CELEX: 52008PC0697
Language: pt
Date: 2008-11-20
Title: Proposta de Directiva do Conselho que define as regras de controlo e as medidas de luta contra a peste equina (codificação)

Advertência jurídica importante

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52008PC0697

Proposta de Directiva do Conselho que define as regras de controlo e as medidas de luta contra a peste equina (codificação)  /* COM/2008/0697 final - CNS 2008/0204 */  

	[pic] | COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS |Bruxelas, 20.11.2008COM(2008) 697 final2008/0204 (CNS)Proposta deDIRECTIVA DO CONSELHOque define as regras de controlo e as medidas de luta contra a peste equina (codificação)(apresentada pela Comissão)EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS1. A Comissão atribui, no contexto da Europa dos cidadãos, uma grande importância à simplificação e clarificação da legislação comunitária, a fim de torná-la mais acessível e fácil de compreender pelo cidadão comum, o que lhe permitirá novas oportunidades e a possibilidade de beneficiar dos direitos específicos que lhe são atribuídos.Este objectivo não pode ser alcançado enquanto se verificar uma dispersão de numerosas disposições, alteradas em diversas ocasiões, muitas vezes de forma substancial, facto que obriga a uma leitura tanto do acto original como dos actos que o alteram. Deste modo é necessário um trabalho de análise considerável para identificar as regras vigentes, com base na comparação de uma multiplicidade de actos diferentes.Por esta razão, e a fim de garantir a clareza e a transparência da legislação comunitária, é necessária uma codificação das regras que tenham sido objecto de alterações frequentes.2. Assim, em 1 de Abril de 1987, a Comissão decidiu[1] solicitar aos seus serviços que procedessem à codificação de todos os actos legislativos após a ocorrência de, no máximo , dez alterações, salientando que se tratava de um requisito mínimo e que os serviços devem tomar todas as medidas para codificar, com maior frequência, os textos pelos quais são responsáveis, a fim de garantir que as disposições comunitárias sejam claras e facilmente compreensíveis.3. As conclusões da Presidência do Conselho Europeu de Edimburgo (Dezembro de 1992) confirmaram este aspecto[2], salientando a importância da codificação , uma vez que proporciona segurança quanto à legislação aplicável a uma dada questão num determinado momento.A codificação deve ser efectuada respeitando integralmente o processo legislativo comunitário normal.Posto que da codificação não pode resultar qualquer alteração de fundo nos actos que dela são objecto, o Parlamento Europeu, o Conselho e a Comissão celebraram, em 20 de Dezembro de 1994, um Acordo Interinstitucional sobre um método de trabalho acelerado tendo em vista a adopção rápida dos actos codificados.4. O objectivo da presente proposta consiste em proceder a uma codificação da Directiva 92/35/CEE do Conselho, de 29 de Abril de 1992, que define as regras de controlo e as medidas de luta contra a peste equina[3]. A nova directiva substituirá os diversos actos nela integrados[4]. A presente proposta preserva integralmente o conteúdo dos actos codificados, limitando-se a reuni-los e apenas com as alterações formais exigidas pelo próprio processo de codificação.5. A proposta de codificação foi elaborada com base numa consolidação preliminar da Directiva 92/35/CEE, em todas as línguas oficiais, e dos instrumentos que a alteram, realizada pelo Serviço das Publicações Oficiais das Comunidades Europeias, através de um sistema de processamento de dados . Sempre que os artigos passaram a ter novos números, é apresentada a correspondência entre os antigos e os novos números dos artigos num quadro constante do anexo VI da directiva codificada.ê 92/35/CEE (adaptado)2008/0204 (CNS)Proposta deDIRECTIVA …/…/CE DO CONSELHOde […]que define as regras de controlo e as medidas de luta contra a peste equina (codificação)(Texto relevante para efeitos do EEE)O CONSELHO DA UNIÃO EUROPEIA,Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Europeia e, nomeadamente, o seu artigo Ö 37.