQ 3Q
Os Estados-membros são destinatários da presente decisão .
Feito em Bruxelas ,
Pelo Conselho
0 Presidente
 ---pagebreak---                                    A.H E X O
0BJECT1VQS
0 objectlvo do programa especifico é . por um lado , a execução das tarefas
suplementares tornadas necessárias na terceira fase do EURCTRA devido à
Inclusão de Espanhol e Português . A Introdução destas duas línguas teve
duas consequências no programa de trabalho original :
    ( a ) o número de pares de línguas aumentou de 42 para 72 , e
    ( b ) a duração da terceira fase foi prolongada por seis meses .
Por outro lado , pretende -se que este programa especifico reforce duas
áreas criticas detectadas pela avaliação feita durante a segunda fase , a
saber , o desenvolvimento de software e preparativos para um envolvimento
 Industr la I .
REGRAS PARA A EXECUCÃO DQ PROGRAMA
1.        A   Comissão   será   responsável    pela    execução  do  programa ,  em
          particular através de contratos de          Investigação e contratos de
          associação que definirão os direitos e obrigações de cada parte ,
           Incluindo , sempre que seja caso disso , condições e procedimentos
          para   possíveis   pagamentos   “ royalty "   e   para  o reembolso   das
          contribuições feitas pela Comunidade .
2.        A especificação Interna , Indicadora do montante de 6.5 milhões de
          ECUs considerado necessário , é a seguinte :
    ( a ) Contribuições da Comunidade para os grupos nacionais       4.4 MECU
    ( b ) Software de base                                           1 .1 MECU
    ( c ) Especificações linguísticas                                  .2 MECU
    ( d ) Oficinas , fornecimentos , etc                               .1 MECU
    ( e ) Actlvldades preparatórias relativas à transição
          com vista a um sistema Industrial                          .7 MECU
                                                          TOTAL     6.5 MECU
 ---pagebreak---                                          Ane y o
Painel de Aualiação EUROTRA
       Relatório Final
         Outubro 87
           Secretariado EUROTRA
           Information Management & Engineering ,  Ltd
           14-16 Farrington Lane
           London  EC1R   3AU
           I nglaterra
           Telefone   : LL44 1 253 1 177
           Telefax    : 1144 1 251 8646
                                                  11
 ---pagebreak---            Relatório Final do Painel de Avaliação do EUROTRA
1. Introdução
2 . História
3 . Objectives
    Sumário dos objectivos
    Abordagem EOHDTRA
    Recursos
    Investigação. versus desenvolvimento
    Objectivos nacionais versus objectivos europeus
    Potencialidades   de exploração
                    de sucesso
4 . Resultados
    Iirpressões gerais
    Planeamento e controlo
    Qualidade do •tm-ahalho
    Envolvimento industrial
5 . Organização e financiamento
    Comités Consultivos e de Gestão
    Serviços Centrais
    Grupos nacionais
6 . Aspectos científicos e técnicos
    Manual de referencia
    Aspectos lingüísticos
    Arquitectura de sistemas
7 . Conclusões
8 . Recomendações
    I EUROTRA
    II Investigação
    III Desenvolvimento
                                    -1-
 ---pagebreak--- APEMDIŒS
A     Progressos alcançados de acordo ccm os cbjectivos
B     Aspectos financeiros e organizacionais
C     Aspectos técnicos
0     Entrevistas até 30 de Jiznho de 1987
E     Biografia» dos ngcbros do Painel
                      Painel de Avaliação
Présidente :         Dr. A E Pannenbarg
Msnbros :            Mr. Andre Eenzin
                     Professar Fil Dr Sture Aliai '
                     Prof. Dr. rer nat Hartwig Steusloff
                     Mr. Henri Dieuzeide
Secretar! ¿vio       Mrs. Helen Henderson
                     Mr. Peter Vikers
                     Mrs. Leslie Anne Ferber
 ---pagebreak--- 1. Introdução
1  0 EUROTRA é um projecto único .
   É único em vários aspectos :
   -ê o mais ambicioso projecto até açora levado a cabo no mun ¬
   do inteiro no domínio da tradução automática , com um orçamen ¬
   to superior a 16 milhões de ECUs e mais de 150 especialistas
   trabalhando simultaneamente no projecto .
   -esforça-se por construir um sistema comum que cubra todas as
   traduções entre as nove diferentes linguas , enquanto que a
   maioria dos outros projectos se limitam a duas linguas ou pou¬
   co mais ;
   -a abordagem escolhida para a parte de investigação do proje ¬
   cto é - basicamente , uma abordagem linguística , permitindo uma
   mais solida e sistemática base científica para os conceitos
   necessários , que quelquer sistema existente ou em desenvolvi ¬
   mento ;
   -Surge nesta altura como um projecto de tamanho considerável
   no domínio das ciências humanas , claramente distinto do domínio
   da ciência e da tecnologia .
2  O EUROTRA foi implementado através do mecanismo poucc usual
   de contratos nacionais de as&Ociação ,a fim de mobilizar o po¬
   tencial necessário no domínio da linguística computacional ,
   em todo o território da Comunidade . Isto sõ pode ser entendi ¬
   do numa perspectiva histórica . Foi peeciso um considerável
   número de anos para o desenvolvimento do conceito EUROTRA . Um
   elemento essencial foi fornecido pela decisão do Conselho , que
   estabeleceu deverem todas as linguas oficiais da Comunidade
   receber igual atenção . Esta decisão implicou a realização de
   uma abordagem fundamental mais sistemática , que qualquer outro
                                -3-
 ---pagebreak--- projecto anterior alguma vez necessitou . Por cutro lado não
havia qualquer experiência anterior na gestão de um projecto
de tal complexidade . 0 problema da gestão foi agravado pela
ausência de um quadro central de funcionários , embora tal ti ¬
vesse sido minorado inicialmente pelo fornecimento de efecti -
vos , provenientes da organização Suiça ISSCO . A actual estru ¬
tura , algo pesada de supervisão e coordenação foi -se desenvol ¬
vendo de uma forma quase empírica a partir das necessidades
de gestão .
Muitos dos grupes participantes no projecto fazem parte ou es ¬
tão associados a uma universidade . Pode observar -se desta for ¬
ma a contribuição do EUROTRA para o aumento considerável de
conhecimentos e do potencial de investigação no domínio da lin ¬
guística computacional . Este facto , encerra , juntamen te com os
aspectos multilingues do EUROTRA , a promessa de que a Europa
se tomará lider mundial neste domínio . E assumir esta lide ¬
rança deve ser encarado ccuo una chrigaçao moral da Europa. C&s tres mais
desenvolvidas regiões do rrundo isto é , a América do Norte , o Japão e a
Europa , esta última é a única detentora de una tão vasta diversidade
de línguas nacionais . E é esta herança cultural da Europa , que faz ccm
que ela surja naturalmente cano o líder mundial da tradução automática .
 A linguagem reveste -se de uma diversidade in finita . Isto impli ¬
 ca algumas limitações básicas na natureza dos principies rela -
 tivanente aos objectivos finais da tradução automática . Ceve ¬
 mos contudo salientar que algumas destas limitações tamisem se
 ---pagebreak---   aplicam na tradução feita por seres humanos . De acordo com os
  testes económicos para trádução automática , não será a sua per¬
  feição em termos absolutos que contara , mas a sua relativai qua ¬
  lidade , quando comparada com as traduções hunanas , além das vantagens
  económicas .
5 A natureza do presente projecto pode ser descrita como sendo de investigação
  aplicada . Um dos maiores pontos fracos deste plano é a ausência de delimitação
  entre a fase de investigação e a subsequente fase de desenvolvimento, ne¬
  cessariamente sobreposta e que é necessária ao aparecimento de
  um sistema que possa ser usado na prática . 0 nível de coordenação desejável
  durante a fase de investigação de um grande e oonplexo sistema , i menor que
  o nível de çestão de sisteiras,neaessãr±o ao desenvolvimento de um sistema
  para uso prático . A transição da actual fase para a seguinte necessitará
  de muito estudo e preparação .
6 As observações feitas parecem sugerir a expectativa de uma transição direc-
  ta ainda que difícil, do actual projecto de investigação para a fase de de¬
  senvolvimento .0 Painel pretende ccntudo demonstrar que no momento presen¬
  te o progresso do trabalho i insuficiente para prever      tal decisão. Como
  é frequente em investigação , pode julgar-se a qualidade  do esforço empreen¬
  dido , que é , no caso do EUPOTRA em geral suficiente e   até bastante bom, -
  mas não se podem ter certezas acerca da eficácia última   dos resultados em
   termos económicos , enquanto o trabalho estiver a decorrer .
                                      -5-
                                                                                V
 ---pagebreak--- 2.    HISTCRIA
7     A avaliação do ?roerara EURCTPA per um grupo.de perates Lndeoendentes , foi
     ^^9b -*--*- do durante as c * -^cussoes havidas no Conselho e no Parlamento Eurcoeu
     acerca da Proposta da Comissão para alargar o Programa ELPCTPA a Pcrtugal
     e a Espanha .
®    0 relatório do Comité de Energia , Investigação e Ttecnoloeia , do Parla­
     mento Europeu , oonsiderou que , una vez que o Programa EUFDTRA levará
       unos a completar, o trabalho já realizado , deverá ser avaliado por
     um grupo de peritos independentes , na 19 metade de 1987 , antes de se
     dar inicio ã 39 Fase .
    0 CGC 12 (Comité Consultivo de Gestão e Coordenação Problemas Linguísticos ) ,
    discutiu o problema da avaliação Independente na sua " Ad-Hoc Task Force " ,
    durante ca meses de Outubro e Novembro de 1986 .
    Fbi assim acordado dever a avaliação ser levada a efeito na primavera/verão
    de 1987 .
   Foi também recomendado que o Painel fosse composto , de preferência , por dois
   peritos em assuntos gerais ( em questões de política , gestão e organização ) e
   dois especialistas . Foi ainda sugerido que um dos especialistas viesse fora
   da Comunidade .
    C Painel utilizou as seguintes definições da Fase 1 , 2 e 3 do EUFCTFA , re¬
    tiradas da Decisão do Conselho :
    Fase 1 (Fase Preparatória ) - dois anes , 2 milhões de ECDs .
    Estabelecimento do COIG?; definição de metodologia ; preparação de programa
    detalhado ; definição da fixação dos direitos de propriedade e difusac de
    resultados ; avaliação da Importância de participação de países terceiros , etc .
                                                 -o -
 ---pagebreak---     Freparação de especificações detalhadas de irodelos linguisticos , suporte
    lógico ( softstare ) do EUROTRA, base de dados lexicais , preparação de Ccntra-
    tos de Associação.
    Fase 2 (Fase de investigação básica e aplicada no domínio da linguística)
    - dois anos , 8,5 milhões de ECUs .
1    Investigação básica em linguística incluindo o desenvolvimento de modelos
    linguisticos para análise e geração de cada uma das línguas oficiais da
    Comunidade e transferências entre estas línguas . Esta investigação é basea¬
    da num corpus e vocabulário num carpo limitado (tecnologia da informação
    dos documentos oficiais ESPRIT) , estimando-se cerca de 2500 entradas ; pre¬
    paração da base de dados lexicais , para o vocabulário acima mencionado , que
    servirá sinultâneamente para a análise e geração de cada uma das línguas
    e para a transferência entre elas ; um estudo das estratégias linguísticas
    que melhor correspondam à execução automática dos vários processos .
 2- Construção do suporte lógico (software) de base para o EUROTRA , incluindo
    a saída de convites para apresentação , selecção de um organismo para a constru¬
    ção do suporte lógico ( software) ; desenvolvimento do suporte lógico ( soft¬
    ware ) de base , incluindo : a linguagem de alto nível para a interacção entre
    o utilizador e o sistema; suporte lógico ( software ) necessário para a com¬
    pilação de linguagens de alto nível . Esta versão inicial do suporte lógi¬
    co ( software) pretende proporcionar o desenvolvimento 2 a automatização de
    testes dos modelos linguísticos definidos pelos centrrs participantes , quan¬
    do estes são suficientemente avançados . O seu desenvolvimento é ccnsequen-
    temente um pré-requisito necessário para a validação do trabalho linguísti¬
    co levado a cabo neste programa.     0 'desenvolvimento industrial do sistema
    EUROTRA, incluindo a adaptação do suporte lógico ( software ) aos requesitos
    de experiência , necessários para a produção de traduções em condições co¬
    merciais , não será posto em prática , até ao programa estar comoletado .
                                       -7-
 ---pagebreak---      Fase 3 ( Fase de estabilização dos modelos linguísticos e avaliação
     dos resultados ) - 18 meses , 5,5 milhões de ECUs .
     No seguimento das opiniões provenientes do CCMGP , CREST , CIDST  e rvrTT .
     no final da segunda fase , isto é , quando for possível realizar  tes¬
     tes sistemáticos dos modelos linguístiocs iniciais , incluindo    pares
     ccmpletos de lingua     e consistindo na análise , transferência  e
     geração , o objectivo do trabalho conoentrar- se- ã nos seguintes aspectos :
     - adaptação dos modelos linguísticos , de forma a produzir modelos linguísti ¬
      cos que sejam tão seguros quanto possível . Qs modelos serão então ajusta¬
     dos para uso pre-operacicnal ,
     -prolongamento progressico da base do corpus do testo , dos modelos linguís¬
     ticos e do vocabulário para um campo específico , e de textos de complexida¬
     de crescente ,
     -revisão e prolongamento progressivo da base lexical de forma a cobrir o
     domínio escolhido tão exaustivemente quanto possível ( cerca de 20.000 en¬
     tradas em todas as línguas ) ,
     -avaliação da execução técnica e económica do sistema ,
     - preparação de uma proposta para o desenvolvimento de um sis ¬
        tema operacional à escala industrial e o prosseguimento                  do
        projecto até ao estádio de exploração comercial .
12 O CGC-12 recomendou ainda a realização de uma avaliação                 clara
   e franca , sugerindo em particular que fossem estudados os seguin
   tes aspectos :
   - os resultados alcançados e a . probabilidade de se atingirem
     os objectivos da segunda fase
                                     -3-
 ---pagebreak---  - a qualidade da abordagem científica e especialnente a conti ¬
  nuidade como base de trabalho para a terceira fase ( desenvol ¬
    vimento industrial )
 - a reiarão das abordagens escolhidas para o EUROTRA com as ten
    dências* gerais de investigação avançada no processamento     da
    linguagem natural
 - o impacto do EUROTRA na tradução automática na investigação do
    processamento da linguagem natural
 - o estabelecimento de prioridades para a tradução automática
    e processamento de linguagem    natural   nas políticas nacio¬
    nais de investigação e em programas , tanto na Comunidade , co
    mo em países terceiros ( EUA , Japão , Canadá , etc .)
 - a continuidade da estrutura organizacional para o projecto ,
    ele mesmo encarado comc modelo para outros projectos
 - a continuidade da permanência da .. gestão do projecto      no
    departamento administrativo da Comissão
 - a gestão do projecto .
Para o painel de avaliaçao foram designados quatro membros :
Dr . A. E. Pannernborg ( Presidente ) e Mr . A. Danzin como pe¬
ritos em assuntos gerais e o Professor Dr . rer nat H. Steus -
loff e o Professor Fil Dr . S. Allen , como peritos . Mr . H.
Dieuzeide trabalhou como Mr . Danzin, Mrs . H. L. Henderson
foi nomeada para Secretária , trabalhando com Mr . P. vickers
e Mrs . L. A. Ferber .
                              9-
                                                                  *1
 ---pagebreak---  14
 14 Tendo em conta o calendário limitado do projecto , o painel
    decidiu que a primeira prioridade seria conduzir entrevistas
    com cada um dos grupos de investigação nacionais . Depois de
    um encontro inicial com os membros da equipa do projecto
    EUROTRA e funcionários da DGXIII no Luxemburgo , foram feitas
    entrevistas a todos os membros dos grupos nacionais e membros
     do grupo de ligação . Sempre que possível as entrevistas
     foram conduzidas por , pelo menos dois membros do Painel
     e por um membro do secretariado . Muitas delas tiveram lugar
     nos locais nacionais de investigação , outras no Luxemburgo .
15  Foram também realizadas entrevistas com os membros do CGC-12 ,
    do Comité Comum de Orientarão e do quadro de funcionários do
    projecto EUROTRA . Um representante do Parlamento Europeu foi
    também entrevistado . Com base nestas entrevistas , em investi
    gação      gaoinete e em algumas sess5es plenárias , foi pos¬
    sível preparar um relatório preliminar . Neste relatório o Pai
                                                           0
    nel de Avaliação descreveu as suas observações e as opiniões
    formadas . Este relatório preliminar circulou apenas pelos fun
    cionários da Comissão na DGXIII .
16  Neste relatório final , os capítulos de 1 a 5 contêm uma avalia¬
    ção critica do presente estado de coisas . 0 Painel tentou pèr
    ceber o objectivo último do projecto . Com base neste entendi ¬
    mento foram avaliados a validade do presente trabalho , o seu
    conteúdo e o quadro organizacional que o rodeia . Os capítulos
    7 e 8 contêm as conclusões a que o Painel chegou e      as reco¬
    mendações para o futuro .
lk
                                - 10-
 ---pagebreak--- 3 . OBJECTIVOS
Sumário dos cbjectivos
17    Os objectivos formais do Programa EUROTRA , tal como são expres
      sos na Decisão do Conselho de 4 de Novembro 1982 , são bastante
      específicos :
            ... a criação de um sistema de tradução automática de
           concepção avançada ( EUROTRA ) , capaz de trabalhar com
           todas as línguas oficiais da Comunidade .
18    Contudo , era reconhecido desde o início que tal programa deve¬
      ria incluir uma proporção considerável de investigação básica
      devendo tal proporcionar outros benefícios , que não os de sim¬
      ples ordem prática , com a criação de um novo sistema de tradú-
      gao automática .
19    Foram.. assim identificados pelo Painel quatro objectivos :
              - políticos
              - científicos e técnicos
              - económicos
              - de educação e formação
20    O objectivo político é em primeiro lugar desenvolver uma forte
      competência europeia no domínio da tradução automática e o pro-
      grama é evidentemente conduzido a produzir com vista a este fim .
      Uma restrição política    do programa é o princípio de igual esta
      tuto para todas as nove línguas , o que provoca certas anomalias
      no nível e na qualidade de benefícios retirados pelos diferen ¬
      tes países .
21    Os objectivos científicos e técnicos dizem principalmente res ¬
      peito ã investigação básica em linguística e ã construção de um
      sistema de base computarizado . -Na secção 5 são discutidos   os
      progressos feitos tendo em vista estes objectivos.E também ne ¬
      cessário provar que a tradução automática pode ser conseguida
      através dos princípios linguísticos do EUROTRA .
                                                                     f/
                                  - 11-
 ---pagebreak---  22
 22    0 objectivo económico é produzir un_ avançado , utilisãvel e
       efectivo sistema de tradução . automática que ajude a aliviar
       o actual pesado fardo de despesas da Comissão com os serviços
       de tradução .
23    Não i claro , por exemplo , qual o grau de pré" ou pcfs-edição será
      requerido com o sistema final . Não foi estabelecido qualquer li ¬
      mite para a execução do sistema em termos de velocidade de tra ¬
      dução . A decisão de se adaptar um sistema por lotes em vez de
      um sistema interactivo foi posta em causa por alguns grupos de
      investigação , outros apoiaram fortemente a decisão de um sistema
      por lotes .
A forma precisa do produto final não parece ter sido especificada em
detalhe algum .
24 . Os objectivos educativos e formativos estão claramente relaciona¬
      dos com os objectivos políticos e o programa tem indubitavelmen¬
      te proporcionado aos novos especialistas neste domínio , uma im¬
      portante e sistemática aprendizagem . Na ausência dé investigado
     res com experiência , em alguns países os grupos têm sido compos ¬
     tos por entusiásticos recêm-licenciados , que " estão a aprender
     no local de trabalho
                                  - 12-
 ---pagebreak---    Foi ainda referido que os grupos de investigação parecem acei¬
    tar bastante bem os objectivos políticos do programa juntamente
    com os objectivos científicos .
25 Actualmente , os objectivos científiccos ( i e , de investiga ¬
   ção ) e económicos ( ie , de desenvolvimento ) do projecto , têm
   prosseguido lado a lado , mas tudo indica que se tornarão in ¬
   compatíveis â medida que o tempo passar . £ difícil prever até
   que ponto esta situação se tornará intolerável , mas certamente
   não poderá ser ignorada .
26 Outra Incompatibilidade no projecto é a que se verifica entre a
   necessidade de flexibilização , de forma a obter o máximo pro¬
   veito da investigação (.seja o que for o produto ) , e a necessi ¬
   dade de estabelecer e alcançar objectivos sólidos e concretos .
27 Há inevitavelmente diferenças de interpretação dos objectivos ,
   de um pais para outro , e diferentes expectativas relativa¬
   mente aos benefícios que se esperam vir a obter .
   0 grupo alemão , por exçmpl o, pretende conseguir uma solução
   que lhe permita competir com a especificação original ; os di ¬
   namarqueses têm como objectivo conseguir a produção de melho¬
   res iraduções do que as que se obtêm actualmente em qualquer
   outro sistema de tradução automática . 0 grupo italiano ( de
   Turim ) faz uma abordagem muito pragmática , pretendendo , tanto
                               13
 ---pagebreak---      quanto possível cumprir o calendário estabelecido . Outros
     grupos inclinam-se a adoptar uma perspectiva mais ampla ,
     estando mais preocupados cora os progressos alcançados na
     parte de investigação , o que permitirá obter resultados
     mais compensadores a longo prazo . 0 grupo grego , por exem¬
     plo , vê o EUROTRA principalmente como um projecto de inves ¬
     tigação levado a efeito cora o objectivo de aumentar o enten ¬
     dimento linguístico entre as línguas europeias .
     A abordagem EUROTRA
  23 A abordagem adoptada desde o início atribui uma maior ênfase
     ã parte de investigação linguística que qualquer outro pro¬
     jecto de tradução automática . Isto pode ser encarado como
     uma dificuldade potencial , dada a importância fundamental     que
     se atribui ã cooperação muito próxima entre especialistas
     em ciência de computadores e em linguística e, tendo ainda em
     conta a falta de especialistas em linguística computacional ,
     acima mencionada .
