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|---|---|---|
H2-dftre765 |
Fatores Demográficos e Econômicos Subjacentes
A revolta histórica produz normalmente uma nova forma de pensamento quanto à forma de organização da sociedade. Assim foi com a
Reforma Protestante
. No seguimento do colapso de instituições monásticas e do escolasticismo
nos finais da Idade Média
na
Europa
, acentuado pela "
Cativeiro Babilónica da igreja
"
no papado de Avignon
, o
Grande Cisma
e o fracasso da conciliação, assistimos
no século XVI
ao fermentar de um enorme debate sobre a reforma da religião e dos posteriores valores religiosos fundamentais. Este debate passou completamente ao lado de
Portugal
, demasiado distante do foco onde surgiram estes pensamentos. A imprensa, inventada na
Alemanha
por
John Gutenberg
, foi importante na divulgação destas ideias. As 95 Teses de Martinho Lutero |
95 Teses
de
Martinho Lutero
foram imediatamente impressas e divulgadas por todas as regiões de língua alemã, o que contribuiu para a crescente popularidade de
Martinho Lutero
. Não menos relevante foi a influência da pressão social exercida pela
Contra-Reforma
, na qual os
Jesuítas
tiveram um papel de liderança. A
Inquisição
e a censura exercida pela
Igreja Católica
foram igualmente determinantes para evitar que as ideias reformadoras encontrassem divulgação em
Portugal
,
Espanha
ou
Itália
, países católicos. Historiadores assumem geralmente que a incapacidade de reformar (grande número de interesses legítimos, falta de coordenação na coligação dos reformadores) poderia levar a uma grande revolta ou revolução, uma vez que o sistema deverá ser gradualmente ajustado ou então desintegrar-se. O fracasso da conciliação levou à
Reforma Protestante
do ocidente europeu. Estes movimentos reformistas frustrados variam desde o nominalismo, a moderna devoção, ao humanismo, e ocorrem em conjunção com o crescente desagrado perante a riqueza e o poder da elite clerical, sensibilizando a população para a corrupção moral e financeira da
Igreja
.
A Reforma Religiosa e Política
na
Inglaterra
Henrique VIII
O curso da
Reforma
foi diferente na
Inglaterra
. Tinha havido desde há muito uma forte corrente anti-clerical, tendo a
Inglaterra
já tido o movimento
Lollard
, que inspirou os
Hussitas
na
Boémia
. Mas
em cerca de 1520
, no entanto, os
Lollards
não eram já uma força activa, ou pelo menos um movimento de massas.
O carácter diferente da
Reforma Inglesa
deve-se ao facto de ter sido promovida inicialmente pelas necessidades políticas de
Henrique VIII
. Sendo este casado com
Catarina de Aragão | Catarina de Aragão
e estando apaixonado por
Ana Bolena
,
Henrique
solicita ao
Papa Clemente VII
a anulação do casamento. Perante a recusa do
Papado
,
Henrique
faz-se proclamar,
em 1531
, protector da
Igreja
inglesa
. O "
Ato de Supremacia
", votado no
Parlamento
em Novembro de 1534
, colocou
Henrique
e os seus sucessores na liderança da
Igreja
: os súbditos deveriam submeter-se ou então seriam excomungados e perseguidos. Apesar de uma certa deriva em direcção ao luteranismo,
Henrique
reafirma a ortodoxia católica através da "
Confissão dos Seis Artigos
" (
1539
).
Entre 1540 e 1553
, sob
Thomas Cromwell
, a política conhecida como a dissolução dos mosteiros foi posta em prática. A veneração de santos, locais de peregrinação foram atacados. Enormes extensões de terras e propriedades da
Igreja
passaram para as mãos da coroa e posteriormente da nobreza e das classes altas. Os direitos adquiridos foram uma força poderosa de apoio às dissoluções.
Houve muitos opositores da
Reforma de Henrique | Reforma de Henrique
, tais como
Thomas More
e o
Bispo John Fischer
, que foram executados pela sua oposição. Mas também existiu um partido crescente de
Protestantes
genuínos que estavam inspirados pelas doutrinas então correntes no continente. Quando
Henrique
foi sucedido pelo seu filho
Eduardo VI
em 1547
, os protestantes viram-se em ascendente no governo. Uma reforma mais radical foi imposta, com a destruição de imagens e o fecho de capelas, para além de ter sido revogada a "
Confissão dos Seis Artigos
".
Em 1552
, é redigido o novo "
Livro de Orações
" e promulgada a "
Confissão de Fé em Quarenta e Dois Artigos
", que aproximava doutrinalmente a
Igreja de Inglaterra | Igreja de Inglaterra
do calvinismo.
Seguiu-se uma breve reacção católica
durante o reinado de Maria I
(
1553-1558
). De início moderada na sua política religiosa,
Maria
procura a reconciliação com
Roma
, consagrada
em 1554
, quando o
Parlamento
vota o regresso à obediência papal. Porém, as perseguições violentas que move aos não católicos e o seu casamento com
Filipe II de Espanha | Filipe II de Espanha | Filipe II de Espanha
, provocam um forte descontentamento na população.
Um consenso começou a surgir durante o reinado de Isabel I
.
Em 1559
,
Isabel
retorna à religião do pai, com o restabelecimento do "
Ato de Supremacia
" e do "
Livro de Orações
" de
Eduardo VI
. Através da "
Confissão dos Trinta e Nove Artigos
" (
1563
),
Isabel
alcança um compromisso entre o protestantismo e o catolicismo: embora o dogma se aproxime do calvinismo, só admitindo como sacramento o baptismo e a eucaristia, é mantida a hierarquia episcopal e o fausto das cerimónias religiosas.
O sucesso da
Contra-Reforma
no continente e o crescimento de um partido puritano dedicado a estender a
Reforma Protestante
polarizou a
era Elizabetana
, apesar da
Inglaterra
não ter tido
até 1640
lutas religiosas comparáveis às dos seus vizinhos.
Na verdade a
Reforma
na
Inglaterra
procurou preservar o máximo da
Tradição Católica
(episcopado, liturgia e sacramentos). A
Igreja da Inglaterra | Igreja da Inglaterra
sempre se viu como a "eclesia anglicanae", ou seja, "A
Igreja
cristã na
Inglaterra
" e não derivação da
Igreja de Roma | Igreja de Roma
ou do movimento reformista
do século XVI
.
Como consequência disso sempre existiu dois grandes "partidos" ou "facções": a
Igreja Alta
(
High Church
) e
Igreja Baixa
(
Low Church
), que refletem a controvérsia histórica sobre as formas de culto e de expressão.
A
Reforma Anglicana
buscou ser a "via média" entre os extremos romanos e puritanos. Assim aceitam os dois sacramentos do
Evangelho
: o
Santo Batismo
, através do qual a pessoa é feita membro da
Igreja de Cristo
, sendo que tal graça é complementada na
Confirmação
, e na
Santa Comunhão
, que une o cristão ao sacrifício de
Cristo Jesus
que os alimenta com seu corpo e sangue.
Para os anglicanos estes dois sacramentos foram instituídos pelo próprio
Senhor Jesus Cristo
. Os demais ritos sacramentais da
Igreja
também são aceitos, apesar de não terem sido instituídos por
Cristo
, mas são reconhecidos por serem, em parte, estados de vida aprovados nas
Escrituras
: a
Confirmação
,
Penitência
,
Ordens
,
Matrimônio
e a
Unção dos enfermos
.
Embora tenham se afastado de muitas das prática devocionais medievais com relação aos santos e a
Virgem Maria
mantiveram um calendário específico para sua comemoração na
Igreja
, em especial as antigas festas marianas diretamente associadas aos méritos de seu
Filho Jesus Cristo
(
Anunciação
,
Natividade
etc).
| [
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H2-dhy6432 |
Lápis-lazúli , conhecido também como lápis, é uma rocha metamórfica de cor azul utilizada como gema ou como rocha ornamental utilizada
desde antes de 7000 a.C.
em
Mehrgarh
na
Índia
, situado nos dias de hoje no
Paquistão
. A sua azul-escura e opaca, fez com que esta gema fosse altamente apreciada pelos faraós egípcios, como pode ser visto por seu uso proeminente em muitos dos tesouros recuperados dos túmulos faraônicos. É ainda extremamente popular hoje. Trata-se de uma rocha e não de um mineral porque é composto de vários minerais. A primeira parte do nome, lápis, em latim significa pedra. A segunda parte, lazúli, é a forma genitiva no latim, lazulum, que veio do árabe (al)- lazward, que veio do persa lazhward, que veio do sânscrito
Raja Warta
significando anel, vida do rei. Lazúli era originalmente um nome, mas logo veio a significar azul por causa de sua associação com a pedra. A palavra em inglês azure, do azul espanhol e português, e o azzurro italiano são cognatos.
História
No
antigo
Egito
o lápis-lazúli era a pedra favorita para amuletos e ornamentos; foi usado também pelos assírios e pelos babilônicos nos selos cilíndricos (locais onde se gravavam pinturas contando a historia do povo). As escavações egípcias que datam
de 3000 a.C.
continham milhares de artigos como jóia, muitos feitos de lápis. Os lápis pulverizados foram usados por senhoras egípcias como uma sombra cosmética para o olho.
Como inscrito no capítulo 140 do
Livro dos Mortos
egípcio, o lápis lazúli, na forma de um olho ajustado no ouro, foi considerado um amuleto de grande poder.
No último dia do mês
, oferecia-se este olho simbólico, porque se acreditava que, nesse dia, um ser supremo colocou tal imagem em sua cabeça. Os antigos túmulos reais sumérios de
Ur
, situados perto do rio
Eufrates
no baixo
Iraque
, continham
mais de 6000
estatuetas belamente executadas, de lápis-lazúli, de pássaros, cervos, e roedores bem como pratos, grânulos, e selos de cilindro. Estes artefatos vieram indubitavelmente do material minado em
Badakhshan
no norte do
Afeganistão
.
Curiosidades
É a pedra oficial do anel de formatura dos psicologos, assim considerada
a partir de 31 de março de 2006
, pela resolução Nº 002/2006, do
Conselho Federal de Psicologia
brasileiro.
| [
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... |
H2-Ren_2001_6414 |
Uma alteração num único gene é capaz de transformar um vírus inofensivo no agente causador de uma gripe mortal. A descoberta, segundo pesquisadores da
Universidade de Wisconsin-Madison | Universidade de Wisconsin - Madison
(
EUA
), poderá levar à compreensão de como as epidemias da doença surgem e qual a melhor forma de combatê-las.
A equipe liderada por
Yoshihiro Kawaoka
analisou amostras do
H5N1
, o vírus influenza que,
em 1997
, matou
6
das
18
pessoas infectadas, em
Hong Kong
.
Essas amostras foram inoculadas em camundongos e, de acordo com os sintomas apresentados pelos animais, foram divididas em dois grupos.
O primeiro grupo causava uma forma de infecção letal, matando os camundongos, e o segundo provocava apenas problemas respiratórios como sintomas.
Para descobrir a razão dessa diferença,
Kawaoka
usou uma estratégia de "engenheirar" os vírus, trocando genes entre as linhagens virais. Desse modo, conseguiu identificar qual deles era o responsável pela maior capacidade de infecção do influenza.
"Uma mudança de apenas uma base [letra] no gene
PB2
[que resultou na modificação de um aminoácido na proteína por ele codificada] parece ser a causa da virulência do influenza", explica.
Os cientistas ainda não sabem exatamente qual o papel do
PB2
, mas ele parece codificar uma enzima responsável pela indução de um número maior de partículas virais nas células infectadas.
O estudo do grupo de
Kawaoka
está na edição de hoje da revista científica "
Science
".
| [
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H2-Ren_2003_6465 |
Os fragmentos do satélite italiano
Bepposax
mergulharam
na noite de ontem
no oceano
Pacífico
, deixando aliviados os
mais de 30
países _inclusive o
Brasil
_ que estavam sob risco de serem atingidos pelos destroços.
Segundo informou a
ASI
(agência espacial italiana) no fim da noite de ontem por telefone, o impacto dos destroços teria ocorrido
às 18h06
(horário de
Brasília
), numa área remota do oceano. Os italianos não devem conduzir operação para resgatar os detritos.
Estimativas da agência davam conta de que
mais de 40
pedaços, com
até 120 kg
, poderiam resistir ao atrito com o ar e chegar ao solo. A chance de que um dos pedaços atingisse uma pessoa era mínima, mas autoridades de diversos países, inclusive a
Agência Espacial Brasileira
, estavam prontas para qualquer contingência.
O satélite, com massa total de
aproximadamente 1,4 tonelada
, foi construído pelos italianos, em colaboração com a
Holanda
, para o estudo dos raios X vindos do espaço cósmico. O equipamento foi lançado ao espaço
em 1996
, numa órbita baixa (
cerca de 600 km
de altitude) com uma pequena inclinação, ou seja, quase exatamente sobre a
linha do Equador
.
A missão científica da nave foi concluída
em 30 de abril de 2002
. Depois disso, o satélite deixou de ter sua órbita corrigida. O atrito com as camadas mais altas da atmosfera gradativamente diminuiu a altitude, o que culminou com a reentrada,
ontem
. Como a volta à
Terra
não foi realizada de forma controlada (como aconteceu com as
135 toneladas
da estação espacial
Mir
,
em 2001
), era impossível prever exatamente onde os destroços iriam cair.
(SN)
| [
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"... |
H2-EFin |
P: Então tu passaste uma infância muito sozinha?
Bem, na província, às vezes brincava com outros meninos filhos do ... ou doutras pessoas do tribunal, ou da rua, até. Brincava... Ali, em
Alenquer
. Porque depois viemos, voltámos para
Lisboa
, o meu pai esteve então, se não me engano, como ... chefe de gabinete do
Ministro da Justiça
, por isso, voltámos, que era o
dr. Catanho de Meneses
. Voltámos para
Lisboa
e foi quando saímos de
Santa Quitéria
para a
Rua Sampaio Pina
. E na
Rua Sampaio Pina
, que era ao lado do
Rádio Clube Português
, a casa que ainda existe hoje e faz esquina para a rua Castilho
, no primeiro andar, então alugámos essa casa, e aí então é que eu comecei foi a aprender o alemão com uma preceptora alemã, que era... que vinha três vezes por semana, dar-me lição de alemão. Não estava lá em casa, havia preceptoras internas, que estavam dentro, que eram internas, estavam lá, nas casas dos respectivos alunos, mas aquela senhora, a
Kaethe Goethe
, não. Vinha
três vezes por semana
dar-me a lição de alemão.
D: E tu gostavas?
Gostava! Tinha uns livros assim muito engraçados, que ainda
hoje
conheces, que conservo.
D: E ela era professora? Ela era professora mesmo, ou?
Era professora, quero dizer ela veio para
Portugal
dar aulas. Não sei se veio interna para uma casa e depois deixou, estava...
D: Mas enfim, não é uma senhora alemã que dava umas aulinhas para ... para
Não, ela era uma senhora que tinha vindo da
Alemanha
só para ser professora, e tinha... tinha-se instalado numa casa que era o lar das... das professoras de alemão, que havia
nessa altura
, na
Avenida
, perto da
Praça da Alegria
. Lembro-me de ela lá me ter levado e tenho aí até fotografias de um cão, desse dito lar, a querer abraçar-me, coisa que eu não gostei nada, como continuo a não gostar de abraços de cão.
D: Mas já tinhas o
Sirius
...
Não, o
Sirius
veio
muitíssimo mais tarde
. Não, na
Sampaio Pina
não tinha o
Sirius
, não tinha cão nenhum.
D: Então tinhas a tua mãe, como professora de tudo o resto e a senhora
Pois, o resto, tinha grandes amigas sempre. Constante, até era, mais até que as minhas primas... tinha as minhas primas, e tinha a
Joaninha Sampaio e Melo
, que era filha da maior amiga da minha mãe, da
Lourinhã
.
| [
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... |
H2-Ert75 |
Ali, só me lembro de ser eu. Mas talvez houvesse outros, da família
Xara Brasil
, que eram as pessoas ali principais, e eram realmente ... não me lembro. Agora outros meninos em
Lisboa
, ou iam para as piscinas, de
Algés
e
Dafundo | Algés e Dafundo
, e outras coisas assim.
D: Mas conta lá ... como é que aprendeste a nadar, que é engraçado
Aprendi a nadar, como digo, com esse velho lobo do mar que se tinha tornado banheiro da praia de
S. Bernardino
; tinha um chapéu mole assim amachucado, um fato de macaco, e uma cabaça à cintura e ele puxav... agarrava-me assim no queixo, com a mão, e depois dizia-me os movimentos que eu devia fazer, nadar é claro, os bálticos, não é? E foi assim que eu aprendi.
D: ele atirava-te para a água com a cabaça?
Como? Não, a cabaça ele andava ali sempre com ela, como banheiro... era bóia, a cabaça servia de bóia
D: então ele atirava-te à água...
Não, ali à borda de água! à borda, primeiro começava-se à borda de água... mas com altura suficiente para eu já poder nadar. E ele pegava-me assim pelo queixo para me ajudar, e nadava de bruços, claro! nadava de bruços
D: Mas depois... depois... tornaste-te uma grande nadadora
Depois...na dita praia de
S. Bernardino
, e depois na
Praia das Maçãs
, tornei-me uma grande nadadora é uma maneira um bocadinho... como hei-de dizer? pouco rigorosa de dizer. Eu era uma nadadora de muita resistência. De fundo, digamos. Mas sempre com aquele estilo, que passou de bruços para agulha, e que realmente me fazia avançar muito, mas eu não sabia outro estilo, nunca nadei de braçada, crawl...
D: Até longe!
S. Bernardino
não ia longe, mas... na
Praia das Maçãs
ia. Até tão longe que a minha mãe da praia não me via! Só que havia um barco, uma chata... um bocado... entre o sítio onde eu estava e a praia que era para nos mostrar, a mim e ao
Caldeira Pires
, que era... que éramos os únicos que tínhamos essa autorização para ir assim longe numa determinada direcção ... em
S. Bernardino
, a única avaria foi na
Berlenga
, também. Parece que estava fadada para as tais aventuras da
Berlenga
! Porque aí, na
Berlenga
, formos numa excursão organizada pelo ...
Xara Brasil
e por um senhor que era
governador de Peniche | governador de Peniche
ou qualquer coisa assim... ou
presidente da Câmara | presidente da Câmara
, para homenagear uma figura nobre que era um arquiduque austríaco... e fizeram
D: Estava lá?
Estava, estava em
Portugal
, e foi lá parece, casar com uma senhora que era a
rainha da Boémia | rainha da Boémia
e que ... tinha um filho. Mas isto foi muito mais tarde, foi aos
quinze anos
... ou
dezasseis
, porqu nós fomos. Não íamos nunca seguidamente para um sítio, não é? ìamos um aano para uma praia, outro ano para outra...
D: Ah, nunca iam para o mesmo sítio...
Não. Foi por isso que o meu pai nunca aceitou fazer uma praia na
Areia Branca
!Porque ele tinha tido a possibilidade de comprar terreno baratíssimo e fazer a segunda casa da
Areia Branca
! Ele não queria um sítio fixo que o obrigasse a...
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H2-bbb |
HEIDEGGER
e o 4-4-2: Foi,
ontem
, apresentado o livro «
Liderança - As Lições de José Mourinho
» de
Luís Lourenço
, baseado na sua tese de mestrado. Segundo o autor,
José Mourinho
"é diferente por partir de um novo paradigma de pensamento, preconizado por
Heidegger
ou
Morin
, por exemplo, e o operacionalizar. Trata-se de um novo olhar para o
Todo
, que põe de parte a divisão e análise das partes e o pensamento cartesiano
de há quatro séculos
". Cada vez que leio isto (e faço-o
várias vezes ao dia
, na esperança de o vir a compreender), gosto de imaginar a seguinte conversa entre dois adeptos, à saída de
Stanford Bridge
:
- Eh pá, o
Chelsea
não merecia ter empatado este jogo.
- Pois não. Mas a primeira parte foi tão má que parecia que o
Mourinho
não tinha lido «
O Ser e o Tempo
».
- Quantas vezes é que o
Heidegger
avisou que o 4-4-2 só resulta se o trinco compensar a subida dos laterais?
- Exacto. Meu amigo, se é para ver a nossa equipa voltar ao pensamento cartesiano, não contes mais comigo para vir ao estádio.
- Calma. Também tens que perceber que estava nevoeiro. Se calhar, por isso é que, durante a primeira parte, o
Mourinho
não conseguiu ver o
Todo
.
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H2-gt654 |
FAZER A FESTA, LANÇAR OS FOGUETES E APANHAR AS CANAS: Ao que parece,
Paulo Pinto Mascarenhas
tem a convicção firme de que certa personagem que interpretei está a falar com ele. A generalidade dos malucos ouve a voz de
Jesus Cristo
;
PPM
ouve a minha. Enfim, cada um tem a
Alexandra Solnado
que merece e, mesmo sendo ateu, parece-me mais do que justo que eu tenha pior sorte que o
Messias
.
Talvez seja bom explicar o que se passa. O povo português tem tido, até agora, a decência de não delegar em
PPM
qualquer espécie de poder. Mas a verdade é que o povo português não tem sido tão sensato no que respeita a outras pessoas. Eu sei que esta notícia vai cair como uma bomba no
31 da Armada
, mas há gente um pouco mais poderosa do que o
PPM
. É uma coisa muito ligeira, mas tem, de facto, um bocadinho mais de poder. E essa gente, quando se sente atingida, ou quando sente que os amigos foram atingidos (mesmo que seja por uma rábula humorística), pressiona, corta relações com a estação de televisão em que a rábula foi emitida, manda recados com ameaças, faz saber que ficará à espera de uma oportunidade para nos fazer, digamos, coisas bonitas (sempre que posso, uso expressões de
Artur Jorge
). É isso que tem acontecido desde que o
Diz Que É Uma Espécie de Magazine
começou e foi o que aconteceu agora, de forma bastante mais intensa, na sequência do sketch sobre
Marcelo Rebelo de Sousa
.
Em tempos
, o
Herman
disse-me que o pequeno poder (e,
às vezes
, não tão pequeno como isso) sabe encontrar maneiras de pressionar no sentido de fazer censura sem sujar as mãos, de ameaçar sem poder ser denunciado, de intimidar sem aparecer. Na semana passada percebi isso melhor do que gostaria, e dei-lhe razão.
Decidimos fazer uma rábula sobre esta espécie dissimulada de censura.
Ontem
, uma jornalista do
DN
perguntou-me se tínhamos sido pressionados pela
RTP
e pelo
Provedor do Espectador
. Respondi que não, e não menti. Da
RTP
e do
Provedor do Espectador
, não veio qualquer espécie de pressão. Quem sobra? No entender do
PPM
, sobra ele e um post que escreveu no
31 da Armada
. Fizemos uma rábula para um milhão e meio de espectadores por causa de um post do
PPM
no
31 da Armada
. Mandei uma mensagem ao
Herman
a dar-lhe razão por causa de um post do
PPM
no
31 da Armada
. E dei-lhe razão porque, como é óbvio, foi para isso que ele me advertiu. «Põe-te com brincadeiras e vais ver que,
um dia destes
, o
PPM
faz um post sobre ti no
31 da Armada
», foram as palavras exactas dele. «Tinha razão,
Herman
», disse-lhe eu agora.
Há, no meio disto tudo, um pormenor que pode intrigar o leitor. Se eu já interpretei tantas personagens apalermadas e de discurso incoerente, porque é que o
PPM
só se sentiu retratado agora? Boa pergunta, leitor. Vagamente insultuosa, mas boa. Eu respondo: por duas razões. Primeiro, porque quando eu disse que a
RTP
e o
Provedor
não nos tinham pressionado, a jornalista tirou conclusões que não são as minhas. Segundo, porque a crítica do
PPM
segue, digamos, a mesma matriz ideológica que o pequeno poder (e,
às vezes
, não tão pequeno como isso) perfilha. Aliás, a crítica do
PPM
não é nova, nem é só dele. Já tinha sido usada para pedir a nossa imparcialidade em relação a
Salazar
e
Cunhal
. Ou em relação a
Pinto da Costa
e
Luís Filipe Vieira
. Ou em relação à
Floribella
e à
Doce Fugitiva
. Mas dizem-me que é intelectualmente desonesto falar nisto.
Parece que o que é intelectualmente honesto é dizer que um programa humorístico de sátira social e política deve ser imparcial (argumento espantoso). Ou dizer que criticar o
prof. Marcelo
é fazer campanha pelo
Sim
. O próprio
prof. Marcelo
diz que foi criticado por muitos defensores do
Não
o que só pode significar que, pelos vistos, há gente do
Não
a fazer campanha pelo
Sim
.
PPM
, referindo-se ao sketch sobre o
prof. Marcelo
, diz que, «em plena campanha eleitoral» quisemos ´ridicularizar os argumentos de um dos lados em confronto no referendo». Primeiro, o
prof. Marcelo
não representa o
Não
. Ele mesmo, aliás, afirma que há vários
Nãos
. Segundo, a nossa rábula sobre o
prof. Marcelo
foi transmitida
no domingo, dia 28 de Janeiro
. A campanha começou
na terça-feira, dia 30
. Dizer que fizemos o sketch «em plena campanha eleitoral» é, portanto, uma... Bom, parece-me que não há maneira delicada de o dizer: é mentira.
Não posso deixar de fazer referência às últimas palavras de
PPM
, que me parecem interessantes: «
Ricardo Araújo Pereira
pode dizer que não me conhece de lado nenhum, como disse ao
24 Horas
. Pode, mas estará a faltar à verdade se o repetir em relação ao
Rodrigo Moita de Deus
.» Quero agradecer, penhorado, que
PPM
me autorize a dizer o que eu disse. Já é mais do que costuma fazer, e registo a evolução democrática. Agradeço ainda mais que me ponha de sobreaviso em relação à veracidade do que eu não disse mas, por uma razão que neste momento me escapa, poderei vir a dizer.
Uma nota final: estou muito habituado às críticas do
PPM
, que têm, aliás, sempre o mesmo sentido. Normalmente, comento-as aqui mesmo. Na televisão e na imprensa, costumo satirizar gente que a generalidade do público conhece, e que diz coisas ridículas. Enquanto o
PPM
continuar a preencher apenas um destes requisitos, pela minha parte também continuarei a responder-lhe apenas aqui no blog. Por isso, e para evitar confusões futuras, gostava de sublinhar o seguinte: se, um dia, eu interpretar uma personagem megalómana, moralista e que mente para fazer valer os seus argumentos, o mais provável é que eu não esteja a satirizar o
PPM
. Há mais
Marias
na
Terra
.
RAP
| [
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"type": "INDIVI... |
Ntyr-78 |
CCB 15 ANOS
| UM PRESENTE AOS ESPECTADORES
Com um grande concerto realizado ao ar livre, na
Praça do Museu
,
no dia 21 de Março de 1993
, o
CCB
iniciava,
há quinze anos
, a sua actividade como centro de produção e apresentação de espectáculos e exposições o maior de
Portugal
. O
Grande Auditório
viria a ser inaugurado
seis meses depois
,
a 22 de Setembro
, com um recital da soprano catalã
Montserrat Caballé
, enquanto o
Pequeno Auditório
abrira as suas portas
em Junho
com um espectáculo do violoncelista
Anner Bylsma
.
Neste arco temporal de 15 anos | de 15 anos
, o
CCB
apresentou ao público de
Lisboa
artistas tão diversos como
Sviatoslav Richter
e
Cecilia Bartoli
,
Pina Bausch
et
Pippo Delbono
,
Peter Brook
e
Jordi Savall
,
Philip Glass
et
Keith Jarrett
, a
Royal Shakespeare Company
e o
Piccolo Teatro di Milano
,
Robert Lepage
e a companhia
Cheek by Jowl
, a companhia de ópera do
Teatro Mariinski
de
S. Petersburgo
e
The Wooster Group
. Aqui se estrearam os
The Gift
, aqui actuaram
Maria João Pires
e
Bernardo Sassetti
, aqui se apresentaram os
Madredeus
e
GNR
,
Sérgio Godinho
e
Luís Represas
,
Jorge Palma
e
Mariza
. Os visitantes do
CCB
puderam ver nestes anos exposições de
Roy Lichtenstein
e
Frida Kahlo
, de
Robert Rauschenberg
e de
Paula Rêgo
, de
Antoni Tàpies
e de
Helena Almeida
, de
Júlio Pomar
e de
Sabine Hornig
, de
Candida Höfer
e de
Sebastião Salgado
, de
Aleksander Rodchenko
e de
Louise Bourgeois
.
Durante estes anos de viragem do século, o
CCB
acolheu alguns dos maiores espectáculos apresentados em
Lisboa
, tornando-se um dos equipamentos culturais de referência do país e um parceiro crescentemente procurado por insituições culturais internacionais. O balanço desta década e meia de actividade praticamente ininterrupta (o
Centro
só fecha
no Dia de Natal
) mede-se pela frequência diária de centenas de pessoas, que habitam os espaços de estudo e lazer do
CCB
, além dos muitos milhares que ferquentam as suas actividades.
Em 2006
,
150.000
pessoas assistiram a espectáculos,
200.000
visitaram as exposições,
90.000
frequentaram reuniões e congressos,
20.000
crianças participaram em actividades de pedagogia e animação.
É por isso que as comemorações dos 15 anos
de actividade do
CCB
, que decorrerão
ao longo do ano de 2008
, vão ser especialmente orientadas para o público que fez do
CCB
um equipamento indipensável na vida cultural da cidade. Não editaremos álbuns auto-congratulatórios nem promoveremos grandes jantares de celebração; não lançaremos fogo de artifício nem nos envolveremos em extravagâncias de programação que estariam para lá da nossa dimensão e recursos. Investiremos tudo o que está ao nosso alcance para tornar a programação de espectáculos
de 2008
mais acessível aos frequentadores do
CCB
.
Assim, um conjunto de espectáculos programados para o
Grande Auditório
foi escolhido para integrar a série
CCB 15 Anos, em que o leque de preços se situa em média
30%
abaixo dos preços normalmente praticados para espectáculos semelhantes, mantendo-se além disso os descontos habituais. Mais: nos casos em que isso seja tecnicamente possível, os lugares de
Galeria
(em pé, por vezes com visibilidade reduzida) serão postos à venda ao preço único de
5 EUR
(estes naturalmente sem desconto), permitindo que toda a gente tenha acesso aos espectáculos de maior atractividade para o público.
As comemorações terão assim início já
em Dezembro
, com a apresentação da
Oratória de Natal
de
J. S. Bach
|
Oratória de Natal de J. S. Bach
pela
Akademie für Alte Musik
e o
RIAS Kammerchor
de
Berlim
, para a qual o preço dos bilhetes varia entre os
5
(
Galerias
) e os
25 EUR
(
1ª Plateia
);
em Janeiro
, a ópera visual Operação Orfeu, apresentada pela companhia dinamarquesa
Hotel ProForma
, será também um espectáculo
CCB 15 Anos
(bilhetes
entre 15 e 20 EUR
):
CCB 15 Anos
será também o ciclo de piano
Beethoven 2008
(cinco recitais com o preço único de
15 EUR
por concerto). E
em Fevereiro
haverá três espectáculos integrados nas comemorações : o concerto do quinteto de
Enrico Rava
, um dos maiores trompetistas de jazz da actualidade, oferecerá preços
entre os 5 e os 20 EUR
; as duas récitas da coreografia de
William Forsythe
Impressing the Czar, pelo
Ballet Real da Flandres
, terão bilhetes
entre 5 e 30 EUR
; e a
Carta Branca a Jorge Palma,
no último dia do mês
, propõe entradas
entre 5 e 20 EUR
.
Mas a festa vai continuar
ao longo do ano de 2008
. Cada edição do
Programa de Actividades
assinalará com o selo
CCB 15 Anos
os espectáculos integrados nesta oferta especial. E contamos com todos, nesta comemoração de uma data que deve ser pretexto para uma renovação da nossa ligação com o público que connosco habita, todos os dias,
de há 15 anos para cá | de há 15 anos para cá
, o
Centro Cultural de Belém | Centro Cultural de Belém
.
| [
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gtqqq |
NOME: COLETIVOS, SENHA: COLABORAÇÃO
Ricardo Rosas
A recente onda dos coletivos artísticos e ativistas (ou "artivistas") no
Brasil
tem chamado a atenção da mídia mainstream para um fenômeno de proporções bem maiores e razões mais profundas que a vã filosofia dos cadernos culturais poderia imaginar. Pouco compreendida, a dinâmica destas articulações chega assim maquiada com um verniz espetaculoso e superficial que, ao que parece, tenta esconder o pano de fundo crítico e instrumental desses grupos. Muitas vezes passageiros como um casual flashmob, outras vezes organizados e duradouros como uma associação, tais ajuntamentos são na verdade indícios de uma mutação maior que está se dando tanto na esfera tecnológica quanto na social.
Coletivos, em si, nada têm de novo. Já são uma tradição na arte, na literatura, que percorreu
todo o século vinte
, aqui como lá fora. Segundo o historiador de coletivos artísticos
Alan Moore
(1) , seu ponto de partida foi logo após a
Revolução Francesa
, com os estudantes de
Jacques-Louis David
, os barbados, ou "
Barbu
", que formaram uma comunidade criativa que viria a ser chamada de
Boêmia
, espécie de nação imaginária espiritual de artistas -cujo nome provinha de uma nação de verdade e geraria a idealização do estilo de vida "boêmio"-, compondo um contraponto à academia oficial.
Desde então, o fenômeno tem ocasionalmente se repetido ao longo da história da arte, como o
Arts and Crafts
na
Inglaterra
vitoriana, dadaístas, situacionistas,
Fluxus
, numa lista quase infinita de grupos dos mais diversos tipos. No
Brasil
, eles remontam
ao século dezenove
, com o grupo dos românticos em
São Paulo
, os grupelhos de poetas simbolistas, os modernistas
da década de 1920
, o grupo antropofágico, os concretistas
nos anos 1950
, o coletivo
Rex
de artistas
na década seguinte
,
3Nós3
e
Manga Rosa
na década de 1970
,
Tupi Não Dá
, ou os mais recentes
Neo-Tao
e
Mico
, entre inúmeros outros.
O que diferencia a atual voga de movimentações coletivas no
Brasil
são o caráter político de boa parte delas, assim como o uso que muitas fazem da internet, seja via listas de discussão, websites, fotologs e blogs ou simplesmente comunicação e ações planejadas por e-mail.
Na
Europa
e nos
EUA
, a fusão de arte e política já estava presente nos dadaístas e surrealistas, e representou o ponto fundamental dos situacionistas no pós-guerra, e desde então
essa mescla tem se dado em vários grupos que atuam na fronteira ativismo/arte, como o
Arte & Linguagem
,
Art Workers Coalition
,
Black Mask
, neoístas,
Gran Fury
,
Group Material
,
PAD/D
,
Guerrilla Girls
, ou os mais recentes
Luther Blissett Project
,
RTmark
,
Etoy
,
Critical Art Ensemble
, boa parte destes últimos atuando diretamente com alta tecnologia, no que se tem atualmente denominado de mídia tática.
Se essa junção sempre esteve presente lá fora, o atual beco sem saída do neoliberalismo parece haver despertado a consciência de vários grupos no
Brasil
, que passaram a criar fora das instituições estabelecidas com performances, intervenções urbanas, festas, tortadas, filmagens in loco de protestos e manifestações, ocupações, trabalhos com movimentos sociais, culture jamming e ativismo de mídia. À diferença dos coletivos high tech europeus e americanos, os coletivos brasileiros atuam nos interstícios das práticas tradicionais da cultura instituída, em ações até agora de um víes mais low tech.
Mesmo assim, a maioria deles surgem ou agem graças à internet. Alguns, como o
Expressão Sarcástica
,
Vitoriamario
,
Poro
,
TEMP
,
BaseV
, ou
Cocadaboa
, possuem seus próprios sites. Outros, como o
CORO
, um grupo que pretende mapear todos os coletivos em ação no
Brasil
, ou a
Universidade do Fora
, entre outros, funcionam com lista de discussão. Blogs também hospedam grupos com identidade virtual à
Luther Blissett
, como o
Ari Almeida
ou
Timóteo Pinto
, enquanto os fotologs tem servido como meio de divulgação de coletivos como o
Radioatividade
, ou grupos do stencil e do sticker (adesivo) como
Faca
,
Coletivo Rua
,
SHN
, entre dezenas de outros.
Se a tecnologia não é fundamento básico destes grupos para ações tipo hacktivismo, net arte ou similares, é por meio dela, contudo, que se dá a dinâmica de ação e propagação das atividades destes grupos na vida real. Pois uma palavra-chave de todos estes coletivos é a colaboração. Espécie de buzzword atualmente, a colaboração, bem como termos irmãos como livre cooperação, comunidade, interação e rede são senhas para uma transformação que está se dando em escala global.
Foi a colaboração que permitiu o surgimento de movimentos massivos como os protestos "anti-globalização", bem como a organização de festas-protesto como as do
Reclaim the Streets
, ou ainda a publicação aberta da rede
Indymedia
. A divisão de tarefas, o compartilhamento de valores e a liderança coletiva caracterizam em grande parte essas organizações cuja tradução mais exata é a filosofia do open source.
Inicialmente restrita ao círculo de programadores e geeks, a idéia da criação coletiva e distribuída que caracteriza as comunidades
Linux
e software livre tem virado fonte de inspiração para grupos os mais diversos que estão se voltando para este modo de trabalho como um modelo viável e menos restritivo, não-hierárquico.
Tive recentemente a oportunidade de participar de uma conferência sobre o tema na
universidade de
Buffalo
,
NY
. Chamada "
Redes, arte e colaboração
" ("
Networks, art and collaboration
"), e organizada pelo artista e professor de novas mídias
Trebor Scholz
e por
Geert Lovink
, net crítico e teórico de mídia tática, a conferência teve o mérito de reunir diversos ativistas, teóricos e artistas que trabalham colaborativamente, e pautou por abordar diversas facetas da questão, como o conflito com os interesses financeiros das grandes instituições do capitalismo, os conflitos internos dentro da dinâmica coletiva, ou as diversas iniciativas em áreas que vão das artes à educação, da criação em rede à distribuição livre de conhecimento.
O tema é quente o bastante para gerar
semanas
de debates acalorados, mas aqui se limitou
a um final de semana
onde se sucederam mesas abertas, performances e apresentações de projetos. Teóricos e historiadores de arte ativista em coletivos como
Gregory Sholette
,
Alan Moore
e
Brian Holmes
, grupos como
Critical Art Ensemble
e
Guerrilla Girls
, net críticos como
McKenzie Wark
, ou o teórico maior da colaboração online, o alemão
Cristoph Spehr
, estiveram presentes.
Spehr
, autor do cultuado livro
Die Aliens sind unter uns! |Die Aliens sind unter uns!
("
"Os alienígenas estão entre nós!
"), tem servido como o melhor tradutor da mecânica funcional do código aberto (open source) para o campo da política, da organização social, e da economia.
Entre alguns pontos fundamentais,
Spehr
defende a noção de que as relações devem se basear na liberdade e igualdade de uns para com os outros e com a cooperação; que regras devem ser estabelecidas, negociadas (e cumpridas) para que a cooperação funcione; que conflitos que surjam ao longo dessas negociações podem construir o respeito mútuo, a independência na cooperação e nos tornar mais fortes; e que organização, lealdade para com as pessoas, não com as instituições, e auto-confiança, são elementos essenciais.
Em seu livro, num estilo que remixa ensaio e ficção científica, grupos colaborativos independentes e autônomos seriam os grandes monstros que ameaçam o atual estágio do neo-liberalismo corporativo. Espécie de alienígenas no meio da lógica capitalista da competitividade e das redes de "cooperação forçada", os coletivos colaborativos autônomos atuam numa esfera que transcende a mercantilização e podem efetuar uma troca auto-sustentável que, se aplicada em larga escala - o que para muitos é pura utopia - , correria o risco de transformar totalmente a paisagem social, econômica e política do planeta. Comunismo open source? Talvez, pelo menos é o que
Spehr
acredita, com um otimismo desafiante, o mesmo que o faz organizar a conferência anual "
Out of This World
em
Bremen
, onde junta programadores, ativistas, escritores de ficção científica, filósofos e teóricos para debater a aplicação do código aberto à transformação social visando o futuro.
Por outro lado, o capitalismo há muito já aprendeu a trabalhar em rede. O fenômeno dos coletivos de livre cooperação na esfera artístico-ativista encontra seu paralelo nos grupos criativos de trabalho descentralizado e flexível produzindo para o mercado. Como diz o teórico
Brian Holmes
num ensaio sobre a questão (2), esse tipo de organização característica da produção imaterial no atual estágio capitalista do pós-fordismo, seria o da "personalidade flexível", adaptativa e versátil em sua atuação profissional, a qual, obviamente não excluiria sob hipótese alguma a competição ou o controle pela vigilância, ainda que à distância. Para combatê-la, só um ativismo "flexível" que, mesmo por sua característica cooperativa e autônoma, se adaptasse à configuração de um mundo cada vez mais baseado em redes, distribuído em setores terceirizados, "aparentemente" independentes.
Em se tratando da internet, o crescente uso das redes de compartilhamento peer-to-peer, weblogs, software livre, listas de discussão, publicações abertas tipo slashdot, wiki ou
Indymedia
, as bibliotecas online de livre acesso, foruns e todas as outras formas operacionais das comunidades na rede estariam abrindo o caminho para essa transformação pelo trabalho colaborativo que os ativistas e coletivos de hoje usam como tática de resistência e cuja disseminação compartilhada podem ter consequências ainda imprevisíveis.
