CELEX: 32013D0297
Language: pt
Date: 2013-05-13 00:00:00
Title: 2013/297/UE: Decisão do Conselho, de 13 de maio de 2013 , relativa à celebração do Acordo entre a União Europeia e a Ucrânia que altera o Acordo entre a Comunidade Europeia e a Ucrânia sobre a facilitação da emissão de vistos

20.6.2013   
            
            
               PT
            
            
               Jornal Oficial da União Europeia
            
            
               L 168/10
            
         DECISÃO DO CONSELHO
   de 13 de maio de 2013
   relativa à celebração do Acordo entre a União Europeia e a Ucrânia que altera o Acordo entre a Comunidade Europeia e a Ucrânia sobre a facilitação da emissão de vistos
   (2013/297/UE)
   O CONSELHO DA UNIÃO EUROPEIA,
   Tendo em conta o Tratado da União Europeia,
   Tendo em conta o Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, nomeadamente o artigo 77.o, n.o 2, alínea a), conjugado com o artigo 218.o, n.o 6, alínea a),
   Tendo em conta a proposta da Comissão Europeia,
   Tendo em conta a aprovação do Parlamento Europeu,
   Considerando o seguinte:
   
               (1)
            
            
               Em conformidade com a Decisão 2012/248/UE do Conselho (1), o Acordo entre a União Europeia e a Ucrânia que altera o Acordo entre a Comunidade Europeia e a Ucrânia sobre a facilitação da emissão de vistos («o Acordo») foi assinado em 23 de julho de 2012, sob reserva da sua celebração.
            
         
               (2)
            
            
               O Acordo deverá ser aprovado.
            
         
               (3)
            
            
               A presente decisão constitui um desenvolvimento das disposições do acervo de Schengen em que o Reino Unido não participa, nos termos da Decisão 2000/365/CE do Conselho, de 29 de maio de 2000, sobre o pedido do Reino Unido da Grã Bretanha e da Irlanda do Norte para participar em algumas das disposições do acervo de Schengen
                   (2). Por conseguinte, o Reino Unido não participa na sua adoção e não fica a ela vinculado nem sujeito à sua aplicação.
            
         
               (4)
            
            
               A presente decisão constitui um desenvolvimento das disposições do acervo de Schengen em que a Irlanda não participa, nos termos da Decisão 2002/192/CE do Conselho, de 28 de fevereiro de 2002, sobre o pedido da Irlanda para participar em algumas das disposições do acervo de Schengen
                   (3). Por conseguinte, a Irlanda não participa na sua adoção e não fica a ela vinculada nem sujeita à sua aplicação.
            
         
               (5)
            
            
               Nos termos dos artigos 1.o e 2.o do Protocolo (n.o 22) relativo à posição da Dinamarca, anexo ao Tratado da União Europeia e ao Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, a Dinamarca não participa na adoção da presente decisão e não fica a ela vinculada nem sujeita à sua aplicação,
            
         ADOTOU A PRESENTE DECISÃO:
   Artigo 1.o
   
   É aprovado, em nome da União, o Acordo entre a União Europeia e a Ucrânia que altera o Acordo entre a Comunidade Europeia e a Ucrânia sobre a facilitação da emissão de vistos.
   O texto do Acordo acompanha a presente decisão.
   Artigo 2.o
   
   O Presidente do Conselho designa a(s) pessoa(s) com poderes para proceder, em nome da União, à notificação prevista no artigo 2.o do Acordo, a fim de expressar o consentimento da União em ficar vinculada pelo Acordo (4).
   Artigo 3.o
   
   A presente decisão entra em vigor no dia da sua adoção.
   
      Feito em Bruxelas, em 13 de maio de 2013.
      
         
            Pelo Conselho
         
         
            O Presidente
         
         S. COVENEY
      
   
   
      (1)  JO L 199 de 26.7.2012, p. 1.
   
      (2)  JO L 131 de 1.6.2000, p. 43.
   
      (3)  JO L 64 de 7.3.2002, p. 20.
   