29   A decisão inicial de criação de um sistema declarativo , sem
     as possibilidades processuais de controlar o tratamento de
     especificidades da ‘língua ,     causa ainda alguns problemas
     de eficiência . Mas o melhor entendimento das regras , confron ¬
     tadas com implementações processuais , tem permitido manter
     aquela decisão .
     Recursos
30   Ha nma grande falta de pessoal qualificado com a necessária
     especialização para o projecto dentro da Comunidade , e o facto
                                - 14-
 ---pagebreak---    de muitos deles estarem neste momento contratados , provoca
   uma grande competição com outros empregadores que necessitam
   de recrutar pessoal neste domínio . Esta carência atinge tanto
   a linguística como a ciência computacional e , em particular a
   linguística computacional , especialmente em Espanha , Portugal
   e Grécia . Mesmo onde existem bastantes especialistas em com¬
   putadores ê difícil atraí-los a um projecto especializado
   deste tipo , especialmente quando não são oferecidos salários
   competitivos .
31 Â parte a carência inerente do pessoal devidamente qualificado
   nos estados membros , o projecto não tem conseguido sempre
   atrair o pessoal mais experiente . Isto tem sido em parte devido
   à relutância do pessoal em se dedicar a tempo inteiro    a um
   projecto com tão curto período de segurança de emprego , agrava¬
   do ainda pelos atrasos havidos no arranque do trabalho . Foi
   referido que em Itália e em Espanha alguns trabalhadores es ¬
   tavam relutantes em se comprometerem a tempo inteiro com o
   EUROTRA , por considerarem bastante incerto o seu futuro .
32 Foi também chamada a atenção para o facto de que grande parte
   do pessoal actualmente contratado , se dedica ao trabalho , mais
   por uma questão de desafio intelectual , do que por compensação
   financeira .
33 A maioria dos actuais grupos de investigação são de base uni ¬
   versitária e como tal, são em geral competentes para levarem a
   cabo a componente de investigação do programa . Foi contudo
                              - 15-
 ---pagebreak---       assinalado que só alguns deles são realmente qualificados
      para tomarem a seu cargo a fase de desenvolvimento .
  34 Durante a Fase 1 e 2 , a investigação linguística tem tido
     prioridade sobre o desenvolvimento do suporte lógico ( software ) ,
     e tem havido em geral uma carência de especialistas de supor ¬
     te lógico ( software ).
  35 Foi sentido que o grupo nacional do Luxemburgo , responsável
     por criar um centro de documentação e de divulgação
     para    o o Projecto ( no IEGI ), mostrou perspicácia , mas não
     so mostrou suficientemente competente para executar estas
     funções com eficácia .
  36 0 trabalho de terminologia do grupo irlandês foi criticado
     por não ser suficientemente preciéo mas na verdade este gru¬
     po luta ainda por ser reconhecido .
     0 Painel considera que a organização central e a direcção
     técnica do projecto foram seriamente afectadas pela longa
     demora era fornecer o pessoal necessário para a unidade do
     Sr . Perschke . Este facto deve ser criticado junto dos respon¬
     sáveis . Foi também sentida certa preocupação devido â falta
     de qualificações , experiência e formação profissional de al ¬
     guns dos funcionários recentemente nomeados para a unidade
     central .
     Investigação Versus Desenvolvimento
  37 Apesar de ser habitual falar-se em IeD como se investigação e
     desenvolvimento fossem mais ou menos a mesma coisa , não é
     certanente aqui o caso . A essência da investigação reside no
%
                               - 16-
 ---pagebreak---    facto de o resultado do trabalho não ser de todo prevísivel .
   0 Desenvolvimento de um produto ou de um processo como o que
   é praticado pela indústria , caracteriza-se por uma total es ¬
   pecificação funcional que é delineada e acordada muito antes
   do trabalho começar . Mas existe , com é evidente , uma zona
   cinzenta entre investigação e desenvolvimento , a que se chama
   usualmente investigação aplicada . Neste caso , fala-se num
   objéctivo em termos genéricos mas os detalhes sobre como deve
   aparecer uma solução possível , são o verdadeiro objecto das
   investigações efectuadas .
38 A investigação em linguística computacional é investigação
   " pesada ", inevitavelmente dispendiosa em termos de tempo e de
   pessoal qualificado . Ela abre o caminho para a criação de
   " industrias de lingua ", não dizendo apenas respeito à tradução
   automática . Estas industrias constituem um ramo importante dos
   serviços de informação que tão necessários são à emergência
   da nova economia . Estes dois factores conduzem a uma filoso ¬
   fia em política de I e D , que necessita de ser considerada
   sob todas as perspectivas .
39 A investigação no campo das ciências humanas é clhada muitas
   vezes como sendo pouco exigente em termos de recursos humanos
   e financeiros , em comparação com a investigação em ciências
   exactas , como em física ou em biologia . Esta ideia está a ser
   posta em causa , em especial no caso da linguística . A compila ¬
   ção de um dicionário electrõnico obriga a escrever centenas de
                             - 17-
                                                                   в
 ---pagebreak---      milhares de linhas - uma longa e quase monástica tarefa .
     Todas as palavras têm de ser identi f içadas em todos os
     seus sentidos e formas sintácticas . A produção de um di ¬
    cionário protótipo só pode ser levada a cabo com o traba ¬
     lho de vários especialistas competentes , assistidos por
    outros , cujo trabalho tem de ser controlado muito de perto .
    0 estudo e a articulação de todas as regras sintácticas é
     também uma tarefa que exige exactidão .
    A qualidade do resultado final só pode ser avaliada depois
    do processamento de um volume considerável de material .
    0 desenvolvimento da capacidade requerida exige uma políti ¬
    ca estável de longo prazo ; nada se pode realizar a curto
    prazo , com meios limitados .
 40 Para ultrapassar o limiar crítico , é preciso    que haja uma
    concentração de recursos tdivididos se desejável em equipas
    descentralizadas , mas estritamente coordenadas ). £ necessá¬
    rio ainda que haja um incentivo que fomente a iniciativa no
    sector privado na Europa , de forma a permitir concretizar
    os requisitos exigidos para o estabelecimento de uma base
    para a indústria da lingua .
 41 Pode chamar -se ao trabalho do ECROTRA , actualmente em curso
    na Fase 2 , de " investigação aplicada ". Isto é uma consequên¬
    cia directa do caminho escolhido e já descrito na secção so¬
    bre a abordagem EUROTRA , i. é . fortalecer primeiro o fundamen¬
    to linguístico através da investigação , antes da concepção
    final do sistema estar especificada . Dado que a tradução auto
    mática é actualmente discrita como uma tecnologia imatura ,
H
                                - 13-
 ---pagebreak---    este é o caminho mais lógico , apesar de ambicioso , a percorrer .
42 A investigação , incluindo a investigação aplicada , deveria in¬
   vestigar várias opçoes , avaliá-las e seleccionar as melhores .
   Isto implica uma certa flexibilidade na orientação do trabalho
   e repetidas discussões sobre qual direcção a tomar em certos de¬
   talhe s . Tal facto está patente no actual modo de operação , que po¬
   de ser descrito mais como uma actividade de coordenação do que
   gestão de sistemas .
   0 papel da coordenação está presentemente dividido entre os ser¬
   viços centrais , dirigidas pelo Dr . Perschke e o grupo de ligação .
43 Uma vez alcançado o estádio final da investigação aplicada e
   dando-se inicio à fase de desenvolvimento de um sistema       prá¬
   tico de tradução automática , terá de se alterar o método de
   gestão .
   A actividade de coordenação deixará então de ser suficiente .
   Em seu lugar terá de surgir a gestão de sistemas , com todo o
   poder hierárquico de direcção .
   Tendo isto em conta , o Painel não concorda com a definição
   original da Fase 3 , isto ê , ter de esperar até ao final desta
   Fase para dar inicio ao trabalho de desenvolvimento .
   Objectives nacionais versus objectives europeus
44 Isto não tem sido um problema na maioria dos países . No R.U. ,
   o trabalho do EUKOTRA e o trabalho no Programa Alvey têm
   sido complementares , mais do que conflituosos . Na Alemanha ,
   o projecto EUROTRA tem sido utilizado com sucesso como um
                                19
                                                                      ft
 ---pagebreak---     argumento para estabelecer actividades adicionais de investi ¬
      gação básica em linguística computacional nas universidades
      de Berlim e Estugarda .
 45   Em França , assim como em outros países , tem havido dificulda ¬
     des em organizar a sua contribuição para o projecto da Comu¬
      nidade , o que inevitavelmente faz desperdiçar recursos humanos
     que de outra forma poderiam estar afectos a projectos nacionais .
     Na secção b . 3 . 5 . apresenta-se a nova organização do grupo na¬
     cional francês .
      Potencialidades de exploração
 46  Idealmente , um programa desta amplitude deveria dar origem a
     produtos com potencialidades de exploração fora da Comissão e
    da Comunidade . Considera-se contudo , que apesar de haver uma
    procura externa para um sistema capaz de utilizar uma multi ¬
    plicidade de linguas , haverá poucos compradores interessados ,
     ( se houver algum ) num sistema capaz de traduzir entre estes
    72 específicos pares de línguas . A Comissão é o único compra ¬
    dor potencial para um sistema com esta capacidade . Ao mesmo
    tempo , deve reconhecer -se que esta capacidade de uma cobertura
    tão vasta de linguas ê uma característica que coloca o EUROTRA
    numa classe à parte , ao lado de outros sistemas TA . Assim , se
    se pretende realizar um tão amplo sistema , será então necessá ¬
    rio que ele seja financiado , na totalidade , por fundos públicos .
47  Há muitas áreas para exploração que poderiam surgir do projecto
    EUROTRA . Uma lista ( não exaustiva ) é a seguir apresentada :
                                 20
 ---pagebreak--- Tradução
- assistência com tradução de textos técnicos especializados
 ( documentos comerciais , manuais de manutenção );
- assistência na tradução de palavras chave utilizadas em
informação cientifica e técnica , administrativa e legal .
- assistência na tradução de resumos de publicações cientí ¬
 ficas e técnicas ;
- tradução automática de textos utilizando os"sistemas de en¬
tradas controladas " ( metereologia , farmácia , segurança
pública , etc ) ;
Industria da língua em geral
- compilação de bases de dados e bancos de dados multilingues ;
- normalização multilingue de nomenclaturas técnicas ( aero-
nautica , nuclear , tecnologia de informação , etc ) ;
- assistência na escrita de " entrada controlada de texto ";
pre-revisão interactiva .
- estudo automático de textos em línguas estrangeiras , a fim
de extrair o significado essencial ( formação profissional no
campo cientifico , industrial e militar ) ;
- assistência na preparação de todos os tipos de dicionários
e enciclopédias especializadas ;
- assistência no processamento de texto , tal como na correção
automática ou em erros de ortografia )
- assistência tanto no ensino de línguas maternas como no ensino
de línguas estrangeiras ;
- assistência em estudos teóricos e práticos em linguística
( estudo de antigas e modernas línguas ) ;
                                                                5V
                             - 21-
 ---pagebreak---     Outras áreas
   - arquitectura de computadores - o projecto EUROTRA veio de ¬
   monstrar novamente o facto de que existe espaço para um pro¬
   jecto europeu de desenvolvimento de arquitecturas de novos
   computadores para o processamento da língua ;
   -refinamento das linguagens de programação de computador ,
   de forma a que elas se aproximem cada- vez mais das linguagens
   naturais ;
   -definição de novos . objectivos para a investigação em inteli¬
   gência artificial .
   Outras áreas , que não derivam necessariamente nem directamen-
   te do EUROTRA .
   -assistência com simples situações roultilingues , usando ex¬
   pressões correntes ( turismo , viagens de negócios , etc ) - in¬
   cluindo sistemas de tradução em microcomputador de bolso , com
   ou sem fala sintética .
   - investigação da autenticidade ou origem de textos etc ) ;
   -reconhecimento da fala e sínteses (a longo prazo ) ;
   - ajuda a pessoas com problemas de falá .
48 Se se fizer emergir algum produto industrial baseado no EUROTRA .
   tem de haver necessariamente um mercado substancial para éle .
   Um relatório recente da Dataeuest*prevê que por volta de 1990
   o mercado mundial para a tradução automática , seja de 500 bi ¬
   liões de dólares , comparado com 45 milhões em 1986 . Numa
   perspectiva positiva , o grupo espanhol   adiantou existirem
   * H. Uhler . Sistemas de tradução . San José , Càlif : Dataquest inc .
                             - 22-
 ---pagebreak---    possibilidades de contactos produtivos com outros projectos
   de língua espanhola , particularmente nos EUA , México e Amé¬
   rica do Sul .
49 0 grupo dinamarquês antevê vantagens específicas para os
   industriais dinamarquês es, ao permitir-lhes o acesso a línguas
   como o grego e o português . Prevê também o uso do EUROTRA
   em departamentos governamentais relevantes , tal como o Mi ¬
   nistério dos Negócios Estrangeiros .
50 0 Painel mencionou ainda que os Contratos de Associação con¬
   têm disposições detalhadas acerca dos direitos de propriedade
   intelectual relacionados com toda a informação , invenções ou
   aperfeiçoamentos resultantes do programa .
   Possibilidades de sucesso
   Vários grupos de investigação entrevistados  mostraram-se con¬
   fiantes na sua capacidade em alcançar os objectivos da Fase 2 ,
   e foram bastante optimistas acerca do sucesso do Projecto na
   globalidade. Este estado de espirito prevalece sobretudo nos
   grupos mais recentes , podendo vir a diluir-se à medida que
   estes se forem confrontando com os problemas reais . O Painel
   deve acrescentar que não partilha inteiramente deste optimismo .
   Hã vários motivos para duvidar .
51 O primeiro motivo ê a falta de especialistas em alguns dos
   estados membros . Pouca ou nenhuma tradição em linguística
   computacional existia , por exemplo em Espanha e na Grécia .
                                                                  53
                              - 23-
 ---pagebreak---    Os efeitos desta falta tornar - se - ão mais evidentes ã medida
   que o projecto avançar , especialnente no que diz respeito
   ao trabalho lexical .
52 Outro motivo é o atraso com que se iniciaram os trabalhos era
   alguns países , como a Itália , a Holanda e a Espanha . Estes
   atrasos parecem ter sido devidos mais a problemas de nature ¬
   za burocrática , do que a motivos políticos . A situação agra¬
   vou-se devido ao atraso na disponibilidade dos fundos para
   a investigação , apesar de se ter reconhecido que tal não se
   devia a uma falta de empenhamento no projecto , mas antes a
   dificuldades de definição das fontes de financiamento nacio ¬
   nais .
   0 Painel considerou que a maioria dos objectivos da Fase 2
   não poderão ser cumpridos na totalidade no calendário ori ¬
   ginal , relativamente a todos os 4 2 pares de línguas originais .
53 0 grupo grego enfrenta problemas especificos relativamente ã
   escassa investigação linguistica até agora efectuada em grego
   moderno . Na verdade não existem , dicionários suficientemente
   dignos de crédito , não se tendo realizado até à data qualquer
   análise da língua .
54 0 grau de apoio político a nível nacional tem variado . Este
   apoio tem sido mais forte quando um funcionário nacional
   EUROTRA provém do funcionalismo público ou do sector académi ¬
   co .
   Como é mencionado na secção anterior , o Painel está seriamente
   preocupado cora a incompatibilidade básica dos objectivos de
                               - 24-
 ---pagebreak---    investigação e desenvolvimento do projecto , no contexto da
   actual organização . Este facto irá decerto dificultar a con¬
   cretização daqueles objectivos .
55 Como foi observado na secção dos recursos , tem havido e con¬
   tinuará a haver problemas no recrutamento para o projecto de
   pessoal adequadamente qualificado e experiente , especialmente
   tendo em vista as necessidades da Fase 3 .
                                - 25-
 ---pagebreak---    4. Resultados
       Impressões gerais
  56  A concretização do objectivo fundamental do projecto - um
      novo sistema de tradução automática para a Comunidade - tem
      ainda um longo caminho a percorrer , mas são      substanciais os
      progressos já • efectuados , especialmente se se tiver em conta
      as dificuldades consideráveis em pôr de pê e administrar um
      projecto internacional desta escala .
  57  Um motivo particular para congratulação é o grau de sucesso
      alcançado no estabelecimento de uma base efectiva de coopera¬
      ção entre tantos grupos de investigação espalhados por toda a
      Comunidade . 0 valor da experiência adquirida neste aspecto ê
      inestimável . Através desta cooperação têm vindo a ser estabele¬
      cidas redes de peritos em 'linguística e em linguística compu¬
      tacional , que trarão grandes vantagens a longo prazo .
  58  Há também sinais de que o projecto está a ter bastantes efei¬
      tos benéficos , incluindo a criação de maior reconhecimento da
      importância de investigação , facilitando assim a comunicação
      entre os diferentes estados membros da comunidade . Ajudou sem
      dúvida a encorajar a investigação linguística em novas direcções .
  59  0 projecto está também a      produzir    óptimos efeitos f relativa¬
      mente à educação ( ver também o parágrafo 66 ) . Foi relatado
      que em Espanha o EUROTRA impulsionou o desenvolvimento de
      cursos universitários e politécnicos , combinando a linguís ¬
      tica com a informática e a matemática , preparando assim com¬
      petências em linguística computacional .
%
                              - 26-
 ---pagebreak--- 60
60  Um sério obstáculo ao progresso tem sido o suporte lógico
     ( software ) inicial, fornecido para os testes , que mostrou
    ser excessivamente lento a operar . ( Isto será discutido
    posteriorente na secção 5 ) . Este problema é em parte devi ¬
    do à falta de pessoal devidamente experiente , e à falta de
    direcção do centro .
    Planeamento e controlo
61  O Painel tem consciência da dificuldade em assegurar um
   planeamento e controlo adeouado dos projectos de investiga¬
    ção em geral e , em particular no domínio da tradução automá¬
    tica , onde se toma difícil identificar marcos específicos
    em relação aos quais se possam medir os progressos alcançados
    Embora reconhecendo a dificuldade em estabelecer critérios
    para testes práticos no final da Fase 2 , O Painel deseja ex¬
    primir a preocupação pelo facto deste problema não ter sido
    ainda resolvido .
62  £ vital ter um protótipo para uma maior aval.: ação do modelo
    linguístico . Um bom protótipo pode realimentar a investiga¬
    ção e ser ao mesmo tempo um instrumento que prove a practi -
    bilidade de um projecto .
63  Foi discutido em várias entrevistas o giau de controlo que de
    veria ser imposto do Centro relativamente â concepção do sis ¬
    tema . Em França e em Itália houve acordo acerca da necessida¬
    de de existirem diferentes níveis de controlo para diferentes
    aspectos , como por exemplo :
                                - 27-
 ---pagebreak---     -para a interface , legislação forte ;
    -para os aspectos sintácticos linhas de orientação inteli ¬
      gentes ;
    - para os aspectos morfológicos , liherdade total.
64 Os progressos alcançados nos estados participantes , com vis ¬
    ta aos objectivos propostos , encontram-se descritos no
   Apêndice A.
   Qualidade do trabalho
65 Os aspectos técnicos do projecto serão discutidos na secção
   5 , mas pode-se já avançar que o Painel ficou com uma impressão
   favorável da qualidade do trabalho levado a cabo pelos gru¬
   pos nacionais .
66 Foi mencionado existirem vários investigadores que estão a
   preparar teses baseadas no trabalho que estão a desenvolver
   no EUROTRA , dando ao projecto um maior estatuto académico .
   Este desenvolvimento- deve ser bem vindo e será muito positi ¬
   vo para o futuro do projecto , mostrando também alto grau de
   motivação dos investigadores .
67 £ também evidente que a participação no projecto está a pro ¬
   duzir bons efeitos por trabalhadores que estão a desenvolver
   outro trabalho fora do âmbito do EUROTRA . 0 grupo DIMA em
   Turim e o IAI em Saarhuecken são casos desses , assim como o
   grupo de Lovaina .
   Envolvimento industrial
   Tendo em conta o caminho escolhido para o EUROTRA , parece
                                 23
 ---pagebreak---    lógico o não envolvimento da indústria até aqui . 0 Painel
   pensa contudo , que seria desejável preparar -se a curto pra ¬
   zo o envolvimento da industria , por exemplo , para pouco antes
   do protótipo , no final da Fase 2 .
68 Tal não exclui a possibilidade de investigação paralela inde¬
   pendente , não necessariamente relacionada com o envolvimento
   industrial .
69 0 grupo Espanhol enfrentou algumas dificuldades em atrair c
   apoio e o interesse da industria , apesar do forte apoio go ¬
   vernamental , devido a todas as companhias comerciais sentirem
   o EUROTRA mais próximo do estádio de investigação , que do está¬
   dio de desenvolvimento .
7Q Um grupo de cinco industriais franceses , vindos de firmas com
   interesses no processamento da língua realizaram uma reunião ,
   onde foram colocadas algumas reservas quanto â importância do
   EUROTRA na sua actual forma . A meta de um vocabulário de 20.000
   palavras foi considerada irrealista , considerando -se que o nú¬
   mero a atingir para um sistema com uso prático deverá ser de
   100.000 palavras . Foi também referido que os objectivos do
   EUROTRA deveriam ser definidos de uma forma mais clara .
                               29
                                                                   $1
 ---pagebreak---  5   Organização e financiamento
     Comités Consultivos e de Gestão
 71  0 Projecto EUROTRA tem Comités consultivos e de gestão de
     diferentes níveis . 0 mapa em anexo mostra parte da estrutura
    de gestão . 0 CGC 12 é o Comité Consultivo responsável por
     toda a parte de linguística , incluindo o projecto EUROTRA ,
     que por sua vez informa os estados membros . 0 Comité   Co ¬
    mum de Orientação administra os Contratos de Associação em
     nome dos Estados membros e desde a sua criaçãq no principio
    da Fase 2 , ele tem assegurado de uma forma eficaz a atribui ¬
    ção de recursos ao Projecto . Esta atribuição tinha sido fi ¬
    xada , mas procedimentos burocráticos impediram a sua uti ¬
     lização pelos grupos de Projectos .
72  0 grupo de ligação é constítuido peloe coordenadores dos gru¬
    pos de investigação e é o principal forum de gestão de inves ¬
    tigação . A principal critica feita a este grupo é o facto de
    trabalhar em demasiado detalhe . Alguns grupos nacionais sentem
    que ele perde demasiado tempo com pormenores administrativos ,
    outros acham que são continuamente discutidos detalhes técni ¬
    cos , que já foram objecto de discussão nos sub-grupos .
