CELEX: 42010X0731(03)
Language: pt
Date: 2010-07-31 00:00:00
Title: Regulamento n. ° 125 da Comissão Económica das Nações Unidas para a Europa (UNECE) — Prescrições uniformes relativas à homologação de veículos a motor no que diz respeito ao campo de visão para a frente do condutor do veículo a motor

31.7.2010   
            
            
               PT
            
            
               Jornal Oficial da União Europeia
            
            
               L 200/38
            
         Só os textos originais UNECE fazem fé ao abrigo do direito internacional público. O estatuto e a data de entrada em vigor do presente regulamento devem ser verificados na versão mais recente do documento UNECE comprovativo do seu estatuto, TRANS/WP.29/343, disponível no seguinte endereço:
   http://www.unece.org/trans/main/wp29/wp29wgs/wp29gen/wp29fdocstts.html
   Regulamento n.o 125 da Comissão Económica das Nações Unidas para a Europa (UNECE) — Prescrições uniformes relativas à homologação de veículos a motor no que diz respeito ao campo de visão para a frente do condutor do veículo a motor
   Integra todo o texto válido até:
   
                
            
            
               Suplemento 1 à versão original do regulamento – Data de entrada em vigor: 3 de Fevereiro de 2008
            
         
                
            
            
               Suplemento 2 à versão original do regulamento – Data de entrada em vigor: 19 de Agosto de 2010
            
         ÍNDICE
   REGULAMENTO
   
               1.
            
            Âmbito de aplicação e objectivo
         
               2.
            
            Definições
         
               3.
            
            Pedido de homologação
         
               4.
            
            Homologação
         
               5.
            
            Especificações
         
               6.
            
            Procedimento de ensaio
         
               7.
            
            Modificação de um modelo de veículo e extensão da homologação
         
               8.
            
            Conformidade da produção
         
               9.
            
            Sanções por não conformidade da produção
         
               10.
            
            Cessação definitiva da produção
         
               11.
            
            Designações e endereços dos serviços técnicos responsáveis pela realização dos ensaios de homologação e dos serviços administrativos
         ANEXOS
   
               Anexo 1 –
            
            Comunicação relativa à concessão, extensão, recusa ou revogação de uma homologação ou à cessação definitiva da produção de um modelo de veículo no que diz respeito ao campo de visão para a frente do condutor nos termos do Regulamento n.o 125.
         
               Anexo 2 –
            
            Disposições de marcas de homologação
         
               Anexo 3 –
            
            Procedimento para a determinação do ponto «H» e do ângulo real do tronco para os lugares sentados nos veículos a motor
         
               Anexo 4 –
            
            Método para a determinação das relações dimensionais entre os pontos de referência primários do veículo e o sistema tridimensional de referência
         1   ÂMBITO DE APLICAÇÃO E OBJECTIVO
   
               1.1.
            
            
               O presente regulamento aplica-se ao campo de visão de 180° para a frente dos condutores de veículos da categoria M1 (1).
            
         
               1.2.
            
            
               Tem por objectivo garantir a existência de um campo de visão suficiente quando o pára-brisas e as outras superfícies vidradas estiverem secas e limpas.
            
         
               1.3.
            
            
               As disposições do presente regulamento, tal como estão redigidas, aplicam-se aos veículos da categoria M1 nos quais o lugar do condutor está situado à esquerda. No caso de veículos da categoria M1 nos quais o lugar do condutor esteja situado à direita, as presentes disposições são aplicadas, sempre que necessário, por inversão dos critérios especificados.
            
         2.   DEFINIÇÕES
   Para efeitos do presente regulamento, entende-se por:
   
               2.1.
            
            
               «Homologação de um modelo de veículo», o procedimento completo através do qual uma parte contratante no Acordo certifica que um modelo de veículo cumpre os requisitos técnicos do presente regulamento.
            
         
               2.2.
            
            
               «Modelo de veículo no que diz respeito ao campo de visão», os veículos que não apresentem entre si diferenças quanto aos elementos essenciais a seguir indicados:
               
                           2.2.1.
                        
                        
                           Formas e arranjos exteriores e interiores que, na zona definida no n.o 1, possam afectar a visibilidade e
                        
                     
                           2.2.2.
                        
                        
                           Formas e dimensões do pára-brisas e sua fixação.
                        
                     
         
               2.3.
            
            
               «Sistema tridimensional de referência», um sistema de referência que consiste num plano vertical longitudinal X-Z, um plano horizontal X-Y e um plano vertical transversal Y-Z (ver anexo 4, apêndice, figura 6) e que serve para determinar as distâncias relativas entre a posição prevista dos pontos de projecto nos planos e a sua posição real no veículo. O método que permite situar o veículo em relação ao sistema tridimensional está indicado no anexo 4; todas as coordenadas referidas à origem no solo devem ser calculadas para um veículo em ordem de marcha (2), com um passageiro sentado no banco da frente, tendo o passageiro uma massa de 75 kg ± 1 %.
               
                           2.3.1.
                        
                        
                           Os veículos equipados com uma suspensão que permita a regulação da distância ao solo são ensaiados nas condições normais de utilização especificadas pelo fabricante.
                        
                     
         
               2.4.
            
            
               «Pontos de referência primários», furos, superfícies, marcas e sinais de identificação na carroçaria do veículo. O tipo de ponto de referência utilizado e a posição de cada ponto de referência relativamente às coordenadas X, Y e Z do sistema tridimensional de referência, bem como a sua distância em relação a um plano teórico que represente o solo devem ser indicados pelo fabricante. Esses pontos de referência podem ser os utilizados para a montagem da carroçaria.
            
         
               2.5.
            
            
               «Ângulo de inclinação do encosto do banco», o ângulo definido no anexo 3, n.os 2.6 ou 2.7.
            
         
               2.6.
            
            
               «Ângulo real de inclinação do encosto do banco», o ângulo definido no anexo 3, n.o 2.6.
            
         
               2.7.
            
            
               «Ângulo de projecto de inclinação do encosto do banco», o ângulo definido no anexo 3, n.o 2.7.
            
         
               2.8.
            
            
               «Pontos V», os pontos cuja posição no interior do habitáculo é determinada por planos verticais longitudinais que passem pelos centros dos lugares sentados laterais designados no banco da frente e em relação ao ponto «R» e ao ângulo de inclinação de projecto do encosto, servindo para verificar a conformidade com as disposições relativas ao campo de visão.
            
         
               2.9.
            
            
               «Ponto R ou ponto de referência de um lugar sentado», o ponto definido no anexo 3, n.o 2.4.
            
         
               2.10.
            
            
               «Ponto H», o ponto definido no anexo 3, n.o 2.3.
            
         
               2.11.
            
            
               «Pontos de referência do pára-brisas», os pontos situados na intersecção com o pára-brisas de linhas que irradiam para a frente a partir dos pontos V, até à superfície exterior do pára-brisas.
            
         
               2.12.
            
            
               «Veículos blindados», os veículos destinados à protecção dos passageiros e/ou das mercadorias transportados e que cumprem as disposições aplicáveis à blindagem antibalas.
            
         
               2.13.
            
            
               «Superfície transparente», a área de um pára-brisas ou de outra superfície vidrada de um veículo cujo factor de transmissão da luz, medido perpendicularmente à superfície, seja de, pelo menos, 70 %. No caso de veículos blindados, o factor de transmissão da luz não deve ser inferior a 60 %.
            
