CELEX: 52003PC0819
Language: pt
Date: 2003-12-23
Title: Proposta de Regulamento do Conselho que estabelece medidas para a recuperação das unidades populacionais de linguado no Canal da Mancha Ocidental e no golfo da Biscaia

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52003PC0819

Proposta de Regulamento do Conselho que estabelece medidas para a recuperação das unidades populacionais de linguado no Canal da Mancha Ocidental e no golfo da Biscaia  /* COM/2003/0819 final - CNS 2003/0327 */  

Proposta de REGULAMENTO DO CONSELHO que estabelece medidas para a recuperação das unidades populacionais de linguado no Canal da Mancha Ocidental e no golfo da Biscaia(apresentada pela Comissão)EXPOSIÇÃO DE MOTIVOSA presente proposta estabelece medidas para a recuperação das unidades populacionais de linguado no Canal da Mancha Ocidental e no golfo da Biscaia, na sequência da declaração da Comissão e do Conselho sobre os planos plurianuais no Conselho de Dezembro de 2002 (SN 107/02, p. 6). A proposta tem também por fundamento o artigo 5º do Regulamento (CE) nº 2371/2002, relativo à conservação e à exploração sustentável dos recursos haliêuticos no âmbito da Política Comum das Pescas, que se refere a planos de recuperação para as pescarias que exploram unidades populacionais que se encontram fora dos limites biológicos de segurança.A presente proposta diz respeito a duas unidades populacionais de linguado, nomeadamente a unidade populacional do canal da Mancha ocidental (divisão CIEM VIIe) e a unidade populacional do golfo da Biscaia (divisões CIEM VIIIa e b). Embora evoluam em zonas diferentes, estas duas unidades populacionais têm características comuns que justificam a sua inclusão num mesmo texto. O objectivo do presente plano de recuperação é assegurar a recuperação das unidades populacionais, por forma a que atinjam limites biológicos de segurança num prazo de cinco a dez anos.A proposta divide-se em cinco capítulos:O Capítulo I define as unidades populacionais que são objecto da presente proposta e estabelece os critérios para atingir os objectivos do plano, por forma a que o Conselho, com base numa proposta da Comissão, decida anular o plano quando, com base em pareceres do Comité Científico, Técnico e Económico das Pescas, se considere que as unidades populacionais estão dentro dos limites biológicos de segurança.O Capítulo II fixa a taxa máxima de mortalidade por pesca para a cada unidade populacional de linguado, que permite assegurar a recuperação destas unidades populacionais no prazo fixado. Os totais admissíveis de capturas são, em seguida, calculados nesta base.A unidade populacional do golfo da Biscaia é estimada em cerca de 1000 toneladas, tendo baixado aproximadamente de um terço desde 1995. A partir de 1997, a mortalidade por pesca situou-se acima de Flim, ou seja acima do nível em que se considera que a unidade populacional pode sofrer uma ruptura. A unidade populacional do canal da Mancha ocidental tem vindo a descer desde 1980 e estima-se que atingiu o nível historicamente mais baixo em 2003 (provavelmente cerca de 2000 toneladas). A mortalidade por pesca tem sido, a maior parte do tempo, superior a Flim desde 1982.Os cientistas indicaram que, embora a estimativa da evolução relativa da abundância das unidades populacionais seja muito precisa, a estimativa da abundância absoluta destas unidades populacionais é muito incerta. Em consequência, os cientistas preconizaram que os objectivos não fossem baseados em pontos de referência da biomassa, tendo sugerido que os objectivos de recuperação fossem expressos em termos de taxas de mortalidade por pesca. Foi escolhido como limite de recuperação o ponto de referência da mortalidade por pesca F0.1, que se baseia no rendimento por recruta e não é, portanto, influenciado pelas alterações das estimativas da abundância absoluta da unidade populacional. O nível de F0.1 é suficientemente baixo para, no caso de ser atingido, oferecer uma elevada probabilidade de recuperação. Prevê-se que as taxas de mortalidade por pesca pretendidas sejam alcançadas graças à