      (4)  A data de entrada em vigor do Acordo será publicada no Jornal Oficial da União Europeia por intermédio do Secretário-Geral do Conselho.
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               20.6.2013   
            
            
               PT
            
            
               Jornal Oficial da União Europeia
            
            
               L 168/10
            
         ACORDO
   entre a União Europeia e a Ucrânia que altera o Acordo entre a Comunidade Europeia e a Ucrânia sobre a facilitação da emissão de vistos
   A UNIÃO EUROPEIA,
   por um lado, e
   a UCRÂNIA,
   por outro,
   a seguir designadas «as Partes»,
   TENDO EM CONTA o Acordo entre a Comunidade Europeia e a Ucrânia sobre a facilitação de emissão de vistos, que entrou em vigor a 1 de janeiro de 2008,
   DESEJANDO facilitar os contactos diretos entre as pessoas,
   RECONHECENDO a importância da introdução de um regime de isenção da obrigação de visto para os cidadãos da Ucrânia em tempo oportuno, desde que estejam criadas as condições para uma mobilidade bem gerida e segura,
   TENDO EM CONTA a entrada em vigor do Regulamento (CE) n.o 810/2009 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 13 de julho de 2009, que estabelece o Código Comunitário de Vistos (Código de Vistos) (1) e que prevê, nomeadamente, a obrigação de fundamentar a recusa de visto e o direito de recurso dos requerentes em caso de recusa,
   TENDO EM CONTA o Protocolo relativo ao acervo de Schengen integrado no âmbito da União Europeia e o Protocolo relativo à posição do Reino Unido e da Irlanda em relação ao espaço de liberdade, segurança e justiça, anexos ao Tratado da União Europeia e ao Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, e confirmando que as disposições do presente Acordo não se aplicam ao Reino Unido nem à Irlanda,
   TENDO EM CONTA o Protocolo relativo à posição da Dinamarca, anexo ao Tratado da União Europeia e ao Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, e confirmando que as disposições do presente Acordo não se aplicam à Dinamarca,
   ACORDARAM NO SEGUINTE:
   Artigo 1.o
   
   O Acordo entre a Comunidade Europeia e a Ucrânia sobre a facilitação da emissão de vistos, a seguir designado «o Acordo», é alterado nos termos do presente artigo:
   
               1)
            
            
               No título, o termo «Comunidade» é substituído pelo termo «União».
            
         
               2)
            
            
               No artigo 1.o, n.o 2, é inserido um primeiro parágrafo com a seguinte redação:
               «A Ucrânia só pode reintroduzir a obrigação de visto para os cidadãos ou determinadas categorias de cidadãos de todos os Estados-Membros e não para os cidadãos ou determinadas categorias de cidadãos de Estados-Membros individuais.».
            
         
               3)
            
            
               No artigo 2.o, n.os 1 e 2, o termo «comunitário» é substituído pelos termos «da União Europeia».
            
         
               4)
            
            
               No artigo 3.o, alínea e), o termo «comunitária» é substituído pelos termos «da União Europeia».
            
         
               5)
            
            
               No artigo 4.o, o n.o 1 é alterado do seguinte modo:
               
                           a)
                        
                        
                           A alínea c) passa a ter a seguinte redação:
                           
                                       «c)
                                    
                                    
                                       Para os condutores que efetuam serviços de transporte internacional de mercadorias e de passageiros para o território dos Estados-Membros em veículos registados na Ucrânia:
                                       
                                                   —
                                                
                                                
                                                   um pedido por escrito da associação nacional de transportadores ucranianos que efetuam serviços de transporte rodoviário internacional, indicando a finalidade, a duração, o ou os destinos e a frequência das viagens;»;
                                                
                                             
                                 
                     
                           b)
                        
                        
                           A alínea e) passa a ter a seguinte redação:
                           
                                       «e)
                                    
                                    
                                       Para os jornalistas e a equipa técnica que os acompanha a título profissional:
                                       
