CELEX: 21979A0412(02)
Language: pt
Date: 1979-04-12 00:00:00
Title: Acordos multilaterais resultantes das negociações comerciais de 1973-1979 (GATT) - Convénio internacional relativo ao sector leiteiro

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21979A0412(02)

Acordos multilaterais resultantes das negociações comerciais de 1973-1979 (GATT) - Convénio internacional relativo ao sector leiteiro  

Jornal Oficial nº L 071 de 17/03/1980 p. 0011 - 0028 Edição especial finlandesa: Capítulo 11 Fascículo 9 p. 0013  Edição especial sueca: Capítulo 11 Fascículo 9 p. 0013  Edição especial grega: Capítulo 11 Fascículo 19 p. 0013  Edição especial espanhola: Capítulo 11 Fascículo 12 p. 0048  Edição especial portuguesa: Capítulo 11 Fascículo 12 p. 0048  L 336 23/12/1995 P. 0290

CONVÉNIO INTERNACIONAL RELATIVO AO SECTOR LEITEIRO   PREÂMBULO  RECONHECENDO a importância do leite e dos lacticínios para a economia de numerosos países (1) em termos de produção, comércio e consumo;  RECONHECENDO a necessidade, no interesse recíproco dos produtores e dos consumidores, dos exportadores e dos importadores, de evitar os excedentes e as situações de penúria e de manter os preços a um nível equitativo;  NOTANDO a diversidade e a interdependência dos lacticínios;  NOTANDO a situação do mercado dos lacticínios, que se caracteriza por flutuações extremamente importantes e pela proliferação das medidas à exportação e à importação;  CONSIDERANDO que o aumento da cooperação no sector dos lacticínios contribui para a realização dos objectivos de expansão e de liberalização do comércio mundial e para a realização dos princípios e dos objectivos relativos aos países em vias de desenvolvimento estabelecidos na Declaração Ministerial de Tóquio de 14 de Setembro de 1973 relativa à negociações comerciais multilaterais  DETERMINADOS a respeitar os princípios e objectivos do Acordo Geral sobre Pautas Aduaneiras e comércio (2), a seguir denominado «Acordo Geral» ou «GATT», e, na prossecução dos objectivos do presente convénio, a executar de forma efectiva os princípios e objectivos acordados na referida Declaração de Tóquio,  Os participantes no presente convénio, por intermédio dos seus representantes, acordaram no seguinte:     PARTE I DISPOSIÇÕES GERAIS  Artigo I Objectivos  Os objectivos do presente convénio são, em conformidade com os princípios e objectivos acordados na Declaração Ministerial de Tóquio de 14 de Setembro de 1973 relativa às negociações comerciais multilaterais, os seguintes:    - redlizar a expansão e uma maior liberalização do comércio mundial dos lacticínios em condições de mercado tão estáveis quanto possível, com base em benefícios mútuos para os países exportadores e importadores;       - fomentar o desenvolvimento económico e social dos países em vias de desenvolvimento.          Artigo II Produtos abrangidos  1. O presente convénio aplica-se ao sector dos lacticínios. Para efeitos da aplicação do presente convénio, o termo «lacticínios» compreende os produtos seguintes, tal como definidos na Nomenclatura do Conselho de Cooperação Aduaneira (NCCA): >PIC FILE= "T0018664">    (1) No presente convénio e nos protocolos anexos, o termo «país» compreende a Comunidade Económica Europeia.  (2) Este considerando só se aplica entre participantes que são Partes Contratantes no GATT.  2. A aplicação do convénio a outros produtos que incorporem lacticínios, referidos no nº 1 do presente artigo, pode ser decidida pelo Conselho Internacional dos Lacticínios, instituído por força do nº 1, alínea a), do artigo VII do presente convénio (a seguir denominado «Conselho», se este o considerar necessário para dar cumprimento aos objectivos e disposições do presente convénio.   Artigo III Informação  1. Os participantes acordam em fornecer regular e rapidamente ao Conselho as informações necessárias para lhe permitir vigiar e apreciar a situação global do mercado mundial dos lacticínios e a situação do mercado mundial de cada produto lácteo.  2. Os países participantes em vias de desenvolvimento fornecerão as informações de que dispuserem. A fim de que estes participantes possam melhorar os seus mecanismos de recolha de dados, os países desenvolvidos, bem como os países em vias de desenvolvimento com capacidade para o fazerem, examinarão num espírito positivo todo e qualquer pedido de assistência técnica que lhes for apresentado.  3. As informações que os participantes se compremetem a fornecer, por força do nº 1 do presente artigo, de acordo com as modalidades decididas pelo Conselho, incluirão os dados relativos à evolução passada, à situação actual e às perspectivas em matéria de produção, de consumo, de preços, de existências e de trocas comerciais, incluindo as transacções que não sejam transacções comerciais normais dos produtos referidos no artigo II do presente convénio, bem como qualquer outra informação que o Conselho considerar necessária. Os participantes fornecerão igualmente informações sobre as suas políticas internas e medidas comerciais, bem como sobre os compromissos bilaterais, plurilaterais ou multilaterais no sector dos lacticínios, e darão a conhecer, o mais rapidamente possível, todas as alterações introduzidas nessas políticas e medidas que sejam susceptíveis de se repercutirem no comércio internacional de lacticínios. As disposições do presente número não obrigam nenhum participante a revelar informações confidenciais, cuja divulgação possa impedir a aplicação das leis, seja, de outro modo, contrária ao interesse público ou prejudique os interesses comerciais legítimos de empresas públicas ou privadas.  Nota  Entende-se que, por força das disposições do presente artigo, o Conselho dá poderes ao Secretariado para estabelecer e manter actualizado um inventário de todas as medidas que afectam o comércio de lacticínios, incluindo os compromissos resultantes de negociações bilaterias, plurilaterais e multilaterais.   Artigo IV Funções do Conselho Internacional dos Lacticínios e cooperação entre os participantes no presente convénio  1. O Conselho reunir-se-á para:    a) Avaliar a situação e as perspectivas do mercado mundial dos lacticínios, com base num levantamento da situação feito pelo Secretariado, a partir da documentação fornecida pelos participantes, em conformidade com o artigo III do presente convénio, das informações que resultam da aplicação dos protocolos referidos no artigo VI do presente convénio e de qualquer outra informação de que o mesmo dispuser;       b) Proceder a um exame de conjunto da aplicação do presente convénio.         