CELEX: 51983PC0102
Language: fr
Date: 1983-03-10 00:00:00
Title: RECOMMANDATION DE DECISION DU CONSEIL relative à la signature et à la notification de l'application provisoire de l'Accord international de 1982 sur le jute et les produits de jute (présentée par la Commission au Conseil)

ARCHIVES HISTORIQUES
DE LA COMMISSION
COLLECTION RELIEE DES
DOCUMENTS "COM"
COM (83) 102
Vol. 1983/0032
 ---pagebreak--- Disclaimer
Conformément au règlement (CEE, Euratom) n° 354/83 du Conseil du 1er février 1983
concernant l'ouverture au public des archives historiques de la Communauté économique
européenne et de la Communauté européenne de l'énergie atomique (JO L 43 du 15.2.1983,
p. 1), tel que modifié par le règlement (CE, Euratom) n° 1700/2003 du 22 septembre 2003
(JO L 243 du 27.9.2003, p. 1), ce dossier est ouvert au public. Le cas échéant, les documents
classifiés présents dans ce dossier ont été déclassifiés conformément à l'article 5 dudit
règlement.
In accordance with Council Regulation (EEC, Euratom) No 354/83 of 1 February 1983
concerning the opening to the public of the historical archives of the European Economic
Community and the European Atomic Energy Community (OJ L 43, 15.2.1983, p. 1), as
amended by Regulation (EC, Euratom) No 1700/2003 of 22 September 2003 (OJ L 243,
27.9.2003, p. 1), this file is open to the public. Where necessary, classified documents in this
file have been declassified in conformity with Article 5 of the aforementioned regulation.
In Übereinstimmung mit der Verordnung (EWG, Euratom) Nr. 354/83 des Rates vom 1.
Februar 1983 über die Freigabe der historischen Archive der Europäischen
Wirtschaftsgemeinschaft und der Europäischen Atomgemeinschaft (ABI. L 43 vom 15.2.1983,
S. 1), geändert durch die Verordnung (EG, Euratom) Nr. 1700/2003 vom 22. September 2003
(ABI. L 243 vom 27.9.2003, S. 1), ist diese Datei der Öffentlichkeit zugänglich. Soweit
erforderlich, wurden die Verschlusssachen in dieser Datei in Übereinstimmung mit Artikel 5
der genannten Verordnung freigegeben.
 ---pagebreak---  COMMISSION D E S C O M M U N A U T E S                                 EUROPEENNES
                                                             COM(83)    102   final
                                                             Bruxelles,     le  10 mars 1983
                    RECOMMANDATION DE DECISION DU CONSEIL
               relative    à la signature     et    à la       notification
                        de  l'application      p r o v i s o i r e de
                        l'Accord   international           de    1982
                    sur  le  jute  et  l e s p r o d u i t s de    jute
                  (présentée   par  la   Commission au C o n s e i l )
COM(83) 102 final
 ---pagebreak---                                            EXPOSE DES MOTIFS
 1.        La n e g o c i a t i o n de I ' A c c o r d       international             de 1982 s u r         le j u t e      et
Les p r o d u i t s      de j u t e a p r i s       fin     Le 1 e r o c t o b r e 1 9 8 2 .        Cet a c c o r d        international
 concernant             un p r o d u i t   de b a s e a e t e n e g o c i e d a n s l e c a d r e du programme
 integre         de la CNUCED p o u r              les produits            de b a s e .     Le p r i n c i p a l      element       du
 n o u v e l a c c o r d c o n s i s t e en l a c r e a t i o n d ' u n e O r g a n i s a t i o n i n t e r n a t i o n a l e
 du j u t e , a d m i n i s t r e e p a r un C o n s e i l           internationale             du j u t e ,     qui      proposera
 et a p p r o u v e r a des p r o j e t s          et    s'efforcera            d'obtenir        leur    financement,             dans
  l e s d o m a i n e s de l a       r e c h e r c h e , du d e v e l o p p e m e n t ,    de l a p r o m o t i o n       commerciale
 e t de l a         reduction        des c o u t s , a f i n       d'ameliorer            la c o m p e t i t i v i t e    du    jute
  et d e s p r o d u i t s     de j u t e .        En o u t r e ,     l a q u e s t i o n de l a        stabilisation
  contribuera             d'etre      etudiee.
 2.        L ' a c c o r d a ete negocie par                 l a Communaute e t             s e s E t a t s membres,             conforme-
 ment a l a p o s i t i o n         commune (1)             definie        par     le C o n s e i l .    La Communaute e t
 s e s E t a t s membres r e c o n n a i s s e n t que               les o b j e c t i f s    et     l e c o n t e n u de
 l'accord          sont     conformes a c e t t e            position           commune, compte t e n u de                  I'evolution
 r e e l l e des n e g o c i a t i o n s q u i        ont    abouti         a l a c o n c l u s i o n de      l'accord.
 3.        C e l u i - c i est ouvert            a la s i g n a t u r e       entre     le 3 J a n v i e r et         l e 30     juin
 1983.          La C o m m i s s i o n p r o p o s e que        l a Communaute e t             s e s E t a t s membres           le
 signent          dans l e s p l u s b r e f s        delais.
 4.         Compte t e n u du r e t a r d            que p r e n d r a v r a i s e m b l a b l e m e n t    l a m i s e en
 o e u v r e d e s p r o c e d u r e s de c o n c l u s i o n dans c e r t a i n s E t a t s membres,                       la
 C o m m i s s i o n p r o p o s e e g a l e m e n t que l a Communaute e t                    s e s E t a t s membres f a s s e n t
  savoir        qu'ils      sont     disposes a appliquer                      l'accord a titre provisoire,                       des
  son e n t r e e en v i g u e u r .           11 c o n v i e n t     de n o t e r     que   l a Communaute e t               ses
  E t a t s membres r e p r e s e n t e n t          p l u s de 16% d e s 6 5 % , s o i t             un q u a r t ,     du commerce
  d ' i m p o r t a t i o n n e c e s s a i r e s p o u r que       l ' a c c o r d entre       en v i g u e u r .       II   est    done
  tres      important,          sur      le plan p o l i t i q u e ,         que l a Communaute n o t i f i e ,               avant
   l e 30 j u i n 1 9 8 3 , son i n t e n t i o n d ' a p p l i q u e r             provisoirement             l'accord         en
  question.
   (1)      V o i r document 12098 du C o n s e i l ,                    P r o b a 7 6 , du 8 décembre 1 9 8 0 .
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5.   Lorsque    L ' a c c o r d aura été concLu par      Les d i x E t a t s m e m b r e s , La
Commission p r o p o s e r a   à La Communauté de Le c o n c l u r e à son t o u r .         Dans c e s
conditions,  la Commission i n v i t e     le C o n s e i l à adopter       La décision
figurant en a n n e x e .
 ---pagebreak---                             RECOMMANDATION DE DECISION DU CONSEIL
           relative      à la    signature            et    à la n o t i f i c a t i o n    de l ' a p p l i c a t i o n   provisoire
          de l ' A c c o r d i n t e r n a t i o n a l    de 1982 s u r        le j u t e et        les produits          de j u t e
LE CONSEIL DES COMMUNAUTES EUROPEENNES,
vu l e t r a i t é     instituant           l a Communauté économique e u r o p é e n n e , e t                        notamment
son a r t i c l e    113,
vu la r e c o m m a n d a t i o n de l a           Commission,
considérant           que    l'Accord international                       de 1982 s u r        le j u t e et       les    produits
de j u t e e s t o u v e r t      à l a s i g n a t u r e j u s q u ' a u 30 j u i n 1 9 8 3 ;               que c e t    accord
permet        de m e t t r e en o e u v r e d e s p r o j e t s           de r e c h e r c h e , de d é v e l o p p e m e n t ,  de
promotion         commerciale et               de r é d u c t i o n d e s c o û t s       concernant           le j u t e et     les
produits        de j u t e ,    de r e c u e i l l i r      des i n f o r m a t i o n s    et d ' é t u d i e r    des q u e s t i o n s
importantes,           telles       que      la s t a b i l i s a t i o n   et    l a c o n c u r r e n c e du j u t e ,    des
produits        synthétiques            et a u t r e s p r o d u i t s      de r e m p l a c e m e n t , en vue          d'améliorer
 les s t r u c t u r e s    du marché i n t e r n a t i o n a l           du j u t e t o u t en a c c r o i s s a n t l a       compétiti-
vité       du j u t e e t    des p r o d u i t s       de j u t e e t      en d é v e l o p p a n t    leur     production        et     leur
commerce;           que     l'application              de l ' a c c o r d en q u e s t i o n p a r         la   Communauté
contribuera           à l a m i s e en o e u v r e de sa p o l i t i q u e               c o m m e r c i a l e commune;
 considérant          qu'il     importe,           p a r c o n s é q u e n t , que l a Communauté s i g n e                 cet
a c c o r d et    notifie       au S e c r é t a i r e       g é n é r a l de l ' O r g a n i s a t i o n des N a t i o n s      unies
 son i n t e n t i o n    d'appliquer            l ' a c c o r d en       question à t i t r e p r o v i s o i r e ,          sous
 r é s e r v e de son a p p r o b a t i o n          ultérieure,
DECIDE:
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                                                     Article      premier
          La Communauté s i g n e               l'Accord international                   de 1982 s u r         le j u t e et       les
produits        de j u t e ,     c o n f o r m é m e n t aux d i s p o s i t i o n s de son a r t i c l e 3 7 , au p l u s             tard
l e 30 j u i n 1 9 8 3 , e t         notifie         au S e c r é t a i r e  g é n é r a l de l ' O r g a n i s a t i o n    des
N a t i o n s u n i e s , c o n f o r m é m e n t aux d i s p o s i t i o n s de l ' a r t i c l e          39 de     l'accord,
son i n t e n t i o n     d'appliquer             ledit    accord à t i t r e          provisoire,           en t a n t    que
membre i m p o r t a t e u r ,       dès son e n t r é e en v i g u e u r             en c o n f o r m i t é  de l ' a r t i c l e   40.
                                                      Article 2
          Le p r é s i d e n t   du C o n s e i l e s t a u t o r i s é      à désigner la personne                    habilitée
à signer         l ' a c c o r d et      à déposer         la n o t i f i c a t i o n   de s o n a p p l i c a t i o n     provisoire.
          Le t e x t e    de la n o t i f i c a t i o n      de l ' a p p l i c a t i o n   et    celui      de   l'accord
s o n t annexés à l a p r é s e n t e               décision.
