CELEX: 22014A0606(01)
Language: pt
Date: 2014-05-20 00:00:00
Title: Acordo entre a União Europeia e a República das Seicheles sobre o acesso dos navios de pesca que arvoram a bandeira das Seicheles às águas e aos recursos biológicos marinhos de Maiote, sob a jurisdição da União Europeia

6.6.2014   
            
            
               PT
            
            
               Jornal Oficial da União Europeia
            
            
               L 167/4
            
         ACORDO
   entre a União Europeia e a República das Seicheles sobre o acesso dos navios de pesca que arvoram a bandeira das Seicheles às águas e aos recursos biológicos marinhos de Maiote, sob a jurisdição da União Europeia
   A UNIÃO EUROPEIA, a seguir designada por «UE»,
   e
   A REPÚBLICA DAS SEICHELES, a seguir designada por «Seicheles»,
   A seguir designadas por «Partes»,
   CONSIDERANDO as estreitas relações de cooperação entre a UE e as Seicheles, nomeadamente no âmbito do Acordo de parceria entre os estados de África, das Caraíbas e do Pacífico e a Comunidade Europeia e os seus Estados-Membros (Acordo de Cotonu), bem como o seu desejo comum de intensificar essas relações,
   VERIFICANDO que a UE e as Seicheles beneficiaram de uma relação forte em matéria de pesca na sequência do Acordo entre a Comunidade Económica Europeia e a República das Seicheles respeitante à pesca ao largo das Seicheles celebrado em 1987. Esse acordo foi reforçado através da celebração, em 2006, de um acordo de parceria no setor da pesca entre as Partes, que se mantém em vigor e é aplicado através do correspondente protocolo do acordo,
   ATENDENDO à Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar,
   CIENTES da importância dos princípios consagrados pelo Código de Conduta para Uma Pesca Responsável adotado na Conferência da FAO em 1995,
   REGISTANDO igualmente que a UE e as Seicheles são Partes na Comissão do Atum do Oceano Índico (IOTC), organização intergovernamental mandatada para a gestão do atum e das espécies afins no oceano Índico e nos mares adjacentes,
   DETERMINADAS a cooperar, no seu interesse mútuo, no fomento de uma pesca responsável para assegurar a conservação a longo prazo e a exploração sustentável dos recursos marinhos vivos,
   CONVICTAS de que essa cooperação se deve basear na complementaridade das iniciativas e ações desenvolvidas, tanto conjuntamente como por cada uma das Partes, assegurando a coerência das políticas e a sinergia dos esforços,
   DESEJOSAS de estabelecer as regras e condições que regem as atividades de pesca dos navios seichelenses nas águas da UE e o apoio das Seicheles ao estabelecimento de uma pesca responsável nessas águas,
   ACORDAM NO SEGUINTE:
   Artigo 1.o
   
   Âmbito
   O presente Acordo estabelece os princípios, as regras e os procedimentos que regem:
   
               —
            
            
               a cooperação económica, financeira, técnica e científica no sector das pescas com vista a assegurar uma pesca responsável nas águas da UE, a fim de garantir a conservação e a exploração sustentável dos recursos haliêuticos,
            
         
               —
            
            
               as condições de acesso dos navios de pesca seichelenses às águas da UE, tal como definidas no anexo,
            
         
               —
            
            
               as modalidades de controlo da pesca nas águas da UE, com vista a assegurar o respeito das regras e condições supracitadas, a eficácia das medidas de conservação e de gestão das unidades populacionais de peixes e a prevenção da pesca ilegal, não declarada e não regulamentada.
            
         Artigo 2.o
   
   Definições
   Para efeitos do presente Acordo, entende-se por:
   a)   «Autoridades das Seicheles»: a Autoridade de Pesca das Seicheles;
   b)   «Navios seichelenses»: os navios que arvoram a bandeira das Seicheles e aí estão registados;
   c)   «Autoridades da UE»: a Comissão Europeia;
   d)   «Águas da UE»: as águas de Maiote sob a jurisdição da UE;
   e)   «Comissão mista»: uma comissão constituída por representantes da União Europeia e das Seicheles, cujas funções são descritas no artigo 8.o do presente Acordo.
   Artigo 3.o
   
   Princípios e objetivos que orientam a aplicação do presente Acordo
   1.   As Partes comprometem-se a promover uma pesca responsável nas águas da UE, com base no princípio da não discriminação entre as várias frotas presentes nessas águas, sem prejuízo dos acordos celebrados entre países em desenvolvimento de uma mesma região geográfica, incluindo acordos de reciprocidade em matéria de pesca.
   2.   As regras para o exercício das atividades de pesca no âmbito do presente Acordo devem ser conformes com as resoluções da Comissão do Atum do Oceano Índico (IOTC).
   3.   As Partes comprometem-se a assegurar a execução do presente Acordo segundo os princípios da política comum das pescas da UE e da boa governação económica e social.
   Artigo 4.o
   
   Cooperação nos domínios estatístico e científico para uma pesca responsável
   1.   Durante o período de vigência do presente Acordo, a UE e as Seicheles devem acompanhar a evolução do estado dos recursos nas águas da UE. Sempre que necessário, será realizada uma reunião científica conjunta, a pedido de qualquer das Partes.
   2.   As Partes devem igualmente trocar informações estatísticas, biológicas e em matéria de conservação e ambiente e cooperar nas reuniões científicas pertinentes que possam ser necessárias para efeitos de gestão e de conservação dos recursos vivos.
   3.   Com base nos melhores pareceres científicos disponíveis emitidos pela IOTC, as Partes podem consultar-se mutuamente no âmbito da comissão mista prevista no artigo 8.o do presente Acordo e, se for caso disso, acordar em adotar medidas destinadas a assegurar a gestão sustentável dos recursos biológicos marinhos da UE.
   Artigo 5.o
   
   Acesso dos navios seichelenses às pescarias nas águas da UE
   1.   A UE compromete-se a autorizar os navios seichelenses a exercer atividades de pesca nas suas águas em conformidade com o presente Acordo e o seu anexo.
   2.   As Seicheles devem assegurar que os seus navios respeitam o presente Acordo, assim como a legislação que rege o exercício da pesca na UE.
   Artigo 6.o
   
   Autorizações de pesca
   1.   Os navios de pesca seichelenses só podem exercer atividades de pesca nas águas da UE se possuírem uma autorização de pesca a bordo, ou uma cópia desta, emitida no âmbito do presente Acordo.
   2.   O procedimento para a obtenção de uma autorização de pesca para um navio, as taxas aplicáveis e o modo de pagamento a utilizar pelo armador são definidos no anexo.
   Artigo 7.o
   
   Espécies cobertas
   As autorizações de pesca serão emitidas unicamente para a exploração de espécies altamente migradoras (espécies enumeradas no anexo 1 da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, 1982), com exceção das famílias Alopiidae e Sphyrnidae e das seguintes espécies: Cetorhinus maximus, Rhincodon typus, Carcharodon carcharias, Carcharhinus falciformis, Carcharhinus longimanus.
   Artigo 8.o
   
   Comissão mista
   1.   É criada uma comissão mista, incumbida de controlar a aplicação do presente Acordo. A comissão mista exerce as seguintes funções:
   
               a)
            
            
               Controlar a execução, a interpretação e a aplicação do presente Acordo;
            
         
               b)
            
            
               Garantir a necessária ligação para questões de interesse mútuo em matéria de pesca;
            
         
               c)
            
            
               Servir de fórum para a resolução por consenso dos litígios decorrentes da interpretação ou da aplicação do presente Acordo;
            
         
               d)
            
            
               Se for caso disso, reavaliar, com base em pareceres científicos, o nível das possibilidades de pesca, e, consequentemente, a contribuição financeira;
            
         
               e)
            
            
               Se necessário, decidir rever as disposições técnicas do presente Acordo e anexo;
            
         
               f)
            
            
               Qualquer outra função que as Partes possam decidir.
            
         2.   A comissão mista reúne, pelo menos, uma vez por ano, alternadamente na UE e nas Seicheles, sob a presidência da parte anfitriã. A pedido de uma das Partes, a comissão mista reúne em sessão extraordinária.
   Artigo 9.o
   
   Ajustamento das possibilidades de pesca por decisão da comissão mista
   Conforme referido no artigo 8.o do presente Acordo, a comissão mista pode reavaliar as possibilidades de pesca referidas no capítulo II do anexo, as quais podem ser reajustadas, por decisão da comissão mista, desde que as recomendações e resoluções da IOTC confirmem a avaliação que esse ajustamento garante a gestão sustentável do atum e espécies afins no oceano Índico.
   Artigo 10.o
   
   Suspensão da aplicação do presente Acordo
   1.   A aplicação do presente Acordo é suspensa por iniciativa de uma das Partes, sob reserva de consultas e de acordo entre as Partes no âmbito da comissão mista prevista no artigo 8.o do presente Acordo:
   
               a)
            
            
               Se circunstâncias anormais, com exceção dos fenómenos naturais, impedirem o exercício das atividades de pesca em zonas de pesca situadas nas águas da UE;
            
         
               b)
            
            
               Em caso de litígio entre as Partes quanto à interpretação e à aplicação do presente Acordo e do seu anexo, que não possa ser resolvido;
            
         
               c)
            
            
               Se uma das Partes não respeitar o disposto no presente Acordo ou no seu anexo;
            
         
               d)
            
            
               Na sequência de alterações significativas nas orientações políticas de qualquer das Partes que afetem as disposições aplicáveis do presente Acordo;
            
         
               e)
            
            
               Em caso de incumprimento das obrigações gerais previstas no anexo;
            
         
               f)
            
            
               Se uma das Partes verificar a ocorrência de uma violação dos elementos essenciais relativos aos direitos humanos e do elemento fundamental a que se refere o artigo 9.o do Acordo de Cotonu, e segundo o procedimento definido nos artigos 8.o e 96.o do mesmo acordo;
            
         
               g)
            
            
               Em caso de inobservância da Declaração da Organização Internacional do Trabalho relativa aos princípios e aos direitos fundamentais no trabalho a que se refere o artigo 3.o do presente Acordo e o capítulo I, ponto 3, do anexo.
            
