CELEX: 52014PC0466
Language: pt
Date: 2014-07-15
Title: Proposta de DIRETIVA DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO relativa à redução do teor de enxofre de determinados combustíveis líquidos (Codificação)

COMISSÃO EUROPEIA
            Bruxelas, 15.7.2014
            COM(2014) 466 final
            2014/0216(COD)
            Proposta de
            DIRETIVA DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO
            relativa à redução do teor de enxofre de determinados combustíveis líquidos (Codificação)
            
               
         
         
            
               EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS
            
            
               1.A Comissão atribui, no contexto da Europa dos cidadãos, uma grande importância à simplificação e clarificação do direito da União, a fim de tornálo mais acessível e fácil de compreender pelo cidadão comum, o que lhe permitirá novas oportunidades e a possibilidade de beneficiar dos direitos específicos que lhe são atribuídos. 
            
            
               Este objetivo não pode ser alcançado enquanto se verificar uma dispersão de numerosas disposições, alteradas em diversas ocasiões, muitas vezes de forma substancial, facto que obriga a uma leitura tanto do ato original como dos atos que o alteram. Deste modo é necessário um trabalho de análise considerável para identificar as regras vigentes, com base na comparação de uma multiplicidade de atos diferentes. 
            
            
               Por esta razão, e a fim de garantir a clareza e a transparência do direito, é necessária uma codificação das regras que tenham sido objeto de alterações frequentes.
            
            
               2.Em 1 de abril de 1987, a Comissão decidiu
                  1
                dar instruções aos seus serviços para que procedessem à codificação de todos os atos normativos após a ocorrência de, no máximo, dez alterações, salientando que se trata de um requisito mínimo e que os serviços devem tomar todas as medidas para codificar com maior frequência os textos pelos quais são responsáveis, a fim de garantir que as suas disposições sejam claras e facilmente compreensíveis.
            
            
               3.As conclusões da Presidência do Conselho Europeu de Edimburgo (dezembro de 1992) confirmaram este aspeto
                  2
               , salientando a importância da codificação, uma vez que proporciona segurança quanto à legislação aplicável a uma dada questão num determinado momento.
            
            
               A codificação deve ser efetuada respeitando integralmente o processo de adoção dos atos da União.
            
            
               Posto que da codificação não pode resultar qualquer alteração de fundo nos atos que dela são objeto, o Parlamento Europeu, o Conselho e a Comissão celebraram, em 20 de dezembro de 1994, um Acordo Interinstitucional sobre um método de trabalho acelerado tendo em vista a adoção rápida dos atos codificados.
            
            
               4.O objetivo da presente proposta consiste em proceder a uma codificação da Diretiva 1999/32/CE do Conselho, de 26 de abril de 1999, relativa à redução do teor de enxofre de determinados combustíveis líquidos e que altera a Diretiva 93/12/CEE
                  3
               . A nova diretiva substituirá os diversos atos nela integrados
                  4
               . A presente proposta preserva integralmente o conteúdo dos atos codificados, limitandose a reunilos e apenas com as alterações formais exigidas pelo próprio processo de codificação.
            
            
               5.A proposta de codificação foi elaborada com base numa consolidação preliminar da Diretiva 1999/32/CE, em 22 línguas oficiais, e dos instrumentos que a alteram, realizada pelo Serviço das Publicações Oficiais da União Europeia, através de um sistema de processamento de dados. Sempre que os artigos passaram a ter novos números, é apresentada a correspondência entre os antigos e os novos números dos artigos num quadro constante do anexo IV da diretiva codificada. 
            
            
            
               ê 1999/32/CE (adaptado)
            
            
               2014/0216 (COD)
            
            
               Proposta de
            
            
               DIRETIVA DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO
            
            
               relativa à redução do teor de enxofre de determinados combustíveis líquidos (Codificação)
            
            
               O PARLAMENTO EUROPEU E O CONSELHO DA UNIÃO EUROPEIA,
            
            
               Tendo em conta o Tratado Ö sobre o Funcionamento da União Europeia Õ , nomeadamente o artigo Ö 192.o Õ n.° 1,
            
            
               Tendo em conta a proposta da Comissão Europeia,
                     
            
         
         
            
               Após transmissão do projeto de ato legislativo aos parlamentos nacionais,
            
            
               Tendo em conta o parecer do Comité Económico e Social Europeu
                  5
               ,
            
            
               Tendo em conta o parecer do Comité das Regiões
                  6
               ,
            
            
               Deliberando de acordo com o processo legislativo ordinário,
            
            
               Considerando o seguinte:
            
            
            
               ê
            
            
               (1)A Diretiva 1999/32/CE do Conselho
                  7
                foi várias vezes alterada de modo substancial
                  8
               . Por motivos de clareza e lógica, deve procederse à codificação da referida diretiva.
            
            
            
               ê 2012/33/UE considerando 1
            
            
               (2)Um dos objetivos da política ambiental da União Europeia, definida nos programas de ação em matéria de ambiente, nomeadamente no sexto programa de ação nesse domínio, aprovado pela Decisão n.o 1600/2002/CE do Parlamento Europeu e do Conselho
                  9
               , é a obtenção de níveis de qualidade do ar que não tenham incidências negativas assinaláveis na saúde pública ou no ambiente nem coloquem estes significativamente em risco.
            
            
            
               ê 2012/33/UE considerando 2
            
            
               (3)O artigo 191.o, n.o 2, do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia (TFUE) estabelece que a política da União no domínio do ambiente terá por objetivo atingir um nível de proteção elevado, tendo em conta a diversidade das situações existentes nas diferentes regiões da União.
            
            
            
               ê 2012/33/EU considerando 3 (adaptado)
            
            
               (4)Ö A presente Diretiva Õ estabelece o teor de enxofre máximo permitido para o fuelóleo pesado, o gasóleo, o gasóleo naval e o óleo diesel naval utilizados na União.
            
            
            
               ê 2012/33/UE considerando 4
            
            
               (5)As emissões dos navios resultantes da queima de combustíveis navais com teor de enxofre elevado contribuem para a poluição do ar sob a forma de dióxido de enxofre e de partículas, que prejudicam a saúde humana e o ambiente e contribuem para as chuvas ácidas. Sem as medidas previstas na presente diretiva, em muito pouco tempo as emissões provenientes dos transportes marítimos teriam ultrapassado as emissões provenientes do conjunto das fontes terrestres.
            
         
         
            
            
               ê 1999/32/CE considerando 4
            
            
               (6)A acidificação e o dióxido de enxofre atmosférico causam danos aos ecossistemas sensíveis, reduzem a diversidade biológica e o valor recreativo e têm um impacto negativo na produção agrícola e no crescimento das florestas. Nas aglomerações urbanas, as chuvas ácidas podem causar danos importantes aos edifícios e ao património arquitetónico e a poluição pelo dióxido de enxofre pode igualmente ter um efeito significativo sobre a saúde humana, particularmente na faixa da população que sofre de doenças respiratórias.
            
            
            
               ê 1999/32/CE considerando 5 (adaptado)
            
            
               (7)A acidificação é um fenómeno transfronteiriço, que requer soluções a nível Ö da União Õ , para além das soluções a nível nacional ou local.
            
            
            
               ê 1999/32/CE considerando 6
            
            
               (8)As emissões de dióxido de enxofre contribuem para a formação de partículas na atmosfera.
            
            
            
               ê 2012/33/UE considerando 5
            
            
               (9)A poluição atmosférica provocada por navios atracados é motivo de grande preocupação para muitas cidades portuárias no contexto dos seus esforços para cumprir os valoreslimite definidos pela União para proteger a qualidade do ar.
            
            
            
               ê 2012/33/UE considerando 6
            
            
               (10)Os EstadosMembros deverão promover a utilização de eletricidade da rede terrestre, na medida em que a alimentação elétrica dos atuais navios se faz normalmente com a ajuda de motores auxiliares.
            
            
            
               ê 1999/32/CE considerando 7 (adaptado)
            
            
               (11)A Ö União Õ e os EstadosMembros são partes contratantes na Convenção sobre a poluição atmosférica transfronteiras a longa distância da UNECE. O Segundo Protocolo UNECE relativo à poluição transfronteiras pelo dióxido de enxofre prevê que as partes contratantes deverão reduzir as emissões de dióxido de enxofre respeitando ou ultrapassando a redução de 30 % especificada no primeiro protocolo. O Segundo Protocolo UNECE baseiase na premissa de que as cargas e níveis críticos continuarão a ser excedidos em algumas áreas sensíveis. Serão ainda necessárias novas medidas com vista à redução das emissões de dióxido de enxofre. Assim sendo, as partes contratantes deverão continuar a reduzir significativamente as emissões de dióxido de enxofre.
            
            
            
               ê 1999/32/CE considerando 8
            
         
         
            
               (12)O enxofre, naturalmente presente em pequenas quantidades no petróleo e no carvão, é desde há décadas considerado a fonte dominante das emissões de dióxido de enxofre, que são uma das causas principais das «chuvas ácidas» e uma das mais importantes causas da poluição atmosférica registada em muitas zonas urbanas e industriais.
            
            
            
               ê 1999/32/CE considerando 10
            
            
               (13)Os estudos demonstraram que os benefícios da redução das emissões de enxofre através da redução do teor de enxofre nos combustíveis serão, muitas vezes, consideravelmente mais importantes que os custos para a indústria resultantes da presente diretiva. A tecnologia necessária para a redução do nível de enxofre nos combustíveis líquidos existe e encontrase bem implantada.
            
            
            
               ê 1999/32/CE considerando 13 (adaptado) e 2012/33/EU
                     
               considerando 15
            
            
               (14)Nos termos do artigo Ö 193.o do TFUE Õ , a presente diretiva não obsta a que os EstadosMembros mantenham ou introduzam medidas de proteção reforçadas Ö para encorajar uma rápida aplicação no tocante ao teor máximo de enxofre dos combustíveis navais, utilizando, nomeadamente, métodos de redução de emissões fora das Zonas de Controlo das Emissões de SOx Õ . Tais medidas devem ser compatíveis com os Ö Tratados Õ e notificadas à Comissão.
            
            
            
               ê 1999/32/CE considerando 14
            
            
               (15)Os EstadosMembros, antes de introduzirem novas medidas de proteção reforçadas, devem comunicar o projeto dessas medidas à Comissão, nos termos da Diretiva 98/34/CE do Parlamento Europeu e do Conselho
                  10
                .
            
