CELEX: 52011PC0758
Language: pt
Date: 2011-11-15
Title: Proposta de REGULAMENTO DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO que cria, para o período de 2014 a 2020, o Programa Direitos e Cidadania

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		52011PC0758
		
			Proposta de REGULAMENTO DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO que cria, para o período de 2014 a 2020, o Programa Direitos e Cidadania /* COM/2011/0758 final - 2011/0344 (COD) */
			
				
		
		
			
			   	EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS
1.           CONTEXTO DA PROPOSTA
Tal como confirmado pelo Programa de Estocolmo, o desenvolvimento de um
espaço de liberdade, segurança e justiça continua a ser uma prioridade para a
União Europeia. Embora se tenham registado progressos significativos neste
domínio com a entrada em vigor do Tratado de Lisboa, e o consequente carácter
vinculativo da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia, a União ainda
se debate com muitos desafios, como a aplicação insuficiente ou incoerente de
certos direitos na União e a falta de conhecimento de alguma legislação da
União por parte dos cidadãos e das entidades públicas. As medidas legislativas
e políticas, bem como a sua aplicação coerente, são instrumentos‑chave. O
financiamento pode contribuir para o desenvolvimento deste espaço através do
apoio à aprovação de legislação e medidas políticas e da promoção da sua
aplicação.
Em conformidade com a Comunicação sobre a
reapreciação do orçamento da UE[1],
assumiu-se uma nova visão dos mecanismos de execução e dos instrumentos de
financiamento existentes, com vista a assegurar a prioridade do valor
acrescentado à escala europeia e a racionalização e simplificação dos
mecanismos de financiamento. Em «Um Orçamento para a Europa 2020»[2], a Comissão identificou a
necessidade de um orçamento mais simples e transparente para ultrapassar os
problemas resultantes da complexidade estrutural dos programas e da existência
de múltiplos programas. O domínio dos direitos é referido como um exemplo da
fragmentação existente, no qual devem ser tomadas medidas. 
Neste contexto, e visando a simplificação e a
racionalização, o Programa Direitos e Cidadania é o sucessor de três programas
actuais: 
–          Direitos Fundamentais e Cidadania, 
–          Daphne III, 
–          As secções «Luta contra a discriminação e diversidade» e
«Igualdade entre homens e mulheres» do Programa Comunitário para o Emprego e a
Solidariedade Social (PROGRESS). 
A fusão destes programas, baseados em
disposições que não fazem parte do Título V da Parte III do TFUE,
permitirá uma abordagem abrangente do financiamento neste domínio. 
O objectivo geral da presente proposta é
contribuir para a criação de um espaço em que os direitos das pessoas, tal como
consagrados no Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia e na Carta dos
Direitos Fundamentais da União Europeia, são promovidos e protegidos. Em
particular, este programa deverá promover os direitos conferidos pela cidadania
europeia, os princípios da não discriminação e da igualdade entre homens e
mulheres, o direito à protecção de dados pessoais, os direitos da criança, os
direitos decorrentes da legislação da União em matéria de defesa do consumidor
e a liberdade de empresa no mercado interno. 
Para serem
verdadeiramente eficazes e trazerem resultados para os cidadãos e as empresas,
os direitos deverão ser conhecidos por quem os aplica, por quem presta
aconselhamento e pelos respectivos beneficiários, e ser aplicados de forma
coerente e eficaz em toda a União, o que pode ser alcançado através do apoio à
formação e sensibilização, do reforço das redes e da facilitação da cooperação
transnacional. Adicionalmente, a União Europeia deverá munir-se de uma base de
análise robusta de apoio à tomada de decisões políticas e à legislação no
domínio dos direitos e da cidadania. 
2.           RESULTADOS DAS CONSULTAS ÀS
PARTES INTERESSADAS E AVALIAÇÕES DE IMPACTO
2.1.        Resultados das consultas às
partes interessadas
Em 20 de Abril de 2011, foi lançada uma
consulta pública às partes interessadas sobre futuras actividades de
financiamento no domínio da justiça, dos direitos e da igualdade para o período
após 2013[3].
Esteve disponível em linha durante dois meses e aberta a qualquer pessoa ou
parte interessada. Apresentaram o seu contributo 187 interessados da maioria
dos Estados‑Membros, dos quais uma parcela significativa era composta por
ONG. 
As respostas avaliaram positivamente os
objectivos dos programas e confirmaram a necessidade de financiamento nos
domínios abrangidos. Reconheceu-se o valor acrescentado à escala europeia, não
sendo identificado qualquer domínio em que o financiamento devesse ser
suspenso. Admitiu-se a necessidade de simplificação e melhoria e a maior parte
das medidas propostas recebeu uma reacção positiva, nomeadamente a redução do
número de programas e a simplificação dos procedimentos.
As partes interessadas mostraram-se a favor de
actividades de financiamento como o intercâmbio de boas práticas, a formação de
profissionais, actividades informativas e de sensibilização, apoio a redes,
estudos, etc. Todos os tipos de actividades que contaram com a aprovação dos
interessados estão expressamente previstos no artigo 5.º da proposta. Os
respondentes concordaram com as propostas da Comissão relativas aos
intervenientes que deverão receber financiamento e aos tipos de mecanismos de
financiamento a utilizar. 
2.2.        Avaliação de impacto
Realizou-se uma avaliação de impacto relativa
às futuras actividades de financiamento para a globalidade do domínio da
justiça, direitos e igualdade, que actualmente compreende seis programas[4]. Esta avaliação de impacto
aplica-se tanto à proposta que cria o Programa Justiça como à proposta que cria
o Programa Direitos e Cidadania. A avaliação de impacto baseia-se nas
avaliações intercalares dos programas actuais[5],
que confirmaram a eficácia e eficiência gerais dos programas, mas também
identificaram algumas falhas e margem para melhorar. O estudo de impacto
considerou três opções:
Opção A: Manter
seis programas e resolver alguns dos problemas identificados, através de
mudanças na gestão interna dos programas. A melhoria da gestão e a promoção de
sinergias fortes entre os programas resolveria algumas das questões. Porém, não
se atacaria directamente a principal causa dos problemas, ou seja, a
multiplicidade de programas, pelo que seriam limitadas as melhorias alcançadas
por esta opção. 
Opção B: Manter
todas as medidas da opção A e, adicionalmente, fundir os seis programas actuais
em dois. Esta opção permitiria flexibilidade na utilização de fundos e na
definição das prioridades políticas anuais. Além disso, com a redução
significativa dos procedimentos, a simplificação (para os beneficiários e para
a administração) e a eficiência dos programas seriam maiores. A eficácia dos
programas também melhoraria, dado que a fragmentação e a diluição dos fundos
seriam mais bem controladas nos dois programas. Uma vez que a diminuição dos
procedimentos resultaria na redução do ónus administrativo, seria possível
libertar recursos humanos para actividades de melhoria da eficácia dos
programas (divulgação de resultados, acompanhamento, prestação de informações,
etc.). 
Opção C: Aplicar
apenas um programa. Esta opção resolve todos os problemas provocados pela
multiplicidade de instrumentos jurídicos e pelo aumento do ónus administrativo
da gestão de programas múltiplos. Contudo, devido a constrangimentos legais, o
âmbito deste programa não poderia abranger as necessidades de financiamento de
todas o domínios de actuação, havendo que optar entre o domínio da justiça e o
domínio dos direitos e da cidadania. Esta solução poderia ter um excelente
impacto em termos de gestão, mas não poderia englobar, de forma satisfatória,
as prioridades e as necessidades deste domínio político na sua globalidade. 
Com base na análise e comparação das opções, a
opção aconselhável é a aplicação de dois programas que deverão abranger
as necessidades de financiamento de todos os domínios de actuação (opção
B). Em comparação com a situação actual, a opção B apresenta vantagens
evidentes e nenhuma desvantagem. A opção A não é tão vantajosa como a opção B e
a opção C só permite cobrir uma parte desta política, o que a torna desadequada.