         2.   A suspensão da aplicação do presente Acordo fica sujeita à notificação por escrito dessa intenção pela Parte interessada, pelos menos três meses antes da data em que deva produzir efeitos.
   3.   Em caso de suspensão da aplicação, as Partes devem continuar a consultar-se mutuamente com vista a uma resolução amigável do litígio que as opõe. Após essa resolução, o presente Acordo volta a ser aplicado, sendo o montante da contrapartida financeira reduzido proporcionalmente e pro rata temporis em função do período em que esteve suspensa a sua aplicação.
   Artigo 11.o
   
   Denúncia
   1.   O presente Acordo pode ser denunciado por uma das Partes em caso de circunstâncias graves tais como a degradação das unidades populacionais em causa ou o incumprimento dos compromissos assumidos pelas Partes em matéria de luta contra a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada.
   2.   Para denunciar o presente Acordo, a Parte interessada deve notificar por escrito a outra Parte da sua intenção de o denunciar, pelo menos seis meses antes da data em que essa denúncia deva produzir efeitos.
   3.   O envio da notificação referida no número anterior abre as consultas entre as Partes. No caso de, na sequência dessas consultas, se decidir retirar o pedido de denúncia, o presente Acordo deve continuar a ser plenamente aplicado.
   Artigo 12.o
   
   Lei aplicável
   1.   As atividades dos navios de pesca seichelenses nas águas da UE são regidas pela legislação e regulamentação da UE, salvo disposição em contrário do presente Acordo e seu anexo.
   2.   A UE deve notificar imediatamente as Seicheles de eventuais alterações da sua legislação ou política comum das pescas.
   Artigo 13.o
   
   Confidencialidade
   Ambas as Partes devem garantir que só os dados agregados relativos às atividades de pesca nas águas da UE sejam do domínio público, em conformidade com as disposições da resolução adequada da IOTC. Os dados que possam ser considerados como confidenciais só podem ser utilizados para a execução do presente Acordo e para efeitos de gestão, acompanhamento, controlo e vigilância das pescas por parte das autoridades competentes.
   Artigo 14.o
   
   Intercâmbio eletrónico de dados
   1.   As Seicheles e a UE comprometem-se a aplicar os sistemas necessários para o intercâmbio eletrónico de todas as informações e documentação relacionadas com a execução do presente Acordo e do seu anexo.
   2.   As Partes devem notificar-se imediatamente de qualquer perturbação de um sistema informático que impeça o referido intercâmbio. Nessas circunstâncias, as informações e a documentação relacionadas com a execução do presente Acordo e do seu anexo devem ser substituídas automaticamente pelas respetivas versões impressas do modo definido no anexo.
   3.   Um documento em formato eletrónico deve ser considerado equivalente à versão impressa.
   Artigo 15.o
   
   Avaliação intercalar
   As Partes acordam em que, a fim de avaliar o funcionamento e a eficácia do presente Acordo, deve ser efetuada uma avaliação intercalar três anos após a data de início da aplicação provisória do presente Acordo.
   Artigo 16.o
   
   Obrigação à data da caducidade ou da denúncia do presente Acordo
   Em caso de caducidade ou denúncia do presente Acordo nos termos do artigo 11.o, os armadores dos navios seichelenses continuam a ser responsáveis pelo incumprimento de disposições do presente Acordo ou de qualquer legislação da UE ocorrido antes de o presente Acordo caducar ou ser denunciado, ou por qualquer taxa de autorização ou qualquer saldo remanescente não pagos no momento da caducidade ou denúncia do presente Acordo.
   Artigo 17.o
   
   Vigência
   O presente Acordo é aplicável durante um período de seis anos a contar da data da sua aplicação provisória. É renovável por períodos suplementares de seis anos, salvo denúncia nos termos do artigo 11.o.
   Artigo 18.o
   
   Aplicação provisória
   O presente Acordo é aplicado provisoriamente a partir da data da sua assinatura.
   Artigo 19.o
   
   Entrada em vigor
   O presente Acordo entra em vigor na data em que as Partes procederem à notificação recíproca do cumprimento das formalidades necessárias para o efeito.
   
      Съставено в Брюксел на двадесети май две хиляди и четиринадесета година.
      Hecho en Bruselas, el veinte de mayo de dos mil catorce.
      V Bruselu dne dvacátého května dva tisíce čtrnáct.
      Udfærdiget i Bruxelles den tyvende maj to tusind og fjorten.
      Geschehen zu Brüssel am zwanzigsten Mai zweitausendvierzehn.
      Kahe tuhande neljateistkümnenda aasta maikuu kahekümnendal päeval Brüsselis.
      Έγινε στις Βρυξέλλες, στις είκοσι Μαΐου δύο χιλιάδες δεκατέσσερα.
      Done at Brussels on the twentieth day of May in the year two thousand and fourteen.
      Fait à Bruxelles, le vingt mai deux mille quatorze.
      Sastavljeno u Bruxellesu dvadesetog svibnja dvije tisuće četrnaeste.
      Fatto a Bruxelles, addì venti maggio duemilaquattordici.
      Briselē, divi tūkstoši četrpadsmitā gada divdesmitajā maijā.
      Priimta du tūkstančiai keturioliktų metų gegužės dvidešimtą dieną Briuselyje.
      Kelt Brüsszelben, a kétezer-tizennegyedik év május havának huszadik napján.
      Magħmul fi Brussell, fl-għoxrin jum ta’ Mejju tas-sena elfejn u erbatax.
      Gedaan te Brussel, de twintigste mei tweeduizend veertien.
      Sporządzono w Brukseli dnia dwudziestego maja roku dwa tysiące czternastego.
      Feito em Bruxelas, em vinte de maio de dois mil e catorze.
      Întocmit la Bruxelles la douăzeci mai două mii paisprezece.
      V Bruseli dvadsiateho mája dvetisícštrnásť.
      V Bruslju, dne dvajsetega maja leta dva tisoč štirinajst.
      Tehty Brysselissä kahdentenakymmenentenä päivänä toukokuuta vuonna kaksituhattaneljätoista.
      Som skedde i Bryssel den tjugonde maj tjugohundrafjorton.
      
         За Европейския съюз
         Рог la Unión Europea
         Za Evropskou unii
         For Den Europæiske Union
         Für die Europäische Union
         Euroopa Liidu nimel
         Για την Ευρωπαϊκή Ένωση
         For the European Union
         Pour l'Union européenne
         Za Europsku uniju
         Per l'Unione europea
         Eiropas Savienības vārdā –
         Europos Sąjungos vardu
         Az Európai Unió részéről
         Għall-Unjoni Ewropea
         Voor de Europese Unie
         W imieniu Unii Europejskiej
         Pela União Europeia
         Pentru Uniunea Europeană
         Za Európsku úniu
         Za Evropsko unijo
         Euroopan unionin puolesta
         För Europeiska unionen
         
            
      
      
         За Република Сейшели
         Por la República de Seychelles
         Za Seychelskou republiku
         For Republikken Seychellerne
         Fur die Republik Seychellen
         Seišelli Vabariigi nimel
         Για τη Δημοκρατία των Εεϋχελλώυ
         For the Republic of Seychelles
         Pour la République des Seychelles
         Za Republiku Sejšele
         Per la Repubblica delle Seychelles
         Seišelu Salu Republikas vārdā –
         Seišelių Respublikos vardu
         A Seychelle Köztársaság részéről
         Għar-Repubblika tas-Seychelles
         Voor de Republiek der Seychellen
         W imieniu Republiki Seszeli
         Pela República das Seicheles
         Pentru Republica Seychelles
         Za Seychelskú republiku
         Za Republiko Sejšeli
         Seychellien tasavallan puolesta
         För Republiken Seychellerna
         
            
      
   
   
      ANEXO
      Condições do exercício da pesca pelos navios Seichelenses
      CAPÍTULO I
      
         DISPOSIÇÕES GERAIS
      
      
               
                  1.
               
               
                  Obrigações gerais
                  Os navios seichelenses aos quais tenha sido concedida uma autorização de pesca em conformidade com o presente Acordo devem cumprir as disposições da política comum das pescas da UE (PCP) relativas às medidas de conservação e de controlo, assim como outras disposições que regem a pesca praticada por navios de pesca da UE na zona em que operam, e as disposições estabelecidas no presente Acordo.
               
            
               
                  2.
               
               
                  Zonas de pesca
                  
                              a)
                           
                           
                              A UE deve indicar às Seicheles as coordenadas geográficas da zona em que os navios seichelenses podem operar antes da aplicação provisória do presente Acordo;
                           
                        
                              b)
                           
                           
                              É proibida a utilização pelos navios seichelenses de redes de cerco com retenida para pescar cardumes de atum e espécies afins na zona das 24 milhas ao largo da costa de Maiote, medidas a partir das linhas de base utilizadas para a delimitação das águas territoriais;
                           
                        
                              c)
                           
                           
                              Qualquer alteração das zonas de pesca será comunicada às autoridades das Seicheles quatro semanas antes da sua entrada em vigor.
                           
                        
            
               
                  3.
               
               
                  Condições de trabalho
                  O emprego dos pescadores a bordo dos navios autorizados no âmbito do presente Acordo é regido pela Declaração da Organização Internacional do Trabalho (OIT) relativa aos princípios e aos direitos fundamentais no trabalho.
               
            CAPÍTULO II
      
         PERÍODO DE APLICAÇÃO E POSSIBILIDADES DE PESCA
      
      
               
                  1.
               
               
                  Por um período de seis anos, as possibilidades de pesca concedidas a título do artigo 5.o do presente Acordo são fixadas do seguinte modo:
                  
                              —
                           
                           
                              8 atuneiros cercadores com rede de cerco com retenida, e
                           
                        
                              —
                           
                           
                              2 navios de reabastecimento.
                           
                        
            
               
                  2.
               