            
            
               ê 2005/33/CE considerando 8 (adaptado)
            
            
               (16)O Tratado exige que sejam tidas em consideração as características especiais das regiões ultraperiféricas da Ö União Õ. Essas regiões são os departamentos franceses ultramarinos, os Açores, a Madeira e as ilhas Canárias.
            
            
            
               ê 1999/32/CE considerando 15
            
            
               (17)Relativamente ao limite a estabelecer para o teor de enxofre do fuelóleo pesado, deverão preverse derrogações para os EstadosMembros e regiões em que as condições ambientais o permitam.
            
            
            
               ê 1999/32/CE considerando 16 (adaptado)
            
            
               (18)Relativamente ao limite a estabelecer para o teor de enxofre do fuelóleo pesado, deverão igualmente preverse derrogações para a sua utilização em instalações de combustão que observem os valoreslimite de emissão estabelecidos na Diretiva 2001/80/CE do Parlamento Europeu e do Conselho
                  11
               , ou no anexo V da Diretiva 2010/75/UE do Parlamento Europeu e do Conselho
                  12
               . 
            
            
         
         
            
               ê 1999/32/CE considerando 17
            
            
               (19)Relativamente às refinarias de combustão excluídas do âmbito de aplicação do artigo 3.o, n.º 2, alínea d), ou do artigo 3.o, n.º 3, alínea c), da presente diretiva, a média totalizada pelas suas emissões de dióxido de enxofre não deverá exceder os limites fixados na Diretiva 2001/80/CE, ou o anexo V da Diretiva 2010/75/UE, ou em qualquer futura revisão dessas diretivas. Na aplicação da presente diretiva, os EstadosMembros devem ter em mente que a substituição por combustíveis que não os mencionados no artigo 2.o não deve produzir um aumento das emissões de poluentes acidificantes.
            
            
            
               ê 2012/33/UE considerando 8
            
            
               (20)Em 2008, a Organização Marítima Internacional (OMI) adotou uma resolução que altera o anexo VI do Protocolo de 1997 que altera a Convenção internacional para a prevenção da poluição por navios, de 1973, conforme alterada pelo respetivo Protocolo de 1978 («Convenção MARPOL»), que estabeleceu regras para evitar a poluição atmosférica causada por navios. O anexo VI revisto da Convenção MARPOL entrou em vigor em 1 de julho de 2010.
            
            
            
               ê 2012/33/EU considerando 9 (adaptado)
            
            
               (21)O anexo VI revisto da Convenção MARPOL introduz, nomeadamente, limites máximos mais estritos para o teor de enxofre dos combustíveis navais nas Ö Zonas de Controlo das Emissões de SOx Õ (1,00 % a partir de 1 de julho de 2010 e 0,10 % a partir de 1 de janeiro de 2015), bem como noutras zonas marítimas fora das Ö Zonas de Controlo das Emissões de SOx Õ (3,50 % a partir de 1 de janeiro de 2012 e, em princípio, 0,50 % a partir de 1 de janeiro de 2020). A maioria dos EstadosMembros está obrigada, de acordo com os seus compromissos internacionais, a exigir que os navios utilizem combustíveis com um teor máximo de enxofre de 1,00 % nas Ö Zonas de Controlo das Emissões de SOx Õ , desde 1 de julho de 2010. Por razões de coerência com a regulamentação internacional e para que as novas normas de teor de enxofre estabelecidas a nível mundial sejam corretamente fiscalizadas na União, a Ö presente Õ diretiva deverá Ö estar em conformidade Õ com o anexo VI revisto da Convenção MARPOL. A fim de assegurar uma qualidade mínima dos combustíveis utilizados pelos navios, tendo em vista a observância da regulamentação em matéria de combustíveis ou de tecnologia, não deverá ser permitida a utilização na União de combustíveis navais cujo teor de enxofre exceda a norma geral de 3,50 %, em massa, com exceção de combustíveis destinados ao abastecimento de navios que utilizem métodos de redução de emissões que operem em ciclo fechado.
            
            
            
               ê 2012/33/EU considerando 10 (adaptado)
            
            
               (22)É possível introduzir alterações no anexo VI da Convenção MARPOL, relativo às Ö Zonas de Controlo das Emissões de SOx Õ , no âmbito do procedimento da OMI. Caso outras alterações, incluindo derrogações, sejam introduzidas no respeitante à aplicação de limites nas Ö Zonas de Controlo das Emissões de SOx Õ no anexo VI da Convenção MARPOL, a Comissão deverá considerar essas alterações e, sendo o caso, apresentar sem demora a necessária proposta, ao abrigo do TFUE, a fim de alinhar totalmente a Ö presente Õ diretiva pelas regras da OMI relativas às ÖZonas de Controlo das Emissões de SOx Õ.
            
            
            
               ê 2012/33/UE considerando 11
            
            
               (23)A introdução de eventuais novas zonas de controlo das emissões deverá estar sujeita ao procedimento da OMI previsto no anexo VI da Convenção MARPOL e deverá ser sustentada por argumentos bem fundamentados alicerçados em razões de natureza ambiental e económica, bem como em dados científicos.
            
            
            
               ê 2012/33/UE considerando 12
            
            
               (24)Nos termos da regra 18 do anexo VI revisto da Convenção MARPOL, os EstadosMembros deverão procurar assegurar a disponibilidade de combustíveis navais conformes com a presente diretiva.
            
            
            
               ê 2012/33/UE considerando 13
            
            
               (25)Atendendo à dimensão global da política ambiental e das emissões provenientes dos transportes marítimos, deverão ser estabelecidas normas ambiciosas em matéria de emissões a nível global.
            
         
         
            
            
               ê 1999/32/CE considerando 21 (adaptado)
            
            
               (26)A Ö União continuará a Õ defender, na OMI, uma proteção mais eficaz das zonas sensíveis às emissões de dióxido de enxofre, bem como a redução do limite geralmente fixado para o combustível de bancas. 
            
            
            
               ê 2012/33/UE considerando 14
            
            
               (27)Os navios de passageiros operam sobretudo nos portos ou próximo da costa e o seu impacto na saúde humana e no ambiente é significativo. A fim de melhorar a qualidade do ar junto aos portos e zonas costeiras, esses navios estão obrigados a utilizar combustíveis navais com um teor máximo de enxofre de 1,50 %, até serem aplicadas normas mais estritas de teor de enxofre a todos os navios que operem nos mares territoriais, zonas económicas exclusivas e zonas de controlo da poluição dos EstadosMembros.
            
            
            
               ê 2012/33/UE considerando 16
            
            
               (28)A fim de facilitar a transição para as novas tecnologias de motores, o que permitiria reduzir significativamente as emissões do setor marítimo, a Comissão deverá continuar a explorar oportunidades que possibilitem e encorajem a instalação de motores a gás nos navios.
            
            
            
               ê 2012/33/EU considerando 17 (adaptado)
            
            
               (29)A fim de alcançar os objetivos da Ö presente Õ diretiva , é necessário fiscalizar corretamente o cumprimento das obrigações relativas ao teor de enxofre dos combustíveis navais. A experiência adquirida na aplicação da Diretiva 1999/32/CE revelou que a correta aplicação da Ö presente diretiva Õ exige um regime reforçado de monitorização e de fiscalização. Para o efeito, é necessário que os EstadosMembros assegurem que a colheita de amostras dos combustíveis navais colocados no mercado ou utilizados a bordo de navios seja suficientemente frequente e rigorosa e assegurem a verificação regular do diário de bordo e das guias de entrega de combustível dos navios. É igualmente necessário que os EstadosMembros estabeleçam um sistema de sanções efetivas, proporcionadas e dissuasivas para o não cumprimento do disposto na Ö presente Õ diretiva. Para maior transparência da informação, é também conveniente estabelecer que o registo dos fornecedores locais de combustíveis navais seja público.
            
            
            
               ê 2012/33/EU considerando 18 (adaptado)
            
            
               (30)Ö A presente diretiva deve conter Õ indicações pormenorizadas sobre o teor e o modelo dos Ö relatórios para assegurar que os mesmos sejam harmonizados Õ .
            
            
            
               ê 2012/33/EU considerando 20 (adaptado)
            
            
               (31)A observância dos limites baixos do teor de enxofre em relação aos combustíveis navais, em especial nas Ö Zonas de Controlo das Emissões de SOx Õ, pode fazer aumentar bastante o preço desses combustíveis, pelo menos a curto prazo, e prejudicar a competitividade do transporte marítimo de curta distância face a outros modos de transporte, bem como a competitividade das empresas afetadas nos países contíguos às Ö Zonas de Controlo das Emissões de SOx Õ. Importa prever soluções adequadas que reduzam os custos da observância da regulamentação a suportar pelas empresas afetadas, nomeadamente admitindo o recurso, para esse fim, a métodos alternativos mais rentáveis do que o respeito da regulamentação em matéria de combustíveis, e prestando apoio, se necessário. Com base, nomeadamente, nos relatórios dos EstadosMembros, a Comissão acompanhará de perto o impacto da observância das novas normas de qualidade dos combustíveis no setor dos transportes marítimos, nomeadamente no que respeita a eventuais transferências modais do transporte marítimo para o transporte terrestre, e, se for caso disso, proporá medidas adequadas para contrariar essa tendência.
            
            
            
               ê 2012/33/UE considerando 21
            
         
         
            
               (32)É importante limitar a transferência modal do transporte marítimo para o transporte terrestre, uma vez que o aumento do número de mercadorias transportadas por estrada seria, em muitos casos, contrário aos objetivos da União em matéria de alterações climáticas e agravaria os problemas de congestionamento.
            
            
            
               ê 2012/33/UE considerando 22
            
            
               (33)O custo das novas exigências com vista à redução das emissões de dióxido de enxofre poderia dar lugar a transferências modais do transporte marítimo para o transporte terrestre e ter efeitos negativos na competitividade das empresas. A Comissão deverá fazer pleno uso dos instrumentos existentes, como o programa Marco Polo e a Rede Transeuropeia de Transportes, para prestar assistência específica a fim de minimizar o risco de transferência modal. Os EstadosMembros podem considerar necessário prestar apoio aos operadores afetados pela presente diretiva de acordo com as regras aplicáveis em matéria de auxílios estatais.
            
