CELEX: 31985L0490
Language: pt
Date: 1985-10-11 00:00:00
Title: Quarta Directiva 85/490/CEE da Comissão, de 11 de Outubro de 1985, relativa à aproximação das legislações dos Estados-Membros respeitantes aos métodos de análise necessários para a fiscalização da composição dos produtos cosméticos

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31985L0490

Quarta Directiva 85/490/CEE da Comissão, de 11 de Outubro de 1985, relativa à aproximação das legislações dos Estados-Membros respeitantes aos métodos de análise necessários para a fiscalização da composição dos produtos cosméticos  

Jornal Oficial nº L 295 de 07/11/1985 p. 0030 - 0045 Edição especial finlandesa: Capítulo 13 Fascículo 14 p. 0192  Edição especial espanhola: Capítulo 15 Fascículo 6 p. 0115  Edição especial sueca: Capítulo 13 Fascículo 14 p. 0192  Edição especial portuguesa: Capítulo 15 Fascículo 6 p. 0115 

QUARTA DIRECTIVA DA COMISSÃO de 11 de Outubro de 1985 relativa à aproximação das legislações dos Estados-membros respeitantes aos métodos de análise necessários para a fiscalização da composição dos produtos cosméticos (85/490/CEE)  A COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS,  Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Económica Europeia,  Tendo em conta a Directiva 76/768/CEE do Conselho, de 27 de Julho de 1976, relativa à aproximação das legislações dos Estados-membros respeitantes aos produtos cosméticos (1), com a última redacção que lhe foi dada pela Directiva 85/391/CEE (2) e, nomeadamente, o nº 1 do seu artigo 8º,  Considerando que a Directiva 76/768/CEE prevê fiscalizações oficiais dos produtos cosméticos destinadas a assegurar que sejam respeitadas as condições previstas nas disosições comunitárias relativas à composição dos produtos cosméticos;  Considerando que é conveniente definir o mais rapidamente possível todos os métodos de análise necessários e que, dado que foram realizadas três etapas para alcançar esse objectivo através da fixação de determinados métodos nas Directivas 80/1335/CEE (3), 82/434/CEE (4) e 83/514/CEE (5) da Comissão, a fixação dos métodos de identificação e doseamento do 1-(4-aminobenzoato) de glicerol, de doseamento de clorobutanol, de identificação doseamento da quinina, de identificação e doseamento dos sulfitos inorgânicos e bissulfitos inorgânicos, de identificação edoseamento dos cloratos de metais alcalinos, de identificação e de doseamento do iodato sódico constituem uma quarta etapa;  Considerando que as medidas previstas na presente directiva são conformes ao parecer do Comité para a Adaptação ao Progresso Técnico da Directiva 76/768/CEE,  ADOPTOU A PRESENTE DIRECTIVA:    Artigo 1º Os Estados-membros tomarão todas as medidas necessárias para que, aquando das fiscalizações oficiais dos produtos cosméticos:    - a identificação e o doseamento do 1-(4-aminobenzoato) de glicerol,       - o doseamento do clorobutanol,       - a identificação e o doseamento da quinina,       - a identificação e o doseamento dos sulfitos inorgânicos e bissulfitos inorgânicos,       - a identificação e o doseamento dos cloratos de metais alcalinos,       - a identificação e o doseamento do iodato sódico         sejam efectuadas egundo os métodos descritos no anexo.   Artigo 2º Os Estados-membros porão em vigor as disposições legislativas, regulamentares ou administrativas necessárias para darem cumprimento às disposições da presente directiva, o mais tardar até 31 de Dezembro de 1986.  Desse facto informarão imediatamente a Comissão.   Artigo 3º Os Estados-membros são destinatários da presente directiva.     Feito em Bruxelas em 11 de Outubro de 1985.  Pela Comissão  Stanley CLINTON DAVIS  Membro da Comissão  (1) JO nº L 262 de 27.9.1976, p. 169. (2) JO nº L 224 de 22.8.1985, p. 40. (3) JO nº L 383 de 31.12.1980, p. 27. (4) JO nº L 185 de 30.6.1982, p. 1. (5) JO nº L 291 de 24.10.1983, p. 9.     ANEXO  IDENTIFICAÇÃO E DOSEAMENTO DO 1-(4-AMINOBENZOATO) DE GLICEROLA A. IDENTIFICAÇÃO     1. OBJECTIVO E CAMPO DE APLICAÇÃO  Este método destina-se a detectar o 1-(4-aminobenzoato) de glicerol (4-aminobenzoato de -monoglicerilo). Permite igualmente identificar o 4-aminobenzoato de etilo (benzocaina DCI) eventualmente presente como impureza.       2. PRINCÍPIO  A identificação faz-se por cromatografia em camada fina em sílica-gel com indicador fluorescente e põe em evidência o grupo amina primária livre por formação sobre a placa de um diazo corante.       3. REAGENTES  Todos os reagentes devem ser de grau analítico.      