Como diz
Geert Lovink
em seu último livro,
My First Recession
, a cultura da internet "é um meio global no qual redes sociais são moldadas por uma mistura de regras implícitas, redes informais, conhecimento, convenções e rituais coletivos" (3). Procurar entender o atual fenômeno dos coletivos ignorando essa dinâmica de código e cultura, ou seja, modus operandi, instrumentos, ativismos e lutas democráticas face a uma crescente repressão na guerra global do capital, equivaleria a esquecer por completo a senha na hora de logar. Esqueceu sua senha?
| [
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... |
hjlll |
Associação Académica de Coimbra | Associação Académica de Coimbra
A
Associação Académica de Coimbra | Associação Académica de Coimbra
(
AAC
), fundada
a 3 de Novembro de 1887
, é a mais antiga associação de estudantes de
Portugal
. Representa os
cerca de 20 000
estudantes da
Universidade de Coimbra | Universidade de Coimbra
, que são automaticamente considerados seus sócios quando se encontrem inscritos nesta universidade.
A
AAC
alberga uma série de secções culturais e desportivas. Entre as secções culturais pontificam, o
Centro de Estudos Cinematográficos
(
CEC
) que realiza anualmente o
Festival "
Caminhos do Cinema Português
" |
Festival "Caminhos do Cinema Português"
, a
Rádio Universidade de Coimbra
(
RUC
), a
Secção de Jornalismo
(que edita o jornal universitário "
A Cabra
"), a secção de fado, o
Grupo de folclore e etnografia | Grupo de folclore e etnografia
(
GEFAC
) e os grupos de teatro (
TEUC
e
CITAC
). As secções desportivas abrangem um vasto leque de desportos, tais como o futebol, andebol, basquetebol, rugby, conoagem, natação, voleibol, ténis, artes marciais e xadrez, entre outros. A "
Académica
" é assim o "clube" mais eclético do pais, uma vez que "pratica" o maior número de modalidades.
Também referido como "
Académica
", o clube de futebol profissional mais conhecido de
Coimbra
, de seu verdadeiro nome
Associação Académica de Coimbra - Organismo Autónomo de Futebol
(
AAC-OAF
), é considerado o herdeiro da secção de futebol da
AAC
(que se mantém na pratica amadora), mas é hoje um clube independente, cuja ligação com a
AAC
é cada vez mais ténue.
A
AAC
é dirigida pela
Direcção Geral
(
DG
), composta por estudantes, e eleita anualmente
entre Novembro e Dezembro
em eleições abertas a todos os sócios, tanto estudantes como os sócios seccionistas. À
DG
compete a administração da
AAC
bem como a representação política dos estudantes. Em termos políticos, é ainda de referir a importância das
Assembleias Magnas
, assembleias sobretudo de discussão da política da
Academia
, abertas a todos os sócios, cujas decisões têm de ser obrigatoriamente cumpridas, independentemente da opinião da
DG
. Este poder decisório da
Assembleia Magna
torna-a no palco de discussões acesas, sobretudo entre os estudantes politizados.
No passado recente, tem havido no mínimo
5-6
Assembleias Magnas
por ano
, com participação oscilante, mas um mínimo de
cerca de 200
sócios. Infelizmente, a falta de interesse generalizado por estas questões na nossa sociedade, particularmente nas faixas etárias mais jovens, faz-se reflectir na fraca participação das
Assembleias Magnas
[carece de fontes?]. No entanto, a
AAC
continua a lutar para pautar a política educativa do
Ensino Superior
em
Portugal
[carece de fontes?]. O actual edifício da
AAC
foi inaugurado
em 1961
e alberga praticamente todas as secções da
AAC
, estando integrado num quarteirão que inclui ainda uma sala de espectáculos (Teatro Académico de Gil Vicente) e um complexo de cantinas.
| [
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cver |
Uma nação de pedintes
O
PRESIDENTE Sarkozy
abriu a
Conferência de Dadores
realizada em
Paris
com uma frase grandiloquente sobre a necessidade urgente de criar um
Estado palestiniano
no fim de 2008
. O
Presidente
ou é mentiroso ou finge-se ignorante, ou as duas coisas. Depois do falhanço esperado da cimeira de
Annapolis
, um modo de
Condoleezza Rice
salvar a face e de a
Administração | Administração americana
e a
Europa
continuarem a fingir que estão interessadas em resolver o conflito israelo-palestiniano e de lavarem as mãos de tudo o resto,
Sarkozy
não pode ignorar que o momento para pronunciamentos débeis é o menos adequado.
Tony Blair
, depois de ter minado todo o processo de paz do
Médio Oriente
ao ordenar a invasão do
Iraque
de braço dado com
Bush
, continua a emitir piedades deste género, e diz que está na altura de resolver o problema e que ele pode ser resolvido.
Blair
não sabe o que diz.
A verdade é que não pode ser resolvido, já não pode, e não pode justamente nesta fase, quando os palestinianos têm não um mas dois governos e dois territórios, um ocupado pelos israelitas, a
Cisjordânia
, outro abandonado pelos israelitas e bombardeado pelos israelitas,
Gaza
.
Anos e anos
de destruição compulsiva de interlocutores, alguns moderados, e de opressão, fizeram do povo palestiniano uma nação de pedintes.
Gaza
subvive das esmolas iranianas, sauditas e dos
Emiratos
, e a
Cisjordânia
subvive de doações da
Europa
, da
América
, de
Estados árabes
e das
Nações Unidas
. Nenhuma nação palestiniana pode aspirar a ser um
Estado palestiniano
, e um país viável, sem unidade do território e do povo, e sem soberania sobre esse povo e esse território. No terreno, temos a pior situação de sempre. O
Hamas
a mandar em
Gaza
, e a
OLP
a fingir que manda na
Cisjordânia
.
Sarkozy
, e
Blair
, e os europeus, sendo a
Europa
o maior dador de dinheiro para os palestinianos e já vamos ver porquê, não podem desconhecer que nem
Mahmoud Abbas
é um chefe com apoio popular na
Cisjordânia
nem a
OLP
, dominada pela
Fatah
, tem apoio popular em
Gaza
. Se realizassem eleições na
Cisjordânia
,
Abbas
e um grupo de agentes corruptos disfarçados de "moderados" não as ganhariam, e não as ganhariam nas cidades onde o
Hamas
ganhou.
Abbas
pode fingir mandar em
Ramallah
e na clientela privilegiada de uma organização que não soube constituir-se como fonte legítima do poder palestiniano, não pode fingir que é considerado em
Jenin
e
Hebron
, em
Nablus
e
Tulkarem
, em
Jericó
e
Jerusalém Oriental
.
Abbas
, arrastando-se aos pés dos chefes europeus a mendigar uns milhares de milhões de dólares enquanto insulta o
Hamas
e aceita que os palestinianos de
Gaza
sejam colectivamente punidos pelo embargo israelita e pela recusa americana e europeia de incluir o
Hamas
no processo de paz é visto como uma marioneta do
Ocidente
e um traidor. Os israelitas sabem isto melhor do que ninguém porque são os que melhor conhecem a quimera do road map.
Israel
, sabendo que não pode devolver a
Cisjordânia
, desmantelar os colonatos, prescindir da
Ocupação
sem comprometer a sua segurança, dividir
Jerusalém
ou ceder a pretensões sobre o regresso de milhões de refugiados (que nunca poderão regressar), está interessado em manter as ficções americanas e europeias e administrar a
Ocupação
e a relação de forças, como a sua supremacia militar assegura. O
Hamas
está interessado, simetricamente, em administrar a resistência.
Israel
só seria obrigado a ceder se os
Estados Unidos
deixassem de apoiar e de vender milhares de milhões de dólares de armas aos israelitas, e
Israel
sabe que isso nunca acontecerá, por razões da política interna americana e da força do lobby judeu. Nenhum candidato democrata, nem mesmo o utópico
Obama
, ousariam modificar este estado de coisas.
A posição da
Europa
, dando milhares de milhões que a dispensem de contribuir para uma resolução política, é a mais contraproducente. A
Europa
prefere pagar para não ser incomodada, e prefere transformar, como transformou, os palestinianos numa nação de pedintes. A velha e cínica
Europa
, origem de todo este problema, a assassina
Europa
como lhe chama o escritor israelita
Amos Oz
, sabe que não pode contrariar os
Estados Unidos
e não quer contrariar os israelitas por má consciência. Sabe também que os palestinianos são um povo espoliado, banido, revoltado e oprimido, e que parte da responsabilidade histórica dessa opressão lhe pertence. Como contribui para o problema sem contribuir para a solução, a
Europa
adoptou um discurso de duplicidades e subentendidos, de fraquezas e recuos, de que o
senhor Javier Solanas
é o exemplo acabado. A rematar o discurso, a
Europa
passa cheques. Os palestinianos habituaram-se a explorar esta fraqueza a seu favor e transformaram a sua reivindicação numa vitimização que lhes dá direito, de tanto em tanto tempo, a uma compensação monetária. Muitos milhões acabam, como no tempo de Arafat, em contas secretas e nos bolsos de uma oligarquia. Tanto dinheiro não chega para comprar os palestinianos que não estão à venda. Os palestinianos vêem o
Muro
entrar-lhes pelas vidas dentro, vêem a sua destituição transformada em humilhação, e votam
Hamas
ou
Jihad Islâmica
. Em
Gaza
, as crianças querem ser mártires. E sem
Gaza
, não haverá
Palestina
.
Clara Ferreira Alves
| [
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2ght33 |
A MÚSICA É A MENSAGEM
Por
Hari Kunzru
A relação do tecno com o binômio homem-máquina, no diálogo com
Jeff Mills
, o legendário produtor de tecno de
Detroit
nos leva a impressionantes insights do impacto que a terceira onda tem causado na paisagem contemporânea.
Detroit
, essa "cidade portátil", virtualizada na minimalista batida de um sequenciador automático, profetiza em sua música - que já nos deu a
Motown
,
Stooges
, e
MC5
- o zeitgeist
deste início de milênio
.
Uma Cidade Difícil
Detroit
tem
por longo tempo
sido um lugar de referência na imaginação sônica. Com o fim da escravatura, ela se tornou, como
Chicago
, um das estações ferroviárias do êxodo negro na direção do norte. As ferrovias atuavam como artérias culturais, trasmitindo pessoas e formas culturais do profundo sul de
New Orleans
e o rural
Delta do Mississipi
, pelo centro-oeste e para o iluminado mundo novo urbano dos
Grandes Lagos
. No processo o som acústico do
Blues do Delta
|
Blues do
Delta
foi exposto ao ruído das linhas de produção industrial, e se transmutou no boogie de trem a vapor, de chão de fábrica do
Rythm'n'Blues
elétrico. O
Blues de Basin Street
|
Blues
de
Basin Street
vira a
Pegada da Cidade Motor
(
Motor City Stomp
). Quando do boom
dos anos sessenta
,
Detroit
era sinônimo das esperançosas ficções-soul
de três minutos
da
Motown
, um selo cuja ética produtivista e apelo de mercado massificado foi sempre um irônico espelho da cultura da
Ford
e da
General Motors
que dominava as vidas de seu jovem público negro. O povo da
Motown
deu seus primeiros passos dançando nas ruas, mas, à medida que
os 70
iam passando, eles foram gradualmente reduzidos a viver só para a cidade.
Durante os desolados anos Reagan | Durante os desolados anos Reagan
,
Detroit
parecia uma zona morta, um símbolo do fim da velha ordem industrial. Mas
pelo começo dos noventa
a decadente cidade, tendo absorvido o trauma da crise do petróleo e a recessão mundial, reinventou-se como o imaginário e sombrio coração de uma nova cultura urbana global.
O tecno de
Detroit
é o som da cidade. Não das pessoas da cidade, mas da própria cidade. Os humanos, se eles ainda estão vivos mesmo, foram totalmente cooptados pela máquina urbana, absorvidos em seus processos, seus corpos disciplinados pelos ritmos implacáveis dela. Não é exagero dizer que este estilo, com seus frios tons sintéticos e batidas rápidas e rígidas de quatro-por-quatro teve provavelmente mais influencia no tipo de música que soa pelo mundo do que qualquer outro gênero desde o
Blues
.
Transmissões do Futuro:
A síntese de
Detroit
de grooves de trance funk e futurismo disco europeu foi realizada por um surpreendentemente pequeno círculo de produtores, que começaram seus experimentos
em meados dos 80
. As estórias de
Cybotron
,
Model 500
e a transição da disco para o eletro-funk para o tecno foram muito bem contadas em outras paragens por escritores como
Matthew Collin
(
Altered State
) e
Kodwo Eshun
(
More Brilliant Than The Sun: Adventures In Sonic Fiction
). Um dos pioneiros foi
Jeff Mills
, que, como produtor e DJ, tem semeado o som de
Durban
a
Tóquio
, e a ele não se deveria atribuir pouca responsabilidade pelo fato de que seres urbanos de todo o mundo agora vivam numa paisagem midiática onde enxutas batidas eletrônicas servem como trilha sonora para tudo, desde idas ao shopping e suas experiências com drogas, a noites em casa em frente da tv.
Mills
é um homem calmo, um tipo parecido com um pássaro, com uma cara ossuda e longos dedos. Quando está na cabine ele usa três picapes, raramente tocando um vinil
por mais de um minuto
, e
frequentemente
abrindo todos os três canais ao mesmo tempo; filtrando o som, logo uma picape toca a linha de baixo, o segundo a linha do meio e o terceiro a linha principal. Seu envolvimento com as máquinas é tão intenso, tão concentrado que, como ele se lança do mixer para a picape,
Mills o DJ
parece evidentemente um componente de uma assemblage homem-máquina, um sistema que inclui público,
PA
, o aparato completo da produção de vinis, e o
Stylus
de cartucho, cuja sensibilidade ele aprimorou de forma que o cartucho produza um triplo zumbido raivoso e metálico. Não é surpreendente que quando
Mills
descreve a experiencia de fazer música num estúdio, ele está preocupado com a frustração que sente quando "a mensagem" (para
Mills
música é sempre "a mensagem", ou "comunicação") é perdida ou degradada na transmissão da mente para o
DAT
.
"O produtor tem de transferir o que ele está pensando para suas mãos e então para a máquina," ele explica. "Quanto melhor o produtor, mais clara será a imagem. É uma tradução de minhas mãos para a máquina. E é aí normalmente onde ela [a máquina], se perde." De certa forma este é um sentimento padrão, um anseio expresso por todo artista desde que os românticos começaram a lamentar a lacuna entre a inspiração e o artefato. Mas o anseio de
Mills
por uma simbiose mais próxima com seus instrumentos deriva para um desejo pela cyborguização, pela integração física. "O que eu tenho esperança", ele diz, "é de que alguém crie um sequenciador que traduza o que você está pensando para um teclado ou gerador de som. Muitas idéias ficam perdidas porque não podemos fazer com que nossas máquinas realizem exatamente o que nós pensamos."
Para uma cultura musical dominante que está acostumada a tratar álbuns como "obras", objetos invioláveis que contém algum tipo de essência artística, a concepção de
Mills
sobre música pode parecer estranha. "Depois que faz o álbum", ele diz, "você põe a idéia nas mãos do DJ e é ele quem decide remodelar essa mensagem no momento mais oportuno ou da melhor forma." Ele parece pensar a obra musical como processo, como fluxo de informação, abrindo um canal entre produtor e público dançante.
A linguagem de mensagens, comunicações e comunicados oficiais e oficiosos de
Mills
é parte da teologia que guia o tecno de
Detroit
: a estória do circuito informacional que corre do futuro para o presente, do
Claro Amanhã
dos cruzadores pesados drexciyanos, de
OVNIs
('você provavelmente verá um voando...') e dos anéis de
Saturno
, diretamente de volta para as rôtas rotas
de hoje
. É um circuito que canaliza energia através do corpo do produtor para seu estúdio, energia que posteriormente sai pelo
PA
e se distribui sobre a pista de dança.
Detroit
mesma é uma picape satélite, coletando e amplificando o futuro-potencial, transmitindo-o perpassando carros enferrujados nas ruas da cidade...
Mills
: "Para mim, [minha música é] sobre fazer as pesoas sentirem que elas estão num tempo à frente deste tempo presente. Como se você estivesse ouvindo alguém falar numa língua que você não entende, ou se encontrasse numa vizinhança desconhecida. Isso quer dizer tirar você da sua base, deixando o ouvinte desarmado."
Ao contrário de alguns outros produtores, o futuro criado por
Mills
não é um sonho em ficção científica de puro cromo. É um "verfremdungseffekt", a desorientação do potencial puro. O ataque das batidas de
Detroit
é apenas um assalto pra tirar as defesas, forçando os ouvintes a se abrirem para a mensagem.
| [
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2ght33-2 |
Da
Bauhaus
para ... a
House
:
"Eu estou tentando mostrar minha idéia de como será a vida
no século vinte e um
. A tecnologia vai moldar a maneira como pensamos. Por exemplo, à medida que as coisas ficam mais caras, o espaço se torna uma coisa rarefeita. Posso ver isso já acontecendo em
Londres
. Logo, a tecnologia vai criar espaços de outras formas. Espaços virtuais. Espaços sonoros."
O tecno de
Detroit
é arquitetura. É por isso que não há progressão narrativa, mudanças de acordes, desdobramentos temáticos, nem contraponto. Espaços sonoros, não som viajando através do tempo. "Tão poucas pessoas entendem isso", diz
Mills
, falando em minimalismo, "Como só deixar a coisa tocar..."
Os carros e edifícios se desmaterializaram em resposta à tração do futuro. "Nós estamos quase fora da fase do territorial", diz
Mills
.
Detroit
, a primeira cidade portátil. Seus habitantes a virtualizaram
muito tempo atrás
. "Isto é o que muitas pessoas costumavam fazer em
Detroit
. Nós poderíamos criar uma canção só para a ambiência, só para o local onde você mora, e deixá-la rolar
por todo o dia
. Esta não é a música que você vai eventualmente colocar num
DAT
e vender. É música habitável."
Evolução da Máquina:
É perceptível, quando se escuta
Mills
, que apesar dele pensar sua música em termos concretos (cordas "se liquefazem no corpo" como "ao ligar um aquecedor"), o som frequentemente parece ser só sinal para ele, só um veículo para a mensagem. Então tem essa mensagem um conteúdo? O inovador selo de
Detroit
Underground Resistance
(
UR
), que
Mills
fundou com
Mike Banks
, costumava emplastrar suas capas com linguagem tipo-manifesto, preparando seu público para alguma indefinida revolução sônica. Logo eu quis saber se "a mensagem" é política.
"Oh, não", diz
Mills
. "É abstrata. É o que você está tentando dizer." Bem, isso me esclareceu.
Mills
é totalmente inacessível sobre conteúdo ou inspiração para os sons de seus álbuns. Não parece haver uma clara agenda estética ou social. Mas ele tem alguns princípios organizativos pouco usuais. "Eu penso num conceito e provavelmente o ponho em algum tipo de escala de cor," ele me conta em certo momento. "Preciso de uma sensação muito clara com algum tanto de drama, então talvez eu pegue verde. Em minha mente tenho esta idéia de como soa o verde. Verde é as frequências que são mais baixas, não subsônicas, mas de médio alcance." Então ele confusamente glosa isso dizendo "é como se você pegasse um teclado e começasse do branco e fosse por todo o caminho até o negro."
A maior parte das vezes
Mills
fala de si mesmo como o originador da mensagem, usando o usual e romântico vocabulário do artista, do criador. Mas ele é um criador com uma relação peculiar com seus instrumentos. "Geralmente eu dou início numa sequência e então deixo ela tocar. Eu saio e deixo-a tocando
por cerca de vinte e quatro horas
. As máquinas flutuam.
Com o passar do tempo
a sequência muda ligeiramente. As máquinas moldam a si mesmas, dando seu próprio caráter a uma faixa. Nós fizemos muito disso com o
UR
.
Algumas vezes
nós deixamos o som rolar
por vários dias
. Ele evoluia para um estado muito fixo.
"O tecno, obviamente, é música da e sobre a tecnologia." Os produtores estão familiarizados com seu kit de estúdio e o imaginário de cabine de vôos, painéis de controle e instrumentação ("e agora...Eu aperto esse switch"), que tem desde sempre temperado samplers e títulos de canções, sinalizando sua afinidade com tecnicistas de outros tipos.
Detroit
, como o lugar imaginário onde uma velha geração de máquinas industriais está dando lugar a máquinas de informação, fluxos se acelerando e desmaterializando, é onde relações humanas com a tecnologia estão sendo reconfiguradas.
Jeff Mills
sai para o cinema e deixa as máquinas evoluirem sua sequência no estúdio, e ao fazê-lo assim faz o comentário talvez mais eloquente que nós temos de uma mudança cultural em todos os tipos de produção, artística e de outro tipo. É uma tensão que tem sido
há muito tempo
sentida na música pop, bem expressa no slogan mal intensionado de camiseta de garotada indie
de alguns anos atrás
: 'os escrotos sem cara do tecno.' (Por todo lugar outras camisetas respondiam "foda-se o
Britpop
").
Nestes dias
o ídolo de rock,
Liam Oásis da Vida
, em cada polegada o artista tradicional, solitário e romanticamente sofrendo no palco, está em combate mortal com alguma coisa distribuída, cambiante (
Mills
é
x102
,
UR
,
Axis
...) e não de todo humana.
Algumas vezes
Mills
se auto denomina '
Criador
de propósitos' e o ouvinte encontra a seguinte afirmação (não-assinada) numa capa: "só a consciência de um propósito que é maior que qualquer homem pode semear e fortificar as almas dos homens." É muito fácil identificar o criador de propósitos como o artista e o poder como
Deus
. Em
Detroit
o poder que é maior que o homem, que está semeando e fertilizando sua alma, é inorgânico, sem nome, baseado em silício.
Medo
"
Algumas vezes
quando eu penso em um ritmo", diz
Mills
, "eu penso numa máquina que está - caminhando em algum lugar, algum tipo de movimento, e eu tento vividamente criar esse tipo de progressão melódica." Tanques robôs, linhas de montagem, colonizando a imaginação, articuladas como vias permanentes de batidas pesadas bombando os corpos do público dançante. Quem origina esse ritmo? Nós ou eles? Reconstitua o processo de volta. Quem veio primeiro? Artista ou máquina? A idéia da máquina na mente do artista? O que pôs a idéia ali? Eterno retorno...
O tecno de
Detroit
é também música assustadora, assustadora precisamente por que sua implacável repetição nos lembra de nossa imersão em sistemas mecanizados, computadorizados.
Detroit
fetichiza esta relação: tome drogas, conecte seu corpo ao ritmo das máquinas - não é nada diferente do que você faz no escritório
todo dia
. Talvez você se sinta como um rato de laboratório pressionando uma alavanca por doses de endorfinas. Ao menos
às três da manhã
num galpão (warehouse, pra raves) quando embarca numa outra pastilha, você sabe que é um honesto rato de laboratório.
| [
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... |
gtpppp |
Biografia de
Fitacola
Os
Fitacola
são um grupo de amigos, que
um dia
,
em 2003
em
Coimbra
, se lembraram de formar uma banda na garagem e brincar aos músicos, imitando os ídolos que admiravam. O projecto foi continuando nesta toada de brincadeira e divertimento
até 2005
, altura em que a banda fixou a formação actual.
Desde então, aquilo que começou por ser uma brincadeira de amigos, saiu para fora da garagem. Começaram a surgir concertos e reacções, bastante positivas, ao seu desempenho.
Os
Fitacola
caracterizam-se por um som jovem. Uma atitude rebelde e inconformista perante a vida, e uma postura enérgica em palco. As letras, sempre em português, contêm sempre uma mensagem de acção, positiva, procurando combater o que consideram estar mal na sociedade, representando a juventude e uma geração que usa a voz dos
Fitacola
para provar que não é a tal «geração rasca», tendo objectivos, valor e vontade de agir e mudar o que está mal.
Esta característica de humildade e carisma da banda explica a grande popularidade que a banda atinge entre as camadas mais jovens e faixas etárias estudantes pré-universitárias. A banda é tida como um modelo e exemplo de atitude saudável e activa perante a vida por parte de um número cada vez maior de fãs da banda, que nela se revê e nas suas letras, músicas e atitude.
Concertos de maior destaque:
Em dois anos
a banda já superou a marca dos
75
concertos, entre os quais se destacam:
Cercal Rock 9ª edição.
Festival Acção Directa 2005
(
Açores
Ilha Terceira
)
Recepção ao Caloiro 2005 (Covilhã) com
Squeeze theeze pleeze
e
Fonzie
Queima das Fitas de Coimbra 2006
com
Hands on Approach
e
Boss AC
Semana Académica da Universidade de Aveiro | Semana Académica da Universidade de Aveiro| Semana Académica da Universidade de Aveiro
(
2006
) com
Pluto
e
Expensive Soul
Semana Académica 2006
(
Castelo Branco
) com
Tara Perdida
Hardclub
(
V.N. Gaia
.) - com
Twenty Toon
Recepção ao Caloiro 2006
(
IPC
)
Coimbra
com
Peste & Sida
e
Asher Lane
(
Alemanha
)
RockOff 2006 VI edição
(
Cantanhede
)
Março Jovem 2006
(C.M. Seixal) com
Triplet
Vans/Eastpak Club Tour 2007
(
Almada
) com
SK6
,
Humble
,
Devil in Me
,
Tara Perdida
e
Strike Anywhere
Sesimbra Xtream Beach Fest 2007
(
Sesimbra
)
Discografia:
Os
Fitacola
contam para já, apenas com um
EP
, edição de autor, com
6
musicas, intitulado «
Rebobina e Pensa
».
Notícias recentes/projectos:
Neste nomento
os
Fitacola
estiveram
três semanas
em estúdio a gravar aquele que será o seu primeiro álbum. Será composto por
12
temas e o seu lançamento está previsto
para os primeiros meses de 2008
.
Elementos:
Diogo
Guitarra
Libelinha
Baixo/coros
Besugo
Guitarra
Xico
Bateria/coros
| [
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Ytr433 |
Ronaldo
volta a treinar com bola no
Milan
Fenômeno
não participava de um coletivo
desde novembro
. Jogador se recupera de lesão
Das agências de notícias
Dubai
,
Emirados Árabes
Depois de ser cotado para vestir a camisa do
Flamengo
, o
Fenômeno
parece, se não satisfeito, pelo menos conformado em retornar ao grupo do
Milan
.
Após longo período
se recuperando de uma lesão,
Ronaldo
calçou as chuteiras e voltou a treinar com bola, o que não fazia
desde novembro
.
O atacante segue em recuperação.
Nesta sexta-feira
, participou da maior parte das atividades, em
Dubai
, nos
Emirados Árabes
. O técnico dividiu o elenco em dois times com
11
jogadores atuando na metade do gramado do estádio
Al Maktoum
.
Em seguida, quando começou a movimentação com bola,
Ronaldo
seguiu correndo. Aí quem se destacou - negativamente, de acordo com o jornal italiano "
La Gazzetta dello Sport
" - foi o goleiro
Dida
.
O brasileiro voltou a não passar segurança e no treino em campo reduzido seu time foi derrotado por
6 a 0
. Três dos gols que levou eram defensáveis, segundo o jornal italiano.
Alessandro Nesta
saiu em defesa do companheiro.
- Poderíamos ter vencido o
Inter
(
2 a 1
, o segundo gol em falha de
Dida
). Não podemos ficar pressionando o
Dida
. Estaremos ao seu lado e considero que ele está se portando de maneira positiva na concentração - explica.
| [
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relkj7666 |
ARQUITETURA E HISTÓRIA
A partir do
Forte de Santiago
, na
Ponta do Calabouço
, a evolução do conjunto arquitetônico do
Museu
acompanhou a trajetória urbana da cidade do
Rio de Janeiro
. À fortificação inicial veio se juntar a
Casa do Trem
, destinada à guarda do "trem de artilharia", conjunto de apetrechos bélicos usados na defesa da cidade, e,
mais tarde
, o
Arsenal de Guerra
.
No início do século XX
o
Arsenal
é transferido para a
Ponta do Caju
, abrindo o caminho para a adaptação do conjunto para suas novas funções :
Pavilhão das Grandes Indústrias
da "
Exposição Internacional de 1922
".
Por determinação do
Presidente Epitácio Pessoa
, o
Pavilhão
abrigou, em duas de suas salas, o núcleo inicial do
Museu Histórico Nacional
. Com o encerramento da
Exposição
, o
Museu
veio ocupando progressivamente toda a área.
PATROCINADORES
Ministério da Cultura
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
Associação dos Amigos do Museu Histórico Nacional
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
Caixa Econômica Federal
Holcim (Brasil) S. A.
Vitae
--
Recuperar a arquitetura original, ampliar espaços destinados ao público, aprimorar os serviços oferecidos aos visitantes, democratizar o acesso dos mais diversos segmentos da sociedade e viabilizar uma circulação e um percurso adequados ao discurso museográfico: essas foram as diretrizes que nortearam o "
Projeto de Restauração e Modernização do Museu Histórico Nacional 2003 - 2006
", concluído
em 19 de maio de 2006
.
A primeira fase das obras, totalmente financiada pelo
Ministério da Cultura
num total de
R$ 1.980.000,00
, foi inaugurada
dia 9 de setembro de 2004
, com a presença do
Primeiro Ministro de Portugal
|
Primeiro Ministro
de
Portugal
,
Pedro Santana Lopes
, da
Ministra da Cultura de Portugal
|
Ministra da Cultura de Portugal
,
Maria João Bustorff Silva
, e do
Ministro de Estado da Cultura
,
Gilberto Passos Gil Moreira
, já que
nesta data
foi aberta a exposição internacional «
Artes Tradicionais de Portugal
», promovida pela
Fundação Gulbenkian.
Iniciada
em dezembro de 2003
, a primeira fase das obras incluiu a recuperação de uma área de
1.500 metros quadrados
que estavam completamente sem uso
há mais de trinta anos
e apresentavam um avançado processo de deteriorização. Nesse local, foram instalados os novos acessos ao circuito de exposições (escadas rolantes e elevador para portadores de necessidades especiais) e os espaços para atendimento ao público - guarda volumes, cafeteria, sanitários públicos e bilheteria - além de áreas para serviços internos.
A partir da assinatura de contrato entre o
Museu Histórico Nacional
, a
Associação dos Amigos do Museu Histórico Nacional
e a
Caixa Econômica Federal
realizada
no dia 26 de novembro de 2004
, foram liberados recursos no valor de
R$ 1.900.000,00
para o início da segunda fase das obras ainda
em dezembro de 2005
.
Nesse etapa foi desmontada a laje construída
em 1940
, quando parte do conjunto arquitetônico era utilizada pelo
Ministério da Agricultura
, para abrigar um canteiro de experiências agrícolas e que gerava no pavimento térreo uma área de insalubridade que comprometia a integridade física do acervo sob a guarda do
Museu
.
Essa obra foi fundamental para resgatar a arquitetura original
de 1922
, devolvendo ao público um belíssimo pátio interno interligado aos
Pátios da Minerva
e dos
Canhões
e um espaço nobre para exposições, além de permitir que parte da
Reserva Técnica
seja vista, sem prejudicar a segurança do acervo. Com uma área de
2.000 metros
, o novo pátio recebeu o nome de
Gustavo Barroso
, numa homenagem ao fundador e primeiro diretor do Museu Histórico Nacional
| diretor do Museu Histórico Nacional
.
Com o patrocínio da
HOLCIM (Brasil) S. A .
foram recuperados
1.000 metros quadrados
de galerias voltadas para o
Pátio Gustavo Barroso
para a implantação da exposição permanente "
Do Móvel Ao Automóvel: Transitando pela História
", reunindo a preciosa coleção de meios de transportes terrestres do
Museu Histórico Nacional
em sua totalidade, a partir de restauração viabilizada graças a
Vitae - Apoio à Cultura, Educação e Promoção Social
.
Com recursos do
Ministério da Cultura
foram concluidas as obras da terceira fase do «
Projeto de Restauração e Modernização do Museu Histórico Nacional 2003 - 2006
" com o objetivo de ampliar o auditório, visando dobrar a capacidade de atendimento de cem para duzentos lugares e, possibilitando a um maior número de interessados o acesso aos cursos e seminários promovidos pelo
Museu
. Ainda com recursos do
Ministério da Cultura
, o
Pátio dos Canhões
foi reformado, contando com o apoio do
Arsenal de Guerra do Rio | Arsenal de Guerra do Rio
e do
Instituto Benjamin Constant
para a confecção das novas legendas das peças expostas, inclusive em braille.
Com o patrocínio do
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
, essa etapa incluiu, ainda, a recuperação de três amplas galerias de exposição permanente situadas no segundo andar, além da realização de obras estruturais no terceiro andar, onde funciona a
Administração
.
As galerias revitalizadas com os recursos do
BNDES
abrigam o multivídeo panorâmico "
A Trajetória de um museu
", que apresenta o
Museu Histórico Nacional
ao visitante, e a exposição "
Oreretama
", que abre pela primeira vez no
Museu Histórico Nacional
um espaço permanente dedicado ao índio brasileiro. "
Oreretama
» apresenta também uma ambientação representando uma gruta do sítio arqueológico da
Serra da Capivara
e os sambaquis do litoral, incluindo objetos retirados de sítios do
Estado do Rio de Janeiro
.
Com o "
Projeto de Restauração e Modernização do Museu Histórico Nacional 2003 - 2006
", o
Museu Histórico Nacional
segue a tendência mundial dos grandes museus nacionais de se adequarem às necessidades impostas pelo aumento do fluxo de visitantes e à valorização das instituições culturais
nesse novo milênio
.
A solenidade do término das obras do "
Projeto de Restauração e Modernização do Museu Histórico Nacional 2003 - 2006
" foi realizada
no dia 19 de maio de 2006
, no âmbito das comemorações
do Dia Internacional de Museus | do Dia Internacional de Museus
, com a presença do
Ministro de Estado da Cultura
,
Gilberto Passos Gil Moreira
.
ARQUIVO HISTÓRICO
O
Museu Histórico Nacional
oferece ao público
Arquivo Histórico
, com
50.000
documentos iconográficos e manuscritos sobre a história do
Brasil
, e
Biblioteca
com
57.000
obras versando sobre história, história da arte, museologia, heraldica, numismática, genealogia e moda.
Oferece, ainda, o
Centro de Referência Luso-Brasileiro
, ligado ao
Arquivo Histórico
e criado
em 1998
, no âmbito das comemorações dos
500 anos
da chegada dos portugueses ao
Brasil
.
O
Arquivo
pode ser consultado
de segunda a sexta-feira
,
das 10h às 16h30m
, mediante agendamento prévio através do telefone (0xx21) 2550-9268.
O
Museu
mantém, ainda,
Arquivo Institucional
sobre a trajetória do próprio
Museu Histórico Nacional
, com documentos, fotografias, impressos, recortes de jornal, etc. As fotos utilizadas para ilustrar o item "
ARQUITETURA E HISTÓRIA
" integram este acervo. O
Arquivo Institucional
é aberto a consultas, mediante agendamento prévio através do telefone 21-25509265.
Retrato do
Imperador D. Pedro II
Fotografia
Francisco Pesce
,
1888
O
Arquivo Histórico
reúne importantes documentos manuscritos e iconográficos referentes à nossa história e divididos em coleções, como a "
Coleção Família Imperial
", compreendendo
1.445
documentos de diversas procedências, relacionados aos
Imperadores D. Pedro I
e
D. Pedro II
e respectivos familiares. São gravuras e álbuns de fotografias com retratos da realeza e nobreza da época, vistas de cidades brasileiras e estrangeiras e documentos pessoais, como os exercícios de caligrafia de
D. Pedro II
; de correspondência entre membros da família imperial e outros, além de homenagens como poesias, sonetos, hinos ou músicas dedicados a membros da família.
Ântonio Carlos Gomes
Il
Guarany
Folha de rosto da
Partitura
O
Arquivo Histórico
preserva, ainda, importante coleção referente ao compositor brasileiro
Ântonio Carlos Gomes
, que inclui o primeiro volume da partitura original de um de seus primeiros trabalhos, a ópera "
Joana de Flandres
". Formada a partir de diversas doações, a coleção reúne
216
documentos, entre desenhos de cenários, cartas, fotografias, partituras originais e libretos de algumas obras como "
Condor
", "
Morena
" e "
Colombo
", preciosos para uma melhor compreensão do trabalho de
Carlos Gomes
, cuja obra de maior sucesso, "
O Guarani
", estreou no
Teatro Scala de Milão
|
Teatro Scala de Milão
em 1870
, sendo encenada em diversos países.
A
Coleção Eusébio de Queirós
engloba
350
documentos, sobretudo correspondências trocadas entre políticos e seus familiares, versando, principalmente, sobre a repressão ao tráfico negreiro e temas políticos e judiciais. Magistrado e político brasileiro, nascido em
Angola
em 1812
,
Eusébio de Queirós Coutinho Matoso da Câmara
exerceu o cargo de
Ministro da Justiça
de 1848 a 1852
, destacando-se como autor de duas importantes leis do
Império
: a
lei 556
, que criava o
Código Comercial
, e o
decreto 708
, que estabelecia medidas para a repressão ao tráfico de africanos.
Missão Salesiana
em
Mato Grosso
,
1908
Meninas bororos freqüentam a escola
Documentação pessoal, álbuns de fotografias e documentos cartográficos compõem a "
Coleção Miguel Calmon Du Pin e Almeida
", engenheiro e político brasileiro, que ocupou o cargo de
Ministro de Viação e Obras Públicas
no
Governo Afonso Pena
,
entre 1906 e 1909
e de
Ministro da Agricultura
no mandato de
Artur Bernardes
,
de 1922 a 1926
.
As fotografias documentam as principais obras que significaram a incorporação dos ideais de progresso e modernização pelo
Brasil
no começo do século XX
, assim como as diversas áreas indígenas encontradas ao longo deste trabalho.
Aquarelas de
Sophia Jobim
para Ilustrar suas aulas de indumentária
A moda também faz parte do
Arquivo Histórico
. Quem pesquisa a indumentária civil e militar não pode deixar de consultar as coleções "
Sophia Jobim Magno de Carvalho
" e "
Uniformes Militares
".
Museóloga e desenhista,
Sophia Jobim
lecionava na
Escola Nacional de Belas Artes
a disciplina de
Indumentária Histórica
.
Através de suas constantes viagens pelo mundo, colecionou um vasto acervo de trajes típicos, fundando,
em 1960
, o primeiro
Museu de Indumentária Histórica e Antigüidades da América Latina
|
Museu de Indumentária Histórica e Antigüidades
da
América Latina
em sua residência no bairro carioca de
Santa Teresa
.
Toda a coleção
Sophia Jobim
é doada ao
Museu
após a sua morte. Os trajes típicos são preservados na
Reserva Técnica
, os livros na
Biblioteca
e os
1.124
documentos textuais e iconográficos, inclusive livros de receitas de pratos regionais e álbuns de fotografia de eventos relacionados à trajetória da titular da coleção, estão à disposição do pesquisador no
Arquivo Histórico
.
Já a coleção de uniformes militares é composta por
836
documentos iconográficos, dos quais destacam-se
228
aquarelas de autoria de
José Wasth Rodrigues
; álbuns de aquarelas,
do século XVIII
, de uniformes militares
do período colonial
e de desenhos copiados de modelos de uniformes existentes no
Arquivo Histórico e Colonial de Lisboa
|
Arquivo Histórico e Colonial
de
Lisboa
. O valor documental destas obras reside na constituição dos traços da indumentária militar brasileira,
do período colonial ao republicano
, tornando-se fonte de consulta obrigatória com relação a este tema.
Juan Gutierrez
Documentou a
Revolta da Armada
(
1893/94
)
Cerca de 10.200
fotografias, entre as quais os primeiros processos fotográficos, como daguerreótipos e ambrotipos, integram o acervo do
Arquivo Histórico
. São fotografias de
Marc Ferrez
e
Augusto Malta
, além de cartões postais de diversas épocas. Destaque para a "
Coleção Juan Gutierrez
". Fotógrafo espanhol,
Gutierrez
atuou no
Rio de Janeiro
entre 1880 e 1890
. Documentou a
Revolta da Armada
(
1893/94
), retratando as fortificações, os soldados e o armamento utilizado sem, contudo, apresentar cenas do embate. Suas lentes captaram, ainda, vistas de vários bairros da antiga cidade do
Rio de Janeiro
, reproduzindo sua arquitetura e seu cotidiano. Conheça toda a coleção de fotografias de
Gutierrez
em nossa
Galeria Virtual
. Desenhos, gravuras e aquarelas de importantes artistas como
Rugendas
,
Debret
,
Norfini
e
Reis Carvalho
, retratam cidades e paisagens brasileiras
ao longo dos séculos XIX e XX
, estando também preservados no
Arquivo Histórico
.
Nair de Teffé
Dita
Rian
(
1886-1981
)
Caricatura
Outra curiosa coleção pertencente ao acervo do
Museu
é formada por
26
caricaturas de
Rian
, entre as quais as dos
Presidentes Juscelino Kubitsckek
,
Eurico Gaspar Dutra
,
João Café Filho
e
Humberto de Alencar Castelo Branco
. Os traços irônicos de
Rian
fixaram, sobretudo, personalidades políticas e figuras da alta sociedade.
Rian
, na realidade
Nair de Teffé
, já era conhecida caricaturista ao casar-se,
em 1913
, com o então
Presidente da República
,
Hermes da Fonseca
. Com trabalhos publicados em revistas nacionais e estrangeiras, como o
Semanário Fon-Fon
,
Le Rire
e a
Gazeta de Notícias
, escandalizou
muitas vezes
o
Palácio do Catete
com suas atitudes excêntricas.
| [
{
"label": "LOCAL",
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"type": "HUMANO|ARTE",
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"end": 162
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{
"label": "LOCAL",
"type": "HUMANO"... |
DR-PT5 |
MINISTÉRIOS DO AMBIENTE, DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO E DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL
E
DA AGRICULTURA, DO DESENVOLVIMENTO RURAL E DAS PESCAS
.