            
            
               ê 2012/33/UE considerando 23
            
            
               (34)De acordo com as orientações existentes sobre os auxílios estatais para a proteção do ambiente, e sem prejuízo de futuras alterações às mesmas, os EstadosMembros podem conceder auxílios estatais em benefício dos operadores afetados pela presente diretiva, incluindo ajudas às operações de transformação dos navios existentes, se essas medidas de auxílio forem consideradas compatíveis com o mercado interno, nos termos dos artigos 107.o e 108.o do TFUE, nomeadamente à luz das orientações aplicáveis aos auxílios estatais para a proteção do ambiente. Neste contexto, a Comissão pode ter em conta que a utilização de alguns métodos de redução de emissões ultrapassa os requisitos da presente diretiva ao reduzirem não só as emissões de dióxido de enxofre mas também outras emissões.
            
            
            
               ê 2012/33/EU considerando 24 (adaptado)
            
            
               (35)Deverá facilitarse o acesso a métodos de redução de emissões. Esses métodos podem reduzir as emissões em grau equivalente ao conseguido através da utilização de combustíveis com baixo teor de enxofre, ou mesmo reduzilas ainda mais, desde que não tenham incidências negativas apreciáveis no ambiente, nomeadamente nos ecossistemas marinhos, e na condição de o desenvolvimento desses métodos estar sujeito a mecanismos adequados de aprovação e de controlo. A União deverá reconhecer os métodos alternativos já conhecidos, como a utilização de sistemas de tratamento de efluentes gasosos nos navios, a mistura de fuelóleo e de gás natural liquefeito ou a utilização de biocombustíveis. É importante fomentar o ensaio e o desenvolvimento de novos métodos de redução de emissões a fim, nomeadamente, de limitar as transferências modais do transporte marítimo para o transporte terrestre.
            
            
            
               ê 2012/33/UE considerando 25
            
            
               (36)Os métodos de redução de emissões são suscetíveis de conduzir a uma significativa redução das emissões. Por conseguinte, a Comissão deverá promover o ensaio e o desenvolvimento destas tecnologias, considerando nomeadamente, para o efeito, a criação de programas conjuntos com a indústria em regime de cofinanciamento, com base nos princípios de programas similares, como o Programa «Céu Limpo».
            
            
            
               ê 2012/33/UE considerando 26
            
            
               (37)A Comissão, em cooperação com os EstadosMembros e as partes interessadas, deverá desenvolver as medidas identificadas no documento de trabalho da Comissão, de 16 de setembro de 2011, intitulado «Redução das emissões poluentes do transporte marítimo e a caixa de ferramentas para o transporte aquático sustentável».
            
            
            
               ê 1999/32/CE considerando 23
            
            
               (38)Caso se verifiquem perturbações no abastecimento de petróleo bruto, produtos petrolíferos ou outros hidrocarbonetos, a Comissão pode autorizar que no território de um EstadoMembro seja aplicável um limite superior.
            
            
         
         
            
               ê 1999/32/CE considerando 24
            
            
               (39)Os EstadosMembros devem criar mecanismos adequados para verificar o cumprimento das disposições da presente diretiva e devem ser apresentados à Comissão relatórios sobre o teor de enxofre dos combustíveis líquidos.
            
            
            
               ê 2012/33/EU considerando 30 (adaptado)
            
            
               (40)O poder de adotar atos nos termos do artigo 290.o do TFUE deverá ser delegado na Comissão no que diz respeito à alteração dos valores equivalentes de emissão e dos critérios de utilização dos métodos de redução de emissões Ö estabelecidos nos Õ Ö anexos da presente Õ diretiva Ö a fim de os adaptar Õ ao progresso científico e técnico, de modo a assegurar plena coerência com os instrumentos relevantes da OMI, e no que diz respeito à alteração do artigo 2.o, alíneas a) a e) e p), do artigo 13.o, n. 2, alínea b), subalínea i), e do artigo 13.o, n.o 3 da Ö presente Õ diretiva, a fim de adaptar Ö essas Õ disposições ao progresso científico e técnico. É particularmente importante que a Comissão proceda às consultas adequadas durante os trabalhos preparatórios, inclusive ao nível de peritos. Na preparação e elaboração dos atos delegados, a Comissão deverá assegurar a transmissão simultânea, atempada e adequada dos documentos pertinentes ao Parlamento Europeu e ao Conselho.
            
            
            
               ê 2012/33/EU considerando 31 (adaptado)
            
            
               (41)A fim de assegurar condições uniformes para a execução da Ö presente Õ diretiva, deverão ser atribuídas competências de execução à Comissão. Essas competências deverão ser exercidas nos termos do Regulamento (UE) n.o 182/2011 do Parlamento Europeu e do Conselho
                  13
               .
            
            
            
               ê 2012/33/UE considerando 32
            
            
               (42)É conveniente que o Comité para a Segurança Marítima e a Prevenção da Poluição por Navios (COSS), criado pelo Regulamento (CE) n.o 2099/2002 do Parlamento Europeu e do Conselho
                  14
               , preste assistência à Comissão na aprovação dos métodos de redução de emissões não abrangidos pela Diretiva 96/98/CE do Conselho
                  15
               .
            
            
            
               ê 2012/33/EU considerando 29 (adaptado)
            
            
               (43)É importante dispor de um sistema de sanções efetivas, proporcionadas e dissuasivas para aplicar a Ö presente Õ diretiva. Os EstadosMembros deverão prever nessas sanções coimas calculadas de forma a assegurar que as coimas, no mínimo, privem os responsáveis dos benefícios económicos resultantes das suas infrações e que aumentem progressivamente em caso de reincidência. Os EstadosMembros deverão notificar a Comissão das disposições relativas às sanções.
            
            
            
               ê
            
            
               (44)A presente diretiva deve aplicarse sem prejuízo das obrigações dos EstadosMembros relativas aos prazos de transposição para o direito interno das diretivas, indicados no anexo III, parte B,
            
            
            
               ê 1999/32/CE
            
            
               ADOTARAM A PRESENTE DIRETIVA:
            
         
         
            
               Artigo 1.o
            
            
               Objetivo e âmbito
            
            
               1. A presente diretiva tem por objetivo reduzir as emissões de dióxido de enxofre resultantes da combustão de certos tipos de combustíveis líquidos e minorar, assim, os efeitos nocivos destas emissões no homem e no ambiente.
            
            
            
               ê 2005/33/CE art. 1.° pt. 1
            
            
               2. A redução das emissões de dióxido de enxofre resultantes da combustão de certos combustíveis líquidos derivados do petróleo será obtida por meio da imposição de limites ao teor de enxofre desses combustíveis como condição para poderem ser utilizados no território, mares territoriais, zonas económicas exclusivas e zonas de controlo da poluição dos EstadosMembros.
            
            
               Os limites ao teor de enxofre de certos combustíveis líquidos derivados do petróleo estabelecidos na presente diretiva não se aplicam todavia:
            
            
               a)Aos combustíveis destinados a fins de investigação e ensaio;
            
            
               b)Aos combustíveis destinados a processamento antes da combustão final;
            
            
               c)Aos combustíveis destinados a processamento pela indústria refinadora;
            
            
            
               ê 2005/33/CE art. 1.° pt. 1
                     
                   (adaptado)
            
            
               d)Aos combustíveis utilizados e colocados no mercado nas regiões ultraperiféricas da Ö União Õ , na condição de os EstadosMembros assegurarem que nessas regiões:
            
            
            
               ê 2005/33/CE art. 1.° pt. 1
            
            
               i)sejam cumpridas as normas de qualidade do ar;
            
            
               ii)não seja utilizado fuelóleo pesado com teor de enxofre igual ou superior a 3% em massa;
            
            
               e)Aos combustíveis utilizados por navios de guerra e outros navios em serviço militar; no entanto, cada EstadoMembro procurará assegurar, mediante a adoção de medidas apropriadas, que não prejudiquem as operações ou as capacidades operacionais desses navios, que tais navios atuem, na medida do razoável e do praticável, de uma forma coerente com o disposto na presente diretiva;
            
            
               f)Aos combustíveis cuja utilização num navio seja necessária para o fim específico de garantir a segurança de um navio ou para salvar vidas no mar;
            
            
               g)Aos combustíveis cuja utilização num navio seja necessária em virtude de danos causados a este ou ao seu equipamento, desde que após a ocorrência dos mesmos tenham sido tomadas todas as medidas razoáveis para prevenir ou minimizar emissões em excesso e para remediar sem demora esses danos. A presente disposição não se aplica se o armador ou o comandante tiverem agido com intenção de causar danos ou de forma irresponsável;
            
         
         
            
            
               ê 2012/33/UE art. 1.° pt. 1
            
            
               h)Sem prejuízo do artigo 5.o, aos combustíveis utilizados a bordo de navios que utilizem métodos de redução de emissões nos termos dos artigos 8.o e 10.o.
            
            
            
               ê 1999/32/CE
            
            
               Artigo 2.o
            
            
               Definições
            
            
               Para efeitos da presente diretiva, entendese por:
            
            
            
               ê 2012/33/UE art. 1.° pt. 2
                     
                  alínea a) (adaptado)
            
            
               a)«Fuelóleo pesado»: 
            
            
               i)um combustível líquido derivado do petróleo, com exclusão dos combustíveis navais, abrangido pelos códigos NC 2710 19 51 a 2710 19 68, 2710 20 31, 2710 20 35 Ö ou Õ 2710 20 39; ou
            
            
               ii)um combustível líquido derivado do petróleo, com exceção do gasóleo, tal como definido na Ö alínea b), e com exceção dos combustíveis navais, tais como definidos nas alíneas c), d) e e) Õ , que, dado o seu intervalo de destilação, fique abrangido na categoria de óleo pesado destinado a ser utilizado como combustível e do qual menos de 65 % em volume (incluindo perdas) destile a 250 °C pelo método ASTM D86. Se as condições de destilação não puderem ser determinadas pelo método ASTM D86, o produto petrolífero é igualmente classificado como fuelóleo pesado; 
            
            
               b)«Gasóleo»: 
            
            
               i)um combustível líquido derivado do petróleo, com exclusão dos combustíveis navais, abrangido pelos códigos NC 2710 19 25, 2710 19 29, 2710 19 47, 2710 19 48, 2710 20 17 ou 2710 20 19; ou 
            
            
               ii)um combustível líquido derivado do petróleo, com exclusão dos combustíveis navais, do qual menos de 65 % em volume (incluindo perdas) destile a 250 °C e pelo menos 85 % em volume (incluindo perdas) destile a 350 °C pelo método ASTM D86. 
            