73  Há um sentimento geral de que não existe neste projecto pla ¬
    neamento suficiente a longo prazo . 0 grupo de ligação só pla¬
    neia com três meses de antecedência . Isto deve -se em parte ao
    facto da natureza dos contratos EUROTRA ser de curto prazo .
 74 Alguns grupos nacionais estão preocupados com as pressões
    constantes de implementação . Ura projecto de investigação ,
    exceptuando a parte principal do trabalho , é actualmente
                               - 30-
 ---pagebreak---    efectuado por dois grupos nacionais embora tal não seja
   efectivamente apoiado pelos Serviços Centrais .
   0 grupo de ligação trabalha de uma forma surpreendente , ten¬
   do em conta o número de opiniões científicas tão díspar
   aí representadas . £ pouco provável que o desenvolvimento
   de um projecto de qualquer tamanho , possa ser gerido desta
   maneira , mas este projecto de investigação comunitário pa¬
   rece continuar por diante , utilizando bastante bem este mé ¬
   todo tão pouco ortodoxo .
   Serviços Centrais
75 Existem neste momento apenas dois profissionais , em tradução
   automática , a trabalhar na DG XIII . Além disso , o súbito
   abandono da equipa da ISSCO veio agravar esta situação . Desde
   1985 que os Serviços Centrais têm vindo a tentar consolidar
   os seus recursos , mas a Comissão tem-se mostrado relutante
   em permitir    recrutamentos de fora . Em seu lugar , têm vindo
   a ser dispensados temporariamente pela DG IX , tradutores , a
   maioria deles sem qualquer experiência em linguística com¬
   putacional . A principal tarefa     destes tradutores é faze ¬
   rem a ligação directamente com os grupos nacionais e auxiliã-
   - los nas actividades de coordenação e administração . Estes
   tradutores não têm suficientes conhecimentos ou especialização
   para ajudar os Grupos nacionais , e em particular ajudar os
   começaram mais tarde a recuperar o atraso . Além disso , o or¬
   çamento para deslocações não parece dispor de muitos recursos
                             - 31-
                                                                   G4
 ---pagebreak---     para suportar as visitas necessárias dos tradutores aos
    Grupos   a que estão ligados .
 76 Há uma grande disparidade de pontos de vista entre os gru¬
    pos nacionais , acerca do grau de direcção cientifica central
    que este projecto requer . Os grupos cientificamente avançados
    acham que não precisam de direcção , enquanto que os mais
    atrasados , sentem maior necessidade dela . Vários grupos
    pensam que Sergei PerschJce tem tentado desempenhar as prin ¬
    cipais quatro funções , de administração , planeamento , as ¬
    pectos políticos e direcção cientifica , sem qualquer as ¬
    sistência da Comissão .
 77 Isto confirma a crítica - originariamente feita ao projecto ,
    c ontra a       ■ sua inclusão , como parte integrante de um de ¬
    partamento administrativo . Tem sido colocado um funcionário pú ¬
    blico numa hierarquia existente , como gestor de projecto .
    Normalmente deveria haver um " administrador do projecto "
    cora toda a responsabilidade administrativa e um " gestor de
    projecto ", com a responsabilidade do dia a dia . Quando a
    Agência ISSCO , comparativamente independente , mantinha o se ¬
    cretariado e as funções administrativas , as responsabilidades
    estavam melhor divididas . Com a actual gestão, os papéis
    são confusos o que não permite uma gestão efectiva .
 78 Há uma insatisfação geral relativamente à lentidão do actual
    suporte lógico ( software ). Tem havido várias versões , que
    estão documentadas no Apêndice C , mas vários grupos sentem
α
                                - 32-
 ---pagebreak---       que se estão a atrasar devido à lentidão da versão actual .
 79 A principal contribuição técnica para o EUROTRA tem vindo de
       sub-grupos de pessoas que trabalham em tempo parcial com os
      Grupos Nacionais ou a tempo inteiro para cs Serviços        Cen ¬
      trais ,- enquanto estão junto dos Grupos Nacionais . Estes gru¬
      pos parecem ter trabalhado bem no passado , coordenados pelo
       pessoal da ISSCO .
 8Q   No final de Abril de 1987 cessou o contrato      com a ISSCO
      para o fornecimento de apoio técnico e coordenação . Isto pa¬
       rece ter deixado um vazio nos Serviços Centrais , que os tra ¬
       dutores transferidos não têm conseguido preencher . Foi recrutado
       algum pessoal administrativo para assegurar certas funções ,
      mas o suporte lógico (software ) e os aspectos de coordenação
       têm tido problemas devido à falta de especialistas .
      0 Painel é de opinião de que o papel chave desempenhado pela
       ISSCO não foi até agora suficientemente assumido pelo pessoal
       central .
 81    A iniciativa do Instituto Central EUROTRA proposta pela de ¬
       legação alemã no CGC-12 foi também analisada . Pelo facto
       de até agora todas as tentativas de estabelecimento de " Ins ¬
       titutos de Investigação Europeia " terem falhado , o Paine ] não
       laoenta a rejeição da proposta pelo CGC-12 .
       Grupos Nacionais
82     Os grupos nacionais individuais estão es-truturados e financia¬
       dos de formas muito variadas . 0 apêndice B dã mais pormeno-
                                                                        «
                                   - 33-
 ---pagebreak---     res . 0 dinheiro pago a Grupos Nacionais pela Comissão varia
    de 25% , no caso da Alemanha e da França , até 85% no caso do
    Luxemburgo . Parece haver uma ligação entre a proporção do
    orçamento pago pela Comissão e o grau de autoridade reconhe¬
    cido pelo Grupo Nacional aos Serviços Centrais .
    0 grupo alemão e o italiano são institutos independentes , es ¬
    tando os restantes implantados em departamentos universitários
    de línguas , de linguística ou linguística computacional .
83  Houve várias causas para o início tardio dos trabalhos nos
    grupos nacionais . Em alguns casos a assinatura do Contrato
    de Associação foi atrasado pelso departamentos governamen¬
    tais , noutros, o Contrato foi assinado , mas o dinheiro prove¬
    niente da Comissão demorou mais de seis meses a chegar ao
    Grupo Nacional Na maior parte dos casos, a entidade nacional
    financiadora adianta provisoriamente os fundos enquanto o
    dinheiro da Comissão é processado através das vias burocráticas .
    Em termos de fluxo de verbas a dupla fonte de financiamento
   tem sido uma vantagem . Existem contudo alguns conflitos .
84  Em alguns casos pode vir a surgir ura conflito entre os recur¬
    sos nacionais e os da CCE , dado que estes , uma vez recebidos ,
    podem ser transportados de um período financeiro para outro ,
    enquanto que os recursos nacionais não podem. Atrasos no iní¬
    cio do projecto provocaram uma diminuição substancial das
    despesas pelos grupos nacionais e é possível qúa algum dinhei¬
    ro do projecto se tenha perdido .
 ---pagebreak--- 85  Há diferentes políticas de gestão de pessoal entre os grupos
    nacionais . Alguns grupos defendem uma política de trabalho
    a tempo inteiro , enquanto outros , têm a tempo parcial todo
    o pessoal de investigação , acumulando estes ao mesmo tempo
    o cargo de professores . Por outro lado não são tidos em
   consideração as diferenças de custos de pessoal por país ,
    no financiamento da totalidade do projecto . Isto tem como
    consequência que , onde os salários são mais baixos , como no
    R.U. , por exemplo , seja possível afectar mais pessoal ao
    projecto .
    A Comunicação entre os diversos grupos      nacionais  é em
    geral satisfatória. Os grupos tendem a comunicar melhor com
    outros que têm em comum o mesmo estilo de escola de língua
    e outras tadições linguísticas similares .
86  No Reino Onido , em França , na Alemanha , Grécia e Itália , o
    trabalho do EUROTRA foi distribuido por mais do que uma uni ¬
    dade de investigação . Em alguns países existe uma divisão
    de tarefas entre os grupos , noutras partes específicas do
    trabalho/ ê sub-contratada outra unidade de investigação .
    Algumas unidades são pressionadas políticamente a nível cen¬
    tral para partilharem o trabalho com outras unidades do seu
    país . Contudo , em França e na Grécia esta divisão de trabalho
    provoca problemas de coordenação .
 ---pagebreak---     6 Aspectos científicos e técnicos
      Manual de referência
  37  Os manuais de referência são produzidos por sub-grupos de
      técnicos especialistas . Pretende -se cora estes manuais pro¬
      porcionar ao " EUROTRIANO " uma ideia do actual estado do
      projecto , assim como uma base comum para discussão , inves ¬
      tigação e planeamento . Alguns grupos nacionais vêem o ma¬
      nual como uma forma de " legislação ", enquanto outros o en¬
      caram apenas como um documento para discussão .
      0 Manual de referência tenta assim desempenhar , tanto as
      funções de documento de normalização ou especificação , co¬
      mo as de um método de comunicação das últimas ideias para
      discussão e comentário . Não é contudo claro no manual que
      parte corresponde a que função .
      Aspectos linguísticos
  88  A abordagem linguística deve ser encarada à luz do duplo ob -
      jectivo do projecto : promover a investigação e desenvolver
      um sistema protótipo . Por um lado , a identificação dos pro ¬
      blemas fundamentais , as considerações sobre teoria e método ,
      a escolha cuidadosa de dados , provisão para a experimentação ,
      uma perspectiva de longo prazo , etc , são fundamentais . Por
      outro lado , desempenham também um papel importante as decisões
      antecipadas em legislação metodológica, simplificações lin¬
      guísticas , compromissos , uma perspectiva de curto prazo , etc .
      Esta situação conduz inevitavelmente ã adcocão de soluções
      pragmáticas .
LC
                                  - 36-
 ---pagebreak--- 89 A simplicidade da estrutura escolhida - análise , transferên¬
   cia , geração - é bem conhecida no ramo . Na situação dada , a
   escolha dos modelos linguísticos é também razoável .     Até onde:
   ela é especificada , ela faz uso das ideias provenientes , por
   exemplo da gramática estratif icacional , dependente e causal .
   0 projecto tem consciência do facto de que um número manifes
   to de problemas não poderão ser resolvidos , ou apenas o pode
   rão ser parcialmente com estes meios ( ou em alguns casos , com
   quaisquer outros ) . Casos a destacar são , por exemplo , prono¬
   mes anafõricos , determinação de substantivos , modos de verbos ,
   estruturas correctas mas complexas de vários tipos , frases
   não gramaticais ( que surgem continuamente ) , etc .
90 A estrutura de interface , que ê a representação do conteúdo
   semântico do texto , ê baseada nos níveis prévios de análise
   da forma de expressão a ser traduzida . Isto significa que ela
   ê dependente da lingua       até certo ponto . Teria sido preferí¬
   vel uma representação mais abstracta . Considerando o actual
   estado de coisas , oferecendo apenas fragmentos de um tipo de
   descrição , não há grande motivo para crúicas neste ponto . Con¬
   tudo a especificação dos aspectos semânticos e relações semân¬
   ticas necessárias para o estabelecimento da estrutura de inter
   face , irá requerer mais esforço adicional considerável .
91 O dicionário em sentido lato do termo listagem e ordenação de
   palavras e os seus significados e propriedades combinatórias
   - é crucial num sistema de tradução automática , assim como na
                                - 37-
 ---pagebreak---     maior parte dos sistemas para processamento da linguagem na ¬
     tural . A quantidade de trabalho requerido para o estabeleci ¬
    mento desta componente foi certamente bastante substimada neste
    projecto . De uma maneira geral , bá bons ou muito bons dicioná ¬
    rios monolingues imprimidos , das linguas em questão , mas trans ¬
    formá-los em dicionários automáticos é um grande esforço . 0
    que se pretende não é bem uma versão electrônica do livro em
    causa , mas antes uma componente caracterizada por possuir in¬
    formação adicional e uma maior especificidade , envolvida no
    formalismo acordado .
 92 Os dois números de entradas de dicionário prescritos para o
    sistema protótipo , ( 2.5QQ e 2Q.QQQ ) são de certa forma arbitrá ¬
    rios , tendo em conta o tamanho do corpus e da experiência
    Systran . Estes valores também significam diferentes coisas con¬
    forme se referem ao françês , ao alemão ou ao italiano , etc .
    Sem ter isto em consideração , 2Q.Q0Q entradas é demasiado para
    um sistema protótipo , mas pequeno demais para um sistema real .
 93 A falta de dicionários bilingues é em muitos aspectos ura obs ¬
    táculo , que terá de ser compensado por uma grande dedicação
    ao trabalho . Do ponto de vista histórico todas as nove lín¬
    guas são dialectos da mesma protolíngua indo-europeia , o que
    se tornou de grande utilidade mesmo quando as línguas se desen¬
    volveram ao longo de variadas linhas Cqermânica e românica
    principalmente ). De qualquer modo , os aspectos diferenciados
    merecem muito mais atenção .
C-?                              33
 ---pagebreak--- 94 £ sabido que o conteúdo de uma frase não pode ser calculado
   exaustivamente e sem ambiguidades , apenas através da colo ¬
   cação das letras . Um sistema verdadeiramente potente tem de
   fazer uso de um contexto mais vasto ( muitas vezes bastante
   mais vasto )  assim como de uma enorme base de conhecimentos
   de grande complexidade , além do extenso e bastante detalhado
   dicionário . Mesmo assim é impróprio falar sobre compreensão da
   lingua     num ambientè computacional . Na melhor das hipóteses ,
   será uma espécie de descodificação que se irá obter . Contudo ,
   este ê um fim extremamente importante e é bastante claro o
   caminho para lá chegar .
95 Tendo em conta que uma completa tradução automática não é con ¬
   seguida desta forma , terão de ser tomadas medidas adicionais . A
   medida mais óbvia ê a inclusão da revisão à posterior . Os que
   trabalham no projecto estão plenamente de acordo com esta me¬
   dida , o que é perfeitamente natural . Todavia , há também su¬
   gestões relativamente ã fonte de texto. Uma das ideias avançadas
   é a imposição de restrições aos autores dos documentos a
   serem traduzidos . Mas isto poderá vir a ter nefastas consequên¬
   cias para a língua, seus utilizadores e respectiva cultura .
   Assim tal medida apenas deveria ser usada numa perspectiva de
   curto prazo , como uma solução provisória .
96 A decisão do Conselho de 4 de Novembro de 1982 diz respeito a
   um programa de investigação e desenvolvimento relativo a " um
   sistema de tradução automática de concepção avançada ". P*.rece
                                 - 39-
 ---pagebreak---  claro que a concepção de um sistema pode ser avançado - o que
 é fundamental para a investigação - mesmo que a sua salda
 lingual não encontre o mais elevado nível de qualidade .
 Arquitectura de sistema e suporte lógico ( software ).
  A máquina virtual - TA        é o conceito usual e a base para a
 arqultectura e instrumentos do Sistema EUROTRA . Como é espe¬
cificado no Apêndice C. 3 , o Sistema TA, que se espera ser o resultado
da Fase 2 , ê baseado na Relatório désEngenharia de Programas , tal
como foi publicado pelo grupo de desenvolvimento de Siste ¬
mas dos Serviços Centrais do Luxemburgo . Esta abordagem dá en
 fase ã aplicação de uma sequência de transformações no texto
 a traduzir t consistindo esta sequência numa alteração de repre
 sentações e tradutores .
 Este esquema geral de um computador em fase de transição como
 mecanismo sub jacente ao computador - TA EUROTRA , é certamente
 uma abordagem apropriada a qual deve ser completada por cor ¬
 respondentes instrumentos de transformação geral e esquemas
 de representação . A definição de tais componentes , é o propõ
 sito de Relatório de " Engenharia de Programas ".
 Esta abordagem metodológica é mais sistemática que as anterio ¬
 res , que aplicavam os tradutores , geradores e dicionários de
 diferentes tipos e de diferentes componentes , como é o caso
 do actual suporte lógico ( software ) 1.2 . do EUROTRA . A Enge ¬
 nharia de Programas tem elementos de uma solução de inteli ¬
 gência artificial para a tradução automática e i por esta
 razão um promissor começo , para que futuros sistemas de TA
 sejam capazes de vir a revolver complexos problemas de tra ¬
 dução semântica .
 ---pagebreak--- 100  Devido á rapidez requerida na viabilidade dos sistemas protó¬
     tipos de TA, para a testagem do trabalho de dicionário , defi ¬
     nições de interface e tradutores , esta abordagem sistemática
     não foi efectuada no suporte lógico 1.2 . ( software ) EUROTRA ,
     actualmente utilizado . As discussões tidas com os Serviços
     Centrais     no Luxemburgo , mostraram que os conflitos de con¬
     cepção entre uma rápida disponibilidade de sistemas de protó¬
     tipos e a elaboração de conceitos mais sistemáticos , foram ti ¬
     dos em consideração . É claro ao mesmo tempo que a falta de
     cientistas experientes em computadores, no desenvolvimento do
     actual sistema de suporte lógico ( software ) é outra das razões
     para a baixa eficiência da versão 1.2 . do suporte lógico .
101
    A aplicação do desenvolvimento dos actuaÉ • prototipos do suporte
    logico ( software ) , baseia–se na dual i dade eficiência versus flexibilidade
    e na rapidez dos prototipos . Uma vez que as cri itJt » >en-t~eg de TA, ocmo dicio¬
     nários , representações e transformadores são ainda items de
     investigação , a flexibilidade ê essencial para uma mais fácil
     mudança , por exenplo , de entradas de dicionários e de regras . Pode
     obter -se o máximo de flexibilidade através de sistemas inter -
     pretativos que tendem a ser de baixa eficiência . A eficiência
                                                                           i
     i necessária para não inibir o progresso de testes j de novos
     conceitos de componentes linguísticos .                Como terceiro aspecto.
                                        - 41-
 ---pagebreak---         a execução rápida de protótipos recuer a aplicação de tan¬
        tos instrumentos existentes quantos possíveis .
  1J2  A versão 1.2 . do suporte lógico ( software ) EUROTRA , actualmen
        te existente , usando PROLOG num microVAX    satisfaz os cri-
        térios      ¿as       instrumentos de suporte lógico ( software )
       disponíveis em uso , e d# uma certa flexibilidade , devido ãs
       propriedades do PROLOG . A eficiência do sistema interpretati -
       vo PROLOG é baixa . A aplicação dos métodos da Engenharia de Pro
       gramas , na versão 3.1 ., do suporte lógico ( software ) EUROTRA ,
       deve ser usada a fim de melhorar a eficiência e manter ou até
       aumentai; a flexibilidade . Devem ser ao mesmo tempo recrutados
       peritos em ciências de computação , a fim de aperfeiçoar a
       arquitectura do sistema EUROTRA , tanto no "hardware" como no
      "software‘1 Aspectos qualitativos do sistema industrial devem
       também ser introduzidos a fim de melhorar a eficiência do supor¬
       te lógico ( softwarel da Fase 2 , para posterior trabalho no
       projecto e aplicações na CCE .
 103   De acordo com os actuais planos , a flexibilidade será manti ¬
       da através do uso de uma base de dados . A eficiência será au¬
       mentada através de computadores mais rápidos e a interpretação
       directa de regras de trans formação por um. interprete , será im¬
       plementada na linguagem C de programação . A médio prazo , inves ¬
       tigações de possíveis paralelismos no tratamento de regras ,
       produzirão necessariamente resultados . A Portabilidade será
       mantida através do uso do UNIX e da linguagem C. Experiências
n
                                    - 42-
 ---pagebreak---     recentes com o sub-grupo UNLX , como é definido no XOPEN , for¬
    ram encora jantes .
104 A ergonomia e em consequência a eficiência do trabalho dos
    grupos de línguas , poderia ser aumentada através de um. melhor
    uso das capacidades muiti-tarefa do UNIX ;
    o trabalho de desenvolvimento de diálogo intensivo pode ser
    executado em primeiro plano , enquanto que os       testes de gra ¬
    mática e de regras , ou a compilação de dicionários , poderão
    passar para um trabalho de fundo . Isto requer computadores de
    desenvolvimento de elevado nível de execução para a equipa
    EUROTRA que ,    devido aos requisitos gerais de elevada eficiêncic.
    do trabalho EUROTRA , deveriam ser equipadas com modernas estações
    de trabalho . A opção inicial por um sistema declarativo no
    EUROTRA impõe certos requisitos operacionais na arquitectura do
    " hardware " e " software " EUROTRA . No presente , a escolha inapro-
    priada de métodos de implementação de software e um " hardware "
    de baixo rendimento ,  .confrontado com o estado actual da rela ¬
    ção rendimento /preço de um computador , e ao mesmo tempo as
    correspondentes expectativas futuras , causam problemas de exe ¬
    cução na versão 1.2 . do suporte lógico . Uma melhor compren-
    sáo das regras, confrontadas com as implementações processuais
    dos sistemas de TA , juntamente com a melhoria de implementa ¬
    ção e das capacidades do hardware , apoiarão esta opção ini ¬
    cial , com é desenvolvida na Engenharia de Programas .
                                    - 43-                               H
 ---pagebreak---    7 Conclusões
     Escala do Projecto
 105 A tradução automática é efectuada por um sistema . A arqui -
     tectura de sistemas desenvolve -se geralmente através de
     pequenos passos ( principalmente através do aperfeiçoamen¬
     to de sub– sistemas ) e ocasionalmente por uma mudança ra¬
     dical de conceitos , sendo este último passo bastante arris ¬
     cado . Deste modo , os novos conceitos devem ser testados nu¬
     ma escala tão pequena quanto possível .
106  O EUROTRA escolheu basear-se num volume de investigação fun ¬
     damental superior a qualquer outro sistema de tradução exis ¬
     tente . A: fim de testara validade do sucesso da investigação ,
     seria normal preferir-se a sua testagem numa escala tão pe ¬
     quena quanto possível . A decisão política que criou o EUROTRA
     não teve em conta esta abordagem , tendo decidido que o pro¬
     jecto prosseguisse em paralelo com a investigação e a imple ¬
     mentação das nove línguas . A amplitude do risco envolvido
     aumentou assim substancialmente , ao mesmo tempo que reduziu
     a probalidade de realização     de um sistema prático de tradu¬
     ção .
