CELEX: 21999A1231(03)
Language: pt
Date: 1999-12-15 00:00:00
Title: Acordo entre a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço e o Governo da República do Cazaquistão sobre o comércio de determinados produtos siderúrgicos - Acta aprovada - Declarações - Protocolo A - Protocolo B

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Acordo entre a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço e o Governo da República do Cazaquistão sobre o comércio de determinados produtos siderúrgicos - Acta aprovada - Declarações - Protocolo A - Protocolo B  

Jornal Oficial nº L 342 de 31/12/1999 p. 0055 - 0082

ACORDOentre a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço e o Governo da República do Cazaquistão sobre o comércio de determinados produtos siderúrgicosA COMUNIDADE EUROPEIA DO CARVÃO E DO AÇO,por um lado, eO GOVERNO DA REPÚBLICA DO CAZAQUISTÃO,por outro,Considerando que a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (a seguir denominada "Comunidade") e o Governo da República do Cazaquistão (a seguir denominado "Cazaquistão") desejam promover o desenvolvimento ordenado e equitativo do comércio de produtos siderúrgicos entre a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço e o Cazaquistão;Considerando que o Acordo de Parceria e de Cooperação entre as partes, assinado em 23 de Janeiro de 1995, entrou em vigor em 1 de Julho de 1999;Considerando que as partes consideram necessário concluir um acordo que assegure a estabilidade do comércio dos referidos produtos siderúrgicos;Considerando que o n.o 1 do artigo 17.o do Acordo de Parceria e de Cooperação prevê a conclusão de um acordo desse tipo; que o referido artigo determina que o comércio de produtos CECA seja regido pelo título III do Acordo de Parceria e de Cooperação, com excepção do seu artigo 11.o;Considerando que o n.o 4 do artigo 43.o do Acordo de Parceria e de Cooperação prevê que, nos casos em que as trocas comerciais entre elas sejam afectadas, as partes analisem modalidades de aplicação, numa base concertada, das respectivas legislações da concorrência;Considerando que, em 1996, o comércio de certos produtos abrangidos pelo Tratado que institui a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço foi objecto de um acordo entre as partes, o qual deve ser substituído por um novo acordo que tenha em conta a evolução registada nas relações entre as partes;Considerando que o presente acordo se destina a criar um enquadramento que permita a eliminação das restrições quantitativas ao comércio de determinados produtos abrangidos pelo Tratado que institui a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço, sob reserva de que sejam respeitadas determinadas condições e, nomeadamente, de que sejam criadas as condições necessárias em matéria de concorrência, no que respeita aos produtos siderúrgicos abrangidos pelo acordo;Considerando que o presente acordo deve ser complementado através da cooperação entre as partes no que respeita às suas indústrias siderúrgicas, nomeadamente através do adequado intercâmbio de informações no âmbito do grupo de contacto CECA, tal como previsto no n.o 2 do artigo 17.o do Acordo de Parceria e Cooperação;DECIDIRAM concluir o presente acordo e, para o efeito, designaram como plenipotenciários:A COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS, EO GOVERNO DA REPÚBLICA DO CAZAQUISTÃO,OS QUAIS ACORDARAM NO SEGUINTE:Artigo 1.o1. O comércio dos produtos siderúrgicos abrangidos pelo Tratado CECA, enumerados no anexo I e originários das partes (a seguir denominados "produtos abrangidos pelo presente acordo") fica sujeito às condições fixadas no presente acordo.2. O comércio dos produtos siderúrgicos abrangidos pelo Tratado CECA mas não enumerados no anexo I não fica sujeito a limites quantitativos, sem prejuízo da aplicação das disposições pertinentes dos acordos sobre comércio e matérias conexas em vigor entre as partes, nomeadamente as disposições relacionadas com os processos anti-dumping e as medidas de salvaguarda.Artigo 2.o1. O Cazaquistão compromete-se a estabelecer e a manter, relativamente a cada ano civil, limites quantitativos aplicáveis às suas exportações de produtos siderúrgicos para a Comunidade, em conformidade com o disposto no anexo II. Essas exportações ficam sujeitas ao sistema de duplo controlo, tal como previsto no protocolo A.2. As partes reiteram o seu compromisso em procederem a uma liberalização total das trocas comerciais dos produtos siderúrgicos abrangidos pelo presente acordo, desde que se encontrem reunidas as condições definidas no protocolo B.3. A pedido de qualquer das partes, estas consultar-se-ão a fim de determinar se as condições de concorrência respeitantes aos produtos abrangidos pelo acordo são de molde a dispensar as restrições quantitativas. As consultas previstas no n.o 3 podem ser solicitadas em qualquer momento durante a vigência do presente acordo.4. Sem prejuízo do disposto no n.o 3, as partes procederão a um exame da evolução das condições de concorrência, o mais tardar, 18 meses após a entrada em vigor do presente acordo. Em qualquer caso, as partes encontrar-se-ão, o mais tardar seis meses antes do termo da vigência do presente acordo, a fim de examinar a sua aplicação e de determinar se as condições de concorrência relativas aos produtos por ele abrangidos são de molde a dispensar a eliminação de todas as restrições quantitativas.5. Para efeitos das consultas e avaliações previstas nos n.os 3 e 4, as partes terão em conta, nomeadamente, a aplicação pelo Cazaquistão das disposições previstas no protocolo B relativas à concorrência, aos auxílios estatais e à protecção do ambiente no que respeita aos produtos abrangidos pelo presente acordo. a evolução futura das relações entre as partes, tal como previsto no Acordo de Parceria e de Cooperação; bem como a evolução das economias das partes.6. Sem prejuízo do disposto no n.o 3, qualquer das partes pode, a qualquer momento, solicitar a realização de consultas no que respeita:- aos níveis dos limites quantitativos previstos no anexo II, caso se tenha registado um agravamento ou uma melhoria consideráveis das condições relativas aos produtos abrangidos pelo acordo,- à possibilidade de transferir as quantidades não utilizadas de grupos de produtos subutilizados para outros grupos.7. A aplicação do presente acordo deve, em qualquer caso, ser reexaminada antes da adesão do Cazaquistão à Organização Mundial do Comércio.Artigo 3.o1. As importações no território aduaneiro da Comunidade