               
                  Os navios seichelenses só podem exercer atividades de pesca nas águas da UE se constarem da lista de navios de pesca autorizados da IOTC e possuírem uma autorização de pesca emitida em conformidade com o artigo 6.o e com as condições estabelecidas no presente Acordo e no seu anexo.
               
            CAPÍTULO III
      
         AUTORIZAÇÕES DE PESCA
      
      
         SECÇÃO 1
      
      
         
            Pedido e emissão de autorizações de pesca
         
      
      
               
                  1.
               
               
                  Por «autorização de pesca» entende-se um direito ou licença válidos para exercer atividades de pesca em conformidade com as condições da referida autorização previstas no âmbito do presente Acordo.
               
            
               
                  2.
               
               
                  Para ser elegível para uma autorização de pesca no âmbito do presente Acordo, um navio seichelense deve:
                  
                              a)
                           
                           
                              Estar incluído na lista notificada pelas Seicheles de navios que exercem atividades de pesca no âmbito do presente Acordo;
                           
                        
                              b)
                           
                           
                              Estar incluído na lista de navios de pesca autorizados da IOTC;
                           
                        
                              c)
                           
                           
                              Ter cumprido, nos últimos 12 meses de atividades de pesca exercidas no âmbito do anterior acordo privado entre os armadores e Maiote, as condições e obrigações previstas por esse acordo relativamente a Maiote;
                           
                        
                              d)
                           
                           
                              Não estar incluído numa lista INN;
                           
                        
                              e)
                           
                           
                              Dispor dos dados requeridos por força do presente Acordo e comunicá-los; e
                           
                        
                              f)
                           
                           
                              Garantir que o pedido de autorização de pesca está em conformidade com as condições estabelecidas no presente Acordo e no seu anexo.
                           
                        
            
               
                  3.
               
               
                  Além disso, os navios seichelenses que solicitem uma autorização de pesca devem respeitar as disposições do Regulamento (CE) n.o 1006/2008 do Conselho relativas às autorizações de pesca.
               
            
               
                  4.
               
               
                  Todos os navios seichelenses que solicitem uma autorização de pesca devem ser representados por um agente residente em Maiote, ou, na falta deste, um agente residente nas Seicheles. O nome e o endereço desse agente devem ser mencionados no pedido de autorização.
               
            
               
                  5.
               
               
                  As autoridades relevantes das Seicheles devem apresentar à autoridade competente da UE, definida no artigo 2.o do presente Acordo, um pedido de autorização de pesca por cada navio seichelense que pretenda pescar ao abrigo do presente Acordo, pelo menos 20 dias antes do início do período de validade.
               
            
               
                  6.
               
               
                  Se o pedido de autorização de pesca não tiver sido apresentado antes do período de validade como indicado no ponto 5, o armador ou o seu agente pode fazê-lo durante o período de validade, pelo menos 20 dias antes do início das atividades de pesca. Nesse caso, os armadores ou os seus agentes pagam o adiantamento da taxa devida por todo o período de validade da autorização de pesca.
               
            
               
                  7.
               
               
                  Cada pedido de autorização de pesca deve ser apresentado à autoridade competente da UE, através da sua delegação na Maurícia, por meio de um formulário cujo modelo consta do apêndice 1, acompanhado dos seguintes documentos:
                  
                              a)
                           
                           
                              Prova de pagamento do adiantamento da taxa correspondente ao período de validade da autorização de pesca;
                           
                        
                              b)
                           
                           
                              Qualquer outro documento ou atestado exigido nos termos das disposições específicas aplicáveis ao tipo de navio em causa por força do presente Acordo.
                           
                        
            
               
                  8.
               
               
                  Todos os pagamentos ligados às autorizações e às capturas devem ser efetuados numa conta bancária na UE, cujos dados devem ser fornecidos pela UE antes da aplicação provisória do presente Acordo. Os custos associados ligados às transferências bancárias devem ficar a cargo dos armadores ou seus agentes.
               
            
               
                  9.
               
               
                  As taxas incluem todas as imposições nacionais e locais, com exclusão das taxas portuárias e dos encargos relativos a prestações de serviços.
               
            
               
                  10.
               
               
                  As autorizações de pesca para todos os navios seichelenses devem ser emitidas ao armador ou ao seu agente no prazo de 15 dias após a receção pela UE do conjunto de documentos referidos no ponto 7. Uma cópia das autorizações de pesca deve ser enviada à delegação da União Europeia responsável pelas Seicheles.
               
            
               
                  11.
               
               
                  A autorização de pesca deve ser emitida em nome de um navio seichelense específico e não pode ser transferida, salvo em caso de força maior, como indicado no ponto 13.
               
            
               
                  12.
               
               
                  Os navios de reabastecimento que arvoram o pavilhão das Seicheles e operam nas águas da UE estão igualmente sujeitos à emissão de uma autorização e às mesmas obrigações, definidas no presente anexo. Estes navios não podem exercer atividades de pesca.
               
            
               
                  13.
               
               
                  Em caso de força maior devidamente comprovado, a autorização de pesca de um navio seichelense pode ser transferida, a pedido das Seicheles, pelo período de validade restante, para outro navio seichelense elegível com características similares, sem que seja devida uma nova taxa.
               
            
               
                  14.
               
               
                  O armador do navio a substituir, ou o seu agente, deve entregar a autorização de pesca anulada à UE por intermédio da delegação da União Europeia responsável pelas Seicheles.
               
            
               
                  15.
               
               
                  A nova autorização de pesca produz efeitos a partir da data da entrega da autorização anulada pelo armador à UE. A delegação da União Europeia responsável pelas Seicheles deve ser informada da transferência da autorização de pesca.
               
            
               
                  16.
               
               
                  A autorização de pesca, ou uma cópia eletrónica da mesma, deve ser permanentemente mantida a bordo do navio, sem prejuízo do disposto no capítulo VI (Controlo), ponto 2, do presente anexo.
               
            
         SECÇÃO 2
      
      
         
            Taxas a cargo dos armadores, adiantamentos e cômputo das taxas
         
      
      
               
                  1.
               
               
                  Os pagamentos a efetuar pelos armadores devem ser calculados com base nas seguintes taxas por tonelada de peixe capturado:
                  
                               
                           
                           
                              No primeiro ano de aplicação do presente Acordo, 110 EUR por tonelada.
                           
                        
                               
                           
                           
                              No segundo e terceiro anos de aplicação do presente Acordo, 115 EUR por tonelada.
                           
                        
                               
                           
                           
                              No quarto e quinto anos de aplicação do presente Acordo, 120 EUR por tonelada.
                           
                        
                               
                           
                           
                              No sexto ano de aplicação do presente Acordo, 125 EUR por tonelada.
                           
                        
            
               
                  2.
               
               
                  O adiantamento anual a pagar pelos armadores de navios seichelenses aquando do pedido de autorização de pesca às autoridades da UE, a emitir pela UE, é o seguinte:
                  Atuneiros cercadores com rede de cerco com retenida
                  No primeiro ano de aplicação do presente Acordo, o adiantamento é de 11 000 EUR, o equivalente a 110 EUR por tonelada para 100 toneladas de atum e espécies afins capturadas nas águas de Maiote;
                  No segundo e terceiro anos de aplicação do presente Acordo, o adiantamento é de 11 500 EUR, o equivalente a 115 EUR por tonelada para 100 toneladas de atum e espécies afins capturadas nas águas de Maiote;
                  No quarto e quinto anos de aplicação do presente Acordo, o adiantamento é de 12 000 EUR, o equivalente a 120 EUR por tonelada para 100 toneladas de atum e espécies afins capturadas nas águas de Maiote.
                  No sexto ano de aplicação do presente Acordo, o adiantamento é de 12 500 EUR, o equivalente a 125 EUR por tonelada para 100 toneladas de atum e espécies afins capturadas nas águas de Maiote.
               
            
               
                  3.
               
               
                  Para capturas superiores a 100 toneladas, é aplicável a taxa anual por tonelada de capturas prevista no n.o 1.
               
            
               
                  4.
               
               
                  As autoridades da UE devem estabelecer um cômputo das taxas devidas a título do ano decorrido, com base nas declarações de capturas apresentadas pelos navios seichelenses e em quaisquer outras informações à sua disposição. Deve igualmente fornecer-se uma cópia às autoridades das Seicheles para efeitos de verificação.
               
            
               
                  5.
               
               
                  O cômputo deve ser enviado, antes de 31 de março do ano em curso, às autoridades das Seicheles, que o devem transmitir antes de 15 de abril aos armadores.
               
            
               
                  6.
               
               
                  Se contestarem o cômputo apresentado pelas autoridades da UE, os armadores podem consultar os institutos científicos competentes para a verificação dos dados relativos às capturas nas Seicheles, e. sem seguida, concertar-se com as autoridades das Seicheles, que informam a Comissão desse facto, para estabelecer o cômputo definitivo antes de 31 de maio do ano em curso. Se os armadores não tiverem formulado observações até essa data, o cômputo estabelecido pelas autoridades da UE será considerado definitivo. Se o cômputo definitivo for inferior ao montante do adiantamento referido no n.o 2, o montante residual correspondente não pode ser recuperado pelo armador.
               
            Navios de reabastecimento
      
               
                  7.
               
               
                  Será fornecida aos navios de reabastecimento uma autorização, segundo o mesmo procedimento que o utilizado para os navios de pesca, e o adiantamento da taxa para será de 3 000 EUR. Em caso de alteração das disposições, taxas e condições relativas aos navios de reabastecimento, a UE deve informar as Seicheles dessa alteração antes da sua entrada em vigor.
               
            CAPÍTULO IV
      
         ACOMPANHAMENTO
      
      
         SECÇÃO 1
      
      
         
            Declarações das capturas
         
      
      
               
                  1.
               