redução gradual das taxas de mortalidade por pesca e à fixação dos TAC em consequência, por forma a ser provável obter a recuperação num prazo idêntico ao proposto no âmbito dos planos de recuperação do bacalhau, nomeadamente cerca de cinco a dez anos. De qualquer forma, F0.1 é um limite e não um objectivo. Assim, a recuperação pode ser obtida e o plano de recuperação substituído por um plano de gestão quando se considera que as unidades populacionais em causa se encontram dentro dos limites biológicos de segurança, independentemente de ter ou não sido atingido o limite F0.1.Se a pesca for exercida no respeito de F0.1, o rendimento por recruta a longo prazo está próximo do rendimento máximo e, embora a redução da mortalidade por pesca no sentido de obter F0.1 resulte numa redução do rendimento a curto prazo, prevê-se que o rendimento aumente a médio ou longo prazo.Este capítulo também desenvolve o princípio segundo o qual a alteração mais importante do TAC de um ano para o outro, para mais ou para menos, não deve ser superior a 15 % após o primeiro ano de aplicação de um plano de recuperação. No primeiro ano, este limite é aumentado para 25 %, a fim de permitir uma eventual melhor recuperação numa primeira fase.O Capítulo III contém as propostas da Comissão relativas à gestão de um regime de limitação do esforço de pesca, que restringe o tempo de pesca dos navios por forma a corresponder aos TAC. O regime é idêntico ao proposto no plano de recuperação do bacalhau e concede uma flexibilidade aos Estados-Membros quanto à gestão e repartição do esforço de pesca pelos navios de pesca individuais.Contudo, estas unidades populacionais de linguado evoluem também na zona que é objecto da proposta relativa à recuperação da pescada do Norte, pelo que as medidas de limitação do esforço propostas para a pescada poderão também contribuir para a recuperação do linguado. Para evitar que os regimes de gestão sejam demasiado complicados, a gestão do esforço de pesca do linguado só dirá respeito aos navios que pescam linguado e desembarcaram mais linguado do que pescada. Os navios que tenham desembarcado mais pescada do que linguado serão objecto do regime de gestão do esforço aplicável à pescada.Em resumo, o regime funciona da forma seguinte:- em primeiro lugar, é calculado o esforço de pesca global exercido durante um período de referência de três anos por todos os navios que pescam linguado não abrangidos pelo plano de recuperação da pescada do Norte;- em seguida, a redução do esforço de pesca, relativa ao esforço exercido no período de referência, necessária para cumprir o TAC é calculada e repartida pelos Estados-Membros de acordo com a proporção representada por cada Estado-Membro nos desembarques totais de linguado e atendendo às diferenças que podem ser registadas ao nível da "capturabilidade".Os Estados-Membros repartem as limitações do esforço, expressas em quilowatts-dias, pelos seus navios no âmbito das zonas geográficas - mas não entre as zonas geográficas - ocupadas pelas respectivas unidades populacionais de linguado. Os quilowatts-dias podem ser inteiramente transferidos entre estes navios e utilizados em qualquer momento do ano.O Capítulo IV prevê medidas para melhorar o acompanhamento, a inspecção e o controlo dos navios abrangidos pelo regime de gestão do esforço. As medidas incluem pormenores quanto à notificação prévia, à exigência de desembarcar linguado nos portos designados e às condições de estiva e de transporte.Não foram incluídas no presente regulamento medidas técnicas de conservação. Um certo número de medidas técnicas destinadas a favorecer a recuperação das unidades populacionais de linguado já foram aplicadas pelo Regulamento (CE) nº 850/98 do Conselho. Prossegue-se actualmente com a avaliação das medidas técnicas de conservação no tocante à recuperação do linguado, podendo ser posteriormente propostas mais medidas.Capítulo V Disposições finaisO impacto socioeconómico da execução da presente proposta será analisado no âmbito do Plano de acção para compensar as consequências sociais, económicas e