CELEX: 52002PC0664
Language: pt
Date: 2002-11-26
Title: Proposta alterada de directiva do Parlamento europeu e do Conselho relativa à segurança das aeronaves de países terceiros que utilizem aeroportos comunitários (apresentada pela Comissão em conformidade com o disposto no n° 2 do artigo 250° do Tratado CE)

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52002PC0664

Proposta alterada de directiva do Parlamento europeu e do Conselho relativa à segurança das aeronaves de países terceiros que utilizem aeroportos comunitários (apresentada pela Comissão em conformidade com o disposto no n° 2 do artigo 250° do Tratado CE)  /* COM/2002/0664 final - COD 2002/0014 */  

Proposta alterada de DIRECTIVA DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO relativa à segurança das aeronaves de países terceiros que utilizem aeroportos comunitários (apresentada pela Comissão em conformidade com o disposto no n° 2 do artigo 250° do Tratado CE)EXPOSIÇÃO DE MOTIVOSEm 14.01.2002, a Comissão apresentou ao Conselho e ao Parlamento Europeu a sua proposta de directiva relativa à segurança das aeronaves de países terceiros que utilizem aeroportos comunitários (COM(2002)8/final - 2002/0014(COD)).O Comité Económico e Social emitiu um parecer favorável em 17.7.2002.O Comité das Regiões decidiu não se pronunciar.Em 3.9.2002, o Parlamento Europeu emitiu o seu parecer em primeira leitura, prevendo dezanove alterações à proposta da Comissão.Das dezanove alterações adoptadas pelo Parlamento Europeu, a Comissão aceitou treze : seis na íntegra (nºs 1, 4, 5, 13, 16 e 22), seis com pequenas reformulações (nºs 2, 9, 11, 18, 20 e 21) e uma em parte, propondo para esta última uma outra redacção conforme com o seu espírito (nº 12).1. Alterações aos considerandosA alteração ao considerando 3 sublinha que o que a Comunidade pede aos países terceiros não é mais do que aquilo que ela própria já faz (alteração 1).A alteração ao considerando 4 sublinha que o controlo das normas de segurança é necessário para todas as aeronaves. A redacção do texto da alteração adoptada pelo Parlamento Europeu foi ligeiramente alterada(alteração 2).A alteração ao considerando 5 sublinha que a eficácia das inspecções na plataforma de estacionamento é garantida pela aplicação de métodos uniformes (alteração 4).A alteração ao considerando 6 sublinha que a acção comunitária não se destina aos países terceiros em si, mas às aeronaves - desses países - que não cumprem as normas de segurança internacionalmente acordadas (alteração 5).Um novo considerando introduz o conceito de procedimento de inspecção aleatória. Este procedimento já é aplicado na prática por vários Estados-Membros (alteração 9).O novo considerando propõe um maior controlo das aeronaves ou companhias aéreas que anteriormente tenham apresentado deficiências. Este procedimento já é aplicado na prática por vários Estados-Membros (alteração 9).A alteração ao considerando 13 (agora considerando 15) destina-se a garantir que seja feita a melhor utilização possível dos dados existentes relativos à segurança. A redacção do texto adoptado pelo Parlamento foi ligeiramente adaptada (alteração 11).Um novo considerando 16 sublinha que a presente directiva e a criação da Agência Europeia da Segurança Aérea terão na devida conta os procedimentos e os conhecimentos existentes. A Comissão aceita o espírito da alteração 12 adoptada pelo Parlamento Europeu, mas exprime-o de maneira diferente, através da reformulação do texto (alteração 12).2. Alterações aos artigos 1º e 5ºNa proposta original, as inspecções na plataforma de estacionamento apenas podiam ser efectuadas em caso de suspeita de que a aeronave não cumpria as normas de segurança internacionais. A nova formulação dos artigos 1º e 5º permite igualmente a realização de inspecções aleatórias, na condição de não serem discriminatórias (alterações 13 e 16 respectivamente).3. Alterações ao artigo 7ºPara evitar que os documentos publicados possam conduzir a interpretações erradas, prejudicando eventualmente a reputação das partes envolvidas, foi aditado um novo período para garantir que as informações técnicas sejam apresentadas de forma compreensível (alteração 20).