107  Actualmente o EUROTRA baseia-se no pressuposto de que todo o
     trabalho de tradução da CCE será feito centralmente . O Painel
     põe em dúvida este pressuposto e espera que algumas traduções
     sejam feitas de uma forma descentralizada , nos Estados membros .
108  £ claro que um projecto deste tipo nunca seria levado a cabo ccmo
     proposta comercial de investigação, podendo apenas concretizar­
                                 - 44-
 ---pagebreak---      -se através do financiamento na totalidade^ por fundos públi ¬
     cos . .
    Princípios do EUROTRA
109 Terão de ser efectuados progressos fundamentais em várias
    áreas criticas : o nível de abstracção a ser usado no proces ¬
    samento nas línguas de origem , as interfaces entre uma lín¬
    gua e outra , compreensão do contexto , técnicas de computa¬
    dor . O desenvolvimento surgirá do conhecimento profundo ,
    inevitavelmente enriquecido por um elevado grau de empirismo ,
    que derivará da linguística fundamental , da ciência e ar-
    quitectura dos sistemas de processamento de informação ( tex¬
    tual , não matemáticos ) e até certo ponto da inteligência ar¬
    tificial .
11Q Embora a maior parte das equipas nacionais participantes se¬
    jam de base universitária , algumas destas equipas têm um es¬
    tatuto mais independente , com uma mais forte orientação práti ¬
    ca . Deve ser referido que este último grupo não se afastou da
    abordagem EUROTRA , apesar da sua orientação na investigação de
    língua . Isto significa que os peritos mais fortemente ligados
    à prática , que a média dos cientistas universitários , também
    acreditam na utilidade última do projecto EUROTRA .
    Manual de Referência
111 O manual de referência tem tentado desempenhar dois papéis , no
    meadamente o de normalização e regulamentação, assim como ser¬
    vir ao mesmo tempo de método de comunicação entre os grupos
    de investigação . Isto causou uma certa confusão , dado que os
                                - 45-
 ---pagebreak---        dois papéis não ficaram suficientemente claros no texto dos
       manuais .
      GESTÃO
  112 A organização central e a direcção do projecto foram prejudi ¬
      cados por longos atrasos na provisão de pessoal e de recur ¬
      sos . Apesar de o grupo de ligação parecer estar nesta altura
      a trabalhar bem , foi -lhes atribuido uma carga de gestão Cen ¬
      tral superior ao necessário , devido à falta de recursos cen ¬
      trais . Como um mecanismo para administrar um projecto de in¬
      vestigação repartida ,    ele tem sido eficaz , mas não pode ser
      visto como um meio eficaz para gerir qualquer futuro desen ¬
      volvimento do projecto .
 113  Os papéis principais e executivos não foram ainda suficiente¬
      mente identificados    no projecto . 0 projecto aparece como uma
      parte integrante de um departamento administrativo da Comissão ,
      o que não é um cenário eficaz de gestão de um projecto .
 114  Não houve qualquer tentativa de estabelecer critérios para tes ¬
      tes práticos para o final da Fase 2 do projecto . Isto parece
      dever-se em parte à falta de suficiente pessoal especializado
      central para avaliar e integrar os resultados das várias compo¬
      nentes de investigação . Um dos critérios terá de se basear na
      comparação cora a tradução humana .
 115  Num projecto tão dispendioso e ambicioso os resultados do tra¬
      balho devem ser demonstrados na forma de aplicações , ou os es ¬
      tados de progresso assinalados através de resultados práticos .
%                                  - 46-
 ---pagebreak---     “ por esta razão que   é tão importante haver uma permanen¬
    te associação entre a investigação e as organizações can¬
    didatas para a criação de uma indústria da língua . Sõ as
    firmas industriais podem identificar comercialmente objectivos
    exploráveis que sejam comparáveis com o estado de arte .
116 As áreas de aplicação para linguística computacional são
    numerosas , sendo fornecida uma lista ( não exaustiva ) no
    capitulo 3 .
    FINANÇAS
117 Tem havido prohlemas com a falta de recursos financeiros
    centrais . Isto levou a que o pessoal central não tenha tido
    o orçamento necessário para uma estreita ligação com al ¬
    guns dos grupos nacionais .
118 Por várias razões e em muitos casos , os fundos da Comissão
    demoram tempo excessivo a chegar aos grupos nacionais . Em
    alguns casos os fundos nacionais têm tornado possível preen¬
    cher esta lacuna , em outros isto causou atrar.os inaceitáveis
    no projecto .
    Regras de língua .
119 A escolha de um método declarativo para codificar as regras
    de língua     parece plausível mas não está provada a sua
    eficácia . A sua plausibilidade assenta em dois argumentos :
    o primeiro , que parece ter orientado a escolha , assenta em
    melhores oportunidades para modulação e também numa coorde ¬
    nação mais fácil entre várias línguas . 0 segundo argumento
                              - 47-
 ---pagebreak---  deriva duma atenção cada vez maior a linguagens declarativas
 na tecnológica   de computador era geral .
 Concepção do sistema
 A tradução automática assenta em trabalho com as línguas . De
 acordo cora a natureza do projecto não ê por conseguinte ilógi ¬
 co dirigir a maioria dos esforços de investigação para aná¬
 lises e sínteses de língua . 0 trabalho mais mecanizado de tra¬
dução vai ser feito por computadores . Estes têm enormes capa¬
cidades em termos de velocidade no tratamento de dados , embo ¬
ra também tenham cs seus limites . Par a maior proveito seria ló ¬
gico ter em conta as possibilidades do suporte lógico ( software )
e " hardware " do computador . A actual ênfase quase exclusiva no
aspecto linguístico do sistema impede esta desejável interacção
e aumenta de novo o risco de não se conseguir o objectivo úl ¬
timo de um sistema prático .
A filosofia do projecto ignora qualquer potencial interacção
entre o tradutor e o sistema . 0 Painel interroga-se sobre a
sensatez desta abordagem . Tendo em conta o grande desenvolvi ¬
mento no " software " de computador , que tem vindo a desenvolver
mecanismos e a aumentar a sofisticação da pré-revisão , poderiam
vir a ser dados alguns passos cautelosos nesta direcção .
Seria também razoável que se incluíssem alguns elementos de
põs-revisão , amplamente acordados entre os participantes no
projecto , o que parece natural .
Sistemas de computador
0 e strangulamento do suporte lógico ( software ) do ZUROTRA pa ¬
rece ser um dos problemas mais prementes a exigir uma solução .
                              - 43-
 ---pagebreak---       Parece contudo provável que só se encontrará uma solução
      num calendário aceitável , se forem contratados talentos apre ¬
      ciáveis no domínio da arquitectura de " software " e engenha¬
      ria , em países terceiros . ■
 124  Se o suporte lógico não puder ser aperfeiçoado é provável
      que nem a gramática nem os dicionários possam ser devidamen¬
      te testados no final da Fase 2 .
 125  Os requisitos de arquitectura e de hardvare para toda a con¬
      cepção do sistema estão também a causar estrangulamentos ,
      que irão piorando â medida que o suporte lógico ( software )
     for sendo aperfeiçoado .
      Desenvolvimento de dicionários
 126  No desenvolvimento de sistemas práticos de tradução e na sua
      subsequente actualização continua, o volume e o custo do tra¬
      balho devem-se ao trabalho de composição e de aumento dos di ¬
      cionários . Em consequência disso ê habitual usar-se , tanto
      quanto possível, os dicionários electrónicos existentes .
 127 A abordagem EUROTRA conduz â compilação de dicionários qua não
      são directamente compatíveis com os existentes . Só quando os
      últimos resultados tiverem provado serem bastante mais vastos
     do que quaisquer outros , isto justificará o apreciável custo
     adicional .
128  Parece não existir um planeamento suficientemente avançado na
      actual estrutura EUROTRA , tendo em vista a tarefa de compila ¬
     ção de dicionários . £ claro para o Painel que este trabalho
      requer , até certo ponto , diferentes tipos de pessoas e um diferen-
                                  - 49-
 ---pagebreak---        te tipo de organização que é necessária para a investigação
       aplicada nas regras de língua .
  129  Além disso parece que os recursos requeridos para o traba ¬
       lho de compilação de dicionários foram seriamente substimados
       no projecto .
       Promoção
  130 0 Projecto EUROTRA atingiu certamente o seu objectivo de pro¬
       mover a linguagem computacionalnos estados membros . Aumen¬
       tou o conhecimento do assunto em geral e encorajou o trabalho
      nas línguas menos desenvolvidas no domínio da investigação
      linguística .
       Importância do Projecto
 131  As autoridades s5 se aperceberam gradualmente ao longo do pro¬
      jecto da complexidade do problema da tradução automática de
      línguas . Os linguísticas encaram o projecto como um verdadei ¬
      ro desafio .
 132  Uma equipa de investigação e desenvolvimento representa um ele¬
      vado grau de especialização . Se o financiamento tiver inter ¬
      rupções , não haverá transferência  de conhecimentos da Fase 2
      para a Fase 3 e os objectivos primeiros não serão def initi vamente
      alcançados .
 133  £ impossível julgar nesta fase se o projecto atingiu todos os
      seus objectivos . A conclusão geral do Painel é de que o EUROTRA
      atingiu ati aqui os seus objectivos políticos , educacionais
      e de formação profissional , e atingiu em parte os objecti -
      vos técnicos e científicos . Os objectivos econcmiccs não pa ¬
      recem ter sido considerados nesta tase . As recomendações do
      Painel pretendem rectificar esta situação .
ÎC
                                  - 50-
 ---pagebreak---   8 Recomendações
134 As recomendações estão divididas em 3 partes podendo ser
    consideradas como entidades separadas :
  I 0 Futuro do EUROTRA
135 A importância do Projecto como um todo para a Comunidade
    Europeia deve ser realçada, assim como o seu enorme potencial
    de economia de custos . Tem implicações para todas as insti ¬
    tuições da Comunidade - 0 Conselho , o Parlamento Europeu , o
    Tribunal da Justiça , o Gabinete de Patentes Europeu , assim como
    implicações culturais . Tendo a Comissão instigado tal pro¬
    jecto e mobilizado especialistas ,   ela daria  um  passo
    atras se decidisse abandona- lo .
136 0 financiamento do projecto não deveria ser interrompido , na
    opinião do Painel , em particular , alguns grupos nacionais
    não deveriam fazer-se esperar pelos outros . Haverá necessa¬
    riamente um desenvolvimento alternado da investigação para
    o desenvovimento . A passagem da Fase 2 para a 3 tem sido al ¬
    ternada no tempo por vários participantes , tendo tal sido su¬
    portado pelos Contractos de Associação . (Ver apêndice A )
137 Os prazos para a conclusão da Fase 2 deveriam ser mais realis¬
    tas e modificada a base para a Fase 3 . 0 prazo sugerido para a
    conclusão da Fase 2 para todos os participantes é o fim de 1988 .
138 0 trabalho na implementação dos pares de línguas não deve ser
    interrompido , pois existem outros pares que devem ser " apanhados ".
                               - 51-
 ---pagebreak---           Forma Organizacional
139       A organização da gestão do projecto deveria ser de imediatc
          revista        para o final da Fase 2 . A gestão central , em par¬
          ticularj deveria ter uma ideia clara dos recursos necessários .
          £ também preciso um plano de gestão detalhado para a Fase 3 .
          E isto deveria ser encarado num futuro próximo , devido à adap¬
          tação necessariamente requerida para competir com o envolvi ¬
          mento de terceiras partes . Também se aplica às recomendações
          em III .
140      A opinião do Painel é de que a essência da Fase 3 , com é descri¬
          ta na secção 2 ,deveria ser a separaçao do trabalho de j         ejanãn
         do de desenvolvimento ,        devendo o desenvolvimento passar a
          ter uma base industrial .o EURCTRA deveria então continuar basean-
         do-se em dois caminhos paralelos , cada um com os seus pró¬
         prios e claros objectivos :
                    1- a investigação em aspectos linguísticos , assente no
                        progresso alcançado na Fase 2 ;
                    2 - o desenvolvimento de aplicações práticas dos resulta¬
                        dos da investigação que conduza à produção de um total
                        sistema operacional de tradução automática .
141       A figura seguinte apresenta um sumário dos dois percursos para­
            lelos .
                                                 >
 ъ•А,r? ,
                                          - 52-
 ---pagebreak---                         INVESTIGAÇÃO DESENVOLVIMENTO
 FASE   2
FIN. 19Ç8
FASE  3
                  outras
            T                  *
         Teinpo aplicações             EUROTRA
                         - 53-
 ---pagebreak---    II  Investigação
 142   £ evidente que a investigação em linguística computacional
       deve continuar pelo tempo fora . A investigação nesta área
       é importante para a criação das " industrias da língua ", re ¬
       lacionadas com os serviços de informação , que o painel consi ¬
       dera fundamental para a emergência da nova economia .
 143   Relativamente ao actual programa EUROTRA , deveria ser dada uma
      maior atenção às seguintes áreas da investigação linguística :
      o dicionário , como componente crucial do sistema ; os aspectos
      específicos . da tradução de línguas , dado que apenas uma
      minoria dos 72 pares de línguas foram até agora estudados
      sobre este ponto de vista ; e os problemas semânticos envol ¬
      ventes (aspectos semânticos e relações ) , que são extremamente
      importantes para a,.estrutura d   interface , e que requerem um
      grande esforço adicional .
144   Deve ser prestada também uma maior atenção a aspectos de norma¬
      lização na arquitectura de comDutadores , uma melhor utilização
      das capacidades de arquitectura existente e uma melhor utilização
      dos instrumentos de suporte lógico ( software ) existentes .
145   Há necessidade de estimular a investigação nas arquitecturas
      de computadores avançados , em particular nas arquitecturas pa ¬
      ralelas e associativas . Isto .poderia ter grandes implicações
      no futuro das indústrias da língua .
146   0 Painel recomenda que o CGC 12 se preocupe com o caminho
      que a investigação académica ou pré-competitiva , poderá
Jt
                                  - 54-
 ---pagebreak---        lavar paralelamente com o EUROTRA . Os estímulos surgiriam ,
       se se colocassem em competição mutua , um pequeno número de
      equipas europeias de trabalhadores com ideias similares ,
       trabalhando em paralelo no desenvolvimento da parte prin¬
      cipal da Fase 3 . Estas equipas seriam constituídas de pre¬
       ferência por associação entre universidades e firmas indus ¬
       triais . As propostas de I e D poderiam ser dirigidas tanto
      para problemas práticos claramente definidos, como para ques ¬
      tões da carácter fundamental . 0 financiamento adicionai de
      de investigação poderia ser possível através de projectos
      como o ESPRIT , ou o Programa Quadro .
  III  Desenvolvimento
147   0 Painel é de opinião de que a definição original das Fases
      EUROTRA não é realista . Isto aplica-se especialmente â tran¬
      sição do actual modo de operação para o desenvolvimento in¬
      dustrial , que é um processo alargado no tempo . 0 Painel acre¬
      dita que o sugerido envolvimento da industria só depois do
      final da Fase 3 não cumpre o objectivo essencial do EUROTRA .
143   0 Programa EUROTRA pode dar origem a produtos com a explora­
      ção potencial fora da Comissão e da Comunidade . Contudo , um
      projecto deste tipo nunca poderia ter sido realizado como
      investigação comercial , sendo as instituições da Comunidade
      provavelmente os únicos utilizadores de um sistema com estes
      72 específicos nares de llnquas . Deve ser contudo reconhecido
      de que e uma tão ampla cobertura de línguas ,   que coloca o
      EUROTRA numa classe ã parte , lado a lado com outros sistemas
                                 - 55-
 ---pagebreak---      de TA . Em consequência disso , a realizar -se um sis ¬
     tema compreensivo desta enveraadura , então será necessário o
     seu total financiamento através de fundos públicos .
149 Não é possível actualmente fazer uma estimativa da quantida¬
    de de dinheiro necessária para o desenvolvimento de um sistema
    prático a ser utilizado pelas instituições de comunidade
    através de um consórcio industrial . E contudo certo que os
    fundos atribuidos para o EUROTRA , e agora assinalados não
    serão suficientes para esse propósito . Se alguma tentativa
    foi feita para comprimir este projecto de desenvolvimento ,
    no actual orçamento , tal teria uma dupla consequência nega¬
    tiva . Mataria a continuação do esforço de investigação e con¬
    duziria a ura sistema bastante imperfeito , o que não se espera¬
    ria aperfeiçoar em alternativa , dado que existem sistemas em
    execução .
150 O Painel recomenda ainda que um terceiro grupo seja encarregue
    de realizar um estudo sobre a definição e custos do desenvol ¬
    vimento de um sistema EUROTRA prático , baseado nos actuais e
    escassos resultados de investigação alcançados .
151 Com ê acima referido , é necessário uma discussão mais alargada,
    e efectuar – se o estudo das possíveis e realistas metas necessá ¬
    rias a um projecto de desenvolvimento para um sistema de tradu¬
    ção automática . Quão avançado deve ser um sistema? Para que
    compradores ? Como acontece com todos os produtos , quanto mais
    delimitados forem os objectivos , maiores são as hipóteses de
    sucesso .
                                - 56-
 ---pagebreak---    152 A Comissão devia prestar mais atenção aos requisitos orga ¬
       nizacionais necessários para executar a fase seguinte , como
       por exemplo o trabalho de compilação de dicionário . Na opi ¬
       nião do Painel , grande parte dos actuais grupos não têm re ¬
       cursos adequados para competir era grande escala no trabalho
       de dicionário .
   153 Antes do final da Fase 2 , já deveriam estar envolvidas em¬
       presas privadas , para ajudar tanto na concretização dos ob -
       jectivos como na definição do produto final . Áreas especi ¬
       ficas, requerendo entradas externas são a ) trabalho de com¬
       pilação de dicionário , e b ) suporte lógico ( software ) es -
       pecíficq necessário para a Fase 3 .
       Planeamento e Execução
   154 A comissão deveria assegurar-se de que estão a ser dados
       passos no sentido de fazer surgir a formação de um consórcio
       industrial ( multinacional ) que continue o trabalho de desen¬
       volvimento em cima sugerido . 0 envolvimento precoce de or¬
       ganizações industriais durante a Fase 2 facilitará a forma¬
       ção do consórcio .
   155 Melhor pensado terá de ser a forma como se irá realizar a
       interacção entre um consórcio e a organização do EUROTRA ; os
       participantes terão de consultar os grupos de investigação
       EUROTRA , para avaliar a aplicabilidade dos seus resultados de
       investigação. Não há nenhuma necessidade de adiar esta consul ¬
       ta até à Fase 3 . Os especialistas dos grupos nacionais exis-
<■ 11
                                - 57-
 ---pagebreak---      tentes deveriam ser usados no trabalho de preparação para
     a fase de desenvolvimento . Vários grupos estão já preocu¬
     pados com o trabalho de contrato externo .
156  Ê sugerido que as propostas para os projectos de investiga¬
     ção da fase 3 sejam da iniciativa dos grupos de investigação ,
     podendo ser alguns deles em conjunção com parceiros indus ¬
     triais .
157  0 trabalho do consórcio industrial deve ser apoiado pelas
     actividades dos Serviços Centrais   ( levado a cabo , por exem¬
     plo pelo IEGI como o Grupo Nacional do Luxemburgo ) nos' tes ¬
    tes , ns manutenção e distribuição do produto EUROTRA,em repre ¬
     sentação da Còmissão Europeia .
                              - 58-
 ---pagebreak---        APENDICE A - Progressos alcançados de acordo com os objecti
       vos ( até 31 Julho 87 ) .
  158  0 Quadro mostra as datas de assinatura dos contratos e as
       datas de inicio dos projectos dos grupos nacionais . Os pro¬
       gressos feitos de acordo com o calendário planeado estio
       resumidos abaixo .
 159   Bélgica
       Trabalho da lingua holandesa - Atraso no inicio dos traba ¬
       lhos devido a problemas com a burocracia holandesa , embo ¬
       ra se afirme ter-se recuperado bem o atraso .
       Trabalho da língua francesa - Atraso também no início dos
       trabalhos . Concentração da Universidade de Liegé nos as ¬
       pectos laxicogrãficos .
160   Dinamarca
      Um dos primeiros grupos a começar com bons apoios e finan¬
      ciamento , estando a cumprir os prazos sem problemas .
161   Alemanha
      Confiante em cumprir a data limite do projecto . A cumprir
      bem os prazos estabelecidos .
                                 - 59-
 ---pagebreak---     Grécia
    Começou mais tarde devido a atrasos provocados pelo gover-
    no grego , e também devido â falta de computador . Sofre ain¬
    da a desvantagem de nâo haverr. investigação sobre a língua grega
    em termos da linguística moderna, faltando também dicionários
    apropriados .A situação ê encarada agora como estável . 0 com¬
    putador é esperado no final de Junho      1987 . 0 Professor Koutsondas
    espera poder       ‘cumprir o calendário estabelecido em Outubro
    1987 , e a seguir cumprir os prazos na maior parte das áreas .
163 França
    Aqui o trabalho começou tarde devido a três razões :
    1 - Disponibilidade tardia de recursos ;
    2 - Falta de confiança de alguns investigadores no projecto ,
        que sentem que ao nível técnico o projecto deixa algo a
        desejar ;
    3- Desacordos entre os dois principais grupos (Nancy e Paris ) .
    A participação francesa está agora a ser substancialmente reor¬
    ganizada , e Mroe . Danlos acredita ser possível alcançarem-se
    resultados positivos . A divisão do trabalho entre os Grupos
                                                                        11
                                60-
 ---pagebreak---      Nacionais é também discutida em fl.3.5 .
164  IRLANDA
     Os problemas experimentados deveram-se à falta de especialis ¬
     tas disponíveis . Os outros grupos têm dúvidas acerca do
     valor deste grupo e não estão a dar -lhe grande apoio .
165  ITJSLIA
     Contracto de associação assinado apenas em 1987 , devido em
     grande parte a atrasos burocráticos . A data limite para a fi ¬
     nalização do trabalho de análise é Setembro de 1987 . Mais do
     que atingir a perfeição , este grupo pretende acima de tudo
     fazer onais possível* no tempo disponível .
166- LUXEMBURGO
     Início tardio devido â falta de especialistas e de ambiente
     de investigação .
16 7 HOLANDA
     Arranque tardio devido a problemas entre os ministros holandeses
     A existência de pessoal especializado no EUROTRA vai permitir
     recuperar rapidamente o atraso .