         
               2.14.
            
            
               «Pontos P», os pontos em torno dos quais a cabeça do condutor roda ao olhar para objectos num plano horizontal situado à altura dos olhos.
            
         
               2.15.
            
            
               «Pontos E», os pontos que representam o centro dos olhos do condutor e que servem para determinar em que medida os montantes A obstruem o campo de visão.
            
         
               2.16.
            
            
               «Montante A», qualquer suporte do tejadilho situado à frente do plano vertical transversal e 68 mm à frente dos pontos V, incluindo as peças não transparentes fixadas ou contíguas a esse suporte, tais como as molduras do pára-brisas e os caixilhos das aberturas.
            
         
               2.17.
            
            
               «Gama de regulação horizontal do banco», a gama de posições normais de condução prevista pelo fabricante para a regulação do banco do condutor segundo o eixo X (ver n.o 2.3 acima).
            
         
               2.18.
            
            
               «Gama suplementar de regulação do banco», a gama prevista pelo fabricante para a regulação do banco segundo a direcção do eixo X (ver n.o 2.3 acima) para além da gama das posições normais de condução referida no n.o 2.16 e utilizada aquando da transformação dos bancos em camas, ou para facilitar a entrada no veículo.
            
         3.   PEDIDO DE HOMOLOGAÇÃO
   
               3.1.
            
            
               O pedido de homologação de um modelo de veículo no que diz respeito ao campo de visão do condutor deve ser apresentado pelo fabricante do veículo ou pelo seu mandatário devidamente autorizado.
            
         
               3.2.
            
            
               Deve ser acompanhado dos documentos abaixo mencionados, em triplicado, e das indicações seguintes:
               
                           3.2.1.
                        
                        
                           Descrição do modelo de veículo em conformidade com os critérios mencionados no n.o 2.2, acompanhada de desenhos cotados e uma fotografia ou uma vista explodida do habitáculo. Os números e/ou símbolos de identificação do modelo de veículo devem ser indicados; e
                        
                     
                           3.2.2.
                        
                        
                           Informações suficientemente pormenorizadas sobre os pontos de referência primários para que possam ser identificados rapidamente e verificada a posição de cada um deles em relação aos outros e ao ponto «R».
                        
                     
         
               3.3.
            
            
               Deve ser apresentado ao serviço técnico responsável pela realização dos ensaios de homologação um veículo representativo do modelo de veículo a homologar.
            
         4.   HOMOLOGAÇÃO
   
               4.1.
            
            
               Se o modelo de veículo apresentado para homologação nos termos do presente regulamento cumprir o prescrito no n.o 5 seguinte, a homologação é concedida a esse veículo.
            
         
               4.2.
            
            
               A cada modelo homologado deve ser atribuído um número de homologação; os dois primeiros algarismos (00 para o regulamento na sua versão original) indicam a série de alterações que incorpora as principais alterações técnicas mais recentes do regulamento à data da emissão da homologação. A mesma parte contratante não pode atribuir o mesmo número ao mesmo modelo de veículo equipado com outro tipo de campo de visão ou a outro modelo de veículo.
            
         
               4.3.
            
            
               A concessão, recusa ou revogação da homologação de um modelo de veículo nos termos do presente regulamento deve ser notificada às partes contratantes do acordo que apliquem o presente regulamento por meio de um formulário conforme ao modelo constante do anexo 1 e de fotografias e/ou diagramas apresentados pelo requerente num formato que não exceda o formato A4 (210 × 297 mm), ou dobrados nesse formato e a uma escala adequada.
            
         
               4.4.
            
            
               Em todos os veículos conformes a modelos de veículos homologados nos termos do presente regulamento, deve ser afixada de maneira visível, num local facilmente acessível e indicado na ficha de homologação, uma marca de homologação internacional conforme ao modelo constante do anexo 2 e composta por:
               
                           4.4.1
                        
                        
                           Um círculo envolvendo a letra «E», seguida do número distintivo do país que concedeu a homologação (3);
                        
                     
                           4.4.2.
                        
                        
                           O número do presente regulamento, seguido da letra «R», de um traço e do número de homologação, colocados à direita do círculo previsto no n.o 4.4.1.
                        
                     
         
               4.5.
            
            
               Se o veículo for conforme a um modelo homologado em aplicação de um outro ou de vários outros regulamentos anexos ao Acordo, no mesmo país que concedeu a homologação em aplicação do presente regulamento, o símbolo previsto no n.o 4.4.1 não tem de ser repetido; nesse caso, os números do regulamento e da homologação, assim como os símbolos adicionais devem ser dispostos em colunas verticais à direita do símbolo prescrito no n.o 4.4.1.
            
         
               4.6.
            
            
               A marca de homologação deve ser claramente legível e indelével.
            
         
               4.7.
            
            
               A marca de homologação deve ser aposta na chapa de identificação do veículo ou na sua proximidade.
            
         5.   ESPECIFICAÇÕES
   5.1.   Campo de visão do condutor
   
               5.1.1.
            
            
               A parte transparente do pára-brisas deve incluir, pelo menos, os pontos de referência do pára-brisas a seguir indicados (ver figura 1 do apêndice ao anexo 4):
               
                           5.1.1.1.
                        
                        
                           Um ponto de referência horizontal, situado à frente de V1 e a 17° para a esquerda (ver figura 1 do apêndice ao anexo 4).
                        
                     
                           5.1.1.2.
                        
                        
                           Um ponto superior de referência vertical, situado à frente de V1 e a 7° acima da horizontal.
                        
                     
                           5.1.1.3.
                        
                        
                           Um ponto inferior de referência vertical, situado à frente de V2 e 5° abaixo da horizontal;
                        
                     
                           5.1.1.4.
                        
                        
                           Para verificar a conformidade com a exigência de visibilidade para a frente na metade oposta do pára-brisas, consideram-se outros três pontos de referência, simétricos em relação aos pontos definidos nos n.os 5.1.1.1 a 5.1.1.3 em função do plano longitudinal médio do veículo.
                        
                     
         
               5.1.2.
            
            
               O ângulo de obstrução do montante «A», tal como descrito no n.o 5.1.2.1, não deve exceder 6° (ver figura 3 do apêndice ao anexo 4). No caso de veículos blindados, o ângulo não deve ser superior a 10°.
               O ângulo de obstrução do montante «A» do lado do passageiro, tal como descrito no n.o 5.1.2.1.2, não tem de ser determinado quando os dois montantes estiverem situados simetricamente em relação ao plano vertical longitudinal médio do veículo.
            
         
               5.1.2.1.
            
            
               Para cada montante «A», o ângulo de obstrução é medido sobrepondo em planta as duas secções horizontais seguintes:
               
                           Secção 1
                        
                        
                           :
                        
                        
                           A partir do ponto Pm, situado no local definido no n.o 5.3.1.1, desenhar um plano que forme um ângulo de 2° para cima, em relação ao plano horizontal dirigido para a frente que passa por Pm. Determinar a secção horizontal do montante «A» a partir do ponto mais anterior da intersecção do montante «A» com o plano inclinado (ver figura 2 do apêndice ao anexo 4).
                        
                     
                           Secção 2
                        
                        
                           :
                        
                        
                           Repetir o mesmo procedimento tomando um plano que forme um ângulo de 5° para baixo, em relação ao plano horizontal dirigido para a frente que passa por Pm (ver figura 2 do apêndice ao anexo 4).
                        
                     
         
               5.1.2.1.1.
            