            
               
               Os combustíveis para motores diesel na aceção do artigo 2.o, ponto 2, da Diretiva 98/70/CE do Parlamento Europeu e do Conselho 
                  16
                ficam excluídos da presente definição. Ficam igualmente excluídos da presente definição os combustíveis usados em máquinas móveis não rodoviárias e em tratores agrícolas;
            
            
            
               ê 2009/30/CE art. 2.° pt. 1
                     
                  alínea a) (adaptado)
            
            
               c)«Combustível naval»: qualquer combustível líquido derivado do petróleo destinado a utilização ou utilizado a bordo de um navio, incluindo os combustíveis definidos na norma ISO 8217. Inclui qualquer combustível líquido derivado do petróleo utilizado a bordo de embarcações de navegação interior ou de recreio, definidas Ö , respetivamente, no artigo 2.o da Õ Diretiva 97/68/CE do Parlamento Europeu e do Conselho
                  17
               , e no Ö artigo 1.o, n.º 3, da Õ Diretiva 94/25/CE do Parlamento Europeu e do Conselho
                  18
               , quando no mar;
            
         
         
            
            
               ê 2012/33/UE art. 1.° pt. 2
                     
                  alínea b)
            
            
               d)«Óleo diesel naval»: qualquer combustível naval correspondente à definição da categoria DMB no quadro I da norma ISO 8217, com exceção da referência ao teor de enxofre; 
            
            
               e)«Gasóleo naval»: qualquer combustível naval correspondente à definição das categorias DMX, DMA e DMZ no quadro I da norma ISO 8217, com exceção da referência ao teor de enxofre;
            
            
            
               ê 2005/33/CE art. 1.° pt. 2
                     
                  alínea d)
            
            
               f)«MARPOL»: a Convenção internacional para a prevenção da poluição por navios, de 1973, conforme alterada pelo protocolo de 1978;
            
            
            
               ê 2005/33/CE art. 1.° pt. 2
                     
                  alínea d) (adaptado)
            
            
               g)«Anexo VI da Convenção MARPOL»: o anexo, intitulado «Regras para a prevenção da poluição atmosférica pelos navios», à Convenção MARPOL;
            
            
            
               ê 2005/33/CE art. 1.° pt. 2
                     
                  alínea d)
            
            
               h)«Zonas de controlo das emissões de SOx»: as zonas marítimas designadas como tais pela Organização Marítima Internacional (OMI) nos termos do anexo VI da Convenção MARPOL;
            
            
               i)«Navio de passageiros»: um navio que transporte mais de 12 passageiros, entendendose por passageiro qualquer pessoa exceto:
            
            
               i)o comandante e os membros da tripulação ou outras pessoas empregadas ou ocupadas, sob qualquer forma, a bordo de um navio em serviços que a este digam respeito; e
            
            
               ii)crianças com menos de um ano de idade;
            
            
               j)«Serviço regular»: uma série de travessias efetuadas por um navio de passageiros por forma a servir o tráfego entre os mesmos dois ou mais portos, ou uma série de viagens de ou para o mesmo porto efetuadas sem escalas intermédias:
            
            
               i)segundo um horário publicado; ou
            
            
               ii)com uma regularidade ou frequência claramente equiparáveis a um horário;
            
            
               k)«Navio de guerra»: qualquer navio pertencente às forças armadas de um Estado, que ostente os sinais exteriores próprios de navios de guerra da sua nacionalidade, sob o comando de um oficial devidamente designado pelo Estado cujo nome figure na correspondente lista de oficiais ou seu equivalente e cuja tripulação esteja submetida às regras da disciplina militar;
            
         
         
            
            
               ê 2005/33/CE art. 1.° pt. 2
                     
                  alínea d) (adaptado)
            
            
               l)«Navio atracado»: um navio amarrado com segurança ou atracado num porto Ö da União Õ em operações de carga ou descarga e em estada (hotelling), inclusivamente quando não está a efetuar operações de carga;
            
            
            
               ê 2005/33/CE art. 1.° pt. 2
                     
                  alínea d)
            
            
               m)«Colocação no mercado»: o fornecimento ou disponibilização a terceiros, a título oneroso ou gratuito, em qualquer ponto da jurisdição dos EstadosMembros, de combustíveis navais para efeitos de combustão a bordo. Exclui o fornecimento ou disponibilização de combustíveis navais para efeitos de exportação em tanques de carga de navios;
            
            
            
               ê 2005/33/CE art. 1.º pt. 2
                     
                  alínea d) (adaptado)
            
            
               n)«Regiões ultraperiféricas»: os departamentos franceses ultramarinos, os Açores, a Madeira e as ilhas Canárias, enumerados no artigo 349.o do Tratado;
            
            
            
               ê 2012/33/UE art. 1° pt. 2
                     
                  alínea c)
            
            
               o)«Método de redução de emissões»: qualquer acessório, equipamento, dispositivo ou aparelho destinado a ser instalado num navio, ou outros processos, combustíveis alternativos ou métodos de observância da regulamentação, utilizados como alternativa ao combustível naval com baixo teor de enxofre que cumpra os requisitos da presente diretiva, que sejam verificáveis, quantificáveis e fiscalizáveis;
            
            
            
               ê 1999/32/CE
            
            
               p)«Método ASTM»: os métodos definidos pela American Society for Testing and Materials na edição de 1976 das definições e especificações normalizadas dos produtos petrolíferos e lubrificantes;
            
            
               q)«Instalação de combustão»: instalação ou aparelho em que os combustíveis sejam oxidados a fim de utilizar o calor gerado no processo.
            
            
            
               ê 2005/33/CE art. 1.° pt. 3
            
            
               Artigo 3.o
            
            
               Teor de enxofre máximo no fuelóleo pesado
            
         
         
            
            
               ê 2012/33/UE art. 1.° pt. 3
                     
                  alínea a) (adaptado)
            
            
               1. Os EstadosMembros asseguram que não sejam utilizados nos respetivos territórios fuelóleos pesados cujo teor de enxofre exceda 1 % em massa. 
            
            
               2. Até 31 de dezembro de 2015, sem prejuízo da adequada monitorização das emissões pelas autoridades competentes, o n.o 1 não se aplica aos fuelóleos pesados utilizados: 
            
            
               a)Em instalações de combustão abrangidas pela Diretiva 2001/80/CE, sujeitas ao artigo 4.o, n.os 1 ou 2, ou n.o 3, alínea a), da referida diretiva e que respeitem os limites de emissão de dióxido de enxofre previstos para tais instalações nessa diretiva; 
            
            
               b)Em instalações de combustão abrangidas pela Diretiva 2001/80/CE, sujeitas ao artigo 4.o, n.o 3, alínea b), e n.o 6, da referida diretiva, cuja média mensal de emissões de dióxido de enxofre não exceda 1 700 mg/Nm3, considerando um teor volúmico de 3 % de oxigénio nos gases de combustão (base seca);
            
            
               c)Em instalações de combustão não abrangidas pelas alíneas a) ou b) cuja média mensal de emissões de dióxido de enxofre não exceda 1 700 mg/Nm3, considerando um teor volúmico de 3 % de oxigénio nos gases de combustão (base seca); 
            
            
               d)Para combustão em refinarias, na condição de a média mensal global das emissões de dióxido de enxofre de todas as instalações de combustão da refinaria, independentemente do tipo de combustível ou combinação de combustíveis utilizado e excluídas as instalações abrangidas pelas alíneas a) e b), as turbinas a gás e os motores a gás, não exceder 1 700 mg/Nm3, considerando um teor volúmico de 3 % de oxigénio nos gases de combustão (base seca). 
            
            
               3. A partir de 1 de janeiro de 2016, sem prejuízo da adequada monitorização das emissões pelas autoridades competentes, o n.o 1 não se aplica aos fuelóleos pesados utilizados: 
            
            
               a)Em instalações de combustão abrangidas pelo capítulo III da Diretiva 2010/75/UE e que respeitem os limites de emissão de dióxido de enxofre previstos para tais instalações no anexo V da mesma ou, se esses limites de emissão não forem aplicáveis de acordo com a referida diretiva, cuja média mensal de emissões de dióxido de enxofre não exceda 1 700 mg/Nm3, considerando um teor volúmico de 3 % de oxigénio nos gases de combustão (base seca); 
            
            
               b)Em instalações de combustão não abrangidas pela alínea a) cuja média mensal de emissões de dióxido de enxofre não exceda 1 700 mg/Nm3, considerando um teor volúmico de 3 % de oxigénio nos gases de combustão (base seca); 
            
            
               c)Para combustão em refinarias, na condição de a média mensal global das emissões de dióxido de enxofre de todas as instalações de combustão da refinaria, independentemente do tipo de combustível ou combinação de combustíveis utilizado e excluídas as instalações abrangidas pela alínea a), as turbinas a gás e os motores a gás, não exceder 1 700 mg/Nm3, considerando um teor volúmico de 3 % de oxigénio nos gases de combustão (base seca). 
            
            
               Os EstadosMembros tomam as medidas necessárias para assegurar que nenhuma instalação de combustão que utilize fuelóleo pesado com concentração de enxofre superior à referida no n.o 1 possa ser explorada sem uma licença emitida por uma autoridade competente e que especifique os limites de emissão.
            
            
            
               ê 1999/32/CE
            
            
               Artigo 4.o
            
            
               Teor máximo de enxofre do gasóleo
            
            
            
               ê 2012/33/UE art. 1.° pt. 5
            
            
               Os EstadosMembros asseguram que não são utilizados nos respetivos territórios gasóleos cujo teor de enxofre exceda 0,10 % em massa.
            
         
         
            
            
               ê 2012/33/UE art. 1.° pt. 4
            
            
               Artigo 5.o
            
            
               Teor máximo de enxofre do combustível naval 
            
            
               Os EstadosMembros asseguram que não são utilizados nos respetivos territórios combustíveis navais cujo teor de enxofre exceda 3,50 %, em massa, com exceção dos combustíveis fornecidos a navios que utilizem os métodos de redução de emissões sujeitos ao artigo 8.o em sistemas fechados.
            