com vista à introdução em livre prática de produtos siderúrgicos abrangidos pelo presente acordo ficam sujeitas à apresentação de uma licença de exportação emitida pelas autoridades do Cazaquistão e de um certificado de origem, em conformidade com o disposto no protocolo A.2. As importações no território aduaneiro da Comunidade de produtos siderúrgicos abrangidos pelo presente acordo não estão sujeitas aos limites quantitativos estabelecidos no anexo II desde que esses produtos sejam declarados como destinados a reexportação no seu estado inalterado ou após transformação para o exterior da Comunidade, no âmbito do sistema administrativo de controlo existente na Comunidade.3. O reporte das quantidades não utilizadas durante qualquer ano civil para os limites quantitativos correspondentes do ano civil seguinte é autorizado até um máximo de 7 % do limite quantitativo aplicável para o ano em que essas quantidades não foram utilizadas. Caso pretenda recorrer a esta disposição, o Cazaquistão deve notificar a Comunidade, o mais tardar até 1 de Março do ano seguinte.4. O limite quantitativo aplicável a um determinado grupo de produtos apenas pode ser adaptado uma vez durante um ano civil, mediante acordo entre as partes. As eventuais adaptações dos limites quantitativos resultantes de uma transferência apenas afectam o ano civil em curso. Sem prejuízo do disposto no n.o 3, no início do ano civil seguinte, os limites quantitativos aplicáveis serão os indicados no anexo II. Caso pretenda recorrer a esta disposição, o Cazaquistão deve notificá-lo à Comissão, o mais tardar, até 30 de Junho.Artigo 4.o1. A fim de tornar o sistema de duplo controlo tão eficaz quanto possível e minimizar as possibilidades de abuso e violação:- as autoridades do Cazaquistão informarão as autoridades da Comunidade, até ao dia 28 de cada mês, sobre as licenças de exportação emitidas durante o mês anterior,- as autoridades da Comunidade informarão as autoridades do Cazaquistão, até ao dia 28 de cada mês, sobre as autorizações de importação emitidas durante o mês anterior.Caso se verifique uma discrepância considerável, tendo em conta a existência de factores temporais relacionados com essa informação, qualquer das partes pode solicitar a realização imediata de consultas.2. Sem prejuízo do disposto no n.o 1, a fim de garantir a correcta aplicação do presente acordo, a Comunidade e o Cazaquistão acordam em tomar todas as medidas necessárias para impedir, investigar e adoptar as medidas legais e/ou administrativas contra a violação do presente acordo através de reexpedição, de mudança de itinerário, de declarações falsas quanto ao país ou local de origem, de falsificação de documentos, de falsas declarações quanto à descrição das quantidades ou da classificação das mercadorias, ou de qualquer outros meios. Para o efeito, as partes acordam em adoptar as disposições legais necessárias e os procedimentos administrativos que permitam empreender uma acção eficaz contra essas violações, incluindo a adopção de medidas correctivas juridicamente vinculativas contra os exportadores e/ou importadores em questão.3. Se, em virtude das informações disponíveis, qualquer das partes considerar que as disposições do presente acordo estão a ser evadidas, pode solicitar a realização imediata de consultas com a outra parte.4. Enquanto se aguarda o resultado das consultas referidas no n.o 3, se a Comunidade o solicitar e desde que sejam apresentados elementos de prova suficientes, o Cazaquistão deverá assegurar que os ajustamentos dos limites quantitativos que possam resultar das referidas consultas se efectuam no ano civil em que foi apresentado o pedido de consultas nos termos do n.o 3, ou no ano seguinte, caso o limite desse ano civil esteja esgotado.5. Se as partes não conseguirem chegar a uma solução mutuamente satisfatória no decorrer das consultas previstas no n.o 3 e existirem elementos de prova suficientes de que foram importados em violação do disposto no presente acordo produtos por ele abrangidos originários do Cazaquistão, a Comunidade terá o direito de imputar as quantidades importadas nessas condições nos limites quantitativos fixados no presente acordo.6. Se as partes não conseguirem chegar a uma solução mutuamente satisfatória no decorrer das consultas previstas no n.o 3 e existirem elementos de prova suficientes de falsas declarações quanto à descrição das quantidades ou da classificação das mercadorias, a Comunidade terá o direito de recusar a importação dos produtos em causa.7. As partes acordam em cooperar estreitamente para prevenir e resolver eficazmente quaisquer problemas decorrentes da violação do disposto no presente acordo.Artigo 5.o1. Os limites quantitativos previstos no presente acordo aplicáveis às importações na Comunidade de produtos siderúrgicos CECA não podem ser repartidos por quotas regionais.2. As partes cooperarão a fim de prevenir alterações súbitas e prejudiciais dos fluxos comerciais tradicionais na Comunidade. Caso ocorra uma alteração súbita e prejudicial nos fluxos comerciais tradicionais (incluindo uma concentração regional ou uma perda das importações tradicionais), a Comunidade poderá solicitar a realização de consultas com vista a encontrar uma solução satisfatória para o problema. Essas consultas serão realizadas de imediato.3. O Cazaquistão procurará assegurar que as exportações para a Comunidade dos produtos sujeitos a limites quantitativos sejam escalonadas o mais regularmente possível ao longo do ano. Caso se verifique uma alteração súbita e prejudicial das importações, a Comunidade poderá solicitar a realização de consultas, de modo a encontrar uma solução satisfatória para o problema. Essas consultas serão realizadas de imediato.4. Para além da obrigação referida no n.o 3 e sem prejuízo das consultas previstas no n.o 5 do artigo 2.o, sempre que as licenças emitidas pelas autoridades do Cazaquistão tiverem alcançado 90 % dos limites quantitativos relativos ao ano civil em causa, qualquer das partes pode solicitar a realização de consultas sobre os limites quantitativos para esse ano. Essas consultas serão realizadas de imediato. Na pendência do resultado dessas consultas, as autoridades do Cazaquistão podem continuar a emitir licenças de exportação para os produtos abrangidos pelo presente acordo, desde que não excedam as quantidades previstas no anexo II.Artigo 6.o1. Se qualquer produto abrangido pelo presente acordo for importado do Cazaquistão para a Comunidade em condições que causem ou ameacem causar