É igualmente acrescentado um novo período, que prevê que o público seja informado das medidas tomadas pelas autoridades em relação às queixas apresentadas (alteração 18).4. Alteração ao nº 4 do artigo  9ºO texto do nº 4 foi complementado com uma especificação relativa a eventuais medidas destinadas a melhorar a segurança nos países de origem. A alteração adoptada pelo Parlamento Europeu está de acordo com os pontos de vista da Comissão expostos na sua Comunicação "Contribuição da Comunidade Europeia para a melhoria da segurança aérea mundial" [1]. O texto da alteração adoptada pelo Parlamento Europeu foi ligeiramente reformulado (alteração 21).[1]  COM(2001) 390 final de 16.07.20015. Alteração ao artigo 13ºTrata-se apenas de uma alteração de redacção destinada a melhorar o texto (alteração 22).Tendo em conta o disposto no nº 2 do artigo 250º da Tratado que institui a Comunidade Europeia, a Comissão altera a sua proposta como se segue.2002/0014 (COD)Proposta alterada de DIRECTIVA DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO relativa à segurança das aeronaves de países terceiros que utilizem aeroportos comunitáriosO PARLAMENTO EUROPEU E O CONSELHO DA UNIÃO EUROPEIA,Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Europeia, nomeadamente o n.º 2 do seu artigo 80.º,Tendo em conta a proposta da Comissão [2],[2]  JO C 103 de 30.4.2002, p. 351.Tendo em conta o parecer do Comité Económico e Social [3],[3]  JO C ... de ..., p. ...Tendo em conta o parecer do Comité das Regiões [4],[4]  JO C ... de ..., p. ...Deliberando nos termos do procedimento previsto no artigo 251.º do Tratado [5],[5]  JO C ... de ..., p. ...Considerando o seguinte:(1) A resolução adoptada pelo Parlamento Europeu em 15 de Fevereiro de 1996 [6] aponta para a necessidade de a Comunidade adoptar uma posição mais activa e desenvolver uma estratégia para melhorar a segurança dos seus cidadãos que viajem de avião ou que vivam perto de aeroportos.[6]  Resolução B4-0150/96, JO C 65 de 4.3.1996, p.172.(2) A Comissão apresentou uma comunicação ao Conselho e ao Parlamento Europeu intitulada "Definição de uma Estratégia Comunitária para a Melhoria da Segurança da Aviação" [7].[7]  Comunicação da Comissão ao Conselho e ao Parlamento Europeu, Relatório do Grupo de Alto Nível instituído pela Decisão do Conselho de 11 de Março de 1996 dirigida ao Parlamento Europeu e ao Conselho, "Definição de uma Estratégia Comunitária para a Melhoria da Segurança da Aviação". SEC(96) 1083 final, 12.6.1996.(3) A referida comunicação indica claramente que a segurança pode ser efectivamente melhorada se se garantir, como já é o caso na Comunidade, que as aeronaves cumprem totalmente as normas de segurança internacionais constantes dos anexos da Convenção sobre a Aviação Civil Internacional, assinada em Chicago em 7 de Dezembro de 1944.(4) É importante que todas as aeronaves possam ser submetidas a inspecções adequadas. No entanto,   a experiência  demonstra que os países terceiros nem sempre implementam e aplicam as normas internacionais de segurança e que, portanto, para aumentar a segurança dos transportes na Comunidade, se torna necessário que  o controlo da conformidade com as normas internacionais seja garantido nos  aeroportos da Comunidade.(5) As regras e os procedimentos para as inspecções nas plataformas de estacionamento, incluindo a imobilização de aeronaves, devem ser harmonizados por forma a garantir, através de métodos uniformes, a sua eficácia consistente em todos os aeroportos da Comunidade, o que por sua vez irá também reduzir a utilização selectiva de determinados aeroportos de destino por aeronaves de países terceiros que tentam evitar um controlo adequado.(6) Uma harmonização das posições dos Estados-Membros no que respeita ao cumprimento efectivo das normas internacionais de segurança evitará distorções da concorrência e permitirá beneficiar da força de uma atitude comum em relação às aeronaves de  países terceiros que não respeitam as normas de segurança internacionais.(7) As informações recolhidas em cada Estado-Membro devem ser postas à disposição de todos os outros Estados-Membros e da Comissão, a fim de garantir uma verificação, tão eficaz quanto possível, do cumprimento das normas de segurança internacionais por parte das aeronaves de países terceiros.(8) Pelas razões supramencionadas, é necessário estabelecer, a nível comunitário, um procedimento de avaliação das aeronaves de países terceiros e os correspondentes mecanismos de cooperação entre Estados-Membros, a fim de partilhar e analisar informações e retirar conclusões.(9) As aeronaves que aterrem na Comunidade em qualquer momento serão sujeitas a uma inspecção sempre que existam suspeitas de incumprimento das normas de segurança internacionais.