CELEX: 51987PC0194
Language: pt
Date: 1987-05-12
Title: PROPOSTA DE DIRECTIVA DO CONSELHO RELATIVA A APROXIMACAO DAS LEGISLACOES DOS ESTADOS-MEMBROS RESPEITANTES A DETERMINADOS ELEMENTOS E CARACTERISTICAS DOS TRACTORES AGRICOLAS OU FLORESTAIS DE RODAS

17. 8. 87                              Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                N? C 218/1
                                                              II
                                                   (Actos preparatórios)
                                                  COMISSÃO
             Proposta de directiva do conselho relativa à aproximação das legislações dos Estados-
             -membros respeitantes a determinados elementos e características dos tractores agrícolas ou
                                                     florestais de rodas
                                                    COM (87) 194 final
                            (Apresentada pela Comissaão no Conselho em 19 de Maio de 1987)
                                                        (87/C 218/01)
O CONSELHO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS,                              Considerando que, no que diz respeito em especial às
                                                                   prescripções técnicas relativas às vidraças de segurança
Tendo em conta o Tradado que institui a Comunidade                — pára-brisas e outras vidraças —, é oportuno retomar
Económica Europeia e, nomeadamente, o seu artigo                   as adoptadas pela Comissão Económica para a Europa
100,                                                              da ONU no seu Regulamento n? 43 («Prescripções
                                                                   uniformes relativas à homologação do envidraçamento
Tendo em conta a proposta da Comissaão,                           de segurança e dos materiais para vidraças», que está
Tendo em conta o parecer do Parlamento Europeu,                   anexado ao Acordo de 20 de Março de 1958 relativo à
                                                                  adopção de condições uniformes de homologação e ao
Tendo em conta o parecer do Comité Económico e                    reconhecimento recíproco da homologação dos equipa-
Social,                                                           mentos e peças de veículos a motor (3).
Considerando que as prescrições técnicas exigidas para
os tractores pelas legislações nacionais dizem respeito,
nomeadamente, às dimensões e massas, ao regulador
de velocidade, à protecção dos elementos motores, das
partes salientes e das rodas, ao comando de travagem do           ADOPTOU A PRESENTE DIRECTIVA:
reboque, aos pára-brisas e outras vidraças, às ligações
mecânicas entre tractor e reboque bem como à localiza-
ção e modo de colocação das placas e inscrições regula-                                       Artigo Io.
mentares no corpo do tractor;
                                                                   1. Entende-se por tractor (agrícola ou florestal) qual-
Considerando que estas prescrições diferem de um Esta-             quer veículo a motor, com rodas ou lagartas, tendo
do-membro para outro; que daí resulta a necessidade                pelo menos dois eixos, cuja função principal resida no
de que sejam adoptadas as mesmas prescrições por                   seu poder de tracção, especialmente concebido para
todos os Estados-membros, quer em complemento, quer                atrelar, empurrar, carregar ou accionar certas ferramen-
em substituição das suas regulamentações actuais,                  tas, máquinas ou reboques destinados a uma utilização
tendo em vista, nomeadamente, permitir a aplicação,                agrícola ou florestal. Pode estar equipado para trans-
para cada modelo de tractor, do processo de recepção               portar carga e passageiros.
CEE que é objecto da Directiva 74/150/CEE do Conse-
lho, de 4 de Março de 1974, relativa à aproximação das             2.    A presente directiva aplica-se exclusivamente aos
legislações dos Estados-membros respeitantes à recep-              tractores definidos no n? 1, montados sobre pneumáti-
ção dos tractores agrícolas ou florestais de rodas (*),            cos, com una velocidade máxima, por construção, com-
com a última redacção que lhe foi dada pela Directiva              preendida entre 6 e 30 km por hora.
82/890/CEE(2).
(!) JO n?L 84 de 28. 3. 1974, p. 10.                              (3) E/ECE/324 — E/ECE/TRANS/505 — Rev. 1/Ad. 42/Ald. 2
(2) JO n? L 378 de 31. 12. 1982, p. 45.                               de 16 de Abril de 1986.
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                       Artigo 2?                                                   Artigo 4o.
Os Estados-membros não podem nem recusar a recep-          No caso de se fazer remissão para o processo definido
ção CEE ou a recepção de âmbito nacional de um             no presente artigo, a Comissão decidirá após consulta
tractor, nem recusar a matrícula ou proibir a venda, a     do Comité instituído pela Directiva 74/150/CEE, a
entrada em circulação ou a utilização de um tractor        seguir denominado «Comité». O Comité deliberará
por motivos relacionados com:                              sobre os pedidos de parecer formulados pela Comissão.
                                                           A Comissão, ao solicitar o parecer do Comité, pode
— as dimensões e as massas,                                fixar o prazo no qual o parecer terá de ser dado. As
                                                           deliberações do Comité não serão seguidas de nenhuma
— o regulador de velocidade, a protecção dos elemen-       votação. Todavia, cada membro do Comité pode exigir
    tos motores, das partes salientes e das rodas, e o     que a sua opinião seja lavrada na acta.
    comando de travagem do reboque,
— os pára-brisas e outras vidraças,                                                Artigo 5°.
— as ligações mecânicas entre tractor e reboque,           1. Os Estados-membros porão em vigor as disposi-
                                                           ções necessárias para darem cumprimento à presente
— a localização e modo de colocação das placas e           directiva o mais tardar em 31 de Dezembro de 1988.
    inscrições regulamentares no corpo do tractor,         Desse facto informarão imediatamente a Comissão.
se estes satisfezerem as prescrições constantes dos        2.    Os Estados-membros comunicarão à Comissão o
anexos correspondentes.                                    texto das principais disposições de direito nacional que
                                                           adoptarem no domínio regulado pela presente directiva.
                       Artigo 3o.
                                                                                   Artigo 6o.
As alterações necessárias para adaptar os anexos ao
progresso técnico serão adoptadas em conformidade          Os Estados-membros são destinatários da presente
com o processo previsto no artigo 4.                      directiva.
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                                                              ANEXO I
                                                    DIMENSÕES E MASSAS
           1.    DEFINIÇÕES
           1.1. Por « comprimento », entende-se o comprimento do tractor medido entre os planos verticais perpendi-
                culares ao eixo longitudinal do tractor, e passando pelos pontos extremos deste, com exclusão de:
                — qualquer espelho retrovisor,
                — qualquer manivela de arranque,
                — qualquer instrumento agrícola fixado temporariamente à frente ou à retaguarda do tractor,
                — qualquer luz de posição à frente ou lateral.
          1.2.  Por «largura», entende-se a largura do tractor medida entre os planos verticais paralelos ao eixo
                longitudinal do tractor, e passando pelos pontos extremos deste, com exclusão de:
                — qualquer espelho retrovisor,
                — qualquer indicador de mudança de direcção,
                — qualquer luz de posição à frente, lateral ou à retaguarda; qualquer luz de estacionamento,
                — qualquer distorção dos pneus causada pelo peso do tractor,
                — qualquer elemento escamoteável, tal como pára-lamas elástico, estribo que se possa levantar,
                — qualquer instrumento agricola fixado à frente ou à retaguarda do tractor.
          1.3.  Por «altura», entende-se, a distância vertical entre o solo e o ponto do tractor mais afastado do
                solo. Para determinar essa altura, o tractor deve estar:
                — equipado com pneumáticos novos, com o maior raio de rolamento especificado pelo fabricante,
                — sem carga, sendo a massa sem carga medida em conformidade com a definição estabelecida na
                    Directiva 74/150/CEE (ponto 2.4 do Anexo I),
                — imobilizado e com o motor parado,
                — posicionado sobre uma superfície razoavelmente plana, sendo escluída qualquer antena.
          1.4.  Por « massa rebocavel», entende-se a massa total real do reboque puxado.
          1.5.  Por « carga vertical no ponto de engate », entende-se a carga transmitida em condições estáticas pelo
                anel do reboque ao centro de referência do dispositovo de reboque.
          1.6.  Por «dispositivo de reboque», entende-se a unidade técnica, instalada do lado do tractor, da ligação
                mecânica de um conjunto tractor-reboque. Conforme a sua concepção, essa unidade técnica é
                denominada engate de boca de lobo ou gancho.
          1.7.  Por «centro de referência do dispositivo de reboque», entende-se o ponto do eixo do cavilhão
                equidistante das extremidades no caso do engate de boca de lobo e o ponto resultante da intersecção
                do plano de simetria do gancho com a geratriz da parte côncava desse gancho ao nível de contacto
                com o anel, quando este está na posição de tracção.
          1.8.  Por « distância entre eixos do tractor (I) », entende-se a distância entre os planos verticais perpendicula-
                res ao plano longitudinal médio do tractor passando pelos eixos do tractor.
          1.9.  Por «massa do tractor em ordem de marcha (Mt)», entende-se a massa definida no ponto 2.4 do
                Anexo I da Directiva 74/150/CEE (massa sem carga do tractor em ordem de marcha, sem acessórios
                opcionais, mas com fluido de arrefecimento, lubrificantes, combustível, ferramentas e condutor cuja
                massa é fixada em 75 kg).
          1.10. Por «masse sobre o eixo da frente do tractor em ordem de marcha (Ma)», entende-se a parte da
                massa do tractor em ordem de marcha, tal como definida no ponto 2.4 do Anexo I da Directiva
                74/150/CEE, que repousa, em condições estáticas, sobre o eixo da frente do tractor.
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           2.       PRESCRIÇÕES
           2.1.     Dimensões
                    As dimensões máximas de um tractor são as seguintes:
           2.1.1.   Comprimento: 12 m;
           2.1.2.   Largura: 2,5 m;
           2.1.3.   Altura: 4 m;
           2.1.4.   As medições para verificar as dimensões referidas no ponto 2.1 acima serão efectuadas com o tractor
                    na sua configuração normal de circulação na estrada (portas e janelas fechadas, pneumáticos à
                    pressão normal indicada pelo fabricante, ...), bem como com as rodas direccionais na posição de
                    avanço em linha recta.
           2.2.     Massa rebocável
           2.2.1.   A massa rebocável não deve exceder:
           2.2.1.1. Uma vez e meia a massa do tractor em ordem de marcha, se o reboque não estiver equipado com
                    um dispositivo de travagem;
           2.2.1.2. Cinco vezes a massa do tractor em ordem de marcha, se o reboque estiver equipado com um
                    dispositivo de travagem mecânica;
           2.2.1.3. Seis vezes a massa do tractor em ordem de marcha, se o reboque estiver equipado com um dispositivo
                    de travagem assistida.
           2.3.     Carga vertical no ponto de engate
           2.3.1.   A carga vertical estática máxima é estabelecida pelo fabricante. Todavia, não deve ser superior, em
                    caso algum, a três toneladas.
           2.3.2.   Condições de aceitação:
           2.3.2.1. Aplicando ao centro de referência do dispositivo de reboque, em condições estáticas e de modo
                    moderável, uma carga vertical não superior à estabelecida pelo fabricante, devem ser satisfeitas as
                    duas condições seguintes:
                     i) A massa sobre o eixo direccional (Ma) não deve ser inferior, em condições estáticas, a 20% da
                        massa do tractor em ordem de marcha (Mt);
                    ii) A massa sobre o eixo mais carregado não deve ser superior à admissível pelas características dos
                        pneumáticos tais como resultam das tabelas recomendadas pelos fabricantes dos pneumáticos
                        (tabelas ETRTO (»)).
           (*) Organização Técnica Europeia do Pneumático e da Jante.
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                                                             Apêndice
                                                            MODELO
                                                                                Denominação da autoridade
                                                                                       administrativa
          ANEXO À FICHA DE RECEPÇÃO CEE DE UM MODELO DE TRACTOR N O QUE RESPEITA ÀAS
                                                   DIMENSÕES E MASSAS
          (N° 2 do artigo 4? e artigo 10°. da Directiva 74/150/CEE do Conselho, de 4 de Março de 1974, relativa à
          aproximação das legislações dos Estados-membros respeitantes a recepção CEE dos tractores agrícolas ou
                                                       florestais de rodas)
          Número de recepção CEE:
            1. Elemento(s) ou característica(s):
                1.1. Dimensões:
                     1.1.1. Comprimento              m
                     1.1.2. Largura:             m
                     1.1.3. Altura:            m
                1.2. Massas:
                     1.2.1. Massa rebocável:             kg
                     1.2.2. Carga vertical no ponto de engate:             N
            2. Marca (firma) do tractor:
            3. Modelo e denominação comercial do tractor:
            4. Nome e morada do fabricante:
            5. Se for caso disso, nome e morada do mandatário:
            6. Data de apresentação do tractor à recepção CEE:
            7. Serviço técnico encarregado dos ensaios de recepção:
            8. Data do relatório emitido por esse serviço:
            9. Número do relatório emitido por esse serviço:
          10. A recepção CEE no que respeita às dimensões e massas é concedida/recusada (J)
          11. Local:
          12. Data:
          13. Assinatura:
           (l) Riscar o que não interessa.
 ---pagebreak--- N° C 218/6                             Jornal Oficial das Comunidades Europeias
          14. Os documentos seguintes, ostentando o número de recepção CEE acima indicado, são anexados à
               presente comunicação:
                         desenhos cotados
                         vista explodida ou fotografia do tractor.
               Esses dados serão fornecidos às autoridades competentes dos outros Estados-membros a seu pedido
               expresso.
           15. Observações eventuais:
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                                                                    ANEXO 11
          REGULADOR DE VELOCIDADE, PROTECÇÃO DOS ELEMENTOS MOTORES, DAS PARTES SALIEN-
                                TES E DAS RODAS, E COMANDO DE TRAVAGEM DO REBOQUE
          1.           REGULADOR DE VELOCIDADE
          1.1.         Se estiver previsto de origem pelo fabricante um regulador de velocidade, este deve estar instalado
                       e ter sido concebido de modo a que o tractor satisfaça as exigências da Directiva 74/152/CEE( 1 )
                       relativas à velocidade máxima por construção.
          2.           PROTECÇÃO DOS ELEMENTOS MOTORES, DAS PARTES SALIENTES E DAS RODAS
          2.1.         Prescrições gerais
          2.1.1.       Os elementos motores, as partes salientes e as rodas dos tractores devem ser concebidos, montados
                       ou protegidos de modo a reduzir os riscos ou a gravidade de ferimentos nas pessoas e evitar
                       acidentes.
          2.1.2.       Deve ser assegurada uma protecção suficiente das partes perigosas pertencentes aos elementos
                       motores, às partes salientes e às rodas. A protecção será considerada como suficiente se satisfizer
                       as exigências do ponto 2.2. Serão admitidas soluções diferentes das descritas no ponto 2.3, se o
                       fabricante apresentar a prova que têm um efeito pelo menos equivalente às exigências do ponto
                       2.3.
          2.2.         Definições
          2.2.1.       Por «dispositivo de protecção», entende-se um dispositivo destinado a assegurar a protecção das
                       partes perigosas. Os dispositivos de protecção, para efeitos do disposto na presente directiva,
                       incluem as blindagens, as coberturas e as barreiras envolventes.
          2.2.1.1.     Por «blindagem», entende-se um dispositivo de protecção situado imediatamente à frente da
                       parte perigosa e que, sozinho ou com outras partes da máquina, protege por todos os lados do
                       contacto com a parte perigosa.
          2.2.1.2.     Por « cobertura », entende-se um dispositivo de protecção situado imediatamente à frente da parte
                       perigosa e que protege, pelo lado coberto, do contacto com a parte perigosa.
          2.2.1.3.     Por «barreira envolvente», entende-se um dispositivo de protecção que, por meio de uma calha,
                       uma paliçada ou um meio semelhante, dá a distância de segurança necessária para que .a parte
                       perigosa não possa seer atingida.
          2.2.2.       Por «parte perigosa», entende-se qualquer ponto que, pelo facto da disposição ou da concepção
                       das partes fixas ou móveis de um tractor, apresente um risco de ferimento. As partes perigosas
                       são, em especial: os pontos de beliscadura, corte, incisão, furagem, enfiamento, engrenagem,
                       admissão e ataque.
          2.2.2.1.     Por «ponto de beliscadura», entende-se qualquer ponto perigoso em que partes se desloquem
                       umas em relação às outras ou em relação a partes fixas, de modo tal que as pessoas, ou
                       determinadas partes dos seus corpos, possan correr riscos de beliscadura.
          2.2.2.2.     Por «ponto de corte», entende-se qualquer ponto perigoso em que partes passem ao longo umas
                       das outras ou ao longo de outras partes, de modo tal que as pessoas, ou determinadas partes dos
                       seus corpos, possam correr riscos de beliscadura ou de corte.
          2.2.2.3.     Por « ponto de incisão, furagem, enfiamento », entende-se qualquer ponto perigoso em que partes,
                       móveis ou fixas, aceradas, pontiagudas ou embotadas, possam ferir pessoas ou determinadas
                       partes dos seus corpos.
          2.2.2.4.     Por «ponto de engrenagem», entende-se qualquer ponto perigoso em que arestas salientes
                       aceradas, dentes, pinos, parafusos e cavilhas, lubrificadores, veios, pontas de veios e outras peças
                       se deslocam de modo tal que as pessoas, determinadas partes dos seus corpos ou vestuário possam
                       ser apanhadas e arrastadas.
          2.2.2.5.     Por «ponto de admissão e ponto de ataque», entende-se qualquer ponto perigoso em que as
                       partes, ao deslocarem-se, estreitam a abertura na qual as pessoas, certas partes dos seus corpos
                       ou vestuário possam ser apanhadas.
          (M J O n ? L 8 4 d e 2 8 . 3. 1974, p. 33.
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           2.2.3.   Por « alcance », entende-se a distância máxima que pode ser alcançada por pessoas ou determinadas
                    partes dos seus corpos, para cima, para baixo, para o interior, por cima, em torno e através, sem
                    o auxílio de nenhum objecto.
           2.2.4.   Por «distância de segurança», entende-se a distância correspondente ao alcance ou às dimensões
                    corporais, acresceritando-lhe um adicional de segurança.
           2.2.5.   Por « dispositivo de comando », entende-se qualquer dispositivo cujo accionamento directo permita
                    modificar o estado ou o funcionamento do tractor ou de um equipamento a ele engatado.
           2.2.6.   Por «tractor de via estreita», entende-se qualquer tractor cuja via fixa regulável de um dos dois
                    eixos seja inferior a 1 150 m.
           2.3.     Distâncias de segurança para evitar um contacto com as partes perigosas
           2.3.1.   A distância de segurança é medida a partir dos locais que podem ser alcançados para accionar,
                    manter e inspeccionar o tractor, bem como a partir das passarelas. Por « manter e inspeccionar o
                    tractor», entende-se unicamente os trabalhos efectuados normalmente pelo próprio condutor em
                    conformidade com as instruções de utilização. Para determinar as distâncias de segurança, parte-
                    -se do princípio que o tractor se encontra no estado para o qual foi concebido, e que não se
                    utiliza nenhuma ferramenta para alcançar a parte perigosa. O tractor deve ou satisfazer as
                    exigências essenciais dos pontos 2.3.2.1 a 2.3.2.5, ou satisfazer as exigências especiais dos pontos
                    2.3.2.6 a 2.3.2.14.
           2.3.2.   Protecção dos locais perigosos
           2.3.2.1. Alcance para cima
                    A distância de segurança para o alcance para cima é de 2 500 mm (figura 1) para as pessoas que
                    estejam de pé.
                                                            Figura 1
           2.3.2.2.  Alcance para baixo, alcance por cima
                     No que diz respeito ao alcance por cima de uma aresta, a distância de segurança resulta da:
                     a = distância a partir do nível do solo até à parte perigosa,
                     b = altura da aresta do dispositivo de protecção,
                     c = distância horizontal entre a parte perigosa e a aresta (figura 2).
                                                                              Parte perigosa
                                                            Figura 2
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              Para o alcance para baixo e por cima, devem ser respeitadas as distâncias (en mm) de segurança indicadas
              no quadro 1.
                                                                QUADRO 1
                                                                Altura da aresta do dispositivo de protecção (b)
           a: Distância ao
            solo da parte              2 400         2 200      2000          1800          1600          1400    1200       1000
               perigosa
                                                                 Distância horizontal c desde a parte perigosa
                  2 400                                100         100           100          100           100     100        100
                  2 200                  —             250         350           400          500          500      600        600
                  2000                   —            —            350          500           800          700      900      1 100
                   1 800                 —            —           —. .           600          900          900    1000       1 100
                   1600                  —            —           —              500          900          900    1000       1300
                   1400                  —            —           _              100          800          900    1000       1300
                   1200                  —            —           _             —             500          900    1000       1400
                   1000               ' —             —           —             —             300          900    1000       1400
                     800                 —             —          —             —             —            600      900      1300
                     600                 —             —          —             —             —            —        500      1200
                     400                 —             —          —             —             —            —        300      1200
                     200                 —             —          —             —             —            —        200      1 100
              2.3.2.3.     Alcance em torno
                           As distâncias de segurança que figuram (en mm) no quadro 2 abaixo devem ser pelo menos
                           respeitadas, se a parte do corpo em questão não dever atingir uma parte perigosa. Para aplicar
                           as distâncias de segurança, parte-se da hipótese que a articulação principal de parte do corpo
                           correspondente repousa firmemente sobre a aresta. As distâncias de segurança apenas são
                           consideradas como respeitadas após se ter assegurado que a parte do corpo não pode absoluta-
                           mente avançar ou penetrar mais a fundo.
                                                                QUADRO 2
           Parte do corpo              Distância de segurança r                                       Figura
     Mão, da 1? falange dos                     £120
     dedos à sua extremidade
                                                                                                                 \-y>yy••••'
    Mão, do pulso à extremi-
    dade dos dedos
                                               £230                      cr                                                    / .
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            Parte do corpo              Distância de segurança r                               Figura
    Braço, do cotovelo à extre-                  £550
    midade dos dedos
    Braço, do ombro à extremi-
    dade dos dedos                               £850
             2.3.2.4.     Penetração e alcance através
                          Se existir uma possibilidade de penetração num orifício, ou através dele, até partes perigosas, as
                          distâncias de segurança indicadas (en mm) nos quadros 3 e 4 devem ser respeitadas pelo menos
                          nos seus valores mínimos.
                                                                   QUADRO 3
                                     Distâncias de segurança para as aberturas alongadas ou paralelas
                        Extremida                                      Mão até à base do
        Membro                                   Dedo                                                    Braço
                        de do dedo                                         polegar
      Ilustração
   Largura de aber-
   tura rectângulo       >4:£B          > a: $ 12      > 1 2 : £ 20       > 20: £ 30                  > 30: i 135            > 135
   ou ranhura
    Distância de
    segurança de           £>5            £80             £120               £200                        £850
    parte perigosa b
 ---pagebreak--- 17. 8. 87                                Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                      N9 C 218/11
                                                           QUADRO 4
                                  Distâncias de segurança para aberturas quadradas ou circulares
                       Extremida                                  Mão até à base do
          Membro                               Dedo                     polegar                     Braço
                       ie do dedo
                                                                         ^                                          1
         Ilustração
      Largura de aber-
      tura ou compri-    >*;£8       > 8: £ 1 2    >\2i£2S             > 25; £-40                > 40: £ 250
      mento lateral a
       Distância de
       segurança da        *is          £80          £120                £200                        £850
       zona perigosa b
              2.3.2.5.  Distâncias de segurança aos pontos de beliscadura
                        Um local de beliscadura nâo é considerado como perigoso para a parte do corpo indicada, se as
                        distâncias de segurança nâo forem inferiores às que figuram no quadro 5, e se se assegurar que a
                        parte do corpo adjacente, e maior, não pode ser introduzida.
                        Um ponto de beliscadura nâo é considerado como perigoso para as partes do corpo indicadas, se
                        forem respeitadas as disposições de segurança mínimas a seguir, c se se assegurar que e parte
                        mais próxima maior do corpo não penetrar.
                                                            QUADRO 5
 ---pagebreak--- N? C 218/12                            Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                      17. 8. 87
          2.3.2.6.    Comandos
                      Para os comandos que necessitem de um esforço compreendido entre 80 N e 150 N, é necessário
                      prever, no punho, um espaço livre de pelo menos 25 mm entre o comando e as partes contíguas;
                      para os comandos que necessitem de um esforço superior a 150 N, é necessário prever, no punho,
                      um espaço livre de pelo menos 50 mm.
                      O pedal separado do travão direccional não necessita de protecção como ponto de beliscadura e
                      de corte pelo facto do recuo pouco importante.
                      O orifício de passagem dos comandos nas partes da plataforma ou da cabina não necessita de
                      protecção como ponto de beliscadura e de corte se uma utilização conveniente excluir qualquer
                      risco de ferimento às partes do corpo que trabalham.
