CELEX: 52000PC0796
Language: pt
Date: 2000-11-24
Title: Proposta alterada de decisão do Parlamento Europeu e do Conselho que estabelece um programa comunitário de acção de incentivo à cooperação entre os Estados-Membros em matéria de luta contra a exclusão social (apresentada pela Comissão em conformidade com o disposto no nº 2 do artigo 250º do Tratado CE)

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52000PC0796

Proposta alterada de decisão do Parlamento Europeu e do Conselho que estabelece um programa comunitário de acção de incentivo à cooperação entre os Estados-Membros em matéria de luta contra a exclusão social (apresentada pela Comissão em conformidade com o disposto no nº 2 do artigo 250º do Tratado CE)  /* COM/2000/0796 final - COD 2000/0157 */  

Jornal Oficial nº 096 E de 27/03/2001 p. 0229 - 0241

Proposta alterada de DECISÃO DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO que estabelece um programa comunitário de acção de incentivo à cooperação entre os Estados-Membros em matéria de luta contra a exclusão social(apresentada pela Comissão em conformidade com o disposto no n° 2 do artigo 250° do Tratado CE)EXPOSIÇÃO DE MOTIVOSI. INTRODUÇÃOEm 16 de Junho de 2000 a Comissão adoptou uma proposta de decisão do Parlamento Europeu e do Conselho que estabelece um programa comunitário de acção de incentivo à cooperação entre os Estados-Membros em matéria de luta contra a exclusão social (2001-2005). O artigo 137º do Tratado CE (segundo e terceiro parágrafos do nº 2) constitui a base jurídica da Decisão. O Comité das Regiões e o Comité Económico e Social adoptaram os seus pareceres respectivamente em 23 de Outubro de 2000 e 19 de Outubro de 2000. No seguimento da adopção do parecer do Parlamento Europeu em 16 de Novembro de 2000, a Comissão alterou a sua proposta inicial, nos termos do artigo 250º do Tratado CE.II. ALTERAÇÕESA ligação com as conclusões do Conselho Europeu de Lisboa em matéria de luta contra a exclusão foi reforçada. Foi dado maior relevo à melhoria dos indicadores e critérios de avaliação, bem como ao desenvolvimento de parâmetros comparáveis para o apoio da cooperação entre os Estados-Membros no contexto do método aberto de coordenação (considerando 12; artigos 3º e 4º e Anexo). Em consonância com as conclusões do Conselho de Lisboa, foram introduzidas novas referências à pobreza, sempre que possível (considerandos 6,9; artigos 2º, 3º e 5º e Anexo). O papel do Comité de Protecção Social foi sublinhado, principalmente no considerando 18 e no artigo 8º. Propõe-se igualmente reflectir os progressos atingidos no âmbito do programa no Relatório anual de síntese da Comissão ao Conselho Europeu da Primavera (artigo 11º).A referência ao artigo 2º do Tratado da CE foi alargada (considerando 1) e a redacção do considerando 22 foi melhorada.Foram feitas referências específicas à Carta Social revista do Conselho da Europa (considerando 3), às Recomendações nº 92/441/CEE e nº 92/442/CEE do Conselho, bem como às conclusões do Conselho de 17 de Dezembro de 1999 (considerando 4).A participação de todos os agentes pertinentes a todos os níveis (local, regional, nacional e europeu) e a importância de reflectir a experiência no terreno e a experiência das pessoas afectadas pela pobreza e exclusão social foi destacada, deixando claro que o programa comunitário de acção se centrará na cooperação transnacional e no apoio à criação de redes apenas ao nível da UE (considerando 15, artigo 3º e Anexo).As disposições respeitantes à coerência e complementaridade com outras políticas, instrumentos e acções da Comunidade foram reforçadas (considerando 17 e artigo 9º).Nas disposições respeitantes ao papel do Comité instituído para o programa foi feita referência ao artigo 274º (considerando 16 e artigo 7º).No anexo, foram destacados especificamente os seguintes aspectos:- Na vertente "análise": as múltiplas dimensões da exclusão social, a dimensão territorial e a diversidade dos grupos sociais em risco de exclusão, incluindo a pobreza infantil e, como já indicado, a necessidade de reflectir a experiência no terreno.- Na vertente "intercâmbio": a possibilidade de o programa apoiar intercâmbios transnacionais entre observatórios nacionais ou organismos reconhecidos similares, bem como visitas no terreno e intercâmbios de pessoal.- Na vertente "participação e redes": a consulta de todos os agentes pertinentes com vista à preparação da Mesa Redonda da UE e a possibilidade de subvencionar excepcionalmente até 90% dos custos de funcionamento das redes europeias quando a sua situação financeira o justificar.2000/0157 (COD)Proposta alterada de DECISÃO DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO que estabelece um programa comunitário de acção de incentivo à cooperação entre os Estados-Membros em matéria de luta contra a exclusão socialO PARLAMENTO EUROPEU E O CONSELHO DA UNIÃO EUROPEIA,Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Europeia e, nomeadamente, o nº 2, segundo e terceiro parágrafos, do seu artigo 137º,Tendo em conta a proposta da Comissão [1],[1]  JO CTendo em conta o parecer do Comité Económico e Social [2],[2]  JO CTendo em conta o parecer do Comité das Regiões [3],[3]  JO CDeliberando em conformidade com o procedimento previsto no artigo 251º do Tratado [4],[4]  JO CConsiderando o seguinte:(1) Nos termos do artigo 2º do Tratado, a Comunidade tem por missão, designadamente, promover em toda a Comunidade um elevado nível de emprego e de protecção social e o aumento do nível e da qualidade de vida.(2) Nos termos de artigo 136º do Tratado, a Comunidade e os Estados-Membros, tendo presentes os direitos sociais fundamentais, tal como os enunciam a Carta Social Europeia assinada em Turim, em 18 de Outubro de 1961, e a Carta Comunitária dos Direitos Sociais Fundamentais dos Trabalhadores, de 1989, terão por objectivo a luta contra a exclusão.(3) Deve ter-se em conta a Carta Social revista do Conselho da Europa (1996) e, em especial, o seu artigo 30º, que prevê o direito à protecção contra a pobreza e a exclusão social.(4) Na Recomendação 92/441/CEE, de 24 de Junho de 1992, o Conselho recomenda aos Estados-Membros que reconheçam o direito fundamental do indivíduo a recursos e prestações suficientes para viver dignamente; na Recomendação 92/442/CEE, de 27 de Julho de 1992, o Conselho recomenda aos Estados-Membros que garantam um nível de recursos compatível com a dignidade humana; nas conclusões de 17 de Dezembro de 1999, o Conselho reafirma a promoção da inclusão social como um dos objectivos da modernização e melhoria da protecção social.(5) O Parlamento Europeu, o Comité Económico e Social e o Comité das Regiões têm instado a Comunidade a reforçar a sua contribuição para os esforços desenvolvidos nos Estados-Membros a fim de prevenir e combater a exclusão social.