º Õ ,Tendo em conta a proposta da Comissão,Tendo em conta o parecer do Parlamento Europeu[5],Tendo em conta o parecer do Comité Económico e Social Europeu[6],Considerando o seguinte:ê1.  A Directiva 92/35/CEE do Conselho, de 29 de Abril de 1992, que define as regras de controlo e as medidas de luta contra a peste equina[7], foi por várias vezes alterada de modo substancial[8], sendo conveniente, por uma questão de lógica e clareza, proceder à codificação da referida directiva.ê 92/35/CEE Considerando 1 (adaptado)2.  A Directiva 90/426/CEE do Conselho, de 26 de Junho de 1990, relativa às condições de polícia sanitária que regem a circulação de equídeos e as importações de equídeos provenientes de países terceiros[9], tem por objectivo liberalizar a circulação de equídeos no território comunitário. É necessário definir medidas comunitárias de harmonização das regras de controlo e medidas de luta contra a peste equina.ê 92/35/CEE Considerando 23.  Tais medidas devem permitir garantir o desenvolvimento racional do sector agrícola e contribuir para a protecção da sanidade animal na Comunidade.ê 92/35/CEE Considerando 34.  O aparecimento de um foco desta doença pode rapidamente assumir um carácter epizoótico, causando mortalidade e distúrbios susceptíveis de reduzir severamente a rentabilidade da pecuária.ê 92/35/CEE Considerando 45.  Devem ser aplicadas medidas de luta logo que se suspeite da presença dessa doença e deve ser levada a cabo uma acção imediata e eficaz logo que a mesma seja confirmada, a fim de garantir a protecção da sanidade animal na Comunidade.ê 92/35/CEE Considerando 56.  As medidas a adoptar devem ter como objectivo evitar a propagação da peste equina. A este respeito, deve ser efectuado um controlo rigoroso da circulação de animais susceptíveis de transmitirem a infecção bem como a desinsectização das explorações infectadas.ê 92/35/CEE Considerando 67.  É necessário especificar as condições em que pode ser efectuada a vacinação contra a peste equina, bem como as regras segundo as quais ela deve ser realizada.ê 92/35/CEE Considerando 78.  Para melhor controlar a doença, é conveniente delimitar zonas de protecção e de vigilância, atendendo a factores de carácter geográfico, administrativo, ecológico e epizootiológico.ê 92/35/CEE Considerando 89.  A fim de evitar qualquer propagação da doença, é indispensável um inquérito epidemiológico aprofundado.ê 92/35/CEE Considerando 910.  As disposições do artigo 3.o da Decisão [90/424/CEE] do Conselho, [de 26 de Junho de 1990,] relativa a determinadas despesas no sector veterinário[10], aplicam-se em caso de manifestação da peste equina.ê11.  As medidas necessárias à execução do presente regulamento serão aprovadas nos termos da Decisão 1999/468/CE do Conselho, de 28 de Junho de 1999, que fixa as regras de exercício das competências de execução atribuídas à Comissão[11].12.  A presente directiva não deve prejudicar as obrigações dos Estados-Membros relativas aos prazos de transposição para o direito nacional das directivas indicadas na parte B do anexo V,ê 92/35/CEEADOPTOU A PRESENTE DIRECTIVA:Artigo 1. oA presente directiva define as regras de controlo e as medidas de luta contra a peste equina.Artigo 2. oPara efeitos do disposto na presente directiva, são aplicáveis, se for caso disso, as definições constantes do artigo 2. o da Directiva 90/426/CEE.No entanto, entende-se por «exploração» a exploração na acepção da Directiva 90/426/CEE e as reservas naturais onde os equídeos vivem em liberdade.Além disso, entende-se por:a) Proprietário ou criador, a ou as pessoas singulares ou colectivas que detêm a propriedade dos equídeos ou que estão encarregadas da sua manutenção, mediante remuneração ou não;ê 92/35/CEE (adaptado)b) Vector, o insecto da espécie culicoides imicola ou qualquer outro insecto culicóide susceptível de transmitir a peste equina, a identificar de acordo com o procedimento referido no n.