          2.3.2.7.    Engate de três pontos
          2.3.2.7.1.  Por trás de um plano que passa pelo plano médio dos pontos de articulação dos braços de
                      levantamento do engate de três pontos, é preciso manter uma distância de segurança mínima de
                      25 mm entre as partes móveis, para cada posição do curso n percorrido pelo dispositivo de
                      levantamento — sem os pontos extremos superiores e inferiores de 0,1 n —, bem como uma
                      distância de 25 mm ou um ângulo mínimo de 30° para as partes em corte que provoquem uma
                      modificação angular (figura 3). O curso n', diminuído de 0,1 n em cima e em baixo, é definido
                      do seguinte modo (figura 4):
               Braço de levantamento                                            Plano que passa
                                                                                pelos pendurais
                                                                                         Pendurai
                           Tractor
                       Braço inferior
                                                             Figura 3
 ---pagebreak--- 17. 8. 87                            Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                          N? C 218/13
                                 >'/;///;/;//>;//;/;//;;/;;;)/,
                                                           Figura 4
          2.3.2.7.2. Para o curso n percorrido pelo dispositivo de levantamento hidráulico, a posição inferior A do
                     ponto de engate do braço inferior está limitada pela dimensão «14» de acordo com a norma
                     ISO 730, Parte 1, e a posição superior B está limitada pelo curso hidráulico máximo. O curso n'
                     corresponde ao curso n diminuído em cima e em baixo de 0,1 n, e constitui a distância vertical
                     entre A' e B'.
          2.3.2.7.3. Em torno do perfil dos braços de levantamento é preciso, além disso, manter, no interior do
                     curso n', uma distância mínima de segurança de 25 mm em relação às partes adjacentes.
          2.3.2.7.4. Se, para o engate de três pontos, se utilizarem dispositivos de engate que não necessitem da
                     presença de um operador entre o tractor e a alfaia transportada (por exemplo, no caso de um
                     conector rápido), não são aplicáveis as prescrições do ponto 2.3.2.7.3.
          2.3.2.7.5. É conveniente precisar, nas instruções de utilização, as partes perigosas situadas à frente do plano
                     definido na primeira frase do ponto 2.3.2.7.1.
          2.3.2.8.   Banco do condutor e meio circundante
                     Estando o condutor sentado, qualquer ponto de beliscadura ou de corte deve encontrar-se fora
                     do alcance das mãos ou dos pés do condutor. Esta exigência será considerada como satisfeita, se
                     se observarem as seguintes condições:
          2.3.2.8.1. O banco do condutor encontra-se na posição média da regulação, tanto longitudinal como
                     vertical. O limite de alcance do condutor é dividido em zona A e em zona B. O ponto central
                     dessas zonas situa-se 70 mm à frente e 570 mm acima do ponto de referência do banco
                     (figura 5). A zona A é constituída por uma esfera de 550 mm de raio; a zona B está situada entre
                     esta esfera e uma esfera de 1 000 mm de raio.
 ---pagebreak--- N? C 218/14                            Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                           17. 8. 87
                                                             Alcance A
                                                                                       l
                                          \          \i         AL J
                                                                                             referência
                                                              Figura 5
           2.3.2.8.2.  Próximo dos pontos de beliscadura e de corte, deve ser respeitada uma distância de segurança de
                       120 mm na zona A, e de 25 mm na zona B, ou deve ser mantido um ângulo mínimo de 30°, no
                       caso de partes em corte que provoquem uma modificação angular.
           2.3.2.8.3.  Na zona A, só é preciso tomar em consideração os pontos de beliscadura e de corte provocados
                       por peças accionadas por uma fonte externa de energia.
           2.3.2.8.4.  Se resultar uma parte perigosa da presença de peças de construção adjacentes ao banco, deve ser
                       respeitada uma distância de segurança de pelo menos 25 mm entre a peça de construção e o
                       banco. Não existe nenhuma parte perigosa entre o encosto do banco e peças de construção
                       adjacentes, situadas atrás deste, se as peças de construção adjacentes forem lisas, e se o próprio
                       encosto do banco for arredondado na zona contigua e não apresentar arestas agudas.
           2.3.2.9.    Banco do passageiro (se existir)
           2.3.2.9.1.  Se existirem peças que possam apresentar um perigo para os pés, é preciso prever dispositivos de
                       protecção, num raio hemisférico de 800 mm a partir do meio do bordo da frente da almofada do
                       banco e para baixo.
           2.3.2.9.2.  No interior de uma esfera cujo centro se situe 670 mm acima do meio do bordo da frente do
                       banco de passageiro, é preciso proteger as partes perigosas situadas nas zonas A e B, conforme
                       se descreve no ponto 2.3.2.8 (figura 6).
           2.3.2.10.   Tractores de via estreita
                       No caso de tractores de via estreita, as exigências dos pontos 2.3.2.8 e 2.3.2.9 não se aplicam à
                       zona situada abaixo de um plano inclinado a 45° para trás, transversal à direcção de avanço e
                       passando por um ponto situado 230 mm atrás do ponto de referência do banco (figura 7). Se
                       existirem partes perigosas nessa zona, devem ser apostos avisos no tractor.
           2.3.2.11.   Acesso ao banco do condutor e ao banco do passageiro
           2.3.2.11.1. O acesso deve estar livre de peças que possam provocar ferimentos. Se não for possível evitar
                       peças salientes na zona de subida (pedal da embraiagem, por exemplo), é preciso prever à frente,
                       atrás ou ao lado dessas partes, uma superfície suficiente que permita pousar pelo menos um pé.
           2.3.2.11.2. Na soleira da porta, deve ser reservada uma passagem com pelo menos 150 mm (figura 8). Além
                       disso, as partes perigosas com as quais o condutor possa entrar em contacto, aquando das
                       operações habituais de subida e de descida (por exemplo, peças aceradas ou quentes), devem
                       estar protegidas.
 ---pagebreak--- 17. 8. 87                           Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                      N? C 218/15
                                                          Alcance B
                                                                               \
                                                          Alcance  A ' \
                                                    /
                                                          Figura 6
                                                     S
                                                  /
                                                                    . ç*\ 0íet0*„A
                                                                               0
                                                           —4        '*.         ;
                                                                                   SI-ponto de referência
                                                           Figura 7
          2.3.2.12. Direcção e eixo oscilante
                    As partes que se desloquem umas em relação às outras ou em relação a partes fixas devem estar
                    protegidas, se estiverem situadas no interior da zona definida nos pontos 2.3.2.8 a 2.3.2.10.
          2.3.2.13. Veios de transmissão expostos
                    Os veios de transmissão expostos (por exemplo, para a transmissão de movimento às quatro
                    rodas motrizes) que apenas rodem durante a marcha, devem estar protegidas, se estiverem situadas
                    no interior da zona definida nos pontos 2.3.2.8 a 2.3.2.10.
          2.3.2.14. Guarda-lamas
                    Os guarda-lamas devem satisfazer as exigências indicadas no ponto 2.5 no que diz respeito às
                    zonas livres.
 ---pagebreak--- N9 C 218/16                        Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                      17. 8. 87
                                                        Figura 8
          2.4.   Método para determinar o ponto de referência do banco
          2.4.1.  Generalidades
                 O método e o dispositivo a utilizar para a definição do ponto de referência de qualquer tipo de
                 banco estofado estão descritos a seguir.
          2.4.2.  Definições
                 Ponto de referência do banco (SIP):
                 Ponto situado no plano vertical longitudinal central do dispositivo de referenciação do SIP
                 representado na figura 9, o qual é colocado sobre o banco do condutor em conformidade com
                 os pontos 2.4.4 e 2.4.6.
                 O ponto de referência do banco é fixado em relação ao veículo e não se desloca em função das
                 regulações e/ou oscilações do banco.
          2.4.3. Dispositivo para determinar o ponto de referência do banco (SIP)
                 O dispositivo para determinar o SIP deve estar em conformidade com a figura 1. A massa do
                 dispositivo deve ser 6 ± 1 kg. A parte de baixo do dispositivo deve ser plana e polida.
          2.4.4. Regulação do banco para determinar o ponto da referência (SIP)
                 Se o banco e a sua suspensão forem reguláveis, o banco deve ser regulado do seguinte modo,
                 antes de proceder à determinação do ponto de referência:
                 a) Todas as regulações — avanço/recuo, altura e inclinação — devem estar na sua posição
                     média. Na falta de posição média, é conveniente utilizar a regulação mais próxima, acima
                     ou abaixo da posição média.
                 b) As suspensões reguláveis devem estar reguladas de tal modo que a suspensão se encontre a
                     meio da sua oscilação com o dispositivo de referenciação no lugar e carregado. A suspensão
                     pode ser bloqueada mecanicamente nessa posição durante a determinação do ponto de
                     referência (SIP).
                 c) As suspensões não reguláveis devem ser bloqueadas na posição vertical atingida com o
                     dispositivo de referenciação no lugar e carregado.
                 d) Se as regulações acima mencionadas forem de encontro às instruções expressas do fabricante,
                     estas devem ser seguidas de modo a obter a regulação recomendada para um condutor de
                     75 kg.
                 Nota: Um condutor de 75 kg oferece uma aproximação do dispositivo de referenciação colocado
                         sobre o banco e carregado com uma massa de 65 kg.
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          2.4.5. Determinação dos três eixos de referência x', y' e z' para o SIP
                 As coordenadas devem ser estabelecidas do seguinte modo:
                 a) Localizar, num dos lados do apoio do banco, o furo de fixação que se encontra na posição
                     mais recuada.
                 b) Se o eixo desse furo for paralelo ao eixo de articulação definido no dispositivo, tomá-lo como
                     eixo y', (orientado da esquerda para a direita em relação a um condutor sentado (figura 10).
                 c) Se o eixo desse furo for paralelo ao plano vertical que passa pela linha média do banco,
                     tomar como eixo y' a recta paralela ao eixo de articulação indicado, passando pelo ponto de
                     intersecção do plano de assentamento do apoio de banco com o eixo do referido furo (figura
                     11).
                 d) Em todos os outros casos, estabelecer o eixo y' segundo considerações relativas ao banco a
                     examinar.
                 e) Os eixos x' e z' são definidos como as intersecções dos planos horizontal e vertical que
                     passam por y' com o plano vertical que passa pela linha média do banco. Os eixos x' e z'
                     devem estar orientados para a frente e para cima (figuras 10 e 11).
          2.4.6. Método para determinar o ponto de referência do banco (SIP)
                 O ponto de referência do banco (SIP) deve ser determinado utilizando o dispositivo ilustrado na
                 figura 9 e procedendo do seguinte modo:
                 a) Cobrir o banco com um bocado de tecido, para facilitar a disposição correcta do dispositivo.
                 b) Dispor o dispositivo (sem massa adicional) sobre a almofada do banco, empurrando-o para
                     trás contra o encosto.
                 c) Adicionar massas para levar a massa total do dispositivo de 6 ± 1 kg a 26 ± 1 kg. O centro
                     da força vertical deve encontrar-se 40 mm à frente da marca do ponto de referência do banco
                     sobre a parte horizontal do dispositivo (figura 9).
                 d) Aplicar duas vezes ao dispositivo, sobre o ponto de referência do banco, uma força horizontal
                     de cerca de 100 N, como se indica na figura 9.
                 e) Adicionar outras massas para levar a massa total do dispositivo de 26 ± 1 kg a 65 ± 1 kg.
                     O centro da força vertical das massas adicionadas deve encontrar-se 40 mm à frente da marca
                     do ponto de referência do banco sobre a parte horizontal do dispositivo (figura 9).
                 f)  Medir sobre os dois lados do banco, em dois planos verticais equidistantes da linha média
                     longitudinal do banco, com a aproximação de 1 mm, as coordenadas, definidas no ponto
                     2.4.5, das intersecções desses planos com o eixo do ponto de referência do banco marcado
                     pelo dispositivo.
                 g) As condições que resultem do método de determinação, e que se afastem do processo indicado
                     no presente anexo, ou que possam ser fonte de erros quanto aos resultados, devem ser
                     notadas, do mesmo modo que as respectivas causas.
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                                Dimensões em milímetros
                                        Figura 9
            Dispositivo para determinar o ponto de referência do banco (SIP)
 ---pagebreak--- 17. 8. 87                         Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                N? C 218/19
                                                                                      Eixo de articulação
                                                                                      dorso/coxas sobre
                                                                                      o dispositivo
                                       Figura 10
          Determinação dos eixos de referência do SIP (Eixo do furo de fixação
                    paralelo ao eixo de articulação dorso/coxas)
                                                                                                          Eixo de
                                                                                                          articulação
                                                                                                          dorso/coxas
                                                                                                          sobre o dis-
                                                                                                          positivo
                                                         Figura 11
            Determinação dos três eixos de referência do SIP (Eixo do furo de fixação paralelo ao plano
                                      vertical que passa pela linha média do banco)
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           2.5.          Zona livre em torno das rodas motrizes
           2.5.1.        Por zona livre das rodas entende-se o espaço que deve permanecer livre em torno da roda motriz
                         em relação às partes adjacentes do veículo, quer dizer, os guarda-lamas, os apoios de fixação, a
                         barra de engate e os cabos eléctricos. É admitida uma zona livre mais pequena nos veículos cujos
                         guarda-lamas sirvam também para raspar a terra colada.
                         A zona livre das rodas motoras, em configuração de série, deve corresponder às dimensões
                         indicadas (en mm) na figura e no quadro seguintes:
                                                                                               Guarda-lamas
                Apoio de
                fixação
                                      Via mais estreita __
                                                Via alargada
                                         Via normal                        Via estreita
                                                                       a                li
                                    50               CO               15               30
          3.            COMANDO DE TRAVAGEM DO REBOQUE
          3.1.          O equipamento de travagem de um reboque (dispositivo de travagem de serviço e/ou dispositivo
                        de travagem de estacionamento e/ou dispositivo de travagem automática) deve ser accionado a
                        partir de um comando moderável situado no tractor e manobrável pelo condutor a partir do
                        posto de condução.
                        Todavia, não é exigida a presença de um comando, quando a travagem de serviço for do tipo
                        por inércia.
          3.2.          Quando o reboque não estiver atrelado ao tractor, o travão de estacionamento deve poder ser
                        accionado por uma pessoa que esteja de pé no solo. Esta condição não é exigida se o travão de
                       estacionamento for accionado automaticamente estando o reboque desatrelado do tractor.
          3.3.          O comando de travagem do reboque pode ser efectuado quer por um pedal quer por uma
                        alavanca.
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                                                             Apêndice
                                                            MODELO
                                                                                    Denominação da autoridade
                                                                                         administrativa
          ANEXO À FICHA DE RECEPÇÃO CEE DE UM MODELO DE TRACTOR N O QUE RESPEITA O
          REGULADOR DE VELOCIDADE, A PROTECÇÃO DOS ELEMENTOS MOTORES, DAS PARTES
                       SALIENTES E DAS RODAS, E O COMANDO DE TRAVAGEM DO REBOQUE
          (N? 2 do artigo 49 e artigo 109 da Directiva 74/'50/CEE do Conselho, de 4 de Março de 1974, relativa a
          aproximação das legislações dos Estados-membros respeitantes à recepção CEE dos tractores agrícolas ou
                                                       florestais de rodas)
          Número de recepção CEE:
            1. Elemento(s) ou característica(s):
               1.1. Regulador de velocidade (se existir)
               1.2. Protecção dos elementos motores, das partes salientes e das rodas
               1.3. Comando de travagem do reboque.
           2. Marca (firma) do tractor:
           3. Modelo e denominação comercial do tractor:
           4. Nome e morada do fabricante:
           5. Se for caso disso, nome e morada do mandatário:
           6. Descrição do(s) elemento(s) e/ou característica(s) indicado(s) no ponto 1:
           7. Data de apresentação do tractor à recepção CEE:
           8. Serviço técnico encarregado dos ensaios de recepção:
           9. Data do relatório emitido por esse serviço:
          10. Número do relatório emitido por esse serviço:
          11. A recepção CEE no que respeita o regulador de velocidade, a protecção dos elementos motores, das
               partes salientes e das rodas, e o comando de travagem de reboque é concedida/recusada (*)
          12. Local:
          13. Data:
          14. Assinatura:
          (*) Riscar o que não interessa.
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          15. Os seguintes documentos, ostentando o número de recepção CEE acima indicado, são anexados à
              presente comunicação:
                         Oesenhos cotados
                         Vista explodida ou fotografia das partes em questão do tractor.
              Estes dados serão fornecidos às autoridades competentes dos outros Estados-membros a seu pedido
              expresso.
          16. Observações eventuais:
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                                                        ANEXO 111
                                         PÁRA-BRISAS E OUTRAS VIDRAÇAS
                                                      ANEXO 11I-A
          DEFINIÇÕES, PEDIDO DE HOMOLOGAÇÕES, MARCAÇÕES, ESPECIFICAÇÕES GERAIS, ENSAIOS
                                         E CONFORMIDADE DA PRODUÇÃO
          1.        DEFINIÇÕES
                   Para efeitos do disposto na presente directiva, entende-se por:
          1.1.      «Vidraça de vidro temperado», uma vidraça constituída por uma única lâmina de vidro que
                   tenha sido sujeita a um tratamento especial destinado a aumentar-lhe a resistência mecânica e a
                   controlar-lhe a fragmentação, quando se partir.
          1.2.      «Vidraça de vidro laminado», uma vidraça constituída pelo menos por duas lâminas de vidro
                   mantidas juntas por uma ou mais lâminas intercalares de matéria plástica; este vidro laminado
                   pode ser:
          1.2.1.    « Vulgar », se nenhuma das lâminas de vidro que o compõem tiver sido tratada, ou
          1.2.2.    «Tratado» se pelo menos uma das lâminas de vidro que o compõem tiver sido submetida a
                   um tratamento especial destinado a aumentar-lhe a resistência mecânica e a controlar-lhe a
                   fragmentação, quando se partir.
          1.3.      «Vidraça de segurança revestida de matéria plástica», uma vidraça como a definida no
                   ponto 1.1 ou 1.2 revestida, na face interna, de uma camada de matéria plástica.
          1.4.      «Vidraça de segurança vidro-plástico», uma vidraça de vidro laminado com uma lâmina de
                   vidro e uma ou várias lâminas de plástico desempenhando o papel de intercalar, na qual existe
                   uma superfície plástica sobre a face interior quando a vidraça estiver montada no tractor.
          1.5.      « Grupo de pára-brisas », um grupo constituído pelos pára-brisas de formas e dimensões diferentes
                   submetidos a um exame das suas propriedades mecânicas, modos de fragmentação e comporta-
                   mento aquando dos ensaios de resistência às agressões do meio ambiente:
          1.5.1.   «Pára-brisas plano», um pára-brisas que não apresente uma curvatura nominal que se traduza
                   por uma altura de segmento superior a 10 mm por metro linear;
          1.5.2.   «Pára-brisas bombeado», um pára-brisas que apresente uma curvatura nominal que se traduza
                   por uma altura de segmento superior a 10 mm por metro linear.
          1.6.     « Janela dupla », um conjunto constituído por duas vidraças instaladas separadamente na mesma
                   abertura do tractor.
          1.7.     «Vidraça dupla», um conjunto constituído por duas vidraças montadas na fábrica de modo
                   permanente e separadas por um espaço uniforme:
          1.7.1.   «Vidraça dupla simétrica», uma vidraça dupla na qual as duas vidraças constitutivas são do
                   mesmo tipo (temperada, laminada, ...) et têm as mesmas características principais e secundárias;
          1.7.2.   «Vidraça dupla dissimétrica», uma vidraça dupla na qual as duas vidraças constitutivas são de
                   tipo diferente (temperada, laminada, ...) ou têm características principais e/ou secundárias
                   diferentes.
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          1.8.    «Característica principal», uma característica que modifica de modo sensível as propriedades
                  ópticas e/ou mecânicas de uma vidraça, de modo não desprezável para e função que essa vidraça
                  deve assegurar no tractor. Este termo engloba, além disso, a firma ou a marca de fábrica.
          1.9.    « Característica secundária », uma característica susceptível de modificar as propriedades ópticas
                  e/ou mecânicas de uma vidraça de modo significativo para a função para a qual essa vidraça é
                  destinada no tractor. A importância da modificação é estimada tendo em conta índices de
                  dificuldade.
          1.10.   «índices de dificuldade», uma classificação em dois graus aplicável às variações observadas na
                  prática para cada característica secundária. A passagem do índice 1 ao índice 2 é uma indicação
                  da necessidade de proceder a ensaios complementares.
          1.11.   «Área planificada de um pára-brisas», a área do rectângulo mínimo de vidro a partir do qual
                  pode ser fabricado um pára-brisas.
          1.12.   « Ângulo de inclinação de um pára-brisas », o ângulo formado pela vertical e a recta que liga os
                  bordos superior e inferior do pára-brisas, sendo estas rectas tomadas num plano vertical que
                  contém o eixo longitudinal do tractor;
          1.12.1. A medição do ângulo de inclinação efectua-se em um tractor no solo, em estado de marcha,
                  com o reservatório de combustível, de líquido de arrefecimento e de lubrificante cheios, as
                  ferramentas e rodas de reserva no lugar (se forem consideradas como fazendo parte do equipa-
                  mento de série pelo fabricante do tractor); convém tomar em consideração o peso do condutor
                  e o peso de um passageiro, sendo o condutor e o passageiro considerados como tendo uma
                  massa de 75 ± 1 kg cada um;
          1.12.2. Os tractores dotados de uma suspensão hidropneumática, hidráulica ou pneumática ou de um
                  dispositivo de regulação automática da distância ao solo em função da carga, são ensaiados nas
                  condições normais de marcha especificadas pelo fabricante.
          1.13.   «Altura de segmento», a distância máxima que separa a superfície interna da vidraça de um
                  plano que passa pelos bordos da vidraça. Esta distância é medida numa direcção praticamente
                  normal à vidraça (figura 1 do Anexo III-J).
          1.14.   «Tipo de vidraça», as vidraças definidas nos pontos 1.1 a 1.4 que não apresentem diferenças
                  essenciais, nomeadamente no que se refere às características principais e secundárias mencionadas
                  nos Anexos III-C a III-K;
          1.14.1. Se bem que uma modificação das características principais implique que se trata de um novo
                  tipo de produto, admite-se que, em certos casos, uma modificação da forma e das dimensões
                  não provoque necessariamente a obrigação de realizar uma série completa de ensaios. Para
                  alguns dos ensaios especificados nos anexos especiais, as vidraças podem ser agrupadas, se for
                  evidente que apresentam características principais análogas;
          1.14.2. As vidraças que apresentem diferenças apenas ao nível das suas características secundárias podem
                  ser consideradas como pertencendo ao mesmo tipo; alguns ensaios podem todavia ser realizados
                  em amostras dessas vidraças, se a realização desses ensaios for explicitamente estipulada nas
                  condições de ensaio.
          1.15.   « Raio mínimo de curvatura », o valor aproximado do raio mais pequeno do arco do pára-brisas
                  medido na zona mais encurvada.
           2.     PEDIDO DE HOMOLOGAÇÃO
           2.1.   O pedido de homologação CEE de um tipo de vidraça será apresentado pelo fabricante de
                  vidraças de segurança ou pelo seu mandatário. Para cada tipo de vidraça, o pedido só pode ser
                  apresentado num dos Estados-membros.
          2.2.    Para cada tipo de vidraça de segurança, o pedido será acompanhado dos documentos a seguir
                  mencionados, em triplicado, e das seguintes indicações:
          2.2.1.  Descrição técnica englobando todas as características principais e secundárias, e
 ---pagebreak--- 17. 8. 87                              Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                     N? C 218/25
          2.1.1.1      Para as vidraças que não sejam pára-brisas, esquemas num formato que não exceda o formato
                       A4 ou dobrados nesse formato, indicando:
                       — a área máxima,
                       — o ângulo mais pequeno entre dois lados adjacentes da vidraça,
                       — a maior altura de segmento, se for caso disso.
          2.2.1.2.     Para os pára-brisas:
          2.2.1.2.1.   Uma lista de modelos de pára-brisas para os quais é pedida a homologação, indicando o nome
                       dos fabricantes dos tractores bem como o(s) modelo(s) dos tractores;
          2.2.1.2.2.   Esquemas à escala 1/1, bem como diagramas dos pára-brisas e do seu posicionamento no tractor,
                       que sejam suficientemente pormenorizados para fazer aparecer:
          2.2.1.2.2.1. O ângulo de inclinação do pára-brisas,
          2.2.1.2.2.2. O ângulo de inclinação do encosto do banco,
          2.2.1.2.2.3. A posição e a dimensão das zonas nas quais é efectuado o controlo das qualidades ópticas e, se
                       for caso disso, a área submetida a uma têmpera diferencial,
          2.2.1.2.2.4. A área planificada do pára-brisas,
          2.2.1.2.2.5. A altura máxima do segmento do pára-brisas,
          2.2.1.2.2.6. O raio mínimo de curvatura do pára-brisas (apenas para fins de agrupamento dos pára-brisas).
          2.2.1.3.     Para as vidraças duplas, esquemas num formato que não exceda o formato A4 ou dobrados
                       nesse formato, indicando, além das informações mencionadas no ponto 2.2.1.1:
                       — O tipo de cada uma das vidraças constitutivas,
                       — O tipo de colagem (orgânica, vidro-vidro ou vidro-metal),
                       — A expessura nominal do espaço entre as duas vidraças.
          2.3.         Além disso, o requerente deve fornecer uma quantidade suficiente de provetes e amostras de
                       vidraças acabadas dos modelos considerados, fixada se necessário com o serviço técnico encarre-
                       gado dos ensaios.
          3.            HOMOLOGAÇÃO
          3.1.         Se as amostras apresentadas à homologação satisfizerem as prescrições dos pontos 5 a 7 a seguir,
                       a homologação do tipo de vidraça de segurança correspondente será concedida.