(6) A Comunicação da Comissão de 1 de Março de 2000, "Construir uma Europa inclusiva" [5], descreve o desafio da pobreza e da exclusão social e as políticas implementadas nos Estados-Membros e a nível comunitário em resposta a esse desafio e propõe, nessa base, que seja dado um novo impulso à cooperação da União Europeia neste domínio .[5]  COM (2000) 79 final(7) O Conselho Europeu de Lisboa de 23 e 24 de Março de 2000 inseriu a promoção da inclusão social como um elemento intrínseco da estratégia global da União com vista à consecução do seu objectivo estratégico para a próxima década: tornar-se na economia baseada no conhecimento mais competitiva e dinâmica no mundo, capaz de garantir um crescimento económico sustentável, com mais e melhores empregos e com maior coesão social.(8) O Conselho Europeu de Lisboa reconheceu igualmente que a nova sociedade do conhecimento oferece possibilidades de reduzir a exclusão social, por via da criação das condições económicas para uma maior prosperidade através de níveis mais elevados de crescimento e de emprego e pela abertura de novas formas de participação na sociedade, mas ao mesmo tempo acarreta o risco de criar um fosso cada vez maior entre os que têm acesso a esse conhecimento e os que dele estão excluídos, pelo que as políticas devem ter em vista evitar este risco e explorar plenamente as novas possibilidades;(9) No Conselho Europeu de Lisboa foi afirmado que o número de pessoas que vivem abaixo do limiar de pobreza e em condições de exclusão social na União é inaceitável e que devem ser tomadas medidas que tenham um impacto decisivo no que respeita à erradicação da pobreza, através da fixação de metas adequadas a acordar pelo Conselho.(10) O Conselho Europeu acordou ainda que as políticas de luta contra a exclusão social devem basear-se num método aberto de coordenação que combine planos de acção nacionais e uma iniciativa de cooperação da Comissão.(11) Esta iniciativa da Comissão, que consiste numa proposta de programa de acção plurianual destinado a incentivar a cooperação entre os Estados-Membros, deve ter como objectivo melhorar os conhecimentos, desenvolver intercâmbios de informação e boas práticas e avaliar as experiências a fim de reforçar a eficácia e eficiência das políticas de luta contra a exclusão.(12) A realização de investigações e estudos harmonizados e o estabelecimento de indicadores comuns quantitativos e qualitativos servirão de base à utilização do método aberto de coordenação.(13) O combate à pobreza e à exclusão social requer o apoio ao acesso a empregos de qualidade e o acesso de todos aos recursos, direitos, bens e serviços.(14) As medidas de luta contra a exclusão social deverão ter em vista permitir que todas as pessoas possam prover ao seu próprio sustento (mediante emprego remunerado ou qualquer outro meio) e integrar-se na sociedade.(15) Muitas organizações não governamentais que actuam a  diferentes níveis (local, regional, nacional e europeu) têm experiência e conhecimentos especializados em matéria de luta contra a exclusão social, assim como de intervenção  na defesa das pessoas sujeitas a exclusão social; as autoridades locais e regionais detêm também experiência e conhecimentos neste âmbito; as organizações não governamentais e as autoridades locais e regionais  podem, assim, prestar um contributo importante a nível europeu para a compreensão das diferentes formas e efeitos da exclusão social e para assegurar que a concepção, a execução e o acompanhamento do programa tenham em conta a experiência das pessoas sujeitas a exclusão social;(16) Em conformidade com o artigo 2º da Decisão 1999/468/CE do Conselho, de 28 de Junho de 1999, que fixa as regras de exercício das competências de execução atribuídas à Comissão [6], as medidas de execução da presente decisão devem ser adoptadas utilizando o procedimento consultivo previsto no artigo 3º da Decisão 1999/468/CE, sem prejuízo dos poderes concedidos à Comissão pelo artigo 274º do Tratado.[6]  JO L 184, 17.7.1999, p.23(17) Para reforçar o valor acrescentado da acção comunitária, é necessário que a Comissão, em cooperação com os Estados-Membros, assegure a todos os níveis a coerência e a complementaridade das acções executadas no âmbito da presente decisão com todas as outras políticas, instrumentos e acções comunitárias relevantes, nomeadamente as do âmbito  dos Fundos Estruturais Europeus.(18) O Comité de Protecção Social, instituído pela Decisão do Conselho de 29 de Junho de 2000 [7] no intuito de reforçar a cooperação entre os Estados-membros no domínio das políticas de protecção social, contribui para o desenvolvimento e o acompanhamento sistemático das acções de modernização e melhoria da protecção social e de promoção da inclusão social, em conformidade com as Conclusões da Presidência do Conselho Europeu de Lisboa de 23 e 24 de Março de 2000 e do Conselho Europeu de Santa Maria da Feira de 19 e 20 de Junho de 2000.[7]  Decisão 2000/436/CE do Conselho, JO L 172 de 12.07.2000.(19) O Acordo sobre o Espaço Económico Europeu (Acordo EEE) prevê uma maior cooperação no domínio social entre a Comunidade Europeia e os seus Estados-Membros, por um lado, e os países da Associação Europeia de Comércio Livre que participam no Espaço Económico Europeu (EFTA/EEE), por outro; deverão ser tomadas disposições no sentido da abertura do presente programa à participação dos países associados da Europa Central e Oriental, nas condições estabelecidas nos acordos europeus, nos seus protocolos adicionais e nas decisões dos respectivos Conselhos de Associação, à participação de Chipre e de Malta, financiada por dotações suplementares, em conformidade com os procedimentos a acordar com esses países, assim como da Turquia, financiada por dotações suplementares, em conformidade com os procedimentos a acordar com esse país.(20)A presente decisão inclui um montante de referência financeira, na acepção do ponto 33º do Acordo Interinstitucional de 6 de Maio de 1999 entre o Parlamento Europeu, o Conselho e a Comissão.(21) Este montante de referência financeira é compatível com o actual quadro financeiro.(22)  A dimensão do género é uma questão transversal fundamental, que  exerce grande influência quer sobre os efeitos quer sobre as causas da pobreza e da exclusão. Além disso, nos termos dos artigos 2º e 3º do Tratado, a promoção da igualdade entre homens e mulheres e a eliminação das desigualdades estão incluídas nas missões da Comunidade e deverão ser fixadas como objectivos em todas as suas actividades.(23) É essencial acompanhar e avaliar a execução do programa a fim de garantir que os seus objectivos são realizados.