° 2 do artigo 19.o, após parecer da Ö Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos Õ ;ê 92/35/CEEc) Confirmação, a declaração, pela autoridade competente, da presença de peste equina com base em resultados laboratoriais; no entanto, em caso de epidemia, a autoridade competente poderá igualmente confirmar a doença com base em resultados clínicos e/ou epidemiológicos;d) Autoridade competente, a autoridade central de um Estado-Membro competente para efectuar os controlos veterinários, ou qualquer autoridade veterinária em que essa autoridade central tenha delegado esta competência;e) Veterinário oficial, o veterinário designado pela autoridade competente.Artigo 3. oOs Estados-Membros providenciarão para que a manifestação ou suspeita de presença de peste equina sejam obrigatória e imediatamente notificadas à autoridade competente.Artigo 4. o1. Sempre que numa exploração existirem um ou vários equídeos suspeitos de contaminação pela peste equina, os Estados-Membros providenciarão para que o veterinário oficial accione imediatamente os meios oficiais de investigação a fim de confirmar ou infirmar a presença da doença.2. Imediatamente após a notificação da suspeita, o veterinário oficial:a) Mandará colocar a ou as explorações suspeitas sob vigilância oficial;b) Mandará proceder:i) a um recenseamento oficial das espécies de equídeos que indique, para cada uma dessas espécies, o número de equídeos já mortos, infectados ou susceptíveis de estarem infectados, bem como à actualização desse recenseamento, a fim de ter em conta os animais nascidos ou mortos durante o período de suspeita; as informações deste recenseamento devem ser apresentadas sempre que forem solicitadas e podem ser controladas em cada visita,ii) ao recenseamento dos locais susceptíveis de favorecerem a sobrevivência do vector ou de o alojar e à desinsectização pelos meios adequados,iii) a um inquérito epidemiológico nos termos do artigo 7.o;c) Efectuará visitas regulares à exploração ou às explorações, devendo, nessas ocasiões:i) examinar todos os equídeos existentes na exploração,ii) proceder a um exame clínico aprofundado ou à autópsia dos animais suspeitos ou mortos, e efectuar as colheitas de amostras necessárias para a realização de exames laboratoriais;d) Tomará as medidas necessárias para que:i) todos os equídeos da ou das explorações sejam mantidos nos seus locais de alojamento ou noutros locais protegidos contra o vector,ii) seja proibida toda a circulação de equídeos do interior da ou das explorações para fora da(s) mesma(s) e vice-versa,iii) sejam utilizados os meios adequados de desinsectização nos locais de alojamento dos equídeos e nas zonas limítrofes,ê 92/35/CEE (adaptado)iv) os cadáveres dos equídeos mortos na exploração sejam destruídos, eliminados, incinerados ou enterrados em conformidade com Ö o Regulamento (CE) n.º 1774/2002 do Parlamento Europeu e do Conselho[12] Õ.ê 92/35/CEE3. Na pendência da aplicação das medidas estabelecidas no n.o 2, o proprietário ou o criador de qualquer animal que se suspeite estar atingido pela doença em causa deverá tomar todas as medidas cautelares adequadas para dar cumprimento ao disposto na alínea d) do n.o 2.4. A autoridade competente poderá aplicar qualquer das medidas previstas no n.o 2 a outras explorações, caso a sua implantação, situação geográfica ou contactos com a exploração em que existe suspeita da doença permitam suspeitar da possibilidade de contaminação.5. Além das disposições estabelecidas no n.o 2, poderão ser previstas disposições específicas de acordo com o procedimento referido no n.