          3.2.         Será atribuído um número de homologação a cada tipo conforme definido nos
                       Anexos III-D, III-E, III-G e III-H ou, no caso dos pára-brisas, a cada grupo ao qual tenha sido
                       concedida a homologação. Um mesmo Estado-membro não pode atribuir esse número a outro
                       tipo ou grupo de vidraças de segurança.
          3.3.         A homologação, a extensão de homologação ou a recusa de homologação de um tipo de vidraça
                       de segurança, em aplicação da presente directiva, será notificada aos Estados-membros por meio
                       de uma ficha conforme ao modelo do Anexo III-B e seus Apêndices;
          3.3.1.       No caso dos pára-brisas, a notificação da homologação será acompanhada de um documento
                       que estabelece uma lista de cada modelo de pára-brisas do grupo ao qual é concedida a
                       homologação, bem como uma lista das características do grupo.
          3.4.         Em qualquer vidraça de segurança e qualquer vidraça dupla conforme com um tipo de vidraça
                       homologado em aplicação da presente directiva, será aposto de modo visível, para além da
                       marca prescrita no ponto 4.1, a marca de homologação CEE. Além disso, pode ser aposta
                       qualquer marca de homologação especial atribuída a cada vidraça de uma vidraça dupla.
          3.5.         A marca de homologação CEE está descrita em apêndice.
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          3.6.    Os símbolos complementares a seguir indicados serão apostos na proximidade da marca de
                  homologação CEE:
                  51       se se tratar de vidro temperado;
                  S1P      se se tratar de vidro temperado para pára-brisas;
                  52       se se tratar de vidra laminado;
                  S2P      se se tratar de vidro laminado para pára-brisas;
                  53       se se tratar de vidro plástico;
                  S3P      se se tratar de vidro plástico para pára-brisas;
                  54       se se tratar de uma vidraça dupla.
          3.7.    A marca de homologação CEE e o símbolo devem ser bem legíveis e indeléveis.
          4.      MARCAÇÕES
          4.1.    Todas as vidraças de segurança, incluindo as amostras e provetes apresentados à homologação,
                  ostentarão a marca de fabrico ou de comércio do fabricante. Esta marca deve ser nitidamente
                  legível e indelével.
          5.      ESPECIFICAÇÕES GERAIS
          5.1.    Todos os vidros devem ser de qualidade que permita reduzir ao máximo os riscos de acidentes
                  corporais em caso de quebra. O vidro deve oferecer uma resistência suficiente às solicitações
                  que possam ocorrer aquando de incidentes que surjam nas condições normais de circulação, do
                  mesmo modo que aos factores atmosféricos e térmicos, agentes químicos, combustão e abrasão.
          5.2.    Os vidros de segurança devem, além disso, apresentar uma transparência suficiente, não provocar
                  nenhuma deformação notável dos objectos vistos através do pára-brisas nem nenenhuma confu-
                  são entres as cores utilizadas na sinalização rodoviária. Em caso de quebra do pára-brisas, o
                  condutor deve estar em condições de ainda ver a estrada com bastante nitidez para poder travar
                  e parar o seu tractor com toda a segurança.
          6.      ESPECIFICAÇÕES ESPECIAIS
                  Todos os tipos de vidraças de segurança devem, conforme a categoria a que pertencerem,
                  satisfazer as seguintes especificações especiais:
           6.1.   No que diz respeito às vidraças de vidro de têmpera uniforme, as eixgências referidas no
                  Anexo III-D.
           6.2.   No que diz respeito às vidraças de vidro laminado vulgar, as exigências referidas no
                  Anexo III-E.
           6.3.   Além das prescrições apropriadas acima indicadas, a vidraça de segurança revestida de plástico
                  deve estar em conformidade com as prescrições do Anexo III-F.
           6.4.   No que diz respeito às vidraças de vidro plástico, as exigências referidas no Anexo III-G.
           6.5.   No que diz respeito às vidraças duplas, as exigências referidas no Anexo III-H.
           7.      ENSAIOS
                  Os ensaios prescritos são os seguintes:
           7.1.    Fragmentação
                  A realização deste ensaio tem por objecto:
           7.1.1. Verificar que os fragmentos e estilhaços resultantes da quebra da vidraça são tais que o risco de
                  ferimento é reduzido a um mínimo, e
           7.1.2. Se se tratar de pára-brisas, verificar a visibilidade residual após ruptura.
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          7.2.     Resistência mecânica
          7.2.1.   Ensaio de impacte de uma esfera
          7.2.1.1. Ensaio com a esfera de 227 g. Este ensaio tem por objecto avaliar a aderência de camada
                   intercalar do vidro laminado e a resistência mecânica do vidro temperado.
          7.2.2.   Ensaio de comportamento     da cabeça ao choque
                   Este ensaio tem por finalidade verificar a conformidade da vidraça com as exigências relativas à
                   limitação dos ferimentos em caso de choque da cabeça contra o pára-brisas, as vidraças laminadas
                   e as vidraças de vidro plástico, bem como as unidades de vidraça dupla utilizadas como vidraças
                   laterais.
          7.3.     Resistência ao meio ambiente
          7.3.1.   Ensaio de abrasão
                   Este ensaio tem por objecto determinar se a resistência à abrasão de uma vidraça de segurança
                   é superior a um valor especificado.
          7.3.2.   Ensaio a alta temperatura
                   Este ensaio tem por objecto verificar que, no decurso de uma exposição prolongada a temperatu-
                   ras elevadas, não apareça nenhuma bolha ou outro defeito no intercalar do vidro laminado e da
                   vidraça de vidro plástico.
          7.3.3.   Ensaio de resistência a radiação
                   Este ensaio tem por objecto determinar se a transmissão da luz pelas vidraças de vidro laminado,
                   de vidro plástico e vidro revestido de matéria plástica, é reduzida de modo significativo na
                   sequência de uma exposição prolongada a uma radiação, ou se a vidraça sofre uma descoloração
                   significativa.
          7.3.4.   Ensaio de resistência à humidade
                   Este ensaio tem por objecto determinar se vidraças de vidro laminado, de vidro plástico e vidro
                   revestido de matéria plástica resistem aos efeitos de uma exposição prolongada à humidade
                   atmosférica sem apresentar alterações significativas.
          7.3.5.   Resistência às mudanças de temperatura
                   Este ensaio tem por objecto determinar se o(s) material(is) plástico(s) utilizado(s) numa vidraça
                   de segurança tal como definida nos pontos 1.3 e 1.4 acima resiste(m) aos efeitos de uma exposição
                   prolongada a temperaturas extremas sem apresentar alterações significativas.
          7.4.     Qualidades ópticas
          7.4.1.   Ensaio de transmissão da luz
                   Este ensaio tem por objecto determinar se a transmissão normal pelos vidros de segurança é
                   superior a um valor determinado.
          7.4.2.   Ensaio de distorção óptica
                   Este ensaio tem por objecto verificar que as deformações dos objectos vistos através do pára-
                   brisas não atingem proporções que corram o risco de incomodar o condutor.
          7.4.3.   Ensaio de separação da imagem secundária
                   Este ensaio tem por objecto verificar que o ângulo que separa a imagem secundária da imagem
                   primária não excede um valor determinado.
          7.4.4.   Ensaio de identificação das cores
                   Este ensaio tem por objecto verificar que não há nenhum risco de confusão das cores vistas
                   através de um pára-brisas.
          7.5.     Ensaio de resistência ao fogo
                   Este ensaio tem por objecto verificar que um composto de vidro laminado ou outro que tenha
                   uma face de matéria plástica a colocar para o interior do tractor tem uma taxa de combustão
                   suficientemente fraca.
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          7.6.    Resistência aos agentes químicos
                  Este ensaio tem por objecto determinar se o(s) material(is) plástico(s) utilizado(s) numa vidraça
                  de segurança tal como definida nos pontos 1.3 e 1.4 acima resiste(m) aos efeitos de uma exposição
                  aos agentes químicos capazes de estar presentes ou utilizados num veículo (por exemplo, produtos
                  de limpeza, etc), sem apresentar alterações.
          7.7.    Ensaios que devem ser realizados para as categorias de vidraças definidas nos pontos 1.1 a 1.4
                  da presente directiva
          7.7.1.  As vidraças de segurança serão submetidas aos ensaios enumerados no quadro a seguir:
                                        Ensaio                      Vidro temperado      Vidro laminado   Vidro plástico
                  Fragmentação                                        III-D/2                   —               —
                  Resistência mecânica:
                  — esfera de 227 g                                   III-D/3.1          III-E/4         III-E/4
                  Comportamento da cabeça ao choquei 1 )                     —           III-E/3         III-G/3
                  Abrasão:
                  — face externa                                             —           III-E/5.1       III-E/5.1
                  — face interna                                      III-F/2      (2)   III-F/2     (2) III-F/2
                  Alta temperatura                                           —           III-C/5         III-C/5
                  Radiação                                                   —           III-C/6         III-C/6
                  Humidade                                            m-c/7        (2)   III-C/7         III-C/7
                  Transmissão da luz                                  III-C/9.1          III-C/9.1       III-C/9.1
                  Distorção óptica                                    III-C/9.2     3
                                                                                   ()    III-C/9.1    3
                                                                                                     ()  III-C/9.2     (3)
                  Imagem secundária                                   III-C/9.3    (3)   III-C/9.3   (3) III-C/9.3     (3)
                  Resistência ao fogo                                 IH-C/8             III-C/8     (2) III-C/8
                  Resistência às mudanças de temperatura              III-C/10      2
                                                                                   ()    III-C/10    (2) III-C/10
                  Resistência aos agentes químicos                    III-C/11     (2)   III-C/11    (2) III-C/11
                  (') Este ensaio deve, além disso, ser efectuado com as vidraças duplas de acordo com o ponto 3 do Anexo
                       III-H.
                  (2) Se revestida interiormente de matéria plástica.
                   (') Este ensaio só deve ser efectuado em vidraças utilizadas como pára-brisas.
                  Nota: Uma referência como III-D/2 reporta ao ponto 2 do Anexo III-D, onde se encontrará a descrição do
                           ensaio.
           7.7.2. Uma vidraça de segurança será homologada se estiver em conformidade com todas as exigências
                  prescritas nas disposições a elas relativas, que aparecem no quadro acima.
           8.     MODIFICAÇÃO DE HOMOLOGAÇÃO DE UM TIPO DE VIDRAÇA DE SEGURANÇA
           8.1.    Qualquer modificação de um tipo de vidraça de segurança ou, se se tratar de um pára-brisas,
                  qualquer adição de um pára-brisas a um grupo, será levada ao conhecimento do serviço
                   administrativo que tiver concedido a homologação desse tipo de vidraça. Esse serviço poderá
                  então:
           8.1.1.  Quer considerar que as modificações introduzidas não correm or risco de ter uma influência
                  desfavorável notável e, se se tratar de um pára-brisas, que o novo tipo se insere no grupo de
                   pára-brisas que já recebeu a homologação, e que, em qualquer caso, a vidraça de segurança
                   satisfaz ainda as prescrições,
           8.1.2.  Quer pedir um novo relatório do serviço técnico encarregado dos ensaios.
           8.2.    Comunicação
           8.2.1.  A conformação da homologação ou a recusa (ou a extensão) da homologação será notificada
                   aos Estados-membros pelo processo indicado no ponto 3.3 acima.
           8.2.2.  A autoridade competente que tiver concedido uma extensão de homologação aporá, em cada
                   comunicação de extensão, um número de ordem.
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          9.           CONFORMIDADE DA PRODUÇÃO
          9.1.         A vidraça de segurança homologada em aplicação do presente anexo e dos anexos seguintes,
                       deve ser fabricada de modo a estar conforme ao tipo homologado e a satisfazer as prescrições
                       dos pontos 5, 6 e 7 acima.
          9.2.         É conveniente proceder á um controlo permanente da produção para verificar que as prescrições
                       do ponto 9.1 são respeitadas.
          9.3.         O possuidor de uma homologação deve, nomeadamente:
          9.3.1.       Velar pela existência de processos de controlo da qualidade dos produtos;
          9.3.2.       Ter acesso ao equipamento de controlo necessário para o controlo da conformidade de cada
                       tipo homologado;
          9.3.3.       Registar os dados relativos aos resultados de ensaios e os documentos anexos (l) que devem ser
                       mantidos à disposição durante um período definido de acordo com o serviço administrativo;
          9.3.4.       Analisar os resultados de cada tipo de ensaio, para controlar e assegurar a constância das
                       características do produto tendo em conta as dispersões admissíveis no fabrico industrial.
          9.3.5.       Assegurar-se que pelo menos para cada tipo de produto, são efectuados os ensaios prescritos no
                       Anexo III-K.
          9.3.6.        Assegurar-se que qualquer colheita de amostras ou de provetes que ponha em evidência a não
                       conformidade em relação ao tipo de ensaio considerado é seguida de uma nova colheita e um
                       nova ensaio. Serão tomadas todas as medidas necessárias para restabelecer a conformidade da
                       produção correspondente.
          9.4.          A autoridade competente pode verificar, em qualquer momento, os métodos de controlo da
                       conformidade aplicáveis em cada unidade de produção (ponto 1.3 do Anexo III-K).
          9.4.1.       Aquando de cada inspecção, devem ser comunicados ao inspector os registos de ensaios e de
                       acompanhamento da produção.
          9.4.2.        O inspector pode seleccionar amostras ao acaso, que serão ensaiadas num laboratório do
                        fabricante. A quantidade mínima de amostras pode ser determinada em função dos resuldos dos
                       próprios controlos do fabricante.
          9.4.3.        Quando o nível de qualidade não parecer ser satisfatório ou quando parecer ser necessário
                        verificar a validade dos ensaios efectuados em aplicação do ponto 2.4.2, o inspector pode colher
                        amostras que serão enviadas ao serviço técnico que efectuou os ensaios de homologação.
          9.4.4.        A autoridade competente pode efectuar qualquer ensaio prescrito na presente directiva.
          9.4.5.        A frequência normal das inspecções é de dois por unidade de produção. Se forem registados
                        resultados negativos no decurso de uma dessas inspecções, a frequência de visitas pode ser
                        aumentada.
           10.          SANÇÕES POR NÀO-CONFORMIDADE DA PRODUÇÃO
           10.1.        A homologação emitida para um tipo de vidraça de segurança em aplicação da presente directiva
                        pode ser retirada, se a condição enunciada no ponto 9.1 acima não for respeitada.
           10.2.        No caso de um Estado-membro retirar uma homologação que tenha concedido anteriormente,
                        desse facto informará imediatamente os outros Estados-membros, por meio de uma cópia da
                        ficha de homologação que ostente no fim, em caracteres grandes, a menção assinada e datada
                        «homologação retirada».
           11.          NOMES E MORADAS DOS SERVIÇOS TÉCNICOS ENCARREGADOS DOS ENSAIOS DE
                        HOMOLOGAÇÃO E DOS SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS
                        Cada Estado-membro comunicará aos outros Estados-membros e à Comissão os nomes e
                        moradas dos serviços técnicos encarregados dos ensaios de homologação e os dos serviços
                        administrativos que emitem a homologação CEE e aos quais devem ser enviadas as fichas de
                        homologação e de recusa ou de revogação emitidas nos outros Estados-membros.
           (*) Os resultados de ensaio de fragmentação são registados, mesmo se não for exigida prova fotográfica.
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                                                              Apêndice
                                               MARCA DE HOMOLOGAÇÃO CEE
          1.    A marca de homologação CEE é constituída por:
           1.1. Um rectângulo no interior do qual está colocada a letra «e» minúscula, segujda por um número ou por
                um grupo de letras distintivos do Estado-membro que concedeu a homologação:
                 1    para a República Federal da Alemanha,
                 2    para a França,
                 3    para a Itália,
                 4    para os Países Baixos,
                 6    para a Bélgica,
                 9    para a Espanha,
                11    para o Reino Unido,
                13    para o Luxemburgo,
                18    para o Dinamarca,
                21    para Portugal,
                IRL   para a Irlanda,
                EL    para a Grécia.
                1.2.  A letra «s» minúscula seguida por um número e pela letra «p» minúscula, se se tratar de uma
                      vidraça para pára-brisas, em conformidade com o ponto 3.6 do anexo III-A.
                1.3.  Um número de dois algarismos indicando os dois últimos algarismos do ano de publicação da
                      Directiva ou da sua adaptação ao progresso técnico.
                1.4.  Um número de homologação CEE correspondente ao número da ficha de homologação CEE.
                                                   Exemplo de marca de homologação CEE
          ^          a^2*m                         £>|
                      Leganda: A vidraça sobre a qual está indicada a marca de homologação CEE acima, é um vidro
                                  laminado não utilizado para um pára-brisas (S2), homologado de acordo com a edição
                                  1987 da Directiva (87), tendo obtido a homologação em Itália (e3) sob o número 431.
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                                                         ANEXO 1II-B
                                                                                  Denominação da autoridade
                                                                                        administrativa
          COMUNICAÇÃO RELATIVA À HOMOLOGAÇÃO CEE, RECUSA DE HOMOLOGAÇÃO CEE,
          EXTENSÃO DE HOMOLOGAÇÃO CEE, REVOGAÇÃO de HOMOLOGAÇÃO CEE, PARAGEM DEFI-
           NITIVA DA PRODUÇÃO (M DE UM TIPO DE VIDRAÇA EM APLICAÇÃO DA DIRECTIVA 87/.../CEE
          N? de homologação CEE:                                  Extensão n9:
            1. Classe de vidro de segurança:
            2. Descrição da vidraça (ver Apêndice 1, 2, 3, 4 e, no caso de um pára-brisas, a lista conforme com a
               Apêndice 5):
            3. Marca de fabrico ou comercial:
            4. Nome e morada do fabricante:
            5. Nome e morada do mandatário (se for caso disso):
            6. Apresentado à homologação em:
            7. Serviço técnico encarregado dos ensaios de homologação:
            8. Data do relatório de ensaio:
            9. Número do relatório de ensaio:
           10. Observações:
           11. Motivo(s) da extensão de homologação:
           12. A homologação é objecto de concessão/recusa/extensão/revogação (')
           13. Local:
           14. Data:
           15. Assinatura:
           16. É anexada à presente comunicação a lista das peças que constituem o processo de homologação,
               arquivado no Serviço administrativo que emitiu a homologação, e que pode ser obtido a pedido.
          (!) Riscar o que não interessa.
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                                                             Apêndice 1
                                       VIDRAÇAS DE VIDRO DE TÊMPERA UNIFORME
                         (Características principais e secundárias de acordo com o Anexo IU-D ou 11I-F)
          N9 de homologação CEE:                                     Extensão n?:
          1.   Características principais
          1.1. Que não sejam relativas a pára-brisas (sim/não):
          1.2. Categoria de forma:
          1.3. Natureza da têmpera:
          1.4. Categoria de espessura:
          1.5. Natureza e tipo do(s) revestimento(s) plástico(s):
          2.   Características secundárias
          2.1. Natureza do material (chapa de vidro polido, chapa de vidro flutuado, vidro para vidraças):
          2.2. Coloração do vidro:
          2.3. Coloração do(s) revestimento(s) plástico(s):
          2.4. Condutores incorporados (sim/não):
          2.5. Faixas de obscurecimento incorporadas (sim/não):
          3.   Critérios homologados
          3.1. Maior ára (vidro plano):
          3.2. Ângulo mais pequeno:
          3.3. Maior área planificada (vidro bombeada):
          3.4. Maior altura de segmento:
          4.   Observações
          Peças anexas:
          — Lista dos pára-brisas (se for caso disso).
          — Ver Apêndice 5.
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                                                            Apêndice 2
                                              VIDRAÇAS DE VIDRO LAMINADO
                         (Características principais e secundárias de acordo com o Anexo HI-E ou HI-F)
          N? de homologação CEE:                                     Extensão n?:
          1.   Características principais
          1.1. Número de lâminas de vidro:
          1.2. Número de lâminas de intercalares:
          1.3. Categoria de espessura:                                                            -
          1.4. Espessura nominal do(s) intercalar(es):
          1.5. Tratamento especial do vidro:
          1.6. Natureza e tipo do(s) intercalar(es)-:
          1.7. Natureza e tipo do(s) revestimento(s) plástico(s):
          1.8. Espessura do(s) revestimento(s) plástico(s):
          2.   Características secundárias
          2.1. Natureza do material (chapa de vidro polido, chapa de vidro flutuado, vidro para vidraças):
          2.2. Coloração do intercalar (total/parcial):
          2.3. Coloração do vidro:
          2.4. Coloração do(s) revestimento(s) plástico(s):
          2.5. Condutores incorporados (sim/não):
          2.6. Faixas de obscurecimento incorporadas (sim/não):
          3.   Observações
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                                                              Apêndice 3
                                                VIDRAÇAS DE VIDRO PLÁSTICO
                              (Características principais e secundárias de acordo com o Anexo Ul-G)
          N? de homologação CEE                                        Extensão n?:
          1.   Características principais
          1.1. Número de lâminas de vidro:
          1.2. Número de lâminas de plástico:
          1.3. Espessura do elemento de vidro:
          1.4. Tratamento do elemento de vidro (sim/nâo):
          1.5. Espessura nominal da vidraça:
          1.6. Espessura nominal da(s) lâmina(s) de plástico que desempenha(m) o papel de intercalar(es):
          1.7. Natureza e tipo da(s) lâmina(s) de plástico que desempenha(m) o papel de intercalar(es):
          1.8. Natureza e tipo da lâmina de plástico externa:
          2.   Características secundárias
          2.1. Natureza do material (chapa de vidro polido, chapa de vidro flutuado, vidro para vidraças):
          2.2. Coloração do vidro (incolor/de cor):
          2.3. Coloração da(s) lâmina(s) de plástico (total/parcial):
          2.4. Condutores incorporados (sim/não):
          2.5. Faixas de obscurecimento incorporadas (sim/não):
          3.   Observações
 ---pagebreak--- 17. 8. 87                                Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                 N? C 218/35
                                                              Apêndice 4
                                                UNIDADES DE VIDRAÇA DUPLA
                              (Características principais e secundárias de acordo com o Anexo II1-H)
          N?de homologação CEE                                         Extensão n?:
          1.   Características principais
          1.1. Composição das unidades de vidraça dupla (simétrica/assimétrica):
          1.2. Espessura nominal do espaço:
          1.3. Método de montagem:
          1.4. Tipo de cada vidro de acordo com os Anexos III-D, III-E, IH-F ou III-G:
          2.   Peças anexas
          2.1. Uma ficha para cada vidraça constituinte de uma unidade de vidraça dupla assimétrica, em função dos
               anexos de acordo com os quais essas vidraças são ensaiadas ou homologadas:
          2.2. Uma ficha para os dois vidros 4e uma unidade de vidraça dupla simétrica em função do anexo de acordo
               com o qual esses vidros são homologados:
          3.   Observações:
 ---pagebreak--- N<? C 218/36                             Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                    17. 8. 87
                                                        '       Apêndice 5
                                          CONTEÚDO DA LISTA DOS PÁRA-BRISAS (»)
            Para cada um dos pára-brisas que são objecto da presente homologação, devem ser fornecidas pelo menos as
                                                       seguintes informações:
             1. Fabricante do tractor:
            2. • Modelo de tractor:
            3. Área planificada (F):
            4. Altura de segmento (S):
            5. Raio de curvatura mínimo (r):
            6. Ângulo de instalação (d):
            7. Angulo do enconsto (P):
                                               DESCRIPCÃO DAS COORDENADAS
                                                          F, r, S do pára-brisas
                                                                   t
                                                        Raio de curvatura r
                                                Altura de segmento S
                                          <é                     xs
                                                      Coordenadas do ponto r
                                                     em relação ao pára-brisas
           (*) Esta lista deve ser anexada aos Apêndices 1, 2 (se for caso disso), 3 e 4 do Anexo HI-B.
 ---pagebreak--- 17. 8. 87                                 Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                      N? C 303/37
                                                             ANEXO     lll-C
                                                  CONDIÇÕES GERAIS DE ENSAIO
             1.         FRAGMENTAÇÃO
             1.1.      A vidraça a ensaiar não deve ser fixada de modo rígido; pode, todavia, ser posta sobre uma vidraça
                       idêntica com o auxílio de fita adesiva colada a toda a volta.
             1.2.      Para conseguir a fragmentação, utiliza-se um martelo de cerca de 75 g de massa ou um outro
                       dispositivo que dê resultados equivalentes O raio de curvatura da ponta deve ser de 0,2 ± 0,05 mm.
             1.3.      Deve ser efectuado um ensaio em cada ponto de impacte prescrito.
             1.4.      O exame dos fragmentos deve ser efectuado a partir dos registos em papel fotográfico de contacto,
                       começando a exposição o mais tardar dez segundos após o impacte e terminando o mais tardar
                       três minutos após este. Apenas são tomadas em consideração as linhas mais escuras que representam
                       a ruptura inicial. O laboratório deve conservar as reproduções fotográficas das fragmentações
                       obtidas.
             2.        ENSAIOS DE IMPACTE DE UMA ESFERA
             2.1.      Ensaio com a esfera de 227 g
             2.1.1.     Aparelhos
             2.1.1.1.  Esfera de aço temperado, de 227 ± 2 g de massa e de cerca de 38 mm de diâmetro.
             2.1.1.2.  Dispositivo que permita deixar cair a esfera em queda livre a partir de uma altura a precisar, ou
                       dispositivo que permita imprimir à esfera uma velocidade equivalente à que teria em queda livre.