(24) Em conformidade com os princípios da subsidiariedade e da proporcionalidade, tal como são definidos no artigo 5º do Tratado, os objectivos da acção proposta, no que se refere à contribuição da Comunidade para a luta contra a exclusão social, não podem ser suficientemente realizados pelos Estados-Membros devido, entre outras razões, à necessidade de parcerias multilaterais, de intercâmbio de informação a nível transnacional e de divulgação de boas práticas em todo o território da Comunidade; considerando que a presente decisão não ultrapassa os limites do que é necessário para atingir estes objectivos.DECIDEM:Artigo 1ºInstituição do programaÉ adoptado um programa comunitário de acção de incentivo à cooperação entre os Estados-Membros em matéria de luta contra a exclusão social, a seguir designado "o programa", para o período de 1 de Janeiro de 2001 a 31 de Dezembro de 2005.Artigo 2ºPrincípios1. O presente programa fará parte de um método aberto de coordenação entre os Estados-Membros que visa  dar um ímpeto decisivo à erradicação da pobreza e da exclusão social, mediante a fixação de objectivos adequados a nível comunitário e a realização de  planos de acção nacionais.2. O programa e os planos de acção nacionais contribuirão para uma melhor compreensão da exclusão social, para a integração da luta contra a exclusão nas políticas e medidas dos Estados-Membros e da Comunidade e para a realização de acções prioritárias escolhidas pelos Estados-Membros de acordo com a sua situação específica.3. Na concepção, execução e acompanhamento das actividades previstas no âmbito do programa será tida em conta a experiência adquirida nos Estados-Membros a todos os níveis pertinentes, bem como a experiência das pessoas sujeitas à pobreza e exclusão social, dos parceiros sociais, das organizações não governamentais e de voluntariado e dos outros intervenientes sociais que participam na luta contra a pobreza e a exclusão social.Artigo 3ºObjectivosO programa apoiará uma cooperação que permita à União e aos Estados-Membros melhorar a eficácia e eficiência das políticas de luta contra a exclusão social, mediante:- a melhoria da compreensão da exclusão social e da pobreza;- a organização  de intercâmbios sobre as  políticas aplicadas e a aprendizagem recíproca com base em parâmetros comparáveis no contexto dos planos de acção nacionais;- desenvolvimento da capacidade dos intervenientes para abordar com eficácia a pobreza e a exclusão social, em particular através de redes ao nível da UE e da promoção do diálogo com todas as partes interessadas.Artigo 4ºAcções comunitárias1. Com vista à realização dos objectivos enunciados no artigo 3º, as acções seguintes poderão ser executadas num quadro transnacional:- análise das características, causas, processos e tendências em matéria de exclusão social, incluindo a compilação de estatísticas comparáveis, a elaboração de indicadores quantitativos e qualitativos, a definição de metodologias comuns e a realização de estudos temáticos;- cooperação e intercâmbio de informação e boas práticas com base na definição de indicadores e padrões de referência quantitativos e qualitativos, de critérios de avaliação, bem como através do acompanhamento, avaliação e análise inter-pares numa base regular;- promoção do diálogo entre as diversas partes interessadas e apoio a redes relevantes de nível europeu  de organizações não governamentais activas no domínio da luta contra a pobreza e a exclusão social.2. As modalidades de execução das acções comunitárias referidas no nº 1 são descritas no anexo.Artigo 5ºExecução1. Competirá à Comissão:- assegurar a execução das acções comunitárias que são objecto do presente programa;- manter contactos regulares com os representantes das organizações não governamentais e os parceiros sociais a nível europeu, no que se refere à concepção, execução e acompanhamento do programa e às orientações políticas afins. A Comissão transmitirá ao Comité instituído nos termos do artigo 7º as opiniões desses interlocutores;- promover uma parceria activa e o diálogo entre todos os parceiros que participam no programa para incentivar a adopção de uma abordagem integrada e coordenada da luta contra a pobreza e a exclusão social;2. A Comissão, em cooperação com os Estados-Membros, tomará as medidas necessárias para:- promover a participação no programa de todas as partes interessadas;- assegurar a divulgação dos resultados das acções empreendidas no âmbito do presente programa;- proporcionar a informação adequada, a publicidade e o acompanhamento das acções apoiadas pelo presente programa.Artigo 6ºFinanciamento1. O montante de referência financeira para a execução do presente programa, para o período referido no artigo 1º, é fixado em 70 milhões de euros.2. As dotações anuais serão autorizadas pela autoridade orçamental dentro do limite das perspectivas financeiras.Artigo 7ºComité1. Sem prejuízo dos poderes conferidos à Comissão pelo artigo 274º do Tratado, a  Comissão é assistida por um comité consultivo, composto por representantes dos Estados-membros e presidido pelo representante da Comissão (seguidamente designado «o Comité»).2. Sempre que for feita referência ao presente número, aplicar-se-á o procedimento consultivo estabelecido no artigo 3º da Decisão 1999/468/CE nos termos do nº 3 do artigo 7° e do artigo  9º.3. O representante da Comissão consultará o comité sobre as seguintes questões:- orientações gerais de execução do programa;- orçamentos anuais e repartição do financiamento pelas medidas;- plano de trabalho anual de execução das acções do programa e propostas da Comissão relativas aos critérios de selecção para atribuição do apoio financeiro;4. Com vista a assegurar a coerência e a complementaridade do presente programa em relação às medidas referidas no artigo 8º, a Comissão manterá o Comité regularmente informado no que se refere a outras acções comunitárias que contribuam para a luta contra a exclusão social. Se for caso disso, a Comissão estabelecerá uma cooperação regular e estruturada entre este Comité e os comités de acompanhamento instituídos no âmbito de outras políticas, instrumentos e acções relevantes.Artigo 8ºA Comissão estabelecerá as ligações necessárias com o Comité de Protecção Social, no quadro das actividades referidas na presente Decisão.Artigo 9ºCoerência e complementaridade1. A Comissão, em cooperação com os Estados-Membros, assegurará a coerência global com outras políticas, instrumentos e acções comunitárias, nomeadamente criando mecanismos apropriados de coordenação das actividades do presente programa com actividades relevantes relacionadas com a investigação, o emprego, a política económica, industrial e empresarial, a luta contra a discriminação, a imigração, a igualdade entre homens e mulheres, a protecção