CELEX: 31993R3126
Language: pt
Date: 1993-11-05 00:00:00
Title: REGULAMENTO (CE) Nº 3126/93 DO CONSELHO de 5 de Novembro de 1993 que fixa, para o ano de 1993, determinadas medidas de conservação e de gestão dos recursos da pesca aplicáveis aos navios que arvoram pavilhão da Estónia

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31993R3126

REGULAMENTO (CE) Nº 3126/93 DO CONSELHO de 5 de Novembro de 1993 que fixa, para o ano de 1993, determinadas medidas de conservação e de gestão dos recursos da pesca aplicáveis aos navios que arvoram pavilhão da Estónia  

Jornal Oficial nº L 280 de 13/11/1993 p. 0001 - 0006

REGULAMENTO (CE) No 3126/93 DO CONSELHO de 5 de Novembro de 1993 que fixa, para o ano de 1993, determinadas medidas de conservação e de gestão dos recursos da pesca aplicáveis aos navios que arvoram pavilhão da EstóniaO CONSELHO DAS  COMUNIDADES EUROPEIAS,  Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Europeia,  Tendo em conta o Regulamento (CEE) no 3760/92 do Conselho, de 20 de Dezembro de 1992, que institui um regime comunitário da pesca e da aquicultura (1), e, nomeadamente, o seu artigo 8o,  Tendo em conta a proposta da Comissão,  Considerando que, de acordo com o procedimento previsto no Acordo de pesca entre a Comunidade Económica Europeia e a República da Estónia (2), nomeadamente os seus artigos 3o e 6o, a Comunidade e a Estónia realizaram consultas a respeito dos direitos de  pesca recíprocos em 1993 e da gestão dos recursos biológicos comuns;  Considerando que, durante essas consultas, as delegações da Comunidade e da Estónia acordaram em recomendar às respectivas autoridades a fixação de certas quotas de captura para 1993, em relação aos navios da outra parte;  Considerando que devem ser tomadas as medidas necessárias para dar seguimento ao resultado das consultas realizadas em relação ao ano de 1993 entre as referidas delegações;  Considerando que as actividades de pesca abrangidas pelo presente regulamento estão submetidas às medidas de controlo pertinentes previstas pelo Regulamento (CEE) no 2241/87 do Conselho, de 23 de Julho de 1987, que estabelece certas medidas de controlo  em relação às actividades piscatórias (3);  Considerando que o no 2 do artigo 3o do Regulamento (CEE) no 1381/87 da Comissão, de 20 de Maio de 1987, que estabelece as regras de execução relativas à marcação e à documentação dos navios de pesca (4), prevê que todos os navios com tanques de água do  mar refrigerada mantenham a bordo um documento autenticado por uma autoridade competente com indicação do calibre dos seus tanques em metros cúbicos a intervalos de 10 centímetros,  ADOPTOU O PRESENTE REGULAMENTO:   Artigo 1o  1. São autorizadas, até 31 de Dezembro de 1993, as actividades de pesca dos navios que arvoram pavilhão da Estónia em relação às espécies mencionadas no anexo I, dentro dos limites geográficos e quantitativos fixados no referido anexo e nos  termos do presente regulamento, nas zonas de pesca dos Estados-membros até 200 milhas marítimas no mar Báltico.  2. As actividades de pesca autorizadas nos termos do no 1 ficam limitadas às partes da zona de pesca de 200 milhas situada ao largo de 12 milhas marítimas das linhas de base a partir das quais são delimitadas as zonas de pesca dos Estados-membros.  3. Sem prejuízo do no 1, são autorizadas as capturas acessórias inevitáveis de espécies em relação às quais não esteja fixada qualquer quota para uma zona, até aos limites previstos pelas medidas de conservação em vigor na zona em causa.  4. As capturas acessórias, efectuadas numa determinada zona, de espécies em relação às quais esteja fixada uma quota para essa zona, serão imputadas à quota em causa.   Artigo 2o  1. Os navios que pescam no âmbito das quotas fixadas no artigo 1o observarão as medidas de conservação e de controlo e quaisquer outras disposições que regulem as actividades de pesca nas zonas referidas no citado artigo.  