168  PORTUGAL
     Tal como Espanha , uma entrada tardia no projecto . 0 contrato
     EUROTRA só foi assinado em Março de 1987 . Todavia prevê -se
     que não hajaproblemas com os recursos de pessoal , e o programa
     de dois anos , deverá permitir -lhes apanhar os outros Grupos Na ¬
     cionais . Espera -se acabar a análise do 19 ciclo em Fevereiro
     88 . ( Contudo o Relatório Anual EUROTRA , deixa claro que Por ¬
     tugal e Espanha acabarão a Fase 2 um ano depois dos outros
     países ) .
 ---pagebreak---      ESPANHA
169  0 grupo espanhol sõ agora recebeu o financiamento e o com­
     putador esteve retido devido a problemas de importação . Pen-
     sa -se conseguir implementar o programa original no final de
     1989 .
170  REINO UNIDO
     Estão dentro do prazo relativamente ao trabalho de análise ,
     mas há atrasos com o sistema de testes do computador , devido à
     lentidão do suporte lógico ( software ). Esperam poder cumprir
     as datas limites .
     Posição oficial
171  0 Quarto Relatório Anual do EUROTRA T1986 ) afirma       signifi­
     cativamente nos parágrafos 33-35 o seguinte :
     "No final de 1986 a situação das equipas nacionais de reconhe ¬
     cido valor , pareceu bastante satisfatórias : onze contratos
     assinados e o decimo segundo pronto para assinar . Mas a actual
     implementação dos contratos mostra uma perspectiva algo di¬
     ferente .
                                      i
172 O programa de trabalho das equipas nacionais previu a conclusão
    do 19 ciclo de implementação no final de Janeiro de 1987 .
    No final de 1986 tornou-se evidente que sõ três dos grupos :
    D , RFA e RU , poderiam completar o programa no prazo .
    - A Itália ainda não começou
     - A Holanda está a começar e juntamente com o parceiro belga ,
    pode -se esperar deles análises parciais monolingisticas e re ¬
    sultados de síntese , mas não componentes de transferência .
                                                                       %
                                - 62-
 ---pagebreak---            - A França e a Grécia deverão apresentar apenas análises
           parciais monolingues e /ou componentes de sínteses .
           Os atrasos em França e na Grécia são devidos principalmente
           a problemas de organização interna e à falta de computadores .
            Datas de início para os Grupos Nacionais
                    Assinatura    Cata de       Recursos      Renovação para  Fim da
                     de Contrato  Início        Disponíveis  a Fase 2         Fase 2
  Bélgica
  Lovaina           17.9.84       15.10.84      4.12.84                       Julh . 88
  Liege             Abr. 86                                  Abr . 86         Julh . 88
  Dinamarca         25 . 1Q . 84  1.11. 84     Jan . 85      Jun . 85         Julh. 88
  Alemanha          20.12.84      1.1.85       6.3.85        Ahr. 85         Julh . 88
  Grécia            Dez . 84      1.10 . 85    1.10.85       Jun . 85        Julh . 88
  França           Julh. 85       1.1.86                        n/a          Julh . 88
  Irlanda           Dez . 84     1.10.85                     Set . 85        Julh . 88
  Itália           Jan. 87       1.1.87                        n/a           Julh . 88
 LuxEnburgo        Jun. 84       1.1.85                     Ahr . 85         Julh . 88
 Holanda           Set. 86       1.9.86        17.12.86        n/a           Julh . 88
 Portugal          Mar . 87      1.7.87                       n/a            Março 89
 Espanha           Dez . 86      1.9.87        27.5.87        n/a            Dez .   88
 Reino Unido       Ahr. 85       1.10.85                    Out . 85         Julh . 88
°l 0
                                         - 63-
 ---pagebreak---             Apendice B : Organização e Aspectos Financeiros
 :, 1 .     Gestão Geral do EUFOTRA
    1 . 2 . CGC - 12
 1*3        0 CGC-12 é o comité consultivo em problemas linguísticos
            na Comissão Europeia . Ele dá pareceres a todas as D.G. e co ¬
            bre todas as áreas de linguística . 0 único grande projecto
            nesta área actualmente é o EUROTRA , e este é uma das prin ¬
            cipais razões de existência do CGC-12 . Este comité , que pas¬
            sou a ter funções do CCMGP ( Comité Consultivo em Matéria de
            Gestão de Programas ) , é oficialmente um sub-comité do CREST
            e é composto por dois delegados nacionais de cada estado mem¬
            bro , que são normalmente altos funcionários públicos , e dois
            representantes da Comissão. OCGC- 12 tem tomado uma atitude
           inteligente , ao adoptar uma ampla perspectiva de análise das
           iniciativas avançadas pelos diversos representantes ( como por
          exemplo , o Instituto Central EUROTRA ) . As reuniões efectuan-se
          pelo menos uma vez por ano , com um auorum de 2 / 3 de Estados
          Membros e da Comissão .
174        Há uma " Task Force " Técnica de peritos , chefiada pelo Professor
            Zampolli , que prepara documentos técnicos a pedido do CGC-12 .
                                           - 64-                              η
 ---pagebreak--- 3.1.3 . Centro Comum de Orientação
175         0 Comité Comum de Orientarão -, foi constituído a fim de faci ¬
             litar a administração dos Contratos de Associação entre a
            Comissão Europeia e os organismos financiadores individuais
            nos Estados membros . Em vez de haver um controlo efectuado
            separadamente pelos organismos financiadores é o Comité co¬
            mum de Orientação , que realiza esta tarefa . Ele foi criado
            no inicio da Fase 2 , quando os Contractos de Associação fo¬
            ram implementados , reunindo -se três vezes por ano . As De ¬
            cisões sobre a maior parte dos assuntos Específicos de cada
            Contrato de Associação são tomadas , era princípio , apenas
            pelos membros do Comité , representantes da Comissão e do
            Associado . 0 CSC parece ter sido particularmente eficaz em
            assegurar a atribuição de?recursos adequados ao projecto
            EUROTRA . Finalmente , foi ainda o CSC que começou a empregar
            o pessoal de ligação no Luxemburgo indo além do seu mandato
            e fazendo petições directamente junto dos Comissãrios em
            Bruxelas . Os membros do CSC são principalmente gestores uni¬
            versitários ou funcionários públicos que trabalham neste
            domínio .
176         Os membros do CSC sentem não haver suficiente autoridade sobre
            os aspectos financeiros e técnicos do projecto . Não têm sido
            criadas oportunidades suficientes que permitam a vinda de
            peritos que avaliem a situação financeira e técnica e dêm a
            sua opinião crítica .
3 . 1 . 4 . Grupo de Ligação
177         0 grupo de ligação I constituindo pelo chefe da Unidade de Inves­
             tigação , ou por substitutos designados de cada Grupo Nacional ,
                                      - 65-
 ---pagebreak---                                                              SINOPSE       DA. ORGANIZAÇÃO DO EUROTRA
                                                                       Pontes de
                                                                       Financlaroento
                                                                       /    CE      \
                                                                      I Estados
                                                                        Estados       1
                                                                      l Membros
                                                                        Menjbros     )
                  ....   –r–>
    .OMITE DE SUPERVISÃO I
    .'OMITE DE SUPERVISÃO
                                                            i EXECUÇÃO CCE1 -
                                                              EXECUÇÃO CCE
                                                                                               ,I                             r COMITÉ CONSULTIVO
                                                                                                                                COMITÉ CONSULTIVO
                                I-Grupos de
                                           L.de Línguas
                                                  Língua^
                                I fînims rfp T.fnmiA(3
                                  Grupos
                                                         I       I|Coordenação_J
                                                                               [ -“1
                                                                  IPnrvri^ûnanaA
                                                                   Coordenação           >1
                                                                                                   1-1          -1
                                                                                                   | Tarefas Centrais I
                                                                                                   I Tavofao
                                                                                                     Tarefas   CentraisM  I
                                    1–fl –
                                    I- B        I                              I                   |       ŒE              1
                                                                                                      Gestão e
            ^ –'–.                   -j-                                                           I Adminlstraçân
                                                                                                      Adininlstraçân •: .■ '!
                0X2 'N.             | E |_                               Gn^os da V               _|
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                                    AP=iA– A                   7
                                                                                        \         r–r~~i           ■
                                                                                                                                      /»
                                                                                                                                     / »
                                                                                                                                                     B
                                                                                                                                                     D
      !  RFA           D    \              T            ' ■–                                ï-4--          docuientaçâol            /                      \
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                                                                   Chefes dede unldacte
                                                                                 unldade J                     I                   I L              _       J
      \ L              E    /       l~H-1 --A06 Investigação /                                     |-jk-1                          \                E .
       \                                                           \                    A- _               .                        V m             P     7
        \J ,<L         F  /         1     I      I-Av                                 y            I Terminologia           I         \                »- /
         vi G y                           T                         ' V.                           i-1–––i                            V1         « y
т           ОСЕ                           Р|–^
                                     (TA          I -- -                                         \ Grupos de investi-                       OQC-12
                                                                                                                                            OOC-12
(J\    Assinaturas de Contratos              -1                                                    ] gaçao                  I
'      de Associação                 j[ * RÛ
                                          RU     1I*                                               1 gg” gggclallzadfri
                                                                                                             especlallzadls
                                                                                                                                       Itepresentantes
                                                                                                                                       Itepresentantes
                                                                                                                                 C"T es T :>•* 7 . ' • *
 ---pagebreak---     mais o Chefe do Projecto do Contrato ou um membro do pessoal
    do Grupo do Projecto . Cada Grupo Nacional tem um voto , tendo
    a Comissão um voto e direito a veto .
178 0 grupo está mandatado para :
    Preparar para aprovação pelo CSC , programas de trabalho para
    cada Unidade de Investigação .
    Determinar os marcos , métodos e procedimentos de avaliação
    para os resultados intermédios e finais de cada fase ;
    Determinar as escolhas teóricas , científicas e técnicas a se ¬
    rem acordadas com as unidades de Investigação ;
    Determinar as escolhas teóricas científicas e técnicas a se ¬
    rem acordadas com os contratantes não associados ;
    Preparar e chegar a consenso sobre os relatórios dos Contra¬
    tos de Associação ;
    Formular recomendações para o Chefe do Projecto respeitantes
    ã condução de operações de interesse comum .
    Identificar áreas problema a serem"resolvidas " por grupos de
    trabalho AD-HOC e despolotar a sua criação , composição e
    termos de referência .
179 0 grupo de ligação trata do conteúdo técnico e administrativo
    do projecto . 0 Presidente prepara previamente a agenda e fá -la
    circular a fim de recolher comentários . As tarefas do Presiden
    te ocupam 50% do seu tempo . Os documentos para as reuniões são
    preparados pelo Presidente e pelos grupos de trabalho técnicos
                                - 67-
 ---pagebreak---       Os diversos Grupos Nacionais fazem também relatórios de pro ¬
      gresso . 0 planeamentq do Projecto é feito pelo grupo de li ¬
      gação , mas apenas para três meses . Não parece existir planea ¬
     mento a longo prazo a qualquer nível , tendo vários membros
     do grupo de ligação lamentado só lhes ser possível planear
      com três meses de antecedência .
180  Durante as reuniões mensais com duração de dois dias , são to ¬
     madas aproximadamente 20 decisões . Destas , a maior parte são
     tomadas por unanimidade , excepto 2 ou 3 que são votadas . £
     necessário 2 / 3 da maioria ( estando estabelecido que o voto
     da Comissão está aí incluído ) , tendo a Comissão Europeia
     direito a veto , o que é raramente usado . Quando não se consegue
     uma decisão , o CSC é chamado a decidir .
181  Houve muitas criticas ao Grupo de Ligação , Alguns grupos na¬
     cionais (o francês ) , afirmam que ele apenas discute questões
     administrativas , nunca se chegando , na Agenda de Trabalhos ,
     as questões mais importantes de carácter técnico . Outros
    grupos consideram que ele se prende desnecessariamente a redis -
     cutir detalhes técnicos que já foram objecto de discussão nos
     sub-grupos técnicos .
182  O Grupo de Ligação trabalha de forma admirável tendo em conta
     o número de dispares opiniões científicas representadas . £
     pouco provável que um projecto de desenvolvimento ce qual ¬
     quer tamanho pudesse ser gerido desta forma , mas parace que
     um projecto de investigação comunitário consegue ir por diante . ,
     utilizando este método democrático pouco ortodoxo .
                                 - 68-
                                                                    %
 ---pagebreak---  183   Os grupos nacionais parecem ter um certo receio do direito de
       veto da Comissão . Este receio vem sobretudo das pessoas que
       estão há mais tempo no projecto , e que sentem a Comissão a
       forcá -los a " implementar , implementar ", enquanto eles preten¬
       dem continuar a fazer investigação e mais experimentação
       antes da implementação . Isto é uma área onde é muito evidente
       a falta de definição entre . investigação e desenvolvimento .
184   A Holanda e o RU desenvolvem actualmente um projecto paralelo ,
       que foi originariamente rejeitado pelo Grupo de Ligação . Este
       projecto implicava     testar a teoria do EUROTRA , ao implemen¬
       tá-lo num par particular . Incluía também módulos nunca desen¬
      volvidos ou usados por outros grupos . Os dois grupos continua¬
      ram a trabalhar por sua conta , até que este projecto foi in¬
      cluído no projecto EURO(TRA . Foi o primeiro projecto a ser acei ¬
      te desta forma , esperando os outros grupos que outros projectos
      possam vir a ser aceites . 0 veto inicial devem-se ao facto de
      se pensar que poderia vir a haver problemas se a investigação
      começasse a surgir em muitas direcções ao mesmo tempo . Os Ser ¬
      viços Centrais no Luxemburgo não aprova ainda esta abordagem.
3.2 . Serviços Centrais
185   Os serviços Centrais são o grupo de pessoas que não sendo pagas
      por um grupo nacional , podem estar a ele afectadas .
      Estão divididos em três partes : a ) os que estão situados no
      Luxemburgo , b ) os que trabalham nos Grupos Nacionais e c ) e a
      ISSCO , antes de Abril de 1987 .
Τ
                                    - 69-
 ---pagebreak--- 3.2.1 . Luxemburgo
186    Os Serviços Centrais do Luxemburgo têm trabalhado no projecto
       EUROTRA desde 1981 . Há apenas dois especialistas em tradução auto
       mática a trabalhar pela DG XIII , na equipa do EUROTRA , no Luxem¬
       burgo : Sergei Perschke e Nino Varile . 0 orçamento para os
       Serviços Centrais inclui uma verba para 14 pessoas . Desde 1985
       que eles vêm tentando aumentar os seus recursos inicialmente
       através da cedência de quatro tradutores , mas não parece que a
       Comissão lhes tenha dado grande apoio , em termos de recruta¬
       mento . Actualjnçnte têm tido mais tradutores cedidos pela
       DG IX , para trabalhar com os diversos grupos nacionais . Des¬
       tes tradutores apenas dois tinham experiência em linguística
       computacional mas a maioria não . Está actualmente a decorrer
       um curso em linguística computacional para estes tradutores ,
       mas estima-se que este levarão pelo menos um ano de trabalho
       até atingirem o seu máximo de eficiência . Estão neste momen ¬
       to   preenchidos 8 dos 9 postos de tradutores e estando pre ¬
       vista a criação de mais 5 .
                                        Grupo Nacional     de Ligação
       Flavia Borsani                   - Bélgica ( Flamengo ) ; Holanda
       Pana yo ta Kalamvoka             - Grécia , Reino Unido
       Peter Lau                        -Dinamarca , Espanha
       Joaquim Ozdoba                   - França , Alemanha e Portugal
       Erwin Vatentini                  - Itália
       Jurgen Vollmer                   -Bélgica ( Francês ) ; Irlanda
      M. 0' Leary                       -Luxemburgo
 ---pagebreak--- 137  Os Grupos Nacionais têm sido na generalidade bastante crí ¬
     ticos relativamente à direcção científica dos Serviços Cen ¬
     trais . Na actual situação , eles sentem que o pessoal de
     apoio é não só inexperiente , mas parece não ter iniciativa
     para comunicar com os Grupos Nacionais . Alguns Grupos de
     Investigação nunca viram a pessoa designada para fazer de'
     ligação , considerando outros não haver qualquer necessidade
     de ligação a este nível . Um problema adicional parece ser o
     inadequado orçamento central para deslocações , o que não per ¬
     mite a realização de reuniões entre a pessoa de ligação no
     Luxemburgo e os grupos nacionais . A fraqueza do controlo cen¬
     tral mostra-se na falta de auto-confiança de alguns dos
     funcionários centrais e no facto de não se promover centralmen¬
     te a comunicação entre os grupos nacionais . Um exemplo disto
     i a falta de entusiasmo no uso da Base de dados EUROKOM e do
     sistema de conferência que foi posto à disposição . Afirma-se
     que a falta de utilização é devida a problemas de acesso de
     telecomunicações , parecendo contudo uma fraca desculpa .
 188 Pareceria assim que os Serviços Centrais não têm conhecimen¬
     to ou experiência para ajudar os " atrasados” a recuperar .
 189 Há divergência de opiniões entre os Grupos Nacionais acerca
     do nível de direcção científica que o projecto precisa . Os
     grupos científicamente, avançados, julgam não precisar de di ¬
     recção uma vez que são líderes na maior parte dos domínios .
     Os grupos atrasados tal como o holandês, sentem por seu lado
     necessitar de mais direcção, devendo as questões de fundo
     tais como as relações semânticas , serem resolvidos central ¬
     mente .
AtA
                               - 71-
 ---pagebreak--- 190   Parece haver quatro principais funções dentro dos Serviços
      Centrais :
                 -administração
                 -planeamento
                 -aspectos políticos
                 -direcção cientifica
191   Muitos grupos acham que Sergei Perschke tem tentado até agora
      desempenhar todas estas funções , mas não foi bem sucedido em
      nenhuma . Não ê ele que se critica , ou o Projecto no seu todo ,
      roas sim a falta de apoio e de recursos .
192   O trabalho de administração a tempo inteiro de Marian 0'Leary
      parece ter ajudado os Grupos Nacionais no trabalho administra¬
      tivo e favoreceu a corouni cação em geral entre os aspectos de
      gestão e os aspectos técnicos do projecto .
B.2.2 Grupos nacionai s/Grupos de trabalho
193   No passado o apoio cientifico foi dado por sub-grupos constí -
      tui dos por pessoas a trabalhar a tempo parcial com os grupos
      nacionais , ou que se encontravam junto dos grupos nacionais a
      trabalhar a tempo inteiro , para os Serviços Centrais . Julga-se
      que es~tes grupos trabalharam bem no passado , coordenados pelo
      pessoal da ISSCO . Os grupos nacionais consideram que o tra¬
      balho técnico detalhado do Grupo de Ligação , poderia muito bem
      passar a ser feito por estes sub-grupos , a menos que passasse
      a haver pessoal experiente no Luxemburgo .
                               - 72-
                                                                4bt
 ---pagebreak--- Os sub-grupos , que geralmente aparecem na documentação for ¬
necida pelo centro de decumentação do Luxemburgo , ( até 3 de
Junho de 1987 ) são :
Grupo de Trabalho ( administrado por )
Comité de Planeamento EUROTRA (ainda referenciado como uma
 função ISSCO ) . '
ãerviço de Análise de Problemas ( ainda referenciado como
uma função ISSCO )
Equipa central EUROTRA MU-2 ( Utrecht )
 Grupo MU-l/Grupo - IS lainda indicado como função ISSCO )
Coordenadores EUROTRA ( ainda indicado como função ISSCO )
Grupo-'de dicionários ( UMIST )
Grupo Turbo (Saarbruecken )
Comité DEMO ( UMIST )
Grupo de Engenharia de Programas (Central - N Varile )
Grupo 15 (Central - E Valentini )
Grupo de Utilizadores de Llnguas ( Central - B Maegaard )
" Task Forcé " de dicionários ( Central - A. Michiels )
Grupo de Terminologia ( Central - C. Albertini )
Poderá supor-se que estes grupos estão a ser postos de lado ,
dado que foram muito pouco referidos nas entrevistas . Um dos
comentários feito pelo R. U. ê de que parece que já ninguém
sabe muito bera o que são estes grupos , quem faz parte deles
e quem são as pessoas a contactar . Contudo esta informação
está permanentemente em linha no EUROKOM . Um dos principais
problemas é também a existência de poucos peritos chave , e as
suas prioridades de trabalho tenderem     a mudar . 0 grupo de
                          - 73-
 ---pagebreak---     trabalho de Engenharia de Programas ficou com muitos dos re¬
     cursos dos Grupos de Trabalho .
196  A actual situaçao até Julho , relativamente aos Grupos de Tra¬
     balho era de facto :
     Grupo de Trabalho ( administrado por )
     Comité de Planeamento EUROTRA (B Maegaard )
     Serviço de Análise de Problemas EURCTRA (ainda não decidido)
     Equipa Central EUROTRA MU - 2 ( não existente )
     Grupo MU (Central - E Valentini )
     Coordenadores EUROTRA (Central - s . Perschke )
     Grupo de Dicionários (integrado na Task. Force )
     Grupo TUrbo (absorvido pelo Grupo de Engenharia de Programas )
     Comité DEMO (Central - A Becker )
     Grupo de Engenharia de Programas ( Centro - N Varice )
     Grupo IS (.central - E Valentini )
     Grupo de Utilizadores de Llnguas ( Central-D Maas )
     " Task. Forcé " de dicionários (Central - A Michiels )
     Grupo de Terminologia (Central - C libertini )
197  0 Grupo Nacional do Luxemburgo também considera existir pouca
     coordenação . E entende       a sua função como fazendo Darte dos
     Serviços Centrais , una vez que controla a documentação e os
     testes , mas dado que parece que ê " opcional " para os grupos
     nacionais depositar os documentos e notificar o grupo de
     alterações , este não está assim a receber tudo o que ê pro¬
     duzido nem está a par das alterações de pessoal . Aquele gru-
                                   - 74-
 ---pagebreak---         po considera também que devia ser o centro para o estabele¬
        cimento do ambiente necessário de testes para o suporte
        lógico ( software ) EUROTRA e para o desenvolvimento de critérios
        de testas .     Como o IEGI actuarã como a instituição para as
        tarefas de manutenção e distribuição do suporte lógico
         ( software ) EUROTRA , esta função deve ser determinada nos
       contratos EUROTRA ,. Uma maior coordenação deverá também in¬
        cluir a colecção de informação sobre o andamento dos dicio¬
        nários para as diferentes línguas .