social, o ensino, a formação, a política no domínio da juventude e da saúde, assim como no das relações externas da Comunidade.2. Os Estados-Membros esforçar-se-ão na medida do possível por assegurar a coerência e a complementaridade entre as actividades empreendidas no âmbito do presente programa e as que são executadas a nível nacional, regional e local.3. A Comissão e os Estados-Membros assegurarão a coerência e a complementaridade entre as acções empreendidas no âmbito do presente programa e as acções comunitárias no âmbito dos fundos estruturais, nomeadamente a iniciativa comunitária EQUAL.Artigo 10ºParticipação dos países da EFTA/EEE, dos países associados da Europa Central e Oriental, de Chipre, de Malta e da TurquiaO presente programa fica aberto à participação:- dos países da EFTA/EEE, em conformidade com as condições estabelecidas no Acordo EEE;- dos países associados da Europa Central e Oriental (PECO), em conformidade com as condições estabelecidas nos Acordos Europeus, nos protocolos adicionais a esses acordos e nas decisões dos respectivos Conselhos de Associação;- de Chipre, de Malta e da Turquia, financiada por dotações suplementares, em conformidade com os procedimentos a acordar com esses países.Artigo 11ºAcompanhamento e avaliação1. O presente programa será regularmente acompanhado pela Comissão, em cooperação com os Estados-Membros, em conformidade com o procedimento previsto no artigo 7º.2. A Comissão reflectirá os progressos conseguidos no âmbito do programa no seu Relatório Anual de Síntese ao Conselho Europeu da Primavera.3. O programa será objecto de uma avaliação antes do final do terceiro ano e no fim do programa, a cargo da Comissão, com a assistência de peritos independentes. A avaliação apreciará a relevância e a eficácia das acções executadas em função dos objectivos referidos no artigo 3º e analisará também o impacto do programa em geral. Esta avaliação incidirá igualmente sobre a complementaridade entre as acções realizadas no âmbito do programa e as executadas ao abrigo de outras políticas, instrumentos e acções comunitárias relevantes.4. A Comissão apresentará ao Parlamento Europeu, ao Conselho, ao Comité Económico e Social e ao Comité das Regiões um relatório final sobre a execução do programa até 31 de Dezembro de 2006.Artigo 12ºEntrada em vigorA presente decisão entra em vigor na data da sua publicação no Jornal Oficial das Comunidades Europeias.Feito em Bruxelas, em [...].Pelo Parlamento Europeu Pelo ConselhoA Presidente O PresidenteANEXOIndicações para a avaliação do programa1. Áreas de acçãoCom vista à realização dos objectivos enunciados no artigo 3º e à execução das acções comunitárias previstas no artigo 4º, poderão ser executadas as seguintes acções num quadro transnacional:Vertente 1: Análise das características, processos, causas e tendências em matéria de exclusão socialA importância desta vertente está ligada às conclusões do Conselho Europeu de Lisboa no sentido de desenvolver planos de acção nacionais e um novo método aberto de coordenação do combate à exclusão social e à necessidade, neste contexto, de identificar indicadores quantitativos e qualitativos apropriados assim como padrões de referência que possibilitarão que se proceda periodicamente à monitorização, à avaliação e à análise inter-pares. Serão necessários esforços de cooperação especiais para melhorar estatísticas, metodologias e a compreensão da exclusão social bem como políticas que possam ajudar a prevenir e a combater a exclusão. Um esforço particular é proposto no que diz respeito ao trabalho estatístico, em cooperação com os serviços nacionais de estatística.É importante reflectir a experiência no terreno  das pessoas que são vítimas de pobreza e exclusão social, e utilizar todas as fontes de informação pertinentes sobre pobreza e exclusão social, inclusive de organizações não governamentaisNa análise da exclusão social e da pobreza, deverá ser dada uma atenção especial às suas múltiplas dimensões e à diversidade das situações dos grupos sociais, incluindo a pobreza infantil, bem como aos territórios expostos ao risco de exclusão social.A fim de promover estes objectivos, poderão ser apoiadas as seguintes medidas:1.1 Estudos e reuniões com o fim de definir metodologias comuns para medir e compreender os fenómenos da pobreza e exclusão social, a sua extensão, características, processos, causas e tendências, bem como a fim de estabelecer indicadores.1.2 Compilação e divulgação de estatísticas comparáveis nos Estados-Membros e a nível comunitário. No âmbito desta medida, importa apoiar a cooperação entre os serviços nacionais de estatística e a Comissão e melhorar as fontes de referência estatística a nível comunitário e a sua contribuição para a análise da pobreza e da exclusão social.1.3 Realização de estudos temáticos que contribuirão para a compreensão da exclusão social e para a abordagem de questões comuns relacionadas com a evolução das políticas nos Estados-Membros, incluindo as questões emergentes relativas à sociedade do conhecimento.Vertente 2 : Cooperação em matéria de políticas e intercâmbio de informação e boas práticasA fim de promover a cooperação em matéria de políticas e a aprendizagem recíproca no contexto dos planos de acção nacionais, podem ser apoiadas as seguintes actividades transnacionais:2.1 Acções transnacionais de intercâmbio com vista à transferência de informação e boas práticas e ao desenvolvimento das análises inter-pares no contexto dos planos de acção nacionais, através de reuniões/workshops/seminários para discutir padrões de referência, políticas e práticas, ou mediante outras formas de intercâmbio, como a definição em comum de estratégias, a divulgação conjunta de informações, visitas no terreno e intercâmbio de pessoal, etc., organizadas por iniciativa de organizações europeias dos Estados-Membros e/ou de outros intervenientes centrais, com a participação activa dos Estados-Membros. No âmbito desta vertente podem ser apoiados intercâmbios transnacionais entre observatórios nacionais ou organismos similares reconhecidos.2.2 Trabalhos de peritos e estudos específicos relativos à definição de indicadores e padrões de referência, inclusive no contexto da sociedade do conhecimento.2.3 Relatório anual da UE sobre a exclusão social, que deve fazer o balanço dos diferentes planos de acção nacionais, bem como das acções empreendidas a nível europeu no quadro das principais políticas e domínios em que esteja em jogo a luta contra a pobreza e a exclusão social.Tendo em mente que a exclusão social é um fenómeno pluridimensional, deve prestar-se particular atenção à evolução registada nas políticas de protecção social, emprego, educação e formação, saúde e habitação.Vertente 3: Participação das diversas partes interessadas e apoio às redes a nível da UEA fim de assegurar a participação activa das autoridades públicas, bem como dos parceiros sociais e da sociedade civil, podem ser apoiadas as seguintes medidas:3.1 Financiamento de base das redes europeias  pertinentes no domínio da luta contra a pobreza e a exclusão social.3.2 Mesa redonda europeia anual sobre a exclusão social. Esta conferência será organizada em estreita colaboração com a Presidência da UE e será preparada em consulta com todos os agentes pertinentes.2. Considerações geraisO programa deverá ter em conta os resultados das acções e actividades preparatórias realizadas no âmbito de outras políticas, instrumentos e acções da Comunidade.Na concepção, execução,  acompanhamento e avaliação das actividades realizadas no quadro do programa será tomada em consideração a experiência das pessoas sujeitas a pobreza e exclusão social, bem como dos parceiros sociais, das organizações não governamentais e de outros intervenientes na luta contra a pobreza e a exclusão social. Em todas as suas actividades, o programa respeitará o princípio da integração da perspectiva de género. As actividades do programa podem ser adaptadas ou completadas nos termos do procedimento previsto no artigo 7º, com base num exame anual.A execução do programa pode necessitar de assistência técnica e administrativa para o benefício mútuo da Comissão e dos beneficiários e/ou de despesas de apoio.3. Método de apresentação dos pedidos de apoioVertente 1: As acções desta área serão executadas principalmente através da abertura de concursos. Na cooperação com os serviços nacionais de estatística serão aplicados os procedimentos do EUROSTAT.Vertente 2: As acções da vertente 2.1 serão principalmente executadas com base em convites à apresentação de propostas anuais (a Comissão poderá organizar directamente algumas reuniões/seminários). As propostas devem abranger intervenientes de pelo menos 4 Estados-Membros e podem ser apresentadas à Comissão por organizações europeias e por Estados-Membros (ou por organizações com a participação de Estados-Membros). Para as acções das vertentes 2.2 e 2.3 será necessário abrir concursos específicos.Vertente 3: No âmbito da vertente 3.1 pode ser prestado apoio a redes europeias que satisfaçam os critérios estabelecidos pela Comissão em consulta com o comité previsto no artigo 7º. A acção 3.2 pode ser apoiada em resposta a pedidos de subvenção apresentados por Estados-Membros.4. Realização das acçõesAs acções a empreender podem ser financiadas por contratos de serviços, na sequência de convites à apresentação de propostas, ou por subvenções para financiamento conjunto com outros recursos. Neste último caso, o nível de apoio financeiro por parte da Comissão não pode ultrapassar, regra geral, 80% das despesas realmente efectuadas pelo beneficiário. No entanto, o financiamento de base das redes europeias no quadro da vertente 3.1 pode excepcionalmente, se a sua situação financeira o justificar, ascender a 90% dos custos de funcionamento.Ao levar a cabo o programa, a Comissão pode necessitar de recursos suplementares, incluindo a colaboração de peritos. Estas necessidades serão decididas no contexto da avaliação de afectação de recursos, actualmente em curso na Comissão.Na execução do programa, a Comissão pode recorrer a assistência técnica e/ou administrativa, em benefício mútuo da Comissão e dos beneficiários, no contexto das tarefas de identificação, preparação, gestão, acompanhamento, auditoria e controlo.A Comissão pode igualmente levar a cabo acções de informação, publicação e divulgação. Pode também proceder a estudos de avaliação e organizar seminários, colóquios ou outras reuniões de peritos.A Comissão elaborará planos de trabalho anuais, onde estabelecerá as prioridades e as acções a empreender. Além disso, irá especificar as disposições e os critérios a aplicar para a selecção e o financiamento de acções no âmbito do presente programa. Ao fazê-lo, consultará o comité mencionado no artigo 7º.As acções a levar a cabo respeitarão plenamente os princípios de protecção de dados.FICHA FINANCEIRA1. DESIGNAÇÃO DA ACÇÃOPrograma comunitário de acção de incentivo à cooperação entre os Estados-Membros em matéria de luta contra a exclusão social.2. RUBRICAS ORÇAMENTAIS EM CAUSA- B3-4105 Acções preparatórias para combater e prevenir a exclusão social- B3-4105A- A0-70 Dotação global3. BASE JURÍDICANúmero 2, parágrafos 2 e 3, do Artigo 137º do Tratado que institui a Comunidade Europeia.Proposta de Decisão do Parlamento Europeu e do Conselho que estabelece um programa comunitário de acção de incentivo à cooperação entre os Estados-Membros em matéria de luta contra a exclusão social.4. DESCRIÇÃO DA INTERVENÇÃO4.1. Objectivo geralO programa apoiará medidas de cooperação que permitam à União e aos Estados-Membros melhorar a eficácia e a eficiência das políticas de luta contra a exclusão social através:- da melhoria da compreensão da pobreza e da exclusão social;- da organização de intercâmbios sobre as políticas aplicadas e da aprendizagem recíproca com base em parâmetros comparáveis e no contexto dos planos de acção nacionais;- do desenvolvimento da capacidade dos intervenientes para abordar a pobreza e a exclusão social com eficácia, em particular através de redes ao nível da UE e da promoção do diálogo com todas as partes interessadas;4.2. Período abrangido pela acção e modalidades previstas para a sua renovaçãoDe 1 Janeiro 2001 a 31 Dezembro 2005.5. CLASSIFICAÇÃO DAS DESPESAS5.1. Despesas não obrigatórias5.2. Dotações diferenciadas5.3. Tipo de receitas: não consta.6. TIPO DE DESPESAS6.1. Contratos de estudos e prestação de serviços, reuniões de peritos e organização de conferências e seminários, assim como despesas de publicação e divulgação acordadas com base numa iniciativa da Comissão.6.2. Subsídios geralmente inferiores a 80% dos custos totais elegíveis a fim de cobrir os custos estritamente relacionados com a  cooperação transnacional e o  intercâmbio de experiências (vertentes 2.1, 3.2); excepcionalmente, e quando a sua situação financeira o justificar,  as subvenções destinadas a cobrir as despesas gerais de funcionamento de organizações que operem a nível europeu podem ascender a 90% (vertente 3.1).7. IMPACTO FINANCEIROAs estimativas foram feitas com base na experiência anterior e, nomeadamente, nos custos das actividades apoiadas em anos anteriores no âmbito das rubricas orçamentais referidas supra. A repartição apresentada é indicativa e abrange apenas as medidas que serão imputadas directamente às rubricas orçamentais do programa. No Ano 1 prestar-se-á particular atenção ao balanço das anteriores acções preparatórias, a fim de assegurar a capitalização