2. Os navios a que se refere o no 1 manterão um diário de bordo no qual serão inscritas as informações constantes do anexo II.  3. Os navios a que se refere o no 1 transmitirão à Comissão, de acordo com as regras fixadas no anexo III, as informações constantes desse anexo.  4. Os navios com tanques de água do mar refrigerada a que se refere o no 1 manterão a bordo um documento antenticado por uma autoridade competente com indicação do calibre dos seus tanques em metros cúbicos a intervalos de 10 centímetros.  5. As letras e os números de registo dos navios referidos no no 1 devem ser marcados distintamente dos dois lados da parte anterior do navio.   Artigo 3o  1. A pesca na subárea CIEM III, divisão d, no âmbito das quotas fixadas no artigo 1o, está subordinada à emissão de uma licença pela Comissão, em nome da Comunidade, a pedido das autoridades da Estónia e ao respeito das condições constantes  dos anexos II e III. Serão conservadas a bordo de cada navio cópias desses anexos, bem como a licença.  Os navios que devam beneficiar de licenças de pesca na zona comunitária para um determinado mês serão notificados, o mais tardar no dia 10 do mês anterior. A Comunidade dará seguimento, o mais rapidamente possível, a qualquer pedido de adaptação de uma  lista mensal durante o seu período de validade.  2. A emissão de licenças no âmbito do no 1 está sujeita à condição de o número de licenças válidas em qualquer momento de um designado mês não ser superior a:  - 20 para a pesca do bacalhau,  - 20 para a pesca do arenque e da espadilha.  3. Ao serem apresentados os pedidos de licença à Comissão, serão prestadas as informações seguintes:  a) Nome do navio;  b) Número de registo;  c) Letras e números exteriores de identificação;  d) Porto de registo;  e) Nome e endereço do proprietário ou do fretador;  f) Tonelagem bruta e comprimento de fora a fora;  g) Potência do motor;  h) Indicativo de chamada e frequência de rádio;  i) Método de pesca previsto;  j) Zona de pesca prevista;  k) Espécies que se prevê pescar;  l) Período para o qual é pedida a licença.  4. Cada licença é válida para um único navio. Se vários navios participarem na mesma operação de pesca, todos devem estar munidos de licença.  5. As licenças podem ser canceladas a fim de serem emitidas novas licenças. Esses cancelamentos produzem efeitos no dia anterior à data de emissão das novas licenças pela Comissão. As novas licenças produzem efeitos a partir da sua data de emissão.  6. Em caso de esgotamento das respectivas quotas, fixadas no artigo 1o, a licença será retirada, no todo ou em parte, antes da data do seu termo.  7. A licença será retirada no caso de incumprimento das obrigações fixadas no presente regulamento.  8. Não será emitida qualquer licença, durante um período máximo de doze meses, quanto aos navios em relação aos quais não tenham sido cumpridas as obrigações previstas no presente regulamento.  9. Os navios autorizados a pescar em 31 de Dezembro podem continuar a pescar no início do ano seguinte, até que as listas dos navios autorizados a pescar durante o ano em causa tenham sido submetidas à Comissão e por ela aprovadas em nome da Comunidade.    Artigo 4o  Em caso de infracção devidamente verificada, os Estados-membros informarão imediatamente a Comissão do nome do navio em causa e das medidas eventualmente tomadas.  A Comissão submeterá à Estónia, em nome da Comunidade, os nomes e as características dos navios estónios que não serão autorizados a pescar na zona de pesca da Comunidade no mês ou meses seguintes, devido a uma infracção às regras comunitárias.   Artigo 5o  O presente regulamento entra em vigor na data da sua publicação no Jornal Oficial das Comunidades Europeias.  O presente regulamento é obrigatório em todos os seus elementos e directamente aplicável em todos os Estados-membros.  