 B.2.3     ISSCO
 198   0 papel dos Serviços Centrais mudou desde a cessação de con¬
        trato com a ISSCO no final de Abril de 1987 . Antes disso , a
        ISSCO parecia desempenhar com grande sucesso as funçóes de :
               - secretariado do grupo de ligação
               - serviço de análise de problemas
               - ligação com os diversos grupos
               - acompanhamento de vários grupos
               -direcção cientifica
               - formação profissional
 199    Destas funções , as notas do grupo de ligação e o Curso para Iniciados
        foram transferidos para a Equipa Central no Luxemburgo , e o
       Serviço de Análise de Problemas está neste momento a ser acompanhado
        por um dos tradutores .    Parece ter havido aparentemente pouco
       uso do Serviço de Análise de Problemas , desde que este se mudou para
        o Luxemburgo .
                                     - 75-
Α5
 ---pagebreak--- __                   e ue opir.-ao ce que o papel geralmente útil cesem-
      perlado pela IS3C0 não foi até agora suficientemente a -
      garraco        pelo pessoal central .
201   Tem sido bastante difícil descobrir exactamente a causa da
      cessação de Contrato com a ISSCO . Pelo que nos pudemos aper¬
      ceber , foram problemas de carácter político , levantados entre
      os Estados-membros , que consideraram não dever o trabalho
      tão        crítico   ser levado a cabo por uma organização de um
      Estado não membro . Foi ainda observado que todas as organi ¬
      zações no CREST se manifestaram a favor da inclusão da ISSCO .
5.2.4    Instituto Central EUROTRA
202   Na reunião do CGC-12 de Novembro de 1985 , a delegação alemã
      apresentou um documento propondo um Instituto Central EUROTRA
       ( ICE ) . Este documento resumia os . contínuos problemas da Equi ¬
      pa Central no Luxemburgo , e        sumarizava as tarefas do ICE ,
      apresentando as estruturas possíveis , localização e financia¬
      mento . As tarefas propostas seriam :
      Trabalho        Central de I&D
               - especificações linguísticas
               -especificações de suporte lógico ( software )
               - implementação de suporte lógico ( software )
               – integração de módulos linguísticos
               -produção e manutenção do Manual de Referência
                – interacçao com os centros nacionais
                – avaliaçao de métodos para os resultados parciais e binais
                -preparação de propostas para implementação industrial
                                                                         //Ch
 ---pagebreak---         Estado de arte de análises e avaliações
        Preparação do Programa Quadro e Estratégias
        Definição de Projectos Individuais
        Transferência de tecnologia
        Educação e formação profissional
  203   Este documento foi sumariamente discutido , mas não lhe foi
        dado qualquer seguimanto e a proposta foi rejeitada pelo CGC-12 .
        Uma vez que todas as tentativas para a criação de um " Instituto
        de Investigação Europeia " falharam ,- o Painel não lamenta
        a rejeição deste documento pelo CGC-12 .
  B. 3  Gestão Nacional
  B.3.1  Finanças
  204   Os Grupos Nacionais individuais são estruturados e financiados
        de . forma variada . Em todos, os paises , ã excepção da Alemanha
        e da Itália eles estão inseridos no meio universitário . Alguns
        estão em departamentos especiais de linguística computacional ,
        outros em departamentos mais gerais de línguas e literatura .
        Na Alemanha e na Itália o grupo' . EUROTRA faz parte de um insti ¬
        tuto separado , que faz trabalho em tradução e linguística em
        áreas mais vastas do que apenas o EUROTRA .
  2Q5   Quando os grupos EUROTRA fazem parte de um departamento univer
        sitário,hã uma   variedade de métodos de financiamento . Na
        Holanda , por exemplo , foi fundada separadamente uma Fundação
        pará a Tecnologia da L íngua (.Stich.ting Taaltechnologie ) ,
        que é financiada directamente pelo departamento governamental
«a
 ---pagebreak---       respectivo , recebendo também dinheiro directamente da Comis ¬
      são Europeia . Esta Fundação paga à universidade as despesas ôe pes
      soai com 10% de remuneração a mais . Em outros países , por
      exemplo no Reino Unido , a Comissão paga directamente ã Uni ¬
      versidade . Em Portugal , o grupo ê apoiado pela JNICT sendo a es¬
      trutura institucional do XLTEC são três universidades , Lisboa ,
    ' Porto i, Coimbra e a JNICT . Apesar dos diferentes meios orga ¬
      nizacionais , não hã quaisquer consequências praticas .
206   O dinheiro atribuído pela Comissão ao orçamento EUROTRA nos
      Grupos Nacionais varia de 25% (no caso da Alemanha e da frança )
      atê 85% no caso do Luxemburgo . Esta contribuição baseiou-se
      na fórmula que toma em consideração a população e o Produto
      Nacional Bruto de cada par (PNB ) .
      PAlS                 Contribuição da           Contribuição
                                CCS ( %)             nacional ( %)
      Belgica (Lovaina) 1          60                      40
      Bèlgica (Liega)   1          60                      40
      Dinamarca         2          80                      20
      REA              11          25                      75
      Espanha           3          60                      40
      França            4          25                      75
      Grécia            5          80                      20
      Irlanda           7          80                      20
      Itália            8          33                      67
      Luxenburgo        9          85                      15
      Holanda           6          60                      40
      Portugal         10          80                      20
      Reino Tinido     12          30                      70
                                    - 78-
 ---pagebreak---    207     O nivel de aceitação de controlo exercido pelos Serviços es ¬
           tá era alguns casos relacionado cora o nível de contribuição
           da Comissão .
   208     Este dinheiro , tanto o proveniente dos fundos nacionais corao dos
           europeus , pretende pagar o"hardware",os salários , as despe ¬
           sas gerais e deslocações . Nos grupos que trabalhara no EUROTRA
          há vários anos , cerca , de dois terços do dinheiro é gasto , em
           salários e despesas gerais e ura terço em deslocações e equipa¬
          mento . No caso dos grupos estabelecidos recentemente , foi gasta
           uraa proporção maior era equipamento .
   209    Em alguns casos recentes , tem havido problemas na transferência
           de dinheiros . No caso de Espanha o Contrato de Associação
          foi assinado em Dezembro de 1986 , o dinheiro foi autoriza ¬
         do em Abril de 1987 , tendo sido recebido em Espanha apenas
         em Junho 1982 . Isto causou atrasos consideráveis no arranque
          do Grupo de Trabalho , tendo os investigadores trabalhado
          <se>m receberem ordenado a fira de permitir a continuação do
         projecto . Em Portugal , foi usado o dinheiro nacional para
         permitir a continuação do projecto , enquanto não chegou o
         dinheiro da CEE .
  21Q    Era muitos casos ,o corpo financiador nacional financia o gru¬
         po nacional , satisfazendo-se os compromissos financeiros até
            o dinheiro da CEE chegar . Isto mostra caio em certas situa¬
         ções a dupla fonte de financiamento resulta bem . Contudo ,
         noutros casos o financiamento nacional não ê suficiente para
         conpensar o atraso do financiamento da CEE , tendo ocorrido
         atrasos tão graves que não permitiram o início da investiga¬
         ção .
  211    Os grupos nacionais têm de apresentar relatórios detalhados
         sobre a utilização dos fundos nacionais e da CCE , tendo os
       ' mesmos de ser apresentados antes da atribuição dos fundos pela
         CCE . Em todos os casos , eles foram aprovados na data prevista ,
         mas , aparentemente parece ter havido casos em que houve uma
         certa insatisfação da Administração Central acerca do tra¬
         balho e dos relatórios dos grupos nacionais .
  212    Em alguns casos pode vir a surgir uma situação complicada entre
         os recursos financeiros nacionais e os da CCE . Os recursos
Л1Ú      financeiros da CCE podem transportar de um ano financeiro para
                                      - 79-
 ---pagebreak---         outro , mas alguns recursos nacionais não podem . Os atrasos
        no projecto provocaram substanciais diminuições nas despe¬
        sas pelos GRupos Nacionais e possivelmente perdeu -se desta
        forma algum dxnheiro nacional . A administração Central está
       actualmente a tentar determinar exactamente quanto foi gasto
       e atribuído aos Grupos Nacionais , a fim de ter uma ideia da
        situaçao de gastos superiores ou inferiores . Onde houve gastos
       inferiores , é possível que tal seja deduzido no próximo contrato
       de Associação desses países .
B.3.2    Pessoal
213    Era alguns países o pessoal trabalha a meio tempo na universi ¬
       dade , ou a leccionar , ou em outros cargos de investigação , e
       outro meio tempo no EUROTRA . Mas no Reino Unido , por exemplo ,
       adoptou -se a política a tempo inteiro para o pessoal afecto ao
       EUROTRA . Na Holanda ao contrário , quase todo o pessoal afecto
       ao EUROTRA desempenha também funções no ensino .
214   Em SaarbrueKen , apesar da existência de um núcleo de linguistas
        a tempo inteiro , existem vários tradutores era tempo parcial
       que estão a trabalhar era parte no EUROTRA e em parte em pro-
        jectos comerciais . Uma das razões por que foi preciso utilizar
        um instituto ( separado ) independente em Itália , foi por ha ¬
       verem graves problemas em o pessoal da universidade trabalhar
        em agências externas . No grupo português todo o pessoal trabalha
        actualmente a tempo parcial . 0 líder do Grupo Dinamarquês
        está com licença ilimitada na DG IX era Bruxelas . A situaçao
                                   - 80-                              AAi'
 ---pagebreak---        irlandesa é bastante difícil dado que não lhes é permitido
       o recrutamento do pessoal adicional em educação superior e
       tendo perdido algum pessoal , estão a ter dificuldades em con¬
       tinuarem o projecto .
215    Outro problema imprevisto foi os custos de pessoal era cada
       país . Os recursos financeiros foram atribuídos na mesma base
       para cada:’país , embora os custos de pessoal variem imenso . No
       RU , por exemplo , ê possível empregarem mais pessoal no pro¬
       jecto , pois os salários e as despesas em geral são bastante mais
       baixas que nos outros países .
B.3.3   Gestão Interna
216    Alguns grupos estão mais estruturados que outros em termos de
       administração interna , relativamente ao Grupo de Projecto
       EUROTRA . Na Alemanha onde estão inseridos num instituto ex¬
       terior , eles. não precisam de se ocupar da administração ,
       uma vez que tal é feito pelo responsável local do instituto .
       0 grupo holandês calculou ter gasto 2Q% do seu tempo em ges ¬
       tão em comparação com o que gastou em investigação .
B. 3.4  Ligação entre grupos nacionais
217    As comunicações entre os diversos grupos nacionais é em geral
       muito boa . Foram estabelecidas relações especiais , por um lado
       entre as pessoas envolvidas na mesma parte do projecto , ou no
       mesmo sub-grupo ( corro ê o caso do MU - 2, ou dos aspectos semân¬
       ticos), por outro ; no trabalho entre os diversos pares de lín¬
       guas . No caso do Reino Unido e da Holanda/grupo de Lovaina ,
       i'Vco verifrcou-se num sub-projecto já mencionado . Até certo
 ---pagebreak---        ponto isto pode significar que países com uma escola de lín¬
       gua comum e tradições linguísticas similares , tenderão a es ¬
       treitar relações entre si .
 218  Quando se dá a entrada de grupos novos para o EUROTRA, eles
       trabalham, a maior parte das vezes , em estreita colaboração
      com os grupos nacionais existentes e jã experientes . Este é
      o caso da Espanha , que desenvolveu estreitas relações de tra¬
      balho com o grupo de Saarbrucken .
B.3.5   Sub-grupos dentro de grupos nacionais
219   No Reino Unido , França , Grécia , Alemanha e Itália , o trabalho
      foi distribuido por mais do que uma unidade de investigação .
      Isto causou alguns problemas em alguns países .
220   No Reino Unido tal foi bem organizado , comparecendo os li¬
      deres de cada grupo de investigação alternadamente no grupo
      de ligação ( que também tem as suas desvantagens ), havendo
      ainda reuniões frequentes entre os grupos . Tem havido uma
      certa divisão de trabalho entre as estruturas intermédias e
      os módulos de transferência e ainda entre a terminologia e
      o suporte lógico .
221   Na Alemanha o trabalho está centralizado em Saarbruecken , estan¬
      do parte do trabalho   sub-contr atado a Bona . Estugarda e Berlim
      são novos centros nacionais de investigação em linguística
      computacional e são usados como observadores críticos pelo
      Grupo EUROTRA - D.
222   Em França tem havido problemas com a coordenação do trabalho
                                 62-                             /14L
 ---pagebreak---       EUROTRA entre   os vários institutos . Paris e Nancy estão
      actualmente a   desenvolver a investigação , mas Grenoble e ou¬
      tro instituto   de Paris estão ainda a entrar no projecto .
      Existem neste   momento quatro grupos franceses :
      -Laboratório de Linguística Formal ( LLF )- na Universidade de
      Paris , sob a direcção do Professor Culioli ;
      -Pole Lorrain - o grupo de Nancy que se encontra actualmente
      em cisão ;
      -Grupo de Estudos para a Tradução Automática ( GETA) - na Uni ¬
      versidade de Grenoble ;
    - Laboratório de Automática Documental e de Linguística (LADL ) -
      também em Paris , sob a direcção de M. Gross .
223   A fim de evitar a repetição dos problemas anteriores , foi
      designado um coordenador pelo CNRS para gerir o projecto de um
      ponto   de vista nacional .
224   A Itália começou atrasada , não sendo claro se Piza está total ¬
      mente comprometida com o projecto . A equipa de Turim está a
      trabalhar intensamente , fazendo cerca de 55% do trabalho , mas
      Piza não deverá começar antes de Setembro , altura em que traba¬
      lharão nos módulos da transferencia para espanhol , português
      e grego .
225   Na Grécia foi feita apenas uma entrevista . 0 trabalho em Atenas
      parece estar em bom andamento , mas Creta parece ter dificulada-
      des para coreçar .
226   Em Espanha , o grupo nacional está sediado em Barcelona , em asse
      ciação com a investigação que está a ser feita na Universidade
     de iladrid , tal como em Outubro de 1987 .
                                 - 83-
                                                                    Л
 ---pagebreak---  AP£NDTCE C : ASPECTOS TÉCNICOS
 C.l   Manual de Referência
 227   Os dois manuais de referência fornecidos para consulta são
       2.1 e 3.0 , ambos produzidos em Fevereiro de 1987 no Utrecht .
       Os manuais contêm as seguintes secções básicas :
             -Princípios
             -Quadro ‘de referência
             - Dicionário
             -Teoria da Linguística
             -Lingua do utilizador
             -Descrição da implementação
228   £ dito no Manual ser sua intenção dar ao EUROTRIANO uma ideia
      do actual estado do projecto e fornecer uma base para discus ¬
       são , investigação e planeamento .
229   Foi difícil estabelecer os conceitos absolutos em gue se apoia
      o Manual de Referência. Alguns Grupos Nacionais , como o holan¬
      dês , consideram-no como uma forma de legislação , mas no manual
      ê referido que n ele não se considera necessariamente ( o manual )
      correcto , completo ou totalmente consistente ". Isto ê compreen¬
      sível quando se consulta a lista de autores , e - se verificar
      que cada perito escreveu a secção correspondente â sua área de
      especialização .
                      ^                                              •
230   O grupo do Reino Unido considerou que desde que se concorde
      com o conteúdo de certas secções, elas poderão ser utilizadas
      desta forma , como i o caso da Estrutura Configuracional EUROTRA
                               - 84-
 ---pagebreak---     ( ECE ) ou a Estrutura Relacional EUROTRA ( ERE ) , mas certas áreas
    devem permanecer vagas , por exemplo as Estruturas de Inter ¬
    face . Outros grupos discordam, argumentando que se as Estruturas
    dé Interface permanecerem indefinidas , tal impedirá a con¬
    tinuação do trabalho .
231 Assim , parece que o Manual de Referência está 'a tentar desem¬
    penhar ambas as funções de documento de normalização ou espe¬
    cificação , assim como o método de comunicar as últimas ideias
    para discussão e comentário . Contudo , não é claro no manual
    qual a parte correspondente a cada função .
                                                           -
232 Vários grupos sentiram- que o EUROTRA tentou incluir material
    de desenvolvimento e de implementação no Manual de Referência
    sem uma suficientemente    forte base teórica .
233 0 Manual de Referência tomou a direcçaõ errada guando se co¬
    meçou a definir a máquina        virtual e quando Mr . Perschke
    pediu às pessoas para trabalharem na extensão linguística .
    Depois deste trabalho ter sido revisto , concluiu-se que se
    tinha tomado a direcção errada tendo sido decidido repensar
    as funções . Nessa altura , a redacçõc da versão seguinte do Ma¬
    nual de Referência foi entregue ao Luxemburgo , tendo ficado
    pronta reoen temente .
234 0 consenso geral é de que a versão final do Manual de Referência
    poderia ser perfeitamente a especificação do sistema EUROTRA
    em ( 1990 ).
                               - 85-
 ---pagebreak--- C.2 . Aspectos linguísticos
235    A abordagem linguística deve ser observada â luz do duplo
       objectivo do projecto : ir mais longe na investigação e de ¬
       senvolver um sistema prototipo . Por um lado , a identificação
       de problemas fundamentais , considerações sobre teoria e méto¬
       do , a escolha cuidadosa de dados , provisão para experimentação ,
       uma perspectiva de longo prazo , etc ., sao essenciais . Por outro
       lado , decisões antecipadas sobre legislação metodológica ,
       simplificações lingrsticas , compromissos , uma perspectiva de
       •curto prazo , etc ., são também trazidas para primeiro plano .
        Esta situaçao conduz inevitavelmente ã adopção de soluções
        pragmáticas .
236    A estruturi escolhida , bem conhecida por todos - análise , trans ¬
       ferência , geração , tem o encanto da simplicidade . Todavia , no
       caso roultilingue , o número de línguas pares - n ( n-1 ) onde n
       é o número de línguas - ê um obstáculo potencial , podendo já
       considerar-se , um esforço excessivo para o projecto EUROTRA .
       Se o número de línguas aumentar para mais quatro , o número de
       pares passará para mais do dobro , de 72 para 156 . Isto parece
       indicar que seria preferível modificar ou adoptar uma estrutura
       global diferente a longo prazo .
237    Na situação dada , a escolha dos modelos linguísticos ê razoável .
       Até onde ê especificado , ela faz uso de ideias provenientes ,
       por exemplo , de gramática estratificacional , dependente e causal .
       0 projecto tem consciência do facto de que um número considerá¬
       vel de problemas só pode ser potencialmente, ou nem sequer pode
 *     ser resolvido com' estes meios ( ou em alguns casos com quaisquer
                                    - 86-
 ---pagebreak---     outros ) .
    Casos a destacar são por exemplo , pronomes anafõricos , de¬
    terminação de substantivos , modos de verbos , estruturas cor-
    rectas mas complexas de vários tipos , frases não gramaticais
    ( que surgem continuamente ) etc .
238 A estrutura de interface , que é a representação do conteúdo
    semântico do texto , é baseada em níveis prévios de análise
    da forma de expressão a sèr traduzida . Isto significa a sua
    dependência até certo ponto , relativamente â língua . Teria sido
    preferível uma representação mais abstracta . Considerando o
    actual estado de coisas , oferecendo apenas fragmentos de um
    tal tipo de descrição , não há grande motivo para críticas neste
    ponto . Contudo , a especificação de aspectos semânticos e de
    relações semânticas necessárias para o estabelecimento da es¬
    trutura de interface , requererá um esforço adicional conside¬
    rável .
239 0 dicionário é fundamental num sistema de tradução automática ,
    assim como na maior parte dos sistemas para processamento
    da linguagem natural . A quantidade de trabalho requerido para
    o estabelecimento desta componente foi certamente bastante
    substimado r:o prcjecto . De uma maneira geral , existem impri¬
    midos bons dicionários monolingues das línguas em questão ,
    mas transformá -los em dicionários de computador exige um gran¬
    de                     >n o .* d n rand.o a especificidade e a informação adi–
    c io na 1 .t ' ^ u r -a da .
                                                                              M
 ---pagebreak---  240 Os dois numeros de entradas de dicionários prescritos para
     o sistema protótipo ( 2500 e 20.000 ) são arbitrários , tendo
     em conta o tamanho do corpus e a experiência Systran . ‘Estes
     valores . também significam diferentes coisas conforme se re-
     ferem ao francês alemão ou italiano . Sem ter isto em consi ¬
     deração , 20.000 entradas é demasiado para um sistema protó¬
     tipo , mas pequeno demais para um sistema real .
 241 A falta de dicionários bilingues ê um obstáculo num grande
     número de casos , que terá de ser compensado por uma grande
     dedicação ao trabalho . De uma forma geral os aspectos espe-
     clficos , merecem mais atenção .
 242 Ê sabido que o conteúdo de uma frase não pode ser calculado
     exaustivamente e sem ambiguidades só através de colocação
     das letras . Um sistema verdadeiramente poderoso tem de fazer
     uso de um contexto mais vasto ( algumas vezes bastante mais
     vasto ) assim como de uma enorme base de conhecimento de
     grande complexidade , além do extenso e bastante detalhado di¬
     cionário . Mesmo assim ê impróprio falar sobre compreensão da
     lingua      num meio computacional . Na melhor das hipóteses,
     será uma espécie de descodificação que se irá obter . Contudo ,
     este ê um fim extremamente importante e é bastante claro o
     caminho para lã chegar .
 243 Tendo em conta que uma completa tradução automática não ê as¬
     sim conseguida , terão de ser tomadas medidas adicionais . A me¬
     dida mais óbvia ê a inclusão da revisão à posteriori . Os que
     trabalham no projecto estão plenamente de acordo com esta me-
M1
                              - 88
 ---pagebreak---     dida , o que ê perfeitamente natural . Todavia , há sugestões
    relativamente ã fonte do texto . Uma ideia avançada é a im¬
    posição de restrições aos autores dos documentos a serem
    traduzidos . Mas isto poderá vir a ter nefastas consequências .
    Qualquer espécie de pré-revisão , restrigindo o uso da língua
    natural na totalidade deve ser fortemente desencorajado . Is ¬
    to não se deve confundir com o facto de se exigir clareza e
    legibilidade em todos os tipos de escrita .