(10) As inspecções na plataforma de estacionamento podem igualmente ser efectuadas de acordo com um procedimento de inspecções aleatórias às aeronaves em relação às quais não existe qualquer suspeita particular, desde que tais inspecções sejam efectuadas de um modo não-discriminatório.(11) As inspecções poderão ser intensificadas no caso de aeronaves nas quais já tenham sido anteriormente e por diversas vezes detectadas deficiências ou no caso de aeronaves pertencentes a companhias aéreas cujas aeronaves tenham frequentemente atraído as atenções.(12) A natureza sensível das informações relacionadas com a segurança é tal que a única forma de garantir a recolha dessas informações é assegurar a sua utilização adequada e a confidencialidade das suas fontes, sem prejuízo do direito dos cidadãos da União de serem informados das medidas tomadas para garantir a sua segurança e dos casos mais graves que afectam a segurança aérea.(13) As aeronaves em relação às quais seja necessária essa acção correctiva devem, quando as deficiências identificadas representarem claramente um risco para a segurança, ser imobilizadas até ao momento em que o incumprimento das normas de segurança internacionais tenha sido rectificado.(14) As instalações do aeroporto em que tenha lugar a inspecção podem ter características tais que a autoridade competente seja obrigada a autorizar a aeronave a dirigir-se a um aeroporto apropriado, desde que estejam reunidas condições para que essa transferência se efectue em condições de segurança.(15) É necessário que a Comissão elabore medidas no que diz respeito a casos específicos de riscos para a segurança, bem como à aplicação do disposto nos artigos 4.º, 5.º e 6.º, pelo que deve ser criado um comité e estabelecido um procedimento para uma cooperação estreita entre os Estados-Membros e a Comissão no âmbito desse comité. A Comissão deve colocar à disposição do comité estatísticas e informações reunidas em cumprimento de outras medidas comunitárias relativas a incidentes específicos, que possam ser pertinentes para revelar deficiências que representam uma ameaça para a segurança.(16) É necessário ter em conta a cooperação e o intercâmbio de informações verificados no âmbito da organização das Autoridades Comuns da Aviação (JAA) e da Conferência Europeia da Aviação Civil (CEAC) e devem utilizar-se tanto quanto possível as competências existentes em matéria de procedimentos de avaliação da segurança de aeronaves estrangeiras (SAFA), inclusivamente se a gestão desta actividade for posteriormente transferida para a Agência Europeia da Segurança Aérea (EASA).(17) Sendo as medidas necessárias à aplicação da presente directiva medidas de âmbito geral na acepção do artigo 2.º da Decisão 1999/468/CE do Conselho, de 28 de Junho de 1999, que fixa as regras de exercício das competências de execução atribuídas à Comissão [8], essas medidas devem ser adoptadas nos termos do procedimento de regulamentação previsto no artigo 5.º da referida decisão,[8]  JO L 184 de 17.7.1999, p. 23.ADOPTARAM A PRESENTE DIRECTIVA:Artigo 1.º  ObjectivoA presente directiva tem por objectivo contribuir para a melhoria da segurança da aviação, garantindo:- a recolha e divulgação de informações por forma a reunir provas suficientes para decidir das medidas necessárias para garantir a segurança dos viajantes e das populações em terra;- a inspecção das aeronaves de países terceiros, da sua exploração e da sua tripulação, nomeadamente sempre que existam suspeitas fundadas de que as normas de segurança internacionais não são respeitadas, e a imobilização dessas aeronaves, se tal for necessário para garantir a segurança imediata;- a adopção e execução de medidas adequadas de correcção das deficiências verificadas.Artigo 2.º  Âmbito de aplicaçãoA presente directiva é aplicável às aeronaves de países terceiros que aterrem em aeroportos localizados em Estados-Membros da Comunidade.Ficam excluídas do âmbito de aplicação da presente directiva as aeronaves do Estado, tal como definido na Convenção sobre a Aviação Civil Internacional, assinada em Chicago em 7 de Dezembro de 1944, a seguir designada "Convenção de Chicago", e as aeronaves com um peso máximo à descolagem inferior a 5 700 kg que não estejam envolvidas em operações comerciais de transporte aéreo.No entanto, a presente directiva não restringe o direito de os Estados-Membros, na observância da legislação comunitária, inspeccionarem, imobilizarem, proibirem ou sujeitarem a determinadas condições as aeronaves que aterrem nos seus aeroportos.Artigo 3.