CELEX: 31995R0517
Language: pt
Date: 1995-03-08 00:00:00
Title: Regulamento (CE) nº 517/95 da Comissão, de 8 de Março de 1995, relativo às vendas no mercado interno português de 250000 toneladas de milho na posse do organismo de intervenção português

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31995R0517

Regulamento (CE) nº 517/95 da Comissão, de 8 de Março de 1995, relativo às vendas no mercado interno português de 250000 toneladas de milho na posse do organismo de intervenção português  

Jornal Oficial nº L 053 de 09/03/1995 p. 0012 - 0014

REGULAMENTO (CE) Nº 517/95 DA COMISSÃO de 8 de Março de 1995 relativo às vendas no mercado interno português de 250 000 toneladas de milho na posse do organismo de intervenção portuguêsA COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS,  Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Europeia,  Tendo em conta o Regulamento (CEE) nº 1766/92 do Conselho, de 30 de Junho de 1992, que estabelece a organização comum de mercado no sector dos cereais (1), com a última redacção que lhe foi dada pelo Acto de Adesão da Aústria, da Finlândia e da Suécia,  e, nomeadamente, o seu artigo 5º,  Tendo em conta o Regulamento (CE) nº 3670/93 do Conselho, de 22 de Dezembro de 1993, relativo ao regime especial de importação de milho em Portugal (2), e, nomeadamente, o nº 2 do seu artigo 3º,  Considerando que o organismo de intervenção português (INGA) vai proceder à compra de 250 000 toneladas de milho no mercado mundial, em conformidade com a decisão da Comissão (3), relativa à compra desse milho; que o INGA deve vender esse milho no  mercado interno português; que, de acordo com o nº 2 do artigo 3º do Regulamento (CE) nº 3670/93, essas vendas devem ser efectuadas em condições que permitam evitar perturbações nesse mercado;  Considerando que, para evitar uma perturbação da colheita portuguesa, é necessário prever que essas vendas sejam escalonadas pelos meses de Maio e Agosto de 1995; que, caso exista um saldo em 31 de Agosto, este deve ser vendido durante os meses  seguintes;  Considerando que o Regulamento (CE) nº 3670/93 prevê que a compra desse milho deve ser considerada como uma intervenção destinada à regularização dos mercados agrícolas; que o Regulamento (CEE) nº 2131/93 da Comissão (4), alterado pelo Regulamento (CE)  nº 120/94 (5), fixa os processos e condições da colocação à venda dos cereais na posse dos organismos de intervenção; que as vendas de milho devem, contudo, ser efectuadas a um preço fixo, a saber, o preço de intervenção válido no mês de Maio, aumentado  de dois acréscimos mensais para as realizadas a partir do mês de Agosto; que é, por conseguinte, necessário prever uma derrogação às regras estabelecidas no Regulamento (CEE) nº 2131/93; que são necessárias regras complementares para a venda do milho  importado;  Considerando que, dada a vantagem de preço de que beneficiam os compradores de milho na posse do INGA, é necessário prever medidas de controlo estritas e, em especial, precisar quem fica autorizado a comprar esse milho importado;  Considerando que, para assegurar que a venda de milho importado em Portugal não crie dificuldades no mercado comunitário, é conveniente instituir um sistema de garantias de « participação » e de « execução » e prever que a última só seja liberada  mediante a apresentação da prova de transformação ou utilização desse milho em Portugal;  Considerando que é essencial que Portugal tome todas as medidas necessárias compatíveis com a regulamentação comunitária, a fim de, por um lado, assegurar a aplicação adequada do presente regulamento e, por outro, velar, mediante a instauração de um  sistema de controlo eficaz, por que o mercado comunitário não seja perturbado;  Considerando que as medidas previstas no presente regulamento estão em conformidade com o parecer do Comité de gestão dos cereais,  ADOPTOU O PRESENTE REGULAMENTO:   Artigo 1º  Em derrogação do disposto no Regulamento (CEE) nº 2131/93, o organismo de intervenção português (INGA) colocará à venda no mercado português 250 000 toneladas de milho compradas em conformidade com a decisão da Comissão de Fevereiro de 1995.   Esta colocação à venda será efectuada em três fracções. A primeira, de 150 000 toneladas, no mês de Maio de 1995, a segunda, de 100 000 toneladas, no mês de Agosto de 1995, e eventualmente, nos meses seguintes, em conformidade com as disposições  estabelecidas pelo INGA.   Artigo 2º  O INGA elaborará um anúncio indicando, para cada lote ou, eventualmente, cada fracção de lote:  a) A localização e b) No mínimo, as seguintes características:  - o peso específico,  - o teor de humidade,  - a percentagem de grãos partidos e de matérias estranhas.  O INGA publicará esse anúncio pelo menos três dias antes da data fixada para a primeira apresentação dos pedidos relativos à primeira fracção.   Artigo 3º  1. O primeiro e o último prazos para apresentação dos pedidos relativos à primeira fracção de 150 000 toneladas terminam às 10 horas (hora de Bruxelas), em, respectivamente, 10 de Maio de 1995 e 31 de Maio de 1995.  