Portaria n.º 1/2008
de 2 de Janeiro
Com fundamento no disposto na
alínea a) do artigo 40.º
e no
n.º 1 do artigo 118.º
do
Decreto-Lei n.º 202/2004
,
de 18 de Agosto
, com as alterações introduzidas pelo
Decreto-Lei n.º 201/2005
,
de 24 de Novembro
;
Ouvido o
Conselho Cinegético Municipal de Montemor-o-Novo
|
Conselho Cinegético Municipal
de
Montemor-o-Novo
:
Manda o
Governo
, pelos
Ministros do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional
e
da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas
, o seguinte:
1.º Pela presente portaria é concessionada,
pelo período de 12 anos | pelo período de 12 anos
, à
Associação de Caçadores da Ajuda | Associação de Caçadores da Ajuda
, com o número de identificação fiscal 502302569 e sede na
Rua de D. Vasco
, 7, 7050
Montemor-o-Novo
, a zona de caça associativa da
Herdade da Casa Branca
e outras (
processo n.º 4799-DGRF
), englobando vários prédios rústicos cujos limites constam da planta anexa à presente portaria e que dela faz parte integrante, sitos na freguesia de
Cabrela
, município de
Montemor-o-Novo
, com a área de
545 ha
.
2.º A concessão de alguns terrenos incluídos em áreas classificadas poderá terminar, sem direito a indemnização, sempre que sejam introduzidas novas condicionantes por planos especiais de ordenamento do território ou obtidos dados científicos que comprovem a incompatibilidade da actividade cinegética com a conservação da natureza, até um máximo de
10 %
da área total da zona de caça.
3.º A zona de caça concessionada pela presente portaria produz efeitos relativamente a terceiros com a instalação da respectiva sinalização.
Pelo
Ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional
,
Humberto Delgado Ubach Chaves Rosa
,
Secretário de Estado do Ambiente
,
em 23 de Novembro de 2007
. --- O
Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas
,
Jaime de Jesus Lopes Silva
,
em 30 de Novembro de 2007
.
| [
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{
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"type": "... |
aa33715 |
O
Pai Natal
,
Artur Jorge
e o
BCP
O
Governo
russo proibiu uma campanha de uma cadeia de distribuição, que tinha por lema "
O Pai Natal não existe
". O argumento é que tal ideia era nefasta para as criancinhas russas. Conclusão: o
Governo
russo acredita no
Pai Natal
e quer que as criancinhas também acreditem.
Artur Jorge
foi, entretanto, escolhido para seleccionador do Irão, equipa que se encontrava
há seis meses
sem treinador. Tendo em atenção o que se tem passado
nos últimos anos
na carreira do ex-treinador do FC Porto, que nunca termina os contratos e acaba sempre despedido com uma choruda indemnização, bem se pode dizer que a
Federação Iraniana de Futebol
acredita no
Pai Natal
. E
Artur Jorge
também, claro.
Por outro lado, a escolha do
presidente da Caixa Geral de Depósitos | presidente da Caixa Geral de Depósitos
para presidir ao
BCP
só pode igualmente ser obra do
Pai Natal
.
Carlos Santos Ferreira
é visto como o homem que vai trazer a concórdia para um banco que não vive em paz há muito
- mesmo que o vá fazer à custa do banco do
Estado
.
Por isso, o
ministro das Finanças
, que autorizou esta mudança sem pestanejar, também deve acreditar no
Pai Natal
. Não lhe passa pela cabeça que
Santos Ferreira
, com o que sabe da
Caixa
, fique em excelente posição para ganhar quota de mercado ao banco público, que vai
este ano
dar
mais de 800 milhões
de lucros, dos quais
400 milhões
vão direitinhos para os cofres do
Estado
a título de
IRC
. Se
Santos Ferreira
tiver sucesso no
BCP
, quem vai sofrer é a
Caixa
- e, por tabela, todos nós, contribuintes. Porque quanto menos o
Estado
receber de dividendos das empresas públicas, mais o
Estado
será tentado a vir buscar-nos dinheiro aos bolsos.
Por outras palavras, os únicos que não têm razões para acreditar no
Pai Natal
são os contribuintes portugueses.
Nicolau Santos
| [
{
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"type": "ADMI... |
aa55968 |
New York, New York
|
New York
,
New York
No mês passado
, o
presidente da Câmara de Nova Iorque
|
presidente da Câmara
de
Nova Iorque
| presidente da Câmara de Nova Iorque
,
Michael Bloomberg
, decidiu entregar o cartão de militante do
Partido Conservador
. O gesto foi entendido como o arregaçar de mangas para entrar na corrida presidencial numa candidatura independente.
E se ele avançar, as mais recentes sondagens indicam que o boletim de voto das eleições
de 2008
podem ter três rostos ligados à "
Big Apple
":
Hillary Clinton
, senadora pelo estado de
Nova Iorque
,
Rudy Giuliani
, o republicano que já foi
presidente da Câmara | presidente da Câmara
da cidade, e
Michael Bloomberg
, o homem que sucedeu a
Giuliani
no cargo.
Este cenário deverá irritar solenemente a classe política de cidades como
Boston
,
St. Louis
,
Chicago
, ou
Los Angeles
, que nunca viram com agrado a intromissão de políticos nova-iorquinos nos assuntos presidenciais. Aliás, os últimos sete presidentes eleitos vieram de regiões no
Sul
ou do
Oeste
, e ser oriundo do
Nordeste
americano passou a ser quase considerado uma garantia de derrota eleitoral (que o digam
Dukakis
ou
Kerry
).
Como recordava um artigo num recente número da revista
New Yorker
,
Nova Iorque
já não via uma coisa assim
desde 1951
, quando, no campeonato de basebol, as equipas de
Brooklin Dodgers
e dos
New York Giants
disputaram o "play off" para decidir quem iria à final com os
New York Yankees
(que acabaram vencedores da "
World Séries
").
Para uma eventual candidatura,
Bloomberg
nem sequer está preocupado com o facto de arrancar tarde, numas eleições em que as primárias servem para angariar fundos (em anteriores eleições, o também magnata dos "media" já gastou
mais de 160 milhões de dólares
do seu bolso, e tem muitos mais para gastar). Além disso,
Bloomberg
conta com o efeito de subida de popularidade dos independentes nos
EUA
. Os estudos dizem que
cerca de 40%
dos eleitores não tem simpatia por nenhum dos partidos. E este dado torna o estatuto de independente muito atraente -- um fenómeno semelhante ao verificado com a candidatura de
Manuel Alegre
, nas últimas presidenciais portuguesas, ou com aquilo que esperam conseguir
Helena Roseta
e
Carmona Rodrigues
nas próximas eleições intercalares para a
Câmara de Lisboa | Câmara de Lisboa
.
| [
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"type": "TEMPO_CALEND",
"star... |
aa66435 |
A desforra de
Granada
Granada
não enfrentou os
Reis Católicos
por razões de fé ou de religião. Pelo contrário, na corte de
Boabdil
conviviam muçulmanos, cristãos e judeus, e dessa convivência se fez a que era então, talvez, a mais brilhante civilização do seu tempo, no domínio da arquitectura, da física, da medicina, da matemática, da astrologia. Mas
Granada
foi sitiada e conquistada por isso mesmo e também pelo território e pela beleza demasiadamente humana do
Alhambra
. Quando
Granada
caiu e a reconquista cristã se impôs então a toda a
Península
, os dois reinos católicos,
Portugal
e
Espanha
, partiram à conquista do mundo e tornaram-se
Impérios | Impérios
marítimos; do
Novo Mundo
e
África
ao extremo da
Ásia
. Inversamente, quando os vencidos de
Granada
se retiraram para lá do
Estreito
, de onde tinham vindo
séculos antes
, nunca mais a civilização árabe e muçulmana recuperou sombra sequer do seu antigo esplendor e liderança. Por isso é que
o ano de 1492
(também o da descoberta da
América
, por
Colombo
) é um marco da história universal e um símbolo de derrota e descalabro que nunca mais foi esquecido e ultrapassado pelos crentes muçulmanos.
Por mais inverosímil que nos possa parecer,
mais de cinco séculos passados
e
quase quarenta anos depois do homem ter ido à lua, estamos perante uma nova guerra religiosa global, que é também uma guerra de civilizações. Quem disser que ela não existe, ou é ignorante ou diplomata --- em qualquer dos casos, perigoso para os tempos que correm. Estamos perante uma espécie de
Cruzadas
ao contrário, que o
Islão
lançou contra os «não crentes» --- sejam judeus, cristãos ou ateus. As
Twin Towers
, o metro de
Londres
, a estação de
Atocha
em
Madrid
ou a histeria lançada contra os cartonistas dinamarqueses e contra a
Dinamarca
, são formas modernas de cruzadas travadas em nome de
Alá
(o
Misericordioso
...) contra os valores em que nós, no
Ocidente
, acreditamos.
Cinco séculos passados, o
Islão
tira a sua desforra de
Granada
, através das suas duas únicas e demolidoras armas: o petróleo e o terror.
Sim, eu sei: não é --- julga-se --- todo o
Islão
. Mas é o que conta, o que lidera os crentes, o que se escuta na rua e nos jornais, o que doutrina os terroristas, o que prepara a arma nuclear. Em todo o mundo muçulmano houve apenas um jornal, na
Jordânia
, que ousou escrever que pior que as caricaturas «blasfemas» para o
Islão
eram os terroristas blasfemos. Mas
no dia seguinte
o jornal pediu desculpas pelo que escrevera e o director foi despedido. É verdade também que a rua é incendiada a mando da
Síria
, do
Irão
ou da
Al-Qaeda
, e que há sempre uns palestinianos desocupados para dispararem rajadas de metralhadora para o ar com cara feroz e multidões em estado de histeria induzida, para queimar
Embaixadas
e bandeiras e ameaçar de morte todos os ocidentais a vista. É possível até que o grosso dos muçulmanos não pense assim, que não acredite numa leitura literal e medieval do
Corão
e que não se reveja na intolerância nem no terror em nome de
Deus
que o clero radical ensina nas escolas corânicas e prega nas mesquitas. Mas, se assim é, não os escutamos porque eles têm medo: o terror começa dentro dos seus próprios países e sociedades.
O medo é a outra face de uma moeda chamada liberdade. Onde não há liberdade, há medo; onde há medo, não há liberdade.
É justamente isso que
hoje
nos distingue do
Islão
: nós temos a liberdade, eles têm o medo como sistema endémico de vida e como arma de arremesso contra «os infiéis».
[...]
E é pelo medo, também, que eles esperam ganhar esta batalha contra o
Ocidente
, destruindo o nosso amor à liberdade. Esperam que, aos poucos, sejamos obrigados a chegar ao ponto crucial em que a escolha terá de ser entre a vida ou o nosso modo de vida --- a liberdade, a democracia, a tolerância. Sem que isso possa representar qualquer desculpa para os autores materiais, as escutas telefónicas indiscriminadas, as prisões preventivas sem advogado, os interrogatórios secretos em prisões clandestinas, as leis de excepção, a tortura e
Guantanamo
, tudo isso, tem a autoria moral dos radicais islâmicos e obedece a um plano concertado de implosão das democracias.
É preciso ser muito forte, e preciso perceber, como
em 1939
, que a liberdade é o mais absoluto dos nossos bens e o maior valor da nossa cultura e modo de vida, para ser capaz de lhes resistir. Mas é essencial resistir, porque a alternativa é o regresso
à Idade Media
e a barbárie. É por isso que o gesto dos
Comuns
, rejeitando a legislação de segurança interna proposta por
Tony Blair
, porque ela violava direitos e princípios em que se funda a democracia inglesa, é, apesar das consequências daí resultantes, o sinal de uma grande nação que não se rende nem ajoelha.
Infelizmente, não foi o nosso caso. Pela mão do
ministro Freitas do Amaral
, e sem necessidade alguma,
Portugal
foi enxovalhado, coberto de vergonha e de cobardia, por um dos mais tristes textos políticos que já alguém escreveu. Devo dizer que não me espanta por ai além: a nossa «diplomacia» não tem feito mais nada
nos últimos 25 anos | nos últimos 25 anos
que não rastejar perante os poderosos, em cada cena e em cada tempo:
Angola
,
Indonésia
(com a notável excepção de
Guterres
e
Sampaio
),
Estados Unidos
e, agora, perante os países islâmicos. [...]
Miguel Sousa Tavares
-
Jornal "Expresso"
| Jornal "
Expresso
"
-
11.02.2006
| [
{
"label": "ORGANIZACAO",
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{
"label": "PESSOA"... |
aa77651 |
Ministério da Defesa Nacional
Ministro da Defesa Nacional visita
Forças Nacionais Destacadas no Afeganistão
|
Forças Nacionais Destacadas
no
Afeganistão
O
Ministro da Defesa Nacional
,
Nuno Severiano Teixeira
, desloca-se ao
Afeganistão
,
no dia 29 de Dezembro
, para efectuar uma visita às
Forças Nacionais Destacadas em Cabul
|
Forças Nacionais Destacadas
em
Cabul
.
Nuno Severiano Teixeira
visitará o contingente português estacionado em
Campo Warehouse
, composto pela
22.ª Companhia de Atiradores Pára-Quedistas da Brigada de Reacção Rápida
|
22.ª Companhia de Atiradores Pára-Quedistas
da
Brigada de Reacção Rápida
e uma equipa de
Controladores Aéreos Avançados da Força Aérea
|
Controladores Aéreos Avançados
da
Força Aérea
.
O
Ministro da Defesa
deverá assistir ao briefing do destacamento e visitar o aquartelamento do
Campo Warehouse
. Com um total de
161
militares, o contingente português integrado na
Força Internacional de Assistência e Segurança
(
ISAF
) constitui a
Força de Reacção Rápida do Comandante |Força de Reacção Rápida do Comandante da força da NATO no Afeganistão.
Nuno Severiano Teixeira
reúne-se ainda com o comandante da força da
NATO
(
ISAF
) no
Afeganistão
,
General Dan McNeill
. A participação militar Portuguesa no
Afeganistão
começou
a 10 de Agosto de 2005
.
Nuno Severiano Teixeira
aproveita a deslocação a
Cabul
para manter encontros com as autoridades afegãs. O
Ministro da Defesa
deverá reunir-se com o
Ministro da Defesa
afegão,
Raheem Wardag
, e com o
Presidente da República Islâmica do Afeganistão
|
Presidente da
República Islâmica do Afeganistão
,
Hamid Karzai
.
O
Ministro da Defesa Nacional
estará de regresso a
Lisboa
no dia 30 de Dezembro
.
| [
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"label": "PESSOA",
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aa13183 |
Por que não lançar foguetões de água e aprender a fazer
relógios de Sol | relógios de Sol
?
::
2007-12-13
Telescópios, brinquedos, livros, um simulador de voo, sessões de observação do sol e do céu nocturno e foguetões de água vão estar,
entre sexta-feira e domingo
, em
Cascais
, à disposição dos visitantes da
FASCINIO - Feira de Astronomia e Ciência
.
Organizada pelo
Núcleo Interactivo de Astronomia
(
NUCLIO
) no
Centro de Interpretação Ambiental da Ponta do Sal | Centro de Interpretação Ambiental da Ponta do Sal
, em
São Pedro do Estoril
, a quarta edição da iniciativa inclui sessões de observação do sol e do céu nocturno, oficinas de astronomia, lançamentos de foguetões de água, palestras e uma "procura de asteróides", actividade que a instituição promove
regularmente
nas escolas do concelho.
"A feira destina-se ao público em geral, embora o programa
de sexta-feira
esteja muito pensado para as escolas, com actividades para os primeiros ciclos, e
sábado
tenha actividades para os professores, com uma pequena mostra das actividades do
NUCLIO
", disse à
Agência Lusa
a astrónoma
Rosa Doran
.
"
Sexta-feira
estão previstas actividades para as escolas, a que chamámos 'sexta-feira divertida', dedicadas ao conhecimento das estrelas e constelações e ainda observação do
Sol
com
Telescópios | Telescópios
e construir enfeites de Natal | de Natal com motivos de astronomia", acrescentou.
No sábado
o programa prevê observação de supernovas e do
Sol
e apresentação a professores do projecto '
Hands-On Universe
', que pretende uma nova abordagem no ensino e aprendizagem da astronomia, recorrendo a ferramentas interactivas que podem, por exemplo, passar pela utilização de tempo de observação em telescópios profissionais nas salas de aulas e tratamento de imagens num software especialmente desenvolvido para o efeito.
Sol para Todos
Haverá observação nocturna do céu com telescópios e será ainda apresentado o programa do
Observatório Astronómico da Universidade de Coimbra | Observatório Astronómico
da
Universidade de Coimbra | Observatório Astronómico da Universidade de Coimbra
"
Sol para Todos
".
"O
Observatório de Coimbra
|
Observatório
de
Coimbra
tem um grande acervo de imagens do
Sol
, que registam
diariamente
desde os anos vinte do século passado
, e estão a digitalizar essas imagens para que possam estar à disposição das escolas", explica
Rosa Doran
, realçando que desta forma "os meninos podem fazer ciência na própria sala de aula, podem ver a evolução das manchas do sol
nas últimas décadas
e comparar essa evolução, por exemplo, com as mudanças do clima".
Segundo a responsável, um dos principais objectivos da
FASCINIO
é dar também a conhecer a oferta existente na área e valorizar o trabalho dos profissionais portugueses, "muito ligados" à investigação de vanguarda e pouco reconhecidos pelo grande público.
[...]
A Nossa Galáxia
O
NUCLIO
vai por isso assinar
sábado
um protocolo com a
Câmara Municipal de Cascais | Câmara Municipal de Cascais
para que o
Centro de Interpretação Ambiental
seja disponibilizado para as suas actividades junto da comunidade escolar. De acordo com o documento, a autarquia irá ainda apoiar a formação agendada
para o presente ano lectivo
com vinte mil euros
. Durante a feira será também apresentado o livro de divulgação científica "
Passeio Aleatório pela ciência do dia-a-dia
", com a presença do autor
Nuno Crespo
.
Ainda
no sábado
, a investigadora do
Centro de Astronomia da Universidade do Porto
|
Centro de Astronomia
da
Universidade do Porto | Centro de Astronomia
da
Universidade do Porto
Catarina Lobo
, que estuda enxames de galáxias, vai explicar ao público em geral que tipo de galáxia é a nossa, como se formam e como evoluem na palestra "
A nossa Galáxia e as outras: Ilhas no Universo
".
No domingo
está previsto que o público em geral possa participar no lançamento de foguetões de água e em
Oficinas de Astronomia
, com a construção de
Relógios de Sol | Relógios de Sol
,
Espectroscópios | Espectroscópios
,
Astrolábios | Astrolábios
,
Planisférios | Planisférios
e outros materiais de observação. A iniciativa termina com uma palestra por
João Fernandes
, o coordenador nacional do ano internacional da astronomia, que se assinala
em 2009
.
| [
{
"label": "COISA",
"type": "CLASSE",
"start": 70,
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},
{
"label": "TEMPO",
"type": "TEMPO_CALEND",
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{
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{
"label": "LOCAL",
"type": "HUMANO",
... |
aa87333 |
Juventude em
Durban
Às três horas e vinte minutos da tarde
de 13 de Junho de 1888
|
Às três horas e vinte minutos
da tarde de 13 de Junho de 1888
nascia em
Lisboa
, capital portuguesa,
Fernando Pessoa
. O parto ocorreu no quarto andar esquerdo do nº 4 do
Largo de São Carlos
, em frente da ópera de
Lisboa
(
Teatro de São Carlos
). O seu pai era funcionário público do
Ministério da Justiça
e crítico musical do «
Diário de Notícias
»,
Joaquim de Seabra Pessoa
(
38
), natural de
Lisboa
; e a sua mãe
D. Maria Magdalena Pinheiro Nogueira Pessoa
(
26
), natural da
Ilha Terceira
(
Açores
). Viviam com eles a
avó Dionísia
, doente mental e duas criadas velhas,
Joana
e
Emília
.
É baptizado
em 21 de Julho
na
Igreja dos Mártires
, no
Chiado
. Os padrinhos são a sua
Tia Anica
(
D. Ana Luísa Pinheiro Nogueira
, sua tia materna) e o
General Chaby
. A razão por detrás do nome
Fernando António
encontra-se relacionada com
Santo António
: a sua família reclamava uma ligação genealógica com
Fernando de Bulhões
, nome de baptismo de
Santo António
, cujo dia tradicionalmente consagrado em
Lisboa
é
13 de Junho
, dia em que
Fernando Pessoa
nasceu.
A sua infância e adolescência foram marcadas por factos que o influenciariam posteriormente.
Às cinco horas da manhã
de 24 de Julho de 1893 | Às cinco horas
da manhã de 24 de Julho de 1893
, o seu pai morre com
43 anos
vítima de tuberculose. A morte é reportada no
Diário de Notícias
do dia.
Joaquim de Seabra Pessoa
deixou-o com apenas cinco anos, a mãe e o seu irmão
Jorge
que viria a falecer
no outro ano
sem chegar a completar um ano. A mãe então vê-se obrigada a leiloar parte da mobília e mudam-se para uma casa mais modesta, o terceiro andar do n.º 104 da
Rua de São Marçal
. É também nesse período que surge o seu primeiro heterónimo,
Chevalier de Pas
, facto relatado pelo próprio
Fernando Pessoa
a
Adolfo Casais Monteiro
, numa carta
de 1935
em que fala extensamente sobre a origem dos heterónimos. Ainda
no mesmo ano
cria seu primeiro poema, um verso curto com a infantil epígrafe de
À Minha Querida Mamã
. Sua mãe casa-se pela segunda vez
em 1895
por procuração, na
Igreja de São Mamede
em
Lisboa
, com o
Comandante João Miguel Rosa
,
cônsul de Portugal | cônsul de Portugal
em
Durban
(
África do Sul
), o qual havia conhecido
um ano antes
. Em
África
,
Pessoa
viria a demonstrar possuir desde cedo habilidades para a literatura.
Em razão do casamento, muda-se com a mãe e um tio-avô,
Manuel Gualdino da Cunha
, para
Durban
, onde passa a maior parte da sua juventude. Viajam no navio
Funchal
até à
Madeira
e depois no paquete Inglês
Hawarden Castle
até ao
Cabo da Boa Esperança
. Tendo que dividir a atenção da mãe com os filhos do casamento e com o padrasto,
Pessoa
isola-se, o que lhe propiciava momentos de reflexão. Em
Durban
recebe uma educação britânica, o que lhe proporciona um profundo contacto com a língua inglesa. Os seus primeiros textos e estudos são feitos em inglês. Mantém contato com a literatura inglesa através de autores como
Shakespeare
,
Edgar Allan Poe
,
John Milton
,
Lord Byron
,
John Keats
,
Percy Shelley
,
Alfred Tennyson
, entre outros. O inglês teve grande destaque na sua vida, trabalhando com o idioma quando,
mais tarde
, se torna correspondente comercial em
Lisboa
, além de utilizar o idioma em alguns dos seus textos e traduzir trabalhos de poetas ingleses, como
O Corvo
e
Annabel Lee
de
Edgar Allan Poe
. Com excepção de
Mensagem
, os únicos livros publicados em vida são os das colectâneas dos seus poemas ingleses:
Antinous
e
35 Sonnets
e
English Poems I - II
e
III
, escritos
entre 1918 e 1921
.
Faz o curso primário na escola de freiras irlandesas da
West Street
, onde realiza a sua primeira comunhão e percorre
em três anos
o equivalente a cinco.
Em 1899
ingressa na
Durban High School
, onde permanecerá
durante três anos
e será um dos primeiros alunos da turma,
no mesmo ano
cria o pseudónimo
Alexander Search
, no qual envia cartas a si mesmo utilizando esse nome.
No ano de 1901
é aprovado com distinção no seu primeiro exame da
Cape Scholl High Examination
, escreve os primeiros poemas em inglês.
Na mesma época
morre sua irmã
Madalena Henriqueta
, de dois anos. De férias, parte
em 1901
com a família para
Portugal
. No navio em que viajam, o paquete
König
, vem o corpo da sua irmã falecida. Em
Lisboa
mora com a família em
Pedrouços
e depois na
Avenida de D. Carlos I
, n.º. 109, 3º. Esquerdo. Na capital portuguesa nasce
João Maria
, quarto filho do segundo casamento da mãe de
Pessoa
. Viaja com o padrasto, a mãe e os irmãos à
Ilha Terceira
, nos
Açores
, onde vive a família materna. Também partem para
Tavira
onde para visitar os parentes paternos.
Nessa época
escreve a poesia
Quando ela passa | Quando ela passa
.
Fernando Pessoa
permanece em
Lisboa
enquanto todos regressam para
Durban
: a mãe, o padrasto, os irmãos e a criada
Paciência
que viera com eles. Volta sozinho para a
África
no vapor
Herzog
.
Na mesma época
, tenta escrever romances em inglês e matricula-se na
Commercial School
. Lá estuda à noite enquanto de dia se ocupa com disciplinas humanísticas.
Em 1903
, candidata-se à
Universidade do Cabo da Boa Esperança | Universidade do Cabo da Boa Esperança
. Na prova de exame para a admissão, não obtém uma boa classificação, mas tira a melhor nota entre os
899
candidatos no ensaio de estilo inglês. Recebe por isso o
Queen Victoria Memorial Prize
(«
Prémio Rainha Vitória
»).
Um ano depois
novamente ingressa na
Durban High School
onde frequenta o equivalente a um primeiro ano universitário, Aprofunda a sua cultura, lendo clássicos ingleses e latinos; escreve poesia e prosa em inglês e surgem os heterónimos
Charles Robert Anon
e
H. M. F. Lecher
; nasce z sua irmã
Maria Clara
e publica o jornal do liceu um ensaio crítico intitulado
Macaulay
. Por fim, encerra os seus bem sucedidos estudos na
África do Sul
após realizar na
Universidade
o «
Intermediate Examination in Arts
», adquirindo bons resultados.
Volta definitiva a
Portugal
e início de carreira
Deixando a família em
Durban
, regressou definitivamente à capital portuguesa, sozinho,
em 1905
. Passa a viver com a
avó Dionísia
e as duas tias na
Rua da Bela Vista
, 17. A mãe e o padrasto também retornam a
Lisboa
,
durante um período de férias de um ano
em que
Pessoa
volta a morar com eles. Continua a produção de poemas em inglês e
em 1906
matricula-se no
Curso Superior de Letras
(actual
Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
), que abandona sem sequer completar o primeiro ano. É
nesta época
que entra em contacto com importantes escritores de literatura da língua portuguesa. Interessa-se pela obra de
Cesário Verde
e pelos sermões do
Padre Antônio Vieira
.
Em Agosto de 1907
, morre a sua
avó Dionísia
, deixando-lhe uma pequena herança. Com esse dinheiro, monta uma pequena tipografia, que rapidamente faliu, na
Rua da Conceição da Glória
, 38-4.º, sob o nome de «
Empresa Íbis --- Tipografia Editora --- Oficinas a Vapor
».
A partir de 1908
, dedica-se à tradução de correspondência comercial, um trabalho que poderíamos chamar de "correspondente estrangeiro". Nessa profissão trabalha a vida toda, tendo uma modesta vida pública.
Inicia a sua actividade de ensaista e crítico literário com a publicação,
em 1912
, na revista «
Águia
», do artigo «
A nova poesia portuguesa sociologicamente considerada | A nova poesia portuguesa sociologicamente considerada
», a que se seguiriam outros.
Pessoa
é internado
no dia 29 de Novembro de 1935
, no
Hospital de São Luís dos Franceses
, com diagnóstico de "cólica hepática" (provavelmente uma colangite aguda causada por cálculo biliar), falecendo de suas complicações, possivelmente associada a uma cirrose hepática provocada pelo óbvio excesso de álcool ao longo da sua vida (a título de curiosidade acredita-se que era muito fiel à aguardente "
Águia Real
").
No dia 30 de Novembro
morre aos
47 anos
. Nos últimos momentos da sua vida pede os óculos e clama pelos seus heterónimos. A sua última frase é escrita no idioma no qual foi educado, o inglês: I know not what tomorrow will bring ("Eu não sei o que o amanhã trará").
Legado
[...]
Analogamente a
Pompeu
que disse que "navegar é preciso; viver não é preciso",
Pessoa
diz, no poema
Navegar é Preciso | Navegar é Preciso
, que "viver não é necessário; o que é necessário é criar". Outra interpretação comum deste poema diz respeito ao fato de que a navegação foi resultado de uma atitude racionalista do mundo ocidental (a navegação exigiria precisão) enquanto a vida poderia dispensar tal precisão.
Sobre
Fernando Pessoa
, o poeta mexicano ganhador do
Nobel de Literatura
Octavio Paz
diz que "os poetas não têm biografia. Sua obra é sua biografia" e que, no caso do poeta português, "nada em sua vida é surpreendente --- nada, exceto seus poemas". O crítico literário estadunidense
Harold Bloom
considerou-o, no seu livro
The Western Canon
("
O Cânone Ocidental
"), o mais representativo poeta
do século XX
, ao lado do chileno
Pablo Neruda
.[3]
Na comemoração do centenário do seu nascimento
em 1988
, seu corpo foi transladado para o
Mosteiro dos Jerónimos
, confirmando o reconhecimento que não teve em vida.
[editar]
Pessoa
e o ocultismo
Fernando Pessoa
possuía ligações com o ocultismo e o misticismo, salientando-se a
Maçonaria
e a
Rosa-Cruz
(embora não se conheça qualquer filiação concreta em
Loja
ou
Fraternidade
destas escolas de pensamento), havendo inclusive defendido publicamente as organizações iniciáticas, no
Diário de Lisboa
,
de 4 de fevereiro de 1935
, contra ataques por parte da ditadura do
Estado Novo
. O seu poema hermético mais conhecido e apreciado entre os estudantes de esoterismo intitula-se "
No Túmulo de Christian Rosenkreutz
". Tinha o hábito de fazer consultas astrológicas para si mesmo (de acordo com a sua certidão de nascimento, nasceu
às 15h20
; tinha ascendente
Escorpião
e o
Sol
em
Gémeos
). Realizou mais de mil horóscopos.
Certa vez, lendo uma publicação inglesa do famoso ocultista
Aleister Crowley
,
Fernando
encontrou erros no horóscopo e escreveu ao inglês para corrigi-lo, já que era um conhecedor e praticante da astrologia, conhecimentos estes que impressionaram
Crowley
e, como gostava de viagens, o fizeram ir até
Portugal
para conhecer o poeta. Junto com ele veio a maga alemã
Miss Jaeger
, que passou a escrever cartas a
Fernando
assinando com um pseudônimo ocultista. O encontro não foi muito amigável, dados os graves desequilíbrios psíquico e espiritual que
Crowley
sofria e --- apesar disso --- ensinava.
| [
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... |
aa46996 |
Prioridades
1. Revisão do mecanismo comunitário de protecção civil
Desde 2005
, na sequência de uma proposta da
Comissão Europeia
, o
Mecanismo Comunitário de Protecção Civil
foi alvo de uma profunda revisão, a qual decorre também do enquadramento motivado pelo novo
Instrumento Financeiro para a Protecção Civil
recentemente aprovado.
O acordo político quanto à revisão foi obtido durante a Presidência Alemã
, tendo cabido a
Portugal
concluir o processo de revisão. Com a adopção da revisão do
Mecanismo
no
Conselho de Justiça e Assuntos Internos
de 8 de Novembro
, este processo ficou concluído, passando a
União
a ficar dotado de um
Mecanismo
mais expedito para resposta a emergências graves. As principais novidades do
Mecanismo
são a clarificação de competências entre a
Comissão
e a
Presidência
no quadro de intervenções em países terceiros, a existência de competências comunitárias ao nível do transporte e a criação, numa base voluntária, de módulos de protecção civil.
2.
Sistemas de Alerta Precoce
A necessidade de melhorar os actuais ou de estabelecer novos
Sistemas de Alerta Precoce
na
União Europeia
foi reconhecida pelo
Conselho
em diversas ocasiões
. Em particular, o
Conselho
adoptou,
em 2005
, o
Programa de Acção para Tsunamis
e afirmou que «A
Comissão
é convidada a fazer propostas [envolvendo] a criação de um sistema de detecção e alerta precoce (...) para o
Mediterrâneo
e o
Atlântico
».
Mais recentemente, o
Instrumento Financeiro para a Protecção Civil
definiu que a criação de um sistema de detecção e alerta precoce é elegível para assistência financeira através de acções como estudos, avaliações e estabelecimento de interligações.
Para contribuir para este debate, a
ANPC
realizou,
de 15 a 18 de Julho
, em
Albufeira
, um seminário sobre
Sistemas de Alerta Precoce
, o qual reuniu
cerca de 120
especialistas da maior parte dos
Estados-Membros
e no qual se procurou:
- discutir o estado da arte quanto a sistemas de alerta;
- identificar lacunas existentes no espaço da
União Europeia
(ex: sistema de alerta precoce para tsunamis) e delinear as bases para um
Plano de Acção
destinado a suprir as lacunas identificadas;
- debater assuntos transversais, tais como o desenvolvimento de directrizes para o estabelecimento de sinais comuns de alerta a nível europeu.
Com base nas conclusões do seminário e nos resultados dos trabalhos desenvolvidos pela
Comissão
, ao nível de grupo de peritos, foi possível obter acordo sobre dois documentos de
Conclusões do Conselho | Conclusões do Conselho
adoptados no
Conselho JAI
de 5/6 de Dezembro
. Um desses documentos (
Conclusões do Conselho sobre o desenvolvimento e estabelecimento de sistemas de alerta precoce na UE
) segue uma abordagem global multi-riscos, enquanto o outro (
Conclusões do Conselho sobre o desenvolvimento de um sistema de alerta precoce para tsunamis no Atlântico Nordeste e no Mediterrâneo
) direcciona as atenções para o risco de tsunamis. Ambos os documentos contêm diversas propostas de actuação futura por parte da
Comissão
e dos
Estados-Membros
.
3. Cooperação com
Países do Mediterrâneo Sul
|
Países
do
Mediterrâneo Sul
No campo da
Protecção Civil
,
UE
e
África
partilham uma série de preocupações e riscos comuns, maioritariamente na região
Euro-Mediterrânica | Euro-Mediterrânica
. Estes riscos estão particularmente relacionados com os incêndios florestais, sismos e tsunamis, acidentes químicos e, também, ameaças terroristas.
Por outro lado, é também importante sublinhar o facto de que o
Mecanismo Comunitário de Protecção Civil
já interveio
por diversas vezes
nesta região (ex: sismos da
Argélia
e de
Marrocos
) e diversos
Estados-Membros
mantêm acordos bilaterais de cooperação com os
Países do Mediterrâneo Sul | Países do Mediterrâneo Sul
, que conduziram a missões de assistência mútua durante emergências passadas.
Existe, pois, espaço mais do que suficiente e vontade comum para uma cooperação mais profunda e forte entre a
UE
e
África
no campo da protecção civil, nomeadamente com os parceiros do
Mediterrâneo
. Assim, pretendeu-se reforçar a cooperação com os países do
Mediterrâneo Sul
, através de acções tais como a partilha de boas práticas e informação sobre riscos comuns, cooperação nos sistemas de alerta precoce ou exercícios conjuntos.
De forma a permitir uma mais abrangente troca de pontos de vista neste campo, realizou-se
no dia 24 de Outubro
, no
Porto
, uma reunião informal entre os
Directores-Gerais de Protecção Civil dos Países do Mediterrâneo
|
Directores-Gerais de Protecção Civil
dos
Países do Mediterrâneo | Directores-Gerais de Protecção Civil dos Países do Mediterrâneo
e os
Directores-Gerais de Protecção Civil da União Europeia
|
Directores-Gerais de Protecção Civil
da
União Europeia
. Essa reunião permitiu concluir da existência de abertura para um trabalho comum futuro, o qual, numa primeira fase, deverá estar integrado do
Programa para a Prevenção e Redução de Desastres
do
Projecto Euromed
e, numa segunda fase, deverá visar a inclusão de países do
Mediterrâneo
no
Mecanismo Comunitário de Protecção Civil
.
4. Consenso Europeu sobre Ajuda Humanitária
Na sequência de uma
Comunicação | Comunicação
da
Comissão
, o
Conselho
discutiu, no seu grupo de Trabalho de
Cooperação e Desenvolvimento
(
CODEV
) uma proposta de
Consenso Europeu sobre Ajuda Humanitária
. Tal documento contém referências à actuação da protecção civil nos contextos de crises humanitárias, pelo que foi também discutido no
Grupo de Trabalho PROCIV
, tendo sido produzido um aconselhamento
em Julho
.
Após intensas negociações, o
Consenso Europeu
foi adoptado pelo
CAGRE
em 20 de Novembro
, tendo-se conseguido que, na sua versão final, o
Consenso
não imponha limitações ao uso de recursos de protecção civil nos cenários de desastres naturais, tecnológicos e ambientais em tempo de paz. No entanto, para situações de emergências complexas (conflitos ou situações de fragilidade) o uso de meios de protecção civil acabou por ser considerado como excepcional.
5. Revisão das
Directrizes de Oslo
As
Directrizes de Oslo
são um documento das
Nações Unidas
, destinado a orientar o uso de meios militares e da defesa civil nos cenários de emergências naturais, tecnológicas ou ambientais em tempo de paz. Aquando da última revisão destas directrizes,
em 2006
, os recursos de protecção civil foram englobados no mesmo grupo dos recursos militares, implicando que apenas poderiam ser utilizados como «último recurso», após esgotamento de outras alternativas civis.
Conscientes de que tal regra contradiria o princípio básico de actuação da protecção civil (resposta rápida e imediata após uma emergência), os
Estados-Membros
e a
Comissão Europeia
desenvolveram diversas diligências procurando obter uma clarificação/revisão de tais
Directrizes
junto da
UN/OCHA
. Em particular, foi obtido acordo no
Grupo de Trabalho PROCIV
quanto a uma abordagem global dos
Estados-Membros
sobre esta matéria.
Nesta sequência, foi realizada uma reunião com a
UN/OCHA
a 28 e 29 de Novembro
, a qual permitiu adoptar uma revisão das
Directrizes
que clarifica o princípio do último recurso, garantindo um tratamento diferenciado para os recursos de
Protecção Civil
.
6. Infra-estruturas críticas
As conclusões do
Conselho
em matéria «de prevenção, de preparação para intervir e de resposta a atentados terroristas» e o «programa de solidariedade da
União Europeia
respeitante às consequências das ameaças e dos atentados terroristas", adoptado pelo
Conselho
em Dezembro de 2004
, apoiaram a elaboração de um
Programa Europeu para a Protecção das Infra-Estruturas Críticas
e a criação de uma
Rede de Alerta para as Infra-estruturas Críticas
.
Neste sentido,
em Dezembro de 2006
, a
Comissão
apresentou uma proposta de
Directiva do Conselho
, na qual se propõem medidas para a identificação e designação das infra estruturas críticas europeias e para a avaliação da necessidade de melhorar a sua protecção, sendo que são abrangidas aquelas cuja perturbação ou destruição afectaria dois ou mais
Estados-Membros
, ou um único
Estado-Membro
se a infra-estrutura crítica estiver localizada em outro
Estado-Membro
.
Na sequência dos trabalhos desenvolvidos pela
Presidência Alemã
neste âmbito, foi dada continuidade à negociação da proposta de
Directiva
, tendo-se analisado o parecer do
Parlamento Europeu
e discutido as reservas introduzidas pelas diversas delegações. O balanço final é positivo, uma vez que se conseguiu eliminar a maior parte das reservas existentes. Embora exista consenso em relação a
cerca de 70%
da proposta de
Directiva
, subsistem reservas de fundo de diversos
Estados-Membros
que se relacionam, por exemplo, com a natureza legal do instrumento a adoptar, a inclusão do sector do «nuclear» no âmbito da
Directiva
, a definição de
Infra-estrutura Crítica Europeia
e a obrigatoriedade de estabelecimento de
Planos de Segurança
e
Oficiais de Ligação
.
Neste contexto foi obtido acordo sobre um
Relatório de Progresso
adoptado no
Conselho JAI
de 5/6 Dezembro
.
| [
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aa94781 |
Uma foto para lá da verdade
A fotografia mais famosa de guerra, o instante em que
Federico Borrell
, um miliciano republicano cai depois de atingido por uma bala franquista, está agora de novo em crise de autenticidade.
Há anos
que se discute se a fotografia da autoria do famoso fotojornalista
Robert Capa
é ou não encenada. Agora um documentário, "
A Sombra do Iceberg
", premiado com o prémio
Melhor documentário ibero-americano
, no
México
, vem outra vez questionar a autenticidade da cena ocorrida em
Cerro Muriano
, povoação dos arredores de
Córdoba
, e feita
em 1936
,
no dia 5 de Setembro
.
As dúvidas levantadas prendem-se com factos investigados.
Hugo Doménech
, professor da Universidade Jaume de Castellón | professor da Universidade Jaume de Castellón
e do jornalista
Raul Riebenbaueur
reuniram um especialista forense, um militar geodésico e um astrofísico e recolheram depoimentos locais. No filme prevalece a ideia de que o miliciano não foi morto
às nove
mas
à uma da tarde
, que há um relato local que diz
Borrel
ter sido morto atrás de uma árvore, que não existe na foto, e que o miliciano fotografado não é o que foi morto
naquele dia
.
O facto de
Capa
viajar então com a namorada
Gerda Taro
(morta pouco depois) e de enviar para
Paris
os rolos todos misturados sem a designação a quem pertencia cada um, ainda lança mais confusão na história. Por outro lado o negativo original nunca mais apareceu, nem a tira com as fotos tiradas
antes
e
depois
. Apesar de se conhecer uma sequência de fotos feitas no mesmo local.
O biógrafo de
Capa
,
Richard Whelan
- falecido há pouco - recusou depor para o documentário e
Cornell Capa
, o irmão de
Robert
, já de idade avançada, nada comenta, remetendo tudo para a sua filha, a fiel depositária do espólio de
Robert Capa
.
A fotografia foi publicada pela primeira vez,
em 1936
, na revista
VU
- pioneira do fotojornalismo moderno e inspiradora de
LIFE
- e
dois anos mais tarde
(como andava devagar então a informação!) na
LIFE
.
Na edição da
VU
Robert Capa
era apresentado como o melhor fotógrafo de guerra do
Mundo | Mundo
e a paginação da reportagem era feito num estilo então vanguardista de fotohistória.
Esta polémica acaba por ser um pouco redundante.
Capa
era de uma coragem à prova de bala a trabalhar no cenário de guerra.
