CELEX: 31983R3590
Language: pt
Date: 1983-12-13 00:00:00
Title: Regulamento (CEE) n.° 3590/83 da Comissão, de 13 de Dezembro de 1983, que determina os métodos comunitários de análise do álcool neutro aplicáveis no sector do vinho

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383R3590
24 . 12 . 83                                Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                N?L 363 / 1
                                        REGULAMENTO (CEE) N? 3590/83 DA COMISSÃO
                                                    de 13 de Dezembro de 1983
              que determina os métodos comunitários de análise do álcool neutro aplicáveis no sector do
                                                                vinho
A COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS,                                 tido por destilações decididas relativamente à campanha
                                                                      1983 / 1984 ;
Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade
Económica Europeia,                                                   Considerando que as medidas previstas no presente regu­
                                                                      lamento estão em conformidade com o Comité de Ges­
Tendo em conta o Regulamento (CEE) n? 337/79 do                       tão dos Vinhos,
Conselho, de 5 de Fevereiro de 1979, que estabelece a
organização comum de mercado vitivinícola (x), com a                  ADOPTOU O PRESENTE REGULAMENTO :
última redacção que lhe foi dada pelo Regulamento
(CEE) n? 1595 / 83 (2) e, nomeadamente , o n? 5 do seu                                         Artigo 1°
artigo 11 ?, o n? 5 do seu artigo 12? A, o n? 9 do seu
                                                                      1.    Os métodos comunitários de análise do álcool neu­
artigo 15?, o n? 8 do seu artigo 39?, o n? 6 do seu artigo
40? e o n? 7 do seu artigo 41 ?,                                      tro, tal como é definido no anexo ao Regulamento
                                                                      (CEE) n? 2179/83, figuram no anexo do presente regula­
Considerando que o Regulamento (CEE) n? 2179 / 83 do                  mento .
Conselho, de 25 de Julho de 1983, que estabelece as re­
gras gerais relativas à destilação dos vinhos e subprodu­             2 . Os métodos de análise referidos no n? 1 aplicam-se
tos da vinificação (3), prevê que possa ser obtido álcool             ao álcool neutro obtido a partir da data da entrada em
neutro através das diferentes destilações do sector vitiviní­         vigor do presente regulamento pelas diferentes destila­
cola, tal como é definido no anexo do dito regulamento                ções previstas no Regulamento (CEE) 337/79 .
com base em critérios relativos à sua composição ; que a              Para o álcool neutro obtido, antes da data prevista no
fim de estar apto a controlar o respeito por estes crité­             primeiro parágrafo, pelas destilações decididas relativa­
rios, importa adoptar métodos comunitários de análise ;               mente à campanha vitícola 1983/ 1984, cada Estado­
                                                                      membro utiliza os métodos de análise habitualmente
Considerando que é oportuno fixar como métodos co­                    aplicados no seu território .
munitários de análise os que beneficiem de um reconhe­
cimento geral e assegurar a sua aplicação uniforme pu­                                         Artigo 2?
blicando-os em todas as línguas da Comunidade ;
                                                                      O presente regulamento entra em vigor no terceiro dia
Considerando que convém adoptar as medidas transitó­                  seguinte ao da sua publicação no Jornal Oficial das Co­
rias apropriadas para ter em conta o álcool neutro já ob­              munidades Europeias.
              O presente regulamento é obrigatório em todos os seus elementos e directamente aplicável em
              todos os Estados-membros .
              Feito em Bruxelas em 13 de Dezembro de 1983 .
                                                                                                Pela Comissão
                                                                                               Poul DALSAGER
                                                                                            Membro da Comissão
o JO n? L 54 de 5 . 3 . 1979, p. 1 .
O JO n? L 163 de 22. 6 . 1983 , p. 48 .
C) JO n? L 212 de 3 . 8 . 1983 , p. 1 .
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                                                                 ANEXO
              MÉTODOS COMUNITÁRIOS DE ANALISE DO ÁLCOOL NEUTRO APLICAVEIS NO
                                                         SECTOR DO VINHO
                                                            I. INTRODUÇÃO
              1.      PREPARAÇÃO DA AMOSTRA DESTINADA A ANÁLISE
              1.1 .   Generalidades
                      O volume da amostra destinado à análise no laboratório deve ter, normalmente, 1,5 1 , a menos que
                      uma determinação específica exija a entrega de uma maior quantidade de amostra.
              1.2 .   Preparação da amostra
                      Procurar-se-á homogeneizar a amostra antes de a analisar.
              1.3 .   Conservação
                      A amostra preparada deve estar sempre colocada num recipiente estanque ao ar e à humidade e
                      conservada em condições que permitam evitar qualquer deterioração : as rolhas de cortiça, borracha
                      e plástico, em particular, não devem estar em contacto directo com o álcool e a utilização da cera é
                      expressamente interdita.
              2.      REAGENTES
              2.1 .   Água
              2.1.1 . Sempre que seja necessário utilizar água para preparar uma solução, para diluir ou para lavar, é
                      conveniente utilizar água destilada ou água desmineralizada com uma pureza pelo menos equiva­
                      lente .
              2.1.2 . Sempre que se indique uma «dissolução» ou «diluição» sem indicação complementar do reagente,
                      trata-se de uma solução aquosa.
