CELEX: 42006X1227(06)
Language: pt
Date: 2006-12-27 00:00:00
Title: Regulamento n. o 83 da Comissão Económica para a Europa da Organização das Nações Unidas (UN/ECE) — Prescrições uniformes relativas à homologação de veículos no que respeita à emissão de poluentes em conformidade com as exigências do motor em matéria de combustível

27.12.2006         PT                             Jornal Oficial da União Europeia                          L 375/243
                         Regulamento n.º 83 da Comissão Económica para a Europa da
                    Organização das Nações Unidas (UN/ECE) — Prescrições uniformes
                       relativas à homologação de veículos no que respeita à emissão de
                   poluentes em conformidade com as exigências do motor em matéria de
                                                           combustível
                                                            3.ª revisão
    Contém todo o texto válido até:
    Contém todo o texto válido até à série 05 de alterações - Data de entrada em vigor: 29 de Março de 2001
    Suplemento 1 à série 05 de alterações - Data de entrada em vigor: 12 de Setembro de 2001
    Suplemento 2 à série 05 de alterações - Data de entrada em vigor: 21 de Fevereiro de 2002
    Corrigenda 1 à série 05 de alterações sujeita à notificação depositária C.N.111.2002.TREATIES-1,
     de 8 de Fevereiro de 2002
    Corrigenda 2 à série 05 de alterações sujeita à notificação depositária C.N.883.2003.TREATIES-1,
     de 2 de Setembro de 2003
    Suplemento 3 à série 05 de alterações - Data de entrada em vigor: 27 de Fevereiro de 2004
    Suplemento 4 à série 05 de alterações - Data de entrada em vigor: 12 de Agosto de 2004
    Corrigenda 3 à série 05 de alterações sujeita à notificação depositária C.N.1038.2004.TREATIES-1,
     de 4 de Outubro de 2004
    Suplemento 5 à série 05 de alterações - Data de entrada em vigor: 4 de Abril de 2005
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/244                 Rev.1/Add.82/Rev.3
                                         Jornal Oficial da União Europeia                        27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   Página 2
   1.             ÂMBITO DE APLICAÇÃO
   1.1.           O presente regulamento é aplicável: 1/
   1.1.1.         às emissões de escape à temperatura ambiente normal e a baixas temperaturas
                  ambientes, às emissões por evaporação, às emissões de gases do cárter, à
                  durabilidade dos dispositivos de controlo da poluição e aos sistemas de diagnóstico a
                  bordo (OBD) destinados a veículos a motor equipados com motores de ignição
                  comandada com, pelo menos, quatro rodas;
   1.1.2.         às emissões de escape, à durabilidade dos dispositivos antipoluição e aos sistemas de
                  diagnóstico a bordo (OBD) de veículos das categorias M e N equipados com
                                                                                1    1
                  motores de ignição por compressão com, pelo menos, quatro rodas e cuja massa
                  máxima não seja superior a 3 500 kg;
   1.1.3.         às emissões de escape à temperatura ambiente normal e a baixas temperaturas
                  ambientes, às emissões por evaporação, às emissões de gases do cárter, à
                  durabilidade dos dispositivos de controlo da poluição e aos sistemas de diagnóstico a
                  bordo (OBD) de veículos híbridos eléctricos (VHE) equipados com motores de
                  ignição comandada com, pelo menos, quatro rodas;
   1.1.4.         às emissões de escape, à durabilidade dos dispositivos antipoluição e aos sistemas de
                  diagnóstico a bordo (OBD) de veículos híbridos eléctricos das categorias M e N 1     1
                  equipados com motores de ignição por compressão com, pelo menos, quatro rodas e
                  cuja massa máxima não seja superior a 3 500 kg.
   1.1.5.         Não é aplicável a:
                  -       veículos cuja massa máxima seja inferior a 400 kg e a veículos cuja
                          velocidade máxima por construção seja inferior a 50 km/h;
                  -       veículos cuja massa sem carga não seja superior a 400 kg se destinados a
                          transportar passageiros ou 550 kg se destinados a transportar mercadorias e
                          com potência máxima do motor não superior a 15 kW.
   1.1.6.         A pedido dos fabricantes, a homologação nos termos do presente regulamento pode
                  alargar-se de veículos das categorias M ou N equipados com motores de ignição
                                                                1        1
                  por compressão já homologados a veículos das categorias M e N cuja massa de
                                                                                  2    2
                  referência não exceda 2 840 kg e que satisfaçam as condições do ponto 7 (extensão
                  da homologação).
   1/ Categorias de veículos tal como definidas no anexo 7 da Resolução consolidada sobre a
   construção de veículos (R.E.3) (documento TRANS/WP.29/78/Rev. 1/Alteração 2).
 ---pagebreak--- 27.12.2006 PT
                                                         E/ECE/324
                                      Jornal Oficial da União Europeia      Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/245
                                                         E/ECE/TRANS/505
                                                         Regulamento n.º 83
                                                         página 3
    1.1.7.   Não são abrangidos pelo presente regulamento os veículos da categoria N equipados
             com motores de ignição por compressão ou de ignição comandada, alimentados a
             GN ou GPL, desde que tenham sido homologados em conformidade com o
             Regulamento n.º 49, com a redacção que lhe foi dada pela mais recente série de
             alterações.
    1.2.     O presente regulamento não se aplica a veículos equipados com motores de ignição
             comandada, alimentados a GN ou GPL, utilizados em veículos da categoria M cuja  1
             massa máxima seja superior a 3 500 kg, M , M , N , N abrangidos pelo
                                                                       2  3  2   3
             Regulamento n.º 49.
    2.       DEFINIÇÕES
             Para efeitos do disposto no presente regulamento, entende-se por:
    2.1.     «Modelo de veículo», uma categoria de veículos a motor que não difiram entre si em
             aspectos essenciais como:
    2.1.1.    inércia equivalente, determinada em função da massa de referência, conforme
              previsto no ponto 5.1. do anexo 4 e
    2.1.2.   as características do motor e do veículo, conforme definidas no anexo 1;
    2.2.     «Massa de referência», a «massa sem carga» do veículo, acrescida de uma massa fixa
             de 100 kg para os ensaios previstos nos anexos 4 e 8,
    2.2.1.   «Massa sem carga», a massa do veículo em ordem de marcha sem condutor, sem
             passageiros e sem carga, mas com o reservatório de combustível cheio a 90 % da sua
             capacidade, as ferramentas habituais e a roda sobresselente, se aplicável;
    2.3.     «Massa máxima», a massa máxima tecnicamente admissível declarada pelo
             fabricante (e que pode ser superior à massa máxima autorizada pelas autoridades
             nacionais);
    2.4.     «Poluentes gasosos», as emissões de escape de monóxido de carbono, óxidos de
             azoto, expressos em equivalente de dióxido de azoto (NO ), e hidrocarbonetos,
                                                                               2
             pressupondo-se uma razão de:
             -C  1H no que diz respeito à gasolina;
                    1.85
             -C  1H no que diz respeito ao combustível para motores Diesel;
                    1.86
             -C  1H 2.525 no que diz respeito ao GPL;
             -C  1H no que diz respeito ao GN;
                    4
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/246                Rev.1/Add.82/Rev.3
                                        Jornal Oficial da União Europeia                      27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   Página 4
   2.5.         «Partículas poluentes», os componentes dos gases de escape removidos dos gases de
                escape diluídos à temperatura máxima de 325 K (52 °C) por intermédio dos filtros
                descritos no anexo 4;
   2.6.         «Emissões de escape»:
                -      no que respeita aos motores de ignição comandada, a emissão de poluentes
                gasosos,
                -      no que respeita aos motores de ignição por compressão, a emissão de poluentes
                       gasosos e de partículas poluentes;
   2.7.         «Emissões por evaporação», os vapores de hidrocarbonetos que se escapam do
                sistema de alimentação de combustível de um veículo a motor que não sejam
                provenientes de emissões de escape;
   2.7.1.       «Perdas por ventilação do reservatório», emissões de hidrocarbonetos causadas por
                mudanças da temperatura no reservatório de combustível (pressupondo-se uma razão
                de C H );
                     1  2.33
   2.7.2.       «Perdas por impregnação a quente», as emissões de hidrocarbonetos provenientes do
                sistema de combustível de um veículo estacionário após um dado período de
                condução (pressupondo-se uma razão de C H );     1   2.20
   2.8.         «Cárter do motor», o conjunto dos espaços existentes quer no motor, quer no exterior
                deste último, e ligados ao carter do óleo por passagens internas ou externas pelas
                quais os gases e os vapores se podem escapar;
   2.9.         «Dispositivo de arranque a frio», um dispositivo que enriquece temporariamente a
                mistura ar/combustível dos motores, contribuindo assim para o arranque do motor;
   2.10.        «Dispositivo auxiliar de arranque», um dispositivo que facilita o arranque do motor
                sem que haja enriquecimento da mistura ar/combustível, nomeadamente velas de
                pré-aquecimento, modificação da regulação da injecção, etc.;
   2.11.        «Cilindrada do motor»:
   2.11.1.      no que respeita aos motores de êmbolos de movimento alternado, a cilindrada
                nominal do motor;
   2.11.2.      no que respeita aos motores de êmbolos rotativos (Wankel), o dobro da cilindrada
                nominal de uma câmara de combustão por êmbolo;
   2.12.        «Dispositivos de controlo da poluição», os componentes do veículo que controlam
                e/ou limitam as emissões de escape e por evaporação;
 ---pagebreak--- 27.12.2006  PT
                                                        E/ECE/324
                                     Jornal Oficial da União Europeia      Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/247
                                                        E/ECE/TRANS/505
                                                        Regulamento n.º 83
                                                        página 5
    2.13.     «OBD», um sistema de diagnóstico a bordo utilizado no controlo das emissões e
              capaz de identificar a origem provável das anomalias verificadas por meio de códigos
              de anomalia armazenados na memória de um computador;
    2.14.     «Ensaio em circulação», os ensaios e avaliações da conformidade efectuados em
              conformidade com o ponto 8.2.1. do presente regulamento;
    2.15.     «Devidamente manutencionados e utilizados», para efeitos dos veículos de ensaio,
              significa que esses veículos satisfazem os critérios para a aceitação de um veículo
              seleccionado estabelecidos no ponto 2 do apêndice 3 do presente regulamento;
    2.16.     «Dispositivo manipulador» (defeat device), qualquer elemento sensível à
              temperatura, à velocidade do veículo, à rotação do motor, às mudanças de
              velocidade, à força de aspiração ou a qualquer outro parâmetro e destinado a activar,
              modular, atrasar ou desactivar o funcionamento de qualquer parte do sistema de
              controlo das emissões, de forma a reduzir a eficácia desse sistema em circunstâncias
              que seja razoável esperar que se verifiquem durante o funcionamento e a utilização
              normal do veículo. Esse elemento não será considerado como dispositivo
              manipulador se:
    2.16.1.   se justificar a necessidade desse dispositivo para proteger o motor de danos ou
              acidentes e para garantir um funcionamento seguro do veículo; ou
    2.16.2.   se esse dispositivo não funcionar para além do necessário ao arranque do motor; ou
    2.16.3.   se as condições estiverem substancialmente incluídas nos processos de ensaio de
              Tipo I ou de Tipo VI.
    2.17.     «Família de veículos», um grupo de modelos de veículos identificado por um veículo
              precursor para efeitos do disposto no anexo 12;
    2.18.     «Exigências do motor em matéria de combustível», o tipo de combustível
              normalmente utilizado pelo motor:
              - gasolina;
              - GLP (gás de petróleo liquefeito);
              - GN (gás natural);
              - ou gasolina ou GPL;
              - ou gasolina ou GN;
              - combustível para motores Diesel;
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/248                 Rev.1/Add.82/Rev.3
                                         Jornal Oficial da União Europeia                        27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   Página 6
   2.19.         «Homologação de um veículo», a homologação de um modelo de veículo no que se
                 refere à limitação das seguintes condições: 1/
   2.19.1.       limitação das emissões de escape do veículo, das emissões por evaporação, das
                 emissões de gases do cárter, da durabilidade dos dispositivos de controlo da poluição,
                 das emissões poluentes do arranque a frio e dos sistemas de diagnóstico a bordo
                 (OBD) de veículos alimentados com gasolina sem chumbo ou que podem ser
                 alimentados tanto com gasolina sem chumbo como com GPL ou GN (homologação
                 B);
   2.19.2.       limitação das emissões de gases e partículas poluentes, durabilidade dos dispositivos
                 de controlo da poluição e dos sistemas de diagnóstico a bordo (OBD) de veículos
                 alimentados com combustível para motores a diesel (homologação C);
   2.19.3.       limitação das emissões de poluentes gasosos pelo motor, das emissões de gases do
                 cárter, da durabilidade dos dispositivos de controlo da poluição, das emissões do
                 arranque a frio e dos sistemas de diagnóstico a bordo (OBD) de veículos alimentados
                 com GPL ou GN (homologação D);
   2.20.         «Sistema de regeneração periódica», um dispositivo antipoluição (por exemplo,
                 catalisador, colector de partículas) que requer um processo de regeneração periódica
                 em menos de 4 000 km de operação normal do veículo. Durante os ciclos em que a
                 regeneração se processa, os limites de emissão podem ser ultrapassados. Se a
                 regeneração de um dispositivo antipoluição ocorrer pelo menos uma vez por ensaio
                 de Tipo I e já tiver ocorrido pelo menos uma regeneração durante o ciclo de
                 preparação do veículo, tal será considerado como um sistema de regeneração
                 contínua que não necessita de um procedimento de ensaio especial. O anexo 13 não
                 é aplicável a sistemas de regeneração contínua.
                 A pedido do fabricante, o procedimento de ensaio específico para os sistemas de
                 regeneração periódica não é aplicado a um dispositivo de regeneração se o fabricante
                 apresentar dados à entidade homologadora do modelo que demonstrem que, durante
                 os ciclos em que ocorre a regeneração, as emissões não excedem o valor declarado
                 no ponto 5.3.1.4. referente à categoria de veículo em causa, após acordo do serviço
                 técnico.
   1/ Homologação A cancelada. A série 05 de alterações do presente regulamento proíbe a utilização
   de gasolina com chumbo.
 ---pagebreak--- 27.12.2006     PT
                                                            E/ECE/324
                                         Jornal Oficial da União Europeia      Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/249
                                                            E/ECE/TRANS/505
                                                            Regulamento n.º 83
                                                            página 7
    2.21.        Veículos híbridos (VH)
    2.21.1.      Definição geral de veículos híbridos (VH):
                 Por «veículo híbrido (VH)» entende-se, um veículo equipado com, pelo menos, dois
                 conversores de energia diferentes e dois sistemas diferentes de armazenagem de
                 energia (no veículo) para assegurar a sua propulsão.
    2.21.2.      Definição geral de veículos híbridos eléctricos (VHE):
                 Por «veículo híbrido eléctrico (VHE)» entende-se, um veículo cuja propulsão
                 mecânica é assegurada pela energia proveniente das duas fontes (a bordo do veículo)
                 de energia seguintes:
                 -    um combustível;
                 -    um dispositivo de armazenagem de energia/potência eléctrica (por exemplo,
                      bateria, condensador, volante/gerador, etc.).
    2.22.         Por «veículo monocombustível» entende-se, um veículo concebido essencialmente
                  para funcionar permanentemente com GPL ou GN, mas que também pode ter um
                  sistema de gasolina para emergências ou arranque apenas, não podendo o seu
                  reservatório de gasolina conter mais de 15 litros;
    2.23.        Por «veículo bicombustível» entende-se, um veículo que pode funcionar a tempo
                 parcial com gasolina e, também a tempo parcial, com GPL ou com GN.
    3.           PEDIDO DE HOMOLOGAÇÃO
    3.1.         O pedido de homologação de um modelo de veículo, no que diz respeito às emissões
                 de escape, às emissões de gases do cárter, às emissões por evaporação e à
                 durabilidade dos dispositivos de controlo da poluição, bem como ao sistema de
                 diagnóstico a bordo (OBD), deve ser apresentado pelo fabricante do veículo ou pelo
                 seu mandatário.
    3.1.1.       Quando o pedido disser respeito a um sistema de diagnóstico a bordo (OBD) deve ser
                 acompanhado das informações adicionais exigidas no ponto 4.2.11.2.7 do anexo 1, e
                 ainda de:
    3.1.1.1.     uma declaração do fabricante indicando:
    3.1.1.1.1.   no caso dos veículos equipados com motor de ignição comandada, a percentagem de
                 falhas da ignição, dentro de um total de ignições, que teria dado origem a emissões
                 acima dos limites fixados no ponto 3.3.2 do anexo 11, se essa percentagem de falhas
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/250               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                       Jornal Oficial da União Europeia                          27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   Página 8
                tivesse existido desde o início de um ensaio de Tipo I, em conformidade com o
                descrito no ponto 5.3.1 do anexo 4;
   3.1.1.1.2.   No caso dos veículos equipados com um motor de ignição comandada, a
                percentagem de falhas de ignição no total de ignições que pode provocar um
                sobreaquecimento do(s) catalisador(es) de escape e, seguidamente, causar danos
                irreversíveis;
   3.1.1.2.     uma descrição escrita pormenorizada e completa das características de
                funcionamento do sistema OBD, incluindo uma lista de todas as partes pertinentes do
                sistema de controlo das emissões do veículo - designadamente sensores, actuadores e
                componentes - monitorizadas pelo sistema OBD;
   3.1.1.3.     uma descrição do indicador de anomalias utilizado pelo sistema OBD para assinalar
                ao condutor do veículo a presença de uma avaria;
                cópias de outras homologações, com as respectivas datas, para permitir a extensão
                dessas homologações;
   3.1.1.4.     se aplicável, os pormenores relativos à família do veículo, tal como referido no anexo
                11, apêndice 2.
   3.1.2.       Para os ensaios descritos no ponto 3 do anexo 11, deve ser apresentado ao serviço
                técnico responsável pelo ensaio de homologação um veículo representativo do
                modelo ou família de veículos em causa, equipado com o sistema OBD. Se o serviço
                técnico considerar que o veículo apresentado não representa inteiramente o modelo
                ou família de veículos descrito no apêndice 2 do anexo 11, deve ser apresentado para
                ensaio, nos termos do ponto 3 do anexo 11, um veículo alternativo e, se necessário,
                um veículo suplementar.
   3.2.         Um modelo da ficha de informações relativa às emissões de escape, às emissões por
                evaporação, à durabilidade e ao sistema de diagnóstico a bordo (OBD) figura no
                anexo 1. As informações enunciadas no ponto 4.2.11.2.7.6 do anexo 1 devem ser
                incluídas no apêndice 1 «Informações relativas ao OBD» do certificado de
                homologação CE apresentado no anexo 2.
   3.2.1.       Quando adequado, devem ser apresentadas cópias das outras homologações,
                acompanhadas dos dados pertinentes para permitir a extensão das homologações e a
                determinação dos factores de deterioração.
   3.3.         No que respeita aos ensaios descritos no ponto 5 do presente regulamento, deve ser
                apresentado ao serviço técnico responsável pelos ensaios de homologação um
                veículo representativo do modelo de veículo a homologar.
 ---pagebreak--- 27.12.2006        PT
                                                              E/ECE/324
                                           Jornal Oficial da União Europeia      Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/251
                                                              E/ECE/TRANS/505
                                                              Regulamento n.º 83
                                                              página 9
    4.              HOMOLOGAÇÃO
    4.1.            Se o modelo de veículo apresentado para homologação nos termos do presente
                    regulamento cumprir o disposto no ponto 5, deve ser concedida a homologação a
                    esse modelo de veículo.
    4.2.            A cada modelo homologado é atribuído um número de homologação.
                    Os primeiros dois algarismos indicam a série de alterações que rege a homologação.
                    A mesma parte contratante não pode atribuir o mesmo número a outro modelo de
                    veículo.
    4.3.            A comunicação da concessão, extensão ou recusa de homologação de um modelo de
                    veículo nos termos do presente regulamento deve ser feita às partes no Acordo de
                    1958 que apliquem o referido regulamento através de um formulário conforme ao
                    modelo apresentado no anexo 2 deste diploma.
    4.3.1.          No caso de alterações ao presente texto, por exemplo, se forem previstos novos
                    valores-limite, há que comunicar às partes no Acordo quais os modelos de veículos já
                    homologados que cumprem as novas disposições.
    4.4.            Nos veículos conformes a modelos de veículos homologados nos termos do presente
                    regulamento, deve ser afixada de maneira visível, num local facilmente acessível e
                    indicado no formulário de homologação, uma marca de homologação internacional
                    composta por:
    4.4.1.          um círculo envolvendo a letra "E", seguida do número distintivo do país que
                    concedeu a homologação; 1/
    1/ 1 para a Alemanha, 2 para a França, 3 para a Itália, 4 para os Países Baixos, 5 para a Suécia, 6
    para a Bélgica, 7 para a Hungria, 8 para a República Checa, 9 para a Espanha, 10 para a Sérvia e
    Montenegro, 11 para o Reino Unido, 12 para a Áustria, 13 para o Luxemburgo, 14 para a Suíça, 15
    (não utilizado), 16 para a Noruega, 17 para a Finlândia, 18 para a Dinamarca, 19 para a Roménia,
    20 para a Polónia, 21 para Portugal, 22 para a Federação da Rússia, 23 para a Grécia, 24 para a
    Irlanda, 25 para a Croácia, 26 para a Eslovénia, 27 para a Eslováquia, 28 para a Bielorrússia, 29
    para a Estónia, 30 (não utilizado), 31 para a Bósnia-Herzegovina, 32 para a Letónia, 33 (não
    utilizado), 34 para a Bulgária, 35 (não utilizado), 36 para a Lituânia, 37 para a Turquia, 38 (não
    utilizado), 39 para o Azerbaijão, 40 para a ex-República Jugoslava da Macedónia, 41 (não
    utilizado), 42 para a Comunidade Europeia (homologações emitidas pelos Estados-Membros
    utilizando os respectivos símbolos UNECE), 43 para o Japão, 44 (não utilizado), 45 para a
    Austrália, 46 para a Ucrânia, 47 para a África do Sul e 48 para a Nova Zelândia, 49 para Chipre, 50
    para Malta e 51 para a República da Coreia. Os números seguintes serão atribuídos a outros países
    pela ordem cronológica da sua ratificação ou adesão ao Acordo relativo à adopção de prescrições
    técnicas uniformes aplicáveis aos veículos de rodas, aos equipamentos e às peças susceptíveis de
    serem montados ou utilizados num veículo de rodas e às condições de reconhecimento recíproco
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/252                Rev.1/Add.82/Rev.3
                                       Jornal Oficial da União Europeia                        27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   Página 10
   4.4.2.       o número do presente regulamento, seguido da letra "R", de um travessão e do
                número de homologação, à direita do círculo previsto no ponto 4.4.1.
   4.4.3.       Todavia, a marca de homologação deve incluir um carácter adicional após a letra
                “R”, para distinguir os valores-limite das emissões, em relação aos quais foi
                concedida a homologação. Para as homologações que indicam a observância dos
                limites para o ensaio de Tipo I, indicados na linha A do quadro do ponto 5.3.1.4.1
                infra, a letra “R” será seguida do numeral romano “I”. Para as homologações que
                indicam a observância dos limites para o ensaio de Tipo I, indicados na linha B do
                quadro do ponto 5.3.1.4.1 infra, a letra “R” será seguida do numeral romano “II”.
   4.5.         Se o veículo for conforme a um modelo de veículo homologado nos termos de um ou
                mais dos regulamentos anexados ao Acordo no país que concedeu a homologação
                nos termos do presente regulamento, o símbolo previsto no ponto 4.4.1 não terá de
                ser repetido; nesse caso, os números do regulamento e da homologação e os símbolos
                adicionais de todos os regulamentos ao abrigo dos quais tiver sido concedida a
                homologação no país em causa serão dispostos em colunas verticais à direita do
                símbolo previsto no ponto 4.4.1.
   4.6.         A marca de homologação deve ser claramente legível e indelével.
   4.7.         A marca de homologação deve ser aposta na chapa de identificação do veículo ou na
                sua proximidade.
   4.8.         O anexo 3 do presente regulamento dá exemplos de disposições de marcas de
                homologação.
   5.           ESPECIFICAÇÕES E ENSAIOS
                Nota: Em alternativa às disposições deste ponto, os fabricantes de veículos cuja
                produção anual à escala mundial seja inferior a 10 000 unidades podem obter a
                homologação com base nos requisitos técnicos correspondentes previstos: no «The
                California Code of Regulations», título 13, secções 1960.1(f)(2), ou (g)(1) e (g)(2),
                1960.1(p), aplicáveis aos modelos de veículos de 1996 e posteriores, 1968.1, 1976 e
                1975, aplicáveis aos modelos de veículos ligeiros de 1995 e posteriores, publicado
                pela Barclay's Publishing.
   das homologações emitidas em conformidade com essas prescrições; os números assim atribuídos
   serão comunicados pelo Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas às partes contratantes
   no Acordo.
 ---pagebreak--- 27.12.2006     PT
                                                           E/ECE/324
                                        Jornal Oficial da União Europeia      Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/253
                                                           E/ECE/TRANS/505
                                                           Regulamento n.º 83
                                                           página 11
    5.1.         Generalidades
    5.1.1.       Os elementos susceptíveis de influenciar as emissões de poluentes devem ser
                 concebidos, construídos e montados de tal forma que, em condições normais de
                 utilização e apesar das vibrações às quais possam estar sujeitos, o veículo possa
                 satisfazer as disposições previstas no presente regulamento.
    5.1.2.       As medidas técnicas adoptadas pelo fabricante devem assegurar que, em
                 conformidade com o disposto no presente regulamento, as emissões de escape e por
                 evaporação sejam de facto limitadas durante todo o período de vida normal do
                 veículo nas condições habituais de utilização. Isto inclui a segurança dos tubos
                 utilizados nos sistemas de controlo das emissões, incluindo as respectivas juntas e
                 ligações, os quais devem ser construídos de modo a corresponderem aos objectivos
                 da concepção inicial. No que respeita às emissões de escape, estas condições
                 consideram-se satisfeitas caso seja observado o disposto, respectivamente, nos
                 pontos 5.3.1.4 e 8.2.3.1. No que respeita às emissões por evaporação, estas
                 condições consideram-se satisfeitas caso seja observado o disposto, respectivamente,
                 nos pontos 5.3.1.4 e 8.2.3.1.
    5.1.2.1.     É proibido o uso de dispositivos manipuladores.
    5.1.3.       Orifícios de entrada dos reservatórios de gasolina
    5.1.3.1.     Sob reserva do disposto no ponto 5.1.3.2, o orifício de entrada do reservatório de
                 combustível deve ser concebido de modo tal que impeça o abastecimento do
                 reservatório a partir de uma pistola de abastecimento de gasolina que tenha um
                 diâmetro externo igual ou superior a 23,6 mm.
    5.1.3.2.     O ponto 5.1.3.1 não é aplicável a veículos que satisfaçam ambas as condições que se
                 seguem, a saber:
    5.1.3.2.1.   que o veículo seja concebido e fabricado de modo tal que nenhum dispositivo
                 previsto para controlar a emissão de poluentes gasosos possa ser afectado de modo
                 adverso por gasolina com chumbo e
    5.1.3.2.2.   que o veículo se encontre marcado de modo claro, legível e indelével com o símbolo
                 da gasolina sem chumbo especificado na norma ISO 2575:1982 num local
                 imediatamente visível por uma pessoa que encha o reservatório. São autorizadas
                 marcações adicionais.
    5.1.4.       Devem ser adoptadas disposições para evitar emissões de evaporação excessivas e o
                 derrame de combustível em consequência da falta do tampão do reservatório de
                 combustível.
                 Tal pode ser conseguido através de um dos seguintes métodos:
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/254                Rev.1/Add.82/Rev.3
                                       Jornal Oficial da União Europeia                        27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   Página 12
   5.1.4.1.     um tampão inamovível, de abertura e fecho automáticos, para o reservatório de
                combustível,
   5.1.4.2.     características de concepção que evitem emissões por evaporação excessivas em caso
                de falta do tampão do reservatório de combustível,
   5.1.4.3.     qualquer outro meio que produza o mesmo efeito. Podem citar-se como exemplos,
                numa lista não exaustiva, os tampões presos com corrente ou de qualquer outra
                forma, ou os tampões que fecham com a chave de ignição do veículo. Neste último
                caso, só se deve poder retirar a chave da tampa depois de esta estar devidamente
                fechada.
   5.1.5.       Disposições para a segurança do sistema electrónico
   5.1.5.1.     Os veículos equipados com um computador de controlo das emissões devem ser à
                prova de modificações, salvo se autorizadas pelo fabricante. O fabricante deve
                autorizar modificações, se estas forem necessárias para efeitos de diagnóstico,
                manutenção, inspecção, reequipamento ou reparação do veículo. Os códigos ou
                parâmetros de funcionamento reprogramáveis devem ser resistentes a qualquer
                intervenção abusiva e permitir um nível de protecção pelo menos tão bom quanto o
                disposto na norma ISO DIS 15031-7 de Outubro de 1998 (SAE J2186 de Outubro de
                1996) desde que a confirmação mútua de segurança seja efectuada utilizando os
                protocolos e o conector de diagnóstico previstos no ponto 6.5 do apêndice 1 do anexo
                II. Todas as pastilhas de memória de calibração amovíveis devem ser envolvidas em
                cera ou resina, encerradas numa cápsula selada ou protegidas por algoritmos
                electrónicos e não devem poder ser substituídas sem recurso a ferramentas e
                procedimentos especializados.
   5.1.5.2.     Os parâmetros de funcionamento do motor codificados pelo computador não devem
                poder ser alterados sem recorrer a ferramentas e processos especiais [por exemplo,
                componentes soldados ou encapsulados ou caixas seladas (ou soldadas)].
   5.1.5.3.     No caso das bombas de injecção de combustível mecânicas montadas em motores de
                ignição por compressão, os fabricantes devem tomar medidas adequadas para
                proteger o ajuste do débito máximo de combustível, a fim de impedir a sua
                modificação abusiva enquanto o veículo estiver em circulação.
   5.1.5.4.     Os fabricantes podem requerer à entidade homologadora que os isente do
                cumprimento de uma destas disposições no caso dos veículos que não seja provável
                necessitarem de protecção. Os critérios a que a entidade homologadora atenderá ao
                deliberar sobre a isenção incluirão, sem que sejam estes os únicos critérios a
                considerar, a disponibilidade de pastilhas de controlo do desempenho, a capacidade
                do veículo para atingir altos desempenhos e o volume provável de vendas do veículo.
 ---pagebreak--- 27.12.2006   PT
                                                          E/ECE/324
                                       Jornal Oficial da União Europeia      Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/255
                                                          E/ECE/TRANS/505
                                                          Regulamento n.º 83
                                                          página 13
    5.1.5.5.   Os fabricantes que utilizem sistemas informáticos de codificação programáveis [por
               exemplo, memórias de leitura programáveis apagáveis electricamente (EEPROM)]
               devem impedir a sua reprogramação não autorizada. Os fabricantes devem incluir
               estratégias reforçadas de protecção contra intervenções abusivas e elementos de
               protecção dos dados registados que requeiram o acesso electrónico a um computador
               externo na posse do fabricante. Os métodos que forneçam um nível adequado de
               protecção contra intervenções abusivas devem ser aprovados pela entidade
               competente.
    5.1.6.     Deve ser possível submeter o veículo a um controlo técnico determinando o seu
               desempenho em relação aos dados recolhidos para a homologação, nos termos do
               ponto 5.3.7. do presente regulamento. Se o controlo exigir um processo especial,
               esse constará do manual de utilização (ou meio equivalente). Tal processo não deve
               exigir a utilização de equipamento especial, além do fornecido com o veículo.
    5.2.       Procedimento de ensaio
               O quadro 1 indica as diferentes vias de homologação dos veículos.
    5.2.1.     Os veículos com motor de ignição comandada e os veículos híbridos eléctricos
               equipados com motor de ignição comandada serão submetidos aos seguintes ensaios:
                       Tipo I (controlo da média das emissões de escape após o arranque a frio),
                       Tipo II (emissões de monóxido de carbono em regime de marcha lenta sem
                       carga),
                       Tipo III (emissões de gases do cárter),
                       Tipo IV (emissões por evaporação),
                       Tipo V (durabilidade dos dispositivos antipoluição),
                       Tipo VI (ensaio a baixa temperatura ambiente da média das emissões de
                       escape de monóxido de carbono/hidrocarbonetos após o arranque a frio),
                       ensaio do OBD.
    5.2.2.   Os veículos com motor de ignição comandada e os veículos híbridos eléctricos
             equipados com motor de ignição comandada, alimentados a GPL ou GN
             (monocombustível ou bicombustível), devem ser submetidos aos seguintes ensaios
             (conforme o quadro 1):
                   Tipo I (controlo da média das emissões de escape após o arranque a frio),
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/256                Rev.1/Add.82/Rev.3
                                        Jornal Oficial da União Europeia                      27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   Página 14
                    Tipo II (controlo das emissões de monóxido de carbono em regime de marcha
                    lenta sem carga),
                    Tipo III (emissões de gases do cárter),
                    Tipo IV (emissões por evaporação), quando aplicável,
                    Tipo V (durabilidade dos dispositivos antipoluição),
                    Tipo VI (verificação da média das emissões de monóxido de carbono a baixa
                    temperatura e das emissões de escape de hidrocarbonetos após o arranque a frio),
                    sempre que aplicável,
                    sempre que aplicável, ensaio do OBD.
   5.2.3.     Os veículos com motor de ignição por compressão e os veículos híbridos eléctricos
              equipados com motor de ignição por compressão serão submetidos aos seguintes
              ensaios:
                    Tipo I (controlo da média das emissões de escape após o arranque a frio),
                    Tipo V (durabilidade dos dispositivos antipoluição),
                     e, sempre que aplicável, ensaio do OBD.
                                                  Quadro 1
                          Diferentes vias para a homologação e suas extensões
 ---pagebreak--- 27.12.2006        PT
                                                                  E/ECE/324
                                              Jornal Oficial da União Europeia               Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/257
                                                                  E/ECE/TRANS/505
                                                                  Regulamento n.º 83
                                                                  página 15
                                                                                                Veículos equipados com
       Ensaio de Veículos equipados com motor de ignição comandada das categorias M e N motor de ignição por
     homologação                                                                                compressão              das
                                                                                                categorias M e N
                                                                                                               1    1
                      motores a gasolina     veículo bicombustível               veículo
                                                                           monocombustível
                             Sim                      Sim                         Sim                        Sim
         Tipo I        (massa máxima     (ensaio com   os dois tipos de     (massa  máxima            (massa   máxima
                                                 combustível)
                           ≤ 3,5 t)                                              ≤ 3,5 t)                  ≤ 3,5 t)
                                            (massa máxima ≤ 3,5 t)
                                                      Sim
         Tipo II             Sim         (ensaio com os dois tipos de             Sim                         -
                                                 combustível)
        Tipo III             Sim                      Sim                         Sim                         -
                                           (ensaio só com gasolina)
                             Sim                      Sim
        Tipo IV        (massa máxima       (ensaio só com gasolina)                 -                         -
                           ≤ 3,5 t)         (massa máxima ≤ 3,5 t)
                             Sim                      Sim                         Sim                        Sim
         Tipo V        (massa máxima       (ensaio só com gasolina)         (massa máxima             (massa máxima
                           ≤ 3,5 t)         (massa máxima ≤ 3,5 t)               ≤ 3,5 t)                 ≤ 3,5 t)
                             Sim                      Sim
        Tipo VI        (massa máxima        (massa máxima ≤ 3,5 t)                  -                         -
                           ≤ 3,5 t)        (ensaio só com gasolina)
                                                                                                          Ponto 7
       Extensão            Ponto 7                  Ponto 7                     Ponto 7           M 2 e N 2 com massa de
                                                                                                         referência
                                                                                                        ≤ 2 840 kg)
                          Sim, em                                                                Sim,   em  conformidade
     Diagnóstico a conformidade com Sim,       em conformidade com Sim, em conformidade com os pontos            11.1.5.2.1
         bordo       os pontos 11.1.5.1.1 os pontos   11.1.5.1.2 ou
                                                   11.1.5.3.
                                                                             com os pontos            ou 11.1.5.2.2  ou
                                                                         11.1.5.1.2 ou 11.1.5.3. 11.1.5.2.3 ou 11.1.5.3.
                         ou 11.1.5.3.
    5.3.          Descrição dos ensaios
    5.3.1.        Ensaio de Tipo I (simulação da média de emissões de escape após um arranque a frio).
    5.3.1.1.      A figura 1 indica as vias para o ensaio de Tipo I. Este ensaio deve ser efectuado em
                  todos os veículos referidos no ponto 1 e cujo peso máximo não ultrapasse 3,5
                  toneladas.
    5.3.1.2.      O veículo é colocado num banco de rolos dotado de meios de simulação de carga e de
                  inércia.
    5.3.1.2.1.    Deve ser realizado um ensaio ininterrupto com uma duração total de 19 minutos e 40
                  segundos constituído por duas partes, um e dois. Caso haja acordo do fabricante, pode
                  introduzir-se um período que não exceda 20 segundos sem recolha de amostras, entre o
                  final da parte um e o início da parte dois, por forma a facilitar o ajustamento do
                  equipamento de ensaio.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/258                 Rev.1/Add.82/Rev.3
                                         Jornal Oficial da União Europeia                        27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   Página 16
   5.3.1.2.1.1. Os veículos alimentados a GPL ou GN devem ser submetidos ao ensaio de Tipo I
                quanto às variações da composição do GPL ou do GN, conforme estabelecido no
                anexo 12. Os veículos que podem ser alimentados quer a gasolina quer a GPL ou GN
                devem ser ensaiados com ambos os combustíveis, realizando-se o ensaio também
                quanto às variações da composição do GPL ou do GN, conforme estabelecido no
                anexo 12.
   5.3.1.2.1.2. Sem prejuízo do disposto no ponto 5.3.1.2.1.1, os veículos que podem ser alimentados
                a gasolina e a um combustível gasoso, mas em que o sistema de gasolina está montado
                para emergências ou arranque apenas e cujo reservatório de gasolina não pode conter
                mais de 15 litros, serão considerados, para efeitos do ensaio de tipo I, como veículos
                que apenas podem funcionar com um combustível gasoso.
   5.3.1.2.2.   A parte um do ensaio integra quatro ciclos urbanos elementares. Cada ciclo urbano
                elementar envolve quinze fases (marcha lenta sem carga, aceleração, velocidade
                estabilizada, desaceleração, etc.).
   5.3.1.2.3.   A parte dois do ensaio consiste num ciclo extra-urbano. O ciclo extra-urbano envolve
                treze fases (marcha lenta sem carga, aceleração, velocidade estabilizada,
                desaceleração, etc.).
   5.3.1.2.4.   Durante o ensaio, os gases de escape são diluídos, sendo recolhida uma amostra
                proporcional num ou mais sacos. Os gases de escape do veículo ensaiado são diluídos,
                recolhidos e analisados de acordo com o procedimento a seguir descrito, medindo-se o
                volume total dos gases de escape diluídos. Devem ser registadas as emissões não só de
                monóxido de carbono, hidrocarbonetos e óxido de azoto, como também as de
                partículas poluentes provenientes de veículos equipados com motores de ignição por
                compressão.
   5.3.1.3.     O ensaio realizar-se-á em conformidade com o processo descrito no anexo 4. Os
                métodos utilizados na recolha e análise dos gases e na remoção e pesagem das
                partículas devem ser os previstos.
   5.3.1.4.     Sob reserva das disposições previstas no ponto 5.3.1.5, o ensaio deve ser repetido três
                vezes. Os resultados devem ser multiplicados pelos factores de deterioração adequados
                definidos no ponto 5.3.6 e, no caso de sistemas de regeneração periódica, tal como
                definidos no ponto 2.20, devem também ser multiplicados pelos factores K obtidos em
                                                                                           i
                conformidade com o anexo 13. As massas resultantes das emissões gasosas e, no caso
                dos veículos equipados com motores de ignição por compressão, a massa das
                partículas obtidas em cada ensaio devem ser inferiores aos valores-limite que figuram
                no seguinte quadro:
 ---pagebreak--- 27.12.2006             PT
                                                                             E/ECE/324
                                                        Jornal Oficial da União    Europeia                  Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/259
                                                                             E/ECE/TRANS/505
                                                                             Regulamento n.º 83
                                                                             página 17
                                                                  Valores-limite
                                Massa de referência                                                             Massa combinada     Massa de
                                       (RW)              Massa de            Massa de       Massa de óxidos de  de hidrocarbonetos  partículas
                                                       monóxido de        hidrocarbonetos      azoto (NO )
                                                                                                         x       e óxidos de azoto      (1)
                                        (kg)              carbono               (HC)                                 (HC + NO )x      (PM)
                                                            (CO)
                                                             L 1                 L 2                L 3                L +L
                                                                                                                        2   3           L 4
                                                           (g/km)              (g/km)             (g/km)               (g/km)        (g/km)
       Categoria       Class                        Gasolina      Diesel Gasolin     Diesel Gasolin      Diesel Gasolin      Diesel  Diesel
                         e                                                 a                  a                    a
    A(2000)     M (2)
                          -            Todas          2,3         0,64    0,20          -    0,15        0,50      -          0,56     0,05
                N  (3)
                          I         RW # 1,305
                                                      2,3         0,64    0,20          -    0,15        0,50      -          0,56     0,05
                 1
                          II
                                1,305 < RW # 1,760   4,17         0,80    0,25          -    0,18        0,65      -          0,72     0,07
                         III
                                    1,760 < RW       5,22         0,95    0,29          -    0,21        0,78      -          0,86     0,10
    B(2005)     M (2)
                          -
                                         All          1,0         0,50    0,10          -    0,08        0,25      -          0,30    0,025
                          I
                N1
                   (3)              RW#1,305          1,0         0,50    0,10          -    0,08        0,25      -          0,30    0,025
                          II
                                1,305 < RW # 1,760   1,81         0,63    0,13          -    0,10        0,33      -          0,39     0,04
                         III
                                    1,760 < RW       2,27         0,74    0,6           -    0,11        0,39      -          0,46     0,06
         1)                 Para os motores com ignição por compressão.
         2)                 Excepto os veículos com massa máxima superior a 2 500 kg.
        .3)                 E os veículos da categoria M especificados na nota 2) supra.
    5.3.1.4.1.              Não obstante as disposições do ponto 5.3.1.4, para cada poluente ou combinação de
                            poluentes, uma das três massas resultantes obtidas pode exceder em 10%, no
                            máximo, o limite previsto, desde que a média aritmética dos três resultados seja
                            inferior a esse limite. Caso os limites previstos sejam excedidos para mais de um
                            poluente, é irrelevante se tal se verifica no mesmo ensaio ou em ensaios diferentes.
    5.3.1.4.2.              Quando os ensaios forem realizados com combustíveis gasosos, a massa resultante
                            das emissões gasosas deve ser inferior aos limites relativos aos veículos a gasolina
                            no quadro acima.
    5.3.1.5.                O número de ensaios previstos no ponto 5.3.1.4 deve ser reduzido nas condições
                            abaixo referidas, em que V é o resultado do primeiro ensaio e V o resultado do
                                                                  1                                                      2
                            segundo ensaio de cada um dos poluentes ou da emissão combinada de dois
                            poluentes sujeitos a limites.
    5.3.1.5.1.              Se o resultado obtido para cada poluente ou para a emissão combinada de dois
                            poluentes sujeitos a limites for igual ou inferior a 0,70 L (isto é, V ≤ 0,70 L),                  1
                            efectuar-se-á apenas um ensaio.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/260               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                       Jornal Oficial da União Europeia                         27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   Página 18
   5.3.1.5.2.   Se não for satisfeita a disposição prevista no ponto 5.3.1.5.1, efectuar-se-ão apenas
                dois ensaios, caso, no que respeita a cada um dos poluentes ou à emissão combinada
                de dois poluentes sujeitos a limites, sejam preenchidas as seguintes condições:
                                       V ≤ 0,85 L e V + V ≤ 1,70 L e V ≤ L.
                                          1                1     2        2
   5.3.2.       Ensaio de Tipo II (controlo da emissão de monóxido de carbono em regime de
                marcha lenta sem carga)
   5.3.2.1.     Este ensaio deve ser efectuado em todos os veículos equipados com motores de
                ignição comandada cuja massa máxima não ultrapasse 3,5 toneladas.
   5.3.2.1.1.   Os veículos que possam ser alimentados quer a gasolina quer a GPL ou GN devem
                ser submetidos ao ensaio de Tipo II com ambos os combustíveis.
   5.3.2.1.2.   Sem prejuízo do disposto no ponto 5.3.2.1.1., os veículos que podem ser alimentados
                a gasolina e a um combustível gasoso, mas em que o sistema de gasolina está
                montado para emergências ou arranque apenas e cujo reservatório de gasolina não
                pode conter mais de 15 litros, serão considerados, para efeitos do ensaio de Tipo II,
                como veículos que apenas podem funcionar com um combustível gasoso.
   5.3.2.2.     Quando ensaiado nas condições previstas no anexo 5, o teor em volume de
                monóxido de carbono dos gases de escape emitidos com o motor em regime de
                marcha lenta não deve exceder 3,5 %, na configuração especificada pelo fabricante, e
                4,5 %, na gama de ajustamentos especificada no referido anexo.
   5.3.3.       Ensaio de Tipo III (Controlo das emissões de gases do cárter)
   5.3.3.1.     Este ensaio deve ser efectuado em todos os veículos referidos no ponto 1, com
                excepção dos equipados com motor de ignição por compressão.
   5.3.3.1.1.   Os veículos que podem ser alimentados quer a gasolina quer a GPL ou GN devem
                ser submetidos ao ensaio de Tipo III com gasolina apenas.
   5.3.3.1.2.   Sem prejuízo do disposto no ponto 5.3.3.1.1, os veículos que podem ser alimentados
                a gasolina e a um combustível gasoso, mas em que o sistema de gasolina está
                montado para emergências ou arranque apenas e cujo reservatório de gasolina não
                pode conter mais de 15 litros, serão considerados, para efeitos do ensaio de Tipo III,
                como veículos que apenas podem funcionar com um combustível gasoso.
 ---pagebreak--- 27.12.2006 PT
                                                   E/ECE/324
                                Jornal Oficial da União Europeia      Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/261
                                                   E/ECE/TRANS/505
                                                   Regulamento n.º 83
                                                   página 19
                                           Figura 1
              Fluxograma relativo à homologação por via do ensaio de Tipo I
                                     (ver ponto 5.3.1.)
    EN                                            PT
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/262                Rev.1/Add.82/Rev.3
                                        Jornal Oficial da União Europeia                       27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   Página 20
   One test                                              Um ensaio
   yes                                                   sim
   granted                                               concedida
   no                                                    não
   Two tests                                             Dois ensaios
   Three tests                                           Três ensaios
   refused                                               recusada
   and                                                   e
   or                                                    ou
   5.3.3.2.     Quando ensaiado nas condições previstas no anexo 6, o sistema de ventilação do
                cárter do motor não deve possibilitar a emissão de quaisquer gases do cárter para a
                atmosfera.
   5.3.4.       Ensaio de Tipo IV (determinação das emissões por evaporação)
   5.3.4.1.     Este ensaio deve ser efectuado em todos os veículos referidos no ponto 1, excepto os
                equipados com motores de ignição por compressão e os alimentados a GPL ou GN,
                bem como os veículos com massa máxima superior a 3 500 kg.
   5.3.4.1.1.   Os veículos que podem ser alimentados quer a gasolina quer a GPL ou GN devem
                ser submetidos ao ensaio de Tipo IV com gasolina apenas.
   5.3.4.2.     Quando ensaiadas em conformidade com o anexo 7, as emissões por evaporação
                devem ser inferiores a 2 gramas por ensaio.
   5.3.5.       Ensaio de Tipo VI (ensaio a baixa temperatura da média das emissões de monóxido
                de carbono/hidrocarbonetos após o arranque a frio).
   5.3.5.1.     Este ensaio tem de ser efectuado em todos os veículos da categoria M e da classe I
                                                                                        1
                da categoria N equipados com motor de ignição comandada, excepto nos veículos
                                1
                concebidos para transportar mais de seis ocupantes e veículos cuja massa máxima
                seja superior a 2 500 kg.
   5.3.5.1.1.   Coloca-se o veículo num banco de rolos equipado com meios de simulação de carga
                e de inércia.
   5.3.5.1.2.   O ensaio consiste nos quatro ciclos elementares de condução urbana da parte um do
                ensaio de Tipo I. A parte um do ensaio encontra-se descrita no anexo III, apêndice 1,
                e está ilustrada nas figuras 1/1, 1/2 e 1/3 do apêndice. O ensaio a baixa temperatura,
                com duração total de 780 segundos, deve ser efectuado sem interrupção e ter início
                logo que o motor arranca.
   5.3.5.1.3.   O ensaio a baixa temperatura deve ser efectuado a uma temperatura ambiente de 266
                K (- 7 °C). Antes da realização do ensaio, os veículos a ensaiar devem ser
                condicionados de modo uniforme, a fim de assegurar a reprodutibilidade dos
 ---pagebreak--- 27.12.2006     PT
                                                             E/ECE/324
                                         Jornal Oficial da União Europeia          Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/263
                                                             E/ECE/TRANS/505
                                                             Regulamento n.º 83
                                                             página 21
                  resultados. O condicionamento e as restantes operações de ensaio devem ser
                  efectuados conforme descrito no anexo 8.
    5.3.5.1.4.    Durante o ensaio, os gases de escape devem ser diluídos, recolhendo-se uma amostra
                  proporcional. Os gases de escape do veículo ensaiado são diluídos, recolhidos e
                  analisados em conformidade com o procedimento descrito no anexo 8, medindo-se o
                  volume total dos gases de escape diluídos. A análise dos gases de escape diluídos
                  incide sobre o monóxido de carbono e os hidrocarbonetos.
    5.3.5.2.      Sem prejuízo do disposto nos pontos 5.3.5.2.2 e 5.3.5.3, o ensaio deve ser efectuado
                  três vezes. A massa de emissões do monóxido de carbono e de hidrocarbonetos
                  assim obtida tem de ser inferior aos valores-limite indicados no quadro abaixo:
                        Temperatura          Monóxido de carbono L1           Hidrocarbonetos, L2
                                                        (g/km)                      (g/km)
                       266 K (-7 °C)                      15                          1,8
    5.3.5.2.1.    Não obstante o disposto no ponto 5.3.5.2, só um dos três resultados obtidos para cada
                  poluente pode exceder o limite previsto, num máximo de 10 %, desde que a média
                  aritmética dos três resultados seja inferior a esse limite. Caso os limites previstos
                  sejam excedidos para mais de um poluente, é irrelevante se tal se verifica no mesmo
                  ensaio ou em ensaios diferentes.
    5.3.5.2.2.    O número de ensaios previsto no ponto 5.3.5.2 pode, a pedido do fabricante, ser
                  aumentado para 10, desde que a média aritmética dos primeiros três resultados seja
                  inferior a 110 % do valor-limite. Neste caso, a obrigação a satisfazer após o ensaio é
                  apenas que a média aritmética dos 10 resultados seja inferior ao valor-limite.
    5.3.5.3.      O número de ensaios previsto no ponto 5.3.5.2 pode ser reduzido em conformidade
                  com os pontos 5.3.5.3.1 e 5.3.5.3.2.
    5.3.5.3.1.    Será realizado apenas um ensaio se o resultado obtido para cada poluente no
                  primeiro ensaio for inferior ou igual a 0,70 L.
    5.3.5.3.2.    Caso o disposto no ponto 5.3.5.3.1 não seja satisfeito, serão efectuados apenas dois
                  ensaios se, para cada poluente, o resultado do primeiro ensaio for inferior ou igual a
                  0,85 L, o somatório dos dois primeiros resultados for inferior ou igual a 1,70 L, e o
                  resultado do segundo ensaio for inferior ou igual a L.
                                  (V £ 0,85 L e V + V £ 1,70 L e V £ L).
                                     1              1      2              2
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/264               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                       Jornal Oficial da União Europeia                               27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   Página 22
   5.3.6.       Ensaio de Tipo V (durabilidade dos dispositivos antipoluição)
   5.3.6.1.     Este ensaio deve ser efectuado em todos os veículos referidos no ponto 1 aos quais
                se aplica o ensaio especificado no ponto 5.3.1. O ensaio representa um
                envelhecimento de 80 000 km efectuados, em conformidade com o programa
                descrito no anexo 9, em pista, estrada ou banco de rolos.
   5.3.6.1.1.   Os veículos que podem ser alimentados quer a gasolina quer a GPL ou GN devem
                ser submetidos ao ensaio de Tipo V com gasolina apenas. Nesse caso, o factor de
                deterioração detectado com a gasolina sem chumbo será igualmente considerado
                para o GPL e o GN.
   5.3.6.2.     Não obstante o disposto no ponto 5.3.6.1, o fabricante pode escolher utilizar os
                factores de deterioração constantes do quadro que se segue, em alternativa ao ensaio
                previsto no ponto 5.3.6.1.
              Tipo de motores                                Factores de deterioração
              Poluente                CO              HC           NO  x      HC + NO x
                                                                                       (1)
                                                                                           Partículas
              Motor de ignição
              comandada               1,2             1,2          1,2        -            -
              Motor de ignição por
              compressão              1,1             -            1          1            1,2
                1)          Para veículos com motor de ignição por compressão.
                A pedido do fabricante, o serviço técnico pode efectuar o ensaio de Tipo I antes de o
                de Tipo V ter sido concluído, utilizando os factores de deterioração constantes do
                quadro supra. Após a conclusão do ensaio de Tipo V, o serviço técnico pode corrigir
                os resultados da homologação, registados no anexo 2, através da substituição dos
                factores de deterioração do quadro supra pelos determinados no ensaio de Tipo V.
   5.3.6.3.     Os factores de deterioração devem ser determinados através quer do procedimento
                previsto no ponto 5.3.6.1, quer dos valores constantes do quadro do ponto 5.3.6.2.
                Estes factores devem ser utilizados para comprovar o cumprimento das disposições
                previstas nos pontos 5.3.1.4 e 8.2.3.1.
   5.3.7.       Dados relativos às emissões necessários nos ensaios de utilização em estrada
   5.3.7.1.     Esta obrigação aplica-se a todos os veículos equipados com motor de ignição
                comandada para os quais se pretenda obter a homologação CE em conformidade
                com a presente alteração.
   5.3.7.2.     Ao efectuar o ensaio em conformidade com o anexo 5 (ensaio de Tipo II), à
                velocidade normal de marcha lenta sem carga:
 ---pagebreak--- 27.12.2006   PT
                                                          E/ECE/324
                                       Jornal Oficial da União Europeia             Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/265
                                                          E/ECE/TRANS/505
                                                          Regulamento n.º 83
                                                          página 23
                a)          há que registar o teor de monóxido de carbono por unidade de volume
                            nos gases de escape emitidos,
                b)          há que registar a velocidade do motor durante o ensaio, incluindo as
                            eventuais tolerâncias.
    5.3.7.3.    Ao efectuar o ensaio a "alta" velocidade sem carga (ou seja a mais de 2 000 min-1):
                a)          há que registar o teor de monóxido de carbono por unidade de volume
                            nos gases de escape emitidos,
                b)          há que registar o valor de Lambda (*),
                c)          há que registar a velocidade do motor durante o ensaio, incluindo as
                eventuais tolerâncias.
                (*)         O valor de Lambda calcula-se utilizando a equação de Brettschneider
                            simplificada, ou seja:
                  sendo:
                   []=      concentração em percentagem de volume
                   K1 =     factor de conversão da medição NDIR em medição FID (fornecido pelo
                            fabricante do equipamento de medida)
                   H cv =  razão atómica hidrogénio/carbono             1,73 para a gasolina
                                                                        2,53 para o GPL
                                                                        4,0 para o GN
                   O cv =  razão atómica oxigénio/carbono               0,02 para a gasolina
                                                                        0,0 para o GPL
                                                                        0,0 para o GN
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/266               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                       Jornal Oficial da União Europeia                         27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   Página 24
   5.3.7.4.     Há que medir e registar a temperatura do óleo do motor no momento do ensaio.
   5.3.7.5.     É necessário preencher o quadro do ponto 17 do apêndice do anexo 2.
   5.3.7.6.     No prazo de 24 meses a contar da data da homologação de um modelo pela entidade
                competente, o fabricante confirma a exactidão do valor de Lambda registado na
                altura da homologação em conformidade com o ponto 5.3.7.3 como sendo
                representativo dos veículos do modelo em causa por si produzidos. Será feita uma
                avaliação com base em controlos e estudos dos veículos produzidos.
   5.3.8.       Ensaio do OBD
                Este ensaio deve ser efectuado nos veículo referidos no ponto 1. São aplicáveis as
                condições de ensaio definidas no ponto 3 do anexo 11.
   6.           MODIFICAÇÕES DO MODELO DE VEÍCULO
   6.1.         Qualquer modificação do modelo de veículo deve ser comunicada ao serviço
                administrativo que homologou esse modelo de veículo; essa entidade pode então:
   6.1.1.       considerar que as modificações introduzidas não são susceptíveis de ter efeitos
                adversos apreciáveis e que o veículo ainda cumpre as obrigações previstas; ou
   6.1.2.       exigir um novo relatório de ensaio ao serviço técnico responsável pela realização dos
                ensaios.
   6.2.         A confirmação ou a recusa da homologação, com especificação das modificações,
                deve ser comunicada às partes signatárias do Acordo que apliquem o presente
                regulamento, mediante o procedimento indicado no ponto 4.3.
   6.3.         A autoridade competente responsável pela extensão da homologação atribuirá um
                número de série a essa extensão e informará desse facto as restantes partes no Acordo
                de 1958 que apliquem o presente regulamento através de um formulário de
                comunicação conforme ao modelo apresentado no anexo 2 deste diploma.
 ---pagebreak--- 27.12.2006   PT
                                                           E/ECE/324
                                       Jornal Oficial da União Europeia       Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/267
                                                           E/ECE/TRANS/505
                                                           Regulamento n.º 83
                                                           página 25
    7.         EXTENSÃO DA HOMOLOGAÇÃO
               No caso de modificações do modelo de veículo homologado nos termos do presente
               regulamento, aplicam-se as disposições especiais seguintes, se for caso disso.
    7.1.       Extensões relativas às emissões de escape
               (ensaios de Tipo I, de Tipo II e de Tipo VI).
    7.1.1.     Modelos de veículos com massas de referência diferentes
    7.1.1.1.   A homologação pode ser alargada apenas a modelos de veículos cuja massa de
               referência exige a utilização das duas inércias equivalentes imediatamente superiores
               ou de qualquer inércia equivalente inferior.
    7.1.1.2.   No caso dos veículos da categoria N e dos veículos da categoria M referidos na nota
                                                         1
               de pé-de-página 2) do ponto 5.3.1.4, se a massa de referência do modelo de veículo
               para que é requerida a extensão da homologação exigir a utilização de um volante de
               inércia equivalente menos pesado do que o volante utilizado no modelo de veículo já
               homologado, é concedida a extensão da homologação caso as massas dos poluentes
               provenientes do veículo já homologado respeitem os limites previstos para o veículo
               cuja extensão de homologação é requerida.
    7.1.2.     Modelos de veículos com relações globais de transmissão diferentes
               A homologação concedida a um modelo de veículo pode ser alargada a modelos de
               veículos que apenas difiram do modelo homologado no que respeita às respectivas
               relações de transmissão, quando se verifiquem as seguintes condições:
    7.1.2.1.   Para cada uma das relações de transmissão utilizadas nos ensaios dos Tipos I e VI ,
               torna-se necessário determinar o quociente
                                                                        -1
               em que, a uma velocidade do motor de 1 000 min , V é a velocidade do modelo de
                                                                           1
               veículo homologado e V a velocidade do modelo de veículo para que é requerida a
                                          2
               extensão de homologação.
    7.1.2.2.   Se, para cada relação da caixa de velocidades E < 8%, a extensão for concedida sem
               repetição dos ensaios dos Tipos I e VI.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/268               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                        Jornal Oficial da União Europeia                       27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   Página 26
   7.1.2.3.     Se, para pelo menos uma relação da caixa de velocidades E > 8%, e se, para cada
                relação da caixa de velocidades E ± 13%, for necessário repetir os ensaios dos Tipos
                I e VI, muito embora se possa efectuar num laboratório indicado pelo fabricante,
                mediante aprovação do serviço técnico. O relatório dos ensaios deve ser enviado ao
                serviço técnico responsável pelos ensaios de homologação.
   7.1.3.       Modelos de veículos com massas de referência e relações globais de transmissão
                diferentes
                A homologação concedida a um modelo de veículo pode ser alargada a modelos de
                veículos que apenas difiram do modelo homologado no que respeita à respectiva
                massa de referência e às relações globais de transmissão, desde que sejam satisfeitas
                todas as condições previstas nos pontos 7.1.1 e 7.1.2.
   7.1.4.       Nota: Se um modelo de veículo tiver sido homologado em conformidade com os
                pontos 7.1.1 a 7.1.3, a referida homologação não pode ser alargada a outros modelos
                de veículos.
   7.2.         Emissões por evaporação (ensaio de Tipo IV)
   7.2.1.       A homologação concedida a um modelo de veículo equipado com um sistema de
                controlo de emissões por evaporação pode ser objecto de extensão nas seguintes
                condições:
   7.2.1.1.     O princípio básico da regulação da mistura de combustível/ar (por exemplo, injecção
                ponto único, carburador) deve ser o mesmo.
   7.2.1.2.     A forma do reservatório de combustível e os materiais do reservatório e das condutas
                de combustível devem ser idênticos. A secção transversal e o comprimento
                aproximado das condutas devem ser os mesmos que, na pior das hipóteses
                (comprimento das condutas), para uma família ensaiada. A aceitação ou não de
                separadores vapor/líquido diferentes deve ser objecto de decisão por parte do serviço
                técnico responsável pelos ensaios de homologação. O volume do reservatório de
                combustível não deve variar mais de ± 10 %. A regulação da válvula de alívio do
                reservatório deve ser idêntica.
   7.2.1.3.     O método de armazenamento dos vapores de combustível deve ser idêntico, por
                exemplo no que respeita à forma e volume do colector, ao meio de armazenamento e
                ao purificador de ar (caso seja utilizado no controlo das emissões por evaporação),
                etc.
   7.2.1.4.     O volume de combustível na cuba deve ter uma tolerância máxima de ± 10 mililitros.
   7.2.1.5.     O método de purga do vapor armazenado deve ser idêntico (por exemplo, caudal de
                ar, ponto de início ou volume de purga ao longo do ciclo de condução).
 ---pagebreak--- 27.12.2006   PT
                                                         E/ECE/324
                                      Jornal Oficial da União Europeia      Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/269
                                                         E/ECE/TRANS/505
                                                         Regulamento n.º 83
                                                         página 27
    7.2.1.6.   O método de vedação e ventilação do sistema de medição do combustível deve ser
               idêntico.
    7.2.2.     Observações complementares:
                i)     são admitidas diferentes dimensões do motor;
               ii)     são admitidas diferentes potências do motor;
               iii)    são admitidas caixas de velocidades automáticas ou manuais, bem como
                       transmissões às duas ou às quatro rodas;
               iv)     são admitidos diferentes tipos de carroçaria;
               v)      são admitidas diferentes dimensões de rodas e pneumáticos.
    7.3.       Durabilidade (ensaio de Tipo V)
    7.3.1.     A homologação concedida a um modelo de veículo pode ser alargada a diferentes
               modelos de veículos desde que a combinação motor/sistema de controlo da poluição
               seja idêntica à do veículo já homologado. Para este efeito, considera-se pertencerem
               à mesma combinação motor/sistema de controlo da poluição os modelos de veículos
               cujos parâmetros adiante descritos sejam idênticos ou respeitem os valores-limite
               previstos.
    7.3.1.1.   Motor:
                       número de cilindros,
                       cilindrada (± 15 %),
                       configuração do bloco de cilindros,
                       número de válvulas,
                       sistema de alimentação de combustível,
                       tipo de sistema de arrefecimento,
                       processo de combustão,
                       distâncias entre centros dos cilindros.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/270               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                        Jornal Oficial da União Europeia                          27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   Página 28
   7.3.1.2.     Sistema de controlo da poluição:
                        Catalisadores :
                        número de catalisadores e elementos,
                        dimensão e forma dos catalisadores (volume do monolito ± 10 %),
                        tipo de actividade catalítica (oxidante, de três vias, etc.),
                        carga de metal precioso (idêntica ou superior),
                        proporção de metais preciosos (± 15 %),
                        substrato (estrutura e material),
                        densidade das células,
                        tipo de invólucro do(s) catalisador(es),
                        localização dos catalisadores (posição e dimensões no sistema de escape que
                        não ocasionam uma variação de temperatura superior a 50 K à entrada do
                        catalisador).
                        Esta variação de temperatura deve ser verificada em condições estabilizadas à
                        velocidade de 120 km/h e à regulação de carga do ensaio de Tipo I.
                        Injecção de ar:                                  com ou sem,
                                                                         tipo (ar pulsado, bombas de ar,
                                                                         etc.).
                        Recirculação dos gases de escape (EGR): com ou sem.
   7.3.1.3.     Categoria de inércia: as duas categorias de inércia imediatamente superiores e
                qualquer categoria de inércia inferior.
   7.3.1.4.     O ensaio de durabilidade pode ser efectuado utilizando um veículo cujo tipo de
                carroçaria, caixa de velocidades (automática ou manual), dimensão das rodas ou
                pneumáticos difiram dos do modelo de veículo que se pretenda homologar.
 ---pagebreak--- 27.12.2006 PT
                                                       E/ECE/324
                                    Jornal Oficial da União Europeia      Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/271
                                                       E/ECE/TRANS/505
                                                       Regulamento n.º 83
                                                       página 29
    7.4.     Diagnóstico a bordo
    7.4.1.   A homologação de um modelo de veículo no que diz respeito ao sistema OBD pode
             ser objecto de extensão a outros modelos de veículos pertencentes à mesma família
             OBD de veículos, como se descreve no anexo 11, apêndice 2. O sistema de controlo
             das emissões do motor deve ser idêntico ao do veículo já homologado e conforme à
             descrição da família OBD de motores do anexo 11, apêndice 2, independentemente
             das seguintes características do veículo:
                         acessórios do motor,
                         pneumáticos,
                         inércia equivalente,
                         sistema de arrefecimento,
                         relação final de transmissão,
                         tipo de transmissão,
                         tipo de carroçaria.
    8.       CONFORMIDADE DA PRODUÇÃO (COP)
    8.1.     Os veículos que ostentem a marca de homologação ao abrigo do presente
             regulamento devem ser conformes ao modelo de veículo homologado no que se
             refere aos elementos com influência na emissão de gases e partículas poluentes pelo
             seu motor, nas emissões de gases do cárter e nas emissões por evaporação. Os
             procedimentos relativos à conformidade da produção devem cumprir o disposto no
             apêndice 2 do Acordo de 1958 (E/ECE/324-E/ECE/TRANS/505/Rev.2), bem como
             as seguintes disposições:
    8.2.     Regra geral, a conformidade da produção, no que respeita à limitação das emissões
             de gases poluentes provenientes do veículo (ensaio de Tipos I, II, III e IV) é
             verificada com base na descrição dada no formulário de comunicação e respectivos
             anexos.
             Conformidade dos veículos em circulação
             No que se refere às homologações concedidas em matéria de emissões, essas
             medidas devem ser adequadas para confirmar também a funcionalidade dos
             dispositivos de controlo das emissões durante a vida útil normal dos veículos, em
             condições normais de utilização (conformidade dos veículos em circulação
             devidamente manutencionados e utilizados). Para efeitos do presente regulamento, as
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/272               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                        Jornal Oficial da União Europeia                        27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   Página 30
                referidas medidas são verificadas até aos cinco anos de idade do veículo ou aos 80
                000 km, consoante o que ocorrer primeiro, e, a partir de 1 de Janeiro de 2005, até aos
                cinco anos ou aos 100 000 km, consoante o que ocorrer primeiro.
   8.2.1.       A auditoria da conformidade em circulação pelo serviço administrativo efectua-se
                com base em informações pertinentes na posse do fabricante, segundo procedimentos
                semelhantes aos definidos no apêndice 2 do Acordo de 1958 (E/ECE/324-
                E/ECE/TRANS/505/Rev.2).
                As figuras 4/1 e 4/2 do apêndice 4 ilustram o procedimento de controlo da
                conformidade em circulação.
   8.2.1.1.     Parâmetros que definem a família em circulação
                A família em circulação pode ser definida por meio de parâmetros de concepção
                básicos comuns a todos os veículos da família em questão. Assim sendo, os modelos
                de veículos que têm em comum ou dentro das tolerâncias indicadas, pelo menos, os
                parâmetros a seguir descritos são considerados como pertencendo à mesma família
                de veículos em circulação:
                      –     processo de combustão (dois tempos, quatro tempos, rotativo),
                      –     número de cilindros,
                      –     configuração do bloco de cilindros (em linha, V, radial, horizontalmente
                              opostos, outra). A inclinação ou orientação dos cilindros não constitui
                              um critério,
                      –     método de alimentação do motor em combustível (por exemplo, injecção
                              indirecta ou directa),
                      –     tipo de sistema de arrefecimento (ar, água, óleo),
                      –     método de aspiração (normalmente aspirado, sobrealimentado),
                      –     combustível para o qual o motor foi concebido (gasolina, combustível
                              para motores diesel, GN, GPL, etc.). Os veículos bicombustível podem
                              ser agrupados com veículos de combustível específico desde que um
                              dos combustíveis seja comum,
                      –     tipo de catalisador (catalisador de três vias ou outro(s)),
                      –     tipo de colector de partículas (com ou sem),
                      –     recirculação dos gases de escape (com ou sem),
                      –     cilindrada do maior motor da família, menos 30 %.
   8.2.1.2.     É efectuada uma inspecção da conformidade em circulação pelo serviço
                administrativo com base nas informações facultadas pelo fabricante. Essas
                informações incluem, no mínimo, os seguintes aspectos:
   8.2.1.2.1.   Nome e endereço do fabricante.
   8.2.1.2.2.   Nome, endereço, números de telefone e de fax e endereço de correio electrónico do
                seu representante autorizado nas áreas abrangidas pelas informações do fabricante.
 ---pagebreak--- 27.12.2006       PT
                                                              E/ECE/324
                                           Jornal Oficial da União Europeia      Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/273
                                                              E/ECE/TRANS/505
                                                              Regulamento n.º 83
                                                              página 31
    8.2.1.2.3.     Designação(ões) do(s) modelo(s) dos veículos incluídos nas informações do
                   fabricante.
    8.2.1.2.4.     Quando adequado, a lista dos modelos dos veículos abrangidos pelas informações do
                   fabricante, isto é, o grupo da família em circulação, em conformidade com o ponto
                   8.2.1.1.
    8.2.1.2.5.     Os códigos do número de identificação do veículo (VIN) aplicáveis a esses modelos
                   de veículos na família em circulação (prefixo do VIN).
    8.2.1.2.6.     Os números das homologações aplicáveis a esses modelos de veículos da família em
                   circulação, incluindo, quando aplicável, os números de todas as extensões e
                   correcções locais/convocações (grandes modificações).
    8.2.1.2.7.     Pormenores de extensões das homologações e correcções locais/convocações dos
                   veículos abrangidos pelas informações do fabricante (se solicitado pelo serviço
                   administrativo).
    8.2.1.2.8.     O período de recolha de informações do fabricante.
    8.2.1.2.9.     O período de construção do veículo abrangido pelas informações do fabricante (por
                   exemplo, "veículos fabricados durante o ano civil de 2001").
    8.2.1.2.10.    O procedimento de controlo da conformidade em circulação do fabricante, incluindo:
    8.2.1.2.10.1. Método de localização do veículo.
    8.2.1.2.10.2. Critérios de selecção e de rejeição dos veículos.
    8.2.1.2.10.3. Tipos e métodos de ensaio utilizados no programa.
    8.2.1.2.10.4. Os critérios de aceitação/rejeição do fabricante para o grupo da família em
                   circulação.
    8.2.1.2.10.5. Zona(s) geográfica(s) na(s) qual(is) o fabricante recolheu informações.
    8.2.1.2.10.6. Dimensão da amostra e plano de amostragem utilizado.
    8.2.1.2.11.    Os resultados do procedimento de conformidade em circulação do fabricante,
                   incluindo:
    8.2.1.2.11.1. Identificação dos veículos incluídos no programa (submetidos a ensaio ou não).
                   A identificação inclui: nome do modelo;
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/274                Rev.1/Add.82/Rev.3
                                         Jornal Oficial da União Europeia                         27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   Página 32
                   –   número de identificação do veículo (VIN);
                   –   número de matrícula do veículo;
                   –   data de fabrico;
                   –   região de utilização (se conhecida);
                   –   pneumáticos montados.
   8.2.1.2.11.2. A(s) razão(ões) de rejeição de um veículo da amostra.
   8.2.1.2.11.3. Antecedentes de serviço de cada veículo da amostra (incluindo quaisquer grandes
                 modificações).
   8.2.1.2.11.4. História de reparações de cada veículo da amostra (se conhecida).
   8.2.1.2.11.5. Dados de ensaio, incluindo:
                   –   data do ensaio;
                   –   local do ensaio;
                   –   distância indicada no conta-quilómetros;
                   –   especificações do combustível de ensaio (por exemplo, combustível de
                           referência para os ensaios e/ou combustível de mercado);
                   –   condições de ensaio (temperatura, humidade, massa de inércia do banco de
                           ensaios);
                   –   regulações do banco de ensaios (por exemplo, regulação da potência);
                   –   resultados do ensaio (de pelo menos três veículos diferentes por família).
   8.2.1.2.12.   Registos das indicações fornecidas pelo sistema OBD.
   8.2.2.        As informações reunidas pelo fabricante devem ser suficientemente abrangentes para
                 garantir a possibilidade de avaliação do comportamento do veículo em circulação em
                 condições normais de utilização, tal como se define no ponto 8.2, e para permitir que
                 essa avaliação seja feita de uma forma representativa da penetração geográfica do
                 fabricante.