            
            
               ê 2005/33/CE art. 1.° pt. 5
            
            
               Artigo 6.o
            
            
            
               
                  ê 2012/33/UE art. 1.° pt. 6
                        
                     alínea a)
               
            
            
               Teor de enxofre máximo dos combustíveis navais utilizados em mares territoriais, zonas económicas exclusivas e zonas de controlo da poluição, dos EstadosMembros, incluindo zonas de controlo das emissões de SOx, e pelos navios de passageiros que efetuam serviços regulares com partida ou destino em portos da União Europeia.
            
            
            
               
                  ê 2012/33/UE art. 1.° pt. 6
                        
                     alínea c)
               
            
            
               1. Os EstadosMembros tomam as medidas necessárias para assegurar que, nas áreas dos respetivos mares territoriais, zonas económicas exclusivas e zonas de controlo da poluição, não são utilizados combustíveis navais cujo teor de enxofre exceda, em massa: 
            
            
               a)3,50 %, a partir de 18 de junho de 2014; 
            
            
               b)0,50 %, a partir de 1 de janeiro de 2020. 
            
            
               O presente número aplicase aos navios que arvorem todos os pavilhões, incluindo os navios cuja viagem se inicie fora da União, sem prejuízo dos n.os 2 e 4 do presente artigo e do artigo 7.o.
            
            
            
               
                  ê 2012/33/UE art. 1.° pt. 6
                        
                     alínea b)
               
            
            
               2. Os EstadosMembros tomam as medidas necessárias para assegurar que, nas áreas dos respetivos mares territoriais, zonas económicas exclusivas e zonas de controlo da poluição incluídas em zonas de controlo das emissões de SOx, não são utilizados combustíveis navais cujo teor de enxofre exceda, em massa: 
            
         
         
            
               a)1,00 %, até 31 de dezembro de 2014; 
            
            
               b)0,10 %, a partir de 1 de janeiro de 2015. 
            
            
               O presente número é aplicável aos navios que arvorem todos os pavilhões, incluindo os navios cuja viagem se inicie fora da União.
            
            
               A Comissão deve ter em devida conta quaisquer alterações futuras às exigências previstas no anexo VI da Convenção MARPOL aplicáveis nas zonas de controlo das emissões de SOx, e, se apropriado, e sem demora injustificada, apresentar propostas relevantes tendo em vista a alteração da presente diretiva nesse sentido.
            
            
            
               ê 2005/33/CE art. 1.° pt. 5
                     
                   (adaptado)
            
            
               3. As datas de aplicação para o n.o 2 Ö para qualquer outra zona marítima, incluindo portos, que a OMI venha a designar como zona de controlo das emissões de SOx nos termos da regra 14, n.º 13, alínea b), do anexo VI da Convenção MARPOL Õ são Ö de 12 meses após a data de entrada em vigor da designação Õ.
            
            
               4. Os EstadosMembros são responsáveis pela aplicação do n.o 2 pelo menos no que se refere a:
            
            
               –navios que arvorem o seu pavilhão, e
            
            
               –no caso dos EstadosMembros ribeirinhos de zonas de controlo das emissões de SOx, navios de todos os pavilhões que se encontrem nos seus portos.
            
            
               Os EstadosMembros podem também tomar medidas de aplicação adicionais a respeito de outros navios em conformidade com o direito marítimo internacional.
            
            
            
               ê 2012/33/UE art. 1.° pt. 6
                     
                  alínea d)
            
            
               5. Os EstadosMembros tomam as medidas necessárias para assegurar que, nas áreas dos respetivos mares territoriais, zonas económicas exclusivas e zonas de controlo da poluição situadas fora de zonas de controlo das emissões de SOx, os navios de passageiros que efetuam serviços regulares com partida ou destino em portos da União não utilizam combustíveis navais cujo teor de enxofre exceda 1,50 % em massa até 1 de janeiro de 2020. 
            
            
               Os EstadosMembros são responsáveis pela aplicação deste requisito, pelo menos relativamente aos navios que arvorem o seu pavilhão e aos navios de todos os pavilhões que se encontrem nos seus portos. 
            
            
               6. Os EstadosMembros exigem o correto preenchimento do diário de bordo, que deve incluir as operações de substituição de combustível.
            
            
               7. Os EstadosMembros devem procurar assegurar a disponibilidade de combustíveis navais que cumpram a presente diretiva e informar a Comissão sobre a disponibilidade desses combustíveis navais nos seus portos e terminais.
            
            
               8. Se um EstadoMembro detetar que um navio não cumpre as normas aplicáveis aos combustíveis navais que respeitem o disposto na presente diretiva, a autoridade competente do EstadoMembro tem o direito de exigir ao navio que:
            
            
               a)Apresente um registo das ações empreendidas com vista a tentar assegurar o cumprimento da presente diretiva; e
            
            
               b)Forneça provas de que tentou adquirir combustível naval que respeite o disposto na presente diretiva de acordo com o seu plano de viagem e, caso o combustível não tenha sido disponibilizado onde estava planeado, de que tentou localizar fontes alternativas desse combustível naval e de que, apesar de fazer todos os esforços para obter combustível naval que respeite o disposto na presente diretiva, esse combustível naval não estava disponível para compra.
            
         
         
            
               O navio não pode ser obrigado a desviarse da rota planeada ou a atrasar indevidamente a viagem para assegurar o cumprimento dessas normas.
            
            
               Se um navio prestar as informações previstas no primeiro parágrafo, o EstadoMembro em causa deve ter em conta todas as circunstâncias relevantes e as provas apresentadas, a fim de determinar as medidas adequadas a tomar, incluindo a não adoção de medidas de controlo. 
            
            
               O navio notifica o seu Estado do pavilhão e a autoridade competente do porto de destino relevante caso não consiga adquirir combustível naval que respeite o disposto na presente diretiva. 
            
            
               O Estado de porto notifica a Comissão quando um navio apresentar provas da não disponibilidade de combustível naval que respeite o disposto na presente diretiva.
            
            
               9. Nos termos da regra 18 do anexo VI da Convenção MARPOL, os EstadosMembros:
            
            
               a)Mantêm um registo público dos fornecedores locais de combustíveis navais;
            
            
               b)Asseguram que o teor de enxofre de todos os combustíveis navais vendidos no seu território é indicado pelo fornecedor na guia de entrega do combustível, sendo esta acompanhada de uma amostra selada, assinada pelo representante do navio recetor;
            
            
               c)Tomam medidas contra os fornecedores de combustíveis navais que forneçam, comprovadamente, combustível não conforme ao indicado na guia de entrega;
            
            
               d)Asseguram a adoção de medidas de regularização para tornar conforme qualquer combustível naval que seja encontrado não conforme aos requisitos. 
            
            
               10. Os EstadosMembros asseguram que não seja colocado no mercado, nos respetivos territórios, óleo diesel naval cujo teor de enxofre seja superior a 1,50 % em massa.
            
            
            
               ê 2012/33/UE art. 1.° pt. 7
            
            
               Artigo 7.o
            
            
               Teor máximo de enxofre dos combustíveis navais utilizados pelos navios atracados em portos da União
            
            
               1. Os EstadosMembros tomam as medidas necessárias para assegurar que os navios atracados em portos da União não utilizam combustíveis navais cujo teor de enxofre seja superior a 0,10 % em massa, dando à tripulação tempo suficiente para terminar as eventuais operações de substituição do combustível, o mais depressa possível depois da atracagem e o mais tarde possível antes da partida.
            
            
               Os EstadosMembros exigem que o tempo passado em operações de substituição de combustível fique registado no diário de bordo dos navios.
            
            
               2. O n.o 1 não se aplica:
            
            
               a)Caso, de acordo com horários publicados, se preveja que os navios estejam atracados por menos de duas horas;
            
            
               b)Aos navios que desliguem todas as máquinas e sejam alimentados a partir das redes de eletricidade terrestres quando se encontram atracados em portos.
            
            
               3. Os EstadosMembros asseguram que não seja colocado no mercado, nos respetivos territórios, gasóleo naval cujo teor de enxofre seja superior a 0,10 % em massa.
            
         
         
            
               Artigo 8.o
            
            
               Métodos de redução de emissões
            
            
               1. Os EstadosMembros autorizam a utilização de métodos de redução de emissões nos navios que arvorem todos os pavilhões, nos seus portos, mares territoriais, zonas económicas exclusivas e zonas de controlo da poluição, como alternativa à utilização de combustíveis navais que respeitem os requisitos dos artigos 6.o e 7.o, sem prejuízo do disposto nos n.os 2 e 4 do presente artigo. 
            
            
               2. Os navios nos quais sejam utilizados os métodos de redução de emissões referidos no n.o 1 devem reduzir em permanência as suas emissões de dióxido de enxofre em grau pelo menos equivalente ao que conseguiriam obter se utilizassem combustíveis navais que respeitem os requisitos dos artigos 6.o e 7.o. Os valores de emissão equivalentes são determinados de acordo com o anexo I. 
            
            
               3. Os EstadosMembros devem incentivar, enquanto estratégia alternativa à redução de emissões, a utilização pelos navios atracados de sistemas de alimentação elétrica localizados em terra. 
            
            
               4. Os métodos de redução de emissões referidos no n.o 1 devem cumprir os critérios especificados nos instrumentos referidos no anexo II. 
            
            
               5. Caso tal se justifique à luz do progresso científico e técnico relativamente aos métodos alternativos de redução de emissões, e a fim de assegurar plena coerência com os instrumentos relevantes da OMI, a Comissão fica habilitada a: 
            
            
               a)Adotar atos delegados nos termos do artigo 16.o, no que respeita à alteração dos anexos I e II;
            
            
               b)Adotar atos de execução que estabeleçam as normas de execução relativas à monitorização das emissões, se apropriado. Os referidos atos de execução são adotados pelo procedimento de exame a que se refere o artigo 17.o, n.o 2.
            
            
            
               ê 2012/33/UE art. 1.° pt. 8
            
            
               Artigo 9.o
            
            
               Aprovação de métodos de redução de emissões destinados a ser utilizados a bordo de navios que arvorem pavilhão de um EstadoMembro
            
            
               1. Os métodos de redução de emissões abrangidos pela Diretiva 96/98/CE são aprovados nos termos dessa diretiva. 
            
            
               2. Os métodos de redução de emissões não abrangidos pelo n.o 1 do presente artigo são aprovados nos termos do artigo 3.o, n.o 2, do Regulamento (CE) n.o 2099/2002, tendo em conta:
            
            
               a)As orientações elaboradas pela OMI;
            
            
               b)Os resultados dos ensaios efetuados ao abrigo do artigo 10.o;
            
            
               c)Os efeitos no ambiente, incluindo as reduções de emissões alcançáveis, e o impacto nos ecossistemas em portos fechados, portos de abrigo e estuários; e
            
            
               d)A viabilidade da sua monitorização e verificação.
            