um prejuízo grave aos produtores comunitários de produtos similares, a Comunidade fornecerá ao Cazaquistão todas as informações pertinentes para encontrar uma solução mutuamente aceitável. As partes iniciarão as consultas imediatamente.2. Se as consultas referidas no n.o 1 não permitirem chegar a acordo no prazo de 30 dias a contar da data do pedido de realização de consultas da Comunidade, esta pode exercer o direito de adoptar medidas de salvaguarda, em conformidade com o disposto nos acordos sobre comércio e matérias conexas em vigor entre as partes.3. O exercício do direito de consulta previsto no n.o 1 não impede o recurso a processos anti-dumping, em conformidade com o disposto nos acordos sobre comércio e matérias conexas em vigor entre as partes, sem prejuízo dos limites quantitativos previstos no anexo II.Artigo 7.o1. A classificação dos produtos abrangidos pelo presente acordo baseia-se na nomenclatura pautal e estatística da Comunidade (adiante designada "Nomenclatura Combinada" ou, na sua forma abreviada, "NC"), bem como nas respectivas alterações. As alterações da Nomenclatura Combinada (NC) efectuadas de acordo com os procedimentos em vigor na Comunidade relativas aos produtos abrangidos pelo presente acordo ou as decisões relativas à classificação das mercadorias não se podem traduzir numa redução dos limites quantitativos previstos no presente acordo.2. A origem dos produtos abrangidos pelo presente acordo será determinada em conformidade com as regras em vigor na Comunidade. Todas as alterações das regras de origem devem ser comunicadas ao Cazaquistão, não podendo implicar qualquer redução dos limites quantitativos previstos no presente acordo. As modalidades de controlo da origem dos produtos acima referidos são definidas no protocolo A.Artigo 8.o1. Sem prejuízo do intercâmbio periódico de informações sobre as licenças de exportação e as autorizações de importação, previsto no n.o 1 do artigo 4.o, as partes acordam em proceder ao intercâmbio de todas as informações estatísticas disponíveis relativas aos produtos sujeitos aos limites quantitativos fixados no anexo II, com periodicidade regular, tendo em conta os períodos mais curtos em relação aos quais essas informações são elaboradas. Essas informações abrangerão as licenças de exportação e as autorizações de importação emitidas nos termos do artigo 3.o, bem como as estatísticas das importações e das exportações relativas aos produtos em causa.2. Qualquer das partes pode solicitar a realização de consultas caso constate a existência de qualquer discrepância significativa entre as informações fornecidas.Artigo 9.o1. Sem prejuízo das disposições relativas à realização de consultas previstas em circunstâncias específicas nos artigos anteriores, mediante pedido de qualquer das partes, serão realizadas consultas sobre quaisquer problemas resultantes da aplicação do presente acordo. Essas consultas serão efectuadas num espírito de cooperação e com o objectivo de resolver as divergências existentes entre as partes.2. Caso o presente acordo preveja a realização imediata de consultas, as partes comprometem-se a utilizar todos os meios razoáveis para assegurar a sua realização.3. A realização de todas as outras consultas rege-se pelas seguintes normas:- qualquer pedido de consultas deve ser notificado por escrito à outra parte,- se necessário, o pedido de realização de consultas será completado, dentro de um prazo razoável, por um relatório que indique os motivos da realização de consultas,- as consultas devem ter início no prazo de um mês a contar da data da apresentação do pedido,- as consultas deverão permitir chegar a um resultado mutuamente aceitável no prazo de um mês a contar do seu início, excepto se esse prazo for prorrogado por acordo entre as partes.4. Mediante acordo entre as partes, poderão realizar-se igualmente quaisquer outras consultas específicas.Artigo 10.o1. O presente acordo entra em vigor na data da sua assinatura. O presente acordo é aplicável até 31 de Dezembro de 2001, sob reserva de quaisquer alterações acordadas entre as partes na sequência da realização de consultas nos termos do n.o 3 do artigo 2.o, desde que não seja denunciado em conformidade com o disposto no.o 3 do presente artigo ou seja posto termo à sua vigência na sequência dos exames previstos nos n.os 3, 4 e 7 do artigo 2.o2. Qualquer das partes pode, em qualquer momento, propor alterações ao presente acordo, as quais serão objecto de consultas a pedido de qualquer das partes.3. Qualquer das partes pode denunciar o presente acordo mediante um pré-aviso mínimo de seis meses. Nesse caso, o acordo caduca logo que expirar o prazo do pré-aviso, sendo os limites quantitativos na Comunidade, fixados no anexo II do presente Acordo, reduzidos proporcionalmente tendo em conta a data em que a denúncia produz efeitos, salvo se, por mútuo acordo, as partes decidirem de outro modo.4. A Comunidade reserva-se o direito de, em qualquer momento, adoptar todas as medidas adequadas, incluindo - caso as partes não consigam chegar a uma solução mutuamente satisfatória no decorrer das consultas previstas no n.o 1 ou em caso de denúncia do presente acordo por qualquer das partes - a reintrodução de um sistema de contingentes autónomos no que se refere às exportações originárias do Cazaquistão dos produtos referidos no anexo I do presente acordo.5. Os anexos e os protocolos do presente acordo fazem dele parte integrante.6. No que respeita aos produtos abrangidos pelo presente acordo, as disposições nele previstas prevalecem sobre as disposições sobre a mesma matéria previstas noutros acordos bilaterais em vigor entre as partesArtigo 11.oO presente acordo é redigido em duplo exemplar, nas línguas alemã, dinamarquesa, espanhola, finlandesa, francesa, grega, inglesa, italiana, neerlandesa, portuguesa, sueca e cazaque, fazendo fé qualquer dos textos.Hecho en Bruselas, el quince de diciembre de mil novecientos noventa y nueve.Udfærdiget i Bruxelles den femtende december nitten hundrede og nioghalvfems.Geschehen zu Brüssel am fünfzehnten Dezember neunzehnhundertneunundneunzig.Έγινε στις Βρυξέλλες, στις δέκαπέντε Δεκεμβρίου χίλια εννιακόσια ενενήντα εννέα.Done at Brussels on the fifteenth day of December in the year one thousand nine hundred and ninety-nine.Fait à Bruxelles, le quinze décembre mil neuf cent quatre-vingt-dix-neuf.Fatto a Bruxelles, addì quindici dicembre millenovecentonovantanove.Gedaan te Brussel, de vijftiende december negentienhonderd negenennegentig.Feito em Bruxelas, em quinze de Dezembro de mil novecentos e noventa e nove.Tehty Brysselissä viidentenätoista päivänä joulukuuta vuonna tuhatyhdeksänsataayhdeksänkymmentäyhdeksän.Som skedde i Bryssel den femtonde december nittonhundranittionio.