CELEX: 31991R1908
Language: pt
Date: 1991-06-28 00:00:00
Title: REGULAMENTO (CEE) No 1908/91 DO CONSELHO de 28 de Junho de 1991 relativo à abertura e modo de gestão de um contingente pautal comunitário para o rum, a tafiá e a araca originários dos Estados de África, das Caraíbas e do Pacífico (ACP) (1991/1992) #

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31991R1908

REGULAMENTO (CEE) No 1908/91 DO CONSELHO de 28 de Junho de 1991 relativo à abertura e modo de gestão de um contingente pautal comunitário para o rum, a tafiá e a araca originários dos Estados de África, das Caraíbas e do Pacífico (ACP) (1991/1992)  -   

Jornal Oficial nº L 170 de 29/06/1991 p. 0003 - 0005

REGULAMENTO (CEE) No 1908/91 DO CONSELHO  de 28 de Junho de 1991  relativo à abertura e modo de gestão de um contingente pautal comunitário para o rum, a tafiá e a araca originários dos Estados de África, das Caraíbas e do Pacífico (ACP)  (1991/1992)O CONSELHO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS,  Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Económica Europeia e, nomeadamente, o seu artigo 113o,  Tendo em conta a proposta da Comissão,  Considerando que a Comunidade assinou a Quarta Convenção ACP-CEE, em Lomé, a 15 de Dezembro de 1989; que a Comunidade decidiu, pelo Regulamento (CEE) no 524/91 do Conselho, de 27 de Fevereiro de 1991, relativo à aplicação da Decisão no 1/91 do Conselho  de Ministros ACP-CEE que prorroga a Decisão no 2/90, relativa às medidas transitórias válidas a partir de 1 de Março de 1990 (1), aplicar de maneira autónoma e antecipada o Protocolo no 6 anexo à Convenção;  Considerando que o Protocolo no 6 em questão prevê que, até à entrada em vigor de uma organização comum do mercado dos álcoois, os produtos dos códigos NC 2208 40 10, 2208 40 90, 2208 90 11 e 2208 90 19, originários dos Estados de África, das Caraíbas e  do Pacífico (ACP), sejam admitidos na Comunidade com isenção dos direitos aduaneiros em condições que permitam o desenvolvimento da corrente de trocas comerciais tradicionais entre os Estados ACP e a Comunidade, por um lado, e entre os Estados-membros,  por outro; que, até 31 de Dezembro de 1993, a Comunidade fixa anualmente as quantidades que podem ser importadas com isenção dos direitos aduaneiros, com base nas quantidades mais importantes importadas dos Estados ACP na Comunidade no decurso dos  últimos três anos em relação aos quais existem estatísticas disponíveis, aumentadas de uma taxa de crescimento anual de 37 % no mercado do Reino Unido e de 27 % nos outros mercados da Comunidade;  Considerando que, em virtude das disposições do Regulamento (CEE) no 1820/87 do Conselho, de 25 Junho de 1987, relativo à aplicação da Decisão no 2/87 do Conselho de Ministros ACP-CEE, relativa à aplicação antecipada do protocolo à Terceira Convenção  ACP-CEE na sequência da adesão do Reino de Espanha e da República Portuguesa às Comunidades Europeias (2), prevê disposições especiais relativas aos direitos de contingentação a aplicar por estes dois Estados-membros; que, devido à especificidade do  mercado do rum, o período de contingentação decorre de 1 de Julho a 30 de Junho;  Considerando que, atendendo aos níveis atingidos pelas importações dos produtos em questão na Comunidade e nos Estados-membros durante os últimos três anos, em relação aos quais se dispõe de dados estatísticos, o volume do contingente pautal anual para  o período de 1 de Julho de 1991 a 30 de Junho de 1992 deve ser fixado em 197 771 hectolitros de álcool puro;  Considerando que se deve garantir, nomeadamente, o acesso igual e contínuo de todos os importadores da Comunidade a esse contingente e a aplicação, sem interrupção, das taxas previstas para esse contingente a todas as importações dos produtos em questão  em todos os Estados-membros, até ao esgotamento do contingente;  Considerando que, segundo a jurisprudência do Tribunal de Justiça, é ilícito repartir os contingentes comunitários, entre os Estados-membros, a menos que circunstâncias imperiosas de carácter administrativo, técnico ou económico impeçam uma actuação  