                       Em caso de utilização de um dispositivo que projecte a esfera, a tolerância da velocidade deve ser
                       de ± 1 % da velocidade equivalente à velocidade em queda livre.
             2.1.1.3.  Suporte tal como o representado na figura 1 e idêntico ao descrito no ponto 2.1.3. O quadro
                       inferior repousa sobre uma caixa de aço, de cerca de 150 mm de altura. A vidraça a ser ensaiada é
                       mantida no seu lugar pelo quadro superior, cuja massa é de 3 kg. O suporte é soldado sobre uma
                       placa de aço de cerca de 12 mm de espessura, que repousa no solo sobre uma placa de borracha
                       de cerca de 3 mm de espessura e 50 DIDC de durezza.
                                                      (Dimensões em milímetros)
                                                                  O 290
                                                                  a 260
                                                                                                                     1
     Vidraça a ser ensaiada                                                                              V
                                                                                                           A
                                                                                                         \>T        c*
                                                                                                            /]
             Guarnição de                                                                                   /
             borracha                                                                                       /
                                                                                                            /             o
                                                                                                            /
                                                                                                            /
                                                                                                            /
                                                                                                            /
                                                                                                            /
                                                                                                            /
                            \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ X }
         Placa de
         borracha                                                 Q 350 min.
                                                                Figura 1
                                                  Suporte para os ensaios com a esfera
 ---pagebreak--- N<? C 218/38                               Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                        17. 8. 87
            2.1.2.     Condições de ensaio
            2.1.2.1.   Temperatura: 20 ± 5 o C;
            2.1.2.2.   Pressão: entre 860 e 1 060 mbar;
            2.1.2.3.   Humidade relativa: 60 ± 2 0 % .
            2.1.3.     Provete
            2.1.3.1.   O provete deve ser plano, de forma quadrada, de 300 ± 10/0 mm de lado.
            2.1.4.      Técnica
            2.1.4.1.   Expor o provete à temperatura especificada durante um período de pelo menos quatro horas,
                       imediatamente antes do começo do ensaio. Colocar o provete de ensaio no suporte (2.1.1.3). O
                       plano do provete deve ficar perpendicular à direcção de incidência da esfera, com uma tolerância
                       inferior a 3 o . O ponto de impacte deve encontrarse a uma distância máxima de 25 mm do centro
                       geométrico do provete, no caso de uma altura de queda superior a 6 m. A esfera deve atingir a
                       face do provete que representa a face externa da vidraça de segurança quando esta estiver montada
                       no tractor. A esfera só deve produzir um único ponto de impacte.
            3.         COMPORTAMENTO DA CABEÇA AO CHOQUE
            3.1.       Aparelhos
            3.1.1.     Cabeça factícia, de forma esférica ou hemisférica, feita de contraplacado de madeira dura revestido
                       de uma guarnição de feltro substituível e equipada ou não com uma travessa de madeira. Entre a
                       parte esférica e a travessa encontra-se uma peça intermédia que simula o pescoço e, do outro lado
                       da travessa, uma haste de montagem.
                       As dimensões estão indicadas na figura 2.
                       A massa total deste aparelho deve ser de 10 ± 0,2 kg.
                                                        {Dimensões em milímetros
                                               Haste de
                                               montagem
                 Peça
                 intermédia
                     Cabeça
       Guarnição de feltro
       de 5 mm de espessura
                                                                Figura 2
                                                             Cabeça factícia
 ---pagebreak--- 17. 8. 87                               Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                     N? C 303/39
           3.1.2.    Dispositivo qué permite deixar cair a cabeça factícia em quada livre a partir de uma altura a
                     precisar, ou dispositivo que permite imprimir à cabeça factícia uma velocidade equivalente à que
                     poderia adquirir em queda livre.
                     Em caso de utilização de um dispositivo que projecte a cabeça factícia, a tolerância da velocidade
                     deve ser de ± 1 % da velocidade equivalente à velocidade em quada livre.
           3.1.3.    Suporte, tal como o representado na figura 3, para os ensaios em provetes planos. O suporte é
                     composto de dois quadros de aço, de bordos maquinados de 50 mm de largura, que se adaptam
                     um ao outro, e equipados de guarnições de borracha de cerca de 3 mm de espessura, 15 ± 1 mm
                     de largura e 70 DIDC de dureza. O quadro superior é apertado contra o quadro inferior por pelo
                     menos 8 parafusos.
           3.2.      Condições de ensaio
           3.2.1.    Temperatura: 20 ± 5 o C.
           3.2.2.    Pressão: entre 860 e 1 060 mbar.
           3.2.3.    Humidade relativa: 60 ± 2 0 % .
                                                      (Dimensões em milímetros)
                                            Guarnição de
                                            borracha                                       Parafuso ('
                          -è-                       _^i
                                                                                         fr
                                                                                            <e-        §
                                                                                       :±t             1      ,
                                                                                 flV
                                                     ~*F
                                                                                     105
                                                     1 070
                                                     1 170
                                                              Figura 3
                                            Suporte para os ensaios com cabeça factícia
          3.3.      Técnica
          3.3.1.    Ensaio com um provete plano
                    Manter o provete plano de 1 100 + 5 mm/ — 2 mm de comprimento e 500 + 5 mm/ — 2 mm de
                    largura a uma temperatura constante de 20 ± 5 o C durante pelos menos 4 horas, imediatamente
                    antes dos ensaios. Fixar o provete nos quadros de suporte (3.1.3); apertar os parafusos de modo
                    que o deslocamento do provete durante o ensaio não exceda 2 mm. O plano do provete deve ser
                    sensivelmente perpendicular à direcção de incidência da cabeça factícia. O ponto de impacte deve
                    encontrar-se a uma distância máxima de 40 mm do centro geométrico do provete. A cabeça deve
                    embater na face do provete que representa a face interna da vidraça de segurança quando esta
                    estiver montada no tractor. A cabeça deve somente produzir um único ponto de impacte.
                    Substituir a superfície de impacte da guarnição de feltro após doze ensaios.
           (') O binário mínimo recomendado para parafusos M 20 é de 30 Nm.
 ---pagebreak--- N? G 218/40                            Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                          17. 8. 87
          3.3.2.   Ensaios com um pára-brisas completo (utilizado somente no caso de uma altura de queda inferior
                   ou igual a 1,5 mm).
                    Colocar livremente o pára-brisas sobre um suporte com a interposição de uma tira de borracha de
                   70 DIDC de dureza e cerca de 3 mm de espesura, sendo a largura de contacto na totalidade do
                    perímetro de cerca de 15 mm.
                    O suporte deve ser formado por uma peça rígida correspondente à forma do pára-brisas, de modo
                    que a cabeça factícia embata na face interna.
                    Se necessário, o pára-brisas será mantido sobre o suporte por aperto por meio de dispositivos
                    apropriados.
                    O suporte deve repousar sobre uma armação rígida com a interposição de uma lâmina de borracha
                    de 70 DIDC de dureza e cerca de 3 mm de espessura. A superfície do pára-brisas deve estar
                    sensivelmente perpendicular à direcção de incidência da cabeça factícia.
                    O ponto de impacte deve encontrar-se a uma distância máxima de 40 mm do centro geométrico
                    do pára-brisas. A cabeça deve embater na face do pára-brisas que representa a face interna da
                    vidraça de segurança quando esta estiver montada no tractor. A cabeça apenas deve produzir um
                    único ponto de impacte. Substituir a superfície de impacte da guarnição de feltro após doze ensaios.
          4.        ENSAIOS DE ABRASÃO
          4.1.      Aparelhos
          4.1.1.    Dispositovo de abrasão (*), representado esquematicamente na figura 4 e composto pelos seguintes
                    elementos:
                   — um disco giratório horizontal, fixado ao centro, cujo sentido de rotação é contrário ao dos
                        ponteiros do relógio e cuja velocidade é de 65 a 75 rot/min,
                                                              Figura 4
                                                Esquema do dispositivo de abrasão
                     — dois braços paralelos lastrados; cada braço contém um rolete abrasivo especial que roda
                         livremente sobre um eixo horizontal com rolamento de esferas; cada rolete repousa sobre o
                         provete de ensaio sob a acção da pressão aplicada por uma massa de 500 g.
                     O disco giratório do dispositivo de abrasão deve rodar com regularidade, sensivelmente no mesmo
                     plano (o afastamento em relação a este plano não deve exceder ± 0,05 mm a uma distância de
                     1,6 mm da periferia do disco). Os roletes são montados de modo que, quando estiverem em
                     contacto com o provete, rodem em sentidos inversos um em relação ao outro e exerçam assim uma
                     acção de compressão e abrasão segundo linhas curvas numa coroa de cerca de 30 cm 2 de área,
                     duas vezes no decurso de cada uma das rotações do provete.
           (!) Um dispositivo deste tipo é fabricado pela firma Teledyne Taber (Estados Unidos da América).
 ---pagebreak--- 17. 8. 87                                Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                      N9 C 218/41
          4.1.2.     Roletes abrasivos (x), de 45 a 50 mm de diâmetro e 12,5 mm de espessura. São constituídos por um
                     material abrasivo especial finamente pulverizado, embebido numa massa de borracha de dureza
                     média. Os roletes devem apresentar uma dureza de 72 ± 4 DIDC medida em quatro pontos
                     igualmente afastados sobre a linha média da superfície abrasiva, sendo a pressão aplicada' vertical-
                     mente ao longo de um diâmetro do rolete; as leituras devem ser efectuadas 10 s após a plicação da
                     pressão.
                     Os roletes abrasivos devem ser rodados muito lentamente sobre uma lâmina plana de vidro, a fim
                     de apresentar uma superfície rigorosamente plana.
          4.1.3.     Fonte luminosa, consistindo de uma lâmpada de incandescência cujo filamento está contido num
                     volume paralelepipédico de 1,5 x 1,5 x 3 mm. A tensão aplicada ao filamento da lâmpada deve
                     ser tal que a sua temperatura de cor seja de 2 856 ± 50 K. Esta tensão deve estar estabilizada a
                      ± 1/1 000. O aparelho de medição, utilizado para a verificação dessa tensão, deve apresentar uma
                     precisão apropriada para esta aplicação.
          4.1.4.     Sistema óptico, composto de uma lente de distância focal, f, igual a pelo menos 500 mm, e corrigida
                     para as aberrações cromáticas. A plena abertura da lente não deve exceder f/20. A distância entre
                     a lente e a fonte luminosa deve ser regulada de modo a obter um feixe luminoso sensivelmente
                     paralelo.
                     Colocar um diafragma para limitar o diâmetro do feixe luminoso a 7 ± 1 mm. Este diafragma
                     deve ser colocado a uma distância da lente de 100 ± 50 mm, do lado oposto à fonte luminosa.
          4.1.5.     Aparelho de medição da luz difundida (ver figura 5), consistindo em uma célula fotoeléctrica com
                      uma esfera de integração de 200 a 250 mm de diâmetro; a esfera deve estar munida de aberturas
                     de entrada e de saída da luz. A abertura de entrada deve ser circular, e o seu diâmetro deve ser
                      pelo menos o duplo do do feixe luminoso. A abertura de saída da esfera deve estar equipada quer
                      com um captor de luz quer com um padrão de reflexão, conforme a técnica especificiada no ponto
                      4.4.3. O captor de luz deve absorver toda a luz quando nenhum provete estiver colocado na
                      trajectória do feixe luminoso.
                      O eixo do feixe luminoso deve passar pelo centro das aberturas de entrada e de saída. O diâmetro
                      da abertura de saída, b), deve ser igual a 2.a. tang 4, sendo a o diâmetro da esfera.
                      A célula foto-eléctrica deve ser colocada de modo a não poder ser atingida pela luz proveniente
                      directamente da abertura da entrada ou do padrão de reflexão.
                      As superfícies internas da esfera de integração e do padrão de reflexão devem apresentar factores
                      de reflexão practicamente iguais; devem ser baças e não selectivas. O sinal de saída da célula
                      fotoeléctrica deve ser linear com uma aproximação de ± 2 % na gama de intensidades luminosas
                      utilizada.
                      A realização do aparelho deve ser tal que não se produza nenhum desvio da agulha do galvanómetro
                      quando a esfera não estiver iluminada. O conjunto do aparelho deve ser verificado a intervalos
                      regulares por meio de padrões calibrados de atenuação de visibilidade. Se se efectuarem medições
                      de atenuação de visibilidade com um aparelho ou segundo métodos diferentes do aparelho e do
                      método acima descritos, os resultados devem ser corrigidos se necessário, parra os pôr de acordo
                      com os resultados obtidos com o aparelho de medição acima descrito.
                                                                                   Célula fotoeméctrica
                                                                                          Deflectores
                                        Esfera de                           \    [  ^^
                   Lente
                                                                Figura 5
                                           Aparelho de medição de atenuação de visibilidade
           (*) Roletes deste tipo são fabricados pela firma Teledyne Taber (Estados Unidos da América).
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          4.2.    Condições de ensaio
           4.2.1. Temperatura: 20 ± 5 o Ç.
          4.2.2.  Pressão: entre 860 e 1 060 mbâr.
           4.2.3. Humidade relativa: 60 ± 2 0 % .
          4.3.    Provetes
                  Os provetes devem ser planos, de forma quadrada, de 100 mm de lado, de faces sensivelmente
                  planas e paralelas, atravessadas por um furo central de fixação de 6,4 +0,2 mm/ —0 mm de
                  diâmetro.
          4.4.    Técnica
                  O ensaio deve ser realizado na face do provete que representa a face externa da vidraça laminada
                  quando esta estiver montada no tractor, e igualmente na face interna, se esta for de matéria plástica.
          4.4.1.  Imediatamente antes e após a abrasão, limpar os provetes do seguinte modo:
                  a) Limpeza com um pano de linho e água corrente limpa;
                  b) Enxaguamento com água destilada ou com água desmineralizada;
                  c) Secagem com uma corrente de oxigénio ou de azoto;
                  d) Eliminação de todos os vestígios possiveis de água, esfregando suavemente com um pano de
                      linho húmido. Se necessário, secar pressionando ligeiramente entre dois panos de linho.
                  Deve ser evitado qualquer tratamento com ultra-sons. Após a limpeza, os provetes só devem ser
                  manipulados pelos bordos e devem ser colocados ao abrigo de qualquer deterioração ou contamina-
                  ção das superfícies.
           4.4.2. Condicionar os provetes durante pelo menos 48 h a uma temperatura de 20 ± 5 o C e a uma
                  humidade relativa de 60 ± 20 %.
           4.4.3. Colocar o provete directamente contra a abertura de entrada da esfera de integração. O ângulo
                  entre a normal à sua superfície e o eixo do feixe luminoso não deve exceder 8.
                  Fazer então as seguintes quatro leituras:
                                                       Com       Com padrão
                      Leitura                        captor de        de                 Quantidade representada
                                    provete
                                                                   reflexão
                        T,           Não               Não           Sim       Luz incidente
                        T2            Sim              Não           Sim       Luz total transmitida pelo provete
                        T3           Não               Sim           Não       Luz difundida pelo aparelho
                        T4            Sim              Sim           Não       Luz difundida pelo aparelho e pelo provete
                  Repetir as leituras T } , T 2 , T 3 e T 4 com outras posições dadas do provete, para determinar a sua
                  uniformidade.
                  Calcular o factor de transmissão total T t = T 2 /T
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                   Calcular o factor de transmissão difundida, T d , por meio da fórmula:
                                    T4 - T3 ( T / T , )
                             Td=
                                              T,
                   Calcular a percentagem de atenuação por difusão de visibilidade ou da luz, ou das duas, por meio
                   de fórmula:
                             — = 100%
                             T
                               t
                   Medir, a partir da fórmula acima, a atenuação de visibilidade inicial do provete em relação a pelo
                   menos quatro pontos igualmente espaçados na região não submetida à abrasão. Calcular a média
                   dos resultados obtidos para cada provete. Em vez das quatro medições, pode-se obter um valor
                   médio fazendo rodar o provete, com regularidade, a uma velocidade de 3 rot/s ou mais.
                   Efectuar, para cada vidraça de segurança, três ensaios sob a mesma carga. Utilizar a atenuação de
                   visibilidade como medida de abrasão subjacente, depois de o provete ter sido submetido ao ensaio
                   de abrasão. Medir, a partir da fórmula acima, a luz difundida pela pista submetida à abrasão em
                   relação a pelo metios quatro pontos espaçados ao longo dessa pista. Calcular a média dos resultados
                   obtidos para cada provete. Em vez das quatro medições, pode-se obter um valor médio fazendo
                   rodar o provete, com regularidade, à velocidade de 3 rot/s ou mais.
          4.5.     O ensaio de abrasão só será efectuado se laboratório que realiza o ensaio o julgar necessário,
                   tendo em conta informações de que dispõe. Com excepção dos materiais de vidro plástico, no caso
                   de modificação da espessura do intercalar ou do material, pro exemplo, não é exigido, regra geral,
                   proceder a outros ensaios.
          4.6.     índices de dificuldade das características secundárias
                   As características secundárias não intervêm.
          5.       ENSAIO A ALTA TEMPERATURA
          5.1.      Técnica
                   Aquecer até 100 °C três amostras ou três provetes quadrados de pelo menos 300 x 300 mm
                   retirados pelo laboratório de três pára-brisas ou três vidraças conforme o caso, e em que um dos
                   lados corresponda ao bordo superior da vidraça.
                   Manter esta temperatura durante 2 h e em seguida deixar arrefecer as amostras até à temperatura
                   ambiente. Se a vidraça de segurança tiver duas superfícies externas de material não orgânico, o
                   ensaio pode ser efectuado imergindo a amostra em água em ebulição pelo período de tempo
                   especificado, tomando o cuidado de evitar qualquer choque térmico indesejável. Se as amostras
                   foram cortadas de um pára-brisas, um dos seus bordos deve ser constituído por uma parte do
                   bordo do pára-brisas.
          5.2.     índices de dificuldade das características secundárias
                   Coloração do intercalar
                   — incolor: 1,
                   — de cor: 2.
                   As outras características secundárias não intervêm.
          5.3.     Interpretação dis resultados.
          5.3.1.   A prova de resistência a alta temperatura é considerada como dando um resultado positivo se não
                   aparecerem bolhas nem outros defeitos a mais de 15 mm de um bordo não cortado ou 25 mm de
                   um bordo cortado do provete ou da amostra, ou mais de 10 mm de qualquer fissura que se possa
                   produzir durante a prova.
          5.3.2.   Uma série de provetes ou de amostras apresentados à homologação é considerada como satisfatória
                   do ponto de vista do ensaio a alta temperatura se for satisfeita uma das seguintes condições:
          5.3.2.1. Todos os ensaios dão um resultado positivo.
          5.3.2.2. Um ensaio deu um resultado negativo. Uma nova série de ensaios efectuados com uma nova série
                   de provetes ou de amostras dá resultados positivos.
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          6.       ENSAIO DE RESISTÊNCIA A RADIAÇÃO.
          6.1.     Método de ensaio
          6.1.1.    Aparelhos
          6.1.1.1. Fonte de radiação, consistindo em uma lâmpada de vapor de mercúrio de pressão média, composta
                   por um tubo de quartzo que não produz ozono, cujo eixo está montado verticalmente. As dimensões
                   nominais da lâmpada devem ser de 360 mm para o comprimento e de 9,5 mm para o diâmetro. O
                   comprimento de arco deve ser de 300 ± 4mm. A potência da alimentação da lâmpada deve ser de
                   750 ± 50 W.
                   Pode ser utilizada qualquer outra fonte de radiação que produza o mesmo efeito que a lâmpada
                   acima definida. Para verificar que os efeitos de outra fonte são os mesmos, deve ser feita uma
                   comparação medindo a quantidade de energia emitida numa banda de comprimentos de onda que
                   vá de 300 a 450 nm, sendo todos os outros comprimentos de onda eliminados com o auxílio de
                   filtros adequados. A fonte de substituição deve então ser utilizada com esses filtros.
                   No caso de vidraças de segurança para as quais não exista correlação satisfatória entre este ensaio
                   e as condições de utilização, é necessário rever as condições de ensaio.
          6.1.1.2. Transformador de alimentação e condesador, capazes de fornecer à lâmpada (ponto 6.1.1.1) um
                   pico de tensão de arranque de 1 100 V, no mínimo, e uma tensão de funcionamento de 500 ±
                   50 V.
          6.1.1.3. Dispositivo destinado a apoiar e fazer rodar as amostras entre 1 e 5 rot/min em torno da fonte de
                   radiação colocada em posição central, de modo a assegurar uma exposição regular.
          6.1.2.    Provetes
          6.1.2.1. A dimensão dos provetes deve ser de 76 x 300 mm.
          6.1.2.2. Os provetes serão cortados pelo laboratório na parte superior das vidraças, de modo que:
                   — para as vidraças que não sejam pára-brisas, o bordo superior dos provetes coincida com o
                        bordo superior das vidraças,
                   — para os pára-brisas, o bordo superior dos provetes coincida com o limite superior da zona na
                        qual a transmissão regular deve ser controlada e determinada em conformidade com o ponto
                        9.1.2.2 do presente anexo.
          6.1.3.    Técnica
                   Verificar o coeficiente de transmissão regular da luz através de três amostras antes da exposição e
                   segundo o processo indicado nos pontos 9.1.1 et 9.1.2 do presente anexo. Proteger uma parte de
                   cada amostra das radiações, de seguida colocar a amostra no aparelho de ensaio, com o compri-
                   mento paralelo ao eixo da lâmpada e a 230 mm desse eixo. Manter a temperatura das amostras a
                   45 ± 5 o C durante todo o ensaio. Colocar a face de cada amostra que represente a face externa
                   da vidraça do tractor em frente da lâmpada. Para o tipo de lâmpada definido no ponto 6.1.1.1, o
                   tempo de exposição deve ser dé 100 h.
                   Após a exposição, medir de novo o coeficiente de transmissão na superfície exposta de cada
                   amostra.
          6.1.4.   Cada provete ou amostra (3 no total) deve ser submetido, em conformidade com o processo acima
                   indicado, a uma radiação tal que a irradiação em cada ponto do provete ou da amostra produza,
                   no intercalar utilizado, o mesmo efeito que o produzido por uma radiação solar de 1 400 W/m 2
                   durante 100 horas.
          6.2.     índices de dificuldade das características secundárias
                   Coloração do vidro:
                   — incolor: 2,
                   — de cor: 1.
                   Coloração do intercalar:
                   — incolor: 1,
                   — de cor: 2.
                   As outras características secundárias não intervêm.
          6.3.     Interpretação dos resultados
          6.3.1.   O ensaio de resistência à radiação é considerado como dando um resultado positivo se forem
                   satisfeitas as seguintes condições:
          6.3.1.1. O factor total de transmissão da luz, sendo a transmissão medida em conformidade com os pontos
                   9.1.1 et 9.1.2 do presente anexo, não baixar aquém de 9 5 % do valor inicial antes da irradiação e,
                   em todos os casos, não baixar:
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          6.3.1.1.1. Aquém de 7 0 % , para as vidraças que não sejam pára-brisas que tenham de satisfazer as prescrições
                     relativas ao campo de visão do condutor em todas as direcções.
          6.3.1.1.2. Aquém de 7 5 % para os pára-brisas, na zona em que a transmissão regular deve ser controlada, tal
                     como definido no ponto 9.1.2.2 a seguir.
          6.3.1.2.   Pode, todavia, aparecer uma ligeira coloração quando se examinar o provete ou a amostra após
                     irradiação sobre fundo branco, mas não deve aparecer nenhum outro defeito.
          6.3.2.     Uma série de provetes ou de amostras apresentados à homologação será considerada como
                     satisfatória do ponto de vista da estabilidade se for satisfeita uma das seguintes condições:
          6.3.2.1.   Todos os ensaios dão um resultado positivo.
          6.3.2.2.   Um ensaio deu um resultado negativo. Uma nova série de ensaios efectuados com uma nova série
                     de provetes ou amostras dá resultados positivos.
          7.         ENSAIO DE RESISTÊNCIA A HUMIDADE
          7.1.       Técnica
                     Manter três amostras ou três provetes quadrados de pelo menos 300 mm x 300 mm verticalmente,
                     durante 2 semanas, num recinto fechado em que a temperatura deve ser mantida a 50 ± 2 °C e a
                     humidade relativa a 95 ± 4 % .
                     Nota: Essas condições de ensaio excluem qualquer condensação sobre os provetes.
                     Os provetes são preparados de modo que: pelo menos um bordo dos provetes coincida com um
                     bordo de origem da vidraça.
                     Se forem ensaiados vários provetes ao mesmo tempo, deve ser previsto um espaçamento adequado
                     entre cada, um dos provetes.
                     Devem ser tomadas precauções para que o condensado que se forme nas paredes ou no tecto do
                     recinto de ensaios não sobre as amostras.
          7.2.       índices de dificuldades das características secundárias
                     Coloração do intercalar
                     — incolor: 1,
                     — de cor: 2.
                     As outras características secundárias não intervêm.