2. Se a apreciação da situação e das perspectivas do mercado mundial, referida no nº 1, alínea a) do presente artigo, levar o Conselho a verificar, no mercado dos lacticínios em geral ou no de um ou vários produtos, o aparecimento de um desequilíbrio grave ou de uma ameaça de desiquilíbrio grave, que afecta ou X010 pode vir a afectar o comércio internacional, o Conselho esforçar-se-á por definir, tendo particularmente em conta a situação dos países em vias de desenvolvimento, as eventuais soluções que serão examinadas pelos governos.  3. As soluções referidas no nº 2 do presente artigo podem incluir, conforme o Conselho considerar que a situação descrita no nº 2 do presente artigo é temporária ou de maior duração, medidas de curto, médio ou longo prazo, de forma a contribuir para uma melhoria da situação de conjunto do mercado mundial.  4. Ao considerar as medidas que podem vir a ser tomadas em conformidade com os nºs 2 e 3 do presente artigo, deve-se ter em consideração o tratamento especial mais favorável a conceder aos países em vias de desenvolvimento, sempre que seja possível a adequado.  5. Qualquer participante pode levantar junto do Conselho qualquer questão (3) (1)relativa ao presente convénio, nomeadamente com os mesmos fins que os previstos no nº 2 do presente artigo. Cada participante consentirá imediatamente em consultas a propósito de qualquer questão relativa ao presente convénio.   (1) Confirma-se que neste número o termo «questão» engloba qualquer questão abrangida por acordos multilaterais negociados no âmbito das negociações comerciais multilaterais, nomeadamente os que dizem respeito às medidas à exportação e à importação. Confirma-se igualmente que as disposições do nº 5 do artigo IV, bem como a presente nota, não alteram em nada os direitos e obrigações das partes nos referidos acordos.  6. Se a questão disser respeito à aplicação das disposições específicas dos protocolos em anexo ao presente convénio, qualquer participante que considere que os seus interesses comerciais se encontram seriamente ameaçados e que não se pode chegar a uma solução reciprocamente satisfatória com o ou os outros participantes envolvidos, pode solicitar ao presidente do comité do protocolo em causa, instituído por força do nº 2, alínea a), do artigo VII do presente convénio, que convoque com urgência uma reunião extraordinária do referido comité, de forma a adoptar, o mais rapidamente possível, e, a pedido, num prazo de quatro dias úteis, as medidas que possam ser necessárias para fazer face à situação. Se não se conseguir encontrar uma solução satisfatória, o Conselho, a pedido do presidente do comité do protocolo em causa, reunir-se-á, num prazo que não deve ser superior a quinze dias, a fim de examinar a questão com vista a facilitar uma soluçao satisfatória.   Artigo V Ajuda alimentar e transacções que não sejam transacções comerciais normais  1. Os participantes acordam em:    a) Actuar, em colaboração com a FAO (Organização para a Alimentação e Agricultura) e outras organizações interessadas, com vista a fazer reconhecer o valor dos lacticínios na melhoria dos níveis de nutrição, bem como os meios através dos quais estes produtos podem ser colocados à disposição dos países em vias de desenvolvimento;       b) Em conformidade com os objectivos do presente convénio, fornecer, dentro das suas possibilidades, lacticínios aos países em vias de desenvolvimento a título de ajuda alimentar. Será de toda a conveniência que os participantes dêem a conhecer ao Conselho todos os anos e antecipadamente, na medida do possível, a importância, as quantidades e os destinos da ajuda alimentar que pretendem fornecer. Os participantes devem, se possível, igualmente comunicar previamente ao Conselho qualquer alteração que pretendam introduzir no programa notificado. As contribuições podem revestir um carácter bilateral ou inscrever-se no âmbito de projectos comuns ou de programas multilaterais, nomeadamente o Programa Alimentar Mundial;       c) Reconhecendo que é desejável harmonizar os seus esforços neste domínio e necessário evitar qualquer perturbação da estrutura normal da produção, do consumo e do comércio internacional, proceder a trocas de pontos de vista, no âmbito do Conselho, a respeito dos seus convénios relativos aos fornecimentos e às necessidades de lacticínios a título de ajuda alimentar ou em condições favoráveis.         2. As exportações a título do doação a países em vias de desenvolvimento, as exportações a título de assistência ou de bem-estar social, para países em vias de desenvolvimento, bem como as outras transacções que não sejam transacções comerciais normais, são efectuadas em conformidade com os princípios da FAO em matéria de escoamento dos excedentes e obrigações consultivas. Em consequência, o Conselho cooperará estreitamente com o Subcomité Consultivo de Escoamento dos Excedentes.  3. O Conselho procederá, se lhe for solicitado e em conformidade com as condições e modalidades que tiver estabelecido, à análise de todas as transacções que não sejam transacções comerciais normais e das referidas no Accordo relativo à Interpretação e à Aplicação dos artigos VI, XVI e XXIII do Acordo Geral sobre Pautas Aduaneiras e Comércio, e iniciará consultas sobre este assunto.   PARTE II DISPOSIÇOES ESPECÍFICAS  Artigo VI Protocolos  1. Sem prejuízo das disposições dos artigos I a V do presente convénio, os produtos a seguir enumerados estão sujeitos às disposições dos protocolos anexos ao presente convénio: Anexo I : Protocolo relativo a certas espécies de leite em pó Leite e nata, em pó, com exclusão do soro Anexo II : Protocolo relativo a matérias gordas lácteas Matérias gordas lácteas Anexo III : Protocolo relativo a certos queijos Certos queijos  PARTE III ADMINISTRAÇÃO DO CONVÉNIO  Artigo VII 1. Conselho Internacional dos Lacticínios     a) É instituído um Conselho Internacional dos Lacticínios no âmbito do GATT. Este Conselho, que é composto por representantes de todos os participantes no presente convénio, desempenhará todas as funções necessárias para a execução das disposições do convénio. O Conselho estabelecerá o seu regulamento interno.        b) Reuniões ordinárias e extraordinárias  O Conselho reunir-se-á normalmente duas vezes por ano. Todavia, o presidente pode convocar o Conselho para uma reunião extraordinária, quer por sua própria iniciativa, quer a pedido dos comités instituídos por força do nº 2, alínea a), do presente artigo, quer ainda a pedido de um participante do presente convénio.       c) Decisões  O Conselho toma as suas decisões por consenso. Considera-se que o Conselho deliberou sobre uma questão que lhe foi submetida se nenhum dos seus membros se opuser formalmente à aceitação de uma proposta.       d) Cooperação com outras organizações  O Conselho adoptará todas as disposições adequadas para proceder a consultas ou para colaborar com organizações intergovernamentais e não governamentais.       