            
               O ângulo de obstrução do montante «A» do lado do condutor é o ângulo formado em planta por uma paralela, com início em E2, à tangente que une E1 ao bordo exterior da secção S2 com a tangente que une E2 ao bordo interior da secção S1 (ver figura 3 do apêndice ao anexo 4).
            
         
               5.1.2.1.2.
            
            
               O ângulo de obstrução do montante «A» do lado do passageiro é o ângulo formado, em planta, pela tangente que une E3 ao bordo interior da secção S1 e uma paralela, com início em E3, à tangente que une E4 ao bordo exterior da secção S2 (ver figura 3 do apêndice ao anexo 4).
            
         
               5.1.2.2.
            
            
               Nenhum veículo deve ter mais do que dois montantes A.
            
         
               5.1.3.
            
            
               Com excepção das obstruções geradas pelos montantes «A», pelos montantes de separação dos deflectores fixos ou móveis ou das janelas laterais, pelas antenas de rádio exteriores, pelos espelhos retrovisores e pelos limpa pára-brisas, não deve existir nenhuma obstrução no campo de visão directa do condutor em 180° para a frente, abaixo de um plano horizontal que passe por V1 e acima de três planos que passem por V2, dos quais um deve ser perpendicular ao plano X-Z e inclinado para a frente 4° abaixo da horizontal e os outros dois devem ser perpendiculares ao plano Y-Z e inclinados 4° abaixo da horizontal (ver figura 4 do apêndice ao anexo 4).
               Os elementos seguintes não são considerados obstruções ao campo de visão:
               
                           a)
                        
                        
                           Os condutores «antenas de rádio» embutidos ou impressos que não excedam a seguinte largura:
                           
                                       i)
                                    
                                    
                                       Condutores embutidos: 0,5 mm;
                                    
                                 
                                       ii)
                                    
                                    
                                       Condutores impressos: 1,0 mm. Estes condutores «antenas de rádio» não devem atravessar a zona A (4). Contudo, três condutores «antenas de rádio» podem atravessar a zona A se a sua largura não exceder 0,5 mm;
                                    
                                 
                     
                           b)
                        
                        
                           No interior da zona A, os condutores «degelo/desembaciamento» normalmente em «ziguezague» ou em sinusóide que tenham as seguintes dimensões:
                           
                                       i)
                                    
                                    
                                       Largura máxima aparente: 0,030 mm
                                    
                                 
                                       ii)
                                    
                                    
                                       Densidade máxima dos condutores:
                                       
                                                   a.
                                                
                                                
                                                   Se os condutores forem verticais: 8/cm;
                                                
                                             
                                                   b.
                                                
                                                
                                                   Se os condutores forem horizontais: 5/cm.
                                                
                                             
                                 
                     
         
               5.1.3.1
            
            
               Uma obstrução gerada pelo aro exterior do volante e pelo painel de instrumentos no interior do volante é tolerada se um plano que passe por V2, perpendicular ao plano X-Z e tangencial à parte mais alta do aro exterior do volante, estiver inclinado, pelo menos, 1° abaixo da horizontal.
               O volante, se regulável, deve ser colocado na posição normal indicada pelo fabricante; na ausência de indicações, deve ser colocado na posição média em relação aos extremos da gama de regulação possível.
            
         5.2.   Posições dos pontos V
   
               5.2.1.
            
            
               Os quadros I e IV indicam a posição dos pontos V em relação ao ponto «R», conforme definida pelas coordenadas X, Y, Z no sistema tridimensional de referência.
            
         
               5.2.2.
            
            
               O quadro I indica as coordenadas de base para um ângulo de projecto de inclinação do encosto do banco a 25°. O sentido positivo das coordenadas está indicado na figura 1 do apêndice ao anexo 4.
               
                  Quadro I
               
               
                           Ponto V
                        
                        
                           X
                        
                        
                           Y
                        
                        
                           Z
                        
                     
                           V1
                        
                        
                           68 mm
                        
                        
                           –5 mm
                        
                        
                           665 mm
                        
                     
                           V2
                        
                        
                           68 mm
                        
                        
                           –5 mm
                        
                        
                           589 mm
                        
                     
         5.3.   Posições dos pontos P
   
               5.3.1.
            
            
               Os quadros II, III e IV indicam a posição dos pontos P em relação ao ponto «R», conforme definida pelas coordenadas X, Y, Z no sistema tridimensional de referência.
            
         
               5.3.1.1.
            
            
               O quadro II indica as coordenadas básicas para um ângulo de projecto de inclinação do encosto a 25°. O sentido positivo das coordenadas está indicado na figura 1 do apêndice ao anexo 4.
               O ponto Pm é o ponto de intersecção da recta que une P1 e P2 com o plano vertical longitudinal que passa pelo ponto «R».
               
                  Quadro II
               
               
                           Ponto P
                        
                        
                           X
                        
                        
                           Y
                        
                        
                           Z
                        
                     
                           P1
                        
                        
                           35 mm
                        
                        
                           –20 mm
                        
                        
                           627 mm
                        
                     
                           P2
                        
                        
                           63 mm
                        
                        
                           47 mm
                        
                        
                           627 mm
                        
                     
                           Pm
                        
                        
                           43,36 mm
                        
                        
                           0 mm
                        
                        
                           627 mm
                        
                     
         
               5.3.1.2.
            
            
               O quadro III indica as correcções complementares a introduzir nas coordenadas X de P1 e P2 quando a gama de regulação horizontal do banco, conforme a definição dada no n.o 2.16, ultrapassar 108 mm.
               
                  Quadro III
               
               
                           Gama de regulação horizontal do banco
                        
                        
                           Δx
                        
                     
                           108 a 120 mm
                        
                        
                           –13 mm
                        
                     
                           121 a 132 mm
                        
                        
                           –22 mm
                        
                     
                           133 a 145 mm
                        
                        
                           –32 mm
                        
                     
                           146 a 158 mm
                        
                        
                           –42 mm
                        
                     
                           Mais de 158 mm
                        
                        
                           –48 mm
                        
                     
         5.4.   Correcção a introduzir nos ângulos de projecto de inclinação do encosto do banco diferentes de 25°.
   O quadro IV indica as correcções complementares a introduzir nas coordenadas X e Z de cada ponto P e V, quando o ângulo de projecto de inclinação do encosto for diferente de 25°. O sentido positivo das coordenadas está indicado na figura 1 do apêndice ao anexo 4.
   