               
                  Até à aplicação por ambas as Partes do sistema eletrónico de declaração das capturas (ERS) referido no n.o 5, todos os navios seichelenses autorizados a pescar nas águas da UE ao abrigo do presente Acordo são obrigados a comunicar as suas capturas à autoridade competente da UE da seguinte forma:
                  
                              a)
                           
                           
                              Os navios seichelenses autorizados a pescar nas águas da UE devem preencher diariamente uma ficha de declaração de capturas, segundo o modelo do apêndice 2, por cada viagem efetuada nas águas da UE. A ficha deve ser preenchida mesmo que não sejam realizadas capturas. Deve ser preenchida de forma legível e assinada pelo capitão do navio ou pelo seu representante;
                           
                        
                              b)
                           
                           
                              Enquanto se encontrarem nas águas da UE, os navios seichelenses devem comunicar às autoridades competentes da UE e das Seicheles, de três em três dias, as informações exigidas, no formato previsto no apêndice 2.
                           
                        
                              c)
                           
                           
                              No respeitante à apresentação da ficha de declaração de capturas referida nas alíneas a) e c), os navios seichelenses devem:
                              
                                          —
                                       
                                       
                                          se fizerem escala num porto das Seicheles, entregar a ficha, devidamente preenchida, às autoridades seichelenses no prazo de cinco (5) dias após a chegada ao porto, ou antes de saírem do porto se a estadia for inferior a esse prazo,
                                       
                                    
                                          —
                                       
                                       
                                          em todos os outros casos, transmitir a ficha, devidamente preenchida, às autoridades seichelenses no prazo de catorze (14) dias após a chegada a qualquer outro porto que não o de Vitória;
                                       
                                    
                        
                              d)
                           
                           
                              Devem ser enviadas cópias dessas fichas de declaração de capturas para a delegação da UE na Maurícia, no mesmo prazo previsto no ponto 1, alínea b).
                           
                        
            
         SECÇÃO 2
      
      
         
            Comunicação das capturas: entrada e saída das águas da UE
         
      
      
               
                  1.
               
               
                  Para efeitos do presente anexo, a duração da viagem de pesca de um navio seichelense é definida do seguinte modo:
                  
                              —
                           
                           
                              período que decorre entre uma entrada e uma saída das águas da UE,
                           
                        
                              —
                           
                           
                              período que decorre entre uma entrada nas águas da UE e um transbordo, ou
                           
                        
                              —
                           
                           
                              período que decorre entre uma entrada nas águas da UE e um desembarque na UE.
                           
                        
            
               
                  2.
               
               
                  Os navios seichelenses devem notificar com pelo menos seis (6) horas de antecedência as autoridades da UE da sua intenção de entrar ou sair das águas da UE e, de três em três dias, durante as suas atividades de pesca nas águas da UE, das capturas realizadas nesse período.
               
            
               
                  3.
               
               
                  Aquando da notificação de entrada/saída, os navios seichelenses devem indicar igualmente a sua posição no momento da comunicação e o volume e as espécies das capturas mantidas a bordo. Estas comunicações devem ser feitas em conformidade com o formato estabelecido no apêndice 4, por correio eletrónico ou fax, para os endereços indicados nesse apêndice.
               
            
               
                  4.
               
               
                  Os navios seichelenses surpreendidos a pescar sem ter informado as autoridades da UE são considerados navios sem autorização de pesca. Nesses casos, são aplicáveis as sanções referidas no capítulo VII.
               
            
         SECÇÃO 3
      
      
         
            Transbordo e desembarques
         
      
      1.   Desembarques
      
               
                  1.
               
               
                  O porto designado para atividades de desembarque nas Seicheles é o porto de Vitoria, em Mahé.
               
            
               
                  2.
               
               
                  Todos os navios seichelenses que pretendam efetuar o desembarque de capturas em portos designados das Seicheles devem notificar à autoridade competente das Seicheles, com pelo menos 24 horas de antecedência, as seguintes informações:
                  
                              a)
                           
                           
                              Porto de desembarque;
                           
                        
                              b)
                           
                           
                              Nome e indicativo de chamada rádio internacional (IRCS) do navio de pesca que efetua o desembarque;
                           
                        
                              c)
                           
                           
                              Data e hora do desembarque;
                           
                        
                              d)
                           
                           
                              Quantidade, em quilogramas, arredondada à centena mais próxima, por espécie, a desembarcar;
                           
                        
                              e)
                           
                           
                              Apresentação dos produtos.
                           
                        
            
               
                  3.
               
               
                  O desembarque é considerado como uma saída das águas da UE, conforme definida na secção 2, n.o 1 do presente capítulo. Por conseguinte, os navios seichelenses devem apresentar as suas declarações de desembarque às autoridades competentes das Seicheles.
               
            2.   Transbordos
      
               
                  1.
               
               
                  O transbordo no mar é proibido e os infratores incorrem nas medidas coercivas previstas pela legislação da UE. Podem ser efetuados transbordos num porto designado de Maiote.
               
            
               
                  2.
               
               
                  No caso de transbordo num porto designado de Maiote, os armadores de navios seichelenses, ou os seus representantes, devem notificar às autoridades competentes da UE e, ao mesmo tempo, à autoridade portuária em causa em Maiote, com pelo menos 72 horas de antecedência, as seguintes informações:
                  
                              a)
                           
                           
                              Porto do transbordo ou zona em que a operação vai ter lugar;
                           
                        
                              b)
                           
                           
                              Nome e IRCS dos navios seichelenses dadores;
                           
                        
                              c)
                           
                           
                              Nome e IRCS do navio de pesca recetor e/ou do navio frigorífico;
                           
                        
                              d)
                           
                           
                              Data e hora do transbordo;
                           
                        
                              e)
                           
                           
                              Quantidade, em quilogramas, arredondada à centena mais próxima, por espécie, a transbordar;
                           
                        
                              f)
                           
                           
                              Apresentação dos produtos.
                           
                        
            
               
                  3.
               
               
                  O transbordo é considerado como uma saída das águas da UE, conforme definida na secção 2, n.o 1. Os navios seichelenses devem apresentar as suas declarações de capturas às autoridades competentes da UE, com cópia para a autoridade portuária, o mais tardar no prazo de vinte e quatro (24) horas após a conclusão do transbordo, mas sempre antes de o navio dador sair do porto.
               
            
         SECÇÃO 4
      
      
         
            Sistema de localização dos navios por satélite (VMS)
         
      
      No que diz respeito ao sistema de localização dos navios por satélite, todos os navios de pesca seichelenses que pescam, ou tencionam pescar, nas zonas de pesca situadas nas águas da UE no âmbito do acordo devem cumprir todas as disposições do apêndice 6.
      CAPÍTULO V
      
         OBSERVADORES
      
      
               
                  1.
               
               
                  As Partes reconhecem a importância do cumprimento das obrigações decorrentes da Resolução 11/04 da IOTC no respeitante ao programa de observadores científicos.
               
            
               
                  2.
               
               
                  Os navios seichelenses autorizados a pescar nas águas da UE no âmbito do presente Acordo devem embarcar observadores designados pelas autoridades da UE, salvo em caso de limitações de espaço por questões de segurança. As disposições aplicáveis ao embarque de observadores são as seguintes:
                  
                              a)
                           
                           
                              Os navios seichelenses devem embarcar um observador, se possível, no contexto de um programa de observação regional;
                           
                        
                              b)
                           
                           
                              As autoridades da UE devem estabelecer a lista dos navios seichelenses designados para embarcar um observador, assim como a lista dos observadores designados. Essas listas são mantidas atualizadas, devendo ser comunicadas às autoridades das Seicheles imediatamente após a sua elaboração e, em seguida, de três em três meses no que se refere à sua eventual atualização;
                           
                        
                              c)
                           
                           
                              O mais tardar 15 dias antes da data prevista para o embarque do observador, as autoridades da UE devem comunicar aos armadores dos navios seichelenses interessados, ou aos seus agentes, o nome do observador designado para embarcar no seu navio.
                           
                        
            
               
                  3.
               
               
                  O tempo de presença do observador a bordo não pode ser superior ao período necessário para o desempenho das suas funções, salvo se o observador for designado no contexto de programas de observação regionais, caso em que pode permanecer a bordo para desempenhar as suas funções no contexto do referido programa. As autoridades da UE devem informar desse facto os armadores dos navios seichelenses ou os seus agentes aquando da comunicação do nome do observador designado para embarcar no navio seichelense em causa.
               
            
               
                  4.
               
               
                  As condições do embarque do observador devem ser definidas de comum acordo entre os armadores ou os seus agentes e as autoridades da UE após a comunicação da lista dos navios seichelenses designados.
               
            
               
                  5.
               
               
                  Os armadores dos navios seichelenses em causa devem comunicar, no prazo de duas semanas e com um pré-aviso de dez dias, os portos da UE e as datas previstas para o embarque dos observadores.
               
            
               
                  6.
               
               
                  Caso o observador seja embarcado num porto estrangeiro, as suas despesas de viagem ficam a cargo do armador. Se um navio seichelense a bordo do qual se encontra um observador da UE sair das águas da UE, devem ser envidados todos os esforços para assegurar o repatriamento desse observador o mais rapidamente possível, a expensas do armador, salvo se o observador permanecer no navio seichelense no contexto dos seus deveres no quadro de outro acordo ou programa de observação.
               
            
               
                  7.
               
               
                  Em caso de ausência do observador no local e no momento acordados e nas 12 horas que se seguem, o armador do navio seichelense fica automaticamente isento da sua obrigação de o embarcar.
               
            
               
                  8.
               
               
                  O observador deve ser tratado a bordo como um oficial e desempenhar as seguintes tarefas:
                  
                              a)
                           
                           
                              Observar as atividades de pesca dos navios seichelenses;
                           
                        
                              b)
                           
                           
                              Verificar a posição dos navios seichelenses que estão a exercer operações de pesca;
                           
                        
                              c)
                           
                           
                              Tomar nota das artes de pesca utilizadas;
                           
                        
                              d)
                           
                           
                              Verificar os dados sobre as capturas referentes às águas da UE constantes do diário de bordo;
                           
                        
                              e)
                           
                           
                              Verificar as percentagens de capturas acessórias e fazer uma estimativa do volume das devoluções;
                           
                        
                              f)
                           
                           
                              Comunicar, uma vez por semana, por correio eletrónico ou por fax ou outro meio de comunicação, os dados de pesca, incluindo o volume a bordo das capturas principais e das capturas acessórias realizadas nas águas da UE.
                           