Fait       à Bruxelles,           le                                                        Par      le     Conseil
                                                                                            Le     président
 ---pagebreak---                                       ANNEXE
Notification          de L ' a p p l i c a t i o n p r o v i s o i r e de L ' A c c o r d i n t e r n a t i o n a l  de
             1982 s u r      Le j u t e e t       Les p r o d u i t s  de   jute
       Conformément           aux d i s p o s i t i o n s de L ' a r t i c l e    39 de l ' A c c o r d         international
de 1982 s u r        le j u t e et       les produits          de j u t e ,  Le C o n s e i l     des Communautés
européennes          informe      le Secrétaire            général      de l ' O r g a n i s a t i o n des N a t i o n s
unies, dépositaire             de l ' a c c o r d , q u ' i L       a L'intention         de m e t t r e en o e u v r e
La p r o c é d u r e  institutionnelle              nécessaire         à L'approbation              de l ' a c c o r d  et
que l a Communauté a p p l i q u e r a             ledit     accord à t i t r e       p r o v i s o i r e , en t a n t
que membre i m p o r t a t e u r ,        dès son e n t r é e en v i g u e u r        conformément             aux
dispositions          de l ' a r t i c l e    40.
 ---pagebreak---                                                             TD/JUTE/11
CONFÉRENCE DES NATIONS UNIES SUR LE COMMERCE ET LE DÉVELOPPEMENT
          Accord international
           de 1982 sur le jute
        et les articles en jute
                          NATIONS UNIES
                               1982
 ---pagebreak---                                                                      Distr.
                                                                      GHŒRALE
                                                                      TD/JIJTE/ll
                                                                      5 octobre 1982
                                                                     FRANÇAIS
                                                                     Original Î ANGLAIS
  Conférence des Nations Unies sur le commerce et le développement
 Programme intégré pour les produits de base.
 CONFERENCE DES NATIONS UNIES SUR LE JUTE
 ET LES ARTICLES EN JUTE, 1981
            ACCORD INTERNATIONAL DE 1982 SUR LE JUTE ET LES ARTICLES EN JUTE
CE.82-52990
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                                                                              page i
                                                    TABLE DES MATIERES
                                                                               Page
     Preambule                                                                    1.
CHAPITRE PREMIER - OBJECTIFS                                                      2
     Article-premier : O b j e c t i f s                                          2
CHAPITRE I I - DEFINITIONS                                                        3
     A r t i c l e 2" : Definitions                                              .3
CHAPITRE I I I - ORGANISATION ET ADMINISTRATION                                    5
     A r t i c l e 3 ' Creation,siege et structure de 1'Organisation
                         Internationale du jute                                    5
     A r t i c l e 4 : Membres de 1'Organisation                                   5
     Article' 5 : Participation d*organisations' intergouvernementales .           5
CHAPITRE IV - CONSEIL INTERNATIONAL DU JUTE                                        7
      A r t i c l e 6 : Composition du Conseil international du jute               7
      A r t i c l e -7 :- Pouvolrs. et fonctions du Conseil                        7
      A r t i c l e 8 : President et Vice-President du Conseil                   .7
      A r t i c l e 9 : Sessions du Conseil                                        8
      A r t i c l e 10 : Repartition des voix                                      9'
      A r t i c l e 11 : Procedure de vote au Conseil                            10
      A r t i c l e 12 : Decisions et recdmmandations du Conseil                 10
      A r t i c l e 13 : Quorum au COnseiT                                       10
       A r t i c l e 14 : Cooperation avec d'autres organismes                    11
                                               r
       A r t i c l e 15 : Admission d 6bservat'eurs                               11
       A r t i c l e 16 : Le Directeur executif et l e personnel                  12
 CHAPITRE V - PRIVILEGES ET IMMUNITES                                             13
       A r t i c l e 17 : Privileges et imraunites                                13
 CHAPITRE VI - DISPOSITIONS FINANCIERES                                           14
       A r t i c l e 18 - Coraptes financiers                                    .14
        A r t i c l e 19 - Modes de paiement                                       14
        A r t i c l e 20 - V e r i f i c a t i o n et publication des comptes      14
        A r t i c l e 21 - Compte administratif                                    15
        A r t i c l e 22 - Compte special                                          16
 ---pagebreak---  TD/JUTE/11
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                                                 TABLE DES MATIERES (suite)
                                                                                               Page
 CHAPITRE VII-          ACTIVITES OPERATIONNELLES"                                                18
       Article.23. . Projet?
                        r                                                                     . 18 v
       Article. 24. r. Reçherçherdéyeloppement.                                                  19
       A r t i c l e 25 - Promotion des ventes                                                    1?-,
       A r t i c l e 26 - Réduction des coûts                                                   ;  1 9
       A r t i c l e 27   : Critères d'approbation des projets                                    19
       A r t i c l e 28- »•Comité•des projets
                                                                                                  20 '
CHAPITRE VIII - RELATIONS. AVEC.LE FOND? COMMUN POUR LES/ PRODUITS DE BASE
                                                                                                  21
       Article,29.; Relations.avec le.Fonds :commm* pour l e s produits
                            de base                                                           . 21
CHAPITRE IX - EXAMEN DE QUESTIONS IMPORTANTES CONCERNANT LE JUTE .ET                  ;
                   '"'LES ARTICLES'EN'JUTE                                                        22
      A r t i c l e J O : S t a b i l i s a t i o n , concurrence avec l e s produits
                            synthétiques et autres questions''                                    22
CHAPITRE X * STATISTIQUES, ÉTUDES ET INFORMATION                                              " 23
      Article"31'! Statistiques; études êt information                                           23
      A r t i c l e 32    : Rapport annuel et rapport d'évaluation et d'examen .                 23
CHAPITRE XI - DISPOSITIONS DIVERSES ...                                                          25
      A r t i c l e 33 : Plaintes et différends                                               • 25
      A r t i c l e 34   : Obligations générales des membres                                  ,.,25
      A r t i c l e 35   : Dispenses                                                             2
                                                                                                   5
      A r t i c l e 36   : Mesures différenciées et cprrectiyes                                ,26
CHAPITRE XII - DISPOSITIONS FINALES                                                              27
     A r t i c l e 37    : Signature, r a t i f i c a t i o n , acceptation et approbation ..   .27
     A r t i c l e 38    : Dépositaire                                                           27
     A r t i c l e 39    r Notification*d^application à t i t r e provisoire                     27
     A r t i c l e 40   r Entrée en vigueur                                                      28
     A r t i c l e 41 '.' Adhésion                                                               29
     A r t i c l e 42 *r •Amendements                                                            29
     A r t i c l e 43 ': Retrait                                                                 30
     A r t i c l e "44 r Exclusion                                                               30
     A r t i c l e 45   : Liquidation des comptes des membres qui se r e t i r e n t ou
                           sont exclus ou des membres qui ne sont pas en mesure
                           d'accepter un amendement                                              30
     A r t i c l e 46   : Durée, prorogation et f i n de l'Accord                               31
     A r t i c l e 47   : Réserves                                                              32
 ---pagebreak---  TD/JUTE/Il
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                                                   TABLE DES MATIERES (suite)
                                                                                             Page
 CHAPITRE VII-          ACTIVITES OPERATIONNELLES"                                              18
       Article.23. . Projet? ,
                         r
                                                                                                18
       Article. 24. r. Reçtierçherdéyeloppement.                                             •19
       A r t i c l e 25 - Promotion des ventes                                                 1?.
       A r t i c l e 26 - Réduction des coûts                                               -.-19
       A r t i c l e 27    : Critères d'approbation des projets                                 19
       A r t i c l e 28- *•Comité•des projets                                                   20
CHAPITRE VIII - RELATIONS. AVEC.LE FQNDS COMMUN POUR LES/ PRODUITS DE BASE                      21
      Article,29.; Relations.avec le.Fonds commun pour l e s produits
                             de base                                                            21
CHAPITRE IX - EXAMEN DE QUESTIONS IMPORTANTES CONCERNANT LE JUTE..ET
                   • -"LES ARTICLES EN JUTE                                                     22
      A r t i c l e 3 0 ' : S t a b i l i s a t i o n , concurrence avec l e s produits
                     -
                             synthétiques et autres questions                                  22
CHAPITRE X * STATISTIQUES, ÉTUDES' ET INFORMATION                                              25
      Article"31 ' ! Statistiques; études êt information                                       25
      A r t i c l e 32     : Rapport annuel et rapport d'évaluation et d'examen .              25
CHAPITRE XI - DISPOSITIONS DIVERSES .                                                          25
      A r t i c l e 33 : Plaintes et différends                                                25
      A r t i c l e 34    : Obligations générales des membres                                 ,25
      A r t i c l e 35    : Dispenses                                                          2
                                                                                                 5
     A r t i c l e 36     : Mesures différenciées et cprrectiyes ...............              .26
CHAPITRE XII - DISPOSITIONS FINALES ..                                                         27
     A r t i c l e 37     : Signature, r a t i f i c a t i o n , acceptation et approbation .27
     Article         38   : Dépositaire                                                        27
     A r t i c l e 39     r Notification*d^application à t i t r e provisoire ......           27
     A r t i c l e 40     r Entrée en vigueur                                                  28
     A r t i c l e 41     r Adhésion ..V '                                                     29
     A r t i c l e 42 "i •Amendements                                                          29
     A r t i c l e 43 ' : Retrait . .•. ;                                                      50
     A r t i c l e 44    r Exclusion • ;;                                                      50
     A r t i c l e 45    : Liquidation des comptes des membres qui se r e t i r e n t ou
                            sont exclus ou des membres qui ne sont pas en mesure
                            d'accepter un amendement                                           50
     A r t i c l e 46    : Durée, prorogation et f i n de l'Accord                             51
     A r t i c l e 47    î Réserves                                                           52
 ---pagebreak---                                        PREAMBULE
     Les Parties au présent Accord,
                                                    1
     Rappelant l a Déclaration et l e Programme\ d a c t i o n concernant     l'instauration
d'un nouvel ordre économique international,
     Rappelant l e s résolutions 93 ( r v ) et 124 00, r e l a t i v e s au Programme intégré
pour l e s produits de base, que l a Conférence des Nations Unies.sur l e commerce et
le développement a adoptées à ses quatrième et cinquième sessions,
     Rappelant en outre l e Nouveau programme substantiel d'action pour l e s
années 80 en faveur des pays l e s moins avancés, et en p a r t i c u l i e r son-
paragraphe 82,
     Reconnaissant l'importance du jute et des a r t i c l e s en jute pour l'économie de
nombreux pays en développement exportateurs,
     Considérant qu'une coopération internationale étroite à l a solution des
problèmes posés par ce produit de base favorisera l e développement économique des
pays exportateurs et renforcera la. coopération économique entre pays exportateurs
et importateurs,
     Sont convenues de ce qui suit :
                                           - 1 -
 ---pagebreak---                                      CHAPITRE PREMIER - OBJECTIFS
                                              A r t i c l e premier
                                                    Objectifs
  1.        Dans l'intérêt des deux catégories de membres, exportateurs et importateurs,
  et en vue d'atteindre les objectifs pertinents adoptés par l a Conférence des
  Nations Unies sur l e commerce et l e développement dans ses résolutions 93 (IV) et
  124 (v), relatives au Programme intégré pour l e s produits de base, et compte tenu
  de l a résolution 98 (IV), les objectifs de l'Accord international de 1982 sur l e
  jute et l e s a r t i c l e s en jute (ci-après dénommé " l e présent Accord") sont :
            a)    D'améliorer l e s caractéristiques structurelles du marché du jute;
           b)     De renforcer l a compétitivité du jute et des a r t i c l e s in jute;
           c)     De préserver et élargir l e s marchés existants et d'établir de nouveaux
 marchés du jute et des a r t i c l e s en jute;
           d)     D'accroître l a production de jute et d'articles en jute en vue,
 notamment, d'améliorer l a qualité de ces produits dans l'intérêt des membres
 importateurs et des membres exportateurs;
           e)     D'accroître l e volume de l a production, des exportations et des
 importations de jute et d'articles en jute de façon à s a t i s f a i r e aux exigences
 de l a demande mondiale et de l'approvisionnement,
 2.       Les objectifs énoncés au paragraphe 1 du présent a r t i c l e devraient être
 atteints en p a r t i c u l i e r par l e s moyens suivants :
          a)     Projets de recherche-développement, de promotion des ventes et de
réduction des coûts;
          b)     Rassemblement et d i f f u s i o n d'informations r e l a t i v e s au jute et aux
a r t i c l e s en jute;
          c)     Examen des questions importantes concernant l e jute et les a r t i c l e s
en jute, comme l a question de l a s t a b i l i s a t i o n des p r i x et des approvisionnements
et c e l l e de l a concurrence.avec l e s produits synthétiques et les produits de
remplacement.