e) Admissão de observadores      i) O Conselho pode convidar qualquer país não participante a fazer-se representar em qualquer uma das suas reuniões, na qualidade de observador.           ii) O Conselho pode igualmente convidar qualquer organização referida no nº 1, alínea d), do presente artigo a assistir a qualquer uma das suas reuniões, na qualidade de observador.             2. Comités      a) O Conselho instituirá um comité para desempenhar todas as funções necessárias è execução das disposições do protocolo relativo a certas espécies de leite em pó, um comité para desempenhar todas as funções necessárias à execução das disposições do protocolo relativo a matérias gordas lácteas e um comité que desempenhará todas as funções necessárias à execução das disposições do protocolo relativo a certos queijos. Cada um destes comités será composto por representantes de todos os participantes no protocolo em causa. Os comités beneficiarão dos serviços do Secretariado do GATT e apresentarão ao Conselho um relatório sobre o exercício das suas funções.           b) Exame da situação do mercado  O Conselho tomará as medidas necessárias, adoptando as modalidades da informação que deve ser fornecida nos termos do artigo III do presente convénio, para que:        - o comité do protocolo relativo a certas espécies de leite em pó possa acompanhar permanentemente a situação e a evolução do mercado internacional dos produtos referidos neste protocolo, bem como as condições em que as disposições do protocolo são aplicadas pelos participantes, tendo em conta a evolução dos preços do comércio internacional de cada um dos outros produtos do sector leiteiro, cujo comércio tem incidência sobre o comércio dos produtos referidos neste protocolo,               - o comité do protocolo relativo a matérias gordas lácteas possa acompanhar permanentemente a situação e a evolução do mercado internacional dos produtos referidos neste protocolo, bem como as condições em que as disposições do protocolo são aplicadas pelos participantes, tendo em conta a evolução dos preços do comércio internacional da cada um dos outros produtos do sector leiteiro, cujo comércio tem incidência sobre o comércio dos produtos referidos neste protocolo,               - o comité do protocolo relativo a certos queijos possa acompanhar permanentemente a situação e a evolução do mercado internacional dos produtos referidos neste protocolo, bem como as condições em que as disposições do protocolo são aplicadas pelos participantes, tendo em conta a evolução dos preços do comércio internacional de cada um dos outros produtos do sector leiteiro, cujo comércio tem incidência sobre o comércio dos produtos referidos neste protocolo.                          c) Reuniões ordinárias e extraordinárias  Cada comité reunir-se-á normalmente pelo menos uma vez por trimestre. Todavia, o presidente de cada comité pode, por sua própria iniciativa ou a pedido de um participante, convocar uma reunião extraordinária desse comité.           d) Decisões  Cada comité toma as suas decisões por consenso. Considera-se que um comité deliberou sobre uma questão que lhe foi submetida, se nenhum membro desse comité se opuser formalmente à aceitação de uma proposta.              PARTE IV DISPOSIÇÕES FINAIS  Artigo VIII 1. Aceitaçao (1)     a) O presente convénio está aberto à aceitação, através de assinatura ou de qualquer outro modo, dos governos membros da Organização das Nações Unidas ou de uma das suas agências especializadas e da Comunidade Económica Europeia.       b) Qualquer governo (2) que aceitar o presente convénio pode, aquando da aceitação, formular uma reserva quanto à aceitação de qualquer um dos protocolos anexos ao convénio. Esta reserva será sujeita à aprovação dos participantes.       c) O presente convénio será despositado junto do director-geral das Partes Contratantes no GATT que enviará, o mais rapidamente possível, a cada participante, uma cópia autenticada do convénio e uma notificação de cada aceitação. Os textos do convénio em língua francesa, inglesa e espanhola fazem igualmente fé;       d) A aceitação do presente convénio implica a denúncia do convénio relativo a certos lacticínios, feito em Genebra em 12 de Janeiro de 1970, que entrou em vigor em 14 de Maio de 1970, para os participantes que tenham aceitado este convénio, e a denúncia do protocolo relativo a matérias gordas lácteas, feito em Genebra em 2 de Abril de 1973 e que entrou em vigor em 14 de Maio de 1973, para os participantes que tenham aceitado este protocolo. Esta denúncia produzirá efeitos à data da entrada em vigor do presente convénio.        2. Aplicação provisória  Qualquer governo pode depositar junto do director-geral das Partes Contratantes no GATT uma declaração de aplicaçao provisória do presente convénio. Qualquer governo que deposite uma tal declaração aplicará provisoriamente o presente convénio e será considerado provisoriamente como participante no presente convénio.  3. Entrada em vigor    a) O presente convénio entrarà em vigor, para os participantes que o tiverem aceite, em 1 de Janeiro de 1980. Para os participantes que o aceitarem após essa data, entrará em vigor a partir da data da sua aceitação.       b) O presente convénio em nada afectará a validade dos contratos celebrados antes da sua entrada em vigor.        4. Período de validade  O período de validade do presente convénio é de três anos. Após cada período de três anos, será tacitamente prorrogado por um novo período de três anos, salve decisão em contrário do Conselho, tomada pelo menos oitenta dias antes do termo do período em curso.  5. Emendas  Excepto nos casos em que tiverem sido previstas outras disposições para introduzir alterações no presente convénio, o Conselho pode recomendar uma alteração das suas disposições. Qualquer alteração proposta entrará em vigor logo que os governos de todos os participantes a tiverem aceite.  6. Relação entre o convénio e os anexos  São considerados como parte integrante do presente convénio, sem prejuízo das disposições do nº 1, alínea b), do presente artigo:    - os protocolos, referidos no artigo VI do presente convénio e contidos nos anexos I, II e III;       - as listas dos pontos de referência, referidas no artigo 2º do protocolo relativo a certas espécies de leites em pó, no artigo 2º do protocolo relativo a matérias gordas lácteas e no artigo 2º do protocolo relativo a certos queijos, incluídas respectivamente nos Anexos I a, II a e III a;       - as listas das diferenças de preços segundo o teor de matérias gordas lácteas, referidas na nota 3 do nº 4 do artigo 3º do protocolo relativo a certas espécies de  (1) Os termos «aceitação» ou «aceite» que são utilizados no presente artigo compreendem o cumprimento de todos os procedimentos internos necessários à aplicação das disposições do presente convénio.  (2) Par efeitos do presente convénio, o termo «governo» compreende as autoridades competentes da Comunidade Económica Europeia.  leite em pó e na nota 1 do nº 4 do artigo 3º do protocolo relativo a matérias gordas lácteas, contidas respectivamente nos Anexos I b e II b;     - o registo dos procedimentos e disposições de controlo, referido no nº 5 do artigo 3º do protocolo relativo a certas espécies de leite em pó, contido no Anexo I c.  7. Relação entre o convénio e o GATT  Nada no presente convénio deve prejudicar os direitos e obrigações decorrentes para os participantes do GATT (1).  8. Denúncia    a) Qualquer participante pode denunciar o presente convénio. A denúncia produzirá efeitos após o termo de um prazo de sessenta dias a contar da data em que o director-geral das Partes Contratantes no GATT tiver recebido a notificação por escrito dessa denúncia.       b) Sem prejuízo das condições que possam vir a ser acordadas pelos participantes, qualquer participante pode denunciar qualquer um dos protocolos anexos ao presente convénio. A denúncia produzirá efeitos após o termo de um prazo de sessenta dias a contar da data em que o director-geral das Partes Contratantes no GATT tiver recebido notificação por escrito dessa denúncia.         (1) Esta disposição só se aplica entre participantes que são Partes Contratantes no GATT.   ANEXO I PROTOCOLO RELATIVO A CERTAS ESPÉCIES DE LEITE EM PÓ  PARTE I  Artigo 1º Produtos abrangidos  O presente Protocolo aplica-se ao leite e nata, em pó, da posição 04.02 da Nemenclatura do Conselho de Cooperação Aduaneira, com exclusão do soro.  PARTE II  Artigo 2º Produtos-piloto  Para efeitos do presente protocolo, são estabelecidos preços mínimos de exportação para os produtos-piloto que correspondem às definições seguintes: >PIC FILE= "T0018665">  >PIC FILE= "T0018666">    Artigo 3º Preçios mínimos  Nivel e respeito dos preços mínimos  1. Os participantes comprometem-se a adoptar as disposições necessárias para que os preços de exportação dos produtos definidos no artigo 2º do presente protocolo não sejam inferiores aos preços mínimos válidos por força do presente protocolo. Se os rodutos forem exportados sob a forma de mercadorias em que estejam incorporados, os participantes tomarão as medidas necessárias para evitar que as disposições do presente protocolo em matéria de preços sejam iludidas.  2.  a) Os níveis dos preços mínimos indicados no presente artigo têm particularmente em conta a situação existente no mercado, os preços dos lacticínios nos países produtores participantes, a necessidade de assegurar uma relação adequada entre os preços mínimos fixados nos protocolos anexos ao presente convénio, a necessidade da assegurar preços equitativos aos consumidores e o facto de ser desejável assegurar uma remuneração mínima aos produtores mais eficientes a fim de garantir uma estabilidade do abastecimento a longo prazo;   b) Os preços mínimos previstos no nº 1 do presente artigo, válidos à data da entrada em vigor do presente protocolo, são fixados em:    i) 425 dólares dos Estados Unidos por tonelada métrica para o leite desnatado em pó definido no artigo 2º do presente protocolo;       ii) 725 dólares dos Estados Unidos por tonelada métrica de leite inteiro em pó definido no artigo 2º do presente protocolo;        iii) 425 dólares dos Estados Unidos por tonelade métrica para o leitelho em pó definido no artigo 2º do presente protocolo.         3.  a) Os níveis dos preços mínimos fixados no presente artigo podem ser alterados pelo comité, tendo em conta, por um lado, os resultados da aplicação do protocolo e, por outro, a evolução do sítuação do mercado internacional;   b) Os níveis dos preços mínimos fixados no presente artigo serão examinados pelo comité pelo menos uma vez por ano. O comité reunir-se-á com esta finalidade em Setembro de cada ano. Neste exame, o comité terá nomeadamente em consideração, na medida adequada e necessária, os custos suportados pelos produtores, os outros factores económicos pertinentes do mercado mundial, a necessidade de assegurar uma remuneração mínima a longo prazo aos produtores mais eficientes, a necessidade de manter a estabilidade de abastecimento e de assegurar preços aceitáveis para os consumidores e a situação corrente do mercado e terá em consideração o facto de ser desejável melhorar a relação entre os níveis dos preços mínimos fixados no nº 2, alínea b), do presente artigo e os níveis de apoio dos preços dos lacticínios nos principais países produtores participantes.  Ajustamento dos preços mínimos  4. Se os produtos efectivamente exportados diferirem dos produtos-piloto no que diz respeito ao teor de matérias gordas, acondicionamento ou condições de venda, os preços mínimos serão ajustados em conformidade com as disposições seguintes, de forma a proteger os preços mínimos estabelecidos pelo presente protocolo relativamente aos produtos especificados no artigo 2º do presente protocolo.  - Teor de matérias gordas lácteas:  Se o teor de matérias gordas lácteas das espécies de leite em pó especificadas no artigo 1º do presente protocolo, com exclusão do leitelho em pó (1), diferir do teor de matérias gordas lácteas dos produtos-piloto, tal como definidos no nº 1, alíneas a) e b), do artigo 2º do presente protocolo, para cada ponto de percentagem, excluídas as décimas, de matérias gordas lácteas a partir de 2 por cento, o preço mínimo será ajustado para cima na proporção da diferença entre os preços mínimos estabelecidos para os produtos-piloto definidos no nº 1, alíneas a) e b), do artigo 2º do presente Protocolo (2).   - Acondicionamento:  Se os produtos forem apresentados de outra forma que não em embalagens normalmente utilizadas no comércio, de conteúdo mínimo de 25 kg de peso líquido, ou 50 libras de peso líquido, conforme os casos, os preços mínimos serão corrigidos da diferença de custo entre o acondicionamento utilizado e o que é especificado acima.   - Condições de venda:  Em relação às vendas que não sejam efectuadas FOB país exportador ou franco fronteira do país exportador  (3), os preços mínimos serão calculados com base nos preços FOB mínimos especificados no nº 2, alínea b), do presente artigo, acrescidos do custo real e justificado dos serviços prestados ; se as condições de venda incluírem um crédito, o custo deste será calculado com base nas taxas de juro comerciais em vigor no país em causa.  