º  DefiniçõesPara efeitos da presente directiva, entende-se por:"Imobilização", a proibição formal de descolagem de uma aeronave do aeroporto e a tomada de todas as medidas necessárias para esse efeito;"Normas de segurança internacionais", as normas de segurança contidas na Convenção de Chicago e nos respectivos anexos em vigor no momento da inspecção;"Inspecção na plataforma de estacionamento", a inspecção das aeronaves de países terceiros nos termos do anexo II;"Aeronave de país terceiro", uma aeronave que não é utilizada ou explorada sob o controlo da autoridade competente de um Estado-Membro.Artigo 4.º  Recolha de informaçõesOs Estados-Membros criarão um mecanismo destinado a recolher todas as informações consideradas úteis para a realização do objectivo definido no artigo 1.º, incluindo:a) Informações importantes em termos de segurança acessíveis, em especial, através de:- relatórios dos pilotos,- relatórios dos organismos de manutenção,- relatórios de incidentes,- outros organismos, independentes das autoridades competentes dos Estados-Membros,- queixas;b) Informações sobre acções subsequentes a uma inspecção na plataforma de estacionamento, nomeadamente:- imobilização da aeronave,- proibição de entrada no país da aeronave ou do operador,- acções de correcção necessárias,- contactos com a autoridade competente do operador;c) Informação subsequente relativa ao operador, nomeadamente:- medidas de correcção aplicadas,- recorrência de discrepâncias.Estas informações serão registadas num formulário de relatório-tipo que contenha os elementos descritos, conforme previsto no anexo I.Artigo 5.º  Inspecções na plataforma de estacionamento1. Cada Estado-Membro tomará as medidas necessárias para garantir que as aeronaves de países terceiros em relação às quais existam suspeitas de incumprimento das normas de segurança internacionais e que aterrem num dos seus aeroportos abertos ao tráfego aéreo internacional sejam sujeitas a inspecções na plataforma de estacionamento. Na aplicação destes procedimentos, as autoridades competentes prestarão especial atenção às aeronaves:- relativamente às quais tenham recebido informações que indiquem uma manutenção deficiente ou defeitos ou danos óbvios;- que tenham sido detectadas a realizar manobras anómalas após a sua entrada no espaço aéreo de um Estado-Membro, suscitando por esse facto sérias apreensões em matéria de segurança;- que tenham sido anteriormente sujeitas a uma inspecção na plataforma de estacionamento em que tenham sido detectadas deficiências que tenham suscitado sérias apreensões quanto ao cumprimento das normas internacionais e sempre que o Estado-Membro receie que as deficiências possam não ter sido corrigidas;- relativamente às quais haja provas de que as autoridades competentes do país de registo nem sempre procedem aos controlos de segurança adequados; ou- cujo operador suscite apreensões, decorrentes das informações recolhidas nos termos do artigo 4.º, ou sempre que tenham sido detectadas deficiências numa inspecção na plataforma de estacionamento efectuada noutra aeronave utilizada pelo mesmo operador.2. As inspecções na plataforma de estacionamento devem, além disso, ser possíveis na ausência de qualquer suspeita particular, através de um procedimento de inspecções aleatórias. Esse procedimento deve, no entanto, ser aplicado de um modo não-discriminatório.3. Os Estados-Membros garantirão a execução de inspecções adequadas na plataforma de estacionamento e de outras medidas de vigilância decididas nos termos do n.º 3 do artigo 9.º.4. A inspecção na plataforma de estacionamento será realizada nos termos do anexo II, utilizando um formulário de relatório de inspecção na plataforma de estacionamento que inclua, pelo menos, os elementos enumerados no formulário constante desse mesmo anexo II. Após a conclusão da inspecção na plataforma de estacionamento, o comandante da aeronave deverá ser informado do conteúdo do relatório daquela inspecção e, caso tenham sido detectadas deficiências, o relatório será enviado ao operador da aeronave e à autoridade competente responsável.5. Ao realizar uma inspecção na plataforma de estacionamento ao abrigo da presente directiva, a autoridade competente envidará todos os esforços para evitar um atraso excessivo à aeronave inspeccionada.Artigo 6.º  Intercâmbio de informações1. As autoridades competentes dos Estados-Membros participarão num intercâmbio mútuo de informações.2. Todos os relatórios-tipo referidos no artigo 4.º e os relatórios de inspecção na plataforma de estacionamento mencionados no n.