Feito em Bruxelas, em 5 de Novembro de 1993.  Pelo Conselho O Presidente E. TOMAS  (1) JO no L 389 de 31. 12. 1992, p. 1.  (2) JO no L 56 de 9. 3. 1993, p. 1.  (3) JO no L 207 de 29. 7. 1987, p. 1. Regulamento alterado pelo Regulamento (CEE) no 3483/88 (JO no L 306 de 11. 11. 1988, p. 2).  (4) JO no L 132 de 21. 5. 1987, p. 9.      ANEXO I   Quotas de captura da Estónia para 1993   "" ID="01">Bacalhau> ID="02">CIEM III d> ID="03">200"> ID="01">Arenque> ID="02">CIEM III d> ID="03">2 000"> ID="01">Espadilha> ID="02">CIEM III d> ID="03">2 000 ">   ANEXO II   Elementos a inscrever no diário de bordo  Ao pescarem na zona das 200 milhas marítimas situada ao largo das costas dos Estados-membros da Comunidade abrangida pela regulamentação comunitária em matéria de pescas, devem ser inscritas no diário de bordo  as seguintes informações imediatamente após as seguintes acções:  1. Após cada operação de pesca:  1.1. As quantidades (em quilogramas de peso vivo) de cada espécie capturada;  1.2. A data e a hora da operação de pesca;  1.3. A posição geográfica em que foram efectuadas as capturas;  1.4. O método de pesca utilizado.  2. Após cada transbordo de ou para outro navio:  2.1. A indicação « recebidos de » ou « transferidos para »;  2.2. As quantidades (em quilogramas de peso vivo) de cada espécie transbordada;  2.3. O nome, as letras e número exteriores de identificação do navio do qual ou para o qual foi efectuado o transbordo.  3. Após cada desembarque num porto da Comunidade:  3.1. O nome do porto;  3.2. As quantidades (em quilogramas de peso vivo) de cada espécie desembarcada.  4. Após cada transmissão de informações à Comissão das Comunidades Europeias:  4.1. A data e a hora da transmissão;  4.2. O tipo de mensagem: IN, OUT, ICES, WKL ou 2 WKL;  4.3. Em caso de transmissão por rádio: o nome da estação de rádio.     ANEXO III   Informações a transmitir à Comissão  1. As informações a transmitir à Comissão das Comunidades Europeias e o calendário da sua transmissão são os seguintes:  1.1. Aquando de cada entrada na zona das 200 milhas marítimas situada ao largo das costas dos Estados-membros da Comunidade abrangida pela regulamentação comunitária em matéria de pescas;  a) Os elementos indicados no ponto 1.5;  b) As quantidades de peixes por espécie que se encontram nos porões (em quilogramas de peso vivo);  c) A data e a divisão CIEM em que o capitão prevê começar a pesca.  Se, num determinado dia, as operações de pesca requererem mais de uma entrada nas zonas referidas no ponto 1.1, bastará uma única comunicação aquando da primeira entrada.  1.2. Aquando de cada saída da zona referida no ponto 1.1:  a) Os elementos indicados no ponto 1.5;  b) As quantidades de peixes, por espécie, que se encontram nos porões (em quilogramas de peso vivo);  c) As quantidades de cada espécie capturadas após a informação anterior (em quilogramas de peso vivo);  d) A divisão CIEM em que foram efectuadas as capturas;  e) As quantidades de capturas transbordadas de e/ou para outros navios, por espécie (em quilogramas de peso vivo), após o navio ter entrado na zona e a identificação do navio para o qual foi feito o transbordo;  f) As quantidades de cada espécie, desembarcadas num porto da Comunidade após o navio ter entrado na zona (em quilogramas de peso vivo).  Se, num determinado dia, as operações de pesca requererem mais de uma entrada na zona referida no ponto 1.1, bastará uma única comunicação aquando da última saída.  1.3. De três em três dias, a contar do terceiro dia seguinte à primeira entrada do navio nas zonas referidas no ponto 1.1, no caso da pesca do arenque, e todas as semanas, a contar do sétimo dia seguinte à primeira entrada no navio na zona referida no  ponto 1.1, no caso da pesca de quaisquer espécies que não o arenque:  a) Os elementos indicados no ponto 1.5;  b) As quantidades de cada espécie capturadas após a informação anterior (em quilogramas de peso vivo);  c) A divisão CIEM em que foram efectuadas as capturas.  