regionais da reestruturação do sector das pescas da UE (COM (2002) 600 final). O plano de acção reconhece a dificuldade de avaliar o eventual impacto dos planos de gestão plurianuais e a necessidade de os Estados-Membros recolherem mais dados para esse efeito.Solicita-se ao Conselho que adopte a presente proposta o mais rapidamente possível, a fim de permitir aos pescadores planear as suas actividades no respeitante à próxima campanha de pesca.2003/0327 (CNS)Proposta de REGULAMENTO DO CONSELHO que estabelece medidas para a recuperação das unidades populacionais de linguado no Canal da Mancha Ocidental e no golfo da BiscaiaO CONSELHO DA UNIÃO EUROPEIA,Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Europeia, nomeadamente o artigo 37º,Tendo em conta a proposta da Comissão [1],[1]  JO C ..., p.. .Tendo em conta o parecer do Parlamento Europeu [2],[2]  JO C ..., p.. .Considerando o seguinte:(1) Um parecer científico recente, emitido pelo Conselho Internacional de Exploração do Mar (CIEM), indica que os níveis de mortalidade por pesca das unidades populacionais de linguado nas divisões CIEM VIIIe e VIIIa,b têm vindo a provocar a erosão das quantidades de peixes adultos presentes no mar, a tal ponto que as unidades populacionais podem deixar de se poder reconstituir por reprodução e estar, assim, ameaçadas de ruptura.(2) É necessário adoptar medidas para estabelecer planos plurianuais com vista à recuperação destas unidades populacionais em conformidade com o artigo 5º do Regulamento (CE) nº 2371/2002 do Conselho, de 20 de Dezembro de 2002, relativo à conservação e à exploração sustentável dos recursos haliêuticos no âmbito da Política Comum das Pescas [3].[3]  JO L 358 de 31.12.2002, p. 59.(3) Os planos devem ter por objectivo a reconstituição destas unidades populacionais, por forma a que atinjam limites biológicos de segurança num prazo de cinco a dez anos.(4) Deve considerar-se que foi atingido o objectivo quando, com base num parecer do Comité Científico, Técnico e Económico das Pescas (CCTEP), se determinar que as unidades populacionais em causa se encontram dentro dos limites biológicos de segurança.(5) A abundância absoluta das unidades populacionais em causa, estimada pelo CCTEP e pelo CIEM, é demasiado incerta para poder ser utilizada como objectivo de recuperação destas unidades populacionais, devendo os objectivos ser expressos em termos de taxas de mortalidade por pesca.(6) Para atingir esses objectivos, é necessário controlar os níveis das taxas de mortalidade por pesca, de forma a que haja uma elevada probabilidade de redução dessas taxas de ano para ano.(7) O controlo das taxas de mortalidade por pesca pode ser obtido através de um método adequado de fixação do nível dos totais admissíveis de capturas (TAC) das unidades populacionais em causa e de um sistema em cujo âmbito o esforço de pesca exercido relativamente a estas unidades populacionais seja limitado a níveis que tornem improvável a superação dos TAC.(8) Após ter sido obtida a recuperação das unidades populacionais, o Conselho deve decidir, sob proposta da Comissão, das medidas de acompanhamento em conformidade com o artigo 6º do Regulamento (CE) nº 2371/2002.(9) Para assegurar a observância das medidas estabelecidas no presente regulamento, são necessárias medidas de controlo suplementares para além das estabelecidas no Regulamento (CEE) nº 2847/93 do Conselho, de 12 de Outubro de 1993, que institui um regime de controlo aplicável à política comum das pescas [4],[4]  JO L 261 de 20.10.1993, p. 1. Regulamento com a última redacção que lhe foi dada pelo Regulamento (CE) nº 806/2003 (JO L 122 de 16.5.2003, p. 1).ADOPTOU O PRESENTE REGULAMENTO:CAPÍTULO I OBJECTO E OBJECTIVOSArtigo 1ºObjectoO presente regulamento estabelece um plano de recuperação para as seguintes unidades populacionais de linguado (a seguir denominadas "unidades populacionais de linguado em causa"):a) Unidade populacional de linguado que evolui na divisão VIIe, definida pelo Conselho Internacional de Exploração do Mar (CIEM);b) Linguado que evolui nas divisões VIIIa,b, definidas