                                                           2
 ---pagebreak---                                        CHAPITRE I I - DEFINITIONS
                                               Article 2
                                              Définitions
      Aux f i n s du présent Accord :
      1)    Par "jute" i l faut entendre l e jute brut, l e kénaf et l e s autres f i b r e s
apparentées, y compris TJrena lobata, Abutilon avicènnae et Cephalonema polyandrum;
      2)    Par " a r t i c l e s en jute" i l faut entendre l e s produits fabriqués en totalité
ou quasi-totalité avec du jute, ou l e s produits dont l'élément l e plus important,
en poids, est l e jute;
      3)    Par "membre" i l faut entendre un gouvernement, ou une organisation i n t e r -
gouvernementale visée à l ' a r t i c l e 5» qui a accepté d'être lié par l e présent
Accord à t i t r e provisoire ou définitif;
      4)    Par "membre exportateur" i l faut entendre un membre qui exporte plus de
jute et d'articles en jute q u ' i l n'en importe et qui s'est déclaré lui-même membre
exportateur;
      5)    Par "membre importateur" i l faut entendre un membre qui importe plus de
jute et d'articles en jute q u ' i l n'en exporte et qui s'est déclaré lui-même membre
importateur;
      6)    Par "Organisation" i l faut entendre l'Organisation internationale du jute
instituée conformément à l ' a r t i c l e 3î
      7)    Par "Conseil" i l faut entendre l e Conseil international du jute institué
conformément à l ' a r t i c l e 6;
      8)    Par "vote spécial" i l faut entendre un vote requérant l e s deux t i e r s au
moins des suffrages exprimés par l e s membres exportateurs présents et votants et
les deux t i e r s au moins des suffrages exprimés par l e s membres importateurs présents
et votants, comptés séparément, à condition que ces suffrages soient exprimés par
l a majorité des membres exportateurs et par au moins quatre membres importateurs
présents et votants;
      9)    Par "vote à l a majorité simple répartie" i l faut entendre un vote requérant
plus de l a moitié du t o t a l des suffrages exprimés par l e s membres exportateurs
présents et votants et plus de l a moitié du t o t a l des suffrages exprimés par les
membres importateurs présents et votants, comptés séparément. Les suffrages requis
pour l e s membres exportateurs doivent être exprimés par l a majorité des membres
exportateurs présents et votants;
                                                 - 3 -
 ---pagebreak---           10) Par "exercice" i l faut entendre l a période a l l a n t du 1er j u i l l e t au
30 j u i n inclusivement;
          11) Par "campagne agricole du jute" i l faut entendre l a période allant du
1er j u i l l e t au JO juin inclusivement;
          12) Par "exportations de jute" ou "exportations d ' a r t i c l e s en jute" i l faut
entendre l e jute ou les a r t i c l e s en jute qui quittent l e t e r r i t o i r e douanier d'un
membre, et par "importations de jute" ou "importations d ' a r t i c l e s en jute" l e jute
ou l e s a r t i c l e s en jute qui entrent sur l e t e r r i t o i r e douanier d'un membre, étant
entendu qu'aux f i n s des présentes définitions l e t e r r i t o i r e douanier, d'un membre
qui se compose de plusieurs t e r r i t o i r e s douaniers est réputé être constitué par ses
t e r r i t o i r e s douaniers combinés; et
          13) Par "monnaies librement u t i l i s a b l e s " i l faut entendre l e deutsche mark,
le d o l l a r des Etats-Unis, l e franc français, l a l i v r e s t e r l i n g et l e yen japonais
a i n s i que toute autre monnaie éventuellement désignée par une organisation monétaire
internationale compétente comme étant en f a i t couramment utilisée pour effectuer des
paiements au t i t r e de transactions internationales et couramment échangée sur les
principaux marchés des changes.
                                                 - 4-
 ---pagebreak---                              CHAPITRE I I I - ORGANISATION ET ADMINISTRATION
                                                      Article 3
            Création, siège et structure de l'Organisation internationale du .jute
  1.       I l est créé une Organisation internationale du jute chargée d'assurer l a mise
  en oeuvre des dispositions du présent Accord et d'en superviser l e fonctionnement.
 2.        L'Organisation exerce ses fonctions par l'intermédiaire du Conseil interna-
 t i o n a l du jute et du Comité des projets, organes permanents, a i n s i que du Directeur
 exécutif et du personnel. Le Conseil peut, par un vote spécial et à des f i n s
 déterminées, créer des comités et groupes de t r a v a i l ayant un mandat expressément
 défini.
 3«        L'Organisation a son siège à Dacca (Bangladesh).
 4.        Le siège de l'Organisation est situé en tout temps sur l e t e r r i t o i r e d'un
 membre.
                                                     Article 4
                                             Membres de l'Organisation
 1.        I l est institué deux catégories de membres de l'Organisation, à savoir :
          a)     Les membres exportateurs; et
          b)    Les membres importateurs.
2.        Un membre peut changer de catégorie aux conditions que f i x e l e Conseil.
                                                     Article 5
                     P a r t i c i p a t i o n d'organisations intergouvernementales
1.        Toute référence f a i t e dans l e présent Accord à des "gouvernements" est réputée
v a l o i r aussi pour l a Communauté économique européenne et pour toute autre organi-
sation intergouvemementale ayant des responsabilités dans l a négociation, l a
conclusion et l'application d'accords internationaux, en p a r t i c u l i e r d'accords sur
des produits de base. En conséquence, toute mention, dans l e présent Accord, de
l a signature, de l a r a t i f i c a t i o n , de l'acceptation ou de l'approbation, ou de l a
                                                            5
 ---pagebreak--- n o t i f i c a t i o n d'application à t i t r e provisoire, ou de l'adhésion est, dans l e cas
desdites organisations intergouvemementales, réputée v a l o i r aussi pour l a signature,
l a r a t i f i c a t i o n , l'acceptation ou l'approbation, ou pour l a n o t i f i c a t i o n d'appli­
cation à t i t r e provisoire, ou pour l'adhésion, par ces organisations
intergouvernementales.
2.       En cas de vote sur des questions relevant de l e u r compétence, lesdites orga­
nisations intergouvernementales disposent d'un nombre de voix égal au nombre total
de voix attribuables à leurs Etats membres conformément à l ' a r t i c l e 10. En p a r e i l
cas, l e s Etats membres desdites organisations intergouvernementales ne sont pas
autorisés à exercer leurs droits de vote individuels.
                                                     - 6 -
 ---pagebreak---                               CHAPITRE ÎV - CONSEIL LWPEBNAT'IONAL DU JUTE
                                              Article 6
                             Composition du Conseil international du .jute
 1.        L'autorité suprême de l'Organisation est l e Conseil international du jute,
 qui se compose de tous l e s membres de l'Organisation.
 2.        Chaque membre est représenté au Conseil par un seul représentant et peut
 désigner des suppléants et des conseillers pour a s s i s t e r aux sessions du Conseil.
3·         Un suppléant est habilité à agir et à voter au nom du représentant en
l'absence de c e l u i - c i ou dans des circonstances exceptionnelles.
                                              Article 7
                                   Pouvoirs et fonctions du Conseil
1.        Le Conseil exerce tous l e s pouvoirs et s'acquitte, ou v e i l l e à l'accomplis-
sement, de toutes les fonctions qui sont nécessaires à l ' a p p l i c a t i o n des dispo-
sitions du présent Accord.
2.        Le Conseil, par un vote spécial, adopte l e s règlements qui sont nécessaires
à l'application des dispositions du présent Accord et qui sont compatibles avec
c e l l e s - c i , notamment son règlement intérieur, l e règlement f i n a n c i e r de l'Organi-
sation et l e statut du personnel. Ledit règlement f i n a n c i e r contient des dispo-
sitions applicables notamment aux entrées et sorties de fonds du compte adminis-
t r a t i f et du compte spécial. Le Conseil peut, dans son règlement intérieur,
prévoir une procédure l u i permettant de prendre, sans se réunir, des décisions
sur des questions spécifiques.
3.        Le Conseil tient l e s archives dont i l a besoin pour s'acquitter des fonctions
que l e présent Accord l u i confère.
                                              Article 8
                                Président et Vice-Président du Conseil
1.        Le Conseil élit pour chaque'année correspondant à l a campagne agricole du
jute un Président et un Vice-Président, qui ne sont pas rémunérés par
l'Organisation.
                                               - 7 -
 ---pagebreak--- 2.    Le Président et l e Vice-Président sont élus, l'un parmi l e s représentants des
membres exportateurs, l'autre parmi ceux des membres importateurs. La présidence
et l a vice-présidence sont attribuées à tour de rôle à chacune des deux catégories
de membres pour une année, étant entendu toutefois que cette alternance n'empêche
pas l a réélection, dans des circonstances exceptionnelles, du Président ou du
Vice-Président, ou de l'un et de l'autre, s i l e Conseil en décide a i n s i par un
vote spécial.