Exportações e importações de leite desnatado em pó e de leitelho em pó destinados à alimentação de animais  5. Em derrogação das disposições dos nºs 1 a 4 do presente artigo, os participantes podem, nas condições a seguir indicadas, exportar ou importar, conforme o caso, leite desnatado em pó e leitelho em pó para a alimentação de animais a preços inferiores aos preços mínimos estabelecidos nos termos do presente protocolo relativamente a esses produtos. Os participantes só podem fazer uso desta possibilidade, desde que submetam os produtos exportados ou importados aos procedimentos e disposições de controlo que serão aplicados no país de exportação ou de destino com vista a assegurar que o leite desnatado em pó e o leitelho em pó, desta forma exportados ou importados, sejam utilizados exclusivamente na alimentação de animais. Estes procedimentos e disposições de controlo devem ter sido aprovados pelo comité e consignados num registo por ele estabelecido (4). Os participantes que quiserem invocar as disposições do presente número, devem notificar, previamente, a sua intenção ao comité que se reunirá, a pedido de qualquer participante, para analisar a situação do mercado. Os participantes facultarão as informações necessárias respeitantes às suas transacções de leite desnatado em pó e de leitelho em pó destinados à alimentação de animais, a fim de dar ao comité a possibilidade de acompanhar a actividade deste  (1) Tal como é definido no nº 1, alínea c), do artigo 2º do presente protocolo.  (2) Ver Anexo I b) «Lista das diferenças de preços segundo o teor de matérias gordas lácteas».  (3) Ver artigo 2º  (4) Ver Anexo I c «Registo dos procedimentos e disposições de controlo». Entende-se que os exportadores serão autorizados a expedir, no seu estado inalterado, leite desnatado em pó e leitelho em pó para a alimentação de animais para os importadores que tiverem consignado no registo os seus procedimentos e disposições de controlo. Neste caso, os importadores darão a conhecer ao comité a sua intenção de expedir, no seu estado inalterado, leite desnatado em pó e/ou leitelho em pó para a alimentação de animais para os importadores cujos procedimentos e disposições de controlo estejam registados.  sector e fazer periodicamente previsões sobre a evolução deste comércio.  Condições especiais de venda  6. Os participantes comprometem-se, dentro do limite das possibilidades oferecidas pelas suas instituições, a velar no sentido de que práticas tais como as referidas no artigo 4º do presente protocolo não tenham como efeito directo ou indirecto a descida dos preços de exportação dos produtos a que se aplicam as disposições relativas aos preços mínimos para um nível inferior ao dos preços mínimos estabelecidos.  Âmbito de aplicação  7. Em relação a cada participante, o presente protocolo aplica-se às exportações dos produtos especificados no artigo 1º do presente protocolo que são fabricado ou reacondicionados no seu território aduaneiro.  Transacções que não sejam transacções comerciais normais  8. As disposições dos nºs 1 a 7 do presente artigo não se aplicam às exportações a título de doação a países em vias de desenvolvimento, nem às exportações com fins de assistência ou de desenvolvimento ligado à alimentação ou bem-estar social, para países em vias de desenvolvimento.   Artigo 4º Comunicação de informações  No caso em que os preços no comércio internacional dos produtos referidos no artigo 1º do presente protocolo se aproximen dos preços mínimos mencionados no nº 2, alínea b), do artigo 3º do presente protocolo, e sem prejuízo das disposições do artigo III do convénio, os participantes notificarão ao comité todos os elementos de apreciação da situação do seu mercado e, nomeadamente, as práticas de crédito ou de empréstimo, das semelhanças com outros produtos, as operações de troca, as operações triangulares, as restituições ou descontos, os contratos de exclusividade, os custos de acondicionamento e indicações relativas ao acondicionamento dos produtos, a fim de que o comité possa efectuar um controlo.   Artigo 5º Obrigações dos participantes exportadores  Os participantes exportadores acordam em fazer tudo o que estiver ao seu alcance, em conformidade com as suas possibilidades institucionais, de forma a satisfazer, prioritariamente, as necessidades comerciais normais dos participantes, importadores, em vias de desenvolvimento, em especial as suas necessidades de importação com fins de desenvolvimento ligado à alimentação ou com fins de bem-estar social.   Artigo 6º Cooperação dos participantes importadores  1. Os participantes que importam referidos no artigo 1º do presente protocolo comprometem-se, em especial:    a) A cooperar no sentido da realização do objectivo do presente protocolo em matéria de preços mínimos e a velar, na medida do possível, para que os produtos referidos no artigo 1º do presente protocolo não sejam importados a preços inferiores ao valor aduaneiro adequado equivalente aos preços mínimos fixados;       b) Sem prejuízo das disposições do artigo III do convénio e do artigo 4º do presente protocolo, a fornecer informações relativas às importações dos produtos referidos no artigo 1º do presente protocolo provenientes de países não participantes;       c) A examinar num espírito positivo as propostas de aplicação de medidas correctivas adequadas, no caso de importações realizadas a preços incompatíveis com os preços mínimos comprometerem a aplicação do presente protocolo.         2. O nº 1 do presente artigo não se aplica às importações de leite desnatado em pó e de leitelho em pó, destinados à alimentação de animais, desde que as referidas importações estejam sujeitas às medidas e procedimentos referidos no nº 5 do artigo 3º do presente protocolo.  PARTE III  Artigo 7º Derrogações  A pedido de um participante, o comité está habilitado a conceder derrogações às disposições dos nºs de 1 a 5 do artigo 3º do presente protocolo com o fim de sanar as dificuldades que o respeito dos preços mínimos possa causar a alguns participantes. O comité deve, nos três meses a contar do dia em que o pedido foi apresentado, pronunciar-se sobre esse pedido.   Artigo 8º Medidas de excepção  Qualquer participante que considere que os seus interesses estão gravemente ameaçados por um país não vinculado pelo presente protocolo pode pedir ao presidente do  comité para convocar, num prazo de dois dias úteis, uma reunião extraordinário do comité com o fim de determinar e decidir se será necessária a adopção de medidas para fazer face à situação. Se uma tal reunião não puder ser organizada num prazo de dois dias úteis e se os interesses comerciais do participante em causa estiverem em risco de sofrer um prejuízo grave, este participante pode tomar unilateralmente medidas com vista a salvaguardar a sua posição, sob condição de que qualquer outro participante susceptível de ser afectado seja desse facto imediatamente informado. O presidente do comité será também informado oficialmente e sem demora de todas as circunstâncias do processo, sendo-lhe solicitado que convoque, o mais rapidamente possível, o comité para uma reunião extraordinária.     