244 Do ponto de vista histórico todas as nove línguas são dia-
    lectos da mesma protollngua indo-europeia . Isto tem provavel¬
    mente importância para o projecto e poderia vir a ser útil ,
    apesar das línguas se terem desenvolvido ao longo de variadas
    linhas . No que diz respeito à generalização num sentido mais
    amplo - envolvendo línguas como o japonês , o chinês , o swahili ,
    húngaro/ etc - está ainda por determinar qual seria o resultado .
245 A decisão do Conselho de 4 de Novembro de 1982 diz respeito a
    um programa de investigação e desenvolvimento relativo a " um sis-
    tema"' de tradução automática de concepção avançada ". Parece
    claro que a concepção de um sistema pode ser avançado - o que
    é fundamental para a investigação - mesmo que a sua salda
    " lingual " não encontre o mais elevado nível de qualidade . Esta
    situação faz lembrar o poema de Búrger sobre o dono de uma
    vinha que ao morrer contou aos seus filhos que havia um tesouro
    na sua vinha . As crianças escavaram por todo o lado , mas não
    encontraram nada , ficando bastante desapontadas . Contudo­
                              - 89-
 ---pagebreak--- acabariam por percener a mensagem no ano seguinte# quando
as vinhas deram três vezes mais uvas do que habitualmente .
Arquitectura de sistemas
A máquina      virtual para tradução automática ê o conceito
geralmente utilizado sendo os instrumentos do " Hardware " e
do suporte lógico ( software ) # determinados por esta  má¬
quina .1 o sistema de tradução automática# actualmente çm de¬
senvolvimento na Fase 2# é baseado no Relatório da "Engenharia
de Programas ". Algumas das seguintes informações foram retira¬
das adicionalmente de uma entrevista com Nuno Varile .
A "Engenharia de Programas " segue a ideia básica de que a tra¬
dução automática avança através de séries de representações
do texto a ser traduzido . As transições entre representações
são executadas por tradutores . Uma representação é definida
por um gerador que utiliza uma gramática# isto ê# um conjunto
de regras ( estrutura# forma , regras de filtragem)# Estas re¬
gras incluem na generalidade o " dicionário " como regras de for
ma . Os tradutores são controlados principalmente pelos passos
do gerador , via omissão de regras de tradução# que não estão
escritas explicitamente# mas são geradas pelos geradores . Isto
facilita o desenvolvimento de tradutores . As regras da estru¬
tura do gerador contêm variáveis para aumentar a eficiência
do programa .
Esta abordagem metodológica à traduçaõ automática ê mais siste
raãtica que as anteriores , que aplicavam tradutores e geradores
                           - 90-
 ---pagebreak---       dicionários de diferentes tipos assim como diferentes compo ¬
      nentes . Esta abordagem apoia a utilização de um sistema de
      bases de dados para o armazenamento uni forme de gramáticas e
      regras de tradução . Requer ainda um interpretador de regras
      que não necessita já de ser um interpretador PROLOG normali¬
      zado , mas que pode ser melhorado até à forma óptima de regras
       ( de gramáticas ) , como está desenvolvido no projecto de tradu¬
      ção automáticav; Uma vez que a representação de regras no sis ¬
      tema de base de dados precisa de ser transformado em formato
      interpretável , este transformador pode ser optimizado tanto
      para a representação de regras como para a sua interpretação .
      Assim a flexibilidade é mantida através do uso do sistema de
      bases de dados , onde a eficiência pode ser conseguida por in¬
      terpretadores e transformadores eficientes .
24 9  Deve também ser mencionado que a introdução de métodos de inteligência
     artificial , é apoiada por esta abordagem. AMEngenharia de Programas "
      pode já ser vista como um sistema de inteligência artificial .
250  O sistema de suporte lógico ( software ) da "Engenharia de Pro¬
      gramas " é baseada num ambiente UNIX , utilizando C , como lin¬
      guagem de implementação e UNIFY como sistema de base de dados .
      Este ambiente de instrumentos básicos , juntamente com uma boa
      implementação UNIX aumentará provavelmente a eficiência do sis ¬
      tema de tradução automática de forma substancial . £ necessário
      ainda que ele seja apoiado por um poderoso "hardware” do moder­
     no tipo 32 bit ( especialmente para a unificação ) . As possibili-
                                    - 91-
                                                                     À14
 ---pagebreak---       dades de paralelismo de operações de tradução automática
      necessitam de investigação mais aprofundada .
251   A "Engenharia de Programas " é uma abordagem promissora , mas
      apenas mostrará as suas capacidades através- de implementações
      bem concebidas e eficientes dos programas C com nível de qua¬
      lidade industrial .
C.4 . Suporte lógico ( software )
252   0 suporte lógico actualmente disponível ê uma versão bastante
      antiga, comparada com as novas versões já existentes . As dis ¬
      cussões com os serviços centrais tornaram claro que os confli ¬
      tos de concepção entre flexibilidade e eficiência eram tidos
      em conta nas decisões relativas às gerações seguintes do su¬
      porte lógico . Ao mesmo tempo , foram feitos esforços considerá¬
      veis com vista a manutenção ou atê ao aumento de portabilidade
      do suporte lógico (software ) .
253   Como resultados destas considerações e decisões estão a ser
      utilizadas técnicas aperfeiçoadas de engenharia de " software "
      assim como alterações nos métodos aplicados em linguística
      computacional . Os últimos métodos são relatados em documen¬
      tos EUROTRA , que não foram ainda distribuídos . Os Pacotes de
      suporte lógico ( software ) que empregam estes novos métodos
      estão para testes no Centro de " Condições de Desenvolvimento
      EUROTRA "   , não tendo ainda sido distribuidos também. As
      novas   decisões em engenharia   de " software " pretendem con¬
      duzir a contratos com a indusbria, para a implementação de
 1
                                 - 92-
 ---pagebreak---       protótipos . As especificações referenciadas para estas im¬
      plementações não foram ainda escritas , devendo clarificar-se
       que capacidade de : 'recursos humanos e de ciência de compu¬
       tação está disponível para executar esta importante ta¬
      refa . £ claro que estas implementações industriais são pro¬
      priedade da CCE , devendo ser desenvolvidas em estreita coope¬
      ração com a equipa central do EUROTRA , de forma a permitir
      a continuação do trabalho EUROTRA nestas novas versões inr
      dustriais .
C.4.1   História do suporte lógico (.software ) EUROTRA
254   Em 1981 foi sentida a necessidade de um suporte lógico ( soft¬
       ware) flexivel para o desenvolvimento de sistemas de TA , pe ¬
      lo S. Perschke , R. Johnson e N. Varile . Para o máximo de por¬
      tabilidade possível foi escolhido o UNIX como sistema opera¬
      dor de apoio . Um ambiente apropriado para o suporte lógico
      teria sido a linguagem C , mas para favorecer uma rápida cons¬
      trução de protótipo , foi escolhida o ambiente da linguagam
      PROLOG .
255   As versões de suporte lógico foram e estão numeradas de acordo
      com os seus manuais de referência que lhes servem de apoio :
      Data        Manual Ref .   Suporte lógico    Observações
      Jan . 86    1.0            1.0
      Março 86    1.1            1.1               Não distribuido
      Julho 86    1.2            1.2               Actual versão
      Out .    86 2.0            2.0               Novos conceitos
      Fev .    87 2.1.1          2.1               Gramáticas atribuidas
      Fev .    87 3.QQ           Duas alternativas
                                 3.0               Introdução de co-indexs:
                                  3.1              " Engenharia de Program*
                               - 93-                                425
 ---pagebreak--- 256   A baixa eficiência da Versão 1.2 deve -se a várias razões :
      -O PROLOG não é ajustado ã implementação de elevado "Early
       Type Parsers "
      -O autor tinha apenas algumas experiências com a implemen¬
      tação do1.' <Sistema PROLOG ( o uso eficiente de linguagens de
      alto nível requer conhecimento sobre a implementação subja ¬
      cente da própria linguagem) .
      -A versão aperfeiçoada 1.2 ( Saarbruecken ) foi distribuída mas
      não foi extensivamente usada peles grupos de línguas .
257   As novas versões 2.0 e 3.0 estão para testes, não tendo sido
      ainda distribuídas . O Grupo de desenvolvimento do suporte
      lógico ( software ) dos Serviços Centrais coloca grande enfase
      na versão 3.1 do Engenharia de Programas , onde , podem derivar
      automaticamente algumas regras de transferência entre duas fases
      de geradores . 0: objectivo das novas versões ê aumentar a efici¬
      ência do uso através de :
      -Conceitos linguísticos mais fortes (gramática relacional )
      -Novos conceitos de processamento de regras (implementação
       e unificação total na linguagem C ) .
      -Novo conceito de administração de regras , geração e inter ¬
       pretação .
258   A fim de conseguir o último aperfeiçoamento , estão armazena¬
      dos num sistema de base de dados (UNIFY ) , regras e gramáticas .
    • Os conteúdos de base de dados estão hoje traduzidos em atribu¬
      tos PROLOG , sendo interpretados por um interpretador de re ¬
      gras PROLOG. No futuro , os conteúdos da base de dados serão
 Ш
                                    - 94-
 ---pagebreak---     " descarregados " na memória de trabalho de um interpretador
    de regras , implementado em C. Esta descarga necessita de
    alguma transformação para o interpretador , que deve ser de ¬
    senvolvido em primeiro lugar , e será a parte importante
    da nova especificação de referência para os contratantes indus ¬
    triais .
259 A vantagem desta abordagem deverá ser a interpretação alta ¬
    mente eficiente de regras , sem o formalismo PROLOG , combinado
    com a flexibilidade de administração de regras de entrada e de
    actualização , através de um sistema de base de dados . Apesar
    do uso de um sistema de base de dados dever aumentar jà flexibi
    lidade de regras e o armazenamento de gramática , a escolha
    de uma base de dados relacional e o UNIFY em particular é ques ¬
    tionável , considerando os tipos de informação a serem armaze¬
    nados e recuperados . Mas a falta de objecto que oriente sis ¬
    temas de base de dados , pode justificar a selecção   de uma efi ¬
    ciente e flexível base de dados relacional . Apesar de tudo ,
    não é claro que a UNIFY esteja especialmente ajustada a esta
    aplicação .
260 Esta abordagem da"Engenharia de Programas '/ parece ser razoável
    mas depende grandemente do tipo de armazenamento de regras
    no sistema de base de dados e da transformação de regras para
    o interpretador de regras C. Até agora tudo isto não passa de
    " investigação " .
                                95
                                                              JZ5
 ---pagebreak---   CA . 2 . Sumário
  261      A Flexibilidade será mantida através da abordagem da base
           de dados e a Portabilidade através do uso da UNIX/XOPEN e C.
  262      A eficiência aumentará através de computadores mais rápidos
           e da implementação de tratamento de regras na linguagem C.
           A médio prazo a3 investigações sobre possíveis paralelismos
           no tratamento cie regras deverão produzir resultados . Isto
           deve ser apoiado adicionalroente pela aplicaçãode uro compu¬
           tador    ICOT .
  263      A Portabilidade será mantida pelo uso do UNIX e C. Exoeriên-
           cias recentes com XOPEN foram encora jantes .
  264      A ergonomia do trabalho dos grupos de línguas poderia ser
           aumentada através de um melhor uso das propriedades UNIX ,
            ( trabalho de desenvolvimento de execução em primeiro plano ,
           enquanto que os testes de regras e de gramática passariam
           para trabalho de fundo ). Isto necessita de máquinas     de
           elevada execução , necessárias para apressarem o processo
           de I&O do EUROTRA .
  265      A opção inicial por um sistema declarativo sem possibilidades
           processuais de controlo do tratamento de particularidades de
           língua , causa ainda problemas de eficiência . Mas uma melhor
           compreensão das regras , confrontadas com implementações pro¬
           cessuais apoia esta òpção inicial . Como resultado: foi execu¬
           tada uma análise complexa para a versão 1.2 . do suporte lógico
AU
                                    - 96-
 ---pagebreak---      ( software ), tendo -se concluido serem as regras processuais
    A , dentro de um sistema PROLOG obviamente a razão da baixa
    eficiência desta versão .
266 Está em desenvolvimento um teste da versão 3.1 . com a com¬
    plexidade da gramática 1.2 . Os primeiros resultados estarão
    disponíveis em meados de 1987 . Eles são a base para a investi ¬
    gação com vista as transformações de descarga na versão 3.1
    e das novas especificações de referências para os contratos
    industriais .
                                 - 97-                           A1}
 ---pagebreak---  ;; ÍNDICE C
  Entrevistas efectuadas até ao final de Julho 67
  Parlamento
  Europeu :              M Cauthler
 CGC - 12 / CSC         J M Czermak
                        A Saunders
                         P Rothwell
                        A 2a/npolii
 CCS                    M Carpentier
                        V Parajon Collada
                        C Jansen van Rosendaal
 Servigos Centrals :    S Perschke
                        G Varile
                        M O'Leary
                        E Valentini
                        J Vollmer
                        L Rolling
 Grupo de Ligação :     B Maegaard
 Grupos Nacionais :
 Dinamarca              P Andersen
                       A Bech
                       A Hartnack
                        B Maegaard
                       0 Togetoy
Holanda                S Krauver
                        L oes Tornees
                       Γ Van Eynde
                       Prof Van Hinken
frança                 L Danlos
                       M Gross
                       L Viet
Alemanha               H Haller
                       p Schmion
                       A wrighn
                       R Sharp
                     * D Maas
Grècia                 λ Koutsoudas
 4x%                                    - 98r •
 ---pagebreak---  Irlanda    C Albertini
 Italia     C 0 itana
            V Allegrante
            L Sciolla
            G Malnati
Luxemburgo  N Risedette
            H Zingel
Portugal    Joao Peres
Espanha     N Bel-Rafecas
            R Cerda Masso
            M Meya-Llopart
            J C Ruiz-Anton
            J Vidal-Villalba
            S Balari-Ravera
            E Mas Batalla
Reino Unido J Durand
            O Arnold
            L Sadler
            L Humphrey
            J Pugh
                        - 99-
                              /Kl
 ---pagebreak--- APÊNDICE E : Biografias dos membros do Painel de Avaliação
  Dr . A. E. Pannenborg
  1922         Data de nascimento em Haia
  1943-46      Serviço militar nas Forças livres holandesas
 1947          Oltimo grau em Física Técnica na Universidade
               Técnica de Delf .
 1952          Doutoramento em Ciências Técnicas , na Universidade
               Técnica de Delft
 1948-1951     Cientista , no Laboratório de Investigação da
               Philips - Eindohoven
 1952-1955     Gabinete de Coordenação de Desenvolvimento -
               Chefe de Gabinete - Philips - Eindhoven
 1955-1963     Director fundador da Philips Forschungs -
              Laboraturium , Aachen ; Alemanha .
 1963-1968    Director de Investigação do Laboratório de Inves ¬
              tigação da Philips , Eindhoven .
 1969         Membro do Conselho de Gestão do N.V. Philips
              Gloeilampenfabrieken
 1977         Vice-Presidente do Conselho de Gestão do N.V. Philips
 1.6.84       Cessou actividade na N.V. Philips
Funções Adicionais :
              - Presidente do Conselho do Centro de Estudos de
              Tendências de Tecnologia holandês ( STT )
              -Presidente do Conselho de Directores da " Neder -
              landse Philips Bechijuen B.V. "
                             - 100-
 ---pagebreak---              -Professor a tempo parcial de Gestão da Investi ¬
             gação e Desenvolvimento , na Universidade Técnica
             de Delft .
             -Consultor no Ministério da Industria da Republica
             de Singapura .
             -Membro do Conselho Consultivo da Unidade de Ges ¬
             tão de Tecnologia do IMI ( Instituto Internacional
             de Gestão ) .
             -Setembro / Outubro 1985 , convidado pela Escola
             Comercial de Harward para leitor convidado .
              -Professor a tempo parcial na Universidade de Efas -
             mus na cadeira de tinberges , no curso de 1986 / 87 .
Distinções :
              Doutor Engenheiro " Ehrenhalber " do Instituto Tecni -
             co de Rheinisch - Westf aelische , Aachen , Alemanha .
             Membro honorário do Instituto de Engenheiros do
             Koninkli jk .
             Oficial na Ordem de Orange Nassau
             Cavaleiro na Ordem de Leão da Holanda
             Membro estrangeiro do Ingen joersuetenskapsakademiens ,
             Estocolmo
             Membro correspondente da Associação de Engenheiros
             britânicos , Londres .
              Membro correspondente da " Schweizerische Akademie
              der Technischen , Wissenschaften , Zuerich .
                             - 101-
 ---pagebreak---       Andre Danzin
      1919         Nasceu em Paris . Estudou na Escola Politécnica
                   e Escola Superior de Electricidade .
      1943-1972    Cora o Grupo da Companhia Geral de ISF (CSF ) , raais
                   tarde Thompson ( SF - 1967 ) . Sucessivaraente Engenheiro
                   investigador , Chefe de Laboratorio , Director Técnico ,
                   Director de Gestão e Vice-Presidente , Director de
                   Gestão . ( 1965-1972 )
      1972 – 1980  Director do IRIA (Instituto de Investigação de
                   Informática e de Automática ) .
      1980         Consultor internacional - Presidente do Comité Inter -
                   governaraental de Tecnologia de Informação , da UNESCO ;
                   consultor da Comissão para as Comunidades Europeias
                   e da NATO .
      Funções Adicionais
                   Ex-Presidente do CERD (Comité Europeu de I&D) .
                   Autor da " Ciência e Segundo Renascimento     da Europa "
                   Pergamon 1979 ) , e da Sociedade Francesa e a Tecnologia "
                    (Documentation Française 1981 ). Responsável tam¬
                   bém pela secção electrõnica da enciclopédia "Les
                   Techniques de 1' Ingenieur ".
      Sture Allen
      1928         Nasceu em Göteborg
      1965         Fil . Dr . Scandinavian Languages , Universidade de
                   Gflteborg
     1972         Professor de Linguística computacional no Conselho
                  de Investigação Sueca e na Universidade de Gdteborg
     1980         Um dos dezoito membros da Academia Sueca .
1980-1986         Vice-Reitor da Universidade de Gdteborg
     1986         Secretário Permanente da Academia Sueca
                                    -1 n
 ---pagebreak--- Publicações (selecção )
. Análise grafémica como base para Revisão de texto 1-2 , Diss 1965
. Processamento da Linguagem natural ( Ed ) 1970
. Dicionário de frequência do momento actual Sueco 1-4 ( com ou ¬
  tros ) 1970-1980
. Processamento de texto , Conclusões de um Simpósio Nobel (Ed)1980
. Dicionário Sueco (com outro§),1986
. Palavras possíveis em Artes e Ciências , Conclusões de um Sim¬
  pósio Nobel (Ed ) 1986 .
Hartvig U Steusloff
1937           Nasceu em Gelsenkirchen , R.F.A.
               Formação em Engenharia da Comunicação nas Universi ¬
               dades Técnicas de Darmstadt e Munchen . R.F.A.
1977
1977           Dr . rer . nat em Ciência de Computação    na Univer­
               sidade Técnica de Karlsruhe , na R.F.A.
1987           Professor no Departamento de Ciência de Computadores
               Universidade Técnica de Karlsrhue .
H.U. Steusloff é director no Instituto Fraunhoffer de Informação
e Processamentc de dados Karlsruhe , R.F.A. e        Instituto de
Investigação Aplicada em Ciência de Computação para aplica ¬
ções de Sistemas de Computadores na produção . As principais
                            - 103-
 ---pagebreak---  áreas de trabalho são o "hardware ", suporte lógico operador e
 linguagens para sistemas de computador em tempo real , Incluindo
bases de dados e inteligência artificial .
As suas actlvldades cientificas e de ensino estão relacionadas
 com arqúltecturas. de computadores para processamento paralelo
e     componentes do suporte lógico de apoio , tais como- «sistemas
  de comunicação e engenharia de sistemas .
Henri Dienzeide
1925          Data de nascimento
1960          Director da Rádio e TV de Educação. Francesa
1967          Director da Divisão de Métodos de Conteúdo de Edu¬
              cação , UNESCO .
              Director de Prospects - Publicação Trimestral da
              UNESCO sobre . Educação (editada em seis línguas )
1982          Professor convidadc da Escola de Educação , da Univer ¬
              sidade de Stanford , USA .
1985          Inspector Geral para línguas estrangeiras
              Ensino do Francês
              Ministro da Educação
Helen L. Henderson
Helen Henderson é Directora Executiva de Gestão de Informação e
Engenharia de uma companhia de suporte lógico ( software ), e de
consultadoria . £ também secretaria da EUSIDIC , a Associação Euro¬
peia de Serviços de Informação e esteve envolvida na indústria
da informação europeia como utilizadora , fornecedora e cônsul­
                           - 104-
 ---pagebreak--- tora durante mais de 15 anos . Originãriamente geóloga , os
seus empregos incluirama estadia numa unidade de informa ¬
ção industrial , professora de prática de bibliotecas - mar­
keting em base de dados geológicos e catalogação para a
Bibliografia Nacional Britânica . Efectuou ainda trabalhos de
cônsul tadoria em gestão de recursos de informação , em estu¬
dos sobre marketing de base de dados , em publicações electró -
nicas e distribuição de documentos , e esteve envolvida no pla ¬
neamento , concepção e estabelecimento da " terceira geração "
de bases de dados .
Peter Vickers
Mr . Vickers trabalhou originariamente como engenheiro de       avia ¬
ção na Companhia de Aviação Havilland , e depois de um intervalo
de dois anos em Paris e Roma , voltou àquela firma como fun¬
cionário de informação . Mais tarde enquanto trabalhava na in¬
dustria de electricidade , começou a interessar-se pela apli ¬
cação de sistemas de informação baseados em computadores . Em
196 7 r após quatorze anos como cientista , a exercer actividades de
informação , juntou-se ao Serviço de Consultadoria em Aslib ,
tendo-se tornado em 1979 Chefe de Divisão de Investigação e
Consultadoria . Como consultor trabalhou numa grande variedade
de projectos em muitos países . Em anos recentes , contudo , es -
pecializou-se em projectos de gestão de informação para orga¬
nizações governamentais e grandes companhias industriais .
Actualmente é sócio de umíi firma independente de consultadoria ,
" The Information Patnership". Publicou bastantes - 'artigos
para a imprensa e é membro do Instituto de Cientistas        de
Informação .