3.    En cas d'absence temporaire du Président, l e Vice-Président assure l a prési-
dence à sa place. En cas d'absence temporaire simultanée du Président et du
Vice-Président, ou en cas d'absence permanente de l'un ou l'autre ou des deux, l e
Conseil peut élire de nouveaux t i t u l a i r e s de ces fonctions parmi l e s représentants
des membres exportateurs et/ou parmi l e s représentants des membres importateurs,
selon l e cas, à t i t r e temporaire ou permanent.
                                            Article 9
                                     Sessions du Conseil
1.    En règle générale, l e Conseil se réunit en session ordinaire une f o i s par
semestre de l'année correspondant à l a campagne agricole du jute.
2.    Le Conseil se réunit en session extraordinaire s ' i l en décide a i n s i ou s ' i l
en est requis :
      a)   Par l e Directeur exécutif, agissant en accord avec l e Président du
Conseil; ou
     b)    Par une majorité des membres exportateurs         ou une majorité des membres
importateurs; ou
      c)   Par des membres détenant au moins 500 voix.
3·    Les sessions du Conseil ont l i e u au siège de l'Organisation à moins que l e
Conseil, par un vote spécial, n'en décide autrement. S i , sur l ' i n v i t a t i o n d'un
membre, l e Conseil se réunit a i l l e u r s qu'au siège de l'Organisation, ce membre
prend à sa charge l e s f r a i s supplémentaires qui en résultent.
4.   Le Directeur exécutif annonce l e s sessions aux membres et leur en communique
l'ordre du jour au moins 30 jours à l'avance, sauf en cas d'urgence où l e préavis
sera d'au moins sept jours.
                                               - 8 -
 ---pagebreak---                                                    A r t i c l e 10
                                           Répartition des voix
1.       Les meaùres exportateurs détiennent ensemble 1 000 voix et l e s membres impor-
tateurs détiennent ensemble 1 000 voix.
2.       Les voix des membres exportateurs sont réparties comme suit : 150 voix sont
divisées à parts égales entre tous l e s membres exportateurs, l e c h i f f r e étant
arrondi au nombre entier l e plus proche pour chaque membre; l e reste des voix est
réparti proportionnellement au volume moyen de leurs exportations nettes de jute
et d'articles en jute pour l e s t r o i s précédentes campagnes agricoles du jute,
sous réserve qu'aucun membre exportateur ne détienne plus de 450 voix. Les voix
qui subsistent en sus du maximum sont réparties entre tous les membres expor-
tateurs détenant moins de 250 voix chacun, proportionnellement à leur part des
échanges.
3.       Les voix des membres importateurs sont réparties comme suit : chaque membre
importateur détient initialement un maximum de cinq voix, étant entendu que l e
nombre t o t a l des voix i n i t i a l e s a i n s i détenues ne peut être supérieur à 125· Le
reste des voix est réparti proportionnellement au volume annuel moyen de leurs
importations nettes de jute et d'articles en jute pour l a période de t r o i s ans
commençant quatre années c i v i l e s avant l a répartition des voix.
4.       Le Conseil répartit l e s voix pour chaque exercice au début de l a première
session de l'exercice conformément aux dispositions du présent a r t i c l e . Cette
répartition demeure en vigueur pour l e reste de l'exercice, sous réserve des
dispositions du paragraphe 5 du présent a r t i c l e .
5·        Quand l a composition de l'Organisation change ou quand l e droit de vote d'un
membre est suspendu ou rétabli en application d'une disposition du présent Accord,
le Conseil procède à une nouvelle répartition dos voix à l'intérieur de l a
catégorie ou des catégories de membres en cause conformément aux dispositions du
présent a r t i c l e . Le Conseil f i x e l a date à laquelle l a nouvelle répartition des
voix prend e f f e t .
6.        I l ne peut y avoir de fractionnement                 de voix.
7·        Lorsqu'on arrondit au nombre entier l e plus proche, toute f r a c t i o n infé-
rieure à 0,5 est arrondie au nombre entier immédiatement inférieur et toute
f r a c t i o n supérieure ou égale à 0,5 est arrondie au nombre entier immédiatement .
supérieur.
                                                        - 9 -
 ---pagebreak---                                                   A r t i c l e 11
                                         Procédure de vote au Conseil
1.      Chaque membre dispose, pour l e vote, du nombre de voix q u ' i l détient et aucun
membre ne peut diviser ses voix. Un membre n'est toutefois pas tenu d'exprimer
dans l e même sens que ses propres voix c e l l e s q u ' i l est autorisé à u t i l i s e r en
vertu du paragraphe 2 du présent a r t i c l e .
2.      Par n o t i f i c a t i o n écrite adressée au Président du Conseil, tout membre expor-
tateur peut autoriser tout autre membre exportateur, et tout membre importateur
peut autoriser tout autre membre importateur, à représenter ses intérêts et à
exercer son droit de vote à toute séance ou session du Conseil.
3.      Un membre autorisé par un autre membre à u t i l i s e r l e s voix que cet autre
membre détient en vertu de l ' a r t i c l e 10 u t i l i s e ces voix conformément aux
instructions dudit membre.
4.      En cas d'abstention, un membre est réputé ne pas avoir utilisé ses voix.
                                                  A r t i c l e 12
                                   Décisions et recommandations du Conseil
1.      Le Conseil s'efforce de prendre toutes ses décisions et de f a i r e toutes ses
recommandations par consensus. S i un consensus ne peut être obtenu, toutes les
décisions du Conseil sont prises et toutes l e s recommandations f a i t e s par un vote
à l a majorité simple répartie, à moins que l e présent Accord ne prévoie un vote
spécial.
2.      Quand un membre invoque les dispositions du paragraphe 2 de l ' a r t i c l e 11 et
que ses voix sont utilisées à une séance du Conseil, ce membre est considéré, aux
f i n s du paragraphe 1 du présent a r t i c l e , comme présent et votant.
3.      Toutes l e s décisions et recommandations du Conseil doivent être compatibles
avec l e s dispositions du présent Accord.
                                                  A r t i c l e 13
                                              Quorum au Conseil
1.      Le quorum exigé pour toute séance du Conseil est constitué par l a présence de
l a majorité des membres exportateurs et de l a majorité des membres importateurs,
sous réserve que l e s membres a i n s i présents détiennent l e s deux t i e r s au moins
du t o t a l des voix dans chacune des deux catégories.
                                                       - 10 -
 ---pagebreak--- 2.       S i l e quorum défini au paragraphe 1 du présent a r t i c l e n'est pas atteint l e
jour fixé pour l a séance n i l e lendemain, l e quorum est constitué l e troisième
jour et l e s jours suivants par l a présence de l a majorité des membres exportateurs
et de l a majorité des membres importateurs, sous réserve que ces membres détiennent
l a majorité du t o t a l des voix dans chacune des deux catégories.
3·       Tout membre représenté conformément au paragraphe 2 de l ' a r t i c l e 11 est
considéré comme présent.
                                                     A r t i c l e 14
                                    Coopération avec d'autres organismes
1.        L'Organisation, dans toute l a mesure possible, s o l l i c i t e et u t i l i s e pleinement
les facilités, services et connaissances spécialisées d'organismes t e l s que
 l'Organisation des Nations Unies pour l'alimentation et l'agriculture (PAO), l e
 Centre du commerce international CNUCED/GATT (CCI), l'Organisation des Nations Unies
 pour l e développement i n d u s t r i e l (ONUDl) et l a Conférence des Nations Unies sur
 le commerce et l e développement (CNUCED). S i l e Conseil juge que leurs facilités,
 services et connaissances spécialisées sont insuffisants ou inadéquats pour l e
 bon fonctionnement de l'Organisation, i l décide, lorsque l e s circonstances
 l'exigent, de prendre l e s mesures nécessaires pour que l'Organisation assure
 l'exécution efficace du t r a v a i l , s i besoin est par ses propres moyens.
 2.        Le Conseil prend toutes dispositions appropriées aux f i n s de consultation ou
 de coopération avec l'Organisation des Nations Unies et ses organes, en p a r t i c u l i e r
 l a CNUCED, a i n s i qu'avec l a PAO et l e s autres i n s t i t u t i o n s spécialisées des
 Nations Unies et organisations intergouvernementales et non gouvernementales qui
  seraient appropriées.
  3.       Le Conseil, eu égard au rôle p a r t i c u l i e r de l a CNUCED dans l e domaine du
  commerce international des produits de base, l a tient au courant, selon q u ' i l
  convient, de ses activités et programmes de t r a v a i l .
                                                       A r t i c l e 15
                                               Admission d'observateurs
            Le Conseil peut i n v i t e r tout pays non membre, ou tout organisme visé à
  l ' a r t i c l e 14 et à l ' a r t i c l e 31> que concerne l e commerce international du jute et
  des a r t i c l e s en jute ou l'industrie du jute à assister en qualité d'observateur
  à l'une quelconque des réunions du Conseil.
                                                         - 11 -
 ---pagebreak---                                               A r t i c l e 16
                              Le Directeur exécutif et l e personnel
1.    Le Conseil, par un vote spécial, nomme l e Directeur exécutif.
2.    Les modalités et conditions d'engagement du Directeur exécutif sont fixées
^ar l e Conseil.
3.    Le Directeur exécutif est l e plus haut fonctionnaire de l'Organisation; i l
est responsable devant l e Conseil de l'administration et du fonctionnement du
présent Accord en conformité des décisions du Conseil.
4.    Le Directeur exécutif nomme l e personnel conformément au règlement arrêté par
le Conseil. Le Conseil f i x e à sa première session l ' e f f e c t i f du personnel des
cadres supérieurs et de l a catégorie des administrateurs que l e Directeur exécutif
est autorisé à nommer pour l e s cinq premières années. Le recrutement de ce
personnel se f a i t par étapes. Toute modification de l ' e f f e c t i f du personnel des
cadres, supérieurs et de l a catégorie des administrateurs est décidée par l e Conseil
par un vote spécial. Le personnel est responsable devant l e Directeur exécutif.
5.    Ni l e Directeur exécutif n i aucun membre du personnel ne doivent avoir
d'intérêt f i n a n c i e r dans l'industrie ou l e commerce du jute, n i dans des activités
commerciales connexes.