>ISO_5>±öà ÜëÝ, âÞÓëí >ISO_5>Öãí âÞÚáÐÝ âÞÓöíöÝéö ÖëÛÛëÝ, ÖÕÛâÞÚáÐÝ ÐÙëÝëÝ, ÞÝ ÑÕáöÝéö ÚãÝö ±àîááÕÛì ÚÐÛÐáëÝÛÐ ÖÐáÐÛÓÐÝ.>ISO_5>ÁÞÒÕàèÕÝÞ Ò ÓÞàÞÛÕ ±àîááÕÛÕ >ISO_5>ßïâÝÐÔæÐâÞÓÞ ÔÕÚÐÑàï ÞÔÝÐ âëáïçÐ ÔÕÒïâìáÞâ ÔÕÒïÝÞáâÞ ÔÕÒïâÞÓÞ ÓÞÔÐ.Por la Comisión de las Comunidades Europeas/For Kommissionen for De Europæiske Fællesskaber/Für die Kommission der Europäischen Gemeinschaften/Για την Επιτροπή των Ευρωπαϊκών Κοινοτήτων/For the Commission of the European Communities/Pour la Commission des Communautés européennes/Per la Commissione delle Comunità europee/Voor de Commissie van de Europese Gemeenschappen/Pela Comissão das Comunidades Europeias/Euroopan yhteisöjen komission puolesta/På Europeiska gemenskapernas kommissions vägnar/>ISO_5>µãàÞßÐÛëÚ ºÐãëÜÛÐáâëÚâëÝ ºÞÜØááØïáë ãèöÝ/>ISO_5>·Ð ºÞÜØááØî µÒàÞßÕÙáÚÞÓÞ ÁÞÞÑèÕáâÒÐ&gt;PIC FILE= "L_1999342PT.005901.TIF"&gt;Por el Gobierno de la República de Kazajistán/For regeringen for Republikken Kasakhstan/Für die Regierung der Republik Kasachstan/Για την Κυβέρνηση της Δημοκρατίας του Καζακστάν/For the Government of the Republic of Kazakhstan/Pour le gouvernement de la République du Kazakhstan/Per il governo della Repubblica del Kazakistan/Voor de regering van de Republiek Kazachstan/Pelo Governo da República do Cazaquistão/Kazakstanin tasavallan hallituksen puolesta/På Republiken Kazakstans regerings vägnar/>ISO_5>ºÐ×ÐÚáâÐÝ ÀÕáßãÑÛØÚÐáëÝëÝ ÃÚöÜÕâö ãèöÝ/>ISO_5>·Ð ¿àÐÒØâÕÛìáâÒÞ ÀÕáßãÑÛØÚØ ºÐ×ÐåáâÐÝ&gt;PIC FILE= "L_1999342PT.006001.TIF"&gt;ANEXO ICAZAQUISTÃOSA. Produtos laminados planosSA1. Bobinas7208 10 007208 25 007208 26 007208 27 007208 36 007208 37 907208 38 907208 39 907211 14 107211 19 207219 11 007219 12 107219 12 907219 13 107219 13 907219 14 107219 14 907225 20 207225 30 00SA1a. Rolos de chapa laminados a quente para relaminagem7208 37 107208 38 107208 39 10SA2. Chapas grossas7208 40 107208 51 107208 51 307208 51 507208 51 917208 51 997208 52 107208 52 917208 52 997208 53 107211 13 00SA3. Outros produtos laminados planos7208 40 907208 53 907208 54 107208 54 907208 90 107209 15 007209 16 107209 16 907209 17 107209 17 907209 18 107209 18 917209 18 997209 25 007209 26 107209 26 907209 27 107209 27 907209 28 107209 28 907209 90 107210 11 107210 12 117210 12 197210 20 107210 30 107210 41 107210 49 107210 50 107210 61 107210 69 107210 70 317210 70 397210 90 317210 90 337210 90 387211 14 907211 19 907211 23 107211 23 517211 29 207211 90 117212 10 107212 10 917212 20 117212 30 117212 40 107212 40 917212 50 317212 50 517212 60 117212 60 917219 21 107219 21 907219 22 107219 22 907219 23 007219 24 007219 31 007219 32 107219 32 907219 33 107219 33 907219 34 107219 34 907219 35 107219 35 907225 40 80ANEXO IILIMITES QUANTITATIVOS>POSIÇÃO NUMA TABELA>Nota:Os limites quantitativos para 2000-2001 serão reexaminados tendo em conta a aplicação do protocolo B, tal como explicado no artigo 2.o do acordo.Acta aprovadaNo âmbito do acordo entre a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço e o Cazaquistão sobre o comércio de determinados produtos siderúrgicos, assinado em 15 de Dezembro de 1999, em Bruxelas, as partes acordam em que:- nos termos do intercâmbio de informações previsto no n.o 1 do artigo 4.o relativo às licenças de exportação e às autorizações de importação, as partes fornecerão essas informações por Estado-Membro e para toda a Comunidade,- na pendência de uma solução satisfatória das consultas previstas no n.o 2 do artigo 5.o, o Cazaquistão cooperará, mediante pedido nesse sentido da Comunidade, não emitindo mais licenças de exportação susceptíveis de agravarem os problemas resultantes de alterações súbitas e prejudiciais dos fluxos comerciais tradicionais, e- o Cazaquistão terá em devida conta a natureza sensível dos pequenos mercados regionais da Comunidade, tanto no que se refere às suas necessidades tradicionais em matéria de abastecimento como à prevenção de concentrações regionais.Por la Comisión de las Comunidades Europeas/For Kommissionen for De Europæiske Fællesskaber/Für die Kommission der Europäischen Gemeinschaften/Για την Επιτροπή των Ευρωπαϊκών Κοινοτήτων/For the Commission of the European Communities/Pour la Commission des Communautés européennes/Per la Commissione delle Comunità europee/Voor de Commissie van de Europese Gemeenschappen/Pela Comissão das Comunidades Europeias/Euroopan yhteisöjen komission puolesta/På Europeiska gemenskapernas kommissions vägnar/>ISO_5>µãàÞßÐÛëÚ ºÐãëÜÛÐáâëÚâëÝ ºÞÜØááØïáë ãèöÝ/>ISO_5>·Ð ºÞÜØááØî µÒàÞßÕÙáÚÞÓÞ ÁÞÞÑèÕáâÒÐ&gt;PIC FILE= "L_1999342PT.006401.TIF"&gt;Por el Gobierno de la República de Kazajistán/For regeringen for Republikken Kasakhstan/Für die Regierung der Republik Kasachstan/Για την Κυβέρνηση της Δημοκρατίας του Καζακστάν/For the Government of the Republic of Kazakhstan/Pour le gouvernement de la République du Kazakhstan/Per il governo della Repubblica del Kazakistan/Voor de regering van de Republiek Kazachstan/Pelo Governo da República do Cazaquistão/Kazakstanin tasavallan hallituksen puolesta/På Republiken Kazakstans regerings vägnar/>ISO_5>ºÐ×ÐÚáâÐÝ ÀÕáßãÑÛØÚÐáëÝëÝ ÃÚöÜÕâö ãèöÝ/>ISO_5>·Ð ¿àÐÒØâÕÛìáâÒÞ ÀÕáßãÑÛØÚØ ºÐ×ÐåáâÐÝ&gt;PIC FILE= "L_1999342PT.006402.TIF"&gt;Declaração n.o 1No âmbito do acordo entre a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço e o Cazaquistão sobre o comércio de determinados produtos siderúrgicos, assinado em 15 de Dezembro de 1999, em Bruxelas, e, nomeadamente, do seu artigo 2.o, em conjugação com o artigo 7.o do protocolo B, as partes acordam em que a assistência técnica destinada a apoiar a aplicação do referido protocolo será prestada através do programa Tacis.A primeira fase dessa assistência técnica, que terá início com a entrada em vigor do acordo, terá por objectivo avaliar até que ponto o Cazaquistão já aplica o protocolo B e formular recomendações quanto às medidas necessárias para concluir esse processo. Desta fase resultarão um relatório e um plano de acção, que serão revistos e acordados pelas partes. Se o relatório confirmar que as condições de concorrência no sector siderúrgico do Cazaquistão são substancialmente conformes ao disposto no protocolo B e o Cazaquistão se comprometer a levar a cabo as medidas em falta, de acordo com o plano de acção acordado, as partes acordarão em fixar, logo que possível, limites quantitativos