° 2 do artigo 19.o para as reservas naturais onde os equídeos vivem em liberdade.6. As medidas referidas no presente artigo só serão suspensas pelo veterinário oficial quando tiver sido infirmada, pela autoridade competente, a suspeita de peste equina.Artigo 5. oA vacinação contra a peste equina só poderá ser praticada em conformidade com o disposto na presente directiva.Artigo 6. o1. Sempre que a presença da peste equina seja oficialmente confirmada, o veterinário oficial:a) Mandará proceder de imediato ao abate dos equídeos da exploração infectada, atingidos ou que apresentem sinais clínicos de peste equina;b) Mandará destruir, eliminar, incinerar ou enterrar os cadáveres dos equídeos referidos na alínea a), em conformidade com o Regulamento (CE) n.º 1774/2002;c) Alargará as medidas previstas no artigo 4.o às explorações situadas num raio de 20 quilómetros (incluída a zona de protecção) à volta da ou das explorações infectadas;d) Mandará proceder, na zona prevista na alínea c), à vacinação sistemática de todos os equídeos, por meio de vacina autorizada pela autoridade competente, bem como à sua identificação através de uma marca clara e definitiva, de acordo com um método aprovado em conformidade com o procedimento referido no n.° 2 do artigo 19.o. No entanto, em função das circunstâncias epidemiológicas, geográficas ou climatológicas, a autoridade competente poderá conceder derrogações à obrigatoriedade de vacinação. Desse facto informará a Comissão;e) Mandará proceder a um inquérito epidemiológico nos termos do artigo 7.o.2. A autoridade competente poderá alargar as medidas previstas no n.o 1 para além da zona referida na alínea c) do n.o 1 no caso de a situação geográfica, ecológica ou meteorológica ou a circulação com destino ou a partir da exploração onde a doença foi confirmada premitirem suspeitar uma eventual propagação da peste equina. Deste facto informará a Comissão.3. No caso de a zona referida no n.o 1 se situar no território de vários Estados-Membros, as autoridades competentes dos Estados-Membros em causa colaborarão a fim de delimitar aquela zona. Se necessário, aquela zona será delimitada segundo o procedimento referido no n.° 2 do artigo 19.o.Artigo 7. o1. O inquérito epidemiológico abrangerá:a) A duração do período durante o qual a peste equina pode ter existido na exploração;b) A origem possível da peste equina na exploração e a determinação das outras explorações em que se encontram equídeos que possam ter sido infectados ou contaminados a partir dessa mesma origem;c) A presença e distribuição dos vectores da doença;d) A circulação de equídeos a partir de ou com destino às explorações em causa ou a eventual saída de cadáveres de equídeos das referidas explorações.2. A fim de garantir uma coordenação total de todas as medidas necessárias para assegurar a erradicação da peste equina no mais breve prazo, e tendo em vista a realização do inquérito epidemiológico, será criada uma unidade de crise.As regras gerais respeitantes às unidades de crise nacionais e à unidade de crise comunitária serão adoptadas pelo Conselho, que deliberará sob proposta da Comissão.Artigo 8. o1. Os Estados-Membros providenciarão para que, em complemento das medidas referidas no artigo 6.o, a autoridade competente delimite uma zona de protecção e uma zona de vigilância. A delimitação destas zonas deve atender a factores de carácter geográfico, administrativo, ecológico e epizootiológico ligados à peste equina bem como às estruturas de controlo.2. A zona de protecção será constituída por uma parte do território comunitário com um raio de, pelo menos, 100 quilómetros à volta de toda a exploração infectada.3. A zona de vigilância será constituída por uma parte do território comunitário com uma extensão mínima de 50 quilómetros para além dos limites da zona de protecção e na qual não tenha sido feita qualquer vacinação sistemática no decurso dos últimos 12 meses.4. No caso das zonas referidas no n.º 2 e n.º 3 se situarem no território de vários Estados-Membros, as autoridades competentes dos Estados-Membros em causa colaborarão a fim de delimitarem aquelas zonas. No entanto, se necessário, a zona de protecção e a zona de vigilância serão delimitadas em conformidade com o procedimento referido no n.° 2 do artigo 19.o.5. Na sequência de um pedido devidamente fundamentado por parte de um Estado-Membro, pode ser tomada uma decisão, em conformidade com o procedimento referido no n.