                           - 105-
 ---pagebreak---                                                                           Anexo 11
                                         EUROTRA
                                PROGRAMA DE TRABALHO
                                   DA TERCEIRA FASE
1.  INTRODUÇÃO
   O programa de trabalho envolve os seguintes Intervenientes no Eurotra
   -   os  “ grupos de     língua "  envolvidos na análise e síntese das suas
       próprias línguas e na transferência das outras para as suas próprias
       línguas : DK , DE , EN , ES , FR , GR , IT , NL , PT ;
   - o grupo Irlandês           a    quem    compete     a    coordenação   do  trabalho
       terminológico ;
   - o grupo do Luxemburgo que garantirá o funcionamento do centro de
       documentação e do centro de testes e de referência para o software ;
   -   a equipa do projecto da Comissão - reforçada por cientistas das equipas
       nacionais e consultores , que assegura           as operações centrais .
2. Programa dos orupos de língua
   0 trabalho dos grupos de língua abrange dois temas principais :
   - o trabalho de execução visando a produção de análise , síntese e
       módulos de transferência . Incluindo o trabalho lexicográfico e
       terminológico .
       Investigação      linguística      aplicada      abrangendo     tanto   problemas
       linguísticos gerais como as línguas especificas .
 ---pagebreak--- Prevê -se que sejam dedicados aprox Imadamente 50*      dos recursos de cada
grupo de língua        ao   trabalho de  execução   e  os   restantes  50*  à
Invest Igação .
2.1 .    Trabalho de execucão
0 trabalho de execução fundamenta -se nas especificações linguísticas
contidas no manual de referência , sujeito a revisões periódicas de molde
a Incluir aperfeiçoamentos provenientes das actlvldades de Investigação
aplicada . Os objectlvos principais são a extensão do campo linguístico
dos módulos e a resolução de ambiguidades .
0 trabalho lexicográfico está subdividido em duas partes :
-   o vocabulário geral , calculado em cerca de 5 000 a 6 000 entradas ,
     Incluirá o dicionário monollngue usado na análise e síntese e oito
    dicionários bilingues para cada grupo usados para transferência .
-   a terminologia técnica no campo temático escolhido ( um sub-domlnlo da
    tecnologia da Informação ), calculada em cerca de 14 000 a 15 000
    entradas , que não requer transferência .
2.2 .     Invest laacao api Icada
0 trabalho de investigação aplicada dos grupos de língua diz respeito ,
por um lado , a um trabalho linguístico especifico que tem de ser
efectuado para completar as especificações linguísticas gerais , que ,
excepto no caso da        estrutura de  Interface , são sobretudo   linhas de
orientação para cada representação , tudo Isto antes de se poder dar
 Inicio ao trabalho de execução . Por outro lado Implica a participação na
 Investigação de Interesse geral , coordenada pela equipa central , e a
análise experimental dos resultados da Investigação antes que estes se
tornem especificações vinculativas para a execução . Será dada especial
atenção às caracter Ist Icas semânticas e outra Informação lexical
necessária à resolução de ambiguidades na análise ,                síntese e
transferência .
 ---pagebreak--- 3.  IRLANDA
   A tarefa principal do grupo Irlandês é a coordenação do trabalho de
   terminologia para o EUROTRA . Consiste nas operações seguintes :
   -   recolha de terminologia relevante das fontes existentes           ( ISO ,
       Eurodlcautom , etc .) em todas as línguas disponíveis ;
   -   recolha de termos adicionais do corpus de textos usado durante a
       terceira fase ;
   - coordenação , pelos grupos de língua , da nomeação dos equivalentes onde
       estes não ex Istem ;
   -   Investigação orientada para    formas de alargar a parte do vocabulário
       que pode ser tratada como terminologia EUROTRA ;
   -   Investigação no domínio da classificação do campo temático e sub-
       llnguagens de acordo com a sua utilização no EUROTRA .
4. LUXEMBURGO
   0 grupo do Luxemburgo tem duas tarefas de apoio ao projecto :
   4.1 .   Centros de documentação
   0 grupo colige e classifica todos os documentos relevantes produzidos no
   projecto e coloca-os à disposição de toda a Comunidade EUROTRA ,
   utilizando especlalmente uma base de dados em linha .
   4.2 .   Centro de Controlo o referência
   0 grupo colige o software produzido ou utilizado no projecto , leva a cabo
   o controlo de aceitação , e fá-lo chegar aos outros grupos nacionais .
 ---pagebreak--- 5. EQUIPA DO PROJECTO
   Para além das funções meramente administrativas da equipa do projecto
   ( orçamentos , contratos , planeamento de recursos , etc .), a equipa central
   desempenha as seguintes tarefas ( em geral o trabalho é dividido entre
   elementos do pessoal        da Comissão e     grupos de    trabalho das equipas
   nac lona 1 s ) .
   -   P I aneamento :  elaboração de um programa de trabalho pormenorizado para
       toda a fase ,     definição dos objectlvos do primeiro ciclo e definição
       do conteúdo e objectlvos de cada trimestre .
   -   Apreciação Interna : apreciação permanente do progresso feito quer
       pelas equipas nacionais quer pela Investigação de Interesse geral , e
       feedback ao planeamento , mediante apresentação de acções de
       rectlflcação em caso de d I f leu ladades .
   -   Controlo     de  módulos   linguísticos :   no  final  de   cada   período   de
       referência , e após o controlo de aceitação formal            pela equipa do
       Luxemburgo , a equipa do projecto analisa e testa os módulos no que se
       refere à cobertura e conformidade com as especificações .
   -   Desenho e Implantação do protótipo de software . A equipa do projecto
       coordena estas tarefas e efectua testes das actua 1 I zações antes
       destas serem distribuídas aos grupos nacionais .
   -   Controlo da      Implantação  Industrial    do software básico do EUROTRA .
       Espera -se    que o organismo a quem        for  confiada  esta   tarefa   seja
       escolhido     antes do termo da segunda fase .
   - Definição dos temas para a Investigação linguística aplicada de
        Interesse geral , criação e controlo dos grupos de trabalho que
       executam as tarefas , coordenação da análise pelas equipas nacionais e
        Incorporação dos resultados no manual de referência .
   - Publicação do manual de referência
 ---pagebreak---       Ligação com as equipas nacionais para apoio na detecção de problemas
      em caso de dificuldades e comunicação á administração do programa .
   - Especificações das caracter Ist Icas de um sistema Industrial . Este
      trabalho será levado a cabo em cooperação com parceiros Industriais .
   Espera-se que no termo da segunda fase esteja preenchido o quadro de 14
   efectlvos ( para além do pessoal deslocado pela Comissão para a
   administração do projecto ).
6. IMPLEMENTACftO DO SOFTWARE BÅS I CO
   0 software básico para o EUROTRA é um Instrumento essencial de     trabalho
   e análise das equipas nacionais chamado a Implantar e testar os módulos
   linguísticos e os dicionários .
   Para a terceira fase estão previstas duas operações paralelas :
      Desenvolv imento de protótipo s de software
      os cientistas de computadores e os linguistas computacionais na equipa
      central e nos grupos nacionais continuarão o seu trabaho sobre as
      extensões e aperfeiçoamentos funcionais do protótipo de software
      existente , usando sobretudo Prolog como um Instrumento de alto nível
      para a produção de “ especificações aceitáveis ;
       Imolantacão " profissional "
      uma vez que os métodos e Instrumentos actualmente disponíveis para o
      estudo rápido do protótipo de software permitem verificar a precisão e
      adequação plena das especificações mas não são eficazes como
       Instrumento de trabalho para uma experimentação linguística em grande
      escala , 6 necessário produzir uma versão do software funcionalmente
      equivalente mas multo mals eficaz . Pretende-se atribuir esta tarefa a
      um candidato exterior que possua as habilitações profissionais
      necessárias . 0 pessoal Implica no desenvolvimento de protótipos de
      software na Comissão será encarregado da supervisão e do controlo de
      ace I tação.FoI Já Iniciada a preparação para a selecção de um candidato
      adequado .
                                                                              /т
 ---pagebreak---                                                                            Anexo III
                      CRIACÃO DE UM SISTEMA DE TRADUÇÃO AUTOMÁTICA
                                    DE CONCEPÇÃO AVANÇADA
                                          ÍEUROTRA1
                                     FICHA FINANCEIRA " A "
1 .    Ar 1 1 ao orçamenta I : 751 ( antigo no    7540 )
2.     Deslanacâo :
       Promoção e desenvolvimento de acções mult I I Ingues .
3.     Base lurldlca :
       Tratado CEE , artigo 2350
       Decisão do Conselho 82 /752/CEE , de 4 de Noveobro de 1982 < 1 )
       Decisão do Conselho 86/ 591 /CEE , de 26 de Noveabro de 1986(2 )
       Proposta     de   Decisão    do  Conselho   relativa    à  transição  do    prograaa
       EUROTRA para a terceira fase .
4.     Descrlcão . oblectlvos e lustlflcacão da accão
                 0 EUROTRA é um programa de l&D para a criação de um slsteaa de
                 tradução automática de concepção avançada que permita tratar todas
                 as línguas oficiais da Comunidade .
                 0 programa constitui uma acção de comparticipação nos custos . A
                 maioria   dos    trabalhos  6   executada    em   centros  nacionais    de
                 Investigação      especializados , no      quadro    de   contratos     de
                 associação . A responsabilidade principal de cada centro é a
                 análise e geração da sua própria língua e a transferência de
                 outras línguas para a sua própria língua .
( 1 ) J.O. No L 317 de 13.11.1982 , p. 19 .
( 2 ) J.O. NO 341 de 4.12.1986 , p. 39 .
 ---pagebreak---    4.2 .   Qb loct I vos
           Ao     terminar    o  programa    deverá  dlspor -se  de  um   protótipo   do
           8 1 eterna , operacional nu* do*lnlo e para categorias limitadas de
            textos ,    que constituirá a base de u* posterior dosenvo l v Imento
            Industr lai .
   4.3 .   Just I f IcacSos
           0 objectlvo do programa é a criação de Instrumentos susceptlvels
           de reduzir as barreiras linguísticas que entravam as trocas dentro
           e     fora   da   Comunidade ,    respeitando  o   Imperativo   cultural   de
           preservar a riqueza e a variedade das línguas europeias .
           Na Decisão 86 / 591 / CEE , de 26 de Novembro de 1986 ,          relativa ao
           alargamento do programa EUROTRA a Espanha e a Portugal , o Conselho
           estabeleceu as modalidades de transição à fase seguinte , desta
           forma : No 1 , alínea b ) do artigo 1o ; " No terno de cada fase , o
           Conselho ,     deliberando de acordo coo os procedimentos previstos
           no Tratado ,      decidirá ,   com base no    relatório da Comissão e no
           parecer do Comité referido no artigo 3o ( CGC-12 ) quanto à passage*
           eventual à fase seguinte *.
           A presente proposta de Decisão do Conselho visa a transição do
           programa EUROTRA para a terceira fase em 1 de Julho de 1988 .
5. Incidência_financeira da passaoem do programa EUROTRA para a terceira
   f asa
   A   duração da terceira fase do programa foi fixada pelo Conselho em dois
   anos .  0    montante    necessário     para  o  financiamento   da   terceira   fase
   ( Incluindo o montante de 6.5 milhões de ECUS sobre o qual o Conselho
   adiou a sua decisão e que terá de ser objecto de uma decisão separada )
   foi calculado pela Comissão era 12 Bilhões de ECUs . Trata-se , na actual
   proposta , de obter os 5.5 milhões de ECUs destinados pelo Conselho em 4
   de Novembro de 1982 ( 82 / 752 / CEE ).
 ---pagebreak--- Os custos globais da terceira fase ( em 1.000 ECUs ), estão divididos do
seguinte modo ( entre parêntesis , a quantia correspondente aos 5.5 milhões
de ECUs que são objecto da presente proposta ).
(a)        Contribuições CE para os grupos nacionais          8.400   (4 . 000 )
(b)        Programa produto de base                           1 . 600 (    500 )
(Ο         Especificações linguísticas                            700 (    500 )
(d)        Formação , material , etc.                             300 (    200 )
(e)        Trabalhos preparatórios respeitantes à
           transição para um sistema Industrial               1 . 000 (    300 )
                                   Total                     12.000   ( 5.500 )
A este montante devem Juntar -se 7 milhões de ECUs de contribuições
nacionais , o que eleva o custo total da terceira fase a 19 milhões de
ECUs .
As    taxas    de  participação    dos   Estados-membros  no  financiamento      dos
trabalhos dos grupos nacionais são negociadas nos contratos de associação
e deveriam , em principio , ser       mantidas para a terceira fase do programa .
0 plano de financiamento do programa encontra -se resumido nos quadros
aba l xo :
Quadro. _.l
Dotações financeiras e duração das fases do programa ( em 1.000 ECUs )
Fase 1 (2 anos )                          2.000
Fase 2 (3 anos )                         13.000
Fase 3 (2 anos ) 5.500 + 6.500 -         12.000
    Total                                27.000
                                                                                  A
 ---pagebreak--- Quadro 2
Financiamento das duas primeiras fases do programa durante os exercícios
orçamentais 1982-1988 em dotações para autorizações e dotações para
pagamentos .
( em 1.000 ECUs )
Exercício                              D. A.                   D.P.
1982                                    1.000                      800
1983                                    1 . 000                    800
1984                                    p.m .                      400
1985                                    4.200                   1.500
1988                                    3.950                   2.850
1987                                    3.500                   4.500
1988·                                  1.350··                  4.350···
Total                                 15.000                   15.000
*   Montantes destinados       no anteprojecto do orçamento 1988 , no  artigo
    7512 (mult I I Inguismo ), para o EUROTRA .
*• Total D.A. 4.500.000 ECUs .
•••Total D.P. 6.000.000 ECUs .
 ---pagebreak--- Quadro 3
Planificação do financiamento da terceira fase 1988-1990
( em 1.000 ECUs ), número 751 :
Incidência financeira para as dotações operacionais :
Exercício                          D.A.                      L£ .
1988                               3.150                     1 . 650
1989                               2.350                     2.350
1990                                –
                                                             1.200
1991                                –                            300
Total                              5.500                     5.500
 Incidência financeira para as dotações de Investigação : nula
 ---pagebreak---                                                                       Anexo ly
                  CRIACfó DE UM SISTEMA DE TRADUÇÃO AUTOMÁTICA
                              PE–CONCEPÇÃO AVANÇADA
                                      ( EUROTRA )
                               FICHA FINANCEIRA ’B’
1.  Art lao orçamental : 738(9 ) ( 8.4 do Programa Quadro )
2.  Base Jurídica
    Tratado CEE , ponto 2 do artigo 130o Q ,
    Decisão do Conselho 82/752/CEE , de 4 de Novembro de 19820 ),
    Decisão do Conselho 86/ 591 /CEE , de 16 de Novembro de 1986(2 )
    Decisão do Conselho 87/ 516/ Euratom , CEE , de 18 de Setembro de 1987(3 )
    Decisão do Conselho ../.../CEE de . . relativa à transição
    para a terceira fase do programa EUROTRA^)
    Proposta de decisão do Conselho relativa à execução de um programa
    especifico sobre um sistema de tradução automática de concepção avançada
    ( EUROTRA ).
3.  Descrlcão . oblectlv os e lustlflcacão da accão
    3.1 .   Descrlcão
            0 EUROTRA é um programa de l&D para a criação de um sistema de
            tradução automática de concepção avançada que permita tratar todas
            as línguas oficiais da Comunidade .
            0 programa constitui uma acção de comparticipação de despesas . A
            maioria   dos  trabalhos      é  executada   em   centros  nacionais de
            Investigação    especializados ,      no   quadro    de   contratos  de
            associação . A responsabilidade principal de cada centro é a
(1) JO NO L 317 de 13.11.1982 , p. 19
(2) JO NO L 341 de 4.12.1986 , p. 39
(3) JO No L 302 de 24.10.1987 , p. 1
(4) JO No L      de             p.
 ---pagebreak---         análise e geração da sua própria língua e a transferência de
        outras línguas para a sua própria língua .
3.2 .   Oblect Ivos
        Ao terminar o programa deverá dlspor -se de um protótipo de
        sistema , operacional num domínio e para categorias limitadas de
        textos ,     que constituirá a base de um posterior desenvolvimento
        I ndust r I a I .
3.3 .   Just If Icacôes
        0 objectlvo do programa è a criação de Instrumentos susceptlvels
        de reduzir as barreiras linguísticas que entravam as trocas dentro
        e    fora    da    Comunidade ,    respeitando   o  Imperativo   cultural      de
        preservar a riqueza e a variedade das línguas europeias .
        Nas discussões do Coreper que conduziram à            Decisão 86 / 591 / CEE , de
        26    de   Novembro     de  1986 ,   relativa  ao  alargamento    do   programa
        EUROTRA      à    Espanha  e    a  Portugal ,  foi  adoptado   um    acordo    de
        compromisso : no que se refere aos 11 milhões de ECUs propostos
        pela Comissão para          o financiamento do      alargamento ,    o Coreper
        propôs 4.5 milhões de ECUs para a segunda fase do programa e o
        adiamento da decisão do Conselho respeitante ao financiamento da
        terceira fase ( 6.5 milhões de ECUs ).
        A presente decisão do Conselho visa um financiamento adicional da
        terceira fase do programa , cuja decisão foi adiada pelo Conselho
        por ocasião do seu alargamento à Espanha e a Portugal .
Incidência      financeira do alargamento do programa EUROTRA è Espanha e a
Portugal   ( terceira fase )
A   duração da terceira fase do programa foi fixada pelo Conselho em dois
anos . 0 montante necessário para o financiamento da terceira fase ( cuja
decisão foi adiada pelo Conselho ) foi calculado pela Comissão em 12
milhões de ECUs dos quais 5.5 milhões de ECUs foram atribuídos pelo
Conselho em 4 de Novembro de 1982 ( 82 / 752 / CEE ). A presente proposta de
decisão do Conselho visa a obtenção dos 6.5 milhões de ECUs que faltam .
 ---pagebreak--- Os custos globais da terceira fase ( em 1.000 ECUs ), estão subdivididos do
seguinte modo ( entre parêntesis , a quantia correspondente aos 6.5 milhões
de ECUs que foram objecto da presente proposta ).
(a)      Contribuições CE para os grupos nacionais          8.400   ( 4.400 )
(b)      Programa-produto de base                           1 . 600 ( 1.100 )
(c)      Especificações lingüisticas                            700 (   200 )
(d)      Formação , material , etc.                             300 (   100 )
(e)      Trabalhos preparatórios respeitantes à
         transição para um sistema Industrial               1 . 000 (   700 )
                                 Total                     12.000   ( 6.500 )
A este montante devem Juntar -se 7 milhões de ECUs de contribuições
nacionais , o que eleva o custo total da terceira fase a 19 milhões de
ECUs .
As   taxas   de  participação    dos   Estados-membros  no  financiamento     dos
trabalhos dos grupos nacionais são negociadas nos contratos de associação
e deveriam , em principio , ser     mantidas para a terceira fase do programa .
0 plano de financiamento do programa encontra-se resumido nos quadros
abaixo :
Quadro 1
Dotações financeiras e duração das fases do programa ( em 1.QQQ ECUsl
Fase 1 (2 anos )                        2.000
Fase 2 (3 anos )                       13.000
Fase 3 (2 anos ) 5.500 + 6.500 -       12 . 000
    Total                              27.000
 ---pagebreak---     Quadro 2
Financiamento das duas primeiras fases do programa durante os exercícios
orçamentais 1982-1988 , em dotações para autorizações e dotações para
pagamentos .
( em 1 . 000 ECUs )
Exerc Icio                               P,A,                    D.P.
1982                                       1 . 000                   800
1983                                       1 . 000                   800
1984                                       p .m .                    400
1985                                       4.200                  1.500
1986                                       3.950                  2.650
1987                                       3.500                  4.500
1988 *                                   1 . 350 **               4,350 ***
Total                                   15.000                   15.000
*   Montantes destinados         no anteprojecto do orçamento 1988 ,  no  artigo
    7510 ( mult I I Ingulsmo ) , para o EUROTRA .
** Total D.A. 4.500.000 ECUs .
*** Tota I D.P. 6.000.000 ECUs .
                                                                                 4*7
 ---pagebreak--- Quadro 3
Planificação do financiamento da terceira fase 1988-1990
( em 1.000 ECUs )
Número 7389
Incidência financeira para as dotações de Investigação :
Exercício                         D.A.                     CL£ .
1988
1989                              4.650                    2.000
1990                              1 . 850                  2.800
1991                               –                       1.400
1992                                                         300
Total                             6 . SOO                  6.500
Incidência financeira para as dotações operacionais : nula
 ---pagebreak---                                                                        Anexo V
                  Parecer do Comité Consultivo de Gestão e Coordenação
             " Problemas Linguísticos " ( CGC-12 ). de 25 de Janeiro de 1988
Assunto : Transição para a terceira fase do Programa EUROTRA I & D
0 Comité examinou a proposta da Comissão relativa à transição do programa
EUROTRA para a terceira fase .
0 Comité regista o facto do programa ter sido apreciado por um Grupo de
peritos Independentes e da proposta da Comissão ter tido plenamente em conta
as suas conclusões e recomendações .
As recomendações do Comité , baseadas na sua própria avaliação do actual estado
do trabalho do programa foram também tidas em consideração na proposta da
Com I ssão .
0 Comité é de opinião que as condições para uma transição metódica para a
terceira fase estarão reunidas em meados de 1988 .
0 Comité sublinha a Importância da garantia da continuidade do programa e ó de
opinião que o Conselho deveria tomar a Decisão relativa à transição a tempo de
permitir o Inicio efectivo da terceira fase em 1 de Julho de 1988 .
0 Comité confirma o seu parecer de 6 de Maio de 1986 de que o orçamento da
Comunidade deveria ser aumentado em 6.5 milhões de ECUs perfazendo com uma
contribuição adequada dos Estados-membros , um total de 12 milhões de ECUs .
À luz da avaliação dos progressos até agora alcançados , e também de forma a
facilitar a sincronização do trabalho em espanhol e português , o Comité
recomenda uma duração de cerca de dois anos e melo para a terceira fase do
programa .
0 Comité aconselha que se Iniciem de Imediato os preparativos para a aplicação
industrial do EUROTRA .