3.           ELEMENTOS JURÍDICOS DA
PROPOSTA
A proposta baseia-se nos artigos 19.º, n.º 2,
21.º, n.º 2, 114.º, 168.º, 169.º e 197.º do Tratado sobre o Funcionamento da
União Europeia. A conjugação destes artigos é necessária para continuar a
apoiar as políticas desenvolvidas e aplicadas nos três programas actuais, não
se destinando a alargar actividades a novas áreas políticas. A conjugação de
mais de um artigo é necessária para alcançar os objectivos gerais do programa
de forma abrangente e seguir uma abordagem simplificada e mais eficiente do
financiamento. A utilização deste conjunto de artigos constitui a base jurídica
necessária para as actividades propostas, pelo que não é necessário recorrer ao
artigo 352.º do TFUE.
O artigo 19.º, n.º 2, prevê a adopção de
medidas de incentivo para apoiar as acções dos Estados-Membros no domínio do
combate à discriminação em razão do sexo, raça ou origem étnica, religião ou
crença, deficiência, idade ou orientação sexual, nomeadamente actividades de
promoção da igualdade entre homens e mulheres e de apoio aos direitos da
criança. 
O artigo 21.º, n.º 2, prevê medidas da União
no sentido de facilitar o exercício do direito que assiste aos cidadãos de circular
e residir livremente no território dos Estados-Membros. As acções destinadas a
informar cidadãos e autoridades acerca dos direitos à protecção diplomática e
consular e acerca dos direitos de voto também podem ser abrangidas pelo
referido artigo, dado que, na prática, estão a facilitar o exercício do direito
de livre circulação.
O artigo 114.º prevê a aproximação das
legislações que visem o estabelecimento e o funcionamento do mercado interno. O
artigo 169.º contempla, além da aproximação das legislações ao abrigo do artigo
114.º, a adopção de medidas para apoiar, complementar e acompanhar a política
dos Estados-Membros para a protecção da saúde, da segurança e dos interesses
económicos dos consumidores, bem como para promover o direito à informação, à educação
e à organização para a defesa dos seus interesses. Ambas as disposições podem
servir de base ao financiamento de actividades relacionadas com questões
relativas ao direito do consumo e dos contratos. Um nível elevado de protecção
dos consumidores e o desenvolvimento do direito dos contratos com vista a
facilitar as transacções transfronteiriças criam as condições necessárias para
que os cidadãos da União possam exercer direitos fora do país de origem. 
O artigo 168.º prevê um nível elevado de protecção
da saúde humana, bem como a acção da União no sentido de complementar as
políticas nacionais na prevenção das doenças e afecções e na redução das causas
de perigo para a saúde física e mental. A violência contra as crianças
constitui um perigo para a saúde física e mental, incluindo, frequentemente,
ameaças transfronteiriças. As crianças são cidadãos vulneráveis que carecem de maior
protecção contra os perigos para a saúde física e mental. A violência exercida
contra as mulheres constitui uma ameaça grave à saúde física e mental das
vítimas, que carecem de um nível elevado de protecção.
O artigo 197.º permite apoiar os
Estados-Membros na execução do direito da União, facilitando a troca de
informações ou promovendo programas de formação. Esta disposição será
especialmente pertinente em áreas como os direitos fundamentais, a cidadania e
a protecção de dados, nas quais as autoridades nacionais desempenham um papel
importante.
As actividades de financiamento propostas
respeitam os princípios do valor acrescentado à escala europeia e da
subsidiariedade. O financiamento a partir do orçamento da União concentra-se em
actividades cujos objectivos não podem ser suficientemente alcançados apenas
pelos Estados-Membros, em que a intervenção da União pode representar um valor
adicional relativamente à acção isolada dos Estados-Membros. As actividades
abrangidas pelo presente regulamento contribuem para a aplicação eficaz do
acervo através do desenvolvimento da confiança mútua entre Estados-Membros, do
reforço da criação de redes e da cooperação transfronteiriça, e da aplicação
correcta, coerente e consistente da legislação europeia em toda a União. A
União Europeia está mais bem colocada do que os Estados‑Membros para
resolver situações transfronteiriças e criar uma plataforma europeia para a
aprendizagem mútua. Será encorajado o desenvolvimento de uma base de análise
robusta destinada a definir e apoiar as políticas a seguir. A intervenção da
União Europeia permite que estas actividades sejam organizadas de forma coerente
em toda a União, produzindo economias de escala. 
A proposta respeita o princípio da proporcionalidade na medida em que
se limita ao mínimo exigido para alcançar os objectivos definidos a nível
europeu, não excedendo o necessário para este efeito.
4.           INCIDÊNCIA ORÇAMENTAL 
A dotação financeira para a execução do
Programa Direitos e Cidadania para o período de 1 de Janeiro de 2014 a 31
de Dezembro de 2020 é de 439 milhões de EUR (preços actuais).
5.           PRINCIPAIS ELEMENTOS DA
PROPOSTA
O objectivo da
abordagem proposta é combinar a simplificação dos procedimentos de
financiamento, tal como solicitado por todas as partes envolvidas, com uma
abordagem mais orientada para os resultados. Os principais elementos desta
abordagem são os seguintes:
– A proposta estabelece
os objectivos gerais e específicos visados pelo programa (artigos 3.º e
4.º) e os domínios de actuação em que o programa incidirá (artigo 5.º). Os
objectivos gerais e específicos determinam o âmbito do programa (áreas
políticas), ao passo que os tipos de actuação são orientados para o
financiamento, aplicando-se a todas as áreas políticas afectadas e definindo,
transversalmente, os resultados que podem ser obtidos com o financiamento.
Definem, igualmente, as áreas em que o financiamento pode verdadeiramente
trazer valor acrescentado para a realização dos objectivos fixados. Quando o
presente regulamento estiver em vigor, a Comissão deve estabelecer, anualmente,
as prioridades de financiamento nas respectivas áreas políticas. O programa
pode recorrer a todos os instrumentos financeiros previstos no Regulamento
Financeiro. A participação está aberta a todas as entidades jurídicas
legalmente estabelecidas nos Estados-Membros ou num país terceiro que participe
no programa, sem outros limites de acesso ao programa. Esta estrutura favorece
a simplificação e a melhor orientação do programa para os desenvolvimentos e
necessidades políticas. Adicionalmente, oferece um contexto estável para a
avaliação, dado que os objectivos específicos estão directamente relacionados
com os indicadores de avaliação, que permanecem coerentes ao longo da vigência
do programa e serão acompanhados e avaliados com regularidade. Com vista à
obtenção de flexibilidade e à melhoria da execução do programa, não se propõe a
reserva de montantes específicos por área política no seio do programa.
– A participação
de países terceiros é limitada ao EEE, aos países candidatos e em vias de
adesão e aos potenciais candidatos. Outros países terceiros, nomeadamente os
países em que se aplica a Política Europeia de Vizinhança, podem ser associados
a acções do programa, se isso servir os objectivos das acções em causa.
– As prioridades
anuais do programa serão definidas num programa de trabalho anual. Dado que
implica escolhas políticas, a adopção do programa de trabalho está sujeita ao
parecer de um comité de Estados-Membros em procedimento consultivo.
– Com base numa análise custo/benefício, a Comissão poderá
recorrer a uma agência de execução existente para a execução do programa, de
acordo com o Regulamento (CE) n.º 58/2003 do Conselho, de 19 de Dezembro
de 2002, que define o estatuto das agências de execução encarregadas de
determinadas funções de gestão de programas comunitários.
2011/0344 (COD)
Proposta de
REGULAMENTO DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO
que cria, para o período de 2014 a 2020, o
Programa Direitos e Cidadania

(Texto relevante para efeitos do EEE)
O PARLAMENTO EUROPEU E O CONSELHO DA
UNIÃO EUROPEIA,
Tendo em conta o Tratado sobre o Funcionamento
da União Europeia, nomeadamente os artigos 19.º, n.º 2, 21.º, n.º 2,
114.º, 168.º, 169.º e 197.º,
Tendo em conta a proposta da Comissão
Europeia,
Após transmissão do projecto de acto
legislativo aos parlamentos nacionais,
Tendo em conta o parecer do Comité Económico e
Social Europeu,
Tendo em conta o parecer do Comité das
Regiões,
Deliberando de acordo com o processo
legislativo ordinário,
Considerando o seguinte:
(1)              
A União Europeia assenta nos princípios da
liberdade, da democracia, do respeito pelos direitos do Homem e pelas
liberdades fundamentais, bem como do Estado de direito, princípios que são
comuns aos Estados-Membros. Todos os cidadãos da União têm os direitos
previstos no Tratado. A Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia, que,
com a entrada em vigor do Tratado de Lisboa, se tornou juridicamente
vinculativa na União, reflecte os direitos fundamentais e as liberdades dos cidadãos
da União. Estes direitos devem ser promovidos e respeitados para se tornarem
realidade. O seu pleno exercício deve ser garantido e quaisquer obstáculos
devem ser derrubados. 
(2)              
O Programa de Estocolmo[6] reafirma a prioridade do
desenvolvimento de um espaço de liberdade, segurança e justiça, e especifica,
nas suas prioridades políticas, a concretização de uma Europa de direitos. O
financiamento é identificado como um dos instrumentos importantes para aplicar
com êxito as prioridades políticas do Programa de Estocolmo. 
(3)              
Os cidadãos devem poder exercer plenamente os
direitos conferidos pela cidadania da União. Devem poder exercer o direito de
circular e residir livremente na União, o direito de votar e candidatar-se às
eleições para o Parlamento Europeu e às eleições municipais, o direito à
protecção consular e o direito de petição ao Parlamento Europeu. Devem
sentir-se à vontade a viver, viajar e trabalhar noutro Estado-Membro, confiando
na protecção dos respectivos direitos, independentemente do lugar da União
Europeia em que se encontrem. 
(4)              
Os cidadãos e as empresas devem também beneficiar
plenamente do mercado interno. Os consumidores devem poder exercer os direitos
decorrentes da legislação em matéria de defesa do consumidor e as empresas
devem receber apoio no sentido de exercer a liberdade de empresa no mercado
interno. O desenvolvimento de instrumentos legislativos nos domínios do consumo
e dos contratos oferece, a empresas e consumidores, soluções práticas para a
resolução de problemas transfronteiriços, visando proporcionar mais opções e
reduzir os custos da celebração de contratos com parceiros de outro
Estado-Membro, bem como oferecer um nível elevado de protecção dos
consumidores. 
(5)              
A não discriminação em razão do sexo, raça ou
origem étnica, religião ou crença, deficiência, idade ou orientação sexual e a
promoção da igualdade entre homens e mulheres são valores comuns aos
Estados-Membros. A luta contra todas as formas de discriminação é um objectivo
contínuo que requer uma acção coordenada, nomeadamente através da atribuição de
financiamento.
(6)              
Nos termos dos artigos 8.º e 10.º do Tratado sobre
o Funcionamento da União Europeia, o programa deve apoiar a integração da
igualdade entre homens e mulheres e os objectivos da luta contra a
discriminação em todas as suas actividades. Mediante a avaliação e o
acompanhamento regular, deve analisar-se a forma como as questões relacionadas
com a igualdade entre homens e mulheres e a luta contra a discriminação são
abordadas pelas actividades do programa. 
(7)              
A violência contra as mulheres, exercida em todas
as suas formas, constitui uma violação de direitos fundamentais e um flagelo
sanitário grave. Este tipo de violência está presente em toda a União, sendo
necessária acção coordenada para a sua resolução. A adopção de medidas de
combate à violência exercida contra as mulheres contribui para a promoção da
igualdade entre homens e mulheres. 
(8)              
O Tratado insta a União a promover a protecção dos
direitos das crianças nos termos do artigo 3.º, n.º 3, do Tratado da União
Europeia, lutando simultaneamente contra a discriminação. As crianças são
vulneráveis, sobretudo em situações de pobreza, exclusão social, deficiência ou
situações específicas que as coloquem em risco. Devem adoptar-se medidas para
promover os direitos das crianças e contribuir para a sua protecção contra as ofensas
corporais e a violência, que constituem um perigo para a saúde física e mental.