pelo CIEM.Artigo 2ºObjectivo do plano de recuperaçãoO objectivo do plano de recuperação é reconstituir as unidades populacionais de linguado em causa por forma a que se encontrem dentro dos limites biológicos de segurança.Artigo 3ºAvaliação das medidas de recuperação1. No segundo ano de aplicação do presente regulamento e em cada um dos anos seguintes, a Comissão, com base nos pareceres do CIEM e do Comité Científico, Técnico e Económico das Pescas (CCTEP), avalia o impacto das medidas de recuperação nas unidades populacionais de linguado em causa e nas pescarias destas unidades populacionais.2. Se, com base na avaliação anual, a Comissão verificar que foi atingido o objectivo fixado no artigo 2º relativamente a qualquer uma das unidades populacionais de linguado em causa, o Conselho decide, por maioria qualificada sob proposta da Comissão, substituir, no respeitante à unidade populacional em causa, o plano de recuperação previsto no presente regulamento por um plano de gestão em conformidade com o artigo 6º do Regulamento (CE) nº 2371/2002.3. Se, com base na avaliação anual, a Comissão verificar que qualquer uma das unidades populacionais de linguado em causa não mostra sinais de recuperação, o Conselho decide por maioria qualificada sob proposta da Comissão de medidas suplementares e/ou alternativas, a fim de assegurar a recuperação da unidade populacional em causa.CAPÍTULO II Totais admissíveis de capturasArtigo 4ºFixação de totais admissíveis de capturas (TAC)1. Todos os anos, o Conselho decide, por maioria qualificada com base numa proposta da Comissão, dos TAC para o ano seguinte.2. Os TAC para as unidades populacionais de linguado em causa são fixados em conformidade com o artigo 5º.Artigo 5ºProcesso de fixação dos TAC para as unidades populacionais de linguado em causa1. Sempre que o CCTEP estime, à luz do relatório mais recente do CIEM, que a taxa de mortalidade por pesca de uma das unidades populacionais de linguado em causa é superior a 0,14 por ano, o TAC para essa unidade populacional não será superior ao nível de capturas que, de acordo com a avaliação científica efectuada pelo CCTEP à luz do relatório mais recente do CIEM, resultará, no seu ano de aplicação, numa redução de:a) 20 % da taxa de mortalidade por pesca em relação à taxa de mortalidade por pesca estimada relativamente ao ano anterior no respeitante à unidade populacional de linguado na divisão VIIe;b) 35% da taxa de mortalidade por pesca em relação à taxa de mortalidade por pesca estimada relativamente ao ano anterior no respeitante à unidade populacional de linguado na divisão VIIIa,b.2. Sempre que o CCTEP estime, à luz do relatório mais recente do CIEM, que a taxa de mortalidade por pesca de uma das unidades populacionais de linguado em causa é igual ou inferior a 0,14 por ano, o TAC para essa unidade populacional será fixado num nível de capturas que, de acordo com a avaliação científica efectuada pelo CCTEP à luz do relatório mais recente do CIEM, resultará, no ano da sua aplicação, numa taxa de mortalidade por pesca de:a) 0,11 por ano no respeitante à unidade populacional de linguado na divisão VIIe;b) 0,09 por ano no respeitante à unidade populacional de linguado na divisão VIIIa,b.Artigo 6ºLimitações das variações dos TAC1. No primeiro ano de aplicação do presente regulamento, são aplicáveis as seguintes regras:a) Sempre que a aplicação do artigo 5º resulte num TAC superior em mais de 25% ao do ano anterior, o Conselho adopta um TAC não superior em mais de 25% ao TAC desse ano;b) Sempre que a aplicação do artigo 5º resulte num TAC inferior em mais de 25% ao do ano anterior, o Conselho adopta um TAC não inferior em mais de 25% ao TAC desse ano.2. A contar do segundo ano de aplicação do presente regulamento, são aplicáveis as seguintes regras:a) Sempre que a aplicação do artigo 5º resulte num TAC superior em mais de 15% ao do ano anterior, o Conselho adopta um TAC não superior em mais de 15% ao TAC desse ano;b) Sempre que a aplicação do artigo 5º resulte num TAC inferior em mais de 15% ao do ano anterior, o Conselho adopta um TAC