Fotografou por dentro a
Guerra Civil
espanhola, sempre pelo lado republicano, estava no Dia D | no Dia D
na
Normandia
e acabou por morrer ao pisar uma mina na
Indochina
a 25 de Maio de 1954
. Como curiosidade passou por
Portugal
e foi visto no
Café Palladium
dos
Restauradores
pelo jornalista de
O Século
,
Francisco Mata
, já falecido, e que o contou numa crónica do antigo
Sete
.
[...]
Luiz Carvalho
, fotojornalista do
Expresso
| [
{
"label": "PESSOA",
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{
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"type": "REPRODUZIDA"... |
aa25258 |
Salgado
, o fotógrafo da
África
perdida
"
África
" do fotojornalista
Sebastião Salgado
é um murro na alma, um livro que consegue ainda surpreender os nossos olhos tão viciados que estão na catadupa de imagens que invadem o nosso quotidiano. É também o carimbo que autentica a vitalidade do fotojornalismo de referência, no tempo em que num ápice de 5 anos | de 5 anos
a fotografia digital e toda ferramenta que permite uma nova linguagem multimédia, pareciam condenar o preto-e-branco como a última sessão fotográfica.
Conheci o
Sebastião Salgado
em
Fátima
no ano de 1979
. Ao meu lado apareceu um fotógrafo estrangeiro, de ar cansado e que começou a comentar como era louco um velhote com as pernas entrapadas que teimava em iniciar de joelhos mais uma dolorosa promessa. O
António Pedro Ferreira
, outro fotógrafo peregrino, reconheceu-o logo como sendo o
Sebastião Salgado
.
Na época ele ainda não era muito conhecido, tinha iniciado a carreira de fotógrafo
em 1975
, em
Angola
, fotografando a aventura portuguesa na hora da descolonização. Mandara às urtigas uma profissão respeitável de economista e descobrira que a fotografia era o meio ideal para mostrar ao
Mundo
a saga do sofrimento humano.
As suas fotos tinham sido publicadas na
Photo
e no
Paris-Match
, que eu me lembre, e tinham-me marcado pela capacidade de testemunharem momentos únicos, aliando o olhar jornalístico, ao apuro técnico, a sensibilidade social ao rigor estético. Sempre me intrigou, e
hoje
de novo ao ver o "
África
" onde estão também essas fotos, como é que um fotógrafo sem experiência já conseguia enquadrar de uma forma tão rigorosa e com um carácter tão forte. Só os mestres o conseguem com muita maturidade mas ele já alinhava na grelha de partida em primeiro para aquela que acabaria por ser uma carreira fulgurante.
Em
Fátima
,
no dia seguinte pela manhã
voltei a encontrá-lo, sempre com o
António Pedro Ferreira
ao lado, e ele acabou por confessar (o lugar prestava-se a isso!) que tinha adormecido na véspera no quarto do hotel, depois de um jantar reconfortante falhando assim as fotografias da
Procissão das Velas
. Eu já contei esta história mas gosto de a repetir porque ela desmistifica a ideia de que os grandes repórteres são infalíveis. Não são.
Falar das fotografias do
Sebastião Salgado
é redundante. Elas falam, dizem, explicam, sugerem, escondem, denunciam, por si, a visão grandiosa do fotojornalista-autor.
Interessante é o método de
Salgado
para concretizar as suas reportagens. Trabalha com uma equipa reduzida. A mulher, arquitecta, dá-lhe apoio na produção, no design que transporta as fotografias. Depois conta com mais duas ou três pessoas num pequeno apartamento em
Paris
. Por detrás das suas imagens uma ideia, um projecto, uma produção, um fim.
Salgado
não fotografa à solta, não dispara sem objectivo. Por isso as suas fotografias demoram
anos
a fazer, editar, imprimir, mostrar.
Durante muitos anos
o fotógrafo trabalhou nas agências
Sygma
e
Gamma
e mais tarde foi membro da
Magnum
. Para ter fundo de maneio para poder realizar muitas das fotografias que agora aparecem no "
África
", trabalhava nove meses em
Paris
a fazer conselhos de ministros, política, faits-divers, para poder financiar os seus projectos especiais a preto-e-branco com cariz de autor,
durante os restantes três meses do ano
.
O trabalho mais bem pago como fotojornalista foram as fotografias que fez por mero acaso do atentado a
Ronald Reagen
. A revista
Time
tinha-lhe pedido para seguir o
Presidente
durante um mês
, ele fê-lo com alguma contrariedade e acabou por estar no sítio certo, à hora exacta, no instante decisivo. Havia mais dois fotógrafos a seu lado, um deles da
Associated Press
que fez fotos muito melhores, mais nítidas e mais perto, do que as dele, mas
Salgado
conseguiu mesmo assim com a venda dessas imagens, um pouco tremidas, comprar um pequeno apartamento em
Paris
.
A obra de
Salgado
supera muito do que tem sido em geral
nos últimos 30 anos | nos últimos 30 anos
a fotografia documental. Não há outro fotógrafo na arte de testemunhar com uma tão extensa foto-galeria.
Mas se o público enche aos milhares as suas exposições e corre a comprar os seus foto-álbuns, há uma elite da fotografia que questiona o sucesso comercial assente no testemunho da tragédia alheia, mesmo que haja no seu discurso visual e falado uma obsessão de esquerda pelo estado das coisas e pelos desígnios da
Humanidade
.
É um fotógrafo que ainda atravessa
da película para o digital, que permanece um artesão, e que está angustiado porque duvida conseguir no mercado a tempo película a preto e branco para poder acabar o seu novo projecto.
Com "
África
" regressamos ao tempo perdido e com
Salgado
revivemos o melhor que há na essência do fotojornalismo documental.
Luiz Carvalho
, fotojornalista do
Expresso
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THANKSGIVING
COM MINE DE RIEN
Na noite de Acção de Graças
|
Na noite de
Acção de Graças
apresento-vos um blogue escrito dos
EUA
, da cidade onde eu várias vezes passei este feriado. Evidentemente, é mais um blogue de um LEFTista (embora neste caso não vá insistir muito no aspecto
LEFT
porque o rapaz nem é muito disso...). O autor, para além de um velho amigo - conheço-o desde caloiro -, é uma pessoa interessantíssima, e tem com certeza uma perspectiva muito sua a acrescentar ao assunto para mim fascinante das relações entre a
Europa
e a
América
, o
Velho
e o
Novo Continente
. Antes de eu ir para os
EUA
falava-me entusiasmadíssimo do american way of life e de como era boa a comida nas universidades americanas - a escolha de pizzas! os hot-dogs! os hamburgers! - sem se aperceber de como me estava a deixar horrorizado. Depois da
LEFT
o
Pedro
veio para
Paris
fazer
Teoria de Cordas
. Na
Cité Universitaire
arranjou maneira de não ficar
muito tempo
na
Residência André de Gouveia
, indo antes para uma casa que era a cara dele - a
Deutsche de la Meurthe
, a mais antiga, a mais clássica, aquela onde
Simone de Beauvoir
ia visitar o estudante
Jean-Paul Sartre
. Quando eu cheguei, deu-me a conhecer a área de
Montparnasse
e do
Port Royal
.
Nessa altura
era um parisiense com uma costela americana, português q.b. e vagamente judeu. Agora é um americano parisiense, um verdadeiro mangeur de fromage. Pôs a
Europa
e a
Teoria das Cordas
de parte e foi para a melhor cidade da
América do Norte
mostrar que um físico matemático é pau para toda a obra - nem que seja para mostrar que a
Biologia Celular
é só "quebra de simetria" e que não há nada como o outono na
Nova Inglaterra
. Que rica prenda
de Thanksgiving | de Thanksgiving
. Bem vindo,
Pedro
.
EFEMÉRIDE
A 24 de Novembro de 1960
, no restaurante
Le Vrai Gascon
(n.º 82 da rue du
Bac
,
Paris
), em torno dessas figuras majestáticas que eram
Raymond Queneau
e
François Le Lionnais
, nasceu uma das mais heterodoxas correntes literárias
do século XX
. Desafio intelectual e brincadeira de literatos apaixonados pela sua língua, explosiva mistura de cérebros moldados pelas leis da gramática e mentes científicas habituadas a todo o tipo de operações lógicas, o
OuLiPo
(
Ouvroir de Littérature Potentiel
) veio libertar a literatura da forma mais radical: acorrentando-a. Isto é, inventando um sem número de constrangimentos que estimulam a imaginação e a perícia verbal de quem escreve.
Na definição sucinta de
Queneau
, um autor oulipiano é um «rato que constrói o labirinto do qual se propõe sair». Um labirinto de palavras, claro; um labirinto textual. E se grande parte da produção destes autores auto-espartilhados não sobrevive fora do contexto em que surgiu, enquanto mecanismo lúdico ou exercício de estilo, o certo é que os processos do
OuLiPo
estão inscritos na estrutura de algumas obras-primas de autores como
Italo Calvino
(
Se Numa Noite de Inverno um Viajante
) ou
Georges Perec
(
A Vida Modo de Usar
;
La Disparition
; etc). Quanto mais não fosse por isso, já valeria a pena celebrar
os 45 anos | os 45 anos
de um movimento que continua activo e em expansão (investigar aqui).
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A hora da verdade
1.
Hoje à noite
o
Benfica
tem um teste elucidativo sobre o seu verdadeiro valor. Teve-o também antes contra o
Manchester United
, onde passou com distinção, é facto, mas o
Manchester
desta época
e, sobretudo, o
de Dezembro passado
, é uma pálida imitação dos «red devils»
de um passado recente
, que tudo atemorizavam. O
Liverpool
, para além de campeão europeu em título, é melhor equipa e mais calculista. Contra ele, o
Benfica
tem de jogar o seu máximo e então se verá se o seu máximo está ou não ao mais alto nível europeu. Ao iniciar com uma derrota inapelável este terrível ciclo
de nove dias
em que tudo se pode sonhar e tudo se pode perder, o Benfica de Ronald Koeman | Benfica de
Ronald Koeman
parece ter lançado a descrença entre os seus --- adeptos e jornalistas. De repente, a tão louvada equipa
de há três semanas atrás
parece já não inspirar confiança a ninguém e o seu treinador virou um saco de pancada ao alcance de todas as frustrações. Acusa-se
Koeman
de mudar constantemente a equipa, como se ele fosse responsável pelas lesões e castigos ou pela chegada de uma mini-enxurrada de reforços
em Dezembro
, anunciados pela
Direcção
como o suplemento que faltava para a conquista da
Liga dos Campeões
e que ele, logicamente, tinha de experimentar e utilizar. E esquecendo-se até de que foi uma dessas inesperadas «revoluções» na formação da equipa que conduziu à também inesperada vitória contra o
Manchester
. Até se acusa
Koeman
de já ter experimentado quatro guarda-redes, como se fosse ele o culpado pelas lesões de
Quim
e de
Moreira
, pela manifesta impreparação de
Nereu
, ou pela «épica» contratação de
Moretto
, delirantemente saudada pela massa associativa e afins. Embora não me motive muito perceber o que se passa em casa alheia, a mim parece-me que, mais prosaicamente, a questão das esperanças traídas no
Benfica
tem sobretudo a ver com a ilusão criada sobre o valor real da equipa. Tudo começou na época passada, com um
Campeonato
e uma
Taça
ganhos de forma que foi tudo menos convincente mas que, por temor ou reverência, ninguém se atreveu a questionar. Por isso, quando
Luís Filipe Vieira
disse que esta era uma equipa de campeões, toda a gente fingiu que sim, e, quando, reforços acrescentados, ele passou a dizer que esta era uma equipa capaz de chegar à final e talvez ganhar a
Champions
, continuaram todos a fingir que acreditavam. Depois, houve a vitória sobre o
Manchester
e a série de sete triunfos consecutivos na
Liga portuguesa e foi ver o
José Veiga
, de peito feito, a anunciar a inevitável revalidação do título e a
Europa
ao virar da esquina. Mas ninguém se deteve a pensar quantos, desses sete jogos, foram ganhos sem dúvidas de arbitragem e através de exibições convincentes, porque é um crime de lesa-majestade questionar o mérito dos triunfos benfiquistas. E assim se criou a verdade oficial de que estava aí um grande
Benfica
, que nada nem ninguém conseguiriam parar. Agora, três súbitas derrotas depois, cai-se no extremo oposto. E na pior altura, quando a equipa mais precisava da confiança dos seus. Mas, se
entre hoje e domingo
, tudo correr mal para os benfiquistas, é certo e sabido que quem semeou os ventos de ilusão não colherá as tempestades de desilusão. Isso está guardado para um bode expiatório mais conveniente.
2. O
Benfica
jogava em
Guimarães
sob o peso de ter três jogadores ameaçados de não poderem defrontar o
FC Porto
caso vissem um cartão amarelo.
Lucílio Baptista
foi a escolha adequada para a ocasião (mas digo desde já que nenhum daqueles três mereceu um amarelo). Mas, no resto,
Lucílio
não deixou os seus predicados por mãos alheias: num jogo sem dureza nem indisciplina, com faltas distribuídas por igual por ambas as equipas,
Lucílio Batista
conseguiu marcar o dobro de faltas ao
Vitória
, deixando inúmeras por assinalar contra o
Benfica
, e mostrar sete cartões amarelos a jogadores do
Guimarães
contra apenas um aos benfiquistas.
3. E, a propósito do «
Apito Dourado
», essa mega investigação judicial, que parece ter o condão de vir a arrastar-se
durante anos
, tornando alguns eternamente suspeitos (ou até mesmo já condenados, a quem isso convém) e outros estranhamente imunes às suspeitas, aguardei com alguma curiosidade o despacho de pronúncia, no que se refere ao
presidente do FC Porto | presidente do FC Porto
. Mas, afinal e como aqui antecipei desde o início, a montanha pariu um rato, ou pior ainda, pariu a insustentável continuação das suspeitas por confirmar. Mais de um ano de investigações decorrido, depois daquele imenso aparato policial-mediático para ouvir o «suspeitíssimo»
Pinto da Costa
, depois de dezenas ou centenas de milhares de contos gastos aos contribuintes, depois de não sei quantas prorrogações de prazo a favor do
Ministério Público
, depois do reforço extraordinário dos meios de investigação, a «task force » judicial de
Gondomar
conclui apenas em extrair certidões do processo para que outros continuem a investigar
Pinto da Costa
. E, quanto a factos novos, indícios novos, provas recolhidas, nada. A suspeita «gravíssima» mantém-se rigorosamente a mesma
de há um ano atrás
:
em 2004
, o
FC Porto de José Mourinho
|
FC Porto
de
José Mourinho
, já virtual campeão nacional, com alguns onze pontos de avanço sobre o segundo classificado, o
Benfica
, a semanas de se tornar campeão europeu, terá subornado, com recurso a «meninas» o árbitro do encontro no
Dragão
contra o
E. Amadora
, em vias de despromoção, como forma de garantir a vitória no jogo --- parece que, de outra maneira, não conseguiriam ganhar. E é nisto que se gasta o tempo e o dinheiro dos contribuintes: não fazendo justiça, mas mantendo eternas as suspeitas que a tantos convém. Mas também a verdade é que, à luz do que está em causa---e é apenas isto--- só acredita, ou finge acreditar, quem quer.
4. E, pé ante pé, o
Sporting
está a cinco pontos do
FC Porto
e poderá ficar a dois se,
domingo
na
Luz
, a equipa de
Adriaanse
falhar mais uma vez num jogo decisivo. Dou-me conta, já
há um tempo
, que muito pouco ou quase nada tenho escrito sobre o
Sporting
esta época. A razão é simples e vai parecer escandalosa aos olhos dos indefectíveis sportinguistas, mas acarreto as consequências de porventura vir a ter de engolir o que vou escrever: não vejo que o
Sporting
tenha futebol para ser campeão nacional, esta época. Estão em segundo lugar, já só a cinco pontos e ainda vão receber o
FC Porto
em
Alvalade
? Pois, é facto. Mas, mesmo assim, não me convencem. Ainda
esta semana
o que vi, contra o
Paços de Ferreira
e em
Alvalade
, foi uma equipa que chegou ao golo num penalty duvidoso e caído dos céus, que dele viveu toda a segunda parte, sem criar uma só oportunidade de golo e que, já próximo do final, marcou o segundo golo numa jogada precedida de falta e ainda um terceiro depois da hora. Um
3-0
absolutamente enganador, num jogo que não mereceu sequer ganhar. Como disse, é possível que ainda tenha de engolir esta opinião. Mas, se isso acontecer, é porque o
FC Porto
entregou o ouro ao bandido.
©
Miguel Sousa Tavares
-
Jornal "A Bola"
| Jornal "
A Bola
"
-
21.02.2006
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aa58069 |
Preço do barril de crude chegou ao nível histórico de
100 dólares
03.01.2008
-
08h46
Por
Lurdes Ferreira
Às 17h30
de ontem
em
Lisboa
, a vaga especulativa do mercado do petróleo convergiu com as previsões
dos últimos meses
que davam como certa a chegada do preço do crude aos
100 dólares
. As projecções tornaram-se realidade,
ao fim de um ano
em que o preço desta matéria subiu
58 por cento
e que foi também o maior aumento anual
da última década
.
O recorde histórico verificou-se na bolsa mercantil de
Nova Iorque
, com a transacção do crude de tipo leve, de referência para o mercado dos
EUA
, com entrega
para Fevereiro
, a pular mais de três dólares numa só sessão e a bater na marca histórica dos
100 dólares
. Baixou pouco depois para os
99,17 dólares
. Em
Londres
, o
Brent do Mar do Norte
|
Brent
do
Mar do Norte
, também com entrega
para Fevereiro
, subiu igualmente
mais de três dólares
e passou pela primeira vez o patamar dos
97 dólares
. O novo máximo histórico ficou em
97,74 dólares
.
A onda de violência na
Nigéria
e a instabilidade no
Paquistão
são apontadas como o curto-circuito que faltava ao conjunto de pressões acumuladas sobre os preços do crude
nos últimos anos
. Umas são estruturais: dificuldade da oferta responder a uma crescente procura, com dois países a liderarem a pressão consumista (
China
, que já é o segundo maior consumidor do mundo, e a
Índia
); escassez do sistema de refinação aliada à resistência do cartel dos países exportadores, a
OPEP
, em aumentar significativamente a sua produção. Outras são conjunturais: temperaturas frias do pico
do Inverno
; e a descida das reservas dos
EUA
, o maior mercado consumidor do mundo. Outras são técnicas e com impacto que promete durar: depreciações do dólar face ao euro, quando esta matéria-prima é cotada na moeda norte-americana e as reservas dos países produtores também são em dólares, ao mesmo tempo que reforça o poder de compra dos investidores munidos de outras divisas.
"Vamos aqui ficar [no patamar dos
100 dólares
], enquanto houver um desequilíbrio entre a oferta e a procura", afirmou à
France Presse
o analista do mercado de capitais da
BMO
,
Bart Melek
.
Para este desequilíbrio contribui agora a nova vaga de violência da
Nigéria
, país que
nos últimos anos
já perdeu
25 por cento
da sua produção, sendo o primeiro produtor africano, oitavo mundial e quinto fornecedor dos
EUA
. Para os analistas, o risco de ruptura de fornecimento neste país, com a morte de
12
pessoas na passagem de ano, é agora superior ao que foi
nos últimos meses
. E contribui também a situação geopolítica no
Paquistão
,
uma semana depois
do assassinado de
Benazir Bhuto
- não sendo um produtor importante, situa-se numa região estratégica para a produção de petróleo.
A situação destes dois países "provocou o regresso de muito capital especulativo ao mercado", segundo o
presidente da Ritterbusch & Associates | presidente da Ritterbusch & Associates
,
Jim Ritterbusch
, citado pela
Reuters
.
Mas estes não são os únicos dois países em turbulência geopolítica. É também o
Quénia
, "ao lado da
Nigéria
, que se incendeia", diz
Moncef Kaabi
, da
Natixis
, é também a
Turquia
, com as operações contra os separatistas curdos no
Norte
, justificando que mercados como o do petróleo "traduzem a inquietação e a incerteza dos investidores". Por outro lado, os
EUA
deverão anunciar ainda
hoje
a situação dos seus stocks de crude, mas os dados disponíveis antecipam o anúncio de uma nova quebra, pela sétima semana consecutiva, desta vez em
1,8 milhões
de barris, face ao aumento da actividade das refinarias, de acordo com um inquérito da
Reuters
.
O preço actual do petróleo ficou agora mais próximo do pico de
100 dólares
de 1980
provocado pela guerra entre o
Irão
e o
Iraque
, dois países-membros da
OPEP
. O preço de então ajustado à inflação representa
hoje
101,7 dólares
.
A convicção dominante no mercado, a avaliar pelos analistas contactados pela
Reuters
, é a de que o preço desta matéria-prima continuará provavelmente a subir
nos próximos cinco anos
, a não ser que o crescimento económico abrande e abrande também a procura de combustível. A pressão para a subida de preços que se verifica
desde 2002
continua a ter condições para manter o ritmo: algumas regiões fora da
OPEP
, nomeadamente o mar do
Norte
, têm a sua produção em declínio, a
China
mantém um intenso ritmo de procura de combustível e o sistema de refinação continua a enfrentar uma escassez de capacidade para os produtos de grande qualidade.
Para analistas como
Kris Voorspools
, da
Fortis
, em
Bruxelas
, o "preço do petróleo pode continuar a subir", por se estar perante o "simples fundamento da oferta e da procura".
Mas há quem defenda, embora em minoria, que os preços elevados podem levar a uma recessão global, uma opinião expressa por
Nauman Barakat
,
vice-presidente da Macquarie Futures
|
vice-presidente da Macquarie Futures dos EUA
.
| [
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... |
aa56088 |
Direitos Fundamentais
Pöttering
,
Sócrates
e
Barroso
assinam
Carta dos Direitos Fundamentais da UE | Carta dos Direitos Fundamentais da UE
Os Presidentes do Parlamento Europeu, do Conselho e da Comissão | Presidentes do Parlamento Europeu, do Conselho e da Comissão assinaram,
a 12 de Dezembro de 2007
, em
Estrasburgo
, a
Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia | Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia
,
um dia antes
da assinatura do
Tratado de Lisboa
, na capital portuguesa. Os três salientaram o "dia histórico" para os cidadãos europeus e também o "desafio quotidiano" e o "compromisso das instituições europeias" de respeitar e promover os direitos e valores fundamentais.
"Trata-se de um dia feliz para as cidadãs e os cidadãos da
União Europeia
", em que se festejam "os nossos valores comuns", afirmou o
Presidente do Parlamento Europeu | Presidente do Parlamento Europeu
,
Hans-Gert PÖTTERING
, no discurso que antecedeu a assinatura da
Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia | Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia
.
Relembrando o "caminho significativo" que foi necessário percorrer até chegar a este momento, afirmou que "os ensinamentos da história da
Europa
foram tomados em consideração", num documento que garante "valores como a liberdade e a segurança".
"Com a proclamação da
Carta
, temos a obrigação e a oportunidade de dar aos
quase 500 milhões
de cidadãos a ideia de uma
Europa
unida. Somos essencialmente uma comunidade de valores -- são estes valores comuns que constituem o fundamento da
União Europeia
", declarou.
Hans-Gert PÖTTERING
destacou ainda a importância, para o
PE
, de ver reconhecido o valor juridicamente vinculativo da
Carta
, um passo "essencial no quadro de reforma dos
Tratados
e essencial para a identidade europeia".
"Sem estes valores, a
União Europeia
não teria futuro". Dentro e fora da
Europa
, "temos o dever de sempre defender a dignidade e os direitos humanos", concluiu.
Também o
Presidente em exercício do Conselho da UE | Conselho da UE
José SÓCRATES
, destacou
o dia de hoje
como "uma data fundamental na história da integração europeia".
"
A partir de hoje
, e talvez para incómodo de alguns, os direitos fundamentais passam formalmente, e de forma irreversível, a fazer parte do património comum da
UE
. Um património ético, de cidadania e do melhor que há na civilização europeia!", afirmou o
Primeiro-Ministro
português.
Manifestando-se "muito honrado como europeu e como português" por participar na cerimónia de proclamação da
Carta dos Direitos Fundamentais da UE | Carta dos Direitos Fundamentais da UE
-- que definiu como "a mais importante de toda a carreira política" --
SÓCRATES
salientou ainda o compromisso assumido pelas três instituições --
PE
,
Conselho
e
Comissão
-- de que "os valores fundamentais serão respeitados e aplicados".
A
Carta
"representa um compromisso das instituições da
União
de a respeitarem e aplicarem quotidianamente. Só assim seremos dignos herdeiros do que há de melhor na nossa identidade colectiva e tradição comum de uma
Europa
que honra os direitos e as garantias dos cidadãos".
Para
SÓCRATES
, esta
Carta
"vai para além" dos cidadãos da
UE
, representando "um esteio fundamental da convicção de um mundo melhor e de que os direitos são universalmente respeitados".
Expressando ainda a "honra" por
Portugal
ficar associado a "uma importante etapa da cidadania europeia" -- foi durante a
Presidência
em 2000
que se iniciou a
Convenção
que deu origem à
Carta
e é durante a actual
Presidência
que a
Carta
é proclamada --
SÓCRATES
alertou, no entanto, para o facto de a tarefa ainda não estar acabada.
"O combate pelos direitos fundamentais é uma tarefa quotidiana, uma tarefa sem fim, dos
Estados
, das sociedades civis, das empresas, dos sindicatos, dos cidadãos. A sua defesa é o reconhecimento de um valor essencial à identidade europeia, faz parte do nosso código genético, e esta é a
Europa
a que eu quero pertencer", concluiu.
Também o
Presidente da Comissão Europeia | Presidente da Comissão Europeia
,
José Manuel Durão BARROSO
, declarou que, com a
Carta dos Direitos Fundamentais
, a
Europa
está "mais equipada para levar a cabo o seu combate pela liberdade, democracia e paz".
"A
Carta
encorajará a
UE
numa verdadeira cultura dos direitos fundamentais. Comprometemo-nos, sobretudo, a respeitar os nossos próprios direitos. Pode parecer fácil de assumir, mas é, na verdade, um verdadeiro desafio quotidiano", salientou
BARROSO
.
"Trata-se de um êxito extraordinário de que a
UE
se deve sentir orgulhosa. É particularmente importante que aconteça numa
Europa
alargada que esteve dividia por regimes ditatoriais. Se conjugarmos esforços para estimular esta cultura de direitos humanos, daremos um contributo essencial para uma
Europa
de valores", concluiu.
Depois de a
Carta
ser assinada pelos
Presidentes
das três instituições, ouviu-se o hino europeu no hemiciclo de
Estrasburgo
.
A cerimónia de proclamação foi interrompida em diversas ocasiões por uma minoria de deputados que protestaram nas últimas bancadas do hemiciclo, exigindo a realização de um referendo ao
Tratado de Lisboa
. Os protestos foram calados pelos aplausos da maioria dos eurodeputados e pelo próprio
Presidente do Conselho | Presidente do Conselho
, no início do seu discurso: "Por mais que muitos gritem tentando impedir os outros de falar, esta é uma data fundamental da história europeia", afirmou
José SÓCRATES
.
O
líder do PPE/DE | líder do PPE/DE
,
Joseph DAUL
, criticou os protestos, afirmando que o
PE
é "um hemiciclo onde reina a democracia" não sendo, por isso, "digno actuar desta maneira".
No mesmo registo,
Martin SCHULZ
(
PSE
,
DE
),
líder do PSE | líder do PSE
, recordou que, na
República de Weimar
, se queria acabar com os inimigos em forma de coro e quem dirigia esse coro era
Hitler
".
Do grupo
ALDE
,
Graham WATSON
lançou uma petição para que a
Presidência do PE | Presidência do PE
use os poderes que lhe confere o regimento "para mandar embora um deputado que se comporte de maneira indigna": "Uma atitude como esta não se pode tolerar e traz-nos o pior de um estádio de futebol", afirmou.
Francis WURTZ
, da
CEUE/EVN
, condenou "de maneira absoluta as declarações antieuropeias e indignas" que se ouviram no hemiciclo: "O meu grupo está a favor de um referendo, mas opõe-se a acções como esta", afirmou.
Também o
co-presidente dos Verdes/ALE | co-presidente dos Verdes/ALE
,
Daniel COHN-BENDIT
, se mostrou "consternado" com o ocorrido, mas pediu que não se dramatize a situação: "Há
50
loucos mas há
700
sãos"; "não peçamos a expulsão destes loucos porque um
Parlamento | Parlamento
livre é aquele que aguenta os loucos que lhe são desagradáveis".
Da mesma forma, para
Brian CROWLEY
, da
UEN
, o ocorrido "superou o permissível".
Do grupo
IND/DEM
,
Jens-Peter BONDE
assinalou que, pessoalmente, não participou nos protestos mas que vestiu a camisola com a referência à realização de um referendo, que faz parte da vida democrática.
Consultar
http://www.eu2007.pt/UE/vPT/Noticias_Documentos/20071212DiscursoPM.htm
Discurso de
José Sócrates
na cerimónia de
Proclamação da Carta dos Direitos Fundamentais
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"... |
bob-14949 |
"
Pequena Notável
" ou a "
Brazilian Bombshell
"
Depois de ser exibida no
Rio
, chega a
São Paulo
a mostra
Carmen Miranda para sempre
, que será inaugurada
hoje
para convidados e
amanhã
para o público no
Memorial da América Latina | Memorial da América Latina
. Fotos, roupas (algumas são releituras contemporâneas de seu estilo), objetos, são
mais de 700
peças reunidas (além de filmes e músicas) para contar a história da "
Pequena Notável
" ou a "
Brazilian Bombshell
" - não há no mundo quem não conheça essa genial estrela que conquistou o
Brasil
, a
Broadway
e
Hollywood
.
A imagem recorrente que vem à cabeça é a da baiana com badulaques na cabeça sempre sorridente - ela se apresentava com nada menos que
20 quilos
sobre o corpo, entre roupas e acessórios, e uma plataforma de
15 cm
de altura.
Carmen Miranda
(
1909-1955
) "nasceu personagem, era uma artista" , como diz o jornalista e escritor
Ruy Castro
, que há pouco lançou uma biografia sobre a estrela. Apesar do enorme sucesso conquistado
a partir do fim da década de 1930
nos
EUA
, para
Ruy Castro
a fase da artista no
Brasil
é a que precisa ser "urgentemente conhecida pelo público brasileiro". Ele, que fez consultoria dos textos presentes na mostra, vai realizar uma palestra gratuita
na sexta-feira, ,
às 19h30
, sobre a vida e a obra da artista na
Biblioteca Victor Civita
, no
Memorial
.
Carmen Miranda para sempre
é um projeto que vem sendo realizado
há mais de dois anos
. Com curadoria de
Fabiano Canosa
, a mostra feita com peças da própria coleção de
Canosa
, do
Museu Carmen Miranda
(inaugurado
em 1976
) e da família da artista, tem percurso cronológico e está dividida em núcleos. Inicia com o nascimento em
Portugal
e inclui imagens de sua família. Depois, vem a fase brasileira, "quando ela era a rainha do disco, do rádio, do cineteatro e fez filmes que estão quase todos destruídos, uma tragédia". Um dos únicos que restaram é
Alô, Alô Carnaval
,
de 1936
, que
Carmen
fez ao lado de sua irmã
Aurora
, morta
em dezembro
- como conta o curador. Não era ainda a
Carmen Miranda
dos badulaques. Era uma "mulher art déco
dos anos 30
", como diz
Canosa
, que usava calças, ternos e vestidos belos - em particular, há uma sala especial com retratos da artista feitos
em 1931
, em
Buenos Aires
, pela alemã
Annemarie Heinrich
.
E foi durante uma de suas apresentações no
Cassino da Urca | Cassino da Urca
, no
Rio
,
em 1939
, que o produtor americano
Lee Shubert
viu
Carmen
e se encantou. Levou-a para a
Broadway
e o sucesso foi inevitável. Ela, com o
Bando da Lua
, ficou consagrada já no início com o espetáculo
The Streets of Paris
.
Daí em diante, tornou-se uma das maiores celebridades que o mundo já conheceu.
Serviço
Carmen Miranda para sempre
.
Galeria Marta Traba
.
Memorial da América Latina | Memorial da América Latina
.
Av. Auro Soares de Moura Andrade
, 664, 3823-4741.
9h/18h
(fecha
2.ª
). Grátis.
Até 16/4
. Abertura
hoje
,
19h30
, para convidados.
Diariamente
,
às 10h30
e
às 15h
, exibição do documentário
Bananas Is My Business
| [
{
"label": "PESSOA",
"type": "INDIVIDUAL",
"start": 16,
"end": 31
},
{
"label": "PESSOA",
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"start": 53,
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{
"label": "LOCAL",
"type": "HUMANO",
"start": 124,
"end": 127
},
{
"label": "LOCAL",
"type": "HUMANO",
"s... |
bob-37600 |
Educação Ambiental
Este espaço se destina a divulgar os principais
Programas
,
Projetos
e
Ações
desenvolvidos pela
Coordenação-Geral de Educação Ambiental
que tem como eixos centrais:
Fortalecimento da Política Nacional de Educação Ambiental
-
Lei 9795/99
;
Formação Continuada na Educação Básica
;
Fomento a projetos de Educação Ambiental | Fomento a projetos de Educação Ambiental
;
Educação Ambiental no Ensino Superior
.Estas ações, em sua maior parte, estão em consonância com as ações procedidas no âmbito da
Diretoria de Educação Ambiental
-
DEA
, do
Ministério do Meio Ambiente
; guardadas suas competências e atribuições específicas.
Enraizamento da
Educação Ambiental
no
Brasil
Ações do
Órgão Gestor
desenvolvidas junto às
Unidades da Federação | Unidades da Federação
, a fim de articular e fortalecer entidades, instituições e colegiados que trabalham com
Educação Ambiental
, incentivando a organicidade entre as ações, projetos e programas.
Mapeamento da
EA
no
Ensino Superior
Contribuir para a ampliação do debate a respeito da
Educação Ambiental
(
EA
) em instituições de educação superior (
IES
) brasileiras, com vistas à reflexão sobre políticas públicas educacionais que considerem a dimensão ambiental na formação dos profissionais de nível superior das diferentes áreas do conhecimento. Ver síntese da pesquisa.
O que fazem as escolas que dizem que fazem
EA
Quais são os caminhos utilizados pelas escolas em
Educação Ambiental
? Para responder a essa pergunta, uma parceria entre a
Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade
-
SECAD/MEC
, o
INEP
e a
Associação Nacional de Pesquisa em Educação
-
ANPED
possibilitou a elaboração de uma pesquisa para aprofundar os dados obtidos no
Censo Escolar
(
2001-2004
) e conhecer melhor como estas alternativas são processadas e significadas nos diferentes contextos escolares, possibilitando uma compreensão qualitativa dos caminhos de inserção da
Educação Ambiental
no ensino fundamental.
Educação de Chico Mendes
Programa de fomento a projetos de educação ambiental no ensino básico
O
Programa Educação de Chico Mendes
surgiu para dar continuidade à construção permanente da educação ambiental e à promoção de um círculo virtuoso na busca do conhecimento, pesquisa e geração de saber e ações transformadoras a partir das escolas e das comunidades locais. [...]
- Formação continuada de professores em
Educação Ambiental
A
Resolução nº 13
do
FNDE
dá continuidade do
Programa Vamos Cuidar do Brasil com as Escolas
, estabelecendo normas para o apoio financeiro a projetos de formação de professores em
Educação Ambiental
. Tais projetos de formação envolverão professores do segundo ciclo do ensino fundamental (
5a
a
8a
séries), de escolas públicas que participaram do processo da
II Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente
; e à elaboração, aquisição, reimpressão ou reprodução do material didático empregado na formação. O objetivo desta ação, é estimular, em professores, alunos e gestores de educação, a leitura crítica da realidade a partir da diversidade e do meio ambiente e a participação no processo de construção de conhecimentos, pesquisa e intervenção cidadã com base em valores voltados à sustentabilidade da vida em suas múltiplas dimensões. Os projetos de formação devem aprimorar a qualidade da abordagem da educação ambiental que, segundo
Censo
do
INEP
|
Censo do INEP
|
Censo do INEP
, encontra presente em
94,5%
d
as escolas do ensino fundamental do
Brasil
.
Portfolio do
Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental
Reúne um resumo de todos os programas, projetos e ações do
Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental
.
Programa Juventude e Meio Ambiente
Este
Programa
se propõe a incentivar e a aprofundar o debate socioambiental com foco em políticas públicas, deflagrando um processo de formação de jovens e de fortalecimento dos
Coletivos Jovens de Meio Ambiente
existentes em todo o país. A proposta dos
Coletivos Jovens
vem sendo construída e implementada
desde 2003
, a partir da realização da
I Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente
. (*acesse a proposta de identidade visual dos
Coletivos Jovens
para compreender melhor esses grupos*)
O
Manual Orientador para Coletivos Jovens de Meio Ambiente
é uma das publicações do
Programa
, e tem como objetivo contribuir para o fortalecimento dos
Coletivos Jovens
(
CJs
) já existentes e estimular a formação de novos
Coletivos Jovens
em municípios.A principal linha de ação do
Programa
é a formação de jovens na área socioambiental, em cinco temas principais:
Educação Ambiental
;
Fortalecimento Organizacional
;
Educomunicação
;
Empreendedorismo
; e
Participação Política
. Trata-se de um processo de formação presencial e a distância, e que envolverá jovens de todos os estados brasileiros.
Orientações Curriculares
Ensino Médio
A
Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade
(
SECAD
) foi convidada pelo departamento de
Ensino Médio
da
Secretaria de Educação Básica
(
SEB
) a participar do processo de reelaboração dos
Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio
, no intuito de produzir textos que contemplassem a perspectiva da diversidade.Nesse sentido, a
SECAD
fez uma oficina com a participação de suas coordenações-gerais onde foi trabalhada a questão da diversidade no currículo como forma de orientar as atividades pedagógicas, ou seja, definir qual a concepção de currículo e diversidade que se quer trabalhar, quais os objetivos e qual a melhor maneira de inserir as diferentes temáticas nas áreas e disciplinas do ensino médio. Cada coordenação produziu um texto procurando articular as várias temáticas, que resultará num
Caderno de Diversidade
para acompanhar os
Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio
.
Com-vida MEC
Programa Institucional de Gestão Ambiental do MEC
|
Programa Institucional de Gestão Ambiental
do
MEC
que visa a melhor gestão dos recursos naturais e a diminuição dos impactos ambientais gerados pelas suas atividades.
| [
{
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"label": "OBRA",
"type": "PLANO",
"start": 1... |
hub-16268 |
AdC
dá aprovação à compra da
Carrefour Portugal
pela
Sonae
A
Autoridade da Concorrência
formalizou
hoje
a decisão de não oposição à compra da
Carrefour Portugal
pela
Sonae Distribuição
, que fica obrigada à alienação, de pelo menos, dois supermercados
Modelo
.
Além da alienação das lojas
Modelo
de
Eiras
, no distrito de
Coimbra
e de
Lagoa
, no concelho de
Portimão
, a
Sonae Distribuição
comprometeu-se à desafectação de áreas de vendas do retalho alimentar em
Paços de Ferreira
,
Penafiel
e de
Valongo
,
Porto
, de acordo com o comunicado
hoje
divulgado no site da
Autoridade da Concorrência
.
A entidade liderada por
Abel Mateus
tinha já comunicado,
a 10 de Dezembro
, à
Sonae Distribuição
, a «decisão provável de não oposição», que se tornou agora efectiva.
A
Sonae Distribuição
comprometeu-se a cumprir algumas condições para manter uma concorrência efectiva em todos os mercados relevantes analisados pela
Autoridade da Concorrência
, nomeadamente,
Montijo
,
Seixal
,
Barreiro
,
Paços de Ferreira
,
Penafiel
,
Grande Porto
,
Viana do Castelo
,
Coimbra
e
Portimão
.
Entre os compromissos assumidos pela
Sonae Distribuição
, conta-se ainda o de não apresentar pedidos de novas licenças para retalho de base alimentar nos mercados relevantes
Montijo
,
Seixal
,
Barreiro
,
Paços de Ferreira
,
Penafiel
,
Viana do Castelo
, coimbra e
Portimão
.
No mercado relevante de
Viana do Castelo
, a
Sonae
terá que alienar o projecto da loja
Carrefour
e, se não existir comprador para o projecto, não poderá utilizar a licença num prazo de
cinco anos
a contar da decisão da
Autoridade
, salvo se, entretanto, tiver aberto ao público algum hipermercado concorrente na região, segundo o comunicado da
AdC
.
No
Grande Porto
, a
Sonae
terá que converter o projecto
Carrefour
para o
Campo 24 de Agosto
em supermercado
Modelo
, o que equivale a uma redução da área afecta à actividade de base alimentar em, pelo menos,
1.500 metros quadrados
.
| [
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hub-49343 |
Afonso de Albuquerque
Biografia
Foi educado na corte de D. Afonso V. Partiu na esquadra mandada em 1480 em socorro do rei D. Fernando de Nápoles | rei D. Fernando de Nápoles, «para reprimir o furor dos turcos». Esteve na expedição de 1489 para defender a fortaleza da Graciosa, situada da ilha que o rio Luco forma junto da cidade de Larache. Foi estribeiro-mor do rei D. João II, a quem em 1476 acompanhou nas guerras com Castela. Esteve assim nas praças-fortes de Arzila e Larache (Marrocos) em 1489, e em 1490 faz parte da guarda de D. João II, tendo voltado novamente a Arzila em 1495.
Em 6 de abril de 1503 partiu para a Índia com o primo Francisco de Albuquerque, comandando cada qual três naus, tendo participado em várias batalhas, erguido a fortaleza em Cochim e estabelecido relações comerciais com Coulão.
De regresso ao reino de Portugal, «mais cheio de glórias que de despojos», foi bem acolhido por D. Manuel que em 1506 o tornou a enviar ao Oriente em companhia de Tristão da Cunha e nomeando-o governador da Índia | governador da Índia na sucessão do vice-Rei D. Francisco de Almeida. Neste posto, conquistou vários portos em Omã acabando por chegar à riquíssima cidade de Ormuz, que se tornou tributária de Portugal. Em 1510 toma Goa ao turco Hidalcão e em 1511 toma Malaca, abrindo aos portugueses o acesso às especiarias das Molucas e ao comércio com a China.