(9)              
Os dados pessoais devem continuar a ser protegidos
eficazmente no contexto do desenvolvimento tecnológico constante e da
globalização. O quadro normativo da União para a protecção de dados deve ser
aplicado eficaz e coerentemente na União Europeia e, neste sentido, a União deve
dispor de meios para apoiar os esforços dos Estados-Membros para a sua
transposição.
(10)          
A Comunicação da Comissão sobre a Europa 2020[7] define uma estratégia de
crescimento inteligente, sustentável e inclusivo. O apoio e a promoção dos
direitos das pessoas na União, a luta contra a discriminação e as desigualdades
e a promoção da cidadania contribuem para a promoção dos objectivos específicos
e das iniciativas emblemáticas da Estratégia 2020.
(11)          
            A experiência de intervenção a
nível da União demonstrou que a concretização destes objectivos exige uma
combinação de instrumentos que inclua legislação, iniciativas políticas e
financiamento. O financiamento é um importante instrumento para
complementar as medidas legislativas, pelo que se deverá criar um programa de
financiamento. A Comunicação da Comissão sobre «Um Orçamento para a Europa
2020»[8]
sublinha a necessidade de racionalizar e simplificar o financiamento da União.
A simplificação profunda e a gestão eficiente do financiamento podem ser
alcançadas através da redução do número de programas e da racionalização,
simplificação e harmonização das normas e dos procedimentos de financiamento. 
(12)          
Em resposta à necessidade de simplificação e de
gestão eficiente do financiamento, o presente regulamento cria o Programa Direitos
e Cidadania, a fim de garantir a continuação e o desenvolvimento de actividades
anteriormente levadas a cabo com base em três programas instituídos pela
Decisão do Conselho 2007/252/CE, de 19 de Abril de 2007, que cria, para o
período de 2007 a 2013, o programa específico Direitos fundamentais e cidadania
no âmbito do programa geral Direitos fundamentais e justiça[9]; pela Decisão
n.º 779/2007/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 20 de Junho de
2007, que estabelece para o período de 2007 a 2013 um programa específico de
prevenção e de combate à violência contra as crianças, os jovens e as mulheres
e de protecção das vítimas e dos grupos de risco (programa Daphne III) no
âmbito do programa geral Direitos Fundamentais e Justiça[10]; e pelas secções «Luta contra
a discriminação e diversidade» e «Igualdade entre homens e mulheres» da Decisão
n.º 1672/2006/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 24 de Outubro de
2006, que estabelece um Programa Comunitário para o Emprego e a Solidariedade
Social – Progress[11].
(13)          
As Comunicações da Comissão intituladas
«Reapreciação do Orçamento da UE»[12]
e «Um Orçamento para a Europa 2020» sublinham a importância de concentrar o
financiamento em acções com valor acrescentado à escala europeia, ou seja, em
acções em que a intervenção da União pode acrescentar valor adicional relativamente
à acção isolada dos Estados‑Membros. As acções abrangidas pelo presente
regulamento contribuem para o desenvolvimento da confiança mútua entre
Estados-Membros, para o reforço da criação de redes e da cooperação
transfronteiriça e para a aplicação correcta, coerente e consistente da
legislação da União. As actividades de financiamento devem também contribuir
para o conhecimento efectivo e mais profundo da legislação e das políticas da
União por parte dos interessados e fornecer uma base de análise robusta para o
apoio e o desenvolvimento da legislação e das políticas da União. A intervenção
da União permite que estas acções sejam prosseguidas de forma coerente em toda
a União, produzindo economias de escala. Além disso, a União Europeia está mais
bem colocada do que os Estados-Membros para resolver situações
transfronteiriças e criar uma plataforma europeia para a aprendizagem mútua. 
(14)          
Para aplicar o princípio da boa gestão financeira,
o presente regulamento deve facultar instrumentos adequados para a avaliação do
seu desempenho, definindo, para este efeito, objectivos gerais e específicos.
Para medir o sucesso destes objectivos específicos, deve estabelecer-se um
conjunto de indicadores válidos ao longo da totalidade do período de vigência
do programa.
(15)          
O presente regulamento estabelece para o programa
plurianual uma dotação financeira que, na acepção do ponto 17 do Acordo
Interinstitucional de XX entre o Parlamento Europeu, o Conselho e a Comissão sobre
a cooperação no domínio orçamental e a boa gestão financeira, deve constituir a
principal referência da autoridade orçamental no âmbito do processo orçamental
anual. 
(16)          
A aplicação do presente regulamento deve ser
efectuada em conformidade com o Regulamento (UE, Euratom) n.º XX/XX, de XX,
relativo às regras financeiras aplicáveis ao orçamento anual da União Europeia,
recorrendo, em particular, aos instrumentos de simplificação introduzidos por
este. Além disso, os critérios para identificar as acções a apoiar devem visar
a afectação dos recursos financeiros disponíveis às acções que gerarem o maior
impacto em relação ao objectivo político a alcançar.
(17)          
Devem ser atribuídas à Comissão competências de
execução para a adopção de programas de trabalho anuais. Estas competências
devem ser exercidas nos termos do Regulamento (UE) n.º 182/2011 do
Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de Fevereiro de 2011, que estabelece as
regras e os princípios gerais relativos aos mecanismos dos Estados-Membros para
o controlo do exercício das competências de execução da Comissão[13]. As incidências orçamentais
podem ser consideradas não substanciais, em virtude dos montantes anuais em
causa. Portanto, o procedimento consultivo deve aplicar‑se.
(18)          
Para assegurar a afectação eficiente de fundos do
orçamento da União, devem procurar-se sinergias, coerência e complementaridade
entre programas de financiamento que apoiem áreas políticas intimamente
associadas entre si, em particular entre o Programa Direitos e Cidadania e o
Programa Justiça criado pelo Regulamento (UE) n.º XX/XX, de XX[14], o Programa Europa para os
Cidadãos criado pelo Regulamento (UE) n.º XX/XX, de XX[15], e os programas nos domínios
dos assuntos internos, emprego e assuntos sociais, saúde e defesa do
consumidor, educação, formação, juventude e desporto, sociedade da informação e
alargamento, em particular com o Instrumento de Assistência de Pré-Adesão[16] e com os fundos que operam ao
abrigo do Quadro Estratégico Comum (fundos QEC).
(19)          
Os interesses financeiros da União devem ser protegidos
através de medidas proporcionais ao longo do ciclo das despesas, nomeadamente
através da prevenção, detecção e investigação de irregularidades, da
recuperação de fundos perdidos, pagos indevidamente ou utilizados
incorrectamente e, se for caso disso, de sanções. O Serviço Europeu de Luta
Antifraude (OLAF) deverá ser autorizado a realizar inspecções no local e
inspecções aos operadores económicos, nos termos dos procedimentos
estabelecidos no Regulamento (Euratom, CE) n.º 2185/96[17], com vista a determinar a
existência de fraude, corrupção ou outras actividades ilícitas que afectem os
interesses financeiros da União no âmbito do financiamento ao abrigo do
programa.
(20)          
Uma vez que o objectivo do presente regulamento,
que consiste, nomeadamente, na contribuição para o desenvolvimento de um espaço
em que os direitos das pessoas, tal como consagrados no Tratado sobre o
Funcionamento da União Europeia e na Carta dos Direitos Fundamentais da União
Europeia, são promovidos e protegidos, não pode realizar-se suficientemente ao
nível dos Estados-Membros, sendo mais bem alcançado ao nível da União, esta
poderá adoptar medidas conformes com o princípio da subsidiariedade, referido
no artigo 5.º do Tratado da União Europeia. De acordo com o princípio da
proporcionalidade consagrado no mesmo artigo, o presente regulamento não excede
o necessário para atingir este objectivo, 
ADOPTARAM O SEGUINTE REGULAMENTO: 
Artigo 1.º
Criação e duração do programa
1.           O presente regulamento cria o
Programa Direitos e Cidadania da União Europeia (a seguir designado por «programa»).