3.1. Mistura solvente : cicloexano/isopropanol/diclorometano estabilizado : 48/64/9 (v/v/v).           3.2. Solvente de desenvolvimento : éter de petróleo (40-60)/benzeno/acetona/sulução de hidróxido de amónio (mínimo 25 % NH3) : 35/35/35/1 (v/v/v/v).           3.3. Revelador : solução a):  nitrito de sódio : 1,0 g em 100 ml de ácido cloridrico 1 M, preparado imediatamente antes de ser utilizado,  solução b):  2-naftol : 0,2 g em 100 ml de hidróxido de potássio 1 M.           3.4. Soluções-padrão:        - 4-aminobenzoato de -monoglicerilo : 0,050 g em 100 ml da mistura solvente 3.1;               - 4-aminobenzoato de etilo : 0,050 g em 100 ml da mistura solvente 3.1                          3.5. Placas de sílica-gel 60 F254, com espessura de 0,25 mm e de dimensões de 200 mm × 200 mm.                  4. EQUIPAMENTO      4.1. Equipamento corrente para cromatografia em camada fina           4.2. Vibrador de ultra-sons           4.3. Filtros milipore FH 0,5 um ou equivalente                  5. TÉCNICA      5.1. Preparação da amostra  Pesar 1,5 g da amostra a ser analisada num balão graduado de 10 ml. Prefazer a 10 ml com a mistura solvente (3.1). Fechar e deixar durante uma hora à temperatura ambiente num vibrador de ultra-sons (4.2). Filtrar através do filtro milipore (4.3) e usar o filtrado na cromatografia.           5.2. Cromatografia em camada fina  Depositar sobre a placa (3.5) 10 ¶l do filtrado 5.1 e 10 ¶l de cada solução-padrão (3.4). Desenvolver o cromatograma até uma altura de 15 cm numa cuba previamente saturada com o solvente (3.2). Deixar a placa secar à temperatura ambiente.           5.3. Revelação        5.3.1. Observar a placa sob luz ultravioleta de 254 nm.               5.3.2. Sobre a placa perfeitamente seca, pulverizar a solução 3.3 (a).  Deixar secar à temperatura ambiente durante um minuto e pulverizar imediatamente com a solução 3.3 (b).  Secar a placa numa estufa a 60 °C. As manchas aparecem com uma cor laranja com os seguintes Rf : 4-aminobenzoato de k-monoglicerilo : 0,07 ; 4-aminobenzoato de etilo : 0,55.                                   B. DETERMINAÇÃO     1. OBJECTIVO E CAMPO DE APLICAÇÃO >PIC FILE= "T0027923">        2. DEFINIÇÃO >PIC FILE= "T0027924">        3. PRINCÍPIO  O produto a analisar é suspendido em metanol e após tratamento apropriado da amostra, o doseamento é efectuado por cromatografia liquida de alta pressão.       4. REAGENTES  Todos os reagentes devem ser de grau analítico e apropriados para cromatografia líquida de alta pressão. >PIC FILE= "T0027925">    >PIC FILE= "T0027929">        5. EQUIPAMENTO      5.1. Material corrente de laboratório.           5.2. Cromatógrafo para cromatografia líquida de alta pressão com detector de ultravioleta de comprimento de onda variável e câmara termostatada para 45 °C.           5.3. Coluna de aço inoxidável : comprimento 250 mm ; diâmetro interno : 4,6 mm ; enchimento : Lichrosorb RP-18 (4.17).           5.4. Banho de ultra-sons.                  6. TÉCNICA      6.1. Preparação da amostra        6.1.1. Pesar rigorosamente cerca de 1 g de amostra num copo de 100 ml e adicionar 10 ml de metanol (4.1).               6.1.2. Colocar o copo durante 20 minutos num banho de ultra-sons (5.4). Transferir quantitativamente a solução assim obtida para um balão aferido de 100 ml com um máximo de 75 ml de eluente (4.10). Adicionar sucessivamente 1 ml de solução de Carrez I (4.15) e 1 ml de solução de Carrez II (4.16) misturando após cada adição. Levar ao traço com eluente (4.10), misturar de novo e filtrar num filtro de pregas.               6.1.3. Com uma pipeta, transferir para um balão graduado de 50 ml, 3,0 ml do filtrado obtido em 6.1.2 e 5,0 ml da solução-padrão interno (4.13). Levar ao traço com eluente (4.10) e misturar. Usar a solução assim obtida para efectuar a análise cromatográfica descrita em 6.2.                          6.2. Cromatografia        6.2.1. Ajustar o caudal da fase móvel (4.10) a 1,2 ml/mim e fixar a temperatura da coluna a 45 °C               6.2.2. Regular o detector (5.2) para 274 nm.               6.2.3. Com uma microsseringa, injectar pelo menos duas vezes 20 ¶l da solução (6.1.3) no cromatógrafo e medir a área dos picos.                          6.3. Curva de calibração        6.3.1. Injectar 20 ¶l de cada uma das soluções-padrão (4.14) e medir a área dos picos.               6.3.2.  >PIC FILE= "T0027930">                6.3.3. Proceder do mesmo modo para o 4-hidroxibenzoato de etilo.                                 