Em Fevereiro de 1513 Albuquerque parte para o estreito de Bab-el-Mandebe, tentando tomar Áden sem êxito. Com a construção da fortaleza de Ormuz em 1515 concluiu o seu plano de domínio dos pontos estratégicos que permitiam o controlo marítimo e o monopólio comercial da Índia.
Em 1514 na Índia dedicou-se à administração e diplomacia, a concluir a paz com Calecute, a receber embaixadas de reis indianos e a consolidar e embelezar Goa, onde, por meio do casamento de portugueses com mulheres indígenas procura criar uma raça luso-indiana. O seu prestígio chegara ao auge criando as bases do Império Português no Oriente | Império Português no Oriente.
Jaz em local desconhecido em Goa, na India? Ora, quando morreu, conta Diogo Barbosa Machado na Bibliotheca Lusitana (Tomo I, página 23) que «foi amortalhado com o manto da Ordem militar de Santiago, de que era comendador, sepultado na igreja de Nossa Senhora da Serra em Goa, que edificara em agradecimento do feliz sucesso da conquista de Malaca. Passados 51 anos | Passados 51 anos, foi trasladado, como dispusera seu testamento, ao convento de Nossa Senhora da Graça dos Religiosos Eremitas de Santo Agostinho | Nossa Senhora da Graça dos Religiosos Eremitas de Santo Agostinho da corte, para onde foi conduzido em 19 de maio de 1566 com pompa».
| [
{
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hub-15590 |
Nuno Álvares Pereira
Biografia
Nuno Álvares Pereira
nasceu na vila de
Cernache do Bonjardim
, concelho da
Sertã
. Era filho de
Álvaro Gonçalves Pereira
e de
Iria Gonçalves do Carvalhal
.
Casou com
Leonor de Alvim
,
em 1377
em
Vila Nova da Rainha
, freguesia do concelho de
Azambuja
.
Quando o
rei Fernando de Portugal | rei Fernando de Portugal
morreu
em 1383
, sem herdeiros a não ser a
princesa Beatriz
casada com o
rei João I de Castela | rei João I de Castela
,
Nuno
foi um dos primeiros nobres a apoiar as pretensões de
João
, o
Mestre de Avis
à coroa. Apesar de ser filho ilegítimo de
Pedro I de Portugal
|
Pedro I
de
Portugal
,
João
afigurava-se como uma hipótese preferível à perda de independência para os castelhanos. Depois da primeira vitória de
Álvares Pereira
frente aos castelhanos na batalha dos
Atoleiros em Abril de 1384
,
João de Avis
nomeia-o
Condestável de Portugal
|
Condestável
de
Portugal
e
Conde de Ourém
.
O génio militar de
Nuno Álvares Pereira
foi decisivo na
Batalha de Aljubarrota
.
O génio militar de
Nuno Álvares Pereira
foi decisivo na
Batalha de Aljubarrota
.
A 6 de Abril de 1385
,
João
é reconhecido pelas cortes reunidas em
Coimbra
como
Rei de Portugal
|
Rei
de
Portugal
. Esta posição de força portuguesa desencadeia uma resposta à altura em
Castela
.
João de Castela | João de Castela
invade
Portugal
com vista a proteger os interesses de sua mulher
Beatriz
.
Álvares Pereira
toma o controlo da situação no terreno e inicia uma série de cercos a cidades leais a
Castela
, localizadas principalmente no
Norte
do país.
A 14 de Agosto
,
Álvares Pereira
mostra o seu génio militar ao vencer a batalha de Aljubarrota à frente de um pequeno exército de
6,000
portugueses e aliados ingleses, contra as
30,000
tropas castelhanas. A batalha viria a ser decisiva no fim da instabilidade política
de 1383-1385
e na consolidação da independência portuguesa. Finda a ameaça castelhana,
Nuno Álvares Pereira
permaneceu como condestável do reino e tornou-se
Conde de Arraiolos e Barcelos
.
Entre 1385 e 1390
, ano da morte de
João de Castela
|
João
de
Castela
, dedicou-se a realizar raides contra a fronteira de
Castela
, com o objectivo de manter a pressão e dissuadir o país vizinho de novos ataques.
Do seu casamento com
Leonor de Alvim
, o
Condestável
teve apenas uma filha,
Beatriz Pereira de Alvim
, que se tornou mulher de
Afonso
, o primeiro
Duque de Bragança
, sendo assim um dos antepassados da actual casa real portuguesa. Lembrado como um dos melhores generais portugueses, abraça,
nos últimos anos
, a vida religiosa carmelita.
| [
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hub-67792 |
Amadeo de Souza-Cardoso
Vida
A sua familia era rica e influenciou-o a ingressar no curso de Direito na Universidade de Coimbra | Universidade de Coimbra. Depressa desistiu do curso e mudou-se para o curso de Arquitectura na Academia de Belas Artes de Lisboa | Academia de Belas Artes de Lisboa em 1905. O curso nao satisfaz o seu genio criativo, por isso parte para Paris em 1906 instalando-se em Montparnasse com a intençao de continuar a estudar. As suas primeiras experiências artisticas conhecidas foram desenhos e caricaturas, depois dedicou-se à pintura. Poder-se-á dizer que foi um pintor impressionista, expressionista, cubista, futurista mas sempre recusou qualquer rotulo. Apesar das multiplas influencias procurava a originalidade e a criatividade na sua obra. Em 1908 instala-se no número catorze da Cité de Falguière. Frequentou ateliers preparatórios para Academia de Beaux-Arts e a Academia Viti do pintor catalão Anglada Camarasa mas, apesar disso, nao chega a ser admitido. Em 1910 esteve alguns meses em Bruxelas e em 1911 expôs trabalhos no Salon des Indépendants, em Paris, aproximando-se progressivamente das vanguardas e de artistas como Amedeo Modigliani, Constantin Brancusi, Alexander Archipenko, Juan Gris e Robert Delaunay. Em 1912 publicou um álbum com vinte desenhos e, em seguida, copiou o conto de Gustave Flaubert, "La Légende de Saint Julien l'Hospitalier", trabalhos ignorados pelos apreciadores de arte.
Depois de participar em 1913 numa exposição com oito trabalhos nos Estados Unidos da América, no Armory Show, voltou a Portugal, onde teve a ousadia de realizar duas exposições, respectivamente em Porto e em Lisboa. Nesse ano participou ainda no Herbstsalon da Galeria Der Sturm, em Berlim. Em 1914 encontrou-se em Barcelona com Antoni Gaudí, e parte para Madrid onde é surpreendido pelo início da I Guerra Mundial. Regressou então a Portugal, onde iniciou meteórica carreira na experimentação de novas formas de expressão, tendo pintado com grande constância ao ponto de, em 1916, expor no Porto 114 obras com o título "Abstraccionismo", que serão também expostas em Lisboa, num e noutro caso com novidade e algum escândalo.
O cubismo em expansão por toda a Europa foram influências marcantes no seu cubismo analítico.
Amadeo de Souza-Cardoso explora o expressionismo e nos seus últimos trabalhos experimenta novas formas e técnicas, como as colagens e outras formas de expressão plástica.
Em 25 de Outubro de 1918, aos 31 anos de idade, morre prematuramente em Espinho, vítima da "pneumónica" que grassava em Portugal.
| [
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hub-93257 |
Aristides de Sousa Mendes
A
Segunda Guerra Mundial
Aristides de Sousa Mendes
permanece ainda
cônsul de Bordéus
| cônsul de
Bordéus
quando tem início a
Segunda Guerra Mundial
, e as tropas de
Adolf Hitler
avançam rapidamente sobre a
França
.
Salazar
manteve a neutralidade de
Portugal
.
Pela
Circular 14
,
Salazar
ordena aos cônsules portugueses espalhados pelo mundo que recusem conferir vistos às seguintes categorias de pessoas: "estrangeiros de nacionalidade indefinida, contestada ou em litígio; os apátridas; os judeus, quer tenham sido expulsos do seu país de origem ou do país de onde são cidadãos".
Entretanto,
em 1940
, o governo francês refugiou-se temporariamente na cidade, fugindo de
Paris
antes da chegada das tropas alemãs. Dezenas de milhar de refugiados que fogem do avanço
Nazi
dirigiram-se a
Bordéus
. Muitos deles afluem ao consulado português desejando obter um visto de entrada para
Portugal
ou para os
Estados Unidos
, onde
Sousa Mendes
, o cônsul, caso seguisse as instruções do seu governo distribuiria vistos com parcimónia.
Já
no final de 1939
,
Sousa Mendes
tinha desobedecido às instruções do seu governo e emitido alguns vistos. Entre as pessoas que ele tinha então decidido ajudar encontra-se o
Rabino de Antuérpia Jacob Kruger
|
Rabino de Antuérpia Jacob Kruger |
Rabino
de
Antuérpia
Jacob Kruger
, que lhe faz compreender que há que salvar os refugiados judeus.
A 16 de Junho de 1940
,
Aristides
decide entregar um visto a todos os refugiados que o pedirem: "A partir de agora, darei vistos a toda a gente, já não há nacionalidades, raça ou religião". Com a ajuda dos seus filhos e sobrinhos e do
rabino Kruger
, ele carimba passaportes, assina vistos, usando todas as folhas de papel disponíveis.
Confrontado com os primeiros avisos de
Lisboa
, ele terá dito: "Se há que desobedecer, prefiro que seja a uma ordem dos homens do que a uma ordem de
Deus
".
Uma vez que
Salazar
tomara medidas contra o cônsul,
Aristides
continuou a sua actividade
de 20 a 23 de Junho
em
Baiona
(
França
), no escritório de um vice-cônsul estupefacto, e mesmo na presença de dois outros funcionários de
Salazar
.
A 22 de Junho de 1940
, a
França
pediu um armistício à
Alemanha Nazi
. Mesmo a caminho de
Hendaye
,
Aristides
continua a emitir vistos para os refugiados que cruzam com ele a caminho da fronteira, uma vez que
a 23 de Junho
,
Salazar
demitira-o de suas funções de cônsul.
Apesar de terem sido enviados funcionários para trazer
Aristides
, este lidera com a sua viatura uma coluna de veículos de refugiados e guia-os em direcção à fronteira, onde do lado espanhol não existe qualquer telefone. Por isso mesmo, os guardas fronteiriços não tinham sido ainda avisados da decisão de
Madrid
de fechar as fronteiras com a
França
.
Sousa Mendes
impressiona os guardas aduaneiros, que acabariam por deixar passar todos os refugiados, que com os seus vistos puderam continuar viagem até
Portugal
.
| [
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"label": "PESSOA",
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"label": "PESSOA",
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{
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ven-098 |
Neste campeonato aprendi mais, e sei que tenho muito que aprender, ganhou Marcos Mata representante de Lisboa, cadete da ACM da mesma cidade, ganhou e ganhou bem, foi merecido o triunfo.
Em Basket Ball também perdemos, e infelizmente sem as características do Ping Pong, na segunda parte eu e Vilarinho Cardoso, tivemos que substituir dois jogadores caprichosos, e sem o menor intuito de honrar não a terra em que nasceram, mas sim a que representavam, perdemos por 33-12 salvo erro.
O ginásio da ACM de Coimbra | ACM de Coimbra, é o melhor que até à data tenho visto, assim como o seu pucking-ball, que é o único no género que existe em Portugal.
Conservo algumas fotografias que tirei neste esplêndido passeio, em que gozamos muito, a única fotografia que até agora tirei a magnésio foi no ginásio aos dois grupos de Basket, que ficou regular. Comecei então a frequentar a igreja metodista ao Mirante, encontrando nesta religião a felicidade que já atráz falei depois de algum tempo e quando já convertido e conhecedor embora pouco da palavra de Deus dei o meu nome para a prova de membro comungante, em Maio, tenho frequentado um curso de preparação dirigido pelo sr. Alfredo Silva, entre outros que comigo frequentam este curso. Lembra-me Paulo Costa, Alberto Carreira da Silva, Maria Luísa Costa, etc.
Deus tem-me auxiliado na compreensão destes grandes problemas morais e espitituais e brevemente farei a minha profissão de fé.
Tenho feito alguma coisa na A.C.M. que por não ter tomado notas desde o princípio me esqueceram, e por não terem valor deixo de as mencionar.
Tratando-se da criação de uma Federação de Basket Ball, fui indicado também para fazer parte da comissão de propaganda, juntamente com os srs. Eduardo Moreira, Dr. João Gomes de Oliveira, Artur Araújo, tendo feito relatos para a secção especial do Diário do Sport, tem havido vários desafios; faço parte do grupo do Boxing Club de Portugal.
Como atraz já disse procuro auxiliar todas as organizações que do meu préstimo necessitam, faço parte do Orfeon do Mirante | Orfeon do Mirante a pedido das meninas Luisa e Anita Costa.
Fui também à excursão realizada no dia 24 de Junho, a primeira que se realizou desde que sou sócio, e juntamente com 57 pessoas fomos nesse dia até Viana do Castelo. Foi mais uma afirmação de amor dada pela família evangélica é com saudade que me recordo desses bons momentos passados em que Deus nos ajudou correndo tudo admiravelmente.
| [
{
"label": "PESSOA",
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{
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{
"label": "ABSTRACCAO"... |
hub-71248 |
Primeiro bebé
de 2008
nasceu em
Lisboa
às 00:00:30 segundos
O provável primeiro bebé português do ano é do sexo masculino e nasceu
aos 30 segundos
de hoje
na
Maternidade Alfredo da Costa
, em
Lisboa
, disse à agência
Lusa
uma fonte daquele hospital.
Com
3,520 quilos
, o bebé nasceu de parto normal e encontra-se bem, tal como a sua mãe,
Mariana
, de
16 anos
.
O provável segundo bebé do ano nasceu no
Hospital de São João
, no
Porto
ao primeiro minuto do dia
, de parto normal. Chama-se
Francisco
e é o terceiro filho de um casal residente no
Porto
, disse à
Lusa
fonte hospitalar.
Ao quinto minuto do dia
, novamente na
Maternidade Alfredo da Costa
, em
Lisboa
,nasceu um rapaz, de parto assistido por ventosa, com
3,360 quilos
. O bebé encontra-se bem, tal como a mãe,
Cristina
, de
30 anos
, disse à
Lusa
a fonte do hospital.
| [
{
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{
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{
"label": "TEMPO",
"type": "TEMPO_CALEND",
... |
hub-21881 |
2008: novas entradas em bolsa após recuperação confiança
A recuperação da confiança nos mercados de capitais deverá estimular a entrada de novas empresas em bolsa, quer através de privatizações, como ANA, TAP e Aquapor, quer através de capital privado, segundo gestores de activos contactados pela Lusa.
O Santander Gestão de Activos considera que "o início de 2008 não deverá ter muitas novidades em termos de novas entradas em bolsa, face ao aumento de aversão ao risco verificado nas últimas semanas e a redução de liquidez verificada nos mercados financeiros».
No entanto, salienta, «à medida que os níveis de confiança forem recuperando é de esperar novas entradas de empresas na bolsa portuguesa».
O Santander Gestão de Activos aponta para que as novas listagens no próximo ano na Euronext Lisboa aconteçam quer através de privatizações, dando como exemplos os casos da ANA e da TAP, quer através de sociedades de capital privado como o grupo Visabeira.
Opinião idêntica tem o gestor do Banif Gestão de Activos, Pedro Castro, para quem a expectativa é que se estreiem na bolsa portuguesa, além da ANA e da TAP, também a Aquapor, a Sonae Capital e a Neo.
No ano que agora termina houve duas entradas na bolsa portuguesa, concretamente da REN (através da privatização de 24% do capital) e da Martifer.
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hub-398 |
História protege
Briosa
CONIMBRICENSES VENCEU NA
FIGUEIRA DA FOZ
NAS DUAS ÚLTIMAS ÉPOCAS
Naval
e
Académica
não podem deixar
amanhã
de olhar para a tradição. É que a
Briosa
venceu sempre na
Figueira da Foz
(
2005/06
:
1-0
e
2006/07
:
1-0
) mas, por outro lado, a
Naval
também costuma brilhar em
Coimbra
--
2005/06
:
2-2
e
2006/07
:
2-1
) e,
neste momento
, até está mais bem posicionada na
Liga
.
No ano passado
,
Joeano
marcou o golo do triunfo na
Figueira da Foz
, mas
Domingos
desvaloriza tudo isso. «A história nem sempre se repete e não há jogos iguais. Aliás, a
Naval
fez uma boa recuperação e vamos encontrar um adversário forte.» Para facilitar os índices de motivação, o técnico pede, na
Figueira da Foz
, «mais adeptos da
Académica
do que da
Naval
».
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hub-57257 |
«
Call girl
» estreia
hoje
em
40
salas de cinema
O filme «
Call girl
», de
António-Pedro Vasconcelos
, estreia
hoje
em quarenta salas de cinema, mostrando uma intriga policial que envolve uma mulher fatal e um autarca escrupuloso que se deixa corromper.
Soraia Chaves
veste a pele de mulher fatal e no papel do autarca corrompido está
Nicolau Breyner
, aos quais se juntam dois inspectores de polícia, os actores
Ivo Canelas
e
José Raposo
, e aquele que alicia à corrupção, interpretado por
Joaquim de Almeida
.
«
Call girl
» podia ser uma variação moderna de
Anjo Azul
, de
Josef von Sternberg
, disse o realizador à agência
Lusa
, acompanhando «o percurso da decadência, da perdição», do autarca alentejano até ao momento em que aceita dinheiro em troca de um favor.
«Neste caso a personagem é corrompida, no outro [
Anjo azul | Anjo azul
] perde toda a dignidade e reputação», compara
António-Pedro Vasconcelos
, até porque é um tema «recorrente na literatura e na ficção ocidental».
«
Call girl
», cujo argumento o realizador escreveu
ao longo de dois anos
em parceria com
Tiago Santos
, é uma história sobre o poder do dinheiro e da sedução, sobre a corrupção no meio político e a prostituição de luxo.
A fotografia é de
José António Loureiro
, a produção de
Tino Navarro
e do elenco fazem ainda parte
Virgílio Castelo
,
Custódia Gallego
,
Sofia Grilo
ou
José Eduardo
.
«
Call Girl
» é uma co-produção luso-brasileira da
MGN Filmes
e da
Lagoa Cultural
, e conta ainda com a participação financeira dos institutos do cinema de
Portugal
e do
Brasil
e da estação de televisão
TVI
.
«
Call Girl
» é o sétimo filme de
António-Pedro Vasconcelos
,
68 anos
, e o último de produção nacional a estrear
este ano
nas salas de cinema.
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hub-37819 |
Camacho ganhou sempre a Jesualdo mas não ao FC Porto
AS ESTATÍSTICAS DO CLÁSSICO DE SÁBADO QUANTO À LIGA
Se as estatísticas quiserem dizer alguma coisa, Camacho pode encarar o clássico de sábado com optimismo. O espanhol soma por vitórias os 3 jogos frente a Jesualdo Ferreira, técnico ao qual sucedeu no comando do Benfica, em 2002/2003.
No entanto, há outra leitura que tem de ser feita: o espanhol jamais venceu o FC Porto para o campeonato.
Em três "duelos", face a Jesualdo, então ao comando do Sp.Braga, Camacho venceu por duas vezes como visitante (3-1 em 2002/2003 e 3-0 em 2003/2004) e uma como anfitrião (2-0 em 2003/2004).
O espanhol está 100 por cento vitorioso face a Jesualdo, mas nunca enceu o FC Porto para o campeonato, tendo como melhor registo o empate na Luz, em 2003/2004 (1-1).
Na mesma temporada, Camacho perdeu no FC Porto por 2-0 e, na anterior, já tinha perdido em casa por 1-0.
No entanto, pesar de não ter qualquer triunfo no campeonato, o espanhol conquistou frente aos "dragões" o único título da sua carreira.
A 16 de Maio de 2004, na final da Taça de Portugal | Taça de Portugal, o FC Porto adiantou-se, por Derlei, mas o grego Fyssas empatou e, no prolongamento, Simão derrotou o "onze" de José Mourinho, que, 10 dias depois | 10 dias depois, viria a vencer a Liga dos Campeões (3-0 ao AS Mónaco).
Por seu lado, Jesualdo Ferreira tem um balanço negativo nos confrontos com o Benfica, com quatro vitórias, três empates e cinco derrotas (13-19 em golos), mas nunca perdeu ao comando do FC Porto: "a época passada, venceu no Dragão (3-2) e empatou na Luz (1-1).
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hub-22322 |
Cavaco
começa
ano
com recados de maior exigência ao
Governo
O
Presidente da República
,
Aníbal Cavaco Silva
, vai deixar uma série de recados ao
Governo
nas palavras que vai dirigir ao país
no primeiro dia do ano
.
A notícia faz manchete na edição
desta terça-feira
do
Jornal de Notícias
, com o diário portuense a assegurar que
Cavaco
prepara, para a sua primeira comunicação
em 2008
ao
País
, um discurso com menos optimismo do que o transmitido por
Sócrates
mensagem
de Natal
.
Afirmando esperar
um ano de 2008
mais exigente do que
2007
, o
Presidente da República
promete,
ao longo do próximo ano
, dar toda a atenção a temas sociais, sobretudo o desemprego, e andar pelo país a mostrar bons exemplos da criação de postos de trabalho.
Segundo o
JN
,
Cavaco silva
|
Cavaco
silva
vai ainda aproveitar a ocasião para sublinhar a expectativa criada em relação aos resultados que pediu
no ano passado
ao
Governo
, para as áreas da economia, educação e justiça
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hub-77558 |
Bibliografia de Censurados
Os Censurados nasceram em Lisboa "no ano de 1988, pelo antigo vocalista da banda Ku de Judas, João Ribas, juntando-se-lhe Orlando Cohen, o ex-membro dos Peste & Sida, Samuel Palitos e ainda Fred Valsassina.
Os Censurados começaram por tocar ao vivo. Muito. As letras, em português, eram simples e directas, refrões fortes que traduziam o sentimento da juventude da era Cavaquista. O primeiro registo em vinil, na compilação "Feedback" incluiu os temas "Senhores Politicos", Não Vales Nada" e "Está a andar de Mota" (um instrumental). "Tu ò Bófia", "Não Vales Nada", "Angústia", "Senhores Politicos" eram temas fortíssimos que foram passando de cassete em cassete e eram entoados em coro nos concertos muito antes do lançamento do álbum "Censurados"1990. Este disco é um album histórico que foi aclamado pela mais importante fanzine dedicada ao Punk e Hardore "na altura, a Maximum Rockn'Roll(EUA) apesar das letras em português, o que mostra a qualidade das composições e sobretudo das prestações dos músicos.
Em 1991 editam o 2º | 2º album "Confusão" e passam os anos seguintes na estrada. Em 1993 sai o "Sopa" com o single de mesmo nome e uma participação de Jorge Palma na música "Estou agarrado a ti". O ano de 1994 é o ano da despedida, mas antes participam no tributo a Zeca Afonso, "Filhos da Madrugada" com a reedição do tema "O que faz falta".
Em 1998 a editora "El Tatu" de Tim reedita os albuns "Censurados" e "Sopa".
Em 1999 os Censurados reaparecem, para rejubilo dos fãns, participando no tributo de Xutos & Pontapés, "XX Anos XX Bandas". Participaram na tourné de promoção desse disco com os Xutos, mas ao contrário do que se esperava os Censurados ficaram por aí, não voltando nunca mais.
Em 2006 é lançado a biografia da banda, "Censurados Até Morrer", escrita por Augusto Figueira e Renato Conteiro.
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hub-24360 |
CONGRESSOS DO
PSD
, VOLTEM QUE ESTÃO PERDOADOS
Há poucas coisas que me entristecem tanto como esta história das directas do
PSD
. É que eu sempre fui um aficcionado dos congressos do
PSD
. Trata-se do evento político onde é mais provável que, de repente, se levante uma dúzia de militantes, salte para o palco e desate aos pontapés a tudo e a todos, inclusive a um cartaz com a mensagem: «
PSD: Responsabilidade e sentido de Estado
.»
Habituei-me,
ao longo dos anos
, a assistir às transmissões televisivas dos congressos social-democratas,
madrugada adentro
, enquanto comia pipocas. Menos quando
Santana Lopes
fazia aqueles discursos improvisados, que me provocavam um nó na garganta. Lembro-me de a minha mãe uma vez entrar na sala, ver-me lavado em lágrimas, perguntar o que é que se passava e de eu dizer, a soluçar: «Ele vai apresentar uma moção de estratégia ao congresso, mesmo depois de tudo o que o
Conselho Nacional
lhe fez... Cafagestes!»
É certo que, agora que já não há intervenções pungentes de
Santana Lopes
, os congressos do
PSD
ficariam demasiado dependentes das gaffes de
Luís Filipe Menezes
. Na minha opinião, acho perigoso que se dê assim tanto poder a um só homem.
Costuma-se dizer -- e com razão - que o
PSD
é o
Sport Lisboa e Benfica
da política, uma vez que se trata do partido com a maior diversidade de classes sociais. O que explica, ao mesmo tempo a existência de tantos barões no partido: desde que se mastigue com a boca fechada e não se diga «treuze», é-se barão.
Segundo
Pacheco Pereira
, é esta diversidade social que começa a estar seriamente ameaçada.
Há uns tempos
, escreveu no
PÚBLICO
que «o problema do
PSD
é começar a ter só um
Portugal
ou dois dentro de si». Não podia estar mais em desacordo com esta afirmação. Para mim, é precisamente esse o problema do partido. Se, em vez de «
Portugais
», o
PSD
tivesse uma
Finlândia
ou duas
Dinamarcas
dentro dele, aí sim podia ser que o partido fosse a algum lado.
De resto, fico já satisfeito por ter conseguido escrever um post sobre o
PSD
, sem uma única referência à baixa estatura de
Marques Mendes
. (O quê? Isto conta como referência?)
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hub-94890 |
Lisboa-Dakar'2008 começa a 5 de Janeiro
PROVA TERÁ PERTO DE 6.000 QUILÓMETROS
A 30.ª | 30.ª edição do Dakar vai partir de Lisboa no dia 5 de Janeiro com a chegada ao Senegal marcada para 20, numa competição que terá no próximo ano perto de 6.000 quilómetros de provas especiais.
"Os itinerários provisórios indiciam uma quilometragem de especiais significante mais importante que nos anos anteriores. Em 2006 e 2007 ficámos nos 4.000 , 5.000 quilómetros . Em 2008, queremos mais especiais e menos ligações", afirmou o director do Lisboa-Dakar | director do Lisboa-Dakar, Etienne Lavigne, durante a apresentação da prova.
A partida da edição de 2008 está marcada para a Praça do Império, em Lisboa. O Centro Cultural de Belém | Centro Cultural de Belém será o quartel-general para os carros, motos e camiões.
De fora do percurso ficou o Mali, depois dos problemas de segurança ocorridos na prova deste ano, o que levou ao cancelamento de uma etapa.
"Existe muita instabilidade neste momento em alguns países africanos. São zonas de risco onde não poderíamos a 100 por cento garantir a segurança, não só dos pilotos, mas de todo o staff que está envolvido na prova", justificou Etienne Lavigne, revelando que o Plano de Segurança Rodoviária que tinha sido criado para a última edição foi reformulado.
Lisboa e Portimão deverão receber as primeiras especiais, estando ainda em estudo os percursos exactos para as duas etapas iniciais.
"Estamos muito perto dos desenhos finais dos percursos. Não podemos tornar público, mas temos trabalhado intensamente nesse sentido. Não há muito para mud ar. Os padrões estão de tal maneira elevados que é difícil fazer melhor", afirmou João Lagos, empresário responsável pela parte portuguesa do Lisboa-Dakar.
De acordo com os números revelados hoje pela organização, na edição 2007 do rali mais de um milhão de pessoas assistiram à passagem por Portugal.
"Nestes últimos dois anos, Portugal, Lisboa e Portimão deixaram uma marca muito forte no Dakar. Foram anos fantásticos, com uma adesão fantástica e um ambiente extraordinário", sublinhou João Lagos.
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hub-63156 |
Biografia de
Dead Fish
Dead Fish
é uma banda de
Hardcore
de
Vitória
, cidade do estado do
Espírito Santo
,
Brasil
.
História
Tudo começou
em 1991
com um grupo de amigos que andavam de Skate em
Vitória
. Mesmo sem saber tocar instrumento algum, resolveram montar uma banda e tocar músicas para andar de skate, principalmente
Hardcore
.
Em 1995
lançam a demo-tape "
Re-Progresso
" e
três anos depois
, seu primeiro
CD Full-Lenght | CD Full-Lenght
, chamado "
Sirva-se
" pelo selo capixaba
Lona Records
. Após o "
Sirva-se
", lançaram "
Sonho Médio
"
em 1999
e "
Afasia
"
em 2001
.
Giuliano
, até então guitarrista, resolveu deixar a banda,
em 2002
lançam o
Projeto Peixe Morto
e
no mesmo ano
também lançam o
EP 2002
, mas que foi gravado
em 2000
. Alguns guitarristas de bandas amigas do
Dead Fish
foram chamados para quebrar um galho, entre eles:
Alexandre "Capilé"
(
Sugar Kane
),
Philippe Fargnoli
(
Reffer
) e
Tiago "Hóspede"
(
Aditive
).
Em 2003
gravaram um
CD Ao Vivo
|
CD Ao Vivo
no
Hangar 110
em
São Paulo
.
Murilo
, o outro guitarrista do
Dead Fish
, deixa a banda que ameaça acabar.
No fim do mesmo ano
, eles recebem uma proposta de uma gravadora, a
Deckdisc
. A banda aceita a proposta, chama
Philippe
e
Hóspede
para assumir as guitarras e entram em estúdio para gravar o quarto disco de inéditas, o "
Zero e Um
".
Em 2004
, o
Dead Fish
ganha projeção nacional ao receber o prêmio
Video Music Brasil
de artista revelação, lançando seu primeiro DVD
, o "
MTV Apresenta: Dead Fish
".
Em 2006
, lançam mais um disco pela mesma gravadora, chamado "
Um Homem Só
" e tem relançadas sua primeiras demo-tapes pelo selo
Laja Records
, sob o título de "
Dead Fish - Demo Tapes
". "
Demo Tapes
" ainda conta com diversos vídeos da banda, além de flyers e cartazes de shows do início da carreira.
| [
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hub-41899 |
Sebastião de Portugal | Sebastião de Portugal
Desaparecimento e lenda
Na subsequente batalha de Alcácer-Quibir, o campo dos três reis, os portugueses sofreram uma derrota humilhante às mãos do sultão Ahmed Mohammed de Fez | sultão Ahmed Mohammed de Fez e perderam uma boa parte do seu exército. Quanto a Sebastião, provavelmente morreu na batalha ou foi morto depois desta terminar. Mas para o povo português de então o rei havia apenas desaparecido. Este desastre teria as piores consequências para o país, colocando em perigo a sua independência. O resgate dos sobreviventes ainda mais agravou as dificuldades financeiras do país.
Em 1581, Filipe I de Portugal | Filipe I de Portugal, mandou transladar para o Mosteiro dos Jerónimos em Lisboa um corpo que alegava ser o do rei desaparecido, na esperança de acabar com o sebastianismo, o que não resultou, nem se pôde comprovar ser o corpo realmente o de Sebastião I. O Túmulo de Mármore que repousa sobre dois elefantes, pode ainda hoje ser observado em Lisboa. A dúvida que persiste há mais de 425 anos | há mais de 425 anos poderia provavelmente hoje ser resolvida com um simples teste de ADN (DNA).
Tornou-se então numa lenda do grande patriota português - o "rei dormente" (ou um Messias) que iria regressar para ajudar Portugal nas suas horas mais sombrias, uma imagem semelhante à que o Rei Artur tem em Inglaterra ou Frederico Barbarossa na Alemanha.
Durante o subsequente domínio espanhol (1580-1640) da coroa portuguesa, três pretendentes afirmaram ser o rei D. Sebastião, tendo o último deles - um italiano - sido enforcado em 1619.
Mesmo no século XIX, lavradores Sebastianistas no sertão brasileiro acreditavam que o rei iria regressar para ajuda-los na luta contra a República ateia Brasileira | República ateia Brasileira" (Ver Revolta dos Canudos).
Em conclusão, a Dinastia de Avis, popular entre o povo após ter guiado Portugal à sua época de ouro, acabou por submergir na busca de um sonho: a União Peninsular. As mesmas complicações causadas pela procriação consanguínea causou as mortes das crianças de D. João III e Catarina de Áustria | Catarina de Áustria e a loucura e desespero dos seus netos (Sebastião e Carlos), os últimos príncipes de Avis-Habsburgo | príncipes de Avis-Habsburgo.
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hub-822 |
Euro
segue em alta face ao dólar
O euro segue a reforçar os ganhos em relação à divisa dos
Estados Unidos
esta segunda-feira
, cotando sobre
1,474 dólares
, seis cêntimos acima dos máximos da sessão anterior.
A tendência reflecte as perspectivas do mercado de uma nova descida nas taxas de juro da
Reserva Federal dos EUA
|
Reserva Federal
dos
EUA
com o objectivo de inverter o cenário de abrandamento da economia.
Por outro lado, números do
Fundo Monetário Internacional
divulgados
na passada sexta-feira
indicam que a divisa europeia já pesa
26,4%
do total das reservas externas em todo mundo no terceiro trimestre, mais do que
no trimestre anterior
e a comparar com
24,4%
um ano antes
.
Na passada sexta-feira
, o
Banco Central Europeu
(
BCE
) fixou a taxa de câmbio oficial a
1,4692 dólares
, um valor que corresponde a
mais 17%
face ao câmbio média calculado
para 2006
, quando a moeda única europeia se fixou em
1,2556 dólares
, segundo dados do
BCE
para a média anual.
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hub-19181 |
US Open: Federer campeão
PELO QUARTO ANO CONSECUTIVO
Roger Federer conquistou este domingo pela quarta vez consecutiva o US Open, ao bater na final o sérvio Novak Djokovic por 7-6(4), 7-6(2) e 6-4.
Com este triunfo, o suíço contabiliza 12 vitórias em torneios do Grand Slam, aproximando-se do recorde de 14, que pertence a Pete Sampras.
A final demorou 2.26 horas e o líder mundial fez 11 ases contra apenas 5 do sérvio. Ao helvético apenas lhe falta o título no Open de França | Open de França, em Roland Garros.
Entretanto, a francesa Nathalie Dechy conquistou o seu segundo título consecutivo em pares femininos. Dechy e a russa Dinara Safina bateram Chan Yung-jan e Chuang Chia-jung (Taiwan), por 6-4 e 6-2.
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hub-2312 |
Sistema de Posicionamento Global
O
Sistema de Posicionamento Global
, vulgarmente conhecido por
GPS
(do acrónimo do inglês
Global Positioning System
), é um sistema de posicionamento por satélite americano,
por vezes
incorrectamente designado de sistema de navegação, utilizado para determinação da posição de um receptor na superfície da
Terra
ou em órbita. Existem atualmente dois sistemas efetivos de posicionamento por satélite; o
GPS
americano e o
Glonass
russo; também existem mais dois sistemas em implantação; o
Galileo
europeu e o
Compass
chinês.
O sistema
GPS
foi criado e é controlado pelo
Departamento de Defesa dos Estados Unidos da América
|
Departamento de Defesa
dos
Estados Unidos da América
,
DoD
, e pode ser utilizado por qualquer pessoa, gratuitamente, necessitando apenas de um receptor que capte o sinal emitido pelos satélites. O
DoD
fornece dois tipos de serviços
GPS
:
Standard
e
Precision
. Contrariamente ao que inicialmente acontecia, actualmente os dois serviços estão disponíveis em regime aberto em qualquer parte do mundo. O sistema está dividido em três partes: espacial, de controlo e utilizador. O segmento espacial é composto pela constelação de satélites. O segmento de controlo é formado pelas estações terrestres dispersas pelo mundo ao longo da
Zona Equatorial
, responsáveis pela monitorização das órbitas dos satélites, sincronização dos relógios atómicos de bordo dos satélites e actualização dos dados de almanaque que os satélites transmitem. O segmento do utilizador consiste num receptor que capta os sinais emitidos pelos satélites. Um receptor
GPS
(
GPSR
) descodifica as transmissões do sinal de código e fase de múltiplos satélites e calcula a sua posição com base nas distâncias a estes. A posição é dada por latitude, longitude e altitude, coordenadas geodésicas referentes ao sistema
WGS84
.
| [
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hub-28874 |
H5N1: Mais de 32 mil mortos se pandemia atingisse Portugal
Mais de 32 mil pessoas poderiam morrer se uma pandemia de gripe humana de origem aviária atingisse Portugal, segundo cenários elaborados este ano por peritos do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge.
Na quinta-feira, a Organização Mundial de Saúde confirmou que um paquistanês vítima da gripe das aves tinha contraído o vírus H5N1 de outro humano, apesar de os peritos afastarem ainda qualquer risco de contaminação generalizado.
Em Portugal, o Instituto Nacional de Saúde elaborou cenários de uma eventual pandemia de gripe humana de origem em aves, que poderá ou não ser desencadeada pelo H5N1, a estirpe do vírus mais mortal até agora conhecida.
Os cenários tiveram em conta a utilização do Oseltamivir (o anti-viral tido como o mais eficaz contra uma eventual pandemia com origem da gripe das aves), mas não consideraram outras medidas de saúde pública, apesar de os autores admitirem que estas «terão um efeito principal, embora não exclusivo, na diminuição da incidência da doença e, portanto, nas taxas de ataque».
Os autores dos cenários basearam o seu cálculo em três taxas de ataque (30, 35 e 40 por cento da população), admitindo que a pandemia evoluiria em duas ondas.
Os peritos consideram provável que, com uma taxa de ataque de 30 por cento, existiriam 3.106.835 casos de gripe, 3.624.641 numa taxa de ataque de 35 por cento e 4.142.447 perante a mais severa taxa de ataque (40 por cento).
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hub-56266 |
Novidades na
Macworld 2007
Apple
lançou o
iPhone
, o telemóvel mais esperado
dos últimos tempos
Sempre é o
iPhone
, dirão os que acompanharam as especulações e palpites
dos últimos meses
. A
Apple
, empresa de tecnologias que tem nos leitores multimédia
iPod
e nos computadores
Macintosh
a sua bandeira, acaba de entrar na área das telecomunicações.
O novo telemóvel junta as capacidades de um telefone às de um leitor multimédia portátil. Funciona com o sistema operativo
MacOS X
, serve para comunicar e para trazer no bolso as músicas, o e-mail, as fotos ou os vídeos preferidos.
O anúncio foi feito
ontem
, em
São Francisco
, nos
EUA
, onde decorre a
Macworld
, feira que a
Apple
organiza
todos os anos
para apresentar as suas novidades. Como de costume, a conferência de
Steve Jobs
, o director-geral da empresa, foi o ponto alto para os fãs da
Apple
.
"
De vez em quando
chega um produto revolucionário que muda tudo. É sorte se pudermos trabalhar num ao longo da carreira... e a
Apple
é sortuda por já ter lançado vários", disse
Steve Jobs
.
O novo telefone vai estar disponível
em Junho
, nos
EUA
, em duas versões: uma com
8 gigabytes (GB)
de capacidade de armazenamento, que custará
600 dólares
, e outra com
4 GB
, a
cerca de 500 dólares
. À
Europa
chegará
no final do ano
, e na
Ásia
só
em 2008
. Tem uma câmara fotográfica com
2 megapixels
de resolução e um ecrã táctil com
8,8 centímetros
de diagonal.
Nos
EUA
, o telemóvel da
Apple
funcionará na rede
Cingular Wireless
. O seu desenvolvimento levou ao registo de
mais de 200
patentes, o que o torna numa das maiores inovações da empresa.
O facto de ter o sistema operativo
OS X
- usado nos computadores da
Apple
- significa que o
iPhone
terá muitas das funções habituais naquelas máquinas. Permitirá aceder ao correio electrónico de forma automática ou ver os mapas do
Google
.
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hub-60905 |
Distribuição de jornais gratuitos quase duplicou este ano
O número de jornais gratuitos nacionais distribuídos nos nove primeiros meses deste ano quase duplicou em relação ao mesmo período de 2006, ultrapassando os 600 mil exemplares, de acordo com dados hoje divulgados pela APCT.
A subida deveu-se sobretudo ao lançamento de dois novos títulos - o Global Notícias e o Meia-Hora que, em conjunto, representam mais de 235 mil exemplares - mas também a um crescimento das tiragens dos principais jornais gratuitos que já existiam.
Entre os mais antigos, o maior crescimento foi registado pelo Metro que passou a distribuir mais 22.600 exemplares do que fazia no ano passado, atingindo este ano os 180 mil.
Com este aumento, o Metro passou a ser o maior jornal gratuito, à frente do Destak que registou, este ano, uma circulação de 173 mil exemplares (melhorando 5,3 por cento).
A maior subida em termos relativos foi, no entanto, protagonizada pelo económico gratuito Oje que aumentou a sua circulação em quase 56 por cento, passando para os 22 mil exemplares.
Refira-se que os dados hoje divulgados pela APCT não contabilizam ainda o jornal lançado pelo Público e A Bola, o Sexta-feira.
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COISAS DA SÁBADO | COISAS DA SÁBADO
: A DIFERENÇA ENTRE O
JORNAL DE NOTÍCIAS
E O
DIÁRIO DE NOTÍCIAS
No dia em que a operação «
Noite Branca
» começou a prender suspeitos de serem responsáveis pelo clima de violência no
Porto
, a comparação entre um jornal de
Lisboa
, o
Diário de Notícias
, e um do
Porto
, o
Jornal de Notícias
,
no mesmo dia 17 de Dezembro
, não podia ser mais significativa. O
Diário de Notícias
falava das biografias e do background dos detidos, fazendo nota, como é óbvio, do seu profundo envolvimento com a claque do
FCP
, os
Super Dragões
. Na verdade nenhum destes homens se tornou conhecido por ser segurança na noite, nem por frequentar ginásios e mesmo as suas páginas e vídeos guerreiros (*) nunca tinham merecido muita atenção. Onde eles apareciam era à frente da claque em filmes (a
SIC
mostrou-os) e em fotos de segurança aos dirigentes do clube. No
Jornal de Notícias
tudo isto é cuidadosamente omitido e os presos aparecem sem biografia, ou apenas com uma referência casual e singular a essa pertença. De facto, o
Jornal de Notícias
parece ser um jornal do
Casaquistão
tal é a ignorância do que se passa à sua volta. Mas não é, é mesmo do
Porto
e esse é que é o problema: é do
Porto
e cala.