          7.3.       Interpretação dos resultados
          7.3.1.     A vidraça de segurança é considerada como satisfatória sob o ponto de vista da resistência à
                     humidade se não se observar nenhuma mudança importante a mais de 10 mm dos bordos não
                     cortados, e a mais de 15 mm dos bordos cortados, após uma permanência de duas horas em
                     atmosfera ambiente, para as vidraças laminadas vulgares e tratadas, e após uma permanência de
                     48 horas em atmosfera ambiente, para as vidraças revestidas de matéria plástica e os vidros
                     plásticos.
          7.3.2.     Uma série de provetes ou de amostras apresentados à homologação será considerada como
                     satisfatória do ponto de vista da humidade se for satisfeita uma des seguintes condições:
          7.3.2.1.   Todos os ensaios dão um resultado positivo.
          7.3.2.2.   Um ensaio deu um resultado negativo. Uma nova série de ensaios efectuados com uma nova série
                     de amostras dá resultados positivos.
          8.         ENSAIO DE RESISTÊNCIA AO FOGO
          8.1.       Objecto e campo de aplicação
                     Este método permite determinar a velocidade de combustão horizontal dos materiais utilizados no
                     habitáculo dos tractores depois de terem sido expostos à acção de uma pequena chama. Este método
                     permite verificar os materiais e elementos de revestimento interior dos tractores, individualmente ou
                     combinados, até uma espessura de 15 mm. O método é utlizado para julgar da uniformidade dos
                     lotes de produção desses materiais do ponto de vista das características de combustão. Dado que
                     as numerosas diferenças entre as situações reais da vida corrente e as condições precisas de ensaio
                     especificadas no presente método (aplicação e orientação no interior do tractor, condições de
                     utilização, fonte de chamas, etc), este não pode ser considerado como adaptado à avaliação de
                     todas as características de combustão num tractor real.
 ---pagebreak--- N? C 218/46                          Jornal Oficial das Comunidades Europeias
           8.2.   Definições
           8.2.1. Velocidade de combustão: quociente da distância queimada, medida de acordo com o presente
                  método, pelo tempo necessário que a chama leva a percorrer essa distância. Exprime-se em
                  milímetros por minuto.
           8.2.2. Material compósito: material constituído de várias camadas de materiais, similares ou diferentes,
                  aglomerados pro cimentação, colagem, envolvimento, soldadura, etc. Se o conjunto apresentar
                  descontinuidades (por exemplo, costura, pontos de soldadura por alta frequência, rebitagem, etc.)
                  que permitam a tomada de amostras individuais em conformidade com o ponto 8.5, os materiais
                  não são considerados como compósitos.
           8.2.3. Face exposta: a face que está virada para o habitáculo quando o material estiver instalado no
                  tractor.
           8.3.   Princípio
                  Uma amostra é colocada horizontalmente num suporte em forma de U e exposta à acção duma
                  chama definida de baixa energia, durante 15 s, numa câmara de combustão, actuando a chama
                  sobre o bordo livre da amostra. O ensaio permite determinar se a chama se extingue e em que
                  momento, ou o tempo necessário para a chama percorrer uma distância medida.
           8.4.   Aparelhos
           8.4.1. Câmara de combustão (figura 6), de preferência e aço inoxidável, com as dimensões indicadas na
                  figura 7.
                  A face frontal de câmara tem uma janela de observação incombustível que pode cobrir toda a face
                  frontal e que pode servir de painel de acesso. A face inferior de câmara é atravessada por furos de
                  ventilação e a parte superior tem uma fenda de arejamento a toda a volta.
                  A câmara repousa sobre quatro pés de 10 mm de altura. Num dos lados, a câmara pode ter um
                  orifício para a introdução do porta-amostras guarnecido; do outro lado, uma abertura deixa passar
                  o tubo de chegada de gás. A matéria fundida é recolhida numa bacia (figura 8), colocada no fundo
                  da câmara entre os furos de ventilação, sem os tapar.
                                                          Figura 6
                               Exemplo de câmara de combustão, com porta-amostras e bacia
 ---pagebreak--- 17. 8. 87              Jornal Oficial das Comunidades Europeias                             N? C 218/47
                Dimensões em milímetros — tolerâncias de acordo com ISO 2768
                                                                       385
                           Fenda de arejamento
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                           Queimador a gás
                                           Figura 7
                               Exemplo de câmara de combustão
                  Dimensões em milímetros — tolerâncias de acordo com ISO 2768
                                336                                          16
                                                                                 _lf      i
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                                           Figura 8
                                       Exemplo de bacia
 ---pagebreak--- N? C 218/48                           Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                              17. 8. 87
            .4.2. Porta-amostras, composto de duas placas de metal em forma de U ou de quadros de material
                  resistente à corrosão. As dimensões estão dadas na figura 9.
                  A placa inferior tem saliências e a placa superior furos corrispondentes, de modo a permitir uma
                  fixação segura da amostra.
                  As saliências servem também de pontos de referência de medição do início e do fim da distância
                  de combustão.
                  Deve ser fornecido um suporte composto de fios resistentes ao calor, de 0,25 mm de diâmetro,
                  esticados através da placa inferior do porta-amostras a intervalos de 25 mm (figura 10).
                              Dimensões em milímetros — tolerâncias de acordo com ISO 2768
                                                                                                                 5 x45i     ,-TamPa
                                                                        04
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                                                   330
                                                                                                  Amostra
                                                          Figura 9
                                                Exemplo de porta-amostras
 ---pagebreak--- 17. 8. 87                               J o r n a l Oficial d a s C o m u n i d a d e s E u r o p e i a s           N ? C 218/49
                                Dimensões em milímetros — tolerâncias de acordo com ISO 2768
                                        Fendas
                                                                 Figura 10
                Exemplo de secção do quadro em forma de U, parte inferior prevista para ser equipada com fios
                                                                de suporte
                    A parte inferior da amostra deve encontrar-se a uma distância de 178 mm acima da placa de fundo.
                    A distância entre o bordo do porta-amostras e a extremidade da câmara deve ser 22 mm; a distância
                    entre os bordos longitudinais do porta-amostras e os lados da câmara deve ser de 50 mm (todas as
                    dimensões medidas no interior) (figuras 6 e 7).
          8.4.3.    Queimador a gás. A pequena fonte de chamas é representada pro um bico de Bunsen de 9,5 mm
                    de diâmetro interno. Este é colocado na câmara de combustão de modo a o centro do bico se
                    encontrar 19 mm abaixo do centro do bordo inferior do lado aberto da amostra (figura 7).
          8.4.4.    Gás de ensaio. O gás fornecido ao bico deve ter um poder calorífico de cerca de 38 MJ/m 3 (por
                    exemplo, gás natural).
          8.4.5.    Pente de metal, de pelo menos 110 mm de comprimento e com sete ou oito dentes de ponta
                    arredondada por cada 25 mm.
          8.4.6.    Cronômetro, com uma precisão de 0,5 s.
          8.4.7.    Exaustor. A câmara de combustão pode ser colocada dentro de um exaustor de laboratório, desde
                    que o volume interno desse exaustor seja pelo menos 20 vezes, mas no máximo 110 vezes, maior
                    do que o volume da câmara de combustão, e que nenhuma das suas dimensões (altura, largura ou
                    profundidade) seja superior a 2,5 vezes uma das duas outras.
                    Antes do ensaio, a velocidade vertical do ar no exaustor de laboratório é medida 100 mm à frente
                    e atrás do local previsto para a câmara de combustão. A velocidade deve estar compreendida entre
                    0,10 e 0,30 m/s, de modo a evitar eventuais incómodos ao operador com os produtos de combustão.
                    É possível utilizar um exaustor de ventilação natural com uma velocidade de ar adequada.
          8.5.      Amostra
          8.5.1     Forma e dimensões
                    A forma e as dimensões da amostra estão indicadas na figura 11. A espessura da amostra
                    corresponde à espessura do produto a ensaiar. Não deve, todavia, exceder 13 mm. Se a amostra o
                    permitir, a sua secção deve ser constante ao longo de todo o comprimento. Se a forma e as
                    dimensões de um produto não permitirem a colheita de uma amostra de dimensão dada, é preciso
                    respeitar as seguintes dimensões mínimas:
                    a) Para as amostras de largura compreendida entre 3 e 60 mm, o comprimento deve ser de
                        356 mm. Neste caso, o material é ensaiado à largura do produto;
 ---pagebreak--- N? C 218/50                           Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                     17. 8. 87
                 b) Para as amostras de largura compreendida entre 60 e 100 mm, o comprimento deve ser de
                     138 mm pelo menos, Neste caso, a distância possível de combustão corresponde ao comprimento
                     da amostra, começando a medição na primeira referência de medição;
                 c) As amostras de largura inferior a 60 mm e de comprimento inferior a 356 mm, bem como as
                     amostras de largura compreendida entre 60 mm e 100 mm mas de comprimento inferior a
                      138 mm, e as amostras de largura inferior a 3 mm, não podem ser ensaiadas segundo o presente
                     método.
          8.5.2.  Colheita
                 Pelo menos 5 amostras devem ser colhidas no material a ensaiar. Nos materiais de velocidade de
                 combustão diferentes conforme a direcção do material (o que é estabelecido por ensaios prelimina-
                 res), as cinco amostras (ou mais) devem ser colhidas e colocadas no aparelho de ensaios de modo
                 a permitir a medição da velocidade de combustão mais elevada. Quando o material for fornecido
                 cortado em larguras determinadas, deve ser cortado um comprimento de pelo menos 500 mm em
                 toda a largura. Devem ser colhidas amostras da peça a uma distância pelo menos igual a 100 mm
                 do bordo do materiale a igual distância umas das outras. As amostras devem ser colhidas do
                 mesmo modo nos produtos acabados, quando a forma do produto o permitir. Se a espessura do
                 produto exceder 13 mm, é necessário reduzi-la a 13 mm por um processo mecânico, do lado oposto
                 ao que faz face ao habitáculo.
                 Os materiais compósitos (ponto 8.2.2) devem ser ensaiados como uma peça homogénea.
                 No caso de várias camadas de materiais diferentes não consideradas como compósitos, qualquer
                 camada inclusa numa profundidade de 13 mm a partir da superfície virada para o habitáculo deve
                 ser ensaiada separadamente.
                                                (Dimensões em milímetros)
                                • 38                     254 ..
                                              127
                                                                                                 oi
                        1                                   \_                -i
                                                                                                 1
                     oj
                        I                                T       6                               o
                                                                                                 a
                                                                                                   1
                     1               4-                                       -4--       -
                                                           356
                                                         Figura 11
                                                          Amostra
          8.5.3.    Condicionamento
                  As amostras devem ser mantidas durante pelo menos 24 h e no máximo 7 dias à temperatura de
                  23 ± 2 o C com uma humidade relativa de 50 ± 5 % e permanecer nessas condições até ao momento
                  de ensaio.
          8.6.    Técnica
          8.6.1.  Colocar as amostras de superfície cardada ou acolchoada sobre uma superfície plana e penteá-las
                  duas vezes contra o pelo com o pente (ponto 8.4.5).
          8.6.2.  Colocar a amostra no porta-amostras (ponto 8.4.2) de modo a rodar o lado exposto para baixo,
                  em direcção às chamas.
          8.6.3. Regular a chama de gás a uma altura de 30 mm com o auxílio da referência marcada na câmara,
                 estando a entrada de ar do bico fechada. A chama deve ter ardido pelo menos um minuto a fim de
                 se estabilizar, antes do começo dos ensaios.
          8.6.4. Empurrar o porta-amostras para a câmara de combustão, para que a extremidade da amostra fique
                 exposta à chama e, 15 s depois, cortar a chegada do gás.
 ---pagebreak--- 17. 8. 87                              Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                       N? C 218/51
          8.6.5.   A medição do tempo de combustão começa no instante em que o ponto de ataque da chama
                   ultrapassar a primeira referência de medição. Observar a propagação das chamas do lado que se
                   queimar mais depressa (lado superior ou inferior).
          8.6.6.   A medição do tempo de combustão termina quando a chama atingir a última referência de medição
                   ou quando a chama se extinguir antes de atingir esse último ponto. Se a chama não atingir o
                   último ponto de medição, a distância queimada é medida até ao ponto de extinção da chama. A
                   distância queimada é a parte decomposta da amostra, destruída à superfície ou no interior pela
                   combustão.
          8.6.7.   Se a amostra não pegar fogo, ou se não continuar a queimar após a extinção do queimador, ou
                   ainda se a chama se extinguir antes de ter atingido a primeira referência de medição de tal modo
                   que não seja possível medir uma duração do combustão, notar no relatório de ensaio que a
                   velocidade de combustão é de 0 mm/min.
          8.6.8.   Durante uma série de ensaios ou aquando de ensaios repetidos, assegurar que a câmara de
                   combustão e o porta-amostras tenham uma temperatura máxima de 30° C antes do começo do
                   ensaio.
          8.7.      Cálculos
                   A velocidade de combustão, B, en milímetros por minuto, é dada pela formula:
                                                                s
                                                            B = - x 60
                                                                t
                   em que:
                   s é o comprimento, em milímetros, da distância queimada,
                   t é a duração da combustão, em segundos, para a distância s.
          8.8.     índices de dificuldades das características secundárias
                   Não intervém nenhuma característica secundária.
          8.9.     Interpretação dos resultados
                   A vidraça de segurança revestida de matéria plástica (ponto 1.3) e a vidraça de segurança de vidro
                   plástico (ponto 1.4) são consideradas como satisfatórias do ponto de vista da resistência ao fogo
                   se a taxa de combustão não exceder 250 mm/min.
          9.       QUALIDADES ÓPTICAS
          9.1.     Ensaios de transmissão da luz
          9.1.1.    Aparelhos
          9.1.1.1. Fonte luminosa, consistindo de uma lâmpada de incandescência cujo filamento está contido num
                   volume paralelepipédico de 1,5 mm x 1,5 mm x 3 mm. A tensão aplicada ao filamento da
                   lâmpada deve ser tal que a sua temperatura de cor seja 2 856 ± 50 K. Esta tensão deve ser
                   estabilizada a ± 1/1 000. O aparelho de medição, utilizado para a verificação dessa tensão, deve
                   apresentar uma precisão adequada para essa aplicação.
          9.1.1.2. Sistema óptico, composto de uma lente de distância focal, f, igual a 500 mm pelo menos, e corrigida
                   para as aberrações cromáticas. A plena abertura da lente não deve exceder f/20. A distância entre
                   a lente e a fonte luminosa deve ser regulada de modo a obter um feixe luminoso sensivelmente
                   paralelo. Colocar um diafragma para limitar o diâmetro do feixe luminoso a 7 ± 1 mm. Este
                   diafragma deve ser colocado a uma distância de 100 ± 50 mm da lente, do lado oposto à fonte
                   luminosa. O ponto de medição deve ser tomado no centro do feixe luminoso.
          9.1.1.3. Aparelho de medição. O receptor deve apresentar uma sensibilidade relativa de espectro correspon-
                   dente à eficiência luminosa relativa de espectro CIE^) para a visão fotoptica. A superfície sensível
                   do receptor deve estar coberta com um difusor e deve ser pelo menos igual a 2 vezes a secção do
                   feixe luminoso paralelo emitido pelo sistema óptico. Se se utilizar uma esfera de integração, a
                   abertura da esfera deve ser pelo menos igual a duas vezes a secção do feixe luminoso paralelo. O
                   conjunto receptor-aparelho de medição deve ter uma linearidade melhor que 2 % na parte útil da
                   escala. O receptor deve ser centrado sobre o eixo do feixe luminoso.
          (*) Comissão Internacional de Iluminação.
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          9.1.2.      Técnica
                     A sensibilidade do sistema de medição deve ser regulada de modo que o aparelho de medição da
                     resposta do receptor indique 100 divisões quando a vidraça de segurança não estiver colocada no
                     trajecto luminoso. Quando o receptor não receber nenhuma luz, o aparelho deve indicar zero.
                     A vidraça de segurança deve ser colocada a uma distância do receptor igual a cerca de 5 vezes o
                     diâmetro do receptor. A vidraça de segurança deve ser colocada entre o diafragma e o receptor; a
                     sua orientação deve ser regulada de modo que o ângulo de incidência do feixe luminose seja igual
                     a 0 ± 5 o . O factor de trransmissão da luz regular deve ser medido na vidraça de segurança; ler no
                     aparelho de medição o número de divisões, n, para cada um dos pontos medidos. O factor de
                     transmissão da luz regular xr é igual a n/100.
          9.1.2.1.   No caso de pára-brisas, podem ser aplicados dois métodos de ensaio utilizando quer uma amostra
                     cortada na parte mais plana de um pára-brisas quer um captor quadrado especialmente preparado,
                     que apresente as mesmas características de material e espessura de um pára-brisas, sendo as
                     medições feitas perpendicularmente às vidraças.
          9.1.2.2.   O ensaio é efectuado na zona I prevista no ponto 9.2.5 do presente anexo.
          9.1.3.     índices de dificuldade das características secundárias
                     Coloração do vidro:
                     — incolor: 1,
                     — de cor: 2.
                     Coloração do intercalar (pára-brisas laminados):
                     — incolor: 1,
                     — de cor: 2.
                     Faixa de sombra e/ou de obscurescimento:
                     — não incluída: 1,
                     — incluída: 2.
                     As outras características secundárias não intervêem.
          9.1.4.     Interpretação dos resultados
                     A transmissão regular medida em conformidade com o ponto 9.1.2 não deve ser inferior a 7 5 % ,
                     no caso dos pára-brisas, e a 7 0 % , no caso das vidraças que não sejam pará-brisas.
                     No caso das janelas situadas em locais que não desempenhem um papel essencial para a visão do
                     condutor (tecto com vidro, por exemplo), o factor regular de transmissão da luz da vidraça pode
                     ser inferior a 7 0 % . As vidraças que tenhem um factor regular de transmissão da luz inferior a
                     70% devem ser marcadas com o símbolo apropriado.
          9.2.       Ensaio de distorção óptica
          9.2.1.     Campo de aplicação
                     O método especificado a seguir é um método de projecção que permite a avaliação da distorção
                     óptica de uma vidraça de segurança.
          9.2.1.1.   Definições
          9.2.1.1.1. Desvio óptico: ângulo que faz a direcção aparente com a direcção verdadeira de um ponto visto
                     através da vidjaça de segurança. O valor deste ângulo é função do ângulo de incidência do raio
                     visual, da espessura e da inclinação da vidraça, e do raio de curvatura no ponto de incidência.
          9.2.1.1.2. Distorção óptica numa direcção M M ' : diferença algébrica entre desvios angulares Aa, é medida
                     entre dois pontos M e M', da superfície da vidraça, espaçados de modo que as suas projecções
                     sobre um plano perpendicular à direcção de observação distem um valor fixo Ax (figura 12).
                     Um desvio no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio será considerado como positivo e um
                     desvio no sentido dos ponteiros do relógio como negativo.
          9.2.1.1.3. Distorção óptica num ponto M : distorção óptica máxima para todas as direcções M M ' a partir
                     do ponto M.
          9.2.1.2.   Aparelhos
                     O presente método baseia-se na projecção, sobre uma tela, de uma mira conveniente através da
                     vidraça de segurança em ensaio. A modificação de forma da imagem projectada, provocada pela
                     inserção da vidraça no trajecto luminoso, dá uma medida da distorção óptica. A aparelhagem
                     compõe-se dos seguintes elementos, dispostos como se indica na figura 15.
 ---pagebreak--- 17. 8. 87                              J o r n a l Oficial d a s C o m u n i d a d e s E u r o p e i a s                 N ? C 218/53
          9.2.1.2.1. Projector, de boa qualidade, com uma fonte luminosa pontual de forte intensidade, tendo por
                     exemplo as seguintes características;
                     — distância focal de pelo menos 90 mm,
                     — abertura de cerca de 1/2,5,
                     — lâmpada halogénea de quartzo de 150 W (no caso de utilização sem filtro),
                     — lâmpada de quartzo 3 de 250 W (em caso de utilização de um filtro verde).
                                                                Figura 12
                                               Representação esquemática do distorção
               Notas: Aa = Oj — a 2 é a distorção óptica na direcção MM'.
                        Ax = MC é a distância entre as duas rectas paralelas á direcção de observação e que
                               passam pelos pontos M e M'.
                      Diapositivo (mira)                                                                       Diafragma
                • Fonte                             •Condensador                                         Lente
                                                                Figura 13
                                                     Disposição óptica de projector
 ---pagebreak--- N9 C 218/54                              Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                           17. 8. 87
                                                              Figura 14
                                                  Porção aumentada do diapositivo
                      O dispositivo de projecção está representado esquematicamente na figura 13. Deve ser colocado
                      um diafragma de 8 mm de diâmetro a cerca de 10 mm da lente da objectiva.
           9.2.1.2.2. Diapositivos (miras) constituídos, por exemplo, por uma rede de círculos claros sobre fundo escuro
                      (figura 14). Os diapositivos devem ser de grande qualidade e bem contrastados, para permitir
                      efectuar medições com um erro inferior a 5 % . Na ausência da vidraça em ensaio, as dimensões
                      dos círculos devem ser tais que, quando projectados, formen sobre a tela uma rede de círculos de
                      diâmetros             Ax com Ax = 4 mm (figuras 12 e 15).
            , Projector
                                                                                                                      projecção
 Diafragma
                                                                                                     Direcção de
                                                                                                    observação
                R, = 4 m
                R 2 = 2 a 4 m (4 m de preferência)
                                                              Figura 15
                                    Disposição dos aparelhos para o ensaio de distorção óptica
           9.2.1.2.3. Suporte, de preferência de um tipo que permita varrimentos verticais e horizontais, bem como uma
                      rotação da vidraça de segurança.
           9.2.1.2.4. Gabarito de controlo, para a medição das modificações de dimensões quando se desejar uma
                      estimativa rápida. Uma forma apropriada está representada na figura 16.
 ---pagebreak--- 17. 8. 87                               Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                       N? C 218/55
                                                              Figura 16
                                             Exemplo de gabarito de controlo apropriado
          9.2.1.3.   Técnica
          9.2.1.3.1. Generalidades
                     Montar a vidraça de segurança no suporte (ponto 9.2.1.2.3), com o ângulo de inclinação especifi-
                     cado. Projectar o diapositivo de ensaio através da superfície a examinar. Rodar a vidraça ou
                     deslocá-la quer horizontalmente quer verticalmente para examinar toda a superfície especificada.
          9.2.1.3.2. Estimativa empregando um gabarito de controlo
                     Quando for suficiente uma estimativa rápida, com uma precisão que não pode ser melhor que
                     2 0 % , o valor A (figura 16) é calculado a partir do valor limite Aa, para a mudança de desvio, e
                     do valor R 2 , como sendo a distância entre a vidraça de segurança e a tela de projecção:
                                                              A = 0,145 Aa L . R 2
                     A relação entre a mudança de diâmetro de imagem projectada, Ad, e a mudança de desvio angular,
                     Aa, é dada pela fórmula:
                                                               Ad = 0,29Aa . R,
                     em que:
                     Ad é expresso em milímetros;
                     A é expresso em milímetros;
                     Aa L é expresso em minutos de arco;
                     Aa é expresso em minutos de arco;
                     R 2 é expresso em metros.
          9.2.1.3.3. Medição por dispositivo fotoeléctrico.
                     Quando for exigida uma medição precisa, com uma precisão melhor que 10% do valor limite, o
                     valor Ad é medido sobre o eixo de projecção, sendo o valor da largura do ponto luminoso fixada
                     no ponto em que a luminância for 0,5 vezes a luminãncia máxima do foco de luz.
          9.2.1.4.   Expressão dos resultados
                     Avaliar a distorção óptica das vidraças de segurança medindo Aa em todos os pontos da superfície
                     e em todas as direcções, para encontrar Ad max.
          9.2.1.5.   Outro método
                     Além disso, é permitido utilizar a técnica estrioscópica como variante às técnicas de projecção, na
                     condição de a precisão das medições, indicada no ponto 9.2.1.3.2 e no ponto 9.2.1.3.3, per mantida.
          9.2.1.6.   A distância Ax deve ser de 4 mm.
          9.2.1.7.   O pára-brisas deve ser montado com o ângulo de inclinação correspondente ao do tractor.
          9.2.1.8.   O eixo de projecção no plano horizontal deve ser mantido numa posição praticamente perpendicular
                     ao traço do pára-brisas nesse plano.
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          9.2.2.      As medições devem ser efectuadas:
          9.2.2.1.    Na zona I' definida no ponto 9.2.5 do presente anexo.
                      O ensaio deve ser repetido se o pára-brisas tiver de ser montado num modelo de tractor cujo
                      campo de visão para a frente seja diferente do do modelo de tractor para o qual o pára-brisas já
                      tenha sido homologado.
          9.2.3.      índices de dificuldade das características secundárias
          9.2.3.1.    Natureza dos materiais
                      — chapa de vidro polido: 1,
                      — chapa de vidro flutuado: 1,
                      — vidraça de vidro: 2.
          9.2.3.2.    Outras características secundárias
                      Devem ser submetidas a ensaio 4 amostras.
          9.2.5.    , Definição da zona V
          9.2.5.1.    A zona I' constitui a totalidade da superfície do pára-brisas.
          9.2.6.      Interpretação dos resultados
                      Um tipo de pará-brisas é considerado como satisfatório no que diz respeito à distorção óptica se,
                      nas quatro amostras submetidas aos ensaios, a distorção óptica não exceder um valor máximo de
                      2' de arco.