2.           O programa abrange o período
compreendido entre 1 de Janeiro de 2014 e 31 de Dezembro de 2020.
Artigo 2.º
Valor acrescentado à escala europeia
O programa financia acções com valor acrescentado
à escala europeia. Para este efeito, a Comissão assegura que as acções
seleccionadas para financiamento se destinam a produzir resultados com valor
acrescentado à escala europeia e verifica se o valor acrescentado à escala
europeia é efectivamente conseguido através dos resultados finais das acções
financiadas pelo programa.
Artigo 3.º
Objectivos gerais 
O objectivo geral do programa é contribuir
para a criação de um espaço em que os direitos das pessoas, tal como
consagrados no Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia e na Carta dos
Direitos Fundamentais da União Europeia, são promovidos e protegidos. 
Artigo 4.º
Objectivos específicos 
1.           Tendo em vista o cumprimento
do objectivo geral definido no artigo 3.º, o programa terá os seguintes
objectivos específicos:
a)      Contribuir para melhorar o exercício dos
direitos conferidos pela cidadania da União;
b)      Promover a aplicação efectiva dos
princípios da não discriminação em razão do sexo, raça ou origem étnica,
religião ou crença, deficiência, idade ou orientação sexual, nomeadamente a
igualdade entre homens e mulheres e os direitos das pessoas com deficiências e
dos idosos;
c)      Contribuir para assegurar um nível
elevado de protecção dos dados pessoais;
d)      Melhorar o respeito pelos direitos da
criança;
e)      Dar aos consumidores e às empresas meios
para negociar e comprar com confiança no mercado interno, através da aplicação
dos direitos decorrentes da legislação da União em matéria de defesa do
consumidor e do apoio à liberdade de empresa no mercado interno através de
transacções além-fronteiras.
2.           Os indicadores de medição da
concretização dos objectivos definidos no n.º 1 são, nomeadamente, a percepção
europeia do respeito, do exercício e da aplicação destes direitos e o número de
queixas apresentadas.
Artigo 5.º
Acções
1.           Tendo em vista o cumprimento
dos objectivos definidos nos artigo 3.º e 4.º, as acções do programa
privilegiam as seguintes áreas de intervenção: 
a)      Melhorar o conhecimento e a
sensibilização do público relativamente à legislação e às políticas da União;
b)      Apoiar a aplicação da legislação e das
políticas da União nos Estados-Membros;
c)      Promover a cooperação transnacional e a
aprendizagem e a confiança mútuas entre todas as partes interessadas;
d)      Melhorar o conhecimento e a compreensão
de potenciais questões que afectem o exercício de direitos e princípios
garantidos pelo Tratado, pela Carta dos Direitos Fundamentais e pelo direito
derivado da União, com vista a assegurar políticas e legislação baseadas em
factos.
2.           O programa financia,
nomeadamente, os seguintes tipos de acções:
a)      Actividades de análise, como a recolha de
dados e estatísticas; desenvolvimento de metodologias comuns e, se for caso
disso, de indicadores ou parâmetros de referência; estudos, investigações,
análises e inquéritos; avaliações e estudos de impacto; elaboração e publicação
de manuais, relatórios e material educativo; acompanhamento e avaliação da
transposição e aplicação do direito da União e da execução das suas políticas; workshops,
seminários, encontros de peritos, conferências;
b)      Actividades de formação, como workshops,
seminários, formações de formadores, desenvolvimento de módulos de formação em
linha ou de outro tipo;
c)       Actividades
de aprendizagem mútua, cooperação, sensibilização e divulgação, tais como a
identificação e troca de boas práticas, experiências e abordagens inovadoras e a
organização de revisões interpares e aprendizagem mútua; organização de
conferências e seminários; organização de campanhas de sensibilização e
informação, campanhas nos meios de comunicação social e eventos, incluindo a
comunicação institucional sobre as prioridades políticas da União Europeia;
recolha e publicação de material de divulgação com informações sobre o programa
e seus resultados; desenvolvimento, operação e manutenção de sistemas e
instrumentos que recorram às tecnologias da informação e comunicação; 
d)      Apoio aos principais intervenientes,
designadamente apoio aos Estados‑Membros na aplicação da legislação e das
políticas da União, apoio às principais redes a nível europeu cujas actividades
estejam relacionadas com a execução dos objectivos do programa, ligação em rede
dos organismos e organizações especializados com as autoridades nacionais,
regionais e locais a nível europeu e financiamento de observatórios a nível
europeu.
Artigo 6.º
Participação
1.           O acesso ao programa está
aberto a todos os organismos públicos e/ou privados e a entidades legalmente
estabelecidas em:
a)      Estados-Membros;
b)      países da EFTA que sejam partes do Acordo
EEE, nas condições definidas neste acordo;
c)      países em vias de adesão, países
candidatos e potenciais candidatos, segundo os princípios e os termos e
condições gerais estabelecidos nos acordos‑quadro relativos à
participação em programas da União.
2.           Os organismos e entidades
públicos e/ou privados legalmente estabelecidos noutros países terceiros,
nomeadamente os países em que se aplica a Política Europeia de Vizinhança,
podem ser associados a acções do programa, se isso servir os objectivos das
acções em causa.
3.           Ao
abrigo do programa, a Comissão pode cooperar com as organizações internacionais
activas nos domínios abrangidos pelo programa, como o Conselho da Europa, a
Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE) e as Nações
Unidas. O acesso ao programa está aberto a estas organizações internacionais.
Artigo 7.º
Orçamento
1.           A dotação financeira para a
execução do programa é de 439 milhões de EUR.
2.           A dotação financeira do programa
pode também abranger despesas relativas a actividades de preparação,
acompanhamento, controlo, inspecção e avaliação necessárias para a gestão do programa
e para a concretização dos objectivos fixados (designadamente, estudos,
reuniões de peritos, acções de informação e comunicação, incluindo a
comunicação institucional das prioridades políticas da União Europeia, na
medida em que estejam relacionadas com os objectivos gerais do Regulamento),
despesas relacionadas com redes de TI centradas no processamento e intercâmbio
de informações e todas as outras despesas de apoio técnico e administrativo
efectuadas pela Comissão para gerir o programa.
3.           A autoridade orçamental
autoriza as dotações anuais disponíveis dentro dos limites estabelecidos pelo
Regulamento (UE, Euratom) n.º XX/XX do Conselho, de XX, que estabelece o quadro
financeiro plurianual para o período de 2014 a 2020.
Artigo 8.º
Medidas de execução
1.           A Comissão concede o apoio
financeiro da União de acordo com o Regulamento (UE, Euratom) n.º XX/XX,
de XX, relativo às regras financeiras aplicáveis ao orçamento anual da União
Europeia.
2.           Para a execução do programa,
a Comissão aprova programas de trabalho anuais sob a forma de actos de
execução, nos termos do procedimento consultivo referido no artigo 9.º, n.º 2.
3.           Os programas de trabalho
anuais definem as medidas necessárias para a sua execução, as prioridades dos
convites à apresentação de propostas e todos os outros elementos exigidos pelo
Regulamento (UE, Euratom) n.º XX/XX, de XX, relativo às regras financeiras
aplicáveis ao orçamento anual da União Europeia. 
Artigo 9.º
Procedimento de comité
1.           A Comissão é assistida por um
Comité, que será um comité na acepção do Regulamento (UE) n.º 182/2011.
2.           Sempre que se faça referência
ao presente número, é aplicável o artigo 4.º do Regulamento n.º 182/2011.

Artigo 10.º
Complementaridade
1.           A Comissão, em cooperação com
os Estados-Membros, assegura a coerência e a complementaridade gerais e as
sinergias com outros instrumentos da União, nomeadamente com o Programa
Justiça, o Programa Europa para os Cidadãos e com programas nos domínios dos
assuntos internos, emprego e assuntos sociais, saúde e defesa do consumidor,
educação, formação, juventude e desporto, sociedade da informação e
alargamento, em particular com o Instrumento de Assistência de Pré-Adesão e com
os fundos que operam ao abrigo do Quadro Estratégico Comum (fundos QEC).
2.           O programa pode partilhar
recursos com outros instrumentos da União, designadamente o Programa Justiça,
com vista a executar acções relativas aos objectivos dos dois programas. A uma
acção financiada pelo programa também pode ser atribuído financiamento do
Programa Justiça, desde que os financiamentos não abranjam as mesmas rubricas
de custos.
Artigo 11.º
Protecção dos interesses financeiros da União 
1.           A Comissão toma medidas
adequadas para assegurar que, na execução das acções financiadas ao abrigo do
presente regulamento, os interesses financeiros da União são protegidos através
da aplicação de medidas preventivas contra a fraude, a corrupção e outras
actividades ilícitas, através de controlos eficazes e da recuperação de montantes
pagos indevidamente e, no caso de serem detectadas irregularidades, através da
aplicação de sanções efectivas, proporcionadas e dissuasivas.
2.           A Comissão ou os seus
representantes e o Tribunal de Contas podem realizar auditorias com base em
documentos e inspecções no local a todos os beneficiários de subvenções,
contratantes e subcontratantes que recebam fundos da União ao abrigo do programa.

              O Serviço Europeu de Luta
Antifraude (OLAF) pode realizar inspecções no local e inspecções a operadores económicos
que beneficiaram directa ou indirectamente de financiamento, nos termos dos
procedimentos estabelecidos no Regulamento (Euratom, CE) n.º 2185/96, com
vista a apurar a existência de fraude, corrupção ou outras actividades
ilícitas, que afectem os interesses financeiros da União, no âmbito de um
acordo de subvenção, de uma decisão de subvenção ou de um contrato relativo a
financiamento da União.
              Sem prejuízo do primeiro e
segundo parágrafos, os acordos de cooperação com países terceiros e organizações
internacionais, os acordos de subvenção, as decisões de subvenção e os
contratos decorrentes da execução do presente regulamento conferem
expressamente à Comissão, ao Tribunal de Contas e ao OLAF poderes para realizar
as referidas auditorias, inspecções e inspecções no local.
Artigo 12.º
Acompanhamento e avaliação
1.           A Comissão acompanha o programa
regularmente, com vista ao supervisionamento da execução das acções realizadas
nas áreas de intervenção referidas no artigo 5.º, n.º 1, e do cumprimento
dos objectivos específicos referidos no artigo 4.º. O acompanhamento também
constitui uma forma de avaliar a forma como são abordadas as questões
relacionadas com a igualdade entre homens e mulheres e com a luta contra a
discriminação em todas as acções do programa. Sempre que pertinente, os
indicadores devem ser discriminados por sexo, idade e deficiência. 
2.           A Comissão apresenta ao
Parlamento Europeu e ao Conselho:
a)      um relatório de avaliação intercalar até
meados de 2018; 
b)      um relatório de avaliação ex post.
3.           A avaliação intercalar incide
sobre a concretização dos objectivos do programa, a eficiência de utilização
dos recursos e o valor acrescentado à escala europeia, para determinar se o
financiamento nas áreas abrangidas pelo programa será renovado, modificado ou
suspenso após 2020. Esta avaliação aborda também as possibilidades de
simplificação do programa, a sua coerência interna e externa e a continuação da
pertinência de todos os objectivos e acções, tomando em consideração os
resultados das avaliações ex post dos programas mencionados no
artigo 13.º.
4.           A avaliação ex post incide
sobre o impacto do programa a longo prazo e sobre a sustentabilidade dos seus efeitos,
com vista à inserção destas informações numa decisão sobre um programa
subsequente. 
Artigo 13.º
Medidas transitórias
As acções iniciadas antes de 1 de Janeiro de
2014 com base na Decisão 2007/252/CE, na Decisão 779/2007/CE ou na «Secção 4:
Luta contra a discriminação e diversidade» e na «Secção 5: Igualdade entre
homens e mulheres» da Decisão 1672/2006/CE continuarão a ser reguladas pelas
disposições das referidas decisões até à sua conclusão. No que respeita a essas
acções, a referência aos comités previstos no artigo 10.º da Decisão
2007/252/CE, no artigo 10.º da Decisão 779/2007/CE e no artigo 13.º da Decisão
1672/2006/CE deve ser interpretada como referência ao comité previsto no artigo
9.º do presente regulamento.
Artigo 14.º
Entrada em vigor
O presente
regulamento entra em vigor no vigésimo dia seguinte ao da sua publicação no Jornal
Oficial da União Europeia.
Feito em Bruxelas,
Pelo Parlamento Europeu                             Pelo
Conselho
O Presidente                                                  O
Presidente
ANEXO
FICHA FINANCEIRA LEGISLATIVA

1.           CONTEXTO DA
PROPOSTA/INICIATIVA 
              1.1.    Denominação da proposta/iniciativa 
              1.2.    Domínio(s)
de intervenção envolvido(s) de acordo com a estrutura ABM/ABB
              1.3.    Natureza
da proposta/iniciativa 
              1.4.    Objectivo(s)

              1.5.    Justificação
da proposta/iniciativa 
              1.6.    Duração
da acção e seu impacto financeiro 
              1.7.    Modalidade(s)
de gestão prevista(s) 
2.           MEDIDAS DE GESTÃO 
              2.1.    Disposições
em matéria de acompanhamento e prestação de informações 
              2.2.    Sistema
de gestão e de controlo 
              2.3.    Medidas
de prevenção de fraudes e irregularidades 
3.           IMPACTO FINANCEIRO ESTIMADO
DA PROPOSTA/INICIATIVA 
              3.1.    Rubrica(s)
do quadro financeiro plurianual e rubrica(s) orçamental(is) de despesas
envolvida(s) 
              3.2.    Impacto
estimado nas despesas 
              3.2.1. Síntese do impacto estimado nas despesas 
              3.2.2. Impacto
estimado nas dotações operacionais 
              3.2.3. Impacto
estimado nas dotações de natureza administrativa
              3.2.4. Compatibilidade
com o actual quadro financeiro plurianual
              3.2.5. Participação
de terceiros no financiamento 
              3.3.    Impacto estimado nas receitas
FICHA
FINANCEIRA LEGISLATIVA