                                                   —
                                                
                                                
                                                   um certificado ou outro documento emitido por uma organização profissional ou pelo empregador do requerente comprovativo de que o interessado é jornalista profissional e que indique que a viagem tem por finalidade realizar um trabalho jornalístico ou comprove que o interessado é membro da equipa técnica que acompanha o jornalista a título profissional;»;
                                                
                                             
                                 
                     
                           c)
                        
                        
                           A alínea i) passa a ter seguinte redação:
                           
                                       «i)
                                    
                                    
                                       Para os participantes em programas de intercâmbio oficiais organizados por cidades geminadas e outras entidades municipais:
                                       
                                                   —
                                                
                                                
                                                   um pedido por escrito do chefe da administração/presidente da Câmara das cidades ou entidades municipais em causa;»;
                                                
                                             
                                 
                     
                           d)
                        
                        
                           A alínea j) passa a ter a seguinte redação:
                           
                                       «j)
                                    
                                    
                                       Para os familiares próximos — cônjuges, filhos (incluindo filhos adotados), pais (incluindo tutores), avós e netos — em visita a cidadãos da Ucrânia que residam legalmente no território dos Estados-Membros ou a cidadãos da União Europeia que residam no território do Estado-Membro de que são nacionais:
                                       
                                                   —
                                                
                                                
                                                   um pedido por escrito da pessoa anfitriã;»;
                                                
                                             
                                 
                     
                           e)
                        
                        
                           A alínea m) passa a ter a seguinte redação:
                           
                                       «m)
                                    
                                    
                                       Para as pessoas em visita por motivos de saúde e seus acompanhantes:
                                       
                                                   —
                                                
                                                
                                                   um documento oficial do estabelecimento de saúde comprovativo da necessidade de cuidados médicos nesse estabelecimento, da necessidade de acompanhamento e a prova de meios financeiros suficientes para pagar o tratamento médico;»;
                                                
                                             
                                 
                     
                           f)
                        
                        
                           São aditadas as seguintes alíneas:
                           
                                       «n)
                                    
                                    
                                       Para os representantes de organizações da sociedade civil que viajam para efeitos de formação, seminários e conferências, incluindo no âmbito de programas de intercâmbio:
                                       
                                                   —
                                                
                                                
                                                   um pedido por escrito da organização anfitriã, uma confirmação de que o interessado representa a organização da sociedade civil e a certidão do registo de constituição dessa organização emitida pela autoridade pública competente nos termos da legislação nacional;
                                                
                                             
                                 
                                       o)
                                    
                                    
                                       Para os profissionais que participam em exposições, conferências, simpósios, seminários internacionais ou outros eventos semelhantes realizados no território dos Estados-Membros:
                                       
                                                   —
                                                
                                                
                                                   um pedido por escrito da organização anfitriã confirmando que o interessado participa no evento;
                                                
                                             
                                 
                                       p)
                                    
                                    
                                       Para os representantes das comunidades religiosas:
                                       
                                                   —
                                                
                                                
                                                   um pedido por escrito de uma comunidade religiosa registada na Ucrânia, que indique a finalidade, a duração e a frequência das viagens;
                                                
                                             
                                 
                                       q)
                                    
                                    
                                       Para os participantes em programas oficiais de cooperação transfronteiriça da União Europeia, nomeadamente no contexto do Instrumento Europeu de Vizinhança e Parceria (IEVP):
                                       
                                                   —
                                                
                                                
                                                   um pedido por escrito da organização anfitriã.».
                                                
                                             
                                 
                     
         
               6)
            
            
               No artigo 5.o, os n.os 1 a 3 passam a ter a seguinte redação:
               «1.   As missões diplomáticas e os postos consulares dos Estados-Membros devem emitir vistos de entradas múltiplas válidos por cinco anos às seguintes categorias de pessoas:
               
                           a)
                        
                        
                           Membros dos Governos e dos Parlamentos nacionais e regionais, membros dos Tribunais Constitucional e Supremo e procuradores nacionais e regionais e seus adjuntos que, no exercício das suas funções, não estejam isentos da obrigação de visto por força do presente Acordo;
                        