          9.2.6.1.    Nenhuma medição deve ser efectuada numa zona periférica de 100 mm de largura.
          9.2.6.2.    No caso de pára-brisas em duas partes, não deve ser feita nenhuma verificação numa faixa de
                      35 mm a partir do bordo da vidraça que possa estar adjacente ao montante de separação.
          9.3.        Ensaio de separação da imagem secundária
          9.3.1.      Campo de aplicação
                      São reconhecidos dois métodos de ensaio
                      — método de ensaio com alvo,
                      — método de ensaio com colimador.
                      Estes ensaios podem ser utilizados para ensaios de homologação de controlo de qualidade ou de
                      avaliação do produto, se necessário.
          9.3.1.1..   Ensaio com alvo
          9.3.1.1.1. Aparelhos
                      O presente método baseia-se no exame, através da vidraça de segurança, de um alvo iluminado. O
                      alvo pode ser concebido de modo que o ensaio possa ser efectuado segundo um simples método de
                      « passa, não passa ». O alvo deve, de preferência, ser de um dos tipos seguintes:
                      a) Alvo anular iluminado, cujo diâmetro externo, D, subtende um ângulo de r| minutos de arco,
                          num ponto situado x metros (figura 17 a);
                          ou
                      b) Alvo «coroa e foco» iluminado, cujas dimensões são tais que a distância de um ponto situado
                          no bordo do foco ao ponto mais próximo no interior da coroa, D, subtende um ângulo de r\
                          minutos de arco, num ponto situado a x metros (figur 17 b),
                      em que
                      r\ é o valor limite da separação de imagem secundária;
                      x é a distância entre a vidraça de segurança e o alvo (não inferior a 7 metros);
                      D é dado (a) pela fórmula:
                                                                  D = x. tan T|
                      O alvo iluminado compõe-se de uma caixa de luz, de cerca de 300 x 300 x 150 mm de volume,
                      cuja parte frontal é realizado do modo mais cómodo por um vidro revestido de papel negro opaco
                      ou de tinta preta mate. A caixa deve ser iluminada por uma fonte luminosa apropriada. O interior
                      da caixa deve ser revestido de uma camada de tinta branca mate. Pode ser conveniente utilizar
                      outras formas de alvos, tais como a apresentada na figura 20. É igualmente possível substituir o
                      alvo por um dispositivo de projecção e examinar as imagens resultantes sobre uma tela.
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             9.3.1.1.2. Técnica
                        A vidraça de segurança deve ser instalada com o ângulo de inclinação especificado num suporte
                        conveniente de modo a que a observação se faça no plano horizontal que passa pelo centro do
                        alvo.
                        A caixa de luz deve ser observada num local obscuro ou semiobscuro. Cada uma das porções da
                        vidraça de segurança deve ser examinada para descobrir a presença de qualquer imagem secundária
                        associada ao alvo iluminado. A vidraça de segurança deve ser rodada de modo a manter a direcção
                        correcta de observação. Pode ser utilizada uma luneta para este exame.
             9.3.1.1.3. Expressão dos resultados
                        Determinar se:
                        — utilizando o alvo a) (figura 17), as imagens primária e secundária do círculo se separam, quer
                            dizer, se se excedeu o valor limite de T|, ou,
                        — utilizando o alvo b) (figura 17), a imagem secundária do foco passa para là do ponto de
                            tangencia com o bordo inferior do círculo, quer dizer, se se excedeu o valor limite de l\.
                                                                                                                       ,Foco
                                                                                                                   r    central
                                                                                                                        12 mm
                                                Largura da fenda 2 mm
                                                                 figura 17
                                                           Dimensões dos alvos
        Local de                • Vidraça de segurança                                     Alvo ,
        observação                                                                                                            Fonte luminosa
                                                                                                                              apropriada
            Angulo de
            inclinação                                     Distância de observação ( x ^ 7 m )
                                                                 Figura 18
                                                        Disposição dos aparelhos
 ---pagebreak--- N9 C 218/58                             Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                       17. 8. 87
                          Colimador                                                   Telescópio de observação
                                                                                Vidraça
                                     Ângulo de inclinação                       de segurança                    imagem
                1.  Lâmpada
                2.  Condensador, abertura > 8,5 mm
                3.  Tela de vidro despolido, abertura > que a do condensador
                4.  Filtro de cor com furo central de diâmetro — 0,3 mm, diâmetro > 8,6 mm
                5.  Placa com coordenadas polares, diâmetro > 8,6 mm
                6.  Lente acromática, f ^ 86 mm, abertura = 10 mm
                7.  Lente acromática, f ^ 86 mm, abertura = 10 mm
                8.  Ponto negro, diâmetro — 0,3 mm
                9. Lente acromática, f = 20 mm, abertura ^ 10 mm.
                                                              Figura 19
                                               Aparelhos para o ensaio com colimador
          9.3.1.2.   Ensaio com colimador
                     Se necessário, aplicar-se-á o processo descrito no presente panto.
          9.3.1.2.1. Aparelhos
                     Os aparelhos consistem em um colimador e um telescópio, e podem ser instalados conforme a
                     figura 19. Todavia, pode-se também utilizar qualquer outro sistema óptico equivalente.
          9.3.1.2.2. Técnica
                     O colimador forma, no infinito, a imagem de um sistema em coordenadas polares com um ponto
                     luminoso no centro (figura 20). No plano focal do telescópio de observação, é colocado sobre o
                     eixo óptico um pequeno ponto opaco, de diâmetro ligeiramente superior ao do ponto luminoso
                     projectado, ocultando assim o ponto luminoso.
                     Se um provete que apresente uma imagem secundária for colocado entre o telescópio e o colimador,
                     um segundo ponto luminoso de menor intensidade será visível a uma certa distância do centro do
                     sistema de coordenadas polares. Pode-se considerar que a separação da imagem secundária é
                     representada pela distância entre os dois pontos luminosos observados por meio do telescópio de
                     observação (figura 20). (A distância entre o ponto negro e o ponto luminoso no centro do sistema
                     de coordenadas polares representa o desvio óptico.)
 ---pagebreak---                                       Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                 N9 C 218/59
17. 8. 87
                                                           Figura 20
                              Exemplo de observação segundo o método de ensaio com colimador
          9.3.1.2.3. Expressão dos resultados
                     Examinar em primeiro lugar a vidraça de segurança com o auxílio de um método simples para
                     determinar a região que dá a imagem secundária mais importante. Examinar então essa região
                     com o telescópio, sob o ângulo de incidência apropriado. Medir em seguida a separação máxima
                     da imagem secundária.
          9.3.1.3.   A direcção da observação no plano horizontal deve ser mantida apromadamente normal ao traço
                     do pára-brisas nesse plano.
 ---pagebreak--- N? C 218/60                             Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                        17. 8. 87
          9.3.2.    As medições devem ser efectuadas:
          9.3.2.1.  Na zona I' definida no ponto 9.2.5 do presente anexo.
          9.3.2.2.  Modelo de tractor
                    O ensaio deve ser repetido se o pára-brisas tiver de ser montado num modelo de tractor cujo
                    campo de visão para a frente seja diferente do modelo de tractor para o qual o pára-brisas já tenha
                    sido homologado.
          9.3.3.    índices de dificuldade das características secundárias
          9.3.3.1.  Natureza dos materiais:
                    — chapa de vidro polido: 1,
                    — chapa de vidro flutuado: 1,
                    — vidraça de vidro: 2.
          9.3.3.2.  Outras características secundárias
                    As outras características secundárias não intervêm
          9.3.4.    Número de amostras
                    Serão submetidas a ensaio quatro amostras.
          9.3.5.   Interpretação dos resultados
                   Um tipo de pára-brisas é considerado como satisfatório no que diz respeito à separação da imagem
                    secundária se, nas quatro amostras submetidas aos ensaios, a separação das imagens primária e
                    secundária não exceder um valor máximo de 15' de arco.
          9.3.5.1. Não deve ser efectuada nunhuma medição numa zona pertiférica de 100 mm de largura.
          9.3.5.2. No caso de um pára-brisa em duas partes, não deve ser feita nenhuma verificação numa faixa de
                   35 mm a partir do bordo da vidraça que possa estar adjacente ao montante de separação.
          9.4.     Identificação das cores
                   Se um pára-brisas for de cor na zona definida no ponto 9.2.5, verificar-se-à em quatro pára-brisas
                   que as cores a seguir indicadas podem ser identificadas:
                   — branco,
                   — amarelo selectivo,
                   — vermelho,
                   — verde,
                   — azul,
                   — amarelo âmbar.
          10.      ENSAIO DE RESISTÊNCIA ÀS MUDANÇAS DE TEMPERATURA
          10.1     Método de ensaio
                   Dois provetes de 300 x 300 mm são colocados num recinto à temperatura de - 40° C ± 5 o C
                   durante 6 horas; em seguida, são colocados ao ar livre à temperatura de 23° C ± 2 o C durante
                   uma hora ou até o momento em que os provetes atinjam uma temperatura de equilíbrio. Em
                   seguida, são colocados numa corrente de ar à temperatura de 72° C ± 2 o C durante 3 horas.
                   Depois de serem novamente colocados ao ar livre a 23° C ± 2 o C e arrefecidos até essa temperatura,
                   os provetes são examinados.
          10.2.    índice de dificuldade das características secundárias
                   Coloração do intercalar ou do revestimento de matéria plástica:
                   — incolor: 1,
                   — de cor: 2.
                   As outras características secundárias não intervêm.
          10.3.    Interpretação dos resultados
                   O ensaio de resistência às mudanças de temperatura é considerado como tendo dado um resultado
                   positivo se os provetes não apresentarem fendas, opacidades, deslaminagem ou outras deteriorações
                   evidentes.
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          11.       ENSAIO DE RESISTÊNCIA AOS AGENTES QUÍMICOS
          11.1.     Agentes químicos a utilizar
          11.1.1.   Solução saponácea não abrasiva: 1 % em peso de oleato de potássio em água desionisada;
          11.1.2.   Produto de limpeza de vidraças: solução aquosa de isopropanol e de éter monometilo dipropileno
                    glicol, cada um deles em concentrações compreendidas entre 5 e 10 % em peso, e de hidróxido de
                    amónio em concentração compreendida entre 1 e 5 % em peso.
          11.1.3.   Álcool desnaturado não diluido: 1 parte em volume de álcool metílico em 10 partes em volume de
                    álcool etílico;
          11.1.4.   Gasolina de referência: mistura de tolueno a 50% em volume, de 2,2,4-trimetilpentano a 30% em
                    volume, de 2,4,4-trimetilpent-l-eno a 15% em volume e de álcool etílico a 5 % em volume.
          11.1.5.   Petróleo de referência: mistura de n-octano a 50% em volume e n-decano a 50% em volume.
          11.2.     Método de ensaio
                    Dois provetes de 180 maal-teken 25 mm são ensaiados com cada um dos agentes químicos previstos
                    no ponto 11.1 acima, utilizando um novo porvete para cada ensaio e cada produto. Após cada
                    ensaio, os provetes são lavados de acordo com as instruções do fabricante, e de seguida condiciona-
                    dos durante 48 horas à temperatura de 23C ± 2C e humidade relativa de 50 ± 5 % . Estas
                    condições devem ser mantidas durante os ensaios.
                    Os provetes são completamente imersos no líquido de ensaio, mantidos imersos durante um minuto,
                    retirados e imediatamente secados com um pano de algodão absorvente (limpo).
          11.3.     índices de dificuldade das características secundárias
                    Coloração do intercalar ou do revestimento de matéria plástica:
                    — incolor: 1,
                    — de cor: 2.
                    As outras características secundárias não intervêm.
          11.4.     Interpretação dos resultados
          11.4.1.   O ensaio de resistência aos agentes químicos é considerado como positivo se o provete não
                    apresentar amolecimentos, nódoas gordurosas, fendas superficiais ou perda aparente de transpa-
                    rência.
          11.4.2.   Uma série de provetes apresentados a homologação será considerada como satisfatória do ponto
                    de vista da resistência aos agentes químicos se for satisfeita uma das seguintes condições:
          11.4.2.1. Todos os ensaios dão um resultado positivo.
          11.4.2.2. Tendo um ensaio dado um resultado negativo, uma nova série de ensaios efectuados com uma
                    nova série de provetes dá um resultado positivo.
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                                                             ANEXO 111 D
                                         VIDRAÇAS DE VIDRO DE TÊMPERA UNIFORME
           1.         DEFINIÇÃO DO TIPO
                      Considera-se que as vidraças de vidro de têmpera uniforme pertencem a tipos diferentes se diferirem
                      pelo menos em uma das características principais ou secundárias seguintes.
           1.1.       As características principais são as seguintes:
           1.1.1.     Marca de fabrico ou comercial,
           1.1.2.     Natureza da têmpera (térmica ou química),
           1.1.3.     Categoria de forma; distingue-se duas categorias:
           1.1.3.1.   Vidraças planas
           1.1.3.2.   Vidraças planas e bombeadas
           1.1.4.     Categoria de espessura na qual se inclui espessura nominal «e», sendo admitida uma tolerância de
                      fabrico de ± 0,2 mm:
                     — categoria      I: e ^ 3,5 mm,
                     — categoria II: 3,5 mm < e ^ 4,5 mm,
                     — categoria III: 4,5 mm < e ^ 6,5 mm,
                     — categoria IV: 6,5 mm < e.
           1.2.      As características secundárias são as seguintes:
           1.2.1.    Natureza do material (chapa de vidro polido, chapa de vidro flutuado, vidraça de vidro).
           1.2.2.    Coloração (incolor ou de cor).
           1.2.3.    Presença ou ausência de condutores.
          2.          FRAGMENTAÇÃO
          2.1.       índice de dificuldade das características secundárias
                     — chapa de vidro polido: 2,
                     — chapa de vidro flutuado: 1,
                     — vidraça de vidro: 1.
                     As outras características secundárias não intervêm.
          2.1.1.     Apenas intervém a natureza do material.
          2.1.2.     A chapa de vidro flutuado e a vidraça de vidro são consideradas como tendo o mesmo índice de
                     dificuldade.
          2.1.3.     O ensaio de fragmentação deve ser repetido aquando da passagem da chapa de vidro polido à
                     chapa de vidro flutuado ou à vidraça de vidro e reciprocamente.
          2.2.       Escolha das amostras
          2.2.1.     Serão escolhidas para os ensaios, de acordo com os critérios a seguir indicados, amostras de cada
                     categoria de forma e de cada categoria de espessura, difíceis de produzir:
          2.2.1.1.   Para as vidraças planas que são objecto de um pedido de homologação por força do ponto 1.1.3.1
                     acima, fornecem-se três séries de amostras correspondentes:
          2.2.1.1.1. A maior área.
          2.2.1.1.2. Ao menor ângulo entre dois lados adjacentes.
          2.2.1.2.   Para as vidraças planas e bombeadas que são objecto de um pedido de homologação por força do
                     ponto 1.1.3.2 acima, fornecem-se três séries de amostras correspondentes:
          2.2.1.2.1. À maior área planificada.
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          2.2.1.2.2. Ao menor ângulo entre dois lados adjacentes.
          2.2.1.2.3. À maior altura do segmento.
          2.2.1.2.4. À vidraça cujo menor ângulo entre dois lados adjacentes é inferior a 30°.
          2.2.1.2.5. À maior altura de segmento superior a 10 cm. A altura de segmento da vidraça submetida ao
                     ensaio será indicada no relatório de ensaio.
          2.2.2.     Os ensaios efectuados com amostras correspondentes à maior área «S», são considerados como
                     aplicáveis a qualquer outra área inferior a S + 5 %.
          2.2.3.     Se as amostras apresentadas.ti verem um ângulo y inferior a 30°, os ensaios são considerados como
                     aplicáveis a todas as vidraças fabricadas com um ângulo superior a y — 5°.
                     Se as amostras apresentadas tiverem um ângulo superior a 30°, os ensaios serão considerados como
                     aplicáveis a todas as vidraças fabricadas com um ângulo igual ou superior a 30°.
          2.2.4.     Se a altura do segmento x das amostras apresentadas for superior a 100 mm, os ensaios são
                     considerados como aplicáveis a todas as vidraças fabricadas com uma altura de segmento inferior
                     a x + 30 mm.
                     Se a altura de segmento das amostras apresentadas for inferior ou igual a 100 mm, os ensaios são
                     considerados como aplicáveis a todas as vidraças fabricadas com uma altura de segmento inferior
                     ou igual a 100 mm.
          2.3.       Número de amostras por série
                     O número de amostras que figura em cada grupo é o seguinte, em função da categoria de forma
                     definida no ponto 1.1.3 acima:
                                         Género de vidraça                                 Número de amostras
                     Plana                                                                         4
                     (uma ou duas séries)
                     Plana e bombeada                                                              5
                     (uma, duas ou três séries)
          2.4.       Método de ensaio
          2.4.1.     O método utilizado é o método descrito no ponto 1 do Anexo III C.
          2.5.       Pontos de impacte (ver Anexo III J, figura 3).
          2.5.1.     Para as vidraças planas e as vidraças bombeadas, os pontos de impacto representados respectiva-
                     mente nas figuras 3 a), 3 b) e 3 c) do Anexo III J, são os seguintes:
                     Ponto 1: a 3 cm do bordo da vidraça na parte em que o raio de curvatura do contorno seja o mais
                     pequeno.
                     Ponto 2: a 3 cm do bordo sobre uma das medianas, devendo ser escolhido o lado da vidraça que
                     tenha as eventuais marcas de pinças.
                     Ponto 3: o centro geométrico da vidraça.
                     Ponto 4: para as vidraças bombeadas unicamente; este ponto é escolhido sobre a mediana mais
                     comprida na parte da vidraça em que o raio de curvatura é o mais pequeno.
          2.5.2.     Apenas é efectuado um único ensaio por ponto de impacte prescrito.
          2.6.       Interpretação dos resultados
          2.6.1.     Um ensaio é considerado como tendo dado um resultado satisfatório se a fragmentação cumprir
                     as seguintes condições:
          2.6.1.1.   O número de fragmentos em qualquer quadrado de 5 x 5 cm não é inferior a 40 nem superior a
                     400, ou 450 no caso das vidraças cuja espessura não exceda 3,5 mm.
          2.6.1.2.   Para as necessidades do cálculo acima referido, os fragmentos situados sobre um lado do quadrado
                     são contados como meios fragmentos.
          2.6.1.3.   A fragmentação não é verificada numa faixa de 2 cm de largura a toda a volta das amostras, faixa
                     que representa o encastramento da vidraça, nem num raio de 7,5 cm em torno do ponto de impacte.
          2.6.1.4.   Não são admitidos os fragmentos cuja área seja superior a 3 cm 2 , excepto nas partes definidas no
                     ponto 2.6.1.3.
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          2.6.1.5.   São admitidos alguns fragmentos de forma alongada na condição de o seu comprimento não
                     exceder 7,5 cm e de as suas extremidades não serem em forma de lâmina de faca; se estes fragmentos
                     alongados atingirem um bordo da vidraça, não podem formar com esta um ângulo superior a 45°.
          2.6.2.     Uma série de amostras apresentadas a homologação é considerada como satisfatória do ponto de
                     visto da fragmentação se for satisfeita pelo menos uma das seguintes condições:
          2.6.2.1.   Todos os ensaios efectuados utilizando os pontos de impacte prescritos no ponto 2.5.1 dão um
                     resultado positivo.
          2.6.2.2.   Um ensaio entre todos os que forem efectuados com os pontos de impacte definidos no ponto 2.5.1
                     deu um resultado negativo no que diz respeito aos desvios que não excedam os seguintes limites:
                     — no máximo 5 fragmentos de comprimento compreendido entre 6 e 7,5 cm,
                     — no máximo 4 fragmentos de comprimento compreendido entre 7,5 e 10 cm,
                     e é repetido com uma nova amostra conforme as prescrições do ponto 2.6.1 ou apresentando
                     desvios nos limites acima indicados.
          2.6.2.3.   Dois ensaios entre os que foram efectuados com os pontos de impacte definidos no ponto 2.5.1
                     deram um resultado negativo no que diz respeito aos desvios que não excedam os limites indicados
                     no ponto 2.6.2.2, mas uma nova série de ensaios efectuados com uma nova série de amostras está
                     conforme com as prescrições do ponto 2.6.1, ou então não mais que duas amostras da nova série
                     apresentam desvios dentro dos limites especificados no ponto 2.6.2.2.
          2.6.3.     Se os desvios acima mencionados forem constatados, devem ser indicados no relatório, ao qual
                     deverão ser anexadas fotografias das partes em causa do pára-brisas.
          3.         RESISTÊNCIA MECÂNICA
          3.1.       Ensaio de impacte de uma esfera de 227 g
          3.1.1.     índices de dificuldade das características secundárias
                     — chapa de vidro polido: 2,
                     — chapa de vidro flutuado: 1,
                     — vidraça de vidro: 1.
                     Coloração:
                     — incolor: 1,
                     — de cor: 2.
          3.1.2.     Número de provetes
                     Para cada categoria de espessura definida no ponto 1.1.4 acima são submetidas a ensaio seis
                     provetes.
          3.1.3.     Método de ensaio
          3.1.3.1.   O método de ensaio utilizado é o método descrito no ponto 2.1 do Anexo III C.
          3.1.3.2.   A altura de queda (desde a parte inferior da esfera até à face superior do provete) é a altura
                     indicada no quadro a seguir, em função da espessura da vidraça:
                                Espessura nominal da vidraça (e)                          Altura de queda
                                               e ^ 3,5 mm                              2,0 m + 5 / - 0 m m
                                    3,5 mm < e                                         2,5 m + 5/ — 0 mm
          3.1.4.     Interpretação dos resultados
          3.1.4.1.   O ensaio de impacte de um esfera é considerado como tendo dado um resultado satisfatório se o
                     provete não se partir.
          3.1.4.2.   Uma série de provetes apresentada a homologação é considerada como satisfatória do ponto de
                     vista da resistência mecânica, se for satisfeita pelo menos uma das seguintes condições:
          3.1.4.2.1. Um ensaio no máximo deu um resultado negativo.
          3.1.4.2.2. Tendo dois ensaios dado resultados negativos, uma outra série de ensaios efectuados com uma
                     nova série de seis provetes dá resultados positivos.
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          4.   QUALIDADES ÓPTICAS
          4.1. Transmissão da luz
               As prescrições relativas às qualidades ópticas indicadas no ponto 9.1 do Anexo III C são aplicáveis
               ás vidraças ou partes de vidraças que devem satisfazer as prescrições relativas ao campo de visão
               do condutor em todas as direcções.
          4.2. Para os pára-brisas, aplicam-se as prescrições dos pontos 9.1, 9.2 e 9.3 do Anexo III C.
 ---pagebreak--- N9 C 218/66                             Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                         17. 8. 87
                                                           ANEXO     IIIE
                                         VIDRAÇAS DE VIDRO LAMINADO VULGAR
           1.      DEFINIÇÃO DO TIPO
                   Considera-se que vidraças de vidro laminado que não sejam pára-brisas pertencem a vários tipos se
                   diferirem pelo menos em uma das características principais ou secundárias.
           1.1.   As características principais são as seguintes:
           1.1.1. Marca de fabrico ou comercial.
           1.1.2. Categoria de espessura da vidraça na qual qual está incluída a espessura nominal « e », sendo admitida
                  uma tolerância de ± 0,2 n mm, sendo « n » o número de lâminas do vidro:
                  — categoria     I: e ^ 5,5 mm,
                  — categoria II: 5,5 mm < e ^ 6,5 mm,
                  — categoria III: 6,5 mm < e.
           1.1.3. Espessura nominal do ou dos intercalares.
          1.1.4.  Natureza (lâmina ou intervalo de ar) e tipo do ou dos intercalares, por exemplo, PVB ou outro
                  intercalar de matéria plástica.
           1.1.5. Qualquer tratamento especial ao qual uma das lâminas de vidro possa ter sido submetida.
          1.2.    As características secundárias são as seguintes:
           1.2.1. Natureza do material (chapa de vidro polido, chapa de vidro flutuado, vidraça de vidro).
          1.2.2.  Coloração do intercalar (incolor ou de cor, total ou parcialmente).
          1.2.3.  Coloração do vidro (incolor ou de cor).
          2.       GENERALIDADES
          2.1.    Para as vidraças de vidro laminado vulgar que não sejam pára-brisas, os ensaios são efectuados com
                  provetes planos que são quer cortados de vidraças verdadeiras quer feitos especialmente. Tanto num
                  caso como no outro, os provetes devem ser rigorosamente representativos, sobre todos os pontos de
                  vista, das vidraças para cujo fabrico é pedida a homologação.
          2.2.    Antes de cada ensaio, os provetes de vidro laminado são armazenados durante pelo menos quatro
                  horas à temperatura de 23 ± 2 o C. Os ensaios são efectuados com os provetes logo que estes tenham
                  sido retirados do recipiente no qual estavam armazenados.
          3.      ENSAIOS DE COMPORTAMENTO DA CABEÇA AO CHOQUE
          3.1.    índice de dificuldade das características secundárias
                  Não intervém nenhuma característica secundária.