claramente superiores.A segunda fase da assistência técnica destina-se a ajudar as partes a aplicarem o plano de acção acordado (adaptação da legislação cazaque, consultoria relativa ao desenvolvimento de instituições competentes e formação).As partes confirmam a sua intenção de procederem à liberalização do comércio de produtos CECA logo que sejam cumpridos os compromissos assumidos no âmbito do protocolo B.Declaração n.o 2No âmbito do Acordo entre a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço e o Cazaquistão sobre o comércio de determinados produtos siderúrgicos, assinado em 15 de Dezmbro de 1999, em Bruxelas, as partes acordam em não aplicar reciprocamente restrições quantitativas, direitos aduaneiros, encargos ou outras medidas de efeito equivalente, às exportações de desperdícios, resíduos e sucatas de ferro classificados na posição 7204 da Nomenclatura Combinada.Declaração n.o 3No âmbito do Acordo entre a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço e o Cazaquistão sobre o comércio de determinados produtos siderúrgicos, assinado em 15 de Dezembro de 1999, em Bruxelas, nomeadamente do seu artigo 2.o, as partes Contratantes comprometem-se a envidar todos os esforços para que o acordo possa entrar em vigor em 1 de Janeiro de 2000.Se não for possível fazer entrar o acordo em vigor em 1 de Janeiro de 2000, os contingentes comunitários autónomos serão renovados até que o acordo entre efectivamente em vigor, sendo as quantidades ao dispor do Cazaquistão entre a data de entrada em vigor do acordo e 31 de Dezembro de 2000 fixadas no anexo II do acordo, após dedução das quantidades correspondentes já contabilizadas a título dos contingentes comunitários autónomos.PROTOCOLO ATÍTULO ICLASSIFICAÇÃOArtigo 1.o1. As autoridades competentes da Comunidade comprometem-se a informar o Cazaquistão antes da entrada em vigor na Comunidade de quaisquer alterações da Nomenclatura Combinada (NC) relativas a produtos abrangidos pelo acordo.2. As autoridades competentes da Comunidade comprometem-se a informar as autoridades competentes do Cazaquistão de todas as decisões relativas à classificação dos produtos abrangidos pelo Acordo, o mais tardar no prazo de um mês a contar da sua adopção.Essa descrição incluirá:a) A designação dos produtos em causa;b) Os códigos NC em causa;c) As razões que determinaram a decisão.3. Quando uma decisão de classificação implicar uma alteração das classificações anteriores de um produto abrangido pelo acordo, as autoridades competentes da Comunidade concederão um prazo de 30 dias, a partir da data da comunicação da Comunidade, para a entrada em vigor da decisão. Os produtos expedidos antes da data de entrada em vigor da decisão continuam a estar sujeitos às classificações anteriores, desde que os produtos em causa sejam apresentados para importação na Comunidade num prazo de 60 dias a contar dessa data.4. Quando uma decisão comunitária de classificação que resulte numa alteração da classificação anterior de um produto abrangido pelo presente acordo afectar uma categoria sujeita a limites quantitativos, as partes acordam em iniciar consultas em conformidade com o procedimento previsto no n.o 3 do artigo 9.o do acordo, a fim de assegurar o cumprimento da obrigação prevista no n.o 1 do artigo 7.o do acordo.5. Em caso de divergência entre as autoridades competentes do Cazaquistão e as da Comunidade no ponto de entrada na Comunidade, quanto à classificação dos produtos abrangidos pelo acordo, a classificação basear-se-á provisoriamente nas indicações fornecidas pela Comunidade, enquanto decorrerem as consultas, nos termos do artigo 9.o do protocolo, para se chegar a acordo sobre a classificação definitiva do produto em causa.TÍTULO IIORIGEMArtigo 2.o1. Os produtos originários do Cazaquistão na acepção da regulamentação comunitária em vigor serão admitidos à exportação para a Comunidade, no âmbito do regime estabelecido pelo acordo, mediante apresentação de um certificado de origem cazaque conforme ao modelo em anexo ao presente protocolo.2. O certificado de origem emitido pelos organismos competentes do Cazaquistão nos termos da legislação cazaque deve certificar que os produtos em causa podem ser considerados originários do Cazaquistão.Artigo 3.oO certificado de origem só é emitido mediante pedido por escrito do exportador ou, sob responsabilidade deste último, do seu representante autorizado. Cabe aos organismos competentes do Cazaquistão nos termos da lei cazaque zelar pelo correcto preenchimento dos certificados de origem; para o efeito, devem exigir todos os documentos comprovativos e proceder a todos os controlos que considerem necessários.Artigo 4.oA verificação de ligeiras discrepâncias entre as menções do certificado de origem e as dos documentos apresentados na estância aduaneira em cumprimento das formalidades de importação dos produtos, não tem por efeito, ipso facto, lançar a dúvida quanto às menções contidas no certificado.TÍTULO IIISISTEMA DE DUPLO CONTROLO PARA PRODUTOS SUJEITOS A LIMITES QUANTITATIVOSSECÇÃO IExportaçãoArtigo 5.o1. As autoridades competentes do Cazaquistão emitirão uma licença de exportação para todas as remessas do Cazaquistão de produtos siderúrgicos abrangidos pelo acordo, até ao nível dos limites quantitativos aplicáveis definidos no anexo II do acordo.Artigo 6.o1. A licença de exportação será conforme ao modelo que figura em anexo ao presente Protocolo e será válida para as exportações para todo o território aduaneiro da Comunidade.2. Todas as licenças de exportação devem certificar que a quantidade do produto em causa foi imputada no limite quantitativo previsto para o produto em causa no Anexo II do Acordo.Artigo 7.oAs autoridades competentes da Comunidade devem ser imediatamente informadas da retirada ou alteração de qualquer licença de exportação já emitida.Artigo 8.o1. As exportações serão imputadas nos limites quantitativos fixados para o ano durante o qual se realizou a expedição das mercadorias, mesmo que a licença de exportação tenha sido emitida após a expedição.2. Para efeitos do n.o 1, considera-se que o embarque das mercadorias se realizou na data da sua expedição no avião, veículo ou navio utilizado para a respectiva exportação.Artigo 9.oA apresentação de uma licença de exportação, em conformidade com o disposto no artigo 11.o, deve ser efectuada, o mais tardar, em 31 de Março do ano seguinte àquele em que as mercadorias a que se refere tenham sido expedidas.SECÇÃO IIImportaçãoArtigo 10.oA introdução em livre prática