            
               Artigo 10.o
            
         
         
            
               Ensaios de novos métodos de redução de emissões 
            
            
               Os EstadosMembros podem, eventualmente em colaboração com outros EstadosMembros, aprovar ensaios de métodos de redução de emissões em navios que arvorem o respetivo pavilhão ou em zonas marítimas sob sua jurisdição. Durante estes ensaios, não é obrigatória a utilização de combustíveis navais que respeitem os requisitos dos artigos 6.o e 7.o, desde que se encontrem preenchidas cumulativamente as seguintes condições:
            
            
               a)A Comissão e os Estado de porto em causa são informados, por escrito, pelo menos seis meses antes do início dos ensaios;
            
            
               b)A duração das autorizações para os ensaios não excede 18 meses;
            
            
               c)Os navios participantes instalam equipamento à prova de manipulação não autorizada para a monitorização, em contínuo, dos gases emitidos pelas chaminés e utilizamno durante todo o período de ensaios;
            
            
               d)Os navios participantes alcançam reduções de emissões pelo menos equivalentes às que seriam obtidas através da aplicação dos limites do teor de enxofre dos combustíveis especificados na presente diretiva;
            
            
               e)Funcionam durante todo o período de ensaios sistemas adequados de gestão dos resíduos gerados pelos métodos de redução de emissões;
            
            
               f)O impacto no meio marinho é avaliado, designadamente nos ecossistemas em portos fechados, portos de abrigo e estuários, durante todo o período de ensaios; e
            
            
               g)Os resultados completos são facultados à Comissão e tornados públicos no prazo de seis meses a contar do termo dos ensaios.
            
            
               Artigo 11.o
            
            
               Medidas financeiras
            
            
               Os EstadosMembros podem adotar medidas financeiras em benefício dos operadores afetados pela presente diretiva se essas medidas financeiras forem conformes com as normas aplicáveis aos auxílios estatais e se destinarem a ser utilizadas nesta área.
            
            
            
               ê 1999/32/CE
            
            
               Artigo 12.o
            
            
               Alterações no abastecimento de combustíveis
            
            
               Se, em resultado de alterações imprevistas no abastecimento de petróleo bruto, produtos petrolíferos ou outros hidrocarbonetos, um EstadoMembro tiver dificuldade em aplicar os limites do teor máximo de enxofre a que se referem os artigos 3.o e 4.o, informará do facto a Comissão. A Comissão poderá autorizar que, no território desse EstadoMembro, seja aplicável um limite superior por um período não superior a seis meses. A Comissão notificará o Conselho e os EstadosMembros da sua decisão. Qualquer EstadoMembro poderá submeter essa decisão à apreciação do Conselho no prazo de um mês. O Conselho, deliberando por maioria qualificada, poderá adotar uma decisão diferente no prazo de dois meses.
            
            
            
               ê 2012/33/UE art. 1.° pt. 9
                     
                   (adaptado)
            
            
               Artigo 13.o
            
         
         
            
               Amostragem e análise
            
            
               1. Os EstadosMembros tomam as medidas necessárias para verificar, por amostragem, se o teor de enxofre dos combustíveis utilizados satisfaz o disposto nos artigos 3.o a 7.o. A colheita de amostras iniciase na data de entrada em vigor do limite máximo correspondente estabelecido para o teor de enxofre do combustível. Essa colheita deve ser realizada periodicamente com a frequência e as quantidades necessárias de modo a que as amostras colhidas sejam representativas do combustível examinado e, no caso do combustível naval, do combustível que os navios estejam a utilizar nas zonas marítimas e portos em causa. As amostras devem ser analisadas sem demora injustificada. 
            
            
               2. Devem ser utilizados os seguintes processos de colheita de amostras, análise e vistoria de combustível naval: 
            
            
               a)Vistoria dos diários de bordo e das guias de entrega de combustível dos navios; Ö e Õ
            
            
               b)Se apropriado, os seguintes processos de colheita de amostras e análise:
            
            
               i)Colheita de amostras do combustível naval para queima a bordo, aquando do fornecimento do combustível aos navios, de acordo com as orientações para a colheita de amostras de fuelóleo a fim de determinar o cumprimento do anexo VI revisto da Convenção MARPOL, aprovada em 17 de julho de 2009 nos termos da Resolução 182(59) do Comité para a Proteção do Meio Marinho da OMI, e análise do teor de enxofre das amostras colhidas; ou
            
            
               ii)Colheita de amostras e análise do teor de enxofre do combustível naval para queima a bordo, contido nos reservatórios, caso seja técnica e economicamente exequível, e nas amostras de combustível seladas a bordo dos navios.
            
            
               3. O método de referência adotado para determinação do teor de enxofre é o método ISO 8754 (2003) ou PrEN ISO 14596 (2007).
            
            
               A fim de determinar se o combustível naval entregue aos navios e neles utilizado cumpre os limites de teor de enxofre exigidos pelos artigos 4.o a 7.o, deve utilizarse o método de verificação de combustíveis previsto no Apêndice VI do anexo VI da Convenção MARPOL.
            
            
               4. A comissão deve estar habilitada a adotar atos de execução no que respeita:
            
            
               a)À frequência da colheita de amostras; 
            
            
               b)Aos métodos de colheita de amostras; 
            
            
               c)À definição de amostra representativa do combustível examinado. 
            
            
               Os referidos atos de execução são adotados pelo procedimento de exame a que se refere o artigo 17.o, n.o 2.
            
            
            
               ê 2005/33/CE art. 1.° pt. 7
            
            
               Artigo 14.o
            
            
               Relatórios e revisão
            
            
            
               ê 2012/33/UE art. 1.° pt. 10
                     
                  alínea a)
            
         
         
            
               1. Os EstadosMembros apresentam à Comissão, até 30 de junho de cada ano, com base nos resultados das colheitas de amostras, análises e vistorias efetuadas nos termos do artigo 13.o, um relatório referente ao ano anterior, relativo à observância das normas de teor de enxofre estabelecidas na presente diretiva.
            
            
               Com base nos relatórios recebidos de acordo com o primeiro parágrafo do presente número e nas notificações relativas à não disponibilidade de combustível naval conforme com a presente diretiva, apresentados pelos EstadosMembros nos termos do artigo 6.o, n.º 8, a Comissão, no prazo de 12 meses a contar da data referida no primeiro parágrafo do presente número, elabora e publica um relatório sobre a aplicação da presente diretiva. A Comissão avalia a necessidade de um novo reforço das disposições relevantes da presente diretiva e apresenta propostas legislativas apropriadas para o efeito.
            
            
            
               ê 2012/33/UE art. 1.° pt. 10
                     
                  alínea c)
            
            
               2. Até 31 de dezembro de 2013, a Comissão apresenta um relatório ao Parlamento Europeu e ao Conselho, que deve ser acompanhado, se for caso disso, de propostas legislativas. No seu relatório, a Comissão considera o potencial de redução da poluição atmosférica, tendo nomeadamente em conta: os relatórios anuais apresentados nos termos dos n.os 1 e 3, a qualidade do ar observada e a acidificação, os custos de combustível, o potencial impacto económico e a transferência modal observada, bem como o progresso na redução das emissões provenientes dos navios.
            
            
            
               ê 2012/33/UE art. 1.° pt. 10
                     
                  alínea b) (adaptado)
            
            
               3. A Comissão pode adotar atos de execução no que respeita às informações a inserir no relatório e ao modelo Ö do relatório referido no n.o 1 Õ . Os referidos atos de execução são adotados pelo procedimento de exame a que se refere o artigo 17.o, n.o 2.
            
            
            
               ê 2012/33/UE art. 1.° pt. 10
                     
                  alínea d) (adaptado)
            
            
               Artigo 15.o
            
            
               Ö Adaptação ao progresso científico e técnico Õ
            
            
               A Comissão fica habilitada a adotar atos delegados nos termos do artigo 16.o no que diz respeito à adaptação do artigo 2.o, alíneas a) a e) e p), do artigo 13.o, n.o 2, alínea b), subalínea i), e do artigo 13.o, n.o 3, ao progresso científico e técnico. Essas adaptações não podem ter como resultado modificações diretas do âmbito de aplicação da presente diretiva ou dos limites do teor de enxofre dos combustíveis especificados na presente diretiva.
            
            
            
               ê 2012/33/UE art. 1.° pt. 13
            
            
               Artigo 16.o
            
            
               Exercício da delegação
            
            
               1. O poder de adotar atos delegados é conferido à Comissão nas condições estabelecidas no presente artigo.
            
            
               2. O poder de adotar atos delegados referido no artigo 8.o n.o 5, e no artigo 15.o, é conferido à Comissão por um prazo de cinco anos a contar de 17 de dezembro de 2012. A Comissão elabora um relatório relativo à delegação de poderes pelo menos nove meses antes do final do prazo de cinco anos. A delegação de poderes é tacitamente prorrogada por prazos de igual duração, salvo se o Parlamento Europeu ou o Conselho a tal se opuserem pelo menos três meses antes do final de cada prazo.
            
            
               3. A delegação de poderes referida no artigo 8.o, n.o 5, e no artigo 15.o, pode ser revogada em qualquer momento pelo Parlamento Europeu ou pelo Conselho. Uma decisão de revogação põe termo à delegação dos poderes especificados nessa decisão. A decisão de revogação produz efeitos a partir do dia seguinte ao da sua publicação no Jornal Oficial da União Europeia ou de uma data posterior nela especificada. A decisão de revogação não afeta os atos delegados já em vigor.
            
         
         
            
               4. Assim que adotar um ato delegado, a Comissão notificao simultaneamente ao Parlamento Europeu e ao Conselho.
            
            
               5. Um ato delegado adotado nos termos do artigo 8.o, n.o 5, e do artigo 15.o só entra em vigor se não tiverem sido formuladas objeções pelo Parlamento Europeu ou pelo Conselho no prazo de três meses a contar da notificação desse ato ao Parlamento Europeu e ao Conselho ou se, antes do termo desse prazo, o Parlamento Europeu e o Conselho tiverem informado a Comissão de que não têm objeções a formular. O referido prazo é prorrogado por três meses por iniciativa do Parlamento Europeu ou do Conselho.
            