1.                      
CONTEXTO DA PROPOSTA/INICIATIVA 
1.1.                
Denominação da proposta/iniciativa 

Proposta
de Regulamento do Parlamento Europeu e do Conselho que cria, para o período de
2014 a 2020, o Programa Direitos e Cidadania 

1.2.                
Domínio(s) de intervenção envolvido(s) de acordo
com a estrutura ABM/ABB[18]

Título 33 – Justiça

1.3.                
Natureza da proposta/iniciativa 

þ A
proposta/iniciativa refere-se a uma nova acção 
¨ A
proposta/iniciativa refere-se a uma nova acção na sequência de um
projecto-piloto/acção preparatória[19]

¨ A
proposta/iniciativa refere-se à prorrogação de uma acção existente 
¨ A
proposta/iniciativa refere-se a uma acção reorientada para uma nova acção 

1.4.                
Objectivo(s)
1.4.1.          
Objectivo(s) estratégico(s) plurianual(ais) da
Comissão visado(s) pela proposta/iniciativa 

O
objectivo do programa é contribuir para o desenvolvimento de um espaço de
liberdade, segurança e justiça através da promoção e do apoio da aplicação
efectiva da Europa de direitos consagrada no Tratado sobre o Funcionamento da
União Europeia e na Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia,
incluindo, designadamente, os direitos conferidos pela cidadania europeia, os
princípios da não discriminação em razão do sexo, raça ou origem étnica,
religião ou crença, deficiência, idade ou orientação sexual e da igualdade
entre homens e mulheres, os direitos das pessoas com deficiências e dos idosos,
o direito à protecção de dados pessoais, os direitos da criança, os direitos
dos consumidores e a liberdade de empresa no mercado interno através da
facilitação das transacções além-fronteiras.

1.4.2.          
Objectivo(s) específico(s) e actividade(s) ABM/ABB
em causa 

Objectivos específicos
Tendo
em vista o cumprimento do objectivo geral mencionado anteriormente, o programa
tem os seguintes objectivos específicos:
a)
Contribuir para melhorar o exercício dos direitos conferidos pela cidadania da
União;
b)
Promover a aplicação efectiva dos princípios da não discriminação em razão do
sexo, raça ou origem étnica, religião ou crença, deficiência, idade ou
orientação sexual, nomeadamente a igualdade entre homens e mulheres e os
direitos das pessoas com deficiências e dos idosos;
c)
Contribuir para assegurar um nível elevado de protecção dos dados pessoais;
d)
Aumentar o respeito pelos direitos da criança;
e)
Dar aos consumidores e às empresas meios para negociar e comprar com confiança
no mercado interno, através da aplicação dos direitos decorrentes da legislação
da União em matéria de defesa do consumidor e do apoio à liberdade de empresa
no mercado interno através de transacções além-fronteiras.
Actividade ABM/ABB em causa
ABB 33 02 e 33 06.

1.4.3.          
Resultado(s) e impacto esperados

Especificar os efeitos
que a proposta/iniciativa poderá ter nos beneficiários/grupos-alvo
A
proposta contribuirá para a aplicação do acervo, permitindo que os cidadãos e
as empresas da União beneficiem plenamente da legislação vigente, tornando-se
mais conscientes dos direitos que lhes assistem. Os Estados-Membros e as partes
interessadas terão melhores instrumentos de cooperação e de troca de
informações sobre boas práticas. Os efeitos da proposta sobre os beneficiários/grupos-alvo
são descritos com mais pormenor na secção 4.1.2 da avaliação de impacto.
Adicionalmente,
as alterações dos programas de financiamento agora propostas terão um claro
efeito positivo sobre os processos de gestão do apoio financeiro, começando por
uma abordagem integrada dos programas em termos de processos de candidatura,
documentação necessária e sistemas de TI utilizados. Estes aspectos permitirão
poupar tempo, uma vez que muitas partes interessadas activas em domínios
abrangidos por várias gerações de programas deixariam de defrontar-se com
requisitos divergentes e poderiam concentrar-se mais no desenvolvimento de
propostas consistentes do ponto de vista do conteúdo e da qualidade. 
Além
disso, com um único processo de selecção harmonizado e racionalizado,
reduzir-se-ão substancialmente os tempos entre a entrega de candidaturas e a
recepção dos resultados, o que diminuirá o período de incerteza para os
candidatos. Acresce igualmente a vantagem de os projectos terem início muito
mais depressa após a sua concepção, respondendo, deste modo, com maior eficácia
às necessidades concretas que procuram suprir, de acordo com as prioridades
políticas da UE.

1.4.4.          
Indicadores de resultados e de impacto 

Especificar os
indicadores que permitem acompanhar a execução da proposta/iniciativa
Os
indicadores de medição da concretização dos objectivos acima mencionados são,
nomeadamente, a percepção europeia do respeito, do exercício e da aplicação
destes direitos e o número de queixas apresentadas.
A
DG Justiça não dispõe de informações suficientes sobre a situação actual para
definir metas significativas a longo ou médio prazo, mas, antes do início da
aplicação do programa, tentará recolher mais informações sobre a situação
actual, com vista a estabelecer marcos e metas.

1.5.                
Justificação da proposta/iniciativa 
1.5.1.          
Necessidade(s) a satisfazer a curto ou a longo
prazo 

Embora
a legislação seja um instrumento fundamental para executar os objectivos da
União no domínio dos direitos e cidadania, é necessário complementá-la com
outros meios. Neste contexto, o financiamento desempenha um papel importante.
Deve, designadamente, reforçar a eficácia da legislação e dos direitos
consagrados directamente no Tratado, incrementando o conhecimento, a
sensibilização e as capacidades dos cidadãos, dos profissionais e das partes
interessadas, através:
–           do apoio à informação e à sensibilização do público, nomeadamente a
campanhas, nacionais e europeias, de informação sobre direitos, previstas na
legislação da UE, e sobre a sua aplicação prática;
–        do apoio à
formação e habilitação de profissionais do direito (como juízes e magistrados
do Ministério Público) e de outros profissionais, munindo-os de instrumentos
para aplicar eficazmente os direitos e políticas da UE.
O financiamento também
tem um papel central na promoção da cooperação a nível transnacional e no
desenvolvimento da confiança mútua, através:
–        do reforço de
redes, ou seja, de organizações a nível da UE que contribuem para a preparação
de iniciativas futuras neste domínio e que promovem a sua aplicação coerente em
toda a Europa;
–        da cooperação
transfronteiriça em matéria de aplicação, por exemplo criando sistemas de
alerta para crianças desaparecidas e coordenando a cooperação operacional e
transfronteiriça na luta contra a droga.
Adicionalmente, o
financiamento apoia:
–        a investigação,
a análise e outras actividades de apoio, com vista a disponibilizar ao
legislador informações claras e pormenorizadas sobre os problemas e a situação
no terreno. Os resultados destas actividades são integrados no desenvolvimento
e na aplicação das políticas da UE, assegurando que estas se baseiam em factos
e são bem orientadas e estruturadas.

1.5.2.          
Valor acrescentado da intervenção da União Europeia

O
financiamento abrangido pelo Programa Direitos e Cidadania concentra-se em
actividades em que a intervenção da UE pode representar um valor acrescentado
relativamente à acção isolada dos Estados-Membros. As actividades abrangidas
pelo presente regulamento contribuem para a aplicação eficaz do acervo através
do desenvolvimento da confiança mútua entre Estados-Membros, do reforço da
criação de redes e da cooperação transfronteiriça e da aplicação correcta,
coerente e consistente da legislação em toda a União. Só a acção a nível da
União consegue criar actividades coordenadas que abranjam todos os Estados‑Membros.
A União Europeia está mais bem colocada do que os Estados-Membros para resolver
situações transfronteiriças e criar uma plataforma europeia para a aprendizagem
mútua. Sem o apoio da União, as partes interessadas tenderão a resolver
problemas semelhantes de forma fragmentada e independente. A colaboração e a
criação de redes entre si conduzirão à divulgação de boas práticas,
designadamente abordagens inovadoras e integradas em diferentes
Estados-Membros. Os participantes nestas actividades actuarão, posteriormente,
nas respectivas actividades profissionais, como multiplicadores na difusão de
boas práticas no seu Estado-Membro.
Será
apoiada uma base de análise robusta para estruturar e desenvolver as políticas
a seguir. A intervenção da União Europeia permite que estas actividades sejam realizadas
de forma coerente em toda a União, produzindo economias de escala. O
financiamento a nível nacional não produziria os mesmos resultados, resultando
numa abordagem fragmentada e limitada que não supriria as necessidades da União
Europeia como um todo.

1.5.3.          
Principais ensinamentos retirados de experiências
análogas

As
avaliações intercalares realizadas para os programas actualmente em vigor no
domínio dos direitos e da cidadania confirmaram a sua eficácia geral, mas
também identificaram uma série de problemas, como a dispersão de fundos (saupoudrage)
em projectos de pequena escala com impacto limitado. Apesar de o financiamento
ser distribuído por vários projectos, não existe uma distribuição geográfica
equilibrada entre as organizações que recebem financiamento. Segundo as
avaliações intercalares, dever-se-ia fazer mais para melhorar a divulgação e a
exploração dos resultados e das realizações das actividades financiadas. A
melhoria da divulgação é inseparável da melhoria da avaliação e do
acompanhamento. As avaliações intercalares e a consulta pública sublinharam, em
termos de eficiência, os procedimentos complexos e burocráticos com que os
candidatos se defrontam. Do ponto de vista administrativo, a multiplicidade de
procedimentos para os vários programas significa um elevado ónus administrativo
para a Comissão. A multiplicidade de procedimentos e o elevado ónus
administrativo contribuem para a maior duração dos procedimentos. A fusão dos programas
resolverá esta questão e criará sinergias entre os programas. 

1.5.4.          
Compatibilidade e eventual sinergia com outros
instrumentos

A
Comissão procurará sinergias, coerência e complementaridade com outros
instrumentos da União, nomeadamente com o Programa Justiça e com programas nos
domínios dos assuntos internos, emprego, saúde, defesa dos consumidores,
educação, formação, juventude e desporto, comunicação, sociedade da informação
e alargamento, em particular com o Instrumento de Assistência de Pré-Adesão e
com os fundos que operam ao abrigo do Quadro Estratégico Comum (fundos QEC).
Evitar-se-á a duplicação de actividades ao abrigo dos outros programas e os
recursos poderão ser partilhados entre os dois programas – Justiça e Direitos e
Cidadania –, visando a concretização de objectivos comuns.