° 2 do artigo 19.o, com vista a alterar a delimitação das zonas definidas de acordo com os n.os 2, 3 e 4 do presente artigo, atendendo:a) À sua situação geográfica e a factores ecológicos;b) Às condições meteorológicas;c) À presença e distribuição do vector;d) Aos resultados de estudos epizootiológicos efectuados em conformidade com o artigo 7.o;e) Aos resultados dos exames laboratoriais;f) À aplicação de medidas de luta e, nomeadamente, de desinsectização.Artigo 9. o1. Os Estados-Membros providenciarão para que sejam aplicadas, na zona de protecção, as seguintes medidas:a) Identificação de todas as explorações da zona em que existam equídeos;b) Realização, pelo veterinário oficial, de:i) visitas periódicas a todas as explorações em que existam equídeos,ii) um exame clínico dos equídeos que inclua, se necessário, uma colheita de amostras para efeitos de exame laboratorial, ficando assente que deverá existir um registo das visitas e observações feitas;c) Proibição de saída dos equídeos da exploração em que se encontram, salvo para serem directamente transportados, sob controlo oficial, com vista a um abate de emergência, para um matadouro situado nessa zona ou, se a mesma não dispuser de matadouros, para um matadouro da zona de vigilância designado pela autoridade competente.2. Em complemento das medidas previstas no n.o 1, pode ser decidida, em conformidade com o procedimento referido no n.° 2 do artigo 19.o, a vacinação sistemática dos equídeos contra a peste equina e a sua identificação na zona de protecção.Artigo 10. oOs Estados-Membros providenciarão para que:a) As medidas previstas no n.o 1 do artigo 9.o sejam aplicáveis na zona de vigilância. No entanto, se a zona de vigilância não dispuser de matadouro, os equídeos poderão ser abatidos na zona de protecção, num matadouro designado pela autoridade competente;b) Seja proibida qualquer vacinação contra a peste equina na zona de vigilância.Artigo 11. oO período de aplicação e a manutenção das medidas previstas nos artigos 6. o, 8.o, 9.o e 10.o serão determinados de acordo com o procedimento referido no n.° 2 do artigo 19.o, nunca podendo ser inferior a 12 meses caso a vacinação tenha sido efectuada nos termos do n.o 1 do artigo 6.o e do n.o 2 do artigo 9.o.No entanto, em derrogação da alínea c) do n.º 1 do artigo 9.o e da alínea a) do artigo 10.o:a) Os equídeos da zona de protecção e da zona de vigilância poderão ser conduzidos, sob controlo oficial e nas condições previstas no n.o 3 do artigo 5.o da Directiva 90/426/CEE, para o centro de quarentena referido na alínea d) da mesma disposição;b) Os movimentos de equídeos dentro das zonas de estatuto semelhante ficarão subordinados à autorização da autoridade competente, com base nas seguintes regras:i) os equídeos deverão:-  ser objecto de controlo oficial prévio,-  ser objecto de identificação,-  ser acompanhados de um documento oficial,ii) seja em que circunstâncias for, os Estados-Membros providenciarão no sentido de que os equídeos vacinados há menos de 60 dias não possam sair da exploração em que se encontravam no momento da vacinação,ê 92/35/CEE (adaptado)iii) por intermédio do Ö Comité referido no n.° 1 do artigo 19.° Õ, os Estados-Membros informarão a Comissão das medidas tomadas na matéria.ê 92/35/CEEArtigo 12. oSempre que em determinada região a epizootia de peste equina apresentar um carácter de excepcional gravidade, todas as medidas suplementares a tomar pelos Estados-Membros serão adoptadas de acordo com o procedimento referido no n.° 2 do artigo 19.o.Artigo 13. oOs Estados-Membros providenciarão para que a autoridade competente adopte todas as medidas adequadas a fim de que todas as pessoas estabelecidas nas zonas de protecção e de vigilância sejam plenamente informadas das restrições em vigor e adoptem todas as disposições que se impõem a fim de aplicar de um modo adequado as medidas em causa.ê 2008/73/CE Art. 14.