                     
                           b)
                        
                        
                           Membros permanentes de delegações oficiais que, na sequência de um convite oficial dirigido à Ucrânia, participem regularmente em reuniões, consultas, negociações ou programas de intercâmbio, bem como em eventos realizados no território dos Estados-Membros por organizações intergovernamentais;
                        
                     
                           c)
                        
                        
                           Cônjuges e filhos (incluindo filhos adotados) com idade inferior a 21 anos ou que estejam a cargo, bem como pais (incluindo tutores) em visita a cidadãos da Ucrânia que residam legalmente no território dos Estados-Membros ou a cidadãos da União Europeia que residam no território do Estado-Membro de que são nacionais;
                        
                     
                           d)
                        
                        
                           Empresários e representantes de organizações empresariais que se desloquem regularmente aos Estados-Membros;
                        
                     
                           e)
                        
                        
                           Jornalistas e equipa técnica que os acompanhe a título profissional.
                        
                     Em derrogação ao primeiro parágrafo, sempre que a necessidade ou intenção de viajar com frequência ou regularidade se limitar manifestamente a um período mais curto, a validade do visto de entradas múltiplas deve corresponder a esse período, nomeadamente se:
               
                           —
                        
                        
                           no caso das pessoas referidas na alínea a), a duração do seu mandato,
                        
                     
                           —
                        
                        
                           no caso das pessoas referidas na alínea b), a validade do seu estatuto de membro permanente de uma delegação oficial,
                        
                     
                           —
                        
                        
                           no caso das pessoas referidas na alínea c), a validade da autorização de residência de cidadãos da Ucrânia que residam legalmente na União Europeia,
                        
                     
                           —
                        
                        
                           no caso das pessoas referidas na alínea d), a validade do estatuto de representante de uma organização empresarial ou do seu contrato de trabalho,
                        
                     
                           —
                        
                        
                           no caso das pessoas referidas na alínea e), a validade do seu contrato de trabalho,
                        
                     for inferior a cinco anos.
               2.   As missões diplomáticas e os postos consulares dos Estados-Membros devem emitir vistos de entradas múltiplas válidos por um ano às seguintes categorias de pessoas, desde que no ano anterior tenham obtido pelo menos um visto e o tenham utilizado de acordo com a legislação relativa à entrada e estadia do Estado visitado:
               
                           a)
                        
                        
                           Condutores que efetuem serviços de transporte internacional de mercadorias e de passageiros para o território dos Estados-Membros em veículos registados na Ucrânia;
                        
                     
                           b)
                        
                        
                           Pessoal de carruagem, de carruagens frigoríficas e de locomotivas de comboios internacionais que circulem no território dos Estados-Membros;
                        
                     
                           c)
                        
                        
                           Participantes em atividades científicas, culturais e artísticas, incluindo programas de intercâmbio universitário ou outros, que se desloquem regularmente ao território dos Estados-Membros;
                        
                     
                           d)
                        
                        
                           Participantes em eventos desportivos internacionais e seus acompanhantes a título profissional;
                        
                     
                           e)
                        
                        
                           Participantes em programas de intercâmbio oficiais organizados por cidades geminadas e outras entidades municipais;
                        
                     
                           f)
                        
                        
                           Representantes de organizações da sociedade civil que se desloquem regularmente aos Estados-Membros para efeitos de formação, seminários e conferências, incluindo no âmbito de programas de intercâmbio;
                        
                     
                           g)
                        
                        
                           Participantes em programas oficiais de cooperação transfronteiriça da União Europeia, nomeadamente no contexto do Instrumento Europeu de Vizinhança e Parceria (IEVP);
                        
                     
                           h)
                        
                        
                           Estudantes, incluindo de cursos de pós-graduação, que realizem regularmente viagens para efeitos de estudo ou de formação, nomeadamente no âmbito de programas de intercâmbio;
                        
                     
                           i)
                        
                        
                           Representantes das comunidades religiosas;
                        
                     
                           j)
                        
                        
                           Profissionais que participem em exposições, conferências, simpósios ou seminários internacionais ou outros eventos semelhantes realizados no território dos Estados-Membros;
                        
                     
                           k)
                        
                        
                           Pessoas que tenham de fazer visitas periódicas por motivos de saúde e seus acompanhantes.
                        