              2.2 .   Produtos químicos
                      Salvo indicação em contrário, todos os produtos químicos devem ser da qualidade requerida para os
                      reagentes para análises.
              3.      EQUIPAMENTO
              3.1 .   Lista do equipamento
                      A lista do equipamento não contém senão os aparelhos destinados a um uso específico e os corres­
                      pondentes a uma especificação particular.
              3.2 .   Balança de análises
                      Entende-se por balança de análises uma balança de precisão com uma sensibilidade de pelo menos
                      1 / 10 mg .
              4.      EXPRESSÃO DOS RESULTADOS
              4.1 .   Resultados
                      O resultado mencionado no relatório de análise representa a média de pelo menos duas determina­
                      ções realizadas com uma reprodutibilidade (factor r) satisfatória.
              4.2 .   Cálculo dos resultados
                      Salvo especificação em contrário, os resultados devem ser calculados em gramas por hectolitro de
                      etanol a 100 % vol .
              4.3 .   Número de algarismos significativos
                      O resultado não deverá conter mais algarismos significativos do que os autorizados pela precisão do
                      método de análise utilizada.
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                              2. MÉTODO N? 1 : DETERMINAÇÃO DO TEOR EM ÁLCOOL
      O teor alcoólico volumétrico do álcool é determinado em conformidade com as disposições nacionais em
      vigor ou, em caso de contestação, por meio de alcoómetros e areómetros definidos na Directiva
      76/765/CEE do Conselho, de 27 de Julho de 1976, relativa aos alcoómetros e areómetros para álcool (').
      O teor alcoólico volumétrico é expresso em percentagem volume em conformidade com a Directiva
      76/766/CEE do Conselho, de 27 de Julho de 1976, respeitante à aproximação das legislações dos Estados­
      -membros relativas às tabelas alcoométricas (2).
                                3 . MÉTODO N? 2 : AVALIAÇAO DA COR E DA LIMPIDEZ
      1.     OBJECTO E CAMPO DE APLICAÇÃO
             O método permite avaliar a cor e a limpidez do acool neutro.
      2.     DEFINIÇÃO
             Entende-se por cor e limpidez a cor e limpidez determinadas pelo método especificado.
      3.     PRINCIPIO
             A cor e a limpidez são avaliadas visualmente, por comparação com a água sobre um fundo branco e
             sobre um fundo negro.
      4.     EQUIPAMENTO
      4.1 .  Provetas, incolores, com pelo menos 40 cm de comprimento.
      5.     MODO DE EXECUÇÃO
             Colocar duas provetas (ver ponto 4) sobre o fundo branco ou negro e introduzir numa das provetas
             uma quantidade da amostra correspondente a uma altura de cerca de 40 cm ; introduzir a água na
             outra proveta até à mesma altura.
             Observar a amostra do alto, quer dizer, segundo o eixo longitudinal da proveta e compará-lo com o
             tubo padrão.
    . 6,-    INTERPRETAÇÃO
             Avaliar a cor e a limpidez da amostra observando o estabelecido no ponto 5 .
      4. MÉTODO N? 3 : DETERMINAÇÃO DO TEMPO DE DESCOLORAÇÃO DE UMA SOLUÇÃO
                                                    DE PERMANGANATO
      1.     OBJECTO E CAMPO DE APLICAÇAO
             O método visa determinar o tempo de que um álcool neutro necessita para descorar uma solução de
             permanganato .
      2.     DEFINIÇÃO
             O tempo de descoloração de uma solução de permanganato, determinado pelo método específico, é
             o número de minutos necessários para que a coloração da amostra seja idêntica à do padrão após a
             adição de 2 ml de uma solução de permanganato de potássio a 0,2 g/l a 50 ml de amostra.
      3.     PRINCIPIO
             Determina-se o tempo necessário para que a cor da amostra, após a adição de uma solução de
             permanganato de potássio, seja idêntica à do padrão, e a esse tempo chama-se tempo de descolora­
             ção de uma solução de permanganato.
      (') JO n? L 262 de 27. 9. 1976, p. 143 .
      (2) JO n0. L 262 de 27 . 9. 1976, p. 149 .
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              4.    REAGENTES
              4.1 . Solução de permanganto de potássio a 0,2 g/l : a solução deve ser preparada extemporaneamente.
              4.2.  Solução de cloreto de cobalto. Pesar com precisão 5,0 g de cloreto de cobalto (II) cristalizado (hexa­
                    hidratado) (CoCl2, 6H20) e introduzi-lo num balão aferido de 100 ml ; dissolver num pouco de
                    água, juntar 2,5 ml de ácido clorídrico concentrado e juntar água até perfazer o volume.
              4.3 . Solução de nitrato de urânio. Pesar com precisão 4,0 g de nitrato de urânio hexahidratado
                    [U02(N03)2, 6H20] e introduzi-lo num balão aferido de 100 ml ; dissolver num pouco de água,
                    juntar 2,5 ml de ácido clorídrico concentrado e juntar água até perfazer o volume.
              4.4.  Padrão de coloração. Retirar da pipeta 5,0 ml da solução de cloreto de cobalto (4,2) e 7,0 ml da
                    solução de nitrato de urânio (4,3) e introduzi-las num balão aferido de 50 ml ; juntar água até
                    perfazer o volume.
              5.    EQUIPAMENTO
              5.1 . Tubos Nessier de 100 ml em vidro transparente e incolor graduados a 50 ml, com rolha de vidro
                    esmerilado .