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hub-60382 |
Mundial: Rui Cordeiro e Lobos arrepiam franceses
NÃO FOI SÓ EM PORTUGAL QUE O HINO PUXOU PELAS EMOÇÕES FORTES
Os homens também choram, e isso ficou provado quando os jogadores da Selecção cantaram o hino antes do Escócia-Portugal | Escócia-Portugal. As imagens emocionaram o País mas não só. No bloco informativo dedicado à prova, a TF1 -- uma das principais cadeias de televisão francesas -- anunciou «o momento mais incrível do Mundial até agora» e, de seguida, exibiu «A Portuguesa» na íntegra, com os Lobos a chorarem.
Não é todos os dias que se vê um «gigante» de 1,84 metros e 140 kg a chorar como uma criança. Mas Rui Cordeiro foi um dos Lobos que mais impressionou a cantar hino. Logo ele, que «é difícil ir às lágrimas». «Senti tanta coisa. O hino sempre foi um momento importante nos nossos jogos e nós não o cantamos, gritamos! Depois entre o aquecimento e o regresso, as bancadas, que ainda estavam quase vazias, compuseram-se. Deu-me muitas ganas», explicou Cordeiro, prosseguindo: «Assim como a Nova Zelândia se motiva com o 'haka', nós fazemo-lo com 'A Portuguesa'.»
Esforço
Durante o apuramento, Cordeiro foi dos que mais sofreu. Sempre que havia convocatória, o veterinário e inspector sanitário «saía do trabalho "pelas 17 horas, viajava para Lisboa, treinava e regressava, chegando perto da uma da madrugada». «Aconteceu ter de me levantar às 4 horas para ir trabalhar», conta.
Adeus à Selecção
O último jogo de Rui Cordeiro no Mundial vai ser também o derradeiro da carreira internacional. «É complicado conciliar a Selecção Nacional com a carreira profissional», justifica o pilar da Académica, que este ano regressa à Divisão de Honra.
«Há muitas dificuldades. Mesmo com o Mundial, só iniciei a preparação em Julho, enquanto os colegas começaram em Maio, e isso notou-se», explicou com alguma mágoa.
Assim, o jogo com a Roménia promete trazer-nos um Cordeiro mais «chorão». «Vai haver choradeira no início, no fim, o tempo todo», promete, bem-disposto, o pilar, que vai «continuar na Académica enquanto der gozo».
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Lobos
recebidos em apoteose
SELECÇÃO
DE REGRESSO APÓS BOA PRESTAÇÃO NO
MUNDIAL
Centenas de pessoas recepcionaram no
Aeroporto da Portela | Aeroporto da Portela
, num clima de enorme entusiasmo e euforia, a selecção portuguesa de râguebi. A boa prestação global da equipa no
Mundial
da modalidade, que ainda decorre em
França
, não passou despercebida em
Portugal
, embora "
Os Lobos
" não tenham conseguido vencer um único jogo.
Quando a comitiva portuguesa saiu na área de chegadas,
por volta das 16.30 horas
, a agitação cresceu de tom, com a maioria dos adeptos a gritar o nome de
Portugal
de forma entusiasmada.
Vasco Uva
: «Honrámos o país»
Um dos jogadores mais acarinhados pelos adeptos na chegada a
Lisboa
, o capitão
Vasco Uva
explicou por que houve uma empatia tão grande entre a selecção e uma fatia considerável do público português. "Foi a maneira como nos batemos, a maneira como fizemos honrar o
País
", considerou, acrescentando que o momento mais emotivo que sentiu foi quando ouviu o hino nacional português no jogo de estreia dos "
Lobos
", contra a
Escócia
, em
St. Etienne
. "Foi muito bom."
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hub-94570 |
Lobotomia
História
Foi desenvolvida em 1935 pelo médico neurologista português António Egas Moniz (1874-1955), em equipe com o cirurgião Almeida Lima, na Universidade de Lisboa | Universidade de Lisboa. Egas Moniz veio a receber com este trabalho o prêmio Nobel da Medicina e Fisiologia em 1949.
A Leucotomia foi a primeira técnica de Psicocirurgia ou seja, a utilização de manipulações orgânicas do cérebro para curar ou melhorar sintomas de uma patologia psiquiátrica (em contrapartida à neurocirurgia que se ocupa de doentes com patologia orgânica directa ou neurológica).
Inicialmente foi usada para tratar depressão severa. Egas Moniz sempre defendeu o seu uso apenas em casos graves em que houvesse risco de violência ou suicídio. No entanto apesar de cerca de 6% dos pacientes não sobreviverem à operação, e de vários outros ficarem com alterações da personalidade muito severos, foi praticada com entusiasmo excessivo em muitos paises, nomeadamente o Japão e os Estados Unidos. Neste último país foi popularizada pelo cirurgião Walter Freeman, que divulgou a técnica por todo o seu país, percorrendo o no seu Lobotomobile, e criando inclusivamente uma variante em que espetava um picador de gelo directamente no crânio do doente, desde um ponto logo acima do canal lacrimal com a ajuda de um martelo, rodando-se depois o mesmo para destruir as vias aí localizadas. Supostamente a atractividade deste procedimento seria o seu baixo custo e o desejo social de silenciar doentes psiquiátricos incómodos. A leucotomia ganhou tal popularidade que foi inclusivamente praticada em crianças com mau comportamento. Cerca de 50.000 doentes foram tratados só nos Estados Unidos. Com a ajuda destes abusos, a leucotomia foi abandonada quando surgiram os primeiros fármacos antipsicóticos. Durante muito tempo foi considerada algo injustamente como um episódio barbárico na história da Psiquiatria, sendo comum a comparação à técnica da flebotomia (ou sangria) na história da medicina interna.
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hub-18050 |
Palácio Nacional de Mafra | Palácio Nacional de Mafra
Convento
Em 1715
, foi fundado o
Convento de Nossa Senhora e Santo António de Mafra | Convento de Nossa Senhora e Santo António de Mafra
, que pertencia à província eclesiástica da
Arrábida
. Teve origem numa comunidade do
Hospício do Espírito Santo
.
Em 1730
, sagrada a
Igreja de Nossa Senhora e Santo António
, junto de
Mafra
, foi para lá transferida a sobredita comunidade.
Entre 1771 e 1791
, por breve de
Clemente XIV
,
de 4 de julho de 1770
, a requerimento do
Marquês de Pombal
, foi ocupado pelos
Cónegos Regulares de Santo Agostinho
da
Congregação de Santa Cruz de Coimbra | Congregação de Santa Cruz de Coimbra | Congregação de Santa Cruz de Coimbra
; os
Franciscanos da Província da Arrábida
|
Franciscanos
da
Província da Arrábida
saíram do
Convento de Mafra | Convento de Mafra
,
em Maio de 1771
.
Em 1791
, os
Cónegos Regulares de Santo Agostinho
saíram do edifício de
Mafra
.
Em 1834
, no âmbito da "
Reforma geral eclesiástica
" empreendida pelo ministro e
secretário de Estado
,
Joaquim António de Aguiar
, executada pela
Comissão da Reforma Geral do Clero
(
1833-1837
), pelo
Decreto de 28 de Maio
, promulgado
a 30 desse mês
, foram extintos todos os conventos, mosteiros, colégios, hospícios e casas de religiosos de todas as ordens religiosas, ficando as de religiosas, sujeitas aos respectivos bispos, até à morte da última freira, data do encerramento definitivo.
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hub-83689 |
Fernão de Magalhães
Fernão de Magalhães, algumas vezes referenciado como Fernando de Magalhães, (primavera de 1480 --- 27 de abril de 1521) foi um navegador português que, ao serviço do rei de Espanha | rei de Espanha, comandou a expedição marítima que efectuou a primeira viagem de circum-navegação ao globo. Foi o primeiro a dobrar estreito hoje conhecido pelo seu nome (o Estreito de Magalhães) e o primeiro europeu a navegar no Oceano Pacífico. Fernão de Magalhães morre nas Filipinas no curso daquela expedição, posteriormente chefiada por Juan Sebastián Elcano 1522.
Alista-se com 25 anos na armada que foi à Índia, comandada por Francisco de Almeida, embora o seu nome não figure nas crónicas; sabe-se no entanto que ali permaneceu oito anos, que esteve em Goa, Cochim, Quíloa, que acompanhou Diogo Lopes de Sequeira a Malaca, viagem que acabou em naufrágio. No Oriente, Magalhães estabeleceu estreitas relações de amizade com Francisco Serrão, que veio a ser feitor nas Molucas; dele teria tido informações quanto à situação dos lugares produtores de especiarias.
Tendo-se distinguido na defesa de Azamor, em que acompanhara o duque de Bragança, pediu a D. Manuel uma recompensa para seus feitos; mas os boatos que corriam sobre a maneira pouco escrupulosa como dividira as presas de uma incursão tinham chegado aos ouvidos do Rei. Este, apesar das suas justificações, e não o considerando culpado, não lhe concedeu as mercês pedidas.
Em 1517 foi a Sevilha com Rui Faleiro, tendo encontrado no feitor da Casa de la Contratación da cidade um adepto do projecto que entretanto concebera: dar a Espanha a possibilidade de atingir as Molucas pelo Ocidente, por mares não reservados aos portugueses no Tratado de Tordesilhas e, além disso, segundo Faleiro, provar que as ilhas das especiarias se situavam no hemisfério castelhano. Com a influência do bispo de Burgos | bispo de Burgos conseguiram a aprovação do projecto por parte de Carlos V, e começaram os morosos preparativos para a viagem, cheios de incidentes; depois da ruptura com Rui Faleiro, Magalhães continuou a aparelhagem dos cinco navios que, com 256 homens de tripulação, partiram de Sanlúcar de Barrameda em 20 de Setembro de 1519. A esquadra tinha cinco navios e era tripulada por 250 homens.
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A MINHOCA E A MAÇÃ
Durante a discussão sobre a natureza do salazarismo, e depois de assinalar, com o fastio do costume, a ignorância grotesca do adversário,
Vasco Pulido Valente
recomendou-lhe esta reflexão: «
Vítor Dias
que puxe pela cabeça: existe em
Portugal
alguém ou alguma coisa a que o
PCP
já não chamou 'fascista??» Bom argumento. De facto, a repetição exaustiva da mesma acusação desacredita o acusador. Proponho, por isso, outra reflexão.
Vasco Pulido Valente
que puxe pela cabeça: existe em
Portugal
alguém ou alguma coisa a que
Vasco Pulido Valente
já não tenha chamado "ignorante"?
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hub-39869 |
Em Dezembro em Lisboa
Sócrates: cimeira "União Europeia-África | União Europeia - África não deve ser uma cimeira «sobre Mugabe»
A cimeira União Europeia-África | União Europeia - África , prevista para 8 e 9 de Dezembro em Lisboa, não deve ser uma cimeira sobre o Presidente do Zimbabwe | Presidente do Zimbabwe, Robert Mugabe, defendeu hoje José Sócrates, primeiro-ministro português e presidente em exercício da União Europeia (UE).
«O que queremos é que esta cimeira entre a União Europeia e África, uma cimeira histórica muito importante, se concentre nos documentos que vão ser aprovados e não sobre o Presidente Robert Mugabe», declarou Sócrates em Singapura, à margem da cimeira entre a UE e os países do Sudeste asiático, segundo a Lusa .
O Zimbabwe foi convidado para participar na cimeira, apesar da oposição do Reino Unido que ameaçou boicotar a reunião se Mugabe estiver presente.
«Esta é uma cimeira que não se realiza há sete anos, uma cimeira sobre os direitos do Homem, sobre as alterações climáticas, sobre as migrações, sobre os problemas da União Europeia e da União Africana», salientou Sócrates.
«O objectivo é restaurar o diálogo político alargado com a África e fazer não apenas uma estratégia da Europa para a África mas uma estratégia conjunta, pela primeira vez na história», lembrou.
«Gostaria que esta cimeira não fosse apenas sobre um país ou sobre um dirigente», insistiu.
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hub-68694 |
Multibanco
Multibanco
é uma marca registada propriedade da empresa
SIBS
. O termo é utilizado comumente para designar as caixas automáticas (as máquinas que permitem a realização de operações bancárias em regime de auto-serviço), sendo mesmo utilizados em relação a caixas automáticas de sistema outros que o controlado pela
SIBS
. Neste contexto, também se utiliza o termo
ATM
, do inglês
Automatic Teller Machine
.
Enquanto
Portugal
foi um dos últimos países da
Europa
ocidental a instalá-las, o equipamento usado representou o que havia de mais avançado, baseado nas experiências de outros países, muitos dos quais gastam agora imenso dinheiro para substituir e actualizar máquinas obsoletas.
O número de caixas
Multibanco
mais do que triplicou em
Portugal
na última década
, revela um estudo da
Marktest
.
Desde 1995
, triplicou também o valor mensal médio de levantamentos per capita, revelam os dados fornecidos pela
SIBS
e incluídos na pesquisa «
Os Concelhos Portugueses -- 1995/2005 ».
Em
Portugal
, os multibancos têm tido muito sucesso, o que levou ao aparecimento de novos serviços não bancários, como a venda de bilhetes ou o pagamento de serviços.
Neste momento
a
Rede Multibanco
é uma das mais sofisticadas redes interbancárias do mundo.
Também é o nome de um cartão de débito.
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COISAS DA SÁBADO: NÃO HÁ MAL QUE SEMPRE DURE, NEM BEM QUE NUNCA ACABE
1. Acabou para Sócrates o alibi dos governos anteriores. Com excepcionais condições de governação, com maioria absoluta, com o show europeu para dar dimensão internacional, sem «forças de bloqueio» na Presidência, com uma oposição nos dois primeiros anos muito mais responsável do que alguma vez o PS foi, gozando de muitas simpatias e ainda de mais cumplicidades, mas agora são os resultados que se esperam.
Os primeiros resultados que se conhecem são todos maus com excepção do controlo do défice e mesmo aí parece (ao Tribunal de Contas) que as coisas também não são tão boas como se pensava. O empobrecimento dos portugueses continua e é um empobrecimento sem esperança. Como se todos fossem, a seu modo, um desempregado com quarenta anos.
2. A propaganda governamental está a esgotar-se. PowerPoint, simulações de computador, assistências reverendas ou de casting, já só sobrevivem na RTP e nos «momentos-"Chávez» . Os especialistas, as agências, os assessores, bem podem estudar novas fórmulas para «comunicar», que a teimosia dos factos erodiu as técnicas de propaganda que o governo e o Primeiro-ministro tem usado até à exaustâo.
3. As reformas estilo Sócrates não passaram na maioria dos casos de medidas de contenção orçamental e, só em raros casos, foram medidas de verdadeira reforma. Mas quer as verdadeiras quer as falsas reformas foram sempre acompanhadas de um discurso de agressividade populista contra as classes e grupos profissionais destinatários -- funcionários públicos, professores, agentes da justiça, jornalistas -- que motivaram respostas corporativas. Este estilo agressivo colocou os grupos profissionais inteiros contra o governo em vez de os dividir entre sectores conservadores e «modernizadores», o que retirou eficácia às poucas reformas genuínas que se esboçaram.
4. Três programas emblemáticos caracterizaram este governo: o Plano Tecnológico, o Simplex e as «Novas Oportunidades». O que de melhor o governo Sócrates fez, passou por aqui. Talvez, de todos, o Simplex tenha sido o que melhores resultados trouxe. Ainda é cedo para se fazer uma avaliação global, mas a simplificação burocrática conheceu um impulso sério.
5. O Plano Tecnológico traduz muito do deslumbramento de Sócrates e da sua geração pelo poder das tecnologias, e pela crença que as tecnologias tem efeitos sociais de per si. Não tem. São instrumentos que só actuam em contextos sociais próprios e muitos milhares de euros de material avariado, computadores, gadgets, estão por essas escolas e instituições públicas onde depois das belas sessões públicas de ofertas e inaugurações não se cuidou, por exemplo, da manutenção. Para além disso, ter banda larga em Ferreira do Alentejo é excelente se ela servir para alguma coisa, se as literacias para a usar existirem para além da ida à Internet | Internet para ver os sítios de futebol, pornografia e as fotografias da turma no Hi5.
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hub-2701 |
Terá ainda que se esperar para ver outros resultados do
Plano Tecnológico
, mas este perdeu dinâmica
no último ano
.
6. Quanto às «
Novas Oportunidades
» foram
no seu início
um sucesso naquilo que era mais difícil: revalorizar o papel do ensino, da educação, da aprendizagem, do saber, em sectores da população que na sua vida tinham voltado as costas a esses valores, ou por necessidade, ou por facilidade. Porém o programa entra agora numa fase crucial: após os momentos de arranque incial, é suposto que se começe agora a aprender e a ser avaliado. Esta é a parte difícil, mas a que justifica o projecto. E aqui as intenções iniciais começam a esmorecer, os atrasos a somarem-se, a perplexidade dos formadores a aumentar e o anúncio regular pelo governo da outorga de mais uns milhares de diplomas faz suspeitar de facilitismo. Vamos ver.
7. No
PSD
deu-se mais um passo para a irrelevância, ou ainda pior, para tornar o partido um mero gestor alternativo das políticas do
PS
. Ora, para fazer a mesma política, os eleitores preferem o
PS
como mais eficaz e mais credível.
Com
Marques Mendes
, o
PSD
esboçou um ruptura com o período negro anterior, mas como quando se fazem «revoluções pela metade cava-se o seu próprio túmulo» (dizia
Saint Just
), perdeu-se o pouco que se tinha adquirido voltando o partido ao dia anterior da derrota
de 2005
.
Mendes
não conseguiu impor-se, mas os seus esforços foram no sentido certo.
Menezes
também não está a conseguir impor-se, mas todos os seus esforços vão no sentido errado. O governo está verdadeiramente à solta, a oposição numa crise maior do que alguma vez esteve
desde 2005
.
8. O
PP
já atingiu o equilibrio dos pequenos partidos, que atingem uma «stasis» interna onde que tudo o que acontece, não acontece. E no entanto, a retirada do
PSD
da oposição poderia ser uma oportunidade e o
PP
tem aproveitado os vazios para ocupar o terreno de algumas questões importantes como a dos direitos dos contribuintes e a omnipotência do fisco. Mas não chega.
Portas
reduziu o partido a si próprio, e dar atenção ao
PP
é dar atenção a
Portas
e cada vez menos pessoas o fazem.
9. O
PCP
teve um bom ano, o problema do
PCP
é que ninguém dá por ela disso. O
PCP
é o único partido cuja força é «civil», mesmo que se tenha em conta o processo de estatização dos sindicatos, maior na
UGT
do que na
CGTP
. Conseguiu com autonomia uma capacidade de mobilização que já tinha perdido e pôs na rua muitas dezenas, senão centenas de milhares de pessoas. O problema do
PCP
é que passou de moda mediática, a sua contestação parece um arcaísmo social e por isso parece ser inútil.
10. O
BE
está em crise. Deixou-se enredar com o
PS
em
Lisboa
, o pior sítio para alguém se enredar com o
PS
. Deixou-se reduzir a
Louçã
e
Louçã
fixou-se num discurso cujo esgotamento irrita mais do que cansa. Para a contestação social o
PCP
é mais eficaz, e as causas "fracturantes" são na maioria dos casos ou inócuas, ou tão vanguardistas que ficam na marginalidade e no radical chic.
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hub-4171 |
Pacto de sangue
PASSAPORTE BIOLÓGICO EM 2008
O ano de 2008 promete ser aquele em que tudo se fará para combater o flagelo do doping. Pelo menos é esta a intenção de vários agentes da modalidade que criaram, para tal, o passaporte biológico, a designação de um documento electrónico e individual na qual constarão todos os resultados dos controlos antidoping à urina e ao sangue efectuados aos ciclistas, assim como o respectivo perfil hematológico. O cruzamento destas informações permitirá avaliar as variações das análises e, consequentemente, detectar se houve manipulação de sangue.
O passaporte biológico é o resultado de uma reunião verificada há alguns meses, em Paris, organizada pelo ministro francês da Saúde, o ministro francês da Saúde, a UCI e a Agência Mundial Antidopagem (AMA). O objectivo é chegar ao Tour com o passaporte biológico de todos os possíveis participantes em total funcionamento, de modo a evitarem-se os casos de doping que ocorreram este ano.
Contra-relógio
O passaporte biológico abrange todos os ciclistas do ProTour, onde só há um português, podendo as equipas Continentais Profissionais, na qual faz parte o Benfica, serem também abrangidas. Ao todo, o grupo de trabalho prevê fazer 4.200 análises ao sangue -- seis por cada ciclista do ProTour --, mais 3.700 do que em 2007.
Em suma, a UCI quer controlar em 2008 cada ciclista por 12 vezes -- às análises de sangue juntam-se às da urina --, na sua maioria inopinadas, devendo gastar, com todo o programa do passaporte biológico, qualquer coisa como 6 milhões de euros, contra 1 milhão gasto este ano.
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hub-55847 |
Pêro da Covilhã
Pedro
ou
Pêro da Covilhã
(
Covilhã
?,
1450? --- 1530?
) foi um diplomata e explorador português.
Com
cerca de 18 anos
cativa um espanhol que visitava a
Covilhã
para comprar tecidos que o convida a servir o seu amo,
D. Juan de Guzman
, irmão do
Duque de Medina-Sidónia
, um dos mais conceituados fidalgos de
Sevilha
;
Pêro
aceita a proposta e parte para
Sevilha
onde lhe é atribuído o papel de espadachim. Impressionado com a desenvoltura de
Pêro de Covilhã
, convida-o
D. Juan de Gusman
a participar nas embarcações do seu irmão, o
Duque
conhecido também como o
Pirata Espanhol
;
Pêro
recusa a oferta e,
em 1474
, acompanha
D. Juan
a
Lisboa
a uma entrevista com
Afonso V de Portugal
|
Afonso V
de
Portugal
.
D. Afonso
simpatiza com
Pêro
também pelo seu domínio de línguas, nomeadamente a língua árabe e
D. Juan
cede a
el-Rei
os serviços do português. É assim que
Pêro da Covilhã
, aos seus
24 anos
, é admitido como moço de esporas de
D. Afonso V
.
Passado pouco tempo
, decide
el-Rei
elevá-lo a escudeiro, com direito a armas e cavalo.
Em 1476
acompanha
D. Afonso V
na batalha de Toro, a tentativa fracassada de
D. João
de reclamar o trono de
Castela
, já que era cunhado de
Henrique IV de Castela
|
Henrique IV
de
Castela
.
Mais tarde
, em iria acompanhar
D. Afonso
na jornada a
França
para pedir auxílio ao
rei Luís XI de França
|
rei Luís XI
de
França
na luta pelo trono de
Castela
, que seria rejeitado. Entretanto,
D. Afonso
abdica do trono, para
D. João II
.
Após a execução do
Duque de Bragança
pelas próprias mãos do rei,
Pêro da Covilhã
foi designado para investigar quais os nobres que conspiravam contra
D. João II
, conseguindo identificar o
D. Diogo
,
duque de Viseu
e
D. Garcia de Meneses
,
bispo de Évora
| bispo de
Évora
.
Na sequência do desejo de
el-Rei
continuar a obra iniciada pelo
infante D. Henrique
dos
Descobrimentos
, escolhe novamente
Pêro da Covilhã
para embaixador nos tratados de paz com os berberes do
Magrebe
(como o
rei de Fez
| rei de
Fez
e o de
Tremecém
), que convinham ao reino para convergir os esforços na odisseia marítima.
Pêro da Covilhã
torna-se, entretanto, escudeiro da guarda real e casa com
Catarina
que
em poucos meses
engravida.
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hub-51467 |
2008: preços de bens e serviços sobem acima da inflação
Os preços de diversos bens e serviços vão aumentar, no próximo ano, acima da inflação de 2,1% prevista pelo Governo para 2008, com destaque para o pão, com os industriais do sector a estimarem uma evolução de dois dígitos.
A electricidade vai aumentar, de acordo com a proposta da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), aprovada pelo Conselho Tarifário, 2,9%, em média, em Portugal Continental, 2,6% nos Açores e 4,9% na Madeira.
A maioria dos consumidores domésticos podem assim esperar uma subida da factura mensal de 1,08 euros no próximo ano, mas os clientes industriais sofrerão um aumento médio de 3,0%, com maior peso para os de muita alta tensão (MAT) e alta tensão (AT) que terão uma subida de 3,9%.
Os clientes de média tensão (MT) terão um aumento de 2,7%, enquanto os de baixa tensão especial (BTE), normalmente pequenas empresas, terão um aumento de 2,5%.
Um dos casos em que a subida dos preços mais ultrapassa o valor da inflação prevista pelo Governo é o do pão, que deverá aumentar 10 a 15% em Janeiro ou Fevereiro, segundo contas feitas pela direcção da Associação dos Industriais de Panificação, Pastelaria e Similares do Norte | Associação dos Industriais de Panificação, Pastelaria e Similares do Norte (AIPAN).
Em declarações à agência Lusa, António Fontes, da AIPAN, disse que o preço do pão terá de aumentar para fazer face à subida de 92% registada ao longo de 2007 no preço da matéria-prima de base (farinha).
Desde o último aumento do preço do pão, em Janeiro de 2004, o preço da farinha mais do que duplicou, o das leveduras subiu 40%, o da energia 25%, o do gás 32%, o do gasóleo 70% e os custos com pessoal 14%, explicou.
O preço do arroz, cujo consumo per capita em Portugal é o mais alto da Europa, deverá igualmente aumentar, apesar de os industriais não conseguirem ainda prever o valor real a pagar pelos consumidores.
A Associação Nacional dos Industriais de Arroz (ANIA) explicou que um conjunto de factores a nível do mercado internacional - aumento do preço das matérias-primas com parte da produção a ser desviada para o fabrico de biocombustíveis - provocou em Portugal um acréscimo do valor por tonelada de 200 a 230 euros em 2006 para 280 a 290 euros este ano.
Nos transportes públicos, a subida é, em média, de 3,9%, e nas portagens das auto-estradas será de 2,6%, também, em média, seguindo o estipulado na lei, que obriga as concessionárias a apresentar "até 15 de Novembro as propostas de aumentos de portagens, tendo como por base a última inflação homóloga conhecida.
Nem todas as portagens sofrerão alterações, uma vez que os contratos de concessão determinam que os aumentos sejam arredondados em múltiplos de 5 cêntimos.
O tabaco também vai pesar mais na carteira: o Governo decidiu em 2005 que o Imposto sobre o Tabaco teria um aumento médio anual de 15% até 2009 e, a partir de Janeiro de 2008, um maço das marcas mais comercializadas poderá mesmo aumentar, em média, 30 cêntimos.
Sem contas fechadas, os CTT adiantam que «os preços dos serviços de correios não vão aumentar já em Janeiro» e, na água, o Instituto Regulador das Águas e Resíduos (IRAR) diz que o procedimento para 2008 está actualmente em curso, prevendo-se a sua conclusão em Janeiro.
Quanto às empresas concessionárias dos sistemas municipais, as tarifas são definidas no momento do estabelecimento da concessão e actualizadas de acordo com as regras constantes do respectivo contrato com aprovação pelo município.
Mas nem tudo são más notícias, tendo em conta que o Salário Mínimo Nacional vai aumentar, a partir do dia 1 de Janeiro, 5,7%, para 426 euros.
O valor fixado insere-se no acordo tripartido assinado no ano passado e que prevê uma evolução significativa do salário mínimo, de modo a atingir os 450 euros em 2009 e os 500 euros em 2011.
O "Indexante de Apoios Sociais (IAS), o referencial de actualização e cálculo das prestações sociais, deverá situar-se nos 407,4 euros, o que traduz um crescimento de 2,4%, a partir de Janeiro do próximo ano, segundo as contas feitas pela agência Lusa.
Em relação à actualização das pensões atribuídas pelo sistema de Segurança Social, as pensões de valor igual ou inferior a 1,5 IAS (611,10 euros) são actualizadas em 2,7%, as pensões entre 1,5 IAS e 6 IAS tem uma actualização de 2,17% e as pensões de valor superior a 6 IAS tem um aumento de 1,88%.
Estes valores foram calculados com base na lei 53-B/2006, de 29 de Dezembro, que cria o indexante dos apoios sociais e novas regras de actualização das pensões e outras prestações sociais do sistema de Segurança Social.
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hub-66746 |
José Sócrates
apresentou balanço
dos últimos seis meses
UE
:
Durão Barroso
elogia prestação da presidência portuguesa
O
presidente da Comissão Europeia | presidente da Comissão Europeia
elogiou
hoje
a prestação da presidência portuguesa da
UE
e a «competente liderança» do primeiro-ministro,
José Sócrates
, na condução dos destinos europeus
no segundo semestre deste ano
.
Durão Barroso
discursava na sessão plenária extraordinária do
Parlamento Europeu
, durante a qual
José Sócrates
apresentou os resultados da presidência portuguesa da
UE
.
O ano de "2007
mostrou que a
Europa
está à altura dos seus compromissos", sublinhou o presidente do executivo comunitário, estendendo à anterior presidência alemã os louros pelo acordo que permitiu a assinatura do novo tratado europeu.
Durão Barroso
lembrou que o «sucesso político tem agora de ser concretizado» com a ratificação do tratado por todos os
Estados-membros
, o que foi já
hoje
feito pela
Hungria
, o primeiro dos
27
países a cumprir esta etapa.
No seu discurso, o dirigente europeu disse concordar com a apreciação feita
minutos antes
por
José Sócrates
sobre os seis meses da presidência portuguesa, principalmente a assinatura do
Tratado de Lisboa
, novo relacionamento com o
Brasil
e a cimeira com
África
.
Durão Barroso
acrescentou à longa lista de sucessos enunciados por
Sócrates
outros que considerou "também importantes", como a decisão de criar o
Instituto Europeu de Tecnologia
e o lançamento de uma
Política Marítima Europeia
.
Entre os desafios que esperam a
UE
nos próximos meses
, o
presidente da Comissão Europeia | presidente da Comissão Europeia
destacou a necessidade de os
27
ajudarem a encontrar uma solução para resolver a questão do
Kosovo
. "Isto é um teste para a
Europa
onde não podemos falhar", sublinhou.
| [
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hub-74208 |
A fama do Prius
Durante o ano passado o nome Toyota Prius esteve nas bocas de todo o mundo e foi alvo de notícia e reportagem por vários meios de comunicação, a maioria deles sem estarem sequer relacionamos com o mundo automóvel.
Com toda esta atenção e o sucesso nas vendas por todo o mundo o nome Prius tornou-se um sinónimo de híbrido Nos Estados Unidos da America foram vendidos em 2004 mais de 50 mil unidades deste modelo e as listas de espera têm sido grandes, de tal forma grandes que existem casos de Prius a serem vendidos em segunda mão ao mesmo preço que um novo.
Um habitáculo simples, confortável e espaçoso.
Além de ser um híbrido, o que proporciona consumos mais moderados e menos poluição, é também um carro conduzido pelas estrelas de Hollywood. Cameron Diaz, Leonardo DiCaprio ou Will Ferrell são três dos muitos nomes famosos que possuem um Toyota Prius.
Economia e performance
Em cidade o Prius consome apenas 4,3 litros a cada 100km, tornando-o num dos automóveis mais económicos do mercado. Estamos claro a falar dum motor 1.5 VVT-i com apenas 78cv, que aliado ao sistema HSD (Hybrid Synergy Drive) aumenta a sua potência para 110cv. Dos 0 aos 100km/h o Prius demora cerca de 11 segundos.
A Toyota afirma que, apesar destas prestações conseguiram reduzir em 89% as emissões libertadas, comparando a um veículo novo a gasolina.
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hub-43823 |
ONDE ESTÁ O
PSD
?
É só uma questão de tempo até os jornais começarem a perguntar onde está o
PSD
, onde está
Menezes
, onde está a oposição vinda do partido que é suposto "liderá-la", que não se vê em parte nenhuma. O
PP
, o
PCP
e o
BE
, nalguns casos mesmo alguns raros dissidentes do
PS
socrático, têm criticado o
Governo
, enquanto o
PSD
passa entre as sombras, ou ficando pura e simplesmente silencioso, ou murmurando umas críticas de circunstância que ninguém ouve, ou, em muitos casos, concordando com o
Governo
e o
PS
. O único "não" sonoro que se ouviu foi a recusa do empréstimo à
Câmara de Lisboa | Câmara de Lisboa
, acompanhado por uma condução política que primou pela completa inépcia. Esse é daqueles que mais valia não se ter ouvido, sem com isso dizer que
Costa
tinha razão, que não a tinha.
A pergunta do "onde está" é tradicional na comunicação social e nalguns casos foi feita com estragos consideráveis, como aconteceu com
Vítor Constâncio
à frente do
PS
. A pergunta em si é pouco relevante, porque o que a comunicação social quer é festa e, quando acha que não a tem, clama por actores no palco. Admito que os tempos agora não estarão como estavam no tempo de Constâncio
, nem a dedicação carinhosa da comunicação social ao
PSD
é idêntica à que
na época
prodigalizava ao
PS
, cujo estado a preocupava. Mas, quando vier a pergunta, será mais para a coreografia do que para a substância, porque esta está há muito respondida:
de há uns tempos a esta parte
, o
PSD
está onde está o
PS
.
A razão pela qual o
PSD
se ausentou para parte incerta foi explicada na pouco noticiada conferência de imprensa "oferecedora de pactos", antecedendo o debate parlamentar de "primeira oportunidade" entre
Sócrates
e
Santana Lopes
.
Desde aí que se conhecem as razões de substância para este já longo silêncio: o
PSD
aproximou-se politicamente do
PS
como nunca esteve antes, ao ponto de se oferecer para co-governar em praticamente todas as áreas. Na conferência e em declarações avulsas - da política externa à política europeia, passando pela defesa, segurança interna e legislação eleitoral, e acabando no célebre "pacto das obras públicas", a que se soma o "pacto da justiça" vindo do tempo de Marques Mendes
-, o
PSD
faz uma abdicação da diferença, da alteridade, da oposição.
O que nos é dito é que
em Janeiro
tudo vai mudar, aparecerão propostas e tomadas de posição, vai começar a oposição "a sério", quando estiverem gabinetes e assessores a funcionar. É um pouco bizarro que se anuncie um tempo de adiamento da oposição, uma paragem para uma retoma anunciada, quando
antes
tudo era tempo urgente.
Menezes
criticava
Marques Mendes
por não fazer oposição
dia a dia
,
minuto a minuto
, fogosa, ardente, caso a caso, para o que, dizia, não faltavam temas nem razões e que "com ele" isso iria mudar radicalmente. Já não me refiro às idas às fábricas que encerraram - entretanto já encerraram várias -, mas a um estilo prometido de pathos oposicionista, comunhão com o povo e de entusiasmo militante, que, de todo, não se vê. Não é que o estilo prometido fosse bom, mas foi o que foi prometido, antes deste enorme esforço de respeitabilidade fabricado por agências de comunicação. Estas flutuações matam o flutuante, mas, infelizmente, são o que é normal, quando se actua para uma sociedade do espectáculo.
Permitam-me por isso que duvide da ofensiva putativa
de Janeiro
, porque a diferença não se faz com mais ou menos "estudos", "porta-vozes" ou "governos-sombra". Faz-se em primeiro lugar com políticas e não faltaram ocasiões
nos últimos meses
para se ser firme e duro com a política de um governo que está a empobrecer-nos a todos em nome de um modelo "social" que não tem futuro. Isto, na hipótese de o
PSD
ter um modelo diferente, que só pode ser mais liberal, mesmo que só moderadamente liberal, o que já não era mau.
Quando dois partidos se colam tanto que pouco se diferenciam, o que sobra para a luta política tende a ser incidental, conjuntural: esta nomeação, aquela opção por
Ferreira de Cima
em vez de ser por
Ferreira de Baixo
e várias variantes de questões "fracturantes", que em muitos casos são distracções dos problemas centrais de poder político e remetem para agendas em que nem sequer é líquido que o
Estado
e o poder político devam entrar.
Este "bloco central" político esteve sempre dentro do
PSD
, como esteve e está no
PS
e é uma sobrevivência de laços de interesses profundos representados nos dois partidos e que, depois, encontra expressão no rastro salazarista antidemocrático dos consensos.
Nos primeiros anos
da democracia, este "bloco central" concentrava-se em exercer o poder através da economia nacionalizada
pós-1975
, daí poder ser representado simbolicamente na cena real de responsáveis dos dois partidos reunidos a distribuir os lugares de gestores públicos nas empresas: estes dois são para mim, este fica para ti, este vai para a
TAP
e dou-te dois na
CP
, mas este da
EDP
não pode ser comparado como este na
Imprensa Nacional
, etc., etc. Este tipo de partilhas que durou
até há muito pouco tempo
e em muitas áreas, a começar nas autarquias e nas empresas municipalizadas, ainda está longe de ter acabado.
Mas o "bloco central de interesses" evoluiu com a economia, e adaptou-se às privatizações, deslocou-se para fora do
Estado
e foi para os grupos económicos, para os bancos, as seguradoras, as empresas de construção civil, etc., etc. Quase que se pode formular uma regra simples: quanto mais depender um grupo económico de decisões do governo para conduzir a sua actividade empresarial, tanto maior é a presença deste "bloco central de interesses" no seu seio. A deslocação do
Estado
para o privado significa que os mecanismos de influência tendem a deslocar-se de fora para dentro, a centrar-se na mediação de negócios, assentes em empresas de consultadoria e em grandes escritórios de advogados, que todos sabem serem as portas certas para chegar ao governo, este e os anteriores. Quando um partido político, ainda por cima na oposição, se demarca deste jogo de interesses instalado, as suas lideranças são sujeitas a um processo que começa pela descredibilização e acaba na tentativa de expulsar os incontroláveis.
Marcelo Rebelo de Sousa
, num momento da sua liderança, quando contestou alguns grandes negócios, foi sujeito a essa campanha.
É verdade que no
PSD
há a presença deste "bloco central", mas há também uma tradição de ruptura que,
no passado, tornou o partido na principal força reformista em
Portugal
. O
PS
foi crucial na defesa da democracia política
em 1975
, o
PSD
foi crucial na normalização democrática. Sem o
PSD
, na fórmula da
AD
de
Sá Carneiro
, não se iria tão longe e tão cedo no fim da presença militar na tutela da democracia. Sem
Cavaco Silva
não haveria uma cultura de "bom governo", o fim da
Constituição
socializante na economia, o retorno à economia de mercado, o boom de infra-estruturas, a democratização do ensino, uma modernização imperfeita mas real do país. Ambos associaram um programa de reformas à alteração das condições políticas dominantes em momentos desejados e sentidos como de ruptura:
Sá Carneiro
e
Freitas do Amaral
mostraram que outros partidos podiam governar
Portugal
que não apenas o
PS
, e
Cavaco
abriu caminho para as maiorias absolutas como condição de governabilidade.
Se estamos no caminho do bonnet blanc, blanc bonnet, como dizem os franceses, esta é a melhor receita para matar o lado reformista do
PSD
, o de
Sá Carneiro
e
Cavaco Silva
. Sem esse lado reformista, o
PSD
ficará tão próximo do
Governo
e do
PS
que, à luz de um, não se vê a sombra do outro. E nem de holofote a laser, banhado no mais forte néon,
Diógenes
encontrará qualquer homem na cidade.
| [
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hub-96408 |
GP Brasil: Raikkonen campeão do Mundo | Mundo
FINLANDÊS DA FERRARI ARREBATOU TÍTULO CONTRA FAVORITISMO DA MCLAREN
O finlandês Kimi Raikkonen sagrou-se campeão do Mundo | Mundo de F1 vencendo o GP do Brasil | GP do Brasil, à frente do companheiro de equipa na Ferrari Filipe Massa e do espanhol Fernando Alonso.
Lewis Hamilton, colega de Alonso na McLaren, não passou da 7.ª posição, depois de partir em vantagem pontual no Campeonato do Mundo, e teve de contentar-se com o segundo lugar, com 109 pontos, a apenas um do novo campeão, mas os mesmos que Alonso, embora com mais vitórias.
Emoção
Não faltou emoção em Interlagos no Circuito José Carlos Pace desde a primeira volta da corrida decisiva do Mundial, incluindo alguns acidentes entre actores secundários... e deslizes dos protagonistas.
O Ferrari de Raikkonnen partiu que nem um cavallino rampante e juntou-se ao companheiro de equipa tapando Alonso, que por sua vez ganhara uma posição colega Lewis Hamilton.
O líder do campeonato, que podia muito bem esperar para ver como decorria a prova, tentou passar o bicampeão e cometeu um erro de trajectória na 4.ª curva da primeira volta, saindo de pista e descendo para a 8.ª posição, atrás dos Toyota.
Quando já recuperara para o quinto posto, eis que o britânico abranda com problemas na electrónica, acabando na 18.ª posição, o que o obriga a fazer uma corrida de trás para a frente na busca do título!
A 8 voltas do fim, Raikkonen liderava e já era campeão virtual, atrás de Alonso (3.º na prova) e Hamilton (8.º) : o domínio da Ferrari era total na corrida, e só destinatário do título era incerto...
Mas a 5 voltas do fim o finlandês fez a melhor volta do dia, enquanto Hamilton era apenas 7.º... a 15 segundos | a 15 segundos de Heidfeld, e muito longe do 5.º lugar que lhe daria o título. Festa à brasileira para Raikkonen com dobradinha de Massa bem saborosa para a Ferrari: GP do Brasil | GP do Brasil e Mundiais de pilotos e construtores...