                     Em derrogação ao primeiro parágrafo, sempre que a necessidade ou a intenção de viajar com frequência ou regularidade se limitar manifestamente a um período mais curto, a validade do visto de entradas múltiplas deve corresponder a esse período.
               3.   As missões diplomáticas e os postos consulares dos Estados-Membros devem emitir vistos de entradas múltiplas válidos entre, no mínimo, dois e, no máximo, cinco anos, às categorias de pessoas referidas no n.o 2 do presente artigo, desde que nos dois anos anteriores tenham utilizado o visto de entradas múltiplas de um ano de acordo com a legislação relativa à entrada e estadia do Estado visitado, salvo se a necessidade ou a intenção de viajar com frequência ou regularidade se limitar manifestamente a um período mais curto, caso em que a validade do visto de entradas múltiplas deve corresponder a esse período.».
            
         
               7)
            
            
               O artigo 6.o é alterado do seguinte modo:
               
                           a)
                        
                        
                           O n.o 3 passa a ter a seguinte redação:
                           «3.   Os Estados-Membros cobram uma taxa de 70 EUR pelo tratamento dos vistos nos casos em que, devido à devido à distância entre o lugar de residência do requerente e o lugar de apresentação do pedido, o requerente pedir que seja tomada uma decisão no prazo de três dias a contar da apresentação deste último e o consulado deferir esse pedido.»;
                        
                     
                           b)
                        
                        
                           O n.o 4 é alterado do seguinte modo:
                           
                                       i)
                                    
                                    
                                       o trecho introdutório passa a ter a seguinte redação:
                                       «4.   Sem prejuízo do disposto no n.o 5, estão dispensadas do pagamento dos emolumentos relativos ao tratamento de um pedido de visto as seguintes categorias de pessoas:»,
                                    
                                 
                                       ii)
                                    
                                    
                                       na alínea a) é aditado o seguinte:
                                       «ou cidadãos da União Europeia que residam no território do Estado-Membro de que são nacionais;»,
                                    
                                 
                                       iii)
                                    
                                    
                                       na alínea i) é aditado o seguinte:
                                       «e outras entidades municipais;»,
                                    
                                 
                                       iv)
                                    
                                    
                                       na alínea j) é aditado o seguinte:
                                       «e equipa técnica que os acompanha a título profissional;»,
                                    
                                 
                                       v)
                                    
                                    
                                       são aditadas as seguintes alíneas o) a s):
                                       
                                                   «o)
                                                
                                                
                                                   Representantes das comunidades religiosas;
                                                
                                             
                                                   p)
                                                
                                                
                                                   Profissionais que participam em exposições, conferências, simpósios ou seminários internacionais ou outros eventos semelhantes realizados no território dos Estados-Membros;
                                                
                                             
                                                   q)
                                                
                                                
                                                   Participantes, com idade até aos 25 anos, em seminários, conferências e eventos desportivos, culturais ou educativos organizados por organizações sem fins lucrativos;
                                                
                                             
                                                   r)
                                                
                                                
                                                   Representantes de organizações da sociedade civil que viajam para efeitos de formação, seminários e conferências, incluindo no âmbito de programas de intercâmbio;
                                                
                                             
                                                   s)
                                                
                                                
                                                   Participantes em programas oficiais de cooperação transfronteiriça da União Europeia, nomeadamente no contexto do Instrumento Europeu de Vizinhança e Parceria (IEVP).»,
                                                
                                             
                                 
                                       vi)
                                    
                                    
                                       é aditado o seguinte parágrafo:
                                       «O primeiro parágrafo também se aplica aos casos em que a finalidade da viagem seja o trânsito.»;
                                    