6.    Dans l'exercice de leurs fonctions, l e Directeur exécutif et l e s autres
membres du personnel ne s o l l i c i t e n t n i n'acceptent d'instructions d'aucun membre
n i d'aucune autorité extérieure à l'Organisation. I l s s'abstiennent de tout acte
incompatible avec leur situation de fonctionnaires internationaux responsables
en dernier ressort devant l e Conseil. Chaque membre de l'Organisation doit
respecter l e caractère exclusivement international des responsabilités du Directeur
exécutif e% das. autres •m'-'nV         * ;                   ';  '•^her à       influencer
dans l'exercice de leurs responsabilités.
                                                   - 12 -
 ---pagebreak---                                CHAPITRE V - PRIVILEGES ET IMMUNITES
                                            A r t i c l e 17
                                     Privilèges et immunités
 1.      L'Organisation a l a personnalité juridique. E l l e a, en p a r t i c u l i e r , l a capa-
 cité de contracter, d'acquérir et de céder des tiens meubles et immeubles et
 d'ester en j u s t i c e .
 2.      L'Organisation entreprend, aussitôt que possible après l'entrée en vigueur
 du présent Accord, de conclure avec l e gouvernement du pays où son siège doit être
 situé (ci-après dénommé " l e Gouvernement hôte") un accord (ci-après dénommé
 "l'Accord de siège") touchant l e statut, l e s privilèges et l e s immunités de
l'Organisation, de son Directeur exécutif, de son personnel et de ses experts,
a i n s i que des représentants des membres, qui sont normalement nécessaires à
l'exercice de leurs fonctions.
3·       En attendant l a conclusion de l'Accord de siège visé au paragraphe 2 du
                         1
présent a r t i c l e , 1 Organication demande au Gouvernement hôte d'exonérer d'impôts,
dans les limites de sa législation nationale, les émoluments versés par l'Organi-
sation à son personnel et l e s avoirs, revenus et autres biens de l'Organisation.
4.       L'Organisation peut aussi conclure, avec un ou plusieurs autres,pays, des
accords qui doivent être approuvés par l e Conseil, touchant l e s privilèges et
immunités qui peuvent être nécessaires à l a bonne application du présent Accord.
5·       S i l e siège de l'Organisation est transféré dans un autre pays qui est membre
de l'Organisation, ce membre conclut aussitôt que possible, avec l'Organisation,
un accord de siège qui doit être approuvé par l e Conseil.
6.       L'Accord de siège est indépendant du présent Accord. Toutefois, i l prend
fin. :
         a)    Par consentement mutuel du Gouvernement hôte et de l'Organisation;
         b)    S i l e siège de l'Organisation est transféré hors du t e r r i t o i r e du
Gouvernement hôte; ou
         c)    S i l'Organisation cesse d'exister.
                                              - 13 -
 ---pagebreak---                                CHAPITRE VI - DISPOSITIONS FINANCIERES
                                             A r t i c l e 18
                                         Comptes financiers
1.        I l est institué deux comptes :
          a)        Le compte administratif5 et
          b)        Le compte spécial.
2.        Le Directeur exécutif est responsable de l a gestion desdits comptes et l e
Conseil prévoit l e s dispositions nécessaires dans son règlement intérieur.
                                             A r t i c l e 19
                                          Modes de paiement
1.        Les contributions au compte administratif sont payables en monnaies             librement
u t i l i s a b l e s et ne sont pas assujetties à des r e s t r i c t i o n s de change.
2.        Les contributions au compte spécial sont payables en monnaies librement
u t i l i s a b l e s et ne sont pas assujetties à des r e s t r i c t i o n s de change.
3.        Le Conseil peut aussi décider d'accepter des contributions au compte spécial
sous d'autres formes, y compris sous forme de matériel ou main-d'oeuvre scien-
t i f i q u e et technique, selon l e s exigences des projets approuvés.
                                             A r t i c l e 20
                               Vérification et publication des comptes
1.        Le Conseil nomme des vérificateurs aux comptes qui sont chargés de vérifier
ses l i v r e s .
2.       Un état du compte administratif et du compte spécial, vérifié par des
vérificateurs indépendants, est mis à l a disposition des membres aussitôt que
possible après l a f i n de chaque année correspondant à une campagne agricole
du jute, mais pas plus de six mois après cette date, et l e Conseil l'examine
en vue de son approbation à sa session suivante, selon q u ' i l est approprié.
Un résumé des comptes et du b i l a n vérifiés est ensuite publié.
                                                - 14 -
 ---pagebreak---                                                    A r t i c l e 21
                                              Compte administratif
1.        Les dépenses requises pour l'administration du présent Accord sont imputées
sur l e compte administratif et sont couvertes au moyen de contributions annuelles
versées par l e s membres, conformément à leurs procédures constitutionnelles et
i n s t i t u t i o n n e l l e s respectives, et calculées conformément aux paragraphes 3» 4
et 5 du présent a r t i c l e .
2.         Les dépenses des délégations au Conseil, au Comité des projets et aux comités
et groupes de t r a v a i l visés au paragraphe 2 de l ' a r t i c l e 3 sont à l a charge des
membres intéressés. Lorsqu'un membre demande des services spéciaux à l'Organisation,
 l e Conseil requiert ce membre de prendre à sa charge l e s dépenses correspondant à
 ces services.
 3·         Pendant l e deuxième semestre de chaque exercice, l e Conseil approuve l e budget
 administratif de l'Organisation pour l'exercice suivant et calcule l a contribution
 de chaque membre à ce budget.
  4·        Pour chaque exercice, l a contribution de chaque membre au budget administratif
  est proportionnelle au rapport qxxi existe, au moment de l'adoption du budget
  administratif de cet exercice, entre l e nombre de voix de ce membre et l e nombre
  t o t a l des voix de l'ensemble des membres. Pour l a f i x a t i o n des contributions,
  les voix de chaque membre se calculent sans prendre en considération l a suspension
  des droits de vote d'un membre n i l a nouvelle répartition des voix qui en résulte.
   5.        Le Conseil calcule l a contribution i n i t i a l e de tout membre qui adhère à
  l'Organisation, après l'entrée en vigueur du présent Accord en fonction du nombre de
   voix que ce membre doit détenir et de l a f r a c t i o n non écoulée de l'exercice en
   cours, mais l e s contributions demandées aux autres membres pour l'exercice en cours
   ne s'en trouvent pas changées.
   6.         Les contributions au premier budget administratif sont exigibles à une date
    fixée par l e Conseil à sa première session. Les contributions aux budgets
    administratifs ultérieurs sont exigibles l e premier jour de chaque exercice. Les
    contributions des membres pour l'exercice au cours duquel i l s deviennent membres
    de l'Organisation sont exigibles à l a date à laquelle i l s deviennent membres.
    7·         S i un membre n'a pas versé intégralement sa contribution au budget adminis-
     t r a t i f dans l e s deux mois qui suivent l a date à laquelle e l l e est exigible en
    vertu du paragraphe 6 du présent a r t i c l e , l e Directeur exécutif l u i demande d'en
     effectuer l e paiement l e plus tôt possible. S i ce membre n'a pas encore versé
     sa contribution dans l e s deux mois qui suivent une t e l l e demande, i l est prié
     d'indiquer l e s raisons pour lesquelles i l n'a pas pu en effectuer l e paiement.
                                                                - 15 -
 ---pagebreak--- S ' i l n'a toujours pas versé sa contribution six mois après l a date à laquelle e l l e
est exigible, ses droits de vote sont suspendus à moins que l e Conseil, par un vote
spécial, n'en décide autrement. S i ce membre n*a toujours pas acquitté sa contri-
bution à l'expiration d'un délai d'un mois à compter de l a date à laquelle ses
droits de vote ont été suspendus, tous l e s droits q u ' i l a en vertu du présent
Accord sont suspendus par l e Conseil jusqu'au versement intégral de sa c o n t r i -
bution, à moins que l e Conseil, par un vote spécial, n'en décide autrement.
8.        Un membre dont l e s droits ont été suspendus en application du paragraphe 7
du présent a r t i c l e reste tenu, en p a r t i c u l i e r , de verser sa contribution.
                                                     A r t i c l e 22
                                                   Compte spécial
1.        I l est institué deux sous-comptes du compte spécial :
          a)     Le sous-compte des activités préalables aux projets; et
          b)     Le sous-compte des projets.
2.        Toutes l e s dépenses portées au sous-compte des activités préalables aux
projets sont remboursées par imputation sur l e sous-compte des projets s i l e s
projets sont par l a suite approuvés et financés. S i dans l e s six mois de l'entrée
en vigueur du présent Accord l e Conseil n'a pas reçu de fonds pour l e sous-compte
des activités préalables aux projets, i l revoit l a situation et prend l e s mesures
nécessaires.
3.        Toutes l e s recettes afférentes à des projets bien i d e n t i f i a b l e s sont portées
au compte spécial. Toutes l e s dépenses r e l a t i v e s à de tels projets, y compris l a
rémunération et l e s f r a i s de voyage de consultants et d'experts, sont imputées
sur l e compte spécial.
4.        Le compte spécial peut être financé par les sources suivantes :
          a)     Le deuxième compte du Foilds commun pour les produits de base, une f o i s
c e l u i - c i créé;
          b)     Des i n s t i t u t i o n s financières régionales et internationales, comme l e
Programme        des Nations Unies pour l e développement, l a Banque mondiale, l a Banque
asiatique        de développement, l a Banque interaméricaine de développement, l a Banque
africaine        de développement, etc.; et
          c)     Des contributions volontaires.
                                                           - 16 -
 ---pagebreak---  5.   Le Conseil f i x e , par un vote spécial, l e s conditions et modalités selon
 lesquelles i l devrait, au moment opportun et dans l e s cas appropriés, patronner
des projets en vue de leur financement au moyen de prêts, lorsqu'un ou plusieurs
membres ont volontairement assumé toutes obligations et responsabilités concernant
ces prêts. L'Organisation n'assume aucune obligation dans l e cas de tels prêts.
 6.   Le Conseil peut désigner et parrainer toute entité, avec son assentiment,
notamment un membre ou un groupe de membres, qui recevra des prêts pour l e finan-
cement de projets approuvés et assumera toutes l e s obligations qui en découlent,
étant entendu que l'Organisation se réserve l e droit de s u r v e i l l e r l ' u t i l i s a t i o n
des ressources et de suivre l'exécution des projets a i n s i financés. Toutefois,
l'Organisation n'est pas responsable des garanties données par un membre quelconque
ou par d'autres entités.
7·    L'appartenance à l'Organisation n'entraîne, pour aucun membre, une quelconque
responsabilité à raison, des emprunts contractés ou des prêts consentis pour des
projets par tout autre membre ou toute autre entité.