      Quadro IV
   
   
               Ângulo de inclinação do encosto
               (em °)
            
            
               Coordenadas horizontais
               Δx
            
            
               Coordenadas verticais
               Δz
            
         
               5
            
            
               – 186 mm
            
            
               28 mm
            
         
               6
            
            
               – 177 mm
            
            
               27 mm
            
         
               7
            
            
               – 167 mm
            
            
               27 mm
            
         
               8
            
            
               – 157 mm
            
            
               27 mm
            
         
               9
            
            
               – 147 mm
            
            
               26 mm
            
         
               10
            
            
               – 137 mm
            
            
               25 mm
            
         
               11
            
            
               – 128 mm
            
            
               24 mm
            
         
               12
            
            
               – 118 mm
            
            
               23 mm
            
         
               13
            
            
               – 109 mm
            
            
               22 mm
            
         
               14
            
            
               –99 mm
            
            
               21 mm
            
         
               15
            
            
               –90 mm
            
            
               20 mm
            
         
               16
            
            
               –81 mm
            
            
               18 mm
            
         
               17
            
            
               –72 mm
            
            
               17 mm
            
         
               18
            
            
               –62 mm
            
            
               15 mm
            
         
               19
            
            
               –53 mm
            
            
               13 mm
            
         
               20
            
            
               –44 mm
            
            
               11 mm
            
         
               21
            
            
               –35 mm
            
            
               9 mm
            
         
               22
            
            
               –26 mm
            
            
               7 mm
            
         
               23
            
            
               –18 mm
            
            
               5 mm
            
         
               24
            
            
               –9 mm
            
            
               3 mm
            
         
               25
            
            
               0 mm
            
            
               0 mm
            
         
               26
            
            
               9 mm
            
            
               –3 mm
            
         
               27
            
            
               17 mm
            
            
               –5 mm
            
         
               28
            
            
               26 mm
            
            
               –8 mm
            
         
               29
            
            
               34 mm
            
            
               –11 mm
            
         
               30
            
            
               43 mm
            
            
               –14 mm
            
         
               31
            
            
               51 mm
            
            
               –18 mm
            
         
               32
            
            
               59 mm
            
            
               –21 mm
            
         
               33
            
            
               67 mm
            
            
               –24 mm
            
         
               34
            
            
               76 mm
            
            
               –28 mm
            
         
               35
            
            
               84 mm
            
            
               –32 mm
            
         
               36
            
            
               92 mm
            
            
               –35 mm
            
         
               37
            
            
               100 mm
            
            
               –39 mm
            
         
               38
            
            
               108 mm
            
            
               –43 mm
            
         
               39
            
            
               115 mm
            
            
               –48 mm
            
         
               40
            
            
               123 mm
            
            
               –52 mm
            
         5.5.   Posições dos pontos E
   
               5.5.1.
            
            
               E1 e E2 estão situados, cada um, a uma distância de 104 mm de P1.
               E2 está situado a uma distância de 65 mm de E1 (ver figura 4 do apêndice ao anexo 4).
            
         
               5.5.2.
            
            
               Faz-se rodar a recta que une E1 e E2 em torno de P1 até que a tangente que une E1 ao bordo exterior da secção 2 do montante «A» do lado do condutor forme um ângulo de 90° com a recta E1 - E2 (ver figura 3 do apêndice ao anexo 4).
            
         
               5.5.3.
            
            
               E3 e E4 estão situados, cada um, a uma distância de 104 mm de P2. E3 está situado a 65 mm de E4 (ver figura 4 do apêndice ao anexo 4).
            
         
               5.5.4.
            
            
               Faz-se rodar a recta que une E3 e E4 em torno de P2 até que a tangente que une E4 ao bordo exterior da secção 2 do montante «A» do lado do passageiro forme um ângulo de 90° com a recta E3 – E4 (ver figura 3 do apêndice ao anexo 4).
            
         6.   PROCEDIMENTO DE ENSAIO
   6.1.   Campo de visão do condutor
   
               6.1.1
            
            
               As relações dimensionais entre os pontos de referência primários do veículo e o sistema tridimensional de referência são determinadas segundo o processo prescrito no anexo 4.
            
         
               6.1.2.
            
            
               A posição dos pontos V1 e V2 é determinada em relação ao ponto «R», a partir das coordenadas X, Y, Z do sistema tridimensional de referência e está indicada no quadro I do n.o 5.2.2. e no quadro IV do n.o 5.4. Os pontos de referência do pára-brisas são determinados a partir dos pontos V, logo que estes estejam correctamente situados, como se indica no n.o 5.1.1.
            
         
               6.1.3.
            
            
               As posições relativas dos pontos P, do ponto «R» e do eixo médio do lugar sentado do condutor, expressos em coordenadas X, Y, Z no sistema tridimensional de referência, são determinadas de acordo com os quadros II e III do n.o 5.3. As correcções a introduzir a essas coordenadas para os ângulos de projecto de inclinação do encosto diferentes de 25.° estão indicadas no quadro IV do n.o 5.4.
            
         
               6.1.4.
            
            
               O ângulo de obstrução (ver n.o 5.1.2) é medido nos planos inclinados, conforme indicado na figura 2 do apêndice ao anexo 4. A posição relativa de P1 e P2, que estão ligados a E1 e E2 e a E3 e E4, respectivamente, aparece na figura 5 do apêndice ao anexo 4.
            
         
               6.1.4.1.
            
            
               A recta que une E1-E2 deve estar orientada da maneira descrita no n.o 5.5.2. O ângulo de obstrução do montante «A» do lado do condutor é então medido conforme especificado no n.o 5.1.2.1.1.
            
         
               6.1.4.2.
            
            
               A recta que une E3-E4 deve estar orientada da maneira descrita no n.o 5.5.4. O ângulo de obstrução do montante «A» do lado do passageiro é então medido conforme especificado no n.o 5.1.2.1.2.
            
         
               6.1.5
            
            
               O fabricante pode medir o ângulo de obstrução quer no veículo, quer em desenhos. Em caso de dúvida, os serviços técnicos podem exigir que sejam efectuados ensaios no veículo.
            
         7.   MODIFICAÇÃO DE UM MODELO DE VEÍCULO E EXTENSÃO DA HOMOLOGAÇÃO
   
               7.1.
            
            
               Qualquer modificação do modelo de veículo como definido no n.o 2.2. deve ser notificada ao serviço administrativo que o homologou. Essa entidade pode então:
               
                           7.1.1.
                        
                        
                           Considerar que as modificações introduzidas não são susceptíveis de produzir efeitos adversos apreciáveis sobre as condições de concessão da homologação e conceder uma extensão da homologação;
                        
                     
                           7.1.2.
                        
                        
                           Considerar que as modificações introduzidas são susceptíveis de produzir efeitos adversos apreciáveis sobre as condições de concessão da homologação e exigir a realização de ensaios ou inspecções adicionais antes da concessão da extensão da homologação.
                        
                     
         
               7.2.
            
            
               A confirmação ou a recusa da homologação, com indicação das modificações ocorridas, deve ser notificada às partes contratantes no acordo que apliquem o presente regulamento através do procedimento indicado no n.o 4.3.
            
         
               7.3.
            
            
               A entidade competente deve informar as outras partes contratantes da extensão por meio do formulário de comunicação que consta do anexo 2 do presente regulamento. Deve atribuir um número de série a cada extensão, a utilizar como número de extensão.
            
         8.   CONFORMIDADE DA PRODUÇÃO
   
               8.1.
            
            
               Os procedimentos relativos à conformidade da produção devem cumprir as disposições gerais constantes do apêndice 2 do acordo (E/ECE/324-E/ECE/TRANS/505/Rev.2), bem como as seguintes condições:
            
         
               8.2.
            
            
               O fabrico de qualquer veículo homologado nos termos do presente regulamento deve respeitar o modelo homologado, mediante o cumprimento do disposto no n.o 5.
            
         
               8.3.
            
            
               A entidade competente que concedeu a homologação pode verificar em qualquer altura os métodos de controlo da conformidade aplicáveis a cada unidade da produção. A periodicidade normal dessas verificações é de dois em dois anos.
            
         9.   SANÇÕES POR NÃO CONFORMIDADE DA PRODUÇÃO
   
               9.1.
            
            
               A homologação concedida a um modelo de veículo nos termos do presente regulamento pode ser revogada se os requisitos enunciados no n.o 8 não forem cumpridos.
            