          3.2.    Número de provetes
                  São submetidos aos ensaios seis provetes planos medindo 1 100 x 500 mm ( + 25/ —0 mm).
          3.3.    Método de ensaio
          3.3.1.  O método de ensaio utilizado é o descrito no ponto 3 do Anexo III C.
          3.3.2.  A altura de queda é de 1,50 m + 0 / —5 mm.
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            3.4.      Interpretação dos resultados
            3.4.1.    Considera-se que este ensaio dá resultados satisfatórios se forem satisfeitas as seguintes condições:
            3.4.1.1. O provete dobra-se e parte-se, apresentando numerosas fissuras circulares cujo centro é aproximada-
                      mente o ponto de impacte.
            3.4.1.2. O intercalar pode ficar rasgado, mas a cabeça do manequim não deve atravessar a vidraça.
            3.4.1.3. Não deve haver grandes bocados de vidro que se destaquem do intercalar.
            3.4.2.    Uma série de provetes submetidos aos ensaios para ser homologada é considerada como satisfatória
                      do ponto de vista do comportamento da cabeça ao choque se for satisfeita uma das duas condições
                      seguintes:
            3.4.2.1. Todos os ensaios deram resultados positivos.
            3.4.2.2. Tendo um ensaio dado um resultado negativo, uma nova série de ensaios efectuada com uma nova
                      série de provetes dá resultados positivos.
           4.         RESISTÊNCIA MECÂNICA, ENSAIO DE IMPACTE DE UMA ESFERA DE 227 g
           4.1.       índices de dificuldade das características secundárias
                      Não intervém nenhuma característica secundária.
           4.2.       Número de provetes
                      São submetidos aos ensaios quatro provetes planos quadrados medindo 300 x 300 mm ( + 1 0 /
                      — 0 mm) de lado.
           4.3.       Método de ensaio
           4.3.1.     O método utilizado é o descrito no ponto 2.1 do Anexo III C.
           4.3.2.     A altura de queda (desde a parte inferior da esfera até à face superior do provete) está indicada no
                     quadro a seguir, em função da espessura nominal:
                                        Espessura nominal                                   Altura de queda
                                                e ^ 5,5 mm                                5 m + 25/ — 0 mm
                                     5,5 mm ^ e < 6,5 mm                                  6 m + 25/ — 0 mm
                                     6,5 mm ^ e                                           7m +25/-0mm
           4.4.      Interpretação dos resultados
           4.4.1.    O ensaio de impacto da esfera é considerado como dando um resultado satisfatório se for satisfeita
                     uma das seguintes condições:
           4.4.1.1. A esfera não atravessa o provete ou a amostra.
           4.4.1.2. O peso total dos poucos bocados que se possam formar do lado oposto ao ponto de impacte não
                     excede 15 g.
          4.4.2.     Uma série de provetes submetidos aos ensaios para serem homologados é considerada como satisfató-
                     ria do ponto de vista da resistência mecânica, se for satisfeita uma das seguintes condições:
          4.4.2.1. Todos os ensaios deram um resultado positivo.
          4.4.2.2. Tendo dois ensaios no máximo dado um resultado negativo, uma nova série de ensaios efectuada
                     com uma nova série de provetes dá resultados positivos.
          5.        RESISTÊNCIA AO MEIO AMBIENTE
          5.1.      Ensaio de abrasão
          5.1.1.    índices de dificuldade e método de ensaio
                    São aplicáveis as prescições do ponto 4 do Anexo III C, prosseguindo o ensaio durante 1 000 ciclos.
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          5.1.2. Interpretação dos resultados
                 O vidro de segurança é considerado como satisfatório do ponto de vista da resistência à abrasão se
                 a difusão da luz devida à abrasão do provete não for superior a 2 %.
          5.2.   Ensaio a alta temperatura
                 São aplicáveis as prescições do ponto 5 do Anexo III C.
          5.3.   Ensaio de resistência à radiação
          5.3.1. Prescrição geral
                 Este ensaio só é efectuado se o laboratório o julgar útil, tendo em conta as informações em sua posse
                 sobre o intercalar.
          5.3.2. São aplicáveis as prescrições do ponto 6 do Anexo III C.
          5.4.   Ensaio de resistência à humidade
          5.4.1. São aplicáveis as prescrições do ponto 7 do Anexo III C.
          6.     QUALIDADES ÓPTICAS
          6.1.   Transmissão da luz
                 As prescrições relativas às qualidades ópticas indicadas no ponto 9.1 do Anexo III C são aplicáveis
                 ás vidraças ou partes de vidraças que devem satisfazer as prescrições relativas ao campo da visão do
                 condutor em todas as direcções.
          6.2.   São aplicáveis aos pára-brisas as prescrições dos pontos 9.1, 9.2 e 9.3 do Anexo III C.
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                                                          ANEXO III F
          VIDRAÇA DE SEGURANÇA COM UMA SUPERFÍCIE DE MATÉRIA PLÁSTICA SOBRE A FACE
                                                            INTERNA
          1.   Os materiais para vidraças de segurança tais como definidas nos Anexos III D, III E, III G e III H devem,
               se forem revestidos de uma camada de matéria plástica na face interna, estar em conformidade com as
               prescrições a seguir, que se juntam às dos anexos apropriados.
          2.   ENSAIO DE RESISTÊNCIA À ABRASÃO
          2.1. índices de dificuldade e método de ensaio
               O revestimento de matéria plástica deve ser submetido a um ensaio em conformidade com as prescrições
               do ponto 4 do Anexo III C, com uma duração de 100 ciclos.
          2.2. Interpretação dos resultados
               O revestimento de matéria plástica é considerado como satisfatório do ponto de vista da resistência à
               abrasão se a difusão da luz devida à abrasão do provete não for superior a 4 %.
          3.   ENSAIO DE RESISTÊNCIA À HUMIDADE
          3.1. No caso de vidraças de segurança temperadas com uma superfície de matéria plástica, deve ser efectuado
               um ensaio de resistência à humidade.
          3.2. São aplicáveis as prescrições do ponto 7 do Anexo III C.
          33.  índices de dificuldade e método de ensaio
               São aplicáveis as disposições do ponto 7 do Anexo III C.
          3.4. Interpretação dos resultados
               Um ensaio é considerado como satisfatório se não se observar nenhuma mudança irreversível importante
               no provete após uma permanência de 48 horas em atmosfera ambiente.
          4.   ENSAIO DE RESISTÊNCIA AO FOGO
               São aplicáveis as prescrições do ponto 8 do Anexo III C.
          5.   ENSAIO DE RESISTÊNCIA ÀS MUDANÇAS DE TEMPERATURA
               São aplicáveis as prescrições do ponto 10 do Anexo III C.
          6.   ENSAIO DE RESISTÊNCIA AOS AGENTES QUÍMICOS
               São aplicáveis as prescrições do ponto 11 do Anexo III C.
          7.    QUALIDADES ÓPTICAS
          7.1. Transmissão da luz
                As prescrições relativas às qualidades ópticas indicadas no ponto 9.1 do Anexo III C são aplicáveis às
                vidraças ou parte de vidraças que devem satisfazer as prescrições relativas ao campo de visão do
               condutor em todas as direcções.
          7.2. Para os pára-brisas, aplicam-se as prescrições do ponto 9.1, 9.2 e 9.3 do Anexo III C.
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                                                          ANEXO III G
                                              VIDRAÇAS DE VIDRO PLÁSTICO
          1.     DEFINIÇÃO DO TIPO
                 Considera-se que as vidraças de vidro plástico que não sejam pára-brisas pertencem a tipos diferentes
                 se diferirem pelo menos em uma das características principais ou secundárias seguintes:
          1.1.   As características principais são:
          1.1.1. Marca de fabrico ou comercial.
          1.1.2. Categoria de espessura na qual está incluída a espessura nominal «e», sendo admitida uma tolerância
                 de fabrico de ± 0,2 mm:
                 — categoria     I: e ^ 3,5 mm,
                 — categoria II: 3,5 mm < e ^ 4,5 mm,
                 — categoria III: 4,5 mm < e.
          1.1.3. Espessura nominal da(s) lâmina(s) de plástico que desempenha(m) o papel de intercalar.
          1.1.4. Espessura nominal da vidraça
          1.1.5. Tipo da(s) lâmina(s) de plástico que desempenha(m) o papel de intercalar(es) (por exemplo, PVB ou
                 qualquer outra matéria plástica) e da lâmina de plástico colocada sobre a face interna.
          1.1.6. Qualquer tratamento especial ao qual a lâmina de vidro possa ter sido submetida.
          1.2.   As características secundárias são:
          1.2.1. Natureza do material (chapa de vidro polido, chapa de vidro flutuado, vidraça de vidro).
          1.2.2. Coloração, na totalidade ou em parte, de qualquer lâmina de plástico (incolor ou de cor).
          1.2.3. Coloração do vidro (incolor ou de cor).
           2.     GENERALIDADES
          2.1.    Para as vidraças de vidro plástico, os ensaios são efectuados com provetes planos que ou são cortados
                  das vidraças normais, ou fabricados especialmente. Tanto num caso como no outro, os provetes
                  devem ser rigorosamente representativos, sob todos os pontos de vista, das vidraças para cujo fabrico
                  é pedida a homologação.
          2.2.    Antes de cada ensaio, os provetes de vidro plástico devem ser colocados, durante pelo menos quatro
                  horas, à temperatura de 23 ± 2 o C. Os ensaios serão efectuado logo que os provetes tenham sido
                  retirados do recinto em que estavam colocados.
          2.3.    Considera-se que a vidraça apresentada à homologação satisfaz as disposições no presente anexo se
                  tiver a mesma composição que um pára-brisas já homologado em conformidade com as disposições
                 do Anexo IIII.
          3.     ENSAIO DE RESISTÊNCIA DA CABEÇA AO CHOQUE
          3.1.   índice de dificuldade das características secundárias
                 Não intervém nenhuma característica secundária.
          3.2.   Número de provetes
                 Serão submetidos aos ensaios seis provetes planos de (1 100 x 500 mm) + 5 / —2 mm.
 ---pagebreak--- 17. 8. 87                               Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                  N? C 218/71
          3.3.     Método de ensaio
          3.3.1.   O método utilizado é o descrito no ponto 3 do Anexo III C.
          3.3.2.   A altura de queda é de 1,5 m + 0 / —5 mm
          3.4.     Interpretação dos resultados
          3.4.1.   Este ensaio é considerado como tendo dado um resultado positivo se forem satisfeitas as seguintes
                   condições:
          3.4.1.1. A lâmina de vidro parte-se, apresentando numerosas fissuras.
          3.4.1.2. São admitidos rasgos do intercalar, mas a cabeça do manequim não deve poder atravessá-lo.
          3.4.1.3. Nenhum fragmento grande de vidro se deve destacar do intercalar.
          3.4.2.   Uma série de provetes apresentada à homologação é considerada como satisfatória do ponto de vista
                   do comportamento da cabeça ao choque se for satisfeita uma das duas seguintes condições:
          3.4.2.1. Todos os ensaios deram um ensaio positivo.
          3.4.2.2. Tendo um um ensaio dado um resultado negativo, uma nova série de ensaios efectuada com uma
                   nova série de provetes dá resultados positivos.
          4.       RESISTÊNCIA MECÂNICA — ENSAIO DE IMPACTE DE UMA ESFERA DE 227 g
          4.1.     São aplicáveis as prescrições do ponto 4 do Anexo III E, com excepção do quadro do ponto 4.3.2,
                   que deve ser substituído pelo seguinte:
                                     Espessura nominal                                  Altura de queda
                                              e ^ 3,5 mm                              5 m + 25/ — 0 mm
                                  3,5 mm < e ^ 4,5 mm                                 6 m + 25/ — 0 mm
                                             e > 4,5 mm                               7m +25/-0mm
          4.2.     Todavia, a prescrição do ponto 4.4.1.2 do Anexo III E fica neste caso sem efeito.
          5.       RESISTÊNCIA AO MEIO AMBIENTE
          5.1.     Ensaio de abrasão
          5.1.1.   Ensaio de abrasão na face externa
                   São aplicáveis as prescrições do ponto 5.1 do Anexo III E.
          5.1.2.   Ensaio de abrasão na face interna
                   São aplicáveis as prescrições do ponto 2.1 do Anexo III F.
          5.2.     Ensaio a alta temperatura
                   São aplicáveis as prescrições do ponto 5 do Anexo III C.
          5.3.     Ensaio de resistência à radiação
                   São aplicáveis as prescrições do ponto 6 do Anexo III C.
          6.       ENSAIO DA RESISTÊNCIA A HUMIDADE
                   São aplicáveis as prescrições do ponto 7 do Anexo III C.
          7.       ENSAIO DA RESISTÊNCIA AO FOGO
                   São aplicáveis as prescrições do ponto 8 do Anexo III C.
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          8.   QUALIDADES ÓPTICAS
          8.1. Transmissão da luz
               As prescrições relativas às qualidades ópticas indicadas no ponto 9.1 do Anexo III C são aplicáveis
               às vidraças ou partes de vidraças que devem satisfazer as prescrições relativas ao campo de visão do
               condutor em todas as direcções.
          8.2. Aplicam-se aos pára-brisas as prescrições dos pontos 9.1, 9.2 e 9.3 do Anexo III C.
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                                                         ANEXO III H
                                                      VIDRAÇAS DUPLAS
          1.     DEFINIÇÃO DO TIPO
                 Considera-se que as vidraças duplas pertencem a tipos diferentes se diferirem em pelo menos uma
                 das características principais ou secundárias seguintes.
          1.1.   As características principais são:
          1.1.1. Marca de fabrico ou comercial.
          1.1.2. Composição da vidraça dupla (simétrica, dissimétrica).
          1.1.3. Tipo de cada uma das vidraças constituintes, tal como definido no ponto 1 dos Anexos III D, III E
                 ou III G.
          1.1.4. Espessura nominal do espaço entre as duas vidraças.
          1.1.5. Tipo de colagem (orgânica, vidro-vidro ou vidro-metal).
          1.2.   As características secundárias são:
          1.2.1. As características secundárias de cada uma das vidraças constituintes, tais como definidas no ponto
                 1.2 dos Anexos III D, III E e III G.
          2.     GENERALIDADES
          2.1.   Cada uma das vidraças que constitui a vidraça dupla deve ser ou homologada ou submetida às
                 exigências do anexo que lhe é aplicável (Anexos III D, III E ou III G).
          2.2.   Os ensaios efectuados com vidraças duplas de espessura nominal do espaço «e» são considerados
                 como aplicáveis a todas as vidraças duplas que tenham as mesmas características e uma espessura
                 nominal do espaço e ± 3 mm. Todavia, o requerente pode apresentar à homologação a amostra
                 que tenha o menor espaço e a que tenha o maior espaço.
          2.3.   No caso de vidraças duplas que tenham pelo menos uma vidraça de vidro laminado ou de vidro
                 plástico, os provetes são colocados antes do ensaio, durante pelo menos 4 horas, à temperatura de
                 23 ± 2°C. Os ensaios são efectuados logo que os provetes tenham sido retirados do recinto em que
                 foram colocados.
          3.     ENSAIO DE COMPORTAMENTO DA CABEÇA AO CHOQUE
          3.1.   índice de dificuldade das características secundárias
                 Não intervém nenhuma característica secundária.
          3.2.   Número de provetes
                 Para cada categoria de espessura das vidraças constituintes e cada espessura de espaço tal como
                 definida no ponto 1.1.4 acima, serão submetidos ao ensaio seis provetes de (1 100 x 500 mm) + 5 /
                 — 2 mm.
          3.3.   Método de ensaio
          3.3.1. O método utilizado é o descrito no ponto 3 do Anexo III C.
          3.3.2. A altura de queda é de 1,50 m + 0/ — 5 mm.
          3.3.3. Se se tratar de uma vidraça dupla dissimétrica, efectuam-se três ensaios numa face e três ensaios na
                 outra face.
          3.4.   Interpretação dos resultados
          3.4.1. Vidraça dupla constituída por duas vidraças de vidro de têmpera uniforme:
                 O ensaio de comportamento da cabeça ao choque é considerado como tendo dado um resultado
                 positivo se os dois elementos se partirem.
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          3.4.2.   Vidraça dupla constituída por duas vidraças de vidro laminado que não sejam pára-brisas:
                   O ensaio do comportamento da cabeça ao choque é considerado como tendo dado um resultado
                   positivo se forem satisfeitas as seguintes condições:
          3.4.2.1. Os dois elementos do provete dobram-se e partem-se apresentando numerosas fissuras circulares
                   aproximadamente centradas sobre o ponto de impacte.
          3.4.2.2. São admitidos rasgos do intercalar (ou dos intercalares) mas a cabeça do manequim não deve poder
                   atravessá-los.
          3.4.2.3. Nenhum fragmento grande de vidro se pode destacar do intercalar.
          3.4.3.   Vidraça dupla constituída por uma vidraça de vidro de têmpera uniforme e uma vidraça de vidro
                   laminado que não seja pára-brisas:
          3.4.3.1. A vidraça de vidro temperado parte-se.
          3.4.3.2. A vidraça de vidro laminado dobra-se e parte-se apresentando numerosas fissuras circulares aproxima-
                   damente centradas sobre o ponto de impacto.
          3.4.3.3. O intercalar (ou os intercalares) pode(m) rasgar-se, mas a cabeça do manequim não deve atravessá-
                   lo^).
          3.4.3.4. Não deve haver grandes bocados de vidro que se destaquem do intercalar.
          3.4.4.   Uma série de provetes apresentada à homologação é considerada como satisfatória do ponto de vista
                   do comportamento da cabeça ao choque se for satisfeita uma das duas seguintes condições:
          3.4.4.1. Todos os ensaios deram um resultado positivo.
          3.4.4.2. Tendo o ensaio dado um resultado negativo, uma nova série de ensaios efectuada numa nova série
                   de provetes dá resultados positivos. .
          4.       QUALIDADES ÓPTICAS
                   As prescrições relativas às qualidades ópticas indicadas no ponto 9.1 do Anexo III C são aplicáveis
                   às vidraças duplas ou partes de vidraças duplas que devem satisfazer as prescrições relativas ao
                   campo de visão do condutor em todas as direcções.
 ---pagebreak--- 17. 8. 87                            J o r n a l Oficial d a s C o m u n i d a d e s E u r o p e i a s             N9 C 218/75
                                                           ANEXO 1111
             AGRUPAMENTO DOS PÁRA-BRISAS PARA OS ENSAIOS COM VISTA A SUA HOMOLOGAÇÃO
          1.      Os elementos tomados em consideração são:
          1.1.    A área planificada do pára-brisas.
          1.2.    A altura do segmento.
          1.3.    A curvatura.
          2.      Um grupo é constituído por uma categoria de espessura.
          3.      A classificação faz-se por ordem crescente das áreas planificadas.
                  A selecção incidirá sobre os cinco maiores e os cinco menores, efectuando a seguinte notação:
                  1 ao maior, 1 ao menor.
                  2 ao imediatamente inferior ao 1, 2 ao imediatamente superior ao 1.
                  3 ao imediatamente inferior ao 2, 3 ao imediatamente superior ao 2.
                  4 ao imediatamente inferior ao 3, 4 ao imediatamente superior ao 3.
                  5 ao imediatamente inferior ao 4, 5 ao imediatamente superior ao 4.
          4.      A notação relativa às alturas de segmento será a que se indica a seguir em cada uma das duas
                  séries definidas no ponto 3:
                  1 à maior altura do segmento.
                  2 à imediatamente inferior.
                  3 à imediatamente inferior ao valor precedente, etc.
          5.      A notação relativa aos valores do raio de curvatura será a que se indica a seguir, em cada uma das
                  duas séries definidas no ponto 3 :
                  1 ao menor raio de curvatura.
                  2 ao raio imediatamente superior.
                  3 ao raio imediatamente superior ao valor precedente, etc.
          6.      As notações são adicionadas para cada pára-brisas que constitui as duas séries definidas no ponto
                  3.
          6.1.    Serão submetidos aos ensaios completos definidos no Anexo III-I o pára-brisas nos cinco maiores
                  e o pára-brisas nos cinco menores, que tenham o total mais baixo.
          6.2.    Os outros pára-brisas da mesma série são submetidos a ensaios para fins do controlo das qualidades
                  ópticas definidas no ponto 9 do Anexo III-C.
          7.      Alguns pára-brisas cujos parâmetros apresentem, quanto à forma e/ou ao raio de curvatura,
                  diferenças importantes em relação aos casos extremos do grupo seleccionado, podem também ser
                  submetidos a ensaios se o serviço técnico que proceder a esses ensaios julgar que os parâmetros
                  em questão correm o risco de ter efeitos negativos importantes.
          8.      Os limites do grupo são fixados em função das áreas planificadas dos pára-brisas. Quando um
                  pára-brisas submetido ao processo de homologação para um dado tipo apresentar uma área
                  planificada que não corresponda aos limites fixados e/ou uma altura de segmento notavelmente
                  maior, ou um raio de curvatura notavelmente menor, deve ser considerado como pertencendo a
                  um novo tipo e ser submetido a ensaios adicionais se o serviço técnico os julgar tecnicamente
                  necessários tendo em conta as informações de que dispõe acerca do produto e do material utilizados.
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          9.         No caso de outro modelo de pára-brisas, dever ser fabricado posteriormente pelo titular de uma
                     homologação numa categoria de espessura já homologada:
          9.1.       Será verificado se pode ser incluído nos cinco maiores ou nos cinco menores considerados para a
                     homologação do grupo em causa.
          9.2.       A notação será refeita de acordo com os processos definidos nos pontos 3, 4 e 5.
          9.3.       Se a soma das notações atribuídas ao pára-brisas reincorporado nos cinco maiores ou nos cinco
                     menores:
          9.3.1.     For a menor, será proposto aos seguintes ensaios:
          9.3.1.1.   Para os pára-brisas temprados:
          9.3.1.1.1. Fragmentação.
          9.3.1.1.2. Comportamento da cabeça ao choque.
          9.3.1.1.3. Distorção óptica.
          9.3.1.1.4. Separação da imagem secundária.
          9.3.1.1.5. Transmissão da luz.
          9.3.1.2.   Para os pára-brisas laminados ou de vidro plástico:
          9.3.1.2.1. Comportamento da cabeça ao choque.
          9.3.1.2.2. Distorção óptica.
          9.3.1.2.3. Separação da imagem secundária.
          9.3.1.2.4. Transmissão da luz.
          9.3.1.3.   Para os pára-brisas laminados tratados, aos ensaios prescritos nos pontos 9.3.1.1.1, 9.3.1.1.2 e
                     9.3.1.2.
          9.3.1.4.   Para os pára-brisas revestidos de plástico, conforme o caso, aos ensaios prescritos no ponto 9.3.1.1
                     ou 9.3.1.2.
          9.3.2.     No caso contrário, apenas se procederá aos ensaios previstos para verificar as qualidades ópticas
                     definidas no ponto 9 do Anexo III C.
 ---pagebreak--- 17. 8. 87                           Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                    N° C 218/77
                                                       ANEXO III J
                MEDIÇÃO DAS ALTURAS DO SEGMENTO E POSIÇÃO DOS PONTOS DE IMPACTO
                                                           Figura 1
          Determinação da altura de segmento « n » e posição dos pontos de impacto nos diferentes casos das figuras
                                                          A), B) e C)
          — no caso da vidraça de curvatura simples, a altura de segmento será igual a hl,
          — no caso da vidraça de curvatura dupla, a altura de segmento será igual a hl + h2, no máximo.
 ---pagebreak--- N? C 218/78 Jornal Oficial das Comunidades Europeias 17. 8. 87
                        a) Placa de vidro plano
                        b) Placa de vidro plano
 ---pagebreak--- 17. 8. 87                             Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                       N9 C 218/79
                           3 c
                3 0 mm         ~                                                                              3 0 mm
                                                   c) Placa de vidro incurvado
                                                      Figuras 3 a), 3 b) e 3 c)
                         Pontos de impacto prescritos para as vidraças laterais e o vidro da retaguarda
          Os pontos 2 indicados nas figuras 3 a), 3 b) e 3 c) são exemplos da localização do ponto 2 prescrito no ponto
          2.5 do Anexo III-D.
 ---pagebreak--- N? C 218/80                              Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                       17. 8. 87
                                                           ANEXO    III K
                                      CONTROLO DE CONFORMIDADE DA PRODUÇÃO
           1.       DEFINIÇÕES
                    Para efeitos do disposto no presente anexo, entende-se por:
           1.1.     « Tipo de produto », todas as vidraças que tenham as mesmas características principais.
           1.2.     «Classe de espessura», todas as vidraças cujos componentes tenham a mesma espessura dentro das
                    tolerâncias admitidas.
           1.3.     «Unidade de produção», o conjunto dos meios de produção de um ou vários tipos de vidraças,
                    implantados no mesmo lugar geográfico; pode incluir várias cadeias de fabrico.
           1.4.     «Posto», um periodo de produção assegurado pela mesma cadeia de fabrico durante o período de
                   trabalho diário.
           1.5.     «Campanha de produção», um período contínuo de fabrico do mesmo tipo de produto na mesma
                   cadeia de fabrico.
          1.6.      « Ps », o número de vidraças do mesmo tipo de produto fabricado pelo mesmo posto.