                 Para efeitos do presente regulamento, o fabricante não é obrigado a realizar uma
                 auditoria da conformidade em circulação de um modelo de veículo, se puder
                 demonstrar, de forma satisfatória para a entidade homologadora, que as vendas
                 anuais, a nível mundial, desse modelo são inferiores a 10 000.
                 No caso de veículos que se destinem a ser comercializados na União Europeia, o
                 fabricante não é obrigado a realizar uma auditoria da conformidade em circulação de
                 um modelo de veículo, se puder demonstrar, de forma satisfatória para a entidade
                 homologadora, que as vendas anuais desse modelo, na União Europeia, são inferiores
                 a 5 000.
 ---pagebreak--- 27.12.2006       PT
                                                             E/ECE/324
                                          Jornal Oficial da União Europeia      Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/275
                                                             E/ECE/TRANS/505
                                                             Regulamento n.º 83
                                                             página 33
    8.2.3.         Se tiver de ser efectuado um ensaio de Tipo I e a homologação de um veículo tiver
                   uma ou mais extensões, os ensaios são efectuados quer com o veículo descrito no
                   dossier de fabrico inicial quer com o veículo descrito no dossier de fabrico relativo à
                   extensão pertinente.
    8.2.3.1.       Controlo da conformidade do veículo quanto a um ensaio de Tipo I.
                   Após selecção pelas autoridades, o fabricante não deve efectuar nenhuma regulação
                   nos veículos seleccionados.
                   No que se refere aos veículos híbridos eléctricos (VHE), os ensaios são efectuados
                   nas condições enunciadas no anexo 14:
                    -    No que se refere aos veículos OVC, as medições das emissões de poluentes são
                         efectuadas com o veículo acondicionado segundo a condição B do ensaio de
                         Tipo I para veículos híbridos OVC.
                    -    No que se refere aos veículos NOVC, as medições das emissões de poluentes
                         são efectuadas com o veículo acondicionado nas condições análogas às do
                         ensaio de Tipo I para veículos NOVC.
    8.2.3.1.1.     São retirados aleatoriamente três veículos da série e sujeitos ao ensaio descrito no
                   ponto 5.3.1. Os factores de deterioração devem ser aplicados do mesmo modo. Os
                   valores-limite são indicados no ponto 5.3.1.4.
    8.2.3.1.1.1.   Nos sistemas de regeneração periódica, tal como definidos no ponto 2.20, os
                   resultados são multiplicados pelo factor K obtido pelo processo definido no anexo
                                                                    i
                   13 no momento em que a homologação foi concedida.
                   A pedido do fabricante, os ensaios podem ser efectuados imediatamente após ter sido
                   completada uma regeneração.
    8.2.3.1.2.     Se a entidade competente aceitar o desvio-padrão da produção dado pelo fabricante
                   nos termos do ponto 8.2.1, os ensaios são efectuados em conformidade com o
                   apêndice 1.
                   Se a entidade competente não aceitar o desvio-padrão da produção dado pelo
                   fabricante nos termos do ponto 8.2.1, os ensaios são efectuados em conformidade
                   com o apêndice 2.
    8.2.3.1.3.     A produção de uma série é considerada conforme ou não conforme, com base num
                   ensaio dos veículos por amostragem, logo que se chegue a uma decisão positiva em
                   relação a todos os poluentes ou a uma decisão negativa em relação a um poluente, em
                   conformidade com os critérios de ensaio previstos no apêndice adequado.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/276               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                        Jornal Oficial da União Europeia                     27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   Página 34
                Quando se tiver chegado a uma decisão positiva em relação a um poluente, essa
                decisão não é alterada por quaisquer ensaios adicionais efectuados para se chegar a
                uma decisão em relação aos outros poluentes.
                Se não se chegar a uma decisão positiva para todos os poluentes e não se chegar a
                nenhuma decisão negativa para um poluente, efectuar-se-á um ensaio com outro
                veículo (ver figura 2).
   8.2.3.2.     Em derrogação do disposto no ponto 3.1.1 do anexo 4, os ensaios são efectuados com
                veículos saídos da cadeia de produção.
   8.2.3.2.1.   Todavia, a pedido do fabricante, os ensaios podem ser efectuados com veículos que
                tenham percorrido:
                -     um máximo de 3 000 quilómetros, no que se refere aos veículos equipados com
                      motor de ignição comandada,
                -     um máximo de 15 000 quilómetros, no que se refere aos veículos equipados
                      com motor de ignição por compressão.
                Em ambos os casos, a rodagem fica a cargo do fabricante, que se comprometerá a
                não fazer quaisquer regulações nos veículos.
 ---pagebreak--- 27.12.2006         PT
                                                                E/ECE/324
                                            Jornal Oficial da União Europeia            Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/277
                                                                E/ECE/TRANS/505
                                                                Regulamento n.º 83
                                                                página 35
                                                       Figura 2
    EN                                                        PT
    Test of three vehicles                                    Ensaio de três veículos
    Computation of the test statistics                        Cálculo das estatísticas do ensaio
    According to the appropriate Appendix does the            De acordo com o apêndice adequado, a
    test statistics agree with the criteria for failing       estatística do ensaio concorda com os critérios
    the series for at least one pollutant?                    de rejeição da série para, pelo menos, um
                                                              poluente?
    According to the appropriate Appendix does the De acordo com o apêndice adequado, a
    test statistics agree with the criteria for passing estatística do ensaio concorda com os critérios
    the series for at least one pollutant?                    de aceitação da série para, pelo menos, um
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/278                  Rev.1/Add.82/Rev.3
                                           Jornal Oficial da União Europeia                       27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   Página 36
                                                            poluente?
   YES                                                      SIM
   Series rejected                                          Série rejeitada
   NO
   A pass decision is reached for one or more Chegou-se a uma decisão positiva em relação a
   pollutants                                               um ou mais poluentes?
   A pass decision is reached for all the pollutants Chegou-se a uma decisão positiva em relação a
                                                            todos os poluentes?
   Series accepted                                          Série aceite
   Test of an additional vehicle                            Ensaio de um veículo adicional
   8.2.3.2.2.      Se o fabricante solicitar a realização de uma rodagem (“x” quilómetros, em que x < 3
                   000 quilómetros para os veículos equipados com motor de ignição comandada e x <
                   15 000 quilómetros para os veículos equipados com motor de ignição por
                   compressão), procede-se do seguinte modo:
                   a)          as emissões poluentes (Tipo I) são medidas a zero e a “x" km
                               no primeiro veículo ensaiado,
                   b)          o coeficiente de evolução das emissões entre zero e “x” quilómetros é
                               calculado relativamente a cada poluente:
                   Emissões a "x" km / Emissões a zero km. Este coeficiente pode ser inferior a 1
                   c)          os veículos seguintes não são sujeitos a rodagem, mas as respectivas
                               emissões com zero quilómetros são multiplicadas pelo coeficiente de
                               evolução.
                   Neste caso, os valores a reter são:
                   i)          o valor a “x” km para o primeiro veículo;
                   ii)         os valores a zero quilómetros multiplicados pelo coeficiente de evolução
                               para os veículos seguintes.
   8.2.3.2.3.      Todos estes ensaios podem ser efectuados com um carburante à venda no comércio.
                   Todavia, a pedido do fabricante, podem ser utilizados os combustíveis de referência
                   descritos no anexo 10.
                   i)          Se for efectuado um ensaio de Tipo III, deve ser realizado com todos os
                               veículos seleccionados para o ensaio de conformidade da produção de
                               Tipo I. As condições estabelecidas no ponto 5.3.3.2 devem ser
                               respeitadas. No que se refere aos veículos híbridos eléctricos (VHE), os
                               ensaios são efectuados nas condições enunciadas no anexo 14, ponto 5.
 ---pagebreak--- 27.12.2006   PT
                                                          E/ECE/324
                                       Jornal Oficial da União Europeia      Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/279
                                                          E/ECE/TRANS/505
                                                          Regulamento n.º 83
                                                          página 37
                ii)          Se for efectuado um ensaio de Tipo IV, deve ser realizado em
                             conformidade com o ponto 7 do anexo 7.
    8.2.4.      Nos ensaios realizados em conformidade com o anexo 7, o valor médio das emissões
                por evaporação dos veículos de produção do modelo homologado deve ser inferior
                ao valor-limite estabelecido no ponto 5.3.4.2.
    8.2.5.      No que respeita aos ensaios de rotina no fim da linha de produção, o detentor da
                homologação pode demonstrar a conformidade através de uma recolha de amostras
                de veículos que satisfaçam os requisitos do ponto 7 do anexo 7.
    8.2.6.      Diagnóstico a bordo (OBD)
                Se tiver de ser efectuada uma verificação do comportamento funcional do sistema
                OBD, a mesma deve ser realizada em conformidade com as seguintes disposições:
    8.2.6.1.    Quando a entidade homologadora entender que a qualidade da produção não parece
                satisfatória, proceder-se-á à retirada de um veículo ao acaso da série, o qual será
                submetido aos ensaios previstos no anexo 11, apêndice 1.
                No que se refere aos veículos híbridos eléctricos (VHE), os ensaios são efectuados
                nas condições enunciadas no anexo 14, ponto 9.
    8.2.6.2.    A produção é considerada conforme se esse veículo satisfizer as condições dos
                ensaios previstos no anexo 11, apêndice 1.
    8.2.6.3.    Se o veículo retirado da série não satisfizer as condições enunciadas no ponto
                8.2.6.1, será retirada da série uma nova amostra de quatro veículos, que serão
                submetidos aos ensaios previstos no anexo 11, apêndice 1. Estes ensaios podem ser
                efectuados em veículos com uma rodagem máxima de 15 000 km.
    8.2.6.4.    A produção é considerada conforme se pelo menos três veículos satisfizerem os
                requisitos dos ensaios previstos no anexo 11, apêndice 1.
    8.2.7.      Com base na auditoria referida no ponto 8.2.1, o serviço administrativo:
                -     decide que a conformidade em circulação de um modelo de veículo ou de uma
                      família de veículos em serviço é satisfatória e não toma qualquer outra medida,
                -     decide que os dados fornecidos pelo fabricante não são suficientes para chegar
                      a uma decisão e solicita mais informações ou dados de ensaio ao fabricante ou
                -     decide que a conformidade em circulação de um modelo de veículo ou de
                      modelos de veículos que fazem parte de uma família em circulação não é
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/280               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                        Jornal Oficial da União Europeia                      27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   Página 38
                      satisfatória e ordena que se proceda ao ensaio de tais modelos de veículos em
                      conformidade com o apêndice 3.
                Se o fabricante tiver sido dispensado da auditoria de um modelo específico, em
                conformidade com o ponto 8.2.2, o serviço administrativo pode realizar ensaios
                desse modelo de veículo, em conformidade com o apêndice 3.
   8.2.7.1      Caso sejam considerados necessários ensaios de Tipo I para verificar a conformidade
                dos dispositivos de controlo das emissões com as exigências relativas ao respectivo
                comportamento em circulação, esses ensaios devem ser efectuados por um método
                que satisfaça os critérios estatísticos definidos no apêndice 4.
   8.2.7.2.     A entidade homologadora seleccionará, em cooperação com o fabricante, uma
                amostra de veículos com suficiente quilometragem e que se possa razoavelmente
                garantir terem sido utilizados em condições normais. O fabricante deve ser
                consultado sobre a escolha dos veículos da amostra e é-lhe permitido assistir às
                verificações de confirmação efectuadas nesses veículos.
   8.2.7.3.     O fabricante está autorizado a, sob a supervisão da entidade homologadora, efectuar
                verificações, mesmo de carácter destrutivo, nos veículos com níveis de emissões
                superiores aos valores-limite, a fim de determinar eventuais causas de deterioração
                que não possam ser atribuídas ao próprio fabricante (por exemplo, utilização de
                gasolina com chumbo antes da data do ensaio). Caso os resultados das verificações
                confirmem essas causas, os resultados dos ensaios correspondentes são excluídos da
                verificação da conformidade.
   8.2.7.3.1.   Os resultados dos ensaios são igualmente excluídos da verificação da conformidade
                dos veículos da amostra que disponham de:
                i)      um certificado de homologação que indique a observância dos limites de
                        emissões da categoria A do ponto 5.3.1.4. da série 05 de alterações do
                        regulamento, desde que esses veículos tenham funcionado normalmente com
                        combustível cujo nível de enxofre exceda 150 mg/kg (gasolina) ou 350
                        mg/kg (combustível para motores Diesel), ou
                ii)     um certificado de homologação que indique a observância dos limites de
                        emissões da categoria B do ponto 5.3.1.4. da série 05 de alterações do
                        regulamento, desde que esses veículos tenham funcionado normalmente com
                        gasolina ou combustível para motores Diesel cujo nível de enxofre exceda 50
                        mg/kg.
 ---pagebreak--- 27.12.2006   PT
                                                          E/ECE/324
                                       Jornal Oficial da União Europeia      Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/281
                                                          E/ECE/TRANS/505
                                                          Regulamento n.º 83
                                                          página 39
    8.2.7.4.    Caso a entidade homologadora não fique satisfeita com os resultados dos ensaios em
                conformidade com os critérios definidos no apêndice 4, as medidas correctoras
                referidas no apêndice 2 do Acordo de 1958 (E/ECE/324-E/ECE/TRANS/505/Rev.2)
                serão extensivas aos veículos em circulação pertencentes ao mesmo modelo de
                veículo que sejam susceptíveis de padecer dos mesmos defeitos, em conformidade
                com o ponto 6 do apêndice 3.
                O plano de medidas correctoras apresentado pelo fabricante será aprovado pela
                entidade homologadora. O fabricante é responsável pela execução do plano de
                correcção conforme aprovado.
                A entidade homologadora comunica a sua decisão a todos os Estados-Membros no
                prazo de 30 dias. As partes no Acordo podem exigir a aplicação do mesmo plano de
                medidas correctoras a todos os veículos do mesmo modelo matriculados no seu
                território.
    8.2.7.5.    Se uma parte no Acordo tiver verificado que um modelo de veículo não está em
                conformidade com as disposições aplicáveis constantes do apêndice 3, deve notificar
                sem demora a parte que concedeu a homologação inicial em conformidade com o
                disposto no Acordo.
                Seguidamente, e sob reserva do disposto no Acordo, a entidade competente da parte
                no Acordo que concedeu a homologação inicial informará o fabricante de que o
                modelo de veículo não preenche os referidos requisitos e de que se espera que ele
                tome determinadas medidas. O fabricante deve comunicar à entidade em causa, no
                prazo de dois meses a contar da data dessa informação, um plano das medidas a
                tomar para suprir as deficiências, cujo conteúdo deve corresponder aos requisitos dos
                pontos 6.1 a 6.8 do apêndice 3. A entidade competente que concedeu a homologação
                inicial consultará o fabricante, no prazo de dois meses, a fim de chegar a acordo
                sobre um plano de medidas e sobre a execução desse plano. Se a entidade
                competente que concedeu a homologação inicial concluir que não é possível chegar a
                acordo, iniciar-se-á o procedimento previsto no Acordo.
    9.          SANÇÕES PELA NÃO CONFORMIDADE DA PRODUÇÃO
    9.1.        A homologação concedida a um modelo de veículo nos termos da presente alteração
                pode ser revogada se as disposições enunciadas no ponto 8.1 não forem cumpridas
                ou se os veículos não forem aprovados nos controlos mencionados no ponto 8.2.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/282               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                        Jornal Oficial da União Europeia                        27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   Página 40
   9.2.         Se uma parte contratante no Acordo que aplique o presente regulamento revogar uma
                homologação que havia previamente concedido, notificará imediatamente desse
                facto as restantes partes contratantes que apliquem o presente regulamento,
                utilizando um formulário de comunicação conforme ao modelo apresentado no
                anexo 2 do presente regulamento.
   10.          INTERRUPÇÃO DEFINITIVA DA PRODUÇÃO
                Se o titular da homologação deixar definitivamente de fabricar um modelo de
                veículo homologado nos termos do presente regulamento, deve informar desse facto
                a entidade homologadora. Após receber a comunicação, essa entidade deve do facto
                informar as restantes partes no Acordo de 1958 que apliquem o presente
                regulamento, por meio de um formulário de comunicação conforme ao modelo
                apresentado no anexo 2.
   11.          DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS
   11.1.        Generalidades
   11.1.1.      A contar da data oficial da entrada em vigor da série 05 de alterações, nenhuma parte
                contratante que aplique o presente regulamento pode recusar um pedido de
                homologação ao abrigo do presente regulamento com a redacção que lhe foi dada
                pela série 05 de alterações.
   11.1.2.      Novas homologações
   11.1.2.1.    Sob reserva do disposto nos pontos 11.1.4, 11.1.5 e 11.1.6, as partes contratantes que
                apliquem o presente regulamento só concedem homologações se o modelo de
                veículo a homologar obedecer às disposições enunciadas no presente regulamento
                com a redacção que lhe foi dada pela série 05 de alterações.
                Para os veículos da categoria M ou da categoria N , essas disposições aplicam-se a
                                                                         1
                partir da data da entrada em vigor da série 05 de alterações.
                Os veículos devem observar os limites referentes ao ensaio de Tipo I, indicados na
                linha A do quadro do ponto 5.3.1.4.1 do presente regulamento.
   11.1.2.2.    Sob reserva do disposto nos pontos 11.1.4, 11.1.5, 11.1.6 e 11.1.7, as partes
                contratantes que apliquem o presente regulamento só concedem homologações se o
                modelo de veículo a homologar obedecer às disposições previstas no presente
                regulamento com a redacção que lhe foi dada pela série 05 de alterações.
                Para veículos da vategoria M com massa máxima inferior ou igual a 2 500 kg ou
                veículos da categoria N (Classe I) tais disposições aplicam-se a partir de 1 de
                                           1
                Janeiro de 2005.
 ---pagebreak--- 27.12.2006    PT
                                                           E/ECE/324
                                        Jornal Oficial da União Europeia      Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/283
                                                           E/ECE/TRANS/505
                                                           Regulamento n.º 83
                                                           página 41
                 Para veículos da vategoria M com massa máxima superior a 2 500 kg ou veículos da
                 categoria N (Classes II ou III) estas disposições aplicam-se a partir de 1 de Janeiro
                             1
                 de 2006.
                 Os veículos devem observar os limites referentes ao ensaio de Tipo I, indicados na
                 linha B do quadro do ponto 5.3.1.4.1 do presente regulamento.
    11.1.3.      Limite da validade das homologações em vigor
    11.1.3.1.    Sob reserva do disposto nos pontos 11.1.4, 11.1.5 e 11.1.6, as homologações
                 concedidas ao abrigo do presente regulamento, com a redacção que lhe foi dada pela
                 série 04 de alterações, deixam de ser válidas a partir da data da entrada em vigor da
                 série 05 de alterações para veículos da categoria M com massa máxima inferior ou
                 igual a 2 500 kg ou veículos da categoria N (classe I) e em 1 de Janeiro de 2002
                                                                     1
                 para veículos da categoria M com massa máxima superior a 2 500 kg ou veículos da
                 categoria N (classes II ou III), a menos que a parte contratante que concedeu a
                             1
                 homologação informe as outras partes contratantes que apliquem o regulamento de
                 que o modelo de veículo homologado cumpre as disposições do presente
                 regulamento, como exigido no ponto 11.1.2.1.
    11.1.3.2.    Sob reserva do disposto nos pontos 11.1.4, 11.1.5, 11.1.6 e 11.1.7, as homologações
                 concedidas em conformidade com o presente regulamento, com a redacção que lhe
                 foi dada pela série 05 de alterações, e com os valores-limite indicados na linha A do
                 quadro do ponto 5.3.1.4., deixam de ser válidas em 1 de Janeiro de 2006 para
                 veículos da categoria M com massa máxima inferior ou igual a 2 500 kg ou veículos
                 da categoria N (classe I) e em 1 de Janeiro de 2007 para veículos da categoria M
                                 1
                 com massa máxima superior a 2 500 kg ou veículos da categoria N (classes II ou
                                                                                        1
                 III), a menos que a parte contratante que concedeu a homologação informe as outras
                 partes contratantes que apliquem o regulamento de que o modelo de veículo
                 homologado cumpre as disposições do presente regulamento, como exigido no ponto
                 11.1.2.2.
    11.1.4.      Disposições especiais
    11.1.4.1.    Até 1 de Janeiro de 2003, os veículos da categoria M equipados com motores de
                                                                            1
                 ignição por compressão de massa máxima superior a 2 000 kg e
                 i)          que se destinem ao transporte de mais de seis passageiros (incluindo o
                 condutor), ou
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/284               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                        Jornal Oficial da União Europeia                       27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   Página 42
                ii)         sejam veículos todo-o-terreno conforme definido no anexo 7 da
                            Resolução consolidada sobre a construção de veículos (R.E.3).1/
                são considerados veículos da categoria N para efeitos dos pontos 11.1.3.1. e
                                                                    1
                11.1.3.2.
   11.1.4.2.    No caso de veículos equipados com motor de ignição por compressão e concebidos
                para transportar mais de seis passageiros (incluindo o condutor), permanecem
                válidas até 1 de Janeiro de 2002 as homologações concedidas nos termos do disposto
                no ponto 5.3.1.4.1 do presente regulamento, com a redacção que lhe foi dada pela
                série 04 de alterações.
   11.1.4.3.    As disposições referentes às homologações e à verificação da conformidade da
                produção, como especificadas no presente regulamento, com a redacção que lhe foi
                dada pela série 04 de alterações, permanecem aplicáveis até às datas referidas nos
                pontos 11.1.2.1 e 11.1.3.1.
   11.1.4.4.    A partir de 1 de Janeiro de 2002, o ensaio de Tipo VI definido no anexo 8 aplica-se a
                novos modelos de veículos da categoria M e da classe I da categoria N , equipados
                                                                  1                     1
                com motor de ignição comandada; obrigação esta que não se aplica a tais veículos
                concebidos para transportar mais de seis passageiros (incluindo o condutor) ou a
                veículos cuja massa máxima exceda 2 500 kg.
   11.1.5.      Sistema de diagnóstico a bordo (OBD)
   11.1.5.1.    Veículos com motor de ignição comandada
   11.1.5.1.1.  Os veículos das categorias M e N alimentados com gasolina são equipados com
                                                   1      1
                sistemas de diagnóstico a bordo, como se especifica no ponto 3.1 do anexo 11 do
                presente regulamento, nas datas indicadas no ponto 11.1.2.
   11.1.5.1.2.  Os veículos da categoria M , excepto os veículos cuja massa máxima exceda 2 500
                                               1
                kg, e classe I da categoria N , que funcionem permanentemente ou a tempo parcial
                                                 1
                quer com GPL quer com GN devem possuir um sistema de diagnóstico a bordo a
                partir de 1 de Outubro de 2004 no que se refere aos novos modelos e 1 de Julho de
                2005 no que se refere a todos os modelos.
                Os veículos da categoria M , cuja massa máxima exceda 2 500 kg, e classes II e III
                                               1
                da categoria N , que funcionem permanentemente ou a tempo parcial quer com GPL
                                1
                quer com GN devem possuir um sistema de diagnóstico a bordo a partir de 1 de
                Janeiro de 2006 no que se refere aos novos modelos e 1 de Janeiro de 2007 no que se
                refere a todos os modelos.
   1/ Documento TRANS/WP.29/78/Rev.1/Amend.2.
 ---pagebreak--- 27.12.2006      PT
                                                             E/ECE/324
                                          Jornal Oficial da União Europeia      Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/285
                                                             E/ECE/TRANS/505
                                                             Regulamento n.º 83
                                                             página 43
    11.1.5.2.      Veículos com motor de ignição por compressão
    11.1.5.2.1.    Os veículos da categoria M , excepto os veículos que se destinem ao transporte de
                                                  1
                   mais de seis passageiros (incluindo o condutor) ou cuja massa máxima exceda 2 500
                   kg devem possuir um sistema de diagnóstico a bordo a partir de de 1 de Outubro de
                   2004 no que se refere aos novos modelos e 1 de Julho de 2005 no que se refere a
                   todos os modelos.
    11.1.5.2.2.    Os veículos da categoria M não abrangidos pelo ponto 11.1.5.2.1, excepto os
                                                    1
                   veículos cuja massa máxima exceda 2 500 kg e os veículos da classe I da categoria
                   N devem possuir um sistema de diagnóstico a bordo a partir de 1 de Janeiro de 2005
                     1
                   no que se refere aos novos modelos e 1 de Janeiro de 2006 no que se refere a todos
                   os modelos.
    11.1.5.2.3.    Os veículos das classes II e III da categoria N e os da categoria M cuja massa
                                                                           1              1
                   máxima exceda 2 500 kg devem possuir um sistema de diagnóstico a bordo a partir
                   de 1 de Janeiro de 2006 no que se refere aos novos modelos e 1 de Janeiro de 2007
                   no que se refere a todos os modelos.
    11.1.5.2.4.    No caso dos veículos com motor de ignição por compressão que entrem em
                   circulação antes das datas previstas nos pontos supra e que estejam equipados com
                   um sistema OBD, aplica-se o disposto nos pontos 6.5.3 a 6.5.3.6 do apêndice I do
                   anexo 11.
    11.1.5.3.      Os veículos híbridos eléctricos (VHE) devem obedecer às obrigações referentes aos
                   sistemas de diagnóstico a bordo do seguinte modo:
    11.1.5.3.1.    Veículos híbridos eléctricos (VHE) equipados com motores de ignição comandada,
                   veículos híbridos eléctricos (VHE) da categoria M equipados com motores de
                                                                             1
                   ignição por compressão e cuja massa máxima não exceda 2 500 kg, bem como
                   veículos híbridos eléctricos (VHE) da classe I da categoria N equipados com
                                                                                      1
                   motores de ignição por compressão – a partir de 1 de Janeiro de 2005 no que se
                   refere aos novos modelos e 1 de Janeiro de 2006 no que se refere a todos os modelos.
    11.1.5.3.2.    Veículos híbridos eléctricos (VHE) das classes II e III da categoria N equipados
                                                                                            1
                   com motores de ignição por compressão, veículos híbridos eléctricos (VHE) da
                   categoria M equipados com motores de ignição por compressão e cuja massa
                                1
                   máxima exceda 2 500 kg – a partir de 1 de Janeiro de 2006 no que se refere aos
                   novos modelos e 1 de Janeiro de 2007 no que se refere a todos os modelos.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/286               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                        Jornal Oficial da União Europeia                      27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   Página 44
   11.1.5.4.    Os veículos de outras categorias ou os veículos das categorias M e N não  1   1
                abrangidos pelos pontos supra podem ser equipados com um sistema de diagnóstico
                a bordo. Nesse caso, devem observar as disposições referentes ao sistema OBD
                enunciadas nos pontos 6.5.3. a 6.5.3.6. do apêndice 1 do anexo 11.
   11.1.6.      Homologações ao abrigo do regulamento com a redacção que lhe foi dada pela série
                04 de alterações
   11.1.6.1.    Sem prejuízo das disposições enunciadas nos pontos 11.1.2 e 11.1.3, as partes
                contratantes podem continuar a homologar veículos e a reconhecer a validade das
                homologações em vigor que indiquem a observância:
                i)      das disposições do ponto 5.3.1.4.1 da série 04 de alterações do presente
                        regulamento, desde que os veículos se destinem a exportação ou a primeira
                        utilização em países onde a gasolina sem chumbo não se encontre
                        amplamente disponível;
                ii)     das disposições do ponto 5.3.1.4.2 da série 04 de alterações do presente
                        regulamento, desde que os veículos se destinem a exportação ou a primeira
                        utilização em países onde a gasolina sem chumbo com nível máximo de
                        enxofre de 50 mg/kg não se encontre amplamente disponível; e
                iii)    das disposições do ponto 5.3.1.4.3 da série 04 de alterações do presente
                        regulamento, desde que os veículos se destinem a exportação ou a primeira
                        utilização em países onde o combustível para motores Diesel com nível
                        máximo de enxofre de 350 mg/kg não se encontre amplamente disponível.
   11.1.6.2.    Em derrogação às obrigações das partes contratantes, as homologações concedidas
                ao abrigo do presente regulamento, com a redacção que lhe foi dada pela série 04 de
                alterações, deixam de ser válidas na Comunidade Europeia a partir de:
                i)      1 de Janeiro de 2001, para veículos da categoria M com massa máxima
                        inferior ou igual a 2 500 kg ou veículos da categoria N (classe I), e
                                                                               1
                ii)     1 de Janeiro de 2002, para veículos da categoria M com massa máxima
                        superior a 2 500 kg ou veículos da categoria N (classes II ou III),
                                                                         1
                a menos que a parte contratante que concedeu a homologação comunique às outras
                partes contratantes que aplicam o regulamento que o modelo de veículo homologado
                cumpre as disposições do presente regulamento, nos termos do ponto 11.1.2.1.
 ---pagebreak--- 27.12.2006       PT
                                                              E/ECE/324
                                           Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/287
                                                              E/ECE/TRANS/505
                                                              Regulamento n.º 83
                                                              página 45
    11.1.7.         Homologações ao abrigo do regulamento com a redacção que lhe foi dada pela série
    05 de alterações
    11.1.7.1.       Sem prejuízo das condições enunciadas nos pontos 11.1.2.2 e 11.1.3.2, as partes
                    contratantes podem continuar a homologar veículos e a reconhecer a validade das
                    homologações em vigor que indiquem a observância do disposto no ponto 5.3.1.4
                    (no que se refere às emissões da categoria A) da série 05 de alterações do presente
                    regulamento, desde que os veículos se destinem a exportação ou a primeira
                    utilização em países onde o combustível para motores Diesel com nível máximo de
                    enxofre de 50 mg/kg não se encontre amplamente disponível.
    11.1.7.2.       Em derrogação às obrigações das partes contratantes, as homologações concedidas
                    indicando a observância dos limites de emissões da categoria A, que constam do
                    ponto 5.3.1.4. da série 05 de alterações do presente regulamento, deixam de ser
                    válidas na Comunidade Europeia a partir de:
                    i)      1 de Janeiro de 2006, para veículos da categoria M com massa máxima
                            inferior ou igual a 2 500 kg ou veículos da categoria N (classe I), e
                                                                                    1
                    ii)     1 de Janeiro de 2007, para veículos da categoria M com massa máxima
                            superior a 2 500 kg ou veículos da categoria N (classes II ou III),
                                                                             1
                    a menos que a parte contratante que concedeu a homologação comunique às outras
                    partes contratantes que aplicam o regulamento que o modelo de veículo homologado
                    cumpre as disposições do presente regulamento, nos termos do ponto 11.1.2.2.
    12.             DESIGNAÇÕES E ENDEREÇOS DOS SERVIÇOS TÉCNICOS RESPONSÁVEIS
                    PELOS        ENSAIOS         DE        HOMOLOGAÇÃO           E    DOS       SERVIÇOS
                    ADMINISTRATIVOS
                    As partes contratantes no Acordo de 1958 que apliquem o presente regulamento
                    devem comunicar ao Secretariado da Organização das Nações Unidas as designações
                    e moradas dos serviços técnicos responsáveis pela realização dos ensaios de
                    homologação e dos serviços administrativos que concedem essas homologações e
                    aos quais devem ser enviados os formulários de concessão, extensão, recusa ou
                    revogação da homologação emitidos por outros países.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/288                Rev.1/Add.82/Rev.3
                                          Jornal Oficial da União Europeia                     27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   Página 46
                                                   Apêndice 1
    PROCEDIMENTO PARA VERIFICAR A CONFORMIDADE DA PRODUÇÃO SE O DESVIO-
                       PADRÃO DA PRODUÇÃO DO FABRICANTE FOR SATISFATÓRIO
   1.        Este apêndice descreve o procedimento a seguir para verificar a conformidade da
             produção para o ensaio de Tipo I quando o desvio-padrão da produção dado pelo
             fabricante for satisfatório.
   2.        Sendo três o tamanho mínimo da amostra, o procedimento de amostragem é estabelecido
             de modo a que a probabilidade de um lote ser aprovado num ensaio com 40% da
             produção defeituosa seja de 0,95 (risco do produtor = 5 %), e a probabilidade de um lote
             ser aceite com 65% da produção defeituosa seja de 0,1 (risco do consumidor = 10%).
   3.        Para cada um dos poluentes indicados no ponto 5.3.1.4 do presente regulamento é
             utilizado o processo a seguir indicado (ver figura 2) .
             Sendo
             L=      o logaritmo natural do valor-limite relativo ao poluente,
             x=
              i      o logaritmo natural do valor da medição correspondente ao veículo iº da amostra,
             s=      uma estimativa do desvio-padrão da produção (após ter tomado o logaritmo
                     natural dos valores das medições),
             n=      o número da amostra em questão.
   4.        Calcular para a amostra o valor estatístico do ensaio quantificando a soma dos desvios
             reduzidos ao valor-limite e definido como:
                                                  1     n
                                                     ∑ ( L −x )
                                                   s =1
                                                      i
                                                                i
   5.        Assim:
   5.1.      Se a estatística de ensaio for superior ao limiar de aceitação para o tamanho da amostra
             dado no quadro (1/1 infra), a decisão quanto ao poluente é positiva.
   5.2.      Se a estatística de ensaio for inferior ao limiar de rejeição para o tamanho da amostra
             dado no quadro (1/1 infra), a decisão quanto ao poluente é negativa. Caso contrário, será
             ensaiado um veículo adicional, sendo o cálculo reaplicado à amostra assim aumentada
             de uma unidade.
 ---pagebreak--- 27.12.2006           PT
                                                             E/ECE/324
                                         Jornal Oficial da União Europeia       Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/289
                                                             E/ECE/TRANS/505
                                                             Regulamento n.º 83
                                                             página 47
                                                    Quadro 1/1
               Número acumulado
        de veículos ensaiados(tamanho da       Limiar de aceitação              Limiar de rejeição
                     amostra)
                        3                              3,327                         -4,724
                        4                              3,261                          -4,79
                        5                              3,195                         -4,856
                        6                              3,129                         -4,922
                        7                              3,063                         -4,988
                        8                              2,997                         -5,054
                        9                              2,931                          -5,12
                        10                             2,865                         -5,185
                        11                             2,799                         -5,251
                        12                             2,733                         -5,317
                        13                             2,667                         -5,383
                        14                             2,601                         -5,449
                        15                             2,535                         -5,515
                        16                             2,469                         -5,581
                        17                             2,403                         -5,647
                        18                             2,337                         -5,713
                        19                             2,271                         -5,779
                        20                             2,205                         -5,845
                        21                             2,139                         -5,911
                        22                             2,073                         -5,977
                        23                             2,007                         -6,043
                        24                             1,941                         -6,109
                        25                             1,875                         -6,175
                        26                             1,809                         -6,241
                        27                             1,743                         -6,307
                        28                             1,677                         -6,373
                        29                             1,611                         -6,439
                        30                             1,545                         -6,505
                        31                             1,479                         -6,571
                        32                            -2,112                         -2,112
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/290                  Rev.1/Add.82/Rev.3
                                         Jornal Oficial da União Europeia                       27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º. 83
   página 48
   Apêndice 2
                                                  Apêndice 2
   PROCEDIMENTO PARA VERIFICAR A CONFORMIDADE DA PRODUÇÃO
   SE O DESVIO-PADRÃO DO FABRICANTE
   NÃO FOR SATISFATÓRIO OU NÃO TIVER SIDO DISPONIBILIZADO
   1.        Este apêndice descreve o procedimento a seguir para verificar a conformidade da
             produção para o ensaio de Tipo I quando o desvio-padrão da produção do fabricante não
             for satisfatório ou não tiver sido disponibilizado.
   2.        Sendo três o tamanho mínimo da amostra, o procedimento de amostragem é estabelecido
             de modo a que a probabilidade de um lote ser aprovado num ensaio com 40 % da
             produção defeituosa seja de 0,95 (risco do produtor = 5 %), e a probabilidade de um lote
             ser aceite com 65 % da produção defeituosa seja de 0,1 (risco do consumidor = 10 %).
   3.        Considera-se que os valores medidos dos poluentes indicados no ponto 5.3.1.4 do
             presente regulamento têm uma distribuição logarítmica normal e devem ser
             transformados através do cálculo dos respectivos logaritmos naturais. Sejam m e m (m
                                                                                              0       0
             = 3 e m = 32) os tamanhos mínimo e máximo da amostra, respectivamente, e seja n o
             número da amostra em questão.
   4.        Se os logaritmos naturais da série de valores medidos forem x ,x ..., x e se L for o
                                                                                 1 2     i
             logaritmo natural do valor-limite do poluente em questão, então:
             d =x –L
               1    1
                    1   n
              d =n
                      ∑d
                    n =1
                      i
                            i
             e
                    1
                          (        )
                        n
                                    2
              V2 =
                n     ∑ d −d
                    n =1
                      i
                              i
                                 n
   5.        O quadro 1/2 indica os valores de aprovação (An) e rejeição (Bn) em relação ao número
             da amostra em questão. O valor estatístico do ensaio é a relação dn/Vn, que deve ser
             utilizado para determinar se a série foi aprovada ou rejeitada do seguinte modo:
          Para mo < n < m:
                                                              dn
          i) a série é aprovada se                                ≤ An
                                                              Vn
 ---pagebreak--- 27.12.2006        PT
                                                            E/ECE/324
                                         Jornal Oficial da União Europeia       Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/291
                                                            E/ECE/TRANS/505
                                                            Regulamento n.º. 83
                                                            página 49
                                                            Apêndice 2
                                                              dn
           ii) a série é rejeitada se                             ≥ Bn
                                                              Vn
           iii) efectua-se uma nova medição se                An < Vdnn < Bn
    6.            Observações
                  As fórmulas recorrentes seguintes são úteis para calcular os valores sucessivos da
                  estatística de ensaio:
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/292                Rev.1/Add.82/Rev.3
                                        Jornal Oficial da União Europeia                    27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º. 83
   página 50
   Apêndice 2
                                                 Quadro 1/2
                                   Tamanho mínimo da amostra = 3
      Tamanho da amostra       Limiar de aceitação                       Limiar de rejeição
             (n)                      (A )
                                         n                                     (B )
                                                                                  n
              3                    -0,80381                                 16,64743
              4                    -0,76339                                  7,68627
              5                    -0,72982                                  4,67136
              6                    -0,69962                                  3,25573
              7                    -0,67129                                  2,45431
              8                    -0,64406                                  1,94369
              9                    -0,61750                                  1,59105
             10                    -0,59135                                  1,33295
             11                    -0,56542                                  1,13566
             12                    -0,53960                                  0,97970
             13                    -0,51379                                  0,85307
             14                    -0,48791                                  0,74801
             15                    -0,46191                                  0,65928
             16                    -0,43573                                  0,58321
             17                    -0,40933                                  0,51718
             18                    -0,38266                                  0,45922
             19                    -0,35570                                  0,40788
             20                    -0,32840                                  0,36203
             21                    -0,30072                                  0,32078
             22                    -0,27263                                  0,28343
             23                    -0,24410                                  0,24943
             24                    -0,21509                                  0,21831
             25                    -0,18557                                  0,18970
             26                    -0,15550                                  0,16328
             27                    -0,12483                                  0,13880
             28                    -0,09354                                  0,11603
             29                    -0,06159                                  0,09480
             30                    -0,02892                                  0,07493
             31                     0,00449                                  0,05629
             32                     0,03876                                  0,03876
 ---pagebreak--- 27.12.2006     PT
                                                           E/ECE/324
                                        Jornal Oficial da União Europeia       Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/293
                                                           E/ECE/TRANS/505
                                                           Regulamento n.º. 83
                                                           página 51
                                                           Apêndice 3
                                                 Apêndice 3
                     VERIFICAÇÃO DA CONFORMIDADE EM CIRCULAÇÃO
    1.     INTRODUÇÃO
           O presente apêndice estabelece os critérios referidos no ponto 8.2.7 do presente
           regulamento no que se refere à selecção dos veículos para ensaio e aos procedimentos a
           respeitar para o controlo da conformidade em circulação.
    2.     CRITÉRIOS DE SELECÇÃO
           Os critérios para aceitação de um veículo seleccionado encontram-se definidos nos pontos
           2.1 a 2.8 do presente apêndice. As informações serão recolhidas mediante um exame do
           veículo e uma entrevista com o proprietário/condutor.
    2.1.   O veículo deve ser de um modelo homologado ao abrigo do presente regulamento e ser
           objecto de um certificado de conformidade nos termos do Acordo de 1958. Deve estar
           matriculado e ser utilizado num país das partes contratantes.
    2.2.   O veículo deve ter circulado pelo menos 15 000 km ou seis meses, consoante o que
           ocorrer mais tarde, e não mais de 80 000 km ou cinco anos; consoante o que ocorrer
           primeiro.
    2.3.   Deve haver um livro de registo da manutenção que mostre que o veículo foi correctamente
           manutencionado, tendo sido, por exemplo, sujeito às revisões previstas nas recomendações
           do fabricante.
    2.4.   O veículo não deve apresentar sinais de maus tratos (por exemplo, excessos de velocidade,
           sobrecarga, uso de combustível inadequado, ou qualquer outro tipo de má utilização) ou de
           outros factores (por exemplo, transformação abusiva) que possam afectar o seu
           desempenho em matéria de emissões. No caso dos veículos equipados com um sistema
           OBD, devem ser tomados em consideração o código de anomalias e a informação relativa
           à quilometragem memorizados no computador. Se a informação memorizada no
           computador indicar que um veículo foi utilizado após a memorização de um código de
           anomalia sem que a reparação correspondente tenha sido efectuada com relativa prontidão,
           esse veículo não será seleccionado para ensaio.
    2.5.   Não deve ter havido qualquer reparação importante não autorizada do motor nem qualquer
           reparação importante do veículo.
    2.6.   Os teores de chumbo e de enxofre de uma amostra de combustível recolhida no
           reservatório de combustível do veículo devem satisfazer as normas aplicáveis e não deve
           haver qualquer indício da utilização de combustíveis inadequados. Para o efeito, pode, por
           exemplo, examinar-se o tubo de escape.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/294                 Rev.1/Add.82/Rev.3
                                          Jornal Oficial da União Europeia                          27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º. 83
   página 52
   Apêndice 3
   2.7.     Não deve haver qualquer indício da existência de problemas que possam pôr em perigo o
            pessoal de laboratório.
   2.8.     Todos os componentes do sistema antipoluição do veículo devem apresentar-se conformes
            à homologação aplicável.
   3.       DIAGNÓSTICO E MANUTENÇÃO
            Antes da medição das emissões de escape em conformidade com o procedimento previsto
            nos pontos 3.1 a 3.7, os veículos aceites para ensaio serão objecto de um diagnóstico e de
            qualquer operação de manutenção normal que seja necessária.
   3.1.     Serão realizadas as seguintes verificações: verificar o nível de todos os fluidos e o filtro de
            ar, bem como a integridade de todas as correias de transmissão, da tampa do radiador, de
            todas as condutas de vácuo e dos cabos eléctricos relacionados com o sistema
            antipoluição; verificar a ignição, o indicador de consumo de combustível e os
            componentes do sistema antipoluição para ver se estão mal regulados e/ou se houve
            transformação abusiva. Registar todas as discrepâncias detectadas.
   3.2.     O bom funcionamento do sistema OBD deve ser verificado. Todas as indicações de
            anomalias do sistema OBD devem ser registadas, procedendo-se às reparações
            necessárias. Se o indicador de anomalias do sistema OBD assinalar uma anomalia durante
            um ciclo de pré-condicionamento, é possível identificar e reparar a anomalia em questão.
            O ensaio pode então ser repetido, utilizando-se os resultados obtidos com o veículo
            reparado.
   3.3.     O sistema de ignição deve ser verificado, procedendo-se à substituição dos componentes
            defeituosos, por exemplo, velas, cabos, etc.
   3.4.     Há que verificar a compressão. Se o resultado não for satisfatório, o veículo deve ser
            rejeitado.
   3.5.     Há que verificar a conformidade dos parâmetros do motor com as especificações do
            fabricante e proceder aos ajustamentos que sejam necessários.
   3.6.     Se o veículo se encontrar a menos de 800 km de um serviço de manutenção programado,
            proceder-se-á à manutenção prevista em conformidade com as instruções do fabricante.
            Independentemente da quilometragem indicada, o fabricante pode requerer a mudança do
            óleo e a substituição do filtro de ar.
   3.7.     Uma vez aceite o veículo, o combustível será substituído pelo combustível de referência
            apropriado para o ensaio das emissões, salvo se o fabricante concordar que seja utilizado
            um combustível comercial.
 ---pagebreak--- 27.12.2006     PT
                                                          E/ECE/324
                                       Jornal Oficial da União Europeia       Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/295
                                                          E/ECE/TRANS/505
                                                          Regulamento n.º. 83
                                                          página 53
                                                          Apêndice 3
    3.8.   No caso de veículos equipados com sistemas de regeneração periódica, tal como definidos
           no ponto 2.20., há que determinar que o veículo não se encontra próximo de um período
           de regeneração. (O fabricante deve ter a oportunidade de confirmar este facto).
    3.8.1. Se for esse o caso, a veículo deve circular até ao final da regeneração. Se a regeneração
           ocorrer durante a medição das emissões, deve efectuar-se um outro ensaio para garantir
           que a regeneração foi completada. Leva-se então a cabo um novo ensaio completo, não se
           tomando em consideração os resultados do primeiro e do segundo ensaio.
    3.8.2. Em alternativa ao ponto 3.8.1., se o veículo se encontrar próximo de uma regeneração, o
           fabricante pode solicitar que se utilize determinado ciclo de condicionamento para garantir
           essa regeneração (por exemplo, pode implicar alta velocidade, carga elevada).
           O fabricante pode solicitar que o ensaio seja efectuado imediatamente após a regeneração
           ou após o ciclo de condicionamento por ele especificado e o pré-condicionamento normal.
    4.     ENSAIOS DOS VEÍCULOS EM CIRCULAÇÃO
    4.1.   Quando for considerado necessário proceder a uma verificação dos veículos, realizar-se-ão
           ensaios das emissões em conformidade com o anexo 4 do presente regulamento em
           veículos pré-condicionados, seleccionados em conformidade com o previsto nos pontos 2
           e 3 do presente apêndice.
    4.2.   Os veículos equipados com um sistema OBD podem ser verificados quanto ao correcto
           funcionamento da indicação de anomalias, etc., no que se refere aos níveis de emissões
           previstos para a especificação homologada (por exemplo, limites estabelecidos no anexo
           11 do presente regulamento para a indicação de anomalias).
    4.3.   O sistema OBD pode ser verificado no que respeita, por exemplo, a níveis de emissões
           superiores aos valores-limite aplicáveis não acompanhados de qualquer indicação de
           anomalia, accionamento indevido e sistemático da indicação de anomalias e presença de
           componentes deficientes ou deteriorados no sistema OBD.
    4.4.   Se um componente ou sistema funcionar fora das condições previstas no certificado de
           homologação e/ou no dossier de homologação do modelo de veículo em questão, sem que
           o sistema OBD indique qualquer anomalia, e se esse desvio não tiver sido autorizado nos
           termos do Acordo de 1958, o componente ou sistema em causa não deve ser substituído
           antes dos ensaios das emissões, salvo se se verificar que o referido componente ou sistema
           foi objecto de transformação abusiva ou de uma má utilização, de tal modo que o sistema
           OBD não detecta a anomalia resultante.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/296                 Rev.1/Add.82/Rev.3
                                        Jornal Oficial da União Europeia                         27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º. 83
   página 54
   Apêndice 3
   5.       AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS
   5.1.     Os resultados dos ensaios serão sujeitos ao processo de avaliação descrito no apêndice 4.
   5.2.     Os resultados dos ensaios não devem ser multiplicados por factores de deterioração.
   5.3.     Nos sistemas de regeneração periódica, tal como definidos no ponto 2.20, os resultados
            são multiplicados pelo factor Ki obtido no momento em que a homologação foi concedida.
   6.       PLANO DE MEDIDAS CORRECTORAS
   6.1.     Se se verificar que existe mais do que um veículo responsável por emissões anómalas que
            - cumpre as condições referidas no ponto 3.2.3. do apêndice 4 e tanto o serviço
              administrativo como o fabricante concordarem que o excesso de emissões tem a mesma
              causa, ou
            - cumpre as condições do ponto 3.2.4 do apêndice 4 tendo o serviço administrativo
              determinado que o excesso de emissões tem a mesma causa,
            o serviço administrativo deve solicitar ao fabricante que apresente um plano de medidas
            correctoras para eliminar essa não conformidade.
   6.2.     O plano de medidas correctoras deve ser apresentado à entidade homologadora o mais
            tardar 60 dias úteis a contar da data da notificação prevista no ponto 6.1. A entidade
            homologadora deve manifestar o seu acordo ou desacordo com o plano no prazo de 30
            dias úteis. No entanto, se o fabricante puder demonstrar, a contento da entidade
            homologadora competente, que necessita de mais tempo para investigar a não
            conformidade e poder apresentar um plano de medidas correctoras, ser-lhe-á concedida
            uma prorrogação do prazo.
   6.3.     As medidas correctoras devem aplicar-se a todos os veículos que possam estar afectados
            pelo mesmo defeito. É necessário ajuizar da necessidade de alterar os documentos de
            homologação.
   6.4.     O fabricante deve fornecer uma cópia de todas as comunicações relativas ao plano de
            medidas correctoras. Deve igualmente manter um registo da campanha de convocação dos
            veículos e apresentar à entidade homologadora relatórios periódicos com o ponto da
            situação.
   6.5.     O plano de medidas correctoras tem de incluir o disposto nos pontos 6.5.1. a 6.5.11. O
            fabricante deve atribuir um nome ou número de identificação único ao plano de medidas
            correctoras.
 ---pagebreak--- 27.12.2006       PT
                                                            E/ECE/324
                                         Jornal Oficial da União Europeia       Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/297
                                                            E/ECE/TRANS/505
                                                            Regulamento n.º. 83
                                                            página 55
                                                            Apêndice 3
    6.5.1.  Uma descrição de cada um dos modelos de veículo abrangidos pelo plano de medidas
            correctoras.
    6.5.2.  Uma descrição das modificações, alterações, reparações, correcções, regulações ou outras
            transformações específicas a efectuar para repor a conformidade dos veículos, incluindo
            um pequeno resumo dos dados e estudos técnicos em que se baseia a decisão do fabricante
            de adoptar as medidas correctoras em questão para corrigir a não conformidade verificada.
    6.5.3.  Uma descrição do processo que o fabricante utilizará para informar os proprietários dos
            veículos em questão.
    6.5.4.  Se for caso disso, uma descrição da manutenção ou utilização correctas das quais o
            fabricante faz depender a elegibilidade para a execução de uma reparação no âmbito do
            plano de medidas correctoras, acompanhada de uma explicação das razões que o levam a
            impor tais condições. Não pode ser imposta qualquer condição relativa à manutenção ou
            utilização do veículo que não esteja comprovadamente relacionada com a não
            conformidade e as medidas correctoras em causa.
    6.5.5.  Uma descrição do procedimento a seguir pelo proprietário do veículo para que lhe seja
            corrigida a não conformidade detectada. Devem ser indicados uma data a partir da qual a
            não conformidade pode ser corrigida, o tempo previsto para a realização da reparação e a
            oficina onde essa reparação pode ser efectuada. A reparação deve ser executada de modo
            expedito e num prazo razoável após a entrega do veículo para o efeito.
    6.5.6.  Uma cópia das informações transmitidas ao proprietário do veículo.
    6.5.7.  Uma descrição sucinta do sistema que o fabricante utiliza para assegurar um fornecimento
            adequado dos componentes ou sistemas necessários à acção correctora. Deve ser indicada
            a data a partir da qual se pode dispor dos componentes ou sistemas necessários para iniciar
            a campanha.
    6.5.8.  Uma cópia de todas as instruções a enviar às pessoas que irão executar a reparação.
    6.5.9.  Uma descrição dos efeitos da correcção proposta nas emissões, no consumo de
            combustível, na dirigibilidade e na segurança de cada um dos modelos de veículo
            abrangidos pelo plano de medidas correctoras, acompanhada dos dados, estudos técnicos,
            etc., em que se baseiam tais conclusões.
    6.5.10. Quaisquer outras informações, relatórios ou dados que a entidade homologadora considere
            necessários, dentro dos limites do razoável, para avaliar o plano de medidas correctoras.
    6.5.11. Se o plano de medidas correctoras incluir uma convocação dos veículos, deve ser
            apresentada à entidade homologadora uma descrição do método que será utilizado para
            registar a reparação. Se se pretender utilizar um dístico deve ser fornecido um exemplo do
            mesmo.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/298                 Rev.1/Add.82/Rev.3
                                         Jornal Oficial da União Europeia                        27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º. 83
   página 56
   Apêndice 3
   6.6.     Pode ser exigida ao fabricante a realização de ensaios em componentes ou veículos nos
            quais tenha sido efectuada a transformação, reparação ou modificação proposta; esses
            ensaios devem ser concebidos dentro dos limites do razoável e ser necessários para
            demonstrar a eficácia da transformação, reparação ou modificação em causa.
   6.7.     O fabricante é responsável pela manutenção de um registo de cada veículo convocado e
            reparado e da oficina que procedeu à reparação. A entidade homologadora terá acesso a
            esse registo, mediante solicitação nesse sentido, durante um período de cinco anos a contar
            da execução do plano de medidas correctoras.
   6.8.     As reparações, modificações ou a introdução de novos equipamentos devem ser registadas
            num certificado passado pelo fabricante ao proprietário do veículo.
 ---pagebreak--- 27.12.2006         PT
                                                              E/ECE/324
                                           Jornal Oficial da União Europeia       Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/299
                                                              E/ECE/TRANS/505
                                                              Regulamento n.º. 83
                                                              página 57
                                                              Apêndice 3
                                                    Apêndice 4
            MÉTODO ESTATÍSTICO PARA A VERIFICAÇÃO DA CONFORMIDADE EM
                                                 CIRCULAÇÃO
    1.          O presente apêndice descreve o método a usar para verificar as condições referentes à
                conformidade em circulação para o ensaio de Tipo I.
    2.          Devem ser seguidos dois métodos diferentes:
                i)      um deles para os veículos da amostra em que tenha sido detectada qualquer
                        deficiência relacionada com as emissões que dê origem a resultados anómalos
                        (ponto 3);
                ii)     o outro para a totalidade da amostra (ponto 4).
    3.          PROCEDIMENTO A SEGUIR RELATIVAMENTE A VEÍCULOS DA AMOSTRA
                RESPONSÁVEIS POR EMISSÕES ANÓMALAS1/
    3.1.        Sendo três o tamanho mínimo da amostra e sendo o tamanho máximo determinado pelo
                procedimento descrito no ponto 4, é aleatoriamente retirado da amostra um veículo e as
                emissões dos poluentes regulamentados são medidas para determinar se o veículo é
                responsável por emissões anómalas.
    3.2.        Diz-se que um veículo é responsável por emissões anómalas quando cumpre as
                condições indicadas nos pontos 3.2.1. ou 3.2.2.
    3.2.1.      No caso de um veículo que tiver sido homologado em conformidade com os valores-
                limite indicados na linha A do quadro do ponto 5.3.1.4, considera-se que o veículo é
                responsável por emissões anómalas se o valor-limite aplicável para qualquer poluente
                regulamentado for superado por um factor de 1,2.
    3.2.2.      No caso de um veículo que tiver sido homologado em conformidade com os valores-
                limite indicados na linha B do quadro do ponto 5.3.1.4, considera-se que o veículo é
                responsável por emissões anómalas se o valor-limite aplicável para qualquer poluente
                regulamentado for superado por um factor de 1,5.
    1/ Com base nos dados de serviço efectivos que serão fornecidos até 31 de Dezembro de 2003
    pelos Estados-Membros, as normas do presente ponto podem ser revistas e considerar-se-á, a) se a
    definição de veículo responsável por emissões anómalas deve ser revista no que diz respeito a
    veículos que foram homologados em conformidade com os valores-limite indicados na linha B do
    quadro 5.3.1.4., b) se o processo de identificação de veículos responsáveis por emissões anómalas
    deve ser alterado, e c) se os procedimentos a respeitar para o ensaio da conformidade em circulação
    devem ser substituídos, na devida altura, por um novo procedimento estatístico. Se adequado, serão
    propostas as alterações necessárias.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/300                  Rev.1/Add.82/Rev.3
                                          Jornal Oficial da União Europeia                       27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º. 83
   página 58
   Apêndice 3
   3.2.3.      No caso específico de um veículo com emissões medidas para qualquer poluente
               regulamentado, no âmbito da 'zona intermédia'2/.
   3.2.3.1.   Se o veículo cumprir as condições do presente ponto, deve ser determinada a causa do
              excesso de emissões, sendo então aleatoriamente retirado da amostra outro veículo.
   3.2.3.2.   Se mais do que um veículo cumprir as condições do presente ponto, o serviço
              administrativo e o fabricante devem determinar se o excesso de emissões dos veículos
              tem a mesma causa.
   3.2.3.2.1. Se o serviço administrativo e o fabricante concordarem que o excesso de emissões tem a
              mesma causa, considera-se que a amostra não é aceite, sendo aplicado o plano de
              medidas correctoras mencionado no ponto 6 do apêndice 3.
   3.2.3.2.2. Se o serviço administrativo e o fabricante não puderem chegar a acordo quanto à causa
              do excesso de emissões de um único veículo, ou se as causas referentes a mais do que
              um veículo forem as mesmas, será aleatoriamente retirado da amostra outro veículo, a
              menos que já se tenha atingido o tamanho máximo da amostra.
   3.2.3.3.   Se apenas tiver sido detectado um veículo que cumpra as condições do presente ponto,
              ou se for detectado mais do que um veículo e o serviço administrativo e o fabricante
              concordarem que as causas são diferentes, será aleatoriamente retirado da amostra outro
              veículo, a menos que já se tenha atingido o tamanho máximo da amostra.
   3.2.3.4.   Se for atingido o tamanho máximo da amostra e não se detectar mais do que um veículo
              que cumpra as condições do presente ponto, sendo o excesso de emissões devido à
              mesma causa, considera-se que a amostra passou no que diz respeito às disposições do
              ponto 3 do presente apêndice.
   3.2.3.5.    Se a amostra inicial tiver sido esgotada, será acrescentado a essa amostra outro veículo
               que será retirado.
   3.2.3.6.    Sempre que outro veículo for retirado da amostra, aplica-se o procedimento estatístico
               do ponto 4 do presente apêndice à amostra alargada.
   3.2.4.      No caso específico de um veículo com emissões medidas para qualquer poluente
               regulamentado, no âmbito da "zona de não aceitação"3/.
   2/ Para qualquer veículo, a "zona intermédia" é determinada do modo em seguida explicado. O
   veículo deve cumprir as condições referidas nos pontos 3.2.1 ou 3.2.2 e, além disso, o valor medido
   para o mesmo poluente regulamentado deve ser inferior ao nível determinado a partir do produto do
   valor-limite para o mesmo poluente regulamentado indicado na linha A do quadro do ponto 5.3.1.4
   multiplicado por um factor de 2,5.
   3/ Para qualquer veículo, a "zona de não aceitação" é determinada do modo em seguida
   explicado. O valor medido para qualquer poluente regulamentado supera um nível que é
 ---pagebreak--- 27.12.2006       PT
                                                             E/ECE/324
                                          Jornal Oficial da União Europeia       Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/301
                                                             E/ECE/TRANS/505
                                                             Regulamento n.º. 83
                                                             página 59
                                                             Apêndice 3
    3.2.4.1.   Se o veículo cumpre as condições do presente ponto, o serviço administrativo deve
               determinar a causa do excesso de emissões, sendo aleatoriamente retirado da amostra
               outro veículo.
    3.2.4.2.   Se mais do que um veículo cumprir as condições do presente ponto e o serviço
               administrativo determinar que o excesso de emissões se deve à mesma causa, o
               fabricante será informado de que a amostra não é aceite, bem como dos motivos de tal
               decisão, sendo aplicado o plano de medidas correctoras mencionado no ponto 6 do
               Apêndice 3.
    3.2.4.3.   Se apenas tiver sido detectado um veículo que cumpra as condições do presente ponto,
               ou se for detectado mais do que um veículo e o serviço administrativo determinar que as
               causas são diferentes, será aleatoriamente retirado da amostra outro veículo, a menos que
               já se tenha atingido o tamanho máximo da amostra.
    3.2.4.4.   Se for atingido o tamanho máximo da amostra e não se detectar mais do que um veículo
               que cumpra as condições do presente ponto, sendo o excesso de emissões devido à
               mesma causa, considera-se que a amostra passou no que diz respeito às disposições do
               ponto 3 do presente apêndice.
    3.2.4.5.   Se a amostra inicial tiver sido esgotada, será acrescentado a essa amostra outro veículo
               que será retirado.
    3.2.4.6.   Sempre que outro veículo for retirado da amostra, aplica-se o procedimento estatístico
               do ponto 4 do presente apêndice à amostra alargada.
    3.2.5.     Se o veículo não for responsável por emissões anómalas, será aleatoriamente retirado da
               amostra outro veículo.
    4.         MÉTODO A SEGUIR SEM AVALIAÇÃO SEPARADA DOS VEÍCULOS DA
               AMOSTRA RESPONSÁVEIS POR EMISSÕES ANÓMALAS
    4.1.       Sendo três o tamanho mínimo da amostra, o procedimento de amostragem é estabelecido
               de modo a que a probabilidade de um lote ser aprovado num ensaio com 40 % da
               produção defeituosa seja de 0,95 (risco do produtor = 5 %), e a probabilidade de um lote
               ser aceite com 75 % da produção defeituosa seja de 0,15 (risco do consumidor = 15 %).
    4.2.       Para cada um dos poluentes indicados no ponto 5.3.1.4 do presente regulamento é
               utilizado o processo a seguir indicado (ver figura 4/2) .
    determinado a partir do produto do valor-limite para o mesmo poluente regulamentado indicado na
    linha A do quadro do ponto 5.3.1.4 multiplicado por um factor de 2,5.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/302                Rev.1/Add.82/Rev.3
                                        Jornal Oficial da União Europeia                      27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º. 83
   página 60
   Apêndice 3
             Sendo:
             L =     o valor-limite do poluente em questão,
             xi =    o valor da medição para o i° veículo da amostra,
             n=      o número da amostra em questão.
   4.3.      Fazer a estatística de ensaio para a amostra em questão, determinando o número de
             veículos não conformes, isto é, com xi > L.
   4.4.      Assim:
             i)      se a estatística do ensaio for inferior ou igual ao número correspondente à
                     decisão de aceitação para o tamanho da amostra, tal como indicado no quadro
                     adiante, a decisão quanto ao poluente é positiva;
             ii)     se a estatística do ensaio for superior ou igual ao número correspondente à
                     decisão de rejeição para o tamanho da amostra, tal como indicado no quadro
                     adiante, a decisão quanto ao poluente é de rejeição;
             iii)    caso contrário, proceder-se-á ao ensaio de mais um veículo, aplicando-se o
                     mesmo método à amostra com mais uma unidade.
             No quadro que se segue, os números correspondentes à decisões de aprovação e de
             rejeição estão em conformidade com a norma internacional ISO 8422:1991.
             Considera-se que uma amostra passou no ensaio se tiver satisfeito tanto as condições do
             ponto 3 como as do ponto 4 do presente apêndice.
 ---pagebreak--- 27.12.2006    PT
                                                      E/ECE/324
                                   Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/303
                                                      E/ECE/TRANS/505
                                                      Regulamento n.º. 83
                                                      página 61
                                                      Apêndice 3
                                            Quadro 4/1
       QUADRO DE ACEITAÇÃO – REJEIÇÃO PLANO DE AMOSTRAGEM POR ATRIBUTOS
     Número cumulativo de unidades  Número correspondente à         Número correspondente à
            da amostra (n)                decisão positiva               decisão negativa
                  3                                 0                            -
                  4                                 1                            -
                  5                                 1                            5
                  6                                 2                            6
                  7                                 2                            6
                  8                                 3                            7
                  9                                 4                            8
                 10                                 4                            8
                 11                                 5                            9
                 12                                 5                            9
                 13                                 6                           10
                 14                                 6                           11
                 15                                 7                           11
                 16                                 8                           12
                 17                                 8                           12
                 18                                 9                           13
                 19                                 9                           13
                 20                                11                           12
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/304                     Rev.1/Add.82/Rev.3   Jornal Oficial da União Europeia                                   27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º. 83
   página 62
   Apêndice 3
                                                             Figura 4/1
                 Verificação da conformidade em circulação - procedimento de inspecção
                                         Vehicle manufacturer and administrative department
               START                      complete vehicle approval for the new vehicle type.
                                       Administrative department (TAA) grants type-approval.
                                         Manufacture and sales of approved vehicle type.
                                                   Vehicle manufacturer develops own in-service conformity
                                                                              procedure
                                                        Vehicle manufacturer carries out own in-service
                                                          conformity procedure (vehicle type or family)
                   In-house in-
                       service                       Vehicle manufacturer compiles report of the in-house
                conformity report                 procedure (including all data required by paragraph 8.2.1.)
                  for approved
                 vehicle type or
                       family
                                                                                  Does
                                                                               the TAA 1/
                   Manufacturer                                            decide to audit the
                                                      NO              manufacturer’s compliance
                  files report for
                        future                                        data for this vehicle type or
                      reference                                                  family?
                                                                                      YES
                             TAA 1/ reviews                                                          Manufacturer
                        manufacturer’s in-service              Manufacturer submits in-
                           conformity report                  service conformity report to            provides or
                                                                    TAA 1/ for audit                     obtains
                                                                                                       additional
                                                                                                    information or
                                                                                                        test data.
                                Does the
                           TAA 1/ accept that                                                        Manufacturer
                        manufacturer’s in-service                        Does TAA 1/                 compiles new
                       conformity report confirms        NO               decide that                  in-service
                     acceptability of a vehicle type                    information is                conformity
                           within the family?                       insufficient to reach a              report.
                            (paragraph 8.2.1.)                             decision?        YES
                           YES                                         NO
             Process Completed.                               TAA 1/ begins formal in-service
                                                            compliance surveillance programme            go to Figure
              No further action                                  on suspect vehicle type (as                   4/2
                  required.                                       described in Appendix 3)
              1/ In this case, TAA means the administrative department that granted the type-approval.
 ---pagebreak--- 27.12.2006        PT
                                                               E/ECE/324
                                           Jornal Oficial da União Europeia           Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/305
                                                               E/ECE/TRANS/505
                                                               Regulamento n.º. 83
                                                               página 63
                                                               Apêndice 3
    EN                                                       PT
    START                                                    INÍCIO
    Vehicle manufacturer and administrative                  Fabricante do veículo e serviço administrativo
    department complete vehicle approval for the             preenchem homologação relativa ao novo
    new vehicle type. Administrative departmente             modelo. O serviço administrativo (EH) concede
    (TAA) grants type-approval.                              homologação
    Manufacture and sales of approved vehicle                Fabrico e venda do modelo de veículo
    type.                                                    homologado
    Vehicle manufacturer develops own in-service             Fabricante do veículo desenvolve o seu próprio
    conformity procedure                                     procedimento de conformidade em circulação
    Vehicle manufacturer carries out own in-                 Fabricante do veículo executa o seu próprio
    service conformity procedure (vehicle type or            procedimento de conformidade em circulação
    family)                                                  (modelo ou família de veículo)
    Vehicle manufacturer compiles report of the in-          Fabricante do veículo compila relatório de
    house procedure (including all data required by          procedimento interno (incluindo todos os dados
    paragraph 8.2.1)                                         exigidos pelo ponto 8.2.1)
    In-house in-service conformity report for                Relatório interno de conformidade em
    approved vehicle type or family                          circulação para o modelo ou família de veículo
                                                             homologado
    Does the TAA 1/ decide to audit the                      O serviço administrativo (EH) 1/ decide
    manufacturer’s compliance data for this vehicle          proceder à auditoria dos dados de conformidade
    type or family?                                          do fabricante relativos a este modelo ou família
                                                             de veículo?
    NO                                                       NÃO
    Manufacturer files report for future reference           Fabricante arquiva relatório para referência
                                                             futura
    YES                                                      SIM
    Manufacturer submits in-service conformity               Fabricante apresenta relatório de conformidade
    report to TAA 1/ for audit                               em circulação para auditoria da EH 1/
    TAA 1/ reviews manufacturer’s in-service                 A EH 1/ estuda relatório de conformidade em
    conformity report                                        circulação do fabricante
    Manufacturer provides or obtains additional              Fabricante fornece/obtém mais informações ou
    information or test data.                                dados relativos a ensaio
    Manufacturer       compiles     new      in-service      Fabricante compila novo relatório de
    conformity report                                        conformidade em circulação
    Does TAA 1/ decide that information is                   A EH 1/ decide que a informação é insuficiente
    insufficient to reach a decision?                        para uma decisão?
    Does the TAA 1/ accept that manufacturer’s in-           A EH 1/ aceita que o relatório de conformidade
    service      conformity       report      confirms       em circulação do fabricante confirma
    acceptability of a vehicle type within the               aceitabilidade de um modelo de veículo ?
    family?(paragraph 8.2.1.)                                (ponto 8.2.1)
    Process completed.                                       Processo concluído
    No further action required.                              Não são necessárias outras acções
    TAA 1/ begins formal in-service compliance               A EH 1/ inicia programa formal de controlo de
    surveillance programme on suspect vehicle type           conformidade em circulação do modelo de
    (as describe in Appendix 3)                              veículo suspeito (descrito no apêndice 3)
    Go to Figure 4/2                                         Figura 4/2
    1/ In this case, TAA means the administrative            1/ Neste caso, entende-se por E(ntidade)
    department that granted the type-approval.               H(omologadora) o serviço administrativo que
                                                             concedeu a homologação
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/306                  Rev.1/Add.82/Rev.3
                                           Jornal Oficial da União Europeia                            27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º. 83
   página 64
   Apêndice 3
                                                     Figura 4/2
                 Ensaio da conformidade em circulação - selecção e ensaio dos veículos
                           EN                                                        PT
              Test minimum 3 vehicles                                    Ensaio mínimo 3 veículos
                Increase sample by 1                                 Adicionar uma unidade à amostra
                           NO                                                      NÃO
                       (one test)                                               (um ensaio)
                 Outlying emitters?                          Veículos reponsáveis por emissões anómalas?
                          YES                                                       SIM
                      (two tests)                                              (dois ensaios)
                 Apply test statistics                                 Aplicar estatística dos ensaios
                    More than 1?                                                 Mais de 1?
                          Fail?                                                  Rejeitar?
                    Sample failed                                             Amostra rejeitada
                     Same cause?                                               Mesma causa?
               NO or UNCERTAIN                                               NÃO ou INCERTO
                         Pass?                                                   Aprovar?
                 Sample passed (*)                                          Amostra aprovada (*)
                 Max. sample size?                                    Amostra de tamanho máximo?
              (*) If it fulfils both tests                          (*) Se passar em ambos os ensaios
 ---pagebreak--- 27.12.2006 PT
                                 E/ECE/324
              Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/307
                                 E/ECE/TRANS/505
                                 Regulamento n.º. 83
                                 página 65
                                 Apêndice 3
                                                    NO, or UNCERTAIN
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/308                 Rev.1/Add.82/Rev.3 Jornal Oficial da União Europeia                                                           27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º. 83
   página 66
   Apêndice 3
                                                          Anexo 1
                CARACTERÍSTICAS DO VEÍCULO E DO MOTOR E INFORMAÇÃO
                              RELATIVA À REALIZAÇÃO DE ENSAIOS
   As seguintes informações devem, se for caso disso, ser fornecidas em triplicado.
   Se houver desenhos, estes serão fornecidos à escala adequada e com pormenor suficiente. Devem
   ser apresentados em formato A4, ou dobrados para ter esse formato. No caso de funções
   controladas por microprocessadores, deve ser disponibilizada informação pertinente sobre o
   funcionamento.
   1.             GENERALIDADES
   1.1.           Marca (nome da firma): ...............................................................................................
   1.2.           Modelo e descrição comercial (mencionar eventuais variantes) : ...............................
   1.3.           Meios de identificação do modelo, se marcados no veículo:…………………….......
   1.3.1.         Localização dessa marcação: ......................................................................................
   1.4.           Categoria do veículo : .................................................................................................
   1.5.           Nome e morada do fabricante: ......................................................... ...........................
   1.6.           Nome e morada do representante autorizado do fabricante
                  se for caso disso ...........................................................................................................
   2.             CARACTERÍSTICAS DA CONSTITUIÇÃO GERAL DO VEÍCULO
   2.1.           Fotografias e/ou desenhos de um veículo representativo: ...........................................
   2.2.           Eixos motores (número, posição, interligação):...........................................................
   3.             MASSAS (em kg) (ver desenho, quando aplicável) ....................................................
 ---pagebreak--- 27.12.2006     PT                             Jornal Oficial da União E/ECE/324
                                                                            Europeia                      Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/309
                                                                      E/ECE/TRANS/505
                                                                      Regulamento n.º. 83
                                                                      página 67
                                                                      Apêndice 3
    3.1.          Massa do veículo com carroçaria em ordem de marcha ou massa do
                  quadro com cabina se o fabricante não instalar a carroçaria
                  (com líquido de arrefecimento, lubrificantes, combustível, ferramentas, roda de
                  reserva e condutor): .....................................................................................................
    3.2.          Massa máxima em carga tecnicamente admissível declarada pelo fabricante.............
    4.            DESCRIÇÃO DOS CONVERSORES DE ENERGIA
    4.1.          Fabricante do motor: ....................................................................................................
    4.1.1.        Código do fabricante para o motor, conforme marcado no motor ou outros
                  meios de identificação:.................................................................................................
    4.2.          Motores de combustão interna ....................................................................................
    4.2.1.        Informação específica do motor:..................................................................................
    4.2.1.1.      Princípio de funcionamento: ignição comandada/ignição por compressão,
                   quatro tempos/dois tempos 1/
    4.2.1.2.      Número, disposição e ordem de inflamação dos cilindros: .........................................
    4.2.1.2.1.    Diâmetro: 3/ ........................................................................................................... mm
    4.2.1.2.2.    Curso: 3/   mm
    4.2.1.3.      Cilindrada do motor 4/: ........................................................................................ cm3
    4.2.1.4.      Taxa de compressão volumétrica: 2/............................................................................