              5.2.  Pipeta de 2 ml.
              5.3 . Termómetro podendo suportar até 50 °C, graduado em 0,1 ou 0,2 °C
              5.4.  Balanças para análises
              5.5 . Banho termostático a 20 °C ± 0,5 °C .
              5.6 . Balões aferidos de 50 ml e de 100 ml, com rolha de vidro esmerilado.
              6.    MODO DE EXECUÇÃO
              6.1 . Lavar um tubo de ensaio (5.1 .) com a amostra a analisar, enchê-lo com a amostra até perfazer o
                    volume e colocá-lo num banho termostático (5.5) a uma temperatura constante de 20 °C ± 0,5 °C.
                    Ao fim de 20 m retirar o tubo do banho, juntar 2 ml de uma solução de permanganato de potássio
                    (4.1 ) com a ajuda de uma pipeta (5.2). Anotar a hora, tapar imediatamente o tubo, agitar vigorosa­
                    mente e colocar o tubo de novo no banho termostático .
              6.2.  Observar a mudança de cor da solução e compará-la, de vez em quando, com a do segundo tubo,
                    cheio, até perfazer o volume do padrão de cor (4.4), retirando o tubo do banho e colocando-o sobre
                    o fundo branco. Procurar não expor a solução analisada à acção directa dos raios solares durante a
                    duração do ensaio. Anotar a hora na qual a cor da solução a analisar se tornou idêntica à da solução
                    padrão.
              7.    EXPRESSÃO DOS RESULTADOS
              7.1 . Interpretação
                    O tempo de descoloração é o tempo necessário para que a cor do tubo contendo a amostra se torne
                    idêntica à do tubo contendo o padrão.
              7.2.  Reprodutibilidade
                    A diferença entre os tempos de descoloração de dois ensaios executados simultaneamente, ou em
                    sucessão rápida, sobre a mesma amostra pelo mesmo analista, em condições idênticas, não deve
                    exceder 2 m .
              8,    OBSERVAÇÕES
              8.1 . Vestígios de dióxido de manganésio têm um efeito catalizador sobre a reacção : assegurar-se que as
                    pipetas e os tubos de Nessier utilizados foram cuidadosamente limpos e que só foram utilizados para
                    este efeito. Limpá-los com ácido clorídrico e lavá-los cuidadosamente com água : o vidro não deve
                    conter qualquer vestígio de coloração castanha.
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    8.2 . Convém controlar cuidadosamente a qualidade da água utilizada para prepara a solução de perman­
          ganato diluída (4.1 ); a água não deve absorver permanganato. Se for impossível obter a água reque­
          rida, convém ferver água destilada e juntar-lhe uma pequeníssima quantidade de permanganato de
          maneira a obter uma muito ligeira coloração rósea. Esta solução deve ser então arrefecida para ser
          utilizada na diluição.
    8.3 . Para certas amostras, a descoloração pode produzir-se sem passar pelo matiz exacto da cor da
          solução de referência.
    8.4 . O ensaio com permanganato pode ser falseado se a amostra de álcool utilizada para análise não foi
          armazenada num frasco de vidro perfeitamente limpo, fechado por uma rolha de vidro esmerilado
          que tenha sido lavado com álcool, our por uma outra rolha envolta em estanho ou alumínio.
                        5. MÉTODO N? 4 : DETERMINAÇÃO DO TEOR EM ALDEÍDOS
    1.    OBJECTO E CAMPO DE APLICAÇAÕ
          O método consiste em determinar o teor em aldeídos do álcool neutro, expresso em acetaldeído.
    2.    DEFINIÇÃO
          O teor em aldeídos, expresso em acetaldeído, é o determinado pelo método especificado.
    3.    PRINCIPIO
          A cor tomada pela amostra após reacção com o reagente de Schiff é comparada com a cor das
          soluções padrão que têm um teor conhecido em acetaldeído.
    4.    REAGENTES
    4.1 . Reagente de Schiff
          Num balão cónico de 3 000 ml, introduzir 1 500 ml de água e 4,500 ± 0,005 g de cloridrato de
          p-rosanilina (fuscina básica) e dissolver fazendo rodar o balão ; juntar 9,60 ± 0,05 g de metabisulfito
          de sódio (Na2S205), misturar e deixar repousar durante 5 a 10 m ; em seguida juntar 40 ml de
          solução de ácido sulfúrico a 3 mol/1 ; misturar cuidadosamente, rolhar e deixar repousar durante
          uma noite ; se for caso disso, introduzir carvão activado para descolorar a solução contida no balão.
          Guardar ao abrigo da luz numa garrafa de vidro escuro.
          Determinar o teor em anidrido sulfuroso do reagente procedendo do seguinte modo : num balão
          cónico de 250 ml, introduzir com uma pipeta 10 ml de reagente de Schiff descolorado, juntar 200 ml
          de água e 5 ml de solução de amido ; titular o anidrido sulfuroso livre com a ajuda de uma solução
          padrão de iodo a 0,05 mol/1 (0,1N) até à viragem do amido. O teor em anidrido sulfuroso deve ser
          da ordem de 2,8 a 4,8 milimoles de S02 por 100 ml de reagente de Schiff; se o teor em anidrido
          sulfuroso encontrado não estiver compreendido entre esses limites, restabelecer-se-á num valor aceitá­
          vel, quer aumentando-o pela adição de uma quantidade adequada de metabisulfito de sódio, quer
          baixando-o fazendo borbulhar ar no reagente.
