# Decreto nº 64.292, de 18/06/2019

**Tipo:** Decreto
**Ano:** 2019
**Situação:** Sem revogação expressa

## Resumo
Aprova e fixa os valores a serem cobrados pelo uso dos recursos hídricos de domínio do Estado de São Paulo, dos usuários urbanos e industriais, na Unidade de Gerenciamento de Recursos Hídricos Litoral Norte

## Texto Completo
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 DECRETO Nº 64.292, DE 18 DE JUNHO DE 2019

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 Aprova e fixa os valores a serem cobrados pelo uso dos recursos hídricos de domínio do Estado de São Paulo, dos usuários urbanos e industriais, na Unidade de Gerenciamento de Recursos Hídricos Litoral Norte

 JOÃO DORIA, Governador do Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais e com fundamento na
 
 Lei nº 7.663, de 30 de dezembro de 1991
 
 , e na
 
 Lei nº 12.183, de 29 de dezembro de 2005
 
 ,
   

 Decreta:
   

**Artigo 1º -** 
 Ficam aprovados e fixados os valores a serem aplicados na cobrança pelo uso dos recursos hídricos de domínio do Estado de São Paulo, dos usuários urbanos e industriais, na Unidade de Gerenciamento de Recursos Hídricos Litoral Norte, nos termos do Anexo deste decreto.
   

**Artigo 2º -** 
 Este decreto entra em vigor na data de sua publicação.
   

 Palácio dos Bandeirantes, 18 de junho de 2019
   

 JOÃO DORIA
   

 Antonio Carlos Rizeque Malufe
   

 Secretário Executivo, Respondendo pelo Expediente da Casa Civil
 

 Rodrigo Garcia
   

 Secretário de Governo
   

 Publicado na Secretaria de Governo, aos 18 de junho de 2019.
 

  

  

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 ANEXO
 
 a que se refere o artigo 1º do Decreto nº 64.292, de 18 de junho de 2019

 Elaborado nos termos da Deliberação CBH-LN nº 194, de 14 de dezembro de 2018, referendada pela Deliberação CRH nº 220, de 19 de dezembro de 2018, e relatório elaborado pelo Comitê contendo a fundamentação da proposta de cobrança, com os estudos financeiros e técnicos desenvolvidos.
 

  

 1. Fica aprovada a cobrança dos usuários urbanos e industriais pelo uso de recursos hídricos nos corpos de água de domínio do Estado de São Paulo, existentes na Unidade de Gerenciamento de Recursos Hídricos Litoral Norte (UGRHI 3).
 

  

 2. Os Preços Unitários Básicos-PUBs, definidos no artigo 10 e no item 9 do Anexo do
 
 Decreto nº 50.667, de 30 de março de 2006
 
 , serão os seguintes:
   

 a) para captação, extração e derivação: PUBcap = R$ 0,011 por m³ de água captado, extraído ou derivado;
   

 b) para consumo: PUBcons = R$ 0,025 por m³ de água consumido;
   

 c) para lançamento de carga de DBO
 5,20
 : PUBlanc = R$ 0,077 por kg de carga de Demanda Bioquímica de Oxigênio (de 5 dias a 20°C) - DBO
 5,20
 .
 

  

 2.1. Os PUBs descritos no “caput” deste item serão devidos pelos usuários de recursos hídricos, a partir da implementação da cobrança na Bacia do Litoral Norte, UGRHI-03, da seguinte forma:
   

 a) 80% dos PUBs, nos primeiros 12 meses;
   

 b) 90% dos PUBs, do 13º ao 24º mês;
   

 c) 100% dos PUBs, a partir do 25º mês.
 