    4.2.1.5.      Desenhos da câmara de combustão e da face superior do êmbolo: .............................
    4.2.1.6.      Velocidade normal de marcha lenta sem carga: 2/ ......................................................
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/310               Rev.1/Add.82/Rev.3  Jornal Oficial da União Europeia                                                           27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º. 83
   página 68
   Apêndice 3
   4.2.1.7.     Velocidade elevada do motor: 2/ .................................................................................
   4.2.1.8.     Teor em volume de monóxido de carbono dos gases de escape emitidos com
                o motor ao ralenti (em conformidade com as especificações do
                fabricante) 2/ ........................................................................................................... %
   4.2.1.9.     Potência útil máxima: 2/............. kW a...............................................................min-1
   4.2.2.       Combustível: Diesel/gasolina/GPL/GN 1/
   4.2.3.       Índice de octano teórico (RON):..................................................................................
   4.2.4.       Alimentação de combustível
   4.2.4.1.     Por meio de carburador(es): sim/não 1/
   4.2.4.1.1.   Marca(s):
   4.2.4.1.2.   Tipo(s):
   4.2.4.1.3.   Número instalado: ........................................................................................................
   4.2.4.1.4.   Correcções: 2/ ..............................................................................................................
   4.2.4.1.4.1. Pulverizadores do carburador:
   4.2.4.1.4.2. Venturis:
   4.2.4.1.4.3. Nível na cuba: ..............................................................................................................
   4.2.4.1.4.4. Massa da bóia:..............................................................................................................
   4.2.4.1.4.5. Agulha da bóia: ............................................................................................................
 ---pagebreak--- 27.12.2006        PT                            Jornal Oficial da União E/ECE/324
                                                                              Europeia                      Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/311
                                                                        E/ECE/TRANS/505
                                                                        Regulamento n.º. 83
                                                                        página 69
                                                                        Apêndice 3
    4.2.4.1.5.       Sistema de arranque a frio: manual/automático 1/
    4.2.4.1.5.1.     Princípio de funcionamento: ........................................................................................
    4.2.4.1.5.2.     Limites/regulações de funcionamento: 1/ 2/ ................................................................
    4.2.4.2.         Por injecção de combustível (ignição por compressão apenas): sim/não 1/
    4.2.4.2.1.       Descrição do sistema:...................................................................................................
    4.2.4.2.2.       Princípio de funcionamento: injecção directa/pré-câmara/câmara de turbulência 1/
    4.2.4.2.3.       Bomba de injecção
    4.2.4.2.3.1.     Marca(s):
    4.2.4.2.3.2.     Tipo(s):
    4.2.4.2.3.3.     Débito máximo de combustível: 1/ 2/ ........... mm3/curso ou ciclo à velocidade da
                     bomba de 1/ 2/ ...........min-1 ou diagrama característico:............................................
    4.2.4.2.3.4.     Regulação da injecção: 2/ ............................................................................................
    4.2.4.2.3.5.     Curva do avanço da injecção: 2/ .................................................................................
    4.2.4.2.3.6.     Procedimento de calibração: banco de ensaio/motor 1/
    4.2.4.2.4.       Regulador
    4.2.4.2.4.1.     Tipo:
    4.2.4.2.4.2.     Ponto de corte: .............................................................................................................
    4.2.4.2.4.2.1. Ponto de corte de corte em carga: ...................................................................... min-1
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/312                 Rev.1/Add.82/Rev.3    Jornal Oficial da União Europeia                                                           27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º. 83
   página 70
   Apêndice 3
   4.2.4.2.4.2.2. Ponto de corte sem carga: .................................................................................. min-1
   4.2.4.2.4.3.   Velocidade em marcha lenta sem carga:............................................................ min-1
   4.2.4.2.5.     Injector(es): ..................................................................................................................
   4.2.4.2.5.1.   Marca(s):
   4.2.4.2.5.2.   Tipo(s):
   4.2.4.2.5.3.   Pressão de abertura: 2/ ..... kPa ou diagrama característico: ........................................
   4.2.4.2.6.     Sistema de arranque a frio
   4.2.4.2.6.1.   Marca(s):
   4.2.4.2.6.2.   Tipo(s):
   4.2.4.2.6.3.   Descrição:
   4.2.4.2.7.     Sistema auxiliar de arranque
   4.2.4.2.7.1.   Marca(s):
   4.2.4.2.7.2.   Tipo(s):
   4.2.4.2.7.3.   Descrição:
   4.2.4.3.       Por injecção de combustível (ignição comandada apenas): sim/não 1/
   4.2.4.3.1.     Descrição do sistema:...................................................................................................
 ---pagebreak--- 27.12.2006       PT                                  Jornal Oficial da União E/ECE/324
                                                                                   Europeia                      Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/313
                                                                             E/ECE/TRANS/505
                                                                             Regulamento n.º. 83
                                                                             página 71
                                                                             Apêndice 3
    4.2.4.3.2.      Princípio de funcionamento: colector de admissão [ponto único/multiponto/injecção
                    directa/outro (especificar)]
                          Unidade de comando - tipo ou n.º                                  )
                          Regulador de combustível - tipo                                   )
                          Sensor do fluxo de ar - tipo                                      )
                          Distribuidor de combustível - tipo                                ) informação a disponibilizar
                          Regulador de pressão - tipo                                       ) no caso de injecção
                          Interruptor da temperatura do ar - tipo ) contínua;
                          Parafuso de ajustamento do ralenti - tipo ) no caso de outros
                          Alojamento do sistema de comando dos gases - tipo......................... ) sistemas,
                          Sensor da temperatura da água - tipo                              ) dados equivalentes
                          Sensor da temperatura do ar - tipo                                )
                          Interruptor da temperatura do ar - tipo )
                          Protecção contra as interferências electromagnéticas. Descrição e/ou desenho:
                          1/
                          .............................................................................................................................
                          .............................................................................................................................
    4.2.4.3.3.        Marca(s): ...................................................................................................................
    4.2.4.3.4.        Tipo(s):
    4.2.4.3.5.        Injectores: Pressão de abertura: 1/ 2/ ................................................................. kPa
                      ou diagrama característico: … ..................................................................................
    4.2.4.3.6.        Regulação da injecção:..............................................................................................
    4.2.4.3.7.        Sistema de arranque a frio:........................................................................................
    4.2.4.3.7.1.      Princípio(s) de funcionamento:.................................................................................
    4.2.4.3.7.2.      Limites/regulações de funcionamento: 1/ 2/ .............................................................
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/314               Rev.1/Add.82/Rev.3   Jornal Oficial da União Europeia                                                           27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º. 83
   página 72
   Apêndice 3
   4.2.4.4.       Bomba de alimentação:.............................................................................................
   4.2.4.4.1.     Pressão: 1/ 2/ ....... kPa ou diagrama característico:..................................................
   4.2.5.         Ignição   ...................................................................................................................
   4.2.5.1.       Marca(s): ...................................................................................................................
   4.2.5.2.       Tipo(s): ...................................................................................................................
   4.2.5.3.       Princípio de funcionamento: .....................................................................................
   4.2.5.4.       Curva do avanço da injecção: 2/ ..............................................................................
   4.2.5.5.       Regulação estática da injecção: 2/........ graus antes do PMS ...................................
   4.2.5.6.       Folga dos platinados: 2/ ............................................................................................
   4.2.5.7.       Ângulo da came: 2/ ...................................................................................................
   4.2.5.8.       Velas de ignição ........................................................................................................
   4.2.5.8.1.     Marca:    ...................................................................................................................
   4.2.5.8.2.     Tipo:     ...................................................................................................................
   4.2.5.8.3.     Folga dos eléctrodos das velas de ignição: ......................................................... mm
   4.2.5.9.       Bobina da ignição......................................................................................................
   4.2.5.9.1.     Marca:    ...................................................................................................................
   4.2.5.9.2.     Tipo:     ...................................................................................................................
 ---pagebreak--- 27.12.2006       PT                             Jornal Oficial da União E/ECE/324
                                                                              Europeia                      Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/315
                                                                        E/ECE/TRANS/505
                                                                        Regulamento n.º. 83
                                                                        página 73
                                                                        Apêndice 3
    4.2.5.10.       Condensador de ignição ............................................................................................
    4.2.5.10.1.     Marca:     ...................................................................................................................
    4.2.5.10.2.     Tipo:      ...................................................................................................................
    4.2.6.          Sistema de arrefecimento: líquido/ar 1/ ....................................................................
    4.2.7.          Sistema de admissão: ................................................................................................
    4.2.7.1.        Sobrealimentador: sim/não 1/ ...................................................................................
    4.2.7.1.1.      Marca(s): ...................................................................................................................
    4.2.7.1.2.      Tipo(s): ...................................................................................................................
    4.2.7.1.3.      Descrição do sistema (pressão máxima de sobrealimentação:........................... kPa,
                    válvula de descarga)..................................................................................................
    4.2.7.2.        Permutador intermédio de calor: sim/não 1/ .............................................................
    4.2.7.3.        Descrição e desenhos das tubagens de admissão e respectivos acessórios (câmara
                    de admissão, dispositivo de aquecimento, entradas de ar adicionais, etc.):..............
    4.2.7.3.1.      Descrição do colector de admissão (incluir desenhos e/ou fotografias): ..................
    4.2.7.3.2.      Filtro de ar, desenhos: ........................................................................................ , ou
    4.2.7.3.2.1.    Marca(s): ...................................................................................................................
    4.2.7.3.2.2.    Tipo(s): ...................................................................................................................
    4.2.7.3.3.      Silencioso de admissão, desenhos: ..................................................................... , ou
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/316               Rev.1/Add.82/Rev.3   Jornal Oficial da União Europeia                                                           27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º. 83
   página 74
   Apêndice 3
   4.2.7.3.3.1.   Marca(s): ...................................................................................................................
   4.2.7.3.3.2.   Tipo(s): ...................................................................................................................
   4.2.8.         Sistema de escape......................................................................................................
   4.2.8.1.       Descrição e/ou desenhos do sistema de escape:........................................................
   4.2.9.         Regulação das válvulas ou dados equivalentes:........................................................
   4.2.9.1.       Elevação máxima das válvulas, ângulos de abertura e de fecho ou pormenores de
                  regulação de sistemas alternativos de distribuição, em relação aos pontos mortos:.
   4.2.9.2.       Gamas de referência e/ou de regulação: 1/ 2/ ...........................................................
   4.2.10.        Lubrificante utilizado:...............................................................................................
   4.2.10.1.      Marca:    ...................................................................................................................
   4.2.10.2.      Tipo:     ...................................................................................................................
   4.2.11.        Medidas tomadas contra a poluição do ar:................................................................
   4.2.11.1.      Dispositivo para reciclar os gases do cárter (descrição e desenhos):. ......................
   4.2.11.2.      Dispositivos de controlo da poluição adicionais (se existirem e se não forem
                  abrangidos por outra rubrica):...................................................................................
   4.2.11.2.1.    Catalisador: sim/não 1/..............................................................................................
   4.2.11.2.1.1.  Número de catalisadores e elementos: ......................................................................
   4.2.11.2.1.2.     Dimensões e forma do(s) catalisador(es) (volume, etc.):.......................................
 ---pagebreak--- 27.12.2006        PT                              Jornal Oficial da União E/ECE/324
                                                                                Europeia                      Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/317
                                                                          E/ECE/TRANS/505
                                                                          Regulamento n.º. 83
                                                                          página 75
                                                                          Apêndice 3
    4.2.11.2.1.3.    Tipo de acção catalítica:.........................................................................................
    4.2.11.2.1.4.    Carga total de metal precioso:................................................................................
    4.2.11.2.1.5.    Concentração relativa:............................................................................................
    4.2.11.2.1.6.    Substrato (estrutura e material):.............................................................................
    4.2.11.2.1.7.    Densidade das células: ...........................................................................................
    4.2.11.2.1.8.    Tipo de alojamento do(s) catalisador(es):..............................................................
    4.2.11.2.1.9.    Localização do(s) catalisador(es) (lugar e distâncias de referência no sistema de
                     escape):...................................................................................................................
    4.2.11.2.1.10.   Sistemas/método de regeneração de sistemas de pós-tratamento dos gases de
                     escape, descrição:...................................................................................................
    4.2.11.2.1.10.1. Número de ciclos de funcionamento de Tipo I, ou ciclos equivalentes no banco
                     de ensaio de motores, entre dois ciclos em que ocorrem fases de regeneração nas
                     condições equivalentes ao ensaio de Tipo I (distância "D" na figura 1 do anexo
                     13): .................... ....................................................................................................
                       ............................................................................................................................ .
    4.2.11.2.1.10.2. Descrição do método utilizado para determinar o número de ciclos entre dois
                     ciclos em que ocorrem fases de regeneração: ....................................................... .
    4.2.11.2.1.10.3. Parâmetros para determinar o nível de carga necessário para ocorrer a
                     regeneração (temperatura, pressão, etc.): ..............................................................
    4.2.11.2.1.10.4. Descrição do método utilizado para carregar o sistema no procedimento de
                     ensaio descrito no ponto 3.1 do anexo 13: ........................................................... .
    4.2.11.2.1.11.   Controlo do sensor de oxigénio: tipo .....................................................................
    4.2.11.2.1.11.1. Localização do sensor de oxigénio: .......................................................................
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/318                    Rev.1/Add.82/Rev.3      Jornal Oficial da União Europeia                                                           27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º. 83
   página 76
   Apêndice 3
   4.2.11.2.1.11.2.    Gama de controlo do sensor de oxigénio: 2/..........................................................
   4.2.11.2.2.         Injecção de ar: sim/não 1/ ......................................................................................
   4.2.11.2.2.1.       Tipo (ar pulsado, bomba de ar, etc.): .....................................................................
   4.2.11.2.3.      Recirculação dos gases de escape (EGR): sim/não 1/
   4.2.11.2.3.1.    Características (caudal, etc.): ....................................................................................
   4.2.11.2.4.      Sistema de controlo das emissões por evaporação. Descrição pormenorizada dos
                    dispositivos e respectivo estado de afinação:
                    Desenho do sistema de controlo da evaporação: ......................................................
                    Desenho do colector de vapores: ..............................................................................
                    Desenho do reservatório de combustível com indicação da capacidade e do
                    material:
   4.2.11.2.5.      Colector de partículas: sim/não 1/
   4.2.11.2.5.1.    Dimensões e forma do colector de partículas (capacidade):
   4.2.11.2.5.2.    Tipo e concepção do colector de partículas: .............................................................
   4.2.11.2.5.3.    Localização do colector de partículas (distâncias de referência no sistema de
                    escape):
   4.2.11.2.5.4.    Sistema/Método de regeneração. Descrição e desenhos:..........................................
   4.2.11.2.5.4.1.  Número de ciclos de funcionamento de Tipo I, ou ciclos equivalentes no banco de
                    ensaio de motores, entre dois ciclos em que ocorrem fases de regeneração nas
                    condições equivalentes ao ensaio de Tipo I (distância "D" na figura 1 do anexo 13):
                    ...................................................................................................................................
 ---pagebreak--- 27.12.2006        PT
                                                                E/ECE/324
                                           Jornal Oficial da União    Europeia                      Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/319
                                                                E/ECE/TRANS/505
                                                                Regulamento n.º. 83
                                                                página 77
                                                                Apêndice 3
    4.2.11.2.5.4.2.   Descrição do método utilizado para determinar o número de ciclos entre dois ciclos
                      em que ocorrem fases de regeneração: ............................................................ ........
    4.2.11.2.5.4.3.   Parâmetros para determinar o nível de carga necessário para ocorrer a regeneração
                      (temperatura, pressão, etc.): ............................................................
    4.2.11.2.5.4.4.   Descrição do método utilizado para carregar o sistema no procedimento de ensaio
                      descrito no
                      ponto 3.1 do anexo 13: ...........................................................
    4.2.11.2.6.       Outros sistemas (descrição e princípios de funcionamento):....................................
    4.2.11.2.7.       Sistema de diagnóstico a bordo (OBD)
    4.2.11.2.7.1.     Descrição escrita e/ou desenho do indicador de anomalias (IA): .............................
    4.2.11.2.7.2.     Lista e finalidade de todos os componentes controlados pelo sistema OBD:...........
    4.2.11.2.7.3.         Descrição escrita (princípios gerais de funcionamento) de:
    4.2.11.2.7.3.1.       Motores de ignição comandada
    4.2.11.2.7.3.1.1.     Monitorização do catalisador:.............................................................................
    4.2.11.2.7.3.1.2.     Detecção de falhas de ignição:............................................................................
    4.2.11.2.7.3.1.3.     Controlo do sensor de oxigénio: .........................................................................
    4.2.11.2.7.3.1.4.     Outros componentes monitorizados pelo sistema OBD: ....................................
    4.2.11.2.7.3.2.       Motores de ignição por compressão
    4.2.11.2.7.3.2.1.     Monitorização do catalisador:.............................................................................
    4.2.11.2.7.3.2.2.     Monitorização do filtro de partículas: ................................................................
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/320                Rev.1/Add.82/Rev.3
                                        Jornal Oficial da União Europeia                                                         27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º. 83
   página 78
   Apêndice 3
   4.2.11.2.7.3.2.3.   Controlo do sistema electrónico de alimentação de combustível: ......................
   4.2.11.2.7.3.2.4.   Outros componentes monitorizados pelo sistema OBD: ....................................
   4.2.11.2.7.4.       Critérios para o accionamento do IA (número fixo de ciclos de condução ou
                       método estatístico): ............................................................................................
   4.2.11.2.7.5.       Lista de todos os formatos e códigos de saída do OBD utilizados (com uma
                       explicação de cada um deles):.............................................................................
   4.2.11.2.7.6.       O fabricante do veículo deve facultar as seguintes informações suplementares,
                       para permitir o fabrico de peças de substituição ou de acessórios compatíveis
                       com os sistemas OBD e de ferramentas de diagnóstico e equipamentos de
                       ensaio, a não ser que essas informações estejam protegidas por direitos de
                       propriedade intelectual ou constituam saber-fazer específico do fabricante ou
                       do(s) fornecedor(es) de equipamentos de origem.
   4.2.11.2.7.6.1.     Uma descrição do tipo e número de ciclos de pré-condicionamento usados para
                       a homologação inicial do veículo.
   4.2.11.2.7.6.2.     Uma descrição do tipo de ciclo de demonstração do OBD utilizado para a
                       primeira homologação do veículo relativa ao componente monitorizado pelo
                       sistema OBD.
   4.2.11.2.7.6.3.     Um documento exaustivo que descreva todos os componentes monitorizados
                       pela estratégia para detecção de anomalias e activação do IA (número fixo de
                       ciclos de condução ou método estatístico), incluindo uma lista de parâmetros
                       secundários pertinentes monitorizados para cada componente controlado pelo
                       sistema OBD. Lista de todos os formatos e códigos de saída do OBD
                       utilizados (com uma explicação de cada um deles) associados a cada
                       componente do conjunto propulsor relacionado com as emissões e a cada
                       componente não relacionado com as emissões, nos casos em que a
                       monitorização dos componentes seja utilizada para determinar a activação do
                       IA. Deve, em especial, apresentar-se uma explicação exaustiva em relação aos
                       dados correspondentes ao serviço $05 (Teste ID $21 a FF) e ao serviço $06. No
                       caso de modelos de veículos que utilizem uma ligação de comunicação em
                       conformidade com a norma ISO 15765-4 «Road vehicles - Diagnostics on
                       Controller Area Network (CAN) - Part 4: Requirements for emissions-related
                       systems», deve apresentar-se uma explicação exaustiva dos dados fornecidos
 ---pagebreak--- 27.12.2006        PT                              Jornal Oficial da União E/ECE/324
                                                                                Europeia                      Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/321
                                                                          E/ECE/TRANS/505
                                                                          Regulamento n.º. 83
                                                                          página 79
                                                                          Apêndice 3
                           no serviço $06 (Teste ID $00 a FF) no que diz respeito a cada ID de monitor
                           OBD suportado.
    4.2.11.2.7.6.4.        As informações pedidas neste ponto podem ser definidas, por exemplo, pelo
                           preenchimento do quadro abaixo, que será apenso ao presente anexo:
                              Código                                                                                                    Ensaio
                                de
               Componente anomali        Estratégia de Critérios
                                                             a detecção
                                                                         para Critérios de Parâmetros
                                                                            de activação secundários
                                                                                                                          Pré-
                                                                                                                       condicio- demonst   de
                                            controlo           anomalias            do IA                              namento ração
                                a
                                                                                                  Velocidade e
                                                               Diferença                             carga do
                                           Sinais do             entre os                         motor, modo         Dois ciclos Tipo I
                Catalisador P0420          sensor de            sinais do          3.º ciclo            A/F,           de Tipo I
                                        oxigénio 1 e 2 sensor 1 e do                               temperatura
                                                                sensor 2                                 do
                                                                                                    catalisador
    4.2.12.            Sistema de alimentação a GPL: sim/não 1/
    4.2.12.1.          Número de homologação: .........................................................................................
    4.2.12.2.          Unidade de controlo electrónico de gestão do motor para a alimentação a GPL:
    4.2.12.2.1.        Marca(s): ...................................................................................................................
    4.2.12.2.2.        Tipo(s):
    4.2.12.2.3.        Possibilidades de regulação relacionadas com as emissões:.....................................
    4.2.12.3.          Outra documentação: ................................................................................................
    4.2.12.3.1.        Descrição do sistema de salvaguarda do catalisador na comutação da gasolina para
                       GPL e vice-versa:......................................................................................................
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/322               Rev.1/Add.82/Rev.3   Jornal Oficial da União Europeia                                                           27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º. 83
   página 80
   Apêndice 3
   4.2.12.3.2.    Disposição do sistema (conexões eléctricas, conexões de vácuo, tubos de
                  compensação, etc.): ...................................................................................................
   4.2.12.3.3.    Desenho do símbolo:.................................................................................................
   4.2.13.        Sistema de alimentação a GN: sim/não 1/
   4.2.13.1.      Número de homologação: .........................................................................................
   4.2.13.2.      Unidade de controlo electrónico da gestão do motor para a alimentação a GN
   4.2.13.2.1.    Marca(s): ...................................................................................................................
   4.2.13.2.2.    Tipo(s):
   4.2.13.2.3.    Possibilidades de regulação relacionadas com as emissões:.....................................
   4.2.13.3.      Outra documentação: ................................................................................................
   4.2.13.3.1.    Descrição do sistema de salvaguarda do catalisador na comutação da gasolina para
                  GN e vice-versa:........................................................................................................
   4.2.13.3.2.    Disposição do sistema (conexões eléctricas, conexões de vácuo, tubos de
                  compensação, etc.): ...................................................................................................
   4.2.13.3.3.    Desenho do símbolo:.................................................................................................
   4.3.           Veículo híbrido eléctrico (VHE):                               sim/não 1/.............................................
   4.3.1.         Categoria do veículo híbrido eléctrico:                        OVC (carregável do exterior)/NOVC
                  (não carregável do exterior)
                  Carregamento do veículo 1/                                     ..............................................................
   4.3.2.         Comutador do modo operativo:                                   com / sem 1/ .........................................
   4.3.2.1.       Modos a seleccionar                                            ..............................................................
   4.3.2.1.1.     Exclusivamente eléctrico:                                      sim/não 1/.............................................
 ---pagebreak--- 27.12.2006     PT                               Jornal Oficial da União E/ECE/324
                                                                              Europeia                      Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/323
                                                                        E/ECE/TRANS/505
                                                                        Regulamento n.º. 83
                                                                        página 81
                                                                        Apêndice 3
    4.3.2.1.2.    Exclusivamente a combustível:                                     sim/não 1/.............................................
    4.3.2.1.3.    Funcionamento híbrido:                                            sim/não 1/.............................................
                                                                                    (em caso afirmativo, descrição sucinta)
    4.3.3.        Descrição do dispositivo de armazenagem de energia: (bateria, condensador,
                  volante/gerador, etc.).................................................................................................
    4.3.3.1.      Marca: ...... ................................................................................................................
    4.3.3.2.      Tipo: ...... ...................................................................................................................
    4.3.3.3.      Número de identificação: ...... ...................................................................................
    4.3.3.4.      Tipo de par electroquímico: ...... ...............................................................................
    4.3.3.5.      Energia: .......... ( para bateria: voltagem e capacidade Ah em 2 h, para
                  condensador: J, ...) ....................................................................................................
    4.3.3.6.      Carregador: de bordo/externo/sem carregador 1/
    4.3.4.        Máquinas eléctricas (descrição de cada tipo de máquina eléctrica separadamente)
    4.3.4.1.      Marca: ........................ ..............................................................................................
    4.3.4.2.      Tipo:.
    4.3.4.3.      Principal função: motor de tracção/gerador
    4.3.4.3.1.    Quando utilizado como motor de tracção: monomotor/multimotor (número): ........
    4.3.4.4.      Potência máxima: .......... kW
    4.3.4.5.      Princípio de funcionamento: ....................................................................................
    4.3.4.5.1.    corrente contínua/corrente alternada/número de fases: ............................................
    4.3.4.5.2.    excitação separada/série/composta 1/ .......................................................................
    4.3.4.5.3.    síncrono/assíncrono 1/...............................................................................................
    4.3.5.        Unidade de controlo ..................................................................................................
    4.3.5.1.      Marca:.
    4.3.5.2.      Tipo:.
    4.3.5.3.      Número de identificação:…… ..................................................................................
    4.3.6.        Controlador de potência ............................................................................................
    4.3.6.1.      Marca:.
    4.3.6.2.      Tipo:.
    4.3.6.3.      Número de identificação:. .........................................................................................
    4.3.7.        Autonomia do veículo eléctrico…….km (segundo o anexo 7 do Regulamento n.º
                  101:
    4.3.8.        Recomendação do fabricante para o pré-condicionamento:…… .............................
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/324                   Rev.1/Add.82/Rev.3   Jornal Oficial da União Europeia                                                           27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º. 83
   página 82
   Apêndice 3
    5.               TRANSMISSÃO
    5.1.             Embraiagem (tipo): ...................................................................................................
    5.1.1.           Conversão máxima de binário: .................................................................................
    5.2.             Caixa de velocidades:................................................................................................
    5.2.1.           Tipo:      ...................................................................................................................
    5.2.2.           Localização relativamente ao motor: ........................................................................
    5.2.3.           Método de comando:.................................................................................................
    5.3.             Relações de transmissão............................................................................... ……….
                       Índice             Relação da caixa           Relação no                       Relações
                                                                     diferencial                      finais
             Máxima para CVT (*)
             1
             2
             3
             4, 5, outros
             Mínima para CVT (*)
             Marcha atrás
                              (*) CVT - Continuously Variable Transmission (transmissão contínua
                              variável).
 ---pagebreak--- 27.12.2006     PT                                     Jornal Oficial da União E/ECE/324
                                                                                    Europeia                      Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/325
                                                                              E/ECE/TRANS/505
                                                                              Regulamento n.º. 83
                                                                              página 83
                                                                              Apêndice 3
    6.            SUSPENSÃO............................................................................................................
    6.1.          Pneumáticos e rodas..................................................................................................
                  ...................................................................................................................................
                  ...................................................................................................................................
                  ...................................................................................................................................
    6.1.1.        Combinação(ões) pneumático/roda (para os pneumáticos, indicar a designação da
                  dimensão, o índice de capacidade de carga mínimo, o símbolo da categoria de
                  velocidade mínima; para as rodas, indicar a(s) dimensão(ões) da jante e saliência(s))
                  ...................................................................................................................................
    6.1.1.1.      Eixos
    6.1.1.1.1.    Eixo 1:.......................................................................................................................
    6.1.1.1.2.    Eixo 2:.......................................................................................................................
    6.1.1.1.3.    Eixo 3:.......................................................................................................................
    6.1.1.1.4.    Eixo 4:..................................................................................................................etc.
    6.1.2.        Limites superior e inferior do perímetro de rolamento:............................................
    6.1.2.1.      Eixos
    6.1.2.1.1.    Eixo 1:.......................................................................................................................
    6.1.2.1.2.    Eixo 2:.......................................................................................................................
    6.1.2.1.3.    Eixo 3:.......................................................................................................................
    6.1.2.1.4.    Eixo 4:..................................................................................................................etc.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/326                 Rev.1/Add.82/Rev.3
                                         Jornal Oficial da União Europeia                                                          27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º. 83
   página 84
   Apêndice 3
   6.1.3.         Pressão dos pneumáticos recomendada pelo fabricante:
                  kPa
   7.             CARROÇARIA
   7.1.           Número de assentos: .................................................................................................
   ____________
   1/     Riscar o que não interessa.
   2/     Indicar a tolerância.
   3/     Este valor deve ser arredondado para o décimo de milímetro mais próximo.
   4/     Este valor deve ser calculado com π = 3,1416 e arredondado para o cm3 mais próximo.
 ---pagebreak--- 27.12.2006        PT
                                                            E/ECE/324
                                         Jornal Oficial da União Europeia                    Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/327
                                                            E/ECE/TRANS/505
                                                            Regulamento n.º. 83
                                                            página 85
                                                            Apêndice 3
                                                    Anexo 2
                                             COMUNICAÇÃO
                               (formato máximo : A4 (210 x 297 mm))
                                                  emitido por:          Designação do serviço administrativo:
                                                                        ....................... .................
                                                                        .........................................
                                                                        ....................... .................
    referente a: 2/    CONCESSÃO DA HOMOLOGAÇÃO
                       EXTENSÃO DE HOMOLOGAÇÃO
                       RECUSA DA HOMOLOGAÇÃO
                       REVOGAÇÃO DA HOMOLOGAÇÃO
                       INTERRUPÇÃO DEFINITIVA DA PRODUÇÃO
    de um modelo de veículo no que se refere à emissão de poluentes gasosos pelo motor, nos termos
    do Regulamento n.º 83
    N.º de homologação: ………                                                              N.º da extensão: ………
    1.      Categoria do modelo de veículo (M1, N1, etc.):...................................................................
    1.1.    Veículo híbrido eléctrico              : sim/não 2/
    1.1.1. Categoria de veículo híbrido eléctrico            :OVC (carregável do exterior)/NOVC (não
            carregável do exterior) 2/
    1.1.2. Comutador do modo operativo             :com/sem 2
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/328               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                       Jornal Oficial da União Europeia                                                           27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º. 83
   página 86
   Apêndice 3
   2.     Exigências do motor em matéria de combustível: gasolina/diesel/GPL/GN: 2/...................
   3.     Marca de fabrico ou comercial do veículo:...........................................................................
   4.        Modelo do veículo:………………. Tipo do motor: .......................................................
   5.        Nome e endereço do fabricante:......................................................................................
   6.        Se aplicável, nome e endereço do mandatário do fabricante:
   7.        Massa do veículo sem carga: ..........................................................................................
   7.1.      Massa de referência do veículo:......................................................................................
   8.        Massa máxima do veículo:..............................................................................................
   9.        Número de lugares sentados (incluindo o do condutor): ................................................
   10.       Transmissão
   10.1.     Manual ou automática ou transmissão continuamente variável: 2/ 3/ ............................
   10.2.     Número de relações de transmissão:...............................................................................
   10.3.     Relações da caixa: 2/
                 Marcha na 1.ª relação N/V: ......................................................................................
                 Marcha na 2.ª relação N/V: ......................................................................................
                 Marcha na 3.ª relação N/V: ......................................................................................
                 Marcha na 4.ª relação N/V: ......................................................................................
                 Marcha na 5.ª relação N/V: ......................................................................................
                 Relação no diferencial: .............................................................................................
                 Gama das dimensões dos pneumáticos: ...................................................................
                 Perímetro de rolamento dos pneumáticos utilizados para o ensaio de Tipo I: .........
                 Rodas motoras: dianteiras/traseiras, 4 x 4: 2/...........................................................
 ---pagebreak--- 27.12.2006       PT                          Jornal Oficial da União E/ECE/324
                                                                           Europeia                      Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/329
                                                                     E/ECE/TRANS/505
                                                                     Regulamento n.º. 83
                                                                     página 87
                                                                     Apêndice 3
    11.     Veículo apresentado ao ensaio em:...................................................................................
    12.     Serviço técnico encarregado dos ensaios de homologação: .............................................
    13.     Data do relatório emitido por esse serviço:.......................................................................
    14.     Número do relatório emitido por esse serviço: .................................................................
    15.     A homologação foi objecto de concessão/recusa/extensão/revogação: 2/........................
    16.     Resultados do ensaio:........................................................................................................
    16.1.   Ensaio de Tipo I: ..............................................................................................................
           Poluente      (CO)       HC                       NOx                     HC + NOx (1)                 Partículas (1)
                         (g/km)     (g/km)                   (g/km)                  (g/km)                       (g/km)
           medido
           calculado
           com factor de
           deterioração
                    (1)       Apenas para veículos com motor de ignição por compressão.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/330               Rev.1/Add.82/Rev.3      Jornal Oficial da União Europeia                                                           27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º. 83
   página 88
   Apêndice 3
   16.1.1.       No caso de veículos alimentados a GPL ou GN:
   16.1.1.1.     Repetir o quadro para todos os gases de referência do GPL ou do GN, indicando se
                 os resultados são medidos ou calculados. No caso de veículos concebidos para
                 funcionar a gasolina ou a GPL ou a GN: repetir para a gasolina e todos os gases de
                 referência do GPL ou GN.
   16.1.1.2.     Número de homologação do veículo precursor, se o veículo for membro de uma
                 família:......................................................................................................................
   16.1.1.3.     Razões "r" de resultados de emissões para a família no caso de combustíveis
                 gasosos, no que diz respeito a cada poluente:
   16.1.2.      No caso de veículos híbridos eléctricos da categoria OVC (carregáveis do exterior):
   16.1.2.1.    Repetir o quadro para ambas as condições de ensaio indicadas nos pontos 3.1 e 3.2
                 do anexo 14.
   16.1.2.2.    Repetir o quadro para os valores ponderados determinados em conformidade com os
                 pontos 3.1.4 ou 3.2.4 do anexo 14............................................................................
   16.2.        Ensaio de Tipo II: 2/
                (CO) ............... % em regime de marcha lenta sem carga: .............................min -1
                 (medida no escape).
   16.3.         Ensaio de Tipo III: 2/................................................................................................
   16.4.         Ensaio de Tipo IV: 2/ ................................................................................. g/ensaio
   16.5.         Ensaio de Tipo V: durabilidade................................................................................
   16.5.1.       Tipo de ensaio de durabilidade: 80 000 km/não se aplica: 2/...................................
   16.5.2.       Factores de deterioração calculados/fixos 2/
                 Especificar os valores:..............................................................................................
 ---pagebreak--- 27.12.2006    PT                                    Jornal Oficial da União E/ECE/324
                                                                                  Europeia                      Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/331
                                                                            E/ECE/TRANS/505
                                                                            Regulamento n.º. 83
                                                                            página 89
                                                                            Apêndice 3
    16.6.        Ensaio de Tipo VI: 2/ ...............................................................................................
                                                                 CO (g/km)                                           HC (g/km)
                     Valor medido
    16.7.        Ensaio do OBD
    16.7.1.      Descrição escrita e/ou desenho do indicador de anomalias (IA):.............................
    16.7.2.      Lista e função de todos os componentes controlados pelo sistema OBD:
                 ..................................................................................................................................
    16.7.3.      Descrição escrita (princípios gerais de funcionamento) de:
    16.7.3.1.    Detecção de falhas de ignição: .................................................................................
    16.7.3.2.    Monitorização do catalisador: ..................................................................................
    16.7.3.3.    Controlo do sensor de oxigénio:...............................................................................
    16.7.3.4.    Outros componentes monitorizados pelo sistema OBD:..........................................
    16.7.3.5.    Monitorização do filtro de partículas: ......................................................................
    16.7.3.6.    Monitorização do actuador do sistema de abastecimento : ......................................
    16.7.3.7.    Outros componentes monitorizados pelo sistema OBD:..........................................
    16.7.4.      Critérios para o accionamento do IA (número fixo de ciclos de condução ou método
                 estatístico):................................................................................................................
    16.7.5.      Lista de todos os formatos e códigos de saída do OBD utilizados (com uma
                 explicação de cada um deles): ..................................................................................
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/332                  Rev.1/Add.82/Rev.3      Jornal Oficial da União Europeia                                                           27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º. 83
   página 90
   Apêndice 3
   17.             Dados relativos às emissões necessários nos ensaios de utilização em estrada ......
            Ensaios                   Valor CO                   Lambda (1)              Velocidade             do Temperatura
                                      (por cento vol.)                                   motor                         do
                                                                                         (min ) -1
                                                                                                                       óleo do motor
                                                                                                                           (°C)
            Ensaio em marcha                                     N/A
            lenta
            Ensaio em marcha
            rápida
                   1) Fórmula lambda - ver ponto 5.3.7.3. do presente regulamento
   18.             Posição da marca de homologação no veícculo: ......................................................
   19.             Local:........................................................................................................................
   20.             Data: .........................................................................................................................
   21.             Assinatura:................................................................................................................
   _____________________
   1/     Número distintivo do país que procedeu à concessão/extensão/recusa/revogação da
   homologação (ver no regulamento as disposições relativas à homologação).
   2/     Riscar o que não interessa.
   3/     No caso de veículos com caixa de velocidades de comando automático, facultar todos os
   dados técnicos pertinentes.
 ---pagebreak--- 27.12.2006         PT
                                                                 E/ECE/324
                                              Jornal Oficial da União Europeia             Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/333
                                                                 E/ECE/TRANS/505
                                                                 Regulamento n.º. 83
                                                                 página 91
                                                                 Apêndice 3
                                                Anexo 2 – Apêndice 1
                             INFORMAÇÕES RELATIVAS AO SISTEMA OBD
    Conforme se indica no ponto 4.2.11.2.7.6 da ficha de informações do anexo 1 do presente
    regulamento, a informação constante deste apêndice é facultada pelo fabricante para permitir o
    fabrico de peças de substituição ou de acessórios compatíveis com o sistema OBD, bem como de
    ferramentas de diagnóstico e equipamentos de ensaio. O fabricante não é obrigado a fornecer estas
    informações se estas estiverem abrangidas por direitos de propriedade intelectual ou constituírem
    um saber-fazer específico do fabricante ou do(s) fornecedor(es) de equipamentos de origem.
    Este apêndice é fornecido, mediante pedido e sem discriminação, a qualquer fabricante de
    componentes, ferramentas de diagnóstico ou equipamentos de ensaio interessado.
    1.    Uma descrição do tipo e número de ciclos de pré-condicionamento usados para a
          homologação inicial do veículo.
    2.    Uma descrição do tipo de ciclo de demonstração do OBD usado para a homologação inicial
          do veículo relativa ao componente controlado pelo sistema OBD.
    3.    Um documento exaustivo que descreva todos os componentes monitorizados pela estratégia
          para detecção de anomalias e activação do IA (número fixo de ciclos de condução ou método
          estatístico), incluindo uma lista de parâmetros secundários pertinentes monitorizados para
          cada componente controlado pelo sistema OBD. Lista de todos os formatos e códigos de
          saída do OBD utilizados (com uma explicação de cada um deles) associados a cada
          componente do conjunto propulsor relacionado com as emissões e a cada componente não
          relacionado com as emissões, nos casos em que a monitorização dos componentes seja
          utilizada para determinar a activação do IA. Deve, em especial, apresentar-se uma explicação
          exaustiva em relação aos dados correspondentes ao serviço $05 (Teste ID $21 a FF) e ao
          serviço $06. No caso de modelos de veículos que utilizem uma ligação de comunicação em
          conformidade com a norma ISO 157654 «Road vehicles - Diagnostics on Controller Area
          Network (CAN) - Part 4: Requirements for emissions-related systems», deve apresentar-se
          uma explicação exaustiva dos dados fornecidos no serviço $06 (Teste ID $00 a FF) no que diz
          respeito a cada ID de monitor OBD suportado.
    Essas informações podem ser apresentadas num quadro, do seguinte modo:
                     Código                Critérios Critérios
        Component de         Estratégia     para a          de         Parâmetros    Pré-condicio-    Ensaio de
             e      anomali de controlo detecção de activação secundários              namento      demonstração
                       a                  anomalias       do IA
                             Sinais do Diferença
                                           entre os
                                                                      Velocidade e
                                                                    carga  do motor, Dois ciclos de
                             sensor de sinais do 3.º ciclo
        Catalisador P0420 oxigénio                                     modo   A/F,                     Tipo I
                                     1 e sensor 1 e                 temperatura   do    Tipo I
                                 2       do sensor 2                   catalisador
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/334                 Rev.1/Add.82/Rev.3
                                        Jornal Oficial da União Europeia                   27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º. 83
   página 92
   Apêndice 3
                                                   Anexo 3
                           DISPOSIÇÕES DA MARCA DE HOMOLOGAÇÃO
   Homologação B (linha A) 1/ - Veículos homologados no que diz respeito ao nível das emissões de
   gases poluentes
   estabelecidos para a alimentação do motor com gasolina (sem chumbo) ou com
   gasolina sem chumbo e tanto GPL como GN.
   A marca de homologação acima indicada, afixada num veículo em conformidade com o ponto 4 do
   presente diploma, mostra que o modelo de veículo em causa foi homologado no Reino Unido (E11),
   nos termos do Regulamento n.º 83, com o número de homologação 052439. Deste modo se indica
   que a homologação foi concedida em conformidade com as disposições do Regulamento n.º 83,
   incorporando a série 05 de alterações e cumprindo os limites referentes ao ensaio de Tipo I
   indicados na linha A (2000) do quadro do ponto 5.3.1.4 do presente regulamento.
   Homologação B (linha B) 1/ - Veículos homologados no que diz respeito ao nível das emissões de
   gases poluentes estabelecidos para a alimentação do motor com gasolina (sem chumbo) ou com
   gasolina sem chumbo e tanto GPL como GN.
   A marca de homologação acima indicada, afixada num veículo em conformidade com o ponto 4 do
   presente diploma, mostra que o modelo de veículo em causa foi homologado no Reino Unido (E11),
   nos termos do Regulamento n.º 83, com o número de homologação 052439. Deste modo se indica
 ---pagebreak--- 27.12.2006       PT
                                                            E/ECE/324
                                         Jornal Oficial da União Europeia       Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/335
                                                            E/ECE/TRANS/505
                                                            Regulamento n.º. 83
                                                            página 93
                                                            Apêndice 3
    que a homologação foi concedida em conformidade com as disposições do Regulamento n.º 83,
    incorporando a série 05 de alterações e cumprindo os limites referentes ao ensaio de Tipo I
    indicados na linha B (2005) do quadro do ponto 5.3.1.4 do presente regulamento.
    Homologação C (linha A) 1/ - Veículos homologados no que diz respeito ao nível das emissões de
    gases poluentes estabelecidos para a alimentação do motor com combustível para motores Diesel.
    A marca de homologação acima indicada, afixada num veículo em conformidade com o ponto 4 do
    presente diploma, mostra que o modelo de veículo em causa foi homologado no Reino Unido (E11),
    nos termos do Regulamento n.º 83, com o número de homologação 052439. Deste modo se indica
    que a homologação foi concedida em conformidade com as disposições do Regulamento n.º 83,
    incorporando a série 05 de alterações e cumprindo os limites referentes ao ensaio de Tipo I
    indicados na linha A (2000) do quadro do ponto 5.3.1.4 do presente regulamento.
    Homologação C (linha B) 1/ - Veículos homologados no que diz respeito ao nível das emissões de
    gases poluentes estabelecidos para a alimentação do motor com combustível para motores Diesel.
    A marca de homologação acima indicada, afixada num veículo em conformidade com o ponto 4 do
    presente diploma, mostra que o modelo de veículo em causa foi homologado no Reino Unido (E11),
    nos termos do Regulamento n.º 83, com o número de homologação 052439. Deste modo se indica
    que a homologação foi concedida em conformidade com as disposições do Regulamento n.º 83,
    incorporando a série 05 de alterações e cumprindo os limites referentes ao ensaio de Tipo I
    indicados na linha B (2005) do quadro do ponto 5.3.1.4 do presente regulamento.
    Homologação D (linha A) 1/ - Veículos homologados no que diz respeito ao nível das emissões de
    gases poluentes estabelecidos para a alimentação do motor com GPL ou GN.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/336                 Rev.1/Add.82/Rev.3
                                         Jornal Oficial da União Europeia                  27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º. 83
   página 94
   Apêndice 3
   A marca de homologação acima indicada, afixada num veículo em conformidade com o ponto 4 do
   presente diploma, mostra que o modelo de veículo em causa foi homologado no Reino Unido (E11),
   nos termos do Regulamento n.º 83, com o número de homologação 052439. Deste modo se indica
   que a homologação foi concedida em conformidade com as disposições do Regulamento n.º 83,
   incorporando a série 05 de alterações e cumprindo os limites referentes ao ensaio de Tipo I
   indicados na linha A (2000) do quadro do ponto 5.3.1.4 do presente regulamento.
   Homologação D (linha B) 1/ - Veículos homologados no que diz respeito ao nível das emissões de
   gases poluentes estabelecidos para a alimentação do motor com GPL ou GN.
   A marca de homologação acima indicada, afixada num veículo em conformidade com o ponto 4 do
   presente diploma, mostra que o modelo de veículo em causa foi homologado no Reino Unido (E11),
   nos termos do Regulamento n.º 83, com o número de homologação 052439. Deste modo se indica
   que a homologação foi concedida em conformidade com as disposições do Regulamento n.º 83,
   incorporando a série 05 de alterações e cumprindo os limites referentes ao ensaio de Tipo I
   indicados na linha B (2005) do quadro do ponto 5.3.1.4 do presente regulamento.
   __________________
   1/ Ver pontos. 2.19 e 5.3.1.4 do presente regulamento.
 ---pagebreak--- 27.12.2006 PT
                                                       E/ECE/324
                                    Jornal Oficial da União Europeia       Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/337
                                                       E/ECE/TRANS/505
                                                       Regulamento n.º. 83
                                                       página 95
                                                       Apêndice 3
                                               Anexo 4
                                       ENSAIO DE TIPO I
                     (Controlo das emissões de escape após o arranque a frio)
    1.     INTRODUÇÃO
           O presente anexo descreve o procedimento a seguir para o ensaio de Tipo I definido no
           ponto 5.3.1 deste regulamento. Quando o combustível de referência a utilizar for GPL
           ou GN, aplicam-se também as disposições do anexo 12. No caso de veículos
           equipados com um sistema de regeneração periódica, tal como definido no ponto 2.20,
           aplicam-se as disposições do anexo 13.
    2.     CICLO DE ENSAIO NO BANCO DE ROLOS
    2.1.   Descrição do ciclo
           O ciclo de ensaio a aplicar no banco de rolos é o descrito no apêndice 1 do presente
           anexo.
    2.2.   Condições gerais de execução do ciclo
           Devem ser executados ciclos de ensaios preliminares para determinar a melhor forma
           de accionar o comando do acelerador e do travão, se for caso disso, a fim de executar
           um ciclo aproximando-se do ciclo teórico nos limites previstos.
    2.3.   Utilização da caixa de velocidades
    2.3.1. Se a velocidade máxima que se puder atingir na primeira relação da caixa de
           velocidades for inferior a 15 km/h, utilizam-se as segunda, terceira e quarta relações
           para o ciclo urbano (parte um) e as segunda, terceira, quarta e quinta relações para o
           ciclo extra-urbano (parte dois). Pode-se igualmente utilizar as segunda, terceira e
           quarta relações para o ciclo urbano (parte um) e as segunda, terceira, quarta e quinta
           relações para o ciclo extra-urbano (parte dois) quando as instruções do fabricante
           recomendarem o arranque em plano na segunda relação ou quando a primeira relação
           nelas estiver definida como sendo exclusivamente uma relação para todo o tipo de
           estrada, todo o terreno ou para reboque.
           Os veículos que não atinjam os valores de aceleração e velocidade máxima previstos
           no ciclo de ensaio devem ser acelerados a fundo até que entrem de novo na área da
           curva prevista. Os desvios do ciclo devem ser registados no relatório de ensaio.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/338                 Rev.1/Add.82/Rev.3
                                         Jornal Oficial da União Europeia                       27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º. 83
   página 96
   Apêndice 3
   2.3.2.       Os veículos equipados com uma caixa de velocidades de comando semiautomático são
                ensaiados nas relações normalmente usadas para a circulação em estrada, e o comando
                das velocidades é accionado em conformidade com as instruções do fabricante.
   2.3.3.       Os veículos equipados com caixas de velocidade automáticas são ensaiados
                accionando a relação mais elevada (drive). Manobra-se o acelerador de modo a obter
                uma aceleração tão regular quanto possível, para permitir à caixa a passagem das
                diferentes relações pela ordem normal. Por outro lado, os pontos de mudança de
                velocidade indicados no apêndice 1 do presente anexo não são aplicáveis e as
                acelerações devem ser executadas seguindo os segmentos de recta que unem o fim do
                período de marcha lenta sem carga ao início do período de velocidade estabilizada
                seguinte. Aplicam-se as tolerâncias referidas no ponto 2.4.
   2.3.4.       Os veículos equipados com uma sobremultiplicação (overdrive) que possa ser
                comandada pelo condutor são ensaiados com este dispositivo fora de acção para o
                ciclo urbano (parte um) e em acção para o ciclo extra-urbano (parte dois).
   2.3.5.       Em relação a um modelo de veículo em que a velocidade do motor em marcha lenta
                sem carga seja superior à velocidade do motor durante as operações 5, 12 e 24 do ciclo
                urbano elementar (parte um), a embraiagem pode ser desengatada durante a operação
                anterior, a pedido do fabricante.
   2.4.         Tolerâncias
   2.4.1.       Tolera-se um desvio de ± 2 km/h entre a velocidade indicada e a velocidade teórica em
                aceleração, a velocidade estabilizada, e em desaceleração com utilização dos travões
                do veículo. Se o veículo desacelerar mais rapidamente sem se utilizarem os travões,
                deve-se apenas estar em conformidade com as prescrições do ponto 6.5.3. Nas
                alterações do modo, são admitidas tolerâncias na velocidade superiores às previstas, na
                condição de a duração dos desvios constatados não ultrapassar, de cada vez, 0,5
                segundos.
   2.4.2.       As tolerâncias em relação aos tempos são de ± 1,0 s. As tolerâncias referidas aplicam-
                se igualmente no início e no fim de cada período de mudança de velocidade1/ para o
                ciclo urbano (parte um) e para as operações n.ºs 3, 5 e 7 do ciclo extra-urbano (parte
                dois)
   2.4.3.       As tolerâncias relativas à velocidade e aos tempos são combinadas como indicado no
                apêndice 1 do presente anexo.
   1/ Importa referir que o período de dois segundos permitido inclui o tempo requerido para a
   mudança de velocidade e, se necessário, uma margem para se retomar o ciclo.
 ---pagebreak--- 27.12.2006 PT
                                                       E/ECE/324
                                    Jornal Oficial da União Europeia       Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/339
                                                       E/ECE/TRANS/505
                                                       Regulamento n.º. 83
                                                       página 97
                                                       Apêndice 3
    3.     VEÍCULO E COMBUSTÍVEL
    3.1.   Veículo de ensaio
    3.1.1. O veículo deve ser apresentado em bom estado mecânico. Deve estar rodado e ter
           percorrido pelo menos 3 000 km antes do ensaio.
    3.1.2. O dispositivo de escape não deve apresentar fugas susceptíveis de diminuir a
           quantidade de gases recolhidos, que deve ser a que sai do motor.
    3.1.3. Pode verificar-se a estanquidade do sistema de admissão para evitar que a carburação
           seja modificada por uma entrada de ar acidental.
    3.1.4. As regulações do motor e dos órgãos do veículo são as previstas pelo fabricante. Esta
           exigência aplica-se nomeadamente à regulação do regime de marcha lenta sem carga
           (regime de rotação e teor de monóxido de carbono dos gases de escape), do dispositivo
           de arranque a frio e dos sistemas de depuração dos gases de escape.
    3.1.5. O veículo a ensaiar, ou um veículo equivalente, deve estar equipado, se necessário,
           com um dispositivo que permita a medição dos parâmetros característicos necessários
           para regular o banco de rolos em conformidade com as disposições do ponto 4.1.1 do
           presente anexo.
    3.1.6. O serviço técnico responsável pelos ensaios pode verificar se o veículo tem um
           comportamento funcional conforme às especificações do fabricante, se é utilizável em
           condução normal e, nomeadamente, se está apto a arrancar a frio e a quente.
    3.2.   Combustível
           Ao realizar o ensaio de um veículo em função dos valores-limite das emissões,
           estabelecidos na linha A do quadro do ponto 5.3.1.4 do presente regulamento, o
           combustível de referência adequado deve cumprir as especificações indicadas no ponto
           1 do anexo 10 ou, no caso dos combustíveis gasosos de referência, no ponto 1.1.1 ou
           no ponto 1.2 do anexo 10 A.
           Ao realizar o ensaio de um veículo em função dos valores-limite das emissões,
           estabelecidos na linha B do quadro do ponto 5.3.1.4 do presente regulamento, o
           combustível de referência adequado deve cumprir as especificações indicadas no ponto
           2 do anexo 10 ou, no caso dos combustíveis gasosos de referência, no ponto 1.1.2 ou
           no ponto 1.2 do anexo 10 A.
    3.2.1. Os veículos que são alimentados quer a gasolina quer a GPL ou GN devem ser
           ensaiados em conformidade com o anexo 12 com o(s) combustível(is) de referência
           adequado(s) definido(s) no anexo 10 A.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/340               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                         Jornal Oficial da União Europeia                       27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º. 83
   página 98
   Apêndice 3
   4.         EQUIPAMENTO DE ENSAIO
   4.1.       Banco de rolos
   4.1.1.     O banco deve permitir a simulação da resistência ao avanço em estrada e pertencer a
              um dos dois tipos seguintes:
              banco com uma curva de absorção de potência definida: este tipo de banco é um banco
              cujas características físicas são tais que a forma da curva esteja definida,
              banco com uma curva de absorção de potência regulável: este tipo de banco é um
              banco em que se podem regular pelo menos dois parâmetros para fazer variar a forma
              da curva.
   4.1.2.     A regulação do banco deve ser estável no tempo. Não deve originar vibrações
              perceptíveis no veículo e que possam prejudicar o funcionamento normal deste último.
   4.1.3.     O banco deve estar munido de sistemas que simulam a inércia e as resistências ao
              avanço. Estes sistemas devem estar ligados ao rolo da frente se se tratar de um banco
              de dois rolos.
   4.1.4.     Exactidão
   4.1.4.1.   Deve ser possível medir e ler o esforço de frenagem indicado com uma precisão de ± 5
              %.
   4.1.4.2.   No caso de um banco com uma curva de absorção de potência definida, a precisão da
              regulação a 80 km/h deve ser de ± 5 %. No caso de um banco com uma curva de
              absorção de potência regulável, a regulação do banco deve poder ser adaptada à
              potência absorvida em estrada com uma precisão de ± 5%, a 120, 100, 80, 60 e 40
              km/h, e ± 10%, a 20 km/h. Abaixo destas velocidades, a regulação deve manter um
              valor positivo.
   4.1.4.3.   A inércia total das partes que rodam (incluindo a inércia simulada quando for caso
              disso) deve ser conhecida e corresponder, a ± 20 kg, à classe de inércia para o ensaio.
   4.1.4.4.   A velocidade do veículo deve ser determinada a partir da velocidade de rotação do rolo
              (rolo da frente no caso de bancos com dois rolos). Deve ser medida com uma precisão
              de ± 1 km/h a velocidades superiores a 10 km/h.
   4.1.4.5.   A velocidade do veículo deve ser determinada a partir da velocidade de rotação do rolo
              (rolo da frente no caso de bancos com dois rolos).
   4.1.5.     Regulação da curva de absorção de potência do banco e da inércia
 ---pagebreak--- 27.12.2006   PT
                                                         E/ECE/324
                                      Jornal Oficial da União Europeia       Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/341
                                                         E/ECE/TRANS/505
                                                         Regulamento n.º. 83
                                                         página 99
                                                         Apêndice 3
    4.1.5.1. Banco com curva de absorção de potência definida: o freio deve estar regulado para
             absorver a potência exercida nas rodas motoras a uma velocidade estabilizada de 80
             km/h e a potência absorvida a 50 km/h deve ser anotada. Os métodos a aplicar para
             determinar e regular a frenagem são descritos no apêndice 3 do presente anexo.
    4.1.5.2. Banco com curva de absorção de potência regulável: o freio deve estar regulado para
             absorver a potência exercida nas rodas motoras às velocidades estabilizadas de 120,
             100, 80, 60, 40 e 20 km/h. Os métodos a aplicar para determinar e regular a frenagem
             são descritos no apêndice 3 do presente anexo.
    4.1.5.3. Inércia
             Para os bancos de simulação eléctrica da inércia, deve demonstrar-se que dão
             resultados equivalentes aos sistemas de inércia mecânica. Os métodos pelos quais se
             demonstra esta equivalência são descritos no apêndice 4.
    4.2.     Sistema de recolha dos gases de escape
    4.2.1.   O sistema de recolha dos gases de escape deve permitir a medição das massas reais das
             emissões de poluentes nos gases de escape. O sistema a utilizar é o da recolha a
             volume constante. Para tal é necessário que os gases de escape do veículo sejam
             diluídos de maneira contínua com o ar ambiente, em condições controladas. Para
             medir as massas das emissões por este processo, devem ser preenchidas duas
             condições: o volume total da mistura de gases de escape e de ar de diluição deve ser
             medido e uma amostra proporcional a este volume recolhida para análise. As massas
             das emissões de gases poluentes são determinadas a partir das concentrações na
             amostra, tendo em conta a concentração desses gases no ambiente, e do fluxo total
             durante o ensaio.
             As emissões de partículas poluentes são determinadas por separação das partículas por
             meio de filtros adequados a partir de um fluxo parcial proporcional durante todo o
             ensaio, e por determinação gravimétrica dessa quantidade em conformidade com o
             ponto 4.3.1.1.
    4.2.2.   O fluxo que atravessa a aparelhagem deve ser suficiente para impedir a condensação
             de água em quaisquer condições que possam ser encontradas durante um ensaio,
             conforme o disposto no apêndice 5 do presente anexo.
    4.2.3.   O apêndice 5 descreve exemplos de três tipos de sistemas de recolha a volume
             constante que correspondem às disposições do presente anexo.
    4.2.4.   A mistura de ar e de gases de escape deve ser homogénea no ponto S2 da sonda de
             recolha.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/342               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                       Jornal Oficial da União Europeia                         27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º. 83
   página 100
   Apêndice 3
   4.2.5.     A sonda deve recolher uma amostra representativa dos gases de escape diluídos.
   4.2.6.     O sistema não pode apresentar fugas de gás. A sua concepção e os seus materiais
              devem ser tais que a concentração dos poluentes nos gases de escape diluídos não seja
              afectada. Se um componente da aparelhagem (permutador de calor, ventilador, etc.)
              influir na concentração de um gás poluente qualquer nos gases diluídos, a amostra
              deste poluente deve ser recolhida a montante desse componente, se for impossível
              resolver este problema.
   4.2.7.     Se o veículo ensaiado tiver um sistema de escape com várias saídas, os tubos de
              ligação devem estar ligados entre si tão perto do veículo quanto possível sem afectar
              negativamente o seu funcionamento.
   4.2.8.     A aparelhagem não deve originar na ou nas saídas de escape do veículo variações da
              pressão estática com um desvio superior a ± 1,25 kPa em relação às variações de
              pressão estática medidas no decurso do ciclo de ensaio no banco sem que a ou as
              saídas de escape estejam ligadas à aparelhagem. Utiliza-se uma aparelhagem de
              recolha que permita reduzir estas tolerâncias para ± 0,25 kPa se o fabricante o requerer
              por escrito à entidade administrativa que emitir a homologação, demonstrando a
              necessidade desta redução. A contrapressão deve ser medida tão perto quanto possível
              do interior da extremidade do tubo de escape, ou num prolongamento que tenha o
              mesmo diâmetro.
   4.2.9.     As diversas válvulas que permitem dirigir o fluxo de gases de escape devem ser de
              regulação e acção rápidas.
   4.2.10.    As amostras de gases são recolhidas em sacos de capacidade suficiente. Estes sacos
              são feitos de um material tal que o teor de gases poluentes não seja modificado em
              mais de ± 2 % após 20 minutos de armazenamento.
   4.3.       Equipamento de análise
   4.3.1.     Disposições
   4.3.1.1.   Os gases a medir devem ser analisados com os instrumentos a seguir indicados:
              monóxido de carbono (CO) e dióxido de carbono (CO2):
              analisador do tipo não dispersivo de absorção no infravermelho (NDIR).
              Hidrocarbonetos (HC) - motores de ignição comandada :
              analisador do tipo de ionização por chama (FID) calibrado com propano expresso em
              equivalente de átomos de carbono (C1),
              Hidrocarbonetos (HC) - motores de ignição por compressão :
 ---pagebreak--- 27.12.2006 PT
                                                        E/ECE/324
                                     Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/343
                                                        E/ECE/TRANS/505
                                                        Regulamento n.º. 83
                                                        página 101
                                                        Apêndice 3
           analisador do tipo de ionização por chama, com detector, válvulas, tubagens, etc.,
           aquecidos a 463 K ± 10 K (190 °C ± 10 °C) (HFID). É calibrado com propano
           expresso em equivalente de átomos de carbono (C1).
           Óxidos de azoto (NOx):
           quer com um analisador do tipo de quimiluminescência (CLA) quer com um
           analisador não dispersivo de absorção de ressonância no ultravioleta (NDUVR), ambos
           com conversor NOx/NO.
           Determinação gravimétrica das partículas recolhidas:
           As partículas são recolhidas por meio de dois filtros instalados em série no fluxo de
           gás de amostragem. A quantidade de partículas recolhidas em cada grupo de filtros
           deve ser a seguinte:
              sendo:
              Vep        :       caudal nos filtros;
              Vmix       :       caudal no túnel;
              M          :       massa das partículas (g/km);
              Mlimit     :       massa limite das partículas (massa limite em vigor, g/km);
              m          :       massa de partículas retidas pelos filtros (g);
              d          :       distância percorrida durante o ciclo de ensaio (km).
              A taxa de colheita das partículas (Vep/Vmix) será ajustada de modo a que, para M <
              Mlimit, 1 < m = 5 mg (quando se utilizarem filtros de 47 mm de diâmetro).
              A superfície dos filtros deve ser feita de um material hidrófobo e inerte em relação
              aos constituintes dos gases de escape (filtros de fibra de vidro revestida de
              fluorocarbonetos ou material equivalente).
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/344                Rev.1/Add.82/Rev.3
                                       Jornal Oficial da União Europeia                       27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º. 83
   página 102
   Apêndice 3
   4.3.1.2.     Exactidão
                Os analisadores devem ter uma gama de medição compatível com a precisão
                requerida para a medição das concentrações de poluentes nas amostras de gases de
                escape.
                O erro de medição não deve ser superior a ± 2 % (erro intrínseco do analisador), não
                tendo em conta o verdadeiro valor dos gases de calibração.
                Para concentrações inferiores a 100 ppm, o erro de medida não deve exceder ± 2
                ppm.
                A amostra de ar ambiente deve ser medida no mesmo analisador com uma gama
                adequada.
                A balança utilizada para determinar o peso dos filtros deve ter uma precisão de 5 µg
                (desvio-padrão) e uma capacidade de leitura de 1 µg.
   4.3.1.3.     Banho de gelo
                Nenhum dispositivo de secagem do gás deve ser utilizado a montante dos
                analisadores, a menos que seja demonstrado que não produz nenhum efeito sobre o
                teor em poluentes do fluxo de gases.
   4.3.2.       Disposições especiais para os motores de ignição por compressão
                Deve ser instalada uma conduta de recolha aquecida para a análise contínua dos
                hidrocarbonetos (HC) por meio do detector aquecido de ionização por chama (HFID)
                com registador (R). A concentração média dos hidrocarbonetos medidos é
                determinada por integração. Durante todo o ensaio, a temperatura desta conduta deve
                estar regulada a 463 K ± 10 K (190 °C ± 10 °C). A conduta deve estar munida de um
                filtro aquecido (FH) com uma eficiência de 99% para as partículas > 0,3 µm,
                servindo para extrair as partículas sólidas do fluxo contínuo de gás utilizado para
                análise.
                O tempo de resposta do sistema de recolha (desde a sonda à entrada do analisador)
                deve ser inferior a quatro segundos.
                O detector aquecido de ionização por chama (HFID) deve ser utilizado com um
                sistema de débito constante (permutador de calor) para assegurar uma recolha
                representativa, a não ser que exista uma compensação para a variação do débito dos
                sistemas CFV ou CFO.
 ---pagebreak--- 27.12.2006 PT
                                                        E/ECE/324
                                     Jornal Oficial da União Europeia       Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/345
                                                        E/ECE/TRANS/505
                                                        Regulamento n.º. 83
                                                        página 103
                                                        Apêndice 3
              O dispositivo de recolha das partículas é composto por um túnel de diluição, uma
              sonda de recolha, uma unidade filtrante, uma bomba de fluxo parcial, requladores de
              caudal e debitómetros. O fluxo parcial para a recolha das partículas é conduzido
              através de dois filtros dispostos em série. A sonda de recolha do gás na qual as
              partículas serão recolhidas deve estar disposta no canal de diluição de modo a
              permitir a recolha de um fluxo de gás representativo da mistura homogénea ar/gás de
              escape e assegurar que a temperatura da mistura ar/gás de escape não exceda 325 K
              (52 °C) imediatamente antes do filtro de partículas. A temperatura do fluxo de gás no
              debitómetro não pode variar de mais de ± 3 K, e o caudal mássico de mais de ± 5 %.
              No caso de se verificar uma alteração inadmissível do fluxo, devida a uma carga
              demasiado elevada do filtro, o ensaio deve ser interrompido. Quando o ensaio for
              repetido, deve diminuir-se o caudal e/ou utilizar um filtro de maior dimensão. Os
              filtros não devem ser retirados da sala senão quando faltar uma hora para o início do
              ensaio.
              Os filtros de partículas necessários devem ser condicionados (temperatura,
              humidade) antes do ensaio numa sala climatizada, num recipiente protegido do pó,
              durante um período compreendido entre 8 e 56 horas. Após este condicionamento,
              os filtros vazios são pesados e conservados até ao momento da sua utilização. Se os
              filtros não forem utilizados no prazo de uma hora a contar da sua retirada da sala de
              pesagem, devem voltar a ser pesados.
              O limite de uma hora pode ser substituído por um limite de oito horas se forem
              satisfeitas uma ou ambas das seguintes condições:
              um filtro estabilizado é colocado e mantido num suporte fechado de filtros com as
              extremidades tapadas, ou
              um filtro estabilizado é colocado num suporte fechado de filtros que é então
              imediatamente colocado numa linha de recolha através da qual não há fluxo.
    4.3.3.    Calibração
              Todos os analisadores devem ser calibrados sempre que necessário e, em qualquer
              caso, no decurso do mês que precede o ensaio de homologação, bem como pelo
              menos uma vez em cada seis meses para a verificação da conformidade da produção.
              O apêndice 6 do presente anexo descreve o método de calibração a aplicar a cada
              tipo de analisador referido no ponto 4.3.1.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/346                Rev.1/Add.82/Rev.3
                                        Jornal Oficial da União Europeia                     27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º. 83
   página 104
   Apêndice 3
   4.4.         Medição do volume
   4.4.1.       O método de medição do volume total de gás de escape diluído aplicado ao sistema
                de recolha a volume constante deve ser tal que tenha uma precisão de ± 2 %.
   4.4.2.       Calibração do sistema de recolha a volume constante
                A aparelhagem de medição do volume no sistema de recolha a volume constante
                deve ser calibrada por um método capaz de garantir a precisão requerida e a
                intervalos suficientemente próximos para garantir a manutenção daquela precisão.
                Um exemplo de método de calibração que permite obter a precisão requerida é dado
                no apêndice 6 do presente anexo. Neste método, utiliza-se um dispositivo de
                medição de caudais do tipo dinâmico, que convém aos caudais elevados que
                aparecem na utilização do sistema de recolha a volume constante. O dispositivo deve
                ter uma precisão comprovada e conforme a uma norma nacional ou internacional
                oficial.
   4.5.         Gases
   4.5.1.       Gases puros
                Conforme o caso, os gases puros empregues para a calibração e utilização da
                aparelhagem devem responder às seguintes condições:
                azoto purificado:
                (pureza ± 1 ppm C, ± 1 ppm CO, ± 400 ppm CO2, ± 0,1 ppm NO);
                ar sintético purificado:
                (pureza: 1 ppm C, 1 ppm CO, 400 ppm CO2, 0,1 ppm NO); concentração em volume
                de oxigénio de 18% a 21%;
                oxigénio purificado: (pureza > 99,5 % de O2 em volume);
                hidrogénio purificado (e mistura contendo hélio):
                (pureza ± 1 ppm C, ± 400 ppm CO2);
                monóxido de carbono: (pureza mínima de 99,5 %);
                propano: (pureza mínima de 99,5 %).
 ---pagebreak--- 27.12.2006 PT
                                                        E/ECE/324
                                     Jornal Oficial da União Europeia       Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/347
                                                        E/ECE/TRANS/505
                                                        Regulamento n.º. 83
                                                        página 105
                                                        Apêndice 3
    4.5.2.    Gases de calibração
              Devem estar disponíveis misturas de gases com as seguintes composições químicas:
              C8 H8 e ar sintético purificado (ver ponto 4.5.1 do presente anexo);
              CO e azoto purificado;
              CO2 e azoto purificado;
              NO e azoto purificado. (A proporção de NO2 contida neste gás de calibração não
              deve exceder 5 % do teor em NO).
              A concentração real de um gás de calibração deve estar conforme com o valor
              nominal com uma variação de ± 2 %.
              As concentrações previstas no apêndice 6 do presente anexo podem também ser
              obtidas com um misturador-doseador de gases, por diluição com N2 purificado ou
              com ar sintético purificado. A precisão do dispositivo misturador deve ser tal que o
              teor dos gases de calibração diluídos possa ser determinado a ± 2 %.
    4.6.      Equipamento complementar
    4.6.1.    Temperaturas
              As temperaturas indicadas no apêndice 8 devem ser medidas com uma precisão de ±
              1,5 K.
    4.6.2.    Pressão
              A pressão atmosférica deve poder ser medida com um erro de ± 0,1 kPa.
    4.6.3.    Humidade absoluta
              A humidade absoluta (H) deve poder ser determinada com uma precisão de ± 5 %.
              O sistema de recolha de gases de escape deve ser controlado pelo método descrito no
              ponto 3 do apêndice 7 do presente anexo.
              O desvio máximo admitido entre a quantidade de gases introduzida e a quantidade de
              gases medida é de 5 %.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/348                   Rev.1/Add.82/Rev.3
                                            Jornal Oficial da União Europeia                       27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º. 83
   página 106
   Apêndice 3
   5.              PREPARAÇÃO DO ENSAIO
   5.1.            Adaptação do sistema de inércia às inércias de translação de veículo
                   Utiliza-se um sistema de inércia que permita obter uma inércia total das massas em
                   rotação correspondente à massa de referência segundo os seguintes valores:
          Massa de referência do veículo RW(kg)                         Inércia equivalente I (kg)
                        RW < 480                                                   455
                     480 < RW < 540                                                510
                     540 < RW < 595                                                570
                     595 < RW < 650                                                625
                     650 < RW < 710                                                680
                     710 < RW < 765                                                740
                     765 < RW < 850                                                800
                     850 < RW < 965                                                910
                    965 < RW < 1080                                               1020
                   1080 < RW < 1190                                               1130
                   1190 < RW < 1305                                               1250
                   1305 < RW < 1420                                               1360
                   1420 < RW < 1530                                               1470
                   1530 < RW < 1640                                               1590
                   1640 < RW < 1760                                               1700
                   1760 < RW < 1870                                               1810
                   1870 < RW < 1980                                               1930
                   1980 < RW < 2100                                               2040
                    2100 < RW< 2210                                               2150
                   2210 < RW < 2380                                               2270
                   2380 < RW < 2610                                               2270
                       2610 < RW                                                  2270
   Se o banco de rolos não dispuser da inércia equivalente correspondente, será usado o valor superior
   mais próximo da massa de referência do veículo.
 ---pagebreak--- 27.12.2006   PT
                                                        E/ECE/324
                                     Jornal Oficial da União Europeia       Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/349
                                                        E/ECE/TRANS/505
                                                        Regulamento n.º. 83
                                                        página 107
                                                        Apêndice 3
    5.2.     Regulação do freio
             A regulação do freio é efectuada em conformidade com os métodos descritos no ponto
             4.1.5 supra.
             O método utilizado e os valores obtidos (inércia equivalente, parâmetro característico
             de regulação) devem ser indicados no relatório de ensaio.
    5.3.     Condicionamento do veículo
    5.3.1.   Para os veículos com motor de ignição por compressão e tendo em vista a medição das
             partículas no máximo 36 horas e no mínimo 6 horas antes do ensaio, dever-se-á
             efectuar a parte dois do ciclo de ensaio descrita no apêndice 1 do presente anexo.
             Devem ser realizados três ciclos consecutivos. A regulação do freio é indicada nos
             pontos 5.1 e 5.2 supra.
             A pedido do fabricante, os veículos equipados com motor de ignição comandada
             podem ser pré-condicionados com um ciclo de condução parte um e dois ciclos de
             condução parte dois.
             Após este pré-condicionamento específico dos veículos com motores de ignição por
             compressão e antes do ensaio, os veículos com motor de ignição por compressão e
             ignição comandada devem permanecer num local em que a temperatura seja
             sensivelmente constante entre 293 K e 303 K (20 °C e 30 °C). Este condicionamento
             deve durar pelo menos seis horas e deve prosseguir até que a temperatura do óleo do
             motor e a do líquido de arrefecimento (se existir) estejam a ± 2ºK da temperatura do
             local.
    5.3.1.1. Se o fabricante o pedir, o ensaio deve ser efectuado dentro de um período máximo de
             30 horas depois de o veículo ter funcionado à sua temperatura normal.