8.    S i des contributions volontaires sans affectation déterminée sont offertes à
l'Organisation, l e Conseil peut accepter ces fonds. Les fonds en question peuvent
être utilisés pour des activités préalables aux projets, a i n s i que pour des projets
approuvés.
9.    Le Directeur exécutif s'attache à rechercher, aux conditions et selon l e s
modalités que l e Conseil peut f i x e r , un financement adéquat et sûr pour l e s projets
approuvés par l e Conseil.
10. Les ressources du compte spécial ne sont utilisées que pour des projets
approuvés ou pour des activités préalables aux projets.
11. Les contributions versées pour des projets approuvés déterminés ne sont
utilisées que pour l e s projets auxquels e l l e s étaient initialement destinées,
à moins que l e Conseil n'en décide autrement avec l'accord du contribuant. Après
l'achèvement d'un projet l'Organisation r e s t i t u e aux divers contribuants l e s fonds
qui subsistent éventuellement, au prorata de l a part de chacun dans l e t o t a l des
contributions initialement fournies pour l e financement dudit projet, à moins
que l e contribuant n'accepte q u ' i l en soit autrement.
12. Le Conseil peut, lorsque cela est approprié, r e v o i r l e financement du compte
spécial.
                                             - 17 -
 ---pagebreak---                               CHAPITRE VII - ACTIVITES OPERATIONNELLES
                                                  A r t i c l e 25
                                                      Projets
  1.       Pour atteindre l e s objectifs énoncés à l ' a r t i c l e premier, l e Conseil, de
  façon continue et conformément aux dispositions du paragraphe 1 de l ' a r t i c l e 14,
  détermine l e s projets à entreprendre dans l e s domaines de l a recherche-développement,
  de l a promotion des ventes et de l a réduction des coûts, a i n s i que les autres
  projets q u ' i l peut approuver, prend l e s dispositions en vue de leur préparation et
  de leur mise en oeuvre et, pour s'assurer de leur efficacité, suit leur exécution.
  2.       Le Directeur exécutif soumet au Comité des projets des propositions concernant
  les projets visés au paragraphe 1 du présent a r t i c l e . Ces propositions sont commu-
 niquées à tous l e s membres deux mois au moins avant l a session du Comité à laquelle
 e l l e s doivent être examinées. Sur l a base de ces propositions, l e Comité décide
 des activités préalables à exécuter. Le Directeur exécutif organise lesdites
 activités préalables conformément aux règlements que l e Conseil adoptera.
 3·        Les résultats des activités préalables, indiquant notamment l e détail des
 coûts, l e s avantages éventuels, l a durée, l e l i e u d'exécution et l e nom des orga-
 nismes susceptibles d'être chargés de l'exécution, sont présentés au Comité par l e
 Directeur exécutif, après avoir été communiqués à tous l e s membres deux mois au
 moins avant l a session du Comité à laquelle i l s doivent être examinés.
 4.       Le Comité examine ces résultats et f a i t des recommandations au Conseil au
 sujet des projets.
 5·       Le Conseil examine ces recommandations et, par un vote spécial, prend une
décision au sujet des projets proposés, aux f i n s de leur financement conformément
à l ' a r t i c l e 22 et à l ' a r t i c l e 27.
6.        Le Conseil décide de l'ordre de priorité des projets.
7·       Au départ, l e Conseil accorde l a priorité aux projets élaborés par l a PAO et
l e CCI pour l e s réunions préparatoires organisées sur l e jute et l e s a r t i c l e s en
jute au t i t r e du Programme intégré pour les produits de base, a i n s i qu'aux autres
projets viables que l e Conseil peut approuver.
8.       Avant d'approuver un projet sur l e t e r r i t o i r e d'un membre, l e Conseil doit
obtenir l'approbation de ce membre.
9·       Le Conseil peut, par un vote spécial, cesser de patronner un projet quelconque.
                                                       - 18 -
 ---pagebreak---                                                A r t i c l e 24
                                         Recherche-développement
          Les projets de recherche-développement devraient v i s e r notamment :
          a)     A améliorer l a productivité agricole et l a qualité des f i b r e s ;
          b)     A améliorer l e s procédés de fabrication des a r t i c l e s existants et des
a r t i c l e s nouveaux;
          c)     A trouver de nouvelles u t i l i s a t i o n s f i n a l e s et à améliorer l e s produits
existants.
                                               A r t i c l e 25
                                          Promotion des ventes
         "Les projets de promotion des ventes devraient v i s e r notamment à préserver et
élargir l e s marchés pour l e s a r t i c l e s existants et à trouver des débouchés pour
les a r t i c l e s nouveaux.
                                               A r t i c l e 26
                                           Réduction des coûts
         Les projets r e l a t i f s à l a réduction des coûts devraient v i s e r notamment, dans
l a mesure appropriée, à améliorer l e s procédés et l e s techniques ayant un rapport
avec l a productivité agricole et l a qualité des f i b r e s , à améliorer l e s procédés
et l e s techniques ayant un rapport avec l e coût de l a main-d'oeuvre, l e coût des
matières et l e s dépenses en capital dans l ' i n d u s t r i e de transformation du jute, et
à rassembler et tenir à jour, à l'usage des membres, des renseignements sur l e s
procédés et techniques l e s plus efficaces qui sont à l a disposition de l ' i n d u s t r i e
du jute.
                                               A r t i c l e 27
                                 Critères d'approbation des projets
         L'approbation des projets par l e Conseil sera fondée sur l e s critères
suivants :
                                                   - 19 -
 ---pagebreak---      a)      Les projets doivent être de nature à apporter des avantages, immédiat»
ou à venir, à plus d'un membre exportateur et être profitables à l'économie ått
jute dans son ensemble;
     b)      I l s doivent être liés au maintien ou à l'expansion du commerce i n t e r -
national du jute et des a r t i c l e s en. jute;
     c)      I l s doivent l a i s s e r entrevoir dès résultats économiques favorables à
court ou à long terme en ce qui concerne l e s coûts;
     d)      I l s doivent être à l a mesure du volume du commerce international du jute
et des a r t i c l e s en jute;
     e)      I l s doivent être de nature à améliorer l a compétitivité générale ou l e s
perspectives du marché du jute et des a r t i c l e s en jute.
                                               A r t i c l e 28
                                           Comité des projets
1.   I l est créé un Comité des projets (ci-après dénommé " l e Comité") qui est
responsable devant l e Conseil et t r a v a i l l e sous sa direction générale.
2.   Le Comité est ouvert à l a participation de tous l e s membres. Le règlement
intérieur, l a répartition des voix et l a procédure de vote y sont, muta t i s mutar/Li^,,
les mêmes qu'au Conseil. Le Comité, à moins q u ' i l n'en décide autrement, se réur.-*
quatre f o i s par an ou à l a demande du Conseil.
3.   Les fonctions du Comité sont l e s suivantes :
     a)      Examiner et évaluer sur l e plan technique les propositions de projets
visées à l ' a r t i c l e 23;
     b)      Décider des aotivités à entreprendre préalablement aux projets; et
     c)      Faire des recommandations au Conseil au sujet des projets.
                                                     - 20 -
 ---pagebreak---         CHAPITRE VIII - RELATIONS AVEC LE PONDS COMMUN POUR LES PRODUITS DE BASE
                                        A r t i c l e 29
                 Relations avec l e Fonds commun pour l e s produits de/base
         Lorsque l e Ponds commun entrera en activité, l'Organisation t i r e r a pleinement
p a r t i des facilités dudit Ponds commun, conformément aux principes énoncés dans
l'Accord portant création du Ponds commun pour l e s produits de 'base.
                                               21
 ---pagebreak---                         CHAPITRE IX - EXAMEN- DE QUESTIONS IMPORTANTES CONCERNANT
                                                LE JUTE ET LES ARTICLES EN JUTE
                                                           A r t i c l e 30
                      S t a b i l i s a t i o n , concurrence avec l e s produits synthétiques
                                                      et autres questions
1.        Le Conseil poursuit l'examen des questions r e l a t i v e s à l a s t a b i l i s a t i o n des
p r i x du jute et des a r t i c l e s en jute destinés à l'exportation, a i n s i que des
approvisionnements, en vue de l e u r trouver des solutions. A l ' i s s u e de cet examen,
l ' a p p l i c a t i o n d'une solution convenue impliquant des mesures qui ne sont pas déjà
expressément prévues par l e présent Accord exige un amendement au présent Accord
conformément à l ' a r t i c l e 4 2 .
2.        Le Conseil examine l e s questions se rapportant à l a concurrence entre l e jute
et l e s a r t i c l e s en j u t e , d'une part, et l e s produits synthétiques et produits de
remplacement, d'autre p a r t .
3.        Le Conseil prend des d i s p o s i t i o n s pour assurer l'examen s u i v i des autres
questions importantes r e l a t i v e s au jute et aux a r t i c l e s en j u t e .
                                                                  -   22  -
 ---pagebreak---                           CHAPITRE X - STATISTIQUES, ETUDES ET INFORMATION
                                                          A r t i c l e 51
                                 S t a t i s t i q u e s , études et information
1.        Le Conseil établit des r e l a t i o n s étroites avec l e s organismes internationaux
appropriés, en p a r t i c u l i e r l a FAO, pour contribuer à ce que des données e t i n f o r -
mations récentes et f i a b l e s soient disponibles sur tous l e s facteurs touchant l e
jute et l e s a r t i c l e s en j u t e . L'Organisation rassemble, classe et au besoin publie,
au sujet de l a production, du commerce, de l ' o f f r e , des stocks, de l a consommation
et des p r i x du j u t e , des a r t i c l e s en j u t e , des produits synthétiques et des
produits de remplacement-, l e s s t a t i s t i q u e s qui sont nécessaires au bon f o n c t i o n -
nement du présent Accord.
2.        Les membres doivent f o u r n i r dans un délai raisonnable toutes s t a t i s t i q u e s
et informations dont l a d i f f u s i o n n'est pas incompatible avec l e u r législation
nationale.
3»        Le Conseil f a i t établir des études sur l e s tendances et sur l e s problèmes
à court et à long terme de l'économie mondiale du j u t e .
4.        Le Conseil v e i l l e à ce qu'aucune des informations publiées ne porte a t t e i n t e
au secret des opérations des p a r t i c u l i e r s ou des sociétés qui produisent, t r a i t e n t
ou commercialisent du j u t e , des a r t i c l e s en j u t e , des produits synthétiques et
des produits de remplacement.
                                                           Article 32
                         Rapport annuel et rapport d'évaluation et d'examen
 1.        Le Conseil p u b l i e , dans l e s s i x mois q u i suivent l a f i n de chaque campagne
 a g r i c o l e du j u t e , un rapport annuel sur ses activités et tous autres renseignements
 q u ' i l juge appropriés.