  

 3. Para o caso específico da mineração de areia em cava ou leito de rios de domínio do Estado de São Paulo, na UGRHI 03, o volume anual de água captado e consumido do corpo hídrico, a ser cobrado de acordo com o disposto na metodologia de cálculo, e referentes aos artigos 10, 11 e 12 do
 
 Decreto nº 50.667, de 30 de março de 2006
 
 , deverá ser calculado de acordo com as seguintes equações:
   

 a) Para captação: o volume de captação (V
 CAPOUT
 ) será igual à vazão máxima nominal de bombeamento do sistema de dragagem;
   

 b) Para consumo: o volume de consumo (V
 CONS 
 ) será considerado igual ao volume de captação V
 CAPOUT
 .
 

  

 4. O Valor Total da Cobrança - Valor Total - que cada usuário deverá pagar será calculado com base nos usos de recursos hídricos a serem efetuados no ano do pagamento, no período compreendido entre 1º de janeiro, ou a data do início da utilização de recursos hídricos para usos implantados durante o ano, até 31 de dezembro, não cabendo retroatividade à implantação da cobrança.
 

  

 4.1. O pagamento referido no “caput” deste artigo poderá ser efetuado em parcela única ou em até 12 (doze) parcelas mensais de igual valor com vencimento no último dia útil de cada mês, sendo que o número de parcelas não poderá ultrapassar o correspondente número de meses apurado no cálculo do Valor Total.
 

  

 4.2. Fica estabelecido valor mínimo de cobrança no montante de R$ 40,00 (quarenta reais), devendo-se obedecer às seguintes formas de cobrança:
   

 a) Quando o Valor Total for inferior a 2 (duas) vezes o valor mínimo de cobrança, o montante devido será cobrado do usuário por meio de parcela única; e,
 

 b) Quando o Valor Total for igual ou superior a 2 (duas) vezes e inferior a 12 (doze) vezes o valor mínimo de cobrança, será efetuada a cobrança por meio de número de parcelas inferior a 12 (doze), de tal modo que o valor de cada parcela não seja inferior ao valor mínimo de cobrança;
   

 c) Quando o Valor Total for inferior ao mínimo de cobrança, o mesmo será acumulado até atingir o valor estabelecido.
 

  

 4.3. No primeiro ano da cobrança pelo uso dos recursos hídricos, caso a mesma não seja efetuada a partir do primeiro mês do exercício fiscal, o montante a ser cobrado será calculado proporcionalmente aos meses subsequentes até o final do exercício fiscal, dividido em parcelas iguais correspondentes.
 

  

 5. A cobrança pela captação, extração ou derivação de água será feita de acordo com o previsto no
 
 Decreto nº 50.667, de 30 de março de 2006
 
 , destacadamente o previsto no artigo 13 e nos itens 2 e 3 do seu Anexo, adotando-se para o cálculo os pesos K
 OUT
 = 0,2 (dois décimos) e K
 MED
 = 0,8 (oito décimos), onde o termo OUT refere-se a valores de outorga concedida pelo DAEE, e o termo MED referese a valores medidos.
 

  

 5.1. Quando a relação entre a vazão de captação medida (V
 CAPMED
 ) e vazão de captação outorgada (V
 CAPOUT
 ), calculada pela expressão V
 CAPMED
 / V
 CAPOUT
 for maior que 1,0 (um), serão adotados K
 OUT
 = 0 e K
 MED
 = 1,0 (um) e o usuário deverá solicitar retificação da outorga de direito de uso de recursos hídricos e estará sujeito às penalidades previstas na legislação vigente.
 

  

 6. Os coeficientes ponderadores (CP) definidos no artigo 12 do
 
 Decreto nº 50.667, de 30 de março de 2006
 
 , com as classificações, valores e condicionantes descritos na Deliberação CRH nº 90, de 2008, serão empregados conforme segue:
 

  

 6.1. Para captação, extração e derivação, adotar-se-ão os critérios e parâmetros apresentados no Quadro 1 a seguir:
 

  

 Quadro 1: Valores dos coeficientes ponderadores para captação, extração e derivação.
 