    5.3.1.2. Para os veículos com motor de ignição comandada alimentados a GPL ou GN ou
             equipados de modo a poderem ser alimentados quer a gasolina quer a GPL ou GN,
             entre os ensaios com o primeiro combustível gasoso de referência e o segundo
             combustível gasoso de referência, o veículo deve ser pré-condicionado antes do ensaio
             com o segundo combustível de referência. Este pré-condicionamento é efectuado com
             o segundo combustível de referência através de um ciclo de pré-condicionamento que
             consiste de uma parte um (parte urbana) e duas partes dois (parte extra-urbana) do
             ciclo de ensaio descrito no apêndice I do presente anexo. A pedido do fabricante e
             com o acordo do serviço técnico, este ciclo de pré-condicionamento pode ser alargado.
             A posição do banco de rolos deve ser a indicada nos pontos 5.1 e 5.2 do presente
             anexo.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/350               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                        Jornal Oficial da União Europeia                        27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º. 83
   página 108
   Apêndice 3
   5.3.2.     A pressão dos pneumáticos deve ser a especificada pelo fabricante e utilizada aquando
              do ensaio preliminar em estrada para a regulação do freio. Nos bancos de dois rolos, a
              pressão dos pneumáticos poderá ser aumentada de 50%, no máximo, em relação ao
              valor recomendado. A pressão utilizada deve ser registada no relatório de ensaio.
   6.         MODO OPERATÓRIO PARA O ENSAIO NO BANCO
   6.1.       Condições especiais para a execução do ciclo
   6.1.1.     Durante o ensaio, a temperatura da câmara de ensaio deve estar compreendida entre
              293 K e 303 K (20 °C e 30°). A humidade absoluta (H) do ar no local ou do ar de
              admissão do motor deve ser tal que:
                            5,5 < H < 12,2                  (g H20/kg ar seco)
   6.1.2.     O veículo deve estar sensivelmente horizontal no decurso do ensaio, para evitar uma
              distribuição anormal do combustível.
   6.1.3.     Deve fazer-se passar sobre o veículo uma corrente de ar de velocidade variável. A
              velocidade do ventilador que produz a corrente de ar deve ser tal que, dentro da gama
              de funcionamento de 10 km/h até pelo menos 50 km/h, a velocidade linear do ar à
              saída do ventilador tenha uma aproximação de ± 5 km/h em relação à velocidade
              correspondente dos rolos. A selecção final do ventilador deve ter as seguintes
              características:
              área: pelo menos 0,2 m2,
              altura da aresta inferior acima do solo: cerca de 20 cm,
              distância a partir da parte da frente do veículo: cerca de 30 cm.
              Como alternativa, a velocidade do ventilador deve ser pelo menos 6 m/s (21,6 km/h).
              A altura da ventoinha pode ser modificada, a pedido do fabricante, para veículos
              especiais (por exemplo, furgonetas, veículos para todo o terreno).
   6.1.4.     Durante o ensaio, a velocidade é registada em função do tempo ou recolhida pelo
              sistema de aquisição de dados, para que se possa controlar a validade dos ciclos
              executados.
   6.2.       Arranque do motor
   6.2.1.     Põe-se o motor em funcionamento utilizando os dispositivos previstos para o efeito em
              conformidade com as instruções do fabricante constantes do livro de instruções dos
              veículos de série.
 ---pagebreak--- 27.12.2006 PT
                                                        E/ECE/324
                                     Jornal Oficial da União Europeia       Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/351
                                                        E/ECE/TRANS/505
                                                        Regulamento n.º. 83
                                                        página 109
                                                        Apêndice 3
    6.2.2. O primeiro ciclo principia logo que se inicia o processo de arranque do motor.
    6.2.3. No caso de utilização do GPL ou GN como combustível, é admissível que o motor a
           arranque com gasolina seja comutado para GPL ou GN após um período pré-
           determinado de tempo, que não pode ser alterado pelo condutor.
    6.3.   Marcha lenta sem carga
    6.3.1. Caixa de velocidades manual ou semiautomática, ver apêndice 1 do presente anexo,
           quadros 1.2 e 1.3.
    6.3.2. Caixa de velocidades automática
           Uma vez posto na posição inicial, o selector não deve ser manobrado em nenhum
           momento durante o ensaio, salvo no caso especificado no ponto 6.4.3 ou caso o
           selector permita o funcionamento da sobremultiplicação (overdrive), se esta existir.
    6.4.   Acelerações
    6.4.1. As acelerações são efectuadas de modo a obter um valor tão constante quanto possível
           durante toda a duração da sequência.
    6.4.2. Se não se puder executar uma aceleração durante o tempo concedido, o tempo
           suplementar é deduzido, tanto quanto possível, da duração da mudança de velocidade,
           se tal não for possível, do período de velocidade estabilizada que se segue.
    6.4.3. Caixas de velocidade automáticas
           Se não se puder executar uma aceleração durante o tempo concedido, o selector de
           velocidades deve ser manobrado em conformidade com as prescrições formuladas para
           as caixas de velocidades manuais.
    6.5.   Desacelerações
    6.5.1. Todas as desacelerações do ciclo urbano elementar (parte um) são executadas com o
           acelerador completamente livre e a embraiagem engatada. A desembraiagem do motor
           sem utilizar a alavanca das velocidades é efectuada à velocidade mais elevada das
           seguintes: 10 km/h ou a velocidade correspondente à velocidade do motor em marcha
           lenta.
           Todas as desacelerações do ciclo extra-urbano (parte dois) são executadas com o
           acelerador completamente livre e a embraiagem engatada. Esta é desengatada, sem se
           mexer na alavanca de velocidades, assim que a velocidade atingir 50 km/h para a
           última desaceleração.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/352               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                       Jornal Oficial da União Europeia                        27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º. 83
   página 110
   Apêndice 3
   6.5.2.     Se a desaceleração demorar mais tempo do que o previsto para esta fase, faz-se uso
              dos travões do veículo para se poder respeitar o ciclo.
   6.5.3.     Se a desaceleração demorar menos tempo do que o previsto para esta fase, a duração
              do ciclo teórico será obtida por um período a velocidade estabilizada ou a marcha lenta
              sem carga encadeado com a operação seguinte.
   6.5.4.     No fim do período de desaceleração (imobilização do veículo sobre os rolos) do ciclo
              urbano elementar (parte um), a caixa de velocidades é posta em ponto morto com a
              embraiagem engatada.
   6.6.       Velocidades estabilizadas
   6.6.1.     Deve evitar-se a «bombagem» ou o fecho da borboleta dos gases aquando da passagem
              da aceleração para a velocidade estabilizada seguinte.
   6.6.2.     Os períodos de velocidade constante são efectuados conservando fixa a posição do
              acelerador.
   7.         PROCEDIMENTO PARA A RECOLHA DE AMOSTRAS E ANÁLISE
   7.1.       Amostragem
              A recolha de amostras (IR) começa antes do processo de arranque do motor ou logo
              que ele tem início e termina depois de concluído o período final de marcha em vazio
              do ciclo extra-urbano [parte dois, final da recolha (FR)] ou, no caso do ensaio de Tipo
              VI, o período final de marcha em vazio do último ciclo urbano elementar (parte um).
   7.2.       Análise
   7.2.1.     A análise dos gases de escape contidos no saco é efectuada logo que possível e, em
              qualquer caso, o mais tardar 20 minutos após o início do ciclo de ensaio. Os filtros de
              partículas carregados devem ser levados para a sala o mais tardar uma hora após a
              conclusão do ensaio para lá serem condicionados durante um período compreendido
              entre 2 e 36 horas. Procede-se em seguida à sua pesagem.
   7.2.2.     Antes da análise de cada amostra, a gama do analisador a utilizar para cada poluente
              deve ser colocada no zero com o gás de colocação no zero adequado.
   7.2.3.     Os analisadores devem então ser regulados em relação às curvas de calibração por
              meio de gases de calibração de concentrações nominais compreendidas entre 70% e
              100% da gama.
 ---pagebreak--- 27.12.2006 PT
                                                       E/ECE/324
                                    Jornal Oficial da União Europeia       Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/353
                                                       E/ECE/TRANS/505
                                                       Regulamento n.º. 83
                                                       página 111
                                                       Apêndice 3
    7.2.4. Os zeros dos analisadores são então reverificados. Se o valor lido se afastar mais de
           2% da escala completa em relação ao valor obtido quando se efectuou a regulação
           prevista no ponto 7.2.2, repete-se a operação.
    7.2.5. As amostras são então analisadas.
    7.2.6. Após a análise, os pontos de zero e de calibração são reverificados utilizando os
           mesmos gases. Se estes novos valores não se afastarem mais de 2 % dos obtidos
           quando se efectuou a regulação prevista no ponto 7.2.3, consideram-se válidos os
           resultados da análise.
    7.2.7. Em todos os pontos da presente secção, os caudais e as pressões dos vários gases
           devem ser os mesmos que os utilizados durante a calibração dos analisadores.
    7.2.8. O valor considerado para o teor dos gases em cada um dos efluentes medidos é o valor
           lido após estabilização do aparelho de medida. As massas das emissões de
           hidrocarbonetos dos motores de ignição por compressão são calculadas a partir do
           valor integrado lido no detector aquecido de ionização por chama, corrigido tendo em
           conta a variação do débito, se for caso disso, conforme se descreve no apêndice 5 do
           presente anexo.
    8.     DETERMINAÇÃO DA QUANTIDADE DE GASES POLUENTES E DE
           PARTÍCULAS POLUENTES EMITIDA
    8.1.   Volume a ter em conta
           Corrige-se o volume a ter em conta de modo a reduzi-lo às condições de 101,33 kPa e
           273,2 K.
    8.2.   Massa total de gases poluentes e de partículas poluentes emitida
           Determina-se a massa M de cada poluente gasoso emitido pelo veículo no decurso do
           ensaio, calculando o produto da concentração em volume pelo volume do gás
           considerado, baseando-se nos valores de massa volúmica a seguir indicados nas
           condições de referência indicadas supra:
           Para o monóxido de carbono (CO):                                    d = 1,25 g/l
           Para os hidrocarbonetos:
                         para a gasolina (CH1.85)                              d = 0,619 g/l
                         para o combustível para motores Diesel (CHl.86)
                         d = 0,619 g/l
                         para o GPL (CH2.525)                                  d = 0,649 g/l
                         para o GN (CH4)                                       d = 0,714 g/l
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/354              Rev.1/Add.82/Rev.3
                                      Jornal Oficial da União Europeia                        27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º. 83
   página 112
   Apêndice 3
              Para os óxidos de azoto (NOx):              d = 2,05 g/1
              Determina-se a massa m de partículas poluentes emitida pelo veículo durante o ensaio
              por pesagem da massa das partículas retidas pelos dois filtros, m1 pelo primeiro filtro,
              m2 pelo segundo filtro:
                           se 0,95 (m1 + m2) < m1,        m = m1,
                           se 0,95 (m1 + m2) > m1,        m = m1 + m2,
                           se m2 > m1,                    o ensaio é anulado.
              O apêndice 8 do presente anexo apresenta os cálculos, seguidos de exemplos, para a
              determinação da quantidade de gases poluentes e de partículas poluentes emitida.
 ---pagebreak--- 27.12.2006      PT
                                                                  E/ECE/324
                                               Jornal Oficial da União Europeia             Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/355
                                                                  E/ECE/TRANS/505
                                                                  Regulamento n.º. 83
                                                                  página 113
                                                                  Apêndice 3
                                                  Anexo 4 - Apêndice 1
       DECOMPOSIÇÃO SEQUENCIAL DO CICLO DE MARCHA PARA O ENSAIO DE TIPO I
    1.            CICLO DE ENSAIO
                  A figura 1/1 representa o ciclo de ensaio, constituído por uma parte um (ciclo
                  urbano) e uma parte dois (ciclo extra-urbano).
    2.            CICLO URBANO ELEMENTAR (parte um)
                  (Ver figura 1/2 e quadro 1.2.)
    2.1.          Decomposição sequencial por fases
                                                           Tempo(s)               por cento
           Marcha lenta sem carga                          60                    30,8               35,4
           Marcha lenta sem carga, veículo em marcha,      9                     4,6
           embraiagem engatada numa relação
           Relações de transmissão                         8                     4,1
           Acelerações                                     36                    18,5
           Marcha a velocidade estabilizada                57                    29,2
           Desacelerações                                  25                    12,8
                                                           195                   100
    2.2.          Decomposição sequencial pela utilização da caixa de velocidades
                                                           Tempo(s)              por cento
           Marcha lenta sem carga                          60                   30,8                 35,4
           Marcha lenta sem carga, veículo em marcha,      9                    4,6
           embraiagem engatada numa relação
           Relações de transmissão                         8                    4,1
           Marcha na 1.ª relação                           24                   12,3
           Marcha na 2.ª relação                           53                   27,2
           Marcha na 3.ª relação                           41                   21
                                                           195                  100
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/356              Rev.1/Add.82/Rev.3
                                       Jornal Oficial da União Europeia          27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º. 83
   página 114
   Apêndice 3
   2.3.         Informações gerais
                Velocidade média durante o ensaio:                      19 km/h
                Tempo de marcha efectivo:                               195 s
                Distância teórica percorrida por ciclo: 1,013 km
                Distância equivalente para os 4 ciclos:                 4,052 km
 ---pagebreak--- 27.12.2006          PT                  Jornal Oficial da União     E/ECE/324
                                                                        Europeia           Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/357
                                                                    E/ECE/TRANS/505
                                                                    Regulamento n.º. 83
                                                                    página 115
                                                                    Apêndice 3
                                                            Figura 1/1
                                Ciclo de marcha para o ensaio de Tipo I
                                                                                            SE
                                                                                                 )
                                                                                                 (s
                                                                                                  e
                                                                                                  m
                                                                                                  iT
             o
             w
             Tt
              ra                                                                                     004
               P
                                                                                                       951
                                                                                                                 08
                                                                                                                  11
                                                                                                                               gn
                                                                                                                                i
                                                                                                                     pl
                                                                                                                     m
                                                                                                         951         saf
                                                                                                                       o
                                                                                                                       ndE
                                                                                                                         :S
                                                                                                                          E
               ne
                O                                  e                                                                            rta
                rta                                cly                                                                            ts
                  P                                  c                                                                             en
                                                     na                                                                             gin
                                                      rbu                                                                             e,
                                                                                                           951
                                                        rya                                                                            ngil
                                                          t                                                                               p
                                                  en                                                                                      m
                                                  m
                                                  el                                                                                      as
                                                   E                                                                      of
                                                                                                                          ngi
                                                                                                                            nn
                                                                                                                             ig
                                                                                                                              e
                                                                                                                              B
                                                                                                                              :S
                                                                                                                               B
                                                                                                             951
       )h
        /
        m
        k(
         de
          ep           02 01 00  09    08      07
           S            1  1  1                                60    05    04    03 20  01     0
                                                                                            S
                                                                                            B
    EN                                                            PT
    Speed (km/h)                                                  Velocidade (km/h)
    Part One                                                      parte um
    Part Two                                                      parte dois
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/358               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                       Jornal Oficial da União Europeia                          27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º. 83
   página 116
   Apêndice 3
   elementary urban cycle                               ciclo urbano elementar
   Time(s)                                              Tempo(s)
   BS: beginning of sampling, engine start              IR: início da recolha, arranque do motor
   ES: end of sampling                                  FR: final da recolha
 ---pagebreak--- L 375/359
                                              2               39           11              8            01-23        570-          8          oãçarelecaseD        11
                                                                                                                                                   adazilibatse
                                              2               58           42             42             23                        7               edadicoleV      01
                                              2              61                            5           15-32         0,94                      Aceleração          9
                                                                                                                                             Mudança de
                                                             56                            2                                                 velocidade            8
                                              1               45           21              5             51-0        38,0                6         oãçarelecA       7
                                             )*(                                                                                                    agrac m es
Jornal Oficial da União Europeia
                                   1   K s 5 + MP s 61        94           12             12                                             5 atnel      ahcraM        6
                                                                                                                                                 adat agnesed
                                                                                                                                                 m egaiarb m e
                                           )* ( 1 K           82                           3             0-01        29,0-                    ,oãçarelecaseD        5
                                              1               52           5               2            01-51        96,0-               4    oãçarelecaseD         4
                                                                                                                                                   adazilibatse
                                              1               32           8               9             51                              3         edadicoleV       3
                                              1               51           4               4             51-0        40,1                2         oãçarelecA       2
                                             )*(                                                                                                    agrac m es
                                   1   K s 5 + MP s 6         11           11             11                                             1 atnel      ahcraM        1
                                   l aun am odn amoc
                                     ed sedadicolev
                                         ed axiac             )s(        )s(esaF     :)seõ(oãçarepO                                                                 o
  PT
                                       ed osac on        ovi talu m uc                                  )h /m k(        )2s/m(                                ãçarepo
                                   razilitu a oãçaleR      opmeT                    adac ed oãçaruD   edadicoleV    oãçarelecA     esaF              oãçarepO ad º.N
27.12.2006
                                                                                                    Quadro 1.2
                                                                         Ciclo de ensaio urbano elementar no banco de rolos (parte um)
 ---pagebreak--- 27.12.2006
                                                                                                       2   1
                                   K , K = caixa na primeira ou na segunda relação, embraiagem desengatada.        (*) PM = Caixa em ponto morto, embraiagem engatada
                                                                                                                                                                       agrac
                                                       )*( MP s 7               591        7                   7                                      51 m es atn el ahcraM       52
                                                                                                                                                                 adat agnesed
                                                                                                                                                                 m egaiarb m e
                                                               )* ( 2 K         881                            3          0-01           29,0-                 oãçarelecaseD      42
                                                       2                  581                      7                01-53        99,0-                         oãçarelecaseD      32
                                                                                                                                                                   edadicolev
                                                                          871         21           2                                             41       ed        açnaduM       22
Jornal Oficial da União Europeia
                                                                                                                                                                  adazilibatse
                                                       3                  671         31          31                 53                          31               edadicoleV      12
                                                       3                  361         8            8                53-05        25,0-           21            oãçarelecaseD      02
                                                                                                                                                                  adazilibatse
                                                       3                  551         21          21                 05                          11               edadicoleV      91
                                                       3                  341                      8                05-53        25,0                              oãçarelecA     81
                                                                                                                                                                   edadicolev
                                                                          531                      2                                                      ed        açnaduM       71
                                                       2                  331                      9                53-51        26,0                              oãçarelecA     61
                                                                                                                                                                   edadicolev
                                                                          421                      2                                                      ed        açnaduM       51
                                                       1                  221         62           5                                             01                oãçarelecA     41
  PT
                                                       )*(                                                                                                               agrac
                                             1   K s 5 + MP s 61          711                     12                51-0         51-0            9         m es atn el ahcraM     31
                                                                                                                                                                  adat agnesed
                                                                                                                                                                  m egaiarb m e
                                                     )*( 2 K              69                       3                0-01         29,0-                         ,oãçarelecaseD     21
L 375/360
 ---pagebreak--- 27.12.2006 PT                                                                                                                                                                  Jornal Oficial da União  E/ECE/324
                                                                                                                                                                                                            Europeia                                    Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/361
                                                                                                                                                                                                        E/ECE/TRANS/505
                                                                                                                                                                                                        Regulamento n.º. 83
                                                                                                                                                                                                        página 119
                                                                                                                                                                                                        Anexo 4 – Apêndice 1
                                                                                                                                                                                          Figura 1/2
                                                                                                                                             Ciclo urbano elementar para o ensaio de Tipo I
                                                                                                                                                                                                                                                              00
                                                                                                                                                                                                                                                               2                                       rse                           se
                                                                                                                                                                                                                                                                     es                                  b
                                                                                                                                                                                                                                                      R                                                                     tim
                                                                                                                                                                                                          END  O F C Y C L E : 1 95 se c o n d s
                                                                                                                                                                                                                                                                      m                                  m
                                                                                                                                                                                                                                                                                                         un                   es
                                                                                                                                                                                                                                                      M
                                                                                                                                                                                                                                                      P               ti 7           25                         7              ah
                                                                                                                                                                    s)(                                                                      K
                                                                                                                                                                                                                                              2
                                                                                                                                                                                                                                                                       cen                                ec
                     h
                      p                                                                                                                                               t                                                                                                  eu 3         42                   enu                  lpa
                       a
                        r
                          g
                                      el
                                         c
                                                                                                                                                                                                             2                                                            qe                                 qe                   irt
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Pa
                           l
                                                                                                                                                                                                                                                                                                              S
                                                    y
                             a
                                                                                                                                                                            5                                                                                              S
                                                                                                                                                                                                                                                                                       23
                                                                       c
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  12
                                    ci                                   f
                                       t
                                         er
                                                          o
                                                                           o
                                                                                                                                                                                                                                                                             7
                                                                                                                                                                            4
                                                                       e
                                                                         h
                                                                                                                                                                s
                                                                                                                                                                1+                                                                                                                      22
                                                                                     T
                                                                                                                                                                                    K                                                                                        2
                                   s h/ mk 2 +                                                                                                 h/ mk 2 -                    3
                                   1-                                                                                                                                       2           3
                 h)/                                                                                                                                                                                                                                     dsn                 13          21                     13
                   m                                                                                                                                                        1                                                                              coe
                (k                                                                                                                                                                                                                                           S
                V
                                                                                                                                                                                3
                          5                                              4                                                      3                     2            1                                                                                                          8           02                     8
                                                                                                                                                                                                                                                               501
                                                                                                        ets                                                                                                                                                                   21           91                      21
                                                    se                                                    in                                                  3
                                                     cn                                                    e
                                                      ar                    lyl                        th
                                                       leo                    ac                       in
                               dn                        t                     irt                      n
                                )ah        s)d                                   e
                                                                                 m            ohw                                                                                                                                                                              8            18
                                  /          no                                  oe            ss                                                                             3
                                  m                                               g             at
                                  k
                                  2           ecs                                 de             ni                                                                              K                                                                                             2             71
                                  (±            .01                                ni             po
                                   d                                                b              hc                                                                                                                                                                                         61                 26
                             epe                  (±
                                                   e                                om
                                                                                     c              ae                                                                                                                                                                         9
                                                                                                                                                                                                    2
                              s
                              =                    m
                                                   it                      ar
                                                                                     e               orf                                                                                                                                                                                       51
                                                                                                                                                                                                          K                                                                    2
                                                                                                                                                                                                                                                                               5                41
                                                                                                                                                                                                                                          1
                                                                                                                                                                                                                                                      1
                                                                                                                                                                                                                                                      K
                                                                                                                                                                                                                                                                               12                31                 12
                                                                                                                                                                                                                                                      R
                                                                                     ngi
                                                                                       gn                                                                                                                                                                        00
                                                                                        ah                                                                                                                                                                        1
                                                                                         rca                                                                                                                                                  2
                                                                                                                                                                                                                                                      M
                                                                                                                                                                                                                                                      P
                                                                                           ge                                                                                                                                                K
                                                                                            =                                                                                                                                                                                   3                 12
                                                                                                                                                                                                             2                                                                                                       11
                                                                                                                                                                                                                                                                                8                  11
                                                                                                                      de
                                                                                                                       ga
                                                                                                           neg                                                                                                                                                                                      01
                                                                                                            ra
                                                                                                             ge                                                                           2                                                                                     24                                    24
                                                                 ,g                                           dn
                                                                                                               oc                 ra
                                                                  ni                                            ser                eg                       r
                                                                   hc
                                                                    tu                                                              dn           gn     ega
                                                                     lc                                           ot                 oc           il     dir
                                                                      ed                                           rsif               es           di      th
                                                                       =                                                               =            =       =                                                                                                                    5                   9
                                                                                                                                       2            R       3                                         2
                                                                       2
                                                                       K                                                                                                                                 K                                                                       2                   8                 21
                                                                                                                                                                                                                                                                  50
                                                                       1
                                                                       K                                                                                                                                                                                                         5                   7
                                                                                                                                                                                                                                           1
                                                                                                                                                                                                                                                      1
                                                                                                                                                                                                                                                      K
                                                           ngi                                                           ra              la                                                                                                                                      12                                     12
                                                             hc                                                                                                                                                                                       R                                              6
                                                              tu                                                          eg              tru
                                                               lc                                                          ts               en
                                                                ed
                                                                 =                                                          fir              =                                                                                                        M
                                                                                                                        =                                                                                                                             P
                                                                 K                                                      1               PM                                                                                                       1
                                                                                                                                                                                                                                                 K
                                                                                                                                                                                                                                1                                                 3                  5            51
                                                                                                                                                                                                                                                                                  2                  4
                                                                                                                                                                                                                       1                                                          8                  3            8
                                                                                                                        EY
                                                                                                                        K
                                                                                                                                                                                                                                                                                  4                  2                   4
                                                                                                                                                                                                                                          1
                                                                                                                                                                        /h                  /h  /h                           /h       /h              K
                                                                                                                                                                                                                                                      1
              /h                                                                                                                                                         m                   m   m                            m        m
               m
                                                                                                                                                                         k
                                                                                                                                                                         05
                                                                                                                                                                                             k
                                                                                                                                                                                             53
                                                                                                                                                                                                 k
                                                                                                                                                                                                 23
                                                                                                                                                                                                                              k        k                                          11                 1                   11
               k                                                                                                                       06                                             04                            02      15         01             R
               V                                                                                                                                                                                                                                                   0
                                                                                             EN                                                                                                                                                     PT
                                                                                             key                                                                                                                                                  legenda
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/362                  Rev.1/Add.82/Rev.3
                                          Jornal Oficial da União Europeia                            27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 120
   Anexo 4 – Apêndice 1
                     K=declutching                                          K=desembraiagem
                       I=first gear                                             I=1ª relação
                       PM=neutral                                            PM=ponto morto
        K1K2=declutching, first or second gear               K1K2=desembraiagem, primeira ou segunda
                         engaged                                            relação engrenadas
                     2=second gear                                              2=2ª relação
                        R=idling                                        R=marcha lenta sem carga
                       3=third gear                                             3=3ª relação
                      gear changing                                       mudança de velocidade
          =speed (2km/h) and time(1.0seconds)               =as tolerâncias sobre as velocidades (2 km/h e
       tolerances are combined geometrically for                   sobre os tempos (1,0 segundos) são
             each point as shown in the inset               geometricamente combinadas para cada ponto
                                                                       conforme aqui representado
               Theoretical graph of cycle                                Traçado teórico do ciclo
                End of cycle: 195 seconds                              Fim do ciclo: 195 segundos
                         Seconds                                                 Segundos
                     Sequence times                                        Tempo por sequência
                   Sequence numbers                                      Números das sequências
                   Partial phase times                                    Tempo parcial por fase
 ---pagebreak--- 27.12.2006         PT
                                                               E/ECE/324
                                            Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/363
                                                               E/ECE/TRANS/505
                                                               Regulamento n.º. 83
                                                               página 121
                                                               Anexo 4 – Apêndice 1
    3.                CICLO EXTRA-URBANO (parte dois)
                      (Ver figura 1/3 e quadro 1.3.)
    3.1.             Decomposição sequencial por fases
                                                        Tempo(s)                       por cento
           Marcha lenta sem carga:                          20                            5,0
       Marcha lenta sem carga, veículo em                   20                            5,0
         marcha, embraiagem engatada
                 numa relação:
           Relações de transmissão:                          6                            1,5
                 Acelerações:                              103                           25,8
       Marcha a velocidade estabilizada:                   209                           52,2
                Desacelerações:                             42                           10,5
                                                           400                            100
    3.2.              Decomposição sequencial pela utilização da caixa de velocidades
                                                        Tempo(s)                       por cento
           Marcha lenta sem carga:                          20                            5,0
       Marcha lenta sem carga, veículo em                   20                            5,0
         marcha, embraiagem engatada
                 numa relação
           Relações de transmissão:                          6                            1,5
                  1.ª relação:                               5                            1,3
                   2.ª relação                               9                            2,2
                  3.ª relação:                               8                             2
                  4.ª relação:                              99                           24,8
                  5.ª relação:                             233                           58,2
                                                           400                            100
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/364               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                      Jornal Oficial da União Europeia             27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 122
   Anexo 4 – Apêndice 1
   3.3.         Informações gerais
                      Velocidade média durante o ensaio:               62,6 km/h
                      Tempo de marcha efectivo:                        400 s
                      Distância teórica percorrida por ciclo:          6,955 km
                      Velocidade máxima:                               120 km/h
                      Aceleração máxima:                               0,833 m/s2
                      Desaceleração máxima:                            -1,389 m/s2
 ---pagebreak--- L 375/365                                                                                                                              adazilibatse
                                        4             881         96             96             05                              5      edadicoleV         11
                                   4.s 4 + 5.s 4      911         8               8           05-07           96,0-             4     oãçarelecaseD       01
                                                                                                                                       adazilibatse
                                        5             111         05             05             07                              3      edadicoleV          9
                                        4             16                         31           07-05           34,0                     oãçarelecA          8
                                                                                                                                        edadicolev
                                         -            84                          2                                                    ed açnaduM          7
                                        3             64                          8           03-53           25,0                     oãçarelecA          6
Jornal Oficial da União Europeia
                                                                                                                                        edadicolev
                                         -            83                          2                                                    ed açnaduM          5
                                        2             63                          9           53-51           26.0                     oãçarelecA          4
                                                                                                                                        edadicolev
                                         -            72                          2                                                    ed açnaduM          3
                                        1             52          14              5              0            38,0              21     oãçarelecA          2
                                                                                                                                           agrac
                                      )1( K  1        02          02             02                                             1    mes atnel ahcraM      1
                                       launam
                                     odnamoc ed
                                     sedadicolev
                                      ed saxiac                                   )
                                     ed osac me        )s(      )s(esaF     seõ(oãçarepO
  PT
                                      razilitu a   ovitalumuc                                 )h/mk(           s/m(                                     oãçarepo
                                     edadicoleV    )s( opmeT       adac ed oãçaruD          edadicoleV     oãçarelecA       esaF        oãçarepO         ad º.N
                                                                                                             )2
27.12.2006
                                                                                           Quadro 1.3
                                                                      Ciclo extra-urbano (parte dois) para o ensaio de Tipo I
 ---pagebreak--- 27.12.2006
                                   Podem ser utilizadas relações adicionais, em conformidade com as recomendações do fabricante, se o veículo estiver equipado
                                   com uma caixa de velocidades com mais de cinco relações.                                                                              2)
                                                                                                                                                            2   1
                                                                                    PM = Caixa em ponto morto, embraiagem engatada.
                                                                                    K , K = caixa na primeira ou na segunda relação, embraiagem desengatada.             1)
                                         )1( MP           004           02           02                                         31          atnel ahcraM            12
Jornal Oficial da União Europeia
                                                                                                                                             adatagnesed
                                                                                                                                             megaiarbme
                                         )1( 5K           083                        01            0-05          93,1                      ,oãçarelecaseD           02
                                          )2( 5           073                         8           05-08          40,1-                    )2 oãçarelecaseD          91
                                          )2( 5           263           43           61           08-021         96,0-          21        )2 oãçarelecaseD          81
                                                                                                                                           )2 adazilibatse
                                          )2( 5           643           02           01            021                          11           edadicoleV             71
                                          )2( 5           633           02           02          021-001         82,0           01          )2 oãçarelecA           61
                                                                                                                                           : )2 adazilibatse
                                          )2( 5           613           03           03            001                          9             edadicoleV            51
                                           5              682           53           53           001-07         42,0           8            oãçarelecA             41
  PT                                                                                                                                         adazilibatse
                                           5              152           05           05             07                          7            edadicoleV             31
                                           4              102           31           31           07-05          34,0           6            oãçarelecA             21
L 375/366
 ---pagebreak--- 27.12.2006        PT
                                                                        E/ECE/324
                                                    Jornal Oficial da União   Europeia            Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/367
                                                                        E/ECE/TRANS/505
                                                                        Regulamento n.º 83
                                                                        página 125
                                                                        Anexo 4 – Apêndice 1
                                                               Figura 1/3
                              Ciclo extra-urbano (parte dois) para o ensaio de Tipo I
                                                                                                                          s)(
                                                                                                                            e
                                                                                                                            m
                                                                                                                            iT
                                                                                                              004
                                                                                                         12
                                                                                          20
                                                            19
                                18
                                                                                                                05
                                                                                                                 3
              71
                        61
                           51                                                                                    003
                                       14
                                                                                                                   05
                                                                                                                    2
                                                        31
                                                                                                                    00
                                                                                                                     2
                                                                 21
                                               re
                                                b                        11                                          05
                                          unm                                                                         1
                                           no
                                            it
                                             ar
                                              ep
                                               O                  01
                                                                                                                      00
                                                                                                                       1
                                                        9
                                                                 8
                                                                         7                                             50
                                                                                6
                                                                                     5
                                                                                            4
                                                                                                 3
                                                                                                       2
                                                                                                          1
          )h                                                                                                            0
           /
           m
           k(                       09           08       07        06     05     04
       de
               02
                1
                     01
                      1
                            00
                             1                                                         30     02    01      0
        pSe
    EN                                                                 PT
    Speed (km/h)                                                       Velocidade (Km/h)
    Operation number                                                   Número da operação
    Time(s)                                                            Tempo(s)
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/368               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                        Jornal Oficial da União Europeia                     27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 126
   Anexo 4 – Apêndice 1
                                          Anexo 4 - Apêndice 2
                                           BANCO DE ROLOS
   1.           DEFINIÇÃO DE UM BANCO DE ROLOS COM CURVA DE ABSORÇÃO DE
                POTÊNCIA DEFINIDA
   1.1.         Introdução
                Caso a resistência total do avanço em estrada não possa ser reproduzida no banco,
                entre as velocidades de 10 e 120 km/h , recomenda-se a utilização de um banco de
                rolos com as características definidas a seguir.
   1.2.         Definição
   1.2.1.       O banco pode comportar um ou dois rolos.
                O rolo dianteiro deve directa ou indirectamente fazer mover as massas de inércia e o
                freio.
   1.2.2.       A carga absorvida pelo freio e pelos atritos internos do banco de rolos desde a
                velocidade 0 até 120 km/h deve ser tal que:
                F = (a + b.V2) ± 0,1.F80 (sem ser negativo),
                sendo:
                F =    carga total absorvida pelo banco de rolos (N)
                a =    valor equivalente à resistência de rolamento (N)
                b =    valor equivalente ao coeficiente de resistência do ar (N/(km/h) 2)
                V =    velocidade (km/h)
                F80 =  carga a 80 km/h (N).
   2.           MÉTODO DE CALIBRAÇÃO DO BANCO DE ROLOS
   2.1.         Introdução
                O presente apêndice descreve o método a utilizar para determinar a carga absorvida
                por um banco de rolos. A carga absorvida inclui a carga absorvida pelos atritos e a
                carga absorvida pelo freio.
                O banco de rolos é levado a uma velocidade superior à velocidade máxima de ensaio.
                O dispositivo de accionamento é então desembraiado: a velocidade de rotação do
                rolo movido diminui.
 ---pagebreak--- 27.12.2006       PT
                                                               E/ECE/324
                                            Jornal Oficial da União Europeia             Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/369
                                                               E/ECE/TRANS/505
                                                               Regulamento n.º 83
                                                               página 127
                                                               Anexo 4 – Apêndice 1
                   A energia cinética dos rolos é dissipada pelo freio e pelos atritos. Este método não
                   tem em conta a variação dos atritos internos dos rolos entre o estado em carga e o
                   estado em vazio nem os atritos do rolo traseiro quando este é livre.
    2.2.           Calibração a 80 km/h do indicador de carga em função da carga absorvida.
                   Aplica-se o processo adiante definido (ver também figura 2/1).
    2.2.1.         Medir a velocidade de rotação do rolo se tal ainda não tiver sido feito. Pode
                   utilizar-se para o efeito uma quinta roda, um conta-rotações ou outro dispositivo.
    2.2.2.         Instalar o veículo no banco ou aplicar outro método para accionar o banco.
    2.2.3.         Utilizar o volante de inércia ou qualquer outro sistema de inércia para a classe de
                   inércia a considerar.
                                                      Figura 2/1
                          Diagrama que ilustra a carga absorvida pelo banco de rolos
      □ = F = a + b · V2        ● = (a + b V2) – 0,1 · F80                 ∈ = (a + b · V2) + 0,1 · F80
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/370                Rev.1/Add.82/Rev.3
                                        Jornal Oficial da União Europeia                   27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 128
   Anexo 4 – Apêndice 1
   EN                                                    PT
   Load (N)                                              Carga (N)
   Speed (Km/h)                                          Velocidade (km/h)
   2.2.4.       Levar o banco a uma velocidade de 80 km/h.
   2.2.5.       Registar a carga indicada Fi (N).
   2.2.6.       Levar o banco a uma velocidade de 90 km/h.
   2.2.7.       Desembraiar o dispositivo utilizado para o accionamento do banco.
   2.2.8.       Registar o tempo de desaceleração do banco de 85 a 75 km/h.
   2.2.9.       Regular o freio para um valor diferente.
   2.2.10.      Repetir as operações previstas nos pontos 2.2.4 a 2.2.9 um número de vezes
                suficiente para cobrir a gama de cargas .
   2.2.11.      Calcular a carga absorvida segundo a fórmula:
                sendo:
                F          =      carga absorvida (N)
                Mi         =      inércia equivalente em kg (não tendo em conta a inércia do rolo
                livre traseiro)
                ∆V         =      desvio da velocidade em m/s (10 km/h = 2,775 m/s)
                t          =      tempo de desaceleração do rolo de 85 a 75 km/h.
   2.2.12.1.    A figura 2/2 representa a carga indicada a 80 km/h em função da carga absorvida à
                mesma velocidade.
 ---pagebreak--- 27.12.2006   PT
                                                         E/ECE/324
                                      Jornal Oficial da União Europeia           Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/371
                                                         E/ECE/TRANS/505
                                                         Regulamento n.º 83
                                                         página 129
                                                         Anexo 4 – Apêndice 1
                                                Figura 2/2
            Carga indicada a 80 km/h em função da carga absorvida à mesma velocidade
                       EN                                                      PT
               Load indicated (N)                                      Carga indicada (N)
               Load absorbed (N)                                       Carga absorvida (N)
    2.2.13.    As operações previstas nos pontos 2.2.3 a 2.2.12 devem ser repetidas para todas as
               classes de inércia a tomar em consideração.
    2.3.       Calibração do indicador de carga em função da carga absorvida para outras
               velocidades. Os procedimentos do ponto 2.2 são repetidos tantas vezes quanto o
               necessário para as velocidades escolhidas.
    2.4.       Verificação da curva de absorção do banco de rolos a partir de um ponto de
               regulação à velocidade de 80 km/h
    2.4.1.     Instalar o veículo no banco ou aplicar outro método para accionar o banco.
    2.4.2.     Regular o banco para a carga absorvida (F) à velocidade de 80 km/h.
    2.4.3.     Registar a carga absorvida às velocidades de 120, 100, 80, 60, 40 e 20 km/h.
    2.4.4.     Traçar a curva F(V) e verificar se esta satisfaz as disposições do ponto 1.2.2 do
               presente apêndice.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/372               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                       Jornal Oficial da União Europeia                      27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 130
   Anexo 4 – Apêndice 1
   2.4.5.       Repetir as operações dos pontos 2.4.1 a 2.4.4 para outros valores de potência F à
                velocidade de 80 km/h e outros valores de inércia.
   2.5.         Deve ser aplicado o mesmo procedimento para a calibração de força ou de binário.
   3.           REGULAÇÃO DO BANCO
   3.1.         Métodos de regulação
   3.1.1.       Introdução
                Este método não é considerado o melhor e apenas deve ser aplicado em bancos com
                curva de absorção de potência definida para a determinação da regulação de potência
                absorvida a 80 km/h, não podendo ser utilizado com motores de ignição por
                compressão.
   3.1.2.       Aparelhagem de ensaio
                A depressão (ou pressão absoluta) no colector de admissão do veículo é medida com
                uma precisão de ± 0,25 kPa. Deve ser possível registar este parâmetro de maneira
                contínua ou a intervalos que não excedam um segundo. A velocidade deve ser
                registada continuamente com uma precisão de ± 0,4 km/h.
   3.1.3.       Ensaios em estrada
   3.1.3.1.     Assegura-se primeiro que estão satisfeitas as disposições do ponto 4 do apêndice 3
                do presente anexo.
   3.1.3.2.     Faz-se funcionar o veículo a uma velocidade estabilizada de 80 km/h, registando a
                velocidade e a depressão (ou pressão absoluta) em conformidade com as condições
                definidas no ponto 3.1.2 supra.
   3.1.3.3.     Repete-se a operação descrita no ponto 3.1.3.2 três vezes em cada sentido. As seis
                passagens devem ser executadas num prazo que não exceda quatro horas.
   3.1.4.       Redução dos dados e critérios de aceitação
   3.1.4.1.     Analisar os resultados obtidos durante as operações previstas nos pontos 3.1.3.2 e
                3.1.3.3 (a velocidade não deve ser inferior a 79,5 km/h nem superior a 80,5 km/h
                durante mais de um segundo). Para cada passagem deve ler-se a depressão a
                intervalos de um segundo, calcular a depressão média e o desvio-padrão (s),
                devendo o cálculo efectuar-se sobre, pelo menos, 10 valores de depressão.
 ---pagebreak--- 27.12.2006   PT
                                                        E/ECE/324
                                     Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/373
                                                        E/ECE/TRANS/505
                                                        Regulamento n.º 83
                                                        página 131
                                                        Anexo 4 – Apêndice 1
    3.1.4.2.   O desvio-padrão não deve exceder 10% do valor médio (v) para cada passagem.
    3.1.4.3.   Calcular o valor médio para as seis passagens (três em cada sentido).
    3.1.5.     Regulação do banco
    3.1.5.1.   Preparação
               Executam-se as operações previstas nos pontos 5.1.2.2.1 a 5.1.2.2.4 do apêndice 3 do
               presente anexo.
    3.1.5.2.   Regulação da carga:
               Depois de aquecido, faz-se funcionar o veículo a uma velocidade estabilizada de 80
               km/h, regula-se a carga de maneira a obter o valor da depressão (v) determinado em
               conformidade com o ponto 3.1.4.3. O desvio relativamente a este valor não deve
               exceder 0,25 kPa. Utilizam-se para esta operação os aparelhos que serviram para o
               ensaio em pista.
    3.2.       Método alternativo
               Com o acordo do fabricante, pode ser aplicado o seguinte método:
    3.2.1.     O freio é regulado de modo a absorver a carga exercida nas rodas motoras a uma
               velocidade estabilizada de 80 km/h em conformidade com o seguinte quadro:
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/374                Rev.1/Add.82/Rev.3
                                        Jornal Oficial da União Europeia                       27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 132
   Anexo 4 – Apêndice 1
   EN                                                    PT
   Reference mass of vehicle                             Massa de referência do veículo
   Equivalent inertia                                    Inércia equivalente
   Power and load absorbed by the dynamometer Potência e carga absorvidas pelo banco a 80
   at 80 km/h                                            km/h
   Coefficients                                          Coeficientes
   .                                                     ,
   3.2.2.        No caso de veículos, que não sejam automóveis de passageiros, com uma massa de
                 referência superior a 1 700 kg, ou veículos com tracção permanente a todas as rodas,
                 multiplicam-se os valores de potência indicados no quadro constante do ponto 3.2.1
                 pelo factor 1,3.
 ---pagebreak--- 27.12.2006       PT
                                                             E/ECE/324
                                          Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/375
                                                             E/ECE/TRANS/505
                                                             Regulamento n.º 83
                                                             página 133
                                                             Anexo 4 – Apêndice 1
                                             Anexo 4 - Apêndice 3
              RESISTÊNCIA AO AVANÇO DE UM VEÍCULO - MÉTODO DE MEDIÇÃO
                            EM PISTA - SIMULAÇÃO EM BANCO DE ROLOS
    1.             OBJECTIVO
                   Os métodos abaixo definidos têm por objectivo medir a resistência ao avanço de um
                   veículo em marcha a velocidade estabilizada em estrada e simular esta resistência
                   num ensaio em banco de rolos, em conformidade com as condições especificadas no
                   ponto 4.1.5 do anexo 4.
    2.             DESCRIÇÃO DA PISTA
                   A pista deve ser horizontal e ter um comprimento suficiente para permitir a execução
                   das medições adiante especificadas. A inclinação deve ser constante a ± 0,1% e não
                   exceder 1,5%.
    3.             CONDIÇÕES ATMOSFÉRICAS
    3.1.           Vento
                   Durante o ensaio, a velocidade média do vento não deve exceder 3 m/s, com rajadas
                   inferiores a 5 m/s. Além disso, a componente do vento perpendicular à pista deve ser
                   inferior a 2 m/s. A velocidade do vento deve ser medida 0,7 m acima do revestimento
                   da estrada.
    3.2.           Humidade
                   A pista deve estar seca.
    3.3.           Pressão e temperatura
                   A densidade do ar no momento do ensaio não se deve afastar mais de ± 7,5 % da que
                   corresponde às condições de referência, P = 100 kPa e T = 293,2 K.
    4.             PREPARAÇÃO DO VEÍCULO1/
    1/ No que se refere aos VHE, e até que se tenham estabelecido disposições técnicas uniformes, o
    fabricante chegará a acordo com o serviço técnico quanto à categoria do veículo, aquando da
    realização do ensaio definido no presente apêndice.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/376               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                        Jornal Oficial da União Europeia                      27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 134
   Anexo 4 – Apêndice 1
   4.1.         Selecção do veículo de ensaio
                Se não forem ensaiadas todas as variantes de um modelo de veículo, aplicam-se os
                seguintes critérios para a selecção do veículo de ensaio.
   4.1.1.       Carroçaria
                Se houver diferentes tipos de carroçaria, escolhe-se a pior em termos aerodinâmicos.
                O fabricante deve fornecer dados adequados para a selecção.
   4.1.2.       Pneumáticos
                Escolhe-se a variante que tenha os pneumáticos mais largos. Se houver mais de três
                dimensões de pneumáticos, escolhe-se a variante que tenha os segundos pneumáticos
                mais largos.
   4.1.3.       Massa de ensaio
                A massa de ensaio deve ser a massa de referência do veículo com a maior gama de
                inércias.
   4.1.4.       Motor
                O veículo de ensaio deve ter o(s) maior(es) permutador(es) de calor.
   4.1.5.       Transmissão
                Deve fazer-se um ensaio com cada um dos tipos das seguintes transmissões:
                         tracção às rodas da frente
                         tracção às rodas da retaguarda
                         tracção permanente às quatro rodas
                         tracção temporária às quatro rodas
                         caixa de velocidades de comando automático
                         caixa de velocidades de comando manual
   4.2.             Rodagem
                    O veículo deve estar no estado normal de marcha e de regulação e ter sido
                    rodado pelo menos durante 3 000 km. Os pneumáticos devem ter sido rodados ao
                    mesmo tempo que o veículo ou ter 90% a 50% da profundidade do relevo inicial
                    do piso de rodagem.
 ---pagebreak--- 27.12.2006    PT
                                                           E/ECE/324
                                        Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/377
                                                           E/ECE/TRANS/505
                                                           Regulamento n.º 83
                                                           página 135
                                                           Anexo 4 – Apêndice 1
   4.3.          Verificações
                 Verifica-se se o veículo está em conformidade com as especificações do fabricante
                 para a utilização considerada em relação ao seguinte:
                 rodas, tampões, pneumáticos (marca, tipo, pressão),
                 geometria do eixo dianteiro,
                 regulação dos travões (supressão dos atritos parasitas), lubrificação dos eixos
                                 dianteiro e traseiro,
                 regulação da suspensão e do nível do veículo, etc.
   4.4.          Preparativos para o ensaio
   4.4.1.        O veículo é carregado em conformidade com a sua massa de referência. O nível do
                 veículo deve ser obtido com o centro de gravidade da carga situado no meio do
                 segmento de recta que une os pontos «R» dos lugares laterais dianteiros e numa recta
                 que une esses pontos.
   4.4.2.        Para os ensaios em pista, as janelas do veículo são fechadas. As eventuais aberturas
                 de climatização, de luzes, etc., devem estar na posição de fora de funcionamento.
   4.4.3.        O veículo deve estar limpo.
   4.4.4.        Imediatamente antes do ensaio, o veículo deve ser levado à sua temperatura normal
                 de funcionamento de maneira apropriada.
   5.            MÉTODOS
   5.1.          Variação da energia durante a desaceleração em roda livre
   5.1.1.        Em pista
   5.1.1.1.      Aparelhagem de medição e erro admissível
                 A medição do tempo é feita com uma margem de erro inferior a ± 0,1 s.
                 A medição do tempo é feita com uma margem de erro inferior a ± 2 s.
   5.1.1.2.      Procedimento de ensaio
   5.1.1.2.1.    Acelerar o veículo até uma velocidade superior em 10 km/h à velocidade de ensaio
                 escolhida V.
   5.1.1.2.2.    Pôr a caixa de velocidades em ponto morto.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/378                 Rev.1/Add.82/Rev.3
                                          Jornal Oficial da União Europeia                              27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 136
   Anexo 4 – Apêndice 1
   5.1.1.2.3.     Medir o tempo (t1) de desaceleração do veículo da velocidade
                              V2 = V + ∆V km/h para V1 = V - ∆V km/h
   5.1.1.2.4.     Efectuar o mesmo ensaio no outro sentido: t2
   5.1.1.2.5.     Fazer a média dos dois tempos t1 B t1, designando-a por T.
   5.1.1.2.6.     Repetir estes ensaios um número de vezes tal que a precisão estatística (p) da média
                                          não seja superior a 2% (p < 2%)
                  A precisão estatística (p) é definida pela fórmula:
                      sendo:
                      t = coeficiente dado pelo quadro a seguir,
                      n = número de ensaios,                                      n
                                                                                     (Ti − T )2
                      s = desvio-padrão                                         ∑=
                                                                                i  1    n −1
         n
               4       5       6       7        8          9      10        11         12      13   14   15
         t    3,2     2,8     2,6     2,5      2,4        2,3     2,3       2,2        2,2     2,2  2,2  2,2
      t/ n    1,6    1,25    1,06    0,94     0,85       0,77    0,73      0,66       0,64    0,61 0,59 0,57
   5.1.1.2.7.         Calcular a potência pela fórmula:
                      sendo:
                      P expresso em kW,
                      V = velocidade do ensaio, em m/s,
 ---pagebreak--- 27.12.2006     PT
                                                            E/ECE/324
                                        Jornal Oficial da União  Europeia          Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/379
                                                            E/ECE/TRANS/505
                                                            Regulamento n.º 83
                                                            página 137
                                                            Anexo 4 – Apêndice 1
                   ∆V =desvio da velocidade em relação à velocidade V, em m/s,
                   M = massa de referência em kg
                   T = tempo, em segundos.
    5.1.1.2.8.     A potência (P) determinada na pista deve ser reduzida às condições ambientes
                   como segue:
                           PCorrigido = K . PMedido
                                        RR
                                K=         [1 + K R (t − t 0 )] + R AERO    ⎛p ⎞
                                                                          .⎜⎜ 0 ⎟⎟
                                        RT                         RT       ⎝ p⎠
                   sendo:
                   RR         =       resistência ao rolamento à velocidade V
                   RAERO      =       resistência aerodinâmica ao avanço à velocidade V
                   RT         =       resistência total = RR + RAERO
                   KR         =       factor de correcção da temperatura da resistência ao rolamento,
                              tomado como
                                       igual a: 8,64 Α 10-3/°C, ou factor de correcção do fabricante
                                      aprovado pela entidade competente
                   t          =       temperatura ambiente do ensaio em pista em °C
                   t0         =       temperatura ambiente de referência = 20 °C
                   ρ          =       densidade do ar às condições de ensaio
                   ρ0         =       densidade do ar às condições de referência (20 °C, 100 kPa)
                   As relações RR/RT e RAERO/RT devem ser especificadas pelo fabricante do
                   veículo com base nos dados normalmente à disposição da empresa.
                   Se esses valores não estiverem disponíveis e dependendo do acordo do fabricante
                   e do serviço técnico envolvido, podem-se utilizar os valores para a relação
                   resistência ao rolamento/resistência total dados pela seguinte fórmula:
                  sendo:
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/380               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                        Jornal Oficial da União Europeia                        27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 138
   Anexo 4 – Apêndice 1
                   M=      massa do veículo em kg
                   e, para cada velocidade, os coeficientes a e b são dados no quadro a seguir:
                            V (km/h)                             a                  b
                                20                         7,24 Α 10-5            0,82
                                40                         1,59 Α 10-4            0,54
                                60                         1,96 Α 10-4            0,33
                                80                         1,85 Α 10-4            0,23
                               100                         1,63 Α 10-4            0,18
                               120                         1,57 Α 10-4            0,14
   5.1.2.           No banco
   5.1.2.1.         Aparelhagem de medição e erro admissível
                    A aparelhagem deve ser idêntica à utilizada para o ensaio em pista.
   5.1.2.2.         Procedimento de ensaio
   5.1.2.2.1.       Instalar o veículo no banco de rolos.
   5.1.2.2.2.       Adaptar a pressão dos pneumáticos (a frio) das rodas motoras ao valor requerido
                    pelo banco de rolos.
   5.1.2.2.3.       Regular a inércia equivalente do banco.
   5.1.2.2.4.       Levar o veículo e o banco à sua temperatura de funcionamento por um método
                    apropriado.
   5.1.2.2.5.       Executar as operações descritas no ponto 5.1.1.2 (excepto os pontos 5.1.1.2.4 e
                    5.1.1.2.5), substituindo M por I na fórmula do ponto 5.1.1.2.7.
   5.1.2.2.6.       Ajustar a regulação do freio de modo a produzir a potência corrigida (ponto
                    5.1.1.2.8) e a ter em consideração a diferença entre a massa do veículo (M) na
                    pista e a massa de ensaio em termos de inércia equivalente (I) a utilizar. Isto
                    pode ser feito calculando o tempo médio corrigido para passar de V2 a V1 em
                    roda livre na pista e reproduzindo o mesmo tempo no banco de rolos através da
                    seguinte relação:
 ---pagebreak--- 27.12.2006       PT
                                                            E/ECE/324
                                         Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/381
                                                            E/ECE/TRANS/505
                                                            Regulamento n.º 83
                                                            página 139
                                                            Anexo 4 – Apêndice 1
    corrected – corrigido
    measured – medido
                       K = valor especificado no ponto 5.1.1.2.8.
    5.1.2.2.7.         A potência Pa a absorver pelo banco deve ser determinada para permitir a
                       reprodução da mesma potência (ponto 5.1.1.2.8) para o mesmo veículo em
                       diferentes dias.
    5.2.               Método de medição do binário a velocidade constante
    5.2.1.             Em pista
    5.2.1.1.           Aparelhagem de medição e erro admissível
                       A medição do binário é feita por meio de um dispositivo de medição adequado
                       com uma precisão de ± 2 %.
                       A medição da velocidade é feita com uma precisão de ± 2%.
    5.2.1.2.           Procedimento de ensaio
    5.2.1.2.1.         Levar o veículo à velocidade estabilizada escolhida V.
    5.2.1.2.2.         Registar o binário Ct e velocidade por um período de, pelo menos, 20%. A
                       precisão do sistema de registo de dados deve ser de pelo menos ± 1 Nm para o
                       binário e ± 0,2 km/h para a velocidade.
    5.2.1.2.3.         As variações do binário Ct e da velocidade em função do tempo não devem
                       exceder 5% durante cada segundo da duração de registo.
    5.2.1.2.4.         O valor do binário considerado Ct1 é o binário médio determinado segundo a
                       fórmula:
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/382               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                         Jornal Oficial da União Europeia                     27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 140
   Anexo 4 – Apêndice 1
   5.2.1.2.5.       O ensaio deve ser efectuado três vezes em cada sentido. Determinar o binário
                    médio para a velocidade de referência a partir dessas seis medidas. Se a
                    velocidade média se desviar mais do que 1 km/h da velocidade de referência,
                    deve utilizar-se uma regressão linear para calcular o binário médio.
   5.2.1.2.6.       Fazer a média dos dois valores de binário Ct1 e Ct2 designada por Ct.
   5.2.1.2.7.       O binário médio CT determinado na pista deve ser reduzido às condições
                    ambientes de referência como segue:
                            CTcorrigido = K . CTmedido
                    em que K tem o valor especificado no ponto 5.1.1.2.8 do presente apêndice.
   5.2.2.           No banco
   5.2.2.1.         Aparelhagem de medição e erro admissível
                    A aparelhagem deve ser idêntica à utilizada para o ensaio em pista.
   5.2.2.2.         Procedimento de ensaio
   5.2.2.2.1.       Executar as operações descritas nos pontos 5.1.2.2.1 a 5.1.2.2.4.
   5.2.2.2.2.       Executar as operações descritas nos pontos 5.2.1.2.1 a 5.2.1.2.4.
   5.2.2.2.3.       Regular o freio de modo a reproduzir o binário total em pista corrigido referido
                    no ponto 5.2.1.2.7.
   5.2.2.2.4.       Executar as mesmas operações descritas no ponto 5.1.2.2.7, com a mesma
                    finalidade.
 ---pagebreak--- 27.12.2006 PT
                                                        E/ECE/324
                                     Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/383
                                                        E/ECE/TRANS/505
                                                        Regulamento n.º 83
                                                        página 141
                                                        Anexo 4 – Apêndice 1
                                        Anexo 4 - Apêndice 4
                     VERIFICAÇÃO DAS INÉRCIAS NÃO MECÂNICAS
    1.       OBJECTIVO
             O método descrito no presente apêndice permite controlar se a inércia total do banco
             simula de maneira satisfatória os valores reais no decurso das diversas fases do ciclo
             de ensaio. O fabricante do banco de rolos deve facultar um método para verificar as
             especificações em conformidade com o ponto 3 infra.
    2.       PRINCÍPIO
    2.1.     Elaboração das equações de trabalho
             Sendo o banco submetido às variações da velocidade de rotação do(s) rolo(s), a força
             à superfície do(s) rolo(s) pode ser expressa pela fórmula:
             sendo:
             F =       força à superfície do(s) rolo(s),
             I =       inércia total do banco (inércia equivalente do veículo: ver quadro do ponto
                       5.1),
             IM =      inércia das massas mecânicas do banco,
             γ =       aceleração tangencial à superfície do rolo,
             F1 =      força de inércia.
             Nota: Em apêndice encontrar-se-á uma explicação desta fórmula no que respeita aos
             bancos de simulação mecânica das inércias.
             Assim, a inércia total é expressa pela fórmula:
                         I = Im+ F1 /γ
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/384               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                        Jornal Oficial da União Europeia                       27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 142
   Anexo 4 – Apêndice 1
                em que:
                Im pode ser calculada ou medida pelos métodos tradicionais,
                F1 pode ser medida no banco,
                γ é calculada a partir da velocidade periférica dos rolos.
                A inércia total (I) é determinada no decurso de um ensaio de aceleração ou de
                desaceleração com valores superiores ou iguais aos obtidos num ciclo de ensaios.
   2.2.         Erro admissível no cálculo da inércia total
                Os métodos de ensaio e de cálculo devem permitir determinar a inércia total I com
                um erro relativo (∆I/I) inferior a ± 2%.
   3.           ESPECIFICAÇÕES
   3.1.         A massa da inércia total simulada I deve continuar a ser igual ao valor teórico da
                inércia equivalente (ver ponto 5.1 do anexo 4) dentro dos seguintes limites:
   3.1.1.       ± 5 % do valor teórico para cada valor instantâneo;
   3.1.2.        ± 2 % do valor teórico para o valor médio calculado para cada operação do ciclo.
   3.2.         Os limites especificados no ponto 3.1.1 são levados a ± 50 % durante um segundo
                aquando do início e, para os veículos com caixa de velocidades manual, durante dois
                segundos no decurso das mudanças de velocidade.
   4.           PROCEDIMENTO DE VERIFICAÇÃO
   4.1.         A verificação é efectuada no decurso de cada ensaio em toda a duração do ciclo
                definido no ponto 2.1 do anexo 4.
   4.2.         No entanto, se se satisfizerem as disposições do ponto 3 com acelerações
                instantâneas que sejam, pelo menos, três vezes superiores ou inferiores aos valores
                obtidos durante as operações do ciclo teórico, a verificação acima prevista não é
                necessária.
 ---pagebreak--- 27.12.2006 PT
                                                        E/ECE/324
                                     Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/385
                                                        E/ECE/TRANS/505
                                                        Regulamento n.º 83
                                                        página 143
                                                        Anexo 4 – Apêndice 1
                                        Anexo 4 - Apêndice 5
                    DEFINIÇÃO DE SISTEMAS DE RECOLHA DE GASES
    1.       INTRODUÇÃO
    1.1.     Há vários tipos de dispositivos de recolha que permitem satisfazer as exigências
             enunciadas no ponto 4.2 do anexo 4.
             Os dispositivos descritos nos pontos 3.1 e 3.2 serão considerados aceitáveis se
             satisfizerem os critérios essenciais que se aplicam ao princípio da diluição variável.
    1.2.     O laboratório deve mencionar no relatório o sistema de recolha que utilizou para
             fazer o ensaio.
    2.       CRITÉRIOS APLICÁVEIS AO SISTEMA DE DILUIÇÃO VARIÁVEL DE
             MEDIÇÃO DAS EMISSÕES DE GASES DE ESCAPE
    2.1.     Âmbito
             Especificar as características de funcionamento de um sistema de recolha de gases de
             escape destinado a ser utilizado na medição das massas reais das emissões de escape
             de um veículo em conformidade com as disposições do presente regulamento.
             O princípio da recolha de diluição variável para a medição das massas de emissões
             exige que se cumpram três condições:
    2.1.1.   Os gases de escape do veículo devem ser diluídos de modo contínuo com o ar
             ambiente em condições determinadas.
    2.1.2.   O volume total da mistura de gases de escape e de ar de diluição deve ser medido
             com precisão.
    2.1.3.   Deve ser recolhida para análise uma amostra de proporção constante entre gases de
             escape diluídos e ar de diluição.
             As massas das emissões gasosas são determinadas a partir das concentrações da
             amostra proporcional e do volume total medido durante o ensaio. As concentrações
             da amostra são corrigidas em função do teor de poluentes no ar ambiente.
             Para os veículos com motor de ignição por compressão, determinam-se ainda as
             emissões de partículas.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/386               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                       Jornal Oficial da União Europeia                       27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 144
   Anexo 4 – Apêndice 1
   2.2.         Resumo técnico
                A figura 5/1 apresenta o esquema de princípio do sistema de recolha.
   2.2.1.1.     Os gases de escape do veículo devem ser diluídos com uma quantidade suficiente de
                ar ambiente para impedir a condensação de água no sistema de recolha e de medição.
   2.2.2.       O sistema de recolha dos gases de escape deve permitir a medição das concentrações
                em volume médias dos componentes CO2, CO, HC e NOx, bem como, no caso dos
                veículos com motor de ignição por compressão, das emissões de partículas contidas
                nos gases de escape emitidos durante o ciclo de ensaio do veículo.
   2.2.3.       A mistura de ar e de gases de escape deve ser homogénea no ponto em que a sonda
                de recolha está colocada (ver ponto 2.3.1.2).
   2.2.4.       A sonda deve recolher uma amostra representativa dos gases de escape diluídos.
   2.2.5.       O sistema deve permitir a medição do volume total dos gases de escape diluídos.
   2.2.6.       A aparelhagem de recolha deve ser estanque aos gases. A concepção do sistema de
                recolha de diluição variável e os materiais que o constituem devem ser tais que não
                afectem a concentração dos poluentes nos gases de escape diluídos. Se um dos
                elementos da aparelhagem (permutador de calor, separador do tipo ciclone,
                ventilador, etc.) modificar a concentração de um dos poluentes nos gases diluídos e
                se este defeito não puder ser corrigido, deve recolher-se a amostra deste poluente a
                montante daquele elemento.
   2.2.7.       Se o veículo ensaiado tiver um sistema de escape com várias saídas, os tubos de
                ligação devem estar ligados entre si por um colector instalado tão perto quanto
                possível do veículo.
   2.2.8.       As amostras de gás são recolhidas em sacos com uma capacidade suficiente para não
                perturbarem o escoamento dos gases durante o período de recolha. Estes sacos
                devem ser constituídos por materiais que não afectem as concentrações de gases
                poluentes (ver ponto 2.3.4.4).
   2.2.9.       O sistema de diluição variável deve ser concebido de modo a permitir a recolha dos
                gases de escape sem modificar de modo sensível a contrapressão à saída do tubo de
                escape (ver ponto 2.3.1.1).
 ---pagebreak--- 27.12.2006         PT                                                                                                               Jornal Oficial da União        E/ECE/324
                                                                                                                                                                       Europeia                                                           Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/387
                                                                                                                                                                   E/ECE/TRANS/505
                                                                                                                                                                   Regulamento n.º 83
                                                                                                                                                                   página 145
                                                                                                                                                                   Anexo 4 – Apêndice 1
                                                                                                                                                            Figura 5/1
        Esquema de um sistema de diluição variável para a medição das emissões de gases de escape
                                                                                                                    r                                                                                                           er
                                                                                                                 tee                                                                                                             eh
                                                                                                                   m                                                                                                   eh         ps
                                                                                                                   w
                                                                                                                   ol                                                                                                   t          o
                                                                                                                    F                                                                                                   oT         tm
                                                                                                                                                                                                                                    a
                                                                                                                                              p
                                                                                          enk                                                 m
                                                                                                                                              uP
                                                                                            at
                                                                             se              el                                                                                /             g
                                                                              sa              p                                                                          cie             runi
                                                                               gt-            m
                                                                                              as                                                        ev                ve              sa
                                                                                 su            (                                                         la                d               e            ec
                                                                                  ah           ga                                                                          no              m             iv
                                                                                   xe           b           )t
                                                                                                             se                                lov                          it             e              ed
                                                                                    de
                                                                                       gn
                                                                                        il                    t                                 rt                           ucS           um
                                                                                                                                                                                            lo
                                                                                                              gn                                 no
                                                                          uilt           p
                                                                                         m                     ir                                 c                                          V
                                                                            D            as                     ud                                w
                                                                                                                                                  ol
                                                                                                                                                   F
                                                                                                                          erlt
                                                                                                                             iF
                             eh
                              tf                    eh
                               ot           dn       tf
                                ne           a        o      reu
                           m
                                        er
                                         us    reu             tx
                           er             se     ta             i
                            us             rp     re            m
                          ea                       p
                                                   m
                                                   et
                          M
                                                                                                                      re
                                                                                                                       te                                                           eh
                                                                                                                        m                                                            tf                    )y
                                                                                                                     w
                                                                                                                     ol                                                               o
                                                                                                                                                                                      gn     er             ars
                                                                                                                      F                                                                i      tux             se
                                                                                                                                                   p                            otin            i              ce
                                                                       ga                            t)s                                           um
                                                                                                                                                    P                             id         m                  nf
                                                                        b                              te                                                                                                        (i
                                                                        gn
                                                                         il                             gn                                                                         on
                                                                                                         ir                                                                         C
                                                                          p
                                                                          m
                                                                          a                      du                                                       ev
                                                                                                                                                           la                                                                                      gn
                                                                  ris                            ne
                                                                                                  ka                                                lov                                                                                             ti
                                                                   at-                             t                                                                                                                                            eha        ro se
                                                                     ne                            el                                                rt                                                                                          -e            ing
                                                                      ib                            p                                                 no                                                                                          rp        f
                                                                                                    m                                                  c                                                                                               no        ne
                                                                       m                            as                                                 w                                                                                     gn         iit       le
                                                                       A                             (                                                 ol                                                                                     il          so       se
                                                                                                                                                        F                                                                                      p           p        di
                                                                                                                                                                                                                                               m
                                                                                                                                                                                                                                               aS
                                                                                                                              erlt
                                                                                                                                 iF
                                                                                                                                                                                                  re
                                   re                 l)a                                                                                                                                          b
                                    til                 no                                                                                                                                         m
                                                                                                                                                                                                   ah
        ir                            fr                 it                                                                                                                                         c
         A                             i                  po                                                                                                                                        gn
                                       A                   (                                                                                                                                         ix
                                                                                                                                                                                                      i
                                                                                                                                                                                                  M
                                                                                                                                                                                                                    el        ts
                                                                                                                                                                                                                     c     auh        se
                                                                                                                                                                                                                  hei                  sa
                                                                                                                                                                                                                   V         xe         g
    EN                                                                                                                                                           PT
    Air                                                                                                                                                          Ar
    Air filter (optional)                                                                                                                                        Filtro de ar (facultativo)
    Ambiente-air sampling bag (sample taken Saco de recolha de ar ambiente (recolhido
    during test)                                                                                                                                                 durante o ensaio)
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/388                Rev.1/Add.82/Rev.3
                                         Jornal Oficial da União Europeia                          27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 146
   Anexo 4 – Apêndice 1
   Measuremente of the pressure and temperature           Medição da pressão e da temperatura da
   of the mixture                                         mistura
   Diluted exhaust-gases sample bag (sample               Saco de recolha dos gases de escape diluídos
   taken during test)                                     (recolhidos durante o ensaio)
   Flow meter                                             Debitómetro
   Pump                                                   Bomba
   Flow control valve                                     Regulador de débito
   Filter                                                 Filtro
   Mixing chamber                                         Câmara de mistura
   Vehicle exhaust gases                                  Gases de escape do veículo
   Conditioning of the mixture (if necessary)             Condicionamento da mistura (se necessário)
   Suction device/Volume measuring device                 Dispositivo de aspiração/dispositivo de
                                                          medição do volume
   To the atmosphere                                      Para a atmosfera
   Sampling pre-heating     position    for    diesel Posição de pré-aquecimento da amostra para os
   engines                                                motores Diesel
 ---pagebreak--- 27.12.2006   PT
                                                         E/ECE/324
                                      Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/389
                                                         E/ECE/TRANS/505
                                                         Regulamento n.º 83
                                                         página 147
                                                         Anexo 4 – Apêndice 1
    2.3.       Requisitos específicos
    2.3.1.     Aparelhagem de colheita e de diluição dos gases de escape
    2.3.1.1.   O tubo de ligação entre as saídas de escape do veículo e a câmara de mistura deve ser
               o mais curto possível; em qualquer caso, não deve:
               i)        modificar a pressão estática às saídas de escape do veículo em ensaio em
                         mais de ± 0,75 kPa a 50 km/h ou em mais de ± 1,25 kPa durante todo o
                         ensaio em relação às pressões estáticas registadas quando nada estiver
                         ligado às saídas de escape do veículo. A pressão deve ser medida no tubo
                         de saída de escape ou numa extensão com o mesmo diâmetro, tão próximo
                         quanto possível da extremidade do tubo;
               ii)       modificar a natureza do gás de escape.
    2.3.1.2.   Deve haver uma câmara de mistura na qual os gases de escape do veículo e o ar de
               diluição sejam misturados de modo a formar uma mistura homogénea no ponto de
               saída da câmara.
               A homogeneidade da mistura em qualquer secção transversal ao nível da sonda de
               recolha não se deve afastar mais de 2% do valor médio obtido em, pelo menos, cinco
               pontos situados a intervalos iguais sobre o diâmetro do caudal de gás. A pressão no
               interior da câmara de mistura não se deve afastar mais de ± 0,25 kPa da pressão
               atmosférica para minimizar os efeitos sobre as condições à saída do escape e para
               limitar a queda de pressão no aparelho de condicionamento do ar de diluição, se
               existir.
    2.3.2.     Dispositivo de aspiração/dispositivo de medição do volume
               Este dispositivo pode ter uma gama de velocidades fixas a fim de se conseguir um
               débito suficiente para impedir a condensação de água. Em geral, obtém-se este
               resultado mantendo no saco de recolha dos gases de escape diluídos uma
               concentração em CO2 inferior a 3% em volume.
    2.3.3.     Medição do volume
    2.3.3.1.   O dispositivo de medição do volume deve manter a sua precisão de calibração a ±
               2% em todas as condições de funcionamento. Se este dispositivo não puder
               compensar as variações de temperatura da mistura gases de escape-ar de diluição no
               ponto de medição, deve utilizar-se um permutador de calor para manter a
               temperatura a ± 6 K da temperatura de funcionamento prevista.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/390               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                        Jornal Oficial da União Europeia                     27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 148
   Anexo 4 – Apêndice 1
                Se necessário, pode utilizar-se um separador do tipo ciclone para proteger o
                dispositivo de medição do volume.
   2.3.3.2.     Deve ser instalado um sensor de temperatura imediatamente a montante do
                dispositivo de medição do volume. Este sensor de temperatura deve ter uma
                exactidão e uma precisão de ± 1 K e um tempo de resposta de 0,1 s a 62% de uma
                variação de temperatura dada (valor medido em óleo de silicone).
   2.3.3.3.     As medições de pressão devem ter uma precisão e um rigor de ± 0,4 kPa durante o
                ensaio.
   2.3.3.4.     A medição da diferença de pressão em relação à pressão atmosférica efectua-se a
                montante e, se necessário, a jusante do dispositivo de medição do volume.
   2.3.4.       Recolha dos gases
   2.3.4.1.     Gases de escape diluídos
   2.3.4.1.1.   A amostra de gases de escape diluídos é recolhida a montante do dispositivo de
                aspiração, mas a jusante dos aparelhos de condicionamento (se existirem).
   2.3.4.1.2.   O débito não se deve afastar da média mais de ± 2%.
   2.3.4.1.3.   O débito da recolha deve ser, no mínimo, de 5 litros/minuto e, no máximo, de 0,2%
                do débito dos gases de escape diluídos.
   2.3.4.2.     Ar de diluição
   2.3.4.2.1.   Efectua-se uma recolha de ar de diluição a um débito constante próximo da entrada
                de ar ambiente (a jusante do filtro, se estiver instalado).
   2.3.4.2.2.   O ar não deve ser contaminado pelos gases de escape que provêm da zona de
                mistura.
   2.3.4.2.3.   O débito de recolha do ar de diluição deve ser comparável ao dos gases de escape
                diluídos.
   2.3.4.3.     Operações de recolha
   2.3.4.3.1.   Os materiais utilizados para as operações de recolha devem ser tais que não
                modifiquem a concentração dos poluentes.
   2.3.4.3.2.   Podem utilizar-se filtros para extrair as partículas sólidas da amostra.
   2.3.4.3.3.   São necessárias bombas para encaminhar a amostra para o(s) saco(s) de recolha.
 ---pagebreak--- 27.12.2006     PT
                                                           E/ECE/324
                                        Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/391
                                                           E/ECE/TRANS/505
                                                           Regulamento n.º 83
                                                           página 149
                                                           Anexo 4 – Apêndice 1
    2.3.4.3.4.   São necessários reguladores de débito e debitómetros para obter os débitos
                 requeridos para a recolha.