ANEXO I a Lista dos pontos de referência  Em conformidade com as disposições do artigo 2º do presente protocolo, são designados os pontos de referência seguintes para os países a seguir mencionados: >PIC FILE= "T0018667">     ANEXO I b Lista das diferenças de preços segundo o teor de matérias gordas lácteas >PIC FILE= "T0018668">   >PIC FILE= "T0018669">     ANEXO I c Registo dos procedimentos e disposições de controlo  Em conformidade com as disposições do nº 5 do artigo 3º do presente Protocolo, são aprovados os procedimentos e disposições de controlo seguintes (1) para os participantes a seguir mencionados:  Austrália  Áustria  Canadá  Comunidades Económica Europeia  Espanha  Finlândia  Japâo  Noruega  Nova Zelândia  Suíça   (1) Não se referem aqui os procedimentos e disposições de controlo. Podem ser consultados no texto autenticado do Convénio Internacional relativo ao Sector Leiteiro que se encontra no Secretariado-Geral do Conselho das Comunidades Europeias.    ANEXO II PROTOCOLO RELATIVO ÀS MATÉRIAS GORDAS LÁCTEAS  PARTE I  Artigo 1º Produtos abrangidos  1. O presente protocolo aplica-se às matérias gordas lácteas da posição 04.03 da Nomenclatura do Conselho de Cooperação Aduaneira de teor, em peso, de matérias gordas lácteas igual ou superior a 50 %.  PARTE II  Artigo 2º Produtos-piloto  1. Para efeitos do presente protocolo, são estabelecidos preços mínimos de exportação para os produtos-piloto que correspondem às definições seguintes: >PIC FILE= "T0018670">    Artigo 3º Preços mínimos  Nível e respeito dos preços mínimos  1. Os participantes comprometem-se a adoptar as disposições necessárias para que os preços de exportação dos produtos definidos no artigo 2º do presente protocolo não sejam inferiores aos preços mínimos válidos por força do presente protocolo. Se os produtos forem exportados sob a forma de mercadorias em que estejam incorporados, os participantes tomarão as medidas necessárias para evitar que as disposições do presente protocolo em matéria de preços sejam iludidas.  2.  a) Os níveis dos preços mínimos indicados no presente artigo têm particularmente em conta a situação existente no mercado, os preços dos lacticínios nos países produtores participantes, a necessidade de assegurar uma relação adequada entre os preços mínimos fixados nos protocolos anexos ao presente convénio, a necessidade de assegurar preços equitativos aos consumidores e o facto de ser desejável assegurar uma remuneração mínima aos produtores mais eficientes a fim de garantir uma estabilidade do abastecimento a longo prazo;   b) Os preços mínimos previstos no nº 1 do presente artigo, válidos à data da entrada em vigor do presente protocolo, são fixados em:    i) 1 100 dólares dos Estados Unidos por tonelada métrica para as matérias gordas lácteas anidras definidas no artigo 2º do presente protocolo;       ii) 925 dólares dos Estados Unidos por tonelada métrica de manteiga definida no artigo 2º do presente protocolo.         3.  a) Os níveis dos preços mínimos fixados no presente artigo podem ser alterados pelo comité, tendo em conta, por um lado, os resultados da aplicação do protocolo e, por outro, a evolução da situação do mercado internacional;   b) Os níveis dos preços mínimos fixados no presente artigo serão examinados pelo comité pelo menos uma vez por ano. O comité reunir-se-á com esta finalidade em Setembro de cada ano. Neste exame, o comité terá nomeadamente em consideração, na  medida adequada e necessária, os custos suportados pelos produtores, os outros factores económicos pertinentes do mercado mundial, a necessidade de assegurar uma remuneração mínima a longo prazo aos produtores mais eficientes, a necessidade de manter a estabilidade de abastecimento e de assegurar preços aceitáveis para os consumidores e a situação corrente do mercado e terá em consideração o facto de ser desejável melhorar a relação entre os níveis dos preços mínimos fixados no nº 2, alínea b), do presente artigo e os níveis de apoio dos preços dos lacticínios nos principais países produtores participantes.  Ajustamento dos preços mínimos  4. Se os produtos efectivamente diferirem dos produtos-piloto no que diz respeito ao teor de matérias gordas, acondicionamento ou condições de venda, os preços mínimos serão ajustados em conformidade com as disposições seguintes, de forma a proteger os preços mínimos establecidos pelo presente protocolo relativamente aos produtos especificados no artigo 2º do presente protocolo.   - Teor de matérias gordas lácteas:  Se o teor de matérias gordas lácteas do produto especificado no artigo 1º do presente protocolo diferir do teor de matérias gordas lácteas dos produtos-piloto, tal como definidos no artigo 2º do presente protocolo, e se for igual ou superior a 82 % ou inferior a 80 %, o preço mínimo desse produto será, para cada ponto de percentagem, excluídas as décimas, de matérias gordas lácteas acima ou abaixo de 80 %, aumentado ou diminuído na proporção da diferença entre os preços mínimos estabelecidos para os produtos-piloto definidos no artigo 2º do presente protocolo (1).   - Acondicionamento:  Se os produtos forem apresentados de outra forma que não em embalagens normalmente utilizadas no comércio, de conteúdo mínimo de 25 kg de peso líquido, ou 50 libras de peso líquido, conforme os casos, os preços mínimos serão corrigidos da diferença de custo entre o acondicionamento utilizado e o que é especificado acima.   - Condições de venda:  Em relação às vendas que não sejam efectuadas FOB país exportador ou franco fronteira do país exportador  (2), os preços mínimos serão calculados com base nos preços FOB mínimos especificados no nº 2, alínea b) do presente artigo, acrescidos do custo real e justificado dos serviços prestados ; se as condições de venda incluírem um crédito, o custo deste será calculado com base nas taxas de juro comerciais em vigor no país em causa.  Condições especiais de venda  5. Os participantes comprometem-se, dentro do limite das possibilidades oferecidas pelas suas instituições, a velar no sentido de que práticas tais como as referidas no artigo 4º do presente Protocolo não tenham como efeito directo ou indirecto a descida dos preços de exportação dos produtos a que se aplicam as disposições relativas aos preços mínimos para um nível inferior ao dos preços mínimos estabelecidos.  Âmbito de aplicação  6. Em relação a cada participante, o presente protocolo aplica-se às exportações dos produtos especificados no artigo 1º do presente protocolo que são fabricados ou reacondicionados no seu território aduaneiro. Transacções que não sejam das transacções comerciais normais  7. As disposições dos nºs 1 a 6 do presente artigo não se aplicam às exportações a título de doação a países em vias de desenvolvimento, nem às exportações com fins de assistência ou de desenvolvimento ligado à alimentação ou bem-estar social, para países em vias de desenvolvimento.   