CELEX: 21991D0321(01)
Language: pt
Date: 1990-12-13 00:00:00
Title: Decisão nº 1/90 da Comissão mista CEE-AECL « Trânsito Comum » de 13 de Dezembro de 1990 que altera os apêndices I e II da Convenção de 20 de Maio de 1987 relativa a um regime de trânsito comum

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21991D0321(01)

Decisão nº 1/90 da Comissão mista CEE-AECL « Trânsito Comum » de 13 de Dezembro de 1990 que altera os apêndices I e II da Convenção de 20 de Maio de 1987 relativa a um regime de trânsito comum  

Jornal Oficial nº L 075 de 21/03/1991 p. 0002

DECISÃO N° 1/90 DA COMISSÃO MISTA CEE-AECL   «  TRÂNSITO COMUM  » de 13 de Dezembro de 1990  que altera os apêndices I e II da Convenção de 20 de Maio de 1987  relativa a um regime de trânsito comum A COMISSÃO MISTA, Tendo em conta a Convenção de 20 de Maio de 1987 relativa a um regime de trânsito comum e,  nomeadamente, o n° 3, alínea a), do seu artigo 15o, Considerando que o apêndice I da convenção contém nomeadamente disposições que prevêem a obrigação  de o transportador entregar um aviso de passagem em cada estância aduaneira de passagem; Considerando que as disposições em vigor na Comunidade Económica Europeia foram recentemente  alteradas de modo a suprimir a obrigação de entregar um aviso de passagem nas fronteiras internas  da Comunidade; que, por conseguinte, é conveniente alterar o apêndice I da convenção nesse  sentido; Considerando, além disso, que o apêndice II da convenção contém, nomeadamente, disposições  específicas aos procedimentos de trânsito comum para os transportes por ferrovia, bem como  disposições relativas ao documento que serve para certificar o carácter comunitário das mercadorias  que não circulam a coberto do procedimento T2; Considerando que, em função do desenvolvimento dos transportes combinados ferroviários/rodoviários  e para efeitos desse desenvolvimento, se afigurou necessário prever, de acordo com os  caminhos-de-ferro, a responsabilidade destes últimos em matéria de pagamento dos direitos e demais  imposições em determinadas situações específicas a este tipo de transporte; Considerando que, com o objectivo de simplificação dos procedimentos, se revelou vantajoso  permitir, sob determinadas condições, a utilização de documentos comerciais enquanto documentos  comprovativos do carácter comunitário das mercadorias, DECIDE: Artigo 1° O apêndice I da convenção é alterado do seguinte modo: 1.  O n° 1 do artigo 22° passa a ter a seguinte redacção: «  1.  O transportador só entregará um aviso de passagem: a)  Em cada estância aduaneira de entrada situada na fronteira entre duas partes contratantes; b)  Em cada estância aduaneira de saída de uma parte contratante quando a remessa deixar o  território aduaneiro desta última durante uma operação de trânsito através de uma fronteira entre  uma parte contratante e um país terceiro; c)  Em cada estância aduaneira de entrada numa parte contratante, no caso de as mercadorias terem  atravessado o território de um país terceiro. O modelo do aviso de passagem é elaborado em conformidade com o apêndice II.  ». 2.  O n° 3 do artigo 22° passa a ter a seguinte redacção: «  3.  Quando, nos termos do n° 2 do artigo 19o, o transporte se efectuar com utilização de uma  estância aduaneira de passagem diferente da que figura no documento T1, a estância aduaneira de  passagem utilizada enviará sem demora o aviso de passagem à estância aduaneira que figura no  referido documento. Todavia, quando, no âmbito de uma operação de trânsito comunitário entre dois Estados-membros da  Comunidade, a estância aduaneira de passagem utilizada se situa num país da Associação Europeia de  Comércio Livre (AECL), a referida estância de passagem conservará o aviso de passagem.  ». 3.  O n° 2, alínea d), do artigo 36° passa a ter a seguinte redacção: «  d)  Quando a remessa não for apresentada na estância aduaneira de destino: na última parte  contratante em cujo território fique determinada, pelo exame dos avisos de passagem, a entrada do  meio de transporte ou das mercadorias;  ». 4.  É aditado o seguinte parágrafo ao artigo 36°: «  3.  (O presente artigo não contém n° 3).  ». 5.  O n° 3 do artigo 42° passa a ter a seguinte redacção: «  3.  Quando, de acordo com o n° 1 do artigo 22o, ainda tenha de ser entregue um aviso de  passagem, a documentação própria das administrações dos caminhos-de-ferro substitui os avisos de  passagem.  ». Artigo 2° O apêndice II da convenção é alterado do seguinte modo: 1.  O primeiro parágrafo do n° 7 do artigo 1° passa a ter a seguinte redacção: «  7.  