         
               9.2.
            
            
               Se uma parte contratante no Acordo que aplique o presente regulamento revogar uma homologação previamente concedida, deve notificar imediatamente desse facto as restantes partes contratantes que apliquem o presente regulamento, utilizando um formulário de comunicação conforme ao modelo constante do anexo 1 do presente regulamento.
            
         10.   CESSAÇÃO DEFINITIVA DA PRODUÇÃO
   Se o titular de uma homologação cessar definitivamente o fabrico do modelo de veículo homologado nos termos do presente regulamento, deve informar desse facto a entidade que concedeu a homologação, que, por sua vez, deve notificar as outras partes contratantes do acordo que apliquem o presente regulamento por meio de um formulário de comunicação conforme ao modelo constante do anexo 1 do presente regulamento.
   11.   DESIGNAÇÕES E ENDEREÇOS DOS SERVIÇOS TÉCNICOS RESPONSÁVEIS PELA REALIZAÇÃO DOS ENSAIOS DE HOMOLOGAÇÃO E DOS SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS
   As partes contratantes no Acordo que apliquem o presente regulamento devem comunicar ao Secretariado das Nações Unidas as designações e endereços dos serviços técnicos responsáveis pela realização de ensaios de homologação e dos serviços administrativos que concedem as homologações e aos quais devem ser enviados os formulários de homologação, extensão, recusa ou revogação da homologação.
   
      (1)  Tal como definido no anexo 7 da Resolução consolidada sobre a Construção de Veículos (R.E.3) (documento TRANS/WP.29/78/Rev.1/Amend.2, alterado pela Amend. 4).
   
      (2)  A massa de um veículo em ordem de marcha inclui a massa do veículo com a carroçaria, com o fluido de arrefecimento, lubrificantes, o combustível, 100 % dos outros fluidos, as ferramentas, a roda sobresselente e o condutor. A massa do condutor é avaliada em 75 kg (distribuída do seguinte modo: 68 kg para a massa do passageiro e 7 kg para a massa da bagagem em conformidade com a norma ISO 2416:1992. O reservatório contém 90 % e os dispositivos que contêm outros fluidos (além dos que se destinam a águas residuais) 100 % da capacidade declarada pelo fabricante.
   
      (3)  1 Para a Alemanha, 2 para a França, 3 para a Itália, 4 para os Países Baixos, 5 para a Suécia, 6 para a Bélgica, 7 para a Hungria, 8 para a República Checa, 9 para a Espanha, 10 para a Sérvia, 11 para o Reino Unido, 12 para a Áustria, 13 para o Luxemburgo, 14 para a Suíça, 15 (não utilizado), 16 para a Noruega, 17 para a Finlândia, 18 para a Dinamarca, 19 para a Roménia, 20 para a Polónia, 21 para Portugal, 22 para a Federação da Rússia, 23 para a Grécia, 24 para a Irlanda, 25 para a Croácia, 26 para a Eslovénia, 27 para a Eslováquia, 28 para a Bielorrússia, 29 para a Estónia, 30 (não utilizado), 31 para a Bósnia e Herzegovina, 32 para a Letónia, 33 (não utilizado), 34 para a Bulgária, 35 (não utilizado), 36 para a Lituânia, 37 para a Turquia, 38 (não utilizado), 39 para o Azerbaijão, 40 para a ex-República Jugoslava da Macedónia, 41 (não utilizado), 42 para a Comunidade Europeia (homologações emitidas pelos Estados-Membros utilizando as respectivas marcas de homologação ECE), 43 para o Japão, 44 (não utilizado), 45 para a Austrália, 46 para a Ucrânia, 47 para a África do Sul, 48 para a Nova Zelândia, 49 para Chipre, 50 para Malta, 51 para a República da Coreia, 52 para a Malásia, 53 para a Tailândia, 54 e 55 (não utilizados) e 56 para o Montenegro. Os números seguintes serão atribuídos a outros países pela ordem cronológica da sua ratificação ou adesão ao Acordo relativo à adopção de prescrições técnicas uniformes aplicáveis aos veículos de rodas, aos equipamentos e às peças susceptíveis de serem montados ou utilizados num veículo de rodas e às condições de reconhecimento recíproco das homologações emitidas em conformidade com essas prescrições; os números assim atribuídos serão comunicados pelo Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas às partes contratantes no acordo.
   
      (4)  Conforme definido no n.o 2.2 do anexo 18 do Regulamento n.o 43 relativo à homologação das vidraças de segurança e dos materiais para vidraças.
   
      ANEXO 1
      
         COMUNICAÇÃO
      
      [Formato máximo: A4 (210 × 297 mm)]
      
         
   
   
      ANEXO 2
      
         DISPOSIÇÕES DE MARCAS DE HOMOLOGAÇÃO
      
      (Ver n.os 4.4 a 4.4.2.do presente regulamento)
      
         
   
   
      ANEXO 3
      
         Procedimento para a determinação do ponto «H» e do ângulo real do tronco para os lugares sentados em veículos a motor
      
      1.   OBJECTO
      1.1.   Utiliza-se o procedimento descrito no presente anexo para determinar a localização do ponto «H» e do ângulo real do tronco para um ou vários lugares sentados de um veículo a motor e para verificar a relação entre os dados medidos e as especificações de projecto fornecidas pelo fabricante do veículo (1).
      2.   DEFINIÇÕES
      Para efeitos do presente anexo, entende-se por:
      2.1.   «Dados de referência», uma ou várias das seguintes características de um lugar sentado:
      
                  2.1.1.
               
               
                  Pontos «H» e «R», e sua relação;
               
            
                  2.1.2.
               
               
                  O ângulo real do tronco e o ângulo de projecto do tronco, e sua relação.
               
            2.2.   “Máquina tridimensional do ponto «H» (máquina 3-D H)”, o dispositivo utilizado para determinar o ponto «H» e os ângulos reais do tronco. A descrição deste dispositivo consta do apêndice 1 ao presente anexo.
      2.3.   Ponto «H», o centro de articulação entre o tronco e a coxa da máquina 3-D H instalada no banco do veículo em conformidade com o n.o 4. O ponto «H» está localizado no centro do eixo do dispositivo, situado entre os botões de mira do ponto «H», de cada lado da máquina 3-D H. O ponto «H» corresponde teoricamente ao ponto «R» (sobre tolerâncias, ver n.o 3.2.2 seguinte). Uma vez determinado em conformidade com o procedimento descrito no n.o 4, o ponto «H» é considerado fixo em relação à estrutura do assento do banco, movendo-se com este quando o banco é regulado.
      2.4.   Ponto «R» ou «ponto de referência de um lugar sentado», ponto de projecto definido pelo fabricante do veículo para cada lugar sentado e estabelecido relativamente ao sistema tridimensional de referência.
      2.5.   «Linha do tronco», o eixo da haste da máquina 3-D H, quando a haste estiver na posição totalmente para trás.
      2.6.   «Ângulo real do tronco», o ângulo entre a vertical que passa pelo ponto «H» e o eixo do tronco, medido com o quadrante dos ângulos do dorso da máquina 3-D H. O ângulo real do tronco corresponde teoricamente ao ângulo de projecto do tronco (sobre tolerâncias, ver n.o 3.2.2).
      2.7.   «Ângulo de projecto do tronco», o ângulo medido entre a vertical que passa pelo ponto «R» e o eixo do tronco, numa posição que corresponde à posição projectada para o encosto do banco pelo fabricante do veículo.
      2.8.   «Plano médio do ocupante» (PMO), o plano médio da máquina 3-D-H colocada em cada lugar sentado designado; é representado pela coordenada do ponto «H» no eixo dos YY. Nos bancos individuais, o plano médio do banco coincide com o plano médio do ocupante. Nos outros bancos, o plano médio do ocupante é especificado pelo fabricante.
      2.9.   «Sistema tridimensional de referência», o sistema descrito no apêndice 2 ao presente anexo.
      2.10.   «Pontos de referência», pontos físicos (furos, superfícies, marcas ou entalhes) na carroçaria do veículo definidos pelo fabricante.
      2.11.   «Posição do veículo para a medição», a posição do veículo definida pelas coordenadas dos pontos de referência no sistema tridimensional de referência.
      3.   PRESCRIÇÕES
      3.1.   Apresentação dos dados
      Para cada lugar sentado cujos dados de referência sejam necessários para demonstrar o cumprimento das disposições do presente regulamento, deve ser apresentada a totalidade ou uma selecção adequada dos seguintes dados, sob a forma indicada no apêndice 3 ao presente anexo:
      
