CELEX: 62018CA0213
Language: pt
Date: 2019-11-07 00:00:00
Title: Processo C-213/18: Acórdão do Tribunal de Justiça (Primeira Secção) de 7 de novembro de 2019 (pedido de decisão prejudicial apresentado pelo Tribunale ordinario di Roma – Itália) – Adriano Guaitoli e o./easyJet Airline Co. Ltd [«Reenvio prejudicial – Cooperação judiciária em matéria civil – Competência judiciária, reconhecimento e execução de decisões em matéria civil e comercial – Regulamento (UE) n.o 1215/2012 – Artigo 7.o, n.o 1, alínea a) – Tribunal competente em matéria contratual – Regras comuns para a indemnização e a assistência aos passageiros dos transportes aéreos em caso de recusa de embarque e de cancelamento ou atraso considerável dos voos – Regulamento (CE) n.o 261/2004 – Artigos 5.o, 7.o, 9.o e 12.o – Convenção de Montreal – Competência – Artigos 19.o e 33.o – Pedido de indemnização e de ressarcimento do dano resultante do cancelamento e do atraso dos voos»]

23.12.2019   
            
            
               PT
            
            
               Jornal Oficial da União Europeia
            
            
               C 432/8
            
         
      Acórdão do Tribunal de Justiça (Primeira Secção) de 7 de novembro de 2019 (pedido de decisão prejudicial apresentado pelo Tribunale ordinario di Roma – Itália) – Adriano Guaitoli e o./easyJet Airline Co. Ltd
      (Processo C-213/18) (1)
      
      («Reenvio prejudicial - Cooperação judiciária em matéria civil - Competência judiciária, reconhecimento e execução de decisões em matéria civil e comercial - Regulamento (UE) n.o 1215/2012 - Artigo 7.o, n.o 1, alínea a) - Tribunal competente em matéria contratual - Regras comuns para a indemnização e a assistência aos passageiros dos transportes aéreos em caso de recusa de embarque e de cancelamento ou atraso considerável dos voos - Regulamento (CE) n.o 261/2004 - Artigos 5.o, 7.o, 9.o e 12.o - Convenção de Montreal - Competência - Artigos 19.o e 33.o - Pedido de indemnização e de ressarcimento do dano resultante do cancelamento e do atraso dos voos»)
      (2019/C 432/08)
      Língua do processo: italiano
      
         Órgão jurisdicional de reenvio
      
      Tribunale ordinario di Roma
      
         Partes no processo principal
      
      
         Demandantes: Adriano Guaitoli, Concepción Casan Rodriguez, Alessandro Celano Tomassoni, Antonia Cirilli, Lucia Cortini, Mario Giuli, Patrizia Padroni
      
         Demandada: easyJet Airline Co. Ltd
      
         Dispositivo
      
      
                  1)
               
               
                  O artigo 7.o, n.o 1, o artigo 67.o e o artigo 71.o, n.o 1, Regulamento (UE) n.o 1215/2012 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 12 de dezembro de 2012, relativo à competência judiciária, ao reconhecimento e à execução de decisões em matéria civil e comercial, bem como o artigo 33.o da Convenção para a unificação de certas regras relativas ao Transporte Aéreo Internacional, celebrada em Montreal em 28 de maio de 1999 e aprovada em nome da Comunidade Europeia pela Decisão 2001/539/CE do Conselho, de 5 de abril de 2001, devem ser interpretados no sentido de que o órgão jurisdicional de um Estado-Membro chamado a pronunciar-se sobre uma ação destinada a obter, simultaneamente, o respeito dos direitos fixos e uniformizados previstos pelo Regulamento n.o 261/2004 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 11 de fevereiro de 2004, que estabelece regras comuns para a indemnização e a assistência aos passageiros dos transportes aéreos em caso de recusa de embarque e de cancelamento ou atraso considerável dos voos e que revoga o Regulamento (CEE) n.o 295/91, e o ressarcimento de um dano suplementar abrangido pelo âmbito de aplicação da referida Convenção deve apreciar a sua competência, quanto ao primeiro pedido, à luz do artigo 7.o, n.o 1, do Regulamento n.o 1215/2012 e, quanto ao segundo, à luz do artigo 33.o dessa convenção.
               
            
                  2)
               
               
                  O artigo 33, n.o 1, da Convenção para a Unificação de Certas Regras Relativas ao Transporte Aéreo Internacional, celebrada em Montreal em 28 de maio de 1999, deve ser interpretado no sentido de que regula, para efeitos das ações de indemnização por danos abrangidas pelo âmbito de aplicação dessa convenção, não apenas a repartição da competência judiciária entre os Estados Partes nesta, mas igualmente a repartição da competência territorial entre os órgãos jurisdicionais de cada um desses Estados.
               
            
         (1)  JO C 240, de 9.7.2018.