não inferior em mais de 15% ao TAC desse ano.CAPÍTULO III Limitação do esforço de pescaArtigo 7ºFixação do nível máximo autorizado de quilowatts-diasO Conselho decide, por maioria qualificada sob proposta da Comissão, do nível máximo autorizado de quilowatts-dias, não superior a um nível calculado em conformidade com as condições previstas no anexo, relativamente a grupos de navios de pesca de cada Estado-Membro que exerçam a pesca das unidades populacionais de linguado em causa no ano seguinte.Artigo 8ºEstabelecimento e composição de uma base de dados1. Relativamente a cada zona geográfica referida no artigo 1º, a cada ano do período de referência referido no nº 2 do presente artigo e a cada navio que arvora seu pavilhão, está registado na Comunidade e desembarcou qualquer quantidade de linguado e pescada nesse período, cada Estado-Membro estabelece uma base de dados que contenha as seguintes informações:a) O nome e o número de registo interno do navio;b) A potência instalada do motor do navio em quilowatts, calculada em conformidade com o Regulamento (CEE) nº 2930/86 do Conselho [5];[5]  JO L 274 de 25.9.1986, p. 1.c) O número de dias de ausência do porto, definidos no artigo 12º;d) As quantidades de linguado desembarcadas, em toneladas;e) As quantidades de pescada desembarcadas, em toneladas;f) Os quilowatts-dias, como produto do número de dias de ausência do porto e da potência instalada do motor, expressa em quilowatts.2. A base de dados será criada até às seguintes datas:a) 31 de Janeiro de 2004, no respeitante ao período de referência trienal 2001, 2002 e 2003;b) 15 de Julho de cada ano posterior a 2004, no respeitante ao período de três anos antecedente.3. Os dados são comunicados à Comissão por escrito e em suporte informático até 15 de Fevereiro de 2004, no respeitante ao período de referência previsto na alínea a) do nº 2, e até 31 de Julho do ano em causa, no respeitante ao período de referência previsto na alínea b) do nº 2.Artigo 9ºCálculos a efectuar pelos Estados-Membros1. Cada Estado-Membro calcula as seguintes quantidades:a) A média dos quilowatts-dias para o período de referência para cada navio incluído na base de dados referida no artigo 8º;b) O total das médias dos quilowatts-dias para os navios constantes da base de dados referida no artigo 8º, resultante da soma das médias dos quilowatts-dias calculadas na alínea a) no respeitante aos navios que durante o período de referência e em conformidade com os dados constantes da base de dados desembarcaram, em peso, mais linguado do que pescada.2. Os Estados-Membros velam por que o cálculo previsto na alínea a) do nº 1 seja ajustado sempre que necessário, a fim de ter em conta quaisquer limitações do esforço de pesca previstas nos termos da Decisão 97/413/CE do Conselho [6].[6]  JO L 175 de 3.7.1997, p. 27.3. Os resultados dos cálculos são comunicados à Comissão nos prazos previstos no nº 3 do artigo 8º.Artigo 10ºAtribuição de quilowatts-dias1. Relativamente a cada zona geográfica referida no artigo 1º, cada Estado-Membro decide todos os anos da repartição do número máximo autorizado de quilowatts-dias pelos navios que arvoram seu pavilhão e estão registados na Comunidade.2. É proibida a transferência de quilowatts-dias entre as zonas geográficas referidas no artigo 1º.Artigo 11ºLista de navios1. No prazo de dois meses a contar da adopção da decisão do Conselho referida no artigo 7º, cada Estado-Membro comunica à Comissão, relativamente a cada uma das zonas geográficas referidas no artigo 1º, uma lista com o nome e o número de registo interno dos navios a que foram atribuídos quilowatts-dias.2. Os navios já incluídos na lista prevista no artigo 11º do Regulamento (CE) nº XXXX/2003 [plano de recuperação para a pescada do Norte] não devem ser incluídos na lista referida no nº 1.3. Até que sejam comunicadas listas à Comissão por um Estado-Membro nos termos do nº 1, continuam a ser aplicáveis as listas mais recentemente comunicadas à Comissão.Nos casos em que não foi anteriormente comunicada nenhuma lista à Comissão, considera-se que os navios constantes da lista são os navios cujos nomes e números de registo internos constam da base de dados referida no artigo 8º em relação ao período de referência mais recente e que desembarcaram mais linguado do que pescada durante o período de referência.Artigo 12ºDias de ausência do porto1. Os quilowatts-dias atribuídos a qualquer navio individual são convertidos num número equivalente de dias de ausência do porto, dividindo os quilowatts-dias pela potência instalada do motor do navio, expressa em quilowatts, acrescentando 0,5 ao resultado do cálculo e ignorando qualquer decimal ou outra fracção no valor obtido.2. Um dia de ausência do porto é um período contínuo de 24 horas a contar da hora de entrada numa zona geográfica referida no artigo 1º ou qualquer parte desse período.Artigo 13ºObrigações dos Estados-MembrosOs Estados-Membros velam por que cada navio incluído na lista referida no artigo 11º não esteja ausente do porto e se encontre em qualquer uma das zonas geográficas referidas no artigo 1º durante um número de dias superior ao calculado nos termos do artigo 12º.Artigo 14ºProibições de desembarque e transbordo1. É proibido aos navios que não tenham sido incluídos na lista referida no artigo 11º ou na lista referida no artigo [X] do Regulamento (CE) nº XXXX/2003 [plano de recuperação para a pescada do Norte] desembarcar ou transbordar pescada, areeiro, tamboril, solha ou linguado capturados numa das zonas geográficas referidas no artigo 1º, assim como desembarcar ou transbordar lagostins capturados nessas zonas, excepto se estes últimos tiverem sido capturados com covos.2. Até que um Estado-Membro estabeleça uma base de dados e a comunique à Comissão em conformidade com o artigo 8º, é proibido a todos os navios desse Estado-Membro desembarcar pescada, solha, lagostins ou linguado capturados numa das zonas geográficas referidas no artigo 1º.CAPÍTULO IV Controlo, inspecção e vigilânciaArtigo 15ºRegistos do esforçoEm derrogação do artigo 19ºA do Regulamento (CEE) nº 2847/93, os artigos 19ºB, 19ºC, 19ºD, 19ºE e 19ºJ desse regulamento são aplicáveis aos navios incluídos na base de dados prevista no artigo 8º que operam nas zonas geográficas referidas no artigo 1º.Artigo 16ºMargem de tolerânciaEm derrogação do disposto no nº 2 do artigo 5º do Regulamento (CEE) nº 2807/83 da Comissão, de 22 de Setembro de 1983, que define as regras especiais de registo das informações relativas às capturas de peixe pelos Estados-Membros [7], a margem de tolerância autorizada no respeitante à estimativa das quantidades mantidas a bordo dos navios, expressas em quilogramas, é de 5 % do valor inscrito no diário de bordo.[7]  JO L 276 de 10.10.1983, p.1.Artigo 17ºPesagem das quantidades desembarcadasAs autoridades competentes dos Estados-Membros garantem que qualquer quantidade de linguado legítimo superior a 50 kg, capturada em qualquer uma das zonas referidas no artigo 1º, seja pesada nas balanças das lotas antes da venda.Artigo 18ºEstiva separada do linguado legítimo1. É proibido manter a bordo de um navio de pesca comunitário, em qualquer contentor individual, qualquer quantidade de linguado legítimo misturada com quaisquer outras espécies de organismos marinhos.2. Os capitães dos navios de pesca comunitários devem prestar a assistência necessária aos inspectores dos Estados-Membros para permitir que as quantidades declaradas no diário de bordo e as capturas de linguado legítimo mantidas a bordo sejam objecto de controlos cruzados.Artigo 19ºTransporte do linguado legítimo1. As autoridades competentes de um Estado-Membro podem exigir que qualquer quantidade de linguado legítimo superior a 50 kg capturada numa das zonas geográficas referidas no artigo 1º e desembarcada pela primeira vez nesse Estado-Membro seja pesada antes de ser transportada do porto de primeiro desembarque para outro local.2. Em derrogação do artigo 13º do Regulamento (CEE) nº 2847/93, as quantidades de linguado legítimo superiores a 50 kg que sejam transportadas para um local diferente do local do desembarque ou de importação devem ser acompanhadas de uma cópia de uma