1.6.                
Duração da acção e seu impacto financeiro 

þ Proposta/iniciativa de duração
limitada 
·      þ  Proposta/iniciativa
válida entre 01/01/2014 e 31/12/2020 
·      þ  Impacto
financeiro no período compreendido entre 2014 e 2020 e mais além 
¨ Proposta/iniciativa de duração
ilimitada
·      Aplicação com um período de arranque progressivo entre AAAA e AAAA,
·      seguido de um período de funcionamento pleno

1.7.                
Modalidade(s) de gestão prevista(s)[20] 

þ Gestão centralizada directa por parte da Comissão 
þ Gestão centralizada indirecta por delegação de funções de execução:
·      þ  nas agências de
execução 
·      þ  nos organismos
criados pelas Comunidades[21]

·      ¨  nos organismos
públicos nacionais/organismos com missão de serviço público 
·      ¨ nas pessoas
encarregadas da execução de acções específicas por força do Título V do Tratado
da União Europeia, identificadas no acto de base pertinente na acepção do
artigo 49.º do Regulamento Financeiro 
¨ Gestão partilhada com os Estados-Membros 
¨ Gestão descentralizada com países terceiros 
þ Gestão conjunta com organizações internacionais (especificado em seguida)
Se for indicada mais de
uma modalidade de gestão, queira especificar na secção «Observações»
Observações 
A
possibilidade de recurso a agências de execução existentes para a execução
integral ou parcial do programa está prevista na exposição de motivos. Nesta
fase, ainda não foi tomada qualquer decisão a este respeito nem se realizou uma
análise custo/benefício, mas esta opção deve ser mantida em aberto.
A gestão
conjunta é outra opção a considerar no futuro, designadamente com as
organizações internacionais referidas no artigo 6.º, n.º 2: Conselho da Europa,
Nações Unidas e OCDE.

2.                      
MEDIDAS DE GESTÃO 
2.1.                
Disposições em matéria de acompanhamento e
prestação de informações 

Especificar a
periodicidade e as condições
A
proposta inclui deveres de avaliação e acompanhamento. A realização dos
objectivos específicos será acompanhada regularmente, com base nos indicadores
constantes da proposta.
Além
disso, a Comissão apresentará, até meados de 2018, um relatório de avaliação
intercalar sobre a realização dos objectivos do programa, a eficiência da
utilização dos recursos e o seu valor acrescentado à escala europeia. Um
relatório de avaliação ex post sobre o impacto a longo prazo e a
sustentabilidade dos efeitos do programa será apresentado após a sua conclusão.

2.2.                
Sistema de gestão e de controlo 
2.2.1.          
Risco(s) identificado(s) 

A
DG Justiça não correu riscos significativos de erros nos seus programas de
despesas, o que se confirma pela ausência reiterada de conclusões importantes
nos relatórios anuais do Tribunal de Contas, bem como pela ausência de uma taxa
de erro residual superior a 2 % nos últimos anos nos relatórios anuais de
actividade da DG Justiça (e da antiga DG JLS), com a única excepção do Programa
Daphne em 2009.
Os
principais riscos identificados são:
– Risco de baixa qualidade dos projectos seleccionados e de má execução
técnica do projecto, reduzindo o impacto dos programas, devido a procedimentos
de selecção inadequados, à falta de conhecimentos especializados ou a
acompanhamento insuficiente.
– Risco de utilização ineficiente ou não económica dos fundos
atribuídos, tanto no caso de subvenções (complexidade do reembolso das despesas
elegíveis efectivas, juntamente com a reduzida possibilidade de verificar, por
meio de documentação, as despesas elegíveis) como de aquisições (por vezes, o
número de prestadores de serviços com os conhecimentos especializados
necessários é limitado, não havendo oportunidades suficientes para comparar
propostas de preços).
– Risco relacionado com a capacidade de as pequenas organizações, em
particular, controlarem efectivamente as despesas e garantirem a transparência
das operações realizadas.
– Risco de reputação para a Comissão, caso se descubram fraudes ou actividades
criminosas; só é possível obter uma garantia parcial quanto aos sistemas de
controlo interno dos terceiros, devido ao elevado número de beneficiários e
contratantes heterogéneos, com sistemas de controlo próprios, que
frequentemente são de dimensões reduzidas.
Prevê-se
que a maioria destes riscos seja reduzida graças à melhoria da orientação das
propostas e à utilização de elementos simplificados incluídos na revisão
trienal do Regulamento Financeiro.

2.2.2.          
Meio(s) de controlo previsto(s)

Descrição do sistema de controlo interno
O
sistema de controlo previsto para o futuro programa é a continuação do actual
sistema. É composto por diferentes elementos constitutivos: supervisão das
operações pela unidade de gestão de programa, controlo ex ante
(verificação financeira) pela unidade de orçamento e controlo central (comité
interno de concursos públicos), controlos ex post das subvenções e
auditorias da Estrutura de Auditoria Interna e/ou do Serviço de Auditoria
Interna (SAI).
Todas
as transacções são sujeitas a uma verificação ex ante por parte da
unidade de gestão do programa e a uma verificação financeira por parte da
unidade de orçamento e controlo (excepto nos casos de pré-financiamento de
baixo risco). No caso das subvenções, os pedidos de pagamento são verificados
minuciosamente e os documentos comprovativos são solicitados sempre que se
considere necessário, com base numa avaliação de risco. Todos os processos de
aquisição públicos ou limitados e todos os processos negociados com um valor
superior a 60 000 EUR são entregues ao comité interno de concursos
públicos para efeito de verificação antes da decisão de adjudicação.
O
sector de controlo ex post aplica uma «estratégia de detecção» destinada
a revelar o máximo de anomalias com vista à recuperação de pagamentos
indevidos. Segundo esta estratégia, as auditorias são realizadas com base numa
amostra de projectos seleccionados quase completamente com base numa análise de
risco. 
Custos e benefícios dos controlos
Estimamos
que entre 50 % e 70 % do pessoal que participa na gestão dos programas
financeiros em vigor realizem funções de controlo em sentido lato (desde a
selecção de beneficiários/contratantes à aplicação dos resultados das
auditorias), o que corresponde a um intervalo entre 2,1 milhões de EUR (50 % dos
custos com recursos humanos em 2014, definidos na Secção 3.2.3) e 3,2 milhões
de EUR (70 % dos custos com recursos humanos em 2020, definidos na Secção
3.2.3). Adicionalmente, a externalização de auditorias ex post acarreta
custos entre 75 000 e 100 000 EUR por ano, que são financiados
pelas dotações de apoio administrativo. Estes custos representam entre 6 % e 4
% do orçamento total do programa, diminuindo ao longo do período de sete anos,
devido ao facto de as dotações anuais aumentarem substancialmente entre 2014 e
2020, ao passo que os custos de controlo permanecem bastante estáveis.
Graças
à combinação de controlos ex ante e ex post, bem como a controlos
documentais e auditorias no terreno, nos últimos anos a média quantificável da
taxa de erro residual foi inferior a 2 %, com excepção do Programa Daphne em
2009, em que a taxa de erro foi ligeiramente superior a 2 %. Procurou
resolver-se esta situação no ano seguinte, através do aumento dos controlos ex
post no terreno, que detectaram e corrigiram os erros subsistentes nesta
população. Por conseguinte, na DG Justiça, considera-se que o sistema de
controlo interno e o seu custo são adequados para atingir o objectivo de uma
baixa taxa de erro.
Contudo,
neste quadro, a DG Justiça continuará a explorar possibilidades de melhorar a
gestão e aumentar a simplificação. Com a redução do número de programas, serão
aplicáveis regras e procedimentos harmonizados, reduzindo o risco de erro.
Adicionalmente, os instrumentos de simplificação disponibilizados na revisão
trienal do Regulamento Financeiro serão utilizados tanto quanto possível, dado
que se prevê que contribuirão para a redução do ónus administrativo para os
beneficiários, representando, deste modo, uma redução simultânea dos riscos de
erro e do ónus administrativo para a Comissão.
Resumo da natureza e intensidade dos (actuais)
controlos
 Resumo dos controlos || Montante/ milhões EUR   || Número de beneficiários/ transacções (% do total) || Intensidade* (avaliação de 1 a 4) || Cobertura (% do valor) 
 Controlos ex ante de todas as transacções financeiras || Não disponível || 100 % || 1-4, consoante o risco e o tipo de transacção || 100 % 
 Controlos das decisões de adjudicação pelo comité interno de concursos públicos || Não disponível || 100 % dos procedimentos de adjudicação acima de 125 000 EUR e dos procedimentos por negociação acima de 60 000 EUR || 4 || 100 % dos procedimentos de adjudicação acima de 125 000 EUR e dos procedimentos por negociação acima de 60 000 EUR 
 Controlos ex post dos pagamentos finais de subvenções || Não disponível || Pelo menos 10 % || 4 || Entre 5 e 10 % 
*Intensidade dos
controlos: 
1. Controlo administrativo/aritmético mínimo sem
recurso a documentos comprovativos. 
2. Controlo com recurso a informações comprovativas,
incluindo um elemento de supervisão independente (por exemplo, certificado de
auditoria ou outra verificação), mas sem verificar os documentos comprovativos.
3. Controlo com recurso a informações comprovativas
totalmente independentes (por exemplo, base de dados que justifica determinados
elementos do pedido, avaliação das metas alcançadas por terceiro ou pela
Comissão, etc.). 
4. Controlo com recurso aos
documentos comprovativos disponíveis na fase do processo em questão,
relativamente a todos os contributos e realizações (por exemplo, folhas de
presença, facturas, verificação física, etc.); ou seja, intensidade de controlo
das transacções idêntica à do controlo efectuado pelo Tribunal de Contas da UE
para emitir a declaração de fiabilidade.