                  3.1.1.
               
               
                  Coordenadas do ponto «R» em relação ao sistema tridimensional de referência;
               
            
                  3.1.2.
               
               
                  O ângulo de projecto do tronco;
               
            
                  3.1.3.
               
               
                  Todas as indicações necessárias para regular o lugar (se for regulável) à posição de medição definida no n.o 4.3 do presente anexo.
               
            3.2.   Relação entre os dados medidos e as especificações de projecto
      3.2.1.   As coordenadas do ponto «H» e o valor do ângulo real do tronco, obtidos pelo procedimento estabelecido no n.o 4 seguinte, devem ser comparados, respectivamente, com as coordenadas do ponto «R» e com o valor do ângulo de projecto do tronco indicado pelo fabricante do veículo.
      3.2.2.   As posições relativas dos pontos «R» e «H» e a relação entre os ângulos de projecto e real do tronco devem ser consideradas satisfatórias para o lugar sentado em questão se o ponto «H», tal como definido pelas suas coordenadas, se encontrar no interior de um quadrado de 50 mm de lado, de lados horizontais e verticais, cujas diagonais se intersectam no ponto «R», e se o ângulo real do tronco não diferir mais de 5o em relação ao ângulo de projecto do tronco.
      3.2.3.   Cumprindo-se estas condições, o ponto «R» e o ângulo de projecto do tronco demonstram o cumprimento do disposto no presente regulamento.
      3.2.4.   Se não cumprirem o disposto no n.o 3.2.2, o ponto «H» e o ângulo real do tronco são determinados mais duas vezes (três ao todo). Se os resultados de duas destas três operações cumprirem os requisitos, são aplicáveis as condições constantes do n.o 3.2.3 anterior.
      3.2.5.   Se os resultados de, pelo menos, duas das três operações referidas no n.o 3.2.4 anterior não cumprirem o disposto no n.o 3.2.2, ou se a verificação não tiver podido ser efectuada por o fabricante do veículo não ter fornecido informações sobre a posição do ponto «R» ou o ângulo de projecto do tronco, deve utilizar-se o centróide dos três pontos medidos, ou a média dos três ângulos medidos, e considerar-se que é aplicável em todos os casos em que o ponto «R» ou o ângulo de projecto do tronco sejam referidos no presente regulamento.
      4.   PROCEDIMENTO PARA DETERMINAR O PONTO «H» E O ÂNGULO REAL DO TRONCO
      4.1.   O veículo deve ser pré-condicionado à temperatura de 20 °C ± 10 °C, ao critério do fabricante, para assegurar que o material do banco atinja a temperatura ambiente. Se o banco nunca tiver sido utilizado, deve sentar-se uma pessoa ou dispositivo de 70 a 80 kg no banco, por duas vezes e durante um minuto, para flectir a almofada e o encosto. Se o fabricante o solicitar, todos os conjuntos dos bancos devem permanecer sem carga durante um período mínimo de 30 minutos antes da instalação da máquina 3-D H.
      4.2.   O veículo é colocado na posição de medição definida no ponto 2.11.
      4.3.   Caso seja regulável, o banco deve ser regulado, em primeiro lugar, na posição normal de condução ou de utilização mais recuada indicada pelo fabricante do veículo, tendo em consideração apenas a regulação longitudinal do banco e excluindo o seu curso utilizado noutros casos para além da condução ou utilização normal. Se o banco possuir outras regulações (vertical, angular, do encosto, etc.), deve seguidamente ser regulado na posição especificada pelo fabricante. No que diz respeito aos bancos com suspensão, a posição vertical deve ser fixada rigidamente e corresponder a uma posição normal de condução, tal como especificada pelo fabricante.
      4.4.   A superfície do lugar sentado ocupada pela máquina 3-D H deve ser coberta com um tecido de musselina de algodão, de dimensão suficiente e textura adequada, definida como uma tela de algodão uniforme de 18,9 fios/cm2, pesando 0,228 kg/m2, ou com uma malha tricotada ou tela não trançada com características equivalentes.
      Se o ensaio for efectuado fora do veículo, o piso sobre o qual o banco é colocado deve ter as mesmas características essenciai (2) que o piso do veículo no qual o banco se destina a ser utilizado.
      4.5.   Colocar o conjunto bacia-dorso da máquina 3-D H de modo que o plano médio do ocupante (PMO) coincida com o plano médio da máquina 3-D H. A pedido do fabricante, a máquina 3-D H pode ser deslocada para o interior, em relação ao PMO, se estiver localizada tão para o exterior que o bordo do banco não permita o seu nivelamento.
      4.6.   Ligar os conjuntos dos pés e os elementos das pernas à placa da bacia da máquina, quer separadamente, quer utilizando a barra em T e os conjuntos dos elementos das pernas. A recta que passa pelos botões de mira do ponto «H» deve ser paralela ao solo e perpendicular ao plano médio longitudinal do banco.
      4.7.   Ajustam-se as posições dos pés e dos membros inferiores da máquina 3-D H do seguinte modo:
      4.7.1.   Lugar sentado designado: bancos do condutor e do passageiro lateral da frente
      
                  4.7.1.1.
               
               
                  Os dois conjuntos perna/pé devem ser avançados de tal modo que os pés tomem posições naturais sobre o piso, entre os pedais, se necessário. O pé esquerdo deve ser posicionado, na medida do possível, de modo a que os dois pés estejam situados aproximadamente à mesma distância do plano médio da máquina 3-D H. O nível de bolha de ar que verifica a orientação transversal da máquina 3-D H é levado à horizontal, reajustando, se necessário, a placa da bacia ou ajustando os conjuntos perna/pé para trás. A recta que passa pelos botões de mira do ponto «H» deve manter-se perpendicular ao plano médio longitudinal do banco.
               
            
                  4.7.1.2.
               