          1.7.     «Pr», o número de vidraças do mesmo tipo de produto fabricado durante uma campanha de
                   produção.
          2.       ENSAIOS
                   As vidraças devem ser submetidas aos seguintes ensaios:
          2.1.     Pára-brisas e vidraças de vidro de têmpera uniforme
          2.1.1.   Ensaio de fragmentação em conformidade com o ponto 2 do Anexo III D.
          2.1.2.   Medição de transmissão da luz em conformidade com as prescrições do ponto 9.1 do Anexo III C.
          2.1.3.   Para as vidraças utilizadas como pára-brisas:
          2.1.3.1. Ensaio de distorção óptica em conformidade com as prescrições do ponto 9.2 do Anexo III C.
          2.1.3.2. Ensaio de separação da imagem secundária em conformidade com as prescrições do ponto 9.3 do
                   Anexo III C.
          2.2.     Vidraças de vidro laminado vulgar e de vidro plástico que não sejam pára-brisas
          2.2.1.   Ensaio de impacto da esfera de 227 g em conformidade com as prescrições do ponto 4 do Anexo III F.
          2.2.2.   Ensaio a alta temperatura em conformidade com as prescrições do ponto 5 do Anexo III C.
          2.2.3.   Medição de transmissão da luz em conformidade com as prescrições do ponto 9.1 do Anexo III C.
          2.2.4.   Para as vidraças de vidro plástico unicamente:
          2.2.4.1. Ensaio de resistência à abrasão em conformidade com as prescrições do ponto 2.1 do Anexo III F.
          2.2.4.2. Ensaio de resistência à humidade em conformidade com as prescrições do ponto 3 do Anexo III F.
          2.2.4.3. Ensaio de resistência aos agentes químicos em conformidade com as prescrições do ponto 11 do
                   Anexo III C.
          2.2.5.   As condições acima indicadas são consideradas como satisfeitas se os ensaios correspondentes tiverem
                   sido efectuados com um pára-brisas da mesma composição.
          2.3.     Vidraças revestidas de matéria plástica
                   Além dos ensaios previstos nos diferentes pontos do presente anexo, devem-se efectuar os seguintes
                   ensaios:
          2.3.1.   Ensaio de resistência à abrasão em conformidade com as prescrições do ponto 2.1 do Anexo III F.
 ---pagebreak--- 17. 8. 87                                 Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                    N? C 218/81
          2.3.2.   Ensaio de resistência à humidade em conformidade com as prescrições do ponto 3 do Anexo III F.
          2.3.3.   Ensaio de resistência aos agentes químicos em conformidade com as prescrições do ponto 11 do
                   Anexo III C.
          2.4.     Vidraça dupla
                   Os ensaios a efectuar são os previstos pelo presente anexo para cada uma das vidraças que constituem
                   a vidraça dupla, com a mesma frequência e as mesmas exigências.
          3.       FREQUÊNCIA E RESULTADOS DOS ENSAIOS
          3.1.      Fragmentação
          3.1.1.    Ensaios
          3.1.1.1. No início da produção de cada tipo novo de vidraça, efectuase uma série inicial de ensaios com
                   obtenção de quebra em cada ponto de impacto prescrito pela presente directiva, e tirando fotografias
                   para determinar o ponto de quebra mais grave.
                   Todavia, para os pára-brisas de vidro temperado, só se efectuará esta série inicial de ensaios se a
                   produção anual de vidraças deste tipo for superior a 200 unidades.
          3.1.1.2. Durante a campanha de produção, o ensaio de controlo é efectuado no ponto de quebra determinado
                   no ponto 3.1.1.1.
          3.1.1.3. Deve ser efectuado um ensaio de controlo no início de cada campanha de produção ou após uma
                   mudança de coloração.
          3.1.1.4. No decurso da campanha de produção, os ensaios de controlo devem ser efectuados com a seguinte
                   frequência mínima:
                                                                Vidraças de vidro
                                                                                                  Pára-brisas de
                       Pára-brisas de vidro temperado          temperado que não             vidro laminado tratado
                                                                sejam pára-brisas
                   — Ps < 200: um por campanha          — Pr < 500: um por posto         0,1 % por tipo
                       de produção
                   — Ps > 200: um hora sim, hora        — Pr > 500: dois por posto
                       não de produção
          3.1.1.5. No final da campanha de produção, deve ser efectuado um ensaio de controlo com uma das últimas
                   vidraças fabricadas.
          3.1.1.6. Se Pr < 20, só se deve efectuar o último ensaio de fragmentação por campanha de produção.
          3.1.2.    Resultados
                   Todos os resultados devem ser anotados, incluindo os resultados para os quais não foi tirada prova
                   fotográfica.
                   Além disso, tira-se uma prova fotográfica de contacto por posto, excepto se Pr < 500, caso em que
                   apenas é tirada uma única prova fotográfica de contacto por campanha de produção.
          3.2.     Comportamento da cabeça ao choque
          3.2.1.   Ensaios
                   O controlo é efectuado sobre um lote retirado correspondente a pelo menos 0,5% da produção
                   diária de pára-brisas laminados de uma cadeia de fabrico, com o máximo de 15 pára-brisas por dia.
                   A escolha das amostras deve ser representativa da produção dos diferentes tipos de pára-brisas.
                   Em todos os casos, são efectuados ensaios de comportamento da cabeça ao choque com pelo menos
                   duas amostras por classe de espessura por ano.
          3.2.2.    Resultados
                   Todos os resultados devem ser anotados.
 ---pagebreak--- N°C 218/82                            Jornal Oficial das Comunidades Europeias
          3.3.   Impacto de uma esfera de 227 g
          3.3.1. Ensaios
                 Os provetes são cortados das amostras. Todavia, por razões práticas, os ensaios podem ser efectuados
                 com produtos acabados ou numa parte desses produtos.
                 O controlo é efectuado sobre um lote retirado correspondente pelo menos a 0,5 % da produção de
                 um posto, com o máximo de 10 amostras por dia.
          3.3.2.  Resultados
                 Todos os resultados devem ser anotados.
          3.4.   Alta temperatura
          3.4.1. Ensaios
                 Os provetes são cortados das amostras. Todavia, por razões práticas, os ensaios podem ser efectuados
                 com produtos acabados ou numa parte desses produtos. Estes últimos são escolhidos de modo a que
                 todos os intercalares sejam ensaiodos proporcionalmente à sua utilização.
                 O controlo é efectuado sobre pelo menos três amostras da produção diára por cor de intercalar.
          3.4.2.  Resultados
                 Todos os resultados devem ser anotados.
          3.5.   Transmissão da luz
          3.5.1. Ensaios
                 Serão submetidas a este ensaio amostras representativas de produtos acabados de cor.
                 No mínimo, o controlo será efectuado no início de cada campanha de produção se uma modificação
                 das características da vidraça influir nos resultados do ensaio.
                 Não serão submetidas a este ensaio as vidraças cuja transmissão regular da luz, medida aquando da
                 homologação do tipo, seja igual ou superior a 80 % no caso dos pára-brisas e a 75 % no caso das
                 vidraças que não sejam pára-brisas, nem as vidraças da catagoria V.
                 No caso das vidraças de vidro temperado, o fornecedor de vidro pode apresentar um certificado que
                 ateste que as prescrições acima indicadas são satisfeitas em vez de se proceder ao ensaio.
          3.5.2.  Resultados
                 O valor da transmissão da luz deve ser anotado. Além disso, para os pára-brisas com faixa de
                 sombra ou faixa de obscurecimento, verifica-se, com o auxílio dos desenhos mencionados no
                 ponto 3.2.1.2.2.4, que essas faixas estão fora da zona I'.
          3.6.   Distorção óptica e separação da imagem secundária
          3.6.1. Ensaios
                 Cada pára-brisas deve ser inspeccionado para detectar os defeitos de aspecto. Além disso, utilizando
                 os métodos prescritos ou qualquer outro método cujos resultados sejam semelhantes, devem ser
                 efectuadas medições nas diferentes zonas de visão com a seguinte frequência mínima:
                 — quer uma amostra por posto, se Ps < 200,
                 — quer duas amostras por posto, se Ps ^ 200,
                 — quer 1% de toda a produção, devendo as amostras retiradas ser representativas de toda a
                     produção.
          3.6.2.  Resultados
                 Todos os resultados devem ser anotados.
          3.7.   Resistência à abrasão
          3.7.1. Ensaios
                 Apenas as vidraças revestidas de matéria plástica e as vidraças de vidro plástico serão submetidas a
                 este ensaio. O controlo será efectuado no mínimo uma vez por mês e por tipo de material plástico
                 de revestimento ou do que desempenha o papel de intercalar.
 ---pagebreak--- 17. 8. 87                            Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                         N? C 218/83
          3.7.2.   Resultados
                 A medida da difusão da luz deve ser anotada.
          3.8.   Resistência à humidade
          3.8.1.  Ensaios
                 Apenas as vidraças revestidas de matéria plástica e as vidraças de vidro plástico devem ser submetidas
                 a este ensaio. O controlo será efectuado no mínimo uma vez por mês e por tipo de material plástico
                 de revestimento ou do que desempenha o papel de intercalar.
          3.8.2.  Resultados
                 Todos os resultados devem ser anotados.
          3.9.   Resistência aos agentes químicos
          3.9.1. Ensaios
                 Apenas as vidraças revestidas de matéria plástica e as vidraças de vidro plástico devem ser submetidas
                 a este ensaio. O controlo será efectuado no mínimo uma vez por mês e por tipo de material plástico
                 de revestimento ou do que desempenha o papel de intercalar.
          3.9.2.  Resultados
                 Todos os resultados devem ser anotados.
 ---pagebreak--- N? C 218/84                             Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                       17. 8. 87
                                                            ANEXO III L
                                                             MODELO
                                                                                     Denominação da autoridade
                                                                                            administrativa
           ANEXO À FICHA DE RECEPÇÃO CEE DE UM MODELO DE TRACTOR N O QUE RESPEITA AO
                                           PÁRA-BRISAS E ÀS OUTRAS VIDRAÇAS
           (N? 2 do artigo 4? e artigo 109 da Directiva 74/150/CEE do Conselho, de 4 de Março de 1974, relativa à
           aproximação das lesgislações dos Estados-membros respeitantes à recepção CEE dos tractores agrícolas ou
                                                        florestais de rodas)
           Número de recepção CEE:                                    Extensão n?
             1. Marca (firma) do tractor:
             2. Modelo e denominação comercial do tractor:
             3. Nome e morada do fabricante:
             4. Se for caso disso, nome e morada do mandatário:
             5. Descrição do tipo de pára-brisas e das outras vidraças (temperada, laminada, plástica, vidro plástico,
                plana, bombeada, etc.)
             6. Número de homologação CEE do pára-brisas e das outras vidraças:
             7. Data de apresentação do tractor à recepção CEE:
             8. Serviço técnico encarregado da recepção:
             9. Data do relatório emitido por esse serviço:
           10. Número do relatório emitido por esse serviço:
           11. A recepção CEE no que respeita ao pára-brisas e às outras vidraças é concedida/recusada (')
           12. Local:
          '13. Data:
           14. Assinatura:
           15. Os seguintes documentos, que ostentam o número de recepção CEE indicado acima, são anexados à
                presente comunicação:
                           Desenhos cotados
                           Vista explodida ou fotografia do pára-brisas e das outras vidraças que equipam a cabina do
                           tractor.
                Estes dados são fornecidos às autoridades competentes dos outros Estados-membros a seu pedido
                expresso.
           16. Observações:
           (!) Riscar o que não interessa.
 ---pagebreak--- 17. 8. 87                                 Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                      N? C 218/85
                                                             ANEXO IV
                                 LIGAÇÕES MECÂNICAS ENTRE TRACTORES E REBOQUES
           1.       DEFINIÇÕES
           1.1.    Por «ligações mecânicas entre tractores e reboques» entende-se as unidades técnicas instaladas no
                   tractor e no reboque, que asseguram a ligação mecânica do conjunto tractor-reboque.
                   De entre os numerosos tipos de ligações mecânicas podem-se distinguir:
                   a) do   lado do tractor:
                       —   gancho,
                       —   engate de boca de lobo (a seguir denominado engate),
                       —   barra oscilante (chamada mais vulgarmente barra de engate);
                   b) do lado do reboque:
                       — anel.
          1.2.     Por « altura acima do solo do dispositivo de reboque » entende-se a distância entre o plano horizontal
                   que contém o centro de referência do dispositivo de reboque e o plano horizontal sobre o qual se
                   apoiam as rodas dos tractor.
          1.3.     Por «saliência do dispositivo de reboque» entende-se a distância entre o centro de referência do
                   dispositivo de reboque e o plano vertical que passa pelo eixo das rodas traseiras do tractor.
          2.       ÂMBITO DE APLICAÇÃO
                   Sendo o gancho, o engate e o anel as ligações mecânicas entre tractores e reboques que são mais
                   correntemente e quase exclusivamente objecto de transacções internacionais, as prescrições da
                   presente directiva apenas dizem respeito a essas ligações.
          3.       PRESCRIÇÕES
          3.1.     Os ganchos, os engates e os anéis são submetidos às prescrições dimensionais e às prescrições de
                   resistência que figuram nos pontos 3.2 e 3.3 a seguir.
          3.2.     Prescrições dimensionais
          3.2.1.   As prescrições dimensionais são as das normas ISO seguintes:
          3.2.1.1. ISO 6489/1 — veículos agrícolas — ligações mecânicas em veículos rebocadores — Parte 1: tipo
                   gancho — dimensões (Primeira edição — Outubro de 1980).
          3.2.1.2. ISO 6489/2 — veículos agrícolas — ligações mecânicas em veículos rebocadores — Parte 2: tipo
                   engate — dimensões (Primeira edição — Outubro de 1980).
          3.2.1.3. ISO 5692 — veículos agrícolas — ligações mecânicas entre veículos — anéis de engate — especificações
                   (Primeira edição — Fevereiro de 1979).
          3.2.2.   Além disso, a relação entre a altura máxima acima do solo do dispositivo de reboque (h) e a distância
                   entre os eixos (I), deve satisfazer uma das seguintes relações:
                   — h s£ 0,35 I, se Ma < 0,35 Mt,
                   — h =S 0,5 I, se Ma > 0,35 Mt.
          3.2.3.   A saliência do dispositivo de reboque é indicada pelo fabricante.
          3.3.     Prescrições de resistência
                   Para verificar a resistência das ligações mecânicas, estas são submetidas ao ensaio dinâmico cujo
                   método é apresentado no apêndice.
                   Durante o ensaio, nâo se devem produzir deformações permanentes nem rupturas.
 ---pagebreak--- N? C 218/86                             Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                        17. 8. 87
                                                            Apêndice 1
                                              MÉTODO DE ENSAIO DINÂMICO
          1. Método de ensaio
             O presente método descreve o ensaio à fadiga a aplicar ao dispositivo de engate completo, quer dizer,
             munido de todas as peças necessárias para a sua fixação, com exclusão do reboque. Todas essas peças
             são montadas numa instalção de ensaio segundo as recomendações do fabricante no que diz respeito à
             sua fixação no reboque.
          2. Parâmetros de ensaio
             As partes do dispositivo de engate são ensaiadas segundo os valores nominais da força horizontal e
             vertical autorizadas. Essas forças são especificadas pelo fabricante.
          3. Processo de ensaio
             A força deve ser aplicada ao dispositivo por meio de um anel normalizado conforme com a norma ISO
             5692 referida no ponto 3.2.3 do Anexo IV. A força de ensaio é obtida multiplicando as forças horizontais
             e verticais referidas no ponto 2 acima por 1,3.
             As peças a ensaiar são submetidas a ciclos de solicitação sinusoidal dirigida para baixo na retaguarda e
             aplicada no ponto normal de contacto entre o dispositivo e o anel, com valores variáveis entre a força de
             contacto e a força de ensaio definida.
             A força de contacto será a mais baixa possível para evitar que haja jogo.
             Se essas peças tiverem amortecedores incorporados, estes serão mantidos no lugar aquando do ensaio.
             Neste caso, o relatório de ensaio deve conter informações sobre o seu comportamento antes, durante e
             após o ensaio.
             A frequência das solicitações sinusoidais não deve exceder 35 Hz para um número, de ciclos igual a 2. IO6.
             Após o ensaio, deve-se tomar nota de quaisquer fracturas, deformações permanentes e fissuras visíveis a
             olho nu.
          4. Tolerâncias
             São aplicáveis as tolerâncias a seguir indicadas às medições efectuadas durante o ensaio:
             — deflexão: ± 1 mm,
             — força: ± 1%.
 ---pagebreak--- 17. 8. 87                                Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                  N? C 218/87
                                                            Apêndice 2
                                                            MODELO
                                                                                   Denominação da autoridade
                                                                                        administrativa
          ANEXO À FICHA DE RECEPÇÃO CEE DE UM MODELO DE TRACTOR N O QUE RESPEITA A SUA
                                            LIGAÇÃO MECÂNICA COM UM REBOQUE
          (N9 2 do artigo 4? e artigo 109 da Directiva 74/150/CEE do Conselho, de 4 de Março de 1974, relativa à
          aproximação das lesgislações dos Estados-membros respeitantes à recepção CEE dos tractores agrícolas ou
                                                       florestais de rodas)
          Número de recepção CEE:
            1. Marca (firma) do tractor:
           2. Modelo e denominação comercial do tractor:
           3. Nome e morada do fabricante:
           4. Se for caso disso, nome e morada do mandatário :
           5. Descrição do tipo de ligação mecânica (gancho, engate de boca de lobo, engate a três pontos, barra com
               furos, barra oscilante, e t c ) :
           6. Data de apresentação do tractor à recepção CEE:
           7. Serviço técnico encarregado dos ensaios de recepção:
           8. Data do relatório emitido por esse serviço:
           9. Número do relatório emitido por esse serviço:
          10. A recepção CEE no que respeita à ligação mecânica para o engate de um reboque é concedida/recusada (*)
          11. Local:
          12. Data:
          13. Assinatura:
          14. Os documentos a seguir indicados, que ostentam o número de recepção CEE acima indicado, são
               anexados à presente comunicação:
                          Desenhos cotados
                          Vista explodida ou fotografia do tipo de ligação mecânica.
               Esses dados são fornecidos às autoridades competentes dos outros Estados-membros a seu pedido
               expresso.
          15. Observações:
          (*) Riscar o que não interessa.
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                                                             ANEXO V
          LOCALIZAÇÃO E M O D O DE COLOCAÇÃO DAS PLACAS E INSCRIÇÕES REGULAMENTARES N O
                                                     CORPO DO TRACTOR
          1.       GENERALIDADES
          1.1.     Qualquer tractor agrícola ou florestal deve ter uma placa e inscrições tais como as descritas nos
                   pontos a seguir. Essa placa e essas inscrições são apostas pelo fabricante ou pelo seu mandatário.
          2.       PLACA DO FABRICANTE
          2.1.     Uma placa do fabricante, cujo modelo figura em apêndice ao presente anexo, deve ser solidamente
                   fixada a uma parte bem aparente e facilmente acessível de uma peça que, normalmente, não seja
                   susceptível de ser substituída durante a utilização; a placa deve ser facilmente legível e conter, de
                   modo indelével, as seguintes indicações, enumeradas pela ordem:
          2.1.1.   Nome do fabricante.
          2.1.2.   Marca (se diferente do nome).
          2.1.3.   Morada.
          2.1.4.   Modelo do tractor (e versão, se necessário).
          2.1.5.   Número de recepção CEE.
                   Este número é composto pela letra «e» minúscula seguida, por ordem, do número ou das letras
                   distintivas do país que concedeu a recepção CEE:
                     1   para a República Federal da Alemanha
                    2    para a França
                     3   para a Itália
                    4    para os Países Baixos
                    6    para a Bélgica
                     9   para a Espanha
                   11    para o Reino Unido
                   13    para o Luxemburgo
                   18    para a Dinamarca
                   21    para Portugal
                   IRL   para a Irlanda
                   EL    para a Grécia
                   e do número de recepção correspondente ao número da ficha de recepção estabelecida para o modelo
                   do veículo. Entre a letra «e» e o número ou as letras distintivas do país que concedeu a recepção
                   CEE, e entre esse número ou essas letras e o número de recepção, deve existir um asterisco.
          2.1.6.   Número de identificação do tractor.
          2.1.7.   Massa sem carga, em ordem de marcha.
          2.1.8.   Massa máxima com carga autorizada do tractor, pormenorizada de acordo com as diferentes
                   possibilidades de tipos de pneumáticos que podem ser montados.
          2.1.9.   Massa máxima com carga autorizada para o conjunto, no caso de o tractor ser utilizado com um
                   reboque agrícola, distinguindo:
          2.1.9.1. Reboque sem dispositivo de travagem.
          2.1.9.2. Reboque com dispositivo de travagem mecânica.
          2.1.9.3. Reboque com dispositivo de travagem assistida.
          2.2.     O fabricante pode apor indicações suplementares abaixo ou ao lado das inscrições prescritas, no
                   exterior de um rectângulo claramente marcado e que contenha apenas as indicações prescritas dos
                   pontos 2.1.1 a 2.1.9 (ver exemplo de placa do fabricante a seguir).
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          3.       NÚMERO DE IDENTIFICAÇÃO DE TRACTOR
                   O número de identificação do veículo é constituído por uma combinação estruturada de caracteres,
                   atribuída a cada veículo pelo fabricante. Tem por finalidade permitir — sem que seja necessário
                   recorrer a outras indicações — a identificação unívoca de qualquer veículo através do fabricante,
                   durante um período de 30 anos.
                   O número de identificação deve responder às seguintes prescrições.
          3.1.     Deve estar marcado na placa do fabricante, bem como no quadro ou qualquer outra estrutura
                   análoga.
          3.1.1.   Deve, na medida do possível, ser marcado numa única linha.
          4.       CARACTERES
          4.1.     Devem ser utilizadas letras latinas e algarismos árabes em todas as inscrições previstas nos pontos 2
                   e 3. Todavia, as letras latinas utilizadas para as indicações previstas nos pontos 2.1.1, 2.1.2 e 3 devem
                   ser maiúsculas.
          4.2.     Para as indicações do número de identificação do veículo:
          4.2.1.   Não é admitida a utilização das letras I, O e Q, nem a de travessões, asteriscos ou outros sinais
                   especiais.
          4.2.2.   As letras e os algarismos devem ter as seguintes alturas mínimas:
          4.2.2.1. 7 mm para os caracteres marcados directamente no quadro ou qualquer outra estrutura análoga do
                   veículo.
          4.2.2.2. 4 mm para os caracteres marcados no placa do fabricante.
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                                                Exemplo de placa do fabricante
          O exemplo dado abaixo não prejudica as indicações que figurarão realmente na placa do fabricante; é dado
          unicamente a título indicativo.
                                                 BRAUN TRAKTOR WERKE
                                                          MAJOR
                                                       Lyoner Strafêe
                                                   AACHEN — Deutschland
                                                        e * 1 » 1792
                                                       Modelo: 190 E
                                                     Número: AE 7954 W
                                                         T.: 2 350 kg
                                          Pneumáticos           X       X      X
                                              P.B.           4 250   3 840  3 650
                                   PTR:
                                   — reboque não travado: 3 350 kg
                                   — reboque com travagem mecânica: 8 350 kg
                                   — reboque com travagem assistida: 11 450 kg
 ---pagebreak--- 17. 8. 87                              Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                     N9 C 218/91
                                                            Apêndice
                                                           MODELO
                                                                                  Denominação da autoridade
                                                                                         administrativa
          ANEXO À FICHA DE RECEPÇÃO CEE DE UM MODELO DE TRACTOR N O QUE RESPEITA A
          LOCALIZAÇÃO E M O D O DE COLOCAÇÃO DAS PLACAS E INSCRIÇÕES REGULAMENTARES N O
                                                   CORPO DO TRACTOR
          (N° 2 do artigo 49 e artigo 109 da Directiva 74/150/CEE do Conselho, de 4 de Março de 1974, relativa à
          aproximação das lesgislações dos Estados-membros respeitantes à recepção CEE dos tractores agrícolas ou
                                                      florestais de rodas)
          Número de recepção CEE:
            1. Marca (firma) do tractor:
            2. Modelo e denominação comercial do tractor:
            3. Nome e morada do fabricante:
            4. Se for caso disso, nome e morada do mandatário:
            5. Data de apresentação do tractor à recepção CEE:
            6. Serviço técnico encarregado do ensaios da recepção:
           7. Data do relatório emitido por esse serviço:
            8. Número do relatório emitido por esse serviço:
           9. A recepção CEE no que respeita a localização e modo de colocação das placas e inscrições regulamentares
               do corpo do tractor é concedida/recusada (x)
          10. Local:
          11. Data:
          12. Assinatura:
          (J) Riscar o que não inteeressa.
 ---pagebreak--- N ? C 218/92                             J o r n a l Oficial d a s C o m u n i d a d e s E u r o p e i a s            17. 8. 87
             13.. Os documentos seguintes, que ostentam o número de recepção CEE indicado acima, são anexados à
                  presente comunicação:
                             Desenhos cotados
                             Vista explodida ou fotografia da localização e modo de colocação das placas e inscrições
                             regulamentares no corpo do tractor.
                  Estes dados são fornecidos às autoridades competentes dos outros Estados-membros a seu pedido
                  expresso.
             14. Observações: