CELEX: 31979L1066
Language: pt
Date: 1979-11-13 00:00:00
Title: Primeira Directiva 79/1066/CEE da Comissão, de 13 de Novembro de 1979, que determina os métodos de análise comunitários para o controlo dos extractos de café e dos extractos de chicória

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31979L1066

Primeira Directiva 79/1066/CEE da Comissão, de 13 de Novembro de 1979, que determina os métodos de análise comunitários para o controlo dos extractos de café e dos extractos de chicória  

Jornal Oficial nº L 327 de 24/12/1979 p. 0017 - 0028 Edição especial finlandesa: Capítulo 13 Fascículo 10 p. 0138  Edição especial grega: Capítulo 13 Fascículo 9 p. 0040  Edição especial sueca: Capítulo 13 Fascículo 10 p. 0138  Edição especial espanhola: Capítulo 13 Fascículo 10 p. 0252  Edição especial portuguesa: Capítulo 13 Fascículo 10 p. 0252 

PRIMEIRA DIRECTIVA DA COMISSÃO de 13 de Novembro de 1979 que determina os métodos de análise comunitários para o controlo dos extractos de café e dos extractos de chicória(79/1066/CEE)  A COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS,  Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Económica Europeia,  Tendo em conta a Directiva 77/436/CEE do Conselho, de 27 de Junho de 1977, relativa à aproximação das legislações dos Estados-membros respeitantes aos extractos de café e aos extractos de chicória (1) e, nomeadamente, o seu artigo 8o,  Considerando que o artigo 8o da Directiva 77/436/CEE prevê o controlo da composição e das características dos extractos de café e dos extractos de chicória pelos métodos de análise comunitários;  Considerando que é desejável adoptar uma primeira série de métodos cujo estudo está concluído;  Considerando que as medidas previstas na presente directiva estão conformes ao parecer do Comité Permanente dos Géneros Alimentícios,  ADOPTOU A PRESENTE DIRECTIVA:   Artigo 1o  Os Estados-membros tomarão as medidas adaquadas para que as análises necessárias ao controlo dos critérios constantes do Anexo I sejam efectuadas em conformidade com os métodos descritos no Anexo II.   Artigo 2o  Os Estados-membros porão em vigor as disposições legislativas, regulamentares e administrativas necessárias para darem cumprimento à presente directiva no prazo de dezoito meses a contar da sua notificação. Desse facto informarão  imediatamente a Comissão.   Artigo 3o  Os Estados-membros são destinatários da presente directiva.  Feito em Bruxelas em 13 de Novembro de 1979.  Pela Comissão Étienne DAVIGNON Membro da Comissão   (1) JO no L 172 de 12. 7. 1977, p. 20.     ANEXO I   AMBITO DE APLICAÇÃO DA PRIMEIRA DIRECTIVA DOS MÉTODOS DE ANÁLISE COMUNITÁRIOS PARA OS EXTRACTOS DE CAFÉ E OS EXTRACTOS DE CHICÓRIA I. Disposições gerais.  II. Determinação do teor de cafeína dos extractos de café descafeínado pelo método 1 (Anexo II).  III. Determinação da matéria seca dos extractos de café e de chicória, do extracto de café solúvel, dos cafés e chicórias solúveis e dos cafés e chicórias instantâneos pelo método 2 (Anexo II).  IV. Determinação da matéria seca dos extractos de café e de chicória líquidos e dos extractos de café e de chicória em pasta pelo método 3 (Anexo II).        ANEXO II   MÉTODOS DE ANÁLISE DOS EXTRACTOS DE CAFÉ E DOS EXTRACTOS DE CHICÓRIA DISPOSIÇÕES GERAIS 1. PREPARAÇÃO DA AMOSTRA 1.1. Generalidades A massa de amostra apresentada no laboratório para análise deve ser, pelo menos, de 50 g.  1.2. Preparação da amostra para análise química 1.2.1. Mistura A amostra para análise deve ser sempre bem homogeneizada antes da pesagem da toma de ensaio.  1.2.1.1. As amostras em pó ou em pasta devem ser retiradas do recipiente, os grânulos triturados e a amostra homogeneizada devidamente, e colocada num recipiente adequado.  1.2.1.2. As amostras sob forma líquida devem ser homogeneizadas com um agitador.  1.3. Recipientes A amostra deve ser sempre conservada num recipiente impermeável ao ar e à humidade.  2. REAGENTES 2.1. Água 2.1.1. Quando se especificar que deve ser utilizada água para efectuar a solução, a diluição ou a lavagem, será utilizada água destilada ou desmineralizada de pureza pelo menos equivalente.  2.1.2. Quando for feita referência à solução ou à diluição sem qualquer outra indicação, subentende-se que a solução ou a diluição serão efectuadas com água.  2.2. Reagentes químicos Salvo convenção em contrário, todos os reagentes químicos utilizados devem ter qualidades analíticas.  3. APARELHOS E UTENSÍLIOS 3.1. Lista dos aparelhos As lista de aparelhos mencionarão unicamente os destinados a uma utilização especial ou que impliquem menções específicas.  3.2. Balança analítica Por balança analítica entende-se uma balança susceptível de pesar com a aproximação de 0,1 mg.  4. APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS 4.1. Resultados O resultado indicado no relatório de análise é o valor médio obtido a partir de, pelo menos, duas dosagens relativamente às quais a reprodutibilidade seja satisfatória.  4.2. Cálculo da percentagem Salvo disposição em contrário, o resultado será calculado em percentagem da massa da amostra.  4.3. Número de algarismos significativos O resultado não deve apresentar mais algarismos significativos para além dos exigidos pelo rigor do método de análise.  5. RELATÓRIO DE ENSAIO O relatório de ensaio especificará o método de análise utilizado, bem como os resultados obtidos. Mencionará, além disso, todos os pormenores do procedimento não especificados na norma ou facultativos, bem como as condições que possam ter influenciado o  resultado obtido.  O relatório de ensaio fornecerá todas as indicações necessárias à identificação completa da amostra.  MÉTODO 1: DOSAGEM DA CAFEÍNA 1. OBJECTIVO E ÂMBITO DE APLICAÇÃO Este método descreve a dosagem da cafeína nos extractos de café descafeínado.  2. DEFINIÇÃO Teor de cafeína: teor de cafeína tal como é apurado pelo presente método.  3. PRINCÍPIO A cafeína extrai-se a partir de uma toma de ensaio da amostra, em meio amoniacal. Em seguida é sucessivamente purificada com éter dietílico sobre duas colunas cromotográficas, a primeira em meio alcalino e a segunda em meio ácido. A cafeína é depois  eluída a partir da coluna por clorofórmio e medida por espectrofotometria.  4. REAGENTES 4.1. Ácido sulfúrico, solução 2 M.  4.2. Hidróxido de sódio, solução 2 M.  4.3. Celite 545 ou equivalente.  4.4. Solução de hidróxido de amónio, cerca de 4 M (preparar juntando 1 volume de solução de hidróxido de amónio concentrado, p 20 cerca de 0,9/ml com 2 volumes de água).  4.5. Éter dietílico, puro ou repurificado por cromotografia sobre columa de óxido de alumínio básico de grau de actividade 1 (ver ponto 6.6).  Fazer passar 800 ml de éter dietílico por uma coluna contendo 100 g de óxido de alumínio. O éter dietílico assim purificado deve ser conservado em frasco de vidro escuro até à sua utilização.  (Pode também utilizar-se ácido dietílico recentemente destilado e isento de peróxidos em substituição do éter dietílico purificado por cromotografia.) Saturar o éter dietílico com água.  4.6. Cafeína (trimetil 1, 3, 7 - dihidroxipurina - 2, 6), anidra pura (C8H10N4O2).  4.7. Clorofórmio, puro ou repurificado por cromatografia de acordo com o método especificado no ponto 4.5, e saturado com água.  5. APARELHOS E UTENSÍLIOS 5.1. Colunas para cromatografia (Ver figura 1), com comprimento aproximado de 250 mm, diâmetro interior de 21 mm (coluna I), e 17 mm (coluna II), munidas de torneiras de passagem.  5.2. Espectrofotómetro de absorção na banda do ultravioleta.  O espectrofotómetro deve permitir uma precisão que vá até uma absorvência de 0,004 na banda utilizada.  5.3. Tinas de quartzo com percurso óptico de 10 mm.  5.4. Material corrente de laboratório, nomeadamente:  5.4.1. Banho-maria;  5.4.2. Balões de precisão, de 50 ml, 100 ml e 1000 ml, conforme à ISO 1042;  5.4.3. Pipetas de precisão, de 2 ml e 5 ml, conforme à ISO 648;  5.4.4. Balança analítica.  6. TÉCNICA 6.1. Preparação da toma.  Pesar com a aproximação de 0,1 mg cerca de 0,5 g da amostra de café seco, entre 0,5 e 0,7 g da amostra de extracto de café em pasta e entre 0,8 e 3,2 g da amostra de extracto de café líquido. As duas últimas pesagens deverão ser efectuadas de forma a  que as tomas de ensaio contenham cerca de 0,5 g de extracto de café seco, transferir a amostra para um balão de 100 ml de solução de hidróxido de amónio (ponto 4.4) e aquecer durante dois minutos em banho-maria (ponto 5.4.1). Juntar 6 g de celite (ponto  4.3) e agitar cuidadosamente.  6.2. Enchimento das colunas 6.2.1. Colun I (coluna alcalina) Fase A: misturar cuidadosamente, amassando com a lâmina de uma espátula flexível, 3 g de celite (ponto 4.3) e 2 ml de solução de hidróxido de sódio (ponto 4.2), até completa homogeneização (ver a nota abaixo). Obtém-se um pó ligeiramente húmido.  Transferir esta mistura em pequenas fracções (de cerca de 2 g) para uma coluna cromatográfica (ponto 5.1), com a respectiva parte inferior munida de um pequeno tampão de algodão ou de la de vidro. Após cada adição, comprimir a mistura, sem excesso, com  uma vareta de vidro, de extremidade achatada em função do diâmetro da coluna, até à obtenção de uma camada perfeitamente homogénea e compacta. Pode aplicar-se em cima da fase A um pequeno tampão de algodão ou de la de vidro.  Nota: O produto de enchimento da coluna pode ser preparado antecipadamente em quantidade importante e conservado em recipiente fechado.  Fase B: Transferir a mistura celite - amostra (rubrica 6.1.) para a coluna acima da fase A. Secar duas vezes o balão com quantidades de ceca de 1 g de celite (ponto 4.3), transferindo-a em seguida para a coluna. Comprimir para obter uma camada homogénea  e aplicar um tampão de algodão ou de la de vidro em cima da fase B.  6.2.2. Coluna II (coluna ácida) Colocar uma segunda coluna, com a parte inferior munida de um tampão de algodão ou de la de vidro, 3 g de celite (ponto 4.3) e 3 ml de solução de ácido sulfúrico (ponto 4.1), cuidadosamente misturadas em condições idênticas às da fase A no ponto 6.2.1.  (ver nota no final do ponto 6.2.1.). Aplicar um tampão de algodão ou de la de vidro por cima da camada para evitar qualquer erosão.  6.3. Cromatografia Montar as colunas uma sobre a outra por forma a qua a coluna I possa verter, gota a gota, directamente na coluna II. Fazer passar 150 ml de éter dietílico (ponto 4.5) através das duas colunas, mantendo aberta a torneira da coluna I. Regular a torneira  da coluna II de forma a que uma certa quantidade de líquido remanesça em cima da fase. Retirar a coluna I. Fazer passar 50 ml de éter dietílico (ponto 4.5) através da coluna II, utilizando a porção inicial para lavar a extremidade da coluna I, e fazer  igualmente passar esta porção através da coluna II. Tornar a deitar os efluentes provenientes da coluna II.  Nota: O éter dietílico utilizado pode ser repurificado por agitação com sulfato de ferro (II).  Fazer passar uma corrente de ar no topo da coluna II, mantendo a torneira aberta (com recurso, por exemplo, a um assoprador de borracha), até que não haja mais éter dietílico a escorrer pela coluna e que a fuga de ar pela torneira não apresente senão um  cheiro muito ténue a éter dietílico (Ver nota sequinte). Eluir a coluna II com 45 a 50 ml de clorofórmio (ponto 4.7). Recolher o eluido num balão de colo estreito com a capacidade de 50 ml (ponto 5.4.2), acabar de encher com clorofórmio (ponto 4.7) e  misturar cuidadosamente.  O caudal de éter dietílico e de clorofórmio nas condições normais deve ser de 1,5 a 3 ml por minuto. Se o caudal for mais rápido, é de supor a existência de canais.  Nota: O operador deve trabalhar numa chaminé convenientemente ventilada para evitar inalar vapores dos solventes e para prevenir riscos de explosão.  6.4. Medição espectrofotométrica (Ver figura 2).  6.4.1. Medição na solução a analisar Para evitar os erros devidos à evaporação do clorofórmio, medir a absorvência da solução clorofórmica de cafeína (ponto 6.3) nas tinas de quartzo (ponto 5.3) relativamente à do clorofórmio (ponto 4.7) no comprimento de onda de 276 nm (absorção máxima).  Medir também a absorvência no comprimento de onda de 246 nm (absorção mínima) e no comprimento de onda 306 nm para verificar a pureza da cafeína obtida.  Se a absorvência no comprimento de onda de 276 nm ultrapassar 1,3, repetir a medição numa parte diluída da solução em ensaio. Neste caso, ter em conta o factor de diluição; os factores que intervêm nas fórmulas do ponto 7.1 devem então ser modificados.  Se a absorvência medida no comprimento de onda de 276 nm for inferior a 0,2, recomeçar a operação utilizando uma toma maior.  6.4.2. Preparação e medição da solução Preparar da seguinte forma uma solução de referência de cafeína:  Pesar, com a aproximação de 0,1 mg, 100 ± 20 mg de cafeína pura anidra (ponto 4.6). Introduzilos num balão de precisão de 1 000 ml (ponto 5.4.2), dissolver em clorofórmio e perfazer o volume com este reagente. Retirar com uma pipeta (ponto 5.4.3), 5 ml  desta solução que se lança em balão de precisão e completar com clorofórmio até 50 ml.  Medir a absorvência desta solução como se indica no ponto 6.4.1. A absorvência corrigida da solução de referência deve ser da ordem de 0,4.  6.5. Número de determinações Efectuar pelo menos duas determinações para cada amostra.  6.6. Ensaio em branco Efectuar um ensaio em branco com os reagentes observando o procedimento acima descrito, mas na toma de ensaio. Antes de utilizar os reagentes repurificados (Ver pontos 4.5 e 4.7), repetir um ensaio em branco para verificar a pureza.  7. APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS 7.1. Fórmulas e processo de cálculo O teor de cafeína, expresso em função da massa de matéria seca da amostra, é igual a:   em que:  C = concentração em cafeína da solução de referência (ponto 6.4.2) expressa em g/ml;  A1 = absorvência corrigida do extracto purificado (ponto 6.4.1) ou seja, absorvência medida no comprimento de onda de 276 nm - 0,5 × (absorvência a 246 nm + absorvência a 306 nm);  A2 = absorvência corrigida da solução de referência de cafeína (ponto 6.4.2) [ou seja, absorvência a 276 nm - 0,5 × (absorvência 244 nm + absorvência a 306 nm)];  m = massa, em g, da toma de ensaio;  p = teor em matéria seca, expresso em percentagem de massa da amostra, doseado de acordo com os métodos 2 ou 3 (Anexo II).  7.2. Reprodutibilidade A diferença entre os valores obtidos nas duas determinações efectuadas simultaneamente ou rapidamente uma após a outra, sobre a mesma amostra, pelo mesmo analista e nas mesmas condições, não deve exceder 0,01 g de cafeína por 100 g de amostra.  Figura 1 COLUNAS CROMATOGRAFICAS  Figura 2 MEDIÇÃO ESPECTROFOTOMÉTRICA  MÉTODO 2: DETERMINAÇÃO DE TEOR EM MATÉRIA SECA 1. OBJECTIVO E ÂMBITO DE APLICAÇÃO Este método permite determinar o teor em matéria seca dos extractos de café e de chicória, dos extractos de café e de chicória solúveis, dos cafés e chicórias solúveis e dos cafés e chicórias instantâneos.  2. DEFINIÇÃO Teor em matéria seca: Teor em matéria seca tal como é determinado pelo presente método.  3. PRINCÍPIO A massa residual da toma de ensaio é determinada após secagem durante 16 horas numa estufa de vácuo, a uma temperatura de 70 ° C e a uma pressão de 5,0 kPa e calculada em percentagem da massa da amostra.  4. APARELHOS E UTENSÍLIOS 4.1. Cápsulas de fundo plano, resistentes ao ataque da amostra e às condições de ensaio, com aproximadamente 50 mm de diâmetro e 30 mm de altura e munidas de tampas herméticas. Convém usar cápsulas em alumínio e aço inoxidável.  4.2. Estufa de vácuo com aquecimento eléctrico, de temperatura regulada por termostato a 70 ° C ± 1 ° C para todo o volume da estufa, munida de termómetro de precisão aferido para 70 ° C, para indicar a temperatura na proximidade da prateleira e de um  manómetro para indicar a pressão interna em kPa acima da pressão zero. A temperatura interna da estufa deve ser uniforme. As prateleiras devem ser construídas e montadas de forma a assegurar uma boa transmissão de calor às cápsulas (ponto 4.1).  4.3. Estufa de secagem, com aquecimento eléctrico, regulada à temperatura de 102 ± 2 ° C, por termostato, para todo o volume da estufa.  4.4. Bomba de vácuo permitindo a obtenção, na estufa de vácuo (ponto 4.2), de uma pressão máxima de 5,0 kPa.  4.5. Sistema de secagem constituído por dois frascos lavadores de vidro com glicerol, de modo a permitir o borbulhamento de ar, e por duas colunas de secagem em vidro contendo gel de sílica recentemente activado com um indicador de humidade.  O sistema de lavagem e o sistema de secagem são ligados em série com a estufa de vácuo (ponto 4.2), ficando as colunas de secagem entre a estufa e o sistema de secagem.  4.6. Exsicador contendo gel de sílica recentemente activado (ou outro exsicante equivalente) e munido de um indicador de humidade.  4.7. Balança analítica.  5. TÉCNICA 5.1. Preparação das cápsulas Colocar as cápsulas e as suas tampas, limpas, secas e vazias (ponto 4.1) numa estufa de vácuo (ponto 4.3.), regulada a 102 ± 2 ° C, durante uma hora. As tampas devem ser colocadas ao lado das cápsulas para que todas as superfícies sejam expostas à  secagem.  Retiram-se as cápsulas e tampas da estufa e colocam-se num exsicador (ponto 4.6). Deixar arrefecer e pesar a cápsula e a sua tampa com a aproximação de 0,1 mg (Mo).  5.2. Toma de ensaio Retirar a tampa da cápsula preparada (ponto 5.1). Introduzir na cápsula tão rapidamente quanto possível cerca de 3 g de amostra e reparti-la uniformemente pelo fundo. Tapar de novo a cápsula e pesar o conjunto com a aproximação de 0,1 mg (M2). No caso  de ter de se efectuar mais uma pesagem, colocar as cápsulas cobertas no exsicador até que todas as amostras tenham sido pesadas e se encontrem prontas para colocação na estufa.  5.3. Colocar a cápsula e a respectiva tampa separadamente na estufa de vácuo (ponto 4.2).  5.4. Fechar a estufa e reduzir lentamente a pressão (pelo menos 2 a 2 minutos e meio) até 5,0 ± 0,1 kPa.  5.5. Deixar o ar seco penetrar lentamente na estufa através do sistema de colunas e de lavagem (ponto 4.5) ao ritmo aproximado de uma bolha por segundo, tal como se praticou com o líquido do sistema de lavagem.  5.6. Secar numa estufa de vácuo a 70 ° C ± 1 ° C durante 16 ± 1/2 horas, mantendo a corrente de ar.  5.7. No fim do período de secagem, deixar entrar lentamente o ar na estufa (2 a 3 minutos) para evitar qualquer turbulência que possa provocar a perda de uma parte da amostra contida na cápsula. Colocar de novo a tampa na cápsula correspondente;  introduzir a cápsula coberta no exsicador (rubrica 4.6) e deixar arrefecer à temperatura ambiente.  5.8. Pesar com a aproximação de 0,1 mg a cápsula com tampa e o respectivo conteúdo (M1).  6. APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS 6.1. Fórmula e modo de cálculo O teor em matéria seca calculado em percentagem da massa de amostra preparada é facultado por:   em que:  M0 = massa da cápsula com a respectiva tampa seca;  M1 = massa de cápsula munida da respectiva tampa e da toma de ensaio após a secagem;  M2 = massa de cápsula munida da respectiva tampa e da toma de ensaio antes da secagem.  Tomar como resultado a média aritmética dos resultados das duas determinações, certificando-se que a reprodutibilidade (ponto 6.2) é satisfatória.  6.2. REPRODUTIBILIDADE A diferença entre os resultados das duas determinações, efectuadas em simultâneo ou imediatamente uma após a outra na mesma amostra, pelo mesmo analista e nas mesmas condições, não deve exceder 0,06 g por 100 g de amostra.  MÉTODO 3: DETERMINAÇÃO DO TEOR DE MATÉRIA SECA 1. OBJECTO E ÂMBITO DE APLICAÇÃO Este método permite determinar o teor de matéria seca de:  - extracto de café líquido;  - extracto de chicória líquido;  - extracto de café em pasta;  - extracto de chicória em pasta.  2. DEFINIÇÃO Teor de matéria seca: teor de matéria seca tal como se determina por este método.  3. PRINCÍPIO As tomas de ensaio retiradas das amostras misturam-se com areia, depois secam-se durante 16 horas numa estufa de vácuo, à temperatura de 70 ° C e à pressão de 5 kPa. A massa residual calcula-se em percentagem da massa da amostra.  4. REAGENTES Areia do mar, tratada com ácido, lavada com água até à eliminação do ácido, e depois calcinada.  5. APARELHOS E UTENSÍLIOS 5.1. Cápsulas de pesagem de fundo plano, resistentes ao ataque da amostra e às condições de ensaio, com aproximadamente 80 mm de diâmetro e munidas de tampas herméticas.  5.2. Varetas de vidro com um comprimento que permita introduzi-las completamente nas cápsulas (ponto 5.1); comprimento de, por exemplo, 50 a 75 mm.  5.3. Estufa de vácuo com aquecimento eléctrico, de temperatura regulada por termostato a 70 ± 1 ° C para todo o volume da estufa, munida de um termómetro de precisão aferido para 70 ° C para indicar a temperatura na proximidade da prateleira e de um  manómetro para indicar a pressão interna em kPa acima da pressão zero. A temperatura interna da estufa deve ser uniforme. As prateleiras deverão ser construídas e montadas de forma a assegurar uma boa transmissão de calor às cápsulas (ponto 5.1).  5.4. Bomba de vácuo permitindo a obtenção, na estufa de vácuo (ponto 5.3), de uma pressão máxima de 5,0 kPa.  5.5. Sistema de secagem constituído por dois frascos lavadores de vidro com glicerol, de modo a permitir o borbulhamento de ar, e por duas colunas de secagem em vidro contendo sílica gel recentemente activada, com indicador de humidade. O sistema de  lavagem e o sistema de secagem são ligados em série à estufa de vácuo (ponto 5.3), ficando as colunas de secagem entre a estufa e o sistema de lavagem.  5.6. Exsicador contendo sílica gel recentemente activada (ou outro exsicante equivalente) e munido de indicador de humidade.  5.7. Balança analítica.  5.8. Banho-maria.  6. TÉCNICA 6.1. Preparação da cápsula de fundo plano Colocar 25 a 35 g de areia do mar (ponto 4) numa cápsula de fundo plano (ponto 5.1) com uma vareta de vidro (ponto 5.2) e pesar. Introduzir a cápsula com areia do mar, a respectiva tampa e a vareta na estufa de vácuo (ponto 5.3).  A tampa deve ser colocada ao lado da cápsula para que todas as superfícies sejam expostas à secagem.  Retirar da estufa a cápsula e o respectivo conteúdo, bem como a tampa, e introduzir tudo num exsicador (ponto 5.6).  Deixar arrefecer e pesar a cápsula, o conteúdo e a tampa, com a aproximação de 0,1 mg.  Repetir até à obtenção de peso constante (M0).  6.2. Toma de ensaio Retirar a tampa da cápsula preparada (ponto 6.1). Introduzir (tão rapidamente quanto possível) uma porção de amostra contendo matéria seca correspondente a 0,1 a 1 g. Pesar com a proximação de 0,1 mg a cápsula, o respectivo conteúdo e a toma de ensaio,  e a tampa (M2).  6.3. Misturar cuidadosamente a areia do mar e a amostra com a vareta de vidro (ponto 5.2). Se a mistura for difícil, juntar um pouco de água para facilitar a operação.  Aquecer em banho-maria (ponto 5.8), agitando de vez em quando até à obtenção de uma mistura arenosa perfeitamente homogénea. Se a mistura tiver tendência para se aglomerar ou formar crosta, agitar ou fraccionar constantemente a fim de evitar qualquer  aglomeração.  6.4. Introduzir a cápsula e a tampa, separadas, na estufa de vácuo (ponto 5.3).  6.5. Fechar a estufa e reduzir lentamente a pressão (pelo menos de 2 minutos a 2 minutos e meio) até 5,0 ± 0,1 kPa.  6.6. Deixar o ar seco penetrar lentamente na estufa através do sistema de colunas e de lavagem (ponto 5.5) ao ritmo aproximado de uma bolha por segundo, como se observou no líquido do sistema de lavagem.  6.7. Secar em estufa de ar à temperatura de 70 ° C ± 1 ° C, durante 16 horas e 30 minutos, mantendo uma corrente de ar.  6.8. No fim do período de secagem, deixar o ar entrar lentamente na estufa (2 a 3 minutos) para evitar qualquer turbulência que possa ocasionar a perda de uma parte da amostra contida na cápsula. Voltar a colocar a tampa na cápsula correspondente,  introduzir esse conjunto no exsicador (ponto 5.6) e deixar arrefecer à temperatura ambiente.  6.9. Pesar com a aproximação de 0,1 mg a cápsula com a tampa e o respectivo conteúdo (M1).  7. APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS 7.1. Fórmula e modo de cálculo O teor em matéria seca calculado em percentagem da massa da amostra preparada, é dado por:   × 100 em que:  M0 = massa da cápsula munida da respectiva tampa seca;  M1 = massa da cápsula munida da respectiva tampa e da toma de ensaio após a secagem;  M2 = massa da cápsula munida da respectiva tampa e da toma de ensaio antes da secagem.  Tomar como resultado a média aritmética dos valores de duas determinações, assegurando-se que a reprodutibilidade (ponto 7.2) é satisfatória.  7.2. Reprodutibilidade A diferença entre os resultados de duas determinações, efectuadas simultaneamente ou imediatamente uma após a outra sobre a mesma amostra, pelo mesmo analista e nas mesmas condições, não deve exceder 0,06 g por 100 g da amostra.