na Comunidade de produtos siderúrgicos sujeitos a limites quantitativos está sujeita à apresentação de uma licença de importação.Artigo 11.o1. As autoridades competentes da Comunidade emitirão a autorização de importação referida no artigo 8.o, no prazo máximo de 10 dias úteis a contar da apresentação pelo importador do original da licença de exportação correspondente. A lista das autoridades competentes figura em anexo ao presente protocolo.2. As licenças de importação serão válidas por um período de quatro meses a contar da data da sua emissão no que respeita às importações no território aduaneiro da Comunidade.3. As autoridades competentes da Comunidade anularão a licença de importação já emitida no caso de ter sido retirada a licença de exportação correspondente. Todavia, se as autoridades competentes da Comunidade só tiverem sido informadas da revogação ou anulação da licença de exportação após os produtos terem sido introduzidos em livre prática na Comunidade, as quantidades em causa serão imputadas nos limites fixados para o produto.Artigo 12.oSe as autoridades competentes da Comunidade verificarem que a quantidade total abrangida pelas licenças de exportação emitidas pelas autoridades do Cazaquistão excede o limite quantitativo estabelecido para os produtos abrangidos pelo Anexo II do Acordo, suspenderão a emissão de autorizações de importação relativamente aos produtos abrangidos pelo limite quantitativo em questão. Nesse caso, as autoridades competentes da Comunidade comunicarão imediatamente esse facto às autoridades do Cazaquistão, procedendo-se de imediato às consultas previstas no n.o 2 do artigo 9.o do Acordo.TÍTULO IVFORMA E APRESENTAÇÃO DAS LICENÇAS DE EXPORTAÇÃO E DOS CERTIFICADOS DE ORIGEM E DISPOSIÇÕES COMUNS SOBRE EXPORTAÇÕES PARA A COMUNIDADEArtigo 13.o1. A licença de exportação e o certificado de origem podem conter cópias suplementares devidamente designadas como tal. Os referidos documentos devem ser impressos em inglês. Se forem preenchidos à mão, tal deverá ser feito a tinta e em caracteres de imprensa.O formato desses documentos é de 210 × 297 milímetros. O papel a utilizar deve ser de cor branca, colado para escrita, sem pastas mecânicas e pesando no mínimo 25 g/m2. Se esses documentos tiverem várias cópias, só a primeira folha, que constitui o original, será revestida de uma impressão de fundo guilhochada. Essa folha conterá a menção "original" e as outras a menção "cópia". As autoridades competentes da Comunidade só aceitarão o original para efeitos de controlo das exportações para a Comunidade em conformidade com o disposto no acordo.2. Cada documento conterá um número de série padrão, impresso ou não, destinado a individualizá-lo.Esse número é constituído pelos seguintes elementos:- duas letras para identificar o país de exportação:KZ= Cazaquistão,- duas letras para identificar o Estado-Membro previsto para o desalfandegamento, a saber:BE= BélgicaDK= DinamarcaDE= AlemanhaEL= GréciaES= EspanhaFR= FrançaIE= IrlandaIT= ItáliaLU= LuxemburgoNL= Países BaixosAT= ÁustriaPT= PortugalFI= FinlândiaSE= SuéciaGB= Reino Unido,- um algarismo para indicar o ano em questão, correspondente ao último algarismo do ano, por exemplo "0" para 2000,- um número de dois algarismos, de 01 a 99, para identificar o serviço que emitiu o documento no país de exportação,- um número de cinco algarismos, seguindo uma numeração contínua de 00001 a 99999, atribuído ao Estado-membro previsto para o desalfandegamento.Artigo 14.oAs licenças de exportação e os certificados de origem podem ser emitidos após a expedição dos produtos a que dizem respeito. Nesse caso, conterão a menção "emitido a posteriori" (issued retrospectively).Artigo 15.o1. Em caso de furto, extravio ou inutilização de uma licença de exportação ou de um certificado de origem, o exportador pode solicitar às autoridades governamentais cazaques competentes para emitir licenças ou aos organismos cazaques autorizados a emitir certificados de origem nos termos da legislação do Cazaquistão, respectivamente, a emissão de uma segunda via com base nos documentos de exportação em seu poder. A segunda via assim emitida deve conter a menção "duplicate".2. A segunda via deve reproduzir a data do original da licença de exportação ou do certificado de origem.TÍTULO VCOOPERAÇÃO ADMINISTRATIVAArtigo 16.oAs partes cooperarão estreitamente na aplicação das disposições do presente protocolo. Para o efeito, as partes facilitarão todos os contactos e trocas de pontos de vista, incluindo no que respeita aos aspectos técnicos.Artigo 17.oA fim de assegurar a correcta aplicação do presente protocolo, as partes prestar-se-ão assistência mútua no controlo da autenticidade e da veracidade das licenças de exportação e dos certificados de origem emitidos ou das declarações efectuadas em conformidade com o presente protocolo.Artigo 18.oO Cazaquistão comunicará à Comissão das Comunidades Europeias os nomes e endereços das autoridades cazaques competentes para emitir e verificar as licenças de exportação e os certificados de origem, juntamente com os espécimes dos cunhos dos carimbos utilizados e das suas assinaturas. O Cazaquistão notificará igualmente a Comunidade de quaisquer alterações a esse respeito.Artigo 19.o1. O controlo a posteriori dos certificados de origem ou das licenças de exportação será efectuado por amostragem e sempre que as autoridades competentes da Comunidade tenham dúvidas fundadas quanto à autenticidade de um certificado ou de uma licença ou quanto à exactidão das informações relativas à verdadeira origem dos produtos em causa.2. Nesses casos, as autoridades competentes da Comunidade devolverão o original ou uma cópia do certificado de origem ou da licença de exportação às autoridades cazaques competentes, indicando, se for caso disso, as razões de fundo ou de forma que justificam a abertura de um inquérito. Essa autoridades anexarão ao certificado, à licença ou à cópia destes o original ou uma cópia da factura se esta tiver sido passada, fornecendo igualmente todas as informações que levem a supor que as indicações constantes dos referidos certificados ou licenças são inexactas. As autoridades fornecerão igualmente todas as informações obtidas que façam crer que as indicações dos referidos certificados ou licenças são inexactas.3. O disposto no n.o 1 supra é igualmente aplicável aos controlos a posteriori dos certificados de origem referidos no artigo 2.o do presente protocolo.4. Os resultados dos controlos a posteriori efectuados em conformidade