2.3.                
Medidas de prevenção de fraudes e irregularidades 

Especificar as medidas
de prevenção e de protecção existentes ou previstas
Foram
e continuarão a ser aplicadas diversas medidas para que o futuro Programa
Direitos e Cidadania disponha de meios para prevenir fraudes e irregularidades.
A proposta inclui uma disposição (artigo 11.º) relativa à protecção dos
interesses financeiros da União Europeia. Em linha com a estratégia de luta
antifraude da Comissão (CAFS), adoptada em Junho de 2011, a DG Justiça está a
conceber uma estratégia de luta antifraude que abrange a globalidade do ciclo
das despesas, tendo em consideração a proporcionalidade e o custo/benefício das
medidas a aplicar. Esta estratégia baseia-se em dois pilares: prevenção, com
base em controlos efectivos, e reacção adequada em caso de detecção de fraudes
ou irregularidades, através da recuperação de montantes pagos indevidamente e,
se for caso disso, através de sanções efectivas, proporcionadas e dissuasivas.
A estratégia de luta antifraude descreve o sistema de verificações ex ante
e ex post, baseado num sistema de semáforos vermelhos, e especifica os
procedimentos a seguir pelo pessoal em caso de detecção de fraudes ou
irregularidades. Presta igualmente informações sobre a organização dos
trabalhos com o OLAF.

3.                      
IMPACTO FINANCEIRO ESTIMADO DA PROPOSTA/INICIATIVA 
3.1.                
Rubrica(s) do quadro financeiro plurianual e
rubrica(s) orçamental(is) de despesas envolvida(s) 

·      Novas rubricas orçamentais, cuja criação é solicitada 
Segundo a ordem das rubricas do quadro financeiro plurianual
e das respectivas rubricas orçamentais.
 Rubrica do quadro financeiro plurianual || Rubrica orçamental || Natureza das dotações || Participação 
 Número [Designação……………………………..] || DD/DND || dos países EFTA || dos países candidatos || de países terceiros || na acepção do artigo 18.º, n.º 1, alínea a‑a), do Regulamento Financeiro 
 [3…] || [33 01 04.YY] [Programa Direitos e Cidadania] || [DND] || SIM || SIM || NÃO || NÃO 
 [3…] || [33 YY YY YY] [Programa Direitos e Cidadania] || [DD] || SIM || SIM || NÃO || NÃO 
   ||   ||   ||   ||   ||   ||   

3.2.                
Impacto estimado nas despesas 
3.2.1.          
Síntese do impacto estimado nas despesas 

Em milhões de EUR (3 casas decimais)
 Rubrica do quadro financeiro plurianual: || Número || [Designação 3 – Segurança e cidadania] 
 DG: Justiça || Inserir o número de anos necessários para reflectir a duração do impacto (ver ponto 1.6) ||   || Ano 2014[22] || Ano 2015 || Ano 2016 || Ano 2017 || Ano 2018 || Ano 2019 || Ano 2020 || Após 2020 || TOTAL 
  Dotações operacionais ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   
 Número da rubrica orçamental: 33 xx xx || Autorizações || (1) || 42,400 || 47,900 || 53,900 || 60,900 || 67,900 || 74,900 || 83,400 ||   || 431,300 
 Pagamentos || (2) || 17,100 || 27,700 || 39,800 || 49,000 || 59,100 || 65,900 || 73,300 || 99,400 || 431,300 
 Número da rubrica orçamental || Autorizações || (1a) ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   
 Pagamentos || (2a) ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   
 Dotações de natureza administrativa financiadas a partir da dotação de programas específicos[23]* ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   
 Número da rubrica orçamental: 33 01 04 yy ||   || (3) || 1,100 || 1,100 || 1,100 || 1,100 || 1,100 || 1,100 || 1,100 ||   || 7,700 
 TOTAL das dotações para a DG JUSTIÇA || Autorizações || =1+1a +3 || 43,500 || 49,000 || 55,000 || 62,000 || 69,000 || 76,000 || 84,500 ||   || 439,000 
 Pagamentos || =2+2a +3 || 18,200 || 28,800 || 40,900 || 50,100 || 60,200 || 67,000 || 74,400 || 99,400 || 439,000 
* A Comissão pode prever a externalização
(parcial) da execução do programa, confiando-a a agências de execução
existentes. As quantias e as imputações serão ajustadas, caso necessário, de
acordo com os resultados do processo de externalização.
  TOTAL das dotações operacionais || Autorizações || (4) || 42,400 || 47,900 || 53,900 || 60,900 || 67,900 || 74,900 || 83,400 ||   || 431,300 
 Pagamentos || (5) || 17,100 || 27,700 || 39,800 || 49,000 || 59,100 || 65,900 || 73,300 || 99,400 || 431,300 
  TOTAL das dotações de natureza administrativa financiadas a partir da dotação de programas específicos || (6) || 1,100 || 1,100 || 1,100 || 1,100 || 1,100 || 1,100 || 1,100 ||   || 7,700 
 TOTAL das dotações para a RUBRICA 3 do quadro financeiro plurianual || Autorizações || =4+ 6 || 43,500 || 49,000 || 55,000 || 62,000 || 69,000 || 76,000 || 84,500 ||   || 439,000 
 Pagamentos || =5+ 6 || 18,200 || 28,800 || 40,900 || 50,100 || 60,200 || 67,000 || 74,400 || 99,400 || 439,000 
 Rubrica do quadro financeiro plurianual: || 5 || «Despesas administrativas» 
Em milhões de EUR (3 casas decimais)
   ||   || Ano 2014 || Ano 2015 || Ano 2016 || Ano 2017 || Ano 2018 || Ano 2019 || Ano 2020 || Após 2020 || TOTAL 
 DG JUSTIÇA ||   || 
  Recursos humanos || 4,185 || 4,247 || 4,165 || 4,254 || 4,344 || 4,433 || 4,522 ||   || 30,150 
  Outras despesas de natureza administrativa || 0,054 || 0,055 || 0,056 || 0,057 || 0,059 || 0,060 || 0,061 ||   || 0,402 
 TOTAL DG JUSTIÇA || Dotações || 4,239 || 4,302 || 4,221 || 4,311 || 4,403 || 4,493 || 4,583 ||   || 30,552 
 TOTAL das dotações para a RUBRICA 5 do quadro financeiro plurianual || (Total das autorizações = Total dos pagamentos) || 4,239 || 4,302 || 4,221 || 4,311 || 4,403 || 4,493 || 4,583 ||   || 30,552 
Em milhões de EUR (3 casas decimais)
   ||   || Ano 2014 || Ano 2015 || Ano 2016 || Ano 2017 || Ano 2018 || Ano 2019 || Ano 2020 ||   || TOTAL 
 TOTAL das dotações para as RUBRICAS 1 a 5 do quadro financeiro plurianual || Autorizações || 47,739 || 53,302 || 59,221 || 66,311 || 73,403 || 80,493 || 89,083 ||   || 469,552 
 Pagamentos || 22,439 || 33,102 || 45,121 || 54,411 || 64,603 || 71,493 || 78,983 || 99,400 || 469,552 

3.2.2.          
Impacto estimado nas dotações operacionais 

·      ¨  A
proposta/iniciativa não acarreta a utilização de dotações operacionais. 
·      þ  A
proposta/iniciativa acarreta a utilização de dotações operacionais, tal como
explicitado seguidamente: 
A DG Justiça não consegue apresentar uma lista exaustiva de todas as
realizações promovidas através da intervenção financeira ao abrigo do programa
e dos seus custos e valores médios, conforme exigido na presente secção. De
momento, não existem instrumentos estatísticos que permitam obter custos médios
com base nos programas em vigor. Além disso, esta definição precisa seria
contrária ao princípio de que o futuro programa deverá proporcionar
flexibilidade suficiente para abranger as prioridades políticas entre 2014 e
2020. Todavia, apresenta‑se seguidamente uma lista (não exaustiva) das
realizações previstas:
– Número de pessoas dos grupos-alvo abrangidas por actividades de
sensibilização;
– Número de pessoas dos grupos-alvo abrangidas por actividades de
formação;
– Número de partes interessadas que participam, nomeadamente, na criação
de redes, em intercâmbios e em visitas de estudo;
– Número de casos de cooperação transfronteiriça, nomeadamente através
do uso de ferramentas TI e procedimentos europeus;
– Iniciativas políticas
concebidas com base em avaliações, avaliações de impacto e consultas
aprofundadas das partes interessadas e dos peritos;
– Número de avaliações e
avaliações de impacto realizados na sequência da execução do programa.
Dotações de autorização em milhões de EUR (3 casas
decimais)
 Indicar os objectivos e as realizações ò ||   ||   || Ano 2014 || Ano 2015 || Ano 2016 || Ano 2017 || Ano 2018 || Ano 2019 || Ano 2020 || TOTAL 
 REALIZAÇÕES 
 Tipo de realização[24] || Custo médio da realização || Número de realizações || Custo || Número de realizações || Custo || Número de realizações || Custo || Número de realizações || Custo || Número de realizações || Custo || Número de realizações || Custo || Número de realizações || Custo || Número total de realizações || Custo total 
 OBJECTIVO ESPECÍFICO N.º 1[25] ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   
 - Realização ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   
 - Realização ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   
 - Realização ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   
 Subtotal objectivo específico n.º 1 ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   
 OBJECTIVO ESPECÍFICO N.º 2 ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   
 - Realização ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   
 Subtotal objectivo específico n.º 2 ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   
 CUSTO TOTAL ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   

3.2.3.          
Impacto estimado nas dotações de natureza
administrativa
3.2.3.1.    
Síntese 

·      ¨  A
proposta/iniciativa não acarreta a utilização de dotações de natureza
administrativa. 
·      þ  A
proposta/iniciativa acarreta a utilização de dotações de natureza
administrativa, tal como explicitado seguidamente:
Em milhões de EUR (3
casas decimais)
   || Ano 2014[26] || Ano 2015 || Ano 2016 || Ano 2017 || Ano 2018 || Ano 2019 || Ano 2020 || TOTAL 
 RUBRICA 5 do quadro financeiro plurianual ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   
 Recursos humanos || 4,185 || 4,247 || 4,165 || 4,254 || 4,344 || 4,433 || 4,522 || 30,150 
 Outras despesas de natureza administrativa || 0,054 || 0,055 || 0,056 || 0,057 || 0,059 || 0,060 || 0,061 || 0,402 
 Subtotal RUBRICA 5 do quadro financeiro plurianual || 4,239 || 4,302 || 4,221 || 4,311 || 4,403 || 4,493 || 4,583 || 30,552 
 Com exclusão da RUBRICA 5[27] do quadro financeiro plurianual ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   
 Recursos humanos ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   
 Outras despesas de natureza administrativa || 1,100 || 1,100 || 1,100 || 1,100 || 1,100 || 1,100 || 1,100 || 7,700 
 Subtotal com exclusão da RUBRICA 5 do quadro financeiro plurianual || 1,100 || 1,100 || 1,100 || 1,100 || 1,100 || 1,100 || 1,100 || 7,700 
 TOTAL || 5,339 || 5,402 || 5,321 || 5,411 || 5,503 || 5,593 || 5,683 || 38,252 
A Comissão pode prever a externalização
(parcial) da execução do programa, confiando-a a agências de execução
existentes. As quantias e as imputações serão ajustadas, caso necessário, de
acordo com os resultados do processo de externalização.