 2.        Le Conseil évalue et examine chaque année l a s i t u a t i o n et l e s perspectives du
 jute sur l e marché mondial, y compris l'état de l a concurrence avec l e s produits
 synthétiques et de remplacement, et i l informe l e s membres des résultats de
 l'examen.
                                                                   -   25 -
 ---pagebreak--- 3.    L'examen se f a i t à l ' a i d e des renseignements fournis par l e s membres sur l a
production nationale, l e s stocks, l e s exportations et importations, l a consommation,
et l e s p r i x du jute, des a r t i c l e s en jute et des produits synthétiques et de
remplacement, a i n s i qu'à l ' a i d e des autres renseignements que l e Conseil peut
obtenir s o i t directement, s o i t par l'intermédiaire des organismes appropriés des
Nations Unies, y compris l a CNUCED et l a EAO, e t des organisations i n t e r ­
gouvernementales et non gouvernementales appropriées.
                                                   - 24 -
 ---pagebreak---                                     CHAPITRE X I - DISPOSITIONS DIVERSES
                                                     A r t i c l e 55
                                          P l a i n t e s et différends
            Toute p l a i n t e contre un membre pour manquement aux o b l i g a t i o n s que l e présent
  Accord l u i impose et tout différend r e l a t i f à l'interprétation ou à l ' a p p l i c a t i o n
  du présent Accord sont déférés au Conseil pour décision. Les décisions du Conseil
  en l a matière sont définitives et ont force o b l i g a t o i r e .
                                                     A r t i c l e 54
                                     Obligations générales des membres
 1.         Pendant l a durée du présent Accord, l e s membres mettent tout en. oeuvre et
 coopèrent pour f a v o r i s e r l a réalisation de ses o b j e c t i f s e t éviter que soient
 p r i s e s des mesures a l l a n t à 1'encontre desdits o b j e c t i f s .
 2.        Les membres s'engagent à accepter d'être liés par l e s décisions que l e Conseil
 prend en vertu des d i s p o s i t i o n s du présent Accord et v e i l l e n t à s'abstenir
 d'appliquer'des mesures qui auraient pour e f f e t de l i m i t e r ou de contrecarrer ces
 décisions.
                                                    Article 35
                                                      Dispenses
1.        Quand des circonstances exceptionnelles ou des raisons de force majeure q u i
ne sont pas expressément envisagées dans l e présent Accord l'exigent, l e Conseil
peut, par un vote spécial, dispenser un membre d'une o b l i g a t i o n p r e s c r i t e par l e
présent Accord s i l e s e x p l i c a t i o n s données par ce membre l e convainquent quant
aux raisons qui l'empêchent de respecter cette o b l i g a t i o n .
2.        Quand i l accorde une dispense à un membre en vertu du paragraphe 1 du présent
a r t i c l e , l e Conseil précise l e s modalités, l e s conditions, l a durée et l e s motifs
de cette dispense.
                                                         -   25   -
 ---pagebreak---                                              Article 36
                                Mesures différenciées et correctives
1.   Les membres en développement importateurs dont l e s intérêts sont lésés par
des mesures prises en a p p l i c a t i o n du présent Accord peuvent s'adresser au Conseil
pour des mesures différenciées et correctives appropriées. Le Conseil envisage
de prendre des mesures appropriées conformément à l a section I I I , paragraphes 3
et 4» d.e l a résolution 93 ( l ^ ) d.e l a Conférence des Nations Unies sur l e commerce
et l e développement.
2.   Sans préjudice des intérêts des autres membres exportateurs l e Conseil, dans
toutes ses activités, prend spécialement en considération l e s besoins d'un pays
exportateur p a r t i c u l i e r figurant parmi l e s pays l e s moins avancés.
                                                  26 •
 ---pagebreak---                                         CHAPITRE X I I - DISPOSITIONS FINALES
                                                       A r t i c l e 57
                           Signature. r a t i f i c a t i o n , acceptation et approbation
1.        Le présent Accord sera ouvert à l a signature des gouvernements invités à l a
Conférence des Nations Unies sur l e jute et l e s a r t i c l e s en j u t e , 1981, au Siège
de l'Organisation des Nations Unies, du 3 j a n v i e r au 30 j u i n 1983 i n c l u s .
2.        Tout gouvernement visé au paragraphe 1 du présent a r t i c l e peut :
          a)       Au moment de l a signature du présent Accord, déclarer que par cette
signature i l exprime son consentement à être lié par l e présent Accord; .
          h) Après l a signature du présent Accord, l e r a t i f i e r , l'accepter ou
l'approuver par l e dépôt d'un instrument à cet e f f e t auprès du dépositaire.
                                                         A r t i c l e 38
                                                         Dépositaire
           Le Secrétaire général de l'Organisation des Nations Unies est désigné comme
 dépositaire du présent Accord.
                                                          A r t i c l e 39
                                 Notification     d'application à t i t r e p r o v i s o i r e
 1.        Un gouvernement s i g n a t a i r e qui a l ' i n t e n t i o n de r a t i f i e r , d'accepter ou
 d'approuver l e présent Accord, ou un gouvernement pour l e q u e l l e Conseil a fixé
 des conditions d'adhésion mais qui. n'a pas encore pu déposer son instrument, peut
 à tout moment n o t i f i e r au dépositaire q u ' i l appliquera l e présent Accord à
 t i t r e p r o v i s o i r e , s o i t quand c e l u i - c i entrera en vigueur conformément à
  l ' a r t i c l e 40, s o i t , s ' i l est déjà en vigueur, à une date spécifiée. En f a i s a n t
  sa n o t i f i c a t i o n à cet e f f e t , l e gouvernement intéressé se déclare membre expor-
  tateur ou membre importateur.
  2. Un gouvernement qui a notifié conformément au paragraphe 1 du présent a r t i c l e
  q u ' i l appliquera l e présent Accord quand c e l u i - c i entrera en vigueur ou, s ' i l est
   déjà en vigueur, à une date spécifiée, est dès l o r s membre de l'Organisation à
   t i t r e p r o v i s o i r e jusqu'à ce q u ' i l dépose son instrument de r a t i f i c a t i o n ,
   d'acceptation, d'approbation ou d'adhésion et devienne a i n s i membre.
                                                                  - 27 -
 ---pagebreak---                                                       Article 40
                                                  Entrée en vigueur
1.        Le présent Accord entrera en vigueur à t i t r e définitif l e 1 e r j u i l l e t 1 9 8 3 ou
à toute date ultérieure s i , à cette date, t r o i s gouvernements t o t a l i s a n t au moins
8 5 i° des exportations nettes indiquées à l'annexe A du présont Accord et
20 gouvernements t o t a l i s a n t au moins 6 5 fo des importations netto^ indiquées à
l'annexe B du présent Accord ont signé l e présent Accord conformément au para-
graphe 2 a) de l ' a r t i c l e 37» °u °nt déposé l e u r instrument de r a t i f i c a t i o n ,
d'acceptation, d'approbation ou d'adhésion.
2.        Le présent Accord entrera en vigueur à t i t r e p r o v i s o i r e l e 1 e r j u i l l e t 1 9 8 3 ou
à toute date ultérieure s i , à cette date, t r o i s gouvernements t o t a l i s a n t au moins
85 fo des exportations nettes indiquées à l'annexe A du présent Accord et
20 gouvernements t o t a l i s a n t au moins 6 5 f<> des importations nettes indiquées à
l'annexe B du présent Accord ont signé l e présent Accord conformément au para-
graphe 2 a) de l ' a r t i c l e 37»      o u on
                                                 ^ déposé l e u r instrument de r a t i f i c a t i o n ,
d'acceptation ou d'approbation, ou ont notifié au dépositaire, en v e r t u de
l ' a r t i c l e 39» q u ' i l s appliqueront l e présent Accord à t i t r e p r o v i s o i r e .
3.        S i l e s conditions d'entrée en vigueur prévues au paragraphe 1 ou au para-
graphe 2 du présent a r t i c l e ne sont pas remplies l e 1 e r janvier 1 9 8 4 » l e
Secrétaire général de l'Organisation des Nations Unies i n v i t e r a l e s gouvernements
qui auront signé l e présent Accord conformément au paragraphe 2 a) de l ' a r t i c l e 37»
ou q u i auront déposé l e u r instrument de r a t i f i c a t i o n , d'acceptation ou d'appro-
bation, ou qui l u i auront notifié q u ' i l s appliqueront l e présent Accord à t i t r e
p r o v i s o i r e , à se réunir l e plus tôt p o s s i b l e et à décider de mettre l e présent
Accord en vigueur entre eux, à titre., p r o v i s o i r e ou définitif, en totalité ou en
p a r t i e . Pendant que l e présent Accord sera en vigueur à t i t r e p r o v i s o i r e en vertu
du présent paragraphe, l e s gouvernements qui auront décidé de l e mettre en vigueur
entre eux à t i t r e p r o v i s o i r e , en totalité ou en p a r t i e , seront membres à t i t r e
p r o v i s o i r e . Ces gouvernements pourront se réunir pour réexaminer l a s i t u a t i o n et
décider s i l e présent Accord entrera en vigueur entre eux à t i t r e définitif, s ' i l
r e s t e r a en vigueur à t i t r e p r o v i s o i r e ou s ' i l cessera d'être en vigueur.
4.        S i un gouvernement dépose son instrument de r a t i f i c a t i o n , d'acceptation,
d'approbation ou d'adhésion après l'entrée en vigueur du présent Accord, c e l u i - c i
entrera en vigueur pour l e d i t gouvernement à l a date de ce dépôt.
5.        Le Secrétaire général de l'Organisation des Nations Unies convoquera l a
première session du Conseil aussitôt que possible après l'entrée en vigueur du
présent Accord.
                                                         - 28 -
 ---pagebreak---                                                Article 41
                                                 Adhésion
1.        Les gouvernements de tous l e s Etats peuvent adhérer au présent Accord aux
conditions que l e Conseil détermine et q u i comprennent un délai pour l e dépôt
des instruments d'adhésion. Le Conseil peut t o u t e f o i s accorder une prorogation
aux gouvernements qui ne peuvent pas déposer l e u r instrument d'adhésion dans l e
délai fixé.
2.        L'adhésion se f a i t par l e dépôt d'un instrument d'adhésion auprès du
dépositaire.
                                                A r t i c l e 42
                                                Amendements
1.        Le Conseil peut, par un vote spécial, recommander aux membres un amendement
 au présent Accord.
 2.        Le Conseil f i x e l a date à l a q u e l l e l e s membres doivent n o t i f i e r au déposi-
 t a i r e q u ' i l s acceptent l'amendement.