                        
            
               
                  9.
               
               
                  Os capitães dos navios seichelenses devem tomar todas as disposições, na medida do razoavelmente possível, para assegurar a segurança física e o bem-estar do observador aquando da sua permanência a bordo.
               
            
               
                  10.
               
               
                  Do mesmo modo, devem ser proporcionadas ao observador, na medida do possível, todas as condições necessárias ao exercício das suas funções. O capitão deve facultar-lhe o acesso aos meios de comunicação necessários ao desempenho das suas tarefas, aos documentos diretamente ligados às atividades de pesca do navio, incluindo, nomeadamente, o diário de bordo e o caderno de navegação, bem como às partes do navio necessárias para facilitar o cumprimento das suas funções de observação.
               
            
               
                  11.
               
               
                  Durante a sua permanência a bordo, o observador deve:
                  
                              a)
                           
                           
                              Tomar todas as disposições adequadas para que as condições do seu embarque e a sua presença a bordo do navio não interrompam nem constituam um entrave para as operações de pesca;
                           
                        
                              b)
                           
                           
                              Respeitar os bens e equipamentos a bordo, assim como a confidencialidade de todos os documentos que pertencem ao referido navio;
                           
                        
                              c)
                           
                           
                              No final do período de observação e antes de sair do navio seichelense, o observador deve estabelecer e assinar um relatório de atividades a transmitir às autoridades competentes da UE, com cópia para as Seicheles. Aquando do desembarque do observador do navio seichelense, deve ser entregue ao capitão do navio uma cópia do relatório.
                           
                        
            
               
                  12.
               
               
                  O armador do navio seichelense deve assegurar, a suas expensas, o alojamento e a alimentação dos observadores em condições idênticas às dos oficiais do navio.
               
            
               
                  13.
               
               
                  O salário e os encargos sociais do observador ficam a cargo das autoridades competentes da UE.
               
            CAPÍTULO VI
      
         CONTROLO
      
      
               
                  1.
               
               
                  Os navios seichelenses devem cumprir a legislação aplicável da UE referente às artes de pesca, às suas especificações técnicas e a qualquer outra medida técnica aplicável às respetivas atividades de pesca, bem como as medidas de conservação, gestão e outras medidas adotadas pela Comissão do Atum do Oceano Índico.
               
            
               
                  2.
               
               
                  As Seicheles devem manter uma lista atualizada dos navios seichelenses para os quais tenha sido emitida uma autorização de pesca ao abrigo do presente Acordo. Essa lista deve ser notificada às autoridades da UE incumbidas da inspeção da pesca, imediatamente após a sua elaboração e, em seguida, aquando de cada atualização.
               
            
               
                  3.
               
               
                  Os capitães dos navios seichelenses que exercem atividades de pesca nas águas da UE devem cooperar com qualquer funcionário da UE autorizado e devidamente identificado que desempenhe tarefas de inspeção e controlo das atividades de pesca.
               
            
               
                  4.
               
               
                  A fim de garantir uma maior segurança dos procedimentos de inspeção, sem prejuízo das disposições legislativas da UE, a subida a bordo deverá efetuar-se por forma a permitir que a plataforma de inspeção e os inspetores possam ser identificados como funcionários autorizados pela UE a realizar essas tarefas.
               
            
               
                  5.
               
               
                  A UE deve disponibilizar às Seicheles uma lista com todas as plataformas de inspeção utilizadas para as inspeções em consonância com as recomendações do Acordo UNFSA da FAO. A lista deve conter, inter alia:
                  
                              —
                           
                           
                              os nomes dos navios-patrulha para a fiscalização da pesca,
                           
                        
                              —
                           
                           
                              os dados dos navios-patrulha para a fiscalização da pesca,
                           
                        
                              —
                           
                           
                              fotografias dos navios-patrulha para a fiscalização da pesca.
                           
                        
            
               
                  6.
               
               
                  A pedido das Seicheles ou de um organismo por estas designado, a UE pode autorizar inspetores seichelenses a observarem as atividades dos navios seichelenses, incluindo os transbordos, durante os controlos efetuados em terra.
               
            
               
                  7.
               
               
                  Uma vez concluída a inspeção e depois de o inspetor ter assinado o correspondente relatório, este deve ser disponibilizado ao capitão para assinatura e, se for caso disso, comentários e observações. A sua assinatura não prejudica os direitos das Partes no contexto de processos por presumíveis infrações. Antes de a equipa de inspeção desembarcar, deve ser entregue ao capitão do navio seichelense uma cópia do relatório de inspeção.
               
            
               
                  8.
               
               
                  A presença desses funcionários autorizados a bordo não deve exceder o tempo necessário para o desempenho das suas tarefas.
               
            
               
                  9.
               
               
                  Os capitães dos navios de pesca das Seicheles que efetuam operações de desembarque ou transbordo num porto da UE devem autorizar e facilitar a inspeção dessas operações por funcionários autorizados da UE e/ou das Seicheles.
               
            
               
                  10.
               
               
                  Em caso de inobservância das disposições do presente capítulo, a UE reserva-se o direito de suspender a autorização de pesca do navio seichelense em falta até ao cumprimento das formalidades e de aplicar as penalizações previstas pela legislação em vigor na UE. As Seicheles devem ser informadas desse facto.
               
            CAPÍTULO VII
      
         EXECUÇÃO
      
      1.   Sanções
      
               
                  1.
               
               
                  A inobservância pelos navios seichelenses de qualquer das disposições dos capítulos anteriores, das medidas de gestão e conservação dos recursos marinhos vivos, bem como da legislação da UE, está sujeita às penalizações e sanções previstas em conformidade com a legislação da UE.
               
            
               
                  2.
               
               
                  As Seicheles devem ser imediata e inteiramente informadas de qualquer sanção e de todos os factos pertinentes relacionados.
               
            
               
                  3.
               
               
                  Nos casos em que a sanção assumir a forma de suspensão ou revogação de uma autorização de pesca, durante o período de validade restante de uma autorização de pesca que tenha sido suspensa ou revogada, as Seicheles podem solicitar outra autorização de pesca normalmente aplicável, para um navio seichelense de outro armador.
               
            2.   Arresto e apresamento de navios de pesca
      
               
                  1.
               
               
                  As autoridades da UE devem informar imediatamente as Seicheles do arresto e/ou apresamento de qualquer navio seichelense que opere ao abrigo do presente Acordo, e devem, no prazo de 48 horas, transmitir uma cópia do relatório de inspeção que pormenorize as circunstâncias e os motivos do arresto e/ou apresamento.
               
            
               
                  2.
               
               
                  Procedimento de troca de informações em caso de arresto e/ou apresamento:
                  
                              a)
                           
                           
                              Após receção das informações supracitadas, e respeitando simultaneamente os prazos e procedimentos judiciais previstos na legislação da UE em relação ao arresto e/ou apresamento, deve ser realizada uma reunião de consulta entre a Comissão Europeia e as autoridades competentes das Seicheles;
                           
                        
                              b)
                           
                           
                              Nessa reunião, as Partes trocam entre si quaisquer documentos ou informações úteis, suscetíveis de contribuir para esclarecer as circunstâncias dos factos verificados. O armador, ou o seu representante, deve ser informado do resultado da reunião, bem como de quaisquer medidas que possam resultar do arresto e/ou apresamento.
                           
                        
            
               
                  3.
               
               
                  Resolução do arresto e/ou apresamento:
                  
                              a)
                           
                           
                              Deve procurar-se resolver a presumível infração por transação. Este procedimento termina o mais tardar três dias úteis após o arresto e/ou apresamento, de acordo com a legislação da UE;
                           
                        
                              b)
                           
                           
                              Em caso de transação, esta é determinada de acordo com os procedimentos previstos na legislação da UE. Se a questão não puder ser resolvida por transação, deve iniciar-se o respetivo processo judicial;
                           
                        
                              c)
                           
                           
                              O navio seichelense deve ser libertado e o seu capitão reabilitado após o cumprimento das obrigações decorrentes da transação e a conclusão do processo judicial.
                           
                        
            
               
                  4.
               
               
                  As Seicheles devem ser mantidas informadas dos processos iniciados e das sanções impostas.
               
            
         Apêndices
         
                     1.
                  
                  
                     Formulário de pedido de autorização de pesca
                  
               
                     2.
                  
                  
                     Ficha de declaração de capturas para atuneiros cercadores
                  
               
                     3.
                  
                  
                     Diretrizes para a gestão e aplicação do sistema eletrónico de comunicação de dados relativos às atividades de pesca (ERS)
                  
               
                     4.
                  
                  
                     Formato das comunicações
                  
               
                     5.
                  
                  
                     Comunicação de mensagens VMS — Comunicação de posição
                  
               
                     6.
                  
                  
                     Diretrizes-quadro para o VMS
                  
               
            Apêndice 1
            PEDIDO DE AUTORIZAÇÃO DE PESCA
            
               
            
               
         
         
            Apêndice 2
            STATEMENT OF CATCH FORM FOR TUNA SEINERS/FICHE DE DECLARATION DE CAPTURES POUR THONIERS SENNEURS
            
               
         
         
            Apêndice 3
            DIRETRIZES PARA GESTÃO E APLICAÇÃO DE UM SISTEMA ELETRÓNICO DE COMUNICAÇÃO DE DADOS RELATIVOS ÀS ATIVIDADES DE PESCA (ERS)
            
               SECÇÃO 1
            
            
               
                  Disposições gerais
               
            
            
                     
                        1.
                     