    4.2 . Soluções padrão de acetaldeído
          Pesar com precisão 1,386 ± 0,0001 g de aldeído-amoníaco purificado (ver nota 1 ) e dissolver em
          1000 ml de etanol a 96 % vol. isento de aldeídos (ver nota 2); a solução assim obtida contém 1 g de
          acetaldeído/1 ; diluí-la para atingir uma concentração de 0,1 g de acetaldeído/1. Diluir de novo, de
          maneira a obter soluções padrão contendo respectivamente 0,002, 0,003, 0,005, 0,007, 0,009 e 0,01
          g de acetaldeído/1, juntando etanol a 96 % vol. isento de aldeídos.
          Nota 1
          O aldeído-amoníaco comercial deve ser purificado do seguinte modo : dissolver 5 g de aldeído-amo­
          níaco numa pequena quantidade de etanol absoluto e precipitar por adição de um volume duplo de
          óxido de diétil seco. Filtrar os cristais através de um finil de Buchner, lavar imediatamente com
          dietiléter, secar durante 3 a 4 horas num dessecador de vácuo em presença de ácido sulfúrico con­
 ---pagebreak--- 03 / Fasc. 29                                 Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                    185
                    centrado ; o aldeído-amoníaco assim purificado deve ser incolor; no caso de não o ser, convém
                    repetir estas operações .
                    Nota 2
                    O etanol isento de aldeído obtém-se pela ebulição de 500 ml de etanol absoluto sob refluxo durante
                    2 h em presença de 5 g de m-fenilenodiamina, depois por destilação eliminando os primeiros e os
                    últimos 50 ml de destilado ; adicionar a quantidade de água necessária e misturar até atingir a con­
                    centração a 96 % vol.
              5.    EQUIPAMENTO
              5.1 . Tubos de 20 ml para colorimetria, munidos de rolha de vido esmerilado, com duas marcações : a 10
                    ml e a 14 ml .
              5.2 . Pipeta de 5 ml.
              5.3 . Banho termostático a 20 C ± 0,5 °C .
              5.4.  Espectrofotómetro de absorção equipado com cubas de 10 e 50 mm.
              6.    MODO DE EXECUÇÃO
              6.1 . Numa série de tubos para colorimetria (5.1 ), introduzir com uma pipeta respectivamente 5 ml da
                    amostra, 5 ml de cada uma das soluções padrão (4.2) e 5 ml de água a título de referência ; ajustar o
                    volume da solução em cada um dos tubos até 10 ml, pela adição de água ; juntar, em seguida, em
                    cada tubo, até perfazer o volume de 14 ml, o reagente de Schiff (4.1 .); rolhar os tubos, misturar
                    cuidadosamente o seu conteúdo por inversão (simultaneamente, se possível) e colocá-los durante 20
                    m no banho termostático (5.3) à temperatura constante de 20 °C ± 0,5 °C.
              6.2.  Trasvasar as soluções numa série de cubas de espessura apropriada, tendo o cuidado de pôr a solu­
                    ção de referência na cuba de referência. Determinar a densidade óptica de cada uma das soluções
                    padrão, assim como da amostra a 546 nm, após exactamente 20 m.
              7.    EXPRESSÃO DOS RESULTADOS
              7.1 . Fórmula e método de cálculo
                    Construir o gráfico representando as variações da densidade óptica em função do teor em àcetal­
                    deído e determinar no gráfico o teor da amostra.
                    O teor em aldeídos, expresso em g de acetaldeído por hl de etanol a 100 % vol. é dado pela fór­
                    mula :
                                                                  10,000 A
                                                                      T
                    na qual :
                    A = Teor em acetaldeído da amostra, expresso em g/l, valor calculado reportando-se à curva de
                           calibração.
                    T = Teor alcoólico volumétrico da amostra determinado segundo o método n? 1 .
              7.2 . Reprodutibilidade
                    A diferença entre os resultados de duas determinações efectuadas simultaneamente ou em sucessão
                    rápida pelo mesmo analista, na mesma amostra, em condições idênticas, não deve exceder 0,1 g de
                    aldeído por hl de etanol a 100 % vol.
                         6. MÉTODO N? 5 : DETERMINAÇÃO DE TEOR EM ALCOÓIS SUPERIORES
              1.    OBJECTO E CAMPO DE APLICAÇÃO
                    Trata-se de um método de determinação do teor em alcoóis superiores do álcool neutro, expresso
                    em metil-2-propanol-l .
 ---pagebreak--- 186                                Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                    03 /Fasc.
    2.    DEFINIÇÃO
          O teor em álcoois superiores, expresso em metil-2-propanol-l , é o determinado pelo método especi­
          ficado.
    3.    PRINCIPIO
          As absorções dos complexos corados resultantes da reacção dos álcoois superiores com um aldeído
          aromático em ácido sulfúrico diluído a quente (reacção de Komarowsky) determinam-se a 492 nm
          com uma correcção, no caso da presença de aldeídos na amostra, e comparam-se com a coloração
          obtida por reacção do metil-2-propanol-l , nas mesmas condições.