°, pt. 1Artigo 14. o1. Os Estados-Membros designam um laboratório nacional encarregado de proceder aos exames laboratoriais previstos na presente directiva e disponibilizam os dados relativos a esse laboratório, bem como eventuais alterações, aos demais Estados-Membros e ao público.Podem ser aprovados nos termos do n.º 2 do artigo 19.° regras de execução para uma aplicação uniformizada do presente número.2. As funções e obrigações dos laboratórios nacionais designados em conformidade com o n.º 1 são indicadas no anexo I.3. Os laboratórios nacionais designados em conformidade com o disposto no n.º 1 devem cooperar com o laboratório comunitário de referência previsto no artigo 15.°ê 92/35/CEEArtigo 15. oO laboratório comunitário de referência da peste equina é indicado no anexo II. Sem prejuízo das disposições previstas pela Decisão [90/424/CEE] e, nomeadamente, do seu [artigo 28.o], as funções deste laboratório estão definidas no anexo III da presente directiva.Artigo 16. oNa medida em que tal seja necessário à aplicação uniforme da presente directiva, e em colaboração com as autoridades competentes, os peritos da Comissão poderão efectuar controlos no local. Para esse efeito poderão verificar, através do controlo de uma percentagem representativa de explorações, se as autoridades competentes controlam o cumprimento das disposições da presente directiva. A Comissão informará os Estados-Membros do resultado dos controlos efectuados.O Estado-Membro em cujo território esteja a ser efectuado um controlo deve prestar todo o apoio necessário aos peritos no cumprimento da sua missão.As normas de execução do presente artigo serão definidas em conformidade com o procedimento referido no n.° 2 do artigo 19.o.Artigo 17. o1. Cada Estado-Membro elaborará um plano de intervenção que especifique o modo de execução das medidas definidas na presente directiva.Este plano deve permitir o acesso às instalações, equipamentos, pessoal e outras estruturas adequadas necessários à erradicação rápida e eficaz da doença.2. Os critérios a respeitar na elaboração dos planos previstos no n.o 1 constam do anexo IV.ê 92/35/CEE (adaptado)Os planos elaborados de acordo com estes critérios serão apresentados à Comissão, o mais tardar Ö a 18 de Agosto de 1992 Õ.ê 92/35/CEEA Comissão examinará os planos, a fim de determinar se os mesmos permitem atingir o objectivo pretendido e sugerirá ao Estado-Membro em causa quaisquer alterações necessárias, nomeadamente, para garantir a sua compatibilidade com os planos dos outros Estados-Membros.A Comissão aprovará os planos, eventualmente alterados, em conformidade com o procedimento referido no n.° 2 do artigo 19.o.Posteriormente, os planos poderão ser alterados ou completados de acordo com o mesmo procedimento, a fim de ter em conta a evolução da situação.Artigo 18. oOs anexos são alterados de acordo com o proce dimento referido no n.° 2 do artigo 19.o.ê 806/2003 Art. 3.° e anexo III, pt. 29 (adaptado)Artigo 19. o1. A Comissão é assistida pelo Comité Permanente da Cadeia Alimentar e da Saúde Animal, instituído pelo artigo 58. o do Regulamento (CE) n.o 178/2002 do Parlamento Europeu e do Conselho[13].2. Sempre que se faça referência ao presente número, são aplicáveis os artigos 5.o e 7.o da Decisão 1999/468/CE.O prazo previsto no n.o 6 do artigo 5.o da Decisão 1999/468/CE é de três meses.êArtigo 20.ºA Directiva 92/35/CEE, com as alterações que lhe foram introduzidas pelos actos referidos na parte A do anexo V, é revogada, sem prejuízo das obrigações dos Estados-Membros no que respeita aos prazos de transposição para o direito nacional indicados na Parte B do anexo V.As referências à directiva revogada devem entender-se como sendo feitas para a presente directiva e devem ser lidas de acordo com o quadro de correspondência constante do anexo VI.Artigo 21.ºA presente directiva entra em vigor no vigésimo dia seguinte ao da sua publicação no Jornal Oficial da União Europeia .É aplicável a partir de 2 de Janeiro de 2010.