                     
                        Todos os navios seichelenses devem estar equipados com um sistema eletrónico, adiante denominado «sistema ERS», capaz de registar e transmitir os dados relativos à atividade de pesca do navio, adiante denominados «dados ERS», sempre que este opere na zona de pesca definida no capítulo I, ponto 2, alínea a), do presente anexo, adiante designada por «zona de pesca».
                     
                  
                     
                        2.
                     
                     
                        Os navios seichelenses que não estejam equipados com um sistema ERS, ou cujos sistemas ERS não estejam funcionais, não são autorizados a entrar na zona de pesca da UE para exercer atividades de pesca.
                     
                  
                     
                        3.
                     
                     
                        As autoridades da UE devem informar as Seicheles dos dados do Centro de Vigilância da Pesca (CVP) da UE, adiante denominado «CVP de UE», que é responsável pelas atividades de controlo previstas no âmbito do presente Acordo.
                     
                  
                     
                        4.
                     
                     
                        O Centro de Vigilância da Pesca (CVP) das Seicheles deve transmitir automatica e imediatamente ao CVP da UE as mensagens ERS recebidas do navio seichelense em que o fator tempo é crucial (COE, COX, PNO). Devem ser disponibilizadas automatica e imediatamente ao CVP das Seicheles declarações das capturas diárias (FAR).
                     
                  
                     
                        5.
                     
                     
                        As Seicheles devem velar por que o seu CVP esteja equipado com o material e programas informáticos necessários para a transmissão automática dos dados ERS no formato XML disponível em http://ec.europa.eu/cfp/control/codes/index_en.htm e disponham de um procedimento de salvaguarda capaz de registar e armazenar os dados ERS de uma forma legível por computador durante, pelo menos, três anos.
                     
                  
                     
                        6.
                     
                     
                        Qualquer alteração ou atualização do formato referido no n.o 5 será identificada e datada e deve estar operacional seis meses após a sua introdução.
                     
                  
                     
                        7.
                     
                     
                        Os dados ERS devem ser transmitidos por meios eletrónicos de comunicação geridos por autoridades da UE, identificados como DEH (Data Exchange Highway).
                     
                  
                     
                        8.
                     
                     
                        A UE e as Seicheles devem designar um correspondente ERS que deve servir de ponto de contacto.
                        
                                    a)
                                 
                                 
                                    Os correspondentes para o ERS devem ser designados por um período mínimo de seis meses.
                                 
                              
                                    b)
                                 
                                 
                                    Os CVP da UE e das Seicheles devem notificar-se reciprocamente os elementos de contacto (nome, endereço, telefone, telex, correio eletrónico) dos respetivos correspondentes para o ERS.
                                 
                              
                                    c)
                                 
                                 
                                    Qualquer alteração dos elementos dos referidos correspondentes para o ERS deve ser comunicada sem demora.
                                 
                              
                  
               SECÇÃO 2
            
            
               
                  Preparação e apresentação de dados ERS
               
            
            
                     
                        1.
                     
                     
                        O navio seichelense deve:
                        
                                    a)
                                 
                                 
                                    Comunicar diariamente os dados ERS relativos a cada dia passado na zona de pesca da UE;
                                 
                              
                                    b)
                                 
                                 
                                    Registar, para cada lanço, as quantidades de cada espécie capturada e conservada a bordo enquanto espécie-alvo ou captura acessória ou rejeitada;
                                 
                              
                                    c)
                                 
                                 
                                    Declarar as capturas devolvidas ou danificadas de cada espécie identificada na autorização de pesca emitida pela UE;
                                 
                              
                                    d)
                                 
                                 
                                    Identificar cada espécie pelo seu código FAO alfa-3;
                                 
                              
                                    e)
                                 
                                 
                                    Expressar as quantidades em quilogramas de peso vivo e, se necessário, em número de indivíduos;
                                 
                              
                                    f)
                                 
                                 
                                    Registar nos dados ERS, por espécie identificada na autorização de pesca emitida pela UE, as quantidades transbordadas e/ou descarregadas;
                                 
                              
                                    g)
                                 
                                 
                                    Registar nos dados ERS, aquando de cada entrada (mensagem COE) e de cada saída (mensagem COX) da zona de pesca da UE, uma mensagem específica que contenha, para cada espécie identificada na autorização de pesca emitida pela UE, as quantidades conservadas a bordo no momento da entrada ou da saída;
                                 
                              
                                    h)
                                 
                                 
                                    Transmitir os dados ERS diariamente o mais tardar às 23h59 UTC, ao CVP das Seicheles, no formato referido na secção 1, n.o 5.
                                 
                              
                  
                     
                        2.
                     
                     
                        O capitão é responsável pela exatidão dos dados ERS registados e enviados.
                     
                  
                     
                        3.
                     
                     
                        O CVP das Seicheles deve enviar automática e imediatamente ao CVP da UE os dados ERS.
                     
                  
                     
                        4.
                     
                     
                        O CVP da UE deve confirmar a receção dos dados ERS por uma mensagem de informação de retorno e tratar como confidenciais todos os dados ERS.
                     
                  
               SECÇÃO 3
            
            
               
                  Deficiência do sistema ERS a bordo do navio Seichelense e/ou transmissão dos dados ERS entre o navio e o CVP das Seicheles
               
            
            
                     
                        1.
                     
                     
                        As Seicheles devem informar sem demora o capitão e/ou o proprietário de um navio seichelense, ou o seu representante, de qualquer deficiência técnica do sistema ERS instalado a bordo do navio ou do não funcionamento do sistema ERS; os dados são transmitidos entre o navio e o CVP das Seicheles.
                     
                  
                     
                        2.
                     
                     
                        As Seicheles devem informar as autoridades da UE do mau funcionamento e devem ser adotadas medidas corretivas.
                     
                  
                     
                        3.
                     
                     
                        Em caso de deficiência do sistema ERS a bordo do navio seichelense, o capitão e/ou o proprietário devem assegurar a reparação ou a substituição do sistema ERS no prazo de 10 dias. Se o navio seichelense efetuar uma escala durante esse período de 10 dias, pode retomar as suas atividades de pesca na zona de pesca da UE, sem autorização emitida pela UE, quando o sistema ERS estiver de novo plenamente operacional.
                     
                  
                     
                        4.
                     
                     
                        Após uma deficiência técnica do ERS, um navio seichelense só pode sair de um porto:
                        
                                    a)
                                 
                                 
                                    Se o sistema ERS estiver plenamente operacional, a contento das Seicheles e da UE; ou
                                 
                              
                                    b)
                                 
                                 
                                    Se não tencionar retomar as suas atividades de pesca nas águas da UE e receber da autoridade competente das Seicheles autorização para sair do porto;
                                 
                              Neste último caso, as Seicheles devem informar a UE da sua decisão antes de autorizarem o navio seichelense a partir.
                     
                  
                     
                        5.
                     
                     
                        Qualquer navio seichelense que opere na zona de pesca da UE com um sistema ERS deficiente deve enviar todos os dados ERS diariamente, o mais tardar até às 23h59 UTC, ao CVP das Seicheles por qualquer outro meio eletrónico de comunicação disponível e à UE, até que o sistema ERS seja reparado no prazo referido no n.o 3.
                     
                  
                     
                        6.
                     
                     
                        Os dados ERS que não tenham sido colocados à disposição das autoridades da UE através do sistema ERS devido a uma deficiência referida no n.o 1 devem ser enviados pelo CVP das Seicheles ao CVP da UE noutro formato eletrónico acordado mutuamente. Esta alternativa deve ser considerada prioritária, dada a possibilidade de os prazos de transmissão normalmente aplicáveis não serem respeitados.
                     
                  
                     
                        7.
                     
                     
                        Se o CVP da UE não receber os dados ERS de um navio seichelense durante três dias consecutivos, a UE pode dar instruções ao navio seichelense para que se dirija imediatamente para um porto por si designado para fins de investigação.
                     
                  
               SECÇÃO 4
            
            
               
                  Deficiência do CVP — não-receção dos dados ERS pelo CVP da UE
               
            
            
                     
                        1.
                     
                     
                        Sempre um CVP de uma das Partes não receba dados ERS, deve informar prontamente do facto o CVP da outra Parte e, se necessário, colaborar na resolução do problema.
                     
                  
                     
                        2.
                     
                     
                        O CVP das Seicheles e o CVP da UE devem acordar nos meios alternativos de comunicação eletrónica a utilizar para a transmissão dos dados ERS em caso de deficiência de um CVP, e informarem-se sem demora de qualquer alteração.
                     
                  
                     
                        3.
                     
                     
                        Sempre que o CVP da UE assinalar que não foram recebidos dados ERS e o CVP das Seicheles identificar as causas do problema, as Seicheles devem tomar as medidas adequadas para o resolver. O CVP das Seicheles deve informar o CVP da UE do problema e dos resultados e medidas adotadas nas 24 horas seguintes à identificação da deficiência.
                     
                  
                     
                        4.
                     
                     
                        Se forem necessárias mais de 24 horas para resolver o problema, o CVP das Seicheles deve enviar imediatamente os dados ERS em falta ao CVP da UE utilizando um dos meios eletrónicos alternativos referidos na secção 3, ponto 6.
                     
                  
                     
                        5.
                     
                     
                        A UE deve informar os seus serviços de controlo competentes (MCS) do mau funcionamento, para que não recaiam sobre os navios seichelenses suspeitas de terem cometido uma infração por não transmissão dos dados ERS pelo CVP das Seicheles devido a uma deficiência desse CVP.
                     
                  
               SECÇÃO 5
            
            
               
                  Manutenção de um CVP
               
            
            
                     
                        1.
                     
                     
                        As operações de manutenção planeadas de um CVP (programa de manutenção) que possam afetar a transmissão dos dados ERS devem ser comunicadas, com, pelo menos, 72 horas de antecedência, ao outro CVP, indicando se possível, a data e a duração da operação de manutenção. As interrupções, avarias e operações de manutenção imprevistas devem ser comunicadas logo que possível ao outro CVP.
                     
                  
                     
                        2.
                     