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hub-31642 |
Restauração da Independência
Guerra da Restauração
Finalmente, um sentimento profundo de autonomia estava a crescer e foi consumado na revolta
de 1640
, na qual um grupo de conspiradores da nobreza aclamou o
duque de Bragança
como
Rei de Portugal
|
Rei de
Portugal
, com o título de
D. João IV
(
1640-1656
), dando início à quarta
Dinastia
--
Dinastia de Bragança
.
O esforço nacional foi mantido
durante vinte e oito anos
, com o qual foi possível suster as sucessivas tentativas de invasão dos exércitos de
Filipe III
e vencê-los nas mais importantes batalhas, assinando o tratado de paz definitivo
em 1668
. Esses anos foram bem sucedidos devido à conjugação de diversas vertentes como a coincidência das revoltas na
Catalunha
, os esforços diplomáticos da
Inglaterra
,
França
,
Holanda
e
Roma
, a reorganização do exército português, a reconstrução de fortalezas e a consolidação política e administrativa.
Paralelamente, as tropas portuguesas conseguiram expulsar os holandeses do
Brasil
, como também de
Angola
e de
São Tomé e Príncipe
(
1641-1654
), restabelecendo o poder atlântico português. No entanto, as perdas no
Oriente
tornaram-se irreversíveis e
Ceuta
ficaria na posse dos
Habsburgo
. Devido a estarem indisponíveis as mercadorias indianas,
Portugal
passou a só obter lucro com a cana-de-açúcar do
Brasil
.
| [
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hub-30518 |
História do RFID
A tecnologia de RFID tem suas raízes nos sistemas de radares utilizados na Segunda Guerra Mundial. Os alemães, japoneses, americanos e ingleses utilizavam radares -- que foram descobertos em 1937 por Sir Robert Alexander Watson-Watt, um físico escocês -- para avisá-los com antecedência de aviões enquanto eles ainda estavam bem distantes. O problema era identificar dentre esses aviões qual era inimigo e qual era aliado. Os alemães então descobriram que se os seus pilotos girassem seus aviões quando estivessem retornando à base iriam modificar o sinal de rádio que seria refletido de volta ao radar. Esse método simples alertava os técnicos responsáveis pelo radar que se tratava de aviões alemães (esse foi, essencialmente, considerado o primeiro sistema passivo de RFID).
Sob o comando de Watson-Watt, que liderou um projeto secreto, os ingleses desenvolveram o primeiro identificador activo de amigo ou inimigo (IFF -- Identify Friend or Foe) . Foi colocado um transmissor em cada avião britânico. Quando esses transmissores recebiam sinais das estações de radar no solo, começavam a transmitir um sinal de resposta, que identificava o aeroplano como Friendly (amigo). Os RFID funcionam no mesmo princípio básico. Um sinal é enviado a um transponder, o qual é ativado e reflete de volta o sinal (sistema passivo) ou transmite seu próprio sinal (sistemas ativos).
Avanços na área de radares e de comunicação RF (Radio Frequency) continuaram através das décadas de 50 e 60. Cientistas e acadêmicos dos Estados Unidos, Europa e Japão realizaram pesquisas e apresentaram estudos explicando como a energia RF poderia ser utilizada para identificar objetos remotamente...
Companhias começaram a comercializar sistemas antifurto que utilizavam ondas de rádio para determinar se um item havia sido roubado ou pago normalmente. Era o advento das tags (etiquetas) denominadas de "etiquetas de vigilância eletrônica" as quais ainda são utilizadas até hoje. Cada etiqueta utiliza um bit. Se a pessoa paga pela mercadoria, o bit é posto em off ou 0. E os sensores não dispararão o alarme. Caso o contrário, o bit continua em on ou 1, e caso a mercadoria saia através dos sensores, um alarme será disparado.
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hub-83020 |
Actualmente é de
570,6 euros
Espanha
aumenta salário mínimo para
600 euros
O
Governo
socialista espanhol aprovou
hoje
o aumento do salário mínimo em
Espanha
, fazendo-o passar dos actuais
570,6 euros
para
600 euros
no próximo ano
.
«Aprovámos o decreto que estabelece o salário mínimo interprofissional nos
600 euros
por mês, com efeito
a partir de 1 de Janeiro
», anunciou o
chefe do Governo ,
José Luís Rodriguez Zapatero
, numa conferência de imprensa do último
Conselho de Ministros
deste ano
.
Este aumento foi conseguido graças ao acordo com os sindicatos e o patronato acrescentou
Zapatero
, que afirmou que esse valor correspondia às suas promessas eleitorais, precisando que o salário mínimo estava nos
460 euros
em 2004
, aquando da sua ascensão ao poder.
O chefe do governo vai disputar um segundo mandato de quatro anos nas eleições legislativas de
9 de Março
, e salienta
frequentemente
o seu balanço económico positivo.
Em Outubro
,
Zapatero
prometeu igualmente aumentar o salário mínimo até aos
800 euros
por mês em caso de reeleição.
À excepção dos antigos países do bloco de leste, a
Espanha
é um dos países que tem o salário mínimo mais baixo da
União Europeia
, juntamente com
Portugal
,
Grécia
e
Malta
.
| [
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hub-62214 |
Mosteiro de Santa Clara-a-Velha
O Mosteiro de Santa Clara-a-Velha situa-se na margem esquerda do Mondego em frente à cidade de Coimbra, e foi mandado construir por D. Isabel de Aragão | D. Isabel de Aragão, em 1314, no local do primitivo núcleo de monjas clarissas fundado em 1283 por D. Mor Dias.
História
Um curioso exemplar, óbvio momento de experimentação portuguesa do gótico, o Convento de Santa Clara de Coimbra | Convento de Santa Clara de Coimbra, melhor conhecido por Mosteiro de Santa Clara-a-Velha. A fundação é posterior a 1286, mas só com o auxílio de D. Isabel de Aragão | D. Isabel de Aragão, as obras do edifício actual tiveram início. Respeita, em termos de planta e alçados, a disposição dos templos de Clarissas - três naves de sete tramos sem transepto, e cabeceira com três capelas (as dos extremos quadrangulares, poligonal a capela-mor).
Ao mestre Domingos Domingues devem-se as primeiras campanhas que decorreram de 1316 até 1325, sendo depois sucedido por Estevão Domingues. Estevão cobriu a nave central de uma abóbada de berço quebrado sustentada em arcos torais de grande porte, desistindo, ao que parece, de a cobrir com cruzaria de ogivas. Mas nas colaterais optou claramente por este sistema, apesar de grandes imperfeições técnicas a que não serão estranhas dificuldades de implantação do templo, que muito cedo se afundaria nos campos alagados do rio Mondego. Não podemos esquecer que o objectivo do mestre foi conseguido: o de construir um templo vertical, (ainda que hoje o afundamento e o piso intermédio construído nos impeça de perceber as proporções esguias do conjunto), bem iluminado por frestas laterais de grande altura.
Este templo inscreve-se pela sua importância enquanto estaleiro-escola, numa conjuntura de gradual influência e aceitação dos Franciscanos na corte e na sociedade em geral: a rainha D. Isabel era particularmente dedicada à Ordem, ingressando depois de viúva na Ordem Terceira de São Francisco e fazendo-se sepultar numa magnífica arca feral neste mesmo Mosteiro.
| [
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hub-66526 |
Mosteiro de Santa Cruz
História
A Igreja de Santa Cruz de Coimbra | Igreja de Santa Cruz de Coimbra foi fundada
em 1131
por
D. Telo
(
São Teotónio
) e
11
outros religiosos, que adotaram a regra dos
Cónegos Regrantes de Santo Agostinho
. A nova
Igreja
recebeu muitos privilégios papais e doações dos primeiros
reis de Portugal | reis de Portugal
, tornando-se a mais importante casa monástica do reino. Sua escola foi uma das melhores instituições de ensino do
Portugal medieval
, tendo uma grande biblioteca (agora na
Biblioteca Pública Municipal do Porto
|
Biblioteca Pública Municipal do
Porto
) e um activo scriptorium. Nos tempos de D. Afonso Henriques
, primeiro monarca português, o scriptorium de
Santa Cruz
foi usado como máquina de consolidação do poder real. A importância da
Igreja
é evidenciada pelo fato de que
D. Afonso Henriques
e seu sucessor,
D. Sancho I
, foram sepultados lá.
Na Idade Média
, o mais famoso estudante da
Igreja de Santa Cruz
foi
Fernando Martins de Bulhões
, o futuro
Santo António de Lisboa | Santo António de Lisboa
(ou
Santo António de Pádua | Santo António de Pádua
).
Em 1220
, o religioso assiste à chegada à
Igreja
dos restos mortais de cinco frades franciscanos martirizados no
Marrocos
(os
Mártires do Marrocos | Mártires do Marrocos
), e decide fazer-se missionário e partir de
Portugal
.
No início do século XVI
, o
rei D. Manuel I
ordena uma grande reforma, reconstruindo e redecorando a igreja e o mosteiro.
Nessa época
são transladados os restos de
Afonso Henriques
e
Sancho I
dos seus sarcófagos originais para novos túmulos decorados em estilo manuelino.
Entre 1530 e 1577
funcionou uma imprensa no claustro. É possível que o poeta
Luís de Camões
tenha estudado em
Santa Cruz
, uma vez que um parente seu (
D. Bento de Camões
) era prior do mosteiro
na época
, e há evidências em sua poesia de uma estadia em
Coimbra
.
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hub-37295 |
Lisboa-Dakar | Lisboa - Dakar: Carlos Sousa ambiciona pódio
PILOTO PORTUGUÊS NÃO ESCONDE DESEJO E ELOGIA ORGANIZAÇÃO
O piloto português Carlos Sousa revelou que tem "capacidade para chegar ao pódio" dos automóveis na edição de 2008 do Lisboa-Dakar | Lisboa - Dakar cujo percurso foi hoje apresentado em Lisboa.
Carlos Sousa acredita que este ano o rali vai ser mais duro. "Vai ser um percurso para os mais resistentes. É mais difícil, mais exigente e as coisas entre os mais rápidos vão ser decididas ao segundo", afirmou o piloto da Lagos Team, que vai conduzir um Volkswagen Touareg idêntico aos de fábrica.
Apesar de ambicionar um lugar nos três primeiros, o piloto sabe que a concorrência é apertada e que não vai ser fácil: "Há 15 ou mais pilotos com hipóteses de chegar à vitória e ao pódio. As coisas vão ficar mais interessantes para quem vir o rali em casa ou pela Internet | Internet, mas para os pilotos vai ser uma luta até ao último dia".
O português, que nas últimas três edições foi sempre sétimo classificado, sofreu uma lesão cervical em Setembro. No entanto, já está a treinar a bom ritmo e garantiu que estará nas melhores condições dentro de mês e meio, quando começar o rali.
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hub-97297 |
George Steiner
- holocausto ou holocaustos?
George Steiner
esteve recentemente em
Portugal
e de acordo com notícia no
Ciência Hoje
o ensaísta vem proferir um discurso que a
Europa
é uma civilização decadente e que aparecerão outros locais do planeta como a
China
e a
Índia
?. Esta afirmação levantou-me uma série de inquitações:
Ora a
Índia
e a
China
já têm o seu espaço, as suas incongruências e cometendo os piores atentados ecológicos de sempre enquanto
hoje
há uma
Europa
que tem feito da sustentabilidade um exemplo a este planeta...exigir mais é possível, concerteza.
Mas
George Steiner
(
G.S.
), proferiu uma outra barbaridade ainda mais grave uma civilização que mata os seus judeus não recupera ...Não visitou o memorial em
Berlim
, concerteza...ou tão aplaudido sábio terá esquecido de
Aristides Sousa Mendes
ou de
Oskar Schindler
?
Por mim
G.S.
que fique pela
América
e ataque outros holocaustos que não criticou:
Guantanamo
, o muro internacional no
México
, que ataque a administração
Bush
que ainda não assinou o
Protocolo de Quioto
, que ataque um país que mantem a pena de morte, que ataque um país onde é constitucional o uso de armas...e lembrar-lhe que há muitos holocaustos no mundo...
G.S.
, enquanto aufere uns bons milhões de dólares e estará num gabinete provavelmente nada ecológico, com ar condicionado, podia sair um pouco da sua aura de eterna vítima de anti-semitismo e demonstar mais solidariedade com estas irracionalidades no
Mundo
de hoje como
Angola
e que são também holocautos tão ou mais graves que
Kosovo
e/ou
Israel-Palestina
:
Darfur
,
Birmânia
,
Congo
,
Ruanda
,
Singapura
,
Indonésia
, Tibete, povos da
Amazónia
,
Curdos
e Nações sem Estado.
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hub-65266 |
Tabaco: Associação lamenta exemplo de presidente da ASAE | presidente da ASAE
O presidente da Confederação Portuguesa para a Prevenção do Tabagismo | presidente da Confederação Portuguesa para a Prevenção do Tabagismo (CPPT) considerou hoje «um exemplo lamentável» o facto de o presidente da Confederação Portuguesa para a Prevenção do Tabagismo | presidente da Confederação Portuguesa para a Prevenção do Tabagismo ter sido fotografado a fumar num casino depois da entrada em vigor da lei do Tabaco.
António Nunes, presidente da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica | presidente da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), uma das entidades que irá fiscalizar a aplicação da lei que proibe o fumo em espaços fechados de utilização pública, foi fotografado pelo Diário de Notícias (DN) a fumar uma cigarrilha no Casino do Estoril | Casino do Estoril às 02.30 da manhã do dia 01 de Janeiro.
Em explicações ao DN, António Nunes considerou que a nova lei «não proíbe expressamente o tabaco nos casinos e nas salas de jogos», justificando com a existência de um conflito de interesses com a lei do jogo, que contudo, não faz qualquer referência ao consumo de tabaco.
No entanto, um parecer da Direcção Geral de Saúde a que a Lusa teve acesso sexta-feira indica que os casinos e salas de jogo «sendo locais fechados não podem deixar de se incluir no âmbito da aplicação a lei», além de estarem abrangidos na lei por «serem locais de trabalho».
«Trata-se de uma daquelas situações inoportunas e um exemplo lamentável que nos mostra que estamos em face de uma dependência grave», disse à Lusa o presidente da Confederação Portuguesa para a Prevenção do Tabagismo | presidente da Confederação Portuguesa para a Prevenção do Tabagismo, Luís Rebelo.
Luís Rebelo desvalorizou contudo o impacto desta situação na aplicação da nova lei e atribuiu a atitude de António Nunes a «um automatismo» inconsciente.
Sobre as dúvidas manifestadas pelo máximo responsável da ASAE relativamente ao âmbito de aplicação da nova lei, Luís Rebelo considerou que a legislação «é clara» quanto à proibição de fumar nos casinos e salas de jogos.
«Não pode haver dúvidas quanto à aplicação da lei sobretudo ao nível das entidades responsáveis pela sua fiscalização», disse.
Sobre os primeiros dias da vigência da proibição de fumar em espaços de uso colectivo fechados, Luís Rebelo considerou que a lei está a ter «uma óptima» aplicação com «a generalidade dos fumadores a compreender a proibição».
A lei do Tabaco, que proíbe o fumo nos serviços da administração pública, restaurantes, bares, discotecas ou centros comerciais, entrou em vigor às 00:00 do dia 01 de Janeiro.
A Lusa tentou contactar o porta-voz da ASAE | porta-voz da ASAE para obter esclarecimentos adicionais mas tal foi impossível até ao momento.
| [
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hub-77889 |
China
vai desenvolver nova geração de telemóveis
em 2008
A
China
vai desenvolver telemóveis de banda larga «de nova geração»
em 2008
, informa
hoje
a imprensa estatal.
O
Conselho de Estado
aprovou o plano de pesquisa da tecnologia de terceira geração, usando os padrões de redes nacionais
TD-SCDMA
. A estreia poderá acontecer durante os
Jogos Olímpicos de 2008 | Jogos Olímpicos de 2008
.
O programa de desenvolvimento «estará de acordo com as tendências da tecnologia da informação e ajudará a melhorar a inovação e competitividade mundial das empresas chinesas», disse o
ministro da Indústria da Informação
,
Wang Xundong
, citado pela agência
Xinhua
.
Segundo
Wang
, este será um dos principais temas da pesquisa tecnológica chinesa
em 2008
, juntamente com o desenvolvimento de microprocessadores e circuitos integrados, entre outros.
A tecnologia
TD-SCDMA
é desenvolvida integralmente pela
China
, em oposição aos padrões norte-americanos (
CDMA 2000
) e europeus (
WCDMA
).
Ainda não há data para a concessão de licenças para telemóveis
3G
, que serão disputadas entre as quatro grandes operadoras de comunicações fixas e móveis do país:
China Telecom
,
China Netcom
,
China Mobile
e
China Unicom
.
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hub-81551 |
Terramoto de 1755
O Terramoto
O sismo fez-se sentir na manhã de 1 de Novembro de 1755, dia que coincide com o feriado do Dia de Todos-os-Santos | do Dia de Todos-os-Santos. O epicentro não é conhecido com exactidão, havendo diversos sismólogos que propõem locais distanciados de centenas de quilómetros. No entanto, todos convergem para um epicentro no mar, entre 150 a 500 quilómetros a sudoeste de Lisboa. Devido a um forte sismo, ocorrido em 1969 no Banco de Gorringe, este local tem sido apontado como tendo forte probabilidade de aí se ter situado o epicentro em 1755.
Relatos da época afirmam que os abalos foram sentidos, consoante o local, durante entre 6 minutos a 2 horas e meia | durante entre 6 minutos a 2 horas e meia, causando fissuras enormes de que ainda hoje há vestígios em Lisboa. Com os vários desmoronamentos os sobreviventes procuraram refúgio na zona portuária e assistiram ao recuo das águas, revelando o fundo do mar cheio de destroços de navios e cargas perdidas. Poucas dezenas de minutos depois, um tsunami, que actualmente se supõe ter atingido 20 metros de altura, fez submergir o porto e o centro da cidade. Nas áreas que não foram afectadas pelo tsunami, o fogo logo se alastrou, e os incêndios duraram pelo menos cinco dias. Todos tinham fugido e não havia quem o apagasse.
Lisboa não foi a única cidade portuguesa afectada pela catástrofe. Todo o sul de Portugal, nomeadamente o Algarve, foi atingido e a destruição foi generalizada. As ondas de choque do sismo foram sentidas por toda a Europa e norte da África. Os maremotos originados pela movimentação tectónica varreram desde do norte de África até ao norte da Europa, nomeadamente até à Finlândia e através do Atlântico, afectando locais tão longínquos como Martinica e Barbados.
De uma população de 275 mil habitantes em Lisboa, crê-se que 90 mil morreram[2]. Outros 10 mil foram vitimados em Marrocos. Cerca de 85% das construções de Lisboa foram destruídas, incluindo palácios famosos e bibliotecas, conventos e igrejas, hospitais e todas as estruturas. Várias construções que sofreram poucos danos pelo terramoto foram destruídas pelo fogo que se seguiu ao abalo sísmico.
A recém construída Casa da Ópera, aberta apenas seis meses antes, foi totalmente consumida pelo fogo. O Palácio Real, que se situava na margem do Tejo, onde hoje existe o Terreiro do Paço, foi destruído pelos abalos sísmicos e pelo tsunami. Dentro, a biblioteca de 70 mil volumes e centenas de obras de arte, incluindo pinturas de Ticiano, Rubens, e Correggio, foram perdidas. O precioso Arquivo Real com documentos relativos à exploração oceânica e outros documentos antigos também foram perdidos. O terramoto destruiu ainda as maiores igrejas de Lisboa, especialmente a Catedral de Santa Maria, e as Basílicas de São Paulo, Santa Catarina, São Vicente de Fora, e a da Misericórdia. As ruínas do Convento do Carmo ainda hoje podem ser visitadas no centro da cidade. O túmulo de Nuno Álvares Pereira, nesse convento, perdeu-se também. O Hospital Real de Todos os Santos foi consumido pelos fogos e centenas de pacientes morreram queimados. Registos históricos das viagens de Vasco da Gama e Cristóvão Colombo foram perdidos, e incontáveis construções foram arrasadas (incluindo muitos exemplares da arquitectura do período Manuelino em Portugal).
| [
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hub-44595 |
Tour
: Procura-se candidato
PAULINHO
EM PROVA DESFALCADA DE VEDETAS
Pelo segundo ano consecutivo e após a era de Lance Armstrong
, o
Tour
está desfalcado de grandes candidatos à vitória. Sem a presença do norte-americano, do alemão
Jan Ullrich
e do italiano
Ivan Basso
, e até de outro transalpino,
Alessandro Petacchi
, a «
Grand Boucle
» inicia-se
amanhã
em
Londres
sem grandes expectativas. Procura-se candidato, é este o ponto fulcral da prova, que também não terá o dorsal n.º 1 | 1.
Ainda está por definir quem será declarado vencedor
de 2006
, depois do caso de doping de
Floyd Landis
. Daí a organização ter decidido suspender os dorsais entre o
1 | 1 e o 1 | 1
, começando o
Tour
no
11
.
Face então às ausências de vulto acima referidas, todas devido a ligações ao doping -- à excepção naturalmente de
Armstrong
, que se retirou após a sétima vitória
em 2005
--, três ou quatro nomes surgem ainda assim mais destacados na corrida pela vitória.
São eles o cazaque
Alexandre Vinokourov
(
Astana
), os espanhóis
Alberto Contador
(
Discovery
) e
Alejandro Valverde
(
Caisse
), e o norte-americano
Levy Leipheimer
(
Discovery
). Nós, portugueses, teremos em atenção a estreia de
Sérgio Paulinho
.
Cinco mil polícias
Cerca de 5 mil
polícias foram destacados para estarem de serviço em
Londres
por ocasião da passagem do
Tour
por
Inglaterra
. A segurança foi reforçada depois dos atentados terroristas verificados
a semana passada
na capital inglesa e em
Glasgow
. E, para além do
Tour
, há ainda o
Torneio de Ténis de Wimbledon | Torneio de Ténis de Wimbledon
, e o
GP de F1 de Silverstone | GP de F1 de Silverstone
.
| [
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hub-5080 |
O Tour de França de 2009 | Tour de França de 2009 | Tour de França de 2009 vai começar no Mónaco com um contra-relógio de 15 quilómetros, numa etapa que também terminará no principado monegasco.
O início do contra-relógio terá lugar precisamente no mesmo local do local de partida das provas de Fórmula 1.
"O prestígio do principado, a filosofia que tem para o desporto e grandes eventos e a localização geográfrica" foram apontados por Christian Prudhomme como justificação para a decisão.
O Tour de França | Tour de França voltará assim ao Mónaco, depois de 45 anos | depois de 45 anos ausente.
| [
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hub-15425 |
Tratado de Lisboa
(
2007
)
O
Tratado de Lisboa
ou
Tratado de Reforma
, é o acordo ratificado pelo
Conselho da União Europeia | Conselho daUnião Europeia
em
Lisboa
,
a 19 de Outubro de 2007
, e que substitui a
Constituição
europeia
de 2004
.[1]
O
Tratado de Lisboa
confere à
União Europeia
, personalidade jurídica própria para assinar acordos internacionais a nível comunitário. O termo «
Comunidade
» será substituído por «
União
», nomeia o Alto Representante para a Política Exterior e de Segurança Comum da União Europeia | Alto Representante para a Política Exterior e de Segurança Comum da União Europeia e estabelece a aplicação formal da dupla maioria
a partir de 2014
.
História
A emenda proposta pela Presidência alemã do Conselho da União Europeia | Conselho da União Europeia
(
2007
)
a 19 de Maio de 2007
incluiu a "essência da
Constituição
". A proposta foi apresentada após as reuniões de trabalho entre a presidência e os delegados dos
27
estados membros
durante o primeiro semestre de 2007
. Decidiu-se abandonar o formato do '
Tratado constitucional
' e, em alternativa, dar impulso a um tratado clássico que introduza emendas nos dois tratados
actualmente em vigor, o Tratado da União Europeia
e o Tratado da Comunidade Europeia
, que passaria a chamar-se
Tratado sobre o funcionamento da União
.
Portugal
, que assumiu a presidência da
UE
durante o segundo semestre de 2007
, lançou uma conferência intergovernamental (
CIG
)
nos dias 23 e 24 de Julho
, para acabar a redação do texto, coincidindo com a reunião de
ministros dos Negócios Estrangeiros
. O novo
Tratado
foi apresentado na cimeira
de 18 de Outubro
, em
Lisboa
, tendo sido assinado pelos representantes dos vários governos
no dia 13 de Dezembro de 2007
, no
Mosteiro dos Jerónimos
. Dar-se-á agora início ao processo de ratificação com o objectivo de que o texto entre em vigor
em 2009
.
| [
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... |
hub-28306 |
Panda elege os vírus mais curiosos de 2007
O laboratório anti-malware da Panda Security, revelou um relatório onde agrupa os "mais curiosos" exemplos de malware que emergiram no último semestre de 2007.
Alguns exemplos da lista:
-O código malicioso "mais pontual" detectado nos últimos tempos, revela a Panda, foi o Trojan Aifone.A. O nome não engana: é um malware associado ao iPhone da Apple | iPhone da Apple. Mal tinha acabado de ser lançado, já este malware o promovia, mas com o objectivo de propagar cópias de si mesmo entre utilizadores...
-"O worm mais travesso" foi o RogueMario.A, destinado a entreteter os utilizadores enquanto os infecta. Tem uma vertente generosa, já que foi desenhado para instalar a versão do jogo Mario Bros de cada vez que infecta um computador.
-A categoria Lost in Translation" vai para worms como os MSNFunny.B, Mimbot.A ou MsnSend.A, que conseguem enviar mensagens em vários idiomas, ainda que em frases não muito bem construídas.
-O Voter.A é um worm com "consciência cívica", conta a Panda. Convida os cidadãos do Quénia a participarem em eleições e a votarem num dos candidatos. Uma ideia de aplaudir, não fosse a técnica mostrar uma imagem do candidato de nove a nove segundos.
-O Trojan LiveDeath.A tem associado a si a curiosidade. Sempre que infecta um computador, abre uma consola de comandos e força os utilizadores a responderem a uma série de perguntas, como "Qual a sua cor favorita?". O esforço de responder será sempre inglório: qualquer que seja a resposta o computador encerrar-se-á.
Ainda que algumas destas ameaças lhe possam parecer interessantes, a Panda recomenda o afastamento face a estes exemplos de malware.
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ric-74122 |
TERROR, POP ART E CONTRACULTURA
A história dos quadrinhos, de
Bill Gaines
a
Roy Lichtenstein
Por
Vladimir Cunha
(yoyodine@hotmail.com)
Até 1947
, o jovem
William M.Gaines
não passava de um bon-vivant dedicado única e exclusivamente às coisas boas do mundo. Mas só
até 1947
, pois
naquele mesmo ano
sua vida mudaria drasticamente após a morte de sua mãe num acidente de barco. Profundamente abatido com a tragédia, seu pai,
Max Gaines
, resolveu retirar-se dos negócios e passou para o filho a missão de tocar adiante a empresa da família, a editora de quadrinhos religiosos
Educational Comics
. O único problema é que quadrinhos religiosos não eram exatamente um gênero de sucesso entre a molecada, que preferia as aventuras do
Capitão América
às adaptações carolas de passagens do
Novo Testamento
, daí ser compreensível que a
Educational Comics
estivesse em sérias dificuldades financeiras. Entretanto, o destino de
Gaines
tomaria um rumo inesperado quando ele cruzou o caminho de
Al Feldstein
, um talentoso artista freelancer em começo de carreira e que, assim como o ex-playboy, adorava aventuras de terror e mistério. Descobertas as afinidades, a dupla juntou as forças e criou duas histórias:
A Cripta do Terror
e
A Câmara do Horror
. E já que pior do que estava não podia ficar,
Gaines
aproveitou a editora que herdara do pai e lançou os dois títulos no mercado. Nasciam aí os quadrinhos de terror e a lendária
EC Comics
.
A publicação bolada por
Gaines
e
Feldstein
, batizada com o apropriado título de
Tales From the Crypt
, tornou-se um sucesso espetacular entre crianças e adolescentes e motivo de choque para os norte-americanos adultos. Jamais o cidadão comum - classe média, branco, suburbano e fiel defensor do
American Way of Life
como o caminho mais curto para o
Paraíso
- iria permitir que seus filhos passassem o tempo lendo histórias sobre aberrações, trapaças, assassinatos, bruxaria, exorcismo e magia-negra. O mundo permitido era aquele idealizado nas pinturas de
Norman Rockwell
, do garoto loiro de cabelo escovinha, das ceias do Dia de Ação de Graças | do Dia de Ação de Graças
e das bandeirantes de rosto corado. A
América
mergulhava no sonho da prosperidade capitalista, numa vida melhor através da química e no seu estabelecimento como superpotência econômica e militar. Encarar o lado feio e bizarro da vida não estava nos planos de ninguém. Exceto da molecada, que, dos cafundós do
Arkansas
ao centro de
Nova Iorque
, fazia a fortuna de
Gaines
comprando qualquer coisa que tivesse o selo
EC Comics
estampado na capa.
Isso aconteceu porque
Bill Gaines
criou uma identificação imediata com o público ao se apropriar da linguagem radiofônica - todas as histórias eram apresentadas por um narrador, geralmente o
Zelador da Cripta
, a
Bruxa Velha
ou o
Guardião da Câmara
- e também porque arrebanhou um time de artistas de primeira para atingir, nas páginas da revista, o clima de demência que as histórias pediam. Assim como
Will Eisner
, os desenhistas
Jack Davis
,
Frank Frazetta
,
Johnny Craig
e
Graham "Ghastly" Ingels
tinham um traço sombrio e carregado de dramaticidade. Houve também tendência em distorcer certas expressões faciais na tentativa de transpor para o papel a loucura interna de cada personagem.
Tales From The Crypt
impressionava também por sua logomarca ao mostrar a palavra "
Crypt
" grafada de tal forma que dava a impressão de estar apodrecendo.
O sucesso da
EC Comics
nas bancas, levou
Gaines
a ampliar sua linha de "produtos". Na esteira do sucesso de
Tales From The Crypt
, foram lançados
The Vault Of Horror
,
Crime SuspenStories
,
The Haunt of Fear
e
Shock SuspenStories
. Aproveitando a maré boa,
Gaines
adaptou as histórias do conhecido autor
Ray Bradbury
e jogou no mercado
Weird Science
e
Weird Fantasy
, publicações que misturavam suspense e terror a uma ficção científica um pouco mais pessimista, semelhante a de escritores como
Phillip K.Dick
e
William Gibson
. Não contente em se tornar o novo rei dos quadrinhos - desbancado as
HQs
de super-hérois, que, depois de
Tales From The Crypt
, entraram em decadência -
Gaines
aventurou-se pelo campo do humor.
Em 1952
chegava às bancas a
MAD Magazine
, o mais novo empreendimento da
EC Comics
, editada pelo escritor e desenhista
Harvey Kurtzman
.
O grande mérito da
MAD Magazine
trazer para as HQs um humor anárquico, satírico e, principalmente, judeu. Ainda em sua primeira fase - reconhecidamente a melhor de todas - ela destruiu sem dó nem piedade todo e qualquer ícone da cultura de massa norte-americana.
Flash Gordon
virou
Flesh Garden
(
Jardim de Carne
), um brutamontes com zero de
QI | QI
, e
Batman
foi transformando em um anão vampiro que vivia tentando agarrar a
Mulher Maravilha
. São notáveis também as sátiras feitas ao
Superman
(
Superduperman
e a charge
Supermarket
, sobre um supermercado exclusivo para heróis) e as adaptações de contos de fadas, todas elas temperadas por uma certa dosa de perversão sexual. A
MAD
merece ainda um capítulo à parte sobre sua produção gráfica, pois foi nela que floresceu o talento de
Wallace Wood
;
Basil Wolverton
, especialista em desenhar monstros deformados, e
Bill Elder
, os responsáveis pela "cara" da fase clássica da revista. Para se ter uma idéia de como a coisa era pesada para época, o slogan da
MAD
era uma provocação absurda: "MAD Magazine: Humor In a Jugular Vein!!", frase que, nos anúncios da revista, aparecia escrita sob uma
Monalisa
deformada criada por
Basil Wolverton
.
A festa duraria pouco e, logo,
a década de 50
seria conhecida como um dos períodos mais sem-graça da história das
HQs
. Apesar de algumas coisas maravilhosas, como
Pogo
, de
Walt Kelly
, e
Ferdinando
, as histórias em quadrinhos sofreram um duro golpe com o surgimento do macarthismo, da paranóia anti-comunista e com a publicação de
A Seducao dos Inocentes
- livro do psiquiatra
Frederic Werthan
sobre os "malefícios" das
HQs
. Entre outras coisas,
Dr. Werthan
, "provava" que
Batman
e
Robin
mantinham um ardoroso caso homossexual:
"
Constantemente
eles se salvam um ao outro de ataques violentos de um número sem-fim de inimigos. Transmite-se a sensação de que nós, homens, devemos nos manter juntos porque há muitas criaturas malvadas que têm que ser exterminadas...
Às vezes
,
Batman
acaba numa cama, ferido, e mostra-se o jovem
Robin
sentado ao seu lado. Em casa, levam uma vida idílica. São
Bruce Wayne
e
Dick Grayson
.
Bruce
é descrito como um grã-fino e o relacionamento oficial é que
Dick
é pupilo de
Bruce
. Vivem em aposentos suntuosos com lindas flores em grandes vasos...
Batman
é,
às vezes
, mostrado num robe de chambre...é como um sonho de dois homossexuais vivendo juntos".
Dr. Frederick Werthan
-
The Seduction of the Inocents
Impelido pela caça às bruxas do
Senador Joseph MacCarthy
- cujo alvo foi, principalmente, atores, roteiristas e diretores de Hollywood
acusados de comunismo - e o livro do
Dr. Werthan
, o governo norte-americano tentou acabar com todo o tipo de publicação cujo conteúdo fosse considerado "imoral" ou "impróprio". A primeira a dançar foi a
EC Comics
. Todos seus títulos foram proibidos e a
MAD
passou a pegar menos pesado em suas sátiras e mudou de formato para poder continuar nas bancas. Outro caso célebre foi a perseguição que o criador de
Ferdinando
,
All Capp
, sofreu por causa de uma história sobre os schmoos, um bichinho fictício semelhante a uma foca que se proliferava à velocidade da luz e tinha uma carne deliciosa, além de dar leite e pôr ovos. Na história, os
Estados Unidos
entram em polvorosa porque ninguém mais queria trabalhar, já que todo mundo tinha um schmoo em casa e não passava mais fome. Por isso, o schmoos foram considerados pelo governo como uma apologia ao comunismo e
All Capp
teve que tirá-los das aventuras de
Ferdinando
.
O resultado mais triste da paranóia do
Senador MacCarthy
e do
chefe do FBI | chefe do FBI
,
J Edgar Hoover
, foi a criação do
Comics Code
, aquele selinho encontrado em todas as revistas comercializadas nos
EUA
. Sem ele, as publicações de quadrinhos não poderiam ser vendidas, o que levou as editoras a implantar a censura interna, acabando assim com a liberdade de criação de seus artistas.
Apesar de algumas coisas legais aqui e ali, as
HQs
só saíram do marasmo
no começo dos anos 60
após o surgimento da literatura beat e das primeiras manifestações da contracultura. Criado em
São Francisco
, o movimento dos
Comix
deu um novo impulso criativo aos quadrinhos. Primeiro porque seus integrantes estavam num desbunde total e não estavam nem aí para a rígida moral norte-americana. Segundo porque as revistas dos
Comix
não eram vendidas em bancas e sim em lojinhas hippies, cujos donos não queriam nem saber se as ditas-cujas tinham ou não o famigerado
Comics Code Aproval
.
É um período marcado pela negação à linguagem formal das
HQs
. Nos comix,
por muitas vezes
não havia uma seqüência lógica na narrativa. Uma historia poderia ser interrompida para dar vazão a algum experimentalismo gráfico ou não ter exatamente um roteiro. Poderiam ainda ser ácidas e demolidoras - como as notórias edições de
Air Pirates
, de
Dan O'Neil
e
Ted Richards
, nas quais
Mickey
e
Minie Mouse
apareciam fazendo toda espécie de loucuras sexuais - ou simplesmente desagradáveis, principalmente em alguns momentos mais escatológicos da
Zap Comix
, a primeira publicação underground do planeta. Entre os nomes do quadrinho underground, destacam-se
Robert Crumb
,
Gilbert Shelton
,
Robert Williams
,
Skip Williamson
e
Ricky Griffin
, litografista que fez a cabeça de toda uma geração com sua arte psicodélica e posters de
Carlos Santana
,
The Doors
e
Gratefull Dead
.
Os comix atraíram também uma parcela considerável de artistas da velha guarda. Cansado da censura do
Comics Code
e empolgado com o movimento,
Will Eisner
lança um gênero inédito: as novelas gráficas (
Um Contrato com Deus
e
O Edifício
), uma mistura de literatura e quadrinhos com uma linguagem mais madura e bem mais experimental do que a usada na
HQ
tradicional. Outro veterano a pedir uma vaga no porão do quadrinho underground foi
Harvey Kurtzman
. À margem da indústria desde a instituição do
Comics Code
, ele voltou à cena com a revista
Help
, uma versão ainda mais pirada da
MAD Magazine
. Junto com ele vieram os bons companheiros de
EC Comics
Bill Elder
e
Wallace Wood
, que,
nesse período
, deu ao mundo a memorável
My World
, uma fábula pessoal sobre a decadência moral dos
Estados Unidos
.
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ric-81275 |
Quadrinhos e pop art - É neste processo de renovação da sociedade norte-americana que a pop art ganha um impulso e, de certa forma, contribui para que os quadrinhos voltem de novo a ser tratados como coisa séria. Os artistas procuravam demolir a rigidez e a seriedade das artes plásticas através de ícones da sociedade ocidental. Garrafas de Coca Cola, latas de sopa, símbolos gráficos usados em estações de metrô eram usados em associações livres que permitiam o estabelecimento de relações simbólicas e afetivas com as obras em questão. Era uma arte que se valia da repetição de signos conhecidos no intuito de buscar uma identificação com o público a que ela se destinava. A idéia era eliminar as barreiras entre as culturas erudita e popular.
Sendo assim, é compreensível que os grandes nomes da pop art utilizassem também as histórias em quadrinhos como um elemento a mais dentro de seus trabalhos. Afinal, a linguagem das HQs, um balão de texto ligado a uma imagem, possibilita a compreensão imediata da mensagem. Além do que, graficamente, eles dispunham de inúmeras referências que serviriam de parâmetro para os pintores pop. Isso pode ser visto na obra de Roy Lichtenstein e seus painéis diretamente copiados de tiras de jornal e, em menor escala, no trabalho de Andy Warhol. Neste caso, mais em decorrência da forma como ele dispunha suas obras - utilizando a narrativa seqüencial em cores primárias nos célebres retratos de Marilyn Monroe, Mao Tsé Tung e James Dean - do que propriamente por se comportar como um quadrinhista tradicional.
Ao levar para as galerias a estética das HQs, a pop arte fez com que os quadrinhos ganhassem de volta o respeito que haviam perdido na década de 50. Claro que isso não seria possível sem a renovação promovida pelos Comix. Com a pop art os quadrinhos passaram a ser aceitos por uma camada mais intelectualizada da sociedade. Jules Feiffer tem suas tiras publicadas nas páginas da elitista New Yorker. Na Europa, François Truffaut, Alain Resnais, Federico Fellini e Umberto Eco, teorizam sobre as HQs e declaram seu amor aos quadrinistas norte-americanos. Com a benção da pop art, finalmente as histórias em quadrinhos viraram coisa de gente grande.
A quebra de valores promovida pela pop art, pela contracultura, pelos comix e pela beat generation influenciou ainda o jornalismo e a literatura. Hunter S. Thompson e Tom Wolfe criam o "new journalism" e inventam uma nova forma de narrativa, misturando a notícia a impressões pessoais e estados alterados de consciência. Se, por um lado, Thompson experimentou todos os tipos de substâncias legais e ilegais para escrever Fear & Loathing in Las Vegas, um relato de suas maluquices na capital mundial do jogo, Wolfe desenvolveu uma linguagem acelerada e dinâmica parecida com as narrativas das HQs. Inclusive com a utilização de onomatopéias:
"mesmo que alguém quebrasse a corrente e em que todos fluíam e fosse bater de encontro ao asfalto da Grande Estrada a noventa quilômetros por hora - eles possuiam isso gravado na fita - e podiam tocar muitas vezes em retardos variáveis, skakkkkkkkkkkk-akkkkkkkk-akkkkk-akkkkkeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee
eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee - Nua em Pêlo cada vez mais esquisita enrolada na manta preta, tremendo e depois se levantando feito uma alma penada...
...É loucura, delírio, piração, fora da realidade, com metade do mesencéfalo repetindo
VOCÊ ESTÁ MUITO DOIDO
e a outra metade repetindo
VOCÊ É DEUS ...
Homem home on the range, cuspindo e buzinando fonfonrofonfon aquela maldita ladainha ao microfone - Home...home...on the ra-a-a-a-a-ange..."
Tom Wolfe - O Teste do Ácido do Refresco Elétrico
Essa foi a estética vigente dos primeiros textos da literatura underground norte-americana. Em livros como V, O Leilão do Lote 49 e Arco Íris da Gravidade, todos publicados no período que vai de 61 a 73, o escritor Thomas Pynchon freqüentemente adota um modelo de narrativa semelhante ao das histórias em quadrinhos e nos diverte com aviões sendo abatidos por uma rajada de tortas de creme, sátiras ao quadrinho de herói (o personagem Homem Foguete é claramente inspirado no Capitão América), monstros imensos que surgem do nada, ratos falantes, uma rolha assassina que persegue um casal em pleno ato sexual e personagens como nomes improváveis e absurdos (Benny Profane, Oedipa e Mucho Maas, Pierce Inverarity, Fausto Magistral, Tyrone Slothrop, General Pudding, Pig Bodine...). Quem também se utiliza do humor quase infantil das HQs é Kurt Vonnegut em seu manifesto anti-militarista Matadouro 5 e no experimental Timequake. Foi essa reciclagem da cultura de massa norte-americana e a sua junção com os valores emergentes da contracultura que permitiu o surgimento de uma narrativa genuinamente pós-moderna, um gênero que, além de bastante divertido, deixou fortes marcas na literatura norte-americana. Dos anos 60 até os dias de hoje.