ê 92/35/CEEArtigo 22. oOs Estados-Membros são os destinatários da presente directiva.Feito em Bruxelas, em […]Pelo ConselhoO Presidente[…]ê 92/35/CEEANEXO IFUNÇÕES DOS LABORATÓRIOS NACIONAIS DA PESTE EQUINAOs laboratórios nacionais da peste equina serão responsáveis pela coordenação das normas e dos métodos de diagnóstico estabelecidos por cada laboratório de diagnóstico do Estado-Membro, pela utilização de reagentes e pela testagem de vacinas. Para este efeito, os laboratórios nacionais:a) Poderão fornecer reagentes de diagnóstico aos laboratórios de diagnóstico que o solicitarem;b) Controlarão a qualidade de todos os reagentes de diagnóstico utilizados nesse Estado-Membro;c) Organizarão periodicamente testes comparativos;d) Conservarão isolados do vírus da peste equina a partir de casos confirmados nesse Estado-Membro;e) Assegurarão a confirmação dos resultados positivos obtidos nos laboratórios de diagnóstico regionais.__________ê 2007/729/CE anexo, pt. 3, alínea b)ANEXO IILABORATÓRIO COMUNITÁRIO DE REFERÊNCIALaboratorio Central de Sanidad Animal de AlgeteCarretera de Algete, km 8E-28110 Algete (Madrid)Tel. (34) 916 29 03 00Fax (34) 916 29 05 98E-mail: lcv@mapya.es____________ê 92/35/CEEANEXO IIIFUNÇÕES DO LABORATÓRIO COMUNITÁRIO DE REFERÊNCIA DA PESTE EQUINASão as seguintes as funções do laboratório comunitário de referência:1. Coordenar, em consulta com a Comissão, os métodos de diagnóstico da peste equina nos Estados-Membros, nomeadamente, mediante:a) A caracterização, posse e fornecimento das estirpes do vírus da peste equina destinados aos testes serológicos e à preparação do anti-soro;b) O fornecimento dos soros de referência e de outros reagentes de referência aos laboratórios nacionais de referência para a normalização dos testes e dos reagentes utilizados em cada Estado-Membro;c) A constituição e a conservação de uma colecção de estirpes e isolados do vírus da peste equina;d) A organização periódica de testes comunitários comparativos dos processos de diagnóstico;e) A recolha e o confronto dos dados e informações relativos aos métodos de diagnóstico utilizados e os resultados dos testes efectuados na Comunidade;f) A caracterização dos isolados do vírus da peste equina pelos métodos mais avançados, de modo a permitir uma melhor compreensão da epizootiologia da peste equina;g) O acompanhamento da evolução da situação em todo o mundo em matéria de vigilância, epizootiologia e de prevenção da peste equina;2. Prestar ajuda activa na identificação de focos de peste equina nos Estados-Membros através do estudo dos isolados de vírus que lhe sejam enviados para confirmação do diagnóstico, caracterização e estudos epizootiológicos;3. Facilitar a formação ou reciclagem dos peritos em diagnóstico de laboratório para harmonização das técnicas de diagnóstico em toda a Comunidade;ê 92/35/CEE (adaptado)4. Proceder a trocas de informação mútuas e recíprocas com o laboratório mundial da peste equina designado pela Ö Organização Mundial de Saúde Animal Õ, (OIE) nomeadamente no que respeita à evolução da situação mundial em matéria de peste equina.__________ê 92/35/CEEANEXO IVCRITÉRIOS PARA A ELABORAÇÃO DOS PLANOS DE INTERVENÇÃOOs planos de intervenção devem prever pelo menos:1. A criação a nível nacional de um centro de crise que coordenará todas as medidas de urgência no Estado-Membro em causa;2. Uma lista dos centros locais de urgência que dispõem de equipamento adequado para coordenar as medidas de controlo a nível local;3. Informações pormenorizadas sobre o pessoal envolvido nas medidas de urgência, as respectivas qualificações profissionais e responsabilidades;4. A possibilidade de os centros locais de urgência contactarem rapidamente as pessoas ou organizações, directa ou indirectamente envolvidas, em caso de ocorrência de um foco de infecção;5. Material e equipamento adequado disponível para levar a efeito as medidas de urgência;6. Instruções precisas relativamente às acções a desenvolver em caso de suspeita e confirmação da infecção ou contaminação, incluindo meios de destruição