Artigo 4º Comunicação de informações  No caso em que os preços no comércio internacional dos produtos referidos no artigo 1º do presente protocolo se aproximen dos preços mínimos mencionados no nº 2, alínea b), do artigo 3º do presente protocolo, e sem prejuízo das disposições do artigo III do convénio, os participantes notificarão ao comité todos os elementos de apreciação da situação do seu mercado e, nomeadamente, as práticas de crédito ou de empréstimo, as semelhanças com outros produtos, as operações de troca, as operações triangulares, as restituições ou descontos, os contratos de exclusividade, os custos de acondicionamento e indicações relativas ao acondicionamento dos produtos, a fim de que o comité possa efectuar um controlo.   Artigo 5º Obrigações dos participantes exportadores  Os participantes exportadores acordam em fazer tudo o que estiver ao seu alcance, em conformidade com as suas  (1) Ver Anexo II b «Lista das diferenças de preços segundo o teor de matérias gordas lácteas».  (2) Ver artigo 2º  possibilidades institucionais, de forma a satisfazer, prioritariamente, as necessidades comerciais normais dos participantes, importadores, em vias de desenvolvimento, em especial as suas necessidades de importação com fins de desenvolvimento ligado à alimentação ou com fins de bem-estar social.   Artigo 6º Cooperação dos participantes importadores  1. Os participantes que importam produtos referidos no artigo 1º do presente protocolo comprometem-se, em especial:    a) A cooperar no sentido da realização do objectivo do presente protocolo em matéria de preços mínimos e a velar, na medida do possível, para que os produtos referidos no artigo 1º do presente protocolo não sejam importados a preços inferiores ao valor aduaneiro adequado equivalente aos preços mínimos fixados;       b) Sem prejuízo das disposições do artigo III do convénio e do artigo 4º do presente protocolo, a fornecer informações relativas à importações dos produtos referidos no artigo 1º do presente protocolo provenientes de países não participantes;       c) A examinar num espírito positivo as propostas de aplicação de medidas correctivas adequadas, no caso de importações realizadas a preços incompatíveis com os preços mínimos comprometerem a aplicação do presete protocolo.  PARTE III  Artigo 7º Derrogações  1. A pedido de um participante, o comité está habilitado a conceder derrogações às disposições dos nºs 1 a 4 do artigo 3º do presente protocolo com o fim de sanar as dificuldades que o respeito dos preços mínimos possa causar a alguns participantes. O comité deve, nos três meses a contar do dia em que o pedido foi apresentado, pronunciar-se sobre esse pedido.   Artigo 8º Medidas de excepção  Qualquer participante que considere que os seus interesses estão gravemente ameaçados por um país não vinculado pelo presente protocolo pode pedir ao presidente do comité para convocar, num prazo de dois dias úteis, uma reunião extraordinária do comité com o fim de determinar e decidir se será necessária a adopção de medidas para fazer face à situação. Se uma tal reunião não puder ser organizada num prazo de dois dias úteis e se os interesses comerciais do participante em causa estiverem em risco de sofrer um prejuízo grave, este participante pode tomar unilateralmente medidas com vista a salvaguardar a sua posição, sob condição de que qualquer outro participante susceptível de ser afectado seja desse facto imediatamente informado. O presidente do comité será também informado oficialmente e sem demora de todas as circunstâncias do processo, sendo-lhe solicitado que convoque, o mais rapidamente possível, o comité para uma reunião extraordinária.     ANEXO II a Lista dos pontos de referência  Em conformidade com as disposições do artigo 2º do presente protocolo, são designados os pontos de referência seguintes para os países a seguir mencionados: >PIC FILE= "T0018671">      ANEXO II b Lista das diferenças de preços segundo o teor de matérias gordas lácteas  >PIC FILE= "T0018672">     ANEXO III PROTOCOLO RELATIVO A CERTOS QUEIJOS  PARTE I  Artigo 1º Produtos abrangidos  1. O presente protocolo aplica-se aos queijos referidos na posição 04.04 da Nomenclatura do Conselho de Cooperação Aduaneira, cujo teor de matérias gordas, em peso da matéria seca, é igual ou superior a 45 % e cujo teor, em peso de matéria seca é igual ou superior a 50 %.  PARTE II   Artigulo 2º  Produto-piloto  1. Para efeitos do presente protocolo, é estabelecido um preço mínimo de exportação para o produto-piloto correspondente à definição seguinte. >PIC FILE= "T0018673">    Artigo 3º Preço mínimo  Nível e respeito do preço mínimo  1. Os participantes comprometem-se a adoptar as disposições necessárias para que os preços de exportação dos produtos definidos nos artigos 1º e 2º do presente Protocolo não sejam inferiores aos preços mínimos válidos por força do presente Protocolo. Se os produtos forem exportados sob a forma de mercadorias em que estejam incorporados, os participantes tomarão as medidas necessárias para evitar que as disposições presente protocolo em matéria de preços sejam iludidas.  2.  a) El nível do preço mínimo indicado no presente artigo terá particularmente em conta a situação existente no mercado, os preços dos lacticínios nos países produtores participantes, a necessidade de assegurar uma relação adequada entre os preços mínimos fixados nos protocolos anexos ao presente convénio, a necessidade de assegurar preços equitativos aos consumidores e o facto de ser desejável assegurar uma remuneração mínima aos produtores mais eficientes a fim de garantir uma estabilidade do abastecimento a longo prazo;   b) O preço mínimo previsto no nº 1 do presente artigo, válido à data da entrada em vigor do presente protocolo, é fixado em 800 dólares dos Estados Unidos por tonelada métrica.  3.  a) O nível do preço mínimo fixado no presente artigo pode ser alterado pelo comité, tendo em conta, por um lado, os resultados da aplicação do protocolo e, por outro, a evolução da situação do mercado internacional;   b) o nível do preço mínimo fixado no presente artigo será examinado pelo comité pelo menos uma vez por ano. O comité reunir-se-á com esta finalidade em Setembro de cada ano. Neste exame, o comité terá nomeadamente em consideração, na medida adequada e necessária, os custos suportados pelos produtores, os outros factores económicos pertinentes do mercado mundial, a necessidade de assegurar uma remuneração mínima a longo prazo aos produtores mais eficientes, a necessidade de manter a estabilidade de abastecimento e de assegurar preços aceitáveis para os consumidores e a situação corrente do mercado e terá em consideração o facto de ser desejável melhorar a relação entre os níveis dos preços mínimos fixados no nº 2, alínea b), do presente artigo e os níveis de apoio dos preços dos lacticínios nos principais países produtores participantes.   