CELEX: E1996P0007
Language: pt
Date: 1996-12-05 00:00:00
Title: Recurso interposto em 5 de Dezembro de 1996 por Paul Inge Hansen contra o Orgão de Fiscalização da EFTA (Processo E-7/96)

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E1996P0007

Recurso interposto em 5 de Dezembro de 1996 por Paul Inge Hansen contra o Orgão de Fiscalização da EFTA (Processo E-7/96)  

Jornal Oficial nº C 045 de 13/02/1997 p. 0014 - 0016

Recurso interposto em 5 de Dezembro de 1996 por Paul Inge Hansen contra o Orgão de Fiscalização da EFTA (Processo E-7/96) (97/C 45/05)Deu entrada em 5 de Dezembro de 1996 no Tribunal da EFTA um recurso contra o Orgão de Fiscalização da EFTA interposto por Paul Inge Hansen, representado por Jan E. Strand, advogado, Olav Trygvasonsgt. 40, N-7011 Tondheim, Noruega.Os pedidos do recorrente são os seguintes:«1. O Orgão de Fiscalização da EFTA é obrigado a tomar a seguinte decisão:I.a) O intercâmbio de emprego na Noruega, tal como funciona actualmente, viola o Acordo EEE.b) O Governo norueguês tem a obrigação de criar as condições para que os deficientes físicos e os deficientes ocupacionais se integrem, caso o pretendam, no mercado de trabalho como candidatos a emprego, nos mesmos termos dos demais desempregados não deficientes.c) O Governo norueguês deve reduzir o monopólio a nível do intercâmbio de emprego.d) O Governo norueguês deve criar as condições para que a Funadação Rebecca possa participar em programas da União Europeia destinados a deficientes físicos e a deficientes ocupacionais.e) O Governo norueguês tem a obrigação de conceder à Fundação Rebecca a necessária aprovação para:x) desenvolver uma actividade,y) proceder à contratação de pessoaldos indivíduos na Noruega que sejam ou possam ser beneficiários das dispoocições da Lei de Segurança Social relativa a:i) 3 - doencaii) 5 - reabilitaçãoiii) 8 - deficiênciaiv) 11 - doença profissionalou que façam parte do grupo de indivíduos com deficiências fisicas e deficiências ocupacionais.f) O Governo norueguês tem a obrigação de garantir que a Fundação Rebecca possa iniciar e desenvolver as suas actividades nas mesmas condições e com os mesmos meios do Governo norueguês.g) O Governo norueguês tem a obrigação de garantir a adopção das alterações legislativas necessárias para que a legislação norueguesa se adapte às disposições do Acordo EEE.II.De modo a garantir a aplicação do ponto I, o Governo norueguês deve ser obrigado a respeitar as seguintes condições:a) Permitir que os membros da Funacção Rebecca tenham acesso ao intercâmbio de emprego na Noruega, designadamente:x) um mínimo de 13 % do total de 100 000 deficientes físicos elegíveis na Noruega, ou seja, 13 000 indivíduos;y) um mínimo de 12 % do total de 100 000 deficientes ocupacionais elegíveis na Noruega, ou seja, 12 000 indivíduos;b) O Governo norueguês deve conceder à Fundação Rebecca os fundos adequados, até um limite máximo de 25 000 000 coroas norueguesas, tendo em vista o funcionamento e o desenvolvimento da sua actividade;c) O Governo norueguês deve pagar uma compensação à Fundação Rebecca e/ou a Paul Inge Hansen, no limite máximo de 4 000 000 coroas norueguesas, de modo a reparar as perdas sofridas até à data em que seja proferida uma decisão;d) O Governo norueguês deve pagar as custas do requerente relativas ao processo contra o Orgão de Fiscalização, até um limite máximo de 250 000 coroas norueguesas.2. O Orgão de Fiscalização da EFTA deve pagar 300 000 coroas norueguesas à Fundação e/ou a Paul Inge Hansen a título de indemnização.3. O Orgão de Fiscalização da EFTA deve pagar as custas do requerente na presente acção.».Em alternativa, o requerente exige:«1. O Orgão de Fiscalização da EFTA deve proferir a seguinte decisão:a) Idem alínea a) do pedido prinicpal;b) idem alínea b) do pedido principal;c) O Governo norueguês deve pôr termo ao monopólio no intercâmbio de emprego na Noruega;d) Idem alínea d) do pedido principal;e) O Governo norueguês deve pagar uma indemnização à Fundação Rebecca e/ou a Paul Inge Hansen no montante de 29 250 000.f) Idem ponto I, alínea g), do pedido principal.2. O Orgão de Fiscalização da EFTA deve pagar 300 000 coroas norueguesas de indemnização à fundação Rebecca e/ou a Paul Inge Hansen.3. O Orgão de Fiscalização da EFTA deve custear as despesas da presente acção.».Igualmente em alternativa:«1. O Governo norueguês é julgado em conformidade com os pontos I e II do pedido principal.2. O Orgão de Fiscalização da EFTA deve pagar 300 000 coroas norueguesas de indemnização à Fundação Rebecca e/ou a Paul Inge Hansen.3. O Governo norueguês e o Orgão de Fiscalização da EFTA são conjuntamente responsáveis pelas despesas na presente acção.».Fundamentos e principais argumentos aduzidos em apoio do pedido:- Em 1 de Janeiro de 1996, Paul Inge Hansen, na qualidade de fundador da Fundação Rebecca, uma fundação norueguesa de apoio a deficientes, especialmente no domínio das oportunidades de emprego, introduziu um pedido junto do Orgão de Fiscalização da EFTA, alegando a violação pelas autoridades norueguesas dos artigos 53º e 54º (ver artigos 58º e 59º do Acordo EEE), devido ao indeferimento ilegal de exercício de actividade por parte de um monopólio estatal. Paul Hansen alega que o Orgão de Fiscalização da EFTA não apreciou o seu pedido.- O autor invoca o terceiro parágrafo do artigo 37º do Acordo entre os Estados da EFTA relativo à criação de um Orgão de Fiscalização da EFTA e de um Tribunal de Justiça, assinado em 17 de Maio de 1993. O autor alega igualmente que o Orgão de Fiscalização da EFTA não anulou o indeferimento de exercício de actividade.- Em 8 de Agosto de 1996, Paul Hansen convidou o Orgão de Fiscalização da EFTA a agir, nos termos do segundo parágrafo do artigo 37º do Acordo entre os Estados da EFTA relativo à criação de um Orgão de Fiscalização da EFTA e de um Tribunal de Justiça.