  

  

 6.2. Para consumo serão adotados os critérios e parâmetros apresentados no Quadro 2 a seguir:
 

  

 Quadro 2: Valores dos coeficientes ponderadores para consumo.
 

  

  

 6.3 Para diluição, transporte e assimilação de efluentes, serão adotados os critérios e parâmetros apresentados no Quadro 3 a seguir:
 

  

 Quadro 3: Valores dos coeficientes ponderadores para diluição, transporte e assimilação de efluentes.
 

  

 \* Conforme item 8.a.
 

 \*\* Conforme item 8.b.
 

  

 7. O Coeficiente Ponderador X5, definido no inciso I do artigo 12 do
 
 Decreto nº 50.667, de 30 de março de 2006
 
 , será calculado conforme segue, quando existir medição:
 

  

  

  

 8. O Coeficiente Ponderador Y3, definido na alínea “c” do inciso II do artigo 12 do
 
 Decreto nº 50.667, de 30 de março de 2006
 
 , será calculado em função da concentração carga orgânica (DBO
 5,20
 ), expressa na unidade miligrama de Oxigênio por litro (mg O
 2
 /L) de efluente lançado por Estação de Tratamento de Efluentes Líquidos - ETE (industriais e domésticos), a ser apurada por meio de amostragem representativa dos efluentes bruto e tratado (final), em cada ponto de lançamento, a ser calculado conforme segue:
 

  

 a) Quando a DBO
 5,20
 for igual ou menor que 60 mg O
 2
 /L, o coeficiente ponderador será dado pela expressão matemática: Y3 = 0,4 + (0,01 x DBO
 5,20
 );
   

 b) Quando DBO
 5,20
 for maior que 60 mg O
 2
 /L e a taxa de remoção de carga orgânica for igual ou maior que 80%, o coeficiente ponderador Y3 será dado pela expressão matemática: Y3 = 1,8 - (0,01 x TR), onde TR é taxa de remoção da carga orgânica do efluente, expressa em unidade de porcentagem (%).
 

  

 8.1. Para a aplicação do disposto no “caput” deste item, as amostragens representativas para avaliação das cargas orgânicas em sistemas de tratamento de esgotos urbanos e de efluentes líquidos industriais deverão ser realizadas obedecendo à Nota Técnica anexa à Resolução SERHS/SMA nº 01, de 22/12/2006.
 

  

 9. Os recursos arrecadados com a cobrança prevista neste decreto serão aplicados nas ações prioritárias estabelecidas no Plano de Bacias Hidrográficas do Litoral Norte, de acordo com seu Programa de Investimentos, e obedecerá aos seus critérios de revisão.
 

  

 9.1. O programa quadrienal de investimentos dos valores oriundos da cobrança, após aprovado pelo CBH-LN, deverá ser encaminhado para referendo do Conselho Estadual de Recursos Hídricos - CRH.
 

  

 10. Ficam impedidos de acessar aos recursos financeiros advindos da cobrança pelo uso dos recursos hídricos de domínio do Estado de São Paulo, na bacia do Litoral Norte, os usuários inadimplentes com o pagamento.
 

  

 11. Ficam isentos de cobrança na UGRHI-03 os usos de água de derivações ou captações superficiais e extrações subterrâneas, isoladas ou em conjunto, em vazão igual ou inferior à 5 (cinco) metros cúbicos por dia.
 

  

 12. De acordo com o disposto no artigo 7º da
 
 Lei nº 12.183, de 29 de dezembro de 2005
 
 , o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) será a entidade responsável pela cobrança pelos usos urbanos e industriais dos recursos hídricos na UGRHI 03 (Litoral Norte), até a instalação de Agência de Bacias apta a assumir essa função.
 

  

 13. Os termos constantes deste decreto deverão ser revistos pelo CBH-LN após dois anos contados a partir da emissão dos boletos da cobrança na UGRHI-03 (Litoral Norte).

**Fonte:** https://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/decreto/2019/decreto-64292-18.06.2019.html