    4.    REAGENTES
    4.1 . Soluções de aldeído salicílico a 1 %, preparado pela adição de 1 g de aldeído salicílico a 99 g de
          etanol a 96 % vol. (isento de óleo de linhaça).
    4.2.  Acido sulfúrico concentrado e com massa volumétrica de 1,84 g/cm3.
    4.3 . Metil-2-propanol-l .
    4.4.  Soluções padrão de metil-2-propanol-l
          Diluir o metil-2-propanol-l (4.3) numa solução aquosa de etanol a 96 °/o vol. a fim de obter uma
          série de soluções padrão, contendo respectivamente 0,2 ; 0,4 ; 0,6 e 1,0 g de metil-2-propanol-l por
          hl de solução.
    4.5.  Soluções padrão de acetaldeído
          Preparar as soluções padrão de acetaldeído conforme o estabelecido no ponto 4.2. do método n? 4.
    4.6.  Etanol a 96 % vol, isento de álcoois superiores e de aldeídos.
    5.    EQUIPAMENTO
    5.1 . Espectrofotómetro permitindo determinar a absorção de solução a 492 nm.
    5.2 . Cubas de espectrofotómetro com 10,20 e 50 mm de espessura.
    5.3 . Banho termostático a 20 °C ± 0,5 °C.
    5.4 . Tubos de ensaio.
    6.    MODO DE EXECUÇÃO
    6.1 . Teor em aldeídos
          Determinar o teor da amostra em aldeídos, expresso em acetaldeído, pelo método n? 4.
    6.2 . Curva de Calibração : metil-2-propanol-l
          Retirar com uma pipeta 10 ml de cada uma das soluções padrão de metil-2-propanol 1 (4.4) e 10 ml
          de etanol (4.6) e introduzi-los em tubos de ensaio de 50 ml munidos cada um de uma rolha esmeri­
          lada. Retirar eom uma pipeta 1 ml da solução de aldeído salicílico (4.1 ) e introduzi-lo nos tubos ;
          juntar 20 ml de ácido sulfúrico (4.2). Misturar cuidadosamente o conteúdo dos tubos por inversão
          (tendo em atenção levantar a rolha, de vez em quando). Deixar repousar à temperatura ambiente
          durante 10 m, e meter depois num banho termostático (5.3) a 20 °C ± 0,5 °C. Após 20 m, deitar o
          conteúdo dos tubos nas cubas de espectrofotometria.
          Exactamente 30 m após se ter adicionado o ácido sulfúrico, determinar a absorção das soluções a
          492 nm, utilizando a água da cuba de referência do espectrofotómetro.
          Estabelecer um gráfico dos valores de absorção em função da concentração em metil-2-propanol-l .
    6.3 . Curva de calibração : aldeídos
          Repetir a operação descrita no ponto 6.2. substituindo os 10 ml de cada uma das soluções de refe­
          rência de metil-2-propanol-l , por 10 ml das soluções de referência de acetaldeído.
 ---pagebreak--- 03 /Fasc. 29                                 Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                    187
                     Estabelecer um gráfico dos valores de absorção a 492 nm em função da concentração em acetal­
                     deído.
             6.4 .   Determinação da amostra
                     Repetir a operação descrita no ponto 6.2 substituindo os 10 ml de cada uma das soluções de referên­
                     cia de metil-2-propanol- 1 por 10 ml da amostra.
                     Determinar a absorção da amostra.
             7.      EXPRESSÃO DOS RESULTADOS
             7.1 .   Fórmula e método de cálculo
             7.1.1 . Corrigir o valor de absorção da amostra, subtraindo-lhe o valor da absorção correspondente ao teor
                     em aldeídos da amostra (determinado a partir da curva de calibração construída conforme o estabe­
                     lecido no ponto 6.3).
             7.1.2. Determinar o teor em alcoóis superiores da amostra, expresso em metil-2-propanol-l , com a ajuda
                     da curva de calibração construída conforme o estabelecido no ponto 6.2, mas utilizando o seu valor
                     corrigido (7.1.1 .).
             7.1.3. O teor em alcoóis superiores, expresso em gramas de metil-2-propanol-l por hl de etanol a 100 %
                     vol. é dado pela seguinte fórmula :
                                                                   A x 100
                                                                       T
                     A = Teor em alcoóis superiores da amostra, calculado conforme o estabelecido no ponto 7.1.2.
                     T = Teor alcoólico volumétrico da amostra, determinado segundo o método n? 1 .
             7.2.    Reprodutibilidade
                     A diferença entre os resultados de duas determinações efectuadas simultaneamente ou em sucessão
                     rápida pelo mesmo analista, na mesma amostra e nas mesmas condições, não deve exceder 0,25 g/hl
                     de etanol a 100 % vol .
                                     7. MÉTODO N? 6 : DETERMINAÇÃO DA ACIDEZ TOTAL
             1.      OBJECTO E CAMPO DE APLICAÇÃO
                     O método permite determinar a acidez total do álcool neutro, expressa em ácido acético.
             2.      DEFINIÇÃO
                     A acidez total, expressa em ácido acético, é determinada pelo método especificado.
             3.      PRINCIPIO
                     Após desgazeificação, a amostra é titulada com a ajuda de uma solução padrao de soda, e a acidez é
                     expressa em ácido acético.