e evitar a duplicação do trabalho já realizado e estabelecer as disposições mais adequadas para uma estreita cooperação com as partes interessadas. O orçamento anual do programa passará progressivamente de 11 milhões de euros (Ano 1) para 13 milhões de euros (Ano 2), 15,5 milhões de euros (Anos 3 e 4) e 15 milhões de euros (Ano 5).7.1 Método de cálculo do custo total da acção (relação entre os custos unitários e o custo total)Milhões de eurosAno 1Vertente 1 - Análise da exclusão socialAcção 1.1 : Definição de metodologias comunsInclui a realização de estudos e das reuniões necessárias com peritos independentes e governamentais a fim de debater os progressos e propostas. Os estudos serão implementados mediante a realização de um concurso,(4-6 projectos com um custo médio de 100 000 a 200 000 euros/ano)  //  0,7 milhões de euros.Custos das reuniões (4-6 reuniões com 40-60 participantes)  //  0,2 milhões de euros .Subtotal acção 1.1  //  0,9 milhões de eurosAcção 1.2 : Compilação e divulgação de estatísticas comparáveisNo que respeita às duas medidas previstas na acção 1.2, e para as quais está atribuído mais de 60% do orçamento da vertente 1, serão aplicados os procedimentos do EUROSTAT:- apoio à cooperação entre serviços nacionais de estatística e a Comissão, com uma dotação anual de 500/700 000 euros para reuniões, participação de peritos, formação em exercício, desenvolvimento de ligações entre bases de dados, etc. 0,5 milhões de euros- co-financiamento do Painel Europeu de Agregados Domésticos (ECHP) e apoio à melhoria de outros inquéritos com vista à análise da pobreza e da exclusão social (p. ex. adaptação de questionários, amostragens, módulos específicos, etc.); 2 milhões de euros  Subtotal acção 1.2 2,5milhões de eurosAcção 1.3 : Estudos temáticosA acção 1.3 será implementada através de concursos, estando prevista a realização de 4 projectos no Ano 1 (em média 150 000 euros/ano) 0,6 milhões de euros.Os estudos de balanço ou de viabilidade terão períodos de duração de 6-12 meses (financiados pela rubrica orçamental B3-4105A) 0,2 milhões de euros.Subtotal acção 1.3 0,8 milhões de euros.Os estudos realizados no âmbito das acções 1.1 e 1.3 serão transnacionais e podem abranger períodos de duração de 2-3 anos, com contratos anuais sucessivos. Os estudos de balanço ou de viabilidade financiados pela rubrica orçamental B3-4105A terão períodos de duração de 6-12 meses.TOTAL GLOBAL DA VERTENTE 1 (ANO 1) 4,2 milhões de eurosVertente 2 - Cooperação em matéria de políticas e intercâmbio de boas práticasAcção 2.1: Intercâmbio transnacionalEsta acção será implementada principalmente com base em convites anuais à apresentação de propostas por parte de organizações europeias e de Estados-Membros (ou de organizações com a participação activa de Estados-Membros). O orçamento estimado baseia-se em 20-30 acções no montante de cerca de 100-150 000 euros (Ano 1; o número de acções passará a 30-40 nos anos subsequentes; as acções previstas são, p. ex., reuniões/seminários e eventos transnacionais ou outras formas de intercâmbio que abranjam pelo menos 4 Estados-Membros, incluindo intercâmbios entre observatórios nacionais ou organismos reconhecidos similares)). 3,1 milhões de eurosSubtotal acção 2.1 3,1milhões de euros* Acção 2.2: Trabalhos de peritos e estudos específicosEsta acção será implementada com base em concursos anuais. A estimativa orçamental para esta acção baseia-se no custo estimado de um grupo de peritos independentes (400 000) e uma média de 5-8 estudos específicos no montante de 50 000 a 100 000 euros; o custo da avaliação externa do programa está incluído no montante total para esta vertente.(Ano 1 pm). 0,7 milhões de eurosSubtotal acção 2.2 0,7 milhões de eurosAcção 2.3 Relatório anual sobre a exclusão socialEsta acção implicará também o lançamento de concursos ou a utilização de contratos-padrão de prestação de serviços. No âmbito da acção 2.3, cerca de 150 000 euros devem financiar a realização de reuniões preparatórias com os Estados-Membros e as outras partes interessadas. 0,3 milhões de eurosA verba restante será utilizada para os concursos relativos a serviços editoriais, de tradução e de divulgação, bem como para as publicações complementares ou actividades de comunicação relacionadas com os resultados do programa.B3-4105A 0,2 milhões de eurosSubtotal acção 2.3 0,5 milhões de eurosTotal global da vertente 2 (Ano 1) 4,3milhões de eurosVertente 3 - Participação das partes interessadas e redes europeiasAcção 3.1 Financiamento das actividades de base das redes europeiasSerá prestado apoio financeiro a um número limitado de redes/plataformas a nível europeu constituídas por ONG com experiência na luta contra a exclusão social e que actuem em defesa das pessoas sujeitas a exclusão social. Os critérios de selecção das organizações a apoiar serão estabelecidos em consulta com o comité do programa. As subvenções anuais poderão situar-se entre 0,5 e 0,8 milhões de euros, com base em planos de trabalho e orçamentos circunstanciados, aprovados pela Comissão2,3 milhões de euros.Acção 3.2A mesa redonda anual sobre exclusão social deve basear-se no Relatório anual sobre exclusão social e reunir representantes de todas as partes interessadas.Subvenção anual de +/- 200 000 euros para a Presidência da UE, que será responsável pela organização do evento em colaboração com a Comissão0,2 milhões de euros.TOTAL GLOBAL DA VERTENTE 3 (Ano 1) 2,5 milhões de euros7.2 Repartição dos custosDotações de autorização em milhões de euros (a preços correntes)RESUMO&gt;POSIÇÃO NUMA TABELA&gt;REPARTIÇÃO CIRCUNSTANCIADA&gt;POSIÇÃO NUMA TABELA&gt;7.3 Assistência técnica e administrativa e despesas de apoio (B3-4105A)Dotações de autorização em milhões de euros (a preços correntes)&gt;POSIÇÃO NUMA TABELA&gt;7.4 Calendário das dotações de autorização e de pagamentomilhões de euros&gt;POSIÇÃO NUMA TABELA&gt;8. Medidas de prevenção da fraudeTodas as medidas financiadas serão objecto de análises ex ante, in itinere e ex post efectuadas pelos departamentos responsáveis, no que se refere à qualidade do conteúdo e à relação custo/eficácia das mesmas. Nos formulários de pedido de subvenção serão requeridas informações sobre a identidade e a natureza dos potenciais beneficiários, a fim de permitir uma apreciação prévia da sua fiabilidade. As convenções ou contratos celebrados entre a Comissão e os beneficiários incluirão disposições anti-fraude (controlos, relatórios). Antes de efectuar os pagamentos intermédios e/ou finais, a Comissão verificará os relatórios e certificar-se-á de que os trabalhos foram devidamente realizados. Procurar-se-á, em particular, evitar situações de duplo financiamento. A Comissão e o Tribunal de Contas das Comunidades Europeias