7. CÁLCULO      7.1. A partir das curvas de calibração obtidas em 6.3, ler as razões mássicas RP1 e RP2 correspondentes às razões entre es áreas dos picos calculadas no ponto 6.2.3., em que: >PIC FILE= "T0027931">   RP2 = razão das massas de 4-aminobenzoato de etilo e de 4-hidroxibenzoato de etilo.            7.2.  >PIC FILE= "T0027932">   em que:  q = quantidade de 4-hidroxibenzoato de etilo (padrão interno) pesado no ponto 4.13, expresso em gramas,  p = quantidade de amostra pesada em 6.1.1, expressa em gramas.                  8. REPRODUTIBILIDADE (1)      8.1.  >PIC FILE= "T0027933">            8.2. Para um teor de 1 % (m/m) de 4-aminobenzoato de etilo, a diferença entre os resultados de dois doseamentos paralelos efectuados para a mesma amostra não deve ultrapassar 0,10 %.                  9. NOTAS      9.1. Antes de efectuar a análise, é conveniente verificar se a amostra não contém compostos susceptíveis de coincidir com o pico do padrão interno (4-aminobenzoato de etilo) no cromatograma.           9.2. Para verificar a ausência de eventuais interferências, repetir o doseamento modificando a proporção de metanol na fase móvel de mais ou menos 10 %.                   DOSEAMENTO DO CLOROBUTANOL     1. OBJECTIVO E CAMPO DE APLICAÇÃO  Este método permite o doseamento de clorobutanol até uma concentração máxima de 0,5 % (m/m) em todos os produtos cosméticos, com excepção dos aerossóis.       2. DEFINIÇÃO  O teor em clorobutanol determinado por este método é expresso em percentagem massa (% m/m) do produto.       3. PRINCÍPIO  Após tratamento adequado do produto a analisar, o doseamento é efectuado por cromatografia em fase gasosa usando 2,2,2, -tricloroetanol como padrão interno.       4. REAGENTES  Todos os reagentes devem ser de grau analítico.      4.1. Clorobutanol 1,1,1-tricloro-2-metil-2-propanol.           4.2. 2,2,2-tricloroetanol           4.3. Etanol absoluto           4.4. Solução-padrão de clorobutanol : 0,025 g em 100 ml de etanol (4.3) (m/v)           4.5. Solução-padrão de 2,2,2-tricloroetanol : 4 mg em 100 ml de etanol (4.3) (m/v)                  5. EQUIPAMENTO      5.1. Material corrente de laboratório.           5.2. Cromatógrafo gasoso com detector de captura de elctrões Ni 63.                  6. TÉCNICA      6.1. Preparação da amostra  Pesar rigorosamente de 0,1 g a 0,3 g de amostra. Introduzi-la num balão aferido de 100 ml, dissolver com etanol (4.3), adicionar 1 ml da solução-padrão interno (4.5) e levar ao traço com etanol (4.3).  (1) Segundo a norma ISO 5725.            6.2. Condições para cromatografia em fase gasosa. >PIC FILE= "T0027934">            6.3. Curva padrão  Usando cinco balões graduados de 1 000 ml, adicionar respectivamente 1 ml da solução-padrão (4.5) e 0,2, 0,3, 0,4, 0,5 e 0,6 ml da solução (4.4), e levar ao traço com etanol (4.e) e misturar. Injectar 1 ¶l de cada uma destas soluções no cromatógrafo em conformidade com as condições operacionais descritas em 6.2.2 e construir a curva de calibração colocando como abcissa a razão das massas do clorobutanol e do 2,2,2-tricloroetanol e como ordenadas a razão das áreas dos picos correspondentes.           6.4. Injectar 1 ¶l da solução em 6.1 e proceder de acordo com as condições descritas em 6.2.2.                  7. CÁLCULO      7.1. Calcular a partir da curva-padrão (6.3) a quantidade «a», expressa em ¶g de clorobutanol na solução 6.1.           7.2. O teor em clorobutanol na amostra é calculado de acordo com a fórmula: >PIC FILE= "T0027936">                   8. REPRODUTIBILIDADE (1)  Para um teor em clorobutanol de 0,5 % (m/m), a diferença entre os resultados de duas determinações paralelas efectuadas com a mesma amostra não deve exceder 0,01 %.  Nota  Se o resultado é igual ou superior à concentração máxima permitida, é conveniente verificar a ausência de interferências.  (1) Segundo a norma ISO 5725.         IDENTIFICAÇÃO E DOSEAMENTO DO QUININO  A. IDENTIFICAÇÃO     1. OBJECTIVO E CAMPO DE APLICAÇÃO  Este método destina-se a detectar a presença de quinino nos shampoos e loções capilares       2. PRINCÍPIO  A identificação é efectuada por cromatografia em camada fina em silica-gel. O quinino é detectado atravées da fluorescência azul em condições ácidas a 360 nm.  Para conformação posterior, a fluorescência pode ser suprimid por meio de vapores de bromo, enquanto os vapores de amoníaco fazem aparecer uma fluorescência amarelada.       3. REAGENTES  Todos os reagentes devem ser de grau analítico.      