º 4 do artigo 5.º serão, no mais breve prazo, colocados à disposição das autoridades competentes dos Estados-Membros e da Comissão, a pedido das mesmas.3. Sempre que um relatório-tipo revelar a existência de um risco potencial para a segurança ou um relatório de inspecção na plataforma de estacionamento revelar que uma determinada aeronave não cumpre as normas de segurança internacionais e pode representar uma ameaça para a segurança, esse relatório será enviado sem demora a cada uma das autoridades competentes dos Estados-Membros e à Comissão.Artigo 7.º  Protecção e divulgação das informações1. As informações trocadas nos termos do artigo 6.º serão exclusivamente utilizadas para efeitos da presente directiva e o seu acesso será limitado às autoridades competentes que participem no intercâmbio e à Comissão.2. Cada Estado-Membro publicará semestralmente informações acessíveis ao público relativamente a:- número de aeronaves imobilizadas durante os seis últimos meses, incluindo, em particular, tipo de aeronave, nome e país do operador, Estado de registo, motivo de imobilização e aeroporto e data de imobilização, bem como quaisquer medidas correctivas notificadas como consequência da imobilização,- tipo de aeronave, Estado de registo e nome e país dos operadores cuja aeronave tenha sido imobilizada mais de uma vez durante os últimos 24 meses, motivo de imobilização e aeroporto e data em que a imobilização foi imposta, bem como quaisquer medidas correctivas notificadas como resultado da imobilização,- lista de aeroportos abertos ao tráfego internacional, número de inspecções na plataforma de estacionamento efectuadas e número de movimentos de aeronaves de países terceiros em cada aeroporto da lista,- número de inspecções na plataforma de estacionamento comunicadas em conformidade com as disposições do n.º 3 do artigo 6.º.- resumo das queixas relativas à segurança das aeronaves e das medidas tomadas em relação a essas queixas.As razões publicadas para a imobilização das aeronaves devem ser redigidas num estilo simples, fácil de compreender e sem ambiguidades.3. A Comissão poderá, de acordo com o procedimento especificado no n.º 2 do artigo 11.º, decidir divulgar informações suplementares a partes susceptíveis de delas beneficiarem no que diz respeito à melhoria da segurança aérea.4. A confidencialidade das informações fornecidas voluntariamente, em especial pela tripulação da aeronave sujeita a inspecção na plataforma de estacionamento, será assegurada pela garantia do anonimato total da respectiva fonte.Artigo 8.º  Imobilização de aeronaves1. Sempre que o incumprimento das normas de segurança internacionais represente claramente um risco para a segurança, a autoridade competente que tenha procedido à inspecção na plataforma de estacionamento imobilizará a aeronave até que esse risco seja eliminado.2. Ao proceder à imobilização de uma aeronave, a autoridade competente do Estado-Membro em que tenha sido realizada a inspecção informará imediatamente as autoridades competentes do operador em causa e do Estado de registo dessa aeronave.3. Se o grau de risco permitir o voo da aeronave em condições de segurança, sem carga nem passageiros pagantes a bordo, a autoridade competente do Estado-Membro em que tenha sido realizada a inspecção deverá, em coordenação com o Estado responsável pela exploração da aeronave em causa, estabelecer as condições em que a aeronave poderá voar, de forma segura e sem carga nem passageiros pagantes a bordo, com destino a um aeroporto em que essas deficiências possam ser corrigidas, e informar os Estados que irão ser sobrevoados por essa aeronave.Artigo 9.º  Melhoria da segurança e medidas de execução1. Os Estados-Membros comunicarão aos outros Estados-Membros e à Comissão as medidas operacionais que tenham tomado e os recursos afectos ao preenchimento dos requisitos dos artigos 4.º, 5.º e 6.º.2. Com base nas informações recolhidas ao abrigo do n.º 1, a Comissão pode adoptar, nos termos do procedimento previsto no n.º 2 do artigo 11.º, qualquer medida que considere apropriada para facilitar a execução dos artigos 4.º, 5.º e 6.º, nomeadamente:- estabelecer uma lista das informações a recolher;- especificar o conteúdo das inspecções na plataforma de estacionamento e os procedimentos respectivos;- definir o sistema de armazenagem e divulgação de dados;- criar ou apoiar organismos encarregados da gestão ou exploração dos instrumentos necessários para a recolha e intercâmbio de informações.3. Com base nas informações recebidas ao abrigo dos artigos 4.