                                 
                     
                           c)
                        
                        
                           É aditado o seguinte número:
                           «5.   Se um Estado-Membro cooperar com um prestador de serviços externo para efeitos de emissão de vistos, esse prestador pode cobrar uma taxa pela sua prestação. A referida taxa deve ser proporcional aos custos incorridos pelo prestador externo no exercício das suas funções e não pode ser superior a 30 EUR. Os Estados-Membros devem continuar a permitir que os requerentes apresentem os pedidos de visto diretamente nos seus consulados. Se for necessário marcar dia e hora para a apresentação do pedido, a marcação deve ter lugar, em regra, nas duas semanas seguintes à data em que tiver sido solicitada.».
                        
                     
         
               8)
            
            
               O artigo 10.o é alterado do seguinte modo:
               
                           a)
                        
                        
                           O título passa a ter a seguinte redação:
                           
                              «Passaportes diplomáticos e de serviço»;
                           
                        
                     
                           b)
                        
                        
                           No n.o 2, que passa a n.o 3, os termos «no n.o 1» são substituídos pelos termos «nos n.os 1 e 2»;
                        
                     
                           c)
                        
                        
                           É inserido um novo n.o 2 com a seguinte readação:
                           «2.   Os cidadãos da Ucrânia, titulares de passaportes de serviço biométricos válidos, podem entrar e sair do território dos Estados-Membros e transitar no mesmo sem obrigação de visto.».
                        
                     
         
               9)
            
            
               No artigo 12.o, o n.o 1 é alterado do seguinte modo:
               
                           a)
                        
                        
                           Na primeira frase, o termo «Comunidade» é substituído pelo termo «União»;
                        
                     
                           b)
                        
                        
                           Na segunda frase, o termo «Comunidade» é substituído pelos termos «União Europeia» e os termos «Comissão das Comunidades Europeias» são substituídos por «Comissão Europeia».
                        
                     
         
               10)
            
            
               O artigo 13.o é alterado do seguinte modo:
               
                           a)
                        
                        
                           O parágrafo já existente passa a n.o 1;
                        
                     
                           b)
                        
                        
                           É aditado o seguinte número:
                           «2.   As disposições dos acordos ou convénios bilaterais entre Estados-Membros individuais e a Ucrânia celebrados antes da entrada em vigor do presente Acordo que preveem a isenção da obrigação de visto para os titulares de passaportes de serviço não biométricos continuam a ser aplicáveis, sem prejuízo do direito dos Estados-Membros em causa ou da Ucrânia de denunciarem ou suspenderem a aplicação desses acordos ou convénios bilaterais.».
                        
                     
         Artigo 2.o
   
   O presente Acordo é ratificado ou aprovado pelas Partes em conformidade com os respetivos procedimentos internos e entra em vigor no primeiro dia do segundo mês seguinte à data em que a última Parte tiver notificado à outra a conclusão dos procedimentos acima referidos.
   
      Feito em Bruxelas, aos vinte e três dias do mês de julho do ano de dois mil e doze, em duplo exemplar, nas línguas alemã, búlgara, checa, dinamarquesa, eslovaca, eslovena, espanhola, estónia, finlandesa, francesa, grega, húngara, inglesa, italiana, letã, lituana, maltesa, neerlandesa, polaca, portuguesa, romena, sueca e ucraniana, fazendo igualmente fé todos os textos.
      