com os n.os 1 e 2 serão comunicados às autoridades competentes da Comunidade no prazo máximo de três meses. As informações comunicadas indicarão se o certificado, a licença ou a declaração em causa se referem às mercadorias efectivamente exportadas e se estas podem ser exportadas ao abrigo do regime previsto pelo acordo. A pedido da Comunidade, essas informações incluirão igualmente cópias de todos os documentos necessários para a determinação dos factos e, nomeadamente, para a determinação da origem real das mercadorias.Se esses controlos revelarem a existência de irregularidades sistemáticas na utilização dos certificados de origem, a Comunidade pode aplicar às importações dos produtos em causa o disposto no n.o 1 do artigo 2.o do presente protocolo.5. Para efeitos dos controlos a posteriori dos certificados de origem, as cópias destes certificados, bem como os documentos de exportação a eles relativos, devem ser conservadas pelos autoridades cazaques competentes, durante pelo menos um ano após a cessação da vigência do acordo.6. O recurso ao procedimento de controlo por amostragem referido no presente artigo não impede a introdução em livre prática dos produtos em causa.Artigo 20.o1. Quando o processo de controlo referido no artigo 19.o ou as informações obtidas pelas autoridades competentes da Comunidade ou do Cazaquistão revelarem ou indiciarem que as disposições do acordo estão a ser violadas ou evadidas, as duas partes cooperarão estreitamente, com a diligência necessária, a fim de impedir tal violação ou evasão.2. Para o efeito, as autoridades competentes do Cazaquistão efectuarão, por sua própria iniciativa ou a pedido da Comunidade, os inquéritos necessários relativamente às operações de que a Comunidade tenha conhecimento ou suspeitas de que violam ou evadem as disposições do presente protocolo. O Cazaquistão comunicará à Comunidade os resultados desses inquéritos, bem como as informações susceptíveis de permitir determinar a causa da violação ou evasão das disposições do Acordo, incluindo a origem real das mercadorias.3. Por acordo entre as partes, podem estar presentes nos inquéritos referidos no n.o 2 supra funcionários designados pela Comunidade.4. No âmbito da cooperação prevista no n.o 1, as autoridades competentes da Comunidade e do Cazaquistão trocarão todas as informações que qualquer das Partes considere úteis para impedir a violação ou a evasão das disposições do Acordo. Esse intercâmbio pode incluir informações relativas às trocas comerciais entre o Cazaquistão e países terceiros de produtos abrangidos pelo acordo, nomeadamente quando a Comunidade tiver razões válidas para considerar que os produtos em questão se encontram em trânsito no território do Cazaquistão antes de serem importados na Comunidade. A pedido da Comunidade, essas informações incluirão cópias de toda a documentação pertinente eventualmente disponível.5. Se se constatar que as disposições do presente protocolo foram violadas ou evadidas, as autoridades competentes do Cazaquistão e da Comunidade podem acordar em adoptar todas as medidas necessárias para evitar uma nova ocorrência de tais violações ou evasões.>PIC FILE= "L_1999342PT.007101.TIF">>PIC FILE= "L_1999342PT.007301.TIF">>PIC FILE= "L_1999342PT.007401.TIF">>PIC FILE= "L_1999342PT.007501.TIF">>PIC FILE= "L_1999342PT.007701.TIF">>PIC FILE= "L_1999342PT.007801.TIF">LISTA DE LAS AUTORIDADES NACIONALES COMPETENTES/LISTE OVER KOMPETENTE NATIONALE MYNDIGHEDER/LISTE DER ZUSTÄNDIGEN BEHÖRDEN DER MITGLIEDSTAATEN/ΔΙΕΥΘΥΝΣΕΙΣ ΤΩΝ ΑΡΧΩΝ ΕΚΔΟΣΗΣ ΑΔΕΙΩΝ ΤΩΝ ΚΡΑΤΩΝ ΜΕΛΩΝ/LIST OF THE COMPETENT NATIONAL AUTHORITIES/LISTE DES AUTORIΤÉS NATIONALES COMPÉTENTES/ELENCO DELLE COMPETENTI AUTORITÀ NAZIONALI/LIJST VAN BEVOEGDE NATIONALE INSTANTIES/LISTA DAS AUTORIDADES NACIONAIS COMPETENTES/LUETTELO TOIMIVALTAISISTA KANSALLISISTA VIRANOMAISISTA/LISTA ÖVER BEHÖRIGA NATIONELLA MYNDIGHETERBELGIQUE/BELGIËMinistère des affaires économiquesAdministration des relations économiquesQuatrième division: Mise en oeuvre des politiques commerciales internationales - Services "Licences"Rue Général Leman, 60 B - 1040 Bruxelles Fax: (32-2) 230 83 22 Ministerie van Economische ZakenBestuur van de Economische BetrekkingenVierde Afdeling: Toepassing van het Internationaal Handelsbeleid - Dienst VergunningenGeneraal Lemanstraat 60 B - 1040 Brussel Fax: (32-2) 230 83 22DANMARKErhvervsfremme Styrelsen Søndergade 25 DK - 8600 Silkeborg Fax: (45) 87 20 40 77DEUTSCHLANDBundesamt für Wirtschaft, Dienst 01 Postfach 51 71 D - 65762 Eschborn 1 Fax: (49) 6196 40 42 12ΕΛΛΑΣΥπουργείο Εθνικής ΟικονομίαςΓενική Γραμματεία ΔΟΣΔιεύθυνση Διαδικασιών ΕξωτερικούΕμπορίουΚορνάρου 1 GR - 105 63 Αθήνα Τέλεφαξ: (301) 328 60 29/328 60 59/328 60 39ESPAÑAMinisterio de Economía y HaciendaDirección General de Comercio ExteriorPaseo de la Castellana, 162 E - 28046 Madrid Fax: (34-1) 563 18 23/349 38 31FRANCESetice 8, rue de la Tour-des-Dames F - 75436 Paris Cedex 09 Télécopieur: (33-1) 44 63 26 59IRELANDLicensing UnitDepartment of Enterprise, Trade and EmploymentKildare Street IRL - Dublin 2 Fax: (353-1) 676 61 54ITALIAMinistero del Commercio con l'esteroDirezione generale per la politica commerciale e per la gestione del regime degli scambiViale America 341 I - 00144 Roma Fax: (39-6) 59 93 22 35/59 93 26 36LUXEMBOURGMinistère des affaires étrangèresOffice des licencesBoîte postale 113 L - 2011 Luxembourg Télécopieur: (352) 46 61 38NEDERLANDCentrale Dienst voor In- en Uitvoer Postbus 30003 Engelse Kamp 2 NL - 9700 RD Groningen Fax: (31-50) 526 06 98ÖSTERREICHBundesministerium für wirtschaftliche AngelegenheitenAußenwirtschaftsadministrationLandstrasser Hauptstraße 55-57 A - 1030 Wien Fax: (43-1) 715 83 47PORTUGALMinistério da EconomiaDirecção-Geral das Relações Económicas InternacionaisAvenida da República, 79 P - 1000 Lisboa Telefax: (351-21) 793 22 10SUOMITullihallitus PL 512 FIN - 00101 Helsinki Telekopio: +358-0 614 2852SVERIGEKommerskollegium Box 6803 S - 113 86 Stockholm Fax: (46-8) 30 67 59UNITED KINGDOMDepartment of Trade and IndustryImport Licensing BranchQueensway House, West Precinct Billingham, Cleveland TS23 2NF Fax: (44) 1642 533 557PROTOCOLO BConcorrência, auxílios estatais e protecção do ambiente no que respeita aos produtos abrangidos pelo presente acordoTÍTULO 1OBJECTIVOSArtigo 1.oOs objectivos do presente protocolo são:- promover a criação de condições de mercado adequadas para a liberalização do comércio de produtos siderúrgicos, através da aplicação progressiva de regimes equivalentes em matéria de