CELEX: 32000D0543
Language: pt
Date: 2000-09-12 00:00:00
Title: 2000/543/CE: Decisão da Comissão, de 12 de Setembro de 2000, relativa à marcação e utilização de carne de suíno nos termos do artigo 9.o da Directiva 80/217/CEE do Conselho no que respeita ao Reino Unido [notificada com o número C(2000) 2687] (Texto relevante para efeitos do EEE)

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32000D0543

2000/543/CE: Decisão da Comissão, de 12 de Setembro de 2000, relativa à marcação e utilização de carne de suíno nos termos do artigo 9.o da Directiva 80/217/CEE do Conselho no que respeita ao Reino Unido [notificada com o número C(2000) 2687] (Texto relevante para efeitos do EEE)  

Jornal Oficial nº L 231 de 13/09/2000 p. 0014 - 0017

Decisão da Comissãode 12 de Setembro de 2000relativa à marcação e utilização de carne de suíno nos termos do artigo 9.o da Directiva 80/217/CEE do Conselho no que respeita ao Reino Unido[notificada com o número C(2000) 2687](Texto relevante para efeitos do EEE)(2000/543/CE)A COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS,Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Europeia,Tendo em conta a Directiva 80/217/CEE do Conselho, de 22 de Janeiro de 1980, que estabelece as medidas comunitárias de luta contra a peste suína clássica(1), com a última redacção que lhe foi dada pelo Acto de Adesão da Áustria, da Finlândia e da Suécia, e, nomeadamente, o n.o 6, alínea g), do seu artigo 9.o,Considerando o seguinte:(1) Em Agosto de 2000, as autoridades veterinárias do Reino Unido declararam surtos de peste suína clássica no Reino Unido.(2) Em conformidade com o n.o 1 do artigo 9.o da Directiva 80/217/CEE, foram imediatamente estabelecidas zonas de vigilância em torno dos locais dos surtos, em Suffolk, Norfolk e Essex.(3) Os resultados dos inquéritos epidemiológicos sugerem que a peste suína clássica se propagou entre explorações de um certo agregado de produção.(4) As disposições relativas à utilização de uma marca sanitária na carne fresca constam da Directiva 64/433/CEE do Conselho, de 26 de Junho de 1964, relativa às condições de produção e de colocação de carnes frescas no mercado(2), com a última redacção que lhe foi dada pela Directiva 95/23/CE(3).(5) O Reino Unido apresentou um pedido de adopção de uma solução específica no que se refere à marcação e à utilização de carne de suíno proveniente de suínos mantidos em explorações situadas numa zona de vigilância estabelecida em Norfolk e abatidos ao abrigo de uma autorização específica da autoridade competente.(6) As medidas previstas na presente decisão estão em conformidade com o parecer do Comité Veterinário Permanente,ADOPTOU A PRESENTE DECISÃO:Artigo 1.oSem prejuízo do disposto na Directiva 80/217/CEE, e, nomeadamente, no n.o 6 do seu artigo 9.o, o Reino Unido fica autorizado a utilizar a marca descrita no n.o 1, alínea e) da letra A, do artigo 3.o da Directiva 64/433/CEE para a carne de suíno proveniente de animais originários de explorações situadas na zona de vigilância estabelecida em Norfolk, na sequência do surto confirmado em 9 de Agosto de 2000 no distrito de Old Buckenham, em conformidade com o n.o 1 do artigo 9.o da Directiva 80/217/CEE, desde que os suínos em questão:a) Provenham de uma zona de vigilância:- em que não tenham sido detectados surtos de peste suína clássica nos 21 dias precedentes e em que tenham decorrido pelo menos 21 dias após a conclusão da limpeza e desinfecção das explorações infectadas,- estabelecida em torno de uma zona de protecção em que, após a detecção da peste suína clássica, tenham sido efectuados, com resultados negativos, testes serológicos da peste suína clássica em todas as explorações suinícolas;b) Provenham de uma exploração que:- tenha