            
            
               ê 2012/33/UE art. 1.° pt. 12
            
            
               Artigo 17.o
            
            
               Procedimento de comitologia
            
            
               1. A Comissão é assistida por um comité. Esse comité deve ser entendido como comité na aceção do Regulamento (UE) n.o 182/2011.
            
            
               2. Sempre que se faça referência ao presente número, é aplicável o disposto no artigo 5.o do Regulamento (UE) n.o 182/2011.
            
            
               Na falta de parecer do comité, a Comissão não pode adotar o projeto de ato de execução, aplicandose o artigo 5.o, n.o 4, terceiro parágrafo, do Regulamento (UE) n.o 182/2011.
            
            
            
               ê 2012/33/UE art. 1.° pt. 14
            
            
               Artigo 18.o
            
            
               Sanções
            
            
               Os EstadosMembros determinam as sanções aplicáveis às violações das disposições nacionais adotadas em execução da presente diretiva.
            
            
               As sanções determinadas devem ser efetivas, proporcionadas e dissuasivas, e podem incluir coimas calculadas de forma a assegurar, pelo menos, que as coimas privem os responsáveis dos benefícios económicos resultantes das suas infrações e que aumentem progressivamente em caso reincidência.
            
            
            
               ê
            
            
               Artigo 19.º
            
            
               Revogação
            
            
               A Diretiva 1999/32/CE, com a redação que lhe foi dada pelas diretivas referidas no anexo III, parte A, é revogada, sem prejuízo das obrigações dos EstadosMembros no que respeita aos prazos de transposição para o direito interno das diretivas, indicados no anexo III, parte B.
            
         
         
            
               As referências à diretiva revogada devem entenderse como referências à presente diretiva e ser lidas de acordo com o quadro de correspondência que consta do anexo IV.
            
            
            
               ê 1999/32/CE (adaptado)
            
            
               Artigo 20.o
            
            
               Entrada em vigor
            
            
               A presente diretiva entra em vigor Ö em 19 de junho de 2014 Õ .
            
            
            
               ê 1999/32/CE
            
            
               Artigo 21.o
            
            
               Destinatários
            
            
               Os EstadosMembros são destinatários da presente diretiva.
            
            
               Feito em Bruxelas, em
            
            
               
                  Pelo Parlamento Europeu
                        Pelo Conselho
               
               
                  O Presidente
                        O Presidente
               
            
         
         
            
                  
                     (1)
                  COM(87) 868 PV.
               
               
                  
                     (2)
                  Ver anexo 3 da parte A das conclusões.
               
               
                  
                     (3)
                  Previsto no programa legislativo para 2014.
               
               
                  
                     (4)
                  Ver anexo III, parte A, da presente proposta.
               
               
                  
                     (5)
                  JO C […] de […], p. […].
               
               
                  
                     (6)
                  JO C […] de […], p. […].
               
               
                  
                     (7)
                  Diretiva 1999/32/CE do Conselho, de 26 de abril de 1999, relativa à redução do teor de enxofre de determinados combustíveis líquidos e que altera a Diretiva 93/12/CEE (JO L 121 de 11.5.1999, p. 13).
               
               
                  
                     (8)
                  Ver anexo III.
               
               
                  
                     (9)
                  Decisão n.o 1600/2002/CE do Parlamento Europeu e do Conselho de 22 de julho de 2002, que define o sexto programa de ação comunitário em matéria de ambiente (JO L 242 de 10.9.2002, p. 1).
               
               
                  
                     (10)
                  Diretiva 98/34/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 22 de junho de 1998, relativa a um procedimento de informação no domínio das normas e regulamentações técnicas e das regras relativas aos serviços da sociedade da informação (JO L 204 de 21.7.1998, p. 37).
               
               
                  
                     (11)
                  Diretiva 2001/80/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 23 de outubro de 2001, relativa à limitação das emissões para a atmosfera de certos poluentes provenientes de grandes instalações de combustão (JO L 309 de 27.11.2001, p. 1).
               
               
                  
                     (12)
                  Diretiva 2010/75/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 24 de novembro de 2010, relativa às emissões industriais (prevenção e controlo integrados da poluição) (JO L 334 de 17.12.2010, p. 17).
               
               
                  
                     (13)
                  Regulamento (UE) n.o 182/2011 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 fevereiro de 2011, que estabelece as regras e os princípios gerais relativos aos mecanismos de controlo pelos EstadosMembros do exercício das competências de execução pela Comissão (JO L 55 de 28.2.2011, p. 13).
               
               
                  
                     (14)
                  Regulamento (CE) n.o 2099/2002 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 5 de novembro de 2002, que estabelece um Comité para a Segurança Marítima e a Prevenção da Poluição por Navios (COSS) e que altera determinados regulamentos em vigor no domínio da segurança marítima e da prevenção da poluição por navios (JO L 324 de 29.11.2002, p. 1).
               
               
                  
                     (15)
                  Diretiva 96/98/CE do Conselho, de 20 de dezembro de 1996, relativa aos equipamentos marítimos (JO L 46 de 17.2.1997, p. 25).
               
               
                  
                     (16)
                  Diretiva 98/70/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 13 de outubro de 1998, relativa à qualidade da gasolina e do combustível para motores diesel (JO L 350 de 28.12.1998, p. 58).
               
               
                  
                     (17)
                  Diretiva 97/68/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de dezembro de 1997, relativa à aproximação das legislações dos EstadosMembros respeitantes a medidas contra a emissão de poluentes gasosos e de partículas pelos motores de combustão interna a instalar em máquinas móveis não rodoviárias (JO L 59 de 27.2.1998, p. 1).
               
               
                  
                     (18)
                  Diretiva 94/25/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de junho de 1994, relativa à aproximação das disposições legislativas, regulamentares e administrativas dos EstadosMembros respeitantes às embarcações de recreio (JO L 164 de 30.6.1994, p. 15).
               
            
      
    ---documentbreak--- 
      
         
               COMISSÃO EUROPEIA
            Bruxelas, 15.7.2014
            COM(2014) 466 final
            ANEXOS
            Proposta deDIRETIVA DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHOrelativa à redução do teor de enxofre de determinados combustíveis líquidos (Codificação)
            
               
         
         
            
            
               ê 2012/33/EU art. 1.° pt. 15 e anexo (adaptado)
            
            
               ANEXO I
            
            
               LIMITES EQUIVALENTES DE EMISSÃO PARA OS MÉTODOS DE REDUÇÃO DE EMISSÕES REFERIDOS NO ARTIGO 8.o, N.o 2
            
            
               Limites máximos de teor de enxofre dos combustíveis navais referidos nos artigos 6.o e 7.o e nas regras 14.1 e 14.4, do anexo VI da Convenção MARPOL e limites de emissão correspondentes referidos no artigo 8.o, n.o 2:
            
            
                     
                        Teor de enxofre do combustível naval (% m/m)
                     
                  
                  
                     
                        Razão de emissões SO2(ppm)/CO2 (% v/v)
                     
                  
               
                     
                        3,50
                     
                  
                  
                     
                        151,7
                     
                  
               
                     
                        1,50
                     
                  
                  
                     
                        65,0
                     
                  
               
                     
                        1,00
                     
                  
                  
                     
                        43,3
                     
                  
               
                     
                        0,50
                     
                  
                  
                     
                        21,7
                     
                  
               
                     
                        0,10
                     
                  
                  
                     
                        4,3
                     
                  
               
               Nota:
            
            
               –Os limites estabelecidos para as razões de emissões só são aplicáveis quando se utilizam fuelóleos residuais ou destilados de petróleo.
            
            
               –Em casos justificados, em que a concentração de CO2 seja reduzida pela unidade de tratamento de efluentes gasosos (EGC), a concentração de CO2 pode ser medida à entrada da unidade EGC, desde que seja possível demonstrar claramente que essa metodologia é correta.
            
            
               _____________
            
            
               ANEXO II
            
            
               CRITÉRIOS DE UTILIZAÇÃO DOS MÉTODOS DE REDUÇÃO DE EMISSÕES REFERIDOS NO ARTIGO 8.o, N.o 4
            
            
               Os métodos de redução de emissões referidos no artigo 8.o devem cumprir, pelo menos, os critérios especificados nos seguintes instrumentos, consoante o caso:
            
            
                     
                        Método de redução de emissões
                     
                  
                  
                     
                        Critérios de utilização
                     
                  
               
                     
                        Mistura de combustível naval e de gás vaporizado
                     
                  
                  
                     
                        Decisão 2010/769/UE da Comissão
                           1
                        .
                     
                  
               
                     
                        Sistemas de tratamento de efluentes gasosos
                     
                  
                  
                     
                        Resolução MEPC.184(59), aprovada em 17 de julho de 2009
                     
                     
                        «As águas residuais provenientes dos sistemas de tratamento de efluentes gasosos que utilizem substâncias químicas, aditivos, preparações e substâncias químicas relevantes criados in situ», a que se refere o ponto 10.1.6.1 da Resolução MEPC.184(59), não devem ser descarregados no mar, incluindo portos fechados, portos de abrigo e estuários, a menos que o operador do navio demonstre que essa descarga de águas residuais não tem impactos negativos significativos na saúde humana e no ambiente e que não representam para os mesmos um perigo. Se a substância química utilizada for a soda cáustica, é suficiente que as águas residuais cumpram os critérios estabelecidos na Resolução MEPC.184(59) e o seu pH não seja superior a 8,0.
                     
                  
               
                     
                        Biocombustíveis
                     
                  
                  
                     
                        A utilização de biocombustíveis na aceção da Diretiva 2009/28/CE do Parlamento Europeu e do Conselho
                           2
                         que cumpram as normas CEN e ISO relevantes.
                     
                     
                        As misturas de biocombustíveis e combustíveis navais devem cumprir as normas aplicáveis ao enxofre estabelecidas no artigo 5.o, no artigo 6.o, n.os 1, 2 e 5, e no artigo 7.o da presente diretiva.
                     