º, 5.º e 6º e de acordo com o procedimento estabelecido no n.º 2 do artigo 11.º, poderá ser tomada uma decisão sobre a realização de inspecção adequada na plataforma de estacionamento e a adopção de outras medidas de vigilância, nomeadamente em relação a um determinado operador ou aos operadores de um determinado país terceiro, até que a autoridade competente desse país terceiro adopte medidas correctivas satisfatórias4. A Comissão pode tomar quaisquer medidas adequadas com vista a cooperar com países terceiros ou a ajudá-los a melhorar as suas capacidades de supervisão da segurança aérea, nomeadamente oferecendo-lhes assistência para tornarem os meios de segurança locais e o seu pessoal conformes com as normas vigentes na Comunidade.Artigo 10.º  Imposição de uma proibição ou de condições de exploraçãoSe um Estado-Membro decidir proibir ou impor condições à actividade de um determinado operador ou operadores de um país terceiro específico a partir dos seus aeroportos, até que a autoridade competente desse país terceiro adopte medidas correctivas satisfatórias:a) esse Estado-Membro notificará a Comissão das medidas tomadas;b) a Comissão poderá, em consulta com o comité previsto no n.º 1 do artigo 11.º, identificar as consequências a nível comunitário do risco para a segurança detectado;c) a Comissão poderá, nos termos do procedimento previsto no n.º 2 do artigo 11º, tomar as medidas que considerar necessárias, incluindo a extensão a toda a Comunidade das medidas notificadas no âmbito da alínea a).Artigo 11.º  Processo de tomada de decisões1. A Comissão será assistida pelo comité instituído pelo artigo 12.º do Regulamento (CEE) nº 3922/91 do Conselho, de 16 de Dezembro de 1991, relativo à harmonização das normas técnicas e dos procedimentos administrativos no sector da aviação civil [9].[9]  JO L 373 de 31.12.1991, p. 4.2. Quando for feita referência ao presente número, aplica-se o procedimento de regulamentação previsto no artigo 5.º da Decisão 1999/468/CE, em conformidade com o disposto no n.º 3 do seu artigo 7.º e no seu artigo 8.º.3. O período previsto no nº 6 do artigo 5º da Decisão 1999/468/CE do Conselho é fixado em três meses.4. O Comité pode além disso ser consultado pela Comissão sobre qualquer outra questão relativa à aplicação da presente directiva, como seja a identificação de implicações a nível da Comunidade dos riscos para a segurança detectados, conforme previsto no artigo 10.º.Artigo 12.º  TransposiçãoOs Estados-Membros porão em vigor as disposições legislativas, regulamentares e administrativas necessárias para dar comprimento à presente directiva o mais tardar dois anos após a sua entrada em vigor. Desse facto informarão imediatamente a Comissão.Quando os Estados-Membros adoptarem tais disposições, estas devem incluir uma referência à presente directiva ou ser acompanhadas dessa referência aquando da sua publicação oficial. As modalidades dessa referência serão estabelecidas pelos Estados-Membros.Artigo 13.º  RelatórioO mais tardar em ...  [10], a Comissão  apresentará ao Parlamento Europeu e ao Conselho um relatório sobre a sua aplicação e, em particular, sobre a aplicação do artigo 10.º, que terá em conta, designadamente, a evolução da situação na Comunidade e nas instâncias internacionais. Esse relatório poderá ser acompanhado de propostas de revisão da presente directiva.[10]  Dois anos após a entrada em vigor da presente directiva.Artigo 14.º  Entrada em vigorA presente directiva entra em vigor no vigésimo dia seguinte ao da sua publicação no Jornal Oficial das Comunidades Europeias.Artigo 15.ºOs Estados-Membros são os destinatários da presente directiva.Feito em Bruxelas,Pelo Parlamento Europeu Pelo ConselhoA Presidente O PresidenteANEXO I>REFERÊNCIA A UM GRÁFICO>Autoridade aeronáutica nacional (Denominação)(País)SAFARelatório-tipo1Nº: _._._._._._._._-._._-._._._._2Fonte: SR3Data: ._._._._._._._    4 Local: ..._._._._5 (Não utilizado)6Transp.aérea: _._._   7Nº COA: _._._._._._._._._._._._._._8País: _._9Rota: de _._._._    10Nº do voo:  _._._._._._._._._11Rota: para _._._._    12Nº do voo:  _._._._._._._._._13Afretado pela transp.aérea*: _._._  14País do afretador: _._* (quando aplicável)15Tipo de aeronave _._._._   16Marca de registo _._._._._._._._._._._17N.