                     
                        Durante a operação de manutenção, a disponibilização dos dados ERS pode ser suspensa até que o sistema esteja de novo operacional. Os dados ERS em causa devem ser disponibilizados imediatamente depois de terminada a interrupção.
                     
                  
                     
                        3.
                     
                     
                        Se a operação de manutenção durar mais de 24 horas, os dados ERS devem ser transmitidos ao outro CVP utilizando um dos meios eletrónicos alternativos referidos na secção 3, ponto 6.
                     
                  
                     
                        4.
                     
                     
                        As Seicheles e a UE devem informar os seus serviços de controlo competentes (MCS) da manutenção, para que não recaiam sobre os navios seichelenses suspeitas de infração relativas à não transmissão dos dados ERS devido a uma operação de manutenção de um CVP.
                     
                  
         
            Apêndice 4
            Formato das comunicações
            Comunicação de entrada (COE) (1)
            
            
                        Conteúdo
                     
                     
                        Transmissão
                     
                  
                        Destino
                     
                     
                        FRA
                     
                  
                        Código da ação
                     
                     
                        COE
                     
                  
                        Nome do navio
                     
                     
                         
                     
                  
                        IRCS
                     
                     
                         
                     
                  
                        Posição de entrada
                     
                     
                        LT/LG
                     
                  
                        Data e hora (UTC) da entrada
                     
                     
                        DD/MM/AAAA — HH:MM
                     
                  
                        Quantidade (Mt) de pescado a bordo por espécie:
                     
                     
                         
                     
                  
                        Atum-albacora (YFT)
                     
                     
                        (Mt)
                     
                  
                        Atum-patudo (BEl)
                     
                     
                        (Mt)
                     
                  
                        Gaiado (SKJ)
                     
                     
                        (Mt)
                     
                  
                        Outros (especificar)
                     
                     
                        (Mt)
                     
                  Comunicação de saída (COX) (2)
            
            
                        Conteúdo
                     
                     
                        Transmissão
                     
                  
                        Destino
                     
                     
                        FRA
                     
                  
                        Código da ação
                     
                     
                        COX
                     
                  
                        Nome do navio
                     
                     
                         
                     
                  
                        IRCS
                     
                     
                         
                     
                  
                        Posição de entrada
                     
                     
                        LT/LG
                     
                  
                        Data e hora (UTC) da saída
                     
                     
                        DD/MM/AAAA — HH:MM
                     
                  
                        Quantidade (Mt) de pescado a bordo por espécie:
                     
                     
                         
                     
                  
                        Atum-albacora (YFT)
                     
                     
                        (Mt)
                     
                  
                        Atum-patudo (BEl)
                     
                     
                        (Mt)
                     
                  
                        Gaiado (SKJ)
                     
                     
                        (Mt)
                     
                  
                        Outros (especificar)
                     
                     
                        (Mt)
                     
                  Formato da declaração das capturas (CAT) nas zonas de pesca da UE (3).
            
                        Conteúdo
                     
                     
                        Transmissão
                     
                  
                        Destino
                     
                     
                        FRA
                     
                  
                        Código da ação
                     
                     
                        CAT
                     
                  
                        Nome do navio
                     
                     
                         
                     
                  
                        IRCS
                     
                     
                         
                     
                  
                        Data e hora (UTC) da comunicação
                     
                     
                        DD/MM/AAAA — HH:MM
                     
                  
                        Quantidade (Mt) de pescado a bordo por espécie:
                     
                     
                         
                     
                  
                        Atum-albacora (YFT)
                     
                     
                        (Mt)
                     
                  
                        Atum-patudo (BEl)
                     
                     
                        (Mt)
                     
                  
                        Conteúdo
                     
                     
                        (Mt)
                     
                  
                        Outros (especificar)
                     
                     
                        (Mt)
                     
                  
                        Número de lanços efetuados desde a última comunicação
                     
                     
                         
                     
                  Todas as comunicações devem ser transmitidas à autoridade competente através dos seguintes contactos:
            
                        Endereço eletrónico: cnsp-france@developpement-durable.gouv.fr
                     
                  
                        Fax: (+ 33) 2 97 55 23 75
                     
                  
                        Endereço postal: Avenue Louis Bougo, F-56410 Etel, FRANÇA
                     
                  
               (1)  Enviada seis (6) horas antes da entrada nas zonas de pesca da UE.
            
               (2)  Enviada seis (6) horas antes da saída das zonas de pesca da UE.
            
               (3)  Enviada três (3) dias antes da entrada nas zonas de pesca da UE.
         
         
            Apêndice 5
            COMUNICAÇÃO DE MENSAGENS VMS
            Comunicação de posição
            
                        Dado
                     
                     
                        Código
                     
                     
                        Obrigatório/Facultativo
                     
                     
                        Observações
                     
                  
                        Início do registo
                     
                     
                        SR
                     
                     
                        F
                     
                     
                        Dado relativo ao sistema — indica o início do registo
                     
                  
                        Destinatário
                     
                     
                        AD
                     
                     
                        F
                     
                     
                        Dado relativo à mensagem — destinatário. Código ISO alfa-3 do país
                     
                  
                        Remetente
                     
                     
                        FS
                     
                     
                        F
                     
                     
                        Dado relativo à mensagem — remetente. Código ISO alfa-3 do país
                     
                  
                        Tipo de mensagem
                     
                     
                        TM
                     
                     
                        F
                     
                     
                        Dado relativo à mensagem — tipo de mensagem «POS»
                     
                  
                        Indicativo de chamada rádio
                     
                     
                        CR
                     
                     
                        F
                     
                     
                        Dado relativo ao navio — indicativo de chamada rádio internacional do navio
                     
                  
                        Número de referência interno da Parte Contratante
                     
                     
                        IR
                     
                     
                        O
                     
                     
                        Dado relativo ao navio — número único da Parte Contratante (código ISO alfa-3 do Estado de pavilhão, seguido de um número)
                     
                  
                        Número de registo externo
                     
                     
                        XR
                     
                     
                        O
                     
                     
                        Dado relativo ao navio — número lateral do navio
                     
                  
                        Estado de bandeira
                     
                     
                        FS
                     
                     
                        O
                     
                     
                        Dado relativo ao Estado de bandeira
                     
                  
                        Latitude
                     
                     
                        The
                     
                     
                        F
                     
                     
                        Dado relativo à posição do navio — posição do navio em graus e minutos N/S GGMM (WGS-84)
                     
                  
                        Longitude
                     
                     
                        Lo
                     
                     
                        F
                     
                     
                        Dado relativo à posição do navio — posição do navio em graus e minutos E/O GGMM (WGS-84)
                     
                  
                        Data
                     
                     
                        DA
                     
                     
                        F
                     
                     
                        Dado relativo à posição do navio — data do registo da posição UTC (AAAAMMDD)
                     
                  
                        Hora
                     
                     
                        TI
                     
                     
                        F
                     
                     
                        Dado relativo à posição do navio — hora do registo da posição UTC (HHMM)
                     
                  
                        Fim do registo
                     
                     
                        ER
                     
                     
                        F
                     
                     
                        Dado relativo ao sistema — indica o fim do registo
                     
                  Jogo de caracteres: ISO 8859.1
            As transmissões de dados devem ter a seguinte estrutura:
            
                        —
                     
                     
                        duas barras oblíquas (//) e o código «SR» assinalam o início da mensagem.
                     
                  
                        —
                     
                     
                        duas barras oblíquas (//) e um código assinalam o início de um elemento de dados.
                     
                  
                        —
                     
                     
                        uma única barra oblíqua (/) separa o código e os dados.
                     
                  
                        —
                     
                     
                        os pares de dados são separados por um espaço.
                     
                  
                        —
                     
                     
                        o código «ER» e duas barras oblíquas (//) no final assinalam o fim de uma comunicação.
                     
                  
                        —
                     
                     
                        os dados facultativos devem ser inseridos entre o início e o fim do registo.
                     
                  
         
            Apêndice 6
            SISTEMA DE LOCALIZAÇÃO DOS NAVIOS POR SATÉLITE (VMS)
            Princípios gerais
            
                     
                        1.
                     
                     
                        No que diz respeito ao sistema de localização dos navios por satélite referido no capítulo IV, secção 4, do anexo do presente Acordo, todos os navios seichelenses que pescam ou tencionam pescar na zona de pesca da UE definida no capítulo I, ponto 2, alínea a), do anexo, adiante denominada «zona de pesca», devem cumprir na íntegra todas as disposições que se seguem.
                     
                  
                     
                        2.
                     
                     
                        Um navio seichelense que não esteja equipado com um dispositivo VMS de localização dos navios (VLD), ou cujo VLD instalado a bordo não esteja funcional, não é autorizado a entrar na zona de pesca da UE para exercer atividades de pesca.
                     
                  
                     
                        3.
                     
                     
                        As posições e os movimentos dos navios seichelenses devem ser objeto de monitorização através de, entre outros, um VMS, sem discriminação e de acordo com as disposições a seguir indicadas.
                     
                  
                     
                        4.
                     
                     
                        Para efeitos do VMS, as autoridades da UE devem comunicar aos Centros de Vigilância da Pesca (CVP) da UE as coordenadas (latitude e longitude) da zona de pesca da UE.
                     
                  
                     
                        5.
                     
                     
                        As autoridades da UE transmitirão às autoridades competentes das Seicheles essas informações em formato eletrónico e expressas em graus decimais no datum WGS-84.
                     
                  
                     
                        6.
                     
                     
                        As autoridades da UE e o CVP das Seicheles precederão a uma troca de informações sobre os respetivos contactos, nomeadamente endereços eletrónicos em formato https, ou, se for caso disso, outro protocolo de comunicação protegido, e sobre as especificações a utilizar nos CVP respetivos, bem como sobre qualquer outro meio de comunicação a utilizar em caso de deficiência.
                     
                  
                     
                        7.
                     
                     
                        A bordo de todos os navios seichelenses titulares de uma autorização de pesca deve estar instalado um dispositivo de localização dos navios (VLD) totalmente operacional, que permita a comunicação automática e contínua das suas coordenadas geográficas ao CVP das Seicheles.
                     