    2.3.4.3.5.   Podem ser utilizadas ligações de fecho rápido estanques ao gás entre as válvulas de
                 três vias e os sacos de recolha, fechando-se as ligações automaticamente do lado do
                 saco. Podem ser utilizados outros sistemas para encaminhar as amostras até ao
                 analisador (válvulas de corte de três vias, por exemplo).
    2.3.4.3.6.   As diferentes válvulas utilizadas para dirigir os gases de recolha devem ser de
                 regulação e acção rápidas.
    2.3.4.4.     Armazenagem da amostra
                 As amostras de gases serão recolhidas em sacos com uma capacidade suficiente para
                 não reduzir o débito de recolha. Os sacos devem ser feitos de material que não
                 modifique a concentração de gases poluentes de síntese em mais de 2% após 20
                 minutos.
    2.4.         Aparelho adicional de recolha para ensaio de veículos com motor de ignição por
                 compressão
    2.4.1.       Ao contrário do que acontece em relação ao método de recolha dos gases no caso de
                 veículos com motor de ignição comandada, os pontos de recolha de amostras de
                 hidrocarbonetos e de partículas encontram-se num túnel de diluição.
    2.4.2.       Para reduzir as perdas térmicas dos gases de escape entre o momento em que deixam
                 o tubo de saída da panela de escape e aquele em que entram no túnel de diluição, a
                 conduta utilizada para esse fim não deve ter um comprimento superior a 3,6 m ou 6,1
                 m, se for isolada termicamente. O seu diâmetro interior não pode exceder 105 mm.
    2.4.3.       Devem reinar condições de escoamento turbulentas (número de Reynolds > 4000) no
                 túnel de diluição, que consiste num tubo direito feito de material condutor de
                 electricidade, de modo a assegurar a homogeneidade dos gases de escape diluídos
                 nos pontos de recolha, bem como a recolha de amostras representativas de gases e de
                 partículas. O túnel de diluição deve ter um diâmetro de, pelo menos, 200 mm,
                 devendo o sistema estar ligado à terra.
    2.4.4.       O sistema de recolha de amostras é composto por uma sonda de recolha no túnel de
                 diluição e dois filtros dispostos em série. A montante e a jusante dos filtros, no
                 sentido do fluxo, estão dispostas válvulas de acção rápida.
                 A configuração da sonda de recolha deve ser a indicada na figura 5/2.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/392                Rev.1/Add.82/Rev.3
                                        Jornal Oficial da União Europeia                        27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 150
   Anexo 4 – Apêndice 1
   2.4.5.       A sonda de recolha das partículas deve cumprir as seguintes condições:
                deve estar instalada próximo do eixo do túnel, a cerca de 10 diâmetros do túnel a
                jusante do fluxo a partir da entrada dos gases de escape, e deve ter um diâmetro
                interno de, pelo menos, 12 mm,
                a distância entre a ponta da sonda de recolha e o porta-filtro deve ser, pelo menos,
                igual a cinco vezes o diâmetro da sonda, sem todavia exceder 1 020 mm.
   2.4.6.       A unidade de medição do fluxo de gás de ensaio é composta por bombas, reguladores
                de caudal e debitómetros.
   2.4.7.       O sistema de recolha de hidrocarbonetos é composto por uma sonda, uma conduta,
                um filtro e uma bomba de recolha aquecidos. A sonda de recolha deve ser colocada à
                mesma distância do orifício de entrada dos gases de escape que a sonda de recolha
                das partículas, de modo a evitar uma influência recíproca das recolhas. Deve ter um
                diâmetro interno de, pelo menos, 4 mm.
   2.4.8.       Todos os elementos aquecidos devem ser mantidos a uma temperatura de 463 K
                (190° C) ± 10 K pelo sistema de aquecimento.
   2.4.9.       Se não for possível uma compensação das variações de caudal, deve prever-se um
                permutador de calor e um dispositivo de regulação das temperaturas com as
                características especificadas no ponto 2.3.3.1 para garantir a constância do caudal no
                sistema e, portanto, a proporcionalidade do caudal de recolha.
 ---pagebreak--- 27.12.2006 PT
                                            E/ECE/324
                        Jornal Oficial da União Europeia         Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/393
                                            E/ECE/TRANS/505
                                            Regulamento n.º 83
                                            página 151
                                            Anexo 4 – Apêndice 1
                                  Figura 5/2
              Configuração da sonda de recolha das partículas
    EN                                    PT
    Flow                                  Fluxo
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/394                 Rev.1/Add.82/Rev.3
                                        Jornal Oficial da União Europeia                         27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 152
   Anexo 4 – Apêndice 1
   Cross-section                                         Corte transversal
   (*) minimum internal diameter                         (*) Diâmetro interno mínimo
   Wall thickness: 1 mm – Material.stainless steel       Espessura da parede: ~1 mm – material: aço
                                                         inoxidável
   3.            DESCRIÇÃO DOS SISTEMAS
   3.1.          Sistema de diluição variável com bomba volumétrica
                 (PDP-CVS) (figura 5/3)
   3.1.1.        O sistema de recolha a volume constante com bomba volumétrica (PDP-CVS)
                 satisfaz as condições formuladas no presente anexo, determinando o débito de gases
                 que passam pela bomba a temperatura e pressão constantes. Para medir o volume
                 total, conta-se o número de rotações realizadas pela bomba volumétrica, previamente
                 calibrada. Obtém-se uma amostra proporcional efectuando uma recolha a caudal
                 constante, por meio de uma bomba, de um debitómetro e de uma válvula de
                 regulação do débito.
   3.1.2.        A figura 5/3 apresenta o desenho esquemático deste sistema de recolha. Dado que
                 podem ser obtidos resultados correctos com configurações diversas, não é obrigatório
                 que a instalação esteja rigorosamente conforme ao esquema. Poder-se-ão utilizar
                 elementos adicionais tais como instrumentos, válvulas, solenóides e interruptores, a
                 fim de obter informações suplementares e coordenar as funções dos elementos que
                 compõem a instalação.
   3.1.3.        A aparelhagem de ensaio deve incluir:
   3.1.3.1.      Um filtro (D), para o ar de diluição, que pode ser pré-aquecido, se necessário. Este
                 filtro é constituído por uma camada de carvão activo entre duas camadas de papel;
                 serve para reduzir e estabilizar a concentração dos hidrocarbonetos de emissões
                 ambientes no ar de diluição.
   3.1.3.2.      Uma câmara de mistura (M), na qual os gases de escape e o ar são misturados de
                 forma homogénea.
   3.1.3.3.      Um permutador de calor (H) com capacidade suficiente para manter durante todo o
                 ensaio a temperatura da mistura ar/gases de escape, medida imediatamente a
                 montante da bomba volumétrica, a 6 K do valor previsto. Este dispositivo não deve
                 modificar o teor em poluentes dos gases diluídos recolhidos a jusante para análise.
   3.1.3.4.      Um dispositivo de regulação de temperatura (TC), utilizado para pré-aquecer o
                 permutador de calor antes do ensaio e para manter a sua temperatura durante o ensaio
                 a 6 K da temperatura prevista.
 ---pagebreak--- 27.12.2006     PT
                                                            E/ECE/324
                                         Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/395
                                                            E/ECE/TRANS/505
                                                            Regulamento n.º 83
                                                            página 153
                                                            Anexo 4 – Apêndice 1
    3.1.3.5.     Uma bomba volumétrica (PDP), utilizada para deslocar um caudal de volume
                 constante da mistura ar/gases de escape; a bomba deve ter capacidade suficiente para
                 impedir uma condensação de água na aparelhagem em quaisquer condições que
                 possam ocorrer durante o ensaio; para tal, utiliza-se geralmente uma bomba
                 volumétrica com uma capacidade:
    3.1.3.5.1.   dupla do caudal máximo de gases de escape originado pelas fases de aceleração do
                 ciclo de ensaio; ou
    3.1.3.5.2.   suficiente para que a concentração em volume de CO2 no saco de recolha dos gases
                 de escape diluídos seja mantida abaixo de 3% em volume para a gasolina e o
                 combustível para motores Diesel, de 2,2 % em volume para o GPL e de 1,5 % em
                 volume para o GN.
    3.1.3.6.     Um sensor de temperatura (T1), (precisão e rigor ± 0,4 kPa), montado imediatamente
                 a montante da bomba volumétrica, que serve para registar a diferença de pressão
                 entre a mistura de gás e o ar ambiente.
    3.1.3.7.     Um manómetro (G1) (precisão e rigor ± 0,4 kPa), montado imediatamente a montante
                 da bomba volumétrica, que serve para registar a diferença de pressão entre a mistura
                 de gás e o ar ambiente.
    3.1.3.8.     Um outro manómetro (G2) (precisão e rigor ± 0,4 kPa), montado de modo a permitir
                 registar a diferença de pressão entre a entrada e a saída da bomba.
    3.1.3.9.     Duas sondas de recolha (S1 e S2), que permitem recolher amostras de ar de diluição,
                 bem como de mistura diluída gases de escape/ar.
    3.1.3.10.    Um filtro (F), que serve para extrair as partículas sólidas dos gases recolhidos para
                 análise.
    3.1.3.11.    Bombas (P), que servem para recolher um caudal constante de ar de diluição, bem
                 como de mistura diluída gases de escape/ar durante o ensaio.
    3.1.3.12.    Reguladores de caudal (N), que servem para manter constante o caudal de recolha
                 dos gases pelas sondas de recolha S1 e S2 no decurso do ensaio e este caudal deve
                 ser tal que no fim de cada ensaio se disponha de amostras de dimensão suficiente
                 para a análise (aproximadamente 10 litros/minuto).
    3.1.3.13.    Debitómetros (FL), para a regulação e controlo da constância do caudal das amostras
                 de gases no decurso do ensaio.
    3.1.3.14.    Válvulas de acção rápida (V), que servem para dirigir o caudal constante das
                 amostras de gases quer para os sacos de recolha quer para a atmosfera.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/396               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                        Jornal Oficial da União Europeia                       27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 154
   Anexo 4 – Apêndice 1
   3.1.3.15.    Ligações de fecho rápido estanques aos gases (Q), intercaladas entre as válvulas de
                acção rápida e os sacos de recolha; a ligação deve fechar-se automaticamente do lado
                do saco; podem ser utilizados outros métodos para encaminhar a amostra até ao
                analisador (torneiras de corte de três vias, por exemplo).
   3.1.3.16.    Sacos (B), para a colheita das amostras de gases de escape diluídos e de ar de
                diluição no decurso do ensaio; devem ter uma capacidade suficiente para não reduzir
                o caudal de recolha; devem ser feitos de um material que não tenha influência nas
                próprias medições nem na composição química das amostras de gases (películas
                laminadas de polietileno-poliamida, ou hidrocarbonetos polifluorados, por exemplo).
   3.1.3.17.    Um contador digital (C), que serve para registar o número de rotações realizadas pela
                bomba volumétrica durante o ensaio.
   3.1.4.       Aparelhagem adicional para o ensaio de veículos com motor de ignição por
                compressão
                Para o ensaio dos veículos com motor de ignição por compressão em conformidade
                com as disposições dos pontos 4.3.1.1 e 4.3.2 do anexo 4, devem utilizar-se os
                aparelhos adicionais enquadrados pelo tracejado na figura 5/3:
                Fh               filtro aquecido,
                S3               ponto de recolha dos hidrocarbonetos,
                Vh               válvula de vias múltiplas aquecida,
                Q                ligação rápida que permite analisar a amostra de ar ambiente BA no
                                 detector HFID,
                HFID             analisador aquecido de ionização por chama,
                ReI              aparelhos de integração e de registo das concentrações instantâneas
                                 de hidrocarbonetos,
                Lh               conduta de recolha aquecida.
                Todos os elementos aquecidos devem ser mantidos a uma temperatura de 463 K (190
                °C) ± 10 K.
                Sistema de recolha de amostras de partículas:
                S4        sonda de recolha no túnel de diluição,
 ---pagebreak--- 27.12.2006 PT
                                                       E/ECE/324
                                    Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/397
                                                       E/ECE/TRANS/505
                                                       Regulamento n.º 83
                                                       página 155
                                                       Anexo 4 – Apêndice 1
             Fp        unidade de filtragem composta por dois filtros dispostos em série;
                       dispositivo de comutação para outros grupos de dois filtros dispostos em
                       paralelo,
             conduta de recolha,
             bombas, reguladores de caudal, debitómetros.
    3.2.     Sistema de diluição com tubo de Venturi de escoamento crítico (sistema CFV-CVS)
             (figura 5/4)
    3.2.1.   A utilização de um tubo de Venturi de escoamento crítico no contexto dos processos
             de recolha a volume constante é uma aplicação dos princípios da mecânica dos
             fluidos nas condições de escoamento crítico. O débito da mistura variável de ar de
             diluição e de gases de escape é mantido a uma velocidade sónica directamente
             proporcional à raiz quadrada da temperatura dos gases. O caudal é controlado,
             calculado e integrado de forma contínua durante todo o ensaio.
             O emprego de um tubo de Venturi adicional para a recolha garante a
             proporcionalidade das amostras gasosas. Como a pressão e a temperatura são iguais
             às entradas dos dois tubos de Venturi, o volume de gás recolhido é proporcional ao
             volume total da mistura de gases de escape diluídos produzida e o sistema preenche,
             portanto, as condições enunciadas no presente anexo.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/398                         Rev.1/Add.82/Rev.3
                                                   Jornal Oficial da União Europeia                                           27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 156
   Anexo 4 – Apêndice 1
                                                                Figura 5/3
      Esquema de um sistema de recolha a volume constante com bomba volumétrica (sistema PDP-
                                                                    CVS)
                                   BE
                                                                     C
                                      Q                                768
                                                                        5
                                              LF
                                V                                            tn
                                                                              ev
                                                 N              1
                                                                               oT
                                                                G
                    tn                                                                      tn
                     ev                                       1
                                                                           2
                                                                           G                 ev
                                                              T                               oT
                   To                          P
                                A
                                B
                                          F
                                                   S2
                        Q                                         P
                                                                  D
                                                                  P
                                       LF
                        V
                                                                                                                   asg
                                              N           H       C
                                                                  T                   G                              na
                                                                                                                      ps
              tn                                                                                                       -
               ev                                                                                                      C
                oT                                                                  T                              H
                                          P                                               P
                                                                                pF                               N          N
                                                      S4                                              ira
                                                                                                        o
                                                                                                    eZr       Vh         BA
                                                           S3
                                                                                                                 Q                   lyn
                                                                                        hF                                             o
                                                                                                                                       gn
                                                                                                                                        it
                                                                                                                                         est
                                                                                                                                           le
                                                                                                I                                           se
                                                                                                                                             id
                          ira                                                                             IFD
                                                                                                           H                       ofr
                            tn             I1                                                     R                            de
                             ei            S             M                                                                      iru
                              b
                              m         B                                                                                         qe
                              A                                                                                                    R
 ---pagebreak--- 27.12.2006       PT
                                                         E/ECE/324
                                     Jornal Oficial da União Europeia            Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/399
                                                         E/ECE/TRANS/505
                                                         Regulamento n.º 83
                                                         página 157
                                                         Anexo 4 – Apêndice 1
    EN                                                 PT
    Ambient air                                        Entrada do ar de diluição
    To vent                                            Rumo à atmosfera
    Zero air                                           Ar para levar a escala a zero
    Required for diesel testing only                   Aparelhagem necessária apenas para o ensaio
                                                       dos motores Diesel
    HC – span gas                                      Gás de calibração HC
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/400                        Rev.1/Add.82/Rev.3     Jornal Oficial da União Europeia                                                 27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 158
   Anexo 4 – Apêndice 1
                                                                  Figura 5/4
    Esquema de um sistema de recolha a volume constante com tubo de Venturi de escoamento crítico
                                                            (sistema CFV-CVS)
                                 E
                                 B
                                    Q
                                            LF
                               V                                                     L
                                                                                     B
                                                SP
                tn
                 ev                          P                                               tn
                  oT                                        G     V                           ev
                                                                  M
                                                                                               oT
                                         F
                                               V
                                               S
                             A
                             B                     S2
                                                                   T
                                                        S
                     Q                                  C
                                   LF
                     V
                                                                                                                    s
                                           N                   C                                                  ga
                                                        H      T                       G                          na
                                                                                                                   ps
           tn                                                                                                       -
            ev                                                                                                      C
             oT                                                                      T                              H
                                      P                                                    P
                                                                               pF                               N        N
                                                    S4                                                  r
                                                                                                      ai
                                                                                                      or
                                                                                                       eZ    Vh       BA
                                                         S3
                                                                                                                Q              lyn
                                                                                         hF                                      o
                                                                                                                                 gn
                                                                                                                                  it
                                                                                                                                   se
                                                                                                                                    tl
                                                                                                  I                                  see
                                                                                                          D                            i
                       ira                                                                                IF               rod
                         tn                                                                                H                f
                          ei           I1                                                           R                       de
                           b           S               H                                                                     ri
                           m                                                                                                  uq
                           A        B                                                                                          e
                                                                                                                               R
 ---pagebreak--- 27.12.2006       PT
                                                              E/ECE/324
                                          Jornal Oficial da União Europeia            Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/401
                                                              E/ECE/TRANS/505
                                                              Regulamento n.º 83
                                                              página 159
                                                              Anexo 4 – Apêndice 1
    EN                                                      PT
    Ambient air                                             Entrada do ar de diluição
    To vent                                                 Rumo à atmosfera
    Zero air                                                Ar para levar a escala a zero
    HC- span gas                                            Gás de calibração HC
    Required for diesel testing only                        Aparelhagem necessária apenas para o ensaio
                                                            dos motores Diesel
    3.2.2.         A figura 5/4 apresenta o desenho esquemático deste sistema de recolha. Dado que
                   podem ser obtidos resultados correctos com configurações diversas, não é obrigatório
                   que a instalação esteja rigorosamente conforme ao esquema. Poder-se-ão utilizar
                   elementos adicionais tais como instrumentos, válvulas, solenóides e interruptores, a
                   fim de obter informações suplementares e coordenar as funções dos elementos que
                   compõem a instalação.
    3.2.3.         A aparelhagem de colheita inclui:
    3.2.3.1.       Um filtro (D), para o ar de diluição, que pode ser pré-aquecido, se necessário: este
                   filtro é constituído por uma camada de carvão activo entre duas camadas de papel;
                   serve para reduzir e estabilizar a concentração dos hidrocarbonetos das emissões
                   ambientes no ar de diluição.
    3.2.3.2.       Uma câmara de mistura (M), na qual os gases de escape e o ar são misturados de
                   forma homogénea.
    3.2.3.3.       Um separador do tipo ciclone (CS), que serve para extrair todas as partículas.
    3.2.3.4.       Duas sondas de recolha (S1 e S2), que permitem recolher amostras de ar de diluição e
                   de gases de escape diluídos.
    3.2.3.5.       Um tubo de Venturi de recolha (SV) de escoamento crítico, que permite recolher
                   amostras proporcionais de gases de escape diluídos na sonda de recolha S2.
    3.2.3.6.       Um filtro (F), que serve para extrair partículas sólidas dos gases recolhidos para
                   análise.
    3.2.3.7.       Bombas (P), que servem para recolher uma parte do ar e dos gases de escape diluídos
                   nos sacos durante o ensaio.
    3.2.3.8.       Um regulador de caudal (N), que serve para manter constante o caudal da recolha dos
                   gases pela sonda S1 no decurso do ensaio; este caudal deve ser tal que, no fim do
                   ensaio, se disponha de amostras de dimensão suficiente para análise
                   (aproximadamente 10 litros/minuto).
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/402               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                       Jornal Oficial da União Europeia                       27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 160
   Anexo 4 – Apêndice 1
   3.2.3.9.     Um amortecedor (PS) na conduta de recolha.
   3.2.3.10.    Debitómetros (FL), para a regulação e controlo do caudal das amostras de gases no
                decurso do ensaio.
   3.2.3.11.    Válvulas de acção rápida (V), que servem para dirigir o caudal constante das
                amostras de gases quer para os sacos de recolha quer para a atmosfera.
   3.2.3.12.    Ligações de fecho rápido estanques aos gases (Q), intercaladas entre as válvulas de
                acção rápida e os sacos de recolha; a ligação deve fechar-se automaticamente do lado
                do saco; podem ser utilizados outros métodos para encaminhar a amostra até ao
                analisador (torneiras de corte de três vias, por exemplo).
   3.2.3.13.    Sacos (B), para a colheita das amostras de gases de escape diluídos e de ar de
                diluição durante o ensaio; devem ter uma capacidade suficiente para não reduzir o
                caudal de recolha; devem ser feitos de um material que não tenha influência nas
                próprias medições nem na composição química das amostras de gases (películas
                laminadas de polietileno-poliamida, ou hidrocarbonetos polifluorados, por exemplo).
   3.2.3.14.    Um manómetro (G), que deve ter um rigor e uma precisão de ± 0,4 kPa;
   3.2.3.15.    Um sensor de temperatura (T), que deve ter uma precisão e um rigor de ± 1 K e um
                tempo de resposta de 0,1 s a 62% de uma variação de temperatura dada (valor
                medido em óleo de silicone).
   3.2.3.16.    Um tubo de Venturi de escoamento crítico de medição (MV), que serve para medir o
                caudal em volume dos gases de escape diluídos.
   3.2.3.17.    Um ventilador (BL), com capacidade suficiente para aspirar o volume total de gases
                de escape diluídos.
   3.2.3.18.    O sistema de recolha CFV-CVS deve ter capacidade suficiente para impedir uma
                condensação de água na aparelhagem em quaisquer condições que possam ocorrer
                durante um ensaio. Para tal, utiliza-se geralmente um ventilador com uma
                capacidade:
   3.2.3.18.1.  dupla do caudal máximo de gás de escape originado pelas fases de aceleração do
                ciclo de condução; ou
   3.2.3.18.2.  suficiente para que a concentração em volume de CO2 no saco de recolha dos gases
                de escape diluídos seja mantida abaixo de 3%.
   3.2.4.       Aparelhagem adicional para o ensaio de veículos com motor de ignição por
                compressão
 ---pagebreak--- 27.12.2006 PT
                                                         E/ECE/324
                                      Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/403
                                                         E/ECE/TRANS/505
                                                         Regulamento n.º 83
                                                         página 161
                                                         Anexo 4 – Apêndice 1
             Para o ensaio dos veículos com motor de ignição por compressão em conformidade
             com as disposições dos pontos 4.3.1.1 e 4.3.2 do anexo 4, devem utilizar-se os
             aparelhos adicionais enquadrados pelo tracejado na figura 5/4.
             Fh                filtro aquecido,
             S3                amostra de hidrocarboneto,
             Vh                válvula de vias múltiplas aquecida,
             Q                 ligação rápida que permite analisar a amostra de ar ambiente BA no
                               detector HFID,
             HFID              analisador aquecido de ionização por chama,
             ReI               aparelhos de integração e de registo das concentrações instantâneas
                               de hidrocarbonetos,
             Lh                conduta de recolha aquecida.
             Todos os elementos aquecidos devem ser mantidos a uma temperatura de 463 K
             (190° C) ± 10 K.
             Se não for possível uma compensação das variações de caudal, deve prever-se um
             permutador de calor (H) e um dispositivo de regulação de temperatura (Tc) com as
             características especificadas no ponto 3.1.3 do presente anexo, para garantir a
             constância do caudal através do tubo de Venturi (MV) e, assim, a proporcionalidade
             do caudal que passa pelo sistema de recolha de amostras de partículas S3.
             S4        sonda de recolha no túnel de diluição,
             Fp        unidade de filtragem composta por dois filtros dispostos em série;
                       dispositivo de comutação para outros grupos de dois filtros dispostos em
                       paralelo,
             conduta de recolha,
             bombas, reguladores de caudal, debitómetros.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/404               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                        Jornal Oficial da União Europeia                     27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 162
   Anexo 4 – Apêndice 1
                                          Anexo 4 - Apêndice 6
                        MÉTODO DE CALIBRAÇÃO DA APARELHAGEM
   1.           ESTABELECIMENTO DA CURVA DE CALIBRAÇÃO
   1.1.         Cada gama de medição normalmente utilizada deve ser calibrada em conformidade
                com as disposições do ponto 4.3.3 do anexo 4 pelo método a seguir indicado.
   1.2.         A curva de calibração do analisador é estabelecida através de pelo menos cinco
                pontos de calibragem espaçados o mais uniformemente possível. A concentração
                nominal do gás de calibração com a concentração mais elevada deve ser, pelo menos,
                igual a 80% da escala completa.
   1.3.         A curva de calibração é calculada pelo método dos «quadrados mínimos». Se o grau
                polinominal resultante for superior a 3, o número de pontos de calibragem deve ser
                pelo menos igual a este grau polinominal mais 2.
   1.4.         A curva de calibração não deve diferir mais do que ± 2% do valor nominal de cada
                gás de calibração.
   1.5.         Traçado da curva de calibração
                A partir da curva de calibração e dos pontos de calibragem é possível verificar se a
                calibragem foi efectuada correctamente. Devem ser indicados os diferentes
                parâmetros característicos do analisador, em especial:
                          a escala,
                          a sensibilidade,
                          o ponto zero,
                          a data de realização da calibração.
   1.6.         Podem ser aplicadas outras técnicas (utilização de um computador, comutação de
                gama electrónica, etc.), se se demonstrar ao serviço técnico que garantem uma
                precisão equivalente.
   1.7.         Verificação da calibração
   1.7.1.       Cada gama de medição normalmente utilizada deve ser verificada antes de cada
                análise em conformidade com as disposições a seguir indicadas.
   1.7.2.       Verifica-se a calibração utilizando um gás que leve a escala a zero e um gás de
                calibração cujo valor nominal esteja compreendido entre 80% e 95% do valor a
                analisar.
 ---pagebreak--- 27.12.2006 PT
                                                        E/ECE/324
                                     Jornal Oficial da União Europeia            Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/405
                                                        E/ECE/TRANS/505
                                                        Regulamento n.º 83
                                                        página 163
                                                        Anexo 4 – Apêndice 1
    1.7.3.   Se, para os dois pontos considerados, a diferença entre o valor teórico e o obtido no
             momento da verificação não for superior a ± 5% da escala completa, podem-se
             reajustar os parâmetros da regulação. No caso contrário, deve-se estabelecer uma
             curva de calibração em conformidade com o ponto 1 do presente apêndice.
    1.7.4.   Depois do ensaio, o gás que leva a escala a zero e o mesmo gás de calibração são
             utilizados para um novo controlo. A análise é considerada válida se a diferença entre
             as duas medições for inferior a 2%.
    2.       CONTROLO DA REACÇÃO DO DETECTOR DO TIPO DE IONIZAÇÃO POR
             CHAMA (FID) AOS HIDROCARBONETOS
    2.1.     Optimização da resposta do detector
             O detector deve ser regulado em conformidade com as instruções fornecidas pelo
             fabricante. Deve-se utilizar uma mistura de propano e ar para optimizar a reacção na
             gama de detecção mais vulgar.
    2.2.     Calibração do analisador de hidrocarbonetos
             O analisador deve ser calibrado utilizando propano diluído em ar e ar sintético
             purificado. Ver o ponto 4.5.2 do anexo 4 (gases de calibração).
             Determinar a curva de calibração conforme descrito nos pontos 1.1 a 1.5 do presente
             apêndice.
    2.3.     Factores de reacção de diferentes hidrocarbonetos e limites recomendados
             O factor de resposta (Rf) relativo a uma determinada espécie de hidrocarboneto é a
             relação entre a leitura C1 do FID e a concentração no cilindro de gás, expressa em
             ppm de C1.
             A concentração do gás de calibração deve estar a um nível que dê uma resposta de
             cerca de 80% da deflexão da escala completa para as gamas de funcionamento
             normalmente utilizadas. A concentração deve ser conhecida com uma precisão de ± 2
             % em relação a um padrão gravimétrico expresso em volume. Além disso, os
             cilindros de gás devem ser pré-condicionados durante 24 horas a uma temperatura
             entre 293 K e 303 K (20° e 30° C).
             Os factores de resposta devem ser determinados ao colocar um analisador em serviço
             e, daí em diante, a intervalos pré-estabelecidos (por exemplo, grandes manutenções).
             Os gases de ensaio a utilizar e os factores de resposta recomendados são os seguintes:
                       metano e ar purificado:                      1,00 < Rf < 1,15
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/406               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                        Jornal Oficial da União Europeia                             27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 164
   Anexo 4 – Apêndice 1
                          ou 1,00 < Rf < 1,05                         para veículos alimentados a GN
                          propileno e ar purificado:                  0,90 < Rf < 1,00
                          tolueno e ar purificado:                    0,90 < Rf < 1,00
                O factor de reacção (Rf) de 1,00 corresponde ao propano-ar purificado.
   2.4.         Verificação da interferência do oxigénio e limites recomendados
                O factor de reacção deve ser determinado conforme descrito no ponto 2.3. O gás de
                ensaio a utilizar e a gama recomendada do factor de reacção são:
                          propano e azoto:                            0,95 < Rf < 1,05
   3.           ENSAIO DA EFICIÊNCIA DO CONVERSOR DE NOx
                A eficiência do conversor utilizado para a conversão de NO2 em NO deve ser
                ensaiada da seguinte forma:
                com um ozonizador, em conformidade com a montagem de ensaio apresentada na
                figura 6/1 e com o processo adiante descrito.
   3.1.         Calibra-se o analisador na gama mais correntemente utilizada, em conformidade com
                as instruções do fabricante, com um gás que leve a escala a zero e um gás de
                calibração (este último deve ter um teor em NO correspondente a cerca de 80% da
                escala completa, e a concentração de NO2 na mistura de gases deve ser inferior a 5%
                da concentração de NO). O analisador de NOx deve estar no modo NO para que o gás
                de calibração não passe através do conversor. Regista-se a concentração indicada.
   3.2.         Por uma ligação em T, adiciona-se de modo contínuo oxigénio ou ar sintético à
                corrente de gás até que a concentração indicada seja cerca de 10% inferior à
                concentração de calibração indicada tal como especificada no ponto 3.1. Regista-se a
                concentração indicada (c). O ozonizador deve permanecer desligado durante toda
                esta operação.
   3.3.         Liga-se então o ozonizador de modo a produzir ozono suficiente para reduzir a
                concentração de NO a 20% (valor mínimo 10%) da concentração de calibração
                especificada no ponto 3.1. Regista-se a concentração indicada (d).
 ---pagebreak--- 27.12.2006         PT
                                                                   E/ECE/324
                                                Jornal Oficial da União Europeia                  Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/407
                                                                   E/ECE/TRANS/505
                                                                   Regulamento n.º 83
                                                                   página 165
                                                                   Anexo 4 – Apêndice 1
    3.4.             Comuta-se então o analisador para o modo NOx e a mistura de gases (constituída por
                     NO, NO2, O2 e N2) atravessa agora o conversor. Regista-se a concentração indicada
                     (a).
    3.5.             Desactiva-se agora o ozonizador. A mistura de gases definida no ponto 3.2 atravessa
                     o conversor e entra depois no detector. Regista-se a concentração indicada (b).
                                                          Figura 6/1
                      Diagrama do aparelho de controlo da eficiência do conversor de NOx
                                                                                 Flow control solenoid valve
                               O2 or Air supply
                     Flow-control valvu
                     Flowmeter
                                                               VARIAC
                                                                                                                Ozonator
                                                                                               Analyser inlet connector
     NO/NO2 supply
             EN                                                 PT
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/408                 Rev.1/Add.82/Rev.3
                                         Jornal Oficial da União Europeia                      27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 166
   Anexo 4 – Apêndice 1
   3.6.          Ainda com o ozonizador desligado, corta-se também a entrada de oxigénio ou de ar
                 sintético O valor de NO2 indicado pelo analisador não deve ser então mais de 5%
                 superior ao valor especificado no ponto 3.1.
   3.7.          Calcula-se a eficiência do conversor de NOx do seguinte modo:
   (EN) Efficiency (per cent) – (PT) Eficiência (%)
   3.8.          O valor assim obtido não deve ser inferior a 95%.
   3.9.          O controlo da eficiência do conversor deve ser efectuado pelo menos uma vez por
                 semana.
   4.            CALIBRAÇÃO DO SISTEMA CVS
   4.1.          Calibra-se o sistema CVS utilizando um debitómetro de precisão e um dispositivo
                 limitador de débito. Mede-se o débito no sistema a diversos valores de pressão, bem
                 como os parâmetros de regulação do sistema, determinando-se em seguida a relação
                 destes últimos com os débitos.
   4.1.1.        O debitómetro utilizado pode ser de vários tipos: tubo de Venturi calibrado,
                 debitómetro laminar, debitómetro de turbina calibrada, por exemplo, na condição de
                 se tratar de um aparelho de medição dinâmico e de poder, além disso, satisfazer as
                 disposições dos pontos 4.4.1. e 4.4.2 do anexo 4.
   4.1.2.        Os pontos a seguir apresentam uma descrição dos métodos aplicáveis para a
                 calibração dos aparelhos de recolha PDP e CFV, baseados no emprego de um
                 debitómetro laminar que ofereça a precisão requerida, com uma verificação
                 estatística da validade da calibração.
   4.2.          Calibração da bomba volumétrica (PDP)
 ---pagebreak--- 27.12.2006   PT
                                                         E/ECE/324
                                      Jornal Oficial da União Europeia          Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/409
                                                         E/ECE/TRANS/505
                                                         Regulamento n.º 83
                                                         página 167
                                                         Anexo 4 – Apêndice 1
    4.2.1.     O processo de calibração a seguir definido descreve a aparelhagem, a configuração
               do ensaio e os diversos parâmetros a medir para a determinação do débito da bomba
               do sistema CVS. Todos os parâmetros relacionados com a bomba são
               simultaneamente medidos com os parâmetros relacionados com o debitómetro que
               está ligado em série à bomba. Pode-se então traçar a curva do débito calculado
               (expresso em m3/min à entrada da bomba, à pressão e temperatura absolutas) referido
               a uma função de correlação correspondente a uma combinação dada de parâmetros
               da bomba. Determina-se então a equação linear que exprime a relação entre o débito
               da bomba e a função de correlação. Se a bomba do sistema CVS tiver várias
               velocidades de funcionamento, deve-se executar uma operação de calibração para
               cada velocidade utilizada.
    4.2.2.     Este processo de calibração baseia-se na medição dos valores absolutos dos
               parâmetros da bomba e dos debitómetros que estão relacionados com o débito em
               cada ponto. Três condições devem ser respeitadas para que a precisão e continuidade
               da curva de calibração sejam garantidas:
    4.2.2.1.   As pressões da bomba devem ser medidas em tomadas na própria bomba e não nas
               tubagens externas ligadas à entrada e à saída da bomba. As tomadas de pressão
               instaladas, respectivamente, no ponto alto e no ponto baixo da placa frontal de
               accionamento da bomba são submetidas às pressões reais que existem no cárter da
               bomba e reflectem, portanto, as diferenças de pressão absoluta;
    4.2.2.2.   Deve-se manter a estabilidade da temperatura durante a calibração. O debitómetro
               laminar é sensível às variações da temperatura de entrada, que provocam uma
               dispersão dos valores medidos. São aceitáveis variações de temperatura de ± 1 K,
               desde que se produzam gradualmente durante um período de vários minutos;
    4.2.2.3.   Todas as tubagens de ligação entre o debitómetro e a bomba CVS devem ser
               estanques.
    4.2.3.     No decurso de um ensaio para determinação das emissões de escape, a medição
               destes mesmos parâmetros da bomba permite ao utilizador calcular o débito a partir
               da equação de calibração.
    4.2.3.1.   A figura 6/2 do presente apêndice representa um exemplo de configuração de ensaio.
               São admitidas variantes, na condição de serem aprovadas pela entidade
               administrativa que emite a homologação como oferecendo uma precisão comparável.
               Se se utilizar a configuração representada na figura 5/3 do apêndice 5, os seguintes
               parâmetros devem satisfazer as tolerâncias indicadas:
               pressão barométrica (corrigida) (Pb)                  ± 0,03 kPa
               temperatura ambiente (T)                              ± 0,2 K
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/410               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                        Jornal Oficial da União Europeia                      27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 168
   Anexo 4 – Apêndice 1
                temperatura do ar à entrada de LFE (ETI)              ± 0,15 K
                depressão a montante de LFE (EPI)                     ± 0,01 kPa
                perda de carga através da tubagem de LFE (EDP)                   ± 0,0015 kPa
                temperatura do ar à entrada da bomba CVS (PTI)                   ± 0,2 K
                temperatura do ar à saída da bomba CVS (PTO)                     ± 0,2 K
                depressão à entrada da bomba CVS (PPI)                ± 0,22 kPa
                altura de pressão à saída da bomba CVS (PPO)± 0,22 kPa
                número de rotações da bomba durante o ensaio (n)                 ± 1 1/min
                duração do ensaio (mínimo 250 s) (t)                  ± 0,1 s
   4.2.3.2.     Uma vez realizada a configuração representada na figura 6/2 do presente apêndice,
                abrir completamente a válvula de regulação do débito e fazer funcionar a bomba
                CVS durante 20 minutos antes de começar as operações de calibração.
   4.2.3.3.1.   Fechar parcialmente a válvula de regulação do débito, de modo a obter um aumento
                da depressão à entrada da bomba (cerca de 1 kPa) que permita dispor de um mínimo
                de seis pontos de medição para o conjunto da calibração. Deixar o sistema atingir o
                seu regime estabilizado durante três minutos e repetir as medições.
 ---pagebreak--- 27.12.2006       PT                       Jornal Oficial da União    E/ECE/324
                                                                          Europeia                Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/411
                                                                     E/ECE/TRANS/505
                                                                     Regulamento n.º 83
                                                                     página 169
                                                                     Anexo 4 – Apêndice 1
                                                         Figura 6/2
                             Configuração de calibração para o sistema PDP-CVS
                                            6
                         EPI           EDP 54
                                            3
                                            2
                                            1
                                       1
                                       2 0
                                       3 1
                                       4 2
                                       5 3
                                       6 4              Variable-flow
                  Filter                    5           restrictor
                ETI                LFE                                              Surge control
                                                                                    valve (snubber)
                                                  PTI                          PTI
                                          Temperature
                                          indicator
                                                  PTO                           PPO
                                                     Revolutions           n
                                                                           t            Manometer
                                                     elapsed time
    EN                                                             PT
    Filter                                                         Filtro
    Variable-flow restrictor                                       Válvula de regulação do débito
    Surge control valve (snubber)                                  Válvula de regularização (amortecedor)
    Temperature indicator                                          Indicador de temperatura
    Revolutions elapsed time                                       Número de rotações Duração do ensaio
    Manometer                                                      Manómetro
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/412               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                       Jornal Oficial da União Europeia                         27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 170
   Anexo 4 – Apêndice 1
   4.2.4.       Análise dos resultados
   4.2.4.1.     O débito de ar (Qs) em cada ponto do ensaio é calculado em m3/min (condições
                normais) a partir dos valores de medição do debitómetro, segundo o método previsto
                pelo fabricante.
   4.2.4.2.     O débito de ar é então convertido em débito da bomba (V0), expresso em m3 por
                rotação à temperatura e à pressão absolutas à entrada da bomba:
                sendo:
                V0 = débito da bomba a Tp e Pp, em m3/rotação,
                Qs = débito de ar a 101,33 kPa e 273,2 K, em m3/min,
                Tp = temperatura à entrada da bomba, em K,
                Pp =pressão absoluta à entrada da bomba (kPa),
                n = velocidade da bomba em min-1.
                Para compensar a interacção da velocidade de rotação da bomba, das variações de
                pressão na bomba e da taxa de escorregamento da mesma, a função de correlação
                (x0) entre a velocidade da bomba (n), a diferença de pressão entre a entrada e a saída
                da bomba e a pressão absoluta à saída da bomba é então calculada pela seguinte
                fórmula:
                sendo:
                x0 = função de correlação,
                ∆Pp = diferença de pressão entre a entrada e a saída da bomba (kPa),
                Pe = pressão absoluta à saída da bomba (PPO + Pb) (kPa).
 ---pagebreak--- 27.12.2006       PT
                                                                     E/ECE/324
                                                 Jornal Oficial da União    Europeia       Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/413
                                                                     E/ECE/TRANS/505
                                                                     Regulamento n.º 83
                                                                     página 171
                                                                     Anexo 4 – Apêndice 1
                   Executa-se um ajustamento linear pelo método dos quadrados mínimos para obter as
                   equações de calibração cuja fórmula é:
                   V0 = D0 - M (x0)
                   n = A - B (∆Pp)
                   D0, M, A e B são as constantes do declive e das ordenadas na origem que descrevem
                   as curvas.
                                                           Figura 6/3
                            Configuração de calibração para o sistema CFV-CVS
                                                              6
                                                        EDP   5
                                        EPI                   4
                                                              3
                                                              2
                                                              1
                                                         1
                                                         2    0
                                                         3    1
                                                         4    2
                                                         5    3
                                                         6    4      Variable-flow
                              Filter                          5      restrictor
                                                                                            Surge control
                                                                                            valve
                          ETI                       LFE
                                                                                              Manometer
                                     Thermometer
                                                                               Vacuum
                                                                               gauge
    EN                                                             PT
    Filter                                                         Filtro
    Thermometer                                                    Termómetro
    Variable-flow restrictor                                       Válvula de regulação do débito
    Surge control valve                                            Válvula de regularização
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/414               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                        Jornal Oficial da União Europeia                      27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 172
   Anexo 4 – Apêndice 1
   Vacuum gauge                                          Vacuómetro
   Manometer                                             Manómetro
   4.2.4.3.     Se o sistema CVS tiver várias velocidades de funcionamento, dever ser executada
                uma calibração para cada velocidade. As curvas de calibração obtidas para estas
                velocidades devem ser sensivelmente paralelas e os valores de ordenada na origem
                (D0) devem aumentar quando decrescer a gama de débito da bomba.
                Se a calibração tiver sido bem executada, os valores calculados por meio da equação
                devem situar-se a 0,5 % do valor medido de V0. Os valores de M variarão de uma
                bomba para outra. A calibração deve ser efectuada aquando da entrada em serviço da
                bomba e após qualquer operação importante de manutenção.
   4.3.         Calibração do tubo de Venturi de escoamento crítico (CFV)
   4.3.1.       A calibração do tubo de Venturi CFV é baseada na equação de débito para um tubo
                de Venturi de escoamento crítico:
                sendo:
                Qs = caudal,
                Kv= coeficiente de calibração,
                P = pressão absoluta (kPa),
                T = temperatura absoluta (K).
                O débito de gás é função da pressão e da temperatura de entrada.
                O processo de calibração a seguir descrito dá o valor do coeficiente de calibração
                correspondente aos valores medidos de pressão, temperatura e débito de ar.
   4.3.2.       Para a calibração da aparelhagem electrónica do tubo de Venturi CFV, segue-se o
                procedimento recomendado pelo fabricante.
 ---pagebreak--- 27.12.2006 PT
                                                       E/ECE/324
                                    Jornal Oficial da União Europeia           Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/415
                                                       E/ECE/TRANS/505
                                                       Regulamento n.º 83
                                                       página 173
                                                       Anexo 4 – Apêndice 1
    4.3.3.   Aquando das medições necessárias para a calibração do débito do tubo de Venturi de
             escoamento crítico, os seguintes parâmetros devem respeitar as tolerâncias de
             precisão indicadas:
             pressão barométrica (corrigida) (Pb)                  ± 0,03 kPa,
             temperatura do ar à entrada de LFE, debitómetro (ETI)                 ± 0,15 K,
             depressão a montante de LFE (EPI)                     ± 0,01 kPa,
             queda de pressão através da tubagem de LFE (EDP)                      ± 0,0015 kPa,
             débito de ar (Qs)                                     ± 0,5%,
             depressão à entrada de CFV (PPI)                      ±0,02 kPa,
             temperatura à entrada do tubo de Venturi (Tv) ± 0,2 K.
    4.3.4.   Instala-se o equipamento em conformidade com a figura 3 do presente apêndice e
             controla-se a estanquidade. Qualquer fuga que exista entre o dispositivo de medição
             do débito e o tubo de Venturi de escoamento crítico afectará gravemente a precisão
             da calibração.
    4.3.5.   Abre-se completamente a válvula de comando do débito, põe-se em funcionamento o
             ventilador e deixa-se o sistema atingir o seu regime estabilizado. Registam-se os
             valores indicados por todos os instrumentos.
    4.3.6.   Faz-se variar a regulação da válvula de comando do débito e executam-se pelo
             menos oito medições, repartidas pela gama de escoamento crítico do tubo de Venturi.
    4.3.7.   Utilizam-se os valores registados aquando da calibração para determinar os
             elementos a seguir indicados.
             O débito de ar (Qs) em cada ponto do ensaio é calculado a partir dos valores de
             medição do debitómetro, segundo o método previsto pelo fabricante.
             Calculam-se os valores do coeficiente de calibração para cada ponto do ensaio:
             sendo:
             Qs = débito em m3/min a 273,2 K e 101,33 kPa,
             Tv = temperatura à entrada do tubo de Venturi (K),
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/416               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                      Jornal Oficial da União Europeia                         27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 174
   Anexo 4 – Apêndice 1
                Pv = pressão absoluta à entrada do tubo de Venturi (kPa).
                Estabelece-se uma curva de Kv em função da pressão à entrada do tubo de Venturi.
                Para um escoamento sónico, Kv tem um valor sensivelmente constante. Quando a
                pressão diminuir (ou seja, quando a depressão aumentar), o tubo de Venturi
                desbloqueia-se e Kv decresce. As variações resultantes de Kv não são toleráveis.
                Para um número mínimo de oito pontos na região crítica, calcula-se o Kv médio e o
                desvio-padrão.
                Se o desvio-padrão exceder 0,3 % do Kv médio, devem-se tomar medidas para
                remediar tal facto.
 ---pagebreak--- 27.12.2006 PT
                                                       E/ECE/324
                                    Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/417
                                                       E/ECE/TRANS/505
                                                       Regulamento n.º 83
                                                       página 175
                                                       Anexo 4 – Apêndice 1
                                       Anexo 4 - Apêndice 7
                         CONTROLO DO CONJUNTO DO SISTEMA
    1.       Para controlar a conformidade com as disposições do ponto 4.7 do anexo 4,
             determina-se a precisão global da aparelhagem de recolha CVS e de análise,
             introduzindo uma massa conhecida de gás poluente no sistema enquanto este estiver
             a funcionar como para um ensaio normal; em seguida, efectua-se a análise e calcula-
             se a massa de poluente segundo as fórmulas constantes do apêndice 8 do anexo 4,
             tomando todavia como massa volúmica do propano o valor de 1,967 g/l em
             condições normais. As duas técnicas a seguir descritas garantem uma precisão
             suficiente.
    2.       Medição de um débito constante de gás puro (CO ou C3H8)
             com um orifício de escoamento crítico
    2.1.     Introduz-se uma quantidade conhecida de gás puro (CO ou C3H8) na aparelhagem
             CVS, por um orifício de escoamento crítico calibrado. Se a pressão de entrada for
             suficientemente elevada, o débito (q) regulado pelo orifício é independente da
             pressão de saída do orifício (condições de escoamento crítico). Se os desvios
             observados excederem 5%, a causa da anomalia deve ser determinada e suprimida.
             Faz-se funcionar a aparelhagem CVS como para um ensaio de medição das emissões
             de escape durante 5 a 10 minutos. Analisam-se os gases recolhidos no saco de
             recolha com a aparelhagem normal e comparam-se os resultados obtidos com o teor
             das amostras de gás, já conhecido.
    3.       Medição de uma quantidade dada de gás puro (CO ou C3H8)
             por um método gravimétrico
    3.1.     Para controlar a aparelhagem CVS pelo método gravimétrico, procede-se da seguinte
             forma:
             Determina-se a massa de um pequeno cilindro cheio com monóxido de carbono ou
             propano com uma precisão de ± 0,01 g. Faz-se funcionar o sistema CVS durante
             cerca de 5 a 10 minutos como num ensaio de emissões de escape normal, enquanto é
             injectado o monóxido de carbono ou propano para o sistema. Determina-se a
             quantidade de gás puro introduzido na aparelhagem medindo a diferença de massa do
             cilindro. Analisam-se em seguida os gases recolhidos no saco com a aparelhagem
             normalmente utilizada para a análise dos gases de escape. Comparam-se então os
             resultados com os valores de concentração previamente calculados.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/418               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                       Jornal Oficial da União Europeia                       27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 176
   Anexo 4 – Apêndice 1
                                         Anexo 4 - Apêndice 8
                   CÁLCULO DAS MASSAS DAS EMISSÕES DE POLUENTES
   1.           DISPOSIÇÕES GERAIS
                Calculam-se as massas das emissões de poluentes gasosos com a equação seguinte:
                                                                         (1)
                sendo:
                Mi    =      massa das emissões do poluente i em gramas por quilómetro,
                Vmix =       volume dos gases de escape diluídos, expresso em l/ensaio e reduzido
                             às condições normais (273,2 K e 101,33 kPa),
                Qi    =      densidade do poluente i em g/l, à temperatura e pressão normais (273,2
                             K e 101,33 kPa),
                kh    =      factor de correcção da humidade utilizado para o cálculo das massas das
                             emissões de óxidos de azoto, (não há correcção da humidade para HC e
                             CO),
                Ci    =      concentração do poluente i nos gases de escape diluídos, expressa em
                             ppm e corrigida da concentração de poluente i presente no ar de
                             diluição,
                d       =    distância percorrida durante o ciclo de ensaio, em km.
   1.2.         DETERMINAÇÃO DO VOLUME
   1.2.1.       Cálculo do volume no caso de um sistema de diluição variável com medição de um
                débito constante por diafragma ou tubo de Venturi.
                Registam-se de modo contínuo os parâmetros que permitem conhecer o débito em
                volume e calcula-se o volume total durante o ensaio.
 ---pagebreak--- 27.12.2006 PT
                                                      E/ECE/324
                                   Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/419
                                                      E/ECE/TRANS/505
                                                      Regulamento n.º 83
                                                      página 177
                                                      Anexo 4 – Apêndice 1
    1.2.2.   Cálculo do volume no caso de um sistema com bomba volumétrica.
             O volume dos gases de escape diluídos medido nos sistemas com bomba volumétrica
             calcula-se pela fórmula:
                                             V = Vo · N
             sendo:
             V =       volume antes da correcção dos gases de escape diluídos, em l/ensaio,
             Vo =      volume de gás deslocado pela bomba nas condições do ensaio, em
                       l/rotação,
             N =       número de rotações por ensaio.
    1.2.3.   Cálculo do volume dos gases de escape diluídos reduzido às condições normais
             O volume dos gases de escape diluídos é reduzido às condições normais pela
             seguinte fórmula:
                                                                               (2)
             em que:
                                                                               (3)
             sendo:
             PB =      pressão barométrica na câmara de ensaio, em kPa,
             P1 =      depressão à entrada da bomba volumétrica em relação à pressão ambiente,
                       em kPa,
             Tp =      temperatura média dos gases de escape diluídos que entram na bomba de
                       deslocamento positivo durante o ensaio, em K.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/420               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                       Jornal Oficial da União Europeia                            27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 178
   Anexo 4 – Apêndice 1
   1.3.         CÁLCULO DA CONCENTRAÇÃO CORRIGIDA DE POLUENTES NO SACO
                DE RECOLHA
                                                                                        (4)
                sendo:
                Ci =     concentração do poluente i nos gases de escape diluídos, expressa em ppm
                         e corrigida da concentração do poluente i presente no ar de diluição,
                Ce =     concentração medida do poluente i nos gases de escape diluídos, expressa
                         em ppm,
                Cd =     concentração do poluente i no ar utilizado para a diluição, expressa em
                         ppm,
                DF =     factor de diluição.
                O factor de diluição é calculado do seguinte modo:
                Para a gasolina e o combustível para motores Diesel:
                DF =                                                 para a gasolina e o combustível para
                motores Diesel (5a)…..
                DF =                                                 para o GPL       (5b)
                DF =
                                                                     Para o GN        (5c)
                Nestas fórmulas:
                CCO2          =               concentração de CO2 nos gases de escape diluídos
                                              contidos no saco de recolha, expressa em percentagem
                                              de volume;
                CHC          =                concentração de HC nos gases de escape diluídos
                                              contidos no saco de recolha, expressa em ppm de
                                              carbono equivalente,
 ---pagebreak--- 27.12.2006   PT
                                                         E/ECE/324
                                      Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/421
                                                         E/ECE/TRANS/505
                                                         Regulamento n.º 83
                                                         página 179
                                                         Anexo 4 – Apêndice 1
                CCO          =               concentração de CO nos gases de escape diluídos
                                             contidos no saco de recolha, expressa em ppm.
    1.4.       CÁLCULO DO FACTOR DE CORRECÇÃO DA HUMIDADE PARA ÓXIDOS
               DE AZOTO
               Para a correcção dos efeitos da humidade sobre os resultados obtidos para os óxidos
               de azoto, deve-se aplicar a seguinte fórmula:
                                                                                    (6)
               em que:
               sendo:
               H =       humidade absoluta, expressa em g de água por kg de ar seco,
               Ra =      humidade relativa da atmosfera ambiente, expressa em percentagem,
               Pd =      pressão de vapor saturado à temperatura ambiente, expressa em kPa,
               PB =      pressão atmosférica na câmara de ensaio, em kPa.
    1.5.       EXEMPLO
    1.5.1.     Dados
    1.5.1.1.   Condições ambientais:
               temperatura ambiente: 23 °C = 297,2 K,
               pressão barométrica: PB = 101,33 kPa,
               humidade relativa: Ra = 60%,
               pressão de vapor saturado de H2O a 23 °C: Pd = 2,81 kPa.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/422               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                       Jornal Oficial da União Europeia                 27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 180
   Anexo 4 – Apêndice 1
   1.5.1.2.     Volume medido e reduzido às condições normais (ver ponto 1)
                V = 51,961 m3
   1.5.1.3.     Leituras no analisador:
                                   Amostra de gases de escape Amostra de ar de diluição
                                   diluídos
                 HC (1)            92 ppm                               3,0 ppm
                 CO                470 ppm                              0 ppm
                 NOx               70 ppm                               0 ppm
                 CO2               1,6% em volume                       0,03% em volume
                1) Em ppm de equivalente de carbono.
   1.5.2.       Cálculo
   1.5.2.1.     Factor de correcção da humidade (KH) (ver fórmula 6):
                 H =10,5092
   1.5.2.2.     Factor de diluição (DF) (ver fórmula 5)
 ---pagebreak--- 27.12.2006   PT
                                                         E/ECE/324
                                      Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/423
                                                         E/ECE/TRANS/505
                                                         Regulamento n.º 83
                                                         página 181
                                                         Anexo 4 – Apêndice 1
    1.5.2.3.   Cálculo da concentração corrigida dos poluentes no saco de recolha:
               HC, massa das emissões (ver fórmulas 4 e 1)
               Ci       = Ce - Cd
               Ci       = 92 - 3 (1-)
               Ci       = 89,371
               MHC      = CHC . Vmix . QHC .
               QHC = 0,619      no caso da gasolina ou do combustível para motores Diesel
               QHC = 0,649      no caso do GPL
               QHC = 0,714      no caso do GN
               MHC = 89,371 · 51,961 · 0,619 · 10-6 ·
                      2.88
               MHC =            g/km
                        d
               CO, massa das emissões (ver fórmula 1)
                                                1
               MCO = CCO . Vmix . QCO .
                                               d
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/424               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                      Jornal Oficial da União Europeia                      27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 182
   Anexo 4 – Apêndice 1
                QCO = 1,25
                                                      1
                MCO = 470 · 51,961 · 1,25 · 10-6 ·
                                                      d
                       30.5
                MCO =           g/km
                         d
                NOx, massa das emissões (ver fórmula 1)
                                                    1
                MNOx = CNOx · Vmix · QNOx · kH ·
                                                    d
                QNOx     = 2,05
                                                               1
                MNOx = 70 · 51,961 · 2.05 · 0,9934 · 10-6 ·
                                                               d
                         7.14
                MNOx =          g/km
                           d
   2.           DISPOSIÇÕES ESPECIAIS PARA OS VEÍCULOS COM MOTOR DE IGNIÇÃO
                POR COMPRESSÃO
   2.1.         Medição de HC para os motores de ignição por compressão
                A concentração média de HC usada para determinar a massa de emissões de HC
                provenientes de motores de ignição por compressão é calculada do seguinte modo:
                                                                         (7)
                sendo:
                                           =      integral do valor registado pelo analisador FID
                                                  aquecido durante o ensaio (t2-t1),
 ---pagebreak--- 27.12.2006 PT
                                                       E/ECE/324
                                    Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/425
                                                       E/ECE/TRANS/505
                                                       Regulamento n.º 83
                                                       página 183
                                                       Anexo 4 – Apêndice 1
             Ce                          =       concentração de HC medida nos gases de escape
                                                 diluídos, em ppm de Ci ,substitui directamente CHC
                                                 em todas as equações correspondentes.
    2.2.     Determinação das partículas
             A emissão de partículas Mp (g/km) calcula-se em conformidade com a fórmula
             seguinte:
             no caso de os gases de escape serem evacuados para fora do túnel, ou
             no caso de os gases de escape regressarem ao túnel,
             sendo:
             Vmix =    volume dos gases de escape diluídos (ver ponto 1.1) em condições normais,
             Vep =     volume do gás de escape que passa pelos filtros de partículas em condições
                       normais,
             Pe =      massa das partículas retidas pelo filtro,
             d =       distância, em km, percorrida durante o ensaio,
             Mp =      emissão de partículas, em g/km.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/426               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                       Jornal Oficial da União Europeia                        27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 184
   Anexo 4 – Apêndice 1
                                                  Anexo 5
                                          ENSAIO DE TIPO II
              (Emissões de monóxido de carbono em regime de marcha lenta sem carga)
   1.           INTRODUÇÃO
                O presente anexo descreve o procedimento a seguir para o ensaio de Tipo II definido
                no ponto 5.3.2 deste regulamento.
   2.           CONDIÇÕES DE MEDIÇÃO
   2.1.         O combustível é o combustível de referência cujas especificações constam dos
                anexos 10 e 10 A do presente regulamento.
   2.2.         Durante o ensaio, a temperatura ambiente deve estar compreendida entre 293 e 303 K
                (20 e 30 °C). O motor deve ser aquecido até que todas as temperaturas dos fluidos de
                arrefecimento e de lubrificação e a pressão do fluido de lubrificação tenham atingido
                o ponto de equilíbrio.
   2.2.1.       Os veículos alimentados quer a gasolina quer a GPL ou GN devem ser ensaiados
                com o(s) combustível(is) de referência utilizado(s) para o ensaio de Tipo I.
   2.3.         Para os veículos com caixa de velocidades de comando manual ou semiautomático, o
                ensaio é efectuado com a caixa em ponto morto e a embraiagem engatada.
   2.4.         Para os veículos com transmissão automática, o ensaio é efectuado com o selector na
                posição «neutro» ou «parque».
   2.5.         Dispositivos de regulação da marcha lenta sem carga
   2.5.1.       Definição
                Para efeitos do disposto no presente regulamento, entende-se por «dispositivos de
                regulação da marcha lenta sem carga» os dispositivos que permitam modificar as
                condições de marcha lenta sem carga do motor e que possam ser facilmente
                manobrados por um operador que utilize apenas as ferramentas enumeradas no ponto
                2.5.1.1. Não são pois considerados, em particular, dispositivos de regulação os
                dispositivos de calibração dos débitos de combustível e de ar se a sua manobra
                requerer que se retirem os indicadores de bloqueio que interditam normalmente
                qualquer intervenção que não seja a de um mecânico profissional.
   2.5.1.1.     Ferramentas que podem ser utilizadas para manobrar os dispositivos de regulação da
                marcha lenta sem carga: chave de parafusos (normal ou do tipo cruciforme), chaves
                (de luneta, de bocas ou regulável), alicates ou jogos de chaves Allen.
 ---pagebreak--- 27.12.2006     PT
                                                           E/ECE/324
                                        Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/427
                                                           E/ECE/TRANS/505
                                                           Regulamento n.º 83
                                                           página 185
                                                           Anexo 4 – Apêndice 1
    2.5.2.       Determinação dos pontos de medição
    2.5.2.1.     Em primeiro lugar, procede-se a uma medição nas condições de regulação definidas
                 pelo fabricante.
    2.5.2.2.     Para cada dispositivo de regulação cuja posição possa variar de forma contínua,
                 devem ser determinadas posições características em número suficiente.
    2.5.2.3.     A medição do teor em monóxido de carbono dos gases de escape deve ser efectuada
                 para todas as posições possíveis dos dispositivos de regulação mas, para os
                 dispositivos cuja posição possa variar de forma contínua, só devem ser consideradas
                 as posições definidas no ponto 2.5.2.2.
    2.5.2.4.     O ensaio de Tipo II considera-se satisfatório se for preenchida pelo menos uma das
                 duas condições seguintes:
    2.5.2.4.1.   Nenhum dos valores medidos em conformidade com as disposições do ponto 2.5.2.3
                 excede o valor limite;
    2.5.2.4.2.   O teor máximo obtido quando se fizer variar de forma contínua a posição de um dos
                 dispositivos de regulação, mantendo-se os outros dispositivos fixos, não excede o
                 valor-limite, sendo esta condição satisfeita para as diferentes configurações dos
                 dispositivos de regulação que não sejam aquele cuja posição se fez variar de modo
                 contínuo.
    2.5.2.5.     As posições possíveis dos dispositivos de regulação são limitadas:
    2.5.2.5.1.   Por um lado, pelo maior dos dois valores seguintes: a velocidade de rotação mínima
                 a que o motor possa rodar em marcha lenta sem carga e a velocidade de rotação
                 recomendada pelo fabricante deduzida de 100 rotações/minuto;
    2.5.2.5.2.   Por outro lado, pelo menor dos três valores seguintes:
                 a velocidade de rotação máxima a que se possa fazer rodar o motor actuando sobre os
                 dispositivos de regulação da marcha lenta sem carga;
                 a velocidade de rotação recomendada pelo fabricante acrescida de 250
                 rotações/minuto;
                 a velocidade de condução das embraiagens automáticas.
    2.5.2.6.     Além disso, as posições de regulação incompatíveis com o funcionamento correcto
                 do motor não devem ser consideradas como ponto de medição. Em especial, quando
                 o motor estiver equipado com vários carburadores, todos devem estar na mesma
                 posição de regulação.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/428               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                       Jornal Oficial da União Europeia                     27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 186
   Anexo 4 – Apêndice 1
   3.           RECOLHA DE AMOSTRAS DOS GASES
   3.1.         A sonda de recolha é inserida no tubo de escape a uma profundidade de, pelo menos,
                300 mm no tubo que liga o escape do veículo ao saco e o mais próximo possível do
                escape.
   3.2.         A concentração de CO (CCO) e de CO2 (CCO2) é determinada a partir dos valores
                indicados ou registados pelo aparelho de medição, tendo em conta as curvas de
                calibração aplicáveis.
   3.3.         A concentração corrigida de monóxido de carbono num motor a quatro tempos é
                determinada pela fórmula:
                                                                        (per cent vol.)
   3.4.         Não é necessário corrigir a concentração de CCO (ponto 3.2) determinada segundo as
                fórmulas indicadas no ponto 3.3 se o valor total das concentrações medidas (CCO +
                CCO2) for para os motores a quatro tempos de, pelo menos:
                    -     para a gasolina                  15%
                    -     para o GPL                       13,5%
                    -     para o GN 11,5%
 ---pagebreak--- 27.12.2006 PT
                                                      E/ECE/324
                                   Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/429
                                                      E/ECE/TRANS/505
                                                      Regulamento n.º 83
                                                      página 187
                                                      Anexo 4 – Apêndice 1
                                              Anexo 6
                                     ENSAIO DE TIPO III
                           (Controlo das emissões de gases do cárter)
    1.       INTRODUÇÃO
             O presente anexo descreve o procedimento a seguir para o ensaio de Tipo III definido
             no ponto 5.3.3 do presente regulamento.
    2.       DISPOSIÇÕES GERAIS
    2.1.     O ensaio de Tipo III é efectuado no veículo com motor de ignição comandada que
             tiver sido submetido aos ensaios de Tipo I ou de Tipo II, consoante o caso.
    2.2.     Os motores, incluindo os motores estanques, são submetidos ao ensaio, com
             excepção daqueles cuja concepção é tal que uma fuga, mesmo ligeira, possa provocar
             defeitos de funcionamento inaceitáveis (motores de dois cilindros opostos, por
             exemplo).
    3.       CONDIÇÕES DO ENSAIO
    3.1.     A marcha lenta sem carga é regulada em conformidade com as recomendações do
             fabricante.
    3.2.     As medições são efectuadas nas três condições seguintes de funcionamento do
             motor:
               Número da condição      Velocidade do veículo (km/h)
               1                       Marcha lenta sem carga
               2                       50 ± 2 (em 3.ª relação ou «drive»)
               3                       50 ± 2 (em 3.ª relação ou «drive»)
               Número da condição      Potência absorvida pelo freio
               1                       Nada
               2                       A correspondente às regulações para
                                       o ensaio de Tipo I a 50 km/h
               3                       A correspondente à condição n.º 2,
                                       multiplicada
                                       por um factor de 1,7
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/430                Rev.1/Add.82/Rev.3
                                        Jornal Oficial da União Europeia                           27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 188
   Anexo 4 – Apêndice 1
   4.           MÉTODO DE ENSAIO
   4.1.         Nas condições de funcionamento definidas no ponto 3.2, verifica-se se o sistema de
                reaspiração dos gases do cárter cumpre eficazmente a sua função.
   5.           MÉTODO DE CONTROLO DO FUNCIONAMENTO DO SISTEMA DE
                REASPIRAÇÃO DOS GASES DO CÁRTER
   5.1.         Os orifícios do motor devem ser deixados como estão.
   5.2.         A pressão no cárter é medida num ponto apropriado. Mede-se pelo orifício da vareta
                do nível de óleo com um manómetro de tubo inclinado.
   5.3.         Considera-se o veículo conforme se, em todas as condições de medição definidas no
                ponto 3.2, a pressão medida no cárter não exceder o valor da pressão atmosférica no
                momento da medição.
   5.4.         Para o ensaio efectuado segundo o método anteriormente descrito, a pressão no
                colector de admissão deve ser medida com uma precisão de ± 1 kPa.
   5.5.         A velocidade do veículo, medida no banco de rolos, deve ser determinada com uma
                precisão de ± 2 km/h.
   5.6.         A pressão medida no cárter deve ser determinada com uma precisão de ± 0,01 kPa.
   5.7.         Se, para uma das condições de medição definidas no ponto 3.2, a pressão medida no
                cárter exceder a pressão atmosférica, procede-se, se o fabricante o pedir, ao ensaio
                complementar definido no ponto 6.
   6.           MÉTODO DE ENSAIO COMPLEMENTAR
   6.1.         Os orifícios do motor devem ser deixados como estão.
   6.2.         Um saco flexível, impermeável aos gases do cárter, com uma capacidade de cerca de
                cinco litros, é ligado ao orifício da vareta do nível de óleo. Este saco deve estar vazio
                antes de cada medição.
   6.3.         Antes de cada medição, o saco é obturado. É posto em comunicação com o cárter
                durante cinco minutos para cada condição de medição prevista no ponto 3.2.
   6.4.         Considera-se o veículo conforme se, em todas as condições de medição previstas no
                ponto 3.2, não se produzir nenhum enchimento visível do saco.
   6.5.         Observação
 ---pagebreak--- 27.12.2006 PT
                                                        E/ECE/324
                                     Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/431
                                                        E/ECE/TRANS/505
                                                        Regulamento n.º 83
                                                        página 189
                                                        Anexo 4 – Apêndice 1
    6.5.1.   Se a disposição estrutural do motor for tal que não seja possível realizar o ensaio
             segundo o método descrito nos pontos 6.1 a 6.4, as medições serão efectuadas
             segundo aquele mesmo método, mas com as seguintes alterações:
    6.5.2.   Antes do ensaio, todos os orifícios, com excepção do necessário à recuperação dos
             gases, serão obturados.
    6.5.3.   O saco é colocado numa tomada apropriada que não introduza perdas de carga
             suplementares e instalada no circuito de reaspiração do dispositivo, directamente
             sobre o orifício de ligação ao motor.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/432                               Rev.1/Add.82/Rev.3   Jornal Oficial da União Europeia                                                       27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 190
   Anexo 4 – Apêndice 1
                                                                ENSAIO DE TIPO III
                                                                                                                                     See detail (i)
             See detail (i)
                                                                    Take-off
               (a) Direct recycling at slight vacuum                                    Crankcase          (b) Indirect recycling at slight vacuum
                                                                          Bag
                                                                                                                                       Vent
                                                             (i) Connection of take-off bag
      Control valve
                                                                                     Control valve
              See detail (i)
                         (c) Double-circuit direct recycling                                  (d) Venting of crankcase with control
                                                                                                   valve (the bag must be connected to the vent)
      EN                                                                   PT
 ---pagebreak--- 27.12.2006 PT
                                                      E/ECE/324
                                   Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/433
                                                      E/ECE/TRANS/505
                                                      Regulamento n.º 83
                                                      página 191
                                                      Anexo 4 – Apêndice 1
                                              Anexo 7
                                     ENSAIO DE TIPO IV
              (Determinação das emissões por evaporação provenientes de veículos
                         equipados com motores de ignição comandada)
    1.       INTRODUÇÃO
             O presente anexo descreve o procedimento a seguir para o ensaio de Tipo IV em
             conformidade com o ponto 5.3.4 do presente regulamento.
             Esta descrição diz respeito a um método de determinação das perdas de
             hidrocarbonetos por evaporação do combustível dos sistemas de alimentação dos
             veículos equipados com motores de ignição comandada.
    2.       DESCRIÇÃO DO ENSAIO
             O ensaio das emissões por evaporação (figura 7/1) foi concebido para determinar as
             emissões por evaporação de hidrocarbonetos provocadas pelas flutuações de
             temperatura diurnas, pelas estabilizações a quente durante o estacionamento e pela
             condução urbana. O ensaio é composto pelas seguintes fases:
    2.1.     Preparação do ensaio, incluindo um ciclo de condução urbana (parte um) e extra-
             urbana (parte dois),
    2.2.     Determinação das perdas por estabilização a quente,
    2.3.     Determinação das perdas diurnas.
             O resultado global do ensaio obtém-se adicionando as massas das emissões de
             hidrocarbonetos provenientes das perdas por estabilização a quente e das perdas
             diurnas.
    3.       VEÍCULO E COMBUSTÍVEL
    3.1.     Veículo
    3.1.1.   O veículo deve estar em bom estado mecânico, ter feito a rodagem e percorrido pelo
             menos 3 000 km antes do ensaio. Durante este período, o sistema de controlo das
             emissões por evaporação deve ter estado ligado e a funcionar correctamente e o(s)
             colector(es) de vapores de combustível deve(m) ter sido sujeito(s) a uma utilização
             normal, sem terem sofrido qualquer purga ou carga anormais.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/434                Rev.1/Add.82/Rev.3
                                       Jornal Oficial da União Europeia                        27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 192
   Anexo 4 – Apêndice 1
   3.2.         Combustível
   3.2.1.       Deve ser utilizado o combustível de referência adequado, conforme definido no
                anexo 10 do presente regulamento.
   4.           EQUIPAMENTO PARA ENSAIOS DE EMISSÕES POR EVAPORAÇÃO
   4.1.         Banco de rolos
                O banco de rolos deve satisfazer as disposições do anexo 4.
   4.2.         Recinto de medição das emissões por evaporação
                O recinto de medição das emissões por evaporação deve ser uma câmara de medição
                rectangular, estanque aos gases, capaz de conter o veículo em ensaio. O veículo deve
                ser acessível de todos os lados e o recinto, quando vedado, impermeável aos gases,
                em conformidade com o apêndice 1 do presente anexo. A superfície interior do
                recinto deve ser impermeável e não reagir aos hidrocarbonetos. O sistema de
                condicionamento da temperatura deve permitir controlar a temperatura do ar no
                interior do recinto por forma a respeitar durante todo o ensaio a curva
                temperatura/tempo prescrita, com uma tolerância média de 1 K.
                O sistema de controlo deve ser regulado por forma a que se obtenha um padrão de
                temperaturas regular que apresente um mínimo de ultrapassagens, oscilações e
                instabilidade em relação à curva desejada da temperatura ambiente a longo prazo.
                Durante o ensaio de emissões diurnas, as temperaturas na superfície interior não
                devem em momento algum ser inferiores a 278 K (5 °C) nem superiores a 328 K (55
                °C).
                As paredes devem ser concebidas de forma a facilitarem uma boa dissipação do
                calor. Durante o ensaio de estabilização a quente, as temperaturas na superfície
                interior não devem ser inferiores a 293 K (20 °C), nem superiores a 325 K (52 °C).
                Para possibilitar a adaptação às variações de volume resultantes das variações de
                temperatura no interior do recinto, pode ser utilizado um recinto de volume variável
                ou um recinto de volume fixo.
   4.2.1.       Recinto de volume variável
                O recinto de volume variável dilata-se e contrai-se em reacção às variações de
                temperatura da massa de ar que contém. Dois meios possíveis de adaptação às
                variações do volume interno são a utilização de painéis móveis ou uma concepção
                em fole, na qual um ou mais sacos impermeáveis no interior do recinto se dilatem ou
                contraiam em reacção às variações da pressão interna, através de trocas de ar com o
 ---pagebreak--- 27.12.2006   PT
                                                          E/ECE/324
                                       Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/435
                                                          E/ECE/TRANS/505
                                                          Regulamento n.º 83
                                                          página 193
                                                          Anexo 4 – Apêndice 1
               exterior do recinto. Todas as concepções para a variação de volume devem manter a
               integridade do recinto conforme estabelecido no apêndice 1 do presente anexo para
               toda a gama de temperaturas especificada.
               Todos os métodos de variação de volume devem limitar o diferencial entre a pressão
               interna do recinto e a pressão barométrica a um valor máximo de ± 5 KPa.
               O recinto deve poder ser bloqueado num volume fixo. Um recinto de volume
               variável deve permitir a adaptação a uma variação de + 7% em relação ao seu
               «volume nominal» (ver ponto 2.1.1 do apêndice 1 do presente anexo), tendo em
               conta as variações de temperatura e de pressão barométrica durante o ensaio.
    4.2.2.     Recinto de volume fixo
               O recinto de volume fixo é construído com painéis rígidos que mantêm o volume
               interior fixo e deve satisfazer as condições a seguir indicadas.
    4.2.2.1.   O recinto deve estar equipado com uma saída de ar que permita evacuar ar do recinto
               com um débito reduzido e constante durante todo o ensaio. Uma entrada de ar pode
               compensar este débito através da admissão de ar ambiente. Este ar deve ser filtrado
               com carvão activado por forma a permitir um nível de hidrocarbonetos relativamente
               constante. Qualquer método de adaptação às variações de volume deve manter o
               diferencial entre a pressão interna do recinto e a pressão barométrica entre 0 e 5 kPa.
    4.2.2.2.   O equipamento deve permitir a medição da massa de hidrocarbonetos nas correntes
               de ar de entrada e de saída com uma resolução de 0,01 gramas. Pode ser utilizado um
               saco de recolha de amostras para recolher uma amostra proporcional do ar evacuado
               do recinto e nele admitido. Em alternativa, as correntes de entrada e de saída de ar
               podem ser analisadas continuamente utilizando um analisador do tipo FID em linha e
               integradas com as medições de caudal, para fornecer um registo contínuo da massa
               de hidrocarbonetos evacuada.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/436                       Rev.1/Add.82/Rev.3
                                                 Jornal Oficial da União Europeia                                          27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 194
   Anexo 4 – Apêndice 1
                                                            Figura 7/1
                                  DETERMINAÇÃO DAS EMISSÕES POR EVAPORAÇÃO
                                Período de rodagem de 3 000 km (sem purga ou carga excessiva)
                                  Verificação do envelhecimento do(s) colector(es) de vapores
                                                                                 Limpeza do veículo a vapor (se necessário)
          Repeated diurnal heat    Max
          builds to 2-gram         1h
          breakthrough Tstart
          =293K (20°C)
          ∆T = 15K
                                 12 to
                                 36h
                                 Max
                                 2 min
                   Max
                   7min
                                   6 to
                                   36h
                                                                                   Temperatura do combustível 283 a 287K (10°-
                                                                                   14°C)
                                                                                   40% ± 2% da capacidade nominal do reservatório
                                                                                   Temperatura ambiente: 293K a 303K (20° - 30°)
 ---pagebreak--- 27.12.2006          PT
                                                                 E/ECE/324
                                            Jornal Oficial da União  Europeia                    Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/437
                                                                 E/ECE/TRANS/505
                                                                 Regulamento n.º 83
                                                                 página 195
                                                                 Anexo 4 – Apêndice 1
                                                                                Carregamento de butano/azoto até sobressaturação
                                                                                de 2 gramas
                                                                                Temperatura do combustível 291K ±8K
                                                                                (18K±8°C)
                                                                                40% ± 2% da capacidade nominal do reservatório
                                                                                Temperatura ambiente 293 K to 303 K (20° -
                                                                                30°C)
                                                                                Tipo 1: uma parte um+duas partes dois
                                                                                Tstart = 293 K a 303 (20°- 30°C)
                                                                                Temperatura ambiente: 293 K a 303 K (20° -
                                                                                30°C)
                                                                                Tipo 1: uma parte um+uma parte dois
                                                                                Tstart = 293 K a 303 (20°- 30°C)
                                                                                Tipo 1: uma parte um
                                                                                Tmin = 296K (23°C)
                                                                                Tmax = 304 K (31°C)
                                                                                60 min ± 0,5 min
                                                                                T=293K±2K (20°±2°C) últimas seis horas
                                                                                Tstart = 203K (20°C)
                                                                                Tmin = 308 K; ∆T =15K
                                                                                24horas, n.º de diurnos = 1
    EN                                                        PT
    Start                                                     Início
    Fuel drain and refill                                     Drenagem do combustível e enchimento do reservatório
    Canister load to breakthrough (petrol)                    Carregamento do colector de vapores até à
                                                              sobressaturação (gasolina)
    Canister load to breakthrough (butane)                    Carregamento do colector de vapores até à
                                                              sobressaturação (butano)
    Preconditioning drive                                     Ciclo de condução de pré-condicionamento
    Soak                                                      Estabilização
    Type I test drive                                         Ciclo de condução do ensaio de Tipo I
    Evaporative system conditioning-driving                   Ciclo de condução de condicionamento do sistema de
                                                              evaporação
    Hot soak test                                             Ensaio de estabilização a quente
    Diurnal test                                              Ensaio diurno
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/438                     Rev.1/Add.82/Rev.3Jornal Oficial da União Europeia                                    27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 196
   Anexo 4 – Apêndice 1
   End                                                           Fim
   Repeated diurnal heat builds to 2-gram breakthrough           Aumento da temperatura diurna repetido até uma
                                                                 sobressaturação de 2 gramas
   6 to 36h                                                      6 a 36h
   Max.                                                          Máx.
   And max 2 min from engine shut-off                            E máx. 2 minutos após a paragem do motor
   Notas
   1.       Famílias de dispositivos de controlo das emissões por evaporação - pormenores clarificados.
   2.       As emissões de escape podem ser medidas durante o ciclo de condução do ensaio de Tipo I, mas os resultados
            não são utilizados para fins legislativos. O ensaio das emissões de escape para fins legislativos continua a ser
            separado.
   4.3.               Sistemas de análise
   4.3.1.            Analisador de hidrocarbonetos
   4.3.1.1.          A atmosfera na câmara é controlada por meio de um detector de hidrocarbonetos do
                     tipo de ionização por chama (FID). A amostra de gás deve ser recolhida no centro
                     de uma das paredes laterais ou do tecto da câmara, e qualquer caudal desviado deve
                     voltar ao recinto de preferência num ponto imediatamente a jusante da ventoinha de
                     mistura.
   4.3.1.2.          O analisador de hidrocarbonetos deve ter um tempo de resposta a 90% da leitura
                     final inferior a 1,5 segundos. A sua estabilidade deve ser melhor que 2% da
                     deflexão da escala completa no zero e a 80 ± 20% da escala completa durante um
                     período de 15 minutos para todas as gamas de funcionamento.
   4.3.1.3.          A repetibilidade do analisador, expressa como desvio-padrão, deve ser melhor do
                     que 1% da deflexão da escala completa no zero e a 80 ± 20% da escala completa em
                     todas as gamas utilizadas.
   4.3.1.4.          As gamas de funcionamento do analisador devem ser escolhidas de modo a que se
                     obtenham os melhores resultados conjuntos durante os processos de medição,
                     calibração e verificação de fugas.
   4.3.2.            Sistema de registo dos dados do analisador de hidrocarbonetos
   4.3.2.1.          O analisador de hidrocarbonetos deve estar equipado com um dispositivo para
                     registar os sinais eléctricos de saída, quer seja um registador de fita, quer seja um
                     sistema de tratamento de dados com uma frequência mínima de uma vez por
                     minuto. O sistema de registo deve ter características de funcionamento pelo menos
                     equivalentes aos sinais a registar e fornecer um registo permanente dos resultados.
                     O registo deve indicar claramente o início e o fim do ensaio de estabilização a
                     quente ou do ensaio de emissões diurnas (incluindo o início e o fim dos períodos de
 ---pagebreak--- 27.12.2006 PT
                                                       E/ECE/324
                                    Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/439
                                                       E/ECE/TRANS/505
                                                       Regulamento n.º 83
                                                       página 197
                                                       Anexo 4 – Apêndice 1
              recolha de amostras, bem como o tempo decorrido entre o início e o fim de cada
              ensaio).
    4.4.      Aquecimento do reservatório de combustível (aplica-se apenas à opção de
              carregamento do colector de vapores com gasolina)
    4.4.1.    O combustível no(s) reservatório(s) do veículo deve ser aquecido por uma fonte de
              calor controlável, sendo adequada, por exemplo, uma manta de aquecimento com
              uma potência de 2 000 W.O sistema de aquecimento deve aplicar o calor
              uniformemente às paredes do reservatório abaixo do nível de combustível sem
              provocar sobreaquecimentos locais do combustível. O calor não deve ser aplicado
              ao vapor existente no reservatório acima do combustível.
    4.4.2.    O dispositivo de aquecimento do reservatório deve permitir aquecer uniformemente
              o combustível contido no reservatório, cuja temperatura, a partir de 289 K (16 °C),
              aumentará 14 K em 60 minutos com o sensor de temperatura colocado na posição
              indicada no ponto 5.1.1. Durante a fase de aquecimento do reservatório, o sistema
              de aquecimento deve permitir controlar a temperatura do combustível com uma
              aproximação de ± 1,5 K da temperatura requerida.
    4.5.      Registo da temperatura
    4.5.1.    A temperatura na câmara é registada em dois pontos por meio de sensores de
              temperatura ligados entre si de modo a indicarem um valor médio. Os pontos de
              medição são afastados cerca de 0,1 m para dentro do recinto a partir do eixo vertical
              de cada parede lateral, a uma altura de 0,9 m ± 0,2 m.
    4.5.2.    A temperatura do(s) reservatório(s) de combustível deve ser registada através do(s)
              sensor(es) colocado(s) no(s) reservatório(s), conforme indicado no ponto 5.1.1, no
              caso de ser utilizada a opção de carregamento do colector de vapores com gasolina
              (ponto 5.1.5).
    4.5.3.    Durante todo o processo de medição das emissões por evaporação, as temperaturas
              devem ser registadas ou introduzidas num sistema de tratamento de dados com uma
              frequência mínima de uma vez por minuto.
    4.5.4.    A precisão do sistema de registo das temperaturas deve ser de ± 1,0 K, podendo a
              temperatura ser determinada com um rigor aproximado de ± 0,4 K.
    4.5.5.    O sistema de registo ou de tratamento de dados deve poder indicar o tempo com
              uma precisão de ± 15 segundos.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/440               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                       Jornal Oficial da União Europeia                         27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 198
   Anexo 4 – Apêndice 1
   4.6.          Registo da pressão
   4.6.1.        Durante todo o processo de medição das emissões por evaporação, a diferença ∆p
                 entre a pressão barométrica na área do ensaio e a pressão interna do recinto deve ser
                 registada ou introduzida num sistema de tratamento de dados com uma frequência
                 de, pelo menos, uma vez por minuto.
   4.6.2.        A precisão do sistema de registo das temperaturas deve ser de ± 2 kPa, podendo a
                 temperatura ser determinada com um rigor aproximado de ± 0,2 kPa.
   4.6.3.        O sistema de registo ou de tratamento de dados deve poder indicar o tempo com
                 uma precisão de ± 15 segundos.
   4.7.          Ventoinhas
   4.7.1.        Utilizando uma ou mais ventoinhas ou insufladores com a(s) porta(s) do recinto
                 aberta(s), deve ser possível reduzir a concentração de hidrocarbonetos na câmara até
                 ao nível de concentração ambiente.
   4.7.2.        A câmara deve estar equipada com uma ou mais ventoinhas ou insufladores de
                 capacidade compreendida entre 0,1 e 0,5 m3/min para homogeneizar completamente
                 a atmosfera no recinto. Deve ser possível obter uma temperatura e uma
                 concentração de hidrocarbonetos uniformes na câmara durante as medições. O
                 veículo colocado dentro do recinto não deve estar sujeito a uma corrente de ar
                 directa proveniente das ventoinhas ou insufladores.
   4.8.          Gases
   4.8.1.        Para efeitos de calibração e funcionamento, devem poder utilizar-se os seguintes
                 gases puros:
                 Ar sintético purificado (pureza < 1 ppm de equivalente C1,
                 <1 ppm CO, <400 ppm CO2, <0,1 ppm NO);
                 teor de oxigénio entre 18% e 21%, em volume.
                 Gás combustível para o analisador de hidrocarbonetos: (40 ± 2 % de hidrogénio e
                 o restante em hélio com menos de 1 ppm de equivalente C1, menos de 400 ppm de
                 CO2),
                 propano (C3H8):             pureza mínima de 99,5 %
                 butano (C4H10):             pureza mínima de 98%
                 Azoto (N2):                 pureza mínima de 98%.
 ---pagebreak--- 27.12.2006 PT
                                                        E/ECE/324
                                     Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/441
                                                        E/ECE/TRANS/505
                                                        Regulamento n.º 83
                                                        página 199
                                                        Anexo 4 – Apêndice 1
    4.8.2.    Os gases de calibração e medição utilizados devem conter misturas de propano
              (C3H8) e ar sintético purificado. A concentração real de um gás de calibração deve
              estar conforme ao valor nominal com uma variação de ± 2 %. A precisão do
              dispositivo misturador deve ser tal que o teor dos gases diluídos possa ser
              determinado com um erro de ± 2 % em relação ao valor real. As concentrações
              previstas no apêndice 1 podem também ser obtidas com um misturador-doseador de
              gases, por diluição com ar sintético.
    4.9.      Equipamento complementar
    4.9.1.    A humidade absoluta na área de ensaio deve poder ser determinada com uma
              precisão de ± 5 %.
    5.        PROCEDIMENTO DE ENSAIO
    5.1.      Preparação do ensaio
    5.1.1.    O veículo é preparado mecanicamente antes do ensaio do seguinte modo:
              a)       o sistema de escape do veículo não deve apresentar nenhuma fuga,
              b)       o veículo pode ser lavado a vapor antes do ensaio,
              c)       no caso da utilização da opção de carregamento do colector de vapores com
                       gasolina (ponto 5.1.5), o reservatório de combustível do veículo deve estar
                       equipado com um sensor que permita medir a temperatura no ponto médio
                       do volume de combustível contido no reservatório, quando este estiver
                       cheio a 40% da sua capacidade,
              d)       podem montar-se acessórios, adaptadores ou dispositivos adicionais no
                       sistema de combustível, a fim de permitir a drenagem completa do
                       reservatório de combustível. Para este efeito, não é necessário modificar a
                       parte exterior do reservatório,
              e)       o fabricante pode propor um método de ensaio que permita ter em conta a
                       perda de hidrocarbonetos por evaporação a partir unicamente do sistema de
                       combustível do veículo.
    5.1.2.    O veículo é levado para a área de ensaio, cuja temperatura ambiente deve estar
              compreendida entre 293 K e 303 K (20 e 30 °C).
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/442               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                       Jornal Oficial da União Europeia                        27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 200
   Anexo 4 – Apêndice 1
   5.1.3.        Há que verificar o envelhecimento do(s) colector(es) de vapores, o que pode ser
                 feito através da demonstração de que o(s) mesmo(s) foi (foram) utilizado(s) durante
                 pelo menos 3 000 km. Caso esta demonstração não seja efectuada, utiliza-se o
                 processo descrito em seguida. No caso de um sistema de colectores de vapores
                 múltiplos, cada colector de vapores deve ser sujeito ao processo separadamente.
   5.1.3.1.      O colector de vapores deve ser retirado do veículo. Durante esta operação, deve-se
                 ter um especial cuidado para não danificar os componentes nem afectar a
                 integridade do sistema de alimentação de combustível.
   5.1.3.2.      Verificar a massa do colector de vapores.
   5.1.3.3.      Ligar o colector de vapores a um reservatório de combustível, eventualmente
                 externo, cheio com combustível de referência até 40% da sua capacidade.
   5.1.3.4.      A temperatura do combustível no reservatório deve estar compreendida entre 183 K
                 (10 °C) e 287 K (10 e 14 °C).
   5.1.3.5.      Aquecer o reservatório de combustível (externo) de 288 K para 318 K (de 15 para
                 45 °C) (ao ritmo de 1 °C de aquecimento em cada 9 minutos).
   5.1.3.6.      Se o colector de vapores atingir a sobressaturação antes de a temperatura chegar a
                 318 K (45 °C), a fonte de calor deve ser desligada. Pesar então o colector de
                 vapores. Se o colector de vapores não atingir a sobressaturação durante o
                 aquecimento a 318 K (45 °C), repetir o processo a partir do ponto 5.1.3.3 até que se
                 atinja a sobressaturação.
   5.1.3.7.      A sobressaturação pode ser verificada conforme indicado nos pontos 5.1.5 e 5.1.6
                 do presente anexo, ou através da utilização de outro procedimento de recolha e de
                 análise que permita detectar a emissão de hidrocarbonetos do colector de vapores
                 em sobressaturação.
   5.1.3.8.      Purgar o colector de vapores à razão de 25 ± 5 litros por minuto utilizando o ar do
                 laboratório de emissões, até que se atinjam 300 substituições do volume presente no
                 leito.
   5.1.3.9.      Verificar a massa do colector de vapores.
   5.1.3.10.     Repetir nove vezes as etapas do processo descritas nos pontos 5.1.3.4 a 5.1.3.9. O
                 ensaio pode ser concluído antes, após pelo menos três ciclos de envelhecimento, se
                 a massa do colector de vapores se estabilizar após os últimos ciclos.
   5.1.3.11.     Ligar de novo o colector de vapores das emissões por evaporação e voltar a pôr o
                 veículo no seu estado de funcionamento normal.
 ---pagebreak--- 27.12.2006   PT
                                                         E/ECE/324
                                      Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/443
                                                         E/ECE/TRANS/505
                                                         Regulamento n.º 83
                                                         página 201
                                                         Anexo 4 – Apêndice 1
    5.1.4.      Para pré-condicionar o colector de vapores das emissões por evaporação, deve ser
                utilizado um dos métodos especificados nos pontos 5.1.5 e 5.1.6. No caso dos
                veículos com colectores de vapores múltiplos, cada colector deve ser pré-
                condicionado separadamente.
    5.1.4.1.    Medem-se as emissões do colector de vapores para determinar a sobressaturação.
                A sobressaturação é aqui definida como o ponto em que a quantidade acumulada de
                hidrocarbonetos emitidos é igual a 2 gramas.
    5.1.4.2.    A sobressaturação pode ser verificada utilizando o recinto de medição das emissões
                por evaporação descrito nos pontos 5.1.5 e 5.1.6. Em alternativa, pode ser
                determinada utilizando um colector de vapores auxiliar ligado a jusante do colector
                de vapores do veículo. O colector de vapores auxiliar deve ser correctamente
                purgado com ar seco antes de ser carregado.
    5.1.4.3.    A câmara de medição deve ser purgada durante vários minutos imediatamente antes
                do ensaio, até se obter uma concentração residual de hidrocarbonetos estável. A(s)
                ventoinha(s) de mistura da câmara deve(m) ser ligada(s) nesta ocasião.
                O analisador de hidrocarbonetos deve ser colocado em zero e calibrado
                imediatamente antes do ensaio.
    5.1.5.      Carregamento do colector de vapores com aquecimentos repetidos até à
                sobressaturação
    5.1.5.1.    O(s) reservatório(s) de combustível do veículo deve(m) ser esvaziado(s) utilizando
                o(s) dreno(s). Procurar-se-á não purgar nem sobrecarregar anormalmente os
                dispositivos de controlo das emissões por evaporação montados no veículo. A
                remoção dos tampões dos reservatórios será normalmente suficiente para o
                conseguir.
    5.1.5.2.    O(s) reservatório(s) de combustível deve(m) ser novamente cheio(s) com o
                combustível de ensaio a uma temperatura compreendida entre 283 K e 287 K (10 e
                14 °C) até 40 ± 2 % da sua capacidade normal. O(s) tampão(ões) do(s)
                reservatório(s) do veículo deve(m) ser colocado(s) nesta ocasião.
    5.1.5.3.    No prazo de uma hora a contar do enchimento do(s) reservatório(s) de combustível,
                o veículo deve ser colocado, com o motor desligado, no recinto de medição das
                emissões por evaporação. O sensor de temperatura do reservatório de combustível
                deve ser ligado ao sistema de registo das temperaturas. Coloca-se então uma fonte
                de calor devidamente posicionada em relação ao(s) reservatório(s) de combustível e
                liga-se a fonte de calor ao regulador de temperatura. A fonte de calor está
                especificada no ponto 4.4. Para os veículos equipados com mais do que um
                reservatório de combustível, todos os reservatórios devem ser aquecidos do mesmo
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/444               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                       Jornal Oficial da União Europeia                         27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 202
   Anexo 4 – Apêndice 1
                 modo, conforme descrito a seguir. As temperaturas dos reservatórios devem ser
                 idênticas com uma aproximação de ± 1,5 K.
   5.1.5.4.      O combustível pode ser aquecido artificialmente até à temperatura inicial de
                 medição de 293 K (20 ºC) ± 1 K.
   5.1.5.5.      Quando a temperatura do reservatório atingir pelo menos 292 K (19 °C), desligar
                 imediatamente o ventilador de purga; fechar e vedar as portas do recinto e iniciar a
                 medição do nível de hidrocarbonetos no recinto.
   5.1.5.6.      Quando a temperatura do combustível no reservatório atingir 293 K (20 °C),
                 começa uma fase de aumento linear da temperatura de 15 K (15 °C). O combustível
                 deve ser aquecido de forma a que, durante o processo de aquecimento, a sua
                 temperatura corresponda, com uma aproximação de ± 1,5 K, à função seguidamente
                 apresentada. O tempo decorrido durante o processo de aquecimento e o aumento de
                 temperatura devem ser registados.
                 Tr = To + 0,2333 · t
                 sendo:
                 Tr = temperatura requerida (K),
                 To = temperatura inicial (K),
                 t = tempo decorrido desde o início do processo de aquecimento do reservatório, em
                 minutos.
   5.1.5.7.      Logo que se dê a sobressaturação, ou quando a temperatura do combustível atingir
                 308 K (35 °C), consoante o que ocorrer em primeiro lugar, a fonte de calor deve ser
                 desligada, as portas do recinto abertas e o(s) tampão(ões) do(s) reservatório(s) de
                 combustível do veículo retirado(s). Se a sobressaturação não tiver ocorrido no
                 momento em que a temperatura do combustível atingir 308 K (35 °C), a fonte de
                 calor deve ser retirada do veículo, o veículo deve ser retirado do recinto de medição
                 das emissões por evaporação e todo o processo descrito no ponto 5.1.7 deve ser
                 repetido, até que ocorra a sobressaturação.
   5.1.6.        Carregamento de butano até à sobressaturação
   5.1.6.1.      Se o recinto for utilizado para a determinação da sobressaturação (ver ponto
                 5.1.4.2), o veículo deve ser colocado, com o motor desligado, no recinto de medição
                 das emissões por evaporação.
 ---pagebreak--- 27.12.2006   PT
                                                         E/ECE/324
                                      Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/445
                                                         E/ECE/TRANS/505
                                                         Regulamento n.º 83
                                                         página 203
                                                         Anexo 4 – Apêndice 1
    5.1.6.2.    Preparar o colector de vapores das emissões por evaporação para a operação de
                carregamento. O colector de vapores não deve ser retirado do veículo, a menos que
                seja tão dificilmente acessível na sua localização normal que o seu carregamento só
                possa ser efectuado de forma razoável quando retirado do veículo. Durante esta
                operação, deve-se ter especial cuidado para não danificar os componentes nem
                afectar a integridade do sistema de alimentação de combustível.
    5.1.6.3.    Carregar o colector de vapores com uma mistura composta de 50% de butano e 50%
                de azoto em volume, a um ritmo de 40 gramas de butano por hora.
    5.1.6.4.    Logo que o colector de vapores atinja a sobressaturação, a fonte de vapores deve ser
                desligada.
    5.1.6.5.    Ligar de novo o colector de vapores das emissões por evaporação e voltar a pôr o
                veículo no seu estado de funcionamento normal.
    5.1.7.      Drenagem do combustível e enchimento do reservatório
    5.1.7.1.    O(s) reservatório(s) de combustível do veículo deve(m) ser esvaziado(s) utilizando
                o(s) dreno(s). Procurar-se-á não purgar nem sobrecarregar anormalmente os
                dispositivos de controlo das emissões por evaporação montados no veículo. A
                remoção dos tampões dos reservatórios será normalmente suficiente para o
                conseguir.
    5.1.7.2.    O(s) reservatório(s) de combustível deve(m) ser novamente cheio(s) com o
                combustível de ensaio a uma temperatura compreendida entre 291 K ± 8 K (18 ± 8
                °C) até 40 + 2 % da sua capacidade normal. O(s) tampão(ões) do(s) reservatório(s)
                do veículo deve(m) ser colocado(s) nesta ocasião.
    5.2.        Condução de pré-condicionamento
    5.2.1.      No prazo de uma hora a contar do final do carregamento do colector de vapores
                conforme descrito nos pontos 5.1.5 ou 5.1.6, o veículo é colocado no banco de rolos
                e são executados um ciclo de condução parte um e dois ciclos de condução parte
                dois do ensaio de Tipo I, conforme especificado no anexo 4. As emissões de escape
                não são medidas durante esta operação.
    5.3.        Estabilização
    5.3.1.      No prazo de cinco minutos a contar do final da operação de pré-condicionamento
                especificada no ponto 5.2.1, deve-se fechar completamente a capota do motor e tirar
                o veículo do banco de rolos, estacionando-o na zona de estabilização onde
                permanecerá, no mínimo, 12 horas e, no máximo, 36 horas. No final deste período,
                as temperaturas do óleo e do fluido de arrefecimento do motor devem ter atingido a
                temperatura local com uma aproximação de ± 3 K.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/446               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                        Jornal Oficial da União Europeia                       27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 204
   Anexo 4 – Apêndice 1
   5.4.          Ensaio no banco de rolos
   5.4.1.        Uma vez terminado o período de estabilização, o veículo é submetido a um ensaio
                 de condução de Tipo I completo, conforme descrito no anexo 4 (ensaio urbano e
                 extra-urbano após arranque a frio). Em seguida, desliga-se o motor. As emissões de
                 escape podem ser medidas durante esta operação mas os resultados obtidos não são
                 utilizados para fins de homologação das emissões de escape.
   5.4.2.        No prazo de dois minutos a contar da conclusão do ensaio de condução de Tipo I
                 especificado no ponto 5.4.1, submete-se o veículo a um novo ciclo de condução de
                 condicionamento constituído por um ciclo de ensaio urbano (com arranque a
                 quente) de um ensaio de tipo I. Em seguida, o motor é de novo desligado. Durante
                 esta operação não é necessário recolher amostras das emissões de escape.
   5.5.          Ensaio das emissões por evaporação após estabilização a quente
   5.5.1.        Antes de concluído o ciclo de condução, a câmara de medição deve ser purgada
                 durante vários minutos até se obter uma concentração residual estável de
                 hidrocarbonetos. A(s) ventoinha(s) de mistura do recinto deve(m) também ser
                 ligada(s) nesta ocasião.
   5.5.2.        O analisador de hidrocarbonetos deve ser colocado em zero e calibrado
                 imediatamente antes do ensaio.
   5.5.3.        No final do ciclo de condução, a capota do motor deve ser completamente fechada e
                 todas as ligações entre o veículo e o banco de ensaios desligadas. O veículo é então
                 conduzido até à câmara de medição utilizando o pedal do acelerador o mínimo
                 possível. O motor deve ser desligado antes de qualquer parte do veículo entrar na
                 câmara de medição. O momento em que o motor foi desligado deve ser registado
                 no sistema de registo dos dados de medição das emissões por evaporação, dando-se
                 então início ao registo da temperatura. As janelas e o compartimento de bagagens
                 do veículo devem ser abertos nesta altura, se ainda o não estiverem.
   5.5.4.        O veículo pode ser empurrado ou movido de outro modo para a câmara de medição,
                 com o motor desligado.
   5.5.5.        As portas do recinto devem ser fechadas e vedadas à prova de gás no prazo de dois
                 minutos a contar do momento em que o motor foi desligado e de sete minutos, no
                 máximo, após o fim do ciclo de condução de condicionamento.
   5.5.6.        O período de impregnação a quente, de 60 ± 0,5 minutos terá início no momento em
                 que a câmara for vedada. Medem-se a concentração de hidrocarbonetos, a
                 temperatura e a pressão barométrica de modo a obter os valores iniciais CHCi, Pi e Ti
                 para o ensaio de estabilização a quente. Esses valores são utilizados no cálculo das
 ---pagebreak--- 27.12.2006 PT
                                                       E/ECE/324
                                    Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/447
                                                       E/ECE/TRANS/505
                                                       Regulamento n.º 83
                                                       página 205
                                                       Anexo 4 – Apêndice 1
              emissões por evaporação (ponto 6). A temperatura ambiente T no recinto não deve
              ser inferior a 296 K nem superior a 304 K durante o período de impregnação a
              quente.
    5.5.7.    O analisador de hidrocarbonetos deve ser colocado em zero e calibrado
              imediatamente antes do final do período de ensaio de 60 ± 0,5 minutos.
    5.5.8.    No final desse período de 60 ± 0,5 minutos, mede-se a concentração de
              hidrocarbonetos na câmara, bem como a temperatura e a pressão barométrica.
              Obtêm-se, assim, os valores finais CHCf, Pf e Tf para o ensaio de impregnação a
              quente, valores utilizados para os cálculos referidos no ponto 6.
    5.6.      Estabilização
    5.6.1.    O veículo de ensaio é empurrado ou movido de outro modo para a zona de
              estabilização, com o motor desligado, e é submetido a uma estabilização por um
              período de, no mínimo, 6 horas e, no máximo, 36 horas entre o final do ensaio de
              estabilização a quente e o início do ensaio de emissões diurnas. Durante pelo
              menos 6 horas deste período, o veículo é estabilizado a uma temperatura de 293 K ±
              2 K (20 °C ± 2 °C).
    5.7.      Ensaio diurno
    5.7.1.    O veículo de ensaio é exposto a um ciclo de temperatura ambiente em conformidade
              com a curva especificada no apêndice 2 do presente anexo, com um desvio máximo
              de ± 2 K em qualquer momento. O desvio de temperatura médio em relação à
              curva, calculado utilizando o valor absoluto de cada desvio medido, não deve
              exceder ± 1 K. A temperatura ambiente deve ser medida pelo menos uma vez por
              minuto. O ciclo de temperatura começa quando o tempo início for igual a 0 (Tinício =
              0), conforme especificado no ponto 5.7.6.
    5.7.2.    A câmara de medição deve ser purgada durante vários minutos imediatamente antes
              do ensaio, até se obter uma concentração residual de hidrocarbonetos estável. A(s)
              ventoinha(s) de mistura da câmara deve(m) também ser ligada(s) na mesma ocasião.
    5.7.3.    O veículo de ensaio deve ser levado para a câmara de medição com o motor
              desligado e as janelas e o(s) compartimento(s) de bagagens abertos. A(s)
              ventoinha(s) de mistura deve(m) ser regulada(s) de modo a manter(em) uma
              circulação de ar com uma velocidade mínima de 8 km/h por baixo do reservatório
              de combustível do veículo de ensaio.
    5.7.4.    O analisador de hidrocarbonetos deve ser colocado em zero e calibrado
              imediatamente antes do ensaio.
    5.7.5.    As portas do recinto devem ser fechadas e vedadas à prova de gás.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/448               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                        Jornal Oficial da União Europeia                         27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 206
   Anexo 4 – Apêndice 1
   5.7.6.        No prazo de 10 minutos após as portas terem sido fechadas e vedadas, medem-se a
                 concentração de hidrocarbonetos, a temperatura e a pressão barométrica de modo a
                 obter os valores iniciais CHCi, Pi e Ti para o ensaio diurno. Este é o momento em que
                 o tempo início é igual a 0 (Tinício = 0).
   5.7.7.        O analisador de hidrocarbonetos deve ser colocado em zero e calibrado
                 imediatamente antes do final do ensaio.
   5.7.8.        O fim do período de recolha das emissões deve ocorrer 24 horas ± 6 minutos após o
                 começo da recolha inicial, conforme especificado no ponto 5.7.6, sendo registado o
                 tempo decorrido. A concentração de hidrocarbonetos, a temperatura e a pressão
                 barométrica são então medidas de modo a obter os valores finais CHCf, Pf e Tf para o
                 ensaio diurno, que são utilizados para os cálculos referidos no ponto 6. Assim se
                 conclui o procedimento de ensaio das emissões por evaporação.
   6.            CÁLCULO
   6.1.          Os ensaios de emissões por evaporação descritos no ponto 5 permitem calcular as
                 emissões de hidrocarbonetos durante as fases diurna e de estabilização a quente. As
                 perdas por evaporação de cada uma dessas fases são calculadas utilizando os
                 valores iniciais e finais das concentrações de hidrocarbonetos, temperaturas e
                 pressões no recinto, juntamente com o volume líquido do recinto. Utiliza-se a
                 seguinte fórmula:
                 sendo:
                 MHC       =         massa de hidrocarbonetos, em gramas,
                 MHC,out   =         massa de hidrocarbonetos que sai do recinto, quando é utilizado
                                     um recinto de volume fixo para os ensaios de emissões diurnas
                                     (gramas),
                 MHC,i     =         massa de hidrocarbonetos que entra no recinto, quando é
                           utilizado um recinto de volume fixo para os ensaios de emissões diurnas
                                     (gramas),
 ---pagebreak--- 27.12.2006 PT
                                                       E/ECE/324
                                    Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/449
                                                       E/ECE/TRANS/505
                                                       Regulamento n.º 83
                                                       página 207
                                                       Anexo 4 – Apêndice 1
              CHC        =        concentração de hidrocarbonetos            medida    no    recinto
                                  [ppm (volume) de C1 equivalente],
              V          =        volume líquido do recinto, em metros cúbicos, deduzido do
                                  volume do veículo, com as janelas e o          compartimento de
                         bagagens abertos. Se o volume do veículo não for       determinado, deduz-
                         se um volume de 1,42 m3,
              T          =        temperatura ambiente da câmara, em K,
              P          =        pressão barométrica, em kPa,
              H/C        =        relação hidrogénio/carbono,
              k          =        1,2 . (12 + H/C);
              sendo:
              i          =        o índice do valor inicial,
              f          =        o índice do valor final,
              H/C        =        considerada igual a 2,33 para as perdas dos ensaios diurnos,
              H/C        =        considerada igual a 2,20 para as perdas após estabilização a
                         quente.
    6.2.      Resultados globais do ensaio
              A massa das emissões globais de hidrocarbonetos é igual a:
                              Mtotal = MDI + MHS
              sendo:
              Mtotal =     massa global das emissões do veículo (gramas),
              MDI    =     massa das emissões de hidrocarbonetos relativa ao ensaio diurno
                     (gramas),
              MHS =        massa das emissões de hidrocarbonetos relativa à estabilização a quente
                     (gramas).
    7.        CONFORMIDADE DA PRODUÇÃO
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/450                Rev.1/Add.82/Rev.3
                                        Jornal Oficial da União Europeia                      27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 208
   Anexo 4 – Apêndice 1
   7.1.          Para os ensaios de rotina de fim da linha de produção, o detentor da homologação
                 pode demonstrar a conformidade procedendo à recolha de amostras de veículos que
                 preencham os requisitos a seguir indicados.
   7.2.          Ensaios de estanquidade
   7.2.1.        Isolam-se os respiradouros do sistema de controlo de emissões para a atmosfera.
   7.2.2.        Aplica-se uma pressão de 370 ± 10 mm de H2O ao sistema de alimentação de
                 combustível.
   7.2.3.        Antes de se isolar o sistema de alimentação de combustível da fonte de pressão,
                 deixa-se que esta estabilize.
   7.2.4.        Na sequência do isolamento do sistema de alimentação de combustível, a pressão
                 não deve baixar mais do que 50 mm de H2O em cinco minutos.
   7.3.          Ensaio de ventilação
   7.3.1.        Isolam-se os respiradouros do sistema de controlo de emissões para a atmosfera.
   7.3.2.        Aplica-se uma pressão de 370 ± 10 mm de H2O ao sistema de alimentação de
                 combustível.
   7.3.3.        Antes de se isolar o sistema de alimentação de combustível da fonte de pressão,
                 deixa-se que esta estabilize.
   7.3.4.        As saídas dos respiradouros do sistema de controlo de emissões para a atmosfera
                 devem ser reintegradas nas condições de produção.
   7.3.5.        A pressão do sistema de alimentação de combustível deve ser reduzida para um
                 valor inferior a 100 mm de H2O num espaço de tempo superior a 30 segundos e
                 inferior a 2 minutos.
   7.3.6.        A pedido do fabricante, a capacidade funcional de ventilação pode ser demonstrada
                 por um método alternativo equivalente. O método específico deve ser demonstrado
                 pelo fabricante ao serviço técnico durante o processo de homologação.
   7.4.          Ensaio de purga
   7.4.1.        Liga-se à entrada de purga um equipamento capaz de detectar um caudal de ar de
                 1,0 litro/minuto e, através de uma válvula de comutação, um recipiente de pressão
                 de dimensões tais que não influam significativamente sobre o sistema de purga ou,
                 em alternativa,
 ---pagebreak--- 27.12.2006   PT
                                                          E/ECE/324
                                       Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/451
                                                          E/ECE/TRANS/505
                                                          Regulamento n.º 83
                                                          página 209
                                                          Anexo 4 – Apêndice 1
    7.4.2.      O fabricante pode utilizar um debitómetro à sua escolha, se este for aceite pelas
                entidades competentes.
    7.4.3.      O veículo deve funcionar de modo a que qualquer deficiência de concepção do
                sistema de purga que possa perturbar a realização da mesma seja detectada e as
                respectivas circunstâncias anotadas.
    7.4.4.      Com o motor a funcionar dentro dos limites indicados no ponto 7.4.3, determina-se
                o caudal de ar:
    7.4.4.1.    Com o equipamento referido no ponto 7.4.1 ligado, observa-se uma queda de
                pressão atmosférica a um nível que indique que se escoou um volume de 1,0 litro de
                ar para o sistema de controlo de emissões por evaporação em menos de um minuto;
                ou
    7.4.4.2.    Se se utilizar outro instrumento de medição de caudais, deve-se obter uma leitura
                não inferior a 1,0 litro por minuto.
    7.4.4.3.    A pedido do fabricante, pode ser utilizado um método de ensaio de purga
                alternativo, se tiver sido apresentado ao serviço técnico e tiver sido por este
                aprovado durante o processo de homologação.
    7.5.        A entidade competente que tenha concedido a homologação pode, em qualquer
                altura, verificar os métodos de controlo da conformidade aplicáveis a cada unidade
                de produção.
    7.5.1.      O inspector deve retirar da série um número suficiente de amostras.
    7.5.2.      O inspector pode ensaiar os veículos aplicando o disposto no ponto 8.2.5 do
                presente regulamento.
    7.6.        Se as condições constantes do ponto 7.5 supra não forem satisfeitas, as entidades
                competentes devem garantir que sejam dados todos os passos necessários para
                restabelecer a conformidade da produção o mais rapidamente possível.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/452               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                        Jornal Oficial da União Europeia                     27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 210
   Anexo 4 – Apêndice 1
                                          Anexo 7 - Apêndice 1
      CALIBRAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS NECESSÁRIOS PARA O ENSAIO DE EMISSÕES
                                          POR EVAPORAÇÃO
   1.            FREQUÊNCIA E MÉTODOS DE CALIBRAÇÃO
   1.1.          Todos os equipamentos devem ser calibrados antes da respectiva utilização, sendo,
                 em seguida, calibrados tantas vezes quantas as necessárias e, em qualquer caso, no
                 mês anterior ao ensaio de homologação. O presente apêndice descreve os métodos
                 de calibração a utilizar.
   1.2.          Normalmente, devem ser utilizadas as séries de temperaturas referidas em primeiro
                 lugar. Em alternativa, podem ser utilizadas as séries de temperaturas apresentadas
                 entre parênteses rectos.
   2.            CALIBRAÇÃO DO RECINTO
   2.1.          Determinação inicial do volume interno do recinto
   2.1.1.        Antes da sua primeira utilização, deve-se determinar o volume interno da câmara do
                 modo em seguida indicado.
                 Medem-se cuidadosamente as dimensões internas da câmara, tendo em conta
                 quaisquer irregularidades que possam existir, tais como elementos estruturais de
                 contraventamento. O volume interno da câmara é determinado a partir dessas
                 medições.
                 No que se refere aos recintos de volume variável, bloquear o recinto num volume
                 fixo, mantendo-o a uma temperatura ambiente de 303 K (30 °C) [302 K (29 °C)].
                 Este volume nominal deve poder ser repetido com uma aproximação de ± 0,5 % em
                 relação ao valor referido.
   2.1.2.        Determina-se o volume interno liquido subtraindo 1,42 m3 ao volume interno da
                 câmara. Em alternativa, pode-se deduzir o volume do veículo em ensaio com o
                 compartimento de bagagens e as janelas abertas.
   2.1.3.        Verifica-se a estanquidade da câmara conforme indicado no ponto 2.3. Se a massa
                 de propano não corresponder à massa injectada com uma aproximação de ± 2%,
                 será necessária uma acção correctiva.
 ---pagebreak--- 27.12.2006 PT
                                                       E/ECE/324
                                    Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/453
                                                       E/ECE/TRANS/505
                                                       Regulamento n.º 83
                                                       página 211
                                                       Anexo 4 – Apêndice 1
    2.2.      Determinação das emissões residuais na câmara
              Esta operação permite determinar se a câmara não contém materiais que possam
              emitir quantidades significativas de hidrocarbonetos. Este controlo deve ser
              efectuado à entrada em serviço do recinto, bem como após quaisquer operações
              efectuadas no recinto que possam afectar as emissões residuais, com uma
              frequência de, pelo menos, uma vez por ano.
    2.2.1.    Como indicado no ponto 2.1.1, os recintos de volume variável podem ser utilizados
              em configuração de câmara bloqueada ou não bloqueada, a temperatura ambiente
              deve ser mantida em 308 ± 2 K (35 ± 2 °C) [309 ± 2 K (36 ± 2 °C)], durante o
              período de 4 horas abaixo referido.
    2.2.2.    Os recintos de volume fixo devem ser utilizados com as entradas e saídas de ar
              fechadas. A temperatura ambiente deve ser mantida em 308 ± 2 K (35 ± 2 °C) [309
              ± 2 K (36 ± 2 °C)], durante o período de 4 horas abaixo referido.
    2.2.3.    O recinto pode ser vedado e a ventoinha de mistura posta a funcionar por um
              período que pode ir até 12 horas antes do início do período de 4 horas de recolha de
              amostras.
    2.2.4.    Calibra-se o analisador (se necessário), coloca-se em zero e volta-se a calibrar.
    2.2.5.    Purga-se o recinto até se obter um valor estável de concentração de hidrocarbonetos
              e a(s) ventoinha(s) de mistura deve(m) ser ligada(s), se ainda o não estiver(em).
    2.2.6.    Veda-se a câmara e mede-se a concentração residual de hidrocarbonetos, a
              temperatura e a pressão barométrica. Obtêm-se, assim, os valores iniciais CHCi, Pi e
              Ti, que são utilizados no cálculo das emissões residuais no recinto.
    2.2.7.    Deixa(m)-se a(s) ventoinha(s) misturadora(s) a funcionar durante um período de
              quatro horas no recinto.
    2.2.8.    No final desse período, utiliza-se o mesmo analisador para medir a concentração de
              hidrocarbonetos na câmara. Medem-se também a temperatura e a pressão
              barométrica, obtendo-se, assim, os valores finais CHCf, Pf e Tf.
    2.2.9.    Calcula-se a variação da massa de hidrocarbonetos no recinto durante o tempo do
              ensaio, conforme indicado no ponto 2.4 infra, e não deve exceder 0,05 g.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/454               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                        Jornal Oficial da União Europeia                      27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 212
   Anexo 4 – Apêndice 1
   2.3.          Calibração da câmara e ensaio de retenção de hidrocarbonetos
                 O ensaio de calibração e de retenção de hidrocarbonetos na câmara permite verificar
                 o volume calculado em conformidade com o ponto 2.1 e medir eventuais taxas de
                 fugas. A taxa de fugas do recinto deve ser determinada à entrada em serviço do
                 recinto bem como após quaisquer operações efectuadas no recinto que possam
                 afectar a sua integridade e, a partir desse momento, pelo menos uma vez por mês.
                 Se forem efectuados seis controlos de retenção mensais consecutivos sem que seja
                 necessária nenhuma acção correctora, a taxa de fugas do recinto pode a partir de
                 então ser determinada trimestralmente, enquanto não for necessária nenhuma acção
                 correctora.
   2.3.1.        Purga-se o recinto até se obter uma concentração estável de hidrocarbonetos.
                 Liga(m)-se a(s) ventoinha(s) de mistura, se ainda não estiver(em) ligada(s). O
                 analisador de hidrocarbonetos é reposto em zero e, se necessário, calibrado.
   2.3.2.        Caso se utilize um recinto de volume variável, bloqueia-se o recinto na posição de
                 volume nominal. Caso se utilize um recinto de volume fixo, fecham-se as entradas
                 e saídas de ar.
   2.3.3.        Liga-se o sistema de regulação da temperatura ambiente (se ainda não estiver
                 ligado), regulando-o para uma temperatura inicial de 308 K (35 °C) [309 K (36
                 °C)].
   2.3.4.        Quando a temperatura do recinto estabilizar em 308 ± 2 K (35 ± 2 °C) [309 ± 2 K
                 (36 ± 2 °C)], veda-se o recinto e mede-se a concentração residual, a temperatura e a
                 pressão barométrica. Obtêm-se, assim, os valores iniciais CHCi, Pi e Ti, que são
                 utilizados para a calibração do recinto.
   2.3.5.        Injectam-se cerca de 4 g de propano no recinto. A massa de propano deve ser
                 medida com uma precisão de ± 2% do valor medido.
   2.3.6.        Deixa-se que o conteúdo da câmara se misture durante cinco minutos, medindo-se
                 então a concentração de hidrocarbonetos, a temperatura e a pressão barométrica.
                 Obtêm-se assim os valores CHCf, Pf, Tf para a calibração do recinto bem como os
                 valores iniciais CHCi, Pi, Ti para os controlos de retenção.
   2.3.7.        Com base nos valores determinados em conformidade com os pontos 2.3.4 e 2.3.6 e
                 na fórmula indicada no ponto 2.4, calcula-se a massa de propano no recinto. Esse
                 valor deve estar a ± 2% do valor da massa de propano medida conforme referido no
                 ponto 2.3.5.
   2.3.8.        Caso se utilize um recinto de volume variável, desbloqueia-se o recinto da posição
                 de volume nominal. Caso se utilize um recinto de volume fixo, abrem-se as entradas
                 e saídas de ar.
 ---pagebreak--- 27.12.2006       PT
                                                             E/ECE/324
                                          Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/455
                                                             E/ECE/TRANS/505
                                                             Regulamento n.º 83
                                                             página 213
                                                             Anexo 4 – Apêndice 1
    2.3.9.          Faz-se variar ciclicamente a temperatura ambiente de 308 K (35 °C) para 293 K (20
                    °C) e de novo para 308 K (35 °C) [308,6 K (35,6 °C) para 295,2 K (22,2 °C) e de
                    novo para 308,6 K (35,6 °C) durante um período de 24 horas, em conformidade
                    com a curva [curva alternativa] especificada no apêndice 2 do presente anexo, a
                    partir de 15 minutos após o recinto ter sido fechado. (As tolerâncias são as
                    especificadas no ponto 5.7.1 do anexo 7).
    2.3.10.         No final desse período de 24 horas de variação cíclica, medem-se e registam-se a
                    concentração de hidrocarbonetos, a temperatura e a pressão barométrica finais.
                    Obtêm-se assim os valores finais CHCf, Pf, Tf relativos ao controlo da retenção de
                    hidrocarbonetos.
    2.3.11.         Utilizando a fórmula indicada no ponto 2.4, calcula-se a massa de hidrocarbonetos a
                    partir dos valores obtidos nos pontos 2.3.10 e 2.3.6. Esta massa não pode diferir
                    mais do que 3% da massa de hidrocarbonetos obtida no ponto 2.3.7.
    2.4.            Cálculo
                    O cálculo do valor líquido da variação da massa de hidrocarbonetos contida no
                    recinto é utilizado para determinar a concentração residual de hidrocarbonetos na
                    câmara e a respectiva taxa de fuga. Na fórmula a seguir apresentada, utilizam-se os
                    valores iniciais e finais das concentrações de hidrocarbonetos, temperaturas e
                    pressões barométricas para calcular a variação da massa:
                    sendo:
                    MHC       =          massa de hidrocarbonetos, em gramas,
                    MHC,out =            massa de hidrocarbonetos que sai do recinto, quando é utilizado
    um recinto de volume fixo para os ensaios de emissões diurnas (gramas),
                    MHC,i     =          massa de hidrocarbonetos que entra no recinto, quando é
    utilizado um recinto de volume fixo para os ensaios de emissões diurnas (gramas),
                    CHC       =          concentração de hidrocarbonetos no recinto (em ppm de
    carbono (nota: ppm de carbono = ppm de propano × 3)),
                    V         =          volume do recinto, em metros cúbicos,
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/456               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                        Jornal Oficial da União Europeia                      27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 214
   Anexo 4 – Apêndice 1
                 T          =         temperatura ambiente no recinto, (K),
                 P          =         pressão barométrica, (kPa),
                 K          =         17,6;
                 sendo:
                         i o índice do valor inicial,
                         f o índice do valor final.
   3.            VERIFICAÇÃO DO ANALISADOR FID DE HIDROCARBONETOS
                 (DETECTOR DO TIPO DE IONIZAÇÃO POR CHAMA)
   3.1.          Optimização da resposta do detector
                 O detector deve ser regulado em conformidade com as instruções fornecidas pelo
                 fabricante. Deve-se utilizar propano diluído em ar para optimizar a resposta na
                 gama de funcionamento mais comum.
   3.2.          Calibração do analisador de hidrocarbonetos
                 O analisador deve ser calibrado utilizando propano diluído em ar e ar de síntese
                 purificado. Ver o ponto 4.5.2 do anexo 4 (gases de calibração).
                 Determinar a curva de calibração conforme descrito nos pontos 4.1 a 4.5 do
                 presente apêndice.
   3.3.          Verificação da interferência do oxigénio e limites recomendados
                 O factor de resposta (Rf) relativo a uma determinada espécie de hidrocarboneto é a
                 relação entre a leitura C1 do FID e a concentração no cilindro de gás, expressa em
                 ppm de C1. A concentração do gás de calibração deve estar a um nível que dê uma
                 resposta de cerca de 80% da deflexão da escala completa para as gamas de
                 funcionamento. A concentração deve ser conhecida com uma precisão de ± 2 % em
                 relação a um padrão gravimétrico expresso em volume. Além disso, o cilindro de
                 gás deve ser pré-condicionado durante 24 horas a uma temperatura compreendida
                 entre 293 K e 303 K (20 e 30° C).
                 Os factores de resposta devem ser determinados ao colocar um analisador em
                 serviço e, daí em diante, a intervalos pré-estabelecidos (por exemplo, grandes
                 manutenções). O gás de referência a utilizar é propano diluído com ar purificado,
                 cujo factor de resposta é de 1,00.
 ---pagebreak--- 27.12.2006 PT
                                                        E/ECE/324
                                     Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/457
                                                        E/ECE/TRANS/505
                                                        Regulamento n.º 83
                                                        página 215
                                                        Anexo 4 – Apêndice 1
              O gás de ensaio a utilizar para a verificação da interferência do oxigénio e a gama
              de factores de resposta recomendada são os seguintes:
              propano e azoto:       0,95 ≤ Rf ≤ 1,05.
    4.        CALIBRAÇÃO DO ANALISADOR DE HIDROCARBONETOS
              Cada uma das gamas de funcionamento normalmente utilizadas deve ser calibrada
              pelo processo a seguir indicado.
    4.1.      Determina-se a curva de calibração através de, pelo menos, cinco pontos de
              calibração espaçados tão uniformemente quanto possível ao longo da gama de
              funcionamento. A concentração nominal do gás de calibração com a concentração
              mais elevada deve ser, pelo menos, igual a 80% da escala completa.
    4.2.      Calcula-se a curva de calibração pelo método dos quadrados mínimos. Se o grau do
              polinómio resultante for superior a 3, o número de pontos de calibração deve ser,
              pelo menos, igual ao número do grau do polinómio acrescido de 2.
    4.3.      A curva de calibração não deve diferir mais do que ± 2% do valor nominal de cada
              gás de calibração.
    4.4.      Utilizando os coeficientes do polinómio obtido em conformidade com o ponto 3.2,
              elabora-se um quadro que indique os valores reais de concentração em relação aos
              valores indicados, com intervalos não superiores a 1% da escala completa. Faz-se o
              mesmo para cada gama calibrada do analisador. O quadro deve também conter
              outros dados pertinentes como:
              a)       valores indicados pelo potenciómetro, em zero e calibrado (quando
                       aplicável),
              b)       escala nominal,
              c)       dados de referência de cada gás de calibração utilizado,
              d)       valor real e valor indicado para cada gás de calibração utilizado juntamente
                       com as diferenças percentuais,
              e)       combustível e tipo do FID,
              f)       pressão de ar do FID.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/458               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                      Jornal Oficial da União Europeia                   27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 216
   Anexo 4 – Apêndice 1
   4.5.          Poder-se-ão aplicar outras técnicas (computadores, comutadores de gama
                 electrónica) se se demonstrar às entidades competentes que as mesmas garantem
                 uma precisão equivalente.
 ---pagebreak--- 27.12.2006       PT
                                                            E/ECE/324
                                         Jornal Oficial da União Europeia           Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/459
                                                            E/ECE/TRANS/505
                                                            Regulamento n.º 83
                                                            página 217
                                                            Anexo 7 – Apêndice 2
                                             Anexo 7 - Apêndice 2
                                                                   Curva da temperatura ambiente diurna
              Curva da temperatura ambiente diurna
                                                                                    para
                  para a calibração do recinto
                                                                          a calibração do recinto
               e o ensaio de emissões diurnas
                                                                      em conformidade com o anexo 7,
                                                                           apêndice 1, pontos 1.2
                                                                                  e 2.3.9.
               Tempo (horas)               Temperatura               Tempo (horas)         Temperatura
       Calibração         Ensaios               (°Ci)                                         (°Ci)
            13              0/24                 20,0                      0                  35,6
            14                1                  20,2                      1                  35,3
            15                2                  20,5                      2                  34,5
            16                3                  21,2                      3                  33,2
            17                4                  23,1                      4                  31,4
            18                5                  25,1                      5                  29,7
            19                6                  27,2                      6                  28,2
            20                7                  29,8                      7                  27,2
            21                8                  31,8                      8                  26,1
            22                9                  33,3                      9                  25,1
            23               10                  34,4                     10                  24,3
           24/0              11                  35,0                     11                  23,7
             1               12                  34,7                     12                  23,3
             2               13                  33,8                     13                  22,9
             3               14                  32,0                     14                  22,6
             4               15                  30,0                     15                  22,2
             5               16                  28,4                     16                  22,5
             6               17                  26,9                     17                  24,2
             7               18                  25,2                     18                  26,8
             8               19                  24,0                     19                  29,6
             9               20                  23,0                     20                  31,9
            10               21                  22,0                     21                  33,9
            11               22                  20,8                     22                  35,1
            12               23                  20,2                     23                  35,4
                                                                          24                  35,6
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/460                Rev.1/Add.82/Rev.3
                                         Jornal Oficial da União Europeia                       27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 218
   Anexo 4 – Apêndice 1
                                                    Anexo 8
                                           ENSAIO DE TIPO VI
              (Ensaio a baixa temperatura da média das emissões de monóxido de carbono
                                 e hidrocarbonetos após o arranque a frio)
   1.          INTRODUÇÃO
               O presente anexo é aplicável exclusivamente a veículos equipados com motor de
               ignição comandada. Descreve o equipamento necessário e os processos para o ensaio
               de Tipo VI, tal como definido no ponto 5.3.5 do presente regulamento, para apurar o
               valor das emissões de monóxido de carbono e de hidrocarbonetos a baixas
               temperaturas ambientes. No presente anexo são abordados os seguintes temas:
               Equipamento necessário;
               ii)     Condições de ensaio;
               iii)    Procedimento de ensaio e exigências aplicáveis aos dados.
   2.          EQUIPAMENTO DE ENSAIO
   2.1.        Resumo
   2.1.1.      O presente capítulo é consagrado ao equipamento necessário para efectuar a medição a
               baixas temperaturas das emissões de gases provenientes dos veículos com motor de
               ignição comandada. O equipamento necessário e as especificações correspondem aos
               previstos para o ensaio de Tipo I, conforme determinado no anexo 4 e seus apêndices,
               caso não sejam estabelecidas exigências específicas para o ensaio de Tipo VI. Os
               desvios aplicáveis ao ensaio de Tipo VI (medição a baixa temperatura) figuram nos
               pontos 2.2 a 2.6.
   2.2.        Banco de rolos
   2.2.1.      Aplicam-se as disposições do ponto 4.1 do anexo 4. O banco de rolos deve estar
               ajustado de forma a simular o funcionamento de um veículo em estrada a 266 K (- 7
               °C). Este ajustamento pode basear-se na determinação de uma curva do atrito em
               estrada (roadload force profile) a 266 K (- 7 °C). Como alternativa, poder-se-á adaptar
               a resistência ao avanço determinada em conformidade com o apêndice 3 do anexo 4
               mediante uma redução de 10% na inércia. O serviço técnico pode autorizar a
               utilização de outros métodos para a determinação da resistência ao avanço.
   2.2.2.      Para a calibração do banco de rolos aplicam-se as disposições do apêndice 2 do anexo
               4.
 ---pagebreak--- 27.12.2006 PT
                                                      E/ECE/324
                                   Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/461
                                                      E/ECE/TRANS/505
                                                      Regulamento n.º 83
                                                      página 219
                                                      Anexo 7 – Apêndice 2
    2.3.   Sistema de recolha de amostras
    2.3.1. Devem ser aplicadas as disposições previstas no ponto 4.2 do anexo 4 e no apêndice 5
           do mesmo anexo. O ponto 2.3.2 do apêndice 5 passa a ter a seguinte redacçâo:
           «A configuração das tubagens, a capacidade do CVS em termos de caudal, bem como
           a temperatura e a humidade específica do ar de diluição (que pode ser proveniente de
           outra fonte que não a do ar de combustão do veículo) devem ser verificadas de forma a
           eliminar praticamente toda a condensação de água no sistema (para a maioria dos
           veículos é suficiente um caudal de 0,142 a 0,165 m3/s)».
    2.4.   Equipamento de análise
    2.4.1. As disposições do ponto 4.3 do anexo 4 são aplicáveis, mas apenas para as medições
           de monóxido de carbono, dióxido de carbono e hidrocarbonetos.
    2.4.2. Para a calibração do equipamento de análise aplica-se o disposto no apêndice 6 do
           anexo 4.
    2.5.   Gases
    2.5.1. Aplicam-se as disposições do ponto 4.5 do anexo 4 sempre que forem pertinentes.
    2.6.   Equipamento complementar
    2.6.1. Para o equipamento destinado a medir volumes, temperaturas, pressão e humidade
           aplicam-se as disposições dos pontos 4.4 e 4.6 do anexo 4.
    3.     SEQUÊNCIA DO ENSAIO E COMBUSTÍVEL
    3.1.   Disposições gerais
    3.1.1. A sequência do ensaio ilustrada na figura 8/1 mostra os passos que devem ser
           executados para sujeitar o veículo ao ensaio de Tipo VI. A temperatura ambiente a que
           o veículo ensaiado deve ser sujeito deve ser, em média, de 266 K (- 7 °C) ± 3 K, não
           devendo ser inferior a 260 K (- 13 °C) nem superior a 272 K (- 1 °C).
           A temperatura não deve descer abaixo de 263 K (- 10 °C) nem exceder 269 K (- 4 °C)
           durante mais de três minutos consecutivos.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/462               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                      Jornal Oficial da União Europeia                       27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 220
   Anexo 4 – Apêndice 1
   3.1.2.     A temperatura da câmara de ensaio, a controlar durante a realização das provas, deve
              ser medida à saída da ventoinha de arrefecimento (ver ponto 5.2.1 do presente anexo).
              A temperatura ambiente registada deve ser a média aritmética das temperaturas da
              câmara de ensaio medidas a intervalos constantes não superiores a um minuto.
   3.2.       Procedimento de ensaio
              O ciclo de condução urbana (parte um) em conformidade com a figura 1/1 do apêndice
              1 do anexo 4 compõe-se de quatro ciclos urbanos elementares, que constituem, em
              conjunto, um ciclo (parte um) completo.
   3.2.1.     O arranque do motor, o início da recolha de amostras e a execução do primeiro ciclo
              devem ser efectuados em conformidade com o quadro 1.2 e a figura 1/1 do anexo 4.
   3.3.       Preparativos para o ensaio
   3.3.1.     Ao veículo ensaiado aplicam-se as disposições do ponto 3.1 do anexo 4. Para a
              obtenção das massas de inércia equivalentes no banco de rolos, aplicam-se as
              disposições do ponto 5.1 do anexo 4.
 ---pagebreak--- 27.12.2006        PT
                                                              E/ECE/324
                                          Jornal Oficial da União Europeia         Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/463
                                                              E/ECE/TRANS/505
                                                              Regulamento n.º 83
                                                              página 221
                                                              Anexo 7 – Apêndice 2
                                                    Figura 8/1
                     Procedimento para o ensaio de emissões a baixa temperatura ambiente
    EN                                                      PT
    START                                                   INÍCIO
    If necessary: fuel drain and refill                     Se necessário: drenagem do combustível e
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/464                 Rev.1/Add.82/Rev.3
                                         Jornal Oficial da União Europeia                        27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 222
   Anexo 4 – Apêndice 1
                                                          reenchimento
   Preconditioning section 4                              Pré-condicionamento (ponto 4)
   Two options                                            Duas alternativas
   Ambient cold soak 4.3.2.                               Estabilização a frio à temperatura ambiente
                                                          (ponto 4.3.2.)
   Forced cool down 4.3.3.                                Arrefecimento forçado (ponto 4.3.3.)
   Cold soak min 1 h                                      Estabilização a frio (mínimo 1 hora)
   Low temperature exhaust emission test 266 K ± Ensaio das emissões de escape a baixa
   3 K section 5.3                                        temperatura 266 K ± 3 K (ponto 5.3.)
   END                                                    FIM
   3.4.         Combustível de ensaio
   3.4.1.       O combustível de ensaio deve satisfazer as especificações do ponto 3 do anexo 10.
   4.           PRÉ-CONDICIONAMENTO DO VEÍCULO
   4.1.         Resumo
   4.1.1.       Para garantir a análise das emissões em condições reproduzíveis, os veículos de ensaio
                devem ser condicionados de forma idêntica. O condicionamento compõe-se de um
                ciclo de condução preparatório no banco de rolos, seguido por uma fase de
                estabilização, antes da análise das emissões, em conformidade com o ponto 4.3.
   4.2.         Pré-condicionamento
   4.2.1.       O(s) reservatório(s) de combustível será(ão) cheio(s) com o combustível de ensaio
                especificado. Se o combustível que estiver no(s) reservatório(s) não satisfizer as
                especificações previstas no ponto 3.4.1, deve ser drenado antes de se proceder ao
                enchimento do(s) reservatório(s). O combustível de ensaio deve estar a uma
                temperatura inferior ou igual a 289 K (+16 °C). Para as operações supramencionadas,
                o sistema de controlo das emissões de evaporação não deve ser purgado nem carregado
                de forma anormal.
   4.2.2.       Desloca-se o veículo para a câmara de ensaio e coloca-se sobre o banco de rolos.
   4.2.3.       O pré-condicionamento compõe-se do ciclo de condução previsto no anexo 4, apêndice
                1, figura 1/1, partes um e dois. A pedido do fabricante, os veículos equipados com
                motor de ignição comandada podem ser pré-condicionados com um ciclo de condução
                parte um e dois ciclos de condução parte dois.
   4.2.4.       Durante o pré-condicionamento, a temperatura na câmara de ensaio deve manter-se
                relativamente constante e não exceder 303 K (30 °C).
 ---pagebreak--- 27.12.2006   PT
                                                         E/ECE/324
                                      Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/465
                                                         E/ECE/TRANS/505
                                                         Regulamento n.º 83
                                                         página 223
                                                         Anexo 7 – Apêndice 2
    4.2.5.   A pressão dos pneus das rodas motoras deve corresponder às condições previstas no
             ponto 5.3.2 do anexo 4.
    4.2.6.   Dez minutos após o final da fase de pré-condicionamento, o motor deve ser desligado.
    4.2.7.   Caso o fabricante o solicite e o serviço técnico o permita, pode ser autorizado, em
             casos excepcionais, um pré-condicionamento adicional. O serviço técnico pode
             também tomar a decisão de efectuar um pré-condicionamento adicional. O pré-
             condicionamento adicional deve ser constituído por um ou mais ciclos de condução,
             parte um, tal como descrito no apêndice 1 do anexo 4. A extensão desse pré-
             condicionamento adicional deve ser registada no relatório de ensaio.
    4.3.     Métodos de estabilização
    4.3.1.   Deve ser utilizado um dos seguintes dois métodos, à escolha do fabricante, para
             estabilizar o veículo antes da medição das emissões.
    4.3.2.   Método normal
             O veículo deve ficar estacionado no mínimo durante 12 horas e no máximo durante 36
             horas antes do ensaio de emissões de escape a baixa temperatura. A temperatura
             ambiente (termómetro seco) durante este período deve manter-se, em média, nos
             seguintes valores:
             266 K (- 7 °C) ± 3 K durante cada hora deste período, sem descer abaixo de 260 K (-
             13 °C) nem exceder 272 K (- 1 °C). Além disso, a temperatura não pode descer abaixo
             de 263 K (- 10 °C) nem exceder 269 K (- 4 °C) durante mais de três minutos seguidos.
    4.3.3.   Método forçado
             O veículo deve ficar estacionado durante 36 horas, no máximo, antes do ensaio de
             emissões de gases a baixas temperaturas.
    4.3.3.1. O veículo não deve ficar estacionado durante este período a temperaturas ambientes
             que excedam os 303 K (30 °C).
    4.3.3.2. A colocação do veículo à temperatura de ensaio pode ser feita por arrefecimento
             forçado. Se o arrefecimento for reforçado através da utilização de ventoinhas, estas
             devem ser colocadas em posição vertical, para obter um arrefecimento máximo da
             unidade de tracção e do motor e não principalmente do óleo no cárter. As ventoinhas
             não devem ser colocadas por baixo do veículo.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/466                Rev.1/Add.82/Rev.3
                                        Jornal Oficial da União Europeia                       27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 224
   Anexo 4 – Apêndice 1
   4.3.3.3.   A temperatura ambiente só terá de ser rigorosamente controlada depois de o veículo ter
              sido arrefecido até uma temperatura de 266 K (- 7 °C) ± 2 K, determinada pela
              medição da temperatura representativa do óleo do motor.
              A temperatura representativa do óleo do motor é a temperatura do óleo medida
              próximo do meio do cárter, e não à superfície ou no fundo do cárter. Caso sejam
              efectuadas medições em duas ou mais posições diferentes, todas elas devem cumprir as
              exigências relativas à temperatura.
   4.3.3.4.   Depois de atingir a temperatura de 266 K (-7 °C) ± 2 K, o veículo deve ser estabilizado
              durante, pelo menos, uma hora antes de se proceder ao ensaio de emissões de escape a
              baixa temperatura. A temperatura ambiente (termómetro seco) durante este período
              deve ser, em média, de 266 K (- 7 °C) ± 3 K, não devendo ser inferior a 260 K (- 13
              °C) nem superior a 272 K (- 1 °C).
              Além disso, a temperatura não pode descer abaixo de 263 K (- 10 °C) nem exceder 269
              K (- 4 °C) durante mais de três minutos seguidos.
   4.3.4.     Caso o veículo seja estabilizado a 266 K (-7 °C) numa zona separada e passe por uma
              zona quente ao ser transportado para a câmara de ensaio, deve ser re-estabilizado na
              câmara de ensaio por um período igual a, pelo menos, seis vezes o período em que
              esteve exposto a temperaturas mais elevadas. A temperatura ambiente (termómetro
              seco) durante este período deve ser, em média, de 266 K (-7 °C) ± 3 K, não devendo
              ser inferior a 260 K (- 13 °C) nem superior a 272 K (- 1 °C).
              A temperatura não deve descer abaixo de 263 K (- 10 °C) nem exceder 269 K (- 4 °C)
              durante mais de três minutos consecutivos.
   5.         PROCEDIMENTO DE ENSAIO NO BANCO DE ROLOS
   5.1.       Resumo
   5.1.1.     A recolha de amostras das emissões é feita durante um ensaio constituído pela parte
              um do ciclo de condução (apêndice 1, figura 1/1 do anexo 4). O arranque do motor, a
              recolha imediata das emissões, o funcionamento durante a parte um do ciclo de
              condução e a paragem do motor constituem um ciclo completo de ensaio a baixa
              temperatura ambiente, com uma duração total de 780 segundos. As emissões são
              diluídas com ar ambiente e recolhe-se para análise uma amostra proporcional contínua.
              Os gases de escape recolhidos no saco são analisados quanto aos teores de
              hidrocarbonetos, monóxido de carbono e dióxido de carbono. Paralelamente, efectua-
              se uma análise do ar de diluição para determinar o teor de monóxido de carbono,
              hidrocarbonetos e dióxido de carbono.
 ---pagebreak--- 27.12.2006   PT
                                                          E/ECE/324
                                       Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/467
                                                          E/ECE/TRANS/505
                                                          Regulamento n.º 83
                                                          página 225
                                                          Anexo 7 – Apêndice 2
    5.2.     Funcionamento do banco de rolos
    5.2.1.   Ventoinha de arrefecimento
    5.2.1.1. Deve-se utilizar uma ventoinha de arrefecimento colocada de maneira a que o fluxo de
             arrefecimento seja devidamente dirigido para o radiador (arrefecimento por água) ou
             para a admissão de ar (arrefecimento por ar) e para o veículo.
    5.2.1.2. No caso dos veículos com o motor à frente, a ventoinha será posicionada em frente do
             veículo a 300 mm de distância do mesmo. No caso dos veículos com o motor à
             retaguarda ou se a disposição acima referida se revelar impraticável, a ventoinha será
             colocada numa posição que garanta um volume de ar suficiente para o arrefecimento
             do veículo.
    5.2.1.3. A velocidade da ventoinha que produz a corrente de ar deve ser tal que, dentro da
             gama de funcionamento de 10 km/h até pelo menos 50 km/h, a velocidade linear do ar
             à saída do ventilador tenha uma aproximação de ± 5 km/h em relação à velocidade
             correspondente dos rolos. A selecção final do ventilador deve ter as seguintes
             características:
             i)      área: pelo menos 0,2 m2,
             ii)     altura da aresta inferior acima do solo: cerca de 20 cm.
             Como alternativa, a velocidade do ventilador deve ser pelo menos 6 m/s (21,6 km/h).
             A pedido do fabricante no que diz respeito a veículos especiais (por exemplo
             furgonetas, veículos todo-o-terreno) a altura da ventoinha de arrefecimento pode ser
             modificada.
    5.2.1.4. Deve ser utilizada a velocidade do veículo medida no banco de rolos (ponto 4.1.4.4 do
             anexo 4).
    5.2.3.   Podem ser efectuados, se necessário, ciclos de ensaio preliminares para determinar a
             melhor maneira de accionar os comandos do acelerador e do travão por forma a
             realizar um ciclo que se aproxime o mais possível do ciclo teórico, dentro dos limites
             previstos, ou para ajustar o sistema de recolha de amostras. Este período de condução
             deve ser realizado antes do «INÍCIO» em conformidade com a figura 8/1.
    5.2.4.   A humidade do ar deve manter-se suficientemente baixa para evitar a condensação no
             banco de rolos.
    5.2.5.   O banco de rolos deve ser cuidadosamente aquecido conforme recomendado pelo
             respectivo fabricante, utilizando métodos de controlo e processos que garantam a
             estabilidade da potência de atrito residual.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/468               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                       Jornal Oficial da União Europeia                      27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 226
   Anexo 4 – Apêndice 1
   5.2.6.     O período entre o aquecimento do banco de rolos e o início da medição das emissões
              não deve ser superior a 10 minutos se os rolamentos do banco de rolos não forem
              aquecidos de forma independente. Se os rolamentos do banco de rolos forem aquecidos
              de forma independente, as medições devem iniciar-se antes de passarem 20 minutos
              após o aquecimento do banco.
   5.2.7.     Caso a potência do banco de rolos tenha de ser regulada manualmente, deve sê-lo uma
              hora antes da medição das emissões de escape. O veículo de ensaio não deve ser
              utilizado para efectuar esta regulação. Os bancos de rolos com controlo automático de
              valores da potência pré-seleccionados podem ser regulados em qualquer altura antes do
              início do ensaio das emissões.
   5.2.8.     Antes de se poder dar início ao ciclo de condução para medição das emissões, a
              temperatura da câmara de ensaio deve ter atingido 266 K (-7 °C) ± 2 K, medida na
              corrente de ar produzida pela ventoinha a uma distância máxima de 1,5 metros do
              veículo.
   5.2.9.     Durante o funcionamento do veículo, o aquecimento e o desembaciador devem estar
              desligados.
   5.2.10.    A distância total de condução ou o número de rotações dos rolos medido durante o
              ensaio devem ser registados.
   5.2.11.    Os veículos com tracção às quatro rodas serão ensaiados em modo tracção a duas
              rodas. A determinação da resistência total ao avanço para efeitos da regulação do
              banco de rolos deve ser efectuada com o veículo a funcionar no modo de condução
              para que foi projectado.
   5.3.       Realização do ensaio
   5.3.1.     Ao arranque do motor, à realização do ensaio e à recolha de amostras dos gases
              emitidos aplicam-se as disposições dos pontos 6.2 a 6.6, com excepção do ponto 6.2.2,
              do anexo 4. A recolha de amostras deve começar antes ou no momento do início do
              processo de arranque do motor e terminar com a conclusão do período final de marcha
              em vazio do último ciclo elementar da parte um (ciclo de condução urbana), passados
              780 segundos.
              O primeiro ciclo de condução começa com um período de 11 segundos de marcha em
              vazio logo que o motor arranca.
   5.3.2.     À análise das emissões recolhidas aplica-se o disposto no ponto 7.2 do anexo 4. Ao
              realizar a análise das emissões, o serviço técnico deve tomar os cuidados necessários
              para evitar a condensação de humidade nos sacos de recolha dos gases de escape.
