# Lei nº 11.275, de 03/12/2002

**Tipo:** Lei
**Ano:** 2002
**Situação:** Sem revogação expressa

## Resumo
Dispõe sobre o registro de entidades públicas ou privadas que mantêm serviço próprio de vigilância, entidades de guardas noturnos particulares e profissionais autônomos de segurança comunitária para guardas de rua

## Texto Completo
Texto compilado
 
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 LEI Nº 11.275, DE 03 DE DEZEMBRO DE 2002

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*(Atualizada até a decisão do Supremo Tribunal Federal, nos autos da ADIn nº 2878)*

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 ( PL 525/2001 - Afanasio Jazadji)

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 Dispõe sobre o registro de entidades públicas ou privadas que mantêm serviço próprio de vigilância, entidades de guardas noturnos particulares e profissionais autônomos de segurança comunitária para guardas de rua

 O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:
   

 Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei:
   

*- § 2º declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, nos autos da ADIn nº 2.878, julgada em Sessão Virtual de 12/06/2020 a 19/06/2020.* 
  

**Artigo 3.º -** 
 As guardas noturnas particulares são entidades sem fins lucrativos e serão mantidas por eventuais contribuições espontâneas dos beneficários do serviço de vigilância noturno exercida.
   

**§ 1.º** 
 - Em nenhuma hipótese a entidade de guarda noturna poderá firmar contrato de vigilância com fins econômicos.
   

**§ 2.º** 
 - Os certificados de registro terão validade anual, até 31 de dezembro de cada ano. O pedido de renovação, salvo justo motivo, deverá ser entregue na DRD, até o último dia do mês de fevereiro do ano subseqüente ao do vencimento.
   

**§ 3.º** 
 - As entidades de guarda noturna de Campinas e de Santos continuam regidas pelas leis que as instituíram e sujeitam-se ao controle e orientação policiais estabelecidos nesta lei.
   

**§ 4.º** 
 - As entidades de guardas noturnas particulares ficarão sob controle do Delegado de Polícia Titular do Município e, na Capital, do Diretor do DRD em que exercem suas atividades.
   

**Artigo 4.º** 
 - Os agentes prestadores do serviço de vigilância credenciados pela Divisão de Registros Diversos receberão as seguintes denominações: Agente de Segurança Municipal, Agente de Segurança Patrimonial, Agente de Segurança Noturno
 
 e Agente de Segurança Comunitária para guardas de rua.
 

*- A locucção "e* 
*Agente de Segurança Comunitária para Guardas de Rua” foi declarada* 
*inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, nos autos da ADIn nº 2.878, julgada em Sessão Virtual de 12/06/2020 a 19/06/2020.* 
  

**§ 1.º** 
 - Os requisitos mínimos para os registros de agentes prestadores de serviços de vigilância são os seguintes:
   

**1** 
 . ser brasileiro;
   

**2** 
 . ser maior de 21 (vinte e um) anos;
   

**3** 
 . ser alfabetizado;
   

**4** 
 . ter sido apto em exame psicotécnico realizado em clínica especializada, credenciada pela DRD;
   

**5** 
 . estar quite com o serviço militar;
   

**6** 
 . não possuir antecedentes criminais;
   

**7** 
 . possuir carteira profissional para os que trabalham com vínculo empregatício;
   

**8** 
 . possuir comprovante de inscrição, para os autônomos, na Prefeitura Municipal e no Instituto Nacional de Seguridade Social - INSS;
 

*- item 8* 
*declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, nos autos da ADIn nº 2.878, julgada em Sessão Virtual de 12/06/2020 a 19/06/2020.* 

**9** 
 . comprovar domicílio.
   

**§ 2.º** 
 - As credenciais dos agentes prestadores de serviços de vigilância deverão ser renovadas bienalmente, com apresentação da documentação mencionada, filiação ao órgão ou associação de classe da categoria e comprovante de participação e aproveitamento em curso de habilitação e manuseio com armas de fogo, ministrado por clubes de tiro habilitados pelo Exército Brasileiro, para os agentes que portarem armas de fogo quando em serviço.
   

**Artigo 5.º** 
 - O armamento utilizado pelo agente prestador do serviço deverá ser de propriedade da entidade empregadora
 
 e, no caso do Agente de Segurança Comunitária, deverá ser de propriedade do próprio agente.
 

*-* 
*a expressão ”e, no caso do Agente de Segurança Comunitária, deverá ser de propriedade do próprio agente"* 
*foi declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, nos autos da ADIn nº 2.878, julgada em Sessão Virtual de 12/06/2020 a 19/06/2020.* 
  

**Artigo 6.º -** 
 O uniforme dos agentes prestadores de serviço de vigilância não poderá ser objeto de confusão ou assemelhado com os das Forças Armadas ou Polícia Militar.
   

**Artigo 7.º -** 
 As normas de constituição e funcionamento das empresas particulares que exploram serviços de vigilância e de transporte de valores para os estabelecimentos financeiros são regidas pela Lei federal n. 7.102, de 22 de junho de 1983, pela Lei federal n. 8.863, de 28 de março de 1994, ficando, ainda, tais atividades obrigadas ao cumprimento do contido no Artigo 38 do Decreto n. 89.056, de 24 de novembro de 1983, alterado pelo Decreto n. 1.592, de 10 de agosto de 1995.
   

**Artigo 8.º -** 
 O não-cumprimento das normas estabelecidas nesta lei sujeitará as entidades e os prestadores do serviço de vigilância às seguintes penalidades:
   

**I** 
 - advertência;
   

**II** 
 - impedimento do exercício das atividades;
   

**III** 
 - multa de 1.000 (mil) a 10.000 (dez mil) UFESPs;
   

**IV** 
 - suspensão do registro;
   

**V** 
 - cassação do registro.
   

**Artigo 9.º -** 
 Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições contidas no
 
 Decreto n. 50.301, de 1968
 
 .
   

 Palácio dos Bandeirantes, 3 de dezembro de 2002.
   

 GERALDO ALCKMIN
   

 Saulo de Castro Abreu Filho
   

 Secretário da Segurança Pública
   

 Rubens Lara
   

 Secretário-Chefe da Casa Civil
   

 Dalmo Nogueira Filho
   

 Secretário do Governo e Gestão Estratégica
   

 Publicada na Assessoria Técnico-Legislativa, aos 3 de dezembro de 2002.
 

  

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 LEI N. 11.275, DE 3 DE DEZEMBRO DE 2002

  

 (Projeto de lei nº 525/2001, do deputado Afanasio Jazadji - PFL)
 

  

 Dispõe sobre o registro de entidades públicas ou privadas que mantêm serviço próprio de vigilância, entidades de guardas noturnos particulares
   

 e profissionais autônomos de segurança comunitária para guardas de rua
 

  

**Retificação** 
 do D.O. de 4-12-2002
   

 Na pág. 2
   

**Artigo 2º -** 
 ..., na 6ª linha
   

 Onde se lê: propriedade de entidade ...
   

 Leia-se: propriedade da entidade ...
   

**Artigo 7º -** 
 ..., na 6ª linha
   

 Onde se lê: pela Lei federal n. 8.863, ...
   

 Leia-se: alterada pela Lei federal n. 8.863, ...

**Fonte:** https://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/lei/2002/lei-11275-03.12.2002.html