3.1. Placas de silica-gel com uma espessura de 0,25 mm, sem indicador de fluorescência e dimensão 20 × 20 cm.           3.2. Solvente de desenvolvimento : tolueno/éter etílico/diclorometano/dietilamina : 20/20/20/8 (v/v/v/v)           3.3. Metanol           3.4.  >PIC FILE= "T0027937">            3.5. Éter etílico           3.6. Reagente revelador : juntar com precaução 5 ml de ácido sulfúrico (3.4) a 95 ml de éter etílico (3.5) em recipiente arrefecido.           3.7. Bromo           3.8.  >PIC FILE= "T0027938">            3.9. Quinino anidro.           3.10. Solução-padrão : pesar rigorosamente cerca de 100 mg de quinino anidro (3.9) e dissolver com metanol (3.3) num balão graduado de 100 ml.                  4. EQUIPAMENTO      4.1. Equipamento corrente para cromatografia em camada fina.           4.2. Banho de ultra-sons.           4.3. Filtros milipore FH 0,5 ¶m ou equivalente com equipamento adequado de filtração.                  5. TÉCNICA      5.1. Preparação da amostra.  Pesar rigorosamente uma quantidade de um cosmético que possa conter aproximadamente 100 mg de quinino. Introduzi-la num balão graduado de 100 ml, dissovler e levar ao traço com metanol (3.3). Fechar o balão e deixar durante uma hora à temperatura ambiente no banho de ultra-sons (4.2). Filtrar no filtro (4.3) e usar o filtrado para a cromatografia.           5.2. Cromatografia em camada fina.  Depositar 1,0 ¶l da solução-padrão (3.10) e 1,0 ¶l da solução-amostra (5.1) na placa de silica-gel. Desenvolver o cromatograma até uma altura de 15 cm numa cuba previamente saturada com vapores de solvente (3.2).           5.3. Revelação        5.3.1. Secar a placa à temperatura ambiente.               5.3.2. Pulverizar com o reagente 3.6.               5.3.3. Deixar a placa secar durante uma hora à temperatura ambiente               5.3.4. Observar a placa com radiação ultravioleta de 360 nm. O quinino aparece sob forma de uma mancha fluorescente azul intenso.  A título de exemplo, o quadro seguinte dá os valores de Rf dos principais alcalóides relacionados com o quinino quando desenvolvidos com o solvente (3.2). >PIC FILE= "T0027939">                 5.3.5. Para confirmação posterior da presença do quinino, a placa é exposta durante cerca de uma hora a vapores de bromo (3.7) ; a fluorescência desaparece. Quando a mesma placa é exposta a vapores de amoníaco (3.8), as manchas reaparecem com uma coloração castanha, quando a placa é reexaminada com luz ultravioleta a 360 nm pode ser observada uma fluorescência amarelada.  Limite de detecção : 0,1 ¶g de quinino                                  B. DETERMINAÇÃO     1. OBJECTIVO E CAMPO DE APLICAÇÃO  Este método descreve o doseamento do quinino em shampoos e em loções capilares. Pode ser usado para determinar concentrações mãximas admissíveis de 0,5 % (m/m) em shampoos e 0,2 % em loções capilares.       2. DEFINIÇÃO  O teor em quinino medido por este método é expresso em percentagem massa (% m/m) do produto.       3. PRINCÍPIO  Após tratamento apropriado do produto a analizar o doseamento é efectuado por cromatografia líquida de alta pressão.       4. REAGENTES  Todos os reagentes devem ser de grau analítico e adequados para cromatografia liquida de alta pressão.      4.1. Acetonitrilo.           4.2. Diidrogenoortofosfato de potássio (KH2PO4).           4.3.  >PIC FILE= "T0027940">            4.4. Brometo de tetrametilamónio.           4.5. Quinino anidro.           4.6. Metanol.           4.7. Solução de ácido ortofosfórico 0,1 M : dissolver 11,53 g de ácido ortofosfórico (4.3) em 1 000 ml de água destilada num balão graduado.           4.8. Solução de diidrogenoortofosfato de potássio 0,1 M ; dissolver 13,6 g de diidrogenofosfato de potássio (4.2) em 1 000 ml de água destilada num balão graduado.           4.9. Solução de brometo de tetrametilamónio 0,1 M : dissolver 15.40 g de brometo de tetrametilamónio (4.4) em 1 000 ml de água destilada num balão graduado.           4.10. Eluente : ácido ortofosfórico (4.7)/diidrogenofosfato de potássio (4.8)/brometo de tetrametilamónio (4.9)/água para CLPH/acetonitrilo (4.1)/10/50/100/340/90 (v/v/v/v/v).  A composição da fase móvel pode ser modificada de modo a que o factor de resolução R seja igual ou superior a 1,5: >PIC FILE= "T0027941">   em que:  R1 e R2 = tempos de retenção de dois picos, expressos em minutos,  W1 e W2 = largura dos picos a meia altura, expressa em milímetros,  d' = Velocidade do papel em milímetros por minuto.           