 3·        Tout amendement entre en vigueur 9 0 jours après que l e dépositaire a reçu
 des n o t i f i c a t i o n s d'acceptation de membres constituant au moins l e s deux t i e r s
 des membres exportateurs et t o t a l i s a n t au moins 8 5 des voix des membres expor-
 tateurs, et de membres constituant au moins l e s deux t i e r s des membres impor-
 tateurs et t o t a l i s a n t au moins 8 5 % des voix des membres importateurs.
 4·        Après que l e dépositaire a informé l e Conseil que l e s conditions requises
 pour l'entrée en vigueur de 1'amendement ont été s a t i s f a i t e s , et nonobstant l e s
 dispositions du paragraphe 2 du présent a r t i c l e r e l a t i v e s à l a date fixée par l e
 Conseil, tout membre peut encore n o t i f i e r au dépositaire q u ' i l accepte l'amen-
  dement, à condition que cette n o t i f i c a t i o n s o i t f a i t e avant l'entrée en vigueur
  de l'amendement.
  5.        Tout membre qui n'a pas notifié son acceptation d'un amendement à l a date à
  l a q u e l l e l e d i t amendement entre en vigueur cesse d'être p a r t i e au présent Accord
  à compter de cette date, à moins q u ' i l n ' a i t prouvé au Conseil q u ' i l n'a pas pu
  accepter l'amendement en temps voulu par s u i t e de difficultés rencontrées pour
  mener à terme sa procédure c o n s t i t u t i o n n e l l e ou i n s t i t u t i o n n e l l e et que l e Conseil
  ne décide de prolonger l e délai d'acceptation pour l e d i t membre. Ce membre n'est
  pas lié par l'amendement tant q u ' i l n'a pas notifié q u ' i l l'accepte.
  6.        S i l e s conditions requises pour l'entrée en vigueur de l'amendement ne sont
  pas s a t i s f a i t e s à l a date fixée par l e Conseil conformément au paragraphe 2 du
  présent a r t i c l e , l'amendement est réputé retiré.
                                                           -  29 -
 ---pagebreak---                                                     Article 43
                                                      Retrait
1.     Tout membre peut se r e t i r e r du présent Accord à tout moment après l'entrée en
vigueur de c e l u i - c i , en n o t i f i a n t son r e t r a i t par écrit au dépositaire. I l informe
simultanément l e Conseil de l a décision q u ' i l a p r i s e .
2.     Le r e t r a i t prend e f f e t 9 0 jours après que l e dépositaire en a reçu
notification.
                                                    Article 44
                                                     Exclusion
       S i l e Conseil conclut qu'un membre a manqué aux obligations que l e présent
Accord l u i impose et q u ' i l décide en outre que ce manquement entrave sérieusement
l e fonctionnement du présent Accord, i l peut, par un vote spécial, exclure ce
membre du présent Accord. Le Conseil en donne immédiatement n o t i f i c a t i o n au
dépositaire. Ledit membre cesse d'être p a r t i e au présent Accord un an après l a
date de l a décision du Conseil.
                                                    Article 45
           L i q u i d a t i o n des comptes des membres q u i se r e t i r e n t ou sont exclus
             ou des membres q u i ne sont pas en mesure d'accepter un amendement
1.     Conformément au présent a r t i c l e , l e Conseil procède à l a l i q u i d a t i o n des
comptes d'un membre q u i cesse d'être p a r t i e au présent Accord en raison :
       a)        De l a non-acceptation d'un amendement au présent Accord en application
de l ' a r t i c l e 4 2 ;
       b)        Du r e t r a i t du présent Accord en a p p l i c a t i o n de l ' a r t i c l e 4 3 » °u
       c)        De l ' e x c l u s i o n du présent Accord en a p p l i c a t i o n de l ' a r t i c l e 4 4 ·
2.     Le Conseil garde toute contribution versée au compte a d m i n i s t r a t i f par un
membre q u i cesse d'être p a r t i e au présent Accord.
3.     Un membre q u i a reçu en remboursement un montant approprié en application du
présent a r t i c l e n'a d r o i t à aucune part du produit de l a l i q u i d a t i o n de
l'Organisation n i de ses autres a v o i r s . I l ne peut l u i être imputé non plus
aucun déficit éventuel de l'Organisation après que l e remboursement a été effectué.
                                                       -  30     -
 ---pagebreak---                                                      A r t i c l e 46
                                     Durée, prorogation et f i n de l'Accord
1.       Le présent Accord r e s t e r a en vigueur pendant une période de c i n q ans à
compter de l a date de son entrée en vigueur à moins que l e Conseil ne décide,
par un vote spécial, de l e proroger ou de l e renégocier ou d'y mettre f i n .
2.       Avant l ' e x p i r a t i o n de l a période de c i n q ans visée au paragraphe 1 du
présent a r t i c l e l e Conseil peut, par un vote spécial, décider de proroger l e
présent Accord pour une période no dépassant pas deux ans et/ou de l e renégocier.
3·       S i , avant l ' e x p i r a t i o n de l a période de c i n q ans visée au paragraphe 1 du
présent a r t i c l e , l e s négociations en vue d'un nouvel accord destiné à remplacer l e
présent Accord n'ont pas encore abouti, l e Conseil peut, par un vote spécial,
proroger l e présent Accord pour une période fixée par l u i .
4.       S i , avant l ' e x p i r a t i o n de l a période de c i n q ans visée au paragraphe 1 du
présent a r t i c l e , un nouvel accord destiné à remplacer l e présent Accord a été
négocié mais n'est pas encore entré en vigueur à t i t r e p r o v i s o i r e ou définitif,
l e Conseil peut, par un vote spécial, proroger l e présent Accord jusqu'à l'entrée
en vigueur à t i t r e p r o v i s o i r e ou définitif du nouvel accord.
5·       S i un nouvel accord i n t e r n a t i o n a l sur l e jute est négocié et entre en vigueur
a l o r s que l e présent Accord est en cours de prorogation conformément aux para-
graphes 2, 3 ou 4 du présent a r t i c l e , l e présent Accord, t e l q u ' i l a été prorogé,
prend f i n au moment de l'entrée en vigueur du nouvel accord.
6.       Le Conseil peut à tout moment, par un vote spécial, décider de mettre f i n
au présent Accord avec e f f e t à l a date de son choix.
7.       Nonobstant l a f i n du présent Accord, l e Conseil continue d'exister pendant
une période ne dépassant pas 18 mois pour procéder à l a l i q u i d a t i o n de l'Organi-
sation, y compris l a l i q u i d a t i o n dès comptes et, sous réserve des dispositions,
pertinentes à prendre par un vote spécial, i l a pendant l a d i t e période l e s
pouvoirs et fonctions qui peuvent l u i être nécessaires à ces f i n s .
8. Le Conseil n o t i f i e au dépositaire toute décision p r i s e en v e r t u du présent
article.
                                                            -    31 -
 ---pagebreak---                                             Article 47
                                              Réserves
          Aucune réserve ne peut être f a i t e en ce qui concerne l'une quelconque des
d i s p o s i t i o n s du présent Accord.
    x EN FOI DE QUOI l e s soussignés, dûment autorisés à cet e f f e t , ont apposé leurs
signatures sur l e présent Accord aux dates indiquées.
          FAIT à Genève l e premier octobre m i l neuf cent quatre-vingt-deux, l e s textes
du présent Accord en anglais, en arabe, en espagnol, en français et en russe
f a i s a n t également f o i .
                                                 - 32  -
 ---pagebreak---                                            ANNEXE A
 Fart de chaque pays exportateur dang l e t o t a l des exportations nettes
 de .jute et d ' a r t i c l e s en .jute des pays p a r t i c i p a n t à l a Conférence des
 Nations Unies sur l e .jute et l e s a r t i c l e s en .jute, 1981. t e l l e qu'elle
                       a été établie aux f i n s de l ' a r t i c l e 4 0
                                                                                        Pourcentage
Bangladesh                                                                                 56,668
Brésil                                                                                   0,921
Inde                                                                                       31,457
Népal                                                                                       3,452
Pérou                                                                                       0,097
Thaïlande                                                                                   7,405
                                                          Total                           100,000
                                               - 33 -
 ---pagebreak---                                           ANNEXE B
Bart de chaque pays importateur et groupe de pays importateurs dans l e total des
  importations nettes de .jute et d'articles en .jute des pays participant à l a
    Conférence des Nations Unies sur l e .jute et les articles en jute. 1981.
               t e l l e qu'elle a été établie aux fins de l ' a r t i c l e 40
                                                                                   Pourcentage
     Algérie                                                                            0,916
     Arabie Saoudite                               -                                    0,313
     Australie                                                                          7»067
     Autriche                                                                         · 0,252
     Bulgarie                                                                           1,572
     Canada                                                                             1,702
     Colombie                                                                           0,000
     Communauté économique européenne                                                  16,316
           Allemagne, République fédérale d'                                 2,831
           Belgique-Luxembourg                                               2,892
           Danemark
           France                                                            0,313
           Grèce                                                             2,778
           Irlande                                                           0,420
           Italie                                                            0,366
           Pays-Bas                                                          1,244
           Royaume-Uni de Grande-Bretagne                                    1,740
              et d'Irlande du Nord                                           3,732
      Costa Rica                                                                         0,000
      Cuba                                                                               5,258
      Egypte                                                                             2,747
      El Salvador                                                                        0,542
      Equateur                                                                           0,000
      Espagne                                                                            0,664
      Etats-Unis d'Amérique                                                            16,644
      Finlande                        '                                                  0,191
      Ghana                                                                              0,336
      Hongrie                                                                            0,420
      Indonésie                                                                          2,366
      Iraq                                                                               1,915
      Japon                                                                              5,952
      Madagascar                                                                         0,350
      Malaisie                                                                           0,160
      Malte                                                                              0,000
      Mauritanie                                                                         0,008
      Mexique                                                                            0,359
                                               - 34 -
 ---pagebreak---                                                            Pourcentage
Nicaragua                                                      0,122
Nigeria                                                        0,626
Norvège                                                        0,168
Pakistan                                                       7,547
Philippines                                                    0,259
Pologne                                                        1,221
République arabe syrienne                                      1,740
République de Corée                                             0,443
République-Unie de Tanzanie                                     0.702
Roumanie                                                        0,885
Sénégal                                                         0,025
                                                                3,846
Soudan
                                                                0,046
mua»
                                                                0,267
                                                                1.236
Tunisie                                                         0,3»
Turquie                                                         1,160
 Union des Républiques s o c i a l i s t e s soviétiques       11,729
 Venezuela                                                      0,053
 Yougoslavie                                                    1,526
 Zaïre                                                           0,023
                                                     Total    100,000
                                                35