             4.      REAGENTES
             4.1 .   Solução de sòda 0,01 mol/1, conservada em condições que permitam reduzir ao mínimo o contacto
                     com o bióxido de carbono .
             4.2 .   Vermelho de fenol em solução aquosa a 1 g/l : prepara a solução por dissolução do indicador sólido
                     numa quantidade suficiente de solução de soda (4.1 ) e diluir com a ajuda de água. Esta solução
                     indicadora é utilizada quando não se pode recorrer a um medidor de pH.
 ---pagebreak--- 188                                Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                 03/Fasc. 29
    5.    EQUIPAMENTO
    5.1 . Medidor de pH com uma precisão da ordem de 0,1 unidade de pH.
    5.2 . Eléctrodos : quer um eléctrodo de vidro combinado, quer um eléctrodo simples e um eléctrodo de
          referência, assim como as pinças adaptadas para suster os eléctrodos.
    6.    MODO DE EXECUÇÃO
    6.1 . Desgazeificar uma fracção da amostra aquecendo-a até à ebulição e arrefecendo-a bruscamente ou
          fazendo borbulhar o azoto na solução.
    6.2 . Neutralizar cerca de 50 ml de água previamente fervida e arrefecida num copo ou num balão có­
          nico. Introduzir com a ajuda de uma pipeta 50 ml da amostra desgazeificada nessa água e titular,
          com a ajuda de uma solução padrão de soda (4.1 ) — seja (a) até ao desaparecimento da coloração
          vermelha da solução do indicador preparada (4.2) — seja (b) até pH 7,8 , utilizando um medidor de
          pH e eléctrodos (5.1 e 5.2). Seja V0 o volume, e'm ml, do licor titulado utilizado.
    7.    EXPRESAO DOS RESULTADOS
    7.1 . Fórmula e método de cálculo
          A acidez total, expressa em gramas de ácido acético por hl de etanol a 100 % vol., é dada pela
          fórmula :
                                                       100
                                            1,2 V0 x
                                                        T
          V0 = número de ml de solução de soda a 0,01 mol/1 necessário para a neutralização.
          T = Teor alcoólico volumétrico da amostra, determinado pelo método n° 1 .
    7.2.  Reprodutibilidade
          A diferença entre os resultados de duas determinações efectuadas simultaneamente ou em sucessão
          rápida pelo mesmo analista, na mesma amostra e em condições idênticas, não deve exceder 0,3 g/hl
          de etanol a 100 % vol .
                        8 . MÉTODO N? 7 : DETERMINAÇÃO DO TEOR EM ESTERES
    1.    OBJECTO E CAMPO DE APLICAÇÃO
          O método consiste em determinar o teor em esteres do álcool neutro, expresso em acetato de etilo.
    2.    DEFINIÇÃO
          O teor em esteres é o teor determinado pelo método especificado e expresso em acetato de etilo.
    3.    PRINCIPIO
          Em presença de cloreto de amónio em solução alcalina, os esteres reagem quantitativamente para
          formar ácidos hidroxâmicos ; em presença de iões férricos em solução ácida, esses ácidos formam
          complexos corados. Mede-se a densidade óptica destes complexos a 525 nm.
    4.    REAGENTES
    4.1 . Acido clorídrico a 4 mol/1.
    4.2.  Solução de cloreto férrico a 0,37 mol/1 em ácido clorídrico a 1 mol/1.
 ---pagebreak--- 03 / Fasc. 29                                Jornal Oficial das Comunidades Europeias                                       189
              4.3 . Solução de cloreto de hidroxilamónio em mol/1, a conservar no frigorífico.
              4.4.  Solução de soda a 3,5 mol/1.
              4.5.  Soluções padrão de acetato de etilo contendo respectivamente 0,0 ; 0,4 ; 0,6 ; 0,8 ; e 1,0 g de acetato
                    de etilo por hl de solução aquosa de etanol isento de éster a 50 % vol.
              5.    EQUIPAMENTO
              5.1 . Espectrofotómetro de absorção equipado com cubas de 50 mm de espessura.
              6. - MODO DE EXECUÇÃO
              6.1 . Reparação da amostra
                    Determinar o teor alcoólico da amostra (segundo o método n? 1 ) e levar uma fracção da amostra a
                    50 % vol. por adição de água.
              6.2 . Introduzir nos tubos de ensaio, com a ajuda de uma pipeta, fracções de 10,0 ml da amostra a dosear
                    e de cada solução padrão, compreendendo a solução de referência isenta de acetato de etilo.
                    Juntar em cada tubo 2,0 ml de cloreto de hidroxilamónio (4.3) e depois, unicamente no tubo de
                    referência, 2,0 ml de ácido clorídrico (4.1 ).
                    Juntar em seguida em cada tubo 2,0 ml da solução de soda (4.4) e misturar.
                    Após 15 mn juntar, misturando, 2,0 ml de ácido clorídrico (4.1 ) em todos os tubos, à excepção do
                    tubo de referência, e 2 ml de solução de cloreto férrico (4.2) em todos os tubos.
              6.3.  Introduzir o conteúdo de cada um dos tubos na cuba de espectrofotómetro com a espessura de 50
                    mm e medir a densidade óptica de cada solução a 525 nm, sendo a solução de referência colocada
                    na segunda cuba.
              7.    EXPRESSÃO DOS RESULTADOS
              7.1 . Fórmula e método de cálculo
                    Estabelecer um gráfico das densidades ópticas das soluções padrão, em função do seu teor.