podem efectuar controlos, com base em documentação ou in loco.9. Elementos de análise custo-eficáciaAtendendo a que os recursos financeiros são limitados, as acções a promover no âmbito das presentes disposições exigirão a aplicação dos princípios da análise custo/eficácia e uma selecção rigorosa das actividades, com vista a produzir um efeito multiplicador significativo e o máximo valor acrescentado.Dado que o principal objectivo do programa é incentivar a cooperação entre os Estados-Membros em matéria de luta contra a exclusão social no contexto de um método aberto de coordenação, todas as actividades procurarão assegurar a participação activa dos Estados-Membros na execução do programa e reforçar as políticas de luta contra a exclusão social.Por conseguinte, as actividades de cooperação e os seus resultados - quer se trate de indicadores, estatísticas, estudos, metodologias, publicações, reuniões ou outras formas de intercâmbio - serão apoiadas pelo programa em função da sua pertinência e viabilidade com vista à adopção de políticas mais inclusivas nos domínios e/ou sectores identificados como prioritários nos planos de acção nacionais de luta contra a exclusão social.9.1. Objectivos específicos:Prevenir e combater a exclusão social compete sobretudo aos Estados-Membros e às respectivas autoridades nacionais, regionais e locais. Em conformidade com o artigo 137º do Tratado, a Comunidade pode apoiar esses esforços.Nas suas conclusões, o Conselho Europeu de Lisboa acordou em promover a inclusão social no quadro de um método aberto de coordenação. Para esse efeito, convidou a Comissão a apresentar, até Junho de 2000, uma iniciativa de cooperação neste domínio, a combinar com planos de acção nacionais.Com base nos planos de acção nacionais a estabelecer pelos Estados-Membros, o programa centrar-se-á na cooperação transnacional como meio de melhorar a compreensão e as práticas e, em colaboração com os Estados-Membros, promoverá o acompanhamento, a avaliação e a análise inter-pares, enquanto processos de aprendizagem recíproca.O programa tem como objectivo geral incentivar uma cooperação que permita à União e aos Estados-Membros contribuir decisivamente para a erradicação da pobreza e da exclusão social, com base em metas a acordar pelo Conselho.A fim de melhorar a eficácia e eficiência das políticas e acções comunitárias e dos Estados-Membros, foram identificados três sub-objectivos, aos quais correspondem três vertentes principais de acção no âmbito do programa:- melhorar a compreensão da exclusão social e da pobreza (com um esforço especial para melhorar as estatísticas e os indicadores);- da organização de intercâmbios sobre  as políticas aplicadas e da aprendizagem recíproca com base em parâmetros comparáveis, e no contexto dos planos de acção nacionais;- do desenvolvimento da capacidade dos intervenientes para abordar a pobreza e a exclusão social com eficácia, em particular através de redes ao nível da UE e da promoção do diálogo com todas as partes interessadas.O programa faz intervir diversos agentes que têm a capacidade de assegurar e influenciar desenvolvimentos a nível político e prático nos Estados-Membros. A estratégia é, por conseguinte, promover a cooperação transnacional sobre assuntos diversos com e entre estes agentes. Os agentes escolhidos incluem, por exemplo, os responsáveis políticos nas administrações nacionais, regionais e locais, organizações não governamentais, parceiros sociais, centros de investigação, os meios de comunicação, os líderes de opinião, os prestadores de serviços sociais.9.2. Justificação da acçãoO artigo 137º do Tratado de Amesterdão torna possíveis as iniciativas da União destinadas a promover a cooperação com vista a combater a exclusão social.As acções e consultas preparatórias realizadas a nível europeu no período de 1998-2000, com a participação das principais partes interessadas, confirmaram que a cooperação a nível europeu neste domínio produzirá valor acrescentado:(i) quando contribui para promover os princípios de uma abordagem, parceria e participação integradas, bem como a integração da luta contra a exclusão social em todas as políticas pertinentes;(ii) quando permite às principais partes interessadas nos Estados-Membros, a todos os níveis, participar num número restrito de iniciativas de cooperação de elevada qualidade, que visem melhorar a compreensão e a avaliação da pobreza e da exclusão social e incentivar o intercâmbio transnacional e a inovação para combater a exclusão social.A fim de atingir este objectivo, o programa é constituído por três vertentes interdependentes, que funcionarão do seguinte modo:Uma primeira vertente centrar-se-á na análise das características, dos processos, das causas e das tendências da exclusão social. Um instrumento importante neste contexto consistirá em ajudar os EM a definir metodologias comuns (1.1). Tais metodologias são necessárias para que os Estados-Membros possam avaliar e debater conjuntamente os desafios e tendências neste domínio, chegar a uma compreensão e um diagnóstico comuns e obter dados comparáveis. Tais metodologias são também essenciais para a definição de abordagens mais inclusivas, de indicadores e padrões de referência em domínios importantes como o emprego, a protecção social, a educação e formação, a saúde, a habitação, etc., que o programa apoiará através de estudos temáticos orientados para as diversas políticas (1.3). A cooperação entre os EM no contexto do método aberto de coordenação pressupõe também que estejam disponíveis indicadores e estatísticas mais abrangentes e comparáveis. Os trabalhos preparatórios realizados nos últimos 2 anos por representantes dos serviços de estatística dos EM e pelo EUROSTAT confirmaram que é necessário dispor de estatísticas mais adequadas e que, neste contexto, uma abordagem rentável consistirá em explorar e reforçar as fontes de dados existentes nos EM e a nível comunitário. Foi esta a abordagem adoptada pelo programa ao incentivar a cooperação específica em matéria de exclusão social entre os serviços nacionais de estatística e o EUROSTAT e ao investir numa melhor exploração das principais fontes de dados comunitárias, como o Painel Europeu dos Agregados Domésticos(1.2).Uma segunda vertente centrar-se-á mais directamente na promoção da cooperação em matéria de políticas e no intercâmbio de informações e boas práticas entre os EM. Esta vertente estabelece três instrumentos estratégicos a nível comunitário que deverão permitir aos EM aferir, de modo transparente e produtivo, as acções e os progressos no contexto dos seus planos de acção nacionais de luta contra a exclusão social, ou seja, comparar e partilhar boas práticas, acompanhar os progressos, avaliar o impacto e realizar