               
                  Se a perna esquerda não puder ser mantida paralela à direita e o pé esquerdo não puder ser apoiado pela estrutura, desloca-se este último até ter apoio. Deve ser mantido o alinhamento dos botões de mira;
               
            4.7.2.   Designated seating position: outboard rear seat
      No caso de bancos traseiros ou auxiliares, os membros inferiores são colocados conforme especificado pelo fabricante. Se, neste caso, os pés repousarem sobre partes do piso que estejam a níveis diferentes, o pé que entrar em primeiro lugar em contacto com o banco da frente deve servir de referência, devendo o outro pé ser colocado de tal modo que o nível que dá a orientação transversal da bacia do dispositivo indique a horizontal.
      4.7.3.   Outros lugares sentados designados:
      Utilizar o procedimento geral descrito no n.o 4.7.1., à excepção da posição dos pés, que devem ser colocados de acordo com as indicações do fabricante.
      4.8.   Colocar as massas do elemento da perna e as massas da coxa e nivelar a máquina 3-D H.
      4.9.   Inclinar a placa do dorso para a frente contra o batente da frente e afastar a máquina 3-D H do encosto do banco utilizando a barra em T. Reposicionar a máquina 3-D H sobre o banco através de um dos seguintes métodos:
      
                  4.9.1.
               
               
                  Se a máquina 3-D H tiver tendência a deslizar para trás, utilizar o seguinte procedimento: fazer deslizar a máquina 3-D H para trás até que deixe de ser necessária uma carga horizontal para a frente sobre a barra em T para impedir o movimento, quer dizer, até a placa da bacia da máquina contactar o encosto do banco. Se necessário, reposicionar o elemento da perna.
               
            
                  4.9.2.
               
               
                  Se a máquina 3-D H não tiver tendência a deslizar para trás, utilizar o seguinte procedimento: fazer deslizar a máquina 3-D H para trás, aplicando à barra em T uma carga horizontal, dirigida para trás, até que a placa da bacia da máquina entre em contacto com o encosto do banco (ver figura 2 do apêndice 1 ao presente anexo).
               
            4.10.   Aplicar uma carga de 100 ± 10 N ao conjunto dorso/bacia da máquina 3-D H, na intersecção do quadrante dos ângulos da anca com o alojamento da barra em T. A carga deve ser aplicada segundo uma linha que passa pela intersecção acima indicada e um ponto situado imediatamente acima do alojamento da barra das coxas (ver figura 2 do apêndice 1 ao presente anexo). Em seguida, fazer voltar com precaução a placa do dorso da máquina às costas do banco. Durante o resto do procedimento, ter o cuidado de evitar que a máquina 3-D H deslize para a frente.
      4.11.   Instalar as massas direita e esquerda das nádegas e de seguida, alternadamente, as oito massas do tronco. Manter a máquina 3-D H nivelada.
      4.12.   Inclinar a placa do dorso da máquina 3-D H para a frente, a fim de eliminar as tensões sobre o encosto do banco. Balançar a máquina 3-D H de um lado para o outro ao longo de um arco de 10° (5° para cada lado do plano médio vertical), durante três ciclos completos, para eliminar quaisquer tensões acumuladas entre a máquina 3-D H e o banco.
      Durante esta acção de balanço, a barra em T da máquina 3-D H pode ter tendência a afastar-se dos alinhamentos verticais e horizontais especificados. A barra em T deve, portanto, ser travada pela aplicação de uma carga lateral adequada durante os movimentos de balanço. Agarrar na barra em T e, ao balançar a máquina 3-D H, assegurar-se de que não se aplica, por inadvertência, qualquer carga externa vertical, nem para a frente, nem para trás.
      Os pés da máquina 3-D H não devem ser travados durante esta fase. Se os pés mudarem de posição, deixam-se temporariamente desse modo.
      Fazer voltar cuidadosamente a placa do dorso ao encosto do banco e verificar se os dois níveis de bolha de ar estão em equilíbrio. Se tiver ocorrido uma deslocação dos pés durante a operação de balanço da máquina 3-D H, os pés devem ser reposicionados do seguinte modo:
      Levantar alternadamente cada um dos pés o mínimo necessário até não se obter qualquer movimento adicional dos pés. Durante esta operação, os pés devem ficar livres para rodar; além disso, não deve ser aplicada nenhuma carga lateral ou dirigida para a frente. Quando cada um dos pés for colocado de novo na posição baixa, o calcanhar deve estar em contacto com a estrutura prevista para o efeito.
      Verificar se o nível lateral de bolha de ar está em equilíbrio; se necessário, aplicar uma carga lateral ao topo da placa do dorso suficiente para nivelar a placa da bacia da máquina 3-D H sobre o banco.
      4.13.   Agarrando a barra em T para impedir a máquina 3-D H de deslizar para a frente sobre o assento do banco, proceder do seguinte modo:
      
                  a)
               
               
                  Fazer voltar a placa do dorso da máquina ao encosto do banco;
               
            
                  b)
               
               
                  Aplicar e retirar alternadamente uma carga horizontal dirigida para trás não superior a 25 N à barra de ângulo do dorso, a uma altura correspondente aproximadamente ao centro das massas do tronco, até o quadrante da bacia indicar que foi atingida uma posição estável depois de retirada a carga. Deve ter-se o cuidado de verificar que não estão a ser aplicadas à máquina 3-D H quaisquer cargas externas laterais ou para baixo. Se for necessária uma nova regulação do nível da máquina 3-D H, balançar a placa do dorso para a frente, voltar a nivelar e recomeçar o procedimento a partir do n.o 4.12.
               
            4.14.   Fazem-se as medições:
      
                  4.14.1.
               
               
                  As coordenadas do ponto «H» são medidas em relação ao sistema tridimensional de referência.
               
            
                  4.14.2.
               
               
                  O ângulo real do tronco é lido no quadrante dos ângulos do dorso da máquina 3-D H quando a haste estiver na sua posição mais para trás.
               
            4.15.   Se se pretender proceder a uma nova instalação da máquina 3-D H, o conjunto do banco deve permanecer sem carga durante um período mínimo de 30 minutos antes da reinstalação. A máquina 3-D H não deve permanecer carregada sobre o banco mais do que o tempo necessário para a realização do ensaio.
      4.16.   Se os bancos de uma mesma fila puderem ser considerados como semelhantes (banco corrido, bancos idênticos, etc.), determina-se um único ponto «H» e um único «ângulo real do tronco» por fila de bancos, estando a máquina 3-D H descrita no apêndice 1 do presente anexo disposta em posição sentada num lugar considerado como representativo da fila.
      Esse lugar deve ser:
      
                  4.16.1.
               
               
                  Para a fila da frente, o lugar do condutor.
               
            
                  4.16.2.
               
               
                  No caso da fila ou das filas de trás, um banco lateral.
               
            
         (1)  Nos lugares sentados, com excepção dos da frente, para os quais o ponto «H» não possa ser determinado utilizando a «máquina tridimensional do ponto H» ou outros procedimentos, o ponto «R» indicado pelo fabricante pode, se assim o entender a entidade competente, ser tomado como referência.
      
         (2)  Ângulo de inclinação, diferença de altura com montagem sobre uma base, textura superficial, etc.
      