                    Determinar o teor em esteres da amostra com a ajuda do gráfico.
                    Multiplicar o valor obtido por 2,0 para obter o teor total da amostra em esteres, expresso em g de
                    acetato de etilo por hl de etanol a 100 % vol.
              7.2.  Reprodutibilidade
                    A diferença entre os resultados de duas determinações efectuadas simultaneamente ou em sucessão
                    rápida pelo mesmo analista, na mesma amostra e em condições idênticas não deve exceder 0,2 g de
                    esteres por hl de etanol a 100 % , vol., expresso em acetato de etilo.
                     9. MÉTODO N? 8 : DETERMINAÇÃO DO TEOR EM BASES AZOTADAS VOLÁTEIS
              1.    OBJECTO E CAMPO DE APLICAÇÃO
                    O método consiste em determinar o teor em bases azotadas voláteis dos alcoóis neutros, expresso
                    em azoto .
              2.    DEFINIÇÃO
                    O teor em bases azotadas voláteis é o teor, expresso em azoto, que é determinado pelo método
                    especificado.
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    3.    PRINCÍPIO
          Faz-se evaporar a amostra até obter um baixo volume em presença de ácido sulfúrico, e deter­
          mina-se, em seguida, o teor em amoníaco pelo método de micro-difusão de Conway.
    4.    REAGENTES
    4.1 . Ácido sulfúrico, 1 mol/1. ,
    4.2   Solução indicadora de ácido bórico : dissolver 10 g de ácido bórico, 8 mg de verde de bromocresol e
          4 mg de vermelho de metilo em propanol-2 a 30 % vol. e ajustar para 1 000 ml adicionando propa­
          nol-2 a 30 % vol.
    4.3   Solução de potássio 500 g/l , isento de anidrido carbónico.
    4.4.  Ácido clorídrico, 0,02 mol/1 .
    5.    EQUIPAMENTO
    5.1 . Cápsula de evaporação de capacidade suficiente para recerber uma amostra de 50 ml.
    5.2 . Banho-maria.
    5.3 . Vaso de Conway munido de uma tampa hermética : para a descrição e dimensões aconselhadas, ver a
          figura 1 .
    5.4.  Microbureta de 2 a 5 ml, graduada a 0,01 ml.
    6.    MODO DE EXECUÇÃO
    6.1 . Introduzir, com a ajuda de uma pipeta, 50 ml de amostra (no caso de se prever um teor em azoto
          inferior a 0,02 g/hl de amostra, introduzir-se-á 200 hl de amostra) numa cápsula de vidro, juntar 1
          ml de ácido sulfúrico 1 mol/ 1 (4.1 ), colocar a cápsula (5.1 ) em banho-maria (5.2) e evaporar até
          obter um resíduo de cerca de 1 ml.
    6.2 . Introduzir, com a ajuda de uma pipeta, 1 ml da solução indicadora de ácido bórico (4.2) no vaso
          interno do reactor de Conway (5.3) e lavar o resíduo líquido da evaporação (6.1 ) no vaso externo.
          Inclinar ligeiramente o reactor de Conway e juntar cerca de 1 ml de solução de potássio (4.3) no
          vaso externo, tão rapidamente quanto possível, mas o mais longe possível do conjunto do líquido
          deste vaso externo. Fechar imediatamente o vaso de Conway, ajustando uma tampa hermética un­
          tada de gordura.
    6.3 . Misturar as duas soluções no vaso externo tendo o cuidado de não entornar o líquido de um vaso
          para o outro. Deixar repousar durante 2 horas.
    6.4 . Titular o amoníaco no vaso interno com a ajuda de uma solução de ácido clorídrico 0,02 ml/l (4.4),
          utilizando uma microbureta (5.4), para a neutralização. O volume de ácido utilizado deverá estar
          compreendido entre 0,2 e 0,9 ml. Seja V j este volume de ácido utilizado, expresso em ml.
    6.5 . Efectuar um doseamento em branco, repetindo as operações descritas nos pontos 6.1 a 6.4. mas
          substituindo os 50 ml de amostra referidos na secção 6.1 pelo mesmo volume de água. Seja VQ o
          volume de ácido clorídrico utilizado, expresso em ml.
    7.    EXPRESSÃO DOS RESULTADOS
    7.1 . Fórmula e método de cálculo
          O teor em bases azotadas voláteis, em gramas de azoto por hl de etanol a 100 % vol, é dado pela
          fórmula :
                                            0,56 (V,-V0)x ^
          na qual :
          Vj = Volume, em ml, de ácido clorídrico necessário para neutralizar a amostra.
          Vc = Volume, em ml, de ácido clorídrico utilizado no ensaio em branco.
          T = Teor alcoólico volumétrico da amostra, determinado pelo método n? 1 .
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             7.2 . Reprodutibilidade
                   A diferença entre os resultados de duas determinações efectuadas simultaneamente ou em sucessão
                   rápida pelo mesmo analista, na mesma amostra e em condições idênticas, não deve exceder 0,05 g
                   por hl de etanol a 100 % vol.
                                                       Corte vertical segundo A-B
                                           As dimensões indicadas são as dimensões correntes
                                                             Figura 1
                                                       Reactor de Conway
                               10. MÉTODO N? 9 : DETERMINAÇÃO DO TEOR EM METANOL
             1.    OBJECTO E CAMPO DE APLICAÇÃO
                   O método consiste em determinar o teor em metanol do álcool neutro.