diversa; que, por outro lado, se deve, nos casos em que uma repartição dos contingentes seja decidida, prever um mecanismo que permita proteger integralmente a Pauta Aduaneira Comum;  Considerando que as dificuldades económicas que poderiam resultar para os departamentos franceses ultramarinos (DOM) da brusca modificação do sistema relativo à importação do rum originário dos Estados de África, das Caraíbas e do Pacífico (ACP)  constituem circunstâncias coercivas que justificam a manutenção temporária e parcial deste sistema; que, entretanto, é conveniente caminhar-se no sentido do abandono do sistema da repartição do contingente em quotas-partes proporcionais, que apenas  poderia justificar-se a título transitório e que deveria desaparecer, em qualquer caso, na perspectiva da realização do mercado interno;  Considerando que, nestas condições, é oportuno aumentar o volume da reserva comunitária para 60 %, com um sistema de transferência automática das quotas-partes dos Estados-membros para a reserva, desde que esta tenha sido utilizada até à percentagem de  80 %;  Considerando que, durante os três últimos anos para os quais existem dados estatísticos disponíveis, as importações dos Estados-membros evoluíram do seguinte modo:    (em hectolitros de álcool puro)       Estados-membros  1988  1989  1990       Benelux  7 389  7 621  9 339  Dinamarca  2 038  1 748  2 404  Alemanha  42 523  48 591  50 451  Grécia  -  586  5 699  Espanha  -  156  9 514  França  1 216  19  -   Irlanda  2 189  2 973  2 282  Itália  806  431  54  Portugal  -  -  -  Reino Unido  63 525  83 773  70 436       TOTAL  119 686  145 898  150 179      Considerando que, tendo em conta estes elementos e a evolução previsível do mercado dos  produtos em questão quanto a certos Estados-membros, as percentagens de participação no volume do contingente podem estabelecer-se aproximadamente do seguinte modo:  Benelux 5,86,  Dinamarca 1,49,  Alemanha 34,05,  Grécia 1,51,  Espanha 2,32,  França 0,30,  Irlanda 1,79,  Itália 0,31,  Portugal 0,00,  Reino Unido 52,37;  Considerando que é conveniente prever um mecanismo que permita impedir, quando o contingente comunitário não esteja esgotado, que as mercadorias possam ser importadas num Estado-membro que tenha esgotado a sua quota-parte apenas após aplicação integral  dos direitos aduaneiros ou após terem sido desviadas para outro Estado-membro cuja quota-parte ainda não se encontre esgotada; que, nestas condições, é oportuno que, se durante o período de contingentamento a reserva comunitária se esgotar quase  completamente, os Estados-membros transfiram para essa reserva a totalidade da fracção não utilizada das suas quotas-partes iniciais, a fim de evitar que uma parte do contingente pautal comunitário permaneça inutilizada num Estado-membro, quando poderia  ser utilizada noutros;  Considerando que é conveniente prever medidas adequadas para garantir a aplicação do Protocolo no 6 em condições que permitam o desenvolvimento das correntes de troca tradicionais entre os Estados ACP e a Comunidade, por um lado, e entre os  Estados-membros, por outro;  Considerando que este modo de gestão requer uma colaboração estreita entre os Estados-membros e a Comissão, a qual deve, nomeadamente, poder acompanhar a situação de esgotamento dos volumes dos contingentes e informar desse facto os Estados-membros;  Considerando que, pelo facto de o Reino da Bélgica, o Reino dos Países Baixos e o Grão-Ducado do Luxemburgo estarem reunidos e representados pela união económica do Benelux, qualquer operação relativa à gestão do contingente pode ser efectuada por um  dos seus membros,  ADOPTOU O PRESENTE REGULAMENTO:  Artigo 1o  1. A partir de 1 de Julho de 1991 e até 30 de Junho de 1992, os produtos abaixo designados e originários dos Estados ACP são admitidos à importação na Comunidade com isenção de direitos aduaneiros no limite de um contingente pautal  comunitário a seguir indicado:         Número  de ordem  Código NC  Designação das mercadorias  Volume  do contingente  (em hectolitros  de álcool puro)  Direito  contingentário             09.1605  2208 40 10  2208 40 90  2208 90 11  2208 90 19  Rum, tafiá e araca  197 771  Isenção       2. Dentro do limite deste contingente a Espanha e Portugal aplicam os direitos calculados nos termos do Acto de Adesão de 1985 e do Regulamento (CEE) no 1820/87.  