4.11. Sílica tratada com octadecilsilano, 10 ¶m.           4.12. Soluções-padrão : para uma série de balões aferidos de 100 ml, pesar com precisão sucessivamente 5,0, 10,0, 15,0 e 20,0 mg de quinino anidro (4.5). Levar ao traço com metanol (4.67 e agitar até dissolução completa. Filtrar cada solução de um filtro 0,5 ¶m (5.5).                  5. EQUIPAMENTO      5.1. Material corrente de laboratório.           5.2. Banho de ultra-sons.           5.3. Cromatógrafo para cromatografia líquida de alta pressão com detector de ultravioletas de comprimento de onda variável.           5.4. Coluna em aço inoxidável : comprimento 25 cm, diâmetro interno : 4.6 mm, enchimento : silica (4.11).           5.5. Filtro milipore FH 0,5 ¶m, ou equivalente, com equipamento adequado de filtração.                   6. TÉCNICA      6.1. Preparação da amostra  Pesar rigorosamente num balão aferido de 100 ml uma quantidade de amostra que contenha cerca de 10 mg de quinino anidro, adicionar 20 ml de metanol (4.6) e colocar o balão num banho de ultra-sons (5.2) durante 20 minutos. Levar ao traço com metanol (4.6). Homogeneizar a solução e filtrar uma alíquota no filtro 5.5.           6.2. condições da cromatografia        - caudal da fase móvel (4.10) : 1,0 ml/nm.               - comprimento de onda do detector (5.3) : 332 nm.               - Volume da injecção : 10,0 l de solução filtrada (6.1).               - Medição : área do pico.                          6.3. Curva de calibração  Injectar pelo menos três vezes 10,0 l de cada uma das soluções-padrão (4.12), medir a área dos picos e calcular a área média para cada concentração.  Traçar a recta de calibração.                  7. CÁLCULO      7.1. A partir da curva de calibração (6.3), calcular a quantidade de quinino anidro, expressa em g, contida no volume injectado (6.2).           7.2. A concentração de quinino anidro na amostra, em percentagem massa (% m/m), é obtida através da seguinte fórmula: >PIC FILE= "T0027942">   em que:  B = quantidade de quinino anidro, em g, contida em 10 l da solução filtrada (6.1).  A = massa da amostra (6.1) expressa em gramas.                  8. REPRODUTIBILIDADE (1)  Para um teor em quinino anidro da ordem de 0,5 % (m/m), a diferença entre os resultados de dois doseamentos paralelos efectuados com a mesma amostra não deve ser superior a 0,02 %.  Para um teor em quinino anidro de 0,2 % (m/m), a diferença entre os resultados de dois doseamentos paralelos efectuados com a mesma amostra não deve exceder 0,01 %.  IDENTIFICAÇÃO E DOSEAMENTO DE SULFITOS E BISSULFITOS INORGÂNICOS OBJECTIVO E CAMPO DE APLICAÇÃO  O método descreve a identificação e o doseamento de sulfitos e bissulfitos inorgânicos em cosméticos. Apenas é aplicável a produtos contendo um fase aquosa ou alcoólica e para teores até 0,2 % expressos em SO2.  A. IDENTIFICAÇÃO     1. PRINCÍPIO  A amostra é aquecida em ácido colorídrico e o díóxido de enxofre libertado é identificado pelo seu cheiro ou com o auxílio de papel indicador.       2. REAGENTES  Todos os reagentes devem ser de grau analítico.      2.1. Ácido clorídrico (4 M).           2.2. Papel indicador de iodato de potássio-amido ou outro papel indicador alternativo.                  3. EQUIPAMENTO      3.1. Material corrente de laboratório.           3.2. Balão de 25 ml com refrigerante com refluxo curto.                  4. TÉCNICA      4.1. Introduzir no balão (3.2) cerca de 2,5 g da amostra e 10 ml de ácido clorídrico (2.1).           4.2. Misturar e aquecer até ebulição           4.3. Detectar o anidrido sulfuroso pelo cheiro ou por meio de papel indicador (2.2)  (1) Segundo a norma ISO 5725.                    B. DOSEAMENTO     1. DEFINIÇÃO  O teor em sulfito ou bissulfito na amostra determinado por este método é expresso em percentagem massa de SO2.       2. PRINCÍPIO  Após acidificação da amostra, o dióxido de enxofre libertado é destilado e recolhido numa solução de peróxido de hidrogénio. O ácido sulfúrico formado é titulado com o auxílio de uma solução-padrão de hidróxodo de sódio.       3. REAGENTES  Todos os reagentes devem ser de grau analítico.      3.1. Peróxido de hidrogénio 0,2 % (m/v). Este reagente deve ser preparado diariamente.           3.2. Ácido ortofosfórico (d = 1,75).           3.3. Metanol.           3.4. Solução-padrão de hidróxido de sódio 0,01 M.           3.5. Azoto.           3.6. Indicador : mistura 1 : 1 (v/v) de vermelho de metilo (0,03 % m/v em etanol) e azul de metileno (0,05 % m/v em etanol). Filtrar a solução.                  4. EQUIPAMENTO      4.1. Material corrente de laboratório.           