concorrência, auxílios estatais e protecção do ambiente,e- criar um enquadramento adequado para avaliar os progressos registados no sentido da eliminação das restrições em matéria de concorrência criadas pelas empresas ou resultantes da intervenção do Estado, na medida em que afectem as trocas comerciais entre as Partes de produtos siderúrgicos abrangidos pelo acordo.TÍTULO 2CONCORRÊNCIA E AUXÍLIOS ESTATAISArtigo 2.oSão incompatíveis com o correcto funcionamento do acordo, na medida em que afectem as trocas comerciais entre a Comunidade e o Cazaquistão:i) Todos os acordos entre empresas com carácter de cooperação ou de concentração, todas as decisões de associação de empresas e todas as práticas concertadas entre empresas que tenham por objectivo ou efeito impedir, restringir ou falsear a concorrência;ii) A exploração abusiva, por parte de uma ou mais empresas, de uma posição dominante no conjunto dos territórios da Comunidade ou do Cazaquistão ou numa parte substancial dos mesmos;iii) Qualquer auxílio estatal, independentemente de ser concedido por autoridades a nível federal, federado, regional ou local, com excepção dos auxílios destinados à investigação e ao desenvolvimento, à protecção do ambiente, ao encerramento de fábricas, ou a medidas adequadamente definidas em matéria de assistência social.Os auxílios estatais incluem, nomeadamente, as aquisições de participações ou as dotações de capital ou medidas de financiamento similares que não correspondam a uma verdadeira dotação de capital de risco segundo a prática normal de investimento numa economia de mercado.Artigo 3.o1. No prazo de 12 meses a contar da data da entrada em vigor do acordo, as partes acordarão, mediante a conclusão de um acordo sob forma de troca de cartas, as normas necessárias para a aplicação do disposto no artigo 2.o no que respeita aos produtos abrangidos pelo acordo.2. As partes acordam em ter plenamente em conta os compromissos internacionais presentes ou futuros assumidos pela Comunidade e pelo Cazaquistão em matéria de auxílios estatais à indústria siderúrgica3. O mais tardar seis meses antes do termo da vigência do acordo, as partes devem aplicar os mesmos regimes em matéria de concorrência, auxílios estatais e protecção do ambiente, na medida em que possam afectar as trocas comerciais entre a Comunidade e o Cazaquistão.Artigo 4.o1. As partes assegurarão a transparência em matéria de auxílios estatais no respectivo território, nomeadamente fornecendo todas as informações necessárias ao grupo de contacto CECA, criado pelo n.o 2 do artigo 17.o do Acordo de Parceria e de Cooperação. No âmbito do grupo de contacto, as partes podem suscitar quaisquer questões relativas a auxílios que considerem incompatíveis com o acordo.2. As partes acordam em cooperar estreitamente na aplicação do disposto nos artigos 2.o e 3.o e em manter-se plenamente informadas sobre todas as propostas legislativas antes da sua entrada em vigor.Artigo 5.o1. As partes reconhecem que, durante um período de transição que terminará dois anos após a entrada em vigor do acordo e em derrogação do disposto na alínea iii) do artigo 2º do presente protocolo, o Cazaquistão pode conceder, a título excepcional, auxílios estatais à reestruturação de determinadas empresas siderúrgicas, desde que:- a transparência seja assegurada através de um intercâmbio de informações permanente e exaustivo sobre a aplicação do programa de reestruturação, incluindo, nomeadamente, o montante, a intensidade e os objectivos do auxílio, bem como o plano de reestruturação circunstanciado, contendo todos os dados técnicos e económicos pertinentes a ela respeitantes, e- o programa de reestruturação conduza à racionalização e a uma redução das capacidades de produção de aço em bruto e de produtos laminados a quente;- o auxílio promova a viabilidade da empresa beneficiária em condições normais de mercado no termo do período de reestruturação, e- o montante do auxílio concedido não seja desproporcional em relação aos seus objectivos e tal montante, bem como a intensidade do auxílio, se limitem ao estritamente necessário para alcançar ou restaurar a viabilidade.2. O Cazaquistão comunicará em tempo útil à Comunidade todos os auxílios propostos ao abrigo do presente artigo, fornecendo todas as informações necessárias para avaliar se o auxílio e a reestruturação satisfazem os critérios acima enunciados.TÍTULO 3PROTECÇÃO DO AMBIENTEArtigo 6.o1. As partes acordam em colaborar na luta contra a degradação do ambiente, nomeadamente introduzindo melhorias na legislação e respeitando o princípio da acção preventiva.2. As partes acordam em manter-se mutuamente informadas relativamente aos principais problemas ambientais do sector siderúrgico nos respectivos territórios, fornecendo as informações necessárias ao grupo de contacto CECA.3. As partes comprometem-se a respeitar os acordos internacionais em matéria de ambiente em que são partes, aplicáveis, nomeadamente, às actividades do sector siderúrgico. As partes comprometem-se a ratificar e a aplicar tais acordos o mais rapidamente possível. Esses acordos incluem, nomeadamente, a Convenção de 1979 relativa à poluição atmosférica transfronteiriça de longo alcance e os respectivos protocolos, a Convenção de 1991 relativa à avaliação do impacto ambiental num contexto transfronteiriço, a Convenção de 1992 relativa à protecção e à utilização dos cursos de água transfronteiriços e dos lagos internacionais, a Convenção de 1992 sobre os efeitos transfronteiriços dos acidentes industriais e a Convenção-Quadro de 1992 sobre as alterações climáticas.TÍTULO 4COOPERAÇÃO TÉCNICAArtigo 7.oDentro do limite dos recursos disponíveis, a Comunidade prestará assistência técnica ao Cazaquistão na aplicação do presente protocolo, nomeadamente no que se refere à elaboração de normas em matéria de concorrência e de auxílios estatais, bem como à criação dos necessários mecanismos de aplicação.Declaração da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço relativa ao artigo 3.o do protocolo BA Comunidade declara que, até à entrada em vigor das normas em matéria de concorrência leal, referidas no n.o 1 do artigo 3.o do protocolo B, avaliará todas as práticas relativas ao artigo 2º com base nos critérios previstos nos artigos 81.o, 82.o e 87.o do Tratado que institui a Comunidade Europeia, nos artigos 65.o e 66.o do Tratado que institui a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço e nas normas comunitárias aplicáveis aos auxílios estatais, incluindo o direito derivado.