Artigo 2o  1. O contingente pautal referido no artigo 1o é dividido em duas parcelas.  2. Uma primeira parcela, de um montante de 79 108 hectolitros de álcool puro, é repartida entre certos Estados-membros; as quotas-partes que, sem prejuízo do disposto no artigo 4o, são válidas até 30 de Junho de 1992 elevam-se às quantidades a seguir  indicadas:    (em hectolitros de  álcool puro)  Benelux  4 636,  Dinamarca  1 178,  Alemanha  26 935,  Grécia  1 194,  Espanha  1 835,  França  235,  Irlanda  1 415,  Itália  245,  Portugal  10,  Reino Unido  41 425. 3. A segunda parcela, referente a uma quantidade de 118 663  hectolitros de álcool puro, constitui a reserva comunitária.  Artigo 3o  Se a quota-parte inicial de um Estado-membro, tal como é fixada pelo no 2 do artigo 2o, for inteiramente utilizada, aplicar-se-ao as disposições seguintes.  Se um importador apresentar num Estado-membro uma declaração de introdução em livre prática que inclua um pedido do benefício preferencial para um produto referido no presente regulamento e se esse pedido for aceite pelas autoridades aduaneiras, o  Estado-membro em causa procederá, por via de notificação à Comissão, ao saque de uma quantidade correspondente a essas necessidades sobre a reserva, referida no no 3 do artigo 2o  Os pedidos de saque, com a indicação da data de aceitação das referidas declarações, devem ser transmitidos, sem demora, à Comissão.  Os saques são concedidos pela Comissão em função da data de aceitação das declarações de introdução em livre prática pelas autoridades aduaneiras do Estado-membro em causa, na medida em que o saldo disponível o permita.  Se um Estado-membro não utilizar as quantidades, transferi-las-á, logo que possível, para a reserva.  Se as quantidades pedidas forem superiores ao saldo disponível da reserva, a atribuição será feita proporcionalmente aos pedidos. Os Estados-membros serão informados desse facto pela Comissão.  Artigo 4o  Desde que a reserva, tal como é definida no no 3 do artigo 2o, se tenha esgotado em pelo menos 80 %, a Comissão notificará esse facto aos Estados-membros.  A Comissão notificará, igualmente nesse caso, a data a partir da qual devem ser efectuados os saques sobre a reserva comunitária, de acordo com as disposições constantes do artigo 3o, se essas disposições não forem já aplicáveis.  Num prazo estabelecido pela Comissão, a partir da data referida no número anterior, os Estados-membros devem transferir para o volume do contingente a totalidade das quantidades que a esta data não tenha sido utilizada.  Artigo 5o  A Comissão registará os montantes das quotas-partes abertas nos Estados-membros, nos termos dos artigos 2o e 3o, e informará cada um deles, logo que receba as notificações, da situação de esgotamento das reservas.  A Comissão informará os Estados-membros sobre o volume dessas reservas após as transferências efectuadas nos termos do artigo 4o  Artigo 6o  Cada Estado-membro garantirá aos importadores dos produtos em questão acesso igual e contínuo ao contingente, enquanto o saldo do volume contingentário o permitir.  Artigo 7o  Os Estados-membros e a Comissão colaborarão estreitamente para assegurar a observância do presente regulamento.  Artigo 8o  O Regulamento (CEE) no 1316/87 do Conselho, de 11 de Março de 1987, relativo às medidas de protecção previstas na Terceira Convenção ACP-CEE (3) e as disposições que o venham a substituir, no âmbito da Quarta Convenção ACP-CEE, são  aplicáveis.  Artigo 9o  O presente regulamento entra em vigor em 1 de Julho de 1991. O presente regulamento é obrigatório em todos os seus elementos e directamente aplicável em todos os Estados-membros.  Feito em Bruxelas, em 28 de Junho de 1991. Pelo Conselho  O Presidente  J. F. POOS   (1) JO no L 58 de 5. 3. 1991, p. 2. (2) JO no L 172 de 30. 6. 1987, p. 1. (3) JO no L 125 de 14. 5. 1987, p. 1.