4.2. Equipamento de destilação (ver figura - anexo nº 3).                  5. TÉCNICA      5.1. Pesar com precisão cerca de 2,5 g de amostra e introduzi-los no balão de destilação A (ver figura - anexo nº 3).           5.2. Adicionar 60 ml de água e 50 ml de metanol (3.3). Misturar.           5.3 Introduzir 10 ml de peróxido de hidrogénio (3.1), 60 ml de água e algumas gotas de indicador (3.6) no recipiente D destinado a receber o destilado (ver esquema). Adicionar algumas gotas de hidróxido de sódio (3.4) até o indicador tomar a cor verde.           5.4. Repetir 5.3 com o frasco de lavagem E (ver esquema).           5.5. Ligar o equipamento e regular o caudal de azoto (3.5) para cerca de 60 bolhas por minuto.           5.6. Introduzir com o tubo de carga 15 ml de ácido ortofosfórico (3.2) no balão de destilação A.           5.7. Aquecer rapidamente até ebulição e destilar durante 30 minutos.           5.8. Desligar o recipiente D contendo o destilado. Lavar o tubo e em seguida titular com solução de hidróxido de sódio (3.4) até o indicador (3.6) tomar a cor verde.                  6. CÁLCULO  Calcular o teor em sulfito ou bissulfito na amostra, em percentagem massa, com o auxílio da fórmula: >PIC FILE= "T0027943">   em que:  M = concentração molar da solução de hidróxido de sódio (3.4)  V = volume (em ml) de hidróxido de sódio (3.4) necessário à titulação (5.8)  m = Massa (em g) da amostra (5.1).       7. REPRODUTIBILIDADE (1)  Para um teor de dióxido de enxôfre de 0,2 % m/m, a diferença entre os resultados de dois doseamentos paralelos efectuados com a mesma amostra não deve exceder 0,006 %.  (1) Segundo a norma ISO 5725.         Equipamento de destilação de dióxido de enxofre de acordo com Tanner  Todas as dimensões em mm  >PIC FILE= "T0027944">    IDENTIFICAÇÃO E DOSEAMENTO DOS CLORATOS DE METAIS ALCALINOS OBJECTIVOS E CAMPO DE APLICAÇÃO  O método descreve a identificação e o doseamento de cloratos em dentífricos e outros cosméticos.  A. IDENTIFICAÇÃO     1. PRINCÍPIOS  Os cloratos são separados dos outros halogenatos por cromatografia em camada fina e identificados pela presença de iodo obtido por oxidação do iodato de potássio.       2. REAGENTES  Todos os reagentes devem ser de grau analítico.      2.1. Soluções de referência : soluções aquosas de clorato, bromato e iodato de potássio (0,2 % m/v) preparadas recentemente.           2.2. Solvente de desenvolvimento : solução de hidróxido de amónio (28 % m/v)/acetona/butanol (60/1309/30 v/v/v).           2.3. Solução aquosa de iodeto de potássio (5 % m/v).           2.4. Solução de amido (1 a 5 % m/v).           2.5. Ácido clorídrico 1 M.           2.6. Placas para cromatografia em camada fina revestidas com celulose (espessura : 0,25 mm).                  3. EQUIPAMENTO  Material corrente de laboratório para cromatografia em camada fina.       4. TÉCNICA      4.1. Extrair cerca de 1 g de amostra com água, filtrar e diluir a cerca de 25 ml.           4.2. Depositar na placa (2.6) 2 ul da solução (4.1) e 2 ul de cada uma das três soluções de referência (2.1).           4.3. Colocar a placa numa cuba e desenvolver por cromatografia ascendente até três quartos de comprimento da placa (2.6) com o solvente 2.2.           4.4. Retirar a placa da cuba e deixar evaporar o solvente (cerca de 2 horas).           4.5. Pulverizar a placa com solução de iodeto de potássio (2.3) e deixar secar durante cerca de 5 minutos.           4.6. Pulverizar a placa com a solução de amido (2.4) e deixar secar durante cerca de 5 minutos.           4.7. Pulverizar a placa com ácido clorídrico (2.5).                  5. LEITURA  Na presença de clorato, aparecerá uma mancha azul (eventualmente acastanhada) após meia hora com Rf entre 0,7 e 0,8. >PIC FILE= "T0027945">   Deve ter-se em conta que os bromatos e os iodatos dão reacção imediata. Deve ter-se cuidado para não confundir as manchas dos bromatos com as dos cloratos.         B. DOSEAMENTO     1. DEFINIÇÃO  O teor em clorato na amostra determinado de acordo com este método é expresso em percentagem massa de clorato.       2. PRINCÍPIO  O clorato é reduzido com pó de zinco em condições ácidas. O cloreto formado é determinado por titulação potenciométrica com solução de nitrato de prata. Um doseamento semelhante antes da redução permite revelar a eventual presença de halogenetos.       3. REAGENTES  Todos os reagentes devem ser de grau analítico.      3.1. Ácido acético 80 % m/m.           3.2. Zinco em pó.           3.3. Solução-padrão de nitrato de prata 0,1 M.                  4. EQUIPAMENTO      4.1. Material corrente de laboratório.           