2. O primeiro e o último prazos para apresentação dos pedidos relativos à segunda fracção de 100 000 toneladas terminam às 10 horas (hora de Bruxelas), em, respectivamente, 2 de Agosto de 1995 e 23 de Agosto de 1995.  Os prazos das apresentações seguintes serão fixados pelo INGA até ao esgotamento das quantidades a vender.  3. A decisão de adjudicação das quantidades solicitadas será tomada pelo INGA o mais tardar às 17 horas (hora de Bruxelas) do sétimo dia seguinte ao termo dos prazos fixados nos nºs1 e 2.  4. Os pedidos devem ser apresentados no INGA:  INGA - Instituto Nacional de Garantia Agrícola Rua Castilho, nº 36 r/c P-1250 Lisboa (tel.: 355 88 12;  telex: 66209;  telecopiadora: 353 32 51).   Artigo 4º  1. Os interessados participarão na venda quer apresentando um pedido por escrito, contra aviso de recepção, no INGA, quer enviando o pedido a esse organismo por telex, telegrama ou telecópia.  2. O pedido indicará o nome e o endereço exacto do comprador e, eventualmente, o seu número de telefone, telex ou telecopiadora.  Para efeitos do presente regulamento, entende-se por « comprador » uma só pessoa singular ou colectiva por exploração agrícola ou por empresa que exerça uma actividade económica de compra no sector dos cereais. O comprador pode fazer-se representar pelo  seu mandatário.  3. O pedido será acompanhado:  - da prova de constituição de uma garantia de participação de cinco ecus por tonelada,  - do compromisso escrito do comprador de constituir, o mais tardar aquando do levantamento do lote comprado, uma garantia de execução no montante de 30 ecus por tonelada,  - da prova do exercício de uma actividade económica de compra no sector dos cereais,  - do compromisso escrito do comprador de transformar ou utilizar em Portugal as quantidades de milho compradas.  4. Um pedido que não tenha sido apresentado em conformidade com o disposto nos nºs1, 2 e 3 ou que contenha condições diferentes das previstas no anúncio não será válido.  5. Os pedidos não podem ser retirados.   Artigo 5º  No caso de a quantidade disponível para cada fracção ser superada, a quantidade solicitada no âmbito da venda em causa será reduzida mediante aplicação de um coeficiente de redução fixado pelo INGA.  Em caso de não esgotamento da quantidade, o saldo disponível será transportado para a venda da fracção seguinte.   Artigo 6º  1. O preço de venda será igual ao preço de intervenção válido durante o mês de Maio de 1995 para uma mercadoria à saída do silo, carregada num meio de transporte, aumentado de dois acréscimos mensais de 1,449 ecus por tonelada, para as vendas  efectuadas a partir do mês de Agosto de 1995.  2. O comprador pagará o milho antes do levantamento, o mais tardar no prazo de um mês a contar da data de adjudicação.  3. Se o comprador não tiver pago o milho adjudicado no prazo previsto no nº 2, o contrato será rescindido pelo INGA.   Artigo 7º  1. A garantia de participação será liberada em relação às quantidades para as quais:  - o pedido não tiver sido seleccionado,  - a garantia de execução de 30 ecus por tonelada tiver sido constituída.  2. A garantia de execução será liberada em relação às quantidades para as quais o comprador tiver apresentado a prova de que o milho foi transformado ou utilizado em Portugal. Essa prova deve ser apresentada o mais tardar 18 meses após a data de  adjudicação.  Esta garantia será igualmente liberada em relação às quantidades para as quais tiver sido apresentada prova de que o milho se tornou impróprio para consumo humano e animal.   Artigo 8º  1. Portugal:  - adoptará, se for caso disso, as condições complementares compatíveis com a regulamentação comunitária, nomeadamente as condições a respeitar pelos requerentes para poderem participar nas presentes vendas, incluindo as quantidades mínimas e máximas  relativas a cada fracção de venda e o programa das vendas,  - tomará as disposições necessárias para assegurar o controlo de todas as operações de comercialização até ao consumo final, a fim de evitar eventuais perturbações do mercado comunitário.  2. O INGA informará a Comissão do desenrolar das vendas. Além disso, transmitirá imediatamente à Comissão os dados relativos às quantidades vendidas e comercializadas até ao consumo final.  Por último, acompanhará de perto e manterá a Comissão informada da incidência das vendas de milho nos preços dos outros cereais em Portugal.   Artigo 9º  O presente regulamento entra em vigor no terceiro dia seguinte ao da sua publicação no Jornal Oficial das Comunidades Europeias.  O presente regulamento é obrigatório em todos os seus elementos e directamente aplicável em todos os Estados-membros.  Feito em Bruxelas, em 8 de Março de 1995.  Pela Comissão Franz FISCHLER Membro da Comissão  (1) JO nº L 181 de 1. 7. 1992, p. 21.  (2) JO nº L 338 de 31. 12. 1993, p. 35.  (3) Decisão não publicada.  (4) JO nº L 191 de 31. 7. 1993, p. 76.  (5) JO nº L 21 de 26. 1. 1994, p. 1.