3.2.3.2.    
 Necessidades estimadas de
recursos humanos 

·      ¨  A
proposta/iniciativa não acarreta a utilização de recursos humanos. 
·      þ  A
proposta/iniciativa acarreta a utilização de recursos humanos, tal como
explicitado seguidamente:
Estimativa expressa em unidades equivalentes a
tempo completo
 ||   || Ano 2014 || Ano 2015 || Ano 2016 || Ano 2017 || Ano 2018 || Ano 2019 || Ano 2020 
  Lugares do quadro do pessoal (funcionários e agentes temporários, em unidades equivalentes a tempo completo: ETC) || 
 || 33 01 01 01 (na sede e nos gabinetes de representação da Comissão) || 30,75 || 30,75 || 29,75 || 29,75 || 29,75 || 29,75 || 29,75 || 
 || XX 01 01 02 (nas delegações) ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   || 
 || XX 01 05 01 (investigação indirecta) ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   || 
 || 10 01 05 01 (investigação directa) ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   || 
 ||  Pessoal externo (em equivalente a tempo completo: ETC)[28] || 
 || 33 01 02 01 (AC, TT e PND da dotação global) || 0,5 || 0,5 || 0 || 0 || 0 || 0 || 0 || 
 || XX 01 02 02 (AC, TT, JPD, AL e PND nas delegações) ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   || 
 || XX 01 04 yy [29] || - na sede[30] ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   || 
 || - nas delegações ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   || 
 || XX 01 05 02 (AC, TT e PND relativamente à investigação indirecta) ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   || 
 || 10 01 05 02 (AC, TT e PND relativamente à investigação directa) ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   || 
 || Outras rubricas orçamentais (especificar) ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   || 
 || TOTAL || 31,25 || 31,25 || 29,75 || 29,75 || 29,75 || 29,75 || 29,75 || 
33 constitui o domínio de intervenção ou
título em causa.
As necessidades de
recursos humanos serão cobertas pelos efectivos da DG já afectados à gestão da
acção e/ou reafectados internamente a nível da DG, complementados, caso
necessário, por eventuais dotações adicionais que sejam atribuídas à DG gestora
no quadro do processo anual de atribuição e no limite das disponibilidades
orçamentais. As quantias e as imputações serão ajustadas de acordo com os
resultados do processo de externalização previsto.
Descrição das tarefas
a executar:
 Funcionários e agentes temporários || As tarefas a executar abrangem todas as tarefas associadas à gestão de um programa financeiro, tais como: – contribuir para o processo orçamental; – preparar decisões de financiamento/programas de trabalho anuais, estabelecendo prioridades anuais; – gerir convites à apresentação de propostas e avisos de concurso e os processos de selecção subsequentes; – comunicar com as partes interessadas (beneficiários potenciais/actuais, Estados‑Membros, etc.); – gerir projectos do ponto de vista operacional e financeiro; – realizar as verificações atrás descritas (verificação ex ante, comité interno de concursos públicos, auditorias ex post, auditoria interna); – contabilidade; – desenvolver e utilizar instrumentos TI para a gestão de subvenções; – acompanhar e prestar informações sobre a realização dos objectivos, designadamente em relatórios anuais de actividades e relatórios dos gestores orçamentais subdelegados. 
 Pessoal externo || As tarefas são semelhantes às dos funcionários e agentes temporários, excepto nos casos das tarefas que não podem ser realizadas por pessoal externo. 

3.2.4.          
Compatibilidade com o actual quadro financeiro
plurianual 

·      þ  A
proposta/iniciativa é compatível com o próximo quadro financeiro
plurianual.
·      ¨  A
proposta/iniciativa requer uma reprogramação da rubrica pertinente do quadro
financeiro plurianual.
Explicitar a reprogramação necessária, especificando
as rubricas orçamentais em causa e as quantias correspondentes.
·      ¨  A
proposta/iniciativa requer a mobilização do Instrumento de Flexibilidade ou a
revisão do quadro financeiro plurianual[31].
Explicitar as necessidades, especificando as rubricas
orçamentais em causa e as quantias correspondentes.

3.2.5.          
Participação de terceiros no financiamento 

·      þ  A proposta não
prevê o co-financiamento por terceiros. 
·      ¨  A proposta prevê
o seguinte co-financiamento estimado:
Dotações em milhões de EUR (3 casas decimais)
   || Ano 2014 || Ano 2015 || Ano 2016 || Ano 2017 || Ano 2018 || Ano 2019 || Ano 2020 || Total 
 Especificar o organismo de co-financiamento ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   
 TOTAL das dotações co‑financiadas ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   

3.3.                
Impacto estimado nas receitas 

·      ¨  A
proposta/iniciativa não tem impacto financeiro nas receitas.
·      þ  A
proposta/iniciativa tem o impacto financeiro a seguir descrito:
¨         nos recursos próprios 
þ         nas receitas diversas 
Em milhões de EUR (3 casas decimais)
 Rubrica orçamental das receitas || Dotações disponíveis para o exercício em curso || Impacto da proposta/iniciativa[32] 
 Ano 2014 || Ano 2015 || Ano 2016 || Ano 2017 || Ano 2018 || Ano 2019 || Ano 2020 
 Artigo 6xxxx…………. ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   ||   
Relativamente às receitas
diversas que serão afectadas, especificar a(s) rubrica(s) orçamental(is) de
despesas envolvida(s).
[33
yyyyyy…] Rubrica das receitas
Especificar o método de
cálculo do impacto nas receitas.
Na
presente fase, ainda não se conhecem as receitas, que dependerão da
participação dos países candidatos ao programa.
[1]               Comunicação sobre a reapreciação do orçamento da UE, COM(2010) 700 final
de 19.10.2010.
[2]               Documento de trabalho dos serviços
da Comissão, «Um Orçamento para a Europa 2020»: o actual sistema de financiamento, os desafios no
futuro, os resultados da consulta às partes interessadas, diferentes opções
relativas às principais questões horizontais e sectoriais, SEC(2011) 868 final,
que acompanha a Comunicação «Um Orçamento para a Europa 2020», COM(2011) 500
final de 29.6.2011.
[3]               http://ec.europa.eu/justice/news/consulting_public/news_consulting_0010_en.htm.

[4]               Programa Justiça Civil (JCIV), Programa
Justiça Penal (JPEN), Programa Direitos Fundamentais e Cidadania (FRC), Programa
Daphne III (DAP), Programa de Informação e Prevenção em matéria de Droga (PIPD)
e secções «Luta contra a discriminação e diversidade» e «Igualdade entre homens
e mulheres» do Programa Comunitário para o Emprego e a Solidariedade Social
(PROGRESS). 
[5]               Relatório de avaliação intercalar
sobre os resultados obtidos e os aspectos qualitativos e quantitativos da
execução do programa de financiamento Justiça Civil, COM(2011) 351 final de
15.06.2011; Relatório de avaliação intercalar do Programa Justiça Penal,
COM(2011) 255 final de 11.5.2011; Relatório
sobre a avaliação intercalar do Programa Direitos Fundamentais e Cidadania para
o período 2007‑2013, COM(2011) 249 final de
5.5.2011; Relatório de avaliação intercalar do Programa
Daphne III para 2007‑2013, COM(2011) 254 final de
11.05.2011; Relatório de avaliação intercalar do Programa
de Informação e Prevenção em matéria de Droga (PIPD) 2007‑2013, COM(2011)
246 final de 5.5.2011.
[6]               JO C 115 de 4.5.2010, p. 115.
[7]               COM(2010) 2020 final de 3.3.2010.
[8]               COM(2011) 500 de 29.6.2011.
[9]               JO L 110 de 27.4.2007, p. 33 e
rectificação, JO L 141 de 2.6.2007. 
[10]             JO L 173 de 3.7.2007, p. 19.
[11]             JO L 315 de
15.11.2006, p. 1. 
[12]             COM(2010)
700 de 19.10.2010.
[13]             JO L 55 de 28.2.2011, p. 13.
[14]             JO L XX de XX, p. XX.
[15]             JO L XX de XX, p. XX.
[16]             JO L XX de XX, p. XX
[17]             JO L 292 de 15.11.1996, p. 2.
[18]             ABM: gestão por actividades – ABB:
orçamentação por actividades.
[19]             Artigo 49.º, n.º 6, alíneas a) ou b),
do Regulamento Financeiro.
[20]             As explicações sobre as modalidades
de gestão e as referências ao Regulamento Financeiro estão disponíveis no sítio
BudgWeb: http://www.cc.cec/budg/man/budgmanag/budgmanag_en.html.
[21]             Artigo 185.º do Regulamento
Financeiro.
[22]             O
ano N é o do início da aplicação da proposta/iniciativa.
[23]             Assistência técnica e/ou
administrativa e despesas de apoio à execução de programas e/ou acções da UE
(antigas rubricas «BA»), bem como investigação directa e indirecta.
[24]             As realizações dizem respeito aos
produtos fornecidos e serviços prestados (por exemplo: número de intercâmbios
de estudantes financiados, número de quilómetros de estradas construídas,
etc.).
[25]             Tal como descrito no ponto 1.4.2. «Objectivo(s)
específico(s)…».
[26]             O ano N é o do início da aplicação da
proposta/iniciativa.
[27]             Assistência técnica e/ou
administrativa e despesas de apoio à execução de programas e/ou acções da UE
(antigas rubricas «BA»), bem como investigação directa e indirecta.
[28]             AC = agente contratual; TT =
trabalhador temporário; JPD = jovem perito nas delegações; AL = agente local;
PND = perito nacional destacado. 
[29]             Dentro do limite para o pessoal externo
previsto nas dotações operacionais (antigas rubricas «BA»).
[30]             Fundamentalmente para os fundos
estruturais, o Fundo Europeu Agrícola para o Desenvolvimento Rural (FEADER) e o
Fundo Europeu das Pescas (FEP).
[31]             Ver pontos 19 e 24 do Acordo
Interinstitucional.
[32]             No que diz respeito aos recursos
próprios tradicionais (direitos aduaneiros e quotizações sobre o açúcar), as
quantias indicadas devem ser apresentadas em termos líquidos, isto é, quantias
brutas após dedução de 25 % a título de despesas de cobrança.