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Notawisseling tussen de Nederlandse en de Portugese Regering houdende een overeenkomst inzake de wederzijdse afschaffing van visa1955713-01-195519553417-03-195507-04-1955
  Notawisseling tussen de Nederlandse en de Portugese Regering houdende een overeenkomst inzake de wederzijdse afschaffing van visa1955713-01-195519553417-03-195507-04-1955
  
  
  
    No
    I
  
  
  MINISTÉRIO DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS
   Proc. 517/G/51
   No. 8
  Lisboa, 14 de Dezembro de 1954
  Senhor Encarregado de Negócios,
  Tenho a honra de comunicar a V. Exa. que, com vista a facilitar as viagens entre os territórios de Portugal e dos Países Baixos, o Governo Português está disposto a concluir com o Governo Real Neerlandês um acordo para abolição recíproca de vistos em passaportes nos seguintes termos:
  
    
      1.
      Os súbditos neerlandeses munidos de passaportes válidos, expedidos pelas competentes autoridades dos Países Baixos poderão entrar livremente em Portugal Continental e Ilhas Adjacentes para permanência temporária, em viagens de trânsito, negócios ou recreio, sem necessidade de qualquer visto diplomático ou consular.
    
    
      2.
      Os cidadãos portugueses munidos de passaportes válidos, expedidos pelas competentes autoridades portuguesas, poderão entrar livremente nos Países Baixos (território da Europa), para permanência temporária, em viagens de trânsito, negócios ou recreio, sem necessidade de qualquer visto diplomático ou consular.
    
    
      3.
      Por permanência temporária entende-se um período não excedente a dois meses consecutivos o qual, excepcionalmente, poderá ser prorrogado, por motivos justificáveis, a exclusivo critério das competentes autoridades locais de cada um dos dois países.
    
    
      4.
      Devem, porém, munir-se de visto consular os súbditos neerlandeses que pretendam dirigir-se a Portugal Continental e Ilhas Adjacentes e os cidadãos portugueses que pretendam entrar nos Países Baixos com o fim de estabelecer residência ou exercer qualquer actividade profissional, remunerada ou não.
    
    
      5.
      Tenham ou não de munir-se de visto consular, os nacionais dos dois Estados Contratantes ficam sujeitos às leis, regulamentos e mais disposições locais respeitantes a estrangeiros, desde que entrem no território do outro país.
    
    
      6.
      As autoridades competentes de cada um dos países reservam-se o direito de recusar a entrada ou a estadia no respectivo território de pessoas que considerem indesejáveis.
    
    
      7.
      Qualquer dos Governos pode suspender temporàriamente este Acordo por motivos de ordem pública devendo a suspensão ser notificada imediatamente ao outro Governo por via diplomática.
    
    
      8.
      O presente Acordo entrará em vigor 30 dias depois da data em que o Governo Real Neerlandês comunicar ao Governo Português que obteve a aprovação requerida pela Constituição dos Países Baixos e continuará vigorando até dois meses depois de ter sido denunciado por qualquer das Partes Contratantes.
    
  
  Se o Governo Real Neerlandês concordar com o que antecede, tenho a honra de sugerir que a presente Nota e a Nota de V. Exa. de resposta em termos semelhantes sejam consideradas como instrumentos do Acordo entre os nossos dois Governos.
  Aproveito o ensejo para reiterar a V. Exa. os protestos da minha alta consideração.
  (w.g.) PAULO CUNHA
  
    Senhor Jonkheer E. Boreel,
  
  
     Encarregado de Negócios dos Países Baixos
  
  
     em Lisboa, etc., etc.
  
1955713-01-195519553417-03-195507-04-1955
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    No.
    II
  
  
  LÉGATION DES PAYS-BAS
  No. 6229
  Lisbonne, le 14 décembre 1954
  Monsieur le Ministre,
  J'ai l'honneur d'accuser réception de la Note de Votre Excellence en date d'aujourd'hui, Proc. 517/G/51, No. 8, par laquelle Votre Excellence a bien voulu m'informer que le Gouvernement Portugais, en vue de faciliter le mouvement des personnes entre les Pays-Bas et le Portugal, est prêt de conclure avec le Gouvernement Royal Néerlandais, à titre de réciprocité, un accord concernant l'abolition des visas d'entrée dans les termes suivants:
  I
  Les ressortissants néerlandais, pourvus d'un passeport valable, délivré par les Autorités compétentes néerlandaises, pourront entrer librement au Portugal continental et dans les Iles adjacentes en résidence temporaire, en voyages de transit, d'affaires ou de tourisme, sans avoir à se munir d'un visa diplomatique ou consulaire quelconque.
  II
  Les ressortissants portugais, munis d'un passeport valable, délivré par les Autorités portugaises compétentes, pourront entrer librement aux Pays-Bas (territoire d'Europe), en résidence temporaire, en voyages de transit, d'affaires ou de tourisme, sans avoir à se munir d'un visa diplomatique ou consulaire quelconque.
  III
  Par résidence temporaire on entend un séjour ne dépassant pas deux mois consécutifs, lequel pourra être prorogé exceptionnellement par les Autorités compétentes locales de chacun des deux pays, pour des raisons qu'il leur appartiendra exclusivement d'apprécier.
  IV
  Toutefois, les ressortissants néerlandais, qui désirent se rendre au Portugal et aux Iles adjacentes, et les ressortissants portugais qui désirent se rendre aux Pays-Bas afin d'y établir leur résidence ou d'y exercer une activité professionnelle quelconque, rémunérée ou non, devront se munir d'un visa consulaire.
  V
  Qu'ils doivent ou non se munir d'un visa consulaire, les ressortissants des deux Etats contractants restent soumis à la législation, aux règlements et autres dispositions applicables aux étrangers, dès qu'ils entrent dans le territoire de l'autre pays.
  VI
  Les Autorités compétentes de chacun des deux pays se réservent le droit de refuser l'entrée ou le séjour dans leur territoire respectif aux personnes qui seraient considérées indésirables.
  VII
  Chacun des deux Gouvernements peut suspendre temporairement le présent accord pour des raisons d'ordre public; la suspension doit être immédiatement notifiée à l'autre Gouvernement par la voie diplomatique.
  VIII
  Le présent accord entrera en vigueur 30 jours après la date à laquelle le Gouvernement Royal Néerlandais fera savoir au Gouvernement Portugais qu'il a obtenu l'approbation requise aux Pays-Bas en vertu de la Constitution. Il cessera ses effets deux mois après sa dénonciation par l'une des deux parties contractantes.
  J'ai l'honneur de confirmer à Votre Excellence l'accord du Gouvernement Néerlandais sur les dispositions ci-dessus, de sorte que la Note de Votre Excellence et la présente réponse soient considérées comme un accord conclu entre le Gouvernement Royal Néerlandais et le Gouvernement Portugais.
  Veuillez agréer, Monsieur le Ministre, l'assurance de ma plus haute considération.
  (s.) E. BOREEL
  
    Son Excellence
  
  
     Monsieur le Ministre
  
  
     des Affaires Etrangères
  
  
     à Lisbonne.
  
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