das declarações previstas no nº 1 do artigo 8º do Regulamento (CEE) nº 2847/93 referente às quantidades de linguado transportadas. Não é aplicável a isenção prevista no nº 4, alínea b), do artigo 13º do Regulamento (CEE) nº 2847/93.Artigo 20ºPrograma de controlo específicoEm derrogação do nº 1 do artigo 34ºC do Regulamento (CEE) nº 2847/93, os programas de controlo específicos para as unidades populacionais de linguado em causa podem durar mais de dois anos.CAPÍTULO V Disposições finaisArtigo 21ºEntrada em vigorO presente regulamento entra em vigor no vigésimo dia seguinte ao da sua publicação no Jornal Oficial da União Europeia.O presente regulamento é obrigatório em todos os seus elementos e directamente aplicável em todos os Estados-Membros.Feito em Bruxelas, emPelo ConselhoO PresidenteAnexoCabe à Comissão efectuar os cálculos descritos no presente anexo.Cálculo do nível máximo autorizado de quilowatts-dias para cada Estado-Membro em cada zona geográficaParte 1: taxa prevista de mortalidade por pesca associada a um TACA taxa prevista de mortalidade por pesca associada a um TAC para o ano seguinte é igual ao valor da taxa de mortalidade por pesca correspondente à exploração desse TAC em conformidade com o relatório mais recente do CIEM ou com base nesse relatório. Esse valor é, em seguida, designado por "Ftac".Parte 2: cálculo da média da taxa de mortalidade por pesca durante o período de referência.Os valores da taxa total de mortalidade por pesca, ao nível internacional, prevista pelo relatório mais recente do CIEM em cada um dos três anos do período de referência são adicionados e o resultado do cálculo é dividido por três. Esse valor é, em seguida, designado por "Fref".Parte 3: cálculo do nível máximo autorizado de quilowatts-dias para cada Estado-Membro [8].[8]  Os cálculos definidos na parte 3 do presente anexo proporcionam os valores do nível máximo autorizado de quilowatts-dias para cada Estado-Membro em relação com a proporção de linguado desembarcada por cada Estado-Membro durante o período de referência.a) A proporção de desembarques de linguado gerada por cada Estado-Membro durante o período de referência é calculada como se segue:i) em relação a cada um dos três anos do período de referência e com base nos dados relativos aos desembarques fornecidos no relatório mais recente do CIEM ou, se estas últimas quantidades não estão disponíveis, nos dados constantes da base de dados do Estado-Membro em conformidade com o artigo 8º, a quantidade total de linguado desembarcada por cada Estado-Membro é dividida pela quantidade total de linguado desembarcada por todos os Estados-Membros,ii) em relação a cada Estado-Membro, são adicionadas as quantidades calculadas na alínea i) e a quantidade obtida é dividida por três.b) São calculados os valores quadráticos de cada um dos valores calculados na alínea a)ii).c) Cada um dos valores calculados na alínea b) é multiplicado por Fref, calculado na parte 2.d) Os valores calculados relativamente a cada Estado-Membro na alínea c) são divididos pelos quilowatts-dias para esse Estado-Membro, calculados em conformidade com o nº 1, alínea b), do artigo 9º.e) São adicionados os valores calculados na alínea d).f) O valor de Ftac, obtido na parte 1, menos Fref, calculado na parte 2, é dividido pelo valor calculado na alínea e).g) O valor calculado na alínea f) é multiplicado pelo valor para cada Estado-Membro calculado na alínea a)ii).h) Cada um dos valores calculados na alínea g) é adicionado aos quilowatts-dias calculados por cada Estado-Membro em conformidade com o nº 1, alínea b), do artigo 9º.Parte 4: comparação da repartição do esforço com limitações do esforço anteriores fixadas no âmbito dos Programas de Orientação Plurianuais (POP)No caso dos Estados-Membros que gerem determinados segmentos das suas frotas com limitações do esforço no âmbito dos POP, essas limitações e os navios a que dizem respeito serão comparadas com as limitações e os navios abrangidos pelo presente regulamento. As novas limitações devem ser inferiores ou iguais às limitações anteriormente fixadas.