                  
               
               _____________
            
            
            
               é
            
            
               ANEXO III
            
            
               Parte A
            
         
         
            
               Diretiva revogada com a lista das suas alterações sucessivas
                  (referidas no artigo 19.o)
            
            
                     
                        Diretiva 1999/32/CE do Conselho
                           (JO L 121 de 11.5.1999, p. 13)
                     
                  
                  
                     
                  
               
                     
                        Regulamento (CE) n.o 1882/2003 do Parlamento Europeu e do Conselho
                           (JO L 284 de 31.10.2003, p. 1)
                     
                  
                  
                     
                        Apenas o ponto 19 do anexo I
                     
                  
               
                     
                        Diretiva 2005/33/CE
                           (JO L 191 de 22.7.2005, p. 59)
                     
                  
                  
                     
                  
               
                     
                        Regulamento (CE) n.o 219/2009 do Parlamento Europeu e do Conselho
                        (JO L 87 de 31.3.2009, p. 109)
                     
                  
                  
                     
                        Apenas o ponto 3.4 do anexo
                     
                  
               
                     
                        Diretiva 2009/30/CE
                           (JO L 140 de 5.6.2009, p. 88)
                     
                  
                  
                     
                        Apenas o artigo 2.o
                     
                  
               
                     
                        Diretiva 2012/33/UE
                           (JO L 327 de 27.11.2012, p. 1)
                     
                  
                  
                     
                  
               
               Parte B
            
            
               Lista dos prazos de transposição para o direito interno
               (referidos no artigo 19.o)
            
            
                     
                        Diretiva
                     
                  
                  
                     
                        Prazo de transposição 
                     
                  
               
                     
                        1999/32/CE
                     
                  
                  
                     
                        1 de julho de 2000
                     
                  
               
                     
                        2005/33/CE
                     
                  
                  
                     
                        11 de agosto de 2006
                     
                  
               
                     
                        2009/30/CE
                     
                  
                  
                     
                        31 de dezembro de 2010
                     
                  
               
                     
                        2012/33/UE
                     
                  
                  
                     
                        18 de junho de 2014
                     
                  
               
               _____________
            
            
               ANEXO IV
            
            
               Quadro de correspondência
            
            
                     
                        Diretiva 1999/32/CE
                     
                  
                  
                     
                        Presente Diretiva
                     
                  
               
                     
                        Artigo 1.o, n.o 1
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 1.o, n.o 1
                     
                  
               
                     
                        Artigo 1.o, n.o 2, parte introdutória
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 1.o, n.o 2, parte introdutória
                     
                  
               
                     
                        Artigo 1.o, n.o 2, alíneas a), b) e c)
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 1.o, n.o 2, alíneas a), b) e c)
                     
                  
               
                     
                        Artigo 1.o, n.o 2, alínea d), parte introdutória
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 1.o, n.o 2, alínea d), parte introdutória
                     
                  
               
                     
                        Artigo 1.o, n.o 2, alínea d), primeiro travessão
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 1.o, n.o 2, alínea d), subalínea i)
                     
                  
               
                     
                        Artigo 1.o, n.o 2, alínea d), segundo travessão
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 1.o, n.o 2, alínea d), subalínea ii)
                     
                  
               
                     
                        Artigo 1.o, n.o 2, alíneas e) a h)
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 1.o, n.o 2, alíneas e) a h)
                     
                  
               
                     
                        Artigo 2.o, parte introdutória
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 2.o, parte introdutória
                     
                  
               
                     
                        Artigo 2.o, ponto 1
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 2.o, alínea a)
                     
                  
               
                     
                        Artigo 2.o, ponto 1, primeiro travessão
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 2.o, alínea a), subalínea i)
                     
                  
               
                     
                        Artigo 2.o, ponto 1, segundo travessão
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 2.o, alínea a), subalínea ii)
                     
                  
               
                     
                        Artigo 2.o, ponto 2
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 2.o, alínea b)
                     
                  
               
                     
                        Artigo 2.o, ponto 2, primeiro travessão
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 2.o, alínea b), subalínea i)
                     
                  
               
                     
                        Artigo 2.o, ponto 2, segundo travessão
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 2.o, alínea b), subalínea ii)
                     
                  
               
                     
                        Artigo 2.o, ponto 2, parte final
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 2.o, alínea b), parte final
                     
                  
               
                     
                        Artigo 2.o, ponto 3
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 2.o, alínea c)
                     
                  
               
                     
                        Artigo 2.o, ponto 3-A
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 2.o, alínea d)
                     
                  
               
                     
                        Artigo 2.o, ponto 3-B
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 2.o, alínea e)
                     
                  
               
                     
                        Artigo 2.o, ponto 3-C
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 2.o, alínea f)
                     
                  
               
                     
                        Artigo 2.o, ponto 3-D
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 2.o, alínea g)
                     
                  
               
                     
                        Artigo 2.o, ponto 3-E
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 2.o, alínea h)
                     
                  
               
                     
                        Artigo 2.o, ponto 3-F
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 2.o, alínea i)
                     
                  
               
                     
                        Artigo 2.o, ponto 3-G
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 2.o, alínea j)
                     
                  
               
                     
                        Artigo 2.o, ponto 3-H
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 2.o, alínea k)
                     
                  
               
                     
                        Artigo 2.o, ponto 3-I
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 2.o, alínea l)
                     
                  
               
                     
                        Artigo 2.o, ponto 3-K
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 2.o, alínea m)
                     
                  
               
                     
                        Artigo 2.o, ponto 3-L
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 2.o, alínea n)
                     
                  
               
                     
                        Artigo 2.o, ponto 3-M
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 2.o, alínea o)
                     
                  
               
                     
                        Artigo 2.o, ponto 4
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 2.o, alínea p)
                     
                  
               
                     
                        Artigo 2.o, ponto 5
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 2.o, alínea q)
                     
                  
               
                     
                        Artigo 3.o
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 3.o
                     
                  
               
                     
                        Artigo 3.o-A
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 5.o
                     
                  
               
                     
                        Artigo 4.o
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 4.o
                     
                  
               
                     
                        Artigo 4.o-A, n.o 1
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 6.o, n.o 2
                     
                  
               
                     
                        Artigo 4.o-A, n.o 1-A
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 6.o, n.o 1
                     
                  
               
                     
                        Artigo 4.o-A, n.o 2
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 6.o, n.o 3
                     
                  
               
                     
                        Artigo 4.o-A, n.o 3
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 6.o, n.o 4
                     
                  
               
                     
                        Artigo 4.o-A, n.o 4
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 6.o, n.o 5
                     
                  
               
                     
                        Artigo 4.o-A, n.o 5
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 6.o, n.o 6
                     
                  
               
                     
                        Artigo 4.o-A, n.o 5-A
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 6.o, n.o 7
                     
                  
               
                     
                        Artigo 4.o-A, n.o 5-B
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 6.o, n.o 8
                     
                  
               
                     
                        Artigo 4.o-A, n.o 6
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 6.o, n.o 9
                     
                  
               
                     
                        Artigo 4.o-A, n.o 7
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 6.o, n.o 10
                     
                  
               
                     
                        Artigo 4.o-B
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 7.o
                     
                  
               
                     
                        Artigo 4.o-C, n.os 1 e 2
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 8.o, n.os 1 e 2
                     
                  
               
                     
                        Artigo 4.o-C, n.o 2-A
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 8.o, n.o 3
                     
                  
               
                     
                        Artigo 4.o-C, n.o 3
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 8.o, n.o 4
                     
                  
               
                     
                        Artigo 4.o-C, n.o 4
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 8.o, n.o 5
                     
                  
               
                     
                        Artigo 4.o-D
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 9.o
                     
                  
               
                     
                        Artigo 4.o-E
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 10.o
                     
                  
               
                     
                        Artigo 4.o-F
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 11.o
                     
                  
               
                     
                        Artigo 5.o
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 12.o
                     
                  
               
                     
                        Artigo 6.o, n.o 1
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 13.o, n.o 1
                     
                  
               
                     
                        Artigo 6.o, n.o 1-A
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 13.o, n.o 2
                     
                  
               
                     
                        Artigo 6.o, n.o 2
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 13.o, n.o 3
                     
                  
               
                     
                        Artigo 6.o, n.o 1-B
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 13.o, n.o 4
                     
                  
               
                     
                        Artigo 7.o, n.os 1 e 2
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 14.o, n.os 1 e 2
                     
                  
               
                     
                        Artigo 7.o, n.o 1-A
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 14.o, n.o 3
                     
                  
               
                     
                        Artigo 7.o, n.o 3
                     
                  
                  
                     
                        -
                     
                  
               
                     
                        Artigo 7.o, n.o 4
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 15.o
                     
                  
               
                     
                        Artigo 9.o
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 17.o
                     
                  
               
                     
                        Artigo 9.o-A
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 16.o
                     
                  
               
                     
                        Artigo 10.o
                     
                  
                  
                     
                        -
                     
                  
               
                     
                        Artigo 11.o, n.o 1
                     
                     
                        Artigo 11.o, n.o 2
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 18.o, primeiro parágrafo
                     
                     
                        Artigo 18.o, segundo parágrafo
                     
                  
               
                     
                        -
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 19.o
                     
                  
               
                     
                        Artigo 12.o
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 20.o
                     
                  
               
                     
                        Artigo 13.o
                     
                  
                  
                     
                        Artigo 21.o
                     
                  
               
                     
                        Anexos I e II
                     
                  
                  
                     
                        Anexos I e II
                     
                  
               
                     
                        -
                     
                  
                  
                     
                        Anexo III
                     
                  
               
                     
                        -
                     
                  
                  
                     
                        Anexo IV
                     
                  
               
               _____________
            
         
         
            
                  
                     (1)
                  Decisão 2010/769/UE da Comissão, de 13 de dezembro de 2010, que estabelece critérios para a utilização pelos navios de transporte de gás natural liquefeito, como alternativa à utilização de combustíveis navais com baixo teor de enxofre, de métodos tecnológicos que cumpram as exigências do artigo 4.o-B da Diretiva 1999/32/CE do Conselho relativa à redução do teor de enxofre de determinados combustíveis líquidos, com a redação que lhe foi dada pela Diretiva 2005/33/CE do Parlamento Europeu e do Conselho no que respeita ao teor de enxofre nos combustíveis navais (JO L 328 de 14.12.2010, p. 15).
               
               
                  
                     (2)
                  Diretiva 2009/28/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 23 de abril de 2009, relativa à promoção da utilização de energia proveniente de fontes renováveis que altera e subsequentemente revoga as Diretivas 2001/77/CE e 2003/30/CE (JO L 140 de 5.6.2009, p. 16).