         Apêndice 1
         
            Descrição da máquina tridimensional do ponto «H» (Máquina 3-D H)
             (1)
         
         1.   PLACAS DO DORSO E DA BACIA
         As placas do dorso e da bacia são feitas de plástico reforçado e metal; simulam o tronco e as coxas humanas e estão articuladas mecanicamente no ponto «H». A este manequim fixa-se um quadrante, articulado no ponto «H», para medir o ângulo real do tronco. Uma barra das coxas regulável, ligada à placa da bacia da máquina, estabelece a linha média das coxas e serve de linha de referência para o quadrante dos ângulos da anca.
         2.   ELEMENTOS DO CORPO E DA PERNA
         Os elementos da perna estão ligados à placa da bacia da máquina ao nível da barra em T que une os joelhos, sendo esta barra uma extensão lateral da barra das coxas ajustável. Estão incorporados quadrantes nos elementos das pernas para medir o ângulo dos joelhos. Os conjuntos pé/sapato estão graduados para medir o ângulo do pé. Dois níveis de bolha de ar permitem orientar o dispositivo no espaço. Massas dos elementos do corpo estão colocadas nos diferentes centros de gravidade para realizar uma penetração do banco equivalente à de um homem adulto de 76 kg. É necessário verificar se todas as articulações da máquina 3-D H rodam livremente e sem atrito notável.
         
            Figura 1
         
         
            Designação dos elementos da máquina 3-D H
         
         
            
         
            Figura 2
         
         
            Dimensões dos elementos da máquina 3-D H e distribuição das massas
         
         
            
         
            (1)  A máquina corresponde à descrita na norma ISO 6549-1980. Para informação pormenorizada sobre a construção da máquina 3-D H, consultar a Society of Automotive Engineers (SAE), 400 Commonwealth Drive, Warrendale, Pensilvânia, 15096, Estados Unidos da América.
      
      
         Apêndice 2
         
            SISTEMA TRIDIMENSIONAL DE REFERÊNCIA
         
         
                     1.
                  
                  
                     O sistema tridimensional de referência é definido por três planos ortogonais estabelecidos pelo fabricante do veículo (ver figura) (1).
                  
               
                     2.
                  
                  
                     A posição do veículo para medição é determinada pela colocação do veículo sobre uma superfície de apoio de modo que as coordenadas dos pontos de referência correspondam aos valores indicados pelo fabricante.
                  
               
                     3.
                  
                  
                     As coordenadas dos pontos «R» e «H» são determinadas em relação aos pontos de referência definidos pelo fabricante do veículo.
                  
               
            
         
            (1)  O sistema de referência corresponde à norma ISO 4130:1978.
      
      
         Apêndice 3
         
            DADOS DE REFERÊNCIA RELATIVOS AOS LUGARES SENTADOS
         
         1.   CODIFICAÇÃO DOS DADOS DE REFERÊNCIA
         Os dados de referência são enunciados consecutivamente para cada lugar sentado. Os lugares sentados são identificados por um código de dois caracteres. O primeiro carácter, um algarismo árabe, designa a fila de bancos, a contar da frente para a retaguarda do veículo. O segundo carácter é uma letra maiúscula que designa a localização do lugar sentado na fila, com o observador a olhar no sentido da deslocação frontal do veículo; utilizam-se as seguintes letras:
         L= esquerda;
         C= centro;
         R= direita.
         2.   DESCRIÇÃO DA POSIÇÃO DO VEÍCULO PARA MEDIÇÃO
         2.1.   Coordenadas dos pontos de referência
         
                      
                  
                  
                     X …
                  
               
                      
                  
                  
                     Y …
                  
               
                      
                  
                  
                     Z …
                  
               3.   LISTA DOS DADOS DE REFERÊNCIA
         3.1.   Lugar sentado: …
         3.1.1.   Coordenadas do ponto «R»:
         
                      
                  
                  
                     X …
                  
               
                      
                  
                  
                     Y …
                  
               
                      
                  
                  
                     Z …
                  
               3.1.2.   Ângulo de projecto do tronco: …
         3.1.3.   Especificações para a regulação do banco (1)
         
         
                      
                  
                  
                     horizontal: …
                  
               
                      
                  
                  
                     vertical: …
                  
               
                      
                  
                  
                     angular: …
                  
               
                      
                  
                  
                     ângulo do tronco: …
                  
               Nota: Enunciar os dados de referência para outros lugares sentados nos pontos 3.2, 3.3, etc.
         
            (1)  Riscar o que não é aplicável.
      
   
   
      ANEXO 4
      
         Método para a determinação das relações dimensionais entre os pontos de referência primários do veiculo e o sistema tridimensional de referência
      
      1.   RELAÇÕES ENTRE O SISTEMA DE REFERÊNCIA E OS PONTOS DE REFERÊNCIA PRIMÁRIOS DO VEICULO
      Tendo em vista verificar as dimensões específicas no interior e no exterior do veículo apresentado para homologação em conformidade com o presente regulamento, é necessário determinar com precisão as relações entre as coordenadas do sistema tridimensional de referência, definido no n.o 2.3, delineadas nas primeiras fases de projecto do veículo, e as posições dos pontos de referência primários, definidos no n.o 2.4, de modo que possam ser identificados, no veículo real, fabricado em conformidade com esse projecto, pontos específicos que figuram nos desenhos apresentados pelo fabricante do veículo.
      2.   MÉTODO DE DETERMINAÇÃO DAS RELAÇÕES ENTRE O SISTEMA DE REFERÊNCIA E OS PONTOS DE REFERÊNCIA
      Para o efeito, estabelece-se um plano de referência no solo, contendo eixos graduados dos X e Y. A figura 6 do apêndice ao presente anexo apresenta o método a empregar com esta finalidade. O plano de referência é constituído por uma superfície dura, plana e horizontal sobre a qual assenta o veículo e sobre a qual estão solidamente fixadas duas escalas de medição. Estas últimas devem ter um comprimento mínimo de 8 metros, para o eixo dos X, e 4 metros, para o eixo dos Y. Devem estar orientadas perpendicularmente uma em relação à outra, como está indicado na figura 6 do apêndice ao presente anexo. A intersecção dessas escalas é a origem no solo.
      3.   CONTROLO DO PLANO DE REFERÊNCIA
      A fim de ter em conta pequenas variações de nível no plano de referência ou superfície de ensaio, é indispensável medir os desvios em relação à origem no solo ao longo das duas escalas das coordenadas X e Y, a intervalos de 250 mm, e registar os resultados das medições obtidas, a fim de fazer as correcções necessárias aquando do controlo do veículo.
      4.   POSIÇÃO REAL DE ENSAIO
      A fim de ter em conta pequenos desvios na altura da suspensão, entre outros, é necessário dispor de um meio que faça corresponder os pontos de referência às posições correctas das coordenadas relativamente à posição de projecto, antes de continuar a efectuar as medições. Além disso, deve ser possível efectuar pequenos ajustamentos da posição do veículo no sentido lateral e/ou longitudinal para poder colocá-lo correctamente em relação ao sistema de referência.
      5.   RESULTADOS
      Estando o veículo colocado correctamente em relação ao sistema de referência e na posição prevista na fase de projecto, é fácil determinar a posição dos pontos necessários para o estudo das condições de visibilidade para a frente.
      Para determinar essas condições, pode utilizar-se teodolitos, fontes luminosas ou sistemas de sombras projectadas, ou qualquer outro método que demonstre produzir resultados equivalentes.
      
         Apêndice
         
            Figura 1
         
         
            Determinação dos pontos V
         
         
            
         
            Figura 2
         
         
            Pontos de observação em relação aos montantes
         
         
            
         
            Figura 3
         
         
            Ângulos de obstrução
         
         
            
         
            Figura 4
         
         
            Avaliação das obstruções no campo de visão directo do condutor em 180° para a frente
         
         
            
         
            Figura 5
         
         
            Esquema cotado indicando as posições relativas dos pontos «E» em relação aos pontos «P»
         
         
            
         
            Figura 6
         
         
            Área de medição horizontal