º de construção _._._._._._._._._._._18Tripulação do voo: País de emissão das licenças:  _._19Observações:.......20Medidas tomadas:......21 (Não utilizado)22Nome do coordenador nacional23AssinaturaANEXO III. A inspecção na plataforma de estacionamento deve abranger total ou parcialmente os seguintes aspectos, em função do tempo disponível:1. Verificação da existência e validade dos documentos necessários para voos internacionais, como por exemplo: certificado de registo, diário de bordo, certificado de aeronavegabilidade, licenças da tripulação, licença de rádio, lista de passageiros e de carga, ...2. Verificação da conformidade da composição e qualificações da tripulação com as exigências dos Anexos 1 e 6 da Convenção de Chicago (anexos da ICAO).3. Verificação da documentação operacional (dados do voo, plano operacional de voo, diário técnico) e das preparações de voo necessárias para demonstrar que o voo foi preparado em conformidade com o Anexo 6 da ICAO.4. Verificação da existência e do estado dos elementos necessários para a navegação internacional, em conformidade com o Anexo 6 da ICAO:- certificado de transportadora aérea,- certificados de ruído e de emissões,- manual operacional (incluindo MEL [11]) e manual de voo,[11]  Lista de equipamentos mínimos (Minimum Equipment List).- equipamento de segurança,- equipamento de segurança da cabina,- equipamento necessário para esse voo específico, incluindo equipamentos de comunicações de rádio e de radionavegação- registadores de voo.5. Verificação da permanente conformidade do estado da aeronave e do respectivo equipamento (incluindo danos e reparações) com as normas do Anexo 8 da ICAO.II. Após a inspecção na plataforma de estacionamento, deve ser elaborado um relatório dessa inspecção que inclua a informação-tipo geral a seguir referida e uma lista dos elementos verificados, com indicação de qualquer deficiência que tenha sido observada em relação a cada um dos elementos ou, se necessário, de eventuais observações.>REFERÊNCIA A UM GRÁFICO>Autoridade aeronáutica nacional (Denominação)(País)SAFARelatório de inspecção na plataforma de estacionamento1Nº: _._._._._._._._-_._-._._._._2Fonte:  RI3Data: _._._._._._._     4Local: _._._._5Hora local: _._:_._6Transp.aérea: _._._    7N.º COA: _._._._._._._._._._._._._._8País: _._9Rota: de _._._._     10N.ºdo voo:  _._._._._._._._._11Rota: para _._._._     12Nº do voo:  _._._._._._._._._13Afretado pela transp.aérea*  _._._  14País do afretador: _._* (quando aplicável)15Tipo de aeronave _._._._    16Marca de registo _._._._._._._._._._._17N.º de construção _._._._._._._._._._._18Tripulação do voo: País de emissão das licenças:   _._19Observações:Código / Std / Observações_._._   _                                                                                                                                       ._._._   _                                                                                                                                        ._._._   _                                                                                                                                        ._._._   _                                                                                                                                        ._._._   _                                                                                                                                        ._._._  _                                                                                                                                        ._._._   _                                                                                                                                        ._._._  _                                                                                                                                       ._._._  _                                                                                                                                        .20Medidas tomadas:...21Nomes dos inspectores:                                                                                                                        .O presente relatório fornece uma indicação dos elementos apurados no momento da inspecção, não devendo ser considerado como uma prova de que a aeronave se encontra apta para efectuar o voo em causa.22Nome do coordenador nacional23AssinaturaAutoridade aeronáutica nacional (Denominação)(País)>POSIÇÃO NUMA TABELA>FICHA FINANCEIRA1. Designação da acçãoProposta de directiva do Parlamento Europeu e do Conselho relativa à segurança das aeronaves de países terceiros que utilizem aeroportos comunitários2. Rubrica orçamentalB2.702 Segurança dos transportes e A-7031 Comités obrigatórios3. 