             2.    DEFINIÇÃO
                   O teor em metanol é o teor em metanol que é determinado pelo método especificado.
             3.    PRINCÍPIO
                   A concentração em metanol é determinada por injecção directa da amostra num cromatógrafo em
                   fase gasosa.
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    4.     MODO DE EXECUÇÃO
           Qualquer método de cromatografia gaz-líquido é aceitável desde que a coluna de cromatografia em
           fase gasosa permita obter, nas condições de execução adoptadas, uma nítida separação dos diversos
           componentes : metanol, acetaldeído, etanol e acetato de etilo. O limite de detecção do metanol em
           etanol deve ser inferior a 2 g/hl.
    5.     REPRODUTIBILIDADE
           A diferença entre os resultados de duas determinações efectuadas simultaneamente ou em sucessão
           rápida pelo mesmo analista, na mesma amostra e em condições idênticas, não deve exceder 2 g de
           metanol por hl de etanol a 100 % vol.
                        11 . MÉTODO N? 10 : DETERMINAÇÃO DO EXTRACTO SECO
    1.     OBJECTO E CAMPO DE APLICAÇÃO
           O método consiste em determinar o teor em resíduo seco dos álcoois neutros .
    2.     DEFINIÇÃO
           Chama-se teor em extracto seco o teor em matéria seca determinado pelo método especificado.
    3.     PRINCIPIO
           Uma fracção da amostra é seca a 103 °C e determina-se a concentração do resíduo pelo método
           gravimétrico.
    4.     EQUIPAMENTO
    4.1 .  Banho-maria fervente .
    4.2 .  Cápsula de evaporação com capacidade suficiente.
    4.3 .  Excicador com sílica gel recentemente activada (ou um excicante equivalente) e dotado de um indi­
           cador do grau higrométrico.
    4.4.   Balança para análises.
    4.5 .  Estufa com temperatura regulada a 103 ± 2 °C.
    5.     MODO OPERATÓRIO
           Pesar com precisão, ao décimo de mg, uma cápsula de evaporação limpa e seca (4,2) (Mc); introdu­
           zir na cápsula, com o auxílio de uma pipeta, um volume suficiente de amostra (entre 100 e 250 ml)
           (V0 ml); colocar a cápsula contendo a amostra em banho-maria fervente (4.1 ), deixar evaporar;
           colocar na estufa (4.5), regulada para 103 ± 2 °C, durante 30 m. colocar depois a cápsula contendo
           o resíduo num excicador (4.3); deixar arrefecer a cápsula durante 30 mn, depois pesar, ao décimo de
           mg, a cápsula contendo o resíduo (Mj ).
    6.     EXPRESSÃO DOS RESULTADOS
    6. 1 . Fórmula e método de cálculo
           O teor em resíduo seco, expresso em g por hl de etanol a 100 % vol., é dado pela fórmula :
           na qual :
           M0 = Massa, expressa em g, da cápsula limpa e seca.
           Mj = Massa, expressa em g, da cápsula contendo 9 resíduo após dessecação.
           Vc = Volume da amostra submetido à dessecação.
           T = Teor alcoólico volumétrico da amostra, determinado pelo método n? 1 .
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              6 .2 . Reprodutibilidade
                     A diferença entre o resultado de duas determinações efectuadas simultaneamente ou em sucessão
                     rápida pelo menos analista, na mesma amostra e em condições idênticas, não deve exceder 0,5 g por
                     hl de etanol a 100 % vol .
                     12 . MÉTODO N? 11 : ENSAIO VISANDO ESTABELECER A AUSÊNCIA DE FOSFORAL
              1.     OBJECTO E CAMPO DE APLICAÇÃO
                     O método visa detectar a presença de fosforal no álcool neutro.
              2.     DEFINIÇÃO
                     A concentração limite de fosforal detectável é o valor determinado pelo método especificado.
              3.     PRINCÍPIO
                     A amostra de álcool diluído é misturada com anilina e ácido acético glacial. O aparecimento de uma
                     coloração rosa salmão durante os vinte minutos a seguir à mistura indica a presença de fosforal.
              4.     REAGENTES
              4.1 .  Anilina recentemente destilada .
              4.2 .  Acido acético glacial.
              5.     EQUIPAMENTO
                     Tubo de ensaio munido de rolha de vidro esmerilado .
              6.     MODO DE EXECUÇÃO
                     Diluir a amostra de maneira a obter uma concentrancão de etanol de 50 % vol.
                     Num tubo de ensaio (5), introduzir com uma pipeta 10 ml da amostra diluída ; juntar 0,5 ml de
                     anilina e 2 ml de ácido acético glacial ; agitar o tubo a fim de misturar bem os reagentes.
              7.      EXPRESSÃO DOS RESULTADOS .
              7.1 .   Interpretação do ensaio
                      Se aparece uma coloração rosa salmão antes de 20 m, o ensaio é considerado como positivo, e a
                      amostra contém fosforal .
              7.2 .  Observações
                      Os resultados de dois ensaios efectuados simultaneamente ou em sucessão rápida pelo mesmo anali­
                     sta, na mesma amostra e em condições idênticas, devem ser idênticos.