análises inter-pares. O primeiro desses instrumentos centra-se no intercâmbio transnacional e é fundamental para permitir que os Estados-Membros e as outras partes interessadas se reúnam, discutam e troquem informações num quadro transnacional; permitirá ainda divulgar por outros meios os conhecimentos e as informações resultantes das actividades dos planos de acção nacionais (2.1). Um segundo instrumento consiste no apoio ao trabalho de peritos e à realização de estudos a nível transnacional sobre questões relacionadas com a elaboração e a execução dos planos de acção nacionais (e, por conseguinte, com as questões que serão também abordadas no âmbito do intercâmbio transnacional previsto na acção 2.1 e do relatório anual previsto na acção 2.3) (2.2). Um terceiro instrumento torna possível efectuar uma avaliação e análise anuais do estado de evolução dos planos de acção e dos progressos conseguidos no que respeita à realização dos objectivos fixados a nível europeu em matéria de redução da pobreza e da exclusão social (2.3). Contribuirá igualmente para a preparação do Conselho Europeu especial a realizar anualmente na Primavera, como previsto no Conselho Europeu de Lisboa. Ao articular estes três instrumentos com a cooperação política no contexto dos planos de acção nacionais e o método aberto de coordenação, pretende-se assegurar que o apoio prestado no âmbito do programa se concentre num número restrito de acções coordenadas de elevada qualidade.Uma terceira vertente consiste na promoção da participação das diversas partes interessadas e no apoio de redes ao nível da EU.Esta vertente abrange o apoio a um número restrito de grandes redes comunitárias de ONG que actuem no domínio da pobreza e exclusão social (3.1). O diálogo com as organizações da sociedade civil representa um elemento essencial do processo de mobilização de todos os intervenientes para a luta contra a exclusão social. O programa propõe, por conseguinte, que este diálogo seja apoiado através de redes europeias de coordenação que tenham demonstrado a sua capacidade de reunir um vasto leque de ONG e de actuar em defesa das pessoas sujeitas a exclusão social. Parece ser preferível prestar apoio às despesas de funcionamento de um pequeno número de redes, com base em compromissos claros e num programa de trabalho, em vez de apoiar um grande número de organismos e grupos concorrentes, que procurem antes de mais nada defender os seus próprios interesses.Uma última medida no âmbito desta vertente consiste na organização, uma vez por ano, quer como preparação do Conselho Europeu especial da Primavera quer no seu seguimento, uma mesa redonda de alto nível sobre a exclusão social (3.2). Este evento proporcionará aos representantes das principais partes interessadas nos EM e a nível comunitário a oportunidade de se reunirem anualmente a fim de debater um tema fundamental relacionado com a exclusão social. A organização deste evento em colaboração com a Presidência e a sua preparação em consulta com todas as partes interessadas deverá assegurar a visibilidade e o impacto político necessários, contribuindo para inserir o evento no contexto do método aberto de coordenação. O relatório anual sobre a exclusão social deverá ajudar a identificar os temas/questões a que deve ser dada prioridade política.9.3. Acompanhamento e avaliação da acçãoO programa visa facilitar e apoiar respostas políticas mais eficazes e eficientes por parte dos Estados-Membros em matéria de luta contra a exclusão social, no contexto de planos de acção nacionais e de um método aberto de coordenação. Assim, as funções de acompanhamento e avaliação fazem naturalmente parte integrante das actividades implementadas pelo programa, por forma a delas retirar o máximo benefício. Dado que o programa foi concebido de modo a repercutir-se nas políticas através da melhoria da compreensão e da identificação/divulgação de boas práticas, procurar-se-á em particular avaliar em que medida os resultados dos intercâmbios e estudos transnacionais são integrados nas políticas.O acompanhamento e a avaliação do programa constituirão tarefas permanentes. Incidirão, em especial, sobre a eficácia, eficiência, pertinência e utilidade das acções do programa. O acompanhamento e a avaliação serão adaptados às diferentes acções e vertentes e incluirão o controlo da qualidade, a compilação de dados, a verificação da responsabilidade e a elaboração de relatórios. A compilação de dados sobre as actividades executadas no quadro do programa fará parte desta tarefa permanente e todos os promotores das actividades serão obrigados a apresentar relatórios sobre o seu trabalho e os resultados obtidos. Os serviços da Comissão elaborarão relatórios periódicos a apresentar ao comité do programa. Será, deste modo, possível ajustar determinadas medidas e vertentes e/ou adaptar o programa em função das necessidades ou evoluções.Além disso, o programa será objecto de uma avaliação a meio do percurso (até 30 de Junho de 2004) e de uma avaliação final (até 30 de Setembro de 2006). Estas duas avaliações serão realizadas com o apoio de avaliadores externos e será constituído um grupo director específico. Os resultados da avaliação final constarão de um relatório de execução a apresentar às outras instituições comunitárias até 31 de Dezembro de 2006.O acompanhamento e a avaliação, incluindo a compilação de dados, serão financiados pelo orçamento do programa. Tendo em conta as recomendações do SEM 2000 em matéria de acompanhamento e avaliação, prevê-se reservar um montante indicativo de 0,5 milhões de euros para a avaliação e de 0,35 milhões de euros para o acompanhamento. Proceder-se-á à selecção de equipas de avaliadores externas por via de concurso.A avaliação terá início a partir do Ano 1. Os custos correspondentes estão incluídos na acção 2.2.10. Despesas administrativas (Parte A da Secção III do orçamento)A mobilização dos recursos administrativos e humanos necessários será financiada pelos recursos já atribuídos ao serviço de gestão.10.1 Incidência para o número de postos de trabalho&gt;POSIÇÃO NUMA TABELA&gt;Ver descrição circunstanciada em anexo10.2 Incidência financeira global dos recursos humanos adicionaisEUR&gt;POSIÇÃO NUMA TABELA&gt;10.3 Aumento de outras despesas de funcionamento decorrentes da acçãoEUR&gt;POSIÇÃO NUMA TABELA&gt;Os montantes indicados devem corresponder às despesas totais decorrentes da acção, se a duração da mesma for determinada, ou às despesas para 12 meses, se essa duração for indeterminada. As despesas apresentadas no quadro supra, título A7, serão financiadas por verbas provenientes da dotação global da DG EMPL.ANEXO 1ANEXO À "FICHA FINANCEIRA" : INCIDÊNCIA PARA O NÚMERO DE POSTOS DE TRABALHO&gt;POSIÇÃO NUMA TABELA&gt;