 ---pagebreak--- 27.12.2006 PT
                                                      E/ECE/324
                                   Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/469
                                                      E/ECE/TRANS/505
                                                      Regulamento n.º 83
                                                      página 227
                                                      Anexo 7 – Apêndice 2
    5.3.3. Para o cálculo da massa de emissões aplica-se o disposto no ponto 8 do anexo 4.
    6.     OUTROS REQUISITOS
    6.1.   Soluções irrazoáveis para o controlo das emissões
    6.1.1. Qualquer solução irrazoável para o controlo das emissões que leve a uma redução da
           eficácia do sistema de controlo das emissões em condições normais de funcionamento
           a baixa temperatura e que não seja abrangida pelos ensaios normalizados de controlo
           das emissões será considerada como um dispositivo manipulador.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/470               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                       Jornal Oficial da União Europeia                       27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 228
   Anexo 4 – Apêndice 1
                                                  Anexo 9
                                         ENSAIO DE TIPO V
                 (Descrição do ensaio de envelhecimento para verificar a durabilidade
                               dos dispositivos de controlo da poluição)
   1.         INTRODUÇÃO
              O presente anexo descreve o ensaio que permite verificar a durabilidade dos
              dispositivos antipoluição que equipam os veículos com motores de ignição comandada
              ou de ignição por compressão durante um ensaio de envelhecimento de 80 000 km.
   2.         VEÍCULO EM ENSAIO
   2.1.       O veículo deve estar em boas condições mecânicas; o motor e os dispositivos
              antipoluição devem estar no estado de novos. O veículo pode ser o mesmo que o
              apresentado para o ensaio de Tipo I, devendo este ser efectuado depois de o veículo ter
              rodado, pelo menos, 3 000 km do ciclo de envelhecimento referido no ponto 5.1.
   3.         COMBUSTÍVEL
              O ensaio de durabilidade é efectuado com um combustível adequado comercialmente
              disponível.
   4.         MANUTENÇÃO E REGULAÇÕES DO VEÍCULO
              A manutenção, as regulações e a utilização dos comandos do veículo em ensaio devem
              ser as recomendadas pelo fabricante.
   5.         FUNCIONAMENTO DO VEÍCULO EM PISTA, EM ESTRADA OU NO BANCO
              DE ROLOS
   5.1.       Ciclo de marcha
              Durante o funcionamento em pista, em estrada ou no banco de rolos, a distância deve
              ser percorrida em conformidade com o esquema de condução (figura 9/1) descrito a
              seguir:
   5.1.1.     o esquema do ensaio de durabilidade é constituído por onze ciclos de 6 km cada,
   5.1.2.     durante os nove primeiros ciclos, o veículo é parado quatro vezes no meio do ciclo
              com o motor em marcha lenta sem carga durante 15 segundos de cada vez,
   5.1.3.     aceleração e desaceleração normais,
 ---pagebreak--- 27.12.2006 PT
                                                      E/ECE/324
                                   Jornal Oficial da União Europeia             Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/471
                                                      E/ECE/TRANS/505
                                                      Regulamento n.º 83
                                                      página 229
                                                      Anexo 7 – Apêndice 2
    5.1.4. cinco desacelerações no meio de cada ciclo, baixando a velocidade do ciclo para 32
           km/h, e nova aceleração progressiva até se atingir a velocidade do ciclo.
    5.1.5. o décimo ciclo é efectuado a uma velocidade constante de 89 km/h,
    5.1.6. o décimo primeiro ciclo começa com a aceleração máxima desde a imobilidade até 113
           km/h. A meio do percurso, efectua-se uma travagem normal até que o veículo se
           imobilize seguida de um período de marcha lenta sem carga de 15 segundos e de uma
           segunda aceleração máxima.
           Repete-se o esquema.
           A velocidade máxima de cada ciclo está indicada no quadro a seguir:
                                            Quadro 9.1.
                                Velocidade máxima de cada ciclo
                             Ciclo                          Velocidade do ciclo
                                                                em (km/h)
                               1                                    64
                               2                                    48
                               3                                    64
                               4                                    64
                               5                                    56
                               6                                    48
                               7                                    56
                               8                                    72
                               9                                    56
                               10                                   89
                               11                                   113
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/472                 Rev.1/Add.82/Rev.3
                                         Jornal Oficial da União Europeia                    27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 230
   Anexo 4 – Apêndice 1
                                                   Figura 9/1
                                           Esquema de condução
   EN                                                     PT
   1,1 Stop then accelerate to lap speed                  1,1 Paragem
                                                          acelerar para a velocidade imposta
   2,1 Deccelerate to 32 km/h then accelerate to 2,1 Desacelerar para 32 km/h e acelerar para a
   lap speed                                              velocidade imposta
   3,1 Deccelerate to 32 km/h then accelerate to 3,1 Desacelerar para 32 km/h e acelerar para a
   lap speed                                              velocidade imposta
   3,5 Stop then accelerate to lap speed                  3,5 Paragem
                                                          acelerar para a velocidade imposta
   4,2 Deccelerate to 32 km/h then accelerate to 4,2 Desacelerar para 32 km/h e acelerar para a
 ---pagebreak--- 27.12.2006       PT
                                                              E/ECE/324
                                          Jornal Oficial da União Europeia           Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/473
                                                              E/ECE/TRANS/505
                                                              Regulamento n.º 83
                                                              página 231
                                                              Anexo 7 – Apêndice 2
    lap speed                                               velocidade imposta
    4,7 Stop then accelerate to lap speed                   4,7 Paragem
                                                            acelerar para a velocidade imposta
    5.3 Deccelerate to 32 km/h then accelerate to 5,3 Desacelerar para 32 km/h e acelerar para a
    lap speed                                               velocidade imposta
    Stop then accelerate to lap speed                       Paragem
                                                            acelerar para a velocidade imposta
    0 and 6 kilometers Start-Finish                         0 e 6 km Início-Fim
    0,6 Deccelerate to 32 km/h then accelerate to 0,6 Desacelerar para 32 km/h e acelerar para a
    lap speed                                               velocidade imposta
    5.2.         A pedido do fabricante, pode ser utilizado um esquema alternativo de ensaio em
                 estrada. Os esquemas alternativos de ensaio devem ser previamente aprovados pelo
                 serviço técnico e devem ter uma velocidade média, distribuição de velocidades,
                 número de paragens e de acelerações por quilómetro idênticos aos do esquema de
                 condução utilizado em pista ou no banco de rolos, conforme indicado no ponto 5.1 e na
                 figura 9/1.
    5.3.         O ensaio de durabilidade ou, se o fabricante o escolheu, o ensaio modificado de
                 durabilidade, deve ser efectuado até que o veículo tenha percorrido, no mínimo, 80 000
                 km.
    5.4.         Equipamentos de ensaio
    5.4.1.       Banco de rolos
    5.4.1.1.     Quando o ensaio de durabilidade for efectuado num banco de rolos, este deve permitir
                 a realização do ciclo descrito no ponto 5.1. Em especial, o banco de rolos deve estar
                 equipado com sistemas que simulem a inércia e a resistência ao avanço.
    5.4.1.2.     O freio deve ser regulado de modo a absorver a potência exercida nas rodas motoras à
                 velocidade estabilizada de 80 km/h. Os métodos a aplicar para determinar essa
                 potência e regular o freio são idênticos aos descritos no apêndice 3 do anexo 4.
    5.4.1.3.     O sistema de arrefecimento do veículo deve permitir que este funcione a temperaturas
                 semelhantes às obtidas em estrada (óleo, água, sistema de escape, etc.).
    5.4.1.4.     Algumas outras regulações e características do banco de ensaios serão, se necessário,
                 consideradas idênticas às descritas no anexo 4 do presente regulamento (a inércia, por
                 exemplo, que pode ser mecânica ou electrónica).
    5.4.1.5.     Durante o ensaio, o veículo pode ser deslocado, se necessário, para outro banco para
                 efectuar os ensaios de medição das emissões.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/474               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                        Jornal Oficial da União Europeia                     27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 232
   Anexo 4 – Apêndice 1
   5.4.2.     Funcionamento em pista ou em estrada
              Quando o ensaio de durabilidade é efectuado em pista ou em estrada, a massa de
              referência do veículo deve ser, pelo menos, igual à considerada para os ensaios
              efectuados num banco de rolos.
   6.         MEDIÇÃO DAS EMISSÕES DE POLUENTES
              No início do ensaio (0 km) e de 10 000 em 10 000 km (± 400 km) ou, mais
              frequentemente, a intervalos regulares até se terem percorrido 80 000 km, medem-se as
              emissões de escape em conformidade com o ensaio de Tipo I definido no ponto 5.3.1
              do presente regulamento. Os valores-limite estebelecidos no ponto 5.3.1.4 deste
              diploma devem ser cumpridos.
              No caso de veículos equipados com sistemas de regeneração periódica, tal como
              definidos no ponto 2.20 deste regulamento, há que determinar que o veículo não se
              encontra próximo de um período de regeneração. Se for esse o caso, a veículo deve
              circular até ao final da regeneração. Se a regeneração ocorrer durante a medição das
              emissões, efectua-se um novo ensaio (incluindo pré-condicionamento), não se
              considerando os primeiros resultados.
              Deve-se traçar o diagrama de todos os resultados das emissões de escape em função da
              distância percorrida, arredondada para o quilómetro mais aproximado, achando-se a
              recta que mais se adapta a esses pontos pelo método dos quadrados mínimos. Este
              cálculo não deve ter em conta os resultados dos ensaios a 0 km.
              Para o cálculo do factor de deterioração, os dados só serão tomados em consideração
              se os pontos interpolados correspondentes a 6 400 km e a 80 000 km nessa recta
              estiverem dentro dos limites acima mencionados.
              Os dados continuam a ser válidos se a recta atravessar um limite aplicável com um
              declive negativo (o ponto interpolado correspondente a 6 400 km tem uma ordenada
              superior à do ponto interpolado correspondente a 80 000 km) mas o ponto real
              correspondente a 80 000 km estiver abaixo do limite.
              Calcula-se o factor multiplicativo de deterioração das emissões de escape para cada
              poluente do seguinte modo:
              sendo:
 ---pagebreak--- 27.12.2006 PT
                                                       E/ECE/324
                                    Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/475
                                                       E/ECE/TRANS/505
                                                       Regulamento n.º 83
                                                       página 233
                                                       Anexo 7 – Apêndice 2
           Mi1 =       massa das emissões do poluente i, em gramas por km, interpolada para 6
                       400 km,
           Mi2 =       massa das emissões do poluente i, em gramas por km, interpolada para 80
                       000 km,
           Estes valores interpolados devem ser obtidos pelo menos com quatro casas decimais
           antes de se efectuar a divisão para determinar o factor de deterioração. O resultado
           deve ser arredondado para três casas decimais.
           Se o valor obtido for inferior a 1, o factor de deterioração deve ser considerado igual a
           1.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/476                   Rev.1/Add.82/Rev.3
                                         Jornal Oficial da União Europeia                           27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 234
   Anexo 4 – Apêndice 1
                                                   Anexo 10
                        ESPECIFICAÇÕES DOS COMBUSTÍVEIS DE REFERÊNCIA
   1.     ESPECIFICAÇÕES DOS COMBUSTÍVEIS DE [REF]ERÊNCIA PARA O ENSAIO DE
          VEÍCULOS EM FUNÇÃO DOS LIMITES DE EMISSÕES INDICADOS NA LINHA A DO
          QUADRO DO PONTO 5.3.1.4 - ENSAIO DE TIPO I
   1.1. CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DO COMBUSTÍVEL DE REFERÊNCIA A UTILIZAR
          PARA O ENSAIO DE VEÍCULOS EQUIPADOS COM MOTOR DE IGNIÇÃO
          COMANDADA
   Modelo: Gasolina sem chumbo
                     Parâmetro               Unidade                 Limites 1/       Método de ensaio
                                                             Mínimo        Máximo
         Índice de octano teórico, RON                       95,0          -        EN 25164
         Índice de octano motor, MON                         85,0          -        EN 25163
         Densidade a 15 °C               kg/m3               748           762      ISO 3675
         Pressão de vapor (método Reid)  kPa                 56,0          60,0     EN 12
         Destilação:
         - ponto de ebulição inicial     °C                  24            40       EN-ISO 3405
         - evaporada a 100 °C            % v/v               49,0          57,0     EN-ISO 3405
         - evaporada a 150 °C            % v/v               81,0          87,0     EN-ISO 3405
         - ponto de ebulição final       °C                  190           215      EN-ISO 3405
         Resíduo                         % v/v               -             2        EN-ISO 3405
         Análise de hidrocarbonetos:
         - olefinas                      % v/v               -             10       ASTM D 1319
         - aromáticos                    % v/v               28.0          40.0     ASTM D 1319
         - benzeno                       % v/v               -             1.0      pr. EN 12177
         - saturados                     % v/v               -             Restante ASTM D 1319
         Relação carbono/hidrogénio                          Relação       Relação
         Período de indução 2/           min.                480           -        EN-ISO 7536
         Teor de oxigénio                % m/m               -             2.3      EN 1601
         Goma existente                  mg/ml               -             0.04     EN-ISO 6246
         Teor de enxofre 3/              mg/kg               -             100      pr. EN ISO/DIS
                                                                                    14596
         Corrosão com cobre da Classe I                      -             1        EN-ISO 2160
         Teor de chumbo                  mg/l                -             5        EN 237
         Teor de fósforo                 mg/l                -             1,3      ASTM D 3231
   ___________________
    1/ Os valores indicados nas especificações são «valores reais». Para fixar os valores-limite,
       aplicaram-se os termos da norma ISO 4259, "Petroleum products - Determination and
       application of precision data in relation to methods of test" e, para fixar um valor mínimo,
       tomou-se em consideração uma diferença mínima de 2R acima do zero; na fixação de um valor
       máximo e mínimo, a diferença mínima é de 4R (R = reprodutibilidade).
 ---pagebreak--- 27.12.2006       PT
                                                             E/ECE/324
                                          Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/477
                                                             E/ECE/TRANS/505
                                                             Regulamento n.º 83
                                                             página 235
                                                             Anexo 7 – Apêndice 2
         Embora esta medida seja necessária por razões técnicas, o fabricante de combustíveis deve, no
         entanto, tentar obter o valor zero quando o valor máximo estabelecido for 2R, e o valor médio,
         no caso de serem indicados os limites máximo e mínimo. Se for necessário determinar se um
         combustível satisfaz ou não as condições das especificações, aplicam-se os termos constantes
         da norma ISO 4259.
    2/   O combustível pode conter anti-oxidantes e desactivadores de metais normalmente utilizados
         para a estabilização da circulação da gasolina nas refinarias, mas não deve comportar nenhum
         aditivo detergente/dispersante ou óleos solventes.
    3/   Deve-se indicar o teor real de enxofre do combustível utilizado no ensaio de Tipo I.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/478                    Rev.1/Add.82/Rev.3
                                          Jornal Oficial da União Europeia                         27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 236
   Anexo 4 – Apêndice 1
   1.2. CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DO COMBUSTÍVEL DE REFERÊNCIA A UTILIZAR
          PARA O ENSAIO DE VEÍCULOS EQUIPADOS COM MOTOR DIESEL
   Modelo: Combustível para motores Diesel
                Parâmetro                  Unidade                   Limites 1/       Método de ensaio
                                                            Mínimo         Máximo
   Índice de cetano 2/                                      52,0           54,0    EN-ISO 5165
   Densidade a 15 °C                    kg/m3               833            837     EN-ISO 3675
   Destilação:
   ponto de 50 vol                      °C                  245            -       EN-ISO 3405
   ponto de 95 vol                      °C                  345            350     EN-ISO 3405
   - ponto de ebulição final            °C                  -              370     EN-ISO 3405
   Ponto de inflamação                  °C                  55             -       EN 22719
   Ponto de colmatação do filtro frio   °C                  -              -5      EN 116
   Viscosidade a 40 °C                  mm2/s               2,5            3,5     EN-ISO 3104
   Hidrocarbonetos aromáticos           % m/m               3              6,0     IP 391
   policíclicos
   Teor de enxofre 3/                   mg/kg               -              300     Pr. EN-ISO/DIS 14596
   Corrosão em cobre                                        -              1       EN-ISO 2160
   Resíduo carbonoso Conradson no       % m/m               -              0,2     EN-ISO 10370
   resíduo de destilação (10 %)
   Teor de cinzas                       % m/m               -              0,01    EN-ISO 6245
   Teor de água                         % m/m               -              0,02    EN-ISO 12937
   Índice de neutralização (ácido       mg KOH/g            -              0,02    ASTM D 974-95
   forte)
   Estabilidade à oxidação 4/           mg/ml               -              0,025   EN-ISO 12205
   Novo e melhor método em
   desenvolvimento para os              % m/m               -              -       EN 12916
   aromáticos policíclicos
   __________________
   1/       Os valores indicados nas especificações são «valores reais». Para fixar os valores-limite,
   aplicaram-se os termos da norma ISO 4259, "Petroleum products - Determination and application of
   precision data in relation to methods of test" e, para fixar um valor mínimo, tomou-se em
   consideração uma diferença mínima de 2R acima do zero; ao fixar um valor máximo e mínimo, a
   diferença mínima é de 4R (R=reprodutibilidade).
            Embora esta medida seja necessária por razões técnicas, o fabricante de combustíveis deve,
   no entanto, tentar obter o valor zero quando o valor máximo estabelecido for 2R, e o valor médio,
   no caso de serem indicados os limites máximo e mínimo. Se for necessário determinar se um
   combustível satisfaz ou não as condições das especificações, aplicam-se os termos constantes da
   norma ISO 4259.
 ---pagebreak--- 27.12.2006        PT
                                                             E/ECE/324
                                          Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/479
                                                             E/ECE/TRANS/505
                                                             Regulamento n.º 83
                                                             página 237
                                                             Anexo 7 – Apêndice 2
    2/      O intervalo indicado para o índice de cetano não está em conformidade com os requisitos de
    um mínimo de 4R. No entanto, em caso de diferendo entre o fornecedor e o utilizador do
    combustível, pode aplicar-se a norma ISO 4259 para resolver tais diferendos, desde que se efectue
    um número suficiente de medições repetidas para obter a precisão necessária, sendo tais medições
    preferíveis a uma determinação única.
    3/      Deve-se indicar o teor real de enxofre do combustível utilizado no ensaio de Tipo I.
    4/      Embora a estabilidade à oxidação seja controlada, é provável que o prazo de validade do
    produto seja limitado. Recomenda-se que seja pedido conselho ao fornecedor sobre as condições de
    armazenamento e o prazo de validade.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/480                    Rev.1/Add.82/Rev.3
                                          Jornal Oficial da União Europeia                           27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 238
   Anexo 4 – Apêndice 1
   2.      ESPECIFICAÇÕES DOS COMBUSTÍVEIS DE REFERÊNCIA PARA O ENSAIO DE
           VEÍCULOS EM FUNÇÃO DOS LIMITES DE EMISSÕES INDICADOS NA LINHA B
           DO QUADRO DO PONTO 5.3.1.4 - ENSAIO DE TIPO I
   2.1.    CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DO COMBUSTÍVEL DE REFERÊNCIA A UTILIZAR
           PARA O ENSAIO DE VEÍCULOS EQUIPADOS COM MOTOR DE IGNIÇÃO
           COMANDADA
   Modelo:                      Gasolina sem chumbo
              Parâmetro                 Unidade                  Limites 1/         Método de ensaio
                                                         Mínimo         Máximo
   Índice de octano teórico, RON                         95,0           -        EN 25164
   Índice de octano motor, MON                           85,0           -        EN 25163
   Densidade a 15 °C                 kg/m3               740            754      ISO 3675
   Pressão de vapor (método Reid)    kPa                 56,0           60,0     PrEN ISO 13016-1
                                                                                 (DVPE)
   Destilação:
   - evaporada a 70 °C               % v/v               24,0           40,0     EN-ISO 3405
   - evaporada a 100 °C              % v/v               50,0           58,0     EN-ISO 3405
   - evaporada a 150 °C              % v/v               83,0           89,0     EN-ISO 3405
   - ponto de ebulição final         °C                  190            210      EN-ISO 3405
   Resíduo                           % v/v               -              2,0      EN-ISO 3405
   Análise dos hidrocarbonetos:
   Olefinas                          % v/v               -              10,0     ASTM D 1319
   Aromáticos                        % v/v               29,0           35,0     ASTM D 1319
   Saturados                         % v/v               Relação                 ASTM D 1319
   Benzeno                           % v/v               -              1,0      pr. EN 12177
   Relação carbono/hidrogénio                            Relação
   Período de indução 2/             minutos             480            -        EN-ISO 7536
   Teor de oxigénio                  % m/m               -              1,0      EN 1601
   Goma existente                    mg/ml               -              0,04     EN-ISO 6246
   Teor de enxofre 3/                mg/kg               -              10       ASTM D 5453
   Corrosão em cobre                                     -              classe 1 EN-ISO 2160
   Teor de chumbo                    mg/l                -              5        EN 237
   Teor de fósforo                   mg/l                -              1.3      ASTM D 3231
   ____________
   1/ Os valores indicados nas especificações são «valores reais». Para fixar os valores-limite,
   aplicaram-se os termos da norma ISO 4259, "Petroleum products - Determination and application of
   precision data in relation to methods of test" e, para fixar um valor mínimo, tomou-se em
   consideração uma diferença mínima de 2R acima do zero; na fixação de um valor máximo e
   mínimo, a diferença mínima é de 4R (R = reprodutibilidade).
 ---pagebreak--- 27.12.2006        PT
                                                             E/ECE/324
                                          Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/481
                                                             E/ECE/TRANS/505
                                                             Regulamento n.º 83
                                                             página 239
                                                             Anexo 7 – Apêndice 2
          Embora esta medida seja necessária por razões técnicas, o fabricante de combustíveis deve, no
    entanto, tentar obter o valor zero quando o valor máximo estabelecido for 2R, e o valor médio, no
    caso de serem indicados os limites máximo e mínimo. Se for necessário determinar se um
    combustível satisfaz ou não as condições das especificações, aplicam-se os termos constantes da
    norma ISO 4259.
    2/ O combustível pode conter anti-oxidantes e desactivadores de metais normalmente utilizados
    para a estabilização da circulação da gasolina nas refinarias, mas não deve comportar nenhum
    aditivo detergente/dispersante ou óleos solventes.
    3/    Deve-se indicar o teor real de enxofre do combustível utilizado no ensaio de Tipo I.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/482                    Rev.1/Add.82/Rev.3
                                          Jornal Oficial da União Europeia                            27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 240
   Anexo 4 – Apêndice 1
   2.2. CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DO COMBUSTÍVEL DE REFERÊNCIA A UTILIZAR
          PARA O ENSAIO DE VEÍCULOS EQUIPADOS COM MOTOR DIESEL
   Modelo: Combustível para motores Diesel
                Parâmetro                  Unidade                  Limites 1/        Método de ensaio
                                                           Mínimo        Máximo
   Índice de cetano 2/                                      52,0           54,0     EN-ISO 5165
   Densidade a 15°C                     kg/m3               833            837      EN-ISO 3675
   Destilação:
   ponto de 50 vol                      °C                  245            -        EN-ISO 3405
   ponto de 95 vol                      °C                  345            350      EN-ISO 3405
   - Ponto de ebulição final            °C                  -              370      EN-ISO 3405
   Ponto de inflamação                  °C                  55             -        EN 22719
   Ponto de colmatação do filtro frio   °C                  -              -5       EN 116
   Viscosidade a 40 °C                  mm2/s               2,3            3,3      EN-ISO 3104
   Hidrocarbonetos aromáticos           % m/m               3,0            6,0      IP 391
   policíclicos
   Teor de enxofre 3/                   mg/kg               -              10       ASTM D 5453
   Corrosão em cobre                                        -              Classe 1 EN-ISO 2160
   Resíduo carbonoso Conradson no       % m/m               -              0,2      EN-ISO 10370
   resíduo de destilação (10 %)
   Teor de cinzas                       % m/m               -              0,01     EN-ISO 6245
   Teor de água                         % m/m               -              0,02     EN-ISO 12937
   Índice de neutralização (ácido       mg KOH/g            -              0,02     ASTM D 974
   forte)
   Estabilidade à oxidação 4/           mg/ml               -              0,025    EN-ISO 12205
   Poder lubrificante (diâmetro da      µm                  -              400      CEC F-06-A-96
   marca de desgaste após teste
   HFRR a 60 °C)
   FAME                                 Proibido
   _____________
   1/ Os valores indicados nas especificações são «valores reais». Para fixar os valores-limite,
   aplicaram-se os termos da norma ISO 4259, "Petroleum products - Determination and application of
   precision data in relation to methods of test" e, para fixar um valor mínimo, tomou-se em
   consideração uma diferença mínima de 2R acima do zero; na fixação de um valor máximo e
   mínimo, a diferença mínima é de 4R (R = reprodutibilidade).
          Embora esta medida seja necessária por razões técnicas, o fabricante de combustíveis deve, no
   entanto, tentar obter o valor zero quando o valor máximo estabelecido for 2R, e o valor médio, no
   caso de serem indicados os limites máximo e mínimo. Se for necessário determinar se um
   combustível satisfaz ou não as condições das especificações, aplicam-se os termos constantes da
   norma ISO 4259.
 ---pagebreak--- 27.12.2006        PT
                                                             E/ECE/324
                                          Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/483
                                                             E/ECE/TRANS/505
                                                             Regulamento n.º 83
                                                             página 241
                                                             Anexo 7 – Apêndice 2
    2/ O intervalo indicado para o índice de cetano não está em conformidade com os requisitos de
    um mínimo de 4R. No entanto, em caso de diferendo entre o fornecedor e o utilizador do
    combustível, pode aplicar-se a norma ISO 4259 para resolver tais diferendos, desde que se efectue
    um número suficiente de medições repetidas para obter a precisão necessária, sendo tais medições
    preferíveis a uma determinação única.
    3/    Deve-se indicar o teor real de enxofre do combustível utilizado no ensaio de Tipo I.
    4/ Embora a estabilidade à oxidação seja controlada, é provável que o prazo de validade do
    produto seja limitado. Recomenda-se que seja pedido conselho ao fornecedor sobre as condições de
    armazenamento e o prazo de validade.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/484                    Rev.1/Add.82/Rev.3
                                          Jornal Oficial da União Europeia                           27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 242
   Anexo 4 – Apêndice 1
   3.     ESPECIFICAÇÕES DO COMBUSTÍVEL DE REFERÊNCIA A UTILIZAR PARA O
          ENSAIO DO MODELO DE VEÍCULOS EQUIPADOS COM MOTOR DE IGNIÇÃO
          COMANDADA A BAIXA TEMPERATURA - ENSAIO DO TIPO VI
   Modelo: Gasolina sem chumbo
              Parâmetro                 Unidade                  Limites 1/          Método de ensaio
                                                         Mínimo         Máximo
   Índice de octano teórico, RON                         95,0           -        EN 25164
   Índice de octano motor, MON                           85,0           -        EN 25163
   Densidade a 15 °C                 kg/m3               740            754      ISO 3675
   Pressão de vapor (método Reid)    kPa                 56,0           95,0     prEN ISO 13016-1
                                                                                 (DVPE)
   Destilação:
   - evaporada a 70 °C               % v/v               24,0           40,0     EN-ISO 3405
   - evaporada a 100 °C              % v/v               50,0           58,0     EN-ISO 3405
   - evaporada a 150 °C              % v/v               83,0           89,0     EN-ISO 3405
   - ponto de ebulição final         °C                  190            210      EN-ISO 3405
   Resíduo                           % v/v               -              2,0      EN-ISO 3405
   Análise dos hidrocarbonetos:
   Olefinas                          % v/v               -              10,0     ASTM D 1319
   Aromáticos                        % v/v               29,0           35,0     ASTM D 1319
   Saturados                         % v/v               Relação                 ASTM D 1319
   Benzeno                           % v/v               -              1,0      pr. EN 12177
   Relação carbono/hidrogénio                            Relação
   Período de indução 2/             minutos             480            -        EN-ISO 7536
   Teor de oxigénio                  % m/m               -              1,0      EN 1601
   Goma existente                    mg/ml               -              0,04     EN-ISO 6246
   Teor de enxofre 3/                mg/kg               -              10       ASTM D 5453
   Corrosão em cobre                                     -              Classe 1 EN-ISO 2160
   Teor de chumbo                    mg/l                -              5        EN 237
   Teor de fósforo                   mg/l                -              1,3      ASTM D 3231
    _____________
    1/    Os valores indicados nas especificações são «valores reais». Para fixar os valores-limite,
   aplicaram-se os termos da norma ISO 4259, "Petroleum products - Determination and application of
   precision data in relation to methods of test" e, para fixar um valor mínimo, tomou-se em
   consideração uma diferença mínima de 2R acima do zero; na fixação de um valor máximo e
   mínimo, a diferença mínima é de 4R (R = reprodutibilidade).
 ---pagebreak--- 27.12.2006       PT
                                                             E/ECE/324
                                          Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/485
                                                             E/ECE/TRANS/505
                                                             Regulamento n.º 83
                                                             página 243
                                                             Anexo 7 – Apêndice 2
          Embora esta medida seja necessária por razões técnicas, o fabricante de combustíveis deve,
    no entanto, tentar obter o valor zero quando o valor máximo estabelecido for 2R, e o valor médio,
    no caso de serem indicados os limites máximo e mínimo. Se for necessário determinar se um
    combustível satisfaz ou não as condições das especificações, aplicam-se os termos constantes da
    norma ISO 4259.
    2/    O combustível pode conter anti-oxidantes e desactivadores de metais normalmente utilizados
    para a estabilização da circulação da gasolina nas refinarias, mas não deve comportar nenhum
    aditivo detergente/dispersante ou óleos solventes.
    3/    Deve-se indicar o teor real de enxofre do combustível utilizado no ensaio de Tipo VI.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/486                  Rev.1/Add.82/Rev.3
                                          Jornal Oficial da União Europeia                            27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 244
   Anexo 4 – Apêndice 1
                                                  Anexo 10 A:
   1.        ESPECIFICAÇÕES DOS COMBUSTÍVEIS GASOSOS DE REFERÊNCIA
   1.1.      CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS COMBUSTÍVEIS GPL DE REFERÊNCIA
   1.1.1.    DADOS TÉCNICOS DOS COMBUSTÍVEIS GPL DE REFERÊNCIA UTILIZADOS
             PARA ENSAIO DE VEÍCULOS EM FUNÇÃO DOS LIMITES DE EMISSÃO
             INDICADOS NA LINHA A DO QUADRO DO PONTO 5.3.1.4 - ENSAIO DE TIPO I
        Parâmetro                 Unidade         Combustível         Combustível    Método de ensaio
                                                  A                   B
        Composição                                                                   ISO 7941
        Teor de C3                % vol.          30 ± 2              85 ± 2
        Teor de C4                % vol.          Restante            Restante
        < C3 , >C4                % vol.          Máx. 2              Máx. 2
        Olefinas                  % vol.          Máx. 12             Máx. 15
        Resíduo de evaporação     mg/kg           Máx. 50             Máx. 50        ISO 13757
        Água a 0°C                                Isento              Isento         Inspecção visual
        Teor total de enxofre     mg/kg           Máx. 50             Máx. 50        EN 24260
        Sulfureto de hidrogénio                   Nenhum              Nenhum         ISO 8819
        Corrosão em lâmina de     Classificaçã Classe 1               Classe 1       ISO 6251 1/
        cobre                     o
        Odor                                      Característico      Característico
        Índice de octanas motor                   Min.89              Min.89         EN 589 Anexo B
   __________
   1/ Este método pode não determinar com precisão a presença de materiais corrosivos se a
   amostra contiver inibidores de corrosão ou outros produtos químicos que diminuam a agressividade
   da amostra à lâmina de cobre. Assim sendo, é proibida a adição de tais compostos com a única
   finalidade de influenciar os resultados do ensaio.
 ---pagebreak--- 27.12.2006         PT
                                                              E/ECE/324
                                           Jornal Oficial da União Europeia             Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/487
                                                              E/ECE/TRANS/505
                                                              Regulamento n.º 83
                                                              página 245
                                                              Anexo 7 – Apêndice 2
    1.1.2.     DADOS TÉCNICOS DO GPL DE REFERÊNCIA UTILIZADO PARA O ENSAIO DE
               VEÍCULOS EM FUNÇÃO DOS LIMITES DE EMISSÕES INDICADOS NA LINHA B
               DO QUADRO DO PONTO 5.3.1.4 DO ANEXO I - ENSAIO DE TIPO I
                  Parâmetro             Unidade           Combustível       Combustível    Método de ensaio
                                                               A                 B
        Composição                                                                       ISO 7941
        Teor de C3                   % vol.             30 ± 2            85 ± 2
        Teor de C4                   % vol.             Restante          Restante
        < C3 , >C4                   % vol.             Máx. 2            Máx. 2
        Olefinas                     % vol.             Máx. 12           Máx. 15
        Resíduo de evaporação        mg/kg              Máx. 50           Máx. 50        ISO 13757
        Água a 0°CC                                     Isento            Isento         Inspecção visual
        Teor total de enxofre        mg/kg              Máx. 10           Máx. 10        EN 24260
        Sulfureto de hidrogénio                         Nenhum            Nenhum         ISO 8819
        Corrosão em lâmina de        Classificação      Classe 1          Classe 1       ISO 6251 1/
        cobre
        Odor                                            Característico Característico
        Índice de octanas motor                         Min. 89           Min. 89        EN 589 Anexo B
    ___________
    1/ Este método pode não determinar com precisão a presença de materiais corrosivos se a
    amostra contiver inibidores de corrosão ou outros produtos químicos que diminuam a agressividade
    da amostra à lâmina de cobre. Assim sendo, é proibida a adição de tais compostos com a única
    finalidade de influenciar os resultados do ensaio.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/488                 Rev.1/Add.82/Rev.3
                                         Jornal Oficial da União Europeia                     27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 246
   Anexo 4 – Apêndice 1
  1.2.     CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DO GN DE REFERÊNCIA
                                                                Limites
       Características         Unidade       Típico                          Método de ensaio
                                                          Mínimo Máximo
   Combustível de referência G20
   Composição
   Metano                    % mole          100         99           100  ISO 6974
   Outros componentes % mole                 -           -            1    ISO 6974
   1/
   N2                        % mole                                        ISO 6974
   Teor de enxofre           mg/m3 2/        -           -            10   ISO 6326-5
   Índice de Wobbe MJ/m3 3/                  48,2        47,2         49,2
   (líquido)
   Combustível de referência G25
   Composição
   Metano                    % mole          86          84           88   ISO 6974
   Outros componentes % mole                 -           -            1    ISO 6974
   1/
   N2                        % mole          14          12           16   ISO 6974
   Teor de enxofre           mg/m3 2/        -           -            10   ISO 6326-5
   Índice de Wobbe MJ/m3 3/                  39,4        38,2         40,6
   (líquido)
   ____________
   1/      Gases inertes (diferentes de N2) + C2 +C2+
   2/      Valor a determinar a 293,2 K (20 °C) e 101,3 kPa
   3/      Valor a determinar a 273,2 K (0 °C) e 101,3 kPa
 ---pagebreak--- 27.12.2006    PT
                                                          E/ECE/324
                                       Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/489
                                                          E/ECE/TRANS/505
                                                          Regulamento n.º 83
                                                          página 247
                                                          Anexo 7 – Apêndice 2
                                                 Anexo 11
           SISTEMAS DE DIAGNÓSTICO A BORDO (OBD) DE VEÍCULOS A MOTOR
    1.        INTRODUÇÃO
              O presente anexo trata dos aspectos funcionais dos sistemas de diagnóstico a bordo
              (OBD) utilizados no controlo das emissões dos veículos a motor.
    2.        DEFINIÇÕES
              Para efeitos do presente anexo, entende-se por:
    2.1.      «OBD», um sistema de diagnóstico a bordo utilizado no controlo das emissões e capaz
              de identificar a origem provável das anomalias verificadas por meio de códigos de
              anomalia armazenados na memória de um computador.
    2.2.      «Modelo de veículo», um conjunto de veículos a motor que não diferem entre si nas
              características essenciais do motor e do sistema OBD.
    2.3.      «Família de veículos», um conjunto de veículos definido pelo fabricante e constituído
              por veículos que, por concepção, se espera que possuam características semelhantes no
              que respeita às emissões de escape e ao sistema OBD. Os veículos de uma família
              devem satisfazer individualmente as exigências do presente regulamento, como
              definidas no apêndice 2 deste anexo.
    2.4.      «Sistema de controlo das emissões», o sistema electrónico de controlo responsável
              pela gestão do motor e qualquer componente do sistema de escape ou do sistema de
              evaporação relacionado com as emissões que envie ou receba sinais a ou desse sistema
              de controlo.
    2.5.      «Indicador de anomalias (IA)», um indicador óptico ou acústico que informe
              claramente o condutor do veículo em caso de anomalia de qualquer componente
              relacionado com as emissões ligado ao sistema OBD, ou do próprio sistema OBD.
    2.6.      «Anomalia», uma falha de um componente ou sistema relacionado com as emissões de
              que resultem níveis de emissões superiores aos limites previstos no ponto 3.3.2 ou se o
              sistema OBD não puder satisfazer as exigências básicas de monitorização do presente
              anexo.
    2.7.      «Ar secundário», o ar introduzido no sistema de escape por meio de uma bomba,
              válvula de aspiração ou outro processo para facilitar a oxidação dos hidrocarbonetos e
              do CO presentes nos gases de escape.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/490                  Rev.1/Add.82/Rev.3
                                           Jornal Oficial da União Europeia                      27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 248
   Anexo 4 – Apêndice 1
   2.8.          «Falha de ignição do motor», a falta de combustão no cilindro de um motor de ignição
                 comandada devido a ausência de faísca, mau doseamento de combustível, compressão
                 insuficiente ou qualquer outra causa. Em termos de monitorização pelo sistema
                 (OBD), corresponde à percentagem de falhas de ignição num número total de ignições
                 (declarada pelo fabricante) de que resultariam níveis de emissões superiores aos
                 limites previstos no ponto 3.3.2, ou à percentagem que poderia levar ao
                 sobreaquecimento do(s) catalisador(es) de escape, causando danos irreversíveis.
   2.9.          «Ensaio de Tipo I», o ciclo de condução (partes um e dois) utilizado nas homologações
                 no que diz respeito às emissões, descrito no apêndice 1 do anexo 4.
   2.10.          «Ciclo de condução», o arranque do motor, um período de condução em condições
                 determinadas durante o qual podem ser detectadas as anomalias eventualmente
                 presentes e o corte do motor.
   2.11.         «Ciclo de aquecimento», um período de funcionamento do veículo suficiente para que
                 a temperatura do líquido de arrefecimento aumente pelo menos 22 K em relação à
                 temperatura no momento do arranque do motor e atinja uma temperatura mínima de
                 343 K (70º C).
   2.12.         «Regulação fina do combustível», ajustamentos retroactivos ao esquema básico
                 previsto para o combustível. Por regulações do combustível de curta duração
                 entendem-se ajustamentos dinâmicos ou instantâneos. As regulações do combustível
                 de longa duração são ajustamentos muito mais graduais ao esquema de calibração do
                 combustível do que as regulações de curta duração, servindo para compensar as
                 diferenças verificadas de veículo para veículo e as variações graduais registadas ao
                 longo do tempo.
   2.13.         «Valor da carga calculado» (Calculated Load Value, CLV), o fluxo de ar num dado
                 momento dividido pelo fluxo de ar máximo, sendo este corrigido, se possível, em
                 função da altitude. Trata-se de um número adimensional, não específico de cada
                 motor, que fornece ao técnico uma indicação da percentagem da capacidade do motor
                 que está a ser utilizada (correspondendo a abertura máxima do acelerador a 100%):
   EN                                                       PT
   Current airflow                                          Fluxo de ar num dado momento
   CLV                                                      CLV
   Peak airflow (at sea level)                              Fluxo de ar máximo (ao nível do mar)
 ---pagebreak--- 27.12.2006      PT
                                                             E/ECE/324
                                         Jornal Oficial da União Europeia          Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/491
                                                             E/ECE/TRANS/505
                                                             Regulamento n.º 83
                                                             página 249
                                                             Anexo 7 – Apêndice 2
    Atmospheric pressure (at sea level)                    Pressão atmosférica (ao nível do mar)
    Barometric pressure                                    Pressão baromética
    2.14.          «Modo pré-estabelecido permanente no que respeita às emissões», a situação em que
                   o sistema de controlo responsável pela gestão do motor passa definitivamente a um
                   estado que não necessita do sinal proveniente de um componente ou sistema
                   anómalo se da anomalia do componente ou sistema em questão resultar um aumento
                   das emissões produzidas pelo veículo para níveis superiores aos limites previstos no
                   ponto 3.3.2 do presente anexo.
    2.15.          «Tomada de potência», uma unidade accionada pelo motor cuja função é alimentar
                   equipamentos auxiliares montados no veículo.
    2.16.          «Acesso», a disponibilização de todos os dados do sistema OBD relacionados com
                   as emissões, incluindo todos os códigos de anomalia necessários para a inspecção,
                   diagnóstico, manutenção ou reparação das peças do veículo relacionadas com as
                   emissões, através da interface de ligação da tomada de diagnóstico normalizada (nos
                   termos do apêndice 1, ponto 6.5.3.5 do presente anexo).
    2.17.          Por «ilimitado» entende-se:
    2.17.1.        um acesso não dependente de um código de acesso apenas facultado pelo fabricante
                   ou de um dispositivo idêntico, ou
    2.17.2.        um acesso que possibilita a avaliação dos dados produzidos sem necessidade de
                   informações únicas para a sua descodificação, a não ser que essas mesmas
                   informações estejam normalizadas.
    2.18.          Por «normalizada» entende-se que toda a informação contida no fluxo de dados,
                   incluindo os códigos de anomalia utilizados, deve ser produzida exclusivamente em
                   conformidade com normas industriais, que, pelo facto de o seu formato e as
                   alternativas permitidas estarem claramente definidos, possibilitem um nível máximo
                   de harmonização na indústria automóvel, e cuja utilização seja expressamente
                   autorizada pelo presente regulamento.
    2.19.          «Informações para a reparação», qualquer informação necessária para o diagnóstico,
                   a manutenção, a inspecção, a monitorização periódica ou a reparação do veículo e
                   que os fabricantes fornecem aos seus representantes/oficinas autorizados. Se
                   necessário, tal informação incluirá manuais de manutenção, manuais técnicos,
                   informações sobre o diagnóstico (por exemplo, valores teóricos mínimos e máximos
                   das medições), diagramas de ligação, o número de identificação da calibração do
                   suporte lógico aplicável a um modelo de veículo, instruções para casos individuais e
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/492               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                       Jornal Oficial da União Europeia                        27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 250
   Anexo 4 – Apêndice 1
                especiais, informações fornecidas relativas a ferramentas e equipamentos,
                informações sobre registos de dados e monitorização bidireccional e dados de
                ensaio. O fabricante não é obrigado a disponibilizar informações abrangidas por
                direitos de propriedade intelectual ou que constituam um saber-fazer específico dos
                fabricantes e/ou fornecedores de equipamentos de origem; neste caso, as necessárias
                informações técnicas não devem ser retidas de modo incorrecto.
   2.20.        «Deficiência», em relação aos sistemas OBD dos veículos, implica que no máximo
                dois componentes ou sistemas separados que são monitorizados contêm
                características de funcionamento temporárias ou permanentes que prejudicam a
                monitorização, de outro modo eficiente, pelo OBD desses componentes ou sistemas
                ou não satisfazem todos os outros requisitos pormenorizados para o OBD. Os
                veículos podem ser homologados, matriculados e vendidos com tais deficiências nos
                termos do disposto no ponto 4 do presente anexo.
   3.           REQUISITOS E ENSAIOS
   3.1.         Os veículos devem estar todos equipados com um sistema OBD concebido,
                construído e instalado de um modo que lhe permita identificar os diversos tipos de
                deteriorações e anomalias que possam manifestar-se durante toda a vida do veículo.
                Neste contexto, a entidade de homologação aceitará que os veículos que tiverem
                percorrido uma distância superior à prevista para o ensaio de durabilidade de Tipo V
                referido no ponto 3.3.1 apresentem alguns sinais de deterioração no que respeita ao
                desempenho do sistema OBD, podendo os limites de emissões previstos no ponto
                3.3.2 ser excedidos antes de o sistema OBD assinalar qualquer anomalia ao condutor
                do veículo.
   3.1.1.       O acesso ao sistema OBD necessário para a inspecção, diagnóstico, manutenção ou
                reparação do veículo deve ser ilimitado e normalizado. Todos os códigos de
                anomalia relacionados com as emissões devem ser compatíveis com o ponto 6.5.3.4
                do apêndice 1 do presente anexo.'
   3.1.2.       O mais tardar três meses depois de o fabricante fornecer as informações relativas às
                reparações a qualquer representante ou oficina de reparação autorizados deve
                disponibilizá-las (incluindo todas as alterações e aditamentos subsequentes) contra
                um pagamento razoável e não discriminatório, notificando do facto a entidade
                homologadora.
                Em caso de incumprimento destas disposições a entidade homologadora deve
                adoptar medidas adequadas para assegurar a disponibilidade de informações
                relativas à reparação, em conformidade com os procedimentos estabelecidos para a
                homologação e as inspecções dos veículos em circulação.
 ---pagebreak--- 27.12.2006   PT
                                                          E/ECE/324
                                       Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/493
                                                          E/ECE/TRANS/505
                                                          Regulamento n.º 83
                                                          página 251
                                                          Anexo 7 – Apêndice 2
    3.2.        O sistema OBD deve ser concebido, construído e instalado no veículo de um modo
                que lhe permita satisfazer os requisitos do presente anexo nas condições normais de
                utilização.
    3.2.1.      Colocação fora de serviço temporária do sistema OBD
    3.2.1.1.    O fabricante pode prever a colocação fora de serviço do sistema OBD se a
                capacidade de monitorização deste for afectada por níveis de combustível baixos. A
                colocação fora de serviço em questão não pode ter lugar se o nível de combustível
                no tanque for superior a 20% da capacidade nominal deste.
    3.2.1.2.    Se apresentar dados e/ou uma avaliação técnica que demonstre convenientemente
                que a monitorização efectuada não seria fiável em tais condições, o fabricante pode
                prever a colocação fora de serviço do sistema OBD para temperaturas ambientes
                inferiores a 266 K (- 7 °C) no momento do arranque do motor ou altitudes superiores
                a 2 500 metros. Se, com base em dados e/ou numa avaliação técnica adequados,
                demonstrar à entidade competente que o sistema produziria um diagnóstico
                incorrecto em tais condições, o fabricante pode, além disso, solicitar que seja
                autorizada a colocação fora de serviço do sistema OBD a outras temperaturas
                ambientes no momento do arranque do motor. Não é necessário iluminar o
                indicador de anomalias (IA) se os limiares do OBD forem superados durante a
                regeneração, desde que não se verifique a existência de qualquer deficiência.
    3.2.1.3.    No caso dos veículos concebidos para serem equipados com tomadas de potência, a
                colocação fora de serviço dos sistemas de monitorização afectados só é autorizada se
                apenas tiver lugar com a tomada de potência activa.
    3.2.2.      Falhas de ignição do motor em veículos equipados com motor de ignição
                comandada
    3.2.2.1.    Para condições específicas de carga e velocidade do motor em relação às quais possa
                ser demonstrado à entidade competente que a detecção de níveis inferiores de falhas
                de ignição não seria fiável, os fabricantes podem adoptar como critério de anomalia
                uma percentagem de falhas de ignição superior à declarada àquela entidade.
    3.2.2.2.    Se um fabricante puder demonstrar à entidade competente que a detecção de níveis
                mais elevados de percentagens de falhas de ignição não melhoraria a fiabilidade da
                detecção, ou que as falhas de ignição não podem ser distinguidas de outros efeitos
                (por exemplo, estradas irregulares, mudanças de relações da caixa de velocidades
                depois do arranque do motor, etc.), o sistema de monitorização de falhas de ignição
                pode ser desactivado quando essas condições se verificarem.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/494                   Rev.1/Add.82/Rev.3
                                           Jornal Oficial da União Europeia                                27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 252
   Anexo 4 – Apêndice 1
   3.3.             Descrição dos ensaios
   3.3.1.           Os ensaios são realizados com o veículo utilizado no ensaio de durabilidade de Tipo
                    V descrito no anexo 9 e segundo o método de ensaio descrito no apêndice 1 do
                    presente anexo, uma vez concluído o ensaio de durabilidade de Tipo V.
                    Se este último ensaio não for realizado, ou a pedido do fabricante, pode utilizar-se
                    nos ensaios de demonstração do sistema OBD um veículo que se revele adequado
                    em termos de idade e representatividade.
   3.3.2.           O sistema OBD deve indicar a existência de uma anomalia de um componente ou
                    sistema relacionado com as emissões quando dessa anomalia resultarem emissões
                    que excedam os seguintes limites:
                            Massa de        Massa de              Massa de      Massa de óxidos    Massa de
                            referência    monóxido de         hidrocarbonetos       de azoto     partículas (1)
                               (RM)         carbono                 totais                           (PM)
                                (kg)                                                 (NOx)             L4
                                              (CO)                 (THC)               L3           (g/km)
                                               L1                     L2             (g/km)
                                             (g/km)                (g/km)
     Categoria   Classe                 Gasoli Diesel         Gasoli Diesel     Gasoli    Diesel    Diesel
                                          na                    na                na
       M(2)          -        Todas      3,20      3,20        0,40        0,40  0,60      1,20       0,18
                    I      RM < 1305     3,20      3,20        0,40        0,40  0,60      1,20       0,18
       N1(3)        II    1305 < RM     5,80      4,00        0,50        0,50  0,70      1,60       0,23
                              < 1760
                   III     1760 < RM     7,30      4,80        0,60        0,60  0,80      1,90       0,28
           1) Para os motores com ignição por compressão.
           2) Excepto os veículos com massa máxima superior a 2 500 kg.
           3) E os veículos da categoria M especificados na nota 2) supra.
   3.3.3.          Requisitos da monitorização efectuada no caso dos veículos equipados com um
                   motor de ignição comandada
                   Tendo em vista a satisfação dos requisitos do ponto 3.3.2, o sistema OBD deve
                   monitorizar, no mínimo:
   3.3.3.1.        A redução do rendimento do catalisador no que respeita unicamente às emissões de
                   hidrocarbonetos. Os fabricantes podem monitorizar o catalisador da frente apenas ou
                   em combinação com o(s)catalisador(es) a jusante. Cada catalisador ou combinação
                   de catalisadores monitorizados são considerados como não funcionando em
 ---pagebreak--- 27.12.2006   PT
                                                         E/ECE/324
                                      Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/495
                                                         E/ECE/TRANS/505
                                                         Regulamento n.º 83
                                                         página 253
                                                         Anexo 7 – Apêndice 2
               condições se as emissões excederem os limites dados para os HC no quadro do ponto
               3.3.2.
    3.3.3.2.   A existência de falhas de ignição do motor nas condições de funcionamento
               delimitadas pelas seguintes curvas:
               a)     Uma velocidade máxima de 4 500 min-1 ou superior em 1 000 min-1 à
                      velocidade máxima atingida num ciclo de ensaio de Tipo I, prevalecendo o
                      valor que for mais baixo;
               b)     A curva de binário positivo (isto é, carga do motor com a transmissão em ponto
                      morto);
               c)     Uma linha traçada entre os seguintes pontos de funcionamento do motor: o
                      ponto da curva de binário positivo a 3 000 min-1 e o ponto da curva de
                      velocidade máxima definida na alínea a) correspondente a uma depressão no
                      colector do motor inferior em 13,33 kPa à depressão tirada da curva de binário
                      positivo.
    3.3.3.3.   A deterioração do sensor de oxigénio.
    3.3.3.4.   Se estiverem activados para o tipo de combustível seleccionado, os outros
               componentes ou sistemas do sistema de controlo das emissões ou os componentes ou
               sistemas do conjunto propulsor relacionados com as emissões que estejam ligados a
               um computador e que, em caso de anomalia, possam ser responsáveis por um
               aumento das emissões de escape para níveis superiores aos limites previstos no ponto
               3.3.2.
    3.3.3.5.   A não ser que sejam monitorizados de outro modo, todos os outros componentes do
               conjunto propulsor relacionados com as emissões e ligados a um computador,
               incluindo quaisquer sensores relevantes que permitam que se efectuem as funções de
               monitorização, no que respeita à continuidade dos circuitos.
    3.3.3.6.   O dispositivo electrónico de controlo da purga das emissões por evaporação, no
               mínimo no que respeita à continuidade dos circuitos.
    3.3.4.     Requisitos de monitorização no caso dos veículos equipados com motor de ignição
               por compressão
               Tendo em vista a satisfação dos requisitos do ponto 3.3.2, o sistema OBD deve
               monitorizar:
    3.3.4.1.   A redução do rendimento do catalisador com que o veículo eventualmente esteja
               equipado.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/496                  Rev.1/Add.82/Rev.3
                                          Jornal Oficial da União Europeia                        27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 254
   Anexo 4 – Apêndice 1
   3.3.4.2.        A funcionalidade e a integridade do colector de partículas com que o veículo
                   eventualmente esteja equipado.
   3.3.4.3.        O(s) actuador(es) electrónico(s) de regulação da quantidade de combustível e de
                   regulação da injecção do sistema de alimentação de combustível, no que respeita à
                   continuidade dos circuitos e à total inoperacionalidade.
   3.3.4.4.        Os outros componentes ou sistemas do sistema de controlo das emissões ou os
                   componentes ou sistemas do conjunto propulsor relacionados com as emissões que
                   estejam ligados a um computador e que, em caso de anomalia, possam ser
                   responsáveis por um aumento das emissões de escape para níveis superiores aos
                   limites previstos no ponto 3.3.2. Trata-se, por exemplo, dos sistemas ou
                   componentes de monitorização e de controlo dos fluxos mássico e volumétrico de ar
                   (e da temperatura), da sobrepressão do turbocompressor e da pressão no colector de
                   admissão (e dos sensores necessários ao desempenho de tais funções).
   3.3.4.5.        A não ser que sejam monitorizados de outro modo, todos os outros componentes do
                   conjunto propulsor relacionados com as emissões e ligados a um computador, no que
                   respeita à continuidade dos circuitos.
   3.3.5.          Os fabricantes podem demonstrar à entidade homologadora que determinados
                   componentes ou sistemas não necessitam de ser monitorizados porque as emissões
                   produzidas não excederão os limites previstos no ponto 3.3.2 se os sistemas ou
                   componentes em questão ficarem totalmente inoperacionais ou forem removidos.
   3.4.            Inicia-se uma sequência de ensaios de diagnósticos a cada arranque do motor e
                   completa-se essa sequência pelo menos uma vez, se estiverem reunidas as condições
                   de realização dos ensaios. Estas últimas devem ser seleccionadas de modo a
                   corresponderem às condições de condução normais, representadas pelo ensaio de
                   Tipo I.
   3.5.            Activação do indicador de anomalias (IA)
   3.5.1.          O sistema OBD deve compreender um indicador de anomalias (IA) facilmente
                   visível para o condutor do veículo. Esse indicador não deve ser utilizado para outros
                   fins, excepto para informar o condutor das rotinas correspondentes ao modo
                   degradado de emergência (limp-home) ou ao arranque de emergência (start-up), e
                   deve ser perceptível em todas as condições de iluminação razoáveis. Quando
                   activado, deve exibir um símbolo conforme com a norma ISO 2575/.1/. Os veículos
                   não devem estar equipados com mais de um IA geral para problemas relacionados
   1/ Norma internacional ISO 2575-1982 (E) "Road Vehicles: Symbols for controls, indicators and
   tell-tales", símbolo n.º 4.36.
 ---pagebreak--- 27.12.2006       PT
                                                              E/ECE/324
                                           Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/497
                                                              E/ECE/TRANS/505
                                                              Regulamento n.º 83
                                                              página 255
                                                              Anexo 7 – Apêndice 2
                    com as emissões. Admitem-se avisadores luminosos distintos para fins específicos
                    (por exemplo, sistema de travagem, colocação dos cintos de segurança e pressão do
                    óleo). Está proibida a utilização da cor vermelha para um IA.
    3.5.2.         Quando uma estratégia de diagnóstico tiver sido concebida para que a activação do
                   IA exija mais de dois ciclos de pré-condicionamento, o fabricante deve fornecer
                   dados e/ou uma avaliação técnica que demonstre convenientemente que o sistema de
                   monitorização detecta a deterioração dos componentes de um modo igualmente
                   eficaz e atempado. Não serão aceites estratégias que exijam, em média, mais de dez
                   ciclos de condução para a activação do IA. O IA também deve ser activado sempre
                   que o sistema de controlo do motor passe a um modo de funcionamento pré-
                   estabelecido permanente no que respeita às emissões e os limites de emissões
                   previstos no ponto 3.3.2 sejam excedidos ou se o sistema OBD não puder satisfazer
                   as exigências básicas de monitorização, especificadas no ponto 3.3.3 ou no ponto
                   3.3.4 do presente anexo. Nos períodos em que ocorrerem falhas de ignição do motor
                   numa proporção (a especificar pelo fabricante) susceptível de danificar o catalisador,
                   o IA deve funcionar num modo avisador distinto, por exemplo, emissão de um sinal
                   luminoso intermitente. Por outro lado, o IA deve permanecer activado enquanto o
                   motor não arrancar ou rodar depois de a chave da ignição do veículo ter sido
                   colocada na posição «ligado» e deve desactivar-se depois do arranque do motor, se,
                   entretanto, não for detectada qualquer anomalia.
    3.6.           O sistema OBD deve registar o(s) código(s) de anomalia indicativo(s) do estado do
                   sistema de controlo das emissões. Devem ser utilizados códigos de estado diferentes
                   para identificar os sistemas de controlo das emissões que funcionam correctamente e
                   os sistemas de controlo das emissões cuja avaliação completa exige que o veículo
                   continue a ser operado. Se o IA for activado devido à ocorrência de anomalias ou à
                   passagem a um modo de funcionamento pré-estabelecido permanente para as
                   emissões, deve ser armazenado um código de anomalia que identifique a área
                   provável de ocorrência dessa deficiência. Também deve ser armazenado um código
                   de anomalia nos casos mencionados nos pontos 3.3.3.5 e 3.3.4.5 do presente anexo.
    3.6.1.         A distância percorrida pelo veículo enquanto o IA é activado deve ser disponível a
                   qualquer momento através da porta série do conector de ligação normalizado 2/
    3.6.2.         No caso dos veículos equipados com um motor de ignição comandada, não é
                   necessário que os cilindros onde têm lugar falhas de ignição sejam identificados
                   individualmente, desde que seja armazenado um código de anomalia distinto para as
                   falhas de ignição num ou vários cilindros.
    2/     Este requisito só é aplicável a partir de 1 de Janeiro de 2003 aos novos modelos de veículos
    com introdução electrónica da velocidade na gestão do motor. Será aplicável a todos os veículos
    que entrem em circulação a partir de 1 de Janeiro de 2005.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/498                Rev.1/Add.82/Rev.3
                                       Jornal Oficial da União Europeia                        27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 256
   Anexo 4 – Apêndice 1
   3.7.         Corte do IA
   3.7.1.       Se já não ocorrer nenhuma falha de ignição com níveis susceptíveis de danificar o
                catalisador (em conformidade com as especificações do fabricante), ou se o motor
                passar a funcionar em condições de velocidade e carga nas quais o nível da falha de
                ignição em questão já não seja susceptível de danificar o catalisador, o IA pode ser
                comutado para o anterior modo de activação durante o primeiro ciclo de condução
                em que o nível de falha foi detectado e pode ser comutado para o modo activado
                normal nos ciclos de condução subsequentes. Se o IA for comutado para o anterior
                modo de activação, os códigos de anomalia correspondentes e as condições
                armazenadas da trama retida podem ser apagadas.
   3.7.2.       No caso de qualquer outra anomalia, o IA pode ser desactivado depois de efectuados
                três ciclos de condução consecutivos durante os quais o sistema de monitorização
                responsável pela activação do referido indicador já não detecte a anomalia em
                questão nem sejam identificadas outras anomalias que activem elas próprias o IA.
   3.8.         Apagamento de um código de anomalia
   3.8.1.       O sistema OBD pode apagar um código de anomalia, a distância percorrida e a trama
                retida correspondente se a mesma anomalia não voltar a registar-se em, pelo menos,
                40 ciclos de aquecimento do motor.
   3.9.         Veículos bicombustível funcionando a gás
   3.9.1.       Para os veículos bicombustíveis funcionando a gás, os procedimentos:
                –  activação do indicador de anomalias (IA) (ver ponto 3.5. do presente anexo);
                –  armazenamento de códigos de anomalia (ver ponto 3.6. do presente anexo);
                –  corte do IA (ver ponto 3.7. do presente anexo);
                –  apagamento de um código de anomalia (ver ponto 3.8. do presente anexo),
                devem ser executados independentemente uns dos outros quando o veículo
                funcionar a gasolina ou a gás. Quando o veículo funcionar a gasolina, o
                resultado de qualquer dos procedimentos acima indicados não deve ser afectado
                quando o veículo funcionar a gás. Quando o veículo funcionar a gás, o
                resultado de qualquer dos procedimentos acima indicados não deve ser afectado
                quando o veículo funcionar a gasolina.
 ---pagebreak--- 27.12.2006 PT
                                                       E/ECE/324
                                    Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/499
                                                       E/ECE/TRANS/505
                                                       Regulamento n.º 83
                                                       página 257
                                                       Anexo 7 – Apêndice 2
    4.       REQUISITOS RELATIVOS                   À    HOMOLOGAÇÃO         DE   SISTEMAS       DE
             DIAGNÓSTICO A BORDO
    4.1.     Um fabricante pode solicitar à entidade competente que aceite um sistema OBD para
             homologação mesmo se o sistema contiver uma ou mais deficiências tais que não
             sejam totalmente satisfeitos os requisitos específicos do presente anexo.
    4.2.     Ao analisar o pedido, a entidade deve determinar se o cumprimento dos requisitos do
             presente anexo não é exequível nem razoável.
             A entidade tomará em consideração os dados obtidos do fabricante que
             pormenorizam factores tais como, sem se limitarem a estes, a exequibilidade técnica,
             o tempo necessário e os ciclos de produção, incluindo a entrada ou a saída de serviço
             dos motores ou dos projectos de motores e os melhoramentos programados dos
             computadores, a medida em que o sistema OBD resultante será eficaz para satisfazer
             os requisitos do presente regulamento e que o fabricante revelou um nível aceitável
             de esforços para o cumprimento dos requisitos do presente regulamento.
    4.2.1.   A entidade não deferirá qualquer pedido relativo a uma deficiência que inclua a falta
             completa de um monitor de diagnóstico exigido.
    4.2.2.   A entidade não aceitará qualquer pedido relativo a uma deficiência que não respeite
             os limiares do OBD contidos no ponto 3.3.2.
    4.3.     Ao determinar a ordem identificada das deficiências, as deficiências relativas aos
             pontos 3.3.3.1, 3.3.3.2 e 3.3.3.3 do presente anexo, no que diz respeito aos motores
             de ignição comandada, e pontos 3.3.4.1, 3.3.4.2 e 3.3.4.3 do presente anexo, no que
             diz respeito aos motores de ignição por compressão, serão identificadas em primeiro
             lugar.
    4.4.     Antes da homologação ou aquando da homologação, não será deferido qualquer
             pedido relativo a uma deficiência em relação aos requisitos do ponto 6.5, com
             excepção do ponto 6.5.3.4 do apêndice 1 do presente anexo. Este ponto não é
             aplicável aos veículos bicombustível funcionando a gás.
    4.5.     Veículos bicombustível funcionando a gás
    4.5.1.   Sem prejuízo dos requisitos do ponto 3.9.1, e sempre que solicitado pelo fabricante, o
             serviço administrativo aceitará as seguintes deficiências como estando em
             conformidade com os requisitos do presente anexo para efeitos da homologação de
             veículos bicombustível funcionando a gás:
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/500               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                       Jornal Oficial da União Europeia                          27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 258
   Anexo 4 – Apêndice 1
                 -    apagamento de um código de anomalia, distância percorrida e trama retida
                      correspondente após 40 ciclos de aquecimento do motor, independentemente
                      do combustível utilizado;
                 -    activação do IA em ambos os tipos de combustível (gasolina e gás) após a
                      detecção de uma anomalia em um dos tipos de combustível;
                 -    desactivação do IA depois de efectuados três ciclos de condução consecutivos
                      sem anomalia, independentemente do combustível utilizado na altura;
                 -    utilização de dois códigos de estado, um para cada tipo de combustível.
                O fabricante pode solicitar mais opções cujo deferimento ficará à descrição do
                serviço administrativo.
   4.5.2.       Sem prejuízo dos requisitos do ponto 6.6 do apêndice 1 do presente anexo, e sempre
                que solicitado pelo fabricante, a entidade homologadora aceitará as seguintes
                deficiências como estando em conformidade com os requisitos do presente anexo
                para efeitos de avaliação e transmissão de sinais de diagnóstico:
                – transmissão de sinais de diagnóstico relativos ao combustível utilizado num só
                      endereço fonte;
                – avaliação de um conjunto de sinais de diagnóstico para ambos os tipos de
                      combustível (correspondente à avaliação em veículos monocombustível a gás,
                      e independentemente do combustível utilizado);
                – selecção de um conjunto de sinais de diagnóstico (associado a um ou dois tipos de
                      combustível) através da posição de um comutador de combustível;
                – - avaliação e transmissão de um conjunto de sinais de diagnóstico para ambos os
                      tipos de combustível no computador do combustível, independentemente do
                      combustível que estiver a ser utilizado. O computador que controla o sistema
                      de fornecimento de gás avaliará e transmitirá sinais de diagnóstico relacionados
                      com o sistema de combustível gasoso e registará o historial do estado do
                      combustível.
                O fabricante pode solicitar mais opções cujo deferimento ficará à descrição da
                entidade homologadora.
   4.6.         Período autorizado para manutenção de uma deficiência
   4.6.1.       Uma deficiência pode continuar a existir durante um período de dois anos após a data
                da homologação do modelo de veículo a não ser que possa ser demonstrado de modo
                adequado que seriam necessárias modificações substanciais dos equipamentos do
                veículo, e um maior período de tempo para além dos dois anos, para corrigir a
                deficiência. Nesse caso, a deficiência pode manter-se por um período não superior a
                três anos.
   4.6.1.1.     No caso de um veículo bicombustível funcionando a gás, uma deficiência autorizada
                em conformidade com o disposto no ponto 4.5 pode manter-se por um período de
                três anos após a data da homologação do modelo de veículo em causa, a não ser que
 ---pagebreak--- 27.12.2006 PT
                                                        E/ECE/324
                                    Jornal Oficial da União  Europeia                    Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/501
                                                        E/ECE/TRANS/505
                                                        Regulamento n.º 83
                                                        página 259
                                                        Anexo 7 – Apêndice 2
             possa ser devidamente demonstrado que seriam necessárias modificações
             substanciais nos equipamentos do veículo e um período de tempo suplementar
             superior a três anos para a corrigir. Nesse caso, a deficiência pode manter-se por um
             período não superior a quatro anos.
    4.6.2.   Um fabricante pode solicitar ao serviço administrativo que autorize a posteriori uma
             deficiência se esta for detectada após a concessão da homologação inicial. Neste
             caso, a deficiência pode manter-se por um período de dois anos após a data da
             notificação ao serviço administrativo, a não ser que possa ser devidamente
             demonstrado que seriam necessárias modificações substanciais nos equipamentos do
             veículo e um período de tempo suplementar superior a dois anos para a corrigir.
             Nesse caso, a deficiência pode manter-se por um período não superior a três anos.
    4.7.     A entidade em causa deve notificar da sua decisão de deferimento do pedido todas as
             Partes no Acordo de 1958 que apliquem o presente regulamento.
    5.       ACESSO ÀS INFORMAÇÕES RELATIVAS AO OBD
    5.1.     Os pedidos de homologação ou de alteração de uma homologação devem ser
             acompanhados das informações pertinentes relativas ao sistema OBD do veículo.
             Estas informações permitirão aos fabricantes de peças de substituição ou de
             equipamento de retromontagem fabricar essas peças de forma compatível com o
             sistema OBD do veículo, a fim de evitar a ocorrência de erros e proteger o utilizador
             do veículo contra anomalias. Do mesmo modo, essas informações permitirão aos
             fabricantes de ferramentas de diagnóstico e equipamentos de ensaio fabricar
             ferramentas e equipamentos que realizem diagnósticos eficazes e rigorosos dos
             sistemas de controlo de emissões dos veículos.
    5.2.     O apêndice 1 do anexo 2, com as informações pertinentes referentes ao sistema
             OBD, é fornecido pelos serviços administrativos a qualquer fabricante de
             componentes, ferramentas de diagnóstico ou equipamentos de ensaio que esteja
             interessado, mediante pedido e sem discriminação.
    5.2.1.   Se um serviço administrativo receber, da parte de qualquer fabricante de
             componentes, ferramentas de diagnóstico ou equipamentos de ensaio que esteja
             interessado, um pedido de informação sobre o sistema OBD de um veículo que tenha
             sido homologado em conformidade com uma versão anterior do regulamento,
             – o serviço administrativo deve, no prazo de 30 dias, solicitar ao fabricante do
                veículo em questão que disponibilize as informações solicitadas no ponto
                4.2.11.2.7.6. do anexo 1. Não se aplica o requisito do segundo parágrafo do ponto 4.2.11.2.7.6;
             – o fabricante transmitirá essas informações ao serviço administrativo no prazo de
                dois meses a contar do pedido;
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/502               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                       Jornal Oficial da União Europeia                     27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 260
   Anexo 4 – Apêndice 1
                – o serviço administrativo transmitirá as informações aos serviços administrativos
                   dos Estados-Membros e a entidade que concedeu a primeira homologação deve
                   acrescentá-las ao anexo 1 da informação sobre a homologação do veículo.
                Este requisito não invalidará qualquer homologação previamente concedida ao
                abrigo do Regulamento n.º 83 nem impedirá a extensão de tais homologações nos
                termos do regulamento ao abrigo da qual foram inicialmente concedidas.
   5.2.2.       Só é possível solicitar informações sobre peças de substituição ou acessórios que
                estejam sujeitos a homologação UNECE ou sobre componentes que façam parte de
                um sistema que esteja sujeito a homologação UNECE.
   5.2.3.       O pedido de informação deve identificar a especificação exacta do modelo
                relativamente ao qual a informação é solicitada. O pedido deve confirmar que a
                informação é necessária para o desenvolvimento de peças de substituição ou de
                retromontagem, ferramentas de diagnóstico ou equipamentos de ensaio.
 ---pagebreak--- 27.12.2006     PT
                                                           E/ECE/324
                                        Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/503
                                                           E/ECE/TRANS/505
                                                           Regulamento n.º 83
                                                           página 261
                                                           Anexo 7 – Apêndice 2
                                          Anexo 11 - Apêndice 1
           ASPECTOS FUNCIONAIS DOS SISTEMAS DE DIAGNÓSTICO A BORDO (OBD)
    1.            INTRODUÇÃO
                 O presente apêndice descreve a metodologia a seguir nos ensaios previstos no ponto
                 3 do presente anexo. É descrito o método a utilizar na verificação do funcionamento
                 de um sistema de diagnóstico a bordo (OBD) instalado num veículo, método esse que
                 se baseia na simulação de um funcionamento anómalo de determinados subsistemas
                 do sistema de gestão do motor ou de controlo das emissões. Também se descreve a
                 metodologia a seguir na determinação da durabilidade dos sistemas OBD.
                 O fabricante deve fornecer os dispositivos eléctricos e/ou componentes defeituosos a
                 utilizar na simulação de anomalias. Quando medidos através do ciclo de ensaio de
                 Tipo I, esses componentes ou dispositivos defeituosos não devem levar a que as
                 emissões do veículo excedam os limites previstos no ponto 3.3.2 em mais de 20%.
                 Quando o veículo for analisado com os componentes ou dispositivos defeituosos
                 montados, o sistema OBD será aprovado se o IA for activado. O sistema OBD é
                 também homologado se o IA estiver activado abaixo dos valores-limite dos OBD.
    2.            DESCRIÇÃO DO ENSAIO
    2.1.         O ensaio dos sistemas OBD consiste nas seguintes fases:
    2.1.1.       simulação de uma anomalia de um componente do sistema de gestão do motor ou de
                 controlo das emissões,
    2.1.2.       pré-condicionamento do veículo com a anomalia simulada em conformidade com o
                 procedimento especificado nos pontos 6.2.1 ou 6.2.2,
    2.1.3.       condução do veículo com a anomalia simulada em conformidade com o ciclo de
                 ensaio de Tipo I e medição das emissões produzidas,
    2.1.4.       avaliação da reacção do sistema OBD à anomalia simulada, verificando-se
                 igualmente se esta é convenientemente indicada ao condutor do veículo.
    2.2.         Em alternativa, e a pedido do fabricante, pode simular-se electronicamente uma
                 anomalia de um ou mais componentes nas condições previstas no ponto 6.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/504               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                        Jornal Oficial da União Europeia                          27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 262
   Anexo 4 – Apêndice 1
   2.3.         Se puder ser demonstrado à entidade competente que a monitorização nas condições
                previstas para o ciclo de ensaio de Tipo I teria um carácter restritivo relativamente ao
                veículo em circulação, os fabricantes podem solicitar que a referida monitorização
                seja efectuada independentemente do ciclo de ensaio de Tipo I.
   3.           VEÍCULO E COMBUSTÍVEL A UTILIZAR NOS ENSAIOS
   3.1.         Veículo
                O veículo utilizado nos ensaios deve satisfazer os requisitos do ponto 3.1 do anexo 4.
   3.2.         Combustível
                Para os ensaios, devem ser utilizados os combustíveis de referência adequados
                definidos no anexo 10 para a gasolina e o combustível para motores Diesel e no
                anexo 10 A para os combustíveis GPL e GN. O tipo de combustível para cada tipo
                de anomalia a testar (descrito no ponto 6.3. do presente apêndice) pode ser
                seleccionado pelo serviço administrativo de entre os combustíveis de referência
                mencionados no anexo 10 A, no caso de um ensaio de um veículo monocombustível
                funcionando a gás, e de entre os combustíveis de referência mencionados nos anexos
                10 ou 10 A, no caso de um ensaio de um veículo bicombustível funcionando a gás.