3. Base jurídicaN.º 2 do artigo 80.º4. Descrição da acção4.1 Objectivo geralContribuir para a melhoria da segurança da aviação, através da avaliação da segurança das aeronaves de países terceiros que utilizem os aeroportos comunitários4.2 Período abrangido e modalidades de renovação ou prorrogaçãoIndeterminado5. Classificação da despesa ou da receita5.1 Despesa não obrigatória5.2 Dotações diferenciadas6. Natureza da despesa ou da receitaSubvenção para co-financiamento com outras fontes do sector público7. Incidência financeira7.1 Método de cálculo do custo total da acção (relação entre os custos unitários e o custo total)Os custos do programa, no seu conjunto, para os próximos cinco anos foram calculados segundo as normas das autoridades aeronáuticas civis nacionais da Europa; estes custos são actualmente usados para estimativas orçamentais noutras organizações internacionais, como a CEAC e a JAA (Conferência Europeia da Aviação Civil e Autoridades Comuns da Aviação). Tal deve-se ao facto de as actividades abrangidas pela presente directiva se irem desenvolver em estreita cooperação com estas duas organizações.Os valores-padrão são os seguintes: mão-de-obra: 400 EUR por homem-dia; - ajudas de custo: 200 EUR por dia; - custo médio de deslocação: 1 000 EUR por viagem.Os custos anuais de funcionamento do programa no seu conjunto foram calculados em 728 950 EUR.  Sugere-se que a participação da Comissão seja limitada a cerca de 12%, ou seja, 85 000 EUR.7.2 Discriminação dos custosCusto médio anual de 85 000 EUR, que será renovado anualmente.7.3 Despesas de funcionamento para estudos, peritos, etc., incluídas na parte B do orçamentoVer a seguir.7.4 Calendário das dotações de autorização e de pagamentoCusto médio anual de 85 000 EUR, que será renovado anualmente.8. Disposições anti-fraudeControlo, com base em elementos justificativos, pelos serviços competentes da Comissão e, se necessário, controlo no local.9. Elementos de análise custo-eficácia9.1 Objectivos específicos e quantificáveis; população-alvo- O objectivo é contribuir para a melhoria da segurança da aviação, verificando o cumprimento, pelas transportadoras de países terceiros, das normas internacionais de segurança. Para atingir este objectivo, é necessário inspeccionar as aeronaves não comunitárias que aterrem em aeroportos da Comunidade, coligir e divulgar informações sobre estas aeronaves e tomar medidas com vista à efectiva realização de acções de correcção.- A subvenção será atribuída à organização internacional (JAA) que organizar e coordenar todo o programa em nome dos diversos países.- Sendo o objectivo geral melhorar a segurança, controlando o cumprimento, de forma aceitável, das normas internacionais de segurança pelas transportadoras de países terceiros, a principal população-alvo será o conjunto dos passageiros europeus, bem como a população que vive na proximidade de aeroportos.9.2 Justificação da acçãoCada Estado-Membro será responsável pelas inspecções realizadas nos seus aeroportos, mas um programa coordenado que inclua o armazenamento e a divulgação de dados e preveja o reforço temporário dos efectivos de inspectores constituirá a forma mais eficiente de garantir uma aplicação uniforme do programa na Comunidade, evitando o risco de as transportadoras de países terceiros utilizarem determinados aeroportos ou Estados-Membros para contornarem as inspecções.9.3 Acompanhamento e avaliação da acçãoA Comissão acompanhará de perto a gestão do programa, participando num comité directivo instituído especialmente para este programa.10. Despesas administrativas (parte A da secção III do orçamento)A efectiva mobilização dos recursos administrativos depende da decisão anual da Comissão sobre a atribuição de recursos, tendo em conta os efectivos em pessoal e os montantes adicionais autorizados pela autoridade orçamental.10.1 Incidência no número de postos de trabalho>POSIÇÃO NUMA TABELA>10.2 Incidência financeira global dos recursos humanosEUR>POSIÇÃO NUMA TABELA>Os montantes exprimem o custo total dos postos de trabalho adicionais para a duração total da acção, se a sua duração for determinada, ou para 12 meses, se for indeterminada.10.3 Aumento de outras despesas de funcionamento decorrente da acçãoEUR>POSIÇÃO NUMA TABELA>As despesas indicadas no quadro supra na rubrica A-7 (comités obrigatórios) serão cobertas pelas dotações do orçamento global da DG Transportes.