4.2. Potenciógrafo equipado com um eléctrodo indicador de prata.                  5. TÉCNICA      5.1. Preparação da amostra.  Pesar rigorosamente uma quantidade (m) de cerca de 2 g num tubo de centrifugadora. Adicionar cerca de 15 ml de ácido acético (3.1) e misturar com cuidado. Esperar 30 minutos e centrifugar durante 15 minutos a 2 000 rotações por minuto. Transferir a solução sobrenadante para um balão aferido de 50 ml. Repetir a centrifugação duas vezes adicionando 15 ml de ácido acético (3.1) ao resíduo. Recolher as soluções contendo o clorato para o mesmo balão aferido. Levar ao traço com ácido acético (3.1).           5.2. Redução do clorato  Tomar 20 ml da solução (5.1) e adicionar 0,6 g de zinco em pó (3.2). Levar à ebulição num balão equipado com um refrigerante. Após 30 minutos de ebulição, arrefecer e filtrar. Lavar o balão com água, filtrar e combinar o filtrado e as águas de lavagem.           5.3. Doseamento do cloreto  Titular a solução (5.2) com nitrato de prata (3.3) usando o potenciógrafo (4.2). Titular do mesmo modo 20 ml da solução (5.1) com nitrato de prata (3.3).  N.B. : se o produto contém derivados de bromo e iodo susceptíveis de libertar brometos e iodetos após a redução, a curva de titulação terá vários pontos de inflexão. Nestes casos, o volume da solução titulante (3.3) correspondente ao cloreto é dado pela diferença entre os volumes correspondentes ao último e penúltimo pontos de inflexão.                  6. CÁLCULO  O teor em clorato na amostra (% m/m) é calculado pela formula: >PIC FILE= "T0027946">   em que:  V = volume, em ml, da solução de nitrato de prata (3.3) utilizada para a titulação da solução (5.2),  V' = volume, em ml, da solução de nitrato de prata (3.3) utilizada para a titulação da solução (5.1),  M = molaridade da solução de nitrato de prata (3.3),  m = massa da amostra (5.1), em g.       7. REPRODUTIBILIDADE (1)  Para um teor em clorato de 3 a 5 % m/m, a diferença entre os resultados de dois doseamentos paralelos efectuados sobre a mesma amostra não deve exceder 0,07 % m/m.  (1) Segundo a norma ISO 5725.         IDENTIFICAÇÃO E DOSEAMENTO DO IODATO DE SÓDIO OBJECTIVO E CAMPO DE APLICAÇÃO  O método descreve o processo para identificação e doseamento do iodato de sódio nos extractos aquosos de produtos cosméticos.  A. IDENTIFICAÇÃO     1. PRINCÍPIO  O iodato de sódio é separado dos outros halogenatos por cromatografia em camada fina e identificado por oxidação do iodeto a iodo.       2. REAGENTES  Todos os reagentes devem ser de grau analítico.      2.1. Soluções de referência : soluções aquosas de clorato, bromato e iodato de potássio (0,01 % m/v) preparadas recentemente.           2.2. Solvente de desenvolvimento : solução de hidróxido de amónio (28 % m/v)/acetona/butanol (60/130/30) v/v/v).           2.3. Solução aquosa de iodeto de potássio (5 % m/v).           2.4. Solução de amido (1 a 5 % m/v).           2.5. Ácido clorídrico 1 M.                  3. EQUIPAMENTO      3.1. Placas para cromatografia em camada fina revestidas de celulose (0,25 mm).           3.2. Material corrente para cromatografia em camada fina.                  4. TÉCNICA      4.1. Extrair cerca de 1 g de amostra com água, filtrar e diluir a cerca de 10 ml.           4.2. Depositar 2 ul desta solução sobre a linha de base da placa (3.1) juntamente com 2 ul de cada uma das três soluções de referência (2.1).           4.3. Colocar a placa na cuba de desenvolvimento e desenvolver por cromatografia ascendente até cerca de três quartos da altura da placa com o auxílio do solvente (2.2).           4.4. Retirar a placa da cuba e deixar evaporar o solvente à temperatura ambiente. (Nota : a operação pode demorar 2 horas).           4.5. Pulverizar a placa com iodeto de potássio (2.3) e deixar secar durante cerca de 5 minutos.           4.6. Pulverizar em seguida com a solução de amido (2.4) e deixar secar durante cerca de 5 minutos.           4.7. Pulverizar finalmente com ácido clorídrico (2.5).                  5. AVALIAÇÃO  Na presença de iodato aparece imediatamente uma mancha azul (a cor pode ser castanha ou tornar-se castanha com o tempo) com um valor de Rf compreendido entre 0 e 0,2.  Deve ter-se em conta que os bromatos reagem imediatamente com valores de Rf de 0,5 a 0,6 e que os cloratos reagem, após 30 minutos, com valores de Rf de 0,7 a 0,8.        B. DETERMINAÇÃO     1. DEFINIÇÃO  O teor de iodato de sódio determinado por este método é expresso em percentagem massa de iodato de sódio.       