                O tipo de combustível seleccionado não deve ser alterado durante nenhuma das fases
                de ensaio (descrita nos pontos 2.1 e 2.3 do presente apêndice). No caso de utilização
                de GPL ou GN como combustível, é admissível que o motor arranque com gasolina e
                seja comutado para GPL ou GN após um período pré-determinado de tempo, que é
                controlado automaticamente e não está sob o controlo do condutor.
   4.           CONDIÇÕES DE TEMPERATURA E PRESSÃO
   4.1.         As condições de temperatura e pressão dos ensaios devem satisfazer os requisitos do
                ensaio de Tipo I descrito no anexo 4.
   5.           EQUIPAMENTO DE ENSAIO
   5.1.         Banco de rolos
                O banco de rolos deve satisfazer os requisitos do anexo 4.
   6.           MÉTODO DE ENSAIO DO SISTEMA OBD
   6.1.         O ciclo de operações a realizar no banco de rolos deve satisfazer os requisitos do
                anexo 4.
 ---pagebreak--- 27.12.2006   PT
                                                         E/ECE/324
                                      Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/505
                                                         E/ECE/TRANS/505
                                                         Regulamento n.º 83
                                                         página 263
                                                         Anexo 7 – Apêndice 2
    6.2.       Pré-condicionamento do veículo
    6.2.1.     Em função do tipo de motor e depois de introduzido um dos modos de anomalia
               previstos no ponto 6.3, o veículo deve ser pré-condicionado através da execução de
               pelo menos dois ensaios de Tipo I consecutivos (partes um e dois). No caso dos
               veículos equipados com motor de ignição por compressão, admite-se um pré-
               condicionamento suplementar com dois ciclos correspondentes à parte dois.
    6.2.2.     A pedido do fabricante, podem utilizar-se outros métodos de pré-condicionamento.
    6.3.       Modos de anomalia a ensaiar
    6.3.1.     Veículos equipados com motor de ignição comandada
    6.3.1.1.   Substituição do catalisador por um catalisador deteriorado ou defeituoso ou
               simulação electrónica deste tipo de anomalia.
    6.3.1.2.   Falhas de ignição do motor em condições análogas às previstas para a monitorização
               das falhas de ignição no ponto 3.3.3.2 do presente anexo.
    6.3.1.3.   Substituição do sensor de oxigénio por um sensor de oxigénio deteriorado ou
               defeituoso ou simulação electrónica deste tipo de anomalia.
    6.3.1.4.   Desconexão eléctrica de qualquer outro componente relacionado com as emissões e
               ligado a um computador de gestão da propulsão (se activado para o tipo de
               combustível seleccionado).
    6.3.1.5.   Desconexão eléctrica do dispositivo electrónico de controlo da purga de emissões por
               evaporação (se o veículo estiver equipado com este tipo de dispositivo e se este
               estiver activado para o tipo de combustível seleccionado). Para esta anomalia
               específica, não é preciso proceder ao ensaio de Tipo I.
    6.3.2.     Veículos equipados com motor de ignição por compressão
    6.3.2.1.   Caso exista, substituição do catalisador por um catalisador deteriorado ou defeituoso
               ou simulação electrónica desse tipo de anomalia.
    6.3.2.2.   Caso exista, remoção do colector de partículas completo ou, se os sensores forem
               parte integrante do colector, montagem de um conjunto colector de partículas
               defeituoso.
    6.3.2.3.   Desconexão eléctrica de todos os actuadores electrónicos de regulação da quantidade
               de combustível e de regulação da injecção do sistema de alimentação de combustível.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/506                Rev.1/Add.82/Rev.3
                                       Jornal Oficial da União Europeia                       27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 264
   Anexo 4 – Apêndice 1
   6.3.2.4.     Desconexão eléctrica de qualquer outro componente relacionado com as emissões e
                ligado a um computador de gestão da propulsão.
   6.3.2.5.     Tendo em vista o cumprimento das disposições dos pontos 6.3.2.3 e 6.3.2.4 e com o
                acordo da entidade homologadora, o fabricante deve tomar as medidas adequadas
                para demonstrar que o sistema OBD indica a existência de uma anomalia quando
                ocorre uma desconexão.
   6.4.         Ensaio do sistema OBD
   6.4.1.       Veículos equipados com motor de ignição comandada
   6.4.1.1.     Depois de pré-condicionado conforme previsto no ponto 6.2, submete-se o veículo a
                um ensaio de Tipo I (partes um e dois).
                O IA deve activar-se antes do final do ensaio em qualquer das condições previstas
                nos pontos 6.4.1.2 a 6.4.1.5. O serviço técnico pode substituir essas condições por
                outras, em conformidade com o ponto 6.4.1.6.             Contudo, para efeitos de
                homologação, o número total de anomalias simulado não deve ser superior a quatro.
   6.4.1.2.     Substituição de um catalisador por um catalisador deteriorado ou defeituoso ou
                simulação electrónica de um catalisador deteriorado ou defeituoso de que resulte um
                nível de emissões de hidrocarbonetos superior ao limite previsto no ponto 3.3.2 do
                presente anexo.
   6.4.1.3.     Falhas de ignição induzidas em condições análogas às previstas para a monitorização
                das falhas de ignição no ponto 3.3.3.2 do presente anexo de que resultem níveis de
                emissões que excedam um ou mais dos limites previstos no ponto 3.3.2 do presente
                anexo.
   6.4.1.4.     Substituição de um sensor de oxigénio por um sensor de oxigénio deteriorado ou
                defeituoso ou simulação electrónica de um sensor de oxigénio deteriorado ou
                defeituoso de que resultem níveis de emissões que excedam um ou mais dos limites
                previstos no ponto 3.3.2 do presente anexo.
   6.4.1.5.     Desconexão eléctrica do dispositivo electrónico de controlo da purga de emissões por
                evaporação (se o veículo estiver equipado com este tipo de dispositivo e se este
                estiver activado para o tipo de combustível seleccionado).
   6.4.1.6.     Desconexão eléctrica de qualquer outro componente do conjunto propulsor
                relacionado com as emissões e ligado a um computador de que resultem níveis de
                emissões que excedam um ou mais dos limites previstos no ponto 3.3.2 do presente
                anexo (se activado para o tipo de combustível seleccionado).»
   6.4.2.       Veículos equipados com motor de ignição por compressão
 ---pagebreak--- 27.12.2006   PT
                                                        E/ECE/324
                                     Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/507
                                                        E/ECE/TRANS/505
                                                        Regulamento n.º 83
                                                        página 265
                                                        Anexo 7 – Apêndice 2
    6.4.2.1.   Depois de pré-condicionado conforme previsto no ponto 6.2, submete-se o veículo a
               um ensaio de Tipo I (partes um e dois).
               O IA deve activar-se antes do final do ensaio em qualquer das condições previstas
               nos pontos 6.4.2.2 a 6.4.2.5. O serviço técnico pode substituir essas condições por
               outras, em conformidade com o ponto 6.4.2.5.                Contudo, para efeitos de
               homologação, o número total de anomalias simulado não deve ser superior a quatro.
    6.4.2.2.   Caso exista, substituição de um catalisador por um catalisador deteriorado ou
               defeituoso ou simulação electrónica de um catalisador deteriorado ou defeituoso de
               que resultem níveis de emissões que excedam os limites previstos no ponto 3.3.2 do
               presente anexo.
    6.4.2.3.   Caso exista, remoção do colector de partículas completo ou substituição do colector
               por um colector de partículas defeituoso nas condições previstas no ponto 6.3.2.2
               supra de que resultem níveis de emissões que excedam os limites previstos no ponto
               3.3.2 do presente anexo.
    6.4.2.4.   Nas condições previstas no ponto 6.3.2.5, desconexão de todos os actuadores
               electrónicos de regulação da quantidade de combustível e de regulação da injecção
               do sistema de alimentação de combustível de que resultem níveis de emissões que
               excedam os limites previstos no ponto 3.3.2 do presente anexo.
    6.4.2.5.   Nas condições previstas no ponto 6.3.2.5, desconexão de qualquer outro componente
               do conjunto propulsor relacionado com as emissões e ligado a um computador de que
               resultem níveis de emissões que excedam um ou mais dos limites previstos no ponto
               3.3.2 do presente anexo.
    6.5.       Sinais de diagnóstico
    6.5.1.1.   Ao ser detectada a primeira anomalia de um componente ou sistema, a «trama retida»
               correspondente às condições do motor no momento deve ser armazenada na memória
               do computador. Se, subsequentemente, ocorrer uma anomalia no sistema de
               alimentação de combustível ou sob a forma de falhas de ignição, a trama de
               condições armazenada anteriormente deve ser substituída pelas condições
               correspondentes a essa anomalia do sistema de alimentação de combustível ou às
               falhas de ignição em questão, consoante o que ocorrer primeiro. As condições do
               motor armazenadas incluirão, entre outras, o valor da carga calculado, a velocidade
               do motor, o(s) valor(es) da regulação fina do combustível (se for(em) conhecido(s)),
               a pressão do combustível (se for conhecida), a velocidade do veículo (se for
               conhecida), a temperatura do líquido de arrefecimento, a pressão no colector de
               admissão (se for conhecida), o funcionamento com ou sem sinal de realimentação (se
               for conhecido) e o código de anomalia que esteve na origem do armazenamento dos
               dados. A trama armazenada deve corresponder ao conjunto de condições escolhido
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/508                Rev.1/Add.82/Rev.3
                                       Jornal Oficial da União Europeia                         27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 266
   Anexo 4 – Apêndice 1
                pelo fabricante como o mais apropriado com vista a uma reparação eficaz. Só é
                exigida uma trama de dados. Os fabricantes podem optar por armazenar mais tramas
                de dados, desde que pelo menos a trama requerida possa ser lida por um instrumento
                genérico de exploração que satisfaça as especificações dos pontos 6.5.3.2 e 6.5.3.3.
                Se o código de anomalia que esteve na origem do armazenamento das condições em
                questão for apagado nas circunstâncias previstas no ponto 3.7 do presente anexo, as
                condições do motor armazenadas também podem ser apagadas.
   6.5.1.2.     Para além da trama (retida) de informações necessária, e desde que as informações
                indicadas sejam acessíveis ao computador de bordo ou possam ser determinadas com
                base nas informações acessíveis ao computador de bordo, os sinais a seguir
                enumerados devem poder ser comunicados através da porta série do conector
                normalizado de ligação para dados, mediante pedido nesse sentido: códigos de
                diagnóstico de anomalias, temperatura do fluido de arrefecimento do motor, estado
                do sistema de controlo do combustível (com ou sem sinal de realimentação, outro),
                regulação fina do combustível, avanço da ignição, temperatura do ar de admissão,
                pressão do ar no colector, caudal de ar, velocidade do motor, valor de saída do sensor
                da posição do acelerador, estado do ar secundário (ascendente, descendente ou
                atmosférico), valor calculado da carga, velocidade do veículo e pressão do
                combustível.
                Os sinais devem ser fornecidos em unidades normalizadas baseadas nas
                especificações do ponto 6.5.3.            Os sinais efectivos devem ser claramente
                identificados, separadamente dos sinais do modo degradado de emergência (limp
                home) e dos valores pré-estabelecidos (default).
   6.5.1.3.     No caso dos sistemas de controlo das emissões que sejam objecto de ensaios de
                avaliação a bordo específicos (catalisador, sensor de oxigénio, etc.), com excepção
                da detecção de falhas de ignição, da monitorização do sistema de alimentação de
                combustível e da monitorização completa dos componentes, os resultados do ensaio
                mais recente a que o veículo foi sujeito e os limites com os quais o sistema é
                comparado devem ser acessíveis através da porta série de dados do conector
                normalizado de ligação para dados, em conformidade com as especificações do ponto
                6.5.3. No que se refere aos componentes e sistemas monitorizados acima excluídos,
                deve ser acessível através do conector da ligação para dados uma indicação de
                válido/não-válido referente aos resultados de ensaio mais recentes.
   6.5.1.4.     Nas condições previstas no ponto 6.5.3.3 do presente apêndice, os requisitos do
                sistema OBD com base nos quais o veículo é homologado (isto é, o presente anexo
                ou os requisitos alternativos previstos no ponto 5) e os principais sistemas de
                controlo das emissões monitorizados pelo sistema OBD, segundo o ponto 6.5.3.3,
                devem ser acessíveis através da porta série de dados do conector normalizado de
                ligação para dados em conformidade com as especificações do ponto 6.5.3 do
                presente apêndice.
 ---pagebreak--- 27.12.2006   PT
                                                         E/ECE/324
                                      Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/509
                                                         E/ECE/TRANS/505
                                                         Regulamento n.º 83
                                                         página 267
                                                         Anexo 7 – Apêndice 2
    6.5.1.5.   A partir de 1 de Janeiro de 2003, no que diz respeito aos novos modelos, e de 1 de
               Janeiro de 2005, no que diz respeito a todos os modelos de veículos que entram em
               circulação, o número de identificação da calibração do suporte lógico deve ser posto
               à disposição através da porta série do conector normalizado de ligação para dados. O
               número de identificação da calibração do suporte lógico deve ser fornecido num
               formato normalizado.
    6.5.2.     Não é necessário que o sistema de diagnóstico utilizado no controlo das emissões
               avalie os componentes durante a manifestação de uma anomalia se tal puder
               comprometer as condições de segurança ou provocar o colapso do componente.
    6.5.3.     O acesso ao sistema de diagnóstico utilizado no controlo das emissões deve ser
               normalizado e, além disso, o sistema deve ser conforme com as normas ISO e/ou a
               especificação SAE a seguir enumeradas.
    6.5.3.1.   As ligações de comunicação entre o equipamento de bordo e o equipamento externo
               devem obedecer a uma das normas a seguir indicadas, com as restrições previstas:
               ISO 9141 - 2: 1994 (alteração de 1996) "Road Vehicles – Diagnostic Systems – Part
               2: CARB requirements for interchange of digital information";
               SAE J1850: Março de 1998 "Class B Data Communication Network Interface". As
               mensagens relacionadas com as emissões devem utilizar o controlo de redundância
               cíclica e o cabeçalho de três bytes, mas não a separação inter-bytes ou somas de
               controlo;
               ISO 14230 – Part 4 "Road Vehicles – Keyword protocol 2000 for diagnostic systems
               – Part 4: Requirements for emission-relate systems";
               ISO DIS 15765-4 "Road vehicles – Diagnostics on Controller Area Network (CAN) –
               Part 4: Requirements for emissions-related systems", com data de 1 de Novembro
               de 2001.
    6.5.3.2.   O equipamento de ensaio e os instrumentos de diagnóstico necessários para
               comunicar com os sistemas OBD devem satisfazer ou exceder as especificações
               funcionais da norma ISO DIS 15031-4 "Road Vehicles - Communication between
               vehicle and external test equipment for emissions-related diagnostics - Part 4:
               External test equipment", com data de 1 de Novembro de 2001.
    6.5.3.3.   Os dados básicos de diagnóstico (especificados no ponto 6.5.1) e as informações do
               controlo bidireccional devem ser fornecidos no formato e unidades previstos na
               norma ISO DIS 15031-5 "Road Vehicles - Communication between vehicle and
               external test equipment for emissions-related diagnostics - Part 5: Emissions-related
               diagnostic services", com data de 1 de Novembro de 2001, e devem ser acessíveis
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/510                Rev.1/Add.82/Rev.3
                                        Jornal Oficial da União Europeia                      27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 268
   Anexo 4 – Apêndice 1
                por meio de um instrumento de diagnóstico que satisfaça os requisitos da norma ISO
                DIS 15031-4.
                O fabricante do veículo deve fornecer a um organismo nacional de normalização os
                dados de diagnóstico relativos a emissões, por exemplo, PID, ID do monitor OBD,
                ID de Testes não especificados na norma ISO DIS 15031-5, mas relacionados com o
                presente regulamento.
   6.5.3.4.     Quando se regista uma anomalia, o fabricante deve identificar a anomalia utilizando
                um código de anomalia adequado compatível com os dados no ponto 6.3 da norma
                ISO DIS 15031-6 Road Vehicles - Communication between vehicle and external test
                equipment for emissions-related diagnostics - Part 6: Diagnostic trouble code
                definitions, relativa a emission related system diagnostic trouble codes. Se tal
                identificação não for possível, o fabricante pode utilizar códigos de avarias de
                diagnóstico em conformidade com os pontos 5.3 e 5.6 da norma ISO DIS 15031-6.
                Os códigos de anomalia devem ser integralmente acessíveis através de um
                equipamento de diagnóstico normalizado que cumpra o disposto no ponto 6.5.3.2 do
                presente anexo.
                O fabricante do veículo deve fornecer a um organismo nacional de normalização os
                dados de diagnóstico relativos a emissões, por exemplo, PID, ID do monitor OBD,
                ID de Testes não especificados na ISO DIS 15031-5, mas relacionados com o
                presente regulamento.
   6.5.3.5.     A interface de conexão entre o veículo e o ensaiador do sistema de diagnóstico deve
                ser normalizada e preencher todos os requisitos da norma ISO DIS 150313 “Road
                Vehicles - Communication between vehicle and external test equipment for
                emissions-related diagnostics - Part 3: Diagnostic connector and related electrical
                circuits: specification and use”, com data de 1 de Novembro de 2001. A posição de
                montagem, que depende do acordo do serviço administrativo, deve ser facilmente
                acessível ao pessoal técnico e estar protegida contra a transformação abusiva por
                pessoas não qualificadas.
   6.6.         Requisitos específicos relativos à transmissão de sinais de diagnóstico de veículos
                bicombustível funcionando a gás
   6.6.1.       Para veículos bicombustível funcionando a gás, em que os sinais específicos de
                diagnóstico dos diferentes sistemas de combustível são registados no mesmo
                computador, os sinais de diagnóstico para o funcionamento a gasolina e para o
                funcionamento a gás devem ser avaliados e transmitidos independentemente
                uns dos outros.
 ---pagebreak--- 27.12.2006 PT
                                                      E/ECE/324
                                   Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/511
                                                      E/ECE/TRANS/505
                                                      Regulamento n.º 83
                                                      página 269
                                                      Anexo 7 – Apêndice 2
    6.6.2.   Para veículos bicombustível funcionando a gás, em que os sinais específicos
             dos diferentes sistemas de combustível são registados em diferentes
             computadores, os sinais de diagnóstico para o funcionamento a gasolina e para
             o funcionamento a gás devem ser avaliados e transmitidos a partir do
             computador específico do combustível.
    6.6.3.   A pedido de um instrumento de diagnóstico, os sinais de diagnóstico para um
             veículo a gasolina devem ser transmitidos a um endereço-fonte e os sinais de
             diagnóstico do veículo a gás devem ser transmitidos a outro endereço-fonte. A
             utilização de endereços fonte está descrita na norma ISO DIS 15031-5 “Road
             Vehicles - Communication between vehicle and external test equipment for
             emissions-related diagnostics - Part 5: External test equipment”, com data de 1
             de Novembro de 2001.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/512                Rev.1/Add.82/Rev.3
                                        Jornal Oficial da União Europeia                       27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 270
   Anexo 4 – Apêndice 1
                                          Anexo 11 - Apêndice 2
                 CARACTERÍSTICAS ESSENCIAIS DA FAMÍLIA DE VEÍCULOS
   1.           PARÂMETROS QUE DEFINEM UMA FAMÍLIA DE SISTEMAS OBD
                As famílias de sistemas OBD podem ser definidas por meio de parâmetros de
                concepção básicos comuns a todos os veículos da família em questão. Nalguns casos,
                pode haver interacção de parâmetros. Esse tipo de efeitos também terá de ser tido em
                conta, para garantir que numa determinada família de sistemas OBD só sejam
                incluídos veículos com características similares no que respeita às emissões de
                escape.
   2.           Neste contexto, consideram-se pertencentes à mesma combinação motor-sistema de
                controlo das emissões-sistema OBD os modelos de veículos cujos parâmetros abaixo
                enumerados sejam idênticos.
                Motor:
                a)    processo de combustão (ignição comandada, ignição por compressão, dois
                      tempos, quatro tempos);
                b)    método de alimentação de combustível ao motor (carburador ou injecção de
                      combustível).
                Sistema de controlo das emissões:
                a)    tipo de catalisador (oxidação, três vias, catalisador aquecido, outro);
                b)    tipo de colector de partículas,
                c)    injecção de ar secundário (com ou sem injecção);
                d)    recirculação dos gases de escape (com ou sem recirculação).
                Partes e funcionamento do sistema OBD:
                      métodos utilizados pelo sistema OBD para a monitorização funcional, a
                      detecção de anomalias e a indicação das anomalias detectadas ao condutor do
                      veículo.
 ---pagebreak--- 27.12.2006 PT
                                                       E/ECE/324
                                    Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/513
                                                       E/ECE/TRANS/505
                                                       Regulamento n.º 83
                                                       página 271
                                                       Anexo 7 – Apêndice 2
                                              Anexo 12
                 CONCESSÃO DA HOMOLOGAÇÃO ECE A UM VEÍCULO
                     ALIMENTADO A GPL OU A GÁS NATURAL (GN)
    1.       INTRODUÇÃO
             O presente anexo descreve os requisitos especiais que se aplicam no caso da
             homologação de um veículo que funciona com GPL ou gás natural (GN), ou que
             pode funcionar quer com gasolina sem chumbo quer com GPL ou gás natural, no que
             diz respeito ao ensaio com GPL ou gás natural.
             No caso do GPL e do gás natural, existem muitos combustíveis com composições
             diferentes, exigindo que o sistema de alimentação de combustível adapte os seus
             débitos de alimentação a essas composições. Para demonstrar essa capacidade, o
             veículo tem de ser submetido ao ensaio de Tipo I com, dois combustíveis de
             referência extremos e demonstrar a auto-adaptabilidade do sistema de alimentação de
             combustível. Sempre que essa auto-adaptabilidade tiver sido demonstrada num
             veículo, tal veículo pode ser considerado como precursor de uma família. Se
             estiverem equipados com o mesmo sistema de abastecimento de combustível, os
             veículos que satisfazem, os requisitos dessa família têm de ser ensaiados apenas com
             um combustível.
    2.       DEFINIÇÕES
             Para efeitos do disposto no presente anexo, entende-se por:
    2.1.     «Veículo precursor», um veículo seleccionado como veículo em que vai ser
             demonstrada a auto-adaptabilidade de um sistema de abastecimento de combustível,
             e ao qual os membros de uma família se referem. É possível haver mais do que um
             veículo precursor numa família.
    2.2.     Membro da família
    2.2.1.   «Membro de uma família», um veículo que partilha as seguintes características
             essenciais com o(s)s seu(s)s precursor(es):
             a)    É produzido pelo mesmo fabricante.
             b)    Está sujeito aos mesmos limites de emissões.
             c)    Se o sistema de alimentação de gás tiver uma unidade de medição central para
                   todo o motor:
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/514               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                        Jornal Oficial da União Europeia                       27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 272
   Anexo 4 – Apêndice 1
                      tem uma potência certificada compreendida entre 0,7 e 1,15 vezes a do motor
                      do veículo precursor.
                      Se o sistema de alimentação de gás tiver uma unidade de medição individual
                      por cilindro:
                      tem uma potência certificada compreendida entre 0,7 e 1,15 vezes a do motor
                      do veículo precursor.
                d)    Se equipado com um catalisador, tem o mesmo tipo de catalisador, isto é de
                      três vias, de oxidação, de eliminação NOx.
                e)    Tem um sistema de alimentação de gás (incluindo o regulador de pressão) do
                      mesmo fabricante e do mesmto tipo: de indução, de injecção de vapor (ponto
                      único, multiponto), de injecção de líquido (ponto único, multiponto).
                f)    O sistema de alimentação de gás é controlado por uma UCE (unidade de
                      controlo electrónico) do mesmo tipo e com a mesma especificação técnica,
                      contendo os mesmos princípios de suporte lógico e a mesma estratégia de
                      controlo.
   2.2.2.       No que diz respeito ao requisito c): no caso de uma demonstração revelar que dois
                veículos alimentados a gás podem ser membros da mesma família, excepto no que
                diz respeito à sua potência certificada, respectivamente P1 e P2 (P1 < P2), e ambos
                são ensaiados como se fossem veículos precursores, a relação familiar será
                considerada válida para qualquer veículo com potência certificada compreendida
                entre 0,7 P1 e 1,15 P2.
   3.           CONCESSÃO DA HOMOLOGAÇÃO
                A homologação é concedida sem prejuízo dos seguintes requisitos:
   3.1.         Homologação de um veículo precursor no que diz respeito às emissões de escape
                O veículo precursor deve demonstrar a sua capacidade de se adaptar a um
                combustível de qualquer composição que possa ocorrer no mercado. No caso do
                GPL, há variações no teor C3/C4, enquanto que, no caso do gás natural, há
                geralmente dois tipos de combustível, o combustível de elevado valor calorífico (gás
                H) e o de baixo valor calorífico (gás L), mas com uma difusão significativa dentro de
                ambas as gamas, que diferem significativamente quanto ao índice de Wobbe. Estas
                variações reflectem-se nos combustíveis de referência.
 ---pagebreak--- 27.12.2006         PT
                                                                E/ECE/324
                                             Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/515
                                                                E/ECE/TRANS/505
                                                                Regulamento n.º 83
                                                                página 273
                                                                Anexo 7 – Apêndice 2
    3.1.1.           O(s) veículo(s) precursor(es) deve(m) ser submetidos(s) ao ensaio de Tipo I com os
                     dois combustíveis de referência extremos do anexo 10 A.
    3.1.1.1.         Se a transição de um combustível para outro for na prática auxiliada pela utilização
                     de um comutador, este comutador não deve ser utilizado durante a homologação.
                     Nesse caso, a pedido do fabricante e com o acordo do serviço técnico, o ciclo de pré-
                     condicionamento referido no ponto 5.3.1 do anexo 4 pode ser alargado.
    3.1.2.           O(s) veículo(s) é(são) considerado(s) como estando em conformidade se, com ambos
                     os combustíveis de referência, o veículo satisfizer os limites de emissões.
    3.1.3.           Determina-se a relação dos resultados das emissões «r» para cada poluente do
                     seguinte modo:
          Tipo(s) de combustível            Combustíveis de referência              Cálculo de «r»:
              GPL e gasolina                        Combustível A
             (homologação B)
              ou apenas GPL                         Combustível B
             (homologação D)
               GN e gasolina                     Combustível G 20
             (homologação B)
               ou apenas GN                      Combustível G 25
             (homologação D)
    3.2.             Homologação de um membro da família no que diz respeito às emissões de escape:
                     Submete-se um membro da família a um ensaio de Tipo I, efectuado com um
                     combustível de referência. Este combustível de referência pode ser qualquer um dos
                     combustíveis de referência. O veículo é considerado como estando em conformidade
                     se forem satisfeitos os seguintes requisitos:
    3.2.1.           O veículo satisfaz a definição do membro da família dada no ponto 2.2 supra.
    3.2.2.           Se o combustível de referência for o combustível de referência A para o GPL ou G20
                     para o GN, o resultado das emissões é multiplicado pelo factor pertinente «r» se
                     r > 1; não é necessária qualquer correcção se r < 1.
                     Se o combustível de referência for o combustível de referência B para o GPL ou G25
                     para o GN, o resultado das emissões é dividido pelo factor pertinente «r» se r > 1;
                     não é necessária qualquer correcção se r < 1.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/516               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                       Jornal Oficial da União Europeia                        27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 274
   Anexo 4 – Apêndice 1
   3.2.3.       O veículo deve satisfazer os limites das emissões válidos para a categoria pertinente
                no que diz respeito às emissões tanto medidas como calculadas.
   3.2.4.       Se forem efectuados repetidos ensaios no mesmo motor, calcula-se primeiro a média
                dos resultados referentes ao combustível G20, ou A, e ao combustível de referência
                G25 ou B; o factor «r» é então calculado a partir da média desses resultados.
   4.           DISPOSIÇÕES GERAIS
   4.1.         Os ensaios para a conformidade da produção podem ser efectuados com um
                combustível comercial cuja razão C3/C4 esteja compreendida entre as dos
                combustíveis de referência no caso do GPL, ou cujo índice de Wobbe esteja
                compreendido entre os dos combustíveis de referência extremos no caso do GN.
                Neste caso, é necessário apresentar uma análise do combustível.
 ---pagebreak--- 27.12.2006      PT
                                                            E/ECE/324
                                         Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/517
                                                            E/ECE/TRANS/505
                                                            Regulamento n.º 83
                                                            página 275
                                                            Anexo 7 – Apêndice 2
                                                   Anexo 13
           PROCEDIMENTO DE ENSAIO DAS EMISSÕES PARA VEÍCULOS EQUIPADOS
                        COM UM SISTEMA DE REGENERAÇÃO PERIÓDICA
    1.        INTRODUÇÃO
              No presente anexo definem-se as disposições específicas relativas à homologação de um
              veículo equipado com um sistema de regeneração periódica, tal como definido no ponto
              2.20 do presente regulamento.
    2.        ÂMBITO DE APLICAÇÃO E EXTENSÃO DA HOMOLOGAÇÃO
    2.1.      Agrupamento em famílias de veículos equipados com um sistema de regeneração
              periódica
              O procedimento é aplicável a veículos equipados com um sistema de regeneração
              periódica, tal como definido no ponto 2.20. do presente regulamento. Para os efeitos do
              presente anexo, podem estabelecer-se agrupamentos em famílias de veículos. Assim
              sendo, os modelos de veículos com sistemas de regeneração, cujos parâmetros, a seguir
              descritos, sejam idênticos, ou estejam dentro das tolerâncias indicadas, são considerados
              como pertencendo à mesma família no que respeita às medições específicas dos sistemas
              de regeneração periódica definidos.
    2.1.1.    Os parâmetros idênticos são:
              Motor:
              a)        Processo de combustão.
                        Sistema de regeneração periódica (catalisador, colector de partículas):
              a)        Construção (tipo de câmara, de metal precioso e de substrato e densidade das
                        células),
              b)        Tipo e princípio de funcionamento,
              c)        Dosagem e sistema de aditivação,
              d)        Volume (± 10 %),
              e)        Localização (temperatura ± 50°C a 120 km/h ou 5% da diferença
              temperatura/pressão máximas).
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/518                 Rev.1/Add.82/Rev.3
                                         Jornal Oficial da União Europeia                         27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 276
   Anexo 4 – Apêndice 1
   2.2.       Modelos de veículos com massas de referência diferentes
              Os factores Ki desenvolvidos pelos procedimentos do presente anexo para a
              homologação de um modelo de veículo com um sistema de regeneração periódica, tal
              como definido no ponto 2.20 do presente regulamento, podem ser alargados a outros
              veículos da família com uma massa de referência situada nas duas classes superiores
              seguintes de inércia equivalente ou em qualquer classe inferior de inércia equivalente.
   3.         PROCEDIMENTO DE ENSAIO
              O veículo pode estar equipado com um interruptor capaz de impedir ou permitir o
              processo de regeneração desde que essa operação não tenha efeitos sobre a calibração
              original do motor. Tal interruptor será autorizado unicamente para impedir a
              regeneração durante a carga do sistema de regeneração e durante os ciclos de pré-
              condicionamento. Não será, no entanto, utilizado durante a medição das emissões
              durante a fase de regeneração; o ensaio de emissões é realizado com a unidade de
              controlo do fabricante do equipamento de origem na sua configuração original.
   3.1.       Medição das emissões de escape entre dois ciclos em que ocorrem fases de regeneração
              A média das emissões entre as fases de regeneração e durante a carga do dispositivo de
              regeneração é determinada pela média aritmética de vários ciclos de funcionamento de
              Tipo I aproximadamente equidistantes (se forem mais do que dois) ou ciclos
              equivalentes no banco de ensaio de motores. Em alternativa, o fabricante pode fornecer
              dados que comprovem que as emissões permanecem constantes (± 15%) entre as fases
              de regeneração. Neste caso, podem ser utilizadas as emissões medidas durante o ensaio
              normal de Tipo I. Em qualquer outro caso, devem ser realizadas medições das emissões
              de pelo menos dois ciclos de funcionamento de Tipo I ou ciclos equivalentes no banco
              de ensaio de motores: um imediatamente após a regeneração (antes de uma nova carga) e
              outro tão perto quanto possível de uma fase de regeneração. Todas as medições e
              cálculos de emissões são realizados em conformidade com os pontos 5, 6, 7 e 8 do anexo
              4.
   3.1.2.     O processo de carga e a determinação de Ki devem ser efectuados durante o ciclo de
              funcionamento de Tipo I num banco de rolos ou num banco de ensaio de motores
              utilizando um ciclo de ensaio equivalente. Estes ciclos podem ser realizados sem
              interrupção (sem desligar o motor entre os ciclos). O veículo pode ser retirado do banco
              de rolos após qualquer número de ciclos completos e o ensaio ser retomado
              posteriormente
   3.1.3.     O número de ciclos (D) entre dois ciclos em que ocorrem fases de regeneração, o
              número de ciclos em que são efectuadas medições das emissões (n) e cada medição das
              emissões (M’sij) devem ser registados no anexo 1, pontos 4.2.11.2.1.10.1
              a 4.2.11.2.1.10.4 ou 4.2.11.2.5.4.1 a 4.2.11.2.5.4.4, conforme o caso.
 ---pagebreak--- 27.12.2006     PT
                                                                 E/ECE/324
                                              Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/519
                                                                 E/ECE/TRANS/505
                                                                 Regulamento n.º 83
                                                                 página 277
                                                                 Anexo 7 – Apêndice 2
    3.2.     Medição das emissões durante a regeneração
    3.2.1.   A preparação do veículo, se necessária, para o ensaio de emissões durante uma fase de
             regeneração, pode ser efectuada usando os ciclos de preparação previstos no ponto 5.3.
             do anexo 4 do regulamento ou ciclos equivalentes no banco de ensaio de motores, em
             função do procedimento de carga escolhido no ponto 3.1.2 supra.
    3.2.2.   As condições de ensaio e o estado do veículo para o ensaio descritos no anexo 4 são
             aplicáveis antes de ser realizado o primeiro ensaio de emissões válido.
    3.2.3.   A regeneração não pode ocorrer durante a preparação do veículo.                    Tal pode ser
             assegurado por um dos seguintes métodos:
    3.2.3.1. Instalação de um sistema de regeneração simulado para os ciclos de pré-
             condicionamento.
    3.2.3.2. Qualquer outro método acordado entre o fabricante e a entidade homologadora.
    3.2.4.   É realizado um ensaio das emissões de escape após arranque a frio que inclua um
             processo de regeneração em conformidade com o ciclo de funcionamento de Tipo I ou
             ciclo equivalente no banco de ensaio de motores. Se os ensaios das emissões entre dois
             ciclos em que ocorrem fases de regeneração forem realizados num banco de ensaio de
             motores, o ensaio das emissões que inclua uma fase de regeneração também será
             realizado num banco de ensaio de motores.
    3.2.5.   Se o processo de regeneração exigir mais do que um ciclo de funcionamento, realizar-se-
             á imediatamente um ou mais ciclos de ensaio subsequentes, sem desligar o motor, até se
             realizar a regeneração completa (todos os ciclos serão completados). O intervalo
             necessário para configurar um novo ensaio deve ser o mais curto possível (por exemplo,
             mudança do colector de partículas). O motor deve estar desligado durante este período.
    3.2.6.   Os valores de emissão durante a regeneração (Mri) são calculados segundo o ponto 8 do
             anexo 4. Regista-se o número de ciclos de funcionamento (d) medidos para uma
             regeneração completa.
    3.3.     Cálculo das emissões de escape combinadas
                       n                                                  d
                    ∑M          '
                                sij                                     ∑= M    '
                                                                                rij
                       =                                                 j
              M =                          n ≥ 2;               M ri =
                     j   1                                                  1
                           n
                si
                                                                              d
                     ⎧M * D + M *d ⎫
              M    =⎨        si         ri
                                               ⎬
                                    D+d
                pi
                     ⎩                         ⎭
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/520                     Rev.1/Add.82/Rev.3
                                              Jornal Oficial da União Europeia                    27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 278
   Anexo 4 – Apêndice 1
               em que para cada poluente (i) considerado:
               M’ = massa das emissões do poluente (i) em g/km, numa parte do ciclo de
                     sij
               funcionamento de Tipo I (ou ciclo de ensaio equivalente no banco de ensaio de motores)
               sem regeneração
               M’ = massa das emissões do poluente (i) em g/km, numa parte do ciclo de
                     rij
                           funcionamento de Tipo I (ou ciclo de ensaio equivalente no banco de ensaio de
                           motores) durante a regeneração. (Se n > 1, o primeiro ensaio de Tipo I é
                           realizado a frio e os ciclos subsequentes são realizados a quente)
               M = si      massa das emissões médias do poluente (i) em g/km sem regeneração
               M = ri      massa das emissões médias do poluente (i) em g/km durante a regeneração
               M = pi      massa das emissões médias do poluente (i) em g/km
               n=          número de pontos de ensaio em que são realizadas medições (ciclos de
                           funcionamento de Tipo I ou ciclos equivalentes no banco de ensaio de motores)
                           entre dois ciclos em que ocorrem fases de regeneração, ≥ 2
               d=          número de ciclos de funcionamento necessários para a regeneração
               D=          número de ciclos de funcionamento entre dois ciclos em que ocorrem fases de
                           regeneração
   Ver figura 8/1 para uma ilustração dos parâmetros de medição
      Emission [g/km]
     M =
            [(M si
                   ⋅ D)+ (M ⋅ d)]
                             ri
                                                                 K =
                                                                       M  pi
        pi
                     (D + d)                                       i
                                                                       M  si
                                        M  ri
                                                                                        M  pi
     M   si
                                  ,
                                                              D                  d
                                M   sij
                                                                               Number of cycles
   EN                                                          PT
   Emission g/km                                               Emissão g/km
   Number of cycles                                            Número de ciclos
 ---pagebreak--- 27.12.2006      PT
                                                         E/ECE/324
                                      Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/521
                                                         E/ECE/TRANS/505
                                                         Regulamento n.º 83
                                                         página 279
                                                         Anexo 7 – Apêndice 2
    Figura 8/1:    Parâmetros medidos durante o ensaio de emissões durante e entre os ciclos em que
                   ocorre a regeneração (exemplo esquemático, as emissões durante «D» podem
                   aumentar ou diminuir)
    3.4.           Cálculo do factor de regeneração K para cada poluente (i) considerado
                   K =M /M
                     i    pi    si
                   Os resultados correspondentes a M , M e K serão registados no relatório de
                                                          si   pi     i
                   ensaio emitido pelo serviço técnico.
                   K pode ser determinado uma vez concluída uma única sequência.
                     i
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/522               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                       Jornal Oficial da União Europeia                              27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 280
   Anexo 4 – Apêndice 1
                                                 Anexo 14
   PROCEDIMENTO DE ENSAIO DAS EMISSÕES PARA VEÍCULOS HÍBRIDOS ELÉCTRICOS
                                                   (VHE)
   1.           INTRODUÇÃO
   1.1.         No presente anexo definem-se as disposições específicas relativas à homologação de
                um veículo híbrido eléctrico, tal como definido no ponto 2.21.2 do presente
                regulamento.
   1.2.         Como princípio geral, para os ensaios de Tipo I, II, III, IV, V, VI e do OBD, os
                veículos híbridos eléctricos são ensaiados em conformidade com os anexos 4, 5, 6, 7,
                9, 8 e 11, respectivamente, a menos que o presente anexo disponha em contrário.
   1.3.         Para o ensaio de Tipo I apenas, os veículos OVC (como classificados no ponto 2) são
                ensaiados em conformidade com a condição A e a condição B. Os resultados dos
                ensaios nas condições A e B e os valores ponderados são registados no formulário de
                comunicação.
   1.4.         Os resultados do ensaio das emissões devem cumprir os limites das condições de
                ensaio do presente regulamento.
   2.           CATEGORIAS DE VEÍCULOS HÍBRIDOS ELÉCTRICOS
                  Carregamento     Carregamento do exterior (    Off-   Sem carregamento do exterior
                    do veículo                           Vehicle                        (Not Off-
                                                      Charging  ) (1)                    Vehicle
                                               (OVC)                                  Charging ) (2)
                                                                                  (NOVC)
                  Comutador do           Sem                 Com              Sem            Com
                 modo operativo
                1) Off-Vehicle Charging, também designado como «carregável do exterior»
                2) Not Off-Vehicle Charging, também designado como «não carregável do exterior»
   3.           ENSAIO DE TIPO I
   3.1.         CATEGORIA «CARREGÁVEL DO EXTERIOR» (OVC) SEM COMUTADOR
                DO MODO OPERATIVO
   3.1.1.       Condições de realização de dois ensaios:
                Condição A:      o ensaio é efectuado com um dispositivo de armazenagem de
                                 energia/potência eléctrica totalmente carregado.
 ---pagebreak--- 27.12.2006     PT
                                                            E/ECE/324
                                         Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/523
                                                            E/ECE/TRANS/505
                                                            Regulamento n.º 83
                                                            página 281
                                                            Anexo 7 – Apêndice 2
                 Condição B:       o ensaio é efectuado com um dispositivo de armazenagem de
                                   energia/potência eléctrica com um estado de carga no mínimo
                                   (máxima descarga de capacidade).
                 Do apêndice 1 consta o perfil do estado de carga (SOC) do dispositivo de
                 armazenagem de energia/potência eléctrica durante as diferentes fases do ensaio de
                 Tipo I.
    3.1.2.       Condição A
    3.1.2.1.     O procedimento inicia-se com a descarga do dispositivo de armazenagem de
                 energia/potência eléctrica do veículo em movimento (pista de ensaio, banco de rolos,
                 etc.):
                 -       a uma velocidade constante de 50 km/h até ao arranque do motor alimentado
                         a combustível do VHE,
                 -       ou, se o veículo não conseguir atingir uma velocidade constante de 50 km/h
                         sem provocar o arranque do motor alimentado a combustível, a velocidade
                         será reduzida até que o veículo se movimente a uma velocidade constante
                         inferior, sem provocar o arranque do motor alimentado a combustível por um
                         período/distância definido (a especificar entre o serviço técnico e o
                         fabricante),
                 -       ou segundo recomendação do fabricante.
                 O motor alimentado a combustível será parado a dez segundos do arranque
                 automático.
    3.1.2.2.     Condicionamento do veículo
    3.1.2.2.1.   Para os motores de ignição por compressão utiliza-se o ciclo de condução parte dois,
                 como se descreve no apêndice 1 do anexo 4. Devem ser realizados três ciclos
                 consecutivos em conformidade com o ponto 3.1.2.5.3 infra.
    3.1.2.2.2.   Os veículos equipados com motor de ignição comandada podem ser pré-
                 condicionados com um ciclo de condução parte um e dois ciclos de condução parte
                 dois em conformidade com o ponto 3.1.2.5.3 infra.
    3.1.2.3.     Após este pré-condicionamento, e antes do ensaio, os veículos devem ser mantidos
                 numa sala em que a temperatura esteja relativamente constante entre 293 e 303 K (20
                 º e 30 °C). Este condicionamento deve durar pelo menos seis horas e deve prosseguir
                 até que a temperatura do óleo do motor e a do líquido de arrefecimento (se existir)
                 estejam a ±2ºK da temperatura do local e o dispositivo de armazenagem de
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/524               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                       Jornal Oficial da União Europeia                        27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 282
   Anexo 4 – Apêndice 1
                energia/potência eléctrica totalmente carregado como resultado do carregamento
                previsto no ponto 3.1.2.4 infra.
   3.1.2.4.     Durante a estabilização, o dispositivo de armazenagem de energia/potência eléctrica
                é carregado:
                a)    com o carregador de bordo, se o possuir, ou
                b)    com um carregador externo recomendado pelo fabricante, utilizando o
                      procedimento de carga nocturna normal.
                O procedimento exclui todos os tipos de cargas especiais que poderiam ser iniciadas
                de forma automática ou manual, nomeadamente a igualização ou a carga de serviço.
                O fabricante deve declarar que não ocorreu um procedimento de carga especial
                durante o ensaio.
   3.1.2.5.     Procedimento de ensaio
   3.1.2.5.1.   O arranque efectua-se em condições normais de utilização pelo condutor. O primeiro
                ciclo principia logo que se inicia o processo de arranque do motor.
   3.1.2.5.2.   A recolha de amostras (IR) começa antes do processo de arranque do motor ou logo
                que ele tem início e termina depois de concluído o período final de marcha em vazio
                do ciclo extra-urbano [parte dois, final da recolha (FR)].
   3.1.2.5.3.   O veículo é conduzido em conformidade com o anexo 4 ou, no caso de uma
                estratégia especial do comando de velocidades, em conformidade com as instruções
                do fabricante constantes do livro de instruções dos veículos de série, e indicada por
                um instrumento técnico de mudança de velocidades (para informação do condutor).
                Para estes veículos, não se aplicam os pontos de relações da transmissão, previstos
                no anexo 4, apêndice 1. Quanto à configuração da curva de funcionamento, aplica-se
                a descrição constante do ponto 2.3.3 do anexo 4.
   3.1.2.5.4.   Os gases de escape são analisados em conformidade com o anexo 4.
   3.1.2.6.     Os resultados do ensaio são comparados com os limites previstos no ponto 5.3.1.4 do
                presente regulamento e calculam-se as emissões médias de cada poluente para a
                Condição A (M1 ). i
 ---pagebreak--- 27.12.2006     PT
                                                            E/ECE/324
                                         Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/525
                                                            E/ECE/TRANS/505
                                                            Regulamento n.º 83
                                                            página 283
                                                            Anexo 7 – Apêndice 2
    3.1.3.       Condição B
    3.1.3.1.     Condicionamento do veículo
    3.1.3.1.1.   Para os motores de ignição por compressão utiliza-se o ciclo de condução parte dois,
                 como se descreve no apêndice 1 do anexo 4. Devem ser realizados três ciclos
                 consecutivos em conformidade com o ponto 3.1.3.4.3 infra.
    3.1.3.1.2.   Os veículos equipados com motor de ignição comandada podem ser pré-
                 condicionados com um ciclo de condução parte um e dois ciclos de condução parte
                 dois em conformidade com o ponto 3.1.3.4.3 infra.
    3.1.3.2.     O procedimento inicia-se com a descarga do dispositivo de armazenagem de
                 energia/potência eléctrica do veículo em movimento (pista de ensaio, banco de rolos,
                 etc.):
                 -    a uma velocidade constante de 50 km/h até ao arranque do motor alimentado a
                      combustível do VHE,
                 -    ou, se o veículo não conseguir atingir uma velocidade constante de 50 km/h sem
                      provocar o arranque do motor alimentado a combustível, a velocidade será
                      reduzida até que o veículo se movimente a uma velocidade constante inferior,
                      sem provocar o arranque do motor alimentado a combustível por um
                      período/distância definido (a especificar entre o serviço técnico e o fabricante),
                 -    ou segundo recomendação do fabricante.
                 O motor alimentado a combustível será parado a dez segundos do arranque
                 automático.
    3.1.3.3.     Após este pré-condicionamento, e antes do ensaio, os veículos devem ser mantidos
                 numa sala em que a temperatura esteja relativamente constante entre 293 e 303 K (20
                 º e 30 °C). Este condicionamento deve durar pelo menos seis horas e deve prosseguir
                 até que a temperatura do óleo do motor e a do líquido de arrefecimento (se existir)
                 estejam a ± 2ºK da temperatura do local.
    3.1.3.4.     Procedimento de ensaio
    3.1.3.4.1.   O arranque efectua-se em condições normais de utilização pelo condutor. O primeiro
                 ciclo principia logo que se inicia o processo de arranque do motor.
    3.1.3.4.2.   A recolha de amostras (IR) começa antes do processo de arranque do motor ou logo
                 que ele tem início e termina depois de concluído o período final de marcha em vazio
                 do ciclo extra-urbano [parte dois, final da recolha (FR)].
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/526               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                       Jornal Oficial da União Europeia                        27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 284
   Anexo 4 – Apêndice 1
   3.1.3.4.3.   O veículo é conduzido em conformidade com o anexo 4 ou, no caso de uma
                estratégia especial do comando de velocidades, em conformidade com as instruções
                do fabricante constantes do livro de instruções dos veículos de série, e indicada por
                um instrumento técnico de mudança de velocidades (para informação do condutor).
                Para estes veículos, não se aplicam os pontos de relações da transmissão, previstos
                no anexo 4, apêndice 1. Quanto à configuração da curva de funcionamento, aplica-se
                a descrição constante do ponto 2.3.3 do anexo 4.
   3.1.3.4.4.   Os gases de escape são analisados em conformidade com o anexo 4.
   3.1.3.5.     Os resultados do ensaio são comparados com os limites previstos no ponto 5.3.1.4 do
                presente regulamento e calculam-se as emissões médias de cada poluente para a
                Condição B (M2 ).  i
   3.1.4.       Resultados do ensaio
   3.1.4.1.     Para efeitos de comunicação, calculam-se os valores ponderados do seguinte modo:
                M = ( De Α M1 + Dav Α M2 ) / ( De + Dav )
                   i             i              i
                Sendo:
                M  i     =     massa das emissões do poluente i em gramas por quilómetro,
                M1   i   =     massa das emissões médias do poluente i em gramas por quilómetro
                               com um dispositivo de armazenagem de energia/potência eléctrica
                               totalmente carregado, calculada no ponto 3.1.2.6,
                M2   i   =     massa das emissões médias do poluente i em gramas por quilómetro
                               com um dispositivo de armazenagem de energia/potência eléctrica em
                               estado de carga no mínimo (máxima descarga de capacidade),
                               calculada no ponto 3.1.3.5,
                De       =     autonomia eléctrica do veículo, segundo o procedimento descrito no
                               anexo 7 do Regulamento n.º 101, em que o fabricante deve
                               disponibilizar os meios para se efectuar a medição com o veículo
                               funcionando em modo exclusivamente eléctrico,
                Dav      =     25 km (distância média entre dois carregamentos da bateria).
   3.2.         CATEGORIA «CARREGÁVEL DO EXTERIOR» (OVC) COM COMUTADOR
                DO MODO OPERATIVO
   3.2.1.       Condições de realização de dois ensaios:
   3.2.1.1.     Condição A:      o ensaio é efectuado com um dispositivo de armazenagem de
                                 energia/potência eléctrica totalmente carregado.
 ---pagebreak--- 27.12.2006        PT
                                                              E/ECE/324
                                           Jornal Oficial da União Europeia           Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/527
                                                              E/ECE/TRANS/505
                                                              Regulamento n.º 83
                                                              página 285
                                                              Anexo 7 – Apêndice 2
    3.2.1.2.        Condição B:      o ensaio é efectuado com um dispositivo de armazenagem de
                                     energia/potência eléctrica com um estado de carga no mínimo
                                     (máxima descarga de capacidade).
    3.2.1.3.        O comutador do modo operativo será colocado nas posições indicadas no quadro
                    infra:
                Modos Modo                     Modo                                        -Modo híbrido n (1)
                 híbridos exclusivamente       exclusivamente          Modo                ......
                           eléctrico           alimentado           a exclusivamente       -Modo híbrido m (1)
                                               combustível             eléctrico
                           -Modo híbrido       -Modo híbrido           Modo
                                                                       exclusivamente      Comutador em
                                                                       alimentado       a posição
                           Comutador      em Comutador                 combustível
           Estado      de posição              em posição              -Modo híbrido
           carga
           da bateria                                                  Comutador       em
                                                                       posição
           Condição A Modo híbrido             Modo híbrido            Modo híbrido        Principalmente modo
           totalmente                                                                      híbrido eléctrico (2)
           carregada
           Condição B Modo híbrido             Modo consumo de Modo consumo de Principalmente modo
           Estado      de                      combustível             combustível         consumo de
           carga no mín.                                                                   combustível (3)
    (1)             Por exemplo: posição desportiva, económica, urbana, extra-urbana, etc.
    (2)             Principalmente modo híbrido eléctrico:
                    O modo híbrido que comprovadamente tem o maior consumo de electricidade de
                    entre todos os modos híbridos a seleccionar, quando ensaiado em conformidade com
                    a Condição A do ponto 4 do anexo 10 do Regulamento n.º 101, a estabelecer com
                    base na informação disponibilizada pelo fabricante e com o acordo do serviço
                    técnico.
    (3)             Principalmente modo consumo de combustível:
                    O modo híbrido que comprovadamente tem o maior consumo de combustível de
                    entre todos os modos híbridos a seleccionar, quando ensaiado em conformidade com
                    a Condição B do ponto 4 do anexo 10 do Regulamento n.º 101, a estabelecer com
                    base na informação disponibilizada pelo fabricante e com o acordo do serviço
                    técnico.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/528               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                       Jornal Oficial da União Europeia                      27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 286
   Anexo 4 – Apêndice 1
   3.2.2.       Condição A
   3.2.2.1.     Se a autonomia exclusivamente eléctrica do veículo for mais elevada do que um ciclo
                completo, a pedido do fabricante pode efectuar-se o ensaio de Tipo I em modo
                exclusivamente eléctrico. Nesse caso, pode omitir-se o pré-condicionamento do
                motor previsto nos pontos 3.2.2.3.1 ou 3.2.2.3.2.
   3.2.2.2.     O procedimento inicia-se com a descarga do dispositivo de armazenagem de
                energia/potência eléctrica do veículo em movimento com o comutador em posição
                exclusivamente eléctrica (pista de ensaio, banco de rolos, etc.) a uma velocidade
                constante de 70% ± 5% da velocidade máxima do veículo durante trinta minutos
                (determinado em conformidade com o Regulamento n.º 101).
                A descarga é interrompida:
                   -        quando o veículo não consegue atingir 65% da velocidade máxima
                            durante trinta minutos; ou
                   -        quando a instrumentação de série de bordo dá ao condutor uma indicação
                            para parar o veículo, ou
                   -       após ter percorrido a distância de 100 km.
                  Se o veículo não estiver equipado com modo exclusivamente eléctrico, a descarga
                  do dispositivo de armazenagem de energia/potência eléctrica efectua-se com o
                  veículo em movimento (pista de ensaio, banco de rolos, etc.):
                  -         a uma velocidade constante de 50 km/h até ao arranque do motor
                           alimentado a combustível do VHE, ou
                  -        se o veículo não conseguir atingir uma velocidade constante de 50 km/h
                           sem provocar o arranque do motor alimentado a combustível, a
                           velocidade será reduzida até que o veículo se movimente a uma
                           velocidade constante inferior, sem provocar o arranque do motor
                           alimentado a combustível por um período/distância definido (a
                           especificar entre o serviço técnico e o fabricante), ou
                  -        segundo recomendação do fabricante.
                  O motor alimentado a combustível será parado a dez segundos do arranque
                  automático.
 ---pagebreak--- 27.12.2006     PT
                                                           E/ECE/324
                                        Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/529
                                                           E/ECE/TRANS/505
                                                           Regulamento n.º 83
                                                           página 287
                                                           Anexo 7 – Apêndice 2
    3.2.2.3.     Condicionamento do veículo
    3.2.2.3.1.   Para os motores de ignição por compressão utiliza-se o ciclo de condução parte dois,
                 como se descreve no apêndice 1 do anexo 4. Devem ser realizados três ciclos
                 consecutivos em conformidade com o ponto 3.2.2.6.3 infra.
    3.2.2.3.2.   Os veículos equipados com motor de ignição comandada podem ser pré-
                 condicionados com um ciclo de condução parte um e dois ciclos de condução parte
                 dois em conformidade com o ponto 3.2.2.6.3 infra.
    3.2.2.4.     Após este pré-condicionamento, e antes do ensaio, os veículos devem ser mantidos
                 numa sala em que a temperatura esteja relativamente constante entre 293 e 303 K (20
                 º e 30 °C). Este condicionamento deve durar pelo menos seis horas e deve prosseguir
                 até que a temperatura do óleo do motor e a do líquido de arrefecimento (se existir)
                 estejam a ± 2 K da temperatura do local e o dispositivo de armazenagem de
                 energia/potência eléctrica totalmente carregado como resultado do carregamento
                 previsto no ponto 3.2.2.5 infra.
    3.2.2.5.     Durante a estabilização, o dispositivo de armazenagem de energia/potência eléctrica
                 é carregado:
                 a)    com o carregador de bordo, se o possuir, ou
                 b)      com um carregador externo recomendado pelo fabricante, utilizando o
                         procedimento de carga nocturna normal.
                 O procedimento exclui todos os tipos de cargas especiais que poderiam ser iniciadas
                 de forma automática ou manual, nomeadamente a igualização ou a carga de serviço.
                 O fabricante deve declarar que não ocorreu um procedimento de carga especial
                 durante o ensaio.
    3.2.2.6.     Procedimento de ensaio
    3.2.2.6.1.   O arranque efectua-se em condições normais de utilização pelo condutor. O primeiro
                 ciclo principia logo que se inicia o processo de arranque do motor.
    3.2.2.6.2.   A recolha de amostras (IR) começa antes do processo de arranque do motor ou logo
                 que ele tem início e termina depois de concluído o período final de marcha em vazio
                 do ciclo extra-urbano [parte dois, final da recolha (FR)].
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/530               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                       Jornal Oficial da União Europeia                        27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 288
   Anexo 4 – Apêndice 1
   3.2.2.6.3.   O veículo é conduzido em conformidade com o anexo 4 ou, no caso de uma
                estratégia especial do comando de velocidades, em conformidade com as instruções
                do fabricante constantes do livro de instruções dos veículos de série, e indicada por
                um instrumento técnico de mudança de velocidades (para informação do condutor).
                Para estes veículos, não se aplicam os pontos de relações da transmissão, previstos
                no anexo 4, apêndice 1. Quanto à configuração da curva de funcionamento, aplica-se
                a descrição constante do ponto 2.3.3 do anexo 4.
   3.2.2.6.4.   Os gases de escape são analisados em conformidade com o anexo 4.
   3.2.2.7.     Os resultados do ensaio são comparados com os limites previstos no ponto 5.3.1.4 do
                presente regulamento e calculam-se as emissões médias de cada poluente para a
                Condição A (M1 ).i
   3.2.3.       Condição B
   3.2.3.1.     Condicionamento do veículo
   3.2.3.1.1.   Para os motores de ignição por compressão utiliza-se o ciclo de condução parte dois,
                como se descreve no apêndice 1 do anexo 4. Devem ser realizados três ciclos
                consecutivos em conformidade com o ponto 3.2.3.4.3 infra.
   3.2.3.1.2.   Os veículos equipados com motor de ignição comandada podem ser pré-
                condicionados com um ciclo de condução parte um e dois ciclos de condução parte
                dois em conformidade com o ponto 3.2.3.4.3 infra.
   3.2.3.2.     O dispositivo de armazenagem de energia/potência eléctrica do veículo é
                descarregado em conformidade com o ponto 3.2.2.2.
   3.2.3.3.     Após este pré-condicionamento, e antes do ensaio, os veículos devem ser mantidos
                numa sala em que a temperatura esteja relativamente constante entre 293 e 303 K (20
                º e 30 °C). Este condicionamento deve durar pelo menos seis horas e deve prosseguir
                até que a temperatura do óleo do motor e a do líquido de arrefecimento (se existir)
                estejam a ± 2 K da temperatura do local.
   3.2.3.4.     Procedimento de ensaio
   3.2.3.4.1.   O arranque efectua-se em condições normais de utilização pelo condutor.             O
                primeiro ciclo principia logo que se inicia o processo de arranque do motor.
   3.2.3.4.2.   A recolha de amostras (IR) começa antes do processo de arranque do motor ou logo
                que ele tem início
                e termina depois de concluído o período final de marcha em vazio do ciclo extra-
                urbano [parte dois, final da recolha (FR)].
 ---pagebreak--- 27.12.2006     PT
                                                            E/ECE/324
                                        Jornal Oficial da União Europeia         Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/531
                                                            E/ECE/TRANS/505
                                                            Regulamento n.º 83
                                                            página 289
                                                            Anexo 7 – Apêndice 2
    3.2.3.4.3.   O veículo é conduzido em conformidade com o anexo 4 ou, no caso de uma
                 estratégia especial do comando de velocidades, em conformidade com as instruções
                 do fabricante constantes do livro de instruções dos veículos de série, e indicada por
                 um instrumento técnico de mudança de velocidades (para informação do condutor).
                 Para estes veículos, não se aplicam os pontos de relações da transmissão, previstos
                 no anexo 4, apêndice 1. Quanto à configuração da curva de funcionamento, aplica-se
                 a descrição constante do ponto 2.3.3 do anexo 4.
    3.2.3.4.4.   Os gases de escape são analisados em conformidade com o anexo 4.
    3.2.3.5.     Os resultados do ensaio são comparados com os limites previstos no ponto 5.3.1.4 do
                 presente regulamento e calculam-se as emissões médias de cada poluente para a
                 Condição B (M2 ).i
    3.2.4.       Resultados do ensaio
    3.2.4.1.     Para efeitos de comunicação, calculam-se os valores ponderados do seguinte modo:
                 M i   =     ( De Α M1 + Dav Α M2 ) / ( De + Dav )
                                        i                 i
                 Sendo:
                 M =
                   i         massa das emissões do poluente i em gramas por quilómetro,
                 M1 =i       massa das emissões médias do poluente i em gramas por quilómetro com
                             um dispositivo de armazenagem de energia/potência eléctrica totalmente
                             carregado, calculada no ponto 3.2.2.7,
                 M2 =i       massa das emissões médias do poluente i em gramas por quilómetro com
                             um dispositivo de armazenagem de energia/potência eléctrica em estado
                             de carga no mínimo (máxima descarga de capacidade), calculada no
                             ponto 3.2.3.5,
                 De    =     autonomia eléctrica do veículo com o comutador em posição
                             exclusivamente eléctrica, segundo o procedimento descrito no anexo 7 do
                             Regulamento n.º 101. Se não existir posição exclusivamente eléctrica, o
                             fabricante deve disponibilizar os meios para realizar as medições com o
                             veículo em modo exclusivamente eléctrico.
                 Dav =       25 km (distância média entre dois carregamentos da bateria).
    3.3.         CATEGORIA «NÃO CARREGÁVEL DO EXTERIOR» (NOTOVC) SEM
                 COMUTADOR DO MODO OPERATIVO
    3.3.1.       Estes veículos são ensaiados em conformidade com o anexo 4.
    3.3.2.       Para o pré-condicionamento efectuam-se consecutivamente dois ciclos de condução
                 completos, pelo menos, (uma parte um e uma parte dois) sem estabilização.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/532               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                       Jornal Oficial da União Europeia                        27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 290
   Anexo 4 – Apêndice 1
   3.3.3.       O veículo é conduzido em conformidade com o anexo 4 ou, no caso de uma
                estratégia especial do comando de velocidades, em conformidade com as instruções
                do fabricante constantes do livro de instruções dos veículos de série, e indicada por
                um instrumento técnico de mudança de velocidades (para informação do condutor).
                Para estes veículos, não se aplicam os pontos de relações da transmissão, previstos
                no anexo 4, apêndice 1. Quanto à configuração da curva de funcionamento, aplica-se
                a descrição constante do ponto 2.3.3 do anexo 4.
   3.4.         CATEGORIA «NÃO CARREGÁVEL DO EXTERIOR» (NOTOVC) COM
                COMUTADOR DO MODO OPERATIVO
   3.4.1.       Estes veículos são submetidos a pré-condicionamento e a ensaios em modo híbrido,
                em conformidade com o anexo 4. Se existirem vários modos híbridos, o ensaio é
                efectuado no modo que ocorre automaticamente quando se acciona a chave da
                ignição (modo normal). Com base na informação disponibilizada pelo fabricante, o
                serviço técnico assegurar-se-á de que os valores-limite são cumpridos em todos os
                modos híbridos.
   3.4.2.       Para o pré-condicionamento efectuam-se consecutivamente dois ciclos de condução
                completos, pelo menos, (uma parte um e uma parte dois) sem estabilização.
   3.4.3.       O veículo é conduzido em conformidade com o anexo 4 ou, no caso de uma
                estratégia especial do comando de velocidades, em conformidade com as instruções
                do fabricante constantes do livro de instruções dos veículos de série, e indicada por
                um instrumento técnico de mudança de velocidades (para informação do condutor).
                Para estes veículos, não se aplicam os pontos de relações da transmissão, previstos
                no anexo 4, apêndice 1. Quanto à configuração da curva de funcionamento, aplica-se
                a descrição constante do ponto 2.3.3 do anexo 4.
   4.           ENSAIO DE TIPO II
   4.1.         Os veículos são ensaiados em conformidade com o anexo 5, com o motor alimentado
                a combustível a funcionar. O fabricante deve disponibilizar o «modo serviço» que
                possibilita a execução do ensaio.
                Se necessário, recorre-se ao procedimento especial previsto no ponto 5.1.6 do
                regulamento.
   5.           ENSAIO DE TIPO III
   5.1.         Os veículos são ensaiados em conformidade com o anexo 6, com o motor alimentado
                a combustível a funcionar. O fabricante deve disponibilizar o «modo serviço» que
                possibilita a execução do ensaio.
 ---pagebreak--- 27.12.2006   PT
                                                          E/ECE/324
                                       Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/533
                                                          E/ECE/TRANS/505
                                                          Regulamento n.º 83
                                                          página 291
                                                          Anexo 7 – Apêndice 2
    5.2.       Os ensaios apenas são efectuados para as condições 1 e 2 do ponto 3.2 do anexo 6.
               Se, por algum motivo, não for possível efectuar o ensaio na condição 2, escolhe-se
               alternativamente outra condição a velocidade estabilizada (com o motor alimentado a
               combustível a funcionar com carga).
    6.         ENSAIO DE TIPO IV
    6.1.       Os veículos são ensaiados em conformidade com o anexo 7.
    6.2.       Antes de se iniciar o ensaio (ponto 5.1 do anexo 7) os veículos são pré-condicionados
               do seguinte modo:
    6.2.1.     Veículos OVC:
    6.2.1.1.   Veículos OVC sem comutador do modo operativo: o procedimento inicia-se com a
               descarga do dispositivo de armazenagem de energia/potência eléctrica do veículo em
               movimento (pista de ensaio, banco de rolos, etc.):
               -       a uma velocidade constante de 50 km/h até ao arranque do motor alimentado
                       a combustível do VHE, ou
               -       se o veículo não conseguir atingir uma velocidade constante de 50 km/h sem
                       provocar o arranque do motor alimentado a combustível, a velocidade será
                       reduzida até que o veículo se movimente a uma velocidade constante inferior,
                       sem provocar o arranque do motor alimentado a combustível por um
                       período/distância definido (a especificar entre o serviço técnico e o
                       fabricante), ou
               -       segundo recomendação do fabricante.
                O motor alimentado a combustível será parado a dez segundos do arranque
                automático.
    6.2.1.2.    Veículos OVC com comutador do modo operativo: o procedimento inicia-se com a
                descarga do dispositivo de armazenagem de energia/potência eléctrica do veículo em
                movimento com o comutador em posição exclusivamente eléctrica (pista de ensaio,
                banco de rolos, etc.) a uma velocidade constante de 70% ± 5% da velocidade
                máxima do veículo durante trinta minutos.
                A descarga é interrompida:
               -       quando o veículo não consegue atingir 65% da velocidade máxima durante
                       trinta minutos; ou
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/534               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                        Jornal Oficial da União Europeia                     27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 292
   Anexo 4 – Apêndice 1
                -       quando a instrumentação de série de bordo dá ao condutor uma indicação
                        para parar o veículo, ou
                -       após ter percorrido a distância de 100 km.
                Se o veículo não estiver equipado com modo exclusivamente eléctrico, a descarga do
                dispositivo de armazenagem de energia/potência eléctrica efectua-se com o veículo
                em movimento (pista de ensaio, banco de rolos, etc.):
                -       a uma velocidade constante de 50 km/h até ao arranque do motor alimentado
                        a combustível do VHE, ou
                -       se o veículo não conseguir atingir uma velocidade constante de 50 km/h sem
                        provocar o arranque do motor alimentado a combustível, a velocidade será
                        reduzida até que o veículo se movimente a uma velocidade constante inferior,
                        sem provocar o arranque do motor alimentado a combustível por um
                        período/distância definido (a especificar entre o serviço técnico e o
                        fabricante), ou
                -       segundo recomendação do fabricante.
                O motor será parado a dez segundos do arranque automático.
   6.2.2.       Veículos NOVC:
   6.2.2.1.     Veículos NOVC sem comutador do modo operativo: o procedimento inicia-se com o
                pré-condicionamento de, consecutivamente, dois ciclos de condução completos, pelo
                menos, (uma parte um e uma parte dois) sem estabilização.
   6.2.2.2.     Veículos NOVC com comutador do modo operativo: o procedimento inicia-se com o
                pré-condicionamento de, consecutivamente, dois ciclos de condução completos, pelo
                menos, (uma parte um e uma parte dois) sem estabilização, com o veículo em modo
                híbrido. Se existirem vários modos híbridos, o ensaio é efectuado no modo que
                ocorre automaticamente quando se acciona a chave da ignição (modo normal).
   6.3.         A condução de pré-condicionamento e o ensaio no banco de rolos efectuam-se em
                conformidade com os pontos 5.2 e 5.4 do anexo 7:
   6.3.1.       Veículos OVC: nas mesmas condições especificadas para a condição B do ensaio de
                Tipo I (pontos 3.1.3 e 3.2.3).
   6.3.2.       Veículos NOVC: nas mesmas condições especificadas para o ensaio de Tipo I.
 ---pagebreak--- 27.12.2006 PT
                                                       E/ECE/324
                                    Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/535
                                                       E/ECE/TRANS/505
                                                       Regulamento n.º 83
                                                       página 293
                                                       Anexo 7 – Apêndice 2
    7.       ENSAIO DE TIPO V
    7.1.     Estes veículos são ensaiados em conformidade com o anexo 9.
    7.2.     Veículos OVC:
             É permitido carregar o dispositivo de armazenagem de energia/potência eléctrica
             duas vezes por dia durante a acumulação de quilometragem.
             Para os veículos OVC com comutador do modo operativo, a acumulação de
             quilometragem realiza-se no modo que ocorre automaticamente quando se acciona a
             chave da ignição (modo normal).
             Durante a acumulação de quilometragem, tolera-se a mudança para outro modo
             híbrido, se necessário, para continuar a acumular quilometragem, mediante acordo do
             serviço técnico.
             As medições das emissões de poluentes são efectuadas em condições análogas às
             especificadas para a condição B do ensaio de Tipo I (pontos 3.1.3 e 3.2.3).
    7.3.     Veículos NOVC:
             Para os veículos NOVC com comutador do modo operativo, a acumulação de
             quilometragem realiza-se no modo que ocorre automaticamente quando se acciona a
             chave da ignição (modo normal).
             As medições das emissões de poluentes são efectuadas em condições análogas às
             especificadas para o ensaio de Tipo I.
    8.       ENSAIO DO TIPO VI
    8.1.     Os veículos são ensaiados em conformidade com o anexo 8.
    8.2.     Para os veículos OVC, as medições das emissões de poluentes são efectuadas em
             condições análogas às especificadas para a condição B do ensaio de Tipo I (pontos
             3.1.3 e 3.2.3).
    8.3.     Para os veículos NOVC, as medições das emissões de poluentes são efectuadas em
             condições análogas às especificadas para o ensaio de Tipo I.
    9.       ENSAIO DOS SISTEMAS DE DIAGNÓSTICO A BORDO (OBD)
    9.1.     Os veículos são ensaiados em conformidade com o anexo 11.
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/536               Rev.1/Add.82/Rev.3
                                      Jornal Oficial da União Europeia                     27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 294
   Anexo 4 – Apêndice 1
   9.2.         Para os veículos OVC, as medições das emissões de poluentes são efectuadas em
                condições análogas às especificadas para a condição B do ensaio de Tipo I (pontos
                3.1.3 e 3.2.3).
   9.3.         Para os veículos NOVC, as medições das emissões de poluentes são efectuadas em
                condições análogas às especificadas para o ensaio de Tipo I.
 ---pagebreak--- 27.12.2006        PT
                                                              E/ECE/324
                                           Jornal Oficial da União Europeia        Rev.1/Add.82/Rev.3L 375/537
                                                              E/ECE/TRANS/505
                                                              Regulamento n.º 83
                                                              página 295
                                                              Anexo 7 – Apêndice 2
                                             Anexo 14, Apêndice 1
    Perfil do estado de carga do dispositivo de armazenagem de energia/potência eléctrica para o ensaio
    de Tipo I a veículos híbridos eléctricos da categoria OVC
    Condição A do ensaio de Tipo I
          100 %
         C
         O
         S
       minimum
                   (1)    (2)       (3)           (4)            (5)
    SOC- estado de carga
    Minimum – mínimo
    Condição A:
    1)      estado de carga inicial do dispositivo de armazenagem de energia/potência eléctrica
    2)      descarga, segundo os pontos 3.1.2.1 ou 3.2.2.1.
    3)      veículo condicionado segundo os pontos 3.1.2.2 ou 3.2.2.2.
    4)      carga durante a estabilização, segundo os pontos 3.1.2.3 e 3.1.2.4, ou pontos 3.2.2.3
            e 3.2.2.4.
    5)      ensaio segundo os pontos 3.1.2.5 ou 3.2.2.5.
    Condição B do ensaio de Tipo I
          100 %
         C
         O
         S
       minimum
                   (1)    (2)       (3)           (4)            (5)
    SOC- estado de carga
    Minimum – mínimo
    Condição B:
 ---pagebreak---    E/ECE/324 PT
L 375/538                 Rev.1/Add.82/Rev.3
                                        Jornal Oficial da União Europeia 27.12.2006
   E/ECE/TRANS/505
   Regulamento n.º 83
   página 296
   Anexo 4 – Apêndice 1
   1)     estado de carga inicial
   2)     veículo condicionado segundo os pontos 3.1.3.1 ou 3.2.3.1.
   3)     descarga, segundo os pontos 3.1.3.2 ou 3.2.3.2.
   4)     estabilização, segundo os pontos 3.1.3.3 ou 3.2.3.3.
   5)     ensaio segundo os pontos 3.1.3.4 ou 3.2.3.4.
                                                   _____