1.4. Cada vez que o navio se desloque de uma divisão CIEM para outra:  a) Os elementos indicados no ponto 1.5;  b) As quantidades de cada espécie capturadas após a informação anterior (em quilogramas de peso vivo);  c) A divisão CIEM em que foram efectuadas as capturas.  1.5. a) O nome, o indicativo de chamada, as letras e números exteriores de identificação do navio e o nome do seu capitão;  b) O número da licença, se o navio pescar sob licença;  c) O número cronológico da mensagem para a viagem em causa;  d) A identificação do tipo de mensagem;  e) A data, a hora e a posição geográfica do navio.  2.1. As informações indicadas no ponto 1 devem ser transmitidas à Comissão das Comunidades Europeias em Bruxelas (telex: 24 189 FISEU-B), por intermédio de uma das estações de rádio mencionadas no ponto 3 e na forma indicada no ponto 4.  2.2. Se, por razões de força maior, a comunicação não puder ser transmitida pelo navio, pode ser transmitida por outro navio em nome do primeiro.  3.  "" ID="01">Skagen> ID="02">OXP"> ID="01">Blavand> ID="02">OXB"> ID="01">Norddeich> ID="02">DAF DAK DAH DAL DAI DAM DAJ DAN"> ID="01">Scheveningen> ID="02">PCH"> ID="01">Oostende> ID="02">OST"> ID="01">North Foreland> ID="02">GNF"> ID="01">Humber> ID="02">GKZ"> ID="01">Cullercoats> ID="02">GCC"> ID="01">Wick> ID="02">GKR"> ID="01">Portpatrick> ID="02">GPK">  ID="01">Anglesey> ID="02">GLV"> ID="01">Ilfracombe> ID="02">GIL"> ID="01">Niton> ID="02">GNI"> ID="01">Stonehaven> ID="02">GND"> ID="01">Portishead> ID="02">GKA GKB GKC"> ID="01">Land's End> ID="02">GLD"> ID="01">Valentia> ID="02">EJK"> ID="01">Malin Head> ID="02">EJM"> ID="01">Boulogne> ID="02">FFB"> ID="01">Brest> ID="02">FFU"> ID="01">Saint-Nazaire> ID="02">FFO"> ID="01">Bordeaux-Arcachon> ID="02">FFC">  ID="01">Stockholm> ID="02">SOJ"> ID="01">Goeteborg> ID="02">SOG"> ID="01">Ronne> ID="02">OYE">4. Formas das comunicações As informações indicadas no ponto 1 devem incluir os seguintes elementos e serem dadas pela seguinte ordem:  - o nome do navio,  - o indicativo de rádio,  - as letras e números de identificação exteriores,  - o número cronológico da mensagem relativa à maré em causa,  - a indicação do tipo de mensagem de acordo com o seguinte código:  - mensagem aquando da entrada numa das zonas referidas no ponto 1.1: « IN »,  - mensagem aquando da saída de uma das zonas referidas no ponto 1.1: « OUT »,  - mensagem aquando do movimento de uma divisão CIEM para outra: « ICES »,  - mensagem semanal: « WKL »,  - mensagem de três em três dias: « 2 WKL »,  - a data, a hora e a posição geográfica,  - a divisão/subárea CIEM em que está previsto começar a pesca,  - a data em que está previsto começar a pesca,  - as quantidades de capturas, por espécie, que se encontram nos porões (em quilogramas de peso vivo), utilizando o código mencionado no ponto 5,  - as quantidades capturadas, após a informação anterior, por espécie em quilogramas de peso vivo), utilizando o código mencionado no ponto 5,  - a divisão/subárea CIEM em que foram efectuadas as capturas,  - as quantidades transbordadas de e/ou para outros navios, por espécie (em quilogramas de peso vivo), após a comunicação anterior,  - o nome e o indicativo de chamada do navio para o qual e/ou do qual foi feito o transbordo,  - as quantidades (em quilogramas de peso vivo) de cada espécie desembarcadas num porto da Comunidade, após a comunicação anterior,  - o nome do capitão.  5. O código a utilizar para indicar as espécies de pescado a bordo, na forma prevista no ponto 4, é o seguinte:  COD - Bacalhau (Gadus morhua),  SAL - Salmão (Salmo Salar),  HER - Arenque (Clupea harengus),  SPR - Espadilha (Sprattus sprattus).