2. PRINCÍPIO  O iodato de sódio é dissolvido em água e doseado por cromatografia líquida de alta pressão, usando (em série) uma coluna de fase inversa C 18 e uma coluna permutadora de iões.        3. REAGENTES  Todos os reagentes devem ser de grau analítico e adequados para cromatografia líquida de alta pressão.      3.1. Ácido clorídrico 4 M.           3.2. Solução aquosa de sulfito de sódio 5 % m/v.           3.3. Solução-mãe de iodato de sódio : preparar uma solução contendo 50 mg de iodato de sódio em 100 ml de água.           3.4. Diidrogenoortofosfato de potássio.           3.5. Hidrogenoortofosfato dissódico diidratado.           3.6. Fase móvel para a cromatografia líquida de alta pressão : dissolver 3,88 g de diidrogenoortofosfato de potássio (3.4) e 1,19 g de hidrogenoortofosfato dissódico diidratado (3.5) num litro de água.  O pH da solução obtida é 6,2.           3.7. Papel indicador universal, pH 1-11.                  4. EQUIPAMENTO  Material corrente de laboratório.      4.1. Papel defiltro de 110 mm de diâmetro, Schleicher e Schull nº 575 ou equivalente.           4.2. Cromatógrafo líquido de alta pressão munido de detector de comprimento de onda variável.           4.3. Colunas : comprimento : 120 mm ; diâmetro interno : 4,6 mm ; número : duas em série ; primeira coluna : Necleosil (R) 5 C18 ou equivalente ; segunda coluna : Vydac TM-301-SB ou equivalente.                  5. TÉCNICA      5.1. Preparação das amostras.        5.1.1. Amostras fluídas (shampoos).  Pesar rigorosamente uma toma de cerca de 1,0 g numa proveta graduada e fechada ou num balão aferido de 10 ml. Levar ao traço com água e misturar. Se necessário, filtrar a solução. Dosar o iodato na solução por cromatografia líquida de alta pressão como está descrito no ponto 5.2.               5.1.2. Amostras sólidas (sabão)  Dividir finamente parte da amostra e pesar rigorosamente uma toma de cerca de 1.0 g numa proveta graduada e fechada ou num balão aferido de 100 ml. Encher de água até 50 ml e agitar energicamente durante 1 minuto. Centrifugar e filtrar com um papel de filtro (4.1) ou deixar a mistura repousar durante pelo menos uma noite. Agitar energicamente a solução gelatinosa e filtrar com um papel de filtro (4.1).  Dosear o iodato no filtrado por cromatografia liquida de alta pressão como está descrito no ponto 5.2.                          5.2. Cromatografia  Caudal da fase móvel : 1 ml/min.  Comprimento de onda do detector (4.2) : 210 nm.  Volume injectado : 10 ul  Medir a área dos picos.           5.3. Calibração  Para balões graduados de 50 ml pipeter respectivamente 1,0, 2,0 5,0 10,0 e 20,0 ml da solução-mãe de iodato de sódio (3.3). Levar ao traço e agitar. As soluções assim obtidas contêm respectivamente 0,01, 0,02, 0,05 0,10 e 0,20 mg de iodato de sódio por mililitro. Injectar 10 ¶l de cada solução de referência no cromatógrafo líquido (4.3) e obter o cromatograma. Determinar a área do pico para o iodato e fazer a curva-padrão : área do pico-concentração em iodato.                   6. CÁLCULO  Calcular o teor em iodato de sódio, em percentagem massa (% m/m), usando a fórmula: >PIC FILE= "T0027947">   em que:  m = massa da toma, expressa em gramas (5.1)  V = volume total da solução amostra, expressa em mililitros, obtida como descrito no ponto 5.1.  c = concentração expressa em mg/m/ de iodato de sódio, obtida a partir da curva de calibração (5.3).       7. REPRODUTIBILIDADE (1)  Para um teor de iodato de sódio de 0,1 % (m/m), a diferença entre os resultados de duas determinações efectuadas em paralelo com a mesma amostra não devem exceder 0,002 %.       8. CONFIRMAÇÃO      8.1. Princípio  Em solução ácida de um produto cosmético, o ião iodato (IO3-) é reduzido a iodeto (I-) pelo sulfito e a solução obtida é examinada por cromatografia líquida de alta pressão. Se um pico, tendo um tempo de retenção correspondente ao tempo de retenção do iodato, desaparece após tratamento com sulfito, o pico original pode ser atribuído ao iodato.           8.2. Técnica  Pipetar para um Erlenmeyer uma toma de 5 ml da solução amostra obtida no ponto 5.1. Ajustar o pH da solução a um valor inferior ou igual a 3 com ácido clorídrico (3.1) e papel pH indicador universal (3.7). Adicionar três gotas da solução de sulfito de sódio (3.2) e agitar. Injectar 10 ul da solução no cromatógrafo líquido (4.2). Comparar este cromatograma com o obtido de acordo com o ponto 5. para a mesma amostra.  (1) Segundo a norma ISO 5725.