                  
                     
                        8.
                     
                     
                        Essa transmissão deve ser efetuada de hora a hora.
                     
                  
                     
                        9.
                     
                     
                        A pedido de uma das Partes, são trocadas informações relativas ao equipamento VMS utilizado, a fim de verificar que esse equipamento é plenamente compatível com as exigências da outra Parte para efeitos das presentes disposições.
                     
                  
                     
                        10.
                     
                     
                        As Partes acordam em reexaminar as presentes disposições se e quando necessário, incluindo procedendo à análise pertinente de casos de mau funcionamento ou anomalia relativos a navios seichelenses individuais. Todos esses casos deverão ser notificados pelas autoridades da UE às autoridades competentes das Seicheles e à Comissão Europeia pelo menos 15 dias antes do reexame, que deve ser efetuado no quadro da comissão mista.
                     
                  
                     
                        11.
                     
                     
                        Qualquer litígio relativo à interpretação ou à aplicação das presentes disposições deve ser objeto de consulta entre as Partes no âmbito da comissão mista prevista no artigo 8.o do presente Acordo.
                     
                  Integridade do VMS
            
                     
                        12.
                     
                     
                        Durante as operações na zona de pesca da UE, é proibido ao capitão do navio seichelense e a qualquer pessoa por ele autorizada, desligar o dispositivo VLD, obstruir o seu funcionamento ou interferir de qualquer forma com os dados transmitidos ao CVP das Seicheles.
                     
                  
                     
                        13.
                     
                     
                        O capitão é responsável pela exatidão dos dados do VMS registados e transmitidos.
                     
                  
                     
                        14.
                     
                     
                        Em especial, o capitão deve assegurar que:
                        
                                    a)
                                 
                                 
                                    Os dados não sejam alterados de forma alguma;
                                 
                              
                                    b)
                                 
                                 
                                    A antena ou antenas ligadas aos dispositivos de localização por satélite não sejam obstruídas de forma alguma;
                                 
                              
                                    c)
                                 
                                 
                                    A alimentação elétrica dos dispositivos de localização por satélite não seja interrompida de forma alguma;
                                 
                              
                                    d)
                                 
                                 
                                    O dispositivo de localização de navios das Seicheles não seja retirado do lugar em que tenha sido inicialmente instalado;
                                 
                              
                                    e)
                                 
                                 
                                    Qualquer substituição do dispositivo de localização de navios das Seicheles seja imediatamente notificada à autoridade competente da UE;
                                 
                              O capitão fica sujeito às sanções previstas na legislação aplicável da UE em caso de incumprimento das obrigações supracitadas.
                     
                  
                     
                        15.
                     
                     
                        Os componentes físicos e lógicos do VMS devem ser, tanto quanto possível, invioláveis, ou seja, não devem permitir a introdução ou extração de posições erradas e não devem poder ser objeto de manipulação.
                     
                  
                     
                        16.
                     
                     
                        O sistema deve ser totalmente automático e funcionar em permanência, independentemente das condições externas. É proibido destruir, danificar ou tornar inoperacional o dispositivo de localização por satélite, ou interferir de qualquer outro modo com o seu funcionamento.
                     
                  
                     
                        17.
                     
                     
                        A posição dos navios deve ser determinada com uma margem de erro inferior a 100 m e com um intervalo de confiança de 99 %.
                     
                  Transmissão de dados do VMS
            
                     
                        18.
                     
                     
                        Sempre que um navio seichelense que pesca no âmbito do presente Acordo entrar na zona de pesca da UE, as subsequentes comunicações de posição devem ser automaticamente transmitidas pelo CVP das Seicheles ao CVP da UE, em tempo real, com a frequência estabelecida no n.o 8.
                     
                  
                     
                        19.
                     
                     
                        As mensagens VMS comunicadas devem ser identificadas utilizando os seguintes códigos de três letras:
                        
                                    a)
                                 
                                 
                                    «ENT», primeira comunicação de dados do VMS transmitida por cada navio ao entrar na zona de pesca da UE;
                                 
                              
                                    b)
                                 
                                 
                                    «POS», cada comunicação de dados do VMS transmitida por cada navio durante a sua presença na zona de pesca da UE;
                                 
                              
                                    c)
                                 
                                 
                                    «EXI», primeira comunicação de dados do VMS transmitida por cada navio depois de sair da zona de pesca da UE.
                                 
                              
                  
                     
                        20.
                     
                     
                        A frequência da transmissão pode ser alterada, podendo os dados ser transmitidos de 30 em 30 minutos, se existirem elementos de prova sérios que demonstrem que o navio seichelense está a cometer uma infração.
                        
                                    a)
                                 
                                 
                                    Os referidos elementos de prova devem ser apresentados pelo CVP da UE ao CVP das Seicheles e à Comissão Europeia, juntamente com o pedido de alteração da frequência. O CVP das Seicheles deve enviar os dados ao CVP da UE automaticamente, em tempo real, logo após a receção do pedido;
                                 
                              
                                    b)
                                 
                                 
                                    O CVP da UE deve notificar imediatamente o CVP das Seicheles e a Comissão Europeia do termo do procedimento de controlo;
                                 
                              
                                    c)
                                 
                                 
                                    O CVP das Seicheles e a Comissão Europeia devem ser informados do seguimento dado a qualquer procedimento de inspeção baseado no pedido específico indicado neste ponto.
                                 
                              
                  
                     
                        21.
                     
                     
                        As mensagens referidas no n.o 19 devem ser transmitidas por via eletrónica em formato https, ou noutro protocolo de comunicação protegido previamente acordado pelos CVP interessados.
                     
                  Mau funcionamento do equipamento VMS a bordo do navio seichelense
            
                     
                        22.
                     
                     
                        Em caso de problema técnico ou de mau funcionamento do VLD instalado a bordo do navio seichelense, o capitão do navio deve transmitir ao CVP das Seicheles, por qualquer meio de comunicação acordado como previsto no n.o 6, as informações previstas no n.o 19, a partir do momento em que a deficiência ou o mau funcionamento tenham sido comunicados pela autoridade competente da UE.
                     
                  
                     
                        23.
                     
                     
                        Enquanto o navio seichelense se encontrar na zona de pesca da UE, deve ser enviada, pelo menos, uma comunicação global de posição de quatro em quatro horas. Essa comunicação global de posição deverá incluir as posições de hora a hora registadas pelo capitão do navio durante essas quatro horas e conforme descrito no apêndice 5.
                     
                  
                     
                        24.
                     
                     
                        O CVP das Seicheles deve transferir imediatamente estas mensagens ao CVP da UE. Em caso de necessidade ou de dúvida, a autoridade competente da UE pode solicitar a um navio seichelense determinado o envio dessa comunicação de posição de hora a hora.
                     
                  
                     
                        25.
                     
                     
                        O equipamento defeituoso deve ser reparado ou substituído logo que o navio seichelense termine a viagem de pesca. Não podem ser iniciadas novas viagens de pesca antes de o equipamento ter sido reparado ou substituído e de ter sido recebida a devida autorização da autoridade competente das Seicheles, que deve notificar da sua decisão as autoridades da UE.
                     
                  Deficiência do CVP — Não-receção dos dados do VMS pelo CVP da UE
            
                     
                        26.
                     
                     
                        Sempre que um dos CVP não receba dados do VMS, deve informar prontamente do facto o contacto do outro CVP e, se necessário, colaborar na resolução do problema.
                     
                  
                     
                        27.
                     
                     
                        Antes da aplicação provisória do presente Acordo, o CVP das Seicheles e o CVP da UE deverão acordar mutuamente nos meios alternativos de comunicação eletrónica a utilizar para a transmissão dos dados do VMS em caso de deficiência do CVP, e informar-se mutuamente sem demora de qualquer alteração desses meios.
                     
                  
                     
                        28.
                     
                     
                        Sempre que o CVP da UE assinalar que não foram recebidos dados do VMS, o CVP das Seicheles deve identificar as causas do problema e tomar as medidas adequadas para o resolver. O CVP das Seicheles deve informar o CVP da UE dos resultados e das medidas adotadas nas 24 horas seguintes ao reconhecimento da deficiência.
                     
                  
                     
                        29.
                     
                     
                        Se forem necessárias mais de 24 horas para resolver o problema, o CVP das Secheles deve transmitir os dados do VMS em falta ao CVP da UE utilizando os meios alternativos de comunicação referidos no n.o 27.
                     
                  
                     
                        30.
                     
                     
                        A UE deve informar os seus serviços de monitorização, controlo e vigilância (MCS) competentes de forma a que navios seichelenses não sejam considerados como infratores em consequência da não-receção dos dados do VMS pelo CVP da UE devido a uma deficiência dos sistemas dos CVP.
                     
                  Manutenção de um CVP
            
                     
                        31.
                     
                     
                        As operações de manutenção planeadas de um CVP (programa de manutenção) que possam afetar o intercâmbio dos dados do VMS devem ser comunicadas com pelo menos 72 horas de antecedência ao outro CVP, indicando se possível a data e a duração da operação de manutenção. No caso das operações de manutenção não planeadas, essas informações devem ser enviadas logo que possível ao outro CVP.
                     
                  
                     
                        32.
                     
                     
                        Durante a operação de manutenção, a disponibilização dos dados do VMS pode ser suspensa até que o sistema esteja de novo operacional. Nesse caso, os dados do VMS em causa devem ser disponibilizados imediatamente depois de terminada a manutenção.
                     
                  
                     
                        33.
                     
                     
                        Se a operação de manutenção durar mais de 24 horas, os dados do VMS serão transmitidos ao outro CVP utilizando um dos meios eletrónicos alternativos referidos no n.o 27.
                     
                  
                     
                        34.
                     
                     
                        As autoridades da UE devem informar os seus serviços de monitorização, controlo e vigilância (MCS) competentes de forma a que navios seichelenses não sejam considerados como infratores por não terem transmitido os dados do VMS devido a uma operação de manutenção do CVP.