sido submetida a medidas de protecção estabelecidas em conformidade com o n.o 6, alíneas f) e g), do artigo 9.o da Directiva 80/217/CEE,- em que, na sequência de um inquérito epidemiológico, se não tenha verificado qualquer contacto com uma exploração infectada,- após o estabelecimento da zona de vigilância, tenha sido sujeita a inspecções periódicas efectuadas por um veterinário; a inspecção tenha abrangido todos os suínos mantidos na exploração;c) Tenham sido abrangidos por um programa de monitorização da temperatura corporal e de exame clínico. O programa deve ser efectuado em conformidade com o ponto 3 do anexo I;d) Tenham sido abatidos no prazo de 12 horas após a chegada ao matadouro.Artigo 2.oO Reino Unido velará por que seja emitido, relativamente à carne referida no artigo 1.o, um certificado em conformidade com o anexo II.Artigo 3.oA carne de suíno em conformidade com as condições do artigo 1.o que seja introduzida no comércio intracomunitário deve ser acompanhada do certificado referido no artigo 2.oArtigo 4.oO Reino Unido assegurará que os matadouros designados para receber os suínos referidos no artigo 1.o não aceitem, no mesmo dia, outros suínos para abate.Artigo 5.oO Reino Unido comunicará aos demais Estados-Membros e à Comissão:a) O nome e endereço dos matadouros designados para receber os suínos para abate referidos no artigo 1.o;b) Um relatório mensal de que constem as seguintes informações:- número de suínos abatidos nos matadouros designados,- o sistema de identificação e o controlo de circulação aplicados aos suínos para abate, nos termos do n.o 6, alínea f), subalínea i), do artigo 9.o da Directiva 80/217/CEE,- as instruções relativas à aplicação do programa de controlo da temperatura corporal referido no anexo I.Artigo 6.oA presente decisão é aplicável até 30 de Setembro de 2000.Artigo 7.oOs Estados-Membros são os destinatários da presente decisão.Feito em Bruxelas, em 12 de Setembro de 2000.Pela ComissãoDavid ByrneMembro da Comissão(1) JO L 47 de 21.1.1980, p. 11.(2) JO 121 de 29.7.1964, p. 2012/64.(3) JO L 243 de 11.10.1995, p. 7.ANEXO ICONTROLO DA TEMPERATURA CORPORALO programa de controlo da temperatura corporal e exame clínico, referido na alínea c) do artigo 1.o, compreenderá o seguinte:1. No período de 24 horas que antecede o carregamento de uma remessa de suínos destinados a abate, a autoridade veterinária competente assegurará que a temperatura corporal de um certo número de suínos dessa remessa seja controlada por um veterinário oficial, através da introdução de um termómetro no recto. O número de suínos a monitorizar é o seguinte:>POSIÇÃO NUMA TABELA>Aquando do exame, devem ser registados em relação a cada suíno, num quadro estabelecido pelas autoridades veterinários competentes, o número da marca auricular, a hora do exame e a temperatura.Sempre que o exame revelar uma temperatura igual ou superior a 40 °C, o veterinário oficial deve ser imediatamente informado. Lançar-se-á uma investigação da doença e atender-se-á ao disposto no artigo 4.o da Directiva 80/217/CEE que estabelece as medidas comunitárias de luta contra a peste suína clássica.2. Pouco antes (0 a 3 horas) do carregamento da remessa examinada em conformidade com o ponto 1 supra será efectuado um exame clínico por um veterinário oficial designado pelas autoridades veterinárias competentes.3. Aquando do carregamento da remessa de suínos examinados em conformidade com os pontos 1 e 2 supra, o veterinário oficial emitirá um documento sanitário, que acompanhará a remessa até ao matadouro designado.4. No matadouro designado, os resultados do controlo da temperatura serão postos à disposição do veterinário que efectue o exame ante mortem.ANEXO II>PIC FILE= "L_2000231PT.001702.EPS">