Ajustamento do preço mínimo  4. Se os produtos efectivamente exportados diferirem do produto-piloto no que diz respeito ao acondicionamento ou condições de venda, o preço mínimo será ajustado em conformidade com as disposições seguintes, de forma a proteger o preço mínimo estabelecido pelo presente Protocolo.   - Acondicionamento:  Se os produtos forem apresentados de outra forma que não nas embalagens especificadas no nº 1 do artigo 2º, o preço mínimo será corrigido da diferença de custo entre o acondicionamento utilizado e o que é especificado acima.   - Condições de venda:  Em relação às vendas que não sejam efectuadas FOB país exportador ou franco-fronteira do país exportador  (1), o preço mínimo será calculado com base no preço FOB mínimo especificado no nº 2, alínea b), do presente artigo, acrescido do custo real e justificado dos serviços prestados ; se as condições de venda incluírem um crédito, o custo deste será calculado com base nas taxas de juro comerciais em vigor no país em causa.  Condições especiais de venda  5. Os participantes comprometem-se, dentro do limite das possibilidades oferecidas pelas suas instituições, a velar no sentido de que práticas tais como as referidas no artigo 4º do presente protocolo não tenham como efeito directo ou indirecto a descida dos preços de exportação dos produtos a que se aplicam as disposições relativas ao preço mínimo para um nível inferior ao do preço mínimo estabelecido.  Âmbito de aplicação  6. Em relação a cada participante, o presente protocolo aplica-se às exportações dos produtos especificados no artigo 1º do presente protocolo que são fabricados ou reacondicionados no seu território aduaneiro.  Transacções que não sejam transacções comerciais normais  7. As disposições dos nºs 1 a 6 do presente artigo não se aplicam às exportações a título de doação a países em vias de desenvolvimento, nem às exportaçõe com fins de assistência ou desenvolvimento ligado à alimentação ou bem-estar social, para países em vias de desenvolvimento.   Artigo 4º Comunicação de informações  No caso em que os preços no comércio internacional dos produtos referidos no artigo 1º do presente protocolo se aproximen do preço mínimo mencionado no nº 2, alínea b), do artigo 3º do presente Protocolo, e sem prejuízo das disposições do artigo III do convénio, os participantes notificarão ao comité todos os elementos de apreciação da situação do seu mercado e, nomeadamente, as práticas de crédito ou de empréstimo, as semelhanças com outros produtos, as operações de troca, as operações triangulares, as restituições ou descontos, os contratos de exclusividade, os custos de acondicionamento e indicações relativas ao acondicionamento dos produtos, a fim de que o comité possa efectuar um controlo.   Artigo 5º Obrigações dos participantes exportadores  Os participantes exportadores acordam em fazer tudo o que estiver ao seu alcance, em conformidade com as suas possibilidades institucionais, de forma a satisfazer, prioritariamente, as necessidades comerciais normais dos participantes, importadores, em vias de desenvolvimento, em especial as suas necessidades de importação com fins de desenvolvimento ligado à alimentação ou com fins de bem estar-social.   Artigo 6º Cooperação dos participantes importadores  1. Os participantes que importam produtos referidos no artigo 1º do presente Protocolo comprometem-se, em especial:    a) A cooperar no sentido da realização do objectivo do presente protocolo em matéria de preço mínimo e a velar, na medida do possível, para que os produtos referidos no artigo 1º do presente protocolo não sejam importados a preço inferior ao valor aduaneiro adequado equivalente ao preço mínimo fixado;       b) Sem prejuízo das disposições do artigo III do convénio e do artigo 4º do presente protocolo, a fornecer informações relativas às importações dos produtos referidos no artigo 1º do presente protocolo provenientes de países não participantes;       c) A examinar num espírito positivo as propostas de aplicação de medidas correctivas adequadas, no caso de importações realizadas a preços incompatíveis com o preço mínimo comprometerem a aplicação do presente protocolo.          (1) Ver artigo 2º  PARTE III  Artigo 7º Derrogações  1. A pedido de um participante, o comité está habilitado a conceder derrogações às disposições dos nºs 1 a 4 do artigo 3º do presente Protocolo com o fim de sanar as dificuldades que o respeito do preço mínimo possa causar a alguns participantes. O comité deve, nos trinta dias a contar do dia em que o pedido foi apresentado, pronunciar-se sobre esse pedido.  2. As disposições dos nºs 1 a 4 do artigo 3º não se aplicam às exportações, em circunstâncias excepcionais, de pequenas quantidades de queijos naturais, não elaborados, que são de qualidade inferior à qualidade normal para a exportação na sequência de degradação ou defeitos de fabrico. Os participantes que exportam tais queijos notificarão previamente ao Secretariado do GATT a sua intenção de os exportar. Por outro lado, os participantes notificarão trimestralmente ao comité todas as vendas de queijo que tiverem realizado nos termos do presente número, indicando para cada transacção as quantidades, os preços e os destinos.   Artigo 8º Medidas de excepção  Cualquer participante que considere que os seus interesses estão gravemente ameaçados por um país não vinculado pelo presente protocolo pode pedir ao presidente do comité para convocar, num prazo de dois dias úteis, uma reunião extraordinária do comité com o fim de determinar e decidir se será necessária a adopção de medidas para fazer face à situação. Se uma tal reunião não puder ser organizada num prazo de dois dias úteis e se os interesses comerciais do participante em causa estiverem em risco de sofrer um prejuízo grave, este participante pode tomar unilateralmente medidas com vista a salvaguardar a sua posição, sob condição de que qualquer outro participante susceptível de ser afectado seja desse facto imediatamente informado. O presidente do comité será também informado oficialmente e sem demora de todas as circunstâncias do processo, sendo-lhe solicitado que convoque, o mais rapidamente possível, o comité para uma reunião extraordinária.     ANEXO III a Lista dos pontos de referência  Em conformidade com as disposições do artigo 2º do presente protocolo, são designados os pontos de referência seguintes para os países a seguir mencionados: >PIC FILE= "T0018674">