Fonte: Kung Fu Lounge (http://kfl.blogspot.com/).
| [
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... |
ric-33939 |
EUA
MANTÉM EM SEGREDO ARMAS NÃO-LETAIS
Debora MacKenzie
, da
New Scientist
(www.newscientist.com)
Bactérias que comem estradas e edifícios. Biocatalizadores que decompõem combustíveis e plásticos. Dispositivos que corroem secretamente o alumínio e outros metais. Estes são apenas uns poucos exemplos de armas não letais que os
EUA
tentaram, ou estão a tentar, desenvolver. Mas quão próximas estas armas estarão da realidade nunca poderemos saber. A
US National Academy of Sciences
(
NAS
) recusa-se a liberar dúzias de relatórios que propõem ou descrevem seu desenvolvimento, embora os documentos devam estar nos registRos públicos.
A academia justifica sua reticência sem precedentes mencionando preocupações com segurança após o 11 de Setembro | após o 11 de Setembro. Mas pessoas experientes pensam que a razão real é que as investigações violam tanto a lei dos EUA como tratados internacionais sobre armas químicas e bacteriológicas.
Os documentos em causa foram colecionados no ano passado por um painel de cientistas acadêmicos e industriais organizado pela NAS para avaliar recentes investigações de armas não letais para o Joint Non-Lethal Weapons Program (JNLWP), do Pentágono. Os EUA ganharam um interesse acrescido pelas armas não letais após a sua desastrosa missão pacificadora na Somália, em 1993, quando civis amotinados mataram soldados americanos.
O painel, cujo relatório deve sair
até ao fim deste ano
, colecionou
147
relatórios e propostas de investigadores, muitos deles financiados pelo
JNLWP
. Um grupo no
Oak Ridge National Laboratory
, no
Tennessee
, por exemplo, propõe utilizar campos eletromagnéticos intensos a fim de produzir efeitos que vão "desde a interrupção da memória de curto prazo à total perda de controlo voluntário das funções corporais". Outros propõem armas de energia dirigida.
Em Março
, como é habitual com estudos não-classificados da
NAS
, eles foram depositados no
Public Access Records Office
da academia, e os seus títulos foram divulgados (ver abaixo). "Estes documentos são supostos serem públicos", afirma
Ed Hammond
do
Sunshine Project
, um grupo que faz campanha contra armas biológicas. Quando ele pediu ao serviço de registros para ver
77
dos documentos, este concordou em cedê-los.
"Mas
dois dias depois
a
NAS
retirou os documentos", conta
Hammond
. "
Kevin Hale
, o responsável de segurança da
NAS
, disse-me que era porque alguém havia exprimido preocupação". Quem o fez não é claro. A pressão restritiva não parece ter vindo da própria
JNLWP
, porque
na semana passada
esta enviou a
Hammond
oito documentos que ele havia requerido, incluindo três que estavam na lista da
NAS
.
New Scientist
não pode contatar
Hale
. "Ainda estamos a formular a nossa resposta às pessoas da
Sunshine
", foi tudo que um assistente disse. Mas os poucos relatórios que
Hammond
obteve constituem uma leitura interessante.
Mais de um ano atrás
,
New Scientist
revelou que responsáveis superiores da
JNLWP
pretendiam reescrever os tratados de armas químicas e biológicas a fim de terem mais liberdade para desenvolverem armas não letais (
16 Dezembro 2000
, pg. 4). Os relatórios tornavam claro que investigações que violam os tratados foram efetuadas
desde os anos 1990
.
Um pedido de financiamento feito
em 1998
pelo
Office of Naval Research
propõe a criação de micro-organismos geneticamente projetados que corroeriam estradas e pistas de decolagem, e produziriam "deterioração de partes metálicas, revestimentos e lubrificantes de armas, veículos e equipamento de apoio, bem como combustíveis.
O plano era isolar genes para enzimas que atacam materiais como
Kevlar
, asfalto, cimentos, pinturas ou lubrificantes, e colocá-los dentro de micróbios que os expulsariam em grandes quantidades. As bactérias deveriam ser projetadas para se auto-destruírem depois de despejarem a sua carga de destruição.
Não é claro quantas destas idéias foram realmente realizadas. Mas o grupo já patenteou um microorganismo que decomporia poliuretano, "um componente vulgar das tintas de navios e aviões", incluindo revestimentos anti-radar secretos.
Outra proposta
de 1998
, de um laboratório de biotecnologia da base de
Brooks
da
Força Aérea
, próxima de
San Antonio
no
Texas
, era refinar "biocatalizadores anti-material" já em desenvolvimento. Um deles envolvia uma bactéria derivada que decompunha moléculas orgânicas como combustíveis e plásticos.
As propostas afirmam que tais substâncias estão isentas das restrições relativas à guerra biológica. Mas isso não é verdade, argumenta
Mark Wheelis
da
Universidade da California | Universidade da California
,
Davis
. A
Convenção das Armas Biológicas e Tóxicas de 1972 | Convenção das Armas Biológicas e Tóxicas de 1972
proíbe o "desenvolvimento, produção, armazenagem ou aquisição de agentes biológicos ou toxinas" se não forem para finalidades pacíficas. Além disso,
no ano passado
os próprios
EUA
introduziram uma lei banindo a posse de bio-armas, inclusive micróbios concebidos para atacarem materiais.
Os documentos retidos também incluem propostas para usar bombas fétidas, sedativos e derivados do ópio como armas, os quais
Wheelis
considera que transgrediriam a Convenção das Armas Químicas de 1992 | Convenção das Armas Químicas de 1992
.
Esta convenção proíbe "qualquer produto químico... que possa causar morte, incapacidade temporária ou dano permanente".
_______________
Copyright ©
New Scientist 2002
. For fair use only.
A URL deste artigo é: www.globalresearch.ca/ .
Texto extraído do site português
Resistir
(www.resistir.info).
| [
{
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ric-40040 |
É nós na fita! A arte como espaço de reflexão.
Juliaura · Porto Alegre (RS)
Não creio que se deva dizer mais "A obra de arte como espaço de reflexão e não como retrato de um gueto, isolado, à parte do contexto geral da sociedade."
Com a citação dessa frase de Jessé Oliveira, Fabio Gomes iniciou matéria de cobertura do 2º Encontro de Arte de Matriz Africana, realizado de 12 a 16 de dezembro de 2007 no Teatro de Arena em Porto Alegre.
Bem baixinho, só aqui pra nós do Overmundo, a cobertura é um espetáculo a mais, embora não fizesse parte da programação. Um estouro, como diz vovó Marinalva.
Fabio (ele não acentua o nome e que eu vou fazer com a proparoxítona relativa, a quebra de ditongo, o escambáu), pois o homem diz que Jessé Oliveira escreveu a frase "a propósito de justificar a escolha do texto Transegun, de Cuti, como primeira peça montada pelo grupo CaixaPreta, criado em 2002 a partir da reunião de artistas negros atuantes em Porto Alegre.
Aí eu me derreti toda, por que tenho paixnão pelo Cuti desde que sentei no colo dele. Calma pessoal, calminha aí. Eu tinha dois aninhos de idade, quando ele participou em um encontro em Porto, na Câmara de Vereadores, e "Papá estava lá comigo e eu só queria saber do colo do moço lindão, conforme a resenha da época. Não vamos desviar do assunto que quer tratar é da presença nossa, humana, nos palcos da vida.
É disso mesmo, de diálogo e reflexão que se falou um tantão da abertura ao encerramento do encontro. Fabio diz que foi assim no monólogo Madrugada, me Proteja | Madrugada, me Proteja, também de Cuti, interpretado no sábado, 15, pelo ator Sílvio Ramão; na única atração musical do Encontro, o show Epahei!, da cantora e compositora Karine Cunha, na quinta, 13, de quem nem vou falar muito porque vira prosa de fã e não tô aqui pra torrar vocês com meu gostinho particular e sim pra reportar as coisas como foram vistas pelo Fabio, né?
Diz ele:
Em Madrugada..., Sílvio vive um negro de alta classe média que, julgando-se inalcançável pela insegurança que (infelizmente) tem sido a marca das noites nas grandes cidades, é humilhado durante um assalto. Já o show de Karine se apoiou nas canções em homenagem a diversos orixás que estruturam seu segundo CD, Epahei!, lançado em agosto. (Palhinha dela no linque, di grátis)
O Fabio contou que um destaque do Encontro foi a apresentação na sexta, 14, da peça Taba-Taba, texto do francês Bernard Koltès, que marca a estréia da atriz Renata de Lélis na direção.
Teve também "Sortilégio Negro, de Abdias do Nascimento, fundador do Teatro Experimental do Negro (TEN), referência histórica assumida pelo CaixaPreta já na época do lançamento de Transegun. E recital de poemas de Oliveira Silveira que já nos foi muito bem apresentado aqui nas nossas overmundanas paragens pelo meu poeta querido dos mais mais.
Aquela história da presença nossa nos palcos, nós na cena, nós brilhando, nós dirigindo, nós na fita foi assunto a partir da trajetória de Abdias e do TEN, temas abordados na única palestra do Encontro, feita pela atriz Vera Lopes.
Uma das fundadoras do CaixaPreta, Vera falou, segundo Fabio, que não consegue entender porque alguns consideram a arte européia como superior, dando como exemplo que o teatro grego surgiu a partir de ritos - em que animais sacrificados eram oferecidos Dionísio - muito semelhantes às oferendas dos cultos afro-brasileiros para os orixás.
Vera Lopes deixou o povo presente acabrunhado quando protestou firme porque não consta imagem alguma do teatro africano num dos raros livros brasileiros que falam do assunto - História do Teatro (1978), de Nélson Araújo.
Eu, meio miolo mole até nem sei porque um estudo sério, em profundidade sobre a questão esqueceu esse detalhezinho. Vai ver que... Ah! Não pode ser por...
Será?
Deixemos esse outro assunto sério para lá, amizades.
O final do 2º Encontro de Arte de Matriz Africana teve a apresentação de Hamlet Sincrético. Golaço da produção, conforme Fábio Gomes.
Para ele a peça dirigida por Jessé Oliveira é "primorosa; a montagem relê o clássico a partir de uma estética negra, com elementos da cultura afro-brasileira ajudando a contar a história imortalizada por William Shakespeare. É notável o equilíbrio que Jessé conseguiu ao mesclar todos estes elementos".
E segue:
- Cada personagem encarna um tipo ou um mito da cultura negra, em especial das religiões afro-brasileiras: Hamlet é Xangô; o rei Cláudio, Zé Pelintra; e Polônio, um ex-babalorixá que se tornou pastor evangélico. A música ao vivo (o próprio elenco manda ver em cânticos de umbanda, sambas, hip-hop, ladainhas de capoeira e até cantos evangélicos), além de ajudar a contar a história, torna o nível de comunicação do espetáculo com a platéia algo digno de nota.
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"sta... |
ric-76632 |
Software livre, cultura livre, palco livre...
Eduardo EGS
·
Porto Alegre
(
RS
) ·
20/4/2007
15:38
·
153
votos
Num imenso galpão com estruturas metálicas, acontece
todo ano
um evento que prima pela liberdade. É o
Fórum Internacional Software Livre
, o fisl, que chega a sua oitava edição cada vez maior. E mais diversificado. Diferentes tipos circulam pelo local em harmonia. E não haveria por que ser diferente. Todos estão lá por um motivo em comum: o uso de ferramentas livres, baseadas na colaboração. E dentro desse evento, ocorre outra manifestação de liberdade: o
Criei, Tive Como!
,
Festival Multimídia de Cultura Livre do Brasil | Festival Multimídia de Cultura Livre do Brasil
, que acontece pela segunda vez
. Se
no ano passado
o festival tinha um estande acanhado, num dos cantos do
Centro de Eventos da Fiergs
|
Centro de Eventos da
Fiergs
, em
Porto Alegre
, agora as coisas foram bem diferentes. E Como!
Um estande central foi montado, com direito a banquinhos brancos e cortinas feitas com tubo de plástico, o que garantiu o resultado mais bonito entre todos os estandes, sem dúvida. Mas não ficou só por aí (e não mesmo!). O espaço contou com um estúdio de rádio e um estúdio de TV em pleno estande, que projetou vídeos o tempo inteiro, chamando a atenção dos participantes. Comandadas por
Gabriel Menotti
, do
Cine Falcatrua
, as projeções não seguiam uma programação prévia. "
Ano passado
a gente preparou um mote especial pra cá, que passava num horário determinado.
Nesse ano
, a gente tá controlando a transmissão
24 horas
, conta. Foi feita uma grade de programação
de 36 horas | de 36 horas
, com materiais da internet e enviados através de uma convocação especial para o festival, mas o que se viu por lá foram pessoas levando seus vídeos para passar sem marcar hora, bem no espírito colaborativo da cultura livre. "Naturalmente, você fazendo a programação do lado do espaço de exibição, as pessoas têm acesso não só a tela como ao dispositivo de controle e também a nós, que estamos controlando a estrutura. Então você tem um diálogo muito maior entre os projecionistas e o público, completa.
Sem dúvida, houve uma evolução no comparativo
com o ano anterior
. Quem confirma isso é o Vj | Vj pixel, que viu o festival crescer: "
Esse ano
a gente tem uma estrutura bem maior, que não atinge só o público que tá circulando pelo fisl, mas atinge as pessoas que acessam o site do fisl na internet também, porque a gente tem uma TV e uma rádio que tão sendo exibidas aqui internamente. A gente tem um telão e uma caixa de som com a programação da rádio, mas tem também streaming desse material que a gente tá produzindo, que é onde tá a maior parte do público. Mas a evolução não ficou só na estrutura do estande e dos conteúdos. O famoso show de abertura do festival também cresceu e se diversificou.
Realizada no
Teatro do Sesi | Teatro do Sesi
, local ao lado do espaço do fisl, a noite começou com os gaúchos da
Bataclã FC
, que entraram no palco com uniformes do
DMLU
, o
Departamento Municipal de Limpeza Urbana de Porto Alegre
|
Departamento Municipal de Limpeza Urbana de
Porto Alegre
e abriram o show com o clássico
Amigo Punk
.
A certa altura, o vocalista
Richard Serraria
chamou o público que dançava na fila do gargarejo a subir ao palco, com o comentário "É software livre, é palco livre, mas acho que a cara feia dos seguranças não motivou o pessoal a se arriscar. Não que isso tenha sido problema:
Richard
acabou o show no meio da massa, cantando com as mãos pra cima, pra alegria de todos. A segunda atração foi o
DJ Dolores
| DJ
Dolores
, que antes de tocar comentou que muita gente considerava que fazer música no computador era como enviar um e-mail, uma atividade burocrática e sem vida. Pra fechar o seu discurso, largou um "Então me dêem licença que eu vou ali passar um e-mail, sob os aplausos do público. O ponto alto foi o dueto com a rabeca do
Maciel Salustiano
, filho do
Mestre Salustiano
, que fizeram uma performance de arrepiar.
Na seqüência, vieram os DJs
Lucio K
e
JC
, ganhadores do
Overmixter
,
Concurso de Remixes Brasil-África do Sul
. O sul-africano
JC
abriu os trabalhos com o seu remix vencedor e convidou o público a bater palma enquanto a mistura sonora invadia o recinto.
Em seguida, foi a vez do
Lucio K
, com o seu remix vencedor
Tudo Vem da África
e com uma faixa do seu último disco, que mistura carimbó com música eletrônica, agitando a platéia. Pra valer: "
No final, ainda recebi de um espectador um dos melhores elogios possíveis: "fiquei impressionado com o groove que você tem, mesmo sendo branco assim!, diverte-se o
Lucio
. Encerrando a noite, os pernambucanos do
Mombojó
fizeram um ótimo show, com o público cantando junto e dançando.
No final, o vocalista
Felipe S.
convidou o povo pra subir ao palco, e ao contrário do show da
Bataclã
, o convite foi aceito, com uma galera invadindo o palco e pulando muito, pelo menos até a hora em que os seguranças começaram a tirar todo mundo de lá. Mas foi uma bela forma de terminar a festa, com alegria e empolgação, características que marcaram não só os shows como os três dias de
Criei, Tive Como!
.
E no que depender do
Vj | Vj pixel
, que pela segunda vez fez a ambientação visual do show (
esse ano
ao lado do inglês Salsaman), o
Criei
tem tudo para melhorar cada vez mais empolgante: "A gente gostou muito da estrutura que tem aqui, todo mundo tá adorando fazer. Nossa intenção é, terminando o evento, refletir sobre isso e escrever um relatório sobre o que foi bom e o que foi ruim, pra
no ano que vem
fazer uma estrutura semelhante, mas ainda melhor".
Pelo que vi nos três dias de evento, tenho certeza que esse objetivo vai ser alcançado.
| [
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"... |
ric-78733 |
Cavalo-marinho Boi PIntado, o dia de Reis | o dia de Reis e a Lei Rouanet, Recife, PE · 05/1
Rosa Campello
·
Recife
(
PE
) ·
31/12/2007
11:18
·
137
votos
Celebração ao Dia de Reis | ao Dia de Reis
, evento que acontece sempre
dia 06 de janeiro
, estaremos antecipando-o um pouco,
para o dia 05 de janeiro de 2008
, e com motivos de sobra para comemorá-lo:
Mestre Grimário
acaba de receber incentivo para finalizar seu CD
CAVALO-MARINHO BOI PINTADO
, o qual tem a participação especial das crianças do
Ponto de Cultura
do
MOVIMENTO PRÓ-CRIANÇA
através da
Lei Rouanet
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
A Empresa socialmente responsável , é a
STN - SISTEMA DE TRANSMISSÃO DO NORDESTE | STN - SISTEMA DE TRANSMISSÃO DO NORDESTE
.
"
CAVALO-MARINHO
, Uma Dança Dramática Brasileira:
Cavalo-marinho
, uma tradição folclórica do ciclo de Natal | de Natal
, é a versão pernambucana do
Bumba-meu-Boi
. Encontrado em toda parte do
Brasil
, o
Bumba-meu-boi
é uma dança dramática que tem como elemento principal a morte e ressurreição do boi mágico.
Uma apresentação de cavalo-marinho abrange música vocal, dança, cenas dramáticas, ação, poesia improvisada, música instrumental, máscaras e fantasias. No interior, para o norte do
Recife
, apresenta-se durante a safra da cana-de-açúcar(
agosto a janeiro
).
O enredo do
Cavalo-marinho
concentra-se em torno do
Capitão
, um proprietário rural que tinha deixado suas terras sob o controle de
Mateus
e
Sebastião
, dois vaqueiros. O
Capitão
deseja celebrar a volta dele às suas terras, mas, os vaqueiros não deixam. O
Capitão
manda um
Soldado
tirar a licença à força, e ele consegue, após muita confusão cômica e pancadas altas, mas, sem dor, das bexigas de boi que o
Mateus
e o
Sebastião
usam como armas e instrumentos musicais. Agora é a vez do
Mestre Ambrósio
, que imita todas as personagens do folguedo, que continua com uma longa seqüência de danças pelo
Capitão
e seus
Galantes
, uma guarda de honra. Entre elas, são danças em homenagem aos
Reis Magos
, que compartilha temas musicais com as devoções de
Reis
no
Portugal
, e uma para
São Gonçalo de Amarante | São Gonçalo de Amarante
.
Entram, em seguida, dezenas de personagens, cada uma das quais faz parte do mundo do engenho-de-açúcar. Entre elas, há personagens realísticas, como o
Valentão
, o
Cangaceiro
e o
Vaqueiro
- que fala na poesia do
Sertão
, e imaginárias- como o
Caboclo de Urubá | Caboclo de Urubá
. A apresentação termina com a entrada, dança, morte e ressurreição do
Boi
. O acompanhamento musical fica por conta do banco, um grupo de músicos que tocam
Rabeca | Rabeca
,
Pandeiro | Pandeiro
,
Bage | Bage
(
Reco-reco | Reco-reco
) e
Mineiro | Mineiro
(
Ganzá | Ganzá
). Os
Percussionistas
e,
às vezes
, o
Rabequeiro
também cantam. Entre seqüências, se ouve toadas do vasto repertório, versos improvisados e música instrumental para dança.
Durante os anos 90
, o interesse no
Cavalo-marinho
por parte do público da região metropolitana do
Recife
tem crescido muito, como parte de um ressurgimento de interesse na cultura popular em geral. Jovens visitam o interior para assistir a apresentações e para entrar no Mergulhão - a dança de abertura do Cavalo-marinho, e existem diversos projetos de pesquisa e documentação" .
Texto:
John Murphy
, Ph.D., Etnomusicólogo e professor de música na
Western Illinois University
(
até 2001
) e a
University of North Texas
(
à partir de Agosto de 2001
).
| [
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"... |
ric-54609 |
Na internet, no cinema, na TV, na
Locadora
Carlos Gerbase
faz parte de uma geração de cineastas que apareceu em
Porto Alegre
nos anos 90
, com a intenção de colocar o
Rio Grande do Sul
no mapa nacional da
Sétima Arte
. Através da
Casa de Cinema de Porto Alegre | Casa de Cinema de Porto Alegre
, esse grupo produziu obras-primas como o curta-metragem
Ilha das Flores
e apresentou para o país cineastas como
Jorge Furtado
, considerado um dos mais interessantes realizadores do cinema brasileiro atual.
Gerbase
faz parte desse grupo e, mantendo a tradição, coloca mais uma questão para a produção nacional ao lançar seu novo filme
3 Efes
simultaneamente no cinema, na TV, na internet e em DVD. "Só faltou a versão rádio", brincou ele, bem-humorado, com a reportagem do jornal fluminense
O Globo
.
Segundo a sinopse oferecida pela produção do filme, "
3 Efes
é uma comédia dramática que aborda as dificuldades - afetivas, financeiras e culturais - enfrentadas por um grupo de personagens que circula em torno de
Sissi
, uma jovem universitária que sustenta, a duras penas, o pai viúvo e o irmão pequeno. Nessa situação de dificuldade,
Sissi
recorre aos conselhos de sua tia,
Martina
, uma dona-de-casa entediada que, em meio a uma crise no seu casamento com o publicitário
Rogério
, fica irresistivelmente atraída por
William
, um simples catador de papel.
Rogério
também está em apuros: sua última campanha publicitária deu errado, e agora ele precisa dar um jeito de salvar seu emprego - de qualquer jeito. Assim, sob todas essas pressões do cotidiano, os personagens acabam tomando importantes decisões que vão mudar muita coisa entre eles - e também provocar algumas situações inusitadas".
O filme, que chegou ao público
no dia 7 de dezembro
, já pode ser visto pelo site www.3efes.com.br. Confira a entrevista exclusiva com o
diretor Carlos Gerbase
:
| [
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"... |
ric-18999 |
Amazonas
- Índios querem sobrenomes característicos da etnia
HOME PAGE
RONDONIA AO VIVO
,
24.12.2007
Índios do
Amazonas
reivindicam o direito de registrar os filhos de forma organizada, respeitosa e com os sobrenomes que caracterizam suas etnias. Os pontos foram apontados pelos indígenas na reunião de encerramento da primeira fase do
Projeto Registro Civil dos Povos Indígenas do Amazonas | Projeto Registro Civil dos Povos Indígenas do Amazonas
, que aconteceu
na última semana
em
Manaus
.
De acordo com o projeto, iniciado
em setembro de 2007
,
17
líderes indígenas estiveram em
44
comunidades no
Alto Rio Negro
,
Alto e Médio Solimões
,
Vale do Javari
,
Purus
,
Juruá
e
Manaus
para aplicar os questionários de avaliação sobre a atual situação dos registros civis da população e coletar dados para a elaboração de um relatório.
O documento, será apresentado
em março de 2008
e incluirá o resultado geral das avaliações e as sugestões dos povos indígenas. Ao todo, foram
mais de 1,4 mil
questionários aplicados em
325
comunidades, o equivalente a
43
etnias visitadas.
Fonte: Clipping da
6ªCCR do MPF
|
6ªCCR do
MPF
.
| [
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ric-85133 |
O jardim de caminhos que se encontram (algumas palavras sobre o conto de
Borges
e o filme de
Tom Tykwer
)
Roberto Azoubel
(Este texto é dedicado ao professor e poeta
Jorge Wanderley
(em memória) que me "incomodava" com
Borges
e com a literatura.)
Uma das tarefas mais importantes da arte foi sempre a de gerar uma demanda cujo atendimento integral só poderia produzir-se
mais tarde
."
Walter Benjamim
I1.
Com o desenvolvimento da imprensa
no começo do século XX
, o romance - forma literária intrinsecamente ligada ao objeto livro - emerge em sintonia com toda a evolução das forças produtivas da sociedade, tornando-se um gênero de grande difusão no mundo. Tal difusão levou o filósofo alemão
Walter Benjamim
a se preocupar com a morte do narrador - aquele do discurso vivo - como podemos observar no texto
O Narrador
, escrito
em 1936
.
O texto de
Benjamim
nos remete a uma recente discussão que seria a factível morte da literatura diante do crescimento da produção cinematográfica que se espalha pelo planeta. Proponho-me neste texto analisar justamente esta contenda, assumindo posições que ficarão nítidas no decorrer do seu corpo. Para tal empreitada, tomo como referências o conto
O Jardim dos Caminhos que se Bifurcam | O Jardim dos Caminhos que se Bifurcam
, escrito
em 1941
pelo argentino
Jorge Luis Borges
, e o fresquíssimo
Corra Lola, Corra
(
Lola Rennt
), filme alemão realizado pelo diretor e roteirista
Tom Tykwer
.
II
Para chegarmos ao conto de
Borges
, passemos antes por
Italo Calvino
. No capítulo chamado "
Multiplicidade
" do seu livro
Seis Propostas para o Próximo Milênio | Seis Propostas para o Próximo Milênio
,
Calvino
destaca como uma das (boas) características da literatura contemporânea essa capacidade de estabelecer redes de conexões entre os acontecimentos, entre as pessoas, entre as coisas do mundo, em outras palavras, essa capacidade atual de a escritura poder ser múltipla.
No decorrer do capítulo, o autor italiano mostra várias formas de multiplicidades que ocorrem na literatura. No entanto, para não sairmos do foco da discussão do texto, fiquemos inicialmente com o exemplo do romancista italiano
Carlo Emilio Gadda
, de quem, entre outros autores,
Calvino
se serve como ilustração.
Segundo
Calvino
(
1990
: 121), "
Gadda
durante toda a sua vida buscou representar o mundo como um rolo, uma embrulhada, um aranzel, sem jamais atenuar-lhe a complexidade inextricável - ou, melhor dizendo, a presença simultânea dos elementos mais heterogêneos que concorrem para a determinação de cada evento". E mais adiante, apoiado no ensaio
La disarmonia prestabilita | La disarmonia prestabilita do crítico Gian Carlo Roscioni
,
Calvino
ainda coloca que "esse conhecimento das coisas enquanto 'relações infinitas, passadas e futuras, reais e possíveis, que para elas convergem?, exige que tudo seja exatamente denominado, descrito e localizado no espaço e no tempo"(
CALVINO, 1990 | CALVINO, 1990:123).
Outros romancistas como
Proust
e
George Perec
, com o seu
A Vida Modos de Usar
, são citados no capítulo como exemplos de uma escritura que conduz à multiplicidade (de caminhos, de níveis, de pensamentos, de vozes etc.). Mas, de acordo com
Calvino
, esse modelo de redes possíveis pode ser construído tanto em romances extensos, como pode ser concentrado nas poucas páginas de um conto de
Borges
. Chegamos assim a'
O Jardim dos Caminhos que se Bifurcam
.
O conto, classificado pelo autor como policial, narra o percurso do personagem principal da cama até o jardim em que comete um assassinato como estratégia de sua missão de espionagem. No entanto, no seu enredo (e aqui também me apoio na leitura que
Calvino
faz dele)
Borges
desenvolve várias noções acerca do tempo.
No início, enquanto o protagonista está no seu quarto se preparando para realizar sua incumbência, o autor expõe um tempo preciso e no presente: "refleti que tudo aquilo que acontece com alguém, acontece agora, precisamente agora. Séculos de séculos e apenas no presente ocorrem fatos; inumeráveis homens no ar, na terra e no mar e tudo o que realmente sucede, sucede a mim..." (
BORGES,1995 | BORGES,1995: 94
). Em seguida,
Calvino
, ainda no seu
Seis Propostas
..., relata que
Borges
mostra "uma idéia de tempo determinado pela vontade, no qual o futuro se apresenta tão irrevogável quanto o passado"(
CALVINO, 1990 | CALVINO, 1990: N). Por último, a idéia de um tempo múltiplo, que é a idéia central do conto e, afinal, o que nos interessa aqui. Veremos abaixo como essa idéia de um tempo múltiplo se apresenta no conto.
Ao chegar numa casa de portão alto, o protagonista é recebido por sua futura vítima,
Stephen Albert
, sujeito que fora encarregado de decifrar um enigma do livro escrito por
Ts'ui Pen
. Este, que era um antepassado do próprio personagem principal, tinha abandonado sua próspera vida (era governador de sua província, doutor em astronomia, em astrologia, enxadrista, calígrafo e famoso poeta) para compor um labirinto e um livro. No entanto, o enigma revelado por
Albert
é justamente que o livro e o labirinto são o mesmo objeto. A chave para a descoberta estava num fragmento de uma carta deixada por
Ts'ui Pen
, no qual estava escrito: "Deixo aos vários futuros (não a todos) meu jardim de caminhos que se bifurcam" (BORGES, 1995: 94 94 | BORGES, 1995: 94).
| [
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ric-11625 |
O
Kuduro
e nós. Teria mesmo algo a ver?
Ku
, palavra e não palavrão, parece vir do mais puro vernáculo do
Kimbundo
(
MataKu
=nádegas, assento plural de ritaku), principal língua falada em
Luanda
,
Angola
(da qual falamos centenas de vocábulos, sem saber - inclusive
Ku
, certo?) O sentido figurado da palavra é, exatamente, o mesmo que usamos no
Brasil
:
Bunda
(palavra aliás, oriunda também do mesmo
Kimbundo
), literalmente traduzida para o portugês também como nádegas.
O sentido da expressão
Kuduro
poderá ser melhor explicado por um Angolano, mas, ao que tudo indica, significa o que parece:
Kuduro
=
Bunda
imóvel, sem rebolar, o que, considerando-se que um dos movimentos fundamentais da dança angolana é o sofisticado rebolado (dos homens inclusive), é muito significativo. Algo como uma dança diferente , supostamente 'moderna', no âmbito das danças tradicionais que, como já disse são, extremamente, rebolativas.
Contudo, dança livre que é, no
Kuduro
também se pode rebolar, é claro, basta querer.
Dito isto, o
Kuduro
, inserido no âmbito da cultura
Hip Hop
, é uma dança de rua (ou uma street dance, para quem gosta americanismos) Como todos os outros gêneros assemelhados, o
Funk
carioca e o
Kwaito
(da
África do Sul
) é a resposta africana avassaladora influência da indústria cultural de massa capitalista, cujo eixo como se sabe, localiza-se, desde o fim da segunda guerra mundial, na
América do Norte
.
Mas o
Kuduro
também é um símbolo dos mais fortes,
neste momento
, da enorme capacidade da resistência cultural das populações não-brancas, do outrora chamado
Terceiro Mundo
, diante da pressão globalizante, sinônimo evidente de aculturação.
Kuduro Checkup
No
Kuduro
angolano - e vejam vocês mesmos que coisa curiosa! - os passos do mix, da fusão com o break, são o mais puro e carioca dos
Sambas
. Incrível!
Acreditem, mas, os
Pupilos do Kuduro
, e outros kuduristas , quando em conjunto, dançam, quase exatamente, o que a nossa
Ala dos Malandrinhos
dançava lá
naqueles bem passados anos 60
. Os braços e as mãos dançam break, mas, da cintura para baixo, bundas e pernas dançam o mais desbragado dos
Sambas
. Pode?
Teria sido aquela minha saudosa rapaziada de
Padre Miguel
a inventora do
Kuduro
?
Alguns pesquisadores tentam explicar a estrutura da base rítmica, da batida (beat) do
Kuduro
por meio de teorias moderninhas ou simplificações que insistem em preconizar a importância, ao nosso ver, exagerada, das tecnologias na criação e na evolução destas danças e gêneros musicais. Os reis da parada seriam portanto os equipamentos eletrônicos (como o já velho
Sampler
, por exemplo).
Apenas uma opinião, mas, é preciso cuidado porque assim, por extensão, o papel do
Mocinho
poderia ser atribuído a sociedade neoliberal globalizada, ao
Capitalismo
em suma, e ao estupendo grau de desenvolvimento tecnológico que ele propicia.
Besteira. Baita injustiça, sobretudo. Não há nada de novo nesta praia deserta, neste giro do prato de velha vitrola hi fi.
O
Sampler
e sucedâneos são, neste contexto, apenas instrumentos musicais, meios, facilitadores de registro, meros suportes. Se disponíveis estiverem, ferramentas de cultura serão. Se não estiverem, outras ferramentas se inventarão.
Aliás, o que um
Sampler
faz mesmo? Não muda nada. Copia. E haja periferia e miséria para samplear.
A grande sacação (e isto vem desde que o mundo é mundo) é , portanto, a capacidade do homem de tirar leite das pedras, resistir sem esmorecer jamais, reinventando linguagens, recriando sempre a partir de dados do cotidiano, subvertendo referências e sentidos comunicativos, extraídos de seu passado mais remoto, cimentando os degraus do presente, sem ilusões de modernidades vãs ou de futuro radiante.
Vírus no sistema. O
Mocinho
verdadeiro desta história- o anti herói - não é a sociedade,mas sim o homem.
----------------------
Inside the Kuduro
(em português não ficaria melhor não)
Senão vejamos: Em todos os gêneros citados (entre outros), a alma do negócio é um som de caixa e contratempo. É esta a célula rítmica base, a matriz, o
DNA
, sobre o qual se criará os sons que bem entendermos. Poderia ser um humano baterista lá no fundo, marcando a batida, mas, fica bem mais econômico usar um som gravado.
No caso do
Kuduro
clássico (como ocorre com toda coqueluche pop, as distorções e deformações aparecem rapidamente), a batida copiada (sampleada) parece ser o que se chamava
nos anos 70
,
80
de
Kabetula
, um ritmo muito popular em
Luanda
, semelhante ao
Semba
, do qual talvez seja uma variação (uma outra corrente afirma, contudo, que o
Kuduro
é uma variação do
Kuzukuta
, ritmo popular do carnaval angolano).
Ficou tudo em casa, no entanto, porque ambos os ritmos (como a maior parte das danças de negro do
Brasil
,
desde, pelo menos, o século 19
), tipicamente urbanos que são, vieram, provavelmente, do
Kaduke
, espécie de
Kuduro
surgido na cidade de
Ambaça
(
Mbaka
), grande centro urbano e comercial (!) lá
pelos idos de 1880
(veja
Capello e Ivens
), no tempo da colonização portuguesa em
Angola
Este
Kaduke
, talvez tenha gerado, a partir do mesmo processo, no
Brasil
colonial, o
Kalundu
que, mesclado à danças européias como a
Polka
e a
Mazurka
(espécies de danças de periferia brancas, populares na
Europa
central), deram numa dança popularíssima na
Corte
brasileira (um
Kuduro
colonial) chamada de
Lundu
.
Pois não é que o
Kaduke
, o
Kalundu
e talvez até mesmo o
Jongo
formaram talvez, a base principal - coreográfica e musical- do que conhecemos vulgarmente
hoje
no
Brasil
como
Samba
?
Viram só?
Kuduro
e
Samba
: Tudo a ver.
Fenômeno recorrente, efetivamente, existem manifestações como o
Kuduro
em todas as periferias do mundo. Decupando a estrutura de todas elas, especialmente no que diz respeito à coreografia, encontraremos, quase que invariavelmente, a seguinte composição: Passos e gestos de
Break Dance
, fundidos a movimentos de uma ou mais danças tradicionais, tribais mesmo em muitos casos, existentes na cultura local.
Alguém já parou para pensar que na violenta e exuberante expressão coreográfica de uma multidão de jovens favelados do
Rio
, muitos deles portando fuzis automáticos como se fossem lanças, existem passos completamente estranhos ao novaiorquino repertório de movimentos de break original, de, entre outros,
James Brown
e
Michael Jackson
? Há break sim, mas, um pouquinho só. Há desconjuntamento de braços e punhos, movimentos robóticos, como imagens de luz negra intermitente, mas, o que será que significam os outros passos?
Ora, é evidente que, olhando detidamente os movimentos de dança deste
Funk Carioca
, iremos encontrar a mesma filosofia coreográfica do
Kuduro
, em nosso caso, representada por passos de umbanda e candomblé (ritmos aliás,
hoje
banidos de algumas favelas cariocas, dominadas pela cultura ditatorial-evangélica das milícias).
Assim como na
África
e no
Brasil
, na
Índia
, no
Afeganistão
, na
Indonésia
, a fórmula beat futurista somado à tradição, se repetirá. Uma lógica planetária, uma espécie de cultura global periférica se estabelecerá. Para nós brasileiros, por exemplo, o
Kuduro
pode vir a representar a feliz descoberta de que, embora alguns anseiem, desesperadamente, pelo nosso ingresso no clube dos brancos países desenvolvidos, fazemos parte sim - e disto muito devemos nos orgulhar- do universo paralelo da mais complexa, viva, diversificada e pujante
Periferia
.
Como, facilmente, se pode notar, o mundo roda enquanto a cultura das periferias gira, circula, como um bambolê. Somos do
Overmundo
, o pá! O Bicho, o vírus da maçã. Y love you
Angola
!
(Em tempo: Em terra de cego, quem tem um olho, infelizmente é... caolho.)
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exp-76321 |
« PolivalênciaVacas - Para o
BCE
somos vacas!!
Para o
Banco Central Europeu
somos gado!!
Os politicos comprados por
Bruxelas
gerem as manadas nacionais.
Se somos mais caros do que produzimos, mais vale abater.
Esta é a politica de saude deste admiravel mundo novo.
- -
Fui
ontem
(
terça
) às urgencias pediátricas de cascais com a minmha filhiha de
4 anos
e ...
"Vai ter que voltar, porque só funciona
das 08h00 às 09h00
"
Desculpem??
Que M... é esta??!
Que grande M... é esta??!
Este é o país real, mas a situação é surreal.
Não aconteceu com um amigo, conhecido, ou familiar.
Aconteceu COMIGO!!
Em primeira mão.
Que é que eles querem?
Vamos reagir eficaz e eficientemente.
1º - Assinar a petição contra o desmembramento, só possivel pela cegueira provocada pela rentabilidade que enche os bolsos de alguns e lixa todos, dos cuidados INDISPENSAVEIS de saude em
Portugal
.
Petição contra esta abominavel realidade
2º - Arranjar uma petição de cidadãos a exigir a extinção do
BCE
.
Quero lá saber se é impossível, retrógrado, ou excessivo.
Eles que se cuidem. Tem que ser possível domesticá-los, e se não for, exterminá-los.
Que se vão encher para outro planeta.
Quem paga os ordenados exorbitantes que eles ganham? Nós!! Para quê!??
Só que não somos gado. Somos cidadão e temos que nos saber fazer respeitar.
Portanto, toca a fazer esta petição, para os por em sentido e sentirem cagufa no rabinho!
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ric-39610 |
Reino Unido
quer proibir
Tintim
12/Julho/2007
·
182
Comentários
A
Comissão pela Igualdade Racial
, do governo britânico, pediu que as livrarias interrompam a venda de
Tintim na África
, segundo álbum em quadrinhos de uma das séries mais populares do mundo.
O livro é racista. Profundamente racista. Colonialista ao limite. Publicado
em 1930
, em
Tintin au Congo
negros são burros qual portas e são chamados de macacos. O álbum não é sequer particularmente bom: é uma obra menor na coleção ilustrada e redigida por
Georges Remi
, que se assinava
Hergé
.
No
Reino Unido
,
Tintim na África
é vendido entre os livros adultos, não entre os juvenis, justamente por conta do conteúdo racista. Traz na capa um alerta. Já velho, antes de morrer,
Hergé
falou da obra. "Quando jovem, disse, "fui muito influenciado pelos preconceitos e estereótipos burgueses do tempo. Ele listava
Tintim na África
entre seus pecados de juventude.
Hergé
é autor de algumas das coisas mais geniais e profundas da história dos quadrinhos. Inclua-se na lista sua obra prima,
Tintim no Tibete
, na qual o jovem repórter embrenha-se pelas montanhas geladas na tentativa de encontrar
Chang
, seu amigo chinês, único sobrevivente de um acidente de avião. O livro,
de 1960
, é místico, orientalizado, respeitoso - tolerante e fascinado com o encontro de culturas distintas.
O governo britânico não está censurando: pede que as livrarias cooperem interrompendo a venda.
Tintim na África
faz parte de uma coleção de
23
álbuns. Se é mais imaturo - e é - também é um retrato de como a burguesia européia via o resto do mundo
nos anos 1930
.
Se o racismo nos incomoda
hoje
, se mesmo racistas envergonham-se de demonstrar o que pensam, é por conta de tragédias e lutas que, entre o
Holocausto
e
Luther King
, remodelaram nossa percepção do mundo. Esquecer que o racismo era natural
há oitenta anos
é desdenhar do esforço envolvido em dominá-lo. Se deixamos de ler os registros cotidianos
daquele tempo
- como
Tintim na África
-, estimulamos este esquecimento. Nenhuma obra deve ser lida ignorando a época na qual foi escrita.
O intervalo entre
Tintim na África
e
Tintim no Tibete
mostra ao leitor de
Hergé
a mudança do autor. Certamente ele não seria lembrado se tivesse deixado apenas aqueles primeiros álbuns.
Mas como cresceu entre um e outro.
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