Sem prejuízo do artigo 96oA, o documento que serve para provar o carácter comunitário das  mercadorias - denominado "documento T2L" - é passado em formulário conforme ao exemplar n° 4 que  figura no anexo I do apêndice III ou ao exemplar n° 4/5 do modelo de formulário constante do anexo  II do referido apêndice.  ». 2.  São aditados os seguintes artigos: «  Artigo 11oA  (O presente apêndice não contém o artigo 11oA). Prova da regularidade da operação  Artigo 11oB  Nos casos referidos no n° 2, alínea d), do artigo 36o, do apêndice I, a prova da regularidade da  operação de trânsito é efectuada a contento das autoridades competentes mediante: a)  A apresentação de um documento certificado pelas autoridades aduaneiras que demonstre que as  mercadorias em causa foram apresentadas à estância aduaneira de destino ou ao destinatário  autorizado, em caso de aplicação do artigo 71° Este documento deve comportar a identificação das  referidas mercadorias; ou  b)  A apresentação de um documento aduaneiro de introdução no consumo emitido num país terceiro,  ou da sua cópia ou fotocópia; essa cópia ou fotocópia deve ser certificada conforme quer pelo  organismo que visou o documento original quer pelos serviços oficiais do país terceiro em causa  quer pelos serviços oficiais de uma das partes contratantes. Este documento deve comportar a  identificação das mercadorias em causa.  ». 3.  São inseridos o subtítulo e o artigo seguintes: «  Transporte combinado ferroviário/rodoviário  Artigo 61oA  Quando um transporte combinado ferroviário/rodoviário, que circule ao abrigo de um ou mais  documentos de trânsito comunitário, for aceite pelos caminhos-de-ferro num terminal ferroviário e  expedido em vagões, as administrações dos caminhos-de-ferro assumirão a responsabilidade do  pagamento dos direitos e demais imposições em caso de infracção ou de irregularidades cometidas  durante o trajecto ferroviário, nos casos em que não haja uma garantia válida no país em que foi  cometida ou considerada ter sido cometida a infracção ou a irregularidade e na medida em que não  seja viável proceder à cobrança desses montantes a expensas do responsável principal.  ». 4.  São inseridos o capítulo III e os seguintes artigos: «  CAPÍTULO III  UTILIZAÇÃO DE UM DOCUMENTO DISTINTO DO DOCUMENTO T2L  Artigo 96oA  1.  Sem prejuízo das condições previstas nos nos 3 e 4 do artigo 82° e no artigo 83o, a prova do  carácter comunitário de uma mercadoria é, nas condições do presente artigo, feita mediante a  apresentação de uma factura ou de um documento de transporte. 2.  A factura ou o documento de transporte referido no n° 1 deve conter, pelo menos, o nome e o  endereço completo do expedidor/exportador ou do declarante se este não for o expedidor/exportador,  a quantidade, a natureza, as marcas e os números dos volumes, a designação das mercadorias, a massa  bruta expressa em quilogramas e, eventualmente, os números dos contentores. O declarante deve apor de modo evidente na factura ou no documento do transporte a sigla T2L  acompanhada da sua assinatura. 3.  No caso de o interessado desejar beneficiar das disposições do presente artigo, a factura ou o  documento de transporte devidamente preenchido e assinado pelo interessado será, a pedido deste  último, visado pelas autoridades aduaneiras do país de partida. Este visto deve conter as menções  previstas no n° 2, alínea a), do artigo 84°  4.  O presente artigo só se aplica se a factura ou o documento de transporte disser respeito  unicamente a mercadorias comunitárias. 5.  Para os fins de aplicação da presente convenção, a factura ou o documento de transporte que  responda às condições e formalidades previstas nos nos 2, 3 e 4 vale como documento T2L. 6.  Para efeitos de aplicação do n° 4 do artigo 9° da convenção, a estância aduaneira dum país da  AECL, em cujo território foram introduzidas mercadorias a coberto duma factura ou dum documento de  transporte T2L, pode juntar ao documento T2 ou T2L, a emitir para as mesmas mercadorias, uma cópia  ou fotocópia certificada conforme dessa factura ou desse documento de transporte. Artigo 96oB  Relativamente ao expedidor autorizado referido no artigo 89o, as disposições do capítulo II são  aplicáveis, mutatis mutandis, à factura ou ao documento de transporte utilizado como prova do  carácter comunitário das mercadorias, em conformidade com os nos 1, 2 e 4 do artigo 96oA.  ».  Artigo 3° A presente decisão entra em vigor em 1 de Março de 1991. Feito em  Bruxelas, em 13 de Dezembro de 1990. Pela Comissão Mista  O Presidente  P. WILMOTT