das carcaças;7. Programas de formação com vista à actualização e desenvolvimento dos conhecimentos em matéria de actuação in loco de processos administrativos;8. Para os laboratórios de diagnóstico, instalações adequadas para exames post mortem, capacidade necessária para análises de serologia, histologia, etc., e técnicas actualizadas e diagnóstico rápido (devem ser previstas as condições necessárias para o rápido transporte das amostras);9. Precisões sobre a quantidade de vacina contra a peste equina estimada necessária em caso de recurso à vacinação de emergência;10. Disposições regulamentares necessárias à execução dos planos de intervenção.________éANEXO VParte ADirectiva revogada com a lista das sucessivas alterações (referidas no Artigo 20.°)Directiva 92/35/CEE do Conselho (JO L 157 de 10.6.1992, p. 19) |Acto de Adesão de 1994, Anexo I, ponto V.E.I.2.B.3 (JO C 241 de 29.8.1994, p. 132 e 155) |Regulamento (CE) n.º 806/2003 do Conselho (JO L 122 de 16.5.2003, p. 1) | Apenas o ponto 29 do Anexo III |Acto de Adesão de 2003, Anexo II, ponto 6.B.I.22 (JO L 236 de 23.9.2003, p. 381) |Decisão 2006/911/CE da Comissão (JO L 346 de 9.12.2006, p. 41) | Apenas no que diz respeito à referência à Directiva 92/35/CEE, feita no artigo 1.° e no ponto 5 do Anexo |Directiva 2006/104/CE do Conselho (JO L 363 de 20.12.2006, p. 352) | Apenas no que diz respeito à referência à Directiva 92/35/CEE, feita no artigo 1.° e no ponto I.6 do Anexo |Decisão 2007/729/CE da Comissão (JO L 294 de 13.11.2007, p. 26) | Apenas no que diz respeito à referência à Directiva 92/35/CEE, feita no artigo 1.° e no ponto 3 do Anexo |Directiva 2008/73/CE do Conselho (JO L 219 de 14.8.2008, p. 40) | Apenas o artigo 14.° |Parte BLista dos prazos de transposição para o direito nacional (referidos no Artigo 20.°)Directiva | Prazo de transposição |92/35/CEE | 31 de Dezembro de 1992 |2006/104/CE | 1 de Janeiro de 2007 |2008/73/CE | 1 de Janeiro de 2010 |_____________ANEXO VIquadro de correspondênciaDirectiva 92/35/CEE | Presente Directiva |Artigos 1.° a 6.° | Artigos 1.° a 6.° |Artigo 7.°, n.° 1, primeiro a quarto travessões | Artigo 7.°, n.° 1, alíneas a) a d) |Artigo 7.°, n.° 2 | Artigo 7.°, n.° 2 |Artigo 8.°, n.° 1 | Artigo 8.°, n.° 1 |Artigo 8.°, n.° 2, alínea a) | Artigo 8.°, n.° 2 |Artigo 8.°, n.° 2, alínea b) | Artigo 8.°, n.° 3 |Artigo 8.°, n.° 2, alínea c) | Artigo 8.°, n.° 4 |Artigo 8.°, n.° 3, frase introdutória | Artigo 8.°, n.° 5, frase introdutória |Artigo 8.°, n.° 3, primeiro a sexto travessões | Artigo 8.°, n.° 5, alíneas a) a f) |Artigo 9.°, n.° 1, alínea a) | Artigo 9.°, n.° 1, alínea a) |Artigo 9.°, n.° 1, alínea b), primeiro travessão | Artigo 9.°, n.° 1, alínea b), subalínea i) |Artigo 9.°, n.° 1, alínea b), segundo travessão | Artigo 9.°, n.° 1, alínea b), subalínea ii) |Artigo 9.°, n.° 1, alínea c) | Artigo 9.°, n.° 1, alínea c) |Artigo 9.°, n.° 2 | Artigo 9.°, n.° 2 |Artigo 10.°, frase introdutória | Artigo 10.°, frase introdutória |Artigo 10.°, ponto 1 | Artigo 10.°, alínea a) |Artigo 10.°, ponto 2 | Artigo 10.°, alínea b) |Artigos 11.° a 18.° | Artigos 11.° a 18.° |Artigo 19.°, n.°s 1 e 2 | Artigo 19.°, n.°s 1 e 2 |Artigo 19.°, n.° 3 | _______ |Artigo 20.° | _______ |Artigo 21.° | _______ |_______ | Artigo 20.° |_______ | Artigo 21.° |Artigo 22.° | Artigo 22.° |Anexo I, Secção B | Anexo I |Anexo II | Anexo II |Anexo III | Anexo III |Anexo IV | Anexo IV |________ | Anexo V |________ | Anexo VI |_____________[1] COM(87) 868 PV.[2] Ver Anexo 3 da Parte A das conclusões.[3] Realizada de acordo com a Comunicação da Comissão ao Parlamento Europeu e ao Conselho - Codificação do acervo comunitário, COM(2001) 645 final.[4] Ver a parte A do anexo V da presente proposta.[5] JO C [...] de [...], p. [...].[6] JO C [...] de [...], p. [...].[7] JO L 157 de 10.6.1992, p. 19.[8] Ver parte A do anexo V.[9] JO L 224 de 18.8.1990, p. 42.[10] JO L 224 de 18.8.1990, p. 19.[11] JO L 184 de 17.7.1999, p. 23.[12] Ö JO L 273 de 10.10.2002, p. 1. Õ[13] JO L 31 de 1.2.2002, p. 1.