         За Европейския съюз
         Por la Unión Europea
         Za Evropskou unii
         For Den Europæiske Union
         Für die Europäische Union
         Euroopa Liidu nimel
         Για την Ευρωπαϊκή Ένωση
         For the European Union
         Pour l'Union européenne
         Per l'Unione europea
         Eiropas Savienības vārdā –
         Europos Sąjungos vardu
         Az Európai Unió részéről
         Għall-Unjoni Ewropea
         Voor de Europese Unie
         W imieniu Unii Europejskiej
         Pela União Europeia
         Pentru Uniunea Europeană
         Za Európsku úniu
         Za Evropsko unijo
         Euroopan unionin puolesta
         För Europeiska unionen
         За Європейське Спiвтовариство
         
            
         
            
      
      
         За Украйна
         Por Ucrania
         Za Ukrajinu
         For Ukraine
         Für die Ukraine
         Ukraina nimel
         Για την Ουκρανία
         For Ukraine
         Pour l'Ukraine
         Per l'Ucraina
         Ukrainas vārdā
         Ukrainos vardu
         Ukrajna részéről
         Għall-Ukrajna
         Voor Oekraïne
         W imieniu Ukrainy
         Pela Ucrânia
         Pentru Ucraina
         Za Ukrajinu
         Za Ukrajino
         Ukrainan puolesta
         På Ukrainas vägnar
         За Украïнy
         
            
      
   
   
      (1)  JO L 243 de 15.9.2009, p. 1.
   DECLARAÇÃO DA UNIÃO EUROPEIA SOBRE OS DOCUMENTOS A APRESENTAR JUNTAMENTE COM UM PEDIDO DE VISTO DE CURTA DURAÇÃO
   A União Europeia estabelecerá uma lista harmonizada de documentos comprovativos em conformidade com o artigo 48.o, n.o 1, alínea a), do Códigos de Vistos, a fim de assegurar que sejam exigidos aos requerentes da Ucrânia, em princípio, os mesmos documentos comprovativos.
   DECLARAÇÃO DA UNIÃO EUROPEIA SOBRE MEDIDAS DE FACILITAÇÃO DA EMISSÃO DE VISTOS PARA OS FAMILIARES
   A União Europeia toma nota da sugestão da Ucrânia no sentido de alargar a definição do conceito de familiares que devem beneficiar da facilitação da emissão de vistos, bem como da importância que a Ucrânia atribui à simplificação da circulação desta categoria de pessoas.
   A fim de facilitar a mobilidade de um número alargado de pessoas que possuem laços familiares (em especial, irmãs, irmãos e respetivos filhos) com cidadãos da Ucrânia que residam legalmente no território dos Estados-Membros ou com cidadãos da União Europeia que residam no território do Estado-Membro de que são nacionais, a União Europeia convida os serviços consulares dos Estados-Membros a utilizar plenamente as possibilidades previstas no Código de Vistos para facilitar a emissão de vistos para esta categoria de pessoas, nomeadamente simplificando os documentos comprovativos solicitados aos requerentes, isentando-os dos emolumentos devidos pelo tratamento dos pedidos e, se necessário, emitindo-lhes vistos de entradas múltiplas.
   DECLARAÇÃO DA UNIÃO EUROPEIA SOBRE O ARTIGO 10.o, N.o 2, DO ACORDO
   A União Europeia pode invocar a suspensão parcial do Acordo, nomeadamente do artigo 10.o, n.o 2, pelo procedimento instituído pelo artigo 14.o, n.o 5, em caso de abuso da aplicação do artigo 10.o, n.o 2, pela Ucrânia ou se da aplicação desta disposição resultar uma ameaça para a segurança pública. No caso de suspensão da aplicação do artigo 10.o, n.o 2, a União Europeia procederá a consultas no âmbito do Comité instituído pelo Acordo, no intuito de dar solução aos problemas que levaram à suspensão.
   DECLARAÇÃO CONJUNTA RELATIVA À SUÍÇA E AO LIECHTENSTEIN
   As Partes tomam nota das estreitas relações existentes entre a União, por um lado, e a Suíça e o Liechtenstein, por outro, nomeadamente por força do Acordo de 26 de outubro de 2004 relativo à associação destes Estados à execução, à aplicação e ao desenvolvimento do acervo de Schengen.
   Nestas condições, é conveniente que as autoridades da Suíça, do Liechtenstein e da Ucrânia celebrem, sem demora, acordos bilaterais sobre a facilitação da emissão de vistos de curta duração nos mesmos termos que os previstos no Acordo alterado.